CINQÜENTA ANOS DE MEDICAMENTOS ANTIPSICÓTICOS EM PSIQUIATRIA

1. FENOTIAZINAS 2.TIOXANTENOS 3. BUTIROFENONAS 4. DIFENILBUTILPIPERIDINAS/ PIPERAZINAS 5. INDÓIS 6. BENZAMIDAS 7. DIBENZOXAZEPINAS 8. DIBENZOXEPINAS 9. DIBENZAZEPINAS 10. DIBENZODIAZEPINAS 11. TIENOBENZODIAZEPINAS 12. DIBENZOTIAZEPINAS 13. DIBENZOTIEPINAS 14. BENZO-HETEROEPINAS OUTRAS 15. BENZISOXAZÓIS 16. BENZISOTIAZÓIS 17. QUINOLINONAS 18. OUTROS ANTIPSICÓTICOS
REVISÃO ORTOGRÁFICA: Profa. Maria Beatriz Torres Frota Colégio Pedro II

LEOPOLDO HUGO FROTA

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Aos meus pais Eduardo e Mary; Aos meus filhos Eduardo Hugo, Lia e Camille; Aos meus irmãos, colegas, funcionários, pacientes e familiares do IPUB; À Tibá.

LEOPOLDO HUGO FROTA, M.D.
leopoldo.frota@uol.com.br MÉDICO PSIQUIATRA & PSICOTERAPEUTA Professor Adjunto do DEPARTAMENTO DE PSIQUIATRIA E MEDICINA LEGAL da Faculdade de Medicina da UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (UFRJ). co-HEAD, WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO) COLLABORATING CENTRE IN MENTAL HEALTH - INSTITUTO DE PSIQUIATRIA IPUB/UFRJ. Preceptor do PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA do Instituto de Psiquiatria IPUB/UFRJ. Membro do COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISAS do Instituto de Psiquiatria – IPUB/UFRJ. Coordenador da DISCIPLINA DE PSICOPATOLOGIA GERAL ministrada pelo DEPARTAMENTO DE PSIQUIATRIA E MEDICINA LEGAL para alunos de graduação do INSTITUTO DE PSICOLOGIA DA UFRJ.

REVISÃO ORTOGRÁFICA Profa. Maria Beatriz Torres Frota Colégio Pedro II – Rio de Janeiro

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4

PREFÁCIO

SUMÁRIO - I

11 12 13
16

INTRODUÇÃO HISTÓRICO
REFERÊNCIAS

I. FENOTIAZINAS

17

CARFENAZINA CICLOFENAZINA CLORIMPIFENINA DIXIRAZINA FLUFENAZINA METOFENAZINA OXAFLUMAZINA PERAZINA PERFENAZINA PROCLORPERAZINA TIETILPERAZINA TIOPROPAZATO TIOPROPERAZINA TRIFLUPERAZINA REFERÊNCIAS

38 39 39 39 40 44 45 45 46 48 49 49 50 51 52

C. PIPERIDÍNICAS
A-124 MEPAZINA MESORIDAZINA NORTIORIDAZINA PERIMETAZINA PIPAMAZINA PIPERACETAZINA PIPOTIAZINA PROPERICIAZINA SULFORIDAZINA TIORIDAZINA REFERÊNCIAS 60 61 61 62 63 63 64 64 65 66 67 71

A) ALQUILAMÍNICAS OU COM CADEIA LATERAL ALIFÁTICA
ACEPROMAZINA ALIMEMAZINA AMINOPROMAZINA CIAMEMAZINA CLORPROMAZINA ETIMEMAZINA LEVOMEPROMAZINA METIOMEPRAZINA METOPROMAZINA PROMAZINA PROMETAZINA TRIFLUPROMAZINA REFERÊNCIAS 19 20 21 22 22 26 27 28 29 29 30 32 32

D. OUTROS COMPOSTOS
CLOMACRAM DUOPERONA ESPICLOMAZINA FLUOTRACENO HOMOFENAZINA OXIPENDIL PROTIPENDIL REFERÊNCIAS 78 79 80 80 81 81 82 83

II. TIOXANTENOS
CLORPROTIXENO CLOTIXAMIDA FLUPENTIXOL PIFLUTIXOL 5

85
86 88 88 92

B) PIPERAZÍNICAS
ACETOFENAZINA BUTAPERAZINA 37 37

TEFLUTIXOL TIOTIXENO ZUCLOPENTIXOL REFERÊNCIAS

93 93 95 99

CINUPERONA FENAPERONA FG-5803 FLUANISONA REFERÊNCIAS

138 138 139 139 140

III. BUTIROFENONAS 108
INTRODUÇÃO 108

C) BUTIROFENONAS 4-PIPERIDILPIPERIDÍNICAS & PIPERIDÍNICAS OUTRAS
AL-449 BROMPERIDOL CARPERONA CLOFLUPEROL CLOROPERONA ID-4708 LEMPERONA MELPERONA MOPERONA PIPAMPERONA PIREMPERONA PROPIPERONA TRIFLUPERIDOL W-6123 REFERÊNCIAS 141 142 143 143 144 144 144 145 148 149 150 151 151 152 153

A) O HALOPERIDOL E AS BUTIROFENONAS 4-ANILINOPIPERIDÍNICAS
BEMPERIDOL BROMOSPIPERONA DROPERIDOL ESPIPERONA FLUSPIPERONA HALOPERIDOL IODOSPIPERONA TIMIPERONA REFERÊNCIAS 112 113 113 115 116 116 123 123 124

D) OUTRAS BUTIROFENONAS
AHR-1900 NONAPERONA U-25927 REFERÊNCIAS 158 159 159 159

B) BUTIROFENONAS 4-ARILPIPERAZÍNICAS
AZABUPERONA AZAPERONA BIRIPERONA BUTROPIPAZONA CENTPIRAQUIM 135 135 136 137 137

IV.DIFENILBUTILPIPER IDINAS / PIPERAZINAS 160
AMPEROZIDA CLOPIMOZIDA FLUSPIRILENO PENFLURIDOL PIMOZIDA REFERÊNCIAS 160 161 162 163 165 168

6

V. INDÓIS
INTRODUÇÃO
REFERÊNCIAS

175
175
178

VI. BENZAMIDAS
BROMOPRIDA 205 METOCLOPRAMIDA 206 TIAPRIDA 207 REFERÊNCIAS 208

201

A) DERIVADOS AMINO-ETIL

B) DERIVADOS 4-PIPERIDINIL
CISAPRIDA CLEBOPRIDA PRIDEPERONA REFERÊNCIAS 211 212 213 213

A) A RESERPINA & OS ALCALÓIDES DA RAUWOLFIA
DESERPIDINA RESCINAMINA RESERPINA REFERÊNCIAS 179 179 180 183

C) DERIVADOS 2PIRROLIDINIL
ALPIROPRIDA AMISSULPRIDA LUR 2366 PROSSULPRIDA RACLOPRIDA REMOXIPRIDA SULMEPRIDA SULPIRIDA SULTOPRIDA VERALIPRIDA REFERÊNCIAS 215 215 218 219 219 220 222 223 226 227 228

B) OUTROS INDÓLICOS
AL-1612 CARBIDINA FLUTROLINA MILIPERTINA MOLINDONA OXIPERTINA PIQUINDONA ROXINDOL SOLIPERTINA TEPIRINDOL REFERÊNCIAS 184 185 185 186 187 188 189 189 190 190 191

D) DERIVADOS 3PIRROLIDINIL
NEMONAPRIDA REFERÊNCIAS 236 237

E) OUTRAS BENZAMIDAS
5-Ome-BPAT BRL 34778 BW-1192U90 DAZOPRIDA HALOPEMIDA Y 20024 REFERÊNCIAS 7 239 240 240 241 241 242 242

C) O SERTINDOL E AS 2IMIDAZOLIDINONAS
AL-1965 SERTINDOL ZETIDOLINA REFERÊNCIAS 195 195 197 198

SUMÁRIO - II
INTRODUÇÃO ÀS BENZOHETEROEPINAS 244
REFERÊNCIAS 245

XII. DIBENZOTIAZEPINAS
CLOTIAPINA METIAPINA QUETIAPINA REFERÊNCIAS 318 319 320 329

VII. DIBENZOXAZEPINAS
AMOXAPINA LOXAPINA REFERÊNCIAS 246 247 250

XIII. DIBENZOTIEPINAS
CITATEPINA CLOFLUMIDA CLOROTEPINA DOCLOXITEPINA ISOFLOXITEPINA METITEPINA OXIPROTEPINA PERATIEPINA ZOTEPINA REFERÊNCIAS 335 336 336 337 338 338 339 340 340 343

VIII. DIBENZOXEPINAS
ASENAPINA CIPAZOXAPINA MAROXEPINA METOXEPINA RMI 61140 RMI 61280 REFERÊNCIAS 255 256 256 257 257 258 258

XIV. OUTRAS BENZOHETEROEPINAS
SCH 23390 SCH 24518 SKF 38393 SKF 83566 SKF 83692 TREPIPAM REFERÊNCIAS 347 348 348 348 349 349 349

IX. DIBENZAZEPINAS
CARPIPRAMINA CLOCAPRAMINA ERESEPINA FLUPERLAPINA MOSAPRAMINA PERLAPINA RMI 81582 REFERÊNCIAS 260 262 263 263 265 266 266 267

XV. BENZISOXAZÓIS
ABAPERIDONA ILOPERIDONA NEFLUMOZIDA OCAPERIDONA RISPERIDONA REFERÊNCIAS 352 353 355 355 356 379

X. DIBENZODIAZEPINAS
CLOZAPINA REFERÊNCIAS 267 288

XI. TIENOBENZODIAZEPINAS
FLUMEZAPINA OLANZAPINA REFERÊNCIAS 297 298 308 8

XVI. BENZISOTIAZÓIS
PEROSPIRONA SUPIDIMIDA TIOSPIRONA ZIPRASIDONA 396 397 398 399

REFERÊNCIAS

405

XVII. QUINOLINONAS
ARIPIPRAZOL OPC-4392 REFERÊNCIAS 410 416 417

XVIII. OUTROS ANTIPSICÓTICOS
2-Daodp 420 3-Fbpt 421 8-NLE-CER(4,10) 421 74-637 421 ALENTAMOL 422 ALTANSERINA 422 AMPACINA CX516 423 APREPIPANTO 424 AXAMOZIDA 424 BALAPERIDONA 425 BATELAPINA 425 BERUPIPAM 426 BIFEPRUNOX 426 BLONANSERINA 427 BMY-13980-1 428 BRL 20596 428 BROFOXINA 429 BROMERGURIDA 429 BUTACLAMOL 430 CARVOTROLINA 430 CI-943 431 CICLINDOL 431 CICLOTIZOLAM 432 CLOPIPAZAM 432 CLORMETILSILATRANO 432 DAPIPRAZOL 433 DN 1417 433 Dup 734 434 ECOPIPAM 434 FANANSERINA 435 FLUCINDOL 435 GEVOTROLINA 436 HP 236 436 IB-503 436 JINKO-HEREMOL 437

KC-5944 L-741,626 L-745,870 LEK 8829 LINTITRIPT M-100907 MANASSANTINA A MAZAPERTINA MEZILAMINA MILACEMIDA MILEMPERONA NAFADOTRIDA NE-100 ODAPIPAM OXIPEROMIDA PALINDOR PD-112488 PD-143168 PENTIAPINA PINOXEPINA PNU-96415E QM 7184 SCS 100 SDZ HDC-912 SETOPERONA SONEPIPRAZOL SR 31742A SR-141716A TEFLUDAZINA THE-JL-13 TILOZEPINA TIMELOTEM TRABOXOPINA TREBENZOMINA UMESPIRONA XANOMELINA ZOLOPERONA REFERÊNCIAS

438 438 438 439 439 440 440 441 442 442 443 443 444 444 445 445 446 446 447 447 448 448 448 449 449 450 451 451 452 452 453 453 454 454 455 455 456 456

OUTROS COMPOSTOS COM POTENCIAL UTILIDADE NA ESQUIZOFRENIA 456 ÍNDICE REMISSIVO DE ANTIPSICÓTICOS 469

9

10 .

foi incluído um Índice Remissivo com quase 2000 verbetes. Finalmente. Nossa intenção foi a de realizar um levantamento químico sistemático. Entendemos também que deva ser concebida uma gradação de “atipicidade”. úteis consultas e boa leitura. do que um amplo olhar retrospectivo a fim de inventariar o alcançado até aqui. além de informações técnicas pré-clínicas e clínicas.Prefácio Vive a Psiquiatria o limiar de nova era na História da terapêutica das psicoses com a reabilitação da clozapina e o desenvolvimento. não somente para o psiquiatra clínico como para investigadores. O estudo pretende abarcar os 250 compostos mais relevantes obtidos nestes cinqüenta anos. que foram identificados a partir de uma ampla revisão da literatura. nos últimos anos. destacar a produção científica nacional e dos autores de países da Língua Portuguesa mas. dando fecho a esta dura etapa de conquistas e realizações. importante papel. planejadores e gerenciadores da Área da Saúde e da indústria farmacêutica. consagram-se os novos medicamentos e acaba de ser mapeado o genoma humano -que espera-se. de nova e revolucionária série de antipsicóticos: os atípicos de segunda geração. com graus intermediários. leopoldo. acerca do maior número possível de substâncias introduzidas como potenciais antipsicóticos. um recurso indispensável para a precisa e abrangente localização das referências nos bancos de dados químicos. profissinais.frota@uol. médicos legistas e toxicologistas. nomenclatura e sinonímia. ostentando grande experiência clínica e ainda gozando de ampla aceitação social. Na intenção de facilitar consultas. Pretendeu-se uma obra completa. Rio de Janeiro. fórmulas moleculares.com. incluindo possíveis variações. estudados por 18 capítulos com 36 seções ou subseções. de referência. Esta divisão acabou obedecendo. licenciamento e comercialização no presente ou no passado. por bom tempo. fortuitamente e ainda que com importantes exceções. inédito em nosso idioma. Entretanto. A todos. não-farmacológicas. toxicológicos e bibliográficos hoje disponibilizados na Internet.br 11 . especialmente quando se considera que muitos ensaios abertos ou relevantes observações clínicas assistemáticas não chegam a alcançar publicação. 13 de abril de 2003 Leopoldo Hugo Frota. como recursos eficazes e razoavelmente seguros se utilizados de forma racional e. o que fica evidente quando tratarmos de certos compostos. A extensão do tema obrigou-nos à divisão da matéria em duas partes. contendo não somente nomes genéricos.nada mais conveniente para dar-nos a correta perspectiva e melhor calçar avanços futuros. quando simultaneamente são completados 50 anos da introdução dos neurolépticos ou antipsicóticos típicos. bioquímicos. da qual estão selecionadas cerca de 5500 referências bibliográficas. como veremos. como nomes de marca e nomes codificados. independentemente de terem alcançado. sem prejuízo da clara e precisa comunicação científica. como por exemplo. neurologistas e outros especialistas. Por outro lado. medicamentos convencionais e novos. os capítulos sobre os derivados indólicos (V) ou o das benzamidas (VI). à distinção em grupos químicos tradicionais (parte I) e grupos químicos recentes (parte II). fornecendo fórmulas estruturais. farmacólogos. certamente continuarão a desempenhar. além de estudantes de graduação e pós-graduação. economicamente viáveis para serem disponibilizados em grande escala na maioria dos países do mundo. Neste momento. Esperamos contar com os leitores para melhor saná-las em futuras revisões. estamos convencidos de que os medicamentos tradicionais. venha em futuro não muito distante permitir o desenvolvimento de terapêuticas revolucionárias. Procuramos. aguardamos que esforços. estamos certos de que foram cometidas importantes omissões. o leitor deve estar advertido de que haverá capítulos onde são simultaneamente examinados antipsicóticos típicos e atípicos. no país ou no exterior. pelos quais cada composto tornou-se inicialmente conhecido nas publicações de fases pré-clínicas ou clínicas pré-licenciamento. sobretudo. sempre que possível. ou não. de padronização e uniformização da nomenclatura técnica em idioma Português na Área da Saúde possam em breve nos dispensar dos estrangeirismos que insistem em povoar nossos textos. permanentemente atualizados. entre outros. para a esquizofrenia. dadas as habituais dificuldades de registro e intercâmbio entre nós.

muitas vezes com descobertas casuais. alguns irreversíveis ou potencialmente danosos. Com o acúmulo da experiência clínica. Transtornos de Déficit de Atenção. após sistemática investigação da clozapina em esquizofrênicos refratários. não só de modelo cognitivo-comportamental. a superação dos antigos paradigmas. olanzapina. Como produto deste esforço de pesquisa já foram introduzidas a risperidona. piperazínicas. como também demonstrar que os efeitos motores extrapiramidais. a contínua busca por compostos tão ou mais eficazes. e sua substituição por ambulatórios e serviços assistenciais mais ágeis e menos estigmatizantes. de compostos remanescentes com estrutura química singular ou ainda em desenvolvimento. Tudo indica que. ocupamonos das butirofenonas. logo tornaram-se evidentes efeitos neuroendócrinos e neuromotores indesejáveis. os tioxantenos. Este movimento logo tomou dimensões mundiais. difenilbutilpiperidinas/ piperazinas. assim. finalmente. não só a inédita amplitude de eficácia da substância. LARGACTIL). quinolinônicos e. eficazes e seguras. que tantos outros grupos de medicamentos. além serem rapidamente ampliados os esforços para a reabilitação de milhares de esquizofrênicos crônicos. seria clinicamente introduzido na França. das benzamidas. pela primeira vez na História. mas sobretudo melhor tolerados. dibenzoxepinas. a insulinoterapia e a malarioterapia. consideradas. comprovar para a surpreendida comunidade científica internacional. privados. estaríamos por ingressar em um novo período de euforia terapêutica. passaria a viver a Psiquiatria inédita euforia terapêutica. dibenzotiazepinas. a mais espetacular reforma assistencial de que se tem notícia na Era Moderna desde que Phillipe Pinel introduzira o "tratamento moral". pelas mãos de um cirurgião. que limitavam o emprego clínico dos novos medicamentos. até aqui. não eram. precoces e tardios. logo de outros medicamentos similares. que os neurolépticos na verdade inauguravam nova disciplina que se mostraria extraordinariamente profícua: a moderna Psicofarmacologia. a partir da clorpromazina. superadas as atuais barreiras de custo. impondo desafios inéditos no desenvolvimento de novos fármacos. dibenzazepinas. o eletrochoque. Em seguida. com renovação do prestígio das técnicas de reabilitação psicossocial e psicoterapias de modo geral. estimulando. finalmente. quetiapina. assumindo um caráter irreversível. servindo até para nomear os neurolépticos. amissulprida.Introdução Em fevereiro de 1952. dibenzotiepinas e outras) além de compostos benzisoxazólicos. caberia a John Kane. na época. Com a entrada em cena do LARGACTIL e. de forma radical. indóis. como improdutivas ou inaplicáveis a estes pacientes. Mal se vislumbrava. 12 . dar-se-ia o licenciamento e comercialização de quase uma centena de diferentes antipsicóticos em todo o mundo. Na segunda parte daremos continuação ao exame com os diferentes subgrupos de benzoheteroepinas (dibenzoxazepinas. No final da década de 80. de modo algum. substituídos por alternativas mais humanas. ziprasidona e o aripiprazol. coloca hoje à disposição do especialista. A partir deste momento histórico. Terapêuticas invasivas e rudimentares como a lobotomia. indissociáveis das ações terapêuticas. hipnoindutores. dando-se nas décadas seguintes. no entanto. etc. com hospitalização parcial ou de curta duração. o primeiro medicamento antipsicótico sintético: o “neuroléptico” clorpromazina (AMPLICTIL. estabilizadores do humor e novíssimos medicamentos utilizados nas Demências. Os novos antipsicóticos vieram decretar assim. de um mínimo convívio social e familiar. dibenzodiazepinas. dando partida à intensa busca recente por novos antipsicóticos atípicos sem o risco de discrasias da clozapina. puderam ser. pôde iniciar-se gradual desativação dos asilos e antigos hospícios. e. Henri Laborit. até então. nos Estados Unidos. benzisotiazólicos. os chamados “atípicos de segunda geração”. além da contenção física como único recurso no manejo das agitações psicomotoras graves. curiosamente. Seguindo a ordem de introdução. sob a forma de antidepressivos. piperidínicas e outras) e também pela similaridade estrutural. Milhares de substâncias de diferentes grupos químicos foram sintetizadas em resposta ao interesse despertado na época pelo novo recurso terapêutico e em pouco mais de duas décadas. como abordagens psicodinâmicas de insight ou de base analítica. o choque cardiazólico. vistos até então como inevitáveis. em Transtornos Alimentares. tienobenzodiazepinas. iniciamos este parte I pela clorpromazina e demais fenotiazinas (alifáticas. ansiolíticos.

amparada pelo prestígio de seu introdutor. intensa sedação e hipotensão). espécie de tranqüilização ou "indiferença emocional" aos estímulos. Thomas Sydenham. reserpidina. em razão da grande latência de ação. o brometo de sódio (usado em sonoterapia desde o 1897). depressão com risco de suicídio. Como derivado sintético. como o Laudanum. tanto a clorpromazina como a reserpina. o amital sódico (introduzido por Bleckwenn em 1929). Suíça. afora a insulino e a eletroconvulsoterapia e mais excepcionalmente o choque cardiazólico. limitavam-se a medicamentos sedativos e hipnóticos. a malarioterapia e a lobotomia frontal. dois anos após a introdução da clorpromazina na França. após seu emprego experimental nos psicóticos conduzido por Nathan S Kline (06) em Nova Iorque.na hipertensão arterial. já havia sido registrada na literatura médica pelos médicos hindus Ganneth Sen & Katrick Bose em 1931 (01). etc) -planta descoberta e pioneiramente empregada na Europa por Leonhard Rauwolf no século XVI mas. dotados de forte e inespecífica ação depressora em todo o sistema nervoso central (SNC). considerada muito eficaz. O reconhecimento do potencial terapêutico antipsicótico da reserpina. como os alcalóides da Rauwolfia. Com isto inaugurava-se a nova era das substâncias "líticas" ou "neurolíticas". Também se recorria a preparados à base de ópio. 13 . no início da década de 50. ervas e ópio. e que em doses altas determinavam coma profundo com inibição dos centros respiratórios do tronco cerebral. com doses maiores de barbitúricos. desde muito conhecida da medicina tradicional hindusomente viriam a ser considerados para emprego em psiquiatria com a síntese da reserpina pelos laboratórios da Ciba na Basiléia. Fase Maníaca da Psicose ManíacoDepressiva e Psicoses Orgânicas). As substâncias mais empregadas eram o hidrato de cloral. mostravam uma inédita ação sedativa seletiva. com ação direta de bloqueio dopaminérgico e não por depleção dos depósitos centrais de monoaminas. a clorpromazina foi consagrada nas décadas seguintes como o primeiro antipsicótico moderno (01). Os alcalóides da Rauwolfia serpentina. somente se daria. Em doses terapêuticas. (reserpina. opiáceos ou com o hidrato de cloral. (abandonado aliás. A utilidade de extratos brutos obtidos a partir de raízes da planta conhecida na Índia como “Pagla-KaDawa”. sais de bromo. beberagem composta de vermute. porém.Histórico Até a metade do século XX. os recursos terapêuticos biológicos de que se dispunha para o tratamento de estados psicóticos agudos (Esquizofrenia. rescinamina. o célebre neurologista inglês do século XVII. e uma mistura à base dos ácidos dietil e dipropenil-barbitúrico que se tornaria conhecida em todo o mundo como SOMNIFEN. introduzida por Kläsi nos anos 20. sem induzir a narcose ou coma como se observava então.

Henri Laborit (19141995). além de ser adotada como medicamento antialérgico no final da década de 40. a clorpromazina (4568 RP) foi sintetizada no dia 11 de dezembro de 1950 pelo químico Paul Charpentier. pelo equilíbrio e moderação na escolha dos prazeres sensíveis e espirituais. foi atribuído aos autores franceses Jean Delay e seu assistente. consagrando a técnica anestésica precursora da moderna neuroleptanalgesia por eles criada. A fenotiazina ou tiodifenilamina já era conhecida desde o início do século e empregada em agricultura e medicina humana e veterinária por suas propriedades anti-helmínticas (nematódios). as primeiras substâncias com propriedades anti-histamínicas nos laboratórios da Rhone Poulanc-Spécia. Eles haviam encomendado aos químicos da Rhône Poulenc-Spécia uma substância com ação depressora central ainda maior que a da prometazina que já empregavam. Vietnam. despertou interesse por seus efeitos sedativos e hipnóticos e passou a servir de base para a síntese de novos compostos. deve-se. O crédito pela confirmação da utilidade da clorpromazina em psicóticos e o delineamento de propriedades farmacológicas únicas. estado em que a alma. A descoberta casual e o desenvolvimento destes novos agentes terapêuticos se devem. Mais tarde. a dietazina aproveitada como medicamento antiparkinsoniano e a prometazina. já trabalhando de volta a Paris com o anestesista Pierre Huguenard (08. a denominação "ataráxicos" para a nova classe de fármacos. na verdade. o uso pioneiro em psiquiatria (caso de agitação maníaca). e mais tarde. como a promazina (3276 RP). em Paris. servindo também de base no preparo de soluções conservantes de madeira. Laborit & Huguenard não deixaram de notar a propriedade da nova substância em causar uma espécie de "indiferença emocional à dor". ao intenso trabalho de investigação químico-farmacêutica desenvolvido na França após a II Guerra Mundial em busca de antihistamínicos a partir de derivados da fenotiazina. Contudo. atinge o ideal supremo da felicidade: a imperturbabilidade. em associação a pentotal. por gotejamento endovenoso. Pierre Deniker (04). e chegaram a sugerir sua possível utilidade em doentes mentais. a dietazina e a prometazina (3277 RP). já no final da primeira metade do século. Em seis publicações de maio a julho de 1952. Seguindo este caminho. Dela foram extraídos compostos em grande número. esta solução composta tornar-se-ia mais conhecida como Coquetel Lítico de Laborit. 09). com os primeiros estudos pré-clínicos desenvolvidos por Simone Courvoisier. nos vocabulários céptico e estóico. A primeira foi preterida por ser anti-histamínico muito débil. Na clínica. independentemente de suas propriedades sedativas e analgésicas. Vem deste inédito efeito por eles observado. com a sugestão em 1955 de uma nova classe de fármacos. 14 . " tranqüilizantes maiores" ou como agora se denominam: "antipsicóticos". inicialmente alguns corantes com emprego em medicina como o azul de metileno."neurolépticas". petidina e eletroconvulsoterapia. sem narcose. caberia a eles relatar pela primeira vez o emprego isolado da substância em cerca de 40 pacientes (03). e denominada de "hibernação artificial". foi pioneiramente empregada pelo cirurgião francês nascido em Hanói. para compor ao lado da dietazina e da petidina (opiáceo sintético). um coquetel para ser utilizado em préindução anestésica de cirurgias. Ataraxia em grego significa. "ataráxicas".

posteriormente. 1956. a denominação foi aprovada pelos especialistas. 11. loxapina. Canadá. são históricos os artigos com a clorpromazina de Lucena e cols. são dignos de registro os trabalhos pioneiros do berlinense Heinz Lehmann (19111999) com a clorpromazina no Douglas Hospital ligado à Universidade McGill em Montreal. Como hoje se sabe. em laboratório. não reproduziam.. Estes “neurolépticos” especiais. 2 a 3 vezes maiores que as terapêuticas). emesis) e a anfetamina (estereotipias. tanto eles quanto os efeitos terapêuticos sobre sintomas positivos esquizofrênicos devem-se. Fora da Europa. além dos de Nathan Kline (1916-1982) (06). reduzir a motilidade espontânea dos animais. A escolha seria confirmada na maior parte do mundo. em Paris. a introdução dos atípicos. 1955. mostravam-se incapazes de provocar a típica reação cataléptica – que tanto influenciara Jean Delay na escolha do nome. em votação realizada durante o II Congresso Mundial de Psiquiatria em 1955.1955. onde seriam consagradas as denominações “tranqüilizantes maiores” ou “antipsicóticos”. em São Paulo (10. Desde então foram desenvolvidos ainda nos anos 50 e nas décadas seguintes. testemunhando a atualidade de nossa psiquiatria. de fato. Os efeitos motores (mais conhecidos na época como "sintomas de impregnação" e freqüentemente utilizados como indicativos da obtenção de concentrações terapêuticas na falta de exames laboratoriais) chegaram a ser considerados como necessários para a melhora sintomatológica da psicose. bem como as benzamidas modificadas por Louis Justin-Besançon e colaboradores. Entretanto. movimentos de roer. quando certos compostos. contenção). Relativamente ao uso pioneiro da reserpina em psiquiatria. Continuaram então a surgir novos grupos de neurolépticos até que. com exceção dos Estados Unidos e parte anglófona do Canadá. 1955. com ênfase na sedação inespecífica ou na sua principal indicação. e em geral. igualmente merecem menção (02. A adjetivação "atípico" teve suas origens ainda nos anos 60 e 70 na experimentação animal. só que em distintas áreas cerebrais (estriatais e límbicas. 1954 e de Krinsky e cols. embora com brandos ou ausentes efeitos motores extrapiramidais. em Salvador e de Vizzotto e cols. como veremos em continuação. nos Estados Unidos. as butirofenonas (fenilbutilpiperidinas) e difenilbutilpiperidinas por Paul Janssen e equipe. Jean Paraire e Jean Velluz no mês de fevereiro de 1952. e “ataráxico”. recentemente. aos psiquiatras do Hospital militar de Val de Grâce. flupentixol e tantos outros como a melperona e a molindona) ainda hoje são eventualmente denominados de "antipsicóticos mais ou menos atípicos" ("somewhat atypical antipsychotics"). os artigos nacionais de Campos e cols. 07) por sua quase simultaneidade às publicações de Kline nos EUA. novos compostos neurolépticos. cederiam a plena adjetivação (tioridazina. no Recife. ambos publicados no ano de 1954. defendida pelos norte-americanos. bloquear as respostas condicionadas de alarme sem interferir na reação de fuga nãocondicionada. protipendil. na França. hipercinesia). No Brasil. de Sampaio. consagrados os tioxantenos. ação curarizante) e guarda origem grega: “neuro” refere-se a nervo e “leptic” é sufixo derivado de “leptomai” que significa controle. Assim seriam a seguir.rigorosamente.nas faixas de doses esperadas (em média. antagonizar os efeitos clássicos de agonistas dopaminérgicos como a apomorfina (estereotipias. na Bélgica. em maior ou menor grau. mas só registrado em publicação (05) treze dias após o artigo original de Laborit & Huguenard (08). Os “neurolépticos atípicos” mostravam-se capazes de induzir a ptose palpebral de origem central. 12). para os quais. ao bloqueio dopaminérgico D2 central. sulpirida. 15 . O termo “neuroléptico” foi concebido em contraposição a “neuroplégico” (plegia = paralisia. introduzidos por Povl Viggo Petersen e equipe em Copenhagen na Dinamarca. captura. Originalmente cunhado por Jean Delay. clinicamente eficazes.. clotiapina.. em Turnhoult. Joseph Hamon. o padrão típico de neuroléptico nos testes considerados definidores desta classe de fármacos. com a reserpina. respectivamente). superando os concorrentes “tranqüilizante”.. veio estabelecer novo padrão terapêutico mínimo a ser alcançado. com estrutura tricíclica ou não. precursores dos modernos atípicos.

quetiapina e ziprasidona). Arq Dep Assist Psicop Est S Paulo. Ann of N. Sampaio N. 07. Press Méd 1951. Ann Méd Psychol 1952. 4:5. cognitivos e afetivos secundários da Esquizofrenia. olanzapina. 107-132. tanto a clozapina como alguns dos atípicos atuais. Bol Hosp Jul Mor 1955. sobre sintomas considerados refratários – sintomas negativos. 10. 1955. seja por suas propriedades antisserotoninérgicas simultâneas (antagonismo em receptores 5Ht2A no striatum e no córtex e agonismo 5Ht1A) que lhes confere abrandamento dos efeitos motores e ampliação de suas ações terapêuticas. 110(2): 331-335. Hamon J. Tomchinsky RB. Delay J & Deniker P. Historia de la Psicofarmacologia. In: Clark WG & del Giudice J. risperidona. seja por ligação mais frouxa aos receptores D2 com preferência pelos neurônios dopaminérgicos mesolímbicos e mesocorticais (sintomatologia psicótica) em detrimento dos nigro-estriatais (efeitos motores) e túbero-infundibulares (liberação de prolactina). La Prensa Medica Mexicana. A maioria dos novos antipsicóticos (clozapina. Referências Bibliográficas (Histórico) 01. Delay J. Bol Inst Vital Brasil 1954. Campos JS et al. L’Hibernation artificielle para moyens pharmacodynamiques et physiques. Kline NS. ao atuarem de forma inédita. 110(2). Lucena J. Huguenard P. Vizzotto S. 21:5-19. Huguenard P & Alluaume R. Neurobiologia 1956. Utilisation en thérapeutique psychiatrique d’une phénothiazine d’action centrale élective. 05. Acad of Sci 1954. 21:234. 04. que efeitos adversos e terapêuticos podem ser inteiramente dissociados. deixaram claro pela primeira vez de modo insofismável. remoxiprida). 110:364. 19(12): 1-20.vieram reformular prognósticos desfavoráveis e. Algumas observações sobre o emprego da Rauwolfia sello “wu” em psiquiatria. Paraire J & Velluz J.Y.O fato é que. Trad esp. 12. Considerações preliminares. Goes JF & Fiore LJ. já provaram ser isto. Presse Méd 1952. 38 cas de psychoses traités par la cure prolongée et continué de 4568 RP. Krinsky S et al. 60. A clorpromazina em psiquiatria. Loreto G & Costa AS. 11. Use of Rauwolfia Serpentina Benth in neuropsychiatric conditions. atuando também em receptores dopaminérgicos présinápticos além dos pós-sinápticos. Principios De Psicofarmacologia. 02. Arq Dep Assist Psicop Esta S Paulo 1955. mostram seletividade límbica e agem como agonistas dopaminérgicos quando usadas nas faixas menores de dose. Deniker P & Harl JM. embora não possuam afinidade serotoninérgica. 16 . Ann Méd Psychol 1952. Resultados do tratamento de doentes mentais pelo Amplictil. 1975. Caldwell AE. 5:199. perfeitamente possível. 08. mais importante. 03. Já algumas benzamidas de perfil atípico ou semi-atípico (sulpirida. Laborit H. Mexico. Remarques sur l’action du 4560 RP sur l’agitation maniaque. 06. Laborit H. amissulprida. graças aos atípicos. Un nouveau stabilisateur végètatif (le 4560 RP). 09. 206-208. Sobre o emprego da reserpina em psiquiatria. Ann Méd Psychol 1952. Dados preliminares sobre os resultados obtidos com a clorpromazina em Psiquiatria (71 casos). Sabemos hoje. 112-117. 59: 1329. ser possível a obtenção de resultados terapêuticos na ausência dos efeitos neuroendócrinos e extrapiramidais. 59.

Com cadeia lateral piperazínica e 3. 5) a localização crucial da substituição A no carbono 2 (45). Adicionalmente. Etimemazina. e efeitos antipsicóticos e eventuais efeitos adversos cognitivos ao bloqueio mesolímbico e mesocortical. É interessante notar em sua fórmula que as interações espaciais entre a cadeia lateral amino e a substituição na posição 2 no anel A produzem uma configuração molecular que imita a da dopamina. Os derivados fenotiazínicos. de acordo com a estrutura da cadeia lateral que se soma à estrutura tricíclica básica. Promazina. explicam: 1) a maior potência das fenotiazinas com substituição trifluorometil em posição 2 sobre as com substituição cloro. Perazina. Com cadeia lateral piperidínica. 2) a maior atividade das fenotiazinas com cadeia lateral piperazínica sobre as com cadeias alquilamínicas. ace. permitindo assim que elas se liguem fortemente a seus receptores. Metofenazina. Proclorperazina. Com cadeia lateral alifática: Acepromazina. 3) a maior potência das hidroxietilpiperazinas sobre as piperazinas. Clorimpifenina. Carfenazina. 4) a maior potência dos isômeros cis sobre os trans entre os derivados tioxantênicos finalmente. respectivamente. Alimemazina. Flufenazina. Perfenazina. Fenotiazinas As fenotiazinas com ação antipsicótica são agentes bloqueadores centrais da dopamina e exercem esta ação. 17 . seriam: I. em todas as quatro grandes vias dopaminérgicas cerebrais. Os principais derivados fenotiazínicos com interesse para o psiquiatra. Prometazina e Triflupromazina.I. Metopromazina. dimetilamínicos ou com cadeia lateral alifática (não-cíclica). Ciclofenazina. Oxaflumazina. 2. classificadas por sub-grupo. Clorpromazina. a elevação da prolactina e outros efeitos neuroendócrinos à sua ação na via túbero-infundibular. Com cadeia lateral piperazínica: Acetofenazina. Alquilamínicos. Levomepromazina. Butaperazina. Dixirazina. em maior ou menor grau. Aminopromazina. Metiomeprazina. Seus efeitos extrapiramidais são vinculados à via nigro-estriatal. são classificados em três grandes sub-grupos com potência antipsicótica e perfis de efeitos adversos diferentes: 1. II.

MIRCOL. A escolha terá de se nortear mais pelo perfil de efeitos adversos de cada subgrupo e de cada substância com relação ao perfil de risco de um dado paciente. com seu forte perfil sedativo. LODIBON) e etopropazina (RP 3356. PHTORACIZINE) como antidepressivo. Entre os dimetilamínicos. como se verá em detalhes em cada seção. PRIMALAN. um anti-histamínico com forte ação adicional sobre os receptores muscarínicos. PHENOCTYL) e propionilpromazina (CB 1497. muitas vezes uma outra fenotiazina.Tietilperazina. impondo-se redução nas doses administradas. Outros compostos não-tioxantênicos estruturalmente aparentados às fenotiazinas: Clomacram. As fenotiazinas são bem absorvidas por via oral sofrendo intenso metabolismo hepático de primeira passagem e atingindo picos plasmáticos entre 2 a 4 horas. anti-histamínica ou parassimpaticolítica. o que permite a administração única diária. hipercinesia). Com cadeia lateral piperidínica: A124. dandose preferência ao horário noturno para as substâncias com maior poder sedativo-hipnótico. Sulforidazina e Tioridazina. Oxipendil e Protipendil. tem eficácia reconhecidamente inferior à da clorpromazina. além de serem menos eficazes. Nem todos os derivados fenotiazínicos apresentam ação antipsicótica relevante. CASANTIN. fisicamente debilitados ou virgens de tratamento. delírios. das aceprometazina (1664 CB). Mesoridazina. Homofenazina. COMBILEN). com os necessários ajustes de dose de acordo com a potência relativa. serão igualmente eficientes no tratamento dos sintomas positivos da Esquizofrenia (alucinações. VIGIGAN. penetrando com facilidade a barreira hematoencefálica e acumulando-se no sistema nervoso central (SNC). Fluotraceno. alcança-se potência 3 a 4 vezes maior. Piperacetazina. é o caso da prometazina. dificilmente encontra-se justificativa para recorrer-se à via endovenosa -excetuando-se graves agitações psicomotoras quando se deve dar preferência a benzodiazepínicos com ou sem o concurso de antipsicóticos de alta potência . central e perifericamente. Mepazina. muscarínicos. METAPLEXAN. Propericiazina. porém. PRAZIN. Por via parenteral. III. PARKIN. A promazina (RP 3276. Tiopropazato. em clínica psiquiátrica. ao se evitar o metabolismo de primeira passagem. PARSODIL) aproveitadas como antiparkinsonianos. tendo sido aproveitada apenas como broncodilatador. SPARINE) será examinada mais por interesse histórico. da fluoracizina (fluacizina. especialmente tratando-se das fenotiazinas de baixa potência.já que o efeito antipsicótico é necessariamente gradual e o risco de efeitos adversos locais e sistêmicos consideravelmente maior. ações de bloqueio em outros receptores. As fenotiazinas exercem também em maior ou menor grau. DOSEGRAN). antiemética. Nortioridazina. Duoperona. serotoninérgicos e outros. com picos plasmáticos entre 15 a 30 minutos. Espiclomazina. A mequitazina (LM-209. dioxoprometazina (PROTANON). Pipotiazina. por exemplo. 18 . pois embora ainda esteja em uso em alguns países da Europa como antipsicótico. propiomazina (CB 1678. Têm meia-vida longa. que como metabólitos da tioridazina são ainda mais poderosos em suas ações de bloqueio dopaminérgico e alfadrenérgico que a droga-mãe. IV. anticolinérgico e antiadrenérgico e pacientes idosos. VIRGINAN) é uma fenotiazina em que a cadeia lateral alifática é modificada pela presença de dois átomos de nitrogênio e um grupo aromático substituído e que também não apresenta propriedades antipsicóticas. antivertiginosa. sendo aproveitados em outras indicações. por seu habitual emprego nos hospitais psiquiátricos brasileiros como medicação anticolinérgica no alívio das distonias agudas ocasionadas pelos antipsicóticos típicos. Tioproperazina e Trifluperazina. Todas as fenotiazinas com ação de bloqueio dopaminérgico mesolímbico e mesocortical significativo têm eficácia antipsicótica e. oxomemazina (RP 6847. Mas. tais como adrenérgicos. também é o caso da dietazina (Fourneau 2987. que só será examinada em maior detalhe nesta revisão. clorfenetazina (ELROQUIL. Aliás. INSTOTAL. MAROPHEN). empregadas como medicação sedativo-hipnótica. Farmacologia A maioria dos pacientes psicóticos responde ao equivalente a 300 a 500mg/dia de clorpromazina com as doses mais altas trazendo maior risco de efeitos adversos imediatos e tardios. São muito lipofílicas. Pipamazina. A grande maioria dos metabólitos é farmacologicamente inativa mas há importantes exceções como a mesoridazina e a sulforidazina.

Trata-se do subgrupo original dos antipsicóticos fenotiazínicos ao qual pertence a clorpromazina e do qual foram derivados por substituição os compostos que deram origem aos subgrupos com cadeias laterais cíclicas ou “aromáticas” (piperazínicas ou piperidínicas). com grande destaque. teria sido a causa do melhor reconhecimento da intensidade que efeitos adversos motores podem alcançar... Distonia. embora comprovando eficácia na clínica. compartilha muitas de suas propriedades com a clorpromazina e outras fenotiazinas alifáticas. menos efeitos extrapiramidais. à mesma época. há evidências de que. como a cadeia alquil-dimetilamínica aqui representada. na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde. Não é sem razão que a clorpromazina figura ainda. como era descrita na 3ª edição alemã do manual de Benkert & Hippius de 1980 (07). Acatisia Tardia).. A clozapina. Estes eles figuram a imipramina e a dibenzepina. ao mostrarem um risco menor de efeitos extrapiramidais. antieméticas e analgésicas em graus variados. não-cíclica. uma propriedade vista até então. ACETOPROMAZINA) 19 . mais do que com outros fenotiazínicos ou butirofenonas. Acatisias com grande propensão ao suicídio). seja pelo desenvolvimento prévio de tolerância. como se sabe. secundariamente.) neuroléptico tricíclico com cadeia lateral piperazoínica (. no afã terapêutico.)". exigindo em geral. mas demonstrando. Como antipsicóticos têm baixa potência. Hoje. especialmente em megadoses. As alifáticas estão mais indicadas quando se deseja um antipsicótico sedativo-hipnótico com menor risco de extrapiramidalismo e não haja razões maiores para temer a hipotensão ortostática. recorde-se que a clozapina. ACEPROMIZINA. trazem a vantagem de dispensar o uso de medicação coadjuvante hipno-sedativa e anticolinérgica. Aliás. O termo “alifáticos” refere-se a compostos orgânicos (alcanos) com estrutura linear. seja pela possibilidade de esquema posológico oral gradual na presença de uma boa higidez cardiovascular. além das vantagens em grande escala representadas por seu baixo custo. como piperazínicos e butirofenônicos. ACETHYLPROMAZIN. "(. a preferência generalizada pelos compostos de maior potência.A) Fenotiazinas Alquilamínicas. Dimetilamínicas ou Com Cadeia Lateral Alifática. As fenotiazinas alifáticas são substâncias com forte perfil sedativo. que possuem estruturas muito próximas à da clozapina e outros antipsicóticos dibenzo-heteroepínicos como veremos. A síntese desta substância. ACETAZINE. fôra sintetizada originalmente no ano de 1958 na mesma linha de derivados tricíclicos inaugurada pela clorpromazina e que. A exceção fica com a tioridazina. proporcionalmente. e assim inaugurando a era dos atípicos na clínica. ACETILPROMAZINA. fortuitamente redundou. Distonias Agudas graves. ACETYLPROMAZINE. há evidências de que talvez seja precipitado pensar numa retirada radical dos antipsicóticos fenotiazínicos de baixa potência que. que três décadas mais tarde viria ser reabilitada na Esquizofrenia Refratária por John Kane e equipe (78) nos Estados Unidos. hipotensor e anticolinérgico. uma vez respeitadas as necessárias gradualidade e parcimonialidade nas doses. Antes do advento dos novos antipsicóticos. como fundamental na confirmação do poder terapêutico de novos potenciais antipsicóticos. propriedades anti-histamínicas. Também apresentam. Catatonia Medicamentosa. mostrava-se incapaz de ocasionar efeitos extrapiramidais nos animais de experimentação (catalepsia). doses mais altas que as demais fenotiazinas piperazínicas e piperidínicas. na descoberta dos primeiros antidepressivos tri e tetracíclicos. sejam tardios eirreversíveis (Discinesia.. ACEPROMAZINA (ACEPROMAZINE. sejam precoces (Síndrome Neuroléptica Maligna. uma fenotiazina piperidínica com tolerabilidade extrapiramidal superior.

A posologia da farmacopéia francesa para o maleato (v. TRIMEPRAZINA. NOTENSIL. acima). NOCTRAN. A hipotensão e taquicardia são bem menos acentuadas do que com a clorpromazina.05mg/kg de peso. liga-se às proteínas plasmáticas numa proporção em torno de 90% 20 . mas usada em alguns países apenas na medicina veterinária. 10-(3-(dimetilamino)-2-metilpropil)ou: 10H-Fenotiazina-10-propanamina. METILPROMAZINA.3-propanodiil-dicarbamato formando um preparado farmacêutico denominado mepronizina (FH 040-3) proposto como hipnótico não-barbitúrico. 1-(10-(3-(dimetilamino)propil)-10Hfenotiazin-2-il). Como ilustração. ANERGAN. Não disponível comercialmente no Brasil. Empregada na clínica desde os anos 60. PLEGICIL (França) . VETRANQUIL. MEPRONIZINE. PLEGECYL.ou: Cetona. SUPPONIZINE(França) .ou: N.10-[3-(dimetilamino) propil]-fenotiazin-2-il-metilcetona ou: Etanona. (www. dotada de atividade antipsicótica. ALIMEMAZINA (LEVOPROMAZINA. pôneis.5 mcg/mL na bile com resíduo estomacal de 2. apenas como referência.5mg (148).N. FM: C18-H22-N2-S DD: 10 a 75mg VO (07). ATSETOZIN (RÚSSIA). Muito assemelhada estruturalmente à levomepromazina (metotrimeprazina). 3 mcg/mL no fígado. SOPRINTIN(Knoll). Em alguns países da Europa também está licenciada para uso em seres humanos como antipsicótico ou hipno-sedativo mas os manuais e compêndios discordam muito acerca das faixas de dose. Fórmula Molecular (FM): C19-H22-N2-O-S Doses Diárias (DD): 75 a 150mg Via Oral (VO) (25. tratando-se de uma fenotiazina dimetilamínica. representaria algo em torno de 3. 30 a 80mg VO. ao lado do butorfanol. o que para um homem de 70kg. Também é comercializada isoladamente sob a forma de maleato (PLEGICIL). (CAS RN 61-00-7).supositórios. 99). No Exterior: ANATRAN.maleato de.beta-Trimetil-10H-fenotiazina-10propanamina ou: (RP 6549)(Bayer 1219). N. (CAS RN 84-96-8). do tiopental e do halotano. Este valor discorda muito das faixas de doses terapêuticas sugeridas em alguns manuais. Nos anos 60 foi introduzida na França em associação com o 2metil-2-propil-1. 132).betatrimetil. NOTENQUIL. Como outras fenotiazinas. SOPRONTIN(Knoll). É antagonista H1 com forte afinidade pelos receptores muscarínicos como a prometazina (87). TRIMEPRAZINE) 10-[3-(dimetilamino)-2-metilpropil] fenotiazina ou: Fenotiazina. 50 a 300mg VO (25). PLEGICIN. Mostra marcantes efeitos sedativos e forte ação anti-histamínica associados à ação neuroléptica. recentemente foi descrito na literatura um caso de êxito letal por suicídio em que se encontraram concentrações de 0.5mg. está mais condizente com as faixas de doses utilizadas na experimentação animal mas o colocaria como antipsicótico de alta potência o que é estranhável. etc).theriaque. 6.N. 10-(3-(dimetilamino)propil)fenotiazin-2-il metil ou: 2-Acetil-10-(3-dimetilaminopropil)fenotiazina ou: 10-(3-Dimetilaminopropil)fenotiazina-3-etilona ou: 10-(3-Dimetilaminopropil)fenotiazin-3-il metil cetona ou: 1-(10-(3-(Dimetilamino)propil)-10H-fenotiazin-2il)etanona ou: (AY-57062)(WY-1172) (SV-1522)(1522-CB). emprega-se na faixa de dose de 0.cfm).6 microgramas/mililitro no sangue. 20 a 30mg Intramuscular (IM)(143). 4. Tem literatura muito escassa com poucas referências farmacocinéticas mas.org/InfoMedicaments/home. pelas propriedades sedativas da acepromazina (94. PLEGICYL. como pré-anestésico ou como componente do esquema anestésico por inalação mais empregado em animais. LISERGAN. ATRAVET.5 a 9mg VO. PLIVAFEN. como componente do esquema anestésico para uso animal (cães. solução oral 3mg/ml.

No Exterior: LISPAMOL® (Specia)( França) . formando derivados iodados (tanto a droga-mãe como os principais metabólitos. Disponível na França na forma de tartarato (THERALENE). No homem já foi responsabilizada pela formação de antígenos (MHC classe II) em células epiteliais tireoidianas estando assim. mas marcantes propriedades anticolinérgicas que acabaram por suscitar seu aproveitamento como espasmolítico na colite e na dismenorréia durante parte das décadas seguintes (98.5mg/5ml . THERALENE (Alemanha) (França) . na atualidade. a N-desmetil-trimeprazina e a 3hidróxi-trimeprazina. É também empregada como medicação antipruriginosa.xarope. exerce ação bactericida e bacteriostática em várias cepas de bacterias Gram negativas e Gram positivas in vitro (30). 25mg/5ml sol inj. com grande redução de T3 e T4 livres e aumento de TSH. Também tem sido usada (na dose de 3mg/k de peso) em associação com a metadona como esquema sedativo oral preparatório da préanestesia local em pequenas cirurgias em odontopediatria e cirurgia infantil e na profilaxia dos vômitos do pós-operatório (125). disponível comercialmente no Brasil (TERALENE. 40mg/ml frs c/ 30ml. no tratamento da fase aguda da dependência pela cocaína e como alternativa aos hipnóticos tradicionais (79. Seus principais metabólitos são o sulfóxido de trimeprazina. comp 5mg. 3-bis(dimetilamino)propil]fenotiazina fumarato (E. 171). do mesmo modo que sulpirida. VALLERGAN (Noruega)(Índia). Não mais disponível comercialmente no Brasil. também foi empregada com êxito no tratamento de curto prazo da Dissonia do Freqüente Despertar. REPELTIN. por ter grande afinidade pelo iodo. Rhodia. AMINOPROMAZINA (AMINOPROMAZIN. REPETIN. no passado.(descontinuado). 170.xarope. sendo muito usada com esta indicação. 21 . PROQUAMEZINE) 10-(2. 2. Por seu efeito sedativo e boa tolerabilidade. Age sobre a tireóide de ratos. AMINOPROMAZINE. PANECTYL. associada ao risco de desenvolvimento de tireoidite auto-imune (157). Antigo TERALENE(Rhodia)(Farmitália). mas foi posteriormente descontinuada. a tioridazina e a periciazina. TERALEN(Antiga União Soviética). ao menos teoricamente. Teria propriedades neurolépticas brandas. É empregada na clínica desde a década de 60 e já esteve. Embora ainda continue. 40mg/ml frs c/ 100ml. THERALENE PECTORAL . No Exterior: NEDELTRAN. Em psiquiatria.Tartarato de. introduzida nos anos 60. foi proposta. TEMARIL. a alimemazina já esteve implicada em casos de hipertermia maligna (108) e depressão respiratória profunda (18). Como pré-anestésico. com a exceção do derivado hidroxilado) em concentrações na glândula bem superiores as encontradas no soro (136).3-Bis(dimetilamino)propil)fenotiazina ou: 10-[2. (CAS RN 58-37-7) FM: C19-H25-N3-S É uma fenotiazina com cadeia lateral alifática ramificada com estrutura dimetilamínica dupla. em crianças pequenas na faixa de 1 a 3 anos (146).butenedioato) ou: (RP 3828). Farmitália). Foi confirmado adicionalmente que a alimemazina como diversas outras fenotiazinas.(70). além de emprego como antipsicótico (140). 115). VARIALGIL (Espanha). a associação mencionada parece determinar maior indução de sono que o esquema alternativo composto por midazolam e cetamina (130). Não disponível comercialmente no Brasil.

2-cloro-N.CIAMEMAZINA (CYAMEMAZINE. esta associação vem perdendo terreno para a ondansetrona. 50 a 1200mg VO (27). 150 a 1000mg VO (122). Já foi comprovado que as fenotiazinas. (CAS RN 3546-03-0). já demonstrou eficácia no controle da dependência ao álcool induzida laboratorialmente em ratos. 126. 2-cloro-N. 150 a 500mg VO (07).org/InfoMedicaments/home. 2-cloro-10-(3-(dimetilamino)propil)ou: 10H-Fenotiazina-10-propanamina. 122). tendo como o lorazepam poder de reduzir as convulsões da abstinência (provavelmente pelo bloqueio 5Ht3 (110). 200 a 1600mg VO (102). 30 a 800mg VO (80). 25 a 200mg IM (07). CPZ) 10-(3-(Dimetilamino)-2-metilpropil)fenotiazina-2carbonitrilo ou: 10H-Fenotiazina-2-carbonitrilo. FM: C17-H19-Cl-N2-S DD: 100 a 1000mg VO (74). FM: C19-H21-N3-S DD: 50 a 300mg VO (www. KYAMEPROMAZIN) CLORPROMAZINA (AMINAZINE. utilizada como antipsicótico na França. É usada em associação com dexametasona no controle das náuseas e vômitos dos tratamentos rádio e quimioterápicos em oncologia mas. SKF 2601-A). Do mesmo modo que a levomepromazina e. Farmacologia É ainda hoje o mais estudado dos antipsicóticos que se encontram no mercado e utilizado não somente em psiquiatria como também como antiemético e anti-histamínico.CYAMEPROMAZINE. 152). Fenotiazina estruturalmente aparentada à clorpromazina. comp 25 e 100mg. são 22 . 50mg/5ml sol inj. do mesmo modo que o haloperidol.tartarato ácido.theriaque. 10-(3(dimetilamino)-2-metilpropil). NSC 167745. Níveis Terapêuticos (NT): 30 a 100 ng/mL (102.8 microgramas/mililitro (161). assim como sedativo em pré-anestesia e medicação profilática da emesis do pósoperatório. Não disponível comercialmente no Brasil. Não se dispõe de dados acerca das concentrações terapêuticas mas.cfm). CHLORPROMAZINE. ao contrário de diversos outros antipsicóticos. em caso de intoxicação fatal relatado. Já foi implicada em hepatite medicamentosa aguda (13. 128) e nefropatia granulomatosa intersticial aguda (131). 25 a 300mg VO. foram encontrados níveis plasmáticos em torno de 9.Ndimetil-ou: (RP 4560.ou: (7204 RP) (RP 7204) (TH 2602).Ndimetil.ou: Fenotiazina-2-carbonitrilo. ultimamente. granisetrona e outros antagonistas 5Ht3 seletivos (11. HL 5746. Fenotiazina. 150 a 600mg VO (143). 10-(3(dimetilamino)-2-metilpropil). não teria suas concentrações elevadas pela administração concomitante de fluvoxamina (164). 30 a 500 ng/mL (80). (CAS RN 50-53-3).ou: Cloro-3 (dimetilamino-3 propil)-10 fenotiazina [França] ou: 2-Cloro-10-(3-(dimetilamino)propil)fenotiazina ou: 3-Cloro-10-(3-dimetilaminopropil)fenotiazina ou: 2-Cloro-10 (3-dimetilaminopropil)fenotiazina [Itália] ou: N-(3-Dimetilaminopropil)-3-clorofenotiazina ou: 10H-Fenotiazina-10-propanamina. sol oral 40mg/ml frs c/ 30ml. No Exterior: CIANATIL TERCIAN( França) .

Como todo antipsicótico típico. tendo constatado correlação com as faixas de doses orais. zotepina e haloperidol. enovela-se em alfa-hélice e torna-se ativa para ligar-se a outras proteínas e assim modificar-lhes a atividade funcional respectiva. o protótipo do antipsicótico de baixa potência. que ao ter seus quatro sítios de ligação ocupados. já tendo revelado utilidade como componente de soluções conservantes de órgãos humanos para transplante (150. em forma conjugada ou não.antagonistas da calmodulina. É bem absorvida por via oral (início de ação em 30 a 60 minutos) mas tem considerável metabolismo de primeira passagem. histamínicos (H1) e alfadrenérgicos (alfa-1). sultoprida. sulpirida. entre os estudados. com excelente eficácia e boa tolerabilidade. um subtipo de receptor glutamatérgico. em receptores muscarínicos-colinérgicos (M1). Como antipsicótico é considerada droga de referência. sistema nigro-estriatal (efeitos extrapiramidais) e sistema túberoinfundibular (efeitos neuroendócrinos). a flufenazina. embora somente em doses altas. a trifluoperazina ou o tiotixeno) teriam a mesma eficácia clínica em doses até 20 vezes menores e o trifluoperidol e o bemperidol até 100 vezes menores.4 ng/mL. 155). Entretanto. por exemplo (162). A clorpromazina in vivo inibe a produção do fator necrotizante de tumores (09) e demonstra ação antioxidante. no tratamento da Síndrome Serotoninérgica (53. São considerados também antipsicóticos de baixa potência todas as demais drogas que guardem equivalência de doses aproximada com a clorpromazina iguais ou até 4 vezes menos em mg. Os antipsicóticos de alta potência (como o haloperidol. Outro recente estudo mostrou uma interessante e constante correlação entre o efeito adverso "tremores das mãos" e níveis plasmáticos superiores a 46ng/mL de CPZ (23). tendo a capacidade de aumentar a resposta imunológica in vivo por estímulo da atividade linfocitária. com início de ação em 15 a 30 minutos. A calmodulina é uma proteína sensora de íons Ca++ presente em todas as células eucariotas.7mg/kg de CPZ até um máximo de 50mg e em nunca menos que 60 minutos). o que explica a maior parte de seus numerosos efeitos adversos. Tokunaga e colaboradores (159) encontraram concentrações variando entre 21. Também atua como bloqueador de receptores 5Ht2 o que lhe confere utilidade. idosos ou com a administração endovenosa (EV). O glutamato é o principal aminoácido excitatório do SNC e por esta linha de pesquisa surgiram tentativas de uso da glicina (aminoácido não-essencial potencializador do glutamato endógeno como coagonista obrigatório dos receptores NMDA) no papel de coadjuvante no tratamento da 23 . os receptores 5Ht2A corticais. não sendo dialisável. em menor grau. A via parenteral (IM). por exigir as mais altas doses expressas em miligramas. como a promazina. bromperidol e oxipertina. mesocortical (efeitos adversos cognitivos e agravamento dos sintomas negativos). Suas propriedades analgésicas são historicamente bem conhecidas e seu uso por dripping endovenoso em cefaléias agudas primárias (soluto glicosado a 5% com 0. Sua meia-vida oscila em torno de 30 h. agindo também. mas não sendo o caso da tioridazina. O intenso metabolismo de primeira passagem e a formação de numerosos metabólitos tornam de pouca utilidade clínica a quantificação laboratorial das concentrações plasmáticas. 55) ao lado da ciproeptadina. e nitidamente superior à alcançada com a amissulprida. sendo sugerido como parâmetro clínico na ausência de exames laboratoriais. Os riscos são consideravelmente maiores nos pacientes virgens de tratamento. em proporção equivalente à clozapina em qualquer faixa de dose. assim como outros antagonistas serotoninérgicos não-específicos como os benzodiazepínicos (19).8 a 92. especialmente albumina. Já demonstrou ocupar maciçamente. exerce ação de antagonismo nos receptores dopaminérgicos D2 centrais: sistemas mesolímbico (efeitos antipsicóticos). a maioria excretada pela urina. em levantamento hospitalar no Japão. sem os cuidados descritos. a levomepromazina e a tioridazina. alcança concentrações bem maiores exatamente por esta razão e sua utilização. 54. 95) ainda sem a adequada exploração deste último potencial terapêutico (113). Uma linha de pesquisa recente interessante é a que procura relacionar alguns efeitos dos antipsicóticos a sua ação sobre os receptores NMDA (N-metil-D-aspartato). pode redundar em graves acidentes de hipotensão. o que se confirmaria também para outros antipsicóticos incluídos neste levantamento: levomepromazina. Liga-se intensamente às proteínas plasmáticas (90%). possuindo também atividade citotóxica antineoplásica (51. foi confirmado recentemente em nosso meio por Da Costa e colaboradores (28) no serviço de emergências da Santa Casa de São Paulo. Menos de 1% é excretado em forma nãomodificada gerando pelo menos 12 diferentes metabólitos bem identificados. A absorção por via oral não parece ser influenciada por alimentos.

diazepam e imipramina (158). Mais raramente. Excepcionalmente ocasiona retinopatia pigmentar (107). intensa sensação de cansaço e/ou sonolência e os pacientes devem ser aconselhados a absterem-se de dirigir veículos ou operar máquinas e equipamentos que exijam pleno estado de alerta e rapidez de reflexos. retina. e em paciente que também viria apresentar a mesma reação até com a olanzapina. em doses baixas. que o risco de Discinesia Tardia aumenta com a idade e o uso prolongado de antipsicóticos típicos (75) e que a CPZ. pela exposição à radiação ultravioleta (144). hoje também empregado em casos semelhantes com a clozapina (81). mas opacificação precoce do cristalino não é de modo algum achado raro em pacientes tratados por várias décadas. icterícia colestática dose-independente. no início do tratamento. visão embaçada. tentativas estas que teriam resultado em redução significativa adicional de sintomas negativos sem agravamento dos positivos (67). ligam-se fortemente aos receptores dopaminérgicos D2 estriatais (como já confirmado in loco para trifluperazina. ao contrário de barbitúricos e fenitoína e. ouvido interno e substância negra pode ser constatada por muito tempo após uma única dose. Contudo. Aliás. molindona. Estudo comparativo recente com clozapina (até 300mg e CPZ até 600mg) em esquizofrênicos crônicos de idade avançada mostrou redução equiparável dos escores da PANSS (Positive and Negative Symptoms Scale) com tolerabilidade similar no curto prazo (69). remoxiprida. Estes efeitos seriam explicados por sua afinidade tanto pela eumelanina como pela neuromelanina e a presença da CPZ nas células nervosas pigmentares da pele. lítio e de ácido valpróico (lembre-se que as duas últimas substâncias costumam elevar respectivamente a neurotoxicidade e as concentrações plasmáticas dos antipsicóticos e que a presença de Transtorno Afetivo Bipolar aumenta o risco de complicações extrapiramidais). provavelmente pela formação de polímeros com ação inflamatória. sulpirida e sertindol) (139). A CPZ também já demonstrou possuir eficácia comparável à olanzapina na Esquizofrenia Refratária. e não regride. costuma apresentar. Tanto a clorpromazina como a tioridazina funcionam em doses baixas nestes receptores. constipação. mostram menor risco de agravamento dos sintomas negativos. Já foi relacionada ao Lupus Erythematosus desencadeado por medicamentos (124). quetiapina. racloprida e risperidona). perlapina. anemia e trombose. mas neste caso em particular. recente levantamento no Reino Unido por Derby e colaboradores (40) não logrou encontrar mais do que 1.3/1000 dos pacientes com registro de hepatite medicamentosa. associada a haloperidol. Foi recentemente implicada em caso de SNM em nosso país (63). estaria entre os antipsicóticos que. foi em dois casos de agranulocitose causada por clorpromazina que se inaugurou o uso terapêutico do "fator estimulante das colônias de granulócitos" ("Agranulocyte colony stimulating factor". bem como hepatite medicamentosa com reação inflamatória do sistema porta (168). Estas reações fototóxicas em geral remitem com a suspensão da CPZ e não costumam reaparecer com outros antipsicóticos fenotiazínicos ou não (90). embora com tolerabilidade pior (26). Deve ser lembrado. ao contrário da clozapina que se ligaria de modo débil. alterações do paladar. facilmente deslocável (do mesmo modo aliás que outros atípicos ou semiatípicos como olanzapina. talvez do haloperidol. ao lado do lítio e da prometazina. Como medicação sedativa. É droga considerada segura na porfiria aguda intermitente. elevação da temperatura corporal e ganho de peso. Por isto a presença de resíduos na córnea de doadores pode problematizar transplantes (14). Tais efeitos não foram observados com drogas desprovidas de. haloperidol. a CPZ tem efeitos adversos predominantemente sedativos e hipotensores (pelo forte bloqueio alfadrenérgico) e anticolinérgicos (exercem um moderado bloqueio muscarínico) e. freqüência bem menor do que a verificada com isoniazida (4/1000). comprovadamente. Como todos os demais antipsicóticos de baixa potência. a metoclopramida e a sulpirida (96). São comuns queixas de boca seca. Este paciente respondeu bem ao emprego de bromocriptina e dantrolene sódico em unidade de terapia intensiva (52). flufenazina.Esquizofrenia. agranulocitose. ou com fraca ação antipsicótica como a promazina. porém. Não são raras manifestações cutâneas precoces que podem se agravar com exposição à luz solar (173). G-CSF). como agonistas e passam a exercer papel antagonista em doses altas. congestão nasal. sintomas extrapiramidais (inclusive Discinesia Tardia) e talvez Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM) em comparação com os antipsicóticos de alta potência. 24 . apesar da baixa potência. melperona. Do Chile tem-se outro relato recente da síndrome após 2 aplicações de 50mg IM num paciente bipolar que vinha em uso clonazepam.

flufenazina. A CPZ aumenta os efeitos depressores no SNC de barbitúricos. TSH e cortisol (172). Eleva os níveis plasmáticos de ácido valpróico. Aumenta os níveis plasmáticos de fenitoína por inibir seu metabolismo. a diálise carece de utilidade. Antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina (ISRSs) podem inibir o metabolismo dos antipsicóticos. 17-hidróxi-córticosteróides (80). Propanolol aumenta e sofre aumento em seus níveis de concentração sérica quando em associação (24). não devem ser administrados 48 a 72 horas antes e 24 horas após a utilização da metrizamida. o que não foi constatado apenas com citalopram (156). Por se desdobrar em mais de 100 metabólitos finais. Já foi relatado achado de hipogamaglobulinemia reversível sem expressão clínica (01). risperidona e clozapina (145). reciprocamente. levando a aumento de sintomas extrapiramidais. sendo preferível a associação deste antiepiléptico. Reduz o efeito antiparkinsoniano da L-Dopa. ou enfermos somáticos debilitados. que por sua vez elevaria discretamente (6%) os níveis da CPZ. drogas antimaláricas e valproato (recomenda-se substituição por haloperidol) e diminui de cimetidina (usar ranitidina). bilirrubina. que mais freqüentemente se inicia entre a 40 e a 100 semana). particularmente em crianças. Esta inibição se dá em menor grau que a determinada pela tioridazina e pela perfenazina. usado em Psiquiatria como estabilizador do humor. Os antiácidos diminuem a absorção da CPZ.Também foi relacionada a quadros de Delirium. Diminui o efeito de anticoagulantes orais e determina aumento dos níveis séricos de propranolol. Como rotina mínima sugere-se: hemograma completo (para agranulocitose ou leucopenia. 25 . abuso de álcool ou drogas. tem o poder de inibir a atividade da isoenzima 2D6 do citocromo P 450. Laboratório Pode determinar falso-positivo para gravidez . Já esteve relacionada à ocorrência de priapismo (73. A cimetidina reduz inicialmente seus níveis (33%) mas inibe o metabolismo a médio prazo. alguns com significativa atividade farmacológica. Tricíclicos têm os níveis aumentados pela clorpromazina e por sua vez aumentam níveis dos antipsicóticos em geral (127). colesterol. fenilcetonina e bilirrubina urinárias. além de barbitúricos (102). tratando-se de pacientes idosos e/ou com história prévia de enfermidade somática. mas reduz o da guanetidina e pode ocasionar hipertensão quando associada à metildopa. todos os compostos fenotiazínicos. quer em acompanhamento clínico de 819 mulheres no Canadá e Grã-Bretanha. níveis de enzimas cardíacas. Não houve verificação de teratogenicidade. Alguns exames laboratoriais prévios (eventualmente repetidos ao longo do tratamento) são recomendáveis. fenitoína ou fenobarbital costumam reduzir níveis plasmáticos dos antipsicóticos em cerca de 50% pela poderosa indução do metabolismo por parte destas substâncias. usuários de drogas e/ou álcool. idosos. No EKG costuma deprimir ST. Potencializa o efeito hipotensor do propranolol e do pindolol (101). ao haloperidol. aumenta as concentrações e a neurotoxicidade do lítio e por ele tem. como é de praxe na mielografia. Associações com carbamazepina. com esta finalidade. Produz resultado falso negativo para esteróides urinários. Aumenta os testes de função hepática. aumentar os intervalos QT e PR e pode causar alterações na condução AV (27). glicemia. Interfere com a ação da insulina e hipoglicemiantes (redução) e com os níveis de glicemia (aumentando ou diminuindo). Como outras drogas que reduzem o limiar convulsivante. pela ordem. mas em grau superior. Nas superdosagens. antidepressivos tricíclicos. 109) e colite aguda (47). drogas hipno-sedativas e álcool com risco de indução de coma com depressão respiratória. I-131. inclusive CPZ. como com outras fenotiazinas. Diminui taxas de hormônios no sangue e na urina. Interações Como a maioria dos medicamentos antipsicóticos. iodo ligado a proteínas. com risco maior de efeitos anticolinérgicos (122). as concentrações plasmáticas e efeitos extrapiramidais acentuados. prolactina. ao haloperidol. Associações com outro antipsicótico costumam elevar os níveis de ambos por inibição metabólica enzimática. as medidas dos níveis plasmáticos são de pouco significado terapêutico. colinesterase. quer em estudos animais. opiáceos. provas de função hepática e eletrocardiograma.

100 ou 200. depressão da medula óssea.10.) de. frascos (frs) c/ 20ml (1 gota = 1mg). sol inj 25mg/ml. glaucoma. solução injetável (sol inj) 5mg/ml. Pacientes com lesão cerebral e/ou baixo limiar convulsivante (epilépticos. c/ 25mg. além de reações fotocutâneas. c/ 20 envel 10 comps. de 25 e 100mg.A. monocloridrato (9CI) ou: 2-Etil-N. É o derivado etil da alimemazina.Cl-H DD: 40 mg (98).beta-trimetil-. Diabetes. dependentes de outras substâncias) podem desencadear convulsões. 10-(3-(dimetilamino)-2-metilpropil)2-etil-. comps 100mg. LARGACTYL LARGATREX(França) maleato ácido + heptaminol (dilatador coronariano) + trihexifenidil (antiparkinsoniano) comp 25 e 100mg. 26 .15.cxs.N. das Nações Unidas 22428 (04795916) São Paulo SP (011) 546-6822 (011) 523-6391. Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.Clor. monocloridrato ou: 2-Etil-10-(3-dimetilamino-2metilpropil)fenotiazina cloridrato ou: (RP 6484) (CAS RNs 3737-33-5. sol oral 40mg/ml frs c/ 30 e 125ml. Exposição à radiação solar e/ou altas temperaturas traz o risco de insolação ou intermação. 2-etilN. Cuidados Especiais Pacientes cardiopatas. estados précomatosos. ampolas (amps. Discinesia Tardia.. c/ 20. frs 20ml c/ 40mg/ml. amps.Clor. No Brasil: AMPLICTIL (Rhodia Farma) . cxs. 33150-87-7) FM: C20-H26-N2-S. Pode ser incompatível com o uso de lentes de contato por diminuição da secreção lacrimal. hipertensos. comprimidos (comp) de 25mg e 100mg. com arteriosclerose ou virgens de tratamento estão sujeitos à hipotensão ortostática que pode ser acentuada.) com (c/) 20. de. Av.(019) 863-9580. hipertrofia de próstata. União Química Farmacêutica Nacional S. MEGAPHEN PHENACTYL PLEGOMASINE PRAZIL PRAZILPROMACTILPROMPROMACTILP ROMAZILPROPAPHENINPROZILPROZIN  PSYCHOZINESANOPRON THORAZINE (Canadá)(USA) (SmithKline Beecham) clorid. Doença de Parkinson. insuficiência hepática. Rhodia Farma Ltda. Esta fenotiazina é descrita pelo banco de dados do Instituto Lundbeck como um “neuroléptico atípico” com propriedades analgésicas e que já foi empregado para tratamento de dores severas. c/ 5. sol oral. solução (sol) oral a 4%. cxs. c/ 100. Instituto Vital Brazil S. comp 25 e 100mg. íleo paralítico. LONGACTIL (Cristália) . cloridrato ou: 10H-Fenotiazina-10-propanamina. Paoletti 363 (13970000) Itapira São Paulo (019)863-9500 (98)7026. amp de 5ml c/ 25mg. ETYMEMAZINE) 10-(3-(Dimetilamino)-2-metilpropil)-2etilfenotiazina.25. gravidez no 11 trimestre ou amamentação. de.50 ou 100.Cloridrato (Clor.A. cxs. ansiedade e agitação (98). dos Bandeirantes 5386 (04071900) São Paulo SP (011) 5586-2000 (011) 5585-9755.(021)38-551 (021)7143198. 50. cxs c/ 50. comps.N. caixas (cxs. No Exterior: AMINAZIN CHLORDERAZIN CHLORPROMANYL CHLOR-PZ CONTOMIN ELMARIN ESMIND FENACTIL FENAKTYL FRACTION AB HIBANIL HIBERNAL.beta-trimetil-10H-fenotiazina-10propilamina monocloridrato ou: Fenotiazina. LARGACTIL(Canadá) (França) cloridrato de. comp 25mg. antecedentes de discrasia sanguínea ou hipersensibilidade.Contra-Indicações Câncer de mama prolactino-dependente (1/3 dos casos de neoplasia mamária). CLORPROMAZINA (União Química)  . Av. cardíaca ou respiratória. alcoolistas.Clor de. comp 100mg. Rua Vital Brazil Filho 64 (24230340) Niterói. renal. RJ (021)711-0012 /711-3131. embal 5.) de 5ml c/ 25mg. THORAZINE-SUPPOSITORIES TORAZINA WINTERMIN ETIMEMAZINA (ETHYLISOBUTRAZINE. Av. epilepsia. CLORPROMAZINA (Vital Brasil) ..

