CINQÜENTA ANOS DE MEDICAMENTOS ANTIPSICÓTICOS EM PSIQUIATRIA

1. FENOTIAZINAS 2.TIOXANTENOS 3. BUTIROFENONAS 4. DIFENILBUTILPIPERIDINAS/ PIPERAZINAS 5. INDÓIS 6. BENZAMIDAS 7. DIBENZOXAZEPINAS 8. DIBENZOXEPINAS 9. DIBENZAZEPINAS 10. DIBENZODIAZEPINAS 11. TIENOBENZODIAZEPINAS 12. DIBENZOTIAZEPINAS 13. DIBENZOTIEPINAS 14. BENZO-HETEROEPINAS OUTRAS 15. BENZISOXAZÓIS 16. BENZISOTIAZÓIS 17. QUINOLINONAS 18. OUTROS ANTIPSICÓTICOS
REVISÃO ORTOGRÁFICA: Profa. Maria Beatriz Torres Frota Colégio Pedro II

LEOPOLDO HUGO FROTA

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Aos meus pais Eduardo e Mary; Aos meus filhos Eduardo Hugo, Lia e Camille; Aos meus irmãos, colegas, funcionários, pacientes e familiares do IPUB; À Tibá.

LEOPOLDO HUGO FROTA, M.D.
leopoldo.frota@uol.com.br MÉDICO PSIQUIATRA & PSICOTERAPEUTA Professor Adjunto do DEPARTAMENTO DE PSIQUIATRIA E MEDICINA LEGAL da Faculdade de Medicina da UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (UFRJ). co-HEAD, WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO) COLLABORATING CENTRE IN MENTAL HEALTH - INSTITUTO DE PSIQUIATRIA IPUB/UFRJ. Preceptor do PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA do Instituto de Psiquiatria IPUB/UFRJ. Membro do COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISAS do Instituto de Psiquiatria – IPUB/UFRJ. Coordenador da DISCIPLINA DE PSICOPATOLOGIA GERAL ministrada pelo DEPARTAMENTO DE PSIQUIATRIA E MEDICINA LEGAL para alunos de graduação do INSTITUTO DE PSICOLOGIA DA UFRJ.

REVISÃO ORTOGRÁFICA Profa. Maria Beatriz Torres Frota Colégio Pedro II – Rio de Janeiro

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4

PREFÁCIO

SUMÁRIO - I

11 12 13
16

INTRODUÇÃO HISTÓRICO
REFERÊNCIAS

I. FENOTIAZINAS

17

CARFENAZINA CICLOFENAZINA CLORIMPIFENINA DIXIRAZINA FLUFENAZINA METOFENAZINA OXAFLUMAZINA PERAZINA PERFENAZINA PROCLORPERAZINA TIETILPERAZINA TIOPROPAZATO TIOPROPERAZINA TRIFLUPERAZINA REFERÊNCIAS

38 39 39 39 40 44 45 45 46 48 49 49 50 51 52

C. PIPERIDÍNICAS
A-124 MEPAZINA MESORIDAZINA NORTIORIDAZINA PERIMETAZINA PIPAMAZINA PIPERACETAZINA PIPOTIAZINA PROPERICIAZINA SULFORIDAZINA TIORIDAZINA REFERÊNCIAS 60 61 61 62 63 63 64 64 65 66 67 71

A) ALQUILAMÍNICAS OU COM CADEIA LATERAL ALIFÁTICA
ACEPROMAZINA ALIMEMAZINA AMINOPROMAZINA CIAMEMAZINA CLORPROMAZINA ETIMEMAZINA LEVOMEPROMAZINA METIOMEPRAZINA METOPROMAZINA PROMAZINA PROMETAZINA TRIFLUPROMAZINA REFERÊNCIAS 19 20 21 22 22 26 27 28 29 29 30 32 32

D. OUTROS COMPOSTOS
CLOMACRAM DUOPERONA ESPICLOMAZINA FLUOTRACENO HOMOFENAZINA OXIPENDIL PROTIPENDIL REFERÊNCIAS 78 79 80 80 81 81 82 83

II. TIOXANTENOS
CLORPROTIXENO CLOTIXAMIDA FLUPENTIXOL PIFLUTIXOL 5

85
86 88 88 92

B) PIPERAZÍNICAS
ACETOFENAZINA BUTAPERAZINA 37 37

TEFLUTIXOL TIOTIXENO ZUCLOPENTIXOL REFERÊNCIAS

93 93 95 99

CINUPERONA FENAPERONA FG-5803 FLUANISONA REFERÊNCIAS

138 138 139 139 140

III. BUTIROFENONAS 108
INTRODUÇÃO 108

C) BUTIROFENONAS 4-PIPERIDILPIPERIDÍNICAS & PIPERIDÍNICAS OUTRAS
AL-449 BROMPERIDOL CARPERONA CLOFLUPEROL CLOROPERONA ID-4708 LEMPERONA MELPERONA MOPERONA PIPAMPERONA PIREMPERONA PROPIPERONA TRIFLUPERIDOL W-6123 REFERÊNCIAS 141 142 143 143 144 144 144 145 148 149 150 151 151 152 153

A) O HALOPERIDOL E AS BUTIROFENONAS 4-ANILINOPIPERIDÍNICAS
BEMPERIDOL BROMOSPIPERONA DROPERIDOL ESPIPERONA FLUSPIPERONA HALOPERIDOL IODOSPIPERONA TIMIPERONA REFERÊNCIAS 112 113 113 115 116 116 123 123 124

D) OUTRAS BUTIROFENONAS
AHR-1900 NONAPERONA U-25927 REFERÊNCIAS 158 159 159 159

B) BUTIROFENONAS 4-ARILPIPERAZÍNICAS
AZABUPERONA AZAPERONA BIRIPERONA BUTROPIPAZONA CENTPIRAQUIM 135 135 136 137 137

IV.DIFENILBUTILPIPER IDINAS / PIPERAZINAS 160
AMPEROZIDA CLOPIMOZIDA FLUSPIRILENO PENFLURIDOL PIMOZIDA REFERÊNCIAS 160 161 162 163 165 168

6

V. INDÓIS
INTRODUÇÃO
REFERÊNCIAS

175
175
178

VI. BENZAMIDAS
BROMOPRIDA 205 METOCLOPRAMIDA 206 TIAPRIDA 207 REFERÊNCIAS 208

201

A) DERIVADOS AMINO-ETIL

B) DERIVADOS 4-PIPERIDINIL
CISAPRIDA CLEBOPRIDA PRIDEPERONA REFERÊNCIAS 211 212 213 213

A) A RESERPINA & OS ALCALÓIDES DA RAUWOLFIA
DESERPIDINA RESCINAMINA RESERPINA REFERÊNCIAS 179 179 180 183

C) DERIVADOS 2PIRROLIDINIL
ALPIROPRIDA AMISSULPRIDA LUR 2366 PROSSULPRIDA RACLOPRIDA REMOXIPRIDA SULMEPRIDA SULPIRIDA SULTOPRIDA VERALIPRIDA REFERÊNCIAS 215 215 218 219 219 220 222 223 226 227 228

B) OUTROS INDÓLICOS
AL-1612 CARBIDINA FLUTROLINA MILIPERTINA MOLINDONA OXIPERTINA PIQUINDONA ROXINDOL SOLIPERTINA TEPIRINDOL REFERÊNCIAS 184 185 185 186 187 188 189 189 190 190 191

D) DERIVADOS 3PIRROLIDINIL
NEMONAPRIDA REFERÊNCIAS 236 237

E) OUTRAS BENZAMIDAS
5-Ome-BPAT BRL 34778 BW-1192U90 DAZOPRIDA HALOPEMIDA Y 20024 REFERÊNCIAS 7 239 240 240 241 241 242 242

C) O SERTINDOL E AS 2IMIDAZOLIDINONAS
AL-1965 SERTINDOL ZETIDOLINA REFERÊNCIAS 195 195 197 198

SUMÁRIO - II
INTRODUÇÃO ÀS BENZOHETEROEPINAS 244
REFERÊNCIAS 245

XII. DIBENZOTIAZEPINAS
CLOTIAPINA METIAPINA QUETIAPINA REFERÊNCIAS 318 319 320 329

VII. DIBENZOXAZEPINAS
AMOXAPINA LOXAPINA REFERÊNCIAS 246 247 250

XIII. DIBENZOTIEPINAS
CITATEPINA CLOFLUMIDA CLOROTEPINA DOCLOXITEPINA ISOFLOXITEPINA METITEPINA OXIPROTEPINA PERATIEPINA ZOTEPINA REFERÊNCIAS 335 336 336 337 338 338 339 340 340 343

VIII. DIBENZOXEPINAS
ASENAPINA CIPAZOXAPINA MAROXEPINA METOXEPINA RMI 61140 RMI 61280 REFERÊNCIAS 255 256 256 257 257 258 258

XIV. OUTRAS BENZOHETEROEPINAS
SCH 23390 SCH 24518 SKF 38393 SKF 83566 SKF 83692 TREPIPAM REFERÊNCIAS 347 348 348 348 349 349 349

IX. DIBENZAZEPINAS
CARPIPRAMINA CLOCAPRAMINA ERESEPINA FLUPERLAPINA MOSAPRAMINA PERLAPINA RMI 81582 REFERÊNCIAS 260 262 263 263 265 266 266 267

XV. BENZISOXAZÓIS
ABAPERIDONA ILOPERIDONA NEFLUMOZIDA OCAPERIDONA RISPERIDONA REFERÊNCIAS 352 353 355 355 356 379

X. DIBENZODIAZEPINAS
CLOZAPINA REFERÊNCIAS 267 288

XI. TIENOBENZODIAZEPINAS
FLUMEZAPINA OLANZAPINA REFERÊNCIAS 297 298 308 8

XVI. BENZISOTIAZÓIS
PEROSPIRONA SUPIDIMIDA TIOSPIRONA ZIPRASIDONA 396 397 398 399

REFERÊNCIAS

405

XVII. QUINOLINONAS
ARIPIPRAZOL OPC-4392 REFERÊNCIAS 410 416 417

XVIII. OUTROS ANTIPSICÓTICOS
2-Daodp 420 3-Fbpt 421 8-NLE-CER(4,10) 421 74-637 421 ALENTAMOL 422 ALTANSERINA 422 AMPACINA CX516 423 APREPIPANTO 424 AXAMOZIDA 424 BALAPERIDONA 425 BATELAPINA 425 BERUPIPAM 426 BIFEPRUNOX 426 BLONANSERINA 427 BMY-13980-1 428 BRL 20596 428 BROFOXINA 429 BROMERGURIDA 429 BUTACLAMOL 430 CARVOTROLINA 430 CI-943 431 CICLINDOL 431 CICLOTIZOLAM 432 CLOPIPAZAM 432 CLORMETILSILATRANO 432 DAPIPRAZOL 433 DN 1417 433 Dup 734 434 ECOPIPAM 434 FANANSERINA 435 FLUCINDOL 435 GEVOTROLINA 436 HP 236 436 IB-503 436 JINKO-HEREMOL 437

KC-5944 L-741,626 L-745,870 LEK 8829 LINTITRIPT M-100907 MANASSANTINA A MAZAPERTINA MEZILAMINA MILACEMIDA MILEMPERONA NAFADOTRIDA NE-100 ODAPIPAM OXIPEROMIDA PALINDOR PD-112488 PD-143168 PENTIAPINA PINOXEPINA PNU-96415E QM 7184 SCS 100 SDZ HDC-912 SETOPERONA SONEPIPRAZOL SR 31742A SR-141716A TEFLUDAZINA THE-JL-13 TILOZEPINA TIMELOTEM TRABOXOPINA TREBENZOMINA UMESPIRONA XANOMELINA ZOLOPERONA REFERÊNCIAS

438 438 438 439 439 440 440 441 442 442 443 443 444 444 445 445 446 446 447 447 448 448 448 449 449 450 451 451 452 452 453 453 454 454 455 455 456 456

OUTROS COMPOSTOS COM POTENCIAL UTILIDADE NA ESQUIZOFRENIA 456 ÍNDICE REMISSIVO DE ANTIPSICÓTICOS 469

9

10 .

além de informações técnicas pré-clínicas e clínicas. profissinais. estamos certos de que foram cometidas importantes omissões. da qual estão selecionadas cerca de 5500 referências bibliográficas. bioquímicos. como veremos. ou não. neurologistas e outros especialistas. toxicológicos e bibliográficos hoje disponibilizados na Internet. planejadores e gerenciadores da Área da Saúde e da indústria farmacêutica. quando simultaneamente são completados 50 anos da introdução dos neurolépticos ou antipsicóticos típicos.frota@uol.br 11 . não somente para o psiquiatra clínico como para investigadores. fortuitamente e ainda que com importantes exceções. Na intenção de facilitar consultas. para a esquizofrenia. venha em futuro não muito distante permitir o desenvolvimento de terapêuticas revolucionárias. foi incluído um Índice Remissivo com quase 2000 verbetes. o leitor deve estar advertido de que haverá capítulos onde são simultaneamente examinados antipsicóticos típicos e atípicos. contendo não somente nomes genéricos. sem prejuízo da clara e precisa comunicação científica. nomenclatura e sinonímia. A todos. úteis consultas e boa leitura. de padronização e uniformização da nomenclatura técnica em idioma Português na Área da Saúde possam em breve nos dispensar dos estrangeirismos que insistem em povoar nossos textos. pelos quais cada composto tornou-se inicialmente conhecido nas publicações de fases pré-clínicas ou clínicas pré-licenciamento. consagram-se os novos medicamentos e acaba de ser mapeado o genoma humano -que espera-se. A extensão do tema obrigou-nos à divisão da matéria em duas partes. com graus intermediários. aguardamos que esforços. O estudo pretende abarcar os 250 compostos mais relevantes obtidos nestes cinqüenta anos. dadas as habituais dificuldades de registro e intercâmbio entre nós. especialmente quando se considera que muitos ensaios abertos ou relevantes observações clínicas assistemáticas não chegam a alcançar publicação. um recurso indispensável para a precisa e abrangente localização das referências nos bancos de dados químicos. do que um amplo olhar retrospectivo a fim de inventariar o alcançado até aqui. como recursos eficazes e razoavelmente seguros se utilizados de forma racional e. Por outro lado. leopoldo. no país ou no exterior. entre outros. destacar a produção científica nacional e dos autores de países da Língua Portuguesa mas. ostentando grande experiência clínica e ainda gozando de ampla aceitação social. certamente continuarão a desempenhar. Rio de Janeiro. 13 de abril de 2003 Leopoldo Hugo Frota. estudados por 18 capítulos com 36 seções ou subseções. farmacólogos. fórmulas moleculares.com. à distinção em grupos químicos tradicionais (parte I) e grupos químicos recentes (parte II). Finalmente. dando fecho a esta dura etapa de conquistas e realizações. Procuramos. os capítulos sobre os derivados indólicos (V) ou o das benzamidas (VI). incluindo possíveis variações. estamos convencidos de que os medicamentos tradicionais. por bom tempo. Nossa intenção foi a de realizar um levantamento químico sistemático. nos últimos anos. inédito em nosso idioma.Prefácio Vive a Psiquiatria o limiar de nova era na História da terapêutica das psicoses com a reabilitação da clozapina e o desenvolvimento. como por exemplo. sobretudo. acerca do maior número possível de substâncias introduzidas como potenciais antipsicóticos. fornecendo fórmulas estruturais. permanentemente atualizados. independentemente de terem alcançado. economicamente viáveis para serem disponibilizados em grande escala na maioria dos países do mundo. Entretanto. o que fica evidente quando tratarmos de certos compostos. medicamentos convencionais e novos. sempre que possível. que foram identificados a partir de uma ampla revisão da literatura. não-farmacológicas. licenciamento e comercialização no presente ou no passado. de nova e revolucionária série de antipsicóticos: os atípicos de segunda geração. de referência. importante papel. Neste momento. além de estudantes de graduação e pós-graduação.nada mais conveniente para dar-nos a correta perspectiva e melhor calçar avanços futuros. Esperamos contar com os leitores para melhor saná-las em futuras revisões. Esta divisão acabou obedecendo. como nomes de marca e nomes codificados. médicos legistas e toxicologistas. Entendemos também que deva ser concebida uma gradação de “atipicidade”. Pretendeu-se uma obra completa.

logo de outros medicamentos similares. pôde iniciar-se gradual desativação dos asilos e antigos hospícios. ocupamonos das butirofenonas. estaríamos por ingressar em um novo período de euforia terapêutica. quetiapina. dibenzotiazepinas. das benzamidas. indóis. Henri Laborit. estabilizadores do humor e novíssimos medicamentos utilizados nas Demências. Com o acúmulo da experiência clínica. puderam ser. amissulprida. olanzapina. até então. 12 . não só de modelo cognitivo-comportamental. com renovação do prestígio das técnicas de reabilitação psicossocial e psicoterapias de modo geral. mas sobretudo melhor tolerados. finalmente. que tantos outros grupos de medicamentos. precoces e tardios. na época. piperazínicas. caberia a John Kane. dando-se nas décadas seguintes. Transtornos de Déficit de Atenção. ansiolíticos. difenilbutilpiperidinas/ piperazinas. Milhares de substâncias de diferentes grupos químicos foram sintetizadas em resposta ao interesse despertado na época pelo novo recurso terapêutico e em pouco mais de duas décadas. a contínua busca por compostos tão ou mais eficazes. nos Estados Unidos.Introdução Em fevereiro de 1952. até aqui. etc. de um mínimo convívio social e familiar. como improdutivas ou inaplicáveis a estes pacientes. hipnoindutores. dar-se-ia o licenciamento e comercialização de quase uma centena de diferentes antipsicóticos em todo o mundo. dibenzoxepinas. a mais espetacular reforma assistencial de que se tem notícia na Era Moderna desde que Phillipe Pinel introduzira o "tratamento moral". Os novos antipsicóticos vieram decretar assim. comprovar para a surpreendida comunidade científica internacional. No final da década de 80. que limitavam o emprego clínico dos novos medicamentos. que os neurolépticos na verdade inauguravam nova disciplina que se mostraria extraordinariamente profícua: a moderna Psicofarmacologia. servindo até para nomear os neurolépticos. privados. seria clinicamente introduzido na França. iniciamos este parte I pela clorpromazina e demais fenotiazinas (alifáticas. e sua substituição por ambulatórios e serviços assistenciais mais ágeis e menos estigmatizantes. de forma radical. no entanto. dibenzodiazepinas. finalmente. o choque cardiazólico. como também demonstrar que os efeitos motores extrapiramidais. em Transtornos Alimentares. Tudo indica que. Em seguida. quinolinônicos e. como abordagens psicodinâmicas de insight ou de base analítica. além da contenção física como único recurso no manejo das agitações psicomotoras graves. Mal se vislumbrava. pelas mãos de um cirurgião. além serem rapidamente ampliados os esforços para a reabilitação de milhares de esquizofrênicos crônicos. curiosamente. impondo desafios inéditos no desenvolvimento de novos fármacos. vistos até então como inevitáveis. a superação dos antigos paradigmas. o primeiro medicamento antipsicótico sintético: o “neuroléptico” clorpromazina (AMPLICTIL. dando partida à intensa busca recente por novos antipsicóticos atípicos sem o risco de discrasias da clozapina. logo tornaram-se evidentes efeitos neuroendócrinos e neuromotores indesejáveis. dibenzotiepinas e outras) além de compostos benzisoxazólicos. Terapêuticas invasivas e rudimentares como a lobotomia. ziprasidona e o aripiprazol. substituídos por alternativas mais humanas. os tioxantenos. benzisotiazólicos. alguns irreversíveis ou potencialmente danosos. não eram. superadas as atuais barreiras de custo. a insulinoterapia e a malarioterapia. estimulando. Na segunda parte daremos continuação ao exame com os diferentes subgrupos de benzoheteroepinas (dibenzoxazepinas. Como produto deste esforço de pesquisa já foram introduzidas a risperidona. os chamados “atípicos de segunda geração”. sob a forma de antidepressivos. assim. passaria a viver a Psiquiatria inédita euforia terapêutica. pela primeira vez na História. LARGACTIL). e. consideradas. Seguindo a ordem de introdução. assumindo um caráter irreversível. de compostos remanescentes com estrutura química singular ou ainda em desenvolvimento. Com a entrada em cena do LARGACTIL e. A partir deste momento histórico. não só a inédita amplitude de eficácia da substância. Este movimento logo tomou dimensões mundiais. coloca hoje à disposição do especialista. tienobenzodiazepinas. indissociáveis das ações terapêuticas. com hospitalização parcial ou de curta duração. muitas vezes com descobertas casuais. piperidínicas e outras) e também pela similaridade estrutural. de modo algum. o eletrochoque. após sistemática investigação da clozapina em esquizofrênicos refratários. a partir da clorpromazina. eficazes e seguras. dibenzazepinas.

os recursos terapêuticos biológicos de que se dispunha para o tratamento de estados psicóticos agudos (Esquizofrenia. a clorpromazina foi consagrada nas décadas seguintes como o primeiro antipsicótico moderno (01). (reserpina. o célebre neurologista inglês do século XVII. beberagem composta de vermute. com ação direta de bloqueio dopaminérgico e não por depleção dos depósitos centrais de monoaminas. como os alcalóides da Rauwolfia. dois anos após a introdução da clorpromazina na França. Também se recorria a preparados à base de ópio. mostravam uma inédita ação sedativa seletiva. considerada muito eficaz. após seu emprego experimental nos psicóticos conduzido por Nathan S Kline (06) em Nova Iorque. sem induzir a narcose ou coma como se observava então. afora a insulino e a eletroconvulsoterapia e mais excepcionalmente o choque cardiazólico. Suíça. amparada pelo prestígio de seu introdutor. limitavam-se a medicamentos sedativos e hipnóticos. o amital sódico (introduzido por Bleckwenn em 1929). já havia sido registrada na literatura médica pelos médicos hindus Ganneth Sen & Katrick Bose em 1931 (01). com doses maiores de barbitúricos. ervas e ópio. Como derivado sintético. espécie de tranqüilização ou "indiferença emocional" aos estímulos. opiáceos ou com o hidrato de cloral. introduzida por Kläsi nos anos 20. Os alcalóides da Rauwolfia serpentina. rescinamina.na hipertensão arterial.Histórico Até a metade do século XX. desde muito conhecida da medicina tradicional hindusomente viriam a ser considerados para emprego em psiquiatria com a síntese da reserpina pelos laboratórios da Ciba na Basiléia. em razão da grande latência de ação. etc) -planta descoberta e pioneiramente empregada na Europa por Leonhard Rauwolf no século XVI mas. (abandonado aliás. Com isto inaugurava-se a nova era das substâncias "líticas" ou "neurolíticas". O reconhecimento do potencial terapêutico antipsicótico da reserpina. sais de bromo. depressão com risco de suicídio. tanto a clorpromazina como a reserpina. 13 . Em doses terapêuticas. no início da década de 50. intensa sedação e hipotensão). A utilidade de extratos brutos obtidos a partir de raízes da planta conhecida na Índia como “Pagla-KaDawa”. Fase Maníaca da Psicose ManíacoDepressiva e Psicoses Orgânicas). porém. reserpidina. dotados de forte e inespecífica ação depressora em todo o sistema nervoso central (SNC). e que em doses altas determinavam coma profundo com inibição dos centros respiratórios do tronco cerebral. e uma mistura à base dos ácidos dietil e dipropenil-barbitúrico que se tornaria conhecida em todo o mundo como SOMNIFEN. como o Laudanum. As substâncias mais empregadas eram o hidrato de cloral. a malarioterapia e a lobotomia frontal. Thomas Sydenham. somente se daria. o brometo de sódio (usado em sonoterapia desde o 1897).

ao intenso trabalho de investigação químico-farmacêutica desenvolvido na França após a II Guerra Mundial em busca de antihistamínicos a partir de derivados da fenotiazina. pelo equilíbrio e moderação na escolha dos prazeres sensíveis e espirituais. a dietazina aproveitada como medicamento antiparkinsoniano e a prometazina. Eles haviam encomendado aos químicos da Rhône Poulenc-Spécia uma substância com ação depressora central ainda maior que a da prometazina que já empregavam. Em seis publicações de maio a julho de 1952. a clorpromazina (4568 RP) foi sintetizada no dia 11 de dezembro de 1950 pelo químico Paul Charpentier. foi pioneiramente empregada pelo cirurgião francês nascido em Hanói. Dela foram extraídos compostos em grande número. em associação a pentotal. as primeiras substâncias com propriedades anti-histamínicas nos laboratórios da Rhone Poulanc-Spécia. nos vocabulários céptico e estóico. " tranqüilizantes maiores" ou como agora se denominam: "antipsicóticos". com os primeiros estudos pré-clínicos desenvolvidos por Simone Courvoisier. um coquetel para ser utilizado em préindução anestésica de cirurgias. em Paris. servindo também de base no preparo de soluções conservantes de madeira. A descoberta casual e o desenvolvimento destes novos agentes terapêuticos se devem. foi atribuído aos autores franceses Jean Delay e seu assistente. despertou interesse por seus efeitos sedativos e hipnóticos e passou a servir de base para a síntese de novos compostos. na verdade. "ataráxicas". como a promazina (3276 RP). Ataraxia em grego significa. estado em que a alma. inicialmente alguns corantes com emprego em medicina como o azul de metileno. Mais tarde. já no final da primeira metade do século. Contudo. caberia a eles relatar pela primeira vez o emprego isolado da substância em cerca de 40 pacientes (03). 09). além de ser adotada como medicamento antialérgico no final da década de 40. sem narcose. A primeira foi preterida por ser anti-histamínico muito débil. petidina e eletroconvulsoterapia. e denominada de "hibernação artificial". para compor ao lado da dietazina e da petidina (opiáceo sintético). com a sugestão em 1955 de uma nova classe de fármacos. a dietazina e a prometazina (3277 RP). atinge o ideal supremo da felicidade: a imperturbabilidade. Vietnam. a denominação "ataráxicos" para a nova classe de fármacos. o uso pioneiro em psiquiatria (caso de agitação maníaca). já trabalhando de volta a Paris com o anestesista Pierre Huguenard (08. 14 . Henri Laborit (19141995)."neurolépticas". e chegaram a sugerir sua possível utilidade em doentes mentais. O crédito pela confirmação da utilidade da clorpromazina em psicóticos e o delineamento de propriedades farmacológicas únicas. deve-se. Laborit & Huguenard não deixaram de notar a propriedade da nova substância em causar uma espécie de "indiferença emocional à dor". esta solução composta tornar-se-ia mais conhecida como Coquetel Lítico de Laborit. consagrando a técnica anestésica precursora da moderna neuroleptanalgesia por eles criada. e mais tarde. Seguindo este caminho. A fenotiazina ou tiodifenilamina já era conhecida desde o início do século e empregada em agricultura e medicina humana e veterinária por suas propriedades anti-helmínticas (nematódios). Na clínica. independentemente de suas propriedades sedativas e analgésicas. por gotejamento endovenoso. Vem deste inédito efeito por eles observado. Pierre Deniker (04).

no Recife. A adjetivação "atípico" teve suas origens ainda nos anos 60 e 70 na experimentação animal. quando certos compostos. 11. Os efeitos motores (mais conhecidos na época como "sintomas de impregnação" e freqüentemente utilizados como indicativos da obtenção de concentrações terapêuticas na falta de exames laboratoriais) chegaram a ser considerados como necessários para a melhora sintomatológica da psicose. Joseph Hamon. além dos de Nathan Kline (1916-1982) (06). 15 . em Turnhoult. introduzidos por Povl Viggo Petersen e equipe em Copenhagen na Dinamarca.nas faixas de doses esperadas (em média. A escolha seria confirmada na maior parte do mundo. só que em distintas áreas cerebrais (estriatais e límbicas. Desde então foram desenvolvidos ainda nos anos 50 e nas décadas seguintes. novos compostos neurolépticos. Como hoje se sabe. embora com brandos ou ausentes efeitos motores extrapiramidais. No Brasil. e em geral. os artigos nacionais de Campos e cols. sulpirida. 2 a 3 vezes maiores que as terapêuticas). 12). captura. consagrados os tioxantenos. Fora da Europa. em laboratório. defendida pelos norte-americanos. ambos publicados no ano de 1954.rigorosamente. superando os concorrentes “tranqüilizante”. Estes “neurolépticos” especiais. testemunhando a atualidade de nossa psiquiatria. são históricos os artigos com a clorpromazina de Lucena e cols. com a reserpina. as butirofenonas (fenilbutilpiperidinas) e difenilbutilpiperidinas por Paul Janssen e equipe. onde seriam consagradas as denominações “tranqüilizantes maiores” ou “antipsicóticos”. Assim seriam a seguir. em São Paulo (10. em Salvador e de Vizzotto e cols. flupentixol e tantos outros como a melperona e a molindona) ainda hoje são eventualmente denominados de "antipsicóticos mais ou menos atípicos" ("somewhat atypical antipsychotics"). protipendil. igualmente merecem menção (02. em votação realizada durante o II Congresso Mundial de Psiquiatria em 1955.. não reproduziam. na Bélgica. O termo “neuroléptico” foi concebido em contraposição a “neuroplégico” (plegia = paralisia. clotiapina.. 1955. 1955. contenção). 1954 e de Krinsky e cols. respectivamente). emesis) e a anfetamina (estereotipias. o padrão típico de neuroléptico nos testes considerados definidores desta classe de fármacos. com ênfase na sedação inespecífica ou na sua principal indicação.. ao bloqueio dopaminérgico D2 central. Os “neurolépticos atípicos” mostravam-se capazes de induzir a ptose palpebral de origem central. loxapina. e “ataráxico”. movimentos de roer. aos psiquiatras do Hospital militar de Val de Grâce. Entretanto. 1956. mas só registrado em publicação (05) treze dias após o artigo original de Laborit & Huguenard (08). reduzir a motilidade espontânea dos animais. Jean Paraire e Jean Velluz no mês de fevereiro de 1952. de Sampaio. Continuaram então a surgir novos grupos de neurolépticos até que. tanto eles quanto os efeitos terapêuticos sobre sintomas positivos esquizofrênicos devem-se. ação curarizante) e guarda origem grega: “neuro” refere-se a nervo e “leptic” é sufixo derivado de “leptomai” que significa controle.1955. bloquear as respostas condicionadas de alarme sem interferir na reação de fuga nãocondicionada. em maior ou menor grau. cederiam a plena adjetivação (tioridazina. como veremos em continuação. para os quais. com estrutura tricíclica ou não. Relativamente ao uso pioneiro da reserpina em psiquiatria. recentemente. clinicamente eficazes. antagonizar os efeitos clássicos de agonistas dopaminérgicos como a apomorfina (estereotipias. nos Estados Unidos. de fato. posteriormente. precursores dos modernos atípicos. são dignos de registro os trabalhos pioneiros do berlinense Heinz Lehmann (19111999) com a clorpromazina no Douglas Hospital ligado à Universidade McGill em Montreal. na França. hipercinesia). com exceção dos Estados Unidos e parte anglófona do Canadá. Canadá. a denominação foi aprovada pelos especialistas. mostravam-se incapazes de provocar a típica reação cataléptica – que tanto influenciara Jean Delay na escolha do nome. a introdução dos atípicos. em Paris.. bem como as benzamidas modificadas por Louis Justin-Besançon e colaboradores. Originalmente cunhado por Jean Delay. veio estabelecer novo padrão terapêutico mínimo a ser alcançado. 07) por sua quase simultaneidade às publicações de Kline nos EUA.

Press Méd 1951. Bol Hosp Jul Mor 1955. olanzapina. tanto a clozapina como alguns dos atípicos atuais. 5:199. risperidona. Paraire J & Velluz J. 16 . Remarques sur l’action du 4560 RP sur l’agitation maniaque. Considerações preliminares. remoxiprida). 19(12): 1-20. Laborit H. já provaram ser isto. Kline NS. Neurobiologia 1956. 60. Mexico.O fato é que. deixaram claro pela primeira vez de modo insofismável. Caldwell AE. 107-132. Delay J & Deniker P. Ann Méd Psychol 1952. Ann Méd Psychol 1952. 110:364. 05. ser possível a obtenção de resultados terapêuticos na ausência dos efeitos neuroendócrinos e extrapiramidais. 38 cas de psychoses traités par la cure prolongée et continué de 4568 RP. graças aos atípicos. mais importante. Laborit H. Lucena J. 10. seja por suas propriedades antisserotoninérgicas simultâneas (antagonismo em receptores 5Ht2A no striatum e no córtex e agonismo 5Ht1A) que lhes confere abrandamento dos efeitos motores e ampliação de suas ações terapêuticas. Historia de la Psicofarmacologia. Un nouveau stabilisateur végètatif (le 4560 RP). que efeitos adversos e terapêuticos podem ser inteiramente dissociados. amissulprida. Tomchinsky RB. Referências Bibliográficas (Histórico) 01. Campos JS et al. 206-208. L’Hibernation artificielle para moyens pharmacodynamiques et physiques. quetiapina e ziprasidona).vieram reformular prognósticos desfavoráveis e. Sabemos hoje. Dados preliminares sobre os resultados obtidos com a clorpromazina em Psiquiatria (71 casos). 02. Krinsky S et al. Bol Inst Vital Brasil 1954. 1975. 4:5. 1955. Vizzotto S. La Prensa Medica Mexicana. A maioria dos novos antipsicóticos (clozapina. sobre sintomas considerados refratários – sintomas negativos. Algumas observações sobre o emprego da Rauwolfia sello “wu” em psiquiatria. Resultados do tratamento de doentes mentais pelo Amplictil. Deniker P & Harl JM. Use of Rauwolfia Serpentina Benth in neuropsychiatric conditions. 21:5-19. 110(2). Huguenard P & Alluaume R. seja por ligação mais frouxa aos receptores D2 com preferência pelos neurônios dopaminérgicos mesolímbicos e mesocorticais (sintomatologia psicótica) em detrimento dos nigro-estriatais (efeitos motores) e túbero-infundibulares (liberação de prolactina). Ann Méd Psychol 1952. Utilisation en thérapeutique psychiatrique d’une phénothiazine d’action centrale élective. In: Clark WG & del Giudice J. 59: 1329. Loreto G & Costa AS. A clorpromazina em psiquiatria. cognitivos e afetivos secundários da Esquizofrenia. 21:234. Sobre o emprego da reserpina em psiquiatria. 11. Arq Dep Assist Psicop Esta S Paulo 1955. 08. Sampaio N. 112-117. 110(2): 331-335. 03. 06. Trad esp. Huguenard P. Hamon J. embora não possuam afinidade serotoninérgica. 59. ao atuarem de forma inédita. Acad of Sci 1954. Já algumas benzamidas de perfil atípico ou semi-atípico (sulpirida. Principios De Psicofarmacologia. 07. atuando também em receptores dopaminérgicos présinápticos além dos pós-sinápticos. 12. Delay J. Arq Dep Assist Psicop Est S Paulo. perfeitamente possível. Ann of N. Goes JF & Fiore LJ.Y. mostram seletividade límbica e agem como agonistas dopaminérgicos quando usadas nas faixas menores de dose. 04. Presse Méd 1952. 09.

Oxaflumazina. classificadas por sub-grupo. Promazina. dimetilamínicos ou com cadeia lateral alifática (não-cíclica). Com cadeia lateral alifática: Acepromazina. Dixirazina. Alquilamínicos. Perazina. Ciclofenazina. 4) a maior potência dos isômeros cis sobre os trans entre os derivados tioxantênicos finalmente. e efeitos antipsicóticos e eventuais efeitos adversos cognitivos ao bloqueio mesolímbico e mesocortical. Alimemazina. respectivamente. Butaperazina. 2) a maior atividade das fenotiazinas com cadeia lateral piperazínica sobre as com cadeias alquilamínicas. II. permitindo assim que elas se liguem fortemente a seus receptores.I. Fenotiazinas As fenotiazinas com ação antipsicótica são agentes bloqueadores centrais da dopamina e exercem esta ação. ace. 2. Flufenazina. Etimemazina. 3) a maior potência das hidroxietilpiperazinas sobre as piperazinas. Com cadeia lateral piperazínica e 3. Perfenazina. Os derivados fenotiazínicos. Metofenazina. É interessante notar em sua fórmula que as interações espaciais entre a cadeia lateral amino e a substituição na posição 2 no anel A produzem uma configuração molecular que imita a da dopamina. Aminopromazina. a elevação da prolactina e outros efeitos neuroendócrinos à sua ação na via túbero-infundibular. de acordo com a estrutura da cadeia lateral que se soma à estrutura tricíclica básica. Clorimpifenina. Com cadeia lateral piperidínica. em todas as quatro grandes vias dopaminérgicas cerebrais. seriam: I. são classificados em três grandes sub-grupos com potência antipsicótica e perfis de efeitos adversos diferentes: 1. 5) a localização crucial da substituição A no carbono 2 (45). em maior ou menor grau. Os principais derivados fenotiazínicos com interesse para o psiquiatra. Seus efeitos extrapiramidais são vinculados à via nigro-estriatal. Proclorperazina. Carfenazina. explicam: 1) a maior potência das fenotiazinas com substituição trifluorometil em posição 2 sobre as com substituição cloro. Levomepromazina. Prometazina e Triflupromazina. Metiomeprazina. Com cadeia lateral piperazínica: Acetofenazina. Adicionalmente. Clorpromazina. Metopromazina. 17 .

A mequitazina (LM-209. Sulforidazina e Tioridazina. serão igualmente eficientes no tratamento dos sintomas positivos da Esquizofrenia (alucinações. Outros compostos não-tioxantênicos estruturalmente aparentados às fenotiazinas: Clomacram. Aliás. por exemplo. Têm meia-vida longa. dioxoprometazina (PROTANON). CASANTIN. antiemética. PRIMALAN. IV. PHTORACIZINE) como antidepressivo. porém. A promazina (RP 3276. por seu habitual emprego nos hospitais psiquiátricos brasileiros como medicação anticolinérgica no alívio das distonias agudas ocasionadas pelos antipsicóticos típicos. tem eficácia reconhecidamente inferior à da clorpromazina. PHENOCTYL) e propionilpromazina (CB 1497. Nortioridazina. Pipamazina. muscarínicos. pois embora ainda esteja em uso em alguns países da Europa como antipsicótico. hipercinesia). Tiopropazato.já que o efeito antipsicótico é necessariamente gradual e o risco de efeitos adversos locais e sistêmicos consideravelmente maior. A escolha terá de se nortear mais pelo perfil de efeitos adversos de cada subgrupo e de cada substância com relação ao perfil de risco de um dado paciente. Nem todos os derivados fenotiazínicos apresentam ação antipsicótica relevante. VIGIGAN. serotoninérgicos e outros. Homofenazina. Duoperona. especialmente tratando-se das fenotiazinas de baixa potência. LODIBON) e etopropazina (RP 3356. oxomemazina (RP 6847. DOSEGRAN). Entre os dimetilamínicos. Piperacetazina. Tioproperazina e Trifluperazina. COMBILEN). tais como adrenérgicos. Espiclomazina. ao se evitar o metabolismo de primeira passagem. impondo-se redução nas doses administradas. ações de bloqueio em outros receptores. VIRGINAN) é uma fenotiazina em que a cadeia lateral alifática é modificada pela presença de dois átomos de nitrogênio e um grupo aromático substituído e que também não apresenta propriedades antipsicóticas. anticolinérgico e antiadrenérgico e pacientes idosos.Tietilperazina. também é o caso da dietazina (Fourneau 2987. São muito lipofílicas. um anti-histamínico com forte ação adicional sobre os receptores muscarínicos. Mepazina. Pipotiazina. como se verá em detalhes em cada seção. dandose preferência ao horário noturno para as substâncias com maior poder sedativo-hipnótico. propiomazina (CB 1678. da fluoracizina (fluacizina. com os necessários ajustes de dose de acordo com a potência relativa. que só será examinada em maior detalhe nesta revisão. METAPLEXAN. tendo sido aproveitada apenas como broncodilatador. alcança-se potência 3 a 4 vezes maior. A grande maioria dos metabólitos é farmacologicamente inativa mas há importantes exceções como a mesoridazina e a sulforidazina. Oxipendil e Protipendil. muitas vezes uma outra fenotiazina. SPARINE) será examinada mais por interesse histórico. empregadas como medicação sedativo-hipnótica. fisicamente debilitados ou virgens de tratamento. Mesoridazina. com seu forte perfil sedativo. antivertiginosa. As fenotiazinas são bem absorvidas por via oral sofrendo intenso metabolismo hepático de primeira passagem e atingindo picos plasmáticos entre 2 a 4 horas. o que permite a administração única diária. é o caso da prometazina. PARSODIL) aproveitadas como antiparkinsonianos. Por via parenteral. INSTOTAL. anti-histamínica ou parassimpaticolítica. Fluotraceno. penetrando com facilidade a barreira hematoencefálica e acumulando-se no sistema nervoso central (SNC). em clínica psiquiátrica. MIRCOL. que como metabólitos da tioridazina são ainda mais poderosos em suas ações de bloqueio dopaminérgico e alfadrenérgico que a droga-mãe. central e perifericamente. Com cadeia lateral piperidínica: A124. dificilmente encontra-se justificativa para recorrer-se à via endovenosa -excetuando-se graves agitações psicomotoras quando se deve dar preferência a benzodiazepínicos com ou sem o concurso de antipsicóticos de alta potência . Mas. clorfenetazina (ELROQUIL. PARKIN. III. além de serem menos eficazes. MAROPHEN). com picos plasmáticos entre 15 a 30 minutos. sendo aproveitados em outras indicações. Todas as fenotiazinas com ação de bloqueio dopaminérgico mesolímbico e mesocortical significativo têm eficácia antipsicótica e. Farmacologia A maioria dos pacientes psicóticos responde ao equivalente a 300 a 500mg/dia de clorpromazina com as doses mais altas trazendo maior risco de efeitos adversos imediatos e tardios. Propericiazina. delírios. PRAZIN. das aceprometazina (1664 CB). 18 . As fenotiazinas exercem também em maior ou menor grau.

ACETHYLPROMAZIN. seja pelo desenvolvimento prévio de tolerância. como se sabe. Não é sem razão que a clorpromazina figura ainda. exigindo em geral. e assim inaugurando a era dos atípicos na clínica. na descoberta dos primeiros antidepressivos tri e tetracíclicos.. Estes eles figuram a imipramina e a dibenzepina.) neuroléptico tricíclico com cadeia lateral piperazoínica (. Trata-se do subgrupo original dos antipsicóticos fenotiazínicos ao qual pertence a clorpromazina e do qual foram derivados por substituição os compostos que deram origem aos subgrupos com cadeias laterais cíclicas ou “aromáticas” (piperazínicas ou piperidínicas). a preferência generalizada pelos compostos de maior potência.. como piperazínicos e butirofenônicos. teria sido a causa do melhor reconhecimento da intensidade que efeitos adversos motores podem alcançar. ao mostrarem um risco menor de efeitos extrapiramidais. Acatisia Tardia). que possuem estruturas muito próximas à da clozapina e outros antipsicóticos dibenzo-heteroepínicos como veremos. Catatonia Medicamentosa. ACETAZINE. As alifáticas estão mais indicadas quando se deseja um antipsicótico sedativo-hipnótico com menor risco de extrapiramidalismo e não haja razões maiores para temer a hipotensão ortostática. hipotensor e anticolinérgico. não-cíclica. ACEPROMIZINA. compartilha muitas de suas propriedades com a clorpromazina e outras fenotiazinas alifáticas. menos efeitos extrapiramidais. ACETILPROMAZINA. Distonia. há evidências de que talvez seja precipitado pensar numa retirada radical dos antipsicóticos fenotiazínicos de baixa potência que. com grande destaque. As fenotiazinas alifáticas são substâncias com forte perfil sedativo. secundariamente. Hoje. além das vantagens em grande escala representadas por seu baixo custo. que três décadas mais tarde viria ser reabilitada na Esquizofrenia Refratária por John Kane e equipe (78) nos Estados Unidos. uma propriedade vista até então. na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde. Como antipsicóticos têm baixa potência.. como era descrita na 3ª edição alemã do manual de Benkert & Hippius de 1980 (07). fôra sintetizada originalmente no ano de 1958 na mesma linha de derivados tricíclicos inaugurada pela clorpromazina e que.A) Fenotiazinas Alquilamínicas. trazem a vantagem de dispensar o uso de medicação coadjuvante hipno-sedativa e anticolinérgica. "(. como fundamental na confirmação do poder terapêutico de novos potenciais antipsicóticos.)". como a cadeia alquil-dimetilamínica aqui representada. Também apresentam. ACEPROMAZINA (ACEPROMAZINE. seja pela possibilidade de esquema posológico oral gradual na presença de uma boa higidez cardiovascular. uma vez respeitadas as necessárias gradualidade e parcimonialidade nas doses. Antes do advento dos novos antipsicóticos. fortuitamente redundou.. Acatisias com grande propensão ao suicídio). doses mais altas que as demais fenotiazinas piperazínicas e piperidínicas. A síntese desta substância. ACETOPROMAZINA) 19 . O termo “alifáticos” refere-se a compostos orgânicos (alcanos) com estrutura linear. sejam precoces (Síndrome Neuroléptica Maligna. no afã terapêutico. à mesma época. mostrava-se incapaz de ocasionar efeitos extrapiramidais nos animais de experimentação (catalepsia). sejam tardios eirreversíveis (Discinesia. mais do que com outros fenotiazínicos ou butirofenonas. antieméticas e analgésicas em graus variados. Distonias Agudas graves. há evidências de que. Dimetilamínicas ou Com Cadeia Lateral Alifática. embora comprovando eficácia na clínica. mas demonstrando. A exceção fica com a tioridazina. propriedades anti-histamínicas. Aliás. A clozapina. especialmente em megadoses. uma fenotiazina piperidínica com tolerabilidade extrapiramidal superior. recorde-se que a clozapina. proporcionalmente. ACETYLPROMAZINE.

recentemente foi descrito na literatura um caso de êxito letal por suicídio em que se encontraram concentrações de 0. A hipotensão e taquicardia são bem menos acentuadas do que com a clorpromazina. dotada de atividade antipsicótica.10-[3-(dimetilamino) propil]-fenotiazin-2-il-metilcetona ou: Etanona.6 microgramas/mililitro no sangue. tratando-se de uma fenotiazina dimetilamínica. 3 mcg/mL no fígado. 6. MEPRONIZINE.3-propanodiil-dicarbamato formando um preparado farmacêutico denominado mepronizina (FH 040-3) proposto como hipnótico não-barbitúrico. Como outras fenotiazinas. NOTENSIL. PLIVAFEN.N.betatrimetil.maleato de. solução oral 3mg/ml. 4. 50 a 300mg VO (25). Muito assemelhada estruturalmente à levomepromazina (metotrimeprazina). TRIMEPRAZINA. pôneis. 30 a 80mg VO.5mg (148). Fórmula Molecular (FM): C19-H22-N2-O-S Doses Diárias (DD): 75 a 150mg Via Oral (VO) (25. Também é comercializada isoladamente sob a forma de maleato (PLEGICIL). Este valor discorda muito das faixas de doses terapêuticas sugeridas em alguns manuais. TRIMEPRAZINE) 10-[3-(dimetilamino)-2-metilpropil] fenotiazina ou: Fenotiazina.N. (www.ou: Cetona. 132). (CAS RN 84-96-8). FM: C18-H22-N2-S DD: 10 a 75mg VO (07). N. ao lado do butorfanol. NOCTRAN.beta-Trimetil-10H-fenotiazina-10propanamina ou: (RP 6549)(Bayer 1219). ALIMEMAZINA (LEVOPROMAZINA. SOPRONTIN(Knoll). ATRAVET. ATSETOZIN (RÚSSIA). VETRANQUIL. PLEGICIL (França) . mas usada em alguns países apenas na medicina veterinária. METILPROMAZINA. como pré-anestésico ou como componente do esquema anestésico por inalação mais empregado em animais. Em alguns países da Europa também está licenciada para uso em seres humanos como antipsicótico ou hipno-sedativo mas os manuais e compêndios discordam muito acerca das faixas de dose. liga-se às proteínas plasmáticas numa proporção em torno de 90% 20 . etc).05mg/kg de peso. Empregada na clínica desde os anos 60. Não disponível comercialmente no Brasil. está mais condizente com as faixas de doses utilizadas na experimentação animal mas o colocaria como antipsicótico de alta potência o que é estranhável. SUPPONIZINE(França) . 20 a 30mg Intramuscular (IM)(143). do tiopental e do halotano. Tem literatura muito escassa com poucas referências farmacocinéticas mas.5mg. 10-(3-(dimetilamino)propil)fenotiazin-2-il metil ou: 2-Acetil-10-(3-dimetilaminopropil)fenotiazina ou: 10-(3-Dimetilaminopropil)fenotiazina-3-etilona ou: 10-(3-Dimetilaminopropil)fenotiazin-3-il metil cetona ou: 1-(10-(3-(Dimetilamino)propil)-10H-fenotiazin-2il)etanona ou: (AY-57062)(WY-1172) (SV-1522)(1522-CB).5 a 9mg VO.ou: N. acima).cfm). Nos anos 60 foi introduzida na França em associação com o 2metil-2-propil-1. ANERGAN. apenas como referência. É antagonista H1 com forte afinidade pelos receptores muscarínicos como a prometazina (87). LISERGAN. A posologia da farmacopéia francesa para o maleato (v. o que para um homem de 70kg. pelas propriedades sedativas da acepromazina (94. 1-(10-(3-(dimetilamino)propil)-10Hfenotiazin-2-il). No Exterior: ANATRAN. NOTENQUIL. como componente do esquema anestésico para uso animal (cães.5 mcg/mL na bile com resíduo estomacal de 2.org/InfoMedicaments/home. 99). (CAS RN 61-00-7). Como ilustração.theriaque. PLEGICIN. PLEGICYL. emprega-se na faixa de dose de 0. Mostra marcantes efeitos sedativos e forte ação anti-histamínica associados à ação neuroléptica. PLEGECYL.supositórios. representaria algo em torno de 3. 10-(3-(dimetilamino)-2-metilpropil)ou: 10H-Fenotiazina-10-propanamina. SOPRINTIN(Knoll).

foi proposta. associada ao risco de desenvolvimento de tireoidite auto-imune (157). por ter grande afinidade pelo iodo. ao menos teoricamente. mas foi posteriormente descontinuada. TERALEN(Antiga União Soviética). a alimemazina já esteve implicada em casos de hipertermia maligna (108) e depressão respiratória profunda (18). VALLERGAN (Noruega)(Índia). sendo muito usada com esta indicação. Não disponível comercialmente no Brasil. 171). 2. Foi confirmado adicionalmente que a alimemazina como diversas outras fenotiazinas. No homem já foi responsabilizada pela formação de antígenos (MHC classe II) em células epiteliais tireoidianas estando assim. 170. TEMARIL. É empregada na clínica desde a década de 60 e já esteve. PROQUAMEZINE) 10-(2. Age sobre a tireóide de ratos. REPELTIN. VARIALGIL (Espanha). comp 5mg. do mesmo modo que sulpirida. PANECTYL. mas marcantes propriedades anticolinérgicas que acabaram por suscitar seu aproveitamento como espasmolítico na colite e na dismenorréia durante parte das décadas seguintes (98.(70). na atualidade. 40mg/ml frs c/ 100ml. Farmitália).butenedioato) ou: (RP 3828). a associação mencionada parece determinar maior indução de sono que o esquema alternativo composto por midazolam e cetamina (130).xarope. introduzida nos anos 60. Também tem sido usada (na dose de 3mg/k de peso) em associação com a metadona como esquema sedativo oral preparatório da préanestesia local em pequenas cirurgias em odontopediatria e cirurgia infantil e na profilaxia dos vômitos do pós-operatório (125). (CAS RN 58-37-7) FM: C19-H25-N3-S É uma fenotiazina com cadeia lateral alifática ramificada com estrutura dimetilamínica dupla. Em psiquiatria. a tioridazina e a periciazina. também foi empregada com êxito no tratamento de curto prazo da Dissonia do Freqüente Despertar. 25mg/5ml sol inj. formando derivados iodados (tanto a droga-mãe como os principais metabólitos. AMINOPROMAZINA (AMINOPROMAZIN. Teria propriedades neurolépticas brandas. além de emprego como antipsicótico (140).Tartarato de. disponível comercialmente no Brasil (TERALENE. THERALENE PECTORAL . 40mg/ml frs c/ 30ml. a N-desmetil-trimeprazina e a 3hidróxi-trimeprazina. exerce ação bactericida e bacteriostática em várias cepas de bacterias Gram negativas e Gram positivas in vitro (30).(descontinuado). Como pré-anestésico. É também empregada como medicação antipruriginosa. 115). THERALENE (Alemanha) (França) . em crianças pequenas na faixa de 1 a 3 anos (146). 21 . Disponível na França na forma de tartarato (THERALENE). Seus principais metabólitos são o sulfóxido de trimeprazina.3-Bis(dimetilamino)propil)fenotiazina ou: 10-[2. Não mais disponível comercialmente no Brasil. 3-bis(dimetilamino)propil]fenotiazina fumarato (E. com grande redução de T3 e T4 livres e aumento de TSH. no tratamento da fase aguda da dependência pela cocaína e como alternativa aos hipnóticos tradicionais (79. no passado. No Exterior: LISPAMOL® (Specia)( França) .5mg/5ml . REPETIN. com a exceção do derivado hidroxilado) em concentrações na glândula bem superiores as encontradas no soro (136). Por seu efeito sedativo e boa tolerabilidade. No Exterior: NEDELTRAN. AMINOPROMAZINE.xarope. Antigo TERALENE(Rhodia)(Farmitália). Rhodia. Embora ainda continue.

Fenotiazina. 10-(3(dimetilamino)-2-metilpropil). 122).ou: (7204 RP) (RP 7204) (TH 2602). 128) e nefropatia granulomatosa intersticial aguda (131). FM: C17-H19-Cl-N2-S DD: 100 a 1000mg VO (74). HL 5746. já demonstrou eficácia no controle da dependência ao álcool induzida laboratorialmente em ratos.CYAMEPROMAZINE. 50 a 1200mg VO (27). CHLORPROMAZINE. 2-cloro-10-(3-(dimetilamino)propil)ou: 10H-Fenotiazina-10-propanamina. ultimamente. 25 a 300mg VO. Não disponível comercialmente no Brasil. do mesmo modo que o haloperidol. são 22 .cfm). 50mg/5ml sol inj. tendo como o lorazepam poder de reduzir as convulsões da abstinência (provavelmente pelo bloqueio 5Ht3 (110). SKF 2601-A). É usada em associação com dexametasona no controle das náuseas e vômitos dos tratamentos rádio e quimioterápicos em oncologia mas.ou: Cloro-3 (dimetilamino-3 propil)-10 fenotiazina [França] ou: 2-Cloro-10-(3-(dimetilamino)propil)fenotiazina ou: 3-Cloro-10-(3-dimetilaminopropil)fenotiazina ou: 2-Cloro-10 (3-dimetilaminopropil)fenotiazina [Itália] ou: N-(3-Dimetilaminopropil)-3-clorofenotiazina ou: 10H-Fenotiazina-10-propanamina. 200 a 1600mg VO (102).8 microgramas/mililitro (161). foram encontrados níveis plasmáticos em torno de 9. esta associação vem perdendo terreno para a ondansetrona.tartarato ácido. Fenotiazina estruturalmente aparentada à clorpromazina. Não se dispõe de dados acerca das concentrações terapêuticas mas. 150 a 600mg VO (143). No Exterior: CIANATIL TERCIAN( França) . 2-cloro-N. 2-cloro-N. assim como sedativo em pré-anestesia e medicação profilática da emesis do pósoperatório. granisetrona e outros antagonistas 5Ht3 seletivos (11. 150 a 500mg VO (07). 150 a 1000mg VO (122). FM: C19-H21-N3-S DD: 50 a 300mg VO (www. comp 25 e 100mg. Farmacologia É ainda hoje o mais estudado dos antipsicóticos que se encontram no mercado e utilizado não somente em psiquiatria como também como antiemético e anti-histamínico. em caso de intoxicação fatal relatado.theriaque. Já foi comprovado que as fenotiazinas. Do mesmo modo que a levomepromazina e. Já foi implicada em hepatite medicamentosa aguda (13. (CAS RN 3546-03-0). não teria suas concentrações elevadas pela administração concomitante de fluvoxamina (164). 126.ou: Fenotiazina-2-carbonitrilo.org/InfoMedicaments/home.CIAMEMAZINA (CYAMEMAZINE. utilizada como antipsicótico na França. CPZ) 10-(3-(Dimetilamino)-2-metilpropil)fenotiazina-2carbonitrilo ou: 10H-Fenotiazina-2-carbonitrilo. ao contrário de diversos outros antipsicóticos. NSC 167745. 152).Ndimetil. 10-(3(dimetilamino)-2-metilpropil). 25 a 200mg IM (07). 30 a 800mg VO (80). Níveis Terapêuticos (NT): 30 a 100 ng/mL (102. 30 a 500 ng/mL (80). KYAMEPROMAZIN) CLORPROMAZINA (AMINAZINE. (CAS RN 50-53-3). sol oral 40mg/ml frs c/ 30ml.Ndimetil-ou: (RP 4560.

Outro recente estudo mostrou uma interessante e constante correlação entre o efeito adverso "tremores das mãos" e níveis plasmáticos superiores a 46ng/mL de CPZ (23). o que se confirmaria também para outros antipsicóticos incluídos neste levantamento: levomepromazina. Menos de 1% é excretado em forma nãomodificada gerando pelo menos 12 diferentes metabólitos bem identificados. em proporção equivalente à clozapina em qualquer faixa de dose. enovela-se em alfa-hélice e torna-se ativa para ligar-se a outras proteínas e assim modificar-lhes a atividade funcional respectiva. 54. 55) ao lado da ciproeptadina. A via parenteral (IM). Uma linha de pesquisa recente interessante é a que procura relacionar alguns efeitos dos antipsicóticos a sua ação sobre os receptores NMDA (N-metil-D-aspartato). São considerados também antipsicóticos de baixa potência todas as demais drogas que guardem equivalência de doses aproximada com a clorpromazina iguais ou até 4 vezes menos em mg. no tratamento da Síndrome Serotoninérgica (53. sendo sugerido como parâmetro clínico na ausência de exames laboratoriais. o que explica a maior parte de seus numerosos efeitos adversos. em levantamento hospitalar no Japão. sem os cuidados descritos. em receptores muscarínicos-colinérgicos (M1). A calmodulina é uma proteína sensora de íons Ca++ presente em todas as células eucariotas.4 ng/mL. tendo constatado correlação com as faixas de doses orais. um subtipo de receptor glutamatérgico. os receptores 5Ht2A corticais. sistema nigro-estriatal (efeitos extrapiramidais) e sistema túberoinfundibular (efeitos neuroendócrinos). especialmente albumina. e nitidamente superior à alcançada com a amissulprida. em forma conjugada ou não. que ao ter seus quatro sítios de ligação ocupados. Como antipsicótico é considerada droga de referência. O glutamato é o principal aminoácido excitatório do SNC e por esta linha de pesquisa surgiram tentativas de uso da glicina (aminoácido não-essencial potencializador do glutamato endógeno como coagonista obrigatório dos receptores NMDA) no papel de coadjuvante no tratamento da 23 . pode redundar em graves acidentes de hipotensão. Liga-se intensamente às proteínas plasmáticas (90%). por exemplo (162). por exigir as mais altas doses expressas em miligramas. o protótipo do antipsicótico de baixa potência. sulpirida. É bem absorvida por via oral (início de ação em 30 a 60 minutos) mas tem considerável metabolismo de primeira passagem. embora somente em doses altas. histamínicos (H1) e alfadrenérgicos (alfa-1). 155).antagonistas da calmodulina. Também atua como bloqueador de receptores 5Ht2 o que lhe confere utilidade. a flufenazina. agindo também. bromperidol e oxipertina. a trifluoperazina ou o tiotixeno) teriam a mesma eficácia clínica em doses até 20 vezes menores e o trifluoperidol e o bemperidol até 100 vezes menores. sultoprida. O intenso metabolismo de primeira passagem e a formação de numerosos metabólitos tornam de pouca utilidade clínica a quantificação laboratorial das concentrações plasmáticas. A clorpromazina in vivo inibe a produção do fator necrotizante de tumores (09) e demonstra ação antioxidante. a levomepromazina e a tioridazina. tendo a capacidade de aumentar a resposta imunológica in vivo por estímulo da atividade linfocitária. exerce ação de antagonismo nos receptores dopaminérgicos D2 centrais: sistemas mesolímbico (efeitos antipsicóticos).7mg/kg de CPZ até um máximo de 50mg e em nunca menos que 60 minutos). idosos ou com a administração endovenosa (EV). A absorção por via oral não parece ser influenciada por alimentos.8 a 92. zotepina e haloperidol. em menor grau. foi confirmado recentemente em nosso meio por Da Costa e colaboradores (28) no serviço de emergências da Santa Casa de São Paulo. a maioria excretada pela urina. alcança concentrações bem maiores exatamente por esta razão e sua utilização. Suas propriedades analgésicas são historicamente bem conhecidas e seu uso por dripping endovenoso em cefaléias agudas primárias (soluto glicosado a 5% com 0. já tendo revelado utilidade como componente de soluções conservantes de órgãos humanos para transplante (150. possuindo também atividade citotóxica antineoplásica (51. Já demonstrou ocupar maciçamente. entre os estudados. mas não sendo o caso da tioridazina. Tokunaga e colaboradores (159) encontraram concentrações variando entre 21. mesocortical (efeitos adversos cognitivos e agravamento dos sintomas negativos). assim como outros antagonistas serotoninérgicos não-específicos como os benzodiazepínicos (19). não sendo dialisável. como a promazina. Como todo antipsicótico típico. Os riscos são consideravelmente maiores nos pacientes virgens de tratamento. Entretanto. Os antipsicóticos de alta potência (como o haloperidol. com excelente eficácia e boa tolerabilidade. 95) ainda sem a adequada exploração deste último potencial terapêutico (113). Sua meia-vida oscila em torno de 30 h. com início de ação em 15 a 30 minutos.

ligam-se fortemente aos receptores dopaminérgicos D2 estriatais (como já confirmado in loco para trifluperazina. recente levantamento no Reino Unido por Derby e colaboradores (40) não logrou encontrar mais do que 1. talvez do haloperidol.3/1000 dos pacientes com registro de hepatite medicamentosa. Contudo. remoxiprida. Estas reações fototóxicas em geral remitem com a suspensão da CPZ e não costumam reaparecer com outros antipsicóticos fenotiazínicos ou não (90). Mais raramente. elevação da temperatura corporal e ganho de peso. molindona. a metoclopramida e a sulpirida (96). sintomas extrapiramidais (inclusive Discinesia Tardia) e talvez Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM) em comparação com os antipsicóticos de alta potência. perlapina. anemia e trombose. É droga considerada segura na porfiria aguda intermitente. Estudo comparativo recente com clozapina (até 300mg e CPZ até 600mg) em esquizofrênicos crônicos de idade avançada mostrou redução equiparável dos escores da PANSS (Positive and Negative Symptoms Scale) com tolerabilidade similar no curto prazo (69). G-CSF). diazepam e imipramina (158). Já foi relacionada ao Lupus Erythematosus desencadeado por medicamentos (124). mas opacificação precoce do cristalino não é de modo algum achado raro em pacientes tratados por várias décadas. Tanto a clorpromazina como a tioridazina funcionam em doses baixas nestes receptores. Como todos os demais antipsicóticos de baixa potência. provavelmente pela formação de polímeros com ação inflamatória. ao contrário de barbitúricos e fenitoína e. Por isto a presença de resíduos na córnea de doadores pode problematizar transplantes (14). Estes efeitos seriam explicados por sua afinidade tanto pela eumelanina como pela neuromelanina e a presença da CPZ nas células nervosas pigmentares da pele. racloprida e risperidona). icterícia colestática dose-independente. que o risco de Discinesia Tardia aumenta com a idade e o uso prolongado de antipsicóticos típicos (75) e que a CPZ. mostram menor risco de agravamento dos sintomas negativos. ouvido interno e substância negra pode ser constatada por muito tempo após uma única dose. Do Chile tem-se outro relato recente da síndrome após 2 aplicações de 50mg IM num paciente bipolar que vinha em uso clonazepam. quetiapina. alterações do paladar. tentativas estas que teriam resultado em redução significativa adicional de sintomas negativos sem agravamento dos positivos (67). associada a haloperidol. São comuns queixas de boca seca. retina. flufenazina. agranulocitose. freqüência bem menor do que a verificada com isoniazida (4/1000). e não regride. lítio e de ácido valpróico (lembre-se que as duas últimas substâncias costumam elevar respectivamente a neurotoxicidade e as concentrações plasmáticas dos antipsicóticos e que a presença de Transtorno Afetivo Bipolar aumenta o risco de complicações extrapiramidais). costuma apresentar. em doses baixas. embora com tolerabilidade pior (26). como agonistas e passam a exercer papel antagonista em doses altas. bem como hepatite medicamentosa com reação inflamatória do sistema porta (168). congestão nasal. A CPZ também já demonstrou possuir eficácia comparável à olanzapina na Esquizofrenia Refratária. ao contrário da clozapina que se ligaria de modo débil. Tais efeitos não foram observados com drogas desprovidas de. pela exposição à radiação ultravioleta (144). Foi recentemente implicada em caso de SNM em nosso país (63). Excepcionalmente ocasiona retinopatia pigmentar (107). foi em dois casos de agranulocitose causada por clorpromazina que se inaugurou o uso terapêutico do "fator estimulante das colônias de granulócitos" ("Agranulocyte colony stimulating factor". Deve ser lembrado. hoje também empregado em casos semelhantes com a clozapina (81). Este paciente respondeu bem ao emprego de bromocriptina e dantrolene sódico em unidade de terapia intensiva (52). e em paciente que também viria apresentar a mesma reação até com a olanzapina. constipação. intensa sensação de cansaço e/ou sonolência e os pacientes devem ser aconselhados a absterem-se de dirigir veículos ou operar máquinas e equipamentos que exijam pleno estado de alerta e rapidez de reflexos. no início do tratamento. ou com fraca ação antipsicótica como a promazina. porém. apesar da baixa potência. haloperidol. mas neste caso em particular. comprovadamente. sulpirida e sertindol) (139). visão embaçada. Como medicação sedativa. Não são raras manifestações cutâneas precoces que podem se agravar com exposição à luz solar (173).Esquizofrenia. melperona. 24 . ao lado do lítio e da prometazina. Aliás. a CPZ tem efeitos adversos predominantemente sedativos e hipotensores (pelo forte bloqueio alfadrenérgico) e anticolinérgicos (exercem um moderado bloqueio muscarínico) e. estaria entre os antipsicóticos que. facilmente deslocável (do mesmo modo aliás que outros atípicos ou semiatípicos como olanzapina.

o que não foi constatado apenas com citalopram (156). flufenazina. aumentar os intervalos QT e PR e pode causar alterações na condução AV (27). Os antiácidos diminuem a absorção da CPZ. com risco maior de efeitos anticolinérgicos (122). colinesterase. tem o poder de inibir a atividade da isoenzima 2D6 do citocromo P 450. risperidona e clozapina (145). Aumenta os níveis plasmáticos de fenitoína por inibir seu metabolismo. Por se desdobrar em mais de 100 metabólitos finais. as concentrações plasmáticas e efeitos extrapiramidais acentuados. Potencializa o efeito hipotensor do propranolol e do pindolol (101). antidepressivos tricíclicos. 17-hidróxi-córticosteróides (80). sendo preferível a associação deste antiepiléptico. usuários de drogas e/ou álcool. I-131. Interações Como a maioria dos medicamentos antipsicóticos. Nas superdosagens. provas de função hepática e eletrocardiograma. todos os compostos fenotiazínicos. particularmente em crianças. Eleva os níveis plasmáticos de ácido valpróico.Também foi relacionada a quadros de Delirium. Alguns exames laboratoriais prévios (eventualmente repetidos ao longo do tratamento) são recomendáveis. Diminui taxas de hormônios no sangue e na urina. prolactina. fenitoína ou fenobarbital costumam reduzir níveis plasmáticos dos antipsicóticos em cerca de 50% pela poderosa indução do metabolismo por parte destas substâncias. A cimetidina reduz inicialmente seus níveis (33%) mas inibe o metabolismo a médio prazo. TSH e cortisol (172). Como rotina mínima sugere-se: hemograma completo (para agranulocitose ou leucopenia. ao haloperidol. reciprocamente. mas reduz o da guanetidina e pode ocasionar hipertensão quando associada à metildopa. as medidas dos níveis plasmáticos são de pouco significado terapêutico. Tricíclicos têm os níveis aumentados pela clorpromazina e por sua vez aumentam níveis dos antipsicóticos em geral (127). 25 . usado em Psiquiatria como estabilizador do humor. Produz resultado falso negativo para esteróides urinários. inclusive CPZ. Laboratório Pode determinar falso-positivo para gravidez . drogas hipno-sedativas e álcool com risco de indução de coma com depressão respiratória. Como outras drogas que reduzem o limiar convulsivante. Associações com outro antipsicótico costumam elevar os níveis de ambos por inibição metabólica enzimática. que por sua vez elevaria discretamente (6%) os níveis da CPZ. Não houve verificação de teratogenicidade. colesterol. Já foi relatado achado de hipogamaglobulinemia reversível sem expressão clínica (01). como é de praxe na mielografia. Reduz o efeito antiparkinsoniano da L-Dopa. Já esteve relacionada à ocorrência de priapismo (73. a diálise carece de utilidade. além de barbitúricos (102). opiáceos. tratando-se de pacientes idosos e/ou com história prévia de enfermidade somática. aumenta as concentrações e a neurotoxicidade do lítio e por ele tem. alguns com significativa atividade farmacológica. Propanolol aumenta e sofre aumento em seus níveis de concentração sérica quando em associação (24). que mais freqüentemente se inicia entre a 40 e a 100 semana). abuso de álcool ou drogas. ao haloperidol. quer em acompanhamento clínico de 819 mulheres no Canadá e Grã-Bretanha. glicemia. não devem ser administrados 48 a 72 horas antes e 24 horas após a utilização da metrizamida. idosos. mas em grau superior. quer em estudos animais. levando a aumento de sintomas extrapiramidais. Antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina (ISRSs) podem inibir o metabolismo dos antipsicóticos. drogas antimaláricas e valproato (recomenda-se substituição por haloperidol) e diminui de cimetidina (usar ranitidina). A CPZ aumenta os efeitos depressores no SNC de barbitúricos. No EKG costuma deprimir ST. Interfere com a ação da insulina e hipoglicemiantes (redução) e com os níveis de glicemia (aumentando ou diminuindo). iodo ligado a proteínas. Esta inibição se dá em menor grau que a determinada pela tioridazina e pela perfenazina. bilirrubina. pela ordem. Associações com carbamazepina. níveis de enzimas cardíacas. fenilcetonina e bilirrubina urinárias. Diminui o efeito de anticoagulantes orais e determina aumento dos níveis séricos de propranolol. Aumenta os testes de função hepática. ou enfermos somáticos debilitados. como com outras fenotiazinas. com esta finalidade. 109) e colite aguda (47).

c/ 20 envel 10 comps. frascos (frs) c/ 20ml (1 gota = 1mg).Clor. Rua Vital Brazil Filho 64 (24230340) Niterói.25. Rhodia Farma Ltda. 33150-87-7) FM: C20-H26-N2-S. É o derivado etil da alimemazina. dos Bandeirantes 5386 (04071900) São Paulo SP (011) 5586-2000 (011) 5585-9755. de. Doença de Parkinson. c/ 20.Cloridrato (Clor. depressão da medula óssea. No Exterior: AMINAZIN CHLORDERAZIN CHLORPROMANYL CHLOR-PZ CONTOMIN ELMARIN ESMIND FENACTIL FENAKTYL FRACTION AB HIBANIL HIBERNAL. insuficiência hepática. cloridrato ou: 10H-Fenotiazina-10-propanamina. 2-etilN.Contra-Indicações Câncer de mama prolactino-dependente (1/3 dos casos de neoplasia mamária). 10-(3-(dimetilamino)-2-metilpropil)2-etil-.15. sol oral. comp 25mg. das Nações Unidas 22428 (04795916) São Paulo SP (011) 546-6822 (011) 523-6391.50 ou 100. c/ 5. Av.N. THORAZINE-SUPPOSITORIES TORAZINA WINTERMIN ETIMEMAZINA (ETHYLISOBUTRAZINE. comps 100mg. gravidez no 11 trimestre ou amamentação. Esta fenotiazina é descrita pelo banco de dados do Instituto Lundbeck como um “neuroléptico atípico” com propriedades analgésicas e que já foi empregado para tratamento de dores severas.. sol oral 40mg/ml frs c/ 30 e 125ml.. RJ (021)711-0012 /711-3131. CLORPROMAZINA (Vital Brasil) . ampolas (amps.) com (c/) 20. amps. Instituto Vital Brazil S. alcoolistas. Exposição à radiação solar e/ou altas temperaturas traz o risco de insolação ou intermação. comps. caixas (cxs.beta-trimetil-. monocloridrato ou: 2-Etil-10-(3-dimetilamino-2metilpropil)fenotiazina cloridrato ou: (RP 6484) (CAS RNs 3737-33-5. monocloridrato (9CI) ou: 2-Etil-N. cxs. cxs c/ 50. solução (sol) oral a 4%.(021)38-551 (021)7143198. cxs.beta-trimetil-10H-fenotiazina-10propilamina monocloridrato ou: Fenotiazina. Paoletti 363 (13970000) Itapira São Paulo (019)863-9500 (98)7026. CLORPROMAZINA (União Química)  . 100 ou 200.(019) 863-9580. Pode ser incompatível com o uso de lentes de contato por diminuição da secreção lacrimal. ETYMEMAZINE) 10-(3-(Dimetilamino)-2-metilpropil)-2etilfenotiazina. epilepsia.) de. hipertensos. MEGAPHEN PHENACTYL PLEGOMASINE PRAZIL PRAZILPROMACTILPROMPROMACTILP ROMAZILPROPAPHENINPROZILPROZIN  PSYCHOZINESANOPRON THORAZINE (Canadá)(USA) (SmithKline Beecham) clorid. LARGACTIL(Canadá) (França) cloridrato de. cxs. embal 5. Av. Diabetes. estados précomatosos. Discinesia Tardia. além de reações fotocutâneas. Av. 50. com arteriosclerose ou virgens de tratamento estão sujeitos à hipotensão ortostática que pode ser acentuada. de.Clor. glaucoma. sol inj 25mg/ml. hipertrofia de próstata. frs 20ml c/ 40mg/ml. Cuidados Especiais Pacientes cardiopatas. LARGACTYL LARGATREX(França) maleato ácido + heptaminol (dilatador coronariano) + trihexifenidil (antiparkinsoniano) comp 25 e 100mg. solução injetável (sol inj) 5mg/ml. União Química Farmacêutica Nacional S. No Brasil: AMPLICTIL (Rhodia Farma) . Pacientes com lesão cerebral e/ou baixo limiar convulsivante (epilépticos.10.A.Cl-H DD: 40 mg (98). antecedentes de discrasia sanguínea ou hipersensibilidade. ansiedade e agitação (98).N.cxs. comprimidos (comp) de 25mg e 100mg. c/ 25mg.A. 26 . íleo paralítico. Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda. cardíaca ou respiratória.Clor de. LONGACTIL (Cristália) . amp de 5ml c/ 25mg. dependentes de outras substâncias) podem desencadear convulsões. c/ 100. comp 25 e 100mg. comp 100mg. de 25 e 100mg. renal.) de 5ml c/ 25mg.

(CAS RN 60-99-1). além de Grã-Bretanha. 50). tem contra-indicação relativa no glaucoma e na 27 . (-). 121). insuficiência hepática.beta-trimetil-. 20 a 140 ng/ml (05). recomenda-se a realização de hemograma e provas de função hepática regularmente no primeiro ano de tratamento com a imediata suspensão da droga a qualquer sinal de icterícia ou de agranulocitose. Outras aplicações clínicas incluem síndrome carcinóide. também foi aproveitada em Medicina Veterinária como medicação préanestésica (93). Também é empregada em doses médias orais acima de 250mg. além de grandes queimados (117. alguns dos quais só haviam respondido à zotepina (64. ciatalgia. na hipersensibilidade às fenotiazinas e nas discrasias sanguíneas. 116. 5 a 20mg IM (143). 112). antiemética e fraca ação extrapiramidal. No Exterior: Antigos NUITAL® (Vaillant-Defresne) (França) – comps 5mg. A levomepromazina não é comercializada nos EUA. registrada por autores nacionais (114). (Retirado) e SERGETYL® (VaillantDefresne) (França) – comps 10mg. (R). Tem sido empregada juntamente com prometazina e barbitúricos no tratamento da dependência da heroína e da morfina (38. aparentada estruturalmente à alimemazina e à prometazina.ou: 10H-Fenotiazina-10-propanamina.beta-trimetil-. Tem utilidade na insônia sem risco de induzir dependência como hipnóticos barbitúricos e hipnoindutores. dores crônicas em geral e do canceroso terminal em particular (153). Canadá (onde é mais conhecida como metotrimeprazina) e do Brasil. Demonstrou grande afinidade pelos receptores alfa-1 adrenérgicos e serotoninérgicos 5Ht2 mais intensamente que clozapina e clorpromazina com afinidade alfa-2 superior à da clorpromazina (92). no tratamento da abstinência de heroína (137). com boa tolerabilidade. Mostra-se superior à petidina no tratamento da dor do infarto agudo do miocárdio com evolução significativamente mais favorável. febre e infecções de repetição (03.N. Como com clorpromazina. Não disponível comercialmente no Brasil. 2-metóxiN. Apesar do marcante efeito sedativo. com intensa ação anti-histamínica. antiálgica (comparável à dos opiáceos) (119) e hipotermizante (cerca de 3 vezes mais potente que a da clorpromazina). Antipsicótico de baixa potência. Contra-indicada no coma. neuralgia do trigêmio. já comprovada em estudo nacional (48). Foi equivalente à meperidina na enxaqueca grave sem o inconveniente da farmacodependência induzida pelos opiáceos (147). na asma brônquica grave com bronco-espasmo histaminérgico (100. 10-(3-(dimetilamino)-2-metilpropil)2-metóxi-. sedativa. METHOTRIMEPRAZINE) Fenotiazina. mas responde ainda por grande número das prescrições no Japão (172). (-). determina pouca inibição respiratória e tem sido usada como medicação pré-analgésica e através de inalação. 120). possui ação bacteriostática (86). (Retirado) LEVOMEPROMAZINA (LAEVOMEPROMAZINE. neuralgia intercostal. hipotensora (particularmente acentuada por via parenteral em pacientes idosos e/ou virgens de tratamento). Em psiquiatria começou a ser utilizada inicialmente apenas nos pacientes com intolerabilidade à clorpromazina mas já demonstrou maior eficiência que todos os outros antipsicóticos convencionais em casos de Esquizofrenia Refratária. Como outros fenotiazínicos. herpes-zoster (56) e Síndrome do Membro Fantasma.ou: (-)-10-(3-(Dimetilamino)-2-metilpropil)-2metóxifenotiazina ou: (RP 7044)(Bayer 1213)(CL 36467)(CL 39743) (CL 53212).N. diversos países da Europa continental como a Suíça (167). FM: C19-H24-N2-O-S DD: 100 a 1000mg VO. NT: 32 a 160 ng/ml (159). 90.ou: 10H-Fenotiazina-10-propanamina. tais como: estomatite e glossite ulcerosa. Também encontra aplicação como anestésico em obstetrícia. 165). 92).Como outras fenotiazinas e butirofenonas com forte perfil sedativo. Por sua ação anticolinérgica. 2-metóxiN. moderada ação anticolinérgica (5 a 30 vezes maior que a da flufenazina ou perfenazina) (60). tanto no curto como no médio prazo (32.

