POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR

PORTARIA MS N.º 1823/12
Institui a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora. A PNST define os princípios, as diretrizes e as estratégias a serem observadas pelas três esferas de gestão do SUS, para o desenvolvimento da atenção integral à saúde do trabalhador.

Art. 3º Todos os trabalhadores, homens e mulheres, independentemente de sua localização, urbana ou rural, de sua forma de inserção no mercado de trabalho, formal ou informal, de seu vínculo empregatício, público ou privado, assalariado, autônomo, avulso, temporário, cooperativados, aprendiz, estagiário, doméstico, aposentado ou desempregado são sujeitos desta Política.

Art. 8º São objetivos da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora: I - fortalecer a Vigilância em Saúde do Trabalhador e a integração com os demais componentes da Vigilância em Saúde, o que pressupõe: d) intervenção nos processos e ambientes de trabalho;

II - promover a saúde e ambientes e processos de trabalhos saudáveis, o que pressupõe: b) fortalecimento e articulação das ações de vigilância em saúde, identificando os fatores de risco ambiental, com intervenções tanto nos ambientes e processos de trabalho, como no entorno, tendo em vista a qualidade de vida dos trabalhadores e da população circunvizinha;

Art. 9º São estratégias da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora: h) incorporação, pelas equipes de vigilância sanitária dos Estados e Municípios, de práticas de avaliação, controle e vigilância dos riscos ocupacionais nas empresas e estabelecimentos, observando as atividades produtivas presentes no território;

Art. 13 Compete aos gestores municipais de saúde:
I - executar as ações e serviços de saúde do trabalhador; II - coordenar, em âmbito municipal, a implementação da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora;

Art. 14 Cabe aos CEREST, no âmbito da RENAST:

I - desempenhar as funções de suporte técnico, de educação permanente, de coordenação de projetos de promoção, vigilância e assistência à saúde dos trabalhadores, no âmbito da sua área de Abrangência; II - dar apoio matricial para o desenvolvimento das ações de saúde do trabalhador na atenção primária em saúde, nos serviços especializados e de urgência e emergência, bem como na promoção e vigilância nos diversos pontos de atenção da Rede de Atenção à Saúde;
III - atuar como centro articulador e organizador das ações intra e intersetoriais de saúde do trabalhador, assumindo a retaguarda técnica especializada para o conjunto de ações e serviços da rede SUS e se tornando pólo irradiador de ações e experiências de vigilância em saúde, de caráter sanitário e de base epidemiológica.

ANEXO I ELEMENTOS INFORMATIVOS DA POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR E DA TRABALHADORA 6. A incorporação do princípio da precaução nas ações de saúde do trabalhador considera que, por precaução, medidas devem ser implantadas visando prevenir danos à saúde dos trabalhadores, mesmo na ausência da certeza científica formal da existência de risco grave ou irreversível à saúde. Busca, assim, prevenir possíveis agravos à saúde dos trabalhadores causados pela utilização de processos produtivos, tecnologias, substâncias químicas, equipamentos e máquinas, entre outros. Requer, na tomada de decisão em relação ao uso de determinadas tecnologias, que o ônus da prova científica passe a ser atribuído aos proponentes das atividades suspeitas de danos à saúde e ao ambiente.

NR 3 - EMBARGO OU INTERDIÇÃO
3.1 Embargo e interdição são medidas de urgência, adotadas a partir da

constatação de situação de trabalho que caracterize risco grave e iminente ao trabalhador. 3.1.1 Considera-se grave e iminente risco toda condição ou situação de trabalho que possa causar acidente ou doença relacionada ao trabalho com lesão grave à integridade física do trabalhador. 3.2 A interdição implica a paralisação total ou parcial do estabelecimento, setor de serviço, máquina ou equipamento. 3.3 O embargo implica a paralisação total ou parcial da obra.

3.3.1 Considera-se obra todo e qualquer serviço de engenharia de construção, montagem, instalação, manutenção ou reforma.
3.4 Durante a vigência da interdição ou do embargo, podem ser desenvolvidas atividades necessárias à correção da situação de grave e iminente risco, desde que adotadas medidas de proteção adequadas dos trabalhadores envolvidos.

