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Manual Bíblico SBB

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MANUAL BÍBLICO SBB

M i s s ã o d a S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil:
D i f u n d i r a Bíblia c sua m e n s a g e m a todas as pessoas e a t o d o s os g r u p o s sociais c o m o i n s t r u m e n t o d e t r a n s f o r m a ç ã o e s p i r i t u a l , d e f o r t a l e c i m e n t o d e v a l o r e s éticos e m o r a i s e d e d e s e n v o l v i m e n t o c u l t u r a l e social.

M251M

M a n u a l Bíblico S B B ; t r a d u ç ã o d e L a i l a h d e N o r o n h a . B a r u e r i , S P : S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil, 2 0 0 8 . 816 p. : il. ; 24,5 c m . T e x t o s bíblicos: A l m e i d a R e v i s t a e A t u a l i z a d a , 2 . e d . © 1 9 9 3 c N o v a T r a d u ç ã o n a L i n g u a g e m d e h o j e , © 2 0 0 0 , S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l . T í t u l o e m inglês: T h e N e w L i o n H a n d b o o k t o t h e Bible. 978-85-311-1118-1 1. Bíblia S a g r a d a 2. M a n u a i s Bíblicos 3. H i s t ó r i a d a Bíblia 4. T e r r a s Bíblicas I. S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l I I . N o r o n h a , L a y l a d e C D D - 220.9

C o p y r i g h t d o t e x t o © 1999 Pat e D a v i d A l e x a n d e r E d i ç ã o originalmente p u b l i c a d a e m inglês c o m o n o m e T h e N e w L i o n H a n d b o o k t o t h e Bible T r a d u z i d o para o p o r t u g u ê s a p a r t i r d a terceira e d i ç ã o e m inglês C o p y r i g h t d a edição inglesa © 1999 L i o n I I t i d s o n pie C o p y r i g h t desta t r a d u ç ã o 2008 S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l C o n s u l t o r e s : Rev. Dr. G . M i k e B u t t e r w o r t , Dr. D a v i d I n s t o n e - B r e w e r , Rev. Dr. R . T . F r a n c e , Dr. S u e G i l l i n g h a m , A l a n R. Millard, Rt. Rev. J o h n B. T a y l o r , Dr. S t e p h e n T r a v i s , Dr. B e n W i t h e r i n g t o n

O s direitos morais dos a u t o r e s f o r a m a s s e g u r a d o s P u b l i c a d o n o Brasil p o r S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil A v . Ceci, 706 - T a m b o r é B a r u e r i , SP - C E P 06460-120 C a i x a Postal 330 - C E P 0 6 4 5 3 - 9 7 0 w w w . s b b . o r g . b r - 0800-727-8888 T r a d u ç ã o : Lailah d e N o r o n h a e S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil R e v i s ã o , edição e d i a g r a m a ç ã o : S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil O s textos bíblicos c i t a d o s f o r a m e x t r a í d o s d a t r a d u ç ã o d e J o ã o F e r r e i r a d e A l m e i d a , R e v i s t a e A t u a l i z a d a , 2a edição © 1993 S o c i e d a d e B í b l i c a d o B r a s i l , e d a N o v a T r a d u ç ã o n a L i n g u a g e m d e H o j e , © 2 0 0 0 S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil Muitos dos t e x t o s s ã o a s s i n a d o s e r e p r e s e n t a m o p o n t o d e v i s t a d o s a u t o r e s . O c o n t e ú d o d o s textos é d e i n t e i r a r e s p o n s a b i l i d a d e d o s a u t o r e s e n ã o r e f l e t e , n e c e s s a r i a m e n t e , a p o s i ç ã o d a Sociedade Bíblica d o B r a s i l , q u e p u b l i c a a p r e s e n t e e d i ç ã o n o i n t u i t o d e s e r v i r o S e n h o r J e s u s Cristo e ajudar o l e i t o r a c o n h e c e r m e l h o r o L i v r o S a g r a d o .

Impresso e e n c a d e r n a d o na E s l o v é n i a E A 9 7 3 M B - 12.000 - 2008 - S B B

MANUAL BÍBLICO SBB
Editado por PAT E DAVID A L E X A N D E R

Sociedade Bíblica do Brasil

Lista de abreviaturas usadas

Prefácio

Abreviaturas gerais
d.C. a.C. cf. cap., caps, p. ex. etc. depois de Cristo antes de Cristo conferir capítulo(s) por exemplo et cetera 5., ss. NT AT v., vs. Pseguinte(s) Novo Testamento Antigo Testamento versiculo(s)
pagina

Livros bíblicos
Gn Êx Lv Nm Dl Js Jz Rt ISm 2Sm 1RS 2Rs lCr 2Cr Ed Ne Et Jó SI Pv Ec Ct Is Jr Lm Ez Dn Os
Jl

Am Ob Jn Mq

Gênesis Êxodo Levítico Números Deuteronômio Josué Juizes Rute lSamuel 2Samuel IReis 2Reis 1 Crônicas 2Crônicas Esdras Neemias Ester Jó Salmos Provérbios Eclesiastes Cântico dos Cânticos Isaías Jeremias Lamentações Ezequiel Daniel Oséias Jool Amos Obadias Jonas Miquéias

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MI Mr Le Jo At Rm Ko 2Co Gl Ef Fp CI ITs 2Ts ITm 2Tm Tt Fm Hb Tg IPe 2Pe 1Jo 2Jo 3Jo
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Naum Habacuque Sofonias Ageu Zacarias Malaquias Mateus Marcos Lucas João Atos Romanos ICoríntios 2Corintios Gálatas Efésios Filipenses Colossenses ITessalonicenses 2Tessalonicenses ITimóteo 2Timóteo Tito Filemon Hebreus Tiago 1 Pedro 2Pedro Uoão 2João 3João Judas Apocalipse

A Bíblia é o livro mais distribuído e lido d o m u n d o . A l g u n s a l ê e m p o r curiosidade, alguns c o m o parte d e u m a busca espiritual, outros p o r causa d o seu rico l e g a d o cultural. Este Manual foi criado para ser u s a d o c o m a Bíblia; para estar j u n t o dela. N ã o é apenas para referência, falando a o leitor sobre a Bíblia. A intenção é reunir informação q u e antes só p o d i a ser encontrada e m vários livros d e referência d i f e r e n tes. Isto é feito tanto visualmente c o m o pela palavra escrita. As ilustrações, os mapas e diagramas são incluídos, n ã o para e m b e l e z a r o t e x t o , mas para esclarecer seu significado. O Manual p o d e ser usado c o m qualquer v e r s ã o o u tradução da Bíblia. ' A l é m d e ser u m livro para ser u s a d o c o m a Bíblia, o Manual t a m b é m estará j u n t o a o leitor, convidativo e acessível. A o editar o Manual tínham o s e m m e n t e as pessoas q u e estão c o m e ç a n d o a estudar a Bíblia. Assim, n e n h u m c o n h e c i m e n t o prévio é necessário. Os vários colaboradores especializados c o m u n i c a m d e f o r m a simples — n ã o simplista. T e r m o s técnicos são usados o m í n i m o possível. Q u a n d o são usados, são explicados. O o b j e t i v o principal é ajudar o s leitores a e n t e n d e r o próprio t e x t o da Bíblia. As seções-guia — Parte 2 sobre o A n t i g o T e s t a m e n t o e Parte 3 sobre o N o v o — analisam cada livro, parte p o r parte, r e s u m i n d o e f a z e n d o a n o t a ç õ e s o n d e e x p l i c a ç õ e s s ã o necessárias. P e q u e n o s a r t i g o s d e destaque, escritos p o r especialistas, p e r m i t e m q u e interesses específicos sejam investigados e m maior detalhe. O s passos seguintes são interpretar o q u e é lido e apreciar o q u e a Bíblia p o d e nos dizer hoje. Isto significa descobrir se u m d e t e r m i n a d o livro é escrito c o m o poesia o u prosa, história o u carta — e seu c o n t e x t o histórico. O s diagramas e artigos na Parte 1 foram projetados para ajudar nesta parte. E a Parte 4, o Auxílio Rápido, facilita e agiliza a localização d e informação sobre p e r s o n a g e n s , lugares, assuntos e ilustrações. Abrir a Bíblia e m Gênesis e ler direto até A p o calipse g e r a l m e n t e n ã o é a m e l h o r m a n e i r a d e começar! " C o m o Ler a Bíblia" (na Parte 1) o f e r e ce várias alternativas úteis. O Manual p o d e estar s e m p r e à mão, qualquer q u e seja o p o n t o d e partida d o leitor: u m livro da Bíblia, u m p e r s o n a g e m

bíblico, uma questão específica, arqueologia bíblica, cultura, literatura. A l g u m a s pessoas p r e f e r e m uma leitura mais superficial; outras g o s t a m d e ir a fundo.

Por que uma edição completamente nova?
0 Manual foi publicado pela primeira v e z e m 1973. E m 1983 foi revisado l e v a n d o e m consideração as novas traduções importantes q u e haviam surgido naquele p e r í o d o . E m 25 anos, as v e n d a s atingiram a marca d o s três milhões e o Manual já foi publicado e m 28 línguas e m t o d o o m u n d o . Nas palavras d e u m editor asiático, ele se t o r n o u uma "obra seminal". 0 p r o p ó s i t o desta revisão mais a m p l a é servir os leitores n o n o v o m i l ê n i o . S e n t i m o - n o s estimulados a reescrever o texto e reformular a o b r a c o m o u m t o d o . T e m o s muitas f o t o g r a fias novas para ajudar a imaginar o passado e o livro t e m mapas e diagramas n o v o s . O m a n u a l levou e m consideração as n o v i d a d e s na área d a pesquisa bíblica e coloca a Bíblia b e m d e n t r o de seu c o n t e x t o histórico. Ele t a m b é m reflete as preocupações mais recentes d o s leitores. C o n v i damos m u i t o s c o l a b o r a d o r e s n o v o s , h o m e n s e mulheres, para c o m p a r t i l h a r seu c o n h e c i m e n t o . Um poeta fala s o b r e Salmos, u m a autora t a l e n tosa c o m muitos anos d e e x p e r i ê n c i a n o O r i e n t e Médio e s c r e v e u e s t u d o s s o b r e as m u l h e r e s d a Bíblia. L e v a m o s e m conta os interesses tias pessoas — n o c u i d a d o c o m a criação, nas histórias (que t ê m u m papel t ã o i m p o r t a n t e na narrativa da Bíblia), na justiça, n o papel d a mulher, n u m a sociedade multirreligiosa, n o lugar d a Bíblia n o mundo atual... C o m o nas edições anteriores, o t e x t o bíblico foi considerado assim c o m o ele aparece e m nossas Bíblias, l e v a n d o e m conta seus tipos diferentes de literatura. A maior p r e o c u p a ç ã o é c o m o c o n teúdo e significado d a Bíblia, n ã o c o m questões de interesse m e r a m e n t e técnico. Nos assuntos e m que há controvérsias, tentamos mostrar isso, s e m necessariamente entrar n o debate. Somos gratos aos eruditos por compartilharem os frutos d o seu trabalho c o m u m público mais amplo. A s obras d e referência clássicas n o nível mais acadêmico f o r a m fonte vital d e informação.

A g r a d e c e m o s a todos q u e c o n t r i b u í r a m c o m este livro direta o u indiretamente, c o m p a r t i l h a n d o seu discernimento s o b r e o e n s i n a m e n t o bíblico, disp o n i b i l i z a n d o s e u p r ó p r i o material, o u simplesm e n t e p o r seu entusiasmo n o e s t u d o da Bíblia e sua convicção d e sua relevância e seu p o d e r para transformar vidas. T a m b é m s o m o s m u i t o gratos àqueles q u e ajud a r a m d e tantas outras formas. A l g u n s são m e n cionados e m "Agradecimentos", e m b o r a isto n ã o faça j u s a o valiosíssimo auxílio v i n d o d e várias fontes — d e s d e diretores d e m u s e u s e coleções àqueles q u e d e r a m h o s p e d a g e m , ajuda, informação e acima d e t u d o incentivo. Pessoalmente, n e n h u m o u t r o livro t e v e u m p a p e l tão significante e m nossas vidas q u a n t o a Bíblia. E s p e r a m o s q u e o Manual na sua n o v a forma ajude futuras gerações d e leitores a e n t e n der a Bíblia e m t o d a a sua atualidade.

