MANUAL BÍBLICO SBB

M i s s ã o d a S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil:
D i f u n d i r a Bíblia c sua m e n s a g e m a todas as pessoas e a t o d o s os g r u p o s sociais c o m o i n s t r u m e n t o d e t r a n s f o r m a ç ã o e s p i r i t u a l , d e f o r t a l e c i m e n t o d e v a l o r e s éticos e m o r a i s e d e d e s e n v o l v i m e n t o c u l t u r a l e social.

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M a n u a l Bíblico S B B ; t r a d u ç ã o d e L a i l a h d e N o r o n h a . B a r u e r i , S P : S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil, 2 0 0 8 . 816 p. : il. ; 24,5 c m . T e x t o s bíblicos: A l m e i d a R e v i s t a e A t u a l i z a d a , 2 . e d . © 1 9 9 3 c N o v a T r a d u ç ã o n a L i n g u a g e m d e h o j e , © 2 0 0 0 , S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l . T í t u l o e m inglês: T h e N e w L i o n H a n d b o o k t o t h e Bible. 978-85-311-1118-1 1. Bíblia S a g r a d a 2. M a n u a i s Bíblicos 3. H i s t ó r i a d a Bíblia 4. T e r r a s Bíblicas I. S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l I I . N o r o n h a , L a y l a d e C D D - 220.9

C o p y r i g h t d o t e x t o © 1999 Pat e D a v i d A l e x a n d e r E d i ç ã o originalmente p u b l i c a d a e m inglês c o m o n o m e T h e N e w L i o n H a n d b o o k t o t h e Bible T r a d u z i d o para o p o r t u g u ê s a p a r t i r d a terceira e d i ç ã o e m inglês C o p y r i g h t d a edição inglesa © 1999 L i o n I I t i d s o n pie C o p y r i g h t desta t r a d u ç ã o 2008 S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l C o n s u l t o r e s : Rev. Dr. G . M i k e B u t t e r w o r t , Dr. D a v i d I n s t o n e - B r e w e r , Rev. Dr. R . T . F r a n c e , Dr. S u e G i l l i n g h a m , A l a n R. Millard, Rt. Rev. J o h n B. T a y l o r , Dr. S t e p h e n T r a v i s , Dr. B e n W i t h e r i n g t o n

O s direitos morais dos a u t o r e s f o r a m a s s e g u r a d o s P u b l i c a d o n o Brasil p o r S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil A v . Ceci, 706 - T a m b o r é B a r u e r i , SP - C E P 06460-120 C a i x a Postal 330 - C E P 0 6 4 5 3 - 9 7 0 w w w . s b b . o r g . b r - 0800-727-8888 T r a d u ç ã o : Lailah d e N o r o n h a e S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil R e v i s ã o , edição e d i a g r a m a ç ã o : S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil O s textos bíblicos c i t a d o s f o r a m e x t r a í d o s d a t r a d u ç ã o d e J o ã o F e r r e i r a d e A l m e i d a , R e v i s t a e A t u a l i z a d a , 2a edição © 1993 S o c i e d a d e B í b l i c a d o B r a s i l , e d a N o v a T r a d u ç ã o n a L i n g u a g e m d e H o j e , © 2 0 0 0 S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil Muitos dos t e x t o s s ã o a s s i n a d o s e r e p r e s e n t a m o p o n t o d e v i s t a d o s a u t o r e s . O c o n t e ú d o d o s textos é d e i n t e i r a r e s p o n s a b i l i d a d e d o s a u t o r e s e n ã o r e f l e t e , n e c e s s a r i a m e n t e , a p o s i ç ã o d a Sociedade Bíblica d o B r a s i l , q u e p u b l i c a a p r e s e n t e e d i ç ã o n o i n t u i t o d e s e r v i r o S e n h o r J e s u s Cristo e ajudar o l e i t o r a c o n h e c e r m e l h o r o L i v r o S a g r a d o .

Impresso e e n c a d e r n a d o na E s l o v é n i a E A 9 7 3 M B - 12.000 - 2008 - S B B

MANUAL BÍBLICO SBB
Editado por PAT E DAVID A L E X A N D E R

Sociedade Bíblica do Brasil

Lista de abreviaturas usadas

Prefácio

Abreviaturas gerais
d.C. a.C. cf. cap., caps, p. ex. etc. depois de Cristo antes de Cristo conferir capítulo(s) por exemplo et cetera 5., ss. NT AT v., vs. Pseguinte(s) Novo Testamento Antigo Testamento versiculo(s)
pagina

Livros bíblicos
Gn Êx Lv Nm Dl Js Jz Rt ISm 2Sm 1RS 2Rs lCr 2Cr Ed Ne Et Jó SI Pv Ec Ct Is Jr Lm Ez Dn Os
Jl

Am Ob Jn Mq

Gênesis Êxodo Levítico Números Deuteronômio Josué Juizes Rute lSamuel 2Samuel IReis 2Reis 1 Crônicas 2Crônicas Esdras Neemias Ester Jó Salmos Provérbios Eclesiastes Cântico dos Cânticos Isaías Jeremias Lamentações Ezequiel Daniel Oséias Jool Amos Obadias Jonas Miquéias

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Naum Habacuque Sofonias Ageu Zacarias Malaquias Mateus Marcos Lucas João Atos Romanos ICoríntios 2Corintios Gálatas Efésios Filipenses Colossenses ITessalonicenses 2Tessalonicenses ITimóteo 2Timóteo Tito Filemon Hebreus Tiago 1 Pedro 2Pedro Uoão 2João 3João Judas Apocalipse

A Bíblia é o livro mais distribuído e lido d o m u n d o . A l g u n s a l ê e m p o r curiosidade, alguns c o m o parte d e u m a busca espiritual, outros p o r causa d o seu rico l e g a d o cultural. Este Manual foi criado para ser u s a d o c o m a Bíblia; para estar j u n t o dela. N ã o é apenas para referência, falando a o leitor sobre a Bíblia. A intenção é reunir informação q u e antes só p o d i a ser encontrada e m vários livros d e referência d i f e r e n tes. Isto é feito tanto visualmente c o m o pela palavra escrita. As ilustrações, os mapas e diagramas são incluídos, n ã o para e m b e l e z a r o t e x t o , mas para esclarecer seu significado. O Manual p o d e ser usado c o m qualquer v e r s ã o o u tradução da Bíblia. ' A l é m d e ser u m livro para ser u s a d o c o m a Bíblia, o Manual t a m b é m estará j u n t o a o leitor, convidativo e acessível. A o editar o Manual tínham o s e m m e n t e as pessoas q u e estão c o m e ç a n d o a estudar a Bíblia. Assim, n e n h u m c o n h e c i m e n t o prévio é necessário. Os vários colaboradores especializados c o m u n i c a m d e f o r m a simples — n ã o simplista. T e r m o s técnicos são usados o m í n i m o possível. Q u a n d o são usados, são explicados. O o b j e t i v o principal é ajudar o s leitores a e n t e n d e r o próprio t e x t o da Bíblia. As seções-guia — Parte 2 sobre o A n t i g o T e s t a m e n t o e Parte 3 sobre o N o v o — analisam cada livro, parte p o r parte, r e s u m i n d o e f a z e n d o a n o t a ç õ e s o n d e e x p l i c a ç õ e s s ã o necessárias. P e q u e n o s a r t i g o s d e destaque, escritos p o r especialistas, p e r m i t e m q u e interesses específicos sejam investigados e m maior detalhe. O s passos seguintes são interpretar o q u e é lido e apreciar o q u e a Bíblia p o d e nos dizer hoje. Isto significa descobrir se u m d e t e r m i n a d o livro é escrito c o m o poesia o u prosa, história o u carta — e seu c o n t e x t o histórico. O s diagramas e artigos na Parte 1 foram projetados para ajudar nesta parte. E a Parte 4, o Auxílio Rápido, facilita e agiliza a localização d e informação sobre p e r s o n a g e n s , lugares, assuntos e ilustrações. Abrir a Bíblia e m Gênesis e ler direto até A p o calipse g e r a l m e n t e n ã o é a m e l h o r m a n e i r a d e começar! " C o m o Ler a Bíblia" (na Parte 1) o f e r e ce várias alternativas úteis. O Manual p o d e estar s e m p r e à mão, qualquer q u e seja o p o n t o d e partida d o leitor: u m livro da Bíblia, u m p e r s o n a g e m

bíblico, uma questão específica, arqueologia bíblica, cultura, literatura. A l g u m a s pessoas p r e f e r e m uma leitura mais superficial; outras g o s t a m d e ir a fundo.

Por que uma edição completamente nova?
0 Manual foi publicado pela primeira v e z e m 1973. E m 1983 foi revisado l e v a n d o e m consideração as novas traduções importantes q u e haviam surgido naquele p e r í o d o . E m 25 anos, as v e n d a s atingiram a marca d o s três milhões e o Manual já foi publicado e m 28 línguas e m t o d o o m u n d o . Nas palavras d e u m editor asiático, ele se t o r n o u uma "obra seminal". 0 p r o p ó s i t o desta revisão mais a m p l a é servir os leitores n o n o v o m i l ê n i o . S e n t i m o - n o s estimulados a reescrever o texto e reformular a o b r a c o m o u m t o d o . T e m o s muitas f o t o g r a fias novas para ajudar a imaginar o passado e o livro t e m mapas e diagramas n o v o s . O m a n u a l levou e m consideração as n o v i d a d e s na área d a pesquisa bíblica e coloca a Bíblia b e m d e n t r o de seu c o n t e x t o histórico. Ele t a m b é m reflete as preocupações mais recentes d o s leitores. C o n v i damos m u i t o s c o l a b o r a d o r e s n o v o s , h o m e n s e mulheres, para c o m p a r t i l h a r seu c o n h e c i m e n t o . Um poeta fala s o b r e Salmos, u m a autora t a l e n tosa c o m muitos anos d e e x p e r i ê n c i a n o O r i e n t e Médio e s c r e v e u e s t u d o s s o b r e as m u l h e r e s d a Bíblia. L e v a m o s e m conta os interesses tias pessoas — n o c u i d a d o c o m a criação, nas histórias (que t ê m u m papel t ã o i m p o r t a n t e na narrativa da Bíblia), na justiça, n o papel d a mulher, n u m a sociedade multirreligiosa, n o lugar d a Bíblia n o mundo atual... C o m o nas edições anteriores, o t e x t o bíblico foi considerado assim c o m o ele aparece e m nossas Bíblias, l e v a n d o e m conta seus tipos diferentes de literatura. A maior p r e o c u p a ç ã o é c o m o c o n teúdo e significado d a Bíblia, n ã o c o m questões de interesse m e r a m e n t e técnico. Nos assuntos e m que há controvérsias, tentamos mostrar isso, s e m necessariamente entrar n o debate. Somos gratos aos eruditos por compartilharem os frutos d o seu trabalho c o m u m público mais amplo. A s obras d e referência clássicas n o nível mais acadêmico f o r a m fonte vital d e informação.

A g r a d e c e m o s a todos q u e c o n t r i b u í r a m c o m este livro direta o u indiretamente, c o m p a r t i l h a n d o seu discernimento s o b r e o e n s i n a m e n t o bíblico, disp o n i b i l i z a n d o s e u p r ó p r i o material, o u simplesm e n t e p o r seu entusiasmo n o e s t u d o da Bíblia e sua convicção d e sua relevância e seu p o d e r para transformar vidas. T a m b é m s o m o s m u i t o gratos àqueles q u e ajud a r a m d e tantas outras formas. A l g u n s são m e n cionados e m "Agradecimentos", e m b o r a isto n ã o faça j u s a o valiosíssimo auxílio v i n d o d e várias fontes — d e s d e diretores d e m u s e u s e coleções àqueles q u e d e r a m h o s p e d a g e m , ajuda, informação e acima d e t u d o incentivo. Pessoalmente, n e n h u m o u t r o livro t e v e u m p a p e l tão significante e m nossas vidas q u a n t o a Bíblia. E s p e r a m o s q u e o Manual na sua n o v a forma ajude futuras gerações d e leitores a e n t e n der a Bíblia e m t o d a a sua atualidade.

Pat e David Oxford

Alexander

Conteúdo

INTRODUÇÃO O ANTIGO À BÍBLIA TESTAMENTO
Veja o índice completo a página 11 Veja o índice completo à página 97 Introdução 98 •••••• C O M E Ç A N D O A ESTUDAR A BÍBLIA 12 A BIBLIA N O SEU C O N T E X T O 24

OS "CINCO LIVROS" Gênesis a Deuteronômio 108 A HISTÓRIA DE ISRAEL Josué a Ester 220 POESIA E SABEDORIA Jó a Cântico dos Cânticos 344 OS PROFETAS Isaías a Malaquias 408

E N T E N D E N D O A BIBLIA 44

TRANSMITINDO A HISTORIA 60

A BIBLIA H O J E 78

O NOVO TESTAMENTO
Veja o índice completo à página 525 Introdução 527

AUXÍLIO RÁPIDO
Página 779

OS E V A N G E L H O S E A T O S Mateus a Atos 538 AS EPÍSTOLAS Romanos a Apocalipse

REFERÊNCIA RÁPIDA A MAPAS E DIAGRAMAS • Os livros da Bíblia 14 • Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo 26 • A Bíblia no seu tempo 28 • Entendendo a Bíblia 50 • A história do Antigo Testamento 100 • Israel nos tempos do Antigo Testamento 104 • Reis de Israel e Judá 306 • Os profetas no seu contexto 414 • Israel nos tempos do Novo Testamento 526 • A história do Novo Testamento 536

Rev. Dr. Gerald LBray, John H. Eaton, ex-Professor de Paula Gooder, Professora de Autores e C o l a b o r a d o r e s Professoranglicano de Divindade, Antigo Testamento, Universidade Estudos Bíblicos, Faculdade Escola de Divindade de Beeson, Universidade de Samfotd, Alabama; autor de Biblical interpretation, past and present: • Interpretando a Bíblia através dos séculos Rev. Dr. Richard A. Burridge, Deão do King's College, Londres, e Professor Honorário deTeologia; autor de What are the Gospels?, Four Gospels, One Jesus? eJohn na série People's Bible Commentary: • Estudando os evangelhos

David ePat Alexander, editores do Manual original; até 1994 respectivamente Diretor e Editora Chefe de Lion Publishing, Oxford: • Todos o$ íoiografíos (exceto aquelas descritas em Agradecimentos) íorom tirados especialmente por David Alexander • Esboço da Bíblia nas Panes 2 ei, com anotações eartigos por Pol Alexander, exceto aqueles atribuídos a outrem

Rev. Dr. Mike Butterworth, Diretor de St Albans e Oxford Ministry Course; especialista Rev. David Barton, Chefe em história do Antigo de Serviços de Informação, Diocese das Escolas de Oxford: Testamento e Profetas: • Os Profetas • laco, iosé, Davi, Retrato deleremias George Cansdale (in memorian), Rev. Dr.Craig Superintendente, Sociedade Bartholomew. . p s q u i s a d o i da Escola de Teologia e Estudos Zoológica de Londres: Religiosos, Escola Superior de • As codornizes, Pescando ChetenhameGloucester: no Lago da Galileia • 0 texto e a mensagem Rev. Colin Chapman, Professor de Estudos Islâmicos, Dr. Richard Bauckham, Professor de Estudos do Novo Escola de Teologia do Oriente Próximo, Beirute; escritor Testamento, Universidade sobre conflitos entre árabes de St Andrews: • Uma história do ponto de vista e israelenses e relações entre cristãos e muçulmanos: feminino (Bufe), Perspectivas • A terra prometida, "Guerra de mulheres nos Evangelhos, Santa" Entendendo o Apocalipse
;,

R.J.Berry, Professor de Genética, Universidade de Londres: • Comentários de um geneticistafsobre nascimento virginal) Dr. John Bimson, Diretor de Estudos e Professor de Antigo Testamento, FaculdadeTrinity, Bristol; autor de The World of theOld Testament; consultor, lllustrated Encyclopedia olBible Places: • Recriando o passado, Vida Nômade, Vida Sedentária

Rabino Dan Cohn-Sherbok, Professor de Judaísmo, Departamento deTeologia e Estudos Religiosos, Universidade de Wales, Lampeter: • A Bíblia Hebraica Rev. A. E. Cundall, ex-diretor, Faculdade Bíblica de Vitória, Austrália; autor de vários livros e estudos relacionados com o Antigo Testamento: • Examinando a cronologia dos reis

Dra. Katharine Dell, Professora de Divindade, Universidade de Cambridge; E.M.BIaiklockijn memorian) Professor Emérito Professora e Diretora de dos Clássicos, Universidade de Estudos na Faculdade St Catherine; especialista em Jó Auckland, Nova Zelândia: e literatura de sabedoria: • A família Herodes, Um historiadorovalia o Movo • Entendendo ló, Sabedoria Testamento em Provérbios eló

de Birmingham; autor de estudos Ripon, Cuddesdon, Oxford; sobre Salmoseos Profetas: estudos especializados: • Os Salmos em seu contexto evidência para crença no misticismojudaico no Novo Dr. Mark Elliot, Professor de Testamento, teologia feminista, Teologia Histórica e Sistemática, interpretação bíblica: Universidade de Nottingham: • Entendendo Cotossenses com Dr.StephenTravis: M Lista Aprovada Rev. Dr. Michael Green, o cânon das Escrituras, Estudioso do Novo Testamento, Livros deuterocanónicos autor e professor; Consultor de Evangelismo para os Arcebispos Dra. Grace I. Emmerson, de Canterbury e York: ex-membro do Departamento • "Boas Novas!"-dos primeiros deTeologia, Universidade cristãos, Dons espirituais de Birmingham: Rev.GeoffreyW.Grogan. • Entendendo Oséias ex-diretor, Instituto de Mary J. Evans, Diretor do Curso Treinamento Bíblico, Glasgow: de Vida e Ministério Cristãos e • 0 Espírito Santo em Atos Professora de Antigo Testamento, Faculdade Bíblica de Londres: Dr. P. DerynGuest, Professor de Bíblia Hebraica, • Profetas e profecia Universidade de Birmingham, Rev. David Field, exFaculdade Westhill: vice-presidente, Faculdade • Entendendo luízes Teológica de Oak Hill, Londres: Michele Guiness, Jornalista • 0 reino de Deus e escritora freelance judaicoRev. Dr. R. T. (Dick) France, cristã: ex-diretor de Wycliffe Hall, • Páscoa e a Última Ceia Oxford; estudioso do Novo Dr. Donald Guthrie Testamento e escritor: • Religião judaica no período (in memorian), Vice-diretor, Faculdade Bíblica de Londres: do Novo Testamento, Jesus • As Cartas (revisado para eo Antigo Testamento, "Deus esta edição pelo Rev. Dr. conosco" - a encarnação, StephenMotyer) 0 Antigo Testamento no Novo Testamento, A Dispersão judaica Richard S. Hess, Professor de Antigo Testamento, Seminário Frances Fuller, autora, editora e ex-diretora de Baptist de Denver, Colorado; Publicatioits, Beirute; residente do especialista em Bíblia e Oriente Médio por muitosanos: Oriente Próximo antigo: • Nomes de pessoas em • Sara, Agar, Retrato de Rute, Gnl—11 Ana, Retrato de Ester, Maria, Marta e Maria, Maria Madalena Colin Humphreys, Professor Dr. David Gill, Professor sênior de Ciência de Materiais, de História Antiga, Universidade Universidade de Cambridge: m A estrela de Belém, deWales, Swansea: 0 recenseamento • A provinda romana da ludéia, A cidade de Atenas, Dr. David historie Brewer, Governo romano, Cultura grega, Pesquisador, TyndaleHouse A cidade de Roma, A cidade de and Library for Biblical Corinto, A cidade de Éfeso Research, Cambridge: • lesus e dinheiro, iesus e as Dr. John Goldingay. cidades, lesus e as mulheres Professor de Antigo Testamento, Seminário Rev. Philip Jenson, Professor Teológico Fuller, Pasadena, de Antigo Testamento, Califórnia; autor de Models FaculdadeTrinity, Bristol: for Scripture e Models for • Um estilo de vida: Os Dez Interpretation of Scripture: Mandamentos, Sacerdócio no • Dicas para entender la Bíblia) Antigo Testamento

Dr. Philip Johnston, Professor de Antigo Testamento, Wycliffe Hall, Oxford: • PosiçõesdoAntigo Testamento com relação ao pós-morte Rev. F. D. Kidner, ex-Diretor de TyndaleHouse and Library for Biblical Research, Cambridge: • Poesia e sabedoria Dr.K.A. Kitchen, ex-Professor de Egípcio e Copta, Escola de Arqueologia e Estudos Orientais, Universidade de Liverpool: • Egito Dr. Nobuyoshi Kiuchi, Professor de Antigo Testamento, Universidade Cristã de Tóquio: • Sacrifício Dr. Todd E. Klutz, Seminário Teológico de Dallas e Faculdade de Wheaton; doutorado em demonologia antiga e exorcismo, Universidade de Sheffield; Professor de Novo Testamento, Universidade de Manchester: m Magia no Antigo Testamento J. Nelson Kraybill, Presidente do Seminário Bíblico Menonita.Elkhart, Indiana; autor de Imperial Cult and Commercein John s Apocalypse: • Adoração do imperador eApocalipse Dra. Melba Padilla Maggay, Presidente do Instituto de Estudos sobre Igreja e Cultura Asiáticas, Manila, Filipinas: • Perspectivas culturais: OrienteeOcidente Dr. I. Howard Marshall, Professor de Exegese do Novo Testamento, Universidade de Aberdeen; estudos especializados - Lucas-Atos, as Cartas de João e as Cartas Pastorais (Timóteo eTito): • Os Evangelhos e Jesus Cristo, Os milagres do Novo Testamento Rev. Dr. Andrew McGowan, Diretor, Instituto Teológico Highland, Elgin: • Os doze discípulos de Jesus

Alan R. Miilard, Professor de Hebraico e Línguas Semíticas, Universidade de Liverpool; Membro da Sociedade de Antiquários e palestrante internacional sobre arqueologia bíblica: • 0Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo, Histórias da criação, Histórias do dilúvio, Abraão, Onde ficavam Sodoma e Gomorra?, Moisés, (idades da conquista, Cananeus e filisteus, A arca perdida, 0 templo de Salomão e suas reconstruções, 0 escriba, Os assírios, Os babilónios, Os persas Evelyn Miranda Feliciano, escritora e Professora, Instituto de Estudossobrea Igreja e Cultura Asiáticas, Manila, Filipinas: m A justiça e os pobres Rev. J. A. Motyer, ex-Professor de Antigo Testamento: • Os nomes de Deus, A importância do tabernáculo. Os Profetas (com Dr. Mike Butterworth) Rev. Dr. Stephen Motyer, Professor de Novo Testamento e Hermenêutica, London Bible College: • As cartas, Paulo Rev. Dr. Stephen Motyer, Professor de Novo Testamento e Hermenêutica, London Bible College: • As Cartas, Paulo Rev. Dr. Michael Nazir-Ali, Bispo de Rochester, ex-diretor da Church Mission Society e exbispo de Raiwind, Paquistão: mO Cordoe a Biblia Dr. Stephen Noli, Professor de Estudos Bíblicos na Escola Ministerial Episcopal deTrinity, Amridge, Pensilvânia; autor de AnjosdeLuz, Poderes das Trevas: Pensando biblicamente sobre anjos, Satanás e principados: • Anjos no Bíblia Meie Pearse, Chefe de Departamento, Faculdade Bíblica de Londres; Professor convidado de História da Igreja, Seminário Teológico Evangélico, Osijek, Croácia: • Nosso mundo—o mundo deles

Rev. Dr. John Polkinghorne, ex-professor de Física Matemática, Universidade de Cambridge; Membro da Sociedade Real: • A Bíblia do ponto de vista de um cientista

Claire Powell, Professora de Novo Testamento, Grego, Cristologia, Hermenêutica e Gênero na Faculdade Cristã de Todas as Nações, Ware, Herts: Steve Turner, poeta, • Mulheres de fé, A Bíblia do jornalista e autor de vários ponto de vista feminino livros de poesia e biografia: • Salmos do ponto de vista Professor Sir Ghillean de um poeta Prance, Diretor do Jardim Botânico Real, Kew, Inglaterra: Rev. Dr. Peter Walker, • Pessoas como Professor de Novo Testamento, Wycliffe Hall, Oxford; autor administradoras de Deus de lesus and the Holy City: Dr.Vinoth • lerusalém no período Ramachandra, Secretário do Novo Testamento Regional da Associação Sul Asiática Dr. Steve Walton, de Estudantes Evangélicos, Professor de Novo Colombo, Sri Lanka; autor Testamento, Faculdade de Recovery ofMissions, Gods de St John, Nottingham; thatfail: especialista em Lucas-Atos. • lesus numa sociedade pluralista • 0 que é a Bíblia?, Divulgando a palavra - a tarefa Dr. Harolcl Rowdon da tradução Ex-professoreinstrutor residente, Faculdade Bíblica Walter WangerinJr., de Londres; editor-chefe Ocupante da cátedra e secretário internacional Jochum da Universidade de de Partnership, uma rede Valparaíso, Indiana; professor de igrejas independentes: de Literatura e Redação; • Soldados romanos no Novo teólogo e escritor; autor de 0 Livro de Deus: A Bíblia Testamento, Pilatos Romanceada: Rev. J. A. Simpson, Deão • A Bíblia como uma história de Canterbury: • 0 nascimento virginal Rev. Dr.JoBailey Wells. Deã, Faculdade Clare, Reva.VeraSinton, Cambridge: Ex-diretora de Estudos • Contadores de histórias Pastorais, Wycliffe Hall, a tradição oral, Os escribas, Oxford: O trabalho dos editores • Questões sexuais na igreja de Corinto Dr. Gordon Wenham, Professor de Estudos do Antigo Rev. John B.Taylor, Testamento, Escola Superior de Estudioso do Antigo Cheltenham e Gloucester; Testamento e ex-bispo de St • Alianças e tratados Albans: no Oriente Próximo • Introdução ao Antigo Testamento, Os "Cinco Livros" Rev. David Wheaton, História de Israel Cónego emérito da Catedral de St Alban; Dra. JoyTetley, Diretor ex-diretor da Faculdade do Curso Anglicano de Teológica Oak Hill, Londres; Treinamento Ministerial, Capelão honorário de Sua Cambridge: Majestade, A Rainha: • Entendendo Hebreus • A ressurreição de Jesus

Dr. Stephen Travis, Vice-reitor e diretor de Pesquisa, Faculdade de St lohn, Nottingham; especialista em Novo Testamento: • Lendo a Bíblia; comDr.MarkEIliot: • Lista aprovada o "cânon" das Escrituras, Livros deuterocanónicos

Rev.Dr.D.Wilkinson. Professor de Apologética Cristã e diretor do Centro de Comunicação Cristã, Faculdade de St John, Universidade de Durham; astrofísico teórico e Membro da Sociedade Astronômica Real; palestrante e radialista sobre questões relacionadas com ciência e religião; autor lieGod.theBigBangand Stephen Hawking eAlone in the Universe? • Deus e o universo HughG.M.Williamson, Ocupante da cátedra Regius de hebraico, Universidade de Oxford: • Entendendo Isaías RobertWilloughby, Professor de Novo Testamento, Faculdade Bíblica de Londres, especialista em Evangelhos e teologia política: MA paz de Deus, Amor

Introdução à Bíblia
COMEÇANDO A ESTUDAR A BÍBLIA 14 18 22 Os livros da Bíblia 0 que é a Bíblia? Lendo a Bíblia 26 A BÍBLIA NO SEU CONTEXTO Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo A Bíblia no seu tempo Recriando o passado A terra de Israel Animais e aves Arvores e planias 0 calendário de Israel ENTENDENDO A BÍBLIA TRANSMITINDO A HISTÓRIA A BÍBLIA H O J E 46 yj 52 53 58 28 30 36 38 40 42 Dicas para entender 62 Entendendo a Bíblia 64 A Bíblia como uma história 66 68 Interpretando a Bíblia através dos séculos 70 0 Texto e a mensagem 74 Contadores de histórias — a tradição oral Os escribas 0 trabalho dos editores A Bíblia Hebraica Uma lista aprovada — o "cânon" das Escrituras Divulgando a palavra — a tarefa da tradução 80 83 86 89 92 95 Perspectivas culturais — Oriente e Ocidente lesus numa sociedade pluralista 0 Corão e a Bíblia A Bíblia do ponto de vista feminino A Bíblia do ponto de vista de um cientista Nosso mundo — o mundo deles

COMEÇANDO A ESTUDAR A BÍBLIA

Introdução à Bíblia

livros da Bíblia
ANTIGO TESTAMENTO (39 livros) OS "CINCO LIVROS"

Gênesis Êxodo Levítico Números Deuteronõmio

Estes livros c o n t ê m histórias sobre a criação do m u n d o , o g r a n d e d i l ú v i o e o s pais ( c m ã e s ! ) d a nação d e Israel (Gênesis); a escravidão no Egito c o êxodo (Êxodo): e os 4 0 anos de p e r e g r i n a ç ã o n o "deserto" do Sinai (Números; Deuteronõmio). Eles t a m b é m r e g i s t r a m o d o m d a lei d e D e u s p a r a s e u p o v o r e s u m i d o nos D e z M a n d a m e n t o s ( Ê x o d o ; Deuteronõmio) e regras detalhadas para sacrifício e a d o r a ç ã o , c e n trados no tabernáculo ( t e n d a especial d e D e u s ) (Êxodo; Levítico).
Horus, simbolizado por este olho. era u m d o s deuses d o Egito, onde os israelitas foram escravizados.

Começando a estudar a Bíblia

15

HISTORIA DE ISRAEL

POESIA ESABEDORIA

OS PROFETAS

Josué Juízes Rute 1 e 2Samuel 1 e2Reis 1 e 2Crônlcas Esdras Neemias Ester

Jó Salmos Provérbios Eclesiastes Cântico dos Cânticos

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Isaías Jeremias Lamentações Ezequiel Daniel

O shqfar, feito de chifre j de carneiro, era roçado para chamar os israelitas à batalha.

12 "profetas menores": Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias

C o m e ç a n d o c o m a conquista da terra p r o m e t i d a ( J o s u é ) , estes l i v r o s dão continuidade à história da nação, de seus heróis e daqueles que falhar a m para c o m a nação a o desviá-la de Deus. O período de liderança dos "juízes" (Gideão, S a n s ã o e o u t r o s ) t e r m i n a com S a m u e l , q u e u n g i u os primeiros reis de Israel. D e p o i s d o s reis S a u l , Davi e Salomão (1 e 2 S a m u e l ; I R e i s ) , as dez tribos d o N o r t e se separaram e f o r m a r a m o R e i n o de Israel, e n q u a n to a l i n h a g e m de D a v i c o n t i n u o u e m Judá. A q u e d a d e S a m a r i a nas mãos da Assíria m a r c o u o f i m de Israel. Mas u m remanescente d c J u d á s o b r e v i v e u à destruição de J e r u s a l é m e r e t o r n o u do exílio n a Babilônia. R e n o v a n d o sua obediência à lei de D e u s , reconstruír a m o T e m p l o e as m u r a l h a s da cidade (Esdras; Neemias).

Estes livros c o n t ê m a m a i o r parte d a poesia da Bíblia e a "sabedor i a " ( g r a n d e parte c m f o r m a de provérbios: Provérbios, Eclesiastes) q u e e r a b a s t a n t e p o p u l a r no Oriente Próximo antigo por volta da época d o Rei S a l o m ã o . J ó é u m a dramatização poética sobre o sofrimento. Salmos é u m livro de hinos. Cântico dos Cânticos é poesia r o m â n t i c a lírica.

O s profetas t r a z i a m a palavra de Deus a seu povo: advertindo sobre o julgamento ( q u a n d o o p o v o se desviava de Deus) incentivando c o m esperança e promessas (nos m o m e n t o s difíceis). A m a i o r i a v i v e u nos séculos 8 e 7 a . C , q u a n d o a nação estava sob ameaça, prim e i r o dos assírios e depois dos babilônios. A m ó s falou pela justiça a favor dos O povo de Israel mulras vezes pobres. A l g u n s p e r t e n c e m trocou o Deus ao p e r í o d o d o retorno do verdadeiro por ídolos. Esta é e x í l i o . V á r i a s profecias (as uma imagem de m a i s c o n h e c i d a s estão e m Baal, deus dos cananeus. Isaías) p r e v ê e m a v i n d a do "Messias", que D e u s e n v i a r i a p a r a l i b e r t a r seu p o v o e r e i n a r c o m justiça e p a z .
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Introdução à Bíblia

LIVROS DEUTEROCANÔNICOS/APÓCRIFOS

NOVO TESTAMENTO (27 livros)

Incenso foi uni dos presentes que os magos trouxeram ^ p a r a o menino esus.

OS EVANGELHOSE ATOS

Tobias Judite Adições a Ester Sabedoria de Salomão Eclesiástico Baruque 1 e2Esdras Carta de Jeremias

Oração d e Azarias/Cântico dos três jovens Susana Bel e o D r a g ã o 1,2,3, e4Macabeus O r a ç ã o de Manasses

O mais antigo • fragmento do v ,p-. Evangelho de João K ^ J / V W>íá data de 125-130 . .,d.i.. • r ***lKt:V;;.iK • w :

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Mateus Marcos Lucas João Atos

A Judeia estava sob domínio romano n o período do NT.

G r a n d e parte deste material adic i o n a l , i n c l u í d o n a s Bíblias C a t ó l i c a s , mas, e m g e r a l , ausente nas edições protestantes, v e m da tradução g r e g a (Septuaginta) da Bíblia h e b r a i c a . Macabeus relata a luta j u d a i c a pela i n d e p e n d ê n c i a n a é p o c a " e n t r e os Testamentos". Veja t a m b é m "Livros deuterocanônicos".

p Evangelho de João registra como Jesus transformou em vinho a água de jarros como este.

Canetas, tinta e estojo d o período d o NT.

Póncio Pilatos o governador romano que mandou cunhar esta moeda, autorizou a crucificação de Jesus.

O Códice Sinaítico, que data d o século 4 d . C , contém todo o N T ,

Os quatro evangelhos registram a vida de Jesus, principalmente seus três a n o s c o m o p r e g a d o r itiner a n t e , e a s e m a n a f i n a l e m q u e foi crucificado. Sua ressurreição é considerada confirmação de sua reivindicação de ser o Messias/"Filho de Deus" prometido. Todos se b a s e i a m n a e v i d ê n c i a de testemunhas oculares dentre seus seguidores mais chegados: cada autor tem seu próprio propósito e m contar a história. Atos é a continuação do Evangel h o d e L u c a s , a h i s t ó r i a d e c o m o os primeiros cristãos, principalmente P e d r o e P a u l o , d i f u n d i r a m as " b o a s novas" de Jesus entre judeus e gentios, c h e g a n d o até a p r ó p r i a R o m a .

2e3João Judas Apocalipse A s 13 primeiras cartas — escritas para "novas igrejas" recém-formadas — l i d a m c o m situações específicas. Escrita para cristãos perseguidos. Hebreus (mais parecido c o m u m sermão do que u m a carta) é u m livro a n ô n i m o . . A s outras. embora u m a carta circular. e as necessidades d c líderes. d i r i g e m se a grupos mais amplos d e cristãos. o m a l ser finalmente destruído.Começando a estudar a Bíblia 17 AS CARTAS E APOCALIPSE • Romanos • 1 e 2Coríntios a :: : i i: n • • a Gálatas Efésios Filipenses Colossenses 1 e2Tessalonicenses 1 e 2Timóteo Tito Filemom Hebreus • • • • • Tiago 1 e 2Pedro 1. Apocalipse. e o p o v o d e Deus g o z a r p a r a s e m p r e d a sua p r e sença nos " n o v o s céus e n o v a terra". é o ú n i c o e x e m p l o n o N o v o Testamento d e u m a o b r a "apocalíptica". ela lhes assegura q u e os propósitos d e Deus estão s e n d o e serão realizados. Todas são d e autoria d e Paulo. cartas "gerais". questões q u e os cristãos e s t a v a m levantando. até a história c h e g a r a o f i m . cuja conversão dramática é registrada e m Atos. o "apóstolo dos gentios".

I n f l u e n c i a d o s p o r t i m a s e r p e n t e f a l a n t e (a p e r sonificação d o m a l ) . as d o e n ç a s . " D e u s f i c o u satisfeito c o m o u n i v e r s o q u e c r i o u . a m o r t e . N o c e n t r o d a g r a n d e h i s t ó r i a está D e u s e o q u e ele está f a z e n d o c o m o m u n d o e a humanidade. A grande história A Bíblia é u m m a g n í f i c o l i v r o de histórias. A Bíblia começa c o m D e u s c r i a n d o os céus e a t e r r a . pela sua simples p a l a v r a . pois e x p l i c a q u e a r a ç a h u m a n a está d e relações cortadas c o m D e u s — e t o d a a criação foi afetada pelo r o m p i m e n t o deste relacionamento. u m a coleção de histórias — h á u m a grande história contada pelo conj u n t o d e relatos i n d i v i d u a i s . dando-lhes responsabilidade pelos animais. á r v o r e s e plantas.31). e o c h a m o u de " m u i t o b o m " ( G n 1. E l e c o l o c o u pessoas n o seu m u n d o para cuid a r dele e usar todo o seu potencial. G n 1 r e g i s t r a seis o c a s i õ e s e m q u e D e u s falou e acrescenta: " E assim acont e c e u .Introdução à Bíblia O que é a Bíblia? Steve Walton Para muitas pessoas a Bíblia é u m livro desconhecido. e a d o r d e i x a r ã o de existir. M a s e l a é m a i s q u e 2. 1. elas d e c i d i r a m n ã o f a z e r a v o n t a d e de D e u s ( G n 3. Criação Deus criou o universo do nada.15-17). . m a s proibiu-as d e c o m e r o f r u t o de uma determinada árvore (Gn 2. e conta a história da sua relação c o m a h u m a n i d a d e até o d i a f u t u r o e m q u e as g u e r r a s .1-7) e D e u s r e a g i u expulsando-as do j a r d i m (Gn 3. pássaros. A s duas maneiras mais eficazes de analisar a Bíblia são: considerá-la u m a história. Queda D e u s d e u às p r i m e i r a s pessoas l i b e r d a d e p a r a e x p l o r a r o j a r d i m e m q u e as c o l o c o u . O que ela contém? D o que se trata? É m e l h o r v e r a Bíblia c o m o u m t o d o para não nos perdermos e m meios aos detalhes. E s t a h i s t ó r i a ( g e r a l mente c h a m a d a de "queda da h u m a n i d a d e " ) é vital para compreendermos grande p a r t e d a B í b l i a . c h e i o d e n a r r a t i v a s m u i t o b e m escritas. Esta g r a n d e história t e m seis partes principais.22-24). e ouvi-la c o m o u m a t e s t e m u n h a .

para que Deus perdoasse sua desobediência. Tratava-se de um procedimento caro. tirándoos do Egito. O povo. conduzindo-os numa peregrinação de 4 0 anos pelos desertos da Península do Sinai. Jesus Em seguida vem o período de Israel. Durante três anos Jesus ensinou.1-3). Israel 19 Os mandamentos também diziam como o povo de Deus devia viver (Êx 2 0 . e seus descendentes. apesar de seu povo estar sofrendo e sendo oprimido. Jesus dizia oferecer renovação para a nação. e então outra parte crucial da lei era o sistema sacrificial. Diversos grupos de judeus tinham crenças diferentes com relação ao Messias. eles se lembrariam desse episódio como o momento em que Deus os tinha salvado e os adotado. Deus escolheu um homem. pois animais eram um grande sinal de riqueza na sociedade rural da Antiguidade. A nação se dividiu após a morte do rei Salomão. porque abandonara sua fé cm Deus dando lugar a outras religiões. ex. curou e libertou pessoas de forças opressivas. trazendo boas novas do perdão de Deus. uma pessoa que os judeus chamavam de "Messias". pois. 4 . um mestre judeu que curava e falava do "reino" de Deus — afirmando que Deus ainda estava no controle.1 7 ) . Nesse contexto aparece Jesus. não conseguia viver consistentemente como Deus queria. No século 1 d. os sacrifícios passaram a ser oferecidos no Templo de Jerusalém. até introduzi-los na terra onde Abraão tinha vivido antes deles. mas todos esperavam que ele trouxesse o reino de justiça da parte de Deus. por razões semelhantes. Deus fez outra coisa que seria muito importante para a vida da nação: deu-lhes sua lei. anunciando que o poder de Deus podia ser visto no que Ele fazia e dizia (Lc 11. Is 40. Eles se tornaram escravos no Egito.C. o povo judeu celebra o êxodo na festa anual da Páscoa. a capital da nação. Os romanos os governavam e eles não tinham liberdade para viver como o povo de Deus devia viver. teu Deus. daí em diante. Até hoje. A vida de Israel continuou com muitos altos e baixos por mais de 1 0 0 0 anos.1-7). e a parte norte do reino (Israel) caiu nas mãos dos assírios no século 8 a.16-20). por exemplo. Posteriormente. Mas Deus não desistira do seu povo. a maneira de "cobrir" seu erro e restaurar o relacionamento com Deus era o sacrifício de um animal no lugar da pessoa que desobedecera a lei. chamado de êxodo. Profetas — que transmitiam a palavra de Deus ao povo — interpretaram este retorno como um "novo êxodo" (veja. Quando o povo desobedecia à lei. uma terra que Deus daria a seus descendentes.Começando a estudar a Biblia 3. para demonstrar que este estava sendo sacrificado por ela. que Deus enviaria para libertar seu povo. Os profetas também anunciaram um salvador vindouro. Mas as histórias centrais que os definiam como povo de Deus eram histórias de Deus agindo para resgatá-los — Ele fizera isto no êxodo e no retorno da Babilônia. começam assim: "Eu sou o SENHOR. Isto ficou ainda mais difícil quando o povo se tornou prisioneiro cm sua própria terra c foi oprimido por povos pagãos.5-13). Enquanto estavam no deserto. 2 ) . tornou-se um momento marcante para a nação de Israel. A pessoa colocava uma das mãos na cabeça do animal. e que por meio da descendência de Abraão Deus abençoaria toda a humanidade (Gn 12. Os profetas prometeram mais que um simples retorno à terra. mas Deus agiu para livrá-los por intermédio de Moisés. da casa da servidão" (Ex 2 0 . um resumo da idéia central da lei. no entanto. Eles falaram de outras coisas boas que Deus faria para seu povo. para ser o meio de reparar o estrago que a rebelião humana contra Deus causara — um homem chamado Abr(a)ão que vivia na cidade de Ur. embora estivessem fisicamente na sua terra. Ele falava . 43. inclusive liberdade para adorar e viver como povo de Deus e a oportunidade de envelhecer sem medo. que te tirei da terra do Egito. Deus deu a Abraão uma promessa tripla: uma descendência. Este ato maravilhoso. O povo do reino do sul (Judá) foi levado ao exílio na Babilônia cerca de 150 anos mais tarde. Jesus se importava com os pobres e excluídos da sociedade — Ele ajudou até estrangeiros desprezados que o procuravam (p.3-5. Mt 8. A nação era sua por causa da sua bondade em tirá-la do Egito: logo. Ele restaurou o povo de Judá na sua própria terra cerca de meio século depois. Após escolher esta nação. os "Dez Mandamentos". e por isso eles criam que Deus o faria novamente.C. 3 . Deus a protegeu e cuidou dela. eles se sentiam como se ainda estivessem no exílio. sendo castigados por Deus.

Apocalipse. outros morreram porque se comprometeram a segui-lo. cuja vida dependia da existência do Templo. Muitos deles estavam colaborando com os governantes romanos e não queriam a instabilidade que Jesus aparentemente trazia. Jesus considerava sua morte a realização daquilo que os sacrifícios representavam: perdão e renovação para o povo.1-2). Três dias depois Seus seguidores ficaram totalmente maravilhados e alegres em vê-lo vivo novamente: a morte não fora capaz de derrotá-lo. Ele parecia saber o que estava se passando e falava disso por meio de parábolas (Mc 12. mas que agora estava mais vivo que nunca. celebrando a Páscoa que comemorava o êxodo do Egito. ele passou tempo com Seus amigos. um dia no qual aqueles que rejeitam a Deus serão julgados e aqueles que confiam em Jesus verão o Senhor face a face. Mais que isso. os seguidores de Jesus foram surpreendidos pelo envio do Espírito Santo. Ele era o mesmo Jesus que conheciam há três anos. Eles tiveram de aprender o que significava ser seguidor de Jesus: não era mais possível viver do jeito que se quisesse. Ele deu ao pão e ao vinho da refeição um novo significado. Trevas cobriram a terra enquanto ele estava pendurado na cruz. Além disso. pouco tempo mais tarde. Na noite em cjue foi preso e julgado. Jesus não resistiu a isto.1822. algo que elevaria os espíritos dos cristãos perseguidos à presença do grande Deus que serviam. Na festa judaica de Pentecostes. morte e ressurreição. Esta mensagem não foi bem aceita pelos líderes judeus. Jesus morreu. Será também um dia em que o mal e o pecado serão removidos do mundo. inicialmente entre o povo judeu. a obra que começara na Sua vida. Isto levou a uma trama para matar Jesus (Jo 11. mas depois também entre não-judeus: a promessa feita a Abraão de que toda a humanidade seria abençoada por meio da sua descendência começava a se cumprir! Estes grupos reuniam-se na casa de algum membro do grupo. Ele interpretou o pão e o vinho da refeição como símbolos do seu corpo e sangue. mostra que Deus tem o controle dos processos da história. finalmente. . Jesus deu àquela refeição um novo significado. Jesus deu a seus seguidores a responsabilidade de contar aos outros sobre ele.1-8). eles tinham de estar prontos para sofrer pela sua fé em Jesus — muitos foram excluídos socialmente. Antes de voltar para Deus. Pouco depois Jesus foi preso. Mc 13. condição social e raça (Gl 3. entregues na morte (Lc 22. os primeiros cristãos aguardavam um dia em que Jesus voltaria à terra para completar. ajustando-se a um novo modo de vida que derrubava barreiras entre as pessoas — barreiras de gênero. Pequenos grupos de cristãos começaram a formar-se. Nesse dia.28). Aquele pequeno grupo rapidamente espalhou a mensagem sobre Jesus por todos os países ao redor do mar Mediterrâneo. e depois pelos romanos (pois os judeus não podiam fazer execuções naquela época). os cristãos esperam a renovação e restauração de todo o universo de volta ao plano original de Deus na criação (Ap 21. 6 .1-12). dc forma que uma grande multidão foi atraída para ouvi-los falar sobre Jesus.20 Introdução à Bíblia a respeito do Templo de uma forma que sugeria que este seria destruído e substituído de certa maneira por sua própria pessoa (Jo 2. ele prometeu dar-lhes poder para realizar esta grande tarefa. quando receberam a capacidade dc falar em novas línguas. E os primeiros grupos cristãos tinham seus problemas! As cartas dos primeiros líderes cristãos demonstram os tipos de dificuldades que tinham. era mais importante que suas pró- Como os primeiros cristãos lidavam com este sofrimento? Como entendiam o que Deus estava fazendo agora que Jesus deixara a terra? O último livro da Bíblia. Cuidar dos outros. principalmente de outros cristãos. Além disso. Ele foi executado por crucificação. Surpreendentemente. julgado e condenado à morte pelos líderes judeus. Ele realmente era o Messias! 5.47-53). O s s e g u i d o r e s d e Cristo prias necessidades.14-20). 0 fim dos tempos Após a sua ressurreição.

Assim. no século 16. como um historiador faria. da N o v aT r a d u ç ã o na Linguagem de Hoje.21 A Bíblia como testemunha A Bíblia não conta esta história dc forma distante. tuguês. uma referência bíblica normalmente tem a seguinte estrutura: livro. gida de Almeida. Ler a Bíblia é como receber um convite para uma festa — ela busca nossa resposta! Este grupo de jovens cristãos da Ásia representa os milhões que ao longo dos séculos ouviram a história da Bíblia c sc tornaram seguidores de Jesus. geral. foi traduzida p a r a mais de 2400 línguas. Algumas permitem uma leitura comparativa e uma melhor compreensão da mensagem da Bíblia. Traduções da Bíblia m a tradução m a i s atual. waiwai. 2 1 2 6 significa "carta aos R o m a n o s . a divisão do capítulo ocorre no meio da história e o versículo termina com vírgula! Portanto. capítulo. este nome. mais recentes. ÀS vezes. para línguas minoritárias como. 1 3 significa "livro de Gênesis.C. 77. Alguns leitores preferem uma tradução mais Para maiores detalhes sobre diferentes traantiga como. versículo(s). 3 . a edição Revista e Corri. Afinal. No Brasil. é a divisão do texto em capítulos e versículos. outras. O u t r o s têm dificuldade com a lin- Capítulos e versículos E m edições modernas da Bíblia. é uma bênção. U m ponto separa o capítulo do versículo. A Bíblia ou. Este sistema permite localizar facilmente qualquer texto bíblico. O sn ú m e r o s dos versículos f o r a m acrescentados posteriormente. E escrita para convencer seus leitores a se tornarem seguidores de Jesus. em geral abreviado. existem várias traduções. foi acrescentada posteriormente. e ajudá-los a entender como segui-lo com outras pessoas. E m português. E m outras palavras. a Bíblia completa já foi traduzida. Os n ú m e r o s dos capítulos c o m e ç a r a m a ser inseridos no texto bíblico no século 1 3 d. Por mais útil que seja o sistema de capítulos e versículos. capítulo 12. recomenda-se ler trechos mais longos. veja p. j u d a a entender a outra. versículos 2 1 a 26" (veja uma lista de abreviaturas no início do livro). não deveria ser determinante n ah o r a de ler o texto. longe de ser u m problema. e completos. C a d a livro da Bíblia tem u m nome. E m g u a j a j a r a e guarani-mbyá. uma parte dela já guagem arcaica. R m . além do porTer mais de uma tradução na m e s m a língua. uma a majoritárias. o texto c o s t u m a ser disposto em parágrafos e seções. . Por exemplo: G n1 2 . que aparece por último. e preferem u como a N o v aT r a d u ç ã o na Linguagem de Hoje. S e m p r e que se faz referência a u m a passagem. Ela é escrita para convidar aqueles que ouvem sua mensagem a confiar em Jesus também. ciiado em grande parte p a r a localizar textos bíblicos. capítulo três. Logo em seguida aparece o n ú m e r o do capítulo. essa divisão na faz parte do original. são mais antigas. versículos uma três". é melhor ler parágrafos e seções do que ler versículos e capítulos. U m sistema mais antigo. assim como em outras línguasou seja. E o caso. as diferentes traduções se complementam. Além disso. por exemplo.duções. aparece em primeiro lugar. pelo menos. por exemplo.

• Ou você pode ler a Bíblia para descobrir os temas e histórias que inspiraram a obra de vários artistas. elas falam — principalmente no Antigo Testamento — sobre nosso relacionamento com a sociedade e o mundo. O História Em primeiro lugar. músicos e escritores do mundo. profetizaram o futuro? Como elas viam Deus atuando na vida das pessoas? Podemos resumir seu propósito em quatro categorias. Os Salmos. A Bíblia não é um livro sobre uma religião que só se preocupa comigo como pessoa.22 Introdução à Bíblia Stephen Travis Lendo a Bíblia O que motivou as pessoas que contaram as histórias. As pessoas lêem a Bíblia por várias razões diferentes. compuseram os salmos. seu Deus. • Você pode lê-la como literatura. . renovador.. orações de pessoas que anseiam receber a bênção de Deus. Comunidade Em terceiro lugar. "Quando. cias falam sobre nosso relacionamento com o povo de Deus. dando direção a nossas vidas. Os livros da Bíblia foram escritos em grande parte para uma comunidade. orações e poesias. não para indivíduos. elas contam a história de como Deus convidou um grupo específico de pessoas para conhecê-lo. por exemplo. Todas estas são razões positivas para estudar a Bíblia. Há histórias e parábolas. como devemos lê-la? • Reconheça a variedade q u e h á n a B í b l i a . mensagens de profetas e apóstolos incentivando o povo a redescobrir o caminho de Deus. escreveram as cartas. Apesar da variedade de livros na Bíblia e da grande extensão de tempo durante a qual foi escrita.. Mas às vezes ficamos perplexos. visões do céu e conselhos práticos para o dia a dia.. há uma linha de raciocínio em toda a obra que dá sentido às diversas partes. Então. Às vezes é emocionante. • Você pode ler a Bíblia para estudar a base da fé e dos padrões éticos judaicos e cristãos. se quisermos ouvir a mensagem da Bíblia. e o livro de Isaías são considerados dois dos melhores livros do mundo. Ela mostra como o povo de Deus devia refletir em suas próprias vidas o caráter de Deus e seu interesse por todo o mundo. Como podemos começar e continuar lendo? É útil saber exatamente porque estamos lendo. um indivíduo humildemente toma este livro escrito por pessoas comuns e que traz bem evidenciadas as marcas do tempo e as dificuldades causadas peio processo de transmissão. Então veremos que sua mensagem se dirige a nós mais claramente quando estudamos a Bíblia com outras pessoas do que quando o fazemos sozinhos.. profecias e provérbios. elas contam a história do nosso relacionamento com Deus. A Bíblia é como uma bússola. a igreja. Relacionamento Em segundo lugar. Sociedade Em quarto lugar. Ela dá milhares de exemplos do significado de "ame o SENHOR." Donald Coggan Ler a Bíblia pode ser uma tarefa difícil. e ame o seu próximo como você ama a você mesmo". o Espírito Santo começa a agir e transmite Cristo por meio dele para a mente e o coração e a consciência do leitor. Há histórias sobre o povo tentando obedecer a Deus. • Você pode lê-la para descobrir a história do mundo antigo. Mas só chegaremos ao cerne da questão se perguntarmos por que os livros bíblicos foram escritos. de forma que no final o mundo inteiro aprendesse a conhecê-lo e amá-lo.

É melhor. sobre meu relacionamento com Deus. • Precisamos também permitir q u e a B í b l i a n o s f a ç a p e r g u n t a s — deixar que ela questione nossos pressupostos. por exemplo. A Bíblia faz o cristão c o cristão reage a Deus e às questões da vida como Cristo reagiria. • À medida q u e lê. • Tente. começando com este Manual. pergunte que ensinamento a passagem oferece sobre os quatro aspectos do propósito da Bíblia descritos acima: o que aprendo sobre o plano de Deus para o mundo. • N ã o d e s a n i m e se sentir que precisa fazer um curso intensivo de interpretação bíblica para poder começar a ler. Da mesma forma. com o povo de Deus. • A Bíblia não é um livro de c u l i n á r i a com uma receita para cada circunstância da vida moderna. Mas sempre há algo para ajudar você a refletir sobre sua vida com Deus. Por isso. e depois um trecho de Gênesis (capítulos 1—11). Quando leio o livro de Eclesiastes no Antigo Testamento. Um bom plano c começar com um F. tenho uma abordagem mais descontraída e me divirto com sua maneira estranha de ver a natureza humana. Leia toda a história de Davi em 1 c 2Samuel e terá uma noção melhor do envolvimento de Deus em todos os altos e baixos da vida dessa pessoa. variar de vez em quando entre o Antigo e o Novo Testamento. lendo livros de educação física! Use os guias disponíveis. Ouviremos sua mensagem se a abordarmos com a reverencia adequada — não uma reverência pelo que está impresso no papel.Começando a estudar a Bíblia Nossa vida encerra vários aspectos diferentes e Deus se interessa por cada um deles. nosso comportamento e nossas prioridades. e não tanto com um mapa que traz todos os detalhes anotados. mas pelo Deus que fala conosco por meio da Bíblia. . Leia um F. Quando leio o Sermão do Monte (Mt 5 — 7 ) faço uma pausa a cada frase. geralmente não é uma boa idéia tentar ler a Bíblia direto de Gênesis até o fim. depois ler alguns salmos. de vez e m q u a n d o . Mas não deixe que estes impeçam você de entrar em campo! Ler a Bíblia em pequenos grupos pode ser uma maneira estimulante de cslodn-la. 23 • Pergunte: "Que tipo de l i v r o e s t o u l e n d o ? " Não l e m o s um l i v r o de história como lemos o manual de m a n u t e n ç ã o d o c a r r o . Não lemos apenas duas páginas de um romance e depois o colocamos de lado até o dia seguinte. A mensagem da Bíblia gradualmente transforma as pessoas no que elas deveriam ser. Ninguém aprende a jogar futebol ou qualquer outro esporte sentado na poltrona. pois os membros d o grupo podem compartilhar sua compreensão da mesma. ler trechos mais longos de uma só vez. os vários tipos de livros bíblicos precisam de abordagens diferentes.vangelho. depois uma das cartas mais curtas do Novo Testamento. Ela é parecida com uma bússola para nos guiar na direção certa. porque todas as palavras de Jesus são informações vitais para a vida cristã. especialmente se estiver estudando um livro narrativo.vangelho inteiro c você perceberá coisas sobre Jesus que jamais notara antes. e com a sociedade c o mundo? É claro que nem toda passagem ensinará algo sobre cada uma destas quatro áreas da nossa vida. algo que você jamais compreenderia se lesse apenas alguns versículos de cada vez.

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acontecimentos Egilo antigo Mesopotâmia Hamuiábi dos códigos babilónicos Sele primeiros períodos da I iteratu ra chinesa Cultura mínoica em Creta ! Era do Bronze Hititasem Anatólia Cananeus Era do Ferro Irtiliíaçãoeiíuíca Dispersão do povo celta pela Europa (entrai eocidental Império Assírio Primeiros jocoso ímpícsrecjistfàdoi Império Babilónico Império Persa Civilização grega Ilíada e Odisséia de Homero Construção da Acrópole em Atenas Adoção da democracia em Atenas Início do Império Indiano Alexandre. Eurípedes Sócrates. Heródoto. Império Romano Pompeu (aplura Jerusalém : Júlio César i Navios chineses chegam à índia . iemita: Igrejas fundadas no Impéiic fita.^ Aial HunosinvademaEuropa :V. idéias Politeísmo. Séneca Polinésios estabelecem colori): no Pacífico Civil Governo romano. acontecimentos Egito. crenças. Este diagrama traz Será que os israelitas levaram o monoteísmo ao apenas alguns dos personagens. A mensagem de Jesus apapõe a cerca de metade de nossa história até os receu n u m a época singular. Inglaterra:quebrar Períododeadoracaoitionoleistado sol no Egito PaganisnwdáwiconaGiécia La o-Tsé. Império Romano e no Oriente. Como os acontecimentos bíblicos de comunicações do mundo romano e a língua se relacionam com o que se passava no resto grega possibilitaram sua rápida propagação no do mundo? Fazer ligações pode ser fascinante.C. pessoas.fundador da religião persa Ésquilo. Sófocles.C. religiões primitivas Slonehenge. cultura helírií! t'. (enquista aPérsiaeinvadeaíndia Grande Muralha daChina Grécia sob controle romano .Bi!da Rígveda. Judaísmo C r i a ç ã o d a s sinagogas Revolta dos m a c a b e u s Septuagínta ou tradução grega da Biblia hebraica P r i m e i r a rebelião j u d a i c a| T e m p l o de J e r u s a l é md e f f l Josefo. religiões asiáticas SicldhariliaGautama.i. ena índia ImperadorConstaniinoadola o Cristianismo HiWi Domingo setoma dia doSstafc Concilio de llicéia esta&eíeteovrJFJ^ CantodehinosdesenvorvKjo | por Ambrósio Budismo.ií Imperador Constantino reúne:. filósofomoral Filosofia grega: Aristóteles.profetas de Israel. Pin impérios ocidentaleorienlil P sendoacapital Constantin. —2000 d. updnishads: poesia e ensinamentos hindus Jainrsmofjndadona India Con ludo na China Taotsmo 1 Ideologias. hinduísmo. J t . Platão Estoicismo Epicuroefilosofia "epicurista" Neoplatonismo.C. filósofo chinês Religião pantefsta se desenvolve na índia coroasiio. religíõesétnicas. Ovídio. tendo sido mais tarde suprimido? As novas e ideologias que ajudam a mostrar o desenvolreligiões na Ásia surgiram na mesma época dos vimento das idéias desde 2000 a. quando o sistema dias de hoje. o Grande. filosofia gre$> Civilizações. Horácio.26 introdução à Bíblia Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo 2000 a. historiador j u d e uI S e g u n d a rebelião j u d a i t a s o t > Bar K o c h b a Jesus Mfe': Cristianismo | oslinl 0 período bíblico desde Abraão se sobre.

México E r a dourada da aitebuantina Prir*if3JC'nalinip(fivo err i OttofundaoSacioImpéiiollomannGermánico 'ii . • i • i 'i him Car1asUagno. eieinodaôe >->!• n v ü l ' f i " t -i da medicina Lançamento da Coca Cola Pn meiros íogos olimpiíos modernos Automóveis Primeira Guerra Mundial Fusão do átomo Invenção da tele-máo Segunda Guerra Mundial nVvoltçáoEletronka Maröa Luther King CuHuraspopeiock Pnmeiraviagrmálua Epidemia de AID internet 4 'M M.' Islãracos proroorem estados rr*ulmanos Propagação do império e das obw hindus Primeiros santuários shintoistas noJapão RanjitSingheos sikhs Rarnakrishna. Charles Darwin.111. Faraday Oiluminismo:rationallsmo. artista IS. Spinoza.erurucadisska . 1 'i 1 1 ' i ' ' ' m: 11 Holocausto judeu Estado judeu de Israel gostinho r e m i t a s do deserto loiustiosmo V' •:. compositores Classicismo w leairo. Kant por Seleção llatural' Boyle. Hume. filósofo Misticismo <abalístko|udeu Perseguidos jtdeus BaEmopa llii'Oílirli.it-'t '• . criando a palavra 'ftníarwntalisü' : iisrenciaiis-Tic rva teoloçjia &#y (Vahan. Handel. geriet« Monrnento ambienialrtU Movimento M o v a Era Civilizaçãoraaia. Jung) AlbertEinsteinearelatividadr Comunismo Teoria quântica na fiwa Positivismo lóg k o Existencialismo Feminrsno Mkrobwkrçia.! •: da ctCerr tendi Irra •SSÒttcetanal•. Descartes. i is . mestre hindu liadouiadadocotihedri Renascença na a rir e no saber Nascea ciência.'i.. Catrinoi WiBiamTyndale traduzo NI para o inglés Inácio de Loyolaeos jesuítas Concilio de liento: Contra • reforma da Igreja Católica Romana Biblia do Rei Tiago ÍKincj lames Version) Fundações de sociedades missiona rias e bíblicas Presbiterianos e puritanos Inicio da escola dominical Puritanospartem no navio Mayflower Pernéeosla! ismo para a Amirica Primeira Coocfco do Vaticano Con? egacoru listas eaiffalifc*dade papal 5. reformador ingle's iariHiß.humanismo Filósofos: Hoboes. cientistas Marxeingels. Período barroco Rembrandt. Rousseau. m arquiteturas na Iteraiva Mozart.j ní-.prriieroimcefjdordo LeonardodaVnõ Uesopctànuiigiio.• -1* 11 igreja Reamamento nos EUA: em Londres Moody eSankey Pietistas Critkada Biola lohn Wesley eos metodistas Movimento ecuménico p a raunir igrejas Publicação de "Os Fundamentos" nos EUA.!. BeMba*« . evaocjefcsu Segunda Concilio do Vat k ano. teólogo JohnVíytliffe. leiíslàmica Mjrwnc^rtasr^comtradasoolrá inpe>toolànii(OBa(»*à em Império Otomana irnpaciodacGkura e lei ocidentais em vanas arras til. fundação de sociedades cientificas Copérnico afirma quea torra giraem torno do sol DesenvoU'imrntoda dent ia: Pasteur. Herra üí*w9. Newton. Bach. Linnaeus. : Mongóis invadem a Asia c a E u ropa AstetasnaAméricaCeniral F u ndaçáo do im p ério Otom ano Cultsia inca no Peri ry-}.A Bíblia no seu contexto 27 Judeusinstalanvsena Alemanha. prene-to porta crtsiào I hglès Divisão eniiekjrejas romana e oriental se torna permanente Construção de catedrais na Europa leotoçü escolástica Bernardo de Clarara L auto* dehn» Valdemes Francisco de Assis e os franciscanos Albigenses fundação da ordem dominicana Tomás de Aquino. reformador na Botona Aoabatistas Seforau (Uteio. Revolução Industrial Romantismo Eradas ferrovias Exploração e colonialismo Movineatos abolioontsus Telefone. estudioso Maimónides. reformas catõltcas Movimento carismático Islamismo Mioñé Império muçulmano da LspanhaáChina Mñbíossufistas Primeira unívrisidaot do mundo em Cairo DeverrvoNimenlodaShaiia."AOrigemdasEspécies Loifce. Man ifesto Comunista Nietzsche. desenvolvem a ling uâ lldlthe 110 Ibn Eira. filósofo Psicologia IFreud.'l . Jerusalém InketasCriuaias Evangelhos dei ncisfamf Gistcwáa Calcaba pane paia o Movo Mundo William Shakespeare .

d e Ur. 13381 pç ( m Império Assírio M ~\C I Civilização minóica em Creta Inicio da construçãotk Acrópole em Atena - . na Mesopotâmia nul Prainha de ouro.28 Introdução à Bíblia A Bíblia no seu tempo 2500 » C 2250 Reino Unido Êxodo e conquista Os patriarcas Israel no Egito Rei Davi faz de Jerusalém sua capital José Moisés Exílio Reino Dividido Abraão Reino de Israel no Norte Rei Acabe fiei Salomão constrói o Templo Profeta Elias Profeta Eliseu Dez Mandamentos/ Lei de Deus dada no Sinai Samaria conquistada pelo Assíria 722/1 Preparação do Tabernáculo/Tenda de Deus Reino deJudá no Sul Profeta Isaías Juizes Sansão Samuel Rei Ezequias Profeta Jeremii Jeru pela doT Batalha de Jericó I Construção das pirâmides do Egito I Criação de sepulturas reais em Ur I Primeiras bibliotecas do mundo. 776 Rómulo. Primeiros Jogos Olímpicos | registrados c. primeiro rei * de Roma Tutancámon I do Egito (morto eme.

CERÂMICA AUXILIA A DATAÇÃO A s d a t a s d o s e s t r a t o s d e u m tell g e r a l m e n t e s ã o e s t a b e l e c i d a s p o r sua c e r â m i c a . a arqueologia envolve muito mais que a escavação de t e l h (sítios arqueológicos). A s cidades nos t e m p o s da Bíblia geralmente eram reconstruídas várias vezes no m e s m o local. No detalhe: instrumentos DESENTERRANDO CIDADES ANTIGAS Ate recentemente grande parte da arqueologia bíblica envolvia a escavação d e tells. Na realidade a arqueologia raramente dá evidência deste tipo. se elas nos capacitam a entender como a sociedade funcionava nos tempos bíblicos. e a entender o clima. as d a t a s d a c e r â m i c a d e p e n d e m d e ligações c o m o Egito ou a Mesopotâmia. d e q u e S a l o m ã o reconstruiu M e g i d o e a s " c i d a d e s o n d e f i c a v a m o s seus carros d e guerra" mencionadas três versículos depois. regiões nas quais l o n g o s p e r í o d o s de h i s t ó r i a a n t i g o s f o r a m r e c o n s t r u í d o s a partir d e listas d e r e i s . assim. Levantamentos regionais podem nos ajudar a ver como cidades. vilas e acampamentos nômades estavam relacionados. a produção de alimentos e os padrões mutantes de assentamento da antiguidade. Estas abordagens aparentemente não estão relacionadas com a Bíblia (c alguns arqueólogos não gostam do termo "arqueologia bíblica"). Isto d e v e n o s advertir contra estabelecer conexões precipitadas. A g o r a se sugere q u e estas c o n s t r u ç õ e s s ã o a i n d a m a i s recentes e alguns arqueólogos duvidam q u e s e q u e r sejam estábulos. Estilos d e c e r â m i c a e s t a v a m s e m p r e m u d a n do. E m última análise. A evidencia arqueológica n e m semp r e é fácil d e i n t e r p r e t a r . m o n t e s f e i t o s d e r u í n a s d e c i d a d e s antigas. O reíl (monte formado por ruínas) da cidade bíblica de Laquis. podem indiretamente esclarecer a Bíblia para o leitor moderno. mas. feita cm I R s 9. Uma cidade que é freqüentemente r e c o n s t r u í d a s o b r e s u a s p r ó p r i a s r u í n a s acabará f o r m a n d o um monte d e t a m a n h o c o n s i d e r á v e l e t a l m o n t e c u m tell e m á r a b e { o u lei e m h e b r a i c o ) . I HISTORIA DE ADVERTÊNCIA As primeiras tentativas d e ligar descobertas a r q u e o l ó g i c a s à Bíblia l e v a r a m a algumas conclusões enganosas.15. Na maioria dos casos ela dá um contexto no qual a Bíblia pode ser mais bem compreendida. um século depois d e S a l o m ã o . Novas abordagens Atualmente. s e n d o q u e c a d a c a m a d a r e p r e s e n t a u m p e r í o d o d e ocupação. Escavação e registro cuidadosos capacitam arqueólogos a comp o r a história d e u m a cidade. A d e s c o b e r t a l o g o foi l i g a d a a u m a r e f e r ê n c i a . f r a g m e n t o s d e c e r â m i c a ( s e m p r e abundantes c m c a m a d a s d e o c u p a ç ã o ) são u m a b o a pista p a r a a d a t a e m q u e d e t e r m i n a d o estrato era uma cidade próspera. E s c a v a r u m tell significa c a v a r p o r várias c a m a d a s ( o u estratos).30 Introdução à Bíblia Recriando o passado John Bimson "A arqueologia prova que a Bíblia é verdadeira?" Esta é uma pergunta feita freqüentemente a arqueólogos que também trabalham com a Bíblia. Subseqüentemente as construções foram datadas d o reinado d c A c a b e . A descoberta d e u m a série d e longas construções retangulares e m M e g i d o e m 1928 ( a c i m a ) foi i n t e r p r e t a d a c o m o se f o s s e m e s t á b u l o s e foi d a t a d a d o p e r í o d o d e S a l o m ã o . muitas vezes após a d e s t r u i ç ã o p o r i n i m i g o s . i n c ê n d i o s o u terremotos. . a v e r mudança n o s e u s t a t u s e na s u a c u l t u r a . O indagador geralmente quer saber se há evidência arqueológica de que eventos específicos aconteceram.

e t c ) . são semelhantes a essas decorações do Templo de Salomão. ao invés do contexto histórico d e u m e v e n t o da B í b l i a . e hieróglifos (parte superior). 31 INSCRIÇÕES Há. M q 2 . A l g u n s nos e s c l a r e c e m indiretam e n t e acerca da sociedade israelita. Ela registra um decreto do rei Ptolomeu V do Egito.A Bíblia no seu contexto Esclarecendo o Antigo Testamento Era g e r a l a a r q u e o l o g i a e s c l a r e c e o contexto cultural. t e m s e m e l h a n ç a s c o m t e m p l o s c a n a n e u s d o f i n a l d a Gra do Bronze e c o m um templo p o s t e r i o r d o n o r t e da Síria. c o m o a Bíblia s u g e r e ( v e j a . As duas fotos acima mostram métodos diferentes dc extrair óleo de oliva: o mais antigo era a viga e o peso. ções e m cerâmica e vasos d e pedra. 8 ) . hoje.C. o u 652. o nome de seu dono I s 1 0 . U m a c o l e ç ã o d e óstracos (fragmentos de cerâmica c o m i n s c r i ç õ e s ) d a Samaria.em hebraico. várias evidências arqueológicas d e que certo nível de alfabetizaç ã o era comum no Israel antiEste anel. c o m sua d i v i s ã o t r i p l a . TEMPLO DE SALOMÃO A planta d o T e m p l o d e S a l o m ã o .4. Bacias r e t a n g u l a r e s e c o m p r e s s o r e s d e pedra e r a m usados para a m a s s a r as a z e i t o nas e cada bacia tinha a seu l a d o d o i s t o n é i s para prensar a polpa a fim d e p r o d u z i r l í q u i d o ( 2 0 . A concentraç ã o d e t e r r a s nas m ã o s d o s r i c o s foi m u i t o c o n d e n a d a p e l o s p r o f e t a s d o s é c u l o 8.-. depois veio o pesado rolo de pedra. E s t e s e x e m p l o s nos ajudam a imaginar o Templo de Jerusalém. Eles r e v e l a m que alguns indivíduos supriam em grandes q u a n t i d a d e s — u m sinal d e q u e e r a m prop r i e t á r i o s d c g r a n d e s f a z e n d a s . registra o p a g a m e n t o de impostos e m espécie (vinho e ó l e o ) aos a r m a z é n s d a c i d a d e . C . escrita demótien egípcia (no meio). PRODUÇÂO DE AZEITE DE OLIVA O azeite d e o l i v a era u m dos produtos mais i m p o r t a n t e s d o s t e m p o s b í b l i c o s ( O s 2. finalmente. além da Bíblia.8. c o m o demonstrado por estes exemplos do A n t i g o Testamento. Calcula-se q u e as 115 prensas d e ó l e o d e Ecrom p o d i a m p r o d u z i r 5 0 0 toneladas. traz e x e m p l o . na f a b r i c a ç ã o d c c o s m é t i cos e c m v á r i o s r i t u a i s . Em seu i n t e r i o r . em grego (parte inferior). A Pedra dc Roseta foi encontrada por soldados de Napoleão perto de Roseta.500 litros por a n o . Eles t a m b é m m o s t r a m que os detalhes da descrição são completamente plausíveis no seu d e v i d o c o n t e x t o . junto ao rio Nilo.3 0 % d e ó l e o ) . pesos. Placas de marfim entalhado c m estilo fenício. cabaças e flores. J z 8 . marfins e selos f o r a m d e s c o b e r t a s e m diversas localidades. e. a prensa. 1 4 . na i l u m i nação d a s c a s a s . —v-V- Na antigüidade. palmeiras. A prática de Salomao de revestir grand e p a r t e da d e c o r a ç ã o interior d o Templo com o u r o p o d e ser ilustrada por templos egípcios. E s c a v a ç õ e s e m E c r o m ( T e l M i q n e . era comum usar fragmentos de cerâmica. que sempre estavam a mâo. Era u s a d o na c o z i n h a . p o i s isto o c o r r i a g e r a l m e n t e às custas d o s pobres ( A m 8. encontradas e m Samaria (figura d e palmeiras à esquerd a ) e na S í r i a e A s s í r i a . V á r i o s pesos d e p e d r a s d e 77 quilos e r a m usados n o p r o c e s s o d c prensagem. para fazer breves registros e escrever cartas. e m túmulos. C .C.) foram registradas nesta estela (mais dc 2 m de altura). na planície litorânea a o e s t e d e J e r u s a l é m ) t è m esclarecido a produção d e ó l e o d e oliva d o século sete a. dos g o . 1 9 ) . H p. à direito: Estes jarros eram usados para armazenar óleo de oliva. Ela foi a chave para decifrar a escrita egípcia antiga. Is 5 . que data d o século 8 a . . 2 . a um povo chamado Israel. I n s c r i . As vitórias do Faraó Mcmcptá (cerca de 1208 a. o T e m p l o d e S a l o m ã o tinha painéis d e madeira entalhados com querubins. p o r séculos 8-7 a . Ela contém a referência mais antiga.

. vl.--^v.... Os rolos nos r e v e l a r a m uma seita d o judaísmo (provavelmente a dos essênios) que tinha muitas características distintas c a b r i r a m o s nossos o l h o s p a r a o f a t o d e q u e o j u d a í s m o d o p r i m e i r o século não era uma fé uniforme e estática: ela estava m u d a n d o c continha g r a n d e v a r i e d a d e e m seu m e i o .. a sala em que os rolos foram escritos.. Esclarecendo o Novo Testamento VIDA RELIGIOSA A descoberta dos Manuscritos d o M a r M o r t o c m 1 9 4 7 t r a n s f o r m o u nossa v i s ã o d o m u n d o d e Jesus..I ...32 Introdução à Bíblia Os rolos do mar Morto foram armazenados em jarros como estes e escondidos cm cavernas da região pela comunidade de Qumran quando esta foi destruída pelos romanos durante a revolta judaica. Í .'j T .Í. isro é. .-... . 1 >4 . • • 1 Escavações em Qumran descobriram o saiptoritim.-..:.

inclusive P ô n c i o Pilatos. t a i s c o m o H e b r o m . Em Cesaréia ( t a m b é m n o m e a d a e m honra a o i m p e r a d o r ) . J e r i có e Samaria ( r e n o m e a d a Sebaste. H e r o d e s f e z d e u m pequeno ancoradouro um p o r t o importante. À cidade foi construída e m escala. c o m teatro. O teatro d o rei Herodes. H e r o d e s foi responsável por muitas construções q u e alteraram o panorama d e Jerusalém c d e outras cidad e s d o seu r e i n o . nome grego c m honra a A u g u s t o C é s a r ) . b a n h o s públicos. C ) .4 a . o r d e n a n d o a seus e n g e n h e i r o s q u e c r i a s s e m u m p o r t o a r t i f i c i a l g r a n d e o suficiente para o s m a i o r e s n a v i o s m e r c a n t e s da é p o c a . 33 Parte d e um m o n u m e n t o c o m o nome e título d e P i l a t o s foi d e s c o b e r t o c m Cesaréia e m 1961 (veja "Os j u d e u s s o b o g o v e r n o romano: a p r o v í n c i a da J u d e i a " ) . cm Cesaréia. anfiteatro. estádio e um t e m p l o c m honra a o I m p e r a d o r Augusto. O palácio d o p r ó p r i o H e r o d e s e m Cesaréia mais tarde tornou-se residência d o s g o v e r n a d o r e s r o m a n o s da Judeia. .A Bíblia no seu contexto AS CONSTRUÇÕES DO REI HERODES Em v á r i o s a s p e c t o s o m u n d o q u e J e s u s conheceu fora m o l d a d o por H e r o d e s o Grande ( 3 7 .

ocupadas pela elite ( p o s s i v e l m e n t e s a c e r d o t e s ) no s é c u l o u m d a era c r i s t ã . tais c o m o o l í d e r j u d e u q u e é m e n c i o n a d o em Lc 18. Estas d e s c o b e r t a s d ã o u m a i d é i a d a v i d a d e s f r u t a d a p e l o s r i c o s na é p o c a d e J e s u s . C . Essas casas foram queimadas quando os romanos tomaram Jerusalém em 70 d . A s prin- cipais áreas d c estar f i c a v a m no t é r r e o . V i d r o s e cerâmica d e luxo b e m c o m o mesas d e pedra d e alta qualidade foram encontrados nessas casas. agora conhecida simplesm e n t e c o m o a mansão. A s p a r e d e s e r a m f e i t a s d e p e d r a s basálticas i r r e g u l a r e s . g r u p o s d e c a s a s e s c a v a d a s e m C a f a r n a u m i l u s t r a m as casas b e m mais simples das pessoas que v i v i a m nas províncias. CAFARNAUM Em c o m p a r a ç ã o . A l g u n s d o s p i s o s e r a m d e c o rados c o m mosaicos. A l g u m a s casas tinham s e g u n d o andar. O s telhados e r a m f e i t o s d e v i g a s q u e s u s t e n t a v a m galhos ou juncos. Salas e objetos descobertos em escavações na Cidade Alta. após a revolta judaica. 8 ) . c o m p e d r a s m e n o r e s e argamassa para preencher os espaços. e no p o r ã o h a v i a c i s t e r n a s e b a n h e i r a s p a r a a purificação ritual.18-23. Uma delas. c o m o na p a r á b o l a d a m o e d a perd i d a q u e Jesus c o n t o u ( L c 1 5 . C .34 Introdução à Bíblia A JERUSALÉM DO PRIMEIRO SÉCULO Escavações no setor j u d a i c o d e Jerusalém d u r a n t e a d é c a d a d e 1970 r e v e l a r a m exemplos d e mansões. foi c o n s t r u í d a e m d o i s n í v e i s n u m t e r r e n o i n c l i n a d o . A l g u n s pisos e r a m d e pedra e p e q u e n o s objetos p o d a m ser facilmente perdidos e n t r e as p e d r a s . em frente ao Templo de Herodes. q u e foram destruídas e m 70 d . . As paredes tinham r e b o c o d o s dois lados e os interiores t i n h a m o r n a m e n t a ç ã o rica em d e t a l h e s . cm Jerusalém. cobertos c o m argila. q u a n d o Jerus a l é m foi t o m a d a p e l o e x é r c i t o r o m a n o . U m a d a s salas d o t é r r e o tinha um s e g u n d o andar.

Estes o b j e t o s i l u s t r a m d e f o r m a i o d a e s p e c i a l o c o t i d i a n o na J u d é i a a n t i g a . síío encontrados artefatos que revelam a habilidade de quem os fez. Um exemplo é este vaso de vidro. Jarros. Para mais informações sobre a vida diária veja: 198 Vida nômade 242 Vida sedentária Reconsirução parcial de uma das casas de Jerusalém dcsiruídas em 70 d. apenas 40 anos após a morte de Jesus. que data de época próxima à de Jesus. sandálias.A Bíblia no seu contexto O COTIDIANO 35 N o c l i m a e x t r e m a m e n t e s e c o da bacia do M a r M o r t o .C. iVo detalhe: As vezes. cestos. Seus móveis e piso em mosaico dão uma idéia do estilo de vida dos ricos. .pratos e objetos domésticos de bronze encontrados em Massada. esteiras c roupas s o b r e v i v e r a m d e s d e os séculos 1 e 2 nas l o c a l i d a d e s d e M a s s a d a e E n .G e d i . Um poço reconstruído nos ajuda a entender um aspecto importante do cotidiano nos tempos bíblicos.

Asdode +42 m DIAGRAMA DA TERRA A s regiões g e o g r á f i c a s d e Israel estendem-se d e N o r t e a Sul. essas lutas eram travadas geralmente entre as grandes civilizações da Mesopotâmia. ao Norte. A REGIÃO MONTANHOSA CENTRAL Os montes de Samaria e os montes da Judeia. Agricultura e geografia Israel produz uma extensa variedade de alimentos. Nos tempos bíblicos. s e g u i d a d a r e g i ã o m o n t a n h o s a central. a planície litorânea dá lugar a u m a cadeia d e pequenas c o l i n a s . Passando essas m o n t a n h a s . Pastos mais verdes possibilitam a criação de gado. Desde a antiguidade até hoje a terra e seu povo têm sofrido com uma série de lutas. Cereais e grãos. não chega a 230 quilômetros. Mais ao Sul. q u e forma a "espinha dorsal" de t o d o o país. a Nordeste. figos. a Berseba.36 Introdução à Bíblia A terra de Israel Israel jamais foi um país grande ou muito poderoso. Desde a época de Abraão e mesmo antes disso. ovelhas e cabras são criadas naquela região acidentada e pedregosa. Mas sua posição na estreita faixa de terra entre o mar e o deserto na parte oriental do Mar Mediterrâneo lhe confere importância especial. paralelas à costa. sendo que existem mais cadeias d e montanhas a leste. cujas c o l i n a s s e e s t e n d e m p a r a o i n t e r i o r a t é se u n i r e m à região montanhosa central. uvas. Dcslocando-sc para o interior. no Sul. A distância de Dã. carne e lã. Peixes são abundantes no Lago da Galileia. P e r t o de Haifa. provendo leite. mais a o Sul. ao Sul. é extraído cobre e o deserto é rico em minérios. no Norte. legumes. romãs. A PLANÍCIE LITORÂNEA A e x t r e m i d a d e sul d a p l a n í c i e l i t o r â n e a foi n o p a s s a d o a t e r r a d o s f i l i s t e u s . e do Egito. a planície é interrompida p e l a s e r r a d o C a r m e l o . O Mar Morto fornece sal e minérios. a altitude cai drasticamente até se c h e g a r ã o vale d o Jordão. Para mais intormações veja: 38 Animais eaves 40 Árvores e plantas . azeitonas e tâmaras são cultivados desde os tempos bíblicos. são parte desta "espinha dorsal" d c montes acidencados e rochosos.

A t e m p e r a t u r a v a r i a bastante d e uma r e g i ã o para o u t r a .. Gaza índice pluviométtico Regiões de Israel 37 Mar Mediterrâneo Monte Heimm GALILEIA MtlLUA rlANALIO ORIENTAL :S . q u e foi c r i a d a p o r f a l h a s g e o l ó gicas nessa á r e a i n s t á v e l . O v a l e é. a o Sul. . logo. 0 DESERTO A o sul d e B e r s e b a está o d e s e r t o d o N e g u e b e . . A s chuvas c o m e ç a m e m o u t u b r o . m a r c a m a fronteira ao norte d o país. acidentados e imponentes à medida q u e s e v a i na d i r e ç ã o d o S i n a i . de Somaria = Mor Morto / - 0 DCUORDÃO Berseba Belém 1 . u m a d e p r e s s ã o profunda. o território se a b r e numa a m p l a c fértil p l a n í c i e . Estes ficam m a i s altos.- Monie Hebo Morte Belém +760 m Berseba Mat Morto -390 m Monte Nebo +833 m +1000 m +500 m Nivél do mar -500 m -lOOOm DESERTO DONEGUEBE 0 VALE DO JORDÃO O Jordão c o m e ç a perco d o sopé d o monte Hermom e c o r r e para o Sul. o vale de Esdraelom ou de Jezreel. e n q u a n t o a t e m p e r a tura m é d i a e m J e r i c ó n ã o baixa d e 15"C. pode nevar c m Jerusalém c cair c h u v a g e l a d a na G a l i leia. que é coberto de neve ( 2 8 4 0 m d e altura).: i . A c i d a d e d e Dã e o monte H e r m o m . na r e g i ã o d o Mar M o r t o s e m a n t é m u m a temperatura constante de 4 0 ° C d u r a n t e o d i a . m a i s d e 8 0 0 m a b a i x o d o n í v e l d o m a r ) . d e s c e n d o cerca d e mil m e t r o s a l é c h e g a r a o m a r M o r t o (a m e n o r a l t i t u d e d o m u n d o n o seu p o n t o mais b a i x o . / PLANÍCIE COSTEIRA \tAar .-. N o v e r ã o .'_ . N o i n v e r n o . a t e m p e r a t u r a m é d i a n o litoral e na r e g i ã o m o n t a n h o s a é d e 2 2 . frio e úmido: o verão. GALILEIA Ao norte d o monte C a r m e l o .>-<. P o s s u i u m c l i m a quente e ú m i d o b e m c a r a c t e r í s t i c o . e t u d o q u e se v ê s ã o p e q u e n a s m a n chas d e v e g e t a ç ã o e uma eventual acácia e n t r e o s m o n t e s á r i d o s . o u seja. Haifa-\ da Galileia MomeCotmeb • ra Nazaré' " \ Ptaakie . Aqui o índice pluviométrico é b a i x o .A Bíblia no seu contexto CHUVAS Israel t e m d u a s estações: o i n v e r n o . são mais f o r t e s e m d e z e m bro/janeiro e terminam por v o l t a d e a b r i l .2 5 ° C . quente e seco. í / delezréâ^A v ! Jerusalém Moptêsr-. A l é m d e l a e s t ã o os m o n t e s e vales q u e c e r c a m o l a g o da Galileia.

que foram. ratos e outras criaturas pequenas.38 Introdução à Bíblia Animais e aves Animais Antes da época de Abraão. a leste do rio Jordão.489 Codornizes 196 J u m e n t o s 248. o íbex. a maioria delas inofensiva. Havia cavalos no Egito na época de José. Mulas são uma cruza de jumento e cavalo. . Muitas. fizeram com que essas regiões ficassem famosas por seu gado. queijo e carne. seria como o jumento selvagem (foto). usada para fazer vestimentas. ovelhas e cabras já pastavam nos montes acidentados e rochosos de Israel. Os campos mais férteis de Gileade e Basã. o filho de Abraão e Agar.12).a víbora. Os tnklianitas atacaram Israel montados cm camelos (. fornecendo leite. n. Havia também gafanhotos e ocasionalmente nuvens destruidoras de gafanhotos do deserto. Corvos 291 Arganazes 383 P o m b o s 405.n 16. G a f a n h o t o s 165. etc. Eles puxavam carruagens e eram montados por soldados na frente de batalha.269. o jumento selvagem (onagro). como a cobra de Clifford (abaixo). No lago da Galileia havia uma grande variedade de peixes (veja "A pesca no mar da Galileia").S). leões e ursos. Há mais de 40 tipos dc lagartos em [ m e l . A lã. semelhante à víbora dc chifres (acima).599 Gazelas 405 Deus disse que Ismael. raposas e chacais. Ovelhas e cabras 144.259. inclusive víboras. camundongos. são inofensivas. veados e faamhfmeinfonmaxsveja: Camelos são muito importantes em regiões dentro c ao redor do deserto. sempre foi valiosa.1/. as que picaram os israelitas durante a jornada pelo deserto. possivelmente. lutando contra iodos (<. Um número bem maior de animais selvagens habitava a terra de Israel nos tempos bíblicos do que acontece atualmente — lobos.2). Cobras cxisletn em todas as regiões de Israel. gazelas. etc. B t c é o lagarto Dabb. Havia muitas cobras. A serpente mortífera de Nrn 21 provavelmente í. mas algumas que podiam ser letais. bem como o tímido hiracoídeo que se esconde entre as rochas. Camelos e jumentos são animais de carga e transporte de pessoas nos países do Oriente Médio desde os primórdios. A rainha dc Sabá utilizou-os para transportar cargas ( l l t s 10. Não é fiícil identificar as que são mencionadas na Bíblia.

a codorniz. a pomba. 0 "bode selvagem" mencionado em versões mais amigas da Bíblia é o íbex núbk>. Dentre os que podemos estão a águia. a garça. o abutre. do semitropical ao árido. muitos pássaros passam pela região na primavera e no outono. se não fosse criado em cativeiro. podendo ser visto ainda hoje nas arcas rochosas perto de En-Gcdi. a coruja. a perdiz. Jesus entrou em Jerusalém montado 39 O raio do deserto è um dos vários roedores encontrados em diferentes habitais de Israel. A Bíblia menciona muitos pássaros que não podemos identificar claramente. Embora nesta foto apareça em terreno plano. a gralha e o corvo. o Ibcx é um animal montês. . Pássaros Uma variedade de habitats. o pardal. a rolinha. a maioria das pessoas simples usava jumentos para se locomover e fazer o transporte de cargas. Além dos que são nativos. a andorinha. contribui para a riqueza de pássaros que podem ser encontrados em Israel.A Bíblia no seu contexto Nos tempos bíblicos. numa im portante rota migratória da África para a Europa e a Ásia Ocidental. a cegonha. v»V O órix ( d o deserto) estaria extinto.

A árvore do deserto é a acácia. tamargueiras e loureiros formavam densas moitas ao longo das margens do rio Jordão.40 Introdução à Bíblia Arvores e plantas Árvores Embora seja provável que Israel jamais tenha tido florestas densas.638 Figueira 623 i' h r . tamareiras e amendoeiras. ísta palmeira cresce i subtropical. fl A n £ O O . pés de romã. Para mais fotos e informações veja: Acácia do deserto 174 Papoulas 391 R o m ã s 405 Videiras427. As mais importantes eram as árvores frutíferas: vinhas e oliveiras. Álamos. As olivas são um produto importante em Israel. O cedro usado para o palácio do rei Davi e o Templo de Salomão foi importado do Líbano. ciprestes e pinheiros cresciam nos montes. As uvas amadurecem na vinha. usada pelos israelitas para construir a arca da aliança e partes do tabernáculo. Carvalhos. figueiras. tamarjmeira em flor. abetos. salgueiros. algumas áreas atualmente descampadas eram regiões de floresta nos tempos bíblicos. Figos crescem numa arvore que faz sombra perto de uma casa.

o papel era feito do caule do papiro. narcisos. ciclamens. As papoulas florescem até nos lugares mais pnliey. Na antiguidade. A íris amarela é uma planta do brejo. outras pelo sabor que acrescentavam a uma dieta um tanto insossa. . Há também mais de 120 tipos de ervas daninhas e espinheiros em Israel! A Bíblia usa mais de 20 palavras para referir-se a espinheiro . endro.i IMIS. Ervas e especiarias sempre foram valiosas. algumas por seu uso medicinal.A Bíblia no seu contexto Plantas e ervas Os contrastes de clima resultam numa variedade incomum de plantas e flores silvestres. papoulas. Uma exuberância de flores do campo adorna os montes da Galileia na primavera — os "lírios do campo" de que fala Jesus — açafrão. margaridas amarelas e muitas outras. Entre as ervas comuns estão cominho. arruda. hissopo. alho. anis. anémona. menta e mostarda.! 1 A mais vivaz das flores da primavera é a anémona vermelha. O crisantemo amarelo pode ser um dos "lirios do campo" de c|ue Jesus falou.

Durante o exílio. com exceção das festas. que foi tão bem reformado por Júlio César. Sabemos pouco sobre o calendário israelita antigo. Por causa disto. Assim. Este. e porque era tudo tão complexo. Mas o Mishnah (a coleção de leis judaicas feita no final do século 2 da era cristã) faz uma descrição completa do sistema que os judeus criaram sob influência babilónica.42 Introdução à Bíblia O calendário de Israel O calendário é uma daquelas coisas essenciais à qual nem sempre se dá o devido valor. os grandes impérios da Mesopotâmia e do vale do Nilo desenvolveram seus próprios sistemas com grande índice de precisão. Quando os israelitas chegaram a Canaã. Os mais antigos calendários. foram elaborados em função das estações do ano agrícola e dos ritos religiosos associados a essas estações. Ele continuou a ser usado junto com o calendário romano. esses nomes foram subsiiniídos pelos nomes babilónicos que aparecem nas colunas abaixo. dois mil anos depois. inclusive os do Israel antigo. eles usaram os antigos nomes cananeus para designar os meses. MARÇO NISA LAR MAIO SIVÃ JUNHO T A M U Z JULHO A B E AGOSTO Mês 5 Mês 1 nome antigo: Abibe Mês 2 nome antigo. sobrevive quase intacto ainda hoje.Zive Mês 3 Colheita de grãos Festas: Colheita/Semanas (Pentecostes) Mês 4 Cultivo das videiras Colheita de linho Festas: 14-21 Páscoa e Pães sem Fermento Colheita de linho e cevada Colheita de frutas de verão Colheita O de uvas e olira de uv >mbe "obeniác . os sacerdotes se tornaram especialistas na administração do calendário. O comércio e o governo também exigiam datação precisa.

T a b e r n á culos. d c m o d o q u e o s judeus ortodoxos vieram a ler problemas com a relação e n t r e s á b a d o s e festas. em hebraico.y m ' J i m OUTUBRO Tisri Mês 7 fit anrigo: Etanim NOVEMBRO Quisleu Mês 9 Mês 8 DEZEMBRO Tebete Mês JANEIRO Sebate Mês FEVEREIRO Adar Mês MARÇO 12 Marquesvã nome antigo: Bui 10 11 Colheita de uvas e olivas feras. Os relatos eslão repletos d e referências às g r a n d e s festas a n u a i s : P á s c o a . As anotações.A Bíblia no seu contexto NO N O V OT E S T A M E N T O A maioria dos autores d o N o v o Testam e n t o relaciona certos acontecimentos c o m o calendário judaico c m uso naquele tempo. Lavragem e plantio Chuvas de outono Lavragem e plantio Chuvas de outono Festas: Luzes (Dedicação do Templo) Lavragem e plantio Cultivo tardio Chuvas da primavera Cultivo tardio Chuvas da primavera Festas: Purim kmUuis (Ano Novo) imóculos (Bairacas) .C. Na a n t i g u i d a d e o s á b a d o p o s s i v e l m e n t e e r a a j u s t a d o p a r a c o i n c i d i r c o m as testas principais o u a t é m e s m o c o m o s d i a s d e lua n o v a ( v e j a l. D e p o i s d o e x í l i o . p o i s o ano não contém um número inteiro de semanas. foram gravadas sobre pedra calcária por volta de 900 a. Mas até nisto não havia uniformidade absoluta. Encontrado em Gezer. Lucas. Havia pequenas diferenças entre o calendário seguido pelos fariseus c o c a l e n d á r i o d o s saduceus. sn '. n e m um número inteiro d e meses. o s á b a d o d e sete c m s e t e d i a s passou a ser o b s e r v a d o com maior rigor e tornou-se independente d o c a l e n d á r i o l u n i s o l a r . por e x e m p l o . Ocasionalmente eles identificam datas fazendo referência a governantes nãojudeus. refere-sc ao i m p e r a d o r r o m a n o T i b é r i o e m seu E v a n g e lho. Pentecostes.v 2 3 ) . Paro mais iníormupes veja: 1 9 0 As g r a n d e s testas religiosas i: \ : A foto mostra uni auxilio simples para lembiat as estações d o ano agrícola. 43 UM PROBLEMA O sábado (dia dc descanso) semanal a p r e s e n t a v a seus p r ó p r i o s p r o b l e m a s . este artefato <• conhecido <»i«<> o "Calendário de Gezer".

ENTENDENDO A BÍBLIA .

Mas se o objetivo da história bíblica fosse simplesmente inspirar-nos dessa maneira. profecias e outros tipos de literatura. Se Deus jamais houvesse feito algo em benefício de Israel ou cm Jesus. ela teria sido outro tipo de histó- Quando abrimos a Bíblia. os fatos são essenciais para que se entenda a Bíblia. cartas. como nos Salmos. tode ser uma hislória. Mas não devemos impor à Bíblia nossas próprias expectativas quanto à sua natureza histórica. Se vêm de outra cultura. não haveria evangelho. Estas não são obra de um único autor. como nas cartas do Novo Testamento escritas por Paulo. A natureza da história bíblica Precisamos ter três coisas cm mente para entendermos os livros históricos da Bíblia. ela é mais uma biblioteca que um único volume. Em primeiro lugar. a maioria deles tem u m interesse pelos fatos. mas de uma variedade de autores humanos que escreveram em mais de um continente. devemos perguntar o que eslamos lendo. estar deprimido. Deus fala através de pessoas Em toda a Bíblia Deus fala por intermédio de pessoas. ou de um membro da igreja que é repreendido pelo pastor. eéa narrativa que faz dela uma religião sólida. Se você puder se colocar na situação de um líder de igreja que se preocupa com a sua congregação. amar.46 Introdução à Bíblia Dicas para entender John Goldingay A Bíblia não é o que a maioria de nós espera de um livro religioso ou texto sagrado. Assim sendo. isto o ajudará a compreender as cartas do Novo Testamento. viveram em mais de um milênio e falaram em mais de uma língua. Assim. leis. tentadas a ler a história da Bíblia principalmente para tirar exemplos de como devem viver. parábolas. A história bíblica é uma combinação divinamente inspirada de fatos e criatividade literária. • Em primeiro lugar. entenderá e poderá sc identificar com muitos dos salmos. esta "mensagem de Deus" é diferente do que algumas outras religiões acreditam ter. como podemos entendê-los? Normas diferentes se aplicam a tipos diferentes de literatura. Isto os aproxima bem mais da história do que da ficção. o cristianismo é uma religião narrativa. muitas vezes. Sc. Que tipo de livro é esse? Para entender determinado livro da Bíblia. Pode ser o povo falando com Deus. O fato de que a história da Bíblia está ligada à natureza da fé cristã como "evangelho" tem outra implicação. Ela diz às pessoas. ficar com raiva. "Acima de tudo. A maior parte da Bíblia não afirma ter sido "ditada" por Deus. por exemplo. Isto significa que entender as pessoas pode nos ajudar a entender a Bíblia. prestar culto. poemas. leremos cada uma à luz do que é — uma propaganda. como pode ser unia cana. Ela nem sempre é Deus falando para o povo. visões. Podemos até acreditar na propaganda quando lemos: "esta é uma oferta especial feita só para você!" Os livros da Bíblia vêm de culturas diferentes da nossa. As pessoas são. Se as correspondências vêm da nossa própria cultura. é mais provável que as entendamos mal. na convicção de que estas coisas são decisivas para a maneira como as pessoas se relacionam com Deus. . você sabe o que significa sentir dor. Até mesmo nãocristãos e ateus reconhecem que elas penetram nosso ser." Jim C r a c c Se recebermos quatro correspondências. sabemos instintivamente como lê-las. por meio da história de Israel e dos relatos da vida de Jesus. ter alegria. que foram dirigidas às primeiras igrejas cristãs. orações. A fé cristã é fundamentalmente um "evangelho" — uma mensagem de "boas novas" da parte de Deus. Ou pode ser pessoas falando para pessoas. e então é por aí que vamos começar. uma conta. Assim. Entretanto. precisamos descobrir que tipo de material estamos lendo. mais da metade da Bíblia é história. o que Deus fez por elas. As histórias são eloqüentes. Ela abrange histórias. uma carta de amor ou uma carta contendo uma oração.

porque elas foram escritas para públicos em situações diferentes: . na atual Jordânia.Entendendo a Bíblia ria.como a cidade de Jerash. Muitas vezes. nos dão duas versões da história de Israel no período dos reis. ao lermos a história da Bíblia. e como. Romanos. em Jerusalém. como aqueles que debateram com Paulo em Atenas. os livros de Samuel e Reis. por exemplo). lendo rolos. e por quê?" Uma segunda característica das histórias bíblicas. é que ela é escrita p a r a um público. São versões diferentes da mesma história. representados pelos dois h o m e n s l e n d o a Tora j u n t o a o M u r o d a s Lamentações. e Crônicas. Assim.e Israel um século mais tarde. Por exemplo. Pensadores c filósofos. como de qualquer história. Pessoas de fala grega no mundo helenista que havia colonizado grande parte daquela região .7 Pessoas "no mercado". com todas as características de uma boa história. e como não se deve ser povo de Deus. Tem começo.Israel sob o castigo de Deus após a queda de Jerusalém . Uma terceira característica de uma história bíblica é que ela é história. de outro. de um lado. à medida que as histórias sobre Jesus c a m e n s a g e m cristã sc difundiam. como os que aparecem neste relevo. parece que os personagens da Bíblia nos mostram os dois lados: como se leva uma vida fiel e dedicada a Deus. devemos ter uma pergunta em mente: "O que Deus está fazendo aqui. Judeus religiosos. Os livros d o NT foram escritos para públicos diferentes. Os eventos ocorrem apesar das pessoas tanto quanto por intermédio delas. Isto em si reflete o fato de que a história da Bíblia tem mais a ver com o que Deus fez com as pessoas do que com aquilo que as pessoas fizeram. quando de certa forma Deus o havia restaurado. apreciaremos o motivo pelo qual a história é contada daquela maneira e entenderemos melhor o que cie procura transmitir. usando palavras e conceitos conhecidos por eles: 4. Se entendermos para quem o livro foi escrito. meio e fim e um enredo cheio de surpresas (a história de José ou de Jesus. Essas duas comunidades precisavam que lhes fossem apresentadas perspectivas diferentes da mesma história. .

falou da tensão entre o que Deus queria na criação e o que Moisés permitiu por causa da teimosia do povo (Mc 10). Sua posição com relação a este problema específico pode ser aplicada de forma mais ampla. em si. pois a prática da leitura e do estudo silencioso e individual é algo típico dos tempos modernos. ou que perigo queriam evitar? Que convicções teológicas e morais tinham como base? Então podemos tentar descobrir se há problemas e perigos equivalentes que precisamos abordar dc maneiras equivalentes. por exemplo. as pessoas tinham que construir uma mureta ao redor do telhado (plano) das casas para que as pessoas não caíssem de lá. Em certas áreas das grandes cidades de hoje. A história tem um tema (Juízes. e sabe que aprendemos quando nos identificamos com a história. Portanto. embora sejam vistas como algo natural ou que não precisa de muita explicação. Na verdade. "Uma palavra de verdade pesa mais que o mundo inteiro. Nem o Antigo nem o Novo Testamento estão interessados em obediência cega. Isto implica várias coisas: Uma história precisa ser lida como um todo. Devemos nos deixar levar para dentro da história. Mas é importante que não interpretemos a história com um significado que ela. embora façamos isto inconscientemente. Precisamos nos esforçar para entender as questões que estão por trás dessas instruções. Isto porque seriam facilmente compreendidas na cultura da qual procedem (por exemplo. a Bíblia geralmente dá essas instruções. as regras pelas quais Deus protege a liberdade do seu povo." A l e x a n d e r Sob. assim que precisamos entender os motivos dessas instruções. Podemos perguntar. Isto não significa que devemos impor à Bíblia nossas próprias idéias. o motivo pelo qual os israelitas do Antigo Testamento não deviam cozinhar um cabrito no leite de sua mãe. Afinal. Interpretar a Bíblia requer o exercício da nossa imaginação. Assim. Que situação elas pressupunham? Que problema tentavam solucionar. a questão é: qual é o equivalente mais próximo do ideal de Deus. um contador de histórias não conta (nem consegue contar) tudo. outras parecem aceitar sua opressão. fala sobre ligação entre o sexo e a violência).48 Introdução à Bíblia Ela tem personagens: alguns personagens são tão complexos quanto nós mesmos e outras pessoas que conhecemos. Ler na companhia de outras pessoas ajuda a evitar estas coisas e também é útil de outras maneiras. Uma história interessante pode ter mais que um tema (a dc Jonas é sobre como não ser um profeta. ficamos mais próximos daquiCirande parte da Biblia I lebraica. levando em consideração a teimosia humana neste contexto com relação a este problema? . a história pode até nos convidar a fazer isto. como geralmente acontece nos cultos e nas leituras diárias. ou pelo qual as mulheres de Corinto no Novo Testamento deviam pôr um véu na cabeça quando estavam na igreja).henitsyn lo que seus autores tinham em mente. ao passo que outros personagens menos expressivos não chegamos a conhecer tão bem (a história de Rute é um exemplo). por exemplo. Algumas parecem dar liberdade a mulheres e escravos. ao falar sobre casamento e divórcio. O que fazer e o que não fazer Nas grandes histórias do Antigo e do Novo Testamento há longas seções de instrução sobre como viver. ou seja. qual era o objetivo dessas instruções. a Torá que este rabino está lendo. Jesus. e também sobre como Deus se preocupa com os gentios. é instrução. Quando lemos a Bíblia com um grupo de pessoas e a discutimos com elas. lombadas eletrônicas ou redutores de velocidade podem ser uma forma semelhante de proteger a vida das pessoas. por exemplo. No antigo Israel. Às vezes isto não importa. não tem. para entender como devemos tomar a atitude equivalente no nosso próprio contexto. por exemplo. e possivelmente também fala sobre como Deus chama Israel ao arrependimento). não apenas em pequenos episódios. ela precisa ser apreciada e compreendida como uma história. Aqui podemos ver os ideais de Deus em conflito com situações reais de forma bem prática. Outro tipo de questão surge dos padrões diferentes das instruções que aparecem nas várias partes da Bíblia.

A Bíblia nõoé uma caixinha mágica! • fundamentar uma doutrina num versículo que foi mal interpretado — como acontece freqüentemente com seitas e movimentos heréticos. - Os estágios de compreensão e aplicação que aparecem nestas páginas nos ajudam a evitar erros como: • tirar um trecho do contexto.50 Introdução à Bíblia Entendendo a Bíblia A Bíblia foi escrita há muito tempo para pessoas que viviam numa cultura diferente da nossa.• . ANTIGO TESTAMENTO DE Q U E T I P O D E E S C R I T O SE TRATA? DE Q U E PARTE D A BÍBLIA F O I TIRADO? NOVO TESTAMENTO DE Q U E T I P O D E ESCRITO SE TRATA? SoHhhHíIIIHI^HHHÍ ._ ASSASSE •..-R--.. ou fábulas. r^. ou contos de fadas. • dizer que ela é muito distante e difícil para os leigos: não é! • lê-la apenas como literatura ou geografia ou história: ela é isto. . a Bíblia foi escrita por pessoas em situações reais conforme eram inspiradas por Deus. • lê-la como mágica.. mas também é mais do que isso: é a mensagem mais importante de todas._r.

Em vez de usar rimas. o início da epístola.) Qual é o tema ou argumento principal da epístola como um todo? Como a passagem se encaixa nisso? No contexto da perseguição romana. a poesia hebraica dizia a mesma coisa duas vezes com palavras diferentes. PROFECIA Qual é o contexto histórico por trás da passagem? Seu estilo é poético. que idéia ou princípio geral é expressado? HISTÓRIA O que aconteceu? Onde? Com quem? Por que essa história foi contada? Qual é o moral da história? POESIA/ SABEDORIA Não leia poesia como se fosse prosa! Espere encontrar simbolismo e linguagem figurada. A passagem é narrativa ou se trata de uma história com moral? HISTÓRIA (ATOS) O que aconteceu? A história foi incluída para transmitir uma lição? EPÍSTOLA Quem estava escrevendo a quem — e por quê? (Veja. Leia com imaginação e emoção para ter a perspectiva mais ampla. APOCALIPSE . João usou o estilo literário apocalíptico: figuras tiradas do AT e simbolismo poético. simbólico? Qual era o propósito original da profecia? 0 Q U E ESSA PASSAGEM SIGNIFICAVA PARA O S PRIMEIROS LEITORES O U OUVINTES? C O M O A MESMA M E N S A G E M SE APLICA A NÓS HOJE? EVANGELHO Quatro relatos dos ensinamentos e acontecimentos da vida de Jesus. válida para todas as épocas? Ou uma questão de lei social ou cerimonial? No segundo caso. ex..Entendendo a Bíblia 51 LEI É uma lei moral. p.

E Jesus Cristo é revelado. pronto. E uma narrativa ou história não é uma história enquanto não for contada. contá-la — dar-lhe vida c expressão. quando cristãos recontam e revivem a história da paixão de Cristo na Santa Ceia. razão. nas campinas de Moabe. E esse contar da história é um dever crucial dos líderes da religião. ela não confina as pessoas num único pensamento explicável. Estes são momentos da mais intensa interação. aguardava. podem ser completamente conhecidos. são definidos por essa presença. A narrativa consola. Os acontecimentos que envolveram o povo de Israel — seus ancestrais. E a narrativa é o ponto dc encontro no qual os relacionamentos começam. Ela admite tantas variedades dc interpretação quantos forem os seus leitores. pois foram. O problema da narrativa é sua ambigüidade. a princípio.52 Introdução à BMia A Bíblia como uma história Walter Wangerin Jr. detalhes e gestos. Não é que a vida das pessoas lhes tenha sido explicada intelectualmente e elas conseguiram entender. simplesmente ao ouvirem uma narração da história que lhes é comum." T r c v o r Dcnnis "Encontro" em si implica ação dramática. mas muito mais numa comovente narrativa. no fundo. relacionamentos humanos instáveis. naquilo que elas têm em comum. amadurecem. a narrativa insere as pessoas numa comunidade — no tempo presente e através dos tempos. que é o objetivo de qualquer religião. O ensino pode envolver a nossa mente. O que os pregadores geralmente não fazem com uma história é. Quais são as histórias que os líderes da fé cristã precisam narrar? Em quais narrativas se oferecem oportunidades de um encontro com Deus? "(A história da criação) é ao mesmo tempo a mais conhecida e a menos conhecida de todas as histórias do Antigo Testamento. Personagens com personagens entram num relacionamento no qual certos acontecimentos se destacam por serem significantes e expressivos. uma narrativa. mas é como se um pai amoroso e poderoso viesse e as abraçasse e confortasse. quando Martin Ltither King declama uma história para milhares dc pessoas engajadas no movimento contra a discriminação dos negros — "Eu estive no topo da montanha! Olhei e vi a Terra Prometida! Talvez não chegue lá com vocês" — evocando a imagem do velho Moisés no monte Nebo enquanto todo Israel. lembrados c vividos. Os pregadores — quando usam uma unidade narrativa — geralmente a usam para seus próprios fins. reis e profetas — aparecem na forma de uma crônica histórica. Elas descrevem e contêm uma quantidade enorme de sentimentos imediatos. mas tudo que vemos é o que foi construído em cima dele. e são lembrados e contados como narrativas. os juízes. memória. quando a presença de Deus. a nosso favor ou contra nós. A narrativa cria ordem onde só havia o caos. acontecimentos. sentidos. riso e lágrimas. Ela quer um relacionamento com as pessoas que buscam um relacionamento com ela. porque é da natureza das religiões fazer uma narrativa acerca do mundo. Mas estas mesmas histórias fundamentais também dão significado às experiências pelas quais as pessoas passam nos dias de hoje. sua história. é uma coisa viva. Existem e já existiram religiões sem teologias. Ao contrário da doutrina. mas a vasta estrutura de doutrina que teólogos construíram sobre o texto. É isto que acontece quando judeus recontam e revivem a história do êxodo na Páscoa. pelo fato de ela reconhecer e usar os elementos desta existência como elementos próprios e convidar o ouvinte a que entre no mundo dela. É isto que acontece: pessoas fragmentadas são restauradas outra vez de modo comovente. As narrativas são tão antigas quanto a própria religião. reunidos. . simplesmente. mas uma narrativa toma conta de todo o nosso ser — corpo. cia consola esse ouvinte com todo sofrimento que ele tem. um relacionamento atemporal com Deus. num mundo organizado e significante. a hora de fazer a travessia. Mas nunca existiu uma religião sem uma narrativa. A história está escondida no alicerce. definindo unanimidade e não deixando que o indivíduo siga o seu próprio caminho. A "verdade santa". formam a história da religião. Ela se torna uma ilustração. é sentida de maneira tão forte que todos os outros objetos. testificam. emoção. cada vez que são narrados. São significantes. algo inferior àquilo que querem ensinar. anseios espirituais. O que a maioria das pessoas conhece não é o texto. impulsos involuntários. A Bíblia é. não tanto em proposições de natureza sistemática. Além disso. A criação nos é apresentada como uma narrativa. Esses momentos. Pelo fato de a forma narrativa apresentar um ordenamento. designados.

Esta ilustração é tirada de uma edição de 1689 dos "Kxcrclcios Espirituais" de Inicio de Loyola. foram dadas como parte da aliança que Deus tez com Israel através de Moisés. até ser cumprido em Cristo. puderam ser descartadas. Ele adota a ênfase histórica de Calvino. citando Jó 2 c Ap 9. por exemAo lado ila ênfase escolástica na doutrina existe a tradição de literatura devocional. fez-se necessária uma nova aplicação desse antigo ensinamento. como as circunstâncias passaram a ser outras. A partir de 1200. Declínio e renovação Durante a Idade Média. Não raras vezes a Itíblia foi usada como "livro mágico". que reinterpretou a aliança de maneira radical. Interpretação canónica Mais recentemente. sendo que textos eram tirados de seu contexto para assustar os leitores ou para dar sustentação a religiões misteriosas compreendidas apenas por seus membros. aproximadamente. Mas quando Cristo veio. Esta abordagem detectou muitas opiniões teológicas diferentes na Bíblia. A interpretação pactuai (ou aliancista) é uma maneira muito boa de demonstrar como o Antigo Testamento continua sendo a "Palavra de Deus" embora partes dele não se apliquem mais a nós atualmente. 'IVatn dos Sete Pecados Mortais. ele nem sempre seguisse esse princípio. cristalizado na "aliança" ou "pacto" que Deus fez com eles.54 Introdução à Bíblia Calvino acreditava que um texto deve sei lido no seu contexto histórico e como uma narrativa interligada. Pensamento histórico-crítico A interpretação histórica do tipo pactuai continuou a dominar o campo da teologia bíblica até o início do século 19. Mas. O grande avivamento do estudo que ocorreu nos séculos 15 c 16 colocou essa abordagem em evidência outra vez. João Calvino (1509-1564) adotou as posições de Lutero e as sistematizou numa série de comentários que continuam sendo clássicos do gênero. Esta aplicação foi fornecida por Jesus. o que dificultou a tarefa de lê-la como unidade ou um só livro. na prática. em boa parte porque poucas pessoas sabiam ler grego ou hebraico. elas deixaram de ser relevantes e. houve uma reação contra este tipo de análise e . ("Testamento" é o mesmo que "aliança" tanto no hebraico quanto no grego. Mas ela não desapareceu. este lipu de interpretação entrou em declínio. Isto ajudou a manter uma noção da importância do significado histórico-literário do texto na mente das pessoas e as incentivou a estudá-lo com mais cuidado. Isto não significa que essas leis não tenham vindo de Deus. Ele também deu grande ênfase ao significado real das palavras c censurou as tentativas de alterar isto simplesmente para ajudar a estabelecer este ou aquele ponto doutrinário ou teológico. houve um ressurgimento do interesse pelo texto e alguns monges até aprenderam hebraico para poderem comentar o Antigo Testamento com mais precisão. Este relacionamento cresceu c se desenvolveu com o passar do tempo. assim. que acabaria no que veio a ser conhecido como interpretação "pactuai". mas vê a Bíblia essencialmente como registro da comunidade da aliança c sua visão de Deus. pio. quando foi suplementada e parcialmente substituída pelo que hoje chamamos de pensamento "histórico-crítico". Interpretação "pactuai" Com base nesta convicção. embora. não como a revelação de Deus para ela. Martinho Lutero (1483-1546) insistiu que este era o único método de interpretação confiável para transmitir a "Palavra de Deus" a nós. c por muito tempo a igreja insistiu eme sua doutrina devia ser baseada em afirmações claras das Escrituras.) As leis relativas a alimentos que aparecem em Levítico. Aqui a Bíblia é vista como registro histórico do relacionamento salvador de Deus com o seu povo. desenvolveu-se um estudo bem mais profundo das partes históricas da Bíblia.

"interpretação canónica". reaparece entre os cristãos. Ela concorda que a Bíblia pode ter várias fontes diferentes. Alegoria? Na época de Jesus. a Bíblia saiu das bibliotecas e alcançou os mercados. alma e O erudito holandês Desidério Erasmo 04*6-1536) aplicou seu conhecimento dc hebraico e grego à interpretação da Bíblia. era prática bastante comum em certos grupos judeus. 1 . a transformou numa forma sistemática de interpretação bíblica. de tempos em tempos. Significado espiritual Sempre existiram aqueles que achavam que a Bíblia não é uma mensagem direta de Deus. e. que é como se chama isso. havia três níveis de significado nas Escrituras: o literal. geralmente de forma altamente complexa e misteriosa. que trouxe o significado simples das Escrituras a todos. que muitos crentes viam como ilustração do relacionamento entre Cristo e sua noiva. Estes correspondiam às três "partes" do ser humano: corpo. Alegoria é uma forma literária na qual uma coisa representa outra. A tradução de Tyndale foi a base para a Versão do Rei Tiago (King James Version). a alegorização entrou na igreja cristã por intermédio de Clemente de Alexandria (falecido por volta de 215 d. no hebraico e no grego cada letra representa também um número. embora atualmente nenhum estudioso ou teólogo respeitável leve tal prática a sério. em função disso. foi apresentada. que seguiu a linha de Filo.• • • • • Intendendo a Bíblia 55 uma nova proposta. No mundo moderno pode-se dizer que quase todos os intérpretes da Bíblia inseridos no contexto acadêmico adotam uma forma de interpretação histórico-literária. Ela se tornou popular como forma de interpretar o Cântico dos Cânticos. ou entre Cristo e o crente individual. Segundo Orígenes. e que a maioria deles pode ser classificada como "críticos históricos". Portanto.C). A numerologia. Orígcnes (cerca de 185-254 d.C). surgiram teorias segundo as quais a Bíblia seria um código numérico secreto. Alegorização é o uso sistemático de alegoria como forma de interpretar um texto.) desenvolveu a teoria que o Antigo Testamento era em grande parte uma alegoria de coisas divinas.C. Como método de interpretação. a igreja. Um código secreto de números? Por exemplo. mas um enigma que deve ser decifrado. mesmo sem que haja ligação real entre as duas. e. Com a prensa de Gutenberg. Filo de Alexandria (falecido em 50 d. que foi discípulo de Clemente. o moral e o espiritual. William Tyndale (1494-1536) foi outro que se voltou às línguas originais para fazer sua tradução pioneira para o inglês. mas diz que o que importa é o fato de que elas chegaram a nós como mensagem única num só livro. o que une a Bíblia é mais importante que aquilo que nos lembra das origens diversas de parte do material que ela contém.

O desenvolvimento do método científico produziu varias abordagens de interpretação da Biblia. à primeira vista. usaram a abordagem "reducionista" (se a ciência demonstra que as origens humanas são evolutivas. No século 19. Juntamente com a interpretação histórico literaria. para pessoas dc países subdesenvolvidos e para outros assuntos contemporâneos precisam sem dúvida. Os chamados "negro spirituals". c assim por diante. principalmente no século 19. o céu. especialmente entre os monges. embora estudiosos sérios tenham feito o possível para mantê-la sob controle. Os acontecimentos que descreve — a matança dos amalequitas. espírito. o monge João Cassiano acrescentou outro sentido espiritual. fazem uso freqüente de alegorias. Porém. por exemplo. mas sim como sinais. a alegorização foi um meio de encontrar referências ao Salvador em lugares que à primeira vista pareciam muito improváveis (como no exemplo de Cântico dos Cânticos). o "anagógico". que não precisava mais ser interpretado literalmente. São maneiras diferentes de ver a mesma coisa e responder perguntas diferentes. por sua vez. o que. a Terra Prometida. o crescente interesse dos estudiosos pelos gêneros literários usados na Bíblia levou muitas pessoas a perceber diferentes níveis de significado no texto. os pregadores gostavam muito de usar alegorias. Muitos hinos usam a peregrinação do povo de Israel no deserto para representar a vida cristã. Outros cientistas. como Blaise Pascal (1623-1662). Algumas teorias modernas têm muito em comum com a alegorização e muitos esforços no sentido de tornar a Bíblia "relevante" para mulheres. ela parecia oferecer uma maneira muito atraente de interpretar o Antigo Testamento. Alguns. a alegorização cessou entre os intérpretes do mundo acadêmico. principalmente. mas pelo menos a alegorização mostra que uma passagem pode ter um significado mais profundo do que. como as profecias do AT se cumpriram no NT. mostrando. o uso espiritual e devocional da Bíblia teve continuidade. e de aplicar passagens bíblicas obscuras ao cotidiano. Mais tarde. . Este é um dos temas alegóricos favoritos da antiguidade. Após a Reforma. está trazendo de volta a antiga interpretação espiritual. parece ter. o relato da Bíblia tem de estar errado). ir além do que as palavras em si estão dizendo. O compositor Personagens importantes para o retomo à interpretação hislórico-literárin da lllblia foram Martinho Lutero (1483-1546) e João Calvino (1509-1564). no século 4. usaram as "provas" cientificas de maneira positiva. por exemplo. Níveis diferentes de significado Em anos recentes. entre os pietistas. indicando que devemos fazer morrer o pecado que se manifesta em nossa vida. Grande parte das interpretações alegóricas é grosseira ou indubitavelmente errônea. mas focaliza a vida futura do cristão no céu. Mais recentemente. que é semelhante ao espiritual.56 Introdução à Bíblia o que ei a considerado o motivo pelo qual não viam Jesus nele. por exemplo — não deviam ser entendidos como modelos para a conduta cristã. mas continuou sondo popular em outros lugares. Na melhor das hipóteses. à medida que as pessoas começam a apreciar as diferentes formas dc literatura na Bíblia. nos quais o rio Jordão representa a morte. A alegorização era muito popular na Idade Média. As pessoas que adotaram esta abordagem geralmente acusavam os judeus de serem "literalistas" na sua leitura do Antigo Testamento. muitos passaram a considerai o relato bíblico e a posição científica complementares.

Mas é melhor dar preferência à interpretação histórico-litcrária direta. porém. houve uma ênfase à teologia feminista ou à teologia negra. a linguagem poética não deve ser interpretada 1% literalmente. eram oferecidos no Templo (que não são mais realizados) pode esclarecer o significado da morte de Cristo na cruz. Africa d o Sul. Da mesma forma. Isto.Entendendo a Bíblia Aqueles que estudam a Bíblia não precisam escolher entre os dois tipos de interpretação: podem emprestar idéias de ambos. Os cristãos acreditam que a aliança do Antigo Testamento entre Deus e seu povo se cumpre c. Um dos desafios da nossa época é usar nosso conhecimento das diferentes formas de literatura na Bíblia para determinar se o texto deve ser interpretado "literalmente" ou não. Cada uma aplica as Escrituras a áreas diferentes da vida. influenciando a fé e a prática. "Chaves que abrem o entendimento"). 57 N o século 20. E crucial que seja lida de maneira que leve em conta os diversos tipos de literatura que ela contém (veja também. é provável que este texto deva ser usado de forma diferente hoje. Significados podem ser impostos à Bíblia que não estão de acordo com o texto original. Isto significa compartilhar suas atitudes e convicções. como sacrifício em nosso lugar. Por exemplo. O sol se põe". A vinda de Cristo alterou as condições em que um determinado texto do Antigo Testamento era aplicado originalmente? Neste caso. e viver da forma que eles aprovariam — não se tornar carpinteiro ou fazedor de tendas! A Bíblia é o 1 ivro ma is importante na história da civilização ocidental. portanto. Mesmo no Novo Testamento. Por exemplo. Em outros lugares. O perigo está em reinterpretar as Escrituras para adequá-las à causa. a preocupação com a justiça para os pobres na América Latina produziu a teologia da libertação. . os cristãos são chamados para seguir o exemplo — para imitar — tanto Cristo quanto o apóstolo Paulo. Um coral de Soweto. Canções populares fazem uso de uma rica tradição de imagens e figuras bíblicas para expressar a esperança c os temores de cristãos face às duras realidades da vida. em tempos antigos. não a torna menos "verdadeira". tem seu significado verdadeiro em Cristo. I loje em día ninguém acredita que estas palavras descrevem o que realmente acontece. Ela foi acolhida em muitas culturas e comunidades. Isto deve ser levado em consideração quando tentamos aplicar uma passagem específica do Antigo Testamento aos dias atuais. Elas simplesmente descrevem o que o observador vê. aquilo que o Antigo Testamento diz sobre os sacrifícios que. é importante distinguir o que o texto ensina como princípio teológico permanente daquilo que ele simplesmente registra como fato histórico (as duas coisas não são idênticas).

autores. que significa editor) — Preocupa-se com a maneira em que o texto foi editado na sua forma final. porque usava ferramentas históricas desenvolvidas pela filosofia moderna da história. Pelo fato de representarem uma reação a teorias modernas. No final da década de 1970 algumas novas tendências radicais começaram a aparecer no campo da teoria literária. cm reação a esse problema. ou os leitores constroem estes significados. a forma do enredo. Um grave problema do método histórico-crítico é sua incapacidade de focalizar os livros da Bíblia na sua forma atual. A forma narrativa que caracteriza a maior parte da Bíblia recebeu uma atenção renovada e novos assuntos. procurar lugares num texto nos quais há tensão entre a mensagem geral e aquilo que um pequeno trecho do texto pode estar dizendo. paia ajudar as pessoas entenderem e interpretarem a mensagem. O método hislórico-crítico. A primeira é a ênfase histórica. • Crítica d a s fontes — Preocupa-se com as fontes por trás do texto.58 Introdução à Bíblia O texto e a mensagem Craig Bartholomew ^—' O estudo acadêmico da Bíblia ("crítica bíblica") tem sido dominado por várias ênfases diferentes que se revezam na posição de destaque. na década dc 1970. Era histórico. • Crítica da r e d a ç ã o (do alemão redaktor. porque lia e avaliava o texto bíblico do ponto de vista da cosmovisão moderna. sugerindo que os textos não têm significados únicos e que seu significado depende em grande parte do(s) leitor(es). sem deixar nenhum método principal em seu lugar. Uma leitura feminista examinará como as mulheres são ou não são retratadas nos textos bíblicos. Também era histórico no seu interesse. — Preocupa-se com a origem e o desenvolvimento dos temas bíblicos na vida de Israel. de forma que há tantos significados quantos forem os leitores?" Por causa da ênfase literária presente na área da pesquisa bíbli- . • Crítica da forma — Preocupase com a forma ou o gênero dc pequenas unidades de texto e a origem do seu gênero na vida comunitária de Israel. tais como o papel do narrador. não tanto pelo texto na sua forma atual quanto pela história do texto e dos acontecimentos a que se refere. por exemplo. Movimentos como o "pós-estruturalismo" e o "desconstrutivismo" levantaram questões como: "Os textos possuem significados que podemos descobrir. ca. simplesmente por questão de preferência pessoal. Essa nova ênfase focalizava os livros bíblicos como textos literários e os explorou deste ângulo. Os principais tipos de análise dos textos bíblicos que surgiram desta abordagem foram: • Crítica textual — Tem como objetivo definir os textos hebraicos e gregos mais confiáveis do Antigo e do Novo Testamento. a Não é de admirar que. feministas.. desenvolvido na Alemanha no século 19. Uma leitura desconstrutivista irá. A impressão que se tem atualmente é de uma variedade de abordagens interpretativas dentre as quais podemos escolher. Este método era crítico. E nos últimos anos estas novas questões foram aplicadas à Bíblia. dos textos bíblicos. era inevitável que estes novos movimentos na teoria da literatura logo se manifestariam também no campo da teologia bíblica. Desta forma o desconstrutivismo expõe contradições que procura localizar e espera encontrar em todos os textos. e a descrição e o desenvolvimento dos personagens. A interpretação bíblica está em crise! Os estudiosos analisam o rexto de várias maneirai. passaram a ser explorados. etc. foi adotado por estudiosos da Inglaterra e dos Estados Unidos no início do século vinte. Sob a categoria geral de pósmodernismo tornou-se comum os estudiosos fazerem leituras desconstrutivistas. • Crítica da tradição. O pós-modernismo levantou questões complexas sobre textos. estas novas abordagens geralmente são conhecidas como pós-modernismo. Na comunidade acadêmica mais ampla não há consenso com relação à maneira correta de ler a Bíblia ou de prosseguir nos estudos bíblicos. O efeito do pós-modernismo sobre os estudos bíblicos foi minar a crítica histórica dominante. leitores e o mundo. uma ênfase literária. tenha surgido.