DADOS SOBRE ACIDENTES E AÇÕES NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE Tabela 1 - RELATÓRIO DAS ATIVIDADES EM VIGILÂNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO de 1996 a 2003 – Florianópolis/SC
Ano Vistorias Intimações Apreensões Interdições Multas

1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003

97 249 233 196 128 183 318 226

85 351 434 415 358 406 612 658

6 86 84 64 41 78 36 48

27 104 129 112 76 78 68 50

13 31 95 78 52 13 20 16

Total

1630

3319

443

644

318

RELATÓRIO DAS ATIVIDADES REALIZADAS EM SAÚDE DO TRABALHADOR
DADOS REFERENTES AO PERÍODO DE 1996 A 2003 – INDUSTRIA DA CONSTRUÇÃO

VISTORIAS X INTERDIÇÕES
350 300 250 200 150 100 50 0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 Vistorias Interdições

FALTA DE PROTEÇÃO CONTRA QUEDA DE ALTURA
100% 80% 60%
INTIMAÇÃO
Deuteronômio, 22, 8: "Quando você construir uma casa nova, faça um parapeito em torno do terraço, para que não traga sobre a sua casa a culpa pelo derramamento de sangue inocente, caso alguém caia do terraço.”

40% 20% 0% 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003

Instalação Elétrica Insegura
100% 80% 60%
INTIMAÇÃO

40%
INTERDIÇÃO

20% 0% 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003

Falta de uso de Equipamentos de Proteção Individual - EPI
100% 80% 60% 40% 20% 0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 ITENS INTIMADOS

Total Óbitos: 168

Fonte: SIM – Sistema de Informações de Mortalidade/DATASUS/MS

Causas detalhadas de óbito por Acidente de Trabalho ocorridos em Florianópolis de 1996 a 2012
Total Óbitos: 168

54
13 15

Queda (53) e Choque Elétrico (27)

Transporte

80

Forças Inanimadas
Não especificado

51

Fogo Afogamentos

Fonte: SIM – Sistema de Informações de Mortalidade/DATASUS/MS

Causas de Óbitos por AT - Transportes Florianópolis - 1996 a 2007

Total Óbitos: 45

7

1 8
Aéreo Outros Ônibus Transp. Pesado Automóvel Pedestre Ciclista Motociclista

3 2

7 12 5

Fonte: SIM – Sistema de Informações de Mortalidade/DATASUS/MS

MS - SVS “Vigilância de Violências e Acidentes-VIVA”

Frequência de casos de Acidente de Trabalho Atendidos em Florianópolis/SC (Hosp. Celso Ramos e UPA's) - Inquérito 2011
3% 33% SIM NÃO IGNORADO

64%

Fonte: Gerência de Vigilância Epidemiológica - GVE/SMS/PMF

Acidente de Trabalho/SC Por Parte do Corpo Atingida Acumulado de 2003 a 2011
6970 7167 12788 3951 4730 1309

Mão e Punho Membro Inferior Membro Superior Tornozelo e Pé Cabeça Tórax Múltiplas Partes Abdome

24805

101801

29434

Olho Pescoço
Fonte: AEAT INSS, 2013

33920

Acidente de Trabalho/SC por Amputação Traumática de parte do Corpo - Acumulado de 2003 a 2011
Punho/Mão
57 120 50 45 44 261 45 44

Tornozelo/Pé Perna Cotovelo/Antebraço Ombro Braço

534

Mult Regiões Corpo Parte da Cabeça Quadril/Coxa Parte Abdome/Dorso Parte Tórax
2254

Fonte AEAT – INSS, 2013

Pescoço

NORMA REGULAMENTADORA 18

INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

INFORMAÇÕES IMPORTANTES
Nº de trabalhadores na obra; Nº de pavimentos previstos para a edificação; O representante da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho) deverá acompanhar a vistoria juntamente com o preposto designado.

DOCUMENTAÇÃO OBRIGATÓRIA
ALVARÁ DE CONSTRUÇÃO – Emitido pela SMDU; ART - Anotação de Responsabilidade Técnica de execução; PCMAT - Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Industria da Construção; PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional e Relatório Anual do PCMSO; PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais; ASO’s – Atestados de Saúde Ocupacional; CERTIFICADO DE TREINAMENTO ADMISSIONAL – Para todos os trabalhadores; TERMO DE ENTREGA TÉCNICA – Antecede o uso de máquinas.