Tem sido empregada juntamente com prometazina e barbitúricos no tratamento da dependência da heroína e da morfina (38. 50). também foi aproveitada em Medicina Veterinária como medicação préanestésica (93). ciatalgia. possui ação bacteriostática (86). dores crônicas em geral e do canceroso terminal em particular (153). A levomepromazina não é comercializada nos EUA. Em psiquiatria começou a ser utilizada inicialmente apenas nos pacientes com intolerabilidade à clorpromazina mas já demonstrou maior eficiência que todos os outros antipsicóticos convencionais em casos de Esquizofrenia Refratária. Como com clorpromazina. (Retirado) LEVOMEPROMAZINA (LAEVOMEPROMAZINE.N. Contra-indicada no coma. recomenda-se a realização de hemograma e provas de função hepática regularmente no primeiro ano de tratamento com a imediata suspensão da droga a qualquer sinal de icterícia ou de agranulocitose. antiemética e fraca ação extrapiramidal.beta-trimetil-. 165). 90. determina pouca inibição respiratória e tem sido usada como medicação pré-analgésica e através de inalação.ou: 10H-Fenotiazina-10-propanamina. mas responde ainda por grande número das prescrições no Japão (172).ou: 10H-Fenotiazina-10-propanamina. Também é empregada em doses médias orais acima de 250mg. além de Grã-Bretanha. 116. (Retirado) e SERGETYL® (VaillantDefresne) (França) – comps 10mg. na hipersensibilidade às fenotiazinas e nas discrasias sanguíneas. sedativa. NT: 32 a 160 ng/ml (159). com boa tolerabilidade. (R). alguns dos quais só haviam respondido à zotepina (64. No Exterior: Antigos NUITAL® (Vaillant-Defresne) (França) – comps 5mg. 2-metóxiN. Mostra-se superior à petidina no tratamento da dor do infarto agudo do miocárdio com evolução significativamente mais favorável.ou: (-)-10-(3-(Dimetilamino)-2-metilpropil)-2metóxifenotiazina ou: (RP 7044)(Bayer 1213)(CL 36467)(CL 39743) (CL 53212). já comprovada em estudo nacional (48). (-). Canadá (onde é mais conhecida como metotrimeprazina) e do Brasil. hipotensora (particularmente acentuada por via parenteral em pacientes idosos e/ou virgens de tratamento).beta-trimetil-. diversos países da Europa continental como a Suíça (167). tais como: estomatite e glossite ulcerosa. 10-(3-(dimetilamino)-2-metilpropil)2-metóxi-. Demonstrou grande afinidade pelos receptores alfa-1 adrenérgicos e serotoninérgicos 5Ht2 mais intensamente que clozapina e clorpromazina com afinidade alfa-2 superior à da clorpromazina (92). METHOTRIMEPRAZINE) Fenotiazina. tem contra-indicação relativa no glaucoma e na 27 . Outras aplicações clínicas incluem síndrome carcinóide. na asma brônquica grave com bronco-espasmo histaminérgico (100. registrada por autores nacionais (114). Não disponível comercialmente no Brasil. tanto no curto como no médio prazo (32. (-). insuficiência hepática. Por sua ação anticolinérgica. antiálgica (comparável à dos opiáceos) (119) e hipotermizante (cerca de 3 vezes mais potente que a da clorpromazina). Foi equivalente à meperidina na enxaqueca grave sem o inconveniente da farmacodependência induzida pelos opiáceos (147). Tem utilidade na insônia sem risco de induzir dependência como hipnóticos barbitúricos e hipnoindutores. com intensa ação anti-histamínica. 2-metóxiN. herpes-zoster (56) e Síndrome do Membro Fantasma. 20 a 140 ng/ml (05). 92). (CAS RN 60-99-1). Como outros fenotiazínicos. 120). febre e infecções de repetição (03. neuralgia do trigêmio.N. Apesar do marcante efeito sedativo. 121). moderada ação anticolinérgica (5 a 30 vezes maior que a da flufenazina ou perfenazina) (60). neuralgia intercostal. 112). no tratamento da abstinência de heroína (137). 5 a 20mg IM (143). Também encontra aplicação como anestésico em obstetrícia. FM: C19-H24-N2-O-S DD: 100 a 1000mg VO. Antipsicótico de baixa potência.Como outras fenotiazinas e butirofenonas com forte perfil sedativo. além de grandes queimados (117. aparentada estruturalmente à alimemazina e à prometazina.

METIOMEPRAZINA (LEVOMETIOMEPRAZIN. tem numerosos metabólitos. nos casos de superdosagem. com hipotensão em primeiro plano. a ocorrência de convulsões em associação com fluvoxamina (58). LEVOMETIOMEPRAZINA. Superdosagem fatal já foi descrita com níveis da droga-mãe em torno de 410ng/ml e da desmetilmetotrimeprazina e do sulfóxido de metotrimeprazina em 200 e 180ng/ml. Cerca de 10% o são na forma sulfóxido. alguns farmacologicamente ativos e seus níveis séricos não constituem parâmetro confiável para finalidades terapêuticas. comp 2. metabólito que carece de atividade antipsicótica. amp 1ml. em pacientes com reações fotocutâneas e oculares (10. mediada por esta enzima: de desmetilcitalopram para didesmetilcitalopram (57). NEOZINE(Rhodia Farma) . ao contrário do derivado desmetilado N-mono-desmetillevomepromazina mas. fr 20ml c/ 40mg/ml. Contudo. amp 5ml c/ 25mg. embora não se tenha podido confirmar um aumento nas concentrações plasmáticas da levomepromazina quando em associação com este antidepressivo (164). flupentixol e zuclopentixol) (42). No Brasil: LEVOZINE (Lab. Cabe fazer aos pacientes advertência quanto à direção de veículos e operação de máquinas e equipamentos que exijam pleno estado de alerta. 90). há autores que estabelecem os níveis terapêuticos na faixa de 32 a 160ng/ml (159). Cristália) . pois ocorre rápido agravamento desta. sol inj 5mg/ml. apenas. interferindo no metabolismo do citalopram. NOZINAN (França)-maleato. solução oral a 4% (1mg/ml). No Exterior: DEBIL DEDORAN HIRNAMIN HIRNAMINE LEVIUM LEVOMEPRAZINE LEVOMEPROMAZINLEVOPROMAZIONI LEVOPROME LEVOPROMETAZINE LEVOTOMIN LEVOZIN MEPROMAZINE MILEZIN MINOZINAN NEUROCIL (Alemanha) NIRNAMINE NIRVAN NOCINAN NOMIZAN NORZINAN NOVOMEPRAZINE NOZINAN(Itália) (Polônia) (Canadá) (França) clorid. Reações cutâneas por fotossensibilidade ou alergia são extremamente raras e estudos in vitro não confirmaram fototoxicidade como ocorre com a imensa maioria dos antipsicóticos fenotiazínicos e tioxantênicos (no que tem a companhia. Do mesmo modo que com a clorpromazina e os outros fenotiazínicos bloqueadores alfa1-adrenérgicos. Rhodia Farma Ltda. Como ocorre com a clorpromazina. METHIOMEPRAZINE) 28 . Sofre intenso metabolismo de primeira passagem com apenas cerca de 1% da droga sendo eliminada não-modificada pela urina. LEVOMETHIOMEPRAZINE. Já foi evidenciado que tem efeito inibidor intenso da isoenzima CYP 2D6. Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda. Av. ainda mostrando os mesmos efeitos autonômicos da droga-mãe (29).Clor. fr 20ml. 25 e 100mg. Já foi implicada em lesões oculares da mácula (39) mas tem substituído a clorpromazina com sucesso. cxs c/ 5. Os restantes 90% são eliminados sob a forma de pelo menos 10 metabólitos polares com local de hidroxilação incerto. Já esteve implicada em íleo paralítico fatal (169) e em priapismo. NOZINANE SINOGAN SINOGAN TISERCIN(Rússia) (Romênia) VERACTIL (Noruega) TISERCINETTA (Hungria).Maleato.hipertrofia prostática. em uma de suas fases. Exige cuidados especiais em cardiopatas. devendo recorrer-se à hidratação com solução salina e administração de norepinefrina ou fenilefrina. Paoletti 363 (13970000) Itapira SÃO PAULO (019) 863-9500 (98) 7026 (019) 863-9580. sol inj 25mg/ml. (05). Av. A respeito da interação com outros ISRS também já foi registrada em pelo menos um caso. comps de 25 e 100mg. da tioridazina. aliás. das Nações Unidas 22428 (04795916) São Paulo SÃO PAULO (011) 546-6822 (011) 5236391. comp 25mg (cx c/ 200) e 100mg (cx c/ 100). como este. sol oral 40mg/ml fr c/30 e 125ml. cxs c/ 20. Não costuma alterar o eletrocardiograma. pacientes com arterioesclerose ou epilepsia. não se deve empregar a epinefrina. isoladamente (12) ou em associação com haloperidol (43). cx c/ 1 e 10 fr.

(CAS RN 58-40-2). N. propericiazina. diferentemente do observado nos pequenos animais de experimentação. por desclorinação (141). É um neuroléptico muito débil com pouca ação de 10-(3-Dimetilaminopropil)-2-metóxifenotiazina ou: enotiazina.ou: (10584 RP) (RP 10584) (SKF 6270) (CAS RNs 7009-43-0. além de opacificação do cristalino (105. clorpromazina. 10-(3-(dimetilamino)-2-metilpropil)2-(metiltio)-. tem até hoje muito poucas referências na literatura quanto a seu emprego clínico como antipsicótico e não antecipa nenhuma espécie de vantagem ou especificidade com relação a outras fenotiazinas dismetilamínicas amplamente utilizadas e melhor conhecidas. (+-). já foi relacionada a reações de fotossensibilidade. 1759-09-) FM: C19-H24-N2-S2 Derivado fenotiazínico dimetilamínico com um radical metiltio. 100 a 600mg VO (07.betatrimetil-2-(metiltio)Fenotiazina. 99). quando era submetida no Japão a ensaios farmacêuticos preliminares ao lado da levomepromazina (49). Como outras fenotiazinas. 10-(3-(dimetilamino)propil)-2-metóxi ou: 29 . classificado no ChemidPlus como antiemético e antipsicótico (22). prometazina. uma medida indireta da liberação de prolactina. Não consta da literatura o relato de ensaios clínicos para pleno desenvolvimento como antipsicótico. Não disponível comercialmente no Brasil. entre diversas outras fenotiazinas (de maior para menor hiperplasia: tioridazina. 10 a 200mg VO (25).N. (CAS RN 61-01-8). Tem a fórmula estrutural da clorpromazina sem o átomo de cloro. 106). PROMAZINA (PROMAZINE) METOPROMAZINA (METHOPROMAZINE. no principal metabólito da clorpromazina. METHOXYPROMAZINE) N-Dimetilamino-1-metiletil tiodifenilamina ou: N-(3-Dimetilaminopropil)fenotiazina ou: 10-(3-(Dimetilamino)propil)fenotiazina ou: (RP 3276)(WY 1094)(NSC 31447)(HSDB 3172). FM: C18-H22-N2-O-S Embora já conhecida desde a década de 60. No Exterior: PHENACEDA® (Japão) 2-Metóxi-10-(3'-dimetilaminopropil)fenotiazina ou: (RP 4632) (CL-22373). No Exterior: MOPAZIN MOPAZINE NEOPROMA TENTONE TENTON.(+-)-10-(3-Dimetilamino-2-metilpropil)-2(metiltio)fenotiazina ou: 2-Metiltio-10-(2-metil-3dimetilaminopropil)fenotiazina ou: (-)-10-(3-Dimetilamino-2-metilpropil)-2(metiltio)fenothiazina ou: 10H-Fenotiazina-10-propanamina. FM: C17-H20-N2-S DD: 25 a 1000mg VO (74). Foi demonstrado que em esquizofrênicos crônicos. 13405-77-1. constitui-se a promazina. Não disponível comercialmente no Brasil. Foi introduzido na década de 70 por pesquisadores japoneses (72) e teria demonstrado o menor potencial de indução de hiperplasia mamária em ratas. 75 a 1000mg VO (143). perfenazina e metiomeprazina) (71).

anticolinérgicos (com ação antiparkinsoniana). PROMETHAZINE. foi o derivado fenotiazínico a partir do qual os cientistas franceses chegaram casualmente aos primeiros antipsicóticos sintéticos como a promazina e a clorpromazina. 100% da dixiridazina. Como outras fenotiazinas. em comparação com 98% da clorpromazina.bloqueio D2.alfa-trimetilou: Dimetilamino-isopropil-fenotiazina ou: N-Dimetilamino-2-metiletil tiodifenilamina ou: (2-Dimetilamino-2-metil)etil-Ndibenzoparatiazina ou: N-(2'-Dimetilamino-2'-metil)etilfenotiazina ou: 10-(2-(Dimetilamino)-2-metiletil)fenotiazina ou: 10-(2-(Dimetilamino)propil)fenotiazina ou: N. ISOPROMETHAZINE) 10-[3-(dimetilamino)-2-metil-propil]-fenotiazina ou: Fenotiazina. gastrointestinais ou sedativos opcionais. Tem as concentrações cerebrais aumentadas. etopropazina. na Austrália. o uso em parturientes foi relacionado a maior ocorrência de icterícia neonatal (76). perazina. particularmente da primeira. comp 25.N-alfa-Trimetil-10H-fenotiazina-10-etanamina ou: (3277 RP) (3389 RP) (4182 RP) (BRN 0088554) (A-91033) (Lilly 01516) (Lilly 1516) (SKF 1498) (WY 509). o que parece característica geral dos tricíclicos. adrenolítica e anticolinérgica. perfenazina. marcantes efeitos antieméticos e anti-histamínicos. Empregada como antiemético na hiperemesis gravidarum e no pósoperatório. quando se tenha razões para temer reações fotocutâneas. Do mesmo modo que clorpromazina e outros antipsicóticos. N. reciprocamente. assim como as de seus metabólitos principais (sulfóxido e derivado desmetilado) pela administração concomitante de amitriptilina e imipramina. 50 e 100mg. No rato a administração concomitante de carbamazepina (potente indutor enzimático) inicialmente eleva seus níveis (10s 3 horas) para depois (a partir da 30 à 60 hora) gradualmente reduzí-los significativamente (154). elevadas as concentrações plasmáticas (155). mas virtualmente sem ação nos receptores glutamatérgicos do subtipo NMDA. do mesmo modo que sulpirida e metoclopramida e inversamente à tioridazina e clorpromazina (96). (CAS RN 60-87-7) FM: C17-H20-N2-S DD: 25 a 100mg (como antialérgico) Disponível para prescrição desde 1946. transporte rodoviário e até astronautas em viagens espaciais (33). Embora menos freqüentemente que com a clorpromazina. dioxoprometazina. No Exterior: SPARINE(CANADA)( Reino Unido) (USA)(Wyeth-Ayerst) . além da prevenção das náuseas ocasionada por movimento (embarcadiços. pode causar agranulocitose (02). pode determinar hipotensão e taquicardia. 10-(2-dimetilaminopropil). Não disponível comercialmente no Brasil.ou: 10H-Fenotiazina-10-etanamina. trifluoperazina. do mesmo modo que diversas outras alquilaminas empregadas como medicamentos anti-histamínicos.N. dietazina. AMPAZINE BEROPHEN ESPARIN LIRANOL NEO-HIBERNEX PRAZIN PRAZINE PROMANYL PROZINE (USA) PROMAZIONON PROMWILL PROPAZINUM PROTACTYL ROMTIAZIN SINOPHENIN TALOFEN TOMIL VEROPHEN PROMETAZINA (FENETAZINA.cloridrato de. Não obstante. oxomemazina. possui atividade antimicrobiana (31) e de sua estrutura básica foram desenvolvidos compostos com ação antiprotozoária (anti-Trypanossoma e antiLeishmania) (20). deve ter preferência em seguida à levomepromazina na escolha do fenotiazínico. Possui ação anti-histamínica (H1). clorprotixeno e 84% da flufenazina e ainda menor que a da prometazina (25%) (42) por isto. Demonstrou citotoxicidade menor que a clorpromazina em estudos com hepatócitos de rato in vitro (133). propiomazina e propionilpromazina. que tem. Tem fototoxicidade bem mais baixa (16% de hemólise induzida por radiação ultravioleta A in vitro. embora ele mesmo não mostre ação antipsicótica. e como medicação antipruriginosa e sedativa (pré-anestésico e hipnótico) em 30 . como aceprometazina.

apressadamente atribuído a um único dia de tratamento com paroxetina. ataxia e alucinações eventualmente foram registrados com preparados para uso tópico (142). SÃO PAULO. c/20 e 200 de 25mg. No Exterior: APROBIT ATOSIL AVOMINE DIMAPP DIPHERGAN DIPRAZINE DIPROZIN FARGANFENAZILHIBERNA HISTARGAN IERGIGAN ISOPHENERGAN LERCIGAN LERGIGAN FENAZIL PHARGAN PHENARGAN PHENSEDYL PILPOPHEN PIPOLPHEN* PROAZAIMINE PROCITPROMAZINAMIDE PROMETASIN PROMETAZINPROMETHAZINSYNALGOS  TANIDIL THIERGAN VALERGINE VALLERGINE. amp 2ml c/ 50mg. de interferir no rendimento cognitivo. Rhodia Farma Ltda. Reações extrapiramidais foram descritas mesmo com a administração por via oral (138). antibactericida (85). cx c/ 200 e com 2000 comp. além de ter suficientemente comprovada sua ação como tripanomicida (46). Instituto Biochimico Ltda. seu uso continuado nesta última indicação. Av. 31 . recentemente foi envolvida em Síndrome Neuroléptica Maligna na Filadélfia (21). frs c/ 25. poderia envolver importante risco de apnéia e Síndrome da Morte Súbita Infantil ao reduzir movimentos espontâneos necessários à garantia da desobstrução das vias aéreas superiores durante o sono. sol. de acordo com recente estudo (103). c/50 e 100 de 2ml c/50mg cada. Nos idosos teria o inconveniente. assim como o fazem outros anti-histamínicos (61). (011) 523-6391. mas a livre comercialização de preparados contendo prometazina (GOODNIGHT). revest. inclusive reações inflamatórias alérgicas por mordeduras de animais peçonhentos e picadas de insetos. Já esteve implicada no desenvolvimento de hipertermia com alucinações em criança. Tem demonstrado utilidade. amp.clorid. 163). No Brasil: FENERGAN(Rhodia Farma) . assim como quadros tóxicos com agitação. Carece de efeitos antipsicóticos.clorid. mas ainda assim é classificada como neuroléptico tricíclico em muitos manuais. amp 2ml c/ 50mg. (011) 448-1297. como preparados hipnóticos populares. (019) 863-9580.SÃO PAULO (019) 863-9500.. Paoletti 363 (13970000) Itapira .1056. É comercializada no Brasil primariamente para o tratamento das diversas manifestações da alergia. registre-se que há relato recente na literatura de boa resposta ao flumazenil (antagonista benzodiazepínico) em caso de coma pela prometazina (123). comp 25mg.B. Por outro lado. (011) 448-1677 R. Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda. das Nações Unidas 22428 (04795916) São Paulo. amp. como em muitos outros países. apesar dela própria estar eventualmente implicada em dermatite alérgica de contato (04. Confirmou-se recentemente que. mas que tudo indica ter sido determinado pelo uso prévio. por várias semanas. superando o biperideno (AKINETON). Av.. é principalmente metabolizada pela enzima CYP 2D6 do complexo P 450 (111) isoenzima cuja atividade inibiria. SÃO PAULO. 104). c/20. comp 25mg. porque de fato é uma fenotiazina com cadeia lateral alifática e mostra pronunciado efeito sedativo. da osteoporose (83.comp. Comp. Rua Luigi Galvani 70 7 andar (04575020) São Paulo. de prometazina (66). efeito já comprovado experimentalmente em adultos saudáveis (68. cx.medicina humana e veterinária. ao menos como coadjuvante.clorid. CLORIDRATO DE PROMETAZINA (Instituto Biochimico) . (011) 55053536. do Campo. SÃO PAULO. (98) 7026. blister c/ 20. reações anafilactóides (06) e agranulocitose (44). Rua Com. (011) 546-6822. no tratamento da eritroblastose fetal 59). como outros antipsicóticos fenotiazínicos. 129. em pelo menos um caso (41) e reação distônica aguda em adolescente (35). cx. (011) 5505-3540. Seu marcante efeito anticolinérgico central consagrou-a como droga mais usada no tratamento das manifestações extrapiramidais distônicas agudas. é um medicamento de venda livre. cx. como poderosa droga anticolinérgica periférica e central que é. Há um outro caso na literatura. PAMERGAN(Cristália) . PROMETAZINA (EMS) . Carlo Mario Gardano 450 (09720470) S. A este respeito. EMS Ind. na maioria dos hospitais psiquiátricos brasileiros. inj. com utilidade inclusive na tuberculose e como droga citotóxica (77). cx c/ 50. da enxaqueca em particular (65) e da dor crônica em geral. No Brasil.. 118). foi severamente criticada na Nova Zelândia pelo aumento significativo de casos de intoxicações por superdosagens após sua liberação (08). cx c/ 20. É muito utilizada em crianças como medicamento estimulador do apetite e como hipnótico mas. Farmacêutica Ltda. c/50 e 100 de 2ml.

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maleato (1:2) (sal) ou: (SCH 6673). 122). dimaleato). Foi muito utilizada no Canadá. tietilperazina. ACETOPHENAZINE. para uso oral: STELAZINE). FLUFENAN DÉPÔT) e trifluoperazina (dicloridrato. DD: 20 a 40mg. FLUFENAN e ANATENSOL DÉPÔT. PHENTOXATE) BUTAPERAZINA (BUTAPERAZINE) 10-{3-[4-(2-hidroxietil)-1-piperazinil]-propil}fenotiazin-2-il maleato de metilcetona ou: Etanona. foi sugerida em doses baixas. 40 a 80mg (53. Antipsicótico típico de potência intermediária com poucos efeitos autonômicos e perfil muito semelhante ao da perfenazina. FM: C23-H29-N3-O2-S.(Z)-2butenodioato(1:2)(sal) ou: Etanona. Do mesmo modo que a perfenazina e a trifluoperazina. 10-(3-(4-(2-hidroxietil)-1piperazinil)propil)fenotiazin-2-il metil. onde até recentemente permanecia licenciada para uso humano. este último um potente neuroléptico recomendado exclusivamente para uso hospitalar. comp 20mg.ou: 2-Acetil-10-(3-(4-(2hidroxietil)piperazinil)propil)-10H-fenot-iazina dimaleato ou: Cetona. 3-n-Butiril-10-(3'-N-metil-piperazino-N'propil)fenotiazina ou: 2-Butiril-10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil)fenotiazina ou: N-(gama-(4'-Metil-1'-piperazinil)propil)-3butirilfenotiazina ou: 1-(10-(3-(4-Metil-1-piperazinil)-propil)-10Hfenotiazin-2-il)-. convulsões. (CAS RN 2751-68-0.1-butanona ou: 1-(10-(3-(4-Metil-1-piperazinil)propil)fenotiazin2-il)-1-buta. tioproperazina e trifluperazina. 262). ganho de peso. dimaleato ou: Cetona. como medicação coadjuvante nas depressões ansiosas (123) além do clássico emprego como antipsicótico (40.dimaleato de. tiopropazato. MUTABON) e a tioproperazina (MAJEPTIL). incluem fadiga.proclorperazina.2C4-H4-O4. No Exterior: TINDAL (Canadá) . era incluída entre os neurolépticos “ativadores” e chegou a ser sugerida para uso em crianças e adolescentes autistas mas nunca se chegou a confirmar uma utilidade diferencial nesta indicação (53). como quase todos os demais derivados fenotiazínicos piperazínicos. sonolência.nona ou: 37 . 1-(10-(3-(4-(2-hidroxietil)-1piperazinil)propil)-10H-fenotiaz-in-2-il).1-(10-(3-(4-(2-hidroxietil)-1piperazinil)propil)-10H-fenotiaz-in-2-il)-. tremores e efeitos extrapiramidais em geral. dimaleato: C23-H29-N3-O2S. ACETOFENAZINA (ACEPHENAZINE. Os efeitos adversos mais comuns. 10-(3-(4-(2-hidroxietil)-1piperazinil)propil)fenotiazin-2-il metil. Não disponível comercialmente no Brasil. 5714-00-1. base. para aplicações intramusculares de depósito: ANATENSOL. apenas encontram-se em comercialização como antipsicóticos no Brasil a flufenazina (cloridrato para uso oral e enantato. ACETOPERFENAZINA. No passado já foram aqui comercializadas a perfenazina (em associação com a amitriptilina. Na antiga classificação dos neurolépticos da escola francesa. inquietude. Destas.

Fenotiazina de potência intermediária. REPOISE. A constatação de que as reações distônicas com a butaperazina ocorriam na fase declinante das concentrações plasmáticas levou Garver e seus colegas a sugerirem que tais reações seriam conseqüência da perda do balanço dopamino-colinérgico em drogas com potência diferente nas duas ações de bloqueio (90). 147). não só na Polônia (133. correlacionando-se melhor com a eficácia terapêutica (43.1-Butanona. CARFENAZINA (CARFENAZINE. Como outras fenotiazinas piperazínicas. 278). RIKER 595.ou: (AHR-712)(Bayer 1362) (CAS RN 653-03-2 ). PROKETAZINE. 24 a 48 horas após a administração de uma única dose de butaperazina a ratos (40mg/kg de peso). MEGALECTIL. DD: 25 a 400mg (53). não teve sua experimentação clínica sistemática ampliada (25). Eles explicaram as reações distônicas. 91). Também foi com ensaios utilizando a butaperazina que Garver e colaboradores demonstraram que as concentrações da droga nos eritrócitos sanguíneos poderiam constituir um parâmetro mais confiável do que as concentrações plasmáticas.maleato de. Como já foi dito. 89. (CAS RN 2622-30-2 ) FM: C24-H31-N3-O2-S. 38 . RIKER 59S. 1-(10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil)-10H-fenotiazin-2-il). A butaperazina aumenta a liberação de prolactina por bloqueio dopaminérgico túberoinfundibular como todos os demais antipsicóticos típicos (106). Não disponível comercialmente no Brasil. 121. 51. 100 a 400mg (262) . Seus achados foram confirmados por Kolbe e sua equipe que constataram altos níveis estriatais e mesolímbicos de ácido homovanílico e ácido 3.4dihidroxifenilacético. confirmando um aumento do "turn-over" da dopamina. Até recentemente encontrava-se licenciada como antipsicótico no Canadá (PROKETAZIN). também foi aplicada em baixas doses como medicação ansiolítica alternativa (260). 152) e na antiga Checoslováquia (306) como também nos países ocidentais (58. as fenotiazinas piperazínicas costumam causar efeitos extrapiramidais muito mais freqüentes e intensos que as alquilamínicas e possuem menor ação anticolinérgica que estas. TYRYLEN (Alemanha) . que durante o “boom” das substâncias neurolépticas. RANDOLECTIL. Não disponível comercialmente no Brasil. chegou a ser bastante ensaiada em pacientes esquizofrênicos. além do emprego como antipsicótico tanto na Esquizofrenia Crônica quanto Aguda (31. 234. 50 a 400mg (63). como resultado da exposição de receptores normais ou supersensibilizados a uma liberação sináptica aumentada de dopamina (157). Entretanto. 111. 52. No Exterior: PROKETAZIN(Wyeth)(Canadá)(USA) maleato de carfenazina.ou: 1-Butanona 1-(10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil)fenotiazin-2-il). 95. que ocorriam na maioria das vezes no período crítico de 20 a 28 horas. PROQUETAZINA) 4-[3-(2-propionil-10-fenotiazinil)-propil]-1piperazina etanol maleato ou: (WY-2445). desde o final dos anos 60. 222. FM: C24-H31-N3-O-S Introduzida na década de 60 como boa parte dos antipsicóticos fenotiazínicos mais recentes. No Exterior: EMEREX.

CHLORIMPIPHENINE. do sertindol (antipsicótico atípico do grupo imidazolidinônico). Não disponível comercialmente. mas na verdade foi muito pouco estudada.iazina ou: (2-Metil-3-(1-hidroxietoxietil-4piperazinil)propil)-10-fenot-iazina ou: 2-(2-(4-(2-Metil-3-fenotiazin-10-ilpropil)-1piperazinil) etóx-i) etanol ou: (UCB 3412)(BRN 0768050).)etil)-3-metil-2-imidazolidinona ou: 1-(2-(4-(3-(2-Clorofenotiazin-10-il)propil)-1piperazinil)eti. DIXYRAZINE) CLORIMPIFENINA (CHLORIMIPHENE. 1-(2-(4-(3-(2-clorofenotiazin10-il)propil)-1-piperazinil)eti. No Exterior: Antigo PONSITAL (Alemanha). Alemanha. Sua estrutura lateral assemelha-se à Etanol. 2-(2-(4-(2-metil-3-fenotiazin-10-ilpropil)1-piperazinil)etox-i). Itália e países escandinavos). Introduzida nos anos 60 na Europa (Bélgica.l)-3-metil-. IMICLOPAZINE) 2-Imidazolidinona. dicloridrato ou: 1-(2-(4-(3-(2-Cloro-10H-fenotiazin-10-il)propil)1-piperazinil.1-(2-(4-(3-(2-cloro-10Hfenotiazin-10-il)propil)-1-piperazinil. dicloridrato ou: (Lilly 60284). Tem destacado efeito ansiolítico com atividades 39 .l)-3-metil-2-imidazolidinona ou: (ASTA P 4241) (NSC 113426). embora neste caso não vinculada a uma estrutura tricíclica como nesta fenotiazina e com anel piperidínico ao invés de piperazínico no caso do atípico.ou: 10-{12-metil-3[4-(hidroxietoxi-etil)-1piperazinil]-propil}-fenotiazina ou: 10-(2-Metil-3-(1-hidroxietoxietil-4piperazinil)propil)fenot-iazina ou: 2-(2-(4-(2-Metil-3-(10H-fenotiazin-10il)propil)piperazin-1-il-)etóxi)etanol ou: 10-(3-(4-Hidroxietoxietil-1-piperazinil)-2metilpropil)fenot. Trata-se de um neuroléptico fenotiazínico com estrutura ciclopiperazínica que não alcançou pleno desenvolvimento clínico como antipsicótico sendo utilizado exclusivamente como agente antidopaminérgico central em ensaios laboratoriais (86).dicloridrato ou: 2-Imidazolidinona. 305). com relato de sua experimentação clínica. Cite-se também o artigo alemão de Reimer & Christiani (241) de 1967. É citada na revisão de Caruso Madalena (186). CHLORIMIPIPHENINE. DIXIRAZINA (DIXIRIDAZINE. 25 a 150mg (262).C25-H32-Cl-N5-O-S.2Cl-H (dicloridrato) Fenotiazina com um radical terminal imidazolidinônico (imidazolidona ou etilenouréia.CICLOFENAZINA (CYCLOPHENAZINE) 10-[3-(4-ciclopropil-1-piperazinil)-propil]-2trifluorometil)-10H-fenotiazina. 186). C3H6N2O) em sua cadeia lateral piperazínica. (CAS RN 7224-08-0) FM: C25-H32-Cl-N5-O-S.)etil)-3metil-. (CAS RN 2470-73-7) FM: C24-H33-N3-O2-S DD: 30 a 150mg (16. Entre as raras referências da literatura. situam-se artigos nacionais com seu emprego na Esquizofrenia Crônica (190) e até como ansiolítico em quadros não-psicóticos (189. Não disponível comercialmente no Brasil. Chegou a alcançar comercialização na Europa.

4-(3-(2-(trifluorometil)-10Hfenotiazin-10-il)propil). 0.20 a 0. 10-(3-(4-(2-hidroxietil)-1piperazinil)propil)-2-(trifluorometi. a flufenazina. ao contrário do haloperidol e da perfenazina. passou a ser vista como propriedade desejável para um antipsicótico. PHTHORPHENAZINE) 1-Piperazinoetanol.8ng/mL (146). blefaro-conjuntivite. Também demonstrou a propriedade. o poder de simultâneo bloqueio de D1 como tipicamente se constata. desde que foi proposta a hipótese de uma “up-regulation” desbalanceada dos receptores D2 no striatum na a etiologia da Discinesia Tardia. (198). (CAS RN 69-23-8) FM: C22-H26-F3-N3-O-S DD: 0. 1 a 2. alopécia e despigmentação capilar. 5 a 60mg VO e 12. 5 a 40mg VO (135). Tem menos efeitos adversos que a clorpromazina mas a sensação de fadiga é uma queixa comum no início do tratamento.ou: 40 .ol ou: 4-(3-(2-Trifluorometil-10-fenotiazil)-propil)-1piperazinoeta. Como se sabe. em inibir a formação de úlceras de stress nos animais de FLUFENAZINA (FLUPHENAZINE.ou: 1-Piperazinoetanol.)-piperazina ou: Fenotiazina.5 a 50mg IM. 4-(3-(2(trifluorometil)fenotiazin-10-il)propil). ainda que reversível com 2 meses de interrupção do tratamento. Além das propriedades antipsicóticas em seres humanos. Já esteve implicada em agranulocitose (254) e em pelo menos 4 casos de grave reação dermatológica com ictiose. com a clozapina.2 a 3ng/mL (198). por esta propriedade. 0.5 a 40mg VO (146). com notável potência entre outros neurolépticos.5 a 20mg VO. como outras fenotiazinas.comps de 10 e 25mg. 2 a 20mg VO (232). Utilizada na Itália em associação com a amitriptilina no tratamento da Depressão Ansiosa (185). por exemplo. mas registrada somente com o uso de altas doses (237). mostrou ser mais eficaz e melhor tolerada do que clomipramina isoladamente no Transtorno do Pânico em estudo norueguês recente (80). Em outro estudo a associação com imipramina alcançou melhores resultados do que imipramina/placebo ou imipramina/diazepam em pacientes ambulatoriais com Depressão Maior primária não-agitada (81).5 a 100mg IM 3/3 semanas (decanoato) (258).nol ou: (SQ 4918) (SQ 16144)(SK&F 7172-A2).zinoetanol ou: 4-(3-(-Trifluorometil-10-fenotiazil)-propil)-1piperazinoetan.13 a 2. 1 a 15mg VO e 12. 2 a 15mg VO (262). trifluoperazina.antipsicótica e extrapiramidal fracas. 10-{3[4-(2-hidroxietil)-1-piperazinil]-propil}-2trifluormetil-fenotiazina ou: 10-(3-(2-Hidroxietil)piperazinopropil)-2(trifluorometil)fenot.iazina ou: 10-(3'-(4"-(beta-Hidroxietil)-1"-piperazinil)propil)-3-trifluor. determinada.ou: 1-Piperazinoetanol. drogas com ação praticamente desprezível em D1 (143) ou da sulpirida e outras benzamidas. 1 a 3ng/mL (72). é dotada de ações citotóxicas (255) e antimicrobianas in vitro (27). clorprotixeno e clorpromazina e pelo menos 4 vezes mais que a prometazina e 7 vezes mais do que a promazina (75). Por via oral alcança baixa biodisponibilidade que pode ser aumentada com a ingestão de alimentos (176).2 a 2ng/mL (232).ou: 2-(Trifluorometil)-10-(3-(1-(beta-hidroxietil)-4piperazinil)propil)fenotiazina ou: 4-(3-(2-(Trifluorometil)-10H-fenotiazin-10il)propil)-1-pipera. por exemplo.l). É tão fototóxica quanto à perfenazina. com o uso de antagonistas D2 potentes e exclusivos. Níveis Terapêuticos (NT): 0.8ng/mL (136). vem sendo empregada por via endovenosa na Escandinávia na profilaxia das náuseas e vômitos do pósoperatório (155) e da quimioterapia (286) em crianças e adultos. 4-(3-(2-(trifluorometil)-10Hfenotiazin-10-il)propil). 2. É um antipsicótico de alta potência com ação de antagonismo em receptores dopaminérgicos de subtipo D2 e D1. acima de 1ng/mL (175). bloqueadores seletivos D2-like (100). perazina. A associação dixiridazina/clomipramina.25mg/k VO (175).ometilfenotiazina ou: 1-(2-Hidroxietil)-4-(3-(trifluorometil-10fenotiazinil)propil. Tem potente ação antiemética e. No Exterior: ESUCOS . Não disponível comercialmente no Brasil. 0.

e o próprio médico encarregando-se de aplicar o medicamento. esta fórmula. registrandose apenas maiores efeitos extrapiramidais (55). Os antipsicóticos de alta potência costumam ser menos sedativos e causar menos hipotensão e efeitos atropínicos que os de baixa potência. Estas vantagens. do mesmo modo que a grande parte dos antipsicóticos. também foi sugerida. para muitos pacientes esquizofrênicos. Os principais metabólitos ativos (hidróxido e derivado N-desmetilado. apenas entre ele e seu médico. 101. Por via oral. embora muito pouca nos receptores muscarínicos colinérgicos e histaminérgicos H1.1h (205). que logo foi ensaiada no Brasil (183. 243. possivelmente. a não obediência às prescrições orais por parte dos pacientes e os graves e repetidos conflitos entre familiares que o fato costuma gerar. a tioridazina e a espiperona) (112). 316).5mg) (227. transforma-se.comps nortriptilina 10mg + flufenazina 0. 298). inibe a atividade da isoenzima CYP 2D6 do citocromo P 450. porém. Entretanto.8. embora represente inequívocas vantagens em termos de duração de ação e tolerabilidade. sugerida na terapêutica dos quadros agudos graves. a administração parenteral do cloridrato não demonstra vantagens em termos de rapidez ou intensidade da eficácia antipsicótica. a mensuração dos níveis plasmáticos da lipofílica flufenazina (128). além do emprego como antipsicótico (320). bastando.1 +/. Na abordagem conhecida como "neuroleptização rápida”. colaborando para sua reabilitação psicossocial. com meia-vida terminal de eliminação de 33. mas também. com a conseqüente redução das reinternações. Em nossa experiência. A utilização do dépôt garante a continuidade do tratamento em pacientes com baixa adesão. Após a ingestão de uma dose oral única do cloridrato de flufenazina por voluntários adultos saudáveis verifica-se pico plasmático em torno de 2. além de neuropatia diabética (13.0. 307). sentindo-se protegida e concretamente atendida. além de garantir maior eficiência e menor chance de falhas e/ou complicações ao tratamento. Há evidências de que seu metabolismo possa sofrer considerável variação interindividual dando lugar à formação de diferentes metabólitos com graus variáveis de atividade. embora somente em doses baixas (134. mas não o sulfóxido). como medicação ansiolítica em doses baixas (49. Celebrizou-se. estimulando uma participação mais responsável do último e. Também foi considerada opção superior ao haloperidol no tratamento dos "tics" na Síndrome de Gilles de La Tourette (269) e. têm sido ressaltadas. Em associação com a amitriptilina ou nortriptilina. 41 . 206) e Síndrome do Cólon Irritável (163). estudo recente demonstrou que contribuem com apenas 1% para a ação de bloqueio dopaminérgico final. propiciando níveis mais estáveis de concentrações plasmáticas. O uso de preparados dépôt pode dar a eles a oportunidade de fazer do seu tratamento uma questão mais pessoal. o que pode explicar diferenças de resposta clínica nos indivíduos com doses iguais. inclusive no Brasil (MOTIVAL. portanto. em menor proporção. Na fase de manutenção em regime ambulatorial. mostram forte ação em D2 e receptores alfa1adrenérgicos (109). Quanto a sua ação na atividade das isoenzimas do citocromo P 450. foi muito ensaiada e utilizada como coadjuvante no tratamento das depressões ansiosas (168. costuma ser um fator extremamente poderoso para fortalecimento da relação médicopaciente.8 +/. a CYP 1A2 (264). 301). como o primeiro neuroléptico a ser apresentado na forma do sal enantato em preparação de depósito ("dépôt"). assim.experimentação (doses eficazes até 100 vezes menores que a clorpromazina. especialmente nos “metabolizadores rápidos”. Talvez por isto lhes tenham sido atribuídas pela escola francesa propriedades “ativadoras” que os tornaria particularmente úteis nos pacientes crônicos com sintomas negativos. 299). 295). A maioria dos pacientes costuma reagir positivamente a esta alternativa. além de contornar problemas de absorção gastrintestinal (pequena proporção de pacientes) e do intenso metabolismo de primeira passagem que sofrem todas as fenotiazinas. 250. Também tem sido preconizada para a tensão pré-menstrual (223) e dos quadros ansiosos do climatério feminino (56). Mais tarde seria introduzida a forma decanoato (159) que. relativizando a utilidade absoluta do contrôle das concentrações plasmáticas da drogamãe e dos metabólitos mais comuns (119. que costumam se correlacionar bem com suas concentrações cerebrais (09). à semelhança de outras fenotiazinas piperazínicas. ao contrário das fenotiazinas alquilamínicas ou alifáticas (110). com o paciente trazendo as ampolas à consulta. 202. objetivo primordial a médio e longo prazo do tratamento da Esquizofrenia. alternativa para esquizofrênicos com alucinações refratárias (15).5h. nunca alcançaria comercialização em nosso país. razão do agravamento da enfermidade com freqüentes rehospitalizações. com ação prolongada a ser renovada por aplicações intramusculares quinzenais.

houve tentativa de introdução internacional do éster isobutírico da flufenazina ou isobutirato de flufenazina (composto GYKI22441 ou Flufenazina-4-clorofenoxi-isobutirato éster). 29). Por este motivo. ou ao contexto sócio-familiar (277. na literatura especializada (64. o que representa eficácia mais constante além de melhor tolerabilidade diante de maior oscilação das concentrações com a preparação enantato (153). palmítico ou undecilênico que permitem aplicações mais espaçadas que os ésteres do ácido enantóico (enantatos). flupentixol. 289). sem justificativas racionais para o fato. mais do que à continuidade ou o emprego de maiores doses de antipsicóticos. inclusive em nosso meio (14. eficácia. As doses de dépôt são em geral calculadas em torno de 10 a 15 vezes a dose oral diária eficaz. 281) além dos concomitantes abuso de álcool e drogas ilícitas (94. No caso da flufenazina. mas o Institute for Drug Research de Bupapeste. que estas formulações exigem um período em torno de 3 meses para a obtenção de concentrações plasmáticas estáveis ("steady state"). encontraram três fatores significativamente preditores de recaída num grupo de pacientes ambulatoriais submetidos à redução de doses 42 .5mg de cloridrato. Hungria.25mg (1/4 de ampola). estariam ligados a fatores próprios da enfermidade. comorbidade freqüente. as doses médias utilizadas podem ser significativamente reduzidas (116. comodidade e segurança. É sabido que as melhores preparações dépôt são obtidas com os ésteres do ácido decanóico. 240). 171). A periodicidade das aplicações situa-se entre 1/2 (enantatos e fluspirileno) ou 3/4 semanas (decanoatos: bromperidol. Contudo. apesar de originalmente experimentado no Brasil ainda na década de 70 por Caruso Madalena (187) e da comodidade de aplicação representada. o decanoato além da comodidade de maior intervalo nas aplicações. propicia curvas de concentração mais aplainadas. especialmente quando se leva em conta a inexistência de preparados semelhantes com os novos antipsicóticos. perfenazina.8 a 9. Mais recentemente. o pico plasmático com o enantato é obtido em 2 a 3 dias e a meia-vida aparente de eliminação alcança de 3. 169. 118. 297. dissolvidos em viscóleo ou óleo de sésamo (óleo extraído das sementes da Sesamum indicum L. à personalidade pré-mórbida. há notícias de pacientes mantidos livres de sintomas com doses muito menores. bastante investigado desde 1964 (227). porém. constata-se grande subutilização do dépôt. considerando todas as suas vantagens em termo de custo. 314). calcula-se que para uma dose oral diária de 2. até que se possa estabelecer com segurança a dose ótima de manutenção. 318) ou as aplicações espaçadas (42) de forma gradual. Estes ácidos de longas cadeias moleculares. Não faltam defensores para a utilização do dépôt nas reagudizações da Esquizofrenia e não somente na fase de manutenção (04) e este parece ser um fato consumado aqui e alhures. É preciso lembrar. Embora não haja evidência da superioridade em eficácia antipsicótica de um preparado sobre outro (28. Já nesta fase. Heresco-Levy e sua equipe de Jerusalém. O decanoato de flufenazina.5 a 4 dias.6 dias após uma única injeção (137). 113. parece ter abandonado a iniciativa (150. haloperidol. palmitatos e undecilinatos: pipotiazina). seriam necessários aproximadamente 25mg quinzenais de enantato. e contribuindo para reduzir muito o risco de Discinesia Tardia. sem aumento das chances de recaídas.. o pico plasmático é obtido já no primeiro dia e a meia-vida aparente de eliminação alcança 6. planta rica em lecitina. é necessário recorrer-se à complementação oral no início do tratamento. como já foi dito. com propriedades antioxidantes) são absorvidos lentamente do tecido muscular para sofrer rápida hidrólise. Após uma única aplicação. Com a forma decanoato. flufenazina. 131.repetida e enfaticamente. de até 6. 173. 48. 130. Entretanto. sendo preterido pelo enantato de flufenazina. embora nem sempre considerada ou investigada. 259. Recente levantamento nos 21 hospitais sob a responsabilidade do Escritório Regional de Saúde Mental do Estado de Nova Iorque revelou que preparados dépôt ocupavam de 12 a 39% das prescrições de neurolépticos para pacientes hospitalizados (50). nunca chegou a ser por aqui comercializado. zuclopentixol. responsável por seu desenvolvimento. 296. 194. Estudos recentes têm demonstrado que as recidivas nestes pacientes.

além do fluspirileno (REDEPTIN. mesmo tratando-se de adultos. para ser com este injetado profundamente no músculo. A fim de evitar reações locais de inflamação. com moderação. nas Américas. enduração e fibrose. não é apresentado como éster. Convém. uma butirofenona. com tecnologia de formulação inovadora: a risperidona dépôt 43 . deve-se empregar. Nos casos de reação inflamatória. justifica após a remissão da fase aguda uma prática generalizada de cuidadosa redução. das hipercinesias subagudas de psicóticos maníacos. o lançamento do primeiro atípico na apresentação preparado parenteral de depósito. esquizofrênicos (304. eventualmente relacionadas aos efeitos adversos dos preparados dépôt. correspondente ajuste de doses (98). há que se ter alguns cuidados. requerendo. como também se constitui em recurso para controle. recomenda-se estrita assepsia além de uso alternado de pelo menos quatro grupos musculares (deltóides e glúteos. contribuindo para a gradual formação da espessa e dolorosa massa de fibrose observada em alguns pacientes com aplicações repetidas. propiciando uma lenta absorção do princípio ativo. até no manejo da conduta sexual desviante (12).5 cc além do conteúdo da ampola do medicamento). não podendo ser identificada a priori. o decanoato de haloperidol (HALDOL DECANOATO). como se verá. a médio prazo. além do enantato de flufenazina para aplicações em intervalos quinzenais. em ordem de importância: 1) história de psicose crônica. No Brasil. rara tomando-se os cuidados descritos. No exterior estão disponíveis também o decanoato de flupentixol ( DEPIXOL) (tioxanteno) e os decanoatos de flufenazina (MODECATE DÉPÔT. compressas mornas podendo também fazer-se necessário o uso de analgésicos e antiinflamatórios. porém. Também deve se evitar massagear com vigor o local após a aplicação. além de redução nas doses e espaçamento das aplicações. eram contornadas com o uso coadjuvante de antidepressivos e/ou se necessário. de que não foi puncionado nenhum vaso. direitos e esquerdos). Antes do advento dos antipsicóticos atípicos. eletroconvulsoterapia. tratando-se de preparados para uso dépôt. Também seria uma medida a considerar na Esquizofrenia Refratária em altas doses (244).(10mg versus 35mg de decanoato de flufenazina de 4 em 4 semanas por 2 anos). encontra-se disponível. e mais recentemente. 38) e. Abscessos eventuais que ainda assim ocorram. Tradicionalmente emprega-se a imipramina nesta indicação (271). ao contrário dos demais. 1. Espera-se para breve. mas como um preparado galênico micronizado. um tioxanteno. 267). assim. as depressões pós-psicóticas. mas foram sugeridas a desipramina (120) e mais recentemente fluoxetina. formando um êmbolo aéreo com a finalidade de impedir qualquer refluxo da solução. Na apresentação dépôt a flufenazina tem sido utilizada não somente no tratamento ambulatorial de manutenção de esquizofrênicos com baixa adesão (184. Previamente à compressão do êmbulo. todos para aplicações mensais. menos efeitos adversos neurocognitivos e afetivos e menor risco de extrapiramidalismo (156). evitando assim as complicações da administração endovenosa ou endoarterial acidental. O fato é que há. pelo menos uma grande parcela de pacientes que poderiam se beneficiar muito do tateamento de uma dose mínima eficaz de dépôt (143) e que. seguramente. do decanoato de zuclopentixol (CLOPIXOL). ao longo do tempo. do palmitato de pipotiazina (PIPORTIL) uma fenotiazina piperidínica. tais refluxos são responsáveis por irritação e inflamação local. uma difenilbutilpiperidina com longa meia-vida. do que com antibióticos por via sistêmica. embora se tenha verificado que estas medidas não chegam a modificar a farmacocinética da preparação. através de pequena aspiração adicional. serão melhor tratados com punção e curativos renovados. Também deve ter-se o cuidado antes de pressionar o êmbolo da seringa em certificar-se. 313) e deficientes mentais (10. que. Este deve ser considerado o grupo com maior risco. é indispensável aspirar-se algum ar para o interior da seringa (até 0. Recorde-se que esta última tem a capacidade de elevar significativamente as concentrações plasmáticas dos antipsicóticos fenotiazínicos. PROLIXIN DECANOATE) (com duração de ação de 3 a 4 semanas) e perfenazina (TRILAFON DECANOATE). lembrar que há ressalvas para o emprego de preparados dépôt em crianças menores de 12 anos e. 2) sexo masculino e 3) curta duração dos episódios (117). com ou sem o concurso da medicação oral e do controle plasmático (mais útil no caso do decanoato) (193) propiciando. com 1 a 2 semanas.5 semana em média). Além das perdas em princípio ativo.

ou: (BRN 0773134)(T 5) . FM: C31-H36-Cl-N3-O5-S (CAS RN 388-51-2) Parente estrutural das benzamidas. SEVINOL. No Exterior: DAPOTUM. Todavia. LYOGEN. além de ganho ponderal (139.(RISPERDAL CONSTATM) já licenciada na maioria dos países europeus e países da Ásia. c/ 20 e 200. assim como o haloperidol e grande parte das fenotiazinas piperazínicas. particularmente na forma dépôt. Paoletti 363 (13970000) Itapira SÃO PAULO (019) 863-9500 (98) 7026 (019) 863-9580. 166). a flufenazina é antipsicótico de alta potência. METOFENAZINA (METOFENAZATE. Além disso. PACINOL. comp 10mg. bem como intermação. para aplicações IM de 2 em 2 ou de 3 em 3 semanas. 61. de dicloridrato de flufenazina 0. 107.A. 3 em 3 ou 4 em 4 semanas. comps.4. 276). frs. Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda. figura entre os antipsicóticos menos propensos a desencadear convulsões (196). 201.5.4. FLUFENAN (Cristália) . 92. de. 217.Clor.Clor. comps de 5mg. amps de 1ml c/ 25mg. ELINOL. MOTIVAL (França) dicloridrato de flufenazina. para uso IM. 96.decanoato de flufenazina. ANATENSOL DÉPÔT (Bristol-Myers Squibb) . cxs c/ 25. 5 e 10mg. MODECATE DÉPÔT (França) . sol inj. sol inj 25mg/ml. MODITEN (França) dicloridrato de flufenazina. hipertermia e Síndrome Neuroléptica Maligna (41. SIQUALON. amp de 1ml c/ 25mg. possuem maior risco de efeitos extrapiramidais (acatisia. Também foram apontadas Reações Catatoniformes (44. tem a flufenazina tem sido responsabilizada por disfunção sexual e/ou amenorréia/galactorréia causada pela hiperprolactinemia (08. ao lado da molindona e do haloperidol.5-trimetóxi-. 231). 3. METHOPHENAZINE) Ácido Benzóico.5-trimetóxibenzoato. 268). 216). além de redução do desempenho cognitivo (252).5mg em associação com cloridrato de nortriptilina 10mg. como agente inibidor seletivo 44 .Enantato de.4. VALAMINA. Ainda que raramente. 2. 102. drágeas de 1mg. DECANOATE (Canadá). 47. Depressão (60). comp 1. priapismo (83) e transtornos da coagulação (322). 3. 164. nas náuseas e vômitos do pós-operatório (310). MODITEN ACTION PROLONGÉE (França) – enantato de flufenazina. PROLIXIN ENANTHATE. eventualmente fatais (11. amp 1 e 5ml. Estes antipsicóticos. como regra para a quase totalidade dos antipsicóticos típicos. No Brasil: ANATENSOL (Bristol-Myers Squibb) . na Hungria. MODECATE (Reino Unido). 93. 238) e também mostra fototoxicidade alta (75). amps de 1ml c/ 25mg. VESPAZINE. METOFENAZATO. sol inj. MODITEN (Reino Unido). sol oral 4%. PERMITIL (Canadá)(USA) (Schering/White) cloridrato de. cxs c/ 20. 2-(4-(3-(2clorofenotiazin-10-il)propil)-1-piperazinil) etil éster ou: 2-(4-(3-(2-Clorofenotiazin-10-il)propil)-1piperazinil)etil 3. TENSOFIN TRANCIN. já foi implicada em retinopatia (151. comps de 25 e 100mg. 4-(3-(2-clorofenotiazin-10il)propil)-. amp de 4ml c/ 100mg.enantato de. foi ensaiada desde os anos 60. 210). de. embs c/ 25 e 50. embora na Alemanha e antiga Checoslováquia também como antipsicótico (215. 197. registrando-se uma maior impulsividade suicida estreitamente relacionada à acatisia em alguns pacientes (70). Av. PROLIXIN (Canadá)(USA) (Apothecon) cloridrato de. OMCA. Rua Carlos Gomes 924 (04743903) São Paulo SÃO PAULO (011) 8822000 /882-2516 (011) 247-1258. Mais recentemente vem sendo utilizado preferencialmente. 273). Bristol-Myers Squibb Brasil S. SIQUALINE. Como outros fenotiazínicos. 36). PROLIXINE. pode também determinar icterícia colestática (125. Convém porém lembrar que.5-trimetóxibenzoato ou: 1-Piperazinoetanol. FLUFENAN DÉPÔT (Cristália) . distonias agudas e tardias e Discinesia Tardia) (11. para tratamento da Depressão Maior.

Não consta comercialização ou desenvolvimento atual. logo no início da década seguinte pelo próprio Deniker e colaboradores (66. investigado desde a década de 60 e muito utilizado na Alemanha desde então (256. Também já foi responsabilizada por casos de agranulocitose (105. Efeitos colaterais semelhantes aos da clorpromazina. mas sofre intenso metabolismo de primeira passagem. teria uma ação desinibitória ou ativadora nas faixas de dose inferiores (20 a 80mg/dia) mas nas doses superiores (150 a 300mg) um perfil completo de efeitos extrapiramidais e sedação. Achados.da calmodulina. Alta taxa de ligação às proteínas do plasma (95%) como todas as drogas psicoativas com estrutura tricíclica. mas com ação antipsicótica em potência intermediária. porém. 45 . Tem elevada fototoxicidade.ou: Fenotiazina. No Exterior: FRENOLON. Há ensaios que encontraram eficácia equivalente e tolerabilidade extrapiramidal ligeiramente superior ao antipsicótico atípico zotepina (69). é bem absorvida pelo trato digestivo (22). (16) . Antipsicótico de baixa a intermediária potência. embora com boa tolerabilidade cardiovascular. Não disponível comercialmente no Brasil ou no Exterior. hepatite aguda. 209). 10-[3-(4-metil-1-piperazinil)-propil]-fenotiazina ou: 10-(3-(4-Metilpiperazin-1-il)propil)fenotiazina difendizoato ou: 10H-Fenotiazina. 311). Como as demais fenotiazinas. 200 a 800mg (30) NT: 100 a 230ng/mL. confirmados em outros estudos comparativos com estas duas substâncias (211. o que costuma ser mais freqüente entre fenotiazinas alifáticas (266).OXAFLUMAZINE) 10-(3-(4-(2-m-Dioxaniletil)-1-piperazinil)propil)2-(trifluorome-til) fenotiazina (CAS RN 16498-21-8) FM: C26-H32-F3-N3-O2-S DD: 150 a 350mg VO. Segundo observações clínicas naturalísticas. 257). com rápido início de ação. 50 a 150mg IM. na pesquisa da fisiologia cardiovascular. Seu perfil foi situado como intermediário entre a “sedativa” proclorperazina e a “incisiva” flufenazina nos termos classificatórios da antiga escola francesa. mas com propriedades secundárias analgésicas.10-(3-(4-metil-1-piperazinil)propil) ou: N-Metil-piperazinil-N'-propil-fenotiazina ou: N-(3-(4-Metil-1-piperazinil)propil)fenotiazina ou: (P 725). (CAS RN 84-97-9) FM: C20-H25-N3-S DD: 75 a 600mg. com efeitos extrapiramidais talvez um pouco mais acentuados (14%) mas muito menores que os observados com haloperidol (56%) de acordo com o grande levantamento de Grohmann e colaboradores (104). O que não impediu. 67). PERAZINA (PERAZINE) OXAFLUMAZINA (OSSAFLUMAZINA. Não disponível comercialmente no Brasil. exigindo doses orais 2 a 3 vezes superiores às parenterais. anti-histamínicas e espasmolíticas. É uma fenotiazina piperazínica trifluorada como a flufenazina. 10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil). 126. Foi introduzida no final dos anos 60 por Boissier e colaboradores (21) e clinicamente ensaiada (ensaios abertos nãocontrolados) em comprimidos de 10 e 100mg para uso oral e ampolas com 25mg para uso intramuscular. que já tenha sido implicada em caso de Distonia Tardia com blefaroespasmo em paciente virgem de tratamento com antipsicóticos (181). Uma pretensa pequena ação antidepressiva nunca pôde ser satisfatoriamente confirmada. rabdomiólise e pancitopenia (226).

1-(2-Idrossietil)-4.ou: 2-Cloro-10-3-(1-(2-hidroxietil)-4piperazinil)propil fenotiazina ou: 1-(2-Hidroxietil)-4-(3-(2-cloro-10fenotiazinil)propil)pipera-zina ou: gama-(4-(beta-Hidroxietil)piperazin-1-il)propil-2clorofenot-iazina ou: '. Thomsen e colegas demonstraram a utilidade que este procedimento pode ter em casos de resposta insatisfatória ao tratamento por via parenteral. em média. 6 a 24mg (262). Antipsicótico de alta potência com mais efeitos extrapiramidais e menos hipotensão do que a clorpromazina. 165). As concentrações plasmáticas relacionadas com atividade antipsicótica sem efeitos adversos importantes.. PERFENAZINA (CHLORPERPHENAZINE. pela Schering. CHLORPIPRAZINE. a principal enzima hepática responsável pelo metabolismo da maioria dos antidepressivos e antipsicóticos tricíclicos.3-(2-cloro-10fenotiazil)propilpiperazina [Itália] ou: (SCH 3940)(NSC 150866) (HSDB 3379). TAXILAN. quando administrados por via oral. virtualmente não teria ação nos receptores dopaminérgicos do subtipo D1 (79). PERPHENAZINE) 10-{3-[4-(2-hidroxietil)-1-piperazinil]-propil}2clor-fenotiazina ou: 1-Piperazinoetanol. mostrou uma eficácia e tolerabilidade muito próximas destas substâncias (172. 2 a 16mg (53) . 264). Em que pese haver grande discordância de outros autores sobre a confiabilidade e utilidade clínica das mensurações das concentrações plasmáticas para os fenotiazínicos em geral. a preparação decanoato confirmou ser mais eficaz e melhor tolerada. Ao contrário da flufenazina e do mesmo modo que a sulpirida. No Exterior: PERNAZINE. ou pelo alto risco de efeitos adversos com preparados dépôt que costumam propiciar níveis mais altos. embora nunca tenha sido licenciada no Brasil. 4-(3-(2-cloro-10H-fenotiazin10il)propil)-ou: 4-(3-(2-Cloro-10H-fenotiazin-10-il)propil)-1piperazinoetanol. 8 a 20mg (16). Ainda na década de 60. Calcula-se que até 10% dos pacientes mais idosos (por redução de hepatócitos e/ou fluxo sanguíneo hepático acentuando eventuais defeitos genéticos) seriam carentes da isoenzima CYP 2D6 (debrisoquina/ esparteina-hidroxilase). Recentes comparações com a sulpirida e com zuclopentixol oral. 2 a 6nmol/L (165). entre os pacientes deficientes da CYP 2D6 ("metabolizadores pobres") (179). Tem metabolismo de primeira passagem acentuado e seu principal metabólito é o derivado sulfóxido. ETAPERAZINA. PSYTOMIN. mas a risperidona demonstra superioridade no tratamento de reagudizações em esquizofrênicos crônicos (127). A 2 vida terminal média após dose única de 5 a 6mg por via endovenosa é de 9. mas ainda assim gozando da reputação de possuir propriedades "ativadoras" para alguns autores (191). foram estabelecidas por Omerov (221) em 1 a 5 nmol/L e Larsen & Hansen (165) em 2 a 6 nmol/L. em 46 . o que aumenta muito o risco de efeitos adversos e interações com os medicamentos psicoativos mais usados nesta população. Estudo multicêntrico duplo-cego comprovou equivalência com o decanoato de haloperidol. ETHAPERAZINE. 242). potente inibidor da atividade desta enzima e em grau menor também da CYP 1A2 (236. Mais recentemente. a perfenazina foi introduzida na forma dépôt (enantato) para o tratamento de longo prazo na Esquizofrenia (108) e goza ainda de prestígio na Europa. em estudos multicêntricos duplo-cegos com psicóticos agudos. propiciando níveis plasmáticos mais estáveis (TRILAFON DECANOATE) (154. tanto em tolerabilidade quanto em eficácia (65). Possui meia-vida plasmática relativamente curta (8 a 12 h) para o padrão de uma fenotiazina piperazínica.5 horas. (CAS RN 58-39-9) FM: C21-H26-Cl-N3-O-S DD: 2 a 60mg (135). Até passado recente limitou-se a ser comercializada. no país. nos países escandinavos. (186) NT: 1 a 5nmol/L (221). Este é particularmente o caso da perfenazina.Não disponível comercialmente no Brasil. 8 a 30mg. Foram verificadas concentrações de perfenazina duas vezes maiores. cumulativos e duradouros (293).

como a Escala de Simpson ("Simpson Extrapyramidal Side Effect Scale") conforme demonstrado por Sweet (287). TRIPTAFEN. TRILAFON (Canada)(USA)(Schering) . Eleva a prolactina como todos os antipsicóticos típicos. imipramina). como outros neurolépticos. de 0. pela CYP 2D6 (178). na Neuralgia Pós-Herpética crônica. 309). No Exterior: DECENTAN. 4/10. por elevação das concentrações de nortriptilina (principal metabólito ativo) não se verifica. A associação perfenazina/ amitriptilina também já esteve implicada em caso de hipertermia com rabdomiólise e insuficiência renal com seqüelas cerebelares (provavelmente caso de Síndrome Neuroléptica Maligna) (168). no tratamento das Coréias de Sydenham e de Huntington e pela ação analgésica. 280) e. 2/25. a potencialização da amitriptilina. Celebrizou-se também em preparados antieméticos. THILATAZIN. exigindo hemodiálise (218) como atípica. FENTAZIN( Reino Unido). MUTANXION (França) . No caso de recorrer-se a um outro inibidor seletivo da recaptação de serotonina. observada com a perfenazina. uma condição freqüentemente desencadeada ou agravada por barbitúricos e outros medicamentos psicoativos (diazepam. A Discinesia Tardia. vem sendo gradualmente substituída nesta indicação por antieméticos novos como granisetrona e ondansetrona (85). um sintoma que. EMESINAL. sem febre (174). à temível Anemia Aplástica (pancitopenia e depressão da medula óssea na ausência de células sanguíneas anormais) (224). Também foi responsabilizada por Síndrome Neuroléptica Maligna tanto na forma clássica.associação com a amitriptilina para tratamento de depressões ansiosas e/ou com sintomas psicóticos: os antigos MUTABON A e MUTABON D. para uso IM. Embora continue confirmando superioridade sobre as duas drogas usadas isoladamente na Depressão com Sintomas Psicóticos (279). Do mesmo modo que outras fenotiazinas. ETAPERAZIN. mas as doses necessárias costumam ser mal toleradas por seus efeitos extrapiramidais. de amitriptilina.5 a 3ml de 2 em 2 ou de 4 em 4 semanas. TRILIFAN (França) . 4/25 e 4/50. algum respaldo às observações naturalísticas dos antigos clínicos. também já foi relacionada a casos de Lupus Erythematosus de origem medicamentosa (99. 47 . ainda bem recentemente. sempre gozou de muito sucesso entre os clínicos e ainda hoje está disponível nos Estados Unidos (TRIAVIL-Merck) em cinco apresentações: comprimidos com 2/10 (2mg de perfenazina/10mg de amitriptilina). PERATSIN.comp 4 e 16mg. ao menos em parte. com o qual não revelou interação significativa (290).comp c/ 2mg em associação com 25mg de clor. um risco grande em pacientes de mais idade e/ou com doses superiores a 8mg. já foi registrado o desencadeamento de comportamento cleptomaníaco (90). é preferível associar-se o citalopram. 292) e soluços ("hiccups"). recentemente se demonstrou que a associação da perfenazina com a fluoxetina poderia ser tão eficaz como com a amitriptilina com a vantagem adicional de ser melhor tolerada (245) mas por outro lado. Tem potencial fototóxico elevado (180) e já esteve implicada em Diabetes Insipidus transitório (23). MUTASPLINE (França) . ETRAFON( Canada). Mostrou ser eficaz e bem tolerada em psicótico portador de Porfiria Intermitente Aguda (282). TRIFARON. mais intensos do que os de outros bloqueadores dopaminérgicos como a metoclopramida ou mesmo as fenotiazinas alifáticas. com o emprêgo de instrumentos clínicos padronizados. mas a associação com a paroxetina (potente inibidor da CYP 2D6) costuma aumentar de 2 a 13 vezes as concentrações de perfenazina (225). com o zuclopentixol. De qualquer modo.comp 4mg. embora também metabolizado. Esta associação que data dos anos 60 com o nome comercial de ETRAFON em países da Europa (274). poderia ter sua instalação evitada ou sua gravidade reduzida pelo monitoramento de sinais precoces ainda nos primeiros dias de tratamento. Não disponível comercialmente no Brasil. Com relação a outros efeitos adversos. por exemplo. quando grave e persistente costuma ser tratado preferencialmente por neurolépticos (207). conferindo assim.sol inj de 100mg/ml. É importante frisar que outras associações de antipsicóticos com antidepressivos também já demonstraram eficácia na Depressão com Sintomas Psicóticos (315). TRANQUISAN. priapismo (45. TRILIFAN RETARD(França) . TRIPHENOT. Também demonstra utilidade no alívio de algias cicatriciais severas do pós-operatório (54.comp c/ 4mg em associação com 10mg de cloridrato de amitriptilina. Também é empregada em neurologia. fato que costuma problematizar o tratamento das complicações psiquiátricas amiúde observadas.

(CAS RN 58-38-8) FM: C20-H24-Cl-N3-S DD: 25 a 250mg (Rhodia. logo celebrizou-se como medicamento antiemético. lorazepam. Parece possuir efeitos cardiovasculares mínimos (apenas taquicardia postural). 160. além de antivertiginoso na Síndrome de Menière. 53). marijuana). mas deve ser lembrado que compartilha com outras fenotiazinas a capacidade em ocasionar opacificação do cristalino (142). 284) e reações distônicas foram observadas (20) no uso repetido ou prolongado. Nos vômitos da quimioterapia do câncer. sob a forma do sal edisilato. METERAZINE. um registro de Discinesia diafragmática (“flutter”) com comprometimento da dinâmica respiratória (37). ainda que apenas como antiemético. isoladamente (103). provocou uma síndrome extrapiramidal severa permanente (parkinsonismo acrescido de Distonia Tardia). PROCHLOROPERAZINE. com ação mais específica e menor ação sedativa central (19. 15 a 100mg (262). proclorperazina.ou: Cloro-3 (N-metilpiperazinIl-3 propil)-10 fenotiazina [França] ou: 2-Cloro-10-(3-(1-metil-4-piperazinil)propil)fenotiazina ou: (RP 6140)(SKF 4657)(Bayer A 173). e com maior segurança e menores doses em associação com diidroergotamina (248). simultaneamente. 261). O MARINOL foi recentemente licenciado no Canadá para pacientes aidéticos nesta indicação. Existem preparados para uso oral. implicando talvez mais tarde. sua morte (77). 39. até mesmo ao tetra-hidrocanabinol (dronabinol) principal alcalóide da Cannabis (maconha.theriaque. só esporadicamente é empregada nesta indicação (82). aproximadamente. especialmente em crianças. mais rapidamente absorvidos pela circulação sistêmica e melhor tolerados. alcançando baixa biodisponibilidade. CLORPERAZINA. Tem-se recorrido com êxito. atualmente. também. escopolamina. 68. especialmente quando se tratar de pacientes 48 . Já foi demonstrado que a farmacocinética pode variar bastante. pelo menos nos pacientes pediátricos em quimioterapia para câncer (214). Seu emprego repetido pode elevar a meia-vida para algo em torno de 18h e fazendo surgir ação anti-histamínica. vêm reforçar a recomendação de cautela no emprego da associação de bloqueadores dopaminérgicos. Em dose única tem uma meia-vida de 8h. por exemplo. CHLORPERAZINE. associações com múltiplas drogas. Embora possua atividade antipsicótica. 2-cloro-10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil).cfm). em particular na radioterapia e quimioterapia do câncer e na prevenção de vômitos do pós-operatório. chega-se a sugerir no manejo desta extrema e consternante situação. Mesmo em doses únicas. na literatura.ou: Fenotiazina. a acatisia é freqüente (69.org/InfoMedicaments/home. embora não haja ainda total unanimidade nesta superioridade (46) e os custos destes novos medicamentos sejam proibitivos para alguns pacientes. 312). em forma de "patch" cutâneo. provavelmente por formação de metabólito(s) ativo(s) já que em dose única. Ainda empregada no Reino Unido como antiemético. não se observa esta propriedade (132). ou em associação com a proclorperazina (233). havendo registro de casos de Discinesia Tardia (03).PROCLORPERAZINA (CAPAZINE. ondansetrona e dexametasona por via endovenosa (114). 235. como terapia antiemética em paciente com idade avançada e disfunção cerebral prévia. 239. por via oral. Uma associação com a metoclopramida. após lenta absorção gastrintestinal e intenso metabolismo de primeira passagem. 308). diga-se de passagem. 30 a 250mg (www. a proclorperazina por via endovenosa. Por outro lado. 2-cloro-10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil). e. entre os quais os compostos do grupo da ondansetrona já mencionados. com menores riscos de regurgitação no paciente com náuseas e/ou vômitos (24. Há. Introduzida em 1956. Como outras fenotiazinas tende a ser superada nesta indicação por novas substâncias. como. mostrou ser uma opção segura e eficaz no tratamento emergencial de enxaquecas agudas graves (141. CHLORMEPRAZINE. Casos como esse. PROCLORPEMAZINA) 2-cloro-10-[3-(4-metil-1-piperazinil)-propil]fenotiazina ou: 10H-Fenotiazina.

METERAZIN. 40mg/ml sol oral. Não disponível comercialmente no Brasil. comp 25mg. 149. mas também com a fenotiazina empregada isoladamente (192. maleato de) (HSDB 3400). NIPODAL. TEMENTIL (França) . 76). Foi recentemente implicada em caso de Lupus medicamentoso (294). No Exterior: COMPAZINE (USA)(Smith-Kline Beecham) comp 5. Discinesia Tardia (73. até mesmo em paciente submetido a cirurgia para transplante de medula óssea (88). 40gts/ml. 285). pág. (CAS RN 1420-55-9) FM: C22-H29-N3-S2 DD: 50 a 300mg. apesar do anuário de avaliação de medicamentos da Associação Médica Americana (AMA Drug Evaluations Annual.idosos e/ou com suspeita de lesão cerebral. TORESTEN (Japão). relatos de reações extrapiramidais distônicas agudas (62. e até mesmo Síndrome Neuroléptica Maligna (35). COMPAZINE EXPANSULE (USA)(Smith-Kline Beecham) cáps 10 e 15mg. 229). Mencionado como antipsicótico também por Schaller-Clostre & Dunant (253). 2-(etiltio)-10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil). 87). 1mg/gt. acatisia (02. NOVAMIN. Há também diversas referências na literatura a seu uso como antivertiginoso. edição de 1994. 2-(etiltio)-10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil).ou: 3-Etilmercapto-10-(1'-metilpiperazinil-4'propil)fenotiazina ou: 2-(Etiltio)-10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil)fenotiazina ou: (GS 95. embarcações) embora classificando-a como antagonista dopaminérgico com utilidade como antiemético na anestesia ou quimioterapia do câncer . KRONOCIN. TIETILPERAZINA (ETHYLTHIOPERAZINE. Como outras fenotiazinas. frs c/ 20 e 250 comps. Também é citado como neuroléptico por Niemegeers (219). STEMETIL.mesilato de. Há registro de Síndrome Neuroléptica Maligna atribuída à associação de proclorperazina com droperidol (18). não faltando na literatura. . 10 e 25mg. Possui fraca ação antiadrenérgica como o pimozida em contraposição à tioridazina e propericiazina (158). Não disponível comercialmente no Brasil.ou: Fenotiazina. também já foi implicada em colestase crônica (182) e demonstra potencial fototóxico (220). 457) negar sua utilidade na prevenção das vertigens ou náuseas ligadas ao movimento (transporte rodoviário. Antigo TEMENTIL (Rhodia) . No Exterior: TORECAN (Sandoz)(Europa)(Israel)(Paquistão). hemidistonia crônica seguindo-se a reação distônica aguda (138). 49 .dimaleato. TIOPROPAZATO (THIOPROPAZATE) 10H-Fenotiazina. EMELENT. THIETHYLPERAZINE) Classicamente um antiemético fenotiazínico (246) mas que foi ensaiado como antipsicótico de potência intermediária na antiga Checoslováquia (302) (3 vezes mais potência que a clorpromazina).

Antigo MAJEPTIL (Rhodia) . Antipsicótico de alta potência. 161.org/InfoMedicaments/home. 30 a 60mg (262). córeo-atetose e até mesmo na acatisia (06. N. VONTIL. 230). acetato (éster) ou: N-(beta-Acetoxietil)-N'-(gama-(2'-cloro-10'fenotiazinil)pro. acetato (éster) ou: (SC 7105)(HSDB 3401). Não mais disponível comercialmente no Brasil. 199. na Coréia (33. THIOPERAZINE. comp 100mg.N-dimetil-10(3-(4-metil-1-piperazinil)propil)-ou: Fenotiazina-2-sulfonamida. N. após ser aqui inicialmente experimentado ainda na década de 60 (227). frs conta-gotas 10ml e 125ml. o mais potente do grupo das fenotiazinas.cfm). 5 a 40mg (www.zina ou: 4-(3-(2-Clorofenotiazin-10-il)propil)-1piperazinoetanol acetato ou: 1-Piperazinoetanol. TIOPROFERAZINA) 50 . Foi-lhe atribuída ação desinibidora e/ou timoanaléptica. MAZEPTYL. 59. foi sugerida em associação com haloperidol para a Esquizofrenia Refratária (300). No Exterior: DARTALAN. porém. 4-(3-(2-cloro-10H-fenotiazin10-il)propil)-. 144. acetato (éster) ou: 1-Piperazinoetanol. que deveria ter uso limitado ao ambiente hospitalar. Segundo Benkert & Hippius (16). no fim da década de 60 (303). 140) e até sintomas obsessivos da Síndrome PósEncefalítica em altas doses (162). MEGEPTIL. Desde então.zina ou: 10-(3-(1-(2-Acetoxietil)-4-piperazinil)propil)-2clorofenotia. 34. TIOPROPERAZINA (THIOPROPERAZINE. DARTAL. com freqüentes e intensos efeitos extrapiramidais. 4-(3-(2-clorofenotiazin-10il)propil)-. sol oral 40mg/ml.pil) piperazina ou: 1-(2-Acetoxietil)-4-(3-(2-cloro-10fenotiazinil)propil) pipera.zina ou: 2-Cloro-10-(3-(1-(2-acetoxietil)-4piperazinil)propil)fenotia. Há registro na literatura de melhoras dramáticas na reto-colite ulcerativa (167).dimesilato. também foi proposto nasCoréias. Foi também empregada no controle dos vômitos pós-operatórios (177).theriaque. SULFENAZIN. fr 10ml. CEPHALMIN. No Exterior: MAJEPTIL (França) . MAJEPTYL. Mesmo após a reabilitação da clozapina. acetato (éster) ou: 1-Piperazinoetanol. 4-(3-(2-clorofenotiazin-10il)propil)-. Teve iniciada sua experimentação como antipsicótico na Europa.sol oral 4% (1 gota = 1mg). (CAS RN 84-06-0) FM: C23-H28-Cl-N3-O2-S DD: 15 a 30mg (262).ou: 2-dimetilsulfamida-(10-(3-1-metilpiperazinil-4)propil)-fenotiazina ou: (RP 7843)(SKF 5883) (CAS RN 316-81-4) FM: C22-H30-N4-O2-S2 DD: 5 a 30mg (16). inclusive em casos de Esquizofrenia Catatônica (228). Comercializado no passado no Brasil. Pelas mesmas razões. 275). 10-[3-(4-metil-1-piperazinil)-propil]-fenotiazina2-dimetilamida sulfonato ou: 10H-Fenotiazina-2-sulfonamida.N-dimetil-10-(3-(4metil-1-piperazinil)propil). do mesmo modo que à carpipramina e à sulpirida (204.4-[3-(2-clorofenotian-10-il)-propil]-1piperazinetil ou: 1-Piperazinoetanol. a maioria dos ensaios relatados na literatura tratam de seu emprego apenas na Discinesia Tardia (como diversos outros antipsicóticos o foram antes de descobrir-se que a melhora observada era passageira e seguida de piora do quadro a médio e longo prazo). 3 a 30mg (186). 270. 5 a 40mg (Rhodia). 4-(3-(2-cloro-10H-fenotiazin10-il)propil)-. Não disponível comercialmente no Brasil.