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Êxodo. os alemães narram romances entre príncipes e moças pobres. Portanto. Portanto. Josué e os livros de Samuel. No Antigo Testamento estas incluem principalmente os livros de Gênesis. uma lição moral. No entanto. a história da obediência de Abraão. transmite a história para seus filhos. A forma e o conteúdo de uma história podem mudar à medida que é contada e recontada. escrita e preservação de registros. que as histórias em Gênesis vêm de fontes orais que circulavam entre o povo. • Não podemos saber onde e quando elas se originaram. o anseio por descendentes e a correspondente necessidade de proteger a mulher do patriarca — preocupações importantes para um povo migratório. seguindo a instrução de Deus. a mesma dedicação e fidelidade que caracterizaram o patriarca. a tradição oral influenciou especialmente os Evangelhos. para avivar ou inspirar. . não temos evidência delas. Porém as histórias sobre Abraão e os outros patriarcas que o seguiram — Isaque e Jacó — são contadas em Gênesis como uma retrospectiva. é relevante perguntar: "Como esta história pode ser adaptada à minha situação?". Na realidade. Estudiosos da área da crítica da forma (veja "O texto e a mensagem") identificaram a influência da tradição oral que subjaz a várias partes da Bíblia. quando foi solicitado a oferecer Isaque em sacrifício (Gn 22). Isto levanta a questão de como Moisés — ou a pessoa que escreveu Gênesis — sabia sobre os eventos que aconteceram pelo menos 600 anos antes da sua época. Lemos sobre o chamado de Abraão para pôr-se a caminho da terra prometida pela fé a partir da posição fixa da chegada de Israel na terra prometida. enquanto otttervam um modelo do Templo. que pode ser bem diferente. histórias sobre os patriarcas foram transmitidas verbalmente de uma geração a outra. Sem negar que Moisés tenha sido inspirado por Deus. Um judeu ortodoxo cm Jerusalém. No Novo Testamento.62 Introdução à Bíblia Contadores de histórias a tradição oral Jo Bailey Wells A história do povo de Deus no Antigo Testamento começa com Abraão em Gn 12. Assim como cada cultura tem gêneros característicos de narrativas populares (os brasileiros contam piadas sobre portugueses e vice-versa. é contada de forma a inspirar o povo de Israel a ter. é improvável que um povo nômade se preocupasse com leitura. podemos imaginar que ele possuía algumas fontes escritas a partir das quais formulou o registro. • Os t e m a s d a s h i s t ó r i a s orais seguem padrões e temas típicos. até o ponto em que esta tradição viva também se desenvolveu em uma tradição escrita. As histórias são contadas como se — através dos olhos de Moisés — Israel estivesse relembrando sua pré-história. A questão da sobrevivência era mais imediata. isto é. Páginas anteriores: Esta pintura de Tony lludson mostra um contador de histórias africano e o fascínio dos seus ouvintes. Agora se reconhece. • As histórias s ã o contadas p a r a e n s i n a r u m a lição. • A s histórias s ã o adaptadas p a r a as necessidades ou situação d o s ouvintes. rivalidades entre famílias. Em geral. cm relação a Deus. mais apropriadamente. Histórias de viajantes As histórias que foram escritas a partir de fontes orais têm uma característica particular e é importante levar isso em conta quando se trata de interpretar essas histórias. estas narrativas não são material adequado para reconstruir uma história detalhada e precisa. por meio de contos populares. As narrativas relacionadas com os patriarcas preocupam-se com as promessas da terra. Por exemplo.

Por exemplo. na parábola do filho pródigo Considere o tamanho da dívi(Lc 15. sua parte. oral? • Concisão — O detalhe narEntender as origens prováveis rativo de uma história oral é do material bíblico nos ajuda a serconciso. que não queria perdoar (Mt • R e p e t i ç ã o — Na parábola 18. um contador de histórias no atual Irã reconta a seus ouvintes as façanhas de Alexandre. Um tema recorrente é o do herói que deixa seu lar e mais tarde retorna com uma fortuna: Jacó foge de seu irmão Esaú e retorna com esposas e riqueza (Gn 27—35) José é banido pelos seus irmãos. A intenção não é necesdeixando o lar e retornando sariamente que esses detalhes com uma fortuna é invertido sejam levados ao pé da letra. é alta- Muilas das histórias da Bíblia foram contadas oralmente antes de serem escritas para serem lidas. ouvimos diferentes das histórias que são não só os apelos da viúva. E contem aos seus filhos e netos" (Dt 4. aconteceu o inverso. Eles valorizavam o dom da memória — desenvolvendo técnicas sofisticadas de memorização — e assumiram a tarefa de recontar às novas gerações as histórias a respeito daquilo que o Deus fiel havia feito no passado: "Portanto. e assim por diante).1. Na história de José. pessoas que fazem parte de culturas onde predomina a oralidade têm uma memória mais confiável do que nós. Na parábola da viúva persistente As histórias que são conta(também conhecida como parádas (parábolas. Os israelitas. era difícil retomar porque primeiro ele precisava fazer as pazes com Esaú.1-8). porém mais tarde reina sobre eles (Gn 37—45). chegando até ao exa• Inversão — O tema do herói gero.9uma quantia inimaginável de 16). principalmente. to. Dez mil talentos são dos lavradores maus (Lc 20. veja também 5.63 os quenianos explicam como o leopardo ficou malhado). mas na maneira sutil em que o tema é usado e adaptado para ensinar uma lição. por exemplo) são bola do juiz iníquo). rico que se vestia de púrpura e um pobre chamado Lázaro — Lc 16. elas devem prender a atenção dos ouvintes. • D i s c u r s o direto — O enredo de uma parábola freqüentemente se desenrola por meio A arte do contador de histórias do uso do discurso direto. tenham cuidado e sejam fiéis para que nunca esqueçam as coisas que viram.19-20) — tem grande significado. Para Jacó. que dependemos de arquivos e computadores. Elas exprimem verdades que provaram ser reveladoras e instrutivas para inúmeras gerações que as seguiram. o dono da vinha manda dinheiro para enfatizar alcance três empregados para receber a ilimitado do perdão de Deus.9.mos sábios no modo de lê-lo e usáção dos ouvintes. 6.21-35). existem também gêneros específicos de narrativas bíblicas. embora possa ser aquilo que é narrado — o imprudente tentar reconstruir a nome de um personagem ou a história primitiva de Israel a parcor de uma roupa (o homem tir das histórias em Gênesis. com os irmãos inadvertidamente encontrando José. . mas escritas para serem lidas (tais também os resmungos secretos como romances). lo. Podemos identificar • L i n g u a g e m — Para que as algumas técnicas de narração nas histórias causem impacto. Para terem efeido juiz iníquo (Lc 18. empenhavam-se na preservação de histórias. Aqui.7. Isto ajuda a aumentar a tensão e antecipar o clímax quando — finalmente — o Podemos confiar na tradição dono envia seu filho. A importância destas histórias não esta no tema em si. Diante disso.11-32). mente adequado usar as mesmas histórias como exemplos de fidelidade (e infidelidade). Isto ocasiona da na parábola do empregado um final surpreendente. o Grande. sua parábolas de Jesus: linguagem deve ser vívida e concreta. dando asas à imagina. Além disso. valorizaram e passaram adiante.

Isso lhes possibilitou uma forma simples de fazer o registro de revelações divinas. Ou seja. Ela d á acessibilidade — Um trecho escrito pode ser copiado inúmeras vezes. A palavra escrita Embora muito tenha sido contado verbalmente e passado adiante de geração a geração através do relato oral (por exemplo. Enquanto os textos originais da lei eram . lRs 11. isso se deve unicamente ao fato de terem existido gerações de escribas judeus que copiaram e recopiaram partes das Escrituras durante mais de 1. por volta do segundo século a. Este trabalho exigia cuidado c treinamento durante m'] wWw> -ífTíí iy aro n t f w \¿h m wrftò won D t o w v w n s w iron o r b shasn m j n z r w s s»róa retWw j e w a n s a t s S s í . Embora qualquer pessoa com força de vontade pudesse aprender a ler e até mesmo escrever hebraico sem muito esforço. seus programas de ação e acontecimentos relacionados com os mesmos podiam ser mantidos e atualizados. Após o exilio. Assim.64 Introdução à Bíblia Os escribas Jo Bailey Wells O Israel antigo vivia num mundo que não dependia apenas da tradição oral. por influência da escrita arantaica.C. Ex 13. o hebraico passou a ser escrito com len-as mais cheias. e guardadas para verificação posterior (veja Dt 18.14-15).20). Se somos herdeiros da Bíblia. Os textos hebraicos mais antigos já encontrados datam do século 9 a. o hebraico compartilhava uma escrita com os cananeus e fenícios. mas também de forma escrita em tábuas de pedra.500 anos. Antes do exílio. Isto tornava a leitura e escrita relativamente simples. o recebimento da lei no monte Sinai. • rada durante séculos. Registros sobre reis. Considere.C.n » n u w î w wp hiír w riva» nfrra iVfflNv rvw rtá syr w^i ansos d " 3 rvan No período pró-exilio. Moisés desceu do monte carregando estas tábuas e as colocou na arca. e até colocado nos batentes das portas da casa (Dt 6. e mais tarde usados como fontes pelos historiadores bíblicos (por exemplo. um escriba — no hebraico. a existência da escrita significava que havia algo que permitia que se conferisse o que estava sendo contado. afiliadas aos fariseus. essas pessoas provavelmente formavam centros administrativos na corte real. Escribas como escritores Literalmente. mais tarde. 2Rs 23.28). comparada com os sistemas de escrita cuneiforme da Mesopotâmia e no Egito.4-5). guardar e interpretar a lei. a assim chamada escrita "quadrática" que aparece acima. E altamente significativa a afirmação de que Moisés recebeu os mandamentos. ela se tornou uma fonte com autoridade. o termo normalmente é usado para descrever um grupo designado de pessoas que cumpriam a tarefa especial de escrever — e copiar — os registros históricos e sagrados de Israel. ele era membro de uma classe de pessoas instruídas que se dedicavam a copiar. Esdras é descrito como o modelo de escriba (veja também "O escriba"). 11. Mais tarde. no santuário do Templo em Jerusalém). A escrita tem um impacto significante numa cultura predominantemente oral: • Ela confere autoridade — A escrita dá poder às palavras de uma forma que as torna diferentes da palavra falada.22). embora seja bastante provável que gerações anteriores de escribas israelitas também escreviam usando o alfabeto.41. onde seriam guardadas (Dt 10. em particular do Antigo Testamento. • Ela p o s s i b i l i t a p r e c i s ã o — As palavras de um profeta podiam ser escritas no dia em que foram pronunciadas. baseada num alfabeto de 22 letras. sopher — é qualquer pessoa que escreve. i w i . não apenas verbalmente. O alfabeto já existia na terra de Canaã quando os israelitas se tornaram uma nação. por exemplo. era possível fazer cópias que podiam ser consultadas por pessoas que tinham perguntas ou dúvidas. a lei podia ser preservada e continuar inaltemantidos em segurança na arca (e.9. tradições orais e acontecimentos históricos. Uma vez escrita. De acordo com os relatos em Êxodo e Deuteronômio. "os escribas" se tornaram um partido político distinto formado por uma classe de pessoas aliamentc instruídas.

As diferenças entre textos ou manuscritos podem ser atribuídas a: • omissão ou adição de uma palavra • erros de ortografia. Presta serviços a pessoas importantes e é visto na companhia das autoridades. se for da vontade do Senhor TodoPoderoso.Transmitindo a História vários anos (veja SI 45. Copiar A tarefa do copista era reproduzir o texto com o máximo de precisão possível. feita para suavizar idéias consideradas ofensivas. cópias essas que surgiram em eras diferentes. Ed 7. não deixando alternativa senão especular quais seriam as palavras ilegíveis ou ausentes • alteração de um escriba. • Acadêmico: estudar a lei e produzir obras c teorias em resposta.000 anos mais antigos que quaisquer outros conhecidos anteriormente — deixou bem claro que a transmissão do texto se deu com uma precisão extraordinária. Explica também o significado escondido dos provérbios e emende os segredos das comparações.6) e era muito respeitado (Jr 8. Estes provavelmente aparecem de forma idealizada no livro de Eclesiástico (Eclesiástico 38. Mostrará como é sábia a instrução que ele recebeu e se sentirá orgulhoso por causa da Lei da aliança do Senhor. cies que viviam num mundo que geralmente não se importava tanto com a verdade. foram transmitidas por diferentes meios e até foram recebidas em línguas diferentes A descoberta dos Rolos do Mar Morto cm 1947 — sendo que foram descobertos manuscritos 1. desde que a cópia tenha sido bem feita. . 65 A descrição d o escriba exemplar.11): • Pregador: reunir o povo a cada ano para ler a lei. conforme Eclesiástico 39 Ele aprende de cor os ensinamentos de homens famosos e procura descobrir o que querem dizer as comparações. explicá-la e incentivar o povo a colocá-la em prática • Juiz: ouvir aqueles que tinham queixas e julgar questões específicas da lei judaica. Esdras tinha vários papéis a desempenhar. Assim.8).24—39.. ele ficará cheio do espírito de conhecimento. E.. não importa quantas vezes um trecho do Antigo Testamento tenha sido copiado. Antes da invenção da imprensa. os escribas hebreus fatiam cópias das Escrituras com um cuidado e uma precisão que nos impressionam. Ele estava intimamente ligado ao sacerdócio. que mais tarde resultamemerros de interpretação • inclusão no texto principal de uma nota explicativa originalmente incluída na margem • danos causados a um rolo. • Instrutor: administrar escolas de escrita e treinar aprendizes de escribas... Podemos apenas identificar as ocasiões em que foram cometidos erros. com base nas variações entre os textos ou manuscritos. É impressionante o grau de semelhança que existe entre diferentes cópias do texto. Ainda hoje os escribas judeus trabalham com a mesma atenção escrupulosa cm relação aos detalhes. Ele terá conhecimento e saberá julgar com justiça e meditará nos mistérios de Deus. o processo de cópia incluía revisão e correção cuidadosa.1. Segundo a tradição. Embora os copistas tenham cometido pequenos erros que entraram no texto escrito.

especialmente o de Manasses (2Rs 23. • Em Reis e Crônicas há descri- ções diferentes do rei Manasses. As fontes originais compõem a matéria-prima. e a fidelidade de Deus para com ele. A disposição de textos num livro afeta a compreensão ampla do significado do livro como um todo. Nos livros históricos. Estes rolos das Escrituras numa sinagoga de Tsefnl.C.26). Por exemplo: • Nos livros de Samuel.12-17). não haveria Bíblia.10). para usar o termo técnico provavelmente ocorreu de algum ponto antes do exílio até o século II a. Isto diz ao leitor alerta. no norte de Israel.66 Introdução à Bíblia Jo Bailey Wells O trabalho dos editores As Escrituras hebraicas. são testemunho de seus esforços. . principalmente. a partir da qual acredita-se que gerações de editores trabalharam para compilar estes "ingredientes" até os livros atingirem sua forma final no "cânon" (a lista oficial). ou "ungido" cm Israel (ISm 2. provaveimentesurgiram gradativamente. para mostrar como Deus está sempre disposto a atender o pedido do penitente (2Cr 33. o Cântico de Ana é inserido no início da história. Esta procura descobrir os propósitos teológicos por trás da organização do material num livro. e o trabalho de editores é menos significativo. De acordo com o editor de Reis. julgamento e exílio caíram sobre Judá por causa do acúmulo de pecado. Este processo de edição ou "redação". Em comparação. os editores selecionaram suas histórias para destacar uma determinada interpretação dos acontecimentos. o Cronista fala do arrependimento de Manasses. A importância dos editores O estudo do trabalho dos editores é conhecido como "crítica da redação" (veja "O texto e a mensagem"). Se pudermos entender como um livro veio a ser escrito da forma como o conhecemos hoje. já que a forma dos livros como os temos reflete o trabalho dos editores assim como dos autores e tradutores. bem no início da narrativa. Sem o trabalho dos editores que reuniram e organizaram os materiais. como as conhecemos. que a história vai enfatizar a identificação de um "rei". O Novo Testamento se tornou "fixo" muito mais rapidamente. é provável que tenhamos maiores chances de entender sua perspectiva e o caráter singular de sua mensagem.

datada de 400 a. Além disso. pois contém tradições do período primitivo de Israel como organização tribal na terra prometida.67 Coletando e organizando asseções d o Antigo 0 Pentateuco: Gênesis a Deuteronômio A história deuteronomista: Josué. E m geral acredita-se. eles foram reunidos por um editor (conhecido como "o Cronista") para formar uma narrativa contínua. estudiosos e escritores sofisticados. D e P. os salmos são ordenados em cinco "livros".. Se isto for verdadeiro (e continua sendo uma teoria). sugeriu que havia quatro fontes. Os Salmos Os Profetas: Isaías. o material foi reavaliado à luz da experiência atual e livros pósexílicos (Ageu. SI 73—83. conhecidas como J. em geral. Porém há muitos estilos diferentes de escrita. Sua composição é complicada. um estudioso alemão do século 19. Zacarias e Malaquias) foram acrescentados. Como no caso da história deuteronomista. os livros desta seção reúnem trabalho feito por várias gerações de historiadores. portanto. Ezequiel. pois dá continuação aos mesmos temas e teologia da aliança. Esses "editores" eram. p. O relato de acontecimentos passados também é feito em retrospectiva: os editores refletem sobre o passado à luz de acontecimentos atuais (por volta da época do exílio). ex. enfatizada pela repetição no início de Esdras dos dois últimos versículos de 2Crônicas. Esta narrativa. 1 e 2Samuel. assim como as histórias de administrações reais desde a época de Davi até o exílio. Juízes. Jeremias. . que teriam se originado em períodos e locais diferentes. os 12 "profetas menores" É possível que Jeremias tenha sido responsável pela formação do livro que leva seu nome (veja Jr 36. Mas. Assim sendo.C. SI 51). É possível que "o Cronista" tenha tido uma grande influência sobre a reunião e disposição de outros livros do Antigo Testamento para formar o cânon. SI 120—134). é feita para encorajar a pequena comunidade restaurada a acreditar que eles realmente são herdeiros das antigas promessas que Deus fez a Israel. Quer estes livros tenham ou não sido escritos pelo mesmo autor. é provável que os registros dos profetas anteriores ao exílio e do período do exílio foram preservados durante este período e editados posteriormente. cada salmo recebe um título para auxiliar a meditação (veja. o livro que a precede. Testamento Histórias posteriores: Crônicas — Esdras — Neemias Os primeiros cinco livros da Bíblia aparecem como história única e coerente — como se produzida por um único autor sem necessidade de um editor. Wellhausen. O processo de edição reuniu a coleção para criar um livro para estudo (o SI 1 estabelece esta idéia desde o início). que isto representa o trabalho final de compiladores que reuniram várias fontes. os Salmos de Asafe. 1 e 2Reis Esta seção recebe seu título de Deuteronômio. Cada uma tratava as origens de Israel de forma distinta. Estes derivam da adoração do Israel antigo. que incluem coleções menores como unidades inteiras (p. os "cânticos dos degraus". aproximadamente (embora às vezes se atribua uma data mais recente). É provável que estes "hinos" foram reunidos durante o exílio.32). ou por diferentes autores. e algumas histórias são repetidas de perspectivas diferentes. E. Assim. a história que agora temos representa não só o trabalho de "reunião de fontes" feita pelos editores finais durante ou depois do exílio mas também o trabalho de "subeditores" anteriores sobre cada uma das fontes individuais. portanto. ex. quando o povo foi privado da adoração normal no Templo.

Obadias. Este termo é um acrônimo formado com a letra inicial das palavras que designam as três divisões da Bíblia hebraica: Torá (instrução). Esdras. De acordo com a tradição. Namânides afirmava que os segredos da Torá foram revelados a Moisés e são sugeridos na Torá pelo uso de letras especiais. Naum. no seu Comentário do Pentateuco. Amós. argumentou ele. O mais substancial desses livros se chama A Sabedoria de Jesus. Jó.contém os livros de Josué. Durante o período do Segundo Templo (depois da volta do exílio na Babilônia). Zacarias e Malaquias). essas exposições foram transmitidas de geração em geração e por meio deste processo uma legislação adicional foi incorporada à lei. Análoga à interpretação mística da Torá proposta por Namânides. que a crença na Torá MiSin. No fim dos 40 anos no deserto ele teria completado o restante do Pentateuco.68 Introdução à Bíblia A Bíblia Hebraica Dan Cohn-Sherbok A base da fé judaica é a Bíblia. Conhecidos como livros deuterocanônicos ou apócrifos. 1 e 2Macabcus. e que ela é totalmente de origem divina. o judaísmo tradicional afirma que a revelação de Deus é dupla e está em vigor para sempre. Ageu. Lamentações. 1 e 2Samuel e l e 2Reis. mas que não foram incluídos na lista oficial ou cânon das Escrituras. a obra mística medieval conhecida como o Zohar afirma que a Torá contém mistérios que vão além da compreensão humana. Para os judeus. Interpretação De acordo com os rabinos. • Profetas Anteriores . Ketuvim (escritos). filho de Siraque (também conhecido como Sirácida ou Eclesiástico). Cântico dos Cânticos. Isto implica nossa crença de que toda a Torá que temos em nossas mãos hoje é a Torá que foi entregue por Deus a Moisés. Todo este registro estava no céu antes da criação do mundo. Números e Deuteronômio. Levítico. que Moisés tenha escrito Gênesis e parte de Êxodo quando desceu do monte Sinai. eles tiveram considerável impacto sobre o pensamento cristão. Namânides observou que esta teoria segue a tradição rabínica de que a Torá foi dada rolo por rolo. os valores numéricos de palavras e letras e os adornos dos caracteres hebraicos. faz-se uma distinção entre a revelação do Pentateuco (Torá no sentido restrito) e as escrituras proféticas. • Profetas Posteriores — é composta dos profetas maiores (Isaías. No entanto. 1 e 2Enoqite e Jubileus. Por exemplo. mas a natureza real desta comunicação é desconhecida a todos exceto a Moisés a quem foi dada. Além disso. Como o Zohar explica: . Neviim (profetas). Assim. Rute. É provável." A exemplo de Maimônides. Miquéias. Nas fontes rabínicas. Provérbios. Eclesiastes. Jonas. no século 12. vinda de Deus. A segunda divisão da Bíblia hebraica — Profetas — se divide em duas partes. Moisés foi como um escriba que copiou uma obra mais antiga. Uma lista aprovada de livros A Torá consiste nos Cinco Livros de Moisés: Gênesis. Entre estes livros não-canônicos se encontram o Testamento dos Doze Patriarcas. Outras obras literárias do período do Segundo Templo sao conhecidas como os pseudepígrafos. também as exposições e elaborações da lei escrita foram reveladas por Deus a Moisés no monte Sinai. Em geral sc diz que a Torá foi dada diretamente por Deus. aramaico e grego. o filósofo judeu Moisés Maimônides declarou. do século 13. enquanto os livros jjroféticos foram dados por meio de profecia. Daniel. Por trás deste conceito está a idéia mística dc uma Torá primordial que contém as palavras que descrevem eventos muito antes de eles acontecerem. Neemias e 1 e 2Crônicas. Entre as outras obras se incluem: a Sabedoria de Salomão. argumentou que Deus ditou a Moisés e este escreveu os Cinco Livros de Moisés.ii I 'Torá do Sinai) é uma crença fundamental no judaísmo: "A Torá foi revelada do céu. Ester. Porém todas estas obras constituem o cânon das Escrituras. Joel. estes textos conquistaram status oficial na Igreja Católica Romana e nas igrejas ortodoxas orientais. A terceira divisão é feita de uma variedade de livros divinamente inspirados: Salmos. as Escrituras são chamadas de Tanak. Tobias e Judite. por meio do que é metaforicamente chamado de 'fala'. Posteriormente. Para Namânides. Habacuque. os judeus escreveram vários outros livros cm hebraico. Êxodo. Juízes. Sofonias. Na Idade Média esta crença tradicional foi afirmada sempre de novo. Os livros restantes das Escrituras — os Hagiógrafos — foram transmitidos por intermédio do Espírito Santo ao invés de profecia. o filósofo Namânides. estes livros foram revelados por Deus a Moisés no monte Sinai. Jeremias e Ezequiel) c dos profetas menores (Oséias. Com isto quero dizer que toda a Torá chegou a ele.

Este ato de revelação serve como base para todo o sistema legal assim como para as crenças doutrinárias sobre Deus. Mesmo assim. ai dele — este não terá lugar no mundo vindouro. tal posição moderna é irrelevante. Portanto.'" O impacto da pesquisa moderna Na era moderna. até nós poderíamos compor uma Torá sobre assuntos cotidianos. Outros estudiosos rejeitaram a teoria de fontes distintas. Na metade do século 19. porém. conseqüentemente. Karl Heinrich Graf e Julius Wellhausen. A Torá. Um rolo da Bíblia hebraica 6 erguido numa sinagoga judaica. tanto os judeus ortodoxos quanto os não ortodoxos continuam a pensar que a Bíblia judaica é fundamental para a fé. Simeão: 'Ai do homem que considera a Torá um livro de simples lendas e questões do cotidiano! Se fosse.. se a Torá não tivesse colocado vestes deste mundo. Já no século 16. concluíram que os Cinco Livros de Moisés são compostos de quatro documentos principais que existiram separadamente mas depois foram reunidos por uma série de editores ou "redatores". Entre os judeus não ortodoxos. há uma aceitação geral das descobertas da pesquisa acadêmica moderna. por outro lado. A despeito dessas teorias diferentes. o mundo não poderia resistir a ela. Sim. e quem olha para esta veste como sendo a Torá em si. Pelo contrário. portanto. que considera as novidades acadêmicas recentes no campo dos estudos bíblicos. fornece uma base racional para a alteração da lei e a reinterpretação da teologia das escrituras hebraicas à luz do conhecimento contemporâneo. Logo.Transmitindo a História "Disse R. houve um afasta- . no entanto. O judaísmo ortodoxo permanece dedicado à teoria de que a Torá escrita e a oral foram transmitidas por Deus a Moisés no monte Sinai. No período moderno. Moisés. as histórias da Torá são apenas suas vestes exteriores. dois estudiosos alemães. elimina a crença tradicional da infalibilidade das Escrituras e. os estudiosos indicaram que os Cinco Livros de Moisés parecer ser compostos de fontes diferentes. Tal abordagem não fundamentalista. conservadores e reconstrucionistas que o Pentateuco não foi escrito por 69 mento do fundamentalismo do passado.. A lei é honrada como dom de Deus ao seu povo. até os príncipes do mundo possuem livros de maior valor que poderíamos usar como modelo para compor tal Torá. no entanto. agora ele é visto como coleção de tradições originadas em períodos diferentes no Israel antigo. tornou-se cada vez mais difícil sustentar o conceito tradicional judaico de revelação divina à luz da investigação e descoberta acadêmica. uma obra de excelente qualidade. há um consenso entre os críticos bíblicos modernos. Para os judeus ortodoxos. ao invés disso afirmam que tradições orais foram modificadas durante a história do Israel antigo e que só ao final desse processo é que foram compiladas para formar uma única narrativa. inclusive judeus reformados. contém em todas as suas palavras verdades sobrenaturais e mistérios sublimes .

. No grego. História Eclesiástica 4. todavia. optaram por um cânon mais enxuto de 24 livros.26. Rm 3.70 Introdução à Bíblia Uma lista aprovada — o "cânon" das Escrituras Stephen Travis e Mark Elliott A Bíblia consiste em 66 livros.1). a palavra "cânon" significava uma vara ou régua. conhecidos pelos judeus como "o Livro dos Doze" e agrupados num único rolo). 1 e 2Crônicas. pois nesta divisão da Bíblia hebraica os Salmos geralmente vêm em primeiro lugar. Certamente Eclesiástico 44—49 (século 2 a.C.) valorizava todos esses livros. O método judaico de contagem considera 1 e 2Samuel como um livro só. indicando que a comunidade que produziu esses manuscritos (entre cerca de 150 a. a 100 d. No quinto século a. Jesus. Os 12 profetas menores também são vistos como um único livro.17. depois de sua ressurreição. e o mesmo se aplica a l e 2Reis. conhecida como Scptuaginta. Os escritores do Novo Testamento usam a frase "a Lei e os Profetas" como designação dessas escrituras (Mt 5.C. Esdras a trouxe de volta cm sua forma escrita da Babilônia para Jerusalém. c toda a comunidade a reconheceu como "o Livro da Lei de Moisés" (Ne 8. Excluíram a literatura considerada muito recente ou arriscada em sua teologia ou que estava associada a grupos dentro do judaísmo e não a toda a comunidade judaica. At 13.45.) demonstra familiaridade com a Lei e os Profetas como os conhecemos. que interpretava a história do ponto de vista profético) e os Profetas Posteriores (Isaías. os judeus já haviam categorizado suas escrituras em três partes — a Lei.C. É provável que estes também eram uma coleção reconhecida na época de Esdras ou pouco depois. Esdras — Neemias. disse: "Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei dc Moisés. os livros dos Profetas e os outros livros". • O s E s c r i t o s consistiam em grande parte de documentos posteriores e sua aceitação geral como coleção definitiva provavelmente se deu no primeiro século da era cristã. Jo 1. por volta de 170 d. os Profetas e os Escritos. E os Rolos do Mar Morto incluem cópias ou pelo menos fragmentos de todos os livros da Bíblia judaica exceto Ester. A tradução grega das Escrituras hebraicas.C. Os cristãos aceitaram o cânon definido pelos judeus do primeiro século de nossa era principalmente porque Jesus e os escritores do Novo Testamento se referem a uma grande variedade de livros do Antigo Testamento como tendo autoridade divina. A lista resultante é idêntica aos 39 livros que os cristãos chamam de Antigo Testamento. Jeremias. os judeus. Ezequiel e os 12 "profetas menores".C-. Sua lista era idêntica aos 24 livros do cânon hebraico. e não mais nem menos? E por que as comunidades judaicas e cristãs dão tanta importância a esses livros? Estas são questões sobre o "cânon". incluiu vários desses livros (veja "Livros deuterocanônicos").C. De acordo com Lc 24.C. Provavelmente o primeiro cristão a analisar criticamente que documentos judaicos deviam ser considerados como escrituras sagradas foi Melito. sob a liderança dos fariseus. Outros livros escritos no período de 300 a. Duzentos anos antes. eram valorizados por diversos grupos de judeus. o prólogo de Eclesiástico já falava sobre "a Lei. Mas por que estes livros específicos? Por que um livro judaico como a Sabedoria de Salomão não foi incluído no Antigo Testamento? Por que foram incluídos quatro Evangelhos. Mas após a catástrofe da destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d. • A Lei ou Torá (Gênesis a Deuteronômio) foi a primeira a ser reconhecida como documento fundamental de Israel por causa da sua associação a Moisés.21)." "Salmos" aqui pode referir-se aos Escritos como um todo.15. As escrituras judaicas Na época de Jesus. Os cristãos passaram a usar essa palavra em referência a uma lista de livros inspirados por Deus que eles reconhecem como Escrituras com autoridade divina. Citações são freqüentemente introduzidas com frases como "Está escrito" ou até "Diz o Senhor". • O s P r o f e t a s é a seção que inclui os Profetas Anteriores (a seqüência narrativa de Josué a 2Reis. que ele chamava de "livros da antiga aliança" (Eusébio. bispo de Sardes. Estas três coleções foram reunidas cm estágios. nos Profetas e nos Salmos.C. portanto um padrão ou regra.44. e 68 d.13-14).

A direita: Uma página cio Códice Sinaífico. As folhas eram coladas umas nas outras. N u m rolo. passou-se a adicionar as feitos de pergaminho (couro). as páginas são dobradas e fixadas n u m a extremidade (a lombada). Por volta do ano 200 havia coleções que também incluíam 1 e 2Timóteo e Tito. perceberam que cada um trazia uma perspectiva diferente da história dc Jesus. Tudo indica :sr. S . . os rolos eram feitos de folhas de papiro. Justino já descrevia como os cristãos 71 reunidos para adoração liam as "memórias" dos apóstolos "que são chamadas Evangelhos" (Apologia 1.fc. No tempo do NT.C. em comparação com os outros três — talvez porque era usado pelos gnósticos para promover sua própria versão da fé cristã. Escrito em grego sobre pergaminho. Mais tarde.-. No início.C. S ^ . Os cilindros nas duas pontas permitiam ao leitor desenrolar e enrolar o texto à medida que ia lendo. a manuscrito atais antigo dc todo o NT (mais uma parte do A T ) de que hoje dispomos..' i :. ele foi descoberto no século 19 no Mosteiro de Santa Catarina.8). e não de pergaminho. que os cristãos íoram pioneiros no desenvolffii"-. Esta forma do livro à esquerda: Um rolo escrito em hebraico. Como acreditavam firmemente que havia uma única mensagem evangélica coerente.difíceis de manusear e transportar. isto passou a ser um problema. • O s E v a n g e l h o s À medida que os cristãos se familiarizavam com mais de um Evangelho. Esse códice data do século -I d. no sopé do monte Sinai. Mas antes do ano 200 Irineu argumentava que é tão natural haver quatro Evangelhos quanto há quatro ventos e quatro cantos da terra (Contra as heresias 3. a maioria dos rolos (incluindo os documentos do NT) era feita de 53 papiro. na fabricação do ftilF livro assim como o conhecemos hoje.C. o texto era escrito e lido em colunas. num "livro" em formato de u m rolo.) já havia uma coleção fixa das dez cartas principais de Paulo. formando rolos de comprimento variado. Embora houvesse dúvidas freqüentes sobre a autoria da carta aos Hebreus. Mas as vantagens de afirmar as contribuições distintas dos quatro Evangelhos acabaram prevalecendo.R. • Os p r i m e i r o s d o c u m e n t o s a serem reunidos foram as c a r t a s d e P a u l o . Por volta de 150 d. O Evangelho de João demorou mais para ser aceito. embora fosse pouco comum u m rolo c o m mais de 20 folhas. isto é. ou talvez apenas porque era tão diferente dos outros. • ' " ' ' . C a d a folha tinha cerca de 30 cm de altura e 20 c m de largura.'.' .Transmitindo o História O Novo Testamento A história do cânon do Novo '['estamento é mais a história de uma coleção de coleções que de uma coleção de documentos individuais. l | Í ' P : f | caso. capas. '•'•'.v.C. Os autores cristãos deste período os citavam freqüentemente como tendo a autoridade das Escrituras.•' £ ' = S ¡ = .'••"" vimento do "códice". 0 Rolo do Templo (o maior dos rolos do mar Morto) tem 8 m e 20 começou a substituir o rolo durante o segundo cm de comprimento. já em 200 d. Outros documentos semelhantes a evangelhos como o Evangelho de Pedro e o Evangelho dos Egípcios continuaram a ser usados nas igrejas orientais. para proteger o livro..C. .: . Mas ela só teve maior aceitação na igreja ocidental a partir do quarto século. originalmente. O herege Marcião nos informa que antes de sua época (cerca de 140 d. Mas os rolos eram . Rolos também podiam ser século d. Do rolo ao livro O s documentos que entraram no cânone da Bíblia Hebraica foram colecionados. Neste W^Mi J { . cristãos egípcios a incluíam em sua coleção das cartas dc Paulo.66).11.

». A mesma conclusão foi endossada no Ocidente por uma declaração papal cm 405 c no norte da África nos Sínodos de Hipona (393) e Cartago (397). Assim. OOI-IOYCYI i M f O M K M o r e i ' Y W . no entanto. o Pastor de Hermas. O livro de Apocalipse foi aceito mais rapidamente no O c i d e n t e que no O r i e n t e .M'CpTv>Vvoix r . foram pouco usadas antes do quarto século. Listas de livros autorizados foram feitos em várias partes do mundo cristão. n u : f i 11\' '1' U I M « ( N V Y \ O W C O \ K. inclusive os Evangelhos de Pedro. Pelo fato de não haver reconhecimento claro da sua autoria apostólica. v l M».»âC-f*J'N'KXfOKin-IXCMAY. *"('V"HiiikxueNTe(. As cartas de Paulo. embora as igrejas ortodoxa.»4 y M c i c o y w » .gito) ao rei da Inglaterra (quando o presente chegou. • As Cartas Católicas (Tiago até Judas) formaram a última coleção a ser reunida. mas até no Ocidente esteve sob suspeita por causa do seu uso pelos montañistas com seu entusiasmo excessivo por especulações quanto ao fim do mundo. Entre estas.\i«Vy" cl>MÇfrn|»«x>i|. Uoão. os Evangelhos dc Marcos e Lucas foram reconhecidos como tendo autoridade ao lado de Mateus e João.Ul)|o)M<n * OYSCxifxOAMi>PüriiujMo. f * í*.\Òn. ' C'J-i'X. R * .R E R O V U . no período entre 400 e 450 d .C. Após três séculos de uso. 2Pedro. .M HM- . . Outros documentos foram incluídos porque vieram de uma pessoa diretamente relacionada c o m um apóstolo se não do próprio apóstolo. Mas por volta do ano 200 sua importância foi reconhecida como evidência de que Paulo e os outros apóstolos pregavam o mesmo evangelho. todas. podemos ver que quatro perguntas fundamentais foram feitas sobre cada documento em consideração. Atos foi separado dele em data bem antiga e não é citado por autores cristãos antes do tempo de Justino. Assim. IPedro e também Apocalipse "se desejável" • livros contestados. i.I ü v c t i I R 11 • M<>Y ^•YÍANEXEÍEENXVFM-I ikmi-m!.t)ei-Hic\H\o d > a m O Códice Alexandrino foi dado de presente pelo Patriarca de Constantinopla (que parece té-lo encontrado em Alexandria. jamais foi formalmente definida por um concílio ecumênico da igreja inteira. C .«.e.! l<M M < ri K*0 X M C KlXI i Xf *l -FWO ' ^ K O I M U i U » X M O X • Kl-CMCOHfcW ' KMMKOimiWil^MaiiHMUTflX YK4| k N > MMfXNPAYMWAiiTiC >.72 I m Introdução à Bíblia m - * <OCKXIXXC^OIIIXCI -^<|?*CI|füf I MHÍA. ao contrário dos esforços de Marcião e outros hereges de reivindicar Paulo para si e rejeitar os outros apóstolos. o rei era Charles 1). Atanásio apresentou pela primeira vez uma lista de livros autorizados idêntica ao Novo Testamento que conhecemos e esta foi amplamente aprovada no Oriente. A extensão do cânon. enquanto Hebreus permaneceu em dúvida por mais tempo porque sua autoria era incerta. mas com o passar do tempo caíram em desuso porque expressavam doutrinas que tinham mais em comum com a heresia gnóstica que com a tradição recebida pela igreja. 2 e 3João. Atos.cn.C. X'.' I I N . em 1627. Um pouco depois do ano 300 d.V KM o i Ü f IMuV * 00©0-VCXMC*>>*<<X!*. a igreja etíope tem um cânon de 38 livros. 14 cartas de Paulo. 1 O M "<Xi O O P X I í A M e U K .>i M MOV i v ' * K Y n .riV ' YMI M l .. este códice é uma das cópias mais antigas da Bíblia. no F. • A t o s e A p o c a l i p s e ficaram fora destas três coleções.« > C l W n .:uKiit .I AHay-"1"<4>mJs l O l M i l . Judas. os Atos de Paulo.M K l £ ( O l I Ml'l I H M c t ) MIO " ¡' M C P C O O III IK11 MtífâtU P \ | < X m I " * .9) ao lado das cartas de Paulo. as igrejas começaram a confirmar formalmente quais livros mereciam autoridade para determinar suas vidas e seus ensinamentos. • Ele é apostólico? Em vários casos esta era simplesmente uma questão de autoria. Embora d o mesmo autor do Evangelho de Lucas.1X>¿. Na sua carta de páscoa de 367 d. No quarto século seu status como escritura foi reconhecido no Oriente — com a compreensão de que o milênio de Ap 20 não devia ser interpretado literalmente..-...O I iii-oi-iií. particularmente interessante é a classificação dos documentos em três grupos feita por Eusébio: • os livros aceitos nas igrejas sem qualquer restrição — quatro Evangelhos. aqueles que ainda não eram universalmente aceitos — Tiago. Eusébio fez referência a uma coleção de sete "cartas católicas". foram rapidamente aceitas com base nisto. Provavelmente a coleção surgiu do desejo de sc ter um testemunho comum dos apóstolos "tidos como colunas" (Gl 2. ainda hoje. Se revisarmos os critérios pelos quais os 27 livros alcançaram status canónico. exceto IPedro e Uoão. católica romana e protestante compartilhem o mesmo cânon do Novo Testamento. por exemplo. K X M e N ' í "O I C O d>0 .*"' M O C * .. em grego. o Apocalipse de Pedro. W I . de Tomé e de Matias e os Atos de André e de João. a Carta de Barnabé e o üidaquê • os firmemente rejeitados.i ( i C C T I M t l M T G M X H M Í ' O X X O X< V i w o t i OOTXJS.!X-Ol pc. Escrito à mão.

não tem maior significado tornou-se canónica por causa da sua ênfase na defesa da verdade contra "enganadores . até uma carta como 2João que. como vimos. • O livro alentou a vida das igrejas ao longo do tempo? No final das contas. o teste mais importante que podia ser aplicado a um documento era se ele havia demonstrado seu valor divino através de sua habilidade de renovar. . não apenas a um grupo seleto? Cartas originalmente dirigidas a uma igreja específica foram aceitas se sua mensagem pudesse ser comunicada a um público mais amplo. ele foi aceito porque atendia aos critérios seguintes. O cânon é um caso de sobrevivência dos mais aptos. Os livros em questão provaram há muito tempo seu valor na vida cristã. Os livros do cânon do Novo Testamento se distinguem por darem testemunho em primeira mão da história de Jesus Cristo e do impacto que ele teve no período formativo da vida da igreja. da primeira metade do século 2. • E católico? 0 livro comunica a palavra dc Deus à igreja em geral. Provavelmente nenhum dos documentos que ocasionalmente são propostos para inclusão no cânon seja tão antigo quanto os documentos que integram o Novo Testamento. aparentemente. Não devemos imaginar que o processo dc definição do cânon foi obra dc comissões que se reuniram para julgar os escritos cristãos e decidir se podiam fazer parte do cânon ou não. Os quatro Evangelhos que aparecem no inicio do NT se destacavam do restante.. Nos tempos modernos já houve quem sugerisse. Assim. ou seja. Sua mensagem é derivada — e às vezes se des- Não demorou muito e os lideres da Igreja tiveram dc decidir quais dos escritos em circulação eram genuínos e seriam benéficos para toda a Igreja. aqui e ali. Outros perguntaram por que o cânon do Novo Testamento deveria se limitar estritamente a esses 27 livros.Transmitindo a História Era crucial saber que cada documento provinha do período mais antigo da história da igreja.. o teste de apostolicidadc não foi aplicado de forma rígida. Por exemplo. Seria mais exato dizer que os documentos que acabaram entrando no cânon demonstra- 73 ram sua autoridade intrínseca por meio do uso constante na igreja. a verdade é que os documentos do Novo Testamento continuam sendo especiais. que o conteúdo do cânon deveria ser revisado. • É ortodoxo? O livro combina com a compreensão da fé cristã que recebemos por meio da tradição viva da igreja? Com base nisto m u i t o s documentos com títulos aparentemente autênticos como o Evangelho de Tomé e os Atos de João foram rejeitados. E embora alguém possa se beneficiar da leitura de outros livros que foram escritos nos primeiros tempos da igreja cristã. Alguns sugeriram que o ceticismo que reina cm círculos acadêmicos quanto à autoria apostólica dc certos livros deveria levar a um questionamento de sua canonicidade. Kstas páginas de um evangelho desconhecido são bastante antigas. porque seu ensinamento era de caráter gnóstico. sustentar e guiar a igreja. No entanto. apesar da dúvida com relação à autoria de Hebreus. 7-11). dúvidas sobre autoria não são razão suficiente para excluir um documento. Por que não incluir outros documentos cristãos antigos tais como o Evangelho de Tomé ou os Atos de Paulo? Mas. que não confessam Jesus Cristo vindo em carne" (vs. via — do manancial que é o Novo Testamento.

mas versões da Bíblia na va aramaico ao invés de hebraico e sua própria língua. Não demorou muito.parafraseada do original hebraico. pois os muçulmanos falam sobre a produção de comentários do Corão e interpretações do mesmo. para que a mensagem começasse a ser levada a pessoas que não conheciam as línguas bíblicas. os cristãos produziram ver-1 soes do Novo Testamento numa variedade de línguas — para que pessoas que não sabiam grego pudessem ler sobre Jesus e crer nele. pois a maioria das pessoas falaBíblia em si. Os judeus que moravam nessas cidades muitas vezes não entendiam o Antigo Testamento em hebraico e então precisavam da Bíblia na língua que eles podiam compreender. falado na Síria antiga (por volta de 160 d.TV> i-Pvjf". Algo semelhante acontecia em Israel por volta do mesmo períomeiros 300 anos após a morte de Jesus. C Está c urna página do Evangelho de João.r ^ (•TM 1 M 1 1 ) ' ' . a lín. dedicada a ajudar os outros a encontrarem Deus por intermédio de Jesus Cristo. t i r . . <j < ' T v V t V ' >•". a língua dos romanos (por volta de 150-220 d . . usavam a linguagem de seu público-alvo. o siríaco.*:? ('. o Novo Testamento foi escrito originalmente na língua comum daquele tempo e depois traduzido para as línguas de muitos povos. Umn das primeiras línguas que recebeu uma tradução do N T foi o copta (no Kgito). Antioquia e Roma. pois os livros da assim não entendia muito do AntiBíblia foram escritos em três línguas go Testamento lido em hebraico. uma língua do Egito (por volta do terceiro século d.C. A Septuaginta era usada para leitura em voz alia nas sinagogas localizadas em cidades do Império Romano onde se falava grego.C).'>' • : . . O antigas: hebraico. Isto tornou necessário o trabalho de tradução das Escrituras — uma tarefa que foi iniciada ainda antes do tempo de Jesus. judeus a entender sua fé. no século 3 d .'i í.do Antigo Testamento usada antes to foi escrita em hebraico.7 4 Introdução à Bíblia Divulgando a palavra a tarefa da tradução A maioria das pessoas não lê a do. por isso. "Targum" era uma versão aramaica A maior parte do Antigo Testamen. Pelo fato do cristianismo ser uma fé missionária. O Antigo Testamento em grego O povo judeu do século 3 a.. e depois passaram a traduzir para as línguas do Oriente Médio. produziu uma versão do Antigo Testamento em grego conhecida corno Septuaginta. do Norte da África e da Europa.í-:»í. i r .rM'"'-j --f" w s p o l i u i . mV-. no entanto. Eles começaram com o latim. Estas primeiras traduções foram motivadas por dois fatores: eles acreditavam que os livros do Novo Testamento eram inspirados por Deus. Neste ponto o cristianismo contrasta de forma interessante com o islamismo. C ) .19).mV. pois entendem que o original (em árabe) é estritamente intraduzível. Algumas partes do Antigo uma versão bastante expandida e Testamento estão em aramaico. gua que era usada em Israel na época de Jesus e que está relacionada com o As primeiras traduções do hebraico. cidades como Corinto. Novo Testamento O Novo Testamento foi escrito em Essas versões do Antigo Testagrego "comum" — a língua falada por mento foram feitas principalmenmuitas pessoas em todo o Império te para ajudar aqueles que já eram Romano na época de Jesus.'.. .) e o copta. Estas duas convicções os motivaram a tornar os livros do Novo Testamento acessíveis ao maior número possível de pessoas na língua que essas pessoas falavam — para que a vida delas também pudesse ser transformada pela mensagem de Jesus. . e assimilaram o chamado de Jesus de "fazer discípulos de todas as nações" (Mt 28. aramaico e grego.C. a língua dos de e durante a época de Jesus — israelitas. mas não de traduções. Nos priOs autores dos livros bíblicos escreviam para comunicar e.

• Um grupo de especialistas (consultores) dá orientações a respeito de certos assuntos. muitos anos de trabalho árduo Atualmente. 0 estudioso holandês Erasmo escreveu: "Cristo quer que seus mistérios sejam amplamente divulgados. para que pudessem ser lidos e conhecidos.publicadas. Bíblia completa. as Sociedades para reduzir a língua à escrita. Juntar o cansaço da jornada. assuntos ligados à arqueologia." tos. Não temos os manuscritos originais dos livros bíblicos escritos pelos primeiros autores. ou seja. Queriam apeé produzido. ou simplesmente . Isto significaria que a geralmente são resultado do traigreja perderia o controle daquilo balho dc um grupo ou de uma em que as pessoas criam. Esse acessível a todos. a uma discussão com o grupo de tradutores. pois havia o temor de que Mas ainda existe muito por fazer! as pessoas formulariam suas próprias interpretações da Bíblia. sendo que cada nas que o poder que a Bíblia tem tradutor trabalha com deterde transformar vidas estivesse minado número de livros... Bíblicas Unidas e a Associação Este trabalho é feito em conWycliffc de Tradutores Bíblicos junto com falantes nativos. temos uma grande quantidade de cópias antigas dos textos bíblicos (mais de 5. especialmente àqueles que não conheciam latim. caso Como se faz uma tradução pudessem ler o texto em sua próVersões modernas da Bíblia pria língua. Essa ciência leva em conta a idade das diferentes cópias e a disseminação de determinada formulação ou palavra no conjunto das cópias. são necessários a muitas pessoas.quatro estágios antes de serem car a Bíblia na linguagem das pes. Gostaria Das 6. equipe de tradução e passam por Mas aqueles que queriam colo. época. com suas narrativas. espan-um livro da Bíblia traduzido.000 apenas do Novo Testamento). continuam o trabalho de produzir versões da Bíblia em línguas Este passo envolve uma decidiferentes. na Europa.071 línguas conhecidas que o lavrador pudesse cantar parte mundialmente apenas 5% têm a deles enquanto vai arando o solo. mas a tradução de uma passagem específica pode depender de qual cópia antiga está mais próxima do original. à medida que os cristãos se deram conta outra vez da importância dc levar a mensagem dc Jesus aos outros. houve um grande renascimento das traduções da Bíblia. incluindo crítica textual. Nenhum item essencial da fé cristã depende de uma diferença entre essas cópias antigas. 75 O uso de computadores facilitou muito a tarefa dos tradutores em todo o mundo. outros 13% têm que o tecelão possa recitar esses texo Novo ou o Antigo Testamento e tos enquanto tece. não apenas pelos escoceses e irlandeses. soas simples não achavam que isto • Um rascunho de cada livro levaria à anarquia. mas as cópias nem sempre concordam entre si. pouco antes desse tempo propiexistem apenas na forma oral.mais de 95% da população munvicção foi combatida por setores dial têm pelo menos uma parte tradicionalistas da igreja daquela da Bíblia numa língua conhecida. esta con. antes de se poder fazer essas novas traduções disponíveis uma tradução. não apenas aos rascunho de tradução c levado eruditos. hebraicos e aramaicos serão usados.Transmitindo a História O aumento do número de traduções No século 16. ciou um meio barato de tornar Assim. que o viajante ainda outros 14% têm pelo menos possa. são sobre quais textos gregos. A ciência da crítica textual (veja "O texto e a mensagem") é usada para decidir qual cópia está mais próxima do original. Algumas línguas A invenção da imprensa um não têm forma escrita. Eu gostaria que fossem traduzidos para todas as línguas de todo o povo cristão. questões relacionadas com as línguas originais. estes números significam que Durante um tempo. mas também pelos turcos e sarracenos. a língua das pessoas cultas.

é importante usar linguagem "inclusiva". Se a versão é feita para pessoas para as quais a língua-alvo não é a língua materna. Versões diferentes darão nuances diferentes do origina]. Outras línguas não têm este problema. No caso de algumas versões modernas em certas línguas. quando se fizer uma leitura em voz alta na igreja. na Por exemplo. E haverá situações em que determinada versão será mais útil ou mais adequada do que as outras. aramaico e grego. . Isto pode parecer um pouco estranho ou artificial para alguém que não conhece a língua original — mas pode ser uma vantagem. se os tradutores focalizarem a língua-alvo. • Finalmente. Hoje essa boa nova alcança pessoas cm todos os continentes. preparando uma versão final Boas notícias devem set compartilhadas. que são uma reformulação bastante livre do original na língua-alvo. os tradutores evitarão palavras mais raras ou frases peculiares. Versões diferentes Grupos diferentes de tradutores produzem versões diferentes — às vezes bem diferentes umas das outras. pela palavra falada. produzem uma versão literal (ou palavra por palavra) em que o texto da tradução se orienta pela maneira como a língua-fonte organiza palavras e sentenças. • Pessoas que representam a igreja e outras entidades farão uma revisão do rascunho da tradução. mas que não é literalmente exata. por exemplo. e pela palavra escrita. por exemplo. Tudo isto significa que é útil tere usar mais de uma versão da Bíblia. geralmente com o uso de formulações surpreendentes ou interessantes. lista tem sido a tarefa dos cristãos desde o princípio até agota: traduzir o evangelho para línguas locais. Nesse processo. isto enriquecerá sua compreensão da mensagem da Bíblia. quando se estiver fazendo um estudo em particular. Por que são tão diferentes? • Foco na língua original Em primeiro lugar. pois permite ao leitor ver como o original foi estruturado. o estilo e a maneira de expressar o sentido do texto na língua alvo. Em português. se uma versão é produzida tendo em mente as crianças. ou quando se estiver ensinando a fé cristã às crianças. já que nelas existe um termo para "homens e mulheres" usado para grupos mistos. por exemplo. e. • Foco n o p ú b l i c o alvo Um segundo fator que ajuda a explicar a variedade de versões é o público-alvo. isso significaria usar a palavra "pessoas" ao invés de "homens" quando o original claramente inclui também as mulheres nessa referência. Na prática a maioria das versões fica entre os extremos do muito literal e da paráfrase.a l v o Por outro lado. No ponto extremo desta abordagem se encontram as paráfrases. a língua focalizada pode ser diferente. o que resulta é uma versão de leitura fácil. através de gestos de amor c dc ainda. sua linguagem será mais simples c as frases mais curtas. quando se estiver dirigindo uma discussão em grupo.76 introdução à Bíblia os tradutores focalizam ou privilegiam a língua original (ou língua-fonte). Se hora de traduzir a poesia hebraica (tal como aparece nos Salmos). em comparação com uma versão feita para adultos. A alegria dessa boa nova se tomou real na sida desta mãe africana e de seu filho. como. às vezes usando o texto em grupos de estudo bíblico para testar trechos ou livros inteiros que foram traduzidos. disse Jesus aos seus discípulos. "Ide poi lodo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura". os tradutores originais "arrematam" o rascunho. para quem não lê hebraico. às vezes eles tornam a consultar os especialistas para tirar dúvidas quanto a uma ou outra questão. para publicação. • Foco n a l í n g u a . Uma versão para uso de pessoas eruditas e estudantes pode ser mais técnica.

Tradução em Português Corrente . protestantes e judeus. que foram incumbidos de dar ao texto uma feição mais brasileira. entre outros propósitos.Traduções da Bíblia em português Eis um breve histórico da tradução da Bíblia para o português. com alterações no texto do Antigo Testamento e uma revisão m a i sa p r o f u n d a d a da tradução do Novo Testamento. Almeida Revista e Atualizada (ARA) - sete editoras católicas brasileiras. foi l a n ç a d a a Nova Tradução na Lingua- Bíblia completa traduzida inteiramente no Brasil. feita a partir da Vulgata. Traduziu o Novo Testamento. Bíblia de Jerusalém (BJ) . fiel e contemporânea.Edição prepar a d a por uma equipe de exegetas católicos e protestantes. publicado em 1693.21). foi várias vezes reimpressa no Brasil. Bíblia Sagrada .L a n ç a d a pela Sociedade Bíblica de Portugal em 1993. a edição Revista e Atualizada surgiu no Brasil após o trabalho de mais de uma década. Tradução Brasileira (TB) . lançado em 1681. Foi preparada porbiblistas protestantes e católicos e sua linguagem é próxima à u s a d a pela maioria dos portugueses. era a versão mais difundida entre os católicos. a N T L H emprega uma linguagem que é acessível às pessoas m e n o s instruídas e. a tradução estava em Ez 48. e parte do Antigo Testamento (quando faleceu e m 1691. colega de Almeida.Publicada em 1994 e reeditada em 2002. Ela se destina. aramaicos e gregos.0 primeiro a Tradução do Padre Matos Soares traduzir o Novo Testamento para o português a partir do original grego foi João Ferreira de Almeida. comparados com a Nova Vulgata. a primeira t r a d u ç ã o completa da Bíblia feita por iniciativa da SBB.E m 1988. Foi ap r i m e i r a Bíblia completa publicada no Brasil. Tradução Ecumênica da Bíblia (TEB) da no B r a s i l em 2001.P u b l i c a - P a d r e Antônio Pereira de Figueiredo a partir da Vulgata. baseia-se nos textos originais hebraicos. A Bíblia completa foi lançada em 1959. m a s também levou em conta os últimos avanços da arqueologia e exegese bíblicas. .T r a d u ç ã o datada de 1932. missionário protestante na Ásia (especialmente na cidade de Batávtá.A p r i m e i r a (NTLH) . Nova Versão Internacional (íWI) . que caracterizam o texto de Almeida.A Fiel aos princípios de tradução de equivalência formal. Uma edição revista e ampliada foi publicada em 2002. Define-se c o m ot r a d u ç ã o evangélica. Os livros bíblicos foram traduzidos. 0 trabalho foi feito entre 1902 e 1917 e teve Rui B a r b o s a como um de seus consultores lingüísticos. A Bíblia toda só foi publicada em 1753. a S B Bl a n ç o u a Bíblia na L i n g u a g e m de Hoje (BLH). Segue a filosofia de t r a d u ç ã od a New International Version. O r i e n t a d a pelos princípios de tradução dinâmica. A Comissão tratou de atualizar a linguagem. à citação em documentos da Igreja Católica e à preparação de edições litúrgicas. Almeida Revista e Corrigida (ARC) . . * Versão de Figueiredo .Publicada em 2002 por um consórcio de I gem de Hoje (NTLH). introduzidos e anotados por uma equipe de estudiosos católicos. aceitável às pessoas m a i s eruditas. 0 trabalho foi concluído por Jacobus op den Akker. Até há pouco tempo. Editada originalmente em Portugal. Era uma tradução bastante literal. E m 2 0 0 0 . uma s e g u n d a edição do texto da BLH.T r a d u ç ã o do . Tradução de Almeida . n a liba de Java). A Bíblia completa foi publicada em 1981.Tradução da CNBB . em 1864. ao m e s m o tempo. entre os anos de 1772 e 1790. Página de rosto d o Novo Testamento de João Ferreira d e Almeida. A Boa Nova . Nova Tradução na linguagem de Hoje tradução de Almeida foi trazida p a r a o Brasil pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira e entregue a uma comissão de tradutores brasileiros.

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que tende a individualizar e personalizar o "pecado". Cada cultura tem um senso interno do que considera "errado". vozes cristãs do Terceiro Mundo levantaram a questão do contexto. uma questão de traição e mentira e sexo ilícito. em sua cultura. mas de maneiras imaginativas e intuitivas ao invés de analíticas e abstratas. o público e o particular. Eles consideram a realidade uma unidade. Pensamento e expressão são geralmente altamente organizados. A questão que mais preocupa a "consciência introspectiva do Ocidente" é se podemos ter certeza de que realmente iremos ao céu. Pensando e sentindo As pessoas numa sociedade amplamente oral como a filipina vêem a vida como realidade primária — eventos passados guardados na memória e reinterpretados com o passar do tempo. O Ocidente. desafiando teologías e métodos de comunicação tipicamente ocidentais e chamando a atenção para a importância da cultura no ato de ler e ensinar a Bíblia. como comida e bebida. A tradição teológica ocidental é parte importante da herança da igreja em todo o mundo. sem levar em consideração se o contexto social é do Terceiro ou Primeiro Mundo. Os filipinos não fazem distinção rígida entre o natural e o sobrenatural. ocasionando certa introspecção ou reflexão. Os filipinos.80 Introdução à Bíblia Perspectivas culturais Oriente e Ocidente Melba Maggay Até recentemente. a escrita era usada principalmente como forma dc comunicação social. mas c apenas uma das possíveis leituras. embora não seja completamente irrelevante. Dupla personalidade O holismo filipino opõe-se à tendência ocidental de compartimentar a realidade. que pode ser claramente percebido. Esta pergunta. O que está errado? Muitos estudiosos perceberam que o cristianismo como foi teologicamente desenvolvido no Ocidente focalizou as idéias complexas que envolvem o pecado e a culpa.. budista ou hindu. Nosso povo ainda não conhece a natureza "desmitificada". pelo poder das imagens ao invés de palavras abstratas. o rompimento da harmonia no nosso relacionamento com a sociedade ou com o cosmos é uma falha considerável. A noção ocidental de que a religião está relacionada com o "espírito" e não com as coisas materiais. as pessoas do Ocidente envolvidas diretamente na transmissão da mensagem cristã para outras culturas em geral não estavam cientes das pressuposições culturais por trás da sua própria leitura das Escrituras. c sim um sistema interpessoal dinâmico dc encontros com pessoas e outros seres. Aqui. antes de tudo. Assim. por meio das coisas que foram criadas". enigmas. Porém o cristianismo ocidental se dirige a eles como se houvessem há muito passado a idade do misticismo e precisassem ser arduamente convencidos da existência dc um Deus sobrenatural. considerando-o. e se o público está imerso numa visão de mundo animista. na cultura filipina préespanhola. A divisão entre "salvar as almas" e "alimentar os corpos" está longe da justiça e das dimensões nacionalistas dos movimentos religiosos nativos. Mas o Ocidente defende a Bíblia na nossa cultura como se fôssemos todos racionalistas de uma era científica. precisa aprender a levar em conta a dimensão social e cósmica do pecado. é pouco importante para os filipinos. Elas pressupunham que sua leitura do evangelho registrada na Bíblia era relativamente objetiva. mitos e parábolas.. diferenciando o "espírito" e a "matéria". Nas Filipinas. desprovida do maravilhoso e do mágico.. ainda se impressionam com "o poder. para os quais o que importa mais é acesso ao centro do poder que governa sua vida e o universo. não como . ou de coisas gerais relacionadas com violação da integridade interior c usurpação dos direitos de outras pessoas. levou a uma rígida separação entre espiritualidade e envolvimento com o mundo. disso vem o senso de que o mundo não é fixo. o mesmo "pacote" é levado de cultura a cultura. Em reação. Experiências humanas concretas são destiladas em provérbios. o que explica a preferência por histórias ao invés de proposições. As culturas ocidentais baseadas na cultura grega tendem a dividir a pessoa em corpo e alma. o sagrado e o secular. e o que uma cultura considera essencial pode certamente ser diferente do que outra cultura considera importante..

car tal conhecimento no cotidiaA invenção dc Gutenberg tor. democratizando sabedoria ou a habilidade de intea leitura das Escrituras. do altar para o púlpito. que é o contexto cultural da au deste artigo. O centro litúrgico passou com pessoas e situações. o Ocidente evoluiu para uma na organização da vida nas sociecultura religiosa fortemente ligada dades ocidentais é outro exemplo Somos todos condicionados pela nossa cultura.A Bíblia hoje forma dc acumular sabedoria e tradições antigas. A noção de tempo como sendo linear — um tempo único e absoluto que pode ser medido pelo relógio. estará fazendo em sua mente. supondo que o que Deus estiver fazendo. a fé passa a A ênfase do protestantismo nas ser.da cultura nativa que valoriza a buição de Bíblias. Este etos fica muito distante nou possível a impressão e distri. como habilidade dc demonstrar no ritual e na imagem. Esta cena no mercado é de Manila. com a ênfase católica na emoção. ou podem receber valor monetário — é muito diferente da noção nativa de tempo como algo orgânico. data da aceitação de certas fórmulas de ligação histórica entre a Reforma fé. da Imagem para a Palavra. O agricultor acorda com o nascer do sol para trabalhar c pára quando o sol está muito quente.termos de aquisição de informação nais e verbais de fé em contraste bíblica. O pescador observa a maré c espera por noites de lua nova. dizeres sua vez levou a uma ampla alfabe. definida em expressões cognitivas.sábios e relacionamentos eficazes tização. ao invés de discipulado. no qual uma hora tem sempre 60 minutos na hora que podem ser perdidos ou ganhos. que por grar vida e conhecimento. As festas acontecem nas estações de colheita e . proposicio. nas Filipinas. Tanto o Oriente quanto o Ocidente podem contribuir para a compreensão da Bíblia e de sua mensagem. ligado às estações e aos movimentos lunares. em grande parte. ao intelectualismo abstrato. Uma questão de tempo Após 400 anos dc alfabetizaO tempo como valor dominante ção.no. ao invés da capacidade de aplie a invenção da imprensa. Expressões de fé Conseqüentemente. dc conflito entre culturas.

ou no fato de que um alvoroço de preparativos acontece em cima da hora porque o evento está prestes a começar. as coisas começam quando estão prontas e terminam quando estão completas. Estes. da história com um propósito não um ciclo interminável de nascimento e morte. mas é mais correto entendê-la como uma falta de futurismo ou de ansiedade com relação ao amanhã. Isto pode ser visto no fato de eventos começarem somente quando os lugares na sala estão preenchidos e os próprios organizadores estarem prontos. Isto está. Pelo fato de o tempo nesta cultura estar ligado ao fluxo dos eventos ao invés do relógio. da ascensão e queda de impérios — há um sentido em que vivemos o tempo como um ciclo. não são os únicos exemplos das diferenças entre o pensamento ocidental e oriental. ao contrário da ilusão ocidental de que por mero planejamento e administração podemos nos proteger das incertezas do futuro.82 Introdução à Bíblia mais próximo do sentido hebraico de tempo como "determinado" ou "oportuno". O filipino está interessado. um momento amadurece até o tempo designado de construir ou plantar. E as perspectivas combi nadas de Oriente e Ocidente trarão uma compreensão mais rica da Bíblia e de sua mensagem. Não adianta preocupar-se com um amanhã que não podemos controlar. de certa forma. é claro. É realmente difícil comunicar-se através de barreiras culturais. "Basta a cada dia o seu próprio mal". ritual. A ênfase ao tempo como presente vivo foi mal interpretada como o hábito de se deixar para amanhã o que se poderia fazer hoje. As pessoas discernem as estações e determinam se é tempo kairos (oportuno) ou apenas tempo chronos (que passa) c agem de acordo. mas se uma ação já terminou ou pertence ao "ainda não". ou arrancar e destruir. e medições de tempo variam dos ciclos climáticos ao período de tempo que se leva para fumar um cigarro. . diz Jesus. Embora haja um sentido cm que o tempo é linear — a Bíblia fala do tempo como tendo um princípio e um fim. O que chamamos de "horário filipino" é na verdade sincronia com o fluxo de eventos à medida que acontecem. não no horário em que algo acontece. Então começamos a nos abrir para outros discernimentos culturais. Mas estar ciente do nosso condicionamento cultural e reconhecê-lo é um progresso.

Sempre que os israelitas pensavam que Deus era apenas mais uma divindade tribal ou tentavam adorar a Deus à maneira dos ritos de fertilidade comuns entre os cananeus. Um fragmento de um destes hinos primitivos provavelmente encontra-se nas palavras seguintes.6-11): "o qual. Algumas das primeiras "cristologias" eram expressas em hinos de adoração coletiva. Desde o início. Em Cesaréia de Filipe. Israel foi chamado para andar nos caminhos do Senhor sob o olhar atento de outras nações. "o nome que está acima de todo nome" é uma alusão clara a Is 45. havia um templo dedicado ao deus grego Pan. para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho. eles estavam traindo a sua vocação no mundo. tornando-se semelhante aos homens. a si mesmo se humilhou e foi obediente até a morte. no final da história humana. Mas aqui. suportando a ira de Deus para curar as nações. ao ver o tempo da vinda dele." Nesta passagem. embora estando na forma de Deus. Segundo os autores dos Evangelhos. E esta reivindicação surpreendente é feita sobre um criminoso judeu que fora recentemente executado! Igualmente surpreendente é o contexto literário em que isto aparece — uma exortação para imitar esse Cristo em sua mentalidade humilde e atitude dc servo! Na Palestina do icnipo dc Jesus. para a glória de Deus Pai. assumindo a forma de servo. mas a si mesmo se esvaziou.. a história de Israel alcança a sua verdadeira plenitude em Jesus de Nazaré. Nichos escavados na rocha para abrigar estátuas dc deuses podem ser vistos ainda hoje. Ele incorpora os propósitos dc Deus para as nações ao viver como o Filho que é fiel a Deus. não considerou que o ser igual a Deus era algo de que ele deveria tirar vantagem.83 Jesus numa sociedade pluralista Vinoih Ramachandra Os autores bíblicos viviam num ambiente social tão pluralista quanto o nosso em matéria de religião. Ele é aquele sobre quem Moisés havia escrito." escrituras hebraicas. quanto do "Filho do Homem" de Daniel. líder cristão de origem judaica. Ele escreve sobre "Cristo Jesus" (Fp 2. que também vivia num mundo religiosamente pluralista. . Nele converge o conjunto de imagens do Antigo Testamento. Mas em nenhuma nação além de Israel Deus agiu por amor a todas as nações. mais ou menos como a nossa. e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor. como criador e soberano do mundo. a igreja cristã. tanto do "Servo de Deus" de Isaías.. escritas cerca de 25 anos após a crucificação.22-24 na Bíblia hebraica. Ele convoca todas as nações da terra a dobrarem os joelhos diante dele. escreveu para uma das igrejas que fundara na colônia romana de Filipos. estava agindo na história de todas as nações e culturas. todo joelho se dobrará. é ao nome de Jesus que. Eles adoravam ou prestavam culto a Jesus. considerou adequado falar dc Jesus na linguagem usada para Deus nas "A reivindicação não é tanto que Jesus é como Deus. e morte de cruz! Por isso também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome. A singularidade do etos social de Israel vinha da revelação única que Deus confiara a Israel. aquele que é Senhor até de Davi. E parte de uma carta que Paulo. recebendo um reino eterno que abrange todos os povos. E. onde Pedro confessou que Jesus era o Messias enviado por Deus. Mas Jesus também traz a história de Deus a seu verdadeiro clímax. sendo encontrado em forma humana. Deus. aquele que fez com que Abraão ficasse alegre. mas (pie Deus é como Jesus. uma passagem na qual Deus declara ser o único Salvador universal. O mundo inteiro reconhecerá que Jesus é o Senhor verdadeiro. a sociedade era diversificada.

e tomando forma em e por meio de suas palavras e ações. Na história extraordinária do julgamento final em Mt 25. homens e mulheres recebiam perdão incondicional de seu pecado. Jesus apresentou-se também como aquele a quem todas as nações prestarão contas no fim da . Como o Templo em Jerusalém representava a própria identidade de Israel como nação. Esta visão elevada de Jesus certamente veio da maneira como o próprio Jesus via sua relação com Deus e Israel.84 Introdução à Bíblia Aqui novamente. Pessoas que haviam fracassado moralmente e não tinham vez na sociedade recebiam uma nova identidade e eram inseridos em novos relaeionamentos. o povo da aliança de Deus (neste caso. o "reino de Deus" — a grande esperança de Israel quanto à presença salvadora de Deus — estava irrompendo no mundo. Tanto o ensino de Jesus quanto seu estilo de vida implicam uma profunda autocompreensão.31. a ação de | Jesus era realmente radical. a igreja de judeus e gentios) proclama a singularidade de Deus/Cristo andando como Deus/Cristo andou. A forma positiva como Jesus muitas vezes assumia direitos e prerrogativas de Deus escandalizou seus contemporâneos e ri d a n u ci a o n u t( a . a base do julgamento será ares. Ao declarar tal perdão Jesus deixava de lado o Templo com seu sacerdócio divinamente instituído e seu sistema sacrificiai. como no Israel antigo.I posta das nações a ele — expressas na sua resposta àqueles com quem cie se identificou. Para Jesus. história. Na sua presença.| 46.

o Deus Criador tiraria sua criação da sujeição ao mal e à morte e a elevaria para compartilhar sua própria vida.2. na época de Jesus.A Bíblia hoje Meninos posam ao lado das ruínas de uma antiga igreja em Gadara. em Jo 11. Ao ressuscitar Jesus. aquele a quem o Pai concedeu "ter vida em si mesmo" para que também possa dar vida a outros (Jo 5. Deus lhe deu seu próprio poder de levantar os mortos. no final da história humana. mas também fazem declarações surpreendentes ridade religiosas." A esperança judaica de ressurreição agora se torna fé em Jesus que. fizera por a derrota do mal. afirma ser "a ressurreição e a vida". o "espírito vivificante" (ICo 15.26. Jesus fez a afirmação de que ele é o único caminho que leva a Deus num mundo semelhante ao nosso.45). todo joelho se dobrará. "ressurreição" representava do que Deus. No centro da fé e da pregação sobre Deus. comparar com o uso desta expressão como título divino em Dt 5. SI 42. Jesus.cação. e t c ) . Na crença judaica daquele eram testemunhas entre as nações tempo. é de certa forma a plenitude cificação ele apareceu a eles num da divindade numa personalidade corpo físico e depois continuou a humana.10. Espírito e Deus ao mesmo tempo. mas afirmação de que Jesus havia sido que Deus é como Jesus. Js 3. "aquele que vive" (Ap 1.18. em Jesus. Ele é o "Autor da vida" (At 3.25.21-26).15). Por intermédio de Jesus. .dinárias sobre Jesus. a vinda de uma toda a humanidade. Esta linguagem foi aplicada a Jesus após a sua ressurreição porque deu significado a suas palavras e obras anteriores à crucificação. "É ao nome de Jesus que. 85 nova ordem mundial. ficavam nas imediações da Galileia. e ressuscitado por Deus: que durante especialmente Jesus na sua crucifium período de 40 dias após sua cru. Ao falarem de Jesus. os apóstolos não só fazem declarações extraore provocou a indignação das auto. um mundo em que diferentes religiões disputavam a preferência das pessoas. a "habitar" primeiros cristãos se negavam a neles e capacitá-los por meio de considerar-se apenas membros de uma "religião" entre várias: eles uma nova atuação do Espírito. A reivindicação não é dos primeiros discípulos estava a tanto que Jesus é como Deus. uma das Dez Cidades (gregas) que. ou seja. Com esta convicção os comunicar-se com eles.

o Corão. No que Corão e a Bíblia diferem No entanto. mas principalmente pela alegação dc que o Corão "cumpre" as outras revelações mais parciais: que. Jacó e as tribos de Israel e o que foi outorgado a Moisés e a Jesus e o que foi dado a todos os profetas vindo do seu Senhor. Judeus e cristãos são exortados. No que diz respeito à lei mosaica. alega repetidamente ser a continuação da revelação dada na tradição judaico-cristã e é considerado pelos muçulmanos a última de uma linhagem de escrituras dada aos profetas: "Cremos emAláeaquiloquedecima foi enviado sobre nós.86 introdução à Biblia Michael Nazir-A!i O Corão e a Bíblia bra" seus leitores do que foi esquecido e que "abranda" ou ab-roga certas partes das escrituras mais antigas: "As revelações que ab-rogamos ou fazemos cair no esquecimento. a viver segundo a vontade dc Deus como foi revelado nos seus livros: "Que o povo do Evangelho julgue de acordo com aquilo que Alá revelou nele c quem não julga pelo que Alá revelou é rebelde" (QS. Isaque. além disso. Ismael. iguais ou melhores" (2. se todos eram a Palavra de Deus? Esta dificuldade é contornada de maneiras diferentes. especialmente o Tawrat (ou Torá). "lemUm imnnic se dirige ¿ 1 um grupo de pessoas numa mesquita de Istambul. já na época em que o Profeta do Islã ainda era vivo começava a ficar claro que as Escrituras dos judeus c cristãos eram bem diferentes da revelação que o Profeta alegava ter recebido. a posição do Corão é que pelo O livro sagrado dos muçulmanos.136).50). . os judeus também são desafiados a viver segundo a luz e orientação da Torá. Não fazemos distinção entre todos eles. porque foi a Alá que nos submetemos" (Sura 2. Alguns versículos antes.106). nós as substituímos por outras. o Zalnir (Salmos) e o Injil (Evangelho). sobre Abraão. As outras escrituras são mencionadas com freqüência. Como explicar isto. cm certos casos. Este versículo foi muitas vezes usado não só para avaliar as outras escrituras em relação ao Corão mas também para determinar como certas passagens fundamentais no Corão se relacionam com outras partes do livro.

Uso da Bíblia Embora os muçulmanos acreditem que o conteúdo do seu livro sagrado tenha sido recebido diretamente de Deus e. todavia.50. 5.14). Um texto corrompido? Outra maneira pela qual o islamismo procura fazer frente às discrepâncias entre suas escrituras e as dos judeus e cristãos é a acusação do Tahrif. é a revelação final e definitiva que "cumpre" as outras escrituras e. Muitos estudiosos. muitos estudiosos muçulmanos referem-se à Bíblia quando tentam comentar o significado do Corão. Gradativamente. é claro. Os conservadores também usam a Bíblia extensivamente como contexto histórico para o estudo do seu próprio livro. que os cristãos não sejam acusados. Isto. que narrativa e comentário na Bíblia podem sofrer alteração. são ab-rogadas. mas apenas que os textos foram mal usados e certas passagens. o cientista Al-Biruni. tais como Tabari e Razi. 4. eram da opinião que a alteração era tahrif bi'l ma'ni. 5. por exemplo. continuam a defender que o Corão não afirma corrupção geral das escrituras judaico-cristãs. mas que isto não se aplica às palavras inspiradas dos próprios profetas. O "Povo do Livro" é acusado de alterar as escrituras para seus próprios propósitos (2.15).46. Estes estudiosos não são apenas os que integram uma escola mais "liberal" de pensamento. a corrupção do próprio texto. na visão muçulmana. não depende de qualquer outro documento literário ou histórico. O teólogo espanhol Ibn Hazm e o mestre itinerante na índia. independentemente das interpretações a que foi submetido por judeus e cristãos.90). surgiu um consenso de que "o Povo do Livro" era culpado de tahrif bi'l lafz. portanto. 5. no entanto. pelo menos no Corão. A Bíblia hoje «7 mas apenas de "esquecer" o que receberam (cf. Pode ser. deixa intacta a integridade de extensos trechos da Bíblia! . Os primeiros comentaristas muçulmanos.75-79. É a crença que o "Povo do Livro" que viveu em período anterior mudaram ou corromperam seus livros de tal forma que estes não mais concordam com o Corão. de alterar as escrituras. naquilo que estas contradizem o Corão. precisam definir até que ponto houve alteração do texto. foram os principais propagadores desta teoria. 4. Assim o Corão. ocultadas.f menos algumas de suas cláusulas foram decretadas corno castigo por rebelião.160. porém. uma corrupção do significado do texto sem necessariamente envolver corrupção do texto em si. Ao fazerem isto. Jesus supostamente revogou algumas delas e o Profeta do Islã abrandou outras (3. Muitos chegam a conclusões surpreendentes: concordam.

por outro lado. nem a tradição muçulmana mais antiga. de reflexão e edição por parte de comunidades e indivíduos. A idéia de uma obra predeterminada descendo do céu. quão grande é a dificuldade que os muçulmanos tem com a noção cristã de como livros diferentes da Bíblia foram escritos e como a lista aprovada surgiu na sua forma atual. Livros fora do "cânon" oficial Ocasionalmente os muçulmanos produzem livros semelhantes ao assim chamado Evangelho de Barnabé que. Todas as edições atuais do Corão são derivadas de uma única recensão (sendo que as variantes foram destruídas no decorrer da história). há um grande número de manuscritos. Estas são as formas diferentes de chegar àquilo que a comunidade considera um texto confiável. é o Evangelho autêntico. escrita na Espanha muçulmana. na verdade.Como os muçulmanos entendem a revelação Para que cristãos entendam a visão muçulmana da Bíblia. No que tange às escrituras judaico-cristãs. na realidade. faz qualquer referência a tais obras. Para os muçulmanos. Isto é muito bem-vindo. nem o próprio Corão. enquanto os muçulmanos passam a apreciar algumas das escrituras às quais o Corão se refere. A maneira em que a evidência manuscrita é tratada nas duas tradições é um exemplo disto. Em diálogo com muçulmanos. "Barnabé" é. Os cristãos compreendem a extensão da continuidade que existe entre o Corão e as escrituras que eles usam. noentanto. isto é um sinal da integridade e confiabilidade do livro. é crucial que tenham alguma noção de como os muçulmanos vêem a revelação. . às vezes em línguas diferentes. que discorda do Corão em certos aspectos importantes! Tentativas de produzir tais obras demonstram. segundo eles. mas também por meio dc um processo dc acréscimo nas tradições. pois só pode levar a uma melhor compreensão do que se tem em comum e ao estabelecimento de uma base a partir da qual se pode lidar com as sérias diferenças que permanecem. que são usados para elaborar a edição crítica de um texto. é muito importante explicar como os cristãos entendem que a revelação é mediada. não só por meio das limitações de cultura c língua. não condiz com o conceito dc revelação para a maioria dos cristãos. Entendimento mútuo O diálogo paciente entre muçulmanos e cristãos sobre as escrituras dc cada fé tem. mas pela comparação de tradições manuscritas diferentes. A confiabilidade é atingida não pela dependência de uma única linha dc evidência manuscrita. aprofundado a compreensão da posição do outro lado. uma obra relativamente moderna. No entanto. para a qual o profeta apenas serve de meio ou instrumento.

o drama se desenrola na história Tanto Débora. Então. a fé. a experiência e os interesses delas ficavam em segundo plano. no Senhor.11-12. Tanto homens quanto mulheres acostumaram-se a aprender sobre fé a partir de exemplos bíblicos de homens como Pedro. por mostrar que ela é semelhante a exemplo. os papéis que elas exercem. .e status de homens e mulheres ção de ambos é considerada muito em todas as culturas em todos os boa (Gn 1. O que está registrado aparece. quase toda interpretação bíblica era feita por homens. nem a mulher é independente do homem. Este não era o ideal dc tória focalize as atividades dos Deus. não para creve o que estava acontecendo na mostrar subordinação. não porque as mulheres se relacionem com Deus ou vêem a Bíblia de forma diferente dos homens. assumem o poder até na vida religiosa e as mulheres parecem ser raramente vistas ou ouvidas. to Hulda." to das mulheres? E o patriarcado (no sentido mais amplo. que o homem dominaria a mulher Embora grande parte da his(Gn 3. Uma mudança de perspectiva da Bíblia também era necessária. também o homem rece os homens em detrimennasce da mulher. com a recuperação da importância esquecida das mulheres na história da missão da igreja Antigo Testamento sobre a situação das mulheres. são preconceituosos? Porque assim como a mulher foi Será que a Bíblia como tal favofeita do homem. ou se simplesmente desda a partir do homem. Há indicações suficiencomo cumprimento da previsão de tes disto no texto em si.tempos. se beneficia com a valorização da experiência de fé por intermédio das mulheres nas Escrituras. e para demonstrar aprender. a masculinidade se tornou a norma do que significa ser humano e era fácil marginalizar. A Se Gênesis estabelece o cenário. sentes e têm papéis importantes. A questão que que homens e mulheres foram isto levanta é se a narrativa afirma criados iguais à vista de Deus e a vontade de Deus para os papéis na presença um do outro. enquanto o exemplo de mulheres como Maria eram subconscientemente vistos como "apenas para as mulheres"! Portanto. mas porque.A Bíblia hoje 89 A Bíblia do ponto de vista feminino Claire Powell O século 20 testemunhou grandes mudanças nas atitudes com relação ao status e papel das mulheres. aquilo que encontramos descrito aí ao invés da mutualidade e com. na maioria das vezes. em contraste com os outros a escravidão). o sistema de homens no poder) é justiRivalidade e competição Os problemas entre homem e ficado pelo próprio texto? Estaria mulher só começaram depois que Deus tratando as mulheres dessa a desobediência causou a "queda" forma? É bem mais provável que da humanidade em Gn 3. Na cultura secular c na igreja. A educação das mulheres foi uma das chaves para abrir novas oportunidades no mercado de trabalho. As EscriICo 11. liderança não c restrita a homens.31). a plementaridade do Eden. nem o Deus e a Bíblia homem é independente da mulher. Teólogos focalizaram principalmente a maneira como Deus lida com os homens. imitando o que é bom e a interdependência que Paulo. isto acontece igualdade. mas os homens prevalecem. diz ser eternamente turas registram muitas coisas que característica da raça humana: "No não defendem! entanto. mas parte das conseqüên. a contribuição e importância das mulheres. mesmo que inconscientemente. as mulheres estão precias inevitáveis da queda. ou porque todas as mulheres pensem da mesma forma. na teologia e na igreja. em corrigindo o que não é. mulheres e homens. na forma de Parceiros iguais Gênesis começa com o fato de narrativa descritiva. Não há uma palavra inequívoca no assumem papéis responsáveis de e com a retificação do desequilíbrio no qual mulheres e o sexo feminino foram marginalizados nas traduções da Bíblia. enquanto as mulheres. a profetisa (2Rs 22). quanda salvação no restante da Bíblia.homens. ajuíza (Jz 4).16). tiveram função e a experiência das mulheinício a rivalidade e a competição. considerando mais importante na teologia e na história cristã as coisas que os homens fazem. A mulher é cria. toda a igreja. mas para época (da mesma forma que. para que possamos seres criados. até recentemente. e para dar maior respeito ao trabalho tradicionalmente feito por mulheres. res ficam longe do ideal divino de Dc Gn 4 em diante. A cria.está para ilustrar como o status. apresenta a poligamia e ele.

mas muitos homens também foram! E o Novo Testamento nos apresenta um sacerdócio de todos os crentes. Nos casos em que há diferença entre detalhes de uma situação do primeiro século e do presente. quando Paulo indica em lTm 2 que as mulheres não devem ensinar ou ter autoridade sobre homens. judeus e gentios.90 Introdução à Bíblia liderança que não são descritos no texto como algo excepcional.2. Pelo contrário. Do Antigo ao Novo O fato de a maioria dos líderes serem homens representa a cultura patriarcal desenvolvida na época. elas são respeitadas. com base em Atos e nas epístolas.26). Cl 3. Mas com o nascimento da igreja surgiu um novo sinal. um grupo de mulheres se reúne para estudara liíhlia. Não há mandato divino para tal. Júnia (a evidência da maioria dos manuscritos indica que Júnia era uma mulher) era apóstola (Rm 16. O batismo incluía fisicamente homens e mulheres. para alguém ser candidato ao episcopado. Em tal contexto as mulheres deviam parar o que estavam fazendo de errado. Os crentes são recomendados por Paulo a ensinarem uns aos outros (p.1). o princípio do ensinamento é que deve ser seguido. O princípio permanente para hoje é que as mulheres são proibidas de ensinar o que é errado. precisa ser "marido dc uma só mulher". Uma indicação disto pode sei vista em lTm 3. que diz que. ex. Logo. ICo 12. mas está é uma descrição. assim como os exemplos dos homens geralmente são aplicados a mulheres. ele está se dirigindo a um problema específico de ensinamento falso e autoridade injusta em Éfeso. homens e mulheres! No Antigo Testamento. Isto poderia indicara necessidade de ser casado e mono- . Rm 12. Nas cartas do Novo Testamento há várias indicações de que quaisquer restrições sobre mulheres se aplicam dentro da cultura e do contexto específicos. não um padrão. As mulheres foram excluídas do sacerdócio do Antigo Testamento. Há registro de Priscila ensinando Apolo (At 18. Ef 4) não especificam sexo. mas não por isso proibidas de ensinar o que é correto! Nisto elas podem servir de exemplo de conduta para os homens. não é de admirar que os líderes homens fossem mais numerosos que as mulheres. nas Filipinas. ex. líder em Filipos.7). fisicamente. Sabemos. só podia ser colocado no corpo de homens. As listas dc dons no Novo Testamento (p. Dada a cultura patriarcal da época.16) e nenhuma exceção aqui impede mulheres de ensinar homens. cjue mulheres eram proeminentes entre os líderes em quase todas as primeiras igrejas que se reuniam nos lares. Febe era diaconisa em Cencréia (Rm 16. a circuncisão era o sinal de que se pertencia ao povo da aliança de Deus — um sinal que. Lídia era km Taçtoban.

mas elas não transmitem necessariamente o ser ou a essência. Masculino c feminino são diferenças biológicas na humanidade criada. elevou sua posição em discussões sobre divórcio. já que Paulo chama Febe de diaconisa em Rm 16. não de masculinidade. "Aquilo" não serve. Esta não é a visão bíblica. ter pureza e fidelidade no casamento. mais provavelmente. Na encarnação Jesus representa um modelo de humanidade. Classificações gramaticais masculinas e femininas são usadas. Também houve progresso no reconhecimento da valorização social do masculino que é inerente a muitas línguas e a conseqüente marginalização das mulheres — colocando-as dc lado. usa apenas sua humanidade. e Jesus é mais bem representado no sacerdócio por homens que por mulheres. mas isto não pode significar que todos os diáconos elevem ser homens. Ele ensinou mulheres. mas foram atos notáveis na época e iam além do que era aceitável. quase com certeza. Nas línguas que não têm um pronome inclusivo. não impessoal. Não está relacionado com o sexo (àquilo que é biologicamente determinado) ou gênero (aquilo que c socialmente determinado). No passado. ignorando-as ou considerando-as atípicas no que tange à experiência humana. que é comum a homens e mulheres. Eles não deviam fazer imagens de escultura (ou supostamente formar imagens mentais) de Deus como homem ou mulher. Ultimamente as imagens femininas de Deus nas Escrituras (tais como dar a luz ou prover alimento) foram redescobertas. O exemplo de Jesus Jesus não introduziu um movimento revolucionário para derru- 91 bar a cultura judaica de dominação masculina da sua época. Ambos os sexos refletem igualmente uma imagem do Criador. Mas a Bíblia jamais usa a masculinidade de Jesus como instrumento de comparação. podem encontrar seu padrão nele e seguir seu exemplo em todos os aspectos. Deus masculino ou feminino? Muitas pessoas têm uma imagem mental de Deus como sendo homem. Isto abriu caminho para seus seguidores fazerem o mesmo. chamado e compromisso cristão. todos podem chegar a Jesus e todos podem rcprcscntá-lo na terra. Isto se deve em grande parte às imagens de Deus na arte primitiva. Tais ações não parecem grande coisa pelos padrões atuais. ou pelo menos mais masculino que feminino. O mesmo aconteceu com o uso de termos femininos com relação a Deus. ex.A Bíblia hoje gâmico ou. o Espírito Santo e a sabedoria no Antigo Testamento. p. A liderança e responsabilidade bíblica na igreja devem ser baseadas no caráter. Num contexto em que era provável que a maioria dos líderes fossem homens e. isto serve de regra para a situação de Éfeso naquela época. não sendo uma proibição futura para todos os homens solteiros ou para as mulheres! lTm 3. então a redenção das mulheres fica em cheque ou pelo menos é secundária. quando Deus era considerado masculino. aceitou adoração delas. e à descrição de Deus como "ele" ou "pai".1. assim como os homens. Dt 4. . e tocou mulheres ritualmente "impuras". Se encarnação significa que "Deus se fez um homem". As mulheres.15-16 lembra Israel de que Deus não tem forma ou aparência.12 faz a mesma exigência no caso dos diáconos. o fato de Jesus ter nascido como homem era considerado vantajoso para os homens. E o Novo Testamento ensina nitidamente o sacerdócio de todos os crentes. Porém ele claramente quebrou as regras do seu tempo. o erro estava em considerar a masculinidade como sendo mais semelhante a Deus. o masculino ou o feminino deve ser usado para refletir o fato de que a natureza de Deus é pessoal. O uso de "ele" para Deus indica que Deus é uma pessoa. discutiu teologia com elas. casados. não em questões de gênero ou sexo. No passado.

Os Evangelhos falam sobre a vida. Nunca se sabe o que se vai descobrir no momento seguinte. Meu lema é este: "Comece com casos específicos e só então tente entender o que está acontecendo em geral". Por exemplo. a nosso julgamento. Seja num sentido positivo ou negativo (e sem dúvida. mas certamente precisamos lê-la também de outras maneiras. esse elemento de surpresa é uma das coisas que torna a pesquisa científica tão compensadora e interessante. Gosto de começar com os fenômenos. Não podemos imaginar em termos cotidianos como ele é. com coisas que aconteceram. Na realidade. • Estamos procurando idéias que têm razões que as sustentem. até certo ponto. como Deus estava envolvido com a história do povo de Israel.92 Introdução à Bíblia A Bíblia do ponto de vista de um cientista John Polkinghorne A busca pela verdade religiosa é semelhante ã busca pela verdade científica. podemos entendê-lo. "Jamais poderemos confinar Deus dentro de nossas definições. se sabe o que está fazendo. Quando lemos a Bíblia como um registro de experiências religiosas das quais podemos aprender sobre a relação de Deus com a humanidade — como evidência na nossa busca pela verdade — estamos necessariamente sujeitando-a. No Novo Testamento lemos como Deus agiu para revelar-se de maneira nova e mais clara. A abordagem de um cientista Não importa o que façamos. Se queremos saber como Deus é. todos os dias da minha vida como físico teórico usei as idéias da mecânica quântica. o comportamento daquilo que é muito pequeno é totalmente diferente da maneira como nós experimentamos o mundo na escala "normal" de nosso dia a dia. por exemplo. Isto signifi- . O elétron. A Bíblia como fonte de evidência A Bíblia hebraica — aquilo que os cristãos chamam de Antigo Testamento — trata de como Deus se revelou a alguns pastores nômades. e isto por duas razões. como Deus libertou os descendentes dessa gente da escravidão no Egito. o registro mais importante de que dispomos e que trata de experiências religiosas é a Bíblia. De modo especial. Tudo isto muda quando vamos ao nível dos átomos. Devemos decidir se estamos lendo um relato histórico ou uma simples narrativa. as experiências que temos afetam nossos pensamentos e influenciam nosso modo de pensar. se o que é dito reflete a vontade de Deus ou as tradições humanas. Creio que precisamos lera Bíblia desta forma. essas razões vão estar na evidência que estamos considerando. morte e ressurreição de Jesus. temos que descobrir o que ele fez e como ele tem se manifestado. os eventos que motivam nossa crença. por ambos ao mesmo tempo). Esta teoria descreve como as coisas se comportam numa escala bem reduzida do tamanho de átomos ou menor ainda. Este tipo de pensamento indutivo é natural no caso do cientista. Para nos ajudar nessa busca pela verdade. é uma das partes que compõem o átomo. tanto em situações de juízo como dc salvação." ca que c muito difícil prever de antemão quais serão as idéias gerais corretas. usando a matemática e o conjunto especial de idéias quânticas que aprendemos a partir de Um pesquisador científico fazendo seu trabalho ao microscópio de elétrons. Sabemos onde as coisas estão e o que estão fazendo. O mundo quântico é indefinido e indescritível. enquanto as outras obras (como as cartas de Paulo) — muitas das quais são anteriores aos evangelhos — contam como os primeiros cristãos estavam maravilhados com a nova vida que encontraram cm Cristo. Se você sabe onde ele está. No final das contas. mas também deixar que ela nos julgue. tentando usar a matemática para entender alguns dos padrões incríveis bem como a ordem que existe no mundo físico. Somente a experiência pode nos mostrar isto. No entanto. não pode saber onde ele está! (Isto se chama princípio da incerteza de Heisenberg). e depois tentar criar uma explicação a partir disto. Parece que vivemos num mundo que é previsível e que pode ser descrito. como Abraão. Passei 30 anos da minha vida trabalhando como físico teórico. isto afeta a maneira como penso sobre todo tipo de coisas. • Aprendemos que o mundo é cheio de surpresas. não devemos apenas julgá-la. não pode saber o que está fazendo.

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Teremos que tentar ciescobrir com base no que ele realmente revelou a respeito de si mesmo. nunca conseguirá enxergar nada. por si mesma. Jamais poderemos confinar Deus dentro de nossas definições. Ele sempre excederá nossas expectativas e mostrará que é um Deus dc surpresas. E preciso confiar que o mundo físico faz sentido e que a teoria que você aceita hoje lhe dá alguma noção dc como ele é. como Deus é. e a partir daí ir avançando na formulação de uma teoria adequada.94 Introdução à Bíblia que busco a verdade na ciência e a maneira em que busco a verdade na religião. Envolve compromisso com o que entendemos para que possamos aprender e entender mais. Pensam que é uma combinação estranha.! O mesmo é necessário na busca religiosa da verdade. Esta última é muito mais exigente e perigosa. vejo que há muito em comum entre a maneira em . Acredita-se em geral que a fé é uma questão de fechar os olhos e fazer força para acreditar no impossível porque alguma autoridade que não pode ser questionada manda que você creia. A maneira de pensar ditada pelo bom senso não será adequada para nos dizer. para que se possa progredir e obter maior conhecimento e formular uma teoria melhor. pessoas extremamente inteligentes levaram 25 anos para entender o que estava acontecendo. Na verdade. ou talvez desonesta. é uma estratégia natural a ser seguida por um pensador indutivo. Muito pelo contrário! O salto de fé é um salto para a luz não para a escuridão. E preciso fazer isto na ciência. Creio plenamente na teoria quântica. Deus não existe apenas para satisfazer minha curiosidade intelectual. Se não se arriscar. Para entender a natureza. Ninguém podia imaginar anteriormente que a matéria se comportava desta maneira tão estranha quando observada subatómicamente. mas esta crença não ameaça mudar a minha vida dc forma significante. acima de tudo. Ver a Bíblia como fonte de evidência sobre como Deus tem agido na história e. Então cuidado! Ler a Bíblia pode mudar sua vida. Cuidado. com a maneira como as coisas se comportam. é preciso deixar o mundo físico mostrar como ela é. Você deve começar por baixo. Sua surpresa ocorre porque não percebem que a verdade é tão importante na religião quanto na ciência. há uma diferença importante entre crença científica e fé religiosa. As pessoas às vezes se surpreendem pelo fato de eu ser cientista e pastor. Sempre há mais para aprender. uma abordagem indutiva dos fenômenos atômicos. Na realidade. leitor! No entanto. em Jesus Cristo. Porém não posso acreditar em Deus sem saber que devo obedecer à sua vontade para mim à medida que esta me é revelada. ele deve ser honrado e respeitado e amado como meu Criador e Salvador.

Mas o esforço compensa! No mínimo. Uma mentalidade diferente Raramente pensavam em Deus (ou. tocaremos. Há fronteiras a serem transpostas na compreensão da mensagem atemporal da Bíblia. ilustrada por uma mulher beduína junto a um poço nas proximidades de Belém. Em resumo. Além disso. economia livre. ou. em deuses). exceto algumas gerações do mundo moderno ocidental. Em resumo. anjos e forças malignas como seres cuja existência podia ser questionada. influenciando toda a vida. de não passar fome ou necessidade. permitirá que compreendamos o restante da raça humana.000 anos de reflexão. A "bagagem" que carregamos Precisamos estar cientes cie que. mas uma condição de não ser escravo ou. podem aprender uma lição salutar com pessoas no passado que (equivocadamente) também pensaram assim! O próprio fundamento da cosmovisão ocidental — objetividade e subjetividade. Não entenderemos a Bíblia adequadamente se impusermos nossas idéias modernas à mente de Abraão — ou de Rute. A palavra "liberdade" significava. feminismo. no caso das nações pagãs. ou Amós. Precisamos permitir que a Bíblia fale para nossa situação — mas nos termos dela. não pelo deus desta era. sado. socialismo — não significaria nada para pessoas nos tempos bíblicos (ou mesmo para pessoas que viveram antes do século 18). Podemos facilmente chegar à Bíblia supondo que ela simplesmente refletirá as idéias que absorvemos na nossa própria época ou dentro de nossa tradição eclesiástica. ou dos presbíteros da igreja de Jerusalém. entre outras. que para ler a Bíblia muitos de nós precisamos de um esforço mental considerável para sairmos de nossa própria cultura e entendermos as pessoas da Bíblia como elas realmente são. quer sejamos cristãos quer não. teologia e desenvolvimento de doutrina entre o Novo Testamento e nossa época. Elas aceitavam casamentos arranjados e até a escravidão. : Dizer que a Bíblia é uma coleção de documentos históricos é afirmar o óbvio. Um estilo de vida diferente Na Bíblia nos deparamos com pessoas e culturas totalmente diferentes das culturas dos países "desenvolvidos" modernos: era uma sociedade em grande parte agrícola e hierárquica.Bíblia hoje 95 Meie Pearse Nosso mundo — o mundo deles KÉjflT . mas pelo Deus de todas as eras. . Aqueles que abordam a Bíblia confiantes de que ela apoiará suas próprias opiniões políticas. Esta é uma realidade bem distante daquela que era vivida nos tempos bíblicos. não um princípio moral. melhor. este é o mundo de muitos leitores da Bíblia hoje. as pessoas da Bíblia pensavam como a maioria das pessoas na história humana tem pen- UMKI multidão multirracial numa via urbana. Fica claro. temos todo tipo de idéias sobre o mundo e sobre a própria Bíblia antes mesmo dc começarmos a ler o texto. a constante ameaça da fome por causa de colheitas frustradas e a probabilidade de uma morte relativamente precoce para a maior parte do povo podiam ser consideradas normais. há 2. eram as maiores realidades a serem encaradas. então. talvez. exceção feita a algumas gerações do mundo moderno. Mas podemos facilmente ignorar as implicações disto ao tentarmos entender o que estamos lendo. eles viviam como a maioria das pessoas na história humana tem vivido. direitos humanos. Na melhor das hipóteses. ou seremos tocados. Pelo contrário. na qual a mortalidade infantil.

<|u.l 182 Sacrifícios 185 Sacerdócio no Antigo 302 Testamento 305 190 As grandes festas 306 religiosas 308 1 e 2Crõnicas 193 Números 325 0 canal de Ezequias 196 As codornizes 328 Esdras 198 Vida nômade 332 0 escriba 205 Deuteronõmio 334 Neemias 363 Os Salmos no seu "Guerra Santa" contexto Vida sedentária 367 Salmos do ponto de Entendendo Juizes vista de um poeta Rute 379 Deus e o universo Retrato de Rute 382 Autojustificação. do Egito. Uma história do ponto maldição e vingança de vista feminino nos Salmos 1 e 2Samuel 388 Cristo nos Salmos Ana 393 Provérbios Magia no Antigo 395 Sabedoria em Testamento Provérbios e Jó Davi 397 Temas importantes 1 e 2Reis em Provérbios 0 Templo de Salomão 10—31 e suas reconstruções 400 Eclesiastes As cidades fortificadas 403 Cântico do rei Salomão dos Cânticos Examinando a cronologia dos reis 0 Obelisco Negro 0 Prisma de Senaqueribe 0 sítio de Laquis A arca perdida Reis de Israel e J u d á 420 Entendendo Isaías 423 Profetas e profecia 432 Os assírios 439 Jeremias 441 Retrato de Jeremias 456 Os babilónios 459 461 473 Lamentações Ezequiel Daniel 478 Posições do Antigo Testamento com relação ao pós-morte 480 Os persas 483 488 490 495 496 498 500 502 504 505 507 512 515 Oséias Joel Amós Obadias Jonas Miquéias Naum Habacuque Sofonlas Ageu Zacarias Malaquias Os livros 486 Entendendo Oséias 491 A justiça e os pobres deuterocanônlcos 521 Os gregos 206 Moisés 340 Ester 210 Alianças e tratados no 341 Retrato de Ester Oriente Próximo 214 A terra prometida .indn o povo persuadiu Arão a fazer um bezerro semelhante aos que representavam o deus Ápis. até a época dos profetas — o povo de Israel teve muitas dificuldades para cumprir promessa de adorar somente o Deus verdadeiro.O ANTIGO TESTAMENTO PENTATEUCO A HISTORIA DE ISRAEL Josué a Ester POESIA E SABEDORIA OS PROFETAS Gênesis a Deuteronõmio Jó a Cântico dos Cânticos Isaias a Malaquias 185 Introdução ao Antigo Testamento A história do Antigo Testamento Mapa: Israel nos tempos do Antigo Testamento 0 Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo 108 Introdução 115 Génesis 220 Introdução 225 Josué 344 Introdução 349 359 Jó Salmos 117 Histórias da criação 228 119 Pessoas como 231 administradoras de 238 Deus 234 121 Nomes de pessoas em 242 Gênesis 1 — 1 1 247 123 Histórias sobre 251 dilúvios 252 131 Agar 254 132 Abraão 136 Onde situavam-se 255 Sodoma e Gomorra? 257 138 Sara 265 143 Mulheres de fé 144 Jacó 269 1 4 9 José 276 154 Egito 279 159 Êxodo Cidades da conquista Cananeus e filisteus Juízes 352 Entendendo Jó 408 Introdução 414 Os profetas no seu contexto 417 Isaías 162 Os nomes de D e u s 283 170 U m estilo de vida: os Dez Mandamentos 287 176 A importância do tabernáculo 296 180 Levitico 301 Durante todo o período do AT — desde o tempo do êxodo. .

Introdução ao Antigo Testamento
Os cristãos já se acostumaram a chamar a primeira parte da Bíblia, de Gênesis a Malaquias, de Antigo Testamento. Mas ele data de antes da época de Cristo e antes mesmo de haver um Novo Testamento. Por isso, é importante lembrar que antes ele era independente, e que era, e ainda é, a Bíblia completa do povo judeu. Não é de admirar que os judeus não gostem do nome 'Antigo Testamento" pois isto implica que é incompleto sem o "Novo Testamento" cristão. Para os judeus, ele é a revelação completa de Deus, a Bíblia Hebraica, que eles tratam com grande reverência e respeito. Eles o chamam de Tanak, que é um acrônimo formado a partir da letra inicial das palavras que designam cada uma das três partes: • a Torá ou Lei de Moisés • os Neviim, ou seja, os profetas • e os Ketuvim, ou os Escritos. Na Bíblia hebraica a ordem dos 39 livros é um pouco diferente daquela que é familiar aos cristãos, mas é aqui que devemos começar. A Torá A Lei, os Cinco Livros de Moisés — Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio — é a pedra fundamental das Escrituras hebraicas, a parte mais importante. Freqüentemente toda a Bíblia é descrita por judeus como "A Torá" Os Neviim Esta é uma palavra no plural que significa Profetas. Nada menos que 21 livros estão incluídos na segunda parte do Tanak, e para simplificar são divididos em Profetas Anteriores e Profetas Posteriores. Os Profetas Anteriores são o que nós chamaríamos de histórias: Josué, Juízes, 1 e 2Samuel e l e 2Reis. Veja "Introdução aos Livros Históricos" para entender melhor porque são descritos como Profetas. Em síntese, é porque estes livros não são história pura e factual nem anais enfadonhos. Pelo contrário, contam as histórias do desenvolvimento da vida de Israel como uma espécie de desdobramento da palavra e das promessas de Deus por intermédio de Abraão, Moisés e Davi. São mais que apenas história, pois apontam para o Deus de Israel e ilustram sua palavra e seu modo de agir. Os Profetas Posteriores são mais conhecidos: Isaías, Jeremias, Ezequiel e o "Livro dos Doze" ou "Profetas Menores": dc Oséias a Malaquias. O s Escritos Os Ketuvim incluem todo o restante na seguinte ordem: Salmos, Jó, Provérbios, os Cinco Megilot (veja abaixo), Daniel, Esdras, Neemias, 1 e 2Crônicas. E interessante observar que Daniel não está incluído nos Profetas, que é onde se encontra em nosso Antigo Testamento. Isto está correto, de certa forma, porque Daniel é uma obra de estilo diferente, de cunho mais apocalíptico (veja Apocalipse, introdução e características) do que profético. Além disso, Esdras e Neemias aparecem antes de 1 e 2Crônicas que historicamente os precedem. O Antigo Testamento, com razão, inverte a ordem. No entanto, a Bíblia hebraica pode refletir a seqüência em que os diversos livros foram aceitos no cânon das Escrituras autorizadas. Resta mencionar os Cinco Megilot (literalmente, "pequenos rolos"), os livros de Rute, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes, Lamentações e Ester. Estes foram reunidos e usados em conexão com cinco festas judaicas: a festa das Semanas (Rute), da Páscoa (Cântico dos Cânticos), dos Tabernáculos (Eclesiastes), o jejum comemorando a queda de Jerusalém em 587 a.C. (Lamentações) e Purim (Ester).

Os escribas copiavam o AT à mão. Escreviam coluna após coluna em pedaços de pergaminho que, como esic rolo, eram enrolados e guardados nas sinagogas.

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Introdução ao Antigo Testamento

99

Estas são as três subdivisões da Bíblia Hebraica. Elas remontam à antiguidade, certamente ao primeiro século da era cristã, e indícios delas são encontrados no ensino de Jesus. Por exemplo, já comentamos que os judeus freqüentemente se referiam às suas escrituras como a Torá, a lei. Mas também havia ocasiões em que eram chamadas "a lei e os profetas", refletindo as duas primeiras subdivisões principais do Tanak. Jesus referiu-se muitas vezes ao Antigo Testamento dessa maneira. A referência mais interessante é Lucas 24.44 quando, após ter ressuscitado dos mortos, Jesus disse a seus discípulos no cenáculo que "era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos". Para mostrar que todas as Escrituras hebraicas apontavam para ele como Messias de Israel, Jesus mencionou especificamente as três seções âoTanak. Isto justifica plenamente o novo nome que os cristãos deram à Bíblia hebraica, a saber, "Antigo Testamento" — preparando o caminho para o Novo Testamento que ainda viria. • Veja também "A Bíblia Hebraica" e 'Jesus e o Antigo Testamento".

O povo dc Deus aprendeu duras lições durante a peregrinação no deserto, onde as condições adversas ressaltavam que eles dependiam de Deus até para as necessidades básicas da vida.

O Antigo Testamento

A historia d oA n t i g o T e s t a m e n t o

ISRAEL

T e m p o d o s patriarcas

Israel no

Abraão
Abraão parte de Ur

Isaque

Jacó

ANTIGO ORIENTE PROXIMO
Reino Médio — segunda ¡•^ grande era da cultura egípcia 2134-1786 culture
Uma adaga e sua bainha

Fundação do Império Hitita

Código de Hamurábida Babilónia

^

Influência de Ur restringida pelos invasores

feitas de ouro revelam a atte refinada dos antigos ourives

Hicsos governam o ^ Egito 1710-1570

Introdução ao Antigo Testamento

101

Êxodo Levítico I Números | Deuteronômio j Josué Juízes

0 período de cada livro da Bíblia indica seu contexto histórico, não a data de autoria.

Ramesses

Peregrinação J u í z e s

Moisés

Josué

Escravidão no Egito
Faraó colocou feitores sobre os israelitas e fotçouos a trabalhar, construindo as cidades de Pitome Ramessés

Oêxodo do Egito Queda de Jericó: início da conquista de Canaã

r

w

Colapso do Império Hitita

k k . Códigos ' deleishititas Início do Reino Novo— o melhor período do Egito

Filisteus e outros povos ' do mar se instalam no leste do Mediterrâneo 1300-1200 Dinastia) 9 no Egito — grande programa de construção no delta dos Faraós Seti I e Ramsés II

102

O Antigo Testamento

Juízes Rute ISamuel
2Samuel
1 Reis

2Reis
Krónicas

2Crônicas

Livros poéticos ed e sabedoria

Salmos, Provérbios, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes O s P r o f e t a s Veja gráfico dos profetas j

Primeiros reis de Israel Construção do Templo em Jerusalém
Rei Salomão

ISRAEL Reino do Norte
Acabe

Jeroboão II Profetas Elias 722/1 a.C. Q u e d ad e

Gideão

Rei Saul

e Eliseu

Samaria. Israelitas levados à A s s í r i a

fro dourada de Israel

filisteus e outros povos do mar se instalam no leste do Mediterrâneo

Colapso do Império Hitita

Era dourada de Tiro (Fenícia) Damasco começa U a ter poder" Surgimento ¡ da Assíria Derrota de Damasco para Tiglate-Pileset da Assíria

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Israel nos tempos do Antigo Testamento

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Introdução ao Antigo Testamento

105

O Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo
Alan Millard

A Bíblia é um texto antigo, um relato histórico. Assim sendo, é importante que se estude esse texto à luz do conhecimento que temos a respeito do mundo em que ele foi escrito. Isto é importante, porque a fé cristã se baseia em acontecimentos históricos, fatos que realmente aconteceram.

Testando, testando...
Os acontecimentos registrados e explicados na Bíblia podem ser comparados com outros acontecimentos que são conhecidos de outras fontes históricas. A própria Bíblia é feita de documentos tão antigos e tão sujeitos à análise histórica quanto esses outros textos daquele tempo. A precisão do relato bíblico pode, também, ser conferida à luz de outras fontes históricas conhecidas. No entanto, isto nem sempre é tão simples quanto poderia parecer. Muitas vezes os documentos são fragmentários. E, em muitos casos, a evidência arqueológica se presta a mais de u m a interpretação. Temos em mãos só um pequeno número de escritos antigos que descrevem os mesmos acontecimentos que aparecem na Bíblia. E, quando temos dois relatos, ainda é preciso levar em conta que muito raramente dois observadores descreverão o mesmo acontecimento sob um mesmo ponto de vista. Os hebreus eram um povo relativamente insignificante. A história deles não causou maior impacto sobre as grandes potências daquela época, cujos registros históricos chegaram até nós. São raríssimos os personagens bíblicos que aparecem em outros escritos, ficando as exceções por conta de alguns dos últimos reis de Israel e Judá. Não obstante, sempre que é possível fazer uma comparação, a precisão do relato bíblico é impressionante. Embora raramente encontremos relatos paralelos sobre o

mesmo acontecimento, muitas vezes temos exemplos de costumes e fenômenos bastante semelhantes aos que são descritos no AT, mesmo que não exista conexão direta entre eles. É claro que uma semelhança superficial pode ser aparente, o que requer cuidado da parte de quem quer estabelecer o paralelo. Mesmo que não nos dê evidência direta ou circunstancial da fidedignidade histórica da Bíblia, o conhecimento a respeito do Antigo Oriente Próximo ajuda a entender a Bíblia, pois o estudo dos costumes, da cultura, da literatura e da história dos vizinhos de Israel nos dá uma idéia do que podemos esperar no caso dos próprios israelitas. Precisamos considerar três tipos de evidência que podem ajudar a entender a Bíblia: a evidências direta; a evidência circunstancial; e a evidência da analogia.

Evidência direta

Como vimos, referências diretas a Israel são raras e quase que restritas a nomes de reis. Entre os relatos que temos se encontra um sobre a invasão de Sisaque, que foi rei do Egito de 945 a 924 a.C. (1Rs 14.25-26). Uma inscrição em Tebas, que se encontra em péssimo estado de conservação, lista uma série de cidades conquistadas na Palestina, o que é uma clara evidência Evidência circunstancial de que houve a tal invasão. A maioria das descobertas que Israel entrou em contato com os aparecem em livros de arqueologia assírios, pela primeira vez, por volta bíblica se inscreve no item "evidência de 853 a.C, quando forças de "Acabe, circunstancial". Trata-se de questões o israelita", em aliança com Damasco que não têm relação direta com acone outras cidades, enfrentaram as tro- tecimentos bíblicos, mas nos fornecem pas de Salmaneser III (858-824 a.C). exemplos de práticas ou registram inciE, alguns anos depois, "Jeú, filho de dentes que, aparentemente, são comOnri", pagou tributo ao mesmo rei paráveis com textos bíblicos. assírio. Assim, aprendemos que o casaDepois de algumas décadas de mento de Abraão com a escrava enfraquecimento, durante as quais Agar — motivado pela esterilidade Israel chegou a prosperar sob Jero- de Sara — e a subseqüente recusa do ^ W .

boão II e Uzias fortaleceu o reino de Judá, Tiglate-Pileser III (745-727 a.C.) restabeleceu o controle assírio na Síria e na Palestina. O rei assírio registra o tributo que lhe foi pago por Menaém, de Samaria, e afirma ter sido responsável pela substituição de Peca por Oséias (2Rs 15.19-20,30). Em 2Rs 15.19 (veja também ICr 5.26), Tiglate-Pileser é chamado de Pui. Este nome era conhecido também dos cronistas babilônios do século 6 a.C, época em que, se acredita, os livros de 1 e 2Reis receberam sua redação final. Depois disso, o dominio assírio na Samaria fez de Judá um estado vassalo. No entanto, os reis de Judá preferiam lutar por independência, buscando, para tanto, a ajuda do Egito. Assim, Ezequias se rebelou, e Senaqueribe invadiu Judá e sitiou Jerusalém. O rei assírio fala sobre isso em várias inscrições. Relata que Ezequias enviou tributo a Nínive (a quantia parece não ser exatamente a mesma que aparece em 2Rs 18.14-16), mas em momento algum afirma ter tomado Jerusalém. Também não menciona — fato compreensível — o que aconteceu com o seu exército! A Crônica Babilónica registra a primeira tomada de Jerusalém por Nabucodonosor (2Rs 24.8-17), datando-a precisamente de 15 ou 16 de março de 597 a.C.

106

O Antigo Testamento

k.^. patriarca em mandá-la embora (só mudou de idéia por orientação divina) concordam com os ditames das Leis de Hamurábi, da Babilônia, que vigoravam no tempo de Abraão. Os nomes dos patriarcas de Israel também concordam com nomes geralmente usados na primeira metade do segundo milênio antes de Cristo, como revelaram milhares de documentos daquele tempo que chegaram até nós. A glória de Salomão é confirmada por fontes egípcias. Segundo 1 Rs 9.16, ele casou com a filha do Faraó. Isso teria sido impossível dois ou três séculos antes, durante o apogeu egípcio. Naquele tempo, as princesas do Egito não deixavam a corte, e os pedidos de reis estrangeiros que quisessem casar com uma princesa egípcia eram indeferidos. No entanto, no século 10 a.C, quando o Egito era governado pela enfraquecida 21 dinastia (e pela que viria depois desta), essa regra foi quebrada. E foi assim que Salomão casou com a filha do Faraó! Para revestir o interior do Templo (IRs 6.21-22), Salomão fez uso de grande quantidade de ouro. Isto condiz com a esplêndida decoração dos interiores de templos egípcios, babilônios e assírios. Um pouco antes da época de Salomão, Gideão pediu a um moço, aparentemente alguém que estava ali à disposição, que lhe desse por escrito os nomes dos líderes de Sucote (Jz 8.14). Hoje, sabe-se que nomes podiam ser facilmente escritos e lidos naquela época. Nas imediações de Belém e em outros lugares foram encontradas pontas de flechas feitas de cobre e que traziam o nome dos seus donos. Esses artefatos são dos séculos 12 e 11 a.C. e mostram que escrever e ler eram fenômenos comuns naquele tempo.
a

hebreus. Isto significa que não temos acesso a muitos aspectos da vida deles. O processo natural de decomposição dos materiais levou ã destruição de todos os documentos em papiro ou pergaminho que porventura tenham sido soterrados em cidades e lugares da Palestina. O mesmo se aplica a móveis e peças de vestuário.

A evidência da analogia
Afora o AT, não temos praticamente nenhum relato escrito sobre a vida, o pensamento e a história dos antigos

dido por qualquer pessoa interessada. Isto fez com que a escrita fosse mais comum em Israel, mesmo que os escribas profissionais ainda tivessem um importante papel a desempenhar. A evidência que nos vem de vários documentos escritos menos importantes mostra que isso era de fato assim no Israel antigo. Se as pessoas se utilizavam da escrita na vida diária, é fácil concluir que poderia ser usada também para produzir obras de literatura. A palavra escrita era tratada com respeito. Livros antigos de grande valor eram copiados com muito cuidado. Podiam ser revisados ou editados, mas raramente se consegue detectar como isso era feito, a menos que se tenha acesso a cópias antigas para fazer a comparação. Os egípcios, assírios, babilônios, hititas e cananeus — todos tinham ritos religiosos, sacrifícios e ordens sacerdotais bem estruturados. Seus templos eram bem construídos e luxuosamente decorados, em especial Uma pintura encontrada num túmulo egípcio por reis bem sucedidos. Tivessem os mostra a fabricação de tijolos e nos ajuda a visualizar o trabalho dos escravos israelitas no israelitas sido diferentes neste partiEgito. cular, teriam sido os únicos excêntricos naquele contexto. Mas este não Sempre que itens como esses foi o caso. As analogias mostram que foram preservados em culturas vizi- o tabernáculo, o templo de Salomão e nhas, pode-se, por vezes, afirmar a legislação levítica eram o equivalenque algo semelhante era conhecido te israelita ao que se podia encontrar também no Israel antigo. Cada caso entre os povos vizinhos. precisa ser examinado com cuidado, Além disso, a exemplo do que se para que se tenha certeza de que as passava nas nações vizinhas, a maiocircunstâncias são de fato paralelas, ria da população tinha que trabalhar mas alguns deles são suficientemente duro e sofria para satisfazer as exiclaros e nos ajudam a entender o AT. gências do rei, que vivia no luxo e Nenhuma literatura das cidades israe- na fartura. litas chegou até nós, mas não se pode Seria de se esperar que em Israel, duvidar de sua existência. O próprio que era uma nação em meio a outras AT dá testemunho disso, por mais que nações, houvesse formas de pensaos eruditos ainda discutam a antigui- mento e de expressão semelhantes dade de sua forma escrita. às das nações vizinhas. Quando, no No Egito e na Babilônia, os siste- exame da literatura babilónica ou mas de escrita eram complicados, o egípcia, encontramos detalhes que que resultava num monopólio dos soam estranhos aos nossos ouvidos escribas. Em Israel (e estados vizi- modernos, nos esforçamos ao máxinhos), o descomplicado alfabeto de mo para entendê-los. Procuramos 22 letras podia ser facilmente apren- explicar inconsistências, paradoxos

Introdução ao Antigo Testamento

107

e aparentes contradições, sem colocar em dúvida a fidedignidade dos textos que são nossa única fonte de informações (a menos que tenhamos razões objetivas bem fundamentadas para fazê-lo). É de esperar que a literatura de Israel tenha características semelhantes àquelas, e também estas deveriam ser tratadas com respeito. Algumas delas são claras, como, por exemplo, a narração dos acontecimentos fora de ordem cronológica ou a inserção de dados que não têm uma conexão óbvia com o contexto.

Semelhanças e diferenças
Esses exemplos já bastam para mostrar o valor da coleta, do estudo e da aplicação de tudo que o antigo Oriente Próximo nos fornece em termos de pano de fundo da Bíblia. Existe uma impressionante convergência entre essa evidência direta e indireta e o AT, a ponto de se poder classificar como suspeita qualquer tentativa de questionar o quadro que o AT pinta da cultura e da história de Israel. Não se conseguiu mostrar que qualquer dessas descobertas contradiga os relatos da Bíblia hebraica. Pode haver discrepâncias, incertezas, questões por responder. Isto é inevitável diante do caráter incompleto da evidência disponível. Novas descobertas solucionam problemas antigos, revelando, muitas vezes, as premissas falsas em que se baseiam algumas teorias modernas. Ao mesmo tempo, podem levantar novas questões e servem de estímulo a um estudo mais aprofundado, à busca de novos enfoques e uma melhor compreensão. Se a maior contribuição da arqueologia bíblica tem sido na área das semelhanças entre Israel e as nações vizinhas, isto não significa que se podem ignorar as diferenças. O AT proclama que essas diferenças são intransponíveis. Embora tivesse muito em comum com os povos vizinhos em termos de língua e cultura, Israel era bem diferente em termos de fé. É difícil de encontrar evidência material da fé monoteísta de Israel, do culto sem o emprego de imagens, da centralização do templo. Os vizinhos dos israelitas, sem se darem conta da singularidade do Deus de Israel, pensavam que não passava de um deus nacional ou local como os seus deuses (Quemos, no caso dos moabitas; Milcom, no caso dos amonitas). Para complicar a situação, os israelitas nunca foram totalmente fiéis a Deus. Assim, artefatos religiosos pagãos são encontrados em ruínas das cidades israelitas. As diferenças aparecem de forma mais nítida quando se compara o ensino bíblico com outros textos daquela época. Alguns aspectos não têm nada que lhes seja semelhante no contexto ao redor de Israel, como, por exemplo, as exigências absolutas dos Dez Mandamentos, a dedicação exclusiva do povo ao Deus que os havia escolhido, a igualdade dos indivíduos em equilíbrio com a responsabilidade corporativa, e o altruísmo dos profetas. Embora alguns pensem que é impossível crer neles, o fato é que possuímos manuscritos que lhes garantem uma antiguidade de mais de 2 mil anos. Embora alguns os considerem inaceitáveis, o fato é que, apesar da sua antiguidade, eles ainda fazem sentido em nosso mundo de hoje.
Uma placa cananéia de marfim, encontrada em Medido, mostra o tipo de harpa que Davi tocava. O trono de Salomão e .1 mobília no palácio do rei Acabe haviam sido ricamente decorados com marfim entalhado.