LEI Nº 14.655, de 16 de janeiro de 2009

Art. 1º As empresas de construção civil ficam obrigadas a promover vacinação antitetânica em todo o seu efetivo, no Estado de Santa Catarina.

TREINAMENTO
 Todo trabalhador deve receber treinamentos admissional e periódicos, sendo o admissional com carga mínima de 6 horas.  Informações sobre as condições e meioambiente de trabalho;  Riscos inerentes à sua função;  Uso adequado dos EPI’s;  Informações sobre os EPC’s existentes na obra.

ELEVADORES Os equipamentos de transporte vertical de materiais e de pessoas devem ser dimensionados por profissional habilitado e o seu operador um trabalhador qualificado. O uso de elevadores será precedido de Termo de Entrega Técnica, elaborado por profissional legalmente habilitado e anexado ao Livro de Inspeção do Equipamento.

O cabo de aço situado entre o tambor de rolamento e a roldana deve ser isolado por barreira que evite o contato acidental. A base para instalação da torre, do suporte da roldana livre (louca) e do guincho deve ser uma peça única, de concreto ou metal.

2,5 a 3 m

O guincho do elevador deve possuir de chave de partida e bloqueio contra acionamento por pessoa não autorizada. Em qualquer posição da cabina, o cabo de tração deve dispor, no mínimo, de seis voltas enroladas no tambor. O posto do operador do guincho deve ser isolado, coberto, e sinalizado. Deve possuir extintor de incêndio e o acesso de pessoas não autorizadas deve ser proibido.

A distância entre a viga superior da cabina e o topo da torre deve ser de, pelo menos, 4m. O trecho da torre acima da última laje deve ser mantido estaiado pelos montantes posteriores, para evitar o tombamento da torre no sentido contrário à edificação. As torres devem estar afastadas de redes elétricas energizadas ou isolados.

Os elevadores de materiais devem dispor de: Sistema de frenagem automática; Sistema de segurança eletromecânica instalado 2m abaixo da viga superior da torre; Sistema de trava de segurança para mantê-lo parado em altura além do freio do motor; Interruptor de corrente para que só se movimente com portas fechadas; Placa no interior do elevador de materiais indicando a carga máxima e a proibição de transporte de pessoas; e Cobertura.

Em todos os acessos à torre do elevador deve haver uma barreira com no mínimo 1,8m de altura. As torres devem ser equipadas com dispositivos que impeçam a abertura da cancela quando o elevador não estiver no pavimento. As torres de elevadores de materiais onde a cabine não for fechada por painéis fixos de no mínimo 2m de altura terão as faces revestidas com tela de arame ou material resistente.

As rampas de acesso à torre de elevador devem:  Possuir guarda corpo e piso resistentes e sem aberturas;  Ser fixadas à estrutura do prédio e da torre;  Ter inclinação descendente no sentido do prédio.

ELEVADOR DE PASSAGEIROS Nos edifícios com mais de sete pavimentos é obrigatória, na conclusão da concretagem da quinta laje, a instalação de elevador de passageiros que alcance toda a obra. É proibido o transporte simultâneo de carga e passageiros no elevador de passageiros. Quando ocorrer o transporte de carga, o comando do elevador será externo e mesmo sinalizado:
É PERMITIDO O USO DESTE ELEVADOR PARA TRANSPORTE DE MATERIAL DESDE QUE NÃO SIMULTÂNEO COM O TRANSPORTE DE PESSOAS.

ELEVADORES

Dispositivos de Segurança Obrigatórios

PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS DE ALTURAS É obrigatória a instalação de proteção coletiva onde houver risco de queda de trabalhadores ou de projeção de materiais, ferramentas e entulhos. Na periferia da edificação, a instalação de proteção contra queda de trabalhadores e projeção de materiais é necessária a partir do início dos serviços de concretagem da primeira laje.

1. 2.
3. 4.

