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Paper - Jogos de Faz de Conta

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Toda criança gosta de brincar. Tudo o que faz, naturalmente irá se relacionar com o brincar. Na realidade, a brincadeira acompanhará toda a existência daquela criança. Como educadores, a boa notícia é que a brincadeira, o faz de conta, pode ser uma excelente ferramenta pedagógica. A questão é: Como isso se aplica?
Toda criança gosta de brincar. Tudo o que faz, naturalmente irá se relacionar com o brincar. Na realidade, a brincadeira acompanhará toda a existência daquela criança. Como educadores, a boa notícia é que a brincadeira, o faz de conta, pode ser uma excelente ferramenta pedagógica. A questão é: Como isso se aplica?

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A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS NO PROCESSO PEDAGÓGICO

Jogos de Faz de Conta
Flavio Aurélio da Silva Brim Professora: Janaina de Sousa Aragão Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Pedagogia – Metodologia e Conteúdos Básicos de Comunicação e Artes 27/Março/2009 RESUMO Toda criança gosta de brincar. Tudo o que faz, naturalmente irá se relacionar com o brincar. Na realidade, a brincadeira acompanhará toda a existência daquela criança. Como educadores, a boa notícia é que a brincadeira, o faz de conta, pode ser uma excelente ferramenta pedagógica. A questão é: Como isso se aplica? Palavras-chave: Criança, Processo Pedagógico, Jogos.

1 INTRODUÇÃO Na declaração universal do direito da criança está previsto que toda criança tem “Direito à educação e ao lazer infantil”. A grande pergunta é: Por que o lazer é importante para a criança? Não é novidade para ninguém que à medida que a criança brinca, ela aprende. Se isso é verdade, como podemos relacionar o “brincar” com o “processo didático”? Como professores, precisamos descobrir a grande ferramenta que temos em nossas mãos para o ensino – “O Brincar”. O “brincar” pode ser agrupado em quatro modalidades básicas: O brincar tradicional, o brincar de faz-de-conta, o brincar de construção e o brincar educativo. Procuraremos dar uma ênfase maior para o “brincar de faz-de-conta”.

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2 A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR A palavra lúdica tem sua origem no latim: Ludo significa “brincar”. O lúdico é uma necessidade humana. Segundo a Enciclopédia Barsa (1997, p.338 – v.8) “A denominação jogo é dada a diversas formas de atividades físicas ou mentais que têm por fim a recreação embora às vezes envolva também interesse financeiro”. A palavra jogo vem do latim LOCUS, que significa gracejo, zombaria e que foi empregada no lugar de ludus: brinquedo, jogo divertimento, passatempo. A criança brinca para conhecer-se a si própria e aos outros em suas relações recíprocas, para aprender as normas sociais de comportamento, os hábitos determinados pela cultura; para conhecer os objetos em seu contexto, ou seja, o uso cultural dos objetos; para desenvolver a linguagem e a narrativa; para trabalhar com o imaginário; para conhecer os eventos e fenômeno; que ocorrem a sua volta. O brincar é tremendamente importante para a criança. Toda criança gosta de brincar. A criança aprende brincando. Brincar faz parte do processo de formação da criança. Par a criança, brincar é uma forma prazerosa de aprender. Num primeiro momento a criança irá brincar sozinha, depois de um tempo aprenderá a brincar com sua família e finalmente aprenderá brincar com outras crianças, onde terá momentos de alegria e frustrações. Será através das brincadeiras que a criança se tornará mais ativa, criativa, aprenderá se relacionar com o próximo. A brincadeira é um instrumento pedagógico, pois prepara e exercita a criança para a vida adulta.
Ajuda na formação do seu caráter. Exercita o poder de concentração da criança. Através dessas atividades a criança fica mais alegre, vence obstáculos, desafia seus limites, despende energia, desenvolve a

coordenação motora seu raciocínio lógico, adquire confiança em si mesma e aprimora seus conhecimentos.