Se os aspectos históricos e culturais estão em harmonia com nosso conhecimento dos tempos antigos, como de fato é o caso, as diferenças de natureza religiosa e ética requerem explicação. O AT tem uma explicação: Deus falou.

Os Cinco Livros
GÊNESIS A DEUTERONÔMIO John Taylor O nome dado aos cinco primeiros livros da Bíblia é "Pentateuco". Vem de duas palavras gregas que significam "cinco rolos". Mas é melhor considerar o Pentateuco um só livro dividido em cinco partes, ao invés de cinco livros reunidos num só rolo. Desta forma respeita-se sua origem hebraica — os judeus o chamam de "Torá" (Lei) ou "Cinco quintos de Moisés" — e também a própria unidade que lhe é inerente. Isto não quer dizer que o Pentateuco é uma extensa narrativa colocada numa ordem cronológica rígida. Logo fica óbvio ao leitor que ele contém uma grande variedade de material literário — narrativas, leis, instruções rituais, sermões, genealogias, poesia — que foram reunidas de fontes diferentes. No entanto, significa que o material foi cuidadosamente inserido numa estrutura narrativa, com um propósito definido em mente e com objetivos identificáveis por parte do autor ou editor. O Prólogo A história começa com o chamado de Abraão em Gn 1 2 , mas primeiro há um Prólogo feito de antigos registros e tradições que se destina não só a introduzir os temas principais da narrativa como também para relacioná-los com os propósitos de Deus neste mundo de seres humanos caídos, de nações divididas e de uma ordem criada que era originalmente boa. Estes capítulos ainda deixam muitos leitores modernos perplexos, graças a sua linguagem pré-científica, à estupenda longevidade de seus personagens e à grande dificuldade de colocá-los num contexto histórico identificável. E, é claro, diferem muito das descrições científicas das origens do universo e da vida que são atualmente ensinados nas escolas. Gn 1—11 contém material escrito numa variedade de estilos, que muitos estudiosos atribuem a fontes diferentes reunidas num só documento por um autor ou editor. Não obs-

Introdução
tante, seu foco principal não é fornecer um tratado científico de como as coisas começaram e como a vida se originou, mas oferecer ao leitor o contexto religioso, social e geográfico da história que começa com Gn 12. Parte do material foi descrito como "mito", mas este pode ser um termo enganoso, mesmo quando "mito" é considerado no seu sentido técnico de um "texto religioso criado para explicar uma tradição, instituição ou outro fenômeno". Ele dá a impressão de que aquilo que está escrito não é nem histórico nem verdadeiro. Mas na verdade estes primeiros capítulos de Gênesis dão testemunho das seguintes realidades religiosas • que o mundo que conhecemos foi criado pela vontade de Deus • que homens e mulheres foram criados à imagem de Deus • que o pecado entrou na vida humana por meio de uma desobediência moral • e que toda a raça humana está sofrendo as conseqüências do pecado. Inevitavelmente há muita linguagem e expressão simbólica usada para descrever estas características e eventos, mas elas contêm algumas das verdades mais profundas de toda a Bíblia e não devem ser facilmente descartadas por uma apreciação inadequada do que os textos estão dizendo. É a estes capítulos que nos voltamos quando buscamos orientação bíblica sobre questões fundamentais relativas a Deus, à humanidade e ao mundo. Em cada estágio Deus está presente — não apenas pressuposto, mas agindo constante e ativamente. Este mundo é o mundo de Deus. A história humana é um desdobramento do plano de Deus. Ele é totalmente responsável pelo mundo e tudo que nele há. Todos os povos são criação de Deus, feitos à sua imagem, com capacidades espirituais para bondade, adoração e comunhão com Deus. Não há lugar nenhum para outros deuses. Gn 1 é totalmente abrangente: sol, lua e estrelas são obra de Deus, com funções a desempenhar num universo ordenado, e até os monstros marinhos (os tanninim da mitologia antiga) foram criados por Deus
(Gn 1.21).

Os seres humanos formam o clímax da criação, superiores a todas as outras criaturas, mas subordinados a seu Criador. Só que quando buscaram uma posição superior e quiseram ser como Deus, caíram a uma posição inferior e descobriram que todos os seus relacionamentos se deterioraram. • Ao invés de ser uma relação boa, amigável, livre de vergonha, o sexo passou a ser secreto, luxurioso e anômalo. • O parto se tornou doloroso e perigoso.

• O cuidado pela terra se tornou penoso. • Até a própria terra foi afetada c, ao invés de produzir alimento em abundância, precisa ser dominada e manuseada e trabalhada. Não há nada que o pecado não tenha arruinado. Sua corrupção atinge a vida familiar, na qual a religião logo gera rivalidade, o amor fraternal se transforma em assassinato e a justiça deteriora-se em vingança (Gn 4 ) . A resposta de Deus ao pecado é, de forma consistente, uma mistura de julgamento e misericórdia. Começando com a provisão de roupas para Adão c Eva, passando pela vigilância da árvore da vida, e chegando à confusão das línguas em Babel, Deus abranda sua justiça com generosidade. Para além do castigo imediato de expulsar Adão do jardim do Eden e de expulsar Caim da sociedade humana; para além da destruição causada pelo dilúvio e da dispersão das nações, sempre existe a intenção última dc Deus que é trazer bemestar e bênção para a humanidade. Logo, num mundo de desordem c corrupção, condiz inteiramente com a natureza de Deus que ele chame um homem, Abraão, e, por intermédio dele, seus descendentes, os judeus, para serem o canal da graça e da revelação para todo o mundo. É esta história que o Pentateuco conta. A história é dividida em duas partes: • A primeira parte (Gn 12—50) é dominada pelas quatro gerações dos patriarcas — Abraão, Isaque, Jacó c José. • A segunda parte (Êxodo — Deuteronômio) é dominada pela figura altaneira de Moisés. • Embora seja extremamente difícil saber com certeza as datas nesse estágio inicial da história de Israel, uma estimativa razoável permite um período de cerca de 600 anos para estes eventos, isto é, de 1900 a.C. a 1250 a.C. aproximadamente. Antes de lermos a história contada nos Cinco Livros, devemos observar os quatro temas principais. O p o v o escolhido de Deus O Antigo Testamento foi escrito para o povo de Israel — o povo que via em Jacó (=Israel) seu ancestral comum e Abraão como fundador da sua nação. Os cristãos, igualmente, consideram Abraão o pai de todos aqueles que dependem de Deus pela fé c não de si mesmos (veja Rm 4.16). Portanto, lemos a história em que Deus chamou Abraão para se tornar pai

do povo escolhido de Deus, não apenas como um acontecimento num passado distante, mas como algo importante para todos hoje. A idéia da escolha (eleição) divina especial de indivíduos traz consigo duas características subsidiárias: promessa e responsabilidade. Gn 12—22 está repleto de promessas que Deus fez a Abraão. • Abraão recebe a promessa de uma descendência tão numerosa como as estrelas do céu. • Ele recebe a terra de Canaã como herança para seus filhos. • Ele recebe promessa de um grande nome no futuro. E o favor especial do Senhor Deus seria demonstrado não só a Abraão c sua família, mas a todas as pessoas por intermédio dele. Assim, as promessas de Deus a Abraão não foram apenas para o proveito egoísta de poucos escolhidos. Elas deviam ser usadas com responsabilidade para que outros pudessem compartilhar dos benefícios. No cerne da escolha de Israel por Deus há um propósito missionário. A história de Israel deve ser lida como a longa história das tentativas desse povo de cumprir suas responsabilidades — com alguns sucessos, mas com muitos fracassos bem evidentes. A aliança de Deus A palavra "aliança" sugere restrições legais, documentos selados, e coisas do gênero. Mas segundo a mentalidade hebraica a idéia de aliança abrangia todo tipo dc relacionamento humano. Era o vínculo que unia pessoas em obrigações recíprocas, seja por meio de um contrato de casamento, um empreendimento comercial ou um compromisso verbal. Era natural que o relacionamento do povo com Deus também fosse expresso cm termos de uma aliança. No Pentateuco, essa terminologia de aliança é usada em três ocasiões diferentes: • quando Deus promete a Noé que não mais destruirá a terra por águas dc dilúvio (Gn 9.9-11). • quando Deus faz suas promessas a Abraão (Gn 15.18; 17.4). • quando a aliança do Sinai é estabelecida com Moisés e resumida no "livro da aliança" (Êx24.7). Embora no cotidiano as alianças fossem feitas entre semelhantes, no uso religioso esse termo sempre se referia a um relacionamento

111 entre um participante superior e outro inferior. A forma da aliança entre Deus e Israel em Éxodo e Dcutcronômio foi esclarecida pelas descobertas de tratados hititas de suserania feitos entre um rei e seu vassalo. Esses tratados consistiam em • uma introdução histórica • uma lista de estipulações • maldições e bênçãos invocadas sobre as duas partes • um juramento solene • e uma cerimónia religiosa para ratificar a aliança. A maior parte destas características pode ser encontrada no modelo de alianças do Antigo Testamento. (Veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo".) Mais importante que a forma da aliança, porém, era seu significado teológico. Baseava-se n a iniciativa d e D e u s . Deus agiu cm misericórdia e soberania, fazendo uma promessa incondicional dc jamais castigar a humanidade com outro dilúvio (Gn 9.11). Deus escolheu Abraão e seus descendentes para serem os canais da sua misericórdia a um mundo caído. Ele firmou esta escolha ao comprometer-se com a nação israelita com as seguintes palavras: "Farei com que vocês sejam o meu povo c cu serei o Deus de voces" (Êx 6.7). Implicava u m a nova r e v e l a ç ã o d e Deus. Deus apareceu a Abraão como seu escudo (Gn 15.1) e como o Deus Tõdo-Podcroso ("El Shaddai", Gn 17.1). Apareceu a Moises como "Yahwch" ("Eu Sou o que Sou", Ex 3.14), e mais tarde como "Yahwch, o teu Deus, que tc tirei da terra do Egito") (Êx 20.2). (Veja "Os nomes de Deus"). Fazia exigências m o r a i s e rituais ao povo. As estipulações da aliança incluíam essas duas características. O ritual era representado pelo costume da circuncisão dado a Abraão (Gênesis 17.10), pelo sábado, o dia de descanso (Êxodo 20.8-11), e por todas as exigências relativas à adoração e ao sacrifício encontradas no Pentateuco. Ao mesmo tempo as exigências éticas foram apresentadas nos Dez Mandamentos e outras leis. Apesar dc parecer, à primeira vista, que essas duas exigências não têm nada em
Os Cinco Livros ( o Pentateuco) relíiram a criação do mundo e a entrega da Lei. O tecelão (na foto, trabalhando com um tear vertical) revela o dom da criatividade e nos lembra que a Lei de Deus está relacionada com o cotidiano.

comum, elas convergem na idéia da santidade dc Deus. Um Deus santo exige que seu povo reflita seu caráter tanto na adoração quanto no comportamento. A Lei d e D e u s A idéia de lei é central aos Cinco Livros e, como vimos, deu seu nome (Torá) ao livro como um todo. Na forma mais simples, abrangia os Dez Mandamentos (Êx 20; Dt 5), mas ligados a estes havia várias coleções de leis que foram classificadas como: • o livro da aliança (Êx 21—23) • o código de santidade (Lv 17—26) • a lei de Deuteronômio (Dt 12—26). Comparações feitas com outros códigos legais do antigo Oriente Próximo, especialmente o Código de Hamurábi, revelaram vários pontos de contato. Isto era de se esperar, pois Israel fazia parte da cultura mediterrânea oriental e compartilhava as idéias e experiências dos seus vizinhos. O que é mais significativo não são as semelhanças, mas as diferenças que dão um caráter todo especial às leis de Israel. Estas podem ser resumidas como: • seu monoteísmo rígido (tudo está relacionado com um só Deus) • sua preocupação notável com os desfavorecidos: escravos, estrangeiros, mulheres e órfãos

Deus para o seu povo que ele tirou do Egito. Não se tratava de coisas genéricas, mas de ordens específicas para situações específicas: adoração, trabalho, vida familiar, casamento, respeito pela vida e propriedade, justiça elementar e o âmbito pessoal da vontade. Para todas estas áreas da vida humana Deus tinha um mandamento que era explícito e inevitável. Cristo não o destruiu: antes, o cumpriu e ampliou. E as outras regras? Grande parte de Levítico e outras partes do Pcntateuco são compostas de leis cerimoniais e rituais. O propósito destas leis era dar instruções para a administração cotidiana da comunidade israelita e também ensinar como um Deus santo devia ser adorado por um povo santo. Assim, além de instruções relativas ao culto ou à adoração (festas, sacrifícios, e t c ) , foram dadas instruções detalhadas com vistas à preservação da pureza ritual. O povo israelita devia permanecer livre de contaminação de fontes externas, principalmente a influência depravadora da religião dos cananeus. Eles deviam aproximar-se de Deus devidamente cientes da sua distinção moral e ritual. Estas regras não se aplicam mais à igreja cristã, embora os princípios subjacentes ainda tenham muito a nos ensinar. E o elaborado sistema de sacrifícios cumpriu-se no sacrifício único de Cristo, o cordeiro perfeito de Deus, por intermédio de quem os pecados são perdoados e foi feita a expiação em favor dc todos para sempre (veja Hb 10.1-18). Ê x o d o : D e u s sai e m s o c o r r o O quarto tema principal encontrado nos Cinco Livros e recorrente em toda a Bíblia é o êxodo do Egito, descrito em Êx 1—12. Para todos os judeus este foi e é o grande ato salvador dc Deus, que gerações futuras lembram com gratidão. • Foi uma intervenção milagrosa de Deus em resposta ao clamor de seu povo escravizado (Êx 3.7) • Foi essencialmente o ato de Deus — "com mão poderosa e braço estendido". • Foi uma grande vitória sobre os deuses do Egito que demonstrou a supremacia total de Deus. • Foi um momento na história lembrado e recontado anualmente na Festa da Páscoa.

O êxodo narra o resgate do povo de Deus: eomo Deus tirou o seu povo do £gito e o guiou pelo "deserto" inóspito do Sinai para unia nova terra.

• seu espírito de comunidade, baseado no relacionamento de aliança compartilhado por todo Israel com o Senhor Deus. Também se notou que as leis no Antigo Testamento são expressas de duas formas: "não matarás..." / "não furtarás..." (lei apodíctica) e "se alguém... / aquele que..., terá que..." (lei casuística). Como a maioria dos antigos códigos dc lei era do tipo casuístico, é possível que a legislação apodíctica fosse uma forma peculiarmente israelita, e neste caso os Dez Mandamentos eram algo peculiar a Israel. Jesus rejeitou a Lei? Alguns cristãos acreditam equivocadamente que, no Sermão do Monte, Jesus rejeitou a lei judaica dando preferência a sua nova lei do amor. Mas as críticas de Jesus não foram dirigidas contras as leis, mas contra a maneira em que os rabinos as interpretavam. ("Vocês ouviram o que foi dito" era a frase rabínica tradicional para introduzir sua interpretação). Ele estava revelando a motivação interna por trás dos mandamentos, que os intérpretes não conseguiram detectar e valorizar. U m a lista d e "nãos"? Algumas pessoas também criticam os Dez Mandamentos por serem negativos. Mas eles seguem uma afirmação positiva: "Eu sou o SENHOR, o teu Deus..." Aqueles que testemunharam a libertação que Deus operou e que vivem sob a soberania de Deus, devem demonstrar isto através de um comportamento distinto. Os Dez Mandamentos, portanto, começaram como a constituição de

Introdução
Com freqüência lembrava-se às gerações finuras que houve um tempo em que eram membros de uma comunidade escrava que Deus, em sua misericórdia, havia redimido da escravidão. Elas eram incentivadas a sc lembrarem do passado e advertidas contra o perigo de esquecer o que Deus fizera por elas (p. ex„ Dt 6.12). Como evento histórico o êxodo foi definitivo. O fato de que Deus fizera isto antes significava que poderia fazê-lo novamente. Quando Israel estava no exílio na Babilônia, a nação esperava por um segundo êxodo (Is 51.9-11). E quando Cristo veio, sua obra de libertação foi descrita com a linguagem do êxodo (p. ex., Lc 9.31). Estes, portanto, são os quatro temas que estão sempre próximos da superfície, como constante preocupação destes cinco livros. O único outro tema que se repete com regularidade desanimadora é o pecado persistente do povo de Israel. Este demorou a aceitar Moisés como seu libertador. Reclamou das dificuldades da viagem. Até tiveram saudades da vida que tinham levado no Egito (devidamente romanceada, Nm 11.5). Intimidaram-sc diante da possibilidade de entrar na terra de Canaã e peregrinaram durante 40 anos no deserto da indecisão. Nem Moisés estava imune e foi castigado, sendo impedido de conduzir o povo para dentro da terra prometida. Mas o pecado não era novidade. Os capítulos introdutórios de Gn 1—11 deixaram isto claro, como vimos anteriormente. De forma notável, em sua soberana providência, Deus conseguiu lidar com a desobediência humana e encontrar um caminho através dela e para alem dela.

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ocorreu o grande dilúvio. e seus descendentes. resgatados.. Ela continua através das páginas da Bíblia até as últimas palavras do livro de Apocalipse. Então Deus disse: 'Haja luz'. e receberam autoridade sobre as demais Em seguida. seguidos de um "dia" de descanso. mas Deus não irá destruí-lo.1—2. com a possibilidade de que ainda houve algum trabalho editorial até 400 a. A linguagem é simples. A formação d o livro Gênesis não tem um autor ou data de autoria definidos. i — Jí com o erro de Babel: as A criação nações são divididas e A queda humana dispersas. O grande dilúvio No cap. mas não há dúvida de que estas histórias expressam as convicções mais profundas do povo de Deus de que este mundo é obra de um Deus Criador.1-3 Uma boa criação O grande drama do princípio de todas as coisas começa com Deus. ordenada e moldada num padrão lógico. capítulos terminam Caps. E ainda assim a história do grandioso propósito de Deus para a humanidade mal começou. O chamado e a promessa de Deus a Abraão e seus descendentes. Uma narrativa deve ser considerada no seu todo. O mundo não melhorou depois de Noé. esse relato nos dá a chave que abre o entendimento a respeito de nós mesmos e do mundo à nossa volta. Mais do que isso. Ela evoca a maravilha c variedade da criação. mas vívida. Abraão. com eles foram feitos à "semelhança" de Deus resultados desastrosos. por intermédio de uma pessoa e nação específica. começando com o que era sem forma e vazio e culminando numa exuberância de vida. 1—11) passa rapidamente deixa claro que do mundo como Deus o criou para o mundo • a origem do mundo e da vida não foram acidentais.C. Porém estes . Muitos povos antigos tinham suas próprias histórias da criação e podemos imaginar estas histórias sendo contadas e recontadas de geração em geração. A boa criação de Deus deteriora-se progressivamente como resul. as pes. com sua formação na corte egípcia. há um Criador. Suas histórias foram contadas oralmente muito antes de serem reunidas e escritas. O povo de Deus não precisava defender a existência de Deus: eles o conheciam por experiência própria. É importante analisar os primeiros capítulos especialmente como u m a narrativa: uma história preocupada com a verdade e o significado no sentido mais profundo. A história. e que ama e se importa com sua criação. Deus age para julgamento e também para salvação. Se levarmos em conta a natureza do material. Desde o início. Deus criou os céus e a terra. muitos "problemas" simplesmente desaparecerão. Muitos estudiosos acreditam que as primeiras coleções do material do AT provavelmente foram feitas na época do rei Davi ou do rei Salomão. Como estes livros atingiram sua forma atual pode ser questão de debate. descriaturas. ignorar suas advertências.• Deus fez tudo que existe. Conteúdo 0 "prólogo" (caps.3 "Alo princípio. Ao invés disso. A terra eslava sem forma e vazia.. A criação do mundo e sua deterioração. a executar seu plano de "redimir" o mundo e recuperar relacionamentos rompidos.115 RESUMO GÊNESIS Gênesis é uma epopéia. G n 1. tado do pecado humano de rejeitar o Criador e • tudo que Deus fez era bom. passando por Isaque e Jacó e culminando com a morte de José no Egito. não em pedaços. Deus começa. O título significa "princípio" e este éo livro dos começos na Bíblia — o princípio do mundo e o princípio de uma nação. começou a escrevê-las? Uma antiga tradição associa seu nome aos cinco primeiros livros da Bíblia. Noé e sua família são • os seis "dias" de atividade criativa de Deus. truindo tudo. Há um novo começo. Será que Moisés. u m a história cujo narrador tem prazer em pintar quadros e mostrar padrões. a saber. os seres humanos são especiais: só soas decidiram seguir seu próprio caminho. deixase de lado o cenário Caps. 12. que é totalmente bom." Gn 1. havia trevas sobre a face do abismo. uma coleção de histórias grandiosas. Gênesis leva adiante essa narrativa. assim como o conhecemos. humana e a atenção Isaque. Jacó e José se volta para um único indivíduo. Deus.• em meio a toda a criação maravilhosa de Deus. 12—50 mais amplo da história Histórias de Abraão.

10) Este é um lugar real e geográfico. Então Deus cria a mulher. após a criação. Na primeira história era Elohim. no Oriente. • A s d u a s á r v o r e s O que será que significam essas imagens tão poderosas? Será que uma árvore representa a vida e a outra. Também temos liberdade para escolher. é osso dos meus ossos e carne da minha carne" exclamou Adão com alegria. a organização e majestade simples da maneira pela qual cie criou todas as coisas.NHOR Deus] o nome pessoal pelo qual cie pode ser conhecido (veja "Os nomes de Deus"). Agora ele é Yahweh Elohim [SF. e ele não foi criado para levar uma vida solitária e auto-suficiente. que compartilha a própria natureza do homem. Em hebraico. lua e estrelas Dia 5 Criaturas marinhas e aves Dia 6 Animais que vivem na terra Pessoas Dia 7 A criação está completa. E significativo que agora Deus tem um nome diferente. embora esta liberdade agora tenha uma inclinação enganosa. Deus descansa Este não é um registro cronológico.4-25: H o m e m e m u l h e r Se o mundo que Deus fez era bom. Deus forma o primeiro ser humano e planta para ele um jardim no Eden. como ficou do jeito que é agora? Esta segunda história. Eles serão afastados da presença de Deus. explica tanto as coisas ruins como as boas no nossi mundo. E tudo era perfeito. O contador de histórias não compartilha as preocupações de uma era científica. sonhar. No último livro da Bíblia. E uma afirmação que separa as pessoas dos animais. .4—3. dando-nos os primeiros versos de poesia da Bíblia. Em 2. As "separações" dos três primeiros dias criam os "espaços" que Deus preenche em seguida.27) De toda a criação. Mas ainda resta uma esperança. Ele se preocupa com coisas mais importantes.24 A degradação Gn 2. Embora Pisoni e Giom não sejam conhecidos. "Esta.Pentateuco estabelecem o padrão para a vida de trabalho dos seres humanos. afinal.24. G n 2. São usados para ensinar uma lição: 2. Mas nem pássaros nem animais fornecem o companheirismo de que o homem precisa. moralmente responsáveis e criativas de maneira que os animais não são: podemos imaginar. Ele lhes dá controle sobre o mundo recém-formado e todas as suas criaturas. Nunca mais seria assim. Destaca os dois seres humanos e seu relacionamento com Deus. a árvore da vida aparece às margens do rio na "nova Jerusalém". apenas o homem e a mulher são descritos como sendo criados à semelhança de Deus. o escritor reforça a idéia: o verdadeiro casamento é um relacionamento todo especial e exclusivo. o conhecimento proibido? Será que a locução "do bem e do mal" é uma expressão idiomática hebraica que significa "tudo" — todo conhecimento? Ou será que a importância real das árvores está na oportunidade que apresentam ao homem e à mulher de dizer "sim" ou "não" a Deus? Sua escolha fatal os separou da "árvore da vida". A "semelhança" é tão básica à natureza humana que até a posterior decadência da humanidade — a "Queda" — não a destruiu. Nem temos detalhes de como Deus fez surgir a terra e a vida — nem quanto tempo isto levou. Não nos é dito quando a criação ocorreu. mas as pessoas ainda são racionais. em perfeita transparência de um para o outro. onde Deus e seu povo viverão juntos novamente — e as folhas dessa árvore servem para "curar as nações" (Ap 22. • Dias Estes são mais bem entendidos como um padrão escolhido como meio mais vívido de expressar a energia criativa e satisfação de Deus. Esses dois foram literalmente "feitos um para o outro". Aqui está a parceira ideal. O pecado certamente a deteriorou e manchou. "Adão" é tanto um nome pessoal quanto uma palavra que significa "humanidade". planejar e moldar nosso futuro. • U m rio (2. colocando-as num relacionamento especial com Deus. Podemos desfrutar de uma variedade de relacionamentos.2). Podemos ser responsáveis pelo nosso ambiente e cuidar dele de forma adequada. • A " i m a g e m " o u " s e m e l h a n ç a " d e D e u s (1. Deus o Criador. Estavam nus. o Altíssimo.3. Verão a morte. os rios Tigre e Eufrates desaguam no Golfo Pérsico. A criação é descrita como tendo acontecido em seis dias. Oito vezes Deus fala e algo novo é criado: Dia 1 A luz é separada das trevas: há dia e noite Dia 2 A separação dos "céus" (atmosfera da terra) Dia 3 Há separação entre terra e mares e começa a "produção" ou "formação": plantas e árvores Dia 4 Sol.

C . cujos membros representam ou controlam elementos ou forças naturais. éu m a história entre várias. o universo físico ou um elemento fundamental como a água ou a terra sempre existiu. Estes são conceitos simples. • o ser humano como o ponto alto da criação. na tentativa de dar uma resposta. u m a figura materna das águas. Para outros. . Só um tema reaparece com freqüência. a saber. sendo que estes podem fazer parte de suas histórias de criação. que dá origem aos deuses. Escrito ao final do segundo milênio antes de Cristo em honra de Marduque. que aparece no Gênesis Babilónico.2 e em outras passagens que falam do poder de Deus sobre as águas. foram encontradas narrativas mais antigas que contêm alguns desses elementos. É enganoso reduzir histórias diferentes trazidas das várias partes do mundo aos fatores que têm em comum para afirmar que todas têm uma fonte comum. a criação da humanidade com u m a centelha divina para que os deuses ficassem livres de seus trabalhos. U m casal original ou até mesmo um só deus que se criou a si mesmo e se auto-propagou chefia a família divina. Isto se deve a conexões lingüísticas pré-históricas entre as línguas babilónica e hebraica. deus dos babilónios. geralmente relacionado com a história bíblica da criação. Há indícios claros de que essa história foi formulada a partir de relatos anteriores. Por exemplo. É improvável que todas essas diferentes histórias. Estes relatos têm vários pontos em comum com outras histórias da criação do cosmos e do homem: • uma divindade pré-existente. Foi copiado por volta do século 7 a . 0 Gênesis Babilónico 0 famoso Gênesis Babilónico. cujo barulho a deixara irritada. Muito antes de histórias como aquelas nos primeiros capítulos de Gênesis serem registradas por escrito cias eram contadas e recontadas ao redor de fogueiras nos acampamentos de povos nômades e no seio das famílias. Quase todas as religiões politeístas têm árvores genealógicas de seus deuses. • a criação como resultado de uma ordem divina.Histórias da criação Alan Millard Como o mundo começou? Esta é uma pergunta que a maioria das pessoas faz. e os deuses tiveram sua origem a partir disso. mas se baseia em outras histórias que remontam ao terceiro milênio a. tenham uma fonte única. o conceito do ser humano como "pó" pode ser facilmente deduzido do ciclo de morte e corrupção. contadas e recontadas ao longo dos anos. De fato. A luta entre os deuses. o universo é obra de um deus ou deuses. Nesta tahuinha de argila está inscrita uma parte do relato babilónico da criação. seguido de uma descrição mais detalhada da criação do ser humano. não tem equivalente no AT. apesar das tentativas de muitos eruditos no sentido de descobrirem referências implícitas a essa luta no texto de G n 1. (0 nome "Tiamat" tem alguma relação com a palavra hebraica para "abismo" que aparece em Gn 1. assim.) Tiamat foi morta por Marduque numa batalha entre ela e seus filhos. ou uma grande parte delas. e. E muitos povos em diferentes partes do mundo têm suas próprias histórias de criação. As pessoas foram criadas para aliviar os deuses do trabalho de manter a terra em ordem. e não era nem a mais antiga nem a mais popular. baseados em observação e lógica elementar. Significa isto que as histórias do Gênesis são apenas mais uma versão. os deuses têm descanso. o relato começa com Tiamat. formado do pó da terra como se molda um vaso. que é o herói dessa história. Na visão de alguns povos. e do cadáver dela foi formado o mundo. idéias comuns não derivam necessariamente de uma fonte comum.C.2. adaptada às crenças dos hebreus? Entretanto. Fonte c o m u m a todas Em Gn 1—2 temos um relato mais amplo da criação dos céus e da terra. mas também de certa forma um reflexo da divindade.

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Pentateuco

Gênesis e outros relatos do antigo Oriente Próximo
É mais interessante, e mais correto, colocar o relato do Gênesis ao lado de outros relatos do antigo Oriente Próximo, que é o mundo do AT, Ao fazermos isso, notamos que são poucas as antigas histórias de criação que têm mais do que um ou dois conceitos básicos em comum, como a separação entre céus e terra e a criação do homem a partir do barro. Porém as histórias dos babilônios têm algumas notáveis semelhanças com o relato hebraico. Desde que o primeiro dos relatos babilónicos foi traduzido para línguas modernas, ao longo do último século, afirmava-se, com freqüência, que os relatos babilónicos eram a fonte mais remota da crença dos hebreus. Todavia, recentemente, com a descoberta de

mais textos e a reavaliação dos mais antigos, ficou claro que muitas das supostas semelhanças são, de fato, aparentes ou ilusórias. Por exemplo, não existe qualquer relação entre os sete dias da criação no Gênesis e o fato de a história babilónica da criação aparecer em sete tabuinhas de argila. A segmentação da história dos babilônios não tem nada a ver com o seu conteúdo ou com fases ou estágios no poema em si. Essas semelhanças quanto aos fatos mencionados servem apenas para enfatizar a vasta diferença de perspectiva moral e espiritual entre o Gênesis bíblico e as narrativas análogas que mais se aproximam dele. Não se pode afirmar, como alguns o fazem, que o Gênesis foi derivado dessas outras histórias. As diferenças de ponto de vista e de conteúdo são,

na verdade, tão acentuadas que ajudam a destacar o caráter de "revelação" do Gênesis, que o distingue tão claramente de narrativas folclóricas.

A Epopéia de Atrakhasis
Um poema babilónico em particular • Toda a raça humana acabaria sendo dessugere uma comparação com o relato do truída num dilúvio, exceção feita a uma Gênesis. Trata-se da Epopéia de Atrakhasis, família. que se relaciona com os primórdios da humaPor outro lado, em Atrakhasis as pessoas nidade e o começo da vida em sociedade, têm trabalho árduo a realizar desde o início, fazendo alusão à ordem existente no mundo não existe um "Adão" único, e nada se diz sem descrever a sua criação. No começo da sobre uma formação separada da mulher, narrativa, os deuses inferiores trabalham na um jardim chamado Eden, e uma queda em irrigação da terra e decidem se rebelar conpecado. Na verdade, não existe ensino moral tra a sua sorte. Para aliviar esses deuses de nenhum. Ao contrário, o significado é que sua estafante tarefa, foram criados os seres esta é a origem de nossa sorte e cabe-nos humanos. Estes são uma solução satisfatória aceitá-la. até o momento em que o barulho que fazem Uma versão suméria menciona cinco irrita os deuses, levando-os a destruí-los no importantes cidades que existiram no períodilúvio. do pré-diluviano, e esses nomes se conectam Em geral, Atrakhasis (conhecido a parcom listas de reis pré-diluvianos, preservadas tir de cópias feitas por volta de 1600 a.C.) em relatos separados. A idade desses reis tem algumas semelhanças com trechos de ultrapassa em muito a dos patriarcas que Gn 2—8: aparecem em Gn 5. Os escritores babilóni• Os seres humanos são feitos de barro e cos consideravam o dilúvio uma importante de um elemento divino (o "sopro" em interrupção ocorrida na história de seu pais. Gênesis; a carne e o sangue de um deus, (Veja "Histórias sobre dilúvios".) em Atrakhasis). Portanto, na cobertura ampla dos fatos, • A tarefa dos seres humanos é manter a terra Gênesis e a tradição que aparece em Alrokhosis em ordem (trabalho árduo em Atrakhasis; se referem aos mesmos acontecimentos. guarda de um paraíso em Génesis). Alguns dos temas que aparecem na
v

história babilónica — em especial a condição dos seres humanos como substitutos dos deuses no que diz respeito ao trabalho — remontam a um poema sumeriano, Enki e NinmakJ), escrito no período anterior ao ano 2000 a.C.

J19

O nome Cuxc (descendente de Noé) está ligado a Babilônia em 10.8,10. Assim, a descrição pode ser de quatro rios, todos correndo na direção do golfo, com o "Éden" em algum lugar acima dele. Gn 3: U m a e s c o l h a fatal Entra em cena a serpente — criatura de Deus, porém rebelde. De onde vem o mal

neste mundo bom? A narrativa não explica. Mas claramente Deus assumiu um risco enorme ao dar a suas criaturas a liberdade de escolher. O que ocorre em seguida é um impressionante discernimento da psicologia da tentação e do pecado: a tentativa dc passar adiante a culpa c, no final, a vergonha. A serpente questiona aquilo que Deus disse, depois o chama de mentiroso. A mulher

Pessoas como administradoras de Deus
Chulean Prance

0 relato do Gênesis deixa bem daro que os seres humanos foram criados para cuidarem da Terra, e não para destrui-la. E m meio à terrível destruição do meio ambiente, à poluição e ao extermínio de espécies que se verificam em nossos dias, é bom voltar ao Gênesis e ver como as coisas eram no princípio: "Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar" (Gn 2.15). 0 verbo hebraico abad, traduzido por "cultivar", também pode significar "servir", e o verbo shamar, traduzido por "guardar", dá a idéia de observar ou preservar. A instrução dada às primeiras pessoas foi no sentido de servir e preservar o solo. Deus deu à humanidade domínio sobre o resto da criação, para cuidar dela, e não para destrui-la. Segue-se que cuidar da criação é u m a responsabilidade cristã em nossos dias, pois aqueles que conhecem o Criador deveriam ser os primeiros a tomarem a dianteira na proteção daquilo que ele criou. Gn 2.9 diz: "Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento". É significativo que, neste texto, o aspecto utilitário não aparece em primeiro lugar. O propósito das árvores era, em primeiro lugar, estético, pois elas deviam ser agradáveis à vista.

Hoje, parece que não somos afetados pelo fato de hectares e mais hectares de floresta tropical serem derrubados a cada dia que passa. No entanto, o texto também indica que as árvores se destinavam à alimentação, e nisto podemos, com certeza, incluir a madeira, o látex e muitos outros produtos que elas nos fornecem. Não devemos fazer uso exagerado ou além da conta desses recursos, mas também deixar árvores de pé para que formem uma paisagem bonita e nos dêem sombra. A responsabilidade que a humanidade tem por todas as criaturas foi re-enfatizada na aliança que Deus fez com Noé após o dilúvio. Este pacto não foi feito apenas entre seres humanos e Deus, mas incluía "todos os seres viventes que estão convosco, para perpétuas gera-

ções" (Gn 9.12). "Eis que estabeleço a minha aliança convosco, e com a vossa descendência.e com todos os seres viventes que estão convosco: tanto as aves, os animais domésticos e os animais selváticos que saíram da arca como todos os animais da terra" (Gn 9.9-10). Visto que esta aliança foi feita com todas as criaturas, temos a responsabilidade de zelar por elas, tratando de evitar que espécies sejam extintas por abuso ou destruição de seu habitat. Temos de cuidar da criação porque ela pertence a Deus, não a nós. "Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém": assim começa o SI 24. Devemos, igualmente, cuidar da criação porque Cristo é "o primogênito de toda a criação" (Cl 1.15) e "nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra... Tudo foi criado por meio dele e para ele". Somos, hoje, conclamados a sermos seus curadores ou mordomos de sua criação — até que ele venha.

Estii samambaia gigante, em Piji. é apenas um exemplo do crescimento exuberante c extraordinário das plantas desde o inicio da criação.

1 2 0
Mm

Pentateuco
estabelece um contraste entre Adão e Cristo: como descendentes de Adão todos morremos, separados dc Deus; Cristo, por outro lado, nos restaura à vida eterna, conectando-nos outra vez com Deus (Rm 5; ICo 1 5 ) . • A d ã o e E v a Competição e dominação surgem no momento da queda em pecado. No início os dois foram criados igualmente "à imagem de Deus". Eram independentes e co-dependentes, juntamente responsáveis pelo bem-estar do mundo c dos seusfilhos.A maldição de Gn 3.161 9 é uma descrição de como o relacionamento humano mais íntimo foi arruinado por causa da desobediência a Deus: vemos isto no relacionamento entre homens c mulheres no restante das Escrituras e na história do mundo desde aquele tempo até os nossos dias. Segundo Gn I. Adan c F.va foram criados juntos, Em Gn2, Adão foi criado primeiro, mas isto não se reveste de nenhum significado especial. Eva é descrita como "auxiliadora" dc Adão em relacionamento compatível c casamento, não no sentido de inferioridade, visto que, no AT, essa mesma palavra ("ajudador") é usada, na maioria das vezes, quando se está falando sobre Deus.

(•A

O jardim do Éden A história do jardim do Éden está ambientada nos vales bem irrigados da antiga Mesopotámta.

precisa contrapor ao claro mandamento de Deus o fruto tentador, o desejo de ter conhecimento como o dc Deus. Eva exagera ao falar da rigidez da proibição divina e aproxima perigosamente da tentação. Será que ela quer simplesmente conhecer assim como Deus conhece ou será que pretende ser igual a Deus (em contraste com o Filho de Deus, disposto a se humilhar: Fp 2.6-8)? A decisão c deliberada e fatal. Adão, em silencio, não protesta. Também ele come do fruto. O homem e a mulher decidiram seguir seu próprio caminho, ignorar o Deus que lhes havia dado a vida. Mas a bondade de Deus c o pecado humano são como óleo c água. A separação c inevitável. O relacionamento de Deus com as pessoas e das pessoas umas com as outras é arruinado. O homem e a mulher não ficam mais à vontade juntos. A serpente agora é inimiga dos seres humanos. A mulher sofrerá no parto, que é o processo humano mais fundamental. O desejo e a dominação prejudicarão o relacionamento entre os sexos. O trabalho de Adão será marcado por suor e fadiga. Por causa de sua transgressão voluntária, o acesso à "árvore da vida" agora lhes é vedado. Eles devem deixar o jardim para sempre. Estão sozinhos, separados de Deus. Estão vivos, porém apenas pela metade, na medida em que estão sem Deus. A morte é apenas uma questão de tempo. Deus havia falado a verdade. Mas ele ainda é bondoso e tem para com eles um cuidado paterno (3.21). • A d ã o No restante do AT essa palavra significa humanidade. Também é muito parecida com a palavra hebraica para "solo" (um jogo de palavras semelhante a "humano" e "húmus"). No NT, Adão é nosso ancestral, o fundador da raça à qual todos nós pertencemos. Paulo

Gn4—5 De Adão

a Noé

Gn 4: C a i m e Abel Após sua expulsão do jardim, Adão e Eva tiveram dois filhos: Caim, o lavrador, e Abel, o pastor. No momento adequado cada um deles trouxe sua oferta a Deus. A dc Abel foi aceita, mas não a de Caim. Não foi o que Abel ofereceu, mas sua fé (Hb 11.4) que tornou sua oferta aceitável. O ressentimento amargurado de Caim demonstra uma atitude bastante diferente. Como os profetas dirão sempre de novo: Deus não pode ser comprado por sacrifícios. Eli' quer que o ofertante também faça "o que é certo" (v. 7). A fé verdadeira não pode ser separada do comportamento correto. Caim matou Abel (não se precisa muito para passar da rebelião ao assassinato) e Deus o condenou a uma vida nômade, dando-lhe, porém, proteção contra a morte. Os vs. 17-24 alistam alguns descendentes de Caim e demonstram o início da vida civilizada. Enoque construiu a primeira cidade. Seus sucessores aprenderam a tocar c apreciar música — e a trabalhar com ferro e bronze. Mas as habilidades criativas não foram acompanhadas por pro-

Genesis

121

Nomes de pessoas em Gênesis 1—11
Richard S. Hess

No mundo bíblico, os nomes das pessoas muitas vezes têm uma origem ou um significado que nos diz algo a respeito do caráter ou das convicções da pessoa nomeada. Em Gênesis, como no restante da Bíblia, os nomes de muitos dos personagens principais das narrativas têm um significado especial.

N i n r o d e ("nós vamos nos rebelar" ou "vamos nos rebelar!") descreve o personagem que aparece em Gn 10, especialmente se ele tiver, também, alguma conexão com o episódio da torre de Babel, em Gn 11. S e m significa "o nome", aquele através do quem viria Abrão, cujo nome Deus engrandeceria.

0 nome significa...
0 nome A d ã o significa "humanidade'^ se aplica muito bem ao primeiro ser humano e também representante da raça humana. O nome tem este significado em Gn 1.26-28 e aparece com o sentido correlato de "homem" nos caps. 2—3 e na maior parte do cap. 4. Somente em Gn 4.25 A d ã o passa a ser nome próprio. 0 nome E v a pode ser entendido no sentido de "aquela que dá a vida". Descreve o papel da primeira mulher, como sugerido em Gn 3. Vale lembrar que o nome dela só aparece ao final do capítulo. C A I M pode ter relação com o trabalho de beneficiar metais, na medida em que este foi um ofício que se desenvolveu entre seus descendentes, em especial Tubalcaim. A B E L é uma palavra hebraica usada para descrever algo que é efêmero ou passageiro. Em Eclesiastes, é traduzido por "vaidade". Sugere a brevidade da vida daquele que foi assassinado por seu irmão sem deixar descendentes, sem nada que pudesse dar continuidade ao seu nome ou torná-lo permanente. S E T E , por outro lado, pode significar "pôr" ou "colocar", ou, em Gn 1—11, "fazer a vez de substituto". É claro que este nome se aplica muito bem àquele que substituiu Abel na função de pessoa através da qual se cumpriria a esperança de Adão e Eva. E N O Q U E significa "dedicação" e pode ser uma forma de descrever a consagração desse homem a Deus.

O n o m e soa parecido c o m . . .
Além do significado direto das palavras hebraicas que são usadas como nomes nesses primeiros capítulos de Gênesis, aparecem também trocadilhos. Palavras parecidas no som estabelecem uma conexão entre o nome da pessoa e algum acontecimento da história. A palavra A d ã o soa como "solo" ou "terra", a a d a m a h que Deus usou para criá-lo. C a i m soa como o verbo q a n a h , "criar", "adquirir". Eva emprega esse verbo em Gn 4.1, ao descrever o envolvimento divino no nascimento de Caim. N o é se parece com n a c h a m , o "consolo" que, segundo palavras de seu pai Lameque, esse homem traria.

Nomes semelhantes
Existem nomes perecidos quanto ao som nas genealogias de Caim e Sete (e nas genealogias de Enoque e Lameque chegam a ser nomes idênticos), mas isto não significa necessariamente que temos duas versões diferentes da mesma genealogia original. Isso serve para mostrar que, apesar das semelhanças externas (nomes semelhantes), as pessoas podem ser totalmente diferentes quanto ao seu verdadeiro caráter. No caso de Caim e Sete, trata-se de duas linhas genealógicas que seguem em direções opostas: a de Caim leva ao assassinato e ao orgulho; a de Sete leva à justiça e à salvação de Noé das águas

do dilúvio. Essa semelhança entre os nomes é uma característica que aparece também em outras genealogias do antigo Oriente Próximo. A figura de Enoque (o homem justo que Deus removeu deste mundo, em Gênesis) aparece também em listas de sábios pré-diluvianos encontradas no antigo Oriente Próximo. Mais interessante é o fato de aparecerem, no antigo Oriente Próximo, nomes semelhantes aos que ocorrem nos capítulos iniciais de Gênesis. Alguns nomes e partes desses nomes integram nomes pessoais usados em diferentes períodos históricos daquela região. Por exemplo, as raízes semíticas que subjazem aos nomes de "Eva" e de "Sem" aparecem com freqüência em nomes próprios. Outras raízes, como as de Lameque e Arfaxade, não aparecem nunca. Algumas, como o nome Adão e a primeira parte dos nomes de Metusalém e Metusael, ocorrem em épocas e lugares específicos apenas durante o segundo milênio antes de Cristo ou em período anterior a ele. Não fazem parte de nomes próprios usados durante o primeiro milênio, o período dos reis israelitas, o que mostra que remontam a um período mais antigo, e não a um período mais recente.

Pentateuco
gresso moral. Lamcque tomou duas esposas. A dor e os problemas que isto trouxe são evidentes em histórias posteriores. E ele gabou-se do assassinato que cometeu, excedendo Caim. Os dois últimos versículos dão um vislumbre de esperança. Adão e Eva tiveram Sete e as pessoas começaram a "invocar o nome do Senhor". • A e s p o s a d e C a i m Os vs. 14-15,17 dão a impressão de uma terra, até certo ponto, povoada. A maneira mais simples de explicar isto é supor que havia outros filhos de Adão c Eva que não são mencionados. Outros argumentam com base no fato de a palavra "adão" significar homem, ou humanidade, que toda uma raça foi criada, e não um único casal.

G n 6—11
O dilúvio e Babel Gn 6.1-8: U m a r a ç a p e r d i d a A raça humana, imersa em violência e corrupção, traz destruição sobre si mesma. Deus reduz a longevidade para 120 anos. Mas apenas isto não traz resultados. Apenas um ato de julgamento livrará o mundo do pecado. • 6.2 Versões diferentes falam dc "filhos de deuses" ou "filhos de Deus" (i.e. anjos) ou ; "seres sobrenaturais". • 6.4 "Gigantes" (no hebraico, nefilim): os "valentes" (heróis) do passado.

Gn 6.9—9.29: A história d e N o é Como na criação, devemos abordar este relato como uma narrativa, esperando imagens, símbolos e padrões, buscando o motivo "fcíKílianfo Gn 5: G e n e a l o g i a pelo qual cia está sendo contada, a "a mensadurar a ferra, A Bíblia traz com freqüência genealo- gem (ou mensagens) da história". não deixarão dc haver gias semelhantes a esta de Gn 5 para defiNo princípio. Deus estabeleceu os limites semeadura nir uma importante linha dc descendentes. da terra e das águas, tirando ordem do meio e colheita, frio e calor, Muitas dessas genealogias são seletivas, às do caos. Agora, corno resultado do pecado verão e inverno, vezes para criar um padrão de certo número humano, as forças dc destruição são liberadia t noite." de nomes (p. cx., Mt 1). A idéia não c somar- das. Mas nem tudo está perdido. (Promessa de Deus mos todos os números e calcular o tempo Num cenário de julgamento, a narratiapós o dilúvio, em Cn 8.22) decorrido. ( 0 Arcebispo James Ussher fez va enfatiza o ato divino de salvação. Noé, isto e datou Adão dc 4004 a.C. Entretanto, "o único homem íntegro daquele tempo", o com base em Jericó e outras cidades, temos único que "andava com Deus", não seria conconhecimento dc uma civilização que data de denado com os outros. Deus tinha um plano 7000 a.C, e este ainda não é o princípio da dc resgate bem elaborado. Ele arranjaria um história humana.) lugar de segurança e refúgio. Uma vida inteiNo Oriente Próximo antigo, os núme- ra de conhecimento c de confiança em Deus ros geralmente eram usados para demons- havia preparado Noé para esse momento. E trar importância em vez de quantidade real. ele fez exatamente o que Deus ordenara. As idades decrescentes de Matusalén! a José Infelizmente, mesmo um novo começo nãu podem ser interpretadas como os efeitos restaura o Éden nem altera a natureza humacumulativos do pecado. na. A "imagem de Deus" (9.6) permanece, A longevidade atribuída a esses ances- mas permanece também a disfunção na criatrais é impressionante. Varia dos 777 anos ção. Os animais agora passam a ser alimende Lameque aos 969 anos de Matusalém. to para os humanos. E a própria história de Cada um dos dez registros segue o mesmo Noé termina mal. (É significativo que a Bíblia nos conta as falhas até dc seus maiores persopadrão: Quando fulano tinha tantos anos, nasceu o nagens.) Noé ficou bêbado, Cam desonrou o seu filho beltrano. Viveu mais tantos anos e teve seu pai e o patriarca amaldiçoou Canaã, filho outros filhos e filhas. Viveu mais tantos anos e (mais novo?) de Cam. Teria Canaã agravado o desrespeito dc Cam? Não sabemos. Mas os moireu. A nota melancólica da frase final "e mor- canancus foram, mais tarde, subjugados pelos reu" só varia no caso de Enoque, o homem descendentes dc Sem, os israelitas. que "andou com Deus". Para ele Deus linha Histórias de um dilúvio foram transmitioutros planos. E o último dos dez, Noé, tam- das em diversas línguas em muitas partes do bém "andava com Deus" (6.9). Ele também, mundo. Os relatos babilónicos (sumérios e, embora de forma diferente, foi salvo da em especial, acádios) se assemelham muito morte. à história registrada aqui. Isto não deveria

Gênesis

123

Histórias sobre dilúvios
Alan Millard

Reminiscências de um dilúvio ou de vários dilúvios podem ser encontradas em todo o mundo. Como seria de esperar, apresentam vários aspectos em comum: pessoas são salvas dentro de um navio; animais foram levados a bordo; o navio "atracou" no alto de um monte. Da Babilônia (e só de lá, entre as histórias antigas de dilúvio) nos vem um relato tão parecido com o de Gênesis que as pessoas se perguntam se não houve empréstimos ou influência de u m sobre o outro. Já faz um século que conhecemos a Epopéia de Gilgamés, tabuinha 11. Otema da narrativa é o seguinte: os seres humanos não podem ter nenhum a esperança de imortalidade, pois o único que a alcançou foi o Noé babilónico. Essa narrativa foi inserida no ciclo de Gilgamés a partir de uma obra anterior, a Epopéia de Atrakhasis (veja "Histórias da criação"), onde faz parte de um relato mais longo sobre a história humana desde a criação, como no Gênesis.

0 " N o é " babilónico

S e g u n d oa n a r r a t i v ab a b i l ó n i c ad od i l ú v c i o é , u ,a t éq u ep a s s a s s e mo ss e t ed i a sd et e m d e p o i sd ac r i a ç ã od o sp r i m e i r o ss e r e sh u m a p n o e s , t a d e .F o ie n t ã oq u eA t r a k h a s i sm a n d o u ob a r u l h oq u eo sfilhosd e s t e sf a z i a me r at a p n á t s o s a r o sp a r af o r ad ob a r c o ,p a r av e r i f i c a rs e q u eod e u sd at e r r an ã oc o n s e g u i ad o r m i r . aS e t e u r s r ae r ad en o v oh a b i t á v e l( u me p i s ó d i op r e p l a n o sd ea c a b a rc o mob a r u l h od e r a ms e r e m v a d ou n i c a m e n t en av e r s ã od eG i l g a m é s ) ,e n a d a ,q u a n d oop i e d o s oA t r a k h a s i sc o n s e g u o i u f e r e c e uu ms a c r i f í c i on oa l t od am o n t a n h a , a s s e g u r a raa j u d ad od e u sq u eh a v i ac r o i a n d d o eob a r c oh a v i ae s t a c i o n a d o .C o mm u i t a o sh o m e n s .P o rf i m ,o sd e u s e so p t a r a ma p v o i d r e z ,o sd e u s e ss er e u n i r a m" c o m om o s c a s " , u md i l ú v i oc a t a s t r ó f i c o ,et o d o sj u r a r a mq a o u es e n t i r e moc h e i r od os a c r i f í c i o ,ej u r a r a m m a n t e r i a mop l a n oe ms e g r e d o .M a st a m b n é m u n c am a i sp r o v o c a rs e m e l h a n t ed e s t r u i ç ã o .A d e s t av e zA t r a k h a s i sf o ia d v e r t i d o .N u ms o n d h e o u ,s am ã ej u r o up o ru mc o l a rd ep e d r a sa z u i s od e u so r i e n t o u oac o n s t r u i ru mb a r c oe M l e a v s a r od e u sc u j os o n oh a v i as i d op e r t u r b a d o p a r ad e n t r od e l ea s u af a m í l i a et a m b é ma a l g i n u d n a sn ã os ed a v ap o rs a t i s f e i t o .Ed e p o i sd e a n i m a i s .D e v e r i a ,i g u a l m e n t e ,e x p l i c a rs u aa ç ã u o m ad i s c u s s ã oe mt o r n od ai n j u s t i ç ai n e r e n t e a o so u t r o ss e r e sh u m a n o s ,d i z e n d oq u en u s m e c a s t i g oi n d i s c r i m i n a d o ,f o io r g a n i z a d ou m t r a t a v ad eu mc a s t i g oq u el h es o b r e v i r i as p i s t a e r m aa e mq u ea l g u m a sm u l h e r e sd e i x a r i a m q u ee l e sp u d e s s e ms e rb e n e f i c i a d o s .Q u a n d o ed a ràl u z ,e n t r a n d oe mo r d e n sr e l i g i o s a s ,a o t o d o se s t a v a mab o r d o ,c o m e ç o uat e m p e s t a p d a e s s oq u eo u t r a st e r i a ms e u sf i l h o sv i t i m a d o s et o d aah u m a n i d a d ef o id e s t r u í d a . p o rd o e n ç a s ,i m p o n d o ,d e s s am a n e i r a ,l i m i t e s a oc r e s c i m e n t op o p u l a c i o n a l .( O st e r m o su s a O sp r ó p r i o sd e u s e sf o r a ma f e t a d o sp e l a d o sd e i x a mc l a r oq u ee s s an a r r a t i v ae r au m a t r a g é d i a .C o m on ã oh a v i as o b r a d on i n g u é m e x p l i c a ç ã op a r aos i s t e m as o c i a lq u ev i g o r a v a q u ep u d e s s es e r v i l o s ,ficarams e mac o m i d a n o e m p od oa u t o r . ) eb e b i d aq u el h e se r aa p r e s e n t a d an o ss a c r i -t f í c i o s .As o l u ç ã of o ia g ü e n t a ros o f r i m e n t on o

0 moral da história
A história do dilúvio na Babilônia aparece também num texto sumeriano, que conta praticamente a mesma história, só que de forma mais abreviada. E muitas outras composições sumerianas se referem à época do dilúvio, num passado remoto, ou até mesmo a um tempo pré-diluviano. A história do dilúvio no Gênesis está, claramente, ambientada na Mesopotâmia, e as numerosas semelhanças encontradas dão a entender que se trata de um relato sobre o mesmo acontecimento mencionado n a narrativa babilónica. Temos, neste caso, pessoas de diferentes lugares que guardaram reminiscências do mesmo desastre natural. Mas o moral da história e o conteúdo teológico

Esta tabuinha de argila que remonta ao século 7 a . C , proveniente de Nínive, é a 1 1 tabuinha da Epopéia de Gilgamés e contém o registro babüónico d o dilúvio.
a

124

Pentateuco

das duas narrativas são muito diferentes entre si. A revelação de Deus se encontra, não apenas na narração dos acontecimentos, mas também na interpretação dos fatos.

0 dilúvio sob uma nova luz?

O final d o dilúvio na narrativa babilónica
Eu ofereci uma libação no alto da montanha, Os deuses sentiram o cheiro. Os deuses sentiram o cheiro suave, Os deuses se ajuntaram como moscas ao redor do que oferecia o sacrifício. Quando finalmente a grande deusa (Ishtar) apareceu (ela disse): "Todos vocês deuses aqui, como nunca esquecerei meu colar de lápis-lazúli, Eu vou me lembrar desses dias, e deles nunca me esquecerei".

O final do dilúvio no relato do Gênesis
Levantou Noé um altar ao SENHOR e, tomando de animais limpos e de aves limpas, ofereceu holocaustos sobre o altar. E o SENHOR aspirou o suave cheiro e disse consigo mesmo: Não tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque é mau o designio íntimo do homem desde a sua mocidade; nem tornarei a ferir todo vivente, como fiz. (Gn 8.20-21)

Não deveria nos surpreender que existam tantas reminiscências de histórias de dilúvios em várias partes do mundo. Os Drs. William Ryan e Walter Pitman, especializados em geologia marítima, ficaram em especial intrigados com as narrativas que aparecem na Bíblia e no relato babilónico. Segundo o Dr. Ryan, "se, como a descrição parece sugerir, o dilúvio fez com que comunidades inteiras se deslocassem para outros lugares, era de se esperar que a história do dilúvio fosse transmitida às gerações futuras". Os geólogos descobriram que o mar Negro já foi um lago de água doce, mas que, uns 9 mil anos atrás, repentinamente as águas ficaram salgadas. Pesquisas adicionais revelaram que o nível das águas subiu uns 60 m. Mais elementos foram reunidos a partir de uma avaliação sismográfica do leito do mar. A aplicação de testes de carbono 14 adiantou a data do dilúvio para 7550 anos atrás. Eles ventilaram a hipótese de que o final de uma Era do Gelo traria uma dramática elevação do nível dos mares, e concluíram que o lugar mais provável para uma corrente catastrófica seria uma bacia num formato de garrafa que tivesse conexão com o mar através de uma passagem estreita. 0

mar Negro se encaixa perfeitamente nestas características. Será que isso poderia ser a origem das histórias sobre dilúvios? Será que essas histórias foram levadas à Mesopotâmia por povos que migraram para lá, saindo das imediações do mar Negro, e depois foram levadas da Mesopotâmia para Canaã por Abraão? Isto explicaria a referência ao Ararate como a montanha mais alta da região. Afirma o Dr. Ryan: "Temos evidência conclusiva de que houve um dilúvio no mar Negro. A evidência de que se trata do mesmo que aparece na Bíblia e no Épico de Gtgamés é circunstancial, e isso levou a uma amigável disputa entre nós e os arqueólogos". Entretanto, ha uma série de perguntas sem resposta. A tradição babilónica não concorda com isso. Não sabemos com certeza se havia gente morando nas imediações do mar Negro naquele tempo. E, no relato bíblico, as águas do dilúvio diminuem.

Gênesis
causar surpresa, se todos esses relatos refletem lembranças de um acontecimento que de fato ocorreu naquela mesma região. Não há necessidade de supor que o autor de Gênesis tenha-se baseado nas histórias babilónicas para obter esta informação. Na realidade, a natureza crassa dessas histórias babilónicas (com seus deuses excêntricos e briguemos) torna isto improvável. A história de Gênesis pode ter sido reunida de mais de uma fonte para chegar à sua unidade atual. • O n d e e q u a n d o ? Com base na linguagem usada no cap. 7, fica claro que o autor quer que vejamos o dilúvio como um evento cósmico, um ato de julgamento que reverte o ato criador. O que segue é um novo começo. Mas o autor não compartilha nosso conceito do mundo global. "A terra" do autor é a terra da história da humanidade antiga relatada em Gn 2 e seguintes. (Compare Gn 41.57; também At 2.5). Não temos como saber com certeza quando o grande dilúvio que inspirou essas histórias realmente aconteceu. A lista de nações descendentes dos filhos de Noé (Gn 10) sugere uma data bastante antiga — alguns milhares de anos antes dos dilúvios do sul da Mesopotâmia por volta de 4000 a.C, cujos vestígios foram encontrados em escavações. E possível que esta história remonte ao fim da Era Glacial, por volta de 10.000 a.C. • A aliança (6.18) é um terna recorrente e importante. É um acordo formal entre Deus e seu povo, estabelecido sucessivamente com Noé, Abraão, a nação de Israel (por intermédio de Moisés) e o rei Davi. A cada estágio a aliança se torna mais densa em termos de promessa, até a vinda dc Cristo, que introduz a "nova aliança". (A palavra "testamento", usada nos títulos Antigo Testamento e Novo Testamento, tem o mesmo significado). Em cada uma dessas instâncias, Deus toma a iniciativa. Ele estabelece os termos e os torna conhecidos. Somente Deus garante seu cumprimento. As pessoas desfrutam das bênçãos da aliança à medida que obedecem aos mandamentos dc Deus. Veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo". • Quarenta d i a s A Bíblia freqüentemente associa importância especial a certos números. "Quarenta" é usado sempre de novo para indicar algo importante, uma nova etapa, uma ação de Deus, ou apenas para indicar "um longo período de tempo".

125

Navio dos puritanos: 27.5 m

Clíper: 64,5 m

Navio dc cruzeiro moderno: 262 m

Gn 10: O s d e s c e n d e n t e s de N o é As nações do mundo bíblico são todas descendentes dos três filhos de Noé: Sem, Cam e Jafé. A genealogia é organizada conforme o seguinte padrão: Título (1) Descendentes de Jafé (2-4) Detalhe extra sobre Java (5a) Resumo (5b) Descendentes de Cam (6-7,13-18a) Detalhe extra sobre Ninrode (8-12) e Canaã (18b-19) Resumo (20) Descendentes de Sem (22-29a) Detalhe extra sobre Sem (21) c Joctã (29b-30) Resumo (31) Resumo da lista inteira (32) A família de Sem vem por último: estas são as nações em torno das quais o próximo estágio da narrativa se desenvolve. "Hêber" é da mesma raiz que o adjetivo pátrio "hebreu". Gn 11.1-9: A t o r r e d e B a b e l Aqui está outra história antiga que explica as condições atuais. Por que a humanidade está dividida? Por que existem tantas línguas diferentes? A história da queda da humanidade não explica tudo. Esta história tenta explicar.

A arca A palavra hebraica para "arca" significa "caixa" ou "baú", e ajuda a entender o formato da mesma. As medidas mostram que ela era enorme. Se um côvado tiver uns 45 cm. as dimensões da arca são 133 m de comprimento, por 22 m dc largura por 13 m de altura. Ela foi projetada para flutuar, não velejar e não houve problemas para zarpar! Fora da história do dilúvio, a palavra '"arca" só ocorre na história em que Moisés lói tirado Isão c salvo!) das águas d o Nilo. Naquele contexto, a palavra significa "cesto" ou "cesta".

Pentateuco

Mizraim Cuxe Nações que descenderam d o s filhos de N o é Cin 10 apresenta um quadro dos povos do mundo antigo que Israel conheceu, estendendo-se do Sudão Oto Sul) às montanhas do Cáucaso (no Norte), e das ilhas gregas (no Oeste) ao Irá ( n o Leste). Muitos desses nomes são encontrados em outros escritos antigos e podem ser situados num mapa. mas outros ainda são desconhecidos. Nomes que, a princípio, foram dados a indivíduos tornaram-se nomes que passaram a identificar rodos os seus descendentes (como no caso • de Israel). Os relacionamentos que a história registra entre algum I dos povos diferem dos de Gênesis, mas migrações, guerras de conquista e casamentos inter-raciais podem ocultar as verdadeira • origens.

Uma reconstrução artística do templo em fornia de torre (zigurate) da cidade de Ur.

Em Sinar ( = Suméria, antiga Babilônia), reino de Ninrode, o caçador (10.10), as pessoas se reuniram para realizar um grande projeto arquitetônico — uma cidade e uma torre que chegasse ao céu. Deus observa este esforço cooperativo e o considera o início de uma terrível rebelião contra ele. Então divide o povo por meio da linguagem (compare com At 2, quando estas barreiras começam a ser derrubadas), e o dispersa — exatamente o que as pessoas estavam querendo evitar. A grande torre fica inacabada.

Babel (Babilônia) provavelmente era um templo cm forma de torre piramidal ou zigurate, semelhante àqueles que foram construídos na Babilônia no terceiro milênio a.C. Há ura jogo de palavras entre Babel c balai, "confu-1 são" ou "mistura". Uma inscrição relacionada a um zigurate posterior na Babilônia o des- \ creve como "o prédio cujo topo está no céu". O templo no topo era o local para o deus des-; cer e encontrar aqueles que o serviam. G n 11.10-32: D e S e m a A b r a ã o Aqui novamente a lista de nomes é sele-1 tiva, provavelmente abreviando a extensão F total de tempo envolvida. Os ancestrais de I Noé viveram muito mais tempo que os de | Terá, e a idade de paternidade passou a ser I bem menor. Quando chegamos ao nome de Tera, a lista | se torna mais detalhada. Esta é a família na çjual devemos nos concentrar. Os três filhos de Tera são alistados e sua cidade natal é Ur dos caldeus. Após a morte de Harã, Tera partiu J em direção a Canaã, com seu neto Ló, Abrão j e Sarai. A jornada os levou 900 km a noroeste

WÊÊBÊBSBBÊÊÊBÊBBM seguindo o rio Eufrates, até Harã — que era, como Ur, um centro de adoração à lua. (Js 24.2 registra que Tera "adorava outros deuses".) Ali eles se instalaram. Tera morreu, e o cenário está pronto para a história de Abraão, que, segundo At 7.2-4, ouvira o chamado de Deus antes de partir. Seu novo nome registra a promessa de Deus de tomar este homem pai de muitas nações, Gn 17.5. • Ur Veja "Abraão". > Harã A rota de Ur a Canaã via Harã era bastante comum para os viajantes nesta época. Harã era uma cidade importante no ponto de encontro de rotas de caravanas entre a Mesopotâmia e o ocidente. O nome significa "encruzilhada" ou "estrada".

A viagem de Abraão d e Ur a Canaã

Gn 12.1—25.18
História de Abraão G n 12.1-9: A c o n v o c a ç ã o para a j o r n a d a Gn 12.1-4 registra a ordem e promessa Deus a um homem, Abrão, e a resposta obediente da parte deste. As conseqüências deste simples ato, todavia, se espalhariam progressivamente, levando ao nascimento de uma nova nação e, com o passar do tempo, beneficiariam todo o mundo. "Partiu Abrão..." Ele já partira de Ur, cidade próspera com segurança e um alto padrão de vida. Agora ele partiu na segunda etapa da jornada, viajando outros 700 km a sudoeste até Canaã (Palestina), com Sarai, sua mulher estéril, seu sobrinho Ló e seus rebanhos. Em Siquém, no meio do território cananeu, Deus falou novamente em resposta ao chamado de Abraão. "Esta terra" seria herança dos descendentes de Abrão. Porém a jornada continuou na direção do Neguebe, região que se estende ao Sul, desde Berseba até o planalto do Sinai — hoje semi-árida, porém mais habitável na época de Abraão. 0 estilo de vida de Abraão representa a vida de peregrinação: o altar e a tenda testemunham a sua fé e a falta de uma moradia fixa. • Nômades As histórias de Abraão, Isaque e Jacó nos dão uma idéia da vida seminômade na Palestina antiga, de pessoas que passavam parte do tempo deslocando-se com seus rebanhos em busca de pastagens, e parte do tempo assentados, cultivando a terra.

Sodoma, Gomorra, Admá, ZeboimeovaledeSidim provavelmente se situem

Abraão e a guerra dos r e i s : Gn 14

Naquele tempo, grupos como estes podiam viajar livremente de um país a outro, sem maiores problemas com as línguas. Veja "Vida nômade". • " S e r ã o a b e n ç o a d o s / s e a b e n ç o a r ã o " (12.3) Ambos os sentidos são possíveis, mas o NT, seguindo a versão grega do AT (a Septuaginta), favorece "serão abençoados". Gn 12.10-20: F o m e A fome levou Abrão ao Egito. Pressionado pelo medo e pela insegurança, este homem de fé tratou de defender-se com uma perigosa

••Saia da sua
terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai e vá para uma terra que eu lhe mostrarei. Os seus descendentes vão formar uma grande nação." (Palavras que Deus disse a Abraão em Gn 12.1-2)

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Pentateuco
meia-verdade (veja 20.12) que colocou cm risco todo o projeto de Deus. Deus interveio com pragas. Sarai foi salva e Abrão foi vergonhosamente deportado. • A i d a d e d e S a r a i Parece surpreendente que Sarai, aos 65 anos, seja descrita como "muito bonita" (12.14). Porém, como ela viveu até os 127 anos, seus 60 anos equivaliam, quem sabe, aos nossos 30 ou 40 anos. Gn 13: A e s c o l h a d e L ó Rebanhos cada vez maiores provocaram a última quebra de vínculos familiares. Ló, a quem o generoso Abrão deu o privilégio de escolher, selecionou os pastos férteis do vale do Jordão. • M e l q u i s e d e q u e (18) Esta c n única aparição do misterioso rei/sacerdote de Salérn (provavelmente Jerusalém; o nome significa I "paz" — shalom, salaam). A autoridade dei Melquiscdeque (um décimo — o "dízimo" — | era a parte de Deus, de modo que Abrão trata este homem como representante de Deus), [ a falta de informação sobre ancestrais ej descendentes (extremamente importante para i qualquer homem que reivindicasse realeza ou status sacerdotal), e seu papel duplo de sacerdote e rei, levaram autores posteriores a j considerá-lo um prenúncio do Messias (veja SI 110.4; Hb 7.1-10). "Deus Altíssimo", veja "Os I nomes de Deus". Gn 15: A a l i a n ç a c o n f i r m a d a Desta vez a aliança não é introduzida por uma ordem. Deus ouviu as dúvidas e os medos de Abrão — "Continuo sem filho" (v. 2); "como posso ter certeza...?" (v. 8) — e a resposta de Deus tranqüiliza Abrão, na medida em que é uma repetição das promessas. • O h e r d e i r o Era prática comum na época que I casais estéreis adotassem um herdeiro, às vezes, j como neste caso, um escravo. O contrato de adoção podia conter uma cláusula no sentido \ de que, se o casal viesse a ter um filho, este teria precedência como herdeiro legal. • V . 6 'Abrão creu (depositou sua fé/confiou) no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça (o Senhor se agradou dele e o aceitou)". Este é u m dos versículos mais significativos das Escrituras, e, naquelas circunstâncias, uma resposta de fé surpreendente. Paulo (em Gl 3.6-9) argumenta com base nisto que judeus e gentios são reconciliados com Deus pela fé, e não por obedecerem às leis de Deus (já que nenhum de nós pode levar uma vida perfeita). "Abrão creu e foi abençoado; portanto, todos os que crêem são abençoados como ele foi" (Gl 3.9, NTLH). • O r i t u a l d a a l i a n ç a Desta maneira é que se confirmavam acordos na época (veja Jr 34.18). O castigo por violar o contrato era a morte — simbolizada pelo abate c divisão dos animais. Aqui, significativamente, apenas Deus se comprometeu ao passar entre as partes. Trevas, fumaça e fogo marcaram a presença de Deus como aconteceria também no monte Sinai (veja Èx 19.18; Hb 12.18). • Q u a t r o c e n t o s a n o s (13)... n a q u a r t a geração (16) A palavra "geração" também pode significar "vida". Abrão supostamente viveu bem mais que um século. Logo, quatro gerações podem equivaler a quatrocentos anos.

Depois de denotar os reis tribais, Abraão reuniu-se numa refeição de comunhão com Melquiscdeque, rei de Salem. O "estandarte" que aparece abaixo, e que havia sido
'.meu,i,In n u m

túmulo real de Ur alguns séculos antes da época de Abraão, apresenta cenas de guerra de um lado, e. aqui. o banquete da vitória e o desfile dos despojos. Este estandarte é um mosaico de conchas, calcário vermelho e lápis-lazúli.

Gn 14: O misterioso Melquisedeque Embora a vida seminômade fosse comum na época de Abrão, também havia muita gente que vivia em aldeias e "cidades" muradas (pequenas cidades; veja "Vida sedentária"). Estas eram governadas por "sheiks" locais, que por sua vez geralmente eram vassalos de reis mais poderosos. Os suseranos (v. 1) das cinco cidades da região do mar Morto (v. 2 ) vinham do distante Elão c da Babilônia (Sinar) e da Anatólia (rei Tidal). Rotas comerciais tornavam relativamente fáceis as viagens e a comunicação entre a terra natal de Abrão e Canaã. (Os elamitas exerceram poder considerável na Babilônia. Ur foi uma das cidades que conquistaram e saquearam naquela época).

• A m o r r e u s (7) Os aliados de Abrão penenciam a uma tribo que compartilhava a terra com os cananeus. Eles tinham bons motivos para apoiar Abrão, já que seu próprio povo fora vítima do ataque. Uma perseguição rápida e um ataque de surpresa deram a vitória a Abrão.

Gênesis

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Agar
Frances Fuller Agar era uma escrava. Quando Sara a entregou a Abraão para que ela lhes desse um filho, Agar não teve escolha. Porém, estar grávida de um filho de Abraão lhe deu certa vantagem. Ela havia adquirido valor, pois era capaz de algo que era vedado a Sara. Ela se tornou insolente, e isso era perceptível no seu jeito de olhar e no modo de agir. Sara, porém, reagiu de forma tão severa que Agar teve de fugir. É provável que o plano de Agar fosse seguir pela longa estrada do deserto, rumo ao Egito. Um anjo do Senhor "encontrou-a" junto a uma fonte, ao longo dessa estrada. 0 anjo chamou Agar pelo nome e lhe disse coisas admiráveis. A descendência dela seria multiplicada, a ponto de não se poder contá-la — a mesma promessa que havia sido feita a Abraão e Sara! Deus conhecia a opressão de Agar e prometeu que o filho dela seria "como um jumento selvagem", difícil de domar, hostil, independente, difícil de oprimir. O anjo disse a ela que voltasse para a sua senhora, e ela obedeceu. Esse encontro deve ter sido uma experiência espiritual e tanto! Agar disse o seguinte a respeito dele: "Agora eu vi o Deus que me vê". (O leitor, lembrado de que Sara descobriu que Deus tinha ouvido o riso dela, por mais que ela tivesse rido baixinho, se pergunta o que teria acontecido se Agar e Sara tivessem decidido compartilhar suas experiências!) Por mais 13 anos Agar se colocou a serviço de Sara. Quando Deus tornou a falar, enfatizando que o filho da promessa nasceria de Sara, e Sara de fato teve um filho, as coisas mais uma vez se complicaram para Agar. No dia em que Isaque foi desmamado. Sara pediu a Abraão que ele mandasse embora a escrava e o filho dela. E Abraão atendeu ao pedido de Sara. Agar e o filho saíram, andando errantes pelo deserto, levando consigo um pouco de comida e um odre de água. A água logo acabou e Agar, desesperada, deixou o menino debaixo duns arbustos, esperando que morresse. Mas Deus interveio, chamando do céu, lembrando a Agar que ele faria de Ismael uma grande nação. A mãe e o filho sobreviveram, vivendo na região montanhosa e deserta conhecida como o Sinai. Deus cuidou de Ismael e cumpriu as promessas feitas a Agar. A história dessas duas pessoas ainda é atual, pois trata da preocupação de Deus com os fracos, os desprezados, os pobres, os oprimidos. Ela mostra como Deus cuida daqueles que não fazem parte da aliança, e até mesmo dos que estão, quem sabe, bem longe da fé.

A história de Agar é contada em Gn 16.1-16; 21.9-21; 25.12. Veja também Gl 4.21-31

> V. 16b A NTLH traduz: "não expulsarei os amorreus até que eles se tornem tão maus, que mereçam ser castigados". Isto ajuda a entender a ordem dc destruir os povos cananeus na conquista da terra prometida. Deus lhes deu mais de quatro séculos para mudar de caráter. Na época de Josué, esses povos haviam chegado ao ponto em que não havia volta. Como no caso de Sodoma e Gomorra, o julgamento não podia mais ser adiado. Gn 16: C o n c e s s ã o Sarai encontrou sua maneira de fazer com que a promessa de Deus se realizasse. Sendo estéril, ela recorre à tradição e entrega sua escrava a Abrão. (Esta cláusula podia estar incluída no contrato matrimonial: o filho

resultante seria da esposa). Mas as emoções humanas em tal situação são complexas, c o resultado infeliz não é surpreendente. • A n j o d o S e n h o r (16.7) Veja Jz 2.1. Gn 17: O sinal d a circuncisão Deus confirmou a aliança mais uma vez, dando novos nomes a Abrão e Sarai. A maioria dos povos antigos, inclusive os hebreus, dava muita importância aos nomes das pessoas e dos lugares. Os nomes das pessoas geralmente diziam algo sobre a sua origem ou expressavam uma súplica ("Que Deus..."). A mudança de nome, neste caso, indica um novo começo. Assim, Abrão ("pai exaltado") foi mudado para Abraão ("pai de muitos"). E Sarai sc tornou Sara.

"'Olhe para o céu e conte as estrelas se puder... Será esse o número dos seus descendentes'. Abrão creu em Deus, o

Senhor."

Gn 15.S-6

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Pentateuco

Abraão
Alan Millard

Os judeus do tempo de Jesus tinham orgulho em afirmar: "Somos descendência de Abraão". Essa afirmação ainda é repetida por judeus e muçulmanos de nossos dias. Abraão é Importante por ser o homem a quem Deus prometeu a terra de Canaã e também por ser o modelo de fé: ele creu em Deus e levou Deus a sério. Na verdade, Abraão foi o primeiro a ter em mãos os títulos de uma propriedade material e de segurança espiritual. Em qualquer época as pessoas querem ter sua identidade, buscando-a, muitas vezes, no passado, em

genealogias e na história do próprio povo. Famílias que possuíam terras faziam um registro dos descendentes, para provar que eram os verdadeiros proprietários. Assim, o Israel antigo fazia o título de propriedade da terra em que morava remontar a Abraão, por mais que este nunca tivesse, ele próprio, tomado posse da terra.

liste documento sumeriano com seu envelope, da terra natal de Abraão, a cidade de Ur, e a tflbuldl em cuneiforme (nu página aposta) mostram o tipo de civilização desenvolvida que Abraão deixou para trás quando Deus o chamou.

Um h o m e m de fé
O pai de Abraão levou a sua família de Ur, na Babilônia, para Harã, na região onde hoje fica o sul da Turquia. Foi ali que Deus chamou Abraão, e este respondeu com fé. O texto não

diz como Abraão reconheceu Deus, o Deus verdadeiro, pois sua família adorava "outros deuses" (Js 24.2), incluindo, talvez, o deus lua, que era o patrono tanto de Ur quanto | de Harã. Num mundo em que se adoravam muitos deuses e deusas,

Ur
Ur já era uma cidade bem antiga quando Abraão nasceu. Escavações no "Cemitério Real", que data de cerca de 2500 a.C, revelaram uma série de tesouros: xícaras decoradas, utensílios feitos de ouro, e o "Estandarte Real de Ur" no qual aparecem cenas de guerra e paz (v<' época de seu apogeu, por volta de 2100 a.C, Ur era uma metrópole. 0 poder

O povo de Ur apreciava a música c a arte. Esta harpa reconstruída è um dos tesouros recuperados dos Túmulos Reais.

Gênesis

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crer num único Deus que pudesse suprir todas as suas necessidades era algo que faria de Abraão uma pessoa diferente de todas as outras. No entanto, esta era claramente a sua convicção. Embora, em conexão com Abraão, apareçam vários nomes para Deus, os mais freqüentes são "Javé" !o SENHOR) e "Deus". Outros nomes aparecem uma única vez: Deus Todo-Poderoso (£/ Shaddai, Gn 17.1; veja Êx 6.3), Javé, Deus Eterno (Gn 21.33), Deus Altíssimo (Gn 14.18-22). Fica claro que todas essas designações se referem à mesma Divindade. Abraão também podia identificá-lo com "o Criador do céu e da terra" a quem Melquisedeque, rei de Salém, servia (Gn 14.18-22). Em vários lugares d a terra de Canaã, Abraão ofereceu sacrifícios e fez orações, sem ritos elaborados ou sacerdotes que servissem

de intermediários, numa religião simples e pessoal. Tão logo Abraão chegou ã região central de Canaã, Deus lhe prometeu que aquela terra seria de seus descendentes (Gn 12.7), promessa que foi repetida em 13.15-17, no cap. 15 (de forma solene), e em 17.8. A história de Israel se baseava nessa promessa. Sem esperar que pudesse tomar posse daquela terra, era necessário que Deus reafirmasse a promessa anteriormente feita. O próprio Abraão deixou claro, diante de Deus, que necessitava dessa reafirmação (Gn 15.2,3). Os altares que ele edificou e as árvores que plantou eram, talvez,

um sinal de sua intenção de ficar na terra. No entanto, eram, acima de tudo, sinais de sua dedicação a Deus. Os lugares onde Abraão edificou altares não se tornaram lugares sagrados para sempre. O único pedaço de chão que Abraão possuiu naquela terra foi a caverna do campo de Macpela, perto de Hebrom, onde Sara foi sepultada. Deixar a sua casa, a sociedade que ele conhecia tão bem, e dirigir-se a uma terra desconhecida por ordem de Deus era um ato de fé. Saber que ele nunca possuiria a terra aumentou a sua fé. Os 25 anos de espera pelo nascimento do descendente foi outro teste, um teste que ele e Sara tentaram superar pela conexão de Abraão com Agar,

O maior teste de todos
Por fim, Abraão enfrentou o teste mais duro para a sua fé quando Deus pediu que ele sacrificasse o seu filho, uma ordem que Abraão acatou, ciente de que Deus proveria para si o cordeiro para o holocausto (Gn 22.8; veja Hb 11.17-19). Sacrifício de seres humanos era algo raro no mundo bíblico, de sorte que o pedido de Deus deve ter soado muito importante aos ouvidos de Abraão. Segundo uma tradição posterior, Salomão construiu o Templo no mesmo local onde Isaque foi amarrado. O fato de isso não ser mencionado pode ser indício de que o Gênesis é um relato mais antigo, enfatizando simplesmente que Deus provê. Quando Isaque tinha idade para casar e gerar um filho, a quem seria repassada a promessa da terra, Abraão, convencido de que Deus o guiaria, mandou seu servo de volta para Harã com a tarefa de encontrar uma noiva entre os seus familiares. Esta história é contada de forma magnífica em Gn 24. Uma família de poucas pessoas seria presa fácil dos inimigos. Mas

Estes bolos vasos de ouro estavam entre os tesouros descobertos nos Túmulos Reais, em Ur.

de seus reis se estendia para o Ocidente, chegando à costa do Mediterrâneo. Nesse período foi construído o grande zigurate (templo em forma de torre piramidal) em honra a Sin, o deus-lua que era adorado pelo povo de Ur. A cidade era um centro de comércio internacional e tinha dois portos bem movimentados, que se conectavam com o rio Eufrates através de canais. A maior parte da população morava e m casas de um piso, feitas com tijolos de barro, embota houvesse também algumas casas de dois andares. A maioria das casas era relativamente espaçosa, sendo que havia várias salas

ou quartos dispostos ao redor de um áttio central (veja a reconstrução d esquerda). Ao ser invadida por gente vinda do Elão, a oeste, lá pelo ano 2000 a.C, a cidade de Ur entrou em decadência, mas as ruínas do grande zigurate sobrevivem até os nossos dias.

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Pentateuco

U m personagem histórico?
A partir da Bíblia, podemos situar Abraão por volta do ano 2000 a.C. Como seria de esperar, não há nenhuma referência a ele em relatos extra-bíblicos. O estilo de vida do patriarca e os nomes dos membros de sua família refletem bem a cultura dos pastores semi-nômades que os eruditos modernos chamam de amoritas (e que eram encontrados em todo o Oriente Próximo no período que vai de 2000 a 1600 a.C). Embora alguns episódios da vida de Abraão (como recorrer a uma escrava para ser mãe substituta) pudessem ter ocorrido mais adiante na história dos israelitas, o quadro geral se encaixa melhor no tempo dos amoritas. A maneira como Deus é apresentado e a maneira como ele se relaciona com Abraão têm importância vital, desafiando os leitores a terem a mesma fé que teve Abraão.

^ > Abraão era um homem rico e tinha um grupo de homens encarregados de sua segurança. Assim, teve como resgatar seu sobrinho Ló, quando este foi levado embora por inimigos, além de auxiliar outra pessoas da região que tinham sofrido o mesmo ataque. Neste caso, foi positivo o relacionamento de Abraão com os chefes dos cananeus. Todavia, houve momentos em que, por motivos de segurança pessoal (Gn 12 e Gn 20), ele criou situações constrangedoras, fazendo com que Sara, sua mulher, se passasse por irmã (era, na verdade, sua meia-irmã).

Este xeque beduíno das imediações de lierseha ilustra o tipo de vida de um líder tribal do deserto. Vivendo em lendas amplas, eles têm a liberdade para conduzir os seus rebanhos aos melhores pastos.

Na história de Sodoma e Gomorra (Gn 18—19), Abraão se mostrou compassivo para com os seus vizinhos, por mais que Deus já os tivesse condenado por causa de seus pecados. Em seu famoso diálogo com Deus, ele estabeleceu o princípio de que Deus não destruiria a cidade, se nela fossem encontrados dez justos. Infelizmente, nem dez foram encontrados e as cidades e seus habitantes foram destruídos.

A história de Abraão é contada em Gênesis, desde 11.26 até 25.11. Veja também lo 8.33-59; Rm 4; Hb 11.8-19. MOMENTOS MARCANTES O chamado de Deus — Gn 12.1-5 A aliança — Gn 15 A oração por Sodoma — Gn 18 O nascimento de Isaque — Gn 21 O "sacrifício" de Isaque — Gn 22

Gênesis O sinal físico da circuncisão traz não só Abraão mas também Ismael e toda a comunidade multirracial da casa de Abraão para dentro da aliança. Vinte e quatro anos após deixarem I l a r ã , é anunciado o nascimento de Isaque, filho de Sara. • Circuncisão Não se tratava de um ritual novo. Nas nações vizinhas representava admissão ao status de adulto dentro da tribo. No caso de Israel, era um sinal exterior — desde o nascimento — de um relacionamento especial com Deus; não apenas um sinal de propriedade, mas um símbolo da realidade de todas as promessas de Deus expressas repetidas vezes nesses versículos. A circuncisão também significava obediência a Deus por parte do seu povo. Gn 1 8 . 1 - 1 5 : O s m e n s a g e i r o s Abraão acolheu u m estranho e, sem se dar conta, recebeu o próprio Senhor na sua casa. As efusivas boas-vindas e a preparação da comida (apesar da inconveniência da chegada dos visitantes durante o descanso do meio-dia) são elementos típicos da hospitalidade entre povos nômades do deserto até hoje. Aquele "um pouco de comida" (v. 6) acabou se transformando numa refeição de pães frescos, coalhada, leite c carne da melhor qualidade. As palavras "Será que para o S E N H O R há alguma coisa impossível?" revelam a verdadeira identidade do visitante c o riso incrédulo de Sara transforma-se em temor. Gn 1 8 . 1 6 - 3 3 : U m a s ú p l i c a por S o d o m a 0 pedido de Abraão demonstra a qualidade do seu relacionamento com Deus. Não é de admirar que 2Cr 20.7 o descreve como "amigo" de Deus. Deus precisava conhecer pessoalmente (v. 21) a verdade sobre Sodoma e Gomorra: rumores não eram suficientes. Abraão chegou à conclusão de que o julgamento era inevitável, porém sabia que era contra a natureza de Deus condenar os inocentes. Falou cautelosamente, sem tentar fazer Deus mudar de idéia, mas cada vez mais certo de que o "juiz de toda a terra" agiria "com justiça". Na ocasião, embora não tivessem sido encontrados nem dez "justos" em Sodoma, Deus salvou quatro pessoas — Ló, a mulher dele, c suas duas filhas. Gn 19: D e s t r u i ç ã o e r e s g a t e "Onde estão os homens que entraram na sua casa esta noite? Traga-os aqui fora para nós, pois queremos ter relações com eles" (v. 5 ) . Todos os homens da cidade estavam envolvidos nessa terrível tentativa de estupro — nenhum deles se junta ao protesto dc Ló contra a infração dos mais sagrados princípios da hospitalidade, para não dizer de civilidade. Deus tinha evidências claras de que o clamor contra Sodoma tinha a sua razão de ser (18.20-21). • O que aconteceu? A catástrofe provavelmente foi um terremoto acompanhado pela explosão de gases naquela região instável do Vale da Grande Fenda. O julgamento de Deus assumiu a forma de u m desastre "natural", mas para o bem de Ló Deus poupou a cidade de Zoar. "Está bem; concordo. E u não destruirei aquela cidade. Agora vá depressa, pois cu não poderei fazer nada enquanto você não chegar l á " (19.21-22). Mesmo assim, a mulher de Ló ficou para trás, parando para olhar, e morreu — v i r o u uma "estátua de sal", não num passe de mágica, mas ao ser sufocada pelo enxofre e pelos destroços que caíram sobre ela. • Moabe e Amom (37-38) Aparentadas com Israel, estas duas tribos que ocupavam as terras a leste do Jordão e do mar Morto adoravam outros deuses (veja Nm 25) e foram freqüentemente denunciadas pelos profetas. Apesar do caráter sórdido da origem dessas tribos, sua alienação em relação a Israel não era inevitável, como a história de Rute deixa muito claro. G n 20: H u m i l h a d o p o r u m r e i p a g ã o Muitos consideram esta história uma simples repetição de G n 12.10-20. Entretanto, Abraão, com certeza, não foi o primeiro nem o último a repetir o mesmo pecado q u a n d o se encontra sob pressão. Tampouco foi a única pessoa a ser humilhada duas vezes na presença daqueles que não têm o "temor de Deus" (v. 11) a orientar suas ações. Abimeleque (veja 26.1) saiu dessa situação com mais honra que Abraão, o homem de fé. Mais uma vez ficamos no suspense. Será que Deus permitirá que a insensatez de Abraão arruine seu plano no último momento? • Gerar Uma cidade antiga perto do litoral, ao sul de Gaza. G n 21.1-21: I s a q u e e I s m a e l Vinte e cinco anos se passaram desde que a promessa fora feita. Os pais idosos de Isaque ficaram naturalmente radiantes com seu nascimento. A exigência de Sara de expulsar

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d e i x a n d o n i n a a l i a concentração d e sal q u e e l i m i n a i o d a s as formas de vida. Acredita-se que Sodoma e Gomorra foram submersas após o cataclismo que as destruiu e que as cidades agora se encontram submersas na parte sul do mar Morto.JO Pentateuco \\>i ficar l á o abaixo d o nível d o mar ( o u d o s Onde situavam-se Sodoma e Gomorra? Alan Millard m u r o s mares). por isso. A á g u a e v a p o r a . o mar M o n o não lem v a / ã n OU saída. poderia ter causado um grande incêndio e a liquefação d o betume numa escala grande suficiente para engolir Sodoma e Gomorra. Betume também é encontrado naquela região. a localização nunca foi confirmada. onde há estranhas formações de sal. o que se encaixa com os "poços de betume" mencionados em Gn 14. Geólogos sugerem que um terremoto. Na verdade. Mas nenhuma ruína foi encontrada para Mor identificar essas cidades e. Ueálaróntc 1 • i | / Jerusalém • Mm Possível localizarão de Sodoma o Gomorra (ho|e coberta por águas rasas) fes Mono . comum nessa região volátil. as cidades poderiam ter existido em qualquer lugar no vale próximo ao mar Morto.10.

em vez de um nome pessoal. 1 são claras: é assim que o autor interpretou a situação.Gênesis Agar c Ismael contrariava o costume da época e Abraão precisou de uma palavra de Deus antes de concordar. • 0 menino ( 1 4 ) Ismael já devia ter 14 anos ou mais. Q u a n d o os israelitas saíram do Egito. • Filisteus Abimeleque e o povo de Gerar podem ter sido antigos colonizadores filisteus naquela região. o seu único filho. foi assim que Abraão a interpretou. Mas agora ele confia mesmo sem entender. O índice pluviométrico mensal nesta área cai de 100 mm. "protegido por Deus.17-19). Mais uma vez aparece o cuidado de Deus por Ismael. Pelo contrário. 36. Como Deus podia exigir sua morte? No final da história podemos respirar aliviados.il d a história e m q u e DeUS pós A b n l o I prova. o menino cresceu" (20). para zero nos quatro meses do verão (junho a setembro. 6. 26.12-15). A palavra surge novamente no v. Assim sendo. Gl 4. 2 2 . num poço nas colinas . Expulso por Sara e Abraão. • Vs. Será que Abraão está disposto a oferecer aquele que lhe é mais importante que tudo no mundo? Será que ele confiará em Deus no que diz respeito a Isaque? No passado. Deus não quer um sacrifício humano. Deus provê. seu papel é passivo. E desde o período dos Juízes houve conflitos entre os dois povos. 5). e m lunar d e seu filho. possivelmente. embora este não fosse filho da promessa. (Veja também 25. "Não nos deixes cair em tentação". Jesus ensinou seus discípulos a orar no Pai-Nosso. Em outras passagens da Bíblia é Satanás quem testa o u . não ativo: uma aceitação do sofrimento — como o servo do Senhor em Is 53.10 e a alegoria de Paulo em G l 4). não nos surpreende que tenha havido um rixa por causa de um poço em Berscba (veja os problemas de Isaque.12-18. ( I C o 10.3 4 : U m a r i x a por c a u s a d e u m p o ç o A água sempre foi preciosa para os pastores no clima seco do sul da Palestina.3. E Isaque? Será que esperneou o u discutiu? Na narrativa. Ksln representação d a cabeça d c um carneiro data d a época de A b r a ã o . e os dois retornam juntos (v. Na Palestina. Q u e tipo de Deus é este Deus que pensávamos conhecer? A instrução é ainda mais intrigante. o patriarca ofereceu como sacrifício um carneiro. Aqui. Mas as palavras do v.17. naquela parte do mundo). toda a área litorânea do Sul era habitada por filisteus. E ao oferecer seu próprio filho.17-33). a quem você tanto ama".9 "Isaque" em hebraico significa riso (veja 17. em janeiro. 28. ele não foi abandonado por Deus. e a renovação do pacto. • "Deus pôs Abraão à prova" ( 1 ) 0 termo antigo "tentou" tem o mesmo significado de provar o u testar. há conflitos por causa de água desde o t e m p o de A b r a ã o até o presente. como Jesus que foi s u b misso até a nu irte. são os seres humanos que (equivocadamente) colocam Deus à prova. Gn 2 2 : U m a m a n e i r a c h o c a n t e de t e s t a r a f é 0 que Abraão sabia a respeito de Deus certamente jamais o levaria a imaginar que Deus poderia querer um sacrifício humano. 9: "brincando com" / "provocando". rebanhos bebem á^ua da J u d e i a . o seu filho.22-25 mostra porque o rompimento era inevitável. A questão é claramente apresentada como de confiança (veja Mb 11.13 137 A o fin. 18. então. Gn 2 1 . "Abimeleque" pode ser um título filisteu para "rei" (como o "Faraó" egípcio). Para cie. ele reflete a oferta muito mais preciosa de Deus em Jesus. assim como para leitores de todos os tempos. já que todas as promessas de Deus convergiam em Isaque.9.9. as palavras devastadoras com que a história começa são chocantes: "Pegue agora Isaque. ele havia deixado de confiar em Deus para sua própria segurança: duas vezes o vimos de forma egofsia colocar em risco a vida de Sara.

ela se deu conta de que para Deus não havia impossíveis e começou a rir de alegria. Segundo o costume. Sara riu também. enfatiza. que conhecia todos os motivos de riso que Sara tinha. ele combinou com ela o seguinte: "É assim Sarai era estéril. em detalhes. por fim. Sara viveu 127 anos e morreu em Hebrom. "Deus me deu motivo para rir". O S E N H O R mandou que Abrão saísse à procura de uma terra que Deus lhe daria. Veja. triunfo e satisfação. seguindo a orientação de Deus. Isso salvou a pele de Abrão. Alguém poderia matá-lo para ficar com ela. ele também deu um novo nome a Sarai. e ela própria. ficou braba com Abrão. do rei Abimeleque. mostrando-se descren- A história de Sara é narrada em Gênesis. que significa "princesa". Sara tinha o filhinho em seus braços. meia-irmã e esposa de Abrão. diga sempre a respeito de mim que eu sou apenas um irmão". Um documento encontrado entre os Pergaminhos do Mar Morto. Poderia uma mulher ter um filho estando já na menopausa? Será que um camelo conseguiria voar? Quando. 12—23. 1Pe 3. Abraão encostou o rosto no chão e começou a rir diante da idéia de Sara ter um filho aos 90 anos de idade. E Deus prometeu que ela teria um filho e que ela seria a mãe de nações e de reis. Por fim. de Gerar. O apóstolo Pedro. tendo em mente a fidelidade de Sara em relação a seu marido e relevando os seus defeitos. Depois disso. passou a desprezá-la. Deus havia prometido a Abrão uma descendência tão numerosa quanto as estrelas. Sara acompanhou sen m a r i d o numa vida n ô m a d e . e assim ela passou a acompanhá-lo numa vida nômade. Duas vezes ele foi levada para fazer parte do harém de homens poderosos: primeiro. indo d e lugar e m l u g a r e v i v e n d o e m tendas c o m o estas mulheres. e mês após mês era a mesma frustração e o mesmo recado a Abrão: "Ainda não foi desta vez". Sarai. do Faraó do Egito. quando nasceu o menino Ismael. também. mas deixou Sarai exposta. o filho de Abrão com a escrava de Sarai seria filho de Sarai e reconhecido como herdeiro. Assim. depois. Deram ao menino o nome de "Riso". Abraão chorou a morte de Sara e comprou a caverna de Macpela para sepultar a mulher. Deus também não estava contente com a situação.11. houve ciumeira entre Sara e Agar por causa dos filhos. foi que a escrava. Escutando a conversa na entrada da tenda. escrito séculos mais tarde. sempre uma pessoa de fora em culturas estranhas. Sarai ficou tudo menos realizada e feliz. Durante três anos. mudando o nome do patriarca de Abrão para Abraão. Quando tornou a falar com eles. . Tratou de maltratar a escrava Agar e. Ao que tudo indica.Pentateuco Sara Frances Fuller Lá na Mesopotâmia ela era Sarai. grávida. Traída? Usada? Violada? Nas duas vezes Deus interferiu para resgatá-la. caps.3-6. Assim. morando em tendas. mandando pragas sobre o Faraó e levando Abimeleque a ter pesadelos — e assim Abrão foi solicitado a buscá-la de volta. A Bíblia não diz como Sarai se sentiu nessa situação. Hb 11. a beleza física de Sara. Ela era bonita. Ela passaria a se chamar Sara. tão bonita que o marido se sentia inseguro. escreveu que ela é modelo da beleza interior que caracteriza as mulheres dedicadas a Deus. Sarai decidiu resolver a situação à sua maneira. disse ela. Isaque não se deixou consolar. Sarai entregou a escrava a Abrão. O resultado te. que você pode mostrar que me ama: aonde quer que cheguemos. e Sara pediu a Abraão que mandasse Agar e Ismael embora. imaginando que todos os que ouvissem essa história passariam a rir com ela. num mundo em que as mulheres não eram senhoras do seu destino. por sua vez.

conforme detalhes da lei hitita ( a menção das árvores.12-18: ca destacam-se na narrativa. as posses e essencialmente escolhida por Deus. Acordos importantes podiam s e r registrados p o r escrito desde os tempos amigos.C. no Neguebe. (Isaque é novamente colocado n u m papel passivo. Os presentes do O s d e s c e n d e n t e s servo no v.. Nenhuma conde Ismael clusão podia ser mais adequada d o que esta: Essas tribos ocupaDeus. 24. 139 Rebeca recebeu jóias d e o u r o e prata. coloca o seu selo noroeste da Arábia — sobre o casamento n o amor profundo de Isa"desde Havilá até Sur" que por esta jovem extraordinária. O foram sustentados p o r Abraão. Mas Isaque cumprimento d a promessa depende de uma c o n t i n u o u sendo o único h e r d e i r o de seu esposa e de filhos para Isaque: uma esposa pai. . geralmente cavernas ou escavações n a rocha. Todos Abraão j á era idoso.• V . é uma das mais belas d o AT. não tinha direito a propriedade. tradicional no de Agar (16. pesagem da prata pelos padrões da época e a proclamação na presença de testemunhas à porta da cidade).14). A história narrada Isaque. Ele viveu sem receber "as coisas que Deus tinha p r o m e t i d o " ( H b 11.) O servo fiel e a própria RebeG n 25. 11 Beer-Laai-Roi. c o poço tume do casamento arranjado.1). Isaque era solteiro. Atualmente n o local tradicional d o túmulo em H e b r o m aparece uma mesquita. estrangeiro na terra. 53 selam o noivado. O pequeno g r u p o d e pessoas levou três dias para fazer a viagem d e cerca de 80 km. com a morte de Abraão. também eram comuns. que guiou tão claramente esse casamen. O acordo entre A b r a ã o e os heteus d a região de H e b r o m poderia l e r sido registrado c m cuneiforme sobre u m a lalniiiiiia de argila semelhante a esta.) > A t e r r a d e M o r i á (2) Abraão fez a sua oferta num dos montes sobre os quais Jerusalém se situa atualmente (possivelmente o próprio monte d o T e m p l o — veja 2 C r 3. uma jovem promessas tornaram-se suas: Deus abençoou da família do povo de Deus. (v. G n 25. Oriente.13) e teve que negociar até para ter u m local para enterrar sua esposa. na região onde hoje fica a Turquia). A negociação é descrita v i v i damente. pois os muçulmanos têm Abraão em alta conta. • Família d e Naor (20-24) Esta rápida atualização d o outro ramo da família de Abraão serve para apresentar Rebeca. que foram atraídos ao Sul pelo comércio. Esla moça judia icmcniia que v i v e em Israel se a d o r n o u com um tradicional c o l a r de prata e uma tiara d e prata.Gênesis oferece outro comentário sobre provação e a provisão de Deus.1-11: O s ú l t i m o s d i a s de Abraão Os filhos d e Q u e t u r a são os ancestrais Gn 2 4 : R e b e c a de vários povos d o norte da Arábia. Este capítulo c o 21 registram os primeiros direitos legais da família de Abraão cm Canaã. Túmulos familiares. Ela reflete o cos. 18). e. Os heteus que ocupavam a área de Hebrom devem ter sido imigrantes do reino hitita (fundado por volta de 1800 a. Gn 2 3 : U m t ú m u l o p a r a S a r a Abraão. que será foco de atenção no cap.vam o Sinai e a parte to em todas as suas etapas.

O N T acrescenta uma dimensão espiritual ao conceito de bênção. como Deus sempre quis — mas por um alto preço. Isaque confiou totalmente nos seus sentidos e todos eles falharam — até o paladar do qual tanto se orgulhava. fica n o alto. porém é distinta de relatos anteriores. J a c ó respondeu com sua própria promessa. Deus repetiu a este homem pouco promissor a promessa feita a Abraão e Isaque. A construção maior.33): a bênção acompanhava o direito de filho mais velho. G n 27—35 A história de Jacó H e b r o m . não se referiram a Deus. não honrou sua palavra (25. Quando vendeu seu direito de primogenitura. ao Norte. Esaú haveria de suceder Isaque como chefe da família e herdaria o dobro em relação a seu irmão Jacó. mas trapacearam c mentiram para alcançar seus objetivos. no Sul.16-17 censura a G n 27: Jacó e Esaú N e n h u m personagem se saiu bem nesta história. A terra natal de Rebeca ficava entre os rios Eufrates e Habur. " Mal acreditando." Abimeleque propõe a paz com honra. • O direito de primogenitura (25. ele perdeu todo direito à herança e à bênção que a acompanhava. . "assim Esaú desprezou o seu direito de filho mais velho". Quando seus ouvidos revelaram a verdade ("a v o z é de Jacó"). desta v e z . a Mesopotâmia grega (atual leste da Síria — norte do Iraque). A o casar-se com Judite. não acreditou. e também na direção leste. 100 km ao norte de B e r s e b a ) . "por uma refeição vendeu seus direitos dc herança como filho mais velho". acrescentando u m a garantia pessoal: "Eu estarei c o m você e o p r o t e g e r e i . sobre tuna caverna usadn como túmulo. f o i d a d a d e forma genuína reconheceu Jacó como real herdeiro da promessa d e Deus. n u m momento de profunda solidão.Pentateuco IflHflHBi atitude de Esaú: ele era "profano". 26 se assemelha a incidentes na vida dc Abraão. Esaú fez outra escolha errada.22-34. • Abimeleque/filisteus (26. 2 Padã-Arã ("planície de Arã") é a mesma região que Arã-Naaraim ('Ara dos rios").35 A história de Isaque Mais uma vez a linhagem continua pela ação direta d e D e u s . mas ele vai para Gerar. ( N o AI^ a bênção proferida pelo pai comunica prosperidade material a seu filho — as palavras têm poder. Ele adota com Rebeca o mesmo artifício que seu pai usara (mais verdadeiramente) com Sara: mas Rebeca não é tirada dele. mas na casa d o patriarca há motivo para amargura. precisando sempre ser tranqüilizado por Deus: "Não tema. foi para o exílio. A história n o cap. e não para o Egito. O plano dc Isaque foi contra aquilo que Deus revelara antes d e os meninos nascerem (25. • V. Deus sc fez presente com ele. ao concordar com o plano. Jacó e Rebeca. filha de um heteu.23). Mais tarde encontramos os arameus estabelecidos mais ao sul. G n 25.31) Como filho mais velho. N u n c a houve gêmeos c o m personalidades tão diferentes.) A trama calculista de Jacó é descrita sem comentários — mas H b 12.19—26.1) Veja 21. Como a maioria de nós. Isaque vacila entre a fé e o medo. O relacionamento entre Isaque e Rebeca foi prejudicado. . porque estou com você. que gostava de ficar em casa. Jacó. na Síria. G n 28: O s o n h o A bênção de despedida que Isaque proferiu e q u e . c o m adições posteriores no período bizantino e n a época das Cruzadas. . nos montes d a Judeia. local d o tradicional túmulo dos patriarcas. data da época d e Herodes. E Rebeca jamais tornou a ver seu filho predileto. Esaú e J a c ó nascem depois de vinte anos de espera. Esaú. J a c ó partiu e em Betei ("casa d e D e u s " . A bênção foi de Jacó. A fome faz com que Isaque se retire d o Neguebe. a o anoitecer. E farei com que v o c ê volte para esta t e r r a . embora estivessem do lado do direito. Esaú estava disposto a matar seu irmão.

• 29.> O sonho (12-15) No Egito mitigo (veja Gn 4 0 . os camelos haviam se t o r n a d o um dos principais meios d e transporre. • 29.^ 1 ) e na Babilônia dava-se muita importância aos sonhos. (Posteriormente a lei impediria que o homem tomasse por mulher a cunhada. Raquel foi dada a Jacó.3 Isto reflete o mesmo costume que Sara seguiu (16. H á sonhos importantes no A T também —como é o caso deste. bela e amada.18). com a condição de que deveria trabalhar mais sete anos por ela. ( .18 Jacó ofereceu seus serviços em lugar do presente de casamento habitual. Labão aproveitou a oportunidade para explorar a generosidade da oferta. Rebeca veio montada mim camelo.28 Após a semana de festas. Ela veio a ser a mãe de Levi (a linhagem dos sacerdotes) e de J u d á (a linhagem real). E na viagem d e v o l t a . • 30. N a época d e Salomão. • 30. o servo d e A b r a ã o levou unia tropa d e d e z camelos.14 Acreditava-se que mandrágoras induziam A o sair c o m a tarefa d c encontrar uma esposa para [saque.51-52). N ã o foram anos muito alegres para Jacó. pois isso criaria inimizade entre as duas irmãs: Lv 18. E Jacó acabou por ser negociado entre as duas. A "escada" que aparece em algumas traduções era uma escadaria (será que as histórias do grande zigurate de U r foram transmitidas a Jacó?). Gn 2 9 — 3 1 : J a c ó e n c o n t r a a l g u é m à sua a l t u r a Estes três capítulos abrangem os 20 anos do exílio de J a c ó : 14 anos de serviço para obter as duas esposas. A esposa mal-amada esperava a cada novo filho ganhar a afeição do marido. Mas não há necessidade de um interprete especial: Deus fala claramente. Raquel.51). Deus não a desprezou. A escrava dada a sua filha (v. talvez. vivia amargurada por continuar estéril. Pedras ou montes de pedras geralmente eram usados desta maneira (veja 31. A "coluna" — não muito grande — consagrada com óleo foi posta de pé para celebrar a visão. 24) pode ter sido parte do dote. desprezado Lia. 0 significado vem com o sonho. • 29.31 Por mais que Jacó tenha.1-2). que encontrou no tio Labão alguém à sua altura em termos de trapaça nos negócios. com anjos subindo e descendo por ela (veja também J o 1. e seis para que pudesse ter seus próprios rebanhos. tanto e m períodos d e p a z como c m tempos de guerra. O logro no casamento de Jacó com Lia causou uma vida familiar intolerável.

A posse dos ídolos d o lar poderia ajudá-lo a reivindicar a herança.44 O pacto de não agressão feito por Labão c Jacó tem muitos paralelos contemporâneos. o t r a t o entre J a c ó e Labão (31. Sozinho e sem sono. primeiro lutou com Deus para depois se apegar a ele com fé renovada. 33. Esaú vindo dc Seit a fertilidade. • 31. Mas desta vez ele planejou e orou.14 Lia e Raquel tinham direito a parte da riqueza que seus presentes de casamento haviam trazido a Labão. O próximo altar que edificou não foi ao Deus de seus pais. no extremo sul. como fica claro no estágio seguinte da viagem.42 Pentateuco Padã-Arà A viagem dc Jacó: ida c v o l t a P o r u m a p e d r a d c pé c o m o se fosse u m pilar e r a u m a m a n e i r a de " m a r c a r " u m acontecimento importante. • 31. • 30.19 Raquel agiu.20). e com u m pequeno exército. mas era u m novo homem. c o m o . Sumte Penuel IMaanaim • 31. Jacó v i u o conflito com Deus. segundo pensava. Por ironia. o Deus ele Israel" (El Elohe Israel. p o r e x e m p l o . Belfl Mula (Belém) Ht'hrom. • V .21 A história d o trágico estupro dc Diná é contada no cap. G n 33: O s reencontro dos irmãos As boas-vindas dc Esaú a o irmão que o enganara foram i n c r i v e l m e n t e efusivas e generosas. • 30. (Júntale Albo . A notícia de que Esaú se aproximava depressa. O presente de Jacó. e sua aceitação por parte de Esaú. . A refeição sela a aliança.37-43 Jacó acreditava que a observação dos galhos durante a gestação afetaria os cordeiros n o ventre. 14 Jacó não tinha a intenção de ir a Seir. foi Lia quem ficou grávida outra vez. Jacó saiu mancando d o confronto. culminar nessa estranha luta.45). Mas ele não conseguiu dizer isso com franqueza. Ele não foi nem o primeiro nem o último que. 34. o encontro entre os dois irmãos era inevitável. a favor d e Jacó. Gn 32:Jacó luta com Deus Embora Esaú tivesse se estabelecido em Seir. que havia marcado toda a sua v i d a . aterrorizou Jacó. selam a reconciliação. mas a "Deus. Na realidade ele devia seus rebanhos ao poder de Deus e à prática de cruzamento seletivo que o sonho revelou. numa crise. A pedra q u e aparece n a foto encontra-se nas ruínas d a antiga S i q u e m .

devido a isso. Marginalização Segundo Gn 46.27. com a possível exceção de duas mulheres: Diná e Sera. dentro dos próprios textos. tê-los.. Isso nos diz algo sobre o silêncio a que foram reduzidas as mulheres e sua condição de marginalizadas na cultura dos tempos bíblicos. 30. e não a circuncisão. por exemplo. tanto para os descendentes de Abraão quanto. é preciso verificar constantemente se as histórias dos patriarcas estão descrevendo a cultura daquele tempo. que. as mulheres não contavam. O rito do batismo. O sinal dessa aliança era a circuncisão (dos homens)." Entretanto. o texto deixa claro que é Deus quem dá ou retém o dom de filhos. Sempre de novo aparecem.7.2). . muitas vezes. o antigo preconceito cultural em relação às mulheres foi perpetuado. não há nenhum indício de que. as mulheres eram. Mas essa aliança não foi feita unicamente com Abraão. Nos casos de Sara e Raquel. Entretanto.Gênesis 143 Mulheres de fé Claire Powell Durante séculos. mesmo que o marido ou a mulher não possa. mas. no entanto. Agar é maltratada por Abraão e Sara. Mas. um status mais eleva- do para as mulheres. injustamente. mas no cômputo final de setenta pessoas (é provável que esta cifra não seja literal.21. Ela foi feita também com Sara. As experiências e oportunidades na vida das mulheres de hoje parecem bem diferentes daquelas que aparecem no Gênesis. um padrão que se repete nas histórias das matriarcas Sara. embora não houvesse circuncisão para as mulheres. Se todas as mulheres tivessem sido contadas. elas deveriam ser consideradas. Em muitas culturas. Jacó levou consigo para o Egito os filhos e netos. eram elas que não podiam conceber. marginalizadas ou ignoradas. mas não significa que é assim que elas deveriam ser tratadas. Mulheres que não podiam ter filhos No AT. E o NT enfatiza que a fé. mas uma forma de expressar a totalidade) são incluídos especificamente os homens. a interpretação de Gênesis esteve relacionada com a vida dos grandes homens de fé. houve uma redescoberta das histórias das mulheres de fé e de sua centralidade no desenvolvimento da história da salvação. A pesquisa bíblica mais recente tende a chamar a atenção para esses detalhes e procura descobrir. uma grande família era considerada uma grande bênção de Deus. ao passo que o anjo do S E N H O R a chama pelo nome. Há mais histórias sobre homens. Rebeca e Raquel é a decepção da falta de filhos (Gn 16. no NT. dentro da aliança. para todas as nações. no passado. É claro que a Bíblia nos vem eme por meio de uma cultura e uma história. 'As experiências tanto de mulheres quanto de homens são vistas como modelos de fé. sempre foi a base bíblica para alguém ser aceito por Deus. tecnicamente. mas.1. ou prescrevendo o que deveria ser um padrão cultural de nossos dias. Em Gn 16. nas culturas do antigo Oriente Próximo. recebeu um novo nome e sem a qual Abraão não poderia ter tido Isaque. se o AT está apresentando atitudes que pessoas daquele tempo tinham em relação ao papel das mulheres. as mulheres são. As três matriarcas devem ter sofrido com esse estigma. mesmo quando suas histórias apareciam no texto bíblico. nas histórias dos patriarcas. ao passo que a situação de Rebeca e Isaque é um tanto ambígua. a família de Jacó teria sido muito mais numerosa do que aquelas setenta pessoas. insere os homens e as mulheres na igreja cristã. Eles a tinham na conta de uma simples escrava. A aliança q u e Deus fez O relato da aliança que Deus estabeleceu (Gn 15—17) ocupa um lugar central na promessa de salvação. as filhas e netas. os pais ou patriarcas do povo de Israel.2). em termos de missão mundial.. De uns tempos para cá. 25. indícios de que Deus tem um conceito mais elevado das mulheres do que transparece na maneira como elas eram tratadas pelos outros. a exemplo de Abraão.5. Diante disso. como membros de segunda categoria. o filho da promessa (Is 51. literalmente. Desse modo. ou se está defendendo abertamente sua adoção em todos os tempos e em todos os lugares. acusadas de serem as únicas culpadas por isso. As experiências tanto de mulheres quanto de homens são vistas como modelos de fé para todo o povo de Deus.1-2.

Jacó não era farinha do mesmo saco. o típico homem do contra. E Jacó se valeu desse conhecimento para tirar uma grande vantagem. nele Jacó encontrou alguém à sua altura. Labão era bem diferente do sereno Isaque e do infeliz Esaú. Rebeca teve gêmeos. se Abraão era o fiel servo de Deus. tratou de fugir. independentemente do preço a ser pago.Jacó David Barton Jacó era filho de Isaque e Rebeca. a linhagem que recebeu a promessa de vir a ser uma grande nação (sendo que tudo isso já estava implícito nas palavras que Deus havia dito a Rebeca em Gn 25. Jacó trabalhou 14 anos para o tio Labão. O homem d o contra Esperto e sempre disposto a levar vantagem pessoal. e. e Jacó saiu da barriga da mãe segurando o calcanhar do primogênito Esaú. Rebeca escutou 0 que Isaque disse a Esaú e elaborou o plano de cobrir as mãos e o pescoço de Jacó com pele de cabrito. que vivia em Harã. que temia ser amaldiçoado pelo pai. igualandose ao próprio Labão. conseguiu fazer com que o faminto e exausto Esaú abrisse mão do direito de primogenitura em troca de um prato de comida. Se Esaú era caçador e homem de ação. Jacó parece ser. Mas. Jacó era calmo e introspectivo. Isaque pediu a Esaú que lhe preparasse sua comida predileta. acabaria trazendo problemas para José. juntamente com a preferência de Jacó por Raquel. Ao todo. Mas aqueles não foram anos perdidos. Não é de surpreender. Jacó passou a fazer parte da linhagem de Abraão e Isaque. A história das ovelhas e das cabras (Gn 30. mais tarde. As constantes desavenças entre Raquel e Lia.23). o irmão de Rebeca. que se chamava Raquel. o astuto Labão entregou Lia. aproveitando a ausência temporária de Labão. Nessa mesma época a família de Jacó aumentou. o primogênito. muito perspicaz. a filha mais velha. preferindo o ambiente caseiro do acampamento familiar. Assim. a bênção não poderia ser revogada. na hora H. Jacó teve de trabalhar sete anos para pode casar com ela. prepararam o terreno para uma disputa familiar que. portanto. Mas o fato de. Novas áreas a explorar Jacó. Labão estava furioso. A história do nascimento já sinaliza o que ele viria a ser. assim. que Labão passe a tratar o sobrinho e ex-dependente com frieza. e ele foi o segundo a nascer. Num primeiro momento. Aquele era um momento crucial. E Jacó. como prelúdio para a bênção que daria ao filho o direito à herança da família. Jacó acumulou riquezas e conhecimento. aliado a seu sucesso como pastor de ovelhas. a hábil e manipuladora Rebeca. neto de Abraão. para que ele se parecesse com Esaú e também para vencer a resistência de Jacó. concluiu que era uma boa idéia ficar tão longe quanto possível de seu irmão furioso. Idoso e cego. para só então oferecer a Jacó a filha mais moça.25-43) dá a entender que Jacó entendia o processo de procriação de animais de uma maneira que escapava a seu tio. sempre disposto a obedecer. c u i d a n d o b e m d o s rebanhos d e seu sogro. . vendo que a vida lhe chegava ao fim. Os dois devem ter "lutado" muito durante a gestação. Jacó ficou rico. mudou-se para a casa de um tio. desde o início. Apaixonado pela filha mais moça de Labão. de volta ã terra de Canaã. o fato de ter tantos filhos. Não obstante. Mas. Isaque tinha predileção por Esaú. fez de Jacó alguém que merecia respeito. Uma vez proferida. Foi a prontidão e vigilância de Rebeca que permitiu a Jacó sair em vantagem. pouco importando os protestos de Esaú. mas Jacó era o favorito de sua mãe.