Pat e David Oxford

Alexander

Conteúdo

INTRODUÇÃO O ANTIGO À BÍBLIA TESTAMENTO
Veja o índice completo a página 11 Veja o índice completo à página 97 Introdução 98 •••••• C O M E Ç A N D O A ESTUDAR A BÍBLIA 12 A BIBLIA N O SEU C O N T E X T O 24

OS "CINCO LIVROS" Gênesis a Deuteronômio 108 A HISTÓRIA DE ISRAEL Josué a Ester 220 POESIA E SABEDORIA Jó a Cântico dos Cânticos 344 OS PROFETAS Isaías a Malaquias 408

E N T E N D E N D O A BIBLIA 44

TRANSMITINDO A HISTORIA 60

A BIBLIA H O J E 78

O NOVO TESTAMENTO
Veja o índice completo à página 525 Introdução 527

AUXÍLIO RÁPIDO
Página 779

OS E V A N G E L H O S E A T O S Mateus a Atos 538 AS EPÍSTOLAS Romanos a Apocalipse

REFERÊNCIA RÁPIDA A MAPAS E DIAGRAMAS • Os livros da Bíblia 14 • Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo 26 • A Bíblia no seu tempo 28 • Entendendo a Bíblia 50 • A história do Antigo Testamento 100 • Israel nos tempos do Antigo Testamento 104 • Reis de Israel e Judá 306 • Os profetas no seu contexto 414 • Israel nos tempos do Novo Testamento 526 • A história do Novo Testamento 536

Rev. Dr. Gerald LBray, John H. Eaton, ex-Professor de Paula Gooder, Professora de Autores e C o l a b o r a d o r e s Professoranglicano de Divindade, Antigo Testamento, Universidade Estudos Bíblicos, Faculdade Escola de Divindade de Beeson, Universidade de Samfotd, Alabama; autor de Biblical interpretation, past and present: • Interpretando a Bíblia através dos séculos Rev. Dr. Richard A. Burridge, Deão do King's College, Londres, e Professor Honorário deTeologia; autor de What are the Gospels?, Four Gospels, One Jesus? eJohn na série People's Bible Commentary: • Estudando os evangelhos

David ePat Alexander, editores do Manual original; até 1994 respectivamente Diretor e Editora Chefe de Lion Publishing, Oxford: • Todos o$ íoiografíos (exceto aquelas descritas em Agradecimentos) íorom tirados especialmente por David Alexander • Esboço da Bíblia nas Panes 2 ei, com anotações eartigos por Pol Alexander, exceto aqueles atribuídos a outrem

Rev. Dr. Mike Butterworth, Diretor de St Albans e Oxford Ministry Course; especialista Rev. David Barton, Chefe em história do Antigo de Serviços de Informação, Diocese das Escolas de Oxford: Testamento e Profetas: • Os Profetas • laco, iosé, Davi, Retrato deleremias George Cansdale (in memorian), Rev. Dr.Craig Superintendente, Sociedade Bartholomew. . p s q u i s a d o i da Escola de Teologia e Estudos Zoológica de Londres: Religiosos, Escola Superior de • As codornizes, Pescando ChetenhameGloucester: no Lago da Galileia • 0 texto e a mensagem Rev. Colin Chapman, Professor de Estudos Islâmicos, Dr. Richard Bauckham, Professor de Estudos do Novo Escola de Teologia do Oriente Próximo, Beirute; escritor Testamento, Universidade sobre conflitos entre árabes de St Andrews: • Uma história do ponto de vista e israelenses e relações entre cristãos e muçulmanos: feminino (Bufe), Perspectivas • A terra prometida, "Guerra de mulheres nos Evangelhos, Santa" Entendendo o Apocalipse
;,

R.J.Berry, Professor de Genética, Universidade de Londres: • Comentários de um geneticistafsobre nascimento virginal) Dr. John Bimson, Diretor de Estudos e Professor de Antigo Testamento, FaculdadeTrinity, Bristol; autor de The World of theOld Testament; consultor, lllustrated Encyclopedia olBible Places: • Recriando o passado, Vida Nômade, Vida Sedentária

Rabino Dan Cohn-Sherbok, Professor de Judaísmo, Departamento deTeologia e Estudos Religiosos, Universidade de Wales, Lampeter: • A Bíblia Hebraica Rev. A. E. Cundall, ex-diretor, Faculdade Bíblica de Vitória, Austrália; autor de vários livros e estudos relacionados com o Antigo Testamento: • Examinando a cronologia dos reis

Dra. Katharine Dell, Professora de Divindade, Universidade de Cambridge; E.M.BIaiklockijn memorian) Professor Emérito Professora e Diretora de dos Clássicos, Universidade de Estudos na Faculdade St Catherine; especialista em Jó Auckland, Nova Zelândia: e literatura de sabedoria: • A família Herodes, Um historiadorovalia o Movo • Entendendo ló, Sabedoria Testamento em Provérbios eló

de Birmingham; autor de estudos Ripon, Cuddesdon, Oxford; sobre Salmoseos Profetas: estudos especializados: • Os Salmos em seu contexto evidência para crença no misticismojudaico no Novo Dr. Mark Elliot, Professor de Testamento, teologia feminista, Teologia Histórica e Sistemática, interpretação bíblica: Universidade de Nottingham: • Entendendo Cotossenses com Dr.StephenTravis: M Lista Aprovada Rev. Dr. Michael Green, o cânon das Escrituras, Estudioso do Novo Testamento, Livros deuterocanónicos autor e professor; Consultor de Evangelismo para os Arcebispos Dra. Grace I. Emmerson, de Canterbury e York: ex-membro do Departamento • "Boas Novas!"-dos primeiros deTeologia, Universidade cristãos, Dons espirituais de Birmingham: Rev.GeoffreyW.Grogan. • Entendendo Oséias ex-diretor, Instituto de Mary J. Evans, Diretor do Curso Treinamento Bíblico, Glasgow: de Vida e Ministério Cristãos e • 0 Espírito Santo em Atos Professora de Antigo Testamento, Faculdade Bíblica de Londres: Dr. P. DerynGuest, Professor de Bíblia Hebraica, • Profetas e profecia Universidade de Birmingham, Rev. David Field, exFaculdade Westhill: vice-presidente, Faculdade • Entendendo luízes Teológica de Oak Hill, Londres: Michele Guiness, Jornalista • 0 reino de Deus e escritora freelance judaicoRev. Dr. R. T. (Dick) France, cristã: ex-diretor de Wycliffe Hall, • Páscoa e a Última Ceia Oxford; estudioso do Novo Dr. Donald Guthrie Testamento e escritor: • Religião judaica no período (in memorian), Vice-diretor, Faculdade Bíblica de Londres: do Novo Testamento, Jesus • As Cartas (revisado para eo Antigo Testamento, "Deus esta edição pelo Rev. Dr. conosco" - a encarnação, StephenMotyer) 0 Antigo Testamento no Novo Testamento, A Dispersão judaica Richard S. Hess, Professor de Antigo Testamento, Seminário Frances Fuller, autora, editora e ex-diretora de Baptist de Denver, Colorado; Publicatioits, Beirute; residente do especialista em Bíblia e Oriente Médio por muitosanos: Oriente Próximo antigo: • Nomes de pessoas em • Sara, Agar, Retrato de Rute, Gnl—11 Ana, Retrato de Ester, Maria, Marta e Maria, Maria Madalena Colin Humphreys, Professor Dr. David Gill, Professor sênior de Ciência de Materiais, de História Antiga, Universidade Universidade de Cambridge: m A estrela de Belém, deWales, Swansea: 0 recenseamento • A provinda romana da ludéia, A cidade de Atenas, Dr. David historie Brewer, Governo romano, Cultura grega, Pesquisador, TyndaleHouse A cidade de Roma, A cidade de and Library for Biblical Corinto, A cidade de Éfeso Research, Cambridge: • lesus e dinheiro, iesus e as Dr. John Goldingay. cidades, lesus e as mulheres Professor de Antigo Testamento, Seminário Rev. Philip Jenson, Professor Teológico Fuller, Pasadena, de Antigo Testamento, Califórnia; autor de Models FaculdadeTrinity, Bristol: for Scripture e Models for • Um estilo de vida: Os Dez Interpretation of Scripture: Mandamentos, Sacerdócio no • Dicas para entender la Bíblia) Antigo Testamento

Dr. Philip Johnston, Professor de Antigo Testamento, Wycliffe Hall, Oxford: • PosiçõesdoAntigo Testamento com relação ao pós-morte Rev. F. D. Kidner, ex-Diretor de TyndaleHouse and Library for Biblical Research, Cambridge: • Poesia e sabedoria Dr.K.A. Kitchen, ex-Professor de Egípcio e Copta, Escola de Arqueologia e Estudos Orientais, Universidade de Liverpool: • Egito Dr. Nobuyoshi Kiuchi, Professor de Antigo Testamento, Universidade Cristã de Tóquio: • Sacrifício Dr. Todd E. Klutz, Seminário Teológico de Dallas e Faculdade de Wheaton; doutorado em demonologia antiga e exorcismo, Universidade de Sheffield; Professor de Novo Testamento, Universidade de Manchester: m Magia no Antigo Testamento J. Nelson Kraybill, Presidente do Seminário Bíblico Menonita.Elkhart, Indiana; autor de Imperial Cult and Commercein John s Apocalypse: • Adoração do imperador eApocalipse Dra. Melba Padilla Maggay, Presidente do Instituto de Estudos sobre Igreja e Cultura Asiáticas, Manila, Filipinas: • Perspectivas culturais: OrienteeOcidente Dr. I. Howard Marshall, Professor de Exegese do Novo Testamento, Universidade de Aberdeen; estudos especializados - Lucas-Atos, as Cartas de João e as Cartas Pastorais (Timóteo eTito): • Os Evangelhos e Jesus Cristo, Os milagres do Novo Testamento Rev. Dr. Andrew McGowan, Diretor, Instituto Teológico Highland, Elgin: • Os doze discípulos de Jesus

Alan R. Miilard, Professor de Hebraico e Línguas Semíticas, Universidade de Liverpool; Membro da Sociedade de Antiquários e palestrante internacional sobre arqueologia bíblica: • 0Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo, Histórias da criação, Histórias do dilúvio, Abraão, Onde ficavam Sodoma e Gomorra?, Moisés, (idades da conquista, Cananeus e filisteus, A arca perdida, 0 templo de Salomão e suas reconstruções, 0 escriba, Os assírios, Os babilónios, Os persas Evelyn Miranda Feliciano, escritora e Professora, Instituto de Estudossobrea Igreja e Cultura Asiáticas, Manila, Filipinas: m A justiça e os pobres Rev. J. A. Motyer, ex-Professor de Antigo Testamento: • Os nomes de Deus, A importância do tabernáculo. Os Profetas (com Dr. Mike Butterworth) Rev. Dr. Stephen Motyer, Professor de Novo Testamento e Hermenêutica, London Bible College: • As cartas, Paulo Rev. Dr. Stephen Motyer, Professor de Novo Testamento e Hermenêutica, London Bible College: • As Cartas, Paulo Rev. Dr. Michael Nazir-Ali, Bispo de Rochester, ex-diretor da Church Mission Society e exbispo de Raiwind, Paquistão: mO Cordoe a Biblia Dr. Stephen Noli, Professor de Estudos Bíblicos na Escola Ministerial Episcopal deTrinity, Amridge, Pensilvânia; autor de AnjosdeLuz, Poderes das Trevas: Pensando biblicamente sobre anjos, Satanás e principados: • Anjos no Bíblia Meie Pearse, Chefe de Departamento, Faculdade Bíblica de Londres; Professor convidado de História da Igreja, Seminário Teológico Evangélico, Osijek, Croácia: • Nosso mundo—o mundo deles

Rev. Dr. John Polkinghorne, ex-professor de Física Matemática, Universidade de Cambridge; Membro da Sociedade Real: • A Bíblia do ponto de vista de um cientista

Claire Powell, Professora de Novo Testamento, Grego, Cristologia, Hermenêutica e Gênero na Faculdade Cristã de Todas as Nações, Ware, Herts: Steve Turner, poeta, • Mulheres de fé, A Bíblia do jornalista e autor de vários ponto de vista feminino livros de poesia e biografia: • Salmos do ponto de vista Professor Sir Ghillean de um poeta Prance, Diretor do Jardim Botânico Real, Kew, Inglaterra: Rev. Dr. Peter Walker, • Pessoas como Professor de Novo Testamento, Wycliffe Hall, Oxford; autor administradoras de Deus de lesus and the Holy City: Dr.Vinoth • lerusalém no período Ramachandra, Secretário do Novo Testamento Regional da Associação Sul Asiática Dr. Steve Walton, de Estudantes Evangélicos, Professor de Novo Colombo, Sri Lanka; autor Testamento, Faculdade de Recovery ofMissions, Gods de St John, Nottingham; thatfail: especialista em Lucas-Atos. • lesus numa sociedade pluralista • 0 que é a Bíblia?, Divulgando a palavra - a tarefa Dr. Harolcl Rowdon da tradução Ex-professoreinstrutor residente, Faculdade Bíblica Walter WangerinJr., de Londres; editor-chefe Ocupante da cátedra e secretário internacional Jochum da Universidade de de Partnership, uma rede Valparaíso, Indiana; professor de igrejas independentes: de Literatura e Redação; • Soldados romanos no Novo teólogo e escritor; autor de 0 Livro de Deus: A Bíblia Testamento, Pilatos Romanceada: Rev. J. A. Simpson, Deão • A Bíblia como uma história de Canterbury: • 0 nascimento virginal Rev. Dr.JoBailey Wells. Deã, Faculdade Clare, Reva.VeraSinton, Cambridge: Ex-diretora de Estudos • Contadores de histórias Pastorais, Wycliffe Hall, a tradição oral, Os escribas, Oxford: O trabalho dos editores • Questões sexuais na igreja de Corinto Dr. Gordon Wenham, Professor de Estudos do Antigo Rev. John B.Taylor, Testamento, Escola Superior de Estudioso do Antigo Cheltenham e Gloucester; Testamento e ex-bispo de St • Alianças e tratados Albans: no Oriente Próximo • Introdução ao Antigo Testamento, Os "Cinco Livros" Rev. David Wheaton, História de Israel Cónego emérito da Catedral de St Alban; Dra. JoyTetley, Diretor ex-diretor da Faculdade do Curso Anglicano de Teológica Oak Hill, Londres; Treinamento Ministerial, Capelão honorário de Sua Cambridge: Majestade, A Rainha: • Entendendo Hebreus • A ressurreição de Jesus