251).zina ou: (RP 7623)(SKF 5019)(HSDB 3195). em coelhos alimentados com dietas aterogênicas acrescida de administração de adrenalina (208). supõe-se implicada na opacificação do cristalino observada com as fenotiazinas (142.azina ou: Trifluorometil-10-(3'-(1-metil-4piperazinil)propil)fenotiazi. TRIFLUOROMETHYLPERAZINE. Figura como o 4° antipsicótico mais utilizado nos Estados Unidos de 1976 a 1985. mas sua presença no leite humano foi constatada. Embora com um respaldo experimental incerto e sem maior base farmacodinâmica.5ng/mL (232).ou: 10-(gama-(N'-Metilpiperazino)propil)-2trifluorometilfenotia. Isto é possível por sua propriedade de inibir fortemente a calmodulina. demonstra utilidade sintomatológica na Coréia (283) e na Síndrome de Gilles de la Tourette (26). 6 a 15mg (16). com marcantes efeitos extrapiramidais como de praxe nestes casos. Uma enquete entre psiquiatras norte-americanos publicada em 1975 dava conta de ser. Demonstrou utilidade também em associação com a amitriptilina.zina ou: 10-(3-(4-Metil-1-piperazinil)propil)-2(trifluorometil)fenoti. TRIPHTHAZINE.ou: Fenotiazina. Mais conhecido na Rússia e países da antiga União Soviética como triftazina (“triphtazine”). 5 a 30mg (57. NT: 1 a 2. ainda é usada em vários países apenas em associação com a tranilcipromina (antidepressivo do grupo IMAO) para tratamento de quadros depressivo-ansiosos. 213). Sua citotoxicidade in vitro é inferior apenas à da tioridazina e clorpromazina (212) tendo demonstrado potencial utilidade quimioterápica no câncer (78. a droga preferida para fazer par com a clorpromazina.TRIFLUPERAZINA (FLUOPERAZINE. tanto miocárdicas quanto cerebrais (17. Atualmente ao que parece. 6 a 50mg (198). um efeito "ativador" ou desinibidor quando em pequenas doses (134). 51 . calculando-se em cerca de 3% da dose diária materna a percentagem ingerida pelo lactente (321). isoladamente. e não demonstrou mutagenicidade em estudos com a Drosophila melanogaster (148). 1 a 2. Não houve verificação de teratogenicidade quer em estudos animais quer no grande acompanhamento de 819 mulheres no Canadá e Grã-Bretanha. 10-(3-(4-metil-1-piperazinil)propil)2-(trifluorometil). 5 a 25mg (262). Atualmente. 10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil)-2-(trifluorometil). nas fases aguda e crônica da Esquizofrenia. entre outros efeitos adversos. (CAS RN 117-89-5) FM: C21-H24-F3-N3-S DD: 2 a 60mg (135). atrás apenas da tioridazina. sem reduzir a hiperlipidemia. 323) e. Largamente empregado como antipsicótico por via oral. O laboratório também disponibiliza a substância pura (STELAZINE). No Brasil. do mesmo modo que a clorpromazina. ainda sem aplicação clínica em toda a sua extensão. TRIPERAZINE) 10-[3-(4-metil-1-piperazinil)-propil]-2trifluormetil-fenotiazina ou: 10H-Fenotiazina. Como outros neurolépticos. é a de que inibe significativamente a formação de placas de ateromas tanto nas coronárias quanto na aorta. há problemas em sua distribuição comercial. comercializada pelo laboratório Enila com o nome fantasia de STELAPAR Nº 1 (10mg de tranilcipromina + 1mg de trifluoperazina) e STELAPAR Nº 2 (10mg de tranilcipromina + 2mg de trifluoperazina).na ou: 2-Trifluorometil-10-(3'-(1-metil-4piperazinil)propil)fenotia. seria útil na conservação de órgãos para transplante (05). do haloperidol e da clorpromazina (317).3ng/mL (136. tem-se atribuído a esta e outras fenotiazinas potentes. a associação foi originalmente investigada por Caruso Madalena ainda na segunda metade da década de 60 (188). TRIFTAZINA. ação que. 232). quando se optava por associar neurolépticos (263). 3 a 30mg (186). à época. 5 a80mg (146). 198). no manejo da dor intratável (74). que desde o início da década de 60 foi investigada em nosso meio como antipsicótico (227). MODALINA. Recente estudo multicêntrico duplo-cego com placebo demonstrou a eficácia em doses de 2 a 6mg/dia. Antipsicótico de alta potência. Já foi demonstrado que exerceria uma ação tissular protetora nas isquemias. no tratamento de curto prazo do distúrbio de ansiedade generalizada com perfil de efeitos adversos comparável nos dois grupos (203). Outra verificação interessante. e até recentemente. por outro lado.

cxs c/ 20. particularmente barbitúricos. No Exterior: JATRONEURAL. Gadd E. 87(7):5114.dicloridrato. 10. comp 2 e 5mg. 50(6):933-9. Guercetti G. McCarthy D. Erdos A. Silverblatt CW. Arato M. 124(7):917-23. Lane B. 13(3):9. Basic Res Cardiol 1989. Kula NS. 75. Bechter K. 03. doxepina. No Brasil: STELAZINE (Brasil) . Battla H. 19. a diálise mostra-se sem utilidade. 32(4):455-8. TERFLUZINE (França) . A long-acting phenothiazine as a possible agent to control deviant sexual behavior. agranulocitose em associação com a levomepromazina (319) e com a clozapina (01). 12(6):426-31. 355 . Fluphenazine ("anatensol") in the treatment of disturbed mentally retarded children. Referências Bibliográficas (Fenotiazinas Piperazínicas): 01. Waltimo O. EUNSA. 13(3):235-47. não compartilhadas por outros bloqueadores dopaminérgicos mais seletivos como o haloperidol e a sulpirida. Uma de nossas pacientes. Irisawa A. South Med J 1996. TRIFTAZIN. 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piperacetazina. embora sem suscitar desenvolvimento. Holt RJ. apenas encontramse em comercialização no Brasil: . Tem pequeno registro na sítio do Instituto Lundbeck na Internet (55). (http:// www. perimetazina.a propericiazina (ou periciazina como também é conhecida) e . Suíça. O composto A-124. Saitoh T. nortioridazina e pipamazina foram incluídos mais por interesse histórico e/ou farmacológico. J Clin Psychiatry 1986. 47(1):35-7. Brain Res 1989. Phenothiazines reduce ischemic damage to the central nervous system. Zengotita HE. chegaram a suscitá-lo e pelo menos a primeira foi licenciada em países da Europa como antipsicótico. 60 . aproximando-se talvez mais das primeiras. A mesoridazina e a sulforidazina. mostra perfil de efeitos adversos considerado transicional entre as alifáticas e as piperazínicas. 10-[3-(4-metóxipiperidino)propil]fenotiazin-2-il metil-cetona ou: (A124) (A 124) DD: 300mg (55) Antipsicótico fenotiazínico piperidinometilcetônico introduzido no ano de 1970 na Alemanha (49). PIPERIDINA FENOTIAZINA também seus metabólitos. porém. A mepazina é uma fenotiazina piperidínica com fraca ação de bloqueio D2 mas com papel equivalente à promazina entre os derivados alifáticos e à perazina entre os piperazínicos. Um dos poucos países a ensaiá-lo fora da Europa foi justamente o Brasil. mesmo na Europa. Inc. A nortioridazina merece exame mais detido por ser o terceiro metabólito mais importante da tioridazina. De todas elas. A-124 C) Fenotiazinas Piperidínicas Este subgrupo de fenotiazinas de potência intermediária. onde é descrito como neuroléptico com leves propriedades antidepressivas que teria demonstrado eficácia em psicóticos na faixa de doses diárias médias de 300mg (55).322. 482(1):189-93. Os direitos da substância pertencem à Siegfried Chemicals. Estados Unidos e Taiwan. Serão examinadas a seguir onze substâncias.ch/).siegfried.a pipotiazina. Não disponível comercialmente. assim como mepazina. Neuroleptic drug-induced coagulopathy: mechanism of reaction and duration of effect. com sede na Alemanha. em experimento clínico em epilépticos conduzido por Canton e colaboradores ainda no mesmo ano da introdução (30). Kochhar A. ao contrário. autonômicos (atropínicos) e cardiovasculares (hipotensão. . mas não há notícias de novos experimentos desde então e muito menos lançamento comercial. distúrbios da repolarização miocárdica) que as últimas. das quais sete com utilidade já comprovada como antipsicóticos: mesoridazina. pipotiazina.a tioridazina. propericiazina. 323. por menor propensão a efeitos extrapiramidais e maiores efeitos sedativos. Zivin JA. Tem pouquíssimas referências na literatura e não consta do banco de dados ChemidPlus mantido pelo governo norteamericano. sulforidazina e tioridazina .

A maior afinidade dopaminérgica estriatal foi mais tarde confirmada por Niedzwiecki (192. Introduzido na Europa nos anos 60. mas brandos efeitos sedativos. sendo a mesoridazina o derivado sulfóxido formado por ação da CYP 2D6. 15 a 30mg (163). (CAS RN 60-89-9). a mesoridazina e a sulforidazina. no entanto.tiazina ou: 10-(2(1-Metil-2-piperidil)etil)-2-(metilsulfinil)fenotiazin. sendo os outros a sulforidazina e a nortioridazina. MEPRAZINE.a ou: Tioridazina-2-sulfoxido ou: (NC-123) (TPS-23) (CAS RN 5588-33-0). propriedade que levou a seu aproveitamento em alguns países da Europa. exerceriam ações muito mais poderosas nos receptores alfadrenérgicos e dopaminérgicos que a droga-mãe.MEPAZINA (PECAZINE) MESORIDAZINA (MESORIDAZINE) 10-[(1-metil-3-piperidil) metil]-fenotiazina ou: 10H-Fenotiazina. 193). É antipsicótico de intermediária a baixa potência. sem participação da CYP 3A4 (31). porém. Não demonstrou. encontra-se 61 . PACATAL. 10-[2-(1-metil-2-piperidil)-etil]-2-metilsulfonilfenotiazina ou: 10H-Fenotiazina. Não disponível comercialmente no Brasil. 10-(2-(1-metil-2-piperidil)etil)-2(metilsulfinil)-ou: 10-(2-(1-Metil-2-piperidinil)etil)-2-(metilsulfinil)10H-feno. 290). com perfil semelhante à tioridazina da qual é um dos três principais metabólitos ativos. tendo apenas apresentado menor ação nos receptores muscarínicos (43). NOTHIAZINE. PAXITAL. Por sua fraca ação de bloqueio dopaminérgico D2 com acentuada ação anticolinérgica. uma grande variação interindividual nas concentrações dos metabólitos observadas com a administração oral do cloridrato de tioridazina (54. 163). 25 a 100mg (251).ou: Fenotiazina. Segundo o estudo de Bylund. e a sulforidazina o derivado sulfona formado por ação da CYP 2C19 (79). 150 a 300mg (26). 10-(2--metil-2-piperidinil)etil)2-(metilsulfinil). Foi licenciada para os Estados Unidos e Canadá. FM: C19-H22-N2-S DD: 75 a 400mg (57. 10-((1-metil-3-piperidil)metil). 50 a 300mg. capacidade em inibir a hipermotilidade determinada pela apomorfina em animais como o fazem todos os neurolépticos ou antipsicóticos típicos (156). Em psiquiatria tem interesse apenas histórico. Tanto a mesoridazina quanto a sulforidazina formam-se pela S-oxidação do grupo 2-metiltio da tioridazina. ainda hoje. in vitro.ou: (N-Metil-3-piperidil)metilfenotiazina ou: 10-(1-Metilpiperidil-3-metil)fenotiazina ou: (P 391). PAKATAL. Deve ser registrada. 10-((1-metil-3piperazinil)metil). PECATAL. foi comparada à prometazina como fenotiazina sem ação antipsicótica (116). -mais potente que clozapina e tioridazina.(201). FM: C21-H26-N2-O-S2 DD: 20 a 200mg (126). No Exterior: LACUMIN.ou: Fenotiazina. onde.

É bem absorvida por via oral. nem se dispõe de informações mais detalhadas sobre o comportamento farmacocinético ou perfil farmacodinâmico desta substância. Por esta razão. alargamento do complexo QRS e taquicardia ventricular (286). comp 10. A associação com a sertralina. e como tranqüilizante nas Aneuroses@ (152. não mostrando definidas vantagens em relação à ela. ou cuidadosamente monitoradas. NORTIORIDAZINA (NORTHIORIDAZINE) Fenotiazina. ao contrário. como antipsicótico (18. Grande cautela se impõe com idosos. ainda.5 a 2 vezes maiores que indivíduos jovens. além de Transtornos de Personalidade (20). também. Mais ainda do que a droga-mãe. Não consta ter sido licenciada ou desenvolvida farmacologicamente como antipsicótico. diante da necessidade de utilização coadjuvante.comercialmente disponível. ainda. após tentativa de suicídio com ingestão de 3. mas estima-se. 154). que as concentrações cerebrais seriam cerca de 20 a 30 vezes menores que as alcançadas com a flufenazina e com o haloperidol e. clorpromazina. Não disponível comercialmente. Não disponível comercialmente no Brasil. devem ser evitadas. (CAS RN 10538-32-6). obviamente. duas vezes menores que as obtidas com a tioridazina (269). 62 . Na literatura há registro de caso de superdosagem com níveis de até 16 microgramas/ml evoluindo rapidamente para o óbito por fibrilação ventricular refratária à cárdioversão. entre os medicamentos psicoativos mais envolvidos em ganho ponderal a médio prazo. 194). antecedida por hipotensão. Recomenda-se cautela nas doses a partir da meia-idade (56). 287). um outro relatando arritmias graves culminando em parada cardíaca. 25 e 50mg. Tem efeito cataléptico moderado. mas efeitos adversos vegetativos pronunciados. foi sugerido como medicação hipno-sedativa (01). com picos plasmáticos em 4h. como também por atingirem concentrações 1. 76. estando relativamente contra-indicada na presença de transtornos do ritmo cardíaco (56. potencial utilidade nos esquizofrênicos refratários à clorpromazina e outros antipsicóticos tradicionais (197. as associações com drogas potencialmente cardiotóxicas como lítio (232) ou antidepressivos tricíclicos ou. Hipotensão e boca seca são efeitos adversos comuns. atingindo altas concentrações circulantes. ao menos in vivo. reduziria suas concentrações (65). Há. na ausência de dados equivalentes sobre o citalopram e a nefazodona. SERENTIL (USA)(Boehringer Ingelheim) . não só pelo maior risco próprio da faixa etária para transtornos cardiovasculares. mostrando-se assim. possivelmente pelo bloqueio serotoninérgico (29). SERENTIL(Canadá)(Sandoz) . No Exterior: LIDANAR. a fluvoxamina-. a mesoridazina é substância potencialmente cardiotóxica. FM: C20-H24-N2-S2 Um dos três principais metabólitos da tioridazina ao lado da mesoridazina e da sulforidazina (270). Mostrou como a tioridazina. além de. 172). mas nunca o seria no Brasil. por estudos com animais.1 gramas (168).besilato de. tioridazina e lítio. A mesoridazina também foi relacionada. -como o fazem ISRSs como a fluoxetina (em até 13 vezes!). comp 10mg. opção mais segura de antidepressivo. Por seu perfil sedativo e curta meia-vida. aquelas que causem elevação acentuada das concentrações da tioridazina e seus metabólitos por inibição do citocromo P-450.besilato de. LIDANOR (Países Escandinavos). e. similares aos da tioridazina. 10-(2-(2-piperidil)-etil)-2-metiltioou: 10-(2-(2-Piperidil)-etil)-2-metiltiofenotiazina ou: (TPD 6). LIDANIL (HOLANDA). juntamente com a amitriptilina. especialmente nos idosos. em mulher jovem. com menor intensidade.

potentes efeitos antieméticos e moderados efeitos hipotensores.ou: 1-[3-(2-clorofenotiazin-10-il)propil]piperidino-4carboxamida (cloridrato) ou: 10-[3-(4-carbamoilpiperidinol)propil]-2clorofenotiazina (HCl) ou: (SC-8016) (SC-9387). no Japão (123) quando pôde confirmar propriedades sedativas. PERIMETHAZINE) PIPAMAZINA (PIPAMAZINE) 1-(3-(2-Metóxifenotiazin-10-il)-2-metilpropil)-4piperidinol (1317 AN) (CAS RN 13093-88-4) 1-(3-(3-Clorofenotiazin-10-il)propil)isonipecotamida ou: 10-(3-(4-Carbamoilpiperidino)propil)-2clorofenotiazina ou: Isonipecotamida. mostrou-se intensa e inespecífica com a confirmação adicional de propriedades antihistamínicas. Foi introduzida ainda no ano de 1958 nos Estados Unidos como medicamento antiemético em apresentações oral e parenteral pela Searle (MORNIDINE®). amp 5mg/ml. miorrelaxantes e hipotermizantes semelhantes às da clorpromazina. mas acabou. (CAS RN 84-04-8) FM: C21-H24-Cl-N3-O-S É uma fenotiazina piperidínica com insignificantes propriedades neurolépticas. Provavelmente por seus potenciais efeitos adversos autonômicos e inexistência de comprovação de superioridade em eficácia e segurança sobre outros fenotiazínicos. 1-(3-(2-clorofenotiazin-10il)propil).PERIMETAZINA (PERIMETAZINE. porém. Não disponível comercialmente no Brasil. Sua ação relaxante sobre a musculatura lisa. 289). poucos efeitos extrapiramidais. foi introduzida na França como um novo neuroléptico no início da década de 70 (211. sendo descontinuada (55). Foi melhor investigada em animais. No Exterior: Antigo MORNIDINE® (Searle) (USA) – comps 5mg. antiadrenérgicas e antisserotoninérgicas (186). mas não chegou a ser clinicamente desenvolvida na indicação. mais tarde. No Exterior: LEPTRYL® (França) 63 . Há muito poucas informações técnicas disponíveis e apenas referências de passagem na literatura especializada. não despertaria maior interesse da indústria. Não disponível comercialmente no Brasil. (retirados) MOMETINE® NAUSIDOL® (Gremy-Longuet) (França) (retirado) NOMETINE® FM: C22-H28-N2-O2-S Fenotiazina piperidínica de síntese mais recente.

porém. PSYMOD.33 mg/dia). haloperidol.10-(3-(4-(2hidroxietil)-1-piper. assim como a significativas reduções nos escores do fator Aanergia@ na BPRS 64 . (CAS RN 3819-00-9 ) FM: C24-H30-N2-O2-S 20 a 160mg (126). Como muitos outros antipsicóticos de potência alta a intermediária.) (19. ações estimulantes comportamentais. do mesmo modo que pimozida.552 R. 1-(10-(3-(4-(2-hidroxietil)-1piperidinil)propil)-10H-fenotiaz. 10-(3-(4-(2hidroxietil)piperidino)propil)fenotiazin-2-il metil ou: 2-Acetil-10-(3-(4-(betahidroxietil)piperidino)propil)fenotiaz.in-2-il). (CAS RN 39860-99-6 ) FM: C24-H33-N3-O3-S2 DD: 10 a 20mg VO (Via Oral) e 100mg/mês IM (Via Intramuscular)(média de 3. 147.366 R. 173). foi empregado como medicação tranqüilizante ou coadjuvante aos antidepressivos. Isto coincide com as observações clínicas impressionistas de Aeuforia@ em esquizofrênicos acompanhando a melhora com o emprego da pipotiazina (244).. 10H-Fenotiazina-2-sulfonamida. com melhor tolerabilidade em pacientes geriátricos com lesão cerebral (101). pelas propriedades “ativadoras” (92). tioperazina e clorpromazina (52). sulpirida e amissulprida. demonstrou ser tão eficaz quanto a tioridazina. A hipotensão inicial e os demais efeitos cardiovasculares. 209). 40 a 100mg (251). e incontinência urinária (161). em doses baixas ou moderadas. 243).PIPERACETAZINA (PIPERACETAZINE) PIPOTIAZINA (PIPOTHIAZINE) Etanona. 58. como na manutenção (08. undecilênico). anemia aplástica fatal (298). A piperacetazina também é empregada em medicina veterinária para controle do comportamento animal em pequenas intervenções ou para permitir seu adequado transporte (165. metoclopramida. insuficientes para um pleno bloqueio dopaminérgico pós-sináptico.P.in-2-il)etanona ou: Quetona. Teria comprovado por estudos laboratoriais com animais de experimentação.P.ou: 1-(10-(3-(4-(2-Hidroxietil)-1-piperidinil)propil)10H-fenotiaz.551 R.Ndimetil-10H-fenotiazina-2-sulfonamida palmitato undecilenato ou: (19.P. Antipsicótico com potência intermediária utilizado tanto no tratamento da fase aguda da Esquizofrenia (135. palmítico) (19. Já foi responsabilizada por Discinesia Tardia. QUIDE. 25 a 250mg/mês IM (palmitato) e 100mg/quinzena IM (undecilenato) (26). Seu emprego foi preconizado nos transtornos de comportamento de deficientes mentais leves institucionalizados (149). Em estudo duplo-cego.. 93. Não disponível comercialmente no Brasil. transtornos da ejaculação (127). aproximam-na da clorpromazina (23). e contrariamente à flufenazina. mesmo em doses baixas (75).ina ou: 10-(3-(4-(2Hidroxietil)piperidino)propil)fenotiazin-2-il metil quetona ou: (PC-1421)(SC 9794). A pipotiazina parece ocasionar menos efeitos extrapiramidais e sedação que a flufenazina.N-dimetilou: 10-[3-4-(2-hidroxietil)-1-piperidinil)-propil]-N. em pacientes “neuróticos” nos anos 60 e 70 (155). No Exterior: ETHAN. 10 a 40mg/dia VO. com uma ação anticolinérgica equivalente.idinil)propil)-N.

envolvendo pacientes esquizofrênicos agudos. 109). o palmitato de pipotiazina mostrou superioridade estatisticamente significativa nos escores da BPRS ao final do estudo. remontam à década de 70 no exterior.2 horas e os efeitos corticais máximos observados somente de 24 a 36 horas após a ingestão de dose única de 25mg (70). 224. flupentixol e clozapina (125. quanto atendidos em unidades de emergência (83). também encontra-se disponível o decanoato de zuclopentixol (v. c/ 25 e 100mg para uso IM de 4 em 4 semanas. No Brasil: PIPORTIL (Rhodia Farma)(Brasil) . das Nações Unidas 22428 (04795916) SÃO PAULO (011) 546-6822 (011) 523-6391. o palmitato se constituía na única opção de preparado dépôt para uso mensal. Em que pese ter demonstrado esta eficácia. Estudos farmacocinéticos demonstram que a administração intramuscular do palmitato de pipotiazina somente gera concentrações terapêuticas a partir do 31 dia. sendo a meia-vida média de eliminação de 11. 234). sol oral (gotas) 40mg/ml. respectivamente. só mais recentemente vindo a ser disponibilizado o decanoato de haloperidol. ao lado da flufenazina e da trifluperazina além de outros compostos como trifluperidol. até há pouco. sulpirida.comps de 10mg. pimozida.palmitato de. estojo c/ 20. com tolerabilidade semelhante (269). com doses médias de pipotiazina. amissulprida. para injeções quinzenais (em média 100 a 200mg/mês). Rhodia Farma Ltda. PIPORTIL M2 (França) . constatou eficácia e tolerabilidade equivalente entre as duas substâncias. preparados de depósitos também na forma do sal undecilinato. tão populares na Europa.9 ng/ml) sendo obtidos durante a 20 semana e estabilização (Asteadystate@) ao redor do 21 mês (99). pela demora de no mínimo 3 a 4 dias para que sejam obtidos os primeiros efeitos clínicos (94). amps de 1ml (25mg) e de 4ml (100mg). atingindo pico plasmático em 1 a 2 horas. estojos com 3 e 1. Um quarto registro. nos ensaios clínicos utilizando estas escalas de avaliação (203).PERICYAZINE. No Exterior: PIPORTIL (Reino Unido) PIPORTIL (França) . PIPEROCYANOMAZINE) 10-[3-(4-hidróxi-1-piperidil)-propil]-2-ciano- 65 . Av. como undecilenato (02. Benzisotiazóis). Tioxantênicos). não parece constituir a melhor escolha nos pacientes agudos. 146). tiotixeno. XV. Na atualidade. foi feito para um paciente de 90 anos após a aplicação do palmitato de pipotiazina (182). com picos plasmáticos (1. No Brasil. realizado no Brasil no início dos anos 80 por Bechelli e equipe. Em estudo duplo-cego controlado comparativo com decanoato de flupentixol envolvendo o controle de pacientes psicóticos por até 12 meses. Contudo. amp de 1 e 4 ml. c/ 25 e 100mg. A pipotiazina foi relacionada pelos autores da escola francesa entre os neurolépticos Adesinibidores@. aguardando-se para breve a introdução do primeiro preparado de depósito com atípico (v. sol inj 5mg/ml amp 2ml para uso IM diário de 1 a 2 amp. Estudo duplo-cego comparativo controlado com placebo e haloperidol. amp de 1 e 4 ml. Muito embora o palmitato de pipotiazina seja considerado o preparado dépôt com menor freqüência de efeitos extrapiramidais (40). tanto na forma palmitato (73. Encontra-se disponível em alguns países europeus.7+/-0.undecilenato pipotiazina. situando-se pouco abaixo do dobro das de haloperidol em miligramas (24). comp 10mg. já que nunca lograram alcançar comercialização no país o decanoato de flufenazina ou o decanoato de flupentixol. PROPERICIAZINA (PERICIAZINA. PIPORTIL L4 (Rhodia Farma)(Brasil) . como os demais preparados dépôt. risperidona. Síndrome Neuroléptica Maligna já foi registrada pela literatura (130) e pelo menos um caso frustro em associação com droperidol (217).e nos escores da SANS.palmitato de pipotiazina. Há um terceiro caso registrado de transtorno motor duradouro (122). envolvendo a ocorrência de Catatonia Medicamentosa. 284).pipotiazina base. e envolveu tanto pacientes psicóticos hospitalizados (96. os primeiros ensaios clínicos das preparações de depósito. risperidona no Cap. com grande variação interindividual. PIPORTIL L4 (França)( Reino Unido) . A apresentação oral é bem absorvida.

cfm). tem padrão de efeitos adversos similar ao da tioridazina.5 a 90mg (251). NEULEPTIL GOTAS PEDIÁTRICO (Rhodia Farma)( Brasil) . Empregada na Esquizofrenia desde os anos 60 na Europa (74. (CAS RN 2622-26-6) FM: C21-H23-N3-O-S DD: 15 a 75mg (60). 244).I.25mg/gota c/ 20ml. isto é. a sulforidazina também tem suas concentrações 66 . 192. hipotensores e anticolinérgicos. 10-(3-(4hidroxipiperidino)propil).cáps 10mg. também foi aproveitada em associações com clomipramina em altas doses (até 150mg/dia vs 300mg/dia. respectivamente) no tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (26). oral de 0. com marcantes efeitos sedativos.frasco de sol. De forma significativa. NEULACTIL. mas não alcançaria pleno desenvolvimento por apresentar nítida desvantagem extrapiramidal em relação à drogamãe. embora sem grande embasamento experimental para esta especificidade terapêutica. É bloqueador dopaminérgico ainda mais potente que a mesoridazina. 7.org/InfoMedicaments/home. SOLFORIDAZINA) 10-(2-(1-Metil-2-piperidil)etil)-2metilsulfonilfenotiazina ou: Fenotiazina. No exterior e no Brasil. Foi também empregado no controle do prurido primário de origem psicogênica (34). 86. 193). 97.ou: (8909 RP) (6909 RP) (RP 8908) (Bayer 1409) (F.716)(WH 7508). NEULEPTIL (França) . comp 25mg. 229. Av. 188. cxs c/ 20. sol oral 40mg/ml frs 30 e 125ml. Esta substância chegou a ser testada em ensaios clínicos europeus dos anos 70 como antipsicótico (236). 212. 226). no Transtorno dos “tics” (177). consagrou-se no tratamento de distúrbios dos impulsos e do comportamento em crianças e adolescentes (04. sol inj 10mg/ml.ou: 10-(2-(1-Metil-2-piperidil)etil)-2metilsulfonilfenotiazina ou: (TPN-12). e em estados de agitação psicomotora pós-traumatismo craniano (230). No Exterior: NEMACTIL.theriaque. 5 a 200mg (www. (CAS RN 14759-06-9) FM: C21-H26-N2-O2-S2 Constitui o metabólito sulfona da tioridazina (106). das Nações Unidas 22428 (04795916) São Paulo (011) 546-6822 (011) 5236391. como medicação pré-anestésica (205. No Brasil: NEULEPTIL (Rhodia Farma)(Brasil) . 30 a 80mg (26). 77. Rhodia Farma Ltda. 88.comps de 10mg.fenotiazina ou: 10-(3-(4-Hidroxipiperidino)propil)fenotiazina-2carbonitrilo ou: Fenotiazina-2-carbonitrilo. 129. SULFORIDAZINA (SULPHORIDAZINE. 1-(3-(2-ciano-10fenotiazinil)propil). 6145) (IC 6002) (SKF 20. além da forte afinidade pelos receptores dopaminérgicos D1 e D2 (131). Como seu emprego em crianças não deva constituir-se em prática generalizada nesta faixa etária recomendam-se doses que não ultrapassassem 1mg por ano de idade/dia. com menor afinidade apenas pelos muscarínicos (43. mostrou. NEULACTIL (Reino Unido). Como a tioridazina e a mesoridazina. 10-(2-(1-metil-2-piperidil)etil)-2metilsulfonil. Do mesmo modo que a mesoridazina.ou: Ciano-3 ((hidróxi-4 piperidil-1)-3 propil)-10 fenotiazina [França] ou: 2-Ciano-10-(3-(4hidroxipiperidino)propil)fenotiazina ou: 2-Ciano-10-(3-(4-hidróxi-1piperidil)propil)fenotiazina ou: 4-Piperidinol. in vitro. foi encontrada em concentrações anormalmente elevadas em pacientes tratados com tioridazina que desenvolveram Discinesia Tardia (128). solução oral frasco com 1mg/gota c/ 20ml. 206). Antipsicótico de média potência. o outro metabólito ativo da tioridazina. maior potência sobre os receptores dopaminérgicos e alfadrenérgicos que ela.

plasmáticas elevadas pelo propranolol (105). quetiapina e iloperidona e. nunca gozou da popularidade que sempre desfrutou na América do Norte. com risco de indução de arritmias ventriculares graves. 67 . 75 a 500mg (163). 65). com fracas ações extrapiramidais e antieméticas e acentuada ação anticolinérgica. a fluvoxamina) (53. olanzapina. a clorpromazina (mais intensamente aliás que a tioridazina. 10-(2-(1-metil-2piperidinil)etil)-2-(metilthio)-ou: Fenotiazina. 150 a 800mg (133). ainda era o antipsicótico mais administrado em enfermarias de crônicos (81). Introduzida no início da década de 60. que diversos atípicos como a clozapina. do mesmo modo aliás. em grau um pouco menor. condição freqüentemente fatal. Embora aprovado e com ampla aceitação nos Estados Unidos desde o ano de 1959. de uma advertência aos médicos de que o produto só deveria ser usado em caso de refratariedade ou efeitos adversos intoleráveis aos antipsicóticos de primeira linha.org/InfoMedicaments/home. nos dois subtipos de receptores). (CAS RN 50-52-2) FM: C21-H26-N2-S2 DD: 50 a 800mg (57). por comprovada ação dose-dependente sobre a repolarização ventricular (alargamento do intervalo QTc). 300 a 1200mg (60). aumentando o “turn-over” de histamina no cérebro (181). A questão estaria mais num melhor balanceamento entre os bloqueios dopaminérgicos e serotoninérgicos (Razão D2/5Ht2A) do que no valor absoluto de bloqueio 5Ht2. apresentou-se nos estudos farmacodinâmicos como um potente bloqueador serotoninérgico (5Ht2A) (245). gozava de ampla prescrição no Canadá e nos Estados Unidos onde se manteve como o 3º antipsicótico mais prescrito de 1976 a 1985. a Food and Drug Administration impôs a Novartis Pharmaceuticals. e por alguns antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina (particularmente fluoxetina e. tanto em nível de 5Ht2A quanto de 5Ht2C. com pipotiazina. mas reduzidas pela carbamazepina (64). disputando espaço entre as fenotiazinas piperidínicas com a propericiazina e. 10-(2-(1-metil-2-piperidil)etil)-2(metilthio)-ou: (TP-21)(HSDB 3189)(AI3-51923). a flufenazina e o haloperidol (48. somente superado pela clorpromazina (com tendência de baixa) e pelo haloperidol (em alta). como estes. onde também atuam comprovadamente. Antipsicótico de baixa potência como a clorpromazina. conforme a proposta de Meltzer. potente indutor enzimático. 228). a inclusão no rótulo. embora tendo sido ensaiada na clínica logo após sua introdução (22. teria evidenciado alguma superioridade no tratamento de pacientes esquizofrênicos refratários (287). Níveis Terapêuticos (NT): 1 a 1. e do acentuado bloqueio alfa1 -adrenérgico e H1 -histaminérgico (117).de bloqueio dopaminérgico D1 e D2. sobre a qual. mais recentemente. não-seletiva. 75 a 300mg (26). nos anos 70 era. 200 a 800mg (www.cfm). Ressalte-se que bloqueio serotoninérgico relevante não é exclusividade da tioridazina entre os antipsicóticos tradicionais.5ng/mL (169). 100 a 500mg (251). 202). como veremos em capítulos subseqüentes. em julho de 2000. TIORIDAZINA (THIORIDAZINE) 10-[2-(1-metil-2-piperidil)etil]-2-metiltiofenotiazina ou: 10H-Fenotiazina. Antes da difusão dos atípicos de segunda geração. na Europa. risperidona. Em países árabes no início dos anos 90. 100 a 800mg (204). segundo o levantamento de Wysowski & Baun (296). 200 a 600mg (169). aliás. 10-((1-metil-2-piperidil)etil)-2(metilthio)-ou: 2-Metilmercapto-10-(2-(N-metil-2piperidil)etil)fenotiazina ou: 3-Metilmercapto-N-(2'-(N-metil-2piperidil)etil)fenotiazina ou: 10-(2-(1-Metil-2-piperidil)etil)-2(metilthio)fenotiazina ou: Fenotiazina. No Brasil. com virtual ausência de bloqueio H2 (06). o neuroléptico mais empregado do grupo das fenotiazinas piperidínicas conforme nos asseguram Benkert & Hippius (26). Além do potente bloqueio muscarínico -a mais forte afinidade muscarínica geral. talvez um pouco maior que a daquela. Não disponível comercialmente.theriaque. entre os cinco subtipos destes receptores dentre os neurolépticos (33).

in vitro. como a clozapina. era o preferido entre os antipsicóticos tradicionais. Ainda hoje é classificado por clínicos e investigadores. Como já demonstrado para outras fenotiazinas. trifluoperazina e outras benzamidas sem ação antipsicótica em primeiro plano como a tiaprida e a metoclopramida (91). provavelmente. Também se utiliza no manejo e prevenção das agudizações psicóticas da hiperatividade colinérgica ocasionada pela suspensão abrupta da clozapina (264). 210. Em doses baixas teria ação antidepressiva auxiliar. 281). no tratamento da inquietude e heteroagressividade de crianças com hiperatividade (35). estruturalmente relacionado a metadona. tem sido preconizada para pacientes idosos (218. Tem meia-vida de eliminação de 10h. com alta taxa de ligação às proteínas plasmáticas (95%). 240). Possui. com o haloperidol (213. 214) e efeitos adversos autonômicos e. mas útil. a remoxiprida. a sulpirida e isômeros da carbidina . também. 221). sendo também proposta. nesta (139. excretada no leite materno. aumento da pressão intraocular (podendo desencadear crises glaucomatosas) e constipação intestinal (induzindo formação de 68 . seu uso continuado faz elevar as taxas de prolactina como qualquer neuroléptico e mesmo. 238. Foi um dos primeiros antipsicóticos a ser denominado de “atípico” por investigadores da pesquisa neuropsicofarmacológica. loxapina). 268). retenção urinária (pela hipertrofia prostática). Por sua melhor tolerabilidade extrapiramidal. É difícil estabelecer uma consistente correlação entre as concentrações plasmáticas da droga-mãe e o efeito terapêutico e assim estas mensurações carecem de utilidade clínico-terapêutica (63). todos muito temidos nesta população. apenas. Atravessa a barreira placentária e é. com sintomas ligados à hiperatividade adrenérgica. por exemplo. efeito não observado com haloperidol. ou cautela nas doses (222). hipotermia por falência dos mecanismos da termo-regulação (143). contornável pela administração de clonidina. 164. um agonista/antagonista alfadrenérgico útil na hipertensão e na enxaqueca (259). atingindo picos plasmáticos em 2 a 4 h. 179. possui propriedades citotóxicas (com aplicação potencial como coadjuvante na quimioterapia do câncer e. Por seu perfil de efeitos adversos extrapiramidais menos intensos. na retomada do tratamento em pacientes que tivessem apresentado Síndrome Neuroléptica Maligna com outros antipsicóticos (183. inclusive. pré e pós-sináptico. Ainda assim. Sua excreção se dá majoritariamente através das fezes (50%) mas também por via renal (um pouco menos de 4% como substância não-modificada e cerca de 30% sob a forma de metabólitos). superiores às da droga-mãe (43. além da sedação com risco de quedas e fraturas (160) e da forte ação anticolinérgica com agravamento do déficit cognitivo (80. responsável pelas alterações enzimáticas hepáticas. mas nem sempre com sucesso (257). por sua incapacidade em induzir catalepsia nos animais de experimentação (de modo semelhante à sulpirida. Sua biodisponibilidade sistêmica média é de 60%. nos pacientes esquizofrênicos com sintomas afetivos secundários (69. A tioridazina é rápida e completamente absorvida por via oral. O bloqueio dos receptores muscarínicosdetermina nos idosos. entre os “antipsicóticos mais ou menos atípicos” pelo fraco bloqueio dopaminérgico estriatal e com menor indução de hipersensibilidade dopaminérgica. Estudo aberto sugeriu alguma utilidade no Transtorno “borderline” de Personalidade (277). 120. com freqüência. antes do surgimento dos atípicos. A própria retirada da tioridazina ocasionaria reações de abstinência mas. clozapina e em parte. Tem sido empregada no tratamento da Síndrome De Abstinência e na fase de manutenção da Dependência de Opiáceos (184. tornam-se fatores limitantes a seu uso (37. além de propriedades fotoprotetoras (em baixas doses) e fototóxicas (faixas mais altas) (28. 78). agranulocitose e efeitos miocardiotóxicos) (32. não disponibilizado no Brasil) (233). 271). 137). bem demonstradas. 192.aumenta a liberação de dopamina no striatum. É metabolizada no fígado e dois dos principais metabólitos (mesoridazina. 193). em baixas doses e como medicação coadjuvante. sulforidazina) são farmacologicamente ativos com propriedades de bloqueio alfadrenérgico e dopaminérgico. 136. a racloprida. 246) e em outros áreas do SNC (111).Outra verficação interessante é que a tioridazina -assim como vários atípicos ou tradicionais com perfil atípico. 198. Contudo. 267). ao contrário dos antipsicóticos típicos convencionais. na Dependência do propoxifeno (um analgésico narcótico. A literatura registra emprego com êxito. 185. sem posterior declínio pelo desenvolvimento gradual de tolerância ao bloqueio D2 túbero-infundibular como se vê. o risco de hipotensão ortostática e transtornos cardiovasculares (61. 215). ações bactericida e antiprotozoária (07. 225. 256). finalmente.

98. 220). priapismo (16. 219). Não obstante mostrar efeitos extrapiramidais mais brandos. freqüentemente acima do limite recomendável de 800mg diários. 142. 171). 124). 227. incontinência (09. 46. hiponatremia por inadequada secreção do hormônio antidiurético (10. 207. 265). 29. Entretanto. já foi responsabilizada por rabdomiólise (187) e hipertermia maligna (108. 21. Esta atividade arritmogênica da tioridazina pode dever-se a seu generalizado bloqueio colinérgico muscarínico. foi a terceira droga responsabilizada por desordens motoras iatrogênicas entre 125 pacientes encaminhados a uma clínica especializada em Houston. 272). Síndrome de Meige (blefaroespasmo com distonia oro-mandibular) (294) e sintomas da Síndrome de Gilles de La Tourette (150). 145. mesmo em doses baixas e em tratamentos breves. 254. Também foram descritas reações distônicas agudas (84). anorgasmia feminina (248. boca seca. Discinesia Tardia (113). redução da libido. 89. ainda que alguns tenham ocorrido em pacientes com lesão orgânico-cerebral e/ou convulsões. retardo da ejaculação e ejaculação retrógrada (03. 153. córeoatetose (51). É recomendável. achatamento da onda T e surgimento de uma onda U) em pacientes jovens e hígidos costumam ser benignas. 175. com casos extremos de parotidite medicamentosa (279). respondendo por 27% dos casos. Um de nossos pacientes. parece ser o maior responsável pela miocardiotoxicidade da tioridazina (110. especialmente nos tratamentos prolongados. 41. em perfil clínico entre as fenotiazinas. e com sinais de encefalopatia crônica não-progressiva.fecalomas) (178). não somente em associação com flufenazina (170. 249. 241) e. A cardiotoxidez não demorou a ser constatada (14. Nos pacientes idosos ou de meia-idade é aconselhável uma prévia avaliação cardiovascular com eletrocardiograma (118). pacientes com septicemia (276) e Transtorno Afetivo Bipolar (283). A mesoridazina. 250). os receptores M2 situados no coração. 190. em adulto. com eficácia equivalente ao clormetiazol (12. 151. 62. entre outros. apresentou íleo paralítico grave com doses medianas. mas também podem se manifestar como alterações de maior gravidade (199). mas também há registros de retinopatia em doses mais baixas (45. não deve ser tratada com epinefrina pois pode ser agravada. 114) e suas concentrações costumam estar mais elevadas em alcoólatras (13). 231. 200. 138. no Texas. só sendo superado neste efeito pelos antipsicóticos atípicos clozapina e olanzapina (05. 258). 293). 67. dose-dependentes ou ocorrerem apenas na vigência de hipocalemia. 69 . Foram relatados óbitos súbitos e inexplicados atribuídos a arritimias ou parada cardíaca (102. 282. colestase e hepatoxidez (19. mas de quem aliás mais se aproxima. superando a clorpromazina (20%) e só sendo superada pelo haloperidol (37%) e pela associação amitriptilina/perfenazina (30%) (176). 17. 278). 285). felizmente contornado com amplo suporte clínico em hospital geral após imediata suspensão do medicamento. 11. 121. a realização regular de hemograma e provas de função hepática. Este fato poderia explicar por que estes pacientes desde sempre se constituíram em grupo de maior risco (191. 272). que incluiria. Um recente levantamento das necropsias por morte súbita na Finlândia num período de 3 anos encontrou 18 homens e 31 mulheres com média de idade respectivamente de 40 e 44 anos. ensaios comparativos controlados envolvendo pacientes idosos revelaram vantagens em termos de tolerabilidade. propriedade ausente. 132. que estavam em uso de antidepressivos e/ou antipsicóticos e a tioridazina estava presente em mais da metade dos casos (174). 36). distonia tardia (100). por exemplo. 216. 158). 253. Deve também ser evitada a co-administração de substâncias arritmogênicas durante o tratamento com tioridazina (56). Esteve também implicada em Síndrome Neuroléptica Maligna. Em levantamento publicado em 1990. na clozapina que demonstra afinidade pelos receptores colinérgicos M1 (situados no cérebro). como isoladamente. um deficiente mental já na meia idade. seu metabólito. 103. Alterações do eletrocardiograma (lentificação na repolarização com aumento do intervalo QTc. Costuma causar sensação de fadiga. 112. em criança (195). a hipotensão freqüente no início do tratamento (148). Também registrou-se opacificação do cristalino (107). pela menor propensão a efeitos motores extrapiramidais (189). 280. impotência no homem e amenorréia com galactorréia na mulher (39). ginecomastia. Casos de retinite pigmentar foram observados com altas doses. É o antipsicótico convencional que mais determina ganho de peso. transtornos da acomodação visual. como acontece com outras fenotiazinas dotadas de forte ação de bloqueio alfa1-adrenérgico (alfa 1A e alfa 1B). Também foi relacionada entre antipsicóticos com risco relevante no desencadeamento de convulsões (196). Efeitos adversos mais perturbadores incluem: agranulocitose e trombocitopenia (86.

rins e músculos) com maiores concentrações sendo atingidas no tecido adiposo e coração.megacólon e íleo-adinâmico (223. Também pode se lançar mão de lavagem gástrica e quando houver preservação dos reflexos da faringe e da laringe. nas melhores opções diante da necessidade de associação. sendo neste caso procedimento útil. aliás. porém. A prevalência geral de disfunção sexual masculina pode chegar a 60% de pacientes em tratamento com a tioridazina (141). A maioria dos antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina agem como inibidores enzimáticos elevando as concentração de diversas substâncias. elevando as concentrações de tioridazina e tendo as suas próprias também moderadamente aumentadas. 242) e. como também ocorre na interação destes betabloqueadores com a clorpromazina (104. 263). inibem-se reciprocamente em sua absorção tissular pelos lisossomas sendo conseqüentemente reduzidas as quantidades de tioridazina nos órgãos para os quais apresenta lisossomotropismo (cérebro. Além dessas interações metabólicas por via enzimática. 261. a administração de ácido valpróico aumenta as concentrações de tioridazina. tanto a diálise peritonial quanto a hemodiálise são ineficazes em função das altas taxas de ligação às proteínas do plasma. drogas potencialmente também miocardiotóxicas (115. administração de carvão ativado dentro das 4 primeiras horas após a ingestão. 262. 20 vezes mais que a risperidona e quase 40 vezes mais que a clozapina (252). ao contrário. tende a reduzi-las discretamente (65). reduzindo seu conteúdo total. 292). a tioridazina e os antidepressivos (tanto ISRS quanto tricíclicos). No paciente comatoso a lavagem só poderá ser feita após entubação endotraqueal para prevenir o risco de aspiração de lavado gástrico e suas graves complicações pulmonares. 260. O paciente deve ser mantido em ventilação mecânica assistida e hidratação endovenosa com correção de eventual desequilíbrio hidroeletrolítico. já se destacou a obtenção de uma resposta terapêutica mais rápida à desipramina quando se acrescenta a tioridazina ao esquema antidepressivo (27). como os efeitos antieméticos são fracos. interfere com as enzimas do citocromo P450 (CYP). enquanto que o citalopram não parece alterá-las (273) e a sertralina. Pela sua alta taxa de ligação protêica tem alto potencial para interações medicamentosas e conforme estudos farmacocinéticos em roedores. ser empregada apenas com o paciente ainda plenamente lúcido. pulmões. provavelmente via inibição de CYP2C19 e/ou CYP1A2 (53). Nas superdosagens. 90. medidas heróicas como cardioversão além de marca-passo transitório (estimulação atrial) não devem ser proteladas. A literatura tem registrado relatos da utilidade da associação em esquizofrênicos terapeuticamente refratários (180. diferentemente da CPZ que induz CYP2B e CYP3A sem aumentar o conteúdo total (275). nos seres humanos. enzima pela qual é metabolizada (31. 68) sendo cerca de 5 vezes mais potente que a clorpromazina. isto é. Na impossibilidade de estimulação atrial imediata. agiriam o propranolol e o pindolol. 255). 208. a provocação de vômitos por estimulação mecânica da oro-faringe poderá ser obtida com facilidade. Como ocorre com outras fenotiazinas. 42. neurotoxidez foi freqüentemente descrita na associação com lítio (15. A diurese deve ser forçada pela administração de solução salina parenteral (alcalinização) e manitol. 159. potente inibidor enzimático da CYP2D6 pode elevar as concentrações de tioridazina e metabólitos em até 13 vezes. Contrariamente. CYP2E1 e CYP3A. um potente inibidor da CYP2D6. especialmente tratando-se de antidepressivos tricíclicos. 291) e anasarca (166). ocasionando menos eficácia e maiores riscos de efeitos cardiovasculares (66). quando necessário. além de inibir a CYP2C11. assim. a utilização do 70 . A fluvoxamina aumenta em cerca de 3 vezes as concentrações. Deve. A administração simultânea de carbamazepina pode reduzir as concentrações de tioridazina e metabólitos por indução do metabolismo enzimático hepático com repercussão clínico-terapêutica e necessidade de ajustes nas doses do antipsicótico (64). Já se comprovou que sua administração aumenta as concentrações da trazodona e de seu metabólito ativo m-clorofenilpiperazina respectivamente. fígado. 167. 76. 50. Finalmente. A administração de tioridazina a pacientes em uso de fenitoína não parece determinar modificações importantes das concentrações do anticonvulsivante (237) mas mostrou reduzir as concentrações de fenobarbital (95) e ter suas próprias concentrações por ele reduzidas (82). 119. Não obstante isto tudo. na presença de arritmia ventricular maligna ou fibrilação ventricular. já que a arritmia ventricular costuma se mostrar refratária à lidocaína. Constituem-se. 195). Nas ingestões acima de 2 gramas. em 30% e 50% (297). A fluoxetina. especial atenção deve ser dada à função cardíaca com monitoramento permanente prolongado (38. A tioridazina é também por sua vez. esses dois ISRS. Do mesmo modo. ao contrário do que ocorre com as outras fenotiazinas.

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até recentemente ainda disponíveis na Alemanha. é um heterocíclico derivado da acridina. Além dos tioxantenos. Nenhuma destas substâncias foi licenciada ou consta ter sido ensaiada em nosso país. CLOMACRÃO) No primeiro grupo de antidepressivos a ser revelado após a descoberta das propriedades antidepressivas da iproniazida e outros inibidores da monoaminoxidase. nortriptilina e desipramina. classificada entre as dibenzodiazepinas. ainda no presente. 25. homefenazina.D) Outros Compostos NãoTioxantênicos Aparentados às Fenotiazinas Simultaneamente à confirmação das propriedades antipsicóticas da reserpina e da clorpromazina no início dos anos 50 (05.336. 33. é estruturalmente muito próxima da loxapina.ou: 2-cloro-9-(3-dimetilaminopropil)acridam ou: (SK&F 14. grupo que inclui ainda carpipramina e clocapramina. (CAS RN Numbers: 5310-55-4. 9-acridinopropanamina. 2-cloro-9.Ndimetil. de vários medicamentos muito utilizados na clínica psiquiátrica. foram introduzidas a imipramina. A acridina. SK&F-14336. além da própria dibenzepina (ainda hoje comercializada na Alemanha e outros países europeus como antidepressivo). 10. substância extraída do alcatrão da hulha). 50 a 300mg IM (07) Classificado entre os acridanos. 27). bem como de novos antipsicóticos com estrutura benzo-heteroepínica. levando à casual descoberta dos antidepressivos tricíclicos (mais precisamente tricíclicos heterocíclicos). na qual se incluem os tioxantenos. loxapina e outros. com uma cadeia lateral dietilamínica. partindo da conformação heterocíclica da dibenzepina. por sua vez.10-diidro-N. Nos deteremos nesta seção em examinar sete substâncias: clomacram. SK&F 14336 ). e também da própria clozapina. seriam a seguir extraídos novos derivados. CLOMACRAM (CHLOMACRAN. como clozapina. 48). com as exceções da homofenazina e do protipendil. CLOMACRAN. inclusive dibenzoepínica. é substância derivada do antraceno (ou paranaftaleno. foi grande a importância da fenotiazina na origem e no desenvolvimento não só de antipsicóticos típicos e atípicos mas. 44. com substituição de um dos grupos metila centrais por um átomo de nitrogênio [acridina: C13H9N]. apenas interesse teórico ou histórico. amitriptilina. oxipendil e protipendil. A amoxapina. duoperona. também classificada entre os chamados antidepressivos “tricíclicos”. fluotraceno. Têm todas. 22199-46-8 (fosfato[1:1]). um antipsicótico do grupo das dibenzoxazepinas. outros antipsicóticos guardam parentesco estrutural com as fenotiazinas. Como se vê. já que não mais são comercializadas na maioria dos países. Como variação desta linha de substâncias originalmente tricíclicas. A fenotiazina forma-se pela substituição adicional de outro grupo metila do mesmo anel tricíclico do antraceno por um átomo 78 . a estrutura da fenotiazina serviria de base para a busca de novos compostos (04. 22270-46-8 (fosfato nãoespecificado)) FM: C18-H21-Cl-N2 DD: 150 a 600mg VO . espiclomazina. 11. de modo geral.

Chamaria a atenção na maioria deles grande fototoxicidade. freqüentes relatos de opacificação do cristalino. Não disponível comercialmente. Na mesma época foi comparado à clorpromazina em estudo controlado (06) e logo a seguir à trifluoperazina (42) demonstrando eficácia equivalente.de enxofre. (4-fluorofenil)(1-(3-(2-(trifluorometil)10H-fenotiazin-10-il. não há menções na literatura a desenvolvimento clínico. muitos outros neurolépticos foram empregados como ansiolíticos alternativos ou medicamentos coadjuvantes aos antidepressivos nas depressões ansiosas (43). Tem início e duração de ação bastante prolongados com forte ação cataléptica nos animais de experimentação. na mesma proporção e intensidade. provavelmente. ainda que por prazos tão longos quanto doze meses (03). É considerado um antipsicótico de baixa potência (maior dose em mg).ou: (AHR-6646). Também foi preconizada em doses menores. (CAS RN Number 62030-88-0) FM: C28-H26-F4-N2-O-S É um composto interessante que possui simultaneamente subestrutura fenotiazínica piperidínica trifluorada e um radical pfluorobutirofenona. a acridina também serviu de base para a síntese de numerosos corantes. Todavia. causada. 40). no final da década de 60 (01. ao invés de no nitrogênio trivalente como se vê em derivados fenotiazínicos. na Esquizofrenia. 79 . e em psicóticos orgânicos e crônicos. para pacientes “neuróticos” do mesmo modo que. seu desenvolvimento foi interrompido pela má tolerabilidade nos ensaios iniciais. marcaram o lançamento clínico do clomacram como antipsicótico. Apesar do ensaio antecipar o início de ensaios. 20. provavelmente. por fototoxicidade (26. Foi introduzida em 1979 (24) mas só veio ter nova menção na literatura cerca de dez anos depois. Ensaios clínicos com preparações orais e parenterais. à época. usados inclusive em histopatologia. efeitos adversos como a erupção cutânea observada em quase metade dos pacientes no ensaio de Needham & Blignault. Não disponível comercialmente.)propil)-4-piperidinil). sem a substituição por enxofre no anel tricíclico e com a cadeia lateral inserindo-se no carbono remanescente. embora já fossem registrados. 17. Apesar de recebida com algum entusiasmo e com sua ação antipsicótica comprovada na clínica. componente estrutural típico dos neurolépticos butirofenônicos. descrevendo método para mesuração de suas concentrações plasmáticas através de cromatografia líquida de alta resolução (performance) (41). 37). faixas das doses preconizadas para seres humanos. outros estudos não confirmariam. DUOPERONA (DUOPERONE) Metanona. foi preterida por outros compostos da série. motivos pelos quais. neutropenia além de moderada hepatoxicidade (30). sua ocorrência quando se usavam esquemas posológicos mais brandos. na Mania Aguda. 18. Note-se que a fórmula do clomacram é muito semelhante à da clorpromazina. com potência similar à da clorpromazina e com marcantes efeitos sedativos e anticolinérgicos. Do mesmo modo que a fenotiazina. nem notícias de eventual comercialização. 14. ainda que sem o devido destaque.

Nos ensaios com animais. monocloridrato ou: 8-(3-(2-Clorofenotiazin-10-il)propil)-1-tia-4. 27007-85-8. (CAS RN Numbers 24527-27-3. apresenta padrão de ação típico dos antipsicóticos. 22) quanto como antipsicótico (32). 10-trimetil-2(trifluorometil)-9-antracenopropilamina ou: (SKF 28.N. 8-(3-(2clorofenotiazin-10-il)propil)-.175) (CAS RN 35764-73-9) FM: C21-H24-D3-N DD: 100 a 400mg (34) Derivado antracênico introduzido no final dos anos 70 (28) que embora figure como antidepressivo no ChemidPlus teria comprovado propriedades neurolépticas (19) e iniciado desenvolvimento como medicamento antipsicótico que mais tarde. O banco de dados ChemID da Internet Grateful Med (http://igm. Os direitos do composto ainda pertencem à empresa farmacêutica SmithKline Beecham norte-americana.nlm.8diazaspiro(4.8-diazaspiro(4. foi interrompido.Cl-H (cloridrato) Pode ser considerado um derivado fenotiazínico (45) com cadeia lateral complexa.5)decan-3-ona.gov/) fornece dois nomes-fantasia com origem em registros em países não informados: DICEPLON e DISEPRON. por razões que se desconhece. 38. cis-(+-). seja por ações anticolinérgicas seja extrapiramidais por bloqueio estriatal.10-diidro-N. constando apenas menção de experimentação clínico-terapêutica e estudos farmacocinéticos em uma série de 3 artigos japoneses da década de 70 (21. base.8-diazaspiro(4. sem continuidade posterior no desenvolvimento como antipsicótico em nível mundial.8diazaspiro(4. SPICLOMAZINE) FLUOTRACENO (FLUOTRACEN. 9-Antracenopropanamina.5)decan-3-ona.-5)decan-3-ona ou: 1-Tia-4. e quando muito apenas na experimentação animal. 80 . 10-diidro-N. na década seguinte. de modo muito semelhante a propericiazina e a tioridazina (29). É substância muito pouco referida na literatura mundial.ou: (+/-)-cis-9. N. Não disponível comercialmente.nih.10trimetil-2-(trifluorometil)-. FLUOTRACENE) 8-(3-(2-Cloro-10-fenotiazinil)propil)-1-tia-4.-5)decan-3-ona cloridrato ou: (APY-606)(NSC 290956). cloridrato) FM: C22-H24-Cl-N3-O-S2 ou C22-H24-Cl-N3-O-S2. com inibição da resposta de evitação no rato. 39).ESPICLOMAZINA (CLOSPIRAZINE. cloridrato ou: 1-Tia-4. além de ensaios in vitro. Mostrou-se um neuroléptico ativador de poucos efeitos adversos. 9. Não disponível comercialmente. ensaios clínicos tanto como antidepressivo na Depressão Maior (16. de alto peso molecular . De fato. a literatura registra. 8-(3-(2clorofenotiazin-10-il)propil)-.

4-Diazepina. sobretudo à da trifluorada flufenazina.4-diazepina ou: (NSC 169880).2-b)(1.2Cl-H DD: 6 a 18mg. Não disponível comercialmente. logo a seguir (46).)-. sua ação antipsicótica seria muito débil. hexaidro-4-(3-(2(trifluorometil)fenotiazin-10-il)propil)-.il)-10)-propil)-. Teria mostrado propriedades sedativas com mínimos efeitos comportamentais. tendo sido apenas introduzido na 4-(3-(1-azafenotiazin-10-il)propil)-1piperazinoetanol ou: 2-(4-(3-(1-Aza-10-fenotiazinil)propil)-1piperazinil)etanol ou: 2-(4-(3-(10H-Pirido(3. É um antipsicótico com potência ainda menor que a da clorpromazina.HOMOFENAZINA (HOMOFENAZINE.4-diazepina-1-etanol dihidrocloridrato ou: 1-(beta-hidroxietil)-4-{3'-[2"-trifluormetilfenotiazinil(10")]-propil}-hexaidro-1. só teria mostrado ações terapêuticas com doses diárias superiores a 1g.4-diazepina ou: 1H-1. OXYPENDYL. como também se tornou conhecido. O oxipendil ou pertipendil.4)(benzotiazin-10il)propil)-1-piperazinil)etanol ou: 4-(3-(10H-Pirido(3.4-Diazepina-1-etanol. (CAS RN Number 1256-01-5) FM: C23-H28-F3-N3-O-S.2-b)(1. hexaidro-4-(3-(2(trifluorometil)-10H-fenotiazin-10-il)propil. dihidrocloridrato ou: 1H-1. dicloridrato ou: (CAS RN 5585-93-3) FM: C20-H26-N4-O-S DD: acima de 1g (34). o protótipo de referência dos antipsicóticos de baixa potência. Segundo o manual de Benkert e Hippius. OXIPENDIL (OXIPENDILO. A única referência na literatura encontrada em periódicos especializados. dihdrocloridrato ou: 1H-1. formando um anel binitrogenado heptagonal (C5N2) ao invés de hexagonal (piperazínico) na cadeia lateral. comparativo com a clorpromazina (23). é o registro de um ensaio de experimentação animal num teste-padrão para neurolépticos. (02) Tem fórmula estrutural próxima à duoperona e antipsicóticos fenotiazínicos piperazínicos como a acetofenazina. de quem difere apenas por não possuir um anel piperazínico ao ter acrescentado um átomo de carbono e dois de hidrogênio.4-Diazepina-1-etanol. Não há registro de outros ensaios clínicos ou desenvolvimentos posteriores Não disponível no Brasil. HOMOPHENAZINE) clínica como medicação hipno-sedativa: OLDAGEN.dihidrocloridrato ou: Hexaidro-4-(3-(2-(trifluorometil)-10H-fenotiazin10-il)propil-)-1H-1. Segundo o Instituto Lundbeck (34) é uma azafenotiazina que foi introduzida na década de 60 e ensaiada no tratamento de esquizofrênicos crônicos por Simpson e colaboradores. a partir da década de 60. hexaidro-1-(2-hidroxietil)-4(3-((2-trifluorometilfenotiazin. Só apresentaria os clássicos efeitos extrapiramidais em doses muito altas (02). PERTIPENDIL) 1-(beta-hidroxietil)-4-{3'-[2'-trifluormetilfenotiazinil(10')]-propil}-hexaidro-1. 81 . butaperazina e carfenazina mas.4)benzotiazin-10il)propil)piperazin-1-il)etanol. PASADEN (Alemanha). PERTHIPENDYL. embora seja rigorosamente um neuroléptico tricíclico. Chegou a alcançar licenciamento na Alemanha mas acabaria sendo descontinuado.

(CAS RN Number 303-69-5) FM: C16-H19-N3-S DD: 240 a 1000mg. comp 25mg . Recomenda-se cuidado especial em pacientes orgânicos. O protipendil é considerado um antipsicótico de baixa potência com estrutura tricíclica azofenotiazínica que. Doses superiores.4)benzotiazina-10propanamina. doentes com insuficiência hepática ou renal. fora a substituição do anel benzólico por um piridínico. Preliminarmente foi ensaiado na Esquizofrenia Crônica (47) e distúrbios comportamentais dos deficientes mentais (35). a racloprida.(Homburg) (Alemanha) (retirado.2b][1. (02) É o principal representante do subgrupo das benzotiazinas ou azafenotiazinas que abarca ainda os análogos isotipendil (anti-histamínico) e oxipendil.N-dimetil-ou: Dimetilamino-n-propil-tiofenilpiridilamina ou: 10-(3-dimetilamino-propil)-10H-pirido[3. utilizando o “paw-test”. pela administração de bicarbonato de sódio (12). 10-(3(dimetilamino)propil). THIOPHENYLPYRIDYLAMINE) 10H-Pirido(3. considerado “ um neuroléptico débil” com ação antipsicótica inferior à da clorpromazina mas com bom efeito indutor do sono e com alguma utilidade em psicóticos senis e na fase de manutenção na Esquizofrenia (02).5g de protipendil acrescidos de 2. amp. Como antipsicótico.5g de doxepina com desenvolvimento de graves arritmias contornadas com êxito. A maioria dos efeitos adversos observados é de natureza vegetativa. Em recente caso de intoxicação voluntária. não demonstrou alterações eletrocardiográficas quando comparado à clorpromazina (que produz taquicardia) e à tioridazina (que produz alargamento do complexo QRS) (50). PROTIPENDIL (PROTHIPENDYL. Foi uma das substâncias a ser proposta para o tratamento da enxaqueca de origem medicamentosa (51). comercializada em países da Europa Central. intoxicações agudas por substâncias depressoras do sistema nervoso central. Na década de 80. doses iniciais maiores que 80mg 3 vezes ao dia eram recomendadas. a risperidona. era. ação preferencial no tubérculo olfatório com menor ação no núcleo accumbens. vem ganhando novo interesse ao demonstrar propriedades farmacodinâmicas atípicas como antipsicótico. doses superiores a 4 gramas foram fatais.4]benzotiazina.2-b)(1. mas. cardiopatas. observou-se depressão respiratória contornada com o emprego de flumazenil (antagonista benzodiazepínico) (no Brasil: LANEXAT). a remoxiprida. sertindol. olanzapina e o composto experimental ORG-5222 . Também em animais. é. só devem ser empregadas em pacientes hospitalizados. 25mg/ml). ficando a manutenção. Nas tentativas de suicídio.4)benzotiazina. segundo o manual de Benkert e Hippius. utilizam-se doses de 40 a 80mg. 30mg. ainda hoje. padrão oposto aos neurolépticos clássicos (08). com as maiores concentrações no exame post-mortem.ou: (BRN 0259865) (LG 206) (MH 05101).ou: 10H-Pirido(3. comportou-se como um antipsicótico atípico (do mesmo modo que a clozapina. Nos ensaios de experimentação animal.2-b)(1. recentemente. entre 240 e 480mg/dia. Introduzido nos anos 60. Ainda mais recentemente.No Exterior: Antigo PERVETRAL® . foi relatada uma superdosagem com 3. N. até 1000mg/dia. verificando-se no fígado e nos rins (49). PERVETRAL® (Wallace) (USA) (não licenciado). Na insônia. na maior parte das vezes. antes do reconhecimento das qualidades terapêuticas especiais da clozapina e da busca por outras substâncias de perfil atípico. Em alguns países da Europa. encontramse também disponíveis preparados farmacêuticos com solução parenteral para uso intramuscular. como estes.supos. a tioridazina. Já foi implicada em Síndrome 82 . uma dibenzoxazepina) demonstrando. envolvendo associação com zolpidem e álcool (09). é muito similar no restante à estrutura molecular da clorpromazina.

06. alto índice de fototoxicidade (13). Digenis GA.Fluotracen (SKF 28. J Clin Psychopharmacol 1983. Campos JS et al. Pharmacol. Cosmet.org/ cp/en/CNSforum/treatment/psychotropics. No exterior: DOMINAL (Alemanha) LARGOPHREN TIMOVAL TIMOVAN TOLNATE (Reino Unido). Não disponível comercialmente no Brasil. 14. 32. 194(2):131-5. 59. 13(4):320-31. Goldstein BJ. clomacran phosphate and trifluoperazine in schizophrenia. Johnson DN. Combined intoxication with a tricyclic antidepressive agent and a neuroleptic. 1952. Kendler KS. Curr Ther Res Clin Exp 1967 Jan. Diltoer MW. Prog Neuropsychopharmacol 1979. Pharmacol Biochem Behav 1981. Clin. Neuroleptic malignant syndrome--a case report. The olfactory tubercle as a site of action of neuroleptics with an atypical profile in the paw test: effect of risperidone. Lampe WT II. Use of Rauwolfia Serpentina Benth in neuropsychiatric conditions. Absorption. 22. Ann of N. Curr Ther Res 1984. 112(482):95-100. 1983 Aug 8. 3(1):52-5. 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de modo semelhante ao que ocorre entre clorpromazina e promazina no caso dos compostos fenotiazínicos. assim como a acridina (composto básico para corantes dos ácidos nuclêicos usados em histologia) e a fenotiazina. teflutixol. flupentixol. com melhor tolerabilidade. tiotixeno. Desta estreita relação estrutural com o protixeno explique-se. já que a forma trans não permite seu perfeito acoplamento. sendo esta. na Dinamarca. é sintetizado como isômero cis (Z) do clopentixol. porém.II. por não reproduzir a exata conformação do neurotransmissor. substância extraída do alcatrão da hulha. o tioxanteno pela substituição do oxigênio do anel central do xanteno por átomo de enxofre. aliás. diferindo deste apenas pelo acréscimo de átomo de cloro.e. substituindo-se o anel fenotiazínico por um anel tioxantênico. O xanteno e o tioxanteno. alfa) e E (trans. os compostos somente se ligam aos receptores dopaminérgicos quando na forma isomérica cis. substância classificada como antidepressivo tricíclico tioxantênico em muitos bancos de dados de compostos orgânicos. zuclopentixol) e piperidínicos (piflutixol) tomando-se como referência a cadeia lateral agregada ao anel tricíclico. com o recente desenvolvimento de métodos que permitem direcionar o processo de síntese para obter apenas o isômero desejado. derivam-se do antraceno (ou paranaftaleno). em busca de substâncias com ação antipsicótica equivalente à das fenotiazinas. talvez. costumase reconhecer que o clorprotixeno seria o análogo da clorpromazina. os derivados tioxantênicos também podem ser subdivididos em alifáticos (clorprotixeno). zuclopentixol) da perfenazina e o tiotixeno da tioproperazina. A única exceção é o zuclopentixol que. piperazínicos (clotixamida. um antipsicótico originalmente introduzido ainda nos anos 60 como mistura racêmica da forma cloridrato para uso oral em doses por estas razões.ao invés de um grupo N-CH2. em estudo sistemático. o clopentixol (i. Adicionalmente.como ocorre com as fenotiazinas. Tioxantenos Este grupo de compostos foi originalmente desenvolvido por Povl Viggo Petersen e equipe. Como no caso das fenotiazinas. durante os anos 60 em Aarhus. a formulação comumente empregada para estes medicamentos consiste em misturas racêmicas compostas por 50% de cada isômero. diferentemente da fenotiazina quando ocorre uma adicional substituição de um dos grupos metila do anel central do antraceno por átomo de nitrogênio. beta). alfa) dos derivados tioxantênicos serem ativos farmacologicamente como antipsicóticos. é conferir rigidez à estrutura molecular pela dupla ligação. Observe-se que conseqüência importante da manutenção de um grupo C=CH. a única substituição verificada no caso da acridina (aza-antraceno). Apesar de apenas os isômeros cis (Z. exatamente o dobro das propostas no presente para o zuclopentixol. O clorprotixeno guarda grande semelhança estrutural com o protixeno. em relação às fenotiazinas. propiciando a formação de dois isômeros geométricos estáveis: Z (cis. Das substâncias sintetizadas inicialmente. a reputação inicial do clorprotixeno em se constituir em neuroléptico com propriedades 85 . À semelhança dos fenotiazínicos.

