INSPETOR DE ELETRICIDADE

Dispositivo de Seccionamento e Comutação 



Dispositivo de Seccionamento E COMUTAÇÃO

A. 2006. Almirante Barroso.1998. É proibida a reprodução total ou parcial. 81 – 17º andar – Centro CEP: 20030-003 – Rio de Janeiro – RJ – Brasil  . por escrito. 62 p. – PETROBRAS. Vitória-ES. Direitos exclusivos da PETROBRAS – Petróleo Brasileiro S.A. NOGUEIRA.A. por quaisquer meios. bem como a produção de apostilas.:il.610. sem autorização prévia. da Petróleo Brasileiro S.A.2. de 19. José Arlindo Inspetor de Eletricidade: Dispositivos de Seccionamento e Comutação / Prominp – SENAI. PETROBRAS – Petróleo Brasileiro S.© PETROBRAS – Petróleo Brasileiro S. Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9. Av.

.20 1......................................................1 Armando a Mola de Fechamento..........................3 Tempos de operação .27 1..........6..........3 Ensaios Sintéticos com Métodos de Injeção...........2 Principais tipos de dispositivos de comando e proteção...........................................................32 1............................................14 1..........1.........................................................................................................1....28 1...........................................................................................................................15 1......................................18 1........28 1.......1..........2.............2.....................................21 1......2 Vantagens e Desvantagens.......................................24 1..............2.............23 1........................................... .....................2............................................................................................................1...............3 Disjuntor SF6........1........................ .....................................................................4..................................34 1........2.2......2.2...20 1.4.......................................................................................................................13 1..................4 Operação de Abertura.Comando por Molas .......2 Operação de Fechamento......2........................................1...........................................1 Funcionamento ...................................30 1.....27 1...1.....2.........1 Câmara de extinção à sopro magnético..2...............2 Manutenção no Disjuntor:..........1 Propriedades...5 Características operacionais..............................................................................1.. .3......................................1......3.......2....................2...................1 Bloqueio KIRK.............6...... ...............2.........6....................13 1.........21 1..........21 1.3.......................................2.35  ................3.....1 Teoria da formatação do arco voltaico........... .............................................................Índice Unidade I..... ...........2........2......................................33 1................2....................................26 1..........1.......2..................................................................7 Chaves seccionadoras..............................................1 Extinção do arco.........3 Rearme das Molas de Fechamento............................................................2 Disjuntor PVO......................................................20 1............25 1.................2...................................4 Disjuntor à sopro magnético................2.2..1....................2........................................2....................5 Disjuntor à sopro pneumático.............19 1.............6 Intertravamento mecânico....1 Disjuntores a vácuo:.......27 1.........2..............................................................................................34 1.............. .............1 Extinção do Arco......................1....1 Extinção do arco.....................................................................................................................1...................................2.......................4 Tipos de acionamento................................30 1.....................................1 Carga da mola................................................2 Mecanismo de operação...2...............................15 1........1.............3........................................................................ ....2.................16 1.................6 Disjuntor à Ar Comprimido...........................................

..................7..........................................................................8....................................... ..........................49 1.........2..............................3 Identificação de Contator:..........2 Aspectos técnicos..........................................7.........57 1....2..9.............................55 1.........3 Acessórios..............................42 1............................40 1.......................................7...2...........................................................................................................2 Aspectos Construtivos..9........ ............2...........................41 1..................................................9....................2....41 1...........2......... ....7....................2.........2 Níveis de Isolamento  ........................2.......................................................................7 Conclusões ....5.............7........................3 Cubículos com isolação a ar......................58 1...................8 Contator...7..........................................................................59 1.... ................................................2.......2............2................................9...................2............8....37 1................................6 Manutenção ..............................7...2........2.......58 1.........7..........................1..... ..............................................7.....................2.......................9................................2.............................................2.............5.....2..7.......5..56 1......... ...43 1...............................1 Tipos de Chaves......2............5.2.....5 Correntes Nominais de Curto-circuito.......41 1.............2...................................................52 1............................4 Cubículos isolados a gás SF6 ...60 Bibliografia..2......................................................................................................61  ............7..................5.....1 Tensão Nominal (Un)....................................9...........45 1...................................50 1...46 1....................... Manutenção e Operação........................................................2 Procedimentos de ensaio ...................2...................................9..........8...........1.......................... ...............................4 Mecanismo de operação....................................................47 1...........................................9 Cuidados Essenciais na Instalação.....................................................................................38 1.................................5.....................3 Avaliação do ensaio ...........................59 1........ ............ 1....37 1.2 Chave seccionadora tripolar de baixa tensão  ..............................9....2.............................................1 Introdução............................................................1 Chave Seccionadora Primária.....7......................................3 Freqüência Nominal ........................46 1............................................................8 Capacidade de interrupção e de estabelecimento de corrente dos seccionadores e chaves de terra.........43 1.. ..2...............................7..................2..........7 Tensão nominal de alimentação dos dispositivos de operação e/ou circuitos auxi- liares ........................2............................4 Corrente Nominal ................................................5 Especificações de Características Técnicas......51 1...........................5 Ensaios ...............................6 Esforços Mecânicos Nominais sobre os Terminais ..............................41 1.................2..9........5........9...........2............................56 1...................................2 Operação de um contator:.......1 Fenômenos físicos principais ....55 1.7............................1 Descrição de funcionamento de um tubo à vácuo:....7............5.59 1.....2.........

..... ...................................13 Figura 1................................2 – Contatos em processo de abertura.........................................................................................................................................32 Figura 1..........................................................................................52  ............................ ...........................................................8 – Disjuntor PVO............31 Figura 1..............................................23 – Figura dos componente interior do tubo(garafa) à vácuo......................................................................................7 – Arco formado entre contatos..........................9 – Vista em corte de um pólo de disjuntor para média tensão..............................................3 – Arco voltáico estabelecido entre contatos...10 – Seqüência de extinção na câmara de um disjuntor...........................................................................................36 Figura 1..................37 Figura 1............................................16 Fugura 1..................23 Figura 1.................13 Figura 1........... ............................................................14 Fugura 1................... ..........................20 – Correntes de curto-circuito..............................................45 Figura 1..............................12 – Seqüência de abertura e extinsão do arco..........50 Figura 1............17 Fugura 1......................4 – Deslocamento do arco com o ar quente.............................................17 Figura 1........................................................................................................................................................13 – Vista posterior de disjuntores com SFG........16 – Seqüência de extinsão do arco com sopro pneumático............21 Figura 1.....48 Figura 1...................19 – Componentes principais de seccionadores e chaves de terra (Pantográfica e Abertura Vertical com Lâmina de Terra)...................................................51 Figura 1.............................................................................26 Figura 1........40 Figura 1..........................................................................32 Figura 1.....21 – Seccionadores com dispositivos especiais para a abertura de correntes indutivas.............................1 – Contatos conectados.........................15 – Vistas externas de três disjuntores que usam câmaras a sopro magnético............................................22 Figura 1...........................................24 – Placa de identificação.......... ..........................................................................17 – Vistas externas de seccionadoras....11 – Disjuntor SFG.............29 Figura 1..................14 – Corte de uma câmara extintora de arco com sopro magnético..........29 Figura 1...........................................................................14 Figura 1............5 – Vista posterior de um dijuntor tripolar....................Lista de Figuras Figura 1..................... capacitivas ou induzidas........22 – Vista externa de contadores............................................18 – Chave seccionadora tripolar de alta tensão................6 – Corte de um tubo à vácuo.............

... ...........4 – Tensões de alimentação dos dispositivos de abertura e fechamento.........................................................................................16 Tabela 1.......Lista de tabelas Tabela 1......49  .........................................................................................42 Tabela 1................................................5 – Capacidade de interrupções......2 – Tempos médios para disjuntores à vácuo............47 Tabela 1....................................................3 – Classe de isolamento................................................................1 – Dados de dijuntores.19 Tabela 1.............................

exigem profissionais cada vez mais qualificados.  . Neste sentido. As empresas. Face à demanda prevista na implantação de projetos no setor de petróleo e gás. e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI – firmaram convênio para a promoção de ações de estruturação. Construção e Montagem. a Associação Brasileira de Engenharia Industrial – ABEMI. a Petróleo Brasileiro S.Apresentação O mercado de trabalho vem sofrendo significativas mudanças nas últimas décadas. o Programa de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo – PROMINP – concebido pelo Ministério das Minas e Energia para fortalecer a participação da indústria nacional de bens e serviços. através do fomento à qualificação de profissionais. implantação e execução do Plano Nacional de Qualificação Profissional do PROMINP.A. é iniciativa e compromisso para garantia da geração de emprego e renda. com vistas ao equacionamento da carência de mão-de-obra qualificada para atividades de Engenharia. motivadas pelo avanço tecnológico de equipamentos e sistemas mais complexos e eficazes de produção. – Petrobras.

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É importante o domínio desses conteúdos pois. manutenção e operação de arcos elétricos. Esta apostila tem como objetivo a apresentação de um estudo sobre Dispositivos de Seccionamento e Comutação. contendo também uma série de exercícios para fixação dos aspectos abordados. média ou alta tensão. o circuito elétrico. São 15 apostilas que abordam aspectos teóricos e práticos da ocupação. os principais tipos de dispositivos de comando e proteção. através de aparelhos e dispositivos em várias outras formas de energia. o SENAI elaborou um conjunto de materiais didáticos. 11 . com a finalidade de transferir energia de um ponto para o outro.Introdução Em atendimento à necessidade de preparação dos profissionais para o processo de Qualificação e Certificação de Inspetores de Eletricidade. cuidados essenciais na instalação. para o aproveitamento humano. O processo de ligação e desligamento do circuito se faz através de dispositivos de comando (contatores) e ou proteção (disjuntores. desenvolvido com base em critérios estabelecidos pelo PNQC/ABRAMAM e planejado de modo a facilitar a compreensão do conteúdo. seccionadores. é um conjunto de elementos que atuam. interligados entre si.seja ele de baixa. de forma que essa seja transformada. como sabemos. trazendo assuntos tais como teoria de formação do arco voltaico. etc) que dão o completo controle sobre o mesmo.