Dr. Stephen Travis, Vice-reitor e diretor de Pesquisa, Faculdade de St lohn, Nottingham; especialista em Novo Testamento: • Lendo a Bíblia; comDr.MarkEIliot: • Lista aprovada o "cânon" das Escrituras, Livros deuterocanónicos

Rev.Dr.D.Wilkinson. Professor de Apologética Cristã e diretor do Centro de Comunicação Cristã, Faculdade de St John, Universidade de Durham; astrofísico teórico e Membro da Sociedade Astronômica Real; palestrante e radialista sobre questões relacionadas com ciência e religião; autor lieGod.theBigBangand Stephen Hawking eAlone in the Universe? • Deus e o universo HughG.M.Williamson, Ocupante da cátedra Regius de hebraico, Universidade de Oxford: • Entendendo Isaías RobertWilloughby, Professor de Novo Testamento, Faculdade Bíblica de Londres, especialista em Evangelhos e teologia política: MA paz de Deus, Amor

Introdução à Bíblia
COMEÇANDO A ESTUDAR A BÍBLIA 14 18 22 Os livros da Bíblia 0 que é a Bíblia? Lendo a Bíblia 26 A BÍBLIA NO SEU CONTEXTO Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo A Bíblia no seu tempo Recriando o passado A terra de Israel Animais e aves Arvores e planias 0 calendário de Israel ENTENDENDO A BÍBLIA TRANSMITINDO A HISTÓRIA A BÍBLIA H O J E 46 yj 52 53 58 28 30 36 38 40 42 Dicas para entender 62 Entendendo a Bíblia 64 A Bíblia como uma história 66 68 Interpretando a Bíblia através dos séculos 70 0 Texto e a mensagem 74 Contadores de histórias — a tradição oral Os escribas 0 trabalho dos editores A Bíblia Hebraica Uma lista aprovada — o "cânon" das Escrituras Divulgando a palavra — a tarefa da tradução 80 83 86 89 92 95 Perspectivas culturais — Oriente e Ocidente lesus numa sociedade pluralista 0 Corão e a Bíblia A Bíblia do ponto de vista feminino A Bíblia do ponto de vista de um cientista Nosso mundo — o mundo deles

COMEÇANDO A ESTUDAR A BÍBLIA

Introdução à Bíblia

livros da Bíblia
ANTIGO TESTAMENTO (39 livros) OS "CINCO LIVROS"

Gênesis Êxodo Levítico Números Deuteronõmio

Estes livros c o n t ê m histórias sobre a criação do m u n d o , o g r a n d e d i l ú v i o e o s pais ( c m ã e s ! ) d a nação d e Israel (Gênesis); a escravidão no Egito c o êxodo (Êxodo): e os 4 0 anos de p e r e g r i n a ç ã o n o "deserto" do Sinai (Números; Deuteronõmio). Eles t a m b é m r e g i s t r a m o d o m d a lei d e D e u s p a r a s e u p o v o r e s u m i d o nos D e z M a n d a m e n t o s ( Ê x o d o ; Deuteronõmio) e regras detalhadas para sacrifício e a d o r a ç ã o , c e n trados no tabernáculo ( t e n d a especial d e D e u s ) (Êxodo; Levítico).
Horus, simbolizado por este olho. era u m d o s deuses d o Egito, onde os israelitas foram escravizados.

Começando a estudar a Bíblia

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HISTORIA DE ISRAEL

POESIA ESABEDORIA

OS PROFETAS

Josué Juízes Rute 1 e 2Samuel 1 e2Reis 1 e 2Crônlcas Esdras Neemias Ester

Jó Salmos Provérbios Eclesiastes Cântico dos Cânticos

• • • • •

Isaías Jeremias Lamentações Ezequiel Daniel

O shqfar, feito de chifre j de carneiro, era roçado para chamar os israelitas à batalha.

12 "profetas menores": Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias

C o m e ç a n d o c o m a conquista da terra p r o m e t i d a ( J o s u é ) , estes l i v r o s dão continuidade à história da nação, de seus heróis e daqueles que falhar a m para c o m a nação a o desviá-la de Deus. O período de liderança dos "juízes" (Gideão, S a n s ã o e o u t r o s ) t e r m i n a com S a m u e l , q u e u n g i u os primeiros reis de Israel. D e p o i s d o s reis S a u l , Davi e Salomão (1 e 2 S a m u e l ; I R e i s ) , as dez tribos d o N o r t e se separaram e f o r m a r a m o R e i n o de Israel, e n q u a n to a l i n h a g e m de D a v i c o n t i n u o u e m Judá. A q u e d a d e S a m a r i a nas mãos da Assíria m a r c o u o f i m de Israel. Mas u m remanescente d c J u d á s o b r e v i v e u à destruição de J e r u s a l é m e r e t o r n o u do exílio n a Babilônia. R e n o v a n d o sua obediência à lei de D e u s , reconstruír a m o T e m p l o e as m u r a l h a s da cidade (Esdras; Neemias).

Estes livros c o n t ê m a m a i o r parte d a poesia da Bíblia e a "sabedor i a " ( g r a n d e parte c m f o r m a de provérbios: Provérbios, Eclesiastes) q u e e r a b a s t a n t e p o p u l a r no Oriente Próximo antigo por volta da época d o Rei S a l o m ã o . J ó é u m a dramatização poética sobre o sofrimento. Salmos é u m livro de hinos. Cântico dos Cânticos é poesia r o m â n t i c a lírica.

O s profetas t r a z i a m a palavra de Deus a seu povo: advertindo sobre o julgamento ( q u a n d o o p o v o se desviava de Deus) incentivando c o m esperança e promessas (nos m o m e n t o s difíceis). A m a i o r i a v i v e u nos séculos 8 e 7 a . C , q u a n d o a nação estava sob ameaça, prim e i r o dos assírios e depois dos babilônios. A m ó s falou pela justiça a favor dos O povo de Israel mulras vezes pobres. A l g u n s p e r t e n c e m trocou o Deus ao p e r í o d o d o retorno do verdadeiro por ídolos. Esta é e x í l i o . V á r i a s profecias (as uma imagem de m a i s c o n h e c i d a s estão e m Baal, deus dos cananeus. Isaías) p r e v ê e m a v i n d a do "Messias", que D e u s e n v i a r i a p a r a l i b e r t a r seu p o v o e r e i n a r c o m justiça e p a z .
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Introdução à Bíblia

LIVROS DEUTEROCANÔNICOS/APÓCRIFOS

NOVO TESTAMENTO (27 livros)

Incenso foi uni dos presentes que os magos trouxeram ^ p a r a o menino esus.

OS EVANGELHOSE ATOS

Tobias Judite Adições a Ester Sabedoria de Salomão Eclesiástico Baruque 1 e2Esdras Carta de Jeremias

Oração d e Azarias/Cântico dos três jovens Susana Bel e o D r a g ã o 1,2,3, e4Macabeus O r a ç ã o de Manasses

O mais antigo • fragmento do v ,p-. Evangelho de João K ^ J / V W>íá data de 125-130 . .,d.i.. • r ***lKt:V;;.iK • w :

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Mateus Marcos Lucas João Atos

A Judeia estava sob domínio romano n o período do NT.

G r a n d e parte deste material adic i o n a l , i n c l u í d o n a s Bíblias C a t ó l i c a s , mas, e m g e r a l , ausente nas edições protestantes, v e m da tradução g r e g a (Septuaginta) da Bíblia h e b r a i c a . Macabeus relata a luta j u d a i c a pela i n d e p e n d ê n c i a n a é p o c a " e n t r e os Testamentos". Veja t a m b é m "Livros deuterocanônicos".

p Evangelho de João registra como Jesus transformou em vinho a água de jarros como este.

Canetas, tinta e estojo d o período d o NT.

Póncio Pilatos o governador romano que mandou cunhar esta moeda, autorizou a crucificação de Jesus.

O Códice Sinaítico, que data d o século 4 d . C , contém todo o N T ,

Os quatro evangelhos registram a vida de Jesus, principalmente seus três a n o s c o m o p r e g a d o r itiner a n t e , e a s e m a n a f i n a l e m q u e foi crucificado. Sua ressurreição é considerada confirmação de sua reivindicação de ser o Messias/"Filho de Deus" prometido. Todos se b a s e i a m n a e v i d ê n c i a de testemunhas oculares dentre seus seguidores mais chegados: cada autor tem seu próprio propósito e m contar a história. Atos é a continuação do Evangel h o d e L u c a s , a h i s t ó r i a d e c o m o os primeiros cristãos, principalmente P e d r o e P a u l o , d i f u n d i r a m as " b o a s novas" de Jesus entre judeus e gentios, c h e g a n d o até a p r ó p r i a R o m a .

d i r i g e m se a grupos mais amplos d e cristãos. e as necessidades d c líderes. o m a l ser finalmente destruído. cartas "gerais". Todas são d e autoria d e Paulo. questões q u e os cristãos e s t a v a m levantando. o "apóstolo dos gentios". até a história c h e g a r a o f i m .2e3João Judas Apocalipse A s 13 primeiras cartas — escritas para "novas igrejas" recém-formadas — l i d a m c o m situações específicas. Apocalipse.Começando a estudar a Bíblia 17 AS CARTAS E APOCALIPSE • Romanos • 1 e 2Coríntios a :: : i i: n • • a Gálatas Efésios Filipenses Colossenses 1 e2Tessalonicenses 1 e 2Timóteo Tito Filemom Hebreus • • • • • Tiago 1 e 2Pedro 1. Hebreus (mais parecido c o m u m sermão do que u m a carta) é u m livro a n ô n i m o . ela lhes assegura q u e os propósitos d e Deus estão s e n d o e serão realizados. cuja conversão dramática é registrada e m Atos. A s outras. Escrita para cristãos perseguidos. é o ú n i c o e x e m p l o n o N o v o Testamento d e u m a o b r a "apocalíptica". e o p o v o d e Deus g o z a r p a r a s e m p r e d a sua p r e sença nos " n o v o s céus e n o v a terra". embora u m a carta circular. .

c h e i o d e n a r r a t i v a s m u i t o b e m escritas. A Bíblia começa c o m D e u s c r i a n d o os céus e a t e r r a . E l e c o l o c o u pessoas n o seu m u n d o para cuid a r dele e usar todo o seu potencial. m a s proibiu-as d e c o m e r o f r u t o de uma determinada árvore (Gn 2. e conta a história da sua relação c o m a h u m a n i d a d e até o d i a f u t u r o e m q u e as g u e r r a s . dando-lhes responsabilidade pelos animais. " D e u s f i c o u satisfeito c o m o u n i v e r s o q u e c r i o u .Introdução à Bíblia O que é a Bíblia? Steve Walton Para muitas pessoas a Bíblia é u m livro desconhecido. as d o e n ç a s . elas d e c i d i r a m n ã o f a z e r a v o n t a d e de D e u s ( G n 3. A s duas maneiras mais eficazes de analisar a Bíblia são: considerá-la u m a história. Esta g r a n d e história t e m seis partes principais. a m o r t e . pois e x p l i c a q u e a r a ç a h u m a n a está d e relações cortadas c o m D e u s — e t o d a a criação foi afetada pelo r o m p i m e n t o deste relacionamento. M a s e l a é m a i s q u e 2. 1. e a d o r d e i x a r ã o de existir. E s t a h i s t ó r i a ( g e r a l mente c h a m a d a de "queda da h u m a n i d a d e " ) é vital para compreendermos grande p a r t e d a B í b l i a . A grande história A Bíblia é u m m a g n í f i c o l i v r o de histórias.22-24). e ouvi-la c o m o u m a t e s t e m u n h a . á r v o r e s e plantas. pássaros. Criação Deus criou o universo do nada. N o c e n t r o d a g r a n d e h i s t ó r i a está D e u s e o q u e ele está f a z e n d o c o m o m u n d o e a humanidade.31). e o c h a m o u de " m u i t o b o m " ( G n 1.15-17). pela sua simples p a l a v r a . .1-7) e D e u s r e a g i u expulsando-as do j a r d i m (Gn 3. u m a coleção de histórias — h á u m a grande história contada pelo conj u n t o d e relatos i n d i v i d u a i s . Queda D e u s d e u às p r i m e i r a s pessoas l i b e r d a d e p a r a e x p l o r a r o j a r d i m e m q u e as c o l o c o u . I n f l u e n c i a d o s p o r t i m a s e r p e n t e f a l a n t e (a p e r sonificação d o m a l ) . O que ela contém? D o que se trata? É m e l h o r v e r a Bíblia c o m o u m t o d o para não nos perdermos e m meios aos detalhes. G n 1 r e g i s t r a seis o c a s i õ e s e m q u e D e u s falou e acrescenta: " E assim acont e c e u .