As promessas feitas anteriormente a Abraão e Isaque foram. Só então ele o deixaria ir. Jacó era maior do que havia sido até então. Anteriormente. Mas Deus lhe apareceu mais uma vez. por mais que um senso de destino tenha influenciado seu modo de agir em Harã. que durou a noite toda. A história de Jacó se inicia em Gn 25. antes de tudo. que. porém. talvez. a saber. inclusive. e que teria todo aquele sucesso no Egito. Jacó se deparou com um estranho. De volta ao lar O encontro com Esaú foi tranqüilo. mais por respeito do que por afeição. ao transpor o vau do Jaboque. pediu-lhe. agota. mas também através de coisas mais suspeitas como o inte- resse próprio e a ambição pessoal. com razoável quantia de bens. e isto está implícito na história.51. no final. A virada É nesse momento que começa a aparecer o outro lado de Jacó. Aquele era. onde havia tido aquele primeiro sonho. Também este havia prosperado. onde possivelmente teria de encarar a fúria de seu irmão. com uma fraqueza nunca antes vista. Aquela luta. Vemo-lo enfraquecido. acima de tudo na história de José. e sua tristeza diante da suposta morte de José foi profunda. ao afastar-se do ribeiro na hora do amanhecer. Jacó havia tido um sonho fantástico em que aparecia uma escada cujo topo atingia o céu (Gn 28. Mas quando o misterioso estranho o havia abençoado (sem revelar seu nome). como seria de esperar.3-4). disposto. Os dois se abraçaram.22-32 . quando fugia do irado Esaú.22.23 A primogenitura — Gn 25. o velho e astuto Jacó. vendo-se em desvantagem diante de um opositor tão poderoso. Depois. nem sempre devidamente lembrado.laboque. retratado acima. Jacó comprou terras em Siquém. ele havia "lutado com Deus e com os homens" e saído com a vitória. (Mais tarde Jesus faria referência a essa visão. Jacó teve seu caminho literalmente barrado pelo mistério de Deus. Ele saía ferido daquele encontro. Jo 1. mas a sua bênção. Nesse ponto a história de Jacó se dissolve. e acabariam por se separar. Agora. ser transformado por um encontro com o mistério de Deus. pois aquele era um ponto de encontro entre Deus e a humanidade. No entanto. o seu relacionamento com Deus.10-22). Ele amava Raquel com amor sincero. Jacó havia feito o possível para tentar impressionar Esaú com as riquezas que havia acumulado e. fazerem um acordo no sentido de cada um respeitar o território do outro mostra claramente o novo status que Jacó havia alcançado: ele era. parece que as implicações morais daquela visão tiveram pouco efeito sobre ele. Na noite que antecedia o encontro. Ao mesmo tempo. porque HHHHHHH U m m o m e n t o decisivo na v i d a de J a c ó Foi o d a q u e l a noite e m que l u t o u c o m um estranho misterioso n o vau d o rio .) Ele marcou o lugar e lhe deu um nome. se necessário. 35. negociar um acordo de paz. quando estava de mudança para o Egito (Gn 46. e ainda estou vivo". Deus agindo Este é.29-34 A bênção — Gn 27 O sonho . na história de seus filhos. MOMENTOS MARCANTES A promessa — Gn 25. onde construiu um altar para El. Jacó tem o seu lado bom.. Deus nos toma assim como somos. o Deus de Israel. o motivo condutor de toda essa narrativa: Deus realiza os seus propósitos. seu filho predileto.12-22 O casamento — Gn 29—30 O encontro com Deus — Gn 32. Mas.no final. agora. deu início a uma nova etapa na vida de Jacó. assegurando-lhe que a promessa continuava de pé. Até mesmo um ardiloso trapaceiro como Jacó tem seu lugar no estabelecimento da vontade de Deus e pode. E ali a sua condição de patriarca foi definitivamente estabelecida através de nova manifestação de Deus. nascido da amada Raquel. para ele e as gerações subseqüentes. ele se mudou para Betei. por assim dizer.Gn 28. com certeza. não o nome. e eleé o personagem principal da narrativa até o final do cap. não apenas por meio da extraordinária fidelidade de Abraão. em sua viagem de volta à terra natal. confirmadas para ele também. pois agora ele tinha um novo nome. Gn 50 registra a sua morte. um homem independente. partindo em direções opostas. Mas ao longo de sua vida ele procurou levar vantagem em tudo. Israel. Jacó percebeu que mancava. a pisar os outros para alcançar seus objetivos. Dessa vez Jacó ficou admirado: "Eu vi Deus face a face.

antes do início da história de José. Seria Edom o contexto o u ambiente em que se passa a história de J ó ? • V . Alguns consideram o uso dos dois nomes um indício de fontes diferentes usadas pelo editor. enquanto um registro ocidental moderno teria enfatizado a vítima e seus sentimentos.21-22. A rota comercial que ia de Damasco até a costa passava por Dotã. 30 Se Jacó queria conciliação.22-26). portanto. • Edom (8) O território de Esaú fica a leste do mar Morto. 21 Ruben. Posteriormente houve inimizade entre Edom e Israel. Eram todos pecadores. • V . passava pelo planalto oriental. 24 A "cisterna" era uma espécie de poço seco. quando eles enterram seu pai idoso. x G n 37—50 A história de José Gn36 A linhagem de Esaú Mais uma vez. não para trabalho) quer multicolorida (como as pinturas egípcias de vestes asiáticas).24). Mas o uso de nomes alternativos é uma característica da literatura do Oriente Próximo e os nomes aqui são permutáveis (compare os vs. de assassinato. • A túnica especial (3) Q u e r ela fosse de mangas longas ( c . deu seu nome à terra de Seir que tomara dos horeus (20-30). em resposta ao insulto sofrido pela irmã. levando a um crime ainda mais grave. esta seção da narrativa chega ao seu final. Deuses estrangeiros foram eliminados. neste caso. caso seu pai decidisse fazer dc José o herdeiro — não está a favor da violência. O "bálsamo" de Gileade (área a leste do Jordão e norte do Jaboque) era famoso e o comércio de especiarias era importante desde a antiguidade. • Elifaz e Temã (11) Compare J ó 4. • V . A história apresenta Diná em silêncio e sem poder algum. 34)? • V. • Siquém (12) Será que Jacó estava preocupado com o bem-estar dos seus filhos que se encontravam na região onde Diná havia sido estuprada c os irmãos dela haviam vingado a honra da irmã (cap. 31 Esta passagem parece ter sido escrita na época dos reis de Israel.5-7 procura compensar a ausência de qualquer comentário de ordem moral a respeito de Simcão e Levi neste caso. o autor oferece urna atualização do outro ramo da família.28) Esses dois grupos de habitantes do deserto descendiam de Abraão. A estrada real. Raquel morreu perto de Belém (Errata). A terrível vingança perpetrada pelos irmãos de Diná. Este capítulo é uma conclusão. Esaú c Jacó. As especiarias tinham muitas utilidades — na preparação de alimentos e na manufatura de incenso e cosméticos. assumindo responsabilidade por seu irmão mais novo. o mais velho — que teria mais a perder. A cortina se fecha sobre os dois irmãos. Esta é a última das histórias de família. Mas a questão que interessa ao autor/editor. Jz 8. cometido pelos irmãos de Diná. • Caravana de ismaelitas/midianitas (25. centrada em José. com o vale de Arabá estendendose ao golfo de Acaba e a região montanhosa de ambos os lados. 5)? Mais uma vez o autor conta os "podres".1.Pentateuco G n 34: E s t u p r o e v i n g a n ç a Diná foi violentada por Siquém. antes de começar u m novo capítulo da história. Esaú/Edom. para lazer. importante G n 37: D e filho predileto a escravo Aqui começa a parte final de Gênesis. G n 35: R e t o r n o a Betei Quando Jacó retorna ao lugar da promessa de Deus. 49. por que não fez nada (v. rota comercial. Deus reafirmou sua aliança. o último dos 12 filhos de Jacó. ao dar à luz a Benjamim. 23). 23)? O u não suspeitaram dc nada porque o rito de circuncisão estava ligado à preparação para o casamento? O relato em G n 49. os irmãos de José a viram como sinal dc que Jacó pretendia tornar José seu herdeiro (veja 48. Isaque. 28 e 36. Sua conduta foi errada e isto não foi esquecido. mostra a necessidade da lei que limita a vingança ("olho por olho" — e nada mais). é a sobrevivência tribal e nacional. . Será que o povo dc Hamor aceitou os termos propostos por ganância (v. o Vermelho (por causa do caldo vermelho pelo qual trocou seu direito de p r i m o g e n i t u r a ) . sem tentar encobrir as falhas dos antepassados da nação. Nos livros de Êxodo a Dcuteronômio vai aparecer a história de uma nação. no túmulo da família (veja cap.

o escritor estabelece um contraste mais acentuado com o comportamento de José no cap. procedeu mal nesta situação e no capítulo seguinte. 43—44 apareceu de modo mais favorável. aparece c o m freqüência nas histórias d e Gênesis. A q u i . 27 c G n 45.8-12 Judá recebe a bênção de seu pai.3.Gênesis 14- • V .33. Jacó e a s 12 t r i b o s d e I s r a e l Betuel Labão Isaque ( Q R e b e c a Esaú Jacó (D Lia Ruben Simeão Levi Judá Issacar Zebulom Diná Ismael Raquel :JÜ!jL. Lc 3. ßctsi'lw. 26 J u d á . legumes são vendidos n u m m e r c a d o b e d u i n o d e B c r s c b a . e também a história de Rute). E e m 49. da qual o próprio Messias descenderia ( M t 1. Tera I Agar KOfKlbülál Noar ( T ) Sara CD Abraão lea Abraão. 39. Zilpa InmubiM' I Dã Naftali Gade Aser José (T)Asenate Benjamim Efraim Manasses . • V . Gn 38: L i n h a g e m d e J u d á Esta história extraordinária provavelmente foi incluída porque ela forma parte da genealogia da futura casa real. Isaque. Ao colocá-la aqui. uni oásis na extremidade d o deserto do Negue be. Mas nos caps. Mas conforme o v. 28 A Bíblia de Jerusalém e outras traduções entendem que "eles" (que aparece no texto hebraico) são os midianitas.4 é mais provável que as outras versões estejam corretas: José foi vendido por seus irmãos. d e cuja linhagem vieram os reis de Israel.

ficava 15 km a nordeste do Cairo. através de seu casamento.37/43. " E Deus quem dá à gente a capacidade de explicar os sonhos". • V. ele não só mostrou que podia explicar a mensagem de Deus como ofereceu um plano definido de ação. As festas estavam ligadas a rituais de fertilidade na religião de povos que moravam em Canaã — e.5.21-22). Diante de cada novo desafio que aparece em seu caminho. no Egito. • Vs. o mesmo que haviam feito com José. capaz de chorar de tristeza e de alegria. Mas a mágica e o milagre que aparecem nesse conto são nitidamente diferentes da história de José e não há motiv o real para ligar as duas obras. • V. os irmãos mostraram uma genuína mudança de atitude com relação ao passado. • V . • 42.Vwtfos dos üois Irmãos. 54 Períodos de intensa fome eram comuns no F. recusa e difamação. O importante aqui é que José manteve a fé em Deus c. C . "Isso não depende de mim. G n 42—45: A fome propicia a reunião da família Estes capítulos apresentam um relato comovente do encontro de Jose com seus irmãos.. 38). • V. 51-52 "Manasses" e "Efraim" são nomes hebraicos. c mais nove anos se passariam até a família ser reunida outra v e z . Após 13 anos na condição de escravo. que agora era o filho predileto de Jacó. • V . Eles reinaram de cerca de 1710 a 1570 a . Cavalos e carros haviam ajudado os Faraós hiesos a conquistar a supremacia no Egito.gilo. . mais importante ainda. Deus se manteve leal a José. Intérpretes profissionais tinham manuais que descreviam sonhos c seus significados.-148 Pentateuco Se um homem morresse sem filhos. 39—50 encaixa-se perfeitamente no contexto do Egito sob os Faraós hiesos. mais tarde. subordinado apenas ao Faraó. 46 José tinha 17 anos quando a história começou (37. Por trás de sua aparente rispidez. • Perez (29) Foi de sua linhagem que veio Davi c. • Vs. dava-se muita importância aos sonhos. tendo sua capital (Avaris) na parte oriental do delta do Nilo. Esta história de sedução. José escondia uma disposição de perdoar de forma total c generosa o mal que tinham feito contra ele. que começa de forma semelhante. 40-43 A investidura de José seguiu a tradição egípcia: o anel (símbolo de sua autoridade). José era certamente um homem bastante sensível. Mas o copeiro de Faraó e seu padeiro não tinham a quem recorrer. Q u a n d o o copeiro finalmente se lembrou de José. Judá envolveu-se com tudo isso.5-8). da prova à qual ele os submete. ao final. E Earaó elogiou esle homem "em quem está o Espírito de Deus" (v. 14 O véu com que Tamar cobriu o rosto fez com que ela parecesse uma prostituta (casada) que servia num templo dos cananeus. 17 A língua egípcia tinha nomes para 38 tipos de bolos e 57 tipos de pão. foi comparada com uma obra egípcia intitulada (. José tornou-se governador de todo Egito.2). que eram semitas. c uma profunda compreensão da forma como Deus guia a vida das pessoas (45. Gosém também se encontrava nessa mesma região." disse José.45 O m . Eles não fariam com Benjamim. seu irmão linha a obrigação de gerar herdeiros para ele. o próprio Cristo. que equivale a lleliópolis. Vinte anos não conseguiram apagar seu sentimento de culpa (42. Mas era raro que houvesse fome no Egito e na Palestina simultaneamente. E Deus revelou o significado.3 Judá tem sucesso onde Ruben fracassou. mas tem tudo a ver com suscitar o u não herdeiros segundo a lei do levirato. da reunião de José com todos eles. A ação (e o castigo) de O n ã não tem nada a ver com controle de natalidade ou masturbação. Ele agora assume a liderança. era o centro da adoração egípcia ao sol. G n 41: D a p r i s ã o a o p a l á c i o Dois anos depois o próprio Faraó teve um sonho que seus mágicos e sábios não conseguiram decifrar. apesar de todo seu treinamento e ioda uma biblioteca de livros de referência. • V. Dt 25. G n 39: J o s é : s u c e s s o e d e s g r a ç a O relato sobre a vida de José no Egito que aparece nos caps. no sucesso e na desgraça. casando-se com a viúva (a lei do levirato. roupas de linho fino (vestimenta da corte) e um colar de ouro em recompensa pelos seus serviços. É Deus quem vai dar uma resposta. 14 A tradição egípcia exigia que José fizesse a barba e colocasse roupa de linho antes de se apresentar na corte.. de Levir= cunhado). G n 40: O s s o n h o s dos prisioneiros Nesta época. e. disse José.

mas nos irmãos isso só conseguiu despertar ódio por alguém que era tão diferente deles. os irmãos entenderam que aquela era a hora da vingança: o quanto valia um jovem escravo. dos sonhos. é descrito de forma bem plástica. mercadores. 0sonhador José era um sonhador. desta vez que ele sairia da prisão. Os mercadores que compraram José sabiam completamente de José.7-20). por mais que exista uma ponta de arrogância na maneira como José se esquiva dela (Gn 39. o homem que encontrou José (37. . ao verem o irmão sozinho. o oficial egípcio a quem ele foi vendido. Ria data d o p e r í o d o e m q u e Israel estava n o E g i t o . Isto criou um profundo vínculo entre José e Benjamim e fez com que ele fosse especialmente amado pelo pai. outra vez. apaJosé foi. Com 17 anos de idade. A pedido de a ser no futuro e que. que fica ao Sul. Não demorou muito e ele passou a administrar tudo que Potifar tinha. estatueta. O pedido foi atendido. A interpretação que ele deu aos sonhos foi precisa: um serviEntrementes. filho de obscuro pastor de ovelhas. José aprendeu que José acabou ficando sem a túnica. e No gozo de sua própria liberdade. mas o nascimento de Benjamim acabaria lhe custando a vida. levado ao mundo rentemente. e José soube aproveitar a oportunidade que isso propiciava para chegar à realização de seus sonhos. o que dor seria morto. jogado num poço escuro onde. E assim aconteceu. qualquer modo. o outro. Ele nasceu após longos anos de espera e depois do nascimento de dez meios-irmãos. naquela tentativa de sedução por parte da mulher. Quando José nasceu. era. são a chave para compreensão da vida dele. a Jacó foi noticiado que seu filho era morto. um ato de ingenuidade ou da mais pura cegueira da parte de Jacó mandar que José fosse verificar como estavam seus irmãos. Naquelas circunstâncias. e sava no íntimo desse jovem que tinha essa força interior impressionou o uma clara compreensão do que viria chefe dos carcereiros. diz o narrador. e os dois sonhos sobre a sua própria importância. ficaria até morrer. Canaã ficava na rota de comércio entre as nações ao Norte e a Oeste. mas ainda não seria (Gn 37. A aflição de José só será Ele se volta outra vez aos recursos mencionada mais tarde (Gn 42. Como sinal de apreço. Ele acabaria saindo da prisão da C o m o g o v e r n a d o r d o rei n o E g i t o . que era o primeiro amor de Jacó. Potifar. Segundo uma tradição rabinica. de mangas compridas. mas xado tão furiosos os seus irmãos? De Ruben (o mais velho) não o permitiu. O relacionamento entre os dois. Jacó deu ao filho uma túnica longa. O Faraó teve vários sonhos.5-11. Seja como for.21). José ficou todo trouxe grande tristeza ao patriarca esperançoso. chefe de uma grande casa. com certeza. " O S E N H O R mas podemos imaginar o que se pasestava com ele". vendido como escravo a uma caravana de lançado na prisão. O pai ficou pensando no caso. O prisioneiro Mas sua carreira foi interrompida bruscamente pela intervenção da mulher de Potifar. foi um escravo não tem direitos.15) era um anjo que o guardava. reabilitado. de repente. lá longe. e ninguém conseguia interpretá-los. Raquel expressou o desejo de ter outro filho. registrados em Gn 37. no final. o volúvel chefe dos copeiros esqueceu com o Egito.31-36). nem mesmo o direito de resposta. que havia em seu interior. robusto e bem articulado. tendo acima dele apenas o próprio Potifar. era um homem próspero. e foi jogado num poço. Será que se tratava da mesma atitude esnobe que havia deiO escravo A idéia inicial era matá-lo. ele tem uma sensação interior do poderoso destino que lhe estava reservado.Gênesis José David Barton José era filho de Jacó e Raquel. foi dois dos antigos servidores do Faraó. José teria se forma mais dramática que se poderia vestido c o m o o oficial e g í p c i o retratado nesta imaginar. que estavam apascentando os rebanhos nas colinas distantes dali. e.

Isaque e Jacó. Assim. no Gênesis. O administrador de José foi atrás deles. pôde reencontrar seu filho. c o m suas a-spectívas interpretações. o chefe dos copeiros lembrou. Deus se revela a cada um dos patriarcas. José reconheceu seus irmãos. trata-se de uma narra tiva contínua. José era um homem vulnerável. para buscar Benjamim. quando Judá se ofereceu para ficar em lugar de Benjamim. quando já estavam a caminho de Canaã. e o Faraó delegou a ele a responsabilidade de administrar a distribuição dos cereais armazenados.1-36). p r o v a v e l m e n t e c o m p o s t o na é p o c a d e J o s é . foram bater à porta do palácio de José. Não demorou muito e mercadores famintos. José só se deu por satisfeito. e interpretaram aquela situação como castigo pela sua maldade. Porém foi através dele que Deus trouxe salvação. já avançado em dias. Nem sempre um sonhador é também uma pessoa de ação. Entre eles. Jacó. na segunda metade de Isaías. e esta compreensão passará a ter maior importância nos capítulos seguintes da história que a Bíblia conta. A fome foi severa e longa.22-24 A túnica. E esses são temas que reaparecem no livro de Jó. agora poderoso. Isaque e Jacó. Agora ele podia dizer quem era e dar-lhes o seu perdão. O s sonhos eram considerados altamente significativos n o E g i t o a n t i g o . houve reconciliação na família. os irmãos do próprio. Podia ser um truque O moral da história A história de José é diferente das histórias anteriores. bem óbvio. mas para outros povos também. José foi levado da prisão à sala do trono. A c i m a aparece u m a porte d e u m " m a n u a l d e s o n h o s " das egípcios. Os irmãos. e acabou fixando residência. Assim. Seus sonhos se tornaram realidade. acima de tudo. e o impasse estava criado. vindos de longe. em terras que lhe foram entregues pelo Faraó e protegido por José contra as agruras dos restantes anos de fome. mas disse ao Faraó o que deveria ser feito à luz do mesmo (Gn 41. mas também as regiões vizinhas. Ao fazer a distribuição dos mantimentos. MOMENTOS MARCANTES Nascimento — Gn 30. José nunca foi acrescentado à lista. S o n h o s bons e r u i n s são listados e m colunas. mas José é simplesmente alguém que tem sonhos. Afetou não apenas o Egito. não somente para o seu povo. lembraram o que haviam feito com José. finalmente. Mas ele tinha mais uma surpresa para eles. Deus é sempre o Deus de Abraão. por sua vez. mas os irmãos sabiam agora que estavam totalmente à mercê daquele senhor egípcio. A história de José é narrada em Gn 37—50. exigiu a presença do irmão mais moço como prova da inocência deles.Foi então que. Casou com a filha de um sacerdote. Ali. mas estes viram nele apenas um homem poderoso a quem eles vieram pedir ajuda. de tão emocionado que ficou. Apesar de sua fama e importância. Ele foi rejeitado. Ao ver o querido irmão Benjamim. O ponto alto da história de José é a cena do perdão. Equilibrando a balança As ironias se multiplicam. enquanto os outros voltaram a Canaã. José pediu que seu copo de prata fosse colocado na boca do saco de mantimentos de Benjamim. José se retirou para chorar. e. José foi ríspido com eles. Ali. vendo que a balança da justiça estava equilibrada. Uma atuação impressionante! Braço direito d o Faraó O resultado de tudo isso foi que José se tornou um homem livre e ficou encarregado de fazer frente à fome prenunciada pelo pesadelo do Faraó. havia alimentos para sobreviver. foi trazido de Canaã ao Egito. Depois de certificar-se de que Jacó e Benjamim estavam bem. Nas histórias anteriores. à medida que a história se desenrola. Mas com José tem início uma nova compreensão da maneira como Deus lida com as pessoas. quando chegaram os anos de escassez. Desta vez Simeáo ficou preso. Diferentemente das histórias de Abraão. os sonhos e a traição dos irmãos — Gn 37 Escravo de Potifar — Gn 39 Na prisão — os sonhos do padeiro e do copeiro — Gn 40 O sonho do Faraó e o novo status de José — Gn 41 Os irmãos: provações e reencontro — Gn 42—45 . no ministério de Cristo. não apenas interpretou o sonho. Mas José agrega à sua notável percepção da realidade medidas práticas de armazenamento de cereais durante os anos de fartura. José estava no auge do poder. acusando-os de espionagem.

C. A escravidão que ele sofrera serviu para salvar vidas.34 A aversão dos egípcios pelos pastores nômades provavelmente não difere muito do sentimento que muitas pessoas de residência fixa ou sedentária têm em relação aos ciganos errantes. que data de 1400 a. a casa de Jacó. partiu para o Egito com a promessa tranquilizadora de Deus de que os acompanharia e os traria de volta — como nação. a oeste de TeD M . G n 48—49: A bênção de Jacó Mais uma vez um ciclo se completa: desde a bênção que Jacó recebe de seu pai cego até Josó ordenou n pesagem e estoeugein de grãos n o r. Caso contrário. os nômades da Palestina tinham permissão de levar seus rebanhos para as pastagens que ficavam na parte oriental do delta do Nilo. mostra alguns oficiais pesando grãos para o pagamento d e impostos. Não havia ressentimento no coração de José: ludo que havia acontecido fora parte do plano providencial de Deus.2.5 Jose pode ter usado seu copo de prata para fazer adivinhações (interpretando eventos conforme o movimento das gotas de óleo sobre a água). I 45..32 Os egípcios provavelmente acreditavam que a presença de estranhos à mesa contaminaria a comida. o Faraó se tornou dono da terra e o povo tornouse seu arrendatário. Apenas os sacerdotes mantiveram suas propriedades. • 47. . lista pintura do T ú m u l o d e M e n n a . Neste caso. G n 46—47: Descendo ao Egito O povo de Israel.16-19 Graças à política econômica de José. posteriormente os judeus passariam a não comer com não-judeus.8 " N ã o foram vocês.5. » 44. aproximadamente.• 43.j-ilo. Por esta mesma razão. como algumas versões sugerem. mas foi Deus".10 Em tempos de fome. Outra possibilidade é que o administrador estava dizendo que era impossível não ser descoberto por esse mestre sábio e poderoso que se chamava José.. a identidade do grupo poderia ser rapidamente perdida. a antipatia teve um efeito benéfico. t 45. na medida em que manteve a família como unidade isolada. • 46.

152 Pentateuco o momento em que ele próprio abençoa os I filhos de José (acontecimento descrito em Hbl 11.5-7 Fica claro que Jacó pronuncia juízo i sobre a conduta de Slmeão e Levi cm Siquém j (34. d u m período anterior a o de J o s e . I fazendo com que Jose desfrutasse de ume herança dupla. As duas tribos seriam espalhadas [ (mas a de Levi como sacerdotes da nação). Efraim c Manas-1 sés foram considerados filhos do próprio Jacó. 27.22 custou a Ruben seu direito de filho mais velho.21 como ato de fé). • 49. de fato. quando os descendentes des-1 tes doze ocupariam a terra prometida.10 üe Judá veio a linhagem real dc Israel e também o Messias. • 49. Paraos i territórios. • 49.13-31).13 Embora próximo o suficiente do mar com a possibilidade de explorar o comércio marítimo.19 Tais ataques são registrados na Pedra Moabita do nono século a. em acentuado contraste com a história [ de Jacó e Esaú no cap. Sem maior dificuldade.C. . José e sua família vão ao Egito Jose p vendido aos midianitas em Dota e l e v a d o ao Egilo para ser vendido como Heliópolis (OmJ • i'Ménfis Jacó e seus filhos vão ter com José n o Egito para fugir da fome EGITO Q u a n d o a família de J o s e se m u d o u para o fcgiio. sendo apresentado a corte egípcia. veja Josué caps. I as mãos de Jacó se cruzaram para expressar I que a bênção de Deus recaía sobre o filho mais l novo. U m nobre o r d e n o u que essa cena fosse pintada na parede de seu túmulo.4 O ultraje registrado em 35. a cena d e v e ter sido semelhante à que aparece na pintura a o lado e q u e mostra u m g r u p o d e visitantes d o sul d e C a n a ã . • 49. 13—22 e mapa. até o litoral. o território de Zebulom não chegava. A benção proferida por Jacó se dirige a um l futuro distante. I • 49. em Beni-Hasã.

> Vs. A seqüência de quadros pintados no Gênesis. 70 dias. cheio de confiança e esperança ate o final. J o s é teve ( l i m i t o a um funeral reservado p a r a egípcios importantes o u famosos. termina com a morte de José no Egito.2-3 Era normal recorreraembalsamadores profissionais. esse ritual incluía detalhados preparativos p a r a a v i d a depois d a morte. • V . 25). O modelo de b a r c o funeral q u e aparece na foro acima foi e n c o n t r a d o n u m t ú m u l o egípcio. • V . disse José.Gn 5 0 : O f i m d e u m a e r a José c o n s e g u i u . de modo geral. N a religião egípcia. Porém ainda há mais a contar. que era o ideal egípcio de longevidade. finalmente. continuando com a queda. Dois séculos nais tarde. a promessa e o surgimento de uma nova nação em Canaã. mas apenas para enterrar seu pai no :úmulo da família em H e b r o m — ainda sua única propriedade na terra prometida. "Deus virá ajudá-los e os levará deste país para a terra que ele jurou dar". O luto guardado por Jacó (oi apenas dois dias mais breve do que o tempo de luto observado quando morria um Faraó. um sinal da bênção de Deus. mas talvez José quisesse evitar comprometimentos religiosos. 22 José viveu 110 anos. retornar a Canaã. trazendo uma cabeça pintada. . começando com as vigorosas pinceladas que retratam a criação e a vida exuberante no Eden. 26 O caixão normalmente era feito de madeira. um embalsamamento levaria. Seu último pedido resume a fé que ele teve ao longo de toda a vida (v.

o delta e o vale formam uma figura semelhante à flor de lótus na extremidade de um caule curvado. sendo que o pequeno "broto" é a província do lago de Faium. levava à Palestina. Os egípcios ficavam afastados. Os deuses eram. 0 território do Egito 0 verdadeiro Egito não é aquele quadrado vazio que aparece nos mapas modernos. Para fora do país.C. onde orioNilo deságua no mar Mediterrâneo. Ela seria por muito tempo um importante centro religioso. em parte. uns 500 km mais para o Sul. um sistema de escrita feito. . que trouxe a derradeira decadência. o sacerdote e altos dignitários. existe viçosa e exuberante vegetação. três eras de grandeza (Reino Antigo. em sete etapas ou eras: a inicial (era arcaica). o pivô da sociedade era o Faraó. Mênfis f 4 m e SINAI f 1' catarata CUXE 2 catarata a '-. também a história do Egito é muito rica e se estende ao longo de 30 séculos. . 0 rio Nilo propiciava uma economia agrícola. É.. representava carestia e. e em "oratórios" colocados na entra- N o caso d e j ó i a s d o E g i l o a m i g o . EGITO . Durante toda essa história. levavam a o mar Vermelho. e o período final. mal haviam sido inventados. No período final. isto sim. Os hieróglifos.154 Pentateuco Egito K. ao qual tinham acesso unicamente o Faraó. passando pelo norte da península do Sinai. seco. de coloraçãt amarelada ou marrom. de ideogramas. No Reino Novo. muitas vezes. u m a das peças preferidas e r a m o s colares. c o m o esre d e faiança azul. 0 que mantém o Egito vivo é a enchente anual do Nilo. na condição de intermediário entre os deuses e os homens. quando o vale e o delta foram unidos sob o governo de um só rei. havia uma raia que. e das regiões desertas e r a m trazidas pedras e outros metais. por sua vez. pois trazia água e m abundância para as plantações e depositai» uma nova camada de solo aluvial. Somente por ocasião das espetaculares procissões festivas é que o povo em geral podia honrar os grandes deuses. e outra que. a corporificação de forças da natureza ou de suas manifestações (o sol. das populações vizinhas. foram feitas tentativas de diminuir essas datas em até 300 anos (identificando o Faraó Ramsés II com o Sisaque do relato bíblico. porém não isolados. A. onde elas não chegam. sem vida. Reino Médio. As pessoas simples adoravam deuses domésticos. (Veja o diagrama) Em tempos mais recentes. Onde as á g u a s do Nilo alcançam. Mênfis teve que dividir a condição de capital com várias cidades localizadas no delta. Nos grandes templos era realizado o culto oficial (o ritual diário das oferendas). Premida pelo deserto. quando não de certos conceitos (como uma ordem justa. veio a ser a capital meridional. Mas é mais fácil dividir o período que vai de 3000 a 300 a. o que s e vê é um deserto. mas a evidência mais ampla que nos vem do Egito e da Mesopotâmia confirma a datação tradicional. Internamente. Kitchen Assim como a história da Suméria e da Babilônia. cuja bênção sobre o Egito se implorava através dos ritos nos templos. um "bom Nilo' significava prosperidade. o vale estreito que se estende ao longo de mais de 900 km. como a cidade do deus Amun.C. a verdadeira capital ficava na junção entre o vale e o delta. ao passo que o excesso de água deixava um ras tro de destruição generalizada. Tudo começou por volta de 3000 a. A longa série de reis ou "Faraós" compreende 30 famílias reais ou dinastias. e assim por diante). a população do se concentrava na estreita faixa de terra cultivável ao longo do vale e nas amplas planícies c < região do delta. Antes da construção das barragens em tempos modernos. etc). a lua).. Durante a maior parte da história egípcia. Um rii baixo. No mapa. iniciando em Assuã e terminando na região do delta. separadas pelo primeiro e segundo períodos intermediários de dissensão. e Reino Novo). passando pelos vales desertos da região oriental. a cidade de Tebas. em santuários menores. a principal via de comunicação ' era o Nilo. geralmente em Mênfis.

A partir do Reino Novo. por outro lado. E não foram somente os patriarcas hebreus que se refugiaram no Egito durante períodos de carestia. e das pessoas importantes de cada um daqueles períodos. graças à grande provisão do Faraó". ao que tudo indica. A magia "negra". O Egito e a Bíblia De Abraão a José O Egito aparece pela primeira vez na Bíblia como o lugar onde os patriarcas se refugiaram durante períodos de fome (Gn 12. algumas cenas em esculturas retratam estrangeiros esfomeados. tesoureiros. na História de Sinuhe) ou. Gn 42—47).Gênesis A história do Egito antigo Romanos I (Império Persa) I Greg os m raão OlOa. Graças ao Nilo.20). poesia lírica e religiosa. Os Faraós do tempo de Abraão e de José integravam. superintendentes de silos. Vista de forma positiva. A educação se baseava no treinamento de escribas na administração civil e nas escolas anexas a o s templos. uns mil anos depois O o l h o sagrado d o deus egípcio H o r u s era pintado sobre barcos para afastar o mal. nas palavras do mestre do rei Merikare. As grandes ordens sacerdotais tinham as suas propriedades e sistemas administrativos.10. sendo que algumas dessas obras se tornaram clássicas e obrigatórias para alunos. I a a a . livros de sabedoria (semelhantes ao livro de Provérbios). que atuava na capital e nas províncias. As atribuições seculares do Faraó eram. o Egito não dependia das chuvas mediterrâneas que eram de vital importância na Síria e na Palestina. o Faraó também mantinha e chefiava um exército permanente de carros de guerra e divisões de infantaria. então. para fora (como aconteceu com Abraão. O Egito mantinha guardas e oficiais de fronteira ao longo da divisa oriental. e inclusive chefes de cobradores de impostos! Esses departamentos eram apoiados por uma burocracia de escribas. e às vezes os visitantes eram escoltados para dentro (como Sinuhe. tribos edomitas receberam permissão para se dirigir aos lagos de Pitom. era um crime passível de punição. (cerca de 1210 a. e manterem com vida os seus rebanhos.20. Um dos aspectos mais salientes da religião era a magia.C : losc Moisés «Salomão ¡2700 JJ400 p 100 |l8(10 i h soo 1200 900 «I0 300 da dos grandes templos. Os magníficos monumentos — desde as gigantescas pirâmides e os templos até os delicados afrescos e minúsculos anéis sinetes — foram produzidos por um grande número de artistas e artesãos que estavam a serviço do Faraó. dos templos. e. "para se manterem vivos. "um braço que se podia usar para manter à distância os golpes da vida". em G n 12. Durante o Reino Antigo. ela era. O Egito teve uma rica produção literária de histórias. compartilhadas e executadas por altos oficiais de estado: governadores para o sul e o norte. O trabalho dos camponeses era a base da pirâmide social.C). na prática. a 12 e a 13 (ou 15 ) dinastias respectivamente (Reino Médio em diante).

foram encontrados "relatórios de trabalho" gravados sobre cacos de cerâmica. onde Moisés pede uma folga para os hebreus. à semelhança do que foi feito com José. Sabemos que crianças oriundas de Canaã eram criadas em haréns de outras partes do mundo. provavelmente Ramsés II. ou "ajudando o chefe a fazer cerveja". muitos hebreus eram escravos nas olarias egípcias do Reino Novo.C).. mas perfeitamente verossímil. mas o Faraó afirma desco- nhecer o Deus de Moisés e não está disposto a fazer mais um feriado. Já o processo de mumificação e os caixões do Egito (Gn 50. a tal ponto de escribas elaborarem manuais para ajudar a interpretação deles.C.7). sobre homens "que fabricam cada dia sua quota de tijolos".7) era uma força considerável. ou (que pena!) "picado por um escorpião".11). uma vez que se têm noticias de destacamentos bem maiores naquele tempo. As roupas de linho fino que José vestia na sua condição de alto oficial (Gn 41.1-4). No período de peregrinação pelo deserto. Moisés e o ê x o d o Quatro séculos mais tarde.. e m Karnak. como em Éx 2. Havia estrangeiros em todos os segmentos da sociedade. 0 tema das sete vacas não aparece apenas no sonho do Faraó (Gn 41. em essência. mas também na Fórmula mágica 148 do Livro dos Mortos.18. uma estrutura pré-fabricada). Os próprios egípcios contavam histórias divertidas sobre as façanhas desses homens. o Faraó. No plano económico. sobre funcionários que não têm nem homens nem palha para fazer tijolos" (veja Êx 5. 1 1 . por vezes.16).C. não é nada surpreendente na sociedade egípcia cosmopolita do Reino Novo. a região do delta era propícia para a criação de gado (Gn 46. (um templo de) Ramsés II". ilustram o p o d e r d o s Rwaós egípcios. eram e continuam proverbiais até hoje. muitos de seus contemporâneos que não eram egípcios receberam um segundo nome egípcio.1821). Mais interessantes são os registros sobre um homem "fazendo sacrifícios ao seu deus". Que Israel já havia saído do Egito e estava instalado na região ocidental da Palestina ao final do século 13 a. Papiros daquele tempo falam sobre os Apiru (povos que incluíam os hebreus).26). As condições descritas em ÊX 5 são confirmadas por documentos egípcios daquela época. Na parte ocidental de Tebas. 8.156 Pentateuco período em que muitos estrangeiros encontraram trabalho no Egito. Tudo indi- .1-5. e isto em vários níveis.48-49.34-35. ou sobre todo o grupo tendo vários dia de folga para participar de uma festa religiosa local. Em toda a parte e em todas as classes sociais. o cântico de vitória de Merneptah (cerca de 1210 a. "que arrastam pedras para a construção do grande pórtico de pilonos de. E.34). as autoridades egípcias mantinham um detalhado registro das propriedades rurais e.11). e. mandou seus carros de guerra atrás deles. que fala sobre a alimentação no além. na parte oriental do delta.42) são conhecidas de inúmeras pinturas egípcias. é um dado confirmado pela única referência egípcia a Israel (num contexto em que se fala também sobre Gezer e Asquelom). Num sistema desses não era difícil pôr em prática as medidas propostas por José (Gn 41. sendo esta última a residência oficial e sede governamental de Ramsés II. Ali aparece um registro de dias trabalhados e dias de "folga".7. que eram os "blocos de notas" daquele tempo. foram utilizadas técnicas conhecidas desde longa data no Egito para a construção de estruturas que precisassem ser montadas e desmontadas rapidamente. Quando os israelitas deixaram o Egito. bem como os sepulcros (Êx 14. são dadas razões específicas para a ausência de alguns: "a mulher dele está doente". quando da construção do tabernáculo (que era. tanto para uso profano quanto para fins religiosos. Um Moisés não era nenhuma exceção naquele contexto. desde escravos até altos oficiais (como José que estava a serviço de Potifar. Gn 39. Períodos posteriores O Egito reaparece na história bíblica do tempo de Davi e Salomão. acreditava-se que os sonhos eram significativos. mediam ou avaliavam as plantações para fins de taxação.11) eram sacerdotes e escribas eruditos. em véspera de colheita. trabalhando para os grandes projetos de construção daquele tempo. Os mágicos e sábios (Êx 7 . algo que é evidenciado por uma inscrição datada de cerca de 1600 a. O ponto alto desse trabalho foi a construção das cidades de Pitom e Ramessés (Éx 1.23-26). (Compare com Êx 5. na aldeia A s imponentes colunas d o T e m p l o d e A m u n . Além disso. 47. 9.2-3. em que moravam os trabalhadores nas tumbas reais. desde o mais insignificante escravo até o copeiro à direita do Faraó. Salomão casou com a filha de um Faraó que conquistou Gezer e fez dela o dote da princesa (1Rs 9. Seiscentos carros (Êx 14.) O fato de uma princesa de ura harém que ficava na região oriental do delta acolher uma criança estrangeira. sucessor de Ramsés II.

Em pouco tempo.25). . Os profetas de Israel censuraram seus reis O Iraje d e u m a princesa egípcia ( c o m o a q u e aparece na história d e M o i s é s ) é ilustrado neste afresco d a rainha A h m é s . o poderio egípcio entrou em rápido declínio. e também em inscrições encontradas em Karnak e em Megido (na própria Palestina). 14. retratados e m faiança d o u r a d a .15). o Faraó valeu-se de Jeroboáo para dividir aquele reino em duas facções inimigas. na p a n e posterior d o trono d o rei. A estrutura literária do livro de Provérbios — em grande parte um "livro sapiencial" de Salomão — revela afinidades com outras obras do gênero escritas na região do Oriente Próximo. sujeitou a monarquia dividida dos hebreus a seus próprios interesses materiais. Esta p i n t u r a mostra o processo d a RHimiíicacáo. que. a julgar pelo fragmento de um baixo-relevo encontrado em Tànis (a Zoã da Bíblia). a reiterada afirmação de que Provérbios deriva em parte diretamente de uma obra egípcia escrita por Amenemope carece de fundamentação mais sólida. ) . Verso: U m dos maiores tesouros d o Kgito: o rei T u t a n c a m o n e sua esposa. E quando Roboão sucedeu a Salomão. se tornou realmente um "reino humilde" (Ez 29. d e Tebas. Este considerava o Israel do tempo de Salomão um rival na política e no comércio. fundador da 22 dinastia. O c o r p o d e J o s é foi preservado desta •nua. O Egito não era adversário à altura para assírios e babilônios. Entretanto. a dinastia de Siamun deu lugar a um novo rei e uma nova dinastia: Sheshonq I. « m ú m i a s d o E g i t o a n t i g o são m u n d i a l m e n t e famosas. por um breve tempo. Depois disso. capital dessa dinastia.40.N e f e n a r i (cerca d e 1S0O a . Jr 46). perdendo sua independência durante os séculos seguintes. C . com o surgimento do Império persa. várias delas no Egito.C). ca que esse Faraó era Siamun (cerca de 9 7 0 a. fez incursões na região dos filisteus e no sudoeste da Palestina. Essa campanha na Palestina foi registrada numa grande cena de triunfo que se encontra no templo de Amun.por esperarem ajuda do Egito (veja Is 30—31. o Sisaque da Bíblia (IRs 11. e. prateada e a z u l . e. a em Karnak.

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o "êxodo" (a saída) que dá nome ao livro. Por intermédio de Moisés. apoia esse ano como data do êxodo. A nação estava no apogeu do seu poder militar. voltou-se n o v a m e n te à região fértil do delta. Caps. Ê x 7. como se faz atualmente. a atenção " S e quisermos entender a mensagem central do NT.11-12).C). Faraó decidiu intervir diretamente ( Ê x 1. O número arredondado de 480 (12 x 40) possivelmente significava 12 "gerações". 3 (At 7. o livro que mais vale à pena estudar com atenção è este livro do Êxodo. sob a liderança de uma nova dinastia de Faraós. Moisés tinha 40 anos quando fez a primeira tentativa de libertar o povo (2. C o l e . que era de matar todos os meninos recém-nascidos. para a qual há boas evidências. Um novo cálculo das datas da história de Israel. Revela um Deus que pode ser conhecido. chega-se à data do século 13. A. que resgata os oprimidos. Outros 40 anos se passaram até os acontecimentos narrados no cap. chegamos ao ano de 1450 a.36 Israel no Egito Êx 1: U m a n a ç ã o e s c r a v a Quase 300 anos haviam se passado desde a morte de José e o final de Gênesis. Êxodo mostra Deus no controle da história. Deus deu a seu povo a norma de vida — a lei — dando-se a eles e fazendo deles o seu próprio povo num contrato duradouro (a aliança). feito recentemente com base nas listas de reis egípcios. Foi ele quem tirou o povo do Egito. É uma epopéia em que quase tudo gira em torno de Moisés.1—12. subordinadas a capatazes.23. Mas as parteiras hebréias não concordaram com o plano do rei. mas de acordo com 1 Rs 6. O povo de Jacó vivera no Egito cerca de 370 anos. de uma dinastia que há muito esqueceu o que José fez pelo Egito (veja G n 41). p r í n c i p e d o E g i t o Todos os meninos hebreus recém-nascidos deveriam ser lançados no Nilo. do século 13. e a vida de Moisés foi salva pela ação criativa de sua mãe. O comentário histórico que se seque é baseado nesta teoria. E havia Resumo Como Deus resgatou os israelitas da escravidão no Egito e fez deles o seu povo. com a sede do governo em Tebas e Mênfis. que deviam j u n tar barro e fazer tijolos para a construção de novas cidades.C. incluindo as cidades-armazém do Faraó. Mas a maioria ainda favorece uma data mais recente. um Deus "santo" cuja bondade e justiça são impressionantes. A presença desse grande número de estrangeiros em seu território (veja 12. 1—11 Israel no Egito Moisés Caps. A história egípcia não menciona o êxodo. As coisas haviam mudado no Egito. Ê x 2: M o i s é s . não uma princesa de sangue real. Mas a água que afoga pode também ser usada para fazer flutuar um cesto impermeável (a palavra hebraica usada aqui é a mesma que designa a "arca" de N o é ) . A q u i estava sua chance de assegurar que não causassem problemas. (Ramsés I I teve cerca de 60 filhas!) Ela deve ter levado Moisés ao harém Êx 1. o personagem central.159 ' ÊXODO O livro de Êxodo é a história do nascimento de Israel como nação. Se calcularmos. Ou seja. U m a levav a o nome do sucessor de Seti. 25 anos por "geração". O povo foi organizado em equipes de trabalho. Agora eles são uma nação escrava sob um novo Faraó." R. Mas quando Seri I (provavelmente o "novo rei" do v. 8) chegou ao poder. Ramsés II (que foi o principal responsável por sua construção). somando tudo. O poder dos Faraós hiesos havia sido quebrado e os reinos do Alto e Baixo Egito estavam novamente unidos. Este era o decreto de Faraó.1 ele ocorreu 480 anos antes da construção do templo de Salomão (inaugurado por volta de 970 a. Teve início um grande programa de construção. 12—18 O êxodo A páscoa Do Egito ao Sinai Caps. mas essa tentativa acabou em desastre. Mas apesar da opressão crescente a explosão demográfica c o n t i n u o u .7). • A filha d e Faraó provavelmente era filha dele com uma concubina. O poder de Faraó não conseguiu vencer a fé e a coragem das parteiras. Seu status privilegiado era coisa do passado.37) deixara o Faraó inquieto.15-22). 19—40 O povo de Deus Os dez mandamentos Lei e aliança O tabernáculo de Deus e adoração uma mão-dc-obra disponível e barata residente na área: os israelitas.

E Deus se conecta com aquilo que o povo j á sabia: ele não é um estranho para seu p o v o . quando Deus o chamou. 'Eu S o u o que Sou'" ÉX3. O que nos dá identidade. • 4.19 A morte de Faraó foi registrada em 2. na casa real.20) No pensamento hebraico. o que daria autoridade a Moisés. Não foi 'Você é .11: "Quem sou eu?" Este era o dilema de Moisés. agravada pela rejeição de seu povo. • As riquezas dos egípcios (3. cujas histórias eles conhecem. Ele levantou uma objeção depois da outra e todas elas foram rebatidas por Deus: • 3. Enquanto andava pelo deserto. no sacerdócio o u na administração civil. me perguntarem : Qual é o nome dele? Q u e lhes d i r e i ? " Moises não podia v o l t a r apenas c o m uma experiência subjetiva que ele havia tido.13: "Por favor. o mesmo lugar onde viria a receber a lei. Moisés fugiu para o deserto.2) Praticamente! identificado com Deus. • M o n t e H o r e b e (3. U m a escultura e m relevo d e Carquemis.". Nascido hebreu. século 8 a . • 4.244 m de altura) na parte sul da península ] do Sinai. mas permitiu que Moisés fizesse de Arão. • 4. Deus se encontrou com ele.160 Moisés roí adorado p o r uma princesa egípcia e criado. 12. .2-3. veja comentário sobre! J z 2. 7). criado como egípcio. Não era inédito na época criar meninos estrangeiros dessa maneira e treinálos para ocupar posições de destaque no exército. de modo que.1) Não se sabe com certeza onde ficava localizado. • O SENHOR (3. (Veja "Os nomes de Deus". a presença dele: " E u estarei com você". Ê x 3—4: A s a r ç a a r d e n t e Moisés estava no Sinai (Horebe). Deus se descreveu mais claramente: " E u Sou! é o Deus v i v o . . Ali. Isso Deus não faria. mas uma antiga tradição o identifica com Gebel Musa (2. Quetura. manda outra pessoa". do qual deriva tudo o que existe.21 A Bíblia diz que Deus endureceu o coração do Faraó.21-22) Veja 11. C . Era real? Era uma visão? Ele se aproximou.. Moisés teve um bom treinamento para a futura peregrinação com Israel através do deserto. no hebraico " Y H W H " .35-36. Eles moravam no deserto.22).20-29). como príncipe. mas um uso extraordinário dela por parte do Deus que criou o mundo. mostra a rainha Tawarisas segurando seu príncipe.1: " O s israelitas não vão acreditar era m i m . Este é o tipo de mágica que conheciam.10: " N u n c a tive facilidade para falar!" Mas o Deus que o criou lhe d a r i a condições de falar. Mas o emissário se mostrou muito relutante. 'Você reúne todas as qualificações". • O A n j o d o S E N H O R (3.1. A distinção que hoje geralmente se faz entre modos "naturais" e "sobrenaturais" de agir é estranha ao pensamento do autor. " Deus d e u a Moisés três sinais — demonstrações d o poder de Deus — cora os quais poderia convencê-los de que ele realmente se encontrara com Deus. nesses anos de vida nômade. Ele é o Deus de A b r a ã o c dos outros. seu irmão. E a resposta de Deus não foi: Página oposta: Tendo matado um cruel capataz egípcio. • 4. estudando leis c adquirindo conhecimento em vários ofícios e esportes (veja At 7. aprendendo a ler e escrever os hieróglifos e as letras cursivas egípcias. Pentateuco "Deus d i s s e (t Moisés.. era a identidade de Deus. Isso era bem mais complicado do que d i z e r " N ã o me sinto qualificado para essa tarefa". e Deus se dirigiu a ele com uma comissão assustadora: " E u o enviarei ao Faraó para que você tire do Egito o meu povo". • 3. na dramática experiência d a sarça ardente. o porta-voz. Moisés enfrentava sua própria crise de identidade.! um prodígio ou milagre não é uma inversão! da ordem natural.14 onde foi criado com outros. " ou "você tem. mas " E u Sou". • 4. parou ao perceber uma sarça em chamas. . prova-1 velmente pronunciado " Y a h w e h " o u "Javé"j tradicionalmente lido como "Jeová". Elas seriam usadas para mobiliar e enfeitar o tabernáculo de Deus (35.) • Prodígios (3.23. • Mídia (15) Os midianitas eram descendentes de Abraão por meio de sua segunda esposa.15) As letras maiúsculas usadas na maioria das Bíblias indicam o "nome pessoal" de Deus. que o Faraó endureceu . .13: " Q u a n d o . pois estava associada à religião do Egito (cap.

Éxodo .

S I 111. Por mais influente que seja essa teoria.12. Êx 33. se tinha sobre o caráter que esse nome revela. em Êx 3 (vs.12-13). diziam Adonai. ex.22). As traduções em grande parte ainda seguem essa prática. Mas Deus decidiu revelar isso numa ocasião em que eles precisavam ser redimidos. "quem é Yahweh?".6-7. quando chegavam a esse nome. No AT. Mq 7. aos patriarcas)? Os especialistas no estudo do AT responderam essa questão. o nome Yahweh se relaciona com o verbo "ser/existir". "Deus Eterno". mas não nos diz que tipo de Deus ele é. esse nome só foi revelado a Moisés. havia assumido o significado de uma afirmação a respeito do caráter desse Deus que tinha esse nome. compare 1Sm 3. Deus dizer a Moisés (Êx 6.7. que se manifesta em santo resgate e ira santa por ocasião da Páscoa (ÊX 12). quando.15. Esta interpretação de Êx 6. Jr 32. Sua ocorrência mostra que o nome era não só conhecido como usado (p.5) está a santidade de Deus. que ele é o santo Redentor e o Juiz santo. Se alguém tivesse perguntado a Abraão. os judeus. ou teria usado um dos outros títulos de Deus conhecidos dos patriarcas: "Deus Altíssimo". segundo outra. Ao declarar o seu nome ao povo. Além destes. existe o nome pessoal Yahweh ou Javé. envolve desfrutar ativamente de comunhão com a pessoa conhecida.16). Segundo uma tradição. um epíteto para Deus ou uma forma de se dirigir a ele. a noção de "presença ativa" nos diz que Deus está conosco.13. 14.. pois se encontravam na situação de escravos condenados. Deus no poder e na singularidade da sua natureza divina. Muito se tem a ganhar quando se percebe que por trás da forma S E N H O R está o nome pessoal de Deus. Revelação progressiva O nome Yahweh aparece na Bíblia desde o início (Gn 4. . ela não é nem irrefutável nem necessária. Deus de t o d a a humanidade Mas o Deus que se revela de modo especial a um povo. essa riqueza de significado é adicionada à revelação do Redentor santo. • Elohitn. Em termos lingüísticos.2-3 nos diz aquilo que até aquele momento tinha apenas o significado de um "identificador". em leitura pública. S I 146. no tempo do AT. ele com certeza teria respondido: "o Deus Todo-Poderoso". mas "estar ativamente presente". Por exemplo. a saber. "conhecer" vai além do simples acesso a informações. o "Santo de Israel" não pode ficar restrito a esse povo.27). Yahweh se identificou como o Deus que salva o seu povo e derrota os seus adversários.7) — o Deus de toda a humanidade (Nm 16. não significa "deuses". Como pôde. o nome divino era conhecido desde o início.2-3) que "pelo meu nome. aquele que sempre se faz presente entre o povo. então. Deus queria revelar-lhes o seu caráter mais íntimo. "Senhor".2-3 é confirmada pelo Gênesis. "Deus. Em outras palavras. 6.1). o Deus que é "meu Deus" para as pessoas que fazem parte da nação escolhida. Na base de sua auto-revelação como Yahweh (Êx 3.162 Pentateuco Os nomes de Deus Alec Motyer Dois termos hebraicos são traduzidos por "Deus": • El. Gn 4. Assim. "A Divindade". O S E N H O R .26. uma forma plural que. Assim sendo. o Deus de Israel".25) e "Rei" (Jr 10. oposta à anterior. Êx 6. Ele é o "Criador" (Is 40. Este verbo não significa simplesmente "existir". "Juiz" (Gn 18.28). Por reverência e para evitar que esse nome fosse pronunciado.18-20 mostram de forma bem clara a compreensão que. Yahweh é o Deus ativamente presente entre o seu povo. dizendo que temos várias tradições da história primitiva do povo de Deus. mas Aquele que possui de modo completo todos os atributos divinos. mas "não se importavam (literalmente "nãoconheciam") o S E N H O R " (ISm 2. não lhes fui conhecido" (isto é. meu Deus" onde o hebraico traz Adonai Yahweh (o Soberano Yahweh). Ao escolher a tempo do êxodo para revelar o significado do seu nome.22. traduzindo Yahweh por " S E N H O R " ou colocando " S E N H O R Deus" ou " S E N H O R . etc. Textos como Êx 34. no entanto. os filhos de Eli com certeza conheciam o nome como maneira de "identificar" Deus. se diz que Yahweh é "o Deus de vossos pais". SI 103.

> Acesso ao Faraó Se esse Faraó era Ramsés II. Ê x 6. E os e g í p c i o s q u e d e r a m o u v i dos às advertências de Deus foram salvos (9. ? E u não conheço o A foto mostra u m a mistura d e lama d o Nilo c o m palha s e n d o colocada e m moldes d e madeira para fazer tijolos. Êx 5 . mas não eram capazes de impedir. 1 5 . rãs. > 6. lembrando a Moisés quem Deus era e dizendo o que pretendia fazer. Miriã era a irmã mais velha de ambos. A família de Moisés agora estava ligada aos antepassados de Israel — o povo de Deus — p o r meio do sinal da aliança. Deus dá início a uma série de castigos para ensinar a Faraó e seu povo quem era o S E N H O R e qual era o alcance do poder de Deus SENHOR sobre toda a criação ( 7 . 1 4 . O vento trouxe uma nuvem de gafanhotos da Etiópia que destruiu toda a vegetação do país ( 1 0 . 1 0 . e não a Moisés. "Agora eu ouvi os gemidos dos israelitas. De qualquer modo. 5 . 1.2 0 ) . 1 3 : P r i m e i r a v i t ó r i a de F a r a ó 0 primeiro pedido a Faraó apenas agravou a situação. 2 ) . y 0 pedido (5. O povo se voltou contra seu "libertador". que estão sendo escravizados pelos egípcios. criado no harém. mas serve como u m teste.. 1 7 . F r u s t r a d o . . sua força vital. p r o c u r a r a m r e f ú g i o nas casas (7. 2 2 .. Êx 6 . que ainda não haviam c r e s c i d o . 5-6. primeiro por mosquitos e depois por moscas que se criaram entre as carcaças dos peixes e das rãs (8. Para o escritor hebreu. o fato de ser Deus é a primeira causa de tudo não conflita com a responsabilidade humana.3 O nome Y H W H ( S E N H O R ) é usado em Génesis de 2 .V/ÍOK. e não v o u d e i x a r que os israelitas saiam daqui" ( 5 . isto é. e lembrei da aliança que fiz com eles. 1 4 . Moisés recorreu a Deus novamente.14) Três anos mais velho que Moisés ( 7 . T i j o l o s q u e i m a d o s a o sol sao material d e construção b o m e b a r a t o amplamente usado na Á f r i c a e na Á s i a . ele supostamente nasceu antes do edito do Faraó. 8 . e Faraó.1 ) Isto parece ser menos que toda a verdade. sabe-se que ele recebia também pessoas (confira 5 .seu coração e que o coração do Faraó se endureceu: três verbos diferentes sem diferença real no significado. 9. A lista é um trecho da lista mais longa de Nm 2 6 . seus magos e todos os deuses do Egito foram incapazes de reverter o j u í z o de Deus. . diga aos israelitas o seguinte: Eu sou o SJÍ. "transformouse em sangue": os peixes não podiam viver na água vermelha e grossa ( 7 . o país foi infestado. C h u v a de pedra e tempestades destruíram as safras de linho e cevada. 2 4 . mas não as de trigo c cspclta. O Nilo.13-35).16-32). f u g i n d o das margens d o r i o e dos peixes em d e c o m p o s i ç ã o . 2 9 : P r a g a s a t i n g e m o Egito Faraó o u v i u e rejeitou o pedido de M o i sés.2 6 No v. já prevista por Deus ( 3 . 8.2 7 : G e n e a l o g i a Quem eram Moisés e Arão? A genealogia os identifica como descendentes de Jacó por meio da linhagem de seu filho Levi. 1 9 ) .14). E Deus renovou seu chamado.1 2 ) . 1 . 9. Depois. escreveram as histórias. q u e é secada ao s o l . e tumores apareceram nas pessoas e nos animais ( 9 . mas é claro que era conhecido p o r aqueles que. 2 8 — 1 0 .5-7 3 . centro da economia e do culto da nação. A reação de Faraó revelou sua hostilidade implacável. porque a natureza destes seria ofensiva aos egípcios ( 8 .15). 7. Êx 6 . 1 .2 4 ) . o pronome objetivo "-lo" (em "matá-lo") pode ser uma referência a Gérson. sabia como chamar a atenção do Faraó.4 . > Arão (4. mais tarde. Assim. > 4 . Demonstrou que tipo de pessoa ele era: "Quem é o S E N H O R . Moisés.25—8. Farei com que vocês seja o meu povo e eu serei o seu Deus". Sete dias mais tarde. Nove vezes Deus agiu.1 8 ) . 2 4 . Durante três dias a luz do sol permaneceu . a circuncisão. 7 ) . "o S E N H O R se encontrou com Moisés c procurou matá-lo" pode ser outro exemplo de Deus como a primeira causa — talvez a ameaça fosse u m acidente o u uma doença. Os magos podiam imitar. 1 — 6 . Vou livrá-los da escravidão do Egito. Portanto. 4 em diante. Palavra d e Deus a Moisés. O s animais foram atingidos p o r uma peste. A palha m o í d a reforça o tijolo. 2 6 ) . 2 . Israel deveria deixar o Egito para oferecer sacrifícios.

de modo que no final o poder de Deus ficou evidente para todos. Ê x 11. o dia em que feriu mortalmente os primogênitos dos egípcios. inclusive o filho do próprio Faraó? De que instrumento Deus se valeu: a peste bubônica ou a poliomielite? Não sabemos.) O cordeiro o u cabrito da páscoa. O trigo. O s acontecimentos seguem uma ordem lógica. Os anos de escravidão são.21-29). "piolhos": a palavra ocorre apenas aqui. trazendo lama vermelha c espessa ou algas vermelhas que poluíram a água.25 Antes da construção da grande represa de Assuã. Mas o povo não partiu de mãos vazias. Este foi um dia que seria lembrado ao longo dos séculos. Os pães sem fermento evocam a rapidez da sua partida (não havia tempo para usar fermento c deixar o pão crescer).16-17 "Mosquitos".22-23 estava prestes a se realizar. (A época é março/ abril. • 8. Foi do " p ó da terra" que eles saíram. • 9.) U m a nova festa foi instituída c um novo ano (religioso) começou. de certa forma.36: A m o r t e r o n d a a terra A preliminar havia terminado: a advertência de Deus em 4. o deus sol. ou apenas os jovens das famílias mais importantes. Mas para Israel era o início. mais que ansiosos em vê-los partir. Ele controlou a extensão e as áreas afetadas por cada praga. representa a proteção e provisão de Deus por seu povo: Israel é o primogênito de Deus. O linho era vital para a importante indústria de tecelagem egípcia. deixando-o tomar suas próprias decisões. Deus não interferiu. .164 Pentateuco encoberta por "trevas espessas" (provavelmente uma tempestade de areia provocada pelo vento conhecido como cansim) (10. pagos pelas roupas e jóias entregues pelos egípcios. Ele fez distinção entre seu povo e os egípcios. ( F o r a m literalmente "todos" os primogênitos. importante item de exportação. que poderia ter começado com uma inundação acima do normal. Ele fez com que o "deus N i l o " trouxesse ruína em lugar de prosperidade. Veja "A Páscoa e a Última Ceia". E o poder de Rá. Mas os egípcios foram devastados. Anunciou a vinda de cada uma c podia fazê-las cessara qualquer momento em resposta a oração. a cheia anual ocorria entre junho e outubro. As rãs (associadas aos deuses egípcios da fertilidade) trouxeram doença ao invés de fecundidade. As ervas amargas representam todo o sofrimento que suportaram no Egito. o fato é que não se tratava de m e r o " a c a s o " . • A dureza de coração d o Faraó Veja em 4.1—12.21. • 7.31-32 Este é um detalhe que revela conhecimento da situação local.24 O solo arenoso filtra a água. Este era o fim da linha para Faraó e seu povo. E m cada caso Deus d e c i d i u valer-se de desastres naturais para c o n f u n d i r o Faraó e os deuses do Egito (12. realmente amadurece um mês ou dois após a cevada. foi eliminado.12). assado sobre o fogo. pois Deus estava em ação. Não importa como aconteceu. mas poupou e libertou seu p r ó p r i o p o v o . demonstrando seu controle absoluto. Esta estátua colossal d o Faraó Ramsés 11 (provavelmente o Faraó de Ê x o d o ) é um dos vários monumentos e construções que díío conta d o seu poder no Egito antigo. As pragas ocorreram durante u m período de seis meses a u m ano. • 7.

As vezes também faltava água.15 A partir de G n 22. seus "despojos" incluíam jóias d e prata e o u r o . foram dadas instruções adicionais sobre a celebração da Páscoa: quem poderia participar e onde deveria ser comemorada. Ê x 14: P e r s e g u i ç ã o ^ e desastre Presos entre o mar e as montanhas. e o destacamento que perseguiu os escravos foragidos foi destruído — um golpe duro o bastante. fazendo as paredes de água desabar sobre as tropas de Faraó.19) Veja G n 50. os israelitas enfrentaram seu primeiro grande teste de fé. Contando mulheres e crianças. 166). Começa a viagem em direção à fronteira. em l e m b r a n ç a da f o r m a apressada como saíram do Egito. • 600.14). numa tradução mais exata. • 13. 17-18 Não há menção do afogamento de Faraó. • 13. após quatro séculos numa terra estranha Israel estava livre. mas o grande fato indiscutível é que Deus libertou o seu povo. Assim. o total seria de 2 a 3 milhões de pessoas — um número bastante alto. sem que se tivesse feito um censo exato. 3 7 — 1 3 . • Os ossos de José (13. • Como a l i b e r d a d e de Israel h a v i a s i d o comprada com a morte dos primogênitos dos egípcios. Esses acontecimentos deveriam ser comemorados de duas maneiras: • Durante um p e r í o d o de sete dias após a Páscoa as pessoas d e v e r i a m comer pães sem fermento. A vitória foi ganha às custas de Faraó. 3 7 ) N m 11. onde Deus forneceu um carneiro para ser sacrificado no lugar de Isaque. O "mar Vermelho". apesar da tradição que havia em Canaã. os p r i m o g ê n i t o s da nação pertenceriam de forma especial a Deus e deveriam ser "resgatados".24-25. Estes colares egípcios datam d a época d e Moisés. fica claro que Deus jamais exigiu o sacrifício de um filho. 2 2 : F u g a n o t u r n a Como Deus havia previsto ( G n 15. • 13. • 13.Êxodo do deserto? A nuvem e o fogo eram fenômenos sobrenaturais? Na Bíblia.21 dá o mesmo número. . Antes disso.1-21: O c â n t i c o d e v i t ó r i a Sc houve uma vitória que merecia ser contada às gerações futuras. esta certamente era ela. tanto a nuvem quanto o fogo são símbolos associados a Deus. E entraram em pânico. E em Nm 3. Deus concedeu o maná. e nem todos os carros de guerra se perderam. Primeiro Moisés conduziu o povo num grande hino de triunfo: Deus salvou Israel. E assim Israel entendeu que eram verdadeiras as palavras de Moisés: "Vocês não terão de fazer nada: o S K N H O R lutará por vocês" (14. Mas Deus fez as águas retrocederem para que pudessem atravessar sãos e salvos. é "mar de Juncos" (veja mapa na p. porém. É possível que se usasse um número alto simplesmente para indicar "muitos". com água pela frente e o exército do Faraó vindo ao encalço deles.13-14). Depois Miriã e todas as mulheres cantaram o refrão e dançaram de alegria. Quando os israelitas d e i x a r a m o Egito. 3 7 — 1 9 . Pode-se questionar o tempo exato que o povo ficou no Egito ( G n 15.000 homens ( 1 2 .21 A coluna de nuvem era um redemoinho A oitava praga foi uma nuvem de gafanhotos que devastou o Egito. Ê x 15. 165: Ex 1 2 . afastando-se do delta do Nilo.16 diz "quarta geração"). A canção é um belo exemplo de poesia semítica antiga (veja "Poesia e Sabedoria". introdução). Em capítulos subseqüentes fica claro que isso era gente demais para uma sobrevivência no deserto.18 O "deserto" era uma região de estepes na qual os animais podiam pastar. O povo estava indo para o leste. 2 5 O êxodo do Egito Êx 1 2 . clamando a Deus e acusando Moisés de traição. embora o povo tivesse aprendido a sobreviver com pouca água e seus acampamentos tenham se espalhado para que se pudesse usar várias fontes de água a cada parada da viagem.16 Veja texto e ilustração de Dt 6. • Vs. destruiu seu inimigo.11-13 Deus escolheu os levitas para representar todos os primogênitos de Israel: "são meus".8.

4. E m vez disso. de frutas e legumes — e não havia falta de água. não se acheguem a m u l h e r " — v e j a " p u r o e i m p u r o " .6) Deus mostrou a Moisés o local. mesmo q u e mais p r ó x i m a ( 1 3 . N o Egito havia abundância de peixe.por 40 anos. Ele foi bem recebido e seu conselho foi seguido. Mas eles marcham para Canaã — e são denotados. Os amalequitas possivelmente tentavam expulsar os israelitas de um oásis fértil.20 e x p l i c a porquê. Oeos dii que deverão ficar no deserto. Não demorou.7-9. (¡alto de Suez. Moisés levou o p o v o de Deus ao monte Sinai.15 " P r e p a r e m . Sabe-se que a rocha calcária d o Sinai retém umidade.24-26. uma profetisa posterior (Jz 4. • 16. como j u i z . tornaram-se sinônimo de rebeldia (veja H b 3.16) U m j a r r o c o m capacidade de 2 litros. 1 7 ) . O s israelitas n ã o p e g a r a m a rota costeira.13 Moisés. Esta substância foi o alimento básico dos israelitas durante 40 anos.Pentateuco • A profetisa (20) Miriã certamente alegava ter sido a porta-voz de Deus ( N m 12. A travessia provavelmente aconteceu e m a l g u m l u g a r entre Q a n t a r a (46 km a o sul d c Porto S a i d ) e o norte d e Suez. e começaram as reclamações. se rebelam. • 19. a o s u l . ficava sentado. c cessou de repente quando entraram em Canaã. assustados tom os relatos de gigantes na terra.2). Monte Sinai/Hcxebe . era considerado um homem piedoso. Depois da "guerra santa" de Saul ( I S m 15). o povo logo ficou sedento e faminto — c rebelde. falou. descendo pelo oeste d a península • d o S i n a i . . Jetro. ele aprendeu com Moisés (8-11). embora não fosse israelita. os amalequitas são pouco mencionados.14). Ê x 17. T r o v õ e s . • 19.14. compare a experiência de Elias no mesmo local — l R s 19. • Codornizes (16. H f J s israelitas. os requerentes ficavam cm pé. Outra descrição aparece em Nm 11. r e l â m p a g o s . Êx 15. inacessível. enquanto Moisés levantava seus braços em oração. t r i b o n ô m a d e descendente de Esaú. N ã o fica claro quando Zípora retornou para casa. Mas em questões religiosas. BK Moisés envia homens para espionai a letra de Canaã — eles vão até Hebrom e voltafn.s e . a exemplo de Débora. Ê x 19: O a c a m p a m e n t o n o Sinai C o m o Deus p r o m e t e r a ( 3 .8-16: A t a c a d o s ! Josué (o homem que seria sucessor de Moisés) liderou u m g r u p o seleto contra os amalequitas.22—17. • Á g u a da rocha (17.4). mas é possível que tenha acontecido logo após o incidente registrado em Ê x 4. em L v 15. uma obra que não foi preservada. • G ô m e r (16.7-11). • 17.16 É possível que esse relato fizesse parte do Livro das Guerras do S E N H O R (Nm 21. O a v a n ç o d e v e ler sido lento: n o m á x i m o entre I S e 2S km p o r dia. Fora do Egito: as peregrinações no deserto N ã o há certeza quanto aos locais mencionados nem q u a n t o à rota. O " m a r V e r m e l h o " ( o u mar d e J u n c o s ) p o d e se referir à região d o s lagos A m a r g o s o u a o golfo d c S u e z . v o l t a r a m para o norte antes d e atravessar e. Este incidente. novamente. para o s u l . • 18. santo.18-25). terrível. O S e n h o r D e u s . e os nomes Massa e M e r i b á . i I Miriá" pegou seu tamborim e liderou a dança após a travessia triunfal d o mar •Vermelho". Mas foi Deus quem deu a vitória. foram para Sucote. Aqui Deus proveria uma maneira de ensinar ao p o v o obediência e dependência diária dele. .8-12 — e o contraste feito em H b 12.33 Veja também H b 9. p o r q u e não estavam p r o n t o s para e n c o n t r a r as forças d o s filisteus.13) Veja " C o d o r n i z e s " em Números. f o g o e terremoto anunciaram a presença de Deus e demonst r a r a m seu p o d e r (20. Ê x 18: S á b i o c o n s e l h o O fardo da liderança era pesado e a sugestão prática de Jetro no sentido de reorganizar e delegar tarefas foi sábia. embora vários fenômenos naturais tenham sido sugeridos. Ali Deus estabeleceria sua aliança com a nação.. 1 2 ) .31) Não podemos saber com certeza o que era esse "maná".7: C o n d i ç õ e s adversas No deserto. • Maná (16.22 Os sacerdotes só passaram a existi! c o m o o r d e m após estes acontecimentos no Sinai.

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Êx 20. demonstrando a preocupação de Deus pela vida toda. ao relacionamento das pessoas entre si. Deus falou Iodas estas palavras: 'Eli SOU O SliNHOR.1-21: O s D e z M a n d a m e n t o s No princípio. essas dez "palavras" constituíram a base da lei de Israel. morais e religiosas são inseparáveis. Embora semelhante cm forma a outros códigos de lei da Ásia ocidental antiga. • O fato de haver penalidades fixas.1-3 Este é local d o acampamento israelita diante d o monte Sinai. Este resumo e ponto culminante d o pacto ou da aliança de Deus com seu povo estabelece uma norma ética básica que se aplica a todos os povos de todos os tempos (já que estas são as instruções d o "Fabricante". o u seja.37-40). principalmente os tratados entre suseranos e seus vassalos (veja 'Alianças e tratados no Oriente Próximo"): T í t u l o : identifica o autor da aliança (2a).33: O c ó d i g o d e leis Esta seção. conhecida como "o livro da aliança". Os mandamentos demonstram a preocupação de Deus com todos os aspectos da vida humana. o sexo. leis civis. e "estatutos" o u ordens diretas. ex. do Criador).7b). leis casuísticas. A maioria dos códigos orientais lida apenas com questões legais: a religião e amoral são tratadas em outro lugar. Consiste em "julgamentos". Agora Deus pronuncia as palavras que orientam o viver. Não terás outros deuses diante de mim. revela um conceito elevado da vida humana. isto c. O b r i g a ç õ e s impostas a o vassalo (3-17).12b) e "maldições" (5. impõe respeito pela vida humana. órfãos. 6.168 Pentateuco Êx 20—40 Leis e um tabernáculo para Deus • • • "Então. As primeiras três "palavras" dizem respeito ao relacionamento d o povo com Deus. Deus estabelece os padrões para os relacionamentos familiares. estrangeiros). da terra da escravidão. teu Deus.. P r ó l o g o h i s t ó r i c o : descreve as relações passadas entre as duas partes (2b).22—23. viúvas. • Não há divisão entre a lei civil e religiosa. Como Jesus disse. Na forma elas seguem o padrão dos tratados conhecidos n o Oriente Médio no século 13 a . não de um rei. preservadas na arca da aliança. a palavra e o pensamento. Deus pronunciou as palavras que deram origem à v i d a . Ê x 20. a c o m p a n h a d a s p o r " b ê n ç ã o s " ( p . Merecem destaque especial as leis que protegem os fracos c indefesos (escravos. Deus nos fez: quem mais pode determinar a melhor maneira de viver? Escritas em tábuas de pedra. pouco importando a posição social do indivíduo. o código judaico tem várias características distintas: • O código como um todo se baseia na autoridade de Deus. . Na Bíblia. • H á uma só lei para todos."' Palavras iniciais d o s Dez M a n d a m e n t o s .. os mandamentos se resumem a amar a Deus e ao nosso "próximo" (Mt 22. delimitadas (para cada crime um castigo específico). a propriedade. e as sete restantes. que te tirei do Egito. é o registro mais antigo que temos da lei judaica. Ê x 20. C .

• As intervenções de Deus em favor de seu povo obediente (23.13 e nota em Lv 18. da colheita dos primeiros frutos e do encerramento da colheita (23.Estas são as leis de um Deus que se importa.23-24 A vingança ou retaliação tem limites rígidos: uma vida por uma vida.. Na área dos relacionamentos pessoais. Deus deu a Moisés instruções para construir uma tenda especial: Deus devia ter uma morada como as dc seu povo e viver entre eles. O número 40 aparece em praticamente cada nova etapa da história de Israel: no relato do dilúvio. Êx 24: S e l a n d o a a l i a n ç a 0 povo aceitou a aliança e esta aprovação foi formalmente selada por um sacrifício especial e por uma refeição tomada pelos representantes do povo na presença de Deus.18 A feitiçaria é condenada também no NT (At 13.12). encimada por dois revestimentos impermeáveis (feitos de peles de carneiro tingidas de vermelho e de couro fino). homicídio c ameaças à vida humana (21. embora a descrição seja minuciosa. Êx 25—27: O t a b e r n á c u l o Deus havia tirado o povo do Egito. prefabricados. sobre as quais havia uma cobertura de pano feito de pêlos de cabra. semelhantes à tenda dc Deus (o tabernáculo). o "mar Vermelho (ou mar dos Juncos)" é claramente o golfo de Acaba. o resumo de Èx 20. • Nadabe e A b i ú (1) Dois dos filhos de Arão. Deus os guiaria e acompanharia aonde quer que fossem.27). A passagem pode ser resumida da seguinte forma: • Instruções gerais sobre culto o u adoração (20. • Hur (14) Obviamente trata-se dc uma pessoa importante cm Israel.11 A terra também merece descanso: Deus preserva e alimenta os animais selvagens assim como cuida da humanidade. Por exemplo. Jesus excluiu por inteiro a possibilidade de vingança ( M t 5. propósito e um plano para a vida. 3 3 — 2 2 . Estabelecera os termos da sua aliança e estes foram aceitos. e eles saberiam que Deus não era uma divindade local cujo poder se limitava ao Sinai. • Viram o Deus de Israel (9-11) N o Oriente Médio. 1 5 ) ." K. já eram construídos no Egito no período anterior ao êxodo. O autor quase não tem palavras para descrever a comunhão indescritível que se seguiu ao sacrifício e completou a aliança. A legislação tem em vista o futuro. • 23. o teto dessa tenda podia ser horizontal ou erguido com uma estaca. foi sobre a ruchu Saltclu IÍIIS Tábuas ida leij que a civilização <H illcilllll loi edificada.1-11). pois a rebeldia de Israel ainda não havia condenado o povo a passar 40 anos na península do Sinai.14-19). Esta é a famosa Lei do Talião: um regulamento que se destina aos juízes no tribunal. deu forma. um Deus que é "misericordioso" (22. • 22.31 Aqui. no episódio dos espias em Canaã.38-42). não uma carnificina sem fim. 1 — 2 3 . com detalhes. • Leis relativas às três festas principais — festa dos pães sem fermento. A ilustração à p.19). do Sinai ao rio Eufrates — foram atingidas por um breve período na época de Davi e Salomão. desonrados ( L v 10. De fato. • Quarenta dias e quarenta noites (18) Certos números têm significado especial na Bíblia.16-31). faltam alguns pontos ou detalhes. O sangue aspergido sobre o povo e sobre o altar uniu as duas partes no acordo. C o l e " O decálogo.1-13).1-17. Embora culturas orientais anteriores tivessem tido temporariamente a noção de que a justiça agradava aos deuses. na tentação dc Jesus no deserto." .19 No Israel antigo. A .22) eram crimes para os quais estava prevista a pena dc morte. mas a pena de morte era a sentença a ser aplicada naqueles tempos do AT. Estas fronteiras "ideais" — do golfo dc Acaba ao mar Mediterrâneo. Aqui. • 21.22-26) • Leis civis ( 2 1 . não se trata de uma planta completa. justiça e direitos humanos (23.12-32). Muitos dos materiais usados foram trazidos '•Ilido que Israel precisava inicialmente para ser salvo tio Egito era aceitar a liberttição que Deus estava operando.7) O senhor dela ainda é responsável por sua escrava-esposa. • 22. Ele e Arão seguraram os braços de Moisés em oração durante a batalha com os amalequitas (17. 177 mostra a estrutura básica c a posição da mobília.20-33). em outras palavras. 'Icmplos |x>rtáteis. obrigações sociais c religiosas (22. como sinal visível de que este era seu p o v o . Estes regulamentos ampliam. c no período entre sua ressurreição e ascensão. A estrutura da tenda propriamente dita era revestida com cortinas de linho. ofensa. cada uma das partes estava jurando mantê-lo sob pena dc morte. a bestialidade (característica da religião cananéia) c a prática da aios homossexuais (veja Lv 20.. que mais tarde acabariam morrendo.10. na jornada de Elias ao Horebe. roubo e dano à p r o p r i e d a d e ( 2 1 .1-2). fazer uma refeição com alguém é uma forma toda especial dc se (cr comunhão com essa pessoa. 19. • 23. Agora. 1 3 ) : os direitos dos escravos (21. • Ela não ficará livre (21. a vida sedentária e agrícola que Israel teria na terra de Canaã. Agora é introduzida a idéia tie que a obediência é necessária assim como a/é.

Outras leis são bem específicas. o Decálogo (Êx 34. Todas as outras leis vieram por meio de Moisés (Êx 20.170 Pentateuco Um estilo de vida: os Dez Mandamentos Philip Jenson Tendo saído do Egito. onde se enfatiza que esses são os mandamentos e que não haveria outros (Dt 5.28." A forma positiva do primeiro dos Dez Mandamentos é esta: "Não terás outros deuses diante de mim" (Dt 5..1. havia também a necessidade de ser sele- Sua importância se deve ao fato de terem sido as únicas "palavras" faladas diretamente por Deus. "instrução" ou "ensino". é lâmpada para os pés e l u z p a r a o caminho d e rodos que p r o c u r a m segui-la.6-21. Nas palavras d o salmista. dizendo-lhe como deve viver. "Torá" é. Eles têm por objetivo apresentar um quadro abrangente da vida de obediência a Deus."). Era possível incorrerem castigo. Primeiro Deus salva. para sermos mais exatos. o SENHOR é um. Ali. 10. Oqueéa"Torá"? A palavra hebraica "torá" é. para todos. "A Torá é verdade. Entretanto. o S E N H O R nosso Deus. "Se guardardes os meus mandamentos. Diante do que Deus havia feito por eles. não apenas u m a lista de regras. e estas se encontram em Êx 21—23 e Dt 12—26. Oito dos mandamentos têm formulação negativa ("não. Diferentes t i p o s d e lei Algumas leis são mais amplas e universais do que outras. dizendo quem é Deus e como o povo deveria viver. É a palavra bem pessoal que Deus fala ao seu povo. com a finalidade de possibilitar ao povo cumprir a sua parte do acordo (ÊX 19. os Dez Mandamentos são. e de graça. mas estes simplesmente definem o espaço ou os limites dentro dos quais os israelitas podiam viver com segurança. em princípio.. acolhem a lei e prometem cumpri-la.22).5). Mais tarde. Amarás o S E N H O R teu Deus de todo o teu coração. Foram gravados em pedra para mostrar que. que o povo de Deus viva de maneira que agrade a ele. Existe outra passagem que traz os Dez Mandamentos na íntegra: Dt 5. Israel. os membros do povo de Deus.. mas o Pentateuco insere os mandamentos num contexto histórico e teológico todo espe- . aparecem pequenas variações. No AT. e dez é o número que simboliza aquilo que é completo. São dez ao todo. a palavra veio a ser usada como título do Pentateuco. permanecereis no meu amor".4-9): "Ouve.19).. Na comparação entre as versões de Êxodo e Deuteronômio. teu Deus. mas requer-se. só então ele conclama o povo a mostrarse agradecido e ser o b e d i e n t e . que te tirei da terra do Egito" (Êx 20.1). Deuteronômio faz distinção entre "o mandamento" e "os estatutos e juízos" (Dt 6. Maimónides ciai. onde fizeram uma aliança com Deus.5). as "dez palavras".7).4). traduzida por "lei". lei é muitas vezes considerado algo universal e impessoal. A forma positiva do "mandamento" é o famoso Shemá (Dt 6. e o objetivo de conhecê-la é viver segundo ela". Agora. O d o m d e Deus ao seu p o v o "Eu sou o SENHOR. os israelitas chegaram ao monte Sinai. A lei que Deus d e u a seu p o v o era um eslilo d e v i d a . Vários mandamentos aparecem em outros documentos de natureza ética ou em códigos de leis. que aparecem em Êx 20. por graça. pois as histórias e também as leis nele contidas eram instrução para o povo.1-17. Dt 4. os Dez Mandamentos constituem um meio-termo. geralmente.13.10). por causa de desobediência (Êx 20. então. No NT aparece o mesmo padrão: a nova vida em Cristo está disponível.2): esta é a base para tudo o que segue. disse Jesus aos seus discípulos (Jo 15. literalmente. Deus entregou os Dez Mandamentos. de bom grado. Em termos de genérico e específico. mas isto é reflexo da flexibilidade com que a Bíblia em seu todo trata dessa questão da lei. são válidos para sempre. mas este não era o propósito maior do mandamento.

ou uma ovelha. Não ter outros deuses. Não cobiçar 10. Honrar os pais 5. Há diferentes sistemas denumeração dos mandamentos. ao passo que. Não roubar 8. Não adulterar 7. Os mandamentos pedem para serem interpretados e aplicados. ou um jumento. 2 .Sábado 4. Honrar os pais 5. •iò tradição reformada (seguida neste artigo). pois nem mesmo a um escravo se permitia que trabalhasse no dia que Deus santificou. deverá ser morto". Não malar 7. Introdução 1.1). de tempos em tempos. Não ter outros deuses 2. Não roubar 8. A interpretação dos mandamentos 0 que significa "não matarás"? Nem sempre está claro o que um mandamento significa. Entretanto.12-14. e o duplo "não cobiçarás" forma um único mandamento. mas todos aceilavam a autoridade mais ampla e abrangente dos mandamentos. Não roubar 9.•ocio 171 tivo. Êx 20. no código do rei babilônio Hamurábi {foto ao lado) aparece o seguinte: "Se um cidadão roubou um boi.36-40). Abaixo aparecem algumas das opções de numeração: Judaica Católica/Luterana Reformada 1. não havia diferenças de classe. Códigos de lei no mundo antigo Há vários paralelos entre os mandamentos da Bíblia e as leis que aparecem em códigos elaborados por vizinhos do povo de Israel.2 é visto como o prólogo. Não fazer imagens 3. Honrar os pais 6. não fazer imagens não fazer imagens 2 . se a propriedade é de um vassalo. se chegasse a conclusões diferentes. Mão cobiçar 1. Não cobiçar a casa 10. Não dar falso testemunho 10. Não matar 6. Estes introduzem os mandamentos seguintes. mas. à mudança das circunstâncias. Não cobiçar a mulher . como se vê em Êx 21.15). em grande parte. ele deverá restituir trinta vezes mais. ou um porco. Não adulterar 8. Não ter outros deuses. há diferença entre crime culposo (involuntário) e crime doloso (intencional). em parte alguma se encontra a mesma concentração de mandamentos num mesmo texto. Não dar falso testemunho testemunho 9.Sábado 4 . Ornais i m p o r t a n t e em p r i m e i r o l u g a r A ordem dos mandamentos é altamente significativa. e não havia previsão de pena de morte por causa de roubo (Èx 22. ou um barco. Por exemplo. a proibição das imagens é um mandamento distinto.10) como no êxodo (Dt 5. pois esse quadro só podia ser apresentado de forma esquemática. Não matar 6. A lei do sábado se fundamenta tanto na criação (Êx 20. se o ladrão não tiver como restituir. No contexto israelita. a necessidade de matar no contexto das guerras era tão evidente que nem era preciso discutir essa questão! É possível que. 0 nome do Senhor 3. • 0 mandamento do sábado já faz a conexão entre a atitude em relação a Deus e a atitude em relação ao próximo. Em muitos casos também há significativas diferenças no que diz respeito a detalhes. e já podemos ver isso em andamento nos mandamentos mais longos. se for propriedade do templo ou da coroa. devido. Não dar falso 9. • Os primeiros quatro (na contagem reformada) tratam da questão fundamental da atitude do povo de Israel em relação a Deus. Não adulterar 7. (Lei 8) Em Israel. Por exemplo. As leis mais específicas examinam casos mais difíceis e estabelec e m diferentes níveis de desobediência e castigo. Sábado 5. que dizem respeito ao comportamento na comunidade. 0 nome do Senhor 3. 0 nome do Senhor 4 . Jesus reafirmou esse vínculo em seu resumo da lei em dois mandamentos (Mt 22. deverá restituir dez vezes mais.

trazendo salvação. No final. Israel não procurava cumprir a Lei para obter salvação. Letra e espírito O contexto. não antes.172 Pentateuco "A Lei foi dada depois que Deus havia salvo o seu povo. procuram estabelecer um reino de justiça e paz. sem honra.. e não um pré-requisito para a mesma". Os profetas fizeram severa crítica àqueles que tentavam subverter ou descartar os mandamentos (Am 8. Marcus Maxwell Depois do mandamento do sábado. a sociedade entraria em colapso e os objetivos que Deus tem para a família de Abraão não seriam alcançados (Êx 19. É o único mandamento que vem acompanhado de promessa (Ef 6. Também Jesus criticou seus contemporâneos por interpretarem os mandamentos de forma muita restrita (Mt 23..21 -48). a lei. o único outro mandamento positivo é o que manda honrar os pais.2). e os Dez Mandamentos. de forma especial. uma ênfase que Jesus aplicou também a outros mandamentos (Mt 5. Cristo já morreu e ressuscitou. de modo geral. pois.5). Ser obediente a Deus é uma resposta à salvação. Em consonância com outros textos bíblicos.5-6). .23). fundamentado no amor a Deus e ao próximo. Já atravessamos o mar Vermelho. Os cristãos não tentam ser bonzinhos para chegarem ao céu. o décimo mandamento vai além da ação externa e trata da motivação interior. Este aponta para o valor fundamental no desdobramento da lei: estabilidade e harmonia na família. o conteúdo e o tom dos Dez Mandamentos refletem uma consciência de que o espírito da lei era tão importante quanto a sua letra. Deus já agiu.

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6-14. o sacerdote também devia estar vestido adequadamente. O s sacerdotes e todo o equipamento deviam ser separados especialmente para o serviço do Senhor.30) Dois objetos que representavam "sim" e "não". O Deus vivo não é um ídolo impotente.. que podiam ser usadas e transportadas com facilidade. 3 é uma das primeiras referências ao "Espírito de Deus". e a figura do sumo sacerdote e a legenda em " O Sacerdócio no A T " ." J o n a t h a n Sacks A arca da aliança era feita de acácia. mas na aliança. a mão e o pé para trabalhar para ele. As habilidades destes artesãos são dons espirituais para o serviço de Deus e os nomes dos dois entraram para a história. Ê x 31. • Os sininhos na barra da sobrepeliz de Arão (28. A madeira é escassa no deserto do Sinai.33-34) Provavelmente para garantir que ele não entrasse na presença de Deus sem se anunciar. não nos contratos. Ao tempo do NT. polidas e gravadas (como as de A r ã o ) . Arão e seus filhos deviam ser purificados e vestidos. • Arca da aliança (ou d o testemunho) Esta era uma caixa de madeira transportada com varas. era extraída do molusco m ú r e x ) . a de representante do seu povo. • O Urim e o Tumim (28. além disso u m pote de maná.37 As lâmpadas do candelabro eram a única fonte de luz no tabernáculo: o santo dos santos ficava completamente escuro. O u r o e prata eram forjados e deles se faziam padrões bastante elaborados. E x 28—30: O s sacerdotes e seus deveres Se o tabernáculo de Deus devia ser um lugar de beleza e esplendor. Pedras preciosas e semipreciosas eram lapidadas.. Deus estabeleceu os termos que possibilitariam sua morada entre seu povo. revestida de ouro e medindo cerca de l. e ter seus pecados expiados por sacrifício para poderem assumir seu cargo. não por causa dele. Os povos do O r i e n t e M é d i o antigo eram hábeis na arte de fiar. . As pedras preciosas gravadas com os nomes das doze tribos indicam sua outra função. As peles provinham dos rebanhos dos próprios israelitas.7) Veja 28. Alianças tem a ver com deveres em vez de direitos. Q u a n d o não havia bancos. Suas vestes tinham o propósito de lhe conferir "dignidade e beleza" (28. usada pelos ricos. • 30.1-11: H a b i l i d a d e s especiais Q u a n d o Deus escolhe as pessoas para um trabalho específico ele também as capacita para essa tarefa. a p ú r p u r a . Assim.J o y Davidman "O conceito bíblico de sociedade se baseia. Os "querubins" provavelmente eram esfinges aladas com semblantes humanos que representavam os espíritos mensageiros de Deus.20 A orelha para ouvir e obedecer a Deus. era prático converter as riquezas em jóias. Também eram p r o d u z i d o s b o r d a dos finos. mas não podia haver familiaridade. a acácia é uma das poucas árvores que cresce ali. Não se sabe exatamente como eram usados para descobrir a vontade de Deus.2-3) e voluntariamente ofertados pelos israelitas. que as pessoas podem adorar do jeito que bem entenderem.24). que é uma das poucas áivores que cresce no clima seco d o "deserto" d o Sinai.22m x 76cm x 76cm. a didraema (duas dracmas) tornou-se o imposto anual do templo ( M t 17. A arca era o símbolo visível da presença de Deus.2). e mais tarde a vara de Arão.13 O imposto era uma pequena quantidade de prata (6g). • 25. Deus mobilizou todas essas habilidades para a construção do seu tabernáculo. para que o tabernáculo de Deus fosse o mais digno possível o u estivesse à altura de Deus. fazendo expiação pelo seu pecado. Ele estaria com seu povo. • 29. mas como convém àquele a quem ele serve e representa. • A consagração Cada elemento dessa elaborada cerimônia indicava a "alteridade" o u "distância" de Deus. O v. Enfatizam o bem comum ao invés do benefício pessoal. tecer e no uso de corantes naturais (o escarlate era obtido do inseto conhecido como cochonilha. Nela eram guardadas as duas pequenas tábuas de pedra em que estavam escritas as "dez palavras". 0 homem só poderia aproximar-se de Deus nos termos que Deus havia estabelecido. • 28. O pecado desqualifica todos de entrar na presença de Deus. do Egito (11. • Estola sacerdotal (25.42 A exigência de roupa de baixo para os sacerdotes contrastava com a nudez ritual de outras religiões.

1 8 : U m d i a d e d e s c a n s o A maneira como o sábado. A morte era a penalidade para aqueles que violassem a aliança. Tal pecado não podia deixar de ser castigado. que lhes truriu a lei d e Deus. mas seres humanos só podem ver Deus em sua passagem. A obediência nisto c uma prova da sua obediência a üeus também em outras áre.18) Moises queria ver Deus como ele é. sem a presença de Deus. Cole). Ê x 33: A g l ó r i a d e D e u s Deus não voltaria atrás na sua promessa. mais provavelmente adoradores pegos ao acaso. se colocou do lado de Moisés. . E Arão. • Face a face (33.14 Deus levou em consideração a reação humana. o dia do descanso.A. • Peço-te que me mostres a tua glória (33. o povo pediu uma réplica dos antigos deuses do Egito. por mais que Deus os tivesse libenado" (R. • 32. Este pequeno bezerro (foto). 1 2 . e não p o r enigmas". "Eles eram um povo escravo.26-29 " Q u e m é do SüNHOR?" A própria tribo de Moisés. Êx 3 1 . que ainda tinha a mentalidade de escravos. a terra prometida não seria nada. como também o identificou com Deus.46-50). os levitas. • 32. A resposta de Deus o incentivou a pedir que Deus se revelasse a ele em todo o seu esplendor.simbolo d e fertilidade e foiça n o Egito. não só fez o bezerro. Mas até laços de família eram menos importantes que lealdade a Deus (veja as palavras de Jesus: Mt 12. com sua '"casa". talvez alguns líderes. " I r m ã o " significa compatriota.8 acrescenta como explicação: "claramente. mas agindo de maneira diferente.is. o sumo sacerdote de Deus. O que se seguiu foi uma "guerra santa": alguns foram castigados como exemplo. mas Israel perdeu a presença dele e. nem tanto "arrependendo-sc". foi recentemente rinonlrado em Israel. é observado é um indicador da saúde espiritual do povo. mas Israel foi salvo pela oração altruísta de Moisés. As tábuas quebradas p r o c l a m a v a m dramaticamente que a aliança havia sido rompida.17: Cansadas de esperei por Moises. os israelitas persuadiram A r ã o a fazer-lhes um b e z e r r o de o u r o . Êx 3 2 : U m b e z e r r o d e o u r o para a d o r a r Apenas seis semanas após fazerem o voto solene da aliança com Deus.11) N m 12. somente nas coisas que ele fez. Mais uma vez Moisés intercedeu pelo povo num momento de crise.

• Mas Deus não estava apenas dando-lhes algo que pudessem lembrar.7).22. pois isto significava que Deus estava chegando para falar com eles. ou seja. Ê X 25.16-22). de fato. Moisés apresenta ao povo a lei de Deus. • A seguir. A cerimônia A cerimônia descrita em Êx 24 coloca a entrega da lei em seu devido contexto. A verdade foi expressa numa pedra.176 entateuco A importância do tabernáculo Alee Motyer O t a b e r n á c u l o o r a u m a t e n d a p a r a D e u s . O s exemplos qur I \ f o r a m e n c o n t r a d o s possuem unia estrutura d e viga*! f . o Senhor realiza esse segundo tipo de identificação com o seu povo.42-46. Este é o significado maior do tabernáculo. É ela que é o padrão de obediência que Deus requer do povo comprado com sangue (v.8).43-46). o Deus deles. Ao fixar residência entre eles. a grande ênfase é a presença de Deus. caminhar com eles. Em toda a narrativa que trata do tabernáculo.7). • Derramar a metade do sangue do sacrifício no altar (v. Naqtxi tj espaço. Foi durante a permanência naquele lugar que. A presença d e Deus E que dizer da outra metade da promessa de aliança? Deus havia dito também: "e eu serei o seu Deus" (ÊX 6. Ali Deus havia habitado no meio deles e eles viram a manifestação visível da presença dele. Tudo o que Deus havia feito tinha em vista este propósito final: "habitarei no meio dos filhos de Israel" (ÊX 29. Assim. Esta ênfase é expressa de duas maneiras: • Há uma série de textos que tratam deste assunto (p. q u e m e s t a v a n o c o m a n d o e r a m o s s a c c r d o u l e levitas. armando a sua Tenda entre as tendas deles. • O povo se compromete com uma vida de obediência. as pessoas podem ser trazidas a Deus e desfrutar da sua presença. Dela faziam parte os seguintes elementos: • O altar. e Moisés bor- rifa o povo com a outra metade do sangue (v. Todos os dias eles olhavam com temor para a nuvem que cobria a monte (Êx 19. "a nuvem cobriu a tenda da congregação. no sangue derramado. Eles não ficaram A idéia básica d e u m a estrutura portátil é atestada n o lígito desde antes d e 20üt) a .34-38). ex. 40. O tabernáculo representa algo ainda mais intenso ou profundo do que a experiência no Sinai (compare 24. Ele é. instruídos por Moisés. Deus os trouxera para junto de si e. Ele decidiu habitar entre eles.35). O pecado inevitavelmente significa morte. Deus queria que o seu povo sempre levasse consigo os valores aprendidos no monte Sinai.6) significa que é por meio do sangue derramado que o povo pode chegar ã presença de Deus. No dia em que essa estrutura finalmente ficou pronta e foi erguida. O tabernáculo representa a plenitude e o ponto alto da redenção do povo de Deus. deu-lhes um meio de viverem e andarem com ele. m o n t a d a d e n t r o d e u m espaço f e c h a d o o n d e e r a m o f e r e c i d o s o s sacrifícios. C . esse relacionamento deveria ser permanente. o monte Sinai representa o cumprimento de metade da promessa de aliança feita em Ê X 6. 29. Mas uma vez feita expiação do pecado.18 com 40. c o m dou i c o m p a r t i m e n t o s . e a glória do S E N H O R encheu o tabernáculo" (Êx 40.. criando uma identidade entre eles e o sacrifício feito por eles tanto inicialmente como pelas fraquezas e pecados do dia a dia.8. 0 povo de Deus estava acampado junto ao monte Sinai. ele traz afastamento da presença de Deus. simboliza que todo o p o v o de Deus estava na presença dele (pois havia 12 tribos de Israel). com suas 12 colunas (v.7: "Farei com que vocês sejam o meu povo". eles providenciaram materiais que seriam usados na construção de uma complexa tenda que viria a ser chamada de "tabernáculo".34). O Senhor de fato tinha vindo para habitar entre o seu povo.4).

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os detalhes da execução do projeto (Êx 35—40). em última análise. p. se tornaria cada vez menos importante. Desta forma. A narrativa do tabernáculo é interrompida e manchada pelo episódio do bezerro de ouro (Êx 32—34). depois a cobertura (26. passo a passo. toda a estrutura do tabernáculo expressa verdades claras e maravilhosas. Lv 16.6-13). o altar do incenso (30. 27. em todos os detalhes.10-40). quando. não os homens e suas necessidades. É uma narrativa bem ordenada. aparecem. a arca. A arca d a a l i a n ç a Bem no centro dessa religião teocêntrica ou dirigida pela vontade de Deus estava a arca. o projeto do tabernáculo (Êx 25—31). o tabernáculo expressa a verdade de que o Senhor decidiu morar entre o seu povo. Nós até podemos ficar impacientes e nos rebelar. se a religião não corresponder com a vontade de Deus.19-25). Por que temos de acompanhar o processo de construção do tabernáculo nos mínimos detalhes? Não bastaria o resumo que aparece em Ê X 40. e que somente através de sacrifício e sangue derramado é que os pecadores podem ter comunhão com o santo Deus (veja Ef 2.14). a descrição deixa de lado o interior e se volta para o exterior: a mobília. a ordem é surpreendente e inesperada. o altar e o pátio (27.13). Depois dele. a declaração verbal suprema da santidade de Deus (ÊX 25. pensando bem. A partir de Êx 25. Antes desse ato de rebeldia aparece. Dentro da arca estavam as tábuas da Lei. Portanto.1-19). pois o propósito de se entrar no pátio do tabernáculo era ter acesso à presença de Deus. Ele decidiu fazer isto segundo o que ele mesmo havia planejado e nada poderia leválo a mudar de idéia. Is 29. Ao contrário. com o passar do tempo.36-37.1-37).. oração e a eficácia do sangue derramado. e o propiciatório (a tampa da arca). Agora. para mostrar que o ser humano somente podia se aproximar de Deus por meio de sacrifício. Três entradas correspondentes (Êx 26. ex. . Tudo apontava para ela. Sempre de novo a Bíblia desmascara a tendência humana de adaptar a religião às suas próprias necessidades e expectativas. Hb 10. o tabernáculo existia como o indispensável "invólucro" para o Deus invisível. Mas isso seria o mesmo que começar pelo que é visível.10. vã e sem sentido (veja.16-17) levavam até ela. no texto. habitando entre eles.1-8). e a vontade de Deus determina todo o plano da grande Tenda e de sua construção. sobre o qual era derramado o sangue do sacrifício (Êx 25. Uma r e l i g i ã o c e n t r a d a e m Deus Portanto. mas Deus é paciente e insiste em continuar. o próprio Deus garantia a realidade sempre atual e constante de sua presença. ela será. seguido pelas coisas que estavam dentro dele.19-22). o tabernáculo resume uma verdade bíblica fundamental sobre religião: ela precisa ser moldada pela natureza e vontade de Deus.1-6). mas.11-18. O tabernáculo é um resumo visível das afirmações centrais da Bíblia: que Deus habita em seu povo (ICo 3. na verdade.17-22. Ao longo do caminho que levava à arca ficava o altar dos holocaustos (Êx 27.16.31-32.16). que Deus quer que seu povo o adore segundo a vontade dele e não como o povo imagina que deveria ser (veja Mc 7. Ef 2. Esta santidade era a razão por que Deus habitava sozinho (pois ninguém está à altura da santidade dele) e também a razão por que por meio de sangue um pecador podia chegar à presença dele (pois o sangue mostra que uma vida foi entregue em pagamento pelo pecado).16-33? Por que dar destaque a cada nova fase do projeto? Certamente para enfatizar esta grande verdade: que nem mesmo os mais audaciosos e obstinados atos de rebeiião humana podem levar o Senhor a desistir de seu propósito de morar entre o seu povo. a mesa e o candelabro (25. quando este descia para estar com o seu povo.78 Pentateuco com o brilho desvanéceme de uma experiência que. O fator determinante é Deus e sua natureza. Seria de esperar que o "edifício" viesse em primeiro lugar.

rumo à rerra prometida. Deus demonstrou sua satisfação. mas seriam "comprados de volta" o u resgatados — não deveria haver sacrifício de crianças como em Canaã. Quando tudo ficou pronto. 25—31 foram cumpridas ao pé da letra. Êx 3 5 — 4 0 : M o n t a n d o o tabernáculo de Deus Estes capítulos registram como as instruções dadas nos caps. eles não deviam esquecer a lei do sábado. até ser substituído pelo Templo na época de Salomão. Deus t i r o u seu p o v o d o Egito. para que fosse consagrado. Durante 300 anos. já que era ele quem tornava a terra fértil. símbolo visível da presença de Deus. e o lugar ficou cheio da luz resplandecente da glória de Deus. Q u a n d o a obra terminou. A longa comunhão de Moisés com Deus foi demonstrada em sua face quando ele voltou para junto do povo: ele começou a refletir um pouco da glória de Deus (veja 2 C o 3. o tabernáculo de Deus foi o centro da adoração do povo de Israel. O s artesãos foram ao trabalho. cobriu a tenda. guiando-os pela região montanhosa e semi-árida da península d o Sinai.18). simbolizando a renovação da aliança p o r parte de Deus. N o futuro. 179 suas decorações. Arão e seus filhos foram ungidos para o serviço. Os primeiros frutos deviam ser trazidos a Deus. A nuvem. e as vestes dos sacerdotes ficaram exatamente como Deus havia prescrito. o povo entregou suas ofertas e o tabernáculo. . O s primogênitos de Israel pertencem a Deus. Deus instruiu Moisés a que armasse e organizasse o tabernáculo. Esta seleção específica de leis foi influenciada pela recente idolatria de Israel e também pelas futuras tentações representadas pela religião dos povos canancus. Israel não deveria lançar mão da prática comum entre os cananeus de cozinhar o cabrito no leite de sua mãe com o propósito aumentar a fertilidade.êxodo Ex 34: A r e n o v a ç ã o d a a l i a n ç a As tábuas foram gravadas novamente. ao estarem muito ocupados com o plantio e a colheita.

LEVÍTICO Resumo O livro das leis de Deus para o seu povo.2) É por isso que os pecados devem ser levados a sério. e preensão da morte de Cristo que aparece no NT. Um livro de regras para sacerdotes do Israel antigo parece despertar apenas o interesse de 1.14-18): geralmente uma oferta povo seja santo.8-13): a única alguns curiosos. E. pois eu. não-judeus. Porém." (Lv 19. Elas dizem respeito a Levítico não é muito lido pelos cristãos de cinco tipos de sacrifícios: hoje. o povo de Israel entrou num relacioe higiene também pertencem. cuja religião Essas instruções se d i r i g e m . Sempre de novo aparece o refrão: " O S E N H O R disse a Moisés. 4. 16—27 te da aliança de Deus com seu povo no Sinai. O povo de Deus deve ser distinOs sacrifícios to e diferente das nações à sua volta. aos obediência e fé. foi organizado por um escritor as boas novas começaram a ser pregadas entre os que viveu depois do tempo de Moisés. Um relaciote. 1—15 Sacrifícios para removei o pecado e renovar a comunhão com Deus Os sacerdotes Puro e impuro Levítico é o livro das leis derivado diretamendo tabernáculo não Caps. a de vida e adoração estabelecidas em Levítico são necessidade que os seres humanos têm do percentradas numa única afirmação: dão. Caos. e isto explica a leis a respeito de pureza. sacerdotes (6. essencialmente um texto destinado aos sacerdoo "único sacrifício que moralidade e santidade tes. estrangeiros c i o s p a c í f i c o s (cap. na forma em que apóstolos resolveram esta questão. vocês. A o f e r t a d e c o m u n h ã o o u o s sacrifío cuidado adequado pelos pobres.. 1 — 6 . de comunhão. 6.11-36): restabee pela terra. A o f e r t a d e c e r e a i s o u d e m a n j a r e s Porém Deus ainda é santo e exige que seu (cap. A o f e r t a p e l o p e c a d o p o r ignorânc i a (4. 6. do mundo". o caráter imutável de Deus. à medida que se encontra hoje. e a própria descrição de sacrifíoferta em que o animal inteiro era queimai cios de sangue é repulsiva para muitos.24-30): feita para obter Mas que partes de Levítico ainda são válidas? o perdão. O h o l o c a u s t o (cap. do com acordos que. 3. muito pareciuma era e um estilo de vida do passado. 7 ) . o S E N H O R . vem deste livro. a comlecia a comunhão entre o ofertante e Deus. pois Questões de conduta. não há um autor declarado e leis sobre alimentos. ou poderia ser Cristo tomou o nosso lugar na cruz. Os muitos pensam que o material. 2. 1. 6. em grande parte. que acompanhava o holocausto o u a oferta "ame o seu próximo como você ama a si mesmo". inicialmennão exigia moralidade e santidade. um símbolo de dedicação. n u m segundo momento. Também não mais se aplicam na tradição judaica e cristã. L v l — 7 saúde e higiene. As regras detalhadas princípios básicos. 2. a expiação e a restauração do relacionamen"Sejam santos. conceitos estabelecidos em Levítico. A famosa afirmação de Jesus. O Deus de to com Deus que se cumpriria em Cristo.6). sou santo.13. eram feitos entre um rei poderoso e uma nação de menor O que permanece e tem valor perene são os importância (Éx 20—23).. A "nova do. que nidade enquanto festejavam. Muitas das detalhadas regras de saúde No Sinai." Para muitos. a namento todo especial com Deus. o livro foi escrito aos cristãos as antigas por Moisés. Levítico tem muito a dizer sobre 3. aliança" substituiu a antiga. que Cristo remove o nosso pecado. mais importante ainda. e. naquele tempo. 7.1—5. unia os ofertantes como família e / o u comuou seja. Jesus ofereceu uma só O dia da expiação vez" é suficiente para Levítico é apresentado como as instruções perdoar "os pecados de Deus a Moisés. baseia-se nos uma oferta de ação de graças. Não está claro qual o relacionaAqui a Carta aos Hebreus ajuda (e serve de excemento entre esta oferta e a oferta pela culpa lente "comentário"). É claro que as regras e os rituais . que deverão instruir o povo. à pessoa que ia oferecer u m sacrifício namento íntimo com Deus significa uma vida de ( 1 . É mais se aplicam.8—7.

a crença num único Deus verdadeiro.14—6. e o ritual como instrução vinda diretamente de Deus. quem fazia isso era o sacerdote. 7. c o m um chifre e m cada canto.. • Não comam g o r d u r a (7. certas características são singulares: • 0 monoteísmo absoluto de Israel. A r ã o e seus filhos são consagrados sacerdotes. o u ( n o caso da oferta de comunhão) pelos sacerdotes e adoradores juntos. N o tabernáculo havia um altar para os sacrifícios e um altar para o incenso. Moisés implementou as instruções dadas em E x 29. Em geral. ritos de fertilidade.2 afirma claramente). por outro lado. a necessidade de arrependimento e expiação. Depois. e a oferta pela culpa a ofensas contra o próximo.11-13) Fermento o u mel causavam fermentação. orgias. (Em caso de oferta pública. 0 ritual seguia um padrão definido. prostituição ritual.23) Esta parte "especial" o u "nobre" do animal era oferecida a Deus.) O sacerdote pegava a vasilha com o sangue do sacrifício e o respingava no altar. como 6. a insistência na obediência à lei de Deus ( m o r a l e cerimonial). t e m p e r e com sal (2. • A completa a u s ê n c i a (e p r o i b i ç ã o ) de práticas associadas que eram comuns em outras religiões.. o pecado como barreira que impede a c o m u n h ã o . A prática de oferecer algum tipo de sacrifício era como que universal entre os povos antigos e os sacrifícios de Israel têm algumas semelhanças com os de seus vizinhos. N u m ritual complexo c impressionante.10-14 (veja nota). o u v i n d o e colocando em prática as instruções de Deus. • Aroma a g r a d á v e l a o S E N H O R ( 1 . (Mas mesmo os pecados contra os outros são considerados pecado contra Deus. nada de magia o u de feitiçaria (veja "Magia no A T " ) . . O povo sabia eme Deus não precisava ser alimentado por eles. no caso dos pobres. Lv8—10 A consagração dos sacerdotes L v 8: A c e r i m ô n i a Terminada a descrição dos deveres sacrificiais do sacerdote. • Nem f e r m e n t o n e m m e l . A o f e r t a p e l a c u l p a o u p e l o s a c r i l é g i o (5. Moisés e x e r ceu as funções sacerdotais em lugar deles.(item 5).26) A razão disso é dada em 17. p r o i b i d o s de comer o sangue (7. . Este altar. a oferta pelo pecado parece referir-se a ofensas contra Deus. O sangue na orelha. • 0 alto padrão do sistema sacrificai: nada de delírios.7. Colocava a mão sobre a oferta. Queimava uma determinada parte do animal com certas porções de gordura (ou o animal inteiro no caso do holocausto). • A ênfase d a d a à ética e à m o r a l i d a d e . • . . No entanto. para indicar que esta era sua propriedade e se destinava a ser um substituto. é conservante e lembrava a aliança de Deus com o seu povo. ou. feito d e pedra calcária. etc. A pessoa que oferecia o sacrifício trazia a sua oferta (um animal sem defeito físico tirado do próprio rebanho. rolinhas ou pombas) até o átrio do tabernáculo. O sal. ou seja. 9 ) Esta é a forma humana de expressar a satisfação de Deus com a oferta. decorrente da p r ó p r i a s a n t i d a d e moral absoluta dc Deus. a vítima era imolada. 5.1-10). Foi encontrado em Megido e é provavelmente u m altar d e incenso. na mão e no dedão d o pé direito de A r ã o indicava a consagração do homem todo ao serviço de Deus. O restante era comido pelos sacerdotes. Por detrás desta regra talvez estivesse o papel desempenhado pelo v i n h o (bebida fermentada) nos excessos cometidos na religião dos cananeus. sacrifícios humanos. data da época e m que o s israelitas conquistaram Canaã. o u pelos sacerdotes e suas famílias. pois era Deus quem os alimentava com o maná.

ao lado do altar — Nm 15. ela também mostra que cada um desses sacrifícios era acompanhado por uma oferta de cereais (seja o grão em si. esse "cheiro suave".3-5). Portanto. Embora a Bíblia dê bastante atenção à forma como os diferentes sacrifícios de animais deviam ser oferecidos. das atitudos fiéis são perdoados e eles estão des certas e das ações adequadas. Outros povos viam nos sacrifícios uma maneira de alimentar os deuses. Na verdade. Fazer isso envolvia um custo considerável. O que se oferecia em sacrifício era a comida que se daria a um convidado de honra. que destrói a paz que deveria existir entre Deus e a humanidade. As pessoas comiam carne quando recebiam uma visita importante (p. por ocasião de um casamento. seja a farinha ou o pão) e por uma libação de vinho (que era derramado no chão. ou nas grandes festas religiosas como a Páscoa.1-6). Adão e Eva ter algum defeito (p. acolhendo o convidado mais importante que se poderia imaginar: o próprio Deus. não por convicção ou decisão pessoal. que ocupa um lugar central na visão bíblica dos sacrifícios.. além de fornecer carne e leite. Nos dias de Noé. ao passo que Abel ofereceu as tornar a destruir a sua criação. ele é quem alimenta os seres humanos (Gn 1. a pessoa estava. Qual. Ainda em sociedades mais ricas de nossos dias pode-se ver um reflexo dessa atitude. No entanto.1-12). o sacrifício de Noé fez com que a atitude de Deus em relação à sua criação passasse de uma ira destruidora a uma promessa de preservação futura.24). Deus é o criador: ele não precisa ser alimentado pelas suas criaturas. SI 50. Estas histórias Nesse contexto. outra vez em paz com Deus. os pecados cia.3). Ao contrário. precisamos fazer um esforço para entender a função dos sacrifícios na cultura dos adoradores do tempo do AT. A maioria dos moradores da aldeia teria um rebanho de ovelhas ou de cabras. na Bíblia. por assim dizer. prometendo nunca mais terra. as pessoas matavam um animal para comer carne quando queriam sinalizar que o momento exigia uma celebração especial. e todas as pessoas daquele tempo sabiam do que se tratava. mas esta idéia é enfaticamente rejeitada na Bíblia. que era cultivado para conseguir o sustento da família. na festa do Natal. enganar Deus com algo de qualidade a maioria dos homens pereceu no inferior (2Sm 24. e ainda por cima perdoar pecados? No entanto. A maioria das pessoas era semivegetariana. ex. Os bens mais preciosos que se tinha eram os animais. e as pessoas se consideravam felizes se conseguiam chegar ao final do ano com algum cereal de sobra para a semeadura do ano seguinte. Ao oferecer um sacrifício. um sacrifício era uma refeição especial preparada em honra do Criador.8-13).5-7). Também se diz A colocação desta história bem no que os sacrifícios são oferecidos para começo da Bíblia mostra a importân"fazer expiação". 0 sacrifício é uma forma de lidar com os problemas criados pelo pecado.Pentateuco Sacrificios Nobuyoshi Kiuchi Oferecer sacrifícios era o aspecto central do culto no AT. Seria morreram espiritualmente. Lv 1. mas porque não podia se dar ao luxo de carnear seus valiosos animais.21-22 com 6. animais de grande valor porque puxavam o arado e as carroças. então. Restaurando a paz Disto passamos ao conceito de expiação. oferecendo apenas alguns produtos da de atitude. isto é algo que intriga os leitores de hoje. Os mais ricos teriam alguns bois e algumas vacas.ex. Assim. dilúvio (compare 8. ao serem uma grande falta de respeito querer afastados de Deus. 2Sm 12.29-30. Foi o suave cheiro do sacrifício de Noé que levou Deus a mudar Foi o que Caim tentou fazer. por exemplo. Era uma agricultura de subsistência. por que a atitude de Deus 8. no NT a morte de Cristo na cruz é vista como o ponto alto e cumprimento de todos os sacrifícios de animais no AT. Esta mensagem é reforçada em Gn Agora. Como podia essa prática tão rude e cruel aproximar uma pessoa de Deus. se fala sobre sacrifícios é imediatamente após Adão e Eva serem expulsos Só o melhor era b o m do jardim do Éden. como. ou seja. Embora a humanidade continuasse em relação aos pecadores é mudada tâo pecadora quanto era antes do através dos sacrifícios? . A segunda vez que chega é logo após o dilúvio. muitas vezes se menciona tenha rejeitado o sacrifício de Caim. Contexto Precisamos imaginar como era a vida numa pequena aldeia onde praticamente todos tinham um pedaço de terra. quando as pessoas discutem o que deveriam comer numa ocasião especial. Portanto. no caso dos sacrifícios. a razão dos sacrifícios? P o r q u e o s sacrifícios? A primeira vez que. primícias do seu rebanho e a gorduNas passagens que falam sobre ra (Gn 4. dilúvio.. Não admira que Deus sacrifícios. tanto o AT como o NT indicam que isso de fato era assim. podemos entender mostram o que é o pecado e quais por que nenhum desses animais podia as suas conseqüências.

representavam o que de mais precioso tinha a pessoa que trazia o sacrifício. .. se fazer presente entre o povo. ainda.. ou reconhecendo que. • Isto nos traz à idéia de que o sangue faz expiação. ou se dedicando a Deus (provavelmente um aspecto central no caso dos holocaustos). nos holocaustos). • A vítima sacrificial representava a pessoa que oferecia o sacrifício.11). Por fim.45). • Ele deu a sua vida em resgate por muitos (Mc 10. Colocar a mão sobre a cabeça da vítima era uma forma que o ofertante tinha de dizer "este sou eu". e a maioria deles tem alguns pontos em comum: • Todos os animais oferecidos em sacrifício. • A morte d e Cristo Todas estas imagens são reunidas no NT. • Ele é o verdadeiro cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jol. Às vezes esse sangue era visto como o pagamento de um resgate. que restabelecia a paz entre Deus e as pessoas (Lv 17. 10) deixa claro que Cristo é tanto o sacerdote perfeito quanto o último sacrifício. ex. possibilitando a Deus. Outras vezes era visto como pagamento de uma dívida (a oferta pela culpa). E podia. porventura.7).Vários "modelos" são usados para interpretar os sacrifícios. que é totalmente puro e santo. Eram coisas essenciais à vida dessa pessoa. a vida do animal substituindo a vida do pecador (p. a pessoa devolvia a Deus os dons mais preciosos que havia recebido. E era a vida do animal. "derramada" na morte. por causa dos seus pecados.29). A vida do animal era entregue em lugar da vida do ofertante. ser visto (no caso de oferta pelo pecado) como uma forma de purificar tanto pessoas como lugares e objetos. bem como o vinho e os cereais. C . Seu sangue nos purifica de todo pecado ( U o 1. O sangue representa a vida. 8. o livro de Hebreus (caps. pois a morte dele faz com que todos os sacrifícios de animais que alguém. O s j u d e u s d e i x a r a m d e oferecer sacrifícios q u a n d o seu T e m p l o foi d e s i r u í d o pelos romanos e m 70 d . ainda queira fazer sejam desnecessários. na interpretação da morte de Cristo. merecia morrer e que o animal estava morrendo em seu lugar (p.ex. Trazendo essas ofertas. em sacrifícios para tirar a culpa de pecados). Quem oferecia o sacrifício estava. mas os samaritanos a i n d a c o n t i n u a m c o m o sistema sacrificial d a antiga a l i a n ç a .

qualquer coisa sexual ou sensual era estritamente banida da adoração a Deus. Seja lá qual tenha sido a razão. • Insetos e aves de rapina (igualmente hospedeiros de doenças). A desculpa de Arão não é clara. Em Israel. mas Moisés ficou satisfeito com a resposta. É proibido horas antes de ingerir produtos lácteos. . e se você não pode comer uma série de alimentos ou não pode fazer a mistura K muitos deles.9). Logo Nadabe e Abiú. o consumo de sangue. 16 A oferta pelo pecado do povo devia ser comida pelos sacerdotes na área do santuário como sinal de que Deus aceitara a oferta. a prostituição c os ritos de fertilidade faziam parte do culto. 9 Os sacerdotes de Deus deviam evitar os excessos de Canaã. 3 . • V. mentares foi a constituição e preservação. • Insetos pertencentes a quatro classes da família dos gafanhotos. reduzindo o sacerdócio a três pessoas. por outro lado. como peixe. decidiram fazer as coisas do seu jeito. Suas ordens deviam ser obedecidas. higiene e medicina que mui- Alimentos puros (ou kosher) Estas são as leis alimentares (kosimit) usar o mesmo vasilhame e os mesmos talheobservadas nos lares de judeus praticantes: res para carne e lacticínios. você fica impedido de comer (ora de sua casa e de sua comunidade. U m a oferta pacífica: a c o m u n h ã o c o m Deus é restaurada e desfrutada. • V . teto é. L v 11: L e i s s o b r e a l i m e n t o s As regras para a dieta do povo foram claramente estruturadas: casos duvidosos foram excluídos. Não se pode distinta. ovos. não manipuladas. se conseguirmos ir além dos detalhes de algumas dessas leis quanto à pureza. é preciso esperar algumas têm unhasfendidaseque ruminam. poderemos compreender e apreciar os princípios sensatos de dieta. • Criaturas do mar que possuem barbatanas e escamas.L v 9: A r ã o e s e u s f i l h o s assumem o cargo É significativa a ordem dos primeiros sacrifícios que eles ofereceram: 1. U m a oferta pelo pecado: obtendo purificação e perdão. 2. a santidade de Deus exigia respeito absoluto daqueles que o servem. tas delas expressam. Crustáceos não 0 resultado da observância dessas leis alipodem ser consumidos. assim que os animais • Alimentos neutros. filhos de Arão. ridos tanto com carne quanto com produtos • Somente podem ser comidos peixes que à base de leite. legumes e frutas podem ser ingeque se escoe o máximo de sangue possível. A Lv 11—15 Puro e impuro Hoje. 32-40 estabelecem normas para prevenir a contaminação de alimentos e água. U m holocausto de dedicação a Deus. • Carne de porco (muito perigoso pelo mesmo motivo). onde a bebedeira fazia parte dos ritos religiosos. Deus age em e através dos processos que ele embutiu no mundo natural. 6 O cabelo despenteado c as roupas rasgadas eram sinais de luto. de uma comunidade judaica total separação entre carne e leite. Princípios semelhantes regem normas governamentais modernas de saúde pública. L v 12: O p a r t o Em Canaã. L v 10: F o g o ! A alegria durou pouco. deve haver longo dos tempos. têm barbatanas e escamas. e Deus respondeu ao fogo com fogo. • Aves que não aparecem na lista daquilo que é proibido. • Moluscos (estes ainda são causa comum de intoxicação alimentar e enterite). Israel podia comer: • A n i m a i s q u e r u m i n a m e t ê m o casco fendido. portanto. • V. como este capítulo e o 1 5 deixam claro. Porque "se a carne que você consome precisa vir de um animal abatido de um jeite especial. Entre os alimentos proibidos estavam: • A n i m a i s c a r n í v o r o s (estes transmitem f a c i l m e n t e infecções n u m c l i m a quente onde a carne se d e c o m p õ e cm pouco tempo). ao • Numa refeição e no seu preparo. Os vs. precisam ser degolados e é necessário deixar cereais. uma arma que protege contra a ameaça da assimilação" (Stanley Price). Os porcos também são hospedeiros de vários parasitas. Após uma refeição • Podem ser consumidos apenas animais que que inclua carne. Possivelmente estavam sob a influência de bebida alcoólica (10.

Os sacerdotes e levitas eram responsáveis pelo relacionamento pessoal e cúltico do povo com Deus. O Urim e o Tumim ficavam no peitoral do sacerdote.9-12:28.8-10 aparece uma antiga descrição dessas tarefas.8-12). • Um levita peregrino de caráter duvidoso é apontado para ser especialista religioso (Jz 17—18). um levita).6).1-6). • Um grande conflito entre levitas que queriam o mesmo status dos sacerdotes (Nm 16—17). Borlas d o u r a d a s . Nisto se incluíam. eram usadas pelo s u m o sacerdote. levando a uma resposta de Deus em forma de "sim" ou "não".. dos lugares sagrados e santuários. encontrada e m Carquemis. • Vários grupos de levitas cantores. Em Dt 33. e eram usados por solicitação de pessoas ou do rei (1 Sm 23. Mostra a sobrepeliz azu) c o m o s s i n i n h o s e m volta d a b o r d a . Diante disso. u m a para cada u m a das tribos. Vários textos nos dão vislumbres do sacerdócio em vários momentos do AT: • Os próprios patriarcas exercem a função sacerdotal de oferecer sacrifícios (Gn 31. • A t r i b o de Levi r e c e b e um ministério sacerdotal específico (Êx 32. embora houvesse também algumas diferenças significativas. Esta estampa d o s u m o sacerdote é baseada na descrição e m F. em comparação com outros povos.x 28. c o m o esta d o século 14 a.• • • • • • B B Sacerdócio no Antigo Testamento Philip Jenson Em todas as religiões existem líderes que exercem uma função especial no relacionamento com a divindade. mas também decisões sobre casos difíceis de natureza ritual e legal (Dt 17. • Eles cuidavam. e o peitoral c o m as 12 pedras preciosas. além de ser um líder religioso (2Rs 11). N a m a o d o s u m o sacerdote está o bastão de A r ã o ( N m 17). Datar e interpretar os textos de que dispomos nem sempre é tarefa fácil. que o povo tem de Deus e até mesmo o nível de vida em sociedade. Desenvolvimento histórico O desenvolvimento do sacerdócio ao longo da história de Israel é um tanto complexo. • Um grupo de levitas compondo salmos para o uso do povo (SI 50 e SI 73—83 são da autoria de Asafe. • Arão e seus filhos são consagrados sacerdotes. não apenas instruções éticas mais amplas (Os 4. instrumentistas e porteiros participando do culto noTemplo(1Cr15). As funções d o s s a c e r d o t e s Deus chamava sacerdotes para o exercício de uma série de importantes tarefas. Israel não era diferente neste particular. • Um sacerdócio que cresce em número e prestígio juntamente com o crescimento da monarquia. responsáveis pelo bom relacionamento entre Deus e o povo. Os lideres religiosos de Israel eram os sacerdotes e os levitas. a estola sacerdotal a m a r r a d a c o m u m c i n t o .C. m a i s ou menos positiva. um importante líder político. . Esse texto se refere à tribo de Levi. em d e t e r m i n a d o s momentos.26-29). o meio oficial de se lançar sortes. também. que havia revelado um zelo todo especial por Deus (confira Êx 32. Eles eram especialistas em religião. Deus pediu aos levitas que fossem um exemplo e se tornassem líderes religiosos: • Deveriam ensinara Lei de Deus aos demais israelitas.54).26-29). • Eli e seus filhos: uma pequena "empresa" familiar tomando conta d o templo em Siló (1Sm 1—2). e os demais clãs levíticos são seus auxiliares (veja abaixo). • Outra responsabilidade era o Urim eTumim. Da qualidade e honestidade do trabalho dos sacerdotes depende a experiência. onde eram oferecidos incenso e sacrifícios em favor do povo. O sumo sacerdote era.

9). os textos sacerdotais nos propiciam uma visão fundamental de como devia ser organizado o culto a Deus na vida do povo. Em nome de Deus.186 Pentateuco ^ Uma visão fundamental para o culto A descrição mais detalhada do sacerdócio se encontra em Êxodo. No Dia da Expiação. Assim. ele oferecia sacrifícios por seus pecados e pela impureza de todo o povo (Lv 16. É claro que havia exceções. No entanto. O autor da carta aos Hebreus examina a fundo o significado da pessoa e obra de Cristo em relação com a figura do sumo sacerdote que aparece no AT. Entretanto. Os levitas estavam encarregados de ajudar os sacerdotes nas funções deles e zelar pelo tabernáculo (Nm 8). outros eruditos sustentam que o núcleo fundamental dessas instruções de natureza sacerdotal é. Este foi um dos objetivos da reforma de Josias (2Rs 23). assumiu uma forma escrita num período mais recente da história do povo de Deus do AT. esse material foi retrabalhado e interpretado por vários editores. este continuou sendo um ideal para a igreja e a sua | liderança no NT. No AT. de fato. Depois da destruição de Jerusalém. U m reino de sacerdotes É possível que o sacerdócio como grupo distinto tenha surgido no momento em que foi organizada a nação. segundo muitos eruditos. Em nome do povo. Uma solução para este problema foi centralizar tudo em Jerusalém. U m sacerdócio fora d o padrão Nos primeiros tempos.18). como podemos ver no caso de Ezequiel. ao fazê-lo. Este conceito de missão e testemunho corporativo foi retomado no NT (1Pe 2. possibilitando. os sacerdotes instruíam o povo em assuntos relacionados com o culto (Lv 10. Esses textos são. Ez 22. por mais que admitam a possibilidade de que. Nem mesmo em Jerusalém os sacerdotes estavam imunes às tentações que acompanhavam os privilégios do ofício que Deus lhes havia dado. Arão e sua família foram consagrados por Deus para oficiarem no santuário. tinham de seguir padrões elevadíssimos de pureza e santidade. _ . é possível que um texto mais recente inclua material mais antigo. a tendência era aplicar isto acima de tudo ao âmbito cúltico. Ele censura os sacerdotes negligentes e apóstatas (Ez 8. era função dos sacerdotes possibilitar que o povo crescesse em conhecimento e santidade. O povo deveria fazer o que os sacerdotes faziam. O sumo sacerdote tinha de observar normas rigorosas de santidade.10). e Jesus os censurou severamente por negligenciarem pontos mais importantes da Lei (Mt 23). A função sacerdotal específica de oferecer sacrifícios pelos pecados se tornou obsoleta diante da morte de Cristo. com o passar do tempo. eles ofereciam a Deus sacrifícios que tinham a finalidade de resolver o problema do pecado e da impureza. Assim. mas. ex. No entanto. Em muitos momentos os profetas condenaram os sacerdotes. e não o SENHOR. Apesar da ruptura ou descontinuidade trazida pela morte e ressurreição de Cristo. também. fortaleciam os laços de comunhão dentro da comunidade e com Deus. que era ao mesmo tempo profeta e sacerdote. veja "Sacrifícios"). nesses lugares muitas vezes se adorava deuses estranhos. Arão e seus filhos usavam vestes suntuosas que refletiam a santidade e função especial que desempenhavam. muitas vezes. Uma dessas tentações era preocupar-se tanto com a manutenção da ordem vigente que tudo que lhes interessava era seu próprio conforto. Diante disto. O propósito dos fariseus era fazer com que um grupo maior de pessoas observasse níveis de santidade sacerdotal. liderar e orientar. veja também "As grandes festas religiosas"). que Deus habitasse entre o seu povo (Lv 15. como pessoas especializadas assumiram as outras funções sacerdotais de ensinar. se utiliza de linguagem e figuras do âmbito sacerdotal. As ofertas pacíficas. atribuídos a uma fonte sacerdotal (P). a igreja apostólica evitou descrever os seus líderes usando linguagem sacerdotal. desta maneira.6). porque estes desviavam o povo do caminho e não ensinavam a Torá (Jr 18. Seja como for. levando-os a ignorar a situação espiritual desesperadora do povo. onde ficava o templo nacional. pois era quem chegava mais próximo de Deus. que eram outro tipo de sacrifício. suas promessas de salvação e a visão do futuro que ele projeta estão relacionadas com a reconstrução do templo e o restabelecimento do sacerdócio (Ez 40—48). Levítico e Números. mas todo o Israel foi chamado para ser um "reino de sacerdotes e nação santa" (Êx 19. Quando oficiavam. que.26).. ensinando às outras nações o conhecimento de Deus.31. Mas o NT descreve. 1Sm 21). os sacerdotes serviam a Deus em lugares altos e santuários locais (p. antigo.