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que compõe os contatos. tendo em vista às suas diferenças de comprimento e altura. 13 . e por conseqüência. a corrente elétrica passa através das micro ligações entre os contatos.a se transferirem para as moléculas de gases e materiais particulados presentes no ambiente . Primeiramente. aparecem fenômenos elétricos que podem causar danos irreparáveis ao dispositivo atuador. alguns desses contatos micrométricos se abrirão primeiro que os outros . b Figura 1.Unidade I 1.2 – Contatos em processo de abertura Com o aumento de temperatura . porém. tornando-as ionizadas. Um dos principais fenômenos é a formação de arco voltaico entre os contatos. como os materiais dos contatos. no entorno do contato uma maior facilidade dos elétrons dos átomos do material. ficando a corrente passando nos demais micro-contatos restantes. devido ao efeito Joule.1 – Contatos conectados No processo da abertura dos contatos. são irregulares.1 Teoria da formatação do arco voltaico No processo de desligamento de um circuito em funcionamento . conforme figura abaixo. E forma-se. a Contato 1 A Contato 2 B Figura 1. o efeito termoiônico aparece. há um aumento da temperatura entre eles. Durante esse processo a resistência ôhmica entre os contatos aumenta. os contatos de um dispositivo estão conectados. micrométricamente.

4 – Deslocamento do arco com o ar quente Devido à sua menor densidade. A continuidade do arco voltaico entre os contatos mantém a temperatura nesse entorno extremamente alta . o meio condutor ionizado pelas moléculas continua conduzindo. O gás desionizado é isolante e o arco é extinto na passagem da corrente pelo zero. resfriando-o e contribuindo para a desionização do mesmo. as moléculas começam a ser um bom meio condutor e passam a conduzir a corrente elétrica.1. o sopro reduz a temperatura do gás ionizado. c Figura 1. Além do gás ter características isolantes. o qual já está estabilizado. curvando-o para cima. através de um sopro. no caso de corrente alternada. formando o arco voltaico.3 – Arco voltáico estabelecido entre contatos Mesmo com o afastamento dos contatos no prosseguimento da abertura. quantidades de gás desionizado ou outro material que tenha característica isolante. Essa corrente. aumenta ainda mais a temperatura do ambiente em torno do arco voltaico. como certos óleos. 1. d Figura 1. A forma mais eficaz de desionizar a zona do arco é injetando. o que pode provocar a fusão dos materiais componentes dos contatos. o ar quente tende a subir e evar consigo as moléculas de ar e as gotículas d’água ionizadas no arco .1 Extinção do arco A extinção do arco se faz por meio da desionização do gás condutor por onde a corrente atravessa e o resfriamento dos elementos dos contatos. 14 .Com essa ionização. passando nesse meio.

para manobra de grandes motores e capacitores. onde seus contatos de potência estão expostos ao ar ambiente. diminuindo a temperatura da zona do arco. Quando pequenas correntes indutivas são interrompidas. • A pressão do local onde ocorre o arco.* ( ) Forma dos contatos dos dispositivos. mais difícil torna-se sua ionização.2 Principais tipos de dispositivos de comando e proteção 1. maior a rigidez dielétrica do gás. 15 . pois quanto maior a pressão. Os disjuntores são particularmente apropriados para uso em sistemas com linhas aéreas sujeitas a freqüentes descargas atmosféricas. surgem apenas sobretensões reduzidas. 1. Exercício: 1) Em dispositivos de comando e proteção. a geometria de contato especial e o material de contato desenvolvido especialmente para este tipo de disjuntor permite o emprego universal do mesmo. em ambientes abrigados . De acordo com o projeto. ( ) Uso da corrente alternada.Outras características do disjuntor que podem contribuir para a extinção do arco são: • Sua capacidade de transferir o calor do arco para zonas externas.2. a formação do arco se faz devido a: ( ) Baixa resistência dos gases do meio ambiente ( ) Alta resistência dos gases do meio ambiente ( ) Ionização dos gases e materiais particulados presente no meio ambiente. ou seja. Os disjuntores funcionam com base no princípio de extinção de arco elétrico no vácuo.1 Disjuntores a vácuo: Os disjuntores tripolares a vácuo são apropriados para uso em instalações de manobra em média tensão.

2500.2.5 kV: 25 kA até 24 kV: 16 e 25 kA até 36 kV: 16 e 31. com suporte com rodas e extraível O disjuntor a vácuo é composto por três câmaras de interrupção a vácuo.5 – Vista posterior de um dijuntor tripolar 1. O arco é então extinto e o vapor metálico condutivo condensa sobre superfícies metálicas em poucos microssegundos. Fugura 1.1.1 – Dados de dijuntores Tensões nominais: Correntes nominais: Freqüência: Normas técnicas: Correntes de interrupção simétricas nominais: Acionamento: Instalação: 15. uma descarga em forma de vapor metálico é estabelecida pela corrente a ser interrompida. 31. 5 e 40 kA até 17. 24 e 36 kV 1250.1 Extinção do arco Quando os contatos se separam. 3150 A 50 e 60 Hz ABNT. a qual flui através deste plasma até a próxima passagem por zero. 25. ANSI e VDE até 15 kV: 15. restabelecendo rapidamente a rigidez dielétrica entre os contatos. 2000.5 kA manual ou motorizado fixa. suportes das câmaras de interrupção e pelo mecanismo de operação. 16 .Tabela 1. IEC. 1600.

6 – Corte de um tubo à vácuo Os contatos são desenvolvidos de forma que o campo magnético gerado pelo arco elétrico provoque deslocamento do mesmo. Fugura 1.7 – Arco formado entre contatos 17 . evitando sobreaquecimento excessivo em determinado ponto do contato ao serem interrompidas as correntes elevadas.Isolador Contato xo Contato móvel Câmara de interrupção Fole metálico Guia Fugura 1.

000 a 30. mesmo quando a separação de contatos ocorre imediatamente antes da passagem da corrente pelo zero. Isso explica a elevada expectativa de vida elétrica dos contatos. os modelos de acionamento manual já são projetados para poderem ser convertidos facilmente em acionamento motorizado. a saber: • é do tipo por molas pré-carregadas. distâncias de 6 a 20 mm entre contatos são suficientes para se obter elevada rigidez dielétrica. juntamente com os seguintes componentes de comando e 18 . • molas de fechamento e abertura armazenam a energia necessária para executar mecanicamente a seqüência de operação . isto é. para executarem o religamento automático entre 0 e 0. e devido à pequena duração do arco. A construção básica e o princípio de funcionamento do mecanismo de operação é o mesmo para todos os tipos de disjuntores a vácuo. O plasma de vapor metálico é altamente condutivo.3s. Correntes abaixo desse valor são cortadas antes da passagem pelo zero. • disponível em duas execuções (manual ou motorizado). Em conseqüência do alto vácuo (até 10-9 bar) nas câmaras de interrupção. a operação de carga da mola não é automaticamente seguida da alteração da posição dos contatos principais. a energia dispersada no local de extinção é muito reduzida.2. Material especial é utilizado nos contatos para limitar a corrente de corte em 2 a 4 A. 1. A corrente de corte deve ser limitada aos valores mínimos possíveis. Normalmente. conforme necessário. eixos. O arco que se forma nos disjuntores a vácuo não é resfriado.2 Mecanismo de operação Tendo em vista que a energia para a operação dos disjuntores a vácuo é significativamente menor que a requerida pelos demais tipos de disjuntores de média tensão.Para que a descarga se mantenha em forma de vapor metálico é necessária uma determinada corrente mínima. indicador “LIGADO/DESLIGADO” e indicador de mola “CARREGADA”) fazem parte do modelo básico. Disto resulta uma tensão de arco excepcionalmente baixa com valores entre 20 e 200 V.000 manobras sem necessidade de manutenção. permitindo livre escolha do instante da operação de fechamento. Por este motivo. as válvulas de interrupção a vácuo são capazes de realizar de 10. Os componentes mecânicos necessários para executar um comando de manobra (redutor.1. molas de fechamento e abertura. para evitar sobretensões inadmissíveis ao se desligar circuitos indutivos. O restabelecimento imediato da rigidez dielétrica entre contatos dá condição a extinção segura do arco.

chave fim-decurso para identificação de condição de carga da mola. Um importante item que dependerá dos valores desses tempos é a vida útil dos componentes desse disjuntor . • Tempo de arco . EK Tempo de fechamento/abertura Duração mínima de comando • Desliga • Liga.Intervalo de tempo desde o início do comando até a separação galvânica dos contatos em todos os pólos.controle: uma chave de contatos auxiliares. 1. • Tempo de interrupção .Intervalo de tempo desde o início do tempo de abertura até o fim do tempo de arco. • Tempo de abertura . contador de manobra.Intervalo de tempo desde o instante da separação dos contatos no primeiro pólo até o fim da circulação de corrente em todos os pólos. EU.1.2. comando LIGA elétrico e uma chave de contatos auxiliares prolongada. dois disparadores secundários.A seguir. definimos alguns desses tempos verificados para o disjuntor. uma bobina de estabelecimento. Dependendo da aplicação desejada. tal como disjuntor.2 – Tempos médios para disjuntores à vácuo Tipo do disjuntor Tempo de fechamento Tempo de carregamento da mola com acionamento EU. chave de supressão.3 Tempos de operação Uns dos itens mais importantes em um dispositivo de manobra . o mecanismo de acionamento pode ser completado por acionamento motorizado. • Tempo de fechamento . trava elétrica de ligação. EK Tempo de abertura Tempo de arco Tempo de interrupção Tempo de religamento automático com acionamento HK. um disparador secundário e uma tomada múltipla ou bloco de conetores unipolares.EK ms s ms ms ms ms ms ms ms à vacuo ≤75 ≤15 65/50 <15 80/65 # +1 ±5 ±10% ±10% 300 80/60 60/20 60 19 .HK. são os seus tempos de operação.Intervalo ����������������������������������������������������������������� de tempo desde o início do comando até ocorrer contato galvânico em todos os pólos. Tabela 1.

Há diferentes execuções de mecanismo de operação capazes de executar a seqüência de operação requerida para cada tipo de manobra. Não há seqüência de operação pré-determinada. Normalmente.5 Características operacionais Os disjuntores podem ser utilizados para todos os tipos de manobras requeridos em redes elétricas. 1.2.1.4 Tipos de acionamento O acionamento de um disjuntor (o liga e desliga) necessita de mecanismos que permitam que os contatos elétricos tenham uma operação extremamente firme. U = Acionamento para sincronização e comutação rápida (Tempo de estabelecimento ≤90 ms). para indicar a seqüência nominal de operação do disjuntor: Exemplo: H = Acionamento normal. sendo apropriado para casos onde não é feita nenhuma exigência em relação ao tempo de estabelecimento. K = Acionamento para religamento automático.1 Carga da mola O mecanismo de acionamento dos disjuntores é de molas pré-carregadas manualmente ou através de um motor elétrico (motorizado).1. 20 . letras e símbolos para indicar como é feita a carga da mola: Exemplo: H = Manualmente E = Motorizado 1. utilizam-se letras ou símbolos com a indicação do tipo de carga do mecanismo.2. normalmente.4.2.1. e . de forma que a resistência ôhmica entre eles seja muito baixa. O comando para ligar só é possível ser dado manualmente direto no disjuntor. Usam-se . a velocidade de fechamento ou abertura minimize os danos causados pelos arcos elétricos que acontecem durante esses eventos.1.