o povo judeu celebra o êxodo na festa anual da Páscoa. A nação se dividiu após a morte do rei Salomão.1 7 ) . conduzindo-os numa peregrinação de 4 0 anos pelos desertos da Península do Sinai. no entanto. começam assim: "Eu sou o SENHOR. tirándoos do Egito. e seus descendentes. que te tirei da terra do Egito. ex. Durante três anos Jesus ensinou. Mas Deus não desistira do seu povo. da casa da servidão" (Ex 2 0 . Nesse contexto aparece Jesus. teu Deus. até introduzi-los na terra onde Abraão tinha vivido antes deles. Jesus Em seguida vem o período de Israel. porque abandonara sua fé cm Deus dando lugar a outras religiões.3-5. eles se lembrariam desse episódio como o momento em que Deus os tinha salvado e os adotado. Os romanos os governavam e eles não tinham liberdade para viver como o povo de Deus devia viver. Até hoje. um resumo da idéia central da lei. por razões semelhantes. Quando o povo desobedecia à lei. Mt 8. e que por meio da descendência de Abraão Deus abençoaria toda a humanidade (Gn 12. os "Dez Mandamentos". para demonstrar que este estava sendo sacrificado por ela. Deus deu a Abraão uma promessa tripla: uma descendência. O povo do reino do sul (Judá) foi levado ao exílio na Babilônia cerca de 150 anos mais tarde. Jesus se importava com os pobres e excluídos da sociedade — Ele ajudou até estrangeiros desprezados que o procuravam (p. daí em diante. Os profetas também anunciaram um salvador vindouro. uma terra que Deus daria a seus descendentes. Isto ficou ainda mais difícil quando o povo se tornou prisioneiro cm sua própria terra c foi oprimido por povos pagãos. Eles se tornaram escravos no Egito. chamado de êxodo. 2 ) . trazendo boas novas do perdão de Deus.C. O povo. um mestre judeu que curava e falava do "reino" de Deus — afirmando que Deus ainda estava no controle. 43. No século 1 d. Enquanto estavam no deserto. Ele falava .1-7). que Deus enviaria para libertar seu povo. Is 40. não conseguia viver consistentemente como Deus queria. tornou-se um momento marcante para a nação de Israel. a maneira de "cobrir" seu erro e restaurar o relacionamento com Deus era o sacrifício de um animal no lugar da pessoa que desobedecera a lei. Deus escolheu um homem.Começando a estudar a Biblia 3.16-20). por exemplo.1-3). pois animais eram um grande sinal de riqueza na sociedade rural da Antiguidade. Profetas — que transmitiam a palavra de Deus ao povo — interpretaram este retorno como um "novo êxodo" (veja. Diversos grupos de judeus tinham crenças diferentes com relação ao Messias. e a parte norte do reino (Israel) caiu nas mãos dos assírios no século 8 a. 3 . e por isso eles criam que Deus o faria novamente. Israel 19 Os mandamentos também diziam como o povo de Deus devia viver (Êx 2 0 . pois. e então outra parte crucial da lei era o sistema sacrificial. Eles falaram de outras coisas boas que Deus faria para seu povo. Deus a protegeu e cuidou dela. Mas as histórias centrais que os definiam como povo de Deus eram histórias de Deus agindo para resgatá-los — Ele fizera isto no êxodo e no retorno da Babilônia. A pessoa colocava uma das mãos na cabeça do animal. anunciando que o poder de Deus podia ser visto no que Ele fazia e dizia (Lc 11. curou e libertou pessoas de forças opressivas. A vida de Israel continuou com muitos altos e baixos por mais de 1 0 0 0 anos. a capital da nação. apesar de seu povo estar sofrendo e sendo oprimido. sendo castigados por Deus. para que Deus perdoasse sua desobediência. uma pessoa que os judeus chamavam de "Messias". os sacrifícios passaram a ser oferecidos no Templo de Jerusalém. mas todos esperavam que ele trouxesse o reino de justiça da parte de Deus. Deus fez outra coisa que seria muito importante para a vida da nação: deu-lhes sua lei. 4 . Tratava-se de um procedimento caro. mas Deus agiu para livrá-los por intermédio de Moisés. Este ato maravilhoso.C. A nação era sua por causa da sua bondade em tirá-la do Egito: logo. Os profetas prometeram mais que um simples retorno à terra. para ser o meio de reparar o estrago que a rebelião humana contra Deus causara — um homem chamado Abr(a)ão que vivia na cidade de Ur.5-13). eles se sentiam como se ainda estivessem no exílio. embora estivessem fisicamente na sua terra. Ele restaurou o povo de Judá na sua própria terra cerca de meio século depois. Posteriormente. Após escolher esta nação. Jesus dizia oferecer renovação para a nação. inclusive liberdade para adorar e viver como povo de Deus e a oportunidade de envelhecer sem medo.

Muitos deles estavam colaborando com os governantes romanos e não queriam a instabilidade que Jesus aparentemente trazia. eles tinham de estar prontos para sofrer pela sua fé em Jesus — muitos foram excluídos socialmente. Apocalipse. mostra que Deus tem o controle dos processos da história. era mais importante que suas pró- Como os primeiros cristãos lidavam com este sofrimento? Como entendiam o que Deus estava fazendo agora que Jesus deixara a terra? O último livro da Bíblia. os primeiros cristãos aguardavam um dia em que Jesus voltaria à terra para completar.47-53).20 Introdução à Bíblia a respeito do Templo de uma forma que sugeria que este seria destruído e substituído de certa maneira por sua própria pessoa (Jo 2. Antes de voltar para Deus. Ele deu ao pão e ao vinho da refeição um novo significado. Esta mensagem não foi bem aceita pelos líderes judeus. ele prometeu dar-lhes poder para realizar esta grande tarefa. Pouco depois Jesus foi preso. os cristãos esperam a renovação e restauração de todo o universo de volta ao plano original de Deus na criação (Ap 21. Ele realmente era o Messias! 5.1822. Mais que isso. ele passou tempo com Seus amigos. Além disso. ajustando-se a um novo modo de vida que derrubava barreiras entre as pessoas — barreiras de gênero. algo que elevaria os espíritos dos cristãos perseguidos à presença do grande Deus que serviam.1-12). Jesus não resistiu a isto. entregues na morte (Lc 22. Jesus deu a seus seguidores a responsabilidade de contar aos outros sobre ele. Ele interpretou o pão e o vinho da refeição como símbolos do seu corpo e sangue. e depois pelos romanos (pois os judeus não podiam fazer execuções naquela época). Jesus deu àquela refeição um novo significado. outros morreram porque se comprometeram a segui-lo. Cuidar dos outros.1-8). pouco tempo mais tarde. E os primeiros grupos cristãos tinham seus problemas! As cartas dos primeiros líderes cristãos demonstram os tipos de dificuldades que tinham. Jesus considerava sua morte a realização daquilo que os sacrifícios representavam: perdão e renovação para o povo.1-2). a obra que começara na Sua vida. Ele parecia saber o que estava se passando e falava disso por meio de parábolas (Mc 12. os seguidores de Jesus foram surpreendidos pelo envio do Espírito Santo. condição social e raça (Gl 3.28). Pequenos grupos de cristãos começaram a formar-se. cuja vida dependia da existência do Templo. Será também um dia em que o mal e o pecado serão removidos do mundo. celebrando a Páscoa que comemorava o êxodo do Egito. inicialmente entre o povo judeu. morte e ressurreição. . Isto levou a uma trama para matar Jesus (Jo 11. quando receberam a capacidade dc falar em novas línguas. Ele era o mesmo Jesus que conheciam há três anos. O s s e g u i d o r e s d e Cristo prias necessidades. dc forma que uma grande multidão foi atraída para ouvi-los falar sobre Jesus. 6 .14-20). mas depois também entre não-judeus: a promessa feita a Abraão de que toda a humanidade seria abençoada por meio da sua descendência começava a se cumprir! Estes grupos reuniam-se na casa de algum membro do grupo. Eles tiveram de aprender o que significava ser seguidor de Jesus: não era mais possível viver do jeito que se quisesse. Trevas cobriram a terra enquanto ele estava pendurado na cruz. Três dias depois Seus seguidores ficaram totalmente maravilhados e alegres em vê-lo vivo novamente: a morte não fora capaz de derrotá-lo. 0 fim dos tempos Após a sua ressurreição. Na festa judaica de Pentecostes. Na noite em cjue foi preso e julgado. Aquele pequeno grupo rapidamente espalhou a mensagem sobre Jesus por todos os países ao redor do mar Mediterrâneo. um dia no qual aqueles que rejeitam a Deus serão julgados e aqueles que confiam em Jesus verão o Senhor face a face. Surpreendentemente. Além disso. julgado e condenado à morte pelos líderes judeus. Jesus morreu. Ele foi executado por crucificação. finalmente. Mc 13. mas que agora estava mais vivo que nunca. Nesse dia. principalmente de outros cristãos.

E m português. tuguês. E m g u a j a j a r a e guarani-mbyá. outras.C. capítulo 12. por exemplo. Por mais útil que seja o sistema de capítulos e versículos. pelo menos. Além disso. recomenda-se ler trechos mais longos. Ler a Bíblia é como receber um convite para uma festa — ela busca nossa resposta! Este grupo de jovens cristãos da Ásia representa os milhões que ao longo dos séculos ouviram a história da Bíblia c sc tornaram seguidores de Jesus. e ajudá-los a entender como segui-lo com outras pessoas. Ela é escrita para convidar aqueles que ouvem sua mensagem a confiar em Jesus também. versículos uma três". são mais antigas. é melhor ler parágrafos e seções do que ler versículos e capítulos. R m . não deveria ser determinante n ah o r a de ler o texto. este nome. j u d a a entender a outra. 77. foi traduzida p a r a mais de 2400 línguas. a Bíblia completa já foi traduzida. S e m p r e que se faz referência a u m a passagem. 1 3 significa "livro de Gênesis. existem várias traduções. essa divisão na faz parte do original. aparece em primeiro lugar. longe de ser u m problema. geral. Logo em seguida aparece o n ú m e r o do capítulo. é uma bênção. as diferentes traduções se complementam. U m sistema mais antigo. uma referência bíblica normalmente tem a seguinte estrutura: livro. . E escrita para convencer seus leitores a se tornarem seguidores de Jesus. E o caso. Os n ú m e r o s dos capítulos c o m e ç a r a m a ser inseridos no texto bíblico no século 1 3 d. versículos 2 1 a 26" (veja uma lista de abreviaturas no início do livro). Algumas permitem uma leitura comparativa e uma melhor compreensão da mensagem da Bíblia. foi acrescentada posteriormente. capítulo três. veja p. no século 16. assim como em outras línguasou seja. C a d a livro da Bíblia tem u m nome. além do porTer mais de uma tradução na m e s m a língua. O u t r o s têm dificuldade com a lin- Capítulos e versículos E m edições modernas da Bíblia. Alguns leitores preferem uma tradução mais Para maiores detalhes sobre diferentes traantiga como. a divisão do capítulo ocorre no meio da história e o versículo termina com vírgula! Portanto. uma parte dela já guagem arcaica. 2 1 2 6 significa "carta aos R o m a n o s . U m ponto separa o capítulo do versículo. Por exemplo: G n1 2 . E m outras palavras. O sn ú m e r o s dos versículos f o r a m acrescentados posteriormente. como um historiador faria. ciiado em grande parte p a r a localizar textos bíblicos. uma a majoritárias. o texto c o s t u m a ser disposto em parágrafos e seções. A Bíblia ou. e completos. Traduções da Bíblia m a tradução m a i s atual. versículo(s). que aparece por último. ÀS vezes. Afinal. a edição Revista e Corri. mais recentes. e preferem u como a N o v aT r a d u ç ã o na Linguagem de Hoje. da N o v aT r a d u ç ã o na Linguagem de Hoje. Este sistema permite localizar facilmente qualquer texto bíblico. No Brasil. capítulo. para línguas minoritárias como.duções. por exemplo. é a divisão do texto em capítulos e versículos. gida de Almeida. waiwai. em geral abreviado. Assim. 3 .21 A Bíblia como testemunha A Bíblia não conta esta história dc forma distante.