GUARDA CORPO Travessão Superior - instalado a l,2m de altura; Travessão Intermediário - situado entre o rodapé e o travessão superior, a uma altura de 0,7m; Rodapé - apoiado sobre o piso de trabalho para impedir a queda de objetos; e Tela – elemento de preenchimento dos vãos entre as travessas;

Os vãos de acesso às caixas dos elevadores devem ter fechamento provisório de, no mínimo, 1,2m de altura, constituído de material resistente e seguramente fixado à estrutura, até a colocação definitiva das portas.

As aberturas no piso devem ter fechamento provisório resistente. Quando utilizadas para o transporte vertical de materiais, devem ser protegidas por guarda-corpo fixo e cancela no ponto de entrada e saída de material.

As escadas possuirão corrimão provisório que poderá ser de madeira, metal ou outros materiais.

PLATAFORMAS DE PROTEÇÃO Em todo perímetro de construções com mais de 4 pavimentos ou altura equivalente, é obrigatória a instalação de plataforma principal de proteção na primeira laje. Esta plataforma terá 2,5m de largura e complemento de 0,8m com inclinação de 45º. Será instalada logo após a concretagem da laje e retirada somente quando o revestimento externo acima dessa plataforma estiver concluído.

Acima da plataforma principal de proteção, devem ser instaladas, de 3 em 3 lajes, plataformas secundárias de proteção com 1,4m e complemento de 0,8m com inclinação de 45º. Cada plataforma deve ser instalada logo após a concretagem da laje e retirada somente após a vedação externa até a plataforma acima estiver concluída.

Na construção com pavimentos no subsolo, devem ser instaladas plataformas terciárias de proteção de 2 em 2 lajes a partir da plataforma principal. Estas plataformas devem ter 2,2m de largura e complemento de 0,8m com inclinação de 45º.

Em construções em que os pavimentos mais altos forem recuados, deve ser considerada a primeira laje do corpo recuado para a instalação de plataforma principal de proteção e aplicar as demais regras anteriores.

O perímetro da construção deve ser fechado com tela de segurança a partir da plataforma principal de proteção. A tela deve ser instalada entre as extremidades de 2 plataformas consecutivas e só poderá ser retirada após a conclusão da vedação da periferia da obra até a plataforma imediatamente superior.

ANDAIMES O piso dos andaimes deve ter forração antiderrapante completa, ser nivelado e fixado de modo seguro e resistente.

Os andaimes devem dispor de sistema guarda-corpo e rodapé em todo o perímetro, com exceção do lado da face de trabalho.
É proibida, sobre o piso de trabalho de andaimes, a utilização de escadas e outros meios para se atingirem lugares mais altos.

ANDAIMES SIMPLESMENTE APOIADOS
Podem ser fixos ou deslocar-se horizontalmente e devem ser apoiados sobre base sólida. É proibido trabalho em andaimes apoiados sobre cavaletes que possuam altura superior a 2m.

ANDAIMES SIMPLESMENTE APOIADOS Andaimes com mais de 1m de altura devem possuir escada. Os andaimes de madeira não podem ser utilizados em altura acima de 3 pavimentos ou equivalente. A estrutura dos andaimes deve ser fixada à construção. As torres de andaimes não podem exceder, em altura, 4 (quatro) vezes a menor dimensão da base de apoio, quando não estaiadas. Os andaimes simplesmente apoiados móveis, possuirão travas, de modo a evitar deslocamentos acidentais e serão utilizados somente em superfícies planas.

ANDAIMES FACHADEIROS São andaimes metálicos simplesmente fixados à estrutura na extensão da fachada. apoiados,

Os acessos verticais ao andaime fachadeiro devem ser feitos em escada incorporada a sua própria estrutura ou por meio de torre de acesso.

Os andaimes fachadeiros devem dispor de proteção com tela de arame galvanizado ou material de resistência e durabilidade equivalentes, desde a primeira plataforma de trabalho até pelo menos 2m acima da última plataforma de trabalho.

ANDAIMES EM BALANÇO São andaimes fixos, suportado por vigamento em balanço.

ANDAIMES SUSPENSOS  São aqueles cujo estrado é sustentado por travessas suspensas por cabos de aço e movimentado por meio de guinchos.  A sustentação de andaimes suspensos deve ser feita por meio de vigas, afastadores ou outra estrutura metálica de resistência equivalente, sendo proibido o uso de madeira.