Superdosagem fatal já foi descrita com níveis da droga-mãe em torno de 410ng/ml e da desmetilmetotrimeprazina e do sulfóxido de metotrimeprazina em 200 e 180ng/ml. Do mesmo modo que com a clorpromazina e os outros fenotiazínicos bloqueadores alfa1-adrenérgicos. em uma de suas fases. Sofre intenso metabolismo de primeira passagem com apenas cerca de 1% da droga sendo eliminada não-modificada pela urina. 90). comp 2. Cerca de 10% o são na forma sulfóxido. comp 25mg (cx c/ 200) e 100mg (cx c/ 100).Maleato. fr 20ml. (05). embora não se tenha podido confirmar um aumento nas concentrações plasmáticas da levomepromazina quando em associação com este antidepressivo (164). Av. NOZINANE SINOGAN SINOGAN TISERCIN(Rússia) (Romênia) VERACTIL (Noruega) TISERCINETTA (Hungria). devendo recorrer-se à hidratação com solução salina e administração de norepinefrina ou fenilefrina. mediada por esta enzima: de desmetilcitalopram para didesmetilcitalopram (57). NEOZINE(Rhodia Farma) . Como ocorre com a clorpromazina. sol oral 40mg/ml fr c/30 e 125ml. Já foi implicada em lesões oculares da mácula (39) mas tem substituído a clorpromazina com sucesso. Reações cutâneas por fotossensibilidade ou alergia são extremamente raras e estudos in vitro não confirmaram fototoxicidade como ocorre com a imensa maioria dos antipsicóticos fenotiazínicos e tioxantênicos (no que tem a companhia. Av. amp 1ml. 25 e 100mg. interferindo no metabolismo do citalopram. Cabe fazer aos pacientes advertência quanto à direção de veículos e operação de máquinas e equipamentos que exijam pleno estado de alerta. Já foi evidenciado que tem efeito inibidor intenso da isoenzima CYP 2D6. da tioridazina. ainda mostrando os mesmos efeitos autonômicos da droga-mãe (29). fr 20ml c/ 40mg/ml. NOZINAN (França)-maleato. Rhodia Farma Ltda. cxs c/ 20. Cristália) . alguns farmacologicamente ativos e seus níveis séricos não constituem parâmetro confiável para finalidades terapêuticas. a ocorrência de convulsões em associação com fluvoxamina (58). pois ocorre rápido agravamento desta. comps de 25 e 100mg. METHIOMEPRAZINE) 28 . em pacientes com reações fotocutâneas e oculares (10. não se deve empregar a epinefrina. nos casos de superdosagem. isoladamente (12) ou em associação com haloperidol (43). cxs c/ 5. metabólito que carece de atividade antipsicótica. METIOMEPRAZINA (LEVOMETIOMEPRAZIN. sol inj 5mg/ml. cx c/ 1 e 10 fr. há autores que estabelecem os níveis terapêuticos na faixa de 32 a 160ng/ml (159). ao contrário do derivado desmetilado N-mono-desmetillevomepromazina mas. Já esteve implicada em íleo paralítico fatal (169) e em priapismo. Os restantes 90% são eliminados sob a forma de pelo menos 10 metabólitos polares com local de hidroxilação incerto. flupentixol e zuclopentixol) (42). Contudo. A respeito da interação com outros ISRS também já foi registrada em pelo menos um caso. como este. Paoletti 363 (13970000) Itapira SÃO PAULO (019) 863-9500 (98) 7026 (019) 863-9580. Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda. Não costuma alterar o eletrocardiograma. sol inj 25mg/ml. Exige cuidados especiais em cardiopatas.Clor. com hipotensão em primeiro plano. LEVOMETHIOMEPRAZINE. das Nações Unidas 22428 (04795916) São Paulo SÃO PAULO (011) 546-6822 (011) 5236391. LEVOMETIOMEPRAZINA. amp 5ml c/ 25mg. No Brasil: LEVOZINE (Lab.hipertrofia prostática. aliás. tem numerosos metabólitos. apenas. pacientes com arterioesclerose ou epilepsia. No Exterior: DEBIL DEDORAN HIRNAMIN HIRNAMINE LEVIUM LEVOMEPRAZINE LEVOMEPROMAZINLEVOPROMAZIONI LEVOPROME LEVOPROMETAZINE LEVOTOMIN LEVOZIN MEPROMAZINE MILEZIN MINOZINAN NEUROCIL (Alemanha) NIRNAMINE NIRVAN NOCINAN NOMIZAN NORZINAN NOVOMEPRAZINE NOZINAN(Itália) (Polônia) (Canadá) (França) clorid. solução oral a 4% (1mg/ml).

Foi demonstrado que em esquizofrênicos crônicos. além de opacificação do cristalino (105. Tem a fórmula estrutural da clorpromazina sem o átomo de cloro. por desclorinação (141). (CAS RN 61-01-8). clorpromazina. classificado no ChemidPlus como antiemético e antipsicótico (22). Como outras fenotiazinas. constitui-se a promazina. diferentemente do observado nos pequenos animais de experimentação. tem até hoje muito poucas referências na literatura quanto a seu emprego clínico como antipsicótico e não antecipa nenhuma espécie de vantagem ou especificidade com relação a outras fenotiazinas dismetilamínicas amplamente utilizadas e melhor conhecidas. prometazina. entre diversas outras fenotiazinas (de maior para menor hiperplasia: tioridazina. (CAS RN 58-40-2). 10 a 200mg VO (25). Não disponível comercialmente no Brasil. 1759-09-) FM: C19-H24-N2-S2 Derivado fenotiazínico dimetilamínico com um radical metiltio. No Exterior: PHENACEDA® (Japão) 2-Metóxi-10-(3'-dimetilaminopropil)fenotiazina ou: (RP 4632) (CL-22373). METHOXYPROMAZINE) N-Dimetilamino-1-metiletil tiodifenilamina ou: N-(3-Dimetilaminopropil)fenotiazina ou: 10-(3-(Dimetilamino)propil)fenotiazina ou: (RP 3276)(WY 1094)(NSC 31447)(HSDB 3172). No Exterior: MOPAZIN MOPAZINE NEOPROMA TENTONE TENTON.(+-)-10-(3-Dimetilamino-2-metilpropil)-2(metiltio)fenotiazina ou: 2-Metiltio-10-(2-metil-3dimetilaminopropil)fenotiazina ou: (-)-10-(3-Dimetilamino-2-metilpropil)-2(metiltio)fenothiazina ou: 10H-Fenotiazina-10-propanamina. 10-(3-(dimetilamino)-2-metilpropil)2-(metiltio)-. N. 100 a 600mg VO (07. 106). FM: C18-H22-N2-O-S Embora já conhecida desde a década de 60.ou: (10584 RP) (RP 10584) (SKF 6270) (CAS RNs 7009-43-0.betatrimetil-2-(metiltio)Fenotiazina. perfenazina e metiomeprazina) (71). Não consta da literatura o relato de ensaios clínicos para pleno desenvolvimento como antipsicótico. propericiazina. no principal metabólito da clorpromazina. 99). Não disponível comercialmente no Brasil.N. É um neuroléptico muito débil com pouca ação de 10-(3-Dimetilaminopropil)-2-metóxifenotiazina ou: enotiazina. (+-). 13405-77-1. 75 a 1000mg VO (143). Foi introduzido na década de 70 por pesquisadores japoneses (72) e teria demonstrado o menor potencial de indução de hiperplasia mamária em ratas. uma medida indireta da liberação de prolactina. PROMAZINA (PROMAZINE) METOPROMAZINA (METHOPROMAZINE. quando era submetida no Japão a ensaios farmacêuticos preliminares ao lado da levomepromazina (49). FM: C17-H20-N2-S DD: 25 a 1000mg VO (74). 10-(3-(dimetilamino)propil)-2-metóxi ou: 29 . já foi relacionada a reações de fotossensibilidade.

gastrointestinais ou sedativos opcionais. adrenolítica e anticolinérgica. e como medicação antipruriginosa e sedativa (pré-anestésico e hipnótico) em 30 . pode determinar hipotensão e taquicardia. que tem. foi o derivado fenotiazínico a partir do qual os cientistas franceses chegaram casualmente aos primeiros antipsicóticos sintéticos como a promazina e a clorpromazina. N. dioxoprometazina. Não obstante. anticolinérgicos (com ação antiparkinsoniana). assim como as de seus metabólitos principais (sulfóxido e derivado desmetilado) pela administração concomitante de amitriptilina e imipramina. o uso em parturientes foi relacionado a maior ocorrência de icterícia neonatal (76). transporte rodoviário e até astronautas em viagens espaciais (33). elevadas as concentrações plasmáticas (155). No rato a administração concomitante de carbamazepina (potente indutor enzimático) inicialmente eleva seus níveis (10s 3 horas) para depois (a partir da 30 à 60 hora) gradualmente reduzí-los significativamente (154). além da prevenção das náuseas ocasionada por movimento (embarcadiços. marcantes efeitos antieméticos e anti-histamínicos. 50 e 100mg. (CAS RN 60-87-7) FM: C17-H20-N2-S DD: 25 a 100mg (como antialérgico) Disponível para prescrição desde 1946.cloridrato de.N-alfa-Trimetil-10H-fenotiazina-10-etanamina ou: (3277 RP) (3389 RP) (4182 RP) (BRN 0088554) (A-91033) (Lilly 01516) (Lilly 1516) (SKF 1498) (WY 509). Possui ação anti-histamínica (H1). Tem as concentrações cerebrais aumentadas.bloqueio D2. comp 25.alfa-trimetilou: Dimetilamino-isopropil-fenotiazina ou: N-Dimetilamino-2-metiletil tiodifenilamina ou: (2-Dimetilamino-2-metil)etil-Ndibenzoparatiazina ou: N-(2'-Dimetilamino-2'-metil)etilfenotiazina ou: 10-(2-(Dimetilamino)-2-metiletil)fenotiazina ou: 10-(2-(Dimetilamino)propil)fenotiazina ou: N. Do mesmo modo que clorpromazina e outros antipsicóticos. PROMETHAZINE. Como outras fenotiazinas. reciprocamente. na Austrália. do mesmo modo que diversas outras alquilaminas empregadas como medicamentos anti-histamínicos. quando se tenha razões para temer reações fotocutâneas. pode causar agranulocitose (02). No Exterior: SPARINE(CANADA)( Reino Unido) (USA)(Wyeth-Ayerst) . como aceprometazina.ou: 10H-Fenotiazina-10-etanamina. particularmente da primeira. Empregada como antiemético na hiperemesis gravidarum e no pósoperatório. mas virtualmente sem ação nos receptores glutamatérgicos do subtipo NMDA. perazina. dietazina. deve ter preferência em seguida à levomepromazina na escolha do fenotiazínico. em comparação com 98% da clorpromazina. etopropazina. Embora menos freqüentemente que com a clorpromazina. embora ele mesmo não mostre ação antipsicótica. trifluoperazina. ISOPROMETHAZINE) 10-[3-(dimetilamino)-2-metil-propil]-fenotiazina ou: Fenotiazina. AMPAZINE BEROPHEN ESPARIN LIRANOL NEO-HIBERNEX PRAZIN PRAZINE PROMANYL PROZINE (USA) PROMAZIONON PROMWILL PROPAZINUM PROTACTYL ROMTIAZIN SINOPHENIN TALOFEN TOMIL VEROPHEN PROMETAZINA (FENETAZINA. Não disponível comercialmente no Brasil. clorprotixeno e 84% da flufenazina e ainda menor que a da prometazina (25%) (42) por isto. perfenazina. Demonstrou citotoxicidade menor que a clorpromazina em estudos com hepatócitos de rato in vitro (133).N. 100% da dixiridazina. o que parece característica geral dos tricíclicos. possui atividade antimicrobiana (31) e de sua estrutura básica foram desenvolvidos compostos com ação antiprotozoária (anti-Trypanossoma e antiLeishmania) (20). do mesmo modo que sulpirida e metoclopramida e inversamente à tioridazina e clorpromazina (96). oxomemazina. 10-(2-dimetilaminopropil). Tem fototoxicidade bem mais baixa (16% de hemólise induzida por radiação ultravioleta A in vitro. propiomazina e propionilpromazina.

poderia envolver importante risco de apnéia e Síndrome da Morte Súbita Infantil ao reduzir movimentos espontâneos necessários à garantia da desobstrução das vias aéreas superiores durante o sono. (011) 448-1297. SÃO PAULO. sol. Seu marcante efeito anticolinérgico central consagrou-a como droga mais usada no tratamento das manifestações extrapiramidais distônicas agudas. de prometazina (66). na maioria dos hospitais psiquiátricos brasileiros. cx. 163). Há um outro caso na literatura. apesar dela própria estar eventualmente implicada em dermatite alérgica de contato (04. (011) 546-6822. Instituto Biochimico Ltda. amp 2ml c/ 50mg. cx. No Brasil.. de interferir no rendimento cognitivo. da enxaqueca em particular (65) e da dor crônica em geral. Av. Rhodia Farma Ltda. Carece de efeitos antipsicóticos. Tem demonstrado utilidade. c/50 e 100 de 2ml. c/20 e 200 de 25mg. Nos idosos teria o inconveniente. Reações extrapiramidais foram descritas mesmo com a administração por via oral (138). inj. (019) 863-9580.1056. ataxia e alucinações eventualmente foram registrados com preparados para uso tópico (142). da osteoporose (83. Por outro lado. em pelo menos um caso (41) e reação distônica aguda em adolescente (35). registre-se que há relato recente na literatura de boa resposta ao flumazenil (antagonista benzodiazepínico) em caso de coma pela prometazina (123). 118). por várias semanas. comp 25mg.clorid. revest. como preparados hipnóticos populares. Já esteve implicada no desenvolvimento de hipertermia com alucinações em criança. porque de fato é uma fenotiazina com cadeia lateral alifática e mostra pronunciado efeito sedativo. A este respeito. reações anafilactóides (06) e agranulocitose (44). Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda. cx c/ 200 e com 2000 comp.clorid. inclusive reações inflamatórias alérgicas por mordeduras de animais peçonhentos e picadas de insetos. apressadamente atribuído a um único dia de tratamento com paroxetina. cx. Carlo Mario Gardano 450 (09720470) S. Paoletti 363 (13970000) Itapira . 31 . cx c/ 20. comp 25mg. Rua Luigi Galvani 70 7 andar (04575020) São Paulo. mas ainda assim é classificada como neuroléptico tricíclico em muitos manuais. seu uso continuado nesta última indicação. amp. amp. c/20. é principalmente metabolizada pela enzima CYP 2D6 do complexo P 450 (111) isoenzima cuja atividade inibiria. mas a livre comercialização de preparados contendo prometazina (GOODNIGHT).. (011) 523-6391. assim como quadros tóxicos com agitação. PROMETAZINA (EMS) . recentemente foi envolvida em Síndrome Neuroléptica Maligna na Filadélfia (21). superando o biperideno (AKINETON). 129. das Nações Unidas 22428 (04795916) São Paulo. 104). além de ter suficientemente comprovada sua ação como tripanomicida (46). (011) 5505-3540.medicina humana e veterinária. ao menos como coadjuvante. (011) 448-1677 R. de acordo com recente estudo (103).clorid. É muito utilizada em crianças como medicamento estimulador do apetite e como hipnótico mas. cx c/ 50. efeito já comprovado experimentalmente em adultos saudáveis (68. foi severamente criticada na Nova Zelândia pelo aumento significativo de casos de intoxicações por superdosagens após sua liberação (08). Comp. do Campo. CLORIDRATO DE PROMETAZINA (Instituto Biochimico) . no tratamento da eritroblastose fetal 59).B.SÃO PAULO (019) 863-9500. Confirmou-se recentemente que. No Brasil: FENERGAN(Rhodia Farma) . assim como o fazem outros anti-histamínicos (61). blister c/ 20.. com utilidade inclusive na tuberculose e como droga citotóxica (77). PAMERGAN(Cristália) . Farmacêutica Ltda. No Exterior: APROBIT ATOSIL AVOMINE DIMAPP DIPHERGAN DIPRAZINE DIPROZIN FARGANFENAZILHIBERNA HISTARGAN IERGIGAN ISOPHENERGAN LERCIGAN LERGIGAN FENAZIL PHARGAN PHENARGAN PHENSEDYL PILPOPHEN PIPOLPHEN* PROAZAIMINE PROCITPROMAZINAMIDE PROMETASIN PROMETAZINPROMETHAZINSYNALGOS  TANIDIL THIERGAN VALERGINE VALLERGINE. como outros antipsicóticos fenotiazínicos. (98) 7026. é um medicamento de venda livre. frs c/ 25. SÃO PAULO.comp. SÃO PAULO. Av. mas que tudo indica ter sido determinado pelo uso prévio. como poderosa droga anticolinérgica periférica e central que é. (011) 55053536. Rua Com. c/50 e 100 de 2ml c/50mg cada. antibactericida (85). É comercializada no Brasil primariamente para o tratamento das diversas manifestações da alergia. como em muitos outros países. EMS Ind. amp 2ml c/ 50mg.

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tioproperazina e trifluperazina.nona ou: 37 . Destas. dimaleato: C23-H29-N3-O2S. MUTABON) e a tioproperazina (MAJEPTIL). 262). inquietude. Não disponível comercialmente no Brasil. 40 a 80mg (53. para uso oral: STELAZINE). FLUFENAN e ANATENSOL DÉPÔT. tiopropazato. 122). dimaleato ou: Cetona. foi sugerida em doses baixas. No Exterior: TINDAL (Canadá) .2C4-H4-O4. Foi muito utilizada no Canadá.ou: 2-Acetil-10-(3-(4-(2hidroxietil)piperazinil)propil)-10H-fenot-iazina dimaleato ou: Cetona. Antipsicótico típico de potência intermediária com poucos efeitos autonômicos e perfil muito semelhante ao da perfenazina. tietilperazina. tremores e efeitos extrapiramidais em geral. ACETOPERFENAZINA. apenas encontram-se em comercialização como antipsicóticos no Brasil a flufenazina (cloridrato para uso oral e enantato. dimaleato). ganho de peso.proclorperazina. como quase todos os demais derivados fenotiazínicos piperazínicos. como medicação coadjuvante nas depressões ansiosas (123) além do clássico emprego como antipsicótico (40. ACETOFENAZINA (ACEPHENAZINE. 1-(10-(3-(4-(2-hidroxietil)-1piperazinil)propil)-10H-fenotiaz-in-2-il). comp 20mg. 10-(3-(4-(2-hidroxietil)-1piperazinil)propil)fenotiazin-2-il metil. base. 10-(3-(4-(2-hidroxietil)-1piperazinil)propil)fenotiazin-2-il metil. incluem fadiga. FLUFENAN DÉPÔT) e trifluoperazina (dicloridrato. Os efeitos adversos mais comuns.1-(10-(3-(4-(2-hidroxietil)-1piperazinil)propil)-10H-fenotiaz-in-2-il)-. onde até recentemente permanecia licenciada para uso humano. 3-n-Butiril-10-(3'-N-metil-piperazino-N'propil)fenotiazina ou: 2-Butiril-10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil)fenotiazina ou: N-(gama-(4'-Metil-1'-piperazinil)propil)-3butirilfenotiazina ou: 1-(10-(3-(4-Metil-1-piperazinil)-propil)-10Hfenotiazin-2-il)-. Na antiga classificação dos neurolépticos da escola francesa. No passado já foram aqui comercializadas a perfenazina (em associação com a amitriptilina. maleato (1:2) (sal) ou: (SCH 6673). DD: 20 a 40mg. sonolência. (CAS RN 2751-68-0. era incluída entre os neurolépticos “ativadores” e chegou a ser sugerida para uso em crianças e adolescentes autistas mas nunca se chegou a confirmar uma utilidade diferencial nesta indicação (53). para aplicações intramusculares de depósito: ANATENSOL. PHENTOXATE) BUTAPERAZINA (BUTAPERAZINE) 10-{3-[4-(2-hidroxietil)-1-piperazinil]-propil}fenotiazin-2-il maleato de metilcetona ou: Etanona. Do mesmo modo que a perfenazina e a trifluoperazina. 5714-00-1. FM: C23-H29-N3-O2-S. este último um potente neuroléptico recomendado exclusivamente para uso hospitalar. ACETOPHENAZINE.dimaleato de. convulsões.1-butanona ou: 1-(10-(3-(4-Metil-1-piperazinil)propil)fenotiazin2-il)-1-buta.(Z)-2butenodioato(1:2)(sal) ou: Etanona.

Como outras fenotiazinas piperazínicas. 91). 1-(10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil)-10H-fenotiazin-2-il). Como já foi dito. como resultado da exposição de receptores normais ou supersensibilizados a uma liberação sináptica aumentada de dopamina (157). não teve sua experimentação clínica sistemática ampliada (25). que ocorriam na maioria das vezes no período crítico de 20 a 28 horas. 38 . A butaperazina aumenta a liberação de prolactina por bloqueio dopaminérgico túberoinfundibular como todos os demais antipsicóticos típicos (106). PROQUETAZINA) 4-[3-(2-propionil-10-fenotiazinil)-propil]-1piperazina etanol maleato ou: (WY-2445). RIKER 595.ou: (AHR-712)(Bayer 1362) (CAS RN 653-03-2 ). RANDOLECTIL. No Exterior: EMEREX. (CAS RN 2622-30-2 ) FM: C24-H31-N3-O2-S. as fenotiazinas piperazínicas costumam causar efeitos extrapiramidais muito mais freqüentes e intensos que as alquilamínicas e possuem menor ação anticolinérgica que estas.4dihidroxifenilacético. Eles explicaram as reações distônicas. 121. chegou a ser bastante ensaiada em pacientes esquizofrênicos. REPOISE. A constatação de que as reações distônicas com a butaperazina ocorriam na fase declinante das concentrações plasmáticas levou Garver e seus colegas a sugerirem que tais reações seriam conseqüência da perda do balanço dopamino-colinérgico em drogas com potência diferente nas duas ações de bloqueio (90). 278). 111. Não disponível comercialmente no Brasil. 51. além do emprego como antipsicótico tanto na Esquizofrenia Crônica quanto Aguda (31. Também foi com ensaios utilizando a butaperazina que Garver e colaboradores demonstraram que as concentrações da droga nos eritrócitos sanguíneos poderiam constituir um parâmetro mais confiável do que as concentrações plasmáticas. desde o final dos anos 60. 100 a 400mg (262) . 234. No Exterior: PROKETAZIN(Wyeth)(Canadá)(USA) maleato de carfenazina. CARFENAZINA (CARFENAZINE. RIKER 59S.1-Butanona. que durante o “boom” das substâncias neurolépticas. 222. PROKETAZINE.ou: 1-Butanona 1-(10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil)fenotiazin-2-il). FM: C24-H31-N3-O-S Introduzida na década de 60 como boa parte dos antipsicóticos fenotiazínicos mais recentes. Entretanto. Fenotiazina de potência intermediária. 95.maleato de. 89. Não disponível comercialmente no Brasil. MEGALECTIL. confirmando um aumento do "turn-over" da dopamina. TYRYLEN (Alemanha) . Seus achados foram confirmados por Kolbe e sua equipe que constataram altos níveis estriatais e mesolímbicos de ácido homovanílico e ácido 3. não só na Polônia (133. 152) e na antiga Checoslováquia (306) como também nos países ocidentais (58. DD: 25 a 400mg (53). 24 a 48 horas após a administração de uma única dose de butaperazina a ratos (40mg/kg de peso). 50 a 400mg (63). Até recentemente encontrava-se licenciada como antipsicótico no Canadá (PROKETAZIN). também foi aplicada em baixas doses como medicação ansiolítica alternativa (260). correlacionando-se melhor com a eficácia terapêutica (43. 52. 147).

Chegou a alcançar comercialização na Europa.dicloridrato ou: 2-Imidazolidinona. No Exterior: Antigo PONSITAL (Alemanha). 2-(2-(4-(2-metil-3-fenotiazin-10-ilpropil)1-piperazinil)etox-i). dicloridrato ou: (Lilly 60284).l)-3-metil-.)etil)-3-metil-2-imidazolidinona ou: 1-(2-(4-(3-(2-Clorofenotiazin-10-il)propil)-1piperazinil)eti. É citada na revisão de Caruso Madalena (186).)etil)-3metil-. Itália e países escandinavos). 1-(2-(4-(3-(2-clorofenotiazin10-il)propil)-1-piperazinil)eti. Tem destacado efeito ansiolítico com atividades 39 .CICLOFENAZINA (CYCLOPHENAZINE) 10-[3-(4-ciclopropil-1-piperazinil)-propil]-2trifluorometil)-10H-fenotiazina. com relato de sua experimentação clínica. Sua estrutura lateral assemelha-se à Etanol. 186). Alemanha. 305).C25-H32-Cl-N5-O-S.2Cl-H (dicloridrato) Fenotiazina com um radical terminal imidazolidinônico (imidazolidona ou etilenouréia. (CAS RN 7224-08-0) FM: C25-H32-Cl-N5-O-S.l)-3-metil-2-imidazolidinona ou: (ASTA P 4241) (NSC 113426). DIXIRAZINA (DIXIRIDAZINE. CHLORIMIPIPHENINE. Entre as raras referências da literatura. embora neste caso não vinculada a uma estrutura tricíclica como nesta fenotiazina e com anel piperidínico ao invés de piperazínico no caso do atípico. Introduzida nos anos 60 na Europa (Bélgica. situam-se artigos nacionais com seu emprego na Esquizofrenia Crônica (190) e até como ansiolítico em quadros não-psicóticos (189. 25 a 150mg (262). mas na verdade foi muito pouco estudada. Cite-se também o artigo alemão de Reimer & Christiani (241) de 1967.iazina ou: (2-Metil-3-(1-hidroxietoxietil-4piperazinil)propil)-10-fenot-iazina ou: 2-(2-(4-(2-Metil-3-fenotiazin-10-ilpropil)-1piperazinil) etóx-i) etanol ou: (UCB 3412)(BRN 0768050). Não disponível comercialmente. Não disponível comercialmente no Brasil. (CAS RN 2470-73-7) FM: C24-H33-N3-O2-S DD: 30 a 150mg (16. IMICLOPAZINE) 2-Imidazolidinona. C3H6N2O) em sua cadeia lateral piperazínica.1-(2-(4-(3-(2-cloro-10Hfenotiazin-10-il)propil)-1-piperazinil.ou: 10-{12-metil-3[4-(hidroxietoxi-etil)-1piperazinil]-propil}-fenotiazina ou: 10-(2-Metil-3-(1-hidroxietoxietil-4piperazinil)propil)fenot-iazina ou: 2-(2-(4-(2-Metil-3-(10H-fenotiazin-10il)propil)piperazin-1-il-)etóxi)etanol ou: 10-(3-(4-Hidroxietoxietil-1-piperazinil)-2metilpropil)fenot. do sertindol (antipsicótico atípico do grupo imidazolidinônico). DIXYRAZINE) CLORIMPIFENINA (CHLORIMIPHENE. Trata-se de um neuroléptico fenotiazínico com estrutura ciclopiperazínica que não alcançou pleno desenvolvimento clínico como antipsicótico sendo utilizado exclusivamente como agente antidopaminérgico central em ensaios laboratoriais (86). dicloridrato ou: 1-(2-(4-(3-(2-Cloro-10H-fenotiazin-10-il)propil)1-piperazinil. CHLORIMPIPHENINE.

10-{3[4-(2-hidroxietil)-1-piperazinil]-propil}-2trifluormetil-fenotiazina ou: 10-(3-(2-Hidroxietil)piperazinopropil)-2(trifluorometil)fenot. Não disponível comercialmente no Brasil. vem sendo empregada por via endovenosa na Escandinávia na profilaxia das náuseas e vômitos do pósoperatório (155) e da quimioterapia (286) em crianças e adultos. Também demonstrou a propriedade. Utilizada na Itália em associação com a amitriptilina no tratamento da Depressão Ansiosa (185). passou a ser vista como propriedade desejável para um antipsicótico. desde que foi proposta a hipótese de uma “up-regulation” desbalanceada dos receptores D2 no striatum na a etiologia da Discinesia Tardia. perazina.comps de 10 e 25mg.iazina ou: 10-(3'-(4"-(beta-Hidroxietil)-1"-piperazinil)propil)-3-trifluor. 5 a 40mg VO (135).5 a 100mg IM 3/3 semanas (decanoato) (258). drogas com ação praticamente desprezível em D1 (143) ou da sulpirida e outras benzamidas. É um antipsicótico de alta potência com ação de antagonismo em receptores dopaminérgicos de subtipo D2 e D1. Tem menos efeitos adversos que a clorpromazina mas a sensação de fadiga é uma queixa comum no início do tratamento. por esta propriedade.5 a 50mg IM.ou: 1-Piperazinoetanol. (198). Além das propriedades antipsicóticas em seres humanos. 1 a 15mg VO e 12. 0.nol ou: (SQ 4918) (SQ 16144)(SK&F 7172-A2). É tão fototóxica quanto à perfenazina. por exemplo. PHTHORPHENAZINE) 1-Piperazinoetanol. a flufenazina.8ng/mL (136). Como se sabe. No Exterior: ESUCOS . mostrou ser mais eficaz e melhor tolerada do que clomipramina isoladamente no Transtorno do Pânico em estudo norueguês recente (80).25mg/k VO (175). 0.ou: 40 .)-piperazina ou: Fenotiazina. 4-(3-(2(trifluorometil)fenotiazin-10-il)propil). 2 a 15mg VO (262). trifluoperazina. em inibir a formação de úlceras de stress nos animais de FLUFENAZINA (FLUPHENAZINE. com a clozapina.zinoetanol ou: 4-(3-(-Trifluorometil-10-fenotiazil)-propil)-1piperazinoetan. bloqueadores seletivos D2-like (100).ometilfenotiazina ou: 1-(2-Hidroxietil)-4-(3-(trifluorometil-10fenotiazinil)propil.l). A associação dixiridazina/clomipramina. 2 a 20mg VO (232). 0.20 a 0. (CAS RN 69-23-8) FM: C22-H26-F3-N3-O-S DD: 0. Já esteve implicada em agranulocitose (254) e em pelo menos 4 casos de grave reação dermatológica com ictiose.13 a 2. por exemplo.8ng/mL (146).5 a 40mg VO (146).5 a 20mg VO. com notável potência entre outros neurolépticos. 1 a 3ng/mL (72).2 a 3ng/mL (198).ou: 1-Piperazinoetanol. Tem potente ação antiemética e. acima de 1ng/mL (175). 5 a 60mg VO e 12. 4-(3-(2-(trifluorometil)-10Hfenotiazin-10-il)propil). blefaro-conjuntivite.antipsicótica e extrapiramidal fracas.ou: 2-(Trifluorometil)-10-(3-(1-(beta-hidroxietil)-4piperazinil)propil)fenotiazina ou: 4-(3-(2-(Trifluorometil)-10H-fenotiazin-10il)propil)-1-pipera.ol ou: 4-(3-(2-Trifluorometil-10-fenotiazil)-propil)-1piperazinoeta. ainda que reversível com 2 meses de interrupção do tratamento. 4-(3-(2-(trifluorometil)-10Hfenotiazin-10-il)propil). 1 a 2. clorprotixeno e clorpromazina e pelo menos 4 vezes mais que a prometazina e 7 vezes mais do que a promazina (75). Níveis Terapêuticos (NT): 0.2 a 2ng/mL (232). 10-(3-(4-(2-hidroxietil)-1piperazinil)propil)-2-(trifluorometi. com o uso de antagonistas D2 potentes e exclusivos. é dotada de ações citotóxicas (255) e antimicrobianas in vitro (27). ao contrário do haloperidol e da perfenazina. 2. Por via oral alcança baixa biodisponibilidade que pode ser aumentada com a ingestão de alimentos (176). mas registrada somente com o uso de altas doses (237). Em outro estudo a associação com imipramina alcançou melhores resultados do que imipramina/placebo ou imipramina/diazepam em pacientes ambulatoriais com Depressão Maior primária não-agitada (81). determinada. como outras fenotiazinas. alopécia e despigmentação capilar. o poder de simultâneo bloqueio de D1 como tipicamente se constata.

com ação prolongada a ser renovada por aplicações intramusculares quinzenais. Estas vantagens. Em associação com a amitriptilina ou nortriptilina. Após a ingestão de uma dose oral única do cloridrato de flufenazina por voluntários adultos saudáveis verifica-se pico plasmático em torno de 2. Quanto a sua ação na atividade das isoenzimas do citocromo P 450. Entretanto. mostram forte ação em D2 e receptores alfa1adrenérgicos (109). 250. nunca alcançaria comercialização em nosso país. que logo foi ensaiada no Brasil (183. a tioridazina e a espiperona) (112). A utilização do dépôt garante a continuidade do tratamento em pacientes com baixa adesão. e o próprio médico encarregando-se de aplicar o medicamento. 206) e Síndrome do Cólon Irritável (163). alternativa para esquizofrênicos com alucinações refratárias (15). 301). a CYP 1A2 (264). objetivo primordial a médio e longo prazo do tratamento da Esquizofrenia. como o primeiro neuroléptico a ser apresentado na forma do sal enantato em preparação de depósito ("dépôt"). além de neuropatia diabética (13. Mais tarde seria introduzida a forma decanoato (159) que. apenas entre ele e seu médico. Na abordagem conhecida como "neuroleptização rápida”. embora represente inequívocas vantagens em termos de duração de ação e tolerabilidade.1h (205). 243. a mensuração dos níveis plasmáticos da lipofílica flufenazina (128). Por via oral. têm sido ressaltadas. esta fórmula.0.1 +/.8. Na fase de manutenção em regime ambulatorial. Há evidências de que seu metabolismo possa sofrer considerável variação interindividual dando lugar à formação de diferentes metabólitos com graus variáveis de atividade. o que pode explicar diferenças de resposta clínica nos indivíduos com doses iguais. 202. embora muito pouca nos receptores muscarínicos colinérgicos e histaminérgicos H1. Os principais metabólitos ativos (hidróxido e derivado N-desmetilado. assim. estudo recente demonstrou que contribuem com apenas 1% para a ação de bloqueio dopaminérgico final. à semelhança de outras fenotiazinas piperazínicas. especialmente nos “metabolizadores rápidos”. além de garantir maior eficiência e menor chance de falhas e/ou complicações ao tratamento. inclusive no Brasil (MOTIVAL. 298). com meia-vida terminal de eliminação de 33. com o paciente trazendo as ampolas à consulta. para muitos pacientes esquizofrênicos. registrandose apenas maiores efeitos extrapiramidais (55). 307). transforma-se. estimulando uma participação mais responsável do último e. Celebrizou-se. além do emprego como antipsicótico (320).5h. sentindo-se protegida e concretamente atendida. inibe a atividade da isoenzima CYP 2D6 do citocromo P 450. O uso de preparados dépôt pode dar a eles a oportunidade de fazer do seu tratamento uma questão mais pessoal. a administração parenteral do cloridrato não demonstra vantagens em termos de rapidez ou intensidade da eficácia antipsicótica. do mesmo modo que a grande parte dos antipsicóticos. 41 . relativizando a utilidade absoluta do contrôle das concentrações plasmáticas da drogamãe e dos metabólitos mais comuns (119. que costumam se correlacionar bem com suas concentrações cerebrais (09). Os antipsicóticos de alta potência costumam ser menos sedativos e causar menos hipotensão e efeitos atropínicos que os de baixa potência. porém. sugerida na terapêutica dos quadros agudos graves. ao contrário das fenotiazinas alquilamínicas ou alifáticas (110). além de contornar problemas de absorção gastrintestinal (pequena proporção de pacientes) e do intenso metabolismo de primeira passagem que sofrem todas as fenotiazinas. como medicação ansiolítica em doses baixas (49. bastando. mas não o sulfóxido). Talvez por isto lhes tenham sido atribuídas pela escola francesa propriedades “ativadoras” que os tornaria particularmente úteis nos pacientes crônicos com sintomas negativos. mas também. Também tem sido preconizada para a tensão pré-menstrual (223) e dos quadros ansiosos do climatério feminino (56). 316). possivelmente. foi muito ensaiada e utilizada como coadjuvante no tratamento das depressões ansiosas (168. colaborando para sua reabilitação psicossocial. também foi sugerida. Também foi considerada opção superior ao haloperidol no tratamento dos "tics" na Síndrome de Gilles de La Tourette (269) e. em menor proporção. propiciando níveis mais estáveis de concentrações plasmáticas. razão do agravamento da enfermidade com freqüentes rehospitalizações.comps nortriptilina 10mg + flufenazina 0.experimentação (doses eficazes até 100 vezes menores que a clorpromazina.5mg) (227. com a conseqüente redução das reinternações. 295). costuma ser um fator extremamente poderoso para fortalecimento da relação médicopaciente. a não obediência às prescrições orais por parte dos pacientes e os graves e repetidos conflitos entre familiares que o fato costuma gerar. Em nossa experiência. embora somente em doses baixas (134. A maioria dos pacientes costuma reagir positivamente a esta alternativa. 101. 299).8 +/. portanto.

o pico plasmático com o enantato é obtido em 2 a 3 dias e a meia-vida aparente de eliminação alcança de 3. apesar de originalmente experimentado no Brasil ainda na década de 70 por Caruso Madalena (187) e da comodidade de aplicação representada. 289). considerando todas as suas vantagens em termo de custo. Hungria. como já foi dito. 130. comorbidade freqüente. é necessário recorrer-se à complementação oral no início do tratamento.repetida e enfaticamente. porém. sendo preterido pelo enantato de flufenazina. Após uma única aplicação. responsável por seu desenvolvimento. 113. Recente levantamento nos 21 hospitais sob a responsabilidade do Escritório Regional de Saúde Mental do Estado de Nova Iorque revelou que preparados dépôt ocupavam de 12 a 39% das prescrições de neurolépticos para pacientes hospitalizados (50). zuclopentixol. mais do que à continuidade ou o emprego de maiores doses de antipsicóticos. comodidade e segurança. É sabido que as melhores preparações dépôt são obtidas com os ésteres do ácido decanóico. 118. o pico plasmático é obtido já no primeiro dia e a meia-vida aparente de eliminação alcança 6. com propriedades antioxidantes) são absorvidos lentamente do tecido muscular para sofrer rápida hidrólise. bastante investigado desde 1964 (227). o decanoato além da comodidade de maior intervalo nas aplicações. as doses médias utilizadas podem ser significativamente reduzidas (116. sem justificativas racionais para o fato. Embora não haja evidência da superioridade em eficácia antipsicótica de um preparado sobre outro (28. As doses de dépôt são em geral calculadas em torno de 10 a 15 vezes a dose oral diária eficaz. Não faltam defensores para a utilização do dépôt nas reagudizações da Esquizofrenia e não somente na fase de manutenção (04) e este parece ser um fato consumado aqui e alhures. Heresco-Levy e sua equipe de Jerusalém. há notícias de pacientes mantidos livres de sintomas com doses muito menores. 297. houve tentativa de introdução internacional do éster isobutírico da flufenazina ou isobutirato de flufenazina (composto GYKI22441 ou Flufenazina-4-clorofenoxi-isobutirato éster). encontraram três fatores significativamente preditores de recaída num grupo de pacientes ambulatoriais submetidos à redução de doses 42 . estariam ligados a fatores próprios da enfermidade. de até 6.8 a 9. É preciso lembrar.6 dias após uma única injeção (137). O decanoato de flufenazina.5 a 4 dias. 131. 48. Estudos recentes têm demonstrado que as recidivas nestes pacientes. 259. Com a forma decanoato. flupentixol. Entretanto. No caso da flufenazina. Mais recentemente.25mg (1/4 de ampola). palmítico ou undecilênico que permitem aplicações mais espaçadas que os ésteres do ácido enantóico (enantatos). constata-se grande subutilização do dépôt. Contudo. e contribuindo para reduzir muito o risco de Discinesia Tardia. palmitatos e undecilinatos: pipotiazina). Por este motivo.5mg de cloridrato. dissolvidos em viscóleo ou óleo de sésamo (óleo extraído das sementes da Sesamum indicum L. 29). 240). embora nem sempre considerada ou investigada. que estas formulações exigem um período em torno de 3 meses para a obtenção de concentrações plasmáticas estáveis ("steady state"). especialmente quando se leva em conta a inexistência de preparados semelhantes com os novos antipsicóticos. nunca chegou a ser por aqui comercializado. Estes ácidos de longas cadeias moleculares. 281) além dos concomitantes abuso de álcool e drogas ilícitas (94. propicia curvas de concentração mais aplainadas. flufenazina. perfenazina. haloperidol. 194. até que se possa estabelecer com segurança a dose ótima de manutenção. à personalidade pré-mórbida. inclusive em nosso meio (14. o que representa eficácia mais constante além de melhor tolerabilidade diante de maior oscilação das concentrações com a preparação enantato (153). 296. A periodicidade das aplicações situa-se entre 1/2 (enantatos e fluspirileno) ou 3/4 semanas (decanoatos: bromperidol. mas o Institute for Drug Research de Bupapeste. 169. planta rica em lecitina.. seriam necessários aproximadamente 25mg quinzenais de enantato. 173. calcula-se que para uma dose oral diária de 2. na literatura especializada (64. Já nesta fase. eficácia. 171). 318) ou as aplicações espaçadas (42) de forma gradual. 314). ou ao contexto sócio-familiar (277. sem aumento das chances de recaídas. parece ter abandonado a iniciativa (150.

Abscessos eventuais que ainda assim ocorram. Também seria uma medida a considerar na Esquizofrenia Refratária em altas doses (244). nas Américas. mesmo tratando-se de adultos. seguramente. como também se constitui em recurso para controle. contribuindo para a gradual formação da espessa e dolorosa massa de fibrose observada em alguns pacientes com aplicações repetidas. recomenda-se estrita assepsia além de uso alternado de pelo menos quatro grupos musculares (deltóides e glúteos. Espera-se para breve. um tioxanteno. direitos e esquerdos). correspondente ajuste de doses (98). de que não foi puncionado nenhum vaso. menos efeitos adversos neurocognitivos e afetivos e menor risco de extrapiramidalismo (156). para ser com este injetado profundamente no músculo. além de redução nas doses e espaçamento das aplicações. Recorde-se que esta última tem a capacidade de elevar significativamente as concentrações plasmáticas dos antipsicóticos fenotiazínicos. esquizofrênicos (304. 267). Antes do advento dos antipsicóticos atípicos. Além das perdas em princípio ativo. 38) e. porém. através de pequena aspiração adicional. requerendo. e mais recentemente. formando um êmbolo aéreo com a finalidade de impedir qualquer refluxo da solução. todos para aplicações mensais. ao longo do tempo. encontra-se disponível.5 cc além do conteúdo da ampola do medicamento). enduração e fibrose. 1. do decanoato de zuclopentixol (CLOPIXOL). evitando assim as complicações da administração endovenosa ou endoarterial acidental. uma difenilbutilpiperidina com longa meia-vida. do palmitato de pipotiazina (PIPORTIL) uma fenotiazina piperidínica. o lançamento do primeiro atípico na apresentação preparado parenteral de depósito. justifica após a remissão da fase aguda uma prática generalizada de cuidadosa redução. assim. o decanoato de haloperidol (HALDOL DECANOATO). que. deve-se empregar. pelo menos uma grande parcela de pacientes que poderiam se beneficiar muito do tateamento de uma dose mínima eficaz de dépôt (143) e que. com ou sem o concurso da medicação oral e do controle plasmático (mais útil no caso do decanoato) (193) propiciando. A fim de evitar reações locais de inflamação. não é apresentado como éster. serão melhor tratados com punção e curativos renovados. a médio prazo. não podendo ser identificada a priori. uma butirofenona.(10mg versus 35mg de decanoato de flufenazina de 4 em 4 semanas por 2 anos). eram contornadas com o uso coadjuvante de antidepressivos e/ou se necessário. Convém. propiciando uma lenta absorção do princípio ativo. PROLIXIN DECANOATE) (com duração de ação de 3 a 4 semanas) e perfenazina (TRILAFON DECANOATE). as depressões pós-psicóticas. eventualmente relacionadas aos efeitos adversos dos preparados dépôt. Também deve ter-se o cuidado antes de pressionar o êmbolo da seringa em certificar-se. tratando-se de preparados para uso dépôt. além do fluspirileno (REDEPTIN. do que com antibióticos por via sistêmica. Previamente à compressão do êmbulo. 313) e deficientes mentais (10. embora se tenha verificado que estas medidas não chegam a modificar a farmacocinética da preparação. O fato é que há. com tecnologia de formulação inovadora: a risperidona dépôt 43 . em ordem de importância: 1) história de psicose crônica. Tradicionalmente emprega-se a imipramina nesta indicação (271). com 1 a 2 semanas. tais refluxos são responsáveis por irritação e inflamação local. mas como um preparado galênico micronizado. No exterior estão disponíveis também o decanoato de flupentixol ( DEPIXOL) (tioxanteno) e os decanoatos de flufenazina (MODECATE DÉPÔT. como se verá. com moderação. Também deve se evitar massagear com vigor o local após a aplicação. rara tomando-se os cuidados descritos. ao contrário dos demais. compressas mornas podendo também fazer-se necessário o uso de analgésicos e antiinflamatórios.5 semana em média). 2) sexo masculino e 3) curta duração dos episódios (117). mas foram sugeridas a desipramina (120) e mais recentemente fluoxetina. lembrar que há ressalvas para o emprego de preparados dépôt em crianças menores de 12 anos e. é indispensável aspirar-se algum ar para o interior da seringa (até 0. eletroconvulsoterapia. até no manejo da conduta sexual desviante (12). No Brasil. Nos casos de reação inflamatória. além do enantato de flufenazina para aplicações em intervalos quinzenais. das hipercinesias subagudas de psicóticos maníacos. há que se ter alguns cuidados. Este deve ser considerado o grupo com maior risco. Na apresentação dépôt a flufenazina tem sido utilizada não somente no tratamento ambulatorial de manutenção de esquizofrênicos com baixa adesão (184.

92. 5 e 10mg. de.decanoato de flufenazina. No Exterior: DAPOTUM. VESPAZINE.4. 273). além de redução do desempenho cognitivo (252). METHOPHENAZINE) Ácido Benzóico. 102. para uso IM. PROLIXIN (Canadá)(USA) (Apothecon) cloridrato de. para aplicações IM de 2 em 2 ou de 3 em 3 semanas. Depressão (60). MODITEN (Reino Unido). 166). possuem maior risco de efeitos extrapiramidais (acatisia.ou: (BRN 0773134)(T 5) . registrando-se uma maior impulsividade suicida estreitamente relacionada à acatisia em alguns pacientes (70). frs. ELINOL. MODITEN (França) dicloridrato de flufenazina. sol oral 4%. de. distonias agudas e tardias e Discinesia Tardia) (11. PROLIXINE. PROLIXIN ENANTHATE. Estes antipsicóticos.Clor. OMCA. 36). cxs c/ 20. Paoletti 363 (13970000) Itapira SÃO PAULO (019) 863-9500 (98) 7026 (019) 863-9580. 231). Ainda que raramente. FLUFENAN DÉPÔT (Cristália) . No Brasil: ANATENSOL (Bristol-Myers Squibb) . comp 1.5. tem a flufenazina tem sido responsabilizada por disfunção sexual e/ou amenorréia/galactorréia causada pela hiperprolactinemia (08. LYOGEN. amp de 1ml c/ 25mg. Av. Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.A. 216). bem como intermação. MOTIVAL (França) dicloridrato de flufenazina. FLUFENAN (Cristália) . como regra para a quase totalidade dos antipsicóticos típicos. comp 10mg. amp de 4ml c/ 100mg. 3. 197. na Hungria. SEVINOL. 61. 93. pode também determinar icterícia colestática (125. 268). figura entre os antipsicóticos menos propensos a desencadear convulsões (196).Enantato de. embora na Alemanha e antiga Checoslováquia também como antipsicótico (215. 4-(3-(2-clorofenotiazin-10il)propil)-. foi ensaiada desde os anos 60. 217.5-trimetóxi-. amps de 1ml c/ 25mg. 2-(4-(3-(2clorofenotiazin-10-il)propil)-1-piperazinil) etil éster ou: 2-(4-(3-(2-Clorofenotiazin-10-il)propil)-1piperazinil)etil 3. c/ 20 e 200.(RISPERDAL CONSTATM) já licenciada na maioria dos países europeus e países da Ásia. como agente inibidor seletivo 44 . Também foram apontadas Reações Catatoniformes (44. amps de 1ml c/ 25mg. amp 1 e 5ml. PERMITIL (Canadá)(USA) (Schering/White) cloridrato de. SIQUALINE. Como outros fenotiazínicos. 3. 2. ANATENSOL DÉPÔT (Bristol-Myers Squibb) . 47. VALAMINA. nas náuseas e vômitos do pós-operatório (310). 3 em 3 ou 4 em 4 semanas. comps de 5mg. DECANOATE (Canadá). sol inj 25mg/ml. TENSOFIN TRANCIN. PACINOL. 107. priapismo (83) e transtornos da coagulação (322). sol inj. comps. 164. assim como o haloperidol e grande parte das fenotiazinas piperazínicas. embs c/ 25 e 50. 238) e também mostra fototoxicidade alta (75). para tratamento da Depressão Maior. MODECATE DÉPÔT (França) . SIQUALON. além de ganho ponderal (139. particularmente na forma dépôt. Convém porém lembrar que. 276). MODITEN ACTION PROLONGÉE (França) – enantato de flufenazina. eventualmente fatais (11. 201.enantato de. drágeas de 1mg. já foi implicada em retinopatia (151. cxs c/ 25. sol inj. Bristol-Myers Squibb Brasil S. Mais recentemente vem sendo utilizado preferencialmente.5-trimetóxibenzoato ou: 1-Piperazinoetanol.4. Todavia.4. 96. a flufenazina é antipsicótico de alta potência.Clor.5mg em associação com cloridrato de nortriptilina 10mg. 210). MODECATE (Reino Unido). de dicloridrato de flufenazina 0. hipertermia e Síndrome Neuroléptica Maligna (41. METOFENAZATO. comps de 25 e 100mg.5-trimetóxibenzoato. FM: C31-H36-Cl-N3-O5-S (CAS RN 388-51-2) Parente estrutural das benzamidas. ao lado da molindona e do haloperidol. Além disso. METOFENAZINA (METOFENAZATE. Rua Carlos Gomes 924 (04743903) São Paulo SÃO PAULO (011) 8822000 /882-2516 (011) 247-1258.

Uma pretensa pequena ação antidepressiva nunca pôde ser satisfatoriamente confirmada.OXAFLUMAZINE) 10-(3-(4-(2-m-Dioxaniletil)-1-piperazinil)propil)2-(trifluorome-til) fenotiazina (CAS RN 16498-21-8) FM: C26-H32-F3-N3-O2-S DD: 150 a 350mg VO. mas com propriedades secundárias analgésicas. que já tenha sido implicada em caso de Distonia Tardia com blefaroespasmo em paciente virgem de tratamento com antipsicóticos (181). 10-[3-(4-metil-1-piperazinil)-propil]-fenotiazina ou: 10-(3-(4-Metilpiperazin-1-il)propil)fenotiazina difendizoato ou: 10H-Fenotiazina. Alta taxa de ligação às proteínas do plasma (95%) como todas as drogas psicoativas com estrutura tricíclica. 311). Efeitos colaterais semelhantes aos da clorpromazina. mas sofre intenso metabolismo de primeira passagem. Tem elevada fototoxicidade. (16) . anti-histamínicas e espasmolíticas. Foi introduzida no final dos anos 60 por Boissier e colaboradores (21) e clinicamente ensaiada (ensaios abertos nãocontrolados) em comprimidos de 10 e 100mg para uso oral e ampolas com 25mg para uso intramuscular. 126.10-(3-(4-metil-1-piperazinil)propil) ou: N-Metil-piperazinil-N'-propil-fenotiazina ou: N-(3-(4-Metil-1-piperazinil)propil)fenotiazina ou: (P 725). Não consta comercialização ou desenvolvimento atual. 209). com efeitos extrapiramidais talvez um pouco mais acentuados (14%) mas muito menores que os observados com haloperidol (56%) de acordo com o grande levantamento de Grohmann e colaboradores (104). exigindo doses orais 2 a 3 vezes superiores às parenterais. 257). Como as demais fenotiazinas. Não disponível comercialmente no Brasil. é bem absorvida pelo trato digestivo (22). Achados. Também já foi responsabilizada por casos de agranulocitose (105. hepatite aguda. investigado desde a década de 60 e muito utilizado na Alemanha desde então (256. na pesquisa da fisiologia cardiovascular. (CAS RN 84-97-9) FM: C20-H25-N3-S DD: 75 a 600mg. É uma fenotiazina piperazínica trifluorada como a flufenazina. Segundo observações clínicas naturalísticas. mas com ação antipsicótica em potência intermediária. 10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil). 45 . Seu perfil foi situado como intermediário entre a “sedativa” proclorperazina e a “incisiva” flufenazina nos termos classificatórios da antiga escola francesa. logo no início da década seguinte pelo próprio Deniker e colaboradores (66. Antipsicótico de baixa a intermediária potência. porém.ou: Fenotiazina. teria uma ação desinibitória ou ativadora nas faixas de dose inferiores (20 a 80mg/dia) mas nas doses superiores (150 a 300mg) um perfil completo de efeitos extrapiramidais e sedação. o que costuma ser mais freqüente entre fenotiazinas alifáticas (266). rabdomiólise e pancitopenia (226). 67). Não disponível comercialmente no Brasil ou no Exterior. com rápido início de ação.da calmodulina. 50 a 150mg IM. O que não impediu. PERAZINA (PERAZINE) OXAFLUMAZINA (OSSAFLUMAZINA. confirmados em outros estudos comparativos com estas duas substâncias (211. embora com boa tolerabilidade cardiovascular. 200 a 800mg (30) NT: 100 a 230ng/mL. Há ensaios que encontraram eficácia equivalente e tolerabilidade extrapiramidal ligeiramente superior ao antipsicótico atípico zotepina (69). No Exterior: FRENOLON.

quando administrados por via oral. entre os pacientes deficientes da CYP 2D6 ("metabolizadores pobres") (179). Recentes comparações com a sulpirida e com zuclopentixol oral. ETHAPERAZINE. mostrou uma eficácia e tolerabilidade muito próximas destas substâncias (172. mas a risperidona demonstra superioridade no tratamento de reagudizações em esquizofrênicos crônicos (127). Até passado recente limitou-se a ser comercializada. 8 a 20mg (16). Mais recentemente. foram estabelecidas por Omerov (221) em 1 a 5 nmol/L e Larsen & Hansen (165) em 2 a 6 nmol/L.. pela Schering. em estudos multicêntricos duplo-cegos com psicóticos agudos. (186) NT: 1 a 5nmol/L (221). tanto em tolerabilidade quanto em eficácia (65). potente inibidor da atividade desta enzima e em grau menor também da CYP 1A2 (236. A 2 vida terminal média após dose única de 5 a 6mg por via endovenosa é de 9. 8 a 30mg.5 horas. em média. em 46 . Thomsen e colegas demonstraram a utilidade que este procedimento pode ter em casos de resposta insatisfatória ao tratamento por via parenteral. o que aumenta muito o risco de efeitos adversos e interações com os medicamentos psicoativos mais usados nesta população. Possui meia-vida plasmática relativamente curta (8 a 12 h) para o padrão de uma fenotiazina piperazínica. Em que pese haver grande discordância de outros autores sobre a confiabilidade e utilidade clínica das mensurações das concentrações plasmáticas para os fenotiazínicos em geral. propiciando níveis plasmáticos mais estáveis (TRILAFON DECANOATE) (154. cumulativos e duradouros (293). PERFENAZINA (CHLORPERPHENAZINE. 242). nos países escandinavos. a principal enzima hepática responsável pelo metabolismo da maioria dos antidepressivos e antipsicóticos tricíclicos. ou pelo alto risco de efeitos adversos com preparados dépôt que costumam propiciar níveis mais altos.Não disponível comercialmente no Brasil. 4-(3-(2-cloro-10H-fenotiazin10il)propil)-ou: 4-(3-(2-Cloro-10H-fenotiazin-10-il)propil)-1piperazinoetanol. Ainda na década de 60. TAXILAN. Este é particularmente o caso da perfenazina. 165). Antipsicótico de alta potência com mais efeitos extrapiramidais e menos hipotensão do que a clorpromazina. 6 a 24mg (262). PSYTOMIN. virtualmente não teria ação nos receptores dopaminérgicos do subtipo D1 (79). (CAS RN 58-39-9) FM: C21-H26-Cl-N3-O-S DD: 2 a 60mg (135).ou: 2-Cloro-10-3-(1-(2-hidroxietil)-4piperazinil)propil fenotiazina ou: 1-(2-Hidroxietil)-4-(3-(2-cloro-10fenotiazinil)propil)pipera-zina ou: gama-(4-(beta-Hidroxietil)piperazin-1-il)propil-2clorofenot-iazina ou: '. Ao contrário da flufenazina e do mesmo modo que a sulpirida. embora nunca tenha sido licenciada no Brasil. 264). 2 a 16mg (53) . a perfenazina foi introduzida na forma dépôt (enantato) para o tratamento de longo prazo na Esquizofrenia (108) e goza ainda de prestígio na Europa. ETAPERAZINA. As concentrações plasmáticas relacionadas com atividade antipsicótica sem efeitos adversos importantes. 2 a 6nmol/L (165). CHLORPIPRAZINE.3-(2-cloro-10fenotiazil)propilpiperazina [Itália] ou: (SCH 3940)(NSC 150866) (HSDB 3379). a preparação decanoato confirmou ser mais eficaz e melhor tolerada. No Exterior: PERNAZINE. no país. Foram verificadas concentrações de perfenazina duas vezes maiores. Tem metabolismo de primeira passagem acentuado e seu principal metabólito é o derivado sulfóxido. Calcula-se que até 10% dos pacientes mais idosos (por redução de hepatócitos e/ou fluxo sanguíneo hepático acentuando eventuais defeitos genéticos) seriam carentes da isoenzima CYP 2D6 (debrisoquina/ esparteina-hidroxilase). PERPHENAZINE) 10-{3-[4-(2-hidroxietil)-1-piperazinil]-propil}2clor-fenotiazina ou: 1-Piperazinoetanol.1-(2-Idrossietil)-4. mas ainda assim gozando da reputação de possuir propriedades "ativadoras" para alguns autores (191). Estudo multicêntrico duplo-cego comprovou equivalência com o decanoato de haloperidol.

é preferível associar-se o citalopram. exigindo hemodiálise (218) como atípica. pela CYP 2D6 (178). 292) e soluços ("hiccups"). também já foi relacionada a casos de Lupus Erythematosus de origem medicamentosa (99. conferindo assim. por exemplo. um risco grande em pacientes de mais idade e/ou com doses superiores a 8mg. a potencialização da amitriptilina. TRILIFAN RETARD(França) . Mostrou ser eficaz e bem tolerada em psicótico portador de Porfiria Intermitente Aguda (282). Também é empregada em neurologia. Também demonstra utilidade no alívio de algias cicatriciais severas do pós-operatório (54. EMESINAL. no tratamento das Coréias de Sydenham e de Huntington e pela ação analgésica. como outros neurolépticos. ETAPERAZIN. poderia ter sua instalação evitada ou sua gravidade reduzida pelo monitoramento de sinais precoces ainda nos primeiros dias de tratamento. imipramina). sem febre (174). Esta associação que data dos anos 60 com o nome comercial de ETRAFON em países da Europa (274). algum respaldo às observações naturalísticas dos antigos clínicos. Celebrizou-se também em preparados antieméticos. 47 . MUTASPLINE (França) . A Discinesia Tardia. vem sendo gradualmente substituída nesta indicação por antieméticos novos como granisetrona e ondansetrona (85). ainda bem recentemente. mais intensos do que os de outros bloqueadores dopaminérgicos como a metoclopramida ou mesmo as fenotiazinas alifáticas. 4/25 e 4/50. A associação perfenazina/ amitriptilina também já esteve implicada em caso de hipertermia com rabdomiólise e insuficiência renal com seqüelas cerebelares (provavelmente caso de Síndrome Neuroléptica Maligna) (168). 4/10. Não disponível comercialmente no Brasil. para uso IM. mas as doses necessárias costumam ser mal toleradas por seus efeitos extrapiramidais. No caso de recorrer-se a um outro inibidor seletivo da recaptação de serotonina. na Neuralgia Pós-Herpética crônica. ETRAFON( Canada). ao menos em parte.sol inj de 100mg/ml. Embora continue confirmando superioridade sobre as duas drogas usadas isoladamente na Depressão com Sintomas Psicóticos (279).comp 4mg. priapismo (45. fato que costuma problematizar o tratamento das complicações psiquiátricas amiúde observadas. TRILAFON (Canada)(USA)(Schering) . com o qual não revelou interação significativa (290). TRIFARON.associação com a amitriptilina para tratamento de depressões ansiosas e/ou com sintomas psicóticos: os antigos MUTABON A e MUTABON D. 2/25. TRIPHENOT. Do mesmo modo que outras fenotiazinas. De qualquer modo. uma condição freqüentemente desencadeada ou agravada por barbitúricos e outros medicamentos psicoativos (diazepam. embora também metabolizado. já foi registrado o desencadeamento de comportamento cleptomaníaco (90).comp c/ 4mg em associação com 10mg de cloridrato de amitriptilina. TRILIFAN (França) . 280) e. à temível Anemia Aplástica (pancitopenia e depressão da medula óssea na ausência de células sanguíneas anormais) (224).5 a 3ml de 2 em 2 ou de 4 em 4 semanas. como a Escala de Simpson ("Simpson Extrapyramidal Side Effect Scale") conforme demonstrado por Sweet (287). um sintoma que. FENTAZIN( Reino Unido). Tem potencial fototóxico elevado (180) e já esteve implicada em Diabetes Insipidus transitório (23). quando grave e persistente costuma ser tratado preferencialmente por neurolépticos (207). por elevação das concentrações de nortriptilina (principal metabólito ativo) não se verifica. É importante frisar que outras associações de antipsicóticos com antidepressivos também já demonstraram eficácia na Depressão com Sintomas Psicóticos (315). TRIPTAFEN. com o emprêgo de instrumentos clínicos padronizados. sempre gozou de muito sucesso entre os clínicos e ainda hoje está disponível nos Estados Unidos (TRIAVIL-Merck) em cinco apresentações: comprimidos com 2/10 (2mg de perfenazina/10mg de amitriptilina). THILATAZIN.comp c/ 2mg em associação com 25mg de clor. TRANQUISAN. No Exterior: DECENTAN.comp 4 e 16mg. de 0. de amitriptilina. Eleva a prolactina como todos os antipsicóticos típicos. 309). Também foi responsabilizada por Síndrome Neuroléptica Maligna tanto na forma clássica. mas a associação com a paroxetina (potente inibidor da CYP 2D6) costuma aumentar de 2 a 13 vezes as concentrações de perfenazina (225). recentemente se demonstrou que a associação da perfenazina com a fluoxetina poderia ser tão eficaz como com a amitriptilina com a vantagem adicional de ser melhor tolerada (245) mas por outro lado. com o zuclopentixol. PERATSIN. MUTANXION (França) . observada com a perfenazina. Com relação a outros efeitos adversos.

30 a 250mg (www. por exemplo. 15 a 100mg (262). Há. em particular na radioterapia e quimioterapia do câncer e na prevenção de vômitos do pós-operatório. por via oral. Em dose única tem uma meia-vida de 8h. logo celebrizou-se como medicamento antiemético. (CAS RN 58-38-8) FM: C20-H24-Cl-N3-S DD: 25 a 250mg (Rhodia. 239. em forma de "patch" cutâneo. 2-cloro-10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil). Embora possua atividade antipsicótica. especialmente em crianças. diga-se de passagem. na literatura. ainda que apenas como antiemético. Por outro lado. até mesmo ao tetra-hidrocanabinol (dronabinol) principal alcalóide da Cannabis (maconha. 53). um registro de Discinesia diafragmática (“flutter”) com comprometimento da dinâmica respiratória (37). ondansetrona e dexametasona por via endovenosa (114). atualmente. 261).PROCLORPERAZINA (CAPAZINE. vêm reforçar a recomendação de cautela no emprego da associação de bloqueadores dopaminérgicos. Já foi demonstrado que a farmacocinética pode variar bastante. CLORPERAZINA. O MARINOL foi recentemente licenciado no Canadá para pacientes aidéticos nesta indicação. simultaneamente. PROCLORPEMAZINA) 2-cloro-10-[3-(4-metil-1-piperazinil)-propil]fenotiazina ou: 10H-Fenotiazina. sua morte (77).ou: Fenotiazina. METERAZINE. Introduzida em 1956. também. mas deve ser lembrado que compartilha com outras fenotiazinas a capacidade em ocasionar opacificação do cristalino (142). Uma associação com a metoclopramida. Casos como esse. Ainda empregada no Reino Unido como antiemético. a proclorperazina por via endovenosa. lorazepam. 308). 312). 39. Seu emprego repetido pode elevar a meia-vida para algo em torno de 18h e fazendo surgir ação anti-histamínica. entre os quais os compostos do grupo da ondansetrona já mencionados. com ação mais específica e menor ação sedativa central (19. embora não haja ainda total unanimidade nesta superioridade (46) e os custos destes novos medicamentos sejam proibitivos para alguns pacientes. e com maior segurança e menores doses em associação com diidroergotamina (248).ou: Cloro-3 (N-metilpiperazinIl-3 propil)-10 fenotiazina [França] ou: 2-Cloro-10-(3-(1-metil-4-piperazinil)propil)fenotiazina ou: (RP 6140)(SKF 4657)(Bayer A 173). associações com múltiplas drogas. a acatisia é freqüente (69.org/InfoMedicaments/home. como. após lenta absorção gastrintestinal e intenso metabolismo de primeira passagem. CHLORMEPRAZINE. chega-se a sugerir no manejo desta extrema e consternante situação. ou em associação com a proclorperazina (233). CHLORPERAZINE. 235. só esporadicamente é empregada nesta indicação (82). PROCHLOROPERAZINE. alcançando baixa biodisponibilidade. Nos vômitos da quimioterapia do câncer. Tem-se recorrido com êxito. havendo registro de casos de Discinesia Tardia (03). com menores riscos de regurgitação no paciente com náuseas e/ou vômitos (24. provavelmente por formação de metabólito(s) ativo(s) já que em dose única. 284) e reações distônicas foram observadas (20) no uso repetido ou prolongado. Parece possuir efeitos cardiovasculares mínimos (apenas taquicardia postural).cfm). mais rapidamente absorvidos pela circulação sistêmica e melhor tolerados. como terapia antiemética em paciente com idade avançada e disfunção cerebral prévia. pelo menos nos pacientes pediátricos em quimioterapia para câncer (214). não se observa esta propriedade (132). e. proclorperazina. 68. 160. sob a forma do sal edisilato. Como outras fenotiazinas tende a ser superada nesta indicação por novas substâncias. mostrou ser uma opção segura e eficaz no tratamento emergencial de enxaquecas agudas graves (141. isoladamente (103). Mesmo em doses únicas. além de antivertiginoso na Síndrome de Menière. provocou uma síndrome extrapiramidal severa permanente (parkinsonismo acrescido de Distonia Tardia). escopolamina. 2-cloro-10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil). implicando talvez mais tarde. marijuana). Existem preparados para uso oral. especialmente quando se tratar de pacientes 48 . aproximadamente.theriaque.

Há também diversas referências na literatura a seu uso como antivertiginoso. 457) negar sua utilidade na prevenção das vertigens ou náuseas ligadas ao movimento (transporte rodoviário. THIETHYLPERAZINE) Classicamente um antiemético fenotiazínico (246) mas que foi ensaiado como antipsicótico de potência intermediária na antiga Checoslováquia (302) (3 vezes mais potência que a clorpromazina). NOVAMIN. acatisia (02. maleato de) (HSDB 3400). 40gts/ml. . KRONOCIN. e até mesmo Síndrome Neuroléptica Maligna (35). Também é citado como neuroléptico por Niemegeers (219). 87). Mencionado como antipsicótico também por Schaller-Clostre & Dunant (253).mesilato de. 285). TIOPROPAZATO (THIOPROPAZATE) 10H-Fenotiazina. 40mg/ml sol oral. No Exterior: TORECAN (Sandoz)(Europa)(Israel)(Paquistão). mas também com a fenotiazina empregada isoladamente (192. Antigo TEMENTIL (Rhodia) . 149. apesar do anuário de avaliação de medicamentos da Associação Médica Americana (AMA Drug Evaluations Annual. 2-(etiltio)-10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil). TEMENTIL (França) . Há registro de Síndrome Neuroléptica Maligna atribuída à associação de proclorperazina com droperidol (18). 76).ou: Fenotiazina. Como outras fenotiazinas. No Exterior: COMPAZINE (USA)(Smith-Kline Beecham) comp 5. até mesmo em paciente submetido a cirurgia para transplante de medula óssea (88). EMELENT. Não disponível comercialmente no Brasil. (CAS RN 1420-55-9) FM: C22-H29-N3-S2 DD: 50 a 300mg. edição de 1994. 10 e 25mg.idosos e/ou com suspeita de lesão cerebral. 49 . embarcações) embora classificando-a como antagonista dopaminérgico com utilidade como antiemético na anestesia ou quimioterapia do câncer . pág. comp 25mg.ou: 3-Etilmercapto-10-(1'-metilpiperazinil-4'propil)fenotiazina ou: 2-(Etiltio)-10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil)fenotiazina ou: (GS 95.dimaleato. TIETILPERAZINA (ETHYLTHIOPERAZINE. também já foi implicada em colestase crônica (182) e demonstra potencial fototóxico (220). Foi recentemente implicada em caso de Lupus medicamentoso (294). STEMETIL. TORESTEN (Japão). frs c/ 20 e 250 comps. NIPODAL. COMPAZINE EXPANSULE (USA)(Smith-Kline Beecham) cáps 10 e 15mg. 229). não faltando na literatura. METERAZIN. relatos de reações extrapiramidais distônicas agudas (62. hemidistonia crônica seguindo-se a reação distônica aguda (138). Possui fraca ação antiadrenérgica como o pimozida em contraposição à tioridazina e propericiazina (158). 2-(etiltio)-10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil). Não disponível comercialmente no Brasil. 1mg/gt. Discinesia Tardia (73.

após ser aqui inicialmente experimentado ainda na década de 60 (227). Não mais disponível comercialmente no Brasil. 4-(3-(2-clorofenotiazin-10il)propil)-. Segundo Benkert & Hippius (16). inclusive em casos de Esquizofrenia Catatônica (228). comp 100mg. Desde então. acetato (éster) ou: (SC 7105)(HSDB 3401).cfm). também foi proposto nasCoréias. (CAS RN 84-06-0) FM: C23-H28-Cl-N3-O2-S DD: 15 a 30mg (262). Foi também empregada no controle dos vômitos pós-operatórios (177). VONTIL.dimesilato. 161. no fim da década de 60 (303). acetato (éster) ou: 1-Piperazinoetanol. 275). Há registro na literatura de melhoras dramáticas na reto-colite ulcerativa (167). 140) e até sintomas obsessivos da Síndrome PósEncefalítica em altas doses (162). 4-(3-(2-clorofenotiazin-10il)propil)-. a maioria dos ensaios relatados na literatura tratam de seu emprego apenas na Discinesia Tardia (como diversos outros antipsicóticos o foram antes de descobrir-se que a melhora observada era passageira e seguida de piora do quadro a médio e longo prazo).ou: 2-dimetilsulfamida-(10-(3-1-metilpiperazinil-4)propil)-fenotiazina ou: (RP 7843)(SKF 5883) (CAS RN 316-81-4) FM: C22-H30-N4-O2-S2 DD: 5 a 30mg (16). porém. acetato (éster) ou: 1-Piperazinoetanol. córeo-atetose e até mesmo na acatisia (06. do mesmo modo que à carpipramina e à sulpirida (204. na Coréia (33. N. DARTAL. Teve iniciada sua experimentação como antipsicótico na Europa. 270.sol oral 4% (1 gota = 1mg). 34. Mesmo após a reabilitação da clozapina. MEGEPTIL.4-[3-(2-clorofenotian-10-il)-propil]-1piperazinetil ou: 1-Piperazinoetanol. MAZEPTYL. frs conta-gotas 10ml e 125ml. com freqüentes e intensos efeitos extrapiramidais. THIOPERAZINE. Antipsicótico de alta potência. TIOPROFERAZINA) 50 . sol oral 40mg/ml.theriaque.zina ou: 10-(3-(1-(2-Acetoxietil)-4-piperazinil)propil)-2clorofenotia. MAJEPTYL. 5 a 40mg (Rhodia). Comercializado no passado no Brasil. Pelas mesmas razões. 4-(3-(2-cloro-10H-fenotiazin10-il)propil)-. TIOPROPERAZINA (THIOPROPERAZINE. SULFENAZIN.N-dimetil-10(3-(4-metil-1-piperazinil)propil)-ou: Fenotiazina-2-sulfonamida.zina ou: 4-(3-(2-Clorofenotiazin-10-il)propil)-1piperazinoetanol acetato ou: 1-Piperazinoetanol. No Exterior: MAJEPTIL (França) . que deveria ter uso limitado ao ambiente hospitalar. o mais potente do grupo das fenotiazinas.zina ou: 2-Cloro-10-(3-(1-(2-acetoxietil)-4piperazinil)propil)fenotia. Antigo MAJEPTIL (Rhodia) . CEPHALMIN. acetato (éster) ou: N-(beta-Acetoxietil)-N'-(gama-(2'-cloro-10'fenotiazinil)pro.pil) piperazina ou: 1-(2-Acetoxietil)-4-(3-(2-cloro-10fenotiazinil)propil) pipera. foi sugerida em associação com haloperidol para a Esquizofrenia Refratária (300).org/InfoMedicaments/home. N. 144. 30 a 60mg (262). Não disponível comercialmente no Brasil.N-dimetil-10-(3-(4metil-1-piperazinil)propil). 199. fr 10ml. 4-(3-(2-cloro-10H-fenotiazin10-il)propil)-. 5 a 40mg (www. 230). Foi-lhe atribuída ação desinibidora e/ou timoanaléptica. 10-[3-(4-metil-1-piperazinil)-propil]-fenotiazina2-dimetilamida sulfonato ou: 10H-Fenotiazina-2-sulfonamida. 3 a 30mg (186). No Exterior: DARTALAN. 59.