Às vezes é emocionante. seu Deus. Ela mostra como o povo de Deus devia refletir em suas próprias vidas o caráter de Deus e seu interesse por todo o mundo. visões do céu e conselhos práticos para o dia a dia. As pessoas lêem a Bíblia por várias razões diferentes. Os Salmos. profetizaram o futuro? Como elas viam Deus atuando na vida das pessoas? Podemos resumir seu propósito em quatro categorias. Comunidade Em terceiro lugar. Mas só chegaremos ao cerne da questão se perguntarmos por que os livros bíblicos foram escritos.. e ame o seu próximo como você ama a você mesmo". há uma linha de raciocínio em toda a obra que dá sentido às diversas partes. escreveram as cartas. o Espírito Santo começa a agir e transmite Cristo por meio dele para a mente e o coração e a consciência do leitor. compuseram os salmos. Há histórias e parábolas. Todas estas são razões positivas para estudar a Bíblia. cias falam sobre nosso relacionamento com o povo de Deus. Relacionamento Em segundo lugar. A Bíblia não é um livro sobre uma religião que só se preocupa comigo como pessoa. de forma que no final o mundo inteiro aprendesse a conhecê-lo e amá-lo. mensagens de profetas e apóstolos incentivando o povo a redescobrir o caminho de Deus. Então veremos que sua mensagem se dirige a nós mais claramente quando estudamos a Bíblia com outras pessoas do que quando o fazemos sozinhos. • Você pode lê-la como literatura.." Donald Coggan Ler a Bíblia pode ser uma tarefa difícil. • Você pode ler a Bíblia para estudar a base da fé e dos padrões éticos judaicos e cristãos. e o livro de Isaías são considerados dois dos melhores livros do mundo. .22 Introdução à Bíblia Stephen Travis Lendo a Bíblia O que motivou as pessoas que contaram as histórias. elas contam a história do nosso relacionamento com Deus. Mas às vezes ficamos perplexos. orações de pessoas que anseiam receber a bênção de Deus. Ela dá milhares de exemplos do significado de "ame o SENHOR. elas falam — principalmente no Antigo Testamento — sobre nosso relacionamento com a sociedade e o mundo. "Quando. músicos e escritores do mundo. se quisermos ouvir a mensagem da Bíblia. Sociedade Em quarto lugar. orações e poesias. renovador. elas contam a história de como Deus convidou um grupo específico de pessoas para conhecê-lo. • Você pode lê-la para descobrir a história do mundo antigo. profecias e provérbios. Como podemos começar e continuar lendo? É útil saber exatamente porque estamos lendo. Os livros da Bíblia foram escritos em grande parte para uma comunidade. A Bíblia é como uma bússola. a igreja. por exemplo. não para indivíduos. Há histórias sobre o povo tentando obedecer a Deus. Apesar da variedade de livros na Bíblia e da grande extensão de tempo durante a qual foi escrita.. Então. • Ou você pode ler a Bíblia para descobrir os temas e histórias que inspiraram a obra de vários artistas. O História Em primeiro lugar.. como devemos lê-la? • Reconheça a variedade q u e h á n a B í b l i a . um indivíduo humildemente toma este livro escrito por pessoas comuns e que traz bem evidenciadas as marcas do tempo e as dificuldades causadas peio processo de transmissão. dando direção a nossas vidas.

• Precisamos também permitir q u e a B í b l i a n o s f a ç a p e r g u n t a s — deixar que ela questione nossos pressupostos. sobre meu relacionamento com Deus. e não tanto com um mapa que traz todos os detalhes anotados. Por isso. pergunte que ensinamento a passagem oferece sobre os quatro aspectos do propósito da Bíblia descritos acima: o que aprendo sobre o plano de Deus para o mundo. É melhor. Leia um F. Mas sempre há algo para ajudar você a refletir sobre sua vida com Deus. e depois um trecho de Gênesis (capítulos 1—11). Mas não deixe que estes impeçam você de entrar em campo! Ler a Bíblia em pequenos grupos pode ser uma maneira estimulante de cslodn-la. mas pelo Deus que fala conosco por meio da Bíblia. Da mesma forma. de vez e m q u a n d o . lendo livros de educação física! Use os guias disponíveis. 23 • Pergunte: "Que tipo de l i v r o e s t o u l e n d o ? " Não l e m o s um l i v r o de história como lemos o manual de m a n u t e n ç ã o d o c a r r o . especialmente se estiver estudando um livro narrativo. começando com este Manual. ler trechos mais longos de uma só vez. A mensagem da Bíblia gradualmente transforma as pessoas no que elas deveriam ser. Leia toda a história de Davi em 1 c 2Samuel e terá uma noção melhor do envolvimento de Deus em todos os altos e baixos da vida dessa pessoa. variar de vez em quando entre o Antigo e o Novo Testamento. e com a sociedade c o mundo? É claro que nem toda passagem ensinará algo sobre cada uma destas quatro áreas da nossa vida. • N ã o d e s a n i m e se sentir que precisa fazer um curso intensivo de interpretação bíblica para poder começar a ler. com o povo de Deus. Ninguém aprende a jogar futebol ou qualquer outro esporte sentado na poltrona. A Bíblia faz o cristão c o cristão reage a Deus e às questões da vida como Cristo reagiria.vangelho. • À medida q u e lê. Não lemos apenas duas páginas de um romance e depois o colocamos de lado até o dia seguinte. Ela é parecida com uma bússola para nos guiar na direção certa. • Tente. os vários tipos de livros bíblicos precisam de abordagens diferentes. Um bom plano c começar com um F. depois ler alguns salmos.vangelho inteiro c você perceberá coisas sobre Jesus que jamais notara antes. geralmente não é uma boa idéia tentar ler a Bíblia direto de Gênesis até o fim. Quando leio o livro de Eclesiastes no Antigo Testamento. Quando leio o Sermão do Monte (Mt 5 — 7 ) faço uma pausa a cada frase. Ouviremos sua mensagem se a abordarmos com a reverencia adequada — não uma reverência pelo que está impresso no papel. por exemplo. pois os membros d o grupo podem compartilhar sua compreensão da mesma.Começando a estudar a Bíblia Nossa vida encerra vários aspectos diferentes e Deus se interessa por cada um deles. • A Bíblia não é um livro de c u l i n á r i a com uma receita para cada circunstância da vida moderna. depois uma das cartas mais curtas do Novo Testamento. algo que você jamais compreenderia se lesse apenas alguns versículos de cada vez. . tenho uma abordagem mais descontraída e me divirto com sua maneira estranha de ver a natureza humana. nosso comportamento e nossas prioridades. porque todas as palavras de Jesus são informações vitais para a vida cristã.

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C. pessoas. J t . Sófocles.Bi!da Rígveda. filósofomoral Filosofia grega: Aristóteles. Heródoto. Inglaterra:quebrar Períododeadoracaoitionoleistado sol no Egito PaganisnwdáwiconaGiécia La o-Tsé. Eurípedes Sócrates. Este diagrama traz Será que os israelitas levaram o monoteísmo ao apenas alguns dos personagens. updnishads: poesia e ensinamentos hindus Jainrsmofjndadona India Con ludo na China Taotsmo 1 Ideologias. Império Romano e no Oriente. (enquista aPérsiaeinvadeaíndia Grande Muralha daChina Grécia sob controle romano . Ovídio.fundador da religião persa Ésquilo. Platão Estoicismo Epicuroefilosofia "epicurista" Neoplatonismo. crenças.C. idéias Politeísmo. A mensagem de Jesus apapõe a cerca de metade de nossa história até os receu n u m a época singular. iemita: Igrejas fundadas no Impéiic fita. Império Romano Pompeu (aplura Jerusalém : Júlio César i Navios chineses chegam à índia . religíõesétnicas. religiões asiáticas SicldhariliaGautama. o Grande. Séneca Polinésios estabelecem colori): no Pacífico Civil Governo romano. hinduísmo. Como os acontecimentos bíblicos de comunicações do mundo romano e a língua se relacionam com o que se passava no resto grega possibilitaram sua rápida propagação no do mundo? Fazer ligações pode ser fascinante.^ Aial HunosinvademaEuropa :V. filósofo chinês Religião pantefsta se desenvolve na índia coroasiio.ií Imperador Constantino reúne:. acontecimentos Egito. Pin impérios ocidentaleorienlil P sendoacapital Constantin. religiões primitivas Slonehenge.26 introdução à Bíblia Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo 2000 a. tendo sido mais tarde suprimido? As novas e ideologias que ajudam a mostrar o desenvolreligiões na Ásia surgiram na mesma época dos vimento das idéias desde 2000 a.profetas de Israel.C. quando o sistema dias de hoje. Horácio. cultura helírií! t'. historiador j u d e uI S e g u n d a rebelião j u d a i t a s o t > Bar K o c h b a Jesus Mfe': Cristianismo | oslinl 0 período bíblico desde Abraão se sobre.i. filosofia gre$> Civilizações. —2000 d. ena índia ImperadorConstaniinoadola o Cristianismo HiWi Domingo setoma dia doSstafc Concilio de llicéia esta&eíeteovrJFJ^ CantodehinosdesenvorvKjo | por Ambrósio Budismo. Judaísmo C r i a ç ã o d a s sinagogas Revolta dos m a c a b e u s Septuagínta ou tradução grega da Biblia hebraica P r i m e i r a rebelião j u d a i c a| T e m p l o de J e r u s a l é md e f f l Josefo. acontecimentos Egilo antigo Mesopotâmia Hamuiábi dos códigos babilónicos Sele primeiros períodos da I iteratu ra chinesa Cultura mínoica em Creta ! Era do Bronze Hititasem Anatólia Cananeus Era do Ferro Irtiliíaçãoeiíuíca Dispersão do povo celta pela Europa (entrai eocidental Império Assírio Primeiros jocoso ímpícsrecjistfàdoi Império Babilónico Império Persa Civilização grega Ilíada e Odisséia de Homero Construção da Acrópole em Atenas Adoção da democracia em Atenas Início do Império Indiano Alexandre.

: Mongóis invadem a Asia c a E u ropa AstetasnaAméricaCeniral F u ndaçáo do im p ério Otom ano Cultsia inca no Peri ry-}. m arquiteturas na Iteraiva Mozart. • i • i 'i him Car1asUagno.humanismo Filósofos: Hoboes. Kant por Seleção llatural' Boyle. Spinoza. Linnaeus. 1 'i 1 1 ' i ' ' ' m: 11 Holocausto judeu Estado judeu de Israel gostinho r e m i t a s do deserto loiustiosmo V' •:. evaocjefcsu Segunda Concilio do Vat k ano. Herra üí*w9.A Bíblia no seu contexto 27 Judeusinstalanvsena Alemanha. criando a palavra 'ftníarwntalisü' : iisrenciaiis-Tic rva teoloçjia &#y (Vahan. Revolução Industrial Romantismo Eradas ferrovias Exploração e colonialismo Movineatos abolioontsus Telefone. Newton. fundação de sociedades cientificas Copérnico afirma quea torra giraem torno do sol DesenvoU'imrntoda dent ia: Pasteur. geriet« Monrnento ambienialrtU Movimento M o v a Era Civilizaçãoraaia. eieinodaôe >->!• n v ü l ' f i " t -i da medicina Lançamento da Coca Cola Pn meiros íogos olimpiíos modernos Automóveis Primeira Guerra Mundial Fusão do átomo Invenção da tele-máo Segunda Guerra Mundial nVvoltçáoEletronka Maröa Luther King CuHuraspopeiock Pnmeiraviagrmálua Epidemia de AID internet 4 'M M. Bach.! •: da ctCerr tendi Irra •SSÒttcetanal•. reformas catõltcas Movimento carismático Islamismo Mioñé Império muçulmano da LspanhaáChina Mñbíossufistas Primeira unívrisidaot do mundo em Cairo DeverrvoNimenlodaShaiia. filósofo Psicologia IFreud. Charles Darwin. Man ifesto Comunista Nietzsche. reformador ingle's iariHiß. cientistas Marxeingels."AOrigemdasEspécies Loifce. filósofo Misticismo <abalístko|udeu Perseguidos jtdeus BaEmopa llii'Oílirli. leiíslàmica Mjrwnc^rtasr^comtradasoolrá inpe>toolànii(OBa(»*à em Império Otomana irnpaciodacGkura e lei ocidentais em vanas arras til. estudioso Maimónides. artista IS.prriieroimcefjdordo LeonardodaVnõ Uesopctànuiigiio. Descartes.• -1* 11 igreja Reamamento nos EUA: em Londres Moody eSankey Pietistas Critkada Biola lohn Wesley eos metodistas Movimento ecuménico p a raunir igrejas Publicação de "Os Fundamentos" nos EUA.erurucadisska . compositores Classicismo w leairo. Catrinoi WiBiamTyndale traduzo NI para o inglés Inácio de Loyolaeos jesuítas Concilio de liento: Contra • reforma da Igreja Católica Romana Biblia do Rei Tiago ÍKincj lames Version) Fundações de sociedades missiona rias e bíblicas Presbiterianos e puritanos Inicio da escola dominical Puritanospartem no navio Mayflower Pernéeosla! ismo para a Amirica Primeira Coocfco do Vaticano Con? egacoru listas eaiffalifc*dade papal 5.' Islãracos proroorem estados rr*ulmanos Propagação do império e das obw hindus Primeiros santuários shintoistas noJapão RanjitSingheos sikhs Rarnakrishna.'i. Rousseau. BeMba*« .it-'t '• . Hume.'l .. reformador na Botona Aoabatistas Seforau (Uteio.!. Jerusalém InketasCriuaias Evangelhos dei ncisfamf Gistcwáa Calcaba pane paia o Movo Mundo William Shakespeare . prene-to porta crtsiào I hglès Divisão eniiekjrejas romana e oriental se torna permanente Construção de catedrais na Europa leotoçü escolástica Bernardo de Clarara L auto* dehn» Valdemes Francisco de Assis e os franciscanos Albigenses fundação da ordem dominicana Tomás de Aquino. mestre hindu liadouiadadocotihedri Renascença na a rir e no saber Nascea ciência. teólogo JohnVíytliffe. Faraday Oiluminismo:rationallsmo. i is .j ní-. Período barroco Rembrandt.México E r a dourada da aitebuantina Prir*if3JC'nalinip(fivo err i OttofundaoSacioImpéiiollomannGermánico 'ii . desenvolvem a ling uâ lldlthe 110 Ibn Eira. Jung) AlbertEinsteinearelatividadr Comunismo Teoria quântica na fiwa Positivismo lóg k o Existencialismo Feminrsno Mkrobwkrçia. Handel.111.