(Z). Este último. são preparados de depósito contendo flupentixol e o (Z)-clopentixol ou zuclopentixol. além do tiotixeno oral. serotoninérgico e colinérgico. que não chegaram a alcançar efetiva comercialização: clotixamida. CHLOTHIXEN. piflutixol e teflutixol.N-dimetiltioxanteno-delta(sup 9.ou: Tioxanteno-delta9. não será considerado nesta revisão por não possuir propriedades antipsicóticas nem antagonismo dopaminérgico central. Introduzido recentemente.N-dimetil-.gama-propilamina ou 2-Cloro-N. CHLOROPROTHIXENE. contém apenas o isômero cis da mistura racêmica original do clopentixol. CLORPROTIXENO (CHLORPROTHIXENE. 30 a 60mg Via Endovenosa (EV) e 120 a 180mg VO (176). SANTUSSAL. embora mostre bloqueio histamínico. (Z). 1-Propanamina. do tipo muscarínico. tanto na forma oral (dicloridrato) como também em apresentações (acetato e decanoato). não-isomérica.ou: Tioxanteno-delta(sup 9). antitussígeno e sedativo pediátrico. É comercializado no país como medicamento antialérgico. (Z). CPX) É interessante notar que sua configuração molecular é tal que um grupo piperidina é acoplado diretamente à dupla ligação do carbono do anel tricíclico sem dar lugar à isomeria. 2-cloroN. Embora figure em alguns bancos de dados como tranqüilizante.N-dimetil-3-tioxanten-9ilidenepropilamina ou: 3-(2-Cloro-9H-tioxanten-9-ilideno)-N.N-dimetil-. gama-propilamina. é o único derivado do grupo que nos consta estar ainda em comercialização no Brasil. e da qual se diferencia estruturalmente apenas pela 86 . que não possui propriedades antipsicóticas.N-dimetil1-propanamina ou: (Ro 4-0403)(MK 184)(N 714C)(NSC 18720). é considerado o tioxanteno alifático com papel equiparável ao da clorpromazina entre os alifáticos fenotiazínicos. apesar de seu conhecido perfil sedativo. Substância original do grupo dos antipsicóticos tioxantênicos. 25 a 300mg VO (285). SONIN) é tipo estruturalmente diferente de derivado tioxantênico. Atualmente os derivados tioxantênicos mais prescritos em todo o mundo. O pimetixeno (MURICALM. CPT. depois da suspensão da comercialização do clorprotixeno (antigo TACTARAN) e do tiotixeno (antigo NAVANE). Serão também brevemente revistos aqui três derivados tioxantênicos menos conhecidos. 2cloro-N.antidepressivas secundárias.N-dimetil-.gama)-propilamina ou: 2-Cloro-N. (CAS RN 113-59-7) FM: C18-H18-Cl-N-S DD: 10 a 600mg Via Oral (VO) (139). para uso parenteral. como já mencionamos. CLORPROTISENE. 50 a 500mg VO (31).N-dimetiltioxanteno-delta(sup 9). CHLORPROTHIXEN. gama-propilamino. 3-(2-cloro-9H-tioxanten-9ilideno)-N.ou: (alfa-2-Cloro-9-omega-dimetilaminopropilamino)tioxanteno ou: alfa-2-Cloro-10-(3-dimetilaminopropilideno)tiaxanteno ou: trans-2-Cloro-9-(3dimetilaminopropilideno)tiaxanteno ou: (Z)-2-Cloro-9-(omegadimetilaminopropilideno)tioxanteno ou: 2-Cloro-9-(omega(dimetilamino)propilideno)tioxanteno ou: cis-2-Cloro-9-(3dimetilaminopropilideno)tioxanteno ou: (Z)-2-Cloro-N. 90 a 150mg Via Intramuscular (IM).

cobrindo mais de 11. foram publicados estudos e ensaios clínicos envolvendo pacientes psicóticos hospitalizados ou ambulatoriais. Chegou a ser comercializado no Brasil como neuroléptico. Além de bloqueador dopaminérgico (D1.02% e a de Discinesia Tardia em 0. adrenérgicos. como pós-sinápticos (231). tornando-o também conveniente. Como os outros tioxantenos. além de antipsicótico em adultos. e apenas ligeiramente inferior em eficácia (diferença estatisticamente não-significativa) (168). O reconhecimento das propriedades neurolépticas levou a tentativas de aproveitamento em outras indicações. Atribuiu-se ao clorprotixeno. à semelhança de outras fenotiazinas e butirofenonas. muscarínicos.05% (239). não teria demonstrado. 227) e manipulado como substância análoga aos antidepressivos tricíclicos em experimentos laboratoriais (194) mas não preencheu inteiramente o perfil nos testes com animais (110). 189. 187. responsável pela eficácia antipsicótica (276). ação preferencial na via dopaminérgica mesolímbica (17). 195). 190. tioproperazina. De fato. do mesmo modo que à clozapina. de baixa potência. mas a dose total de clorprotixeno absorvida pelos lactentes não costuma ultrapassar a 0. Foi introduzido comercialmente no ano de 1959. Tem meia-vida de 24h. na neuralgia pós-herpética (169. Ocasiona elevações da prolactina embora com desenvolvimento de tolerância (21). ainda na década de 60. particularmente útil em pacientes psiquiátricos com co-morbidade com gota idiopática. clopipazam e sulforidazina (270).000 pacientes. Eleva o pH do suco gástrico na metade da potência da pirenzepina. Possui uma interessante atividade uricosúrica. O clorprotixeno é também antagonista dos receptores alfadrenérgicos. de 1980 na Alemanha. em média. hipertermia maligna (63) e Síndrome Neuroléptica 87 . tanto pré (muito potente). atingindo reduções de 50% com relação aos níveis prévios de ácido úrico (255. polineuropatia periférica reversível dose-dependente (186). mostrou-se superior ao placebo e tão bem tolerado quanto o bromazepam. com biodisponibilidade oral de cerca de 60% (20). Lupus Erythematosus medicamentoso (205). alfa) mostra atividade antidopaminérgica central. Comporta-se como um antipsicótico débil. podendo induzir secundariamente hiperatividade betadrenérgica central e periférica. em neuroleptanalgesia. especialmente em receptores do subtipo 5Ht1A (293). demonstra muito pouca tendência a efeitos adversos extrapiramidais (104). Entretanto. em pacientes com esta condição (273). Em estudo duplo-cego envolvendo pacientes com Transtorno de Ansiedade Generalizada. também demonstrando agir como inibidor da calmodulina (177). a freqüência de reações extrapiramidais ficou em 1. 297). ao contrário do estéreoisômero trans (configuração E. conhecida droga antiúlcera. Tem perfil predominantemente sedativo com uma possível ação antidepressiva adicional. na metanálise de Ravn e seus colaboradores. No Brasil. inclusive maníaco-depressivos (16. É secretada no leite materno (a droga-mãe mais o metabólito sulfóxido). Também demonstrou alta afinidade pelos receptores GABA de modo semelhante à clozapina. superioridade definida sobre o haloperidol na Esquizofrenia Crônica (99).ausência de substituição de um dos grupos metila do anel tricíclico central original do antraceno pelo átomo de nitrogênio como no anel tricíclico da fenotiazina. Tem adicional afinidade por receptores histamínicos. apresenta atividade antiprotozoária in vitro [antiplasmídica (211). 48. 256). Foi incluído entre os neurolépticos com propriedades antidepressivas juntamente com a levomepromazina e a tioridazina. beta) farmacologicamente inativo neste aspecto. Como outras substâncias psicoativas de estrutura tricíclica.1% da dose materna em mg/k (197). próxima à da probenecida. na Alemanha. em estudo duplo-cego controlado. 47. 217) e na pré-anestesia de cirurgias infantis por suas propriedades sedativo-analgésicas e antieméticas (243). Embora com este perfil sugestivo e considerável atividade bloqueadora dopaminérgica em D1 (a qual foi atribuída à baixa propensão à Discinesia Tardia). com ação anticolinérgica intensa (comparável à da clozapina. durante anos nas décadas de 60 e 70 com o nome fantasia de TACTARAN. menos eficaz que o tiotixeno ou mesmo a clorpromazina. foi empregado nos distúrbios de comportamento (120. Chegou a ser clinicamente ensaiado em pacientes deprimidos hospitalizados (87. tiotixeno. somente o isômero cis (configuração Z. embora com bloqueio dopaminérgico mais intenso (91) e razão 5Ht2/D2 menor quando em comparação com o atípico). Em psiquiatria. dermatite por contato (179). na síndrome hipercinética (116) e em Esquizofrenia Infantil (78). D2) é também potente bloqueador serotoninérgico. 302) e antiameba (250)]. Já esteve relacionado a ocorrência de priapismo (68). antileishmania (267.

TARASAN TRAQUILAN TRICTAL TRUXAL (Alemanha) (Tropon) . em paciente que ingerira 10g como tentativa de suicídio. reconhecidamente.luinst. pelo menos in vitro (77). a diálise costuma ser ineficaz.Maligna em paciente politraumatizado. 50 e 10mg.5g) em tentativa de suicídio (249). FLUPENTIXOL (FLUPENTHIXOL) 1-Piperazinoetanol. potencial hepatoxicidade (06) e cardiotoxicidade (238) e. A forma (Z). Nos experimentos toxicológicos preliminares com animais. P 4385 A. 4-(3-(2(trifluorometil)tioxanten-9-ilideno)propil). FM: C24-H24-Cl-N3-O-S Composto tioxantênico com estrutura quiral da mesma série do tioxanteno (ou composto P-4657 B). Por sua alta taxa de ligação às proteínas do plasma. Doses em torno de 2g costumam causar severa intoxicação em adultos e.6% da dose ingerida (167). 25. curiosamente. TRUXALETTEN TRUXIL VETACALM CLOTIXAMIDA (CLOTHIXAMIDE) (Z)-4-[3-(2-cloro-9H-tioxanten-9-ilideno)propil]N-metil-1-piperazinopropanamida 2-butenedioato ou: (P 4385. às técnicas de lavagem gastrintestinal. Dispõe de breve registro no sítio do Instituto Lundbeck na Internet (www. sol oral 2. inexplicadas. Não registra qualquer publicação recente nem ensaios clínicos controlados. Há. após o emprego de hemodiálise em combinação com hemoperfusão. como ocorre com outros antipsicóticos. sol inj amp 2ml c/ 30mg e 1ml c/ 50mg. na literatura. Por suas propriedades antieméticas. Nas superdosagens. não se recomenda o recurso a vômitos forçados por manobras de estimulação ou induzidos por substâncias com esta finalidade. 15 e 50 mg. cujo desenvolvimento como potencial medicamento antipsicótico chegou a ser iniciado pela Pfizer na forma dos sais cloridrato e dimaleato do estéreo-isômero cis ou (Z) (composto P 4385 B). o relato de melhoras substanciais. mas que acabaria sendo preterido pelo tioxanteno. ao contrário do tiotixeno.comp 5. teria mostrado bem definidas propriedades neurolépticas. P 4385 B. hipotensão severa com isquemia periférica levando à insuficiência renal além de transtornos cardiovasculares. isômero (Z)).ou: 88 . em crianças. ao contrário do isômero trans ou (E). No Exterior: IARACTANPAXYLRENTOVET TARACTAN (Alemanha) (Canadá) (USA) (Roche) . Possui.org). devendo recorrer-se. em associação com haloperidol em altas doses (65mg/dia) (246). Não disponível comercialmente. é tioxantênico com fototoxicidade relativamente alta. pelo risco de aspiração traqueobrônquica com todas as complicações daí decorrentes.comp 10. Não mais disponível no Brasil: Antigo TACTARAN. isômero (E). Também já foi registrada nefrite intersticial aguda com oligúria em caso de superdosagem (1. já foram descritos casos com doses inferiores a 5mg/k (98). sempre se comportou como uma substância mais tóxica do que a clorpromazina com uma DL (dose letal) proporcionalmente menor. Recorde-se mais uma vez que a provocação de vômitos fica absolutamente contra-indicada nos pacientes com sinais de sedação intensa. sol oral 20mg/ml. são comuns: grave síndrome anticolinérgica central.5mg/ml. representada na fórmula como diamaleato. Há grande escassez de informações na literatura especializada e nos bancos de dados disponíveis sobre este composto. precocemente. base livre. apesar destes procedimentos só terem conseguido remover 1.

pode ocasionar depressão farmacogênica (31. Os primeiros ensaios clínicos com formulações para uso oral foram realizados nos anos 60 na Alemanha.razinoetanol ou: 4-(3-(2-(Trifluorometil)tioxanten-9ilideno)propil)-1-piperazi.8nmol/l (160. (dépôt. só se recomendando cautela em tratamentos de longa duração (160. sendo aparentemente desprovida de conseqüências. Como ocorre com as demais substâncias do grupo.ou: 2-Trifluorometil-9-(3-(4-(2-hidroxietil)piperazin1-il)propilid. Tem grande volume de distribuição. Seu principal metabólito de primeira fase presente na bile e no plasma de ratos. como ocorre com outros preparados dépôt. A ação antipsicótica é bem definida. com menor ação em D3 (74. Atua também. o preparado dépôt (decanoato de flupentixol) mais utilizado no Reino Unido (29). É. Tem sido empregado na manutenção de esquizofrênicos crônicos sem sintomas de excitação. 12 a 24mg VO (55). É um potente bloqueador D2. NT: em torno de 2ng/ml (23).1-Piperazinoetanol. terapêuticos e adversos. pela ação de bloqueio dopaminérgico túberoinfundibular. chegou a ser ensaiado no início da década de 70 (264. Isomerização ocorre rapidamente na presença de fotoirradiação ou oxigênio (181) (p. 114). mas com efeitos extrapiramidais um pouco menores de que o haloperidol e maior tendência a ocasionar hipotensão arterial. nos receptores D1 com afinidade apenas um pouco menor que a da clozapina (85. 216. exposição à luz solar ou ao ar). potente como os demais componentes do grupo. 206). agitação ou hiperatividade. Não produz metabólitos ativos. sua meia-vida é de cerca de 24 horas com eliminação renal pequena. Holanda e países escandinavos. 83. Constitui o derivado trifluorado do clopentixol. 7. IM 2/2 ou 3/3 semanas (31). Apesar de algumas propriedades sugestivas de alguma atipicidade em termos extrapiramidais. ex. 89 .eno)tioxanteno ou: 2-Trifluorometil-9-(3-(4-(beta-hidroxietil)-1piperazinil)propi. mas a quantidade total por dia ingerida pelo lactente é muito pequena. 282. 199. mas as duas formas isoméricas (alfa e beta ou cis e trans ou Z e E) agem ambas como potente inibidores da calmodulina (84. as concentrações plasmáticas correlacionaram-se erraticamente com doses administradas. como todo antipsicótico típico. Atravessa a barreira placentária atingindo no feto concentrações inferiores às encontradas no útero e na placenta (69). e podem comprometer a eficiência da substância pura. Teria efeitos ativadores em baixas doses (29) mas. 133. 147. 40 a 80mg IM 4/4 semanas (29). como a maioria dos antipsicóticos. Licenciado para apresentação oral e dépôt no Reino Unido e em países da Europa continental. Também demonstrou afinidade pelos receptores serotoninérgicos 5Ht2 (15). É secretado no leite materno em concentrações 30% superiores às plasmáticas. do que do flupentixol (75). Estudo mais recente mostrou. ainda hoje. se não tomadas as medidas necessárias na formulação e conservação do produto. 284). Apesar deste perfil farmacocinético favorável (22). 269). pico em 4 a 7 dias e costuma levar de 10 a 12 semanas para alcançar concentrações plenamente estáveis. alfa2adrenoreceptores (pós-sinápticos) (229) e H1. 162. Este perfil farmacodinâmico tem levado alguns autores a classificá-lo como um antipsicótico “parcialmente atípico” (174). 92).  60mg 2/2 semanas (162). Esta formulação de depósito mostra duração de ação de 3 a 4 semanas. nas doses plenas. é o derivado sulfóxido (258). 162). 1 a 6mg VO (188). porém que este risco seria mais relevante tratando-se da tioridazina e seus metabólitos ativos. induz a elevação da prolactina no plasma (80. Embora nunca tenha sido comercializado no Brasil. 198). carecendo de justificativa pelo menos em rotinas assistenciais (71. Não se encontra disponível nas Américas. 236). comparativo com o decanoato de haloperidol. Tem propriedades adrenolíticas adicionais (acentuadas) e analgésicas (286). efeitos clínicos. 4-(3-(2-(trifluorometil)-9Htioxanten-9-ilideno)propil). somente o isômero cis mostrou relevante ação antipsicótica. É antipsicótico tioxantênico com cadeia lateral piperazínica.noetanol ou: (LC 44) (N 7009). Estudo duplo-cego cruzado.lideno)tioxanteno ou: 4-(3-(2-(Trifluorometil)-9H-tioxanten-9ilideno)propil)-1-pipe. embora não tenha sedativo. (CAS RN 2709-56-0) FM: C23-H25-F3-N2-O-S DD: 3 a 12mg VO (31). 93). 184. sofre intenso metabolismo de primeira passagem o que reduz sua biodisponibilidade com esta via de administração. decanoato): 20 a 40mg ou mais. afora as exceções do clorprotixeno e do piflutixol. embora em menor proporção. É bem absorvido por via oral atingindo picos plasmáticos entre 3 a 8h mas. 86.

Em estudo duplocego. Apesar do ceticismo nas conclusões dos estudos já mencionados. (244). com duração de cinco semanas. amitriptilina. randomizado. Deve ser destacado o estudo duplo-cego. não havendo justificativa para esta associação nestes pacientes (266). Z) e limitada a sintomas positivos. estudo comparativo mais recente do flupentixol oral com dois benzodiazepínicos (diazepam e lorazepam). teria uma ação deletéria dose-dependente sobre as funções cognitivas. Isto poderia explicar a não superioridade em estudos de menor duração e assim confirmando as observações impressionistas dos clínicos feitas. com superioridade para a amissulprida (94). em estudo duplo-cego. em doses de 12 a 24mg/dia. ganho adicional na profilaxia da Mania recorrente ao tratamento com lítio. Em estudo duplo-cego. Encontra-se freqüentemente na literatura a noção de que o flupentixol seria uma droga particularmente indicada nos pacientes com alto risco de suicídio ao contrário. com ligeira superioridade para o flupentixol na melhora de sintomas afetivos (118). responderam bem à substituição pelo decanoato de flupentixol e com melhor tolerabilidade. na forma de flupentixol decanoato. doxepina. Apesar da popularidade. no curso de tratamentos de longo prazo. da maproptilina e da amitriptilina (212). clomipramina. Todavia. associado à eletroconvulsoterapia. abundantes registros de boa utilidade em distúrbios afetivos (115) mesmo na apresentação dépôt (45). em geral. porém. por Wetzel e sua equipe utilizando a mesma comparação (294). cruzado com placebo (82). na comparação com a pimozida (dose final diária média de 18. Com um ano de tratamento. anteriormente mantidos com lítio. em ensaio aberto. observável mesmo em voluntários sadios em pequenas doses (a partir de 2mg) por via oral. achados confirmados mais tarde. Eficácia sobre sintomas negativos também teria sido sugerida pelos achados de Pach e colaboradores (230) com decanoato de flupentixol durante 12 meses em esquizofrênicos crônicos. há na literatura. na Esquizofrenia Refratária com bons resultados (55). comparativo dos decanoatos de flufenazina e flupentixol com esquizofrênicos crônicos de longa duração.trouxe evidências porém de que sua cobertura em intervalos de 4 semanas não seria tão garantida quanto a obtida com o primeiro preparado. Por outro lado. mas somente até os 6 meses. Já a comparação duplo-cega de Freeeman entre a amissulprida (1000mg/dia) e flupentixol oral (25mg/dia) mostrou que ambos atuavam em sintomas negativos. envolvendo esquizofrênicos no primeiro surto. Também foi experimentado em apresentação oral. estes efeitos seriam bem menos pronunciados do que os observados com estes ansiolíticos (200). mas sendo ambas as substâncias ineficazes quanto a sintomas negativos (280). do mesmo modo como foi também indiferenciável do penfluridol em procedimento duplo-cego utilizando doses equivalentes (103). 165). mostrou que na faixa de dose de 2mg. inclusive com presença de sintomas afetivos no início do estudo correlacionando-se a uma menor resposta (146). conduzido por Wistedt & Ranta (296). 145.8mg) o flupentixol por via oral (dose final diária média de 20mg) foi tão eficaz e bem tolerado quanto aquele. Por tudo isto deveria ser o antipsicótico dépôt de escolha na manutenção de pacientes esquizoafetivos e de fato. por exemplo. Johnstone. imipramina. sua eficácia e tolerabilidade não diferiram das do palmitato de pipotiazina (271) assim como do decanoato de flufenazina em estudos duplo-cegos (121. Achados semelhantes foram registrados por Pinto e demais colaboradores (235). A freqüência de suicídio durante o tratamento com flupentixol não foi superior à observada com outros antidepressivos conhecidos como dotiepina. Crow e seus colaboradores. randomizado. em linhas gerais. com os autores cautelosamente. quando os preparados foram equivalentes. porém. Como antipsicótico típico potente. mianserin. o decanoato de flupentixol (10 a 30mg 14/14 dias) foi tão eficaz quanto a amitriptilina por via oral (75 a 225mg/dia) no tratamento de pacientes com depressão embora. em ensaio duplo-cego com os dois isômeros do flupentixol. a julgar 90 . segundo a experiência de Kielholz e seus colaboradores (156). pacientes com formas periódicas de Depressão Maior. trazodone e lofepramina (143). sugerindo sua utilização somente por curtos períodos de tempo e nos pacientes com baixa adesão ou refratariedade a antidepressivos convencionais (278). Max Hamilton e sua equipe também encontraram eficácia e tolerabilidade equivalentes entre os decanoatos de flupentixol e de flufenazina em esquizofrênicos crônicos. houve superioridade para o flupentixol tanto sobre os sintomas esquizofrênicos quanto sobre os depressivos. confirmaram eficácia apenas do isômero alfa (cis. Não demonstrou. contraditoriamente. ficando a sugestão de adoção de intervalos menores para o decanoato de flupentixol (76). inclusive as propaladas vantagens sobre sintomas deficitários ou negativos (150). fluoxetina.

atividade antimicobacteriana (p. Comparação mais recentemente conduzida com a fluvoxamina também foi favorável ao flupentixol não só em eficácia quanto em tolerabilidade (117). em estudo duplo-cego cruzado com doses baixas (0. segundo Benkert & Hippius (31). o flupentixol potencializa o efeito de medicamentos citotóxicos utilizados na quimioterapia do câncer (84). verificaram uma particular utilidade nos pacientes deprimidos com inibição psicomotora acentuada. 213) mas há escassez de estudos controlados nesta indicação. a associação do penflutixol com a quadazocina (um antagonista de opióides) mostrou-se eficaz. foi equivalente à mianserina (191) e até mesmo superior à amitriptilina (302) inclusive. esta indicação também careceria de maior confirmação através de ensaios controlados (122).também por resultados como os de Singh (262). 158. com base em experiência aberta. merece menção o registro de pelo menos um caso de Mania atribuído ao flupentixol dépôt (277). Já foi empregado na forma oral com sucesso em distúrbios graves do comportamento em crianças (67) e em associação com lítio nas desordens invasivas do desenvolvimento (254). ação protetora sobre a mucosa gástrica (291). A forma oral. a experimentação animal. com base em observações clínicas apenas. quando essas mesmas substâncias empregadas isoladamente assim não tenham se comportado (206). uma exploração do potencial terapêutico deste composto (173). envolvendo pacientes deprimidos ambulatoriais. No entanto. como antipsicótico típico potente. Fujiwara e colaboradores. mesmo em pequenas doses. à reação cutânea de fotossensibilidade (44). Apresentação para administração oral (cloridrato) está licenciada em alguns países europeus para tratamento de depressão associada a desordens dos impulsos mas. sistematicamente conduzida com esta finalidade em macacos rhesus dependentes. in vitro. 102. Com relação a esta sua ação nos distúrbios do humor. fluspirileno) não apresenta sinais de 91 . traz o risco de Discinesia Tardia e outros efeitos extrapiramidais (95). Demonstrou como o clorprotixeno. Estas propriedades juntamente com as que veremos a seguir. Apesar de não ter sido observada fototoxicidade acentuada in vitro. Foi verificada a ocorrência de interação medicamentosa com a fluoxetina com surgimento de sintomas psicóticos e extrapiramidais (225). 241). Mycobacterium tuberculosis) superior à do clopentixol que. inclusive na forma de Acrack@ (101. semelhante. por sua pequena ação sedativa. Também mostrou. em tolerabilidade e rapidez de ação em deprimidos idosos (129). podendo reduzir as concentrações plasmáticas (105). duplo-cego. justificando assim. mostrando boa tolerabilidade (preparado Lu 7410 com 10mg de amitriptilina e 0. ao contrário de outros antipsicóticos tricíclicos (fenotiazínicos e tioxantênicos) já foi relacionada na clínica. Também foi mencionado como recurso terapêutico nas desordens de personalidade do tipo “borderline” (175. Outro estudo com estes animais. com as concentrações do tricíclico atingindo níveis muito altos (57). embora só o tenham recomendado como coadjuvante (97). Por via oral. Mostrou-se.5mg de flupentixol) (247). não pôde comprovar propriedades específicas (219). teria pouca utilidade no tratamento da Mania Aguda e deve ser lembrado que. quando alcança 75% de resultados favoráveis nestes pacientes.5 a 2mg/dia). em doses baixas. tornam o flupentixol particularmente indicado na melhoria da qualidade de vida de pacientes cancerosos terminais com depressão (185). A carbamazepina administrada concomitantemente induz seu metabolismo. por sua vez. contra diazepam (113).ex. já seria cerca de duas vezes maior que a da clorpromazina e cerca de 4 vezes a da levomepromazina. já foi ensaiada em associação com a amitriptilina no tratamento da depressão. tratamento promissor no abuso de cocaína. Há também menções na literatura a seu emprego no comportamento repetido de automutilação mas. demonstrou superioridade contra placebo no manejo de quadros depressivo-ansiosos na clínica geral (224) do mesmo modo que em estudo multicêntrico. Como outros preparados dépôt ou antipsicóticos de ação prolongada (decanoato de flufenazina. Há também registro de boa resposta em caso de alcoolismo associado a Esquizofrenia (268) assim como mostrou utilidade em ensaio com esquizofrênicos com abuso de cocaína (180). Como outros inibidores da calmodulina. Em outros ensaios também duplocegos. Mais recentemente confirmou esta superioridade contra placebo e um novo betabloqueador (CGP 361A) ensaiado nesta indicação (37). dependentes da mistura endovenosa de heroína e cocaína (Aspeed-ball@) e conduzido pela mesma equipe do Alcohol and Drug Abuse Research Center da Escola de Medicina de Harvard. Há registro na literatura de pelo menos um caso em que a associação do decanotato de flupentixol com imipramina não foi bem tolerada.

204). como marcador destes receptores em pesquisas farmacológicas e fisiológicas sendo. como o cis-flupentixol. Na época de sua introdução era o mais potente inibidor da adenilato-ciclase no striatum do rato que então se conhecia (220). 135).amp 1ml c/ 20mg. Há o registro de um caso de discinesia laringéia com grave dispnéia secundária.drg 0. muito potente como antagonista dopaminérgico. de morte súbita durante tratamento com flupentixol (66. demonstrou aumentar tanto o “turn-over” de dopamina quanto o de noradrenalina. à semelhança de outros antipsicóticos. É antipsicótico típico. PIFLUTIXOL 6-fluoro-9-[3-(4-(2hidroxietil)piperidino)propilideno]-2trifluorometil-tioxanteno ou: 1-(3-(6-Fluoro-2-(trifluorometil)tioxanten-9ilideno)propil)-4.ou: (Lu 12-331). No exterior: DEPIXOL (decanoato) (Reino Unido) EMERGIL FLUANXOL (Alemanha) . seu aproveitamento na clínica. clorpromazina e da pimozida (135). SIPLARIL SIPLAROL. numa razão equivalente à do cis-clorprotixeno. é um dos mais recentes derivados tioxantênicos não constando. Já esteve na forma dépôt associado à ocorrência de Síndrome Neuroléptica Maligna fatal em mais de uma ocasião (10. no metabolismo dopaminérgico. embora com ação duas vezes maior. Por sua acentuada ação em D1. 1-(3-(6-fluoro-2(trifluorometil)-9H-tioxanten-9-ilideno)propi. vinha sendo utilizado na forma de [3H]-piflutixol. mesmo em tratamentos prolongados (221) e em discordância com achados de estudos de toxicologia animal in vivo e in vitro com o flupentixol base (07). em paciente tratado com flupentixol por dois anos (90). por exemplo. Há também registros na literatura. mais recentemente. (CAS RN 60756-96-9) (CAS RN 54341-02-5 (isômero Z)). Não disponível comercialmente. Não disponível no Brasil.l)-. 106. FLUXANXOL. 283).-piperidinoetanol ou: 92 . revelou ação também em receptores serotoninérgicos e noradrenérgicos (91). Recentemente foi publicada a ocorrência de caso de hepatite aguda atribuída ao flupentixol (70). 134). com afinidade muscarínica virtualmente inexistente (91. o cis-clopentixol. 4-Piperidinoetanol. muito embora tenha demonstrado fraca afinidade histamínica. As afinidades por estes últimos receptores são altas. FLUANXOL DÉPÔT (decanoato) (Alemanha) . Além dos dopaminérgicos. Tem ação tanto em receptores dopaminérgicos D2 quanto em D1. Nos animais de experimentação.5 e 5mg.hepatoxicidade significativa. FM: C24-H25-F4-N-O-S Introduzido na segunda metade da década de 1970. a tioridazina e a clorpromazina (133. 237) e ganho ponderal (144). porém. substituído por antagonistas D1 mais seletivos como o composto benzazepínico SCH-23390 (35). com ação prolongada e perfil sedativo bastante acentuado. bem como de SNM ligado à secreção inadequada de hormônio diurético com hiponatremia severa (100). em outros antipsicóticos sedativos como o clorprotixeno e a clozapina. só contornado pela administração local de toxina botulínica. Foi implicado em Discinesia Tardia (65. (Z). mas na mesma freqüência do decanoato de flufenazina.

É de desenvolvimento relativamente recente entre os antipsicóticos tioxantênicos. 2 a 20ng/mL (202).5 e 4mg apenas. Nos Estados Unidos é comercializado pela Roerig em cápsulas para uso oral de 1. Lançado no Brasil pela Pfizer com o nome comercial de NAVANE.razinoetanol ou: (Lu 10-022). Os ensaios clínicos foram iniciados na década de 60. Não foi farmacologicamente desenvolvido desde então. (151). 6 a 60mg (139). (CAS RN 5591-45-7) (CAS RN 3313-26-6 (Z)) FM: C23-H29-N3-O2-S2 DD: 6 a 30mg (202). 201. THIOTHIXENE. N. com o mesmo nome-fantasia. 279. 112.N-Dimetil-9-(3-(4-metil-1piperazinil)propilideno)tioxanten.5 a 4mg (43). 10 a 30mg (31). 259. NT: 2 a 15ng/mL (141. mostrou-se eficaz em pacientes esquizofrênicos e com Transtorno Obsessivo-Compulsivo mesmo nas doses diárias entre 0.ou: cis-N. de quem se diferencia apenas pela presença de mais um átomo de fluor no anel oposto ao anel trifluorado da estrutura tioxantênica tricíclica e do piflutixol pela núcleo piperazínico ao invés de um piperidínico na cadeia lateral. Bélgica) em meados da década de 70 (132). 281) e continuados na década seguinte (89.N-Dimetil-9-(3-(4-metil-1piperazinil)propilideno)tioxan. 8 a 30mg.e-2sulfonamida ou: (p-4657-b) (P-4657B) (CP-12. N. tanto no exterior quanto no país. Não disponível comercialmente. 233. foi posteriormente descontinuado. CISTHIOTHIXENE. considerado o análogo da tioproperazina entre os tioxantenos (31). (CAS RN s 55837-23-5. 195. 234). com pacientes esquizofrênicos adultos. Com intenso bloqueio em D2. 0. 218. Apesar de. Situou-se na 50 posição entre os seis medicamentos antipsicóticos mais prescritos 93 . Tioxanteno-2-sulfonamida. 5. tem baixa afinidade pelos receptores serotoninérgicos (245). 289). 53542-42-0 (di-HCl)) FM: C23-H26-F4-N2-O-S DD: 3 a 20mg (40).N-dimetil-9-(3(4-metil-1-piperazinil)propilideno ou: 2-(Dimetilsulfamoil)-(9-(4-metil-1piperazinil)propilidene)tio-xanteno ou: N. no ensaio aberto não controlado por placebo conduzido por Botte (43) na década seguinte.N-dimetil-9-(3-(4metil-1-piperazinil)propilideno) ou: 9H-Tioxanteno-2-sulfonamida. 10 e 20mg.N-Dimetil-9-(3-(4-metilpiperazin-1il)propilideno)-9H-tioxan-teno-2-sulfonamida ou: Tioxanteno-2-sulfonamida. N. adolescentes e crianças (26. terem sido sugeridas faixas de doses maiores.teno-2sulfonamida ou: N. Derivado tioxantênico trifluorado e com cadeia lateral piperazínica como o penflutixol. tendo sido introduzido na Europa (Alemanha. (Z). É um antipsicótico típico de alta à intermediária potência. inicialmente. THIOTHIXINE) 4-(3-(6-Fluoro-2-(trifluorometil)tioxanten-9il)propil)-1-pipe. 196.TEFLUTIXOL TIOTIXENO (TIOTIXENE.252-1) (NSC 108165).N-dimetil-9-(3-(4metil-1-piperazinil)propilideno)-. 260.

mas este potencial terapêutico não consta ter sido aproveitado farmaceuticamente. em sintomas negativos de esquizofrênicos crônicos. Também demonstrou equivalência com a associação trifluperazina/ clorpromazina em ensaio duplo-cego com esquizofrênicos crônicos (164) do mesmo modo que em ensaios também duplo-cegos com a clorpromazina isoladamente (46. 94 . provavelmente. foi tão eficaz quanto a clorpromazina no tratamento da Mania Aguda em ensaio duplo-cego conduzido por Janicak e cols. a respeito do limite superior das concentrações terapêuticas parece muito alto o valor de 57ng/ml citado por Keltner & Folks (151). Embora muito menos sedativo. clorpromazina. teria propriedades antidepressivas adicionais. um antipsicótico que poderia trazer melhoras adicionais no manejo destes pacientes (138). também em doses médias menores do que as utilizadas como antipsicótico e pelo menos para uma parcela dos casos. nas desordens invasivas do desenvolvimento (209). Possui similaridades químicas e farmacológicas com as pipotiazinas piperazínicas em oposição ao clorprotixeno que teria com as alifáticas. 201). foi empregado em doses baixas como terapia coadjuvante nas depressões e/ou Transtornos de Ansiedade em pacientes ambulatoriais (109. Além do perfil de efeitos adversos favoráveis (pouca sedação e hipotensão) em pacientes idosos (27. Foi tão eficaz quanto a melperona em ensaio duplo-cego com mulheres esquizofrênicas paranóides sendo apenas superado na tolerabilidade (36). Quase não ocasiona sedação nem hipotermia e seus efeitos hipotensores e hemodinâmicos são mais brandos que os da clorpromazina (49). Como o trifluperidol e a flufenazina reduz a pressão intraocular através do uso tópico (119). no Transtorno “borderline” de Personalidade (107. Mais recentemente. Como outros bloqueadores dopaminérgicos D2. Foi tão útil quanto o haloperidol no tratamento das síndromes orgânico-cerebrais agudas no hospital geral. clorpromazina. haloperidol. Comparado a outros antipsicóticos típicos e atípicos na ação inibidora sobre as isoenzimas do citocromo P 450. gerando concentrações plasmáticas em torno de 26ng/ml. tioridazina. Possui ação anticolinérgica moderada com efeito antiemético comprovado em animais. trifluperazina. como a flufenazina. flufenazina e risperidona (257). foi utilizado com algum sucesso na Síndrome de Gilles de la Tourette (208). Parece atuar também.naquele país no período de 1976 a 1985 (pela ordem: tioridazina. poderiam ser temporariamente necessárias para obtenção de resultados clínicos na Esquizofrenia Refratária conforme a experiência de Leo Hollister e seu grupo (128. 252). haloperidol. nas décadas de 60 e 70 (297). tiotixeno e flufenazina. ao menos inicialmente. e considerado. embora não se possa nada afirmar sobre esta melhora a médio e longo prazo (253). tendo em vista que a literatura já registra quadros agudos de intoxicação a partir de 52ng/ml (153). a perfenazina e a sulpirida (22. Como outros tioxantenos. Estaria indicado. tendo sido feito. contrariamente. que o tornariam uma opção melhor que a associação clorpromazina/imipramina no tratamento de esquizofrênicos deprimidos segundo dados do ensaio duplo-cego de Becker de 1983 (30). fenobarbital) ou reduzido pelos inibidores como a cimetidina (81) com redução de eficácia terapêutica ou incremento da toxicidade. 161. 261) e desordens do comportamento. Aliás. O monitoramento das concentrações plasmáticas tem demonstrado certa confiabilidade e utilidade clínicas. respectivamente. como ocorre com poucos antipsicóticos. 130). conforme resultados obtidos no ensaio cego de Peterson & Bongar (232). com base em dados anteriores da equipe Hollister para casos refratários (157). 242) e com o haloperidol parenteral nas formas agudas (272). 52).(140). carbamazepina. tem sido mencionada sua utilidade. à perfenazina. 62. 108. confirmando estudos anteriores (152) e contradizendo a antiga convicção da sua ineficácia nestes quadros por seu perfil Aativador@ (31). Níveis permanentemente altos foram correlacionados positivamente a maiores riscos de Discinesia Tardia (301). grupo com 90% do total das prescrições) (299). Como outros antipsicóticos tioxantênicos ou não. como o flupentixol. Tem o seu clearence hepático significativamente aumentado pelos indutores enzimáticos (fenitoína. é um dos mais fracos inibidores da CYP 2D6. por exemplo. mostrou-se superior ao oxazepam e à difenidramina no manejo dos comportamentos rebeldes eventualmente observados na Demência moderada a grave (125). Foi mesmo superior ao haloperidol no tratamento comunitário de esquizofrênicos crônicos no estudo duplo-cego de Engerlhardt e colaboradores (79). mas doses diárias superiores a 60mg. onde ainda assim seriam temerários. como o penfluridol.

clorpromazina. 4-(3-(2-cloro-9H-tioxanten-9ilideno)propil)-. NSC 78203. Eleva os níveis de prolactina (19). As elevações das transaminases séricas e fosfatase alcalina foram geralmente benignas e transitórias além de infreqüentes.tanol dicloridrato ou: (Z)-4-(3-(2-Cloro-9H-tioxanten-9-ilideno)propil)1-piperazinoe. Foi relacionada a priapismo em associação com tioridazina e clorpromazina (24). 60. e cerca de 1/3 menor que as do clorprotixeno (77). cxs c/ 20. CLOPENTHIXOL cis-(Z)-. No Exterior: NAVANE (Canada)(USA)(Roerig) . retinopatia pigmentar e pigmentação lenticular (opacificação do cristalino). NAVARON. dicloridrato. mas só causa amenorréia. trifluperazina. fraqueza e fadiga.Assim como com outros antipsicóticos.tanol dicloridrato ou: (NSC 64087.ou: (Z)-4-(3-(2-Cloro-9H-tioxanten-9ilideno)propil)piperazino-1-e. polidipsia e hiponatremia (09). 10 e 20mg.comp 10mg. com tioxantenos a epinefrina também não deve ser empregada por acentuar a hipotensão diante de bloqueio adrenérgico parcial. ORBINAMON (Pfizer)(Alemanha) . devendo dar-se preferência à norepinefrina ou à fenilefrina. além de Discinesia Tardia (14. Já foi implicado em leucopenia (59). (Z).ol ou: 4-(3-(2-Clorotioxanten-9-ilideno)propil)-1piperazinoetanol ou: 1-Piperazinoetanol. ZUCLOPENTIXOL (CHLORPENTHIXOL. supostamente responsável por agranulocitose e por hepatoxicidade) é tão alta quanto a observada com tioridazina. convulsões e. em paciente apresentando episódios repetidos deste transtorno com o uso do derivado fenotiazínico (54). ginecomastia e impotência numa pequena proporção de casos. 95 . CISORDINOL. e juntamente com haloperidol e clorpromazina -três antipsicóticos de diferentes grupos químicos. já foram registradas alterações eletrocardiográficas. 4-(3-(2-clorotioxanten-9ilideno)propil). Não há registro de icterícia nem de dermatite esfoliativa ou de contato como eventualmente ocorre com as fenotiazinas. parkinsonismo medicamentoso e acatisia (288). Como os demais antipsicóticos típicos. Já foi implicada em associação com benztropina em caso de atonia esofagiana com dilatação (298). galactorréia. já foi envolvido na ocorrência de hipertermia (203) e Síndrome Neuroléptica Maligna (41). CHLORPERPHENTHIXENE.em dois dos oito episódios de trombocitopenia apresentados por uma paciente esquizofrênica de 59 anos de idade conforme relato de caso na literatura (25). Estudos in vitro mostraram porém que a citotoxicidade (um fator pelo menos em parte. e flufenazina (215). muito embora as propriedades fototóxicas in vitro tenham sido das menores entre numerosos antipsicóticos testados. em alguns casos de tratamento prolongado. Também pode estar relacionada a ganho de peso (73). SORDINOL) (Z)-4-(3-(2-Clorotioxanteno-9-ilideno)propil)-1piperazinetan-ol ou: 1-Piperazinoetanol. NSC 169185)(FDA 0199) (W 2304) (N-746)(AY-62021).comps de 2 e 10mg. Como ocorre em casos de superdosagem por fenotiazínicos. edema periférico (251). 4-(3-(2-cloro-9H-tioxanten-9ilideno)propil).ou: 1-Piperazinoetanol. 300). Não se tem confirmação da utilidade das técnicas de diálise. 5.comp 1. especialmente no início do tratamento. mas substituiu com sucesso a perfenazina. reações distônicas agudas. No Brasil: Antigo NAVANE (Pfizer) . Pode eventualmente determinar lesões por fotossensibilidade. NAVAN.ou: 4-(3-(2-Cloro-9H-tioxanten-9-ilideno)propil)-1piperazinoetan.

como na agitação psicomotora. O efeito sedativo máximo ocorre em torno de 8h. atualmente. Em alguns casos pode ser necessário repetir a aplicação do acetato. e exigindo o dobro das doses agora recomendadas. 3/3 ou 4/4 sem IM (50). 200mg. 100 a 1000mg. formas graves de agitação psicomotora podem exigir medidas mais drásticas que permitam sedação imediata e vigorosa como droperidol e/ou benzodiazepínicos por via endovenosa. expressas em mg. O zuclopentixol é o isômero cis (Z). 2/2 semanas IM (265). ocasionando menos sedação que o primeiro e menos efeitos extrapiramidais que o segundo (31). Após a 310h a taxa de ocupação dos receptores D2 centrais situa-se em torno de 80% ou mais (222). 96 . em seguida. como o flupentixol (18) com ação de bloqueio alfa-1adrenérgico moderada. mas requer aplicações com intervalos inferiores ao decanoato. 2/2. e no final dos anos 80 foi apresentada a forma conjugada com ácido acético (acetato) (13). Situa-se intermediariamente entre o clorprotixeno e a perfenazina. constituía mistura racêmica dos isômeros cis e trans.(CAS RN 982-24-1. 2/2 ou 3/3 dias IM (13). A sedação. após 1 aplicação de 100mg) (02) e caindo para menos da metade (em média 15ng/ml) ao final de 72h após a aplicação (12). 228).2Cl-H (dicloridrato de clopentixol) DD (clopentixol. D1/D2. zuclopentixol): 10 a 150mg VO (34). não é imediata. exaltação maníaca ou hostilidade paranóide (13). Aliás o viscóleo é o veículo oleoso de melhor tolerabilidade local entre os utilizados em preparados dépôt (275). mas podendo levar algumas horas para se fazer sentir em alguns pacientes. A duração da ação é de 2 a 3 dias podendo. pipotiazina e haloperidol) a ser disponibilizada no Brasil. do clopentixol. 28). Parenteral (acetato): 50 a 150mg. Na década seguinte viria a ser inicialmente utilizada a forma conjugada do zuclopentixol com ácido decanóico (decanoato) (72). gradual e prolongada (meia-vida de 4 a 5 dias de eliminação da droga ativa e cerca de 19 dias para a absorção do depósito oleoso). cis(z)/trans(E): 30 a 350mg VO (248). as aplicações ser espaçadas por 2 dias no mínimo. como foi sugerido em recente revisão (88). foi conceituado como o tioxanteno análogo da perfenazina. tendo ação mais lenta. Há. Clopixol) (CAS RN 633-59-0. A dose mais recomendada está entre 50 a 150mg (1 a 3 ml) IM. 100 a 200 mg VO (56). permitindo no caso do decanoato aplicações até de 4 em 4 semanas. inicialmente sob a forma de dicloridrato de clopentixol para uso oral (11. 30 a 150mg VO (188. o único antipsicótico tioxantênico e mais uma opção em preparados dépôt (além de flufenazina. 31). Com a retirada do tiotixeno (NAVANE) anos atrás e seu recente lançamento comercial. Por outro lado. a serem iniciados 2 a 3 dias após a última aplicação do acetato. Clopentixol) (CAS RN 53772-83-1. assim como o tiotixeno seria o da tioproperazina (fenotiazinas piperazínicas) e o clorprotixeno seria da clorpromazina (alifáticas ou dimetilamínicas). 148.  22nmol/l (265). o paciente passar para o uso oral ou para o uso dépôt de acordo com sua adesão e a conveniência de seu tratamento. mas é preciso lembrar que os picos de concentração ocorrem num intervalo entre 24 a 48h devendo. para uso intramuscular de depósito. para o zuclopentixol ou cis (Z)-clopentixol (CISORDINOL. O clopentixol. com menor sedação e efeitos extrapiramidais que o dicloridrato de cis (Z)clopentixol para uso parenteral que era disponibilizado em solução aquosa (05. farmacologicamente ativo como antipsicótico. como já mencionado. 04). embora rápida. idealmente. sugere-se uma proporção de 20mg do preparado oral (2 comp de 10mg) para cada 50mg (1 amp 1ml) da dose de preparado parenteral que vem sendo aplicada. Sordinol) FM: C22-H25-Cl-N2-O-S (clopentixol) FM: C22-H25-Cl-N2-O-S. com o pico das concentrações plasmáticas só sendo alcançado por volta de 36h (41ng/ml em média. 5 a 15nmol/l (163). CIATYL). O acetato deve ser usado quando se deseja um rápido início de ação e/ou não se possa contar com a cooperação inicial do paciente. DD (cis(Z)-clopentixol. É bloqueador dopaminérgico misto. Teve iniciada sua experimentação clínica na Europa na década de 60. Zuclopentixol (Z)) (CAS RN 5804523-1. em média de 15 a 90 minutos (53). Parenteral Dépôt (decanoato): 100 a 600mg. necessidade de estudos controlados melhor desenhados para a avaliação de seus efeitos sedativos antes da adoção generalizada irrestrita do acetato de zuclopentixol nas emergências psiquiátricas. porém. quando inicialmente introduzido nos anos 60 (SORDINOL. Ambos os conjugados vêm em solução de óleo vegetal com lenta absorção (viscóleo). Na conversão do acetato para o cloridrato. CLOPIXOL) (01. 3/3 ou 4/4 sem IM (51). O clopentixol. NST: 16 a 21nmol/l (183). passou a ser.

nas fases aguda e subaguda das psicoses. o clopentixol que então se forma. em estudos semelhantes. a ser juntada à última aplicação do acetato e repetida 2 semanas após. com aplicações de 200mg de decanoato de zuclopentixol se equiparando a 25mg de decanoato de flufenazina (292). de 40mg versus 10mg. Já o decanoato de zuclopentixol demonstrou eficácia e tolerabilidade equivalentes às do enantato de perfenazina em estudo duplocego com pacientes esquizofrênicos (08). com a vantagem de uma ação mais rápida (96). A conversão da forma oral para dépôt se fará multiplicando a dose diária por 8 e repetindo a aplicação em duas semanas. especialmente na forma oral (dicloridrato) e parenteral (acetato). e a dose habitual situa-se entre 200 a 400mg (de 1 a 2ml) a cada aplicação. o que está mais ou menos de acordo com os resultados de Bereen e Bhattacharyya e suas equipes (32. no mínimo. Foi superado pela risperidona. respectivamente. O pico de concentração com a forma dépôt ocorre em uma semana.5 versus 10. Também foi equivalente à associação haloperidol/ levomepromazina em estudo duplo-cego na agitação e agressividade de pacientes senis. 80% dos pacientes com episódios psicóticos agudos melhoraram dentro de 5 semanas com doses de 75mg ou menos. Também em estudo duplo-cego comparativo com o melperone nos distúrbios de comportamento de pacientes senis. por hidrólise. com meiavida de cerca de 3 semanas. encontrou equivalência dos tratamentos (decanoato de zuclopentixol. Leva de 10 a 12 semanas para alcançar concentrações estáveis (29). tanto em eficácia quanto em tolerabilidade. divididas em 3 tomadas diárias. tem as mesmas características farmacocinéticas do clopentixol administrado por via oral (dicloridrato). sendo do mesmo modo metabolizado por desalquilização da cadeia lateral e pela formação dos derivados S-óxido e N-óxido (05). Como ambas as soluções são em viscóleo. Uma ampla revisão de estudos duplo-cegos comparativos do decanoato de zuclopentixol com outros preparado dépôt acaba de ser publicada por Evandro 97 . Um outro estudo duplo-cego com decanoato de haloperidol (38 a 200mg 4/4 semanas) por 9 meses. 3 ou até 4 semanas. em estudo duplo-cego comparativo em pacientes com quadros esquizofreniformes e esquizofrênicos agudos.Já na conversão para o dépôt (decanoato) a proporção seria o dobro da dose em mg de acetato que vem sendo administrada em cada aplicação. 34mg versus 5mg e. foram destacados por Heikkila e colaboradores (123). aos do decanoato de flufenazina em estudo duplo-cego com 24 semanas de duração com esquizofrênicos crônicos ambulatoriais. 1985 (193). Em estudos duplo-cegos comparativos com haloperidol tanto com esquizofrênicos crônicos (124) como deficientes mentais (149) e dementes senis (111) com duração de 12 semanas. 5mg versus 0. não controlados. uma menor duração dos efeitos extrapiramidais e maior redução dos escores do fator ansiedade-depressão da BPRS. em eficácia e tolerabilidade. Os mesmos resultados globais ocorreram em estudo duplo-cego comparativo com a perfenazina (37mg de zuclopentixol versus 30mg. nas doses médias finais nos 3 estudos. com eficácia e tolerabilidade globais semelhantes com base em estudo duplo-cego comparativo com haloperidol (doses finais médias de 33. A ação sedativa do zuclopentixol o torna um composto bastante útil. com doses flexíveis. incluindo pacientes maníacos mostrou resultados em doses de 75mg/dia por via oral ou 25mg/dia por via intramuscular num prazo de 2 a 4 semanas (39) ou de 10 a 160mg/dia por via oral ou endovenosa com boa tolerabilidade (166). equivalente ao derivado butirofenônico. 100 a 600mg 4/4 semanas) com ligeiras vantagens em eficácia para o tioxanteno dépôt a partir do 61 mês (295). a serem feitas em intervalos de 2. com doses médias finais de 38 versus 8mg (131). os dois antipsicóticos foram equivalentes (223). Também alcançou resultados equivalentes. Os metabólitos são farmacologicamente inativos e sua eliminação se faz predominantemente pelas fezes. no interior do organismo.3mg) envolvendo pacientes com estados psicóticos agudos. Em outros ensaios abertos.5mg. não em eficácia mas em rapidez de ação e menor índice de efeitos extrapiramidais. Nas duas formas conjugadas para uso parenteral (acetato e decanoato). Esta maior rapidez de ação. Já no estudo aberto de Mann e colaboradores. também envolvendo esquizofrênicos crônicos. Também foi especificamente preconizado seu uso no manejo das psicoses fármaco-iatrogênicas observadas durante o tratamento de pacientes com formas avançadas da Doença de Parkinson (64). em média) com pacientes em estados psicóticos agudos (240). o zuclopentixol (cis(Z)-clopentixol) foi. a primeira das quais deverá ser cumprida ainda mantendo-se a administração oral quando só então deverá ser suspensa. podem ser colocadas na mesma seringa sem risco de precipitação ou incompatibilidade. 34).

distúrbios da micção. No caso do zuclopentixol são encontradas concentrações plasmáticas 60 a 100% maiores nestes indivíduos (142. Os efeitos adversos mais comuns. 267). com conseqüência clínica importante. Sua biodisponibilidade situase em torno de 44% e a concentração sérica máxima é alcançada em aproximadamente 4 horas após a administração. inclusive tioxantênicos (77). O dicloridrato de cis(Z)-clopentixol é bem absorvido por via oral sem sofrer a influência de ingestão com alimentos. Com crianças. mostra-se um medicamento tão eficaz e seguro quanto a tioridazina.1mg (03). Como outros antipsicóticos. e requerendo redução das doses. reduz o efeito hipotensor da guanetidina e a ação antiparkinsoniana da levodopa. especialmente quando utilizados preparados de depósito (33. Como ocorre com outros tioxantenos. Não demonstrou possuir as propriedades fototóxicas comuns em outros antipsicóticos. podem ocorrer alterações transitórias das funções hepáticas no início do tratamento. 8. em média. 171. em estudos duplo-cegos. O zuclopentixol atravessa a barreira placentária e passa para o leite materno em quantidades muito pequenas o que leva o lactente a ingerir. Mas. boca seca. distúrbios da acomodação visual. hipotensão ortostática e vertigens. o que ocorre com cerca de 5 a 8% de caucasianos. Carney pôde observar melhoras significativas graduais ocorrendo durante todo o período (50). o isômero trans(E) do clopentixol carece da atividade de bloqueio dopaminérgico. A utilidade de doses quinzenais de 100mg na fase de consolidação do tratamento em alcoólatras crônicos foi defendida por (127). Além de quadros psicóticos agudos e crônicos. em aplicações de 2 a 4 semanas. Não deve nunca ser esquecida a possibilidade de o paciente ser constitucionalmente um Ametabolizador pobre@ da debrisoquina (deficientes na isoenzima 2D6 do complexo enzimático do citocromo P 450). 04). em aplicações de semanais a quinzenais. um risco sempre presente nestes pacientes. no manejo de comportamento hostil e heteroagressivo em pacientes senis (159). tendo meia-vida de pouco menos que 24 h. geralmente ficando entre 2 e 20mg/dia. Também possui propriedades uricosúricas (hipouricemiantes) como o clorprotixeno. propriedade também observada com o isômero cis e diversos outros antipsicóticos fenotiazínicos já mencionados. Deve ser usado com cautela em pacientes sujeitos a convulsões e com doenças sistêmicas graves (insuficiência hepática ou cardíaca.5% de afro-americanos e 2 a 10 % de asiáticos (29). Viswanathan & Rajhkowa (290) alcançaram boa tolerabilidade e eficácia.Coutinho e colaboradores da Fundação Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro (58). o zuclopentixol não exerceria qualquer efeito sobre elas (182). de acordo com as observações de Carney & Rutherford (51). também observaram que melhoras evidentes podiam ocorrer seis meses ou mais após o início do tratamento. adolescentes e idosos as faixas de doses devem ser menores. 183). mas é preciso lembrar do risco de potencialização dos efeitos depressores sobre o SNC em caso de ingestão simultânea de álcool.01 a 0. e que implicará meia-vidas bem mais longas da maioria dos antipsicóticos. 172. Deve ser recordado que com qualquer 98 . o que permite dose única diária (01. mas mantém a atividade antibacteriana e antiprotozoária in vitro (170. apesar de substrato para a isoenzima CYP 2D6. com qualquer tempo de abstinência já alcançado. especialmente). assim como também nos distúrbios de comportamento em deficientes mentais (210). As conclusões desse estudo indicariam algumas possíveis vantagens para o zuclopentixol mas os autores sugerem a realização de ensaios com maior duração. taquicardia. particularmente em pacientes com passado de hepatite ou história de abuso de álcool. são sonolência. Pode ter seu metabolismo induzido com redução das concentrações plasmáticas pelo uso concomitante de carbamazepina (105). Por mais de uma vez. com esquizofrênicos crônicos. As melhoras clínicas observadas se estenderam também a sintomas negativos como apatia e isolamento social. reduzindo as concentrações plasmáticas de ácido úrico em cerca de 30% (38). constipação intestinal. 61). mas que deve ser parcelada quando se deseja usufruir o efeito sedativo ao longo de todo o dia. 0. o que equivale a uma dose para o adulto de 0. com doses flexíveis entre 100 a 600mg. em seu ensaio aberto. teve a superioridade em relação ao placebo demonstrada nestes pacientes (137. 263) e foi superior ao haloperidol nesta indicação em estudo duplo-cego (192).5 a 5 microgramas por dia. além dos extrapiramidais. Borsetti e colaboradores (42). Em estudo aberto. em doses entre 200 a 400mg. Como com outros antipsicóticos. 214. como a maioria dos antipsicóticos e ao contrário de muitos deles que aumentam as concentrações dos antidepressivos tricíclicos. particularmente freqüentes em pacientes idosos com doses altas da forma acetato. Em seu longo seguimento de cinco anos com 23 esquizofrênicos crônicos.

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DOLOSAL Cristália). Butirofenonas Introdução Em 1953. Enila). A partir da acidental descoberta. na cidade de Beerse. a partir de 1957 -já com instalações maiores e PAUL JANSSEN cerca de 150 empregados. nos testes preliminares de atividade analgésica e anticolinérgica em animais. DOLANTINA Hoechst. aqui e no exterior): o composto R 1132. AD50 e midríase.Sanofi-Synthelabo. ORNATROL SPANSULE.Neo Química). LOMOTIL . (respectivamente. MD50) resolveu redirecionar a pesquisa (182). sem propriedades narcoanalgésicas. ao constatar resultados semelhantes às da clorpromazina e reserpina. Paul Janssen e dois jovens colaboradores iniciariam em Turnhout. Os recursos obtidos com a comercialização da isopropamida e do 108 . conhecido como difenoxilato (COLESTASE . MAGNOSTASE . em pequeno laboratório de 20 m2 montado na empresa de importação de medicamentos de seu pai. foi aproveitada como agente parassimpaticolítico e anticolinérgico e logo se tornaria bastante empregada. a isopropamida ou composto R 79 (R de "research" e 79 como número de ordem de síntese) viabilizaram a continuação dos estudos. como os dois mais importantes grupos de antipsicóticos sintéticos introduzidos após os fenotiazínicos e tioxantênicos. com capital inicial de 1000 US$ por ele cedido. como um popular descongestionante das vias aéreas (DESCON AP Aventis Pharma. por parte do composto R 1187. De forma revolucionária. as duas famílias de neurolépticos então já conhecidas. na Bélgica. Ainda hoje encontra-se em comercialização no mundo todo.culminariam na introdução de dois grupos completamente novos de neurolépticos: as butirofenonas e as difenilbutilpiperidinas (153). Durante estes trabalhos iniciais de síntese. A isopropamida (Amonia. os primeiros estudos químicos que. (recentemente submetida a controle especial. conforme relato do próprio Janssen (183) . o clínico Constant Janssen. novas substâncias foram sintetizadas em sistemática e numerosa série de derivados da 4-fenilpiperidina e da difenilpropilamina. Os recursos obtidos com a patente da primeira substância da série com aplicação terapêutica e comercialização. que a princípio pretendia apenas a síntese de novos narcoanalgésicos morfinomiméticos a partir de modificações na fórmula da meperidina (DEMEROL. atividade de placa quente.3. Janssen. os novos compostos não guardavam parentesco estrutural direto com os tricíclicos (fenotiazinas e tioxantenos) e tampouco com reserpina e demais alcalóides da Rauwolfia. a equipe chegaria a outra substância sem aproveitamento como analgésico mas com utilidade como antidiarreico em associação com atropina. inclusive no Brasil.Pharmacia Brasil.III. Elas não demorariam a ser consagradas nas décadas seguintes na clínica. (3-carbamoil3.difenilpropil) diisopropil metil-).

virgens de tratamento. A partir da síntese do haloperidol (composto R 1625) em fevereiro de 1958. recurso particularmente útil diante da necessidade de tratar. LOFTYL). De saída. sintetizado em 15 fevereiro de 1958. o que não deixava de surpreender colegas norte-americanos e europeus em visita ao país. logo alcançando definida preferência sobre a clorpromazina por parte dos psiquiatras brasileiros. liga-se a uma amina terciária (amônia com os três átomos de hidrogênio substituídos) através de cadeia alifática com três átomos de carbono. sua comercialização foi iniciada em 1963 pela Divisão Farmacêutica local da Johnson & Johnson. No Brasil. Janssen foi capaz de estabelecer interessantes relações de estruturaatividade para as butirofenonas (367). Tornar-se-ia ele o composto básico a partir do qual seriam obtidos todos os demais componentes do grupo e permanece sendo. Para não mencionar a baixa fototoxidez. Esta preferência baseava-se na inédita potência antipsicótica da nova droga (menor sobrecarga metabólica ao permitir menores doses diárias em mg). embora considerado butirofenona pirrolídínica. FONZYLANE. Percebendo o efeito depressor sobre o sistema nervoso central e as propriedades neurolépticas inequívocas por parte de alguns dos derivados. com baixa adesão ou franca recusa ao tratamento. Note-se que o buflomedil (cloridrato de 2'. tornara-se claro para Janssen e equipe que o radical p-fluorobutirofenona. nos pacientes idosos e nos mais jovens. pelo menos. a grande conveniência e comodidade propiciadas pela solução para uso oral (gotas). sendo desprovido de ação antipsicótica. pacientes paranóides ou maníacos agudos. Janssen e seus colaboradores resolveram melhor explorá-las. Encontra aplicação clínica apenas como vasodilatador pela preservação das propriedades alfadrenolíticas. Com a modificação dos substitutos na posição 4 do anel piperidínico (ou piperazínico). seria deflagrado processo tão rápido que. Outros derivados sem atividade antipsicótica. não possui o radical p-fluorobutirofenona. sobretudo. foi registrado no departamento de patentes da Grã-Bretanha em abril seguinte. a pesquisa já havia revelado cerca de dez novos neurolépticos comercialmente viáveis. por sua vez. droperidol e espiperona). AHR1900. sem recorrer a preparações injetáveis ou eletroconvulsoterapia. podem ser citados os compostos AL-499. pelo menos na clínica psiquiátrica. inodora e insípida. no Brasil.Abbott. o baixo potencial para interações medicamentosas e. nos quais um ou outros destes requisitos estruturais deixaram de ser preenchidos. chegar-se-ia a derivados da 4-anilinopiperidina (bemperidol.difenoxilato sustentaram os passos seguintes do grupo em direção aos novos antipsicóticos. incolor.927 além de muitos outros. Fenômeno semelhante ocorre com a aceperona ou acetabutona (R 3248). Na Europa: BUFLOMEDIL.6'-trimetóxi-4-(pirrolidin-1-il)butirofenona) (BUFEDIL . A maioria dos compostos com utilidade clínica além desta cadeia possui ao menos um anel piperidínico ligado ao grupo amina terciária. três anos depois. Estruturalmente as butirofenonas se caracterizam por um grupo fenila substituído ligado a grupamento carbonila divalente (=C=O) que. Apesar das diferenças moleculares com respeito às fenotiazinas. era um componente essencial. que reproduz a conformação molecular da dopamina. Primeiro a partir do composto R 951 e depois de sucessivos derivados do R 1187 e do R 1472. o antipsicótico butirofenônico mais conhecido e empregado. O haloperidol. 109 . U-25. além da ausência da temível hipotensão e dos problemáticos efeitos autonômicos observados com o emprego de antipsicóticos de baixa potência. com ação ligeiramente mais rápida. sem tolerância desenvolvida para efeitos sedativos e hipotensores. em 1961. e diversos outros neurolépticos potentes foram sintetizados. quando da incorporação da Janssen Pharmaceutica pela empresa norteamericana Johnson & Johnson. 4-arilpiperazina (azaperona e fluanisona) e 4-piperidilpiperidina (pipamperona ou floropipamida).4'. especialmente por via parenteral.

atualmente estão em comercialização no país apenas o haloperidol 110 . Em continuação. cujas propriedades neurolépticas se devem mais à depleção de monoaminas. ainda no mesmo mês de síntese do haloperidol (fevereiro de 1958). foi finalmente introduzido o bromperidol (R 11333). ao das difenilbutilpiperidinas (pimozida penfluridol e outros. a curiosa butirofenona U 32. em junho o droperidol (R 4749) e. os investigadores. alcançando a azaperona (R 1929) e a fluanisona (R 2028) em junho e agosto seguintes e o trifluperidol (R 2498) em março de 1959. Forte bloqueador serotoninérgico 5Ht2 e fraco bloqueador dopaminérgico D2 e um dos últimos compostos da série original de Janssen. Outro composto que merece ser citado é o ID 4708 (2'-amino-4'-fluoro-4-[4-(mtrifluorometil)fenil]-4-hidróxi-piperidino) butirofenona) um derivado amino substituído do triperidol. em dezembro. além da ampliação do grupo das butirofenonas. figura a setoperona (R 52245). seguindo-se. como bloqueadores serotonino/dopaminérgicos. o bemperidol (R 4584). do que ao antagonismo dopaminérgico pós-sináptico clássico. desempenhou importante papel como uma espécie de elo perdido entre os antipsicóticos típicos butirofenônicos e os atípicos deles desenvolvidos (nos grupos benzisoxazólico e benzisotiazólico). No ano seguinte também seria relatado ensaio clínico do grupo do Recife (163) e. mas que merecem ao menos citação.802A (cloridrato de 4'-fluoro4-[[4-(p-fluorofenil)-3-ciclohexen -1-il]-amino]butirofenona) surgida no mesmo ano. verificando-se nas décadas seguintes a completa exploração dopotencial farmacológico das butirofenonas com o desenvolvimento de outros compostos. em abril de 1966.Com o caminho já traçado. os primeiros relatos de experimentação clínica com o grupo (haloperidol) devem-se à Caruso Madalena e colaboradores (235) no Rio. introduzido em 1974 por pesquisadores japoneses (Sumitomo) como potencial antipsicótico. Pretendemos voltar à setoperona no capítulo final deste livro. e Velloso & Paprocki (424) em Belo Horizonte. como ocorre com a reserpina e a tetrabenazina. A pipamperona (R 3345) seria sintetizada em janeiro de 1960. Dos antipsicóticos butirofenônicos já descobertos. Muitas das novas butirofenonas não chegaram a se firmar na clínica como medicamentos antipsicóticos mas algumas estão relacionadas neste livro por seu interesse farmacológico e/ou histórico. Com mais alguns anos de diferença. no ano de 1961 em abril. muitos deles em centros de pesquisa fora da Europa. a espiperona (R 5147). dar-se-ia o desenvolvimento pela equipe de Janssen de novo grupo de antipsicóticos estruturalmente aparentado. a ser examinado a seguir). conduzidos independentemente por Romildo Bueno (46) e Caruso Madalena (234). ambos publicados em 1963. obtiveram o metilperidol (moperona) (R 1658). no Rio. os dois ensaios inaugurais do triperidol. Do mesmo modo. apesar de não ter alcançado desenvolvimento como antipsicótico. No Brasil. Dentre as substâncias não examinadas formalmente neste capítulo.

3mg). em terceiro lugar. e que não chegou a ser desenvolvida em nível mundial provavelmente por conta da saturação do mercado em termos de opções já disponíveis. Aqui estão também relacionados derivados da espiperona posteriormente desenvolvidos. metilespiperona e iodospiperona). foram todos alcançados no profícuo ano de 1961. muitos anos antes da consagração da hipótese dopaminérgica na etiologia da Esquizofrenia.3mg) em comprimidos. ergotamina (0. praticamente. sintetizado em 1958. só empregado por anestesistas em procedimentos de neuroleptanalgesia. hoje apenas usados como marcadores biológicos de receptores dopaminérgicos em estudos de neuroimagem.3mg) e metil-iodeto de 2. São eles o bemperidol. como o antagonismo (bloqueio da hipercinesia e das estereotipias) da anfetamina e da apomorfina. este último. os derivados mais importantes do subgrupo 4-anilinopiperidínicos.2 difenil4-hexametilenoimino-butiramida (0. já que não conseguiam parar de pedalar terminada a prova. fluspiperona. que necessitavam ser imobilizados à força. Em seguida do subgrupo de derivados 111 . no Japão). ele foi inspirado pela constatação feita nos velódromos belgas. em doses baixas nesta indicação. Antes de ser retirado. e que serviu de referência na síntese dos demais componentes. Iniciamos a seguir o exame das butirofenonas pelo. para finalmente. a partir da estrutura bicíclica da anilinopiperidina. A) O Haloperidol e As Butirofenonas 4-Anilinopiperidínicas (N-Fenil-4-Piperidinaminas) Afora o haloperidol. o haloperidol. Curiosamente. examinamos o subgrupo das 4-piperidilpiperidinas e outras butirofenonas piperidínicas. neste esporte) por vezes desenvolviam uma hipercinesia tal. No passado já tivemos a comercialização do trifluperidol (TRIPERIDOL .Johnson & Johnson) que foi posteriormente descontinuado pelo fabricante. A timiperona é uma butirofenona de síntese mais recente (final dos anos 70. foi muito utilizado. e as butirofenonas 4anilinopiperidínicas. tratando-se de antipsicóticos típicos. composto prototípico básico do grupo das butirofenonas. droperidol e espiperona.e o droperidol. O conhecido tranqüilizante VESALIUM (Johnson & Johnson) consistia numa associação de haloperidol (0. considerarmos os compostos remanescentes em outras butirofenonas. durante os anos em que era comum o uso de neurolépticos 4-arilpiperazínicos. inclusive por generalistas. na forma de isótopos radioativos (bromospiperona. È de interesse ressaltar que foi durante o processo de busca por novos neurolépticos butirofenônicos a partir do haloperidol que Janssen intuitivamente conceberia testes animais que se tornariam paradigmáticos da ação antipsicótica. de que os ciclistas sob doping de anfetamina (então comum à época.

1-(1-(3fluorobenzoil)propil)-4-(piperidil).3-diidro. demonstrou uma rápida absorção (1:30 a 3:30h). esta cara butirofenona ainda não teve sua especificidade categoricamente estabelecida. 9 a 15mg (347). Além de específico bloqueio dopaminérgico D2 (267. dados muito significativos para a escolha da apresentação. Sintetizado em abril de 1961 (poucos meses antes de outros derivados da 4-anilinopiperidina como droperidol e espiperona). era nos anos 80 o neuroléptico mais potente então disponível. respectivamente) (355). Como todos os antipsicóticos conhecidos. já foi possível demonstrar que concentrações plasmáticas tão baixas de bemperidol quanto 2 a 3ng/ml seriam capazes de depletar rápida e completamente os estoques hipofisários de prolactina. BENZPERIDOL.33 versus 1. (CAS RN 2062-84-2). 359. tendo instauração de efeito muito rápida.2%.1-(3-(p-Fluorobenzoil)propil)-4-piperidil -2benzimidazolinona ou: (R 4584) (8089 CB) (McN-JR-4584) (NSC 170982). meia-vida entre 5 e 10h. com excreção renal muito pequena (0. viria a ser introduzido na clínica somente em 1965. Por razões comerciais. tratando-se de medicação com utilidade em emergências.ou: 1. inclusive no Brasil. 426).6 a 20mg (27). com rápido início de ação e meia-vida curta. 452) e França (23.(410).5 a 3mg (Lundbeck Institute Database). Mais recentemente. em 5 voluntários sadios do sexo masculino. além do grande risco de depressão. FM: C22-H24-F-N3-O2 DD: 1.1h. Segundo o manual de Benkert. 1 a 4mg . Os ensaios para uso clínico em psiquiatria foram continuados a seguir na Alemanha (352. de modo semelhante ao pimozida. no entanto. Antipsicótico da mais alta potência. 107. 87. Embora seu emprego psiquiátrico tenha sido consagrado em países europeus continentais e no Reino Unido como o neuroléptico preferencial no tratamento de graves desvios de conduta sexual (onde está licenciada na indicação desde 1974) (71. inclusive nos distúrbios do comportamento de crianças com deficiência mental grave (348) e no Delirium Tremens (392). a propensão a reações extrapiramidais e hipotensão. num padrão que lembra o droperidol. como o droperidol. 396) demonstra grande afinidade pelos receptores opiáceos. GLIANIMONE) 4'fluor-4-[4-(2-oxo-2.3ng/ml e 48. BENPERIDOLO. especialmente os de alta potência. e até mesmo superior aos opiáceos clássicos como a meperidina e o propoxifeno (79). 83. com altos níveis deste hormônio sendo rapidamente atingidos no plasma (354). o preparado líquido para uso oral foi absorvido mais rapidamente. 0. produziu concentrações plasmáticas maiores e alcançou biodisponibilidade significativamente superior aos comprimidos (0.2 e 7.1%) ocorrendo o desencadeamento de distonia aguda em dois dos indivíduos (117). Contudo. 408. 269). De qualquer modo. 148. Esta sua propriedade farmacodinâmica poderia estar relacionada aos propalados efeitos comportamentais antilibido. Ensaiado inicialmente como antipsicótico por Haase e colaboradores em 1964 (144). 10. Em outro estudo com doses únicas de 6mg em pacientes esquizofrênicos. Estudo de farmacocinética do preparado oral utilizando dose única fixa de 4mg. nunca chegou a ser lançado em muitos países. isótopos de derivados seus também vêm sendo utilizados como marcadores de receptores dopaminérgicos D2. 270).ou: 2H-Benzimidazol-2-ona. O bemperidol tem uma meia-vida curta. é antipsicótico útil no tratamento emergencial das psicoses agudas com intensa agitação psicomotora. Segundo o mesmo autor. em estudos com tomografia por emissão de pósitrons (268. boa resposta sobre a sintomatologia paranóide e catatônica. BENZOPERIDOL.3-diidro-1-benzimidazolil)piperidil]-butirofenona ou: 2-Benzimidazolinona. BENZERIDOL.6% versus 40. já 112 . 309. principalmente de custo. não recomendariam seu emprego em pacientes idosos ou esquizofrênicos com sintomatologia afetiva secundária (27). até mesmo por via endovenosa.BEMPERIDOL (BENPERIDOL. e particular utilidade nas emergências. 1-(1-(4-(4-fluorofenil)-4oxobutil)-4-piperidinil)-1.

possui também ação significativa de bloqueio alfadrenérgico (441). 1-(1-(3-(pfluorobenzoil)propil)-1. FM: C23-H25-Br-F-N3-O2 Trata-se do derivado bromado da espiperona (p-bromospiperona) que foi sintetizado já no início da década de 80.3. IM. 8-triazaspiro [4. 2. 1-(1-(4-(4-fluorofenil)-4oxobutil)-1. pela alta afinidade demonstrada por estes receptores em estudos de imagem por raios gamma (113. viria a ser proposto como um novo marcador biológico dos receptores dopaminérgicos centrais D2 na forma de isótopos radioativos (75Br.5 a 38mg VO (143). 205.5]decan-4-ona.6-tetraidro-4-piridin. No Exterior: ANQUIL (Reino Unido). 245. com efeitos sedativos maiores que o haloperidol e cuja hipersensibilidade dopaminérgica central após o uso continuado parece ter características peculiares. GLIANIMON (Alemanha) comp 2mg.3. a partir da reação da espiperona com a bromina na tentativa de obtenção de um novo composto antipsicótico (157). Sua patente pertence à empresa norteamericana Argonne National Laboratories. PSYCHOBEN (Itália). logo a seguir. Frussa Filho & Palermo Neto da Escola Paulista de Medicina (115). em estudos com animais (146) e com seres humanos.3. CONCILIUM.2.ou: 1-(1-(3-(p-Fluorobenzoil)propil)-1.3. Além de bloqueador dopaminérgico D2 pós-sináptico relativamente seletivo.teve seu emprego relacionado à Síndrome Neuroléptica Maligna e rabdomiólise (82. FRENACTYL. 292) e. 76Br ou 77 Br-p-bromospiperona) que logo ganharam notoriedade.3diidro. 201.2. conforme já demonstraram entre nós. Não disponível comercialmente no Brasil. DHBP) BROMOSPIPERONA (BROMOSPIPERONE.5 a 10mg.benzimidazolinona ou: 1-(1-(4-(p-Fluorofenil)-4-oxobutil)-1.6tetraidro-4-piridil)-2-. Não há notícias de seu aproveitamento como medicamento antipsicótico. Não disponível comercialmente no Brasil. 266). 2-Benzimidazolinona. Sintetizado em junho de 1961 mas só introduzido em 1963.2.6tetraidro-4-piridil. FRENACTIL (França) – 2mg/ml sol oral. (CAS RN 548-73-2) FM: C22-H22-F-N3-O2 DD: 18. nem referência a preparações farmacêuticas ou faixa de doses diárias. 391). BROMOSPIROPERIDOL) 1-(p-bromofenil)-8-[3-(p-fluorobenzoil)propil]-1. 113 .)-2-benzimidazolinona ou: (R 4749)(R 7481)(BRN 0579168) (HSDB 3320) (NSC 1698740) (McN-JR-4749). amp 2mg/1 ml. 3. Derivado da 4-anilinopiperidina como o bemperidol e a espiperona. Vários anos depois (1976) viria a ser ensaiado no Brasil em emergências psiquiátricas. por Andrade e seus colaboradores (09). Logo no ano seguinte à sua introdução.il)-1.2. É uma butirofenona com ação curta (meia-vida de 1 a 2h).6-tetraidro-4-piridil)ou: 2H-Benzimidazol-2-ona. in vivo. GLIANIMONMITE. 249. sol 2mg/ml (20gts). DROPERIDOL (DEHIDROBENZPERIDOL. não alcançando desenvolvimento clínico muito provavelmente por não apresentar vantagens sobre outras butirofenonas já bem consagradas como agentes antipsicóticos. com tomografia por emissão de pósitrons (PET-Scan)(56.