10) Um lugar no deserto para onde mofo. Esta é a o Levítico foi cumprido cm Cristo. essas restrições não mais se aplicam. ça de Deus para pedir em nosso favor" (9.7). 13 foi escrito em linguagem técnica. uma das doenças de pele mencionadas aqui. o sumo sacerdote da essas doenças. No judaísmo posterior. a ele que. construído por seres humanos".i menstruação feminina (ou o contato com um destes) tornavam o homem ou a mulher ritualmente impuros. em nossos dias. e não 40. capacitando-o a distinguir entre formas "aguNo NT. nenhuma mulher deveria ter medo de ler a Bíblia e de participar dos cultos de adoração. algo que é confirmado por outras passagens das Escrituras. e. naquela época. Foram dadas normas a respeito de fluxos normais (seminal e menstrual) e fluxos anormais.. mas "entrou não existe nenhum texto mais antigo do que no próprio céu."nova aliança". a verdadeira lepra é apenas pecados do povo. que continha um anti-séptico suave. Lv 15: Fluxos Veja o cap. ano após ano. não num "santuário mentos provindos do antigo Oliente Próximo. Foram prescritos banhos tanto para prevenir infecções como para esterilizar. Nenhum destes era em si pecaminoso e não havia necessidade de oferecer sacrifícios.49) Essa madeira contém uma levando embora os pecados de Israel. apenas as regras relativas à menstruação continuaram em vigor. Os detaformulação mais antiga de normas de quaren. festou uma vez por todas. talvez. ex. se mani"doença" é um mofo ou um fungo. O propósito era assegurar que isso não fizesse parte da adoração a Deus. 15 tem regras semelhantes relacionadas ao fluxo masculino e ao fluido seminal. que tornava a mulher "impura" no tocante à adoração a Deus de maneira pura.22-24. o pecado" (26). Só então poderia purifiEmbora a palavra "lepra" seja usada cm car o tabernáculo e oferecer sacrifício pelos várias versões. mas não pode referirse a uma oferta a um demônio. para aniquilar. Lv 16 O dia da expiação O dia anual de expiação para toda a nação foi marcado para o décimo dia do sétimo mês (o mês de tisri — setembro/outubro). "ao se cumprirem os tempos. semelhantes de inspeção e tratamento para • Azazel (8. onde agora aparece na preseneste a tratar dessas questões. Primeiro ele Lv 13—14: Suspeita de doença devia obter perdão e purificação dos seus de pele próprios pecados. O período mais longo de impureza no caso do nascimento de uma filha (80 dias. como no caso do nascimento de um filho) se explica. mas o fluxo de sangue. possivelmente fluxos malignos. era enviado o bode expiatório. pois o sacrifício perfeito que ele ofereceu faz com que homens e mulheres que nele crêem sejam perdoados e estejam habilitados a entrar na presença de Deus a qualquer momento.24). ou do pecado que os tirava da presença de Deus seja. efetivamente barrando as mulheres da adoração ou do contato com homens. > Impureza após o parto Estas leis são 187 intrigantes. possivelmente sugerem. A regra de pureza absoluta em todas as questões sexuais era também uma forma de proteger a saúde das pessoas. p.49) Uma eiva. (O cap.9). em especial porque o parto é elemento necessário no ciclo da vida que o próprio Deus criou e ordenou. simbolicamente > Cedro (14. Israel era lembrado Ocap. E não era o pano. entre docu. > V. 6 Veja Lc 2. Em Cristo. pois isto era estritamente proibido manjerona. (veja. Em outras palavras. Os bebês em si não eram impuros.Levítico intenção não era tachar de "suja" este aspecto da vida humana.34-53 Atualmente existem sistemas sacrifício de si mesmo. a carta aos Hebreus entende que das" e "crônicas" das várias doenças. pelo > 14. • Puro e impuro O fluxo de sêmen do homem c .) Em Cristo estas desqualificações não têm mais importância alguma. > Hissopo (14. 17. Somente nesse dia Arão podia entrar no Lugar Santíssimo do tabernáculo de Deus. dão c restaurar relacionamentos. Com relação a roupas e construções. entrou. pela crença de que havia um fluxo de sangue mais longo após o nascimento de uma filha.lhes da primeira aliança são "um símbolo para tena c medicina preventiva relacionadas com hoje" (Hb 9. trata-se de um livro-icxio profissional que e da necessidade de expiação para trazer perajuda o sacerdote-medico a fazer diagnósticos. sem poluição. . 12. Assim. onde ficava a arca da aliança. Cristo. como alguns de pele. O substância usada na medicina para doenças significado é incerto.

22 Entre os antigos egípcios e cananeus. a vida que foi entregue o u "derramada" na morte. no N T . L v 18: T a b u s s e x u a i s Lv 18. a exploração dos outros. entregue.. mas com a prática desses atos. 21 Parece que o sacrifício de crianças.15). • V . Paulo lida com o problema que isto causava aos cristãos daquela cidade. 25 esse tema é ampliado em termos de cuidado pela terra. era proibido. isto é. onde não existia uma legislação sobre o casamento. Deus não quer a desonestidade. todos os sacrifícios deviam ser oferecidos no lugar adequado. e a bestialidade (possivelmente um remanescente da adoração a animais) — tudo isso fazia das religiões indescritivelmente depravadas que os habitantes da terra de Canaã praticavam. • V . dos estrangeiros. Ele quer que respeite a vida e a reputação dos outros (16-18). 26b-31 Estas são todas práticas pagãs. A santidade de Deus.14.3 é a chave que abre o entendimento desses capítulos. e à Pessoa adequada. que não mais se aplicam (como o N T deixa claro)? Paulo obviamente acredita que j sim (Rm 1." L v 19. o casamento entre parentes próximos.10-16 E o "sangue". é evidente que muitas dessas leis foram dirigidas contra as práticas específicas dos vizinhos de Israel. Israel devia evitar todo comportamento que trazia o j u í z o de Deus sobre a terra (compare G n 15.13. 6-18: em Israel. Deus também se preocupa com o mundo natural. a penalidade prevista é morte. Em outras palavras. Deus cuida dos pobres. L v 19: S a n t i d a d e e j u s t i ç a Este capítulo ecoa os dez mandamentos. seja no âmbito da Í sexualidade. Com base no que conhecemos sobre a religião dos cananeus e dos egípcios. (Em Corinto.15-16). o deus adorado pelos amonitase j outros. se manifesta na atenção dada aos menos favorecidos (9-10. no caso de tais ofensas. É " n o corpo" que devemos glorificar a Deus e conhecer seu Espírito que em nós habita.) • 17. vocês devem amá-los como vocês amam a vocês mesmos. com a maneira como cuidamos de | sua criação. a maioria da carne vendida nos mercados havia sido "sacrificada aos ídolos". Deus dá valor ao nosso corpo e não é indiferente para cora J aquilo que fazemos com ele.) • Vs. o sacrifício de crianças. o que foi causa de muita infelicidade ( G n 29—31. Lv 17—26 Leis para a vida e para a adoração L v 17: O s a n g u e é s a g r a d o O c o n t e x t o sugere que matar animais domésticos era considerado um tipo de sacrifício.16). em contraste com as leis alimentares. Esta lei não está relacionada com predisposição. c a perversão da justiça (11.24-27): ele entende que a prática homossexual de homens e mulheres é contrária j ao propósito de Deus na criação. Mas será que princípio envolvido não se aplica ainda hoje. pois eu. Assim. o SENHOR. o animal entra como substituto da pessoa que cometeu a ofensa. já que ninguém devia comer de sua própria oferta pelo pecado.. 0 v.20). para impedir que fossem oferecidos sacrifícios a demônios do deserto (17. E m I C o 8.Pentateuco • Fora do acampamento (27) Nenhuma destas ofertas podia ser comida.33-34 • V . a ligação com a morte expiatória de Cristo é inevitável.7. Em Lv 20. L v 20: P e n a l i d a d e s Os v s . tanto p o r vínculos de sangue como por casamento. era algo associado com o culto a fvloloque.18 "Os estrangeiros que vivem na terra de vocês. das pessoas com necessidades especiais. queimar uma criança enquanto ainda estava viva. Compare H b 13.13. isto é. 18 Jacó havia feito justamente o que este texto proíbe. tais uniões eram comuns. No Egito. que devemos refletir. | Dificilmente alguém defenderia a aplicação da j pena de morte. 19-30: o adultério. se o salário atrasa.1 "Ame os outros como você ama a você mesmo. que consegue o perdão. as relações homossexuais. sou santo. Ter paciência enquanto a árvore vai ficando mais velha significa aumento da produção a longo prazo (23-25). E f 1. 2 está no centro da lei moral de judeus e cristãos (veja IPe 1." Lv 19. " U19.) "Sejam santos. o Deus de vocês. ( N o cap. Para os cristãos.8-9. Compare Rm 5. Ambos os textos ocorrem no contexto de ser santo e como parte de toda uma lista de proibições.7). paga o preço da liberdade de outros. j a atividade sexual era quase que divinizada: j prostitutas cultuais eram chamadas de "sagradas" ou "santas" e a prática homossexual e a prostituição feminina faziam parte do culto.11-14. isso interessa a Deus. ou seja. e Arão identifica-se com o povo na oferta pelo pecado deles. em nossos dias. Uma vida preciosa. 6-21 descrevem as penalidades pela desobediência a leis que aparecem nos . seja em qualquer outra atividade.

Havia uma clara orientação no sentido de que Arão e os sacerdotes deveriam comer esses pães. isto é. • 20. Nenhum homem que tivesse defeito físico poderia exercer o ofício de sacerdote. Se alguma coisas os tornasse "impuros". em lembrança perpetua dos dias vividos em tendas após a libertação do Egito. s e g u i d a dos sete dias da Festa d o s P ã e s s e m F e r m e n t o ( e m março/abril). isso significava que não podiam tocar em nada d e n t r o do santo templo de Deus. embora pudesse comer daquilo que era oferecido em sacrifício. • O l h o p o r olho (20) O princípio expresso por esta lei é o de uma justiça pública precisa e limitada.10-13). liberado de grande parte do seu trabalho normal. Não eram colocados ali para Deus comer (como nas religiões pagãs). Dá-se ênfase ao fato de que a mesma lei vale tanto para os israelitas corno para os estrangeiros residentes. 10-23 registram a lei sobre a violação d o mandamento que trata do nome de Deus. O padrão do número sete. O fato de se permitir legalmente uma retaliação na forma de mutilação do corpo não significa necessariamente que essa era a prática.13 Veja 18.) Em todos os casos — e é bom que se observe isto — trata-se de oposição deliberada à santa lei de Deus. pois vocês são para mim estrangeiros e peregrinos. 18—19 (compare.31-34). 1. e a oferta semanal de doze pães.20). Nenhuma delas diz respeito a questões de bens o u propriedades. essas leis tratavam de removê-los p o r meio da morte: um tipo de cirurgia moral/judicial. ex. pela 4. O s á b a d o . 13-14 com 7 ) . que era a primeira das três festas no sétimo mês ( s e t e m b r o / o u t u b r o ) . ou seja. 5. esta festa foi associada à colheita da uva. 2.2» . refletido nas festas (cap. O sétimo ano seria u m ano de descanso para a terra. Festa d a s T r o m b e t a s . sete semanas depois. seguida. que proibia a vingança pessoal c a matança ilimitada. 24 passa das festas especiais para dois deveres r e g u l a r e s : as lâmpadas que deviam ficar acesas na tenda de Deus. Lv 23: F e s t a s e c e l e b r a ç õ e s As estações do ano. A compensação por ferimento grave geralmente era feita na forma de multa (como implica a exceção feita no caso de assassinato — Nm 35. Os vs. 10 c o m 18. Apenas o melhor que podemos oferecer. não haveria plantio. é estendido à terra.3. que reverteria a seu d o n o original. mandando-os para a prisão. é digno de Deus. Nessa ocasião. ÍS9 "A terra é minha. após o sétimo período de sete anos. A P á s c o a . A F e s t a d o s T a b e r n á c u l o s ou d a s B a r r a c a s . um dia de descanso de sete em sete dias.. aqueles que passaram por dificuldades poderiam readquirir a liberdade e recuperar as suas propriedades. 23). o pecado de blasfêmia O cap. então. devia ser instruído e treinado na lei de Deus ( D t 31. L v 25: A n o d e D e s c a n s o e Ano do Jubileu Este capítulo prevê o tempo em que o povo ocuparia a "terra prometida". a vindima. c 7. de ofensas contra pessoas. Esses pães lembravam às tribos sua dependência completa da provisão de Deus. o u A n o da Libertação. seria outro ano de repouso para a terra. O D i a d a E x p i a ç ã o . o plantio e a colheita eram marcados p o r festas especiais.) L v 24: O c a n d e l a b r o . o u . A F e s t a d a P r i m e i r a C o l h e i t a (em abril). sendo as outras 6. na criação. Seria um ano no qual o povo. O Ano do J u b i l e u . seja no sacerdócio ou nas ofertas sacrificiais. aplicar a pena de morte a uma grande gama de ofensas parece u m castigo demasiadamente severo.22. Lv 21—22: L e i s p a r a o s s a c e r d o t e s Por causa da sua posição c de seus deveres. ter dado um destaque especial ao sétimo dia. a Festa do Novo A n o . p. 3. a festa da colheita (junho). (Mais tarde.31. isto é.' Lv 25. tinha um duplo propósito: lembrava ao povo que a terra pertence a Deus. A o exemplo do sábado semanal. 9 com 19. ( N o s casos em que nós tiramos os delinqüentes d o convívio social. e impedia os ricos de se apossarem de todas as terras. elas refletem um padrão com o número sete e evocam o fato de Deus.10-15) eram ainda mais rígidas (compare 11 com 1-2. os sacerdotes estavam sujeitos a rigorosas normas de p u r e z a r i t u a l .Levítico caps. 6 com 19. ou seja. Para o leitor moderno. O qüinquagésimo ano. As regras para o sumo sacerdote (21. o p ã o sagrado. A Festa d a s S e m a n a s ( P e n t e c o s t e s ) .

0 c a r d á p i o s i m b o l i z a diferentes aspectos da escravidão n o Egito e d o ê x o d o .15 A Páscoa era celebrada no primeiro mês d o ano (março/abril). 50 diai (sete semanas) depois da Páscoa. na Parte 1). e m Israel. t o d o s os q u e p o d i a m se d e s l o c a v a m a J e r u s a l é m .o s c o m v i d a . Páscoa e Pães Asmos Êx 12. Colheita e "Tabernáculos".1-20. a p e n a s se podia comer "pães asmos".l o q u a n d o os r o m a n o s destruíram o t e m p l o e m 70 d. por ocasião da Páscoa. posteriormente chama-. na noite em q u e f o r a m m o r t o s os p r i m o g ê n i t o s d o Egito (veja "A Páscoa e a última ceia"). Algumas dessas festas comemoravam os grandes acontecimentos da história do povo. a Páscoa é essencialmente uma celebração familiar nos lares j u d e u s . havia três momentos marcantes ou festas nacionais das quais todos os "homens de Israel" deviam participar: Páscoa. Esta celebração c o m e mora a saída d o p o v o d o Egito. Trazendo suas ofertas p Deus. Hoje. Festa das Semanas. momentos em que Deus os havia resgatado de forma memorável. cada família sacrificava u m cordeiro na v é s p e r a da Pásc o a . e d u r a n t e todaj s e m a n a s e g u i n t e . sob a liderança d e Moisés. E cada a n o se r e c o n t a a h i s tória d e c o m o o a n j o de Deus " p a s s o u p o r c i m a " das casas dos israelitas. A o final da colheita dos cereais. Dançarinos celebram a c o l h e i t a n u m kibutz ( f a z e n d a c o l e t i v a ) . Atualmente. 23. lembrando ao povo como Deus cuidava deles. o p o v o era lembrado d e que a terras tudo o que ela produzia era dádiva de Deus. Nos t e m p o s d o AT e d o NT. v i n h a . Os j u d e u s deixaram de f a z ê . Este era um tempo de profunda gratidão. Assim. Cada ano. combinavam celebração festiva com pensamentos mais sérios sobre a necessidade que tinham do perdão e da ajuda de Deus. isto é.190 Pentateuco As grandes festas religiosas As principais festas religiosas de Israel estavam intimamente relacionadas com as diferentes estações e com o ano agrícola (Veja "O calendário de Israel". p o r q u e as m u l h e r e s não tiveram: t e m p o de deixar o pão crescer por ocasião da saída d o Egito. Mas a refeição da Páscoa era — e ainda é — uma c e l e b r a ç ã o em f a m í l i a . Para esta festa.C. pães feitos sem feri m e n t o . d e i x a n d o . somente os' samaritanos ainda sacrificam cordeiros como nos v e l h o s tempos. Na festa da Páscoa. . da de Pentecostes.

16. Esta era a lei. A Festa da Dedicação (Jo 10. Esta era a única oportunidade e m q u e o s u m o sacerdote podia entrar no Lugar Santíssimo d o tabernáculo ( o u . em 168 a.C. . Uma oferta de cereais era oferecida a Deus e n i n g u é m podia trabalhar naquele dia (Festa das Trombetas. à esquerda: Crianças e n c e n a m a história d e Ester na festa d e P u r i m . No décimo dia daquele mês. Ele sacrificava u m bode pelos pecados d o p o v o e um segundo bode era mandado para o deserto. No sétimo dia da semana. Acima. Â esquerda: C h a n u k a h (Dedicação).1). Havia jejum desde o pôr d o sol d o nono dia até o p ô r d o sol d o dia seguinte. e m dezembro. havia ainda outras. u m toque de t r o m b e tas sinalizava o início d o mês mais importante do calendário d e Israel. seguido pelo descanso n o sétimo. todos paravam de trabalhar. ocorrendo ao final da colheita das uvas e das olivas. O modelo para isto era a criação d o m u n d o e m seis dias. havia refeições especiais e sacrifícios e m família q u e marcavam a festa da lua nova. lembrando o t e m p o e m q u e viveram em tendas. A Festa dos Tabernáculos (Barracas) caia no dia 15. era observado i Dia da Expiação (Lv 16). e a guarda do sábado se tornou u m a espécie de marca registrada d o judaísmo até os nossos dias. mais tarde. Um segundo g r u p o de festas importantes ocorria no sétimo mês d o calendário judaico (setembro/outubro). Ele matava u m boi e m sacrifício pelos seus pecados e os pecados d e sua família. Purim (Et 9) comemora a libertação dos judeus da sanha assassina de Hamã na época d o Império persa. 0 sumo sacerdote colocava suas vestes especiais.33-43 Purim e Festa da Dedicação Essas duas festas n ã o estão previstas na Lei. Indicando que os pecados d o p o v o haviam sido levados embora. Correspondia a necessidade que todos os seres humanos têm de descanso regular para reporem energias. no deserto. Sábado e lua nova Além das "três grandes festas". No primeiro dia d o mês (depois d o exílio. a Festa do Ano Novo). As leis d o sábad o passaram e ser rigorosamente observadas depois d o exílio {Jesus e seus discípulos tiveram problemas e m relação a isso). As trombetas eram tocadas para anunciar essa festa. (época do Império grego).Levítico "Tabernáculos" Êx 23. u m m o m e n t o em que todos confessavam o seu pecado e pediam a Deus q u e lhes concedesse perdão e purificação. borrifando parte do sangue diante da arca da aliança. L v 23. Era uma festa q u e durava sete dias e celebrava o final da colheita das frutas. Desde os tempos antigos. d o templo). 0 povo morava e m abrigos feitos c o m ramos.22) celebrava a purificação e dedicação d o templo após sua profanação no tempo de Antíoco Epifanes. O a t o d e a c e n d e r as velas marca o início d o sábado. Hm 29. è a festa das l u z e s .

L v 27: Votos e d í z i m o s Os primogênitos. como andara com os primeiros seres humanos no jardim. o p o v o podia consagrar indivíduos o u bens a Deus em sinal de dedicação o u ação dc graças. 34 Remete-nos à fonte de autoridade destas e todas as leis em Levítico. mesmo depois de toda a desobediência. O v. Deus promete atender o pedido que brota de arrependimento sincero. É a restauração do jardim do Éden. • " C o n s a g r a d o " a o S E N H O R ( 2 8 ) Trata-se de algo deliberadamente dedicado e separado para Deus. o medo p r o d u z uma reação mais rápida que o amor. não estava mais ao dispor da pessoa.Pentateuco L v 26: B ê n ç ã o s e c a s t i g o s A recompensa pela obediência é retratada como um idílio de paz e abundância. fome. p o r outro lado. no monte Sinai. A desobediência. A l é m disso. 29 provavelmente se refere a uma pessoa "consagrada" na forma de uma sentença dc morte. as primeiras crias dos rebanhos e os primeiros frutos d o campo seriam de Deus p o r direito (ele aceita parte pelo t o d o ) . Porém. Esses mandamentos são de Deus. As maldições são mais detalhadas que as bênçãos: com a natureza humana. U m décimo de todo gado e dos p r o d u t o s da terra também são devidos a Deus. Normalmente estes seriam resgatados pelo v a l o r determinado mais um quinto. feras devastando a terra e guerra levando ao exílio (como realmente aconteceu mais tarde na história de Israel). • V. dados por intermédio dc Moisés. . portanto. traria calamidades à nação: doenças fatais. O melhor é que Deus andaria entre seu povo.

Ramsés I I . Os líderes tribais eram os mesmos que ajudaram com o censo. seguidos pelas tribos de Ruben.37. lideradas p o r J u d á . Os levitas. auxiliados por um representante de cada tribo. Q u a n d o o p o v o se deslocava. uma distância de cerca de 350 km tornou-se a viagem de uma vida. A confiança dos israelitas no Deus que os tirou do Egito evaporou-se quando começaram as dificuldades da vida no deserto. usou esta mesma formação retangular na sua campanha na Síria.17. Nem o próprio Moisés entrou para desfrutar dela. sempre presente com seu povo. as três tribos d o leste. estavam isentos. 21) Balaão e o anjo (cap. No segundo censo (cap. Números narra 38 anos da história de Israel. 26. 27) Este é um número bastante alto: veja em Êx 12. 26). a saber. os líderes do povo na esfeManasses | Efraim | Benjamim Levitas carregando atenda de Deus Zebulom . N m 2: O a c a m p a m e n t o A organização cm quatro grupos de três tribos era igual tanto na hora de acampar como na hora de marchar. o período da peregrinação no deserto da península d o Sinai. é possível que Moisés estava fazendo bom uso d o treinamento militar que anteriormente havia recebido no Egito. ra civil e religiosa. por virtude dos seus outros deveres. Si meão e Gade c coatitas com a mobília e os objetos sagrados.17 dá uma ordem um pouco diferente para a seção d o meio: os filho de Gérson e os filho de Merari carregavam a 'lenda de Deus. Nml—9 Preparando-se para partir Nm 1: O c e n s o 0 propósito do censo é alistar todos os homens de mais de 20 anos para o serviço militar. • 603. feito 38 anos mais tarde. Ou seja. após a morte de Arão. N m 10. Por causa da desobediência do povo. Uma população total de cerca de 2 a 3 milhões equivaleria a toda a população de Canaã. Josué e Calebe sobreviveram aos 40 anos de peregrinação. O título vem da "numeração" (censo) de Israel nos primeiros capítulos e no cap.550 ( v . contendo as instruções de Deus (torá) para seu povo. o Faraó do Egito contemporâneo de Moisés. e as lições difíceis que foram aprendidas capacitaram Josué a conduzir a nova geração para seu novo lar.22). comandaram a contagem. Mas Deus permanece constante. Aser e Naftali formavam a retaguarda. Números é uma longa e triste história de insatisfação e murmurações. mas outras passagens dão a entender que os cananeus eram mais numerosos que os israelitas ( D t 7. iam à frente.7. apenas Moisés. 22) Um novo líder: Josué (cap. 0 livro poderia ser chamado "As murmurações de um povo". De toda uma geração que havia presenciado as maravilhas da libertação do povo.NÚMEROS Este é o quarto dos "Cinco Livros de Moisés". Assim. somente três homens chegam até o final do livro e o ponto de entrada na terra prometida. Dã. 46) Resumo O diário de viagem da jornada de Israel desde o monte Sinai ao rio Jordão Histórias mais conhecidas Os doze espias (cap. 13) A serpente de bronze (cap. Ele começa dois anos após a fuga do Egito e termina na véspera da entrada em Canaã. seu filho Eleazar assume seu lugar. As tribos d o norte. Moisés e Arão. operada por Deus na terra do Egito.

Julgamentos deste tipo eram comuns na antiguidade. Gade. . não se tratava.7-8). Dã. Aser. um boi para Efraim. uma águia para Dã. N i n 5: J u l g a m e n t o p e l a p r o v a V s . estacas e cordas — também sob a supervisão de Itamar. Benjamim) e dos dois filhos de Jose (Efraim c Manasses). Nafiali.194 Pentateuco • As 12 tribos Trata-se dos filhos de Jacó ( J u d á . 5-10 estipulam a compensação quando alguém prejudicava outra pessoa. • S i d o para o santuário (3. N m 4: O p a p e l d o s levitas O s e g u n d o censo dos levitas alista i n d i v í duos entre 30 e 50 anos.2) A tradição judaica suplementa os símbolos: um leão para J u d á . no Egito. Simeão. Uma pintura tumular egípcia mostra homens caçando aves nos banhados. qualificados para cuidar da Tenda de Deus. Os filhos de Gérson e de Merari dispunham de carroças puxadas por bois (7. Os dois peixes numa lança remontam ao segundo milênio a . Os vs. 11-31 dizem respeito às mulheres suspeitas de infidelidade. Os levitas — a tribo de sacerdotes de Israel — eram separados. (Os limites de idade v a r i a r a m depois que os sacerdotes os desmontavam e cobriam. • O s estandartes/bandeiras (2. pois. Comparado com outros. N o inóspito deserto d o Sinai o s israelitas tiveram saudades d o E g i t o fértil. uma cabeça humana para Ruben. Issacar. com seus legumes frescos. V s . Ruben. N m 3: U m a m i s s ã o e s p e c i a l A reivindicação dos primogênitos por parte de Deus começou na noite da Páscoa (Êx 12). C . 29-33: os f i l h o s d e M e r a r i deviam proteger e transportar a estrutura — colunas. Agora os levitas substituem os primogênitos de todo Israel na missão especial de auxiliar os sacerdotes no serviço d o Senhor.47) Uma quantidade de prata equivalente a 12 g. V s . Na ausência de evidência devia haver um julgamento por prova. 15. 21-28: os f i l h o s d e G é r s o n estavam encarregados de transportar as cortinas e os revestimentos da Tenda e do pátio sob a supervisão de Iiamar. peixes e aves. Os vs. de uma moeda. pois pertenciam a Deus. Mas o censo mostrou que os primogênitos de Israel excediam os levitas cm número (273) c para redimir esse grupo excedente foi necessário fazer um pagamento. e são bem conhecidos ainda em partes da África e índia. 1-4: aqueles que eram "impuros" (veja Lv 13. Zebulom. 21) ficavam de quarentena.

• cuidado especial para evitar impureza pelo contato com cadáveres (veja cap. 0 voto geralmente era por um tempo limitado. • Não quebrarão nenhum osso (9.24-26 N m 10—21 Em movimento: do Sinai a Moabe N m 10.1-14: A s e g u n d a P á s c o a N i n g u é m podia deixar de celebrar a Páscoa (veja E x 12). u m líder de cada uma das tribos trouxe uma bandeja e uma bacia de prata cheios de uma oferta de cereais. um prato dourado com incenso e animais para holocausto. Nm 6 .C. Trombetas longas como essas eram comuns no Egito por volta de 1400-1300 a.Números 195 Troniberas de praia eram rocadas para este chega a ser brando c está menos orientado para um veredicto de culpa. 1 . N m 10. 1-4 d i z e m respeito às lâmpadas para a sala externa da Tenda de Deus (veja Êx 27. O sangue do sacrifício limpava a mancha interna do pecado. eles levantaram acampamento e deixaram o monte Sinai. convocar o povo c para levantar acampamento. O restante do capítulo trata dos levitas.18). em contraste com as influências corruptoras da civilização). convocavam a assembléia e anunciavam as festas e o início dos meses. A nuvem durante o dia e o fogo à noite acima da Tenda no centro do acampamento sinalizavam a presença de Deus no meio do povo. o SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti.36. ofertas pelo pecado e de comunhão (veja Lv 1—7). eles garantiam a pureza externa.2 7 : A b ê n ç ã o d e A r ã o Esta bênção tem sido usada p o r judeus e cristãos na sua adoração. N m 9. C ) . Os sinais externos da consagração a Deus são: • abstinência do v i n h o o u qualquer outra bebida f o r t e ( o s s a c e r d o t e s t a m b é m deviam ser a b s t e m i o s . o povo não se movia. eles acampavam: se a n u v e m não se movesse.1-10: A o s o a r d a t r o m b e t a Duas trombetas especiais de prata davam o alarme. na ordem descrita no cap." Bênção d e A r ã o sobre Israel. A cada dia. durante 12 dias. 2 2 . L v 24. Aqueles que serviam a Deus deviam ser completamente puros. Ela reconhece que é Deus quem dá todas as coisas boas. I C o 5. N m 8: A d e d i c a ç ã o d o s l e v i t a s Os vs. " O SENHOR tc abençoe e te guarde.15-23: O s i n a l para partir A orientação de Deus no deserto era uma realidade clara e visível.12) Compare J o 19. natural de Nazaré) seu status espiritual.1-4). Onde ela parava.7 descreve Cristo como "nosso cordeiro da Páscoa. mas Sansão ( u m nazireu pouco ortodoxo) tinha um voto vitalício ( J z 13—16).11-36: A j o r n a d a c o m e ç a Cerca de três semanas após o censo. E possível que Samuel também fosse nazireu. • cabelos sem corte. Mas quem estivesse ausente o u a pessoa que fosse ritualmente impura na época p o d i a c e l e b r a r a festa um mês depois. isto também pode r e f l e t i r u m compromisso c o m a simplicidade da vida nômade. c o m o p a r t e da adequação para se apresentarem diante de Deus.2 1 : O n a z i r e u Um voto especial dava ao nazireu (que não deve ser confundido com nazareno. 19). o SENHOR sobre ti levante o rosto c tc dê a paz. A o se lavarem c raparem o corpo. .23-26 e o v o t o de Paulo em At 18. Não se sabe como ou quando estas práticas se originaram. N m 6." N m 9. mas os nazireus continuaram a existir durante o exílio c até nos tempos do NT (veja At 21. Q u a n d o a nuvem se levantava eles partiam. Algumas foram enterradas com o Faraó Tutancâmon (por volta de 1350 a . Nm 6 . c pede especificamente o dom da paz de Deus. ou se funcionava apenas por sugestão psicológica.20-21. Não é claro se a água continha alguma erva que provocaria aborto caso a mulher fosse culpada e estava grávida. 2. Nm 7: A s t r i b o s t r a z e m as s u a s o f e r t a s A dedicação do altar havia acontecido um mês antes dos acontecimentos narrados em Nm 1.

1-2. se reproduz em várias partes da Ásia o c i dental e da Europa. mas o p o v o preferiu o u v i r os dez "profetas da catástrofe". a princípio delicioso. Moisés pretendia ir diretamente à terra prometida. claramente. houve momentos em que se abateu de 2 a 3 milhões de aves por ano. o p o v o recolheu as codornizes. • Ômer (32) " U m a carga de jumento". 2 1 . Umas seis semanas depois que os israelitas haviam saído d o Egito. um p o u c o d o " e s p í r i t o " ( p a l a v r a que t a m b é m s i g n i f i c a " v e n t o " . 3 1 ) d a d o a Moisés. toda uma geração abriu mão de tudo que lhe fora prometido.8 ) . n a s e g u n d a metade d e abril. onde as codornizes eram limpas e secadas ao sol para fins d e exportação. sua súplica As codornizes A c o d o r n i z . e não por enigmas. do maná (veja E x 1 6 ) era parecido com biscoitos de mel. v. C o m o Miriã foi a única pessoa castigada. • Cuxita ( 1 ) pode ser midianita o u etíope (NTLH). 1 8 ) .3 6 ) . e m N m 12. pedindo misericórdia para o povo teimoso que só lhe causava problemas! Ele se dirigiu a Deus para lembrarlhe quem ele (Deus) era." Resposta dc Deus a Arão e Miriã. as aves chegaram c o m o vento da tarde e pousaram para descansar. • V . E assim.196 Pentateuco "Meu servo Moisés. 29 Moisés demonstrou uma atitude notável num líder: poder sem qualquer sinal de corrupção (veja 1 2 .1 5 ) ? Sua resposta f o i d a r a u m g r u p o de 7 0 líderes. essa matança contínua havia reduzido o número d e aves d e tal maneira. mas a resposta de Deus foi um notável tributo prestado a esse líder ( 6 . O motivo real da discussão não era a esposa de Moisés ( 1 ) . Agora a monotonia o tomava intragável. irmãos de Moisés.1 4 . Será que Deus percebeu a exaustão p o r trás da queixa d o p r ó p r i o Moisés ( 1 1 . aves que são caçadas). Deus lhes deu o que queriam até não poderem mais! E com a fartura veio o j u í z o pela atitude p o r trás da reclamação. D t 1 . Deus o r d e n o u que fossem para o leste até j Acaba (o " m a r V e r m e l h o " . Ao invés de irem para o n o r t e . registrada desde o tempo d e Moisés.39-45). 4 1 .9 ) . atravessando duas vezes por ano a região n a qual o s israelitas peregrinaram depois d o êxodo. c o m suas histórias de gigantes e gafanhotos.. foram esquecidos. Com ele falo face a face. 5 . e a terra boa. N m 11. Mas n o Egito. Os números apresentados são altos e as cifras criam algumas dificuldades. Em 1924. para Canaã. a revolta de Israel Os israelitas e s t a v a m acampados em Cades-Barnéia.7-8 O cunhado de Moisés foi com eles como guia. Sempre de n o v o Moisés se colocou entre Israel e sua d e s t r u i ç ã o total ( Ê x 3 2 . N m 13—14: O s espias d ã o s e u relatório. q u a n d o as aves se dirigiam para o Norte. cessou por completo. durante dois dias. fez c o m que recaísse t a m b é m sobre ele o j castigo que Deus trouxe sobre o povo. Sem dúvida Moisés se arrependeu de ter dado ouvidos a eles. A oração de Moisés naquele momento foi surpreendente. N m 12: D e s a f i o à l i d e r a n ç a de Moisés A murmuração seguinte veio de Miriã e Arão. 1 6 . 2 5 ) . usando as próprias palavras de Deus ( N m 1 4 . Saudades da abundância de peixes e legumes do delta do Nilo logo produziram um desejo irresistível. Mas foi necessária uma derrota terrível para fazer o p o v o se dar conta do que estava acontecendo (14. Apenas a intervenção de Deus o salvara da morte p o r apedrejamento. 3 ) .4 8 . que a migração anual. foi sugestão do povo enviar espias. naquele momento. Exaustas em razão do longo vôo. Deus. supostamente essa contestação partiu dela. Moisés ficou em silêncio. O efeito disto foi dramático. A direção e companhia do S E N H O R eram algo muito real ( 3 3 . o fenômeno se repetiu um ano depois.6. Saul v i v e n c i o u algo semelhante após sua unção (ISm 10. T e n d o chegad o tão perto do objetivo. No inverno. 1 9 . mas sua posição de liderança. a m e n o r das aves cinegéticas (isto é. . 7 . e ele vê a forma do SENHOR. 1 4 . N m 11: R e c l a m a ç ã o p o r c a u s a da comida O gosto. 3 0 ) . as codornizes migram para o Sul. Segundo N m 11. segundo a N T L H ) dão a medida da glutonaria do povo. é fiel em toda a minha casa. Os dois homens de fé deram a interpretação correta dos fatos ( N m 1 3 . Neste caso. Dez ômeres ("mil quilos".. Mas ali estava ele. escolhido para dar apoio a M o i sés.2 5 dá a e n t e n d e r que. elas foram a resposta d e Deus a o clamor d o povo por carne.9-13).

descendentes de Enaque (13. • Calebe jamais perdeu sua confiança absoluta em Deus..6-15).22). Porém no dia seguinte toda a comunidade se opôs à liderança e ficou sujeita ao juízo de Deus. romãs e figos. Nm 15: L e i s d i v e r s a s 0 primeiro versículo deste capítulo é totalmente oposto ao anterior. Essa entrada podia ter sido adiada. 1-31: sacrifícios a serem oferecidos após a conquista de Canaã. A p ó s os lundus anos n o deserio. 37-41: os pingentes nas pontas das capas serviriam para que os israelitas. mas foram novamente salvos por Moisés e Arão.» Anaquins (13. Vs. mas certamente aconteceria! Vs. A NT1. Deus aceitou o argumento embutido na súplica de Moisés e Arão (22) e não destruiu o povo. "Será que não basta para vocês" s e r v i r como levitas? ( 9 ) . e foi Deus quem pôs fim à rebelião. mas mais provavelmente "enganar" (NTLH). • Lançar pó aos olhos (14) Talvez torná-los escravos.4. aos 85 anos. Na verdade esta acusação era contra Deus (11). o vale fértil encontrado pelos espiões. As instruções que se seguem são para "quando entrarem na terra". Vs.. d e v e ler dado uma excelente idéia d o que encontrariam na terra prometida. mas são evidentemente uma raça de gigantes a exemplo de Golias. Datã e Abirão teve em vista um ataque duplo: contra Moisés e também contra Arão. Quarenta e cinco anos mais tarde. Não foi apenas a desobediência daquele homem. que fez com que fosse expulso da comunidade do povo da aliança de Deus.H traduz por "uma terra boa e rica". N m 16: A r e b e l i ã o d e C o r á A aliança nada santa entre C o r á . ele escolheu o território dos descendentes de Enaque para conquistar para si (Js 14. sempre prontos a se esquecerem de Deus. mas também a sua arrogância. n o lado norte d o deserto d o Kejiuebe. Datã e Abirão (da tribo de Ruben) acusaram Moisés de ser prepotente e de ter falhado da missão de levá-los à terra prometida (1314). c o m suas uvas. lista foto é de Kin A v d a i . "Agora vocês querem também ser sacerdotes?" (10b). 32-36: a seriedade da transgressão do sábado.33) Veja G n 6. se lembrassem dele e de seus mandamentos. Nada se sabe sobre eles fora da Bíblia. A razão da queixa de Corá (e da sua companhia de 250 levitas) é o monopólio do sacerdócio por parte de Arão. • Onde manam leite e mel (13-14) Descrição vívida de uma terra fértil. .

tores seminômades que se deslocatagens para seus rebanhos. sabemos sobre a vida dos nômades pastores daquele tempo. tinham de procurar água e pastagens nos vales. Além disso.25.18-19). às vezes seguindo o famílias são retratados como pasritmo das estações.12).20). E.17-18). 14. e os animais. mas nos longos meses do verão.quanto Isaque fizeram tratos com o turado com períodos de vida sedentárei de Gerar (Gn 21. Isaque e Jacó e suas lugar a outro. Os nômades m u d a m d e u m l u g a r para o o u t r o . Hoje sabemos (Gn 13.27. geralmente seco. Os direitos sobre as pastagens e os poços de água tinham de ser negociados. como a compra e venda recíproca de bens e produtos (Gn 34. chegando a comprar nómade.13. Estes fatos se populações que se estabeleceram de encaixam muito bem naquilo que forma definitiva num certo local. 23. Durante o inverno (a estação das chuvas). por sua vez. 26. Há diferentes estilos de vida de Hebrom. Aqui duas meninas beduínas pastoreiam os rebanhos.31). ajudavam a fertilizar o solo.18. ao se deslocarem por ocasião do verão. em busca d e novas pastagens para seus rebanhos. em busca de pas. Ló deslocou os seus rebanhos e tinham estilos de vida conflitantes e foi acampando até chegar a Sodoma nunca se misturavam. numa terra onde as chuvas são escassas. Assim. flexíveis e que mudanças econômicas. climáticas ou políticas em determinada região podem levar as pessoas a adotar um estilo de vida sedentário. 26. Em várias ocasiões.12. Estudos recentes revelaram que os estilos de vida nômade são. havia outros benefícios mútuos. a maioria das cidades ficava nas planícies e nos vales. muitas vezes. os nômades entravam em contato com a população sedentária.1. onde era fácil de plantar e colher. não nos surpreen- . Normalvam de um lugar para outro com os mente eles vivem em tendas. a disputa por causa de poços era uma cena freqüente (Gn 21. Houve seus rebanhos e que tinham contato um tempo em que se pensava que os regular com as populações sedentánômades e os agricultores sedentários rias. Jacó ria. os nômades criadores de gado encontravam boas pastagens nas regiões montanhosas da Palestina. Levavam os seus animais para pastarem nos campos ceifados.198 Pentateuco Vida nômade John Bimson Os nômades se deslocam de um Abraão. Tanto Abraão da Arábia até o estilo seminômade mis. deslocam com camelos pelo deserto 14. Nos tempos do AT. Muitas vezes a vida dos nómades comprou terras dos moradores de se relaciona de perto com a vida das Siquém (Gn 33. Assim. que a situação é mais complexa do Abraão acampou nas proximidades que isso.10!. 18. desde os nômades que se terras da população local (Gn 13.

O incidente nos vs. dados a Deus). A s tendas são íi prova d'água.25-29. Nada parecia c u r a r as murmurações do povo. morreu Miriã.1.12. E m Cades. de que Ló tenha ido morar em Sodom a (Gn 14. a falha de Moisés A maior parte dos 38 anos j á se passara desde 13. Todos podiam ver sobre quem recaiu a escolha de Deus. Não havia mais possibilidade de contestação. o fenômeno pode ter sido o rompimento (talvez provocado p o r uma tempestade) da superfície dura e irregular que se forma sobre profundos lagos de lama líquida no vale de Arabá. onde este incidente ocorreu. costuradas umas nas outras p a r a fazer longas faixas. Num mesmo ano. O u t r a s cortinas o u divisórias podem ser levantadas q u a n d o la/. 33.1) e que Isaque tenha ficado em Gerar o tempo suficiente para plantar e colher o que havia plantado (Gn 26. Neste caso. o que significa que são igualmente adequadas para a estacão das chuvas. N m 17: D e u s e s c o l h e A r ã o Como todos os milagres bíblicos..?". O que eles davam deveria ser o melhor. . é p r o v á v e l q u e sejam semelhantes àquelas e m q u e o s patriarcas e suas famílias viveram. dos primeiros frutos e das primeiras crias. morreram M i r i ã . os túmulos posteriormente passaram a ser pintados de branco (veja Mt 23. A r ã o (20. O bastão foi g u a r d a d o no santuário de Deus como advertência permanente.1-10) era a solução para casos de profanação pelo contato com um cadáver. Para minimizar o risco de contaminação acidental. como dádiva a Deus. Em lugar de herança. N o interior. A s s i m . N m 18—19: D e v e r e s .. calor. o germinar.1-13: A m o r t e de M i r i ã . com as cortinas laterais abertas.27). N m 20. 19. florescer e frutificar do bastão de Arão tinha uma lição prática. descrita nos vs. Os levitas recebiam os dízimos do povo (dez por cento de todos os rebanhos e safra.1-7). São feitas de tiras tecidas m a n u a l m e n t e c o m pêlos de bode. O pecado de Moisés parece estar nas palavras "será que vamos ter de fazer sair água. na fronteira com E d o m . 2-13 lembra algo semelhante que ocorreu no monte Sinai (Êx 17.Números 199 • A terra a b r i u a s u a boca e o s e n g o l i u (32) Deus fez uso de forças naturais para executar seu j u í z o (como nas pragas do Egito). quando estavam prestes a entrar em Canaã. Eles por sua vez davam dez p o r cento aos sacerdotes. que Acredita-se que as lendas que os beduínos usam ainda hoje foram desenvolvidas lia milhares d e anos. U m deles é a sala de visitas.12).38-39) e Moisés (Dt 34. Estavam reclamando quando saíram do Egito e ainda reclamavam após todos os anos de provisão de Deus. t r i b u t o s e ritual N e m os sacerdotes nem os levitas receberam herança na terra prometida: Deus era a porção deles. Deus deu aos sacerdotes a sobra de todas as ofertas sacrificiais. cortinas d i v i d e m a tenda c m c ô m o d o s . O ritual com a novilha vermelha (19. 1122.5-8).

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Mas os edomitas não abriram passap o v o se deslocava para o Sul até o golfo de Acaba (o " m a r V e r m e l h o " aqui) para evitar o território de E d o m . Arão morreu n o monte Hor. O p o v o só precisava olhar para a serpente de bronze para ser curado. va ^ • .13-24. E nem suborno nem ameaça o impediam de dizer a verdade assim como Deus a revelava a ele. rapidamente enviou mensageiros a Pctor (provavelmente Pitru. perto da fronteira de lídom. • Água da rocha Sabe-se que a rocha calcária do Sinai retém água (veja Ex 17. contra as ordens de Deus. A vitória sobre o rei de A r a d e foi rapidamente seguida de q u e i x a s . com apoio midianita. e sofreram uma t e r r í v e l derrota (14. e n q u a n t o o de Moabe N m 22—24: B a l a q u e e B a l a ã o Os israelitas vitoriosos tornaram a acampar junto à fronteira do reino de Balaque. apoiado por Joscfo. numa época em que todos acreditavam no poder que as palavras têm de influenciar os acontecimentos. A g o r a deveriam na direção leste.10.35: D e s v i a n d o de E d o m N m 20. rei de Moabe. pode cair. ' • . Mas desta vez eles partiram para o ataque e saíram vitoriosos. Jesus lembrou esse incidente a Nicodemos.22—21.13 Correndo na direção do mar Morto.. mais uma vez Israel pediu passagem. .14-21: E d o m n ã o d e i x a q u e os israelitas passem Os israelitas h a v i a m tentado i r para o Norte. para que o deslocamento para o Norte se desse d o lado oriental o u leste do mar Morto. após toda uma vida de confiança e obediência. Moisés bateu na rocha no local onde Deus indicou. para desespero e irri- . -V. no Norte. O s israelitas geralmente só precisavam cavar poços rasos para encontrá-la.1) Não se sabe onde ficava este lugar... As serpentes venenosas são consideradas u m castigo. não Deus. E m N m 21. q u a n d o o s edomitas barraram seu cantinho para a terra prometida. junto ao rio Eufrates. • Atarim (21. fazendo pouco caso das promessas e da diplomacia de Moises. fica perto de Pefra e bem distante de Cades. página anterior: Os israelitas foram obrigados a pegar um desvio por região inóspita. Três vezes Balaão abençoou Israel. Por causa disto. A recusa edomita de permitir a passagem de Israel resultou num longo desvio para o Sul e ao redor de Edom. á .. Moisés não entraria na terra com o povo como tanto desejava. • 21.25. na fronteira noroeste de Edom. dizendo que ele também devia ser levantado. de leste a oeste. Três vezes repetiram o mesmo ritual (22. N m 20. Acontece com freqüência que palavras ditas de forma precipitada (veja SI 106. ^--.33) levam a pessoa a se arrepender mais tarde.v-. especialmente palavras solenes de "bênção" e "maldição". tiraram a água da rocha.202 Pentateuco dão a entender que ele e Arão.22-29 registra a morte de Arão. • Teu irmão Israel (14) Isto não era apenas um modo de falar. diretamente a Canaã. a nordeste de Cades. o adivinho. no Sul. mas um antídoto foi providenciado. Até o maior dos servos de Deus. Era uma atividade rotineira para o profeta. a fim de vir e amaldiçoar seus inimigos. O que é surpreendente é a revelação de que a fonte do conhecimento de Balaão era o próprio Deus. O local tradicional (veja foto). P'"! W Nm 2 2 — 3 6 Nas planícies gem.. • Estrada real/estrada principal (17) Ela ligava o norte do golfo de Acaba com a Síria.39-45). Seguindo para o Norte. ao Jaboque. irmão de Jacó. o rei dos amorreus.41— 23. Atualmente. havia tomado as terras de Moabe e ser reino se estendia do Arnom. que foi negada. tendo sua capital em Hesbom. pois os edomitas eram descendentes de Esaú. passando a leste do mar Morto. N m 20. 23. O monte H o r deve ser Jebel Madeira. para que todos que tivessem fé nele tivessem vida eterna ( J o 3.. os israelitas derrotaram Õgue de Basã (nordeste do lago da Galileia) em Edrei. para contratarem Balaão. que. um lugar difícil de transpor.14-15). o rio Arnom esculpiu um enorme desfiladeiro.21-25.6).9). há um monumento chamado t ú m u l o de A r ã o n o t o p o desse monte.27—24. • Poço (21. Scom.17) Em algumas partes da península do Sinai e no sul da Jordânia a água fica perto da superfície. perto de Carquemis). 23.

foi escolhido por Deus para ser o sucessor de Moisés. Mas fatores lingüísticos. as filhas podiam receber a herança. ofertas. 26-31: a Festa Deus e adorar Baal. Josué e Calepúblico. votos be (26. às portas da terra prometida.15-19 prevê um futuro rei vitorioso que derrotará todos os inimigos de Israel. N m 27.6-9). Mas Zelofeacle só tivera filhas.1-8: ofertas de cada dia.. apesar dos esforços de Balaque. 1 Relações sexuais com mulheres moabitas do sábado. veja L v 23. • A origem destes oráculos Não se sabe como estes oráculos foram incluídos em Números. Esta Nm 26: O s e g u n d o c e n s o Os números são ligeiramente menores que no primeiro censo (uma geração inteira foi substituída por outra. 203 casar-se com homens da própria tribo para assegurar a herança tribal (veja cap. mantendo-a na tribo. Nm 25: I d o l a t r i a e m P e o r Foi por ordem de Balaão (31. "Baal" (que significa "senhor" o u ofertas para a Festa das Trombetas: 7-11: para "mestre") gradativamente tornou-se o nome o Dia da Expiação. "ismaelita". na falta de filhos. juramentos de qualquer natureza (2). a rota principal para o norte. Mas quem o l h a v a para a serpente d e b r o n z e que Moisés.1 1 : O d i r e i t o d e h e r a n ç a das f i l h a s A lei dizia que a terra era passada do pai ao filho mais velho. entre outros. ali. e "As já revelam uma mistura de práticas sexuais grandes festas religiosas". Os edomitas não d e r a m permissão. Com a morte daqueles que adoraram Baal. foi para que a terra pudesse ser dividida proporcionalmente. 1-6: le local.28) e um dos dois espias fiéis (14. 15 estabelecem os termos sob os quais os juramentos feitos por mulheres são obrigatórios. braço direito de Moisés (Êx 17. Mas elas deviam O s israelitas pediram aos edomitas permissão para seguir viagem pela Estrada d o Rei ( f o t o a b a i x o ) .. 29: as festas do sétimo mes. . de onde se via Jericó. O quarto oráculo superou a todos. Os vs. indicam que os oráculos foram escritos por volta do século 12 a. sempre dissesse a verdade.8). Promessas feitas a Deus termos parece confusa. Nm 2 7 . J o 3. 3"medanira". • Monte Abarim (12) Este era o nome de uma serra o u cadeia de montanhas. • Baal-Peor (3) A divindade adorada naqueCap.16) que as mulheres midianitas corromperam os israelitas em Peor. 9-10: ofertas • V. na c r u z . • Vocês d o i s se revoltaram contra a m i n h a o r d e m (14) Veja 20. O motivo do censo.65). 24.2-13.12-23: J o s u é é o novo líder do povo A vida de Moisés estava chegando ao fim. de tal modo que. 11-15: ofertas para a Páscoa e e a levaram os homens de Israel a desobedecer a Festa dos Pães sem Fermento. veja Lv 1—7 e "Sacrifícios". cananeus. de acordo com o tamanho dos vários grupos (vs. C o m respeito a e religiosas. 28. das Semanas (primeiros frutos). Nesta ocasião ele recebeu autoridade para liderar a nação no lugar de Moisés. 36).11.14-15 relaciona isto com a o b r a d e salvação realizada p o r C r i s t o . 52-56). U m a escultura moderna de b r o n z e n o monte N e b o representa uma serpente enrolada na c r u z . N m 11. ele pagou por isto com sua vida (31. com a exceção de Moisés. midianita A alternância entre os Cap. desta vez.C. 1 . • 0 incidente da j u m e n t a O propósito de Deus parece ter sido impressionar Balaão. A rigor. morreu o restante da geração que saíra d o N m 28—30: Regras p a r a o culto Egito. "moabita".9-13. as mulheres normalmente não podiam receber herança. mas em Israel foi decidido que. 64-65). p o r ordem d e Deus. V s . Os acontecimentos descritos aqui C o m respeito a festas. F. Em outros países do Oriente Próximo. Josué. mas desde o final dos devem ser mantidas. 33. O s israelitas rebeldes foram picados p o r serpentes venenosas e muitos morreram. Moisés avistou a terra do alto do monte Nebo.13. 30: votos. Os homens em Israel estatempos patriarcais havia muita superposição vam incondicionalmente comprometidos por no uso dos termos "midianita".Números tacão de Balaque. Nm 24. 12-38: para a Festa dos próprio do grande deus da fertilidade dos Tabernáculos (Barracas). levantou n o deserto era salvo. • Moabita.

em Ê x o d o . Os vs. O exército e o povo dividiram os despojos entre si. N m 35: P r o v i s ã o p a r a o s levitas. N m 36: A h e r a n ç a das m u l h e r e s Veja 27. na retaguarda. . Veja o mapa "Fuga do Egito: as peregrinações no deserto". N m 33: Estágios d a j o r n a d a Este capítulo é um resumo de toda a jornada. O exército deu a quingentésima parte (1/500) dos seus despojos de guerra aos sacerdotes. foi traçado um plano para permitir que a força militar dessas tri- bos deixasse seus rebanhos e seus dependentes a salvo.Pentateuco era uma sociedade patriarcal na qual os homens asseguravam seu controle sobre as mulheres. 48-54 registram a oferta especial do exército dada cm gratidão pelo retorno em segurança. porém. os midianitas surgirão novamente na história de Israel (veja J z 6—8). Seu pedido foi concedido. o povo deu a qüinquagésima parte (1/50) do seu despojo aos levitas. Esta geração se mostrou obediente a Deus. pela metade.1-11. N m 31: G u e r r a s a n t a c o n t r a os midianitas Os midianitas foram punidos pelo seu pecado de induzir Israel a adorar deuses falsos (veja cap. a maioria agora desconhecida. 25 e notas). mas apenas sob condição de que ajudassem na conquista de Canaã primeiro. e foi vitoriosa. N m 34: A s f r o n t e i r a s d o país Veja também Js 1 3 — 1 9 . N m 32: T r i b o s a leste d o J o r d ã o As tribos de Ruben e de Gade queriam assentar-se nas terras boas para a criação de gado que ficavam a leste do J o r d ã o . 52b A intenção era eliminar tudo que tivesse qualquer relação com as religiões idólatras: as imagens de escultura e os locais de adoração ("lugares altos" onde eram construídos santuários). Assim. São listados quarenta lugares de acampamento. Parte da tribo de Manasses conquistou Gileade e Moisés deulhes esta terra. do Egito às planícies de Moabe. cidades de refúgio Veja também Js 20—21. • V. Mais adiante.

19-46. 31—34 As últimas palavras de Moisés Dtl— 4 Primeiro discurso: recapitulação da jornada D t 1. por meio dela. Os vs. ficou livre do peso de ser o único líder do povo. Na ocasião.1-5: I n t r o d u ç ã o O tempo e o lugar foram cuidadosamente especificados. 7 A terra que Deus prometeu a Abraão: Veja G n 15. O foco passa a ser a vida fixa ou sedentária numa nova terra. 2 Horebe é outro nome do monte Sinai. implica uma segunda doação da lei.19 têm paralelos em Deuteronômio.68 Os dez mandamentos A lei de Deus Instruções para a vida na nova terra Caps. ao delegar responsabilidade. Moisés anunciou a mensagem de Deus a Israel. D t 1. No entanto.C). o propósito da aliança jamais foi apenas que o criador queria Israel como povo especitd. Este livro é citado mais de 80 vezes no NT.1—4. nas planícies de Moabe a leste do rio Jordão. 4." — permanecer fiéis. os espias e seu relatório: Veja Nm 13—14. D t 2. Isto exigia uma resposta: "Lembrem-se de. o criador se revelttsse ao mundo e o salvasse na sua íntegra. que levaram a uma visão bastante fragmentada do Pentateuco. É uma "exposição" da lei. o coração da antiga aliança. Prólogo histórico 1. Ele recapitula a jornada e lembra ao povo a aliança que eles têm com Deus. Atualmente os estudiosos querem reconhecer a contribuição de editores posteriores e não há acordo quanto à data da composição final... Maldições 28. 19 "Deserto" significa simplesmente região desabitada.1—4.44—22. com terreno acidentado e pedregoso. que vem da tradução grega.1-8: veja N m 20. Mas há oásis. 9-18 (veja N m 11.29 2.22—23. Caos.18-21. Estipulações básicas 4—11 3. O chamado de Abraão foi feito para desfazer o pecado de Adão.14-21. • Amorreus (44) Nm 14.. A terra e a aliança de Deus com seu povo são os grandes temas de Deuteronômio. obedecer. Recapitulação 29—30 Muitas das leis registradas em Êx 20. Pois era a Deus que deviam sua liberdade e todas as coisas boas prometidas a eles. O propósito da aliança era que. • V.13-26). "Lembrem-se do amor de Deus". Resumo Moisés se dirige ao povo de Israel que estava em vias de entrar na terra prometida.6—3. A estrutura de Deuteronômio (a forma de aliança do AT) é muito parecida com a de um tratado daquele tempo (veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo"): 1. O título do livro.43 usa o termo mais amplo "cananeus". os israelitas estavam acampados nas planícies de Moabe e prestes a entrar na terra prometida (cerca de 1260 a. Cláusula de documento 27 5.43: D e A c a b a às planícies d e M o a b e 2. mas na verdade o livro contém uma reafirmação da aliança do Sinai.15-68 7.. Os Dez Mandamentos de Êx 20 são repetidos em Dt 5. • V .14-25): Moisés relembra do alívio que sentiu quando.DEUTERONÔMIO 0 primeiro versículo de Deuteronômio diz: "São estas as palavras que Moisés falou a todo o Israel".1-14 6.6-46: D o S i n a i a C a d e s Vs. Quem lhe deu o sábio conselho de delegar tarefas foi o seu sogro." Tom Wright . E s q u e c e r Deus nessa nova etapa da vida seria desastre na certa. Quarenta anos após o êxodo do Egito. Moisés disse ao povo: "Lembrem-se de que vocês foram escravos no Egito". Ao norte do Sinai a terra é estéril e desolada. independentemente do destino do resto do mundo. Bênçãos 28. com algumas pequenas variações. o que mostra a sua importância para os primeiros cristãos. 29—30 Escolham a vida! A Tenda e adoração de Deus Caps. Embora os edomitas tivessem negado passagem aos israelitas " A i a Bíblia hebraica. no final das peregrinações do deserto. Estipulações detalhadas 12—26 4. com quantidade surpreendente de vegetação após as chuvas do inverno. 1. • V . Jetro (veja Ê x 18. Até os estudos críticos dos séculos 18 e 19.43 205 Recapitulando a jornada pelo deserto Cops. o livro continua firmemente arraigado neste grande personagem histórico que foi Moisés. judeus e cristãos geralmente consideravam Deuteronômio as palavras exatas de Moisés. Este seria o segredo para receberem as bênçãos de D e u s .

Suas tentativas de livrar-se da missão que Deus estava lhe dando e o fato de necessitar de um porta-voz na pessoa de Arão. na beira do rio. foi aumentando. as freqüentes queixas do povo fizeram com que sempre de novo ele se voltasse para o Deus que havia prometido estar com ele (Êx 15. e.1-10. Homem o u super-homem? Moisés é apresentado como um grande homem.206 Pentateuco Moisés Alan Millard A família de Jacó que se reuniu com José. Diante disso. Moisés morreu no alto do monte Nebo. mas não como um super-homem. Apesar das rebeliões e da desobediência. Vivendo no deserto. sugerem que se tratava de uma pessoa tímida (Êx 4). Durante a caminhada pelo deserto. o rei do Egito decretou que todos os meninos hebreus recém-nascidos deviam ser mortos. colocou-o numa cesta entre os juncos. libertando-o da escravidão e dos trabalhos forçados (Êx 3—4). Seu casamento com Zípora. A última delas trouxe consigo a instituição da Páscoa e precipitou o êxodo do Egito (ÊX 5—14). no monte Sinai. no Egito. onde foi resgatado por uma princesa. e o fato de não ter circuncidado o seu filho (ÊX 4. No entanto. essa questão tinha de ser resolvida.3 ele é descrito como "um homem humilde". seu irmão. uma jovem midianita. No entanto. Mesmo relutante. Moisés guiou o povo através do mar Vermelho para dentro da região do Sinai. até que estivessem preparados para entrar na terra que Deus havia prometido a Abraão (Gn 15). etc).24-26) parecem indicar que ele não tinha certeza quanto à sua identidade durante aquele período no exílio. Isto condiz com o realismo bíblico. até ser vista como uma ameaça para os egípcios. na Transjordãnia. em razão disso. . Ele recebeu de Deus as leis morais e religiosas que seriam a constituição de Israel. Moisés socorreu um patrício hebreu. o povo de Israel. Em Nm 12. depois da apostasia de Israel no episódio do bezerro de ouro. Dt 34). quando. desse modo. U m resumo da vida d e Moisés Foi nesse período que nasceu Moisés. veja At 7. Deus fez a proposta para que ele viesse a ser o fundador de uma nova nação. A mãe dele. O rei do Egito se recusou a deixar o povo de Israel ir embora e. não sem antes ter visto de longe a terra prometida (Dt 32.48-52. voltou ao Egito para conduzir o seu povo para fora do Egito. não podendo mais escondê-lo em casa. Moisés guiou o povo pelo deserto durante quarenta anos. ele foi o mediador da aliança que Deus lhes propôs. Moisés teve um encontro com Deus na "sarça ardente". Conhecedor de suas origens. casado com uma moça do local. desencadeou as dez pragas.23-25. e educado no palácio real (ÊX 2.22). Ali. fazendo deles uma nação. na condição de pastor nômade. teve de fugir do Egito. criado pela própria mãe. antes de ele se tornar o líder de Israel.

Aquele foi um período de grandes mudanças. Entre as leis estão algumas que já eram observadas e endossadas pelos povos vizinhos que tinham um modo de vida semelhante ao de Israel (p. A possibilidade de que existiu um Moisés e um ensino como o que ele transmitiu pode ser defendida a partir dessa analogia com Akhenaten. Sob a firme liderança de Moisés. tornando ilegal o culto a qualquer outra divindade. O monoteísmo que Moisés proclamava (Êx 20. por volta de 1340 a.. mas sabese que o Faraó egípcio Akhenaten. Não existe evidência direta da época do próprio Moisés. a assumirem em conjunto a tarefa de proverem pelo santuário comunitário. a lei de Israel. ele recebeu de Deus a Torá.7-29). chegando ao monte. se ofereceu para sofrer o castigo em lugar do povo (Êx 32. especialmente os vs. os Faraós foram perdendo o controle sobre aquela região. o sucessor de Ramsés II. que se tornaram a base da sociedade judaica e ocidental. com a descoberta da capital desse Faraó.C. e em lugar das cidades-estado (como em Js 9—12) estavam surgindo .C) e dominava a região de Canaã. Merneptah (cerca de 1213-1203 a. Vale lembrar que essa capital foi abandonada depois da morte de Akhenaten. Moisés era o porta-voz de Deus. e a lutarem para defender todo o povo. Dt 6. pouco saberíamos a respeito de sua revolução. Acima de tudo estava a reverência ao mesmo Deus único. e todas as referências a ele e ao seu deus foram eliminadas dos registros egípcios.1. Este fato só veio a ser conhecido nos tempos modernos. Sem essa descoberta. mas adaptadas especialmente à realidade de Israel. visto que elas pressupõem uma autoridade final única. creditou a sl a vitória sobre um povo chamado Israel. ao contrário. ensinando as tribos até então desorganizadas a viverem em união. Seu envolvimento nos atos poderosos de Deus. na terra de Canaã. naquela ocasião. a fundição do ferro estava começando a difundir a sua nova tecnologia.ex.C. Esta inclui os Dez Mandamentos. o disco solar). E.4) é tão diferente de todas as outras idéias religiosas conhecidas no antigo Oriente Próximo que muitos eruditos acreditam que tal monoteísmo não poderia ter surgido antes do século 7 ou do século 6 a. Outras eram semelhantes às de outros povos. As exigências absolutas expressas nos Dez Mandamentos não tém paralelo em outras culturas daquele tempo e é difícil de imaginar que sociedades politeístas pudessem chegar a formular leis definitivas como essas.C).207 Moisés. desde o Egito até o momento em que o povo se preparava para entrar na terra santa. permitindo que filisteus e outros povos ali se instalassem.35. embora o ensino de Moisés seja muito superior ao de Akhenaten. quando Ramsés II governava o Egito (cerca de 1279-1213 a.36). Aos poucos.13-26). Êx 21. mostrou que Deus se agradava dele e fez com que o povo o aceitasse e respeitasse. que apresentava a palavra de Deus ao povo e a interpretava.C. estava tomando posse da terra. 0t 9. 30-33. C o n t e x t o histórico A evidência histórica e arqueológica dá sólida sustentação ã tese de que Moisés atuou no século 13 a.2. impôs em todo o Egito o culto a um único deus (Aten. o tabernáculo.15-18). seu profeta (Dt 18. Um só D e u s : a lei p a r a Israel Moisés julgava questões entre o povo ainda antes da chegada ao monte Sinai (Êx 18. as leis fizeram de Israel uma nação. Tudo indica que se tratava de alguma das tribos que.

o fundador da nação de Israel. em relatos fora da Bíblia. nada foi encontrado. um pouco mais tarde. feito em folhas de papiro. Os reis egípcios não costumavam registrar a ocorrência de desastres e derrotas em seus monumentos. a respeito da morte dos primogênitos ou da destruição de tropas egípcias no mar Vermelho. A o sopé desse m o n t e existe u m a fonte q u e leva o nome d e Moisés.Pentateuco estados ou nações como Edom. seja em egípcio. mas é perfeitamente possível que Moisés tenha feito algum registro sobre os mesmos e que as leis foram preservadas por escrito. Qualquer registro sobre a fabricação de tijolos. Moisés m o r r e u n o m o n i c N e b o . Israel. babilônio ou cananeu (uma forma primitiva do hebraico). que pudesse ter ficado nas ruínas de alguma cidade daquela região teria apodrecido há muito tempo. . d o n d e p o d i a v e r a terra p r o m e t i d a . É possível que as narrativas bíblicas tenham sido concluídas algum tempo depois dos acontecimentos que registram. Os israelitas moravam na região do delta do Nilo. Apesar de várias afirmações neste sentido. e praticamente nenhum documento administrativo daquele tempo sobreviveu. Moabe e. não podemos precisar as datas destes acontecimentos. Esses textos são o testemunho da carreira notável de um grande homem. Por não haver nenhum registro egípcio a respeito da permanência de Israel naquele pais ou a respeito do êxodo.

naturalmente se mostraram atraentes para os criadores de gado das tribos de Ruben. 6 8 Segundo discurso: a lei D t 4. O "côvado comum" media cerca de 45 km. • Arabá (3. A lei do sábado Moisés acrescentou "para que o teu servo e a tua serva descansem como t u " (5. para lembrar-lhes a fidelidade de Deus bem como as responsabilidades deles para com a aliança.21-29: um novo líder. " (5. • Baal-Peor (4.8 Regras permanentes de conduta. . • Fizera o b s t i n a d o o s e u c o r a ç ã o (2.15) ( E m Êx 20. os seus estatutos e os seus mandamentos. Moisés relembrou a história dos feitos de Deus em favor de Israel nos 40 anos passados. a terra a leste do rio Jordão ocupada pelas tribos (veja Nm 21. A simpatia demonstrada a Edom (os descendentes de Esaú). • 4. o castigo de Moisés (veja 4. " P o r causa de vocês'" não é apenas uma tentativa de transferir a culpa.21-35. A terra de Ogue era parte do reino amorreu.44-49: I n t r o d u ç ã o Estes versículos introduzem a reafirmação da aliança que Moisés fez ao povo antes de atravessarem o J o r d ã o . Guarda. pois. o sábado se baseia no descanso de Deus após a criação. N m 20). o caixão tinha 4 m x 2 m. parece que estavam dispostos a vender-lhes alimento.3) Veja Nm 25. e espera que seu povo faça o mesmo. 3.17) é o vale que vai do mar da Galileia em direção ao sul até o golfo de Acaba. logo. • Seir(2..11) provavelmente era um caixão.17. "Quinerete" é Galileia: a palavra vem do formato de harpa que o lago tem.. D t 5—11: O s D e z M a n d a m e n t o s Dt 5: veja também Ê x 19. Deus mantém a sua palavra através dos séculos. • Sua cama (3.1-40: Moisés pede ao povo que seja obediente e adverte contra a idolatria. 2. Acima de qualquer outra coisa. Foi a provocação do povo que levou Moisés à ira. veja Gn 19. Veja Nm 35.36-38) por causa do parentesco era característica do tempo dos patriarcas e do tempo de Moisés. O "mar Salgado" é o mar Morto. Veja Êx 4. O preço da desobediência foi alto.33-35.16—20. Moisés queria conduzir seu povo para dentro da terra p r o m e t i d a . H á algumas pequenas alterações interessantes aqui.8) As montanhas de "Seir" ( E d o m ) encontram-se ao sul e leste do mar Morto. Jamais se diz que Deus "endureceu o coração" de uma pessoa boa. Gade e Manasses.21. 4 4 — 2 8 .Deuteronomio 209 pela estrada principal ou estrada real. Dt 4 . notas em Êx 20 e " U m estilo de vida: os Dez Mandamentos". 4. ." 4. e 32). famosa por seu gado. para que te vá bem. após "para que se prolonguem os teus dias". e a região em torno.) N o mandamento que trata da honra devida a pai e mãe.14). e "lembrarás que foste escravo no E g i t o .1-20: guerra contra o rei Ogue.41-43: três cidades de refúgio a leste do Jordão. cerca de 15 km a leste da extremidade norte do mar Morto. 3. Moabe e Amom (descendentes de Ló.21. Agora lembra-lhes o caráter que Deus demonstrou em seus atos c adverte a respeito das inevitáveis conseqüências da desobediência: "Só o S E N H O R é Deus em cima no céu e embaixo na terra. • Pisga (3. Moisés acrescenta " c para Israel a leste do Jordão: vitória sobre Seom e Ogue . Basã.6-29.21-22. nenhum outro há.27) U m ponto elevado no monte Nebo.30) O AT não vê conflito algum entre a soberania de Deus e a liberdade humana. decretos e decisões judiciais.26-37: veja N m 21.

a verdade é que essa revelação era simplesmente uma parte de um acontecimento muito mais amplo: o chamado de Israel para que fosse uma nação santa. aproximadamente. Logo. Assim. A aliança mais antiga que aparece na Bíblia é a que foi feita com Noé (Gn 9). capaz i mexer com as emoções do vassalo e I deixá-lo consciente da importância da i obediência.37-40). Num certo sentido. A maior parte desses tratados antigos foi descoberta no século 20. a lembrança do passado os manteria no trilho certo também em dias futuros. através dessa comparação com os tratados que eram feitos naquele tempo.C. A forma da aliança A semelhança mais marcante entre as alianças do AT e os tratados . D t 6: o grande mandamento e instruções para ensinar as futuras gerações. forma. . O m e s m o p a d r ã o aparece n o registro d a aliança d e Deus c o m Israel. Mas. com Abraão (Gn 15. A prosperidade traria uma melhora inédita no padrão de vida. é a aliança do Sinai (Êx 19 em diante). Se permitissem. Di 5. Lembrem-se dos anos no deserto (8. Um vassalo rebelde era culpado de "pecado". Ele deveria "seguir". é provável que os escritores ao AT soubessem como se formulava um tratado ou uma aliança. todas as alianças posteriores foram simples renovações da aliança do Sinal. o risco de um falso orgulho (cap. "ouvir a voz de" seu senhor. 7). separando-a dos bens listados a seguir. Moisés exorta: "Lembrem-se".18 (veja M t 22. Lembrem-se do Egito (7. Estudos mostraram que os pontos de contato entre tratados que eram feitos no antigo Oriente Próximo e as alianças que aparecem no AT não se limitam ao uso do mesmo termo. todavia. Desde muito se notou o estilo retórico que caracteriza o livro de Deute. Alianças foram feitas. Alianças são semelhantes a tratados. que é o período durante o qual a maior parte do AT foi escrita. se empregava linguagem j pomposa e cheia de retórica. Dt 7—11: Moisés conclamou o povo à fé c à obediencia. em três aspectos principais: linguagem.21 coloca a mulher em primeiro lugar. E no último mandamento. Embora aquele acontecimento seja. Todas as alianças firmadas posteriormente se reportavam àquela L i n g u a g e m d e aliança O objetivo de um tratado era I assegurar total lealdade da parte de | um rei ou Estado vassalo a outro rei I ou Império. uma obra que em outros j aspectos se parece muito com um tratado feito com um vassalo. o relacionamento entre as partes que faziam um acordo ou tratado era uma descrição adequada do relacionamento entre Deus e o seu povo. | aparecem certos termos que descrevem o comportamento de um vassalo j obediente. descrito como a ocasião em que Deus revelou a sua lei. e conceito. É neste sentido que. Muito se aprendeu sobre as características das alianças do AT. Deus estava expulsando as nações por causa da perversidade delas e não por causa Alianças e tratados no Oriente Próximo Gordon Wenham A mesma palavra hebraica pode ser usada tanto para designar um tratado internacional como uma aliança entre Deus e o seu povo. Em tratados. em geral. e sobre o AT em geral. 8). com certeza. 9 ) . o risco de\ pensar que tudo que se tem é fruto de esforço próprio. nos I tratados. também. dedicada exclusivamente ao S E N H O R . Os tratados em si datam do período que vai de 1500 a 600 a. 5 e L v 19. ! I I j O c ó d i g o d e leis d o s hititas inscrito nesta tábua seguia o p a d r ã o cost umei ro dos tratados daquela é p o c a . Israel logo estaria entre as nações pagãs e provaria a gloria inebriante da vitória (cap. Neste momento Moisés passou do passado para o presente e o futuro. "temer' "amar".I 210 Pentateuco que te vá bem". a aliança mais importante no AT do Sinai. E todas i estas coisas trazem consigo alguns riscos: o risco de perder a identidade como povo de Deus.| ronômio. Haveria muito mais a desfrutar (cap. Além do mais. 17). A aliança feita no Sinai foi um passo decisivo na formação da nação de Israel. Jesus disse que toda a lei podia ser resumida nas palavras do v. o risco de esquecer-se de Deus.2). Essa terminologia aparece repetidamente no AT. que era vista como o modelo. Esse novo relacionamento foi chamado de aliança. "não esqueçam". segundo eles.18). o fato de usarem termos e conceitos derivados desses tratados mostra que.

ameaçando o vassalo com doenças. Js 24. por parte do vassalo. mas também responsabilidades (p. de toda a saa alma <• </i todas as suas forças. aparecem em Êx 19—24.. Ame o SENHOR.15-68). Toda a lei deveria. fiéis. Filactérios datados do período do NT. Os judeus ortodoxos literalmente atam no braço direito e na testa cópias miniaturizadas de versículos de Êxodo e Deuteronomio que são colocadas em pequenas caixas chamadas tefilim ("filactérios"). caso rompesse o tratado. descrevendo o documento que contém o tratado e prevendo a leitura do mesmo. que te tirei da terra do Egito" (ÊX 20. Tanto nos tratados como nas alianças. As estipulações ou leis são apresentadas depois que o vassalo ouviu do suserano tudo que este havia feito por aquele. sua providência.11) Cisternas ou reservatórios para armazenar água coletada da chuva ou de uma nascente. seu Deu». Quando os profetas anunciavam o juízo vindouro. > Amarrem. Lembrado da maneira como Deus havia resgatado o povo. .18-20) As pessoas comuns não possuíam uma cópia da lei. 11. • Poços (6. nosso Deus. usado pelos hititas. pois Israel tinha que s e lembrar também das suas próprias falhas (9. O interior era coberto com c o único SESHOR. seus j u í z o s .. Também está claro que. embora mais breves. bons conhecedores do coração humano. Deus lembra ao povo de Israel a sua grande misericórdia: "Eu sou o S E N H O R . 3.2). seu poder. explicando a s responsabilidades mútuas dos parceiros. também. 5. Am 3. descrições dos terríveis sofrimentos que sobreviriam ao povo. o vassalo cumprisse o que havia sido estipulado.2). caso o vassalo for fiel. Um tratado típico do Oriente Próximo. citando o autor do tratado. muitas vezes estavam ecoando essas ameaças contidas na aliança. escrevam (6.24). o fato de se crer em Deus fazia com que fosse omitida a lista de deuses como testemunhas.4). eram bem menores que os atuais. Uma c l á u s u l a d o c u m e n t a l . não apenas privilégios. tinha seis partes: 1." Dt 6. Entretanto. 1 0 — 1 1 ) .. ainda que não idêntica. exílio. em intervalos regulares. Um preâmbulo.7). descrevendo o relacionamento entre as duas partes antes da assinatura do tratado. Os Pergaminhos do Mar Morto revelaram que. Os formuladores de tratados e os escritores do AT.9. as estipulações estão baseadas no favor imerecido do suserano. Um rei hitita podia lembrar ao vassalo como ele estava sendo generoso.32). da justiça de Israel (9. Bênçãos e maldições. 2. Os judeus também afixam pequenos cilindros contendo versículos bíblicos nas ombreiras das portas de suas casas. de todo o seu coração. Jesus estava pressupondo que seus discípulos estavam familiarizados com essa noção de aliança.senti'. Js 8. Permitam que a lembrança disso os mantenha humildes. Uma lista d e deuses testemunhas do tratado. nestes casos a forma está um pouco alterada devido ao fato de estar inserida em narrativas. ao apontar para a sua morte como a inauguração da nova aliança (Mc 14. esse conceito de aliança ocupava um lugar importante na teologia judaica. Esperava-se que. ainda na época do NT.1-10. e partes importantes anotadas onde estivessem bem visíveis. ela devia ser ensinada oralmente. teu Deus. Bênçãos e prosperidade são prometidas. permitindo-lhe continuar no trono daquele reino anexado.Deuteronômk 211 "/. Israel: o SESHOR.ex. São pin- tados quadros horríveis.. De modo semelhante. 4. logo. As e s t i p u l a ç õ e s . A maioria dos elementos que fazem parte de um tratado aparece em Deuteronomio: Dt 1—3 Prólogo histórico Dt 4—26 Estipulações Dt 27 Cláusula documental Dt 28 Bênçãos e maldições Outros exemplos dessa forma de tratado no AT. etc. Lembrem-se do amor de Deus. morte.4-S daquela época diz respeito à forma ou estrutura básica. Assim.. ISm 12. repitam. 6. apesar da recente rebelião. caso fosse fiel. têm a tendência de enfatizar mais as maldições do que as bênçãos. a lei vem depois da graça. caso não levassem a sério as exigências da aliança (veja Dt 28. Os profetas lembraram ao povo que o relacionamento de aliança trazia consigo. mas maldição repousa sobre ele. ser escrita em pedras caiadas que seriam colocadas e m lugares públicos (veja 27. O conceito d e aliança Tratados e alianças começam com relatos históricos e enfatizam a graça e misericórdia do autor da aliança. Israel é encorajado a ser fiel a Deus. Um p r ó l o g o histórico. caso se rebelar. por gratidão. As alianças do AT têm uma estrutura semelhante. descobertos pela arqueologia. m a s prometendo-lhe prosperidade e bênção. Por exemplo. também no AT. sua lei. obedientes (caps.

2-5 "Não façam acordo de paz com eles. e tc serão p o r frontal entre o s o l h o s " .19-20 e "Guerra Santa".26-27.26-32) Veja caps. Jerusalém. a Lei é atada n o b r a ç o dele. no tempo de Eli e Samuel. Este número não incluía as esposas e filhas dos filhos de Jacó. Deus traria juízo sobre os cananeus. Adotar as práticas religiosas que trouxeram destruição sobre os povos de Canaã seria uma atitude fatal para o povo de Israel.6-7 " T a m b é m as atarás t o m o sinal na tua m ã o . • Setenta (10. nem tenham pena deles". Os poços eram mais estreitos na parte de cima para reduzir a evaporação. j á que os israelitas foram advertidos a não se casarem com gente desses povos.. os cativos c todos os despojos eram de Deus. com seu Templo. veja L v 17.tO/t os amou. Sendo Senhor da história. a mudança para a terceira pessoa parece indicar uma inserção posterior no texto. Dt 12. O " n l n c t é r l o " q u e uni j u d e u o r t o d o x o usa sobre a teslti contém trechos importantes d a L e i . Deus escolheria um lugar específico para os sacrifícios. Dt 12.2) Veja Nm 13.29—13...6-9 Aqui.6-7.. embora após a morte de Salomão as tribos dissidentes tenham estabelecido dois santuários rivais para o reino do Norte. Veja 8." Dt 6. Nesse caso.16) Veja Êx 17. Como Deus era responsável pela vitória numa guerra santa.14) devia ser eliminado para servir de exemplo. • D a t ã e A b i r ã o (11. Quando a nação estivesse estabelecida. assim como.10) Lá as colheitas dependiam da irrigação. Nem todos devem ter sido mortos.212 Pentateuco "Guardem scnqire no coração as leis que eu lhes estou (Ituulo hoje c não tleixeni de ensiná-las aos seus filhos. lauto o pensamento q u a n t o as ações estão sujeitos á v o n t a d e d e Deus.22. . D t 12—26: Leis d e t a l h a d a s D t 1 2 — 1 3 : ídolos.22) Veja G n 46. Mas porque o M . Israel não deveria usá-los.15-28: a carne não fazia parte da dieta básica do israelita c o m u m . B i a i n s t r u ç ã o é seguida ao pé da letra p o r judeus aitlda hoje.10-16 e "Sacrifícios". n ã o porque vocês são mais tfo que outros povos. • N ã o é c o m o a terra d o E g i t o (11. mas todos a comiam nas festas e nos sacrifícios. • Massa (6. usando água do Nilo. • 10. mais tarde. • A n a q u i m (9. A partir da época de Davi e Salomão. Dt 12. tratamento de infratores.V. a fonte não é conhecida.18: a sedução das religiões pagãs era um perigo bem real." Dt 7. Repitam essas leis . quando se deituivm equando se levantarem. passou a ser a cidade santa de Deus. • 7. sacrifícios.7-8 argamassa ã prova d'água. N a c e r i m ô n i a d o Bar Mitzvah. Ebal (11. traria juízo sobre o seu próprio povo. Siló foi o primeiro centro religioso da nação. Qualquer um que comprovadamente encorajasse a adoração de outros deuses (13. para salvar ou destruir.6) Veja N m 16.711 c / u r u d e casa. "O SFXHOR os atuou esto/fien. Quanto à questão do sangue. 27—28. • Bènçãoe maldiçào:Gerizim. q u a n d o o j o v e m j u d e u passa a ser considerado " a d u l t o " .1-14: todos os lugares em que os cananeus praticavam seus ritos depravados deviam ser eliminados.

"será que elas são seus inimigos?" ( N T L H ) . Siquém. mas a culpa e a responsabilidade corporativas eram algo real. D t 1 8 : r e n d a para sacerdotes e levitas (1-8).Deuteronômio Dt 14: luto. 19).14-20). animais.24-30. 2 0 : justiça e julgamentos (Dt 16. O suborno não devia ser aceito. ritos pagãos (9-13). uma triste realidade na história de Israel. Bezer.1-2: práticas pagãs de l u t o são proibidas.1-17: as três festas principais. A lei de Deus seria o guia infalível do rei.18—17. 20. Tabernáculos (Barracas) — todos os homens israelitas deviam trazer uma oferta ao lugar nacional de adoração. Ramote e Golã. Afinal. o futuro profeta (14-22). De sete em sete anos as dívidas de compatriotas israelitas deviam ser canceladas e todos os escravos israelitas deviam ser libertos. Ele defende aqueles eme não têm voz nem vez. Dt 21. Uma sentença de morte só podia ser executada com o testemunho claro de duas ou mais testemunhas (o que lança dúvida sobre a legalidade do julgamento de Jesus). dízimos.22-29: o d í z i m o — veja também Lv 27. Os anciãos juravam que sua cidade era inocente. Dt 18. ( E interessante observar. Dt 18. Dt 14. A lista aparece em Js 20: Quedes. alimentos puros e i m p u r o s .1-6. os órfãos e as v i ú v a s que moram nas cidades onde vocês v i v e m " .14-22: o verdadeiro profeta seria como Moisés. C o m o l e m b r a n ç a de que toda riqueza é dom de Deus.3-21: Veja Lv 11. O texto contempla uma situação de guerra santa (veja artigo em J o s u é ) . Deus exige um p o d e r j u d i c i á r i o j u s t o c imparcial.41-43). D t 2 0 : leis de guerra. os seus escravos e as suas escravas e os levitas. uma parte dos bens devia ser regularmente posta de lado. Dt 21. em . Juízes locais deviam levar casos difíceis a autoridades superiores no local de adoração da nação: este julgamento seria final. divisas (14). direitos do filho mais velho (15-17). Veja a lista completa em Lv 23 e "As grandes festas religiosas". Deus v a i com o exército e dá vitória. suas palavras seriam comprovadas pelo seu cumprimento. N m 18. os seus filhos e as suas filhas. Semanas (Pentecostes).14-20: Deus permitiu a monarquia. 10-18 fazem distinção entre o tratamento a ser dispensado aos povos cananeus e aos povos mais distantes. Dt 16. "todos deverão festejar e se alegrar: vocês. mas não a estabeleceu. Dt 18. D t 21: o homicídio não desvendado (1-9). as árvores frutíferas não deviam ser derrubadas. Três vezes ao ano — Páscoa. D t 19: cidades de refúgio (1-13). testemunhas (15-21).11.3. os estrangeiros.10-14: o tratamento previsto para prisioneiras de guerra é bem diferente das práticas cruéis a que eram submetidas em nações vizinhas. Dt 14. V 19: A o cercarem uma cidade. filhos desobedientes (18-21). Dt 17. Dt 15. mais tarde. Mas estas não eram festas só para homens. Dt 1 6 .9-14: compare Lv 18. Q u i riate-Arba. Três cidades de refúgio em Canaã foram acrescentadas às três que ficav a m a leste do J o r d ã o (4. execução p o r enforcamento (22-23). O fato de serem procedentes de u m contexto pagão não impedia o casamento com essas mulheres. Veja em Lv 25.13). Ele oferece ao p o v o a o p o r t u n i d a de de desfrutar dos resultados d o seu trabalho e de compartilhar generosamente com os outros.1-8: veja também N m 18. os recém-casados e os medrosos eram dispensados do serviço militar. prisioneiras (10-14). pois o p r i m e i r o era entregue aos levitas. C o m o d i z Dt 16. pois ele "faz com que homens sábios e honestos fiquem cegos e dêem sentenças injustas" (v. 1 8 — 1 7 . Dt 15: o sétimo ano. Os autores j u d e u s geralmente consideram este dízimo ( d e z p o r cento) um " s e g u n d o dízimo". Os v s .19-23: veja Lv 27. O s sacrifícios não deviam ser uma forma de livrar-se de animais defeituosos. O significado do ritual em 1-8 é incerto. Os perigos previstos aqui — agressão militar e sensualidade que termina em idolatria — tornaram-se. Dt 14. Aqueles que acabaram de construir a sua casa o u plantar uma vinha.1-9 e 10-14: Toda vida humana tem um valor e uma dignidade fundamental diante de Deus. o futuro rei (Dt 17.

29). vestimenta (8-12). No entanto. não há registro de que essa sentença tenha sido executada alguma vez.1-5). A c o m u n i d a d e d o S e n h o r era inclusi- A terra prometida Colin Chapman Se Deus tivesse que consertar algo que deu errado com a raça humana.2-3). vemos José. Paulo afirma que todos os que crêem em Jesus — qualquer que seja a sua nacionalidade — são "descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa" (Gl 3.27). Deus apresenta a promessa de que um dia a terra seria transformada. agricultura.214 Pentateuco termos da história da salvação. o relacionamento de aliança entre Deus e seu povo.24-26). ( N o AT. No restante do AT. Na continuação da história. Deus se comprometeu a fazer quatro coisas: • • • fazer dos descendentes de Abraão uma grande nação (Gn 12. porque — diz Deus — "a terra é minha"(Lv 25. sem indício de censura.10-20). Abraão não possuía um palmo de chão naquela terra.2). regras sociais (9-25). perderia o direito de morar ali e seria expulso da terra (Dt 4. Os direitos do primeiro filho deviam ser protegidos. construção. os cristãos se vêem como membros de uma família da fé espalhada por todo o mundo e entendem que a sua "herança".) D t 2 2 : animais e objetos perdidos (1-4). onde foi sepultada Sara.29-33). e de Moisés com a filha de um sacerdote midianita são apresentados com a maior naturalidade. foram sendo vencidos os obstáculos que poderiam impedir o cumprimento da promessa. como descendentes de Abraão.16). Estas regras incentivam atitudes de auxílio e cuidado mútuo. uma briga entre as famílias de Abraão e de seu sobrinho Ló quase levou à conclusão de que as duas famílias não podiam morar lado a lado na mesma região (Gn 13. por exemplo. chamando Abraão e pedindo que ele saísse de seu país (onde hoje fica o Iraque) e fosse morar numa nova terra (a região conhecida hoje como Israel/Palestina). para fazer parte de "novos céuse nova terra" (Is 65. são desenvolvidos quatro temas principais relacionados com a terra: • A terra pertence a Deus. Depois. o povo. pedindo a seus irmãos que. O filho desobediente dos vs.23).1-20). que o casamento de José com a filha de um sacerdote egípcio. Assim sendo. Durante muito tempo. como ele o faria? O livro de Gênesis explica que Deus deu início a seu plano. • A dádiva da terra é condicional. dar-lhes a terra de Canaã "em possessão perpétua" (Gn 17. Mais tarde. para ser o Deus deles (Gn 17. até comprar uma área perto de Hebrom. alguns interpretam a promessa da terra "em possessão perpétua" de forma bem literal. durante um tempo de exílio. prometessem que também ele seria sepultado na terra de seus pais (Gn 50. têm o direito de possuir aquela terra. D t 2 3 : participação no povo de Deus (1-8). Por isso. Numa espécie de "aliança" especial. arrependido. na última cena do livro de Gênesis. voltasse para • Deus. Acreditam que os judeus de nossos dias. o livro de Gênesis mostra como. prestes a morrer. E.7). Se o povo sempre de novo ficasse longe do padrão moral que Deus havia estabelecido. obrigou Abraão a buscar abrigo temporário no Egito (Gn 12. A comunidade era responsável por lidar com ele. sua mulher (Gn 23.15-17: o risco normal do favoritismo dentro da família era intensificado pela poligamia (veja a história de Jacó).8). estabelecer um relacionamento especial com eles. • • . em Israel (Gn 49. Se. relações sexuais (13-30). outra fome obrigou Jacó e sua família a descer ao Egito. mantendo a distinção entre os sexos (5). a terra. Mas Jacó estava decidido a manter os laços familiares com aquela terra. consiste em tudo aquilo que lhes é oferecido por Cristo Jesus. 18-21 violava deliberada e repetidamente o mandamento que fala do dever de honrar pai e mãe (5. fez com que os filhos prometessem que o enterrariam na sepultura da família. Hoje. Uma fome naquela terra.17-25). como membros dessa família. um a um. um direito que lhes teria sido dado por Deus. e preocupação com a pureza sexual. a maioria dos teólogos cristãos acredita que todas as promessas contidas na aliança original que Deus fez com Abraão — promessas quanto ao povo.) Dt 21. onde se encontraram com José. e a bênção a todos os povos da terra — se cumprem na vinda do reino de Deus em Jesus. sob juramento. e abençoar "todos os povos do mundo" (Gn 12. poderia outra vez voltará pátria {Dt 30.1-18).

aceitar como garantia de pagamento uma das pedras do moinho faria com que a outra se tornasse inútil. .19-20). o povo de Deus devia levar em consideração os outros. Aponta. Era caracterizada por pureza e santidade (10-14. Dl 24. A "terra prometida" do período do AT.31-32. uma revelação que teria seu ponto alto na manifestação e vinda de Jesus. 19. Ninguém podia ser castigado pelos crimes de outra pessoa: nem pais n o lugar dos filhos nem filhos nos lugar de seus pais (16). . D t 24. Dt 24: d i v ó r c i o c n o v o casamento (1-4).13). talvez. Rute e Noemi são exemplos 215 Do alto cio monte N e b o .17-18) e também por um senso humanitário prático (15-16. leis humanitárias (5-22).1-12. também. A questão é o novo casamento e. interpretada ã luz do que acaba de ser dito. aos poucos.Deuteronômio va (7-8) e exclusiva (1-6). a pessoa não poderia moer o trigo e morreria de fome. é o cenário no qual Deus foi. crianças avistam a terra que Deus p r o m e t e u a o leu povo. Por e x e m p l o . a proteção desse segundo casamento.1-4: Moises não estava instituindo o divórcio (que provavelmente era aceito como fato consumado). Compare com o ensinamento de Jesus sobre o divórcio em M t 5.5-22: Mesmo no exercício de seus direitos. nos quais habita justiça" (2Pe 3. fazendo a revelação de si mesmo. para a esperança de "novos céus e nova terra. embora devesse haver justa causa e a esposa rejeitada devesse receber um 'documento de divórcio". o n d e Moises m o r r e u .

14) Uma pedra sobre a qual estavam inscritos os limites da propriedade. . A vocação de Israel era sublime: trazer louvor. as 40 chicotadas se tornaram 39. A preocupação é o perigo que representavam para Israel as práticas religiosas corruptas e perversas dos povos cananeus. D t 2 6 : primeiros frutos (primícias) e dízimos (1-15). Rt 4. compaixão por animais que trabalham ( 4 ) .16-19: a bênção vem por meio de obediência. . Mais tarde. para o costume da sandália. alguém passar do limite estabelecido de 40 (veja 2Co 11. • D e s t r u i ç ã o total (20. p o r medo de. .1-3: as chicotadas serviam para castigar o culpado. 1-11 e o espírito conservacionista que aparece nos vs. resumo (16-19).21) Isto devia estar relacionado a um rito de fertilidade conhecido dos povos cananeus. quando as belas promessas já se teriam tornado realidade. Essas instruções t i n h a m em vista uma época em que o povo j á se encontraria na terra prometida. para mudarem sua conduta. • Retaliação (19. coluna do deus Baal (16. A cerimónia dos primeiros frutos incluía a recitação de uma bela oração de gratidão e louvor que resume a história de Israel. castigo dos amalequitas (17-19). de I S m 14 a 2Sm 8. Dt 26. Estas regras foram criadas para impedir a escalada da violência ou uma mortandade sem fim. D t 2 5 : castigo corporal ( 1 . • Um p r o f e t a s e m e l h a n t e a m i m (18. esta regra parece incrivelmente severa. Há registros de freqüentes conflitos com os amalequitas (17-19).6) O parente mais próximo da vítima de assassinato. a lei do levirato (5-10). fama e glória a Deus. os israelitas acamparam c m lugares c o m o esie.3 ) . Veja Rute ( c .24). Não era conhecida apenas em Israel.17) E m contraste com a compaixão c bondade expressas nos vs. 19-22. sem se dar conta.22-26). não para arrancar uma confissão. todo o tempo em que Israel estava na Egito.7). . O N T vê nesta passagem uma referência ao profeta p o r excelência. • O v i n g a d o r d o s a n g u e (19.21-22) Imagens dc madeira e símbolos de divindades pagãs. G n 15. At 3. o p r ó p r i o Jesus (Jo 5.5-10: O propósito da lei do lcvirato (do latim kvir. 19-20. brigas (11-12). • N ã o c o z i n h e m .15) Deus levantou muitos profetas nos séculos seguintes. . pesos e medidas certos (13-16). • Poste d a d e u s a A s e r á .216 Pentateuco E m sua caminhada pelo deserto.46.16 indica que Deus deu aos moradores de Canaã quatro séculos. (14. •saws di' viúvas e estrangeiros que se beneficiaram das regras de colheita estabelecidas nos vs. "cunhado") era impedir a desgraça de um homem morrer sem deixar herdeiro. • Marco d e divisa (19. cujo dever era vingar sua morte. Dt 25. mas nenhum deles chegou à altura das expectativas criadas p o r esta previsão. D t 25.21) Veja Lv 24. Jamais d e v e r i a m tirar a d i g n i d a d e humana ou o respeito p r ó p r i o .

Veja 6. Moisés aponta para dois montes distantes.14. Lv 19.12) Veja N m 15. mas a relação sexual ilícita em que ele foi concebido.8. • 22.21 Veja Êx 22.8.3-14). a mulher de Isaque. que é mais antigo eque previa pena de morte para quem desse abrigo e proteção a u m escravo fugitivo.14) O pano manchado de sangue durante a noite de núpcias era a proteção da mulher inocente contra falsas acusações. Isto explica o risco de alguém cair dali. 15 Este é um dos Dez Mandamentos (veja 5. Rebeca. A assembléia se reunia para.14. e não grávida.14.2 O que se condena não é o indivíduo em questão.4). como traduções recentes deixam claro. 20 Veja 22. • V. Por outro lado.30.9. As maldições c as bênçãos são parte integrante disso (veja "Alianças c tratados no Oriente Próximo"). 2 3 Lv 18. p o r ocasião do casamento. 22 Veja Lv 19. » 22. Dt 2 7 : Depois da entrada em Canaã Estas eram as instruções para o povo quando entrasse na terra.Deuteronômio N o N T .21. e o povo acrescentaria seu "Amém" ou "assim seja". » 23. • V. talvez relacionada com uma inversão de papéis sexuais cm alguns ritos religiosos dos cananeus. 20. 17 Veja 19. Lv 18.16. naquela época a taxa de juros podia chegar a 50 por cento. 23.9.15-16 Esta regra humanitária contrasta com o Código de Hamurábi. • V. no NT.5 Uma regra com a intenção cie impedir perversão c imoralidade. • Juros (23. do monte Ebal. participar da adoração pública.17-18. se a remoção dos marcos de divisa for considerada roubo dc terras) esravam relacionadas com um ou outro dos Dez Mandamentos: idolatria. o u sinal de luto.9-11 As pessoas não deviam obliterar as distinções claras que Deus colocou na natureza.19. • 23. a evidência podia estar relacionada com a condição apropriada para o casamento. As bênçãos deviam ser pronunciadas do monte Gerizim.13-14). • V.9) Veja N m 12. 20. 20. C o m seis tribos de cada lado. • Miriã (24.19-20) Diante dos riscos envolvidos. • Arameu errante (26.24 Os generosos princípios dc hospitalidade para com pessoas estranhas não deviam levar à prática de abusos. ou seja.17. onde parte de sua família se estabeleceu (vindo por isso a ser conhecidos por arameus).33-34. um espaço extra para trabalho e lazer.37-41. i Balaão (23.19. • V.5) Depois de sair da cidade de Ur. Êx 22. • 23. 18 Veja Lv 19. que tinha normas rígidas de "pureza" ritual. • V . ou seja. Quatro dessas infrações (cinco.12) Sinal dc purificação do paganismo. Ê x 20. Abraão ficou em Harã. Dt 27.8 Estas eram casas com telhados planos que formavam um terraço. • Ela rapará a cabeça (21.3-5. A carta de Paulo a Filemom. Dt 27. as maldições. • A s s e m b l é i a d o S E N H O R ( 2 3 .4) Veja N m 22—24. Lv 18. • É maldito de Deus (21. constitui um interessante comentário desse trecho de Deuteronômio. • Não atar a boca ao boi q u e debulha (25.12). na região montanhosa de Samaria.8) O termo inclui várias doenças de pele.11.23) Paulo aplica isto á crucificação de Jesus (Gl 3. 1 com Is 56. Antes de qualquer coisa era necessário haver a renovação da aliança.11-26: a cerimônia no monte Ebal. Duas eram de caráter humanitário e a última é bem geral. uma prova de que estava menstruando.15.1-10: a lei devia ser escrita em pedras.4) . entre outras coisas. ao passo que ele prosseguiu viagem até Canaã. veio desse ramo da família que havia ficado em Harã e os laços familiares foram estreitados ainda mais quando Jacó ficou exilado naquela região c casou com duas filhas de Labão. Js 8. 20. 16 O u t r o dos Dez Mandamentos (5. os levitas deviam pronunciar a maldição dc Deus sobre 12 infrações da lei. • V. assassinato (à traição o u contratando um matador profissional). Quatro tinham a ver com relações sexuais proibidas. 19 Veja 24.17.17-18 Eunucos e prostitutas eram excluídos como forma dc protesto e prevenção contra práticas religiosas comuns entre os cananeus.1. Êx 20.23. » 22. • V . • V . • Lepra (24. • 23. » As provas da v i r g i n d a d e (22. » Borlas (22. respeito pelos pais.30-35 traz um relato de como essa instrução foi colocada em prática. Veja Lv 13—14. Contrastar o v. localizados um dc cada lado de Siquém. 1 ) Esta expressão é mais adequada do que "povo do S ENHOR ". esse princípio é ampliado (veja I C o 9.

1 Na Bíblia Hebraica. Acima de tudo. os vs. da qual depende a visão.1 4 Moisés mostra que a palavra de Deus é acessível. O importante aqui não é o que eles não sabiam. sujeiAssim vocês ção a outros povos. creve as conseqüências da desobediência. fome. 9 ) .5-8. 2 4 . mas com gerações finuras também. Sem esse relacionamento. No nosso Deus. 28. Será que já houve um povo mais dependente que o povo de Israel? • 2 9 . Eram bênçãos materiais de p a z . anima (30. As maldições são o contrácom ele. vitória na guerra. tudo o que precisava saber. Israel prosperou enquanto ouviu a palavra de Deus e a levou a sério. • V. Moisés confrontou o povo com a escolha entre a vida (amar a Deus e guardar seus mandamentos) e a morte (rejeitar a Deus). 1 Israel em h o r r o r e s acabaria se t o r n a n d o r e a l i d a d e Dt 30. nesse momento ele entoou uma última canção que é um relato da desobediência. prosperidade.12-23). Deus instruiu Moisés a advertir o povo de Israel sobre a futura deslealdade deles era forma de um cântico (31. • 2 9 .8. ninguém é justificado diante de Deus" e que "Cristo nos resgatou da maldição da lei". D t 28: B ê n ç ã o s e m a l d i ç õ e s da aliança Estas e r a m as " s a n ç õ e s p a c t u a i s " d o tratado. na lei. perda da terra natal continuarão a viver. A lei foi entregue aos cuidados dos levitas. m u i t o s anos. • Coisas encobertas (29. falando diretamente ao povo. obedeçam hebraico. Escolham a vida.29) Algumas coisas sobre Deus e seus planos só são conhecidas por ele (veja At 1. Dt 28. 1 4 . como Moisés em breve deixaria claro no seu discurso final. Dt 31—34 Últimas palavras e morte de Moisés D t 31: A s u c e s s ã o Josué foi formalmente designado e comissionado por Deus (14-23) como n o v o líder do povo (veja Nm 27. "se vocês obedecerem". Paulo cita este versículo em G l 3. Em comparação com isso. A paz e o bem-estar de Israel.1-47: O c â n t i c o d e M o i s é s A f o r m a l i t e r á r i a q u e s u b j a z a esta canção é a de um processo j u d i c i a l relacionado com a aliança: trata-se de uma acusação (15-18).1628).19) que tiveram um fim catastrófico.1 5 A aliança não era apenas com aquela geração." e de todas as alegrias da vida. terra fértil.1-14: Foram pronunciadas seis bênçãos. A q u i . Palavras de Moisés Mais tarde. Deus descendentes vivam faria deles seu " p o v o santo" (v. " o cântico de Moisés. 15-19 têm o mesmo padrão ao que ele manda e fiquem ligados rítmico dos vs.1-14: Deus está pronto a perdoar c restaurar até aqueles que o negaram). para que vocês e os seus filhos. • Menina d o s seus o l h o s (10) A pupila. entre a bênção e a maldição. 2 3 Q u a i r o cidades na extremidade sul do mar Morto ( G n 10. Durante toda sua história subseqüente.218 Pentateuco • V s . • 3 0 . O S E N H O R Deus irá na sua frente" (31. 3-6.7).. 2 6 " L e i " (tora/t) significa ensinamento. derrota. argumentando que "pela lei. c provável que se refira a tudo que se enconira no livro de Deuteronômio. Em Rm 10. inclusive os h o r r o r e s d o cerco de Jerusalém (52-57: veja 2Rs 6. entre bênção e maldição (15-20).2-15). Veja G n 19. • J e s u r u m (15) Nome poético de Israel. Ele pede (29. Paulo usa este pensamento e o aplica a Cristo. Será que alguém cuida tão bem como Deus cuida dos seus? . mas o faio de que o povo de Deus tinha. o Verbo que se fez carne. exílio.24-30.. toda a vida enfim. rio das bênçãos: doença.15-68: O restante do capítulo desAmem o StMiOR. adverte (29.5-6 A v o z de Deus entra na narrativa.24-28 c Os 11. Dt 29—30 Terceiro discurso: um convite a renovar o compromisso A vida de Moisés estava rapidamente chegando ao fim. servo de Deus. Êx 20. • 29. dependia do relacionamento correto com Deus.10. • 29.19) que deveria ser aprendido c memorizado. e o cântico do C o r d e i r o " de A p 15 é o câniico dos fiéis que resistiram às forças do mal.17. "Eu lhes dou a oportunidade de escolherem entre a vida e a morte. Lm 2). uma parte desse catálogo de .19-20 na v i d a do p o v o . Dt 32. Dt 28. 1 1 . e a leitura pública regular foi providenciada. o que os aguardava era a morte. este é o último versículo do cap.2 5 O u t r o dos Dez Mandamentos (5. Ele fez seu apelo final de lodo coração.7-8). Moisés disse a Josué: "Seja forte e corajoso.13). da qual o céu e a terra são testemunhas. E como Moisés havia entoado a canção de vitória na saída do Egito ( Ê x 15).

• José (13) Nenhuma tribo recebeu o nome de José.9-12: C o n c l u s ã o Q u e m agora entre em ação é Josué. C o m base nas alusões históricas às diversas tribos.1-13). No entanto.48-52 também falam dos últimos dias de Moisés.1-8: A m o r t e d e M o i s é s Nm 27. Dt 3 3 : M o i s é s a b e n ç o a as t r i b o s Após todas as advertências. D t 34. ao passo que Issacar foi bem sucedido na agricultura e no que dizia respeito à vida dentro de Israel. > Nos seus braços (12) Pode ser um retrato de .Deuteronômio Deus como pastor. Simeão não é mencionado entre as tribos. 18 Zebulom obteve sucesso no comércio. pois seu povo foi posteriormente absorvido por Judá. ela parece enfatizar uma época em que as tribos já estavam estabelecidas.8).30). Não houve outro profeta como ele. carregando seus cordeiros. Israel não o veria mais.) » Vs. falando com o Senhor ( M c 9. para contemplar a terra prometida. nunca se esqueçam dele.5 2 : U m a ú l t i m a o l h a d a Deus mandou Moisés subir o monte Nebo. • Azeite (24) O território de Aser era famoso por seus olivais. u m incidente que se tomou exemplo perpétuo da obstinação do povo de Deus (SI 95. » Que Ruben viva (6) O número dos membros dessa tribo ficou reduzido após a revolta de Datã e Abirão ( N m 16). 32. Dt 3 2 . • Frutas amadurecidas pelo sol (14) Os vales de Efraim e Manasses ficavam cheios de frutos. no alto de um monte. mas o livro termina com um tributo simples e comovente ao maior dos líderes de Israel. esta última bênção (embora difícil de interpretar) prevê um futuro grandioso e glorioso para Israel. Finalmente ele viu a terra na qual durante 40 anos havia desejado poder entrar.2-4). As tribos de Efraim e Manasses receberam os nomes dos filhos de José. Nm 20. I Massa. Meribá (8) Veja Êx 17.23-28. Ele não poderia entrar nela porque deixara de honrar a Deus na questão da água da rocha em Meribá (Nm 20. • V . • V . ano após ano. que é a fonte de toda segurança e prosperidade do seu povo. (Compare a bênção de Moisés com a bênção de Jacó em G n 49. ou uma referência à casa de Deus em Jerusalém. Lembrem-se de Moisés. que seria construída no território de Benjamim.12-14 e Dt 3. 23 A terra fértil ao sul e a oeste do mar da Galileia. ele aparece novamente nas Escrituras. D t 34. A bênção começa e termina com louvor a Deus. 4 8 . » OTumim e o Urim (8) Dois objetos guardados no peitoral do sumo sacerdote pelos quais ele determinava a vontade de Deus (veja E x 28. 2-5 A entrega da lei no monte Sinai é descrita como um nascer do sol no Oriente. talvez no século 11.

o Livro dos Atos de . o título de " O s Profetas Anteriores". Entre as fontes citadas no texto estão o Livro John Taylor Na Bíblia hebraica.C. (Rute e Ester também fazem parte dessa seção. Alguns o chamam de "história deuteronomista".j dade. o Megilot. uma coleção de textos a serem lidos nas festas judaicas: Rute é lido n o Pentecostes. isto se aplicaria apenas à atividade redacional mais recente. de fato. 1 c 2Samuel. Esse g r u p o de seis livros ( n ã o contando I Rute) é considerado p o r muitos estudiosos I uma única obra histórica completa. Isto servia para distinguir estes livros dos chamados Profetas Posteriores — Isaías. a data mais antiga que pode ser atribuí-1 da a toda a coleção deve ser pouco depois ( último acontecimento registrado em 2Reis. • Os Escritos. muitas vezes. A maior parte do material é bem mais antiga e tirada. o registro da história de Israel estava em duas seções distintas: • Os Profetas. Juízes. N o entanto. Ester. 1 e 2Reis. a narrativa histórica que vai de Josué a 2Reis recebeu. que incluíam 1 e 2Crônicas. Ezequiel — e dos doze profetas menores. possivelmente um hinário antigo de Israel). É provável que aqueles livros foram classificados como profecia porque o objetivo principal dos livros era ensinar ao invés de simplesmente fazer u m registro: ou porque eram a história não de Jasar (ou Livro do Justo. Compilando a "história profética" Se os livros são tratados como uma só uni. mas da maneira como a pala-1 vra de Deus se cumpriu na vida da nação. Esdras e Neemias. na festa de Purim. a libertação d o Rei Joaquim da prisão em 561 a. de fontes contemporâneas dos acontecimentos que narram.) História Profética N o hebraico. que incluíam Josué.A J O S U É A E S T E R Sria de Israel tanto d o povo. porque o ponto de vista teológico expresso é seme-1 lhante ao de Deuteronômio. Jeremias. sendo incluídos entre "os cinco rolos".

J u í z e s começa lembrando ao leitor que a giu uma considerável quantidade de livros conquista sob Josué não foi completa e que em históricos.sido demarcados para as diferentes tribos ainda tas. ao tempo de guerrilha.doze tribos (Js 13—21). Recentemente a data antiga (eme os midianitas e amalequitas parece concordar com 1 Rs 6. O livro também apresenta uma descrição detalhada da divisão de Canaã entre as Eles ensinam duas coisas: • que em Israel. Na realidanão foram as únicas usadas. durante todo o período Davi e uma coleção das histórias de Elias e dos juízes. ou "libertadores". foram destacados para liderar as tribos na luta contra eles.C. E justo supor que as fontes citadas havia focos de resistência inimiga. juízes. também foram livremente usadas.1) recebeu forte • Jefté. da tribo de Manasses. dos em Josué e Juízes ocorreram entre 1240 • Gideão. O livro termina com dois episódios bizarJosué abrange toda a vida do sucessor de Moisés e descreve a conquista de Canaã desde ros: o estabelecimento de um novo santuário O s livros históricos relatam a história de Israel na terra que Deus havia p r o m e t i d o ao povo. . várias tribos israelitas foram atacadas por vizinhos (ou antigos residentes!) hostis e os Eliseu. Deus. durante a monarquia.praticamente todos os territórios que haviam posição um bom número das fontes escri. e que outras de. tanto em Os l i v r o s e s e u c o n t e ú d o Esses livros tratam de um período que vai batalhas em campo aberto como em atividades desde a entrada na terra de Canaã. unidas de Zebulom e Naftali contra os Eles acreditam que os acontecimentos narracananeus chefiados por Sísera. até à metade do exílio babilónico.renovação da aliança em Siquém que uniu nicas na nossa Bíblia). ou histórias populares baseadas neles. Estes eram os arquivos as tribos num pacto de lealdade ao Senhor da corte. que subjugou os apoio da cronologia revisada dos Faraós proamonitas duzida por David Rohl (veja comentário no • e Sansão. sur. de Josué. o gileadita. que derrotou e 1050 a. o danita. • e que os escritores bíblicos tinham à dis. pois. A Entre os juízes se destacam os seguintes: maioria dos estudiosos prefere datar a entrada • Débora e Baraque que lideraram as forças em Canaã no século 13 ao invés do século 15. que foi o flagelo dos artigo "Egito"). este é o contexto em que se passa a história obras. filisteus. tais como uma História da Corte de narrada no livro.Introdução 221 a travessia do rio Jordão até a cerimônia de Salomão e as Crônicas dos Reis de Judá e Israel (que não têm nada a ver com os livros de Crô.

Então veio o colapso diante das especial com a arca da aliança. pais pontos de interesse nesta história profétanto os bons como os maus. quando a P r o f e c i a U m segundo tema de grande arca da aliança foi capturada pelos filisteus. E. Aíase Jerusalém). cr. Samuel fica em segundo plano n o promessa divina de uma sucessão duradoura momento em que entram em cena. cinco capítulos (8—12) são nas ao fato de o conteúdo de ambos não caber dedicados ao estabelecimento de uma monarnum único rolo) começamos a ter um registro quia. Uma vez pronunciada. pois há uma concentração em episódios. Fica claro que isso se deu com cena mais cronológico dos acontecimentos. Mas o interesse se concentra realmente na questão se Israel vai ter ou não um rei. Depois disto. A tristeza da derrota lém. ataque d o exército assírio durante o reinado T e m p l o U m terceiro interesse d o autor de Ezequias e desfrutando das amplas reforé o templo em Jerusalém.m J z 9.profetas e homens de Deus anônimos que são mencionados de passagem nessa narratirativa. Foi no contexto em que Davi manifestou só é aliviada pelas palavras finais d e 2Reis o desejo de construir uma morada mais definique narram a libertação d o rei J o a q u i m d o tiva para a arca que Natã lhe anunciou a procativeiro na Babilônia.A história de Israel para a tribo de Dã ( J z 17—18) e o castigo dos tica ou "deuteronomista" é a monarquia. levada para Jerusano exílio na Babilônia. O ponto alto do reinado de Davi foi a e. Com 1 e 2 S a m u e l (a divisão entre os dois li\ ros é artificial e prova\ cimente se deve apeF. Desde o início de mas promovidas durante o reinado de Josias 1 Samuel podemos perceber uma preocupação (640-609). assim.C. e a contínua rivalidade entre os reinos políticos. cada um fazia o que achava mais certo" ( J z 17. C . no tempo do rei Salomão. Agiam como conselheiros reais e fiscais com a divisão d o reino. começando com a coroação de Salova. (em Hebrom fético pode ser vista n o tratamento dispensadurante os sete primeiros anos e depois em do a Débora e Samuel.(2Rs 7). porque do Norte (Israel) e do Sul ( J u d á ) . p o r fim. houve uma tentativa fracassada de Até aqui o elemento histórico que apare.16). finaltinuidade à linhagem d o rei Davi. desejar. as figuras de Saul e Davi.m 1 Samuel. culminando na queda de Jerusalém e Jearim. teocracia e o Senhor Deus era seu único rei legítimo. interesse é a profecia e a palavra d o Senhor. derrota em Afeca e m 1050 a . finalmente.a palavra de Deus que controlava a história. Mas quando D a v i subiu ao trono N o i n í c i o . Eram os homens d o poder.C. como se pode ver no caso do Sul) sobreviveu precariamente p o r mais um século. alguns Em J z 17—21. sendo salvo milagrosamente d o da maldição sobre a casa de Acabe. Saul provavelmente começou a reinar logo após a cumprimento dessa promessa. filho de Gideão. sucessi. E. Isto durou por sua vez eram controlados pela palavra de Deus. D a v i reinou A importância que o autor dá ao ofício prodesde aquela data ate 971 a. Esta era uma . Natã c Gade. j á que Israel era considerado uma aplica de modo especial à história de Davi. por mais que sua moralidade pessoal deixasse muito a lempo.6). e isto se relutância.Abimeleque. e reinou até cerca de 1011 a. Micaías. sem falar dos vários 1 e 2 R e i s dão continuidade a essa nar. o p e r s o n a g e m d e destaque é Samuel. o padrão fixo M o n a r q u i a Como vimos. que é j u i z c profeta a o mesmo todos esses temores desapareceram.! até Israel ( o reino d o N o r t e ) ser absorvido pelo Império Assírio após a queda de Sama. até ser. havia rei cm Israel. Temas principais A d o r a ç ã o Havia. mente foi construído o Templo como casa permanente para a arca da aliança. F. Estes homens podiam designar c destituir mão como sucessor de Davi e continuando reis. em que o narrador época foram atribuídas ao fato de que "não revela sua arte de contador de histórias. e a história de todos os reis de Judá que vieram depois dele pode ser vista como vamente. as perversidades daquela deles de fundo moralista. quarenta anos mais tarde. a palavra invariavelria e m 722 a. era benjamitas por um ultraje cometido pelo povo particular a dinastia do rei Davi. Elias e Eliseu. J u d á ( o reino mente se cumpria. Ela é levada forças babilónicas lideradas por Nabucodode Siló para a Filístia. de Gibeá ( J z 19—20). um dos princisegundo o qual eram avaliados todos os reis. como monarca hereditário em Siquém. d o pomo de vista do autor.C. C o n t i n u a v a v i v a a messa de um reino que duraria para sempre esperança de um sobrevivente que daria con(2Sm 7. de volta para Quiriatenosor. de estabelecer-se ce nessas narrativas c relativamente pequeno.

que aparece na versão da história em Samuel-Reis. . não mais fazia parte do verdadeiro povo de Deus. Acontece que seu interesse principal era registrar aqueles aspectos e acontecimentos que se relacionavam com o Templo e suas origens mais remotas. e quase todo espaço é reservado a Davi e Salomão e questões relativas ao Templo de Jerusalém. era considerada originalmente um único livro. A pergunta era esta: Durante o reinado daquele rei. Os reis de J u d á também foram achados em falta quando p o r razões políticas incorporaram práticas religiosas de um soberano estrangeiro. e os primeiros cem anos após o exílio. Levando em conta esta ênfase. apenas a segunda parte (Esdras-Neemias) foi incorporada à Bíblia hebraica. A princípio. em Esdras e Neemias. Ele era um fervoroso defensor da dinastia de Davi e entendeu que o reino do Norte. Semelhantemente. Não há dúvida de que o Cronista pinta um quadro u m pouco diferente. 0 período anterior ao exílio c apresentado em 1 e 2Crônicas. e que tem lá os seus problemas. o verdadeiro Deus (Yahweh) foi adorado de forma devida em Jerusalém. apenas Ezequias e Josias receberam recomendação irrestrita. embora não seja necessariamente obra de um único indivíduo. • Ne 8—13: A leitura da lei por Esdras e as reformas de Neemias. porque perpetuaram a adoração nos santuários de Betei e Dã que Jeroboão estabelecera para competir com Jerusalém. provavelmente porque Crônicas e Samuel-Reis tratam do mesmo p e r í o d o histórico. • Ed 1—6: a reconstrução d o Templo após o exílio. depois que o mesmo se havia separado do reino de J u d á . ele se dá ao trabalho de mostrar que os samaritanos. Embora Salomão tivesse construído o Templo. ou foi permitido também o ingresso de influências idólatras vindas de fora? O s altos (antigos centros de culto pagão que tinham mais o u menos sido adaptados para a adoração de Yahweh) foram destruídos ou continuaram a existir? Pela natureza da avaliação. quando da reconstrução do Templo e dos muros de Jerusalém. Esse lugar foi cenário de inúmeras batalhas na história d e Israel. Embora vários tenham recebido crédito p o r "fazerem o que era correto". o u . j u n t o à entrada d a passagem pela cadeia de montanhas o n d e fica o monte Carmelo. mais tarde também os livros de 1 e 2Crônicas foram admitidos. foram impedidos de participar das obras. mosna como aquela cidade era fortemente protegida. • 10' 10—29: o reinado de Davi. O autor ou compilador geralmente é chamado de Cronista.Introdução questão basicamente de adoração o u culto. Para destacar a continuidade que originalmente existia entre esses livros. Isto resultou naquilo que alguns consideram uma imagem idealizada de Davi. assim como dois artistas fazem com o mesmo assunto. 223 Ed 7—10: chegada de Esdras a Jerusalém e reformas. as idéias haviam sido todas de Davi. vendo nele o principal arquiteto e idealizaclor do Templo. os primeiros versículos de Esdras foram colocados no final de 2Crônicas. então. • Os interesses d o Cronista O Cronista também admirava o rei Davi. t s t e modelo. o Cronista se mostra fascinado com a função exercida pelos sacerdotes e levitas na condução do M c g i d o ficava situada na extremidade d a planície de Jezreel. • 2Cr 1—9: o reinado de Salomão. todos os reis de Israel (o reino do Norte) foram reprovados. Com base nisto podemos ver que o reino do Norte. é ignorado. bem diferente do "chefe da guerrilha que-acabou sendo rei". Israel. N o entanto. É por isso que na Bíblia hebraica Esdras-Neemias precede Crônicas. foi incluída nos "Escritos". A obra d o C r o n i s t a A segunda parte do relato da história de Israel. se tentaram impedir a reconstrução. • Ne 1—7: Reconstrução das muralhas de Jerusalém por Neemias. Nesse sentido o autor estava seguindo os passos do historiador deuteronomista. que eram resultado do cruzamento inter-racial de israelitas c assírios. n o museu daquele lugar. • 2Cr 10—36: a história de J u d á desde Roboão até o exílio. que. como símbolo de submissão a ele. 0 período a b r a n g i d o Um resumo do conteúdo mostra claramente os interesses específicos do Cronista e os assuntos tratados nestes quatro livros: • ICr 1—9: genealogias de Adão a Saul. na Bíblia hebraica. do seu culto e da sua organização.

culto no Templo. A "cidade das palmeiras" 6 um oásis subtropical nas proximidades d e montes descampados. . Na verdade. 13. ele deixa claro que isso foi feito somente por sacerdotes c levitas.5. ele também se valeu de coleções de citações de profetas como Samuel. que era um homem de profunda devoção (veja as diversas e belas orações contidas era sua obra). Gade e Ido. E. Para o período de Esdras-Neemias. é que ele provavelmente fazia parte do pessoal que trabalhava no Templo. e que ele escreveu no final do século 5 ou início do século 4 antes de Cristo. Natã. ele menciona especificamente a lepra do rei Uzias.6-31). O que podemos dizer com boa dose de segurança a respeito do Cronista. N o entanto. na destituição de Atália (2Cr 23). se é que realmente existiu apenas um. " o livro dos reis de Israel e J u d á " e muitos outros registros que não chegaram até nós). como. Seu interesse p o r assuntos que diziam respeito aos sacerdotes não o levou a perder de vista os profetas c seu mundo. que também ocorreu dentro do Templo.1—7. Isto nos incentiva a respeitar a forma cuidadosa c o m que r e u n i u e selecionou seu material. É importante lembrar que ele estava escrevendo como historiador religioso.15 e Ne 1. Pois além de fazer uso extensivo dos anais (por exemplo. Sua avaliação individual dos reis de J u d á corresponde à avaliação dada em 1 e 2Reis.27—9. causada pelo fato de ter ele entrado de forma ilícita no Templo para queimar incenso. o compilador pôde usar as memórias de ambos (note o uso da primeira pessoa do singular em Ed 7. p o r exemplo. e não como historiador político.A primeira grande vitória na conquista de Canaã foi obtida em J e r i c ó . a tradição judaica afirma que o Cronista era o próprio Esdras. e isto não é de todo impossível. a morte trágica do piedoso rei Josias e o longo reinado do perverso rei Manasses. tratou de explicar alguns casos estranhos em que uma aplicação rígida do princípio da retribuição parecia não funcionar.

foram os únicos a sobreviver aos40 anos de peregrinação. por intermédio de seu filho Boaz (veja Rt 2—4). 23—24 Josué faz um apelo à nação Histórias mais conhecidas Raabe e os espias (cap. encontrando um lar permanente entre o povo de Deus e tornandose parte da grande história de salvação. 5-6) • V . 1 —12 relatam o que se passou nos cinco ou seis primeiros anos após a morte de Moisés. Josué estava com Moisés quando a lei foi dada no Sinai. 2 j á ocorreram.63). Ele tornou-se braço direito de Moisés durante o êxodo e as peregrinações no deserto.23). O editor repetidamente acrescenta "até ao dia de hoje" referindo-se aos leitores do seu tempo (4.C). Muitas dessas histórias foram contadas e recontadas antes de serem coletadas e organizadas na sua forma atual. • V s . passando pela conquista de Canaã. Na entrega da lei no Sinai ele acompanhou Moisés (Êx 24. que louva sua fé). e. durante a vida de Samuel. Josué foi um dos 12 espias enviados por Moisés para fazer o reconhecimento da terra.9. um alvo natural a ser atingido. A intenção de Josué era concentrar o primeiro ataque no centro d o território. de acordo com algumas evidências arqueológicas.5). Este é um notável exemplo da graça de Deus. Juízes pinta um quadro um pouco diferente. casou-se com Salmom. Js 22 descreve as duas tribos e meia voltando para casa. O livro de Josué dá a impressão de que a terra foi conquistada em pouco tempo e de forma total. A conquista de Canaã provavelmente começou por volta de 1240 a. • Três dias (11) O u os eventos d o cap. 12-15 Veja N m 32. 13—21 Divisão da terra entre as tribos Caps. dando a entender que a luta continuava. Veja "Cidades da conquista". ele simplesmente conta a história. por exemplo).C. e. J e r i c ó estava bem à sua frente. mas também do próprio Jesus ( M t 1.8-13). Caps. a designação formal para liderar o povo só veio diretamente de Deus quando Moisés estava prestes a morrer (Dt 31. ela e sua família passaram a ser protegidas por Deus.18-20. liderados por Josué. ou o sentido é apenas "em breve". . 1—12 2 A conquista de Canaã Caps. até a morte de Josué.JOSUÉ 0 livro de Josué conta a história de Israel desde a morte de Moisés. É provável que este registro tenha sido escrito na época dos primeiros reis de Israel (1045 a. Obedecer a Deus é a chave para o sucesso do povo sob a liderança de Josué. Os acontecimentos narrados nos dois últimos capítulos provavelmente ocorreram cerca de 20 anos mais tarde. Nunca o abandonare Seja forte e corajoso. c r i a n d o u m a espécie de brecha entre o Norte e o S u l . 2) A batalha de Jerico (caps. Como Raabe salvou as vidas dos espias. mas o propósito de Deus para o seu povo continua de pé. Os caps. e antes de Davi tomar a cidade de Jerusalém (veja Js 15. Raabe deu abrigo aos espias. O tema principal que se repete neste prelúdio à conquista é o convite a ser forte e corajoso (6. O narrador não tenta "salvar" a reputação de Raabe. Raabe foi naturalizada.2426. não porque estivesse com medo.S-6 J s 1—12 Israel entra na terra de Canaã Js 1: J o s u é é o n o v o l í d e r Este relato d o começo d o trabalho de Josué é um dos grandes capítulos da Bíblia. Resumo Os Israelitas.18). Mesmo que a escolha para ser o sucessor de Moisés já houvesse sido feita há mais tempo.6-9).13). Dl 3. " E n estarcí com vocc como estire com Moisés.14-15." Js l . em conseqüência. 3 Veja Dt 11.7. J s 2: A p r o s t i t u t a R a a b e salva os espias J e r i c ó . tornou-se ancestral não só de Davi. fica a oeste d o rio Jordão.28-32.9. Moisés havia morrido.24-25 • Este Livro da Lei (8) Veja Dt 31. Ambos os livros enfatizam a importância de manter-se fiel a Deus. Apenas ele e Calebe tiveram a fé e a coragem de sugerir o avanço (Nm 14. a "cidade das palmeiras". Josué havia nascido no Egito. mas porque acreditava que o Deus de Israel é o verdadeiro Deus (veja H b 11. conquistam a terra que Deus lhes prometera. Ele era um excelente comandante militar (Êx 17.31.