ANDAIMES SUSPENSOS É proibida a fixação de vigas de sustentação com sacos com areia, pedras ou outras improvisações. Quando da utilização do sistema contrapeso, este deverá: 1.Ser invariável (forma e peso especificados em projeto); 2.Ser fixado a estrutura de sustentação dos andaimes; 3.Ser de concreto ou aço, com seu peso conhecido e marcado de forma indelével em cada peso; e
4.Ter dois cabos de aço em cada armação.

ANDAIMES SUSPENSOS Os quadros dos guinchos de elevação devem ser providos de dispositivos para fixação de sistema guarda-corpo e rodapé. Os guinchos mecânicos de elevação deverão: 1. Ter dispositivo que impeça o retrocesso do tambor (catraca); 2. Ser acionados por meio de alavancas ou manivelas, ou automaticamente, na subida e descida do andaime; 3. Possuir segunda trava de segurança; 4. Ser dotado da capa de proteção da catraca.

ANDAIMES SUSPENSOS

O trabalhador deve utilizar cinto de segurança tipo páraquedista ligado a trava-quedas em cabo-guia independente

ÁREAS DE VIVÊNCIA As obras devem dispor de áreas de vivência com: instalações sanitárias; vestiário; local de refeições; cozinha, quando houver preparo de refeições; área de lazer; alojamento; lavanderia; e ambulatório, se com mais de 49 trabalhadores.

INSTALAÇÕES SANITÁRIAS
Deverão ser construídas de modo a manter o resguardo conveniente, ter paredes e pisos laváveis e resistentes e ter recipientes para coleta de papeis usados. Dimensionamento: Lavatório, vaso sanitário e mictório: 1 conjunto para cada 20 trabalhadores ou fração; Chuveiros: 1 unidade para cada 10 trabalhadores ou fração.

VESTIÁRIOS
Os vestiários terão paredes e pisos resistentes e laváveis, cobertura, iluminação e instalações elétricas corretamente dimensionadas, instaladas e mantidas em perfeito estado de conservação. Serão disponibilizados armários individuais com fechadura cadeada e bancos em número suficiente para todos o usuários.

REFEITÓRIO
Terá paredes que garantam o isolamento durante as refeições, assim como não estará localizado no porão da edificação. Terá boa iluminação, água e lavatório instalado em suas proximidades ou no seu interior, mesas com tampos lisos e laváveis, ter depósito com tampa para detritos e não ter comunicação direta com as instalações sanitárias. Independente do número de trabalhadores e da existência ou não de cozinha, em todo canteiro de obras deverá haver local exclusivo para o aquecimento das refeições, dotado de equipamento adequado e seguro para o aquecimento.

COZINHA

A cozinha ficará próxima ao local das refeições será construída com paredes e pisos higienizáveis, terá pia, lixeira e equipamento de refrigeração dos alimentos.

ALOJAMENTO
O alojamento terá armários e paredes, piso, cobertura, ventilação e iluminação adequadas, conservadas e higienizadas. É proibida sua instalação nos porões de edificações, em locais úmidos ou insalubres.

O colchão deverá ser de, no mínimo, densidade 26 e ter pelo menos 10 cm de espessura.
No caso do uso de beliches, altura livre entre camas ou entre a última cama e o teto deverá ser, no mínimo, 1,20m;

ALOJAMENTO Não é permitido cozinhar e aquecer qualquer tipo de refeição dentro dos alojamentos. Deverá ser ainda fornecido água potável, filtrada e fresca por meio de bebedouro de jato inclinado ou similar, na proporção de 1/25 trabalhadores ou fração.

LAVANDERIA

A lavanderia deverá possuir tanques individuais ou coletivos, em número suficiente e local para secar e passar a roupa.

ESCAVAÇÕES
A distância mínima para depósito de qualquer material, seja proveniente de escavação ou que venha a ser utilizado posteriormente, deverá estar a uma distância de pelo menos a metade da profundidade escavada.

TAPUMES E GALERIAS
É obrigatória a colocação de tapumes ou barreiras sempre que se executarem atividades da indústria da construção, de forma a impedir o acesso de pessoas estranhas aos serviços. Podem ser usados diversos materiais para a construção do tapume, tais como madeira, compensado, blocos de concreto, tela de alambrado, telhas de fibrocimento, etc.