Recente estudo multicêntrico duplo-cego com placebo demonstrou a eficácia em doses de 2 a 6mg/dia. 251). 323) e. 5 a80mg (146). 5 a 25mg (262). Uma enquete entre psiquiatras norte-americanos publicada em 1975 dava conta de ser. a droga preferida para fazer par com a clorpromazina. Atualmente. entre outros efeitos adversos. Não houve verificação de teratogenicidade quer em estudos animais quer no grande acompanhamento de 819 mulheres no Canadá e Grã-Bretanha. no manejo da dor intratável (74). TRIFTAZINA. por outro lado. no tratamento de curto prazo do distúrbio de ansiedade generalizada com perfil de efeitos adversos comparável nos dois grupos (203). em coelhos alimentados com dietas aterogênicas acrescida de administração de adrenalina (208). Sua citotoxicidade in vitro é inferior apenas à da tioridazina e clorpromazina (212) tendo demonstrado potencial utilidade quimioterápica no câncer (78. que desde o início da década de 60 foi investigada em nosso meio como antipsicótico (227). No Brasil. do mesmo modo que a clorpromazina. quando se optava por associar neurolépticos (263). há problemas em sua distribuição comercial. calculando-se em cerca de 3% da dose diária materna a percentagem ingerida pelo lactente (321).azina ou: Trifluorometil-10-(3'-(1-metil-4piperazinil)propil)fenotiazi. supõe-se implicada na opacificação do cristalino observada com as fenotiazinas (142. demonstra utilidade sintomatológica na Coréia (283) e na Síndrome de Gilles de la Tourette (26). atrás apenas da tioridazina. ação que.zina ou: 10-(3-(4-Metil-1-piperazinil)propil)-2(trifluorometil)fenoti. ainda sem aplicação clínica em toda a sua extensão. e até recentemente. ainda é usada em vários países apenas em associação com a tranilcipromina (antidepressivo do grupo IMAO) para tratamento de quadros depressivo-ansiosos. um efeito "ativador" ou desinibidor quando em pequenas doses (134). Atualmente ao que parece. 1 a 2. Isto é possível por sua propriedade de inibir fortemente a calmodulina. tem-se atribuído a esta e outras fenotiazinas potentes. Já foi demonstrado que exerceria uma ação tissular protetora nas isquemias. Figura como o 4° antipsicótico mais utilizado nos Estados Unidos de 1976 a 1985. com marcantes efeitos extrapiramidais como de praxe nestes casos. 232).ou: Fenotiazina. TRIPERAZINE) 10-[3-(4-metil-1-piperazinil)-propil]-2trifluormetil-fenotiazina ou: 10H-Fenotiazina. 5 a 30mg (57.5ng/mL (232). 6 a 15mg (16). TRIFLUOROMETHYLPERAZINE. seria útil na conservação de órgãos para transplante (05). sem reduzir a hiperlipidemia. Embora com um respaldo experimental incerto e sem maior base farmacodinâmica. 10-(3-(4-metil-1-piperazinil)propil)2-(trifluorometil). MODALINA. isoladamente. Largamente empregado como antipsicótico por via oral. Mais conhecido na Rússia e países da antiga União Soviética como triftazina (“triphtazine”). 198).na ou: 2-Trifluorometil-10-(3'-(1-metil-4piperazinil)propil)fenotia.ou: 10-(gama-(N'-Metilpiperazino)propil)-2trifluorometilfenotia. é a de que inibe significativamente a formação de placas de ateromas tanto nas coronárias quanto na aorta.TRIFLUPERAZINA (FLUOPERAZINE. Demonstrou utilidade também em associação com a amitriptilina. O laboratório também disponibiliza a substância pura (STELAZINE). TRIPHTHAZINE. 3 a 30mg (186). tanto miocárdicas quanto cerebrais (17. a associação foi originalmente investigada por Caruso Madalena ainda na segunda metade da década de 60 (188). 10-(3-(4-metil-1piperazinil)propil)-2-(trifluorometil). mas sua presença no leite humano foi constatada.3ng/mL (136. comercializada pelo laboratório Enila com o nome fantasia de STELAPAR Nº 1 (10mg de tranilcipromina + 1mg de trifluoperazina) e STELAPAR Nº 2 (10mg de tranilcipromina + 2mg de trifluoperazina). NT: 1 a 2. 213). 6 a 50mg (198). Outra verificação interessante. 51 . Antipsicótico de alta potência. (CAS RN 117-89-5) FM: C21-H24-F3-N3-S DD: 2 a 60mg (135). à época.zina ou: (RP 7623)(SKF 5019)(HSDB 3195). e não demonstrou mutagenicidade em estudos com a Drosophila melanogaster (148). nas fases aguda e crônica da Esquizofrenia. Como outros neurolépticos. do haloperidol e da clorpromazina (317).

Cazzullo CL. Duodecim 1971. (021)581-5832. de intensidade moderada. Possui fototoxicidade elevada entre os fenotiazínicos (32. algumas distintas. 12. Midha KK. TERFLUZINE (França) . comp de 100 e de 10mg. Lehmann HE. J Pediatr 1968. Int Clin Psychopharmacol 1990. não compartilhadas por outros bloqueadores dopaminérgicos mais seletivos como o haloperidol e a sulpirida. leucopenia reversível (288). Nervenarzt 1982. 129). 75. 08. 73(1):124-6. Nervenarzt 1994. 04.dicloridr. Alberts VA. Neuropsychopharmacology 1995. Beresewicz A. Laboratório Enila S/A. Is there a special indication for fluphenazine in therapy refractory hallucinations. de. PARSTELIN. Preparo da alta hospitalar e aspectos sócio-econômicos. Betts T. Kula NS. imipramina e diazepam (124). Síndrome Neuroléptica Maligna (272). EUNSA. 11. Poole MA. 15. Battla H. Barnes TR. 87(7):5114. Madariaga J. comp 2 e 5mg. Guercetti G. sol oral 40mg/ml frs c/ 30 e 100ml. 18. Pamplona. 07. Polgar M. As reações extrapiramidais só não são comuns nas doses até 6mg. Riccio M. Ananth JV. Catalano G. 03. Fogelholm R. 19. Altamura AC. 10.dicloridrato.20970-030 . Gadd E. Teria propriedades imunossupressoras do mesmo modo que a clorpromazina. Am J Psychiatry 1968. doxepina. Angle CR.33(1):56-9. Farmacoterapia Psiquiatrica. Bechter K. Neurolépticos de ação prolongada (NAP) no tratamento ambulatorial de esquizofrênicos. 355 . TRISEDYL. apenas com o uso desta associação. 13(3):235-47. comp 2mg. Não parece induzir crises na Porfiria Intermitente Aguda como fazem alguns outros medicamentos psicoativos. A long-acting phenothiazine as a possible agent to control deviant sexual behavior. TRIFLURIN. Já esteve envolvida na ocorrência de icterícia (195). Psychopharmacol Bull 1977. Neuroleptic malignant syndrome in a patient with acquired immunodeficiency syndrome. Shabtai M. Bechelli LPC. 12(6):426-31. 16. Adams CE. 32(4):455-8. 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STELAZINE (Canada)(USA) (SmithKline Beecham) .Não demonstra nenhuma próarritmicidade miocárdica em condições hipocalêmicas in vitro. 53(11):674-6. 13. Trad Esp 3ª ed alemã. amitriptilina. Como outras fenotiazinas piperazínicas. Stohr M. Bernstein WB. Lane B. ao contrário da imipramina. uma senhora na faixa dos 70 anos. 09. Persistent dystonia in a braindamaged child after ingestion of phenothiazine. 73(6):636-7. Transplantation 1990. não costuma causar hipotensão importante e nas superdosagens. Harris D. Tardive dyskinesia as a result of long-term prochlorperazine use. Marder SR. No Exterior: JATRONEURAL. Anaise D. Ishimaru M. 89(10):989-91. Mauri MC. An uncontrolled study with thiopropazate in the treatment of persistent dyskinesia. Br J Clin Pharmacol 1991. Aho K. tioridazina e clorpromazina (284) além de vários outros antipsicóticos. Referências Bibliográficas (Fenotiazinas Piperazínicas): 01. 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De todas elas. Um dos poucos países a ensaiá-lo fora da Europa foi justamente o Brasil. Brain Res 1989. ao contrário. distúrbios da repolarização miocárdica) que as últimas. apenas encontramse em comercialização no Brasil: . perimetazina. Não disponível comercialmente. Suíça. 482(1):189-93. 47(1):35-7. Zengotita HE. por menor propensão a efeitos extrapiramidais e maiores efeitos sedativos. (http:// www. O composto A-124. Kochhar A. Os direitos da substância pertencem à Siegfried Chemicals. porém. chegaram a suscitá-lo e pelo menos a primeira foi licenciada em países da Europa como antipsicótico. Inc. A-124 C) Fenotiazinas Piperidínicas Este subgrupo de fenotiazinas de potência intermediária.a pipotiazina. propericiazina. A mepazina é uma fenotiazina piperidínica com fraca ação de bloqueio D2 mas com papel equivalente à promazina entre os derivados alifáticos e à perazina entre os piperazínicos. em experimento clínico em epilépticos conduzido por Canton e colaboradores ainda no mesmo ano da introdução (30). J Clin Psychiatry 1986. PIPERIDINA FENOTIAZINA também seus metabólitos. assim como mepazina. Zivin JA. embora sem suscitar desenvolvimento.siegfried. .ch/). autonômicos (atropínicos) e cardiovasculares (hipotensão. mostra perfil de efeitos adversos considerado transicional entre as alifáticas e as piperazínicas.a propericiazina (ou periciazina como também é conhecida) e . mesmo na Europa. Saitoh T. Tem pouquíssimas referências na literatura e não consta do banco de dados ChemidPlus mantido pelo governo norteamericano. sulforidazina e tioridazina . A nortioridazina merece exame mais detido por ser o terceiro metabólito mais importante da tioridazina. aproximando-se talvez mais das primeiras. Holt RJ. 323. com sede na Alemanha. A mesoridazina e a sulforidazina. mas não há notícias de novos experimentos desde então e muito menos lançamento comercial.322. onde é descrito como neuroléptico com leves propriedades antidepressivas que teria demonstrado eficácia em psicóticos na faixa de doses diárias médias de 300mg (55). piperacetazina. Estados Unidos e Taiwan. 60 . nortioridazina e pipamazina foram incluídos mais por interesse histórico e/ou farmacológico. 10-[3-(4-metóxipiperidino)propil]fenotiazin-2-il metil-cetona ou: (A124) (A 124) DD: 300mg (55) Antipsicótico fenotiazínico piperidinometilcetônico introduzido no ano de 1970 na Alemanha (49). das quais sete com utilidade já comprovada como antipsicóticos: mesoridazina.a tioridazina. Tem pequeno registro na sítio do Instituto Lundbeck na Internet (55). Serão examinadas a seguir onze substâncias. Neuroleptic drug-induced coagulopathy: mechanism of reaction and duration of effect. Phenothiazines reduce ischemic damage to the central nervous system. pipotiazina.

Em psiquiatria tem interesse apenas histórico. 10-[2-(1-metil-2-piperidil)-etil]-2-metilsulfonilfenotiazina ou: 10H-Fenotiazina.ou: Fenotiazina. a mesoridazina e a sulforidazina. 10-(2-(1-metil-2-piperidil)etil)-2(metilsulfinil)-ou: 10-(2-(1-Metil-2-piperidinil)etil)-2-(metilsulfinil)10H-feno. tendo apenas apresentado menor ação nos receptores muscarínicos (43). e a sulforidazina o derivado sulfona formado por ação da CYP 2C19 (79). Foi licenciada para os Estados Unidos e Canadá. (CAS RN 60-89-9). 193). Deve ser registrada. No Exterior: LACUMIN. 163). sendo a mesoridazina o derivado sulfóxido formado por ação da CYP 2D6. in vitro. NOTHIAZINE. Tanto a mesoridazina quanto a sulforidazina formam-se pela S-oxidação do grupo 2-metiltio da tioridazina. Segundo o estudo de Bylund. 150 a 300mg (26). porém.tiazina ou: 10-(2(1-Metil-2-piperidil)etil)-2-(metilsulfinil)fenotiazin.a ou: Tioridazina-2-sulfoxido ou: (NC-123) (TPS-23) (CAS RN 5588-33-0). FM: C21-H26-N2-O-S2 DD: 20 a 200mg (126). ainda hoje. A maior afinidade dopaminérgica estriatal foi mais tarde confirmada por Niedzwiecki (192.ou: Fenotiazina. PAKATAL. Não disponível comercialmente no Brasil. encontra-se 61 . 10-((1-metil-3piperazinil)metil). no entanto. É antipsicótico de intermediária a baixa potência. MEPRAZINE. foi comparada à prometazina como fenotiazina sem ação antipsicótica (116). uma grande variação interindividual nas concentrações dos metabólitos observadas com a administração oral do cloridrato de tioridazina (54. 25 a 100mg (251). sendo os outros a sulforidazina e a nortioridazina. FM: C19-H22-N2-S DD: 75 a 400mg (57. com perfil semelhante à tioridazina da qual é um dos três principais metabólitos ativos. 290). Introduzido na Europa nos anos 60. 50 a 300mg. exerceriam ações muito mais poderosas nos receptores alfadrenérgicos e dopaminérgicos que a droga-mãe. capacidade em inibir a hipermotilidade determinada pela apomorfina em animais como o fazem todos os neurolépticos ou antipsicóticos típicos (156). mas brandos efeitos sedativos. 10-((1-metil-3-piperidil)metil). propriedade que levou a seu aproveitamento em alguns países da Europa. Não demonstrou. -mais potente que clozapina e tioridazina. onde. PAXITAL. PECATAL.MEPAZINA (PECAZINE) MESORIDAZINA (MESORIDAZINE) 10-[(1-metil-3-piperidil) metil]-fenotiazina ou: 10H-Fenotiazina.(201). Por sua fraca ação de bloqueio dopaminérgico D2 com acentuada ação anticolinérgica. 10-(2--metil-2-piperidinil)etil)2-(metilsulfinil). 15 a 30mg (163). sem participação da CYP 3A4 (31).ou: (N-Metil-3-piperidil)metilfenotiazina ou: 10-(1-Metilpiperidil-3-metil)fenotiazina ou: (P 391). PACATAL.

além de. entre os medicamentos psicoativos mais envolvidos em ganho ponderal a médio prazo. a mesoridazina é substância potencialmente cardiotóxica. -como o fazem ISRSs como a fluoxetina (em até 13 vezes!). por estudos com animais. Não consta ter sido licenciada ou desenvolvida farmacologicamente como antipsicótico. clorpromazina. Há. reduziria suas concentrações (65). ainda. A mesoridazina também foi relacionada. também. 172). como também por atingirem concentrações 1. possivelmente pelo bloqueio serotoninérgico (29).comercialmente disponível. Não disponível comercialmente no Brasil. como antipsicótico (18. ou cuidadosamente monitoradas. especialmente nos idosos. 62 . e. (CAS RN 10538-32-6). mas estima-se. LIDANOR (Países Escandinavos). estando relativamente contra-indicada na presença de transtornos do ritmo cardíaco (56. tioridazina e lítio.5 a 2 vezes maiores que indivíduos jovens. comp 10. 10-(2-(2-piperidil)-etil)-2-metiltioou: 10-(2-(2-Piperidil)-etil)-2-metiltiofenotiazina ou: (TPD 6). SERENTIL (USA)(Boehringer Ingelheim) . 154). na ausência de dados equivalentes sobre o citalopram e a nefazodona. as associações com drogas potencialmente cardiotóxicas como lítio (232) ou antidepressivos tricíclicos ou. FM: C20-H24-N2-S2 Um dos três principais metabólitos da tioridazina ao lado da mesoridazina e da sulforidazina (270). Tem efeito cataléptico moderado. e como tranqüilizante nas Aneuroses@ (152. Grande cautela se impõe com idosos. com menor intensidade.1 gramas (168). Recomenda-se cautela nas doses a partir da meia-idade (56). após tentativa de suicídio com ingestão de 3. que as concentrações cerebrais seriam cerca de 20 a 30 vezes menores que as alcançadas com a flufenazina e com o haloperidol e. antecedida por hipotensão. aquelas que causem elevação acentuada das concentrações da tioridazina e seus metabólitos por inibição do citocromo P-450. não mostrando definidas vantagens em relação à ela. atingindo altas concentrações circulantes. Não disponível comercialmente. ao menos in vivo. duas vezes menores que as obtidas com a tioridazina (269). similares aos da tioridazina. 76. 25 e 50mg. nem se dispõe de informações mais detalhadas sobre o comportamento farmacocinético ou perfil farmacodinâmico desta substância. alargamento do complexo QRS e taquicardia ventricular (286). não só pelo maior risco próprio da faixa etária para transtornos cardiovasculares. Mostrou como a tioridazina. SERENTIL(Canadá)(Sandoz) . Por seu perfil sedativo e curta meia-vida. A associação com a sertralina. diante da necessidade de utilização coadjuvante. No Exterior: LIDANAR. em mulher jovem. Na literatura há registro de caso de superdosagem com níveis de até 16 microgramas/ml evoluindo rapidamente para o óbito por fibrilação ventricular refratária à cárdioversão. mas efeitos adversos vegetativos pronunciados.besilato de. Por esta razão. comp 10mg. ainda. mas nunca o seria no Brasil. com picos plasmáticos em 4h. juntamente com a amitriptilina. LIDANIL (HOLANDA). a fluvoxamina-. É bem absorvida por via oral. foi sugerido como medicação hipno-sedativa (01). 287). NORTIORIDAZINA (NORTHIORIDAZINE) Fenotiazina. além de Transtornos de Personalidade (20). Mais ainda do que a droga-mãe. mostrando-se assim. ao contrário. 194). Hipotensão e boca seca são efeitos adversos comuns. obviamente. potencial utilidade nos esquizofrênicos refratários à clorpromazina e outros antipsicóticos tradicionais (197.besilato de. devem ser evitadas. opção mais segura de antidepressivo. um outro relatando arritmias graves culminando em parada cardíaca.

sendo descontinuada (55). foi introduzida na França como um novo neuroléptico no início da década de 70 (211. Foi melhor investigada em animais. não despertaria maior interesse da indústria. No Exterior: Antigo MORNIDINE® (Searle) (USA) – comps 5mg. (retirados) MOMETINE® NAUSIDOL® (Gremy-Longuet) (França) (retirado) NOMETINE® FM: C22-H28-N2-O2-S Fenotiazina piperidínica de síntese mais recente. amp 5mg/ml. potentes efeitos antieméticos e moderados efeitos hipotensores. antiadrenérgicas e antisserotoninérgicas (186). 1-(3-(2-clorofenotiazin-10il)propil).ou: 1-[3-(2-clorofenotiazin-10-il)propil]piperidino-4carboxamida (cloridrato) ou: 10-[3-(4-carbamoilpiperidinol)propil]-2clorofenotiazina (HCl) ou: (SC-8016) (SC-9387). Sua ação relaxante sobre a musculatura lisa. mostrou-se intensa e inespecífica com a confirmação adicional de propriedades antihistamínicas. miorrelaxantes e hipotermizantes semelhantes às da clorpromazina. no Japão (123) quando pôde confirmar propriedades sedativas. Não disponível comercialmente no Brasil. Há muito poucas informações técnicas disponíveis e apenas referências de passagem na literatura especializada. Foi introduzida ainda no ano de 1958 nos Estados Unidos como medicamento antiemético em apresentações oral e parenteral pela Searle (MORNIDINE®). mas não chegou a ser clinicamente desenvolvida na indicação. 289). PERIMETHAZINE) PIPAMAZINA (PIPAMAZINE) 1-(3-(2-Metóxifenotiazin-10-il)-2-metilpropil)-4piperidinol (1317 AN) (CAS RN 13093-88-4) 1-(3-(3-Clorofenotiazin-10-il)propil)isonipecotamida ou: 10-(3-(4-Carbamoilpiperidino)propil)-2clorofenotiazina ou: Isonipecotamida. Não disponível comercialmente no Brasil. mas acabou. (CAS RN 84-04-8) FM: C21-H24-Cl-N3-O-S É uma fenotiazina piperidínica com insignificantes propriedades neurolépticas. No Exterior: LEPTRYL® (França) 63 . mais tarde.PERIMETAZINA (PERIMETAZINE. poucos efeitos extrapiramidais. porém. Provavelmente por seus potenciais efeitos adversos autonômicos e inexistência de comprovação de superioridade em eficácia e segurança sobre outros fenotiazínicos.

porém.Ndimetil-10H-fenotiazina-2-sulfonamida palmitato undecilenato ou: (19. 243). Antipsicótico com potência intermediária utilizado tanto no tratamento da fase aguda da Esquizofrenia (135. A hipotensão inicial e os demais efeitos cardiovasculares. 173). haloperidol. 10-(3-(4-(2hidroxietil)piperidino)propil)fenotiazin-2-il metil ou: 2-Acetil-10-(3-(4-(betahidroxietil)piperidino)propil)fenotiaz. sulpirida e amissulprida. 93.551 R. Já foi responsabilizada por Discinesia Tardia. undecilênico). pelas propriedades “ativadoras” (92). assim como a significativas reduções nos escores do fator Aanergia@ na BPRS 64 . tioperazina e clorpromazina (52). 10H-Fenotiazina-2-sulfonamida. No Exterior: ETHAN. 25 a 250mg/mês IM (palmitato) e 100mg/quinzena IM (undecilenato) (26). palmítico) (19. em pacientes “neuróticos” nos anos 60 e 70 (155). ações estimulantes comportamentais. com uma ação anticolinérgica equivalente. e contrariamente à flufenazina. Isto coincide com as observações clínicas impressionistas de Aeuforia@ em esquizofrênicos acompanhando a melhora com o emprego da pipotiazina (244).10-(3-(4-(2hidroxietil)-1-piper.) (19. transtornos da ejaculação (127). como na manutenção (08. (CAS RN 39860-99-6 ) FM: C24-H33-N3-O3-S2 DD: 10 a 20mg VO (Via Oral) e 100mg/mês IM (Via Intramuscular)(média de 3. e incontinência urinária (161). Seu emprego foi preconizado nos transtornos de comportamento de deficientes mentais leves institucionalizados (149). 147.P. 209). metoclopramida. Não disponível comercialmente no Brasil. Como muitos outros antipsicóticos de potência alta a intermediária. PSYMOD. anemia aplástica fatal (298). foi empregado como medicação tranqüilizante ou coadjuvante aos antidepressivos. 58.idinil)propil)-N. com melhor tolerabilidade em pacientes geriátricos com lesão cerebral (101). aproximam-na da clorpromazina (23).ina ou: 10-(3-(4-(2Hidroxietil)piperidino)propil)fenotiazin-2-il metil quetona ou: (PC-1421)(SC 9794).in-2-il)etanona ou: Quetona. A piperacetazina também é empregada em medicina veterinária para controle do comportamento animal em pequenas intervenções ou para permitir seu adequado transporte (165. (CAS RN 3819-00-9 ) FM: C24-H30-N2-O2-S 20 a 160mg (126).P.P.366 R. demonstrou ser tão eficaz quanto a tioridazina. A pipotiazina parece ocasionar menos efeitos extrapiramidais e sedação que a flufenazina.. 1-(10-(3-(4-(2-hidroxietil)-1piperidinil)propil)-10H-fenotiaz. do mesmo modo que pimozida. Em estudo duplo-cego.ou: 1-(10-(3-(4-(2-Hidroxietil)-1-piperidinil)propil)10H-fenotiaz. insuficientes para um pleno bloqueio dopaminérgico pós-sináptico. 40 a 100mg (251). Teria comprovado por estudos laboratoriais com animais de experimentação.in-2-il). 10 a 40mg/dia VO.PIPERACETAZINA (PIPERACETAZINE) PIPOTIAZINA (PIPOTHIAZINE) Etanona. em doses baixas ou moderadas.552 R.. mesmo em doses baixas (75).N-dimetilou: 10-[3-4-(2-hidroxietil)-1-piperidinil)-propil]-N. QUIDE.33 mg/dia).

com doses médias de pipotiazina. Estudo duplo-cego comparativo controlado com placebo e haloperidol. Em que pese ter demonstrado esta eficácia.9 ng/ml) sendo obtidos durante a 20 semana e estabilização (Asteadystate@) ao redor do 21 mês (99). Um quarto registro. constatou eficácia e tolerabilidade equivalente entre as duas substâncias. comp 10mg. envolvendo a ocorrência de Catatonia Medicamentosa. PROPERICIAZINA (PERICIAZINA. sulpirida. das Nações Unidas 22428 (04795916) SÃO PAULO (011) 546-6822 (011) 523-6391. realizado no Brasil no início dos anos 80 por Bechelli e equipe.e nos escores da SANS. Na atualidade. ao lado da flufenazina e da trifluperazina além de outros compostos como trifluperidol. também encontra-se disponível o decanoato de zuclopentixol (v. aguardando-se para breve a introdução do primeiro preparado de depósito com atípico (v. Tioxantênicos). para injeções quinzenais (em média 100 a 200mg/mês). com picos plasmáticos (1. Encontra-se disponível em alguns países europeus. com tolerabilidade semelhante (269). Há um terceiro caso registrado de transtorno motor duradouro (122). flupentixol e clozapina (125. com grande variação interindividual. não parece constituir a melhor escolha nos pacientes agudos.palmitato de pipotiazina. como os demais preparados dépôt. c/ 25 e 100mg para uso IM de 4 em 4 semanas. PIPORTIL L4 (França)( Reino Unido) . risperidona no Cap. amp de 1 e 4 ml. 284).2 horas e os efeitos corticais máximos observados somente de 24 a 36 horas após a ingestão de dose única de 25mg (70). No Exterior: PIPORTIL (Reino Unido) PIPORTIL (França) . e envolveu tanto pacientes psicóticos hospitalizados (96. No Brasil.PERICYAZINE. preparados de depósitos também na forma do sal undecilinato. Rhodia Farma Ltda. estojo c/ 20. Estudos farmacocinéticos demonstram que a administração intramuscular do palmitato de pipotiazina somente gera concentrações terapêuticas a partir do 31 dia. Em estudo duplo-cego controlado comparativo com decanoato de flupentixol envolvendo o controle de pacientes psicóticos por até 12 meses. até há pouco. amps de 1ml (25mg) e de 4ml (100mg).undecilenato pipotiazina. o palmitato se constituía na única opção de preparado dépôt para uso mensal. situando-se pouco abaixo do dobro das de haloperidol em miligramas (24). como undecilenato (02. nos ensaios clínicos utilizando estas escalas de avaliação (203). PIPEROCYANOMAZINE) 10-[3-(4-hidróxi-1-piperidil)-propil]-2-ciano- 65 . A pipotiazina foi relacionada pelos autores da escola francesa entre os neurolépticos Adesinibidores@. os primeiros ensaios clínicos das preparações de depósito. No Brasil: PIPORTIL (Rhodia Farma)(Brasil) . Síndrome Neuroléptica Maligna já foi registrada pela literatura (130) e pelo menos um caso frustro em associação com droperidol (217). PIPORTIL L4 (Rhodia Farma)(Brasil) . tanto na forma palmitato (73. sendo a meia-vida média de eliminação de 11. PIPORTIL M2 (França) .palmitato de. Benzisotiazóis). quanto atendidos em unidades de emergência (83). tão populares na Europa. respectivamente. só mais recentemente vindo a ser disponibilizado o decanoato de haloperidol. 146). atingindo pico plasmático em 1 a 2 horas. A apresentação oral é bem absorvida. Muito embora o palmitato de pipotiazina seja considerado o preparado dépôt com menor freqüência de efeitos extrapiramidais (40). o palmitato de pipotiazina mostrou superioridade estatisticamente significativa nos escores da BPRS ao final do estudo. risperidona. sol oral (gotas) 40mg/ml. pela demora de no mínimo 3 a 4 dias para que sejam obtidos os primeiros efeitos clínicos (94). amp de 1 e 4 ml. pimozida. remontam à década de 70 no exterior.comps de 10mg. estojos com 3 e 1. amissulprida.pipotiazina base. 234). já que nunca lograram alcançar comercialização no país o decanoato de flufenazina ou o decanoato de flupentixol. c/ 25 e 100mg. foi feito para um paciente de 90 anos após a aplicação do palmitato de pipotiazina (182). 109). sol inj 5mg/ml amp 2ml para uso IM diário de 1 a 2 amp. envolvendo pacientes esquizofrênicos agudos. 224. Contudo.7+/-0. Av. tiotixeno. XV.

comp 25mg. Esta substância chegou a ser testada em ensaios clínicos europeus dos anos 70 como antipsicótico (236). embora sem grande embasamento experimental para esta especificidade terapêutica.5 a 90mg (251).comps de 10mg. SULFORIDAZINA (SULPHORIDAZINE. o outro metabólito ativo da tioridazina. 1-(3-(2-ciano-10fenotiazinil)propil). Foi também empregado no controle do prurido primário de origem psicogênica (34). 5 a 200mg (www. 77. mostrou. com marcantes efeitos sedativos.ou: Ciano-3 ((hidróxi-4 piperidil-1)-3 propil)-10 fenotiazina [França] ou: 2-Ciano-10-(3-(4hidroxipiperidino)propil)fenotiazina ou: 2-Ciano-10-(3-(4-hidróxi-1piperidil)propil)fenotiazina ou: 4-Piperidinol. NEULEPTIL (França) . foi encontrada em concentrações anormalmente elevadas em pacientes tratados com tioridazina que desenvolveram Discinesia Tardia (128). a sulforidazina também tem suas concentrações 66 . Rhodia Farma Ltda.theriaque. 192. 129. maior potência sobre os receptores dopaminérgicos e alfadrenérgicos que ela.cáps 10mg. das Nações Unidas 22428 (04795916) São Paulo (011) 546-6822 (011) 5236391.org/InfoMedicaments/home. oral de 0. também foi aproveitada em associações com clomipramina em altas doses (até 150mg/dia vs 300mg/dia. sol inj 10mg/ml. No Exterior: NEMACTIL. 206). É bloqueador dopaminérgico ainda mais potente que a mesoridazina. (CAS RN 2622-26-6) FM: C21-H23-N3-O-S DD: 15 a 75mg (60). Do mesmo modo que a mesoridazina. No exterior e no Brasil. 86. NEULEPTIL GOTAS PEDIÁTRICO (Rhodia Farma)( Brasil) .I. tem padrão de efeitos adversos similar ao da tioridazina. (CAS RN 14759-06-9) FM: C21-H26-N2-O2-S2 Constitui o metabólito sulfona da tioridazina (106). e em estados de agitação psicomotora pós-traumatismo craniano (230). Como a tioridazina e a mesoridazina. in vitro. 229. com menor afinidade apenas pelos muscarínicos (43. Como seu emprego em crianças não deva constituir-se em prática generalizada nesta faixa etária recomendam-se doses que não ultrapassassem 1mg por ano de idade/dia. 88. no Transtorno dos “tics” (177).fenotiazina ou: 10-(3-(4-Hidroxipiperidino)propil)fenotiazina-2carbonitrilo ou: Fenotiazina-2-carbonitrilo. Antipsicótico de média potência. cxs c/ 20. 244). consagrou-se no tratamento de distúrbios dos impulsos e do comportamento em crianças e adolescentes (04. SOLFORIDAZINA) 10-(2-(1-Metil-2-piperidil)etil)-2metilsulfonilfenotiazina ou: Fenotiazina.cfm).ou: (8909 RP) (6909 RP) (RP 8908) (Bayer 1409) (F. além da forte afinidade pelos receptores dopaminérgicos D1 e D2 (131).716)(WH 7508). 193). De forma significativa. sol oral 40mg/ml frs 30 e 125ml. 10-(2-(1-metil-2-piperidil)etil)-2metilsulfonil. solução oral frasco com 1mg/gota c/ 20ml. respectivamente) no tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (26).frasco de sol. Empregada na Esquizofrenia desde os anos 60 na Europa (74. 188. 6145) (IC 6002) (SKF 20. 212.ou: 10-(2-(1-Metil-2-piperidil)etil)-2metilsulfonilfenotiazina ou: (TPN-12). NEULACTIL. 30 a 80mg (26). No Brasil: NEULEPTIL (Rhodia Farma)(Brasil) . hipotensores e anticolinérgicos. NEULACTIL (Reino Unido). 226). como medicação pré-anestésica (205. 97. mas não alcançaria pleno desenvolvimento por apresentar nítida desvantagem extrapiramidal em relação à drogamãe.25mg/gota c/ 20ml. Av. 7. 10-(3-(4hidroxipiperidino)propil). isto é.

plasmáticas elevadas pelo propranolol (105). 300 a 1200mg (60). 75 a 500mg (163). mas reduzidas pela carbamazepina (64). potente indutor enzimático. olanzapina. risperidona. 65).theriaque. 200 a 800mg (www. a flufenazina e o haloperidol (48. 100 a 500mg (251). e do acentuado bloqueio alfa1 -adrenérgico e H1 -histaminérgico (117). em julho de 2000. mais recentemente. 10-((1-metil-2-piperidil)etil)-2(metilthio)-ou: 2-Metilmercapto-10-(2-(N-metil-2piperidil)etil)fenotiazina ou: 3-Metilmercapto-N-(2'-(N-metil-2piperidil)etil)fenotiazina ou: 10-(2-(1-Metil-2-piperidil)etil)-2(metilthio)fenotiazina ou: Fenotiazina. Em países árabes no início dos anos 90. em grau um pouco menor. e por alguns antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina (particularmente fluoxetina e. como veremos em capítulos subseqüentes. embora tendo sido ensaiada na clínica logo após sua introdução (22. aliás. teria evidenciado alguma superioridade no tratamento de pacientes esquizofrênicos refratários (287). sobre a qual. 228). segundo o levantamento de Wysowski & Baun (296). Níveis Terapêuticos (NT): 1 a 1. entre os cinco subtipos destes receptores dentre os neurolépticos (33). 100 a 800mg (204). Embora aprovado e com ampla aceitação nos Estados Unidos desde o ano de 1959. 10-(2-(1-metil-2piperidinil)etil)-2-(metilthio)-ou: Fenotiazina. nos anos 70 era. 150 a 800mg (133).cfm). a inclusão no rótulo. nunca gozou da popularidade que sempre desfrutou na América do Norte.5ng/mL (169). na Europa. condição freqüentemente fatal. somente superado pela clorpromazina (com tendência de baixa) e pelo haloperidol (em alta). quetiapina e iloperidona e. nos dois subtipos de receptores). com virtual ausência de bloqueio H2 (06). do mesmo modo aliás. 75 a 300mg (26). a fluvoxamina) (53.de bloqueio dopaminérgico D1 e D2. com pipotiazina. gozava de ampla prescrição no Canadá e nos Estados Unidos onde se manteve como o 3º antipsicótico mais prescrito de 1976 a 1985. A questão estaria mais num melhor balanceamento entre os bloqueios dopaminérgicos e serotoninérgicos (Razão D2/5Ht2A) do que no valor absoluto de bloqueio 5Ht2.org/InfoMedicaments/home. No Brasil. disputando espaço entre as fenotiazinas piperidínicas com a propericiazina e. de uma advertência aos médicos de que o produto só deveria ser usado em caso de refratariedade ou efeitos adversos intoleráveis aos antipsicóticos de primeira linha. Antipsicótico de baixa potência como a clorpromazina. Além do potente bloqueio muscarínico -a mais forte afinidade muscarínica geral. não-seletiva. 67 . o neuroléptico mais empregado do grupo das fenotiazinas piperidínicas conforme nos asseguram Benkert & Hippius (26). Introduzida no início da década de 60. como estes. 200 a 600mg (169). a clorpromazina (mais intensamente aliás que a tioridazina. 202). a Food and Drug Administration impôs a Novartis Pharmaceuticals. talvez um pouco maior que a daquela. Ressalte-se que bloqueio serotoninérgico relevante não é exclusividade da tioridazina entre os antipsicóticos tradicionais. Não disponível comercialmente. por comprovada ação dose-dependente sobre a repolarização ventricular (alargamento do intervalo QTc). ainda era o antipsicótico mais administrado em enfermarias de crônicos (81). que diversos atípicos como a clozapina. tanto em nível de 5Ht2A quanto de 5Ht2C. apresentou-se nos estudos farmacodinâmicos como um potente bloqueador serotoninérgico (5Ht2A) (245). (CAS RN 50-52-2) FM: C21-H26-N2-S2 DD: 50 a 800mg (57). com fracas ações extrapiramidais e antieméticas e acentuada ação anticolinérgica. aumentando o “turn-over” de histamina no cérebro (181). onde também atuam comprovadamente. Antes da difusão dos atípicos de segunda geração. TIORIDAZINA (THIORIDAZINE) 10-[2-(1-metil-2-piperidil)etil]-2-metiltiofenotiazina ou: 10H-Fenotiazina. 10-(2-(1-metil-2-piperidil)etil)-2(metilthio)-ou: (TP-21)(HSDB 3189)(AI3-51923). com risco de indução de arritmias ventriculares graves. conforme a proposta de Meltzer.

Atravessa a barreira placentária e é. antes do surgimento dos atípicos. mas nem sempre com sucesso (257). finalmente. inclusive. 78). nos pacientes esquizofrênicos com sintomas afetivos secundários (69. 246) e em outros áreas do SNC (111). com sintomas ligados à hiperatividade adrenérgica. por exemplo. a remoxiprida. estruturalmente relacionado a metadona. agranulocitose e efeitos miocardiotóxicos) (32. É difícil estabelecer uma consistente correlação entre as concentrações plasmáticas da droga-mãe e o efeito terapêutico e assim estas mensurações carecem de utilidade clínico-terapêutica (63). responsável pelas alterações enzimáticas hepáticas. entre os “antipsicóticos mais ou menos atípicos” pelo fraco bloqueio dopaminérgico estriatal e com menor indução de hipersensibilidade dopaminérgica. Possui. 192. a racloprida. Sua biodisponibilidade sistêmica média é de 60%. 281).aumenta a liberação de dopamina no striatum. hipotermia por falência dos mecanismos da termo-regulação (143). ações bactericida e antiprotozoária (07. Como já demonstrado para outras fenotiazinas. atingindo picos plasmáticos em 2 a 4 h. contornável pela administração de clonidina. Em doses baixas teria ação antidepressiva auxiliar. 164. nesta (139. além da sedação com risco de quedas e fraturas (160) e da forte ação anticolinérgica com agravamento do déficit cognitivo (80. 214) e efeitos adversos autonômicos e. A literatura registra emprego com êxito. Contudo. retenção urinária (pela hipertrofia prostática). trifluoperazina e outras benzamidas sem ação antipsicótica em primeiro plano como a tiaprida e a metoclopramida (91).Outra verficação interessante é que a tioridazina -assim como vários atípicos ou tradicionais com perfil atípico. era o preferido entre os antipsicóticos tradicionais. Ainda assim. com o haloperidol (213. ou cautela nas doses (222). Também se utiliza no manejo e prevenção das agudizações psicóticas da hiperatividade colinérgica ocasionada pela suspensão abrupta da clozapina (264). no tratamento da inquietude e heteroagressividade de crianças com hiperatividade (35). A própria retirada da tioridazina ocasionaria reações de abstinência mas. também. pré e pós-sináptico. Por seu perfil de efeitos adversos extrapiramidais menos intensos. além de propriedades fotoprotetoras (em baixas doses) e fototóxicas (faixas mais altas) (28. clozapina e em parte. 210. aumento da pressão intraocular (podendo desencadear crises glaucomatosas) e constipação intestinal (induzindo formação de 68 . 215). 238. in vitro. 198. 137). bem demonstradas. todos muito temidos nesta população. em baixas doses e como medicação coadjuvante. O bloqueio dos receptores muscarínicosdetermina nos idosos. sulforidazina) são farmacologicamente ativos com propriedades de bloqueio alfadrenérgico e dopaminérgico. 271). sem posterior declínio pelo desenvolvimento gradual de tolerância ao bloqueio D2 túbero-infundibular como se vê. loxapina). 256). Por sua melhor tolerabilidade extrapiramidal. Sua excreção se dá majoritariamente através das fezes (50%) mas também por via renal (um pouco menos de 4% como substância não-modificada e cerca de 30% sob a forma de metabólitos). seu uso continuado faz elevar as taxas de prolactina como qualquer neuroléptico e mesmo. excretada no leite materno. Ainda hoje é classificado por clínicos e investigadores. na Dependência do propoxifeno (um analgésico narcótico. superiores às da droga-mãe (43. um agonista/antagonista alfadrenérgico útil na hipertensão e na enxaqueca (259). Tem sido empregada no tratamento da Síndrome De Abstinência e na fase de manutenção da Dependência de Opiáceos (184. 136. A tioridazina é rápida e completamente absorvida por via oral. Estudo aberto sugeriu alguma utilidade no Transtorno “borderline” de Personalidade (277). com alta taxa de ligação às proteínas plasmáticas (95%). possui propriedades citotóxicas (com aplicação potencial como coadjuvante na quimioterapia do câncer e. 120. 221). o risco de hipotensão ortostática e transtornos cardiovasculares (61. por sua incapacidade em induzir catalepsia nos animais de experimentação (de modo semelhante à sulpirida. como a clozapina. 185. efeito não observado com haloperidol. sendo também proposta. 268). Foi um dos primeiros antipsicóticos a ser denominado de “atípico” por investigadores da pesquisa neuropsicofarmacológica. na retomada do tratamento em pacientes que tivessem apresentado Síndrome Neuroléptica Maligna com outros antipsicóticos (183. não disponibilizado no Brasil) (233). mas útil. 193). com freqüência. provavelmente. apenas. tem sido preconizada para pacientes idosos (218. 225. tornam-se fatores limitantes a seu uso (37. a sulpirida e isômeros da carbidina . Tem meia-vida de eliminação de 10h. 179. 240). É metabolizada no fígado e dois dos principais metabólitos (mesoridazina. ao contrário dos antipsicóticos típicos convencionais. 267).

Esteve também implicada em Síndrome Neuroléptica Maligna. Nos pacientes idosos ou de meia-idade é aconselhável uma prévia avaliação cardiovascular com eletrocardiograma (118). que incluiria. mas também podem se manifestar como alterações de maior gravidade (199). 272). 241) e. Entretanto. redução da libido. 272). 158). 62. 121. como acontece com outras fenotiazinas dotadas de forte ação de bloqueio alfa1-adrenérgico (alfa 1A e alfa 1B). os receptores M2 situados no coração. mas também há registros de retinopatia em doses mais baixas (45. Também registrou-se opacificação do cristalino (107). Também foi relacionada entre antipsicóticos com risco relevante no desencadeamento de convulsões (196). Este fato poderia explicar por que estes pacientes desde sempre se constituíram em grupo de maior risco (191. 11. mas de quem aliás mais se aproxima. 151. Deve também ser evitada a co-administração de substâncias arritmogênicas durante o tratamento com tioridazina (56). não deve ser tratada com epinefrina pois pode ser agravada. propriedade ausente. 220). 249. 21. na clozapina que demonstra afinidade pelos receptores colinérgicos M1 (situados no cérebro). Esta atividade arritmogênica da tioridazina pode dever-se a seu generalizado bloqueio colinérgico muscarínico. com casos extremos de parotidite medicamentosa (279). com eficácia equivalente ao clormetiazol (12. pacientes com septicemia (276) e Transtorno Afetivo Bipolar (283). 29. pela menor propensão a efeitos motores extrapiramidais (189). Não obstante mostrar efeitos extrapiramidais mais brandos. 112. 285). 17. no Texas. distonia tardia (100). já foi responsabilizada por rabdomiólise (187) e hipertermia maligna (108. mesmo em doses baixas e em tratamentos breves. 69 . só sendo superado neste efeito pelos antipsicóticos atípicos clozapina e olanzapina (05. 278). 124). Foram relatados óbitos súbitos e inexplicados atribuídos a arritimias ou parada cardíaca (102. e com sinais de encefalopatia crônica não-progressiva. priapismo (16. a realização regular de hemograma e provas de função hepática. não somente em associação com flufenazina (170. 41. Um de nossos pacientes. 280. Também foram descritas reações distônicas agudas (84). por exemplo. 265). 46. seu metabólito. Discinesia Tardia (113). 293). apresentou íleo paralítico grave com doses medianas. incontinência (09. 282. córeoatetose (51). um deficiente mental já na meia idade. transtornos da acomodação visual. ensaios comparativos controlados envolvendo pacientes idosos revelaram vantagens em termos de tolerabilidade. 254. 67. 200. entre outros. 36). anorgasmia feminina (248. A mesoridazina. em perfil clínico entre as fenotiazinas. freqüentemente acima do limite recomendável de 800mg diários. A cardiotoxidez não demorou a ser constatada (14. em criança (195). foi a terceira droga responsabilizada por desordens motoras iatrogênicas entre 125 pacientes encaminhados a uma clínica especializada em Houston.fecalomas) (178). 145. que estavam em uso de antidepressivos e/ou antipsicóticos e a tioridazina estava presente em mais da metade dos casos (174). 253. Costuma causar sensação de fadiga. ginecomastia. 227. 142. 89. como isoladamente. 216. a hipotensão freqüente no início do tratamento (148). 114) e suas concentrações costumam estar mais elevadas em alcoólatras (13). Efeitos adversos mais perturbadores incluem: agranulocitose e trombocitopenia (86. 207. em adulto. 175. 231. 103. 171). dose-dependentes ou ocorrerem apenas na vigência de hipocalemia. Alterações do eletrocardiograma (lentificação na repolarização com aumento do intervalo QTc. 132. 190. Em levantamento publicado em 1990. Síndrome de Meige (blefaroespasmo com distonia oro-mandibular) (294) e sintomas da Síndrome de Gilles de La Tourette (150). ainda que alguns tenham ocorrido em pacientes com lesão orgânico-cerebral e/ou convulsões. 258). respondendo por 27% dos casos. colestase e hepatoxidez (19. impotência no homem e amenorréia com galactorréia na mulher (39). É o antipsicótico convencional que mais determina ganho de peso. 250). 138. boca seca. 153. parece ser o maior responsável pela miocardiotoxicidade da tioridazina (110. hiponatremia por inadequada secreção do hormônio antidiurético (10. Casos de retinite pigmentar foram observados com altas doses. especialmente nos tratamentos prolongados. superando a clorpromazina (20%) e só sendo superada pelo haloperidol (37%) e pela associação amitriptilina/perfenazina (30%) (176). 219). É recomendável. retardo da ejaculação e ejaculação retrógrada (03. 98. achatamento da onda T e surgimento de uma onda U) em pacientes jovens e hígidos costumam ser benignas. felizmente contornado com amplo suporte clínico em hospital geral após imediata suspensão do medicamento. Um recente levantamento das necropsias por morte súbita na Finlândia num período de 3 anos encontrou 18 homens e 31 mulheres com média de idade respectivamente de 40 e 44 anos.

76. 261. 255). reduzindo seu conteúdo total. 195). Finalmente. A administração de tioridazina a pacientes em uso de fenitoína não parece determinar modificações importantes das concentrações do anticonvulsivante (237) mas mostrou reduzir as concentrações de fenobarbital (95) e ter suas próprias concentrações por ele reduzidas (82). provavelmente via inibição de CYP2C19 e/ou CYP1A2 (53). inibem-se reciprocamente em sua absorção tissular pelos lisossomas sendo conseqüentemente reduzidas as quantidades de tioridazina nos órgãos para os quais apresenta lisossomotropismo (cérebro. potente inibidor enzimático da CYP2D6 pode elevar as concentrações de tioridazina e metabólitos em até 13 vezes. rins e músculos) com maiores concentrações sendo atingidas no tecido adiposo e coração. 263). elevando as concentrações de tioridazina e tendo as suas próprias também moderadamente aumentadas. Também pode se lançar mão de lavagem gástrica e quando houver preservação dos reflexos da faringe e da laringe. Constituem-se. nos seres humanos. A tioridazina é também por sua vez. além de inibir a CYP2C11. agiriam o propranolol e o pindolol. especial atenção deve ser dada à função cardíaca com monitoramento permanente prolongado (38. CYP2E1 e CYP3A. ao contrário. especialmente tratando-se de antidepressivos tricíclicos. a provocação de vômitos por estimulação mecânica da oro-faringe poderá ser obtida com facilidade. enzima pela qual é metabolizada (31. Como ocorre com outras fenotiazinas. 260. Na impossibilidade de estimulação atrial imediata. aliás. A maioria dos antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina agem como inibidores enzimáticos elevando as concentração de diversas substâncias. medidas heróicas como cardioversão além de marca-passo transitório (estimulação atrial) não devem ser proteladas. 119. 42. a utilização do 70 . fígado. ao contrário do que ocorre com as outras fenotiazinas. Nas ingestões acima de 2 gramas. 292). 167. interfere com as enzimas do citocromo P450 (CYP). Não obstante isto tudo. 262. Já se comprovou que sua administração aumenta as concentrações da trazodona e de seu metabólito ativo m-clorofenilpiperazina respectivamente.megacólon e íleo-adinâmico (223. drogas potencialmente também miocardiotóxicas (115. assim. porém. A literatura tem registrado relatos da utilidade da associação em esquizofrênicos terapeuticamente refratários (180. 242) e. isto é. ocasionando menos eficácia e maiores riscos de efeitos cardiovasculares (66). sendo neste caso procedimento útil. ser empregada apenas com o paciente ainda plenamente lúcido. um potente inibidor da CYP2D6. neurotoxidez foi freqüentemente descrita na associação com lítio (15. em 30% e 50% (297). diferentemente da CPZ que induz CYP2B e CYP3A sem aumentar o conteúdo total (275). 159. 208. Pela sua alta taxa de ligação protêica tem alto potencial para interações medicamentosas e conforme estudos farmacocinéticos em roedores. pulmões. nas melhores opções diante da necessidade de associação. administração de carvão ativado dentro das 4 primeiras horas após a ingestão. 20 vezes mais que a risperidona e quase 40 vezes mais que a clozapina (252). A fluvoxamina aumenta em cerca de 3 vezes as concentrações. como os efeitos antieméticos são fracos. A administração simultânea de carbamazepina pode reduzir as concentrações de tioridazina e metabólitos por indução do metabolismo enzimático hepático com repercussão clínico-terapêutica e necessidade de ajustes nas doses do antipsicótico (64). Deve. A diurese deve ser forçada pela administração de solução salina parenteral (alcalinização) e manitol. No paciente comatoso a lavagem só poderá ser feita após entubação endotraqueal para prevenir o risco de aspiração de lavado gástrico e suas graves complicações pulmonares. 68) sendo cerca de 5 vezes mais potente que a clorpromazina. A fluoxetina. 90. a tioridazina e os antidepressivos (tanto ISRS quanto tricíclicos). já se destacou a obtenção de uma resposta terapêutica mais rápida à desipramina quando se acrescenta a tioridazina ao esquema antidepressivo (27). 50. enquanto que o citalopram não parece alterá-las (273) e a sertralina. na presença de arritmia ventricular maligna ou fibrilação ventricular. tanto a diálise peritonial quanto a hemodiálise são ineficazes em função das altas taxas de ligação às proteínas do plasma. Do mesmo modo. tende a reduzi-las discretamente (65). Além dessas interações metabólicas por via enzimática. Contrariamente. esses dois ISRS. 291) e anasarca (166). quando necessário. Nas superdosagens. a administração de ácido valpróico aumenta as concentrações de tioridazina. A prevalência geral de disfunção sexual masculina pode chegar a 60% de pacientes em tratamento com a tioridazina (141). O paciente deve ser mantido em ventilação mecânica assistida e hidratação endovenosa com correção de eventual desequilíbrio hidroeletrolítico. como também ocorre na interação destes betabloqueadores com a clorpromazina (104. já que a arritmia ventricular costuma se mostrar refratária à lidocaína.

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48). foram introduzidas a imipramina. de modo geral. com uma cadeia lateral dietilamínica. oxipendil e protipendil. A acridina. 27). foi grande a importância da fenotiazina na origem e no desenvolvimento não só de antipsicóticos típicos e atípicos mas. apenas interesse teórico ou histórico. CLOMACRÃO) No primeiro grupo de antidepressivos a ser revelado após a descoberta das propriedades antidepressivas da iproniazida e outros inibidores da monoaminoxidase. 2-cloro-9. 22199-46-8 (fosfato[1:1]). seriam a seguir extraídos novos derivados. grupo que inclui ainda carpipramina e clocapramina. CLOMACRAM (CHLOMACRAN. 44. substância extraída do alcatrão da hulha). classificada entre as dibenzodiazepinas.ou: 2-cloro-9-(3-dimetilaminopropil)acridam ou: (SK&F 14. com substituição de um dos grupos metila centrais por um átomo de nitrogênio [acridina: C13H9N].336. SK&F 14336 ). como clozapina. a estrutura da fenotiazina serviria de base para a busca de novos compostos (04. levando à casual descoberta dos antidepressivos tricíclicos (mais precisamente tricíclicos heterocíclicos). Além dos tioxantenos. com as exceções da homofenazina e do protipendil. Nos deteremos nesta seção em examinar sete substâncias: clomacram. 10. 33. 11. um antipsicótico do grupo das dibenzoxazepinas. ainda no presente. na qual se incluem os tioxantenos. CLOMACRAN.D) Outros Compostos NãoTioxantênicos Aparentados às Fenotiazinas Simultaneamente à confirmação das propriedades antipsicóticas da reserpina e da clorpromazina no início dos anos 50 (05. partindo da conformação heterocíclica da dibenzepina. além da própria dibenzepina (ainda hoje comercializada na Alemanha e outros países europeus como antidepressivo). 22270-46-8 (fosfato nãoespecificado)) FM: C18-H21-Cl-N2 DD: 150 a 600mg VO . espiclomazina. 9-acridinopropanamina. inclusive dibenzoepínica. Como variação desta linha de substâncias originalmente tricíclicas. Como se vê. homefenazina. Têm todas. nortriptilina e desipramina. A amoxapina. também classificada entre os chamados antidepressivos “tricíclicos”. loxapina e outros. 25. de vários medicamentos muito utilizados na clínica psiquiátrica. até recentemente ainda disponíveis na Alemanha. fluotraceno. 50 a 300mg IM (07) Classificado entre os acridanos. já que não mais são comercializadas na maioria dos países. SK&F-14336. duoperona. por sua vez. é substância derivada do antraceno (ou paranaftaleno.10-diidro-N.Ndimetil. e também da própria clozapina. é estruturalmente muito próxima da loxapina. A fenotiazina forma-se pela substituição adicional de outro grupo metila do mesmo anel tricíclico do antraceno por um átomo 78 . amitriptilina. (CAS RN Numbers: 5310-55-4. é um heterocíclico derivado da acridina. outros antipsicóticos guardam parentesco estrutural com as fenotiazinas. bem como de novos antipsicóticos com estrutura benzo-heteroepínica. Nenhuma destas substâncias foi licenciada ou consta ter sido ensaiada em nosso país.

Na mesma época foi comparado à clorpromazina em estudo controlado (06) e logo a seguir à trifluoperazina (42) demonstrando eficácia equivalente.ou: (AHR-6646). muitos outros neurolépticos foram empregados como ansiolíticos alternativos ou medicamentos coadjuvantes aos antidepressivos nas depressões ansiosas (43). provavelmente. 18. por fototoxicidade (26. provavelmente. 40). Note-se que a fórmula do clomacram é muito semelhante à da clorpromazina. na Esquizofrenia.de enxofre. não há menções na literatura a desenvolvimento clínico. sem a substituição por enxofre no anel tricíclico e com a cadeia lateral inserindo-se no carbono remanescente. foi preterida por outros compostos da série. neutropenia além de moderada hepatoxicidade (30).)propil)-4-piperidinil). ainda que por prazos tão longos quanto doze meses (03). na mesma proporção e intensidade. 17. embora já fossem registrados. na Mania Aguda. Não disponível comercialmente. nem notícias de eventual comercialização. DUOPERONA (DUOPERONE) Metanona. sua ocorrência quando se usavam esquemas posológicos mais brandos. 14. no final da década de 60 (01. componente estrutural típico dos neurolépticos butirofenônicos. e em psicóticos orgânicos e crônicos. a acridina também serviu de base para a síntese de numerosos corantes. 79 . Todavia. (CAS RN Number 62030-88-0) FM: C28-H26-F4-N2-O-S É um composto interessante que possui simultaneamente subestrutura fenotiazínica piperidínica trifluorada e um radical pfluorobutirofenona. para pacientes “neuróticos” do mesmo modo que. com potência similar à da clorpromazina e com marcantes efeitos sedativos e anticolinérgicos. Também foi preconizada em doses menores. (4-fluorofenil)(1-(3-(2-(trifluorometil)10H-fenotiazin-10-il. seu desenvolvimento foi interrompido pela má tolerabilidade nos ensaios iniciais. outros estudos não confirmariam. marcaram o lançamento clínico do clomacram como antipsicótico. Tem início e duração de ação bastante prolongados com forte ação cataléptica nos animais de experimentação. à época. ao invés de no nitrogênio trivalente como se vê em derivados fenotiazínicos. Ensaios clínicos com preparações orais e parenterais. 20. Foi introduzida em 1979 (24) mas só veio ter nova menção na literatura cerca de dez anos depois. Do mesmo modo que a fenotiazina. Chamaria a atenção na maioria deles grande fototoxicidade. usados inclusive em histopatologia. freqüentes relatos de opacificação do cristalino. descrevendo método para mesuração de suas concentrações plasmáticas através de cromatografia líquida de alta resolução (performance) (41). Não disponível comercialmente. causada. faixas das doses preconizadas para seres humanos. 37). ainda que sem o devido destaque. Apesar do ensaio antecipar o início de ensaios. efeitos adversos como a erupção cutânea observada em quase metade dos pacientes no ensaio de Needham & Blignault. motivos pelos quais. Apesar de recebida com algum entusiasmo e com sua ação antipsicótica comprovada na clínica. É considerado um antipsicótico de baixa potência (maior dose em mg).

apresenta padrão de ação típico dos antipsicóticos. 8-(3-(2clorofenotiazin-10-il)propil)-.8-diazaspiro(4. com inibição da resposta de evitação no rato.-5)decan-3-ona cloridrato ou: (APY-606)(NSC 290956). Mostrou-se um neuroléptico ativador de poucos efeitos adversos. 27007-85-8.10trimetil-2-(trifluorometil)-.nlm.-5)decan-3-ona ou: 1-Tia-4. 80 .10-diidro-N. monocloridrato ou: 8-(3-(2-Clorofenotiazin-10-il)propil)-1-tia-4. foi interrompido.ou: (+/-)-cis-9. Os direitos do composto ainda pertencem à empresa farmacêutica SmithKline Beecham norte-americana. cloridrato) FM: C22-H24-Cl-N3-O-S2 ou C22-H24-Cl-N3-O-S2.5)decan-3-ona. FLUOTRACENE) 8-(3-(2-Cloro-10-fenotiazinil)propil)-1-tia-4. a literatura registra. (CAS RN Numbers 24527-27-3. base. e quando muito apenas na experimentação animal.N. na década seguinte.175) (CAS RN 35764-73-9) FM: C21-H24-D3-N DD: 100 a 400mg (34) Derivado antracênico introduzido no final dos anos 70 (28) que embora figure como antidepressivo no ChemidPlus teria comprovado propriedades neurolépticas (19) e iniciado desenvolvimento como medicamento antipsicótico que mais tarde. 39). O banco de dados ChemID da Internet Grateful Med (http://igm.8diazaspiro(4. de alto peso molecular .Cl-H (cloridrato) Pode ser considerado um derivado fenotiazínico (45) com cadeia lateral complexa. De fato. 10-trimetil-2(trifluorometil)-9-antracenopropilamina ou: (SKF 28. seja por ações anticolinérgicas seja extrapiramidais por bloqueio estriatal.8-diazaspiro(4.ESPICLOMAZINA (CLOSPIRAZINE. 9-Antracenopropanamina. 8-(3-(2clorofenotiazin-10-il)propil)-. Nos ensaios com animais. de modo muito semelhante a propericiazina e a tioridazina (29). ensaios clínicos tanto como antidepressivo na Depressão Maior (16. Não disponível comercialmente. além de ensaios in vitro. É substância muito pouco referida na literatura mundial.5)decan-3-ona.gov/) fornece dois nomes-fantasia com origem em registros em países não informados: DICEPLON e DISEPRON.nih.8diazaspiro(4. N. 9. por razões que se desconhece. 38. cis-(+-). Não disponível comercialmente. constando apenas menção de experimentação clínico-terapêutica e estudos farmacocinéticos em uma série de 3 artigos japoneses da década de 70 (21. sem continuidade posterior no desenvolvimento como antipsicótico em nível mundial. cloridrato ou: 1-Tia-4. 22) quanto como antipsicótico (32). 10-diidro-N. SPICLOMAZINE) FLUOTRACENO (FLUOTRACEN.

Teria mostrado propriedades sedativas com mínimos efeitos comportamentais. dihidrocloridrato ou: 1H-1.il)-10)-propil)-. A única referência na literatura encontrada em periódicos especializados. tendo sido apenas introduzido na 4-(3-(1-azafenotiazin-10-il)propil)-1piperazinoetanol ou: 2-(4-(3-(1-Aza-10-fenotiazinil)propil)-1piperazinil)etanol ou: 2-(4-(3-(10H-Pirido(3. Segundo o manual de Benkert e Hippius. é o registro de um ensaio de experimentação animal num teste-padrão para neurolépticos. PERTIPENDIL) 1-(beta-hidroxietil)-4-{3'-[2'-trifluormetilfenotiazinil(10')]-propil}-hexaidro-1. dihdrocloridrato ou: 1H-1. Chegou a alcançar licenciamento na Alemanha mas acabaria sendo descontinuado. dicloridrato ou: (CAS RN 5585-93-3) FM: C20-H26-N4-O-S DD: acima de 1g (34). OXYPENDYL.2-b)(1. Não há registro de outros ensaios clínicos ou desenvolvimentos posteriores Não disponível no Brasil. OXIPENDIL (OXIPENDILO. sua ação antipsicótica seria muito débil. PERTHIPENDYL. só teria mostrado ações terapêuticas com doses diárias superiores a 1g.4-Diazepina-1-etanol. Segundo o Instituto Lundbeck (34) é uma azafenotiazina que foi introduzida na década de 60 e ensaiada no tratamento de esquizofrênicos crônicos por Simpson e colaboradores.4)benzotiazin-10il)propil)piperazin-1-il)etanol. Só apresentaria os clássicos efeitos extrapiramidais em doses muito altas (02).dihidrocloridrato ou: Hexaidro-4-(3-(2-(trifluorometil)-10H-fenotiazin10-il)propil-)-1H-1.4-Diazepina-1-etanol. É um antipsicótico com potência ainda menor que a da clorpromazina. hexaidro-4-(3-(2(trifluorometil)-10H-fenotiazin-10-il)propil.2Cl-H DD: 6 a 18mg. hexaidro-1-(2-hidroxietil)-4(3-((2-trifluorometilfenotiazin. PASADEN (Alemanha). de quem difere apenas por não possuir um anel piperazínico ao ter acrescentado um átomo de carbono e dois de hidrogênio. hexaidro-4-(3-(2(trifluorometil)fenotiazin-10-il)propil)-. butaperazina e carfenazina mas. 81 .4-diazepina ou: (NSC 169880). HOMOPHENAZINE) clínica como medicação hipno-sedativa: OLDAGEN. embora seja rigorosamente um neuroléptico tricíclico. logo a seguir (46).2-b)(1.4)(benzotiazin-10il)propil)-1-piperazinil)etanol ou: 4-(3-(10H-Pirido(3. O oxipendil ou pertipendil. a partir da década de 60.4-diazepina ou: 1H-1.HOMOFENAZINA (HOMOFENAZINE. formando um anel binitrogenado heptagonal (C5N2) ao invés de hexagonal (piperazínico) na cadeia lateral.4-Diazepina.4-diazepina-1-etanol dihidrocloridrato ou: 1-(beta-hidroxietil)-4-{3'-[2"-trifluormetilfenotiazinil(10")]-propil}-hexaidro-1.)-. (CAS RN Number 1256-01-5) FM: C23-H28-F3-N3-O-S. comparativo com a clorpromazina (23). sobretudo à da trifluorada flufenazina. como também se tornou conhecido. o protótipo de referência dos antipsicóticos de baixa potência. (02) Tem fórmula estrutural próxima à duoperona e antipsicóticos fenotiazínicos piperazínicos como a acetofenazina. Não disponível comercialmente.

O protipendil é considerado um antipsicótico de baixa potência com estrutura tricíclica azofenotiazínica que. uma dibenzoxazepina) demonstrando. A maioria dos efeitos adversos observados é de natureza vegetativa. ação preferencial no tubérculo olfatório com menor ação no núcleo accumbens. era. encontramse também disponíveis preparados farmacêuticos com solução parenteral para uso intramuscular. vem ganhando novo interesse ao demonstrar propriedades farmacodinâmicas atípicas como antipsicótico. a racloprida. Como antipsicótico. antes do reconhecimento das qualidades terapêuticas especiais da clozapina e da busca por outras substâncias de perfil atípico.4]benzotiazina.ou: (BRN 0259865) (LG 206) (MH 05101). PERVETRAL® (Wallace) (USA) (não licenciado). foi relatada uma superdosagem com 3. doses iniciais maiores que 80mg 3 vezes ao dia eram recomendadas. Em alguns países da Europa.4)benzotiazina-10propanamina.5g de doxepina com desenvolvimento de graves arritmias contornadas com êxito. Foi uma das substâncias a ser proposta para o tratamento da enxaqueca de origem medicamentosa (51). segundo o manual de Benkert e Hippius.No Exterior: Antigo PERVETRAL® . verificando-se no fígado e nos rins (49). amp. Na década de 80. (CAS RN Number 303-69-5) FM: C16-H19-N3-S DD: 240 a 1000mg. doses superiores a 4 gramas foram fatais. N. Nas tentativas de suicídio. Ainda mais recentemente.N-dimetil-ou: Dimetilamino-n-propil-tiofenilpiridilamina ou: 10-(3-dimetilamino-propil)-10H-pirido[3. é. Nos ensaios de experimentação animal. doentes com insuficiência hepática ou renal. 30mg.ou: 10H-Pirido(3. só devem ser empregadas em pacientes hospitalizados. como estes.5g de protipendil acrescidos de 2.2-b)(1. Na insônia. ainda hoje.supos. pela administração de bicarbonato de sódio (12).2b][1. Doses superiores. Em recente caso de intoxicação voluntária. Também em animais. 25mg/ml). (02) É o principal representante do subgrupo das benzotiazinas ou azafenotiazinas que abarca ainda os análogos isotipendil (anti-histamínico) e oxipendil. a risperidona. cardiopatas. considerado “ um neuroléptico débil” com ação antipsicótica inferior à da clorpromazina mas com bom efeito indutor do sono e com alguma utilidade em psicóticos senis e na fase de manutenção na Esquizofrenia (02). Recomenda-se cuidado especial em pacientes orgânicos. padrão oposto aos neurolépticos clássicos (08). Já foi implicada em Síndrome 82 . fora a substituição do anel benzólico por um piridínico. na maior parte das vezes. a remoxiprida. observou-se depressão respiratória contornada com o emprego de flumazenil (antagonista benzodiazepínico) (no Brasil: LANEXAT). olanzapina e o composto experimental ORG-5222 .4)benzotiazina. mas. entre 240 e 480mg/dia. THIOPHENYLPYRIDYLAMINE) 10H-Pirido(3. Preliminarmente foi ensaiado na Esquizofrenia Crônica (47) e distúrbios comportamentais dos deficientes mentais (35). PROTIPENDIL (PROTHIPENDYL. até 1000mg/dia. não demonstrou alterações eletrocardiográficas quando comparado à clorpromazina (que produz taquicardia) e à tioridazina (que produz alargamento do complexo QRS) (50). comp 25mg . 10-(3(dimetilamino)propil). com as maiores concentrações no exame post-mortem. envolvendo associação com zolpidem e álcool (09). a tioridazina. Introduzido nos anos 60. utilizam-se doses de 40 a 80mg. comportou-se como um antipsicótico atípico (do mesmo modo que a clozapina. ficando a manutenção. é muito similar no restante à estrutura molecular da clorpromazina. utilizando o “paw-test”. intoxicações agudas por substâncias depressoras do sistema nervoso central. sertindol.(Homburg) (Alemanha) (retirado. comercializada em países da Europa Central. recentemente.2-b)(1.

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o clopentixol (i. é sintetizado como isômero cis (Z) do clopentixol. com melhor tolerabilidade. talvez. Observe-se que conseqüência importante da manutenção de um grupo C=CH.como ocorre com as fenotiazinas. substância classificada como antidepressivo tricíclico tioxantênico em muitos bancos de dados de compostos orgânicos. derivam-se do antraceno (ou paranaftaleno). propiciando a formação de dois isômeros geométricos estáveis: Z (cis. em estudo sistemático. já que a forma trans não permite seu perfeito acoplamento. diferindo deste apenas pelo acréscimo de átomo de cloro. piperazínicos (clotixamida. O clorprotixeno guarda grande semelhança estrutural com o protixeno. À semelhança dos fenotiazínicos.II. o tioxanteno pela substituição do oxigênio do anel central do xanteno por átomo de enxofre. durante os anos 60 em Aarhus. Apesar de apenas os isômeros cis (Z. zuclopentixol) e piperidínicos (piflutixol) tomando-se como referência a cadeia lateral agregada ao anel tricíclico. exatamente o dobro das propostas no presente para o zuclopentixol. zuclopentixol) da perfenazina e o tiotixeno da tioproperazina. tiotixeno. com o recente desenvolvimento de métodos que permitem direcionar o processo de síntese para obter apenas o isômero desejado. em busca de substâncias com ação antipsicótica equivalente à das fenotiazinas. em relação às fenotiazinas.ao invés de um grupo N-CH2. substância extraída do alcatrão da hulha. substituindo-se o anel fenotiazínico por um anel tioxantênico. aliás. na Dinamarca. é conferir rigidez à estrutura molecular pela dupla ligação. costumase reconhecer que o clorprotixeno seria o análogo da clorpromazina. os compostos somente se ligam aos receptores dopaminérgicos quando na forma isomérica cis. um antipsicótico originalmente introduzido ainda nos anos 60 como mistura racêmica da forma cloridrato para uso oral em doses por estas razões.e. a reputação inicial do clorprotixeno em se constituir em neuroléptico com propriedades 85 . os derivados tioxantênicos também podem ser subdivididos em alifáticos (clorprotixeno). de modo semelhante ao que ocorre entre clorpromazina e promazina no caso dos compostos fenotiazínicos. Adicionalmente. flupentixol. Como no caso das fenotiazinas. sendo esta. Das substâncias sintetizadas inicialmente. diferentemente da fenotiazina quando ocorre uma adicional substituição de um dos grupos metila do anel central do antraceno por átomo de nitrogênio. porém. a única substituição verificada no caso da acridina (aza-antraceno). por não reproduzir a exata conformação do neurotransmissor. O xanteno e o tioxanteno. assim como a acridina (composto básico para corantes dos ácidos nuclêicos usados em histologia) e a fenotiazina. Desta estreita relação estrutural com o protixeno explique-se. alfa) dos derivados tioxantênicos serem ativos farmacologicamente como antipsicóticos. a formulação comumente empregada para estes medicamentos consiste em misturas racêmicas compostas por 50% de cada isômero. Tioxantenos Este grupo de compostos foi originalmente desenvolvido por Povl Viggo Petersen e equipe. beta). A única exceção é o zuclopentixol que. alfa) e E (trans. teflutixol.

Este último. são preparados de depósito contendo flupentixol e o (Z)-clopentixol ou zuclopentixol. serotoninérgico e colinérgico. Embora figure em alguns bancos de dados como tranqüilizante. que não possui propriedades antipsicóticas. CHLOROPROTHIXENE.N-dimetil-. Substância original do grupo dos antipsicóticos tioxantênicos. é o único derivado do grupo que nos consta estar ainda em comercialização no Brasil. que não chegaram a alcançar efetiva comercialização: clotixamida. 1-Propanamina. do tipo muscarínico. tanto na forma oral (dicloridrato) como também em apresentações (acetato e decanoato).N-dimetiltioxanteno-delta(sup 9).N-dimetil-. e da qual se diferencia estruturalmente apenas pela 86 . CPX) É interessante notar que sua configuração molecular é tal que um grupo piperidina é acoplado diretamente à dupla ligação do carbono do anel tricíclico sem dar lugar à isomeria.N-dimetiltioxanteno-delta(sup 9.N-dimetil1-propanamina ou: (Ro 4-0403)(MK 184)(N 714C)(NSC 18720). CHLOTHIXEN. CLORPROTISENE. Introduzido recentemente. 2cloro-N. Atualmente os derivados tioxantênicos mais prescritos em todo o mundo.N-dimetil-. não-isomérica. embora mostre bloqueio histamínico.gama-propilamina ou 2-Cloro-N. 25 a 300mg VO (285). piflutixol e teflutixol. O pimetixeno (MURICALM. (Z). 30 a 60mg Via Endovenosa (EV) e 120 a 180mg VO (176). além do tiotixeno oral. 2-cloroN. CLORPROTIXENO (CHLORPROTHIXENE. CPT.N-dimetil-3-tioxanten-9ilidenepropilamina ou: 3-(2-Cloro-9H-tioxanten-9-ilideno)-N.ou: (alfa-2-Cloro-9-omega-dimetilaminopropilamino)tioxanteno ou: alfa-2-Cloro-10-(3-dimetilaminopropilideno)tiaxanteno ou: trans-2-Cloro-9-(3dimetilaminopropilideno)tiaxanteno ou: (Z)-2-Cloro-9-(omegadimetilaminopropilideno)tioxanteno ou: 2-Cloro-9-(omega(dimetilamino)propilideno)tioxanteno ou: cis-2-Cloro-9-(3dimetilaminopropilideno)tioxanteno ou: (Z)-2-Cloro-N. gama-propilamino. para uso parenteral. contém apenas o isômero cis da mistura racêmica original do clopentixol. (CAS RN 113-59-7) FM: C18-H18-Cl-N-S DD: 10 a 600mg Via Oral (VO) (139).ou: Tioxanteno-delta(sup 9). 90 a 150mg Via Intramuscular (IM). 50 a 500mg VO (31). depois da suspensão da comercialização do clorprotixeno (antigo TACTARAN) e do tiotixeno (antigo NAVANE).antidepressivas secundárias.gama)-propilamina ou: 2-Cloro-N. Serão também brevemente revistos aqui três derivados tioxantênicos menos conhecidos. É comercializado no país como medicamento antialérgico. não será considerado nesta revisão por não possuir propriedades antipsicóticas nem antagonismo dopaminérgico central.ou: Tioxanteno-delta9. como já mencionamos. gama-propilamina. 3-(2-cloro-9H-tioxanten-9ilideno)-N. apesar de seu conhecido perfil sedativo. SONIN) é tipo estruturalmente diferente de derivado tioxantênico. SANTUSSAL. antitussígeno e sedativo pediátrico. (Z). (Z). é considerado o tioxanteno alifático com papel equiparável ao da clorpromazina entre os alifáticos fenotiazínicos. CHLORPROTHIXEN.

