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H. Y.: Bom dia Cristiano. Bom dia Larissa. Para começar, vou esclarecer o termo “trainee”.

São jovens em geral, que ainda estão cursando o ensino superior ou são recém-formados e, que após um longo e bem estruturado treinamento, passam a ocupar posições técnicas e até gerenciais. É bom esclarecer que o “trainee” não tem as mesmas funções de um estagiário, já que ele trabalha na empresa sendo treinado para assumir um cargo lá dentro. Como podemos ver na visão das empresas, a experiência profissional prévia não pesa muito na hora da seleção. Já na visão dos trainees pesa muito. Como deu para perceber, as opiniões são bastante divergentes. De acordo com a pesquisa, o RH leva mais em conta a vontade de estar na empresa, sua história de vida e a sua afinidade com os valores da companhia. Os trainees reclamam mais por não terem clareza sobre o futuro dentro da empresa e, dos chefes despreparados. 54% dos funcionários afirmam que os trainees têm os mesmos defeitos que os outros profissionais e, 61% dos trainees desistem do programa para mudarem de empresa. O tempo médio do programa de trainees varia de 10 a 36 meses, sendo mais comum os de 12, 18 e 24 meses. 85% deles ficam de 1 a 7 meses fora da companhia, em viagens de trabalho. A maioria dos trainees faz entre 1,3 e mais de 5 job rotation, que é uma variação de atividades ou rotação de trabalho, que implica na experiência que o trabalhador pode ter ao alternar as atividades de seu dia a dia, com as atividades que pode aprender em outros setores ou cargos. Na visão do RH, dos trainees e também dos colegas de trabalho, é positiva a participação dos trainees na empresa. A maior qualidade deles é trazer energia para a empresa. São muito bem preparados, com ótima formação e são inovadores. Ao terminar o programa, o trainee normalmente vira analista júnior, analista pleno, analista sênior, coordenador ou gerente. 12% dos trainees não sabem qual cargo ocuparão.