Também foi responsabilizado por indução de hipertensão arterial em portadores de feocromocitoma (41. 324. 259). acatisia. 137) e intermação (“heat stroke”)(108). endoscópicos e radiológicos. 157. de confirmar miocardiotoxicidade 114 . parkinsonismo persistente (331). superioridade aliás. Mas. já que a maioria dos relatos deste emprego de que se dispõe serviu-se da via endovenosa (33. 286). 412). 284. arritmias do tipo “Torsade de Pointes”. além de outras reações extrapiramidais na vigência de infusão epidural contínua em adultos (12. aliás. em neuroleptanalgesia de atos cirúrgicos. isoladamente ou em associação com haloperidol por via endovenosa na maior parte dos serviços psiquiátricos de emergência. prolongando o espaço QT e determinando. 371. 166. Em recente levantamento conduzido por investigadores britânicos em pacientes psiquiátricos. e por via oral em pré-cirurgia infantil (210). parece ser ainda generalizada a preferência pelo diazepam. por via intramuscular no tratamento das emergências psiquiátricas com agitação psicomotora. na faixa de 10 a 80mg/dia. foi implicado em Síndrome Neuroléptica Maligna (30. como ocorre. 438. 353. preferencialmente em associação com fentanil [No Brasil: INOVAL Cilag) e NILPERIDOL (Cristália)]. por enquanto. quando a via utilizada foi a EV (325. 434). 230). embora tais resultados devam ser tomados com reserva visto não haver. gradualmente. 66. 366. por via parenteral. tem sido primordialmente empregada. 99. Foi proposta como a potencial medicação de escolha. 326). tanto em adultos quanto em crianças (116. Também tem sido utilizada como medicação coadjuvante pré-anestésica e na profilaxia das náuseas e vômitos do pós-operatório por via endovenosa (47. empregado em associação com o midazolam no manejo dos estados de agitação pós-ECT (154. até 7g numa criança de 12 anos!). automutilação e heteroagressividade de deficientes mentais. por via oral. O uso endovenoso do droperidol. no Instituto de Psiquiatria de Londres (310). 417) apesar de resultados insatisfatórios no Delirium Tremens (142). ainda que controversamente. Em ensaios clínicos. 285. no manejo do choque vascular periférico e no infarto do miocárdio (13. também confirmou superioridade sobre o lorazepam no tratamento da intoxicação aguda por metanfetamina (120. Usado isoladamente. por via oral (34. 299. fora dos episódios agudos de agitação. 431). 432) e como medicação antivertiginosa em casos refratários da Síndrome de Menière (19. o droperidol por via intramuscular já demonstrou. 197). 94. só não confirmada no estudo de Thomas. 48. porém. também o seu emprego isolado como antipsicótico oral rotineiro. sistemática superioridade sobre o haloperidol. 276) ou epidural (172).Desde sua introdução. 439). em alguns casos. 122). 382). agitação em pacientes orgânico-cerebrais e tem sido. 42) mas. 63. tanto no estudo de Resnick & Burton quanto no de Thomas e sua equipe. quando foi enfatizada a necessidade de maiores estudos e experiência clínica com esta indicação. 77. ou em crianças e adolescentes em associação analgésica com morfina (98. na literatura. por exemplo. Recente metanálise da Cochrane conduzida por Cure & Carpenter chamou atenção para a escassez de sólidas evidências experimentais que possam consubstanciar a proposição de um uso preferencial do droperidol nas psicoses agudas com agitação e/ou comportamento violento (80). os resultados foram parciais (50). permanece discutível (312. embora nem sempre tenha tido sua eficácia como antiemético confirmada (177). 61. 118. como um antipsicótico correlacionado a maiores riscos de registro de prolongamento do intervalo QTc (323). especialmente quando em associação com outras agentes miocardiotóxicos. Estudos laboratoriais com animais (porcos) não foram capazes. 313. distonia supraglótica com disfonia (435). apareceu ao lado da tioridazina. em tentativa heróica de controle da instabilidade autonômica observada em lesões traumáticas do tronco cerebral. foi empregada em quatro crianças comatosas. bem como Edema de Quincke (295) e outras reações anafilactóides (04. Foi usado com êxito no tratamento das enxaquecas severas por via intramuscular (2. De fato. 320. Interfere com a repolarização cardíaca de forma dose-dependente (97. Nos anos 70. demonstrou utilidade no manejo de formas graves de estado maníaco. como neuroleptanalgésico. 398). 143). com doses iguais. distonias agudas (302). 278). tem ganhado crescente interesse no tratamento do Delirium. disforia e tentativas de suicídio como reação tardia. Assim.5mg) (327) e endovenosa (336. Por via endovenosa. na França. hipertermia maligna (111. registros semelhantes. uma forma de préfibrilação ventricular (141. no controle a longo prazo da hiperatividade. com surpreendente eficácia e segurança (51). até atingir altas doses (no prazo de 2 1/2 meses. o droperidol já fora significativamente superior ao placebo no estudo duplo-cego de van Leeuwen e colaboradores (420) com pacientes agudos agitados. Em psiquiatria. na dose inicial de 10mg.

sob a forma do isótopo [11C] Nmetilespiperona. no Reino Unido e na França no início de 2001). 390. 264. -intervalo QTc maior que 440 msec. a ser muito utilizado na experimentação animal (na faixa de 0. É um derivado butirofenônico da 4anilinopiperidina do mesmo modo que o droperidol e o bemperidol.3.5)decan-4-ona. emb. sem a necessidade de suspensão do droperidol quando o prolongamento do intervalo QTc vai apenas até 25% do basal (219). foi também utilizado como antipsicótico em outros países europeus (298) mas. voluntariamente.5mg/ml IV Sol Inj. mas somente introduzido comercialmente em 1969. SINTODRIL.5)decan-4-one. portanto. Secundariamente mostra afinidade pelos receptores serotoninérgicos subtipo 5Ht2. Passou. VETKALM.5)decan-8-il). cintilográficos e mais recentemente.2. No Brasil: DROPERDAL (Cristália) – amp (2. ex. determinou que a Aknor Farmaceuticals incluísse advertência explícita na bula do INAPSINE quanto ao risco cardiovascular.3.. a JanssenCilag o retirou de sua linha de comercialização desde 1999. INAPPIN. Após ensaios clínicos pilotos alemães (144). mas a substância continua disponível isoladamente (DROPERDAL) ou em associação com a fentanila (NILPERIDOL). 8-(3-(pfluorobenzoil)propil)-1-fenil. Sintetizado pela equipe de Janssen em dezembro de 1961. 171. INAPSINE. INOVAL. com grande potencial para efeitos extrapiramidais. c/25 de 10ml com conservante. Sol inj amp de 2ml. amp. 211. Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda. pelo próprio fabricante (DROLEPTAN.5mg de droperidol + 50 µg de fentanil/ml.ou: Butirofenona. 8-(4-(4fluorophenyl)-4-oxobutyl)-1-phenyl.6mg/k (52) e ampla revisão da literatura apenas recomenda cautela no uso em seres humanos diante de pacientes com: -doença cardíaca prévia. 159. 60.5)deca-n-4-ona ou: (R 5147) (E 525) (BRN 0632204).8-Triazaspiro(4. Paoletti 363 (13970000) Itapira SÃO PAULO (019) 863-9500 (98) 7026 (019) 8639580. Av. por apresentar afinidade pelos receptores dopaminérgicos estriatais muito superior à do haloperidol. na tomografia por emissão de pósitrons (PET-Scan) com numerosas referências em publicações especializadas (44. 440). DROLEPTAN (Reino Unido)(França).8-triazaspiro(4-. a FDA em dezembro de 2001. INOPSIN. 50mg/10ml Sol Inj.8triazaspiro(4. 305. INNOVAN. 20mg/ml Sol Oral.25 a 5mg/k) como marcador biológico de receptores dopaminérgicos centrais (D2-like) e serotoninérgicos (5Ht1A/D e 5Ht2A) (351) em estudos autorradiográficos.5)decano ou: 8-(3-(p-Fluorobenzoil)propil)-1-fenil-1.4mg (144).5mg/ml) emb c/50 de 1ml. 212. mesmo em altas doses como 0. THALAMANOL. (CAS RN 749-02-0) FM: C23-H26-F-N3-O2 DD: a partir de 0. PROPERIDOL.8-Triazaspiro(4. NILPERIDOL (Cristália) – associação: 2. INNOVAR.3. LEPTOFEN.3. SINTOSIAN. p. No Brasil. SPIPERONE. ESPIPERONA (ESPIROPERIDOL. 5mg/2ml IM Sol Inj. cx c/ 25 e 50 amp. LEPTANAL. 281. Fco. THALAMONAL. e o medicamento acabou sendo retirado em alguns países. -doses superiores a 50mg/dia e -uso simultâneo de outras drogas arritmogênicas ou antiarrítmicas. -presença de distúrbios hidroeletrolíticos (especialmente potássio e magnésio).significativa para o uso veterinário. 69. No Exterior: DRIDOL. 115 . Apesar destas recomendações tranqüilizadoras. hipocalemia e hipomagnesemia e concomitante uso de vasopressina reforçam estas recomendações.ou: 1. HALKAN. a presença de cirrose (insuficiente metabolização hepática levando a concentrações mais altas). Em três casos descritos por Faigel e colaboradores (104).ou: 8-(3-p-Fluorobenzoil-1-propil)-4-oxo-1-fenil1. na linha de produtos da Cristália.3. e um dos mais potentes antagonistas dopaminérgico D2 que se conhece. sim. atuando como agonista inverso em 5Ht1A. virtualmente desapareceram da vasta literatura a seu respeito menções a eventual utilização terapêutica. SPIROPERIDOL) 1. 4'-fluoro-4-(4-oxo-1-fenil-1.8triazaspiro(4.

viria a ser confirmado pelos psiquiatras da escola francesa no hospital Sainte-Anne (134.3. foi empregada apenas em países da antiga União Soviética. Nos últimos anos. Esclareça-se que a denominação galoperidol. NT: 4 a 26ng/mL (287). 5 a 20ng/mL (191). Não disponível comercialmente no Brasil.ou: Butirofenona. a clorpromazina (413. 1-(3-p-Fluorobenzoilpropil)-4-p-clorofenil-4hidroxipiperidina ou: 4'-Fluoro-4-(4-(p-clorofenil)-4hidroxipiperidinil)butirofenon. embora perdendo em número de prescrições.a ou: 4'-Fluoro-4-(4-hidróxi-4-pclorofenilpiperidino)butirofenona ou: 4'-Fluoro-4-(4-hidróxi-4-(4'clorofenil)piperidino)butirofenon. figurando com destaque. na Bélgica no ano seguinte. ainda recentemente.ou: gama-(4-(p-Clorofenil)-4-hidroxipiperidino)-pfluorbutirofeno. No Exterior (como antipsicótico): SPIROPITAN (Bélgica)(Alemanha). 4-(4-(4-clorofenil)-4-hidróxi-1piperidinil)-1-(4-fluorofenil)-.na ou: 4-(4-(p-Clorofenil)-4-hidroxipiperidino)-4'fluorobutirofenona ou: 4-(4-(4-Clorofenil)-4-hidróxi-1-piperidinil)-1-(4fluorofenil). FLUSPIPERONA (FLUOROSPIROPERIDOL. o advento da risperidona e outros atípicos. em 28 de outubro de 1958. 4 a 17ng/mL (179).ou: Butirofenona. o perfil de neuroléptico. psiquiatras do Hospital de Liege. Não consta ter passado por sistemático desenvolvimento farmacêutico. inicialmente nome-fantasia. como os antipsicóticos mais utilizados em todo o mundo. Bobon e Collard. 448). e nos Estados Unidos em 1960. O primeiro artigo publicado dava conta. 182).8-triazaspiro[4. ambos.930). referências a eventual emprego clínico experimental como antipsicótico. inclusive por via oral. (CAS RN 54965-22-9) FM: C23H25F2N3O2 À semelhança da bromospirona e iodospirona é mais um derivado p-halogenado da espiperona. HALOPERIDOL (GALOPERIDOL) 1-Butanona. 1 a 15mg VO. com a redescoberta da clozapina. Foi inicialmente registrado no Departamento de Patentes da Grã-Bretanha em abril de 1958. muito menos. conforme a definição por Delay e Deniker (89. 4-(4-(p-clorofenil)-4hidroxipiperidino)-4'-fluoro. 4'-fluoro-4-(4-(p-clorofenil)-4hidroxipiperidino). 3 a 12ng/mL (248). tendo ultrapassado na maioria dos países.66mg/dia). em todas as últimas revisões da Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde. e introduzido comercialmente em 1959. de sua eficácia em estados de agitação psicomotora.5]decan-4-ona ou: (R 28. 90) de 1955. clorpromazina e haloperidol mantinham-se. Sintetizado em 11 de fevereiro de 1958 por Bert Hermans no laboratório liderado por Janssen e sua equipe. a partir dos primeiros ensaios clínicos por Divry.-1-butanona ou: 116 . não havendo. (191). 308).a ou: 4-(4-Hidróxi-4'-cloro-4-fenilpiperidino)-4'fluorbutirofenona ou: (R 1625) (BRN 0331267) (HSDB 3093) (McN-JR1625) (NSC 170973) (CAS RN 52-86-8). no cômputo geral. FM: C21-H23-Cl-F-N-O2 DD: 1 a 15mg Via Oral (VO) e Intramuscular (IM) e 25 a 200mg/mês IM-Dépôt (média máxima de 6. FLUSPIPERONE) 8-[3-(p-Fluorobenzoil)propil]-1-(p-fluorofenil)1. 2 a 12ng/mL (308). Desde então é certamente o antipsicótico de alta potência mais prescrito no mundo inteiro.Não disponível comercialmente no Brasil. 2 a 40mg VO (248. Posteriormente.

alcançando biodisponibilidade de cerca de 70%. 433). onde se distribui uniformemente. no subtipo D3. e menor ação. quando um mês de haloperidol duplica a densidade deste subtipo de receptores no striatum. 335. 326). na clínica. implica menos efeitos adversos extrapiramidais.034) e racloprida (0. O histograma a seguir (Sequência 1) (modificado de Arana GW & Rosenbaum JF.8 dias em média (198). Proporção entre as ações de bloqueio 5Ht2 e D2 (Razão de Meltzer) igual ou superior a 1. só sendo superado em valores ainda menores.001).084). situando sua razão D4/D2 em 0. D3 e D4). ao contrário de seu congênere droperidol (120. (49. Handbook of Psychiatric Drug Therapy. Tem meia-vida de 18h (+/-6. 248). com uma excreção renal em torno de 40% (156. cerca de 2 a 4 vezes menor.) contém o grau de afinidade do haloperidol pelos diferentes tipos de receptores centrais (quanto maiores as concentrações necessárias para saturação. 361) e pequenas ações alfa1 (1A e 1B) e alfa2-adrenérgica (307).5h). entre os antipsicóticos estudados. 81. com grande potência antipsicótica e acentuados efeitos motores extrapiramidais. com ação mais acentuada no striatum.Farmacodinâmica Potente antagonista dopaminérgico D2like (D2. 2000. p8. quanto menor a constante de dissociação. neuroendócrinos e cognitivos. indicando forte desbalanceamento em favor do bloqueio dopaminérgico D2. 233). 170. aproximadamente (349). com uma taxa de ligação às proteínas plasmáticas em torno de 90%. pela clorpromazina (0. Tal efeito não pôde ser comprovado nos receptores D4 do córtex frontal desses animais. não nos foi possível encontrar na literatura relatos de seu emprego clínico no manejo da farmacodependência em seres humanos. colocam o haloperidol entre os antipsicóticos com maior seletividade D2 em relação a D4. sugerindo excreções proporcionais na urina (46%) e fezes (53%) (263). com muito pouca ação em outros receptores (serotoninérgicos. onde predomina o subtipo D2 propriamente dito. 185. recentemente robustecidas.12. o que permite sua administração em dose única diária. Há evidências. Lippincott. no caso do haloperidol a razão seria da ordem de 0. de 10 a 30 vezes maiores que as plasmáticas. com sua meia-vida de eliminação no órgão chegando a 6. Embora tenha sido confirmada sua capacidade em antagonizar a hipersensibilidade dopaminérgica determinada pela metanfetamina (base do preparado ilícito “ecstasy”) em animais de experimentação (208). porém. foi sugerida como critério farmacodinâmico para caracterização de atipicidade que. muscarínicos e histamínicos). enquanto esse seu efeito nos receptores D2 e D3 não passa de 20%. Há estudos em animais.3. Na clozapina esta razão é estimada em 2. a julgar por estudos no rato. Williams & Wildins. Philadelphia. menor a afinidade e. predominante no cerebelo (227). considerados importantes moduladores dos receptores glutamatérgicos subtipo NMDA (Nmetil-D-aspartato) (28. 152. inclusive a clozapina.022. além de eficácia sobre os sintomas negativos dos pacientes esquizofrênicos (321). Sua farmacocinética não se diferencia em voluntários sadios da encontrada nos pacientes psiquiátricos (67). de que ele e outros antagonistas dopaminérgicos. 4th ed. maior a afinidade).8 e na melperona (uma butirofenona 4piperidilpiperidínica com características de atipicidade) em 1. Note-se a baixa afinidade em D1 (item 1) e H1 (item 8) e baixíssima em 5Ht2C (item 6) e Ach (item 9). Todo este quadro lhe confere baixo perfil de efeitos vegetativos autonômicos e moderado efeito sedativo. Ao contrário de outros 117 . Lahti e equipe (213). atuariam como agonistas inversos nos receptores D1A (54). O haloperidol age nos receptores opióides sigma. segundo o estudo de Kusumi e colaboradores (209).31. Farmacocinética É bem absorvido por via oral. Foi sugerido que o haloperidol atuaria como agonista parcial nos receptores alfa1adrenérgicos cerebrais (37). É também antagonista relativamente potente em D4 . Quando usado em doses terapêuticas atinge concentrações no cérebro. Apenas para ilustração. trifluoperazina (0. 303. Sua ação nos receptores dopaminérgicos D1-like (D1 e D5) é proporcionalmente muito mais fraca (162.

mas os picos de concentração só são alcançados em 3 a 7 dias. no estudo de McKane e colaboradores (em média. não obstante a utilização de doses significativamente menores (239. sua meiavida de eliminação é de cerca de 3 semanas com concentrações plasmáticas estáveis (“steadystate”) não sendo obtidas senão após 3 meses. Já Ereshefsky e colaboradores haviam obtido bom resultado. com aplicações parceladas nas duas primeiras semanas. O fato de não ser majoritariamente metabolizado pela CYP 2D6 faz do haloperidol e outras butirofenonas como o bromperidol. Wei e seus colaboradores propuseram uma neuroleptização intensa com 100mg/semana nas primeiras 4 semanas.antipsicóticos com numerosos metabólitos e com concentrações mais ou menos erráticas. após o mesmo período (346). Finalmente. e solução oral). entre os quais a clorpromazina. 421). o haloperidol reduzido. 124. atingindo concentrações plasmáticas equivalentes a uma dose oral diária de 10mg já na terceira semana e concentrações estáveis já no final do 1º mês. que alguns metabólitos piridínicos do haloperidol (HPP+. correspondeu àquela obtida com 4. O haloperidol é metabolizado principalmente por glicuronidação através da isoenzima (CYP 450) 3A4 (uridino-difosfoglicoseglicuronosil transferase).5mg do preparado oral diário. envolvendo pacientes esquizofrênicos. a tioridazina e o zuclopentixol. entre os típicos. apresentou uma menor eficiência quanto à prevenção das recaídas (250). podendo mostrar-se deficiente em 5 a 8% de indivíduos caucasianos. após a passagem da preparação oral para parenteral de depósito. fato que se inverte nas doses mais baixas (RH/H < 1). em estudos animais. é comercializado também sob a forma de preparados para uso parenteral: solução injetável para uso IM ou EV (ampolas de 1ml c/ 5mg) e sob a forma dépôt (decanoato de haloperidol) em ampolas de 1ml com 50mg para aplicações mensais (50 a 150mg). 296. uma vez na fase de manutenção. realizada por Irismar de Oliveira e colaboradores do Departamento de Farmacologia e Fisiologia da Universidade Federal da Bahia. o haloperidol. deve-se a Jorge Alberto Costa e Silva e seus colaboradores em 1984 (376). 332. já se encontram níveis plasmáticos detectáveis dentro de 1 hora. lembrar que o risco de Síndrome Neuroléptica Maligna e de outros efeitos adversos extrapiramidais aumenta muito com o uso de preparados dépôt em altas doses. com concentrações plasmáticas ainda detectáveis até 13 semanas após a suspensão (64).5% de afro-americanos e em 2 a 10 % dos asiáticos da raça amarela (25). porém. Convém. a maioria dos pacientes. a taxa de ocupação D2. 419). mesmo com uma redução de até dez vezes a dose oral no curso de 3 a 4 meses. a perfenazina. Após uma única aplicação. situa as concentrações ideais na faixa entre 4 a 26ng/ml (287). e risperidona e sertindol entre os atípicos. Além de apresentações para uso oral (comprimidos de 1 e 5mg. As concentrações plasmáticas de seu principal metabólito. mas também em menor proporção por redução pela (CYP 450) 2D6 (carbonil-reductase). 8. No ensaio de Scherer e equipe. explicando o fenômeno da janela terapêutica (65). Foi verificado que a administração de altas doses de haloperidol levam a uma proporção maior de haloperidol reduzido (RH) em relação à drogamãe(H). A forma decanoato atinge seus picos plasmáticos em 7 dias. não parecem exercer nenhuma influência na ação antipsicótica e nos efeitos extrapiramidais da droga-mãe (418). Já se reuniram evidências. Sua presença pode sofrer grande variação inter e intrarracial.4 ± 8. A primeira publicação sobre o uso experimental do decanoato no Brasil em pacientes esquizofrênicos. Leblanc e sua equipe 118 . antipsicóticos mais seguros nestes sub-grupos populacionais (291. 369. Esta última é a principal enzima no metabolismo de muitos outros antipsicóticos. 189). permanece bem. totalizando 20 vezes a dose oral diária (103). na prevenção de recaídas. Recomendam-se doses mensais de decanoato de 10 a 15 vezes maiores em mg que a dose oral diária eficaz (423). uma semana após uma aplicação de 50mg de decanoato de haloperidol. Recente e ampla revisão metaanalítica da literatura. com boa tolerabilidade. muito embora propiciando concentrações plasmáticas e níveis de prolactina menos erráticos que a flufenazina. em média (114. 386). Num dos estudos mostrou uma meia-vida de eliminação de 27. Doses inferiores ou superiores a estas estariam relacionadas à redução da eficácia e/ou tolerabilidade. 32. segundo eles (436). foi possível estabelecer uma janela terapêutica para o haloperidol. sugerindo inatividade farmacológica. por oxidação. A maioria dos estudos comparativos com preparados dépôt indica uma eficácia equivalente das diversas substâncias mas. Por outro lado. RHPP+ e outros) têm ação neurotóxica. o haloperidol teria também uma terceira via metabólica.6 dias. 126mg/mês de decanoato de haloperidol versus 106mg de decanoato de flufenazina). mas o verdadeiro significado deste achado no emprego clínico em seres humanos ainda não está inteiramente esclarecido (02.

ao garantir menor incidência de distonias e acatisia (255). 377). inclusive Cicladores Rápidos (231). Também foi empregado isoladamente no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (283) e como coadjuvante à fluvoxamina no tratamento da comorbidade com a Síndrome de Gilles de La Tourette (TOC mais “tics”) (276). superado pela olanzapina de modo estatisticamente significativo. 412). já demonstrou eficácia até mesmo no tratamento de um caso de Delirium induzido por clozapina (387). mas a utilização repetida de haloperidol por via endovenosa não costuma se fazer sem o risco de desordens motoras quando da retirada (329) ou mesmo desenvolvimento de encefalopatia tóxica (247) e transtornos cardiovasculares (200. 232. na mesma dose e mesma via de administração (325. É consagrada a associação de haloperidol (5mg) e lorazepam (2 a 4mg) IM. Lowe & Batchelor também registraram respostas dramáticas. 345). 186. uma redução de 10% do haloperidol. utilizando via intramuscular. De qualquer forma parece que o decanoato teria menor incidência de efeitos extrapiramidais a médio prazo que doses correspondentes do haloperidol oral (84). seja pelo risco particularmente alto de 119 . 59. 289.sugerem. porém. Mostrou-se superior à clorpromazina (127) e ao clonazepam (70) nesta indicação em ensaios duplo-cegos. em psicoses desencadeadas pela corticoterapia (05). após as 12 primeiras semanas de acompanhamento. 375) ou endovenosa. piora mínima da psicopatologia e possibilidade de identificar a Discinesia Tardia ainda em fase precoce (224). ainda é a medicação mais usada no Delirium. além da Esquizofrenia. 385) o que mais tarde não seria de todo confirmado em trabalhos do mesmo grupo (76. 112. especialmente em pacientes idosos e/ou físicamente debilitados. geralmente por via oral. podem servir como parâmetros para a otimização das doses futuras (344. para os pacientes tratados na fase aguda com altas doses. Também é usada a associação de haloperidol (20mg) com o diazepam (20mg) (279). com benefícios sobre escores de sintomas negativos. Apesar do maior risco de efeitos extrapiramidais e de neurotoxidez na associação com lítio. Mania e Transtorno Esquizoafetivo (21. Transtorno “border-line” de Personalidade (358. na dúvida. Em esquemas mais prolongados. mas. controlados. induzido ou não por substâncias psicoativas (06. pela ausência de ação anticolinérgica significativa. na abstinência de opiáceos (379) e na intoxicação por cannabis (muito embora com maiores efeitos adversos que a olanzapina. Schellenberg e colaboradores demonstraram de modo interessante que. na melhoria dos sintomas depressivos de esquizofrênicos. com grande redução nas recidivas. 178. bem toleradas. a cada 4 semanas. já na fase de manutenção. usada isoladamente. Ainda recentemente. Também aqui a associação com benzodiazepínicos traz bom resultado. 449). Curiosamente. Na Esquizofrenia iniciada ainda na infância. É interessante notar que em associação com a amitriptilina. embora superada em eficácia pela clozapina. 31. isoladamente ou em associação com hipnossedativos benzodiazepínicos ou não. tanto sobre sintomas negativos quanto positivos. permanecia ainda recentemente como o antipsicótico mais empregado. até uma redução final de pelo menos 50%. Indicações Há muito o haloperidol costuma ser utilizado no controle da agitação psicomotora por via intramuscular (105. nos pacientes bipolares com Mania Aguda. o haloperidol por via endovenosa em doses moderadas. foi sugerida a utilização do haloperidol por dripping endovenoso em formas graves e refratárias de agitação em doses de até 600mg/dia (!!) (106) mas deve ser lembrado que a via endovenosa (mesmo em doses menores) só excepcionalmente estaria justificada pela potencial iatrogenicidade arritmogênica. 383). 121). o mapeamento pelo EEG quantitativo (aumento significativo da potência do ritmo alfa em todas as áreas e do teta nas temporoparietais) bem como a redução nos escores da BPRS em 2 semanas. 443. 384. no tratamento de síndromes psicóticas com sintomas depressivos (274) e equivalente à zotepina em associação com antidepressivos tri e tetracíclicos na Depressão Delirante (445). por sua maior rapidez de ação. teria mostrado alguma utilidade no Transtorno Esquizofreniforme (253). após a aplicação inicial de 100mg de decanoato.na Psicose Pós-Ictal do Epiléptico (314). Apesar de bons resultados recentes também com o droperidol. o haloperidol mostrou-se superior em eficácia à risperidona. com boa tolerabilidade. nos países que disponibilizam a preparação parenteral deste benzodiazepínico (24. para a agitação psicótica. 129. nesta última indicação) (29). 341. 357). pelo mesmo motivo sendo superado pelo droperidol. 216. Em estudo multicêntrico coordenado por Tollefson de 1998 (414) foi.

273. 333). com base nos resultados de serviço de emergência canadense (109). na Síndrome de Gilles de La Tourette (38. por estudos in vitro. 364) -agora já com propostas de substituição pela associação baclofen (agonista GABAB) + toxina botulínica tipo-A (16. e até poderia agravar sintomas negativos esquizofrênicos. também se mostrou superior ao placebo neste tipo de sintomatologia (226) o que. 409. 149. 356. isoladamente ou em associação com outros antipsicóticos (10. por uma recente metanálise de estudos randomizados envolvendo os novos atípicos. já havia sido registrado por Palao e equipe. 220. 222. no entanto. encontraram taxa mais baixa de mortalidade na Síndrome Neuroléptica Maligna ocasionada pelo haloperidol do que por outros antipsicóticos. Como antipsicótico de alta potência. 135) e Síndrome Neuroléptica Maligna. 378. Distonia Faringo-Laringéia (110. na Tartamudez (mais recentemente preterido pela risperidona e olanzapina) (217. 223). 155. além de menos efeitos 120 . 138. aliás. com um risco maior para os pacientes com Síndrome Orgânico-Cerebral preexistente (362). complicada ou não por Insuficiência Renal Aguda com mioglobinúria (100) e Coagulação Intravascular Disseminada (244). 262). 254). 39) ou pelo pimozida (256)-. o haloperidol. 228. 30. Recentemente foi confirmado. 334. nos Transtornos Invasivos do Desenvolvimento (08. 416. primários e duradouros). com boa eficácia e tolerabilidade. quando este típico antipsicótico de alta potência. 96. 415). Provavelmente isto se deve á ausência de distinção de sintomas negativos e cognitivos agudos (precoces. 136. 293. 429. Acatisia Tardia (215). com resposta duradoura ao decanoato de haloperidol. Admite-se que o haloperidol não teria efeito. Parkinsonismo Medicamentoso (58). Há um relato interessante na literatura. 394. que o haloperidol inibiria a liberação de citoquinas inflamatórias (1betainterleucina) e do fator-alfa necrotizante do tumor o que poderia explicar a ação benéfica casualmente verificada sobre a artrite reumatóide (272). Read & Batchelor (322) também descreveram bons resultados do decanoato de haloperidol. 301). na Síndrome de Meige (blefarospasmo com distonia oromandibular) (88. 229. Reações Catatoniformes (126. inclusive Acatisia Aguda com Disforia e Risco de Suicídio (55. 317. 169. Shalev e seus colaboradores em sua revisão de 1989. em sintomas psicóticos em lesões cerebrais anteriores (206). esta potencial utilidade terapêutica no glaucoma já havia sido clinicamente refutada em estudo anterior envolvendo o uso tópico da substância (218). Discinesia Tardia (20 a 50%). 260) e até nas crises de soluço crônico. 300. 330. 437). 351. 315. fato que pode também explicar a ação “ativadora” de alguns neurolépticos. hipertermia maligna (18. como antiemético equivalente a proclorperazina na quimio e radioterapia (73. à semelhança de antipsicóticos fenotiazínicos. 363. Já esteve relacionado à ocorrência de rabdomiólise na ausência da Síndrome Neuroléptica Maligna completa (241. 290. 318. 337. Efeitos Adversos Na condição de protótipo de antipsicótico de alta potência. 78. já há tanto tempo descrita pela escola francesa. em seu ensaio desenhado especificamente com este objetivo (294). no Hemibalismo (405). 368). em um caso grave refratário da Síndrome de Gilles de La Tourette (72). 240. 246. 158. 193). de difícil tratamento (173. na Oligofrenia Erética (133. ganho ponderal. Já se constatou sua capacidade em reduzir a pressão intraocular (68. 237. 48. e agora. Isto não foi confirmado. 425) e nos vômitos do pós-operatório (446). Também já demonstrou utilidade nas Coréias de Huntington. não há registro na literatura de outros ensaios semelhantes nesta indicação. contrariando todas as expectativas. 442). 271. a risperidona). Não obstante. 20. 243) mas também há relato na literatura de um caso completo após uma única aplicação de haloperidol (195). o haloperidol apresenta grande risco de Acatisia e Distonias Agudas (50 a 90% dos pacientes). 406. 399. na agitação de pacientes com Demência (embora com maior perfil de efeitos adversos que outras substâncias como a trazodona (397). Recente artigo sugere seu aproveitamento nas crises agudas severas de enxaqueca em “dripping” endovenoso. em sintomas psicóticos da Síndrome de Apert em caso de agenesia parcial do corpo caloso (140).leucopenia. em doses até 300mg/mês na auto e heteroagressividade severas de deficientes mentais eréticos graves. 62. de modo até mais intenso que o timolol e a pilocarpina (430). transtornos metabólicos e convulsões nesta faixa etária (207) seja pelo alto custo de outros atípicos como a risperidona. 91. Sydenham e Gravídica (128. No entanto. secundários e transitórios) dos crônicos (tardios. 311.

Alopecia Areata (201). 188. 92). estão a hipotermia severa (147). praticamente.de que o haloperidol decanoato poderia promover desequilíbrios eletrolíticos por alterações do balanço hídrico. Uma 121 . 443. 444). bronco-espasmo (360). Isto foi especialmente registrado em superdosagens ou nas aplicações endovenosas repetidas em pacientes debilitados ou com doença cardíaca prévia (306. o haloperidol é substrato da CYP 3A4 o que pode levar a interações medicamentosas com certas substâncias. rifampicina e quinidina. à exceção da molindona e da loxapina entre os antigos e quetiapina e ziprasidona entre os novos. porém. com sucesso. fenobarbital.sedativos. galactorréia com falsa gravidez e anorgasmia na mulher. já foi também responsabilizado por Síndrome de Secreção Inadequada do Hormônio Antidiurético (168. 163. Como a quase totalidade dos antipsicóticos. Icterícia Colestática Crônica (93). fato que pode ter maior significado em países de clima tropical e nos pacientes de faixa etária mais avançada. 288) e outros antipsicóticos típicos. em pelo menos um estudo foi equivalente à observada com a clozapina (164) e a intensidade na elevação das taxas de prolactina. em doses altas. Foram observadas reduções nas taxas plasmáticas de haloperidol em torno de 40 a 60% dentro de 2 a 3 semanas após a introdução de carbamazepina (11. assim ocasionando impotência. em torno de 50% dos pacientes (328). neurotoxicidade na vigência de Hipertireoidismo (214. 258. Íleo Paralítico (236) e morte súbita com exame necroscópico negativo (102. já foi relacionado à ocorrência de distúrbios na repolarização do miocárdio com taquicardia ventricular do tipo “Torsade de Pointes” (200. Não demonstra propriedades próconvulsivantes. todos os outros antipsicóticos. clorpromazina. 193). neutropenia (187). ao contrário da clozapina (261. Já há evidências –embora não inteiramente confirmadas por estudos sistemáticos com grandes amostras e incluindo outras preparações. Anemia Falciforme (395). 275). A freqüência de distúrbios sexuais. 304). desequilíbrio hidroeletrolítico (hipocalemia e hipomagnesemia). causaria menos hipotensão e efeitos anticolinérgicos que os antipsicóticos de baixa potência. 282. Discinesia Tardia agravada por Doença de Joseph-Machado (43). Também já se comprovou que o haloperidol reduziria seletivamente os níveis plasmáticos de magnésio sem interferir com os de cálcio e fósforo (176). 199. Seja como for. Esta possibilidade porém. redução da libido e ginecomastia no homem e amenorréia ou oligomenorréia. tiotixeno) (26. particularmente hiponatremia. Já substituiu. Pneumonitis Medicamentosa (342). À semelhança de. 175. por exemplo. 427). 265). 449). mas as clinicamente mais relevantes se dão com carbamazepina. pode estar ainda mais presente com o uso de outros antipsicóticos. o que explicaria tais achados. Como outros antipsicóticos. seu uso continuado pode determinar ganho ponderal (95. ainda que por via oral. algumas com causalidade pelo haloperidol em grau indeterminado. seja tratando-se de doses únicas em voluntários sadios (194) seja como uso continuado nos pacientes esquizofrênicos (101). 119) ainda que com menor intensidade do que o observado com antipsicóticos típicos de baixa potência e os atípicos clozapina e olanzapina (53. 365). seria inferior que da atípica risperidona (242). embora ainda grande. mas a relação deste fenômeno com o potencial de induzir estas arritmias não foi estabelecida. o propalado efeito deletério dos antipsicóticos típicos de alta potência sobre o desempenho cognitivo não foi inteiramente confirmado com o haloperidol. fenitoína. sendo recomendado algum controle laboratorial nestas circunstâncias. diferença melhor observada em pacientes do sexo masculino (123). 150. antipsicóticos fenotiazínicos (clorpromazina e flufenazina) que haviam anteriormente induzido coagulopatias no decurso do tratamento em alguns pacientes (450). intermação (221). Apresenta ação citotóxica in vitro. por bloqueio D2 túberoinfundibular. como a clorpromazina. com antecedentes de alcoolismo. como a tioridazina (45). durante o tratamento. 35. costuma elevar as taxas de prolactina. 167. ou em uso simultâneo de vasopressina (104. Interações Medicamentosas Como vimos. ou apenas o prolongamento do intervalo QTc (intervalo QT corrigido) no eletrocardiograma (EEG) (14). Também confirmou menor tendência que a clozapina em elevar as taxas dos triglicerídeos. 219. Como inibidor da calmodulina e bloqueador de canais de cálcio. 192. 180. Entre as reações pouco comuns registradas na literatura. ainda que em intensidade bem menor que algumas fenotiazinas e tioxantenos (tioridazina.

Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda. 393). emb. como controle pelo EEG por exemplo (03). Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. impondo-se assim compensação através de aplicações mais freqüentes e não com aumento das doses de cada aplicação (316). cxs c/ 50. por exemplo. HALDOL DECANOATO (BRASIL)(Jansen-Cilag) . sol inj amps de 1ml c/ 5mg. No Brasil: HALDOL (BRASIL) (Jansen-Cilag) . A associação com medicamentos anticolinérgicos como prevenção ou atenuação de efeitos adversos motores extrapiramidais é extremamente utilizada em todo o mundo. com um perfil muito superior de tolerabilidade (380). que não sendo fatais. Ao contrário da carbamazepina. Ela seria menor do que a observada com a perfenazina e a tioridazina (203. 130. aparentemente. 428).potencial cardiotoxidez da associação também foi sugerida (174). Também já foi demonstrado que a fluoxetina e outros antidepresssivos ISRS. 75. também potentes inibidores da isoenzima 2D6. diante da necessidade de associar medicação antiepiléptica ou estabilizador do humor diferente do lítio (151). podem elevar acentuadamente (de 40 a 100%). Ainda que não se possa estimar precisamente a freqüência de tais interações tóxicas com esta associação. podem deixar seqüelas neurológicas cerebelares e neuropáticas periféricas importantes (07. deve-se tê-la. particularmente em pacientes jovens do sexo masculino com quadros psicóticos agudos que habitualmente não dispensarão o uso de antipsicóticos de alta potência em altas doses. a associação de lítio com a carbamazepina mostrouse tão eficaz quanto com o haloperidol. as concentrações de haloperidol (15. É bem reconhecido. 451) com possível prejuízo terapêutico. HALOPERIDOL (Cristália)  .amp de 1ml c/ 50mg. porém. que vinham há pelo menos seis meses em uso de antipsicóticos de depósito (flufenazina e haloperidol). c/ 3. 411). Confirmou-se também que a associação do decanoato de haloperidol com indutores enzimáticos leva a concentrações plasmáticas mais baixas e mais oscilantes. mais através de mecanismos farmacodinâmicos do que farmacocinéticos (40. 381. 57. frasco conta-gotas de 20ml. sem o registro de aumento nos escores dos efeitos extrapiramidais (131). ao esquema terapêutico de esquizofrênicos sem depressão. Goff e colaboradores. 297. e haja autores com casuísticas negativas relativamente extensas (17). como inibidor e ativador da isoenzima 2D6 mas o haloperidol reduzido. 132. 343. 389. cxs c/ 20. mas principalmente ao encurtamento na duração dos efeitos terapêuticos por maior velocidade de absorção. 204. tais efeitos não foram observados com o citalopram (400) nem nefazodona (22) e a fluvoxamina também parece ter um efeito mais moderado (422). 238. das Nações Unidas 12995 29º andar (04578000) São Paulo SÃO PAULO (011) 5503-4700 (011) 5505-5371. reportaram melhoras significativas de sintomas negativos com a introdução de 20mg ao dia de fluoxetina. 184. devendo ser a droga de escolha. 350. como potencialmente danosa. cxs c/ 20 e 100. Também parece haver potencial neurotoxidez na associação de haloperidol com tacrina. o valproato não apresenta interação significativa (potencializadora ou inibidora) como o haloperidol. O próprio haloperidol age. o que no final redundaria em leve inibição da enzima. sol oral frasco de 20ml c/ 2mg/ml. seguida de oxcarbazepina. Tem sido repetidamente confirmado que o tabagismo reduz significativamente as concentrações plasmáticas do haloperidol (181. No tratamento da Mania. com a oxcarbazepina (análogo da carbamazepina com grupo cetônico em posição 10) (319). 373. por exemplo. cxs c/ 2. simultaneamente.comp de 1 e 5mg. Não foram observadas reduções das taxas de antipsicóticos. 122 . ao mesmo tempo em que mostram maior propensão às Distonias Agudas e ao Parkinsonismo Medicamentoso. amp de 1ml c/ 5mg. cxs c/ 20 e 200. Entretanto. Também não teriam sido observadas interações farmacocinéticas importantes do haloperidol com buspirona (161) nem tampouco com zolpidem (339). 340. mas não as de prolactina como se chegou a antecipar (225). porém. tendo observado um aumento médio de apenas 20% nas concentrações de haloperidol. medicamento empregado no tratamento do Mal de Alzheimer (252). comp de 5mg. Av. devendo somente ser feita com cuidados especiais. que o haloperidol aumenta a neurotoxidez do lítio podendo desencadear quadros de intoxicação aguda. 388. 374). 74. é somente inibidor da CYP 2D6. 36.comp de 1mg. A associação com ciproheptadina reduz efeitos extrapiramidais e as concentrações de cortisol. inclusive haloperidol. também substrato da 3A4. Isto se daria. Também foram observadas grandes reduções das taxas de haloperidol em pacientes psiquiátricos recebendo tratamento concomitante para tuberculose com rifampicina assim como aumento com o uso de isoniazida (404). até maiores confirmações.

(CAS RN 57648-21-2) FM: C22-H24-F-N3-O-S DD: 6 a 15mg (Lundbeck Institute Database. 5. 2.oral 2mg/ml.ou: 1-(1-(3-(p-Fluorobenzoil)propil)-4-piperidil)-2benzimidazolinet-iona ou: (DD 3480).comps de 1 e 5mg.-(4-fluorofenil)-1-butanona ou: 4'-Fluoro-4-(4-(2-tioxo-1benzimidazolinil)piperidino)butirofeno. SERENASE (Itália). ALOPERIDOLO (Itália). Não há referência a aproveitamento clínico como antipsicótico. Demonstra afinidade pelos receptores dopaminérgicos do striatum quase tão grande quanto à da espiperona (60%) e muito superior às do haloperidol (5x) e clorpromazina (30x). PERNOX. 1. as doses de 0. TIMIPERONA (TIMIPERONE) IODOSPIPERONA (IODOSPIPERONE. HALOPERIDOL (Biochimico) Sol. HALOPERIDOL BASE (França) comp 1. na forma dos isótopos radioativos (123I. embora seus metabólitos não tenham comprovado propriedades equivalentes (401).5]decan-4-ona. No Exterior: ALDO. MIXIDOL.org/) NS: 2 a 10ng/ml.03mg/k por via endovenosa ocasionaram 1-(p-iodofenil)-8-[3-(p-fluorobenzoil)propil]-1. HALOL. IODOSPIROPERIDOL) 1-Butanona. Rua Luigi Galvani 70 7º andar (04575020) São Paulo SÃO PAULO (011) 5505-3536 (011) 5505-3540. HALOPERIDOL (Vital Brasil) . BROTOPON. 5. Sua patente pertence à empresa japonesa Daiichi.na ou: 2-Benzimidazolinetiona. KESELAN. VESADOL (França). HALDOL (USA)(McNeil Pharmaceutical) . LINTON.HALOJUST. amp 5ml c/ 1mg. sol inj 2mg/ml. HALDOL DECANOATE (USA)(McNeil Pharmaceutical) . cx. c/200 (1 e 5mg). cxs c/ 20 envelopes de 10. 10 e 20mg.5mg/ml frs 15ml.5. SERENELFI. FM: C23H25-I-F-N3-O2 Usado apenas como mais um marcador biológico dos receptores dopaminérgicos. Instituto Vital Brazil S. No rato revelou típico perfil de neuroléptico em doses a partir de 0. (estimativa com base em Shimoda e colaboradores (372)) Potente antipsicótico butirofenônico de síntese recente. c/50 (5mg/ml). ALOPERIDON. ALOPERIDOL. HALOPERIDOL DECANOATE (França). 338). cerebrais e miocárdicos (139. sol oral 20mg/ml.1mg/k de peso por via oral. THERAPLIX (França). FORTUNAN. lundbeckpsychiatry. ou [123I]2'-ISP e [125I]2'-ISP) desenvolvidos logo em seguida ao reconhecimento da utilidade da 123 .3-Diidro-2-tioxo-1H-benzimidazol-1-il)-1piperidinil)-1. 0. inj. EUKYSTOL. SERENACE (Reino Unido). 4-(4-(2. com doses de 10mg/k em coelhos determinando leve hipotermia.e 125I-Iodospiperona.amp de 1ml c/ 50mg. c/20ml (2mg/ml). Não disponível comercialmente no Brasil. Rua Vital Brazil Filho 64 (24230340) Niterói RIO DE JANEIRO (021) 711-0012 /7113131 (021) 38-551 (021) 714-3198.A.Av. Instituto Biochimico Ltda. SERNAS. não obstante as potentes propriedades neurolépticas.ou: Butirofenona. 8-triazaspiro [4. SERENACE. 4'-fluoro-4-(4-(2tioxobenzimidazol-1-il)piperidino). ULCOLIND ULIOLIND. HALOPOIDOL. GALOPERIDOL (RUSSIA). Gts. HALOPAL. fr. VESALIUM. cx. Paoletti 363 (13970000) Itapira SÃO PAULO (019) 863-9500 (98) 7026 (019) 863-9580. DOZIC.ou: -(4-(2. PELUCES. LEALGIN COMPOSITUM. ALOPERIDIN. disponível em http://www.3-diidro-2-tioxo-1Hbenzimidazol-1-il)-1-piperidinil)-1. 3. SERNEL. bromospiperona. amp.comp 0. Em cães. Comp.sol.-(4fluorofenil). EINALON S. introduzido no final dos anos 70 e estudado e empregado como antipsicótico apenas no Japão. 5mg/1ml. 20mg. 1-(1-(3-(pfluorobenzoil)propil)-4-piperidil).

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12ahexaidropirazino(1'. empiprazol. 15. 12). com intensa ação sedativa. como. Por esta configuração molecular.htm). sua farmacocinética foi muito estudada em animais de corte. que outros neurolépticos como a acepromazina e a propionilpromazina (v. 35.2':1. STRESNIL. CENTBUTINDOLE) Butirofenona. (CAS RN 2804-05-9).12. 10) e em mistura tranqüilizante imobilizadora associado ao fentanil para facilitação do transporte de animais. apresenta bloqueio alfa e betadrenérgico (20). 41. porém. dapiprazol e antrafenina (05). e que. Determinou inibição da ejaculação induzida por eletroestimulação em primatas (34) e já foi responsabilizada por dermatite alérgica de contato por manipulação (04). zolertina.FM: C19-H22-F-N3-O DD: 1 a 8mg/k de peso IM (07). como eresepina.12aoctahidropirazino(1'. sendo introduzido no final da década de 70.lucknowonline.5mg. Seu principal metabólito é o composto reduzido azaperol (39) também dotado de atividade antipsicótica (1Piperazinobutanol.6. ocorre com outras fenotiazinas.4. No Exterior: EUCALMYL.ou: (+-)-4'-Fluoro-4-(3. aliás.12. na extremidade da molécula oposta ao grupo p-fluorbutirofenona.2. BIRIPERONA (CENTBUTINDOL. milipertina. 50. Não disponível comercialmente para uso humano no Brasil. FM: C19-H24-F-N3-O).4-b)indol2(1H)-il)butirofenona ou: (NSC 143691) (CAS RN 41510-23-0). formando assim uma grande estrutura tetracíclica. não-benzodiazepínicas. 19. entre 136 .com/cdri/centbutindole. envolvendo casos agudos (11.6)pirid-o(3. Seu maior interesse para a psicofarmacologia é mais de ordem histórica.4. 56.7. na qual o anel piperazínico encontra-se fundido a um anel ciclo-hexano e um grupamento indol. Teve os primeiros experimentos clínicos como medicamento antipsicótico naquele país. SEDAPERONE VET. das quais a mais conhecida é a buspirona. do mesmo modo. mas só introduzido em 1968. além do baixo a moderado bloqueio dopaminérgico D2. por ter dado origem a outros derivados que inauguraram um novo grupo de drogas ansiolíticas. em alguns bancos de dados figura entre os antipsicóticos tetracíclicos. É muito usada como medicação préanestésica em medicina veterinária em associação com cetamina ou metomidato na dose de até 8mg/k de peso (07. É um composto butirofenônico com estrutura inédita mista.ou alfa-(4-Fluorofenil)-4-(2-piridinil)1-piperazinobutanol. citatepina e maroxepina. FM : C24-H26-F-N3-O DD: 3 a 4. controlado.6)piri-do(3. SUICALM (Reino Unido). nos anos 80. (11) Descoberto e desenvolvido pelo Central Drug Research Institute de Lucknow na India (www.3. 52).4-b)indol-2il). alfa-(4-fluorofenil)-4-(2piridinil ). para permitir o controle pelas autoridades sanitárias da permanência de eventuais resíduos na carne comercializada para o consumo humano (14. 4'-fluor-4-(1. Mostrou rápido início de ação com baixo perfil de efeitos extrapiramidais.2':1. Fenotiazinas Alifáticas).6. 57). (21). Sintetizado em junho de 1958. A azaperona é um composto heterocíclico arilpiperazínico como a fluanisona e também como oxipertina. Cap I. com demonstração de equivalência com a trifluperazina em ensaio duplo-cego. pequenas cirurgias ou isoladamente no controle de sua agressividade (06. FLUOPERIDOL. No controle da agressividade em porcos.7. tendo sido já experimentado em mais de 350 pacientes esquizofrênicos em estudo multicêntrico. aliás. seu emprego clínico sistemático como antipsicótico. Não consta na literatura. foi inferior à amperozida (17). Por causa deste difundido emprego veterinário.

exceto como agente farmacológico para experimentação laboratorial na busca por novos compostos (01. BUTROPIPAZON. seus enantiômeros (+). 1-(4-fluorofenil)-4-(4-fenil-1piperazinil). por exemplo. Ao contrário do haloperidol. nunca alcançou desenvolvimento farmacêutico. nos receptores dopaminérgicos do núcleo caudatum. Embora introduzido dentro da primeira leva de compostos butirofenônicos. envolvendo esquizofrênicos agudos. mostrou ser um antipsicótico de maior potência.5.e (-)centbutindol demonstraram. dexclamol e isobutaclamol. Apesar do interessante e promissor perfil farmacodinâmico. Também está estruturalmente relacionada aos neurolépticos pentacíclicos não-indólicos. não consta ter sido licenciado em outros países. Em ensaio clínico comparativo controlado com trifluoperazina. BUTYROPIPAZONE.6hexaidro-1(H)-pirazino(1. GALVANISONE) 4'-Fluor-4-(1-(4 fenil) piperazino) butirofenona ou: gama-(4-fenilpiperazino)-4-fluorbutirofenona ou: 1-Butanona. possivelmente por razões de segurança desinteresse comercial. Embora disponível para desenvolvimento.2-a)quinolina. Não disponível comercialmente. cujo uso crônico não costuma ter qualquer influência nas populações de receptores 5Ht1 e 5Ht2. BUTROPIPAZONA (BUTROPIPAZONE. 08).3. Apresenta dois isômeros dos quais apenas um se mostra quimicamente estável. conforme demonstra estudo com roedores (22). 4'-fluor-4-(4-fenil-1-piperazinil)ou: 4'-fluor-4-(4-fenil-1-piperazinil)butirofenona ou: (R 1892) (NSC 170975) (CAS RN 2354-61-2).outros. seu desenvolvimento farmacêutico foi descontinuado desde então. o uso continuado do centbutindole promove uma marcada hipersensibilidade seletiva 5Ht2.4. foi registrado o desenvolvimento de método para mensuração das concentrações plasmáticas da droga-mãe e seus principais metabólitos com potencial aplicação nos ensaios clínicos (27). FM: C20-H23-F-N2-O Considerado um potencial neuroléptico. In vitro. com a última referência na literatura dos últimos 10 anos sendo um ensaio cromatográfico de alta precisão para a determinação das concentrações plasmáticas da substância e seu metabólito hidróxi. com eficácia clínica equivalente (11) mas não se tem notícia de estudos posteriores com replicação desses resultados.(9CI) ou: Butirofenona. estereosseletividade inferior ao butaclamol. estruturalmente aparentado à fluanisona mas com efeitos comportamentais um pouco diferentes. diidrocloridrato ou: 3-(gama-(p-Fluorbenzoil)propil)-2. demonstrou uma menor propensão à catalepsia e uma ação mais pronunciada nos receptores serotoninérgicos corticais do que nos dopaminérgicos estriatais. Não disponível comercialmente. em doses de 0.5mg/k de peso (centbutindole) e 1mg/k de peso (haloperidol). quando comparada com ele. como o butaclamol e o dexclamol. ainda do ano de 91 (36). respectivamente. mas ainda superior à octoclotepina (43). CENTPIRAQUIM (CENTPYRAQUIN) 1H-Pirazino(1. característica dos atípicos. por via oral em ratos (23).5mg/dia contra 15 a 22. Embora tenha perfil farmacológico próximo ao do haloperidol. Ainda recentemente. em janeiro de 2002.2a)quinolina HCl ou: 137 . nas doses de 3 a 4.4a. com alta razão 5Ht2/D2. hexaidro-3-(3-(pfluorbenzoil)propil)-.5mg/dia.

4a. 46.2-a)quinolina.utan-1-ona cloridrato ou: Ácido1-piperazinocarboxílico. 53) Tem perfil atípico com as propriedades de bloqueio 5Ht2A superando o bloqueio dopaminérgico.ciclohexilester. 47.5. provavelmente pelos acentuados efeitos cardiovasculares (hipotensão ortostática) além da queda no interesse pela pesquisa de antagonistas sigma como potenciais antipsicóticos.4. figura ocasionalmente na literatura como um agente antagonista sigma utilizado em ensaios laboratoriais com os novos compostos (54).2Cl-H DD: 2 a 4mg/kg peso (estimativa) (47) Faz parte da série de butirofenonas desenvolvidas na India como a biriperona (centbutindol) e introduzidas somente a partir dos anos 70 (44). Não disponível comercialmente.4. Apesar deste promissor perfil.5. antidepressivas e miorrelaxantes. 39. assim como a remoxiprida. considerada um agente antagonista dos receptores opióides sigma (51) mais do que um bloqueador D2 clássico.2. Embora dotado de inequívocas propriedades neurolépticas despertou interesse também como potencial medicamento antihipertensivo pelo acentuado poder de bloqueio adrenérgico que demonstra (45. Não disponível comercialmente.6-hexaidro-3Hpiranzino(1.4'-Fluor-4-(1. diidrocloridrato ou: (69/183) (CAS RNs: base 26049-76-3. 2. dicloridrato 2711411-0) FM: C22-H25-F-N2-O. rincazol e outros potenciais 4-[3-(p-fluorbenzil)propil]piperazino-1ciclohexilcarboxilato ou: 1-(4'-Fluorfenil)-4-(ciclohexil-1'-piperazinil-4'carboxilato)b. FENAPERONA (FENAPERONE) CINUPERONA (CINUPERONE) 4'-fluor-4-[4-(3-isoquinolil)-1-piperazinil] butirofenona ou: 1-Butanona.cloridrato ou: (67332 MD) (CAS RN 26964-71-6) FM: C21-H29-F-N2-O3.2-a)quinolin-3-il)-butirofenona 2HCl ou: 1H-Pirazino(1. mas não há notícias de seu desenvolvimento ou aproveitamento farmacêutico.monohidrocloreto ou: 3-(4-(3-(4-Fluorbenzoil)propil)-1piperazinil)isoquinolina hcl ou: 3-(4-(3-(4-fluorbenzoil)-propil-piperazino-1-ilisoquinolino+ ++-cloridrato ou: (HR 375) (CAS RN 82117-51-9) FM: C23H24FN3O. C23-H24-F-N3-O.cloridrato ou: Ciclohexil 4-(4-(4-fluorfenil)-4-oxobutil)-1piperazinocarboxilato HCl ou: 4-(4-(4-Fluorfenil)-4-oxobutil)-ácido1piperazinocarboxílico ciclohexilester.4a.3.Cl-H Butirofenona introduzida na década de 80.4-(4-(4-fluorfenil)4-oxobutil)-. Desde então. 1-(4-fluorfenil)-4-(4-(3-iso quinolinil)-1-piperazinil)-. 138 .Cl-H Trata-se de butirofenona desenvolvida pela companhia farmacêutica Synthelabo. antipsicóticos com baixo perfil de extrapiramidalismo (28. seu desenvolvimento foi descontinuado ainda nos anos 90.6hexaidro-3-(2-(p-fluorfenacil)etil)-. Mostrou propriedades ansiolíticas. 29. Mostrou-se um potencial agente neuroléptico com meia-vida bastante curta (em torno de 2 horas) (25). Sua patente pertence à Hoescht. responsável também pela introdução da sulpirida e demais benzamidas modificadas além de outros compostos com estrutura mista. 49).

ou: 4'-Fluor-4-(4-(o-metóxifenil)-1piperazinil)butirofenona ou: 4-(4-(o-Metóxifenil)-1-piperazinil)-pfluorobutirofenona ou: (R 2028) (R 2167) (MD 2028) (BRN 0707524). Está classificado em alguns bancos de dados como atípico. também empregado em medicina veterinária. embora só introduzida em 1960. qualquer desenvolvimento. cloridrato ou: (FG 5803) (CAS RN 119978-03-9). A literatura é muito escassa em ensaios clínicos em clínica psiquiátrica. Não consta haver. em andamento. FLUANISONE.5mg. Cl H Outro composto introduzido como potencial antipsicótico atípico durante os anos 80 e 90. no qual teria sido superado na eficácia antipsicótica. porém provoca hiperprolactinemia e efeitos extrapiramidais de forma dose-dependente. Não disponível comercialmente.introduzido no ano de 1973 (16. Seus efeitos hipotensores e sedativos acentuados fizeram com que fosse empregado também como ansiolítico e/ou espasmolítico em doses menores. responsáveis por sua obtenção (03). como antipsicótico: 20 a 80mg. com forte afinidade pelos auto-receptores dopaminérgicos pré-sinápticos e potente bloqueio serotoninérgico 5Ht2A. Foi este o promissor perfil com que o composto foi apresentado no ano de 1994. É um derivado 4-arilpiperazínico do mesmo modo que a azaperona e. Entretanto. N-ciclohexil-4-(4-(4fluorofenil)-4-oxobutil)-. 139 . rareiam desde então novas menções a respeito na literatura (30). Não induz catalepsia e elevação apenas transitória da prolactina no plasma. de fato. como sedativo: 2. Estruturalmente é uma butirofenona piperazínica. FM: C21 H30 F N3 O2 . 4'-fluor-4-(4-(o-metóxifenil)-1piperazinil). monocloridrato ou: 4-(3-(4-Fluorobenzoil)propil)-N-ciclohexil-1piperazinocarboxamida. (31) Mais uma butirofenona da série inicial de Janssen. Foi apresentado como um antagonista D2 pós-sináptico débil. embora não em potência sedativa (42) Usado em neuroleptanalgesia de animais em associação com fentanila e midazolam (HYPNORM) (13. em Malmo. (CAS RN 1480-19-9) FM: C21-H25-F-N2-O2 DD: 2 a 6. 26. 1-Butanona.5mg (02). 18). pode determinar efeitos adversos cardiovasculares importantes. 24. Suécia. Comporta-se como um neuroléptico sedativo com potencial utilidade na agitação psicomotora (42) mas. por Bjork e colaboradores do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Kabi Pharmacia Therapeutics. HALOANISONE) FG-5803 1-Piperazinocarboxamida. 37. sintetizada poucos meses (agosto) depois da síntese do haloperidol (fevereiro de 1958). pela presença do radical p-fluorbutirofenona com cadeia alifática de três átomos de carbono. como esta.5 a 7. mas desenvolvida independentemente. O uso prolongado está relacionado a ganho de peso mas.ou: Butirofenona. FLUANISONA (FLUANISON. Há o registro de um ensaio aberto francês da década de 70 contra sultoprida com pacientes psicóticos. parece apresentar um baixo risco para Discinesia Tardia. 38. mas cujo desenvolvimento não alcançou continuidade. clínico ou pré-clínico. na mesma série de compostos da amperozida (FG-5606). 48). uma difenilbutilpiperazina. HALOANISON. Não disponível comercialmente. 1-(4-fluorofenil)-4-(4-(2metóxifenil)-1-piperazinil). Figura ainda no banco de dados ChemidPlus (08) como agente antipsicótico. ao contrário do haloperidol. atualmente. Não se tem notícias de desenvolvimento posterior.

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183). clorpromazina com 24. Na década de 80. 53). Não há notícias de desenvolvimento posterior da substância. Foi-lhe atribuída uma suposta atividade ativadora.5% (sintomas positivos). com 30 esquizofrênicos agudos. entre 500 a 1000mg/dia.2 ± 4. mas não se pode afastar a possibilidade de ser apenas a ausência de efeitos sedativos na presença de rápido alívio dos sintomas positivos. 64. De qualquer forma as melhoras observadas nos escores globais e escores dos cinco subgrupos sintomatológicos da BPRS no ensaio aberto recém publicado de Yasui-Furukori e colaboradores. Boa parte da literatura sobre esta substância é de origem japonesa.2% (escore total). Sintetizada em abril de 1966.da qual aliás. Neste estudo a mensuração das taxas de prolactina e concentrações plasmáticas de bromperidol tiveram uma correlação e poder de previsão desprezíveis em relação à melhora sintomatológica final. perfazendo 18. melperona. As únicas referências na literatura são ensaios clínicos abertos dos anos 60 (63. Entretanto datam de 1978 ensaios preliminares nos Estados Unidos (66).8 ± 29. aleatoriamente alocados em 3 grupos de doses fixas de 6. com meia-vida de 24 a 36h que permite administração em dose única diária. decanoato) (C-C 2489/21)(BRN 1552256). 4-(4-(4-bromofenil)-4-hidróxi-1piperidinil)-1-(4-fluorofenil). o que permite seu uso em doses muito pequenas (até cerca de 100 vezes menores às da clorpromazina). 12 e 18mg/dia.3 ± 33. embora conhecido nos Estados Unidos e empregado na Europa. no ano de 1993. 43.2 ± 45.8% (dimensão ansiedade-depressão). R 46541.2% em 1º. Não forma 142 . fato que pode estar ligado a baixa lipofilicidade do composto e conseqüente baixa penetração do sistema nervoso central. é apenas em grande escala utilizado no Japão. Dépôt (decanoato): 75 a 225mg/mês IM. aliás. figuram estudos sul-americanos em Buenos Aires (15. antipsicóticos de alta potência. Níveis Terapêuticos (VO): 8. 178). Atualmente. moperona). e zotepina com 18.7% em 2º. as butirofenonas são. mencionam doses surpreendentemente altas para uma butirofenona.5% (sintomas cognitivos). 73.7% (excitação). Não disponível comercialmente. ao contrário da intensidade de melhoras iniciais nas dimensões “sintomas positivos” e “ansiedade-depressão” (205). eficaz nos sintomas positivos.7% do total de prescrições (haloperidol com 53. (CAS RN 10457-90-6) FM: C21-H23-Br-F-N-O2 DD: 5 a 35mg. em geral. 4-(4-(p-bromofenil)-4hidroxipiperidino)-4'-fluoro-ou: 4-(4-(4-Bromofenil)-4-hidróxi-1-piperidinil)-1-(4fluorofenil)-. Uma das últimas butirofenonas desenvolvidas pelo grupo original de Janssen.3% em 5º) (204).6 ± 37. tratando essencialmente de seu metabolismo e interações medicamentosas (138. Como se sabe.6 ± 46. levomepromazina com 48. foram respectivamente de 59. A elevação da prolactina pelo bromperidol. somente seria introduzida formalmente para emprego clínico em 1981. com poucas exceções de potência intermediária (lemperona. Foi confirmado que tanto a substância original quanto sua forma reduzida são amplamente metabolizadas pela CYP 3A4. BROMPERIDOL (BROMOPERIDOL) 4-(4-(4-Bromofenil)-4-hidroxipiperidino)-4'fluorobutirofenona ou: 4-(4-(p-Bromofenil)-4-hidroxipiperidinol)-4'fluorobutirofenona ou: 1-Butanona. Sua patente está registrada em nome da empresa Bristol norteamericana.8% em 3º. Sua ação adrenolítica pode ser considerada desprezível.5% (sintomas negativos) e 49. difere estruturalmente apenas pela substituição de um dos átomos de hidrogênio por uma hidroxila no grupo metila terminal ligado ao anel piperidínico. segundo um outro estudo (17).1-butanona ou: (R 11333. início rápido de ação. país onde. se mostra dose-dependente e menos acentuada que a do haloperidol.7ng/ml (205). 80. entre os primeiros estudos clínicos mundiais. do mesmo modo que o haloperidol de quem é estruturalmente muito próxima (199).1 ± 46.ou: Butirofenona. figurava como o 4º antipsicótico mais prescrito. Apesar de registrarem alguns resultados promissores em esquizofrênicos crônicos. É um neuroléptico de alta potência (forte ação de bloqueio D2 com fraca ação em D1).

ROPEL. 2mg/ml. IMPROMEN (Janssen Cilag. 69). Dinamarca) . Foi introduzido no final da década de 60 (62. simultaneamente. IMPROMEN DECANOAS (Janssen Cilag. ampolas com 50mg para aplicações de 4 em 4 semanas) já foi empregada na América Latina. nem pelo antidepressivo desipramina (185). 5mg. o bromperidol já foi empregado no Delirium Tremens com sucesso (167). Estruturalmente é um composto piperidilpropilcarbamato. LUNAPRON. mas com hipotensão e ganho de peso.comps. PRINDIL. IMPROMEN (Janssen Cilag. 5mg . SEPERIDOL) CARPERONA (CARPERON. 1%. Introduzido no final da década de 60 por Bobon e colaboradores. 1mg. IMPROMEN DECANOAS (Janssen Cilag. ERODIUM.tanto em esquizofrênicos crônicos (11. com pouca propensão a extrapiramidalismo. Bélgica) . IMPROMEN (Formenti.” Não disponível comercialmente no Brasil. gts. seria originário da expressão inglesa “Improve man. antiparkinsonianos trihexifenidil e biperideno (142). CLOFLUPEROL (SEPEROL. IMPROMEN (Janssen Cilag.comps. CARPERONE) 4-[4-[p-cloro-m-(trifluorometil)fenil]-4hidroxipiperidino]-4'-fluorobutirofenona . 50mg/ml. 182) e equiparáveis às do decanoato de flufenazina (116). BROMIDOL (Janssen Cilag. Alemanha) . 50mg/ml. reconhecidamente um potente indutor das enzimas hepáticas. 17230-87-4 (monocloridrato)) DD: 3 a 30mg (108) FM: C22-H22-Cl-F4-N-O2 Estruturalmente é uma butirofenona que reúne em sua molécula. Tem seus níveis plasmáticos aumentados pela levomepromazina porém não pela tioridazina (186). 2mg/ml.amps. o mesmo grupo responsável pela introdução clínica do Ácido isopropilcarbâmico éster com 4'-fluoro-4(4-hidroxipiperidino) butirofenona ou: 1-(3-(4-Fluorobenzoil)propil)-4-piperidil Nisopropilcarbamato ou: 143 .gts.gts.amps. 184) quanto agudos (68. 10mg. reduzidos pela carbamazepina (141). Apenas uma curiosidade: o nome comercial pelo qual é mais conhecida. ao contrário.HCl ou: 4-(4-(4-Cloro-3-(trifluorometil)fenil)-4-hidróxi-1piperidinil)-1-(4-fluorofenil)-1-butanona (R 9298) (CAS RNs 10457-91-7 (base). Ácido carbâmico (1-Metiletil). 5mg. No Exterior: AZUREN (nome provisório para alguns países). Bélgica) . TESOPREL (Thiemann. isopropil-. mas. 1-(4-(4fluorofenil)-4-oxobutil)-4-piperidinil éster ou: 1-[3-(p-fluorbenzil)propil]-4-piperidilisopropilcarbamato ou: Ácido carbâmico. Holanda) . Itália) . gts. Holanda) .comps. Itália e na Inglaterra em esquizofrênicos residuais com tolerabilidade e eficácia satisfatórias (106. 5mg.metabólitos ativos.comps. Não disponível comercialmente. 50mg/ml (já retirado).comps. 5mg. mas pode ser considerado um derivado 4-piperidilpiperidínico com o segundo anel piperidínico aberto. sendo. 176. IMPROMEN (Japão). IMPROMEN. 2mg/ml. BRIDEL. 76) e logo ensaiado -doses de 200 a 300mg/dia. Dinamarca) . A preparação dépôt (bromperidol decanoato. 5mg . as substituições distintivas do haloperidol (átomo de cloro) e trifluperidol (grupamento trifluormetil). BROMIDOL DÉPÔT (Janssen Cilag. Alemanha) .comps. Como demonstração de sua boa tolerabilidade metabólica. 1-(3-(pfluorobenzoil)propil)piperid-4-il éster ou: (AL 1021) (CAS RN 20977-50-8) FM: C19-H27-F-N2-O3 Figura no banco de dados stofflistLizenznehmer como neuroléptico e derivado butirofenônico.amps.

Apesar do relato de propriedades neurolépticas em estudos preliminares (85. 56). Foi introduzido como um neuroléptico com propriedades ansiolíticas no final da década de 70 (50. como os de Aimoto e colaboradores dos anos de 1979 a 1981. como um novo neuroléptico com ação prolongada (48 horas) (21). (RMI 9901) (Richardson-Merrell) (Itália) (CAS RNs 61764-61-2. 04. monocloridrato ou: 1-Butanona. 1-Butanona. Não disponível comercialmente. LEMPERONA (LENPERON. entre antipsicóticos butirofenônicos. LENPERONE) 144 .H. não havendo registro de desenvolvimento posterior. (34). o grupo pfluorbutirofenona. 03. Além deste e do artigo do próprio Janssen tratando dos aspectos farmacocinéticos de sua distribuição e de outras butirofenonas (93). Sua patente é detida pela Sumitomo. não há notícias de desenvolvimento posterior com ensaios clínicos nem uma faixa de doses terapêuticas. tratando de efeitos neuroendócrinos nas ações sobre o eixo hipofisário-adrenocortical (01. mas os estudos clínicos não passariam de fases preliminares.haloperidol. Robins) (USA).ou: 4-(4-(p-clorobenzoil)piperidino)-4'fluorobutirofenona ou: 4-[4-(p-clorobenzoil)piperidino] -4'fluorobutirofenona . CLOROPERONE) 2'-amino-4'-fluoro-4-[4-(m-trifluorometil)fenil]-4hidroxipiperidino)butirofenona ou: 1-(2-Amino-4-fluorofenil)-4-(4-hidróxi-4-(3(trifluorometil)fe-nil)-1-piperidinil)-1-butanona. 05). grande parte das escassas citações na literatura vem de artigos japoneses com experimentação animal. 87) e de constar ainda hoje do banco de dados ChemID Plus (32) como um antipsicótico (neuroléptico butirofenônico). (CAS RN 42048-72-6) FM: C22-H24-F4-N2-O2 Introduzido em 1974 por pesquisadores da empresa farmacêutica japonesa Sumitomo como um potencial novo antipsicótico. ID-4708 (ID 4708) CLOROPERONA (CLOROPERON. 55695-56-2 (cloridrato)) FM: C22-H23-Cl-F-N-O2 DD: 1 a 10mg (108). inclusive clofluperol. 1-(2-amino-4-fluorofenil)-4-(4hidróxi-4-(3-(trifluorometil)fe-nil)-1-piperidinil)ou: 1-(3-(2-Amino-4-fluorobenzoil)propil)-4-hidróxi4-(3-trifluoromet-ilfenil)piperidina. 4-(4-(4-clorobenzoil)-1-piperidinil)1-(4-fluorofenil). Não disponível comercialmente. 86.HCl ou: (AHR 6134) (A. Não disponível comercialmente. É um derivado amino-substituído do trifluperidol com o grupamento amina modificando de forma inédita. Teria demonstrado algumas características metabólicas distintivas entre as butirofenonas (61). Há também um artigo de Chiou de 1984 sobre a redução da pressão intraocular observada com algumas butirofenonas. 02.