13381 pç ( m Império Assírio M ~\C I Civilização minóica em Creta Inicio da construçãotk Acrópole em Atena - . 776 Rómulo. primeiro rei * de Roma Tutancámon I do Egito (morto eme. d e Ur. Primeiros Jogos Olímpicos | registrados c. na Mesopotâmia nul Prainha de ouro.28 Introdução à Bíblia A Bíblia no seu tempo 2500 » C 2250 Reino Unido Êxodo e conquista Os patriarcas Israel no Egito Rei Davi faz de Jerusalém sua capital José Moisés Exílio Reino Dividido Abraão Reino de Israel no Norte Rei Acabe fiei Salomão constrói o Templo Profeta Elias Profeta Eliseu Dez Mandamentos/ Lei de Deus dada no Sinai Samaria conquistada pelo Assíria 722/1 Preparação do Tabernáculo/Tenda de Deus Reino deJudá no Sul Profeta Isaías Juizes Sansão Samuel Rei Ezequias Profeta Jeremii Jeru pela doT Batalha de Jericó I Construção das pirâmides do Egito I Criação de sepulturas reais em Ur I Primeiras bibliotecas do mundo.

Na realidade a arqueologia raramente dá evidência deste tipo. O indagador geralmente quer saber se há evidência arqueológica de que eventos específicos aconteceram. A descoberta d e u m a série d e longas construções retangulares e m M e g i d o e m 1928 ( a c i m a ) foi i n t e r p r e t a d a c o m o se f o s s e m e s t á b u l o s e foi d a t a d a d o p e r í o d o d e S a l o m ã o . Novas abordagens Atualmente. A s cidades nos t e m p o s da Bíblia geralmente eram reconstruídas várias vezes no m e s m o local. assim. E m última análise. as d a t a s d a c e r â m i c a d e p e n d e m d e ligações c o m o Egito ou a Mesopotâmia. e a entender o clima. s e n d o q u e c a d a c a m a d a r e p r e s e n t a u m p e r í o d o d e ocupação. Escavação e registro cuidadosos capacitam arqueólogos a comp o r a história d e u m a cidade. Estilos d e c e r â m i c a e s t a v a m s e m p r e m u d a n do. a v e r mudança n o s e u s t a t u s e na s u a c u l t u r a . i n c ê n d i o s o u terremotos.15. feita cm I R s 9. A evidencia arqueológica n e m semp r e é fácil d e i n t e r p r e t a r . E s c a v a r u m tell significa c a v a r p o r várias c a m a d a s ( o u estratos). Subseqüentemente as construções foram datadas d o reinado d c A c a b e . Levantamentos regionais podem nos ajudar a ver como cidades. Na maioria dos casos ela dá um contexto no qual a Bíblia pode ser mais bem compreendida. f r a g m e n t o s d e c e r â m i c a ( s e m p r e abundantes c m c a m a d a s d e o c u p a ç ã o ) são u m a b o a pista p a r a a d a t a e m q u e d e t e r m i n a d o estrato era uma cidade próspera. d e q u e S a l o m ã o reconstruiu M e g i d o e a s " c i d a d e s o n d e f i c a v a m o s seus carros d e guerra" mencionadas três versículos depois. A g o r a se sugere q u e estas c o n s t r u ç õ e s s ã o a i n d a m a i s recentes e alguns arqueólogos duvidam q u e s e q u e r sejam estábulos. . CERÂMICA AUXILIA A DATAÇÃO A s d a t a s d o s e s t r a t o s d e u m tell g e r a l m e n t e s ã o e s t a b e l e c i d a s p o r sua c e r â m i c a . a arqueologia envolve muito mais que a escavação de t e l h (sítios arqueológicos). I HISTORIA DE ADVERTÊNCIA As primeiras tentativas d e ligar descobertas a r q u e o l ó g i c a s à Bíblia l e v a r a m a algumas conclusões enganosas. Estas abordagens aparentemente não estão relacionadas com a Bíblia (c alguns arqueólogos não gostam do termo "arqueologia bíblica"). podem indiretamente esclarecer a Bíblia para o leitor moderno. um século depois d e S a l o m ã o . mas.30 Introdução à Bíblia Recriando o passado John Bimson "A arqueologia prova que a Bíblia é verdadeira?" Esta é uma pergunta feita freqüentemente a arqueólogos que também trabalham com a Bíblia. O reíl (monte formado por ruínas) da cidade bíblica de Laquis. se elas nos capacitam a entender como a sociedade funcionava nos tempos bíblicos. regiões nas quais l o n g o s p e r í o d o s de h i s t ó r i a a n t i g o s f o r a m r e c o n s t r u í d o s a partir d e listas d e r e i s . Uma cidade que é freqüentemente r e c o n s t r u í d a s o b r e s u a s p r ó p r i a s r u í n a s acabará f o r m a n d o um monte d e t a m a n h o c o n s i d e r á v e l e t a l m o n t e c u m tell e m á r a b e { o u lei e m h e b r a i c o ) . A d e s c o b e r t a l o g o foi l i g a d a a u m a r e f e r ê n c i a . a produção de alimentos e os padrões mutantes de assentamento da antiguidade. No detalhe: instrumentos DESENTERRANDO CIDADES ANTIGAS Ate recentemente grande parte da arqueologia bíblica envolvia a escavação d e tells. muitas vezes após a d e s t r u i ç ã o p o r i n i m i g o s . Isto d e v e n o s advertir contra estabelecer conexões precipitadas. m o n t e s f e i t o s d e r u í n a s d e c i d a d e s antigas. vilas e acampamentos nômades estavam relacionados.

várias evidências arqueológicas d e que certo nível de alfabetizaç ã o era comum no Israel antiEste anel. t e m s e m e l h a n ç a s c o m t e m p l o s c a n a n e u s d o f i n a l d a Gra do Bronze e c o m um templo p o s t e r i o r d o n o r t e da Síria. na f a b r i c a ç ã o d c c o s m é t i cos e c m v á r i o s r i t u a i s . E s c a v a ç õ e s e m E c r o m ( T e l M i q n e . junto ao rio Nilo. TEMPLO DE SALOMÃO A planta d o T e m p l o d e S a l o m ã o . traz e x e m p l o . o T e m p l o d e S a l o m ã o tinha painéis d e madeira entalhados com querubins. na planície litorânea a o e s t e d e J e r u s a l é m ) t è m esclarecido a produção d e ó l e o d e oliva d o século sete a. para fazer breves registros e escrever cartas. ções e m cerâmica e vasos d e pedra. era comum usar fragmentos de cerâmica. U m a c o l e ç ã o d e óstracos (fragmentos de cerâmica c o m i n s c r i ç õ e s ) d a Samaria. J z 8 . I n s c r i . p o i s isto o c o r r i a g e r a l m e n t e às custas d o s pobres ( A m 8. A concentraç ã o d e t e r r a s nas m ã o s d o s r i c o s foi m u i t o c o n d e n a d a p e l o s p r o f e t a s d o s é c u l o 8. H p.em hebraico. As duas fotos acima mostram métodos diferentes dc extrair óleo de oliva: o mais antigo era a viga e o peso. palmeiras. c o m o a Bíblia s u g e r e ( v e j a . e hieróglifos (parte superior). —v-V- Na antigüidade. a prensa. Eles t a m b é m m o s t r a m que os detalhes da descrição são completamente plausíveis no seu d e v i d o c o n t e x t o .3 0 % d e ó l e o ) . V á r i o s pesos d e p e d r a s d e 77 quilos e r a m usados n o p r o c e s s o d c prensagem. cabaças e flores.A Bíblia no seu contexto Esclarecendo o Antigo Testamento Era g e r a l a a r q u e o l o g i a e s c l a r e c e o contexto cultural.4. na i l u m i nação d a s c a s a s .C. PRODUÇÂO DE AZEITE DE OLIVA O azeite d e o l i v a era u m dos produtos mais i m p o r t a n t e s d o s t e m p o s b í b l i c o s ( O s 2. pesos. p o r séculos 8-7 a . A Pedra dc Roseta foi encontrada por soldados de Napoleão perto de Roseta. Ela contém a referência mais antiga. A prática de Salomao de revestir grand e p a r t e da d e c o r a ç ã o interior d o Templo com o u r o p o d e ser ilustrada por templos egípcios.500 litros por a n o . Ela foi a chave para decifrar a escrita egípcia antiga. a um povo chamado Israel.) foram registradas nesta estela (mais dc 2 m de altura). C . em grego (parte inferior).C. As vitórias do Faraó Mcmcptá (cerca de 1208 a. Ela registra um decreto do rei Ptolomeu V do Egito. Placas de marfim entalhado c m estilo fenício. depois veio o pesado rolo de pedra. 1 9 ) . Em seu i n t e r i o r . 31 INSCRIÇÕES Há. são semelhantes a essas decorações do Templo de Salomão. além da Bíblia. c o m sua d i v i s ã o t r i p l a . dos g o . marfins e selos f o r a m d e s c o b e r t a s e m diversas localidades. finalmente. o nome de seu dono I s 1 0 . hoje. ao invés do contexto histórico d e u m e v e n t o da B í b l i a . escrita demótien egípcia (no meio). e. Is 5 . encontradas e m Samaria (figura d e palmeiras à esquerd a ) e na S í r i a e A s s í r i a . c o m o demonstrado por estes exemplos do A n t i g o Testamento. Eles r e v e l a m que alguns indivíduos supriam em grandes q u a n t i d a d e s — u m sinal d e q u e e r a m prop r i e t á r i o s d c g r a n d e s f a z e n d a s . M q 2 . o u 652. à direito: Estes jarros eram usados para armazenar óleo de oliva. que sempre estavam a mâo. 2 . Bacias r e t a n g u l a r e s e c o m p r e s s o r e s d e pedra e r a m usados para a m a s s a r as a z e i t o nas e cada bacia tinha a seu l a d o d o i s t o n é i s para prensar a polpa a fim d e p r o d u z i r l í q u i d o ( 2 0 . que data d o século 8 a . A l g u n s nos e s c l a r e c e m indiretam e n t e acerca da sociedade israelita. Era u s a d o na c o z i n h a . E s t e s e x e m p l o s nos ajudam a imaginar o Templo de Jerusalém. 1 4 .-. C . . 8 ) .8. registra o p a g a m e n t o de impostos e m espécie (vinho e ó l e o ) aos a r m a z é n s d a c i d a d e . e m túmulos. e t c ) . Calcula-se q u e as 115 prensas d e ó l e o d e Ecrom p o d i a m p r o d u z i r 5 0 0 toneladas.

. 1 >4 . isro é..32 Introdução à Bíblia Os rolos do mar Morto foram armazenados em jarros como estes e escondidos cm cavernas da região pela comunidade de Qumran quando esta foi destruída pelos romanos durante a revolta judaica. Í . Os rolos nos r e v e l a r a m uma seita d o judaísmo (provavelmente a dos essênios) que tinha muitas características distintas c a b r i r a m o s nossos o l h o s p a r a o f a t o d e q u e o j u d a í s m o d o p r i m e i r o século não era uma fé uniforme e estática: ela estava m u d a n d o c continha g r a n d e v a r i e d a d e e m seu m e i o .. vl..-....-. a sala em que os rolos foram escritos.:.. ....Í. • • 1 Escavações em Qumran descobriram o saiptoritim. . Esclarecendo o Novo Testamento VIDA RELIGIOSA A descoberta dos Manuscritos d o M a r M o r t o c m 1 9 4 7 t r a n s f o r m o u nossa v i s ã o d o m u n d o d e Jesus.'j T .I ..--^v.