302) e antiameba (250)]. Como outras substâncias psicoativas de estrutura tricíclica. Ocasiona elevações da prolactina embora com desenvolvimento de tolerância (21). 189. Possui uma interessante atividade uricosúrica. mas a dose total de clorprotixeno absorvida pelos lactentes não costuma ultrapassar a 0. Tem meia-vida de 24h. D2) é também potente bloqueador serotoninérgico. tornando-o também conveniente. em neuroleptanalgesia. 217) e na pré-anestesia de cirurgias infantis por suas propriedades sedativo-analgésicas e antieméticas (243). conhecida droga antiúlcera. na neuralgia pós-herpética (169. com biodisponibilidade oral de cerca de 60% (20). É secretada no leite materno (a droga-mãe mais o metabólito sulfóxido). como pós-sinápticos (231). Atribuiu-se ao clorprotixeno. Entretanto. 48. atingindo reduções de 50% com relação aos níveis prévios de ácido úrico (255. alfa) mostra atividade antidopaminérgica central. 195). Em psiquiatria. foi empregado nos distúrbios de comportamento (120. inclusive maníaco-depressivos (16.000 pacientes.ausência de substituição de um dos grupos metila do anel tricíclico central original do antraceno pelo átomo de nitrogênio como no anel tricíclico da fenotiazina. de 1980 na Alemanha.02% e a de Discinesia Tardia em 0. não teria demonstrado.05% (239). Embora com este perfil sugestivo e considerável atividade bloqueadora dopaminérgica em D1 (a qual foi atribuída à baixa propensão à Discinesia Tardia). superioridade definida sobre o haloperidol na Esquizofrenia Crônica (99). 47. somente o isômero cis (configuração Z. próxima à da probenecida. e apenas ligeiramente inferior em eficácia (diferença estatisticamente não-significativa) (168). em média. também demonstrando agir como inibidor da calmodulina (177). Em estudo duplo-cego envolvendo pacientes com Transtorno de Ansiedade Generalizada. Tem adicional afinidade por receptores histamínicos. a freqüência de reações extrapiramidais ficou em 1. além de antipsicótico em adultos. polineuropatia periférica reversível dose-dependente (186). beta) farmacologicamente inativo neste aspecto. ação preferencial na via dopaminérgica mesolímbica (17). tioproperazina. cobrindo mais de 11. dermatite por contato (179). antileishmania (267. Além de bloqueador dopaminérgico (D1. durante anos nas décadas de 60 e 70 com o nome fantasia de TACTARAN. à semelhança de outras fenotiazinas e butirofenonas.1% da dose materna em mg/k (197). Como os outros tioxantenos. em estudo duplo-cego controlado. 227) e manipulado como substância análoga aos antidepressivos tricíclicos em experimentos laboratoriais (194) mas não preencheu inteiramente o perfil nos testes com animais (110). O reconhecimento das propriedades neurolépticas levou a tentativas de aproveitamento em outras indicações. com ação anticolinérgica intensa (comparável à da clozapina. embora com bloqueio dopaminérgico mais intenso (91) e razão 5Ht2/D2 menor quando em comparação com o atípico). foram publicados estudos e ensaios clínicos envolvendo pacientes psicóticos hospitalizados ou ambulatoriais. adrenérgicos. Tem perfil predominantemente sedativo com uma possível ação antidepressiva adicional. ainda na década de 60. Foi introduzido comercialmente no ano de 1959. em pacientes com esta condição (273). 297). na metanálise de Ravn e seus colaboradores. Chegou a ser comercializado no Brasil como neuroléptico. apresenta atividade antiprotozoária in vitro [antiplasmídica (211). 256). Foi incluído entre os neurolépticos com propriedades antidepressivas juntamente com a levomepromazina e a tioridazina. No Brasil. Lupus Erythematosus medicamentoso (205). Também demonstrou alta afinidade pelos receptores GABA de modo semelhante à clozapina. clopipazam e sulforidazina (270). Eleva o pH do suco gástrico na metade da potência da pirenzepina. responsável pela eficácia antipsicótica (276). na Alemanha. ao contrário do estéreoisômero trans (configuração E. hipertermia maligna (63) e Síndrome Neuroléptica 87 . particularmente útil em pacientes psiquiátricos com co-morbidade com gota idiopática. podendo induzir secundariamente hiperatividade betadrenérgica central e periférica. muscarínicos. demonstra muito pouca tendência a efeitos adversos extrapiramidais (104). menos eficaz que o tiotixeno ou mesmo a clorpromazina. O clorprotixeno é também antagonista dos receptores alfadrenérgicos. tanto pré (muito potente). 187. do mesmo modo que à clozapina. Chegou a ser clinicamente ensaiado em pacientes deprimidos hospitalizados (87. de baixa potência. na síndrome hipercinética (116) e em Esquizofrenia Infantil (78). mostrou-se superior ao placebo e tão bem tolerado quanto o bromazepam. Comporta-se como um antipsicótico débil. De fato. tiotixeno. Já esteve relacionado a ocorrência de priapismo (68). especialmente em receptores do subtipo 5Ht1A (293). 190.

sol oral 20mg/ml. 4-(3-(2(trifluorometil)tioxanten-9-ilideno)propil). apesar destes procedimentos só terem conseguido remover 1. FM: C24-H24-Cl-N3-O-S Composto tioxantênico com estrutura quiral da mesma série do tioxanteno (ou composto P-4657 B). A forma (Z). em paciente que ingerira 10g como tentativa de suicídio. base livre. TARASAN TRAQUILAN TRICTAL TRUXAL (Alemanha) (Tropon) . devendo recorrer-se. P 4385 A. Há. Não registra qualquer publicação recente nem ensaios clínicos controlados.6% da dose ingerida (167). representada na fórmula como diamaleato. No Exterior: IARACTANPAXYLRENTOVET TARACTAN (Alemanha) (Canadá) (USA) (Roche) . precocemente. na literatura. potencial hepatoxicidade (06) e cardiotoxicidade (238) e. ao contrário do isômero trans ou (E). reconhecidamente. Nos experimentos toxicológicos preliminares com animais. após o emprego de hemodiálise em combinação com hemoperfusão.comp 10.luinst. sol oral 2.5mg/ml. isômero (E). FLUPENTIXOL (FLUPENTHIXOL) 1-Piperazinoetanol. não se recomenda o recurso a vômitos forçados por manobras de estimulação ou induzidos por substâncias com esta finalidade. Por suas propriedades antieméticas. P 4385 B. teria mostrado bem definidas propriedades neurolépticas.ou: 88 . cujo desenvolvimento como potencial medicamento antipsicótico chegou a ser iniciado pela Pfizer na forma dos sais cloridrato e dimaleato do estéreo-isômero cis ou (Z) (composto P 4385 B). 25.org). como ocorre com outros antipsicóticos. 50 e 10mg. Doses em torno de 2g costumam causar severa intoxicação em adultos e. sempre se comportou como uma substância mais tóxica do que a clorpromazina com uma DL (dose letal) proporcionalmente menor. em associação com haloperidol em altas doses (65mg/dia) (246). são comuns: grave síndrome anticolinérgica central.comp 5. Também já foi registrada nefrite intersticial aguda com oligúria em caso de superdosagem (1. Possui. ao contrário do tiotixeno. já foram descritos casos com doses inferiores a 5mg/k (98). pelo menos in vitro (77). mas que acabaria sendo preterido pelo tioxanteno. às técnicas de lavagem gastrintestinal. inexplicadas. sol inj amp 2ml c/ 30mg e 1ml c/ 50mg. isômero (Z)).Maligna em paciente politraumatizado. é tioxantênico com fototoxicidade relativamente alta. curiosamente. Não disponível comercialmente. hipotensão severa com isquemia periférica levando à insuficiência renal além de transtornos cardiovasculares. Não mais disponível no Brasil: Antigo TACTARAN. Dispõe de breve registro no sítio do Instituto Lundbeck na Internet (www. pelo risco de aspiração traqueobrônquica com todas as complicações daí decorrentes. TRUXALETTEN TRUXIL VETACALM CLOTIXAMIDA (CLOTHIXAMIDE) (Z)-4-[3-(2-cloro-9H-tioxanten-9-ilideno)propil]N-metil-1-piperazinopropanamida 2-butenedioato ou: (P 4385.5g) em tentativa de suicídio (249). 15 e 50 mg. o relato de melhoras substanciais. Nas superdosagens. a diálise costuma ser ineficaz. Por sua alta taxa de ligação às proteínas do plasma. Há grande escassez de informações na literatura especializada e nos bancos de dados disponíveis sobre este composto. em crianças. Recorde-se mais uma vez que a provocação de vômitos fica absolutamente contra-indicada nos pacientes com sinais de sedação intensa.

e podem comprometer a eficiência da substância pura. Esta formulação de depósito mostra duração de ação de 3 a 4 semanas. É antipsicótico tioxantênico com cadeia lateral piperazínica. Também demonstrou afinidade pelos receptores serotoninérgicos 5Ht2 (15). exposição à luz solar ou ao ar). 216. embora em menor proporção. é o derivado sulfóxido (258). 133. Este perfil farmacodinâmico tem levado alguns autores a classificá-lo como um antipsicótico “parcialmente atípico” (174). É um potente bloqueador D2.8nmol/l (160. Embora nunca tenha sido comercializado no Brasil. É. Não produz metabólitos ativos. Tem propriedades adrenolíticas adicionais (acentuadas) e analgésicas (286). embora não tenha sedativo. pela ação de bloqueio dopaminérgico túberoinfundibular. nos receptores D1 com afinidade apenas um pouco menor que a da clozapina (85. sendo aparentemente desprovida de conseqüências. Licenciado para apresentação oral e dépôt no Reino Unido e em países da Europa continental. NT: em torno de 2ng/ml (23). 93). Isomerização ocorre rapidamente na presença de fotoirradiação ou oxigênio (181) (p. Constitui o derivado trifluorado do clopentixol.lideno)tioxanteno ou: 4-(3-(2-(Trifluorometil)-9H-tioxanten-9ilideno)propil)-1-pipe.ou: 2-Trifluorometil-9-(3-(4-(2-hidroxietil)piperazin1-il)propilid. (dépôt. potente como os demais componentes do grupo. 12 a 24mg VO (55). 282. IM 2/2 ou 3/3 semanas (31). porém que este risco seria mais relevante tratando-se da tioridazina e seus metabólitos ativos. mas a quantidade total por dia ingerida pelo lactente é muito pequena. 236). 206). 40 a 80mg IM 4/4 semanas (29). Teria efeitos ativadores em baixas doses (29) mas. 199. Estudo duplo-cego cruzado. 89 . como todo antipsicótico típico. Tem sido empregado na manutenção de esquizofrênicos crônicos sem sintomas de excitação. Como ocorre com as demais substâncias do grupo. chegou a ser ensaiado no início da década de 70 (264. 162). como a maioria dos antipsicóticos. se não tomadas as medidas necessárias na formulação e conservação do produto. o preparado dépôt (decanoato de flupentixol) mais utilizado no Reino Unido (29). É secretado no leite materno em concentrações 30% superiores às plasmáticas. Tem grande volume de distribuição. mas as duas formas isoméricas (alfa e beta ou cis e trans ou Z e E) agem ambas como potente inibidores da calmodulina (84. efeitos clínicos. terapêuticos e adversos.noetanol ou: (LC 44) (N 7009).razinoetanol ou: 4-(3-(2-(Trifluorometil)tioxanten-9ilideno)propil)-1-piperazi. como ocorre com outros preparados dépôt. Apesar de algumas propriedades sugestivas de alguma atipicidade em termos extrapiramidais. pico em 4 a 7 dias e costuma levar de 10 a 12 semanas para alcançar concentrações plenamente estáveis.  60mg 2/2 semanas (162). 147. com menor ação em D3 (74. pode ocasionar depressão farmacogênica (31. ex. 184. afora as exceções do clorprotixeno e do piflutixol. Atravessa a barreira placentária atingindo no feto concentrações inferiores às encontradas no útero e na placenta (69). 198). ainda hoje. Atua também. somente o isômero cis mostrou relevante ação antipsicótica. só se recomendando cautela em tratamentos de longa duração (160.1-Piperazinoetanol. A ação antipsicótica é bem definida. 1 a 6mg VO (188). 86. sofre intenso metabolismo de primeira passagem o que reduz sua biodisponibilidade com esta via de administração. decanoato): 20 a 40mg ou mais. Seu principal metabólito de primeira fase presente na bile e no plasma de ratos. Holanda e países escandinavos. 92). Apesar deste perfil farmacocinético favorável (22). nas doses plenas. sua meia-vida é de cerca de 24 horas com eliminação renal pequena. 4-(3-(2-(trifluorometil)-9Htioxanten-9-ilideno)propil). 284). as concentrações plasmáticas correlacionaram-se erraticamente com doses administradas. 83. (CAS RN 2709-56-0) FM: C23-H25-F3-N2-O-S DD: 3 a 12mg VO (31). 269). carecendo de justificativa pelo menos em rotinas assistenciais (71. 162. mas com efeitos extrapiramidais um pouco menores de que o haloperidol e maior tendência a ocasionar hipotensão arterial. alfa2adrenoreceptores (pós-sinápticos) (229) e H1. 114). agitação ou hiperatividade. do que do flupentixol (75). Não se encontra disponível nas Américas. 7. induz a elevação da prolactina no plasma (80.eno)tioxanteno ou: 2-Trifluorometil-9-(3-(4-(beta-hidroxietil)-1piperazinil)propi. É bem absorvido por via oral atingindo picos plasmáticos entre 3 a 8h mas. comparativo com o decanoato de haloperidol. Estudo mais recente mostrou. Os primeiros ensaios clínicos com formulações para uso oral foram realizados nos anos 60 na Alemanha.

na comparação com a pimozida (dose final diária média de 18. ficando a sugestão de adoção de intervalos menores para o decanoato de flupentixol (76). Encontra-se freqüentemente na literatura a noção de que o flupentixol seria uma droga particularmente indicada nos pacientes com alto risco de suicídio ao contrário. sua eficácia e tolerabilidade não diferiram das do palmitato de pipotiazina (271) assim como do decanoato de flufenazina em estudos duplo-cegos (121. mas sendo ambas as substâncias ineficazes quanto a sintomas negativos (280). Deve ser destacado o estudo duplo-cego. porém. em estudo duplo-cego. por exemplo. sugerindo sua utilização somente por curtos períodos de tempo e nos pacientes com baixa adesão ou refratariedade a antidepressivos convencionais (278). o decanoato de flupentixol (10 a 30mg 14/14 dias) foi tão eficaz quanto a amitriptilina por via oral (75 a 225mg/dia) no tratamento de pacientes com depressão embora. Já a comparação duplo-cega de Freeeman entre a amissulprida (1000mg/dia) e flupentixol oral (25mg/dia) mostrou que ambos atuavam em sintomas negativos. Crow e seus colaboradores. confirmaram eficácia apenas do isômero alfa (cis. segundo a experiência de Kielholz e seus colaboradores (156). Em estudo duplo-cego. cruzado com placebo (82). pacientes com formas periódicas de Depressão Maior. estes efeitos seriam bem menos pronunciados do que os observados com estes ansiolíticos (200). inclusive as propaladas vantagens sobre sintomas deficitários ou negativos (150). Apesar do ceticismo nas conclusões dos estudos já mencionados. Por tudo isto deveria ser o antipsicótico dépôt de escolha na manutenção de pacientes esquizoafetivos e de fato. Não demonstrou. comparativo dos decanoatos de flufenazina e flupentixol com esquizofrênicos crônicos de longa duração. Z) e limitada a sintomas positivos. Todavia. conduzido por Wistedt & Ranta (296). trazodone e lofepramina (143). mas somente até os 6 meses. em linhas gerais. há na literatura. na forma de flupentixol decanoato. em ensaio duplo-cego com os dois isômeros do flupentixol. amitriptilina. ganho adicional na profilaxia da Mania recorrente ao tratamento com lítio.trouxe evidências porém de que sua cobertura em intervalos de 4 semanas não seria tão garantida quanto a obtida com o primeiro preparado. imipramina. Também foi experimentado em apresentação oral. em geral. Achados semelhantes foram registrados por Pinto e demais colaboradores (235). Johnstone. 165). A freqüência de suicídio durante o tratamento com flupentixol não foi superior à observada com outros antidepressivos conhecidos como dotiepina. estudo comparativo mais recente do flupentixol oral com dois benzodiazepínicos (diazepam e lorazepam). 145. Em estudo duplocego. anteriormente mantidos com lítio. Por outro lado. associado à eletroconvulsoterapia. com os autores cautelosamente. achados confirmados mais tarde. clomipramina. envolvendo esquizofrênicos no primeiro surto. em ensaio aberto. na Esquizofrenia Refratária com bons resultados (55). em doses de 12 a 24mg/dia. com superioridade para a amissulprida (94). contraditoriamente. fluoxetina. com duração de cinco semanas. não havendo justificativa para esta associação nestes pacientes (266). abundantes registros de boa utilidade em distúrbios afetivos (115) mesmo na apresentação dépôt (45). mianserin. (244). Eficácia sobre sintomas negativos também teria sido sugerida pelos achados de Pach e colaboradores (230) com decanoato de flupentixol durante 12 meses em esquizofrênicos crônicos. teria uma ação deletéria dose-dependente sobre as funções cognitivas. com ligeira superioridade para o flupentixol na melhora de sintomas afetivos (118). quando os preparados foram equivalentes. mostrou que na faixa de dose de 2mg. Isto poderia explicar a não superioridade em estudos de menor duração e assim confirmando as observações impressionistas dos clínicos feitas.8mg) o flupentixol por via oral (dose final diária média de 20mg) foi tão eficaz e bem tolerado quanto aquele. houve superioridade para o flupentixol tanto sobre os sintomas esquizofrênicos quanto sobre os depressivos. responderam bem à substituição pelo decanoato de flupentixol e com melhor tolerabilidade. Max Hamilton e sua equipe também encontraram eficácia e tolerabilidade equivalentes entre os decanoatos de flupentixol e de flufenazina em esquizofrênicos crônicos. doxepina. no curso de tratamentos de longo prazo. inclusive com presença de sintomas afetivos no início do estudo correlacionando-se a uma menor resposta (146). Como antipsicótico típico potente. randomizado. da maproptilina e da amitriptilina (212). do mesmo modo como foi também indiferenciável do penfluridol em procedimento duplo-cego utilizando doses equivalentes (103). a julgar 90 . observável mesmo em voluntários sadios em pequenas doses (a partir de 2mg) por via oral. Com um ano de tratamento. por Wetzel e sua equipe utilizando a mesma comparação (294). Apesar da popularidade. randomizado. porém.

ação protetora sobre a mucosa gástrica (291). Foi verificada a ocorrência de interação medicamentosa com a fluoxetina com surgimento de sintomas psicóticos e extrapiramidais (225). já foi ensaiada em associação com a amitriptilina no tratamento da depressão. Também foi mencionado como recurso terapêutico nas desordens de personalidade do tipo “borderline” (175. já seria cerca de duas vezes maior que a da clorpromazina e cerca de 4 vezes a da levomepromazina.5 a 2mg/dia). 158. Mais recentemente confirmou esta superioridade contra placebo e um novo betabloqueador (CGP 361A) ensaiado nesta indicação (37). Apresentação para administração oral (cloridrato) está licenciada em alguns países europeus para tratamento de depressão associada a desordens dos impulsos mas. foi equivalente à mianserina (191) e até mesmo superior à amitriptilina (302) inclusive. Em outros ensaios também duplocegos. podendo reduzir as concentrações plasmáticas (105). 213) mas há escassez de estudos controlados nesta indicação. tornam o flupentixol particularmente indicado na melhoria da qualidade de vida de pacientes cancerosos terminais com depressão (185). com as concentrações do tricíclico atingindo níveis muito altos (57). Estas propriedades juntamente com as que veremos a seguir. Com relação a esta sua ação nos distúrbios do humor. Há registro na literatura de pelo menos um caso em que a associação do decanotato de flupentixol com imipramina não foi bem tolerada. Por via oral. não pôde comprovar propriedades específicas (219). Como outros preparados dépôt ou antipsicóticos de ação prolongada (decanoato de flufenazina. Mycobacterium tuberculosis) superior à do clopentixol que. com base em observações clínicas apenas. em estudo duplo-cego cruzado com doses baixas (0. A forma oral. envolvendo pacientes deprimidos ambulatoriais. à reação cutânea de fotossensibilidade (44). Há também registro de boa resposta em caso de alcoolismo associado a Esquizofrenia (268) assim como mostrou utilidade em ensaio com esquizofrênicos com abuso de cocaína (180). fluspirileno) não apresenta sinais de 91 . traz o risco de Discinesia Tardia e outros efeitos extrapiramidais (95). ao contrário de outros antipsicóticos tricíclicos (fenotiazínicos e tioxantênicos) já foi relacionada na clínica.5mg de flupentixol) (247). justificando assim. Também mostrou. Apesar de não ter sido observada fototoxicidade acentuada in vitro. teria pouca utilidade no tratamento da Mania Aguda e deve ser lembrado que. 102. mostrando boa tolerabilidade (preparado Lu 7410 com 10mg de amitriptilina e 0. in vitro. esta indicação também careceria de maior confirmação através de ensaios controlados (122). uma exploração do potencial terapêutico deste composto (173). Há também menções na literatura a seu emprego no comportamento repetido de automutilação mas. quando essas mesmas substâncias empregadas isoladamente assim não tenham se comportado (206). por sua pequena ação sedativa. dependentes da mistura endovenosa de heroína e cocaína (Aspeed-ball@) e conduzido pela mesma equipe do Alcohol and Drug Abuse Research Center da Escola de Medicina de Harvard. contra diazepam (113). Fujiwara e colaboradores.ex.também por resultados como os de Singh (262). com base em experiência aberta. Demonstrou como o clorprotixeno. por sua vez. a associação do penflutixol com a quadazocina (um antagonista de opióides) mostrou-se eficaz. Como outros inibidores da calmodulina. segundo Benkert & Hippius (31). inclusive na forma de Acrack@ (101. em doses baixas. merece menção o registro de pelo menos um caso de Mania atribuído ao flupentixol dépôt (277). verificaram uma particular utilidade nos pacientes deprimidos com inibição psicomotora acentuada. atividade antimicobacteriana (p. No entanto. semelhante. Outro estudo com estes animais. 241). como antipsicótico típico potente. duplo-cego. mesmo em pequenas doses. a experimentação animal. demonstrou superioridade contra placebo no manejo de quadros depressivo-ansiosos na clínica geral (224) do mesmo modo que em estudo multicêntrico. Comparação mais recentemente conduzida com a fluvoxamina também foi favorável ao flupentixol não só em eficácia quanto em tolerabilidade (117). A carbamazepina administrada concomitantemente induz seu metabolismo. quando alcança 75% de resultados favoráveis nestes pacientes. sistematicamente conduzida com esta finalidade em macacos rhesus dependentes. Mostrou-se. tratamento promissor no abuso de cocaína. em tolerabilidade e rapidez de ação em deprimidos idosos (129). Já foi empregado na forma oral com sucesso em distúrbios graves do comportamento em crianças (67) e em associação com lítio nas desordens invasivas do desenvolvimento (254). o flupentixol potencializa o efeito de medicamentos citotóxicos utilizados na quimioterapia do câncer (84). embora só o tenham recomendado como coadjuvante (97).

l)-. vinha sendo utilizado na forma de [3H]-piflutixol. 134).hepatoxicidade significativa. Há também registros na literatura. Além dos dopaminérgicos. de morte súbita durante tratamento com flupentixol (66. 204). É antipsicótico típico. substituído por antagonistas D1 mais seletivos como o composto benzazepínico SCH-23390 (35). é um dos mais recentes derivados tioxantênicos não constando. Nos animais de experimentação. seu aproveitamento na clínica. Na época de sua introdução era o mais potente inibidor da adenilato-ciclase no striatum do rato que então se conhecia (220). Há o registro de um caso de discinesia laringéia com grave dispnéia secundária. 106. Foi implicado em Discinesia Tardia (65. 283). FLUXANXOL. no metabolismo dopaminérgico. por exemplo. o cis-clopentixol.drg 0. em paciente tratado com flupentixol por dois anos (90). FM: C24-H25-F4-N-O-S Introduzido na segunda metade da década de 1970. As afinidades por estes últimos receptores são altas. 4-Piperidinoetanol.amp 1ml c/ 20mg. PIFLUTIXOL 6-fluoro-9-[3-(4-(2hidroxietil)piperidino)propilideno]-2trifluorometil-tioxanteno ou: 1-(3-(6-Fluoro-2-(trifluorometil)tioxanten-9ilideno)propil)-4. como o cis-flupentixol. (CAS RN 60756-96-9) (CAS RN 54341-02-5 (isômero Z)). à semelhança de outros antipsicóticos. com afinidade muscarínica virtualmente inexistente (91. clorpromazina e da pimozida (135). porém.5 e 5mg. SIPLARIL SIPLAROL. muito potente como antagonista dopaminérgico. em outros antipsicóticos sedativos como o clorprotixeno e a clozapina. mas na mesma freqüência do decanoato de flufenazina.ou: (Lu 12-331). Recentemente foi publicada a ocorrência de caso de hepatite aguda atribuída ao flupentixol (70). Não disponível comercialmente. revelou ação também em receptores serotoninérgicos e noradrenérgicos (91). mais recentemente. mesmo em tratamentos prolongados (221) e em discordância com achados de estudos de toxicologia animal in vivo e in vitro com o flupentixol base (07). a tioridazina e a clorpromazina (133.-piperidinoetanol ou: 92 . FLUANXOL DÉPÔT (decanoato) (Alemanha) . como marcador destes receptores em pesquisas farmacológicas e fisiológicas sendo. 135). Por sua acentuada ação em D1. 237) e ganho ponderal (144). demonstrou aumentar tanto o “turn-over” de dopamina quanto o de noradrenalina. Não disponível no Brasil. No exterior: DEPIXOL (decanoato) (Reino Unido) EMERGIL FLUANXOL (Alemanha) . com ação prolongada e perfil sedativo bastante acentuado. Tem ação tanto em receptores dopaminérgicos D2 quanto em D1. numa razão equivalente à do cis-clorprotixeno. 1-(3-(6-fluoro-2(trifluorometil)-9H-tioxanten-9-ilideno)propi. muito embora tenha demonstrado fraca afinidade histamínica. bem como de SNM ligado à secreção inadequada de hormônio diurético com hiponatremia severa (100). Já esteve na forma dépôt associado à ocorrência de Síndrome Neuroléptica Maligna fatal em mais de uma ocasião (10. (Z). embora com ação duas vezes maior. só contornado pela administração local de toxina botulínica.

(Z).TEFLUTIXOL TIOTIXENO (TIOTIXENE. N.5 a 4mg (43). tem baixa afinidade pelos receptores serotoninérgicos (245). Não foi farmacologicamente desenvolvido desde então. 53542-42-0 (di-HCl)) FM: C23-H26-F4-N2-O-S DD: 3 a 20mg (40). (CAS RN 5591-45-7) (CAS RN 3313-26-6 (Z)) FM: C23-H29-N3-O2-S2 DD: 6 a 30mg (202). N. no ensaio aberto não controlado por placebo conduzido por Botte (43) na década seguinte. Não disponível comercialmente. N. Bélgica) em meados da década de 70 (132).ou: cis-N. foi posteriormente descontinuado. adolescentes e crianças (26.N-Dimetil-9-(3-(4-metil-1piperazinil)propilideno)tioxanten. CISTHIOTHIXENE. Os ensaios clínicos foram iniciados na década de 60.N-dimetil-9-(3(4-metil-1-piperazinil)propilideno ou: 2-(Dimetilsulfamoil)-(9-(4-metil-1piperazinil)propilidene)tio-xanteno ou: N. tendo sido introduzido na Europa (Alemanha. 2 a 20ng/mL (202). mostrou-se eficaz em pacientes esquizofrênicos e com Transtorno Obsessivo-Compulsivo mesmo nas doses diárias entre 0. Com intenso bloqueio em D2. Derivado tioxantênico trifluorado e com cadeia lateral piperazínica como o penflutixol. 8 a 30mg. 201. 6 a 60mg (139). Apesar de. 112. É um antipsicótico típico de alta à intermediária potência. com o mesmo nome-fantasia. 279. Tioxanteno-2-sulfonamida. É de desenvolvimento relativamente recente entre os antipsicóticos tioxantênicos. 260. de quem se diferencia apenas pela presença de mais um átomo de fluor no anel oposto ao anel trifluorado da estrutura tioxantênica tricíclica e do piflutixol pela núcleo piperazínico ao invés de um piperidínico na cadeia lateral. 281) e continuados na década seguinte (89.N-Dimetil-9-(3-(4-metil-1piperazinil)propilideno)tioxan. tanto no exterior quanto no país. (CAS RN s 55837-23-5.e-2sulfonamida ou: (p-4657-b) (P-4657B) (CP-12.252-1) (NSC 108165). 196. Lançado no Brasil pela Pfizer com o nome comercial de NAVANE. 289). 234). considerado o análogo da tioproperazina entre os tioxantenos (31). NT: 2 a 15ng/mL (141.teno-2sulfonamida ou: N. 0. Situou-se na 50 posição entre os seis medicamentos antipsicóticos mais prescritos 93 . 233. 259. THIOTHIXENE. 218. (151). 5.razinoetanol ou: (Lu 10-022).5 e 4mg apenas. THIOTHIXINE) 4-(3-(6-Fluoro-2-(trifluorometil)tioxanten-9il)propil)-1-pipe. terem sido sugeridas faixas de doses maiores.N-Dimetil-9-(3-(4-metilpiperazin-1il)propilideno)-9H-tioxan-teno-2-sulfonamida ou: Tioxanteno-2-sulfonamida.N-dimetil-9-(3-(4metil-1-piperazinil)propilideno)-.N-dimetil-9-(3-(4metil-1-piperazinil)propilideno) ou: 9H-Tioxanteno-2-sulfonamida. 10 e 20mg. Nos Estados Unidos é comercializado pela Roerig em cápsulas para uso oral de 1. 195. 10 a 30mg (31). inicialmente. com pacientes esquizofrênicos adultos.

Possui similaridades químicas e farmacológicas com as pipotiazinas piperazínicas em oposição ao clorprotixeno que teria com as alifáticas. em sintomas negativos de esquizofrênicos crônicos. nas décadas de 60 e 70 (297). também em doses médias menores do que as utilizadas como antipsicótico e pelo menos para uma parcela dos casos. 161. Como outros antipsicóticos tioxantênicos ou não. Tem o seu clearence hepático significativamente aumentado pelos indutores enzimáticos (fenitoína. 62. tendo em vista que a literatura já registra quadros agudos de intoxicação a partir de 52ng/ml (153). foi empregado em doses baixas como terapia coadjuvante nas depressões e/ou Transtornos de Ansiedade em pacientes ambulatoriais (109. gerando concentrações plasmáticas em torno de 26ng/ml.naquele país no período de 1976 a 1985 (pela ordem: tioridazina. 130). 52). Também demonstrou equivalência com a associação trifluperazina/ clorpromazina em ensaio duplo-cego com esquizofrênicos crônicos (164) do mesmo modo que em ensaios também duplo-cegos com a clorpromazina isoladamente (46. tioridazina. trifluperazina. Níveis permanentemente altos foram correlacionados positivamente a maiores riscos de Discinesia Tardia (301). haloperidol. à perfenazina. conforme resultados obtidos no ensaio cego de Peterson & Bongar (232). clorpromazina. mas este potencial terapêutico não consta ter sido aproveitado farmaceuticamente. 261) e desordens do comportamento. Como outros tioxantenos. 242) e com o haloperidol parenteral nas formas agudas (272). Parece atuar também. ao menos inicialmente. mas doses diárias superiores a 60mg. 94 . contrariamente. Além do perfil de efeitos adversos favoráveis (pouca sedação e hipotensão) em pacientes idosos (27. carbamazepina. Foi mesmo superior ao haloperidol no tratamento comunitário de esquizofrênicos crônicos no estudo duplo-cego de Engerlhardt e colaboradores (79). fenobarbital) ou reduzido pelos inibidores como a cimetidina (81) com redução de eficácia terapêutica ou incremento da toxicidade. 108. grupo com 90% do total das prescrições) (299). tendo sido feito. como o flupentixol.(140). a respeito do limite superior das concentrações terapêuticas parece muito alto o valor de 57ng/ml citado por Keltner & Folks (151). embora não se possa nada afirmar sobre esta melhora a médio e longo prazo (253). teria propriedades antidepressivas adicionais. nas desordens invasivas do desenvolvimento (209). como ocorre com poucos antipsicóticos. Comparado a outros antipsicóticos típicos e atípicos na ação inibidora sobre as isoenzimas do citocromo P 450. e considerado. que o tornariam uma opção melhor que a associação clorpromazina/imipramina no tratamento de esquizofrênicos deprimidos segundo dados do ensaio duplo-cego de Becker de 1983 (30). como o penfluridol. Foi tão útil quanto o haloperidol no tratamento das síndromes orgânico-cerebrais agudas no hospital geral. no Transtorno “borderline” de Personalidade (107. provavelmente. O monitoramento das concentrações plasmáticas tem demonstrado certa confiabilidade e utilidade clínicas. Quase não ocasiona sedação nem hipotermia e seus efeitos hipotensores e hemodinâmicos são mais brandos que os da clorpromazina (49). é um dos mais fracos inibidores da CYP 2D6. 252). haloperidol. tem sido mencionada sua utilidade. Aliás. Embora muito menos sedativo. onde ainda assim seriam temerários. Como o trifluperidol e a flufenazina reduz a pressão intraocular através do uso tópico (119). a perfenazina e a sulpirida (22. Mais recentemente. Foi tão eficaz quanto a melperona em ensaio duplo-cego com mulheres esquizofrênicas paranóides sendo apenas superado na tolerabilidade (36). foi tão eficaz quanto a clorpromazina no tratamento da Mania Aguda em ensaio duplo-cego conduzido por Janicak e cols. mostrou-se superior ao oxazepam e à difenidramina no manejo dos comportamentos rebeldes eventualmente observados na Demência moderada a grave (125). Como outros bloqueadores dopaminérgicos D2. com base em dados anteriores da equipe Hollister para casos refratários (157). clorpromazina. foi utilizado com algum sucesso na Síndrome de Gilles de la Tourette (208). flufenazina e risperidona (257). como a flufenazina. poderiam ser temporariamente necessárias para obtenção de resultados clínicos na Esquizofrenia Refratária conforme a experiência de Leo Hollister e seu grupo (128. Possui ação anticolinérgica moderada com efeito antiemético comprovado em animais. um antipsicótico que poderia trazer melhoras adicionais no manejo destes pacientes (138). tiotixeno e flufenazina. Estaria indicado. 201). confirmando estudos anteriores (152) e contradizendo a antiga convicção da sua ineficácia nestes quadros por seu perfil Aativador@ (31). por exemplo. respectivamente.

ORBINAMON (Pfizer)(Alemanha) . CISORDINOL. 95 . e flufenazina (215).ou: 1-Piperazinoetanol. além de Discinesia Tardia (14. já foram registradas alterações eletrocardiográficas.tanol dicloridrato ou: (Z)-4-(3-(2-Cloro-9H-tioxanten-9-ilideno)propil)1-piperazinoe. especialmente no início do tratamento.ol ou: 4-(3-(2-Clorotioxanten-9-ilideno)propil)-1piperazinoetanol ou: 1-Piperazinoetanol. CLOPENTHIXOL cis-(Z)-. em paciente apresentando episódios repetidos deste transtorno com o uso do derivado fenotiazínico (54). CHLORPERPHENTHIXENE. dicloridrato. muito embora as propriedades fototóxicas in vitro tenham sido das menores entre numerosos antipsicóticos testados. parkinsonismo medicamentoso e acatisia (288). 300). convulsões e. polidipsia e hiponatremia (09). (Z). Estudos in vitro mostraram porém que a citotoxicidade (um fator pelo menos em parte. Eleva os níveis de prolactina (19). Como ocorre em casos de superdosagem por fenotiazínicos. Foi relacionada a priapismo em associação com tioridazina e clorpromazina (24). Não há registro de icterícia nem de dermatite esfoliativa ou de contato como eventualmente ocorre com as fenotiazinas.comps de 2 e 10mg. NSC 78203. fraqueza e fadiga. trifluperazina.em dois dos oito episódios de trombocitopenia apresentados por uma paciente esquizofrênica de 59 anos de idade conforme relato de caso na literatura (25). 5. Também pode estar relacionada a ganho de peso (73).tanol dicloridrato ou: (NSC 64087. em alguns casos de tratamento prolongado. 60. retinopatia pigmentar e pigmentação lenticular (opacificação do cristalino).Assim como com outros antipsicóticos. cxs c/ 20. NAVARON. devendo dar-se preferência à norepinefrina ou à fenilefrina.ou: 4-(3-(2-Cloro-9H-tioxanten-9-ilideno)propil)-1piperazinoetan. e juntamente com haloperidol e clorpromazina -três antipsicóticos de diferentes grupos químicos. 4-(3-(2-clorotioxanten-9ilideno)propil). clorpromazina. reações distônicas agudas. 10 e 20mg. Como os demais antipsicóticos típicos. Já foi implicado em leucopenia (59). No Brasil: Antigo NAVANE (Pfizer) . 4-(3-(2-cloro-9H-tioxanten-9ilideno)propil)-.comp 1. Já foi implicada em associação com benztropina em caso de atonia esofagiana com dilatação (298). com tioxantenos a epinefrina também não deve ser empregada por acentuar a hipotensão diante de bloqueio adrenérgico parcial. e cerca de 1/3 menor que as do clorprotixeno (77). SORDINOL) (Z)-4-(3-(2-Clorotioxanteno-9-ilideno)propil)-1piperazinetan-ol ou: 1-Piperazinoetanol. NAVAN. mas substituiu com sucesso a perfenazina. 4-(3-(2-cloro-9H-tioxanten-9ilideno)propil). No Exterior: NAVANE (Canada)(USA)(Roerig) . mas só causa amenorréia. Pode eventualmente determinar lesões por fotossensibilidade. galactorréia. As elevações das transaminases séricas e fosfatase alcalina foram geralmente benignas e transitórias além de infreqüentes. ZUCLOPENTIXOL (CHLORPENTHIXOL. Não se tem confirmação da utilidade das técnicas de diálise. ginecomastia e impotência numa pequena proporção de casos. edema periférico (251). supostamente responsável por agranulocitose e por hepatoxicidade) é tão alta quanto a observada com tioridazina. NSC 169185)(FDA 0199) (W 2304) (N-746)(AY-62021).comp 10mg. já foi envolvido na ocorrência de hipertermia (203) e Síndrome Neuroléptica Maligna (41).ou: (Z)-4-(3-(2-Cloro-9H-tioxanten-9ilideno)propil)piperazino-1-e.

as aplicações ser espaçadas por 2 dias no mínimo. zuclopentixol): 10 a 150mg VO (34).2Cl-H (dicloridrato de clopentixol) DD (clopentixol. permitindo no caso do decanoato aplicações até de 4 em 4 semanas. tendo ação mais lenta. mas podendo levar algumas horas para se fazer sentir em alguns pacientes. Na década seguinte viria a ser inicialmente utilizada a forma conjugada do zuclopentixol com ácido decanóico (decanoato) (72). 31). pipotiazina e haloperidol) a ser disponibilizada no Brasil.  22nmol/l (265). 96 . foi conceituado como o tioxanteno análogo da perfenazina. Aliás o viscóleo é o veículo oleoso de melhor tolerabilidade local entre os utilizados em preparados dépôt (275). em média de 15 a 90 minutos (53). Por outro lado. Em alguns casos pode ser necessário repetir a aplicação do acetato. CLOPIXOL) (01. não é imediata. 5 a 15nmol/l (163). exaltação maníaca ou hostilidade paranóide (13). 200mg. A duração da ação é de 2 a 3 dias podendo. O clopentixol. atualmente. A sedação. e no final dos anos 80 foi apresentada a forma conjugada com ácido acético (acetato) (13). como já mencionado. embora rápida. como na agitação psicomotora. ocasionando menos sedação que o primeiro e menos efeitos extrapiramidais que o segundo (31). passou a ser. o único antipsicótico tioxantênico e mais uma opção em preparados dépôt (além de flufenazina. Com a retirada do tiotixeno (NAVANE) anos atrás e seu recente lançamento comercial. Clopixol) (CAS RN 633-59-0. inicialmente sob a forma de dicloridrato de clopentixol para uso oral (11. mas é preciso lembrar que os picos de concentração ocorrem num intervalo entre 24 a 48h devendo. 3/3 ou 4/4 sem IM (51). Na conversão do acetato para o cloridrato. Teve iniciada sua experimentação clínica na Europa na década de 60. Zuclopentixol (Z)) (CAS RN 5804523-1. cis(z)/trans(E): 30 a 350mg VO (248). com menor sedação e efeitos extrapiramidais que o dicloridrato de cis (Z)clopentixol para uso parenteral que era disponibilizado em solução aquosa (05. com o pico das concentrações plasmáticas só sendo alcançado por volta de 36h (41ng/ml em média. Sordinol) FM: C22-H25-Cl-N2-O-S (clopentixol) FM: C22-H25-Cl-N2-O-S. o paciente passar para o uso oral ou para o uso dépôt de acordo com sua adesão e a conveniência de seu tratamento. Parenteral (acetato): 50 a 150mg. 28). necessidade de estudos controlados melhor desenhados para a avaliação de seus efeitos sedativos antes da adoção generalizada irrestrita do acetato de zuclopentixol nas emergências psiquiátricas. como foi sugerido em recente revisão (88). 2/2. expressas em mg. 228). idealmente. quando inicialmente introduzido nos anos 60 (SORDINOL. em seguida. Há. 148. O zuclopentixol é o isômero cis (Z). A dose mais recomendada está entre 50 a 150mg (1 a 3 ml) IM. Clopentixol) (CAS RN 53772-83-1. Ambos os conjugados vêm em solução de óleo vegetal com lenta absorção (viscóleo). assim como o tiotixeno seria o da tioproperazina (fenotiazinas piperazínicas) e o clorprotixeno seria da clorpromazina (alifáticas ou dimetilamínicas).(CAS RN 982-24-1. porém. gradual e prolongada (meia-vida de 4 a 5 dias de eliminação da droga ativa e cerca de 19 dias para a absorção do depósito oleoso). 100 a 200 mg VO (56). após 1 aplicação de 100mg) (02) e caindo para menos da metade (em média 15ng/ml) ao final de 72h após a aplicação (12). D1/D2. O efeito sedativo máximo ocorre em torno de 8h. e exigindo o dobro das doses agora recomendadas. O acetato deve ser usado quando se deseja um rápido início de ação e/ou não se possa contar com a cooperação inicial do paciente. Parenteral Dépôt (decanoato): 100 a 600mg. mas requer aplicações com intervalos inferiores ao decanoato. 2/2 ou 3/3 dias IM (13). Após a 310h a taxa de ocupação dos receptores D2 centrais situa-se em torno de 80% ou mais (222). 2/2 semanas IM (265). do clopentixol. 3/3 ou 4/4 sem IM (50). DD (cis(Z)-clopentixol. farmacologicamente ativo como antipsicótico. Situa-se intermediariamente entre o clorprotixeno e a perfenazina. 30 a 150mg VO (188. como o flupentixol (18) com ação de bloqueio alfa-1adrenérgico moderada. 04). para uso intramuscular de depósito. CIATYL). É bloqueador dopaminérgico misto. para o zuclopentixol ou cis (Z)-clopentixol (CISORDINOL. sugere-se uma proporção de 20mg do preparado oral (2 comp de 10mg) para cada 50mg (1 amp 1ml) da dose de preparado parenteral que vem sendo aplicada. NST: 16 a 21nmol/l (183). formas graves de agitação psicomotora podem exigir medidas mais drásticas que permitam sedação imediata e vigorosa como droperidol e/ou benzodiazepínicos por via endovenosa. O clopentixol. 100 a 1000mg. constituía mistura racêmica dos isômeros cis e trans. a serem iniciados 2 a 3 dias após a última aplicação do acetato.

A ação sedativa do zuclopentixol o torna um composto bastante útil. especialmente na forma oral (dicloridrato) e parenteral (acetato). Também em estudo duplo-cego comparativo com o melperone nos distúrbios de comportamento de pacientes senis. incluindo pacientes maníacos mostrou resultados em doses de 75mg/dia por via oral ou 25mg/dia por via intramuscular num prazo de 2 a 4 semanas (39) ou de 10 a 160mg/dia por via oral ou endovenosa com boa tolerabilidade (166). não em eficácia mas em rapidez de ação e menor índice de efeitos extrapiramidais. com meiavida de cerca de 3 semanas. não controlados. com aplicações de 200mg de decanoato de zuclopentixol se equiparando a 25mg de decanoato de flufenazina (292). Nas duas formas conjugadas para uso parenteral (acetato e decanoato). tanto em eficácia quanto em tolerabilidade. respectivamente. tem as mesmas características farmacocinéticas do clopentixol administrado por via oral (dicloridrato). aos do decanoato de flufenazina em estudo duplo-cego com 24 semanas de duração com esquizofrênicos crônicos ambulatoriais. encontrou equivalência dos tratamentos (decanoato de zuclopentixol. por hidrólise. 34mg versus 5mg e. Já o decanoato de zuclopentixol demonstrou eficácia e tolerabilidade equivalentes às do enantato de perfenazina em estudo duplocego com pacientes esquizofrênicos (08). Um outro estudo duplo-cego com decanoato de haloperidol (38 a 200mg 4/4 semanas) por 9 meses. Também foi especificamente preconizado seu uso no manejo das psicoses fármaco-iatrogênicas observadas durante o tratamento de pacientes com formas avançadas da Doença de Parkinson (64). de 40mg versus 10mg. em estudos semelhantes. também envolvendo esquizofrênicos crônicos. o que está mais ou menos de acordo com os resultados de Bereen e Bhattacharyya e suas equipes (32. Foi superado pela risperidona. Uma ampla revisão de estudos duplo-cegos comparativos do decanoato de zuclopentixol com outros preparado dépôt acaba de ser publicada por Evandro 97 . Esta maior rapidez de ação.3mg) envolvendo pacientes com estados psicóticos agudos. em média) com pacientes em estados psicóticos agudos (240). com doses médias finais de 38 versus 8mg (131). divididas em 3 tomadas diárias. no interior do organismo. a serem feitas em intervalos de 2. em estudo duplo-cego comparativo em pacientes com quadros esquizofreniformes e esquizofrênicos agudos. o zuclopentixol (cis(Z)-clopentixol) foi. e a dose habitual situa-se entre 200 a 400mg (de 1 a 2ml) a cada aplicação. 34). Leva de 10 a 12 semanas para alcançar concentrações estáveis (29).5 versus 10. 5mg versus 0. Como ambas as soluções são em viscóleo. 100 a 600mg 4/4 semanas) com ligeiras vantagens em eficácia para o tioxanteno dépôt a partir do 61 mês (295). Em outros ensaios abertos. a ser juntada à última aplicação do acetato e repetida 2 semanas após. 1985 (193). Os metabólitos são farmacologicamente inativos e sua eliminação se faz predominantemente pelas fezes. podem ser colocadas na mesma seringa sem risco de precipitação ou incompatibilidade. nas doses médias finais nos 3 estudos. com doses flexíveis. Já no estudo aberto de Mann e colaboradores. com a vantagem de uma ação mais rápida (96). o clopentixol que então se forma. a primeira das quais deverá ser cumprida ainda mantendo-se a administração oral quando só então deverá ser suspensa. O pico de concentração com a forma dépôt ocorre em uma semana. foram destacados por Heikkila e colaboradores (123). Também foi equivalente à associação haloperidol/ levomepromazina em estudo duplo-cego na agitação e agressividade de pacientes senis. os dois antipsicóticos foram equivalentes (223). nas fases aguda e subaguda das psicoses. com eficácia e tolerabilidade globais semelhantes com base em estudo duplo-cego comparativo com haloperidol (doses finais médias de 33.Já na conversão para o dépôt (decanoato) a proporção seria o dobro da dose em mg de acetato que vem sendo administrada em cada aplicação. 80% dos pacientes com episódios psicóticos agudos melhoraram dentro de 5 semanas com doses de 75mg ou menos. equivalente ao derivado butirofenônico. 3 ou até 4 semanas. Os mesmos resultados globais ocorreram em estudo duplo-cego comparativo com a perfenazina (37mg de zuclopentixol versus 30mg. A conversão da forma oral para dépôt se fará multiplicando a dose diária por 8 e repetindo a aplicação em duas semanas. no mínimo. sendo do mesmo modo metabolizado por desalquilização da cadeia lateral e pela formação dos derivados S-óxido e N-óxido (05).5mg. em eficácia e tolerabilidade. uma menor duração dos efeitos extrapiramidais e maior redução dos escores do fator ansiedade-depressão da BPRS. Também alcançou resultados equivalentes. Em estudos duplo-cegos comparativos com haloperidol tanto com esquizofrênicos crônicos (124) como deficientes mentais (149) e dementes senis (111) com duração de 12 semanas.

teve a superioridade em relação ao placebo demonstrada nestes pacientes (137. 0. em seu ensaio aberto. Sua biodisponibilidade situase em torno de 44% e a concentração sérica máxima é alcançada em aproximadamente 4 horas após a administração. A utilidade de doses quinzenais de 100mg na fase de consolidação do tratamento em alcoólatras crônicos foi defendida por (127). o zuclopentixol não exerceria qualquer efeito sobre elas (182). Em seu longo seguimento de cinco anos com 23 esquizofrênicos crônicos. especialmente quando utilizados preparados de depósito (33. e que implicará meia-vidas bem mais longas da maioria dos antipsicóticos. Como com outros antipsicóticos. 8.01 a 0. boca seca.5% de afro-americanos e 2 a 10 % de asiáticos (29). como a maioria dos antipsicóticos e ao contrário de muitos deles que aumentam as concentrações dos antidepressivos tricíclicos. 172. Pode ter seu metabolismo induzido com redução das concentrações plasmáticas pelo uso concomitante de carbamazepina (105). o que ocorre com cerca de 5 a 8% de caucasianos. 183). mas mantém a atividade antibacteriana e antiprotozoária in vitro (170. distúrbios da micção. reduzindo as concentrações plasmáticas de ácido úrico em cerca de 30% (38). Em estudo aberto. 263) e foi superior ao haloperidol nesta indicação em estudo duplo-cego (192). também observaram que melhoras evidentes podiam ocorrer seis meses ou mais após o início do tratamento. taquicardia. Por mais de uma vez. mas que deve ser parcelada quando se deseja usufruir o efeito sedativo ao longo de todo o dia. com doses flexíveis entre 100 a 600mg. particularmente freqüentes em pacientes idosos com doses altas da forma acetato. particularmente em pacientes com passado de hepatite ou história de abuso de álcool. O zuclopentixol atravessa a barreira placentária e passa para o leite materno em quantidades muito pequenas o que leva o lactente a ingerir. especialmente). tendo meia-vida de pouco menos que 24 h. 214. O dicloridrato de cis(Z)-clopentixol é bem absorvido por via oral sem sofrer a influência de ingestão com alimentos. em aplicações de 2 a 4 semanas. constipação intestinal. Também possui propriedades uricosúricas (hipouricemiantes) como o clorprotixeno. além dos extrapiramidais. o que equivale a uma dose para o adulto de 0. em doses entre 200 a 400mg. Além de quadros psicóticos agudos e crônicos. em estudos duplo-cegos. Com crianças. o que permite dose única diária (01. o isômero trans(E) do clopentixol carece da atividade de bloqueio dopaminérgico. Mas. com qualquer tempo de abstinência já alcançado. com esquizofrênicos crônicos. As conclusões desse estudo indicariam algumas possíveis vantagens para o zuclopentixol mas os autores sugerem a realização de ensaios com maior duração. geralmente ficando entre 2 e 20mg/dia. Os efeitos adversos mais comuns. Não demonstrou possuir as propriedades fototóxicas comuns em outros antipsicóticos. um risco sempre presente nestes pacientes. Viswanathan & Rajhkowa (290) alcançaram boa tolerabilidade e eficácia. No caso do zuclopentixol são encontradas concentrações plasmáticas 60 a 100% maiores nestes indivíduos (142. Deve ser usado com cautela em pacientes sujeitos a convulsões e com doenças sistêmicas graves (insuficiência hepática ou cardíaca. apesar de substrato para a isoenzima CYP 2D6. mas é preciso lembrar do risco de potencialização dos efeitos depressores sobre o SNC em caso de ingestão simultânea de álcool. hipotensão ortostática e vertigens. Como outros antipsicóticos.1mg (03). no manejo de comportamento hostil e heteroagressivo em pacientes senis (159). Como ocorre com outros tioxantenos. reduz o efeito hipotensor da guanetidina e a ação antiparkinsoniana da levodopa. As melhoras clínicas observadas se estenderam também a sintomas negativos como apatia e isolamento social. inclusive tioxantênicos (77). e requerendo redução das doses. Carney pôde observar melhoras significativas graduais ocorrendo durante todo o período (50). de acordo com as observações de Carney & Rutherford (51). com conseqüência clínica importante. 04). Borsetti e colaboradores (42). 61). assim como também nos distúrbios de comportamento em deficientes mentais (210). 267). propriedade também observada com o isômero cis e diversos outros antipsicóticos fenotiazínicos já mencionados. em aplicações de semanais a quinzenais. são sonolência. mostra-se um medicamento tão eficaz e seguro quanto a tioridazina. em média. Não deve nunca ser esquecida a possibilidade de o paciente ser constitucionalmente um Ametabolizador pobre@ da debrisoquina (deficientes na isoenzima 2D6 do complexo enzimático do citocromo P 450). podem ocorrer alterações transitórias das funções hepáticas no início do tratamento. distúrbios da acomodação visual.5 a 5 microgramas por dia. adolescentes e idosos as faixas de doses devem ser menores. 171.Coutinho e colaboradores da Fundação Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro (58). Deve ser recordado que com qualquer 98 .

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Na superdosagem com o preparado oral deve-se recorrer à lavagem gastrintestinal e uso de carvão ativado. Specificity and comparison with other models. 03. Alnaes R. 62(4):125-31. Convulsões devem ser tratadas com diazepam e as reações extrapiramidais com biperideno. Tures JF. 07. CLOPIXOL ACUPHASE (Brasil) (Schering & Plough) . Gravem A. evitando acentuar a sedação com o uso de outros anticolinérgicos mais sedativos. rapidamente reversíveis. 15. Allsop P. Nos casos de superdosagem. Amdisen A. The neuroleptic malignant syndrome. Bartels U. 13(1-2):77-85. 10. 90(3):412-6. No Brasil: CLOPIXOL (Brasil) (Schering & Plough) Dicloridrato. 14. et al. Twigley AJ. Acta Psychiatr Scand Suppl 1981. Bjorndal F. Overo KF. Química e Farm. Zimmerman HJ. Aaes-Jorgensen T. como ocorre com as fenotiazinas e a maioria dos antipsicóticos. Case report with a review of the literature. Tong CY. 19(4):364-72. Como um antipsicótico de perfil sedativo. Zimmerman HJ. Hagen TC. 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DOLANTINA Hoechst. A partir da acidental descoberta. Paul Janssen e dois jovens colaboradores iniciariam em Turnhout. a partir de 1957 -já com instalações maiores e PAUL JANSSEN cerca de 150 empregados. Butirofenonas Introdução Em 1953. nos testes preliminares de atividade analgésica e anticolinérgica em animais. MAGNOSTASE . conhecido como difenoxilato (COLESTASE .Sanofi-Synthelabo. inclusive no Brasil.difenilpropil) diisopropil metil-). com capital inicial de 1000 US$ por ele cedido.Neo Química).3. ao constatar resultados semelhantes às da clorpromazina e reserpina. ORNATROL SPANSULE. Janssen. novas substâncias foram sintetizadas em sistemática e numerosa série de derivados da 4-fenilpiperidina e da difenilpropilamina. como um popular descongestionante das vias aéreas (DESCON AP Aventis Pharma. na cidade de Beerse. De forma revolucionária.III. que a princípio pretendia apenas a síntese de novos narcoanalgésicos morfinomiméticos a partir de modificações na fórmula da meperidina (DEMEROL. (3-carbamoil3. (respectivamente. atividade de placa quente.culminariam na introdução de dois grupos completamente novos de neurolépticos: as butirofenonas e as difenilbutilpiperidinas (153). o clínico Constant Janssen. como os dois mais importantes grupos de antipsicóticos sintéticos introduzidos após os fenotiazínicos e tioxantênicos. LOMOTIL . AD50 e midríase. sem propriedades narcoanalgésicas. Durante estes trabalhos iniciais de síntese. Os recursos obtidos com a patente da primeira substância da série com aplicação terapêutica e comercialização. foi aproveitada como agente parassimpaticolítico e anticolinérgico e logo se tornaria bastante empregada. por parte do composto R 1187. os primeiros estudos químicos que. Ainda hoje encontra-se em comercialização no mundo todo. A isopropamida (Amonia. Enila). (recentemente submetida a controle especial. os novos compostos não guardavam parentesco estrutural direto com os tricíclicos (fenotiazinas e tioxantenos) e tampouco com reserpina e demais alcalóides da Rauwolfia. em pequeno laboratório de 20 m2 montado na empresa de importação de medicamentos de seu pai. MD50) resolveu redirecionar a pesquisa (182). as duas famílias de neurolépticos então já conhecidas. a equipe chegaria a outra substância sem aproveitamento como analgésico mas com utilidade como antidiarreico em associação com atropina. na Bélgica.Pharmacia Brasil. Os recursos obtidos com a comercialização da isopropamida e do 108 . a isopropamida ou composto R 79 (R de "research" e 79 como número de ordem de síntese) viabilizaram a continuação dos estudos. conforme relato do próprio Janssen (183) . aqui e no exterior): o composto R 1132. DOLOSAL Cristália). Elas não demorariam a ser consagradas nas décadas seguintes na clínica.

difenoxilato sustentaram os passos seguintes do grupo em direção aos novos antipsicóticos. De saída. a grande conveniência e comodidade propiciadas pela solução para uso oral (gotas). o que não deixava de surpreender colegas norte-americanos e europeus em visita ao país. droperidol e espiperona). sem recorrer a preparações injetáveis ou eletroconvulsoterapia. Janssen foi capaz de estabelecer interessantes relações de estruturaatividade para as butirofenonas (367). liga-se a uma amina terciária (amônia com os três átomos de hidrogênio substituídos) através de cadeia alifática com três átomos de carbono. a pesquisa já havia revelado cerca de dez novos neurolépticos comercialmente viáveis. foi registrado no departamento de patentes da Grã-Bretanha em abril seguinte. Estruturalmente as butirofenonas se caracterizam por um grupo fenila substituído ligado a grupamento carbonila divalente (=C=O) que. não possui o radical p-fluorobutirofenona. AHR1900. Na Europa: BUFLOMEDIL. que reproduz a conformação molecular da dopamina. em 1961. o baixo potencial para interações medicamentosas e. pelo menos na clínica psiquiátrica. com baixa adesão ou franca recusa ao tratamento. seria deflagrado processo tão rápido que. e diversos outros neurolépticos potentes foram sintetizados. 109 . No Brasil. três anos depois. A maioria dos compostos com utilidade clínica além desta cadeia possui ao menos um anel piperidínico ligado ao grupo amina terciária. Primeiro a partir do composto R 951 e depois de sucessivos derivados do R 1187 e do R 1472. Para não mencionar a baixa fototoxidez. chegar-se-ia a derivados da 4-anilinopiperidina (bemperidol. pelo menos. Note-se que o buflomedil (cloridrato de 2'. podem ser citados os compostos AL-499. nos quais um ou outros destes requisitos estruturais deixaram de ser preenchidos. sobretudo. nos pacientes idosos e nos mais jovens. especialmente por via parenteral. Janssen e seus colaboradores resolveram melhor explorá-las. Encontra aplicação clínica apenas como vasodilatador pela preservação das propriedades alfadrenolíticas. U-25. incolor. O haloperidol. 4-arilpiperazina (azaperona e fluanisona) e 4-piperidilpiperidina (pipamperona ou floropipamida). Apesar das diferenças moleculares com respeito às fenotiazinas. inodora e insípida. no Brasil. sua comercialização foi iniciada em 1963 pela Divisão Farmacêutica local da Johnson & Johnson. pacientes paranóides ou maníacos agudos. tornara-se claro para Janssen e equipe que o radical p-fluorobutirofenona. embora considerado butirofenona pirrolídínica. sintetizado em 15 fevereiro de 1958. A partir da síntese do haloperidol (composto R 1625) em fevereiro de 1958. Percebendo o efeito depressor sobre o sistema nervoso central e as propriedades neurolépticas inequívocas por parte de alguns dos derivados. recurso particularmente útil diante da necessidade de tratar. sem tolerância desenvolvida para efeitos sedativos e hipotensores. com ação ligeiramente mais rápida. FONZYLANE. LOFTYL). Esta preferência baseava-se na inédita potência antipsicótica da nova droga (menor sobrecarga metabólica ao permitir menores doses diárias em mg). quando da incorporação da Janssen Pharmaceutica pela empresa norteamericana Johnson & Johnson.Abbott. o antipsicótico butirofenônico mais conhecido e empregado. virgens de tratamento. além da ausência da temível hipotensão e dos problemáticos efeitos autonômicos observados com o emprego de antipsicóticos de baixa potência. logo alcançando definida preferência sobre a clorpromazina por parte dos psiquiatras brasileiros. Fenômeno semelhante ocorre com a aceperona ou acetabutona (R 3248).4'. era um componente essencial. sendo desprovido de ação antipsicótica. por sua vez. Outros derivados sem atividade antipsicótica.927 além de muitos outros. Tornar-se-ia ele o composto básico a partir do qual seriam obtidos todos os demais componentes do grupo e permanece sendo. Com a modificação dos substitutos na posição 4 do anel piperidínico (ou piperazínico).6'-trimetóxi-4-(pirrolidin-1-il)butirofenona) (BUFEDIL .

figura a setoperona (R 52245). muitos deles em centros de pesquisa fora da Europa. Muitas das novas butirofenonas não chegaram a se firmar na clínica como medicamentos antipsicóticos mas algumas estão relacionadas neste livro por seu interesse farmacológico e/ou histórico. como bloqueadores serotonino/dopaminérgicos. Pretendemos voltar à setoperona no capítulo final deste livro. os primeiros relatos de experimentação clínica com o grupo (haloperidol) devem-se à Caruso Madalena e colaboradores (235) no Rio. alcançando a azaperona (R 1929) e a fluanisona (R 2028) em junho e agosto seguintes e o trifluperidol (R 2498) em março de 1959.802A (cloridrato de 4'-fluoro4-[[4-(p-fluorofenil)-3-ciclohexen -1-il]-amino]butirofenona) surgida no mesmo ano. em abril de 1966. No Brasil. a espiperona (R 5147). Dentre as substâncias não examinadas formalmente neste capítulo. no ano de 1961 em abril. em dezembro. Dos antipsicóticos butirofenônicos já descobertos. Do mesmo modo. ambos publicados em 1963. introduzido em 1974 por pesquisadores japoneses (Sumitomo) como potencial antipsicótico. e Velloso & Paprocki (424) em Belo Horizonte. dar-se-ia o desenvolvimento pela equipe de Janssen de novo grupo de antipsicóticos estruturalmente aparentado. do que ao antagonismo dopaminérgico pós-sináptico clássico.Com o caminho já traçado. os dois ensaios inaugurais do triperidol. os investigadores. a curiosa butirofenona U 32. Em continuação. a ser examinado a seguir). ao das difenilbutilpiperidinas (pimozida penfluridol e outros. No ano seguinte também seria relatado ensaio clínico do grupo do Recife (163) e. Com mais alguns anos de diferença. o bemperidol (R 4584). atualmente estão em comercialização no país apenas o haloperidol 110 . mas que merecem ao menos citação. conduzidos independentemente por Romildo Bueno (46) e Caruso Madalena (234). Forte bloqueador serotoninérgico 5Ht2 e fraco bloqueador dopaminérgico D2 e um dos últimos compostos da série original de Janssen. Outro composto que merece ser citado é o ID 4708 (2'-amino-4'-fluoro-4-[4-(mtrifluorometil)fenil]-4-hidróxi-piperidino) butirofenona) um derivado amino substituído do triperidol. cujas propriedades neurolépticas se devem mais à depleção de monoaminas. desempenhou importante papel como uma espécie de elo perdido entre os antipsicóticos típicos butirofenônicos e os atípicos deles desenvolvidos (nos grupos benzisoxazólico e benzisotiazólico). seguindo-se. no Rio. apesar de não ter alcançado desenvolvimento como antipsicótico. como ocorre com a reserpina e a tetrabenazina. foi finalmente introduzido o bromperidol (R 11333). em junho o droperidol (R 4749) e. além da ampliação do grupo das butirofenonas. verificando-se nas décadas seguintes a completa exploração dopotencial farmacológico das butirofenonas com o desenvolvimento de outros compostos. ainda no mesmo mês de síntese do haloperidol (fevereiro de 1958). obtiveram o metilperidol (moperona) (R 1658). A pipamperona (R 3345) seria sintetizada em janeiro de 1960.

e o droperidol. O conhecido tranqüilizante VESALIUM (Johnson & Johnson) consistia numa associação de haloperidol (0.Johnson & Johnson) que foi posteriormente descontinuado pelo fabricante. examinamos o subgrupo das 4-piperidilpiperidinas e outras butirofenonas piperidínicas. muitos anos antes da consagração da hipótese dopaminérgica na etiologia da Esquizofrenia. na forma de isótopos radioativos (bromospiperona. A) O Haloperidol e As Butirofenonas 4-Anilinopiperidínicas (N-Fenil-4-Piperidinaminas) Afora o haloperidol. composto prototípico básico do grupo das butirofenonas. que necessitavam ser imobilizados à força. em terceiro lugar. Antes de ser retirado. como o antagonismo (bloqueio da hipercinesia e das estereotipias) da anfetamina e da apomorfina. os derivados mais importantes do subgrupo 4-anilinopiperidínicos. este último. fluspiperona. só empregado por anestesistas em procedimentos de neuroleptanalgesia. em doses baixas nesta indicação. considerarmos os compostos remanescentes em outras butirofenonas. A timiperona é uma butirofenona de síntese mais recente (final dos anos 70.3mg).3mg) e metil-iodeto de 2. e as butirofenonas 4anilinopiperidínicas. Iniciamos a seguir o exame das butirofenonas pelo. foi muito utilizado. foram todos alcançados no profícuo ano de 1961. No passado já tivemos a comercialização do trifluperidol (TRIPERIDOL . tratando-se de antipsicóticos típicos. e que serviu de referência na síntese dos demais componentes. ele foi inspirado pela constatação feita nos velódromos belgas. metilespiperona e iodospiperona). È de interesse ressaltar que foi durante o processo de busca por novos neurolépticos butirofenônicos a partir do haloperidol que Janssen intuitivamente conceberia testes animais que se tornariam paradigmáticos da ação antipsicótica.3mg) em comprimidos. ergotamina (0. sintetizado em 1958. no Japão). o haloperidol. hoje apenas usados como marcadores biológicos de receptores dopaminérgicos em estudos de neuroimagem. droperidol e espiperona. a partir da estrutura bicíclica da anilinopiperidina. Curiosamente. inclusive por generalistas. durante os anos em que era comum o uso de neurolépticos 4-arilpiperazínicos. e que não chegou a ser desenvolvida em nível mundial provavelmente por conta da saturação do mercado em termos de opções já disponíveis. São eles o bemperidol. neste esporte) por vezes desenvolviam uma hipercinesia tal. de que os ciclistas sob doping de anfetamina (então comum à época. praticamente.2 difenil4-hexametilenoimino-butiramida (0. para finalmente. Em seguida do subgrupo de derivados 111 . Aqui estão também relacionados derivados da espiperona posteriormente desenvolvidos. já que não conseguiam parar de pedalar terminada a prova.

270).6 a 20mg (27). 1-(1-(4-(4-fluorofenil)-4oxobutil)-4-piperidinil)-1.BEMPERIDOL (BENPERIDOL. Contudo.33 versus 1. Por razões comerciais. de modo semelhante ao pimozida. tendo instauração de efeito muito rápida. demonstrou uma rápida absorção (1:30 a 3:30h). Os ensaios para uso clínico em psiquiatria foram continuados a seguir na Alemanha (352. BENZOPERIDOL. dados muito significativos para a escolha da apresentação.2 e 7. com rápido início de ação e meia-vida curta. Como todos os antipsicóticos conhecidos. já foi possível demonstrar que concentrações plasmáticas tão baixas de bemperidol quanto 2 a 3ng/ml seriam capazes de depletar rápida e completamente os estoques hipofisários de prolactina. era nos anos 80 o neuroléptico mais potente então disponível.3ng/ml e 48. Esta sua propriedade farmacodinâmica poderia estar relacionada aos propalados efeitos comportamentais antilibido.3-diidro.2%. Mais recentemente. 269). como o droperidol. a propensão a reações extrapiramidais e hipotensão. Ensaiado inicialmente como antipsicótico por Haase e colaboradores em 1964 (144). Segundo o manual de Benkert. esta cara butirofenona ainda não teve sua especificidade categoricamente estabelecida. 10. já 112 . especialmente os de alta potência.1-(3-(p-Fluorobenzoil)propil)-4-piperidil -2benzimidazolinona ou: (R 4584) (8089 CB) (McN-JR-4584) (NSC 170982). 452) e França (23. meia-vida entre 5 e 10h. boa resposta sobre a sintomatologia paranóide e catatônica. BENZERIDOL. De qualquer modo. 87. FM: C22-H24-F-N3-O2 DD: 1. 107. Antipsicótico da mais alta potência. 426).3-diidro-1-benzimidazolil)piperidil]-butirofenona ou: 2-Benzimidazolinona. Sintetizado em abril de 1961 (poucos meses antes de outros derivados da 4-anilinopiperidina como droperidol e espiperona). com excreção renal muito pequena (0. inclusive nos distúrbios do comportamento de crianças com deficiência mental grave (348) e no Delirium Tremens (392).(410). inclusive no Brasil.6% versus 40.5 a 3mg (Lundbeck Institute Database). o preparado líquido para uso oral foi absorvido mais rapidamente. com altos níveis deste hormônio sendo rapidamente atingidos no plasma (354).ou: 1. BENZPERIDOL. 1 a 4mg . além do grande risco de depressão.1h. 396) demonstra grande afinidade pelos receptores opiáceos. no entanto. 408. 309. em 5 voluntários sadios do sexo masculino. Além de específico bloqueio dopaminérgico D2 (267. 1-(1-(3fluorobenzoil)propil)-4-(piperidil). num padrão que lembra o droperidol. Segundo o mesmo autor. 148. até mesmo por via endovenosa. Estudo de farmacocinética do preparado oral utilizando dose única fixa de 4mg. BENPERIDOLO. é antipsicótico útil no tratamento emergencial das psicoses agudas com intensa agitação psicomotora.1%) ocorrendo o desencadeamento de distonia aguda em dois dos indivíduos (117). 9 a 15mg (347). O bemperidol tem uma meia-vida curta. e até mesmo superior aos opiáceos clássicos como a meperidina e o propoxifeno (79). 0. nunca chegou a ser lançado em muitos países. respectivamente) (355). não recomendariam seu emprego em pacientes idosos ou esquizofrênicos com sintomatologia afetiva secundária (27). 83. GLIANIMONE) 4'fluor-4-[4-(2-oxo-2. tratando-se de medicação com utilidade em emergências. viria a ser introduzido na clínica somente em 1965. em estudos com tomografia por emissão de pósitrons (268. Em outro estudo com doses únicas de 6mg em pacientes esquizofrênicos. e particular utilidade nas emergências. (CAS RN 2062-84-2).ou: 2H-Benzimidazol-2-ona. 359. principalmente de custo. isótopos de derivados seus também vêm sendo utilizados como marcadores de receptores dopaminérgicos D2. produziu concentrações plasmáticas maiores e alcançou biodisponibilidade significativamente superior aos comprimidos (0. Embora seu emprego psiquiátrico tenha sido consagrado em países europeus continentais e no Reino Unido como o neuroléptico preferencial no tratamento de graves desvios de conduta sexual (onde está licenciada na indicação desde 1974) (71.

3.2. PSYCHOBEN (Itália). viria a ser proposto como um novo marcador biológico dos receptores dopaminérgicos centrais D2 na forma de isótopos radioativos (75Br. por Andrade e seus colaboradores (09).teve seu emprego relacionado à Síndrome Neuroléptica Maligna e rabdomiólise (82.benzimidazolinona ou: 1-(1-(4-(p-Fluorofenil)-4-oxobutil)-1. 2-Benzimidazolinona. Não disponível comercialmente no Brasil. Não há notícias de seu aproveitamento como medicamento antipsicótico. FRENACTIL (França) – 2mg/ml sol oral. pela alta afinidade demonstrada por estes receptores em estudos de imagem por raios gamma (113.6tetraidro-4-piridil. Sintetizado em junho de 1961 mas só introduzido em 1963.il)-1. (CAS RN 548-73-2) FM: C22-H22-F-N3-O2 DD: 18. 76Br ou 77 Br-p-bromospiperona) que logo ganharam notoriedade. 205.5 a 38mg VO (143). a partir da reação da espiperona com a bromina na tentativa de obtenção de um novo composto antipsicótico (157).2. Logo no ano seguinte à sua introdução. 391). 201.6tetraidro-4-piridil)-2-.3. BROMOSPIROPERIDOL) 1-(p-bromofenil)-8-[3-(p-fluorobenzoil)propil]-1. FRENACTYL. DHBP) BROMOSPIPERONA (BROMOSPIPERONE. 292) e. 1-(1-(4-(4-fluorofenil)-4oxobutil)-1.ou: 1-(1-(3-(p-Fluorobenzoil)propil)-1. FM: C23-H25-Br-F-N3-O2 Trata-se do derivado bromado da espiperona (p-bromospiperona) que foi sintetizado já no início da década de 80.2. Frussa Filho & Palermo Neto da Escola Paulista de Medicina (115).3diidro. Não disponível comercialmente no Brasil. No Exterior: ANQUIL (Reino Unido).2. in vivo. GLIANIMONMITE. CONCILIUM. possui também ação significativa de bloqueio alfadrenérgico (441). 249. GLIANIMON (Alemanha) comp 2mg.6-tetraidro-4-piridil)ou: 2H-Benzimidazol-2-ona.3. É uma butirofenona com ação curta (meia-vida de 1 a 2h). com efeitos sedativos maiores que o haloperidol e cuja hipersensibilidade dopaminérgica central após o uso continuado parece ter características peculiares. 266).5]decan-4-ona. Sua patente pertence à empresa norteamericana Argonne National Laboratories.3. com tomografia por emissão de pósitrons (PET-Scan)(56. IM. amp 2mg/1 ml. 2. 245.5 a 10mg. Vários anos depois (1976) viria a ser ensaiado no Brasil em emergências psiquiátricas. Além de bloqueador dopaminérgico D2 pós-sináptico relativamente seletivo. logo a seguir. 1-(1-(3-(pfluorobenzoil)propil)-1. nem referência a preparações farmacêuticas ou faixa de doses diárias. não alcançando desenvolvimento clínico muito provavelmente por não apresentar vantagens sobre outras butirofenonas já bem consagradas como agentes antipsicóticos. 113 . sol 2mg/ml (20gts). em estudos com animais (146) e com seres humanos. DROPERIDOL (DEHIDROBENZPERIDOL. Derivado da 4-anilinopiperidina como o bemperidol e a espiperona.6-tetraidro-4-piridin.)-2-benzimidazolinona ou: (R 4749)(R 7481)(BRN 0579168) (HSDB 3320) (NSC 1698740) (McN-JR-4749). conforme já demonstraram entre nós. 3. 8-triazaspiro [4.

isoladamente ou em associação com haloperidol por via endovenosa na maior parte dos serviços psiquiátricos de emergência. no Instituto de Psiquiatria de Londres (310). em alguns casos. Nos anos 70. 326). também o seu emprego isolado como antipsicótico oral rotineiro. no controle a longo prazo da hiperatividade. 286). tem ganhado crescente interesse no tratamento do Delirium. 432) e como medicação antivertiginosa em casos refratários da Síndrome de Menière (19. 99. também confirmou superioridade sobre o lorazepam no tratamento da intoxicação aguda por metanfetamina (120. 143). 417) apesar de resultados insatisfatórios no Delirium Tremens (142). 439). embora tais resultados devam ser tomados com reserva visto não haver. como neuroleptanalgésico. como ocorre. O uso endovenoso do droperidol. Assim. foi empregada em quatro crianças comatosas. 157. 299. 259). por via parenteral. 320. quando foi enfatizada a necessidade de maiores estudos e experiência clínica com esta indicação. o droperidol já fora significativamente superior ao placebo no estudo duplo-cego de van Leeuwen e colaboradores (420) com pacientes agudos agitados. arritmias do tipo “Torsade de Pointes”. por via oral (34. 438. 371. Interfere com a repolarização cardíaca de forma dose-dependente (97. além de outras reações extrapiramidais na vigência de infusão epidural contínua em adultos (12. na literatura. tanto em adultos quanto em crianças (116. registros semelhantes. apareceu ao lado da tioridazina. fora dos episódios agudos de agitação. 94. com doses iguais. sistemática superioridade sobre o haloperidol. 77. com surpreendente eficácia e segurança (51). por via intramuscular no tratamento das emergências psiquiátricas com agitação psicomotora. Por via endovenosa. 63. bem como Edema de Quincke (295) e outras reações anafilactóides (04. embora nem sempre tenha tido sua eficácia como antiemético confirmada (177). só não confirmada no estudo de Thomas. 324. preferencialmente em associação com fentanil [No Brasil: INOVAL Cilag) e NILPERIDOL (Cristália)]. Usado isoladamente. hipertermia maligna (111. permanece discutível (312. Estudos laboratoriais com animais (porcos) não foram capazes. ainda que controversamente.Desde sua introdução. parece ser ainda generalizada a preferência pelo diazepam. aliás. especialmente quando em associação com outras agentes miocardiotóxicos. 230). Em recente levantamento conduzido por investigadores britânicos em pacientes psiquiátricos. 434). quando a via utilizada foi a EV (325. Também tem sido utilizada como medicação coadjuvante pré-anestésica e na profilaxia das náuseas e vômitos do pós-operatório por via endovenosa (47. 61. 366. de confirmar miocardiotoxicidade 114 . distonia supraglótica com disfonia (435). 353. na faixa de 10 a 80mg/dia. em tentativa heróica de controle da instabilidade autonômica observada em lesões traumáticas do tronco cerebral. e por via oral em pré-cirurgia infantil (210). porém. disforia e tentativas de suicídio como reação tardia. 122). uma forma de préfibrilação ventricular (141. acatisia. na dose inicial de 10mg. 412). Em ensaios clínicos. em neuroleptanalgesia de atos cirúrgicos. empregado em associação com o midazolam no manejo dos estados de agitação pós-ECT (154. gradualmente. distonias agudas (302). até 7g numa criança de 12 anos!). 42) mas. endoscópicos e radiológicos. tem sido primordialmente empregada. na França. demonstrou utilidade no manejo de formas graves de estado maníaco. 398). 48. Em psiquiatria. Também foi responsabilizado por indução de hipertensão arterial em portadores de feocromocitoma (41. Mas. tanto no estudo de Resnick & Burton quanto no de Thomas e sua equipe. os resultados foram parciais (50).5mg) (327) e endovenosa (336. ou em crianças e adolescentes em associação analgésica com morfina (98. De fato. superioridade aliás. até atingir altas doses (no prazo de 2 1/2 meses. por via oral. 118. por exemplo. o droperidol por via intramuscular já demonstrou. 166. Recente metanálise da Cochrane conduzida por Cure & Carpenter chamou atenção para a escassez de sólidas evidências experimentais que possam consubstanciar a proposição de um uso preferencial do droperidol nas psicoses agudas com agitação e/ou comportamento violento (80). 382). automutilação e heteroagressividade de deficientes mentais. 137) e intermação (“heat stroke”)(108). 276) ou epidural (172). 197). 66. parkinsonismo persistente (331). Foi proposta como a potencial medicação de escolha. como um antipsicótico correlacionado a maiores riscos de registro de prolongamento do intervalo QTc (323). Foi usado com êxito no tratamento das enxaquecas severas por via intramuscular (2. foi implicado em Síndrome Neuroléptica Maligna (30. agitação em pacientes orgânico-cerebrais e tem sido. 431). 285. no manejo do choque vascular periférico e no infarto do miocárdio (13. já que a maioria dos relatos deste emprego de que se dispõe serviu-se da via endovenosa (33. 313. 284. 278). por enquanto. prolongando o espaço QT e determinando.

171. determinou que a Aknor Farmaceuticals incluísse advertência explícita na bula do INAPSINE quanto ao risco cardiovascular. amp. cintilográficos e mais recentemente.3. 440). 390. É um derivado butirofenônico da 4anilinopiperidina do mesmo modo que o droperidol e o bemperidol. 69. Av. 5mg/2ml IM Sol Inj. (CAS RN 749-02-0) FM: C23-H26-F-N3-O2 DD: a partir de 0. SINTOSIAN. a JanssenCilag o retirou de sua linha de comercialização desde 1999. Em três casos descritos por Faigel e colaboradores (104). sob a forma do isótopo [11C] Nmetilespiperona. por apresentar afinidade pelos receptores dopaminérgicos estriatais muito superior à do haloperidol. 264. e um dos mais potentes antagonistas dopaminérgico D2 que se conhece. THALAMONAL.ou: Butirofenona.3. No Brasil: DROPERDAL (Cristália) – amp (2. cx c/ 25 e 50 amp. sim.ou: 8-(3-p-Fluorobenzoil-1-propil)-4-oxo-1-fenil1. -intervalo QTc maior que 440 msec. mas somente introduzido comercialmente em 1969. Fco. Sintetizado pela equipe de Janssen em dezembro de 1961. NILPERIDOL (Cristália) – associação: 2. na tomografia por emissão de pósitrons (PET-Scan) com numerosas referências em publicações especializadas (44. THALAMANOL.2. foi também utilizado como antipsicótico em outros países europeus (298) mas. e o medicamento acabou sendo retirado em alguns países.3. INAPSINE. portanto.5mg/ml) emb c/50 de 1ml. Apesar destas recomendações tranqüilizadoras.3.8-Triazaspiro(4. INOPSIN. No Brasil. Paoletti 363 (13970000) Itapira SÃO PAULO (019) 863-9500 (98) 7026 (019) 8639580. INAPPIN. -doses superiores a 50mg/dia e -uso simultâneo de outras drogas arritmogênicas ou antiarrítmicas.3. PROPERIDOL. 8-(3-(pfluorobenzoil)propil)-1-fenil. Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.5mg/ml IV Sol Inj. hipocalemia e hipomagnesemia e concomitante uso de vasopressina reforçam estas recomendações. -presença de distúrbios hidroeletrolíticos (especialmente potássio e magnésio). 8-(4-(4fluorophenyl)-4-oxobutyl)-1-phenyl. LEPTANAL.5)decan-8-il). 211. voluntariamente.5)decan-4-one. No Exterior: DRIDOL.25 a 5mg/k) como marcador biológico de receptores dopaminérgicos centrais (D2-like) e serotoninérgicos (5Ht1A/D e 5Ht2A) (351) em estudos autorradiográficos.ou: 1.8triazaspiro(4. 60. 305. LEPTOFEN. 4'-fluoro-4-(4-oxo-1-fenil-1.4mg (144).8-Triazaspiro(4. a ser muito utilizado na experimentação animal (na faixa de 0. 50mg/10ml Sol Inj. Passou.5)decano ou: 8-(3-(p-Fluorobenzoil)propil)-1-fenil-1. 212. sem a necessidade de suspensão do droperidol quando o prolongamento do intervalo QTc vai apenas até 25% do basal (219).5)deca-n-4-ona ou: (R 5147) (E 525) (BRN 0632204). ex. INNOVAR. pelo próprio fabricante (DROLEPTAN. no Reino Unido e na França no início de 2001). a FDA em dezembro de 2001. VETKALM. na linha de produtos da Cristália.. SINTODRIL. a presença de cirrose (insuficiente metabolização hepática levando a concentrações mais altas).6mg/k (52) e ampla revisão da literatura apenas recomenda cautela no uso em seres humanos diante de pacientes com: -doença cardíaca prévia. Sol inj amp de 2ml. INOVAL. c/25 de 10ml com conservante. SPIROPERIDOL) 1. INNOVAN. DROLEPTAN (Reino Unido)(França).8-triazaspiro(4-.5mg de droperidol + 50 µg de fentanil/ml.5)decan-4-ona. 115 . virtualmente desapareceram da vasta literatura a seu respeito menções a eventual utilização terapêutica. Após ensaios clínicos pilotos alemães (144). ESPIPERONA (ESPIROPERIDOL. SPIPERONE. Secundariamente mostra afinidade pelos receptores serotoninérgicos subtipo 5Ht2. mesmo em altas doses como 0. emb.8triazaspiro(4. 20mg/ml Sol Oral. com grande potencial para efeitos extrapiramidais. 281. p.significativa para o uso veterinário. atuando como agonista inverso em 5Ht1A. mas a substância continua disponível isoladamente (DROPERDAL) ou em associação com a fentanila (NILPERIDOL). HALKAN. 159.