Nos anos 70.4mg/k. Antipsicótico atípico para a maioria (38. seria ainda superior à do timolol (34. usados como modelo animal da Discinesia Tardia em humanos (78). por apresentar ação hipotensora intraocular que. 133. foi gradualmente sendo identificado como um neuroléptico com potência intermediária. 113) e Correa & Bastos (43). H. não determina aumento dos movimentos orais (“vacuous chewing movements”). 145 . Comprovou-se. MELPERON. 80 a 120mg (108). como tranqüilizante. um primata com reações muito semelhantes às do homem neste aspecto (145). cloridrato ou: 1-Butanona.Cl-H DD: 75 a 200mg (16). 10 a 300mg (37).1-Butanona. exatamente por seu pequeno efeito sedativo e baixo potencial para efeitos adversos motores. 124. moderadamente sedativo e com poucos efeitos autonômicos (82. como muitos outros antipsicóticos chegou a ser ensaiado em quadros ansiosos não-psicóticos (55) mas não despertou o interesse da indústria farmacêutica para desenvolvimento em escala comercial para uso humano. Introduzido no ano de 1971 como novo agente psicotrópico (82). moperona e trifluoperidol. típico com potência intermediária a baixa para outros. 15 a 800mg (98). Como aconteceu com outros neurolépticos. Um padrão típico de efeitos distônicos com faixa de doses antipsicóticas também foi registrado por Casey em seu estudo com primatas não-humanos (30). Por via endovenosa e em doses altas. em doses menores. 164. inferior ao do haloperidol. ao lado de outras butirofenonas com forte bloqueio serotoninérgico como a pipamperona e a piremperona. cloridrato ou: 4'-Fluoro-4-(4-metilpiperidino)butirofenona cloridrato ou: gama-(4-Metilpiperidino)-p-fluorobutirofenona cloridrato. METHYLPERONE) 4'-fluor-4-(4-metil-piperidino)-butirofenona ou: 4’-fluoro-4-(p-metilpiperidino) butirofenona ou: Butirofenona. 203). parece determinar importante hipotensão e taquicardia. Não disponível comercialmente no Brasil. (FG 5111) (CAS RNs 1622-79-3. porém. Foi muito utilizado na tranqüilização de animais (1 a 1. MELPERONE. que seu uso prolongado ao contrário do observado com o haloperidol. 4'-fluoro-4-(4-metilpiperidino)-.na ou: 4'-Fluoro-4-(4-(pfluorobenzoil)piperidino)butirofenona ou: (AHR 2277) (BRN 1554429) (CAS RN 24678-13-5) FM: C22-H23-F2-N-O2 DD: 30 a 60mg. Mas. FM: C16-H22-F-N-O ou C16-H22-F-N-O. Robins. 164) com fins de experimentação laboratorial em pesquisa básica. METHYLPERON. 175. Foi inicialmente ensaiado no Brasil como antipsicótico em pacientes esquizofrênicos por J Caruso Madalena e seus colaboradores (112. Do mesmo modo que o haloperidol. 121). foi proposto como um substituto para quadros ansiosos e confusionais de pacientes geriátricos. espiperona. É uma butirofenona relativamente recente. 4-(4-(4-fluorobenzoil)-1-piperidinil)1-(4-fluorofenil). introduzida na segunda metade da década de 70 (101). inclusive butirofenônicos. No Exterior: ELANOL. com animais de experimentação. 35). A boa tolerabilidade extrapiramidal seria suplantada. IM) (39. é um antipsicótico com perfil muito interessante e que figura no mínimo. neuroendócrinos (04) e motores (49). embora mais fraca que a do haloperidol. indubitavelmente. pela da clozapina nos macacos Cebus. Seja como for. (111). 50 a 400mg (108). embora tenha demonstrado brandas propriedades de antagonismo D2. ELANONE (A. teria também potencial aplicação terapêutica no glaucoma. além de procedimentos clínicocirúrgicos da medicina veterinária. USA) MELPERONA (FLUBUPERONE. 30 a 90mg (202). a literatura registra seu emprego.ou: 4-(4-(4-Fluorobenzoil)-1-piperidinil)-1-(4fluorofenil)-1-butano. 1-(4-fluorofenil)-4-(4-metil-1piperidinil)-. entre os precursores dos atípicos. seguramente. 3575-80-2).

flufenazina. zotepina e tiosperona o que vem sendo refutado pela constatação de sua ocorrência em nível alto entre antipsicóticos típicos como clorpromazina. remoxiprida. clorpromazina. olanzapina. indubitavelmente atípicos como quetiapina. flufenazina e risperidona. Verificou-se também que a administração crônica da melperona. a melperona é cerca de 10 vezes menos potente que o tiotixeno na elevação das taxas de prolactina e cerca de 5 vezes menos potente e com ação menos duradoura na elevação das concentrações de ácido homovanílico e diidróxi-fenilacético (indicadores do metabolismo dopaminérgico) mas. a 8 horas (108). ao bloqueio deste último subtipo de receptor dopaminérgico chegou a ser atribuída importante função no perfil de atipicidade da clozapina e alguns atípicos como a risperidona. embora com menor intensidade que a droga-mãe (201). 160) . porém. No rato. mas que logo se verificaria ocorrer com vários antipsicóticos típicos assim como se mostrava ausente em antipsicóticos reconhecidamente atípicos (154). Na dose de 1mg/k em animais de experimentação (ratos). facilmente deslocável aos receptores D2 no striatum (171) muito embora com taxas cerebrais de ocupação D2 superiores a 70% (202). satisfazendo assim o principal critério farmacodinâmico de atipicidade (119). Em ratos. Nesta mesma pesquisa verificou-se que dos dois principais metabólitos da melperona. fluperlapina. mesoridazina e tioridazina além da ausência em outros antipsicóticos. Compartilha com a clozapina elevação apenas transitória das taxas de prolactina. 121).Desde o início foi considerado antipsicótico sedativo. que dificilmente eram deslocados de seus sítios de ligação (170. amperozida e clozapina. o que o distinguiria das fenotiazinas de baixa potência. revelou atividade de bloqueio alfadrenérgico (148). molindona. Teria mais efeitos sedativos do que cataleptogênicos. após um agudo aumento da ação dos neurônios dopaminérgicos da via túbero-infundibular e a elevação nas concentrações séricas de corticosterona (74. 120. na intensidade do bloqueio D4 (108). inibe a hipercinesia determinada pela apomorfina de modo parcial e dose-dependente de modo semelhante à clorpromazina e a tioridazina e diferente do antagonismo completo determinado pela perfenazina com doses mais altas (104). pela elevação dos níveis de ácido homovanílico no líquor mais moderada e com tendência a se reduzir pelo gradual desenvolvimento de tolerância. propriedade aliás compartilhada pela melperona. não sofrendo influência da ingestão de alimentos sobre sua biodisponibilidade (118). haloperidol. 119. Um menor bloqueio D2 estriatal também foi registrado. Na experimentação animal com cães. além de clozapina e melperona. 5Ht1C (158) e 5Ht6 e 5Ht7 (159). como este. 57. Como a clozapina e a maioria dos atípicos. a melperona também demonstrou afinidade por receptores serotoninérgicos 5Ht2 (13. seu perfil de efeitos comportamentais se aproxima muito da 146 . na mesma direção. 171). não teria ação sobre as concentrações de ácido hidróxi-indolacético (metabolismo serotoninérgico). tem maior intensidade de ação como antagonista 5Ht2 do que D2. sulpirida. como pode ser demonstrado em pacientes psicóticos do sexo feminino (19). Só perde para a clozapina. mas sem nenhuma afinidade pelos subtipos 5Ht1A (114). 134). 75. trifluperazina. Estes autores também reuniram evidências de que estas propriedades seriam adicionalmente compartilhadas por tenilapina. em oposição a outros antipsicóticos como trifluperazina. perlapina e sertindol. fluperlapina e tenilapina. 115. Seeman & Tallerico puderam verificar que a melperona estava entre antipsicóticos que se ligam de modo débil. ao contrário do tiotixeno (sem ação). Foi também inferior à clozapina na afinidade pelos dopaminérgicos D4 (102. além do potencial antipsicótico atípico FG-5803 (monocloridrato de N-ciclohexil-4-(4-(4fluorofenil)-4-oxobutil)-1piperazinocarboxamida). no máximo. eleva as concentrações do 3-metóxi-4hidróxi-feniletileno glicol (metabolismo noradrenérgico) e. inteiramente ao contrário do haloperidol. É bem absorvida por via oral. aumentam a dopamina extracelular e a liberação de dopamina induzida pela Danfetamina em nível estriatal (89). apenas um era farmacologicamente ativo. Após dose única. De fato. olanzapina. entre numerosos outros antipsicóticos licenciados. pode chegar. tem meia-vida de cerca de 3 horas que. hoje se sabe. com doses repetidas. Do mesmo modo andou sendo sugerida recentemente importância à ação de agonismo inverso em 5Ht2C como uma característica diferencial dos atípicos. Aliás. racloprida. para quetiapina. A melperona não demonstrou afinidade relevante por receptores muscarínicos como se observa com clozapina e tioridazina (22). loxapina. com poucos efeitos autonômicos. como a clozapina e alguns dos atípicos com baixo perfil de efeitos extrapiramidais. Também distingue-se do tiotixeno.

uma difenilbutilpiperazina (83). Em pacientes com Demência. Em estudo duplo-cego com mulheres psicóticas foi tão eficaz quanto o tiotixeno. em ensaio aberto. Também se mostrou eficaz e bem tolerada. na psicose iatrogênica induzida pela medicação dopaminérgica em pacientes com Doença de Parkinson (09). assim como superior em eficácia ao placebo nas mesmas condições (81). foi tão eficaz quanto esta nestes pacientes com uma tolerabilidade ligeiramente melhor (79). Em estudo duplo-cego controlado com placebo. Também mostrou-se mais eficaz que o diazepam como medicação ansiolítica no pré-operatório de catarata em pacientes geriátricos. dá conta do absoluto sucesso de seu emprego em uma paciente com quadro delirante orgânico associado à hiperprolactinemia não-medicamentosa. 149. Foi recentemente confirmada sua ação antiarrítmica em seres humanos com taquicardia ventricular sintomática. além de antipsicótico. com menos efeitos adversos extrapiramidais (20). por outro lado. controlados por placebo. Em longo seguimento clínico. foi ainda eficaz em faixas menores de 10 e 25mg. devendo ser classificado como agente antiarrítmico com propriedades classes I e III de acordo com a classificação de Vaughan Williams (90. 126. 151. 146. com uso diário da melperona entre 15 a 800mg. equivalentes a doses de 10mg de diazepam e 50mg de clorpromazina (129). como a maioria dos antipsicóticos. antagoniza. através da mesma sistemática. e que tivera sua condição endocrinológica agravada com antipsicóticos convencionais mas que. freqüentemente idosos) (12). Nas doses acima de 100mg sua farmacocinética perde linearidade. comparativo com a tiaprida. com muito boa tolerabilidade. piorava seus sintomas psicóticos quando se recorria à bromocriptina (179). a melperona (300mg/dia) revelou-se um antipsicótico tão eficaz quanto aquele. no estudo de Borg e colaboradores com alcóolatras em abstinência. o propranolol e a quinidina. de 37 pacientes psiquiátricos e psicogeriátricos dos dois sexos. em doses iniciais de 75mg. Já demonstrou possuir propriedades ansiolíticas em voluntários saudáveis na faixa de 50mg. mas com eficácia controversa sobre o desejo pela bebida (28. a melperona demonstrou eficácia equivalente no controle da inquietude e agressividade. Cinco anos depois. Já demonstrou utilidade na taquicardia ventricular do infarto agudo do miocárdio em ensaio duplo-cego controlado com placebo (128) e na falência ventricular esquerda experimental em cães (177). Em estudo duplo-cego. proveniente da Turquia. Pela via intramuscular tem meia-vida de até 6 horas alcançando biodisponibilidade de 60% pela via endovenosa. irritabilidade. 125. Uma curiosa indicação psiquiátrica adicional foi recentemente revelada na Síndrome de Charles Bonnet (pseudo-alucinações visuais em deficientes visuais. ansiedade e insociabilidade e o único efeito adverso observado foi a sedação (58) e em estudo duplo-cego multicêntrico randomizado. 130). Um relato clínico muito interessante. oftalmológico e laboratorial. comparativo com o tiotixeno (30mg/dia) com 30 pacientes esquizofrênicas. Embora inativo na arritmia cardíaca induzida pela aconitina. então aumentada para 50 casos e com a média de idade de 81 anos. com duração de 4 semanas.tioridazina e da clorpromazina mas com duração de ação bem menor. A melperona está classificada no banco de dados ChemID (32) como agente antiarrítmico. com menos efeitos extrapiramidais e menor elevação das taxas de prolactina (17). depressão. na faixa etária de 33 a 97 anos. tendo sido sugerido como uma verdadeira alternativa aos benzodiazepínicos (153) com a vantagem de não envolver risco de farmacodependência. foi eficaz na redução de agitação. Em estudos duplo-cegos. a arritmia induzida pela adrenalina de modo até mais intenso do que a clorpromazina. demonstrou utilidade no tratamento de alcoólatras com ação sobre insônia. 147 . novo levantamento desta casuística. em pacientes ambulatoriais não-psicóticos. 29). Kirgekaard e colegas não foram capazes de identificar efeitos adversos de magnitude atribuíveis ao medicamento (98). por períodos de 1 a 15 anos. provavelmente por saturação do sistema hepático de eliminação (25 . Por outro lado. Este perfil não permite o emprego da melperona em dose única diária. sem hipotensão significativa. eletrocardiográfico. ideação paranóide. 155). confirmou sua boa tolerabilidade a longo prazo (37). esteve associada. labilidade emocional. porém. ansiedade. embora com maior tendência à hipotensão (139). realizado na Suécia. em doses de 1 a 5mg/k. em torno de 4 horas (101). Em pacientes psicogeriátricos num estudo duplocego comparativo com zuclopentixol (4mg). a uma incidência maior de convulsões que o oxazepam ou o amobarbital (24). com tolerabilidade muito boa de ambas as substâncias (137). propriedades também partilhadas por um outro antipsicótico recente. a amperozida.

GEMERIL (Medipolar. clofuperol e triperidol (os mais potentes) e a floropipamida (o menos potente) (04). Sintetizado em fevereiro de 1958. no mesmo mês do haloperidol mas.comps.-. À semelhança de outros antagonistas dopaminérgicos sem ação anticolinérgica (entre as butirofenonas nomeadamente. 100mg. a espiperona. Noruega. Não disponível comercialmente no Brasil. com o aumento da refratariedade ventricular e sobretudo atrial (150). 84. 95). 100mg. em pacientes esquizofrênicos. Alemanha) . Portugal). na Itália (123.Cl-H. Foi bastante ensaiado nos anos sessenta e início dos setenta. cloridrato ou: 1-(3-(p-Fluorobenzoil)propil)-4-hidróxi-4-(ptolil)piperidinium cloreto ou: 4-(p-Tolil)-1-(3'-(p-fluorobenzoil)propil)piperidinol-(4) cloridrato ou: 4'-Fluoro-4-[4-hidróxi-4-(p-tolil)piperidino] butirofenona ou: (R 1658) (NSC 170974).comps. alcoólatras e dementes senis (70. HARMOSIN (Hormosan. Alemanha) . Provavelmente. No Exterior: BURONIL (Lundbeck. 1560 a 300mg (108). Tem padrão de efeitos adversos muito semelhante ao do haloperidol (por bloqueio dopaminérgico estriatal) mas com maior potência na ação de bloqueio alfadrenérgico central (embora ainda muito menor que outros antipsicóticos como a clocapramina. países ibéricos (105). Alemanha) . (CAS RNs 1050-79-9. 100mg. 25mg. BURONON (Knoll. TK) . 25mg. 25mg. 1-Butanona. DD: Iniciar com 10 a 30mg (16). 50mg – mixt. 25mg. NEURIL (Schoeller Pharma. o flupentixol e a propericiazina). principalmente neurológicos. atua no eixo hipófise/supra-renal elevando as taxas de corticosterona. 100. nunca foi lançada comercialmente. 4'-fluoro-4-(4-hidróxi-4-ptolilpiperidino)-. cloridrato) FM: C22-H26-F-N-O2.mas seu aproveitamento foi desaconselhado pela ocorrência de efeitos adversos. Estruturalmente é muito semelhante ao haloperidol e ao bromperidol. cloridrato. em mais de 70% deste subgrupo de pacientes (88. MELPAX (Orion. 50mg. a perfenazina. cloridrato ou: Butirofenona. o MOPERONA (METILPERIDOL. Uma apresentação oral (cloridrato) de liberação prolongada chegou a ser testada na Alemanha com bons resultados em termos de eficácia e segurança (109). 152. A) . METHYLPERIDOL. propriedade esta que pode significar efeito antidepressivo ou ativador maior que o do haloperidol (189). 100mg. Alemanha) comps. previamente administrados. 197). Finlândia) . Como outros antipsicóticos butirofenônicos. custou a ser introduzido. 25mg. situando-se nesta ação entre o haloperidol. explicam a falta de um adequado desenvolvimento clínico-farmacêutico. C22-H26-F-N-O2. razões puramente mercadológicas. a carpipramina. 25mg. diferindo destes apenas pela falta do átomo de halogênio na extremidade oposta ao radical pfluorbutirofenona (cloro na molécula haloperidol e bromo na do bromperidol). 100mg. Por suas propriedades de antagonismo pós-sináptico seletivo alfadrenérgico (147) com ação vasodilatadora (148). Dinamarca. e Escandinávia. 10mg. 3871-82-7. 25mg. a flufenazina. 107. MELPEROMERCK (Merck dura. Suécia) . EUNERPAN (Knoll.comps. MOPERONE) 4'-Fluor-4-(4-(4-metilfenil)-4-hidróxi-1-piperidil)butirofenona ou: 4'-Fluoro-4-(4-hidróxi-4-ptolilpiperidino)butirofenona ou: 148 . acentuariam alguns de seus efeitos.comps. o que só foi feito no ano de 1963. nem mesmo ensaiada clinicamente nas Américas. Na mesma época também foi experimentado na Oceania (97). ao contrário deste. 50mg-amps. base. 25mg. 156.comps. BUNIL (Lundbeck. com maior interesse da indústria na risperidona. 100mg. 25mg. Alemanha) comps. MELNEURIN (Hexal/Neuro Hexal. Finlândia) mesma apresentação do BURONIL. Finlândia. 1-(4-fluorofenil)-4-(4-hidróxi-4-(4metilfenil)-1-piperidinil). 196). 195). em países da Europa Oriental (187. base.comps. 10mg. MEL-PUREN (Isis-Puren. deve-se também ter em conta uma possível interação farmacodinâmica com betabloqueadores que.comps. Embora amplamente disponibilizada na Europa.

192). voltou a mostrar utilidade em distúrbios do comportamento associados ou não a deficiência mental (46). mas também. A seguir. Em estudo multicêntrico europeu. Pode ser considerado o precursor da risperidona. derivada da 4piperidilpiperidina ou benzoilpiperidina. ação benéfica em sintomas negativos como retraimento social e ação reguladora no ciclo sono/vigília (94. Sampaio e Alves Garcia e colaboradores (10. tioridazina e pipamperona (166). SEDALIUM (França) – comps. Os primeiros ensaios no Brasil foram realizados no Rio de Janeiro por J. no manejo da insônia por Othon Bastos.ou: (R 3345) (McN-JR-3345) (BRN 0496532) (CAS RNs 1893-33-0. Também demonstrou afinidade in vitro por receptores serotoninérgicos 5Ht2B (198) e alfa1-adrenérgicos. acerca da ocorrência de extrapiramidalismo em pacientes em uso de antipsicóticos típicos de alta e baixa potência e risperidona. embora não tão intensa quanto o sertindol e a clozapina (168). MELDOL.ou: (1. 162). 5mg. revelou potencial utilidade no glaucoma por reduzir a pressão intraocular sem os efeitos adversos de drogas como a pilocarpina e o timolol (35. 11. na Holanda. Além de fraco bloqueador dopaminérgico D2 (afinidade in vitro reduzida. em Paris (59. da ordem da clozapina e da quetiapina e inferior à do sertindol e olanzapina. 60) e com pacientes psiquiátricos por Caruso Madalena no Rio de Janeiro (110). com afinidade diferencial por D4 superior à da clozapina (168) é. (cloridrato). seguidos por diversos ensaios clínicos não só como antipsicótico. conduzido por Schillevoort e colaboradores do Departamento de Farmacoepidemiologia e Farmacoterapia da Universidade de Utrect. Inicialmente foi ensaiado nas desordens caracterológicas do comportamento por Fouks e colaboradores. (Alemanha) comp 5mg. dicloridrato) FM: C21-H30-F-N3-O2 DD: 120 a 360mg.4'-bipiperidina]-4'carboxamida. não controlado. um antagonista serotoninérgico utilizado como medicamento anti-hipertensivo) (198). 36). Sintetizado em janeiro de 1960 pela equipe de Janssen e colaboradores e introduzido no ano seguinte. PIPAMPERONE) (1. mostrou um risco equivalente para risperidona. no curso de seis semanas (190) e de crianças. 5mg . 169). Não disponível comercialmente no Brasil. um bloqueador 5Ht2A.4'-Bipiperidino)-4'-carboxamida. na faixa de 30/180mg/dia. No Exterior: LUVATREN (Cilag.ou: 1'-[3-(p-fluorbenzil)propil]-[1. antiga Checoslováquia) comps. inclusive com propensão a determinar hipotermia como alguns antipsicóticos atípicos com acentuada ação de antagonismo serotoninérgico neste subtipo de receptor (52. Pode ser considerada butirofenona de primeira geração. 1-(3-(p-fluorobenzoil)propil)-4piperidino.comps. base. Recente e amplo levantamento. 65. PIPAMPERONA (FLOROPIPAMIDE. do tipo ensaio aberto. ocaperidona e demais antipsicóticos benzisoxazólicos (antagonistas serotoninodopaminérgicos) que viriam a ser desenvolvidos pela equipe de Janssen na década de 80. 2448-68-2. mostrando-se superior ao placebo em doses de 80 a 160mg/dia. 64. como a piremperona (classificado como antipsicótico bicíclico no banco de dados do Lundbeck Institute) e a cetanserina (ou ketanserin. 1'-(4-(4fluorofenil)-4-oxobutil). Tem o perfil clínico e farmacodinâmico de um atípico. (110) 20 a 120mg. 135. foi empregado na Europa em distúrbios do comportamento de deficientes mentais. Caruso Madalena (110) ainda no ano de 1967. sol oral (gts) 5mg/ml. por seu pronunciado efeito sedativo.4'-Bipiperidino)-4'-carboxamida.trifluperidol e a lemperona). Clinicamente tem baixa propensão a reações extrapiramidais. ainda com maior potência. retard 20mg. Esses estudos iniciais parecem ter 149 . 1'-(3-(pfluorobenzoil)propil). dicloridrato 4'-Fluoro-4-(4-N-piperidino-4carbamidopiperidino)butirofenona ou: p-Fluoro-gama-(4-piperidino-4carbamoilpiperidino)butirofenona ou: Isonipacotamida. durante 8 semanas com boa tolerabilidade (191).

da hipotermia e das estereotipias 150 . Não disponível comercialmente no Brasil. pioneiramente por Ansseau e colaboradores em 1983. a piremperona foi ensaiada como um potencial tranqüilizante. Desde então tem figurado na literatura como um antagonista serotoninérgico.465). 91) com seletividade para o subtipo de receptores 5Ht2A (72). ao lado da pipamperona. sendo relacionada na ampla seção dos compostos antipsicóticos ao lado de compostos benzisoxazólicos. PIPERONIL. sendo adicionalmente capaz de antagonizar a ação inibidora da dopamina. mas apenas em caso de intoxicação (23). Assim como o droperidol e a tioridazina.dicloridrato de pipamperona. No ano seguinte à sua introdução. ritanserina. benzisotiazólicos e de outros grupos. blonanserina. não fosse a cadeia alifática com apenas dois átomos de carbono mas. 136).sido satisfatoriamente confirmados em continuação (80. com experimentos in vitro e in vivo em roedores que. Também foi ensaiado como indutor do sono em pacientes deprimidos. como se verifica em todas as butirofenonas com ação antipsicótica nítida (bloqueio dopaminérgico central D2). PIREMPERONA (PIRENPERON. Anteriormente. secundariamente. ziprasidona. No banco de dados do Lundbeck Institute. iloperidona. com as doses ótimas variando entre 160 e 320mg/dia e melhora mais acentuada nos pacientes com distúrbios do sono e agitação (181). DIPIPERON. Introduzida na década de 80 pela equipe de Janssen como um antagonista da substância psicotomimética ou alucinógena LSD (dietilamida do ácido lisérgico) (40. 40mg/ml sol frs 195ml. ocaperidona. 2-a] pirimidin-4-ona ou: 4H-Pirido(1. (108). em experimento aberto com doses de 15 a 60mg/dia. esta substância não figura entre as butirofenonas. redução em escores em alguns itens da escala de Hamilton para depressão. comprovadamente. Pawlowski e colaboradores (144) puderam em seguida confirmar que a piremperona em doses mais altas (superiores a 0. mas só mostrou modestos resultados apesar da boa tolerabilidade (08). demonstrando inclusive. PYRENEPYRON) 3-[2-[4-(p-fluorobenzoil)piperidino]etil]-2-metil4H-pirido[1. Substituiu com sucesso (eficiência e boa tolerabilidade) a associação de neurolépticos incisivos e medicação sedativa em esquizofrênicos com distúrbios dos impulsos e do comportamento. em doses médias de 80mg/dia (07). não possui ação antipsicótica. A própria cetanserina poderia ser considerada quimicamente uma butirofenona. 40mg/ml sol frs 30ml. metisergida e mianserina (71. já foi relacionada a distúrbios da repolarização miocárdica (“Torsade de Pointes”).ou: (R 47. Colpaert & Janssen reconheceriam capacidade de bloqueio alfa1-adrenérgico (41). No Exterior: DIPIPERAL. ao contrário de outros antagonistas serotoninérgicos como a cetanserina. PIRENPERONE. (CAS RN 75444-65-4) FM: C23-H24-F-N3-O2 DD: 15 a 150mg.2-a)pirimidin-4-ona. Em função das predominantes propriedades antisserotoninérgicas. como a risperidona. muito utilizado em experimentação animal. (108) Repare-se que a cadeia alifática em sua molécula possui apenas dois átomos de carbono e não três. 40mg comp. 42). à qual estaria quimicamente relacionada. cetanserina. 3-(2-(4-(4fluorobenzoil)-1-piperidinil)etil)-2-metil. Meltzer e colaboradores já haviam demonstrado. perospirona e outros.1mg/kg de peso nos animais de experimentação) mostrava propriedades típicas de bloqueio dopaminérgico central dos neurolépticos como antagonismo da hipercinesia. em estudo controlado com placebo. a administração de piremperona induzia acentuadamente a secreção de prolactina mesmo em pequenas doses. propriedades características das substâncias com antagonismo D2 túberoinfundibular e típica dos neurolépticos (122). PIPERONYL (Holanda). DIPIPERON (Alemanha) (Bélgica) (Holanda) (Suíça) (França) .

FLOROPIPETONE. habitualmente refratários ou agravados pelos bloqueadores dopaminérgicos clássicos (31. um antipsicótico considerado atípico ou semiatípico. como a pipamperona e a setoperona. C22-H23-F4-N-O2. TRIFLUPERIDOL (FLUMOPERONE. (CAS RNs 749-13-3. É um antipsicótico praticamente sem ação sedativa mas até três vezes mais potente que o haloperidol (16). 1/2 a 3mg VO (108). embora como tal figure no banco de dados de psicotrópicos do Instituto Lundbeck (108). Não disponível comercialmente no Brasil.alfa-trifluoro-m-tolil)pip.ocasionadas pela administração de apomorfina e a hiperatividade motora e estereotipias induzidas pela d-anfetamina. 1-(4-fluorofenil)-4-(4-hidróxi-4-(3(trifluorometil)fenil)-1-p-iperidinil). (CAS RN 3781-28-0) FM: C23-H33-F-N2-O2 É um composto butirofenônico sem maiores referências ou citações na literatura especializada. cloridrato) DD: 2.alfa. por exemplo. com acentuadas ações simultâneas de bloqueio D2 (dose-dependentes) e 5Ht2 (117.4'-bipiperidin)-1'-il). cloridrato) FM: C22-H23-F4-N-O2. 2062-77-3. TRIPERIDOL) PROPIPERONA (FLOROPIPETON. Do mesmo modo que outras butirofenonas e compostos relacionados com propriedades de bloqueio misto dopamino/serotoninérgico (D2/5Ht2).alfa-trifluorom-tolil)pip.5 a 8mg VO (13. base. PROPYPERON. 161). com ação adicional sobre os sintomas negativos e afetivos secundários.ClH.eridino)butirofenona ou: 4-Fluoro-4. da importância que uma ação antisserotoninérgica 5Ht2 complementar ao bloqueio dopaminérgico D2 poderia ter na atenuação dos efeitos adversos motores extrapiramidais e cognitivos dos antipsicóticos. Desconhece-se experimentação como antipsicótico. fato que o 151 . 4'-fluor-4-(4-piperidino-4propionilpiperidino). 4bipiperin]-1-il]-1-butanona ou: 4’-fluor-4-(4-piperidino-4propionilpiperidino)butirofenona ou: 1-Butanona.eridino). por exemplo.a grande contribuição da piremperona e todos os demais. 16). foi preterida em função de novas substâncias propiciadas por esta linha de investigação. -este último também classificado pela Lundbeck como antipsicótico bicíclico. base.ou: (R 4082).5 a 5mg VO (111).4-idrossi-4-(m-trifluorometil-fenil)piperidino-butirr. PROPYPERONE) 1-(4-fluorfenil)-4-[4’-(1-oxopropil)[1. Butirofenona.ou: Butirofenona. Sintetizado em março de 1959 e introduzido em 1961. 0. além da obtenção de maior amplitude terapêutica.enona cloridrato ou: (R 2498)(P 459) (NSC 169875) (BRN 1556208) (McN-JR-2498). 1-(4-fluorfenil)-4-(4'-(1oxopropil)(1. a equipe de Janssen alcançaria nos anos 80 a síntese da risperidona. embora desenvolvido na mesma série pela equipe de Janssen (31).(9CI) ou: 4-[4-(m-(trifluorometil)fenil]-4hidroxipiperidino)-4'-fluoro butirofenona ou: 1-Butanona. 4'-fluoro-4-(4-hidróxi-4(alfa. parece ter sido a de reforçar a idéia que então já começava a se fazer nítida para os pesquisadores. Deste modo. Por sua fraca ação de bloqueio dopaminérgico e duvidosa eficácia antipsicótica.enona ou: 4'-Fluoro-4-(4-hidróxi-4-(alfa. Não disponível comercialmente. 192).alfa.ofenone [Itália] ou: 4'-Fluoro-4-(4-hidróxi-4trifluorometilfenilpiperidino)butirof.ou: 4'-Fluoro-4-(4-hidróxi-4trifluorometilfenilpiperidino)butirof.

2 ½ mg. Richter. A seguir viriam ensaios em países do leste europeu (45. quando injeção intraestriatal no rato foi capaz de abolir as estereotipias determinadas por administração intraperitonial prévia de atropina. Ensaios clínicos japoneses surgiriam na década seguinte (173). Bélgica. PSYCHOPERIDOL TRIPERIDOL (Janssen Cilag. a experimentação clínica foi estendida ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (114). com forte antagonismo nos receptores glutamatérgicos tipo NMDA (N-metil-D-aspartato) (44. costuma ser disponibilizado em solução com 1mg/ml (20 gotas) para uso oral e solução de 2. 152 . 193). Mais tarde. pimozida. Há um caso na literatura em que esteve.sol. Houve referências a uma curiosa capacidade de reduzir as taxas séricas de colesterol. pipotiazina. risperidona. 194). com potencial utilidade na quimioterapia do câncer (51. TRISEDIL. França. em ampolas de 1ml.torna eficaz mesmo em doses muito baixas nos tratamentos de manutenção (157). W-6123 (W 6123) 4'-fluoro-4-(4. Foi relacionada por Jalenques (92). 0. ½ mg.comps. relacionado à opacificação do cristalino (“catarata”). 200).0. No Exterior: PSICOPERIDOL (Lusofarmaco) (Itália) . no passado. 143). entre os “neurolépticos ativadores” (tiotixeno. foi comercializado com a denominação TRIPERIDOL sendo descontinuado pelo fabricante por razões de mercado.5mg. Antigo TRIPERIDOL (Johnson & Johnson. Nos países em que ainda está licenciado.s-c comps. segundo levantamento feito na província de Roma. De fato. 1mg. ½ mg -amps.5mg/ml. foi muito estudado no Brasil onde já em 1965 era ensaiado pioneiramente no Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro por João Romildo Bueno (26. 54.comp . Escandinávia (77). Composto cujo desenvolvimento foi abandonado após ensaios preliminares revelarem atividade neuroléptica fraca com efeitos extrapiramidais só se manifestando nas doses diárias superiores a 375mg (174). adicionalmente a suas conhecidas ações póssinápticas. 172. uma complicação vista com alguma freqüência com o uso prolongado de alguns fenotiazínicos. como bloqueador dopaminérgico estriatal pré-sináptico. 67. Uma medida de sua acentuada tendência a efeitos motores extrapiramidais pode ser dada pelo fato de ter sido o antipsicótico mais freqüentemente associado ao uso de anticolinérgicos. Alemanha) (Lagap. in vitro. 27) além de outras instituições nacionais (163. provocando perda do equilíbrio colinérgico-dopaminérgico no striatum com surgimento da hiperatividade dopaminérgica relativa (47). completamente desprovida deste tipo de ação (48). Não mais disponível comercialmente no Brasil. 1mg . ao se comportar. Hungria) . Itália (14. Sua patente é detida pela empresa norte-americana Wyeth (108). Sua potência de bloqueio D2 central pode ser comprovada diretamente. Em função de sua potência e baixo poder de sedação. não se tornam recomendáveis aplicações por via endovenosa. Não disponível comercialmente. sulpirida e amissulprida) com potencial utilidade terapêutica nos sintomas negativos da Esquizofrenia. embora não costumeiramente com butirofenonas (140). 131. apresenta propriedades citotóxicas in vitro. Alemanha (73. 99. possivelmente. 103) e América do Norte (33). Teria maior afinidade ainda que o próprio haloperidol pelos receptores sigma. mas que não chegou a provocar desenvolvimento farmacêutico na indicação. Do mesmo modo que outros antipsicóticos butirofenônicos e fenotiazínicos. Tem padrões farmacocinético e de tolerabilidade semelhantes aos do haloperidol com a meia-vida de 15 a 20h (108) o que permite dose única diária. 132). BRASIL) . trifluoperazina.2%. 127. sol oral 1mg/ml.comps. TRISEDYL (G. amp 1ml. além da Esquizofrenia. 4-dimetilpiperidino)butirofenona. Reino Unido) . flufenazina. diferenciava-se da clorpromazina. frs 20ml.5mg/ml para uso parenteral. Itália no período de 1986 a 1989 (180) Logo após sua introdução. sol inj 2. No Brasil.

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07. 43(2):129-36. 11) AHR-1900 D) Outras Butirofenonas Nesta seção concluímos o exame do grupo das butirofenonas pelos compostos remanescentes com estrutura molecular incomum. Baba K. Skett P.: -os compostos U-35. cloridrato ou: Butirofenona.802A (cloridrato de 4'-fluoro-4[[4-(p-fluorofenil)-3-ciclohexen -1-il]-amino]butirofenona) cujo maior interesse no final da década de 70 deveu-se à ação neuroléptica por depleção de monoaminas (02. Sobre eles há muito pouco registro na literatura e nos bancos de dados. Int Pharmacopsychiatry 1977. ainda não suscitaram desenvolvimento clínico e. São aqui estudados por seu interesse histórico e farmacológico. Woggon B. Eles não apresentaram um perfil neuroléptico clássico e o único a ser desenvolvido como antipsicótico foi a nonaperona. Farde L. mecanismo pelo qual agem outros neurolépticos depletores catecolaminérgicos. Yasui-Furukori NT. cloridrato). Antipsychoticeffects. 09. Acta Pharmacol Toxicol (Copenh) 1978. 04. Woodward RM. 204. em função da escassez de registros: -o U 32. situado na extremidade da cadeia alifática ligada ao radical para-fluorobutirofenona pode implicar a abolição das propriedades neurolépticas. side effects and effective dosis of the butyrophenone lenperone (AHR 2277). Este composto não foi desenvolvido como medicamento antipsicótico nem consta ter sido aproveitado em outra indicação (03. Kaneko S. Whittemore ER. finalmente. two of its metabolites and thiothixene on central monoamine metabolism and prolactin levels in rodents. 4'-fluoro-4-(3-(2-metóxifenoxi)-1pirrolidinil)-.Cl-H Butirofenona introduzida ainda no final da década de 60 e cujo maior interesse foi o de constituir um bom exemplo de como a ausência ou adulteração do anel hexagonal nitrogenado. Angst J. e não pelo antagonismo póssináptico clássico da quase totalidade dos antipsicótico. Não disponível comercialmente. ainda assim sem alcançar comercialização ampla. (CAS RN 21492-45-5) FM: C21-H24-F-N-O3. Otani K.6-dihydro-1(2H)-pyridinyl)-1-(4fluorophenyl)-) e FPMPP (1-(3-(4-Fluorobenzoil) propil)3-metil-4-fenil-4-propionoxipiper. 282(1):326-38.idina) que. 203. Suzuki A. Yamauchi K. Prog Neuro-Psychopharmacol Biol Psychiatry. 08. 2002 jan. subtype-selectivity and mechanisms of inhibition. outras quatro butirofenonas podem ser apenas mencionadas. Antagonism of N-methyl-D-aspartate receptors sigma site ligands: potency. cloridrato. Além dos três compostos examinados a seguir. Ikegami N. 352:30-4. embora comportando-se como neurolépticos nos testes laboratoriais preliminares. 4-(4-(4chlorophenyl)-3. -o derivado CI-601 que suscitou pequena seqüência de ensaios clínicos em esquizofrênicos crônicos ainda na década de 60 contando com a participação dos conhecidos psicofarmacologistas Thomas Ban e Heinz Lehman. Acta Psychiatr Scand Suppl 1989. A survey of drug utilization in psychiatric hospitals in Japan: the basic analysis of the current status of prescription patterns. 12(2):113-26. Hucker H. 158 . Bjerkenstedt L. Therapeutic effects of bromperidol on the five dimensions of schizophrenic symptoms. Clp-FP-OB-thp (1-Butanone. 100(1):51-68. 202. não classificáveis entre os derivados piperidínicos e piperazínicos já examinados. o anel piperidínico presente na maioria das butirofenonas com ação antipsicótica foi substituído por um pirrolidínico. Kondo T. como reserpina e tetrabenazina. piperidínico ou piperazínico. Seishin Shinkeigaku Zasshi 1998. Ilyin VI. 10). mas que desde então não voltou a receber referências na literatura nem logrou obter registro nos bancos de dados especializados (01. 05).777A (4'-Fluoro-4((4-(p-fluorofenil)-4-metóxiciclohexil) amino)butiro. Athen D. Furukori H. 201. Effect of melperone.200. Clinical melperone treatment blocks D2-dopamine receptors in the human brain as determined by PET. Inoue M. 26(1):53-57. Hippius H. JPharmacol Exp Ther 1997. 4'-Fluoro-4-(3-(2 metóxifenoxi)-1pirrolidinil)butirofenona. Ishida M. Halldin C. Miyaoka H. Ruether E. 205. Wiesel FA. Kamijima K.fenona. Franke A. No caso. Wiesel FA.

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75529-73-6 cloridrato) FM: C23-H29-F2-N3-O DD: 10-20mg/d (155) Composto difenilbutilpiperazínico. foi inferior. sertindol. com ação seletiva límbica. Considerado um potencial antipsicótico atípico com fraca afinidade pelos receptores dopaminérgicos D2 estriatais. Exerce efeito de inibição da recaptação da dopamina em nível estriatal in vitro (57) mas seu emprego crônico nos roedores foi relacionado a um inesperado aumento. A amperozida figura nesta seção como o único composto difenilbutilpiperazínico. 126. 171. introduzido na década de 80 e classificado como agente antipsicótico e antisserotoninérgico pelo banco de dados ChemidPlus (27). Demonstra forte afinidade pelos receptores 5Ht2A (83.5) decan-4-ona ou 1. A literatura registra muito poucas referências. 86. contudo. substituído por um segundo grupamento fluor-fenil. O espirileno (8-(4-(p-Fluorofenil)-3pentenil)-1-fenil1. quetiapina. alta potência antipsicótica e longa duração de ação (99). 124. pela mesma equipe de colaboradores de Janssen na Bélgica. remoxiprida. olanzapina. ao contrário desta. muscarínicos e histamínergicos. mas não possui estrutura difenílica. As relações estruturaatividade dos dois grupos são muito semelhantes. sendo o átomo de oxigênio do grupo carbonil no radical pfluorbutirofenona. 5Ht6 e 5Ht7 (199) com atividade virtualmente ausente nos demais subtipos de receptores dopaminérgicos adrenérgicos.4-Bis(p-fluorofenil)butil)-N-etil-1piperazinocarboxamida ou: N-etil-4-[4'. estatisticamente significativo.ou composto R 6109. Difenilbutilpiperidinas/piperazinas São substâncias estrutural e farmacologicamente muito próximas das butirofenonas (ou fenilbutilpiperidinas).8triazaspiro(4. moderada pelos alfa1-adrenérgicos (226) e fraca atividade em 5Ht1C (198).IV. AMPEROZIDA (AMPEROZIDE) 4-(4. As últimas referências na literatura dão conta apenas de seu uso como agente antidopaminérgico e antisserotoninérgico em ensaios farmacológicos animais in vivo e in vitro. Está classificado entre as difenilbutilpiperidinas no banco de dados do antigo site do Instituto Lundbeck (138).155. Tanto as butirofenonas como as difenilbutilpiperidinas foram desenvolvidas originalmente a partir da meperidina.4'-bis(p-fluorofenil)butil]-1piperazinocarboximida ou: (FG 5606) (CAS RN 75558-90-6 base. FM: C24H28FN3O) é um neuroléptico introduzido na década de 80 (138) e considerado análogo da espiperona (140. de movimentos bucolinguais 160 .3. ziprasidona. (225). 179. serotoninérgicos. não foi aqui relacionado mas registre-se sua importância no desenvolvimento e seu parentesco estrutural com o fluspirileno. na ordem à da clozapina.3. Esta seletividade.8Triazaspiro(4. de acordo com os dados revisados por Arnt & Skarsfeldt (11).5) decan-4-ona. 224). embora seu desenvolvimento clínico tenha sido descontinuado provavelmente pelo potencial cardiotóxico. 8(4-(fluorofenil)3-pentenil)-1fenil. com as difenilbutilpiperidinas se caracterizando por grande afinidade pelos receptores dopaminérgicos D2. não apresenta o grupamento p-fluorbutirofenona. não constando seu desenvolvimento como medicamento antipsicótico. 244) mas. Por todas estas razões.

165) com superioridade sobre a naltrexona (164). 06). 10 a 25mg (138). com doses máximas de 20mg/dia. Lars. com estes mesmos animais (221). 1978. Floru & Tegeler. Sua patente pertence originalmente. Antipsicótico típico. em esquizofrênicos (DSM-III).ou: 2H-Benzimidazol-2-ona. Ensaio aberto piloto com apenas 10 pacientes sugeriu utilidade em tratamentos de manutenção e boa tolerabilidade em doses semanais de 7.cloroou: 5-Cloro-1-(4-(4. Alemanha. só consta ter sido ensaiada uma vez.benzimidazolinona ou: (R 29 764) (BRN 0904611).4bis(4-fluorofenil)butil)-4-piperidinil)-5-. pela Pharmacia & Upjohn Animal Health (HOGPAX). de alta potência por via oral. resultados não confirmados. Neste estudo as avaliações eletrocardiográficas. mas com potência 5 a 10 vezes menor (225).5 a 9mg (138). pelo ensaio de Steinpress e cols. porém. Demonstrou ação como antiarrítmico classe III equivalente à melperona. Seu principal metabólito (FG-5620) é farmacológicamente ativo. não foi aproveitado. Universidade de Lund. Estruturalmente. Em experimentos animais com ratos dependentes de álcool e cocaína. 1. na Itália. à companhia sueca Kabi Pharmacia. (134).5mg eram igualmente eficazes com menor propensão aos efeitos adversos extrapiramidais (acatisia.3-dihidro.4-bis(p-fluorofenil)butil)-4piperidil)-2-benzi. mostrou ser um potente redutor do consumo (153.repetitivos considerados preditores de Discinesia Tardia em seres humanos ao menos no ensaio de Liminga e cols.5 a 25mg (19). (110). introduzido em meados da década de 70 como o composto R 29764 da série original de Janssen e cols. é comercializado apenas como medicamento veterinário. com duração de ação extremamente longa. Também demonstrou potencial utilidade no manejo do “craving” em dependentes de cocaína e álcool.4-bis(4fluorofenil)butil)-4-piperidinil)-5-cloro-1. (CAS RN 53179-12-7) FM: C28-H28-Cl-F2-N3-O DD: 2. A meia-vida plasmática alcança uma média de 100h (39). em design aberto de 4 semanas. 1-(1-(4. Por outro lado. discinesia) observados com as doses únicas semanais (120). Um estudo controlado com placebo demonstrou inequivocamente sua superioridade com a revelação de que doses diárias de 2. confirmaram alterações na onda T e prolongamento do intervalo QTc (12). Em seres humanos. Não disponibilizado para uso humano. Provavelmente pelo potencial cardiotóxico.midazolinona ou: 1-[1-(4. Doses Semanais (DS): 7. nada mais representa do que a pimozida (o composto R 6238 introduzido na década anterior) acrescida de um átomo de cloro em posição 5. Chegou a ser proposto como potencial ansiolítico após ser inicialmente aproveitado como sedativo e agente antiagressividade em medicina veterinária do mesmo modo que a azaperona e derivados como a buspirona e gepirona. determinou importante prolongamento do intervalo QT e “Torsade de Pointes” nos experimentos com coelhos (26). 4-bis(4-fluorofenil) butil)-4-piperidil] 5cloro-2. início de ação em 4h e pico em torno de 24h. por pesquisadores do Depto de Psiquiatria e Neuroquímica do Hospital St. na literatura. Apresenta efeito estimulador indireto (central) dos neurônios dopaminérgicos túberoinfundibulares com redução aguda das concentrações plasmáticas de prolactina e posterior normalização (não causa elevação) (04. Suécia.3-diidro-1-(1-(4. em estudo com 30 pacientes esquizofrênicas das quais 161 . com potencial aplicação no manejo de arritmias induzidas pela digoxina (98). nesta indicação.5 a 25mg (19). Também. CLOPIMOZIDA (CLOPIMOZIDE) 2H-Benzimidazol-2-ona. Reino Unido e outros países.

Como os demais antipsicóticos deste grupo. como se sabe.3. porém. É bloqueador D2 seletivo. 112) com a vantagem de não acarretar risco de abuso. 242). para uso exclusivamente intramuscular. a mesma aceitação obtida. como também em distúrbios do comportamento de deficientes mentais (253) e pacientes com demência senil (177). não é de aceitação unânime pelo freqüente aparecimento ou agravamento de sintomas depressivos prévios. Logo a seguir. Como outros antipsicóticos. mas como preparado galênico micronizado para lenta absorção. 231). 85. mas com capacidade de induzir catalepsia nos animais de experimentação.95mg) neste ensaio (40). em termos de eficácia. embora não tenha o perfil de um antipsicótico sedativo ou hipnoindutor. desde então. que até hoje perdura. o único antipsicótico não-fenotiazínico e não-tioxantênico injetável de longa duração (17). No Brasil foi pioneiramente ensaiado por J. dos ácidos enantóico.5mg/semana) (175) e ansioso-hipocondríacos (1. 230) com alguns autores defendendo a indicação com a identificação 162 . Apesar de promissoramente ensaiado. como observado em casos relatados na literatura (118. a ser administrado em intervalos de 7 a 10 dias. 1970. introduzido ainda no final da década de 60 a partir do espirileno (composto R 6109). FLUSPIRILENO (FLUSPIRILENE) 1. (218) Um antipsicótico típico injetável de longa duração (111). 69. em sua casuística. muito embora baseada em evidência clínica inssuficiente como demonstrou revisão sistemática. Um estudo duplo-cego. foi capaz de confirmar estas primeiras observações. talvez com alguma atividade pré-sináptica (245).8-triazaspiro. para o fluspirileno (133). o que foi atribuído à alta dose diária média utilizada (13. além dos efeitos adversos extrapiramidais que. Caruso Madalena ainda nos anos de 1968 e 1969 (141.ou: 8-(4.25mg (67). Não disponível comercialmente no país ou no exterior. Foi durante um bom tempo.4bis(flurofenil)butil)-1-fenil. bem menor (215). comparativo do fluspirileno (1. A polêmica ainda persistia nos anos noventa (125. 1971. 195).3.4-Bis(p-fluorofenil)butil)-1-fenil-1. com significativa vantagem. (CAS RN 1841-19-6) FM: C29-H31-F2-N3-O DS: 6 a 20mg. nunca foi por aqui comercializado.5mg IM/semana) (79.5)decan-4-one. antes da disponibilização do decanoato de haloperidol. em muitos países europeus. Ao contrário dos demais preparados dépôt. 185). 128. não comprovou superioridade em esquizofrênicos crônicos (n = 40). decanóico ou palmítico. com metanálise. não é apresentado sob a forma esterificada de longa cadeia. foi utilizado em doses baixas como ansiolítico em quadros depressivo-ansiosos (1 a 1. que a dose semanal ótima situou-se em 20. 1971 (01. Um outro estudo duplo-cego controlado com placebo. do mesmo modo que o haloperidol (206).2 a 1. apresenta propriedades de potente antagonismo dos canais de cálcio (82. 205).5)decano ou: (R 6218)(McN-JR-6218)(IMAP-7). utilizando doses semanais entre 5 e 35mg.8-Triazaspiro(4.decan-4-ona ou: 1-Fenil-4-oxo-8-(4. 142). Esta indicação. da Cochrane (187). viriam os estudos de Traldi. Seu desenvolvimento foi descontinuado ainda nos anos 80 e.5).5mg IM) com o bromazepam (6mg). portanto. Fonseca & Cardo. Accioli & Mendes. 174. não podendo alcançar.(4. 1971 e Guimarães e cols. 56. 194. porém.8triazaspiro-(4. Já na época de sua introdução foram iniciados os primeiros ensaios clínicos não só na terapia de manutenção de pacientes esquizofrênicos (31. 8-(4.3. não há menções a adicionais ensaios clínicos na literatura nem registro de nomes-fantasia ou efetiva comercialização em qualquer país. podem ocorrer mesmo na utilização de baixas doses de antipsicóticos típicos (113. verificou..4-bis(4-fluorofenil)butil)1. 91. Não tem comprovação de nenhuma ação de bloqueio serotoninérgico 5Ht2.10 completaram o estudo.

tratando-se de substâncias com efeitos cumulativos. 251). permitindo estabelecer níveis terapêuticos ótimos (227). Também mostrou-se uma alternativa válida de substituição. -não sofrer o metabolismo de primeira passagem que em alguns pacientes pode ser causa de baixas concentrações e ineficácia na administração oral.4-bis(p-flu. Sua propriedade de inibição glutamatérgica foi aventada recentemente para explicar a inibição da atividade epileptiforme in vitro que o fluspirileno determina (76. O fluspirileno já foi responsabilizado por necrose tóxica na administração prolongada (148). ao contrário de outros antipsicóticos com reconhecida atividade epileptogênica.ou: 4-Piperidinol. mas as reações de fibrose com enduração no local da aplicação estavam significativamente correlacionadas à utilização de grandes volumes por aplicação (3ml ou mais) (150). só recentemente. permitindo uma gradual redução da dose até encontrar uma dose mínima eficaz. Como outros antipsicóticos.4-Bis(p-fluorofenil)butil)-4-(4-cloroalfa. (CAS RN 26864-56-2) FM: C28-H27-Cl-F5-N-O 163 . Estudo comparativo com a clorpromazina revelou uma maior freqüência de efeitos extrapiramidais.4-bis(4-fluorofenil)butil)-4-(4cloro-3-(trifluorometil)f-enil).. como a clozapina. É bem tolerado do ponto de vista hepático (170). porque tem sido demonstrado que esses são os mesmos que não apresentarão boa resposta ao tratamento (97. necessita dos mesmos cuidados que se tem com os outros preparados. com risco maior para o sexo feminino (214). De qualquer forma. já tendo sido relacionada à ocorrência de arritimia do tipo Torsade de Pointes.precoce e descontinuação dos pacientes que toleram mal as primeiras doses de fluspirileno.ou: 1-(4. como aliás o são as demais preparações dépôt. por importação da Bélgica (16). 245). assim como a pimozida. mostraram. 1978. Como Borger e cols. mostrou possuir propriedades de potente antagonismo nos canais de cálcio com inibição da liberação de glutamato (246) e potencial aplicação terapêutica em certos transtornos cardiovasculares (55. Não disponível no Brasil. do mesmo modo que o haloperidol. por exemplo. também atua nos canais de potássio podendo induzir prolongamento do intervalo QTc no eletrocardiograma. 250. Uma preocupação procedente. foi desenvolvida metodologia confiável para a mensuração das concentrações plasmáticas. utilizadas em tratamentos de longa duração.alfa. Como outras difenilpiperidinas e alguns antipsicóticos dos outros grupos. as aplicações podem ser eventualmente. Também foi demonstrado que. como a alternância dos grupos musculares (deltóides e glúteos) além da correta técnica de aplicação. espaçadas para intervalos maiores (aplicações quinzenais) sem prejuízo do controle obtido no tratamento de manutenção em pacientes esquizofrênicos (20). bem como a baixa ocorrência de convulsões nos ensaios clínicos. Disponível em países da Europa continental e também no Reino Unido como preparado dépôt. em estudos duplo-cegos.alfa-trifluorom-tolil)-1-(4. 200) e também quanto o enantato de perfenazina (229). para pacientes com Discinesia Tardia desenvolvida pela flufenazina ou flupentixol dépôt (81).orofenil)butil). Na Europa: REDEPTIN (Reino Unido)(Bélgica)(Alemanha) IMAP PENFLURIDOL 4-Piperidinol. se por um lado tem a vantagem das aplicações dépôt quais sejam as de: -garantir a administração do medicamento em doses corretas e regularmente.341) (BRN 1558826). 82). Demonstrou ser tão eficaz e tolerado. -concentrações plasmáticas mais estáveis com menor risco de efeitos adversos. 1-(4. embora neste último. quanto o decanoato de flufenazina (71. o que se deve sempre evitar. 74. o fluspirileno exerce potente ação antagonista nos receptores opióides sigma (35).ifluoro-m-tolil)-4-piperidinol ou: (R 16341) (TLP-607) (McN-JR-16.alfa. 4-(4-cloro-alfa.alfa-tr. Entretanto. porém menor freqüência de efeitos autonômicos e vegetativos (30).

240). Como é extremamente lipofílico. o penfluridol. Como a pimozida. Há na literatura o registro de casos de Síndrome Neuroléptica Maligna (219. Accioli e cols. provavelmente por fenômenos de redistribuição tissular. Teve os primeiros estudos clínicos no Brasil. decanoato de flufenazina e enantato de perfenazina (07).ou receptores histamínicos. examinaram sua eficácia e tolerabilidade contra às observadas com doses diárias de clorpromazina em pacientes novos. recém-admitidos a uma unidade de permanência breve (três semanas). Introduzido no início da década de 70 (108) com a deflagração de uma numerosa série de ensaios clínicos europeus. abertos ou comparativos com outros antipsicóticos de ação prolongada como pimozida (14). além do decanoato de flupentixol (66. e não há razão para se supor que o risco 164 . Também mostrou-se equivalente em eficácia como antipsicótico ao tiotixeno (103). Interessante alternativa terapêutica. 20 a 160mg VO (186). Seus metabólitos.5 a 2 ml a cada 2 semanas) com pacientes psicóticos estabilizados. 235). Bastos. realizados por Madalena & Botana. após rápido declínio. 196. mas em menor proporção. As concentrações plasmáticas. tendo como principal indicação o tratamento de manutenção na Esquizofrenia e nos Transtornos Delirantes (18. propiciou taxas de recidiva menores (7% contra 10%) e significativamente inferiores às observadas com placebo (68%) (186). alcançando. 154. 1979. Na maioria dos ensaios. as doses semanais de penfluridol. confirmando assim virtual ausência de bloqueio serotoninérgico -inclusive nos. 169). carecendo de utilidade como parâmetro clínicoterapêutico. é potente bloqueador dos canais de cálcio do tipo T (204) com presumido potencial terapêutico em certos transtornos cardiocirculatórios (82). O penfluridol é bem absorvido por via oral. 210). de onde só lentamente é liberado. como a pimozida. eficácia equivalente com menor sedação embora com efeitos extrapiramidais mais freqüentes (29). são inativos farmacologicamente. Foi sugerido. Típicamente. seu uso repetido induz a hipersensibilidade (up-regulation) dos receptores dopaminérgicos no núcleo accumbens e no striatum (102). seguidos por um ano. alcançando picos plasmáticos em 8 a 12 horas e. suas concentrações caem suavemente durante vários dias. com inibição dos vômitos determinados pela administração de apomorfina no cão (132). 1974 (15) e por Guz & Rigonatti.DS: 20 a 60mg VO (38). Primariamente indicado para o tratamento de manutenção da Esquizofrenia e outras psicoses crônicas. fluspirileno (228). a trifluperazina (50. em doses de 20 a 160mg/semana. É um composto extremamente lipofílico cuja molécula foi sistematicamente desenvolvida a partir do haloperidol e da pimozida para alcançar este resultado (156). um deles relacionado à combinação com sulpirida (137). seguidos por Costa e Silva. em 1976. como outras substâncias deste grupo. como antipsicótico oral com potência intermediária e longa duração (uma semana). propiciando assim. mostram-se muito variáveis interindividualmente (156). palmitato de pipotiazina (75). 1974 (02). Resultados muito semelhantes aos de Claghorn e cols. muscarínicos e adrenérgicos. Tem propriedades antieméticas. como diversos outros antipsicóticos. especialmente os de ação mais prolongada. 1974 (216). durante os ensaios clínicos (213). hipotensão. Também foi experimentado na mesma época em psicoses agudas (239) e em distúrbios do comportamento de deficientes mentais (252) e de pacientes idosos com Demência (23). sendo possível detectar concentrações até cerca de 170 horas (7 dias) após uma única dose (37). Em estudo duplo-cego comparativo com o decanoato de flufenazina (0. formados por Ndealquilação betaoxidativa. Mostrou muito pouca ação autonômica nos experimentos com animais (101). também pela urina (84). na Síndrome de Gilles de La Tourette (208. 1973 (143). inibição da motilidade gastrintestinal ou vésico-urinária. recémdescobertos. aliás como acontece com a maioria dos antipsicóticos. Tem perfil de antipsicótico típico atuando praticamente somente em receptores dopaminérgicos (172) com acentuadas e persistentes elevações das taxas de prolactina nos roedores (08). Chouinard & Annable. alcançou eficácia e tolerabilidade comparáveis aos preparados dépôt para uso parenteral. receptores 5Ht6 e 5Ht7 (199). todos ensaios controlados envolvendo pacientes crônicos. deposita-se intensamente no tecido adiposo. 10 a 120mg VO (17). 78.. 1974 (87). 90. É excretado nos seres humanos majoritariamente pelas fezes. ainda encontra-se disponível em nosso país (SEMAP). efeito dépôt. 20 a 120mg VO (51). com ausência de efeitos adversos como sedação. com essa mesma comparação (33). embora passe periódicamente por problemas de distribuição. 117) e ao cloridrato de flufenazina (127).

4-bis(pfluorofenil)butil)-4-piperidil).(freqüência e gravidade) dos efeitos extrapiramidais tardios possam ser inferiores aos de outros antipsicóticos típicos de potência intermediária. em menor proporção. não encontrou diferenças em eficácia entre os grupos com 3mg e com 8mg. 248). 68).ona ou: 1-[1-4. Av. PIMOZIDA (PIMOZIDE) 2-Benzimidazolinona.4-Bis(p-fluorofenil)butil)-4-piperidil)-2benzimidazolin. 1987. 1-(1-(4. 191). assim gerando elevação nas concentrações das substâncias metabolizadas por esta enzima. No Brasil é até hoje o antipsicótico do grupo 165 . antagonista dopaminérgico D2 com pouca ação em D1 (62.3-diidro. 61. não forneceram ainda amplos e sistemáticos levantamentos de médio e longo prazo. de estudos comparativos com a flufenazina (115. 147. 1978. É majoritariamente metabolizado por Ndealquilação pela isoenzima 3A4 do citocromo P 450 e. 211. Como todo bloqueador D2 central. racionalidade no emprego de doses acima de 3mg (64). Esta característica torna possível a sua administração apenas duas vezes por semana constituindo-se assim em alternativa às doses semanais do penfluridol como antipsicótico oral de ação prolongada. (011) 5503-4700. o autor. Não obstante sua divulgação comercial no Brasil ter se baseado à época de seu lançamento em propalada ação ativadora e “ressocializante”. encontraram valores médios de 66h para crianças e 111h para adultos. sua ação nos negativos ainda é matéria polêmica (49. pela conveniência e economia que representa. havendo até sugestões de 12 a 40mg/dia para os casos agudos (77).4-bis(4-fluorofenil) butil]-4-piperidinil]1. entre os pacientes com Síndrome de Gilles de la Tourette (202). Nos serotoninérgicos. nos distúrbios do comportamento na infância e adolescência (58.4-Bis(p-fluorofenil)butil)-4-(2-oxo-1benzimidazolinil)pipe. Sua meia-vida é muito longa. Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. freqüentemente. 159). apesar das vantagens propaladas em casos crônicos. tem eficácia comprovada nos sintomas positivos mas. (CAS RN 2062-78-4) FM: C28-H29-F2-N3-O DD: 1 a 10mg (114. introduzido ainda durante a década de 60 como o composto R 6238 da série original. Logo viriam relatos de ensaios abertos na Esquizofrenia Crônica (32. exceto maiores efeitos extrapiramidais (acatisia e hipercinesia) não vendo. Apenas o uso do penfluridol não se generalizando como previsto.comps de 20mg. 1-(1-(4.. um limite superior a 10mg/dia. muscarínicos e histaminérgicos. de seu emprego nas desordens de personalidade (190). 238.4-bis(4fluorofenil)butil)-4-piperidinil)-1. 104). 106.ou: 1-(4. com estimativas precisas destes riscos. (011) 5505-5371. No Exterior: CYPERON. FLUPIDOL. ao final de 4 semanas. podendo alcançar vários dias. nos Transtornos não-psicóticos de Ansiedade (192) ou na Coréia de Huntington (10. mas mostrou alta afinidade pelo subtipo recém descoberto 5Ht7 (199). é um antipsicótico de alta potência. No Brasil: SEMAP (Janssen-Cilag) .ridina ou: 1-(1-(4. pela 1A2 sendo ele mesmo um potente inibidor da 2D6 (48) e. As doses sugeridas por muitos autores. 10 a 12mg (146).ou: 2H-Benzimidazol-2-one. 80) e virtualmente sem ação em receptores adrenérgicos. 107) quando se iniciaram as publicações dos primeiros ensaios clínicos multicêntricos (21). Todavia deve ser lembrado que Fleischhauer.3-diidro-2h-benzimidazol-2-ona ou: (R 6238) (NSC 170984). 2 a 12mg (180. em seu estudo com esquizofrênicos crônicos. não mostra afinidade pelo subtipo 5Ht1C (198) nem pelo 5Ht1A (167). NST: 1 a 15ng/ml (116). Sallee e cols. Considerado o antipsicótico prototípico do grupo. mas em média pelo menos 55h (16). 217. blisters c/ 6. Apresentado no ano de 1968 por Janssen e sua equipe (105. das Nações Unidas 12995 29 andar (04578000) São Paulo. 100). SEMAP. têm. Janssen-Cilag). em menor intensidade da 3A4. ORALEPTIN.

em caso de Transtorno de Gênero com travestismo e idéia prevalente de mudança de sexo. Como a maioria dos antipsicóticos. 95. 161.das difenilbutilpiperidinas mais estudado. 144. de 1 a 4mg/dia. é dotado de propriedades citotóxicas e como tal demonstrou utilidade potencial como medicação coadjuvante no tratamento do melanoma metastático (166). Apesar de equivalente no curto prazo foi superior no efeito adverso “letargia” e na manutenção da melhora no follow-up de 4 a 20 meses no estudo de Ross & Moldofsky. nova remissão com a reinstituição da dose anterior. em ensaio aberto de longa duração. mas ainda assim com risco de Discinesia Tardia (10% neste estudo) (64). Foi descrita uma particular utilidade em pacientes com quadros limítrofes.5mg) e outro com pimozida (9. 160. Do mesmo modo ocorreu com a comparação com a clorpromazina em estudo semelhante com a mesma duração (248). 1983. 1980.. seguida de recaída com a redução para 1mg após um ano assintomático. 162). 1996 (184). Shapiro e cols. Como outros antipsicóticos. 145). foi nitidamente superior ao haloperidol (201). com os primeiros estudos com pacientes esquizofrênicos realizados ainda no ano de 1970 (13.6mg). 193. Também foi empregado no alívio dos sintomas da neuralgia pós-herpética (54) e com sucesso em formas graves de neuralgia trigeminal e superando a carbamazepina em ensaio duplo-cego (129. Seus resultados foram confirmados por McCreadie e cols. entre os experimentos controlados. 139. Transtorno Factício (183) e um interessante relato de eficácia prolongada com 2mg diárias de pimozida. mal definidos (34). ambos em doses fixas de 40 a 60mg/dia durante quatro semanas em esquizofrênicos agudos no estudo de Haas & Beckmann. 135. 1978 (197). como na chamada APsicose Hipocondríaca Monossintomática@ (92. tendo sido testado em mais de duas dezenas de ensaios clínicos nas décadas de 70 e 80. os resultados obtidos tanto em eficácia quanto em tolerabilidade. Em um outro estudo duplocego de longa duração (52 semanas) com esquizofrênicos crônicos em uso de diversos antipsicóticos por mais de 4 anos e que foram randomizados entre dois grupos. foram novamente iguais (49). 188. 237). que adicionalmente constatou a ocorrência de discinesia mastigatória bucolingual em 25% dos pacientes. 189. encontrou equivalência com o decanoato de flufenazina a longo prazo com alguma superioridade em medidas de ajustamento social (211). 157. 1982 (178). Há também na literatura registro de seu emprego na Síndrome de Capgras (176. muito embora tenha sido tão eficaz quanto o haloperidol. 94. envolvendo sintomas psicóticos crônicos de feitio hipocondríaco sob um fundo de Transtorno de Personalidade. Na Síndrome de Gilles de la Tourette em ensaio duplo-cego comparativo controlado com duração de 24 meses. demonstrou utilidade no controle da inquietude e hostilidade de pacientes não-psicóticos senis em doses inferiores. com o respaldo do acompanhamento clínico de 93 crianças com a síndrome (42). neuroblastoma (151). Pseudociese Delirante (41) e Paranóia Litigiosa-Querelante (236). Foi recomendado como uma das terapias de escolha. astrocitoma (131) e outras formas de câncer (223). também o consideraram superior ao haloperidol nesta indicação por seu perfil de bloqueador dopaminérgico quase exclusivo.. em estudo com duração de 9 meses (147). Delírio Erotomaníaco (152. em deficiente mental limítrofe por Puri & Singh. 182) mas mostrou menos eficácia que a clorpromazina em esquizofrênicos agudos. Mas Shepherd. por Debray-Ritzen & Dubois em 1980. ao lado do Ndipropilacetato. Esses e outros autores também registraram boa resposta em casos de Delírio de Ciúmes (22. Mais recentemente foi publicada uma resposta dramática num caso de co-morbidade da 166 . Esses estudos das décadas de 70 e 80 já haviam dado base a sua aprovação pela agência governamental americana Food and Drug Administration (FDA) nesta indicação (70) em acréscimo ao haloperidol. 181). Na literatura internacional. com base em ensaio duplo-cego com 31 pacientes. 163. um com flufenazina (dose média diária de 12.. 233). seu emprego em esquizofrênicos crônicos em estudo duplo-cego comparativo com a flufenazina não demonstrou propriedades Aativadoras@ de nenhuma das duas substâncias (217). Um estudo duplo-cego comparativo com clordiazepóxido em pacientes com Transtornos de Ansiedade constatou efeitos terapêuticos e adversos indistinguíveis entre as duas substâncias (52). Foi tão eficaz quanto a clorpromazina e a tioridazina em pacientes maníacos (36. 1982 (88). envolvendo crianças e adolescentes. em estudo duplo-cego de quatro semanas com doses flexíveis e médias finais de 30 e 900mg/dia (28) o que foi confirmado em outro estudo semelhante com as duas substâncias por Pecknold e cols. 234) e no ADelírio de Infestação@ ou ADelírio de Parasitose@ ou ainda Síndrome de Ekbom (93. do Instituto de Psiquiatria de Londres. 130). com melhor tolerabilidade (209).

ERIFLOGIN. podendo determinar erros na interpretação de achados laboratorais. o antimicótico cetoconazol (ARCOLAN. DILACOR. em experiências com animais. CANDIDERM. ILOSONE. Como possui atividade alfadrenérgica fraca. CAPEL. em associação com a fluoxetina. 82) numa ação próxima ao verapamil (CRONOVERA. No Brasil: ORAP (BRASIL)(Janssen-Cilag) . Já esteve envolvida em Síndrome Neuroléptica Maligna em associação com a nomifensina (09). cartelas c/ 20. costuma prolongar. CLORIDRATO DE CLONIDINA) e da alfametildopa (ALDOMET. De fato. KETOCON. CETOCONAZOL. PANTOMICINA. LAGUR). uma substância inibidora da isoenzima CYP 3A. KETONAN. ERYACNEN. ERITROFAR. em ensaio aberto. ERITROMICINA. MICORAL. um Transtorno de Ansiedade. FUNGORAL. mais do que o haloperidol. RESPRAX. CANDICORT. impotência (05). ETILDOPANAN. STIEMYCIN). um potente inibidor enzimático que costuma aumentar as concentrações plasmáticas de antipsicóticos. NOVACORT. o antibiótico eritromicina (BAKNYL. Embora não esteja relacionado a transtornos cardiovasculares clínicos importantes. Além da elevação das taxas de prolactina no plasma parece também. outra condição do espectro do TOC. também responderam muito bem à adição de pimozida ao esquema prévio com inibidores da recaptação de serotonina. 72). MICONAN. enurese (207). o pimozida reduz de forma significativa a ingestão de água e alimento do mesmo modo que a domperidona (MOTILIUM). ERITREX. DILACORON. TIRACASPA). Embora também possua propriedades antieméticas. TRACONAL. flufenazina e butaclamol (173). A Dismorfofobia. com persistência da anorexia e sintomas depressivos e ansiosos associados (59). um antagonista dopaminérgico com ação exclusivamente periférica (247. VERACORON. já mostrou resposta à pimozida. Num caso de tentativa de suicídio com a ingestão de 800mg. Faltus. CETONIL. INFECTOSS. CANDORAL. também possivelmente deste espectro. TRANAZOL). o efeito hipotensor da clonidina (ATENSINA. LAGUR UD. o antiviral ritonavir (NORVIR) e suco de toranja (“grapefruit juice”) (53). entre diversos outros e também parece não determinar ganho de peso com o uso prolongado (149) o que não o tornaria o antipsicótico mais indicado como coadjuvante à psicoterapia comportamental em casos de anorexia nervosa (241). HYDROMET. com os autores destacando a necessidade de ensaios controlados nesta indicação (220). além da psiquiatria. é um potente inibidor dos canais de cálcio (55. Também foram descritos dois óbitos em pacientes em uso concomitante de pimozida e do antibiótico claritromicina (CLAMICIN.Síndrome de Tourette com Transtorno ObsessivoCompulsivo (TOC) à associação pimozida/fluvoxamina (45).(47). não reduziria. Discinesia Tardia (158). CIFRANTIL. NORIDERM. com o intervalo QT se normalizando 5 dias após o tratamento feito com êxito pela administração endovenosa de lidocaína e magnésio (122). CETONAX.comps de 1 e 4mg. metilperidol) (232). 1993. embora ainda superior a algumas butirofenonas (haloperidol. Janssen-Cilag Farmacêutica 167 . ERITROSIMA. ILOCIN. hiponatremia (121). CLATORIN. PLENOMICINA. NIZORAL. 249). o antidepressivo nefazodone (SERZONE). Como todos as demais difenilbutilpiperidinas. CETOCORT. ERIBIOTIC. só encontrou utilidade nos episódios bulímicos e vômitos. NORIZAL. Além da Coréia de Huntington. não teve o uso consagrado nesta indicação como outros antipsicóticos fenotiazínicos e butirofenônicos (168). VERAPAMIL) medicamento muito utilizado em cardiologia como vasodilatador e hipotensor. o intervalo QTc no eletrocardiograma (73) e. O mesmo risco estaria presente na associação com outras substâncias reconhecidas como potentes inibidoras da atividade desta isoenzima como o antifúngico itraconazol (ITRANAX. CETOZOL. CLONIDIN. METILDOPA) (254) como fazem muitos outros antipsicóticos com atividade bloqueadora alfadrenérgica acentuada. CETOZAN. além dos inibidores de recaptação da serotonina (63). KLARICID. foi registrada a ocorrência da grave arritmia ventricular conhecida como “Torsade de Pointes”. ITRAZOL. como estabilizador do humor de 3ª ou 4ª linha. estimular a secreção de TSH em seres humanos (46). Seis de sete casos refratários de Tricotilomania. do mesmo modo que o haloperidol. já esteve relacionada à bradicardia sinusal importante (03. Está entre os antipsicóticos que demonstram menos capacidade in vitro de induzir convulsões como molindona. SPORANOX. registrase na literatura seu emprego com sucesso em caso refratário da Coréia de Sydenham (96).

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tem suas raízes utilizadas como medicamentos populares para doenças nervosas e circulatórias. o LSD (dietilamida do ácido lisérgico ou lisergida) e a serotonina (5hidroxitriptamina ou 3-(2-aminoetil) indol-5-ol). na maturação sexual e humor. 08).V. apresentado em conferência médica regional na Índia. Na Índia. com seu aminoácido precursor. papaverina). Indonésia. indólicos (fisostigmina. porém. Hakim. conduzido por Nathan S. no ano de 1952 (10). mas altamente solúveis em álcool. Ceilão. seria publicado o ensaio clínico pioneiro com esquizofrênicos. despertando a partir de então. veratridina. Consta que o próprio Mahatma Ghandi costumava usar chá de Rauwolfia como calmante (18). esteróides (solanidina. escopolamina). no mesmo ano do artigo de H. o triptofano (Ácido 2-amino-3-(lH-indol-3-il)-propanóico). Recorde-se que alcalóide é uma denominação que abrange todas as substâncias básicas nitrogenadas de origem vegetal com estrutura molecular complexa. piperidínicos (cocaína. encontrada no alcatrão e muito usada como reagente químico e composto de síntese. harmina. o que só se tornou possível com o isolamento e síntese do principal alcalóide da planta por Mueller. trabalhando a partir da 18-hidróxi-ioimbina. hormônio produzido pela pineal a partir da N-acetil-serotonina. o médico e botânico bávaro Leonhard Rauwolf (05). alcalóide presente nas raízes da Rauwolfia serpentina. tratando de plantas medicinais nativas com utilidade nas doenças mentais (01. O uso da reserpina em psiquiatria somente se consolidaria. estricnina. ibogaína. quinidina). Esta planta é um arbusto da família das apocináceas. e potencialmente tóxicas pela intensa atividade farmacológica. nativo da Ásia (India. De acordo com sua estrutura molecular os alcalóides podem ser classificados em: pirrolidínicos (higrina. Quando ingerido. Indóis Introdução O indol (2. Sião) com cerca de um metro de altura. morfina. com odor pútrido. Kline (07). Suíça. O primeiro indólico a ser utilizado como antipsicótico foi a reserpina. interesse no Ocidente (13). de baixa solubilidade em água. Dois anos depois. C13H16N202). Em baixa diluição. Steck. atropina. é prontamente absorvido através da mucosa intestinal para sofrer destoxificação hepática com transformação em indoxila. foi fornecida a primeira comprovação científica da utilidade dos primeiros extratos padronizados das raízes na hipertensão arterial e nas doenças mentais. Schlittler & Bein. comentando trabalho premiado do médico hindu R. amarelada. Tem ocorrência natural no intestino humano como produto da degradação do triptofano por ação das bactérias saprófitas sobre as proteínas da dieta. psilocibina. conessina). onde é mais conhecida como “Pagla-Ka-Dawa” (“erva da loucura”) ou “Sarpghanda” (em sânscrito). vincristina. Steck. O nome genérico presta tributo a seu descobridor e introdutor na Europa no século XVI. a dimetiltriptamina. isoquinolínicos (codeína. LSD. No início da década de 30. nos laboratórios da companhia farmacêutica Ciba na Basiléia. Também são derivados indólicos. forma soluções de aroma agradável utilizadas pela indústria de perfumes. quinolínicos (quinina. seria outro exemplo de indolalquilamina. portanto. A melatonina (N-acetil-5 metóxi triptamina. as indolalquilaminas. em 1954 (16). enquanto o nome específico completo faz referência à utilização das raízes da planta pela medicina tradicional hindu nas picadas de serpentes. piridínicos (nicotina. heroína. flores vermelhas e brancas.3-benzopirrol) (C8H7N) é substância cristalina. nicotinamida). cujo interesse fora despertado por matéria do New York Times de março de 1953. ergotamina. reserpina) e 175 . cuscohigrina). com a confirmação de propriedades sedativas e extrapiramidais semelhantes às da clorpromazina por H. e com importantes funções no sono. Burma. importante grupo de aminas biogênicas que inclui a bufotenina. em geral heterocíclica. ioimbina.

como ocorre com a quase totalidade dos neurolépticos. em função de eficácia lenta e/ou insuficiente com efeitos autonômicos acentuados. pela Profa. ergotamina (vasoconstritor). de estrutura indólica ou não. mas guarda o mesmo risco de desenvolver depressão grave da reserpina. além de ter tido participação decisiva no desenvolvimento dos novos antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs). foi recentemente agraciado.4. vincristina (antineoplásico). ou ainda.4.7. mas de duração bem menor.6. ao elucidar a fisiopatogênese da Doença de Parkinson e ao revelar a utilidade terapêutica da L-Dopa. que a importância da reserpina permanece grande.com outras estruturas (cafeína. merecem menção os derivados da benzoquinolizina: -tetrabenazina (1. Boa revisão dos alcalóides foi organizada e editada entre nós. Passam de 2000 os alcalóides indólicos identificados nas diferentes espécies vegetais. Agindo por mecanismo semelhante e com toxicidade cerca de 10 vezes menor que a reserpina. tem ação gradual embora potente. sendo preteridas por antagonistas dopaminérgicos mais seletivos. Com a elucidação deste mecanismo de ação.7. Cláudia Simões e colaboradores. desde que desempenhou um papel fundamental nos estudos de Arvid Carlsson na Suécia. estruturalmente aparentada aos alcalóides da ipecacuanha (Cephaelis ipecacuanha).6. embora possam alcançar outras indicações. dos riscos sempre presentes de indução de Depressão Maior com grave tendência ao suicídio. Ela age por depleção dos depósitos centrais de catecolaminas e. é utilizada em doses de 75 a 150mg/dia.3. Como antipsicótico. bem como derivados sintéticos da reserpina com propriedades antidopaminérgicas centrais. examinadas em detalhe na segunda seção deste capítulo (Outros Compostos Indólicos). foram consideradas na época de sua introdução promissores neurolépticos. tanto na pesquisa psicofarmacológica quanto na fisiológica (animais reserpinizados). não foram incluídas neste capítulo. todavia. são exemplos do primeiro tipo. Diga-se sobre a tetrabenazina. A maioria não tem aplicação em Psiquiatria. em publicação das editoras da Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (15). mas com eficácia reconhecidamente inferior à das 176 . Com isso consegue alcançar um início de ação mais rápido. foram encontrados novos depletores monoaminérgicos centrais com propriedades neurolépticas.Ndietil-1. que conjuga ação depletora (10 a 20 vezes menor que a da reserpina) com a ação de bloqueio dopaminérgico pós-sináptico clássico dos neurolépticos. mescalina). por isto. O interessante é que o mecanismo antidopaminérgico da reserpina difere do clássico bloqueio pós-sináptico. além da própria reserpina (hipotensor).10-dimetóxi-2Hbenzo(a)quinolizina -3-carboxamida) (QUANTRIL) que alcançaram licenciamento farmacêutico. outros alcalóides ioimbanos da Rauwolfia. Deve ser lembrado.10-dimetóxi-2H-benzo(a) quinolizin2-ona) (NITOMAN) e -benzquinamida (2-(Acetiloxi)-N.11b-hexaidro-9. Pelo conjunto de sua magnífica obra científica. não encontraram aproveitamento como antipsicóticos. contudo.3. ioimbina (disfunção erétil). Foi também o responsável pela confirmação de que o efeito antipsicótico dos neurolépticos se devia ao bloqueio dopaminérgico central. como a fisostigmina (antídoto anticolinérgico). Não se firmariam. com o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina de 2000 pela Academia de Ciências de Estocolmo. A carbidina e a oxipertina. Afora a reserpina. Os efeitos hipotensores e sobre a motilidade gastrintestinal são mais brandos. Entre os depletores não indólicos. na década de 50 e subseqüentes. repartindo o prêmio com os nova-iorquinos Paul Greengard e Eric Kandell pelos estudos dos três envolvendo a transdução de sinais nas neurossinapses.11b-Hexaidro3-isobutil-9. Carlsson foi pioneiro ao revelar que a dopamina era um neurotransmissor e não apenas o precursor metabólico da noradrenalina. entre outras. recentemente. Como não possuem estrutura indólica.