2.8 – Disjuntor PVO 21 .6. carrinho extraível.2 Disjuntor PVO Desenvolvido sobre o projeto do GVO( Grande Volume de Óleo). ao ser acionado. Para completar o sistema de intertravamento. 1.1 Bloqueio KIRK O disjuntor poderá ser equipado com um sistema de travamento mecânico provido de chave.2. este tipo de disjuntor representa uma evolução no sentido em que se procurou projetar uma câmara de extinção com fluxo forçado de óleo sobre o arco elétrico. Dessa maneira. 1.1. etc) com o disjuntor fechado.1. aumentou-se a eficiência do processo de interrupção da corrente e diminuiu-se consideravelmente o volume de óleo no disjuntor. que só é possível ser retirada com o disjuntor desligado. Sob encomenda poderão ser fornecidos cadeados de travamento com o mesmo segredo para montar em outros equipamentos com os quais o disjuntor deve ser intertravado.1.6 Intertravamento mecânico O disjuntor pode ser equipado com um dispositivo que.2. Não se consegue ligar o disjuntor sem esta chave. impede mecanicamente que o disjuntor seja fechado. Figura 1. são previstos pontos de interconexão mecânica para impedir acionamento de outros dispositivos de manobra (seccionadora. Esse dispositivo só pode ser acionado com o disjuntor desligado.

O desenho esquemático mostra um corte da câmara interruptora.

13.3 .5

11 9

13.9 .11 17 19 23 27 31 33 35 37 39 41 43 45 49 51 53 57 61 63 67 69 73 .5 77 81 83

9.5 5.

31.5 31.13

105

97 91 95 97

5. Isolador superior 9. Carcaça superior 9.5 Vedação 11. Válvula de expansão 13.3 Visor de óleo .5 Vareta indicadora .9 Tubo de boia .11 Bola 17. Flange superior 19. Terminal superior 23. Anel roscado 27. Cabeçote SS 31. Contato xo .5 Suporte estrela .13 Dedos de contato 33. Tubo distanciador 35. Compartimento superior da câmara 37. Tampa da câmara 39. Canal anelar 41. Base da câmara 43. Tubo da câmara 45. Compartimento inferior da câmara 49. Contato móvel 51. Placa de inversão 53. Pino isolante 57. Placa de centragem 61. Rolete de contato 63. Colunas de guia 67. Flange inferior com terminal 69. Cruzeta 73. Carcaça inferior .5 Vedação 77. Haste 81. Alavanca interna 83. Eixo estriado 91. Terminal inferior (apenas no tipo A) 95. Amortecedor 97. Bujão de drenagem 105. Isolador inferior

Figura 1.9 – Vista em corte de um pólo de disjuntor para média tensão

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1.2.1.1 Extinção do Arco
A figura a seguir mostra o funcionamento do dispositivo de fluxo de óleo.
a) Disjuntor na posição “ligado”. 3 1 2 4 5 6 7 b) Interrupção de correntes de baixa intensidade. c) Interupção de correntes elevadas.

1 - Contato xo 2 - Haste do contato móvel 3 - Ponta de material isolante 4 - Canal anelar

5 - Tampa da câmara 6 - Coroa 7 - Compartimento inferior da câmara

Figura 1.10 – Seqüência de extinção na câmara de um disjuntor

Nessa seqüência, vemos primeiramente o dispositivo na posição ligado. A imagem seguinte mostra como o fluxo de óleo é obtido pelo movimento descendente do contato móvel durante a operação de abertura do disjuntor. O óleo contido na parte inferior do recipiente é forçado para cima pela abertura da haste do contato móvel.O arco já se encontra estabelecido entre o contato superior e o contato móvel que está descendo. A imagem subseqüente mostra o processo de interrupção do arco voltáico. Quando a base do arco, localizada abaixo da ponta do material isolante do contato móvel, ultrapassa o furo da base da câmara,e estando em alta temperatura , forma-se uma bolha de gás no compartimento inferior da câmara de extinção que só pode expandir-se para baixo. Tal bolha comprime o óleo através do canal formado pelo espaçamento entre a tampa e a base da câmara, formando um fluxo de óleo adicional que força a extinção do arco.  Os gases que se formam no compartimento superior envolvem o contato fixo no cabeçote do pólo. O volume de ar no interior do recipiente superior destina-se a equalizar o aumento da pressão do óleo nesta operação de extinção. O vapor de óleo volta a se condensar, depositando-se sobre o óleo e os gases escapam lentamente pelas válvulas de expansão, processo que leva alguns minutos.

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O fluxo de óleo que atravessa o canal anelar atua na fase decisiva do deslocamento do contato móvel. Este fluxo é orientado de tal forma que atinja o arco elétrico por todos os lados como um jato radial, sem provocar alongamentos. Este tipo de câmara é classificada como câmara axial, já que o arco recebe fluxo transversal de óleo ao longo de toda a circunferência da câmara, extinguindo-o sem abandonar a posição axial da câmara. Usualmente, os disjuntores PVO cobrem a media tensão em praticamente toda a gama de capacidades disruptivas ate 63kA. Em níveis de 138kV, a sua capacidade de ruptura por câmara está limitada normalmente em 20kA. Desta forma, para correntes de curto-circuito superiores a este padrão (até 50kA são comuns), devem ser empregadas várias câmaras em série, com o uso obrigatório de capacitores de equalização e acionamentos mais potentes e, conseqüentemente, o uso de equipamentos mais complexos. Seu uso também se limita a tensões máximas de 60 a 65 kV por câmara, quando em bancos de capacitores e linhas em vazio. Da mesma maneira, se faz necessário, dependendo das características do disjuntor e do circuito a ser chaveado, ter várias câmaras em série.

1.2.2.2 Manutenção no Disjuntor:
A manutenção dos disjuntores de pequeno volume de óleo requer fundamentalmente cuidados com os seguintes componentes: óleo isolante, contatos, buchas, atuador mecânico e circuitos auxiliares. Os cuidados com o óleo são idênticos, em grande parte, aos que são realizados na manutenção de transformadores. Devem ser adotadas, por exemplo, as práticas: • Extração do óleo para ensaios de umidade e de rigidez dielétrica; • Técnica de ensaio de rigidez dielétrica; • Enchimento com óleo. Há porém diferenças no que concerne às características admissíveis para o óleo de enchimento de disjuntores, como se indicará. Também a degradação do óleo num disjuntor, após um certo número de atuações, é muito rápida, devido às decomposições e carbonizações produzidas pelo arco elétrico. Os ensaios de verificação e os tratamentos de óleo serão muito mais freqüentes. A parte mecânica requer cuidados especiais, pois dela depende o bom desempenho do disjuntor. Deve ser verificada, no teste de recepção e após manutenções, ou mesmo preventivamente, a simultaneidade dos pólos. Também deve-se proceder, quando necessário, testes de medição dos tempos de abertura e fechamento.

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muito menor. por sua vez.2. Pela sua complexidade.2. normalizados pela NBR 7118. Designa-se como ensaio sintético um ensaio de curto-circuito. • Verificação dos contatos auxiliares. só podem ser.Outras verificações muito importantes para a manutenção são: • Verificação da resistência ôhmica dos contatos principais. A potência necessária para o ensaio é. o circuito de corrente à fre-qüência industrial fornece a corrente através do disjuntor durante o período de zero de corrente. Então. Estes ensaios são executados não só na recepção como também após trabalhos de revisão mecânica e elétrica ou de manutenção corretiva. • Verificação dos resistores de fechamento (se existirem). no qual a corrente total de curto ou uma grande porcentagem desta corrente é fornecida por uma fonte (circuito de corrente à freqüência industrial). 25 . Estes ensaios são normalmente designados como: ensaios sintéticos com métodos de injeção. assim. normalmente. A fonte de tensão fornece a corrente através do disjuntor sob ensaio durante o período de zero de corrente. Nos disjuntores de corrente alternada de alta e extra tensão. ao passo que a tensão de restabelecimento transitória provém na sua totalidade ou parcialmente de outras fontes separadas (circuitos de tensão). A tensão nos bornes da fonte de corrente à freqüência industrial é normalmente uma fração da tensão da fonte de tensão. Há duas variantes do ensaio sintético: Método de Injeção de Corrente: A fonte de tensão é ligada ao circuito de ensaio “antes” do zero de corrente (antes do apagamento do arco). feitos no fabricante. Os circuitos de ensaio direto estão. é necessário proceder a ensaios mais elaborados que a manutenção deve dominar. Método de injeção de tensão: A fonte de tensão é ligada ao circuito em ensaio “após” o zero de corrente. 1.3 Ensaios Sintéticos com Métodos de Injeção Estes ensaios estão descritos em grande detalhe teórico na NBR 7102/1981.

26 . base dos pólos. Tubos de contatos contendo SF6 Painel de controle Figura 1. Cada pólo tem uma coluna de suporte para isolamento à terra e um isolador onde está localizada a câmara de corte . além de mais compactos e seguros. O aprimoramento dos disjuntores é um bom exemplo disso. alavancas de manobra. Durante o movimento de abertura.3 Disjuntor SF6 Um disjuntor SF6 consiste nos seguintes componentes principais: pólos. alavancas dos pólos e pelas bielas de ligação na base de pólos.11 – Disjuntor SFG As propriedades do gás SF6 (hexafluoreto de enxofre) como isolante inerte. não-tóxico e refrigerante não-inflamável permitiram o desenvolvimento de equipamentos elétricos de alta capacidade e desempenho.2. Os pólos e as tubos de SF6 formam um compartimento de gás comum.1. Quando a corrente é interrompida. forma-se um arco elétrico que deve ser extinto através de um sopro de gás. comando e estruturas metálicas. Os contatos móveis da câmara de corte de arco estão ligados ao comando pelas bielas isolantes. a transição do estado condutivo para o estado isolado deve dar-se num intervalo de poucos milésimos de segundo.