448). conforme a definição por Delay e Deniker (89.66mg/dia). 90) de 1955. a partir dos primeiros ensaios clínicos por Divry. figurando com destaque. O primeiro artigo publicado dava conta. em 28 de outubro de 1958. FLUSPIPERONA (FLUOROSPIROPERIDOL. inclusive por via oral. clorpromazina e haloperidol mantinham-se. tendo ultrapassado na maioria dos países. 4-(4-(4-clorofenil)-4-hidróxi-1piperidinil)-1-(4-fluorofenil)-. de sua eficácia em estados de agitação psicomotora. a clorpromazina (413. na Bélgica no ano seguinte.ou: gama-(4-(p-Clorofenil)-4-hidroxipiperidino)-pfluorbutirofeno. ainda recentemente.930). 1-(3-p-Fluorobenzoilpropil)-4-p-clorofenil-4hidroxipiperidina ou: 4'-Fluoro-4-(4-(p-clorofenil)-4hidroxipiperidinil)butirofenon. muito menos. como os antipsicóticos mais utilizados em todo o mundo. o advento da risperidona e outros atípicos. ambos. Não consta ter passado por sistemático desenvolvimento farmacêutico. Esclareça-se que a denominação galoperidol. inicialmente nome-fantasia. Desde então é certamente o antipsicótico de alta potência mais prescrito no mundo inteiro. Posteriormente. HALOPERIDOL (GALOPERIDOL) 1-Butanona.a ou: 4-(4-Hidróxi-4'-cloro-4-fenilpiperidino)-4'fluorbutirofenona ou: (R 1625) (BRN 0331267) (HSDB 3093) (McN-JR1625) (NSC 170973) (CAS RN 52-86-8). 4-(4-(p-clorofenil)-4hidroxipiperidino)-4'-fluoro. com a redescoberta da clozapina.Não disponível comercialmente no Brasil. 3 a 12ng/mL (248). o perfil de neuroléptico. (191). 308). 1 a 15mg VO. referências a eventual emprego clínico experimental como antipsicótico. não havendo.3. psiquiatras do Hospital de Liege. 4 a 17ng/mL (179). FM: C21-H23-Cl-F-N-O2 DD: 1 a 15mg Via Oral (VO) e Intramuscular (IM) e 25 a 200mg/mês IM-Dépôt (média máxima de 6. e nos Estados Unidos em 1960. Bobon e Collard. Foi inicialmente registrado no Departamento de Patentes da Grã-Bretanha em abril de 1958. FLUSPIPERONE) 8-[3-(p-Fluorobenzoil)propil]-1-(p-fluorofenil)1. No Exterior (como antipsicótico): SPIROPITAN (Bélgica)(Alemanha). 2 a 40mg VO (248. em todas as últimas revisões da Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde. (CAS RN 54965-22-9) FM: C23H25F2N3O2 À semelhança da bromospirona e iodospirona é mais um derivado p-halogenado da espiperona. Não disponível comercialmente no Brasil.8-triazaspiro[4. no cômputo geral.na ou: 4-(4-(p-Clorofenil)-4-hidroxipiperidino)-4'fluorobutirofenona ou: 4-(4-(4-Clorofenil)-4-hidróxi-1-piperidinil)-1-(4fluorofenil).a ou: 4'-Fluoro-4-(4-hidróxi-4-pclorofenilpiperidino)butirofenona ou: 4'-Fluoro-4-(4-hidróxi-4-(4'clorofenil)piperidino)butirofenon.5]decan-4-ona ou: (R 28. 2 a 12ng/mL (308).ou: Butirofenona. NT: 4 a 26ng/mL (287).-1-butanona ou: 116 . foi empregada apenas em países da antiga União Soviética. 4'-fluoro-4-(4-(p-clorofenil)-4hidroxipiperidino).ou: Butirofenona. embora perdendo em número de prescrições. Sintetizado em 11 de fevereiro de 1958 por Bert Hermans no laboratório liderado por Janssen e sua equipe. Nos últimos anos. 5 a 20ng/mL (191). e introduzido comercialmente em 1959. 182). viria a ser confirmado pelos psiquiatras da escola francesa no hospital Sainte-Anne (134.

a julgar por estudos no rato.084). colocam o haloperidol entre os antipsicóticos com maior seletividade D2 em relação a D4. Farmacocinética É bem absorvido por via oral. 303. considerados importantes moduladores dos receptores glutamatérgicos subtipo NMDA (Nmetil-D-aspartato) (28. segundo o estudo de Kusumi e colaboradores (209). Quando usado em doses terapêuticas atinge concentrações no cérebro. com uma taxa de ligação às proteínas plasmáticas em torno de 90%. onde se distribui uniformemente. além de eficácia sobre os sintomas negativos dos pacientes esquizofrênicos (321). entre os antipsicóticos estudados. 361) e pequenas ações alfa1 (1A e 1B) e alfa2-adrenérgica (307). 335. enquanto esse seu efeito nos receptores D2 e D3 não passa de 20%. predominante no cerebelo (227). 326). cerca de 2 a 4 vezes menor. ao contrário de seu congênere droperidol (120. quando um mês de haloperidol duplica a densidade deste subtipo de receptores no striatum. Handbook of Psychiatric Drug Therapy. 248). situando sua razão D4/D2 em 0. Apenas para ilustração.Farmacodinâmica Potente antagonista dopaminérgico D2like (D2. indicando forte desbalanceamento em favor do bloqueio dopaminérgico D2. e menor ação. D3 e D4). Foi sugerido que o haloperidol atuaria como agonista parcial nos receptores alfa1adrenérgicos cerebrais (37). pela clorpromazina (0. Todo este quadro lhe confere baixo perfil de efeitos vegetativos autonômicos e moderado efeito sedativo. onde predomina o subtipo D2 propriamente dito. Lahti e equipe (213). de que ele e outros antagonistas dopaminérgicos. 2000. Ao contrário de outros 117 . recentemente robustecidas. implica menos efeitos adversos extrapiramidais.022. no caso do haloperidol a razão seria da ordem de 0.) contém o grau de afinidade do haloperidol pelos diferentes tipos de receptores centrais (quanto maiores as concentrações necessárias para saturação. Lippincott. 152. 233). sugerindo excreções proporcionais na urina (46%) e fezes (53%) (263). foi sugerida como critério farmacodinâmico para caracterização de atipicidade que.034) e racloprida (0. 170. de 10 a 30 vezes maiores que as plasmáticas. muscarínicos e histamínicos). Note-se a baixa afinidade em D1 (item 1) e H1 (item 8) e baixíssima em 5Ht2C (item 6) e Ach (item 9). não nos foi possível encontrar na literatura relatos de seu emprego clínico no manejo da farmacodependência em seres humanos. com grande potência antipsicótica e acentuados efeitos motores extrapiramidais. 81.8 dias em média (198). neuroendócrinos e cognitivos. com muito pouca ação em outros receptores (serotoninérgicos. o que permite sua administração em dose única diária. com ação mais acentuada no striatum. aproximadamente (349). maior a afinidade). p8. atuariam como agonistas inversos nos receptores D1A (54). Sua farmacocinética não se diferencia em voluntários sadios da encontrada nos pacientes psiquiátricos (67). porém. Tal efeito não pôde ser comprovado nos receptores D4 do córtex frontal desses animais. Sua ação nos receptores dopaminérgicos D1-like (D1 e D5) é proporcionalmente muito mais fraca (162.31.001). Philadelphia.8 e na melperona (uma butirofenona 4piperidilpiperidínica com características de atipicidade) em 1. O haloperidol age nos receptores opióides sigma. quanto menor a constante de dissociação. na clínica.3. O histograma a seguir (Sequência 1) (modificado de Arana GW & Rosenbaum JF. alcançando biodisponibilidade de cerca de 70%. Na clozapina esta razão é estimada em 2. inclusive a clozapina. (49. Embora tenha sido confirmada sua capacidade em antagonizar a hipersensibilidade dopaminérgica determinada pela metanfetamina (base do preparado ilícito “ecstasy”) em animais de experimentação (208). no subtipo D3. Há evidências.5h). Tem meia-vida de 18h (+/-6. 4th ed. 433). com sua meia-vida de eliminação no órgão chegando a 6. 185. É também antagonista relativamente potente em D4 . Há estudos em animais. trifluoperazina (0. menor a afinidade e.12. Williams & Wildins. com uma excreção renal em torno de 40% (156. só sendo superado em valores ainda menores. Proporção entre as ações de bloqueio 5Ht2 e D2 (Razão de Meltzer) igual ou superior a 1.

uma vez na fase de manutenção. 419).antipsicóticos com numerosos metabólitos e com concentrações mais ou menos erráticas. a taxa de ocupação D2. porém. Por outro lado. Recomendam-se doses mensais de decanoato de 10 a 15 vezes maiores em mg que a dose oral diária eficaz (423). o haloperidol teria também uma terceira via metabólica. Convém. sua meiavida de eliminação é de cerca de 3 semanas com concentrações plasmáticas estáveis (“steadystate”) não sendo obtidas senão após 3 meses. a maioria dos pacientes. no estudo de McKane e colaboradores (em média. As concentrações plasmáticas de seu principal metabólito. a perfenazina. 386). em média (114. Num dos estudos mostrou uma meia-vida de eliminação de 27. a tioridazina e o zuclopentixol. 126mg/mês de decanoato de haloperidol versus 106mg de decanoato de flufenazina). deve-se a Jorge Alberto Costa e Silva e seus colaboradores em 1984 (376). O haloperidol é metabolizado principalmente por glicuronidação através da isoenzima (CYP 450) 3A4 (uridino-difosfoglicoseglicuronosil transferase). o haloperidol. atingindo concentrações plasmáticas equivalentes a uma dose oral diária de 10mg já na terceira semana e concentrações estáveis já no final do 1º mês. e solução oral). com boa tolerabilidade. Esta última é a principal enzima no metabolismo de muitos outros antipsicóticos. sugerindo inatividade farmacológica. é comercializado também sob a forma de preparados para uso parenteral: solução injetável para uso IM ou EV (ampolas de 1ml c/ 5mg) e sob a forma dépôt (decanoato de haloperidol) em ampolas de 1ml com 50mg para aplicações mensais (50 a 150mg).5mg do preparado oral diário. 296. Wei e seus colaboradores propuseram uma neuroleptização intensa com 100mg/semana nas primeiras 4 semanas. mas também em menor proporção por redução pela (CYP 450) 2D6 (carbonil-reductase). com aplicações parceladas nas duas primeiras semanas. mesmo com uma redução de até dez vezes a dose oral no curso de 3 a 4 meses.5% de afro-americanos e em 2 a 10 % dos asiáticos da raça amarela (25). Já se reuniram evidências. uma semana após uma aplicação de 50mg de decanoato de haloperidol. Sua presença pode sofrer grande variação inter e intrarracial. não obstante a utilização de doses significativamente menores (239. entre os quais a clorpromazina. realizada por Irismar de Oliveira e colaboradores do Departamento de Farmacologia e Fisiologia da Universidade Federal da Bahia. o haloperidol reduzido. podendo mostrar-se deficiente em 5 a 8% de indivíduos caucasianos. permanece bem. 189). Leblanc e sua equipe 118 . 421). já se encontram níveis plasmáticos detectáveis dentro de 1 hora. e risperidona e sertindol entre os atípicos. segundo eles (436). entre os típicos. antipsicóticos mais seguros nestes sub-grupos populacionais (291. com concentrações plasmáticas ainda detectáveis até 13 semanas após a suspensão (64). O fato de não ser majoritariamente metabolizado pela CYP 2D6 faz do haloperidol e outras butirofenonas como o bromperidol. 369. totalizando 20 vezes a dose oral diária (103). 124. A primeira publicação sobre o uso experimental do decanoato no Brasil em pacientes esquizofrênicos. após o mesmo período (346). explicando o fenômeno da janela terapêutica (65). 8. Foi verificado que a administração de altas doses de haloperidol levam a uma proporção maior de haloperidol reduzido (RH) em relação à drogamãe(H). Doses inferiores ou superiores a estas estariam relacionadas à redução da eficácia e/ou tolerabilidade. muito embora propiciando concentrações plasmáticas e níveis de prolactina menos erráticos que a flufenazina. 32. lembrar que o risco de Síndrome Neuroléptica Maligna e de outros efeitos adversos extrapiramidais aumenta muito com o uso de preparados dépôt em altas doses. que alguns metabólitos piridínicos do haloperidol (HPP+. fato que se inverte nas doses mais baixas (RH/H < 1). Finalmente. não parecem exercer nenhuma influência na ação antipsicótica e nos efeitos extrapiramidais da droga-mãe (418). situa as concentrações ideais na faixa entre 4 a 26ng/ml (287). Após uma única aplicação. Além de apresentações para uso oral (comprimidos de 1 e 5mg. Recente e ampla revisão metaanalítica da literatura. por oxidação.4 ± 8. na prevenção de recaídas. foi possível estabelecer uma janela terapêutica para o haloperidol. em estudos animais. RHPP+ e outros) têm ação neurotóxica. Já Ereshefsky e colaboradores haviam obtido bom resultado. mas os picos de concentração só são alcançados em 3 a 7 dias.6 dias. A forma decanoato atinge seus picos plasmáticos em 7 dias. mas o verdadeiro significado deste achado no emprego clínico em seres humanos ainda não está inteiramente esclarecido (02. A maioria dos estudos comparativos com preparados dépôt indica uma eficácia equivalente das diversas substâncias mas. 332. envolvendo pacientes esquizofrênicos. após a passagem da preparação oral para parenteral de depósito. No ensaio de Scherer e equipe. correspondeu àquela obtida com 4. apresentou uma menor eficiência quanto à prevenção das recaídas (250).

permanecia ainda recentemente como o antipsicótico mais empregado. Curiosamente. pelo mesmo motivo sendo superado pelo droperidol. para a agitação psicótica. foi sugerida a utilização do haloperidol por dripping endovenoso em formas graves e refratárias de agitação em doses de até 600mg/dia (!!) (106) mas deve ser lembrado que a via endovenosa (mesmo em doses menores) só excepcionalmente estaria justificada pela potencial iatrogenicidade arritmogênica. o mapeamento pelo EEG quantitativo (aumento significativo da potência do ritmo alfa em todas as áreas e do teta nas temporoparietais) bem como a redução nos escores da BPRS em 2 semanas. 31. já na fase de manutenção. além da Esquizofrenia. 59. na mesma dose e mesma via de administração (325. na abstinência de opiáceos (379) e na intoxicação por cannabis (muito embora com maiores efeitos adversos que a olanzapina. 345). piora mínima da psicopatologia e possibilidade de identificar a Discinesia Tardia ainda em fase precoce (224). mas. na dúvida. 178. geralmente por via oral. por sua maior rapidez de ação. para os pacientes tratados na fase aguda com altas doses. Apesar do maior risco de efeitos extrapiramidais e de neurotoxidez na associação com lítio. Ainda recentemente. 443.sugerem. 232. Também foi empregado isoladamente no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (283) e como coadjuvante à fluvoxamina no tratamento da comorbidade com a Síndrome de Gilles de La Tourette (TOC mais “tics”) (276). Em estudo multicêntrico coordenado por Tollefson de 1998 (414) foi. especialmente em pacientes idosos e/ou físicamente debilitados. Mania e Transtorno Esquizoafetivo (21. Apesar de bons resultados recentes também com o droperidol. 383). É interessante notar que em associação com a amitriptilina. 216. em psicoses desencadeadas pela corticoterapia (05). seja pelo risco particularmente alto de 119 . após as 12 primeiras semanas de acompanhamento. Também é usada a associação de haloperidol (20mg) com o diazepam (20mg) (279). 385) o que mais tarde não seria de todo confirmado em trabalhos do mesmo grupo (76. 129. nos pacientes bipolares com Mania Aguda. induzido ou não por substâncias psicoativas (06. ainda é a medicação mais usada no Delirium. Indicações Há muito o haloperidol costuma ser utilizado no controle da agitação psicomotora por via intramuscular (105. Lowe & Batchelor também registraram respostas dramáticas. 186. 412). a cada 4 semanas. controlados. 357). De qualquer forma parece que o decanoato teria menor incidência de efeitos extrapiramidais a médio prazo que doses correspondentes do haloperidol oral (84). ao garantir menor incidência de distonias e acatisia (255). inclusive Cicladores Rápidos (231).na Psicose Pós-Ictal do Epiléptico (314). 377). usada isoladamente. isoladamente ou em associação com hipnossedativos benzodiazepínicos ou não. com grande redução nas recidivas. no tratamento de síndromes psicóticas com sintomas depressivos (274) e equivalente à zotepina em associação com antidepressivos tri e tetracíclicos na Depressão Delirante (445). Schellenberg e colaboradores demonstraram de modo interessante que. nos países que disponibilizam a preparação parenteral deste benzodiazepínico (24. 112. superado pela olanzapina de modo estatisticamente significativo. Em esquemas mais prolongados. Na Esquizofrenia iniciada ainda na infância. 384. o haloperidol mostrou-se superior em eficácia à risperidona. o haloperidol por via endovenosa em doses moderadas. 289. porém. até uma redução final de pelo menos 50%. com benefícios sobre escores de sintomas negativos. na melhoria dos sintomas depressivos de esquizofrênicos. pela ausência de ação anticolinérgica significativa. Mostrou-se superior à clorpromazina (127) e ao clonazepam (70) nesta indicação em ensaios duplo-cegos. bem toleradas. mas a utilização repetida de haloperidol por via endovenosa não costuma se fazer sem o risco de desordens motoras quando da retirada (329) ou mesmo desenvolvimento de encefalopatia tóxica (247) e transtornos cardiovasculares (200. com boa tolerabilidade. nesta última indicação) (29). após a aplicação inicial de 100mg de decanoato. Transtorno “border-line” de Personalidade (358. utilizando via intramuscular. teria mostrado alguma utilidade no Transtorno Esquizofreniforme (253). já demonstrou eficácia até mesmo no tratamento de um caso de Delirium induzido por clozapina (387). Também aqui a associação com benzodiazepínicos traz bom resultado. podem servir como parâmetros para a otimização das doses futuras (344. 121). 449). embora superada em eficácia pela clozapina. uma redução de 10% do haloperidol. tanto sobre sintomas negativos quanto positivos. É consagrada a associação de haloperidol (5mg) e lorazepam (2 a 4mg) IM. 341. 375) ou endovenosa.

293. 301). 399. 429. 333). na agitação de pacientes com Demência (embora com maior perfil de efeitos adversos que outras substâncias como a trazodona (397). Admite-se que o haloperidol não teria efeito. 318. já há tanto tempo descrita pela escola francesa. 39) ou pelo pimozida (256)-. com resposta duradoura ao decanoato de haloperidol. 425) e nos vômitos do pós-operatório (446). 30. quando este típico antipsicótico de alta potência. hipertermia maligna (18. 62. de difícil tratamento (173. 364) -agora já com propostas de substituição pela associação baclofen (agonista GABAB) + toxina botulínica tipo-A (16. 415). 228. que o haloperidol inibiria a liberação de citoquinas inflamatórias (1betainterleucina) e do fator-alfa necrotizante do tumor o que poderia explicar a ação benéfica casualmente verificada sobre a artrite reumatóide (272). Recentemente foi confirmado. 334. no Hemibalismo (405). 317. Distonia Faringo-Laringéia (110. 394. Efeitos Adversos Na condição de protótipo de antipsicótico de alta potência. 254). nos Transtornos Invasivos do Desenvolvimento (08. Shalev e seus colaboradores em sua revisão de 1989. além de menos efeitos 120 . Discinesia Tardia (20 a 50%). não há registro na literatura de outros ensaios semelhantes nesta indicação. Provavelmente isto se deve á ausência de distinção de sintomas negativos e cognitivos agudos (precoces. Já se constatou sua capacidade em reduzir a pressão intraocular (68. por uma recente metanálise de estudos randomizados envolvendo os novos atípicos. 437). de modo até mais intenso que o timolol e a pilocarpina (430). isoladamente ou em associação com outros antipsicóticos (10. com boa eficácia e tolerabilidade. 223). 20. complicada ou não por Insuficiência Renal Aguda com mioglobinúria (100) e Coagulação Intravascular Disseminada (244). 330. Recente artigo sugere seu aproveitamento nas crises agudas severas de enxaqueca em “dripping” endovenoso. 406. e até poderia agravar sintomas negativos esquizofrênicos. ganho ponderal. o haloperidol apresenta grande risco de Acatisia e Distonias Agudas (50 a 90% dos pacientes). aliás. Já esteve relacionado à ocorrência de rabdomiólise na ausência da Síndrome Neuroléptica Maligna completa (241. 416. 273. em sintomas psicóticos em lesões cerebrais anteriores (206). 351. 91. Reações Catatoniformes (126. 246. 315. com um risco maior para os pacientes com Síndrome Orgânico-Cerebral preexistente (362). 136. 229. Parkinsonismo Medicamentoso (58). 237. 169. Sydenham e Gravídica (128. 135) e Síndrome Neuroléptica Maligna. na Síndrome de Gilles de La Tourette (38. como antiemético equivalente a proclorperazina na quimio e radioterapia (73. 243) mas também há relato na literatura de um caso completo após uma única aplicação de haloperidol (195). Read & Batchelor (322) também descreveram bons resultados do decanoato de haloperidol.leucopenia. Não obstante. fato que pode também explicar a ação “ativadora” de alguns neurolépticos. 220. inclusive Acatisia Aguda com Disforia e Risco de Suicídio (55. 300. à semelhança de antipsicóticos fenotiazínicos. em doses até 300mg/mês na auto e heteroagressividade severas de deficientes mentais eréticos graves. Como antipsicótico de alta potência. 363. e agora. 311. já havia sido registrado por Palao e equipe. com base nos resultados de serviço de emergência canadense (109). Isto não foi confirmado. na Síndrome de Meige (blefarospasmo com distonia oromandibular) (88. em sintomas psicóticos da Síndrome de Apert em caso de agenesia parcial do corpo caloso (140). No entanto. a risperidona). na Tartamudez (mais recentemente preterido pela risperidona e olanzapina) (217. 260) e até nas crises de soluço crônico. 290. 193). transtornos metabólicos e convulsões nesta faixa etária (207) seja pelo alto custo de outros atípicos como a risperidona. 356. 158. esta potencial utilidade terapêutica no glaucoma já havia sido clinicamente refutada em estudo anterior envolvendo o uso tópico da substância (218). em seu ensaio desenhado especificamente com este objetivo (294). secundários e transitórios) dos crônicos (tardios. 155. o haloperidol. 262). Há um relato interessante na literatura. Também já demonstrou utilidade nas Coréias de Huntington. 368). 149. 48. 138. na Oligofrenia Erética (133. 96. por estudos in vitro. 78. contrariando todas as expectativas. no entanto. 337. 442). 378. primários e duradouros). 271. também se mostrou superior ao placebo neste tipo de sintomatologia (226) o que. 409. em um caso grave refratário da Síndrome de Gilles de La Tourette (72). 222. 240. encontraram taxa mais baixa de mortalidade na Síndrome Neuroléptica Maligna ocasionada pelo haloperidol do que por outros antipsicóticos. Acatisia Tardia (215).

Interações Medicamentosas Como vimos. como a clorpromazina. seria inferior que da atípica risperidona (242). 258. 288) e outros antipsicóticos típicos. bronco-espasmo (360). 449). todos os outros antipsicóticos. 443. 150. ou apenas o prolongamento do intervalo QTc (intervalo QT corrigido) no eletrocardiograma (EEG) (14). com antecedentes de alcoolismo. redução da libido e ginecomastia no homem e amenorréia ou oligomenorréia. 427). Foram observadas reduções nas taxas plasmáticas de haloperidol em torno de 40 a 60% dentro de 2 a 3 semanas após a introdução de carbamazepina (11. 180. ainda que por via oral. por bloqueio D2 túberoinfundibular. seu uso continuado pode determinar ganho ponderal (95. por exemplo.sedativos. 163. Apresenta ação citotóxica in vitro. fenitoína. 119) ainda que com menor intensidade do que o observado com antipsicóticos típicos de baixa potência e os atípicos clozapina e olanzapina (53. galactorréia com falsa gravidez e anorgasmia na mulher. mas a relação deste fenômeno com o potencial de induzir estas arritmias não foi estabelecida. Icterícia Colestática Crônica (93). 365). embora ainda grande. 92). sendo recomendado algum controle laboratorial nestas circunstâncias. Também confirmou menor tendência que a clozapina em elevar as taxas dos triglicerídeos. Como inibidor da calmodulina e bloqueador de canais de cálcio. neutropenia (187). Íleo Paralítico (236) e morte súbita com exame necroscópico negativo (102. em doses altas. diferença melhor observada em pacientes do sexo masculino (123). 188. 275). à exceção da molindona e da loxapina entre os antigos e quetiapina e ziprasidona entre os novos.de que o haloperidol decanoato poderia promover desequilíbrios eletrolíticos por alterações do balanço hídrico. 265). particularmente hiponatremia. porém. algumas com causalidade pelo haloperidol em grau indeterminado. Alopecia Areata (201). pode estar ainda mais presente com o uso de outros antipsicóticos. A freqüência de distúrbios sexuais. praticamente. com sucesso. em torno de 50% dos pacientes (328). rifampicina e quinidina. intermação (221). Uma 121 . estão a hipotermia severa (147). já foi também responsabilizado por Síndrome de Secreção Inadequada do Hormônio Antidiurético (168. o propalado efeito deletério dos antipsicóticos típicos de alta potência sobre o desempenho cognitivo não foi inteiramente confirmado com o haloperidol. em pelo menos um estudo foi equivalente à observada com a clozapina (164) e a intensidade na elevação das taxas de prolactina. como a tioridazina (45). 192. 167. durante o tratamento. 199. neurotoxicidade na vigência de Hipertireoidismo (214. clorpromazina. o que explicaria tais achados. Entre as reações pouco comuns registradas na literatura. 219. Já há evidências –embora não inteiramente confirmadas por estudos sistemáticos com grandes amostras e incluindo outras preparações. fenobarbital. ainda que em intensidade bem menor que algumas fenotiazinas e tioxantenos (tioridazina. À semelhança de. ao contrário da clozapina (261. desequilíbrio hidroeletrolítico (hipocalemia e hipomagnesemia). 444). Isto foi especialmente registrado em superdosagens ou nas aplicações endovenosas repetidas em pacientes debilitados ou com doença cardíaca prévia (306. 35. assim ocasionando impotência. seja tratando-se de doses únicas em voluntários sadios (194) seja como uso continuado nos pacientes esquizofrênicos (101). Esta possibilidade porém. causaria menos hipotensão e efeitos anticolinérgicos que os antipsicóticos de baixa potência. Como a quase totalidade dos antipsicóticos. já foi relacionado à ocorrência de distúrbios na repolarização do miocárdio com taquicardia ventricular do tipo “Torsade de Pointes” (200. o haloperidol é substrato da CYP 3A4 o que pode levar a interações medicamentosas com certas substâncias. Pneumonitis Medicamentosa (342). antipsicóticos fenotiazínicos (clorpromazina e flufenazina) que haviam anteriormente induzido coagulopatias no decurso do tratamento em alguns pacientes (450). costuma elevar as taxas de prolactina. Seja como for. Anemia Falciforme (395). 193). Já substituiu. tiotixeno) (26. fato que pode ter maior significado em países de clima tropical e nos pacientes de faixa etária mais avançada. ou em uso simultâneo de vasopressina (104. Discinesia Tardia agravada por Doença de Joseph-Machado (43). 175. Também já se comprovou que o haloperidol reduziria seletivamente os níveis plasmáticos de magnésio sem interferir com os de cálcio e fósforo (176). 304). Não demonstra propriedades próconvulsivantes. mas as clinicamente mais relevantes se dão com carbamazepina. 282. Como outros antipsicóticos.

Goff e colaboradores. 393). mas não as de prolactina como se chegou a antecipar (225). 204. No Brasil: HALDOL (BRASIL) (Jansen-Cilag) . medicamento empregado no tratamento do Mal de Alzheimer (252). das Nações Unidas 12995 29º andar (04578000) São Paulo SÃO PAULO (011) 5503-4700 (011) 5505-5371. podem elevar acentuadamente (de 40 a 100%). as concentrações de haloperidol (15. é somente inibidor da CYP 2D6. 132. HALDOL DECANOATO (BRASIL)(Jansen-Cilag) . 130. que vinham há pelo menos seis meses em uso de antipsicóticos de depósito (flufenazina e haloperidol). por exemplo. devendo ser a droga de escolha. também substrato da 3A4. Tem sido repetidamente confirmado que o tabagismo reduz significativamente as concentrações plasmáticas do haloperidol (181. como potencialmente danosa. porém. ao esquema terapêutico de esquizofrênicos sem depressão. 389. sem o registro de aumento nos escores dos efeitos extrapiramidais (131). podem deixar seqüelas neurológicas cerebelares e neuropáticas periféricas importantes (07. Ao contrário da carbamazepina.comp de 1 e 5mg. sol inj amps de 1ml c/ 5mg. mas principalmente ao encurtamento na duração dos efeitos terapêuticos por maior velocidade de absorção. c/ 3. Confirmou-se também que a associação do decanoato de haloperidol com indutores enzimáticos leva a concentrações plasmáticas mais baixas e mais oscilantes. 238. também potentes inibidores da isoenzima 2D6. sol oral frasco de 20ml c/ 2mg/ml. 451) com possível prejuízo terapêutico. 350. deve-se tê-la. 340. a associação de lítio com a carbamazepina mostrouse tão eficaz quanto com o haloperidol. Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda. 388. Não foram observadas reduções das taxas de antipsicóticos.amp de 1ml c/ 50mg. 75. Também foram observadas grandes reduções das taxas de haloperidol em pacientes psiquiátricos recebendo tratamento concomitante para tuberculose com rifampicina assim como aumento com o uso de isoniazida (404). emb. simultaneamente. ao mesmo tempo em que mostram maior propensão às Distonias Agudas e ao Parkinsonismo Medicamentoso. 374). Também não teriam sido observadas interações farmacocinéticas importantes do haloperidol com buspirona (161) nem tampouco com zolpidem (339). 297. Também já foi demonstrado que a fluoxetina e outros antidepresssivos ISRS. 57. 74. seguida de oxcarbazepina. mais através de mecanismos farmacodinâmicos do que farmacocinéticos (40. o valproato não apresenta interação significativa (potencializadora ou inibidora) como o haloperidol. 36. No tratamento da Mania. A associação com medicamentos anticolinérgicos como prevenção ou atenuação de efeitos adversos motores extrapiramidais é extremamente utilizada em todo o mundo.comp de 1mg. É bem reconhecido. aparentemente. tais efeitos não foram observados com o citalopram (400) nem nefazodona (22) e a fluvoxamina também parece ter um efeito mais moderado (422). com a oxcarbazepina (análogo da carbamazepina com grupo cetônico em posição 10) (319). cxs c/ 20 e 100. 373. Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. frasco conta-gotas de 20ml. Ela seria menor do que a observada com a perfenazina e a tioridazina (203. como inibidor e ativador da isoenzima 2D6 mas o haloperidol reduzido. inclusive haloperidol. com um perfil muito superior de tolerabilidade (380). 381. impondo-se assim compensação através de aplicações mais freqüentes e não com aumento das doses de cada aplicação (316). particularmente em pacientes jovens do sexo masculino com quadros psicóticos agudos que habitualmente não dispensarão o uso de antipsicóticos de alta potência em altas doses. Também parece haver potencial neurotoxidez na associação de haloperidol com tacrina. HALOPERIDOL (Cristália)  . reportaram melhoras significativas de sintomas negativos com a introdução de 20mg ao dia de fluoxetina. 122 .potencial cardiotoxidez da associação também foi sugerida (174). por exemplo. diante da necessidade de associar medicação antiepiléptica ou estabilizador do humor diferente do lítio (151). Av. amp de 1ml c/ 5mg. comp de 5mg. cxs c/ 20 e 200. 184. cxs c/ 2. Ainda que não se possa estimar precisamente a freqüência de tais interações tóxicas com esta associação. 343. A associação com ciproheptadina reduz efeitos extrapiramidais e as concentrações de cortisol. cxs c/ 50. Isto se daria. como controle pelo EEG por exemplo (03). que o haloperidol aumenta a neurotoxidez do lítio podendo desencadear quadros de intoxicação aguda. Entretanto. cxs c/ 20. 411). que não sendo fatais. devendo somente ser feita com cuidados especiais. porém. o que no final redundaria em leve inibição da enzima. O próprio haloperidol age. 428). e haja autores com casuísticas negativas relativamente extensas (17). até maiores confirmações. tendo observado um aumento médio de apenas 20% nas concentrações de haloperidol.

(estimativa com base em Shimoda e colaboradores (372)) Potente antipsicótico butirofenônico de síntese recente. (CAS RN 57648-21-2) FM: C22-H24-F-N3-O-S DD: 6 a 15mg (Lundbeck Institute Database. HALDOL DECANOATE (USA)(McNeil Pharmaceutical) . ALOPERIDON. HALOPERIDOL DECANOATE (França).03mg/k por via endovenosa ocasionaram 1-(p-iodofenil)-8-[3-(p-fluorobenzoil)propil]-1.1mg/k de peso por via oral. FORTUNAN. HALOPOIDOL. bromospiperona.HALOJUST. 2.ou: 1-(1-(3-(p-Fluorobenzoil)propil)-4-piperidil)-2benzimidazolinet-iona ou: (DD 3480). fr. cx. Não disponível comercialmente no Brasil.org/) NS: 2 a 10ng/ml. No Exterior: ALDO. Não há referência a aproveitamento clínico como antipsicótico. 1-(1-(3-(pfluorobenzoil)propil)-4-piperidil). cxs c/ 20 envelopes de 10.-(4fluorofenil).5]decan-4-ona. PELUCES.oral 2mg/ml. c/50 (5mg/ml).-(4-fluorofenil)-1-butanona ou: 4'-Fluoro-4-(4-(2-tioxo-1benzimidazolinil)piperidino)butirofeno. Rua Vital Brazil Filho 64 (24230340) Niterói RIO DE JANEIRO (021) 711-0012 /7113131 (021) 38-551 (021) 714-3198. HALOPERIDOL BASE (França) comp 1. sol oral 20mg/ml. c/200 (1 e 5mg). 4-(4-(2. 5mg/1ml. ALOPERIDOLO (Itália). EUKYSTOL.e 125I-Iodospiperona. Instituto Vital Brazil S. Sua patente pertence à empresa japonesa Daiichi. LEALGIN COMPOSITUM.amp de 1ml c/ 50mg. Em cães. 3. LINTON. 4'-fluoro-4-(4-(2tioxobenzimidazol-1-il)piperidino). sol inj 2mg/ml. 8-triazaspiro [4. VESALIUM. embora seus metabólitos não tenham comprovado propriedades equivalentes (401). ALOPERIDOL. No rato revelou típico perfil de neuroléptico em doses a partir de 0. VESADOL (França). lundbeckpsychiatry. Rua Luigi Galvani 70 7º andar (04575020) São Paulo SÃO PAULO (011) 5505-3536 (011) 5505-3540.comps de 1 e 5mg.ou: Butirofenona. KESELAN.3-Diidro-2-tioxo-1H-benzimidazol-1-il)-1piperidinil)-1. Comp. 1. não obstante as potentes propriedades neurolépticas. MIXIDOL. ULCOLIND ULIOLIND. Instituto Biochimico Ltda. SERENELFI. EINALON S. HALOL. IODOSPIROPERIDOL) 1-Butanona. SERENACE.comp 0. disponível em http://www. inj.ou: -(4-(2. Demonstra afinidade pelos receptores dopaminérgicos do striatum quase tão grande quanto à da espiperona (60%) e muito superior às do haloperidol (5x) e clorpromazina (30x). Paoletti 363 (13970000) Itapira SÃO PAULO (019) 863-9500 (98) 7026 (019) 863-9580. SERENASE (Itália). Gts. 5. 20mg. THERAPLIX (França). cerebrais e miocárdicos (139. HALOPAL.A. amp. GALOPERIDOL (RUSSIA). SERNEL.sol. 5. SERENACE (Reino Unido).5mg/ml frs 15ml. ALOPERIDIN.na ou: 2-Benzimidazolinetiona. HALOPERIDOL (Biochimico) Sol. BROTOPON. HALDOL (USA)(McNeil Pharmaceutical) . FM: C23H25-I-F-N3-O2 Usado apenas como mais um marcador biológico dos receptores dopaminérgicos. PERNOX. DOZIC. 338). introduzido no final dos anos 70 e estudado e empregado como antipsicótico apenas no Japão.3-diidro-2-tioxo-1Hbenzimidazol-1-il)-1-piperidinil)-1. ou [123I]2'-ISP e [125I]2'-ISP) desenvolvidos logo em seguida ao reconhecimento da utilidade da 123 . 0. na forma dos isótopos radioativos (123I. TIMIPERONA (TIMIPERONE) IODOSPIPERONA (IODOSPIPERONE. c/20ml (2mg/ml).Av.5. com doses de 10mg/k em coelhos determinando leve hipotermia. HALOPERIDOL (Vital Brasil) . as doses de 0. SERNAS. 10 e 20mg. amp 5ml c/ 1mg. cx.

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É muito usada como medicação préanestésica em medicina veterinária em associação com cetamina ou metomidato na dose de até 8mg/k de peso (07. sendo introduzido no final da década de 70.4. com intensa ação sedativa.12ahexaidropirazino(1'. empiprazol. 52).12. Seu maior interesse para a psicofarmacologia é mais de ordem histórica. Sintetizado em junho de 1958. No Exterior: EUCALMYL. A azaperona é um composto heterocíclico arilpiperazínico como a fluanisona e também como oxipertina. ocorre com outras fenotiazinas. que outros neurolépticos como a acepromazina e a propionilpromazina (v. alfa-(4-fluorofenil)-4-(2piridinil ). apresenta bloqueio alfa e betadrenérgico (20). No controle da agressividade em porcos. FLUOPERIDOL. 35. 41.com/cdri/centbutindole.2':1. para permitir o controle pelas autoridades sanitárias da permanência de eventuais resíduos na carne comercializada para o consumo humano (14. aliás. porém. Por causa deste difundido emprego veterinário. dapiprazol e antrafenina (05). como. mas só introduzido em 1968. BIRIPERONA (CENTBUTINDOL. citatepina e maroxepina. formando assim uma grande estrutura tetracíclica. Cap I.3. sua farmacocinética foi muito estudada em animais de corte. não-benzodiazepínicas. STRESNIL. 12).6. milipertina. Determinou inibição da ejaculação induzida por eletroestimulação em primatas (34) e já foi responsabilizada por dermatite alérgica de contato por manipulação (04). Mostrou rápido início de ação com baixo perfil de efeitos extrapiramidais. seu emprego clínico sistemático como antipsicótico. entre 136 . 50. em alguns bancos de dados figura entre os antipsicóticos tetracíclicos. na extremidade da molécula oposta ao grupo p-fluorbutirofenona.ou alfa-(4-Fluorofenil)-4-(2-piridinil)1-piperazinobutanol.12.2':1. zolertina. 19. É um composto butirofenônico com estrutura inédita mista.7.2. Fenotiazinas Alifáticas). foi inferior à amperozida (17). 10) e em mistura tranqüilizante imobilizadora associado ao fentanil para facilitação do transporte de animais. nos anos 80. das quais a mais conhecida é a buspirona.4-b)indol2(1H)-il)butirofenona ou: (NSC 143691) (CAS RN 41510-23-0). Teve os primeiros experimentos clínicos como medicamento antipsicótico naquele país. Não consta na literatura. (CAS RN 2804-05-9). CENTBUTINDOLE) Butirofenona. 15.7.6. (11) Descoberto e desenvolvido pelo Central Drug Research Institute de Lucknow na India (www. SUICALM (Reino Unido). FM : C24-H26-F-N3-O DD: 3 a 4. FM: C19-H24-F-N3-O).FM: C19-H22-F-N3-O DD: 1 a 8mg/k de peso IM (07). por ter dado origem a outros derivados que inauguraram um novo grupo de drogas ansiolíticas. e que.6)pirid-o(3. na qual o anel piperazínico encontra-se fundido a um anel ciclo-hexano e um grupamento indol.4-b)indol-2il). 56. como eresepina. tendo sido já experimentado em mais de 350 pacientes esquizofrênicos em estudo multicêntrico.12aoctahidropirazino(1'. Não disponível comercialmente para uso humano no Brasil. além do baixo a moderado bloqueio dopaminérgico D2.lucknowonline.htm).5mg. pequenas cirurgias ou isoladamente no controle de sua agressividade (06. envolvendo casos agudos (11. Seu principal metabólito é o composto reduzido azaperol (39) também dotado de atividade antipsicótica (1Piperazinobutanol. 57). 4'-fluor-4-(1. com demonstração de equivalência com a trifluperazina em ensaio duplo-cego.ou: (+-)-4'-Fluoro-4-(3.6)piri-do(3.4. Por esta configuração molecular. (21). aliás. do mesmo modo. controlado. SEDAPERONE VET.

Embora tenha perfil farmacológico próximo ao do haloperidol. nos receptores dopaminérgicos do núcleo caudatum. FM: C20-H23-F-N2-O Considerado um potencial neuroléptico. Apesar do interessante e promissor perfil farmacodinâmico. por exemplo. estereosseletividade inferior ao butaclamol. diidrocloridrato ou: 3-(gama-(p-Fluorbenzoil)propil)-2. conforme demonstra estudo com roedores (22).(9CI) ou: Butirofenona. cujo uso crônico não costuma ter qualquer influência nas populações de receptores 5Ht1 e 5Ht2.4a.2-a)quinolina. o uso continuado do centbutindole promove uma marcada hipersensibilidade seletiva 5Ht2. mostrou ser um antipsicótico de maior potência. foi registrado o desenvolvimento de método para mensuração das concentrações plasmáticas da droga-mãe e seus principais metabólitos com potencial aplicação nos ensaios clínicos (27).3. Apresenta dois isômeros dos quais apenas um se mostra quimicamente estável. BUTYROPIPAZONE. em doses de 0. por via oral em ratos (23). 1-(4-fluorofenil)-4-(4-fenil-1piperazinil).4. com eficácia clínica equivalente (11) mas não se tem notícia de estudos posteriores com replicação desses resultados.5. em janeiro de 2002. dexclamol e isobutaclamol. nas doses de 3 a 4. com alta razão 5Ht2/D2. Em ensaio clínico comparativo controlado com trifluoperazina. quando comparada com ele. respectivamente.5mg/k de peso (centbutindole) e 1mg/k de peso (haloperidol). Não disponível comercialmente. 08). seu desenvolvimento farmacêutico foi descontinuado desde então. mas ainda superior à octoclotepina (43). nunca alcançou desenvolvimento farmacêutico. exceto como agente farmacológico para experimentação laboratorial na busca por novos compostos (01. Ao contrário do haloperidol. Não disponível comercialmente.5mg/dia contra 15 a 22. característica dos atípicos. não consta ter sido licenciado em outros países. demonstrou uma menor propensão à catalepsia e uma ação mais pronunciada nos receptores serotoninérgicos corticais do que nos dopaminérgicos estriatais. GALVANISONE) 4'-Fluor-4-(1-(4 fenil) piperazino) butirofenona ou: gama-(4-fenilpiperazino)-4-fluorbutirofenona ou: 1-Butanona. BUTROPIPAZON. CENTPIRAQUIM (CENTPYRAQUIN) 1H-Pirazino(1. 4'-fluor-4-(4-fenil-1-piperazinil)ou: 4'-fluor-4-(4-fenil-1-piperazinil)butirofenona ou: (R 1892) (NSC 170975) (CAS RN 2354-61-2).2a)quinolina HCl ou: 137 . seus enantiômeros (+). BUTROPIPAZONA (BUTROPIPAZONE. ainda do ano de 91 (36). Ainda recentemente. hexaidro-3-(3-(pfluorbenzoil)propil)-.outros. estruturalmente aparentado à fluanisona mas com efeitos comportamentais um pouco diferentes. Também está estruturalmente relacionada aos neurolépticos pentacíclicos não-indólicos. possivelmente por razões de segurança desinteresse comercial. In vitro.e (-)centbutindol demonstraram. com a última referência na literatura dos últimos 10 anos sendo um ensaio cromatográfico de alta precisão para a determinação das concentrações plasmáticas da substância e seu metabólito hidróxi. Embora introduzido dentro da primeira leva de compostos butirofenônicos. envolvendo esquizofrênicos agudos.5mg/dia. como o butaclamol e o dexclamol.6hexaidro-1(H)-pirazino(1. Embora disponível para desenvolvimento.

cloridrato ou: (67332 MD) (CAS RN 26964-71-6) FM: C21-H29-F-N2-O3.2Cl-H DD: 2 a 4mg/kg peso (estimativa) (47) Faz parte da série de butirofenonas desenvolvidas na India como a biriperona (centbutindol) e introduzidas somente a partir dos anos 70 (44). Mostrou-se um potencial agente neuroléptico com meia-vida bastante curta (em torno de 2 horas) (25).4. considerada um agente antagonista dos receptores opióides sigma (51) mais do que um bloqueador D2 clássico. 46.4a.4. diidrocloridrato ou: (69/183) (CAS RNs: base 26049-76-3.5. 47. rincazol e outros potenciais 4-[3-(p-fluorbenzil)propil]piperazino-1ciclohexilcarboxilato ou: 1-(4'-Fluorfenil)-4-(ciclohexil-1'-piperazinil-4'carboxilato)b.4'-Fluor-4-(1. 2. Desde então. 49).2. 39. Mostrou propriedades ansiolíticas.monohidrocloreto ou: 3-(4-(3-(4-Fluorbenzoil)propil)-1piperazinil)isoquinolina hcl ou: 3-(4-(3-(4-fluorbenzoil)-propil-piperazino-1-ilisoquinolino+ ++-cloridrato ou: (HR 375) (CAS RN 82117-51-9) FM: C23H24FN3O. 1-(4-fluorfenil)-4-(4-(3-iso quinolinil)-1-piperazinil)-. C23-H24-F-N3-O. antidepressivas e miorrelaxantes.2-a)quinolin-3-il)-butirofenona 2HCl ou: 1H-Pirazino(1. antipsicóticos com baixo perfil de extrapiramidalismo (28. Apesar deste promissor perfil. Não disponível comercialmente.4a. seu desenvolvimento foi descontinuado ainda nos anos 90. assim como a remoxiprida. Embora dotado de inequívocas propriedades neurolépticas despertou interesse também como potencial medicamento antihipertensivo pelo acentuado poder de bloqueio adrenérgico que demonstra (45.2-a)quinolina.ciclohexilester.4-(4-(4-fluorfenil)4-oxobutil)-. provavelmente pelos acentuados efeitos cardiovasculares (hipotensão ortostática) além da queda no interesse pela pesquisa de antagonistas sigma como potenciais antipsicóticos. dicloridrato 2711411-0) FM: C22-H25-F-N2-O. mas não há notícias de seu desenvolvimento ou aproveitamento farmacêutico. Não disponível comercialmente. 138 . 53) Tem perfil atípico com as propriedades de bloqueio 5Ht2A superando o bloqueio dopaminérgico. Sua patente pertence à Hoescht. figura ocasionalmente na literatura como um agente antagonista sigma utilizado em ensaios laboratoriais com os novos compostos (54).utan-1-ona cloridrato ou: Ácido1-piperazinocarboxílico.Cl-H Trata-se de butirofenona desenvolvida pela companhia farmacêutica Synthelabo. responsável também pela introdução da sulpirida e demais benzamidas modificadas além de outros compostos com estrutura mista. 29.6hexaidro-3-(2-(p-fluorfenacil)etil)-.5.cloridrato ou: Ciclohexil 4-(4-(4-fluorfenil)-4-oxobutil)-1piperazinocarboxilato HCl ou: 4-(4-(4-Fluorfenil)-4-oxobutil)-ácido1piperazinocarboxílico ciclohexilester.Cl-H Butirofenona introduzida na década de 80.3. FENAPERONA (FENAPERONE) CINUPERONA (CINUPERONE) 4'-fluor-4-[4-(3-isoquinolil)-1-piperazinil] butirofenona ou: 1-Butanona.6-hexaidro-3Hpiranzino(1.

5 a 7. Não disponível comercialmente. de fato. Entretanto. É um derivado 4-arilpiperazínico do mesmo modo que a azaperona e.5mg (02). 26. na mesma série de compostos da amperozida (FG-5606). N-ciclohexil-4-(4-(4fluorofenil)-4-oxobutil)-. Estruturalmente é uma butirofenona piperazínica. 1-(4-fluorofenil)-4-(4-(2metóxifenil)-1-piperazinil). parece apresentar um baixo risco para Discinesia Tardia. FLUANISONA (FLUANISON. 1-Butanona. 24.ou: Butirofenona. embora não em potência sedativa (42) Usado em neuroleptanalgesia de animais em associação com fentanila e midazolam (HYPNORM) (13. no qual teria sido superado na eficácia antipsicótica.ou: 4'-Fluor-4-(4-(o-metóxifenil)-1piperazinil)butirofenona ou: 4-(4-(o-Metóxifenil)-1-piperazinil)-pfluorobutirofenona ou: (R 2028) (R 2167) (MD 2028) (BRN 0707524). sintetizada poucos meses (agosto) depois da síntese do haloperidol (fevereiro de 1958).5mg. mas cujo desenvolvimento não alcançou continuidade. cloridrato ou: (FG 5803) (CAS RN 119978-03-9). Comporta-se como um neuroléptico sedativo com potencial utilidade na agitação psicomotora (42) mas. Seus efeitos hipotensores e sedativos acentuados fizeram com que fosse empregado também como ansiolítico e/ou espasmolítico em doses menores. Não disponível comercialmente. monocloridrato ou: 4-(3-(4-Fluorobenzoil)propil)-N-ciclohexil-1piperazinocarboxamida. Foi apresentado como um antagonista D2 pós-sináptico débil. A literatura é muito escassa em ensaios clínicos em clínica psiquiátrica. Há o registro de um ensaio aberto francês da década de 70 contra sultoprida com pacientes psicóticos. FM: C21 H30 F N3 O2 . uma difenilbutilpiperazina. Figura ainda no banco de dados ChemidPlus (08) como agente antipsicótico. por Bjork e colaboradores do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Kabi Pharmacia Therapeutics. pode determinar efeitos adversos cardiovasculares importantes. em andamento. Não consta haver. 37. 38. Não se tem notícias de desenvolvimento posterior. responsáveis por sua obtenção (03). (31) Mais uma butirofenona da série inicial de Janssen. Não induz catalepsia e elevação apenas transitória da prolactina no plasma. Cl H Outro composto introduzido como potencial antipsicótico atípico durante os anos 80 e 90.introduzido no ano de 1973 (16. mas desenvolvida independentemente. atualmente. (CAS RN 1480-19-9) FM: C21-H25-F-N2-O2 DD: 2 a 6. pela presença do radical p-fluorbutirofenona com cadeia alifática de três átomos de carbono. como antipsicótico: 20 a 80mg. Foi este o promissor perfil com que o composto foi apresentado no ano de 1994. 18). O uso prolongado está relacionado a ganho de peso mas. HALOANISON. Suécia. qualquer desenvolvimento. FLUANISONE. como sedativo: 2. também empregado em medicina veterinária. rareiam desde então novas menções a respeito na literatura (30). embora só introduzida em 1960. em Malmo. Está classificado em alguns bancos de dados como atípico. como esta. com forte afinidade pelos auto-receptores dopaminérgicos pré-sinápticos e potente bloqueio serotoninérgico 5Ht2A. HALOANISONE) FG-5803 1-Piperazinocarboxamida. clínico ou pré-clínico. ao contrário do haloperidol. 139 . 48). porém provoca hiperprolactinemia e efeitos extrapiramidais de forma dose-dependente. 4'-fluor-4-(4-(o-metóxifenil)-1piperazinil).

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73. mencionam doses surpreendentemente altas para uma butirofenona. 12 e 18mg/dia.6 ± 37. Uma das últimas butirofenonas desenvolvidas pelo grupo original de Janssen. fato que pode estar ligado a baixa lipofilicidade do composto e conseqüente baixa penetração do sistema nervoso central. Sua ação adrenolítica pode ser considerada desprezível. 80. ao contrário da intensidade de melhoras iniciais nas dimensões “sintomas positivos” e “ansiedade-depressão” (205).3 ± 33. De qualquer forma as melhoras observadas nos escores globais e escores dos cinco subgrupos sintomatológicos da BPRS no ensaio aberto recém publicado de Yasui-Furukori e colaboradores.5% (sintomas positivos). mas não se pode afastar a possibilidade de ser apenas a ausência de efeitos sedativos na presença de rápido alívio dos sintomas positivos. antipsicóticos de alta potência. perfazendo 18. Como se sabe. as butirofenonas são. entre 500 a 1000mg/dia.7% do total de prescrições (haloperidol com 53.8% em 3º. 178). Sua patente está registrada em nome da empresa Bristol norteamericana. 183). (CAS RN 10457-90-6) FM: C21-H23-Br-F-N-O2 DD: 5 a 35mg.5% (sintomas cognitivos). As únicas referências na literatura são ensaios clínicos abertos dos anos 60 (63.ou: Butirofenona. foram respectivamente de 59. entre os primeiros estudos clínicos mundiais. 53).7ng/ml (205).2% em 1º.6 ± 46. segundo um outro estudo (17). levomepromazina com 48. com 30 esquizofrênicos agudos. melperona. o que permite seu uso em doses muito pequenas (até cerca de 100 vezes menores às da clorpromazina).3% em 5º) (204). Não disponível comercialmente. Entretanto datam de 1978 ensaios preliminares nos Estados Unidos (66). com meia-vida de 24 a 36h que permite administração em dose única diária. Foi confirmado que tanto a substância original quanto sua forma reduzida são amplamente metabolizadas pela CYP 3A4.2 ± 45. moperona). 4-(4-(4-bromofenil)-4-hidróxi-1piperidinil)-1-(4-fluorofenil).5% (sintomas negativos) e 49. Neste estudo a mensuração das taxas de prolactina e concentrações plasmáticas de bromperidol tiveram uma correlação e poder de previsão desprezíveis em relação à melhora sintomatológica final.2 ± 4. Sintetizada em abril de 1966. Não forma 142 .da qual aliás.2% (escore total). Dépôt (decanoato): 75 a 225mg/mês IM. em geral. Não há notícias de desenvolvimento posterior da substância.8% (dimensão ansiedade-depressão). é apenas em grande escala utilizado no Japão. figuram estudos sul-americanos em Buenos Aires (15. BROMPERIDOL (BROMOPERIDOL) 4-(4-(4-Bromofenil)-4-hidroxipiperidino)-4'fluorobutirofenona ou: 4-(4-(p-Bromofenil)-4-hidroxipiperidinol)-4'fluorobutirofenona ou: 1-Butanona.7% em 2º. difere estruturalmente apenas pela substituição de um dos átomos de hidrogênio por uma hidroxila no grupo metila terminal ligado ao anel piperidínico. se mostra dose-dependente e menos acentuada que a do haloperidol.1 ± 46. R 46541. A elevação da prolactina pelo bromperidol. com poucas exceções de potência intermediária (lemperona. Foi-lhe atribuída uma suposta atividade ativadora. figurava como o 4º antipsicótico mais prescrito. embora conhecido nos Estados Unidos e empregado na Europa. 64. país onde. aliás. no ano de 1993.7% (excitação). e zotepina com 18.1-butanona ou: (R 11333.8 ± 29. decanoato) (C-C 2489/21)(BRN 1552256). 43. Apesar de registrarem alguns resultados promissores em esquizofrênicos crônicos. clorpromazina com 24. É um neuroléptico de alta potência (forte ação de bloqueio D2 com fraca ação em D1). tratando essencialmente de seu metabolismo e interações medicamentosas (138. Boa parte da literatura sobre esta substância é de origem japonesa. somente seria introduzida formalmente para emprego clínico em 1981. 4-(4-(p-bromofenil)-4hidroxipiperidino)-4'-fluoro-ou: 4-(4-(4-Bromofenil)-4-hidróxi-1-piperidinil)-1-(4fluorofenil)-. Atualmente. do mesmo modo que o haloperidol de quem é estruturalmente muito próxima (199). Níveis Terapêuticos (VO): 8. aleatoriamente alocados em 3 grupos de doses fixas de 6. Na década de 80. início rápido de ação. eficaz nos sintomas positivos.

IMPROMEN (Formenti. mas. 182) e equiparáveis às do decanoato de flufenazina (116). IMPROMEN (Japão). reconhecidamente um potente indutor das enzimas hepáticas. Estruturalmente é um composto piperidilpropilcarbamato. 76) e logo ensaiado -doses de 200 a 300mg/dia. IMPROMEN DECANOAS (Janssen Cilag. Dinamarca) . 69).comps. Foi introduzido no final da década de 60 (62. 2mg/ml. Holanda) . IMPROMEN (Janssen Cilag. Dinamarca) . Itália) . ROPEL.comps. LUNAPRON. 5mg. 5mg. 176. mas pode ser considerado um derivado 4-piperidilpiperidínico com o segundo anel piperidínico aberto. seria originário da expressão inglesa “Improve man. Holanda) . IMPROMEN DECANOAS (Janssen Cilag.amps.amps. Itália e na Inglaterra em esquizofrênicos residuais com tolerabilidade e eficácia satisfatórias (106.gts. No Exterior: AZUREN (nome provisório para alguns países). 5mg.” Não disponível comercialmente no Brasil.tanto em esquizofrênicos crônicos (11. com pouca propensão a extrapiramidalismo. 50mg/ml. gts.gts. o mesmo grupo responsável pela introdução clínica do Ácido isopropilcarbâmico éster com 4'-fluoro-4(4-hidroxipiperidino) butirofenona ou: 1-(3-(4-Fluorobenzoil)propil)-4-piperidil Nisopropilcarbamato ou: 143 . BROMIDOL DÉPÔT (Janssen Cilag. Tem seus níveis plasmáticos aumentados pela levomepromazina porém não pela tioridazina (186). antiparkinsonianos trihexifenidil e biperideno (142).amps. sendo. Alemanha) . CARPERONE) 4-[4-[p-cloro-m-(trifluorometil)fenil]-4hidroxipiperidino]-4'-fluorobutirofenona . Bélgica) .HCl ou: 4-(4-(4-Cloro-3-(trifluorometil)fenil)-4-hidróxi-1piperidinil)-1-(4-fluorofenil)-1-butanona (R 9298) (CAS RNs 10457-91-7 (base). 5mg . IMPROMEN (Janssen Cilag. 50mg/ml (já retirado). simultaneamente.comps.metabólitos ativos. 1-(3-(pfluorobenzoil)propil)piperid-4-il éster ou: (AL 1021) (CAS RN 20977-50-8) FM: C19-H27-F-N2-O3 Figura no banco de dados stofflistLizenznehmer como neuroléptico e derivado butirofenônico. Ácido carbâmico (1-Metiletil). Como demonstração de sua boa tolerabilidade metabólica. SEPERIDOL) CARPERONA (CARPERON.comps. A preparação dépôt (bromperidol decanoato. BRIDEL. PRINDIL.comps. mas com hipotensão e ganho de peso. BROMIDOL (Janssen Cilag. IMPROMEN (Janssen Cilag. 184) quanto agudos (68. 10mg. isopropil-. 1%. Não disponível comercialmente. Apenas uma curiosidade: o nome comercial pelo qual é mais conhecida. TESOPREL (Thiemann. reduzidos pela carbamazepina (141). ampolas com 50mg para aplicações de 4 em 4 semanas) já foi empregada na América Latina. ERODIUM. as substituições distintivas do haloperidol (átomo de cloro) e trifluperidol (grupamento trifluormetil).comps. ao contrário. 2mg/ml. 17230-87-4 (monocloridrato)) DD: 3 a 30mg (108) FM: C22-H22-Cl-F4-N-O2 Estruturalmente é uma butirofenona que reúne em sua molécula. o bromperidol já foi empregado no Delirium Tremens com sucesso (167). 50mg/ml. 5mg . Bélgica) . 5mg. Introduzido no final da década de 60 por Bobon e colaboradores. nem pelo antidepressivo desipramina (185). 1mg. 2mg/ml. 1-(4-(4fluorofenil)-4-oxobutil)-4-piperidinil éster ou: 1-[3-(p-fluorbenzil)propil]-4-piperidilisopropilcarbamato ou: Ácido carbâmico. IMPROMEN. Alemanha) . gts. CLOFLUPEROL (SEPEROL.

LEMPERONA (LENPERON. 03.HCl ou: (AHR 6134) (A. 02. 05).haloperidol. 87) e de constar ainda hoje do banco de dados ChemID Plus (32) como um antipsicótico (neuroléptico butirofenônico). 4-(4-(4-clorobenzoil)-1-piperidinil)1-(4-fluorofenil). Sua patente é detida pela Sumitomo. (RMI 9901) (Richardson-Merrell) (Itália) (CAS RNs 61764-61-2. entre antipsicóticos butirofenônicos. Não disponível comercialmente. Apesar do relato de propriedades neurolépticas em estudos preliminares (85.ou: 4-(4-(p-clorobenzoil)piperidino)-4'fluorobutirofenona ou: 4-[4-(p-clorobenzoil)piperidino] -4'fluorobutirofenona . É um derivado amino-substituído do trifluperidol com o grupamento amina modificando de forma inédita. Foi introduzido como um neuroléptico com propriedades ansiolíticas no final da década de 70 (50. ID-4708 (ID 4708) CLOROPERONA (CLOROPERON. Robins) (USA). o grupo pfluorbutirofenona. Não disponível comercialmente. não havendo registro de desenvolvimento posterior. inclusive clofluperol. mas os estudos clínicos não passariam de fases preliminares.H. Além deste e do artigo do próprio Janssen tratando dos aspectos farmacocinéticos de sua distribuição e de outras butirofenonas (93). tratando de efeitos neuroendócrinos nas ações sobre o eixo hipofisário-adrenocortical (01. 86. LENPERONE) 144 . Não disponível comercialmente. 04. como um novo neuroléptico com ação prolongada (48 horas) (21). 55695-56-2 (cloridrato)) FM: C22-H23-Cl-F-N-O2 DD: 1 a 10mg (108). 1-(2-amino-4-fluorofenil)-4-(4hidróxi-4-(3-(trifluorometil)fe-nil)-1-piperidinil)ou: 1-(3-(2-Amino-4-fluorobenzoil)propil)-4-hidróxi4-(3-trifluoromet-ilfenil)piperidina. Há também um artigo de Chiou de 1984 sobre a redução da pressão intraocular observada com algumas butirofenonas. CLOROPERONE) 2'-amino-4'-fluoro-4-[4-(m-trifluorometil)fenil]-4hidroxipiperidino)butirofenona ou: 1-(2-Amino-4-fluorofenil)-4-(4-hidróxi-4-(3(trifluorometil)fe-nil)-1-piperidinil)-1-butanona. 56). Teria demonstrado algumas características metabólicas distintivas entre as butirofenonas (61). não há notícias de desenvolvimento posterior com ensaios clínicos nem uma faixa de doses terapêuticas. como os de Aimoto e colaboradores dos anos de 1979 a 1981. 1-Butanona. (CAS RN 42048-72-6) FM: C22-H24-F4-N2-O2 Introduzido em 1974 por pesquisadores da empresa farmacêutica japonesa Sumitomo como um potencial novo antipsicótico. monocloridrato ou: 1-Butanona. (34). grande parte das escassas citações na literatura vem de artigos japoneses com experimentação animal.

teria também potencial aplicação terapêutica no glaucoma. É uma butirofenona relativamente recente. 164) com fins de experimentação laboratorial em pesquisa básica. 203). típico com potência intermediária a baixa para outros. inclusive butirofenônicos. Introduzido no ano de 1971 como novo agente psicotrópico (82).Cl-H DD: 75 a 200mg (16). 3575-80-2). 80 a 120mg (108). Mas. 145 . além de procedimentos clínicocirúrgicos da medicina veterinária. 1-(4-fluorofenil)-4-(4-metil-1piperidinil)-. 113) e Correa & Bastos (43). parece determinar importante hipotensão e taquicardia. inferior ao do haloperidol. ELANONE (A. que seu uso prolongado ao contrário do observado com o haloperidol. um primata com reações muito semelhantes às do homem neste aspecto (145). usados como modelo animal da Discinesia Tardia em humanos (78).1-Butanona. Seja como for. espiperona. por apresentar ação hipotensora intraocular que. cloridrato ou: 1-Butanona. pela da clozapina nos macacos Cebus. MELPERONE. é um antipsicótico com perfil muito interessante e que figura no mínimo. não determina aumento dos movimentos orais (“vacuous chewing movements”). seria ainda superior à do timolol (34. entre os precursores dos atípicos. 10 a 300mg (37). 133. 50 a 400mg (108). embora tenha demonstrado brandas propriedades de antagonismo D2. 124. MELPERON. Foi inicialmente ensaiado no Brasil como antipsicótico em pacientes esquizofrênicos por J Caruso Madalena e seus colaboradores (112. Não disponível comercialmente no Brasil. ao lado de outras butirofenonas com forte bloqueio serotoninérgico como a pipamperona e a piremperona. cloridrato ou: 4'-Fluoro-4-(4-metilpiperidino)butirofenona cloridrato ou: gama-(4-Metilpiperidino)-p-fluorobutirofenona cloridrato. 35). USA) MELPERONA (FLUBUPERONE. neuroendócrinos (04) e motores (49). foi proposto como um substituto para quadros ansiosos e confusionais de pacientes geriátricos. 164. como tranqüilizante. exatamente por seu pequeno efeito sedativo e baixo potencial para efeitos adversos motores. 175. No Exterior: ELANOL. (111). A boa tolerabilidade extrapiramidal seria suplantada. indubitavelmente. moderadamente sedativo e com poucos efeitos autonômicos (82. 15 a 800mg (98). Foi muito utilizado na tranqüilização de animais (1 a 1. Por via endovenosa e em doses altas. foi gradualmente sendo identificado como um neuroléptico com potência intermediária. Comprovou-se. 4-(4-(4-fluorobenzoil)-1-piperidinil)1-(4-fluorofenil). Como aconteceu com outros neurolépticos.na ou: 4'-Fluoro-4-(4-(pfluorobenzoil)piperidino)butirofenona ou: (AHR 2277) (BRN 1554429) (CAS RN 24678-13-5) FM: C22-H23-F2-N-O2 DD: 30 a 60mg. introduzida na segunda metade da década de 70 (101). Do mesmo modo que o haloperidol.4mg/k. a literatura registra seu emprego. 4'-fluoro-4-(4-metilpiperidino)-. Um padrão típico de efeitos distônicos com faixa de doses antipsicóticas também foi registrado por Casey em seu estudo com primatas não-humanos (30). Robins. METHYLPERONE) 4'-fluor-4-(4-metil-piperidino)-butirofenona ou: 4’-fluoro-4-(p-metilpiperidino) butirofenona ou: Butirofenona. com animais de experimentação. seguramente. 121). (FG 5111) (CAS RNs 1622-79-3.ou: 4-(4-(4-Fluorobenzoil)-1-piperidinil)-1-(4fluorofenil)-1-butano. H. Antipsicótico atípico para a maioria (38. como muitos outros antipsicóticos chegou a ser ensaiado em quadros ansiosos não-psicóticos (55) mas não despertou o interesse da indústria farmacêutica para desenvolvimento em escala comercial para uso humano. porém. moperona e trifluoperidol. IM) (39. embora mais fraca que a do haloperidol. METHYLPERON. em doses menores. FM: C16-H22-F-N-O ou C16-H22-F-N-O. 30 a 90mg (202). Nos anos 70.

na intensidade do bloqueio D4 (108). pela elevação dos níveis de ácido homovanílico no líquor mais moderada e com tendência a se reduzir pelo gradual desenvolvimento de tolerância. Também distingue-se do tiotixeno. tem meia-vida de cerca de 3 horas que. perlapina e sertindol. satisfazendo assim o principal critério farmacodinâmico de atipicidade (119). indubitavelmente atípicos como quetiapina. pode chegar. molindona. 121). amperozida e clozapina. 171). aumentam a dopamina extracelular e a liberação de dopamina induzida pela Danfetamina em nível estriatal (89). Teria mais efeitos sedativos do que cataleptogênicos. 119. a melperona também demonstrou afinidade por receptores serotoninérgicos 5Ht2 (13. além do potencial antipsicótico atípico FG-5803 (monocloridrato de N-ciclohexil-4-(4-(4fluorofenil)-4-oxobutil)-1piperazinocarboxamida). para quetiapina. Estes autores também reuniram evidências de que estas propriedades seriam adicionalmente compartilhadas por tenilapina. flufenazina. Só perde para a clozapina. na mesma direção. inteiramente ao contrário do haloperidol. que dificilmente eram deslocados de seus sítios de ligação (170. Nesta mesma pesquisa verificou-se que dos dois principais metabólitos da melperona. clorpromazina. com doses repetidas. Aliás. É bem absorvida por via oral. 115. De fato. fluperlapina. remoxiprida. 134). Na experimentação animal com cães. apenas um era farmacologicamente ativo. racloprida. 120. mesoridazina e tioridazina além da ausência em outros antipsicóticos. porém. Seeman & Tallerico puderam verificar que a melperona estava entre antipsicóticos que se ligam de modo débil. como a clozapina e alguns dos atípicos com baixo perfil de efeitos extrapiramidais. seu perfil de efeitos comportamentais se aproxima muito da 146 . inibe a hipercinesia determinada pela apomorfina de modo parcial e dose-dependente de modo semelhante à clorpromazina e a tioridazina e diferente do antagonismo completo determinado pela perfenazina com doses mais altas (104). com poucos efeitos autonômicos. 5Ht1C (158) e 5Ht6 e 5Ht7 (159). Foi também inferior à clozapina na afinidade pelos dopaminérgicos D4 (102. loxapina. haloperidol. ao contrário do tiotixeno (sem ação). Em ratos. revelou atividade de bloqueio alfadrenérgico (148). mas sem nenhuma afinidade pelos subtipos 5Ht1A (114). não sofrendo influência da ingestão de alimentos sobre sua biodisponibilidade (118). mas que logo se verificaria ocorrer com vários antipsicóticos típicos assim como se mostrava ausente em antipsicóticos reconhecidamente atípicos (154). trifluperazina. Como a clozapina e a maioria dos atípicos. Do mesmo modo andou sendo sugerida recentemente importância à ação de agonismo inverso em 5Ht2C como uma característica diferencial dos atípicos. A melperona não demonstrou afinidade relevante por receptores muscarínicos como se observa com clozapina e tioridazina (22). fluperlapina e tenilapina. como pode ser demonstrado em pacientes psicóticos do sexo feminino (19). no máximo. Compartilha com a clozapina elevação apenas transitória das taxas de prolactina. propriedade aliás compartilhada pela melperona. além de clozapina e melperona. como este. 57. sulpirida. No rato.Desde o início foi considerado antipsicótico sedativo. facilmente deslocável aos receptores D2 no striatum (171) muito embora com taxas cerebrais de ocupação D2 superiores a 70% (202). eleva as concentrações do 3-metóxi-4hidróxi-feniletileno glicol (metabolismo noradrenérgico) e. entre numerosos outros antipsicóticos licenciados. olanzapina. tem maior intensidade de ação como antagonista 5Ht2 do que D2. embora com menor intensidade que a droga-mãe (201). hoje se sabe. flufenazina e risperidona. após um agudo aumento da ação dos neurônios dopaminérgicos da via túbero-infundibular e a elevação nas concentrações séricas de corticosterona (74. em oposição a outros antipsicóticos como trifluperazina. a 8 horas (108). o que o distinguiria das fenotiazinas de baixa potência. Um menor bloqueio D2 estriatal também foi registrado. Verificou-se também que a administração crônica da melperona. não teria ação sobre as concentrações de ácido hidróxi-indolacético (metabolismo serotoninérgico). 75. Após dose única. Na dose de 1mg/k em animais de experimentação (ratos). ao bloqueio deste último subtipo de receptor dopaminérgico chegou a ser atribuída importante função no perfil de atipicidade da clozapina e alguns atípicos como a risperidona. 160) . zotepina e tiosperona o que vem sendo refutado pela constatação de sua ocorrência em nível alto entre antipsicóticos típicos como clorpromazina. a melperona é cerca de 10 vezes menos potente que o tiotixeno na elevação das taxas de prolactina e cerca de 5 vezes menos potente e com ação menos duradoura na elevação das concentrações de ácido homovanílico e diidróxi-fenilacético (indicadores do metabolismo dopaminérgico) mas. olanzapina.

através da mesma sistemática. Por outro lado. sem hipotensão significativa. no estudo de Borg e colaboradores com alcóolatras em abstinência. A melperona está classificada no banco de dados ChemID (32) como agente antiarrítmico. devendo ser classificado como agente antiarrítmico com propriedades classes I e III de acordo com a classificação de Vaughan Williams (90. em torno de 4 horas (101). com menos efeitos adversos extrapiramidais (20). com menos efeitos extrapiramidais e menor elevação das taxas de prolactina (17). labilidade emocional. Já demonstrou possuir propriedades ansiolíticas em voluntários saudáveis na faixa de 50mg. porém. Este perfil não permite o emprego da melperona em dose única diária. com duração de 4 semanas. foi tão eficaz quanto esta nestes pacientes com uma tolerabilidade ligeiramente melhor (79). 130). provavelmente por saturação do sistema hepático de eliminação (25 . Pela via intramuscular tem meia-vida de até 6 horas alcançando biodisponibilidade de 60% pela via endovenosa. como a maioria dos antipsicóticos. comparativo com a tiaprida. com tolerabilidade muito boa de ambas as substâncias (137). tendo sido sugerido como uma verdadeira alternativa aos benzodiazepínicos (153) com a vantagem de não envolver risco de farmacodependência. Nas doses acima de 100mg sua farmacocinética perde linearidade. Em estudo duplo-cego. Em estudo duplo-cego com mulheres psicóticas foi tão eficaz quanto o tiotixeno. na psicose iatrogênica induzida pela medicação dopaminérgica em pacientes com Doença de Parkinson (09). Em estudo duplo-cego controlado com placebo. ansiedade e insociabilidade e o único efeito adverso observado foi a sedação (58) e em estudo duplo-cego multicêntrico randomizado. por outro lado. a melperona demonstrou eficácia equivalente no controle da inquietude e agressividade. assim como superior em eficácia ao placebo nas mesmas condições (81). comparativo com o tiotixeno (30mg/dia) com 30 pacientes esquizofrênicas. equivalentes a doses de 10mg de diazepam e 50mg de clorpromazina (129). em pacientes ambulatoriais não-psicóticos. Em longo seguimento clínico. Também se mostrou eficaz e bem tolerada.tioridazina e da clorpromazina mas com duração de ação bem menor. Kirgekaard e colegas não foram capazes de identificar efeitos adversos de magnitude atribuíveis ao medicamento (98). mas com eficácia controversa sobre o desejo pela bebida (28. 149. foi ainda eficaz em faixas menores de 10 e 25mg. 146. Em estudos duplo-cegos. Já demonstrou utilidade na taquicardia ventricular do infarto agudo do miocárdio em ensaio duplo-cego controlado com placebo (128) e na falência ventricular esquerda experimental em cães (177). a arritmia induzida pela adrenalina de modo até mais intenso do que a clorpromazina. novo levantamento desta casuística. confirmou sua boa tolerabilidade a longo prazo (37). depressão. a melperona (300mg/dia) revelou-se um antipsicótico tão eficaz quanto aquele. por períodos de 1 a 15 anos. Um relato clínico muito interessante. 155). 125. proveniente da Turquia. em doses iniciais de 75mg. ansiedade. uma difenilbutilpiperazina (83). Embora inativo na arritmia cardíaca induzida pela aconitina. Cinco anos depois. Em pacientes com Demência. controlados por placebo. oftalmológico e laboratorial. em ensaio aberto. com muito boa tolerabilidade. realizado na Suécia. Em pacientes psicogeriátricos num estudo duplocego comparativo com zuclopentixol (4mg). embora com maior tendência à hipotensão (139). com uso diário da melperona entre 15 a 800mg. piorava seus sintomas psicóticos quando se recorria à bromocriptina (179). foi eficaz na redução de agitação. ideação paranóide. então aumentada para 50 casos e com a média de idade de 81 anos. dá conta do absoluto sucesso de seu emprego em uma paciente com quadro delirante orgânico associado à hiperprolactinemia não-medicamentosa. Foi recentemente confirmada sua ação antiarrítmica em seres humanos com taquicardia ventricular sintomática. além de antipsicótico. 151. freqüentemente idosos) (12). a uma incidência maior de convulsões que o oxazepam ou o amobarbital (24). 126. irritabilidade. 147 . o propranolol e a quinidina. de 37 pacientes psiquiátricos e psicogeriátricos dos dois sexos. na faixa etária de 33 a 97 anos. Também mostrou-se mais eficaz que o diazepam como medicação ansiolítica no pré-operatório de catarata em pacientes geriátricos. 29). esteve associada. demonstrou utilidade no tratamento de alcoólatras com ação sobre insônia. em doses de 1 a 5mg/k. eletrocardiográfico. e que tivera sua condição endocrinológica agravada com antipsicóticos convencionais mas que. antagoniza. a amperozida. propriedades também partilhadas por um outro antipsicótico recente. Uma curiosa indicação psiquiátrica adicional foi recentemente revelada na Síndrome de Charles Bonnet (pseudo-alucinações visuais em deficientes visuais.