À cidade foi construída e m escala. anfiteatro. . 33 Parte d e um m o n u m e n t o c o m o nome e título d e P i l a t o s foi d e s c o b e r t o c m Cesaréia e m 1961 (veja "Os j u d e u s s o b o g o v e r n o romano: a p r o v í n c i a da J u d e i a " ) . b a n h o s públicos. cm Cesaréia. O palácio d o p r ó p r i o H e r o d e s e m Cesaréia mais tarde tornou-se residência d o s g o v e r n a d o r e s r o m a n o s da Judeia. estádio e um t e m p l o c m honra a o I m p e r a d o r Augusto. c o m teatro. H e r o d e s f e z d e u m pequeno ancoradouro um p o r t o importante. inclusive P ô n c i o Pilatos. t a i s c o m o H e b r o m . o r d e n a n d o a seus e n g e n h e i r o s q u e c r i a s s e m u m p o r t o a r t i f i c i a l g r a n d e o suficiente para o s m a i o r e s n a v i o s m e r c a n t e s da é p o c a . H e r o d e s foi responsável por muitas construções q u e alteraram o panorama d e Jerusalém c d e outras cidad e s d o seu r e i n o . J e r i có e Samaria ( r e n o m e a d a Sebaste. C ) . nome grego c m honra a A u g u s t o C é s a r ) . O teatro d o rei Herodes. Em Cesaréia ( t a m b é m n o m e a d a e m honra a o i m p e r a d o r ) .4 a .A Bíblia no seu contexto AS CONSTRUÇÕES DO REI HERODES Em v á r i o s a s p e c t o s o m u n d o q u e J e s u s conheceu fora m o l d a d o por H e r o d e s o Grande ( 3 7 .

q u a n d o Jerus a l é m foi t o m a d a p e l o e x é r c i t o r o m a n o . q u e foram destruídas e m 70 d . c o m p e d r a s m e n o r e s e argamassa para preencher os espaços. A l g u n s d o s p i s o s e r a m d e c o rados c o m mosaicos. As paredes tinham r e b o c o d o s dois lados e os interiores t i n h a m o r n a m e n t a ç ã o rica em d e t a l h e s . A l g u m a s casas tinham s e g u n d o andar. e no p o r ã o h a v i a c i s t e r n a s e b a n h e i r a s p a r a a purificação ritual. V i d r o s e cerâmica d e luxo b e m c o m o mesas d e pedra d e alta qualidade foram encontrados nessas casas. em frente ao Templo de Herodes. A l g u n s pisos e r a m d e pedra e p e q u e n o s objetos p o d a m ser facilmente perdidos e n t r e as p e d r a s . tais c o m o o l í d e r j u d e u q u e é m e n c i o n a d o em Lc 18. ocupadas pela elite ( p o s s i v e l m e n t e s a c e r d o t e s ) no s é c u l o u m d a era c r i s t ã . A s p a r e d e s e r a m f e i t a s d e p e d r a s basálticas i r r e g u l a r e s . C . foi c o n s t r u í d a e m d o i s n í v e i s n u m t e r r e n o i n c l i n a d o . cobertos c o m argila.34 Introdução à Bíblia A JERUSALÉM DO PRIMEIRO SÉCULO Escavações no setor j u d a i c o d e Jerusalém d u r a n t e a d é c a d a d e 1970 r e v e l a r a m exemplos d e mansões. CAFARNAUM Em c o m p a r a ç ã o . . C .18-23. Essas casas foram queimadas quando os romanos tomaram Jerusalém em 70 d . Uma delas. agora conhecida simplesm e n t e c o m o a mansão. A s prin- cipais áreas d c estar f i c a v a m no t é r r e o . U m a d a s salas d o t é r r e o tinha um s e g u n d o andar. após a revolta judaica. cm Jerusalém. 8 ) . c o m o na p a r á b o l a d a m o e d a perd i d a q u e Jesus c o n t o u ( L c 1 5 . Salas e objetos descobertos em escavações na Cidade Alta. g r u p o s d e c a s a s e s c a v a d a s e m C a f a r n a u m i l u s t r a m as casas b e m mais simples das pessoas que v i v i a m nas províncias. Estas d e s c o b e r t a s d ã o u m a i d é i a d a v i d a d e s f r u t a d a p e l o s r i c o s na é p o c a d e J e s u s . O s telhados e r a m f e i t o s d e v i g a s q u e s u s t e n t a v a m galhos ou juncos.

Um poço reconstruído nos ajuda a entender um aspecto importante do cotidiano nos tempos bíblicos. Para mais informações sobre a vida diária veja: 198 Vida nômade 242 Vida sedentária Reconsirução parcial de uma das casas de Jerusalém dcsiruídas em 70 d. que data de época próxima à de Jesus. Um exemplo é este vaso de vidro. iVo detalhe: As vezes.G e d i .A Bíblia no seu contexto O COTIDIANO 35 N o c l i m a e x t r e m a m e n t e s e c o da bacia do M a r M o r t o .pratos e objetos domésticos de bronze encontrados em Massada. apenas 40 anos após a morte de Jesus. . cestos. Seus móveis e piso em mosaico dão uma idéia do estilo de vida dos ricos. esteiras c roupas s o b r e v i v e r a m d e s d e os séculos 1 e 2 nas l o c a l i d a d e s d e M a s s a d a e E n . Estes o b j e t o s i l u s t r a m d e f o r m a i o d a e s p e c i a l o c o t i d i a n o na J u d é i a a n t i g a . Jarros. síío encontrados artefatos que revelam a habilidade de quem os fez. sandálias.C.

Asdode +42 m DIAGRAMA DA TERRA A s regiões g e o g r á f i c a s d e Israel estendem-se d e N o r t e a Sul. ao Norte. Peixes são abundantes no Lago da Galileia. figos. Mas sua posição na estreita faixa de terra entre o mar e o deserto na parte oriental do Mar Mediterrâneo lhe confere importância especial. e do Egito. a Nordeste. é extraído cobre e o deserto é rico em minérios. no Sul. azeitonas e tâmaras são cultivados desde os tempos bíblicos. paralelas à costa. Passando essas m o n t a n h a s . Desde a época de Abraão e mesmo antes disso. A distância de Dã. são parte desta "espinha dorsal" d c montes acidencados e rochosos. provendo leite. a planície litorânea dá lugar a u m a cadeia d e pequenas c o l i n a s . P e r t o de Haifa. cujas c o l i n a s s e e s t e n d e m p a r a o i n t e r i o r a t é se u n i r e m à região montanhosa central. ovelhas e cabras são criadas naquela região acidentada e pedregosa. a altitude cai drasticamente até se c h e g a r ã o vale d o Jordão. Agricultura e geografia Israel produz uma extensa variedade de alimentos. legumes. mais a o Sul. O Mar Morto fornece sal e minérios. uvas. essas lutas eram travadas geralmente entre as grandes civilizações da Mesopotâmia. Mais ao Sul. a planície é interrompida p e l a s e r r a d o C a r m e l o . Desde a antiguidade até hoje a terra e seu povo têm sofrido com uma série de lutas. carne e lã. ao Sul. Para mais intormações veja: 38 Animais eaves 40 Árvores e plantas . s e g u i d a d a r e g i ã o m o n t a n h o s a central. A REGIÃO MONTANHOSA CENTRAL Os montes de Samaria e os montes da Judeia. q u e forma a "espinha dorsal" de t o d o o país. no Norte. Pastos mais verdes possibilitam a criação de gado. a Berseba. não chega a 230 quilômetros. sendo que existem mais cadeias d e montanhas a leste. Dcslocando-sc para o interior.36 Introdução à Bíblia A terra de Israel Israel jamais foi um país grande ou muito poderoso. A PLANÍCIE LITORÂNEA A e x t r e m i d a d e sul d a p l a n í c i e l i t o r â n e a foi n o p a s s a d o a t e r r a d o s f i l i s t e u s . Cereais e grãos. romãs. Nos tempos bíblicos.

d e s c e n d o cerca d e mil m e t r o s a l é c h e g a r a o m a r M o r t o (a m e n o r a l t i t u d e d o m u n d o n o seu p o n t o mais b a i x o . a o Sul. o vale de Esdraelom ou de Jezreel. N o i n v e r n o . de Somaria = Mor Morto / - 0 DCUORDÃO Berseba Belém 1 . q u e foi c r i a d a p o r f a l h a s g e o l ó gicas nessa á r e a i n s t á v e l . m a i s d e 8 0 0 m a b a i x o d o n í v e l d o m a r ) .-. quente e seco. Haifa-\ da Galileia MomeCotmeb • ra Nazaré' " \ Ptaakie . pode nevar c m Jerusalém c cair c h u v a g e l a d a na G a l i leia. a t e m p e r a t u r a m é d i a n o litoral e na r e g i ã o m o n t a n h o s a é d e 2 2 .. A s chuvas c o m e ç a m e m o u t u b r o . A l é m d e l a e s t ã o os m o n t e s e vales q u e c e r c a m o l a g o da Galileia. e n q u a n t o a t e m p e r a tura m é d i a e m J e r i c ó n ã o baixa d e 15"C.- Monie Hebo Morte Belém +760 m Berseba Mat Morto -390 m Monte Nebo +833 m +1000 m +500 m Nivél do mar -500 m -lOOOm DESERTO DONEGUEBE 0 VALE DO JORDÃO O Jordão c o m e ç a perco d o sopé d o monte Hermom e c o r r e para o Sul. na r e g i ã o d o Mar M o r t o s e m a n t é m u m a temperatura constante de 4 0 ° C d u r a n t e o d i a . GALILEIA Ao norte d o monte C a r m e l o .>-<.'_ . Estes ficam m a i s altos. o território se a b r e numa a m p l a c fértil p l a n í c i e . frio e úmido: o verão. o u seja. Gaza índice pluviométtico Regiões de Israel 37 Mar Mediterrâneo Monte Heimm GALILEIA MtlLUA rlANALIO ORIENTAL :S . .: i . u m a d e p r e s s ã o profunda.A Bíblia no seu contexto CHUVAS Israel t e m d u a s estações: o i n v e r n o . Aqui o índice pluviométrico é b a i x o . e t u d o q u e se v ê s ã o p e q u e n a s m a n chas d e v e g e t a ç ã o e uma eventual acácia e n t r e o s m o n t e s á r i d o s . P o s s u i u m c l i m a quente e ú m i d o b e m c a r a c t e r í s t i c o . são mais f o r t e s e m d e z e m bro/janeiro e terminam por v o l t a d e a b r i l . acidentados e imponentes à medida q u e s e v a i na d i r e ç ã o d o S i n a i . í / delezréâ^A v ! Jerusalém Moptêsr-. m a r c a m a fronteira ao norte d o país. que é coberto de neve ( 2 8 4 0 m d e altura). . 0 DESERTO A o sul d e B e r s e b a está o d e s e r t o d o N e g u e b e . O v a l e é. N o v e r ã o .2 5 ° C . logo. A t e m p e r a t u r a v a r i a bastante d e uma r e g i ã o para o u t r a . A c i d a d e d e Dã e o monte H e r m o m . / PLANÍCIE COSTEIRA \tAar .

queijo e carne. Os campos mais férteis de Gileade e Basã. Havia muitas cobras.599 Gazelas 405 Deus disse que Ismael. Corvos 291 Arganazes 383 P o m b o s 405. semelhante à víbora dc chifres (acima). ovelhas e cabras já pastavam nos montes acidentados e rochosos de Israel. lutando contra iodos (<. camundongos. Havia também gafanhotos e ocasionalmente nuvens destruidoras de gafanhotos do deserto. Há mais de 40 tipos dc lagartos em [ m e l . G a f a n h o t o s 165. Camelos e jumentos são animais de carga e transporte de pessoas nos países do Oriente Médio desde os primórdios. bem como o tímido hiracoídeo que se esconde entre as rochas. as que picaram os israelitas durante a jornada pelo deserto. gazelas. veados e faamhfmeinfonmaxsveja: Camelos são muito importantes em regiões dentro c ao redor do deserto. B t c é o lagarto Dabb. Um número bem maior de animais selvagens habitava a terra de Israel nos tempos bíblicos do que acontece atualmente — lobos.n 16. A serpente mortífera de Nrn 21 provavelmente í. a leste do rio Jordão. usada para fazer vestimentas. Os tnklianitas atacaram Israel montados cm camelos (. Muitas. Eles puxavam carruagens e eram montados por soldados na frente de batalha. Mulas são uma cruza de jumento e cavalo. Cobras cxisletn em todas as regiões de Israel. ratos e outras criaturas pequenas. que foram.a víbora. o jumento selvagem (onagro). fornecendo leite. raposas e chacais.12). Não é fiícil identificar as que são mencionadas na Bíblia. No lago da Galileia havia uma grande variedade de peixes (veja "A pesca no mar da Galileia"). etc.1/. . mas algumas que podiam ser letais. Ovelhas e cabras 144.S). inclusive víboras.259.2). A rainha dc Sabá utilizou-os para transportar cargas ( l l t s 10. leões e ursos. o filho de Abraão e Agar. etc. o íbex.489 Codornizes 196 J u m e n t o s 248. A lã. fizeram com que essas regiões ficassem famosas por seu gado. possivelmente. n. seria como o jumento selvagem (foto). como a cobra de Clifford (abaixo). são inofensivas. sempre foi valiosa. Havia cavalos no Egito na época de José.38 Introdução à Bíblia Animais e aves Animais Antes da época de Abraão. a maioria delas inofensiva.269.