SERRALHERIA / ARMAÇÃO O setor de armação deve ser coberto para evitar a exposição a intempéries e a quedas de materiais. As lâmpadas serão protegidas contra impactos. Possuirá extintor de incêndio, sinalização de obrigatoriedade do uso de EPI e local adequado para a sua guarda.

SERRALHERIA / ARMAÇÃO A dobragem e o corte de vergalhões de aço em obra devem ser feitos sobre bancadas apropriadas, estáveis e afastadas da área de circulação de trabalhadores. Sua altura deverá ser condizente com o armador, evitando posturas incorretas.

SERRALHERIA / ARMAÇÃO
No corte com policorte, deve-se inspecionar periodicamente os discos abrasivos, inutilizando-os quando encontrar alguma irregularidade. O disco deve estar protegido por coifa metálica. É obrigatório o aterramento elétrico da serra e a proteção das correias e polias de transmissão.

CARPINTARIA O local de trabalho deve atender às mesmas exigência do setor de armação de aço.
A serra circular deverá: a) ter mesa com faces inferiores, anterior e posterior fechadas; b) ter a carcaça do motor aterrada eletricamente; c) ter disco afiado e travado, devendo ser substituído quando apresentar trincas, dentes quebrados etc; d) ter transmissões de força protegidas por anteparos; e) ter coifa protetora do disco, cutelo divisor e coletor de serragem.

ESCADAS

RAMPAS As rampas devem ser dotadas de sistema de guarda-corpo e rodapé.

PASSARELAS São plataformas horizontais para transposição de vãos entre planos de mesmo nível. Sua largura também obedecerá as dimensões recomendadas pela tabela de dimensionamento das escadas.

CADEIRA SUSPENSA Em quaisquer atividades em que não seja possível a instalação de andaimes, é permitida a utilização de cadeira suspensa, cuja sustentação deve ser feita por meio de cabo de aço ou corda sintética, que deve atender a todas as especificações técnicas de segurança previstas na NR-18. A cadeira suspensa deve dispor de: •Dispositivo de subida e descida com dupla trava de segurança; •Requisitos mínimos de conforto previstos na NR 17;

•Sistema de fixação do trabalhador por meio de cinto de segurança tipo paraquedista, ligado ao trava-quedas em cabo-guia com sistema de fixação independente.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS O projeto elétrico provisório da obra deve ser feito por profissional legalmente habilitado. A distribuição de energia elétrica deve ser feita através de quadros que conforme suas características dividem-se em:

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS Quadro principal de distribuição: destinado a receber a energia elétrica pela concessionária; Quadros intermediários: destinados a distribuir um ou mais circuitos a quadros terminais; Quadros terminais: são aqueles destinados a alimentar diretamente os equipamentos.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
As chaves elétricas devem ser blindadas e dotadas de dispositivos que só permitam o acesso de trabalhadores autorizados. Os cabos devem ser estendidos em lugares que não atrapalhem a passagem de pessoas e máquinas. A ligação dos equipamentos será por conjuntos plug e tomada. Apenas um equipamento por tomada.

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
A operação de máquinas e equipamentos que exponham o operador ou terceiros a riscos só pode ser feita por trabalhador qualificado e identificado por crachá. Devem ser protegidas todas as partes móveis dos motores, transmissões e partes perigosas das máquinas ao alcance dos trabalhadores. As estruturas e carcaças dos equipamentos que eventualmente possam ficar sob tensão, devem ser eletricamente aterradas.

LEGISLAÇÃO Arts. 8º I, 13 I, II, III e V, 24 caput, 30, 48, 49 e 132 da LCM N.º 239/06; Arts. 23, 24 e 25 do Decreto Estadual N.º 24.622/84; Arts. 7º, 12 e 25 da Lei Estadual N.º 6.320/83; Art. 1º da Portaria MT N.º 3.214/78;

Arts. 3º, 8º I d, II b, 9º I h e 13 I da Portaria MS Nº. 1.823/12.

Obrigado!

Jeancarlo Menegon Maurício Silva

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