MEL-PUREN (Isis-Puren. atua no eixo hipófise/supra-renal elevando as taxas de corticosterona. Portugal). a espiperona. 50mg – mixt. 25mg. Como outros antipsicóticos butirofenônicos. em pacientes esquizofrênicos. situando-se nesta ação entre o haloperidol. nunca foi lançada comercialmente. Uma apresentação oral (cloridrato) de liberação prolongada chegou a ser testada na Alemanha com bons resultados em termos de eficácia e segurança (109).comps. o que só foi feito no ano de 1963. 3871-82-7. 25mg. 95). com maior interesse da indústria na risperidona. 197). MELPEROMERCK (Merck dura. custou a ser introduzido. Sintetizado em fevereiro de 1958. 100mg. BUNIL (Lundbeck. 10mg.comps. 25mg. base. a perfenazina. acentuariam alguns de seus efeitos. ao contrário deste.comps. Alemanha) comps. deve-se também ter em conta uma possível interação farmacodinâmica com betabloqueadores que. GEMERIL (Medipolar. e Escandinávia. na Itália (123. Finlândia) mesma apresentação do BURONIL. 100mg. 25mg. 1-Butanona. Suécia) . previamente administrados.comps. a flufenazina. o MOPERONA (METILPERIDOL. Tem padrão de efeitos adversos muito semelhante ao do haloperidol (por bloqueio dopaminérgico estriatal) mas com maior potência na ação de bloqueio alfadrenérgico central (embora ainda muito menor que outros antipsicóticos como a clocapramina. Dinamarca. no mesmo mês do haloperidol mas. Alemanha) . nem mesmo ensaiada clinicamente nas Américas. Alemanha) . 195). 100mg. clofuperol e triperidol (os mais potentes) e a floropipamida (o menos potente) (04). Por suas propriedades de antagonismo pós-sináptico seletivo alfadrenérgico (147) com ação vasodilatadora (148). TK) . MELNEURIN (Hexal/Neuro Hexal. 100mg. 1560 a 300mg (108). 25mg. razões puramente mercadológicas. 100mg. Noruega. diferindo destes apenas pela falta do átomo de halogênio na extremidade oposta ao radical pfluorbutirofenona (cloro na molécula haloperidol e bromo na do bromperidol). principalmente neurológicos. METHYLPERIDOL. Não disponível comercialmente no Brasil. MELPAX (Orion. No Exterior: BURONIL (Lundbeck. em mais de 70% deste subgrupo de pacientes (88. 107. cloridrato ou: 1-(3-(p-Fluorobenzoil)propil)-4-hidróxi-4-(ptolil)piperidinium cloreto ou: 4-(p-Tolil)-1-(3'-(p-fluorobenzoil)propil)piperidinol-(4) cloridrato ou: 4'-Fluoro-4-[4-hidróxi-4-(p-tolil)piperidino] butirofenona ou: (R 1658) (NSC 170974). (CAS RNs 1050-79-9. C22-H26-F-N-O2. 4'-fluoro-4-(4-hidróxi-4-ptolilpiperidino)-. alcoólatras e dementes senis (70. explicam a falta de um adequado desenvolvimento clínico-farmacêutico.-. MOPERONE) 4'-Fluor-4-(4-(4-metilfenil)-4-hidróxi-1-piperidil)butirofenona ou: 4'-Fluoro-4-(4-hidróxi-4-ptolilpiperidino)butirofenona ou: 148 . EUNERPAN (Knoll. A) . em países da Europa Oriental (187. Foi bastante ensaiado nos anos sessenta e início dos setenta. Finlândia) . o flupentixol e a propericiazina). países ibéricos (105). 25mg. 84. cloridrato.comps.comps. Alemanha) comps. 50mg.Cl-H. Estruturalmente é muito semelhante ao haloperidol e ao bromperidol. 25mg. 156. DD: Iniciar com 10 a 30mg (16). cloridrato) FM: C22-H26-F-N-O2. HARMOSIN (Hormosan. 1-(4-fluorofenil)-4-(4-hidróxi-4-(4metilfenil)-1-piperidinil). 100mg. Embora amplamente disponibilizada na Europa.comps. a carpipramina. À semelhança de outros antagonistas dopaminérgicos sem ação anticolinérgica (entre as butirofenonas nomeadamente.mas seu aproveitamento foi desaconselhado pela ocorrência de efeitos adversos. base. 50mg-amps. 10mg. Provavelmente. 196). Finlândia. 100. BURONON (Knoll. Alemanha) . 25mg. Na mesma época também foi experimentado na Oceania (97). 25mg. NEURIL (Schoeller Pharma. com o aumento da refratariedade ventricular e sobretudo atrial (150). cloridrato ou: Butirofenona. propriedade esta que pode significar efeito antidepressivo ou ativador maior que o do haloperidol (189). 152.

PIPAMPERONA (FLOROPIPAMIDE. 135. Sintetizado em janeiro de 1960 pela equipe de Janssen e colaboradores e introduzido no ano seguinte. (cloridrato). na faixa de 30/180mg/dia. derivada da 4piperidilpiperidina ou benzoilpiperidina. mostrou um risco equivalente para risperidona. ainda com maior potência. mostrando-se superior ao placebo em doses de 80 a 160mg/dia. ocaperidona e demais antipsicóticos benzisoxazólicos (antagonistas serotoninodopaminérgicos) que viriam a ser desenvolvidos pela equipe de Janssen na década de 80. A seguir. Tem o perfil clínico e farmacodinâmico de um atípico. Inicialmente foi ensaiado nas desordens caracterológicas do comportamento por Fouks e colaboradores. dicloridrato 4'-Fluoro-4-(4-N-piperidino-4carbamidopiperidino)butirofenona ou: p-Fluoro-gama-(4-piperidino-4carbamoilpiperidino)butirofenona ou: Isonipacotamida. (Alemanha) comp 5mg. (110) 20 a 120mg. ação benéfica em sintomas negativos como retraimento social e ação reguladora no ciclo sono/vigília (94. Sampaio e Alves Garcia e colaboradores (10. seguidos por diversos ensaios clínicos não só como antipsicótico.comps. acerca da ocorrência de extrapiramidalismo em pacientes em uso de antipsicóticos típicos de alta e baixa potência e risperidona. PIPAMPERONE) (1. na Holanda. foi empregado na Europa em distúrbios do comportamento de deficientes mentais. 5mg. tioridazina e pipamperona (166). MELDOL. No Exterior: LUVATREN (Cilag. embora não tão intensa quanto o sertindol e a clozapina (168). por seu pronunciado efeito sedativo.4'-bipiperidina]-4'carboxamida. dicloridrato) FM: C21-H30-F-N3-O2 DD: 120 a 360mg. mas também. inclusive com propensão a determinar hipotermia como alguns antipsicóticos atípicos com acentuada ação de antagonismo serotoninérgico neste subtipo de receptor (52. no manejo da insônia por Othon Bastos. Não disponível comercialmente no Brasil. 192). da ordem da clozapina e da quetiapina e inferior à do sertindol e olanzapina. 1'-(3-(pfluorobenzoil)propil). voltou a mostrar utilidade em distúrbios do comportamento associados ou não a deficiência mental (46). Clinicamente tem baixa propensão a reações extrapiramidais. 1'-(4-(4fluorofenil)-4-oxobutil). 5mg . Recente e amplo levantamento. em Paris (59. 64. Além de fraco bloqueador dopaminérgico D2 (afinidade in vitro reduzida. 2448-68-2. com afinidade diferencial por D4 superior à da clozapina (168) é. 169). 1-(3-(p-fluorobenzoil)propil)-4piperidino. um bloqueador 5Ht2A. Também demonstrou afinidade in vitro por receptores serotoninérgicos 5Ht2B (198) e alfa1-adrenérgicos. retard 20mg. do tipo ensaio aberto. conduzido por Schillevoort e colaboradores do Departamento de Farmacoepidemiologia e Farmacoterapia da Universidade de Utrect. revelou potencial utilidade no glaucoma por reduzir a pressão intraocular sem os efeitos adversos de drogas como a pilocarpina e o timolol (35. como a piremperona (classificado como antipsicótico bicíclico no banco de dados do Lundbeck Institute) e a cetanserina (ou ketanserin. 11. 60) e com pacientes psiquiátricos por Caruso Madalena no Rio de Janeiro (110).trifluperidol e a lemperona).4'-Bipiperidino)-4'-carboxamida. SEDALIUM (França) – comps. antiga Checoslováquia) comps. não controlado. Em estudo multicêntrico europeu. 65. Caruso Madalena (110) ainda no ano de 1967. durante 8 semanas com boa tolerabilidade (191).4'-Bipiperidino)-4'-carboxamida.ou: (R 3345) (McN-JR-3345) (BRN 0496532) (CAS RNs 1893-33-0. 36). no curso de seis semanas (190) e de crianças. Pode ser considerado o precursor da risperidona. sol oral (gts) 5mg/ml.ou: (1. Pode ser considerada butirofenona de primeira geração. Os primeiros ensaios no Brasil foram realizados no Rio de Janeiro por J.ou: 1'-[3-(p-fluorbenzil)propil]-[1. 162). um antagonista serotoninérgico utilizado como medicamento anti-hipertensivo) (198). Esses estudos iniciais parecem ter 149 . base.

dicloridrato de pipamperona. não possui ação antipsicótica. cetanserina. já foi relacionada a distúrbios da repolarização miocárdica (“Torsade de Pointes”). demonstrando inclusive. (CAS RN 75444-65-4) FM: C23-H24-F-N3-O2 DD: 15 a 150mg. Anteriormente. metisergida e mianserina (71. blonanserina. 91) com seletividade para o subtipo de receptores 5Ht2A (72). Introduzida na década de 80 pela equipe de Janssen como um antagonista da substância psicotomimética ou alucinógena LSD (dietilamida do ácido lisérgico) (40. redução em escores em alguns itens da escala de Hamilton para depressão. PIPERONYL (Holanda). iloperidona.ou: (R 47. DIPIPERON. ritanserina.465). benzisotiazólicos e de outros grupos. ocaperidona. Não disponível comercialmente no Brasil. 3-(2-(4-(4fluorobenzoil)-1-piperidinil)etil)-2-metil. 40mg comp. No Exterior: DIPIPERAL. 136). secundariamente. DIPIPERON (Alemanha) (Bélgica) (Holanda) (Suíça) (França) .2-a)pirimidin-4-ona. ao lado da pipamperona. Também foi ensaiado como indutor do sono em pacientes deprimidos. sendo relacionada na ampla seção dos compostos antipsicóticos ao lado de compostos benzisoxazólicos.sido satisfatoriamente confirmados em continuação (80. Em função das predominantes propriedades antisserotoninérgicas. mas só mostrou modestos resultados apesar da boa tolerabilidade (08). como a risperidona. à qual estaria quimicamente relacionada. em experimento aberto com doses de 15 a 60mg/dia. em doses médias de 80mg/dia (07). ao contrário de outros antagonistas serotoninérgicos como a cetanserina. mas apenas em caso de intoxicação (23). com experimentos in vitro e in vivo em roedores que. Pawlowski e colaboradores (144) puderam em seguida confirmar que a piremperona em doses mais altas (superiores a 0. sendo adicionalmente capaz de antagonizar a ação inibidora da dopamina.1mg/kg de peso nos animais de experimentação) mostrava propriedades típicas de bloqueio dopaminérgico central dos neurolépticos como antagonismo da hipercinesia. No ano seguinte à sua introdução. comprovadamente. PIREMPERONA (PIRENPERON. ziprasidona. perospirona e outros. A própria cetanserina poderia ser considerada quimicamente uma butirofenona. (108). esta substância não figura entre as butirofenonas. da hipotermia e das estereotipias 150 . a administração de piremperona induzia acentuadamente a secreção de prolactina mesmo em pequenas doses. No banco de dados do Lundbeck Institute. com as doses ótimas variando entre 160 e 320mg/dia e melhora mais acentuada nos pacientes com distúrbios do sono e agitação (181). a piremperona foi ensaiada como um potencial tranqüilizante. como se verifica em todas as butirofenonas com ação antipsicótica nítida (bloqueio dopaminérgico central D2). em estudo controlado com placebo. 42). propriedades características das substâncias com antagonismo D2 túberoinfundibular e típica dos neurolépticos (122). Colpaert & Janssen reconheceriam capacidade de bloqueio alfa1-adrenérgico (41). Substituiu com sucesso (eficiência e boa tolerabilidade) a associação de neurolépticos incisivos e medicação sedativa em esquizofrênicos com distúrbios dos impulsos e do comportamento. pioneiramente por Ansseau e colaboradores em 1983. (108) Repare-se que a cadeia alifática em sua molécula possui apenas dois átomos de carbono e não três. PIPERONIL. PIRENPERONE. muito utilizado em experimentação animal. Assim como o droperidol e a tioridazina. PYRENEPYRON) 3-[2-[4-(p-fluorobenzoil)piperidino]etil]-2-metil4H-pirido[1. 2-a] pirimidin-4-ona ou: 4H-Pirido(1. 40mg/ml sol frs 30ml. não fosse a cadeia alifática com apenas dois átomos de carbono mas. 40mg/ml sol frs 195ml. Meltzer e colaboradores já haviam demonstrado. Desde então tem figurado na literatura como um antagonista serotoninérgico.

(CAS RN 3781-28-0) FM: C23-H33-F-N2-O2 É um composto butirofenônico sem maiores referências ou citações na literatura especializada.ocasionadas pela administração de apomorfina e a hiperatividade motora e estereotipias induzidas pela d-anfetamina. cloridrato) DD: 2. Butirofenona.5 a 5mg VO (111). 4'-fluoro-4-(4-hidróxi-4(alfa. FLOROPIPETONE.ou: 4'-Fluoro-4-(4-hidróxi-4trifluorometilfenilpiperidino)butirof. -este último também classificado pela Lundbeck como antipsicótico bicíclico. Não disponível comercialmente. (CAS RNs 749-13-3.alfa. 1/2 a 3mg VO (108). da importância que uma ação antisserotoninérgica 5Ht2 complementar ao bloqueio dopaminérgico D2 poderia ter na atenuação dos efeitos adversos motores extrapiramidais e cognitivos dos antipsicóticos. com acentuadas ações simultâneas de bloqueio D2 (dose-dependentes) e 5Ht2 (117. PROPYPERONE) 1-(4-fluorfenil)-4-[4’-(1-oxopropil)[1. um antipsicótico considerado atípico ou semiatípico. 2062-77-3. Sintetizado em março de 1959 e introduzido em 1961. TRIFLUPERIDOL (FLUMOPERONE. base. por exemplo. como a pipamperona e a setoperona. 1-(4-fluorofenil)-4-(4-hidróxi-4-(3(trifluorometil)fenil)-1-p-iperidinil).a grande contribuição da piremperona e todos os demais. a equipe de Janssen alcançaria nos anos 80 a síntese da risperidona. 161).alfa. habitualmente refratários ou agravados pelos bloqueadores dopaminérgicos clássicos (31. 4bipiperin]-1-il]-1-butanona ou: 4’-fluor-4-(4-piperidino-4propionilpiperidino)butirofenona ou: 1-Butanona.eridino). embora desenvolvido na mesma série pela equipe de Janssen (31). 0. Não disponível comercialmente no Brasil.alfa-trifluoro-m-tolil)pip. Desconhece-se experimentação como antipsicótico.(9CI) ou: 4-[4-(m-(trifluorometil)fenil]-4hidroxipiperidino)-4'-fluoro butirofenona ou: 1-Butanona. PROPYPERON.enona ou: 4'-Fluoro-4-(4-hidróxi-4-(alfa. Por sua fraca ação de bloqueio dopaminérgico e duvidosa eficácia antipsicótica. cloridrato) FM: C22-H23-F4-N-O2. 192). parece ter sido a de reforçar a idéia que então já começava a se fazer nítida para os pesquisadores. além da obtenção de maior amplitude terapêutica.ofenone [Itália] ou: 4'-Fluoro-4-(4-hidróxi-4trifluorometilfenilpiperidino)butirof.ou: Butirofenona. fato que o 151 . 16). base. com ação adicional sobre os sintomas negativos e afetivos secundários.alfa-trifluorom-tolil)pip.5 a 8mg VO (13. Do mesmo modo que outras butirofenonas e compostos relacionados com propriedades de bloqueio misto dopamino/serotoninérgico (D2/5Ht2).ClH. Deste modo. foi preterida em função de novas substâncias propiciadas por esta linha de investigação.4'-bipiperidin)-1'-il). por exemplo.ou: (R 4082).eridino)butirofenona ou: 4-Fluoro-4. embora como tal figure no banco de dados de psicotrópicos do Instituto Lundbeck (108).enona cloridrato ou: (R 2498)(P 459) (NSC 169875) (BRN 1556208) (McN-JR-2498). 4'-fluor-4-(4-piperidino-4propionilpiperidino). É um antipsicótico praticamente sem ação sedativa mas até três vezes mais potente que o haloperidol (16). TRIPERIDOL) PROPIPERONA (FLOROPIPETON. 1-(4-fluorfenil)-4-(4'-(1oxopropil)(1. C22-H23-F4-N-O2.4-idrossi-4-(m-trifluorometil-fenil)piperidino-butirr.

trifluoperazina. Tem padrões farmacocinético e de tolerabilidade semelhantes aos do haloperidol com a meia-vida de 15 a 20h (108) o que permite dose única diária. Alemanha) (Lagap. com forte antagonismo nos receptores glutamatérgicos tipo NMDA (N-metil-D-aspartato) (44. in vitro. apresenta propriedades citotóxicas in vitro. 127. 152 . Há um caso na literatura em que esteve. Não disponível comercialmente. uma complicação vista com alguma freqüência com o uso prolongado de alguns fenotiazínicos. sol inj 2. provocando perda do equilíbrio colinérgico-dopaminérgico no striatum com surgimento da hiperatividade dopaminérgica relativa (47). 2 ½ mg. ao se comportar. No Exterior: PSICOPERIDOL (Lusofarmaco) (Itália) . 132). 1mg . Não mais disponível comercialmente no Brasil. costuma ser disponibilizado em solução com 1mg/ml (20 gotas) para uso oral e solução de 2. além da Esquizofrenia. foi muito estudado no Brasil onde já em 1965 era ensaiado pioneiramente no Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro por João Romildo Bueno (26. possivelmente. 1mg. sulpirida e amissulprida) com potencial utilidade terapêutica nos sintomas negativos da Esquizofrenia. Itália (14.5mg/ml. 103) e América do Norte (33). 200). Do mesmo modo que outros antipsicóticos butirofenônicos e fenotiazínicos. 4-dimetilpiperidino)butirofenona. Escandinávia (77). 99. pimozida. 172. com potencial utilidade na quimioterapia do câncer (51. No Brasil. frs 20ml. Em função de sua potência e baixo poder de sedação.torna eficaz mesmo em doses muito baixas nos tratamentos de manutenção (157). Houve referências a uma curiosa capacidade de reduzir as taxas séricas de colesterol. Bélgica.s-c comps.comps. entre os “neurolépticos ativadores” (tiotixeno.5mg. foi comercializado com a denominação TRIPERIDOL sendo descontinuado pelo fabricante por razões de mercado. segundo levantamento feito na província de Roma.2%. Richter. W-6123 (W 6123) 4'-fluoro-4-(4. Ensaios clínicos japoneses surgiriam na década seguinte (173).0. Nos países em que ainda está licenciado. 27) além de outras instituições nacionais (163. 193). não se tornam recomendáveis aplicações por via endovenosa. França. De fato. Alemanha (73.comps. ½ mg -amps. sol oral 1mg/ml. Sua patente é detida pela empresa norte-americana Wyeth (108). quando injeção intraestriatal no rato foi capaz de abolir as estereotipias determinadas por administração intraperitonial prévia de atropina. Uma medida de sua acentuada tendência a efeitos motores extrapiramidais pode ser dada pelo fato de ter sido o antipsicótico mais freqüentemente associado ao uso de anticolinérgicos. em ampolas de 1ml. Teria maior afinidade ainda que o próprio haloperidol pelos receptores sigma. Itália no período de 1986 a 1989 (180) Logo após sua introdução. risperidona. relacionado à opacificação do cristalino (“catarata”). no passado. a experimentação clínica foi estendida ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (114). 131. TRISEDYL (G. adicionalmente a suas conhecidas ações póssinápticas.sol. 194). A seguir viriam ensaios em países do leste europeu (45. mas que não chegou a provocar desenvolvimento farmacêutico na indicação. BRASIL) . 143). completamente desprovida deste tipo de ação (48). Sua potência de bloqueio D2 central pode ser comprovada diretamente. Hungria) . amp 1ml.5mg/ml para uso parenteral. 67. Foi relacionada por Jalenques (92). Antigo TRIPERIDOL (Johnson & Johnson. ½ mg. 0. Reino Unido) . Mais tarde.comp . pipotiazina. Composto cujo desenvolvimento foi abandonado após ensaios preliminares revelarem atividade neuroléptica fraca com efeitos extrapiramidais só se manifestando nas doses diárias superiores a 375mg (174). embora não costumeiramente com butirofenonas (140). TRISEDIL. como bloqueador dopaminérgico estriatal pré-sináptico. diferenciava-se da clorpromazina. 54. flufenazina. PSYCHOPERIDOL TRIPERIDOL (Janssen Cilag.

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Schotte A. yet occupy high levels of these receptors.

Seishin Shinkeigaku Zasshi 1998. 100(1):51-68. 202. 08. Não disponível comercialmente. Antipsychoticeffects.: -os compostos U-35. Prog Neuro-Psychopharmacol Biol Psychiatry. 201. 10). não classificáveis entre os derivados piperidínicos e piperazínicos já examinados.200. Athen D. Acta Pharmacol Toxicol (Copenh) 1978. o anel piperidínico presente na maioria das butirofenonas com ação antipsicótica foi substituído por um pirrolidínico. Wiesel FA. Acta Psychiatr Scand Suppl 1989. mecanismo pelo qual agem outros neurolépticos depletores catecolaminérgicos. Skett P. Hippius H. 11) AHR-1900 D) Outras Butirofenonas Nesta seção concluímos o exame do grupo das butirofenonas pelos compostos remanescentes com estrutura molecular incomum. 43(2):129-36. (CAS RN 21492-45-5) FM: C21-H24-F-N-O3. Woggon B. Suzuki A. 4'-fluoro-4-(3-(2-metóxifenoxi)-1pirrolidinil)-. ainda assim sem alcançar comercialização ampla. Halldin C. Kamijima K. Clinical melperone treatment blocks D2-dopamine receptors in the human brain as determined by PET. Ikegami N. ainda não suscitaram desenvolvimento clínico e. two of its metabolites and thiothixene on central monoamine metabolism and prolactin levels in rodents. Antagonism of N-methyl-D-aspartate receptors sigma site ligands: potency. 158 . Yamauchi K. Yasui-Furukori NT. 07. Ilyin VI. em função da escassez de registros: -o U 32. 12(2):113-26. Therapeutic effects of bromperidol on the five dimensions of schizophrenic symptoms. Wiesel FA.6-dihydro-1(2H)-pyridinyl)-1-(4fluorophenyl)-) e FPMPP (1-(3-(4-Fluorobenzoil) propil)3-metil-4-fenil-4-propionoxipiper. Angst J. Otani K. Furukori H. piperidínico ou piperazínico.777A (4'-Fluoro-4((4-(p-fluorofenil)-4-metóxiciclohexil) amino)butiro. outras quatro butirofenonas podem ser apenas mencionadas. como reserpina e tetrabenazina. Farde L. 4'-Fluoro-4-(3-(2 metóxifenoxi)-1pirrolidinil)butirofenona. cloridrato).Cl-H Butirofenona introduzida ainda no final da década de 60 e cujo maior interesse foi o de constituir um bom exemplo de como a ausência ou adulteração do anel hexagonal nitrogenado. -o derivado CI-601 que suscitou pequena seqüência de ensaios clínicos em esquizofrênicos crônicos ainda na década de 60 contando com a participação dos conhecidos psicofarmacologistas Thomas Ban e Heinz Lehman. cloridrato ou: Butirofenona. 205. 203. side effects and effective dosis of the butyrophenone lenperone (AHR 2277). No caso. 204. cloridrato. Sobre eles há muito pouco registro na literatura e nos bancos de dados.fenona. A survey of drug utilization in psychiatric hospitals in Japan: the basic analysis of the current status of prescription patterns. Effect of melperone. São aqui estudados por seu interesse histórico e farmacológico. 05). Ruether E. 352:30-4. finalmente. Eles não apresentaram um perfil neuroléptico clássico e o único a ser desenvolvido como antipsicótico foi a nonaperona. embora comportando-se como neurolépticos nos testes laboratoriais preliminares. Ishida M. mas que desde então não voltou a receber referências na literatura nem logrou obter registro nos bancos de dados especializados (01. Além dos três compostos examinados a seguir. Este composto não foi desenvolvido como medicamento antipsicótico nem consta ter sido aproveitado em outra indicação (03. 26(1):53-57. Kondo T. Kaneko S. JPharmacol Exp Ther 1997. situado na extremidade da cadeia alifática ligada ao radical para-fluorobutirofenona pode implicar a abolição das propriedades neurolépticas. Baba K. 4-(4-(4chlorophenyl)-3. Woodward RM. Inoue M. 04. 2002 jan. Clp-FP-OB-thp (1-Butanone. Int Pharmacopsychiatry 1977. e não pelo antagonismo póssináptico clássico da quase totalidade dos antipsicótico. 282(1):326-38. Hucker H.802A (cloridrato de 4'-fluoro-4[[4-(p-fluorofenil)-3-ciclohexen -1-il]-amino]butirofenona) cujo maior interesse no final da década de 70 deveu-se à ação neuroléptica por depleção de monoaminas (02. subtype-selectivity and mechanisms of inhibition. 09. Miyaoka H.idina) que. Whittemore ER. Franke A. Bjerkenstedt L.

é composto virtualmente desconhecido pela escassez de referências técnicas e científicas na literatura e nos bancos de dados especializados. Herrmann J. Não há qualquer registro. Curr Ther Res Clin Exp 1970 Apr. não havendo confirmação de propriedades antipsicóticas.2]non-3-il)-4'fluorbutirofenona ou: (Go 3315 A).4. Stanley M. Referências Bibliográficas (Outras Butirofenonas) 01. a butyrophenone derivative.4. Lehmann HE. Simpson GM. Não disponível comercialmente.2. Edwards JG. pela presença do anel azabicíclico no lugar do piperidínico ou piperazínico.6tetraidroazepino(4.12(4):223-9.9(9):486-91. 04. Villeneuve C. Effect of a butyrophenone derivative. Ananth JV. com sede na India (06). Edwards JG. Eur J Pharmacol 1977 Aug 15. Production of catalepsy and depletion of brain monoamines by a butyrophenone derivative. Angus JW. Sua patente pertence à Ciba Geigy.org/). No mais. Prolactin releasing potencies of antipsychotic and related nonantipsychotic compounds in female rats: relation to clinical potencies. 11. U-32. 03. 09.10(10):520-8. on brain biogenic amines. in chronic schizophrenic patients.NONAPERONA (NONAPERON. Fuenmayor LD. 08. Curr Ther Res Clin Exp 1969 Dec. Curr Ther Res Clin Exp 1968 Oct. Curr Ther Res Clin Exp 1967 Sep.6-tetraidroazepino(4. LUNDBECK INSTITUTE DATABASE – CNS Forum (Disponível em:http://www. Br J Pharmacol 1979 Sep.5. Biochem Pharmacol 1974 Jun 15. O'Hara M. Sugerman AA. Poland RE. chegou a sofrer ensaios clínicos como antipsicótico quando teria revelado propriedades ansiolíticas. Hays SE. J Pharmacol Exp Ther 1980 Aug.5-b)indol-3(2H)-il). Vogt M. Rubin RT.luinst. O'Hara M. todavia. Herrmann J.11(12):793-5. CI-601.5. 02. 10. de publicações com resultados clínicos e pré-clínicos na literatura internacional nem maiores informações sobre esta substância.802A.5-b)indol3(2H)-il)butirofenona ou: 1-Butanona. Segundo o banco de dados do Lundbeck Institute. 4-(3-azabiciclo[3. (CAS RN 15997-76-9) FM: C18-H24-F-N-O É uma butirofenona com estrutura molecular inédita. A pilot study of AHR-1900 in chronic schizophrenic patients. 05.10(10):529-32.23(12):1701-5. Bishop MP. Curr Ther Res Clin Exp 1968 Oct.5-b)indol-3(2H)-il). in the treatment of chronically withdrawn schizophrenic patients.ou: (CAS RN Number 23712-07-4) FM: C22-H23-F-N2-O Butirofenona com estrutura indólica e com poder de elevar as taxas de prolactina menor que o da clozapina (04). 1-(4-fluorofenil)-4-(1. Further studies of the butyrophenone. Gallant DM. AHR-1900: a butyrophenone derivative.44(4):293-302. 06.2. A pilot study of CI601 in chronic schizophrenics.12(4):234-6. CI-601.2]non-3-il)-4'fluorobutirofenona ou: 4-(3-Azabiciclo[3. Simpson GM.(9CI) ou: 159 . ter-se-ia comportado como neuroléptico. Sugerman AA. A preliminary study of CI-601 in chronic schizophrenia. Ban TA. Lahti RA. Lednicer D. No exterior: TAOMEX (Ciba Geigy) (Índia). Curr Ther Res Clin Exp 1970 Apr. Não disponível comercialmente no Brasil.214(2):362-7. The effect of antipsychotic drugs and their clinically inactive analogs on dopamine metabolism. U-25927 (U 25927) 4'-Fluoro-4-(1. Wilk S. Nos experimentos farmacológicos utilizando os paradigmas clássicos.67(1):115-22. NONAPERONE) tetraidroazepino(4. 07.

5) decan-4-ona ou 1. sertindol. muscarínicos e histamínergicos.3.4'-bis(p-fluorofenil)butil]-1piperazinocarboximida ou: (FG 5606) (CAS RN 75558-90-6 base.5) decan-4-ona.ou composto R 6109. pela mesma equipe de colaboradores de Janssen na Bélgica. Demonstra forte afinidade pelos receptores 5Ht2A (83. com as difenilbutilpiperidinas se caracterizando por grande afinidade pelos receptores dopaminérgicos D2. na ordem à da clozapina. substituído por um segundo grupamento fluor-fenil. As relações estruturaatividade dos dois grupos são muito semelhantes. ziprasidona.155. Está classificado entre as difenilbutilpiperidinas no banco de dados do antigo site do Instituto Lundbeck (138). alta potência antipsicótica e longa duração de ação (99). mas não possui estrutura difenílica. contudo. olanzapina. foi inferior. moderada pelos alfa1-adrenérgicos (226) e fraca atividade em 5Ht1C (198). FM: C24H28FN3O) é um neuroléptico introduzido na década de 80 (138) e considerado análogo da espiperona (140. Tanto as butirofenonas como as difenilbutilpiperidinas foram desenvolvidas originalmente a partir da meperidina.8triazaspiro(4. 8(4-(fluorofenil)3-pentenil)-1fenil. ao contrário desta. O espirileno (8-(4-(p-Fluorofenil)-3pentenil)-1-fenil1. não constando seu desenvolvimento como medicamento antipsicótico. não foi aqui relacionado mas registre-se sua importância no desenvolvimento e seu parentesco estrutural com o fluspirileno. 86. não apresenta o grupamento p-fluorbutirofenona. Difenilbutilpiperidinas/piperazinas São substâncias estrutural e farmacologicamente muito próximas das butirofenonas (ou fenilbutilpiperidinas). As últimas referências na literatura dão conta apenas de seu uso como agente antidopaminérgico e antisserotoninérgico em ensaios farmacológicos animais in vivo e in vitro. 179. 75529-73-6 cloridrato) FM: C23-H29-F2-N3-O DD: 10-20mg/d (155) Composto difenilbutilpiperazínico. Por todas estas razões. 5Ht6 e 5Ht7 (199) com atividade virtualmente ausente nos demais subtipos de receptores dopaminérgicos adrenérgicos. quetiapina. introduzido na década de 80 e classificado como agente antipsicótico e antisserotoninérgico pelo banco de dados ChemidPlus (27). 126. serotoninérgicos.3. 124.8Triazaspiro(4. Esta seletividade. A literatura registra muito poucas referências. A amperozida figura nesta seção como o único composto difenilbutilpiperazínico. 224). de movimentos bucolinguais 160 . com ação seletiva límbica. Exerce efeito de inibição da recaptação da dopamina em nível estriatal in vitro (57) mas seu emprego crônico nos roedores foi relacionado a um inesperado aumento. sendo o átomo de oxigênio do grupo carbonil no radical pfluorbutirofenona. de acordo com os dados revisados por Arnt & Skarsfeldt (11). Considerado um potencial antipsicótico atípico com fraca afinidade pelos receptores dopaminérgicos D2 estriatais. AMPEROZIDA (AMPEROZIDE) 4-(4.4-Bis(p-fluorofenil)butil)-N-etil-1piperazinocarboxamida ou: N-etil-4-[4'.IV. 244) mas. remoxiprida. 171. estatisticamente significativo. (225). embora seu desenvolvimento clínico tenha sido descontinuado provavelmente pelo potencial cardiotóxico.

não foi aproveitado. Ensaio aberto piloto com apenas 10 pacientes sugeriu utilidade em tratamentos de manutenção e boa tolerabilidade em doses semanais de 7. Lars.3-dihidro. (134). 1-(1-(4.4-bis(4fluorofenil)butil)-4-piperidinil)-5-cloro-1. pela Pharmacia & Upjohn Animal Health (HOGPAX). 165) com superioridade sobre a naltrexona (164).repetitivos considerados preditores de Discinesia Tardia em seres humanos ao menos no ensaio de Liminga e cols.4bis(4-fluorofenil)butil)-4-piperidinil)-5-. Também demonstrou potencial utilidade no manejo do “craving” em dependentes de cocaína e álcool. resultados não confirmados. só consta ter sido ensaiada uma vez. com potencial aplicação no manejo de arritmias induzidas pela digoxina (98). porém. Neste estudo as avaliações eletrocardiográficas. Não disponibilizado para uso humano. de alta potência por via oral. Também.5mg eram igualmente eficazes com menor propensão aos efeitos adversos extrapiramidais (acatisia. (CAS RN 53179-12-7) FM: C28-H28-Cl-F2-N3-O DD: 2.4-bis(p-fluorofenil)butil)-4piperidil)-2-benzi. determinou importante prolongamento do intervalo QT e “Torsade de Pointes” nos experimentos com coelhos (26). 4-bis(4-fluorofenil) butil)-4-piperidil] 5cloro-2. A meia-vida plasmática alcança uma média de 100h (39). Suécia. na literatura. 1.midazolinona ou: 1-[1-(4. CLOPIMOZIDA (CLOPIMOZIDE) 2H-Benzimidazol-2-ona. Doses Semanais (DS): 7. nada mais representa do que a pimozida (o composto R 6238 introduzido na década anterior) acrescida de um átomo de cloro em posição 5. Reino Unido e outros países.benzimidazolinona ou: (R 29 764) (BRN 0904611). 10 a 25mg (138). em esquizofrênicos (DSM-III). Sua patente pertence originalmente.5 a 25mg (19). é comercializado apenas como medicamento veterinário. com duração de ação extremamente longa. à companhia sueca Kabi Pharmacia.3-diidro-1-(1-(4. confirmaram alterações na onda T e prolongamento do intervalo QTc (12). (110). Chegou a ser proposto como potencial ansiolítico após ser inicialmente aproveitado como sedativo e agente antiagressividade em medicina veterinária do mesmo modo que a azaperona e derivados como a buspirona e gepirona. em design aberto de 4 semanas. Provavelmente pelo potencial cardiotóxico. com estes mesmos animais (221).ou: 2H-Benzimidazol-2-ona. discinesia) observados com as doses únicas semanais (120). Alemanha. nesta indicação. Apresenta efeito estimulador indireto (central) dos neurônios dopaminérgicos túberoinfundibulares com redução aguda das concentrações plasmáticas de prolactina e posterior normalização (não causa elevação) (04. Por outro lado. mas com potência 5 a 10 vezes menor (225). com doses máximas de 20mg/dia. Floru & Tegeler. Estruturalmente. 06). Seu principal metabólito (FG-5620) é farmacológicamente ativo.cloroou: 5-Cloro-1-(4-(4. Um estudo controlado com placebo demonstrou inequivocamente sua superioridade com a revelação de que doses diárias de 2. Em seres humanos. mostrou ser um potente redutor do consumo (153. Em experimentos animais com ratos dependentes de álcool e cocaína.5 a 9mg (138). 1978. Demonstrou ação como antiarrítmico classe III equivalente à melperona. início de ação em 4h e pico em torno de 24h. introduzido em meados da década de 70 como o composto R 29764 da série original de Janssen e cols. na Itália. por pesquisadores do Depto de Psiquiatria e Neuroquímica do Hospital St. Universidade de Lund.5 a 25mg (19). pelo ensaio de Steinpress e cols. Antipsicótico típico. em estudo com 30 pacientes esquizofrênicas das quais 161 .

talvez com alguma atividade pré-sináptica (245). 1971 (01.8-Triazaspiro(4.(4. 142). mas com capacidade de induzir catalepsia nos animais de experimentação. Não tem comprovação de nenhuma ação de bloqueio serotoninérgico 5Ht2. porém. 56. viriam os estudos de Traldi. Um outro estudo duplo-cego controlado com placebo.4bis(flurofenil)butil)-1-fenil. Como os demais antipsicóticos deste grupo.5mg/semana) (175) e ansioso-hipocondríacos (1. 242).3. 231).8-triazaspiro. não é de aceitação unânime pelo freqüente aparecimento ou agravamento de sintomas depressivos prévios. introduzido ainda no final da década de 60 a partir do espirileno (composto R 6109). nunca foi por aqui comercializado. bem menor (215). como observado em casos relatados na literatura (118.5mg IM/semana) (79.95mg) neste ensaio (40).5mg IM) com o bromazepam (6mg). foi utilizado em doses baixas como ansiolítico em quadros depressivo-ansiosos (1 a 1.5)decan-4-one.3. 1971 e Guimarães e cols. embora não tenha o perfil de um antipsicótico sedativo ou hipnoindutor. Seu desenvolvimento foi descontinuado ainda nos anos 80 e. Não disponível comercialmente no país ou no exterior. Caruso Madalena ainda nos anos de 1968 e 1969 (141. porém. além dos efeitos adversos extrapiramidais que. muito embora baseada em evidência clínica inssuficiente como demonstrou revisão sistemática. Já na época de sua introdução foram iniciados os primeiros ensaios clínicos não só na terapia de manutenção de pacientes esquizofrênicos (31. Foi durante um bom tempo. com metanálise. Como outros antipsicóticos.4-bis(4-fluorofenil)butil)1. No Brasil foi pioneiramente ensaiado por J.5). não há menções a adicionais ensaios clínicos na literatura nem registro de nomes-fantasia ou efetiva comercialização em qualquer país. o único antipsicótico não-fenotiazínico e não-tioxantênico injetável de longa duração (17). para uso exclusivamente intramuscular. 195). A polêmica ainda persistia nos anos noventa (125. não comprovou superioridade em esquizofrênicos crônicos (n = 40). comparativo do fluspirileno (1. É bloqueador D2 seletivo. Accioli & Mendes.8triazaspiro-(4. a ser administrado em intervalos de 7 a 10 dias.3. 128. mas como preparado galênico micronizado para lenta absorção. Ao contrário dos demais preparados dépôt.4-Bis(p-fluorofenil)butil)-1-fenil-1. dos ácidos enantóico. apresenta propriedades de potente antagonismo dos canais de cálcio (82. 112) com a vantagem de não acarretar risco de abuso. em termos de eficácia.2 a 1. 69.decan-4-ona ou: 1-Fenil-4-oxo-8-(4. do mesmo modo que o haloperidol (206). como também em distúrbios do comportamento de deficientes mentais (253) e pacientes com demência senil (177). 185). Um estudo duplo-cego. 91. que até hoje perdura. (218) Um antipsicótico típico injetável de longa duração (111). como se sabe. que a dose semanal ótima situou-se em 20. o que foi atribuído à alta dose diária média utilizada (13. (CAS RN 1841-19-6) FM: C29-H31-F2-N3-O DS: 6 a 20mg. com significativa vantagem. Apesar de promissoramente ensaiado. Logo a seguir. da Cochrane (187). Esta indicação. para o fluspirileno (133). não podendo alcançar. desde então. portanto. verificou.5)decano ou: (R 6218)(McN-JR-6218)(IMAP-7). 205).ou: 8-(4. podem ocorrer mesmo na utilização de baixas doses de antipsicóticos típicos (113. 230) com alguns autores defendendo a indicação com a identificação 162 . 194. 174. utilizando doses semanais entre 5 e 35mg.25mg (67).. 85. FLUSPIRILENO (FLUSPIRILENE) 1. em sua casuística. decanóico ou palmítico. foi capaz de confirmar estas primeiras observações. 1971. antes da disponibilização do decanoato de haloperidol. não é apresentado sob a forma esterificada de longa cadeia. a mesma aceitação obtida. 8-(4. em muitos países europeus.10 completaram o estudo. Fonseca & Cardo. 1970.

Também mostrou-se uma alternativa válida de substituição. O fluspirileno já foi responsabilizado por necrose tóxica na administração prolongada (148).alfa-trifluorom-tolil)-1-(4. (CAS RN 26864-56-2) FM: C28-H27-Cl-F5-N-O 163 . 245). mas as reações de fibrose com enduração no local da aplicação estavam significativamente correlacionadas à utilização de grandes volumes por aplicação (3ml ou mais) (150). porém menor freqüência de efeitos autonômicos e vegetativos (30). para pacientes com Discinesia Tardia desenvolvida pela flufenazina ou flupentixol dépôt (81). porque tem sido demonstrado que esses são os mesmos que não apresentarão boa resposta ao tratamento (97. do mesmo modo que o haloperidol. Como outros antipsicóticos.ou: 1-(4. necessita dos mesmos cuidados que se tem com os outros preparados. o que se deve sempre evitar. mostraram. ao contrário de outros antipsicóticos com reconhecida atividade epileptogênica. Entretanto. por exemplo. De qualquer forma.4-bis(p-flu. como aliás o são as demais preparações dépôt. utilizadas em tratamentos de longa duração. foi desenvolvida metodologia confiável para a mensuração das concentrações plasmáticas. 74. por importação da Bélgica (16). -concentrações plasmáticas mais estáveis com menor risco de efeitos adversos. com risco maior para o sexo feminino (214).alfa-tr.ou: 4-Piperidinol.ifluoro-m-tolil)-4-piperidinol ou: (R 16341) (TLP-607) (McN-JR-16. permitindo estabelecer níveis terapêuticos ótimos (227). se por um lado tem a vantagem das aplicações dépôt quais sejam as de: -garantir a administração do medicamento em doses corretas e regularmente. quanto o decanoato de flufenazina (71.alfa. embora neste último. como a alternância dos grupos musculares (deltóides e glúteos) além da correta técnica de aplicação.. como a clozapina. tratando-se de substâncias com efeitos cumulativos. 1-(4. Como Borger e cols. Uma preocupação procedente. 82). Como outras difenilpiperidinas e alguns antipsicóticos dos outros grupos.4-bis(4-fluorofenil)butil)-4-(4cloro-3-(trifluorometil)f-enil). -não sofrer o metabolismo de primeira passagem que em alguns pacientes pode ser causa de baixas concentrações e ineficácia na administração oral. espaçadas para intervalos maiores (aplicações quinzenais) sem prejuízo do controle obtido no tratamento de manutenção em pacientes esquizofrênicos (20). Não disponível no Brasil. Na Europa: REDEPTIN (Reino Unido)(Bélgica)(Alemanha) IMAP PENFLURIDOL 4-Piperidinol.4-Bis(p-fluorofenil)butil)-4-(4-cloroalfa. 1978. Demonstrou ser tão eficaz e tolerado. mostrou possuir propriedades de potente antagonismo nos canais de cálcio com inibição da liberação de glutamato (246) e potencial aplicação terapêutica em certos transtornos cardiovasculares (55. 250. as aplicações podem ser eventualmente. também atua nos canais de potássio podendo induzir prolongamento do intervalo QTc no eletrocardiograma. permitindo uma gradual redução da dose até encontrar uma dose mínima eficaz.precoce e descontinuação dos pacientes que toleram mal as primeiras doses de fluspirileno.alfa. 251). 4-(4-cloro-alfa. só recentemente. em estudos duplo-cegos. 200) e também quanto o enantato de perfenazina (229). Disponível em países da Europa continental e também no Reino Unido como preparado dépôt. assim como a pimozida. Sua propriedade de inibição glutamatérgica foi aventada recentemente para explicar a inibição da atividade epileptiforme in vitro que o fluspirileno determina (76. o fluspirileno exerce potente ação antagonista nos receptores opióides sigma (35). É bem tolerado do ponto de vista hepático (170). já tendo sido relacionada à ocorrência de arritimia do tipo Torsade de Pointes.341) (BRN 1558826).orofenil)butil). Estudo comparativo com a clorpromazina revelou uma maior freqüência de efeitos extrapiramidais. bem como a baixa ocorrência de convulsões nos ensaios clínicos. Também foi demonstrado que.

o penfluridol. sendo possível detectar concentrações até cerca de 170 horas (7 dias) após uma única dose (37). deposita-se intensamente no tecido adiposo. 169). Foi sugerido. alcançando. Introduzido no início da década de 70 (108) com a deflagração de uma numerosa série de ensaios clínicos europeus. são inativos farmacologicamente. Resultados muito semelhantes aos de Claghorn e cols. Primariamente indicado para o tratamento de manutenção da Esquizofrenia e outras psicoses crônicas. hipotensão. em 1976. recémdescobertos. em doses de 20 a 160mg/semana. Há na literatura o registro de casos de Síndrome Neuroléptica Maligna (219. 20 a 160mg VO (186). especialmente os de ação mais prolongada. e não há razão para se supor que o risco 164 . É excretado nos seres humanos majoritariamente pelas fezes. é potente bloqueador dos canais de cálcio do tipo T (204) com presumido potencial terapêutico em certos transtornos cardiocirculatórios (82). 154. embora passe periódicamente por problemas de distribuição. durante os ensaios clínicos (213). com ausência de efeitos adversos como sedação. muscarínicos e adrenérgicos. 1974 (216). seu uso repetido induz a hipersensibilidade (up-regulation) dos receptores dopaminérgicos no núcleo accumbens e no striatum (102). aliás como acontece com a maioria dos antipsicóticos. 20 a 120mg VO (51). Accioli e cols. 1974 (15) e por Guz & Rigonatti. 90. O penfluridol é bem absorvido por via oral. Em estudo duplo-cego comparativo com o decanoato de flufenazina (0. Típicamente. 240). Como a pimozida. palmitato de pipotiazina (75). 1974 (02). como diversos outros antipsicóticos. com inibição dos vômitos determinados pela administração de apomorfina no cão (132). 196. efeito dépôt. 117) e ao cloridrato de flufenazina (127). inibição da motilidade gastrintestinal ou vésico-urinária. 210). como antipsicótico oral com potência intermediária e longa duração (uma semana). examinaram sua eficácia e tolerabilidade contra às observadas com doses diárias de clorpromazina em pacientes novos. Tem propriedades antieméticas.5 a 2 ml a cada 2 semanas) com pacientes psicóticos estabilizados. Seus metabólitos. provavelmente por fenômenos de redistribuição tissular. após rápido declínio. Bastos. suas concentrações caem suavemente durante vários dias. alcançou eficácia e tolerabilidade comparáveis aos preparados dépôt para uso parenteral. Como é extremamente lipofílico. 1979. eficácia equivalente com menor sedação embora com efeitos extrapiramidais mais freqüentes (29). seguidos por Costa e Silva. As concentrações plasmáticas. 1973 (143). realizados por Madalena & Botana. como outras substâncias deste grupo. mas em menor proporção. 78. Na maioria dos ensaios. um deles relacionado à combinação com sulpirida (137). 235). propiciou taxas de recidiva menores (7% contra 10%) e significativamente inferiores às observadas com placebo (68%) (186). fluspirileno (228). confirmando assim virtual ausência de bloqueio serotoninérgico -inclusive nos. abertos ou comparativos com outros antipsicóticos de ação prolongada como pimozida (14). propiciando assim. as doses semanais de penfluridol. todos ensaios controlados envolvendo pacientes crônicos. Interessante alternativa terapêutica. decanoato de flufenazina e enantato de perfenazina (07). alcançando picos plasmáticos em 8 a 12 horas e. além do decanoato de flupentixol (66. como a pimozida. 1974 (87). a trifluperazina (50. formados por Ndealquilação betaoxidativa..DS: 20 a 60mg VO (38). Chouinard & Annable.ou receptores histamínicos. É um composto extremamente lipofílico cuja molécula foi sistematicamente desenvolvida a partir do haloperidol e da pimozida para alcançar este resultado (156). seguidos por um ano. também pela urina (84). recém-admitidos a uma unidade de permanência breve (três semanas). Tem perfil de antipsicótico típico atuando praticamente somente em receptores dopaminérgicos (172) com acentuadas e persistentes elevações das taxas de prolactina nos roedores (08). Também mostrou-se equivalente em eficácia como antipsicótico ao tiotixeno (103). mostram-se muito variáveis interindividualmente (156). carecendo de utilidade como parâmetro clínicoterapêutico. de onde só lentamente é liberado. Também foi experimentado na mesma época em psicoses agudas (239) e em distúrbios do comportamento de deficientes mentais (252) e de pacientes idosos com Demência (23). Mostrou muito pouca ação autonômica nos experimentos com animais (101). com essa mesma comparação (33). tendo como principal indicação o tratamento de manutenção na Esquizofrenia e nos Transtornos Delirantes (18. Teve os primeiros estudos clínicos no Brasil. receptores 5Ht6 e 5Ht7 (199). 10 a 120mg VO (17). ainda encontra-se disponível em nosso país (SEMAP). na Síndrome de Gilles de La Tourette (208.

100). PIMOZIDA (PIMOZIDE) 2-Benzimidazolinona. entre os pacientes com Síndrome de Gilles de la Tourette (202). No Exterior: CYPERON. 217.4-bis(4fluorofenil)butil)-4-piperidinil)-1. Considerado o antipsicótico prototípico do grupo. NST: 1 a 15ng/ml (116). pela 1A2 sendo ele mesmo um potente inibidor da 2D6 (48) e. No Brasil é até hoje o antipsicótico do grupo 165 . com estimativas precisas destes riscos. 107) quando se iniciaram as publicações dos primeiros ensaios clínicos multicêntricos (21). antagonista dopaminérgico D2 com pouca ação em D1 (62. mas mostrou alta afinidade pelo subtipo recém descoberto 5Ht7 (199). 159). SEMAP. é um antipsicótico de alta potência. Esta característica torna possível a sua administração apenas duas vezes por semana constituindo-se assim em alternativa às doses semanais do penfluridol como antipsicótico oral de ação prolongada. Janssen-Cilag). 106. podendo alcançar vários dias. Todavia deve ser lembrado que Fleischhauer. 248). 238. nos Transtornos não-psicóticos de Ansiedade (192) ou na Coréia de Huntington (10. 1987. 104).3-diidro. 1-(1-(4. não encontrou diferenças em eficácia entre os grupos com 3mg e com 8mg. o autor. assim gerando elevação nas concentrações das substâncias metabolizadas por esta enzima. ao final de 4 semanas. 1-(1-(4. Logo viriam relatos de ensaios abertos na Esquizofrenia Crônica (32. pela conveniência e economia que representa. encontraram valores médios de 66h para crianças e 111h para adultos. 211. 191). racionalidade no emprego de doses acima de 3mg (64). 68). Sua meia-vida é muito longa. Não obstante sua divulgação comercial no Brasil ter se baseado à época de seu lançamento em propalada ação ativadora e “ressocializante”. (011) 5505-5371. introduzido ainda durante a década de 60 como o composto R 6238 da série original. Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. tem eficácia comprovada nos sintomas positivos mas. 2 a 12mg (180. nos distúrbios do comportamento na infância e adolescência (58.ona ou: 1-[1-4. de seu emprego nas desordens de personalidade (190).4-bis(4-fluorofenil) butil]-4-piperidinil]1. (CAS RN 2062-78-4) FM: C28-H29-F2-N3-O DD: 1 a 10mg (114. No Brasil: SEMAP (Janssen-Cilag) . blisters c/ 6. de estudos comparativos com a flufenazina (115.ridina ou: 1-(1-(4. (011) 5503-4700.(freqüência e gravidade) dos efeitos extrapiramidais tardios possam ser inferiores aos de outros antipsicóticos típicos de potência intermediária.ou: 1-(4. em menor proporção. 10 a 12mg (146). em menor intensidade da 3A4. Como todo bloqueador D2 central. das Nações Unidas 12995 29 andar (04578000) São Paulo. sua ação nos negativos ainda é matéria polêmica (49. não forneceram ainda amplos e sistemáticos levantamentos de médio e longo prazo.ou: 2H-Benzimidazol-2-one. Av. Apresentado no ano de 1968 por Janssen e sua equipe (105. exceto maiores efeitos extrapiramidais (acatisia e hipercinesia) não vendo. em seu estudo com esquizofrênicos crônicos. havendo até sugestões de 12 a 40mg/dia para os casos agudos (77). As doses sugeridas por muitos autores. ORALEPTIN. freqüentemente. muscarínicos e histaminérgicos. 61. Nos serotoninérgicos. Sallee e cols.4-bis(pfluorofenil)butil)-4-piperidil).. 80) e virtualmente sem ação em receptores adrenérgicos. apesar das vantagens propaladas em casos crônicos. não mostra afinidade pelo subtipo 5Ht1C (198) nem pelo 5Ht1A (167). 147. É majoritariamente metabolizado por Ndealquilação pela isoenzima 3A4 do citocromo P 450 e. 1978.3-diidro-2h-benzimidazol-2-ona ou: (R 6238) (NSC 170984). têm. FLUPIDOL.4-Bis(p-fluorofenil)butil)-4-piperidil)-2benzimidazolin.4-Bis(p-fluorofenil)butil)-4-(2-oxo-1benzimidazolinil)pipe.comps de 20mg. mas em média pelo menos 55h (16). um limite superior a 10mg/dia. Apenas o uso do penfluridol não se generalizando como previsto.

que adicionalmente constatou a ocorrência de discinesia mastigatória bucolingual em 25% dos pacientes. é dotado de propriedades citotóxicas e como tal demonstrou utilidade potencial como medicação coadjuvante no tratamento do melanoma metastático (166). 193. 1996 (184). ao lado do Ndipropilacetato.. 145). foram novamente iguais (49). envolvendo crianças e adolescentes. Foi tão eficaz quanto a clorpromazina e a tioridazina em pacientes maníacos (36. Há também na literatura registro de seu emprego na Síndrome de Capgras (176. em estudo com duração de 9 meses (147). Mas Shepherd.. 1980. demonstrou utilidade no controle da inquietude e hostilidade de pacientes não-psicóticos senis em doses inferiores. Foi recomendado como uma das terapias de escolha. encontrou equivalência com o decanoato de flufenazina a longo prazo com alguma superioridade em medidas de ajustamento social (211).6mg). Esses estudos das décadas de 70 e 80 já haviam dado base a sua aprovação pela agência governamental americana Food and Drug Administration (FDA) nesta indicação (70) em acréscimo ao haloperidol. 144. 161. 188. seu emprego em esquizofrênicos crônicos em estudo duplo-cego comparativo com a flufenazina não demonstrou propriedades Aativadoras@ de nenhuma das duas substâncias (217). Na literatura internacional. 189. Foi descrita uma particular utilidade em pacientes com quadros limítrofes. 157. nova remissão com a reinstituição da dose anterior. Mais recentemente foi publicada uma resposta dramática num caso de co-morbidade da 166 . Seus resultados foram confirmados por McCreadie e cols. de 1 a 4mg/dia. mal definidos (34). astrocitoma (131) e outras formas de câncer (223). 139. entre os experimentos controlados. Shapiro e cols. 233). em ensaio aberto de longa duração. 162). 234) e no ADelírio de Infestação@ ou ADelírio de Parasitose@ ou ainda Síndrome de Ekbom (93. os resultados obtidos tanto em eficácia quanto em tolerabilidade. 1978 (197). Delírio Erotomaníaco (152. por Debray-Ritzen & Dubois em 1980. Em um outro estudo duplocego de longa duração (52 semanas) com esquizofrênicos crônicos em uso de diversos antipsicóticos por mais de 4 anos e que foram randomizados entre dois grupos. 181). em deficiente mental limítrofe por Puri & Singh. 135. Transtorno Factício (183) e um interessante relato de eficácia prolongada com 2mg diárias de pimozida. Esses e outros autores também registraram boa resposta em casos de Delírio de Ciúmes (22. foi nitidamente superior ao haloperidol (201). com melhor tolerabilidade (209). Pseudociese Delirante (41) e Paranóia Litigiosa-Querelante (236). 1983. envolvendo sintomas psicóticos crônicos de feitio hipocondríaco sob um fundo de Transtorno de Personalidade. Apesar de equivalente no curto prazo foi superior no efeito adverso “letargia” e na manutenção da melhora no follow-up de 4 a 20 meses no estudo de Ross & Moldofsky. como na chamada APsicose Hipocondríaca Monossintomática@ (92. 94.das difenilbutilpiperidinas mais estudado. Do mesmo modo ocorreu com a comparação com a clorpromazina em estudo semelhante com a mesma duração (248). em estudo duplo-cego de quatro semanas com doses flexíveis e médias finais de 30 e 900mg/dia (28) o que foi confirmado em outro estudo semelhante com as duas substâncias por Pecknold e cols. Um estudo duplo-cego comparativo com clordiazepóxido em pacientes com Transtornos de Ansiedade constatou efeitos terapêuticos e adversos indistinguíveis entre as duas substâncias (52). em caso de Transtorno de Gênero com travestismo e idéia prevalente de mudança de sexo. 130).5mg) e outro com pimozida (9. ambos em doses fixas de 40 a 60mg/dia durante quatro semanas em esquizofrênicos agudos no estudo de Haas & Beckmann. muito embora tenha sido tão eficaz quanto o haloperidol. com o respaldo do acompanhamento clínico de 93 crianças com a síndrome (42). 95. um com flufenazina (dose média diária de 12. tendo sido testado em mais de duas dezenas de ensaios clínicos nas décadas de 70 e 80. também o consideraram superior ao haloperidol nesta indicação por seu perfil de bloqueador dopaminérgico quase exclusivo. Como a maioria dos antipsicóticos. 160. 163. com os primeiros estudos com pacientes esquizofrênicos realizados ainda no ano de 1970 (13. 1982 (88). Também foi empregado no alívio dos sintomas da neuralgia pós-herpética (54) e com sucesso em formas graves de neuralgia trigeminal e superando a carbamazepina em ensaio duplo-cego (129. do Instituto de Psiquiatria de Londres. 182) mas mostrou menos eficácia que a clorpromazina em esquizofrênicos agudos. 1982 (178). 237). Como outros antipsicóticos. mas ainda assim com risco de Discinesia Tardia (10% neste estudo) (64). seguida de recaída com a redução para 1mg após um ano assintomático. neuroblastoma (151). Na Síndrome de Gilles de la Tourette em ensaio duplo-cego comparativo controlado com duração de 24 meses. com base em ensaio duplo-cego com 31 pacientes..

1993. só encontrou utilidade nos episódios bulímicos e vômitos. Embora também possua propriedades antieméticas. Embora não esteja relacionado a transtornos cardiovasculares clínicos importantes. CETOCORT. No Brasil: ORAP (BRASIL)(Janssen-Cilag) . ILOSONE. ERIFLOGIN. o pimozida reduz de forma significativa a ingestão de água e alimento do mesmo modo que a domperidona (MOTILIUM). PLENOMICINA. CIFRANTIL. ERITROFAR. CAPEL. foi registrada a ocorrência da grave arritmia ventricular conhecida como “Torsade de Pointes”. costuma prolongar. Num caso de tentativa de suicídio com a ingestão de 800mg. ERITREX. em experiências com animais.comps de 1 e 4mg. ILOCIN. LAGUR UD. Já esteve envolvida em Síndrome Neuroléptica Maligna em associação com a nomifensina (09). PANTOMICINA.Síndrome de Tourette com Transtorno ObsessivoCompulsivo (TOC) à associação pimozida/fluvoxamina (45). com o intervalo QT se normalizando 5 dias após o tratamento feito com êxito pela administração endovenosa de lidocaína e magnésio (122). O mesmo risco estaria presente na associação com outras substâncias reconhecidas como potentes inibidoras da atividade desta isoenzima como o antifúngico itraconazol (ITRANAX. CETONAX. Janssen-Cilag Farmacêutica 167 . também possivelmente deste espectro. o antibiótico eritromicina (BAKNYL. o efeito hipotensor da clonidina (ATENSINA. podendo determinar erros na interpretação de achados laboratorais. ERITROSIMA. CLORIDRATO DE CLONIDINA) e da alfametildopa (ALDOMET. NORIDERM. como estabilizador do humor de 3ª ou 4ª linha. em ensaio aberto. registrase na literatura seu emprego com sucesso em caso refratário da Coréia de Sydenham (96). A Dismorfofobia. NOVACORT. ETILDOPANAN. não reduziria. o intervalo QTc no eletrocardiograma (73) e. um antagonista dopaminérgico com ação exclusivamente periférica (247. CANDIDERM. Além da elevação das taxas de prolactina no plasma parece também. um Transtorno de Ansiedade. TRACONAL. CLONIDIN. mais do que o haloperidol. KLARICID. 82) numa ação próxima ao verapamil (CRONOVERA. não teve o uso consagrado nesta indicação como outros antipsicóticos fenotiazínicos e butirofenônicos (168). MICONAN. em associação com a fluoxetina. o antiviral ritonavir (NORVIR) e suco de toranja (“grapefruit juice”) (53). Discinesia Tardia (158). enurese (207). além da psiquiatria. é um potente inibidor dos canais de cálcio (55. o antimicótico cetoconazol (ARCOLAN. DILACOR. o antidepressivo nefazodone (SERZONE). Está entre os antipsicóticos que demonstram menos capacidade in vitro de induzir convulsões como molindona. com os autores destacando a necessidade de ensaios controlados nesta indicação (220). também responderam muito bem à adição de pimozida ao esquema prévio com inibidores da recaptação de serotonina. cartelas c/ 20. ITRAZOL. METILDOPA) (254) como fazem muitos outros antipsicóticos com atividade bloqueadora alfadrenérgica acentuada. CANDORAL. CETOZOL. hiponatremia (121). Como possui atividade alfadrenérgica fraca. estimular a secreção de TSH em seres humanos (46). impotência (05). CETOCONAZOL. CETONIL. RESPRAX. VERACORON. Seis de sete casos refratários de Tricotilomania. KETONAN. ERIBIOTIC. um potente inibidor enzimático que costuma aumentar as concentrações plasmáticas de antipsicóticos. metilperidol) (232). uma substância inibidora da isoenzima CYP 3A. DILACORON. HYDROMET. outra condição do espectro do TOC. flufenazina e butaclamol (173). Além da Coréia de Huntington. 249). CANDICORT. com persistência da anorexia e sintomas depressivos e ansiosos associados (59). já esteve relacionada à bradicardia sinusal importante (03. MICORAL. além dos inibidores de recaptação da serotonina (63). TIRACASPA). entre diversos outros e também parece não determinar ganho de peso com o uso prolongado (149) o que não o tornaria o antipsicótico mais indicado como coadjuvante à psicoterapia comportamental em casos de anorexia nervosa (241). embora ainda superior a algumas butirofenonas (haloperidol. VERAPAMIL) medicamento muito utilizado em cardiologia como vasodilatador e hipotensor. 72).(47). De fato. KETOCON. CETOZAN. Faltus. FUNGORAL. ERYACNEN. já mostrou resposta à pimozida. LAGUR). SPORANOX. STIEMYCIN). CLATORIN. NORIZAL. TRANAZOL). NIZORAL. ERITROMICINA. Como todos as demais difenilbutilpiperidinas. Também foram descritos dois óbitos em pacientes em uso concomitante de pimozida e do antibiótico claritromicina (CLAMICIN. INFECTOSS. do mesmo modo que o haloperidol.

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tem suas raízes utilizadas como medicamentos populares para doenças nervosas e circulatórias. piridínicos (nicotina. porém. importante grupo de aminas biogênicas que inclui a bufotenina. esteróides (solanidina. quinidina). alcalóide presente nas raízes da Rauwolfia serpentina. Em baixa diluição. atropina. com seu aminoácido precursor. seria publicado o ensaio clínico pioneiro com esquizofrênicos. Consta que o próprio Mahatma Ghandi costumava usar chá de Rauwolfia como calmante (18). forma soluções de aroma agradável utilizadas pela indústria de perfumes. no mesmo ano do artigo de H. psilocibina. estricnina. Também são derivados indólicos. quinolínicos (quinina. e potencialmente tóxicas pela intensa atividade farmacológica. no ano de 1952 (10). Ceilão. Sião) com cerca de um metro de altura. Tem ocorrência natural no intestino humano como produto da degradação do triptofano por ação das bactérias saprófitas sobre as proteínas da dieta. nicotinamida). Dois anos depois. papaverina). na maturação sexual e humor. com a confirmação de propriedades sedativas e extrapiramidais semelhantes às da clorpromazina por H. Indonésia. O nome genérico presta tributo a seu descobridor e introdutor na Europa no século XVI. A melatonina (N-acetil-5 metóxi triptamina. vincristina. o que só se tornou possível com o isolamento e síntese do principal alcalóide da planta por Mueller. Burma. cuscohigrina). cujo interesse fora despertado por matéria do New York Times de março de 1953. Steck. amarelada. mas altamente solúveis em álcool. ibogaína. ioimbina. Suíça. onde é mais conhecida como “Pagla-Ka-Dawa” (“erva da loucura”) ou “Sarpghanda” (em sânscrito). Quando ingerido. indólicos (fisostigmina. foi fornecida a primeira comprovação científica da utilidade dos primeiros extratos padronizados das raízes na hipertensão arterial e nas doenças mentais. é prontamente absorvido através da mucosa intestinal para sofrer destoxificação hepática com transformação em indoxila. as indolalquilaminas. LSD. heroína. portanto. O uso da reserpina em psiquiatria somente se consolidaria. De acordo com sua estrutura molecular os alcalóides podem ser classificados em: pirrolidínicos (higrina. encontrada no alcatrão e muito usada como reagente químico e composto de síntese. seria outro exemplo de indolalquilamina. nos laboratórios da companhia farmacêutica Ciba na Basiléia. em 1954 (16). Kline (07). hormônio produzido pela pineal a partir da N-acetil-serotonina. No início da década de 30. reserpina) e 175 . de baixa solubilidade em água. Hakim. em geral heterocíclica. interesse no Ocidente (13). ergotamina. com odor pútrido. trabalhando a partir da 18-hidróxi-ioimbina. comentando trabalho premiado do médico hindu R. Steck. nativo da Ásia (India. conduzido por Nathan S. o médico e botânico bávaro Leonhard Rauwolf (05). e com importantes funções no sono. o triptofano (Ácido 2-amino-3-(lH-indol-3-il)-propanóico). o LSD (dietilamida do ácido lisérgico ou lisergida) e a serotonina (5hidroxitriptamina ou 3-(2-aminoetil) indol-5-ol). 08). O primeiro indólico a ser utilizado como antipsicótico foi a reserpina. Schlittler & Bein. Recorde-se que alcalóide é uma denominação que abrange todas as substâncias básicas nitrogenadas de origem vegetal com estrutura molecular complexa. veratridina. escopolamina). enquanto o nome específico completo faz referência à utilização das raízes da planta pela medicina tradicional hindu nas picadas de serpentes. piperidínicos (cocaína. isoquinolínicos (codeína. Na Índia. a dimetiltriptamina. apresentado em conferência médica regional na Índia. tratando de plantas medicinais nativas com utilidade nas doenças mentais (01. harmina.V. Indóis Introdução O indol (2. flores vermelhas e brancas. C13H16N202). Esta planta é um arbusto da família das apocináceas. despertando a partir de então.3-benzopirrol) (C8H7N) é substância cristalina. morfina. conessina).

dos riscos sempre presentes de indução de Depressão Maior com grave tendência ao suicídio.3. mescalina). Passam de 2000 os alcalóides indólicos identificados nas diferentes espécies vegetais. mas de duração bem menor. Pelo conjunto de sua magnífica obra científica. contudo. por isto. vincristina (antineoplásico). embora possam alcançar outras indicações. que conjuga ação depletora (10 a 20 vezes menor que a da reserpina) com a ação de bloqueio dopaminérgico pós-sináptico clássico dos neurolépticos. recentemente.3. Boa revisão dos alcalóides foi organizada e editada entre nós. na década de 50 e subseqüentes. além da própria reserpina (hipotensor). em publicação das editoras da Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (15). O interessante é que o mecanismo antidopaminérgico da reserpina difere do clássico bloqueio pós-sináptico. Afora a reserpina. tanto na pesquisa psicofarmacológica quanto na fisiológica (animais reserpinizados).4. estruturalmente aparentada aos alcalóides da ipecacuanha (Cephaelis ipecacuanha).6. ou ainda. é utilizada em doses de 75 a 150mg/dia. ioimbina (disfunção erétil). Deve ser lembrado.11b-Hexaidro3-isobutil-9. outros alcalóides ioimbanos da Rauwolfia. de estrutura indólica ou não. foi recentemente agraciado. Os efeitos hipotensores e sobre a motilidade gastrintestinal são mais brandos.4. não foram incluídas neste capítulo. Com a elucidação deste mecanismo de ação. mas com eficácia reconhecidamente inferior à das 176 . Diga-se sobre a tetrabenazina. A maioria não tem aplicação em Psiquiatria. pela Profa. são exemplos do primeiro tipo. como a fisostigmina (antídoto anticolinérgico).6.7. como ocorre com a quase totalidade dos neurolépticos.Ndietil-1. Não se firmariam. examinadas em detalhe na segunda seção deste capítulo (Outros Compostos Indólicos). todavia. Cláudia Simões e colaboradores. Agindo por mecanismo semelhante e com toxicidade cerca de 10 vezes menor que a reserpina. entre outras. Ela age por depleção dos depósitos centrais de catecolaminas e. A carbidina e a oxipertina. ergotamina (vasoconstritor). Com isso consegue alcançar um início de ação mais rápido. que a importância da reserpina permanece grande. com o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina de 2000 pela Academia de Ciências de Estocolmo. sendo preteridas por antagonistas dopaminérgicos mais seletivos.7. Entre os depletores não indólicos.11b-hexaidro-9. não encontraram aproveitamento como antipsicóticos. Como não possuem estrutura indólica.com outras estruturas (cafeína. Foi também o responsável pela confirmação de que o efeito antipsicótico dos neurolépticos se devia ao bloqueio dopaminérgico central. repartindo o prêmio com os nova-iorquinos Paul Greengard e Eric Kandell pelos estudos dos três envolvendo a transdução de sinais nas neurossinapses. em função de eficácia lenta e/ou insuficiente com efeitos autonômicos acentuados. merecem menção os derivados da benzoquinolizina: -tetrabenazina (1.10-dimetóxi-2Hbenzo(a)quinolizina -3-carboxamida) (QUANTRIL) que alcançaram licenciamento farmacêutico. bem como derivados sintéticos da reserpina com propriedades antidopaminérgicas centrais. mas guarda o mesmo risco de desenvolver depressão grave da reserpina. Carlsson foi pioneiro ao revelar que a dopamina era um neurotransmissor e não apenas o precursor metabólico da noradrenalina. foram consideradas na época de sua introdução promissores neurolépticos. desde que desempenhou um papel fundamental nos estudos de Arvid Carlsson na Suécia. ao elucidar a fisiopatogênese da Doença de Parkinson e ao revelar a utilidade terapêutica da L-Dopa.10-dimetóxi-2H-benzo(a) quinolizin2-ona) (NITOMAN) e -benzquinamida (2-(Acetiloxi)-N. além de ter tido participação decisiva no desenvolvimento dos novos antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs). Como antipsicótico. tem ação gradual embora potente. foram encontrados novos depletores monoaminérgicos centrais com propriedades neurolépticas.

como um novo e promissor antagonista D3 seletivo com baixa propensão à catalepsia encontrando-se no momento em fase de experimentação animal (11. a denominação genérica de indóis ou indolaminas. 17). o que mais desperta interesse é a molindona. teve iniciado o desenvolvimento pela Smith Kline Beecham. como logo se verá. 6-tetraidropiridina e AHR 1709 ou 1-[2(3-indolil)etil]-4-fenil. 03). Também serão estudadas neste capítulo. com ações antidopaminérgicas centrais e clinicamente ensaiados como antipsicóticos. de todos os derivados indólicos examinados a seguir. PD 112488. porém. 8-(4-(4-(1.3-diidro-1H-isoindol.2-benzisotiazol-3-il)-1-piperazinil)etil)-6-cloro1. de acordo com resultados preliminares de testes laboratorais. no capítulo XVIII. é outro atípico recentemente introduzido. não antecipando utilidade como antipsicótico (12). o SB-200. mas que não alcançaram licenciamento: a zetidolina e o AL1965.2-benzisotiazol-3-il)-1-piperazinil) butil) hexaidro) e a tiospirona (8-Azaspiro(4. Possui.1. A ziprasidona (2H-Indol-2-ona.2. Introduzida ainda na década de 60 e em uso há muitos na América do Norte (no Canadá LIDONE. Carvotrolina. 2-(4-(4(1. entretanto. podendo ter efeito oposto. até mesmo. N-(1-metil-1H-indol-5-il)-N’-3-piridinil-) mostrou agir apenas como potente antagonista serotoninérgico seletivo (5Ht2C). A benzquinamida.4dehidropiperidina. também CI-943.3a.pirrolidina.fenotiazinas (14).2. e antes de ser lançado no Brasil. além de compartilharem propriedades neurolépticas e/ou antidopaminérgicas centrais. o composto SB277. Ambos foram incluídos porque fazem parte do mesmo grupo químico do sertindol. Pela importância já adquirida. dois compostos não-indólicos. e nos Estados Unidos MOBAN. será estudado à parte juntamente com a perospirona (1H-Isoindol-1. introduzido no final dos anos 90 na Europa (06).646A (Urea. que pode ser considerado um derivado benzisotiazolil-indolônico guardando alguma similaridade estrutural com o sertindol. como potenciais “atípicos” com seletividade mesolímbica. Mencione-se para finalizar. porém. Não há registro de ensaios com a substância no país.2. Outros Antipsicóticos).5.011.4.9-diona. Já licenciado em muitos países da Europa. Coréias e Tics. Ciclindol. a molindona nunca foi comercializada no Brasil. têm em comum.5)decane7.626. AHR 1771 ou 1-[2-(2-metil-3-indolil)etil]-4-fenil-3.3(2H)-diona. 177 . AHR 1806 ou 1-[2-(5-cloro-3indolil)-etil]-4-fenil-3. que a literatura registra ensaios nacionais com a substância na década de 60. uma imidazolidinona esta sim com estrutura indólica. recebendo. Tanto pela relativa atipicidade quanto pela rara capacidade para um antipsicótico de não induzir ganho de peso e.9b-hexaidro-1H-benz[e]indol) agonista seletivo D3. Por não ter sido relacionada à Discinesia Tardia. Ressalte-se que figuram neste capítulo. por somente determinar depleção monoaminérgica em doses muito altas.6-tetraidropiridina. quanto estudos clínicos com esquizofrênicos no Rio de Janeiro (09). por outro lado. Palindor. a seguir.3. Flucindol. efeitos sedativos e hipnoindutores acentuados. foi retirado voluntariamente pelo fabricante em função de mortes súbitas atribuídas a efeitos arritmogênicos como veremos em detalhe. Lintitript. algumas indolonas e diidroindolonas e vários outros tipos de derivados de origem indólica com aplicação consagrada ou potencial como medicamentos antipsicóticos (v. não possui utilidade como antipsicótico. Desde então. L-741.3-diidro-). também ainda não teve divulgado qualquer desenvolvimento clínico. Mais recentemente. Outro conjunto de substâncias aparentadas é o constituído pelas indolalquilaminas AHR 1229 ou 3-[2-(3-indolil)etil]-butilamino-1-fenil. não houve notícias de eventual aproveitamento clínico. AHR 1858 ou 1-[2-(3-indolil)etil]-4-(4. Esta série de derivados foi introduzida no início dos anos 80 (04).fluorfenil)1. que chegam a lembrar os dos barbitúricos (14). no entanto. 5-(2-(4(1. Os demais compostos descritos a seguir incluem derivados naturais e sintéticos que.4-dehidropiperidina. O composto indólico cis-8-OH-PBZI (benz[e]indol cis-8-hidróxi-3-(n-propil) ]. introduzida nos anos 90 como um atípico muito promissor. como também não nos consta ter passado por experimentação clínica conduzida por investigadores nacionais. a tetrabenazina foi empregada no tratamento desta condição bem como de outras síndromes extrapiramidais como Distonia Tardia. Gevotrolina. a presença do grupamento indol. mas descontinuado mais tarde por problemas de tolerabilidade.2-benzisotiazol-3-il)-1piperazinil)butil)-). por isso. formando o recente grupo de antipsicóticos benzisotiazólicos. um derivado da mesma série 2. tanto em experimentos laboratoriais em São Paulo (02. Outro indólico recente. Du Pont).3. Abstraindo-se do interesse histórico da reserpina e do abandono do roxindol como potencial antipsicótico bem como da polêmica que ainda cerca a descontinuação do sertindol.