A came de fecho gira a alavanca interna de manobra.2 Operação de Fechamento A trava de fechamento é liberada através de um comando elétrico da bobina de fechamento ou através da alavanca de manobra manual de fechamento. O disjuntor fecha através do eixo principal da alavanca de manobra e do acoplamento mecânico. Para armazenar a energia necessária para a operação. e após rodar 60º. desengrenar sem forçar a bobina de fechamento. Isso faz com que a engrenagem do redutor . O eixo de fechamento é acelerado por ação da mola de fechamento ligada à roda dentada de rearme.1 Funcionamento . o rasgo da roda dentada de rearme atinge o pinhão. 1. O funcionamento elétrico das bobinas de fechamento e abertura faz com que a bobina de atraque.3. a mola de compressão helicoidal é carregada por um motor elétrico através da engrenagem do redutor.2. No final da  operação do armar das molas. liberte a energia das molas para fins operativos. Essa operação termina depois que o fixador da corrente e a respectiva corrente terem passado pelo ponto morto e apoiado o limitador da roda dentada de rearme na bobina de fechamento.Comando por Molas O mecanismo consiste de uma estrutura de aço auto-sustentável.3.” 1. No final do movimento de fechamento. O interruptor do motor reposicionado encerra o circuito de fechamento. do cárter do pólo e da corrente.1.2. movimentando-se contra esta na direção de fechamento.Nos disjuntores de SF6 da terceira geração.o motor . o motor começa imediatamente a trabalhar e carrega a mola de fechamento através da engrenagem do redutor.que tinha sido desligada pela came de controle e pelo interruptor do motor.1 Armando a Mola de Fechamento Após a tensão ter sido aplicada. 1. A energia da mola é transmitida aos pólos por uma alavanca na parte de trás do comando pela biela de manobra e de ligação.2. O comando apenas fornece a energia para a movimentação dos contatos e de um pistão auxiliar.1. o eixo principal é baixado com seguran- 27 .3. e o indicador de mola tensa / mola frouxa indica “mola de fechamento tensionada. a pressão necessária para extinção é gerada numa câmara de pressão pela própria energia do arco elétrico.

mas qualquer outra operação de fechamento ou impulso aplicado à bobina de fechamento é impedido. sinalização e manobra no final da operação de fechamento: • Os contatos auxiliares acoplados ao eixo principal fecham o circuito de abertura das molas e interrompem o circuito de fechamento. Para o fim da operação de abertura. as molas de abertura estão rearmadas.2.1. 1. Funções de controle. O disjuntor pode ser aberto eletricamente. Funções de controle. o circuito do motor é completado e a mola de fechamento automaticamente rearma. Essa operação faz-se através de um braço da alavanca interna de manobra e graças à came de fechamento especialmente criada para tal. que podem ser abertos. A ação do carregamento das molas de abertura é fornecida através do eixo principal interligado ao disjuntor sendo acelerado na direção de abertura. O excesso de energia residual é armazenada novamente na mola de fechamento. 1. • O circuito da bobina de fecho é interrompido pelo contacto com o interruptor do motor.3 Rearme das Molas de Fechamento Quando o interruptor do motor é movido pela came de controle respectivo no final da operação de fechamento.3. a came de fechamento deixa a alavanca interna de manobra e o disjuntor na posição de fecho. evitando que mecanicamente se dê outra operação de fechamento.3. • O interruptor do motor acionado pela came de controle do motor fecha o circuito do motor.1. • Uma alavanca (não incluída no esquema) controlada pelo eixo principal bloqueia a bobina de fechamento. sinalização e manobra final da operação de abertura: • Os contatos auxiliares acoplados ao eixo principal interrompem o circuito de abertura das molas 28 . amortecendo os eixos das partes móveis do disjuntor e mecanismo até que haja uma paragem completa.ça e pouco impacto até a bobina de abertura. o amortecedor fica ativo. • Ao mesmo tempo. Isto evita que se realize uma outra operação elétrica de fechamento. Ao mesmo tempo.2. Durante a operação de fechamento. • O indicador de posição do disjuntor é girado pelo eixo principal até à posição de fecho. o indicador de mola tensa / mola frouxa  é regulado para “mola de fecho frouxa”.4 Operação de Abertura A trava de abertura é liberada através de um comando elétrico dado pela bobina de abertura ou através da alavanca de manobra manual de abertura.

O disjuntor pode ser fechado mecanicamente. Uma operação de fecho elétrica é novamente possível. Visão de uma unidade extintora e seu funcionamento: Absorvente de contaminantes Terminal superior Suporte de contato Gás SF6 Contato xo principal Contato xo do arco Contato xo do arco Contato xo principal Bocal Contato móvel principal Porcelana isolante Contato móvel de arco Pistão Cilindro Contato Tubo guia Terminal inferior Arco Bocal Contato móvel de arco Contato móvel principal Cilindro Pistão Contato (a) (b) (c) Figura 1.13 – Vista posterior de disjuntores com SFG 29 . Isto previne outra operação de abertura elétrica. • O indicador de posição acionado pelo eixo principal estabeleceu a posição aberta. • Uma alavanca (não incluída no esquema) controlada pelo eixo principal bloqueia novamente a bobina de fechamento para uma operação de fecho subseqüente.e estabelece o circuito de fechamento.12 – Seqüência de abertura e extinsão do arco (a) (b) Figura 1.

resfriando-o e expondo-o. aumentando o seu comprimento dentro dos vários compartimentos da câmara. que aproveita o arco elétrico e se energiza.4. formando o campo magnético. São desenhados especificamente para o dispositivo de proteção a fazer uso desse tipo de estratégia de extinção de arco. A força magnética que força o arco a penetrar nas diversas cavidades da câmara é produzida por uma bobina . ao ar desionizado. 1. onde um fluxo de elétrons é deslocado no espaço por um campo magnético.4 Disjuntor à sopro magnético Nesse tipo de disjuntor. contendo um circuito magnético. especialmente projetada . a extinção do arco voltaico se faz aproveitando um fenômeno físico.2.2. inserida na própria câmara de extinção.1. a sua extinção. Quando os contatos do disjuntor começam o processo de abertura e o arco elétrico se forma.1 Câmara de extinção à sopro magnético A câmara de extinção de arco à sopro magnético (figura abaixo) é um dispositivo individual colocado sobre os contatos fixo e móvel do disjuntor ou contator. Vem daí o nome de disjuntor à sopro magnético. 30 . atrai este arco elétrico . provocando. uma câmara de extinção .

4 . 7 .Núcleo magnético. 8 . 5 . 2 .Pequena câmara de extinção para inserção de bobina de campo magnético. 9 .Alongador intermediário ligado à bobina de campo magnético.Bobina de campo magnético.Paredes laterais em poliéster com bra de vidro. Figura 1. 3 .Alongador anterior do arco.Placa cerâmica com zircônio para guia do arco no início de sua formação.14 – Corte de uma câmara extintora de arco com sopro magnético 31 .Paredes da câmara principal de extinção.Alongador posterior do arco.9 7 6 5 4 1 2 8 1 3 6 . 2 1 .

5 Disjuntor à sopro pneumático Extinção do arco a b c d e Figura 1.Disjuntor tipo DR Disjuntor tipo Mage-Blast (a) (b) (c) Figura 1.2.15 – Vistas externas de três disjuntores que usam câmaras a sopro magnético 1.16 – Seqüência de extinsão do arco com sopro pneumático 32 .

o qual é direcionado para cada contato. Podem-se comparar os modelos antigos. Aproveitando essa característica física da natureza. agilizando . que operava em tensões até 110kV por interrupção e empregava válvulas feitas com material isolante desenvolvidas por Ruppel que ainda são usadas atualmente. Avanços na engenharia de ar comprimido desde aquele período resultaram em muitas mudanças no design dos disjuntores. suprindo o entorno da região de abertura dos contatos com ar desionizado . que ao esquentar. no processo de abertura dos contatos e o estabelecimento do arco voltaico. levando as moléculas de ar ionizadas. A primeira produção de um 33 . os dispositivos que utilizam a técnica de sopro pneumático têm bombas pneumáticas mecânicas. Essa divergência ocorreu entre o modelo da alemã AEG Freistrahl. gerando um volume de ar com grande velocidade . Para forçar a velocidade da extinção do arco e seu resfriamento. onde um número de interruptores era montado em série em uma coluna vertical. que no momento da abertura dos contatos elétricos são pressionadas. onde eles eram montados horizontalmente. que foi usada pela maioria dos outros fabricantes que trabalhavam em até 35kV por interrupção.Nesse tipo de disjuntor. fica menos denso e se eleva. tipo fole. Elas penetram nas diversas canaletas da câmara . e o modelo que usava a técnica de válvulas metálicas. a extinção do arco. Com o aumento do seu comprimento encontram o ar com menos moléculas ionizadas até o momento em que o meio dielétrico tem uma resistência ôhmica que não dá sustentação ao arco e há a extinção. No campo de alta tensão. com os mais recentes. com o objetivo principal de assegurar uma simetria aerodinâmica e performance idêntica para cada interruptor.6 Disjuntor à Ar Comprimido O disjuntor de ar comprimido foi uma das invenções de Whitney e Wedmore em 1926.2. assim. Ele foi desenvolvido experimentalmente pela Associação Britânica de Pesquisas Elétricas (British Electrical Reasearch Association) e foi primeiramente produzido na Alemanha e na Suíça. 1. sendo resfriadas. onde interruptores eram arranjados verticalmente. a extinção do arco se faz através do uso da convecção do ar ambiente. onde a chave isoladora de ar externa automática usada na maioria dos modelos de alta tensão foi trocada por sistemas mais sofisticados que usam isolante interno pressurizado. houve inicialmente uma grande divergência prática entre os disjuntores de ar comprimido entre 1935 e 1945. se projeta uma câmara de extinção que. o próprio arco e a temperatura dos contatos fazem com que o ar do ambiente no entorno dos contatos aumente de temperatura e se eleve. Outra grande mudança ocorreu no método de obtenção da força de isolação na posição aberta.