3-diidro-1H-isoindol.3(2H)-diona. o SB-200.2-benzisotiazol-3-il)-1-piperazinil)etil)-6-cloro1. teve iniciado o desenvolvimento pela Smith Kline Beecham. Carvotrolina. 5-(2-(4(1.4-dehidropiperidina.6-tetraidropiridina. porém. não possui utilidade como antipsicótico. 177 . foi retirado voluntariamente pelo fabricante em função de mortes súbitas atribuídas a efeitos arritmogênicos como veremos em detalhe.3.646A (Urea. é outro atípico recentemente introduzido.3a. também CI-943. Ciclindol. Tanto pela relativa atipicidade quanto pela rara capacidade para um antipsicótico de não induzir ganho de peso e.fluorfenil)1. Por não ter sido relacionada à Discinesia Tardia. quanto estudos clínicos com esquizofrênicos no Rio de Janeiro (09). 8-(4-(4-(1. como um novo e promissor antagonista D3 seletivo com baixa propensão à catalepsia encontrando-se no momento em fase de experimentação animal (11.2. Abstraindo-se do interesse histórico da reserpina e do abandono do roxindol como potencial antipsicótico bem como da polêmica que ainda cerca a descontinuação do sertindol. Possui. N-(1-metil-1H-indol-5-il)-N’-3-piridinil-) mostrou agir apenas como potente antagonista serotoninérgico seletivo (5Ht2C). introduzida nos anos 90 como um atípico muito promissor. como logo se verá. além de compartilharem propriedades neurolépticas e/ou antidopaminérgicas centrais.4.2-benzisotiazol-3-il)-1-piperazinil) butil) hexaidro) e a tiospirona (8-Azaspiro(4. por somente determinar depleção monoaminérgica em doses muito altas.5. de todos os derivados indólicos examinados a seguir. mas que não alcançaram licenciamento: a zetidolina e o AL1965. 03). L-741. algumas indolonas e diidroindolonas e vários outros tipos de derivados de origem indólica com aplicação consagrada ou potencial como medicamentos antipsicóticos (v.2. AHR 1771 ou 1-[2-(2-metil-3-indolil)etil]-4-fenil-3. uma imidazolidinona esta sim com estrutura indólica. Também serão estudadas neste capítulo. Coréias e Tics. efeitos sedativos e hipnoindutores acentuados. A ziprasidona (2H-Indol-2-ona. a molindona nunca foi comercializada no Brasil. Mencione-se para finalizar. a denominação genérica de indóis ou indolaminas. o composto SB277. Outro conjunto de substâncias aparentadas é o constituído pelas indolalquilaminas AHR 1229 ou 3-[2-(3-indolil)etil]-butilamino-1-fenil.3-diidro-). Du Pont). Introduzida ainda na década de 60 e em uso há muitos na América do Norte (no Canadá LIDONE. também ainda não teve divulgado qualquer desenvolvimento clínico. 17).5)decane7. por outro lado. Pela importância já adquirida. Outros Antipsicóticos). e antes de ser lançado no Brasil. a seguir. mas descontinuado mais tarde por problemas de tolerabilidade. por isso.3.9-diona. será estudado à parte juntamente com a perospirona (1H-Isoindol-1. 2-(4-(4(1. recebendo.011. não antecipando utilidade como antipsicótico (12). que chegam a lembrar os dos barbitúricos (14). tanto em experimentos laboratoriais em São Paulo (02. dois compostos não-indólicos.4dehidropiperidina.9b-hexaidro-1H-benz[e]indol) agonista seletivo D3. Palindor. introduzido no final dos anos 90 na Europa (06).pirrolidina. não houve notícias de eventual aproveitamento clínico. A benzquinamida. podendo ter efeito oposto.fenotiazinas (14). têm em comum. Mais recentemente. o que mais desperta interesse é a molindona. Não há registro de ensaios com a substância no país. que pode ser considerado um derivado benzisotiazolil-indolônico guardando alguma similaridade estrutural com o sertindol. até mesmo.1. Desde então. como potenciais “atípicos” com seletividade mesolímbica. a presença do grupamento indol. como também não nos consta ter passado por experimentação clínica conduzida por investigadores nacionais. no capítulo XVIII. a tetrabenazina foi empregada no tratamento desta condição bem como de outras síndromes extrapiramidais como Distonia Tardia. entretanto.2. Outro indólico recente. 6-tetraidropiridina e AHR 1709 ou 1-[2(3-indolil)etil]-4-fenil. que a literatura registra ensaios nacionais com a substância na década de 60.2-benzisotiazol-3-il)-1piperazinil)butil)-). Lintitript.626. Gevotrolina. porém. Os demais compostos descritos a seguir incluem derivados naturais e sintéticos que. Ressalte-se que figuram neste capítulo. no entanto. com ações antidopaminérgicas centrais e clinicamente ensaiados como antipsicóticos. AHR 1806 ou 1-[2-(5-cloro-3indolil)-etil]-4-fenil-3. formando o recente grupo de antipsicóticos benzisotiazólicos. Flucindol. AHR 1858 ou 1-[2-(3-indolil)etil]-4-(4. de acordo com resultados preliminares de testes laboratorais. PD 112488. um derivado da mesma série 2. e nos Estados Unidos MOBAN. Já licenciado em muitos países da Europa. O composto indólico cis-8-OH-PBZI (benz[e]indol cis-8-hidróxi-3-(n-propil) ]. Esta série de derivados foi introduzida no início dos anos 80 (04). Ambos foram incluídos porque fazem parte do mesmo grupo químico do sertindol.

Porto Alegre. Stemp G. Ciência e Cultura (São Paulo) 1966. Lader M. Shepherd M. Ann Med Psychol 1954. Principios De Psicofarmacologia.htm A) A Reserpina & Os Alcalóides da Rauwolfia Há diversas espécies do gênero Rauwolfia com variações em sua composição de alcalóides. Leonhard Rauwolf: Sixteenth-Century Physician. na esquizofrenia crônica. 14.2(7):946-9 12. J Neurosci 2002 Nov 1. Millan MJ. dois alcalóides diidro-indólicos bem conhecidos da Rauwolfia. Experientia 1952. Ban TA. Schenkel EP. Trad espan. 1999.Introdução) 01. Costall B. SB-277011 GlaxoSmithKline. Harvard University Press. Botanist and Traveler. Behavioral and neurochemical effects of the preferential dopamine D3 receptor agonist cis-8-OH-PBZI. Indóis . Avaliação de um novo derivado benzoquinozolínico. Historia de la Psicofarmacologia.11:194–201. Nielsen EB. 10. Naylor RJ. der sedative wirkstoff aus Rauwolfia Serpentina Benth. Cesare LC. (1-(2. 11. Remington G. 13. Reserpin. Hayes R. 08. Gardner EL. Ann of N.com/~herbseed/Rauwolfia.42:152–162. Lehmann HE.112:737–43. Use of Rauwolfia Serpentina Benth in neuropsychiatric conditions.5-dimethoxy-4 iodophenyl)-2 aminopropane)induced head-twitches in the rat are mediated by 5hydroxytryptamine (5-Ht) 2A receptors: modulation by novel 5-Ht2A/2C antagonists. Liu X. Kapur S. Hansen L. Middlemiss DN. Cambridge. Schreiber R. 03. Dopamine D3 receptor antagonism inhibits cocaine-seeking and cocaine-enhanced brain reward in rats. MA. Mentz LA. Cesare LC. Curr Opin Investig Drugs 2001 Jul. 1999. Madalena JC.273(1):101-12. La Prensa Medica Mexicana. Rodnight R.35(4):229-33. 18:184. Ashby CR Jr. Carlini EA. 348 pp. Acad of Sci 1954 59. Kline NS. DA PLANTA AO MEDICAMENTO. Arch Int Pharmacodyn Ther 1967 Sep. 16. 48(5):263-71. 09. o RO 46451. Mexico. 178 . Fink-Jensen A. Bein HJ. 05. Gobert A.Referências Bibliográficas (V. alcalóides do subgrupo ioimbano. Carlini EA. Paul M. Dannenfeldt KH. Veiga S.Y. da rescinamina ou da reserpina. Simões CMO. Scheideler MA. Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 1975. Como exemplo. 06. www. 17. Johnson DN. F Med 1964. Vorel SR. Mello JCP.169(1):2634. Saragoça.Potênciação dos efeitos da farmacológicos da histamina pela reserpina e tetrabenazina. Audinot V.342(2-3):153-61. Dannenburg WN. In: Clark WG & del Giudice J. The History of the Psychopharmacology of Schizophrenia. sendo usadas apenas em cardiologia como agentes antiarrítmicos em testes diagnósticos e tratamento da Síndrome de Wolff-ParkinsonWhite (15). Bose KC. Gosmann G. J Pharm Pharmacol 1983 Apr. Psicofarmacologia Clinica. D1 antagonists and 5-Ht1A agonists. Brocco M. Caldwell AE. 02. Influence of histamine on the catatonia induced in mice by tetrabenazine and reserpine. 04. Eur J Pharmacol 1998 Jan 26. Petrovick PR (orgs). Mueller JM. FARMACOGNOSIA. A Rauwolfia serpentina já teve identificados mais de 50 diferentes alcalóides. J Pharmacol Exp Ther 1995 Apr. 15. Schlittler E. Sen G. 1972. embora nem todos com estrutura indólica ou com as propriedades neurolépticas da deserpidina. Ed Acribia. Steck H.8:338–9. Indian Medical World 1931. Hagan JJ. Aminoalkylindoles: atypical dopamine antagonists. 07.chatlink. Le syndrome extrapyramidal et diencephalique au Largactil et au Serpasil. 107-132. Carlini GR. Rauwolfia serpentina: a new Indian drug for insanity and high blood pressure.22(21):9595-603 18. Trad esp. a ajmalina e a ajmalicina não as possuem. . Can J Psychiatry 1997.

DESMETOXHYRESERPINE. 1 a 2 tomadas diárias VO (26). preterida por não demonstrar vantagens em segurança ou eficácia sobre a reserpina.20alfaioimban-16beta-carb.20-alf-a-ioimban-16beta-carboxilato ou: 3-beta.4. 34. 35) e o composto CD-3400 (metil O-(4-hidróxi-3metóxicinamoil) reserpato. a deserpidina completa o grupo dos três principais alcalóides ioimbanos da Rauwolfia com interesse psicofarmacológico e como esta última. mais como um agente adrenérgico e anti-hipertensivo com ação central. TRANQUINIL.5-trimetóxibenzoato do ácido deserpídico. TENSIBAR. Embora utilizado na prática clínica européia dos anos 50 e 60 como medicamento antipsicótico e como tal considerado pelos consagrados psicofarmacólogos Thomas Ban e Heinz Lehman (26). metil éster. sirosingopina (Ocarbetoxi siringoil-metilreserpato) (06. mas apenas em busca de antihipertensivos mais eficazes e seguros. aliás. Na literatura costuma ser mencionado. para melhor tolerabilidade gástrica (08) e menor ação central que a reserpina (41).5-trimetóxibenzoato ou: Metil 18beta-hidróxi-17alfa-metóxi-3beta. Ao lado da reserpina e da rescinamina. 18-((3-(4-hidróxi3-metóxifenil)-1-oxo-2-propenil)óxi)-11.5trimetóxibenzoil)oxi)-3beta. da qual. RAUNORMINE. apesar de depletores monoaminérgicos centrais em diferentes graus.5trimetóxibenzoato (éster) ou: Éster metílico 3.4. As ações clínicas seriam muito semelhantes às da reserpina. (A 11025) (Lilly 22641) (CAS RN 131-01-1) Ácido ioimban-16-carboxilico. 23. SERPIDINE) RESCINAMINA (RESCINNAMINE) Metil 17-alfa-metóxi-18-beta-((3. RAUNORMIN. difere estruturalmente muito pouco. Não disponível no Brasil.oxilato. DESERPIDINA (DESEPRIDINE. como novo anti-hipertensivo pela Nippon Chemiphar Co. Ltda. Poderiam ser citados: bietaserpina (1-(2 (Dietilamino) etil) reserpina. 14. despertaria interesse como potencial antipsicótico. 3.17-di- 179 .4. DESERPIDINE. 3 tomadas diárias. Nenhum destes compostos. RESERPIDINE. não foi submetido a uma ampla testagem clínica como a reserpina na indicação.Foram desenvolvidos derivados sintéticos da reserpina.4. apenas por ausência de um grupo metoxila na ampla estrutura heterocíclica do alcalóide. FM: C32-H38-N2-O8 DD: Fase Intensiva: 8 a 15mg. Rareiam referências a seu emprego como antipsicótico. No Exterior: CANESCIN. 24. HARMONYL. RECANESCIN. Manutenção: 1 a 5mg. 3. 30). nos anos 70. C35H42N2O9 ) desenvolvido a partir de pequena modificação na fórmula da rescinamina.20-alfa-ioimban-16-beta-acidocarboxílico. RAUNORMINE. além de figurar nas farmacopéias como “neuroléptico”. CANESCINE. e isto apenas até os anos 70. 18-beta-hidróxi-17-alfa-metóxi-. França) (22.

RESCISAN (Pharmacia).5-trimetoxibenzoil)óxi)-. RESCINPAL. (3-beta. RAUPYROL. vomitoria e outras. RESCIN. 3.5-ácido trimetóxibenzoico ou: Ioinban-16-ácido carboxílico. na Índia.4. A primeira comprovação científica da eficácia hipotensora de extratos padronizados dos alcalóides das raízes da Rauwolfia remonta ao ano de 1931.5trimetoxicinâmico ou: Éster de metil reserpato do ácido 3.18beta.17alfa. RESCALOID.5-trimetilcinamoil metil reserpato ou: Trimetóxicinamoil metil reserpato ou: (CAS RNs 35440-49-4. Apesar de ter as propriedades neurolépticas reconhecidas por farmacopéias e livros-texto de Farmacologia. fornecida pelos médicos hindus G.4.17-alfa-dimetóxi-.17-dimetóxi-18((3. RESCAMIN.acido carboxílico.16-beta.17-dimetóxi-18-((1oxo-3-(3. 18beta-hidróxi-11. 1.18beta.5-trimetóxicinamato (éster) ou: Éster metílico do acido 11.20-alfa-Ioimban-16-beta. É menos potente perifericamente do que esta (40) e. TUAREG. metil éster. mas apenas como um medicamento hipotensor com ação central (38). agindo por depleção dos depósitos centrais das monoaminas cerebrais (catecolaminas e indolalquilaminas). não há registro de emprego clínico.metil éster. mordeduras de cobras e doenças mentais (03). 8048-25-7) FM: C33-H40-N2-O9 DD: 3 a 9mg (09). Bose (05). RESCITENS. 18-beta-hidróxi-11. Schlittler & 180 .17alfa-dimetóxi-.16beta. (3beta. RESERPINENE.20ioimban-16-carboxílico ou: Éster metil reserpato do ácido 3. ainda que experimental. (10) Difere da reserpina pela presença de 2 átomos de carbono adicionais em dupla ligação com seus respectivos átomos de hidrogênio na grande estrutura heterocíclica. Ainda hoje.ou: 3-beta. RESCIDAN.4. 3. Sen & K. 24815-24-5) FM: C33-H38-N2-O8 DD: 5 a 15mg. ANAPREL (Servier). Alcalóide indólico monoterpênico. do subtipo ioimbano.5trimetoxIcinâmico ou: Metil 18-o-(3. No Exterior: ANAPRAL. RESIPAL. NORMORESCINA.20alfa).5-trimetóxibenzoato (éster) ou: (NCI-C50157). situa-se numa posição intermediária em relação à reserpina (mais potente) e à sirosingopina (menos potente das três e mais seletiva sobre norepinefrina e serotonina) (14).5 a 12mg (40). Com o isolamento e síntese deste alcalóide por Mueller.4. RESERPINA (RESERPINE) metil-18-O-(3. RECINNAMINE.5-trimetóxifenil)-2-propenil)óxi)-3. CINATABS. RAURESCINE.20alfa-ioimban-16beta-carboxílico. ao que se saiba. metil éster. É responsável por cerca de 50% da atividade farmacológica do extrato bruto das raízes (25).4. quanto à ação depletora dopaminérgica em nível cerebral.4. como antipsicótico. mas a reserpina foi considerada o principal princípio ativo da apocinácea. metil éster.ou: Ácido 3beta.5-trimetóxicinamoil) reserpato ou: Metil o-(4-hidróxi-3-metóxicinamoil)reserpato ou: 3.4.20-alfa). RECITENSINA. 1407-38-1. mas também encontrado em outras espécies. 141099-49-2.17-alfa. SCINNAMINA. TENAMINE. pequenos fragmentos sólidos ou pó da raiz bruta são vendidos nos bazares como medicamento popular para epilepsia. Foi ensaiada no Rio de Janeiro nos anos 60. MODERIL (Pfizer). É dotado de propriedades hipotensoras e antipsicóticas.metóxi-. RESKINNAMIN.4. RESERPININ. Foram identificados vários alcalóides com participação nos efeitos hipotensores e sedativos do extrato bruto das raízes. 11. (CAS RNs 50-55-5. como R.4.5-trimetóxi-benzoil) reserpato ou: Metilreserpato 3.4. CINAMINE. extraído da Rauwolfia serpentina. Não disponível no Brasil.

Noce. 50). Rapaport (33) também nos Estados Unidos. em 1954 (07). para o desenvolvimento de medicamentos para estas enfermidades (02. Seu papel na pesquisa neurofisiológica e no desenvolvimento de novos medicamentos com ação central também permanece. um período de acalmia com o paciente mostrando-se mais confiante e cooperativo (fase integrativa). replicações por Jean Delay.Bein na Europa em 1952 (32). 36. O primeiro teste clínico em psiquiatria seria conduzido por Nathan S. por exemplo. 48). a reserpina não era capaz de prevenir as lesões estriatais neurotóxicas a ela 181 . na Esquizofrenia Refratária em associação com a clozapina (17) ou com risperidona (44). como os de Campos e cols. Kline (19) em Nova Iorque no mesmo ano. Krinsky e cols. na 11ª edição da Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde. Mas. 27. em 1954. freqüentemente precedida por um período de excitação. apesar de prevenir a hipertermia da intoxicação pela metanfetamina em ratos. com excitação. 42. Uma promissora ação modulatora da reserpina sobre a atividade de liberação de peróxido por macrófagos. além de transtornos na função sexual (12. praticamente simultâneos aos de Kline e Delay. letargia. Steck. Segundo a descrição de Kline. foram estudos laboratoriais com esta substância em animais de experimentação. Parece guardar também uma limitada mas relevante utilidade na Distonia Tardia (11. lorazepam. 39. D. recentemente identificada em animais de experimentação por Moreira e seus colaboradores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista. insônia. Williams & W. (21) e o de Alves Garcia & Ferreira. São Paulo (31).25mg). Lemperiere na França (13). o interesse pela reserpina na clínica psiquiátrica passou a ser predominantemente histórico e teórico. liderado por Lucena. finalmente. da Depressão e da Esquizofrenia. recém-descritas para a clorpromazina (46). Weber na Suíça (49). pesadelos e crises convulsivas. Na atualidade não se encontram disponíveis no Brasil preparados para uso parenteral. figurando com destaque. a reserpina costuma ter ação muito lenta e gradual. em 1955 (16). Recentemente se verificou que. Igualmente merecem menção as publicações do grupo de Recife. 43). então. Com o desenvolvimento de novos medicamentos antipsicóticos de síntese. sobretudo. São históricos alguns artigos de psiquiatras brasileiros. foi possível iniciarem-se testes laboratoriais e clínicos nos quais seriam confirmadas por H. mesmo em pequenas doses orais como hipotensor. Como antipsicótico. A literatura atual ainda registra seu emprego como antipsicótico embora em geral de forma anedótica como na associação com tiroxina em caso de Catatonia Periódica Maligna (20). continua a ser internacionalmente empregada como medicamento de primeira linha no tratamento da hipertensão arterial (45). em paciente refratário a antipsicóticos típicos.5 a 12mg/dia) são muito superiores às utilizadas na hipertensão arterial. ainda no presente utilizados. com freqüência. Entretanto. bem como forneceram os primeiros modelos neuroquímicos paradigmáticos. 29). O emprego terapêutico da reserpina. mais eficazes e com ação terapêutica mais rápida e intensa. logo a seguir (28. determina. quadros de Depressão Maior com grave impulsividade suicida. nesta indicação. E. Comprovadamente reduz o limiar epileptógeno nos animais de experimentação à semelhança da clorpromazina (18) e o uso simultâneo com eletroconvulsoterapia não é recomendável na clínica por já terem sido registrados óbitos relacionados à associação (40). Pierre Deniker. o que praticamente inviabiliza o uso dos preparados orais atualmente disponíveis para esta indicação (comprimidos de 0. As doses requeridas (de 1. seguindo-se cerca de seis meses depois. na década de 50 e 60. grandemente inalterado. propriedades neurolépticas como aquelas. Todavia. e R. que contribuiriam fundamentalmente para a elucidação dos mecanismos fisiopatológicos da Doença de Parkinson. em Araraquara. Também pode determinar em alguns pacientes. Tardieu & T. sua ação clínico-terapêutica pode ser dividida em tres fases: uma primeira com duração de alguns dias em que predomina a sedação com o paciente mostrando-se sonolento e inativo. Y. no entanto. ansiedade e inquietude com o recrusdecimento de sintomas produtivos como alucinações e delírios que pode durar até três semanas e. recente revisão com oito ensaios duplo-cegos reuniu evidências para sugerir um uso mais freqüente nas formas refratárias de Esquizofrenia (09). importante etapa da resposta imunológica tissular foi. 37. uma segunda fase de turbulência. bromocriptina e dantrolene (04). além de menores efeitos adversos cardiovasculares e sobre o humor.

sua limitada eficácia antipsicótica. No Brasil: ADELFAN-ESIDREX (Novartis) . miose. sofrem imediata degradação e neutralização pela enzima monoaminoxidase (MAO). hipotensão. Mecanismo de Ação As monoaminas cerebrais. Entre os efeitos adversos mais comuns.1mg por comp.2mg por comp. sintetizadas a partir de seus respectivos aminoácidos precursores. Esta protéina é um transportador que se distingue. em associação com sulfato de diidralazina e hidroclorotiazida. bradicardia.. em associação com clortalidona. Reações cutâneas. ação então que é específicamente inibida pela reserpina. a catecolamina é. HIGROTON-RESERPINA (Novartis) . em associação com ácido gama-aminobutírico.associadas. são armazenadas nas vesículas sinápticas de onde normalmente só são liberadas para o exterior da célula. bradipnéia. Acredita-se que a permanência de minúsculas quantidades do alcalóide no órgão. dos transportadores da membrana citoplasmática ao utilizar um gradiente H+ ao invés de gradientes Na+/Cl. ID-SEDIN (Nikkho) . determinando a precoce degradação intracelular do neurotransmissor por ação da MAO (etapa 7). discrasias sanguíneas e hepatoxicidade seriam ocorrências excepcionais.1%).. Estas propriedades farmacodinâmicas e farmacocinéticas explicariam a latência na obtenção dos efeitos terapêuticos. é muito pequena (menos de 0. O excesso em catecolaminas é reabsorvido pelos receptores pré-sinápticos e ao penetrarem livremente no citoplasma celular de origem. hipermotilidade e hiper-secreção gástrica. tremores.25mg por comp. Sintetizada a partir de seu aminoácido precursor (etapa 1). quando atravessam a fenda sináptica e vão se ligar aos receptores póssinápticos. é o que explicaria a intensificação e o prolongamento observado na redução da neurotransmissão muito tempo após o desaparecimento de concentrações detectáveis da reserpina neste órgão (40). O decréscimo da atividade dopaminérgica central se faz. A penetração da reserpina no cérebro. não só estrutural quanto funcionalmente. 0. ao bloquear a formação dos depósitos e precocemente desencadear a ação da MAO. quando comparada a outros órgãos. Mecanismo diferente. carreada e armazenada pelo transportador vesicular de monoaminas (etapa 2). Atualmente sabe-se que a reserpina age por inibição do agente transportador vesicular das monoaminas. a excitação inicial observada nos pacientes. As principais etapas deste processo estão esquematicamente representadas na ilustração que se segue. indetectáveis mas suficientes para bloquear o transporte das monoaminas recém sintetizadas para o interior das vesículas de armazenamento. Os efeitos digestivos podem determinar a reativação ou agravamento de úlceras péptidas preexistentes com sangramento e/ou perfuração. A reserpina. ao contrário dos antagonistas dopaminérgicos centrais convencionais (01).. portanto. do bloqueio catecolaminérgico pós-sináptico (etapa 4). sedação.como hipotensor.(47). desaparecendo rapidamente (2 a 3 horas). efeitos motores extrapiramidais (comuns nas doses acima de 5mg/dia).como hipotensor. NOVOSEX 182 . em seguida. determina uma redução na atividade neurotransmissora. bem como boa parte dos efeitos adversos mais limitantes como a hipotensão arterial e os episódios de Depressão Maior com risco de suicídio. congestão nasal. por até 48 horas depois de atingir um máximo de atividade 8 horas após a aplicação. 0. os efeitos de uma única dose costumam persistir em média. portanto. Entretanto. por um mecanismo diferente do clássico bloqueio dos receptores pós-sinápticos D2 da quase totalidade dos neurolépticos sintéticos.como tranqüilizante. 0. hipotermia. sialorréia. estão a elevação da prolactina no plasma.

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em doses menores. antiga Checoslováquia) (12). 76).3-b) indol. denominado de carazedine ou karazedin (11). STOBADINE) 5H-Pirido(4.8-Dimetil-1. Não despertou maior interesse como antipsicótico.(Al 1612). Apesar do promissor lançamento. Suas propriedades neurolépticas são mais pronunciadas na forma isomérica trans do que na cis (33). juntamente com o AL-1965 (ver 2-imidazolidinonas). CARBIDINE.4.3.4a. 2. (CAS RN 25331-92-4) FM: C19-H28-N2-O3 DD: 200 a 400mg (27) Faz parte. 33162-17-3) 185 .5mg/kg de peso) tratandose de animais de experimentação (35). C13-H18-N2. não figurando por isto em alguns dos bancos de dados especializados.5-b]indol) com potentes propriedades tranqüilizantes e antipsicóticas típicas.2.8-dimetil-5Hpirido(4.2.6.3. Suas propriedades antieméticas mostramse aparentemente muito inferiores às da metoclopramida e mesmo às do haloperidol (47).4a.5. aumentando o “turn-over” de dopamina seletivamente no córtex frontal em relação ao striatum e núcleo accumbens e demonstrando uma ação serotoninérgica (5Ht2) importante. introduzido na década de 70 somente em países da antiga União Soviética (Rússia. nos Transtornos de Ansiedade (19).3-b) indol.9b-Hexaidro-2.2 a 0.4a.3. mas cujo desenvolvimento não foi retomado. Foi proposto na década seguinte como “neuroléptico atípico” (73).4a. como potenciais antipsicóticos (27. Derivado pirido-indólico da gamacarbolina.5.4. FM : C13-H18-N2.9b-hexaidro-gamacarbolino dicloridrato ou: 2.3.9b-hexaidro2. de um grupo de derivados indólicos desenvolvidos pela Bristol norte-americana na década de 70. (CAS RNs 17411-19-7. DICARBINE. Exerce adicionalmente um efeito estimulador da biossíntese de dopamina por ação de bloqueio dos auto-receptores (34) só determinando catalepsia em doses 100 vezes maiores (25mg/kg de peso) do que as necessárias para a obtenção do efeito de depleção dopaminérgica (0.2.3.ou: 2.8-dimetil-1Hpirido(4. Não disponível comercialmente.5.3-b) indol dicloridrato ou: (DH-1011).2.4.4. e pelo nítido perfil de efeitos adversos extrapiramidais. dicloridrato ou: 2. foi desenvolvido um análogo da carbidina (1.8-dimetil.4a. Durante os anos 90.9b-hexaidro2. 96.5a.8-dimetil-1Hpirido(4.5.3-b) indol ou: 1.3.3-b)indol ou: 1H-Pirido(4. além de agente antiarrítmico (69). antimutagênico e antioxidante. Não disponível no Brasil. que seria responsável pelas propriedades antiulcerogênicas observadas (26.3. KARBIDIN.10boctaidroazepino-[4. seu desenvolvimento farmacêutico foi direcionado apenas para as últimas indicações.2Cl-H DD: 40 a 160mg.8-dimetil-.4.4. não havendo registro de ensaios clínicos como antipsicótico. Atua como um depletor de monoaminas (07). 1. também foi ensaiado. Também possui uma ação antihistamínica não-seletiva (H1 e H2).9b-Hexaidro-2.9b-Hexaidro-2. do haloperidol (75) bloqueadores dopaminérgicos D2-like seletivos. características que o distinguem da sulpirida ou. No Exterior: KARBIDIN STOBADIN CARBIDINA (CARBIDIN. provavelmente pela ausência de vantagens terapêuticas definidas frente aos congêneres já consagrados.4. por exemplo. 110) .4a. Como era praxe na época.

63.FLUTROLINA (FLUTROLINE.3. Revelou acentuados efeitos extrapiramidais com tendência à perda ponderal durante o tratamento à semelhança do observado com a molindona. 62655-22-5 – cloridrato) FM: C27-H25-F3-N2-O DD: 20 a 100mg (62.3-b)indol-2-butanol.5bis(4-fluorofenil)-1.5.-2. Sua patente pertence à Pfizer. A literatura registra apenas dois ensaios abertos em 1980 e1982 com doses fixas únicas diárias envolvendo respectivamente 25 e 48 pacientes esquizofrênicos hospitalizados. (CAS RN 24360-55-2) FM: C24-H31-N3-O3 DD: 200 a 400mg (64) Heterocíclico aril-piperazínico metil-indólico com estrutura molecular quase idêntica à da oxipertina.6-Dimetóxi-3-(2-(4-(o-metóxifenil)-1piperazinil)etil)-2-me. com maior eficácia das doses entre 20 e 100mg/dia .tilindol. no início da década de 70 com esquizofrênicos refratários.irido(4.3-b)indol-2-butanol ou: 8-Fluor-5-(4-fluorofenil)-2-(4-(4-fluorofenil)-4hidroxibutil). 1H-Indol. 8-fluor-alfa.6-dimetóxi-3-(2-(4-(2-metóxifenil)-1piperazinil)etil)-2-me-til. hemitartarate ou: (WIN 18935). foram desenvolvidos alguns derivados com menor ação antidopaminérgica mas cujo desenvolvimento também parece ter sido abandonado (48). Não disponível comercialmente. Tem uma única menção de experimentação clínica.3.5tetraidro-2H-p. diferindo desta apenas pelo acréscimo de um grupo carbonil no anel fenílico terminal.5.3. Estes ensaios teriam revelado razoável tolerabilidade. Não consta seu licenciamento ou aproveitamento comercial em qualquer país. é considerado um derivado gama-carbolínico de estrutura indólica com propriedades neurolépticas e ação antipsicótica. mas não há referências a seu exato mecanismo de ação. Sua patente está originalmente registrada em nome da Winthrop norte-americana.4. (CAS RNs 70801-02-4. 186 .5-tetraidro-. quando também teriam sido observadas elevações mais acentuadas das taxas de prolactina (62. no início da década de 90. (+-)-ou: (+-)-8-Fluor-alfa.3-b)indol cloridrato ou: (2Parafluorofenil-4-hidroxibutil)-5-parafluorofenil8-fluor-1. FLUTROLINO) MILIPERTINA (MILIPERTINE) 2H-Pirido(4. Não disponível comercialmente. Mais recentemente..2.4a.3. 72).4-tetraidro-gama-carbolina ou: (CP-36.5-bis(p-fluorofenil)-1. Constam registros nos bancos de dados do Instituto Lundbeck (64) como neuroléptico e do ChemID Plus (18) como antipsicótico e tranqüilizante.9b-hexaidro-1Hpirido(4. (74) sem menção a qualquer ensaio novo ou desenvolvimento posterior.ou: 5. 72) Como a carbidina.4. Foi introduzido no início dos anos 80 (30).584).4.

tem em comum com as butirofenonas a presença de um grupo carbonil adjacente a anel aromático. Do ponto de vista estrutural. é um antipsicótico com perfil muito interessante e com diversas características distintas dos neurolépticos convencionais. 36. Teria também uma importante ação sobre os auto-receptores dopaminérgicos (01. Ao contrário da clorpromazina.ou: 3-Etil-6. 50 a 225mg (58). 92. 90). Talvez sua característica mais marcante. Tem meia-vida curta de 1.6. mas efeitos prolongados com uma única dose diária sugerem a formação de metabólitos ativos (20). melperona. da mesma forma que clozapina. Tem potência intermediária e baixo perfil de efeitos extrapiramidais e anticolinérgicos. menor tendência a ocasionar convulsões do que outros antipsicóticos (88. inclusive atípicos. 06. 78). Introduzido como antipsicótico ainda na década de 60 (111).7-tetraidro-2-metil-5-(4morfolinilmetil)-4H-in. a administração em regimes prolongados com altas (40mg/kg de peso) e baixas (5mg/kg) doses ocasiona igualmente aumento do número de receptores de dopamina no striatum. Embora ocupe grande parte dos receptores D2. portanto. 37. 3-etil-6. o faz de modo débil. embora seja um derivado indólico. não age como depletor e sim como bloqueador D2 com afinidade menor por D1. embora análises laboratoriais comparativas com outros antipsicóticos tenham demonstrado citotoxicidade significativamente mais baixa que a dos fenotiazínicos e até mesmo 187 . Demonstra baixa a moderada afinidade por receptores colinérgicos e alfadrenérgicos. derivado indólico.5. Tem também.dol-4-ona ou: (HSDB 3131)(En-1733A) (CAS RN 7416-34-4) FM: C16-H24-N2-O2 DD: 40 a 225mg (64).5. 51). Porém somente com doses altas se observa diminuição dos receptores de triptamina por bloqueio da monoaminooxidase do tipo A (86).ou: 4H-Indol-4-ona. particularmente os de alta potência.7-diidro-2-metil-5-(morfolinometil)indol4(5H)-ona ou: 3-Etil-1. porém. 3-etil-1. MOLINDONE) Indol-4(5H)-ona. a esse respeito aliás. não encontrou suficiente respaldo nos dados levantados por ampla metanálise dos ensaios clínicos disponíveis (08).5 horas. Já foi empregado com boa tolerabilidade e boa resposta terapêutica na encefalopatia da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida do vírus HIV.6. A esta característica se deve o baixo registro de efeitos extrapiramidais com os atípicos -e não aos baixos percentuais de ocupação D2 . 106). ação comprovada tanto in vivo como in vitro (10). olanzapina.7-diidro-2-metil-5(morfolinometil). 20 a 225mg (91). sulpirida. contrariamente a grande maioria dos antipsicóticos. 53) e proporcionalmente maior ação sobre as vias dopaminérgicas mesocortical e mesolímbica do que nigro-estriatal. Em ratos. quando os pacientes com sintomas psicóticos (Delirium) costumam apresentar importante sensibilidade extrapiramidal (29.7-tetraidro-2-metil5-(4-morfolinilmetil). sertindol. Também se registra seu emprego com sucesso numa paciente que invariavelmente desenvolvia polidipsia com hiponatremia com outros antipsicóticos típicos (41). é que seu emprego costuma estar relacionado a perda ao invés de ganho de peso (03. 28. Há pelo menos um caso descrito de hepatoxicidade em paciente adolescente (15). como pretendem ter cabalmente demonstrado Seeman & Tallerico (97). Por ser fracamente hidrofílico e ter efeito sedativo moderado. 100). experimentalmente. não parece interferir com a ação hipotensora da guanetidina (39. quetiapina. Embora uma diidroindolona. sem nenhuma influência sobre 5Ht1 e 5Ht2. Esta suposta atipicidade laboratorial. perlapina e remoxiprida). 50 a 100mg (70). foi proposto ainda recentemente como neuroléptico preferencial na gravidez (93). sendo facilmente deslocado pela dopamina endógena (ao contrário dos antipsicóticos convencionais ou típicos. Comportou-se. sendo freqüentemente considerado um atípico por seu comportamento nas provas laboratoriais com experimentação animal (05.MOLINDONA (INDOL-4(5H)-ONE.

Ulysses Vianna Filho e outros pesquisadores no Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (82). mas estudos mais prolongados vieram revelar que as melhoras observadas tendiam a se reduzir. 79). 115. piribedil e azaperona). 80. em que pese o limitado número de ensaios controlados arrolados e a maior parte de curta duração. Não disponível comercialmente no Brasil. ainda que com menor risco de efeitos extrapiramidais e alguma utilidade em pacientes com predomínio de anergia e falta de iniciativa (17. mas. 20 a 160mg (16). MOBAN (USA)(Du Pont) . 5. 113. porém. com estrutura arilpiperazínica muito semelhante a outros compostos indólicos (milipertina. 120). 10. 81). Também foi responsabilizada por Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM) (44. 105). Muito provavelmente por conta destas características farmacodinâmicas distintas. coadjuvante de tricíclicos na Depressão Maior (99) e como medicação pré-anestésica oral e analgesia do pós-operatório (25. seria um antipsicótico menos eficaz que a clorpromazina (42. ou mesmo desaparecer ao longo do tempo (104). empiprazol. Estudo comparativo com haloperidol. no Rio de Janeiro. por Caruso Madalena (66) e por Sérgio Terra. 25. antrafenina. Recente metanálise porém. já esteve implicada no desencadeamento de galactorréia por elevação das concentrações de prolactina (122).ou: dimetóxi-5. 56). 84 . quase não mostrando ação sobre os depósitos de serotonina (09. Age como depletor de monoaminas como a reserpina e não por bloqueio de receptores póssinápticos. 119). Entretanto. mepiprazol. No caso de agranulocitose em que foi implicado. teria identificado níveis significativos de eficácia para oxipertina na OXIPERTINA (OXYPERTINE) 1-[2-(5.clorid. 101. 57. NT: 29. comp 5. WIN 18501-2) (CAS RN 153-87-7) FM: C23-H29-N3-O2 188 . Não obstante sua propalada atipicidade.6-dimetóxi-2-metil-3-(2-(4-fenil-1piperazinil)etil). Quimicamente é um derivado heterocíclico metilindólico. sugere um risco de Discinesia menor por parte da molindona (40) e foi empregada em paciente com história prévia de SNM por tioridazina e trifluperazina. Foi também inicialmente proposta nas décadas de 60 e 70 como ansiolítico alternativo (71. 95. como toda substância antipsicótica conhecida. a norepinefrina. depleta seletivamente a dopamina e. tendo sido inicialmente bastante ensaiado nesta indicação (02. solipertina) e com parentesco com os não indólicos zolertina.6-Dimetóxi-2-metil-3-(2-(4-fenil-1piperazinil)etil)indol ou: Indol. DD: 60 a 120mg (65). e por mais tempo. 118). de clozapina (38). 49. fato observado com outros neurolépticos. embora possua efeito hipotensor. caso grave de rabdomiólise (54) e casos de Discinesia Tardia (04. Foi experimentado na mesma época no Brasil. 108).6-dimetóxi-2-metil-3-(2-(4-fenil-1piperazinil)etil)-ou: 5.6-dimetóxi-2-metil-3-indol)-4fenilpiperidina ou: 1H-Indol. sol oral 20mg/ml. inclusive atípicos. Aril é denominação genérica para os grupos químicos formados a partir da substituição de um dos hidrogênios de um hidrocarboneto aromático. dapiprazol. com boa tolerabilidade (102). 59. não costuma ocasionar depressão como a reserpina e demais alcalóides da Rauwolfia (14). o paciente fizera uso. 121). 80 a 300mg (64). Romildo Bueno. 50 e 100mg. 94.loxapina (83). em grau menor.6 metil-2((fenil-4 piperazinil-1)-2 etil)3 indol ou: (WIN 18.9-80. Chegou a ser estudada e proposta como alternativa terapêutica na Discinesia Tardia com base em ensaios de curta duração (31. 5. No Exterior: LIDONE (Canadá).4ng/ml (114) Antipsicótico com potência intermediária introduzido na década de 60 na Europa e no Japão.501.

Discinesia Tardia. Seus efeitos adversos mais freqüentes foram: sonolência. taquicardia. No Exterior: OXYPERTINE (Reino Unido) (Sanofi Winthrop) . INTEGRIN (Reino Unido) (Sanofi Winthrop) cáps 10 e 40mg (descontinuado) . ao lado da L-Dopa. Derivado pirrolo-isoquinolínico.6-diidro-4-fenil-1(2H)piridinil)butil)-. nos sintomas positivos e melhoras não-significativas nos negativos. 23. foi específicamente desenhado a partir da fórmula da molindona para uma melhor conformação molecular tridimensional aos receptores dopaminérgicos D2. comp 40mg. ataxia. Eles teriam constatado melhoras estatisticamente significativas. Não disponível comercialmente no Brasil.cáps 10.3-g)isoquinolin-4-ona. 87. PIQUINDONA (PIQUINDONE) substituição ao haloperidol (116. FORIT (Reino Unido) (Sanofi Winthrop) comp 40mg (descontinuado). uma benzamida. seligilina e tetraidroisoxazolo piridinol (103). ácido gama-linolênico. vômitos. Sua patente pertence à Roche (CH). lipotimias. reações extrapiramidais.8. também classificado como uma indolona ou como uma metóxi-benzamida. lítio. progabida. com baixa propensão a reações extrapiramidais. hipertermia. de bromocriptina. diferentemente de outros neurolépticos e. em associações com a tiaprida.3-(4-(3. inquietude psicomotora. hidergine.ou: (Ro 22-1319) (CAS RN 78541-97-6) FM: C15H22N2O DD: 10 a 60mg. no final da década de 80 (21).monometanosulfonato ou: 189 . Há o registro de um estudo duplo-cego controlado por placebo com curta duração (2 semanas) e envolvendo 3 dezenas de pacientes esquizofrênicos.6-dimetil-. Na clínica foi pouco ensaiada. 89). Stephen Stahl e demais colaboradores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanfford. sobretudo. apresentado nos anos 80 como um novo e potencial antipsicótico atípico com potência próxima à do haloperidol. O composto. É considerado um bloqueador dopaminérgico D2 seletivo (77) e não um depletor de monoaminas como os alcalóides indólicos da Rauwolfia.trans-(+-). foram relatados no Japão (112). estrogênio. 3-etil-1. OPERTIL (Finlândia) (L’efarmos) – comp 40mg (descontinuado) 5 e 10mg. Teve seu emprego sugerido na Síndrome de Gilles de La Tourette em ROXINDOL (ROXINDOLE) 1H-indol-5-ol. 32.8a. vertigens. a elevação nas concentrações de prolactina observada com a piquindona foi tão intensa quanto a determinada pelo haloperidol (61). no entanto. ceruletida. com propriedades estereoespaciais próximas às das ortopramidas (metoclopramida) e do atípico zetidolina (uma imidazolidinona.9-octaidro-2. náuseas. valproato de sódio. Recentemente dois casos de Síndrome Neuroléptica Maligna em pacientes senis com evidências de comprometimento orgânico-cerebral. 5. EQUIPERTINE (França) (descontinuado). mas menor propensão que este às reações extrapiramidais (24). lecitina. hipotensão.7.4a. clonidina. Não consta seu licenciamento ou comercialização na atualidade. sialorréia. Desde então. Não disponível comercialmente 4H-Pirrolo(2. do grupo do sertindol que examinamos na última seção deste capítulo) (22. Apesar de potencial cataleptogênico menor. embora moderadas. análogo rígido da molindona. 117).6. conduzido por Cohen. não houve novos investimentos em seu desenvolvimento. Califórnia. vitamina E e tiaprida.

Mostrou capacidade de reduzir a secreção de prolactina em intensidade comparável à da bromocriptina (52. mesmo nas faixas inferiores de doses.123).3-Dioxolo(4.3-dioxol (4. mesilato. cujo emprego contribuiria para uma redução na hipersensibilidade dopaminérgica central postuladamente presente em pacientes esquizofrênicos (46. figura como antipsicótico no ChemidPlus (18). TEPIRINDOL (TEPIRINDOLE) 5-Cloro-3-(1. 60). além de propriedades antidepressivas. Seu desenvolvimento como antipsicótico viria a ser interrompido a partir do ensaio clínico com esquizofrênicos que a literatura registra em 1995 (46). 85).6-tetraiidropiidil)1-butil)-1-indol mesilato ou: indolilbutil-4-feniltetraidropiridina ou: 3-[4-(4-fenil-1. SOLIPERTINA (SOLYPERTINE. além do potente e seletivo agonismo D2 pré-sináptico mencionado (98).C-H4-O3-S DD: 15 a 45mg.2. Foi introduzido como um antipsicótico sem propriedades catalépticas e potente agonista seletivo nos auto-receptores dopaminérgicos. 7-(2-(4-(2metóxifenil)-1-piperazinil)etil). Também confirmar-se-ia importante antagonismo serotoninérgico em 5Ht2A (67).3. 2. mas. Desde então. na única referência disponível em banco de dados especializados.3.980. (CAS RN 119742-13-1) FM: C23-H26-N2-O. 6-tetraidro-1piridil)butil]indol-5-ol (mesilato) ou: (EMD 49. passando a ser referido como potencial antidepressivo (68. Estudos farmacodinâmicos mais apurados demonstraram que se comportava como um agonista parcial dopaminérgico D3 (em menor grau D2 e D4). Não disponível comercialmente. 55.6-tetraidro-1-propil-4- 190 . embora sem referências às faixas de doses terapêuticas. serotoninérgico 5Ht1A (em menor grau 5Ht1B e 5Ht1D). SOLPYERTINE) 5H-1.ou: 7-(2-(4-(o-Metóxifenil)-1-piperazinil)etil)(5H)1.5-f) indol ou: (WIN 18413-2) (CAS RN 4448-96-8) FM: C22-H25-N3-O3 Disponibilizada industrialmente sob a forma de tartarato. 107).5-f)indol. cloridrato).2. Não disponível comercialmente.5-Hidróxi-3-(4-(4-fenil-1. e rápido início de ação nos pacientes com Depressão Maior (45.. Não há registros de ensaios clínicos ou experimentos laboratoriais na literatura. não se tem registros de novos ensaios em qualquer de suas potenciais indicações. 3. efeitos inibitórios na recaptação de serotonina (13). EMD 38362.

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a D2 receptor antagonist. com suspeita de casos de morte súbita por fibrilação ventricular e arritmias do tipo “Torsade de Pointes”). A estrutura 2imidazolidinona está presente num variado grupo de compostos desenvolvidos como quimioterápicos. Case report of four patients with Tourette syndrome treated with piquindone. Wadzisz FJ. Uhr SB. Act Nerv Super (Praha) 1968 Oct 3. na literatura especializada. a última a ser introduzida em 1990. Das duas 2-imidazolidinonas com propriedades antidopaminérgicas centrais remanescentes. 42).11(12):784-92. Br J Anaesth 1973 Oct. mas foi descontinuada ainda na década de 80. C3-H4-N2) é um bloqueador enzimático usado em agricultura como inseticida. Korf J. foi retirado de comercialização na maior parte dos países onde já estava licenciado. A comparative trial of oxypertine and chlorpromazine in the treatment of acute psychoses. van Praag HM. Curr Ther Res Clin Exp 1969 Dec. Vinar O.45 (10):1075-81. Hamouz V. 120.116. 123. Ward-McQuaid JN. Acta Psychiatr Scand 1975 May. Berger PA. 119. Chowdhury MI. compostos aparentados para as tripanossomíases (72) e outras protozooses (54. Não obstante permanece acessa a polêmica. a novel dopamine-2 receptor antagonist. Am J Psychiatry 1979 Jul. porém. sobre a exata dimensão do risco e a necessidade desta medida extrema. 51(4):268-84. A zetidolina é um antagonista seletivo D2-like com baixo perfil de efeitos motores e farmacodinâmica que muito se assemelha à das benzamidas. Pruitt B. Stahl SM. 38. tanto o composto AL-1965 como a zetidolina (ambos não-indólicos) não chegaram a se firmar como antipsicóticos. possui subestrutura indólica. Annitto W. Improvement of symptoms in Tourette syndrome by piquindone. não goza de menção na literatura nem há notícias de possível aproveitamento farmacêutico. Galactorrhea associated with molindone. seria despertado o interesse para as propriedades antidopaminérgicas (imidolina. Uhr SB.N-dimetilamino)etil]-3-mclorofenil-2-imidazolidinona) e posteriormente da irindalona ((+)-(1R. 5Ht2 /D2) . 118. Zaman SA. Postoperative pain and anxiety. Desde os anos 70 e 80. Oxypertine in schizophrenic psychoses. zetidolina) e antisserotoninérgicas (irindalona) que se observavam quando se dotavam os derivados 2imidazolidinônicos. como se verá. como o niridazol para tratamento da esquistossomíase (13.10(3):315-7. Pruitt B. 56). Holsboer F: Effects of the dopamine autoreceptor agonist roxindole in patients with depression. Stahl SM. por razões de segurança cardiovascular (registro de transtornos da repolarização com prolongamento do intervalo QTc. J Clin Psychopharmacol 1986 Apr. 194 . Krieg JC. Destas substâncias com potenciais aplicações como antipsicóticos. Berger PA. apenas a irindalona e o sertindol.3-Diaza2. na qual foi introduzida. Feinsod R. A comparison of pentazocine alone and pentazocine combined with oxypertine in postoperative pain and anxiety. ou ainda para uso em infecções do trato urinário (65). 22. 117. 1): 175B. 1992. Int Clin Psychopharmacol 1986 Jul.3S)-1-(2-(4-(3-(p-Fluoro fenil)-1-indanil)-1-piperazinil)etil)-2-imidazo lidinona). Biochemical research into psychosis. a partir da imidolina (1-[2-(N.6(2):128-30. 121. a partir de pequena modificação da primeira. Bastecky J. Wesp CE Jr.136(7):975. Controlled clinical trial in two psychiatric hospitals. O sertindol alcançou pleno desenvolvimento como novo atípico (com antagonismo serotonino/dopaminérgico. O composto AL-1965 foi ensaiado em pacientes esquizofrênicos nos anos 70.1(3):216-20. de cadeias alifáticas maiores (05. 122. Wiedemann K. C) O Sertindol e As 2-Imidazolidinonas O imidazol (1. mas desde então. Clin Neuropharm 15 (suppl. mais recentemente. Kellner M. 70).4-ciclopentadieno.

AL-1965 2-Imidazolidinona.piperidinil]etil]-3-(2propil)-2-imidazolidinona) (47). No geral demonstra afinidade moderada por toda a subfamília de receptores dopaminérgicos do tipo D2 (D2-like = D2. Também como outros atípicos.4dioxa-8-azaspiro(4. O sertindol é um agente antipsicótico atípico que.ou: 1-(2-(4-(5-Cloro-1-(p-fluorofenil)indol-3il)piperidino)etil)-. 1-(2-(4-(5-cloro-1-(4fluorofenil)-1H-indol-3-il)-1-piperidinil-)etil). 35). 5-diclorofenil) imidazolidin-2-ona.01-5) FM: C24. Na literatura. Lundbeck S/A (48. (59). razão mais provável de seu não aproveitamento. porém alta incidência de efeitos adversos extrapiramidais.5-diclorofenil)-3-(2-(1. baixa afinidade por 5Ht1A (ao contrário da ziprasidona) e 5Ht3 (aqui 2-Imidazolidinona.ou: 1-[2-(1. 71).F. à semelhança da risperidona e da ziprasidona. 1-(3.N4. neste aspecto à risperidona e ziprasidona e contrapondo-se à clozapina (alta afinidade por D1 com baixa por D2) (37. uma imidazolidinona caracterizada como antagonista serotoninérgico 5Ht2. Foi introduzido na década de 90 por pesquisadores da companhia farmacêutica dinamarquesa H.Cl.5dimetil-3-(4-fluorfenil)-1H-indol-1-il]-1piperidinil]etil]-2-imidazolidinona (04) e outros (03) ainda sem notícias de experimentação clínica.O DD: 12 a 24 (68). Não disponível comercialmente. como a clozapina. O sertindol teria ação límbica em D2 tão ou mais seletiva do que a clozapina ou olanzapina (11. 51). antecipando longa duração de ação (3-4 dias). do que clozapina. conduzido por investigadores norte-americanos e publicado no ano de 1976. Demonstra grande afinidade por 5Ht2A sendo antagonista mais potente em termos absolutos. Consegue alcançar deste modo. 4-dioxa-8-azaspiro[4.5)dec-8-il)etil). razão de bloqueio 5Ht2A/D2 claramente positiva (67) além de demonstrar. Sua patente pertence a Bristol (USA).2-imidazolidinona ou: (Lu 23-174) (CAS RN 106516-24-9) (ANVISA 4474. 62) deflagrando uma busca por novos derivados no mesmo grupo (Lu 26042 ou -[6-cloro-1-(4fluorfenil)-1H-indol-3-il]-1. o 1-[2-[4-[2. baixa taxas de ocupação e ligação facilmente dissociável em receptores D2 (60. quando teria demonstrado eficácia equivalente à do haloperidol. Dela se diferencia apenas pela substituição do anel piperidínico por um piperazínico e a presença de um grupamento indol com átomo de cloro em posição 5. porém. Sua molécula tem uma estrutura muito próxima da irindalona. Tem. 17). a olanzapina ou a quetiapina. atua como potente agonista inverso em 5Ht2C (34 .5] decil)etil]-3-(3. consta apenas um ensaio clínico como antipsicótico em esquizofrênicos. D3 e D4) mas apenas débil pela D1 (D1-like = D1 e D5) assemelhando-se. risperidona ou olanzapina. SERTINDOL (SERTINDOLE) 195 . como outros atípicos. (CAS RN 39113-89-8) DD: 15 a 250mg (59) Como a zetidolina é uma imidazolidinona não-indólica. comporta-se como um bloqueador dopaminérgico/serotoninérgico mais restrito do que os atípicos com ação em múltiplos receptores. 44).H26. 4 a 24mg (41.

virtualmente inexistente. tioridazina. só foi superado neste aspecto da tolerabilidade pela risperidona e consideravelmente pela ziprasidona (02). 28. 52) com seus níveis plasmáticos elevando-se na presença de inibidores potentes da atividade desta enzima como a fluoxetina. volume ejaculatório reduzido (com desejo e função sexuais normais) e vaginite. Também demonstrou afinidade de moderada a alta por receptores alfa1-adrenérgicos. mostrou eficácia equivalente ao haloperidol (em doses de 12 a 24mg/dia) e superior ao placebo sobre os sintomas positivos e eficácia isolada sobre sintomas negativos em relação aos outros dois grupos (84). hipotensão. boca seca. 196 . edema perimaleolar. Como sua excreção se dá majoritariamente pelas fezes. 39). haloperidol. Eficácia E Tolerabilidade Estudo aberto de longa duração (1 ano) comparativo com o haloperidol demonstrou superioridade do sertindol na redução de re-hospitalizações e no grau de adesão ao tratamento (18). O ganho de peso registrado em estudo aberto retrospectivo com 122 pacientes em tratamento com clozapina. perfenazina. 29. Em estudo posterior de fase III. Mais raramente: ganho de peso (10% dos pacientes). a ação inibitória dopaminérgica é exercida seletivamente sobre os neurônios A10 (dos feixes mesocortical e mesolímbico) em detrimento dos neurônios dopaminérgicos de tipo A9 (estriatais) (63). 79. uma forma de distonia aguda do tronco (46). mostrando-se nos ensaios em freqüência equivalente ao placebo (31). confirmou a eficácia sobre os sintomas negativos (30). entre os novos antipsicóticos. muito embora alguns outros reconhecidos inibidores. para com os colinérgicos muscarínicos do tipo M1. acrescentando-se 4mg em dias alternados até um total de 24mg/dia. ausência de efeitos adversos anticolinérgicos e sedação (36). se necessário (64). As reações motoras extrapiramidais são raras. 25. considerada forma de préfibrilação ventricular e explicação para muitas mortes súbitas durante tratamento com antipsicóticos (01. dos quais as anormalidades de ritmo cardíaco com potencial prolongamento do intervalo QTc no eletrocardiograma in vivo e anormalidades equivalentes observadas in vitro. e outros efeitos adversos como congestão nasal. dispnéia e parestesias. não sejam capazes de alterá-las substancialmente (80). haloperidol. cefaléia e boca seca. O próprio sertindol não demonstra efeito inibitório importante sobre o complexo do citocromo P 450 (21. os efeitos adversos mais importantes foram os cardiovasculares. Já em estudo multicêntrico duplo-cego com oito semanas de duração. Como a risperidona e vários outros antipsicóticos (clorpromazina.igualando-se à ela. 75). 81). Aumentos diários ou mais agressivos não costumam ser bem tolerados pelo freqüente aparecimento de taquicardia. o que explica. Tem meia-vida plasmática de cerca de 60 a 90h (77. Modelos animais preditores de potencial para indução de Discinesia Tardia em humanos confirmaram um baixo risco. Entretanto já esteve relacionada a caso de Síndrome de Pisa. Contudo. Os efeitos adversos mais freqüentes em comparação ao placebo foram congestão nasal. As doses iniciais recomendadas são de 4mg/dia. por exemplo (24). zuclopentixol). histaminérgicos H1 e. baixa para alfa-2. Experimentos com animais sugerem também baixo potencial epileptogênico (14). Não determina elevação das taxas de prolactina (49). Farmacocinética É bem absorvido por via oral sem a interferência de alimentos ou antiácidos (76). Como a clozapina. Em amplo levantamento metanalítico publicado mais recentemente. 82). risperidona e sertindol mostrou-se inferior ao observado com as três primeiras substâncias (69. significativamente diferente do haloperidol. respectivamente. em contraposição à clozapina e à olanzapina). olanzapina. 78. trazendo risco das graves arritmias ventriculares do tipo “Torsade de Pointes”. a farmacocinética não sofre importante modificações nos doentes renais (77). o sertindol é predominantemente metabolizado pela isoenzima CYP 2D6 (45. Possui dois metabólitos principais: deidrosertindol (Lu 28-092) e o norsertindol (Lu 25-073) com meias-vidas plasmáticas com duração 2 a 3 vezes maior (57). como a eritromicina e demais antibióticos macrolídeos.

3dimetil-1-azetidinil)etil). o caso seria reconsiderado ainda naquele ano. expressou sua opinião pessoal de que “dados sobre o sertindol não indicam que esta droga seja mais perigosa que as similares. resolveu retirar a New Drug Aplication que protocolara junto à agência depois que esta já não mais garantiu a aprovação de dois ensaios clínicos que a empresa então já conduzia. droperidol. 26. 55. mas apenas seus fabricantes dispõem de mais informação sobre seu produto que os demais” e ele na ocasião acreditava que. 20. o que de fato. 20mg. na verdade. Finalmente. Há fortes rumores de que a decisão da Abbott. No exterior até sua retirada: SERLECT® (Canadá). 197 . em função da incomum rapidez do processo de aprovação da olanzapina. Não disponível no Brasil. motivou maior demora da FDA em conceder o licenciamento para o primeiro e levou a agência a incluir uma advertência explícita na bula atual do fenotiazínico.3-dimetil-1azetidinil)etil)-2-imida. 27. 74 ) além de diversos outros medicamentos não-psiquiátricos.zolidinona ou: 1-(2-(3. alegando necessidade de maiores esclarecimentos sobre o aumento do intervalo QTc registrado em 1 a 4% dos pacientes nos ensaios europeus de Fases II e III. (Espanha) (Portugal) (Itália) (República Checa) (Reino Unido) (Bélgica) (Alemanha) (Dinamarca) (Hungria) Suécia). no curto e longo prazo e alguns experimentos in vitro (19. até de forma superior ao sertindol em algumas estatísticas. pimozida. e a decisão não deixou de causar estranheza. em dezembro de 1998.uk). e isto apesar da não-usual segunda recomendação favorável do Comitê em outubro de 1997. SERDOLECT® . Lundbeck A/S que originalmente detém sua patente. Risco semelhante. em sua página na Internet (www. em janeiro de 1998. dofetilida.A bula original nos países europeus por conta deste risco passou a recomendar a redução das doses na fase de manutenção e nos pacientes mais idosos. apenas com uma semana de intervalo de pedido equivalente para o sertindol. haloperidol.com.nmhc. ZETIDOLINA (ZETIDOLINE) 1-(m-Clorofenil)-3-(2-(3. o psicofarmacólogo inglês. O FDA Psychopharmacological Advisory Commitee inicialmente havia considerado o sertindol uma droga segura e eficaz e recomendou (julho de 1996) sua aprovação como antipsicótico mas a Abbott.zolidinona ou: 2-Imidazolidinona. astemizol. terfenadina. teria sido determinada pelo registro de 27 óbitos em 2194 pacientes tratados por períodos mais prolongados (média de 6 meses) das quais pelo menos 6 teriam sido causadas por mal cardíaco súbito (possível parada por fibrilação ventricular). Esta arritmogenicidade é uma temível possibilidade já constatada para vários outros antipsicóticos (tioridazina. no Reino Unido e em muitos dos países europeus. confirmado para ziprasidona e tioridazina. Metanálise registrada e periodicamente atualizada na Cochrane Collaboration confirma a importância deste risco para o sertindol e não recomenda sua reabilitação sem ampla comprovação experimental de mínimas condições de segurança para seu uso clínico (40). 12mg. Na ocasião. outro antipsicótico atípico (setembro de 1996) cujo pedido inicial de aprovação junto à agência norte-americana fora protocolado pela Lilly em setembro de 1995. Desenvolvido pela firma farmacêutica dinamarquesa H. pelo menos no Reino Unido. 50.comps.ou: 1-(3-Clorofenil)-3-(2-(3.zolidinona ou: (DL 308)(DL 308-IT) (CAS RN 51940-78-4) FM: C16-H22-Cl-N3-O DD: 20 a 40mg (58). já se encontrava disponível em 18 países da União Européia. 16mg.3-Dimetilazetidin-1-il)etil)-3-(3clorofenil)-2-imida. voltada para informar os profissionais e o público em geral.3-dimetil-1azetidinil)etil)-2-imida. a droga foi retirada voluntariamente pelo fabricante. 73. 1-(3-clorofenil)-3-(2-(3. não ocorreria. o sertindol na ocasião. como cisaprida. eritromicina ou esparfloxacina. além de Canadá. 4mg. ziprasidona). Stephen Bazire (10).

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centrais e periféricos. dez ou mais vezes maiores às doses antieméticas eficazes em alguns compostos. benzoilamidas. obtida na Europa. e até de ocasionar. no geral. é capaz de elevar as taxas de prolactina. com utilidade na sintomatologia negativa e afetiva secundária de esquizofrênicos crônicos. Curiosamente. além de vômitos intensos. metóxi-salicilamidas. delírios. Várias amidas modificadas do ácido benzóico ou benzamidas modificadas (ou ainda. Como vimos em capítulos anteriores. -moderado risco de extrapiramidalismo. com ausência de efeitos anticolinérgicos. a partir da metoclopramida (PLASIL®). do mesmo modo que substâncias básicas de outros grupos de neurolépticos. nos anos seguintes. não mostra ações centrais nas doses habitualmente empregadas em clínica médica pela baixa biodisponibilidade. assim como as do tronco cerebral e do cerebelo. como a fenotiazina (e o azul de metileno) e o tioxanteno (e a acridina). viria alcançar emprego como novos medicamentos antipsicóticos. e fraca ou ausente sedação. apesar de bloqueador dopaminérgico e agonista serotoninérgico. com uma ou outra exceção: -potentes ações antiemética e antivertiginosa. sendo utilizado na indústria química para conservação de bebidas. Tais efeitos. Todos estes fatores reunidos. uma das provas laboratoriais classicamente utilizadas como preditoras de propriedades neurolépticas para fármacos sob investigação. derivado monocarboxílico do benzeno. mesolímbica e nigro-estriatal). contudo. assim como a elevação das concentrações de prolactina por eles determinada. fenilcarboxamidas. já tendo sido implicada em Síndrome Neuroléptica 201 . orto-anisamidas ou ortopramidas). embora mais raramente. A síntese da primeira ortopramida. metabolizada no fígado e excretada sob a forma de ácido hipúrico. -intensa e sustentada elevação das taxas de prolactina com efeitos adversos neuroendócrinos freqüentes.VI. poderiam ajudar-nos a compreender boa parte do perfil farmacológico deste grupo de antipsicóticos. Como sabemos. além de outras formas de depressão. anisamidas. ao lado da mesocortical. Um menor número dos derivados. como medicamentos antieméticos e/ou gastrocinéticos (esvaziadores do conteúdo gástrico por relaxamento do esfíncter pilórico). reações distônicas agudas. um poderoso agonista dopaminérgico cuja administração em animais de experimentação. Esta substância. com escassa penetração da BHE. não penetram no SNC. por Louis Justin-Besançon e seus colaboradores nos laboratórios da companhia médicofarmacêutica Delagrange. na França. o precursor das benzamidas também possui propriedades antissépticas. Contudo. -ações “ativadoras” ou antidepressivas em doses baixas. Como se sabe. como é o caso das hidrossolúveis benzamidas modificadas (04). a partir da sulpirida e da descoberta de suas propriedades antidopaminérgicas centrais. válido no geral. diversos neurolépticos fenotiazínicos mostram propriedades antieméticas que autorizam seu aproveitamento clínico na indicação. incolor. Benzamidas Introdução e Histórico O ácido benzóico. etc) observada somente com doses superiores. é uma substância cristalina. alcançaram consagração em todo o mundo desde o final dos anos 60. sendo alcançáveis por fármacos de baixa lipossolubilidade que. determina estereotipias motoras e hipercinesia. além de servir de base para a síntese de corantes. no início da dos anos 60 (07). são atribuídos à sua capacidade de bloquear os neurônios da via dopaminérgica túbero-infundibular hipotalâmica (uma das quatro grandes vias cerebrais. consiste na capacidade em antagonizar efeitos da apomorfina. fora alcançada a partir da ortoanisamida. em 1964. as estruturas hipotalâmicas. o popular antiemético metoclopramida. -ação antipsicótica (alucinações. não estariam sob a inteira proteção da barreira hematoencefálica (BHE).

no mínimo dezenas de vezes superiores às doses utilizadas como antieméticas. e cisaprida (CINETIC. sabe-se que muitas destas substâncias são. Propriedades antipsicóticas foram demonstradas com doses muito altas.Maligna. no Brasil e vários países da Europa. mas a maioria não tendo alcançado grande consagração clínicofarmacêutica: o antialérgico cloxaceprida. agonistas serotoninérgicos em receptores serotoninérgicos 5Ht4 e. os reguladores da motilidade gastrintestinal ou gastrocinéticos cleboprida. Além de antagonistas dopaminérgicos D2–like e serotoninérgicos 5Ht3 centrais. esta iatrogenia medicamentosa tem sido freqüentemente constatada com o uso de alguns antipsicóticos (tioridazina. etc). gastroprotetores e/ou antieméticos. 10). como veremos a seguir. A cisaprida. pelo registro de alargamento do intervalo QTc no eletrocardiograma e possível desencadeamento de arritmias ventriculares graves do tipo “Torsade de Pointes”. Apesar de bloqueadores dopaminérgicos centrais em maiores doses. mosaprida. merece exame pela recente notoriedade ao ser retirada do mercado norte-americano e. os antieméticos batanoprida e pancoprida. etc) além de outros medicamentos. a esta propriedade deve-se sua ação procinética ou estimuladora da peristalse gastroentérica (01. a bromoprida (DIGECAP. são empregadas como Mas. pelo 202 . pimozida. perifericamente. Como se sabe. em seguida. prucaloprida e o gastroprotetor cinitaprida. Outras benzamidas de configuração molecular amino-etil e 4-piperidinil vêm sendo desde então desenvolvidas. o hipoglicemiante glimeprida. ziprasidona. dotadas de propriedades neurolépticas brandas e que serão examinadas a seguir. dobuprida. Também são benzamidas comercializadas no país. sertindol. medicamentos estimuladores da peristalse. logo após a introdução da metoclopramida. por agonismo e antagonismo dopaminérgico central em 1967. droperidol. a alizaprida (SUPERAN). com a síntese da sulpirida com definidas ações comportamentais. etc).

prossulprida. compostos NCQ 115. liderado pela sulpirida mas onde também figuram amissulprida. tioxantenos e butirofenonas da década anterior. D3. nafadotrida (v. como um novo antipsicótico com baixa propensão a extrapiramidalismo e que examinaremos a seguir como representante único dos derivados 3pirrolidinil. Florvall e seus colaboradores na companhia químicofarmacêutica Astra Läkemedel (mais tarde Astra Arcus. sulveraprida e 203 . XVIII. azaprida. loraprida. embora tenham servido de base para o desenvolvimento da nemonaprida ou emonaprida (composto YM09151. cleboprida. remoxiprida. (03). além de ansiolítico e antidepressivo (11). a busca por novas benzamidas não se esgotou. com pequenas variações estruturais. entre os primeiros neurolépticos denominados de “atípicos” por parte dos psicofarmacólogos na década de 70. ciproprida. Na França. NCQ 298. mas não chegaram a alcançar desenvolvimento clínico-farmacêutico.subgrupo original e ao qual pertencem a metoclopramida e tiaprida e onde também figuram batanoprida. flubeprida. em geral seletivas para os receptores D2-like. como o FLB 457. Ogren. iodossulprida. foi introduzida a sultoprida com seu derivado aminado. levossulprida.benzamida). sendo completado pela alizaprida. novas benzamidas modificadas com propriedades antipsicóticas foram obtidas.3RS)-(1Benzil-2-metil-3-pirrolidinil)-5-cloro-2-metóxi-4metilaminobenzamida) (14). FLB 463 (salicilamidas substituídas). D4) com propriedades antipsicóticas por ação mesolímbica preferencial e alto limiar cataleptogênico. bromoprida. ao lado de clozapina. LUR 2366. racloprida. NCQ 115 e NCQ 616 e epideprida (o derivado iodado da isoremoxiprida) (05. azidocleboprida. cloxaceprida e espectramida. contrariando o padrão típico das benzamidas. têm sido aproveitados apenas como antagonistas ou marcadores biológicos de receptores dopaminérgicos D2–like centrais. cinitaprida. e YM-08051 (13). Na série BRL o composto 25594 mostrou intensa atividade antagonista D2–like. Estes derivados 3-pirrolidínicos. Hall.sob a forma de isômeros radioativos nos estudos com neuroimagem. loxapina e alguns outros mais. brocleprida. a sulpirida despertou o interesse de muitos grupos de pesquisa e. dobuprida. têm ação preferencial inédita nos receptores dopaminérgicos D1-like (D1. NCQ 298. composto DO 710. Classificação Estrutural das Benzamidas Do ponto de vista estrutural. alpiroprida. deniprida. amissulprida. FLB 463. 58) introduzidos nos anos 90. Outra substância recém sintetizada é o composto S 14506 que atua como potente agonista em 5HtlA e antagonista D2-like. FLB 524. isto é. itoprida. compostos BRL 25594. compostos FLB 457. alcançariam finalmente a remoxiprida. dependentes da adenilato-ciclase. D3 e D4. 08. podemos subdividir as benzamidas em: Derivados Amino-etil . o primeiro novo grupo de neurolépticos. logo determinou sua inclusão. D2.o subgrupo com maior interesse para o psiquiatra. D5). Suécia. sulmeprida. de modo semelhante à buspirona e com potencial aproveitamento como marcador biológico dos receptores serotoninérgicos 5Ht1A e potencial antipsicótico atípico. na Escandinávia.pelos quais demonstram alta e seletiva afinidade.mesmo grupo de investigadores (02). atualmente incorporada pela Astra-Zêneca) na busca por novos derivados 2-pirrolidinil. sultoprida e veraliprida. irolaprida. era inaugurado nos anos 60. Derivados 4-piperidinil . prideperona e trazoloprida. após as fenotiazinas. Outros Antipsicóticos). ou seja: antagonismo seletivo D2-like (D2. ainda na década de 70. etaceprida. epideprida. isossulprida. tioridazina. em Södertälje. por sua potência de bloqueio dopaminérgico e/ou por não representarem nenhuma vantagem terapêutica em relação às drogas já disponíveis. Por estas características diferenciais. em diversos centros ao redor do mundo. YM-09151-2 ou ainda N-(2RS. desenvolvidos pela firma farmacêutica japonesa Yamanouchi no final da década de 70. Outros ainda. na década seguinte. clotiapina. Apesar de constituir certamente um dos grupos químicos mais explorados. 06.subgrupo da cisaprida e ao qual pertencem também a aleprida. eticloprida. embora não se tenha detalhes acerca do desenvolvimento como antipsicótico (15). apresentaram interessantes propriedades antidopaminérgicas centrais como os compostos YM-08050 (5-cloro2-metóxi-4-(metilamino)-N-(1-(fenilmetil)-3pirrolid. O interessante perfil clínicofarmacológico da sulpirida. com ausência de extrapiramidalismo. 09.inil). Há também novas benzamidas que. Derivados 2-pirrolidinil . vindo a seguir e nos anos 80.

embora empregado no país apenas como antiemético. 14. Maeno H. Arch Int Pharmacodyn Ther 1979 Sep. High affinity dopamine D2 receptor radioligands. 08. Dopamine receptor antagonist properties of S 14506. 434(3):169-76 13. Laville C. 12(6):871-3.241(1):68-78.pirrolidínicos e demais benzamidas. 07. 05. raclopride and clozapine in rodents. Karlsson P. Também examinamos nesta seção os compostos BRL 34778 e BW 1192U90. 9(3-4):333-50. Nishikori K.subgrupo de potenciais antipsicóticos: compostos YM-08050 e YM-08051 e nemonaprida. (R)-zacoprida. Buchheit KH. Acta Pharmacol Toxicol (Copenh) 1984 Sep. J Med Chem 1990 Apr. Loc'h C.49(8):617-28.tinissulprida. de Paulis T. 2 e 3. ticaloprida. Butler BT. Langlois M. C R Acad Sci (Paris) 1964. lintoprida. Hall H. 258:4384-86. J Pharmacol Exp Ther 1991. Johansson L. desenvolvida originalmente na série B dos compostos de Janssen).26(5):509-18. 259(2):501-7. Ginestet. e Outras benzamidas . Sandell J. Manning RG. zacoprida e outras. SL 74205. Clanton JA. 11. Noshiro O. na condição de bloqueadores D2-like. Gaddis RR.Carbon-11 epidepride: a suitable radioligand for PET investigation of striatal and extrastriatal dopamine D2 receptors. Margarit M.2-Diaminocyclopropane as Novel Ligands for Human D2 and D3 Dopamine Receptors. iodolisurida. lirexaprida. Dolle F. Arbaoui J. a potent and specific radioligand for the characterization of striatal and extrastriatal dopamine D2 receptors. Effect of lipophilicity of substituted benzamides on the dopaminergic effects in vivo and in vitro. mostra uma estrutura mista inédita. Gillespie D. trimetobenzamida. mexacoprida. Eur J Pharmacol 1994 Dec 12. Sano K. Ogren SO. tropraprida. Eur J Pharmacol 2002 Jan. A metoclopramida pelo seu interesse histórico além das propriedades neurolépticas comprovadas. Chagraoui A. Olsson H. Protais P. Esta seção também poderia abarcar várias outras não classificáveis nos subgrupos anteriores. Langer O. Ansari MS. Sur les nouveaux médicaments neuroleptiques. al-Tikriti M. Lundkvist C. D. Drug Des Discov 1993. a new gastrointestinal prokinetic agent. Hall H. 04. Kefi S. 09. Farde L. Thominet L. Selective permeation of the blood-brain barrier as a cause of the anomalous properties of 'atypical'neuroleptics. LY 104109. Potential antipsychotic agents 5. com um grupo benzisotiazólico na extremidade oposta de sua molécula e o segundo é uma benzamida azabicíclica. Min Medica 1968. renzaprida. The development of dopamine D2-receptor selective antagonists. Linnik MD.55(3):211-5. Constituition chimie et propriétés biologiques du sulpiride. Nakane T. Masuda N. Miyata H. [125I]epidepride. pancoprida. Halldin C.benzamidas com estrutura diversa. do qual foram derivados os demais subgrupos como o 4-piperidínico. 8:321-327. enhances gastric contractile and emptying activities in dogs and rats. Hall H. Synthesis and antidopaminergic properties of substituted 5. Analysis of serotonergic mechanisms underlying benzamide-induced gastroprokinesis. licenciada pela Synthelabo-Espasil para “tratamento dos sintomas psico-afetivos e físicos 204 .271(1):167-77. Pharmacological and biochemical studies on a new potential neuroleptic. 06. 02. 03.6- A) Derivados Amino-Etil Este é o subgrupo original de compostos benzamídicos. Strom P. ioloprida. Vaufrey F. Finalmente examinamos a dazoprida e a halopemida (benzamida mista de origem butirofenônica. Hogberg T. Mocaer E. Bengtsson S. Justin-Besançon L. Nucl Med Biol 1999 Jul. Kessler RM. N-(1benzyl-3-pyrrolidinyl)-5-chloro-2-methoxy-4methylaminobenzamide (YM-08050). Crouzel C. mas que aqui não figuram por não despertarem interesse em Psiquiatria como a glimeprida. Maziere B. Innis R. Tazawa S. Eur J Pharmacol 1991. Wishart TB. Millan MJ. dimethoxysalicylamides and related compounds. algumas potenciais antipsicóticos como derivados recentes do 5-Ome-BPAT. 205(2):203-8.Usuda S.73(2):103-9. Ressalte-se uma vez mais que algumas benzamidas examinadas a seguir não são utilizadas como medicamentos antipsicóticos mas foram incluídas nesta revisão por razões históricas e/ou interêsse toxicológico ou farmacológico para o psiquiatra. Hogberg T. Neuroleptic properties of cis-N-(1-benzyl-2-methylpyrrolidin-3-yl)-5chloro-2-methoxy-4-methylaminobenzamide (YM-09151-2) with selective antidopaminergic activity. 15. Buhl T. Benzamides Derived from 1. Schmidt DE. 8-OH-DPAT. Deniker P. Prokinetic benzamides stimulate peristaltic activity in the isolated guinea pig ileum by activation of 5-Ht4 receptors. e finalmente a tiaprida. 10. Swahn CG. embora podendo ser classificado entre as benzamidas 4-piperidinil. Delay J. além da benzofurano-carboxamida Y 20024 descoberta mais recentemente na Ásia. Audinot V. Yang D. Ogren SO. KDR-5169. Ahmed NK. 12. O primeiro. também neuroléptico. a bromoprida como derivado bromado da metoclopramida e. Maeno H. Derivados 3-pirrolidinil . Psychopharmacology (Berl) 1981. Life Sci 1991. mosaprida.6:711. Florvall L. Referências Bibliográficas (Introdução e Histórico) 01.Usuda S. Kitazawa M. Bioorganic & Medicinal Chemistry 2000. Koizumi T. Pharmacol Biochem Behav 1980. Herberg LJ. 2.33(4):1155-63. de Paulis T.