19). mais tarde. uma obstrução em Adam. Ela era um símbolo visível da presença de Deus. Estava próxima a colheita da cevada. c o m casas de lijolos. forças naturais foram empregadas para abrir caminho com precisão milagrosa. e o mês era o de Nisa. • Santifiquem-se (5) Santificar-sc significava "preparar-se diante de Deus". ( E m 1927.226 Cidades menores e vilarejos. em Gilgal. • 2. • Seom e O g u e (2. deix a n d o o leito seco. do qual obtinha o linho para fiar). ocorreriam o ministério de João Batista e o batismo de Jesus). e sem dúvida um bom lugar para obter informações.21-35 e Js 12. • A arca da aliança (3) Nela se encontravam as tábuas da lei. e o Jordão ficou represado por mais de 21 horas. Os israelitas cumpriram sua promessa que fizeram a ela (6. A casa de uma prostituta era um lugar onde dois homens podiam ir sem dar satisfação a ninguém. devem ler oferecido pouca resistência a o exercito d e Josué. o primeiro mês do calendário hebraico (4. Porém. tremores de terra causaram o desmoronamento das altas margens de argila no mesmo local. Js 3 : A travessia do Jordão Era primavera.10) Veja N m 21.1 "Sitim" significa "acácias". J s 4: A s p e d r a s c o m e m o r a t i v a s Para que a travessia ficasse marcada para sempre. (Esta é a mesma área junto ao Jordão onde.10) Veja Êx 14. 40 anos antes. que corresponde mais o u menos a março/abril em nosso calendário (veja " O calendário de Israel"). sua liderança e orientação. linho. O rio estava cheio com a neve derretida do monte Hermom e não era a melhor época para uma travessia.22-26). cerca de 29 km rio acima. pedras foram tiradas do leito do rio: 12 para marcar o lugar onde os sacerdotes haviam parado. e 12 para marcar o primeiro acampamento dos israelitas na nova terra. . represou o rio.1-6. • Mar Vermelho (2. quando os sacerdotes pisaram na água. pela purificação ritual e auto-avaliação à luz do que Deus exige. A história de Israel A casa de Raabc estava construída sobre as muralhas da cidade (provavelmente fazendo uma ponte entre os dois muros fortificados que cercavam a cidade de Jericó havia já alguns séculos) e tinha um teto horizontal o u terraço sobre o qual era possível secar plantas ou cereais depois de colhidos (neste caso.) Como na travessia do mar Vermelho.

Josué 227 y Os homens das tribos d e R u b e n . com exceção de Josué c Calcbc. (12) Veja em 1. assemelha-se à travessia do mar Vermelho ao tempo de Moisés. o mês de Nisa. Kie representou d e r r o t a para Jerico. Todos os outros. porque a aliança em si havia sido negligenciada durante 40 anos. morreram no deserto por causa de sua desobediência. d e G a d e . • V.13-36. sobreviveram para atravessar o Jordão. Deus estava liderando o exército. Js 5. . Agora o sinal da dreuncisão deixaria claro que essa nova geração era o povo de Deus. a data anual da Páscoa. o shafar o u chifre dc c a r n e i r o . Jamais haveria uma Páscoa como esta: pela primeira vez eles saborearam os frutos da sua própria terra. A partir daquele momento. Durante os anos de peregrinação pelo deserto. . porque a história da travessia do Jordão causara temor em todos eles. perante nós (23) Nenhum dos adultos que atravessaram o mar Vermelho.12. Isso era muito mais importante e necessário ainda antes de entrar num "lugar santo". • Tire as sandálias (15) Esta instrução ecoa as palavras que Deus disse a Moisés ( Ê x 3. Ninguém sabia disto melhor que Josué. todos os que tinham mais de 20 anos na época do relatório dos espias a Moisés.5). > Diante de v o c ê s . após seu encontro com " o comandante do exército de SENHOR" (5. Naquele dia ficou claro quem era Josué.13-15). isto c.13—6. Este era o dia 14 do primeiro mês. mas para esse r i t o religioso f o r a m usados os utensílios tradicionais.27: A c o n q u i s t a de Jericó A conquista de Canaã foi uma guerra santa (veja "Guerra Santa"). J s 5. • O m a n á c e s s o u (12) Veja Êx 16. por causa da falta de fé e da desobediência do povo ( N m 14). 14 A ação de Josué. • F a c a s d e p e d r a (2) Nessa época. utensílios de b r o n z e j á haviam substituído os de p e d r a . . . Israel sabia A irontbcta d o Israel a m i g o . e o povo lhe deu o respeito que lhe era devido. Sempre que alguém entrava numa casa tirava as sandálias dos pés. Não havia risco de serem atacados por inimigos. Deus jamais havia deixado que faltasse o maná. conduzindo o povo através do Jordão. o maná não era mais necessário. . porém. convocava o p o v o para a batalha.1-12: G i l g a l : Os i s r a e l i t a s s ã o c i r c u n c i d a d o s 0 ritual da circuncisão não fora praticado.

e das evidências indiretas d o controle egípcio contínuo na região. Ecrom. embora. Assim. Os arqueólogos geralmente fazem a ligação entre esta invasão e níveis d e destruição encontrados e m cidades arruinadas.228 A história de Israel Cidades da conquista Alan Millard Os relatos bíblicos sobre a entrada de Israel em Canaã registram a efetiva destruição de apenas algumas poucas cidades. ex. Pouco depois. marchando através da Síria e de Canaã e aproximando-». A mudança de propriedade provavelmente deixou poucas marcas reconhecíveis exceto no âmbito religioso. Talvez c o m o resultado destas medidas rigorosas. seu filho. restabelecendo seu coniro. que acabavam de sair de 40 anos de vida seminòmade. os assim chamados "povos do mar".C. Havia rebeliões periódicas que eram sufocadas por vizinhos leais ou por forças egípcias. Após u m período de fraqueza egípcia. registra campanhas militares de maior proporção. e Damasco. Nessa ocasião. Seus g o v e r n a d o res e oficiais residiam nas cidades maiores (p. tomaram Asdode. talvez por serem focos de oposição. tenha sido o pior. que destruiu a frota? bloqueou o avanço antes que atingisse a fronteira.« w » » le sobre Canaã por algum tempo. Em resumo. trouxeram pilhagem e destruição às cidades de Canaã na época da conquistaPríncipes vizinhos podiam causar tanta devastação quanto uma força invasora. Escavações nos sítios de Betei. Os filisteus. não podemos esperar que nas ruínas de Canaã apareçam numerosos e inconfundíveis sinais de uma conquista especificamente israelita. Pouco se sabe além do fato da intervenção egípcia em Canaã. a l g u n s t o m a n d o a l g u m a s cidades. teve que controlar uma revolta após uma derrota para os hititas na Síria. não podemos esperar que haja muita evidência material da conquista israelita. Mas novamente estes foram casos excepcionais. É possível que tenham sido saqueadas mais cidades do que aquelas mencionadas nos livros de Josué e Juízes. Gate e Gaza. mas as datas são apenas aproximadas e é possível que as cidades não tenham sido destruídas ao mesmo tempo. também. ele avançou até o território de M o a b e (por volta de 1275 a. Ai e Hazor também foram saqueadas. Asquelom. A história d o século 13 a. é um equívoco tentar associar à invasão israelita todos os sinais de destruição em cidades cananéias do final da Era do Bronze. Todos estes acontecimentos. e outros lugares serviam d e fortalezas. Hazor e outros revelaram sinais de destruição violenta durante o século 13 a. Em todo o caso. o Líbano. Merneptah havia contido uma onda de invasores vindos d o noroeste. O que devia ser destruído eram os templos pagãos dos cananeus com sua parafernália religiosa.C.C. Em geral. e outro g r u p o t o m o u Dor. mas os relatos bíblicos não exigem essa conclusão.) não houve mais invasão dos egípcios por mais d e meio século. " Jericó era um caso especial. enfatizam que Israel expulsou os antigos habitantes e assumiu (herdou) sua propriedade.C). 0 Faraó d o Egito tinha o d o m í n i o sobre Canaã. filho d e Ramsés. e outros que desconhecemos. o Faraó Seti I fez uma incursão e m Canaã e no leste d o Jordão por volta d e 1290 a. Mas muitos dos invasores permaneceram. A cidade foi uma oferta a Deus. por e x e m p l o . Uma terra desolada com suas cidades em ruínas seria de pouco benefício para os israelitas. Esta onda foi contida por Ramsés III (por] volta de 1184-1153 a. Os problemas recomeçaram no reinado de Merneptah. da costa d o Egito pelo mar. 0 Egito estava seguro até que outra onda repetisse a ameaça. Ramsés II. depois que Ramsés fez u m acordo de paz c o m o rei hitita (por volta d e 1259 a. Num desses registros aparece a referência extra-bíblica mais antiga a Israel. a missão de Israel Invasões dos egípcios e dos povos do mar Israel era apenas u m dos Inimigos dos cananeus. as "primícias" da conquista. Se levarmos a sério o testemunho bíblico. invasões e u m declínio geral nos padrões culturais. Após a destruição. liwa!ia . Gaza e Megido). no final. cilado c o m o u m entre vários inimigos derrotados. as cidades foram abandonadas. tais como Hazor. Bete-Semes.C.C). ou povoadas outra vez em escala menor.

tendiam a ser muito mais rcas.embora as muralhas geialmente incorporassem (ou eram «ovações de) defesas anteriores.229 I. feito isto por completo lai ocupação temporária teria deixado enquanto eram ameapouco ou nenhum vestígio. talvez em várias ocasiões e durante várias gerações.Hazor Lemos que três (idades — Jerlcò. da exposição aos elementos e da danificação pela aragem. como Megido. ou apenas foram ocupadas em conjunto com os cidadãos nativos. As escavações revelaram período inicial por historiadores israelitas de uma época posterior. E havia outras que a cidade ficou abandonada de cerca causas de destruição. Ou.C. o local onde se poderia terra. Mas restou c lüiiciente para mostrar uma cidade de imponancia.C. dos quais a arqueologia pfciina depende para sua cronologia r 2. Ai.s 16. até depois de 12CO a. e isto certamente se aplica ao caso da "conquista". ha evi(Kadi cs que a úlüma cidade cio final da Era óo Bronze foi violeniameme desiiiida durante o século 13 a.C. A intensa erosão das ruínas de tijolos deixou poucos vestígios de períodos mais remotos da história da cidade.'assim como Hazor. em âmbito local. mesmo que após seu apojeu. propondo assim origens separadas. apresenta um problema. e não baseada em fatos. por exemplo. na verdade datam de um período bastante anterior. e apoiando teorias de histórias tribais não relacionadas entre si. (Jz 1. Suas ruínas teriam desapaiecido durante o longo período em que o lugar ficou desolado. Mas todos os registros da nação afirmam que Israel era diferente. No entanto. que isso resultou de uma combinação de infiltração e um movimento de alguns grupos tribais vindos do Egito. Os restos escassos em diversos sítios pós-cananeus (início da Era do Ferro) atestam esta situação.) As histórias em Josué são atribuídas a fontes tribais ou religiosas. As ruínas da última cidade cananéia náo (ciam bem preservadas. Associada a isto está a teoria de que o conceito de Israel como nação foi f o r m a d o muito depois da "conquista" e projetado sobre o . esperar a evidencia mais clara do ataque de Israel. As cidades situadas ao longo das Ktra:as principais. consideradas. na Galileia. As escavações mostram que a cidade já havia sido desiiuída e reconstruída varias vezes antes da época de Josué. e muitos consideram a história cue apato geral. mesmo aceitando a estabelecerem na terra evidencia arqueológica. A analogia da infiltração de nômades é usada para encaixar Israel num modelo conhecido. Por isto. ou talvez parrece em Josué simplesmente uma tencialmente habitadas. no passado. São consideradas descrições de acontecimentos de menor importância. que um grupo de cananeustenha usado as velhas fortificações desta cidadela Eles não poderiam ter estratégica na luta contra os israelitas. Jericó do povo que vivia na Em lericó. Em hazor. Todas eram temfortificadas. Estas atribuem as histórias a várias fontes diferentes. de 2500 a.C. resultado de um tumulC nome Ai significa "riifna". çados pelos filisteus e por inimigos do outro lado do Jordão. tais abordagens devem ser consideradas experimentais. Ai não foi totalmente destrutiva. por (amplo. Sempre é bom ser cauteloso quando se argumenta com base em analogias. Rejeitar o relato bíblico só porque ele é diferente dos outros é atitude preconceituosa e pouco científica. desde o tempo de Josué a época de Acabe (cerca de 400 anos. não pode ser descartada a possibilidade de que havia ali uma cidade fortificada no final daquele século. As muialhas da cidade. evidencia do ataque de Josué.34). dá conta que as principais cidades cananéias que ficavam junto às estradas principais não foram conquistadas. O u . tativa oe explicai aquelas imponentes até os israelitas se ruínas. Cidades p o d e m ter embora fcsse um centro importante em ficado desertas como épocas mais remotas. Estas opiniões completamente divergentes estão todas ligadas a teorias relativas ã análise documentária do Pentateuco. Chama-se a atenção para o fato de que a ocupação foi limitada. nada foi encontrado para mostrar a existência dê uma cidade ali na metade do século 13 a. a relativa pobreza de sítios como Tell 8eit Mirsim fez COT que a atenção dos escavadores se concentrasse em detalhes de estilos ce cerâmica. Outias cidades da mesma época sio bas:anle semelhantes. A idéia de um processo gradual é apoiada pela analogia com invasões e deslocamentos de outros povos. em pane por MUS. f- Teorias divergentes Muitos estudiosos afirmam que Israel tomou posse da terra prometida através de uma gradual infiltração de grupos de pastores nômades. Por outro lado. Ai e Hazor — foram incendiadas por Israel. até imaginam uma rebelião geral 3. ainoa é possível e poderem ocupá-la. veja 1P. Na melhor das hipóteses. ou lendas populares sobre a origem das cidades arruinadas cuja verdadeira história fora esquecida.

os gibeonitas foram tão espertos (a ponto de fingirem não ter ouvido as notícias das recentes vitórias em Jericó e A i . para estabelecer-se em Siquém. A cidade de J e r i c ó tem uma história extraordinariamente longa de construção c destruição (veja "Cidades da conquista" para a história arqueológica). 9. 25 Aparentemente. Veja "Cidades da conquista". • 30. Ver. 5. • Fora d o acampamento (23) Até ficarem "limpos". Js 7 : Acã desafia a proibição de D e u s Acã não deu ouvidos à proibição de Deus (veja 6. A estratégia de redradas e emboscadas utilizada por Josué foi uma lição aprendida da derrota anterior de Israel (7. Mas os números elevados que aparecem no AT representam um sério problema.x 23.A história de Israel indivíduo afeta toda a comunidade. mas agora. Os israelitas haviam sido advertidos contra qualquer aliança com o povo local (F. o que sugere que este pode não ser o local onde. no vale entre os montes Ebal e Gerizim. em data posterior. E. preparando o grande clímax no sétimo dia. E m nome de Deus ele tomou posse da terra. portanto.10) que não só conseguiram um acordo de paz para si mesmos como também incluíram três outras cidades (17). seguindo a orientação de Moisés (Dt 27). De A i . J s 9—10: J o s u é d e r r o t a os reis d o Sul Js 9: Gibeão era uma cidade importante que ficava cerca de 8 km ao norte de Jerusalém. e isso pode ter ocorrido durante esta campanha militar (Betei e Ai ficavam bem próximas) ou. até o reinado de Acabe.16). à medida que a arca da presença de Deus liderava o exército. Deus não foi consultado nisso tudo (14).1). e não só individual. e tremiam (2.000 (3) Isto pode referir-se ao número total de soldados. o exército em silêncio. • Sorteio (14) O homem culpado foi descoberto por meio de u m sorteio sagrado. Josué se deslocou 32 km ao Norte. • A maldição (26) Aquele local ficou em ruínas durante 400 anos. a família de Acã também sabia de tudo e. Era uma guerra de nervos para os moradores de Jericó: dia após dia as tropas marchavam em volta da cidade.16). • V . seria sacrilégio alguém pegar alguma coisa para si. após um período de purificação. era culpada ( v e j a D t 24. 24 Acor significa "conturbação" ou "desgraça". de fato.9-11. O rei de Betei foi derrotado (12. no entanto. E disso. a menos que tenha havido duas emboscadas (12). J s 8: A d e s t r u i ç ã o d a c i d a d e d e A i É difícil de conciliar a evidência do outeiro em Et-Tell com o relato bíblico deste capítulo. no tempo de Josué. Veja N m 1. então. • Ai (2) "A Ruína". ficava a cidade de A i . havia entrado em certo declínio. a prestação de contas será geral. Assim.18) e por isso 36 homens morreram cm Ai e todo o povo foi humilhado diante de seus inimigos cananeus. No entanto. "Cidades da conquista". tocavam trombetas.2-5). • Betei (9) Este é o lugar onde Jacó leve a visão. • Santificar (13) Veja 3. Era uma cidade bem fortificada e próspera no tempo em os israelitas estavam no Egito.5.32). E os inimigos de Israel sabiam disso. a aliança foi renovada. se um erro foi cometido. • Não peguem em nada daquilo q u e vai ser destruído (6. quando H i e l reconstruiu Jericó e foi atingido pela maldição (veja l R s 16. • V .18) A cidade e tudo que havia nela foi dedicado totalmente a Deus. A desobediência de um só . Não se sabe exatamente como isto era feito.34). em que foram usadas as duas pedras guardadas no peitoral do sumo sacerdote.

(linha d e c i m a ) . Cada cidade tinha seu deus padroeiro ou sua deusa padroeira. exemplo. o que permitia às pessoas viver como bem entendiam. Canaã era um conjunto de pequenas cidades. o deus do clima e da fertilidade. que nho de uma porta. Os habitantes incluíam outros povos (heveus. Artesãos h a b i l i d o s o s Na época do rei Salomão. no grego. Por volta de 1000 a. por hoje fazem parte do Líbano. Com o passar do tempo. Além disso. a Egito) dominaram o palavra "cananeu" passou Oriente Próximo entre a significar "negociante" (Ez 3000 e 1000 a. como o sacrifício de crianças. No 17. Os gregos o do Egito e porcelana do Chipre e da adotaram por volta de 800 a. quando os gregos viram rolos de papiro pela eles não necessitavam foram usados para as vogais. dando-nos a palavogal "a". C . não estabeleciam leis (como os Dez Mandamentos). É por isso que os israelitas deveriam evitar todo tipo de contato com os cananeus (veja.C. e seus " p a i s " fenícios. Depois do ano 1000 entanto. usadas atualmente. tornava a religião cananéia atraente e fácil de seguir. El era o deus principal. havia uma legião de outros deuses. depois de 2000 a. muitas vezes chamados coletivamente de cananeus. Os Grécia. A desobediência acabaria lhes trazendo uma série de problemas. cada qual governada por seu próprio rei e nominalmente sujeitas ao Egito. d e cerca d e 1000 a . toda a área que fica entre a costa e o rio Jordão recebeu esse nome. o alef (boi)..C. um escriba cios" pelos gregos.4). uma primeira vez. foram chamados de "feníEm Canaã. d e cerca d e 1600 a . Destes portos Saíam navios. Beirute e Biblos. escribas invena. o trabalho dos artesãos cananeus ou fenícios era famoso. o e outras mercadorias para o alfabeto começou a ser Egito. Eles amplamente usado na Fenícia. deusa do amor e da guerra. Também o papiro era levado sinais que representavam sons que do Egito a Biblos. saindo de Tiro. Este fato. se tornou a "coisas de Biblos". representava sua letra inicial — "p". p. ex. vinho representando um c a n a n e u foi Assim nasceu o alfabeto. c o m seus ancestrais cananeus. etc). para ser usado na construção do Templo. Na época da invasão israelita sob a liderança de Josué. e Astarote. A sala d e estar mobiliada d e uma típica casa cananéia. Esta p i a r a d e b r o n z e levando cedro. em traziam de volta (por exemplo) linho Israel e outras regiões. consoante no hebraico. por mais que fizessem exigências cruéis.Josué 231 Cananeus e filisteus Alan Millard CANANEUS "Canaã" foi o nome dado.C. \!ü e v o K O A l g u m a s letras d o alfabeto latino ( A K O ) . E Hirão de Tiro projetou e decorou as colunas de bronze e outros objetos do Templo (1Rs 5.1-6). O cedro do Líbano foi transportado ao longo da costa. aliado ao componente da fertilidade e das colheitas. 7. os chamaram de bíblia. assim que. sua esposa.13). C Religião Os cananeus adoravam Baal. azeite. Seus começou a usar um principais portos eram Tiro. em hebraico. sistema no qual o deseSidom. ¿3 <t A (linha d o meio). jebuseus. Esses deuses.C. Assim. . vra "Bíblia". encontrada e m Hazor. à costa da região onde hoje ficam o Líbano e Israel. Creta e a Grécia. em Jerusalém. Comerciantes O alfabeto Os cananeus que viviam Os sistemas de escrina costa eram grandes ta cuneiforme (na Babicomerciantes — tanto lónia) e hieroglífica (no assim que. os cananeus que contaram outros sistemas tinuavam independentes para outras línguas.C. Dt 7.

que eram mais eficazes (1Sm 13. Os israelitas precisavam levar ferramentas de ferro aos ferreiros filisteus para conserto e afiação e eram impedidos de obter armas de ferro. Quando o Egito finalmente os derrotou. Além disso.: urro filisteu (à e s q u e r d a ) . eles tentaram conquistar Canaã.^(Jope) Asdôde quelom Ga. I. foi por volta de 1200 a. O nome Golias e a palavra para governador podem indicar que falavam uma língua indo-européia.19-22). Finalmente. F I L Í S T I A Neste e n i a l h e .associa este p o v o a s u a '*pátria* na região ao norte d o M e d i t e r r â n e o . U m navio do guerra filisteu. em 1175 a. A s c i n c o cidades d o s filisteus estão marcadas cm amarelo. origens e ferro A cerâmica encontrada na região da Filístia revela fortes ligações com a cerâmica micènica da Grécia.C. permanecendo um grupo distinto até o período persa. outros objetos indicam que os filisteus eram estrangeiros vindos do Norte. . aparece u m s o l d a d o c o m u m lípico enfeite filisteu n a cabeça.. cada qual com seu próprio governante. Por fim. HHHHHHHBHHHnBS U m a casa filistéia c o m átrio central.zá / Gate Ecrom (Jcríísãlcm) Hfbrcw) . c o m sua d e c o r a ç ã o ! característica. A fundição do ferro estava começando a se difundir e os filisteus tinham certo controle sobre essa tecnologia. d o E g i t o . e enfrentaram os israelitas na disputa pelo território..232 A história de Israel F I L I S T E U S Embora alguns tenham vindo antes. o nome deles foi dado àquela terra: Palestina. Os filisteus foram dominados pelo rei Davi e por alguns de seus sucessores. que os "povos do mar" (como os egípcios os chamavam) invadiram ás regiões costeiras da parte oriental do Mediterrâneo. I '• . de Creta e de Chipre.C. os filisteus conseguiram assumir o controle de cinco cidades. Cerâmica. c .

e a chuva de granizo contribuiu para aumentar a escuridão e a conseqüente confusão. • Hazor (1) Esta era uma grande metrópole onde moravam 40. Embora Israel tivesse se apossado das cidades estratégicas em pouco tempo. Veja "Cidades da conquista". • Vale de Aijalom (12) Nele havia uma importante rota comercial que ia de leste a oeste. no Oeste.18. o rei Saul tentou destruir os gibeonitas e Deus castigou o povo de Israel por não manter a palavra empenhada.'osue Israel não podia revogar um tratado selado com amizade (a refeição que tomaram em conjunto). a Gaza.12-14) Geralmente se interpreta isto como um prolongamento da luz do dia. Ficava 16 km ao norte do mar da Galileia. e. no Norte. mas pode ter sido um prolongamento da escuridão. nessa época.27 " N o local que Deus escolhesse". Todas as cidades estratégicas do Sul caíram diante do exército do Josué. com o sol e a lua movendo-se ao redor dela. • O longo d i a (10. • D o S E N H O R vinha o endurecimento do seu coração (20) Os autores da Bíblia geralmente atribuem coisas diretamente a Deus como . (Duzentos anos depois. fique parado". • 0 pé no p e s c o ç o (24) U m ato comum naquele tempo. descrita no v. comandando seus vassalos. 0 pior que podiam fazer era reduzir os gibeonitas à condição de escravos (21). no Sul. um eclipse solar. O rei Davi permitiu que os gibeonitas executassem sete filhos de Saul para fazer o acerto de contas. Esse vale foi palco de muitas batalhas ao longo dos séculos. Tiro ainda não era uma cidade importante. 12). o que explica as palavras de Josué: " S o l . Israel agora controlava a terra de Cades-Barnéia. O ataque surpresa de Josué foi ao amanhecer (algo que é confirmado pela posição do sol c da lua. J á houve quem sugerisse.000 pessoas (tinha várias vezes o tamanho de Jerusalém na época de Davi). Esse livro não foi preservado. • Livro dos J u s t o s (13) U m livro de cânticos que celebrava heróis nacionais e que é mencionado novamente em 2Sm 1. • Gósen (41) Cidade ao sul de Hcbrom. Na época as pessoas acreditavam que a terra ficava parada. a operação "limpeza" levou muito mais tempo (18). reuniu um exército ainda mais numeroso do que a aliança dos reis do Sul. Todos os cinco reis amorreus foram mortos em Maqueda e suas cidades-estado (exceto Jerusalém) foram destruídas na campanha que se seguiu à luta em Bete-Horom. Gale Eglom tê <-> P- Canaã. • 9.) Js 10: O tratado com os gibeonitas logo envolveu Israel em guerra. para indicar sujeição total. ou seja. A cidade baixa que Josué destruiu jamais foi reconstruída. contando desde a entrada em Gaza Asdode. que não deve ser confundida com a Gósen que ficava no Egito. mas o resultado foi o mesmo: fracasso. como explicação. Js 11: J o s u é d e r r o t a o s r e i s d o N o r t e 0 poderoso rei de Hazor. até Gibeão. Jerusalém. • A grande Sidom (8) Tudo indica que.

o mundo. a natureza humana pecaminosa)". cristãos falam de sua luta contra "o diabo. • A derrota dos cananeus durante a conquista do território no tempo de Josué foi considerada juízo de Deus sobre pessoas cuja cultura e religião se haviam tornado absolutamente corruptas. • Estes mesmos profetas sonhavam com o dia em que toda guerra seria abolida. e as suas lanças. ele podia voltar-se contra eles e derrotá-los da mesma forma que ele derrotara seus inimigos. pensam na difusão pacífica das boas novas de Jesus Cristo. os israelitas às vezes dedicavam uma cidade inteira com seus habitantes e propriedades à destruição total. Ele julgaria as falhas deles com rigor maior do que no caso de seus inimigos. Ao fazer isto. • A guerra era empreendida como ato religioso e acompanhada por rituais religiosos. parece que ao longo dos séculos noções populares sobre "guerra santa" passaram a ser questionadas e gradualmente transformadas: • Embora Yahweh fosse considerado Deus de Israel. o Deus de Israel. em foices" (Is 2. Tradicionalmente. . porque também era Deus de toda raça humana. Foram estabelecidas regras claras para travar batalhas. ao conceito de "guerra justa" ao invés de "guerra santa". • Os escritores do NT jamais consideram a conquista militar uma forma de estender a causa de Deus. oferecer sacrifícios e levar símbolos religiosos ao campo de batalha. o jovem Davi acusou o gigante Golias de afrontar "o Deus dos exércitos de Israel" (ISm 17.234 A história de Israel "Guerra Santa" Colin Chapman Qualquer grupo de pessoas que trava uma "guerra santa" acredita que a causa pela qual está lutando é justa e "santa". corr freqüência. • A guerra não recebe aprovação irrestrita. embora o termo em si não seja encontrado no AT. Quando se defrontam com o problema de guerras e conflitos entre povos e nações. ele transforma essas idéias. Pelo contrário. é freqüentemente descrito como "o S E N H O R dos Exércitos". Alguns anos mais tarde. para demonstrar que o fruto da vitória pertencia a Deus e não a eles mesmos.45). em sua reflexão sobre o tema recorrem.4). • Os profetas f r e q ü e n t e m e n t e tinham de explicar que os israelitas não podiam supor que Deus automaticamente estaria do seu lado em todos os conflitos com seus inimigos. Quando não levavam a sério os padrões morais estabelecidos por Deus. as nações transformariam "as suas espadas em arados. 1 4 ) . Portanto. Quando Deus derrotasse todas as forças do mal numa grande batalha final. há muitas indicações de que os israelitas tinham idéias semelhantes: • Yahweh. os israelitas começa- ram a perceber que ele não podia ser um Deus meramente tribal. Perceberam que o domínio de Deus sobre o universo não pode ser identificado com o sucesso de um povo ou Estado específico. como pedirorientaçâo de Deus com relação à estratégia. • Quando os reinos de Israel e Judá foram derrotados e perderam a sua independência. e. o que se pode ver nas páginas da Bíblia é o processo gradual pelo qual Deus age na história de um povo específico para o qual a guerra era parte essencial da religião e da cultura. Josué encontrou-se com um homem que se apresentou como "comandante do exército do S E N H O R " ( J S 5 . Tais idéias eram amplamente difundidas no antigo Oriente Próximo. e que seu Deus lutará com eles e por eles. os profetas começaram a repensar radicalmente certas idéias populares sobre o relacionamento entre Deus e a nação. e a carne (isto é. para capacitar toda a humanidade a entender mais claramente a natureza do mundo em que vivemos. • Após a vitória na batalha. Antes de iniciar a conquista da terra. No entanto. e atos desnecessários de violência eram condenados.

Ele cumpriu tudo. 235 ISSACAR MANASSES EFRAIM GADE \ BENJAMIMÇs^-i DA / JUDÁ -RUBEN ! SIMEAO \ A-J Js 13—21 A divisão do território A divisão da terra e n t r e as t r i b o s Nem todo o território designado fora completamente conquistado. Js 13. Js 14. o autor explica qual era a situação em sua própria época (13. 1-6 relembram as vitórias obtidas anteriormente.12-17. Gade (2428) e (metade de) Manasses (29-33). mais tarde. Mas Israel jamais controlou a região da Fenícia (Tiro e Sidom). Js 15: Na herança de J u d á estava incluído o território de Calebe e também Jerusalém. e nem todas as tribos realizaram seu ideal de conquistar todo o território que lhes fora designado. Js 18. 7-24 dão uma lista de 31 reis do sul. Veja Nm 32. foi feita uma descrição da terra. na época de Moisés.63. que ficava bem ao Sul.14. centro e norte de Canaã que foram derrotados sob a liderança de Josué. 15.40-48: A tribo de Dã recebeu um território que a colocava em conflito com os filisteus "O SENHOR.11-13). muito tempo depois.32-39: o território de Naftali.21). e. Dt 3. Js 19.Josué primeira causa sem.11-28: o território de Benjamim. nosso Deus. Mas. com isso. No entanto. Js 18—19: Os israelitas se reuniram em Siló. O gigante Golias era de Gate (ISm 17. Apesar de 10. Essa lista conclui a seção sobre a conquista. no Norte. Gate e A s d o d e ( 2 2 ) Três fortalezas dos filisteus. e os sírios. mas Calebe reteve o território circunvizinho e as aldeias. Js 19. Parece que uma parte de Jerusalém ficava no território de Judá e a outra parte no território de Benjamim (15. lhes deu Iodas as coisas boas que havia prometido. j á havia sido destinado a Ruben (15-23). Calebe c o n t i n u a v a sendo um homem de fé inabalável. e Josué distribuiu os territórios às sete tribos restantes.21-27.1-5 fala do território a oeste do Jordão que foi dividido entre as nove tribos e meia restantes (exceto os levitas.8-33 diz respeito ao território a leste do Jordão que.17-23: o território de Issacar. sobrepunha-se ao de Judá.1-9:0 território de Simeão. Quarenta e cinco anos após o episódio dos espias ( N m 1 3 — 1 4 ) .14 . no tempo de Moisés.20). Js 16—17: o território de Efraim (16) e Manasses (do Oeste) (17). a exemplo do que fizera nos capítulos anteriores. os cavalos e as carruagens dos cananeus que viviam nas planícies as detiveram.1-6. 16.21)." J s 23. Js 19.10). Compare J z 3. Js 19. Js 19. Estas tribos deveriam ter expandido seu território por meio de conquista.13. Js 19. na época em que o livro de Josué foi escrito.4). ainda havia anaquins para enfrentar (15.10. a cidade ainda não havia sido conquistada (63).33). J z 1. J z 1. pelo sumo sacerdote.24-31: o território de Aser. Js 14. 14. Em vários momentos. ou parte dela (18. não falhou em nada. Foi o rei Davi quem finalmente conseguiu subjugar os filisteus. H e b r o m tornou-se propriedade dos levitas (21.28).63.33-42. a tribo de Simeão foi absorvida pela de Judá. indicarem que as pessoas envolvidas perdiam sua liberdade de escolha (veja Ê x 4.6-15: Calebe r e i v i n d i c a H e b r o m .1-7: O território ainda por conquistar incluía o litoral do mar Mediterrâneo (as cidades-estado dos filisteus) e as terras no Norte (Fenícia e Líbano). no Sudoeste.14. Os v.10-16: o território de Zebulom. a leste do J o r d ã o . Js 13.8. A herança de cada tribo foi decidida por sorteio. que receberam cidades para morar. • Os anaquins ( 2 1 ) A raça de gigantes que havia deixado amedrontados os espias mandados por Moises ( N m 13. mas nenhum território). Js 12: R e i s c a n a n e u s d e r r o t a d o s Os vs. • Gaza.

Foi Deus quem lhes dera aquela terra. Foi Deus quem expulsara grandes e poderosas nações. 13 (Sansão pertencia à tribo de Dã). todas pertencentes aos levitas. Portanto. • N e n h u m d o s i n i m i g o s (21. Js 22 As tribos do Leste vão para casa Ruben. Elohim.9) a Josué. Veja também J z 1. para renovar a aliança feita ali após suas primei- . e usando os três nomes de Deus: El. uma vez d o outro lado do Jordão. • V. Yahweh (veja "Os nomes de Deus"). repetido duas vezes. três a leste e três a Oeste do rio Jordão. Os danitas não conseguiram conquistar aquele território e acabaram por se estabelecer no extremo norte do país.45). o Deus que cumpria suas promessas (23. os líderes d a fé e adoração em Israel foram distribuídos o u espalhados p o r toda aquela terra. dias de Josué c outros inimigos poderosos no Sul. • U m altar para vocês (16) Deus havia dito que ele escolheria o lugar no qual deveriam adorá-lo (Dt 12. A foro mosira o "alto" da cidade no qual deuses cananeus eram adorados. foram designadas "cidades de refúgio" (veja Nm 35. Portanto. e não apontara um único sucessor. com as pastagens circunvizinhas. mantendo a aliança que Deus havia estabelecido. Com isso.34. Gade e Manasses cumpriram suas obrigações de ajudar na conquista. pois sua herança era Deus. • A c ã (20) Por causa de pecado dele.1-13).44) Esta deve ser uma generalização (uma visão panorâmica) à luz de comentários anteriores (e J z 1).14. cidade fortemcnic murada que ficava no norte de Israel. Js 24: U m a p r o m e s s a de lealdade J o s u é r e u n i u o p o v o em S i q u é m . o que não foi bem recebido pelas demais tribos. Js 23—24 Os últimos O rei de 1 lazor. 22 Um juramento solene. tampouco um segundo santuário. cap. era vital assegurar que os líderes mantivessem a lei e permanecessem fiéis a Deus. Mas recebem das outras tribos 48 cida- Js 23: U m a p e l o à nação Alguns anos haviam se passado desde a divisão da terra. com a bênção de Josué e parte dos despojos. Agora essas tribos voltam para casa. o S K N H O R " .13-14). liderou uma aliança que acabou dcrroiada pelo exérciio de Josué. • O p e c a d o c o m e t i d o e m Peor (17) Quando Israel adorou Baal ( N m 25). Israel viria a rejeitá-los no futuro fez com que construíssem um altar. "fiquem ligados a Deus. veja 21. 18.6-34. Aquele não era um sinal de idolatria. Destinavam-se a proteger contra a vingança dos parentes aqueles que tivessem causado morte acidental.236 A história de Israel des. Era um símbolo de solidariedade com o resto de Israel.49-51: A divisão termina com a entrega de Timnate-Sera (chamada Timnaic-Heres em J z 2. 36 homens morreram (cap. O medo de que. Dt 19. Josué estava chegando ao fim de uma longa vida. 7). Js 19. Js 20: Seis cidades. Js 21: Os levitas não receberam nenhum território p o r herança. ao qual estavam ligados pela fé e adoração do único Deus.

um tributo à liderança desse homem de Deus.o s h a b i r u . que relata o enterro dos ossos de José na terra prometida. como em Deuteronômio. Esta é uma boa conclusão para o livro. As estipulações ou exigências são feitas em 14-15. dá por encerrada a história dos patriarcas. com advertências a respeito do que aconteceria em caso de desobediência (19-20). > Enviei v e s p õ e s à s u a f r e n t e (12) Versões recentes traduzem esta imagem vívida por "pânico" ou "medo". pois ele é o nosso Deus". O v." Js 24. Sua promessa. 32. especialmente porque é igual à de José (veja G n 50. A família que durante tantos anos só possuía sepulturas compradas de pessoas que moravam no local (veja G n 23 para a aquisição de Abraão) agora possuía todo o território de Canaã. simbólica.22).. Aqui. enviadas p o r reis cananeus a o Faraó egípcio. n o Egito.. Depois da apresentação do título do rei ( " S E N H O R .30-35). Será que estes e r a m os hebreus? • C e n t o e d e z a n o s (29) Esta pode ser uma idade ideal. " e u e a minha casa serviremos ao S E N H O R " . por si só. • Balaque. o padrão da aliança segue o padrão dos tratados daquela época (veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo"). O zelo do povo em acompanhá-lo na renovação da aliança é. Deus de Israel". 2a). 31 indica quão poderosa foi a influência de Josué para o bem. encontrou eco na resposta do povo: "Nós também serviremos ao SENHOR. Balaão (9) Veja N m 22—24. A disposição de Josué em dedicar-se inteiramente a Deus permaneceu inalterada até o fim de sua longa vida. A promessa feita a José foi mantida.19). mencionam o problema d o ataque d e bandos nómades estrangeiros . e o v. A ligação é reforçada pelo v. "Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. que se segue.15 . tabuinhas encontradas e m "reli el-Amarna. 32. Ele foi enterrado na única propriedade que pertenceu a Jacó. aparece um relato dos favores que ele prestou no passado (2b-13). É marcante o contraste entre este episódio e o livro de Juízes.ras vitórias na terra (8. seu pai (veja G n 33.

Israel trocava Deus pelos deuses locais. no g e r a l . Caps. mas antes de Davi ter conquistado Jerusalém (1. Este é o relato bíblico que ilustra com maior clareza a tendência humana de seguir seu próprio caminho (pecado). Eles são exemplos a seguir apenas em termos da sua fé. Depois. Gideão. Eles livraram uma tribo ou todo o povo da opressão do inimigo. Sansão. ou seja. Seis dos 12 juízes mencionados são descritos com maiores detalhes: Otoniel.1—3. celebrando a derrota de Sísera. No seu todo.C. especificamente. Tudo ficava bem por algum tempo. e. ganhando seus louros na frente de batalha.7—16. 13—16) povo que se gabava dos atos de vingança cruel contra o inimigo. Apesar do passado de infidelidade de Israel. unidas apenas pela sua fé comum. aproximadamente de 1220 a 1050 a. 4—5) Gideào (caps. um homem cuja vida sexual leva a marca da promiscuidade. o envolvimento de Deus naquela ação. 6—8) Sansão (caps. representam um sério problema para os leitores de hoje (veja "Entendendo Juízes" e a anotação sobre o juramento de Jefté). q u e quebrou todas as regras de hospitalidade: Eúde. o escritor de Juízes não dá à cronologia e à ordem dos acontecimentos a mesma importância que lhe é atribuída por historiadores ocidentais do mundo de hoje. Débora/ Baraque. O que surpreende é o amor e cuidado constante de Deus. A história da nação se caracteriza por um ciclo que se repete de forma monótona. Eúde.21).7). 0 deus d o c l i m a . Esta é a mensagem central que o autor quer transmitir nesse relato centrado em histórias de heróis locais que foram contadas e recontadas com o passar dos anos. e.• da fertilidade. Sabemos. E Deus decidiu agir por intermédio de pessoas das quais não se poderia esperar m u i t o : Jael. É possível que tal sobreposição tenha ocorrido também em outros casos. Cronologia A exemplo de outros autores antigos.6 Depois de Josué o p e d i d o de seu povo tão logo este clamava por socorro. Deus atendia . são mencionados quatro deles: Gideão. e libertação dos inimigos. 17—21 Um quadro dos tempos difíceis antes do surgimento de um rei Histórias mais bem conhecidas Débora e Baraque (caps. com base em 10. 3. e mesmo sabendo que tudo viria a se repetir no futuro. Outro fator a ser considerado é o uso freqüente de "40 anos" como número redondo para O cenário humano que aparece em Juízes é deprimente. como se observa claramente na sentença acrescentada a 1. por exemplo. o velho padrão de infidelidade tornava a se instalar. que recorreu ao assassinato.C. A idolatria. por outro lado. Sansão. Representação d e u m baal cananeu. arrependimento. como a data mais provável da conquista é 1240 a. o período dos Juízes compreende uns 390 anos. Ele escreveu após a destruição do santuário em Slló (18. Deus enviava um libertador. é considerado uma das primeiras partes do AT a serem colocadas por escrito. que a opressão amonita no Leste e a opressão filistéia no Oeste ocorreram ao mesmo tempo.JUÍZES Juízes abrange o período na história de Israel que vai da morte de Josué até o tempo de Samuel. Sansão e Jefté. era fonte de fraqueza e divisão.31). Jefté. 1. Uma das razões para esta aparente discrepância é a sobreposição entre os períodos dos diversos juízes.7. recordando a época em que Israel não tinha rei. (Houve mudanças editoriais posteriores. Resumo Os problemas que sobrevieram a Israel depois da morte de Josué: um padrão cíclico de desobediência a Deus.31 Histórias dos líderes da nação que Deus levantou para libertar Israel de seus inimigos Caps. Sofria nas mãos dos cananeus e clamava a Deus por socorro. Baraque. da ¡¿nena . A fidelidade a Deus trazia consigo um povo forte e unido. O cântico de Débora. Porém. Na lista dos maiores exemplos de fé que aparece em Hb 11. As questões morais que este livro levanta. As histórias não maquiam nem recomendam o comportamento dessas pessoas. Estes "juízes" de Israel não eram apenas conselheiros em assuntos jurídicos. Foi um tempo difícil e instável. que se manifesta até mesmo na vida daqueles que conhecem a Deus. a história apresentada no livro deve ter acontecido em menos de 200 anos. um Caps. durante o qual as tribos dispersas ficaram sem liderança central.

O fracasso dos benjamitas em expulsar os jebuseus de Jerusalém qualifica a vitória descrita no v. 11. d e E f r a i m (12. com uma mensagem especial de Deus. Jz 2. a tribo da qual v i r i a m Davi e sua linhagem de reis. 9. Até a época de Davi.20): vitória sobre o s filisteus. A b d o m . Jair. • V. 2. 3. 9 ) : vitória s o b r e Cusã-Risataim. de Moabe.'de Canaã 6 • | . d c Belém (12. d e G i l e a d e (11. Elom. 8.13). 7. R E I .11): vitória sobre os midianitas e amâlequitas. d e Benjamim (3. / i da Mesopotâmia le Jz 1—2.4-6): vitória sobre J a b i m e Sísera. d e issacar (10.22).8). tendo alcançado considerável sucesso. G i d e ã o . 10-15: Veja Js 15. 10. A fortaleza de Sião só passou para o domínio dos israelitas quando o rei Davi a tomou algum tempo depois (2Sm 5 ) .11). Mas todos que o vêem têm certeza da sua autoridade. • Polegares das mãos e dos pés (7) Para que esses reis não pudessem segurar uma espada ou ficar firmes sobre a planta dos pés.11): vitória sobre os nmaletjuitns. Às vezes revela-se como pessoa comum. Otoniel. Moisés e a sarça ardente em Ê x 3 ) .31): v i t ó r i a sobre o s filisteus. Vs. foi a primeira a continuar a conquista após a morte de Josué. d e G i l e a d e (10. • O Anjo d o S E N H O R (1) Mencionado várias vezes em Juízes (aqui e nas histórias de Amalequita: 1. usando o Urim e Tumim (sorteio sagrado). 13. • V. 1. 4. 8. Débora (Efraim) e B a r a q u e (Naftalí) (4. que só é atenuado por outro sucesso das tribos de José relatado n o v.19-22). g u a r d a n d o seus segredos a sete chaves (veja I S m 13.3). d e Manasses (6. 12. p o r exemplo. geralmente na primeira pessoa como se fosse Deus. Os filisteus i n t r o d u z i r a m a indústria do ferro na Palestina e tinham o controle d a produção./ I Cusã-Risalaim. Cundall sugere a seguinte cronologia aproximada: 1200 Otoniel 1170 Eúde 1150 Sangar 1125 Débora e Baraque 1100 Gideão 1070 Jefté 1070 Sansão O s 12 j u í z e s e s u a s vitórias Jabim.6).1). 1 Era o sumo sacerdote quem dirigia a Deus essas perguntas d o tipo "sim o u n ã o " . I b s ã . A localização d e Boquim é desconhecida. às vezes como ser celestial de aparência tremenda (veja 13. G i l g a l foi onde o povo acampou pela primeira vez e construiu um altar após atravessar o J o r d ã o . A. Sangar (3. Israel f i c o u e m desvantagem diante das armas e dos carros d e ferro usados p o r seus inimigos. 5. 6. Eúde. e não tanto um número exato de anos. 19 A q u e l e era o i n í c i o d a I d a d e d o Ferro.5 Após a morte de Josué Midianitas Jz 1: S u c e s s o s e f r a c a s s o s Judá.13-19. 35.JUIZES 239 indicar "uma geração". Tola. S a n s ã o . e é praticamente identificado com Deus por aqueles a quem aparece (veja. Ele fala em nome de Deus. .1-5: D e s o b e d i ê n c i a t r a z d e r r o t a Estes versículos são um comentário sobre os fracassos relatados n o cap. Depois do relato da conquista de Betei (2225) pelo "povo das tribos de José" (Efraim e Manasses). o anjo sempre aparece como representante de Deus. • Cidade das palmeiras ( 1 6 ) Jericó. d e J u d á ( 3 . Gideão e Sansão) e e m outras passagens bíblicas (a história de Agar e o "sacrifício" de Isaque em Gênesis. de D ã (15.E. segue-se u m catálogo de fracassos. Jefté.15): vitória sobre l i g l o m . d e Z e b u l o m (12.

• Baal e Astarote (2. Jefté e Sansão.5 m com um ferrão na ponta). a J z 2. as nações vizinheis não foram expulsas. Mas alguns corrigem o nome dele para "Cuchã. acreditando que este deus local eslava DO controle ilo i l m u <• il. derrota nas mãos de um herói ou líder militar do Sul. mas não conseguiu deter esses inimigos por muito tempo. 13—16.5). como também se dispôs a fazer a jornada de 80 km ao Norte para ir com ele à batalha. expressa isto em termos diretos ("os entregou"). Os vs. como Deus comanda os assuntos humanos. para testar o povo e manter os soldados de Israel bem treinados nas habilidades de guerra (2. um período ainda mais longo! J z 3.3 As cinco cidades-cstado dos filisteus eram Asdode.2).6-9 nos leva de volta ao ponto em que estávamos ao final do livro de Josué.12-30: E ú d e a s s a s s i n a o rei Eglom O rei Eglom. Eles não só tomaram o território a leste do Jordão.31: S a n g a r p r o m o v e u m massacre N u m feito isolado. Asquclom. O domínio de Judá sobre as três cidades dos filisteus durou pouco tempo (1. Baraque não ficou com as honras da vitória.13) Deus e deusa da fertilidade e da fecundidade do solo. O poder desses heróis era um dom especial de Deus. e lhe deu instruções da parte de Deus. j J z 3. Ela não só convocou o líder militar. de Moabe. uma mulher de autoridade. a profetisa. norte do Iraque). Veja caps. o nômade queneu. chefe de Temã" (em E d o m ) . Débora foi uma j u í z a no sentido jurídico (4. • I r a . Sangar eliminou 600 filisteus. esposa de Hébcr. do abandono de Deus cm troca dos deuses locais.1-54).7-11: A v i t ó r i a d e O t o n i e l Se Cuchã-Risataim realmente era rei da Mesopotâmia (v. • Veio sobre e l e o Espírito d o S E N H O R (10) A mesma frase é usada com relação a Gideão. como também atravessaram o rio para estabelecer um posto avançado em Jericó. o fato de Eúde ser canhoto o colocava acima de qualquer suspeita. comandava uma aliança oriental que incluía os amonitas c amalequitas.18).6: I n t r o d u ç ã o J z 2. hoje seria a região leste da Síria. J z 3. com um ferrão de tocar bois (uma vara de uns 2.240 A história de Israel Os israelitas e r a m consta manente tentados a acompanhar os canancus na adoração a Boal. pois foi outra mulher. Como resultado da desobediência. • Quarenta anos (11) Este número é usado freqüentemente no AT como número inteiro e significa "uma geração" ou "um longo período". • 3. e os canhotos dessa tribo que atiravam com a funda tinham uma reputação formidável (veja 20. J z 4—5: A p r o f e t i s a D é b o r a conduz Baraque à batalha Nessa história impressionante aparecem com destaque duas mulheres extraordinárias: Débora.! fertilidade d a teria.16. a história de Sansão nos caps. e Jael.6). I S m 17. Nessa ocasião. Gaza e Gate (veja "Cananeus e filisteus". Este é o estilo de todo o livro.20—3. .31 Israel sob os juízes J z 2. 8.6—16. o ataque deve ter vindo do Norte. o que geralmente não agrada os leitores modernos. l C r 12. Baraque. e vemos isto cm várias outras partes do AI'. • Oitenta a n o s (30) Duas vezes quarenta. 13—16. e n t r e g o u (8) O autor atribui sentimentos humanos a Deus c. 11-23 apresentam o padrão de acontecimentos que passou a se repetir tão logo morreram as pessoas da geração que havia participado da conquista da terra prometida (10). muitos dos benjamitas eram canhotos ou ambidestros. Elas continuariam como espinho na carne de Israel. Ecrom. .6—3. o que torna surpreendente sua . Como Eúde.

corajosa Jacl. firme! Então as unhas dos cavalos socavam pelo galopar. desde a sua órbita o fizeram. • 5. 'Armagedom". Esse monte. o galopar dos seus guerreiros. As águas ou o riacho de Megido é o rio Quisom. • Monte Tabor (4. MoiileCarmelol 0 ribeiro Quisom os arrastou.20-22 (ARA) 0 "hino de batalha" se caracteriza por u m frescor característico de testemunho ocular e grande exultação. . pode ser visto de longe. Avante. o retorno de seu filho. com grande efeito dramático. mas o monte (tell) foi outra vez fortificado pelos cananeus c mais tarde por Salomão. ó minha alma. que matou o poderoso Sisera com uma estaca e um martelo que tinha à mão. Muitas das carruagens foram arrastadas e o restante ficou atolado na lama. 'Desde o céu pelejaram as estrelas Haroscte\_Hagoirn \ Baraque cananeus derrota Sisera e os contra Sisera. E. 0 cântico que celebra a batalha indica a chave da vitória. • Hazor (4. passa diretamente do cenário em que Jael ainda está com o martelo na mão para o cenário em que a mãe de Sisera espera.2) Josué havia derrotado outro Jabim e destruíra a cidade. O poeta-compositor usa todos os recursos de som. cenário de tantas batalhas que deu seu nome ao local da batalha final. apesar de alguns problemas decorrentes da idade do texto.19 Taanaque ficava a apenas 8 km de Megido (onde rotas comerciais passavam pela serra do Carmelo). ritmo e repetição para descrever cenas rápidas e vívidas como um filme. Uma tromba d'água transformou o Qttisom numa torrente impetuosa (5. em vão.6) Uma boa escolha como local de reunião. num formato arredondado e com 400 m de altura. A parte baixa jamais foi reconstruída.' Jz 5. no final. Quisom.21). o 'ribeiro das batalhas.

As cidades israelitas geralmente tinham fortes muros e portões. provavelmente. "e todas as suas aldeias" (p. . e u m terceiro c ô m o d o que tinha o comprimento d o prédio c m s i .. À s veies havia um segundo andar. q u e data da época d o rei J e r o b o ã o II (793-753 a . ainda. Aparentemente. várias aldeias agrícolas eram exploradas por uma cidade maior. a transição de uma vida nômade para uma vida sedentária tenha ocorrido. "Às vossas tendas. Ó l e o .6-7). Geralmente havia salas estreitas d e dois lados dessa área. um palácio. Referên^ ^ ^ ^ cias a uma cidade T o d a casa tinha sua lamparina de cerâmica cheia d e ó l e o d e oliva. e m potes de barro o u cerâmica. as casas típicas dos israelitas e r a m bem parecidas. os primeiros a se fixarem na terra.25) refletem esta organização. L'm celeiro c o m u n i t á r i o e m M e g i d o . o que resultava n u m a estrutura conhecida c o m o "a casa d e quatro cómodos". uma fonte de água protegida (p.242 Vida sedentária John Bimson É possível que. de forma lenta e gradual. E r a c o m u m agrupar duas o u três c a s a s . IRs 12. d e n t r o d e casa. no caso dos israelitas. I-: p r o v á v e l que um cómodos laterais fosse um abrigo pata animais. um ditado comum no início da monarquia (2Sm 20.ex. Os israelitas que ficaram nas pla- nícies foram. Em troca do suprimento de grãos e outros produtos à cidade fortifica- Tanto nas cidades c o m o nas aldeias. Nos séculos8e 7 a. ' reunindo duas ou Ires gerações dn mesma família. o celeiro comunitário de Megido era um enorme silo subterrâneo. cercais c o u t r o s p r o d u t o s essenciais eram estocados. C ) .16). de formato retangular. A maioria dos assentamentos nas regiões montanhosas não passava de pequenas aldeias sem a proteção de muralhas. após a saída do Egito e a conquista da terra prometida.C. A Bíblia nunca descreve acordos políticos e econômicos feitos naquele tempo.1. com acesso por um túnel). um sótão onde as pessoas podiam dormir. e o clã dos recabitas fez um juramento permanente contra o sedentarismo (Jr 35. Tudo que podemos fazer é imaginar como teriam sido. ex. ^ fortificada. ó Israel!" era. e isto a partir de detalhes ocasionais e com o auxílio de estudos de sociedades semelhantes. A região montanhosa era mais difícil de cultivar e o assentamento ali exigia o nivelamento dos declives e a construção de cisternas para armazenar água. N m 21. vinho e azeite de oliva. e depósitos para produtos básicos como grãos. A área e m que as pessoas passavam a maior p a n e d o tempo e r a um pátio aberto.

Nômades que tinham algum contato com determinada cidade também buscavam proteção dentro dela em momentos de crise.11). •quando os exércitos dos babilônios invadiram a região (Jr 35. da. N ã o era n a d a fácil c o n s t r u i r terraços nas encostas d o s montes. para a prática a g r í c o l a . lím tempo d e p e r i g o . as cidades muradas e r a m o r e f ú g i o das pessoas q u e v i v i a m nas aldeias próximas.Oi povoados na região m o n t a n h o s a e r a m pequenos. as aldeias vizinhas provavelmente recebiam proteção em tempos de guerra. como os recabitas fizeram em Jerusalém. .

• 7 . pois uma parte dela fora sua possessão até lhes ser tirada pelo rei Seom. durante 22 anos. J z 10.21 Ornamentos cm forma de meia-lua ainda são populares entre os povos árabes de nossos dias. diferentemente de seu pai. os moabitas tinham mais direito àquela terra do que qualquer outro povo. • 6. Jefté teve que lidar com a inveja dos membros da poderosa tribo de Efraim. • 7.11. mesmo se apresentada na forma de pagamento na mesma moeda (56-57). apesar de toda sua cautela i n i c i a l . a Leste.1-4. Agora. não era um escolhido de Deus. Deus (e a justiça) tem a última palavra. não quis saber do assunto. isto é. • Espalhou sal (45) Simbolicamente condenando a cidade a ficar em desolação permanente.1-3). 7-21 Este é um exemplo antigo de uma parábola ou história com moral. Nos vaus do J o r d ã o . "jumentos" e "cidades" são palavras que têm som parecido. • Estola/Manto (8. escondido dos midianitas.244 A história de Israel "Uma espada pelo SBNllon e por Gideão!" J z 7.27). Tola "julg o u " ou foi líder de Israel durante 23 anos. é vista na sua p r o n t i d ã o para enfrentar as hordas midianitas com u m exército de apenas 300 homens. • Vs. • 8. • Pedra d e moinho (53) Os grãos de trigo eram moídos entre duas placas de pedra. Veja comentário sobre 2. redondas e pesadas.1—8. Enquanto Gideão usou palavras suaves para aplacar esses efraimitas indignados (8.5-6 Aqueles que levaram a água à boca com suas mãos estavam mais alertas ao perigo que os que se ajoelharam.28: G i d e ã o Os midianitas. • V . Na verdade. A Bíblia os menciona apenas aqui e em Is 3. ao tempo Jacó e mesmo antes dele.32-33). G i d e ã o usou sua perspicácia para fazer u m ataque s u r p r e s a . Jair.1-5: T o l á e J a i r Estes não foram líderes militares. A história da cidade remonta à antiguidade.25) Poste ( o u totem) sagrado.20 J z 6. no tempo de Jeroboão I. Gideão foi obrigado a malhar a sua escassa colheita de trigo no tanque de pisar uvas. neste caso. O novo herói que se levantou para combater os amonitas foi o "bandoleiro" Jefté. Nada de maior importância aconteceu durante aquele período. e dos amonitas. Mas Abimeleque. beduínos vindos d o Leste e que eram descendentes de Abraão e sua segunda esposa. F. a Oeste. o lugar passou a competir com o santuário oficial de Israel. Jefté recorreu à espada. J z 9: A s c e n s ã o e q u e d a de Abimeleque Gideão. porém. avançaram pelo s u l de Israel e chegaram até a cidade filistéia de Gaza. brutal e ambicioso filho de í Gideão. proibida pela lei (embora a N T L H traduza por "ídolo").7: Jefté O território ao Sul de Israel estava sob o domínio dos filisteus.1 acima com relação ao "Anjo d o SliNHOR". J z 10. N m 20—21 descreve os acontecimentos mencionados na discussão de 11. Assim.27) Provavelmente uma imagem de Deus. nos lugares onde se podia atravessar o rio Jordão. mas a v i t ó r i a resultante daquela fuga desordenada v e i o de Deus. os nômades midianitas. Quctura ( G n 25. A fé desse homem (veja também Hb 11. Compare a parábola de Nata em 2Sm 12. os israelitas voltaram a adorar os baalins. de um jogo de palavras. o sotaque dos efraimi- J z 8.11 A localização de Ofra é desconhecida (não se trata de Ofra no território de Benjamim). infelizmente a prosperidade " v e i o a ser uma armadilha para Gideão" (8. . Após a vitória e a tragédia que aconteceu logo depois (veja abaixo).29-35: Ú l t i m o s a n o s de Gideão Quando da morte de Gideão. 4 E m hebraico. 1 3 O pão de cevada representa Israel (os moradores permanentes) e a tenda.mbora tenha se mostrado à altura da situação n u m momento de provação. Trata-se.12-28. • S i q u é m (1) Este era o santuário central de Israel na época de Josué. N a verdade ela foi reconstruída 151) anos depois.18. Abimeleque. • Aserá (6.1-4). Deus era lembrado em meio às crises. havia ali um templo a Baal. mas quando estas passavam a atração dos deuses que aproximavam Israel dos seus vizinhos (Baal da aliança / "Baal-berite") c davam boas colheitas era praticamente irresistível. O terror espalhado por essa gente montada em camelos é descrito de forma bem vívida em 6. com cerca de 45 cm de diâmetro. que tinha alguma justificativa para> aceitar a autoridade real. símbolo da deusa-mãe canancia. e o autor de Juízes percebe claramente os perigos da liderança hereditaria (em fornia de dinasria).6—12. não manifestou os mesmos escrúpulos.

31). Sansão e outros? ("Entendendo Juízes" considera algumas possíveis respostas. E ele cumpriu sua palavra. Ufonlc de Harode: a bose de Gideãc- Hmoikc MonS HGideâo divide • o s homens de Gideflo execuiam • u.) Certamente não podemos descartar o fato de que os "heróis" A vitória de Gidcão sobre os midianitas G i d e à o conquistou a vitória c o m apenas 300 homens. > 0 voto de Jefté Esse voto mostra quão pouco os israelitas conheciam a Deus naquele tempo. no sinal as trôs divisões fizeram u m barulho ensurdecedor. denunciava quem eles eram. e a lei de Deus o proibia: D t 12. embora isto tenha lhe custado a vida de sua filha única. O s midianitas pensaram que estavam cercados e fugiram atordoados. (Como Jefté era um filho ilegítimo que foi expulso de casa. apesar da ignorância e da forma equivocada. ele com certeza valorizava sua casa e sua família.) Mas como pode um Deus moral associar-se a ações como esta e com pessoas como Jefté. o pai quebrasse a promessa feita a Deus. Descendo pelo monte ( a o invés d e subir pelo vale) e à noite. que não conseguiam pronunciar a palavra "chibolete". Seu sofrimento foi genuíno e a reação de sua filha é surpreendente: ela não permitiu que.245 tas. Porém. o voto foi feito de boa fé: Jefté entregaria "quem" (pessoa ou animal) saísse primeiro da casa dele para rir ao seu encontro. por causa dela. mas jamais ao Deus de Israel (Abraão havia aprendido isto há muito tempo.i surpresa Elos iiiidianiuis fogem . Um sacrifício humano podia agradar aos deuses pagãos.

31: S a n s ã o O herói na luta contra o inimigo do Oeste (veja 10. também. imperfeitos por natureza. conto este da foto. E por causa disto. • Quarenta e dois mil (12.1—16. na esperança d e tirar-lhe a força. horizontais. E l o m e A b d o m Dois destes juízes ficaram conhecidos por causa de suas famílias. A estátua e as colunas datam principalmente d o período romano. aprovadas ou maquiadas. caracterizada por decadência religiosa. a cidade filistéia onde Sansão matou 30 homens. J z 12. Para Sansão. como a Bíblia deixa bem claro. Os teares eram verticais. J z 13. Eles servem como intcrlúdio antes da grande história seguinte. fraquezas e imoralidade são apenas registradas.8-15: I b s ã . mas podiam ser. não havendo nada alem disso que fosse digno de registro.6) H á uma questão com relação ao significado de "mil" no hebraico que pode explicar os números surpreendentemente altos que encontramos em panes do AT.246 A história de Israel Dalila teceu num tear as trancas d o cabelo de Sansão. A foto a direita mostra minas lie "Vsquclum. não glorificadas. uma época.7) foi escolhido para a tarefa desde o momento da sua concepção. em que as pessoas viviam distantes do padrão estabelecido na lei de Deus. Tudo que se louva é a fé e a coragem desses homens. do livro de Juízes eram pessoas de seu tempo. Deus age por meio de homens As façanhas de Sansão e mulheres. Essas pessoas não são apresentadas como modelos: suas falhas. o Hebrom . mesmo numa época de decadência que aparentemente não tem volta. uma "idade de trevas" como a de Juízes pode ser seguida de um período de verdadeiro progresso espiritual. mesmo quando não tem ao seu dispor as pessoas "adequadas". Ele age. Deus não se isola nem ignora um pedido de socorro.

Porém. Sansão parece entrar no jogo dos inimigos. ISm 11. o povo perdesse a sua identidade. • O autor defende a liberdade soberana de Deus. e recaídas no paganismo. já não convence alguns leitores. No entanto. a história de várias pessoas queimadas vivas dentro de uma fortaleza (9. como Jefté. Ele. Ao casar-se com uma filistéia.42-49)? Talvez o que mais perturba as pessoas é o fato de Deus. A fraqueza moral privou esse valente da estatura espiritual e da força física. algo que.11). Disto pode-se deduzir que o autor tinha interesse político em destacar a monarquia davídica e interesse teo- lógico em incentivar uma monarquia que reconhecia a ampla soberania de Deus. pelo contato com estes. Alguns também vêem no livro e seu desenvolvimento um forte preconceito contra a liderança do Norte. surgem várias questões interessantes. após um estupro coletivo. o que explica. • O livro descreve a desintegração da unidade tribal. quando foram dominados). O autor conta as suas histórias de uma maneira desfavorável às tribos do Norte e principalmente à dinastia de Saul. conflitos tribais. Líderes por conta própria. Assim o autor mostra à sua própria geração o que não fazer para viver bem naquela terra.Juízes 247 Entendendo Juízes P. então. ou oportunistas. os filisteus eram . para voto de nazireu (veja Nm 6) era vitalício. trazendo vários crimes de sangue e narrativas de traição e violência. tinham dificuldades para manter o controle israelita. muitas vezes. Mas suas façanhas subseqüentes trazem o perigo à tona e a inimizade ao ponto de confrontação. Juízes serve de lição de história para um público posterior. as condições vigentes naquela época. quando um local de culto pagão é estabelecido em Israel. como Abimeleque. essa explicação dos elementos questionáveis do texto. e não leva em consideração a data de composição do livro (posterior aos acontecimentos descritos) e sua importância para um público posterior. infelizmente. a liderança deveria estar baseada na iniciativa de Deus. são retratados negativamente. Portanto. o livro apresenta um desafio éticoe teológico para todo e qualquer aspirante a intérprete da Bíblia. a inversão está completa. A ameaça era que. Numa época turbulenta assim. estar envolvido em algum desses episódios. social e religiosa. Nos capítulos finais. é esquartejada (cap. até certo ponto. Mas os filisteus avançavam sobre o território de Israel (eles continuariam a ser uma grande ameaça a Israel até o tempo de Davi. 19)? Ou. Para ser bem sucedida. • O texto tem um claro interesse em liderança. 19.3 Dos vizinhos de Israel. sendo que Sansão era um dos poucos que haviam permanecido no território que a tribo recebera originalmente. Pode-se lamentar. advertindo contra tais erros. com imagens proibidas e um sacerdote mercenário. Como um livro repleto de ação. Certamente. Isto se vê no controle que Deus exerce sobre os juízes fracos e às vezes indignos. porém. • As narrativas advertem contraaassimilação. mais adiante. Uma resposta comum é dizer que esses fatos aconteceram numa época em que os israelitas estavam em crise política. Começa com a repreensão que Débora faz a certas tribos por não ingressarem na coalizão e termina com uma guerra civil. O que fazer com a história de uma mulher que. benjamitas (a tribo de Saul). É simplista demais. os atos macabros que ocorreram. Ao contrário das campanhas dos outros juízes. Assim.7). seria inevitável que houvesse luta por causa de terras. Nesse tempo. já que sua força lhe havia sido dada por Deus para um propósito específico. Até seu próprio povo ficou contra cie (15. a unidade tribal e a pureza religiosa. ele chama a atenção. O cap. a desunião tribal é identificada como a característica principal deste período de fracasso. mas deixa o leitor incomodado com o seu conteúdo. a concubina cortada em pedaços (Saul fez o mesmo com bois. mas estas eram. O avanço dos filisteus se dava por infiltração ao invés de guerra declarada. Chegados apenas recentemente à terra prometida. quando consideramos o texto sob este ponto de vista. muitos membros da dibo de Dã já haviam se mudado para o Norte (Jz 18). • 14. situando-os num "período difícil de adaptação" para Israel. possibilitou a Dalila cortar-lhe a longa cabeleira que era o sinal de sua dedicação a Deus. a luta de Sansão foi a batalha de um homem só. em especial. tratou esse voto com uma negligênda que quase poderia ser caracterizada como desprezo. O livro de Juízes mostra como essa ameaça se tornou realidade. menciona lugares e fatos relacionados com Saul: Gibeá (sua terra natal). A narrativa se passa numa época em que Israel vivia rodeado por estrangeiros. Deryn Guest Juízes contém algumas das histórias mais bem conhecidas da Bíblia.

12). outras nada forma de identidade nacional. Uma é a abordagem feminista. ao invés da noiva mudar-se para a casa de Sansão. e isto levanta questões morais significativas. que reconhecem pleInterpretar Juízes desta maneira pode namente que se trata de atos repugdiminuir o impacto de várias das hisnantes e levam a sério o desafio ético tórias chocantes. Por exemplo. Outros de estupro e assassinato em nível articulam uma resposta masculina. pectiva feminista resiste à tendência de "concordar com" o texto e levanta Através de cada uma das narrativas. a mensagem negativa da Há outras características. este comportamento ambíguo demonstra que não se pode esperar que Deus aja automaticamente de acordo com as exigências e expectativas humanas. novas e criativas. 20. surgiram diferentes estratégias de leitura. história é mantida e reforçada. A persmas a preocupação principal em tudo isso é a questão de identidade. as práticas e os preconceiAs questões problemáticas levantos (contra os estrangeiros. mesmo que se trate presente no mundo antigo. outras possibilidades de leitura. e este é um avanço bem-vindo e estimulante à medidt que a interpretação desse texto desafiador está sendo reconsiderada e m nossos dias. as pinturas de Moreau. no cap.000 homens à morte. No entanto. que o intérprete moderno enfrenta. Assim. a personagem de Dalila faz parte do imaginário cultural como uma femmefatale ou mulher sedutora e traiçoeira. Isto também é expresso na sua capacidade de agir ambiguamente. E. tempo os seus ideais de como Israel deveria valorizar e preservar determiEstão surgindo. Na tentativa de lidar com tais questões. Tentar fazer com que Deus "defenda a nossa causa" é um erro que o livro de Juízes desmascara. abordagens. contra tadas pela leitura do livro de Juízes mulheres) no texto continuam sendo estão sendo expostas de maneiras atingir os seus próprios objetivos. Deus não lhe tirou liberdade de escolha. No entanto. ao enviar mais de 40. o autor transmite aos leitores do seu outras questões. Como observou Cheryl Exum. é claro. tão e ainda tem. Porém. Rubens e Solomon basearam-se neste difundido preconceito contra a personagem sedutora ao acrescentarem à narrativa bíblica detalhes como a sedução carnal de Dalila. seus sentimentos de triunfo quando Sansão é capturado. literário. . A história transmite a mensagem de que a mulher estrangeira e sexualmente independente é uma armadilha para os homens bons. os únicos que não praticavam a circuncisão (geralmente feita na puberdade). não se pode ignorar Alguns estudos levam em conta a a influência cultural que a Bíblia teve dinâmica de honra e vergonha. • O casamento d e S a n s ã o Esse casamento foi formalmente arranjado pelos pais de Sansão. Mas isto não justifica o fato de Sansão desobedecer a lei de Deus e casar-se com tuna pagã (Êx 34. também. O autor mostra como Israel tentou usar Deus para seus próprios fins. sua condição de prostituta. e muito bem. que não concorda com a ideologia transmitida nem tenta justificar os fatos que descritos. É um tanto incômodo ver Deus envolvido em tal ato. como normalmente se fazia.4 O comentário do editor atribui a responsabilidade a Deus. por exemplo. • 14.248 A história de Israel um problema.16) ou desrespeitar seus pais (Êx 20. já que Deus é soberano. e que somente viram que a palavra de Deus éfiel quando reconheceram a escolha de Deus naquela situação.

• 2 0 . que foram usados para convocar as doze tribos para executar vingança (cap. estritamente p r o i b i d a era usar uma "esto• 1 9 . 20). • Trezentas raposas (15. que estabeleceu um novo templo no Norte. quanmo norte de Israel. de uma inserção posterior feita por um editor d o texto. 2 8 Supõe-se que a concubina estivesse la" (veja o comentário sobre 8. e grande luto nacional. causou uma 25.1). para competir com Siló. O cap. A imagem feita p o r Mica do as pessoas se tornam a lei para si mesmas. 21 mostra até onde as tribos chegaJz 1 7 — 1 8 : O í d o l o d e M i c a . era estritamente proibida pela lei que os leviestabelecendo seus próprios padrões de toletas deveriam aplicar ( Ê x 20. o verdadeiro centro religioso de Israel nessa época.1 A expressão "desde Dã até Berseba" (do Esta história. uma mulher não valia nada. A bondade daquele velho e o que se passou e m seguida tem muitas semelhanças com a história de Ló e os homens de Sodoma ( G n 19). explodiu uma guerra civil. A l i também.s e p a r a Mispa (21. bém faziam o que bem queriam. o Norte O autor não tem necessidade de tirar uma Esta história ocorreu n u m período em que lição moral: basta a simples afirmação d o v. ao que parece. J z 19—21: E s t u p r o e m G i b e á . "Dalila" veio a ser o nome dado àfemmefatale ou mulher irresistível ("Entendendo Juízes"). 0 autor deixa de lado os heróis de Israel e focaliza dois incidentes que ilustram o baixo nível da religião e moralidade nos dias sem lei durante os quais Israel não tinha governo central e "cada u m fazia o que achava mais reto" (21. Eles tamaltos. e não tanto d e raposas. 3 6 . os benjamitas são castigados A tradicional e calorosa hospitalidade d o pai da concubina contrasta c o m a falta de hospitalidade e m Gibeá.25). rem a Deus. comparada com o respeito devido a um convidado de honra. O resultado foi a quase extinção da tribo de Benjamim. mostram que os extremo Norte ao extremo Sul) passou a ser levitas. que caçam em bandos e seriam mais fáceis de capturar em grande número. • 18. Então. Ele vendeu seus serviços a Mica. embora isto não seja dito com todas as do lar para adivinhação. foi arranjado às pressas um segundo casamento com o companheiro de honra ou padrinho de casamento de Sansão. Jz 17—21 Um tempo em que cada um o que bem queria fazia Este seção final difere d o restante de Juízes. Devido ao engano por causa do enigma. o marido cortou o corpo da concubina em doze pedaços. > Dalila (16. Tanto ele quanto ela eram igualmente inescrupulosos na sua maneira de usar as outras pessoas. o casamento não foi consumado ao final da festa de sete dias.4) É mais provável que se tratasse de chacais. O livro no seu todo mostra as conseqüênmigração cm massa dos danitas para o extrecias desastrosas da falta de autoridade. depois roubou os objetos sagrados d o patrão e os repassou à tribo de D ã . Mas.4). a pressão dos filisteus. Numa tentativa de diminuir a vergonha da noiva.30 O "cativeiro" é supostamente uma referência à destruição do reino d o Norte. especialmente escolhidos para serviuma forma de referir-se a todo o território.4) A exemplo dos outros amores de Sansão.27) e ídolos morta. do um lugar para morar" (17.4 0 Os detalhes da batalha lembram a Os levitas h a v i a m recebido cidades só estratégia usada na conquista de A i (Js 8). o reino de Israel. E M i c a não tinha letras (no texto grego da Septuaginta.8). mas aqui estava um levita "procuran- . há um o direito de escolher o j o v e m levita para ser acréscimo que deixa isso bem claro). neste caso.Juízes ela ficou com sua própria família e seu marido ia visitá-la. Dalila provavelmente era uma mulher filisteia. O u t r a coisa rância e permissividade. Tratase. e a seguinte. não houve nenhuma presença de anjos que pudesse salvar a concubina do terrível estupro coletivo. • 20. no tempo dos assírios. assim como "Sansão" representa um "homem forte". Justa ou injustamente. num segundo caso de atrocidade. deles. haviam se tornado tão corruptos • 2 0 . levando-lhe presentes. Q u a n d o os benjamitas se recusaram a entregar seus companheiros (os homens de Gibeá). ao S u l . sacerdote. que vivem isoladas umas das outras. 1 7 Veja a nota anterior sobre números e egoístas quanto o resto d o p o v o . ram para reparar o voto precipitado feito em a tribo d e D ã m u d a .

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o Deus de Noemi. Na sociedade da época. Rute é especial por nos dar o ponto de vista da mulher. em seguida. "Onde então. esta narrativa começa com três mulheres que. E embora a religião geralmente estivesse em baixa. Aqui Deus está intimamente preocupado com questões menos importantes. deixando três viúvas desamparadas. R t 2: R u t e e n c o n t r a u m p r o t e t o r V i ú v a s não tinham muitas opções de g a n h a r a v i d a . isto é. Mas a lei ( L v 19. Rt 1. Ela o meu povo. Orfa.16-17 tinham campos para ceifar.9-10) determinava que os pobres podiam rebuscar espigas.1-5: " F a m í l i a f o g e para e s c a p a r d a f o m e ! " Quando damos uma manchete moderna para esta história. o teu Deus é o meu escolheu o povo de Noemi e. onde quer que e voltou para casa. Assim. e Rute e N o e m i eram pobres. logo sentimos o impacto dos fatos terríveis descritos neste livro. d o outro lado do mar M o r t o (mais para o S u l ) . 1-2 A distância de Belém a Moabe. em termos de sustento a mulher era completamente dependente do pai ou do seu marido. porém. que é o período em que se passa a história de Rute. morrerei eu e ai serei sepultada. • Vs. O que essa história revela. em termos humanos. acabou cedendo à pressão de Noemi e. Afinal. especialmente para Noemi. de novo. não quis deixar que o teu povo é Noemi enfrentasse a velhice sozinha. R t 1." chegaram a Belém em abril. Sem dúvida.251 Resumo A história de uma jovem estrangeira cuja coragem e devoção lhe renderam um lugar na história de Israel. A colheita de cevada parecia promissora. i r atrás dos t r a b a l h a d o r e s e catar As viagens de Rclcm a Moabe e de volta a Belém. Longe de casa. e da linhagem de Davi veio o próprio Messias. Era uma situação desesperadora. a hora de dizer adeus. o chefe da família e seus dois filhos morreram. Rute recolhia as espigas que ficavam caídas no chão. A possibilidade de morrer de fome levou esta família de refugiados a deixar sua terra natal. Ela só podia herdar propriedade em circunstâncias excepcionais e sob regras bem rígidas (Nm 36).6-22: A v o l t a para Belém Chegaram notícias de que a fome havia acabado. Rute. estavam desamparadas e dependiam da caridade dos outros. mas elas não Rt 1. possivelmente casar-se pousíires. De todos os livros da Bíblia. Chegou. o livro de Rute deixa claro que a fé pessoal de muitos em Israel permanecia vigorosa. muitas pessoas daquele tempo levaram uma vida normal e pacífica como a que é descrita neste livro. e para nossa surpresa. E assim a fé recente de uma jovem moabita e o amor sacrificial que teve pela sua sogra são inseridos no grande quadro do plano divino de salvação. pois se passa num contexto em que religião era sinônimo de poder. É ele quem ordena todas as circunstâncias do cotidiano. até para as pessoas mais insignificantes. cheia de quer que fores. . Onde quer que tante do que isso. MOABE Píígina oposta: Enquanto a cevada era cortada. irei cu tristeza. ali pousarei eu. na linhagem do rei Davi. mais imporDeus. As noras de Noemi a acompanharam na saída. de Rute descendeu o rei Davi. RUTE Este calmo relato da vida cotidiana difere em muito da guerra e dos conflitos que aparecem em Juízes. As duas morreres. é a forma especial como Deus cuida dos "necessitados". era de aproximadamente 80 km.

U m complicador era o fato de que Boaz. as amigas de Noemi ficararr felizes com ela. Rute. precisava ter cuidado. sua mãe Noemi. amavam Noemi profundamente e decidiram ir com ela. seguiu o plano de Noemi culturalmente correto. porquec nobre Boaz fez o que era certo come parente mais próximo do esposo ds uma viúva. como Rute se responsabilizou pela sua vida. A emoção contida nestas palavras revela que Rute entendia o risco que estava correndo. para Noemi. Rute. Rute casou com Malom. Ela amava profundamente e sabia que poderia ser leal ao que lhe era mais importante na vida. O plano deu certo. Rute era de uma linhagem que trazia a marca da vergonha.11-13). Portanto. Rute colheu o cereal de que precisava para fazer pão. Ela teria que se adaptar a novos costumes. Por fim. aos olhos dos hebreus. Porém. II . Rute prometeu morar onde Noemi fosse morar. mudou-se para a terra de Moabe. Rute colhera cerca de 25 kg d e cevada ( N T L H ) com seu próprio esforço e a generosidade de Boaz. onde poderiam encontrar um novo marido e uma nova vida. Ao ouvir isto. durante um período de fome em Judá. e daí veio o plano de Noemi. a sua terra natal. Por "acaso". uma moabita. e ofereceu-se para ser espos. casando com a viúva. Essas mulheres deram nome ao menino. Queria adorar o Deus dela. Em se tratando do compromisso que uma pessoa assume em relação a outra. Para conseguir comida para si e Noemi.252 A história de Israel Um retrato de Rute Frances Fuller Rute. A generosidade de Boaz foi além do que a lei prescrevia ( v s . E certamente teria saudades de casa. evocando os nomes das matriarcas Raquel ei Lia e conectando. Este viria a ser o pai de Jessé e avô de Davi. a não ser o relacionamento com Noemi. Moabe. porém. e seu irmão Quiliom. num campo aberto e comum. Rute e Orfa. Em razão disso. Rute. catava as espigas deixadas nos campos pelos ceifadores. A história de Rute tinha tudo para ser uma história triste. a história acabou tendo um dos finais mais felizes em todo o AT. Esta lei estendia-se ao parente mais próximo. embora arriscado. dizendo que. Ela seria uma estrangeira em Judá. estava reivindicando esse direito. Deu um beijo na sogra e voltou. Rute tornou-se respigadeira. Então Rute. deixando três viúvas. de Boaz. as espigas que fossem caindo.14-16) e de abril até j u n h o . assim. a heroína de uma história amada por milhares de pessoas. entrou na árvore genea-1 lógica de Jesus. Rute como povo de Israel. Elogiaram Rute. um parente. nasceu de um relacionamento incestuoso que Ló teve com a filha dele. Orfa concordou. 9. Não havia nada que forçasse Rute a enfrentar essas dificuldades. 7. Toda a comunidade aprovou aque. ela era melhor do que sete filhos. • Um efa d e c e v a d a (17) O efa era uma medida grande com capacidade para cerca de 22 litros. Quando já estavam a caminho. um hebreu que. na verdade. seu irmão devia gerar um herdeiro para ele. quando um homem morria sem filhos. Rt 3 : U m marido para Rute Pela lei do levirato (mencionada por Noemi em 1. parente de Elimeleque. Ele decidiu protege: Rute e mandou que seus empregados deixassem cair espigas para ela. Noemi tinha amigos em Belém.j le casamento e os abençoou. com o gesto mencionado no v. Acontece que os três homens morreram. Quando o casal teve um filho. chamandoo de Obede. é bom lembrar. ficar perto de outras mulheres e jamais olhar para os jovens que trabalhavam por perto. ela e Noemi não teriam segurança nem status social. chorando. e pediu para ser enterrada ao lado da sogra. Esses elogios chegaram a Boaz. que ela tanto prezava. era moabita de nascença. juntamente com o seu pai Elimeleque. Noemi agora não tinha como sobreviver em Moabe e decidiu voltar para Belém. Sendo uma mulher estrangeira e sozinha. Noemi insistiu com as duas para que voltassem para casa. as noras. Rute apanhava as espigas na parte que pertencia a Boaz. Noemi formulou u m plano. não arredou pé e jurou ficar ao lado de Noemi para sempre. o Messias. Em Belém. com humildade e coragem. e falou-lhes sobre sua nora formidável. as belas palavras que Rute disse a Noemi não têm paralelo na literatura judaica e cristã. em Moabe. primeiro na colheita de cevada c depois na colheita do trigo. Por não terem marido.

a o l a d o d o monte d e c e v a d a . Também era o lugar onde eram concluídas publicamente transações de natureza jurídica. havia pedido para Rute em 2. Tamar. • Perez (12) Este antepassado de Boaz era o filho que Tamar teve com J u d á . • V. O próprio Boaz ajudou a cumprir aquilo que ele. os acontecimentos comuns do dia a dia passam a ter um significado extraordinário. depois. declarou-se incapaz de fazer a compra. . O parente mais próximo (que não era Boaz) estava disposto a comprar as terras. da qual viria o Cristo. o avô do fundador da linhagem real de Israel ( D a v i ) . n o u t r o nascimento ocorrido em Belém. 1 . na verdade.12) se tornaram realidade. a questão da v i ú v a . mas ele prometeu interessar-se pelo caso. Além desta obrigação de gerar um herdeiro para d a r continuidade ao nome do falecido. Obede. Os votos de felicidade das autoridades (4.1 2 : O a c o r d o A porta da cidade era o local onde se realizavam reuniões importantes. 1 3 . D e z pessoas importantes da cidade (v. q u a n d o Rute podia recolher espigas tios c a m p o s . para Rute e seu filho e que ele teria que cuidar de Rute. • Antigamente (v. E Noemi encontrou consolo para sua tristeza naquele neto. 7) Este costume antigo não vigorava mais na época em que o livro foi escrito. para acrescentálas a sua própria herança.12. para mantê-las na família. Quando Deus intervém. seu sogro. estrangeira como Rute. Rt 4 . oração. 9 "Estender a capa" sobre alguém simbolizava compromisso de casamento (veja Ez 16. como o caso presente. Ela se a p r o x i m o u d e lloaz e n q u a n t o ele d o r m i a na e i r a . recorreu a isto porque J u d á negou-lhe n o v o casamento e recusou-se a obedecer ao costume mais tarde formalizado como a lei do levirato ( G n 38). o parente mais p r ó x i m o também devia comprar suas terras. Deus recompensou Rute com um marido e um filho. filho de Boaz e Rute. Rt 4 . em Rute e N o e m i c h e g a r a m a Belém n a época d a colheita d a c e v a d a . a linhagem real Este é u m verdadeiro final feliz para uma história que teve um começo tão triste.2 2 : O f i l h o d e R u t e . como ser h u m a n o .8). veio a ser. Mas quando soube que elas passariam. Boaz discutiu primeiro a questão das terras. 2) formavam um " j ú r i " adequado que poderia decidir questões legais.não era o parente mais próximo de Elimeleque.

sendo esta a dedicada nora daquela. interpretações feministas da Bíblia têm chamado a atenção para o fato de que a Bíblia é escrita do ponto de vista masculino. não podemos supor que as preocupações e os interesses das mulheres eram idênticos aos deles. e destaca o fato de que esta história como um todo foi contada do ponto de vista feminino. por exemplo.31—30. e aquela transação reflete preocupações tipicamente masculinas: dar um herdeiro homem a Elimeleque. Somente numa ocasião a perspectiva predominantemente feminina em todo o livro é deixada de lado. Percebe-se nitidamente a lealdade mútua.| cas substitui a dos patriarcas (Gn 16. mas em termos práticos. A história ilustra como a sociedade da aliança de Deus. que poderia herdar a pequena propriedade da família. Questões legais eram responsabilidade dos homens.6-21. assegurar a herança da terra através da descendência masculina. com responsabilidade e cuidado de uns para com os outros. e dar filhos ao próprio Boaz. assim como já as vemos através dos olhos dos homens. E o livro de Rute é a história da solidariedade entre duas mulheres e de sua inteligência para assegurar um futuro. e até corrige. apesar de tudo o que parecia conspirar contra elas. Ele aceitou a proposta de bom grado. Ele conta história de duas viúvas. Nas narrativas do AT. em grande parte. a perspectiva essencialmente masculi. mas foi a iniciativa das mulheres que levou ao acontecimento que assegu- raria o futuro delas: o nascimento do filho de Rute.[ na que aparece nas outras histórias do AT. uma perspectiva unilateral das coisas.24). devia funcionar para beneficio dos desamparados. seguindo a sugestão de Noemi. com este ponto de par. O exemplo mais claro é o livro de Rute. Começamos a perceber que uma: história contada do ponto de vista masculino. Como acontecia com a maioria das viúvas. mas na qual as mulheres exercem poder considerável na esfera do lar — a principal unidade social e econômica da sociedade.. envolviam primordialmente homens. é realizada numa reunião dos homens de Belém (4. A transação legal que possibilita a Boaz casar-se com Rute e dar um herdeiro ao falecido Elimeleque. Mesmo onde a perspectiva masculina é dominante. I 21. dentro das opções limitadas disponíveis na sociedade em que viviam. e as estruturas de autoridade eram dominadas pelos homens. se valeram dessas leis para benefício de Noemi e Rute. As leis formuladas para ajudar viúvas e estrangeiros (Rute era viúva e estrangeira) foram colocadas em prática como se esperava que fossem. Esta justaposição das duas perspectivas no mesmo incidente mostra quão diferentes são as perspectivas masculina e feminina.1-12). na qual o nascimento do filho de Rute é visto não em termos legais.13-17). 29. A dedicação de Rute a Noemi ("tua nora que te ama e que te é melhor do que sete filhos") resultou no nascimento de um filho que seria o sustento de Noemi na sua velhice. e a maior parte do espaço é ocupada por atividades que.I tida. a maioria dos personagens é homens. numa cena cheia de emoção e sentimento. A história de Rute nos mostra urra» sociedade na qual as estruturas for-i mais de autoridade são masculinas. Isto aconteceu porque os três personagens principais. retratando principalmente aspectos da sociedade em que aparecia a liderança dos homens. Rute pode ter para todos nós — homens e mulheres — a importante função de revelar novas maneiras de ler o resto da história bíblica. Mas há pontos em que esta perspectiva predominantemente masculina é interrompida por uma perspectiva autenticamente feminina. visão esta que complementa. I podemos suprir a perspectiva feminina ao ler nas entrelinhas e preencher as lacunas. a independência e a iniciativa que tiveram. Mas. elas não tinham nenhum suporte econômico.254 A história de Israel Uma história do ponto de vista feminino Richard llauckham Em tempos recentes. Logo. Israel. do AT também através dos olhos das I mulheres. como é o caso da guerra e da política. O leitor vê os acontecimentos — e as mulheres que aparecem nas histórias — através dos olhos dos homens israelitas. Noemi e Rute. tende a fazer com que a própria socieda-1 de pareça ser mais dominada pelos homens do que realmente é. no Israel antigo. Homens e mulheres exerciam papéis sociais diferentes no Israel antigo. Foi Rute. Deste modo. podemos ver o resto da história . Mas essa cena em que predominam os homens é seguida por outra dominada pelas mulheres (4. quem acabou pedindo Boaz em casamento. Temos. O livro de Rute nos dá uma visãc diferente do Israel antigo. Somente j do ponto de vista feminino podemos I perceber até que ponto as mulheres eram as verdadeiras protagonistas de I acontecimentos significativos. Podemos identificar passagens em Gênesis nas quais a perspectiva das matriar. : .

25) e pelos profetas que vieram depois dele (1 Cr 29. é provável que os livros assim como os conhecemos tenham sido escritos por volta de 900 a. o segundo e maior rei de Israel. Foi ele quem ungiu primeiro Saul e depois Davi. por exemplo.2-7. nasceram como resposta de Deus a muitos anos de oração. Isto corresponde a um período aproximadamente 100 anos (cerca de 1075-975 a. ÍSm 27. sendo a repetição usada como técnica literária. mas o personagem principal dos primeiros capítulos. que não é necessariamente o autor. para ser mais exato. o santuário de S i l ó era uma estrutura mais ampla . o último dos juízes. a exemplo de Samuel. a história de Deus e dos líderes do povo. Isaque.onde os israelitas se reuniam para o culto. geralmente há algo especial relacionado ao nascimento dela. por vezes. E m outras palavras. embora semelhantes. Resumo A transição de juízes para reis: os reinados de Saul e Davi.6). 1Sm8—31 O reinado de Saul Histórias mais bem conhecidas Ana e seu filho (ÍSm 1—2) O menino Samuel (ÍSm 3) A escolha de Davi (ÍSm 16) Davi e Golias (ÍSm 17) 2Samuel O reinado de Davi Passagens e histórias mais bem conhecidas A lamentação de Davi (2Sm 1) Deus promete uma dinastia eterna (2Sm 7) Bate-Seba QSm 11) O texto hebraico (massorético) e o texto grego (Septuaginta) nem sempre estão de acordo. duas vezes a vida de Saul é poupada. Os livros de Samuel são cheios de drama e mostram que o autor era um grande contador de histórias. mas u m p r é d i o que podia ser chamado d e "templo" (muito antes d o Templo de Jerusalém ser construído). íSm 1—7 Samuel. ou seja. e não antes disso. ex. no AT.2-51. relatados para enfatizar certos temas. mas o povo ainda não estava no exílio: veja. Q u a n d o Deus deu a Ana o filho que ela tanto queria. hão era simplesmente a Tenda d o período e m que peregrinaram pelo deserto. Devem ter sido escritos e compilados algum tempo após a divisão do reino (há várias referências ao reino separado de Judá.. e os problemas começam quando se desobedece a Deus. no Novo. as duas ocasiões em que Samuel anunciou que Deus havia rejeitado Saul). quando Deus tem um propósito especial para uma pessoa.19-27. 22. o homem encarregado por Deus de ungir os primeiros reis de Israel. Ana não foi a única a sofrer por causa da infertilidade. e esse manuscrito é mil anos mais antigo que o texto massorético que conhecemos. T u d o que hoje se p o d e v e r n o lugar Í S m 1—7 0 profeta o n d e ficava Siló é u m montão d e Samuel pedras. Entre os rolos do mar Morto foi encontrado um manuscrito hebraico de parte de 1 Samuel. É possível que o autor (ou os editores) se baseou em material escrito pelo próprio Samuel (ÍSm 10. ou. Sara e Rebeca. 23. vários relatos do mesmo acontecimento (p.C. Os poemas de Davi são citados em 2Sm 1. deu também a Israel . em alguns pontos. O fato de esse texto encontrado junto ao mar Morto concordar.C). Esta é essencialmente uma história religiosa: a história de Deus e seu povo. com a tradução grega da Septuaginta e não com o texto hebraico tradicional (massorético) pode indicar que. Cada um teve um papel especial no grande plano de Deus. Também é possível que sejam acontecimentos diferentes. o texto grego está mais próximo do original hebraico do que o texto massorético. Portanto. Há momentos em que parece haver certa duplicação. Eles relatam a história de Israel do final do período dos juízes ao final do reinado de Davi. passaram pelo mesmo problema. 1 S m 1: A t r i s t e z a d e A n a Na Bíblia. estes dois livros eram originalmente um volume só. N o tempo de E l i . Os dois livros se chamam pelo nome de Samuel.1 E2SAMUEL Na Bíblia hebraica. Jacó e João Batista. e Isabel.29). abre o caminho para os reis. A fidelidade a Deus é vista como a chave do sucesso.

o sacerdócio passou da família de Eli para a linhagem de Zadoque (2Sm 8. estavam introduzindo a prostituição no culto a Deus. Mas o que acontecia neste caso era uma perversão da lei. A vida religiosa devia estalem franca decadência. • V . segundo a pior tradição da religião dos cananeus (22). Também é verdade que a morte deles foi resultado direto da decisão de desobedecer a Deus. • O voto d e A n a ( 1 1 ) 0 menino foi dedicado a Deus por toda a vida pelo voto de nazircu (veja N m 6.5). • V . e todo o povo sabia Ana expressou seu anseio e sua angústia e m oração n o santuário de Deus. I S m 2. esses dois seriam os "líderes religiosos" da nação. O "templo" como tal (v. no N T (Lc 1. Era uma mensagem de j u í z o para Eli. No pequeno espelho de sua própria vida Ana viu o refle- . 0 vazio. • O S E N H O R queria matá-los ( 2 5 ) O autor se expressa desta forma. ARA) só viria a ser construído na época de Salomão.c 2. 2 6 Compare I.11-36: O e s c â n d a l o dos filhos de Eli Os sacerdotes tinham direito a uma parte das ofertas sacrificiais (veja Nm 18.40. o lugar onde Josué erguera o tabernáculo de Deus (Js 18. A Bíblia não vê conflito entre a soberania de Deus e nosso livre arbítrio.8-20. N a foto aparece u m a mulher solitária na área d o T e m p l o d e Jerusalém. Deus havia mudado a sorte dela (1). • Estola sacerdotal d e linho (18) U m manto usado pelos sacerdotes (veja v. 2-10 sejam parte de um salmo acrescentado pelo autor do livro. foi o centro de adoração no período de Juízes. E o que Deus pode fazer por uma pessoa. I S m 2. 28). porque Deus é soberano em todas as circunstâncias. alegria.17). As provocações de Penina foram silenciadas (3.1-5). se os fiéis vinham ao tabernáculo embriagados. Compare com a conduta dos próprios filhos de Eli (2.46-55). e tudo que Eli conseguia fazer era refletir c reclamar com eles! I S m 2. Dt 18. o primeiro grande profeta após Moisés. Os filhos de Eli tomavam para si os melhores cortes antes mesmo da oferta ser entregue a Deus (15). ele pode fazer e fará por todo o seu povo. Eli imediatamente tirou a conclusão errada.12-17).27-36: a previsão do profeta se cumpriu com a morte dos filhos de Eli na batalha em Afeca (4. que viu nele u m texto de modo especial adequado à situação de Ana. e compare com a ordem dada aos pais de Sansão em J z 13). Também é possível que os vs.1-10: O c â n t i c o d e A n a O cântico de A n a encontra eco no cântico de Maria. para dar lugar a vida. No tempo de D a v i . honra. 9. • Sepultura ( 6 ) O sombrio mundo dos mortos (NTLH).11).21. Samuel ouviu pela primeira vez a v o z de Deus. • S e u u n g i d o / seu rei (10) Palavras proféticas inspiradas que foram ditas por Ana. o último e o maior de todos os juízes. e o homem que introduziria a monarquia em Israel.1). • V . a miséria e a vergonha se foram. Além disso. quando estava de serviço perto da arca da aliança. dentro da Tenda Sagrada. 3 Siló. Quando Eli morresse. Veja Êx 4.52.256 A história de Israel xo de todo o esplendor do caráter de Deus. I S m 3: S a m u e l r e s p o n d e ao chamado de Deus De madrugada (antes do óleo da lamparina acabar. 2 4 Os filhos eram desmamados aos 2 ou 3 anos de idade. como acontecia ao amanhecer). Samuel foi o mensageiro de Deus. • Seus lábios se m e x i a m (13) Era comum orar em voz alta. Daquele momento em diante.

e não de amargura. o filho de Ana.25-26). mais cedo ou mais tarde seu filho serviria no sacerdócio. Regularmente ela retornava à casa do Senhor. Quando Deus respondeu a oração de Ana. E a criança que ela colocou no caminho espiritual tornou-se um grande profeta. intensificando o ciúme. para estar ciente da presença de Deus e ser totalmente dedicado a ele. o sacerdote. Ana conseguiu orar e prestar culto. trazendo a palavra de Deus a seu povo e ungindo reis. E ela prometeu que devolveria este filho a Deus. Orou com grande emoção. Ela explicou a Eli que este era o menino que pedira a Deus e que ela o esta- . E embora Ana não tivesse pedido mais nada a Deus. Ana defendeu-se e contou a Eli seu sofrimento. Silenciosamente. e explicou: "Do SENHOR o pedi". Seu comportamento foi tal que Eli. de forma toda especial. mas por toda a sua vida. talvez auxiliado pelas mulheres que serviam no tabernáculo. Assim. mas a penas para q ue a natureza agisse. Então Ana encontrou paz e pôde comer. em Siló. ao observála. e todas as vezes levava para seu filho em fase de crescimento um novo manto de linho que fizera. Eles estavam no tabernáculo. Penina. chorando e movendo seus lábios. naquele exato momento. Especialmente naqueles momentos ela sentia que Deus lhe negara uma necessidade básica. com alegria. depois desses acontecimentos. Elcana foi com ela e a criança a Siló. Elcana. Elcana era levita (ICr 6. Ela lhe deu o nome de Samuel. rogou a Deus. que tinha filhos. "Deus ouve". E o deixou ali aos cuidados do velho sacerdote. demonstrava seu amor por Ana na frente de Penina e isto só piorava as coisas. para oferecer um sacrifício a Deus e fazer uma refeição de celebração. Ana se afastou para um lugar onde pudesse expor a sua amargura diante de Deus. não por um milagre.I e 2Samuel 257 Ana Frances Fuller Ana desejava tanto ter um filho que isto a atrapalhava em suas oportunidades de cultuar a Deus. para que da semente de seu marido lhe nascesse um filho. Elcana deve ter reconhecido que aquele menino era. não por um período de tempo. Levavam consigo um boi. dizendo que estava bêbada. Ele deixou que ela tomasse todas as decisões com relação a ele. Ana queria que ele vivesse no va devolvendo. que seria sacrificado no culto de dedicação de Samuel a Deus. Agora ela transbordava de júbilo. seu marido. E disse a Elcana que quando desmamasse o menino ela o levaria a Siló e o deixaria ali para sempre. Certa vez. ele lhe deu mais três filhos e duas filhas. local de culto desde a infância. e ele também orou por ela. Tendo dedicado. sabia disto e zombava dela. aquilo que de mais precioso tinha em sua vida. mas Ana chorava e não tinha vontade de comer. que significa. a repreendeu. mas isto só era exigido a partir dos 25 anos de idade. Assim. quando Samuel tinha cerca de três anos.

I S m 4.19 A morte de 70 homens que I "olharam para dentro da arca" dá um tom de tristeza àquela celebração. o deus deles. colocaram a arca da aliança peno da imagem desse deus. a imagem apareceu sem a cabeça e os dois braços. A nação ficou desolada. foram . como um I troféu de guerra. D e n t r o dela ficava uma cópia da lei. mas a palavra hebraica não indica qual era exatamente a idade dele. Mas elas se adaptaram muito bem à canga. mas é provável que. As imagens de Baale Astarote. j u n t o ao deserto. Deus não é um ídolo. I S m 5: U m t r o f é u p e r i g o s o Para os filisteus.A história de Israel disso. 3.I tribuiu para espalhar a doença. Depois. um I objcio inanimado.| ros.2-17: S a m u e l e x e r c e autoridade de juiz Vinte anos depois. desde Dã. com a perda da arca da aliança. no extremo sul. dar toda a dimensão da tragédia: "foise a glória de Israel".x 25—27) era o bem mais precioso de Israel. I quem lhes dera a vitória. como se fossem uma junta de bois bem treinada.I nica.27-36. como num ato de adoração. j Mas os dois últimos. i-cvar a arca para outros lugares apenas con. como se faria com um rei capturado. os filis. Assim. • J o v e m (ARA) / M e n i n o ( N T L H ) ( 1 ) Samuel ainda não era adulto. o instin. • V. • Filisteus (1) Veja "Cananeus e filisteus". transmitida pela pulga do rato. em termos humanos.S e m e s Esta era uma das cidades dos I levitas. Estes versículos registram o cumprimento do j u í z o de Deus sobre a família de Eli (2. 12 A distância era de 32 km aproxi-1 madamcnte. houve u m avivamento nacional genuíno (v. Coube à mulher de Finéias. deuses cananeus da fertilidade.11-14). no extremo norte. Eli e Samuel.I teus estavam fartos de tudo aquilo. A maior parte dos juízes de Israel pode ser í descrita como chefes militares (veja Juízes). o poder de Deus saiu do templo e caiu sobre o povo na forma de peste (peste bubó. foram líderes religiosos c administradores de justiça. após sua vitória. 2). foi Dagom.6). I S m 7. Depois de uma noite. 18 O portão da cidade era o local onde I o "tribunal" se reunia e pronunciava as suas sentenças. Mas nesta ocasião o povo quis fazer dela um talismã. que morreu quando dava à luz u m filho.[ to faria com que ficassem perto de seus bezer. guardada no Lugar Santíssimo da Tenda S a g r a d a . Até Israel teve que aprender a respeitar os limites. O resultado foi u m desastre total: o exército foi derrotado e a arca caiu nas mãos dos filisteus. Mas é claro que Samuel não o viu literalmente. Depois da segunda noite. símbolo da presença de Deus. os filisteus tenham destruído a cidade de Siló (veja J r 26. a ima. a Berseba.1: A v o l t a da arca da aliança Depois de sete meses de sofrimento. O texto não diz.1-11: O s filisteus tomam a arca da aliança A arca da aliança (veja F. de uma vez por todas.| gem de Dagom foi encontrada caída com o rosto [ no chão. • B e t e . 10 Deus estava tão perto que se pode dizer. Mas Dagom não podia competir com o Deus de Israel. • V . Os líderes I religiosos aconselharam que a arca fosse devolvida. veja o v: 6: 6. Era pouco provável que duas vacas que ainda não haviam I sido treinadas para puxar uma carroça fossem [ juntas na mesma direção. • V. Sua tampa era o p r o piciatório. a proteção suprema contra o inimigo. se o Deus de Israel era ou não responsável por aqueles desastres. I S m 4.1—7. Não é seguro tratar Deus como objeto de vã curiosidade.12-22: E l i m o r r e ao ouvir notícia r u i m A Arca nunca mais retornou a Siló. Alem disso. que ele "ficou ali" ( N T L H ) . j e lotam diretamente à divisa com Israel I S m 6. I S m 6.4). mas de uma forma que demonstrasse.

Os filisteus estavam avançando c Deus usou a ocasião para demonstrar a Israel o que ele faria por um povo que tivesse fé nele. a cerca de 16 km de Jerusalém.J c a r i n i . 12 Ebenézer significa "Pedra de Ajuda". ao que parece. Israel recuperou suas cidades fronteiriças. Só precisavam olhar para os países vizinhos para se convencerem que ter um rei significava alistamento militar. • E i r a d o / t e r r a ç o (9. Q u a n d o isto aconteceu (cap. disse Deus. A unção com azeite (10. > Enquanto S a m u e l v i v e u (13) Isto inclui a maior parte do reinado de Saul. mas. Na verdade. O cumprimento detalhado das previsões de Samuel convenceu Saul da autoridade do profeta. E Samuel. A o procurar as jumentas perdidas d e seu p a i . juiz e líder religioso no lugar de Eli (veja 15-17). > V. Samuel sentiu-se rejeitado e não acatou o pedido do povo. A arai permaneceu durante vinte anos e m Q u i n a u . • Para G i l g a l (10.J e 2Samuel 259 destruídas.12). Logo veio a provação. Mas nem isto os dissuadiu. Todos os israelitas conheciam o profeta. 1Sm 8—31 Saul: O primeiro rei de Israel ISm 8: " Q u e r e m o s u m r e i ! " A história se repetiu no caso dos filhos de Samuel. > Betei. que não foram muito melhores que os de Eli (2. "Dê a eles u m rei". O fato de aceitarem suborno e não decidirem os casos com justiça deu ao povo uma boa desculpa para convencei' o idoso Samuel a lhes conseguir um rei. impostos e perda de liberdades pessoais. trabalhos forçados. Gilgal.25) O telhado em forma de terraço era um local fresco e agradável para se dormir nas noites quentes de verão. Saul desobedeceu.1) foi escolhido para marcar a presente vitória (12).9). A ajuda de Deus tornou possível essa dramática reviravolta. Saul encontrou o profeta Samuel e acabou sendo escolhido o primeiro rei de Israel. . • A l t o / a l t a r d o m o n t e (9. 1 6 : S a u l é e s c o l h i d o Por incrível que pareça. ISm 9 . não era o profeta que estava sendo rejeitado. mas Saul c Davi mantiveram os filisteus sob controle ate a grande batalha de Gilboa quando Saul c Jonatas foram mortos (lSm31). Samuel não escondeu nada. aquele jovem provinciano nunca ouvira falar dele.8) A instrução parece estar relacionada à convocação para a batalha. A guerra continuou. c|ue geralmente c identificada com a aldeia de A b u G h o s h . > Desde Ecrom até G a t e (14) As duas cidadeseslado dos filisteus que ficavam mais afastadas do litoral. Mispa. 13). como as nações vizinhas. E eles deviam ser advertidos das conseqüências. Israel só precisou terminar o serviço. foi quando estava procurando algumas jumentas que se haviam perdido que o futuro rei de Israel teve seu pri- meiro encontro com Samuel.1) separou Saul para seu alto ofício. 1 — 1 0 . O nome do lugar onde anteriormente haviam sido denotados (4. liderou o povo num ato de arrependimento c purificação. mas todo o conceito de teocracia. R a m á (16-17) Samuel fazia um circuito anual pelas quatro ridades-santuário.12) Essa forma de expressão ainda não assumira as conotações idólatras que viria a ter mais tarde. Saul v o l t o u para casa com o coração transformado (10. Mas Deus aconselhou Samuel a ouvi-los.

Mas. 2 5 As instruções de Samuel foram cuidadosamente registradas num livro. seria equivalente a I "300 unidades" (número exato desconhecido). sem d ú v i d a . Quanto a Jefté. etc. um distanciamen.12)? I S m 1 1 : A p r i m e i r a v i t ó r i a d e Saul Deus levou Saul a fazer seu apelo (6) e o I povo. | tanto assim que. Samuel sempre este. D o ponto de vista religioso. Sua desobediência e arrogância ao assumir a função de sacerdote custaram-lhe a perda da dinastia. I S m 13—14: G u e r r a c o m os filisteus Saul reuniu suas tropas e esperou sete dias.j lo d o ideal de que somente Deus era o rei de l Israel. neste caso. foi f um passo na direção errada. | agora j á idoso. e. • Trezentos mil (8) O problema dos números extremamente altos j á foi mencionado e m ocasião anterior. 11 Jerubaal ( A R A ) era outro nome de Gideão ( J z 6—8). E Samuel falou francamente: se Deus deixasse de ser rei d o seu povo. este homem de Deus. 9 Sísera foi derrotado por Débora e Baraque ( J z 4—5). algumas versões colocam Sansão ( J z 13—16). Jonatas é descrito como 1 Campanhas militares d c Saul . 1 0 ) Saul teve aquele êxtase profético e m sua própria cidade natal. E quando chegou a hora. e não d o p o v o . E Saul não teve paciência para esperar o final do sétimo dia.12-30). tanto assim que conseguiram pegar os filisteus desprevenidos. que o I povo estava unido. j 10. O "rei de Moabe" era Eglom. U m r e i que sobressaía de t o d o o p o v o d o ombro para cima teve aprovação instantânea de todos. i I S m 12: O d u r o d i s c u r s o d e Samuel Este discurso de despedida marca o fim I do regime dos j u í z e s . tempo suficiente para v e r seu exército ficar cada vez mais reduzido. No lugar da referência ao próprio Samuel. Saul ficou c o m medo ( c o m o Moises ficara) e teve que ser tirado de seu esconderijo n o meio d a bagagem.17-27: " V i v a o r e i ! " O sorteio d a t r i b o . Tremores de terra aumentaram o pânico e a confusão. outros acreditam que "mil" seja na verdade uma unidade militar. a responder (7). • J a b e s (1) A ajuda oportuna de Saul criou nos moradores dessa cidade um sentimento de inesquecível gratidão. desde os dias de Josué.11-13. fez o que sempre fazia: orou | pelo povo e ensinou-lhes o que era correto. Veja 31. Teria sido este livro que foi lido novamente na coroação de Joás (2Rs 11. N ã o precisava ter ficado c o m m e d o . d e i x o u bem claro que a escolha d o rei de Israel era um ato d e Deus. D o ponto de vista político. tanto a nação como a monarquia seriam destruídas (25). apesar d e tudo.i 3 Campanha contra os amonitas . • V . veja J z 1112. que foi assassinado por Eúde ( J z 3. I S m 10.17-19). e os desertores israelitas ajudaram Saul a conseguir a vitória. Esta foi possivelmente I a primeira vez.260 A história de Israel • C h e g a n d o eles a G i b e á ( 1 0 . ISm 14: Parece que Jonatas e seu escudeiro foram tomados por desertores.f ve consciente dos perigos da monarquia (8. era a sittiação ideal para | o início d o governo de um novo rei. a esco-1 lha de um rei havia sido. ao final da lista de nomes. Alguns consideram isto u m exagero para impressionar. da família. • V . • V. uma decisão sábia.

50) Mais tarde Abner coroou Isbosete em oposição a Davi (2Sm 2. mas era o menos importante membro de sua família.8 acima).19. o primeiro instrumento musical mencionado na Bíblia ( G n 4. no entanto. um filho mais jovem. Dt 25. Isbosete. mas. . I S m 16. Mesmo assim. a sorte que era lançada para descobrir a vontade de Deus.1 e homem de fé c coragem impressionantes. Os queneus serviram de guias para Israel no deserto ( N m 10. Saul estava à mercê do seu próprio temperamento incontrolável. 3 Tudo fora interditado ao povo e não devia ser tocado porque fora dedicado a Deus para destruição. a desobediência de Saul foi deliberada (9).211. por mais que tenhamos conhecimento dc atrocidades sem precedentes 2Samuel 261 cometidas em nossos dias. Trata-se da túnica com o peitoral que continha o Urim e Tumim (14. Sua mente desordenada o lançou em sombria depressão e fez com que ficasse violento.17-19). » Amaleque (2) Os amalequitas eram inimigos de longa data cujo castigo fora profetizado anteriormente ( Ê x 17. I S m 16. Aprender a cuidar de um rebanho desgarrado é uma ótima preparação para ser líder! E z 34. No mundo mais realista c menos individualista da época de Saul. foi para casa triste. Veja "Guerra Santa". quando o povo vivia com medo dos midianitas ( J z 6. como o autor deixa claro com esta história. • Queneus (6) Uma tribo midianita nômade à qual havia pertencido a mulher de Moisés. que Saul era jovem quando se tornou rei. Sabemos.8-16.10-14. semelhante a o desta reconstrução d o M u s e u d a Música de ll. • 14. Ele foi rejeitado por Deus como rei e Samuel não lhe fez mais nenhuma visita oficial. Mas desta vez Deus deixou claro que examinava o coração das pessoas. Como no caso de Saul.II) A harpa d c Davi era u m h u m o r . • 13.39). temos dificuldade em aceitar a ordem paia que lodos fossem mortos. o rci-pastor. At 13. com base em 9. S ) . seu coração era reto. Ele até poderia ter se alegrado com a queda dc Saul. « (NT1. a narrativa começa a ressaltar os defeitos no caráter de Saul que mais tarde se transfoiTnariam em sério distúrbio mental.19 Os filisteus detinham o monopólio da tecnologia do ferro. • Esconderam-se (13. 22-23 Mais tarde. " f a lavras q u e Davi dirigiu a Golias I S m 1 7 .41). Mas cu vou contra você em nome do s i •• IHIR TodoPoderoso.2. • 14.5) Provavelmente três mil (veja 11. Davi podia ter brilho nos olhos e saúde de ferro. algumas versões colocam "manto" no lugar dc "arca". • V .1 O texto está incompleto.18) Talvez por causa da ordem de Saul ao sacerdote em 14. ISm 1 5 : A d e s o b e d i ê n c i a d e S a u l Desta vez.iil.8—3. com todas aquelas imagens tiradas do mundo do pastoreio.39-45 O povo interveio para salvar Jonatas das conseqüências do voto precipitado de seu pai (compare a J z 11). a unção confere poder espiritual (13). A desobediência de Saul (pelos piores motivos) deixou seu povo à mercê d o contínuo assedio dos amalequitas. parece texto inspirado cm Davi.21 informa que o reinado de Saul durou exatos 40 anos. Nesta ocasião ele devia ter mais de 30 anos. • 13.49) U m a forma abreviada de Isbosete. o novo metal que lhes dava tanta vantagem em comparação com o bronze. • Vs. • 13. • Abner (14.2). uma cm frente à outra) significava controlar todo o vale que ficava no meio. A harpa d e Davi era feita d e madeira d e cipreste <2Sm 6 .2 Ocupar as cidades de Micmás e Gibcá (localizadas em dois declives. Mas a música podia "Você vem contra mim com espada. • Traga aqui a arca (14.14-23: Davi n opalácio real Quando o Espírito de Deus deixou Saul. essa declaração de Samuel se tornaria um dos temas preferidos dos profetas. em vez disso. Quando Saul morreu. Novamente Deus escolheu a pessoa certa e a preparou para a tarefa muito antes de ela tornar-se uma figura conhecida nacionalmente.10). toda a comunidade era responsável pelos crimes de seus membros e sofria as conseqüências. lança e dardo.1-13: U m a e s c o l h a improvável Se a escolha do primeiro rei servisse dc critério. já que tinha um filho com idade para ir à guerra. forças malignas se apoderaram dele. já tinha 40 anos (2Sm 2.6) O ambiente era parecido com o da época de Gideão. (Deus não precisa dc muita gente para obter uma vitória. O profeta havia previsto esse problema. Possivelmente uma dezena foi tirada nesta passagem (22 o u 32 anos).29-32). • Isvi (14. Samuel podia estar à procura de um homem alto e bonito para ser o futuro rei.i 1.33 Comer carne com sangue foi proibido emLv 17.) Em comparação. • Trinta mil (13.

difícil de harmonizar islo com 16. • A m a n h ã é a Festa d a L u a Nova (20. I S m 21: S a c e r d o t e a j u d a D a v i a fugir Aimeleque pagou caro por ter acreditado na mentira de Davi (22. armas. havia permitido agregar fé à sua coragem. O gigante não teve chance nenhum a Mais uma vez Deus aparece como protetor do seu povo: tudo que requer dele é confiança e coragem para obedecer. apare pensa kmatas se valeu da prática de tiro an alvo. crescia a suspeita invejosa de Saul. 16. Mas Davi recebeu comida.21-22 se refere a um período posterior. cuidando das ovelhas. A exigência de Saul (cem prepúcios) só podia ser obtida j u n t o aos filisteus. • Pã fresc doze sacer • V. Os acontecimentos do cap. mas logo em seguida Saul teve outro surto e Davi só foi salvo graças à astúcia de Mical (19. I S m 19—20: D a v i foge da c o r t e A primeira tentativa de reconciliação pot pai te de Jonatas foi bem sucedida (19.10-13. os maiores inimigos de Israel. • 20. Por u m tempo D a v i ficou cora Samuel e sua escola de profetas em Ramá (19.3. Mas o tempo que Davi passara sozinho.19. e este se lembraria dessa amizade como uma das melhores coisas de toda a sua vida (2Sm 1. e ele passou a tramar a morte de Davi. Nada poderia abalara forte ligação entre o filho do rei e o homem que humanamente falando. estava armado e protegido com armadura da cabeça aos pés. Davi cumpriu a exigência em dobro e voltou para casa sãot salvo para exigir a princesa que lhe havia sido | prometida. Jonatas tentou fazer com que Davi retornasse em segurança. de n milití ritual rigorc que I (2Sm • Vs. O poder do Espírito de Deus é tão irresistível que.18-23. Como Deus é soberano. para transmitir a D a v i a mensagem de que d e c o r r i a p c n R o de v i d a . Neste caso. • U m espírito m a u . e o único povo vizinho que não praticava a circuncisão. 17 podem ter ocorrido quando Davi ainda freqüentava a corte ocasionalmente.26).5) 0 primeiro dia de cada mês era dia de festa.25). nos montes. quando Saul tinha seus surtos ou suas crises.8 Aqui há uma referência a I S m 18. Vs. tanto o bem quanto o mal são atribuídos diretamente a ele. sem falar que lhe deu uma pontaria letal no manejo da funda. virou profeta. avtim c o m o relação à família da qual provinha Davi. o próprio rei foi "contagiado". A pobreza de Davi deu a Saul a oportunidade de sugerii um dote o u pagamento pela noiva que possivelmente faria com que Davi fosse morto. Afinal o vencedor receberia como recompensa a filha do rei em casamento (17. também é possível que a indagação de Saul fosse algo puramente formal com . 50 Veja 2Sm 21. e fez isso com tanta I Davi fez quando c n l i e n i o u G o I kis.A história de Israel U m j o v e m pasioi de ovelhas gira . • Está t a m b é m Saul entre os profetas? (19. I S m 18: S a u l f i c a c o m i n v e j a de Davi A simpatia de Jonatas transforma-se em profunda amizade por Davi.1 H M (unda para • • i: u m a p e d r a . A exemplo dos mensageiros que ha\ ia enviado. lhe roubaria o trono. Davi fingiu-se de louco. Saul estava "possuído" por um espírito que Deus enviou para castigá-lo. perfe ma a • No époc.241 Compare 10. V.8-17). Correndo o risco de sei reconhecido. mas seu pai ficou irritado. e conseguiu fugir para a cidade lilisteia de (iate. O u . a necessidade de Saul passou a ser a oportunidade que Davi precisava. A medida que o prestígio de Davi aumentava. trazer um pouco de luz e. c o m o seu arco.18-24). assim. estava com tanto medo quanto seus soldados face ao desafio do gigante. pelo menos por algum tempo. além do plano maligno de Saul ser frustrado.1-7). I S m 17: D a v i e G o l i a s O campeão filisteu tinha 3 m ele altura. que lutara valentemente contra os filisteus. m a n d a d o por Deus (15) Para quem olhava de fora. 55-58 I'. Saul. e os dois amigos foram obrigados a se separarem (20.11-19). ele própt io.35-42).

. informam que eles foram escritos neste período.6 ( A R A ) N o s montes c nas cavernas p e n o d e En-Gedi havia vários lugares e m que um homem como D a v i . O velho profeta ungira o maior rei de Israel. faz referência a este episódio. que são duas orações pedindo a ajuda de Deus. mas pedindo compensação por serviços prestados no passado (15-16).. Mas a palavra de Saul era tão instável quanto seu humor: não se podia levá-la a serio.. • V. Abigail era tão inteligente quanto era bela. Pode-se notar a paranóia n o seu acesso de raiva (7-8). os SI 34. O fato de Davi não tomar um atalho para chegar ao trono fez com que Saul reconhecesse seu erro. Apenas os sacerdotes podiam comer esses pães. Ela evidentemente causou uma boa impressão em Davi (veja v. Além disso. 1 Os títulos dos SI 57. ISm 22: A v i n g a n ç a d o r e i S a u l Davi e toda sua família estavam foragidos ou exilados. em g l a n d e parte.11).18. depois. fazem a conexão entre os dois Salmos e este período da vida de Davi. Foi o fim de uma era. como castigo de Deus. • Vs. No entanto. mandou matar todos os moradores de Nobe. recusando-se a ferir o rei S a u l I S m 24. o nome significa "tolo") não foi exagerado. 142. Saul estava totalmente nas mãos de Davi. • V. Por motivo de segurança. mas morreu antes de ver o início do seu reinado. " O SENHOR me guarde de." D a v i . o incentivo de um amigo é sempre bem-vindo. 142. O pedido que Davi fez a Nabal (8. ele ordenou o massacre dos sacerdotes de Deus e. 39). Ele não eslava exigindo dinheiro em troca de proteção. Sua rápida intervenção salvou a vida de seu marido e dos homens daquela casa (22).5-12). fugindo d o rei Saul. 12-13 De acordo com os títulos que aparecem no hebraico. o fato de Urias ter sido tão rigoroso no cumprimento dessa norma fez com que Davi tivesse que recorrer ao assassinato (2Sm 11. que foi vitimado por um duplo ataque (do coração). • Doegue (9-10) O título d o SI 52. pois uma guerra santa exigia pureza ritual. • A estola sacerdotal (6) Veja 14. 4 Davi tinha sangue moabita em suas veias (veja Rute). 263 Os títulos dos SI 57. E m tais circunstâncias. Nabal era rico e era tempo de tosquia. kste capacete assírio é u m a das peças da armadura usada naquele tempo. uma época de festa. a perseguição implacável de Saul os forçava a se deslocarem continuamente. Quando Davi ficou sabendo disso. ISm 24: D a v i p o u p a a v i d a d e S a u l Na caverna perto de En-Gedi. Ignorando a voz da verdade e da razão (14-15). ISm 2 3 : " V o u c a p t u r á . 5 Os soldados israelitas se abstinham de relações sexuais durante as campanhas militares. aceitando com humildade um papel secundário para si mesmo (16-18). • Nobe (1) O santuário central de Israel na época.l o ! " Davi transformou seu bando de foragidos numa força militar eficaz. que eu estenda a mão contra ele. O autor considera a morte de Nabal. pois é o ungido do SENHOR. podia se esconder. doze pães frescos eram colocados sobre o altar e os doze pães velhos eram retirados. Mas Saul ainda não estava satisfeito. Só com Elias o povo de Israel teria outro líder religioso d o mesmo nível de Samuel. n o hebraico. no hebraico. sentiu o terrível peso da responsabilidade. Mais tarde. Davi deixou os pais com o rei de Moabc. I S m 25: A b i g a i l i n t e r v é m O capítulo começa com a morte de Samuel. É notável que Jonatas reconheceu o direito de Davi ao trono. A água fresca que sai da fonte corre na ditecão do mar Morto. • Pão sagrado (4) A cada sábado. produzindo uma vegetação exuberante numa região que é .I e 2Samuel perfeição que o rei Aquis não teve dúvida nenhuma a respeito disso (veja também 27. 56 refletem os pensamentos de Davi nesta ocasião. • V. inóspita c deserta.

10-15). 6 Zeruia. rumo a Suném. que também haviam sido vítimas do ataque (14). F.39. O lamento p o r Saul e Jonatas é um dos poemas mais belos e comoventes que Davi compôs. Davi na verdade destruía cidades inimigas (8).'.1—28. não conhecia Davi. chegando perto d o acampamento inimigo em Suném. disfarçado. No entanto. numa viagem perigosa. I S m 27.10). descobriu que a mensagem de Samuel não havia mudado. Mais uma vez o rei Aquis foi redondamente enganado por Davi (veja 21. Em outras palavras. no entanto. Porém.. juntos na vida. voltaram a dar informações a respeito do paradeiro de Davi. sabia que Deus não precisava de sua ajuda para colocá-lo no trono.264 A história de Israel enquanto Samuel estava vivo. estes líderes militares causaram grande transtorno a Davi durante seu reinado (2Sm 3. recorrendo a uma médium. sendo este forçado a reconhecer seu erro. O autor de Crônicas considerou este relato da morte de Saul mais confiável que a história d o amalequita (2Sm 1.4-10). A sorte de Saul estava selada. não havia nada naquelas palavras que pudesse deixá-lo tranqüilo. para consultar a médium de En-Dor.31). 28.. mãe de Abisai. 11). p o u p a a vida d e Saul Os zifeus. juntos na morte! Eram mais rápidos do que as águias c mais fortes do que os leões. Sua tristeza pela perda d o rei parece ser completamente sincera e sua angústia com a perda de Jonatas. Davi tinha Saul em suas mãos. Os filisteus reuniram-se em Afeca. Este capítulo fala de acontecimentos anteriores aos do cap. 20. foram incluídos na repartição dos despojos. • V. meu irmãol" lamento de Davi em 2Sm 1. outra vez.3-25: S a u l c o n s u l t a uma médium Saul não recebia resposta de Deus (6). I S m 28. profunda e genuína. Davi não tinha motivo especial para amar essa gente. . que. Davi se esconde de Saul U Davi foge de Saul Q Davi leva seus pais Moabe por motivos <le seguAnça 1 1 esconderijo nu região montanhosa D Davi loee para a região dos filisteus AMALEQUITAS I S m 26: Davi. I S m 31: A ú l t i m a b a t a l h a d e Saul Veja também l C r 10. a exemplo do que havia ocorrido 2Sm1—20 "Síttií e Jónaíos. c assim Davi foi poupado do apuro de enfrentar seus próprios compatriotas no campo de batalha. fez o que sempre fora proibido em Israel (Lv 19. Fingindo atacar Israel e seus aliados (10). que eram pró-Saul. 26). Joabe e Asael. o que o levou a decretar a pena de morte não foi descriminação racial. Nada mais adequado do que ver o povo de Jabes resgatar os corpos de Saul e dos seus três filhos. sem deixar nenhum sobrevivente para denunciá-lo (11). No seu desespero. Se ele alterou os fatos esperando uma recompensa. I S m 2 9 : O s filisteus d e s c o n f i a m de Davi Os outros líderes filisteus eram menos ingénuos que Aquis.14. mas sua firme convicção de que a vida do rei era sagrada (14. Saiu à noite. veja I S m 24. embora ele próprio tivesse expulsado essa gente de seu território. Embora valentes. 2 S m 1: O l a m e n t o d e D a v i A narrativa da morte de Saul feita pelo amalequita difere d o registro em I S m 31. 18. E u choro por você.. I S m 30: A i n v a s ã o d o s amalequitas D a v i voltou n o momento oportuno e as informações dadas pelo escravo foram mais do que um lance de sorte. Tudo foi recuperado e Judá e Calebe.. Sem dúvida.26 INTUI) O reinado de Davi O reinado de Davi também é registrado em l C r 11—29. Ainda não haviam se deslocado para o Norte. era meio-irmã de Davi. meu irmão Jónalas. Macbeth teria considerado esta uma grande oportunidade para realizar seu intento! Davi. O povo de Jabes não havia esquecido o quanto deviam à primeira grande vitória de Saul (cap.23. Este pode ter adaptado o relato a seus próprios fins.2: A salvo e m território inimigo Davi refugiou-se pela segunda vez entre os filisteus. Depois que os amalequitas haviam saqueado a cidade de Ziclague (ISm 30).. pela segunda vez. O título hebraico do SI 54 faz conexão entre o salmo e este episódio.