Desenvolvimentos mais recentes foram diretamente direcionados na manutenção do compartimento de ar comprimido sob alta pressão. mas sim pela interrupção ou pelo nível de impulso necessário. O critério para o número de disjuntores a serem usados não é mais baseado inteiramente nas características disruptivas. compatível com uma grande variedade de materiais utilizados na construção de disjuntores. ao contrário de materiais líquidos. incluindo tanto as válvulas quanto o tubo de gás. • A elasticidade. Ela é influenciada pela configuração aerodinâmica.6. permite que as estruturas de suporte sejam 34 . mas também a necessidade de uma junção mecânica entre o mecanismo de controle e o sistema de contato. Os contatos são fechados liberando-se o ar comprimido para a atmosfera.2 Vantagens e Desvantagens As vantagens do uso do ar comprimido são: • A disponibilidade do material (ar) em sua forma natural descarta a possibilidade de problemas ambientais e deixa o custo mais baixo. Algumas propriedades do disjuntor de ar comprimido estão diretamente relacionadas com sua forma e isso faz com que os modelos tenham que ser desenvolvidos cuidadosamente. para que sejam otimizadas a interrupção e a performance do impulso disruptivo. uma vez que a configuração para estes não pode ser idêntica. Esses sistemas mais recentes têm a vantagem de não precisar haver tubos de ar comprimido entre o metal e a terra. o ar. tanto quando o disjuntor está aberto quanto fechado. Isso foi necessário para a obtenção de maior capacidade e menor tempo de interrupção. Além do mais. pode ser considerado um gás quimicamente inerte. pois com outros materiais poderia haver custos de renovação ou reprocessamento do material. A interrupção por ar comprimido depende da refrigeração. 1. que opera em uma parte do tempo sob pressão atmosférica. exceto pela presença de oxigênio. Esse conceito não só eliminou o isolador em série. 1.6. 1950) com um arranjo onde o sistema de contato é mantido aberto sob pressão.sistema de isolamento interno foi produzida por Brown Boveri (Thomen. mas depende de refrigeração para a prevenção de condensação interna sob condições desfavoráveis. a baixa umidade do ar comprimido elimina o processo de corrosão associado a reações eletrolíticas entre metais diferentes.2.1 Propriedades Para efeitos práticos.2.

• O fato de o ar ter características relativamente constantes independente da temperatura ou pressão diminui os custos que poderiam haver para manter um outro material em condições de uso.7 Chaves seccionadoras Introdução Uma subestação de eletricidade é um espaço físico que tem equipamentos e dispositivos para comandos . 1.2. Permite que o ar acompanhe as expansões e as contrações da coluna do arco. e que o ar seja armazenado remotamente de suas zonas de funcionamento reais. o que contribui para a formação de arcos com período curto. controle e proteção de grandes quantidades de energia elétrica. • O fato de o ar ser relativamente inerte torna o disjuntor compatível com os materiais de construção mais baratos já presentes no mercado e não exige técnicas de manutenção sofisticadas. • O custo dos silenciadores necessários em lugares com restrição de níveis de ruído.  Ao contrário. A erosão baixa dos contatos e as exigências de manutenção reduzidas o torna eminentemente apropriado para aplicações de alta velocidade do projeto. • O uso direto do meio como fonte de força mecânica necessária para controlar e dirigir o disjuntor mecanicamente. • O alto custo das válvulas de pressão e encapsulamento. as principais desvantagens do disjuntor de ar comprimido são: • O custo relativamente alto do compressor e (se existir) do sistema de drenagem particularmente em instalações pequenas ou onde cada disjuntor tem que ser alimentado com suas próprias unidades subordinadas. enviadas através de linhas de Altas e Média tensões com a finalidade de distribui-las para os consumidores finais . • A mobilidade (propagação elevada da onda e da partícula) permite que as estruturas suportem ser canalizadas facilmente. características do disjuntor que em níveis atuais de luminosidade levam a um “chopping” de corrente e tornam o uso de resistores para controle de sobretensão obrigatórios.modeladas sem preocupação com reações e transientes gerados por pressão do arco. • A facilidade de se operar em altas tensões com um número não muito elevado de disjuntores. 35 . ou mesmo de servir como estações intermediárias para outras linhas de transmissão de eletricidade. • A pressão constante e o esforço de interrupção constante.

  Na seleção e adequada utilização das chaves em sistemas de alta-tensão. por exemplo. durante a manutenção dos seccionadores ligados à barra principal de subestações com arranjo barra principal/barra de transferência. É o que ocorre.17 – Vistas externas de seccionadoras As chaves desempenham diversas funções nas subestações. suportabilidade às solicitações dielétricas.) e as de natureza mecânica (esforços devidos às correntes de curto-circuito. Pode–se evitar ou minimizar esses desligamentos com a instalação de elos removíveis próximos a essas chaves ou na barra principal. etc. a(s) chave(s) seccionadora(s) aberta(s) que isola(m) o componente em manutenção deve(m) ter uma suportabilidade entre terminais e solicitações dielétricas. provoca o desligamento de toda a subestação.       A manutenção em uma única chave normalmente acarreta desligamentos indesejáveis nas subestações. Entre as características do sistema estão as de natureza térmica e elétrica (capacidade de condução de correntes nominal e de curto-circuito. Em alguns casos. etc.). ventos. Na manutenção de linhas de transmissão. além do tipo de instalação onde ficará localizada a chave (se para uso interno ou externo). 36 . devem ser observadas as características do sistema em que elas serão aplicadas e a função que devem desempenhar. (a) (b) Figura 1. de forma que o pessoal de campo possa executar o serviço em condições adequadas de segurança. sendo a mais comum o seccionamento dos circuitos.

1 Chave Seccionadora Primária É um equipamento destinado a interromper. nos casos de interrupção ou no restabelecimento de correntes insignificantes. •  “Bypassar” equipamentos (p. ex.Funções das Chaves Seccionadoras As chaves seccionadoras têm as seguintes funções: • Isolar equipamentos ou linhas para a execução de manutenção.1.2.1 Tipos de Chaves 1. a continuidade metálica de um determinado circuito. Também são fabricadas chaves seccionadoras interruptoras. as chaves seccionadoras devem ser operadas com o circuito a vazio (somente tensão). 1.7. Os Seccionadores somente podem operar quando houver uma variação de tensão insignificante entre os seus terminais. disjuntores ou capacitores série) para execução de manutenção ou por necessidade operativa.7. Devido a seu poder de interrupção ser praticamente nulo. do tipo manual ou automática. Isolador passante 600 mm (b) Lâminas condutoras (a) Mecanismo de manobra Figura 1.2.18 – Chave seccionadora tripolar de alta tensão 37 400 mm . • Manobrar circuitos (transferência de circuitos entre os barramentos de uma subestação). de modo visível. que são capazes de desconectar um circuito operando a plena carga.

• corrente de curta duração para efeito dinâmico.2 Chave seccionadora tripolar de baixa tensão   É um equipamento capaz de permitir a abertura de todos os condutores não aterrados de um circuito. Sobre os dispositivos de seccionamento pode-se estabelecer:  • a posição dos contatos ou dos outros meios de seccionamento deve ser visível do exterior ou indicada de forma clara e segura. • corrente de curta duração para efeito térmico.Especificação sumária É necessário que sejam definidos os seguintes elementos para se poder especificar uma chave seccionadora tripolar primária: • corrente nominal. • tipo de acionamento (manual: através de alavanca de manobra. em A. em kV. valor de pico. valor eficaz. b) Seccionados sob carga ou interruptor É aquele que é capaz de operar com o circuito desde a condição de carga nula até a de carga plena. Quando os seccionadoras são instalados em circuitos de motores. • tensão suportável a seco. devem desligar tanto os motores como o dispositivo de controle. em kV. ou motorizada). • tensão nominal. em kA. em kV. • tensão suportável de impulso (TSI). Os seccionadores podem ser classificados em dois tipos:  a) Seccionados com abertura sem carga  É aquele que somente deve operar com o circuito desenergizado ou sob tensão. A principal função dos seccionadoras é permitir que seja feita manutenção segura numa determinada parte do sistema. em kA.1. Os seccionadoras de atuação em carga são providos de câmaras de extinção de arco e de um conjunto de molas capaz de imprimir uma velocidade de operação elevada. • tensão suportável sob chuva. de tal modo que nenhum pólo possa ser operado independentemente. • uso (interno ou externo). 38 . 1. É o caso das chaves seccionadoras com abertura sem carga. em KV.7.2.

• corrente nominal. Esse restabelecimento poderia ser causado. •  devem ser tomadas medidas para impedir a abertura inadvertida ou desautorizada dos dispositivos de  seccionamento apropriados à abertura sem carga. • operação (em carga ou a vazio). • contatos auxiliares (se necessário). por choque ou vibrações. • corrente dinâmica. • corrente térmica. por exemplo.• os dispositivos de seccionamento devem ser projetados e/ou instalados de forma a impedir qualquer restabelecimento involuntário. • vida mecânica mínima. • freqüência nominal. • acionamento (manual rotativo ou motorizado). Especificação sumária A aquisição de uma chave seccionadora tripolar de baixa tensão deve ter no mínimo as especificações dos itens relacionados abaixo: • tensão nominal. 39 .

2.1.7.2 Aspectos Construtivos 10 9 8 5 10 15 9 7 6 3 5 4 4 3 2 1 16 13 1 14 12 11 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Base ou estrutura Mecanismo de operação Coluna ou porcelana Coluna de porcelana rotativa Terminal de conexão Articulação de comando Haste inferior da articulação principal Haste superior da articulação principal Terminal da articulação 11 Mecanismo de comando manual da lâmina principal 12 Mecanismo de comando manual das lâminas de terra 13 Haste de acionamento conjunto das lâminas principais 14 Haste de acionamento conjunto das lâminas de terra 15 Lâmina principal 16 Lâmina de terra 10 Terminal de espera Figura 1.19 – Componentes principais de seccionadores e chaves de terra (Pantográfica e Abertura Vertical com Lâmina de Terra) 40 .