4-amino-5-bromo-N-(2(dietilamino)etil)-2-metóxi. mostra as mesmas propriedades antidopaminérgicas da metoclopramida. frs c/ 10ml.(Itália) (Chiesi) caps. DIGESTON (QIF) . sol ped frs c/ 20ml (4mg).da senescência” pela experiência internacional acumulada em gerontopsiquiatria e no tratamento de álcool-dependentes.amps. apesar de ter aplicação clínica apenas como antiemético e regulador da motilidade gastrintestinal.ou: Benzamida. embora não estejam formalmente licenciadas como neurolépticos. DIGEREX (De Mayo) . como bem demonstraram pesquisadores brasileiros da Universidade de São Paulo (34). DIGEREX RETARD (De Mayo) . sol oral 4mg/ml. 60mg/ml. NORMOPRIDE ENZIMÁTICO (Sanofi) – comp de 5mg em associação com enzimas digestivas e dimeticona. cx c/ 20.6 h. induzidos pela apomorfina.cáps 10mg. sol oral 4mg/ml. DIGESTIL (Teuto-Brasileiro) .(Alemanha) (Merck) caps. clorpromazina (fenotiazina alifática). Apesar de nunca ter sido ensaiado ou utilizado como antipsicótico. 60mg . Eleva substancialmente as taxas de prolactina. sol oral (gotas) 8mg/ml. cx c/ 6 amp. 10mg . frs c/ 20ml. 4093-36-1. frs c/ 10ml.cáps 10mg. frs c/ 10ml. cáps retard 20mg. PLAMET (Libbs) . tietilperazina (fenotiazinas piperazínicas) e pimozida (difenilbutilpiperidina) (87. cx c/ 20. cx c/ 20. cleboprida.comps. sol oral 4mg/ml.cáps 10mg. BROMOPRIDE) 4-Amino-5-bromo-N-(2-(dietilamino)etil)-oanisamida ou: 4-amino-5-bromo-N-[2-(dietilamino)etil]-2metóxibenzamida ou: o-Anisamida. Do mesmo modo que o observado com alizaprida e metoclopramida. 76). cx c/ 20. estando o uso repetido ligado. cx c/ 6 e 50. Tem meia-vida plasmática de 2. DIGESAN (Synthelabo) . amp 2ml c/ 10mg. cx com 20. com o átomo de cloro sendo substituído por um de bromo. frs c/ 20ml.comp 10mg. 350 a 600mg (como antipsicótico).comp 10mg. sol inj amp 2ml c/ 10mg. DIGESTINA-BROMOPRIDA (União Química) . PRIMERAL (Synthelabo) – comp de 5mg em associação com enzimas digestivas e dimeticona. BROMOPRIDA (BROMOPIRIDA. Foi introduzido no final da década de 70 como nova benzamida (86). frs c/ 120ml. CASCAPRIDE . em média. BROMOPIRIDE.sol inj amp 2ml c/ 10mg. droperidol (butirofenonas).comp 10mg. O uso prolongado determina a hipersensibilidade dos receptores dopaminérgicos centrais. frs c/ 10ml. 4-amino-5-bromo-N-(2(dietilamino)etil). cx com 10 e 20. sol inj amp 2ml c/10mg.comp 10mg. 89). PRIDECIL (Farmalab) . em intensidade superior à metoclopramida e à sulpirida (33. cx c/ 20. cx c/ 20. Como aquela. comportase laboratorialmente como um neuroléptico ao bloquear a resposta condicionada em cães bem como o comportamento estereotipado no rato. como a benzquinamida (benzoquinolizina). do mesmo modo que fazem outros neurolépticos. sol oral 4mg/ml. como única diferença estrutural entre os compostos. OPRIDAN (Itália) (Locatelli) .cáps 20mg. No exterior: ARTOMEY. sol oral 1mg/ml. proclorperazina. 205 .comp 10mg. serão a seguir examinadas. frs c/ 120ml. sol oral 1mg/ml. PLESIUM .ou: N-(Dietilaminoetil)-2-metóxi-4-amino-5bromobenzamida ou: (VAL 13081). cx c/ 20. No Brasil: DIGECAP (Novaquim-Sigma) . cx c/ 6 e 50. metoclopramida (benzamidas). interage com a farmacocinética da digoxina. É o análogo bromado da metoclopramida. impondo controle e cuidados especiais em pacientes submetidos à associação (77). sol oral 4mg/ml. ao menos teoricamente. inclusive mesoestriatais do mesmo modo que os antipsicóticos típicos.sol. dicloridrato) FM: C14-H22-Br-N3-O2 DD: 10 a 30mg VO (como antiemético). frs c/ 120ml. ao desenvolvimento de Discinesia Tardia. gts ped frs c/ 20ml (4mg). base. É comercializado no Brasil como antiemético e regulador digestivo sob diferentes nomes-fantasia. (CAS RNs 4093-35-0. cx c/ 20. haloperidol. 10mg. sol oral 1mg/ml.

83. 81. a elevação da pressão arterial em pacientes com feocromocitoma. 117. Na literatura há menção a outros ensaios abertos com alguns resultados positivos na indicação (25. 2576-84-3. 93) com registro de Síndrome Serotoninérgica. monocloridrato monoidrato. Síndrome Neuroléptica Maligna (06. base. (CAS RNs 364-62-5. 80. Tem meia-vida plasmática de 5 a 8 horas. 102. 50. 90.174mg/dia. 30. 10mg. em doses diárias médias de 450mg +/. e impotência (09) e ginecomastia no homem.133mg versus 32mg +/. 95. 19. assim como de antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) (17. 113.ou: 4-amino-5-cloro-N-[2-(dietilamino)etil-2metóxibenzamida monocloridrato monoidrato ou: 4-Amino-5-cloro-N-(2-(dietilamino)etil)-2metóxibenzamida ou: 4-Amino-5-cloro-2-metóxi-N-(betadietilaminoetil)benzamida ou: 4-Amino-5-cloro-N-(2-(dietilamino)etil)-oanisamida ou: N-(Dietilaminoetil)-2-metóxi-4-amino-5clorobenzamida ou: 2-Metóxi-5-cloroprocainamida ou: 5-Cloro-2-metóxiprocainamida ou: (AHR 3070) (DEL 1267). Com baixa penetração na barreira hematoencefálica. 4-amino-5-cloro-N-(2(dietilamino)etil)-2-metóxi.ou: o-Anisamida. inclusive seguida de morte súbita (101. 134) com amenorréia (03) e galactorréia na mulher. hipertermia (132. 116). muito próximas das doses tóxicas (43). 40. Discinesia Tardia (45.107. 127). 130. METOCHLOPRAMIDE. inclusive (36). 21. 20). porém. 68. Há o registro de 206 . esta última especialmente em crianças e adolescentes (69).ou: 2-Metóxi-4-amino-5-cloro-N. Acatisia (08. em doses médias de 572 +/. monocloridrato) FM: C14-H22-Cl-N3-O2 DD: 10 a 30mg VO (como antiemético). 62. suas ações são predominantemente periféricas nas doses habitualmente empregadas na clínica como antiemético. inclusive com tentativa de suicídio (16). 4-amino-5-cloro-N-(2dietilamino)etil). 39. METOCLOPRAMIDE) n-Anisamida.(Espanha) (Delagrange) (retirado) (Itália) (Celafar). Acatisia Tardia com Depressão (124). 54143-57-6. preferencialmente. METOCLOPRAMIDA (METHOCHLOPRAMIDE. 24.(Alemanha) (Schürholz) amps.9. 106). Pseudotétano (74). 60. Também ocasiona. Por sua capacidade em elevar a prolactina é empregada também como estimulante da lactação em mulheres no puerpério (12. como outros neurolépticos. 59. sobre o sistema mesolímbico (no tubérculo olfatório e sem ação no núcleo accumbens no caso da metoclopramida) à semelhança do antipsicótico atípico clozapina e dos semi-atípicos. 135). Ensaio aberto prévio do mesmo autor já havia revelado uma eficácia de 80% nos pacientes esquizofrênicos de sua amostra. Parece haver uma facilitação das reações extrapiramidais na presença da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA) (38) com o emprego de outros bloqueadores dopaminérgicos. 70. 108). 122. 120. respectivamente (44). 126) e hiperprolactinemia (10. 128). 137) e insuficiência cardíaca congestiva (01). o que é aproveitado como teste diagnóstico para a doença (35. 105. 11. em pacientes esquizofrênicos. 14. 118. Estudos em roedores mostram que a ação de bloqueio dopaminérgico D2 se faz com menor intensidade no striatum e. É ainda muito empregado no Brasil como antiemético nos distúrbios da motilidade gastrointestinal e como preparação para exames radiológicos do trato digestivo.10mg/2ml. além do registro de arritmias (51. 28. 98). Já foi ensaiado como antipsicótico na China em estudo duplo-cego comparativo com o haloperidol. dicloridrato. 53. Há casos descritos na literatura de parada cardíaca total com a administração endovenosa (79. 57).caps. Parkinsonismo (72. VIABEN . Pode ocasionar reações extrapiramidais como Distonia Aguda (07. 119. 136). 82). 73. 7232-21-5. 10mg/2ml . 22. 37.Ndimetilaminoetil)benzamida ou: Benzamida.2mg. VALOPRIDE . 4-amino-5-cloro-N-(2(dietilamino)etil). As doses eficazes ficavam. 48. 350 a 600mg (como antipsicótico). com resultados equivalentes. sulpirida e tioridazina (18.

EUCIL (Farmasa) comp 10mg. leve sedação.comp 10mg.cloridr de. frs c/ 100ml. mas marcante elevação da prolactina (66) como observado com a quase totalidade das benzamidas. amp 2ml (10 mg). É uma benzamida de síntese e introdução na década de 70 (85). No Brasil: EMETIC (Elofar) . PLASIL (Hoescht) . 115). Está classificada entre os antagonistas dopaminérgicos com utilidade como antipsicótico e agente antidiscinético no banco de dados Chemid Plus (15). amp 10mg. sol oral pediátrica 4mg/ml. cx c/ 100. Benzamida. comp 10mg. como medicamento para os “sintomas psicoafetivos e físicos da senescência”. 300 a 1200mg (26). VOMINIL (Sedabel) . sup adulto 10mg. frs c/ 10ml. sup pediátrico 5mg. Na Europa foi promovida como “neuromodulador autonômico”. cx c/ 20. 60 e 120ml. que recomenda o fracionamento das doses. cx c/ 10. 123). sol oral 10mg/ml. Também tem sido proposta nas dores crônicas. frs c/ 120ml. Agranulocitose (47. amp 2 l (10 mg). 121. cx c/ 20. em especial (13). de 3 a 4 horas. sol oral 4mg/ml. frs c/ 10ml. tartamudez (112). 98. xarope 1mg/ml. além de discinesias em geral (26. Já esteve implicada em Depressão (32. e Discinesia Tardia. 58). 54.comp 10mg. cx c/ 20 e 200. sol oral pediátrica 4mg/ml. cx c/ 100. PLAGEX (Teuto-Brasileiro) . É um antagonista D2-like com menor afinidade que a sulpirida ou haloperidol (04) mas demonstra ação alucinolítica na clínica (05. 110). encontra-se em fase pré-clínica de desenvolvimento pela Pfizer como um novo agente antidiscinético. N-(2-(dietilamino)etil)-2-metóxi-5(metilsulfonil). náuseas. sol oral 3mg/ml. 111. frs c/ 10ml. cx c/ 5. 67).um caso de reação distônica do tronco (Síndrome de Pisa) após a administração de metoclopramida em paciente que vinha em tratamento com a clozapina (61). No Exterior: METOCLOL MAXOLON MORIPERAN PLASIL PRIMPERAN RELIVERAN e centenas de outros mais. amp 2ml c/ 10mg. frs c/ 100ml. cx c/ 20. sol oral 1mg/ml. 20 e 200. sol oral 1mg/ml. cx c/ 3 e 25. cx c/ 20.comp 10mg. Púrpura não-Trombocitopênica reversível (42). 75) e na Coréia de Huntington (41. sol pediat 4mg/ml(21 gts). mas reações distônicas TIAPRIDA (THIAPRIDE. frs c/ 10. Tem uma meia vida plasmática curta. mas que só recentemente despertou o interesse da indústria para um desenvolvimento mais amplo. Empregada também em discinesias induzidas pela L-Dopa (64. cx c/ 3 e 100. embora sem mostrar superioridade sobre o clordiazepóxido no manejo da abstinência (65). frs c/ 10ml. METOCLOPRAMIDA (Ariston) (Bunker) (Davidson) (Delta) (Ducto) (EMS) (Hipolabor) (IMA) (Luper) (Neo-Química) (Vital Brazil) METOVIT (Brasmédica) NO-VOMIT (IMA) . 71) e meta-hemoglobinemia (56. frs c/ 10. frs c/ 10ml. sol oral 1mg/ml. a hemodiálise costuma ser ineficaz (138). É comercializada em vários países da Europa e no Brasil. sol oral pediátrica 4mg/ml.comp 10mg. distúrbios do humor. Demonstra propriedades neurolépticas brandas e já se mostrou útil na prevenção de recaídas do alcoolismo e em diferentes formas de discinesias e quadros de agitação nos idosos. embora com resultados inconsistentes ou insatisfatórios. 55). TIAPRIDE) 207 . desencadeamento de crise de Porfiria Aguda Intermitente (125). Por conta destas propaladas propriedades antidiscinéticas. frs c/ 10ml. Síndrome de Gilles de La Tourette ( 29. Acarreta efeitos extrapiramidais brandos e raros. Não está ainda disponível nos Estados Unidos mas. mas é apresentada pela Synthelabo Espasil no Brasil. 99. porém tem sido empregada preferencialmente na prevenção de recaídas do alcoolismo (23. cx C/5. chegou a ser considerada até no parkinsonismo (63).ou: N-(2-(Dietilamino)etil)-5-(metilsulfonil)-oanisamida ou: (FLO 1347)(BRN 2390588) (CAS RN 51012-32-9) FM: C15-H24-N2-O4-S DD: 100 a 400mg (Synthelabo-Espasil). Em casos de superdosagem. 92).

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28). CYPRID (Janssen Cilag) (Bélgica) . KINUSSEN (Kleven) . TRAUTIL (Espanha) (CEPA) – 5mg.1mg/ml.comp 5mg. Acelera a absorção de álcool. SISMOTIL (Turquia) (Biofarma)– comp 10mg. a ANVISA (Resolução 530 de 17 de abril de 2001) tomaria posição semelhante.comp 5mg. frs c/ 50. PRESTAL (Omega Farma) . 10mg. DISPEPRID (Turquia) (Nobel)– comp 5mg. 18.1mg/ml. COORDINAX  (Janssen) .comp 5mg.susp 1mg/ml. Logo a seguir. Entre estes inibidores estão os fungicidas cetoconazol. DIGENOL (Eslovênia) (Krka) comp 5mg. LIREBIN (Axia Pharmaceutica) . 10mg-sus.comp 10mg. ARCASIN (Esteve) (Espanha) . SISARID (Turquia) (Ilsan) – comp 10mg – susp 1mg/ml. 20mg. 10mg.comp 5mg. 10mg. 1mg/1ml. KELOSAL (Espanha) (Kendall) . Outro efeito adverso descrito consistiu no desencadeamento ou agravamento de crises em asmáticos (12). 20mg . Ganhou notoriedade quando em 14 de julho de 2000 foi retirada voluntariamente por seu fabricante do mercado nos Estados Unidos. 10mg . sol oral 1mg/ml. proibindo sua comercialização. sol oral mg/ml. é metabolizada por N-dealquilação pela isoenzima CYP 3A4 (01). 1mg/ml. PULSITIL (Janssen Cilag) – comp 5mg. ao sofrer novas restrições por parte da FDA em função de sua implicação em graves transtornos do ritmo cardíaco (desde o licenciamento em 1988 foram registrados no mundo inteiro.comp 5. susp 1mg/ml. miconazol.comp 5mg. pelas mesmas razões (19). frs c/ 100ml. pela elevação das concentrações plasmáticas. frs c/ 100ml. 10mg. CIPRIL (Italchimici) (Itália) – comp e comp eferv 10mg.comp 5mg.comp 5mg. ALIMIX (Cilag Farmaceutici) (Itália) comp eferv 10mg. 10mg . seria cassado seu licenciamento no Reino Unido por força de determinação da agência governamental britânica MCA (“Medicines Control Agency”). em 28 de julho de 2000. como também na mesma época na Alemanha e no Canadá (7 de agosto de 2000). ALIMIX (Janssen) (Reino Unido) – 10mg (retirado). cx c/ 30.comp 5 e 10mg. cx c/ 30.comp 5 e 10 mg. 386 casos de arritmia ventricular dos quais 125 fatais e 50 casos adicionais. de morte súbita suspeita). Tem meiavida plasmática de cerca de 10 horas (12). aumenta o potencial para interações medicamentosas por deslocamento. sol oral 1mg/ml. Do mesmo modo que outros antipsicóticos como a pimozida.xarope 5mg/ml. 10mg – susp 1mg/ml.comp 10mg. No Exterior: ALIMIX (Alemanha) (Janssen Cilag) . itraconazol. Liga-se intensamente às proteínas plasmáticas (em proporção maior que 95%) o que. 10mg . sol oral 1mg/ml. frs c/ 100ml. 20mg. fluconazol e os antibióticos eritromicina.susp.susp. PREPULSID (Janssen Cilag) (Bélgica) (França) (Alemanha) (Suíça). CLEBOPRIDA (CLEBOPRIDE) Benzamida. 10 e 20mg. 10mg susp. 20mg – susp 1mg/ml. cx c/ 15 e 30. estando banida sua utilização em pacientes em uso de inibidores desta enzima.1mg/ml. No Brasil (Retirados em abril de 2001): CINETIC (Biolab Sanus) . 27.comp 5mg. 10mg. adicionalmente. RUVETINE (Rafarm) – comp 10mg . MINSK (Anfarm) .comp 10mg. SAPRIT (Lyfjaverslun Islands) . No Brasil. benzodiazepínicos e barbitúricos. 26.bloqueio dos canais de K+ com lentificação da repolarização do miocárdio (02.1mg/ml.comp 10mg. 20mg. cx c/ 30.susp. PREPULSID (Janssen-Cilag) . CISPRIDE (Sintofarma) . PREPULSID (Janssen) (USA) . PANGEST (Farmasa) comp 5 e 10mg. frs c/ 100ml. cx c/ 30.comp 5. claritromicina e troleandomicina. FISIOGASTROL (Espanha) (Salvat) . ENTEROPRID (JanssenCilag) .comp 5 e 10mg. 4-amino-5-cloro-2-metóxi-N-(1(fenilmetil)-4-piperidinil)-ou: 212 . PERISTAL (Turquia) (Mustapha Nevzat) – comp 10mg. PROPULSIN (Janssen Cilag) . DESAPRID (Deva) (Turquia) . com maiores riscos de efeitos adversos.comp 10mg susp. suspensão 1mg/ml. KINET (Espanha) (Solvay Pharma)– comp 5mg. 10mg susp. 10mg.

Cataldo F: Cisapride e rischio di complicanze cardiache.com/ result. O interesse que cercou a descoberta desta substância justifica-se por sua inédita estrutura molecular híbrida com características de benzamidas e butirofenonas.N-(1'-Benzil-4'-piperidil)-2-metóxi-4-amino-5clorobenzamida ou: N-(1-benzil-4-piperidil)-4-amino-5-cloro-2-metóxi benzamida ou: 4-Amino-N-(1-benzil-4-piperidil)-5-cloro-oanisamida ou: 4-Amino-5-cloro-2-metóxi-N-(1-benzil-4piperidil)benzamida. van Houdt J. Não há registros de ensaios clínicos ou qualquer outra referência na literatura médica. FLATORIL (Itália) (Tecnobio).cambridgesoft. 25). CLEBORIL (Espanha) (Almirall Prodesfarma)– comp 1/2mg – sol oral ½ mg/5 ml.asp). (LAS 9273) (CAS RN 55905-53-8) FM: C20-H24-Cl-N3-O2 DD: 0. É uma 4-piperidil-benzamida.01 %. 11. apenas empregada como antiemético. com 24 horas em média (12). Meuldermans W. Bohets H. Identification of the cytochrome P450 enzymes involved in the metabolism of cisapride: in vitro studies of potential comedication interactions. 24). 51(9-10): 309-311. tioridazina e clozapina (05). introduzida ainda na década de 70 (20) como potente e seletivo bloqueador dopaminérgico central -mais potente que a metoclopramida. embora tenha comprovado ações antipsicóticas na clínica. MADURASE (Espanha) (Tecnobio) .comp ½ mg . mas cujo desenvolvimento não passou das fases preliminares. sulpirida. Bloqueia a resposta condicionada em cães e as estereotipias induzidas pela apomorfina como outros antieméticos com propriedades neurolépticas como haloperidol. PRIDEPERONA (PRIDEPERONE) N-[2-(4-(p-fluorobenzoil)piperidino)etil]-2-metóxi benzamida-5-carbonitrilo ou: 5-ciano-N-[2-[4-(pfluorobenzoil)piperidino]hexil]-0-anisamida ou: (CGP-19736A). Hendrickx J. Minerva Pediatr 1999. Verboven P. É composto bastante lipofílico. Lavrijsen K. 23. (CAS RN 95374-52-0) FM: C23H24FN3O3 Substância introduzida nos anos 80 com marcadas propriedades neurolépticas nos testes com animais. não estando esclarecidas as razões técnico-científicas ou comerciais que justifiquem não ter alcançado desenvolvimento clínico como antipsicótico ou qualquer outra indicação. 15. característica incomum para uma benzamida (07). droperidol e clorpromazina. Cap XVIII. No exterior : CLANZOFLAT (Espanha) (Wyeth Orfi) . CLANZOL (Espanha) (Wyeth Orfi) . Não disponível comercialmente. sol oral ½ mg/5ml. Um isômero anilida (BRL 20596). entre outros (16). Tem longa meia-vida plasmática. cuja patente é detida pela Smith Kline Beecham comprovrou propriedades neurolépticas sem efeitos periféricos (pró-cinéticos) e.(10. até hoje.5mg (assoc). Não disponível comercialmente no Brasil. Sua patente pertence à Novartis (Ciba-Geigy). Já foi responsabilizada clinicamente por síndrome extrapiramidal (09.comp ½ mg.sol oral ½ mg/5ml MOTILEX (Itália) (Guidotti) . 129(8):1655 67.5 a 2. 213 . com a presença de grupo orto-anisamida e radical p-fluor butirofenona em extremidades opostas. 02. parkinsonismo e Discinesia Tardia (08. 22) mas. CHEMFINDER DATABASE (disponível em http://chemfinder.comp 0. Promove a elevação das concentrações de prolactina (17) e produz hipersensibilidade dos mecanismos gabaérgicos na substância negra ao contrário da metoclopramida e da amitriptilina e de modo similar a alguns neurolépticos e antipsicóticos atípicos como haloperidol. Há grande escassez de informações sobre este composto. 03. Br J Pharmacol 2000. discinesia transitória (14). Outros Antipsicóticos). Referências Bibliográficas (4-Piperidinil) 01. não chegou a alcançar desenvolvimento (v.0mg (como antiemético).xarope 0. Heykants J. van Genechten V. Figura apenas em alguns bancos de dados especializados como o ChemFinder e o registro do Lundbeck Institute.

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3-dimetóxi-N-[1([2. sem afinidade por receptores dopaminérgicos D1–like (D1. além dos compostos NCQ-115 (5-bromo-2. como o isótopo [I125]-IABN. No Exterior: REVISTEL (França) (Synthelabo-Delagrange) ALPIROPRIDA (ALPIROPRIDE) AMISSULPRIDA (AMISULPRIDE. constando apenas seu emprego em experimentos laboratoriais como antagonista D2-like seletivo. FLB 524 (3-cloro-5-etil-6-hidróxi-2-metóxi-N-((1metil-2-pirrolidinil)metil)-benzamida. AMISULPIRIDE. derivado aminado da ciproprida. Segundo o banco de dados do Instituto Lundbeck (153). todos também. respectivamente sobre o transfer placentário de 6 benzamidas. recentemente introduzido. bem como de outros subgrupos.5-3H]-4fluorobenzil)2-pirrolidinil) metil)benzami da) (94) e NCQ-298 ((S)-3-iodo-N-[(1-etil-2pirrolidinil) metil]-5. Benzamidas como estas. AMINOSULTOPRIDE) 4-Amino-2-metóxi-5-((metilamino)sulfonil)-N-((1(2-propenil)-2 pirrolidinil) metil) benzamida ou: 4-Amino-N-((1-etil-2-pirrolidinil)metil)-5(etilsulfonil)-2-me-tóxibenzamida ou: 215 . De fato. sem a afinidade serotoninérgica (5Ht2) demonstrada paralelamente pelas butirofenonas (151). D5) (89). desenvolvidos apenas como marcadores biológicos D2-like. embora no banco de dados Chemid Plus (43) conste como agente antipsicótico e o registro do nome-fantasia REVISTEL. inclusive alpiroprida (195) e sobre sua distribuição nos fluidos biológicos (30). introduzidos nos anos 80 e 90. Não disponível comercialmente no Brasil. (S)-) (101). é uma benzamida estruturalmente próxima do composto GRI 1665 (prossulprida) e da tropraprida que apenas registra ensaios farmacológicos. (CAS RN 81982-32-3) FM: C17-H26-N4-O4-S Primeiras menções na literatura especializada nos anos de 1984 e 1986 em estudos farmacocinéticos.irrolidinil)metil)-5. na verdade só alcançaram aplicação como antagonistas D2-like em experiências laboratoriais ou como marcadores biológicos destes receptores em estudos de neuroimagem.6-dimetóxi-salicilamida) (102). até agora. não há qualquer menção a ensaios clínicos ou licenciamento como medicamento antipsicótico ou de qualquer outra natureza. Outros exemplos de 2-pirrolidínicos desenvolvidos como “potenciais neurolépticos”. vem pleiteando substituir isótopos da espiperona e metilespiperona na função de marcadores D2-like. 162). Todos estes compostos. 115. N-(1-Alil-2-pirrolidinilmetil)-2-metóxi-4-amino-5metilsulfamoilbenzamida ou: (+/-)-N-[(1-alil-2-pirrolidinil)metil]-4-amino-5(metilsulfamoil)-o-anisamida ou: (RIV-2093). como ligantes mais seletivos. desenvolvido pela Synthelabo Delagrange como antagonista D4 seletivo (89. seriam o composto LUR-2366 (N-[(1-ciclopropilmetil) pirrolidin-2-il] metil-4-amino-5-etilsulfonil-oanisamida). mas que não foram plenamente desenvolvidos como novos antipsicóticos. D3. D4) (148).6-dimetóxi-salicilamida). Em testes laboratoriais mostrou afinidade D4 similar àquela observada com sulpirida e amissulprida (283) cofirmando marcada e seletiva afinidade D2-like (D2.

Apenas como referência. 4-amino-N-((1-etil-2pirrolidinil)metil)-5-(etilsulfonil)-2-me. assim como o fluxo sanguíneo cerebral regional (expressão indireta da ação dopaminérgica por bloqueio dos auto. sultoprida e tiaprida (233). em doses menores. ao contrário desta.) foi cerca de cinqüenta vezes maior do que a necessária para antagonizar os efeitos da apomorfina (hipotermia. sulpirida. como mostram estudos com o PET-Scan (57). 3mg/kg i.p. no caso do haloperidol. a amissulprida é o derivado aminado da sultoprida mas. demonstrando atuar nos estudos com tecidos humanos in vitro e estudos animais in vivo. 243.ou: (DAN 2163) (CAS RN 71675-85-9) FM: C17-H27-N 3-O4-S DD: 300 a 1200mg (153). virtualmente sem efeito em outros receptores centrais além de. 400 a 800mg (34). apenas. 241) o que explicaria porque na clínica os efeitos extrapiramidais das doses terapêuticas são comparáveis aos do placebo. demonstram afinidade pelos receptores D2 e D3 constituindo como antipsicóticos. como um bloqueador seletivo mesolímbico de receptores D2 e D3 (ação duas vezes maior do que nos similares do striatum).p. 400 a 1200mg (39). Do ponto de vista molecular.4-Amino-N-((1-etil-2-pirrolidinil)metil)-5(etilsulfonil)-o-an-isamida ou: Benzamida. 265) por não possuir a mesma atividade cataleptogênica dos neurolépticos.sinápticos responsáveis pela recaptação de dopamina e com isso relativizando o bloqueio dopaminérgico. Foi introduzida somente na década de 80 como antipsicótico (158) pertencendo a uma segunda geração de benzamidas. bloquear os autoreceptores pré. Aumenta também a atividade dos neurônios dopaminérgicos da parte compacta (pars compacta) da substância negra (20%) e da área ventral tegmental (40%) (67). nas misturas racêmicas dos preparados farmacêuticos originais. A faixa de dose necessária para ocasionar catalepsia em animais de experimentação (100mg/kg i. introduzidas na França no final da década de 60 e inicialmente denominadas “anisamidas neurotrópicas”: metoclopramida. Nos estudos animais.tóxi. tendo ação central de bloqueio dos auto-receptores présinápticos. 241. esse aumento fica entre 2 a 3 vezes. Como outras benzamidas. Este aumento na liberação de acetilcolina é provavelmente secundário à ativação dos receptores D1. a partir das quatro originais. na verdade. 224. Não possui afinidade por receptores serotoninérgicos 5Ht2 ou muscarínicos centrais como outros atípicos. ao lado da risperidona (82). aumenta em cerca de 60% as concentrações extracelulares de dopamina e em 21% as de acetilcolina. 50 a 300mg (para sintomas negativos e afetivos). observadas na clínica. em faixas de doses inferiores (50 a 150mg/dia) não costuma ocasionar efeitos extrapiramidais. em torno ou acima de 153ng/ml (para sintomas positivos) (287). 216 . A amilssulprida. Também não foi relacionada a discrasias sanguíneas como a remoxiprida já figurando como um antipsicótico atípico de nível III. mas pode figurar entre eles (51.) (213. subseqüente ao aumento na liberação de dopamina causado pela amissulprida.receptores pré-sinápticos) em diversas áreas corticais e límbicas. no striatum. NT: 28 a 92ng/ml (para sintomas negativos). em baixas doses até 10mg/kg de peso. Em doses maiores (75mg/kg) -quando possui nítido efeito bloqueador D2 pós-sinápticoas concentrações de acetilcolina variaram muito pouco (apenas + 22%). fato este que seria também o responsável pelas propriedades antidepressivas e/ou “ativadoras” destes compostos. Farmacodinâmica Considerada benzamida modificada de última geração dotada de ação antipsicótica atípica. ED50 = 2mg/kg i. e que poderia estar relacionado à sua eficácia sobre os sintomas negativos. Assim como as demais benzamidas 2pirrolidínicas.) e da anfetamina (hiperatividade. não possui perfil sedativo acentuado. apenas os (-) S-enantiômeros. 400 a 800mg (máximo de 1200mg) (para sintomas positivos) (58). equivalente a agonismo dopaminérgico. todas possuidoras de estrutura molecular quiral. em faixas de doses com propriedades antipsicóticas na clínica. seria muito mais potente como antagonista D2 pré-sináptico do que pós-sináptico elevando as concentrações de dopamina nas vias dopaminérgicas mesolímbicas nas faixas menores de dose. efeito não observado com os antipsicóticos convencionais em baixas doses.p. a fração farmacologicamente ativa (41). mas não os (+) R-enantiômeros.

não conseguiu demonstrar superioridade estatisticamente significativa de uma das duas substâncias (40). Ensaios multicêntricos comparativos controlados com a amineptina (26). comparativo com a risperidona na exacerbação da Esquizofrenia (800mg versus 8mg). impondo a redução nas doses: para pelo menos a metade quando o clearence da creatinina estiver entre 30 e 60 ml e para 1/3 ou menos com clearence entre 10 e 30 ml (79). tanto em eficácia como em tolerabilidade. duplo-cego comparativo com o flupentixol (1000mg vs 25mg). Curiosamente. comparativo com a paroxetina (50mg versus 20mg). com 6 semanas e 132 pacientes agudizados com predomínio de sintomatologia positiva havia registrado equivalência com ligeira superioridade para a amissulprida tanto em eficácia quanto em tolerabilidade (294). randomizado. na faixa de 400 a 800 e até 1200mg/dia. duplo-cego. à de antipsicóticos convencionais de alta potência (42. A revisão metanalítica sistemática da Cochrane sob a responsabilidade de investigadores brasileiros da Universidade Federal de Pelotas confirmou. em 1994 (295). de uma dose parenteral são eliminados inalterados na urina (36. estes resultados (247). Estudo duplo-cego. multicêntrico. em linhas gerais. Nesta indicação tem sido muito estudada na Europa onde é muito prescrita na Itália e em Portugal (153). Na literatura como um todo. sua utilidade no tratamento desta habitualmente refratária forma de Depressão Leve Crônica (140. neste estudo. com 6 meses de duração (400-1000mg vs 4-10mg). Um estudo multicêntrico anterior. fluoxetina (260) e imipramina (134) revelaram eficácia no mínimo equivalente a estas drogas (em torno de 60% a 70%). 207. A dose mais eficaz na reagudização da Esquizofrenia. de fato. como na distimia e nas depressões maiores em remissão parcial. com melhor tolerabilidade quanto a efeitos adversos do sistema nervoso. 183. com cerca de 250 pacientes com distimia (229). ao tratamento com a amissulprida. 81. Sofre fraco metabolismo hepático com formação de dois metabólitos inativos. Os achados de Wetzel e colaboradores. 149) como para sintomas afetivos crônicos. inclusive fora da Esquizofrenia. níveis basais baixos de prolactina (prétratamento) prenunciavam boa resposta dos sintomas negativos. 79). 223). Estudo mais recente com a mesma comparação. durante 8 semanas. Um recente ensaio duplo-cego. 141). com superioridade sobre haloperidol. demonstrou pequena. conduzido pelo mesmo grupo confirmou. risperidona e flupentixol. A literatura registra recente comparação com a amitriptilina (50mg/dia contra 25-75mg/dia da última). 60. 149. 217 . 50 a 150mg costuma ser considerada a faixa de dose ótima tanto para sintomas negativos (60. em ensaio duplo-cego.Farmacocinética Tem rápido início de ação com dois picos de concentração (1 h e 3-4 h após a ingestão) alcançando biodisponibilidade absoluta de 48% (79) com meia-vida de eliminação entre 12 e 19 horas (153). mas consistente superioridade da amissulprida não somente sobre sintomas positivos como também sobre os negativos com menor tendência a ganho de peso. revelou uma tendência definida da amissulprida a elevar marcante e duradouramente os níveis de prolactina (equivalente à do flupentixol). randomizado. quando também tem-se mostrado promissoramente eficaz confirmando dados da experimentação animal (208). com 1358 pacientes no Reino Unido (34). embora não quanto aos efeitos neuroendócrinos. Foi consistentemente superior ao placebo nos sintomas negativos esquizofrênicos em estudos duplo-cegos (25. A presença de insuficiência renal determina o prolongamento da meia-vida de eliminação. Atravessa a barreira placentária mas. liga-se fracamente às proteínas do plasma (25%) (121) o que pode tornar eficaz a hemodiálise nos casos de superdosagem. Um estudo alemão desenhado especialmente para investigar a tolerabilidade quanto a estes efeitos (92). sendo que 50% ou mais. ocorrendo também com a mesma intensidade nas faixas de doses inferiores. Eficácia e Tolerabilidade Clinicamente foi verificado ter ação equivalente sobre sintomas positivos. sugerem que o efeito sobre a prolactina (elevação de oito a dez vezes os níveis basais) seria dose independente. entretanto. situou-se entre 400 e 800mg na casuística de Burns & Bale. com doses de 400 a 1200mg/dia (39). envolvendo mais de 200 pacientes com Depressão Maior. 230) bem como significamente superior ao haloperidol. 63. de média duração (6 meses). randomizado. No estudo foi apenas superada em tolerabilidade por sua maior tendência a ocasionar efeitos adversos extrapiramidais nestas faixas de doses (215).

Ltda. com 25 anos de idade (210). Discinesia Tardia. Em seres humanos sadios. SOLIAN (Sanofi Synthélabo) (França) (Eslováquia) (Bulgária). ansiedade e excitação são mais comumente observadas (5 a 10%) (79). Não há notícias de ensaios recentes. pode agravar sintomas parkinsonianos preexistentes e determinar a ocorrência ocasional de distonias agudas. revelou ausência de efeitos deletérios no rendimento de testes cognitivos. Não disponível comercialmente. costumeiramente relacionada a efeitos extrapiramidais (159. costuma ocasionar convulsões. prolongamento do intervalo QT e arritmias ventriculares do tipo “Torsade de Pointes”.Com respeito a efeitos extrapiramidais. Síndrome Neuroléptica Maligna e Hipertermia Maligna (242). Há um caso recentemente registrado de bradicardia assintomática com prolongamento do intervalo QT que remitiu com a redução das doses de 800 para 600mg/dia. na faixa considerada terapeuticamente ideal. Estudos com tomografia por emissão de pósitrons (PET-Scan) em pacientes esquizofrênicos.7 µgr/ml) (98. Constitui o derivado aminado da ciproprida. puderam constatarar in vivo que doses entre 600 a 900mg causavam uma ocupação dos receptores D2 no striatum entre 70 a 80%. SULAMID (Baldacci) (Itália) comp 50mg. (56). No Brasil: SOCIAN . enquanto que doses em torno de 1100mg já determinavam uma ocupação superior a 85%. embora menos intensamente do que com alguns outros antipsicóticos típicos e atípicos (79). amp 50mg. Não figura em banco de dados reputados e conhecidos como o ChemidPlus ou o ChemFinder. em paciente jovem.63 µgr/ml) mas de óbito com grandes concentrações (41. Estrada do Guerenguê 1851 (22713001) Rio de Janeiro RIO DE JANEIRO (021) 445-9299 (021) 445-2465/2202. assim como ganho ponderal a médio e longo prazo. nem mesmo desenvolvimento como marcador biológico (153). recente metanálise de ensaios clínicos controlados por autores franceses. Em casos de superdosagem. Synthélabo Espasil Quim. Em idosos. LUR 2366 N-[(1-ciclopropilmetil)pirrolidin-2-il] metil-4amino-5-etilsulfonil-o-anisamida ou: (LUR-2366) FM: C19-H30-N3-O4-S Mais uma orto-anisamida (benzamida) introduzida na década de 80 e desenvolvida como potencial antipsicótico atípico pela Synthélabo Delagrange. Como outras benzamidas é antagonista dopaminérgico D2-like seletivo com maior afinidade para o subtipo D4 (potente) do que D2 (moderado) o que pode ter determinado desinteresse pelo seu desenvolvimento com o fracasso de outros antagonistas D4 seletivos como a fananserina (162). 224). 280). do mesmo modo que a sultoprida. c/20. Farm. SOCIAN (Delagrange) (Portugal) comp 50mg. No Exterior: DENIBAN (Itália) (Synthelabo) (Alemanha) (Bender) .comp 50mg. 227). cx. havendo relatos de recuperação com ingestão de 3 gramas (9. revelou ocorrência equivalente à observada com a risperidona e nitidamente inferior à do haloperidol. Mas. foi relatada esporadicamente a ocorrência de sedação e hipotensão mas. (Lorex-Synthelabo) (Reino Unido) – comp 50 e 200mg. mas foi relacionado como potencial neuroléptico no registro do Instituto Lundbeck (153). na França (115). em nítido contraste com o derivado butirofenônico (212. 218 . comparada com haloperidol. insônia.(Synthelabo) comp 50mg ou 200mg.

Comporta-se como antagonista seletivo D2/D3 do mesmo modo que a remoxiprida.5-dicloro-N-[(1-etil-2-pirrolidinil) metil]6-metóxisalicilamida ou: (-)-(S)-3. por outros. Também antecipa baixa tendência a ocasionar Discinesia Tardia. ao contrário da nemonaprida. foi empregado em esquizofrênicos agudos.5. [3H]-racloprida. na França (174. divididos em duas tomadas. mas teve seu desenvolvimento clínico descontinuado por volta de 1992.-o-anisamida ou: (FLA 870) (A40664). RACLOPRIDA (RACLOPRIDE) Benzamida. 196). Empregado na clínica em ensaio aberto com pacientes esquizofrênicos em doses de 8mg/dia. 123). savoxepina. embora não ostente ensaios clínicos publicados nem haja informações sobre a faixa de doses terapêuticas. 73.e que serve como preditor de propriedades antipsicóticas (259). Cadastrado no banco de dados ChemID (43) como antagonista dopaminérgico e agente antipsicótico. O uso prolongado (21 dias) nos animais de experimentação não determina redução acentuada dos neurônios dopaminérgicos ativos da área ventral tegmentar do mesencéfalo. Parece ter uma potência de bloqueio D2 inferior ao haloperidol com curta duração de ação (288).PROSSULPRIDA (PROSULPRIDE) S-(-)-3. recebeu a confirmação de mostrar potencial como um marcador D2-like seletivo (45). (CAS RN 68556-59-2) FM: C16-H25-N3-O4-S É o derivado propílico da sulpirida e foi introduzido ainda em 1975. É considerado por alguns um antipsicótico atípico. propriedade compartilhada pela nemonaprida. Os efeitos adversos extrapiramidais limitaram-se à ocorrência de leve Benzamida. eticloprida e amissulprida com baixo perfil de efeitos extrapiramidais e fraca propensão a induzir catalepsia nos animais de experimentação. Não tem ação em D4. um típico (187. sultoprida e tiaprida (224) menos seletivos. em contraposição à metoclopramida. remoxiprida e os isômeros D e L-sulpirida -mas não pela zacoprida. com boa tolerabilidade e redução média dos escores da BPRS em 55% após quatro semanas com registro de sintomatologia extrapiramidal em 40% dos pacientes (76). a partir de observações na experimentação animal (248).ou: 219 . Está classificado pelo banco de dados ChemidPlus (43) como agente antipsicótico.5-Dicloro-N-((1-etil-2-pirrolidinil)metil)6-hidróxi. porém. (CAS RN 84225-95-6) FM: C15-H20-Cl2-N2-O3 DD: 4 a 12mg. em esquema de doses flexíveis crescentes de 2 a 16mg/dia.(-). [18F]-racloprida) em estudos com tomografia por emissão de pósitrons (PET) (72. com melhoras da ordem de 70% dos casos ao final de 4 semanas de tratamento. Não disponível comercialmente. 246) como antagonista D2 seletivo como sulpirida e sulmeprida.-dicloro-N-((1-etil-2pirrolidinil)metil)-2-hidróxi-6-meto-xi-. 5-(aminosulfonil)-2-metóxi-N-((1propil-2-pirrolidinil)metil).ou: N-((1-Propil-2-pirrolidinil)metil)-5-sulfamoil-oanisamida ou: (GRI 16-65). Introduzido em abril de 1985 como potente antagonista dopaminérgico central D2. com utilidade como marcador biológico sob a forma de isômeros radioativos [11C]-racloprida. Mais recentemente.3. É uma benzamida do subtipo metóxi-salicilamida. Em outro ensaio com as mesmas características realizado a seguir.

6-dimetóxib. Como a racloprida. O primeiro ensaio duplocego. na maioria dos países (266). clorpromazina. 266). terminou por ser retirada pouco depois. ação nos receptores sigma. 146. 3-bromo-N-((1-etil-2pirrolidinil)metil)-2.enzamida (A 33. a savoxepina e a raclopirida. Parece ter. 267) e não demonstra afinidade por D1 (124). (250) Foi introduzida como um novo atípico muito promissor em termos de excelente tolerabilidade extrapiramidal. age como agonista nos auto-receptores dopaminérgicos em doses baixas a moderadas (03. Reino Unido (ROXIAM) e outros países europeus e também ainda despertando interesse teórico entre especialistas (266). como a amissulprida. 48. Tentativas de desenvolvimento de novos antipsicóticos a partir do derivado desmetilado FLA-797 também não se revelaram promissoras (200). Não disponível comercialmente. licenciada na Suécia (ROXIAM). agindo preferencialmente na via dopaminérgica mesolímbica (tubérculo olfatório e septum) em detrimento da nigro-estriatal (202.(S)Benzamida. molindone. Bastante ensaiado na clínica. sertindol. Também REMOXIPRIDA (REMOXIPRIDE) Benzamida. ROXIAM). 64. todos com poucos efeitos extrapiramidais. Como outras benzamidas modificadas. trifluperazina. com 6 pacientes acusando sonolência e elevação transitória das taxas de prolactina (52). em relação ao preparado comum em administração parenteral ou oral e também confirmou uma biodisponibilidade de 65 a 67%. 109. NT: > 7 a 8mg/L. em função do registro de vários casos de Anemia Aplástica. quase ao mesmo tempo da risperidona (35. risperidona. 150 a 600mg (04). com uma formulação de liberação lenta. acumula ampla literatura. com grande entusiasmo na Europa e Canadá . Itália (REMIDON. 1993 (157). relevante para sua eficácia antipsicótica final (258). 3-bromo-2. comparativo com haloperidol (4 a 16mg/dia versus 10 a 40mg/dia) confirmou sua eficácia antipsicótica equivalente com menores efeitos extrapiramidais (275). ao contrário da racloprida. sulpirida e quetiapina. é benzamida desenvolvida na intenção de acentuação da atipicidade da sulpirida. perlapina.6-dimetóxi-n-((1-etil-2pirrolidinil)metil)-. (S)(S)-3-Bromo-2. flufenazina e haloperidol (249. embora introduzido recentemente. (CAS RN 80125-14-0) FM: C16-H23-Br-N2-O3 DD: 120 a 600mg (131). Resultados confirmados por ensaio aberto preliminar no Canadá três anos mais tarde (86). mostraram uma atenuação temporal da elevação das taxas de prolactina e dos efeitos adversos mais comuns: fadiga e inquietude. 293). 172.547)(FLA-731) 220 . 168. A explicação para este perfil é a de que a remoxipirida estaria entre os antipsicóticos que se ligam de modo débil aos receptores dopaminérgicos como a clozapina. Neste mesmo estudo se constatou que seus níveis plasmáticos não se mostravam diferentes em dois indivíduos sabidamente metabolizadores pobres de debrisoquina (75). olanzapina. segundo Malmberg e colaboradores. Ensaios no centro de pesquisas da Astra (Sodertalje. Emprego em voluntários sadios mostrou que as doses a partir de 16mg/dia eram mal toleradas pela ocorrência de acatisia. adicionalmente. detentora da patente. com ampla metabolização e excreção renal muito pequena (192). 201. Suécia).6-dimetóxi-N-((1-etil-2pirrolidinil)metil)benza-mida (-)-(S)-3-Bromo-N-((1-etil-2-pirrolidinil)metil)2. é eficaz como antipsicótico sem causar efeitos extrapiramidais. 46. mas com ainda maior seletividade para D2 (afinidade 10 vezes maior. Farmacodinâmica Antagonista dopaminérgico pós-sináptico seletivo D2 e D3. 289) mas. De fato.6-dimetóxi-.acatisia ocasional em 4/15 pacientes. Permanece contudo.

Em ensaio aberto. através de doses únicas em voluntários sadios. seus efeitos deletérios menores sobre a performance cognitiva de esquizofrênicos agudos não foram confirmados. podendo chegar ao dobro nos pacientes idosos (190). em tolerabilidade. com redução de mais de 40% nos movimentos discinéticos. Um preparado de liberação controlada para uso oral (400mg). (156). possuem ainda maior afinidade D2 e D3 que a própria remoxipirida. Ao contrário do observado em roedores (10%). encontrados principalmente no rato (202). com pacientes esquizofrênicos e remoxiprida em preparado oral de liberação prolongada (400mg para dose única diária). neste item. mostrou-se ligeiramente mais eficaz e melhor tolerada (216) que a fenotiazina piperidínica. a excreção renal é significativa nos seres humanos. mostrou-se tão eficaz quanto a clozapina e o haloperidol (118). permitindo doses únicas diárias. principais metabólitos em seres humanos. Em estudo multicêntrico. Eficácia e Tolerabilidade No primeiro ensaio clínico. cobrindo os resultados dos nove primeiros ensaios duplo-cegos. mas menos eficaz que o haloperidol. 143. Foi tão eficaz quanto a tioridazina com melhor tolerabilidade em ensaio duplo-cego multicêntrico australiano (112).foi verificado que determinaria um aumento do “turn-over” cerebral de dopamina (striatum. um estudo duplo-cego escocês comparativo com a tioridazina envolvendo esquizofrênicos agudos. Em ensaio duplo-cego de curta duração com esquizofrênicos agudos. mas os derivados pirrolidínicos. foi ensaiada com sucesso na psicose induzida por levodopa (130. foi desenvolvido com sucesso (264. Já os resultados de Lapierre e cols. Também revelou utilidade na Discinesia Tardia em doses de 150 a 600mg. não mostrou eficácia em pacientes esquizofrênicos crônicos refratários (282). na Suécia. aumentando com a redução do Ph urinário. como sugeriram utilidade em sintomas negativos. neuroendócrinos e sedação). com psicóticos idosos. não só confirmaram eficácia equivalente com tolerabilidade extrapiramidal melhor. demonstrou eficácia ligeiramente menor com tolerabilidade equivalente (168). Em seguida. uma condição em que os antipsicóticos típicos estariam contra-indicados. nos laboratórios de pesquisa da Astra. em estudo duplo-cego comparativo com haloperidol. 1990 (138). duplo-cego. somente se desenvolvendo após um prolongado período com doses altas. sem ocasionar parkinsonismo ou deterioração quando da suspensão (07). em ensaio duplo-cego. foram desenvolvidos preparados microencapsulados para a apresentação em forma de suspensão oral. Foi superior ao placebo (37% versus 75%) na prevenção de recaídas em esquizofrênicos crônicos em ensaio duplo-cego (114). já encontrara eficácia antipsicótica equivalente (sintomas positivos e negativos) nos esquizofrênicos agudos. com relação à “qualidade de vida” (segundo versão modificada da escala “Sickness Impact Profile”) em estudo de longo prazo com 28 semanas e aos de Ahlfors e cols. Em ensaio aberto. Estes achados se mostraram semelhantes aos de Awad e cols. de longa duração (1 ano). confirmando melhor tolerabilidade para a remoxipirida (menos efeitos extrapiramidais. estudo duplo-cego com a mesma comparação e doses diária de 50 a 200mg. Inicialmente. mesmo em sintomas negativos (132). mostrou-se bem tolerada. Como a substância possui um sabor extremamente amargo. 1990 (04). eleva discretamente a síntese de dopamina na substância negra (155). teria uma meiavida de 5 horas (91. 298). Farmacocinética É bem absorvida por via oral alcançando biodisponibilidade superior a 90%. ao contrário do que se observa com antipsicóticos típicos como o haloperidol. mas em média. Por seu perfil baixo de efeitos extrapiramidais. tubérculo olfatório e núcleo accumbens) duradouro com tolerância. Também como a sulpirida e contrariamente ao haloperidol. randomizado. 191). 1992 (131). Seus metabólitos fenólicos (FLA 797(-) e FLA 908(-)). 107. adultos. foi considerada também para a Mania Aguda (47). de ambas as substâncias.. sendo considerados farmacologicamente inativos (182. mostrou-se melhor 221 . bem tolerada parenteralmente. sendo superada. teriam uma afinidade muito baixa. comparativos com haloperidol. pela butirofenona (50). 298). 274). 173. Em pelo menos um ensaio duplo-cego comparativo com haloperidol.. para determinação das doses ótimas da remoxipirida em esquizofrênicos agudos. 239).. 1997 (09).. especialmente o primeiro. quando chega a superar 30% (91. testada com boa biodisponibilidade (257). A metanálise de Lewander e cols.

Também há o registro da ocorrência de distonias e até Síndrome Neuroléptica Maligna (126) e doses superiores a 140mg estiveram relacionadas a ocorrência de acatisia em voluntários sadios (74). 290). com sessões de doses únicas de. no entanto. em ensaio duplo-cego controlado com placebo também com doses únicas equivalentes (228) e em ensaio duplo-cego com haloperidol. 5-(aminosulfonil)-2-metóxi-N-((1metil-2-pirrolidinil)metil). 150mg. figurando ao lado da sulpirida. respectivamente. 232) nem deletéria sobre a performance cognitiva (137. 282. em associação com álcool. 146. sol oral 25mg/ml. Seria. Não disponível no Brasil. 217). em estudo duplo-cego com voluntários sadios. 75. Não disponível comercialmente no Brasil. 206. 206.tolerada que a tioridazina nos indivíduos mais idosos (272) do mesmo modo que já havia superado o haloperidol em tolerabilidade extrapiramidal. 271). Nos casos de Superdosagens. A remoxipirida. Há uma fatalidade descrita na literatura por superdosagem com finalidade suicida. é um antipsicótico comercializado na Europa com o nome fantasia de SOCIAM. foi relacionada à anemia aplástica numa freqüência que obriga a controle hematológico equivalente ao da clozapina (128. 189. REMIDON (Itália) (Bracco). tiaprida. racloprida e cleboprida (44). é preciso especial atenção com alterações do ritmo cardíaco como bradicardia sinusal. A elevação das taxas de prolactina mostra-se transitória. No Exterior: ROXIAM (Suécia)(Astra) – cáps 50. acima da ordem de seletividade demonstrada pela amissulprida. Segundo o banco de dados do Lundbeck Institute. mesmo os de maior duração (103. SULMEPRIDE) Benzamida. Como a excreção renal é importante e ainda pode ser aumentada pela acidificação da urina. cáps lib lenta 75mg. amp 200mg/ml. Não demonstra ação sedativa (205. SL 74205 e alizaprida.ou: 5 -aminosulfonil)-2-metóxi-N-[(1-metil-2pirolidinil)metil]benzamida ou: N-((1-Metil-2-pirrolidinil)metil)-5-sulfamoil-oanisamida ou: (TER 1546). remoxipirida e remoxipirida de liberação controlada (99). uma das benzamidas mais seletivas para D2. ao contrário do que se observa com antipsicóticos típicos como o haloperidol (127). que chegou a determinar concentrações de 230mg/L (250). procedimentos nesta direção (uso de cloreto de amônio) devem ser adotados (297). o que poderia torná-lo especialmente indicado nos pacientes mais idosos. REMOXIPRIDE ASTRA (França) – cloridr. (Itália)(Zambeletti) (REINO UNIDO)(Astra) – cáps 75. (CAS RN 57479-88-6) FM: C14-H21-N3-O4-S Introduzida ainda na década de 70 como composto TER 1546 (224) não teria demonstrado as propriedades desinibidoras ou ativadoras nas pequenas doses observadas com outras benzamidas como sulpirida e prossulprida (GRI 1665) (174). risco que não teria sido adequadamente estimado nos primeiros ensaios clínicos. entretanto. declinando ao final de quatro semanas. 150 e 300mg. Interações Medicamentosas Não demonstrou nenhuma interação farmacodinâmica ou farmacocinética significativa com o biperideno. Synthelabo Espasil). No Exterior: SOCIAM (França) (Delagrange). diazepam e warfarin nas faixas de doses terapêuticas (302). ROXIAM (Dinamarca) (Finlândia) 222 . com a patente sendo detida pela Delagrange francesa (153) (Obs: não confundir com o nome comercial da amissulprida no Brasil: SOCIAN. 100mg e 4mg (301) nem tampouco com etanol. SULMEPRIDA (N-METHYLSULPIRIDE.

molindona e sulpirida. 1971 (154).. apenas clozapina. De fato o emprego repetido da sulpirida em animais de experimentação. atua como bloqueador dos receptores dopaminérgicos D2. SULPRIDE) o-Anisamida. teria ação agonista dopaminérgica (bloqueio présináptico com aumento do “turn-over” dopaminérgico) com efeitos antidepressivos (222. 93. Tem baixa afinidade por receptores alfadrenérgicos e muscarínicos. não induz hipersensibilidade dopaminérgica estriatal. (R. 55. 1989 (185). 68. septum e núcleo accumbens).zamida ou: N-((1-Etil-2-pirrolidinil)metil)-2-metóxi-5sulfamoilbenzamida ou: N-((1-Etil-2-pirrolidinil)metil)-5-sulfamoil-oanisamida. Foi pioneiramente ensaiada no Brasil como antidepressivo e em Transtornos de Ansiedade por Madalena. apomorfina e nomifensina nos animais de experimentação (estimulação dopaminérgica estriatal) como invariavelmente se constata com os neurolépticos ou antipsicóticos típicos (54. Parece ter um perfil misto de agonismo/ antagonismo D2 seletivo em sistema mesolímbico (05. que definiam então este perfil.D. aparentada a procainamida e introduzida ainda no final da década de 60 na França e outros países de Europa.ou: Benzamida. 186) e. Tem ação antipsicótica menos potente e menos efeitos extrapiramidais que haloperidol e clorpromazina. comportavam-se como atípicos verdadeiros em todos os testes com doses únicas ou com doses repetidas. 218. em doses mais baixas (50-100mg). 38. Antipsicótico de baixa potência. tioridazina. 300 a 1000mg (18). Teria também alguma ação nos sintomas negativos. 1974 (100) e a Martins e cols. tiospirona. D3 e D4 mas. tem sido sugerida como alternativa a antipsicóticos típicos nos pacientes idosos ou com transtornos motores (87. 1403) (CCRIS 4248) (BRN 0494008) (CAS RN 15676-16-1) FM: C15-H23-N3-O4-S DD: 400 a 1000mg. 166. 122. 1973 (16). 53). ao contrário destas substâncias.ou: 5-(Aminosulfonil)-N-((1-etil-2-pirrolidinil)metil)2-metóxiben. 800 a 3200mg (88). acima). 245). 286). com ensaio duplo-cego) (219). mostra a capacidade equivalente à deste último em aumentar a latência de inibição (capacidade de filtrar estímulos irrelevantes) tida como paradigma experimental animal de propriedades antipsicóticas na clínica (77). do mesmo modo que a clozapina e contrariamente ao que se observa com o haloperidol (236). 1973 (113). 650 a 850ng/ml (135). Bastos & Ramos. é uma benzamida de primeira geração. Apesar de não induzir catalepsia. em doses equivalentes às utilizadas na clínica em seres humanos. quando em doses menores. 226. Os primeiros experimentos clínicos como antipsicótico especificamente devem-se a Pinto. Farmacodinâmica Classificado no banco de dados ChemIDPlus do Instituto Nacional de Saúde norte-americano (43) como um antagonista dopaminérgico D2. entre os primeiros atípicos por ter ação clínico-terapêutica sem determinar catalepsia ou antagonizar as estereotipias induzidas pela anfetamina. ao lado da tioridazina e da clozapina. Bruscky e cols. empregado como antipsicótico. 223 . 198. 292). No final da década de 80. 119.. de acordo com Moore & Gershon. 1973 (33) e Kersz. em detrimento das estritatais (núcleos caudatum e putamen) (14. Também.SULPIRIDA (SULPIRIDE. 400 a 800mg (105). assim. demonstrando uma ação antidopaminérgica seletiva em estruturas límbicas (tubérculo olfatório. Nas doses plenas (v. Por estas propriedades farmacodinâmicas e por não rebote na suspensão. 1972. NST: 70 a 1120ng/ml (277). Foi incluída. N-((1-etil-2-pirrolidinil)metil)-5sulfamoil. não tem afinidade pelos receptores sigma. ao contrário da pimozida ou haloperidol (83). antidepressivo de segunda geração e como medicação gastrintestinal (procinética e antiúlcera) (193). 1974 (161).(53). 251. 5-(aminosulfonil)-N-((1-etil-2pirrolidinil)metil)-2-metóxi. Henriques & Coutinho. não causando.

particularmente no sexo feminino (10). são registrados outros efeitos neurendócrinos além da liberação de prolactina. 278) de modo dose-independente (169). A cimetidina e o bicarbonato de sódio parecem também reduzir sua 224 . revelou eficácia e tolerabilidade comparáveis entre as duas substâncias. Aumenta significativamente e de modo duradouro as taxas de prolactina (96. respectivamente. é excretado por via renal não-modificada (quase 100%) quando administrado por via parenteral (28) e de 15 a 25% quando por via oral. Em outro estudo duplo-cego com doses fixas (400mg de clorpromazina versus 800mg de sulpirida) com esquizofrênicos. -inferior a 10 mL/minuto . sem o inconveniente de reações de fotossensibilidade. 110) do mesmo modo que a hiperfagia e o ganho de peso. que pode ser antagonizado pela administração de estrógenos (209. 88). Bressolle sugere o seguinte esquema: clearance da creatinina -entre 30 a 60 mL/minuto . atingindo picos plasmáticos em 3 a 6 h (299).5. em estudo com grupos paralelos. embora somente o isômero levógiro seja dotado de atividade farmacológica central relevante. biodisponibilidade quando ingeridos simultaneamente (255). como fazem os antipsicóticos típicos e alguns atípicos como a clozapina. Sua absorção é significamente reduzida pelo hidróxido de alumínio e sua administração às refeições ou nas primeiras duas horas pode reduzir a absorção em 30% (256). Comparação duplo-cega com a perfenazina.34% da dose normal ou então o prolongamento dos intervalos das doses por um fator de 1. além de hipersensibilidade aos efeitos da insulina correlacionada ao ganho de peso por aumento da ingesta. O efeito antipsicótico costuma se observar precocemente. sem maiores dislipidemias. no grupo das benzamidas. -entre 10 a 30 mL/minuto . Já demonstrou superioridade como antipsicótico em relação ao placebo (139). Alcança biodisponibilidade de cerca de 30%. como a elevação das taxas do hormônio do crescimento (GH) (95) e progesterona. o ondansetron e a quetiapina e. hipotensão ou efeitos anticolinérgicos.50% da dose normal. mas como muitos outros neurolépticos. observadas com o derivado fenotiazínico (27). 234). 254). atingindo um máximo em 8 a 12 semanas. mostrou-se ligeiramente superior a esta (diferença estatisticamente não significativa) em pacientes esquizofrênicos agudos. Tem taxa de ligação protêica de 40%. sedação (13).70% da dose normal. a remoxipirida.assim. a eficácia das duas drogas foi equivalente com vantagens para a sulpirida em relação a um efeito ativador mais precoce nos pacientes autistas e melhor tolerabilidade autonômica e hepática (96). Suas doses devem ser reduzidas em pelo menos 35 a 70% nos pacientes com função renal patológica ou fisiologicamente comprometida. Estudo duplo-cego multicêntrico comparativo com a clorpromazina e envolvendo 71 pacientes psicóticos. é hidrofílico (baixa penetração no SNC). com ambas as substâncias Farmacocinética É em geral apresentado em mistura racêmica. Também não possui afinidade pelos receptores serotoninérgicos centrais (125. Tem meia-vida de eliminação de 6 a 8 h (29). Não foram identificados metabólitos e não parece sofrer metabolização. 2 e 3 respectivamente (31). É absorvido lentamente por via oral. mas não há evidências de que regime com duas doses diárias seja mais eficaz do que doses únicas (139). Este efeito parece ser mais acentuado e duradouro no sexo feminino (20. em doses até 1800mg/dia versus até 675mg. seus níveis séricos não constituem parâmetro valioso de referência terapêutica (59. Indicações e Eficácia Finalmente. aumento da leptina.

uma ação mais acentuada e precoce sobre os sintomas depressivos de pacientes esquizofrênicos que a da clorpromazina (800mg versus 400mg) (06). Em revisão sistemática com metanálise inscrita na Cochrane. e alcançando e eficácia equivalente ao haloperidol que. porém. teria demonstrado uma satisfatória ação antimaníaca em oito pacientes agudos sem a necessidade de medicações suplementares. 176). apresentavam uma redução média em torno de 50% nos escores da BPRS e SAPS (Scale for Assesment of Positive Symptoms) após a associação de 600mg/dia de sulpirida a seu esquema anterior. 1989 (49). mostrou-se com eficácia comparável à trifluperazina (15 a 45mg/dia) (71) e ao haloperidol (800 a 2800mg/dia versus 6 a 18mg/dia) (194) e (800 a 3200mg/dia versus 6 a 24mg/dia) (88). haloperidol decanoato e flufenazina decanoato em sintomas depressivos secundários.monstrando menos eficácia nos pacientes crônicos (136). também duplo-cego. com esquizofrênicos crônicos. e impotência coeundi. demonstrou eficácia na Depressão Maior equivalente à da amitriptilina. na Depressão “endógena” (Maior) com doses diárias de 150mg. A sulpirida. em Tel-Aviv. com resultados equivalentes aos da imipramina e benzodizepínicos na experiência clínica de Abe. em design duplo-cego (253). sendo somente superada em períodos maiores (a partir de 24 semanas) (268). com independência dos negativos (165). foi superior à propericiazina. superando a timiperona (1 a 6mg). 300). Recentemente. após 10 semanas. Também mostrou-se superior ao haloperidol. com todo o séquito de efeitos adversos reprodutivos e metabólicos: galactorréia. em estudo duplocego. na Síndrome de Gilles de la Tourette (231) e na cefaléia tensional (62). Em estudo controlado. Benkert & Holsboer. RS. 1993. em ensaio duplo-cego com 4 semanas de duração e comparação equivalente. revelou-se um antipsicótico útil na prevenção de recidivas em esquizofrênicos assintomáticos com boa tolerabilidade (100 a 600mg). com superioridade para a sulpirida em termos de rapidez de ação e tolerabilidades colinérgica e adrenérgica. Foi também proposta como medicação antiemética e antivertiginosa com vantagens sobre a metoclopramida (238) e nas desordens digestivas funcionais em geral (15. Em estudos duplo-cegos. aumento dos riscos de oesteoporose e neoplasias mamárias prolactino-dependentens na mulher.. Algumas das indicações psiquiátricas suplementares também ainda careceriam de estudos controlados em maior número (214). 1975 (01). tem sido utilizada também como medicação estimulante da lactação em mulheres em período de amamentação (08. sem a desvantagem de interferir no sono paradoxal (“REM-sleep” ou “rapid-eye-movement sleep”) como fazem muitos dos medicamentos utilizados (203) o ainda carece de comprovação clínica. em estudo duplocego. 1984 em ensaio aberto. Uma das indicações mais interessantes originou-se recentemente dos resultados obtidos por Shiloh e colaboradores no Geha Psychiatric Hospital. Embora se vincule sua ação antidepressiva (agonismo dopaminérgico) a faixas de doses baixas a moderadas (50 a 150. Como antidepressivo. foram obtidos por Bochetta e cols. Outras indicações psiquiátricas incluem os estados de agitação de idosos e deficientes mentais (281) e fobia escolar infantil. Embora seu emprego em quadros maníacos permaneça controverso. quando demonstraram que cerca de 25% dos pacientes refratários à clozapina isoladamente. mas recordam oportunamente a insuficiente evidência de sua eficácia na sintomatologia negativa esquizofrênica (262). no ensaio aberto de Christie e cols. com todos os quatro antipsicóticos confirmando superioridade em relação ao placebo (197). Resultados equivalentes em pacientes bipolares deprimidos em uso de lítio. de longa duração. com base em estudos animais. Soares e colaboradores da Universidade Federal de Pelotas. foi sugerida utilidade da sulpirida no controle dos ataques catalépticos da narcolepsia. confirmam a ação antidepressiva mas recomendam cautela na generalização de seus resultados (19). porém. por não ser excretada em altas concentrações no leite materno. frigidez. (23). ginecomastia e atrofia testicular no homem. 90. confirmam a boa tolerabilidade extrapiramidal da sulpirida. por sua vez. pelo menos no curto prazo (até 12 semanas). demonstrou. não controlado. Como ansiolítico. O ganho de peso costuma invariavelmente ocorrer nos tratamentos 225 . foi inferior ao clordiazepóxido em pelo menos um ensaio duplo-cego (279). amenorréia. Tolerabilidade As elevações das concentrações de prolactina são acentuadas e duradouras. em relação à associação de placebo. ou até 300mg/dia) (237).

Por isso é utilizado. c/ 1mg de bromazepam) cáps de 25mg. 233) é ainda hoje comercializado na França como neuroléptico (BARNETIL®). 240). (CAS RNs 53583-79-2. Discinesia Tardia (02. V. DARLETON COOLSPAN DOBREN DOGMATYL EGLONIL EGLONYL. EQUILID (Hoescht Marion Roussel) . 252). Como estas demonstra afinidade por receptores dopaminérgicos centrais D2-like de forma seletiva.(Associação c/ bromazepam). isoladamente ou em associação com outros neurolépticos (111. luinst. sem afinidade pelos subtipos D1-like (180) embora não demonstre a mesma seletividade límbica que a sulpirida. concentrando-se também no striatum. aliás. N-((1-etil-2-pirrolidinil)metil)-5(etilsulfonil)-2-metóxi. 226 . como costuma ocorrer com outras benzamidas que apresentam isomeria (45). para teste diagnóstico em casos suspeitos. Lundbeck Institute Database Sulpiride Commercial Info.990 ng/ml (277). cxs c/ 20. SULTOPRIDA (SULTOPRIDE) Interações Medicamentosas Já esteve envolvida em caso de Síndrome Neuroléptica Maligna desencadeada após a suspensão de associação sulpirida/maproptilina (116). Em pacientes com feocromocitoma pode desencadear crises hipertensivas fatais por ação direta no tumor. 211). embora haja necessidade de maior número de estudos para seu aproveitamento na indicação.ou: N-((1-Etil-2-pirrolidinil)metil)-5-(etilsulfonil)-oanisamida ou: (LIN 1418). Pode causar palpitações. A sulpirida. tiaprida e sultoprida (70. com liberação de grandes quantidades de noradrenalina. Distonia Tardia (177. e experimentos realizados com animais confirmam estas propriedades (65.prolongados e há indicações de que se correlaciona estreitamente com a intensidade da hiperprolactinemia (11. Acatisia Tardia (150) além de distonias agudas (144). DOGMATIL (SynthelaboEspasil) . 117. cxs c/ 20.7 a 2. demonstrou potencializar os efeitos da cimetidina e do hidróxido de alumínio na cicatrização de úlceras duodenais. A droga-mãe tem meia-vida plasmática de cerca de 3h com os metabolítos alcançando ½ vida de eliminação de cerca de 11h (153).199). cloridrato) FM: C17-H26-N2-O4-S DD: 400 a 1200mg (276).org): ABILIT AIGLONYL ALIMORAL ANSIUM ARMINOL BETAMAKS CALMOFLORINE CHAMPIONYL o-Anisamida. Apesar do baixo perfil de efeitos extrapiramidais tornarem estas ocorrências excepcionais. Como é um pouco mais lipofílica que a sulpirida. Há inclusive na literatura o relato de uma fatalidade atribuída ao uso terapêutico da sulpirida num paciente com feocromocitoma não diagnosticado (220). No Brasil: BROMOPIRIN (Novaquímica) . como alguns outros antipsicóticos. medulla oblongata e cerebelo. SULPAN (Synthelabo-Espasil) . No Exterior (mais de 60 nomes-fantasia em mais de 100 países. 200 a 1200mg (153) NST: 35. cartucho c/ 20 cáps. 152.cáps de 50 e comps de 200mg. 12). frasco conta-gotas c/ 30ml c/ 20mg/ml. sulpirida.(Assoc. reação distônica em paciente com Coréia de Huntington (244). já foi implicada em Síndrome Neuroléptica Maligna. em doses pequenas. 23694-17-9.cáps de 50 e comps de 200mg. etc. base. hipocampo e áreas mesolímbicas além do hipotálamo. penetra mais no cérebro. É comercializada como mistura racêmica onde apenas a forma levógira demonstra atividade farmacológica antidopaminérgica relevante. Introduzido em 1975 como uma das quatro anisamidas neurotrópicas originais: metoclopramida. disponível em www. em pelo menos um ensaio.ou: Benzamida. cxs c/ 20. N-((1-etil-2-pi