• . purificações mágicas eram realizadas para obter sucesso na guerra. e as narrativas que apresentam os heróis bíblicos José e Daniel como sendo superiores a seus oponentes pagãos na transmissão de conhecimento provindo do âmbito espiritual (Gn 41 . que podem levar a tentativas ansiosas de alterar a realidade através de fórmulas mágicas. videntes costumavam analisar o fígado de animais. As mais instrutivas delas são: • o relato em que o rei Saul consulta uma médium. A gravura acima vem d a antiga Mesopotâmia. por exemplo. Infelizmente. boa parte do que podemos chamar de magia consistia em fórmulas e rituais para remover doenças e proteger contra influências malignas. Em alguns casos. ali. que bom número das maldições e dos feitiços que aparecem em tabuinhas escritas em grego e encontradas em várias partes do Mediterrâneo antigo tinha a intenção de prejudicar os inimigos de determinada pessoa. numa competição entre o poder do Deus de Israel e a mágica dos feiticeiros egípcios (Êx 7— 9). 1 -57. as práticas aqui descritas eram rotineiras entre os inimigos de Israel. Embora a diferença exata entre as técnicas dos mágicos egípcios e dos servos de Deus não fosse óbvia.4-33). relacionamentos e proteção contra infortúnios têm sido comuns em toda a história e em todas as sociedades conhecidas do mundo. Moisés e Arão serviam um Deus cujo objetivo último era livrar e salvar. 2. dois aspectos que aparecem no contexto desta história são esclarecedores: • enquanto os mágicosegípciosestavam a serviço de um regime que oprimia o povo de Deus. rituais ou práticas ocultas. O que distingue as práticas mágicas da autêntica profecia é a sua falibilidade (14-22). porém. como também é desaconselhada por exemplos encontrados em várias narrativas bíblicas. • nessa disputa. No livro de Êxodo. nem quem consulte os mortos" (10-11).I e 2Samuel 265 Magia no Antigo Testamento Todd Klutz Preocupações com saúde. aquele que é dado por Deus aos que o servem e o adoram.17-20. uma proibição total de qualquer prática que seja essencialmente mágica: "Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha. estas preocupações às vezes se transformam em obsessões nocivas. Além de estarem baseadas em desejos egocêntricos de controlar a realidade. nem encantador. Atitudes muitos semelhantes àquelas descritas em Ê X 7—9 podem ser encontradas em outras histórias do AT que envolvem magia. nem necromante. Acredilnva-se que espíriros o u demônios femininos amarrados (chamados "Liliths" nos textos araniuicos) atormentavam os homens e as mulheres. Fora d o AT e entre os antigos vizinhos dos israelitas. ao menos numa leitura superficial. nem prognosticados nem agoureiro.3-25). nas quais essas tentativas são avaliadas de forma totalmente negativa. os agentes humanos de Deus (Moisés e Arão) se opuseram aos "magos" do Egito. que relata como o Deus de Israel libertou o seu povo escolhido da escravi- dão no Egito. nem mágico. 4. Esta forma de reagir às dificuldades é retratada em várias passagens do AT. a magia pode ser considerada uma forma ilegítima de suprir uma necessidade legitima — a necessidade humana quase universal de ter comunhão com um mundo que está além daquilo que limita a existência diária. ou seja. embora a palavra "magia" não seja usada em Dt 18. e Dn 1. Com base nisto.913. nem adivinhador.1 -49. o poder e os propósitos do Deus de Moisés e Arão saíram claramente vitoriosos. A magia não só é proibida por mandamentos transmitidos aos israelitas. existe. para obter informação dos mortos (1 Sm 28. No miintln antigo. e por causa disto eram tabu. finanças. nem feiticeiro. na tentativa de prever acontecimentos fururos. Logo. a magia é representada nestas narrativas não só como sendo contrária à vontade de Deus. mas também inferior em força ao maior poder espiritual disponível. Por exemplo. E tudo indica. portanto. reputação.

A morte de Abner foi vantajosa para Davi. o óleo impedia que secassem e rachassem. Mas a ponta de sua lança era tão afiada que podia ficar cravada | no chão. Mas ele não contava com o ódio implacável de Joabe. 15. filho de Saul. Além do mais. • Minha esposa Mical. ARA) Isto é.. 2 S m 3: A b n e r f a z u m a c o r d o com Davi.5). na foto).13). provavelmente.20-27. o que. • Teve Saul u m a c o n c u b i n a (7) Normalmente o harém do rei passava para seu herdeiro. • O e s c u d o . • V.6 m de profundidade. Davi tomou a frente no luto nacional pela morte de Abner. incluía a tribo de Simeão) aclamou Davi como rei. a vingança de Joabe Isbosete não era em nada parecido com o seu pai. A s armas d e Saul foram colocadas num dos templos. práticas homossexuais eram proibidas em Israel ( L v 18. j a m a i s será u n g i d o c o m óleo (21 ) Os escudos eram de couro. e perdurados nas muralhas. H e b r o m foi a capital d e D a v i antes de ele conquistar J e r u s a l é m . Escavações revelaram uma cavidade de 11. A tentativa de resolver a questão com um combate entre dois grupos representativos em Gibeão (14) terminou sem resultado definido.22). Seus corpos foram trazidos para Bete-Seã (em primeiro plano. e juraram fidelidade a Isbosete. Durante dois anos a nação ficou dividida. a mancha do assassinato pennaneceu com ele por toda sua vida ( l R s 2. levaria a nação consigo. sobrinho de Davi e comandante de seu exercito.266 Saul e Jonatas foram monos pelos filisteus nos montes de Gilboa ( a o f u n d o . 4) seria a de Isbosete: ambas enfraqueceram o apoio à família de Saul.13-14. 13 O açude armazenava'a preciosa água da chuva. • A planície (29) O vale cio rio Jordão. e um desses pode ter sido aquele e m que ficou exposta a armadura d e Saul. . nunca lhe faltava. • C a b e ç a d e cão para J u d á (8. Sc transferisse seu apoio a Davi.. • Filhos d e Z e r u i a (18) Veja I S m 26. ííuínas d e templos foram encontradas em escavações arqueológicas. diga-se de passagem. 9) apesar de não haver menção de que tivesse esposa. na foto ao l a d o ) . Sabemos que Jonatas tinha um filho (cap. Apesar da declaração pública de inocência. 2 6 Essa era uma amizade singular que Davi valorizava mais que o amor de mulheres. "um daqueles miseráveis partidários de Davi. a ação de Abner equivalia a uma reivindicação do trono. • V. Esta vista aérea mostra o "túmulo de Abraão". ( 1 4 ) Veja I S m 18.20-23. e o golpe foi fatal. • O Livro d o J u s t o (18) Uma antologia que se perdeu (veja Js 10. assim como mais tarde (cap. e na seqüência houve guerra civil generalizada. . Abner mata Asael Apenas a tribo de Judá (que nesta época. As palavras não sugerem mais que amizade. Quem de fato mandava era Abner.22-28." • V. Diante disso.3 m de largura por 10. 21. As outras dez tribos seguiram a liderança de Abner. • A p o n t a d a lança (23) Abner não tinha a intenção de matar Asael. 9 A razão pela qual Deus tirou o trono de Saul fica clara em I S m 13. Compare com a ação de Absalão em 2Sm 16. . de Norte a Sul. 2 S m 2: G u e r r a c i v i l .6. comandante do exército de Saul. Rispa aparece novamente no cap. A história de Israel • No terceiro d i a (2) A distância entre Gilboa e Ziclague era de 160 km. Saul havia entregue a esposa de Davi a outro homem. • D ã a Berseba (10) O país inteiro.

Embora parte de Jerusalém tivesse sido destinada à tribo de Judá por ocasião da conquista ( J z 1. tinha uma história notável desde a época de Abraão e. Sua localização era central.H).18-20). fato este reconhecido por Saul (ISm 24. por Abner (2Sm 3. podia funcionar como pólo unificador das 12 tribos.8). Mas eles subestimaram Davi.63. .2). 2Sm 5: D a v i r e i n a e m J e r u s a l é m Veja também 1 Cr 11.ilógica d e D a v i 267 Boaz CO Rute l! Jessé Eliabe Abinadabe Siméia Natanael Radai Ozém DaviOÄL Zeruia Abigail Abiqail Ainoà Maaca Hagite Adonias Fniá L Bate-Seba (viúva delirias! y l a Qui eabe <? Daniel) Itreão Sefatias Abisai Joabe Asael Amnom Absalão Tamar I Salomão (+ Î outros filhos) • V.1 e 2Samuel \ r v o r f . I. por toda a nação (5. Ela ficou O s soldados dc Davi chegaram à cidadela de lenisaléni através .:rii<-. uni ninei que levava água di' unia fome externa para dentro d. 2Sm 4: I s b o s e t e é a s s a s s i n a d o Mais uma vez (veja 1. Deus lhe dera direito ao trono.1-9.21). Isbosete foi sepultado com honras e os dois assassinos foram executados e humilhados em público.9-10) c. a fortaleza como tal jamais havia sido tomada ( J s 15. 29 Um fluxo ("gonorréia") desqualificava o homem para o serviço religioso. 14. em função disso. O autor deixa claro que Davi não era usurpador.i cidade. Jerusalém era uma escolha excelente para a capital.1-16) os partidários de Davi foram completamente incapazes de entender sua atitude com relação a Saul c a família real. finalmente. " Q u e se apoie em muleta" (ARA) representa um texto hebraico que pode ser traduzido tamlxím por "que é capaz de fazer somente trabalho de mulher" (NTI. não estava ligada a nenhuma tribo cm particular. J z 1. Os jebuseus tinham motivo para se vangloriarem de que sua fortaleza podia ser defendida por uma guarnição de cegos c aleijados (6).

• Sião (7) Mais tarde. 2Sm 7 : A aliança de Deus c o m Davi Veja também l C r 17. 2 Antes disso. Jerusalem! denota Israel ¿ ¿ . mas não condenada. no território de Judá. As g u e r r a s de Davi veja l C r 13. Deus não permitiu que Davi realizasse seu sonho de construir o Templo: isto seria tarefa de seu filho. com o florescimento das artes e dos ofícios. que duraria "para sempre" (16). organizou e delegou tarefas relacionadas com o Templo. O reinado de H i r ã o foi um período áureo de expansão política e prosperidade comercial.C. • Milo (9) Parte das fortificações. rei de T i r o (11) Contemporâneo de Davi e Salomão ( l R s 5 ) . Conseqüentemente. Este capítulo antedata os acontecimentos do cap. ajuntou o material. uma dinastia. aproximadamente. ~ . Hela Confronto com Israel 1 ^ . Jerusalém / . Davi estivera em paz com os moabitas ( I S m 22. H i r ã o reinou de 979 a 945 a. . O anjo disse a Maria: "Deus. Davi podia não ter autorização para construir uma casa para Deus. embora não fique claro como Davi perguntava e como Deus respondia.3-4). um homem de paz c não um guerreiro ( l C r 22. inclusive música e adoração ( l C r 28. . por Nabucodonosor. . Sobre esta promessa se baseia a esperança que reaparece no restante do AT: a esperança de um Messias. sugeriu-se a possibilidade de que os moabitas mataram os pais de Davi. ..268 A história de Israel em poder do reino de Jndá até ser destruída. . E quando Cristo veio. • U z á . .4). Depois que os filisteus devolveram a arca ( I S m 4—6). mas Davi contribuiu em muito: fez os planos. Na tentativa seguinte. 23 Este versículo parece indicar u m rompimento no relacionamento.1).7-10). o Senhor. 2 S m 6: A a r c a é l e v a d a p a r a Jerusalém Veja também l C r 13. lhe dará o trono de Davi. Davi assumiu a culpa por não seguir as instruções de Moisés ( l C r 15. Sião tornou-se sinônimo de Jerusalém. 18-29). • V. • Vs. 15—16.2-5). Belém. 13 A poligamia de Davi e Salomão é registrada. fria e insensível à presença de Deus.6). ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó. Até o rei dançou de alegria. 17-19 Consultar a Deus parece ter sido algo bem natural na vida de Davi (veja 2. • Hirão.1). construirá (12-13) Salomão construiu ( l R s 5—7). . Mas a frustração de Davi foi seguida por uma promessa que foi muito alem de tudo que ele poderia pedir. não houve neto de Saul por intermédio de Mical que pudesse reivindicar o trono real.2-15). mas Deus construiria uma casa para ele. ela ficou em Quiriate-Jearim (Baalá.11-21. ou seja. • V .¿ '-y -\ t . levando-o a responder com uma notável oração de louv o r e agradecimento (vs. 7 (veja 7. Agora Davi a trouxe para sua nova capital. O porto de T i r o era a capital do reino fenício. Os artesãos de H i r ã o ajudaram a construir o Templo. • V . N T L H traduz p o r "o aterro que ficava no lado leste da cidade". 22. a promessa se cumpriu. 400 anos depois. segurou a arca (6) A arca era sagrada e nem os levitas podiam tocá-la. Ele nasceu na cidade natal de D a v i . Esse acontecimento foi celebrado com toda a exuberância do culto dos hebreus. • U m dos seus f i l h o s .-. Isto explica o castigo severo. e o seu reinado não terá fim" (Lc 1. seu pai. e era " d a casa e família de Davi" (Lc 2. As conseqüências para a vida familiar falam por si mesmas. Mais tarde. 2 S m 8: D i v e r s a s v i t ó r i a s d e D a v i Veja também l C r 18.fc<laanaim Gibeão \ B '3s Raba . o que torna difícil de entender o que aconteceu aqui. Apenas Mical ficou ornando de longe.32-33). os levitas carregaram a arca pelos cabos. //" • / ^ MOABITAS Henrorri EDOMITAS AMAtEQUITAS Campanhas contra i osedomitas .

• Vale do Sal ( 1 3 ) Provavelmente a região desabitada do grande vale que fica ao sul do mar Mono. alguém que sabia esperar o seu próprio futuro. Ele se tornou grande amigo de Jonatas. Tudo isto é unido numa narrativa extensa e maravilhosamente trabalhada. 9 Hamate é A m ã . Mical. 21 podem ter ocorrido antes d o que é relatado neste capítulo. Mas a tristeza de Davi foi instantânea e genuína.42).. As qualidades de Davi. • Queretitas. o jovem Davi passou a ter livre acesso à corte de Saul. ele não reagiu com ódio. na Síria. a inveja de Saul tornou impossível a sua permanência no palácio e ele passou a ser um fora-da-lei em sua própria terra. "por causa de Jonatas" (veja I S m 20. não há de que a convocação do rei amedrontou Meíibosete. O rei D a v i Os anos de declínio do reinado de Saul trouxeram o caos a Israel. Quando Saul e Jonatas morreram em Gilboa. Golias. Durante algum tempo. Quando . Mas fazia parte da grandeza do caráter de Davi que. o filho de Saul. somos informados sobre a unção secreta do futuro rei.. Isto dava duas razões para matar o mensageiro. atraente e talentoso.18). e seu lamento por Saul e Jonatas é um dos grandes poemas do AT. o próprio Davi era um tipo de rei-sacerdote (veja cap. Valente. 6 ) . Davi estava acertando as contas com os amalequitas em Ziclague. Ele devolveu a Davi David Barton Davi foi o segundo rei de Israel. Juventude No início. Neste caso. lando foi escolhido para ser rei. e casou com •vi era um jovem pastor de ovelhas que cuidava is rebanhos de seu pai nos arredores de Belém. Mas as intenções de Davi eram as melhores. a filha do rei. desconhecidas por sua família. Revela. no final. • Filhos de Davi eram sacerdotes (18) Embora não fosse de família sacerdotal. O jogo de gato e rato que aparece em ISm 24. mentindo sobre sua participação nos incidentes. Davi até se arriscou a viver entre os odiosos filisteus. • o estabelecimento de Jerusalém e da dinastia de Davi. • a rivalidade entre os dois reinos. igualmente. Muitas vezes somos atraídos a ele por suas lágrimas. 17 Foi Zadoque quem ungiu Salomão (lRs 1). A vida pública de Davi começou quando ele enfrentou o herói filisteu. um rei de Jerusalém que viveu muito tempo antes de Davi ( G n 14. Ele não devia fazer nada contra Saul. 26 mostra a lealdade de Davi a seu rei e sogro. 2 S m 9: A b o n d a d e d e D a v i p a r a c o m o filho aleijado de Jonatas Os acontecimentos narrados no cap. Israel eJudá. peletitas (18) Mercenários filisteus. Um dia Davi também precisaria deste mesmo respeito. vivendo na caverna de Adulão. ao norte de Damasco.1 e 2Samuel 269 • V. • V. Não deixa de ser irônico que foi um amalequita quem trouxe a notícia a Davi. da qual Davi emerge como personagem vivo. ganhando batalhas contra os filisteus e tocando a harpa para acalmar o humor cada vez mais azedo do rei. A coragem impulsiva e a confiança em Deus que ele demonstrou neste episódio seriam uma constante em sua vida. Por baixo da superfície do relato bíblico. foram reconhecidas por Deus e reveladas ao profeta Samuel. embora Saul tentasse matá-lo. a exemplo de Melquisedeque. Mas. porque era o rei ungido por Deus. é possível detectar diversas correntes: • o surgimento da monarquia diante da pressão dos filisteus. T e m p o s Difíceis Seguiu-se um período de dificuldades.

Esta vitória representa outra significativa ampliação do reino e do poder de Davi sobre as nações vizinhas. a i n d a é c h a m a d a ele "cáscala de Davi". Mas sem dúvida nações vizinhas olhavam com suspeita e tinham medo do poderoso rei de Israel. mesmo recebendo as refeições. importante para poder se tornar um poder independente. Somente mais tarde ele se tornaria rei de Israel. que estava nas mãos dos jebuseus. Mefibosete as terras que eram da família de Saul (7) e tratou o jovem como se fosse seu próprio filho (11). Davi começou a agir como um tirano. • Lo-Debar (4) No nono de Gileade. ele era o rei apenas da pequena tribo de Judá. A campanha descrita nos v s . Após seu adultério.i guerra foi Ha num. 10 Isto parece contraditório. e fez dela a sua capital. 2 S m 10: D a v i v e n c e a a l i a n ç a s i r o amonita Veja também I C r 19. o profeta Nata não o permitiu. Mas quando quis construir um templo para abrigar a arca. isto é. ele fez um plano para que o marido dela fosse morto na batalha. localizado entre as duas metades do seu reino. a sua dinastia. Ao levar a arca da aliança para Jerusalém. Em vez disso. ele admitiu seu duplo pecado. Agora ele podia ser imparcial. A bela cachoeira e m F n .3-8. Deus estabeleceria a "casa" de Davi. • Rabá (8.G e d i . perto de Jabes. Numa ação política astuta. capital da Jordânia. diante da repreensão do profeta Nata. na região onde D a v i ficou f o r a g i d o . no Sul. para expressar a sua profunda gratidão. Não . Seu próprio palácio refletia seu novo poder.270 A história de Israel Quem provocou . 16-18 pode ser aquela mencionada em 8. Mas de agora em diante a história passou a ser bem diferente do que havia sido antes. se voltou a Deus em oração. Ele viu Bate-Seba de longe e teve o desejo de possuí-la. Davi foi aclamado rei. ele se assegurou de que Jerusalém se tornaria tanto um centro religioso quanto político. Davi tomou a cidade de Jerusalém. mas estar na corte significava um aumento nos gastos. • V . maravilhado ante a extraordinária autoridade que havia adquirido. NTLH) Atualmente Amã. 0 que redimiu Davi nesse episódio foi que. Davi. e depois casou com Bate-Seba. Em meio à guerra. ai dar um tratamento vergonhoso aos mensageiros de Davi.

2 ) . Davi se impôs uma última vez. Davi aparece ao lado de Abraão e Moisés como um dos grandes arquitetos de Israel. incapaz de se manter aquecido. ele nunca vacilou. filho mimado de Davi. " o S E N H O R não gostou do que Davi tinha leito. sem juízos de valor. Davi ficou outra vez arrasado em sua angústia. Pois. em seu relato da vida de Davi. mais importante do que o seu trono. mas naquela primavera o rei decidiu não acompanhar as suas tropas. por mais fraco que estivesse. e lhe estendeu o perdão. Depois da sesta. Mas mesmo havendo perdão. e que a sua vitória se havia tornado em terrível perda. e Bate-Seba deu à luz Salomão. meu filho aconteceu depois — adultério e assassinato — foi um divisor de águas na vida de D a v i . Enquanto subia o monte das Oliveiras. O fio condutor que dá unidade a essa narrativa é a confiança que Davi tinha em Deus. O hábil estadista.S e b a 0 exército de D a v i guerreava os amonitas. entre elas a que tinha com Joabe. agora precisou ouvir que a sua tristeza era um insulto para os soldados que lhe haviam dado a vitória e o tinham salvado da morte certa. Colheita a m a r g a Davi se arrependeu. Aquilo que havia o que desculpar. Mas a valentia irresistível e a confiança do jovem Davi se perderam para sempre. no pátio interno de uma casa próxima ao palácio a deslumbrante Bate-Seba fazia o ritual mensal de purificação após a menstruação. Embora tudo parecesse correr de acordo com o planejado ( 2 7 ) . o rei morreu de velhice. o salmo do pastor. quando o clima j á era mais agradável.) • Joabe (1) Davi não havia feito nada contra Joabe pelo assassinato de Abner (cap. Percebemos sua ansiedade enquanto aguardava notícias do campo de batalha e se esforçava por descobrir a verdade na linguagem complicada daquele mensageiro. braço direito de Davi. desta vez sozinho. e Davi corria risco de vida. Ele convocou Salomão e fez com que fosse ungido rei em público. Absalão!" — revelam que a família era. Talvez seja por isso que suas lágrimas nos tocam tão profundamente. não há como evitar as conseqüências do seu erro.1 e 2Samuel 271 2Sm 11: D a v i c o m e t e a d u l t é r i o com B a t e . Davi estava passeando no terraço do palácio. Davi estava chorando. Dali. e do Davi que tinha o desejo de construir o templo. apesar do calor da bela Abisague. e nos tristes versículos seguintes vemos novamente a grandeza daquele homem. Nunca se sabe ao certo se o que ele faz deriva de uma lealdade cega ou de ambição pessoal. Daquele momento em diante ele só colheria os frutos amargos do seu pecado. Herói c o m os seus defeitos Como seria de esperar. seu sucessor. os últimos capítulos de 2Samuel são uma espécie de alívio. A disputa familiar se transformou em guerra civil. Davi está velho. Parte do poder da história de Davi reside no fato de que elà é contada. acertou algumas contas. O grande comandante cuja principal preocupação sempre fora seus soldados. Dele vieram idéias que ainda estão conosco. meu filho. Depois disso. Os títulos de muitos dos salmos fazem a conexão entre os mesmos e Davi: o mais famoso de todos é o SI 23. para ele. Agora elementos dissonantes. É uma história marcada por tramas e sub-tramas complexas. lembrando-nos do poeta Davi." ( É significativo que o C r o n i s t a não faz qualquer referência a esse episódio. O ciclo estava completo. Davi vive no paradoxo de pecado perdoado e um mundo de sofrimentos. em sua própria cama. como um verdadeiro patriarca. apesar de ser um herói com os seus defeitos. do comandante Davi. Pois. fugindo de seu filho. o assassino de Absalão. Veja também IO 11—29. não conseguiu estabelecer a paz e a ordem em sua própria família. MOMENTOS MARCANTES A unção — 1Sm 16 Davi e Golias — Í S m 17 O Lamento por Saul — 2 S m 1 A promessa de Deus — 2Sm 7 Bate-Seba — 2 S m 11—12 A rebelião de Absalão — 2 S m 15—18 Salomão é o sucessor e a morte de Davi — 1 Rs 1—2 . podia o l h a r para baixo e v e r o que se passava nas redondezas. Por isso Deus permaneceu ao lado dele. Passando por situações de pecado. De agora em diante ele começaria a colher frutos amargos. Além disso. Porém. crime e arrependimento. Parte do enredo destes capítulos tem a ver com o caráter ambíguo de Joabe. em 1Rs 1. Na cena final. notando que o rei está às portas da morte. 2Sm 13—18 registra a conspiração e rebelião de Absalão. que conseguiu trazer unidade política e religiosa a um grupo de tribos tão diferentes entre si. poucas palavras de profunda tristeza — "Meu filho Absalão. Então. quando Absalão foi morto. À sua volta a corte conspira. com todos os seus A história de Davi está em 1Sm 16— 1Rs 2. No entanto.

E. tomasse a cidade de Rabá/Amã (26-31). Durante todo esse tempo o exército de Davi estava em guerra contra os amonitas. Então. não tomou nenhuma atitude. 24) nasceu um menino (Salomão).) • P a g a r quatro vezes (6) Veja Êx 22. Amnom não estava pensando em casamento. talvez tivesse impedido tanto o assassinato quanto a revolta posterior. A historinha contada pelo profeta pegou Davi desprevenido e repentinamente Davi se viu como Deus o via. Três dos filhos de Davi foram assassinados. • V. Absalão apossou-se do harém de seu pai (2Sm 16.1-3.6). a quem "Deus amou" (24-25).5). Jerubaal tornou-se Jerubesete. embora furioso. 2 5 Supostamente Deus encarregou o profeta de dar u m nome ao menino para que Davi tivesse a certeza de que este filho não morreria.1. Ele estava disposto a passar por cima da lei no caso de um dos seus súditos.9). 11 O exército estava em guerra. em G n 34. E ainda não havia uma clara doutrina da ressurreição que pudesse confortálo naquele momento de dor. que significa 'Vergonha". Estava longe de casa. apesar da oração angustiada de Davi. conforme Lv 18.39). queria apenas satisfazer seu I desejo. • V. durante a sua revolta. e a regra era que os homens se abstivessem de relações sexuais. Davi casou com Bate-Seba. por meio de uma história bem simples com uma crítica final. Tudo parecia ter acabado bem. "Baal" era um nome pagão que os escribas mais tarde substituíram pela palavra "bosete" o u "besete". 2 S m 13: E s t u p r o n a f a m í l i a do rei Davi A o ficar sabendo do estupro de sua filha Tamar. Mcíibosete. à frente de suas tropas.11. 2 S m 12: A h i s t ó r i a a c u s a d o r a de Natã Urias foi morto na guerra. vivendo em tendas. a vingança e futura revolta de Absalão contra o seu pai. não revela como ela se sentiu em meio a tudo aquilo. o filho poderia ter sido considerado dele. Se Davi tivesse agido.22). o heteu (3) Urias integrava a guarda pessoal de Davi (23. aquele sórdido episódio foi trazido às claras. que era meioirmão da moça. Mas dois longos e frustrantes anos se passaram até que fosse admitidoà presença de seu pai. D a v i . O relacionamento entre os dois havia sofrido danos consideráveis. Neste caso. por que não fazê-lo il no caso do seu próprio herdeiro? Joabe conseguiu o que queria e Absalão voltou do exílio. a criança morreu. mas Davi foi castigado. o autor nos permite ver a agonia de Tamar. ( O relato do Cronista omite o estupro e a revolta de Absalão. 12). 17. Deus o perdoou. e logo nasceu um filho. • U m talento d e o u r o (30) Aquela coroa pesava mais de 30 kg (veja N T L H ) . precisassem de autorização especial). e. • Gesur (37) Absalão foi para a terra natal de sua mãe (2Sm 3. • Urias. pois da tristeza e do consolo (v. • V s . • Jerubesete (21) O mesmo que Jerubaal/ Gideão ( J z 9). Meribaal. • V. O poderoso rei mostra ser um pai (veja l R s 1. participando da guerra promovida pelo rei. 26 Seria essa cabeleira que acabaria | provocando a morte de Absalão (2Sm 18. A história do estupro de D i n á . (Veja também I C r 20. 2 S m 14: D a v i a b r e as p o r t a s para Absalão J o a b e venceu a resistência d o rei assim como Natã fizera (cap. Assim. O que ela tem a dizer é ouvido claramente. e ele não teria sido morto. logo. Joabe deixou tudo preparado para que Davi chegasse e. dois pelos seus próprios irmãos. e assim por diante.3).272 A história de Israel Joabe teria que provocar a morte de Urias por ordem do rei. Ela também não foi rejeitada. 24). Mas é possível que eleja suspeitasse do ocorrido.20 Discernir entre o bem e o mal pode ser equivalente a conhecer todas as coisas (compare G n 3. A mensagem para Davi era óbvia. Neste caso. • V. • V s . Desta vez o apelo foi para que o rei anulasse o dever do parente mais próximo de vingar seu parente assassinado. porem. E esta foi uma experiência humilhante para aquele rei (veja SI 51). teria ido para casa dormir com Bate-Seba. pelo valor que isso tem em si e / o u para explicar o ódio. mas o fez com pleito judicial inventado. ate que Natã chegou. 0 peso de duzentos siclos ( A R A ) equivale a mais j de 2 kg ( N T L H ) . 10-11 A profecia se cumpriu. A "impossibilidade" do v. Se Urias tivesse sido um homem menos escrupuloso. indo diretamente ao censo j do cap. praticado por A m n o m . . 13 Tamar pensava na possibilidade de um casamento (embora. Mas este não foi o fim do relacionamento com Bate-Seba. Isbaal tornou-se Isbosete. 2 diz respeito à cuidadosa reclusão de Tamar.

tudo aconteceu como Natã havia previsto (2Sm 12. assim.39-46). e. • Vs. traído como Davi. E Husai foi enviado de volta para enganar Aitofel. Mas o herdeiro escolhido p o r Davi era Salomão. lentamente ganhando a simpatia do povo. • Porta (2) Ali era feitos os negócios c resolvidas as questões legais (veja Rt 4. a leste do Jordão. 0 rei foi pego de surpresa. então. 2Sm 1 6 . A caminho do Jordão. A o tomar posse do harém de Davi. a morte do rei. 273 2Sm 15: O r e i f o g e d e J e r u s a l é m Amnom havia sido assassinado. o filho de Abigail morreu.1 e 2Samuel to público. Mas organizou uma rede de espionagem. 14b O autor indica a mensagem. H u s a i . conseguiu convencer Absalão de sua lealdade.30 Jesus.8: O r e i s a i v i t o r i o s o D a v i derrotou Absalão e aquela foi uma vitória que Deus lhe deu (18.28.1-12). uma guerra civil. • Amasa (25) Sua mãe Abigail era meia-irmã de Davi. com isso. evitando. As ordens de Joabe eram no sentido de poupar o filho de Davi. na região de Gileade. num episódio que lembra Js 2.11-12). Davi jamais se sentira tão desprezível (9-14). o que explica seu suicídio (23). ele estava no seu pior momento. Simei (5-8) via com sádico prazer a queda do homem que havia roubado o trono de sua família. Durante quatro anos Absalão arquitetou seu plano (1-6). passaria sua noite de angústia no monte das Oliveiras (Lc 22. Joabe era primo dele. Nenhum rei perdoaria tamanho insul- A rebelião de Absalão 2 S m 18. o desafio que isso representou para Davi foi extremamente sério. Absalão convenceria seus seguidores de que a reconciliação com seu pai era impossível. poderia . Q u a n d o o plano se tornou público (7-12). O que aconteceria em seguida dependia de Deus. finalmente. no território de J u d á . 20-23 dão um exemplo da estratégia política de Aitofel. A vontade de Deus se concretiza por meio de seres humanos até nos detalhes: Davi seria restaurado. e ganhar tempo.24-30). Mas Husai ganhou tempo para Davi com um plano que apelava à vaidade de Absalão (11-13). ou uma crise de consciência/ confiança por parte de Davi? • V. Assim. Mefibosete mais tarde negou as acusações feitas contra ele (2Sm 19. o u . mas ele era inteligente o suficiente para saber que apenas a morte do pretendente ao trono. Para salvar a cidade.2 3 : A b s a l ã o t e m relações c o m a s c o n c u b i n a s de D a v i De volta a Jerusalém (15-19). A advertência deu ao rei tempo suficiente para escapar e ser recebido. Jonatas e Aimaás (que estavam levando informações para Davi) escaparam de serem descobertos pela ação protetora de uma mulher (17-20). Absalão era o próximo na linha de sucessão ao trono. o mais sábio dos conselheiros de Davi.1 4 : A u x í l i o p a r a o r e i —e uma maldição 0 obsequioso Ziba (1-4) claramente tinha em vista os seus próprios interesses. 2 S m 17: O s u i c í d i o d e A i t o f e l O conselho de Aitofel era agir com rapidez e atacar somente o rei D a v i . Entrementes.1—19. com uma boa refeição que foi servida para ele e as pessoas que com ele estavam.31). 25-26 Isto era apenas submissão à vontade de Deus. quando Raabc salvou os dois espias. 1 . fugindo do seu próprio filho como fugira de Saul. • Aitofel (31) Avô de Bate-Seba. cujo conselho perspicaz poderia dar a vitória a Absalão. • Maanaim (27) Um cidade da tribo de Gadc. 1 5 . • Hebrom (7) A antiga capital de Davi. Aitofel teve a perspicácia de perceber quais seriam as prováveis conseqüências. 2Sm 1 6 . o agente de Davi. • V . ele deixou Jerusalém. Os vs.

As palavras duras de Joabe o trouxeram de volta à realidade e o salvaram do desastre político.27. quando sua própria posição estava ameaçada.17) U m montão de pedras indicava o lúmulo de um criminoso. Mas o caminho em linha reta que passava pelas colinas acabou sendo o caminho mais longo. tantas assim (14-22). 2. que apatete na loto abaixo (que é uma vista dc sudoeste). V s .23 Embora Davi tenha usado de misericórdia com Simei nesta ocasião. no final das contas. ali Abraio foi testado em sua lé. com a mesma rapidez que havia demonstrado ao matar Abner. 4. Eles morreram ainda jovens? • Aimaás e o etíope (18.8: grande tristeza e remorso (veja 12. A tentativa de Davi de conquistá-lo de volta.13) Foi irônico que o belo cabelo do j o v e m (14.274 A história de Israel resolver a questão. O beijo e o golpe de espada lembram a traição de Judas.9-43: O r e s c a l d o da revolta A tribo de Judá havia ficado do lado de Absalão.33—19. pela perda do comando.19-32) Joabe escolher o escravo sudanes/etíope para levar as más notícias. Mefibosetc.8-9). 2 S m 20: A r e v o l t a l i d e r a d a por Seba Apesar da afirmação no v. 20 e dividiria o reino após a morte de Salomão.dodeSabmác ausate A/C . Davi não perdoou Joabe pela morte de Absalão (veja 19. algumas pessoas estavam ansiosas em conquistar seu favor (Simei 16-22. • Pilha d e p e d r a s (18. Tn. 3 Estas eram as concubinas que Absalão havia tomado para si. e seu próprio sobrinho) no lugai de Joabe causou mais problemas (41-43. idade Velha í x t e n s » posterior Ja c dace e li.-:á-eãíolempionr. estendendose paia baixo. veja também lRs 2). Davi não esqueceu nem perdoou (veja l R s 2.. acabou chegando antes do escravo etíope (23). Davi estava na verdade castigando a lealdade e recompensando a rebelião. • N e n h u m f i l h o (18. sobre Simei e Barzilai. • V. cap. que foi pelo vale do Jordão. 40-43: a disputa entre os homens de Judá e as dez tribos causou uma divisão que aumentaria no cap. Agora que o rei havia retomado o poder. Jerusalém: a cidade de Davi 0 povoamento originai fitava no (Imo do mente. • V.1-4.. na «tire • (So da fome de Giom A ""pataúrma" no a::o do monte eia um lugar fácil de ser defendido e. o templo W erguido naquele local Segundo a uidifâo.5-14. veja 16. as pessoas que apoiaram Seba ativamente nesta rebelião não eram.18) Isto parece contradizer 14. Joabe matou Amasa (membro dc sua própria família).5-6). O rei naturalmente teria suposto (como fez em 27) que o filho d o sacerdote traria boas notícias. • Adonirão (24) Numa posição na qual se tem poucos amigos.9-12).11-16. veja 16. ele foi apedrejado até a morte no reinado do filho de Salomão. o local é ocupado por uma mesquita. 20). Mutoatual da .26) se enroscasse no carvalho e o tornasse uma vítima indefesa. mais tarde ele mandaria Salomão matá-lo ( l R s 2. A conseqüência para elas foi terrível. 2Sm 18. Em ambos os casos sua traição foi um infame.10) cegaram o rei para o efeito da sua conduta sobre o povo. mais tarde. guando Deus lhe pediu que sacrllicasse seu ptóprto fího Hoje. 2 S m 19. e Aimaás. 24-30. e a nomeação de Amasa (comandante do exército de Absalão. Joabe também poderá estar pensando no destino dos mensageiros anteriores (1.

texto hebraico não d i z se aqueles homens foram enforcados. Urias) foram substituídos por outros. • Elanã. N ã o se sabe ao certo o que havia de errado com a realização d o censo. o que concorda com l C r 20.1. Vs.] e 2Samuel > Vs. 2Sm 2 2 : O h i n o d e v i t ó r i a de D a v i Este cântico é praticamente idêntico ao SI 18. Em outras palavras. um final adequado para a vida d o rei que. filho de Jaaré-Oregim. Belém e r a a cidade natal de D a v i ) . matou o irmão de Golias". A chegada da chuva trouxe o fim da fome. e ajudou Davi a conquistar o trono ( l C r 12. 6 O. R.1). • V . explicitamente mencionada em l C r 21. O g r u p o provavelmente foi formad o e m Ziclague.. 0 relato dos vs.1. deixando Davi livre para agir. talvez ciente d e que seus leitores n ã o e n t e n d e r i a m c o m o Deus p r i m e i r o incitou D a v i a fazer o censo e depois o castigou p o r fazê-lo. l í d e r dos mercenários filisteus). 23-26 Impressiona o reduzido número de oficiais o u ministros de Davi. O Cronista ( l C r 21. líder d o g r u p o chamado " O s T r i n t a " . Outra possibilidade é que um novo herói havia tomado o nome daquele que foi morto por Davi. O texto parece ter problemas. 11. Saul aparentemente havia desrespeitado esse pacto (embora isso não seja mencionado em outro lugar).1-7: A s ú l t i m a s p a l a v r a s de Davi Estas podem ser as últimas palavras que o "cantor dos salmos de Israel" escreveu em forma de poesia (veja 1 Rs 2 para suas últimas ordens a Salomão). não era necessário explicar a tremenda importância da aquisição de Davi. foi "um homem segundo o coração de Deus". e Benaia ou Benaías. T a l v e z porque indicaria confiança nos n ú m e r o s . 21-25 contrastam com um conhecimento mais aprofundado de si mesmo que Davi passou a ter a partir d o episódio de Bate-Seba e Urias e que ele expressou no SI 51.17-25 (13-17.3-27. menciona Satanás como instigador. 2 S m 23. seguidos de uma lista de soldados famosos. 1-14 provavelmente aconteceu antes de Mefibosete ser recebido na corte real (cap.29-32). matou Golias (19) Isto parece conflitar com I S m 17. apesar dos estreitos laços de parentesco com os moradores da cidade ( l C r 8. 15-22 pertence ao período dos acontecimentos narrados em 2Sm 5. Mais de 30 nomes são citados.2). Ele pertence ao período das primeiras grandes vitórias de Davi. . A história do pacto de Israel com os gibeonitas é contada em Js 9.. Aquela era uma monarquia sem burocracia. 2Sm 21—24 Acontecimentos durante o reinado de Davi 2Sm 2 1 : O s g i b e o n i t a s são v i n g a d o s 0 que é relato nos vs. apesar d o que algumas traduções sugerem. Os vs.18—22. Depois aparecem as façanhas de dois líderes (Abisai. K. • Para que abençoem (3) Removendo assim a maldição que trouxera a fome.10).17-25. Harrison sugere que se deve ler: "Elanã. Asael. • V. e m lugar de confiança em Deus. Seus pensamentos estão centrados naquilo que constitui um bom rei. perto d o local onde Abraão esteve prestes a oferecer Isaque em sacrifício (2Cr 3. 8-25: Para os primeiros leitores. apesar de todas as suas falhas. de Belém.1. e da maldição. O Templo foi construído sobre aquela eira ou terreno de malhar cereais.8-39: A g u a r d a e s p e c i a l de Davi Depois d o relato das façanhas d o g r u p o chamado " O s T r ê s " e m sua luta contra os filisteus (8-12) aparece u m i n c i d e n t e d a c a m p a n h a d e s c r i t a e m 5. 2 S m 23. 16 Em vários momentos os escritores do AT afirmam que Deus se arrependeu ou resolveu não mais fazer determinada coisa (geralmente para adotar um procedimento mais misericordioso). e os que h a v i a m sido mortos ( p o r exemplo. > Pano de saco grosseiro para fazer um abrigo (10) Rispa deve ter ficado ali por cerca de seis meses. e pode ser comparado com o cântico de Moisés em Dt 32. 9). 2 S m 24: O c e n s o e a p r a g a Veja também l C r 21. Isso contrasta com o grande número de oficiais de Salomão ( l R s 4 ) . G n 22. na sua posição diante de Deus e na dinastia prometida. > Merabe (8) A filha de Saul que havia sido prometida a Davi como esposa.5.

Ele menciona várias das suas fontes (p. 1RS3—1I O reinado de Salomão 1Rs 12—2RS 25 Reis de Israel e Judá Histórias mais conhecidas ou passagens principais OJempío (1 Rs 5—8) A rainha de Sabá (lRs 10) A divisão do reino (lRs 12—14) Elias (IRs 17—19) Eliseu (2Rs 2—8) Há alguns problemas envolvendo datas e cronologia. Essa história nos leva do final do reinado de Davi e do período áureo de Salomão. Um elemento importante nessa história é o surgimento dos profetas. O autor desta coleção de histórias é desconhecido. mas não há fundamento real para isto.41. Assim.C). O registro começa com um reino estável e unido sob a liderança firme de um rei e termina com o colapso total e a deportação em massa para a Babilônia. • V . e veja l C r 22. após ter sido destruída pelos egípcios. cuja tarefa era chamar o povo de volta para Deus. dizem que o rei "não a conheceu". ativamente envolvido nos assuntos humanos. Diante da morte de seus três irmãos mais velhos. e à ação mais rápida ainda do velho rei D a v i . para ser lido do começo ao fim. 15. Adonias foi posio de lado. Salomão foi coroado rei. um dos principais sacerdotes. comandante do exército. 4 Versões mais antigas.1 E2REIS Reis (originalmente um livro. IRs 1—2 Quem será o sucessor do rei Davi? G e z c r foi nua das cidades reconstruídas e tonificadas por Salomão. graças à astúcia do profeta Natã.) e a destruição de Jerusalém (587 a. O desastre político e econômico tomou conta de Israel e Judá como conseqüência direta do enfraquecimento da moral e da religiosidade da nação. Resumo A história da nação desde o rei Salomão até o exílio. Os pilares de pedra faziam parte de um dos "ahos" da religião dos canancus. Ele escreveu seu registro como um único volume.C. e Abiatar.13. passando pela separação entre as tribos do Norte e do Sul que acabou dividindo o povo em dois reinos separados — Israel e Judá — até a queda de Samaria (722/1 a. Mas o trono fora prometido ao meio irmão dc Adonias Salomão (1. É uma história sombria. especialmente Elias e Eliseu.C. • A b i s a g u e (3) Ela era de Suném. Grande parte do material tem paralelos em Crônicas.9). IRs 11. Essas questões são discutidas em "Examinando a cronologia dos reis". não dois) dá continuidade à história de Israel. ex. inicialmente como co-regente de Davi. que ficava perto de Nazaré. Isto significa que ele "não a possuiu" ( A R A ) . como Almeida Revista e Corrigida. Adonias aparcnicmente era o herdeiro. 1 R s 1: A l u t a p e l o t r o n o O rei Davi já era idoso. "não teve relações (sexuais) com ela" (Mim. e o autor sabe muito bem qual o moral que ela transmite: Deus é o Senhor da história. Os pensamentos se voltavam para seu sucessor. quando o Templo foi construído. As vezes é identificada com a heroína de Cântico dos Cânticos. por volta de 550 a. resultavam paz e prosperidade. começando no ponto em que terminou 2Samuel e abrangendo os quatro séculos seguintes. . Quando o povo e seus líderes o buscavam e obedeciam às suas leis.31): registros oficiais da corte e coleções de histórias sobre os profetas. Ele provavelmente foi um profeta que viveu na Babilônia durante o exílio. Ele tinha o apoio dc Joabe.

16-28: " C o r t e m a c r i a n ç a viva pelo meio" Este caso extremamente difícil ilustra o dom da sabedoria que Deus havia dado a Salomão. Salomão obedeceu às instruções de seu pai (veja 2. 28) para descobrir a verdade. embora p o r razão justificável.1-15: " D á . 2Sm 12.20-23. quando Deus lhe apareceu num sonho oferecendo um presente que ele poderia escolher. sobre a família d e Eli (27) Veja I S m 2. no vale do Cedrom. • V. foi mantido em liberdade condicional em Jerusalém. Desta vez ele pagou caro pelo que poderia ter sido um pedido feito com leviandade.5-14. • H o l o c a u s t o s (4) Para sacrifícios em geral.4) e Joabe sofreu a morte violenta que causara a outros.27-36. • Giom (33) Uma fonte que ficava do lado de fora do muro oriental de Jerusalém. 1 Rs 3—11 O reinado glorioso de Salomão l R s 3. • Fonte de Rogel (9) Ficava na fronteira entre os territórios de Benjamim e Judá. 19. a posse do harém do predecessor era um dos elementos que dava direito ao trono (compare o gesto de Absalão. Salomão ordenou que ele fosse morto. inclusive duas prostitutas. • Anatote (26) Esta cidade ao noite de Jerusalém pertencia aos levitas.28-34).8-39. O incidente também mostra que o povo simples. A desonra de Abiatar deixou uma sensação duradoura de vergonha. Foi a escolha de um homem cujo coração era reto diante de Deus e. os sonhos de José e o dom de interpretação dado por Deus). Em outras palavras.3-12. apoiado pelo sacerdote Abiatar e pelo comandante Joabe. o sonho de Jacó. por exemplo.8-10. Veja 2Sm 16. • V. outro desordeiro em potencial. . a mensagem a Abraão em G n 20. 4. E seu reino desfrutaria de prosperidade econômica como nunca houvera antes. para que ficasse longe dos seus companheiros benjamitas. • Vs. Salomão estava oferecendo sacrifícios em Gibeão.31-39.2429. . sem qualquer transição. Sua fama se espalharia pelo mundo. • Queretitas e peletitas (38) Mercenários estrangeiros (filisteus). 2 Os "altos" (ARA) eram os antigos santuários cananeus (geralmente. era necessário discernimento especial da natureza humana ("sabedoria de Deus". assim. 2Sm 16). Salomão não devia se sentir obrigado pela promessa que Davi havia feito. 1).m e s a b e d o r i a " Veja também 2Cr 1.1-12: M o r r e o r e i D a v i Vendo a morte chegar.27-29. Ele pediu sabedoria para governar seu povo com justiça. Salomão ficaria famoso por seu sábio discernimento. • Barzilai (7) Veja 2Sm 17. Simei. no Oriente. Em pouco tempo. • Simei (8) Davi entendeu que a promessa que ele havia feito a Simei não seria transferida a Salomão. 2Sm 23. Salomão considerou isto uma segunda reivindicação do trono. G n 28. que seriam condenadas por profetas posteriores. cidade que ficava 10 km a noroeste de Jerusalém. Foi lá que nasceria.26-30. o profeta Jeremias. 5 Veja 2Sm 18.6-7.16-23. Natã. a adoração de Deus nestes lugares foi contaminada por grosseiras práticas pagãs. . nos quatro cantos do altar. Abiatar foi despedido e expulso (embora pareça ter sido readmitido. 7-8 Zadoque e Abiatar. • A Tenda ( 3 9 ) O local onde era guardada a arca da aliança. • Pontas do altar (50) Saliências em forma de chifre que ficavam na parte superior. Davi deu a Salomão as últimas instruções. Benaia. tinha acesso ao rei. • Joabe (5) Veja 2Sm 3. já que.12-15. N u m a situação em que se tinha a palavra de uma mulher contra a palavra de outra. já havia reivindicado o trono anteriormente (cap.I e 2Reis • V. ele recebeu mais do que pedira. v. veja 2Sm 15. 20. • O s o n h o (5) Na antiguidade acreditava-se que os sonhos tinham significado real e o A T registra vários sonhos nos quais Deus revela sua vontade (veja. Os valentes eram a guarda especial: 2Sm 23. localizados no alto dos montes) que passaram ao controle dos israelitas. 1 A "Cidade de D a v i " era a fortaleza do monte Sião. Veja também o artigo "Egito". • V. 19. l R s 3. Q u a n d o Simei violou sua condicional. lRs 2. • A p a l a v r a . mais tarde. lRs 2. 13 Essa promessa não está registrada em nenhum outro lugar. mas nem sempre. veja Lv 1—7. Depois de conselhos da mais alta importância (1-4) aparecem. instruções derivadas da sabedoria mundana e de moralidade dúbia (5-9).13-46: A o p o s i ç ã o é eliminada Adonias.

ARA) O "coro" era uma medida de capacidade. Salomão i n t r o d u z i u uma vasta burocracia para administrar seu reino.3 dá a dimensão do seu harém). Dividia-se em duas seções. poucas dessas árvore: imponentes. No v. não um edifício para abrigar grandes agrupamentos de pessoas. 1-6 Azarias era chefe da receita intentsi encarregado dos coletores dc impostos (er_ espécie). a o Norte (veja 2Sm 5. A palavr. mas ministros. que ele cxpress. Em tamanho o Templo era mais uma capela que uma catedral. com parte da seção interior separada do santuário por uma cortina. e dos lados ficavam salas que serviam dc armazém. Onde naquele tempo havia uma grande floresta. H ) . restam. • Coros (11.i grega biblos = livro (que resulta em "Bíblia") vem dc "Biblos". tal como eles. .A história de Israel destacados em sabedoria. Foi projetado para ser uma casa dc Deus. funcionários civis c servos domésticos.) O Templo media mais ou menos 27 m de comprimento.11). a cidade onde se fazia papel com o papiro que vinha do Egito. va. A corte incluía não só a família real (11. • Vs.5 de altura. • D e b a i x o d a sua videira e . d a sua figueira (25. • Cedros d o Líbano (6) "Líbano" era a cadeia de montanhas e esses cedros eram a melhoi madeira disponível. foi fortalecida através de um acordo comercial: H i r ã o suprirá a matéria prima para a construção do Templo em troca de alimentos. e Pv 10. U m coro de óleo equivalia a 48 galões. Biblos era famosa po: seus artesãos. (0 clima permitia que as pessoas se reunissem nos pátios ao redor do prédio nas épocas das festas.NTLH) l/>calizadajunto â costa. SI 72. l R s 5: P r e p a r a t i v o s para a construção do Templo Veja também 2Cr 2. 127.5 x 9 m. U m coro de trigo equivalia a uma carga de jumento. Não é de admirar que fosse necessária uma elaborada organização para manter isso em funcionamento (7-28). l R s 4: A s e r v i ç o d o s á b i o r e i Salomão E m c o i m a s t e com a s i m p l i c i d a d e da estrutura administrativa do rei D a v i . e devia chegar a vários milhares de pessoas. hoje. A amizade com o reino fenício de Tiro. por nove de largura e 13. O rei excedia seus contemporâneos mais . que são atribuídos: Salomão. após contínuo desmatamento.1—22. "amigo do rei" (ARA) signifcl "conselheiro particular do r e i " ( N T I . • Biblos (18. . 5. ARA) Um provérbio indicando condições! idílicas de paz e prosperidade. A N T L H diz "duas mil toneladas dc trigo e quatrocentos mil litros dc azeite de oliva puro".16). Na frente havia um pórtico que media 4. l R s 6: C o n s t r u i n d o o t e m p l o Veja também 2Cr 3. em provérbios e cânticost ditos baseados na vida natural e animal (veja por exemplo. uns 32 km ao norte de Beirute.

jri)m «inwiMiii ii Os pés do oficiante pisavam um chão A o d e c o r a r e m o T e m p l o . Aparentemente o pórtico de fenícios em marfim e bronze dos séculos anteriores e posteriores à época de entrada não tinha portas. a mesa dos pães da proposição. Luz adicional entrava por uma série de janelas no alto da parede. O terreno que Davi comprou para essa finalidade ficava onde hoje se encontra a mesquita de OmarfHaram es-Sherif"). os artífices d e S a l o m ã o usaram padrões semelhantes a esta escultura d e revestido com ouro. ex. Antes de subir os degraus para entrar no santuário. Isto é complementado pela evidência das descobertas arqueológicas. Era natural que um rei poderoso honrasse seu Deus desta forma. portas e rava com duas portas dobradiças na mobília revestidas de ouro. 0 templo de Salomão As descrições detalhadas em IRs 6-7 e 2Cr 3—4 dão um retrato quase completo do templo. Nas laterais da entrada havia duas colunas cuja função é desconhecida.1 e 2Reis 279 O templo de Salomão e suas reconstruções Allan Millard 0 grande desejo de Davi era construir um templo para Deus. a exemplo das demais paredes de madeira. posrerior. Uma série de depósitos em três andares cercava o Lugar Santíssimo e o Lugar Santo. É possível que houvesse portões que impediam Salomão. Mas o sacerdote se depa. Isto pode ter sido obra dos construtores fenícios que foram contratados por Salomão. em Hazor e Ras Shamra). entrada do Lugar Santo. A planta do tabernáculo foi ampliada pelo acréscimo de um pórtico. mas isto só viria a ser realidade no tempo de seu filho Salomão. Estas eram . e o tabernáculo existente proporcionava o padrão para um santuário centralizado. Neste recinto ele podia ver o altar do incenso. Mas esta era aberta apenas raramente. 3 m de altura) e o enorme somente para a cerimônia anual da tanque de bronze apoiado sobre os expiação. A crosta rochosa bem no centro talvez fosse o local onde ficava o altar dos holocaustos. o sacerdote em O T e m p l o foi c o n s t r u í d o c o m pedras e madeira de c e d r o t r a z i d a das florestas d o L í b a n o . A comparação com o templo de Ezequiel sugere que o prédio inteiro ficava numa plataforma elevada em relação ao nível do pátio. talvez de bronze para os sacrifícios (cerca de 10 m'. E se ele pudesse marfim q u e pertence a u m p e r í o d o u m p o u c o olhar para dentro no Lugar Santíssimo. e cinco pares de candelabros. sendo que os três cômodos resultantes formavam uma estrutura semelhante a alguns dos templos dos cananeus (p. e revestidas de ouro. Este bosque d e cedros é u m d o s poucos q u e ainda restam hoje no Líbano.. todo dourado. E os reis egípcios e babilôa passagem. este lhe apareceria todo reluzente de exercício teria que ter atravessado o ouro. em Jerusalém. passado ao lado do grande altar vés da porta de entrada. entalhadas com flores. palmeiras e querubins. feitas de madeira de cipreste. com a luz que penetrava atrapátio. Os motivos decorativos são bem conhecidos a partir dos entalhes doze touros.nios se orgulhavam de ornamentar seus templos com paredes.

C. .280 A história de Israel O templo de Salomão foi destruído por Nabucodonosor em 587 a. Grande parte das suas riquezas já havia sido tirada anteriormente e entregue como tributo a conquistadores estrangeiros que ameaçavam Judá.

Nada sobreviveu do primeiro templo. ossibilitandoanão-judeusfácil acesso ao recinto sagrado (Ne 13. pode ser parte da plataforma sobre a qual foi erguido o segundo templo. na Babilônia. . no templo de Herodes. e que o rei Herodes incorporou nos muros de sua construção. Ezequiel faz uma descrição minuciosa desse templo. no lado leste. C .4-9). com m& certeza. incluindo detalhes a respeito do pátio que não aparecem no relato da obra de Salomão. Este santuário jamais foi construído. feito d e bronze. W ficando o acesso ao pátio interior restripB to aos judeus.C. e m barcos fenícios. mas os exilados que retornaram por volta de 537 a. que remonta a 1200-1100 a . após alguma demora. O templo reconstruído O povo desanimado que se encontrava no exílio. era uma pálida imitação do templo de Salomão. O pouco que sabemos sobre ele mostra que seguia de perto a planta do templo anterior. O caráter cosmopolita da Jerusalém do período após o exílio trouxe dificuldades a Neemias.17-36). Foram e n c o n t r a d o s dois blocos de pedra contendo inscrições de advertência aos gentios: se passassem daquele ponto.1 e2Rás 281 A madeira a ser usada na construção d o T e m p l o foi transportada a o l o n g o d a costa. Isto provavelmen• te resultou na separação p de um pátio externo. completaram a reconstrução do antigo em 515 a. O altar d e incenso sobre rodas p o d e ter sido semelhante a este. foi consolado e animado com a visão que Ezequiel teve de um novo templo (Ez 40—44). Quanto ao esplendor.C. Mas um muro de pedra que se ergue no alto do vale do Cedrom. Essa B9 divisão existia. seria p o r sua própria conta e risco (veja também At 21.

os painéis de cedro entalhados e decorados. as paredes douradas.11—5.2-6).282 A história de Israel O rei Hirào. um grande salão forrado de cedro onde eram guardadas armas c taças de ouro (veja 10. a mesma nuvem brilhante que. e tudo estava concluído conforme planejado. Os vs.8). as criaturas cujas enormes asas douradas se estendiam de uma parede a outra do santuário (veja Êx 25. festa e alegria para todo o povo (65. Os vs. 11-13 destacam o motivo de tudo isso: Deus habitando no meio do seu povo.000 litros de água (23-26. Depois da oração veio a bênção (54-61). supcrvisou a fundição em bronze de duas colunas ornadas para a entrada do Templo (15-22. . 13-51: Hurã. l R s 7: C o n s t r u ç õ e s s u n t u o s a s p a r a Salomão. veja 2Cr 7 ) . depois da bênção. 2Cr 4. A oração de Salomão.2—7. mas num subterrâneo tão profundo que todo som era abafado. O número arredondado aqui (12 x 40) pode indicar 12 gerações em vez de um número preciso de anos. lembra a linguagem usada por Moisés. O s fenícios. o sacrifício (62-64). 1-12: Salomão construiu o Salão da Floresta do Líbano.15-17). de um enorme ianque com capacidade para quase 40. ao norte da terra de Israel. 2Cr 4. cobria a Tenda de Deus ( Ê x 40. Ele pediu que Deus ouvisse as orações e perdoasse o pecado do seu povo quando se voltasse para o Templo. Vs. • Quatrocentos e oitenta anos ( 1 ) O êxodo provavelmente ocorreu cerca de 300 anos antes de Salomão construir o Templo. e r a m marinheiros e desempenhavam um papel importante no comércio internacional. E todo o prédio d o Templo brilhou com a luz da presença de Deus.1). o artesão que Salomão trouxe de Tiro. veja também 2Cr 3. a Sala do Trono e palácios para si e para a filha do Faraó (sua rainha). • Não se ouvisse o barulho (7) Mesmo nesta fase o lugar era considerado santo. l R s 8: A g l ó r i a d e D e u s e n c h e o Templo Veja também 2Cr 5. que m o r a v a m nas cidades-esiado d e T i r o (foto) e S i d o m .21. Terminada a obra. de dez carretas para apoiar outros recipientes (27-39) e de vários itens menores de equipamento (40-50. bronze para o Templo Vs. Sete anos. Is 22.17. depois do sacrifício. a arca da aliança foi trazida da Cidade de Davi e instalada no Lugar Santíssimo. embora nenhum prédio na terra pudesse conter o Deus do céu. forneceu • Salomão materiais c artesãos para a construção d o Templo. pela casa real (23-26) e pelo povo (27-53). 15-36 nos descrevem as belas decorações. n o deserto. Provavelmente o palácio da filha do Faraó abrigava também o resto do harém. o Salão das Colunas.34-38). As pedras eram preparadas perto do local da construção.10. de T i r o .1820).

Assim. nos diz. Cavem aqui M e g i d o e G e z e r c o n f i r m a m a exatidão histórica ma cidade cananéia. Mas. segundo do três cidades: as escavações que Macalister havia a Bíblia.. Mas eu Quando escavamos sob o estrato — perceberam como havíamos che. na realidade. mas encontraram de Salomão.Por causa da passagem bíblica. lhante estruturalmente — mencionada naquela passagem no piso da área onde ficava ao portão descoberto muitos anos no livro de Reis. Ele escavara conheciam a Bíblia — quando li arídadede Salomão. copiamos a planta Para minha surpresa e alegria. foram reconstruídas por Gezer. Havia ali uma grossa camada de cinzas. Salomão. disto ele não era visível. com o fato de que era muito seme.Assim. é claro. Perto dali encon-foram encontrados portões que testar minha teoria. a Gezer. do a Salomão. Foram muito tramos o portão da cidade tinham exatamente a mesma estru.C. encontramos parede de casamata. Mas a Bíblia e vocês encontrarão uma sala.1 e 2Reis 283 As cidades fortificadas do rei Salomão Ao escavar a cidade perdida ou esquecida de Hazor. Megido feito ali." no primeiro volume descobri do portão de Megido antes de continuar a escavação. e um de seus objetivos era dida em cômodos. ChaNosso prestígio caiu muito. "A cidade baixa jamais foi 'Cavem aqui e vocês encontrarão A s ruínas da porta d a cidade d e Salomão e m reconstruída. Ficamos surpresos tura e as mesmas dimensões.que Salomão reconstruiu a É claro que. ficações e portões idênticos. foram encontradas fortie Hazor.publiquei um artigo sugerindo que gado a esta solução. uma área construída de uns 6 8 hectares.cautelosos. de cerâmica do século 10 a.' d o s relatos bíblicos. Aos pés da grande colina (ou tell).10)... em Megido e Hazor. e por causa novamente a passagem para eles a colina (o tell) propriamente. descobrimos este era. Isto se deve. o arqueólogo Yigael Yadin usou os textos bíblicos para ajudá-lo a recuperar sua história.um muro. decidi tirar da prateleira o relatóque é a época de Salomão. muito tempo atrás. que parecia idêntia nossos operários: . os operários que Na verdade. Assim.rio em três volumes sobre nas três cidades que.C. Marca. a maior cidade da Terra Santa que remonta ao tempo dos cananeus. então. sobre só metade do portão.o que Macalister classificou como planta de um castelo do período mos no chão e dissemos dos macabeus. mais antigo. a cidade que a Bíblia descreve como "capital de todos esses reinos" (Js 11. da ficava.? o portão encontraram peças atrás em Megido e também atribuí. mamos isto de parede mas o da Bílolia aumentou Uma expedição americana de casamata: parede dupla com como nunca.. E que a segunda metade do portão. mais importante ainda. ao fato de Salomão ter reconstruí.? pensaram que éramos adivinhos! co ao do nosso portão e da nossa No entanto. Os campos de hoje I l a z o r e as plantas baixas encontradas também e m apenas cobrem as ruínas da últi. Yadin desenterrou a cidade baixa. onde ram exatamente o que dissemos. provável evidência da destruição da cidade por Josué na segunda metade do século 13 a. quando encontraádade. e as fortificações de Salomão. o portão as fortificações de Salomão.. do Hebrew Union Collegefoi uma parede exterior e interior divi..dizer da terceira cidade — Gezer E. perto de Jerusalém.

1-13: Os casamentos de Salomão por interesse político sem dúvida contribuíram para a paz c segurança do país. veja mapa comercial em 2Crônicas). l R s 9. Os cananous que moravam na região proporcionavam trabalho escravo permanente.17 diz que todos os homens I judeus se reuniam para adorar na Páscoa/' Festa dos Pães Asmos. • Lhe for exigido que jure (31) Isto é. ao contrário dos templos pagãos. Vs. 1 • Trevas espessas (12.42). Mas o Templo de Israel.1-9: D e u s f a l a o u t r a v e z c o m Salomão Veja também 2Cr 7. Salomão ignorou isto e sofreu as conseqüências (cap. 2 5 Êx 23. Estas eram as três festas de peregrinação. Salomão teve problemas com a balança comercial. Ao contrário do povo da época de Cristo (Mt 12. o leste da África e até a índia. • Como. não tinha estátua para representar seu Deus. 26-28: Salomão foi o primeiro rei de Israel a criar uma marinha mercante. • V.27-28. 14 A N T L H diz 23. . embora Deus não tenha quebrado sua promessa de uma linhagem duradoura. • 6 0 0 sidos de o u r o (16. vinte cidades como garantia de um empréstimo. assim como estivera na Tenda ou Tabernáculo. 24-25). e acrescentou uma advertência (6-9). 11 Os navios de Hirão: Veja 9. A situação geográfica do país fazia dele um intermediário na compra e venda de carros do Egito e cavalos da Cilicia (Turquia.10-28: C o m é r c i o e t r a b a l h o forçado Veja também 2Cr 8. Veja mapa comercial e m 2Crônicas.1-14). que jure ser inocente (veja N T L H ) . • Ofir (28) Sugestões quanto à localização incluem o sul da Arábia. Veja "As cidades fortificadas do rei Salomão".. N ã o se sabe qual era o p o d e r cie compra do ouro naquele tempo. ele deu a Hirão..1-13: A r a i n h a d e S a b á visita Salomão Veja também 2Cr 9. 15-22: a mão-de-obra necessária para as obras de construção e defesa foi obtida de duas fontes. ARA) O u "micos" ( N T L H ) . de Tiro. ARA)/Entre nuvens escuras (NTLH) O Lugar Santíssimo (ou Santo dos Santos) não tinha janelas nem iluminação. • Três arráteis de ouro (17) Quase 2 kg (NTLH). Nesta ocasião (10-14). Vs.A história de Israel navios fizeram comércio com a Arábia e outra j locais mais distantes. • V.000 kg. • Madeira de sândalo ( 1 1 . ARA) O próprio Deus estava presente de fonna especial no Templo. Megido. Foi enorme o lucro que Salomão obteve por meio do comércio e dos impostos (inclusive um lucrativo comércio ligado ao turismo.1 2 ) Possivelmente o sândalo vermelho do Ceilão e da índia. Gezer (15) Salomão fortificot estas cidades. l R s 11: A d e c a d ê n c i a d e S a l o m ã o Vs. 11). se você deixar de me seguir" — Deus repetiu a promessa feita a Davi (3-5). l R s 10. em Gibeão (2) Ocasião em que Salomão recebeu o dom da sabedoria (lRs 3. I esta mulher estava disposta a fazer uma longa viagem para descobrir por si mesma a verdade s o b r e o que tinha ouvido. os israelitas foram recrutados para trabalho forçado temporário..13-28.. mas as esposas estrangeiras trouxeram consigo deuses estrangeiros (conforme advertência cm Ex 34. Mas o consumo também era alto. Seus l R s 10.16). Mesmo com toda a riqueza.14-29: R i q u e z a impressionante Veja também 2 C r 9. F. • Hazor. Relatos intrigantes a respeito da sabedoria I e do esplendor de Salomão fizeram com que I a rainha do lêmen fosse a Jerusalém. • Meu nome (16. • V.1-12. • Pavões (22.11-22 "Se você me servir. l R s 9. ARA) Quase 7 kg (NTLH). Primícias/Festa das Semanas (Pentecostes) e na Festa das Barracas (Tabernáculos).

E à medida que Israel se afastava cada vez mais da lei c da adoração a Deus. também contribuiu para isto). d i zo filho de Salomão Veja 2 C r 10. As tribos d o Norte encontraram um líder e portav o z em Jeroboão. Sem o vínculo religioso. t •••-¿¿••-. ritos de fertilidade.) Modelo de b r o n z e . servo d e Jeroboão". . também incluía a pequena tribo de Benjamim (12. t i r a d o d o original de jaspe. Porém. IRS 12—14 0 reino se divide em dois Nunca foi fácil manter as 12 tribos unidas. O segredo da unidade e força nacional sempre esteve no vínculo da adoração comum ao único Deus. ao Norte.J o r ã o em Israel c Josafá-Jeorão-Acazias e m J u d á a união foi temporariamente restabelecida por meio de uma aliança de casamento. A divisão foi permanente. Supostamente se tratavam de registros oficiais da corte. • História de S a l o m ã o (41 ) Obra desconhecida.1-24: " V o u s u r r á . 4 1 . A monarquia em si não substituía isto.29-31). A divisão d o rei no /. rei epovo naufragariam juntos. n o final. é repetida nos livros de Reis. e. l R s 12. No Sul houve dificuldades causadas pelo edomita Hadade (14-22. acabou sendo absorvida pelas grandes potências.1 e 2Reis 2S5 E Salomão n a velhice substituiu Deus pelos ídolos. (Trata-se de J e r o b o ã o I I . e dentro de suas próprias fronteiras havia Jeroboão (26-40). embora o reino d o Norte jamais conquistasse (como J u d á ) a estabilidade d e uma dinastia única. e se vocês e o seu rei o seguirem. com um 1 estado constante de guerra efetiva o u de guerra fria entre os reinos. • Vs. E m l R s 11. no Norte. • Uma t r i b o (13) O Reino de J u d á .4 3 Esta fórmula. Apenas nos r e i n a d o s de A c a b e . com pequenas variações. invejava o poder de Judá. rei d e Israel. especialmente. A história da nação relatada em Reis confirma isto. principalmente pela imposição de trabalhos forçados a seu próprio povo.7) O culto a esses deuses era abominação ("nojento") porque envolvia sacrifício de crianças. ARA) As tribos de Manasses e Efraim ( N T L H ) . Deus r e d u z i u o reino porque Salomão quebrara a aliança e desobedecera a seus mandamentos (embo- .l o s c o m correias".A c a z i a s . Disputas internas enfraqueceram ambos os reinos. A nação se tornou alvo de vizinhos mais poderosos. As outras dez tribos se separaram para formar o Reino de Israel.14-15). E interessante que o Cronista omite de seu registro os aspectos negativos d o reinado d e Salomão (veja 2Cr 9. M o l o q u e (Milcom). prostituição e práticas sexuais proibidas em Israel. Efraim. se obedecerem às suas ordens. ele ficará contra vocês e contra o seu rei" ( I S m 12. o homem destinado por Deus a reinar sobre as dez tribos separatistas após a morte de Salomão. .1—11. ao final de cada reinado. se não ouvirem o S E N H O R .13. . As tribos rebeldes proclamaram a sua independência c fizeram de Jeroboão o rei de Israel. . Q u e m o s (5. por Rezom de Damasco (23-25).4. Mas as negociações falharam diante da tática opressora de Roboão. ISRAEL Siquém ¡ "feiiuel ir HP S Jerusalém / / . a situação ficava cada vez pior. com a seguinte inscrição: "Pertencente a Sema. como Samuel havia previsto claramente por ocasião da coroação de Said: 'Tudo correrá bem para vocês se temerem o S E N H O R . E disto O "selo de Sema". • Astarote. 0 reinado de Salomão não era totalmente isento de problemas.'as / ^ \ * ra a má administração. história semelhante à de José).21). Salomão havia morrido e o rei agora era Roboão. E o povo trouxe as suas queixas. ao S u l . • Casa de José (28. um pecado que custaria a seu filho a maior parte de seu reino e dividiria a nação em duas. Já no tempo de Davi houve uma ameaça de divisão (2Sm 20).

14 (veja N T L H ) . aquele que fez Israd desviar-se pelo caminho do pecado contra Deus. por exemplo) eram chicotes com farpas usados para surrar os escravos. l R s 13: A v o z d o p r o f e t a Neste período crítico para Israel e Judá. 15 U m comentário do autor.000 (21) O número que parece exagerado. Assim. • A d o r ã o (18. para impedir que o povo p e r e g r i n a j e a Jerusalem. temendo que a visita a Jerusalém para as festas de peregrinação levasse seu povo a desertar. a adoração israelita tomou-se mais e mais depravada. que derrotou Koboâo e l e v o u embora o o u r o que havia n o Templo. 9 a . filho d o Faraó Sisaque.13. para o povo adorar (como Arão fizera desastrosamente após o êxodo do Egito). A morte do profeta foi um sinal para Jeroboão e Israel da severidade com que Deus lida com a desobediência.N aparece nesta gravação assíria em marfim. criou dois novos santuários no reino do noite. com o passar do tempo. n o extremo n o n e lio país. O profeta de Judá errou ao aceitar a palavra do velho profeta que estava em contradição com o que o próprio Deus lhe havia dito. 0 velho profeta de Betel fot m o n o por um leão. Suas ações incentivaram a idolatria e. 20 Veja 11.25-33: J e r o b o ã o r o m p e c o m o Templo Jerusalém fora o centro religioso do reino unido. • J o s i a s (2) O rei que iniciou a reforma mais completa cm Judá. proveniente d o palácio de N i i n r u d e (sec. • 180.286 A história de Israel U m dos sanmários 01 ix ¡dos por Jeroboão. Mas não há pessoa mais cega que aquela que não quer ver (33). • V. . U m a cena horripílame . l R s 12. C ) . 32 Isto era uma substimição da peregrinação da Festa dos Tabernáculos que começava no décimo quinto dia do sétimo mês. resultou a quase extinção da casa real de J u d á nas mãos da rainha Atália. • S e c o u ( 4 ) Ficou paralisado. Jeroboão. 5. A necessidade de discernir entre o que é verdade e o que é mentira é mais premente no caso daqueles que afirmam que falam em nome de Deus. O que o autor quer enfatizar é que é preciso ser obediente a Deus.los . 11 Os "escorpiões" que são mencionados em algumas versões ( A R A . ficava cm D à . Também criou um sacerdócio ilegal (não eram levitas) e fez bezerros. Para o autor de Reis. liste bracelete pode ter s i d o feito com o o u r o roubado d o Templo. Mas até um profeta mentiroso (18) às vezes fala (21-22) e reconhece a verdade (32). rei de Israel. Pertencia a Nemoreth. os símbolos da fertilidade. ele é sempre "o mau rei Jeroboão". o papel dos profetas foi vital. • V. • V.i . Jeroboão trouxe ruína e destruição a sua dinastia. ARA) O Adonirão de 4.6. Veja 2Rs 23. • V.

o texto indica claramente a duração do reinado de cada um deles. O sistema do ano da entronização não incluía nenhuma porção de um ano no total de anos do reinado do rei. A discrepância nos totais entre os dois reinos corresponde a um número maior de reis israelitas neste período.C. mas não foi incluída no esquem a normal da cronologia. Amazias e Azarias/Uzias.16-29). começava no mês de tisri • (setembro/outubro). e não ao rei em si (2Rs 18. em partes diferentes do reino. que governou como co-regente quando Uzias. as cronologias . desde o início até a morte desse rei. é preciso descontar um ano do reinado de cada rei. Outro exemplo diz respeito a Jotão. Israel usou o primeiro método e Judá. Problemas No entanto. também. Em certos casos. Por exemplo. algo bem plausível tendo-se em vista a doença grave de Ezequias.21-28). No entanto. também.21). quando o assassinato de Jorão e Acazias por Jeú tornou necessário mencionar Jeorão e Acazias de Judá (2Rs 8. Há. No sistema do ano antes da entronização. • Deve-se levar em consideração o fato de que o calendário de Judá. como quando Jeú assassinou Jorão de Israel e Acazias de Judá (2Rs 9. Porém. é possível que houvesse vários reis "governando" ao mesmo tempo. o reino do Norte. Manasses reinou de 687 a 642 a. certamente no p e r í o d o inicial. quando um acontecimento afetou simultaneamente os dois reinos. que normalmente só seriam mencionados após a morte de Jorão de Israel. A rainha Atália.C. Pistas Quatro fatores. Acaz e Ezequias. ao passo que. De acordo com 2Rs 21. enquanto em Israel começava no mês de nisã (março/abril). no entanto. Uma exceção está em 2Rs 8—9. o que se pode chamar de "pontos de controle". somando o tempo dos diferentes reis. Em Israel. Assim. para depois dedicarse aos soberanos do outro reino. parece haver dados suficientes sobre os reis de Israel e Judá para montar uma cronologia precisa. No período inicial da monarquia dividida. em Judá. Em outras palavras. ajudam muito na solução definitiva destes problemas. historicamente o período foi de cerca de 24 anos. Com a exceção de Saul. o período que vai de Roboão até a morte de Acazias é de95 anos.3). o número menor que se consegue alcançar é de 372 anos aproximadamente. Josafá e Jeorão.1). Ezequias) foi mais brilhante do que o pai (Acaz) e os acontecimentos foram datados por meio de referência ao co-regente. ficou leproso (2Cr 26. é de 98 anos. Está mais ou menos claro que Salomão morreu em 932 a. Levar em conta que existia esse costume permite que se reduza a duração de cada reinado e ajuda. o filho (por exemplo. No período que vai do golpe de Jeú até a queda de Samaria. seu pai. conforme o relato bíblico. tratando do reinado completo de um rei. O precedente para isto é encontrado no caso de Davi e Salomão. A porção do ano passada antes do primeiro ano completo do rei era considerada seu ano de entronização.17. enquanto o mesmo período em Israel. a soma dos reinados em Judá resulta em 1 6 5 anos. uma parte do ano era contada como um ano inteiro para o rei falecido e o restante do ano era contado como um ano inteiro para o seu sucessor. durante as últimas décadas de turbulência. Temos outra dificuldade com as datas aparentemente conflitantes da entronização de Jorão de Israel (2Rs 1. em Israel. e. após a divisão entre Israel e Judá. reinou durante seis anos (2Rs 11.C. A prática de co-regências significa que alguns reinados se "sobrepõem". cujos reinados começaram durante esse período. Por exemplo. O historiador integrou as cronologias de ambos os reinos. ele reinou 55 anos. que abafaram a tentativa de golpe de Adonias (1Rs 1). • Foram usados dois métodos diferentes de calcular a duração dos reinados: o método do "ano antes da entronização" e o método do "ano da entronização". Isto nos leva a supor uma coregência de 697 a 687. • Parâmetros externos Através de uma aplicação cuidadosa destes fatores. para se obter uma cronologia exata.1 e 2Reis 287 Examinando a cronologia dos reis Arthur Cundall À primeira vista.9-10). a interpretar os números bíblicos. 346 anos antes da queda de Jerusalém em 586 a. e Ezequias e Manasses. um exame mais detalhado revela problemas aparentes. que usurpou o trono. o mesmo período não passa de 144 anos. após a morte de Jeroboão II. Somando o tempo de reinado dos seis reis deste período chega-se à cifra de 41 anos e 7 meses. de Jeroboão à morte de Jorão.1. a morte de um rei significava que determinado ano era contado duas vezes. o começo do reinado de cada um é relacionado com o reinado do soberano do outro Estado. Outras co-regências geralmente aceitas são as de Asa e Josafá. 3. o segundo.

em 853 a. Como resultado. • ou a tomada de Samaria pelos assírios. o último rei de Judá. entre eles Israel. tais como: • a batalha de Qarqar. Foram preservadas listas notavelmente completas desses oficiais. já que combina com outros dados cronológicos. um oficial que exercia um cargo anual dava seu nome àquele ano especifico. com vistas à obtenção de uma cronologia absoluta e não só relativa.C. um número arredondado. Várias inscrições contemporâneas estão relacionadas com acontecimentos específicos. • o tributo que Jeú pagou a Salmaneserlll. Como a história bíblica e a história dos assírios convergem em vários pontos. abrangendo o período de 892 a 648 a. Mas não se sabe ao certo se o ano civil hebraico segue uniformemente o padrão babilónico. incluindo acontecimentos significativos durante o mandato de cada um. o período após 605 a. em 723 a.C. isto é. Os achados mais significativos são os seguintes: • As listas dos "limmu" ou epôni- mos assírios. descobertas arqueológicas permitiram que se fizessem progressos no processo de relacionar a cronologia resultante com os acontecimentos do mundo circunvizinho. Vinte e dois parece ser a alternativa mais aceitável. pode-se obter uma data precisa. a maioria dos estudiosos acredita que um número que indicava a dezena foi omitido.C. travada entre a Assíria e uma coalizão de Estados menores. No entanto.288 A história de Israel de Judá e Israel podem ser integradas.em 841 a. o que resulta numa diferença de um ano nas datas durante o reinado de Zedequias.C. nosso conhecimento das relações entre os dois reinos foi bastante ampliado. Estas tabuinhas tratam da história babilónica durante o periodo que vai de Ezequias à queda de Jerusalém e são de grande interesse para quem estuda os anos em que Judá esteve sujeita à Babilônia. provavelmente. Aplicando os princípios que norteiam as cronologias bíblicas e correlacionando-as com a cronologia fixa possibilitada pelo contato de Israel e Judá com as potências mundiais daquele tempo.C.1. podemos estabelecer uma cronologia bíblica absoluta com uma margem de erro de apenas um ano para a maior parte da monarquia. • .21 são. tais como o período dos Juízes. • A Crônica Babilónica. Já que "2" é o único número restante no texto hebraico de 1Sm 13. O reinado de Saul permanece uma exceção. Na Assíria. Os 40 anos que aparecem em At 13. Tais registros fornecem pontos de contato confiáveis que nos per- mitem datar os acontecimentos bíblicos.

em comparação.5—12. Quase todas as dacas que são fornecidas devem ser aproximações. embora alguns fossem 1Rs 15. é mencionado 18 vezes em Reis. foi um rei bom. > Sisaque (25) Este é Sheshonq. Asa contrata Ben-Hadade. mas deixando o corpo do profeta e o jumento intocados. de Damasco. para atacar Israel a pattir do norte (1 Rs 15|. • O c a s o d e Urias. Reinou durante 41 anos. t Histórias dos Reis (19) Não equivalem aos livros do Reis que estão na Bíblia.28 Reis de Israel e Judá As datas d o s reis d e J u d á nesta seção incluem vários períodos de co-regência entre . de 911 a 870 aproximadamente.3 1 : R o b o ã o . mas desviou a atenção de Baasa e deu a Asa algum tempo para melhorar as suas próprias defesas.1—16. como Davi fora. > Tirza (17) Capital de Israel na época de Baasa (15. abrange os reinados de três reis — Roboão. N o entanto. O autor não estava interessado na história política ou social: lealdade ou não a Deus e à verdadeira religião era a única medida do sucesso ou fracasso de um rei. pode enxergar o fingimento (5-6). rei de Israel. d e Judá M Zerá. fundador líbio da 22-' dinastia egípcia. a estranha cena do leão ao lado de sua caça. 21).29-39). 0 estado enfraquecido perdeu os tesouros do Templo na invasão do Faraó egípcio.13) Avó d c Asa. lRs 14. o heteu (5) Veja 2Sm 11. ainda na Idade Média. O reinado dc A s a . ao sul.29). principalmente no vale do Jordão. l R s 15. deixou claro que esse acontecimento tinha u m significado especial. ) Ao ser atacado por Baasa.25—16. todos os reis de Israel foram automaticamente maus.33). que (assim como o " O Livro da História dos Reis de Judá") não foi preservado. > O espalhará p a r a a l é m d o Eufrates (15) Israel foi levado ao exílio pela Assíria após a queda de Samaria (2Rs 17). • Maaca (10. Isto lhe custou toda a prata e o ouro de seu palácio e do Templo. Abias e Asa — no reino de Judá. Aqui. Asa. e o norte e o sul estavam constantemente em guerra. Asa o derrota em Maressa e o persegue até Gerar (2Cr14). o etíope. por não ter sido leal a Deus.1 e 2Reis 289 > U m leão (24) Leões podiam ser encontrados na Palestina. Aías previra a ascensão de Jeroboão (11. Também em Judá a religião pagã floresceu nos dias de Roboão (filho de uma das esposas estrangeiras de Salomão. invade )udá vindo do sul. > Só este d a r á e n t r a d a e m s e p u l t u r a (13) Todos os outros sofreriam morte violenta.1-24: A b i a s e A s a . em Israel. Egito. r e i d e J u d á (930-913) Veja2Cr 11. • R a m á (17) Ficava alguns quilômetros ao norte de Jerusalém.15. O Livro da História dos Reis de Israel. Segundo esta definição. Veja "Examinando a cronologia dos reis". reis d e Judá Veja 2Cr 13—16. quando é profeta verdadeiro. u m rei e seu predecessor. O autor de Reis define como bom um rei que promovia a adoração de Deus. A esposa de Jeroboão nem teve chance de fazer sua pergunta.28: Reis d e I s r a e l Segundo a definição d o autor de Reis (veja acima). o Senhor lançaria fora toda a dinastia de Jeroboão "como se lança fora o esterco" (veja 15. Ele deixou u m registro da sua campanha entalhado n u m templo em Karnak. o reinado de três anos de Abias (913-911 aproximadamente) foi mau (veja 2Cr 13).1-20: O v i d e n t e c e g o Até um profeta cego. l R s 15. 0 reinado de Jeroboão. Foi um "sinal" para Israel. A guerra com Israel continuou até que ele conseguiu persuadir a Síria a ficar do seu lado. 2 1 . e como mau um rei que se envolvia em práticas idólatras. lRs 1 4 .

Ele fundou uma nova dinastia e reinou durante 12 anos.2 8 Apesar da breve menção neste relato de Reis. O casamento do rei com a princesa Jezabel. Mais abaixo ainda existe uma torrente.26. • V .15-20: Zinri fundou uma nova dinastia de breve duração (885). Ttsbe Modn òtQuerite * Berseba Pata Horebe (Sinai) . Deus cuidou de Elias primeiramente por meio da natureza e depois por intermédio de uma pessoa da qual nada se poderia esperar. O cenário estava pronto para o surgimento de Elias eo início de um conflito clássico de "igreja versus estado". 2 1 . a Assíria referiu-se a Israel como " a terra de O n r i " . Portanto. Baal era adorado como um deus do clima que podia dar ou impedir a produção da terra. de forma repentina o profeta de Deus entra em cena. 15. que vivia n u m lugar que não tinha muito a oferecer. 16.29) Veja 14. Mas Jezabel era extremamente ligada a sua própria religião e persuadiu Acabe a fazer "o que era mau perante o S K N I lOR". formando uma aliança entre Israel e a vizinha Fenícia a o norte. 17-24: este é o primeiro registro na Bíblia a As viagens de Elias à ' Sarepta y f f w j ã ^ . coberto de pedras.25-26). • J e ú (16. • S e g u n d o a palavra d o S E N H O R (15.3. Deus também mostrou que cuida dos mais pobres dentre os pobres.1) U m profeta. assim como mostrara seu poder sobre os "deuses" do Egito por meio das pragas.29—2Rs 1 O Rei Acabe e o profeta Elias piores que outros. de Tiro. Durante os 150 anos seguintes. (Veja as palavras de Jesus em Lc 4. reinou durante dois anos (886-885) antes de ser assassinado por Zinri. Vs. trouxe força política e benefícios comerciais.8-14: seu sucessor. Nadabe (15. Psscs detalhes condizem com o local onde Klias enfrentou os profetas de Baal. em Israel (874-853) Do ponto de vista do autor. 16. um dos reis mais poderosos d e l R s 16. Elá. Deus provaria ao rei e ao povo que só ele tinha poder sobre o sol e a chuva. Fortificou Samaria e fez dela a sua nova capital. Depois de reinar p o r dois anos (910-909).i iicava bem no m e i o tio território que t i : considerado de Baal! Ao alimentar Elias dessa forma. cerca de 909-886 a.7: Baasa f u n d o u u m a n o v a dinastia e reinou sobre Israel durante 24 anos. l R s 17: Elias p r e v ê a seca Num período crítico. Ele cometeu suicídio ao ver que estava cercado pelas tropas de Onri. A história de Israel Israel. cerca de 885 a 874. 34 Veja Js 6. sem os quais nada cresceria. a vida religiosa em Israel atingiu seu pior momento durante os 22 anos do reinado de Acabe.10-13).29-34: O r e i A c a b e . A viúva era uma estrangeira que não tinha quem tomasse conta dela. 1Rs 16.290 Pouco abaixo do topo do mome Carmelo íica um anfueari-o nnrural. Elias ficaria conhecido como maior de todos os profetas (veja Mt 17.25-32) foi assassinado por Baasa.C. não o rei posterior. O n r i foi.33—16. d o ponto de vista político. e Sarept. • 1 6 . impondo ao povo a adoração d o deus fenício Melcartc (o "Baal" mencionado nestes capítulos).6-16.

d e u s d o t e m p o . não houve uma reforma religiosa profunda nem duradoura. de abril ao início de maio. • V. Agora Elias estava de volta. • V . Durante três anos ela fizera tudo em seu poder para eliminar a adoração a Deus em Israel ( 4 ) . 19 O Monte Carmelo. 46 Elias correu 27 km até o palácio de verão em Jczrccl. lRs 19: E l i a s f o g e para s a l v a r s u a v i d a 0 entusiasmo se acabou. 291 S e g u n d o o relato b í b l i c o . do outro lado do Jordão. lRs 18: O d e s a f i o d e E l i a s : Deus o u B a a l ? Jezabel era fanática por sua religião. Jezabel ainda queria 0 desafio de Elias aos profetas d e Bani foi feito n o próprio terreno deles: Baal ( f o t o a c i m a ) . • V. O povo gritou: " O SENHOR é Deus!" Os profetas de Baal foram mortos e a seca terminou. É uma história comovente também para o leitor. Mas apesar de tudo isto. faz parte de uma cadeia de montanhas que atinge 530 m de altura. Deus e n v i o u corvos para alimentar Elias j u n t o à torrente de Q u e n t e . . e trazia um desafio: vamos tirar isso a limpo e ver quem é Deus de verdade. que felizmente termina com uma impressionante confissão de fé vinda de uma pessoa que. Normalmente.21 Elias pode ter usado a respiração boca a boca. Gileade fica a nordeste. "Não cairá orvalho nem chuva": a razão para a seca era o pecado (veja Dt 11.1 e 2Reis de um morto que torna a viver. • V. de aparece tendo na m ã o u n i m a c h a d o e um raio. mas a reanimação veio em resposta à sua oração. tão incapaz de produzir fogo quanto de enviar a chuva necessária. O Deus de Israel era o Senhor vivo. antes da chegada de Elias. 1 O nome de Elias significa "meu Deus é Yah(weh)". novamente. Isto ate que a torrente secou. perto da atual Haifa e junto ao mar Mediterrâneo.17). espera-se que a chuva caia entre o final de outubro e o início de janeiro e. O desgaste físico e espiritual deixou Elias à beira da depressão. O fogo queimou a oferta encharcada. não apenas p o r u m método específico de ressuscitação. não conhecia nada sobre Deus. um conira 450. não deveria ter t i d o problemas para m a n d a r fogo! A q u i . do medo e da decepção. Baal se mostrou impotente.

. . Ele cometeu o mesmol erro de Saul. era a única mosca nessa sopa. não de forma espetacular. mas depois se desentenderam. ( N a tradução grega do AT. Veja a referencia dei Paulo a este episódio em Rm 11. tirando novo alento da comida e da água fornecidos por um anjo com um senso prático. Elias.2-5. o velho profeta do juízo. em silêncio. mas também os valesj estavam sob o domínio de Deus (28). Deus falou com Elias. A interal ção diplomática (2-9) é difícil de seguir. esquecendo que numa "guerríj santa" tudo precisa ser entregue a Deus eu sacrifício. c por isso Elias fugiu para o sul. No lugar em que se revelara a Moisés. o cap. ate o deserto c o Sinai (Monte H o r e b e ) . não o próprio pai. • Meu p a i .37. pelo número de testemunhas exigido por lei. Esta guerra deveria demonstrar que! não somente os montes. vinte e sete mil (29-30) 0< números parecem exageradamente altos. Enquanto seu marido tinha a reação típica de uma criança mimada. . A autocomiseração chegou ao fim. A herança de uma pessoa tinha que ser passada à geração . t e u p a i (34) Significa ancestral. ele tornou a ver as coisas na sua devida proporção. • RamoteCileade Jerusalém / Acabe e Josafá partem para tomar RamoteGüeade. Vejaf 22. Mas Elias falou a verdade (veja 22. t o d o s o s f i l h o s d e Israel (151 O exército israelita. 18 O número provavelmente é simbólico: 7 (da perfeição) x 1000. 2Rs 9. l R s 21: R o u b o e a s s a s s i n a t o — o rei Acabe é condenado Em Israel. matá-lo.) • Unja H a z a e l . acre- Guerras a Síria com SIRCA 1"ataque sirio» Israel. foi "ungido". K% 2' ataque sírio a Israel ^ " % / Israel derrota ' " . Eliseu (15-16) Elise. • C e m m i l .37. . o confisco ou a venda forçada de terras era ilegal. e o caminho à frente foi mapeado com clareza. Deus lhe deu um companheiro e sucessotl Eliseu. r • V . o único empecilho. chamado para tornar-se proferi pelo ato simbólico de Elias de jogar sua capai sobre ele.292 A história de Israel ditando que seu trabalho havia chegado ai fim. . C . Acabe poupou ii vida dc Ben lladade. confirmada. mas sáo derrotados pelos sírios (1 Rs 221 í JUDÁ \ (ß . Masi Ben-Hadade leve que retirar o que disse diante da vitória dupla dc Israel. . • T o d o o p o v o . mas cm meio ao silêncio. . que alimentou Elias durante a longa seca. c claro.o s sírios tf^y 7 . (Israel c Síria lutaram como aliados conül Salmanescr III da Assíria em Qarqar no ano dei 853 a . teria usado um forno destes pata fazer pão.30-37) e desta vez o rei pres- A viúva de Sarepla.. tramava a eliminação de Nabote. J e ú .seguinte.1-2). Ela só precisou inventar uma acusação de blasfêmia. e as terras do "criminoso" foram confiscadas. Elias se sentira terrivelmente solitário. . ela. A obra de Deus teria continuidade. mas isto viria a traz: problemas para Israel. Mas a unção de Hazael e Jeú foi feita por Eliseu (2Rs 8—9). Veja I observação sobre Ex 12. l R s 20: I s r a e l e Síria e m g u e r r a Ben-Hadade da Síria e os reis aliados de 3 2 1 cidades-estados atacaram Samaria. 19. 21 vecl depois do cap. Mas Jezabd | não estava nem um pouco preocupada comos direitos das outras pessoas.

lRs 2 2 . 4 1 .8 4 8 ) Veja 2Cr 17—20. • V.1—8. Atália. 2 Rs 2: Elias é l e v a d o a o c é u Parece que Elias tinha a intenção de enfrentar a sós esta última experiência. > Baal-Zebube(1. A mensagem era suficiente. Mas Eliseu ficou com ele até o fim d o caminho. N ã o são muitas as "correções" desse tipo de texto hebraico.3) Significa "senhor das moscas". Esta v i n h a se parece c o m a pequena 293 propriedade d e Nahote.1 e 2Reis tou atenção. d á uma idéia d o estilo d a tainha Jezabel.51—2Rs 1.5 0 : J o s a f á . . aliados contra a Síria. Estas palavras. filho de Josafá. como Deus dissera. foram inseridas no texto hebraico a partir de uma anotação marginal feita por algum escriba que confundiu Micaías com Miquéias. Micaías foi trazido ao rei e anunciou sua profecia fatal (uma única voz verdadeira contra 400). 1 .8 João Batista viria a usar roupas semelhantes a estas (Mc 1.6). rei d e J u d á ( 8 7 3 .18 Acazias. 28 " O u v i isto. A cena final — o redemoinho que leva o profeta para o céu e a visão que Eliseu teve de uma carruagem cie fogo e cavalos — se passou a leste do J o r d ã o . • Ele (o Senhor) resolveu (23) Aqui como em todo o A i . A vida de um homem excepcional chegou ao fim de uma forma extraordinária. que foi cobiçada pelo rei Acabe e acabaria sendo tirada d e Nabote pela rainha J e z a b e l . a leste d o J o r d ã o . e os estudiosos conseguem identificar todas elas. Ele não precisava impressionar sua audiência com roupas finas. A advertência foi ignorada. todos os povos". Jeorão. O IRs 22. mas nada pôde alterar a sentença do profeta. durante os quais Moabe conquistou a sua independência. Acazias consultou o deus filisteu após uma queda do terraço d o seu palácio e Elias pronunciou ojuízo de Deus sobre a idolatria do rei. Baalzebul. A vestimenta d o profeta era rústica c simples. Ruinas d o palácio d o rei Acabe no alto d a colina fortificada d c Samaria. Acabe não podia enganar a morte usando disfarces: morreu n o campo de batalha em Ramote-Gileade. temporariamente. 9—10. veja 2Cr 18). Josafá foi um rei "bom".2. 48 Veja caps.4 0 : O p r o f e t a p r e v ê a morte d o r e i Veja também 2Cr 18. 2Rs 2. Foram necessárias três escoltas militares para fazer com que Elias fosse ao r e i . Trata-se de um jogo de palavras depreciativo com o nome real do deus. casou-se com a filha de Acabe. rei de Israel (853-852) Acazias reinou dois anos. q u e é daquela época. • V. vós. A pedido de Josafá. Os fortes ventos que sopravam do norte podem ter lançado a frota contra as rochas. • 1. (Para profetas verdadeiros e falsos. ganhando uma suspensão de juízo durante sua vida. Israel e J u d á se tornaram. a vontade de Deus é vista como a causa imediata dos acontecimentos. cleduz-se que seja um acréscimo porque esse texto não aparece na Septuaginta. tiradas de M q 1.) lRs 2 2 . perto d o lugar onde Moisés morr e u . (Neste caso. Ele reinou durante 25 anos.15 Histórias de Eliseu Esta escultura d e marfim.

possivelmente para ressaltar que Deus havia escolhido Eliseu como verdadeiro sucessor do grande profeta. E m tempos mais antigos. • S á b a d o / F e s t a d a L u a Nova (23) Estas era ocasiões especiais de caráter religioso. Rira a nação. como os de Jesus. Portanto. V s . quando seria natural visitar um homem de Deus. ARA) A palavra hebraica traduzida por "rapazinhos" pode designar meninos ou rapazes de várias idades. u m laxante poderoso. . Eliseu. Eliseu pediu não o dobro do poder espiritual de Elias. 27 O sacrifício do filho do rei comovei os moabitas de tal forma ou chocou tanto o s israelitas que o ataque foi interrompido. delinqüentes daquele lugar que Insultaram o profeta e seu Deus. com seus sentidos estimulados pela música (um costume comum entre os profetas). • Q u e d o r d e c a b e ç a ! (19) A criança teve insolação. o fogo muitas vezes indica a presença de Deus. • Vs. como no Sinai. N T L H ) Durante a fome u m homem colheu colocíntidas. mas a porção que o marcaria como sucessor do profeta. O registro não está necessariamente em ordem cronológica. Uma expedição punitiva das forças aliadas de Israel. por intermédio dc profetas. como Elias. Os dois primeiros se assemelham aos de Elias ( I R s 17). Davi matou Golias desta forma. Israel também buscava a vontade de Deus antes da batalha. 11 No AT. Elias linha mais valor do que as suas forças armadas.294 A história de Israel reaparecimcnio de Elias na transfiguração de Jesus ( M l 17) enfatiza a posição singular deste homem entre todos os profetas de Deus. o filho mais velho. • Uns rapazinhos (23. ARA) Isto significa que ele era o assistente dc Elias. assumiu a sua tarefa imediatamente. e íoi curado. se comparado com os rios que havia e m sua terra. • V. mostram o cuidado de Deus pelas pessoas comuns e suas necessidades. giravam sobre a cabeça e depois arremessavam. • J e r i c ó . 1-7: a v i ú v a cujos filhos se tornariam escravos para pagar suas d í v i d a s .19 proibia o corte dc árvores frutíferas. ele se lavou nas águas do Jordão.6) 0 rio fica 5 km a leste da cidade. • Frutas a m a r g a s (39. • A l g u m profeta (11) Assim como as outras nações consultavam a vontade de seus deuses por meio de adivinhos. • Porção dobrada (9) Isto é. 2 R s 4: E l i s e u f a z m i l a g r e s Os milagres de Eliseu. bem como a vitória no campo de batalha. Judá e Edom contra Moabe foi posta em risco por causa da seca. . Mas. • C a r r o s d e Israel (12. muito. • V. A R A ) O defensor de Israel. • V. isso era feito através de sacerdotes. J o r d ã o (4. por orientação d e Eliseu. • Pães das primícias (42) Esta era uma oferia Naaniã. dizendo a ele que "subisse". Estes eram rapazes ( N T L H ) . 2Rs 3 : J o r ã o . A mulher não contou a seu marido que a criança estava morta. Eliseu. . prometeu um fim à seca. • A t i r a d o r e s d e f u n d a (25) tinham a habilidade de lançar pedras com as suas fundas que eles seguravam com a mão. o general sírio. 19-24 Estes milagres deixam claro para o leitor que Deus realmente deu poder a Eliseu. que herdava o duplo em relação aos outros. nem sempre pessoas de grande estatura espiritual. • Profetas (3) Grupos que possuíam dons extáticos. soltando uma das pontas. que ficou sozinho. 8). a porção que cabia ao herdeiro. r e i d e Israel (852-841) Jorão reinou 12 anos. achava que o rio J o r d ã o ( f o r o tirada na Galileia) era insignificante. nessa época. amargo e venenoso quando consumido em grandes quantidades. • Deitava á g u a sobreas mãos d e Elias (11. 38-44: a alimentação dos famintos. 19 Dt 20. 8-37: a mulher de Suném que não tinha filhos c que se mostrou muito hospitaleira em relação a Eliseu (sua história continua no cap.

O milagre de Eliseu foi apenas um ato de bondade. 7-15: Eliseu executou a tarefa que havia sido entregue a Elias ( l R s 19. Sua fome terrível fez deles os primeiros a descobrir a verdade sobre a previsão de Eliseu. e Naamã era comandante do exército inimigo. como muitas outras no A T e no N T . O exército sírio fugiu por pensar que reforços militares se aproximavam. ambos atingiram preços astronômicos. 17 Ele pegou o solo da terra do Deus de Israel porque na época acreditava-se que um deus só podia ser adorado na sua própria terra (veja as palavras de Davi em I S m 26. recorre ao assassinato para realizar uma previsão c assumir o trono.1-15: U m p e d i d o a o r e i . j Dota (13) 16 km ao norte de Samaria. como Macbeth. • 6.19 'Janelas no céu" parece ser uma referência a chuva.) O rei culpou Eliseu por haver dado o conselho de resistir e por haver prometido libertação (33).19). Ao invés de estar perdido ou sem saída (15). E então os ataques. • V. 1-7: o machado flutuante. Uma visita foi preparada através dos canais diplomáticos. • 7. "esterco de pomba" pode ser o nome de algum tipo de planta ou vegetal. retornou para 2951 SIRIA As v i a g e n s tte Eliseu /Eliseu (e a mulher de Stiném Monie Canudo'. 8-23: seu conselho ao rei (provavelmente. Ben-Hadade. 2Rs 5: A c u r a d o g e n e r a l s í r i o Esta história. 2 0 : A c a p i t a l d e I s r a e l é sitiada A paz conseguida por Eliseu (23) não durou muito. Eliseu os tinha na palma da sua mão enquanto os guiava para casa. Mas seus servos o persuadiram a tentar. a que Jesus se refere em Lc 4. 1 . algo real para aqueles que têm olhos para ver (17).25-27.\ O encontro tom Hazael de Damasco (2Rs8) - '.15). estes eram pesos. Durante a fome. alimento proibido. As instruções do profeta não foram nada do que Naamã esperava. também. Vs. o chefe do exército da Síria tornou-se seguidor do Deus de Israel.le2Reis normalmente feita para os sacerdotes no início da colheita. 2 4 — 7 . Sua confiança estava na proteção de Deus. ao invés de continuarem. leve de ser misericordioso. 2Rs 6 . Vs.2 3 : O e x é r c i t o d e D e u s protege E l i s e u Vs. Hazael. O rei. que dependiam de esmolas para comer. Profundamente impressionado com a cura e por Eliseu recusar o pagamento. . Isto explica a tradução da NTLH: "uma terrível doença de pele". 2Rs 6 . Jorão) mostrou que Eliseu era um verdadeiro profeta de Deus. • Talentos/sidos (5. 1 Várias doenças de pele são classificadas como "lepra" no AT. Uma j o v e m escrava israelita. 1-6: a segunda parte da história contada em 4. • 6. estavam em situação pior.2. previsão de Eliseu Vs.8-37. Os bosques densos do vale do Jordão eram uma boa fonte de madeira para a nova construção comunitária de que os profetas necessitavam.25 O jumento era um animal "impuro". mostra que o cuidado de Deus não se limita a Israel. A Síria freqüentemente estava em guerra com Israel. e ele foi curado. capturada num ataque à fronteira. A ganância deGeazi poderia ter arruinado tudo e teve de ser castigada. ARA) Ainda não existiam moedas naquele tempo.10. rei de Moabe (2Rs3| sitiar Samaria e o povo passou fome e teve que recorrer ao canibalismo.27. falou a sua patroa síria sobre o poder de Eliseu. Hoje a palavra se aplica apenas à hanseníase.30 Pano de saco ou roupa de pano grosseiro era usada para demonstrar tristeza e luto. 5. Dota Eliseu se envolve na marcha contra Mesa. • V. chegaram ao fim. 2Rs 8. Os leprosos. da Síria. ' (2Rs4) ( !'X \ \ I \ \ \ \. Ela pertence ao período anterior à lepra de Geazi. ( U m destino semelhante aguardava Jerusalém: Lm 4.

A história de Israel O Obelisco Negro Este texto no "Obelisco Negro". rei de Israel. taças de ouro. um cálice de ouro. estanho. ouro. W nu O Obelisco Negro é o único monumento descoberto aié hoje que mostra israelitas (abaixo) pagando tributo a um rei assírio. um vaso de ouro. jarros de ouro. uma lança". filho de tlumri (Onri). m . um cetro real. Esta parte da inscrição diz: Yaua (Jeú). menciona Jeú. que registra o triunfo do rei assírio Salmaneser III. " O tributo de Jeú. filho de OnrL Prata. O segundo painel deste lado mostra o rei ou seu representante em atitude de reverência diante do soberano assírio.

8 1 4 ) Eliseu desincumbiu-se da última missão que Elias lhe havia deixado ( l R s 19. Mas Hazael não estava disposto a esperar. guerras de Judá com Fdom e Israel SÍRIA RamoteGleade Q Jet] mata Jorão.1 e 2Reis 297 As defesas de Samaría. 1 6 . Cc Judá. r e i d e J u d á (853-841) Veja também 2Cr 21.2 4 : J e o r ã o . denota os edomias Q Joái. e. 2Rs 9: J e ú . Ele reinou oito anos mais uma co-regenda. Acazias. e aquele era o momento perfeito para o golpe de J e ú . finalmente. rei de Israel. o rei de Judá que estava com ele. a 65 km de distância. Este não perdeu tempo e matou Jorão. a rainha Jezabel. Jeorão foi um rei "mau". r e i d e I s r a e l p o r m e i o de u m g o l p e d e e s t a d o ( 8 4 1 .23). 11). denota Amarias. cumpriu-se a profecia de Elias ( l R s 21. Ele reinou durante um ano apenas. a invasão Síria. Assim.16). influenciado por sua esposa Atália. num tempo em que os exércitos de Israel e Judá defendiam Ramote Gileade contra o ataque da Síria. 2Rs 8 . Acazias foi o u t r o rei que abandonou o Senhor c seguiu seu próprio caminho. 2Rs 8. um pouco acima d o território circunvizinho.16—17. r e i d e J u d á ( 8 4 1 ) Veja também 2Cr 22.25-29: A c a z i a s . de Juiirt G a | e ' Bete-Semesl f / Ht» . de [srad. 2Rs 8. e nesse tempo revoltas bem-sucedidas de Edom (a sudeste) e Libna (na fronteira com os filisteus a sudoeste) enfraqueceram Judá. ptfMgiH ftnfffmi e continua ali* Samaria Q Ilazad invade Iwarl e Judá fcj Alturas.41 Reis de Israel e Judá até a queda de Samaria 0 autor volta à história dos reis que fora interrompida pelas histórias de Eliseu. O rei estava se recuperando dos ferimentos em JezreeI. ucupado por tropas sírias no tempo d o profeta Eliseu. > V. O golpe de Jeú. 10 O engano supostamente deveria dar ao rei uma falsa sensação de segurança e capacitar Hazael a tomar o trono com a morte dele. filha de Acabe e Jezabel (veja cap.

que o desafiava para uma batalha. . e nesse tempo Israel passou a ser dominado pelos sírios. Jeroboão I I . r a i n h a d e J u d á (841-835) Veja também 2Cr 22.25-26 para maiores detalhes). O desafio desastroso lançado a Jeoás trouxe as forças de Israel para dentro d e Jerusalém. • J e z a b e l . e os profetas. onde saquearam o Templo e outros tesouros. Sob a orientação de Joiada. permaneceram intactos e a lei de Deus foi negligenciada.10—23. • O e s p i n h e i r o d o s m o n t e s Líbano (9) A resposta de Jeoás ao desafio irrefletido d e Amazias. A monarquia constitucional foi restaurada e a lealdade a Deus reafirmada no juramento de uma nova aliança. sombra azul obtida do lápis-lazúli. sacerdotes e adoradores de Baal (18-27). A vitória sobre Edom subiulhe à cabeça. O profeta morreu.6. mãe de Acazias e filha de Acabe e Jezabel. de J u d á (835-796) Veja também 2Cr 24. mas os templos construídos em Betei e Dã por J e r o boão. Mas durante alguns anos o dinheiro destinado à restauração d o Templo ficou todo nas mãos dos sacerdotes i U m novo método de coleta foi esquematizado e teve início o trabalho de restauração. cochonilha moída servia de batom vermelho. Segundo o autor de Reis (por mais que o Cronista não esteja tão convencido disso). 1 .8-10.2 2 : A m a z i a s . A última previsão dc Eliseu. mas mesmo na morte seu corpo reteve poder dado por Deus (21).A história de Israel • A q u e l e louco (11) Pelo estado extático do homem os oficiais perceberam que ele era profeta. r e i d e Judá (796-767) Veja também 2Cr 25. • V. o território a leste do Jordão caiu nas mãos da Síria. Estes foram alguns dos anos mais sombrios da história da nação.000 carros d e Acabe. foi uma parábola sarcástica. 2 R s 10: O e x p u r g o f e i t o p o r J e ú O reinado de Jeú começou com um massacre no qual muita gente perdeu a vida: toda a família de Acabe (1-11. 2 6 Veja l R s 21. . • V .10-25: J e o á s . • C a m p o q u e havia s i d o d e N a b o t e (21) A vinha confiscada por Acabe ( l R s 21). que falava de vitória sobre a Síria. Também havia pós e uma variedade de perfumes e unguentos.23. A rainha Atália. Jcé foi um dos melhores reis de Judá. Houve guerra contra Judá.. 2 R s 1 4 . Eliseu. p o r i n t e r m é d i o d e Elias (36) l R s 21. Objetos ligados à adoração de Báal foram destruídos. pintou os olhos (30) Mesmo nesta época.. Durante seu reinado. • Zinri (31) Assassino do rei Elá. Outra conspiração contra Amazias resultou n a sua morte em Laquis.15-17). a maquiagem feminina era sofisticada: lápis preto para delinear os olhos.15. Por pouco a linhagem real dc Davi não foi exterminada. • No Livro d a Lei d e Moisés (6) Dt 24. 12 Será que neste Livro do Testemunho estavam contidas as "leis do reino" estabelecidas pelo profeta Samuel na época dos primeiros reis da nação ( I S m 10. O povo fez de Azarias o co-regente. • Vale d o Sal (7) A área ao sul do m a t Mono.17-19). da Assíria. OreiI foi morto p o r seus oficiais (veja também 2Ct| 24. AI Síria invadiu Judá e ameaçou Jerusalém. r e i d e Israel (798-782) Jeoás reinou 16 anos. • U m s a l v a d o r (5) Várias sugestões foram| feitas: Adade-Nirari. que resgatou Joás) liderou um golpe bem planejado e praticamente pacífico que colocou Joás no trono. Jeú reinou durante 28 anos. 1 .19. se cumpriu. O s| fundos necessários vinham de impostos (2ftl 24.12.11-16) e de ofertas voluntárias. começando uma nova dinastia. moral e religioso ( 2 C r 24. muitos da casa real de Judá (12-14). . que recebeu' tributos de Damasco e de Jeoás de Israel.16. apenas o pequeno Joás conseguiu escapar. reinou seis anos. • A palavra d o SENHOR. A m a z i a s foi u m r e i " b o m " que reinou durante 29 anos. l R s 16. Seu rein» do durou 40 anos. • Carros d e Israel (14) Veja 2. 1 Os últimos anos do reinado de Joás teste-1 munharam um declínio nos âmbitos político I (17-18).9 : J e o a c a z . e hena escarlate para pintar as unhas. • V. 7 Compare isso com os 2. O sacerdote Joiada (marido da princesa Jcoscba. 2 R s 13. 2 R s 1 3 . o primeiro rei de Israel.25)? 2Rs 12: R e s t a u r a ç ã o d o t e m p l o no reinado de Joás. r e i d e Israel (814-798) Jeoacaz reinou 17 anos. Joás fez um bom governo. Ex 30. 2 R s 11: A t á l i a .

7 1 6 ) pois foi assassinado por Menaém.32-38: J o t ã o . que j á estava enfraquecida. rei d e Israel. 5 V e j a i s 7.7 4 0 ) Veja também 2 C r 26. 1 . Vs. u m rei " b o m " . 23-26: Pecaías.1 e 2Reis > Elate (22) Trata-se de Eziom-Gcbcr. O porto havia caído nas mãos dos edomitas. reireinado (e sua co-regência) de 16 anos ele nou seis meses (753-752) e foi assassinado enfrentou oposição da Síria e de Israel. rei d e I s r a e l ( 7 9 3 . d o m i n a n d o o território desde o norte do Líbano (Hamate. O Templo foi despojado da prata e do nou durante dois anos e foi deposto num ouro para pagar os altos impostos exigidos golpe liderado por Peca. Vs. em 740. 8-12: Zacarias.7 5 3 ) Jeroboão I I r e i n o u d u r a n t e 41 anos. a nação entrou em decadência. Durante seu Vs. Sua política de opoo conselho de Isaías (Is 7). ereinou durante 20 anos (752-732). foi registrado por escribas. Is 7. filho de Jeroboão. Veja também 2Cr 28. reiao sul. está representado de Nimrude. de Edom e dos filisteus. 2Rs 1 5 . 2Cr 26. ao norte. caso se • V . > Jonas (25) Esta c a única menção ao profeta no AT fora do livro que leva seu nome. Derrotou a S í r i a . 17-22: Menaém fundou outra dinastia Acaz foi um dos piores reis de Judá.16-23). de Nimrude. 2Rs 15. Azarias. atual Hama na Síria) até o mar M o r t o (mar deArabá). na parede d o palácio . Uzias morreu" (Is 6). porque. o reinado de Jeroboão foi a calmaria antes da tempestade. Durannova.3 1 : O u t r o s r e i s d e I s r a e l (750-732) (753-732) J o t ã o foi u m rei piedoso. por Salum. pela Assíria em troca de ajuda. 13-16: Salum reinou apenas um mês.7 : A z a r i a s ( U z i a s ) . r e i n o u 52 anos. . O s profetas Amós ( A m 2. Teve muita força política. e de Israel. 27-31: Peca fundou uma nova dinastia profecias de Isaías datam deste período.te seu reinado e sua co-regência de 16 anos nou-se vassalo do poderoso Tiglate-Pileser III J u d á foi atacada de todos os lados: da Síria (Pui) da Assíria. Algumas das Vs. a opressão dos pobres e fracos. Vs. Acaz ignorou Menaém subiu ao trono. 8 . Peca foi assassinado p o r Oséias. Azarias foi um rei forte que derrotou os filisteus e árabes e fez de A m o m um estado vassalo. O profeta Isaías recebeu cm massa da população por parte de Tiglateo chamado de Deus " n o ano em que o rei Pileser. rei d e J u d á ( 7 9 1 .1. o rei assírio que i n v a d i u Israel. O t r i b u t o pago por Menaém. 7 Ao pedir ajuda à Assíria. ^ 299 / f 2Rs 1 4 . Tiglate-Pileser 111. mas foi recuperado pela vitória de Amazias. depois da morte dele. incluindo-se u m tempo em que foi co-regente. r e i d e J u d á 2Rs 1 5 . incluindo um período como co-regente. datar seu reinado desde o momento cm que • V .2 9 : J e r o b o ã o I I . 2 3 . r e i d e J u d á ( 7 3 5 . reinou durante 10 anos (752-742) c tor. Para Israel. filho de Menaém. que ficava na extremidade norte do golfo de Acaba e servia de base naval da frota de Salomão no mar Vermelho. c o m o mostra esre baixorelevo assírio que ilustra as conquistas d e Tiglate-Pileser 111. 2 R s 16: A c a z . 1 .6 em diante) e Oséias revelaram a corrupção que havia em Israel: extremos de riqueza e pobreza. Mas o o r g u l h o lhe trouxe um triste fim sição aos assírios resultou numa deportação (5.

Desta estranha mistura de religiões emergiu uma forma mais pura de adoração entre seus descendentes ( 4 1 ) . No decorrer de alguns anos. Isto I demonstra a facilidade com que um objeto I em si inocente pode ser usado de formal inadequada. 6 O povo foi deportado para a o norte e o leste da Mesopotâmia (Hala. Mas sua ostentação de que nem Deus poderia salvar J u d á da Assíria j selou o destino deles.V captura Samaria e kra os israelitas ao exílio junto a Habar e nas cidades dns medos (2Rs 17—18) R Senaqueribc ataca n cidades ton ficadas de Judá .10-16 provavelmente também se refere a ela. a Assíria r e p o v o o u a região com outros g r u pos étnicos que h a v i a m sido subjugados. entretanto. eram mestres em fazer guerra psicológica. • V. foram persona non grata para os judeus — veja J o 4 ) . falando em hebraico (e não em aramaico. 2Rs 18—25 Reis de Judá até a de Jerusalém queda 2Rs 18: E z e q u i a s (729-687).4-9. O destino de Israel foi considerado conseqüência direta da idolatria persistente. Reinou durante 29 anos. traz. o ú l t i m o r e i de Israel (732-723) Oséias reinou nove anos como vassalo da Assíria. remonta ao séc. Média). e mensageiros foram enviados a Ezequias (701 a . além de um período de co-regência. os samaritanos (que. Recusaram-se a ter uma conversa particular no gabinete de Ezequias e insistiram em fazer uma discussão cm público. Goza. C ) . d a desobediência à lei de Deus e do desprezo pelos profetas (7-18).C. com o scu estojo dourado. • Serpente de bronze (4) Veja N m 21. por incrível que pareça. Os três mais altos oficiais assírios (17. 8 a. Após lidar com Israel. As invasões assírias Tiglate-Pilcscr 1 1 1 invade Israel e dejxma o povo nu reinado de Peca (2Rs 15) 0 Salmaiiesc. o nome d o rei Oséias. foi sitiada.300 A história de Israel Este "selo de calcedonia". das práticas pagãs. Mas os problemas que tiveram que enfrentar foram atribuídos à sua incapacidade de aplacar o deus local. 2Rs 17: O s é i a s . depois que o mesmo j á serviij aos seus propósitos. Uma tentativa de obter apoio egípcio foi fatal: Samaria caiu após um terrível sítio de três anos e toda a população restante foi deportada. e um sacerdote israelita foi enviado de volta como missionário. cada um com sua própria religião. que era a língua diplomática). o que corresponde ao nordeste de Síria/Turquia e ao Irã. no reinado de Ezequias os assírios voltaram sua atenção à rebelde J u d á . que ficava na planície. Ezequias foi um dos melhores reis de Judá. Meteram medo no povo. para que todos entendessem. uns 50 km a sudoeste de Jerusalém. A invasão assíria Veja também 2Cr 29—32. que. até o período d o N T . Is 36 relata a invasão assíria e M q 1. Laquis.

9-23. Esperava-se que futuros reis lessem esses relatos. Enviou seu mensageiro para pagar tributo e mostrar sua submissão. camas de marfim. tudo de valioso. aríetes. 800 talentos de prata. cavalos. grandes blocos de cornalina. eu o prendi em Jerusalém. tem 37. Acaz e Ezequias. Jotão. marfim. junto ao Eufrates. as fortalezas. impus a eles outro pagamento como imposto pelo meu senhorio.150 pessoas. cadeiras de marfim. rei de Asdode. Quanto a ele mesmo. A Nínive. ele profetizou durante os reinados de Azarias ( U z i a s ) . Veja também o livro de Isaías. "Quanto a Ezequias de Judá. homens e mulheres. o que explica o fato de não mencionarem nenhuma derrota ou qualquer coisa ruim sobre o rei.5 cm de altura. sua cidade real. cantores. ele havia trazido 30 talentos de ouro. que havia trazido a Jerusalém. • Tiraca ( 9 ) O Faraó T i r a c a que era de descendência etíope o u sudanesa. As cidades dele que capturei eu separei de seu reino e as entreguei a Mitin- ti. e suas tropas. antimonio. Aquele Ezequias — o medo do meu esplendor real surpreendeu e ele e à elite. chamado de "Prisma de Taylor". Cerquei-o com postos de vigia e não deixei que saísse da cidade pelo portão. Era o comandante do exército. inúmeros bóis e ovelhas. • Goza (12) N o nordeste da Síria. » Libna (8) Dezesseis km ao nonc de Laquis. como reforços. e Sil-Bei. a infantaria. A crise revelou o que Ezequias tinha de melhor. jovens e velhos. soterrados nas fundações dos seus palácios. suas filhas. rei de Ecrom. 2Cr 32. e os considerei despojos de guerra. De acordo com Is 1. Fiz sair de lá 200. mulas. como um pássaro na gaiola. Era natural de Jerusalém. utilizando rampas de sítio. Deus respondeu sua oração e v i n dicou sua confiança. sua cidade real. minha cidade real. sitiei e conquistei 46 de suas cidades fortificadas. homens e mulheres. e assim reduzi seu território. jumentos. O Prisma de Senaqueribe 0 rei Senaqueribe da Assíria fez seu próprio registro sobre o ataque a Ezequias em prismas de argila como este. > Isaías (2) U m dos grandes profetas de Judá. ébano. B i a escultura 301 e m baixo-relevo mostra arqueiros e ftindeíros assírios. camelos. que não se submeteu a meu jugo. peles de elefante.1. pedras preciosas. e incontáveis vilarejos das redondezas. Este exemplo. Além dos pagamentos de tributo anteriores. Padi. Eden: cidade-estado araméia de Bit-Adini. desertaram. suas concubinas. mas ainda não tinha subido ao trono. abrindo brechas na muralha e escavando. rei de Gaza." .J e 2Ms 2Rs 1 9 : O r e i e o p r o f e t a Veja também Is 36—39. A profecia de Isaías se cumpriu e Jerusalém foi salva.

na época do rei Eze­ quias de Judá.302 A história de Israel O sítio de Laquis Em 701 a . O rei Senaqueribe registrou sua vitória nas paredes de seu palácio em Nínive. a cidade de Laquis. foi atacada e captura­ da pelos assírios. que ficavam uns 48 km a sudoeste de Jerusalém. . C .

(Samaria representa o reino do norte. U m livro da lei ( p r o v a v e l m e n t e uma cópia de D c u t e r o n ô mio) foi encontrado durante a restauração do Templo.21. Reinou 55 anos. > Uma p a s t a d e f i g o s (7) O tratamento rotineiro para úlceras e feridas naquela época.20-21). um homem leal a Deus e suas leis que p r o m o v e u uma profunda reforma religiosa.7. A possibilidade da morte d e i x o u Ezequias em prantos (veja também seu poema.1 8 Para o profeta que veio de J u d á e o profeta que veio de Betei.21-25. 2 0 Embora Josias tenha morrido na batalha (23. Jerusalém teria o mesmo destino de Samaria. A festa da Páscoa. Josias reinou 31 anos. Noadia ( N e 6. a esperança de vida após a morte era vaga. Depois de reinar durante dois anos. A leitura pública da lei de Deus foi seguida pela renovação da aliança com Deus (1-3). Jerusalém e a terra ainda estavam a salvo. 11 : "Fez a sombra voltar dez degraus na escadaria feita pelo rei Acaz". C o m as suas asas eles cobriam a arca da aliança que ficava no Lugar Santíssimo da Tenda o u do Templo de Deus. incorrendo nas sanções previstas em lei para tal deslealdade. J o s i a s morreu num conflito fútil com o Faraó N e c o . com a remoção dos objetos associados à adoração pagã (414). Esta é uma das várias histórias no A T em que Deus "muda de idéia". 1 . embaixada d a Babilônia Vs. > Meu a n z o l ( 2 8 . 1 6 . .10-17). • H u l d a (14) Outras profetisas mencionadas no A T são Miriã (Êx 15. e levou J u d á ao fundo do poço: uma degradação pior que a dos povos cananeus que os israelitas haviam destruído. veja l R s 13. O autor o descreve como o melhor dos reis de J u d á .) Muitas estatuetas d e cerâmica c o m o esta foram encontradas e m J u d á . possivelmente u m surto de peste bubônica. 13 Veja l R s 11. O j u l g a m e n t o de D e u s foi adiado.10-14). 2Rs 23. • V s . Veja também 2Cr 33.22. capital da Assíria. Mas a fidelidade do rei foi levada em consideração. voltou a ser celebrada (2123.1 e2Reis 303 > Querubins (15) Veja Ex 25. A limpeza se estendeu além de J u d á até o antigo território israelita (1520). 2Rs 2 1 .6 4 2 ) Manasses foi para J u d á o que o rei Acabe havia sido para Israel. 2Rs 2 1 .36. mas não revertido: o coração do p o v o não mudou com as reformas d o r e i . em resposta ao pedido da pessoa. assim como uma pessoa conduz um touro ou um cavalo. 1 9 . foi assassinado por seus próprios oficiais. 1-11: para o p o v o do AT. registrado cm Is 38. Veja 2Cr 32. veja 2 C r 3 5 ) . 2Rs 2 0 : A d o e n ç a d e E z e q u i a s . havia sido tomada pela B a b i l ô n i a (a potência emergente daquela época). o r e i b o m (640-609) Veja também 2Cr 34—35. ( C o m o teria ele se perdido dentro d o próprio Templo?) A sua leitura revelou q u e a nação h a v i a quebrado a aliança com Deus. Débora ( J z 4. que registra uma mudança completa de atitude antes do final da vida de Manasses (33. São exemplos das superstições que o rei Josias tentou erradicar com as suas reformas. Manasses adorava as estrelas (21. O s assírios colocavam argolas no nariz dos reis que aprisionavam.29-30). procurando aliados. O s profetas declaram o inevitável juízo de Deus. • V . e outras práticas p r o i b i d a s foram eliminadas (24-25).1-30: A s r e f o r m a s de Josias Josias não perdeu tempo e tratou de agir de acordo com a mensagem de Deus por intermédio da profetisa H u l d a .3).8 : M a n a s s e s ( 6 9 6 . decidindo ser mais tolerante.2 6 : A m o n i ( 6 4 2 . E Deus levou em conta a aflição do rei. que passava pela r e g i ã o p a r a se j u n t a r às forças da Assíria depois que N í n i v e . 12-19: nesta época a Babilônia era um pequeno estado ao sul da Assíria. > 0 a n j o d o SENHOR f o i (35) Não fica claro o que aconteceu. Então veio uma purificação dos lugares públicos.1-10). que h a v i a sido n e g l i g e n c i a d a . 2Rs 2 2 : J o s i a s . Is 37. • V. Tratava-se de uma escada usada como um tipo de relógio solar. Amom foi outro rei "mau". > V .9-20).6 4 0 ) Veja também 2 C r 33. A R A ) Deus o conduziria como um cativo humilhado. • V. parte do tempo como co-regente. 12 Estes eram altares pagãos. Isaías prevê seu futuro poder e o destino de Judá. Vs.