  Os seccionadores motorizados geralmente também têm mecanismos de operação manual usados em caso de defeito do mecanismo motorizado ou no caso de ajuste das lâminas durante os serviços de manutenção.  Unidade padrão: kV eficaz (fase-fase).5.2. 1..1. • Conectores de aterramento para fixação dos cabos de aterramento à base dos seccionadores.7. termostatos. ex.2.. contadores de operação.7. deve ser igual à máxima tensão operativa do sistema no qual o equipamento será instalado.  A operação manual pode ser feita por uma simples vara isolante (p.  A operação motorizada pode ser feita por um único mecanismo que. etc.7.2.  41 . através de hastes comanda a operação conjunta de dos três pólos. para os mecanismos de operação motorizados. lâmpadas indicadoras. • Botoeiras.4 Mecanismo de operação A operação das seccionadoras pode ser manual ou motorizado. ou por mecanismos independentes para cada pólo do seccionador (pantográficos e semi-pantográficos). etc.3 Acessórios Acessórios normalmente solicitados em especificações de  seccionadores e chaves de terra:  • Conectores para fixação de tubos ou cabos aos terminais dos seccionadores. • Dispositivos de intertravamento entre os mecanismos de comando manual e motorizados das lâminas dos seccionadores.7. dispositivos de intertravamento entre as lâminas principais e as de terra.5 Especificações de Características Técnicas 1. 1.2.1 Tensão Nominal (Un) ABNT/IEC: Tensão para a qual o equipamento é projetado para serviço contínuo. • Indicador de posição das lâminas (aberta ou fechada). chaves-fusível em redes de distribuição) ou por uma manivela (ou volante) localizada na base do seccionador.

isolamentos capazes de recuperar suas características dielétricas após uma descarga (em laboratório) para a terra.2 Níveis de Isolamento  As chaves. A prática usual é especificar uma distância entre pólos que corresponda ao nível de isolamento desejado ou que seja determinada por outros fatores  que podem ser predominantes no dimensionamento do isolamento fase-fase. etc. como  “Classe A” (Un3 300 kV). radio-interferência. Deverão ser especificadas as suportabilidades à freqüência industrial entre as partes e energizadas e a terra. Os seccionadores que executam esse serviço são designados. não se especifica o valor do nível de tensão entre pólos (fase-fase).   Normalmente.  estando o outro energizado com a tensão nominal de freqüência industrial. durante um intervalo de tempo especificado.1.  Os níveis de isolamento caracterizam as suportabilidades do equipamento às solicitações dielétricas. • Função serviço: quando o seccionador em serviço pode ser submetido a surtos de manobra em um terminal. como “Classe B”.  42 . e a suportabilidade entre terminais. com Un3 300kV. tais como corona. ou seja.3 – Classe de isolamento Classe A B Tensão de ensaio entre os terminais 1175kV 900 + 430 = 1330kV a) Tensão suportável nominal de freqüência industrial Tensão aplicada de freqüência industrial que o equipamento deve suportar. entre terminais ou entre pólos. requisitos de arranjo físico. segundo a IEC.5. O isolamento entre terminais de um seccionador aberto pode desempenhar duas funções quanto aos surtos de manobra: • Função segurança: quando o seccionador pode ser submetido a surtos de manobra em um terminal. estando o outro terminal aterrado com o pessoal de campo trabalhando em algum equipamento adjacente a este seccionador. sem apresentar nenhuma descarga em condições a seco e/ou sob chuva.2. do ponto de vista do comportamento de seus isolamentos nos ensaios dielétricos. Tabela 1. segundo a IEC.7. Os seccionadores que executam essa função são designados. são constituídas por isolamentos auto-regenerativos (ar e porcelana).

A tensão suportável a impulso atmosférico deve ser especificada apenas à seco.4 Corrente Nominal Corrente que o equipamento deverá conduzir continuamente sem exceder os valores de temperatura especificados para seus diversos componentes.5. 2000. isto é. Os valores padronizados pela ABNT e IEC e corrente nominal são: 200. no mínimo em 90% dos casos não deverá haver descarga no equipamento. 800. Normalmente. é pouco afetada pela chuva.Unidade: kV eficaz (fase-terra ou terminal-terminal) b) Tensão suportável nominal de impulso atmosférico Tensão de impulso atmosférico para a qual o equipamento tem uma determinada probabilidade de suportar. 2500. 5000.2. As probabilidades são 90% para a IEC/ABNT e 97.5.7. 4000. 3150. a tensão suportável a impulso de manobra geralmente só é especificada para equipamentos de tensão nominal Un  ≥ 362 kV (esta pode variar de concessionária para concessionária).7% pelo IEEE.  Como os surtos de manobra são fenômenos característicos de sistemas de EAT e UAT. 1600.  ABNT: 60 Hz  Unidade: Hertz ou ciclos por segundo 1. 400. 6300 A. 1250.3 Freqüência Nominal Freqüência do sistema no qual o equipamento irá operar. quando o equipamento é submetido à aplicação de N impulsos.2. 630.   43 . já que a suportabilidade dos equipamentos a impulsos atmosféricos. Unidade: kV crista c) Tensão suportável nominal de impulso de manobra Tensão de impulso de manobra para a qual o equipamento tem uma determinada probabilidade de suportar. a condição a seco é ensaiada para impulsos de polaridade positiva e a condição sob chuva para ensaios de polaridade negativa. A probabilidade de suportar especificada é de no mínimo em 90%. A tensão suportável a impulso de manobra pode ser especificada a seco e/ou sob chuva. já que a suportabilidade dos equipamentos a esse tipo de impulso tende a enfraquecer sob chuva de elevada precipitação.7. de uma maneira geral. Unidade: kV crista 1.

as chaves são submetidas a correntes elevadas durante um curto intervalo de tempo. Esse tipo de sobrecarga pode ser observado nas seguintes condições operativas:  • Durante a partida de motores ou compensadores síncronos. além das condições operativas da subestação (manutenção de equipamentos ou linhas). quando. operando a uma determinada temperatura ambiente.Para a especificação da corrente nominal dos equipamentos de uma subestação é necessário saber o carregamento dos circuitos. 1 44 . por exemplo. não acarretando. poderá conduzir continuamente uma corrente superior (Ia) à corrente nominal (In) sem exceder os limites máximos de temperatura especificados. b) Sobrecarga de curta duração As chaves poderão ser submetidas a sobrecargas de curta duração (Is) durante um intervalo de tempo (ts).  • durante condições operativas de emergência ou em aplicações específicas: chaves utilizadas para a frenagem eletromagnética de compensadores síncronos. entretanto. É possível expressar estas correntes com o aumento de temperatura pela seguinte fórmula: i max .40 Onde r = max – 40 Ia = corrente máxima a uma temperatura ambiente a [A] In = corrente nominal referida à temperatura ambiente de 40 °C [A] máx = temperatura máxima permitida no ponto mais quente do secionador de acordo com a tabela V (°C) r = elevação máxima de temperatura permitida na parte mais quente do secionador para a corrente nominal de acordo com a tabela V (°C)  A relação Ia/In é conhecida como fator de carregamento do secionador. através dos estudos de fluxo de potência dentro de um horizonte de planejamento. isto é.  a) Sobrecarga Contínua Quando o seccionador está trabalhando a uma temperatura ambiente inferior a 40 °C ele poderá trabalhar em sobrecarga contínua.ia 2 n Ia= In d i max . uma elevação apreciável de temperatura na chave. estiverem conduzindo uma corrente inferior à corrente (Ia) que poderiam conduzir continuamente a esta temperatura ser exceder os limites de temperatura especificados.

  Valores padronizados: 8 – 10 – 12. a corrente resultante é composta de duas componentes: uma componente de regime (CA) determinada pelo valor da tensão da fonte e pela impedância (R + jX) da rede.55 vezes o valor eficaz da corrente simétrica. A figura apresenta as correntes de curto-circuito simétrica (quando o curto ocorre na crista de tensão) e assimétrica (quando o curto ocorre nas proximidades do zero de tensão).   a) Corrente suportável nominal de curta duração Valor eficaz da corrente que a chave (lâmina principal ou de terra) pode conduzir por um período especificado de tempo (1 segundo ou 3 segundos).5.47 a 2.5 – 16 – 20 – 25 – 31. do valor da tensão da fonte e da relação X/R da rede.  45 .20 – Correntes de curto-circuito 2 Ica t A´ D´ C´ X B´ As correntes nominais e de curto-circuito  dos seccionadores devem ser escolhidas entre as correntes padronizadas pelas normas. em função das correntes de curto-circuito encontradas no sistema.5 – 40 – 50 – 63 – 80 e 100kA eficaz. Corrente Ica Ica V2 t E A Corrente D C 1M Ica Icc B E´ Figura 1.7. e uma componente de corrente contínua (CC) cujo valor inicial e taxa de decréscimo são determinados em função do instante de ocorrência do curto na onda de tensão.1.5 Correntes Nominais de Curto-circuito Quando ocorre um curto-circuito em um sistema de potência. O valor máximo assimétrico (em crista) é da ordem de 2.2.

para a alimentação dos dispositivos de fechamento e abertura de chaves e/ou dos circuitos auxiliares.6 Esforços Mecânicos Nominais sobre os Terminais As normas IEC 129 e ABNT apresentam valores recomendados de esforços mecânicos nominais nos terminais de chaves.7.ex. A recomendação geral dos fabricantes de colunas de porcelana é de que estes esforços terminais calculados não ultrapassem 50% dos esforços nominais.b) Valor de crista nominal da corrente suportável de curta duração Valor de crista da corrente que a chave (lâmina principal ou de terra) pode conduzir sem deterioração se seu material.  c) Desempenho dos seccionadores e chaves de terra durante curto-circuito As correntes nominais de curto-circuito devem ser suportadas por estas chaves na posição fechada durante os tempos especificados sem acarretar:  • danificação mecânica a qualquer parte da chave.5 vezes a corrente nominal de curta duração.2. segundo a prática brasileira. 1.  1. Normalmente. é estabelecida a condição de operação adequada destes dispositivos dentro de uma faixa de variação de sua tensão nominal (p.7.2. 80 a 110% para corrente contínua e de 90 a 110% para corrente alternada). No caso de lâminas de terra especifica-se este valor como corrente nominal de fechamento sobre curto-circuito. • separação dos contatos. 46 . Os valores padronizados desta corrente (em kA crista) são 2. • aquecimento (superior à máxima temperatura permitida quando a chave conduz sua corrente nominal) que possa danificar seu isolamento.7 Tensão nominal de alimentação dos dispositivos de operação e/ou circuitos auxiliares A tabela a seguir apresenta as tensões utilizadas.

o fabricante deverá ser consultado sobre os valores de corrente garantidos ou sobre a possibilidade de instalação de restritores de arco nos secionadores. • chaveamento de barramentos ou de barramentos com transformadores de potencial. é necessário que elas possam interromper ou estabelecer pequenas correntes indutivas e capacitivas que podem ocorrer nas seguintes condições de operação dos seccionadores: Correntes indutivas  • chaveamento de reatores ou de transformadores em vazio com conseqüente interrupção. • operação de lâminas de terra em linhas de transmissão em manutenção próximas a linhas energizadas ou em linhas com torres de circuito duplo.Tabela 1. Correntes capacitivas  • chaveamento de cabos em vazio e de barramentos com divisores capacitivos.7. corrente não superior a 0. Nos demais casos.8 Capacidade de interrupção e de estabelecimento de corrente dos seccionadores e chaves de terra Como já foi mencionado anteriormente. abertura das chaves de bancos de capacitores em derivação. ou estabelecimento da corrente de magnetização destes equipamentos. • operação de lâminas de terra para a manutenção de linhas de transmissão próximas de linhas energizadas. embora as lâminas principais e de terra não tenham capacidade de interrupção e/ou restabelecimento de correntes significativas. 47 . • chaveamento de bancos de capacitores série.2. A IEC e a ABNT dão como referência de corrente de intensidade insignificante durante operações de abertura ou de fechamento de secionadores.4 – Tensões de alimentação dos dispositivos de abertura e fechamento Corrente Contínua (Volts) 24 48 110 ou 125 220 ou 250 Corrente alternada (Volts) Monofásico Trifásico Série I Série II Série I 110 120 127 / 220 220 120 / 240 220 / 380 240 440 - Série II 120 / 208 240 / 415 277 / 480 - 1.5 A  para chaves de tensão nominal Un > 420kV nas condições de operação b e d acima. com conseqüente interrupção ou estabelecimento de correntes induzidas pela linha energizada. logo após a sua desernegização.