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3 Brincar – Uma Linguagem Precisamos ouvir o que o aluno está dizendo. Uma das formas disso acontecer á através das brincadeiras. Quando a criança está brincando, ela está falando. O que precisamos fazer é compreender essa linguagem. Bettelheim afirma que:
“Nenhuma criança brinca espontaneamente só para passar o tempo. Sua escolha é motivada por processos íntimos, desejos, problemas, ansiedades. O que está acontecendo com a mente da criança determina suas atividades lúdicas; brincar é sua linguagem secreta, que devemos respeitar mesmo se não a entendemos.” (Bettelheim, 1984, p.105)

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Vygotsky, se referindo a Piaget afirma “Até a idade de sete ou oito anos o jogo domina a tal ponto o pensamento da criança, que é muito difícil distinguir a invenção deliberada, da fantasia que a criança julga ser verdade” (VIGOTSKY, p.13). Quando a criança está brincando, ela está fazendo de conta que está vivendo a realidade. Ela está brincando com a realidade. As crianças de 2 à 3 anos tem entre 10 à 17% das brincadeiras como faz de contas. Já as crianças de 4 à 6 anos esse percentual aumenta para 33. O faz de contas é muito importante para a criança, pois ajuda a criança à: Conhecer o ponto de vista da outra criança, desenvolver suas habilidades, desenvolver sua criatividade, aprender a cooperar com os outros. O faz de contas ajuda a criança a desenvolve sua imaginação, desenvolver seus relacionamentos, tornar-se mais alegre, mais popular. A criança a desenvolver hipóteses, a resolver as questões conflitantes do dia-a-dia. Amplia sua capacidade de ver o mundo. A criança começa a descobrir os papéis da sociedade e a imitá-lo. Aprende a conviver com as regras. Aprende conhecer e desenvolver sua capacidade.

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5 Brincar – Um Desafio Para o Professor A brincadeira não deve acontecer ao acaso. Cabe ao professor se preparar para esse momento.
O professor tem que partir da realidade dos alunos, ver suas necessidades, buscar alternativas de interação. Ocorre que, na fase de mudança, esta tomada de consciência é importante, até que venha a se incorporar com um novo hábito. (VASCONCELLOS, 1995, p.74).

Os professores precisam buscar motivação para participarem com mais freqüência de brincadeiras que fazem parte do desenvolvimento intelectual e imaginário das crianças. Precisará cuidar do seu relacionamento com o aluno, pois será necessário um relacionamento tal que o aluno não tenha barreiras de brincar na presença do seu professor. O medo é outro obstáculo a ser enfrentado pelo professore para educar seus alunos utilizando o lúdico como ferramenta pedagógica, uma vez que nem todos se sentem confortáveis com a intimidade gerada através dessa dinâmica. O professor não deve tornar o jogo algo obrigatório. Deve buscar sempre jogos em que o fator sorte não interfira nas jogadas, permitindo que vença aquele que descobrir as melhores estratégias, estabelecer regras que possam ser modificadas no decorrer do jogo, trabalhar a frustração pela derrota na criança, no sentido de minimizá-la, e analisar as jogadas durante e depois da prática.

6 CONCLUSÃO A brincadeira, o faz de conta, é um grande momento da aprendizagem da criança. Se o professor conhecer a importância dos jogos, do lúdico, na vida da criança, entenderá a importância de trazê-los para dentro de seu universo na sala de aula. Claro que não caberá apenas ao professor esse esforço, mas também à direção da escola que deverá prover ao máximo possível as condições necessárias para que o professor avance nessa direção.

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Com toda certeza, as melhores lembranças do futuro adulto há de ser os momentos maravilhosos que, brincando, pode aprender.

7 REFERÊNCIAS BETTELHEIM, Bruno; Uma vida para seu filho. São Paulo; Artmed, 1984. 358p. VASCONCELLOS, Celso do S. Para onde vai o Professor? Resgate do professor como sujeito de transformações. São Paulo: Libertad, 1998 VIGOTSKY, S. L.; Pensamento e Linguagem. < http://www.scribd.com/doc/6643532/VygotskyL-S >. Acesso em: 25 de Mar. 2009.

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