Pouco iinics d e N a b u c o d o n o s o r saquear a cidade d e Jerusalém.24-27). sitiou a cidade de Judá. no mês de quisleu." todos os líderes de J u d á . 34 A alteração do nome indicava sua sujeição ao rei egípcio. 2Rs 23. Reinou 11 anos.27-30 traz u m vislumbre de esperança.13-19. J e r u s a l é m foi submetida a um terrível sítio que d u r o u 18 meses. T o d o s . e repetidas advertências do profeta Jeremias.31-34: J e o a c a z (609) Veja também 2Cr 36.30: A q u e d a d e J e r u s a l é m . foram escritos sobre fragmentos d e cerâmica. e m 587 a . filho de J e o a q u i m . • V. e no segundo dia do mês de 2Rs 24. C . l e v a n d o c o n s i g o o profeta Jeremias ( J r 4 3 ) . Depois foi deportado para o Egito por Neco. mas depois aliou-se de novo ao Egito.35—24. e reinou só três meses. o rei deposto de J u d á . 2Rs 24. J r 37—39. Zedequias tent o u f u g i r para o s u l . Em 597. • 25. ele foi levado à Babilônia juntamente com os tesouros de Jerusalém e enviou à Babilônia. Judá continuou sendo vassala de Nabucodonosor durante três anos. foi solto da prisão c tratado com bondade. em 605. foi um rei "mau". Z e d e q u i a s (597-587) Veja também 2Cr 36.1 A data é janeiro de 588 a. Veja J r 22.10-11 para a mensagem do profeta sobre Jeoacaz. talvez o último a ser e n v i a d o . • Jeremias (31) Não o profeta. dos quais 18 foram encontrados n a torre j u n t o a o portão da cidade. A conquista de Jerusalém é descrita assim nesta tabuinha babilónica: "No sétimo ano. tendo marchado para a leira de Hatti. J o a q u i m . N u m desses. reinou só nomeou então um rei de sua escolha. M a s G e d a l i a s foi assassinado e o p o v o f u g i u para o Egito. um j o v e m oficial d e J u d á enviava relatórios a seu c o m a n d a n t e . O profeta Jeremias pronunciou o j u í z o de Deus sobre Joaquim ( J r 22. exceto os mais p o b r e s que f i c a r a m sob a autor i d a d e d o g o v e r n a d o r G e d a l i a s .11-21. filho de Josias. consta que eles estavam o b s e r v a n d o para vet se e n x e r g a v a m o sinal l u m i n o s o d a cidade. Veja J r 22. q u e estava e m l a q u i s . Isto resultou em mais ataques dos babilônios. 2Rs 23. A princípio sujeito ao Egito. Jeoacaz. e. Sob um n o v o rei na Babilônia. sendo pilhada e completamente d e s t r u í d a . recebeu três meses antes de ser deposto por Nabucoseu pesado tributo e (os) donosor.7: J e o a q u i m (609-597) Veja também 2 C r 36. mas foi capturado e l e v a d o para a B a b i l ô n i a . 2Rs 25.18—25. . foram l e v a d o s para o e x í l i o .304 A história de Israel Registro babilónico da queda de Jerusalém e m m a r ç o d e 597 a. A cidade caiu nas mãos d o exército b a b i l ô n i o .1-4. Jeoaquim sujeitou-se à Babilônia depois do Egito ser derrotado cm Carquemis. o filho de Josias. para escapar da i n e v i t á v e l ira dos babilônios.C. foi colocado no trono por Faraó Neco.5-8.9-10. e capturou o rei. Eliaquim. o rei babilónico reuniu suas tropas. Ele J o a q u i m .C.8-17: J o a q u i m (597) adar tomou a cidade Veja também 2Cr 36. O n o v o rei f a n t o c h e t a m b é m se rebelou. 35 anos depois. Esses relatórios. cujo nome foi mudado para Jeoaquim como sinal de sua sujeição.

também folheada a ouro. Desta forma. carregam caixas contendo tábuas com os Dez Mandamentos. o castigo que o povo merecia por desobedecer i lei de Deus era transferido para o animal. Mas estes e outros elementos judaicos em seus costumes são de origem mais recente. • 25. Era carregada diante do povo quando este se deslocava.C. estaria escondida numa igreja em Aksum. No dia da expiação. era conhecida como "propiciatório". Foi Neemias quem restaurou as muralhas da cidade. sangue do sacrifício era derramado sobre ela. considerada o "escabelo dos pés" de Deus. A arca era. C . feita para conter as duas tábuas da lei que Moisés havia trazido do alto do monte Sinai. Os cristãos etíopes. como sinal da presença de Deus. a exemplo do que acontecia com os termos de um tratado feito entre líderes humanos.C.16). Depois da época de Jeremias (veja Jr 3. Assim.4 Um dos que escaparam levou notícias da queda da cidade para Ezequiel. o filho de Salomão com a rainha de Sabá a teria levado para a Etiópia. Era mantida no santuário mais interior (Lugar Santíssimo) do tabernáculo e do templo. • 25. Não havia nenhuma arca nos templos posteriores (templos de Zorobabel e de Herodes). A tampa da arca. que já estava no exílio na Babilônia ( F z 33. a arca desapareceu. também. • 25. os termos da aliança — a lei — eram conservados no lugar sagrado. ou que o rei Josias a escondeu numa caverna que fica no subsolo de Jerusalém. Mas é assim que surgem as lendas! A tradição judaica diz que Jeremias a escondeu numa caverna no monte Nebo.2 587 a.9-10 O Templo seria reconstruído em 520-515 a . É provável que soldados babilónios a destruíram quando saquearam o templo em 586 a. após o retorno dos exilados judeus. supostamente. o lugar onde ele se encontrava com aqueles que o serviam.A arca perdida Alan Millard A arca da aliança era uma caixa de madeira folheada a ouro. ou seja. em Jerusalém. em suas procissões. aara simbolizar o arrependimento de Israel pelos pecados cometidos no ano anterior. . onde.21). Segundo uma lenda etíope.

N a d a b e 910-909 J e r o b o ã o l 928-910 Disputade Bios com osproletai J o r ã o 852-841 Acazias 853-852 Acabe 874-853 Davi!010-970 Divisão do reino 5/iesíiono (¡¡¡aquel do Cgito aloca lemsalém e remore os tesouros do A t á l i a 841-835 Acazias 841 Ezequias 7 J e o r ã o 853-841 Manasse 696-642 templo S a l o m ã o 970-928 J o s a f á 873-848 (OnStlUÇÔO do templo deleiuíalém Asa 911-870 Abias 913-911 R o b o ã o 928-913 A rainha Maliamata todoi da linhagem real deluda exceto um J o t ã o 74 0-73! Acaz 735-716 Azarias (Uriïl 791-740 Amazias796-7Í! JUDÁ Joás 835-796 .A historia de Israel Reis de Israel e Judá S Ruinas do palacio do rei Acabe no alio da colina fortificada de Samaria P r i m e i r o s reis d e Israel ISRAEL tliseu manda utigitkú O n r i 885-874 Z i n n 885 Z a c a r i a s 753-752 Jeroboãolin: Jeoás 798-782 J e o a c a z 814-798 J e ú 841-814 M e n a é m 752-7« SalumNI Peca 752-73! Elá 886-885 Baasa 909-886 Saul 1050-1010 Um barco da frota mercantil do rei.

a. do séc. não a data de autoria.1 e2Rás 30 O período de cada livro da Bíblia indica seu contexto histórico. caracterizado como um dragão Judá em exilio 0 retorno Descoberto do livio da lei —reforma religiosa de losias Ezequias 729-687 Zedequias 597-587 Joaquim 597 Jeoaquim 609-507 51S Quedada Babilônia nas mãos dos medos e persas: (iropeimite o retomodosjudeus 587Habacodtmosoi II destrói leiosaléme o íemplo—o maioria do povo deludá é levada ao exílio 597Itabucodoaosor II toma lerusolém — o rei loaqtilme o povo são exilados 605 Daniel e outros são le/odos ao catimro l m n S 7 1 6 Seaaqaeribe ataca kmsolém Josias 640-609 Amom 642-640 Jeoacaz609 . traz o nome do rei Oséias O deus babilonio Marduque.C. 414 100 Para o contexto geral veja: A história d o A n t i g o Testamento Para maiores detalhes veja: O s profetas e m seu contexto Wl Samaria é (tspstado pela Assíria -tmiomnodelsrael Este "selo de calcedonia". Datas sobrepostas indicam períodos de co-regência.

O Cronista escolheu seus temas para transmitir uma mensagem específica a seus leitores originais. e não fornecer estatísticas exatas. Esquecemos que. que é altamente seletiva? Como ele não nos conta isto. e sua obra faz A morte de Saul parte da série mais longa. Ele é um intérprete da história.3-14) e a mensagem de Deus a Salomão.1 E2CRÔNICAS À primeira vista. 1—9) focaliza as tribos do sul.37). Sua introdução (caps. No período . Os nomes também geralmente são grafados de forma diferente em Crônicas que nos livros anteriores e alguns sem dúvida são erros de cópia. ignorando o reino do norte completamente. realizando seus propósitos. o Cronista se preocupa menos com o que aconteceu e mais com o significado dos acontecimentos. Por causa disto ele se concentra nos reis da linhagem de Davi. é pedir para ser castigado. devemos tirar as conclusões com base em seu trabalho literário. Crônicas freqüentemente dá um número mais alto que seu correspondente em Samuel ou Reis. Provavelmente a intenção é enfatizar a grandeza de uma vitória dada por Deus.11-22). Essa história não devio se repetir nunca mais. Como em outros livros do AT (veja. • • • • Genealogias: Adão até após o exílio Essa gente precisava ser conectada come passado do povo. por exemplo. O povo havia e x p e r i m e n t a d o o j u í z o d e Deus n a destruição de Jerusalém e d o Templo e nos longos anos de exílio. Descreve como suas fontes vários registros da corte mencionados em Samuel e Reis. Mas por que esta nova narrativa? O que o Cronista tem em mente? O que está por trás da escolha do material que ele fez (ou eles fizeram. No cerne de seu registro está a promessa divina feita a Davi de uma dinastia duradoura (1 Cr 17. Josué. A nova comunidade não tinha rei: os sacerdotes eram seus líderes. lCr 1—9 (Ele deve ter escrito por volta de 400 (CrlO a. Desobedecer é brincar com fogo. especialmente: a a d o r a ç ã o v e r d a d e i r a (centrada no Templo) • e a realeza verdadeira (a linhagem de Davi). Números. Uma é a tendência do Cronista de "modernizar" ou seja. de acordo com seu propósito geral. O mundo antigo não se preocupava tanto com estatísticas exatas e ortografia padronizada. a história do povo de Israel desde a época dos juízes ao exílio. na nossa língua. Ela faz incursões por outros livros do AT. que são invenções relativamente recentes. notas sobre Êx 12. parece que os livros de Crônicas repetem de forma mais monótona e moralista o que já foi registrado nos livros de Samuel e Reis. CrônicasICr 11—29 O reinado de Davi Esdras-Neemias. Ele compartilha com os autores de Samuel e Reis a convicção de que a chave da paz e prosperidade da nação está na obediência a Deus. Judá e Benjamim. Ele espera que seus leitores conheçam esta história que ele abrevia. Os dois temas se unem em seu relato sobre Davi e Salomão.C. no qual se concentra muito mais no Templo do que em outros aspectos dos seus reinados. após sua oração na dedicação do Templo (2Cr 7. por exemplo. Para a maior parte de Crônicas (1Cr 10—2Cr 36) o autor se baseia em Samuel e Reis. descrever acontecimentos com palavras que o povo de sua própria época entenderia. e a tribo sacerdotal de Levi. Mas estes são.) Estes eram as 2Cr 1—9 pessoas que O reinado de Salomão voltaram do exílio para reconstruir 2Cr 10—36 Jerusalém sob O Reino de Judá Esdras e Neemias. Precisava conhecer a melhor maneira de restabelecer o culto de adoração. A razão disto é desconhecida. a ortografia padronizada se deve aos dicionários. principalmente Gênesis. e m parte. se esta não for obra de um único indivíduo). Precisava da garantia de q u e Deus ainda estava com eles. expande e modifica. problemas que nós mesmos criamos para nós. • Resumo História seletiva que se concentra na linhagem real de Judá. que se dedicava exclusivamente ao serviço de Deus. Rute e alguns dos Salmos. a saber. Os leitores de nossos dias têm suas dificuldades com os livros de Crônicas. Êxodo. Precisava lembrar que seu bem-estar futuro dependia da sua fidelidade a Deus. Embora obviamente interessado pelo passado. Mas ele também tem temas próprios. números citados geralmente parecera muito altos.

Veja Js 7. • Quelubai ( 2 . seria omitida completamente. 49.50) Isto é.1-10). de outra forma. G a d e (5. Cam e Sem.1-2: os doze filhos de Israel.C. por exemplo. • Acar (2 .26 Pui e Tiglate-Pileser são a mesma pessoa.1-23: mais clãs da tribo de Judá.19) Líder no retorno do exílio. fundador daquela da cidade (veja N T L H ) .16) O s três filhos de Zaruia ganham destaque na história de Davi (veja 2Sm 2—3 e outras passagens). Benjamim e Levi (veja introdução acima). Jeroboão I I .3) A q u i começam a aparecer os interesses especiais do Cronista. 9 . que focalizará a linhagem real de Davi e o Templo como centro de culto da nação. l C r 1. embora muitos nomes sejam grafados de forma um pouco diferente aqui.12-30. I C r 6: A t r i b o s a c e r d o t a l de Levi A linhagem dos sumo sacerdotes (1-15). a linhagem real (e. • E z e q u i a s (4. veja 2Rs 18—20. 8.1-9 para cidade de refúgio. De acordo com seu propósito. Isaque. do que ao restante. ancestrais de Davi. na qual o Cronista tem interesse especial (veja 2.3). • Tiglate-Pileser (5. • Judá (2.11-22).C. I C r 7: A s t r i b o s d o l a d o o e s t e do Jordão Issacar (1-5). As genealogias são importantes para o Cronista e para os seus leitores originais porque conectam aquelas pessoas com tudo que se realizou anteriormente no plano de Deus. Benjamim (6-12). • Filhos d e Z e r u i a (2. 10. algumas traduções acrescentam "que foi o pai de Samuel" após Elcana.26: S i m e ã o e as tribos d o l a d o leste d o J o r d ã o I C r 4. C . o Cronista dá mais atenção à família de Davi.24: J u d á : a l i n h a g e m r e a l I C r 2. descendentes de Noé através de Jafé. que. e sugeriu-se que os vs. e às tribos de J u d á . descendentes de Ismael e Esaú. ARA) Calebe ( N T L H ) .1-26: as duas tribos e meia que se estabeleceram a leste do rio J o r d ã o : Ruben (5. descendentes de A r ã o (49-53). (Isto não confere com o cap. 6. • J o a n a (3.] e 2Crônicas elisabetano.4) Veja G n 38. como algumas versões modernas deixam claro (veja N T L H ) . o nome "Shakespeare" podia ser grafado de várias maneiras e ninguém se importava com isto. • V. 2 7 A partir da Septuaginta.1) Veja G n 35.24-43: Simeão.S e b a (3. a grafia é Tiglate-Pilneser. A lista é derivada de Gênesis.23-24). (Isto não se reflete em algumas versões modernas que miiformizam a grafia dos nomes.3—3. I C r 2.28-54: Abraão.13) Segundo I S m 16—17. lista de cidade levíticas (54-81).2: D e A d ã o a t é I s r a e l (Jacó) e s e u s 12 f i l h o s l C r 1.J e a r i m (2. (veja 2Rs 15). no cap. • R u b e n (5.1-27: De Adão até Abrão. 750-732 a.17 Jotão.5) No texto hebraico a grafia é Bate-Sua. as famílias de Gérson.6. 12 é o final de uma lista perdida dc Dã. 5 7 Veja Js 20.) I C r 1. • V. oito filhos. • 5. • 5. famílias de cantores (31-48). I C r 4. Coate e M e r a r i (1630). que não era israelita embora tivesse sido adotado pela tribo de Judá. • B a t e . a Levi. A referência é ao profeta Samuel. e que o v. I C r 3.1-16: a dinastia de Davi até o exílio.1—2. I C r 2. a linhagem sacerdotal).7) Acã.22. A atenção se concentra no pai da nação. • E l i s a m a (3. • Sete filhos (2.5) No texto hebraico. Israel (Jacó). pois dá maior atenção e reserva muito mais espaço a J u d á . ARA) Elisua ( N T L H ) . • Tamar (2. Não têm a intenção de serem completas.24—5. • Pai d e Q u i r i a t e .3-4. I C r 4.15) Não foi rei de Judá. Não necessariamente o contemporâneo dc Josué. Também preparam o caminho para a história específica que ele quer contar. (veja 2Rs 14).17-24: a linhagem real do exílio em diante.3-55: os descendentes de J u d á . começando com o cap. 6-11 referem-se a Z e b u l o m . • Boaz (2. I C r 3. 793-753 a. I C r 5. • Z o r o b a b e l (3. ICrl— 9 De Adão até à volta do exílio As listas nestes capítulos fornecem apenas um esqueleto da genealogia.11) Veja Rt 2—4. • Levi (1) Note o espaço dado à tribo sacerdotal.) . e meia tribo de Manasses (5. Veja Esdras.41) Reinou de 729 a 687 a .

l C r 12. O s vs. ficava 8 km a noroeste de orgulho daquilo que Jerusalém. 22—29). os levitas (14-16). primeiro rei de Israel (da tribo de Benjamim.35-44: A l i n h a g e m d e Saul Esta lista. • V s . sua preocupação era com toda a nação como povo de Deus (as 12 tribos. C . que diz respeito ao século 6 a . l C r 10: O r e i S a u l m o r r e no campo de batalha Veja em 1 Sm 31. 8.9-10. a genealogia de Saul. ' • C a n t e m a Deus. atravessaram o rio Jordão durante a cheia. introduz a história que se inicia no capítulo seguinte. Veja nota I O 16. 3 Embora o Cronista não relate a história do reino do norte.35-40. ao SENHOR porque ele é bom. as pessoas encarregadas dos utensílios e do estoque (28-32) e os músicos (33).. se comparada com 2Samuel. relacionando as pessoas por tribo e família (3-9). Dêem graças de Saul que começa no cap. e descreve os guerreiros de Gadc que. omitindo o adultério de Davi com Bate-Seba. o Santo Deus tem feito. l C r 9. e o seu amor dura • V s . sendo que as duas representam as demais). Conta como os próprios parentes de Saul passaram para o lado dele. o estupro de Tamai e a dissensão familiar que culminou na rebelião de Absalão. l C r 11—12: D a v i é coroado rei Veja2Sm 5. 1Cr 1 1 — 29 O reinado de Davi A história do reinado de Davi ocupa o restante de lCrônicas. também é verdade que ele acrescenta detalhes ao que sabemos de outros livros. . não apenas duas). a cidade de Davi. cantem louvores a ele. • " P o r isso. governado pela linhagem de Davi) juntamente com Efraim e Manasses (as duas mais importantes dentre as dez tribos do norte que se separaram. 0 Cronista enfatiza o apoio que toda a nação deu a Davi.10-47: a guarda especial de Davi (veja 2Sm 23. Para o Cronista. Mas se o Cronista omite. Este capítulo não tem paralelo. • V. apresentados a Deus e colocados numa mesa especial no Templo. A história da ascensão e queda de Saul é contada a partir de I S m 9. cidade que os filisteus lhe concederam como base. Efraim (20-29). um para cada tribo. 10. de tão ansiosos para se juntarem a Davi. 29-40). foi por causa da ação do Deus onipotente.8-39). ligada ao registro da morte StNHORl. • V. Ele enfatiza a recolonização de Jerusalém (3). l C r 11. O Cronista quer enfatizar continuidade: esta é a história dos próprios exilados.4-9). a história da monarquia começa com Davi. os sacerdotes (10-13). a meia tribo de Manasses (14-19). 3 3 . menciona Benjamim e J u d á (o reino do sul. Quando as dez tribos do norte se separaram para formar o reino de Israel. Todas as tribos voltaram a ser um só povo. • G i b e ã o (29) Importante cidade falem tios seus atos maravilhosos.310 A história de Israel Nafrali (13). os guardas ou porteiros (17-27).1-10. neste texto. unindo-se a Judá.1-34: E x i l a d o s que retornaram da Babilônia Esta seção. 11 O povo de Jabes sentia-se devedor em relação a Saul (veja I S m 11). 2Sm 1.. eles pertencem à história e fazem parte dela. l C r 8: B e n j a m i m e o rei Saul As famílias de Benjamim (1-28).1-22: Partidários de Davi em Ziclague. A história começa no momento cm que Davi se tornou rei de toda a nação (11. para sempre".1-3) e conquistou Jerusalém. Meribe-Baal = Mefibosete. repetida do cap. 13-14 são tudo que ele tem a dizer sobre o primeiro rei de Israel. Tenham benjamita.3 4 Esbaal = Isboscte. que acabou de começar.3 8 A lista é repetida em o coração de todos os que adoram ao 9. principalmente os planos e preparativos detalhados para a construção do Templo (caps. Benjamim tornou-se parte do reino do sul. A s e r (30-40).34 ( M T 1 J I ) sobre Jerubesete. 1 0 .21.2 7 Estas listas têm p a r a l e l o em Ne 11. como causa primeira. 2Sm 11. • Pães d a p r o p o s i ç ã o (32. interrompe a narrativa sobre Saul e Davi (séculos 11 e 10). Que fique alegre • V s . tornando-a capital do seu reino (11. A R A ) Doze pães. 2 9 . Se algo aconteceu. Assim. l C r 9. Deus o m a t o u " (14) Para os leitores modernos este é u m dos exemplos mais chocantes da maneira como os autores do A T atribuem a Deus uma participação direta nos aconiecimentos. É uma história seletiva.

• Filhos de Davi (4-7) A lista em Samuel não menciona Elpelete nem Nogá. l C r 13: O t r a n s p o r t e d a a r c a : uma a d v e r t ê n c i a t e r r í v e l Veja 2Sm 6. ICr 16.1—16. Compare com 1 Sm 6. Cronologicamente.1-24. Pareceu errado a Davi o fato de ele ter um palácio para morar enquanto a arca de Deus ainda estava abrigada numa tenda. I C r 18—20: V i t ó r i a s de Davi levam à expansão do reino Veja 2Sm 8 (filisteus). E sua atitude estava correta (compare com A g 1. capital amonita.21 Veja I S m 30. Davi tinha todas as condições de lidar com as nações à sua volta. a música teve um papel especial na adoração (veja 16. A tenda original (o Tabernáculo) e o altar permaneciam em Gibeão. a linhagem de reis da família de Davi chegou ao fim. Beeliada é o mesmo que Eliada.29 Sibecai é o Mebunai de 2Sm 23. Seu ponto fraco era a sua vida familiar.23-40: as tropas que fizeram Davi rei em Hebrom. D a v i não d e i x o u que sua decepção ofuscasse a aceitação alegre da resposta que havia recebido de Deus. Talvez seja um exemplo do 2Crônicas 31 N c s i a área d a J e r u s a l é m m o d e r n a ficava. I C r 17: O p l a n o d e D a v i e a promessa de Deus Veja 2Sm 7. tudo parecia perdido. a promessa foi cumprida em Jesus.19. e ao permitir que Salomão construísse o Templo. Para os autores do N T . Ficava a cerca de 8 km ao sul de Jerusalém. que veio da família de Davi e reinará para sempre ( M t 1—2). n o passado. é a moderna A m ã ) .6: A a r c a é l e v a d a para J e r u s a l é m Veja também 2Sm 6 ( I C r 15.4). e não exatamente o que foi cantado naquele dia. como os outros registros deixam claro (2Sm 13 e capítulos seguintes.27. mas expressou seu amor e sua aprovação a Davi na promessa de u m a dinastia que jamais acabaria.1 e l C r 12. Nenhuma pessoa não-autorizada poderia sequer tocar a arca sagrada. ICr 15. Deus recusou seu pedido.27).6). Q u a n d o Jerusalém foi tomada e o povo foi exilado na Babilônia (587 a .26-31 (Rabá. Estes relatos não estão em o r d e m cronológica. sobre o papel dos sacerdotes e levitas. • 11. mas a santidade incrível de tudo associado a ele. a arca foi levada para Jerusalém. 8-36 foram reunidos trechos de diversos salmos. O Cronista descreve o papel dos levitas na cerimônia. Após ficar durante três meses na casa de Obede-Edom (13.13-14). O culto adequado se caracteriza por ordem e alegria. I C r 14: R e l a ç õ e s i n t e r n a c i o n a i s Veja 2Sm 5. • 11. não tem paralelo em outro livro bíblico).7). • H i r ã o d ) Veja 2Sm 5. ele ocorreu um pouco depois. O escriba confundiu duas letras hebraicas.16 Belém era a cidade natal de Davi. primeiro para o oeste.7-43: U m h i n o d e l o u v o r a Deus Nos vs. Fiel ao seu propósito de delinear a história religiosa da nação. As fronteiras foram ampliadas.11. 2Sm 10 (amonitas e sírios) e 2Sm 12. l R s 1. C ) . D a v i e os levitas vestiam as roupas especiais exigidas (15. '• Da promessa que Deus fez a Davi nasceu a esperança de um Messias (o futuro rei supremo: Is 9 ) . que o coral de Asafe cantava diante da arca. não um Deus irado. • Perez-Uzá (11 ) Isto significa "castigo de U z á " (10). O Cronista queria reavivar esta esperança e essa confiança em Deus. pois. • 12. A intenção era mostrar. a cidade d e Davi. o Cronista inicia a história do reinado de Davi com este acontecimento. depois para . onde Davi a instalou na tenda que fizera para Deus. E m Jerusalém e em Gibeão eram apresentados sacrifícios diários e Deus era l o u vado com palavras e música. Desde os tempos mais remotos. apesar da promessa.

conforme seu propósito de enfatizar a verdadeira realeza e a correta adoração.1—22. • 20. u m local para o Templo Veja 2Sm 24. Veja mapa cias guerras de Davi (2Sm 8 ) . A infantaria aqui são os "cavaleiros" mencionados em Samuel. o censo (avaliação do poderio militar de Israel sugere falta de confiança em Deus) e a peste eram significativos apenas como acontecimentos que levaram D a v i à decisão (22. o p o v o sofria. um número mais p r o v á v e l .9. 1 8 ) 2Sm 10. aberto.2. mas na época do Cronista a palavra sacerdote assumira u m significado técnico. O mesmo acontece c o m líderes e nações atualmente. O u t r o s documentos contemporâneos também dão números altos de soldados e carros de guerra. continuam sendo um mistério.3) A solidariedade nacional é u m fato.4 O problema dos números muito altos não c e x c l u s i v o do AT. • 21. que nesta época no A n t i g o O r i e n t e Próximo a cavalaria desmontava para lutar. • S a t a n á s (21. Mas a palavra carro aqui pode significar apenas "homens montados". e a razão para Deus permitir que ele aja.1 e 20.18 traz 700 carros. O episódio de Bate-Seba e Urias (relatado em 2Sm 11—12) se encaixa entre 20. l C r 21. É Deus quem estabelece os limites do podet de Satanás (veja J ó 1—2). O Cronista regularmente omite detalhes da vida privada. j á O lugar u u terreno que Davi c o m p r o u para a futura construção d o T e m p l o t-ia uma eira . Para o C r o n i s t a . fato sequer mencionado em Samuel.A história de Israel o norte e para o leste. Sua existência no mundo de Deus. apropriado para a construção desse tipo.5 Este números diferem de 2Sm 24. • Sete mil c a r r o s ( 1 9 . isto não é necessariamente uma tentativa de encobrir o u maquiar essa história. Quando o rei como líder pecava.0 Cronista provavelmente obtev v estes número' de outra fonte. As estatísticas dadas pelos lados opostos numa guerra raramente correspondem à verdade — mesmo atualmente! Veja Introdução. ••••• .1) de c o n s t r u i r o Templo no local onde ficava a eira de O r n a .um lugar plano.17) O autor de Samuel os chamou de "sacerdotes". Portanto.1) 2Samuel traz "Deus". • T o d a a n a ç ã o s e t o r n o u c u l p a d a (21 .19. principalmente porque ela j á era conhecida de registros anteriores. • 18.1: C e n s o e castigo. • Filhos d e Davi (18.5 Veja 2Sm 21.

1. • Estrangeiros (22.8) Isto não significa que Salomão fosse moralmente melhor do que Davi.2-32: O s levitas e seus deveres Os cinco capítulos seguintes registram como Davi organizou a administração religiosa (23—26) e civil (27) da nação.25 2Samuel registra o preço pago pela eira. Davi deu novos deveres aos levitas: o cuidado e a manutenção do Templo. uma riqueza fantástica em prata. reunir o material. finalmente. • Muito s a n g u e tens d e r r a m a d o (22. que agora está sob a mesquita do Domo da Rocha. o dever dos levitas fora manter e transportar o Tabernáculo. O foco em todos estes capítulos é o Templo e o culto de adoração a Deus. Foram essas guerras que possibilitaram o governo de paz de Salomão num reino fortalecido. e a assistência geral aos sacerdotes. portanto. entrassem no serviço aos 20 anos. 9 O nome Salomão vem da palavra hebraica para paz: "shalom". O m ã é o mesmo que Araúna no relato de Samuel. Provavelmente pertence ao período da co-regência de Salomão com seu pai (23. l C r 23. bem como muito bronze c ferro. eram qualificados para ingressar no serviço de Deus. • 23. Bois puxando pranchas com cravos debulhavam os grãos que. músicos e coristas. zeladores.2—23.6-24 (com 24.20-31) dá uma lista daqueles que pertenciam à tribo de Levi e que. l C r 23. Davi ordenou que. Ela segue naturalmente a menção do Templo no v. e a adoração devia ser centralizada no Templo de Jerusalém. se concentrarem na grande tarefa de construir o Templo de Deus. uma vez terminada a construção do Templo. . eram separados ao serem lançados ao vento. muitas vezes se afirma que Deus estava com ele em suas campanhas). • Se e s c o n d e r a m (21. 1 4 Tomado literalmente.2) Os canancus que permaneceram na terra foram permanentemente obrigados a fazer trabalhos forçados como escravos. • 2 2 .1 O Cronista não menciona as lutas pela sucessão registradas em l R s 1. lCr 22. uma fortuna em ouro. Desde os primeiros dias da peregrinação no deserto. e este versículo aparentemente dá o preço pago pelo terreno inteiro. A dificuldade deve ter surgido porque era um nome estrangeiro. erguida no local do Templo.1 e 2Crônicas 313 • 21. • 21. isto faria Davi muito mais rico que Salomão. 3. as funções de magistrados. Eles também ajudavam os sacerdotes. Davi jamais abandonou o desejo de construir uma casa digna de Deus. • Vs. que deve ter durado alguns anos. o u que as guerras de Davi não tinham justificativa (ao contrário. Agora a arca devia ter uma sede permanente.27 Os levitas começavam o seu trabalho com a idade de 30 anos.1. O significado é evidente: Davi acumulou muitos suprimentos. em seguida.20) Talvez na caverna sob o chão de pedra. Assim.18 A eira era um espaço aberto e plano no qual os feixes podiam ser espalhados. e propiciaram ao rei e à nação a liberdade de. algo que nos últimos tempos faziam nos muitos santuários espalhados pelo país.1: P r e p a r a t i v o s p a r a a construção d o Templo Esta seção não tem paralelo em Samuel. lRs 1). elaborar o projeto. • 2 2 . Ele aceitou o revés da recusa de Deus e direcionou todas as suas energias c seu entusiasmo para o que podia fazer: escolher o local.

Supostamente d e v i a m manter a ordem. C . Davi. instrumental e v o c a l . ii grandeza. • V . Por causa dos pecados dos filhos de E l i . irmão de Moisés "Teu. 18 O significado exata da palavra hebraica "parbar" é desconhecido.15-18. que l a m b e m era músico h a b i l i d o s o (ISm 16. "colunata". Vs. "pavilhão". Mas o status não era importante no s e r v i ç o d o T e m p l o . revezando-se na guarda do Templo e do depósito. M e s t r e s e discípulos o c u p a v a m as mesmas posições ( 8 ) . I r Carquemla. l C r 24: O s s a c e r d o t e s e seus deveres Os v i n t e e q u a t r o g r u p o s de sacerdotes. i C r 29. estavam e n c a r r e g a d o s dos porque teu é tudo quanto há sacrifícios no T e m p l o . A ordem era decidida Ultima oração de D a v i . era i m p o r t a n t e na a d o r a ç ã o j u d a i c a . Também recebiam as ofertas e contribuições ( 2 C r 31. • V.14). ser. certamente gostava desta parte da organização.1.3). a honra.10). Os músicos . a n u n c i a n d o as mensagens de Deus (25. Asafe. 6 ) .1). Hemã e J e d u t u m estavam entre os famosos: são n o m e a d o s nos Salmos." grupo servindo duas semanas do ano.1-19: O s p o r t e i r o s de T e m p l o Vários levitas deviam atuar como porteiros. mostra um grupo de músicos. l C r 26. a vitória c a majestade. 8 a . SENHOR. cada nos céus e na terra. c traduzido por "átrio". A b i ú (1) Veja L v 10.30-36). muitos de seus descendentes A música era uma parte impoilanlc cio tiveram morte violenta (veja I S m 2. SENHOR. que supervisionava pessoalmente ( 2 . é o reino. • Nadabe. T o d o serviço no Templo de Deus era uma grande h o n r a .11 por sorteio. 20-31: outra lista de levitas (veja acima). 4 O fato de a família de RH ser descendente de Itamar explica em pane o número reduzido de sacerdotes. teu. assim como na v i d a social em geral. inclusive para esses "porteiros" (veja SI 84. tocando vários insttiiineutos. iMr lelcvii . culto no Templo. todos d e s c e n d e n tes de A l ã o . l C r 25: O s m ú s i c o s d o T e m p l o A música. "pátio". 2Sm 23. é o podei.314 A história de Israel do T e m p l o t i n h a m o m i n i s t é r i o de profetizar. e p r i m e i r o sumo sacerdote.

1 e lCr 2 6 . esses presentes haviam sido entregues na Tenda anterior. bem como de lazer os registros.24) Anteriormente. 33 Aitofel e Husai aparecem na história da rebelião de Absalão (2Sm 1. mas uma pista para a data em que o Cronista escreveu. veja caps. do contrário. em U r . mais que qualquer outra passagem. "Amigo do rei" (ARA) era um título oficial. Uma assembleia formal pública marcou a coroação oficial de Salomão. Profundamente comovido. e as ofertas voluntárias afluíram (6-9). após o breve incidente registrado em l R s 1 (veja 29. e os despojos de guerra — eram vastos. 21. D a v i entregou as listas dos deveres do Templo (21. O projeto seguia as instruções dadas por Deus. • V. entregou-lhe a planta de todos os prédios do Templo (11-19). 23—26). administradores e magistrados eram designados para cuidar das finanças do Templo e das questões legais. mais tarde. após a provação com Isaque) e foi repetida para Isaque ( G n 26. O s tesouros do Templo — contribuições e impostos do povo. Sua oração é uma das mais grandiosas em todo o AT.29) Estes podem ser os registros que aparecem em 1 e 2Samuel. lCr 2 7 : O e x é r c i t o e o s e r v i ç o c i v i l de D a v i l C r 27. em 23. 25-31).16-34: os oficiais encarregados das tribos (16-22). produtos agrícolas e rebanhos.5.7. 32 Jonatas e Jeiel estavam encarregados da educação dos filhos do rei.14. Seu exemplo e apelo (5) inspirou uma reação pronta e alegre do povo. por fim. Mas neste momento havia paz. porque este homem podia ser considerado "um homem segundo o coração de Deus". 28 Samuel. Davi apresentou seu filho ao povo (1-8).2-15: Todos os 12 comandantes aparentemente vieram da guarda especial de "homens valentes" de Davi (veja cap. Davi fez uma última contribuição pessoal c generosa para o fundo de construção do Templo (1-5). anacrônica para a época de Davi. ARA) Moeda persa de ouro. deulhe importantes conselhos (9-10) e. A promessa foi feita a Abraão ( G n 15. 2Crônicas 315 l C r 29: A l é m de tudo que havia juntado ao longo dos anos.31-32.5. • Daricos (29. G n 22.3 2 : O u t r o s o f i c i a i s do T e m p l o Tesoureiros.4). Salomão o condenou à morte. • V. 11).22).4 Veja 22. Logo. Saul. Os homens abaixo de 20 anos não eram qualificados para o serviço militar c então jamais eram contados. Abner e Joabe morreram antes da construção do Templo. não chegaram até nós.2. lCr 2 8 — 2 9 : S a l o m ã o f i c a no l u g a r d e D a v i l C r 28: A história que havia sido interrompida pelas listas. Davi agradeceu a Deus de coração p o r tal dádiva ser possível para pessoas que sem a bondade de Deus não teriam nada. 2 0 .17. 23 Para o censo veja cap. é retomada. l C r 27. • V. c era bem parecido com o padrão dado a Moisés para a construção do Tabernáculo. • V. os administradores das p r o priedades d o rei (depósitos. Ela demonstra. e seus conselheiros pessoais (32-34). • 29. Adonias tentara tirar o trono de Salomão ( l R s 1). • Crônicas (29. • Todos os filhos d o rei Davi (29. A o mesmo tempo. .

316 A história de Israel 2Cr1— 9 2 C r 2: P r e p a r a t i v o s p a r a a construção d o Templo Veja 1R S 5. "Sefelá". que é uma variante de Hirão. mais poder. 13 Hirão-Abi: A forma abreviada do nome era Hurã ou Hirão. 3 N o texto hebraico aparece o nome "Hurão". • V. Veja l R s 3.C. riqueza e fama. 4-6 complementam o relato de Reis. uma região de pequenas elevações entre a Judeia e a planície litorânea filistéia. Deus lhe d e u a sabedoria que pedira. • Planícies (15) Literalmente. 10. 16 Veja "Comércio de Salomão". Veja também 2Sm 5. Os vs. • V. Salomão agora estava no comando d o reino de seu pai Davi. • V. L m ' m J s ^ B i . • MonU deoferec dos mor • Parva velmení • Véu/c santuári prédio ( anterioi fala sob oliveira O reinado de Salomão 2 C r 1: S a l o m ã o r e i n a c o m a sabedoria de Deus O período é o século 10 a. 2 C r 3: C o m e ç a a c o n s t r u ç ã o do Templo Veja l R s 6 — 7 .

Não era uma catedral em que se reuniam para adorar. lRs 7. possivelmente na Arábia.000 b a t o s (4.12-42: A o r a ç ã o d e S a l o m ã o Veja l R s 8.31-32 fala sobre mna porta dupla feita de madeira de oliveira.17-21. . 2 C r 6.31). Agora que se instalaram em casas. As assembléias aconteciam ao ar livre. 6. Já havia sido assim na Tenda anterior.3-11). onde ficavam o altar e o tanque. e de todas as orações. • 4. em que ficava a arca. A arca foi levada ao Templo em meio a música alegre. 2 C r 5. existe um acentuado declive q u e leva a o vale d o Cedrom. cânticos e ação de graças. o Templo foi construído como casa para Deus. é o fato de que Deus e suas promessas são confiáveis.11: A c e r i m ô n i a c o m e ç a Veja lRs 8.26 traz 2. Salomão fala ao povo (6. O Cronista acrescenta o v. • 3.5) O u seja. A glória da presença de Deus encheu o Templo (2-14). na área d o T e m p l o em J e r u s a l é m .2 Enquanto caminhava pelo deserto e vivia em tendas.1 e 2Crônicas 317 • Monte Moriá (1 ) Abraão havia recebido a ordem de oferecer sen filho Isaque em sacrifício sobre um dos montes da terra de Moriá ( G n 22. A base desta oração. o tabernáculo (Êx 26. Os pedidos se baseiam em outros O m u r o que dá para o S u l . 1 — 5 . À direita. • Levitas que eram cantores (5.12) Veja l C r 25. • Véu/cortina (14) Esta cortina separava o santuário. diante do Templo.2—6. • Parvaim (6) U m lugar desconhecido.000 litros na medida usual de 22 litros por bato. l R s 6. 1 : E q u i p a n d o o T e m p l o Veja l R s 7. O local o n d e ficava a cidade d e D a v i aparece em primeiro plano. o povo fez uma tenda paia Deus (o Tabernáculo).000 batos. da parte maior do prédio do Templo.2). cerca de 60. 2Cr 4 .6 Veja Êx 30. • 6.

16. 21 N ã o é muito provável que esses "navios que iam a Társis" (Tartessos) fossem até a Espanha. • V . Deus c o n c o r d o u com todos os pedidos de Salomão. a exemplo do que ocorre nos livros de Reis. Talvez a expressão se refira a navios de grande calado.41-42 Citação livre de SI 132. em Jerusalém.1-13. 2Cr 7 : A festa de consagração Veja l R s 8—9. para os sacrifícios. 10 O s 250 oficiais mais 3. • A l g u m i n s (10. sendo o último u m dia de reunião solene antes de todos se dispersarem (isto esclarece l R s 8. | L v 1—7. além do que pode ser deduzido aqui. fatos importantes sobre Deus: seu amor pelo seu povo. 14 As orientações de Davi estão em lCr 23—26. 11 Compare l R s 11.13-31: A s r i q u e z a s e a glória de Salomão Veja l R s 10.23. A extensão do reino de Salomão (26) era o cumprimento da promessa que Deus havia feito a Abraão ( G n 15.8-10 que o Cronista acrescentou. V s . A R A e NTLH traduzem por "sândalo". 29 Todas estas fontes se perderam. • V .1-12: A v i s i t a d a r a i n h a de Sabá Veja l R s 10.600 capatazes (2. ARC) Palavra estrangeira.10-14. • V . Duas U m pórtico que dá acesso à a m i g a área d o Templo. O Cronista inclui essa visita como ilustração da ampla fama e reputação de Salomão. 2 C r 9.18). 2 As cidades de l R s 9. Os sete dias de . • V . 11-22: numa segunda aparição. 2 C r 9. porque apenas os sacerdotes podiam entrar no Templo.318 A história de Israel festa se estenderam até a semana da Festa das Barracas (Tabernáculos). • V .14-29. sua prontidão em o u v i r e perdoar aqueles que genuinamente abandonam o pecado. • O preceito d e Moisés (13) Para as festas I fixas anuais veja L v 23.300 de l R s 9. Mas em troca ele esperava obediênda leal. 2 C r 8: A s c o n s t r u ç õ e s e o comércio de Salomão Veja l R s 9. O fogo queimou os sacrifícios em sinal da presença e aprovação de Deus.10-28.11. 5. ao se lembrarem da queda de Jerusalém e dos anos de exílio seguintes. que Salomão resgatou de Hirão. NTLH) Isso tinha que ser assim. • Em frente d o Templo (12. O s leitores d o Cronista. veriam nestes versículos de advertência a razão daqueles acontecimentos trágicos. seus padrões morais absolutos.0 Cronista não fala das várias mulheres estrangeiras e sua influência.18) são o mesmo total que os 550 mais 3. 2. o "almugue" de l R s 10. hoje ocupada p o r uma mesquita.12-15.65-66). • V. > Vs. Este relato difere de Reis nos vs.11.

30-39. Roboão recebeu das mãos de Salomão um reino rico que começava a dar sinais de fraqueza. 2Cr 1 1 : R o b o ã o f o r t i f i c a J u d á Uma palavra oportuna de Semaías evitou a guerra civil (1-4).15. 14. as dez tribos ainda eram consideradas parte da nação israelita.•. 2Cr 10—36 Os reis de Judá As datas e a duração do reinado de cada rei são dadas nas seções paralelas de 1 e 2Reis. Sacerdotes refugiados de Israel afluíram para Judá após as medidas de Jeroboão no sentido de romper qualquer ligação religiosa com Jerusalém (veja l R s 12. ele praticamente ignora o reino do Norte. O c o b r e e r a e x t r a í d o d e minas e m T i m n a .le2Crônkas das profecias de Aías foram registradas em lRs 11. e freqüentemente refere-se a J u d á como "Israel". 2Cr 1 0 : C o m R o b o ã o o r e i n o se d i v i d e e m d o i s Veja também l R s 12. em muitos casos. Cue forneceu cavalos a Salomão Hirão. Apenas os descendentes de Davi são os verdadeiros reis da nação. construções de Salomão O Egito forneceu \ cavalos e carruagens Cavalose . prata.5.•-. rei de Tito. etc. apenas uma fração dessa terra e daquela riqueza foram passadas para seu sucessor. e continham elementos que continuavam leais a Deus e ao tei legítimo.26-33). Ao morrer. "Por intermédio de Aías. • Sátiros (15. desde o t e m p o d o rei Salomão até o p e r í o d o r o m a n o (e a l é m ) . A i n d a hoje se p o d e m v e r . madeira. a partir da divisão em reino do Sul e reino do Norte.-. existe uma sobreposição. forneceu cedro paraas jj. o que significa que. a o norte d e E z i o m . t Semaías (2) Veja 12. Muitas delas incluem u m período de co-regência com um predecessor. Roboão. i No Egito (2) Veja l R s 11. seu acordo com o rei Hirão de Tiro trouxe o comércio marítimo. 0 Cronista não reconhece os reis de Israel. por sua v e z . \feja "Examinando a cronologia dos reis". carruagens foram exportados para os hitítas e sírios A posição estratégica do reino de Salomão possibilitou o controle das principais rotas de caravanas no eixo norte-sul N /' V Minas de cobre . Além de adquirir riquezas com o comércio terrestre. o silonita": Veja l R s 11. Um n a v i o d a froia mércame d o rei Salomão. se concentrou em fortificar seu pequeno reino contra ataques de seus v i z i n h o s maiores e mais fortes. e o gráfico "Reis de Israel e J u d á " . t V.14.7. ARA) Demônios do deserto.G e b e r . Veja l C r 10. semelhantes a bodes. A s s i m .29. n o g o l f o d e A c a b a . o s túneis dos mineiros e os depósitos d e cobre. Veja l C r 29. principalmente Israel e o Egito. .26-40. lomão pertotíeEziom d e S a A frota do mar Vermelho (operação conjunta com Hirão) trocava cobre porouro de Ofir. 18 Adorão é o mesmo que Adonirão no relato de Reis. n o local. Mesmo assim. marfim e jóias . 319 0 comércio de Salomão A posição estratégica do reino de Salomão possibilitou o controle das principais rotas de comércio n o sentido nortesul utilizadas pelos mercadores. t Isto vinha d e Deus (15) Esta é uma das várias ocasiões no A T em que um fato é atribuído diretamente a Deus sem referência à liberdade de escolha do ser humano.

• Sisaque (2) O líbio Shcshonq I. e a tribo fora assimilada por Judá havia muito tempo. A grande vitória. Ali. A invasão de Sisaque "Os homens de Sisaque marcharam pela terra. Para que os conquistados não se esquecessem de sua vitória. 6) era o dom de Deus ao rei e povo obedientes. lealdade norte d o reino de J u d á .. E ao ficar doente. às vezes destruindo. no norte. 16) n o reinado dele. A paz (v.20.15 acima. 2 0 Veja 10.j á que esta é a única v e z na Bíblia em que rado adoração "adequada". ainda há uma parede ao redor de um grande pátio. Ao seu lado aparecem os nomes das cidades e aldeias conquistadas em Israel. • T o d o o Israel (1) O Cronista se refere ao verdadeiro Israel. Zerá provavelmente era um chefe egípcio o u árabe (a antiga associação com o Faraó Osorkon j á foi abandonada). os que são fiéis a ele com todo o coração. • R a m á (1) Esta cidade. próximas o suficiente ( 0 profeta H a n a t i i i n c e n t i v a n d o o rei A s a . as pedras foram entalhadas com um enorme retrato do Faraó em triunfo. não a Deus. um total de 150 cidades e aldeias. ARA) O saltinhauso ficava apenas a 8 km ao norte de Jerusalém. O autor de Reis aprovou o reinado de Asa. e durabilidade (principalmente nos a Ramá para o transporte d e material de em 2 C r 16. 15. também. o reino de Judá." Alan Millard • Filha d e A b s a l ã o (20) N o AT. forças a t o d o s • Aliança desal (5.2).17. A grande família de entanto. fundador da 22 dinastia d o Egito. e a guerra contra Israel pediu o auxílio da Síria. Asa recebeu honras do seu Abias devia ser considerada sinal da povo. nos seus últimos anos de vida.9-24.. que era uma das tribos do norte. N T L H construção. Já o Cronista viu coisas boas (caps. NTLH) Mas veja 14. • A c a b o u c o m t o d o s os ídolos (8. era obra de Deus. "filha d e " n o sentido mais amplo de "descendente". Nas proximidades de um pórtico. mas Judá continuou sob domínio egípcio durante alguns anos. Retornando v i t o rioso para casa. e em Tebas (Karnak). • 2 C r 15 As reformas religiosas d e Asa • Azarias (1 ) c mencionado apenas aqui no AT Sua profecia foi o estímulo que impulsionou as reformas de Asa. l R s 15.9 I N T L H T ) "pactos" feitos c o m Deus). • Z e r á (9) F.2). "Deus está sempre vigiando bênção d e Deus. 2Cr 12: O Egito invade J u d á Veja também l R s 14.000 (17) Melhor se for conside mas da queima de especiarias (veja J r 34.. a 2 C r 16: A c o n f i a n ç a do rei vacila Sob pressão. Veja 11.320 A história de Israel rado apenas como indicação de "um grande número". • Q u e i m a (14) Não se tratava de cremação. • G e b a . no sul. Mas o território de Simeão ficava no sul. Sisaque mandou colocar uma placa de pedra em Megido. amplo complementa aquilo que era conside. • V.liópia/Cuxe corresponde ao atual Sudão. • Efraim.20. e dá a razão consultar médicos é considerado pecado. 2 C r 13: O r e i A b i a s Asa enfraqueceu na fé." cerimonial na ratificação de tratados. no mundo a fim de dar Efraim. Veja também l R s 15. Asa provavelmente destruiu os templos em que deuses de outros povos eram adorados e deixou os outros. multas vezes se usa "filho d e " . • U m m i l h ã o (9) M e l h o r se for considerado apenas como indicação de " u m número enorme". com seu nome e títulos gravados nela. Sisaque começou a construir templos em Mênfis. 500.. deviam ser médiuns o u curandeiros. No da vitória de Judá. 2 C r 14: Paz e v i t ó r i a durante o reinado deAsa Veja também l R s 15.3. Só resta o de Tebas. A q u i . trazendo o nome de Sisaque. 14—15) e coisas ruins (cap.1-18. o registro mais verdade. O arrependimento nacional (não mencionado n o relato de Reis) limitou seus efeitos. As invasões como esta e tantas outras eram vistas como conseqüência direta da desobediência a Deus. Maaca era neta de Absalão (veja 13.5). traduziu por "aliança eterna". que é um relarecorreu. Ameaçado por Israel. Manasses e S i m e ã o (9) Homens fiéis das duas tribos d o norte migraram para Judá. no território d e tudo o que acontece • Micaía (2) Maaca (11. Mispa (6) Duas cidades da fronteira Representava fidelidade. Na to mais crítico ao rei. ao morrer. castigando. mas aos "médicos". isto é. Um fragmento dessa pedra foi encontrado nas ruínas de Megido. • Maaca (16) Avó de Asa. .

43. H. Josafá o r g a n i z o u u m f o r t e e x é r c i t o e reforçou as defesas. ARA) Vfeja 9. 33 Isto confere com l R s 22.32. 2Cr 18: U m a a l i a n ç a quase f a t a l Veja lRs 22. Nenhum profeta verdadeiro jamais fez uma previsão que não tenha se cumprido. pelo otimismo superficial de sua mensagem. Era comum os nomes sc alternarem assim nas famílias. não por métodos o u modos (veja l)t 18.37. O verdadeiro c o falso só podem ser distinguidos pela sua vida e mensagem.] e 2Crônicas null' 2Cr 1 7 : J o s a f á : um r e i f o r t e Veja também l R s 15. pastor de ovelhas e profeta.bjcl • J u U t u c a n D Jouft ! . recebe grande destaque da parte tio Cronista. salém. 17 Sempre de novo o Cronista enfatiza que a vitória vem por meio da confiança em Deus. • V. • Tecoa (20) Amós. E foi muito rcspei tado pelas nações vizinhas.24. era desta cidade que ficava 16 km ao sul de Jerusalém. > Vs. > Árabes (11) Antigos nômades que se estabeleceram em Edom c Moabc.21. .17-22).imote-Gilcadc d. casou-se com Atália. etc. Josafá concentrou-se nas questões domésticas. E m v e z d e reunificar o reino. > Vs. 22. 4-27 Nunca foi fácil distinguir entre falsos profetas e profetas verdadeiros.10). que narra a mesma história. um rei reformador como Asa havia sido.. Os invasores lutaram entre si c deixaram os despojos para J u d á . esta ligação quase destruiu Judá posteriormente (22. > 0 Livro da Lei (9) O Pentateuco ("cinco livros") o u uma parte dele. • O mar (2. A única mancha no histórico do reinado de Josafá foi aquela aliança com Israel (35). A q u i . mas contradiz 17. 2 C r 20: Ataque d o leste Não há registro desta guerra em Reis.. Josafá percebeu que esses profetas estavam apenas dizendo a Acabe o que ele queria ouvir. praticou ou incentivou a imoralidade. j á que Josafá destruiu seus santuários ( 6 ) . por laços de casamento (1. Compare com Dt 16.. Josafá. Veja também 20. • Aliado. Veja notas em Kx 12. 17.8-13.1. Como os lugares cm si eram considerados sagrados. A adoração de deuses estrangeiros claramente continuava no reino. nlha de Acabe. somente algo como a Nomeou j u í z e s civis. Os altos (que 2Cr 19: A s r e f o r m a s l e g i s l a t i v a s nem sempre ficavam nos montes) eram de J o s a f á simples plataformas nas quais ficavam os Após a batalha de Ramote-Gileade.italha em K.6 (Veja 15. 14-19 C o m o estão. • V. • Meunitas (1) Habitantes de um disiriio de Edom perto do monte Sen.18-20. ARA) O mar M o n o ( N T L H ) . • Vossos irmãos (10) Concidadãos e compatrioias. . como seu pai fizera. A confiança de J u d á em Deus foi amplamente recompensada. sem liderança..17). não irmãos no sentido literal.1-50. É possível que o termo "mil" sc refira a u m grupo e não a um número. estabeleceu tribunais profanação feita mais tarde por Josias poderia locais e uma cone mista de apelação em Jcrti impedir o povo de usá-los. os números dos diferentes grupos de soldados são muito altos. objetos de culto. M B Sámana. • Como ovelhas sem pastor (16) Isto é. NTLH) Jeorão. filho de Josafá. s Iffusalém 1 16. o u desviou o povo de Deus e de sua l e i . O r d e n o u que a lei fosse ensinada a o p o v o ( 7 ) . „ . • Jeú (2) Provavelmente neto do J c ú cm I Rs • Társis (36.

se aliaram n u m mal-sucedido projeto d e construção de navios mercantes e m Eziom-Geber (lílate).11 ( n o reinado de Josafá). era o herdeiro legítimo. • Não nos sepulcros d o s reis (20) Supostamente porque desagradou a Deus. e levou a nação à idolatria. Talvez. 1 O rc¡ Josafá. n o g o l f o de Acaba.25). • V . A maioria dos reis de J u d á tem nomes compostos dessa forma. d e Israel. .ou Jo. • V .16-24. e antes das mortes de seus sobrinhos. Acaz. "Samaria" designe o reino e não a cidade cm si. filho de Acazias. 22.17. J e o r ã o perdeu o controle sobre E d o m e Libna (na fronteira com os filisteus).A foto mostra o ancoradouro na ilha de Farun.8). ao prever o que viria a acontecer. como sufixo). 9 Isto parece ser diferente do relato de 2Rs 9—10. 2Cr 22. como 2Rs 8. que significa "ele detém" o u "ele possui".1). Elias já não estava mais v i v o . • Carta d o profeta Elias (12) C o m base em 2Rs 3. Talvez o profeta. "Se foi sem deixar de si saudades" ( 2 0 ) : u m terrível epitáfio. e o nome de Deus (escrito Jeo.como prefixo. A má i n f l u ê n c i a da esposa de J e o r ã o (Atália era filha de Acabe e Jezabel) p r o v o u ser mais forte do que o bom exemplo de seu pai. d e J u d á . Ambos são compostos de "acaz". 2 C r 21: O r e i J e o r ã o Veja também 2Rs 8. O Cronista enfatiza o papel dos sacerdotes e levitas na recondução do monarca legítimo ao trono.1-9: O r e i A c a z i a s Veja também 2Rs 8.26. Azarias ( U z i a s ) . Outros reis não sepultados nos túmulos reais foram Acazias. 2Cr 22. • 23. Mas como tantos membros da família real haviam sido mortos (21.10—23. Joás. Assim. A R A ) O u t r a maneira de se escrever Acazias (22. Após seis anos.25-29. e o rei Acazias. como A R C ) a idade de Acazias deve ser vinte e dois.21: M a s s a c r e e revolta no reinado da rainha Atália Veja também 2Rs 11. neste caso. O pequeno Joás. A amizade com Israel resultou diretamente em sua morte no expurgo realizado por Jeú. • Jeoacaz (17.1 ' -I • » 1 . e -iaú o u ias.11 Talvez esse " L i v r o do Testemunho" fosse o texto escrito por Samuel (veja ISm 10. 2 Em v e z de quarenta e dois (algumas versões. Morte violenta ou doenças de pele ("lepra") impediram que isso fosse feito. embora não possamos ter certeza. Acazias não aprendeu nada com o terrível T—r—r— fim de seu pai. o nome completo significa "Deus possui". a rainha-mãe pôde assumir o trono sem resistência. segundo o qual Acazias morreu em Megido.A história de Israel / ' . d e i x o u uma mensagem escrita que foi entregue por um sucessor. a usurpadora foi deposta. q u e fica ali perto.

acrescentando Amom à lista dos estados que lhe pagavam tributo. 21 E m M t 23. Sendo u m rei poderoso. precipitando d e z mil homens d o alto d o penhasco e m Seir (mais tarde Petra). > 0 imposto ( 6 ) Veja Ê x 30. Como conseqüência. Após a morte d o sacerdote. 2 C r 27: O r e i J o t ã o Veja também 2Rs 15. A O rei Amazias.1 e 2Crônicas 323 2Cr 2 4 : O r e i J o á s r e s t a u r a 0 Templo Veja também 2Rs 11. • V . Jotão provou ser um " b o m " rei. [ v .. Era amigo da agricultura e protegia os rebanhos dos invasores do deserto (10). d e m o d o que todos toram esmigalhados. .25. E m seu orgulho.) Deus o atingiu com lepra. A derrota fez o povo se voltar contra ele. (Os vs.12-16. o "Azarias" de 2Reis.32-38.1-7. chegando até o mar Vermelho. Segundo o Cronista. Amazias foi morto numa conspiração. 1 Israel. 2 C r 26: O r e i U z i a s ( A z a r i a s ) Veja também 2Rs 15. chegando ao ponto de mandar matar o filho de Joiada que o havia criticado em público. Ele manteve e aumentou o reino que havia recebido de seu pai. Após reinar por 29 anos. assumiu o papel de sacerdote. v. O povo foi conclamado a ser fiel aos termos da aliança e o Templo danificado (7) foi restaurado. complementando o relato em Reis) foi o início de sua mina. Uzias (auxiliad o p o r Zacarias. 23 Isaías recebeu seu chamado de Deus (Is 6) no ano da morte do rei Uzias.. Jesus faz referência à morte de Zacarias.21—12.21. Efraim (7) O Cronista deixa claro que está se referindo ao reino do norte (veja NTLIT). o rei foi derrotado e morto como castigo por ter adorado os deuses de Edom. 16-20 complementam o registro de Reis. trucidou os edomitas. fiel a Deus (2). 4 D t 24. o poder e o sucesso o levaram à ruína. Joás começou bem.16. o rei sofreu uma vergonhosa derrota e acabou sendo assassinado. Mas como acontece com muitas pessoas boas antes e depois dele. 2Cr 2 5 : O r e i A m a z i a s Veja também 2Rs 14. Certificava-se que seu exército estivesse bem equipado e armado com máquinas de última geração (14-15). > Cem mil ( 6 ) Melhor se considerado um número arredondado para indicar u m grande grupo. A cmel vitória de Amazias sobre Edom (5-16.16-23) do reinado de Uzias (como fizera com Asa e Joás). o rei ficou sob influencias menos saudáveis. sinal visível do pecado invisível que o impedia de ficar na presença de Deus. no entanto. de J u d á . seu conselheiro religioso. tomou-se co-regente. Sob a influência de Joiada.1-15) e o lado ruim (26.5) teve um bom começo. Buscou a Deus e estendeu os limites do seu reino para o sul. * V. O Cronista descreveu o lado bom (26. Parece que Uzias. Ele trouxe para casa os deuses estrangeiros c em seu orgulho desafiou o poderoso reino de Israel (17).

Mas na sua campanha de 701 a . 2 C r 33. • V. continuava contaminada pela idolatria. As reformas se estenderam até ao reino do norte ( 1 ) . 7 O povo começou a contribuir em maio. 18 Eles falaram em hebraico. os assírios invadiram Judá. • Vale de Ben-Hinom (3) Um pouco ao sul de Jerusalém. Samaria caiu nas mãos da Assíria durante o reinado de Acaz (quando Ezequias era co-regente) — veja 2Rs 17. mas a imposição de impostos altíssimos. Durante quase todo o seu longo reinado. 2 C r 28: O r e i A c a z Veja também 2Rs 16. e continuou até o final das safras de frutos e vinho. j u n h o . A alegria foi tanta que a festa foi prolongada por mais uma semana. 20 Esta não foi uma invasão. Deus até usou o reino idólatra do norte para castigar seu povo e revelarlhes uma clemência quase inédita para com os prisioneiros de guerra.1-20: O d e s a s t r o s o reinado de Manasses Veja também 2Rs 21. rei-vassalo da Babilônia. embora N m 9 também permita a outra data. • V. • V . Ezequias convidou os poucos israelitas restantes para se unirem a Judá na celebração da Páscoa (9). Apesar da péssima reação. • V . • V . Possivelmente Manasses se envolveu na revolta do irmão de Assurbanípal. havia destruído os objetos e fechado o Templo: 28. Ainda havia resquícios de bondade em Israel. cujo povo demonstrava sinais de independência. mas este não foi o caso de Acaz (22-27).1-18.34). 25 Veja l C r 25. Cuidados especiais foram tomados para garantir que tudo seria distribuído apropriadamente. • O cântico ao S E N H O R ( 2 7 . Senaqueribe não conseguiu tomar Jerusalém. • V. 31 Veja 2Rs 20. O relato detalhado da purificação e da reconsagração do Templo profanado é característico do Cronista. 2 C r 30: A c e l e b r a ç ã o da Páscoa (Para a origem e o significado da Páscoa veja Ex 11—13). O tema é familiar. Is 7. A razão. Após varrerem do mapa o reino do norte. Ezequias exibiu seus tesouros com orgulho tolo. 19 O Cronista. o pai dele. As leis que regiam o culto e a manutenção dos sacerdotes foram reintroduzidas (2-10). o rei. • Altares ( 2 4 ) Para deuses pagãos. Hinorn (Geena) passou a ter uma reputação sinistra. Q u a n d o "Deus o desamparou". Todos ficaram suipresos com o volume das ofertas para os sacerdotes e dos dízimos para os levitas (10). 15 Muitos sacerdotes e levitas demorarait em aderir à forma reformada do culto (29.24). mais tarde passou a ser local onde o lixo da cidade era queimado. A terrível apostasia de Acaz quase levou Judá à destruição. Gade e Nata haviam sido profetas na época de Davi. • V . e foi convocado para dar explica- . A crise levou algumas pessoas a uma fé mais profunda. • O rei sírio (5) Rezim (veja 2Rs 16). C . os sacerdotes e o povo também foram purificados do pecado pela oferta de sacrifícios. segundo o Cronista. A principal preocupação de Ezequias foi restaurar o T e m p l o a seu uso a d e q u a d o . O ataque assírio a Laquis é retratado nas paredes do palácio de Senaqueribe em Nínive. ARA) Muitos dos salmos foram escritos para uso no Templo em várias ocasiões.324 A história de Israel religião do povo. 3 A data normal da Páscoa era o dia 14 do primeiro mês. deixou claro que o mais importante era a atitude do coração. a língua diplomática. O povo não teria entendido aramaico. era setembro/outubro. • V. todavia. Manasses foi um dos reis menos piedosos de Judá. Is 36—37. é que | na crise o rei de Judá confiou totalmente e m Deus. 2 C r 29: O r e i E z e q u i a s Veja também 2Rs 18—20. (Acaz. 2Cr 32: O s assírios invadem Judá Veja também 2Rs 18—19. com a colheita de grãos. • V . 12 O emissário assírio não entendeu as reformas de Ezequias. Ele profanou o Templo c praticou sacrifício humano (6-7).12-19. Mas o Cronista comenta uma mudança de atitude não mencionada em Reis. Quando o prédio estava pronto. A maioria dos israelitas do norte foi para o exílio e a terra deles foi repovoada. não houvera Páscoa como esta desde a época de Salomão. que dava muito valor às formas adequadas de adoração. 2 C r 31: R e f o r m a s r e l i g i o s a s promovidas por Ezequias Todo este capítulo é um acréscimo ao registro de Reis.

E esta é a história da perfuração. cada um na direção de seu companheiro.] e 2Crônicas 325 O canal de Ezequias Para garantir o abastecimento de água em caso de invasão." Á g u a e r a canalizada desta fonte .a fonte d e G i o m . Em 1880. acompanhando o formato da rocha. (ouviu-se) a voz de um homem chamando seus companheiros. Enquanto (os operários manejavam suas) picaretas... um menino que se banhava no tanque de Siloé encontrou uma inscrição que conta a seguinte história: ". E l a mostra c o m o e r a a escrita hebraica a o t e m p o d e Isaias. e quando ainda havia três cavados a serem perfurados. e a altura da rocha acima da cabeça dos operários era de 100 cavados. cada um encontrando seu companheiro.para d e n t r o d a cidade.. os operários atravessaram. Ezequias canalizou a água da fonte de Giom ao tanque de Siloé. E no dia da perfuração. u m túnel que leva água da f o m e até o tanque. picareta contra picareta. Isto g a r a n t i a o abastecimento d e água d e J e r u s a l é m d u r a n t e u m cerco. q u e passava p o r b a i x o d a m u r a l h a d a cidade. JERUSALEM NA ÉPOCA DE EZEQUIAS U m detalhe d a inscrição q u e registra a conclusão d o canal d e E z e q u i a s . . até o tanque d e Siloé. Então a água escorreu da fonte ao tanque por 1200 cavados. pois havia uma fenda (?) à direita. O túnel tem mais de 620 m de comprimento e é tortuoso. através d o canal d e Ezequias.. O canal d e Ezequias.

de Judá. traz o regfftro «la dei ima dos egípcios na batalha de Girquemis.C. principalmente na ordem dos acontecimentos.9-10: J o a q u i m Veja também 2Rs 24. Deus atendeu a oração desesperada d o rei.3.. Mas em 605 a. 2 C r 36. .. acima). 2 C r 33. resultando em atos de arrependimento sincero. • Hulda (22) Veja 2Rs 22.7 O poder assírio estava em declínio.7. hahili'ni i:.C.ilh.21-30. L J JOMJS INTUCCPU o cutt un rgipcio em M'. de 642 a 640 a. embora isso não tenha afetado o povo. 30). 2Cr 35: A Páscoa d e Josias. Neco estava marchando para o norte com o objetivo de ajudar a Assíria a se defender d o ataque dos babilônios. e sua libertação e seu retorno fizeram com que mudasse de vida. • Vs. • V.i innn.8-17. e isso se deu poucos anos antes de uma segunda escravidão. • G a n c h o s (11 ) Os assírios colocavam ganchos ou argolas no nariz de um rei derrotado por eles.. O povo lembrou-se de seu livramento da escravidão no Egito.'!" representava o clímax das reformas (Ir Josias. Ele seguiu o mau exemplo de Manasses e foi assassinado por seus oficiais.H i n o m (6) O vale da Geena (veja 28. ao norte..21-25: A m o m Veja também 2Rs 21. ele foi derrotado por Nabucodonosor. embora Ezequias a tivesse reavivado (cap. Mas. Após apenas três meses no poder. 2 C r 36. 4 Estes eram altares construídos pelo avô de Josias. a reação d o povo foi muito pequena e tardia demais para evitar o castigo. A m o m reinou durante dois anos. Essa lamentação de Jeremias não nos foi preservada. » marcho ui drqmnrii pan ajuitar os assírios :ia sua b.5-8: J e o a q u i m Veja também 2Rs 23. Durante seu reinado foi descoberto o livro da Lei (provavelmente Deuteronômio. • Vale d e B e n . rei da Babilônia. que está na Bíblia. A Páscoa fora negligenciada no período da monarquia. Ncco cli-pOr JNAOU • o leva 1. sua morte trágica Veja 2Rs 23.32b A história de Israel ções na Assíria após a vitória de Assurbanípal. • Jeremias c o m p ô s u m a lamentação (25) Não se trata do livro de Lamentações.35—24. Há algumas diferenças entre os registros em Reis c Crônicas. o sucessor de Josias. Joaquim foi deposto e levado ao cativeiro na Babilô- Esta tabuinha de argila.1. Ultima batalha de Josias U Faixi N i . c m Carquemis. 2Cr 36. ao tentar impedir que o Faraó continuasse MIA mau lia IIIMII ao none. Ao retornar para casa. Veja 35.C (que 6 pane da Crónica Babilónica).14. ele depôs e deportou Joacaz. C . 3 .'IHI . talvez numa forma mais antiga). 18 Há u ma "Oração de Manasses" entre as obras deuterocanônicas. 2Cr 34: Josias: u mr e i q u e promoveu reformas Veja também 2Rs 22—23. O rei Josias. 2 0 Em 609 a . • V.31-34. mas nenhum dos dois autores tinha como preocupação maior a cronologia. foi mono. Josias profanou e d e m o l i u os lugares e objetos de adoração pagã.1-4: J o a c a z ( J e o a c a z ) Veja também 2Rs 23. • Vs. O verdadeiro significado dos fatos está no que eles ensinam.it. ape- sar da iniciativa d o rei.1 D Ao moinai. e reformou o Templo.C mucre N A tsilalh. Assim. Jeoaquim começou como vassalo do Egito e acalxni como cativo na Babilônia. 6 a. Josias estava cada vez mais livre para tomar medidas politicamente perigosas. do séc.19-26.20 acima. Neste momento a sua celebrai. como realizar reformas religiosas também no território d o antigo reino de Israel. em 605. o rei Manasses.i i>. na Babilônia.

o traria de volta à sua terra ( J r 24.4-7). a destruição de Jerusalém Veja também 2Rs 24.1. 2Cr 36.34-35. 26. Veja Lv 25. mas elas foram todas ignoradas.J e 2Crônicas 3271 2 C r 36. servindo aos deuses. Jeremias havia falado palavras duras de juízo e condenação da parte de Deus.1-7. J r 37. O exílio durou cerca de 70 anos. num aio ritual em que ele faz o irabalhu de um escravo. Nesie relevo da Babilônia aparece Assurbanípal. (Tinha 18 anos quando se tornou rei. não oito. Deus não havia abandonado completamente o seu povo. 21.11-21: Z e d e q u i a s . E z 17. nia. rei da Assim.3. Mas também falara sobre como Deus continuava a amar o seu povo em exílio e que. Deus deu a Zedequias e à nação muitas advertências por intermédio de Jeremias e dos outros profetas.30. • Sábados (21) O Cronista dá a entender que esses descansos sabáticos não foram respeitados no tempo dos reis. até os persas conquistarem o império babilónico. e Zedequias era tio dele. Crônicas não poderia terminar com o v. por fim.22-23: U m a n o v a e s p e r a n ç a Quando o livro de Esdras foi separado do livro de Crônicas.) . estes versículos foram retidos no final de Crônicas c repetidos no início de Esdras. um castigo que representava morte o u exílio para todo o povo. A destruição da cidade e do Templo foi considerada j u í z o de Deus.18—25.

45.ESDRAS Esdras e Neemias (um só livro na Bíblia hebraica. No plano mais amplo. 3—6 A g e u e Zacarias A reconstrução do Templo começaram a pregar) e restabelecer Caps.1-13. 80 anos mais tarde. sua ''cidade santa". Resumo Os judeus retornam do exílio. Por causa da dificuldade com a cronologia dos dois livros.. Dario II (423-404). ou quando foram escritos. Puderam reconstruir seu Templo em Jerusalém (a obra começou em 538 e foi retomada em 520. "O que vemos em Esdras e Neemias é um Israel cortado quase até a raiz. em 587 a. os exilados que retornaram com Esdras. e um sexto. Página oposta: O decreto d o rei C i r o . Quase 50. Seja quem for.000 judeus voltaram do exílio. o que é um grupo pequeno. encontraremos no NT" (Derek Kidner). O r e t o r n o dosexilados sob Zorobabel e Esdras Ed 1—2 Os exilados judeus a Jerusalém retornam MÉDIA 1 Ecbatana BABItONIA\ - : í S u â . rei da Pérsia. que não só permitiu o retorno dos povos exilados a seu local de origem como também os incentivou à prática de sua própria religião. permitiu que os exilados voltassem á sua terra e a J e r u s a l é m . Aqui termina a história da nação judaica narrada no AT.22-23 e Ed 1. Os judeus puderam voltar a ser judeus.C. Esdras e Neemias descrevem um retorno em três etapas: o grupo principal.C. num período posterior (403-357). Entre os que se beneficiaram da mudança de política estavam os judeus. d a P é r s i a . quer gostemos dele ou não. e o povo sendo levado ao exílio na Babilônia. já dá sinais de transformação no judaísmo que. mas que recebe novo vigor da 'fonte de nutrientes' que havia negligenciado.) . 464-423). e que. da Pérsia. ele parece ter se baseado em memórias pessoais de Esdras e Neemias na edição dos livros que levam seus nomes. Esdras e Neemias abrangem os reinados de cinco reis persas.) a Babilônia caíra nas mãos dos persas (como os profetas haviam predito). O compilador pode ter sido o Cronista ou alguém relacionado com ele. e o grupo de Neemias que voltou em 445.C. que tem forte apoio arqueológico). algumas pessoas questionam o retomo de Esdras e Neemias a Jerusalém durante o reinado d o mesmo monarca (Artaxerxes I.C. preferindo colocar Esdras com Artaxerxes II. pela sua nova preocupação com a pureza. ELÃO PÉRSIA m m E d 1: O r e i C i r o . reconstroem o Templo em Jerusalém e restabelecem a lei de Deus. Não se sabe quem escreveu os livros. a saber.26-28.C.22. embora totalmente sujeitos à Pérsia. que retornou com Zorobabel em 538 ou 537 a.1-3 são idênticos). A data mais antiga seria por volta de 400 a. Caps. chamado Esdras) abrange um período de aproximadamente 100 anos. Uma das primeiras ações de Ciro foi repatriar os povos exilados e permitir que reinstituíssem o culto aos seus próprios deuses. O retorno de Esdras Este é o foco d o livro de Esdras. que terminou com a destruição de Jerusalém por Nabucodonosor. Mas agora (539 a. o r d e n a a repatriação dos exilados A política dos reis babilónicos era deportar os povos conquistados. Esdras é continuação de Crônicas (2Cr 36. em 458 (esta é a data tradicional. é mencionado em Ne 12. 7—10 seu próprio culto. de 538 a 433 a. que foi conquistado por Ciro. Naquele momento houve uma mudança na política governamental vigente até então. se comparado com o que o povo havia sido antes do exílio. em 539 a. 1—2 A volta dos primeiros exilados quando os profetas Caps. Porém a sobrevivência deste "remanescente" era sinal de que Deus continuava a amar o seu povo. esses acontecimentos da história dos judeus se inserem no período após a queda do império babilónico. a lei mosaica.C. (Veja a profecia surpreendente de Isaías em Is 44.

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6 3 O sacerdote faria o sorteio sagrado (com o Urim c Tu mim) para saber de Deus se estes sacerdotes eram aceitáveis. • V. Mas o trabalho não foi muito i além da colocação dos alicerces.15). 1 Este era o início do novo ano religioso. por volta de setembro/outubro. A exemplo do que havia ocorrido na época de Salomão (veja 2Cr 2). os servidores do Templo e os servos de Salomão. 6 4 Os números dados não resultam neste total. • V. • N e e m i a s (2) Não o mesmo indivíduo que mais tarde seria governador. Este é o Josué que aparece em A g 1. o cedro selecionado que seria usado na construção deste Templo foi trazido do Líbano. não voltassem de mãos vazias. Alista as cidades às quais o povo retornou. questão de vital importância para os sacerdotes (61-62). • V. 19. • Barzilai (61) 2Sm 17. 2 N e 7 alista 12 líderes. • V. para que a adoração e os sacrifícios recomeçassem.15). os lugares onde suas famílias haviam v i v i d o . E d 2: U m a lista d e e x i l a d o s repatriados Veja também N e 7. Este capítulo alista os líderes. Registros c o m o estes eram p r o v a i m p o r t a n t e de a s c e n d ê n c i a . filho de J c o z a d a q u e . representando as 12 tribos (isto é. também deportado de Jerusalém pelo rei Nabucodonosor ( I C r 6. 6 Deus garantiu que os exilados.1 e Z c 3. A frase "como está escrito na Lei de Moisés" é quase um refrão no livro de Esdras. J o s u é / J e s u a . 1 Veja 2Cr 36.31-40. A ação de C i r o é estimulada por Deus. • V. mas de restaurar a antiga e autêntica tradição. toda a nação). conforme o padrão estabelecido por Moisés ( L v 1—7). Ed 3—6 A reconstrução do Templo Ed 3 : Lançados os alicerces do Templo A primeira coisa a ser reconstruída foi o altar.3536). quando eram celebradas as festas principais. Até reis estrangeiros agem conforme a vontade do "Rei dos reis". a exemplo dos israelitas que saíram do Egito ( Ê x 12. Zorobabel era neto do rei exilado Joaquim (2Rs 24.A história de Israel • V. o sumo sacerdote. os clãs de I s r a e l . .27. os sacerdotes c levitas. inclusive o Dia da Expiação. Tudo devia ser feito de modo correto: não se tratava de criar algo novo.22-23. Pode ter havido erros na cópia ou na interpretação dos números.

E d 6. Eles também ofereciam sacrifícios ao Deus daquela terra. Eles adoravam a Deus. até para as dimensões e materiais usados. 12 Os mais velhos choraram ao se lembrarem das glórias do Templo que fora destruído. • Judá e Benjamim (1) A maioria dos exilados repatriados era do reino do sul. • V. Os judeus tiveram autorização oficial para seu Templo. o povo reinicia a construção. Ed 4: O s i n i m i g o s p a r a l i s a m a obra Vs. Mas os judeus não aceitaram a ajuda. • Osnapar (10. e não em hebraico como o restante do AT. O s trechos de Ed 4. o rei do que fora o território assírio. da qual faziam parte toda a Palestina c a Síria. u m sacerdote que podia traçar sua genealogia na volta a Jerusalém. trazendo outros para dentro do relacionamento de aliança com Deus. da Assíria. na prática. Este era o "remanescente" de Israel. . Desta vez a tentativa de levar o novo rei. • V.3. 7. • 6. crucificação.24-41). Para uma nação que passara recentemente p o r um segundo êxodo. quase 100 anos mais tarde. Seus "inimigos" eram o povo miscigenado que o Rei EsarHadom.12-26 foram escritos em aramaico.21 registra que comeram da carne dos sacrifícios não só os judeus repatriados.Esdras bém "todos aqueles que haviam abandonado os costumes pagãos dos povos da terra de Canaã e tinham passado a adorar o SENHOR. e descobriu o rolo em que o decreto do rei Ciro fora escrito. o Deus de Israel" ( N T L H ) . Em contraste com 4. 23 Esta é a situação descrita em Ne 1. U m povo separado. colocara na terra e que mais tarde viria a ser conhecido pelo nome de samaritanos. 10-11 Veja l C r 25. 331 • Vs. mas não fechado sobre si mesmo.18. mas tam- Escavações j u n i o a o ângulo sudeste d a esplanada d o T e m p l o revelaram pedras que provas'elmente remontam ao tempo de Z o r o b a b e l . Em quatro anos o T e m p l o foi completado c o povo pôde celebrar a Páscoa. 1-5: os colonos ofereceram ajuda. liberto p o r Deus do seu cativeiro na Babilónia. Dario. "Aquém do Eufrates"/ "Eufrates-Oeste": este era o nome da quinta "satrapía" ou província persa. isto teve um significado muito especial. A R A ) Versão aramaica de Assurbanípal ( N T L H ) . até Dario subir ao trono (24). que l i d e r o u o primeiro g r u p o d e exilados Ed 7 —10 Esdras O restante d o l i v r o focaliza Esdras.8—6. 7 O aramaico era a língua diplomática internacional do império persa. • Rei da Assíria (22) Isto é.19 A Páscoa é celebrada em março/abril. 6-23 interrompem a seqüência cronológica para completar o relato da oposição até a época de Esdras e Neemias. Os vs. a embargar as obras teve o efeito contrário. E d 5—6: A c o n c l u s ã o d a o b r a Incentivado pelos profetas Ageu e Zacarias. mas junto com outros "deuses" (2Rs 17.3. o que levou os colonos a causar problemas.11 Uma forma comum de execução na Pérsia. Aqui o pomo da discórdia era a reconstrução dos muros (12). Havia dois coros (ou coro e solista) cantando alternadamente. fiel à sua identidade. • 6. Conseguiram paralisar a obra por 15 longos anos. Dario conferiu os registros da corte. • V.

o que dificultava a compreensão da lei. Artaxerxes. Todos estes materiais de escrita se decompõem no solo úmido da maioria das regiões do mundo bíblico. (As próprias memórias de Esdras parecem ser citadas a partir do v. pois coletores de impostos faziam cobranças ou o rei alistava seus soldados. Esdras era um estudioso da lei de Deus. e nas cavernas do mar Morto é que puderam sobreviver algumas amostras. Esta era a posição de Esdras: posição que aumentara de importância na sua época. os escribas haviam se tornado especialistas nesta tarefa. . 1 Segundo a tradição. onde o texto muda do aramaico cm que foi escrita a carta do rei persa para o hebraico.500 km levava quatro meses.) • V . sentado d o lado dc fora d e u m banco d o O r i e n t e Médio. O hebraico e o aramaico geralmente eram escritos com pena e tinta sobre folhas ou rolos de papiro ou pergaminho. as pessoas iam ao escriba que ficava sentado na rua ou junto ao portão da cidade. Para fazer um contrato ou escrever uma carta. Veja Introdução. por exemplo. • V. Mesmo assim. E d 7: M a i s e x i l a d o s r e t o r n a m com Esdras A história de Ester.332 A história de Israel O escriba Alan Millard A maioria das pessoas no mundo bíblico não precisava aprender a ler ou escrever. ser feitos em placas de madeira cobertas com cera. era o escriba quem geralmente lia — e interpretava. Este "escriba". Somente em locais muito secos do Egito. Mas alguns dizem ser Artaxerxes I I . 9 A jornada de 1. São em grande parte anotações curtas e listas que não tinham muito valor ou foram descartadas após sua informação ser incluída em registros maiores.1 de 6. A p a r t i r d a época de Esdras. Artaxerxes I. No período do NT. embora muitos conhecessem a escrita. 27. realiza basicamente a mesma tarefa dos escribas d o passado. para que não repetisse os erros passados. e lhe pagavam para formular o documento. • Sétimo ano (7) O u possivelmente o trigésimo sétimo ano.1-5). que remontam ao Israel e Judá dos tempos antigos. Pedaços de cerâmica quebrada eram usados para fazer anotações e foram recuperados dezenas destes. a A r ã o .22. a rainha que salvou o povo judeu do extermínio. também. o novo rei da Pérsia. se necessário. Provavelmente um número maior de pessoas sabia ler. os escribas j u d e u s passaram a desempenhar uma tarefa mais especializada. e Esdras recebeu sanção oficial para ensinar a lei e designar magis- trados na sua terra natal. se encaixa neste intervalo de quase 60 anos que separa 7. o primeiro sumo sacerdote (7. Ele a ensinaria à nova comunidade do povo de Deus. mas não sabia escrever. O número de pessoas que falavam hebraico havia diminuído em relação ao período anterior ao exílio. simpatizava com os judeus. Anotações e registros podiam. oferecer sacrifícios e embelezar o Templo.

quando o povo se reúne outra v e z . E. não é de surpreender que Esdras tenha ficado muito angustiado ao saber da situação. Esdras reaparece. por vontade própria. A culpa por toda a tristeza dos casamentos desfeitos não caiu sobre Esdras. Pediram que ele tomasse uma atitude. toda a assembléia se reuniu para ouvir a sentença de Esdras. Na Bíblia Hebraica.44 O texto da segunda parte da sentença foi danificado. num papel mais positivo.44. Ed 9 — 1 0 : A q u e s t ã o dos c a s a m e n t o s m i s t o s Desde seu retorno. onde está a conclusão da história.10-16 deixa claro) haviam até desfeito o casamento anterior com uma mulher do povo j u d e u para se casarem com uma estrangeira. ( A maneira como Deus. sacerdotes e levitas. ao contrário da lista do cap. 2. Veja também Ne 13. Assim. Deus havia proibido isso ( D t 7.) Esses casamentos mistos e a idolatria resultante haviam sido um fator importante na ruína da nação no tempo dos reis. O fato de Esdras se identificar de perto com os transgressores e a grande tristeza expressa em sua oração ferem a consciência do povo. Podemos vê-los.21 e é característica marcante dos livros de Rute e Jonas. gente do povo e alguns relutantes levitas. Alguns deles (como M l 2. líderes e pessoas do povo haviam se casado com pagãos daquele lugar. Esdras enfrentou uma longa e perigosa jornada num momento de grande instabilidade.Esdras Ed 8: A l i s t a d o s q u e v o l t a r a m c o m Esdras 0 grupo que acompanhou Esdras — mais de 1. e aqueles que são fiéis a ele. levando-nos às palavras iniciais d o livro de Ncemias. Geralmente havia apenas um em cada "satrapia" o u província. mas sobre as pessoas alistadas em 10. • 10. lEsdras 9. sem intervalo. para ouvir a lei de Deus. começa com os nomes dos sacerdotes culpados.700 pessoas — incluía sacerdotes. mas nem os horrores da derrota e do exílio haviam levado o povo a aprender a lição. aqueles que deviam ter dado exemplo moral. • 10. com vários subordinados. os homens que se casaram em desobediência à lei de Deus.36 (um livro apócrifo o u pseudepígrafe) supre os detalhes do (provável) divórcio e da expulsão de mulher e filhos. não podia pedir uma escolta ao rei! Sua oração foi sincera e sua fé recompensada pelo salvo-conduto do próprio Deus. Trouxeram consigo contribuições de 22 toneladas de prata e 3. se preocupa com os não-judeus j á foi vista em 6. tremendo. mas porque isso levava à idolatria. mas continua.18-44.1-5). por mais doloroso que fosse. > Sátrapas (36) Governadores. 8. 333 . o relato não termina com Ed 10.18 Esta lista. tendo afirmado sua confiança em Deus. sob a chuva de dezembro e quase podemos o u v i r a discussão que se seguiu (10.10-15). Assim. em Neemias cap.400 kg de ouro. não p o r preconceito racial.

Deus resp o n d e u sua oraCaps. • V . e Artaxerxes A dedicação dos muros atendeu seu pedida cidade do. que reconstruiu a cidade d e Jerusalém. 11—13 ção. A g r a v u r a mostra um copeiro que serve o rei Assurbanípal II. A o chegar em J e r u s a l é m .23).2).7-23). q u e c o m e ç o u em Esdras.1-5.4 km de muro.Assíria. Neemias ocupava uma posição de confiança: era copeiro na corte persa e. " U m documento de 407 a.27 a o final. para verificar se estava ou não envenenado. Neemias arriscou sua própria vida para defender uma cidade que. num total de aproximadamente 1.6) era um chefe tribal de Quedar no norte da Arábia. Caps. segundo as informações repassadas ao rei. O muro leste era novo (com 2. mas o período combinado nesta ocasião provavelmente era menor. Embora distante de sua terra natal. e d e 12. • Sambalate. um homem de coragem e determinação com vastos recursos espirituais ao seu dispor. • L e m b r a . a capital de inverno.C q u a n d o o Rei Artaxerxes I d e u a Neemias p e r m i s s ã o para r e t o r n a r a J e r u s a l é m . em segredo. Mas Caps. como lhe era característico. Sua responsabilidade era provar o vinho do rei. Mesmo ao deixar sua tristeza transparecer na presença do rei. Corria o ano d e 445 a. D t 30. Neemias c o n t a sua p r ó p r i a história na primeira pessoa n o s caps. • Este h o m e m (11. Ao contrário dc Esdras ( E d 8. ele estava tão preocupado com seu povo que durante quatro meses lamentou e o r o u pela situação. A reconstrução de Jerusalém dos muros Sob a liderança dinâmica e inspiradora de Neemias foram necessários apenas 52 dias.75 m de espessura). Neemias não mencionou seus planos a ninguém antes de fazer. A história d o governador Neemias. ao começar a sua viagem (cerca de 320 km mais longa que a de Esdras. 8—10 que seu bem-estar A lei e aliança de Deus pessoal. u m o r g a n i z a d o r e líder. boa parte fora saqueada para uso cm outras construções nos 150 anos desde a destruição babilónica.4-9. N e 2: A m i s s ã o d e N e e m i a s . Hanani. (38 anos após os acontecimentos deste capítulo) refere-se a Sambalate como 'governador de Samaria'. d i z Neemias ( N e 1. 1—7. o irmão de Neemias (veja 7. teve ao seu dispor uma escolta militar. Quanto ao restante. ele. Neemias é a t i v o d e s d e o início — u m h o m e m prático. embora a maior parte das pedras antigas fosse inútil (veja 4. Isto sem falar que.t e d a p a l a v r a (8) Por exemplo. para construir aproximadamente 2. referindo-se a o rei da Pérsia.Resumo NEEMIAS A história d o retomo dos exilados. e o nome judaico Tobias seria usado por uma família poderosa em Amora durante os séculos seguintes" (Kidncr).760 km). durante um banquete. 3—7 a preocupação de A reconstrução dos Neemias p o r seu muros de Jerusalém p o v o era m a i o r Caps. Então. 6.22). a oração de Neemias Em dezembro de 446. 13. com certeza. ele estava Ne 3—6 "Nesse l e m p o e u era copeiro d o r e i " . 1—2 Neemias retorna da Pérsia Ne 1—2 Neemias retorna a Jerusalém se arriscando. uma inspeção pessoal da cidade. continua em Neemias. Tobias (10. da . A o c o n t r á r i o d o q u i e t o e retraído Esdras. estava na cidade de Susã. e a ação foi intensa nos meses seguintes. o rei consente O estado lamentável em que se encontrava Jerusalém era conseqüência direta do decreto de Artaxerxes de que a construção devia cessar (Ed 4. 10 Refere-se ao êxodo. era um ninho de rebeldes.2 abaix o ) . naquela ocasião. foi reconstruído no mesmo local dos muros anteriores. Portanto.1-18. ARA) O rei persa. " G c s é m " (6. quando Deus resgatou Israel do Egito.1-9. trouxe más notícias dos israelitas que moravam em Jerusalém (veja E d 4. quando surgiu a oportunidade. Estes dois eram homens importantes.C. . • V.14). 6 Neemias voltaria após 12 anos como governador (5.11). apesar de toda oposição. N e 1: M á s n o t í c i a s d e c a s a .19) Veja lambem 4. ele tinha um plano prático para apresentar ao rei.

no canto noroeste da cidade de Davi. Veja o mapa. no entanto. A Porta das Ovelhas ( 1 ) . A maioria dos lugares mencionados não pode ser identificada atualmente. astuto como sempre. depois o terrorismo de oponentes poderosos. no canto noroeste. governantes. c possuía u m líder dinâmico. N e 4: N e e m i a s v e n c e a o p o s i ç ã o O povo tinira vontade de trabalhar. a Porta do Peixe (3). A lista menciona sacerdotes c perfumistas. No entanto. extremidade leste. nem Esdras nem os homens de seu grupo são mencionados. Neemias.Ne 3: O r g a n i z a n d o o t r a b a l h o Este capítulo descreve a obra como tendo começado do lado noite e indo no sentido antihorário. ourives e comerciantes. pôs as pessoas para trabalharem perto de suas próprias casas. A resposta de Neemias . Os líderes mencionados eram cidadãos estabelecidos há mais tempo. a Torre dos Fornos (11). pelas quais naturalmente se preocupavam mais. ficava no muro norte. tiveram que enfrentar primeiro o ridículo. Pessoas de todo tipo se u n i r a m para a reconstrução. c também mulheres. Alguns se encar- regaram de duas seções.

os judeus ricos desobedeciam à lei (Èx 22. perdoem iodas as dividas deles.. dívida. Eu.. estava em jogo quando seu povo era atacado. • Vale d e O n o (2) Ficava cerca de 40 km a noroeste de Jerusalém. u m fato que colocava em risco todo o empreendimento. Ele não deixou que nada o desviasse da realização da tarefa que havia recebido de Deus. A CIDADE DE JERUSALEM NA ÉPOCA DE NEEMIAS KA A/f (büHan ftrucsäft*JÄ ci. a obra foi t e r m i n a d a A oposição percebeu que sua única chance de fazer parar a obra era livrar-se de Neemias. Neemias decidiu criar um registro de todas as famílias presentes. 2 Os muros haviam sido queimados. "O que NTLH) N e 5: O e s c â n d a l o d e j u d e u s reduzidos à condição d e escravos E n q u a n t o Neemias resgatava escravos hebreus e emprestava d i n h e i r o e oferecia comida aos pobres (inclusive entregando o dinheiro a que tinha direito como governador). cobrando juros de seus compatriotas e vendendo-os como escravos para estrangeiros. As respostas de Neemias (3. 17-19 O cap. N e 7: O s e x i l a d o s q u e r e t o r n a r a m Concluída a obra. e neles Neemias descreve. Os vs. N e 6: C o m o a s c o n s p i r a ç õ e s não deram e m nada. E em menos de dois meses (por volta de agosto/setembro. Até os inimigos de Israel foram forçados a reconhecer que num feito extraordinário desses só podia estar presente a mão de Deus.25). Quando isto falhou. "lembrai-vos v o c ê s estão do Senhor. Ele agia desta forma p o r respeito a Deus e suas leis (15). Neemias tomou medidas enérgicas para corrigir isto.. e o fogo fez com que as pedras d o local E devolvam agora mesmo se desintegrassem. mas zelo pela honra de Deus que Neemias. bem como tributos de outra natureza. tentaram fazer chantagem (5-7) e apelar para a intimidação (10). a seu favor. Estes versículos revelam deslealdade por parte dos líderes judeus. fazendo é errado!. aliadas com ação prática: "oramos. Sua primeira tentativa foi tentar persuadi-lo a deixar Jerusalém para i r conversar com eles (2). vamos perdoar essa que " o nosso Deus lutará por nós!" (20). e os meus Sua confiança inabalável vinha da certeza de companheiros. 14-19 nos transportam 12 anos para o futuro.. • V . Mas e as suas casas!" a razão que subjaz a elas não era vingança (Reformas sociais d e pessoal. 5 revelou uma "ameaça interna".. 10 Apenas sacerdotes podiam entrar no Templo como tal. • Vs. grande e temível e pelejai" (14). • V .9-11. dadas as ordens e distribuídas as tarefas (1-3).336 A história de Israel. • T r i b u t o d o rei (4) Os persas impunham aos povos conquistados pesados impostos sobre o uso da terra. s e g u n d o Ne 5. queriam levar Neemias a violar a lei. e pusemos guardas" (9). o seu estilo pessoal de governador. os seus campos. o trabalho foi realizado no calor do verão) os muros ficaram prontos. vocês também. as suas plantações de uvas • Vs. Tentando fazer medo.8. do Lixo Porta da Fonte Templo ICidädecflBv E/C to ... Portanto... descobrindo que j á existia uma listagem anterior.11) foram fora de série. 4-5 Orações d o A T como esta não e de oliveiras condizem com os padrões de Cristo. Os inimigos de Neemias Jerusalém 1 ¿>C3^> t AMOM f ÁRABES Fu} foi oração e fé.

em primeiro lugar. Depois. a obra da criação de Deus. 7—10 d o livro de Esdras. a festa foi seguida por um jejum. veja notas) referem-se ao primeiro e principal grupo de judeus que voltou em 538 a . passa a recordar suas demonstrações de amor e fidelidade para com U m a poria tia antiga cidade de Jerusalém. (Talvez também tenham traduzido para alguns que falavam aramaico c não entendiam hebraico. 2Rs 22).Os vs. Ne 8—10 A lei de Deus: a é renovada aliança O que é descrito nesses capítulos ocorreu poucos dias após o término da restauração dos muros.27. 1 . e a alegria. 6-73a (quase idênticos à lista dc Ed 2. o p o v o se entristeceu. Erros foram corrigidos e o povo se voltou a Deus com confissão e adoração. Aquele era o "sétimo mês". por tristeza. Ne 8: E s d r a s l ê o L i v r o d a L e i O povo pediu para Esdras trazer o Livro da Lei ( 1 ) . o povo mencionou. Estes capítulos. 8). Durante a leitura. após o decreto de Ciro. interrompem as memórias d e Neemias que serão retomadas a partir de Ne 12. após o êxodo d o Egito. que foi o prelúdio para a renovação da aliança. d u r a n te sete dias eles moraram em cabanas feitas de ramos. Esdras. o sacerdote e mestre da Lei dos caps. muito tempo atrás. C . A o ser notificado de tudo aquilo que Deus espera. escritos n a terceira pessoa. Ne 9 . redescobriram as instruções originais para a Festa dos Tabernáculos ou das Barracas. consciente d a extensão das suas falhas (assim como havia sucedido ao rei Josias. Na oração. . como indica o v. em lembrança da peregrinação de seus ancestrais pelo deserto.3 7 : O p o v o s e a r r e p e n d e Aqui. E pela primeira v e z desde Josué ( o líder que sucedeu Moisés). O arrependimento da nação foi genuíno. reaparece para assumir a liderança nas questões religiosas. invertendo a ordem normal. o início do ano novo com suas importantes festas religiosas. Esdras leu e os levitas explicaram para uma audiência paciente e atenta.

26: R e g i s t r o s do povo Ne 11. encerrando com os deveres em relação ao Templo.6). a identidade da nação (23-27) e o sacerdócio (28-29).1—12. • V . O sumo sacerdote.1-26 relaciona primeiro os sacerdotes e levitas que retornaram com Zorobabel. moravam em . p o r incrível que pareça.338 A história de Israel Ne11—13 A obra de Neemias continua Hsravaçõcs arqi lógicas revelaram parle dos muros d e Jerusalém d a época de Neemias.23 Veja l C r 25. Nós não abandonaremos a casa do nosso Deus" (39). nos manda ( 2 9 ) . os impostos. • 12. depois os descendentes do sumo sacerdote Josué. instalando-se num lugar qualquer" (Kidncr).2-17). 11. cada uma liderada por um coro. Neemias retomou à cone do rei Artaxerxcs.' tradicional com uma maldição (sobre aqueles que o quebrassem) e um jura(O início d a oração d o p o v o e m N e 9. quando se achegam de Deus na condição de escravos em sua própria terra. Em 433. . NeeTu fizeste o s c é i r s e as estrelas. No v. 1 Vestir roupas feitas de pano grosseiro e pôr terra na cabeça eram sinais de tristeza. 4 Neemias recomeça o seu relato. povo. as exigências da Lei em relação ao casamento. encontrando-se na área do Templo para o ato final de ação de graças e os sacrifícios. . nosso Deus. Duas procissões. "Não foi o pedantismo burocrático que conservou estes nomes. Isto não é uma turba de refugiados. 0 número aumentou através cie uma convocação compulsória de 10 por cento da população das vilas circunvizinhas.9 Havia dois coros que cantavam ou recitavam em resposta um ao outro. os dízimos e as ofertas para manter os serviços do Templo. mias. desejo de assinar novamente a aliança só tu és o SENHOR! com Deus.Jerusalém lc substancialmente a mesma lista de l C r 9. 10).38—10. desde a época de Abraão até aquele momento. O propósito é que estas pessoas e seu cronista estavam cientes de suas raízes e sua estrutura como povo de Deus.3 é como as anotações de um editor.25-36 relaciona as vilas ocupadas. N e 11.39: A r a t i f i c a ç ã o da aliança A recapitulação da história do p o v o na grande confissão (9.6) mento (de lealdade a D e u s ) . o governador. 12. Ao voltar a Jerusalém. • 11. os sacerdotes e os levitas. onde ficou por algum tempo. depois os chefes dos grupos de famílias de sacerdotes. o sábado. leviTu fizeste a terra. O acordo foi ratificado no estilo tu conservas a lodos com vida. de lamemação pelo pecado (veja J n 3. especificamente. os sacerdotes. N e 13: A b u s o s e r e f o r m a s O trecho de Ne 12.6-37) p r o d u z i u u m "O « e u s . deparou-se com abusos que ameaçavam a Lei de Deus (15-22). uma nação rebelde. após ocupar o posto de governador por 12 anos. tas e líderes assinaram em nome do o mar e tudo o que há neles. O povo já havia quebrado muitas das promessas que recentemente fizera a Deus (cap. Ne 12. havia permitido que Tobias (provavelmen- N e 9. O p o v o j u r o u manter.3-19 provavelmente c uma lista daqueles que |.44—13. avançaram em sentidos opostos ao longo do topo largo do muro. e registros das famílias de sacerdotes c levitas. . tantas vezes quebrada. "Obedeceremos a tudo o que o SENHOR. por causa do seu pecado.27-47: A d e d i c a ç ã o dos muros da cidade Agora retornamos às memórias de Neemias narradas c m primeira pessoa. Foi um momento de ruidosa alegria e efusiva celebração.

As leis do sábado eram violadas de forma descarada. quando ambos os cônjuges adoram o Deus de Israel: o casamento da moabita Rute com Boaz é um dos vários exemplos de "estrangeiros" aceitos na família de Deus. E mais uma vez (veja E d 9 —10. construídos n o tempo das cruzadas. • V . A oposição às mulheres estrangeiras não era baseada na raça. usasse uma sala grande do Templo. A manutenção dos levitas não estava em dia. significava pa?. sem a fé inabalável e a ação destemida desses dois líderes. apesar de seu nome j u d e u ) . e segurança para o p o v o de Jerusalém. poderia levar a fé judaica rapidamente à beira da extinção. 24 Neemias preocupava-se com a nova geração.Neemías te um amonita. um inimigo de Neemias de longa data. cerca de 30 anos antes disto) os israelitas casaram-se com mulheres estrangeiras. (0 AT não condena casamentos inter-raciais. A i n d a hoje se podem v e r muros eomo estes. Neemias reagiu com palavras duras e rapidamente entrou em ação para corrigir estas situações. n o tempo d e Neemias. com sua permissividade e seu apelo a tudo Jerusalém era u m a cidade f o n i lirada 339 desde tempos remólos. O que aconteceria com a identidade da nação — recentemente recuperada — se isto continuasse? . que há de mais baixo na natureza humana. São notáveis os feitos de Esdras e Neemias nos anos cruciais eme se seguiram ao retorno de um p o v o dizimado do exílio.) A história lhes ensinara que a mistura do paganismo. porque o povo não estava dando o suficiente. Sem o ensinamento da lei. mas era conseqüência de suas religiões depravadas. Para este fim sua rigidez com relação a casamentos mistos foi essencial. para o sustento deles. O projeio cie reconstrução dos muros. talvez não teríamos tido a sobrevivência de uma religião e de uma comunidade judaica bem distintas — com tudo que isso significa para o mundo (especialmente à luz da obra de Cristo).

A Vulgata latina de Jerônimo {século 4) tornou estas passagens parte dos livros deuterocanônicos. em Susíi. Para os judeus. Era filho de Dario I. a proibição do luto. Adições g r e g a s a Ester 0 texto grego da Septuaginta acrescenta parágrafos inteiros ao livro. • Enviou cartas (22) Dario estabeleceu um serviço |X)StaI excelente que operava em todo o império.ESTER O livro de Ester conta a história de uma tentativa de extermínio do povo judeu que se passa nos dias do rei persa. em grande parte por causa da aparente improbabilidade dos acontecimentos. C . o clímax de uma demonstração de seu poder e riqueza que se estendeu p o r seis meses. Assuero (Xerxes I). • Rainha Vasti (9) Heródoto diz que Amestris era a rainha de Assuero. Alguns cristãos o consideram pura ficção. acreditam que o conhecimento que temos sobre a vida no Império Persa no século 5 a. o livro pressupõe a convicção de que Deus tem como interferir nos planos dos homens. Embora não mencione o nome de Deus. excêntrico e sensual — o que corresponde a seu caráter neste livro. Também explica a origem da festa judaica de Purim. cerca de 320 km a leste da Babilônia. Sua capital de inverno (insuportavelmente quente no verão) era Susã. A Bíblia de Jerusalém insere essas adições no texto. O historiador grego I leródoto o descreve como um homem cruel. (Elas podem ser encontradas nas edições católicas da Bíblia. Outros o consideram um romance histórico ou conto baseado em fatos reais. Ester é um livro de instrução (lei) e história (narrativa). . 1—2 do da desastrosa guerra batalhas de Termópilas rainha se encaixa o períocontra os gregos. Assuero é mencionado cm Ed 4. As opiniões sobre o livro variam. Na época eni que o rei Assuero se divorciou da sua rainha e Kstcr foi levada para a cone real. e de que ele nunca se esquece de seu povo em suas necessidades. Escavações revelaram a sala do trono. um império que se estendia do Indo ao norte do Sudão. porém. num total de 107 versículos. e mostra como ela foi frustrada. E seguindo o conselho de seus astrólogos. O u talvez houvesse outras rainhas que desconhecemos. Quem é o autor? Não sabemos. — tirado das obras do historiador grego Heródoto. frustra um plano de exterminar o povo judeu. que lhe deixou vasta riqueza e u m n o v o complexo de palácios luxuosos em Susã. Certamente muitos detalhes contextuais — costumes da corte. o uso de mensageiros.• S . o harém c um "paraíso" (jardim). Em 483 ele deu um grande banquete. cidade no Elão. É possível que Vasti ("melhor" ou "amada") seja seu nome persa. E t 1: A s s u e r o d e s t r o n a s u a r a i n h a 0 imperador persa Assuero ( n o grego. a execução por enforcamento — expressam de forma precisa o mundo persa da época. trazia esta decoração na qual aparece um gualda Deus (e às vezes omite material do texto hebraico). Outros. de inscrições persas e tabletes de Persépolis — nos dá boas razões para considerarmos o livro de Ester como obra essencialmente histórica.C. usando tipos itálicos para distinguir essas seções do restante do texto. e nos Apócrifos da Bíblia protestante). Recentemente a palavra puru foi encontrada inscrita num dado.-i lamina.6. confirmando o que o autor diz sobre a origem do Purím. Há seis adições principais. X e r x e s ) g o v e r n o u de 486 a 465 a . as . Mas seu nacionalismo e conhecimento preciso das tradições persas indicam que ele provavelmente era um judeu que viveu na Pérsia antes do império cair nas mãos dos gregos. estejam eles onde estiverem. uma das paredes do palácio de inverno. Et 2 : Ester se t o r n a E n t r e os caps. o rei depôs a rainha Vasti. com a ajuda de seu primo Mordecai. inclusive referências a Resumo A história de uma jovem judia que se torna rainha da Pérsia e. Mas sua rainha (não sabemos por que razão) recusou-se a atender seu desejo de torná-la parte da exposição. Qtiaii• persa.

estava um jovem j u d i a . Isto lhe permitia ficar perto dos portões. a não ser que fosse convocada por ele. Isto provavelmente significa que sua família estava entre os cativos. anos se passaram até o rei conseguir escolher uma nova rainha. e ao mesmo tempo demonstrando respeito. Ele até persuadiu Xerxes a transformar seu plano em decreto real.C. Como resultado. a única esperança dos judeus. e em vários encontros Ester agiu com astúcia e coragem. como este versículo informa a respeito do nome de Ester. o rei da Pérsia razia uso de louça l u x u o s a . capital da Pérsia durante o reinado do rei Xerxes (Assuero).1-2). Mas isto não deveria causar espanto.Ester 341 Retrato de Ester Frances Fuller Ester era uma bela jovem judia que fora criada por seu primo Mordecai. Mais tarde perdeu a paciência e construiu uma forca para matar Mordecai. ela agradou o rei e ele a tornou sua rainha. agora. Dentre as mais belas virgens do reino. 5-6 Mordecai teria quase 120 anos se ele próprio tivesse sido exilado em 597 a. Embora a história de Ester pareça um conto de fadas. Ela pediu que jejuassem durante três dias. veja 6. há fortes indícios de precisão histórica. c isto é importante para o enredo à medida que a história vai se desenrolando. e dividia as atenções do rei com centenas de outras mulheres. após a morte de seus pais. Eles viviam em Susâ. Ele não podia sequer aproximar-se do rei sem correr risco de vida. os judeus foram salvos. Quando Xerxes nomeou um homem mau chamado Hamã para o posto mais elevado entre os seus nobres. • H a d a s s a / E s t e r (7) Algumas pessoas se incomodam com o fato de os nomes "Ester" e " M o r d e c a i " serem semelhantes aos dos deuses babilónicos "lstar" e "Marduque". Os judeus fizeram uma grande celebração. pedindo ao rei o que ela queria. Seu nome judaico era Hadassa. Seu comportamento é um impressionante exemplo do uso do charme feminino e até da fraqueza para conseguir apoio e autoridade para uma causa. c o m o esta tigela d e o u r o batido. o rei estendeu seu cetro para recebê-la. que manteve em segredo sua identidade estrangeira. verificar se Ester estava bem e lhe enviar mensagens. Tudo indica que Mordecai era um oficial subalterno que trabalhava no palácio. entre os exilados que haviam sido levados de Jerusalém por Nabucodonosor. o rei Xerxes escolheu Ester para ser sua rainha. A identidade judaica de Ester é mantida em segredo (10). e os outros começaram a se prostrar diante dele. morrerei. q u e faz parle d o T e s o u r o d e O x u s . N o seu b a n q u e t e . e os judeus atribuem a origem da Festa de Purim (veja "As grandes festas religiosas") aos acontecimentos registrados nesse livro. planejou acertar as conlas ordenando a morte de todos os judeus. e Mordecai foi elevado à posição de segundo homem mais importante do reino. Hadassa ." Quando o momento potencialmente perigoso chegou. mesmo sabendo que eram ordens do rei. Ester. substituindo a rainha Vasti que. embora nâo tivesse acesso direto ao rei. • V s . se recusara a comparecer diante do rei. Ester. Mas Ester era uma rainha sem poder nem privilégios. prima de Mordecai. que se tornou um evento anual por decreto de Ester e Mordecai. seus bens foram repassados a Ester. Mordecai se recusou a honrá-lo dessa forma. Quando chegou sua vez. pois foram nomes dados no cativeiro. Hamã foi morto na forca que construíra para Mordecai. era. Entre as belas jovens selecionadas para irem à capital para 12 meses de tratamento de beleza. Hamã ficou furioso e quando descobriu que Mordecai era judeu. Um relatório desse fato foi inserido nos registros da corte (23. Outro elemento importante é a descoberta de um plano para assassinar o rei. ao ser convocada. "Se eu tiver que morrer. feita por Mordecai. prometendo abordar o rei no final deste periodo. e depois em grande parte esquecidas. serem examinadas pelo rei.

além da reverência normal da corte e exiuma história gia certa adoração que violava sua própria pode "decolar" c." vivia numa sociedade que se orientava pelo Joyce Baldwin destino e em que o diário da corte para os eventos do ano era determinado por sorteio. sem saber do parentesco entre Ester e Mordecai — ficou muito honrado. na qual pretendia enforcar seu inimigo. começar uma vida própria todos os judeus que havia na Pérsia. • C o b r i r a m o rosto d e H a m ã (8) Isto era um sinal da sentença de morte. Só ela tinha acesso ao rei. a grande ironia é que Hamã acabou morrendo na forca que ele mesmo havia construído. pediu que lhe fossem lidos os anais da corte. tamente com as orações que acompanham o jejum). Mordecai fez pressão sobre pressão.C. Felizmente para os judeus. E t 5: U m c o n v i t e p a r a j a n t a r O rei concedeu a audiência. ainda assim ela poderia ser morta. A comunidade judaica deveria apoiá-la em jejum (e supos- . disse a esposa de Hamã. E continuou: "Você vai perder na ceita". D o palácio e m Persépolis. E t 7: A m a l d a d e d e H a m ã é revelada Após o jantar na segunda noite. Et 3 : O p r i m e i r o . Aqui. aceitou correr o risco. quando. Ester revelou seu segredo. Hamã planepara ajudar java conseguir esses recursos tomando os bens mima situaçtio como estai" dos judeus e confiscando suas terras. E t 6: O r e i r e c o m p e n s a M o r d e c a i Neste momento se dá a guinada na história. Hamã ficou chocado. Hamã resolveu transplantada para solo fazer uma "limpeza étnica". ele precisava escolher um "dia dc sorte". No ambiente tranqüilo após a refeição ela fez um segundo convite. um novo decreto Ainda restava o problema d o decreto de Hamã. Hamã — sem desconfiar de nada. Na sua furia irracional. e Ester agiu com astúcia. Sua esposa e seus amigos. O rei não conseguia dormir. • Tebete (16) Dezembro/janeiro de 479 a. E t 8: M o r d e c a i é p r o m o v i d o . Ester fez seu pedido. aparece sentado no seu trono. ele viria dentro de 11 meses. "Que se fará ao homem a quem o rei deseja honrar?". ele não podia ser revogado significa "murta". F. • Meu p o v o (4) Quase casualmente.i ao convencer Ester e m Et 4. C o m o fora emitido no nome do rei e com seu selo. acabaria dando a seu inimigo as honras que acreditava seriam suas.14) E t 4: E s t e r r e c e b e a n o t í c i a O destino dos judeus agora dependia de Ester. Ela convidou o rei e seu favorito para um jantar. foi a pergunta que o rei dirigiu a Hamã. baseado num equívoco. assim. I Iamã. mesmo se Ester se recusasse a interceder E se ela se recusasse. Sua ação de lançar-se aos pés da rainha estendida no divã foi interpretada como tentativa de estupro. A única alternativa era arriscar-se e ir sem ser convidada.. foi a presença d o rei. mas sua fé lhe dava a certeza de que a ajuda viria. o que agravou ainda mais as acusações feitas contra ele.000 kg de feita rainha justamente prata para o orçamento do Estado.342 A história de Israel Ester arriscou a sua v i d a . Mas ela não era convocada por ele havia um mês. 14-16 Mordecai não mencionou Deus. Mesmo preocupada. mas não há meio de saber se era Mordccai. Mordei . como uma semente fé. da Pérsia. sem ser convidada. viram nisto o início de sua derrota. supersticiosos.m i n i s t r o H a m ã trama a destruição dos judeus Não sabemos por que Mordecai se recusou a se prostrar diante de Hamã. • Vs. Foi para casa e construiu uma forca mais alta que os muros da cidade. não encontrou conforto cm casa. o rei Dario. Envergonhado e humilhado. e. Assim. F. descobriu sua dívida para com Mordecai. "Mordecai é j u d e u " . U m oficial chamado Marduca aparece num texto deste período. Hamã na mente do leitor. O consentimento do rei foi facilmen"Talvez você te obtido: bastou acusar os judeus de rebelião tenha sido e prometer um aporte extra de 342. destruindo receptivo. Possivelmente ele achou que a exigência de Hamã ia "Tendo prendido nossa jrnasimiçcio.

inclusive os dez filhos de Hamã. • V . ao chegar à c o r t e do rei persa. "A dramática inversão de um destino funesto que parecia determinado a eliminar toda a raça judaica impressionoit o autor de tal forma que ele se dedicou com todo seu potencial artístico a transmitir os acontecimentos por meio da escrita. que mostram como Mordecai fez bom uso do seu poder.bster 343 Este bracelete de o u r o d e c o r a d o com grifos ( d o Tesouro d e O x u s o procedente d a Pérsia) d á idéia da riqueza e d o l u x o que lister e n c o n t r o u . Não há desculpa para o pedido vingativo de Ester (a não ser que esta seja apenas uma explicação para a festa celebrada em dias diferentes em Susã c no interior)." Joyce Baldwin (8).. -im de rei do . parecem ser adições posteriores. permitindo que os judeus reagissem. os judeus livraram-se de seus inimigos. precedidos de jejum no dia 13. o rei autorizou um segundo decreto. os dias 14 e 15 de adar se tornaram dias festivos que seriam observados todos os anos. Et 9 : V i n g a n ç a j u d a i c a . lendo em v o z alta o livro de Ester e recordando muitos outros milagres recentes de livramento. 11 Os judeus tiveram permissão de tratar seus inimigos exatamente como teriam sido tratados (veja 3. Mas. Certamente é alto. Algumas pessoas consideram o número dos mortos um exagero proposital para entreter os leitores. 9 Maio/junho.13). Agora entregou-o a Mordecai. tornando-o o segundo homem mais poderoso do império. mas não houve saques.e s c r i t o As últimas observações históricas. • V . mas se o plano de H a m ã tivesse dado certo. Efe continua a ser o livro favorito nas comunidades judaicas. o rei havia dado seu anclsinete a Hamã. e é tido cm família todo ano na festa de Purim.. e seu retato fascinou de tal forma os leitores judeus que o livro de tornou um best-seller. a feste d e P u r i m Q u a n d o o dia d e t e r m i n a d o c h e g o u . Ela mostrou ser filha de seu tempo. • V . Para celebrar o livramento do povo. Até hoje os judeus celebram o Purim. E t 10: P ó s . é possível que um número dez vezes maior de judeus teria morrido. Os corpos dos filhos de Hamã foram enforcados (ou empalados) para tornar público o fim que tiveram. em resposta ao pedido de Ester. 2 No passado.

por exemplo: Lutaremos nas praias. a repetição (ou outros recursos) e o ritmo se unem para tornar uma mensagem duplamente memorável e comovente. com o qual forma um conjunto: Porventura. cullivado p o r uma minoria para o benefício de poucos.ie não de rjjjmero m ff vi /l T «t* •i 1 B m . U m equivalente moderno mais próximo seria a oratória rítmica de Winston Churchill. Outra possibilidade é que o ritmo predominante seja um dístico ou uma parelha em que um verso de três batidas ou acentos é seguido por um verso com apenas duas batidas: Como os guerreiros caíram no meio da batalha! Este último ritmo. e que a distingue da nossa. para o pescoço da esposa? J z 5. Mas este seria um termo inadequado para qualquer parte d o AT. com sua nota de descaimento o u diminuição. tendo ele prometido.30 fixo de sílabas. combinados com outros três no verso seguinte. Geralmente fmverá três acentos numa linha ou verso. estofos de várias cores. Mas este padrão pode ser variado ocasionalmente por uma parelha mais longa ou mais curta. Um OU dois estofos bordados. e é também uma característica de algumas das primeiras poesias bíblicas: Para Sísera. Por isso essa forma poética recebeu o nome de Qinah (lamento). A q u i . ou por um conjunto de três versos na mesma passagem. Lutaremos nos campos e nas ruas. é usado muitas vezes nos s a r c a s m o s o u l a m e n t o s (como no livro de Lamentações). A r e p e t i ç ã o era uma técnica muito usada pelos cananeus. ^estofos de várias cores de bordados. é uma questão flexível de <J«centos o u sílabas tônicas. Lutaremos nas pistas de aterrissagem.Poesia e Literatura de Sabedoria DE J Ó A C Â N T I C O DOS CÂNTICOS Derek Kidner Poesia A palavra "poesia" poderia sugerir um ramo altamente especializado da arte literária. O que é quase marca registrada da poesia bíblica. sendo que os dois versos se juntam para formar um dístico ou uma parelha de versos. embora mais marcado do que isso (no original hebraico. embora seu uso não esteja restrito a esses temas. é o paral e l i s m o : a repetição do pensamento de uma linha ou verso numa segunda linha ou verso. não o fará? I T O r i t m o .

Três livros do AT. pode ser traduzida para prosa em qualquer língua com muito pouca perda. não o cumprirá? (Mm 23J 9. esse livro já foi considerado uma das obras primas da literatura mundial. acima foram tirados de livros que Ou. questões importantes aparece separada em alguns livros desde a repetição propriamente poéticos. no entanto. diz o SENHOR. do ponto de vista puramente poético. refrões. pois sua brica pura é um terceiro exemplo de poesia hebraica a ser colocado ao lado da rica eloqüência de J ó e dos versos dos Salmos que se destinam ao canto. pela riqueza e energia da sua linguagem e pelo poder das idéias que expressa. Nos tempos d o AT. jogos de palavras e acrósticos que são difíceis de traduzir. é que ela tem Por esta r a z ã o . e foram corretamente estruturados como poesia em traduções recentes da Bíblia. no entanto. q u e . em suas preleções sobre poesia hebraica em 1741. fornecendo palavras inspiradas O texto hebraico d e alguns salmos traz o nome da melodia e indica o instrumento a ser usado. Essa forma poética tem os tipos. mas trata-se de casos secundários. recursos como assonância. foi o primeiro a dar o nome de "paralelismo" a esse estilo poético.8. a poesia não Há vários tipos de paralelismo. ARA) O bispo L o w t h . ocasionalmente. a poesia é colocada em prática para ser " o caminho que conduz às portas do céu" no culto e no ensino. Há. baseada no significado. Nos S a l m o s . nem os vossos caminhos. Estes são J ó . ao contrário da poesia que depende de métrica complexa o u vocabulário especial. e. mostrou que esta estrutura. A nosso ver. A essência desta poesia é que ela tem questões importantes a transmitir de maneira enérgica a pessoas de todos os tipos. tendo falado. receberam um sistema de acentuação mais elaborado que os demais livros. . Na realidade quase todos os pronunciamentos proféticos estão nesta forma. ARA) uma dignidade e uma amplitude que dão ao pensamento o tempo necessário para fazer efeito no leitor. um dos instrumentos favoritos para acompanhar o canto era a harpa. muitas vezes. mas surge em vários cona transmitir dita à amplificação (desenvolvide maneira enérgica textos em momentos de grande mento) e à antítese (apresentação a pessoas de todos importância. para destacá-los como sendo distintamente poéticos. (Is 55. e. é mais espontânea podemos classificar como históricos (mas os j u d e u s os chamavam de " P r o fetas Anteriores" e " a Lei") e proféticos. Sobre J ó . mais será dito quando se falar sobre a Sabedoria. questões de estilo na poesia do AT. Portanto. sem dúvida. o Cântico dos Cânticos seria um candidato melhor que Provérbios. O s exemplos citados do oposto). rima. os meus caminhos. também a oportunidade de apresentar mais de uma faceta de uma questão: Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos. mais adiante. S a l m o s e P r o v é r b i o s .Introdução 345 "A essência e notadamente livre dos artifícios de desta poesia linguagem. o que indica claramente que os salmos e r a m poemas compostos para serem cantados.

a ver a ligação entre a ordem divina no mundo e as ordens que Deus dá às pessoas. Qualquer uma dessas três pode ser designada pela palavra hebraica inashal. Algumas de suas fábulas e alguns de seus ditos populares e preceitos foram conservados. por mais que o material bíblico estej a num nível consistentemente mais elevado de fé esclarecida. Salomão é o que mais se destaca. o enigma de Sansão. c diversos provérbios. O s 14. "A sabedoria do erudito se adquire nas horas de lazer.1-9. Num nível mais profundo haverá reflexão penetrante sobre a maneira como Deus governa o mundo e sobre o propósito da vida humana.346 Poesia e Literatura de Sabedoria Tal como a poesia. argumentando . A riqueza das culturas vizinhas está sendo revelada com as descobertas relacionadas à sabedoria do Egito e da Mesopotâmia. ou se regozijarem com um A rainha de Sabá foi apenas um dos muitos salvamento ou uma revelação. mas 4. a confiança no auxílio divino. que também pode ser traduzida por provérbio o u sarcasmo. por breve tempo. U m dos recursos favoritos é a comparação vivaz. para pessoas confessarem seus pecados no fato de ter patrocinado o estudo e as anes. Sua estrangeiros é refletida em parte na autopresença na Bíblia é o sinal mais sutil de ria de Pv 30. Is 28. a sobriedade. Nos Salmos e oráculos proféticos. até provocados. e que a santidade não N q E m Provérbios. um sábio experimentado ensina aos jovens u m a sabedoria que se baseia n o temor de Deus. a Sabedoria c a v o z da reflexão e da experiência. Essa reputação não se baseia somenpara as festas públicas e ocasiões na vida dos te em suas qualidades pessoais. SI 1. por outro lado.24 Sabedoria N o AT. e dizem respeito em grande parle às questões comuns da vida de que tratam os provérbios bíblicos: a disposição dc aprendei. pode ser indiferente à beleza. ou pedirem cura. O C â n t i c o d o s C â n t i c o s . P r o v é r b i o s . e Israel não era exceção. Havia até um provérbio neste sentido: " N ã o há de faltar a lei ao sacerdote.9). mas boa parte lambem é ensino sadio e baseado em princípios elevados. obra de convertidos propriamente dividido em secular Antigo Testamento.5-11. a magnanimidade e a amizade. S a l o m ã o De todas as pessoas que tiveram reputação dc sábio. a sabedoria no falar. e não um simples mandamento o u uma pregação. não-israelitas. O u t r o tipo de literatura destes países lida com os problemas do sofrimento e do sentido da existência.18). teve sua capin