corrente de magnetização de transformadores ou corrente de linha em vazio. e em alguns casos até 362 kV. corrente de magnetização de bancos de transformadores com potência não superior à indicada.figura a). capacitivas ou induzidas Notas referentes às figuras acima: 1. corrente de magnetização de pequenos transformadores e corrente de barramentos de subestações ou de linhas de curtas em vazio.Em sistemas de menor tensão. 4. Dependendo da intensidade  da corrente. dispositivos para restrição do arco (molas nos contatos principais ou hastes flexíveis que são acionadas na abertura da chave – figuras b e c) ou sopro de ar (ou nitrogênio) direcionado para o local de interrupção do arco (figura d). 48 . 2. Nas figuras estão indicadas as capacidades de interrupção de alguns destes seccionadores (ITE). corrente de magnetização de grandes bancos de transformadores ou corrente de linhas longas em vazio.21 – Seccionadores com dispositivos especiais para a abertura de correntes indutivas. existem seccionadores com dispositivos especiais que têm capacidade de operação para correntes de maior intensidade. (a) (b) (c) (d) Figura 1. sem danificação dos contatos principais . esses secionadores poderão ter simples chifres nos contatos principais (a interrupção ou restabelecimento da corrente é feita pelos chifres. 3.

transformadores.Tabela 1.5 72. etc. Abaixo. os contatores atuais utilizam meios mais sofisticados para extinguir o arco voltaico que se forma ao abrir os contatos com a carga ligada. o contator é mecanicamente intertravado de forma que possa aumentar a segurança do operador em seu manuseio.). São .8 Contator Os contatores são utilizados em vários processos de comando e partidas de cargas.2. Os contatores são utilizados para comando de todos os tipos de cargas ligada em CA. com exceção aqueles construídos exclusivamente para trabalharem em cubículos fechados à prova de tempo.. Na maioria das configurações.. Os contatores são contruídos para resistirem à diversidade atmosférica. Para isso. temos a figura de dois contatores que utilizam tubos à vácuo. montados em estruturas fixas com terminais de entrada e saída de potência. motores.PVO e tubos com gás SF6.geralmente.5 145 242 362 Fig a Nota 1 18 A 9A 7A 5A 4A Capacidade de interrupção Fig c Nota 2 Nota 3 35000 KVA 23 A 70000 KVA 16 A 90000 KVA 8A - Fig d Nota 4 165 A 80 A 50 A 35 A 1.5 – Capacidade de interrupções Tensão nominal KV 15. 49 . utiliza as tecnologias de tubos à vácuo . Por exemplo: Motores trifásicos. Devido à evolução da tecnologia. bancos de capacitores e cargas de aquecimento resistivo. tanto resistivas quanto indutivas( Fornos . isoladas da estrutura onde se ligam os dispositivos que irão proporcionar a abertura e fechamento dos contatos elétricos.

além de manter o isolamento ôhmico entre os contatos e o meio ambiente. sendo que um dos contatos é fixado ao corpo cerâmico.8. sem que o ar penetre no corpo cerâmico. o qual tem um diaframa de aço inoxidável unindo-o ao corpo cerâmico.22 – Vista externa de contadores (b) 1.2. 50 . (a) Figura 1.1 Descrição de funcionamento de um tubo à vácuo: Cada tubo( garafa) à vácuo consiste de dois contatos confinados em um tubo cerâmico hermeticamente fechado. Isso permite que esse contato móvel possa deslizar para cima e para baixo. Normalmente o contato o inferior é montado em um dispositivo móvel.

• Um conjunto de contatos auxiliares .2. o seu núcleo é puxado . rotacionando uma alavanca que causa o movimento do braço atuador para cima.2 Operação de um contator: -Quando o circuito de controle é energizado. Com isso. a corrente elétrica cria um efeito eletromagnético na bobina de fechamento ativando-a.Corpo de contato superior Cerâmico Platina dos contatos Diafragma em aço inoxidável Anel de retenção Linha indicadora de desgaste do contato Corpo do contato inferior móvel Figura 1. • Com o movimento do braço atuador para cima. • A bobina sendo atuada.8.23 – Figura dos componente interior do tubo(garafa) à vácuo Um contator padrão contém três tubos(garafas) à vácuo e sua operaçao é feita através de dispositivos eletromagnéticos e alavancas mecânicas que são usadas para fecharem os contatos. a base isolada que contém os contatos móveis se movem e fecham os contatos nos tubos a vácuo. colocam no circuito uma 51 .que estão ao lado da estrutura e fixados na base isolante dos contatos móveis são fechados. normalmente abertos. 1.

............................ além de marca do fabricante e normas atendidas.....1000 50/60 HZ AMP............. tais como: categoria.....7200 V........ INTERRRUTING CAPACITY POUVOIR DE COUPURE SER............ Esse sistema é conhecido como sistema economizador de energia............................. temos um exemplo de uma Placa de identificação: VACUUM CONTACTOR CONTACTEUR SOUS VIDE CAT.............. capacidade de interrupção...8...................... normatizados... READ INSTRUCTIONS BEFORE ENERGIZING THIS DEVICE MAY PRODUCE HARMFUL X-RAYS............. • A bobina auxiliary de manutenção de contatos fechados permanece ativada e mantem o contator ativado ou ligado.... nº de série..............2.............................. retirando do circuito a bobina de fechamento.............................. 1502-V4DBDA-1 2500............24 – Placa de identificação Exercícios: 1) Disjuntores à vácuo: a) Explique como se forma o arco voltaico na ampola a vácuo............................ • A desnergização da bobina auxiliar de manutenção de contato fechado abre o contator..... • Nota: O contator requer uma fonte de alimentação externa para alimentar as bobinas de fechamento e auxiliar na operação do mesmo.....bobina expecífica para manter os contatos do disjuntor fechados....... ........ ................ 30 400 AMP 6000 0 .......................... já que a bobina de fechamento gasta muita energia para manter os contatos sempre fechados................... 1............................3 Identificação de Contator: Cada contator é identificado com uma “Placa” onde constam todos os dados importantes .. corrente nominal de trabalho................ Abaixo..... ............. 52 ... tensão de trabalho. altitude máxima de trabalho..... LIRE LES INSTRUCTIONS AVANT D’ALIMENTER CET APPAREIL DES RAYONS X DANGEREUX PEUVENT SE PRODUIRE Figura 1.. ALTITUDE RANGE PLAGE D’ALTITUDE M...........................................................

................................................................................... ............................................. ............... 2) Disjuntor PVO a) Explique o princípio da extinção do arco pelo método PVO................................................................................................. ............................................................................................................................................................................................................................................................................................... que causou o desenvolvimento do disjuntor PVO em relação ao GVO........................... ................................................................................................................ ........................................................... c)Explique qual foi a principal evolução tecnológica ............. ........................................................... .......................... .................................................................................................. 3) Disjuntores à SF6 a) Cite três propriedades do gás SF6 que permitiram a evolução de dipositivos de comando e proteção de média tensão........................................ tal como o disjuntor à SF6.................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. ........................................................................................................................................................................................................ ......................................................... ..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 53 ........................... ............................... ... com relação a extinção de arcos voltaicos com óleos................................................................................................. ........................................................... ............................................................................................................................ ............................................................................................................ ............ c)Explique porque a ampola à vácuo tem uma alta rigidez dielétrica...................b) Explique porque a extinção do arco na ampola à vácuo não necessita ser resfriado....................................................................................................................... b) Explique porque o número de operações ou atuações de dispositivo que utiliza PVO aumenta o número de manutenções no dispositivo....................................................

.................. ................................................................................................ ........................................................................................................................................................................................................................ a) Explique como se forma o sopro magnético na câmara de extinção de arco à sopro magnético.............. 5) Seccionadoras a) Cite duas funções das chaves seccionadoras? ............................................ ............................................................................................................ .............................................................................................................................................. a) Dê duas aplicações de contatores....... c) Qual o significado da sigla SF¨do gás SF6? ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ ................................................................................................................................................... 6) Contator......................................................................... b)Explique como se faz a extinção de arco voltaico pela técnica de sopro pneumático................................................................................................................. c) Cite dois acessórios utilizados obrigatoriamente em chaves seccionadoras... ................... ................................................. 4) Disjuntores à sopro magnético e pneumático...........................................................................................................................................b) Qual a estratégia básica usada no disjuntor à SF6 para extinguir o arco voltaico? ...... b)Cite os dois tipos de mecanismos de operação das chaves seccionadoras............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ .................................................................................................... ........................... ........................... ....................................................................... .......................................................... 54 .............................................. .........................................................................................................................................................

......................................b) Explique resumidamente o processo de fechamento dos contatos de um contator..................................................................................................9..................................... entre outros......................................................... • A destruição total do compartimento onde ocorreu o arco e de outras células do conjunto de manobra...... .......................2.......... aumentando os riscos descritos e possibilitando o contato direto do operador com altas tensões.............................................. Ensaios para com- 55 ................................................... ............... 1............................................................................................................. • A abertura de portas devido à alta pressão interna. atingindo diretamente o operador e podendo lhe causar.................... ..................... .................................. d) Cite duas técnicas utilizadas em contatores para extinção de arco voltaicos em seus contatos....................... a morte ou queimaduras muito sérias...... seus efeitos controlados por projetos adequados para este fim e feitas proteções tais como: detetores de arco e pressostatos instalados nos compartimentos.......................... um grupo de fabricantes europeus preocupados com a grande incidência de arcos internos em cubículos de distribuição se empenharam no estudo desse problema.................................. são: • Arremesso de grande quantidade de gases e materiais metálicos extremamente quentes para fora do cubículo através de frestas e/ou aberturas causadas pela pressão interna ou pela fusão de partes do invólucro....................... ............................................. causando interrupção no fornecimento de energia............................................ Em 1976.............................. c) Explique resumidamente o processo de abertura dos contatos de um contator............... Manutenção e Operação 1..................................9 Cuidados Essenciais na Instalação.. .......................1 Introdução Arcos elétricos internos em cubículos são muito perigosos e sempre causam destruição.............................. Tais falhas devem ser evitadas................ Os maiores riscos na ocorrência de um arco interno em um cubículo não adequadamente projetado para este fim............2...................