A Rauwolfia serpentina já teve identificados mais de 50 diferentes alcalóides. Dopamine D3 receptor antagonism inhibits cocaine-seeking and cocaine-enhanced brain reward in rats. der sedative wirkstoff aus Rauwolfia Serpentina Benth. Johnson DN. Brocco M. MA. Simões CMO. Remington G. J Pharmacol Exp Ther 1995 Apr. Carlini EA.Y. Rodnight R. alcalóides do subgrupo ioimbano. 48(5):263-71.22(21):9595-603 18. Trad espan. Lader M. Madalena JC. sendo usadas apenas em cardiologia como agentes antiarrítmicos em testes diagnósticos e tratamento da Síndrome de Wolff-ParkinsonWhite (15).342(2-3):153-61. 02.Potênciação dos efeitos da farmacológicos da histamina pela reserpina e tetrabenazina. La Prensa Medica Mexicana. Saragoça. embora nem todos com estrutura indólica ou com as propriedades neurolépticas da deserpidina. Le syndrome extrapyramidal et diencephalique au Largactil et au Serpasil. FARMACOGNOSIA. J Neurosci 2002 Nov 1. 03. Experientia 1952. Hansen L. dois alcalóides diidro-indólicos bem conhecidos da Rauwolfia. Audinot V. Nielsen EB. Bein HJ. SB-277011 GlaxoSmithKline. F Med 1964. Bose KC. 1972. (1-(2.42:152–162. Acad of Sci 1954 59.35(4):229-33. Rauwolfia serpentina: a new Indian drug for insanity and high blood pressure. Leonhard Rauwolf: Sixteenth-Century Physician. Ashby CR Jr. The History of the Psychopharmacology of Schizophrenia. Middlemiss DN. Cambridge. Sen G. Reserpin. Trad esp. Scheideler MA. Naylor RJ. 15.htm A) A Reserpina & Os Alcalóides da Rauwolfia Há diversas espécies do gênero Rauwolfia com variações em sua composição de alcalóides. Veiga S. na esquizofrenia crônica. Use of Rauwolfia Serpentina Benth in neuropsychiatric conditions. Steck H. Caldwell AE. Arch Int Pharmacodyn Ther 1967 Sep. Carlini GR. 04. Mentz LA.5-dimethoxy-4 iodophenyl)-2 aminopropane)induced head-twitches in the rat are mediated by 5hydroxytryptamine (5-Ht) 2A receptors: modulation by novel 5-Ht2A/2C antagonists. Vorel SR. a ajmalina e a ajmalicina não as possuem. Carlini EA. 10.Referências Bibliográficas (V. Kline NS. Stemp G. 14. Botanist and Traveler. Schenkel EP. Mello JCP. Porto Alegre. Indian Medical World 1931. 13. 1999. Curr Opin Investig Drugs 2001 Jul. Influence of histamine on the catatonia induced in mice by tetrabenazine and reserpine. Cesare LC. Paul M. Costall B.11:194–201. 1999. Hagan JJ. Can J Psychiatry 1997. 178 . Principios De Psicofarmacologia. DA PLANTA AO MEDICAMENTO.112:737–43. www.Introdução) 01. Schlittler E.chatlink. Petrovick PR (orgs). 05.273(1):101-12. Gobert A. D1 antagonists and 5-Ht1A agonists. 1975. 06. o RO 46451. Mexico.169(1):2634. Fink-Jensen A. Millan MJ. Gosmann G. Dannenfeldt KH. 16. 18:184. J Pharm Pharmacol 1983 Apr. Schreiber R. Indóis . Eur J Pharmacol 1998 Jan 26. 07. Psicofarmacologia Clinica. Avaliação de um novo derivado benzoquinozolínico. 09. In: Clark WG & del Giudice J. Como exemplo. 17. Ban TA. Shepherd M. 348 pp. Liu X. 08. Ciência e Cultura (São Paulo) 1966. Aminoalkylindoles: atypical dopamine antagonists. Ann of N.8:338–9. Ann Med Psychol 1954. Cesare LC. Lehmann HE. Hayes R. Gardner EL. 11. . Ed Acribia. Mueller JM. 107-132.com/~herbseed/Rauwolfia. Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Harvard University Press. Dannenburg WN. Kapur S. Historia de la Psicofarmacologia. Behavioral and neurochemical effects of the preferential dopamine D3 receptor agonist cis-8-OH-PBZI. da rescinamina ou da reserpina.2(7):946-9 12.

França) (22. CANESCINE. RAUNORMINE.20-alf-a-ioimban-16beta-carboxilato ou: 3-beta. 24. Na literatura costuma ser mencionado.20-alfa-ioimban-16-beta-acidocarboxílico. TENSIBAR. C35H42N2O9 ) desenvolvido a partir de pequena modificação na fórmula da rescinamina. a deserpidina completa o grupo dos três principais alcalóides ioimbanos da Rauwolfia com interesse psicofarmacológico e como esta última. Rareiam referências a seu emprego como antipsicótico. FM: C32-H38-N2-O8 DD: Fase Intensiva: 8 a 15mg.5-trimetóxibenzoato ou: Metil 18beta-hidróxi-17alfa-metóxi-3beta. difere estruturalmente muito pouco. 34.oxilato. despertaria interesse como potencial antipsicótico. No Exterior: CANESCIN.5trimetóxibenzoato (éster) ou: Éster metílico 3. aliás. 30). 3. HARMONYL. além de figurar nas farmacopéias como “neuroléptico”. não foi submetido a uma ampla testagem clínica como a reserpina na indicação.5trimetóxibenzoil)oxi)-3beta.20alfaioimban-16beta-carb. RESERPIDINE. apesar de depletores monoaminérgicos centrais em diferentes graus. preterida por não demonstrar vantagens em segurança ou eficácia sobre a reserpina. 1 a 2 tomadas diárias VO (26). e isto apenas até os anos 70. (A 11025) (Lilly 22641) (CAS RN 131-01-1) Ácido ioimban-16-carboxilico. da qual. Poderiam ser citados: bietaserpina (1-(2 (Dietilamino) etil) reserpina. Ltda. mais como um agente adrenérgico e anti-hipertensivo com ação central. As ações clínicas seriam muito semelhantes às da reserpina. 23. TRANQUINIL.17-di- 179 .4. 18-beta-hidróxi-17-alfa-metóxi-. Ao lado da reserpina e da rescinamina. nos anos 70. 14. SERPIDINE) RESCINAMINA (RESCINNAMINE) Metil 17-alfa-metóxi-18-beta-((3. DESMETOXHYRESERPINE. Não disponível no Brasil. apenas por ausência de um grupo metoxila na ampla estrutura heterocíclica do alcalóide. DESERPIDINA (DESEPRIDINE. mas apenas em busca de antihipertensivos mais eficazes e seguros. 3 tomadas diárias. 18-((3-(4-hidróxi3-metóxifenil)-1-oxo-2-propenil)óxi)-11.5-trimetóxibenzoato do ácido deserpídico. Nenhum destes compostos. Embora utilizado na prática clínica européia dos anos 50 e 60 como medicamento antipsicótico e como tal considerado pelos consagrados psicofarmacólogos Thomas Ban e Heinz Lehman (26). RAUNORMINE. sirosingopina (Ocarbetoxi siringoil-metilreserpato) (06.4.Foram desenvolvidos derivados sintéticos da reserpina. 3. RAUNORMIN. RECANESCIN. como novo anti-hipertensivo pela Nippon Chemiphar Co. 35) e o composto CD-3400 (metil O-(4-hidróxi-3metóxicinamoil) reserpato.4.4. DESERPIDINE. Manutenção: 1 a 5mg. metil éster. para melhor tolerabilidade gástrica (08) e menor ação central que a reserpina (41).

Não disponível no Brasil. RESCIDAN.5-trimetóxi-benzoil) reserpato ou: Metilreserpato 3. MODERIL (Pfizer). RESCIN. CINATABS. 8048-25-7) FM: C33-H40-N2-O9 DD: 3 a 9mg (09).4. Schlittler & 180 . RESERPINA (RESERPINE) metil-18-O-(3. RESERPININ. Ainda hoje.18beta.17-alfa-dimetóxi-. 1. 3. RESKINNAMIN. NORMORESCINA.4.20ioimban-16-carboxílico ou: Éster metil reserpato do ácido 3.17alfa. mas apenas como um medicamento hipotensor com ação central (38). quanto à ação depletora dopaminérgica em nível cerebral. 24815-24-5) FM: C33-H38-N2-O8 DD: 5 a 15mg.4. RECINNAMINE. agindo por depleção dos depósitos centrais das monoaminas cerebrais (catecolaminas e indolalquilaminas). do subtipo ioimbano. CINAMINE.4. (10) Difere da reserpina pela presença de 2 átomos de carbono adicionais em dupla ligação com seus respectivos átomos de hidrogênio na grande estrutura heterocíclica. mas também encontrado em outras espécies. RESCAMIN. ANAPREL (Servier). ainda que experimental. não há registro de emprego clínico.5 a 12mg (40).metóxi-. metil éster. RESCITENS. RAURESCINE.20alfa). É menos potente perifericamente do que esta (40) e.20alfa-ioimban-16beta-carboxílico. Bose (05). TENAMINE.acido carboxílico.metil éster.18beta.17alfa-dimetóxi-. RESCISAN (Pharmacia).17-dimetóxi-18-((1oxo-3-(3. Apesar de ter as propriedades neurolépticas reconhecidas por farmacopéias e livros-texto de Farmacologia. metil éster.5trimetoxicinâmico ou: Éster de metil reserpato do ácido 3. No Exterior: ANAPRAL. (3beta. mas a reserpina foi considerada o principal princípio ativo da apocinácea.17-alfa.16-beta. RESCALOID.ou: 3-beta.5-trimetoxibenzoil)óxi)-. RESIPAL. (3-beta. pequenos fragmentos sólidos ou pó da raiz bruta são vendidos nos bazares como medicamento popular para epilepsia.17-dimetóxi-18((3. 1407-38-1.4.16beta. 18beta-hidróxi-11.5-trimetilcinamoil metil reserpato ou: Trimetóxicinamoil metil reserpato ou: (CAS RNs 35440-49-4. 141099-49-2. É dotado de propriedades hipotensoras e antipsicóticas.ou: Ácido 3beta.5-ácido trimetóxibenzoico ou: Ioinban-16-ácido carboxílico.4. TUAREG. como antipsicótico. RESCINPAL.5-trimetóxifenil)-2-propenil)óxi)-3. ao que se saiba.5-trimetóxicinamoil) reserpato ou: Metil o-(4-hidróxi-3-metóxicinamoil)reserpato ou: 3. Alcalóide indólico monoterpênico. situa-se numa posição intermediária em relação à reserpina (mais potente) e à sirosingopina (menos potente das três e mais seletiva sobre norepinefrina e serotonina) (14).4. A primeira comprovação científica da eficácia hipotensora de extratos padronizados dos alcalóides das raízes da Rauwolfia remonta ao ano de 1931. Sen & K.20-alfa). Com o isolamento e síntese deste alcalóide por Mueller. RAUPYROL.5trimetoxIcinâmico ou: Metil 18-o-(3. Foram identificados vários alcalóides com participação nos efeitos hipotensores e sedativos do extrato bruto das raízes. 18-beta-hidróxi-11. RESERPINENE.5-trimetóxicinamato (éster) ou: Éster metílico do acido 11. extraído da Rauwolfia serpentina.5-trimetóxibenzoato (éster) ou: (NCI-C50157).4.20-alfa-Ioimban-16-beta. vomitoria e outras. (CAS RNs 50-55-5. mordeduras de cobras e doenças mentais (03). 3. metil éster. SCINNAMINA.4. como R. fornecida pelos médicos hindus G. 11. Foi ensaiada no Rio de Janeiro nos anos 60. É responsável por cerca de 50% da atividade farmacológica do extrato bruto das raízes (25).4. na Índia. RECITENSINA.

Weber na Suíça (49). foram estudos laboratoriais com esta substância em animais de experimentação. As doses requeridas (de 1. 43). Pierre Deniker. na 11ª edição da Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde. praticamente simultâneos aos de Kline e Delay.5 a 12mg/dia) são muito superiores às utilizadas na hipertensão arterial. liderado por Lucena. Na atualidade não se encontram disponíveis no Brasil preparados para uso parenteral. 39. mesmo em pequenas doses orais como hipotensor. Steck. O emprego terapêutico da reserpina. 36. com freqüência. Rapaport (33) também nos Estados Unidos. além de menores efeitos adversos cardiovasculares e sobre o humor. Parece guardar também uma limitada mas relevante utilidade na Distonia Tardia (11. Krinsky e cols. ansiedade e inquietude com o recrusdecimento de sintomas produtivos como alucinações e delírios que pode durar até três semanas e. Todavia. pesadelos e crises convulsivas. 37. 50). em 1954 (07). em 1955 (16). na década de 50 e 60. Tardieu & T. D. lorazepam. freqüentemente precedida por um período de excitação. letargia. recente revisão com oito ensaios duplo-cegos reuniu evidências para sugerir um uso mais freqüente nas formas refratárias de Esquizofrenia (09). um período de acalmia com o paciente mostrando-se mais confiante e cooperativo (fase integrativa). foi possível iniciarem-se testes laboratoriais e clínicos nos quais seriam confirmadas por H. Noce. Comprovadamente reduz o limiar epileptógeno nos animais de experimentação à semelhança da clorpromazina (18) e o uso simultâneo com eletroconvulsoterapia não é recomendável na clínica por já terem sido registrados óbitos relacionados à associação (40). Lemperiere na França (13). por exemplo. importante etapa da resposta imunológica tissular foi. 29). o interesse pela reserpina na clínica psiquiátrica passou a ser predominantemente histórico e teórico. o que praticamente inviabiliza o uso dos preparados orais atualmente disponíveis para esta indicação (comprimidos de 0. em 1954. 27. a reserpina costuma ter ação muito lenta e gradual. Seu papel na pesquisa neurofisiológica e no desenvolvimento de novos medicamentos com ação central também permanece. a reserpina não era capaz de prevenir as lesões estriatais neurotóxicas a ela 181 . continua a ser internacionalmente empregada como medicamento de primeira linha no tratamento da hipertensão arterial (45). Igualmente merecem menção as publicações do grupo de Recife. bem como forneceram os primeiros modelos neuroquímicos paradigmáticos. na Esquizofrenia Refratária em associação com a clozapina (17) ou com risperidona (44). recentemente identificada em animais de experimentação por Moreira e seus colaboradores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista. Y. logo a seguir (28. Entretanto. insônia. Recentemente se verificou que. da Depressão e da Esquizofrenia. 42. nesta indicação. Também pode determinar em alguns pacientes. uma segunda fase de turbulência. A literatura atual ainda registra seu emprego como antipsicótico embora em geral de forma anedótica como na associação com tiroxina em caso de Catatonia Periódica Maligna (20). propriedades neurolépticas como aquelas. Williams & W. seguindo-se cerca de seis meses depois. Uma promissora ação modulatora da reserpina sobre a atividade de liberação de peróxido por macrófagos. e R. para o desenvolvimento de medicamentos para estas enfermidades (02.25mg). recém-descritas para a clorpromazina (46). determina. Kline (19) em Nova Iorque no mesmo ano. sua ação clínico-terapêutica pode ser dividida em tres fases: uma primeira com duração de alguns dias em que predomina a sedação com o paciente mostrando-se sonolento e inativo. ainda no presente utilizados. (21) e o de Alves Garcia & Ferreira. Mas. em paciente refratário a antipsicóticos típicos. figurando com destaque. que contribuiriam fundamentalmente para a elucidação dos mecanismos fisiopatológicos da Doença de Parkinson. E. 48). grandemente inalterado. no entanto. em Araraquara. sobretudo. Como antipsicótico. São históricos alguns artigos de psiquiatras brasileiros. São Paulo (31).Bein na Europa em 1952 (32). então. Segundo a descrição de Kline. finalmente. apesar de prevenir a hipertermia da intoxicação pela metanfetamina em ratos. replicações por Jean Delay. quadros de Depressão Maior com grave impulsividade suicida. como os de Campos e cols. O primeiro teste clínico em psiquiatria seria conduzido por Nathan S. bromocriptina e dantrolene (04). com excitação. Com o desenvolvimento de novos medicamentos antipsicóticos de síntese. mais eficazes e com ação terapêutica mais rápida e intensa. além de transtornos na função sexual (12.

bradipnéia. determinando a precoce degradação intracelular do neurotransmissor por ação da MAO (etapa 7). hipermotilidade e hiper-secreção gástrica.2mg por comp. Mecanismo de Ação As monoaminas cerebrais. a catecolamina é. Entre os efeitos adversos mais comuns. portanto. A penetração da reserpina no cérebro.1mg por comp.como tranqüilizante. são armazenadas nas vesículas sinápticas de onde normalmente só são liberadas para o exterior da célula. hipotermia. bradicardia. quando comparada a outros órgãos. Os efeitos digestivos podem determinar a reativação ou agravamento de úlceras péptidas preexistentes com sangramento e/ou perfuração. No Brasil: ADELFAN-ESIDREX (Novartis) . em seguida. Sintetizada a partir de seu aminoácido precursor (etapa 1). dos transportadores da membrana citoplasmática ao utilizar um gradiente H+ ao invés de gradientes Na+/Cl. Mecanismo diferente. Esta protéina é um transportador que se distingue. congestão nasal. portanto. 0. é muito pequena (menos de 0.25mg por comp. por até 48 horas depois de atingir um máximo de atividade 8 horas após a aplicação. determina uma redução na atividade neurotransmissora. As principais etapas deste processo estão esquematicamente representadas na ilustração que se segue. estão a elevação da prolactina no plasma. sialorréia. em associação com sulfato de diidralazina e hidroclorotiazida. Reações cutâneas. a excitação inicial observada nos pacientes. sua limitada eficácia antipsicótica. A reserpina.como hipotensor. ID-SEDIN (Nikkho) . Entretanto. 0. não só estrutural quanto funcionalmente. os efeitos de uma única dose costumam persistir em média. em associação com ácido gama-aminobutírico.. efeitos motores extrapiramidais (comuns nas doses acima de 5mg/dia). por um mecanismo diferente do clássico bloqueio dos receptores pós-sinápticos D2 da quase totalidade dos neurolépticos sintéticos. ação então que é específicamente inibida pela reserpina. Atualmente sabe-se que a reserpina age por inibição do agente transportador vesicular das monoaminas. HIGROTON-RESERPINA (Novartis) . tremores.1%).como hipotensor. em associação com clortalidona. desaparecendo rapidamente (2 a 3 horas). O decréscimo da atividade dopaminérgica central se faz. 0. Estas propriedades farmacodinâmicas e farmacocinéticas explicariam a latência na obtenção dos efeitos terapêuticos. sofrem imediata degradação e neutralização pela enzima monoaminoxidase (MAO). O excesso em catecolaminas é reabsorvido pelos receptores pré-sinápticos e ao penetrarem livremente no citoplasma celular de origem. carreada e armazenada pelo transportador vesicular de monoaminas (etapa 2).associadas. ao contrário dos antagonistas dopaminérgicos centrais convencionais (01). ao bloquear a formação dos depósitos e precocemente desencadear a ação da MAO. sintetizadas a partir de seus respectivos aminoácidos precursores. sedação. quando atravessam a fenda sináptica e vão se ligar aos receptores póssinápticos. NOVOSEX 182 . hipotensão.. do bloqueio catecolaminérgico pós-sináptico (etapa 4). indetectáveis mas suficientes para bloquear o transporte das monoaminas recém sintetizadas para o interior das vesículas de armazenamento. é o que explicaria a intensificação e o prolongamento observado na redução da neurotransmissão muito tempo após o desaparecimento de concentrações detectáveis da reserpina neste órgão (40).. miose. discrasias sanguíneas e hepatoxicidade seriam ocorrências excepcionais. Acredita-se que a permanência de minúsculas quantidades do alcalóide no órgão. bem como boa parte dos efeitos adversos mais limitantes como a hipotensão arterial e os episódios de Depressão Maior com risco de suicídio.(47).

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4. em doses menores.4. Suas propriedades antieméticas mostramse aparentemente muito inferiores às da metoclopramida e mesmo às do haloperidol (47). C13-H18-N2. do haloperidol (75) bloqueadores dopaminérgicos D2-like seletivos. características que o distinguem da sulpirida ou.6.3.8-dimetil-.3. juntamente com o AL-1965 (ver 2-imidazolidinonas).2.2.2Cl-H DD: 40 a 160mg.3-b)indol ou: 1H-Pirido(4. que seria responsável pelas propriedades antiulcerogênicas observadas (26. além de agente antiarrítmico (69). 1. de um grupo de derivados indólicos desenvolvidos pela Bristol norte-americana na década de 70.5. Foi proposto na década seguinte como “neuroléptico atípico” (73).4.3.8-dimetil. como potenciais antipsicóticos (27. Não despertou maior interesse como antipsicótico.9b-hexaidro2.4. por exemplo.3. (CAS RN 25331-92-4) FM: C19-H28-N2-O3 DD: 200 a 400mg (27) Faz parte. Suas propriedades neurolépticas são mais pronunciadas na forma isomérica trans do que na cis (33). Atua como um depletor de monoaminas (07). Também possui uma ação antihistamínica não-seletiva (H1 e H2). antimutagênico e antioxidante.5.8-Dimetil-1.5. dicloridrato ou: 2. Não disponível comercialmente.(Al 1612). Exerce adicionalmente um efeito estimulador da biossíntese de dopamina por ação de bloqueio dos auto-receptores (34) só determinando catalepsia em doses 100 vezes maiores (25mg/kg de peso) do que as necessárias para a obtenção do efeito de depleção dopaminérgica (0.2 a 0.3-b) indol. Durante os anos 90. 2.4a.8-dimetil-1Hpirido(4. 33162-17-3) 185 .3. STOBADINE) 5H-Pirido(4.3.ou: 2. foi desenvolvido um análogo da carbidina (1.3-b) indol dicloridrato ou: (DH-1011). denominado de carazedine ou karazedin (11).5a.2. Derivado pirido-indólico da gamacarbolina.8-dimetil-1Hpirido(4.4.9b-hexaidro-gamacarbolino dicloridrato ou: 2. seu desenvolvimento farmacêutico foi direcionado apenas para as últimas indicações. 96. No Exterior: KARBIDIN STOBADIN CARBIDINA (CARBIDIN. (CAS RNs 17411-19-7. não havendo registro de ensaios clínicos como antipsicótico. Apesar do promissor lançamento.3-b) indol ou: 1. 110) . KARBIDIN.4a.3-b) indol. aumentando o “turn-over” de dopamina seletivamente no córtex frontal em relação ao striatum e núcleo accumbens e demonstrando uma ação serotoninérgica (5Ht2) importante.5-b]indol) com potentes propriedades tranqüilizantes e antipsicóticas típicas. mas cujo desenvolvimento não foi retomado.10boctaidroazepino-[4. introduzido na década de 70 somente em países da antiga União Soviética (Rússia. não figurando por isto em alguns dos bancos de dados especializados. antiga Checoslováquia) (12).3.9b-hexaidro2.4. e pelo nítido perfil de efeitos adversos extrapiramidais.9b-Hexaidro-2. nos Transtornos de Ansiedade (19).9b-Hexaidro-2.9b-Hexaidro-2.5. Como era praxe na época.4. FM : C13-H18-N2. também foi ensaiado.4a. Não disponível no Brasil. DICARBINE.2.4a. CARBIDINE.4a.5mg/kg de peso) tratandose de animais de experimentação (35).8-dimetil-5Hpirido(4. 76).4a. provavelmente pela ausência de vantagens terapêuticas definidas frente aos congêneres já consagrados.

Não disponível comercialmente. (74) sem menção a qualquer ensaio novo ou desenvolvimento posterior. (CAS RNs 70801-02-4.4. Revelou acentuados efeitos extrapiramidais com tendência à perda ponderal durante o tratamento à semelhança do observado com a molindona.4-tetraidro-gama-carbolina ou: (CP-36. 63. quando também teriam sido observadas elevações mais acentuadas das taxas de prolactina (62. Não disponível comercialmente. mas não há referências a seu exato mecanismo de ação. Mais recentemente. Tem uma única menção de experimentação clínica. 72).4.5bis(4-fluorofenil)-1. diferindo desta apenas pelo acréscimo de um grupo carbonil no anel fenílico terminal. Não consta seu licenciamento ou aproveitamento comercial em qualquer país. foram desenvolvidos alguns derivados com menor ação antidopaminérgica mas cujo desenvolvimento também parece ter sido abandonado (48). é considerado um derivado gama-carbolínico de estrutura indólica com propriedades neurolépticas e ação antipsicótica.2. FLUTROLINO) MILIPERTINA (MILIPERTINE) 2H-Pirido(4.3.3.6-dimetóxi-3-(2-(4-(2-metóxifenil)-1piperazinil)etil)-2-me-til.tilindol. A literatura registra apenas dois ensaios abertos em 1980 e1982 com doses fixas únicas diárias envolvendo respectivamente 25 e 48 pacientes esquizofrênicos hospitalizados.irido(4.3-b)indol-2-butanol.4. com maior eficácia das doses entre 20 e 100mg/dia . 1H-Indol.6-Dimetóxi-3-(2-(4-(o-metóxifenil)-1piperazinil)etil)-2-me. Sua patente pertence à Pfizer.5-tetraidro-. Foi introduzido no início dos anos 80 (30). Estes ensaios teriam revelado razoável tolerabilidade.3-b)indol-2-butanol ou: 8-Fluor-5-(4-fluorofenil)-2-(4-(4-fluorofenil)-4hidroxibutil). no início da década de 70 com esquizofrênicos refratários.3-b)indol cloridrato ou: (2Parafluorofenil-4-hidroxibutil)-5-parafluorofenil8-fluor-1.ou: 5. hemitartarate ou: (WIN 18935).9b-hexaidro-1Hpirido(4. 72) Como a carbidina. 8-fluor-alfa.584). (CAS RN 24360-55-2) FM: C24-H31-N3-O3 DD: 200 a 400mg (64) Heterocíclico aril-piperazínico metil-indólico com estrutura molecular quase idêntica à da oxipertina..5tetraidro-2H-p.4a.3. 62655-22-5 – cloridrato) FM: C27-H25-F3-N2-O DD: 20 a 100mg (62. (+-)-ou: (+-)-8-Fluor-alfa. no início da década de 90. 186 .-2.5.3.5. Constam registros nos bancos de dados do Instituto Lundbeck (64) como neuroléptico e do ChemID Plus (18) como antipsicótico e tranqüilizante.FLUTROLINA (FLUTROLINE.5-bis(p-fluorofenil)-1. Sua patente está originalmente registrada em nome da Winthrop norte-americana.

ou: 3-Etil-6. 106). ação comprovada tanto in vivo como in vitro (10). Comportou-se. 92. 3-etil-6. Tem meia-vida curta de 1. quando os pacientes com sintomas psicóticos (Delirium) costumam apresentar importante sensibilidade extrapiramidal (29. Do ponto de vista estrutural. sem nenhuma influência sobre 5Ht1 e 5Ht2. Tem também.dol-4-ona ou: (HSDB 3131)(En-1733A) (CAS RN 7416-34-4) FM: C16-H24-N2-O2 DD: 40 a 225mg (64). Esta suposta atipicidade laboratorial. 50 a 225mg (58). Teria também uma importante ação sobre os auto-receptores dopaminérgicos (01. menor tendência a ocasionar convulsões do que outros antipsicóticos (88. tem em comum com as butirofenonas a presença de um grupo carbonil adjacente a anel aromático. Embora ocupe grande parte dos receptores D2. perlapina e remoxiprida).5. Talvez sua característica mais marcante. 78). sertindol. MOLINDONE) Indol-4(5H)-ona. sendo freqüentemente considerado um atípico por seu comportamento nas provas laboratoriais com experimentação animal (05.5 horas. 06. sulpirida.6. experimentalmente. portanto. como pretendem ter cabalmente demonstrado Seeman & Tallerico (97). sendo facilmente deslocado pela dopamina endógena (ao contrário dos antipsicóticos convencionais ou típicos.5.7-tetraidro-2-metil5-(4-morfolinilmetil). quetiapina. 20 a 225mg (91). não age como depletor e sim como bloqueador D2 com afinidade menor por D1. Por ser fracamente hidrofílico e ter efeito sedativo moderado. Há pelo menos um caso descrito de hepatoxicidade em paciente adolescente (15). Também se registra seu emprego com sucesso numa paciente que invariavelmente desenvolvia polidipsia com hiponatremia com outros antipsicóticos típicos (41). 100). não encontrou suficiente respaldo nos dados levantados por ampla metanálise dos ensaios clínicos disponíveis (08). 51). 50 a 100mg (70). derivado indólico. embora seja um derivado indólico. A esta característica se deve o baixo registro de efeitos extrapiramidais com os atípicos -e não aos baixos percentuais de ocupação D2 . 90). Demonstra baixa a moderada afinidade por receptores colinérgicos e alfadrenérgicos. a administração em regimes prolongados com altas (40mg/kg de peso) e baixas (5mg/kg) doses ocasiona igualmente aumento do número de receptores de dopamina no striatum. contrariamente a grande maioria dos antipsicóticos. 3-etil-1. Introduzido como antipsicótico ainda na década de 60 (111).7-diidro-2-metil-5(morfolinometil). é um antipsicótico com perfil muito interessante e com diversas características distintas dos neurolépticos convencionais. mas efeitos prolongados com uma única dose diária sugerem a formação de metabólitos ativos (20).6. da mesma forma que clozapina. Ao contrário da clorpromazina. porém. 53) e proporcionalmente maior ação sobre as vias dopaminérgicas mesocortical e mesolímbica do que nigro-estriatal.MOLINDONA (INDOL-4(5H)-ONE. 37. embora análises laboratoriais comparativas com outros antipsicóticos tenham demonstrado citotoxicidade significativamente mais baixa que a dos fenotiazínicos e até mesmo 187 . é que seu emprego costuma estar relacionado a perda ao invés de ganho de peso (03.7-diidro-2-metil-5-(morfolinometil)indol4(5H)-ona ou: 3-Etil-1. foi proposto ainda recentemente como neuroléptico preferencial na gravidez (93). Em ratos. o faz de modo débil. a esse respeito aliás. particularmente os de alta potência. Tem potência intermediária e baixo perfil de efeitos extrapiramidais e anticolinérgicos. Embora uma diidroindolona. Porém somente com doses altas se observa diminuição dos receptores de triptamina por bloqueio da monoaminooxidase do tipo A (86).7-tetraidro-2-metil-5-(4morfolinilmetil)-4H-in. 28. inclusive atípicos. melperona.ou: 4H-Indol-4-ona. não parece interferir com a ação hipotensora da guanetidina (39. Já foi empregado com boa tolerabilidade e boa resposta terapêutica na encefalopatia da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida do vírus HIV. 36. olanzapina.

5. fato observado com outros neurolépticos. com estrutura arilpiperazínica muito semelhante a outros compostos indólicos (milipertina. inclusive atípicos. 49.6 metil-2((fenil-4 piperazinil-1)-2 etil)3 indol ou: (WIN 18. ou mesmo desaparecer ao longo do tempo (104). 56). Foi também inicialmente proposta nas décadas de 60 e 70 como ansiolítico alternativo (71. e por mais tempo. seria um antipsicótico menos eficaz que a clorpromazina (42. caso grave de rabdomiólise (54) e casos de Discinesia Tardia (04. piribedil e azaperona).loxapina (83). NT: 29. Aril é denominação genérica para os grupos químicos formados a partir da substituição de um dos hidrogênios de um hidrocarboneto aromático. 108). o paciente fizera uso. 121). 50 e 100mg. sugere um risco de Discinesia menor por parte da molindona (40) e foi empregada em paciente com história prévia de SNM por tioridazina e trifluperazina.4ng/ml (114) Antipsicótico com potência intermediária introduzido na década de 60 na Europa e no Japão. Foi experimentado na mesma época no Brasil. a norepinefrina. ainda que com menor risco de efeitos extrapiramidais e alguma utilidade em pacientes com predomínio de anergia e falta de iniciativa (17. teria identificado níveis significativos de eficácia para oxipertina na OXIPERTINA (OXYPERTINE) 1-[2-(5. em grau menor. No Exterior: LIDONE (Canadá). 95. 94. de clozapina (38). já esteve implicada no desencadeamento de galactorréia por elevação das concentrações de prolactina (122). quase não mostrando ação sobre os depósitos de serotonina (09.501. antrafenina. dapiprazol. mas. no Rio de Janeiro. em que pese o limitado número de ensaios controlados arrolados e a maior parte de curta duração.6-Dimetóxi-2-metil-3-(2-(4-fenil-1piperazinil)etil)indol ou: Indol. com boa tolerabilidade (102).6-dimetóxi-2-metil-3-(2-(4-fenil-1piperazinil)etil)-ou: 5. 10.6-dimetóxi-2-metil-3-(2-(4-fenil-1piperazinil)etil). empiprazol.ou: dimetóxi-5. Ulysses Vianna Filho e outros pesquisadores no Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (82). comp 5. Recente metanálise porém. 81). Não disponível comercialmente no Brasil. 25. 120). depleta seletivamente a dopamina e. coadjuvante de tricíclicos na Depressão Maior (99) e como medicação pré-anestésica oral e analgesia do pós-operatório (25. 84 . Romildo Bueno. 80 a 300mg (64). não costuma ocasionar depressão como a reserpina e demais alcalóides da Rauwolfia (14). 57. como toda substância antipsicótica conhecida. Também foi responsabilizada por Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM) (44. tendo sido inicialmente bastante ensaiado nesta indicação (02.6-dimetóxi-2-metil-3-indol)-4fenilpiperidina ou: 1H-Indol. sol oral 20mg/ml. mas estudos mais prolongados vieram revelar que as melhoras observadas tendiam a se reduzir. MOBAN (USA)(Du Pont) . 101. Chegou a ser estudada e proposta como alternativa terapêutica na Discinesia Tardia com base em ensaios de curta duração (31. Não obstante sua propalada atipicidade. WIN 18501-2) (CAS RN 153-87-7) FM: C23-H29-N3-O2 188 . Estudo comparativo com haloperidol. 20 a 160mg (16). embora possua efeito hipotensor. mepiprazol. 105). 79). 5. 118). 113. Age como depletor de monoaminas como a reserpina e não por bloqueio de receptores póssinápticos. por Caruso Madalena (66) e por Sérgio Terra. Entretanto. porém. 115. solipertina) e com parentesco com os não indólicos zolertina.9-80. Muito provavelmente por conta destas características farmacodinâmicas distintas. 119).clorid. No caso de agranulocitose em que foi implicado. 59. 80. DD: 60 a 120mg (65). Quimicamente é um derivado heterocíclico metilindólico.

náuseas. Há o registro de um estudo duplo-cego controlado por placebo com curta duração (2 semanas) e envolvendo 3 dezenas de pacientes esquizofrênicos.9-octaidro-2. no final da década de 80 (21). vertigens.3-(4-(3. foi específicamente desenhado a partir da fórmula da molindona para uma melhor conformação molecular tridimensional aos receptores dopaminérgicos D2. com baixa propensão a reações extrapiramidais. hipertermia. ácido gama-linolênico. apresentado nos anos 80 como um novo e potencial antipsicótico atípico com potência próxima à do haloperidol. 3-etil-1. nos sintomas positivos e melhoras não-significativas nos negativos.6. diferentemente de outros neurolépticos e. no entanto. 5. Desde então.trans-(+-).monometanosulfonato ou: 189 . valproato de sódio. Eles teriam constatado melhoras estatisticamente significativas. Califórnia. hidergine. também classificado como uma indolona ou como uma metóxi-benzamida. sialorréia.6-diidro-4-fenil-1(2H)piridinil)butil)-. vitamina E e tiaprida. OPERTIL (Finlândia) (L’efarmos) – comp 40mg (descontinuado) 5 e 10mg. estrogênio. com propriedades estereoespaciais próximas às das ortopramidas (metoclopramida) e do atípico zetidolina (uma imidazolidinona. não houve novos investimentos em seu desenvolvimento. conduzido por Cohen. No Exterior: OXYPERTINE (Reino Unido) (Sanofi Winthrop) . Seus efeitos adversos mais freqüentes foram: sonolência. Teve seu emprego sugerido na Síndrome de Gilles de La Tourette em ROXINDOL (ROXINDOLE) 1H-indol-5-ol. seligilina e tetraidroisoxazolo piridinol (103). reações extrapiramidais.8a. lecitina. embora moderadas. Derivado pirrolo-isoquinolínico. Recentemente dois casos de Síndrome Neuroléptica Maligna em pacientes senis com evidências de comprometimento orgânico-cerebral.ou: (Ro 22-1319) (CAS RN 78541-97-6) FM: C15H22N2O DD: 10 a 60mg. 87. foram relatados no Japão (112).6-dimetil-. em associações com a tiaprida. a elevação nas concentrações de prolactina observada com a piquindona foi tão intensa quanto a determinada pelo haloperidol (61). INTEGRIN (Reino Unido) (Sanofi Winthrop) cáps 10 e 40mg (descontinuado) .4a. sobretudo. Apesar de potencial cataleptogênico menor. de bromocriptina. análogo rígido da molindona. uma benzamida. inquietude psicomotora. clonidina. Stephen Stahl e demais colaboradores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanfford. Não disponível comercialmente no Brasil. ataxia. 23.8.3-g)isoquinolin-4-ona. ceruletida. comp 40mg. progabida. É considerado um bloqueador dopaminérgico D2 seletivo (77) e não um depletor de monoaminas como os alcalóides indólicos da Rauwolfia. EQUIPERTINE (França) (descontinuado). 117). ao lado da L-Dopa.Discinesia Tardia. do grupo do sertindol que examinamos na última seção deste capítulo) (22. FORIT (Reino Unido) (Sanofi Winthrop) comp 40mg (descontinuado). lítio. 89). Não disponível comercialmente 4H-Pirrolo(2. hipotensão. PIQUINDONA (PIQUINDONE) substituição ao haloperidol (116. mas menor propensão que este às reações extrapiramidais (24). lipotimias. vômitos.7. Sua patente pertence à Roche (CH). 32. Não consta seu licenciamento ou comercialização na atualidade. O composto. Na clínica foi pouco ensaiada. taquicardia.cáps 10.

cujo emprego contribuiria para uma redução na hipersensibilidade dopaminérgica central postuladamente presente em pacientes esquizofrênicos (46. SOLIPERTINA (SOLYPERTINE. (CAS RN 119742-13-1) FM: C23-H26-N2-O. serotoninérgico 5Ht1A (em menor grau 5Ht1B e 5Ht1D). e rápido início de ação nos pacientes com Depressão Maior (45.3. 55.6-tetraidro-1-propil-4- 190 . EMD 38362.6-tetraiidropiidil)1-butil)-1-indol mesilato ou: indolilbutil-4-feniltetraidropiridina ou: 3-[4-(4-fenil-1. Foi introduzido como um antipsicótico sem propriedades catalépticas e potente agonista seletivo nos auto-receptores dopaminérgicos. além de propriedades antidepressivas. não se tem registros de novos ensaios em qualquer de suas potenciais indicações. figura como antipsicótico no ChemidPlus (18). TEPIRINDOL (TEPIRINDOLE) 5-Cloro-3-(1.2. 3.123).980. Seu desenvolvimento como antipsicótico viria a ser interrompido a partir do ensaio clínico com esquizofrênicos que a literatura registra em 1995 (46).2. 2. cloridrato). mas. efeitos inibitórios na recaptação de serotonina (13).3-dioxol (4. Também confirmar-se-ia importante antagonismo serotoninérgico em 5Ht2A (67). Desde então.5-f)indol.ou: 7-(2-(4-(o-Metóxifenil)-1-piperazinil)etil)(5H)1. 85). além do potente e seletivo agonismo D2 pré-sináptico mencionado (98). Mostrou capacidade de reduzir a secreção de prolactina em intensidade comparável à da bromocriptina (52. Estudos farmacodinâmicos mais apurados demonstraram que se comportava como um agonista parcial dopaminérgico D3 (em menor grau D2 e D4). Não disponível comercialmente.. passando a ser referido como potencial antidepressivo (68.3. 107). 6-tetraidro-1piridil)butil]indol-5-ol (mesilato) ou: (EMD 49.5-Hidróxi-3-(4-(4-fenil-1. Não disponível comercialmente. 60). mesmo nas faixas inferiores de doses. SOLPYERTINE) 5H-1.C-H4-O3-S DD: 15 a 45mg. 7-(2-(4-(2metóxifenil)-1-piperazinil)etil).5-f) indol ou: (WIN 18413-2) (CAS RN 4448-96-8) FM: C22-H25-N3-O3 Disponibilizada industrialmente sob a forma de tartarato. na única referência disponível em banco de dados especializados. Não há registros de ensaios clínicos ou experimentos laboratoriais na literatura.3-Dioxolo(4. embora sem referências às faixas de doses terapêuticas. mesilato.

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194 . a D2 receptor antagonist. seria despertado o interesse para as propriedades antidopaminérgicas (imidolina. Postoperative pain and anxiety. 70). mais recentemente. Uhr SB. a novel dopamine-2 receptor antagonist. Acta Psychiatr Scand 1975 May.116. 22. Stahl SM. O sertindol alcançou pleno desenvolvimento como novo atípico (com antagonismo serotonino/dopaminérgico. possui subestrutura indólica. Oxypertine in schizophrenic psychoses. Wadzisz FJ. Vinar O. J Clin Psychopharmacol 1986 Apr. 123. 42). foi retirado de comercialização na maior parte dos países onde já estava licenciado. 119. compostos aparentados para as tripanossomíases (72) e outras protozooses (54. por razões de segurança cardiovascular (registro de transtornos da repolarização com prolongamento do intervalo QTc. Int Clin Psychopharmacol 1986 Jul. Destas substâncias com potenciais aplicações como antipsicóticos. zetidolina) e antisserotoninérgicas (irindalona) que se observavam quando se dotavam os derivados 2imidazolidinônicos. Wiedemann K.3S)-1-(2-(4-(3-(p-Fluoro fenil)-1-indanil)-1-piperazinil)etil)-2-imidazo lidinona). Não obstante permanece acessa a polêmica. Desde os anos 70 e 80.4-ciclopentadieno. van Praag HM. A comparative trial of oxypertine and chlorpromazine in the treatment of acute psychoses. a última a ser introduzida em 1990.10(3):315-7. Berger PA. 1): 175B. 56). 1992. Br J Anaesth 1973 Oct. a partir da imidolina (1-[2-(N. Act Nerv Super (Praha) 1968 Oct 3.11(12):784-92. 38. Das duas 2-imidazolidinonas com propriedades antidopaminérgicas centrais remanescentes. ou ainda para uso em infecções do trato urinário (65). Annitto W. A estrutura 2imidazolidinona está presente num variado grupo de compostos desenvolvidos como quimioterápicos. na literatura especializada.136(7):975. Korf J. Ward-McQuaid JN. Pruitt B. Controlled clinical trial in two psychiatric hospitals. A comparison of pentazocine alone and pentazocine combined with oxypertine in postoperative pain and anxiety. mas desde então.3-Diaza2. Improvement of symptoms in Tourette syndrome by piquindone. Berger PA. 5Ht2 /D2) . Chowdhury MI. 122. Wesp CE Jr. Stahl SM.N-dimetilamino)etil]-3-mclorofenil-2-imidazolidinona) e posteriormente da irindalona ((+)-(1R. 120. porém. Galactorrhea associated with molindone. C3-H4-N2) é um bloqueador enzimático usado em agricultura como inseticida. a partir de pequena modificação da primeira. mas foi descontinuada ainda na década de 80. 117. de cadeias alifáticas maiores (05. tanto o composto AL-1965 como a zetidolina (ambos não-indólicos) não chegaram a se firmar como antipsicóticos. O composto AL-1965 foi ensaiado em pacientes esquizofrênicos nos anos 70. Am J Psychiatry 1979 Jul. 51(4):268-84. Pruitt B. C) O Sertindol e As 2-Imidazolidinonas O imidazol (1. com suspeita de casos de morte súbita por fibrilação ventricular e arritmias do tipo “Torsade de Pointes”).6(2):128-30. Biochemical research into psychosis. 121.45 (10):1075-81. apenas a irindalona e o sertindol. como se verá. Zaman SA. sobre a exata dimensão do risco e a necessidade desta medida extrema. Case report of four patients with Tourette syndrome treated with piquindone. Clin Neuropharm 15 (suppl. como o niridazol para tratamento da esquistossomíase (13. Hamouz V.1(3):216-20. Kellner M. Holsboer F: Effects of the dopamine autoreceptor agonist roxindole in patients with depression. A zetidolina é um antagonista seletivo D2-like com baixo perfil de efeitos motores e farmacodinâmica que muito se assemelha à das benzamidas. na qual foi introduzida. Krieg JC. Uhr SB. não goza de menção na literatura nem há notícias de possível aproveitamento farmacêutico. Curr Ther Res Clin Exp 1969 Dec. 118. Bastecky J. Feinsod R.

1-(3. D3 e D4) mas apenas débil pela D1 (D1-like = D1 e D5) assemelhando-se. Sua molécula tem uma estrutura muito próxima da irindalona. conduzido por investigadores norte-americanos e publicado no ano de 1976.5)dec-8-il)etil).Cl.H26. Sua patente pertence a Bristol (USA).piperidinil]etil]-3-(2propil)-2-imidazolidinona) (47).F. Foi introduzido na década de 90 por pesquisadores da companhia farmacêutica dinamarquesa H. razão mais provável de seu não aproveitamento. baixa taxas de ocupação e ligação facilmente dissociável em receptores D2 (60. comporta-se como um bloqueador dopaminérgico/serotoninérgico mais restrito do que os atípicos com ação em múltiplos receptores.01-5) FM: C24. (CAS RN 39113-89-8) DD: 15 a 250mg (59) Como a zetidolina é uma imidazolidinona não-indólica. antecipando longa duração de ação (3-4 dias). do que clozapina.2-imidazolidinona ou: (Lu 23-174) (CAS RN 106516-24-9) (ANVISA 4474.N4. Demonstra grande afinidade por 5Ht2A sendo antagonista mais potente em termos absolutos. risperidona ou olanzapina. Tem. O sertindol teria ação límbica em D2 tão ou mais seletiva do que a clozapina ou olanzapina (11. razão de bloqueio 5Ht2A/D2 claramente positiva (67) além de demonstrar. Consegue alcançar deste modo. Lundbeck S/A (48.5] decil)etil]-3-(3. atua como potente agonista inverso em 5Ht2C (34 . No geral demonstra afinidade moderada por toda a subfamília de receptores dopaminérgicos do tipo D2 (D2-like = D2. 5-diclorofenil) imidazolidin-2-ona.5dimetil-3-(4-fluorfenil)-1H-indol-1-il]-1piperidinil]etil]-2-imidazolidinona (04) e outros (03) ainda sem notícias de experimentação clínica. quando teria demonstrado eficácia equivalente à do haloperidol. a olanzapina ou a quetiapina. 71).5-diclorofenil)-3-(2-(1. 4-dioxa-8-azaspiro[4. porém. 44). 62) deflagrando uma busca por novos derivados no mesmo grupo (Lu 26042 ou -[6-cloro-1-(4fluorfenil)-1H-indol-3-il]-1.ou: 1-[2-(1. 35). como a clozapina.AL-1965 2-Imidazolidinona.4dioxa-8-azaspiro(4. consta apenas um ensaio clínico como antipsicótico em esquizofrênicos. Dela se diferencia apenas pela substituição do anel piperidínico por um piperazínico e a presença de um grupamento indol com átomo de cloro em posição 5. porém alta incidência de efeitos adversos extrapiramidais. 51). baixa afinidade por 5Ht1A (ao contrário da ziprasidona) e 5Ht3 (aqui 2-Imidazolidinona. O sertindol é um agente antipsicótico atípico que. 1-(2-(4-(5-cloro-1-(4fluorofenil)-1H-indol-3-il)-1-piperidinil-)etil). uma imidazolidinona caracterizada como antagonista serotoninérgico 5Ht2. (59). 17). Também como outros atípicos. 4 a 24mg (41. à semelhança da risperidona e da ziprasidona. como outros atípicos. neste aspecto à risperidona e ziprasidona e contrapondo-se à clozapina (alta afinidade por D1 com baixa por D2) (37.O DD: 12 a 24 (68). o 1-[2-[4-[2. Não disponível comercialmente. SERTINDOL (SERTINDOLE) 195 . Na literatura.ou: 1-(2-(4-(5-Cloro-1-(p-fluorofenil)indol-3il)piperidino)etil)-.

mostrou eficácia equivalente ao haloperidol (em doses de 12 a 24mg/dia) e superior ao placebo sobre os sintomas positivos e eficácia isolada sobre sintomas negativos em relação aos outros dois grupos (84). 28. acrescentando-se 4mg em dias alternados até um total de 24mg/dia. Em amplo levantamento metanalítico publicado mais recentemente. o sertindol é predominantemente metabolizado pela isoenzima CYP 2D6 (45. Contudo. 82). a ação inibitória dopaminérgica é exercida seletivamente sobre os neurônios A10 (dos feixes mesocortical e mesolímbico) em detrimento dos neurônios dopaminérgicos de tipo A9 (estriatais) (63). baixa para alfa-2. considerada forma de préfibrilação ventricular e explicação para muitas mortes súbitas durante tratamento com antipsicóticos (01. só foi superado neste aspecto da tolerabilidade pela risperidona e consideravelmente pela ziprasidona (02). risperidona e sertindol mostrou-se inferior ao observado com as três primeiras substâncias (69. Entretanto já esteve relacionada a caso de Síndrome de Pisa. se necessário (64). Em estudo posterior de fase III. As doses iniciais recomendadas são de 4mg/dia. o que explica. O ganho de peso registrado em estudo aberto retrospectivo com 122 pacientes em tratamento com clozapina. perfenazina. em contraposição à clozapina e à olanzapina). histaminérgicos H1 e. dispnéia e parestesias. e outros efeitos adversos como congestão nasal. trazendo risco das graves arritmias ventriculares do tipo “Torsade de Pointes”. dos quais as anormalidades de ritmo cardíaco com potencial prolongamento do intervalo QTc no eletrocardiograma in vivo e anormalidades equivalentes observadas in vitro. ausência de efeitos adversos anticolinérgicos e sedação (36). volume ejaculatório reduzido (com desejo e função sexuais normais) e vaginite. significativamente diferente do haloperidol. haloperidol. por exemplo (24). Modelos animais preditores de potencial para indução de Discinesia Tardia em humanos confirmaram um baixo risco. zuclopentixol). Como a clozapina. Também demonstrou afinidade de moderada a alta por receptores alfa1-adrenérgicos. 39). Tem meia-vida plasmática de cerca de 60 a 90h (77. 81). respectivamente. Já em estudo multicêntrico duplo-cego com oito semanas de duração. virtualmente inexistente. Experimentos com animais sugerem também baixo potencial epileptogênico (14).igualando-se à ela. Não determina elevação das taxas de prolactina (49). Como a risperidona e vários outros antipsicóticos (clorpromazina. 75). 196 . uma forma de distonia aguda do tronco (46). Eficácia E Tolerabilidade Estudo aberto de longa duração (1 ano) comparativo com o haloperidol demonstrou superioridade do sertindol na redução de re-hospitalizações e no grau de adesão ao tratamento (18). boca seca. As reações motoras extrapiramidais são raras. haloperidol. a farmacocinética não sofre importante modificações nos doentes renais (77). O próprio sertindol não demonstra efeito inibitório importante sobre o complexo do citocromo P 450 (21. Os efeitos adversos mais freqüentes em comparação ao placebo foram congestão nasal. cefaléia e boca seca. 79. para com os colinérgicos muscarínicos do tipo M1. Aumentos diários ou mais agressivos não costumam ser bem tolerados pelo freqüente aparecimento de taquicardia. não sejam capazes de alterá-las substancialmente (80). edema perimaleolar. 29. Farmacocinética É bem absorvido por via oral sem a interferência de alimentos ou antiácidos (76). entre os novos antipsicóticos. tioridazina. Possui dois metabólitos principais: deidrosertindol (Lu 28-092) e o norsertindol (Lu 25-073) com meias-vidas plasmáticas com duração 2 a 3 vezes maior (57). como a eritromicina e demais antibióticos macrolídeos. 25. Mais raramente: ganho de peso (10% dos pacientes). 52) com seus níveis plasmáticos elevando-se na presença de inibidores potentes da atividade desta enzima como a fluoxetina. os efeitos adversos mais importantes foram os cardiovasculares. Como sua excreção se dá majoritariamente pelas fezes. mostrando-se nos ensaios em freqüência equivalente ao placebo (31). olanzapina. muito embora alguns outros reconhecidos inibidores. hipotensão. confirmou a eficácia sobre os sintomas negativos (30). 78.

o caso seria reconsiderado ainda naquele ano. 4mg.com. motivou maior demora da FDA em conceder o licenciamento para o primeiro e levou a agência a incluir uma advertência explícita na bula atual do fenotiazínico. ZETIDOLINA (ZETIDOLINE) 1-(m-Clorofenil)-3-(2-(3. o psicofarmacólogo inglês. 16mg. droperidol.A bula original nos países europeus por conta deste risco passou a recomendar a redução das doses na fase de manutenção e nos pacientes mais idosos. dofetilida. astemizol. confirmado para ziprasidona e tioridazina. Desenvolvido pela firma farmacêutica dinamarquesa H. 12mg. 27. 50.ou: 1-(3-Clorofenil)-3-(2-(3. outro antipsicótico atípico (setembro de 1996) cujo pedido inicial de aprovação junto à agência norte-americana fora protocolado pela Lilly em setembro de 1995. no Reino Unido e em muitos dos países europeus. Risco semelhante. 20.zolidinona ou: 1-(2-(3. e isto apesar da não-usual segunda recomendação favorável do Comitê em outubro de 1997. como cisaprida. 74 ) além de diversos outros medicamentos não-psiquiátricos.zolidinona ou: (DL 308)(DL 308-IT) (CAS RN 51940-78-4) FM: C16-H22-Cl-N3-O DD: 20 a 40mg (58).nmhc. Há fortes rumores de que a decisão da Abbott. 197 . haloperidol. além de Canadá.comps. (Espanha) (Portugal) (Itália) (República Checa) (Reino Unido) (Bélgica) (Alemanha) (Dinamarca) (Hungria) Suécia).zolidinona ou: 2-Imidazolidinona. Não disponível no Brasil. pimozida. até de forma superior ao sertindol em algumas estatísticas. apenas com uma semana de intervalo de pedido equivalente para o sertindol. em dezembro de 1998. Esta arritmogenicidade é uma temível possibilidade já constatada para vários outros antipsicóticos (tioridazina. 1-(3-clorofenil)-3-(2-(3. mas apenas seus fabricantes dispõem de mais informação sobre seu produto que os demais” e ele na ocasião acreditava que. teria sido determinada pelo registro de 27 óbitos em 2194 pacientes tratados por períodos mais prolongados (média de 6 meses) das quais pelo menos 6 teriam sido causadas por mal cardíaco súbito (possível parada por fibrilação ventricular). a droga foi retirada voluntariamente pelo fabricante. e a decisão não deixou de causar estranheza. No exterior até sua retirada: SERLECT® (Canadá). resolveu retirar a New Drug Aplication que protocolara junto à agência depois que esta já não mais garantiu a aprovação de dois ensaios clínicos que a empresa então já conduzia.uk). em janeiro de 1998. O FDA Psychopharmacological Advisory Commitee inicialmente havia considerado o sertindol uma droga segura e eficaz e recomendou (julho de 1996) sua aprovação como antipsicótico mas a Abbott. 73. terfenadina. ziprasidona). eritromicina ou esparfloxacina. o sertindol na ocasião. no curto e longo prazo e alguns experimentos in vitro (19. Metanálise registrada e periodicamente atualizada na Cochrane Collaboration confirma a importância deste risco para o sertindol e não recomenda sua reabilitação sem ampla comprovação experimental de mínimas condições de segurança para seu uso clínico (40). Lundbeck A/S que originalmente detém sua patente. em função da incomum rapidez do processo de aprovação da olanzapina. Na ocasião. não ocorreria.3-dimetil-1azetidinil)etil)-2-imida. Finalmente. em sua página na Internet (www. pelo menos no Reino Unido. SERDOLECT® .3-Dimetilazetidin-1-il)etil)-3-(3clorofenil)-2-imida. na verdade. Stephen Bazire (10). já se encontrava disponível em 18 países da União Européia. voltada para informar os profissionais e o público em geral.3dimetil-1-azetidinil)etil). alegando necessidade de maiores esclarecimentos sobre o aumento do intervalo QTc registrado em 1 a 4% dos pacientes nos ensaios europeus de Fases II e III. 55. expressou sua opinião pessoal de que “dados sobre o sertindol não indicam que esta droga seja mais perigosa que as similares. 20mg.3-dimetil-1azetidinil)etil)-2-imida. o que de fato. 26.

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com utilidade na sintomatologia negativa e afetiva secundária de esquizofrênicos crônicos. um poderoso agonista dopaminérgico cuja administração em animais de experimentação. Benzamidas Introdução e Histórico O ácido benzóico. -intensa e sustentada elevação das taxas de prolactina com efeitos adversos neuroendócrinos freqüentes. com escassa penetração da BHE. metabolizada no fígado e excretada sob a forma de ácido hipúrico. já tendo sido implicada em Síndrome Neuroléptica 201 . são atribuídos à sua capacidade de bloquear os neurônios da via dopaminérgica túbero-infundibular hipotalâmica (uma das quatro grandes vias cerebrais. incolor. além de vômitos intensos. nos anos seguintes. e até de ocasionar. a partir da metoclopramida (PLASIL®). etc) observada somente com doses superiores. Como sabemos. benzoilamidas. derivado monocarboxílico do benzeno. metóxi-salicilamidas. anisamidas. -ações “ativadoras” ou antidepressivas em doses baixas. não penetram no SNC. no geral. embora mais raramente. alcançaram consagração em todo o mundo desde o final dos anos 60. do mesmo modo que substâncias básicas de outros grupos de neurolépticos. além de outras formas de depressão. como medicamentos antieméticos e/ou gastrocinéticos (esvaziadores do conteúdo gástrico por relaxamento do esfíncter pilórico). -moderado risco de extrapiramidalismo. orto-anisamidas ou ortopramidas). consiste na capacidade em antagonizar efeitos da apomorfina. sendo utilizado na indústria química para conservação de bebidas. além de servir de base para a síntese de corantes. Como se sabe. -ação antipsicótica (alucinações. Como vimos em capítulos anteriores. sendo alcançáveis por fármacos de baixa lipossolubilidade que. fenilcarboxamidas. no início da dos anos 60 (07). é uma substância cristalina.VI. com ausência de efeitos anticolinérgicos. determina estereotipias motoras e hipercinesia. fora alcançada a partir da ortoanisamida. e fraca ou ausente sedação. é capaz de elevar as taxas de prolactina. o popular antiemético metoclopramida. Todos estes fatores reunidos. viria alcançar emprego como novos medicamentos antipsicóticos. centrais e periféricos. dez ou mais vezes maiores às doses antieméticas eficazes em alguns compostos. em 1964. o precursor das benzamidas também possui propriedades antissépticas. ao lado da mesocortical. não estariam sob a inteira proteção da barreira hematoencefálica (BHE). Um menor número dos derivados. contudo. não mostra ações centrais nas doses habitualmente empregadas em clínica médica pela baixa biodisponibilidade. mesolímbica e nigro-estriatal). por Louis Justin-Besançon e seus colaboradores nos laboratórios da companhia médicofarmacêutica Delagrange. diversos neurolépticos fenotiazínicos mostram propriedades antieméticas que autorizam seu aproveitamento clínico na indicação. A síntese da primeira ortopramida. uma das provas laboratoriais classicamente utilizadas como preditoras de propriedades neurolépticas para fármacos sob investigação. obtida na Europa. válido no geral. como é o caso das hidrossolúveis benzamidas modificadas (04). assim como as do tronco cerebral e do cerebelo. Várias amidas modificadas do ácido benzóico ou benzamidas modificadas (ou ainda. assim como a elevação das concentrações de prolactina por eles determinada. as estruturas hipotalâmicas. na França. Contudo. delírios. com uma ou outra exceção: -potentes ações antiemética e antivertiginosa. apesar de bloqueador dopaminérgico e agonista serotoninérgico. reações distônicas agudas. como a fenotiazina (e o azul de metileno) e o tioxanteno (e a acridina). Tais efeitos. Curiosamente. poderiam ajudar-nos a compreender boa parte do perfil farmacológico deste grupo de antipsicóticos. Esta substância. a partir da sulpirida e da descoberta de suas propriedades antidopaminérgicas centrais.

Também são benzamidas comercializadas no país. e cisaprida (CINETIC. em seguida. a esta propriedade deve-se sua ação procinética ou estimuladora da peristalse gastroentérica (01. merece exame pela recente notoriedade ao ser retirada do mercado norte-americano e. no Brasil e vários países da Europa. esta iatrogenia medicamentosa tem sido freqüentemente constatada com o uso de alguns antipsicóticos (tioridazina. medicamentos estimuladores da peristalse. A cisaprida. o hipoglicemiante glimeprida. sabe-se que muitas destas substâncias são. por agonismo e antagonismo dopaminérgico central em 1967. são empregadas como Mas. a alizaprida (SUPERAN). dotadas de propriedades neurolépticas brandas e que serão examinadas a seguir. Apesar de bloqueadores dopaminérgicos centrais em maiores doses. a bromoprida (DIGECAP. pelo registro de alargamento do intervalo QTc no eletrocardiograma e possível desencadeamento de arritmias ventriculares graves do tipo “Torsade de Pointes”. mas a maioria não tendo alcançado grande consagração clínicofarmacêutica: o antialérgico cloxaceprida. pelo 202 . gastroprotetores e/ou antieméticos. Além de antagonistas dopaminérgicos D2–like e serotoninérgicos 5Ht3 centrais. droperidol.Maligna. os antieméticos batanoprida e pancoprida. como veremos a seguir. prucaloprida e o gastroprotetor cinitaprida. dobuprida. sertindol. no mínimo dezenas de vezes superiores às doses utilizadas como antieméticas. etc). os reguladores da motilidade gastrintestinal ou gastrocinéticos cleboprida. com a síntese da sulpirida com definidas ações comportamentais. agonistas serotoninérgicos em receptores serotoninérgicos 5Ht4 e. Como se sabe. Outras benzamidas de configuração molecular amino-etil e 4-piperidinil vêm sendo desde então desenvolvidas. perifericamente. Propriedades antipsicóticas foram demonstradas com doses muito altas. 10). mosaprida. logo após a introdução da metoclopramida. ziprasidona. pimozida. etc). etc) além de outros medicamentos.

isto é. ainda na década de 70. NCQ 298. desenvolvidos pela firma farmacêutica japonesa Yamanouchi no final da década de 70.mesmo grupo de investigadores (02). com ausência de extrapiramidalismo. como o FLB 457. após as fenotiazinas. O interessante perfil clínicofarmacológico da sulpirida. iodossulprida. alpiroprida. D4) com propriedades antipsicóticas por ação mesolímbica preferencial e alto limiar cataleptogênico. 09. 58) introduzidos nos anos 90. cleboprida.inil). Na série BRL o composto 25594 mostrou intensa atividade antagonista D2–like. dobuprida.pelos quais demonstram alta e seletiva afinidade. racloprida. a busca por novas benzamidas não se esgotou. epideprida. Florvall e seus colaboradores na companhia químicofarmacêutica Astra Läkemedel (mais tarde Astra Arcus. Por estas características diferenciais. prossulprida. entre os primeiros neurolépticos denominados de “atípicos” por parte dos psicofarmacólogos na década de 70. azidocleboprida. irolaprida. na década seguinte. D5). levossulprida. D3. Estes derivados 3-pirrolidínicos. alcançariam finalmente a remoxiprida.subgrupo original e ao qual pertencem a metoclopramida e tiaprida e onde também figuram batanoprida. em Södertälje. de modo semelhante à buspirona e com potencial aproveitamento como marcador biológico dos receptores serotoninérgicos 5Ht1A e potencial antipsicótico atípico. têm sido aproveitados apenas como antagonistas ou marcadores biológicos de receptores dopaminérgicos D2–like centrais. remoxiprida. Outros ainda. flubeprida. prideperona e trazoloprida. itoprida. azaprida. nafadotrida (v. cinitaprida. apresentaram interessantes propriedades antidopaminérgicas centrais como os compostos YM-08050 (5-cloro2-metóxi-4-(metilamino)-N-(1-(fenilmetil)-3pirrolid. vindo a seguir e nos anos 80. Há também novas benzamidas que. loraprida. Apesar de constituir certamente um dos grupos químicos mais explorados. D2. Outra substância recém sintetizada é o composto S 14506 que atua como potente agonista em 5HtlA e antagonista D2-like. contrariando o padrão típico das benzamidas. com pequenas variações estruturais. em diversos centros ao redor do mundo. NCQ 298. compostos NCQ 115. D3 e D4. FLB 524. Derivados 4-piperidinil . compostos BRL 25594. Classificação Estrutural das Benzamidas Do ponto de vista estrutural. e YM-08051 (13). atualmente incorporada pela Astra-Zêneca) na busca por novos derivados 2-pirrolidinil. compostos FLB 457. ciproprida. têm ação preferencial inédita nos receptores dopaminérgicos D1-like (D1. Derivados 2-pirrolidinil . 08. (03). por sua potência de bloqueio dopaminérgico e/ou por não representarem nenhuma vantagem terapêutica em relação às drogas já disponíveis. Outros Antipsicóticos). FLB 463 (salicilamidas substituídas). deniprida. Na França. além de ansiolítico e antidepressivo (11). eticloprida. tioxantenos e butirofenonas da década anterior.3RS)-(1Benzil-2-metil-3-pirrolidinil)-5-cloro-2-metóxi-4metilaminobenzamida) (14). ao lado de clozapina. sultoprida e veraliprida. dependentes da adenilato-ciclase. logo determinou sua inclusão. embora tenham servido de base para o desenvolvimento da nemonaprida ou emonaprida (composto YM09151. isossulprida. bromoprida. tioridazina. XVIII. brocleprida. como um novo antipsicótico com baixa propensão a extrapiramidalismo e que examinaremos a seguir como representante único dos derivados 3pirrolidinil. liderado pela sulpirida mas onde também figuram amissulprida. em geral seletivas para os receptores D2-like. Suécia. era inaugurado nos anos 60. Hall. o primeiro novo grupo de neurolépticos. sulveraprida e 203 . na Escandinávia. ou seja: antagonismo seletivo D2-like (D2. FLB 463. YM-09151-2 ou ainda N-(2RS. sulmeprida. 06. amissulprida. NCQ 115 e NCQ 616 e epideprida (o derivado iodado da isoremoxiprida) (05. embora não se tenha detalhes acerca do desenvolvimento como antipsicótico (15). sendo completado pela alizaprida. Ogren. mas não chegaram a alcançar desenvolvimento clínico-farmacêutico. a sulpirida despertou o interesse de muitos grupos de pesquisa e.subgrupo da cisaprida e ao qual pertencem também a aleprida. podemos subdividir as benzamidas em: Derivados Amino-etil . composto DO 710. cloxaceprida e espectramida. etaceprida. novas benzamidas modificadas com propriedades antipsicóticas foram obtidas.benzamida). foi introduzida a sultoprida com seu derivado aminado. LUR 2366. clotiapina.o subgrupo com maior interesse para o psiquiatra. loxapina e alguns outros mais.sob a forma de isômeros radioativos nos estudos com neuroimagem.

tinissulprida.subgrupo de potenciais antipsicóticos: compostos YM-08050 e YM-08051 e nemonaprida. SL 74205. de Paulis T. Justin-Besançon L. Effect of lipophilicity of substituted benzamides on the dopaminergic effects in vivo and in vitro. A metoclopramida pelo seu interesse histórico além das propriedades neurolépticas comprovadas. Bengtsson S. 10. 8-OH-DPAT. 06. Noshiro O. 259(2):501-7. Langer O. Loc'h C. lintoprida. J Pharmacol Exp Ther 1991. tropraprida. Life Sci 1991. 205(2):203-8. Lundkvist C. Protais P. 02. Masuda N. Deniker P. Psychopharmacology (Berl) 1981. do qual foram derivados os demais subgrupos como o 4-piperidínico. N-(1benzyl-3-pyrrolidinyl)-5-chloro-2-methoxy-4methylaminobenzamide (YM-08050). Olsson H. licenciada pela Synthelabo-Espasil para “tratamento dos sintomas psico-afetivos e físicos 204 . Margarit M. 11. The development of dopamine D2-receptor selective antagonists. embora podendo ser classificado entre as benzamidas 4-piperidinil. Arbaoui J. Maziere B. Ogren SO. 12. Sano K. mostra uma estrutura mista inédita. Gillespie D. Drug Des Discov 1993. a new gastrointestinal prokinetic agent.Carbon-11 epidepride: a suitable radioligand for PET investigation of striatal and extrastriatal dopamine D2 receptors. ticaloprida. renzaprida. Ahmed NK. Laville C. Audinot V. embora empregado no país apenas como antiemético. Benzamides Derived from 1. Nakane T.241(1):68-78. Min Medica 1968. Eur J Pharmacol 1991. Chagraoui A. 09.73(2):103-9. Ressalte-se uma vez mais que algumas benzamidas examinadas a seguir não são utilizadas como medicamentos antipsicóticos mas foram incluídas nesta revisão por razões históricas e/ou interêsse toxicológico ou farmacológico para o psiquiatra. Hogberg T. Dolle F. Johansson L. Millan MJ. 03.49(8):617-28. mas que aqui não figuram por não despertarem interesse em Psiquiatria como a glimeprida. Pharmacol Biochem Behav 1980. 04. 15.33(4):1155-63.pirrolidínicos e demais benzamidas. Herberg LJ. Arch Int Pharmacodyn Ther 1979 Sep. Gaddis RR. Eur J Pharmacol 1994 Dec 12. Thominet L. Buchheit KH. al-Tikriti M. Pharmacological and biochemical studies on a new potential neuroleptic. LY 104109. Yang D. Swahn CG.55(3):211-5. O primeiro. lirexaprida. Florvall L. mexacoprida. J Med Chem 1990 Apr.6- A) Derivados Amino-Etil Este é o subgrupo original de compostos benzamídicos. KDR-5169. Ansari MS. Neuroleptic properties of cis-N-(1-benzyl-2-methylpyrrolidin-3-yl)-5chloro-2-methoxy-4-methylaminobenzamide (YM-09151-2) with selective antidopaminergic activity. Hall H. 14. zacoprida e outras. Kessler RM. 12(6):871-3. 2 e 3. Koizumi T. Wishart TB. além da benzofurano-carboxamida Y 20024 descoberta mais recentemente na Ásia. Synthesis and antidopaminergic properties of substituted 5. Constituition chimie et propriétés biologiques du sulpiride. Miyata H. 08. Dopamine receptor antagonist properties of S 14506. Prokinetic benzamides stimulate peristaltic activity in the isolated guinea pig ileum by activation of 5-Ht4 receptors. Também examinamos nesta seção os compostos BRL 34778 e BW 1192U90. mosaprida. Hall H. Ginestet. Kefi S. Acta Pharmacol Toxicol (Copenh) 1984 Sep. Referências Bibliográficas (Introdução e Histórico) 01. C R Acad Sci (Paris) 1964.Usuda S. Langlois M. de Paulis T. Strom P. Buhl T. (R)-zacoprida. na condição de bloqueadores D2-like. Clanton JA.Usuda S. Sur les nouveaux médicaments neuroleptiques. Eur J Pharmacol 2002 Jan. com um grupo benzisotiazólico na extremidade oposta de sua molécula e o segundo é uma benzamida azabicíclica. Linnik MD. também neuroléptico.26(5):509-18. trimetobenzamida. Nucl Med Biol 1999 Jul. Karlsson P. 8:321-327. algumas potenciais antipsicóticos como derivados recentes do 5-Ome-BPAT.271(1):167-77. dimethoxysalicylamides and related compounds. desenvolvida originalmente na série B dos compostos de Janssen). Hall H. 05. Maeno H. Kitazawa M. Analysis of serotonergic mechanisms underlying benzamide-induced gastroprokinesis. Potential antipsychotic agents 5. Farde L. Hogberg T.6:711. raclopride and clozapine in rodents. Esta seção também poderia abarcar várias outras não classificáveis nos subgrupos anteriores. 434(3):169-76 13. Tazawa S. e finalmente a tiaprida. 9(3-4):333-50. Finalmente examinamos a dazoprida e a halopemida (benzamida mista de origem butirofenônica. D.2-Diaminocyclopropane as Novel Ligands for Human D2 and D3 Dopamine Receptors. a potent and specific radioligand for the characterization of striatal and extrastriatal dopamine D2 receptors. Sandell J. High affinity dopamine D2 receptor radioligands. Maeno H. e Outras benzamidas . enhances gastric contractile and emptying activities in dogs and rats. Nishikori K. Manning RG. 2. [125I]epidepride. a bromoprida como derivado bromado da metoclopramida e. Vaufrey F. 07.benzamidas com estrutura diversa. iodolisurida. 258:4384-86. Butler BT. Halldin C. pancoprida. Delay J. Crouzel C. Mocaer E. Schmidt DE. Ogren SO. ioloprida. Bioorganic & Medicinal Chemistry 2000. Derivados 3-pirrolidinil . Selective permeation of the blood-brain barrier as a cause of the anomalous properties of 'atypical'neuroleptics. Innis R.

amp 2ml c/ 10mg. Como aquela. como bem demonstraram pesquisadores brasileiros da Universidade de São Paulo (34). cx c/ 20. serão a seguir examinadas. 4-amino-5-bromo-N-(2(dietilamino)etil). cleboprida. PRIDECIL (Farmalab) . DIGEREX RETARD (De Mayo) . DIGESTINA-BROMOPRIDA (União Química) . com o átomo de cloro sendo substituído por um de bromo. Tem meia-vida plasmática de 2.ou: Benzamida. 76). O uso prolongado determina a hipersensibilidade dos receptores dopaminérgicos centrais. sol oral 4mg/ml.comp 10mg. estando o uso repetido ligado. cáps retard 20mg. em média.amps. clorpromazina (fenotiazina alifática). DIGESTON (QIF) . impondo controle e cuidados especiais em pacientes submetidos à associação (77). frs c/ 10ml.sol inj amp 2ml c/ 10mg. frs c/ 120ml.comp 10mg. sol ped frs c/ 20ml (4mg). cx com 10 e 20. DIGEREX (De Mayo) . Foi introduzido no final da década de 70 como nova benzamida (86). base.cáps 20mg. sol oral 1mg/ml. cx com 20. 60mg . PLAMET (Libbs) . frs c/ 10ml. metoclopramida (benzamidas). como a benzquinamida (benzoquinolizina). sol oral 4mg/ml. sol oral 4mg/ml. É o análogo bromado da metoclopramida. sol oral 4mg/ml. É comercializado no Brasil como antiemético e regulador digestivo sob diferentes nomes-fantasia. 4-amino-5-bromo-N-(2(dietilamino)etil)-2-metóxi.comp 10mg. cx c/ 20. 10mg . ao desenvolvimento de Discinesia Tardia.cáps 10mg. interage com a farmacocinética da digoxina. frs c/ 120ml.6 h. mostra as mesmas propriedades antidopaminérgicas da metoclopramida. sol oral 1mg/ml. PRIMERAL (Synthelabo) – comp de 5mg em associação com enzimas digestivas e dimeticona. 89).ou: N-(Dietilaminoetil)-2-metóxi-4-amino-5bromobenzamida ou: (VAL 13081). OPRIDAN (Itália) (Locatelli) . haloperidol. droperidol (butirofenonas). cx c/ 20. cx c/ 6 amp. NORMOPRIDE ENZIMÁTICO (Sanofi) – comp de 5mg em associação com enzimas digestivas e dimeticona. tietilperazina (fenotiazinas piperazínicas) e pimozida (difenilbutilpiperidina) (87. como única diferença estrutural entre os compostos. sol inj amp 2ml c/ 10mg. cx c/ 20. cx c/ 20.comp 10mg. frs c/ 10ml. cx c/ 6 e 50.comp 10mg. Apesar de nunca ter sido ensaiado ou utilizado como antipsicótico. inclusive mesoestriatais do mesmo modo que os antipsicóticos típicos.comps. em intensidade superior à metoclopramida e à sulpirida (33. 350 a 600mg (como antipsicótico).sol.cáps 10mg. do mesmo modo que fazem outros neurolépticos. CASCAPRIDE . sol inj amp 2ml c/10mg. embora não estejam formalmente licenciadas como neurolépticos. Eleva substancialmente as taxas de prolactina. 205 . BROMOPRIDE) 4-Amino-5-bromo-N-(2-(dietilamino)etil)-oanisamida ou: 4-amino-5-bromo-N-[2-(dietilamino)etil]-2metóxibenzamida ou: o-Anisamida. cx c/ 20. PLESIUM . proclorperazina. sol oral 1mg/ml. induzidos pela apomorfina. No Brasil: DIGECAP (Novaquim-Sigma) . apesar de ter aplicação clínica apenas como antiemético e regulador da motilidade gastrintestinal. (CAS RNs 4093-35-0. 60mg/ml. frs c/ 10ml. frs c/ 120ml. ao menos teoricamente.cáps 10mg. dicloridrato) FM: C14-H22-Br-N3-O2 DD: 10 a 30mg VO (como antiemético).(Itália) (Chiesi) caps. DIGESAN (Synthelabo) .(Alemanha) (Merck) caps. BROMOPIRIDE. cx c/ 6 e 50. 4093-36-1. comportase laboratorialmente como um neuroléptico ao bloquear a resposta condicionada em cães bem como o comportamento estereotipado no rato. cx c/ 20. 10mg. Do mesmo modo que o observado com alizaprida e metoclopramida. cx c/ 20. BROMOPRIDA (BROMOPIRIDA.da senescência” pela experiência internacional acumulada em gerontopsiquiatria e no tratamento de álcool-dependentes. frs c/ 20ml. DIGESTIL (Teuto-Brasileiro) . No exterior: ARTOMEY. gts ped frs c/ 20ml (4mg). sol oral 4mg/ml. frs c/ 20ml. sol oral (gotas) 8mg/ml.