1.2 Aspectos técnicos Os fabricantes têm pesquisado e desenvolvido novas soluções e tecnologias.2. limitando os efeitos sobre a instalação. 56 . • Todas as operações de manobra são efetuadas com a porta do compartimento do equipamento de manobra fechada.3 Cubículos com isolação a ar Neste tipo de cubículo.provar a suportabilidade de um cubículo quando da ocorrência de arco interno são efetuados em laboratórios da Europa desde a década de 70. No Brasil.2. pois pode minimizar as possibilidades e as conseqüências de uma falha. • Detectores de arco opcionais. • Cubículos isolados a gás SF6. A maioria dos fabricantes nacionais passaram a ensaiar seus produtos a partir da inclusão deste ensaio na norma brasileira NBR 6979 (última revisão). extração do mesmo até a posição teste e seu travamento nesta posição. os quais diminuem o tempo de arco (<100 ms). com falhas na isolação. • A escolha do disjuntor a vácuo ou SF6 (com diafragmas de alívio de pressão) tem grande importância. com dispositivos de alívio de pressão interna independentes para cada compartimento de média tensão. pressão ou temperatura. acionados por luz. erros de operação e com as conseqüências de uma falha interna acidental para o meio ambiente externo é muito grande. objetivando reduzir a probabilidade de falhas e garantir a segurança pessoal ainda que estas ocorram. ensaios dessa natureza têm sido efetuados desde 1983. As mais novas gerações de cubículos de média tensão com isolação a ar possuem as seguintes características principais: • Elevação do grau de proteção.9. a qual contempla os requisitos necessários para que os usuários possam obter um produto final com o mais alto grau de confiabilidade e segurança.9. 1. • Cubículos à prova de arcos voltaicos. As pesquisas neste sentido dividem-se basicamente em duas tendências: • Cubículos com isolação a ar. Um sistema de intertravamento garante que a abertura da porta só ocorrerá mediante o desligamento do disjuntor. a preocupação com a influência do meio ambiente. principalmente com a classificação de tipo do ensaio de arco elétrico devido a falhas internas.

Isso elimina a possibilidade de uma falha entrefases. aptos a operar em altitudes até 3000 m acima do nível do mar. inclusive operações de inserção e extração do equipamento de manobra. Os cubículos isolados a gás SF6 são atualmente oferecidos em duas modalidades: tipo modular e tipo encapsulado (cilíndricos). cada fase possui encapsulamento independente. com as mesmas proteções contra toques aplicáveis aos equipamentos de manobra. Além das características citadas.• Uso de seccionadores de manobra sob carga.4 Cubículos isolados a gás SF6 Já os cubículos a SF6. Isso permite aproveitar as excelentes propriedades isolantes do SF6 e elimina o inconveniente de se contaminar o gás com a interrupção de corrente. que é feita no vácuo. • Equipamentos de medição (transformadores de potencial) extraíveis. • Em alguns projetos. hermeticamente fechados. com total proteção contra influências externas. com as mesmas dimensões para todas tensões até 36 kV.2. • Utilização de intertravamentos eletro-mecânicos inteligentes 1. • Filosofia de proteção digital. • Aterramento do circuito através de seccionador conjugado com disjuntor. Constituem a solução mais indicada para locais onde se exige máxima confiabilidade e segurança. • Possibilidade de telecomando.9. o desenvolvimento desta tecnologia já trouxe outras características importantes para minimizar a probabilidade de arcos voltaicos: • As partes que requerem manutenção ficam fora do compartimento de média tensão. as quais são próprias de instalações isoladas a gás SF6. imunes aos efeitos do clima e outras condições ambientais. resultam numa excelente proteção contra choques acidentaiss. Utilizam a montagem de reduzidas dimensões (compactação). 57 . • Guilhotinas metálicas automáticas para proteção contra toques acidentais (filosofia “Metal Clad”). • A interrupção de corrente é feita por câmaras a vácuo imersas em gás SF6. nas versões barramento simples e duplo. Os conjuntos de manobra e controle são testados e operados por normas nacionais e internacionais.

vamos neste trabalho enfatizar o ensaio de arco elétrico devido a falhas internas.9.5.• Para cada fase.1 Fenômenos físicos principais A ocorrência de um arco no interior de um cubículo pode ocorrer em diversos locais e é acompanhada de vários fenômenos físicos. não são previstos. tais como gases tóxicos. e gases ou vapores podem ser expelidos do cubículo.2 Procedimentos de ensaio Os valores de tensão.9. são levados em consideração na Norma NBR 6979. da expulsão de gases quentes e partículas incandescentes.5 Ensaios Dentre os principais ensaios prescritos em norma. o encapsulamento do barramento principal e seu controle de pressão são independentes do restante do cubículo. 1. • Compartimentos com gás SF6 independentes para disjuntor e barramento/chave de 3 posições (aberto. • Filosofia de proteção digital. 58 . freqüência e duração de ensaio e procedimentos estão estabelecidos na norma NBR 6979. As sobrepressões internas que atuam nas tampas. janelas de inspeção. A energia resultante do desenvolvimento de um arco à pressão atmosférica causa sobrepressões internas e sobreaquecimento local. etc. em serviço e aterrado). e os efeitos térmicos do arco e suas conseqüências no invólucro.9. o que permite até a substituição da câmara de vácuo com a instalação em operação.2. Além disso. • Aterramento integral através do disjuntor. que resulta em esforços mecânicos (compressão e expansão) e térmicos no cubículo e em todos equipamentos nele instalados. portas. • Isentos de manutenção na média tensão. uma vez que a finalidade é verificar a suportabilidade dos cubículos no sentido de garantir a segurança humana e do patrimônio. corrente.2. Porém os efeitos que podem constituir riscos. 1. 1. restringindo eventuais falhas a um único compartimento.5. pode ocorrer a decomposição de materiais pelo calor.2.

1. Critério 3: Não devem haver perfurações nos cubículos adjacentes e nas partes externas livremente acessíveis do invólucro. de forma priorizada. pesados e de difícil operação. objetivando-se dirimir a influência da radiação solar na elevação da temperatura e a penetração de água e umidade.9. as ocorrências provocadas pela penetração de água ou umidade foram as principais causas de defeitos ocorridos nos cubículos de concessionárias de energia elétrica. Desde a década de 60 até o final dos anos 80.2. sendo muito rigorosos tanto na espessura dielétrica quanto na distância de isolamento. Com o passar dos anos tais equipamentos deixaram de ser importados e a indústria nacional a desenvolveu conjuntos de manobra e controle cada vez mais compatíveis com o tamanho.2. os usuários se depararam com sérios problemas de estanqueidade dos invólucros de uso exterior. Critério 6: Todas as conexões à terra devem permanecer eficazes. Critério 5: Indicadores horizontais não devem se inflamar. decidiu-se. importância e requisitos operacionais da instalação. Nos anos 80. Critério 2: Componentes capazes de causar ferimentos não devem ser arremessados.6 Manutenção Nos primórdios dos anos 60.3 Avaliação do ensaio Os seguintes critérios de aprovação devem ser observados de forma a permitir a verificação dos efeitos do arco: Critério 1: Portas e tampas não devem abrir. num programa a médio prazo.9. Critério 4: Indicadores verticais não devem se inflamar.5. os equipamentos blindados com isolação a ar instalados nos sistemas de média tensão eram importados. a cobertura de blindados externos. dotados de componentes robustos. os quais comprometeram o isolamento dos barramentos conduzindo a falhas severas. imprescindíveis para se evitar a condensação da água no seu interior. A partir de 1989. 59 . muitos cubículos passaram a ser dotados de dispositivo de alívio de pressão e de um sistema mais eficiente de ventilação e aquecimento interno. Portanto.1.

imprescindíveis que viabilizem técnico-economicamente. as indústrias e os centros de pesquisas associaram seus esforços com vistas à conquista de interesses comuns. As instalações de manobra devem ser projetadas e melhoradas de forma a garantir a proteção do operador contra falhas internas durante a operação. as concessionárias.2. sendo válido não só para instalações novas. saídas para o exterior dos gases quentes e materiais incandescentes.1. elétricos e térmicos vem promovendo sem sombra de dúvidas novas tendências e padrões na construção dos conjuntos de manobra e controle blindados. • Reações desfavoráveis da opinião pública. o mais perigoso e o que causa maiores prejuízos em um sistema de distribuição. quando possível e atentando para as condições ambientais.7 Conclusões Um arco interno em um cubículo não devidamente projetado para este fim vem a ser o pior. buscando o desenvolvimento de tecnologias. Em face às necessidades de soluções técnicas. • Destruição dos equipamentos.9. Seus efeitos são de grande significância e não podem ser ignorados. oriundos de arcos internos e direcionados através do duto coletor. Atualmente. devido ao perigo representado por um arco de potência no interior de um cubículo incapaz de suportar as forças resultantes da ignição de um arco interno. danos físicos ou a morte de pessoas. pois as salas devem possuir. notáveis estudos mecânicos. • Interrupção do sistema. Eles podem causar: • Perigo. As soluções para novos projetos vem sendo alcançadas sistematicamente com a evolução de conhecimentos mais aprofundados em relação aos mecanismos de expansão de gases. Atenção especial deve ser tomada na fase de projeto da parte civil. mas também para as já existentes. dentro de um processo evolutivo. a produção de blindados que atendam às exigências estabelecidas em norma para o ensaio de arco elétrico devido às falhas internas. 60 .

5 <NETTO. Sala de artigos sobre motores: 2004. 3 MAMEDE FILHO. 1989.br/templates/br_d_negocios_produtos> Acesso em 20 de nov. Instalações elétricas industriais. Acesso em 15 de dez. Disjuntores de alta tensão. 2006. João. Portifólios de produtos disponíveis no site: 2004. 3.. Luiz Ferraz. 2006. com. 6 SIEMENS. ed. Disponível em: www.com. Roberto. 4 ZANETTA JÚNIOR.feiradeciencias. [1988].br/sala07> . Disponível em: <www.Bibliografia 1 COLOMBO. Rio de Janeiro: LTC. Equipamentos elétricos: especificações e aplicação em subestações de alta tensão. 2003. et al. São Paulo: Nobel. Rio de Janeiro: Furnas. 1985.. 2 D’AJUZ¸ Ary . São Paulo: Edusp. Transitórios eletromagnéticos em sistemas de potência. 61 .siemens. Luiz Cera.

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