133mg versus 32mg +/. 21. 4-amino-5-cloro-N-(2(dietilamino)etil). 122. 134) com amenorréia (03) e galactorréia na mulher. 53. o que é aproveitado como teste diagnóstico para a doença (35.174mg/dia. Ensaio aberto prévio do mesmo autor já havia revelado uma eficácia de 80% nos pacientes esquizofrênicos de sua amostra. 2576-84-3. METOCLOPRAMIDA (METHOCHLOPRAMIDE. sulpirida e tioridazina (18. 20). 102. 83. Estudos em roedores mostram que a ação de bloqueio dopaminérgico D2 se faz com menor intensidade no striatum e. inclusive (36). 59. 98).9. e impotência (09) e ginecomastia no homem. 113. 136). Também ocasiona. VALOPRIDE . muito próximas das doses tóxicas (43). 90. 73. 108). Pseudotétano (74). base. Pode ocasionar reações extrapiramidais como Distonia Aguda (07.(Espanha) (Delagrange) (retirado) (Itália) (Celafar).ou: 4-amino-5-cloro-N-[2-(dietilamino)etil-2metóxibenzamida monocloridrato monoidrato ou: 4-Amino-5-cloro-N-(2-(dietilamino)etil)-2metóxibenzamida ou: 4-Amino-5-cloro-2-metóxi-N-(betadietilaminoetil)benzamida ou: 4-Amino-5-cloro-N-(2-(dietilamino)etil)-oanisamida ou: N-(Dietilaminoetil)-2-metóxi-4-amino-5clorobenzamida ou: 2-Metóxi-5-cloroprocainamida ou: 5-Cloro-2-metóxiprocainamida ou: (AHR 3070) (DEL 1267). dicloridrato. em doses diárias médias de 450mg +/. METOCHLOPRAMIDE. assim como de antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) (17. sobre o sistema mesolímbico (no tubérculo olfatório e sem ação no núcleo accumbens no caso da metoclopramida) à semelhança do antipsicótico atípico clozapina e dos semi-atípicos. 70. Parece haver uma facilitação das reações extrapiramidais na presença da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA) (38) com o emprego de outros bloqueadores dopaminérgicos. É ainda muito empregado no Brasil como antiemético nos distúrbios da motilidade gastrointestinal e como preparação para exames radiológicos do trato digestivo.2mg. 118. 39. METOCLOPRAMIDE) n-Anisamida.caps. 22. 135). 48. com resultados equivalentes.Ndimetilaminoetil)benzamida ou: Benzamida. Parkinsonismo (72. 10mg. 117. monocloridrato monoidrato. suas ações são predominantemente periféricas nas doses habitualmente empregadas na clínica como antiemético. Acatisia (08. Há casos descritos na literatura de parada cardíaca total com a administração endovenosa (79. hipertermia (132. a elevação da pressão arterial em pacientes com feocromocitoma. Tem meia-vida plasmática de 5 a 8 horas.(Alemanha) (Schürholz) amps. 50. 28. 116). esta última especialmente em crianças e adolescentes (69). As doses eficazes ficavam. preferencialmente. 54143-57-6. Já foi ensaiado como antipsicótico na China em estudo duplo-cego comparativo com o haloperidol. Há o registro de 206 . 19. Acatisia Tardia com Depressão (124). em pacientes esquizofrênicos. 130. inclusive com tentativa de suicídio (16). 7232-21-5. 30. 350 a 600mg (como antipsicótico). 40. Discinesia Tardia (45. 128). 4-amino-5-cloro-N-(2(dietilamino)etil)-2-metóxi. 37.107. 127).ou: 2-Metóxi-4-amino-5-cloro-N. 62. em doses médias de 572 +/. além do registro de arritmias (51. 82). 95. 120. porém. 80. 119. 137) e insuficiência cardíaca congestiva (01). 93) com registro de Síndrome Serotoninérgica. 106). VIABEN . Na literatura há menção a outros ensaios abertos com alguns resultados positivos na indicação (25. como outros neurolépticos.ou: o-Anisamida. Por sua capacidade em elevar a prolactina é empregada também como estimulante da lactação em mulheres no puerpério (12. 11. 14.10mg/2ml. 81. 57). inclusive seguida de morte súbita (101. 68. Com baixa penetração na barreira hematoencefálica. 24. 105. 10mg/2ml . 60. monocloridrato) FM: C14-H22-Cl-N3-O2 DD: 10 a 30mg VO (como antiemético). respectivamente (44). Síndrome Neuroléptica Maligna (06. (CAS RNs 364-62-5. 4-amino-5-cloro-N-(2dietilamino)etil). 126) e hiperprolactinemia (10.

cx C/5. embora com resultados inconsistentes ou insatisfatórios. cx c/ 5. Síndrome de Gilles de La Tourette ( 29. 300 a 1200mg (26). 54. 67). 60 e 120ml. É comercializada em vários países da Europa e no Brasil. como medicamento para os “sintomas psicoafetivos e físicos da senescência”. sup pediátrico 5mg. frs c/ 10ml. Em casos de superdosagem. Está classificada entre os antagonistas dopaminérgicos com utilidade como antipsicótico e agente antidiscinético no banco de dados Chemid Plus (15). 115). 92). frs c/ 10ml. Agranulocitose (47. sol pediat 4mg/ml(21 gts). leve sedação. Já esteve implicada em Depressão (32. sol oral 1mg/ml. cx c/ 100. cx c/ 20. É uma benzamida de síntese e introdução na década de 70 (85). que recomenda o fracionamento das doses. sol oral 3mg/ml.comp 10mg. mas que só recentemente despertou o interesse da indústria para um desenvolvimento mais amplo. comp 10mg.ou: N-(2-(Dietilamino)etil)-5-(metilsulfonil)-oanisamida ou: (FLO 1347)(BRN 2390588) (CAS RN 51012-32-9) FM: C15-H24-N2-O4-S DD: 100 a 400mg (Synthelabo-Espasil). Benzamida. distúrbios do humor. 20 e 200. frs c/ 100ml. frs c/ 10ml. mas marcante elevação da prolactina (66) como observado com a quase totalidade das benzamidas. sol oral pediátrica 4mg/ml. cx c/ 3 e 25. 110). 121. mas reações distônicas TIAPRIDA (THIAPRIDE. 123). cx c/ 100. N-(2-(dietilamino)etil)-2-metóxi-5(metilsulfonil). sup adulto 10mg. Acarreta efeitos extrapiramidais brandos e raros.comp 10mg. frs c/ 10. a hemodiálise costuma ser ineficaz (138). Empregada também em discinesias induzidas pela L-Dopa (64.comp 10mg. 99. tartamudez (112). cx c/ 20. Tem uma meia vida plasmática curta. 98. embora sem mostrar superioridade sobre o clordiazepóxido no manejo da abstinência (65). de 3 a 4 horas. e Discinesia Tardia. No Brasil: EMETIC (Elofar) . EUCIL (Farmasa) comp 10mg. Na Europa foi promovida como “neuromodulador autonômico”. cx c/ 20. 111. Não está ainda disponível nos Estados Unidos mas. chegou a ser considerada até no parkinsonismo (63). PLASIL (Hoescht) . VOMINIL (Sedabel) . 75) e na Coréia de Huntington (41. cx c/ 20. frs c/ 10ml. sol oral 1mg/ml. amp 2ml c/ 10mg. mas é apresentada pela Synthelabo Espasil no Brasil. frs c/ 100ml. sol oral 10mg/ml. frs c/ 10ml. Também tem sido proposta nas dores crônicas. Demonstra propriedades neurolépticas brandas e já se mostrou útil na prevenção de recaídas do alcoolismo e em diferentes formas de discinesias e quadros de agitação nos idosos. frs c/ 10ml. além de discinesias em geral (26. amp 2 l (10 mg). 55). sol oral pediátrica 4mg/ml. náuseas. cx c/ 3 e 100. em especial (13). 71) e meta-hemoglobinemia (56. sol oral 4mg/ml. Por conta destas propaladas propriedades antidiscinéticas. TIAPRIDE) 207 . No Exterior: METOCLOL MAXOLON MORIPERAN PLASIL PRIMPERAN RELIVERAN e centenas de outros mais. cx c/ 10. sol oral 1mg/ml. Púrpura não-Trombocitopênica reversível (42). frs c/ 120ml. sol oral pediátrica 4mg/ml.comp 10mg. É um antagonista D2-like com menor afinidade que a sulpirida ou haloperidol (04) mas demonstra ação alucinolítica na clínica (05. xarope 1mg/ml. 58). PLAGEX (Teuto-Brasileiro) . METOCLOPRAMIDA (Ariston) (Bunker) (Davidson) (Delta) (Ducto) (EMS) (Hipolabor) (IMA) (Luper) (Neo-Química) (Vital Brazil) METOVIT (Brasmédica) NO-VOMIT (IMA) . cx c/ 20 e 200.um caso de reação distônica do tronco (Síndrome de Pisa) após a administração de metoclopramida em paciente que vinha em tratamento com a clozapina (61).cloridr de. encontra-se em fase pré-clínica de desenvolvimento pela Pfizer como um novo agente antidiscinético. amp 2ml (10 mg). frs c/ 10. desencadeamento de crise de Porfiria Aguda Intermitente (125). porém tem sido empregada preferencialmente na prevenção de recaídas do alcoolismo (23. amp 10mg.

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4-amino-5-cloro-N-(1-(3-(4fluorofenóxi)propil)-3-metóxi-4-pip-eridinil)-2metóxi-. Metoclopramide and akathisia. Mov Disord 1998. além de outros antipsicóticos. Metoclopramide induced tardive dyskinesia. 121. cis-ou: Benzamida. como gastrocinético (regulador da motilidade. Gen Hosp Psychiatry 1992. Br Med J 1974. Massari P. Drugs Aging 1993 Sep-Oct. Tamion F. McErlane B. Alberts JL. Lancet 1980. Thompson P. 133. J Toxicol Clin Exp 1990 Nov-Dec. 18(2):63. Kodsi AB. Pinkhas J. Clin Pharm 1986. Yoshinobu BH. Jeste DV. Effect of haemodialysis on metoclopramide kinetics in patients with severe renal failure. Sassoon E. 26(4):474-7. Sewell DD. Shiigai T. Case 1. É uma benzamida piperidinil substituída. 138. Waller S. Fever associated with metoclopramide-induced dystonia.Tiapride in the long-term management of alcoholics of anxious or depressive temperament. Vries A de. Metoclopramide-associated tardive dyskinesia in hemodialysis patients with diabetes mellitus. 136. 119. Embora não seja usado como antipsicótico. Rev Rhum Ed Fr 1994 May. Dysrhythmias following intravenous metoclopramide. Jackson M. Tam YK. Med J Aust 1994. Shaklai M.150:164-8. Como a bromoprida. Drug-induced supraglottic dystonia and spasmodic dysphonia. Waller S. and therapeutic potential in geriatric agitation. 4-amino-5-cloro-N-(1-(3-(4fluorofenóxi)propil)-3-metóxi-4-pip-eridinil)-2metóxi-. Tardive akathisia and agitated depression during metoclopramide therapy. embora eventualmente possam alguns deles comportar-se como neurolépticos em experimentos laboratoriais. Br J Psychiatry 1994 Oct. Two case reports. Axelson JE. Faulds D. Biol Psychiatry 1994. Acta Psychiatr Scand 1984. 130. Dunn G.H2-O (monohidrato) DD: 10 a 30mg. Neuroleptic malignant syndrome induced by a single injection of tiapride. Paolaggi JB. Shintani S. Bownes IT. Tiapride. 1995. Shaw A. Ongley RC. monohidrato.165 (4):51523. Warren J. 122. 1(8180):1255-6. Stille CJ. Pullan PT. Shaw GK. ACENALIN. Dunn G. Index of Suspicion. Br J Clin Pharmacol 1988. Shenhav S. Petit J. Sorkin EM. 14(6):416-9.-piperidil)-oanisamida ou: (R 51619) (T 1341). Acta Obstet Gynecol Scand 1997.ou: cis-4-Amino-5-cloro-N-(1-(3-(pfluorofenóxi)propil)-3-metóxi-4.61(5):362. 131. 28(12):74. Malignant Neuroleptic Syndrome during tiapride treatment. Mouli KS. 129. CISAPRIDA ((+/-)-CISAPRIDE. Shaw GK. Latham CJ. 135. Caligiuri MP. Metoclopramide and tardive dyskinesia. J Indian Med Assoc 1991 Sep. estimulador da peristalse e medicamento gastroprotetor ou antiúlcera) por suas propriedades de agonismo parcial serotoninérgico 5Ht4 seletivo (13. Tiapride in the prevention of relapse in recently detoxified alcoholics. Curran P. Metoclopramide and cardiac arrhythmia. Kikuchi M. Rampono JG. Price JD. Leroy J. Rurak DW. Shuster J.89(9):260-1. (CAS RNs 81098-60-4. Nursing 1998. Vas M. J Neurol Sci 1995. foi consagrada. Metoclopramide-induced fever.118. 155 Steele JW. 126. Acute intermittent porphyria precipitated by hyperemesis and metoclopramide treatment in pregnancy. Xerri B. Walsh JP. 12(5):378-9.3(5):460-78. McMorland GH. Thies PW. Srinivasan K. Gemer O. Bhagat CI. 134. Br J Psychiatry 1987 Feb. já esteve relacionado à ocorrência de reações extrapiramidais e ginecomastia (elevação das taxas de prolactina) (06). Viegas B. 124. Withington DE. 128. MacGarvie J. B) Derivados 4-Piperidinil Subgrupo de benzamidas em que predominam os efeitos antidopaminérgicos e antiserotoninérgicos periféricos. Druginduced hyperprolactinaemia. mesmo como um fraco bloqueador dopaminérgico central D2 que é. Lefevre MM. Tsuchiya K. 120. 127. não figurando compostos dotados de relevante ação antipsicótica. A review of its pharmacodynamic and pharmacokinetic properties. 128(2):232-3. 2(915):385.Postoperative neuroleptic malignant syndrome. Evans JG. 125. 13(6):978-9. 137. Oksenhendler G. 70(5):428-31. Caligiuri MP. Shearer RM. 123. CISAPRIDE) Benzamida. Sewell DD. Jeste DV. 5(4):342-4.10(78):461-7. Wright MR. 86718-68-5) FM: C23-H29-Cl-F-N3-O4 e C23-H 29-Cl-F-N3-O4 . 26). 76(5):484-5. Wandless I. Dystonic reaction to metoclopramide. 64. cis. De modo mais intenso que a pimozida e algumas butirofenonas. 36(9):630-2. inclusive no Brasil. Matthews EE . 132. foi implicada em prolongamento do intervalo QT e possibilidade de arritmia ventricular do tipo “Torsade de Pointes” por 211 . 21. Khan MF. Majumdar SK. Biga N. Intensive Care Med 1986. Anaesthesia 50(3):246-7. Hyperventilation alternating with apnea in neuroleptic malignant syndrome associated with metoclopramide and cisapride. Zafar M. Segal S. Pediatr Rev 1997. Majumdar SK. 161(5):343-4.

sol oral 1mg/ml. proibindo sua comercialização.comp 5mg. MINSK (Anfarm) . itraconazol. ao sofrer novas restrições por parte da FDA em função de sua implicação em graves transtornos do ritmo cardíaco (desde o licenciamento em 1988 foram registrados no mundo inteiro. Outro efeito adverso descrito consistiu no desencadeamento ou agravamento de crises em asmáticos (12). KINUSSEN (Kleven) . CYPRID (Janssen Cilag) (Bélgica) .comp 5 e 10mg. cx c/ 30. frs c/ 100ml. DISPEPRID (Turquia) (Nobel)– comp 5mg.xarope 5mg/ml. sol oral 1mg/ml. cx c/ 30. 20mg. adicionalmente. frs c/ 100ml. seria cassado seu licenciamento no Reino Unido por força de determinação da agência governamental britânica MCA (“Medicines Control Agency”).comp 5.comp 5mg. No Brasil (Retirados em abril de 2001): CINETIC (Biolab Sanus) .1mg/ml.comp 5mg. No Brasil. cx c/ 30. Acelera a absorção de álcool.1mg/ml. 10mg – susp 1mg/ml.susp. LIREBIN (Axia Pharmaceutica) . PREPULSID (Janssen Cilag) (Bélgica) (França) (Alemanha) (Suíça). Entre estes inibidores estão os fungicidas cetoconazol. CIPRIL (Italchimici) (Itália) – comp e comp eferv 10mg. Logo a seguir. fluconazol e os antibióticos eritromicina. RUVETINE (Rafarm) – comp 10mg . 386 casos de arritmia ventricular dos quais 125 fatais e 50 casos adicionais. PROPULSIN (Janssen Cilag) . SISARID (Turquia) (Ilsan) – comp 10mg – susp 1mg/ml. a ANVISA (Resolução 530 de 17 de abril de 2001) tomaria posição semelhante. DESAPRID (Deva) (Turquia) . 10 e 20mg. Liga-se intensamente às proteínas plasmáticas (em proporção maior que 95%) o que. DIGENOL (Eslovênia) (Krka) comp 5mg. 10mg. ALIMIX (Cilag Farmaceutici) (Itália) comp eferv 10mg. ARCASIN (Esteve) (Espanha) . 28).comp 10mg. cx c/ 30. 10mg susp.susp 1mg/ml. cx c/ 15 e 30. Tem meiavida plasmática de cerca de 10 horas (12).comp 5mg. benzodiazepínicos e barbitúricos.comp 5. frs c/ 50.comp 10mg. sol oral 1mg/ml. ALIMIX (Janssen) (Reino Unido) – 10mg (retirado).1mg/ml. PERISTAL (Turquia) (Mustapha Nevzat) – comp 10mg. pelas mesmas razões (19). SISMOTIL (Turquia) (Biofarma)– comp 10mg.susp. 1mg/1ml. de morte súbita suspeita). 10mg.comp 5mg. 18.comp 5mg. KELOSAL (Espanha) (Kendall) . aumenta o potencial para interações medicamentosas por deslocamento. susp 1mg/ml.susp.comp 10mg. PANGEST (Farmasa) comp 5 e 10mg. 20mg. 26. com maiores riscos de efeitos adversos.comp 10mg. PREPULSID (Janssen) (USA) .comp 5mg. KINET (Espanha) (Solvay Pharma)– comp 5mg. claritromicina e troleandomicina. 20mg.comp 5mg.comp 10mg susp. 10mg susp. PULSITIL (Janssen Cilag) – comp 5mg. 10mg.bloqueio dos canais de K+ com lentificação da repolarização do miocárdio (02. 10mg-sus.1mg/ml. suspensão 1mg/ml. 10mg. COORDINAX  (Janssen) . No Exterior: ALIMIX (Alemanha) (Janssen Cilag) . frs c/ 100ml. 10mg .comp 5 e 10 mg. 27. estando banida sua utilização em pacientes em uso de inibidores desta enzima. em 28 de julho de 2000. CLEBOPRIDA (CLEBOPRIDE) Benzamida. é metabolizada por N-dealquilação pela isoenzima CYP 3A4 (01). sol oral mg/ml. PREPULSID (Janssen-Cilag) . 4-amino-5-cloro-2-metóxi-N-(1(fenilmetil)-4-piperidinil)-ou: 212 . 20mg – susp 1mg/ml. FISIOGASTROL (Espanha) (Salvat) . como também na mesma época na Alemanha e no Canadá (7 de agosto de 2000). PRESTAL (Omega Farma) . frs c/ 100ml. Ganhou notoriedade quando em 14 de julho de 2000 foi retirada voluntariamente por seu fabricante do mercado nos Estados Unidos. 10mg. 10mg . 10mg . SAPRIT (Lyfjaverslun Islands) . ENTEROPRID (JanssenCilag) . pela elevação das concentrações plasmáticas. Do mesmo modo que outros antipsicóticos como a pimozida. 10mg. 20mg . 1mg/ml.comp 5 e 10mg. miconazol. TRAUTIL (Espanha) (CEPA) – 5mg. CISPRIDE (Sintofarma) .

comp ½ mg . Não disponível comercialmente. CLANZOL (Espanha) (Wyeth Orfi) . entre outros (16). Cataldo F: Cisapride e rischio di complicanze cardiache. Não disponível comercialmente no Brasil.(10. com a presença de grupo orto-anisamida e radical p-fluor butirofenona em extremidades opostas.0mg (como antiemético). Br J Pharmacol 2000. até hoje. 22) mas. não chegou a alcançar desenvolvimento (v.N-(1'-Benzil-4'-piperidil)-2-metóxi-4-amino-5clorobenzamida ou: N-(1-benzil-4-piperidil)-4-amino-5-cloro-2-metóxi benzamida ou: 4-Amino-N-(1-benzil-4-piperidil)-5-cloro-oanisamida ou: 4-Amino-5-cloro-2-metóxi-N-(1-benzil-4piperidil)benzamida. sulpirida.5 a 2. Outros Antipsicóticos). 24).xarope 0.cambridgesoft.comp 0. O interesse que cercou a descoberta desta substância justifica-se por sua inédita estrutura molecular híbrida com características de benzamidas e butirofenonas. No exterior : CLANZOFLAT (Espanha) (Wyeth Orfi) . introduzida ainda na década de 70 (20) como potente e seletivo bloqueador dopaminérgico central -mais potente que a metoclopramida. Já foi responsabilizada clinicamente por síndrome extrapiramidal (09. tioridazina e clozapina (05). Minerva Pediatr 1999. Tem longa meia-vida plasmática. Meuldermans W. Hendrickx J.comp ½ mg. É composto bastante lipofílico. Promove a elevação das concentrações de prolactina (17) e produz hipersensibilidade dos mecanismos gabaérgicos na substância negra ao contrário da metoclopramida e da amitriptilina e de modo similar a alguns neurolépticos e antipsicóticos atípicos como haloperidol. cuja patente é detida pela Smith Kline Beecham comprovrou propriedades neurolépticas sem efeitos periféricos (pró-cinéticos) e.5mg (assoc).sol oral ½ mg/5ml MOTILEX (Itália) (Guidotti) . 51(9-10): 309-311. MADURASE (Espanha) (Tecnobio) .asp). Um isômero anilida (BRL 20596). 23. PRIDEPERONA (PRIDEPERONE) N-[2-(4-(p-fluorobenzoil)piperidino)etil]-2-metóxi benzamida-5-carbonitrilo ou: 5-ciano-N-[2-[4-(pfluorobenzoil)piperidino]hexil]-0-anisamida ou: (CGP-19736A). apenas empregada como antiemético. mas cujo desenvolvimento não passou das fases preliminares. van Genechten V. Bloqueia a resposta condicionada em cães e as estereotipias induzidas pela apomorfina como outros antieméticos com propriedades neurolépticas como haloperidol. Lavrijsen K. CHEMFINDER DATABASE (disponível em http://chemfinder. CLEBORIL (Espanha) (Almirall Prodesfarma)– comp 1/2mg – sol oral ½ mg/5 ml. Bohets H. Figura apenas em alguns bancos de dados especializados como o ChemFinder e o registro do Lundbeck Institute. 213 . parkinsonismo e Discinesia Tardia (08. característica incomum para uma benzamida (07). 25). (CAS RN 95374-52-0) FM: C23H24FN3O3 Substância introduzida nos anos 80 com marcadas propriedades neurolépticas nos testes com animais. sol oral ½ mg/5ml. (LAS 9273) (CAS RN 55905-53-8) FM: C20-H24-Cl-N3-O2 DD: 0. 129(8):1655 67. Sua patente pertence à Novartis (Ciba-Geigy). Há grande escassez de informações sobre este composto. Heykants J. 15. FLATORIL (Itália) (Tecnobio).01 %. Verboven P. É uma 4-piperidil-benzamida. droperidol e clorpromazina. discinesia transitória (14).com/ result. van Houdt J. Identification of the cytochrome P450 enzymes involved in the metabolism of cisapride: in vitro studies of potential comedication interactions. embora tenha comprovado ações antipsicóticas na clínica. com 24 horas em média (12). 11. 02. 03. Não há registros de ensaios clínicos ou qualquer outra referência na literatura médica. Cap XVIII. Referências Bibliográficas (4-Piperidinil) 01. não estando esclarecidas as razões técnico-científicas ou comerciais que justifiquem não ter alcançado desenvolvimento clínico como antipsicótico ou qualquer outra indicação.

Colombo M. 96(6):1698-703. FLB 457 (isoremoxiprida ou 5bromo-N-((1-etil-2pirrolidinil)metil)-2. 29(3):147-52. Arch Farmacol Toxicol 1978 Apr. Rupniak NM. Premji SS. 116(11):437-8. Fertil Steril 1980. Mov Disord 1994. Substituted benzamides with conformationally restricted side chains. Garcia-Albea E. Parkinsonian syndrome after long-term treatment with clebopride. Coria F. 25. King FD. 18. Psychopharmacology (Berl) 1982. Salazar W. 17. Drug-induced extrapyramidal syndrome. e dos atípicos amissulprida e remoxiprida. ciproprida (antiemético). Lopez Rois F. Palomares JM. Mov Disord 1993. outros bloqueadores dopaminérgicos centrais D2-like despertam algum interesse e serão melhor examinados: alpiroprida. Flores J. 8(1):125-6. An Esp Pediatr 1987. Calvo Fernandez J. 08. Review article: cardiac adverse effects of gastrointestinal prokinetics. etaceprida. 23. Di Nucci A. Aten Primaria 1999. Borro P. Niemegeers CJ. Coward DM. Carvajal Garcia-Pando A. Tonini M. isossulprida. Sisskin M. Prieto J. 19. Rodriguez EM. Apropos of 22 cases. Cisapride: the problem of the heart. 18(7):21-5. Roberts DJ. 25(148):2060. Br J Pharmacol 1999. Cabrera-Valdivia F. Moragues J. Também pertencem ao subgrupo. Weatherby LB & al: The risk of seious cardiac arrhythmias among cisapride users in the United Kingdom and Canada. 09. Szneke P. Lugaresi E. Synthesis and pharmacological properties of a series of antidopaminergic piperidyl benzamides. An extrapyramidal syndrome due to clebopride. 23(1):50-1. sulmeprida e veraliprida. Serrano Serrano ME. 16(3): 180-204. Postmarketing reports of QT prolongation and ventricular arrhythmia in association with cisapride and Food and Drug Administration regulatory actions. Drug Saf 1997. Gabellini AS. XVIII. Mele MR. PRESSWIRE (disponível em http://www. Perez-Lopez FR. Gynecomastia associated with the simultaneous use of cisapride and lansoprazole. Garcia-Ruiz PJ. Hadley MS. Akkermans LM. Neonatal Netw 1999. 20. 07. Vaquero A. 22. Figuram ainda no numeroso subgrupo 2-pirrolidínico: alizaprida (antiemético e antiarrítmico). Outros Antipsicóticos). J Med Chem 1988. Van Haselen JF. Paes B. sem potencial aplicação psicofarmacológica. Marsden CD. Molina JA. 27. Pharmacological characterization of 5-Ht4 receptors mediating relaxation of canine isolated rectum circular smooth muscle. Transient dyskinesia induced by clebopride. Walker AM. Abos MD. prossulprida. Tabernero Garcia J. 10. eticloprida (marcador dopaminérgico). Mansi C. 11. 8(2):246-7. Aliment Pharmacol Ther 2000.). Testa B. Mola S. Jimenez-Jimenez FJ. De Ponti F. Giacomini M. 06. Indolizidine derivatives as central dopamine receptor antagonists. 4(1):102-4. 7(1):89-90. Duarte J. Rev Neurol 1997. 9(1):114-5. 24. June. além da sulpirida e sultoprida. 12. McClelland CM. Persistent parkinsonism and tardive dyskinesia induced by clebopride. 78(3):210-3. Van der Waterbeemd H. Med Clin (Barcel) 2001 Mar. Castro-Gago M. nafadotrida (marcador D3. 26(2):91-3. 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Antiemetic specificity of dopamine antagonists. FLB 463 (3-Bromo-N((1-etil-2- 214 . Prins NH. v. 35(6):363-8. Clebopride. 21. 34(5):452-5. Salazar W. Amer J Gastroenterol 2001. Ayuso-Peralta L. Tejeiro J. Druginduced movement disorders. Briejer MR. Cuervo Martin Jr. Garcia Ortega P. Nahorski SR.irolaprida. Parkinsonism and tardive dyskinesia after chronic use of clebopride.

162). desenvolvidos apenas como marcadores biológicos D2-like. D3. vem pleiteando substituir isótopos da espiperona e metilespiperona na função de marcadores D2-like. Benzamidas como estas. 115. na verdade só alcançaram aplicação como antagonistas D2-like em experiências laboratoriais ou como marcadores biológicos destes receptores em estudos de neuroimagem. FLB 524 (3-cloro-5-etil-6-hidróxi-2-metóxi-N-((1metil-2-pirrolidinil)metil)-benzamida. sem a afinidade serotoninérgica (5Ht2) demonstrada paralelamente pelas butirofenonas (151). respectivamente sobre o transfer placentário de 6 benzamidas. como ligantes mais seletivos. No Exterior: REVISTEL (França) (Synthelabo-Delagrange) ALPIROPRIDA (ALPIROPRIDE) AMISSULPRIDA (AMISULPRIDE. seriam o composto LUR-2366 (N-[(1-ciclopropilmetil) pirrolidin-2-il] metil-4-amino-5-etilsulfonil-oanisamida). todos também. sem afinidade por receptores dopaminérgicos D1–like (D1. AMINOSULTOPRIDE) 4-Amino-2-metóxi-5-((metilamino)sulfonil)-N-((1(2-propenil)-2 pirrolidinil) metil) benzamida ou: 4-Amino-N-((1-etil-2-pirrolidinil)metil)-5(etilsulfonil)-2-me-tóxibenzamida ou: 215 . (S)-) (101). (CAS RN 81982-32-3) FM: C17-H26-N4-O4-S Primeiras menções na literatura especializada nos anos de 1984 e 1986 em estudos farmacocinéticos. Segundo o banco de dados do Instituto Lundbeck (153). não há qualquer menção a ensaios clínicos ou licenciamento como medicamento antipsicótico ou de qualquer outra natureza. derivado aminado da ciproprida. Não disponível comercialmente no Brasil.6-dimetóxi-salicilamida).6-dimetóxi-salicilamida) (102). N-(1-Alil-2-pirrolidinilmetil)-2-metóxi-4-amino-5metilsulfamoilbenzamida ou: (+/-)-N-[(1-alil-2-pirrolidinil)metil]-4-amino-5(metilsulfamoil)-o-anisamida ou: (RIV-2093). constando apenas seu emprego em experimentos laboratoriais como antagonista D2-like seletivo.3-dimetóxi-N-[1([2.irrolidinil)metil)-5. D4) (148). Outros exemplos de 2-pirrolidínicos desenvolvidos como “potenciais neurolépticos”. mas que não foram plenamente desenvolvidos como novos antipsicóticos. introduzidos nos anos 80 e 90. De fato. como o isótopo [I125]-IABN. desenvolvido pela Synthelabo Delagrange como antagonista D4 seletivo (89. até agora. inclusive alpiroprida (195) e sobre sua distribuição nos fluidos biológicos (30). Todos estes compostos. bem como de outros subgrupos. AMISULPIRIDE. D5) (89). é uma benzamida estruturalmente próxima do composto GRI 1665 (prossulprida) e da tropraprida que apenas registra ensaios farmacológicos. embora no banco de dados Chemid Plus (43) conste como agente antipsicótico e o registro do nome-fantasia REVISTEL. recentemente introduzido.5-3H]-4fluorobenzil)2-pirrolidinil) metil)benzami da) (94) e NCQ-298 ((S)-3-iodo-N-[(1-etil-2pirrolidinil) metil]-5. além dos compostos NCQ-115 (5-bromo-2. Em testes laboratoriais mostrou afinidade D4 similar àquela observada com sulpirida e amissulprida (283) cofirmando marcada e seletiva afinidade D2-like (D2.

243. em doses menores. 400 a 1200mg (39).) foi cerca de cinqüenta vezes maior do que a necessária para antagonizar os efeitos da apomorfina (hipotermia. a amissulprida é o derivado aminado da sultoprida mas. em torno ou acima de 153ng/ml (para sintomas positivos) (287). demonstrando atuar nos estudos com tecidos humanos in vitro e estudos animais in vivo. todas possuidoras de estrutura molecular quiral. 265) por não possuir a mesma atividade cataleptogênica dos neurolépticos. a partir das quatro originais. 4-amino-N-((1-etil-2pirrolidinil)metil)-5-(etilsulfonil)-2-me.) e da anfetamina (hiperatividade. Assim como as demais benzamidas 2pirrolidínicas. efeito não observado com os antipsicóticos convencionais em baixas doses. apenas os (-) S-enantiômeros. bloquear os autoreceptores pré. Em doses maiores (75mg/kg) -quando possui nítido efeito bloqueador D2 pós-sinápticoas concentrações de acetilcolina variaram muito pouco (apenas + 22%). Foi introduzida somente na década de 80 como antipsicótico (158) pertencendo a uma segunda geração de benzamidas. Do ponto de vista molecular. Nos estudos animais. introduzidas na França no final da década de 60 e inicialmente denominadas “anisamidas neurotrópicas”: metoclopramida.) (213. ao contrário desta. sultoprida e tiaprida (233). 224. no caso do haloperidol. A faixa de dose necessária para ocasionar catalepsia em animais de experimentação (100mg/kg i. observadas na clínica. a fração farmacologicamente ativa (41). assim como o fluxo sanguíneo cerebral regional (expressão indireta da ação dopaminérgica por bloqueio dos auto. 241. A amilssulprida. nas misturas racêmicas dos preparados farmacêuticos originais. Apenas como referência. 216 . não possui perfil sedativo acentuado. esse aumento fica entre 2 a 3 vezes. Farmacodinâmica Considerada benzamida modificada de última geração dotada de ação antipsicótica atípica. aumenta em cerca de 60% as concentrações extracelulares de dopamina e em 21% as de acetilcolina. virtualmente sem efeito em outros receptores centrais além de. Também não foi relacionada a discrasias sanguíneas como a remoxiprida já figurando como um antipsicótico atípico de nível III.ou: (DAN 2163) (CAS RN 71675-85-9) FM: C17-H27-N 3-O4-S DD: 300 a 1200mg (153). mas não os (+) R-enantiômeros. Este aumento na liberação de acetilcolina é provavelmente secundário à ativação dos receptores D1.sinápticos responsáveis pela recaptação de dopamina e com isso relativizando o bloqueio dopaminérgico. ao lado da risperidona (82). sulpirida. equivalente a agonismo dopaminérgico. em baixas doses até 10mg/kg de peso. demonstram afinidade pelos receptores D2 e D3 constituindo como antipsicóticos. 50 a 300mg (para sintomas negativos e afetivos). Não possui afinidade por receptores serotoninérgicos 5Ht2 ou muscarínicos centrais como outros atípicos.p.tóxi. Como outras benzamidas. subseqüente ao aumento na liberação de dopamina causado pela amissulprida. como um bloqueador seletivo mesolímbico de receptores D2 e D3 (ação duas vezes maior do que nos similares do striatum). fato este que seria também o responsável pelas propriedades antidepressivas e/ou “ativadoras” destes compostos. e que poderia estar relacionado à sua eficácia sobre os sintomas negativos. seria muito mais potente como antagonista D2 pré-sináptico do que pós-sináptico elevando as concentrações de dopamina nas vias dopaminérgicas mesolímbicas nas faixas menores de dose. 400 a 800mg (34). NT: 28 a 92ng/ml (para sintomas negativos). ED50 = 2mg/kg i. tendo ação central de bloqueio dos auto-receptores présinápticos. em faixas de doses com propriedades antipsicóticas na clínica. mas pode figurar entre eles (51. apenas. 241) o que explicaria porque na clínica os efeitos extrapiramidais das doses terapêuticas são comparáveis aos do placebo.receptores pré-sinápticos) em diversas áreas corticais e límbicas. 400 a 800mg (máximo de 1200mg) (para sintomas positivos) (58).p. 3mg/kg i. na verdade. em faixas de doses inferiores (50 a 150mg/dia) não costuma ocasionar efeitos extrapiramidais.p. como mostram estudos com o PET-Scan (57). no striatum.4-Amino-N-((1-etil-2-pirrolidinil)metil)-5(etilsulfonil)-o-an-isamida ou: Benzamida. Aumenta também a atividade dos neurônios dopaminérgicos da parte compacta (pars compacta) da substância negra (20%) e da área ventral tegmental (40%) (67).

Sofre fraco metabolismo hepático com formação de dois metabólitos inativos. A dose mais eficaz na reagudização da Esquizofrenia. Eficácia e Tolerabilidade Clinicamente foi verificado ter ação equivalente sobre sintomas positivos. 149. comparativo com a paroxetina (50mg versus 20mg). neste estudo. Estudo mais recente com a mesma comparação. Foi consistentemente superior ao placebo nos sintomas negativos esquizofrênicos em estudos duplo-cegos (25. Um recente ensaio duplo-cego. em 1994 (295). 79). risperidona e flupentixol. de média duração (6 meses). Nesta indicação tem sido muito estudada na Europa onde é muito prescrita na Itália e em Portugal (153). Estudo duplo-cego. à de antipsicóticos convencionais de alta potência (42. com cerca de 250 pacientes com distimia (229). com doses de 400 a 1200mg/dia (39). 63. com 6 meses de duração (400-1000mg vs 4-10mg). A literatura registra recente comparação com a amitriptilina (50mg/dia contra 25-75mg/dia da última). A presença de insuficiência renal determina o prolongamento da meia-vida de eliminação.Farmacocinética Tem rápido início de ação com dois picos de concentração (1 h e 3-4 h após a ingestão) alcançando biodisponibilidade absoluta de 48% (79) com meia-vida de eliminação entre 12 e 19 horas (153). de fato. estes resultados (247). não conseguiu demonstrar superioridade estatisticamente significativa de uma das duas substâncias (40). com superioridade sobre haloperidol. durante 8 semanas. comparativo com a risperidona na exacerbação da Esquizofrenia (800mg versus 8mg). 230) bem como significamente superior ao haloperidol. conduzido pelo mesmo grupo confirmou. A revisão metanalítica sistemática da Cochrane sob a responsabilidade de investigadores brasileiros da Universidade Federal de Pelotas confirmou. níveis basais baixos de prolactina (prétratamento) prenunciavam boa resposta dos sintomas negativos. inclusive fora da Esquizofrenia. duplo-cego comparativo com o flupentixol (1000mg vs 25mg). randomizado. sua utilidade no tratamento desta habitualmente refratária forma de Depressão Leve Crônica (140. tanto em eficácia como em tolerabilidade. situou-se entre 400 e 800mg na casuística de Burns & Bale. Curiosamente. 141). mas consistente superioridade da amissulprida não somente sobre sintomas positivos como também sobre os negativos com menor tendência a ganho de peso. na faixa de 400 a 800 e até 1200mg/dia. envolvendo mais de 200 pacientes com Depressão Maior. Atravessa a barreira placentária mas. Os achados de Wetzel e colaboradores. Um estudo alemão desenhado especialmente para investigar a tolerabilidade quanto a estes efeitos (92). 223). embora não quanto aos efeitos neuroendócrinos. liga-se fracamente às proteínas do plasma (25%) (121) o que pode tornar eficaz a hemodiálise nos casos de superdosagem. ao tratamento com a amissulprida. demonstrou pequena. como na distimia e nas depressões maiores em remissão parcial. No estudo foi apenas superada em tolerabilidade por sua maior tendência a ocasionar efeitos adversos extrapiramidais nestas faixas de doses (215). sendo que 50% ou mais. 60. Um estudo multicêntrico anterior. quando também tem-se mostrado promissoramente eficaz confirmando dados da experimentação animal (208). fluoxetina (260) e imipramina (134) revelaram eficácia no mínimo equivalente a estas drogas (em torno de 60% a 70%). 149) como para sintomas afetivos crônicos. randomizado. 81. com 6 semanas e 132 pacientes agudizados com predomínio de sintomatologia positiva havia registrado equivalência com ligeira superioridade para a amissulprida tanto em eficácia quanto em tolerabilidade (294). com 1358 pacientes no Reino Unido (34). Ensaios multicêntricos comparativos controlados com a amineptina (26). 183. randomizado. 50 a 150mg costuma ser considerada a faixa de dose ótima tanto para sintomas negativos (60. duplo-cego. de uma dose parenteral são eliminados inalterados na urina (36. em linhas gerais. 217 . revelou uma tendência definida da amissulprida a elevar marcante e duradouramente os níveis de prolactina (equivalente à do flupentixol). impondo a redução nas doses: para pelo menos a metade quando o clearence da creatinina estiver entre 30 e 60 ml e para 1/3 ou menos com clearence entre 10 e 30 ml (79). em ensaio duplo-cego. 207. ocorrendo também com a mesma intensidade nas faixas de doses inferiores. Na literatura como um todo. entretanto. sugerem que o efeito sobre a prolactina (elevação de oito a dez vezes os níveis basais) seria dose independente. com melhor tolerabilidade quanto a efeitos adversos do sistema nervoso. multicêntrico.

Não disponível comercialmente. nem mesmo desenvolvimento como marcador biológico (153). Em casos de superdosagem. assim como ganho ponderal a médio e longo prazo. enquanto que doses em torno de 1100mg já determinavam uma ocupação superior a 85%. Como outras benzamidas é antagonista dopaminérgico D2-like seletivo com maior afinidade para o subtipo D4 (potente) do que D2 (moderado) o que pode ter determinado desinteresse pelo seu desenvolvimento com o fracasso de outros antagonistas D4 seletivos como a fananserina (162). Síndrome Neuroléptica Maligna e Hipertermia Maligna (242). SOLIAN (Sanofi Synthélabo) (França) (Eslováquia) (Bulgária). Estrada do Guerenguê 1851 (22713001) Rio de Janeiro RIO DE JANEIRO (021) 445-9299 (021) 445-2465/2202.(Synthelabo) comp 50mg ou 200mg. Não há notícias de ensaios recentes. em nítido contraste com o derivado butirofenônico (212. 218 . Não figura em banco de dados reputados e conhecidos como o ChemidPlus ou o ChemFinder.Com respeito a efeitos extrapiramidais. Há um caso recentemente registrado de bradicardia assintomática com prolongamento do intervalo QT que remitiu com a redução das doses de 800 para 600mg/dia. pode agravar sintomas parkinsonianos preexistentes e determinar a ocorrência ocasional de distonias agudas. foi relatada esporadicamente a ocorrência de sedação e hipotensão mas. Discinesia Tardia. Farm. 224). Estudos com tomografia por emissão de pósitrons (PET-Scan) em pacientes esquizofrênicos. comparada com haloperidol. com 25 anos de idade (210). Mas.63 µgr/ml) mas de óbito com grandes concentrações (41.7 µgr/ml) (98. cx. prolongamento do intervalo QT e arritmias ventriculares do tipo “Torsade de Pointes”. na França (115). insônia. em paciente jovem. embora menos intensamente do que com alguns outros antipsicóticos típicos e atípicos (79). do mesmo modo que a sultoprida. revelou ausência de efeitos deletérios no rendimento de testes cognitivos. havendo relatos de recuperação com ingestão de 3 gramas (9. SOCIAN (Delagrange) (Portugal) comp 50mg. 280). recente metanálise de ensaios clínicos controlados por autores franceses. Constitui o derivado aminado da ciproprida. revelou ocorrência equivalente à observada com a risperidona e nitidamente inferior à do haloperidol. SULAMID (Baldacci) (Itália) comp 50mg. LUR 2366 N-[(1-ciclopropilmetil)pirrolidin-2-il] metil-4amino-5-etilsulfonil-o-anisamida ou: (LUR-2366) FM: C19-H30-N3-O4-S Mais uma orto-anisamida (benzamida) introduzida na década de 80 e desenvolvida como potencial antipsicótico atípico pela Synthélabo Delagrange. No Brasil: SOCIAN . puderam constatarar in vivo que doses entre 600 a 900mg causavam uma ocupação dos receptores D2 no striatum entre 70 a 80%. 227). c/20. (56). costumeiramente relacionada a efeitos extrapiramidais (159. costuma ocasionar convulsões.comp 50mg. ansiedade e excitação são mais comumente observadas (5 a 10%) (79). Synthélabo Espasil Quim. mas foi relacionado como potencial neuroléptico no registro do Instituto Lundbeck (153). amp 50mg. (Lorex-Synthelabo) (Reino Unido) – comp 50 e 200mg. Em seres humanos sadios. No Exterior: DENIBAN (Itália) (Synthelabo) (Alemanha) (Bender) . Em idosos. na faixa considerada terapeuticamente ideal. Ltda.

um típico (187. 196). Parece ter uma potência de bloqueio D2 inferior ao haloperidol com curta duração de ação (288).PROSSULPRIDA (PROSULPRIDE) S-(-)-3. Empregado na clínica em ensaio aberto com pacientes esquizofrênicos em doses de 8mg/dia.5. (CAS RN 68556-59-2) FM: C16-H25-N3-O4-S É o derivado propílico da sulpirida e foi introduzido ainda em 1975. savoxepina. O uso prolongado (21 dias) nos animais de experimentação não determina redução acentuada dos neurônios dopaminérgicos ativos da área ventral tegmentar do mesencéfalo. Também antecipa baixa tendência a ocasionar Discinesia Tardia. 123). mas teve seu desenvolvimento clínico descontinuado por volta de 1992. 246) como antagonista D2 seletivo como sulpirida e sulmeprida. na França (174.5-dicloro-N-[(1-etil-2-pirrolidinil) metil]6-metóxisalicilamida ou: (-)-(S)-3. [18F]-racloprida) em estudos com tomografia por emissão de pósitrons (PET) (72. 73.ou: N-((1-Propil-2-pirrolidinil)metil)-5-sulfamoil-oanisamida ou: (GRI 16-65). Comporta-se como antagonista seletivo D2/D3 do mesmo modo que a remoxiprida. RACLOPRIDA (RACLOPRIDE) Benzamida.5-Dicloro-N-((1-etil-2-pirrolidinil)metil)6-hidróxi.e que serve como preditor de propriedades antipsicóticas (259). recebeu a confirmação de mostrar potencial como um marcador D2-like seletivo (45). eticloprida e amissulprida com baixo perfil de efeitos extrapiramidais e fraca propensão a induzir catalepsia nos animais de experimentação. remoxiprida e os isômeros D e L-sulpirida -mas não pela zacoprida. foi empregado em esquizofrênicos agudos. ao contrário da nemonaprida. Está classificado pelo banco de dados ChemidPlus (43) como agente antipsicótico. Não disponível comercialmente. em esquema de doses flexíveis crescentes de 2 a 16mg/dia.3.-o-anisamida ou: (FLA 870) (A40664). com melhoras da ordem de 70% dos casos ao final de 4 semanas de tratamento. por outros. com utilidade como marcador biológico sob a forma de isômeros radioativos [11C]-racloprida. sultoprida e tiaprida (224) menos seletivos. 5-(aminosulfonil)-2-metóxi-N-((1propil-2-pirrolidinil)metil).-dicloro-N-((1-etil-2pirrolidinil)metil)-2-hidróxi-6-meto-xi-. Mais recentemente. Os efeitos adversos extrapiramidais limitaram-se à ocorrência de leve Benzamida.ou: 219 . em contraposição à metoclopramida. embora não ostente ensaios clínicos publicados nem haja informações sobre a faixa de doses terapêuticas. porém. Não tem ação em D4. divididos em duas tomadas.(-). Em outro ensaio com as mesmas características realizado a seguir. [3H]-racloprida. Cadastrado no banco de dados ChemID (43) como antagonista dopaminérgico e agente antipsicótico. propriedade compartilhada pela nemonaprida. (CAS RN 84225-95-6) FM: C15-H20-Cl2-N2-O3 DD: 4 a 12mg. a partir de observações na experimentação animal (248). É considerado por alguns um antipsicótico atípico. com boa tolerabilidade e redução média dos escores da BPRS em 55% após quatro semanas com registro de sintomatologia extrapiramidal em 40% dos pacientes (76). É uma benzamida do subtipo metóxi-salicilamida. Introduzido em abril de 1985 como potente antagonista dopaminérgico central D2.

agindo preferencialmente na via dopaminérgica mesolímbica (tubérculo olfatório e septum) em detrimento da nigro-estriatal (202. 201. 3-bromo-2. olanzapina. O primeiro ensaio duplocego. perlapina. mostraram uma atenuação temporal da elevação das taxas de prolactina e dos efeitos adversos mais comuns: fadiga e inquietude. quase ao mesmo tempo da risperidona (35. Neste mesmo estudo se constatou que seus níveis plasmáticos não se mostravam diferentes em dois indivíduos sabidamente metabolizadores pobres de debrisoquina (75). 48. clorpromazina. embora introduzido recentemente.(S)Benzamida. Também REMOXIPRIDA (REMOXIPRIDE) Benzamida. 1993 (157). em relação ao preparado comum em administração parenteral ou oral e também confirmou uma biodisponibilidade de 65 a 67%. com ampla metabolização e excreção renal muito pequena (192). terminou por ser retirada pouco depois. Resultados confirmados por ensaio aberto preliminar no Canadá três anos mais tarde (86). 266). Emprego em voluntários sadios mostrou que as doses a partir de 16mg/dia eram mal toleradas pela ocorrência de acatisia. com uma formulação de liberação lenta.6-dimetóxi-. com 6 pacientes acusando sonolência e elevação transitória das taxas de prolactina (52). Bastante ensaiado na clínica. molindone. (250) Foi introduzida como um novo atípico muito promissor em termos de excelente tolerabilidade extrapiramidal. ROXIAM). ao contrário da racloprida. ação nos receptores sigma. a savoxepina e a raclopirida. Não disponível comercialmente. 293). Como outras benzamidas modificadas. 150 a 600mg (04). trifluperazina. licenciada na Suécia (ROXIAM). Suécia). Ensaios no centro de pesquisas da Astra (Sodertalje. De fato. risperidona. Tentativas de desenvolvimento de novos antipsicóticos a partir do derivado desmetilado FLA-797 também não se revelaram promissoras (200). A explicação para este perfil é a de que a remoxipirida estaria entre os antipsicóticos que se ligam de modo débil aos receptores dopaminérgicos como a clozapina. comparativo com haloperidol (4 a 16mg/dia versus 10 a 40mg/dia) confirmou sua eficácia antipsicótica equivalente com menores efeitos extrapiramidais (275). Farmacodinâmica Antagonista dopaminérgico pós-sináptico seletivo D2 e D3. 109. em função do registro de vários casos de Anemia Aplástica. flufenazina e haloperidol (249. sertindol.6-dimetóxi-n-((1-etil-2pirrolidinil)metil)-. é eficaz como antipsicótico sem causar efeitos extrapiramidais. Como a racloprida. Parece ter.6-dimetóxi-N-((1-etil-2pirrolidinil)metil)benza-mida (-)-(S)-3-Bromo-N-((1-etil-2-pirrolidinil)metil)2.enzamida (A 33. detentora da patente. Reino Unido (ROXIAM) e outros países europeus e também ainda despertando interesse teórico entre especialistas (266).547)(FLA-731) 220 . 3-bromo-N-((1-etil-2pirrolidinil)metil)-2.6-dimetóxib. NT: > 7 a 8mg/L. com grande entusiasmo na Europa e Canadá . acumula ampla literatura. 168. Itália (REMIDON. 46. 172.acatisia ocasional em 4/15 pacientes. (CAS RN 80125-14-0) FM: C16-H23-Br-N2-O3 DD: 120 a 600mg (131). 289) mas. 267) e não demonstra afinidade por D1 (124). relevante para sua eficácia antipsicótica final (258). mas com ainda maior seletividade para D2 (afinidade 10 vezes maior. é benzamida desenvolvida na intenção de acentuação da atipicidade da sulpirida. (S)(S)-3-Bromo-2. 64. age como agonista nos auto-receptores dopaminérgicos em doses baixas a moderadas (03. sulpirida e quetiapina. Permanece contudo. na maioria dos países (266). adicionalmente. segundo Malmberg e colaboradores. 146. como a amissulprida. todos com poucos efeitos extrapiramidais.

Também revelou utilidade na Discinesia Tardia em doses de 150 a 600mg. Ao contrário do observado em roedores (10%). mas em média. Inicialmente. 298). sendo superada. 1990 (04). testada com boa biodisponibilidade (257). permitindo doses únicas diárias. eleva discretamente a síntese de dopamina na substância negra (155). a excreção renal é significativa nos seres humanos. 298). já encontrara eficácia antipsicótica equivalente (sintomas positivos e negativos) nos esquizofrênicos agudos. Também como a sulpirida e contrariamente ao haloperidol. pela butirofenona (50). Foi tão eficaz quanto a tioridazina com melhor tolerabilidade em ensaio duplo-cego multicêntrico australiano (112). teria uma meiavida de 5 horas (91. duplo-cego. somente se desenvolvendo após um prolongado período com doses altas. tubérculo olfatório e núcleo accumbens) duradouro com tolerância. Em ensaio aberto. não só confirmaram eficácia equivalente com tolerabilidade extrapiramidal melhor. quando chega a superar 30% (91. Estes achados se mostraram semelhantes aos de Awad e cols. neuroendócrinos e sedação). na Suécia. especialmente o primeiro. com relação à “qualidade de vida” (segundo versão modificada da escala “Sickness Impact Profile”) em estudo de longo prazo com 28 semanas e aos de Ahlfors e cols. foram desenvolvidos preparados microencapsulados para a apresentação em forma de suspensão oral. de longa duração (1 ano). nos laboratórios de pesquisa da Astra. mostrou-se bem tolerada. mas os derivados pirrolidínicos. seus efeitos deletérios menores sobre a performance cognitiva de esquizofrênicos agudos não foram confirmados. Foi superior ao placebo (37% versus 75%) na prevenção de recaídas em esquizofrênicos crônicos em ensaio duplo-cego (114). através de doses únicas em voluntários sadios. Eficácia e Tolerabilidade No primeiro ensaio clínico.. comparativos com haloperidol. como sugeriram utilidade em sintomas negativos. com psicóticos idosos. 1992 (131). sem ocasionar parkinsonismo ou deterioração quando da suspensão (07). com redução de mais de 40% nos movimentos discinéticos. ao contrário do que se observa com antipsicóticos típicos como o haloperidol. 107. uma condição em que os antipsicóticos típicos estariam contra-indicados. Como a substância possui um sabor extremamente amargo. principais metabólitos em seres humanos. Farmacocinética É bem absorvida por via oral alcançando biodisponibilidade superior a 90%. estudo duplo-cego com a mesma comparação e doses diária de 50 a 200mg. mostrou-se tão eficaz quanto a clozapina e o haloperidol (118). aumentando com a redução do Ph urinário. adultos. 1997 (09). Já os resultados de Lapierre e cols. 191). podendo chegar ao dobro nos pacientes idosos (190). bem tolerada parenteralmente. encontrados principalmente no rato (202). 239). 274). mostrou-se ligeiramente mais eficaz e melhor tolerada (216) que a fenotiazina piperidínica. (156). possuem ainda maior afinidade D2 e D3 que a própria remoxipirida. um estudo duplo-cego escocês comparativo com a tioridazina envolvendo esquizofrênicos agudos. neste item. mas menos eficaz que o haloperidol. em tolerabilidade. 173... A metanálise de Lewander e cols. em ensaio duplo-cego. não mostrou eficácia em pacientes esquizofrênicos crônicos refratários (282). confirmando melhor tolerabilidade para a remoxipirida (menos efeitos extrapiramidais. foi desenvolvido com sucesso (264. de ambas as substâncias. Por seu perfil baixo de efeitos extrapiramidais. demonstrou eficácia ligeiramente menor com tolerabilidade equivalente (168). cobrindo os resultados dos nove primeiros ensaios duplo-cegos.foi verificado que determinaria um aumento do “turn-over” cerebral de dopamina (striatum. Em pelo menos um ensaio duplo-cego comparativo com haloperidol. Um preparado de liberação controlada para uso oral (400mg). mesmo em sintomas negativos (132). Em seguida. em estudo duplo-cego comparativo com haloperidol.. foi ensaiada com sucesso na psicose induzida por levodopa (130. Em ensaio duplo-cego de curta duração com esquizofrênicos agudos. para determinação das doses ótimas da remoxipirida em esquizofrênicos agudos. teriam uma afinidade muito baixa. foi considerada também para a Mania Aguda (47). com pacientes esquizofrênicos e remoxiprida em preparado oral de liberação prolongada (400mg para dose única diária). Em ensaio aberto. 1990 (138). mostrou-se melhor 221 . 143. randomizado. Em estudo multicêntrico. sendo considerados farmacologicamente inativos (182. Seus metabólitos fenólicos (FLA 797(-) e FLA 908(-)).

ao contrário do que se observa com antipsicóticos típicos como o haloperidol (127). 146. A remoxipirida. em estudo duplo-cego com voluntários sadios. Não disponível no Brasil. A elevação das taxas de prolactina mostra-se transitória. 282.ou: 5 -aminosulfonil)-2-metóxi-N-[(1-metil-2pirolidinil)metil]benzamida ou: N-((1-Metil-2-pirrolidinil)metil)-5-sulfamoil-oanisamida ou: (TER 1546). que chegou a determinar concentrações de 230mg/L (250). Há uma fatalidade descrita na literatura por superdosagem com finalidade suicida. no entanto. amp 200mg/ml. cáps lib lenta 75mg. Interações Medicamentosas Não demonstrou nenhuma interação farmacodinâmica ou farmacocinética significativa com o biperideno. 150 e 300mg. acima da ordem de seletividade demonstrada pela amissulprida. SULMEPRIDE) Benzamida. REMIDON (Itália) (Bracco). (Itália)(Zambeletti) (REINO UNIDO)(Astra) – cáps 75. Como a excreção renal é importante e ainda pode ser aumentada pela acidificação da urina. em ensaio duplo-cego controlado com placebo também com doses únicas equivalentes (228) e em ensaio duplo-cego com haloperidol. 189. Synthelabo Espasil). é um antipsicótico comercializado na Europa com o nome fantasia de SOCIAM. uma das benzamidas mais seletivas para D2. 290). 217). SULMEPRIDA (N-METHYLSULPIRIDE. (CAS RN 57479-88-6) FM: C14-H21-N3-O4-S Introduzida ainda na década de 70 como composto TER 1546 (224) não teria demonstrado as propriedades desinibidoras ou ativadoras nas pequenas doses observadas com outras benzamidas como sulpirida e prossulprida (GRI 1665) (174). No Exterior: SOCIAM (França) (Delagrange). com sessões de doses únicas de. 100mg e 4mg (301) nem tampouco com etanol. No Exterior: ROXIAM (Suécia)(Astra) – cáps 50. sol oral 25mg/ml. tiaprida. REMOXIPRIDE ASTRA (França) – cloridr. em associação com álcool. figurando ao lado da sulpirida. risco que não teria sido adequadamente estimado nos primeiros ensaios clínicos. remoxipirida e remoxipirida de liberação controlada (99). diazepam e warfarin nas faixas de doses terapêuticas (302). 271). Também há o registro da ocorrência de distonias e até Síndrome Neuroléptica Maligna (126) e doses superiores a 140mg estiveram relacionadas a ocorrência de acatisia em voluntários sadios (74). respectivamente. entretanto. Não disponível comercialmente no Brasil. 232) nem deletéria sobre a performance cognitiva (137. racloprida e cleboprida (44). Não demonstra ação sedativa (205. com a patente sendo detida pela Delagrange francesa (153) (Obs: não confundir com o nome comercial da amissulprida no Brasil: SOCIAN. declinando ao final de quatro semanas.tolerada que a tioridazina nos indivíduos mais idosos (272) do mesmo modo que já havia superado o haloperidol em tolerabilidade extrapiramidal. procedimentos nesta direção (uso de cloreto de amônio) devem ser adotados (297). SL 74205 e alizaprida. o que poderia torná-lo especialmente indicado nos pacientes mais idosos. 150mg. 75. é preciso especial atenção com alterações do ritmo cardíaco como bradicardia sinusal. Nos casos de Superdosagens. 5-(aminosulfonil)-2-metóxi-N-((1metil-2-pirrolidinil)metil). Segundo o banco de dados do Lundbeck Institute. Seria. foi relacionada à anemia aplástica numa freqüência que obriga a controle hematológico equivalente ao da clozapina (128. ROXIAM (Dinamarca) (Finlândia) 222 . 206. 206. mesmo os de maior duração (103.

Tem ação antipsicótica menos potente e menos efeitos extrapiramidais que haloperidol e clorpromazina. 1974 (161). 1971 (154). mostra a capacidade equivalente à deste último em aumentar a latência de inibição (capacidade de filtrar estímulos irrelevantes) tida como paradigma experimental animal de propriedades antipsicóticas na clínica (77). 650 a 850ng/ml (135). De fato o emprego repetido da sulpirida em animais de experimentação. apomorfina e nomifensina nos animais de experimentação (estimulação dopaminérgica estriatal) como invariavelmente se constata com os neurolépticos ou antipsicóticos típicos (54. molindona e sulpirida. 198. 68. Foi pioneiramente ensaiada no Brasil como antidepressivo e em Transtornos de Ansiedade por Madalena. Também. 122. Bastos & Ramos. 286). quando em doses menores. 1973 (33) e Kersz.. 53). aparentada a procainamida e introduzida ainda no final da década de 60 na França e outros países de Europa. não causando. entre os primeiros atípicos por ter ação clínico-terapêutica sem determinar catalepsia ou antagonizar as estereotipias induzidas pela anfetamina. SULPRIDE) o-Anisamida. Os primeiros experimentos clínicos como antipsicótico especificamente devem-se a Pinto. demonstrando uma ação antidopaminérgica seletiva em estruturas límbicas (tubérculo olfatório. 1973 (113). 119. Apesar de não induzir catalepsia. em doses equivalentes às utilizadas na clínica em seres humanos. Tem baixa afinidade por receptores alfadrenérgicos e muscarínicos. atua como bloqueador dos receptores dopaminérgicos D2. antidepressivo de segunda geração e como medicação gastrintestinal (procinética e antiúlcera) (193). do mesmo modo que a clozapina e contrariamente ao que se observa com o haloperidol (236). septum e núcleo accumbens). 1974 (100) e a Martins e cols. 245). comportavam-se como atípicos verdadeiros em todos os testes com doses únicas ou com doses repetidas. que definiam então este perfil. 5-(aminosulfonil)-N-((1-etil-2pirrolidinil)metil)-2-metóxi.ou: Benzamida. 223 . Bruscky e cols. 800 a 3200mg (88).D.(53). 218. D3 e D4 mas. ao contrário destas substâncias. NST: 70 a 1120ng/ml (277). 1989 (185).ou: 5-(Aminosulfonil)-N-((1-etil-2-pirrolidinil)metil)2-metóxiben. 93. assim. 400 a 800mg (105). com ensaio duplo-cego) (219). acima). em doses mais baixas (50-100mg). empregado como antipsicótico. (R.. Foi incluída. ao contrário da pimozida ou haloperidol (83). Parece ter um perfil misto de agonismo/ antagonismo D2 seletivo em sistema mesolímbico (05. 166. 55. de acordo com Moore & Gershon. 251. 1403) (CCRIS 4248) (BRN 0494008) (CAS RN 15676-16-1) FM: C15-H23-N3-O4-S DD: 400 a 1000mg. tioridazina. Por estas propriedades farmacodinâmicas e por não rebote na suspensão. Farmacodinâmica Classificado no banco de dados ChemIDPlus do Instituto Nacional de Saúde norte-americano (43) como um antagonista dopaminérgico D2. teria ação agonista dopaminérgica (bloqueio présináptico com aumento do “turn-over” dopaminérgico) com efeitos antidepressivos (222. 1973 (16). Henriques & Coutinho. 292). é uma benzamida de primeira geração. não induz hipersensibilidade dopaminérgica estriatal. 1972. 186) e. não tem afinidade pelos receptores sigma. tiospirona. 226.zamida ou: N-((1-Etil-2-pirrolidinil)metil)-2-metóxi-5sulfamoilbenzamida ou: N-((1-Etil-2-pirrolidinil)metil)-5-sulfamoil-oanisamida. ao lado da tioridazina e da clozapina. tem sido sugerida como alternativa a antipsicóticos típicos nos pacientes idosos ou com transtornos motores (87. Nas doses plenas (v. No final da década de 80. Antipsicótico de baixa potência. Teria também alguma ação nos sintomas negativos. N-((1-etil-2-pirrolidinil)metil)-5sulfamoil. em detrimento das estritatais (núcleos caudatum e putamen) (14.SULPIRIDA (SULPIRIDE. 38. 300 a 1000mg (18). apenas clozapina.

Suas doses devem ser reduzidas em pelo menos 35 a 70% nos pacientes com função renal patológica ou fisiologicamente comprometida. 234). além de hipersensibilidade aos efeitos da insulina correlacionada ao ganho de peso por aumento da ingesta. Bressolle sugere o seguinte esquema: clearance da creatinina -entre 30 a 60 mL/minuto . Em outro estudo duplo-cego com doses fixas (400mg de clorpromazina versus 800mg de sulpirida) com esquizofrênicos. O efeito antipsicótico costuma se observar precocemente. atingindo picos plasmáticos em 3 a 6 h (299). mas como muitos outros neurolépticos.34% da dose normal ou então o prolongamento dos intervalos das doses por um fator de 1. revelou eficácia e tolerabilidade comparáveis entre as duas substâncias. atingindo um máximo em 8 a 12 semanas. Indicações e Eficácia Finalmente. -inferior a 10 mL/minuto . hipotensão ou efeitos anticolinérgicos. Já demonstrou superioridade como antipsicótico em relação ao placebo (139). Comparação duplo-cega com a perfenazina. particularmente no sexo feminino (10). biodisponibilidade quando ingeridos simultaneamente (255). É absorvido lentamente por via oral. mas não há evidências de que regime com duas doses diárias seja mais eficaz do que doses únicas (139). mostrou-se ligeiramente superior a esta (diferença estatisticamente não significativa) em pacientes esquizofrênicos agudos. como fazem os antipsicóticos típicos e alguns atípicos como a clozapina. como a elevação das taxas do hormônio do crescimento (GH) (95) e progesterona. respectivamente. Estudo duplo-cego multicêntrico comparativo com a clorpromazina e envolvendo 71 pacientes psicóticos.70% da dose normal. Tem taxa de ligação protêica de 40%. Tem meia-vida de eliminação de 6 a 8 h (29).5. Alcança biodisponibilidade de cerca de 30%. a remoxipirida. -entre 10 a 30 mL/minuto .50% da dose normal. observadas com o derivado fenotiazínico (27). com ambas as substâncias Farmacocinética É em geral apresentado em mistura racêmica. Este efeito parece ser mais acentuado e duradouro no sexo feminino (20. 254). sem maiores dislipidemias. 2 e 3 respectivamente (31). são registrados outros efeitos neurendócrinos além da liberação de prolactina. sem o inconveniente de reações de fotossensibilidade. 278) de modo dose-independente (169). em doses até 1800mg/dia versus até 675mg. Aumenta significativamente e de modo duradouro as taxas de prolactina (96. 88). aumento da leptina. Sua absorção é significamente reduzida pelo hidróxido de alumínio e sua administração às refeições ou nas primeiras duas horas pode reduzir a absorção em 30% (256). é excretado por via renal não-modificada (quase 100%) quando administrado por via parenteral (28) e de 15 a 25% quando por via oral.assim. a eficácia das duas drogas foi equivalente com vantagens para a sulpirida em relação a um efeito ativador mais precoce nos pacientes autistas e melhor tolerabilidade autonômica e hepática (96). seus níveis séricos não constituem parâmetro valioso de referência terapêutica (59. sedação (13). 110) do mesmo modo que a hiperfagia e o ganho de peso. Também não possui afinidade pelos receptores serotoninérgicos centrais (125. Não foram identificados metabólitos e não parece sofrer metabolização. no grupo das benzamidas. o ondansetron e a quetiapina e. A cimetidina e o bicarbonato de sódio parecem também reduzir sua 224 . embora somente o isômero levógiro seja dotado de atividade farmacológica central relevante. é hidrofílico (baixa penetração no SNC). que pode ser antagonizado pela administração de estrógenos (209. em estudo com grupos paralelos.

revelou-se um antipsicótico útil na prevenção de recidivas em esquizofrênicos assintomáticos com boa tolerabilidade (100 a 600mg). Outras indicações psiquiátricas incluem os estados de agitação de idosos e deficientes mentais (281) e fobia escolar infantil. sem a desvantagem de interferir no sono paradoxal (“REM-sleep” ou “rapid-eye-movement sleep”) como fazem muitos dos medicamentos utilizados (203) o ainda carece de comprovação clínica. com superioridade para a sulpirida em termos de rapidez de ação e tolerabilidades colinérgica e adrenérgica. haloperidol decanoato e flufenazina decanoato em sintomas depressivos secundários. 1984 em ensaio aberto. confirmam a ação antidepressiva mas recomendam cautela na generalização de seus resultados (19). pelo menos no curto prazo (até 12 semanas).monstrando menos eficácia nos pacientes crônicos (136). na Depressão “endógena” (Maior) com doses diárias de 150mg. Em estudo controlado. A sulpirida. com independência dos negativos (165). Algumas das indicações psiquiátricas suplementares também ainda careceriam de estudos controlados em maior número (214). por não ser excretada em altas concentrações no leite materno. na Síndrome de Gilles de la Tourette (231) e na cefaléia tensional (62). Benkert & Holsboer. com resultados equivalentes aos da imipramina e benzodizepínicos na experiência clínica de Abe. sendo somente superada em períodos maiores (a partir de 24 semanas) (268). porém. confirmam a boa tolerabilidade extrapiramidal da sulpirida. após 10 semanas. Uma das indicações mais interessantes originou-se recentemente dos resultados obtidos por Shiloh e colaboradores no Geha Psychiatric Hospital. Também mostrou-se superior ao haloperidol. amenorréia. O ganho de peso costuma invariavelmente ocorrer nos tratamentos 225 . aumento dos riscos de oesteoporose e neoplasias mamárias prolactino-dependentens na mulher. RS. Embora se vincule sua ação antidepressiva (agonismo dopaminérgico) a faixas de doses baixas a moderadas (50 a 150. 1993. e impotência coeundi. em Tel-Aviv. com todos os quatro antipsicóticos confirmando superioridade em relação ao placebo (197). apresentavam uma redução média em torno de 50% nos escores da BPRS e SAPS (Scale for Assesment of Positive Symptoms) após a associação de 600mg/dia de sulpirida a seu esquema anterior. foi inferior ao clordiazepóxido em pelo menos um ensaio duplo-cego (279). em ensaio duplo-cego com 4 semanas de duração e comparação equivalente. uma ação mais acentuada e precoce sobre os sintomas depressivos de pacientes esquizofrênicos que a da clorpromazina (800mg versus 400mg) (06). foi superior à propericiazina. tem sido utilizada também como medicação estimulante da lactação em mulheres em período de amamentação (08. 1975 (01). quando demonstraram que cerca de 25% dos pacientes refratários à clozapina isoladamente.. também duplo-cego. 1989 (49). demonstrou. mostrou-se com eficácia comparável à trifluperazina (15 a 45mg/dia) (71) e ao haloperidol (800 a 2800mg/dia versus 6 a 18mg/dia) (194) e (800 a 3200mg/dia versus 6 a 24mg/dia) (88). Como ansiolítico. 90. não controlado. em estudo duplocego. Tolerabilidade As elevações das concentrações de prolactina são acentuadas e duradouras. ou até 300mg/dia) (237). Embora seu emprego em quadros maníacos permaneça controverso. 300). mas recordam oportunamente a insuficiente evidência de sua eficácia na sintomatologia negativa esquizofrênica (262). com todo o séquito de efeitos adversos reprodutivos e metabólicos: galactorréia. foram obtidos por Bochetta e cols. Como antidepressivo. em relação à associação de placebo. Foi também proposta como medicação antiemética e antivertiginosa com vantagens sobre a metoclopramida (238) e nas desordens digestivas funcionais em geral (15. teria demonstrado uma satisfatória ação antimaníaca em oito pacientes agudos sem a necessidade de medicações suplementares. demonstrou eficácia na Depressão Maior equivalente à da amitriptilina. frigidez. Em revisão sistemática com metanálise inscrita na Cochrane. em design duplo-cego (253). de longa duração. Soares e colaboradores da Universidade Federal de Pelotas. superando a timiperona (1 a 6mg). Recentemente. com base em estudos animais. e alcançando e eficácia equivalente ao haloperidol que. em estudo duplocego. Resultados equivalentes em pacientes bipolares deprimidos em uso de lítio. (23). porém. 176). ginecomastia e atrofia testicular no homem. foi sugerida utilidade da sulpirida no controle dos ataques catalépticos da narcolepsia. Em estudos duplo-cegos. com esquizofrênicos crônicos. no ensaio aberto de Christie e cols. por sua vez.

prolongados e há indicações de que se correlaciona estreitamente com a intensidade da hiperprolactinemia (11. 12). cxs c/ 20. cxs c/ 20. DARLETON COOLSPAN DOBREN DOGMATYL EGLONIL EGLONYL. cxs c/ 20. SULTOPRIDA (SULTOPRIDE) Interações Medicamentosas Já esteve envolvida em caso de Síndrome Neuroléptica Maligna desencadeada após a suspensão de associação sulpirida/maproptilina (116). isoladamente ou em associação com outros neurolépticos (111.199).7 a 2. 240). amissulprida e remoxiprida (188). DOGMATIL (SynthelaboEspasil) . V. É comercializada como mistura racêmica onde apenas a forma levógira demonstra atividade farmacológica antidopaminérgica relevante.cáps de 50 e comps de 200mg. Discinesia Tardia (02. Distonia Tardia (177. aliás. 226 . 233) é ainda hoje comercializado na França como neuroléptico (BARNETIL®). c/ 1mg de bromazepam) cáps de 25mg. Apesar do baixo perfil de efeitos extrapiramidais tornarem estas ocorrências excepcionais. como costuma ocorrer com outras benzamidas que apresentam isomeria (45). em doses pequenas. em pelo menos um ensaio. base. sem afinidade pelos subtipos D1-like (180) embora não demonstre a mesma seletividade límbica que a sulpirida. embora haja necessidade de maior número de estudos para seu aproveitamento na indicação.990 ng/ml (277). Em pacientes com feocromocitoma pode desencadear crises hipertensivas fatais por ação direta no tumor. disponível em www. Por isso é utilizado. N-((1-etil-2-pirrolidinil)metil)-5(etilsulfonil)-2-metóxi. cloridrato) FM: C17-H26-N2-O4-S DD: 400 a 1200mg (276). com liberação de grandes quantidades de noradrenalina. 211). luinst. Há inclusive na literatura o relato de uma fatalidade atribuída ao uso terapêutico da sulpirida num paciente com feocromocitoma não diagnosticado (220). EQUILID (Hoescht Marion Roussel) . Acatisia Tardia (150) além de distonias agudas (144). medulla oblongata e cerebelo. 152. Pode causar palpitações. etc. (CAS RNs 53583-79-2. A droga-mãe tem meia-vida plasmática de cerca de 3h com os metabolítos alcançando ½ vida de eliminação de cerca de 11h (153). já foi implicada em Síndrome Neuroléptica Maligna. frasco conta-gotas c/ 30ml c/ 20mg/ml. tiaprida e sultoprida (70.(Associação c/ bromazepam). 117. 200 a 1200mg (153) NST: 35. demonstrou potencializar os efeitos da cimetidina e do hidróxido de alumínio na cicatrização de úlceras duodenais. concentrando-se também no striatum.ou: N-((1-Etil-2-pirrolidinil)metil)-5-(etilsulfonil)-oanisamida ou: (LIN 1418).(Assoc. No Exterior (mais de 60 nomes-fantasia em mais de 100 países.org): ABILIT AIGLONYL ALIMORAL ANSIUM ARMINOL BETAMAKS CALMOFLORINE CHAMPIONYL o-Anisamida. Como estas demonstra afinidade por receptores dopaminérgicos centrais D2-like de forma seletiva. N-((1-etil-2-pirrolidinil)metil)-5(etilsulfonil). penetra mais no cérebro. hipocampo e áreas mesolímbicas além do hipotálamo. Como é um pouco mais lipofílica que a sulpirida. para teste diagnóstico em casos suspeitos. 252).cáps de 50 e comps de 200mg. cartucho c/ 20 cáps. sulpirida. Lundbeck Institute Database Sulpiride Commercial Info. como alguns outros antipsicóticos.ou: Benzamida. A sulpirida. Introduzido em 1975 como uma das quatro anisamidas neurotrópicas originais: metoclopramida. e experimentos realizados com animais confirmam estas propriedades (65. SULPAN (Synthelabo-Espasil) . 23694-17-9. No Brasil: BROMOPIRIN (Novaquímica) . reação distônica em paciente com Coréia de Huntington (244).

sol oral 244mg/ml.áreas menos protegidas pela barreira hematoencefálica e onde as benzamidas mais se concentram (179). 291