Embora nesta foto apareça em terreno plano. a pomba. a garça. Pássaros Uma variedade de habitats.A Bíblia no seu contexto Nos tempos bíblicos. se não fosse criado em cativeiro. 0 "bode selvagem" mencionado em versões mais amigas da Bíblia é o íbex núbk>. a gralha e o corvo. a coruja. Além dos que são nativos. a maioria das pessoas simples usava jumentos para se locomover e fazer o transporte de cargas. podendo ser visto ainda hoje nas arcas rochosas perto de En-Gcdi. contribui para a riqueza de pássaros que podem ser encontrados em Israel. . o Ibcx é um animal montês. a perdiz. numa im portante rota migratória da África para a Europa e a Ásia Ocidental. a codorniz. o pardal. v»V O órix ( d o deserto) estaria extinto. Jesus entrou em Jerusalém montado 39 O raio do deserto è um dos vários roedores encontrados em diferentes habitais de Israel. do semitropical ao árido. a andorinha. muitos pássaros passam pela região na primavera e no outono. a rolinha. o abutre. Dentre os que podemos estão a águia. A Bíblia menciona muitos pássaros que não podemos identificar claramente. a cegonha.

As uvas amadurecem na vinha. ísta palmeira cresce i subtropical.40 Introdução à Bíblia Arvores e plantas Árvores Embora seja provável que Israel jamais tenha tido florestas densas. abetos. Figos crescem numa arvore que faz sombra perto de uma casa. A árvore do deserto é a acácia. tamareiras e amendoeiras.638 Figueira 623 i' h r . Carvalhos. As mais importantes eram as árvores frutíferas: vinhas e oliveiras. usada pelos israelitas para construir a arca da aliança e partes do tabernáculo. tamarjmeira em flor. algumas áreas atualmente descampadas eram regiões de floresta nos tempos bíblicos. tamargueiras e loureiros formavam densas moitas ao longo das margens do rio Jordão. ciprestes e pinheiros cresciam nos montes. salgueiros. figueiras. fl A n £ O O . As olivas são um produto importante em Israel. Álamos. pés de romã. Para mais fotos e informações veja: Acácia do deserto 174 Papoulas 391 R o m ã s 405 Videiras427. O cedro usado para o palácio do rei Davi e o Templo de Salomão foi importado do Líbano.

i IMIS. ciclamens. alho.! 1 A mais vivaz das flores da primavera é a anémona vermelha. . A íris amarela é uma planta do brejo. As papoulas florescem até nos lugares mais pnliey. margaridas amarelas e muitas outras. Há também mais de 120 tipos de ervas daninhas e espinheiros em Israel! A Bíblia usa mais de 20 palavras para referir-se a espinheiro . Uma exuberância de flores do campo adorna os montes da Galileia na primavera — os "lírios do campo" de que fala Jesus — açafrão. O crisantemo amarelo pode ser um dos "lirios do campo" de c|ue Jesus falou. anémona. outras pelo sabor que acrescentavam a uma dieta um tanto insossa. hissopo. Ervas e especiarias sempre foram valiosas. Na antiguidade. endro. arruda. Entre as ervas comuns estão cominho. menta e mostarda.A Bíblia no seu contexto Plantas e ervas Os contrastes de clima resultam numa variedade incomum de plantas e flores silvestres. o papel era feito do caule do papiro. algumas por seu uso medicinal. anis. narcisos. papoulas.

os grandes impérios da Mesopotâmia e do vale do Nilo desenvolveram seus próprios sistemas com grande índice de precisão. e porque era tudo tão complexo. Sabemos pouco sobre o calendário israelita antigo. os sacerdotes se tornaram especialistas na administração do calendário. Ele continuou a ser usado junto com o calendário romano. Durante o exílio. eles usaram os antigos nomes cananeus para designar os meses. Por causa disto. Quando os israelitas chegaram a Canaã. dois mil anos depois. Os mais antigos calendários. MARÇO NISA LAR MAIO SIVÃ JUNHO T A M U Z JULHO A B E AGOSTO Mês 5 Mês 1 nome antigo: Abibe Mês 2 nome antigo. foram elaborados em função das estações do ano agrícola e dos ritos religiosos associados a essas estações.Zive Mês 3 Colheita de grãos Festas: Colheita/Semanas (Pentecostes) Mês 4 Cultivo das videiras Colheita de linho Festas: 14-21 Páscoa e Pães sem Fermento Colheita de linho e cevada Colheita de frutas de verão Colheita O de uvas e olira de uv >mbe "obeniác . O comércio e o governo também exigiam datação precisa. Mas o Mishnah (a coleção de leis judaicas feita no final do século 2 da era cristã) faz uma descrição completa do sistema que os judeus criaram sob influência babilónica. Este. inclusive os do Israel antigo. sobrevive quase intacto ainda hoje. Assim. que foi tão bem reformado por Júlio César. com exceção das festas. esses nomes foram subsiiniídos pelos nomes babilónicos que aparecem nas colunas abaixo.42 Introdução à Bíblia O calendário de Israel O calendário é uma daquelas coisas essenciais à qual nem sempre se dá o devido valor.

em hebraico.y m ' J i m OUTUBRO Tisri Mês 7 fit anrigo: Etanim NOVEMBRO Quisleu Mês 9 Mês 8 DEZEMBRO Tebete Mês JANEIRO Sebate Mês FEVEREIRO Adar Mês MARÇO 12 Marquesvã nome antigo: Bui 10 11 Colheita de uvas e olivas feras. Mas até nisto não havia uniformidade absoluta. Encontrado em Gezer. Pentecostes. por e x e m p l o . Lavragem e plantio Chuvas de outono Lavragem e plantio Chuvas de outono Festas: Luzes (Dedicação do Templo) Lavragem e plantio Cultivo tardio Chuvas da primavera Cultivo tardio Chuvas da primavera Festas: Purim kmUuis (Ano Novo) imóculos (Bairacas) . este artefato <• conhecido <»i«<> o "Calendário de Gezer". Na a n t i g u i d a d e o s á b a d o p o s s i v e l m e n t e e r a a j u s t a d o p a r a c o i n c i d i r c o m as testas principais o u a t é m e s m o c o m o s d i a s d e lua n o v a ( v e j a l.v 2 3 ) . refere-sc ao i m p e r a d o r r o m a n o T i b é r i o e m seu E v a n g e lho. n e m um número inteiro d e meses. Ocasionalmente eles identificam datas fazendo referência a governantes nãojudeus. D e p o i s d o e x í l i o . Paro mais iníormupes veja: 1 9 0 As g r a n d e s testas religiosas i: \ : A foto mostra uni auxilio simples para lembiat as estações d o ano agrícola. p o i s o ano não contém um número inteiro de semanas. d c m o d o q u e o s judeus ortodoxos vieram a ler problemas com a relação e n t r e s á b a d o s e festas. sn '.A Bíblia no seu contexto NO N O V OT E S T A M E N T O A maioria dos autores d o N o v o Testam e n t o relaciona certos acontecimentos c o m o calendário judaico c m uso naquele tempo. 43 UM PROBLEMA O sábado (dia dc descanso) semanal a p r e s e n t a v a seus p r ó p r i o s p r o b l e m a s . Havia pequenas diferenças entre o calendário seguido pelos fariseus c o c a l e n d á r i o d o s saduceus. foram gravadas sobre pedra calcária por volta de 900 a. o s á b a d o d e sete c m s e t e d i a s passou a ser o b s e r v a d o com maior rigor e tornou-se independente d o c a l e n d á r i o l u n i s o l a r . As anotações. T a b e r n á culos.C. Lucas. Os relatos eslão repletos d e referências às g r a n d e s festas a n u a i s : P á s c o a .

ENTENDENDO A BÍBLIA .

como nos Salmos. uma carta de amor ou uma carta contendo uma oração. devemos perguntar o que eslamos lendo. como nas cartas do Novo Testamento escritas por Paulo. não haveria evangelho. Se vêm de outra cultura.46 Introdução à Bíblia Dicas para entender John Goldingay A Bíblia não é o que a maioria de nós espera de um livro religioso ou texto sagrado. a maioria deles tem u m interesse pelos fatos. prestar culto. ela é mais uma biblioteca que um único volume. Ela nem sempre é Deus falando para o povo. uma conta. Deus fala através de pessoas Em toda a Bíblia Deus fala por intermédio de pessoas. tentadas a ler a história da Bíblia principalmente para tirar exemplos de como devem viver. estar deprimido. Isto os aproxima bem mais da história do que da ficção. Em primeiro lugar. Estas não são obra de um único autor. na convicção de que estas coisas são decisivas para a maneira como as pessoas se relacionam com Deus. Se você puder se colocar na situação de um líder de igreja que se preocupa com a sua congregação. orações. • Em primeiro lugar. é mais provável que as entendamos mal. sabemos instintivamente como lê-las. O fato de que a história da Bíblia está ligada à natureza da fé cristã como "evangelho" tem outra implicação. o que Deus fez por elas. cartas. As pessoas são. ficar com raiva. viveram em mais de um milênio e falaram em mais de uma língua. Mas se o objetivo da história bíblica fosse simplesmente inspirar-nos dessa maneira. Isto significa que entender as pessoas pode nos ajudar a entender a Bíblia. Se Deus jamais houvesse feito algo em benefício de Israel ou cm Jesus. muitas vezes. leremos cada uma à luz do que é — uma propaganda. precisamos descobrir que tipo de material estamos lendo. por exemplo. por meio da história de Israel e dos relatos da vida de Jesus. Se as correspondências vêm da nossa própria cultura." Jim C r a c c Se recebermos quatro correspondências. como podemos entendê-los? Normas diferentes se aplicam a tipos diferentes de literatura. visões. Assim. parábolas. "Acima de tudo. mas de uma variedade de autores humanos que escreveram em mais de um continente. . ela teria sido outro tipo de histó- Quando abrimos a Bíblia. tode ser uma hislória. entenderá e poderá sc identificar com muitos dos salmos. profecias e outros tipos de literatura. amar. Entretanto. Que tipo de livro é esse? Para entender determinado livro da Bíblia. eéa narrativa que faz dela uma religião sólida. A fé cristã é fundamentalmente um "evangelho" — uma mensagem de "boas novas" da parte de Deus. isto o ajudará a compreender as cartas do Novo Testamento. e então é por aí que vamos começar. A natureza da história bíblica Precisamos ter três coisas cm mente para entendermos os livros históricos da Bíblia. Podemos até acreditar na propaganda quando lemos: "esta é uma oferta especial feita só para você!" Os livros da Bíblia vêm de culturas diferentes da nossa. Ela abrange histórias. Assim. ou de um membro da igreja que é repreendido pelo pastor. Assim sendo. As histórias são eloqüentes. mais da metade da Bíblia é história. Ela diz às pessoas. você sabe o que significa sentir dor. ter alegria. Pode ser o povo falando com Deus. Mas não devemos impor à Bíblia nossas próprias expectativas quanto à sua natureza histórica. Ou pode ser pessoas falando para pessoas. como pode ser unia cana. A história bíblica é uma combinação divinamente inspirada de fatos e criatividade literária. Sc. poemas. Até mesmo nãocristãos e ateus reconhecem que elas penetram nosso ser. o cristianismo é uma religião narrativa. que foram dirigidas às primeiras igrejas cristãs. os fatos são essenciais para que se entenda a Bíblia. esta "mensagem de Deus" é diferente do que algumas outras religiões acreditam ter. A maior parte da Bíblia não afirma ter sido "ditada" por Deus. leis.

Isto em si reflete o fato de que a história da Bíblia tem mais a ver com o que Deus fez com as pessoas do que com aquilo que as pessoas fizeram. quando de certa forma Deus o havia restaurado. Se entendermos para quem o livro foi escrito.7 Pessoas "no mercado". Muitas vezes. devemos ter uma pergunta em mente: "O que Deus está fazendo aqui. como os que aparecem neste relevo.Entendendo a Bíblia ria. é que ela é escrita p a r a um público. e como não se deve ser povo de Deus. como aqueles que debateram com Paulo em Atenas. nos dão duas versões da história de Israel no período dos reis. Os eventos ocorrem apesar das pessoas tanto quanto por intermédio delas.Israel sob o castigo de Deus após a queda de Jerusalém . de um lado. usando palavras e conceitos conhecidos por eles: 4.como a cidade de Jerash. Romanos. como de qualquer história. porque elas foram escritas para públicos em situações diferentes: . Judeus religiosos. São versões diferentes da mesma história. e como. Pensadores c filósofos. e Crônicas. Assim. lendo rolos. Tem começo. com todas as características de uma boa história. ao lermos a história da Bíblia. representados pelos dois h o m e n s l e n d o a Tora j u n t o a o M u r o d a s Lamentações. em Jerusalém. na atual Jordânia. por exemplo). . apreciaremos o motivo pelo qual a história é contada daquela maneira e entenderemos melhor o que cie procura transmitir.e Israel um século mais tarde. Os livros d o NT foram escritos para públicos diferentes. Uma terceira característica de uma história bíblica é que ela é história. Pessoas de fala grega no mundo helenista que havia colonizado grande parte daquela região . meio e fim e um enredo cheio de surpresas (a história de José ou de Jesus. à medida que as histórias sobre Jesus c a m e n s a g e m cristã sc difundiam. de outro. os livros de Samuel e Reis. e por quê?" Uma segunda característica das histórias bíblicas. parece que os personagens da Bíblia nos mostram os dois lados: como se leva uma vida fiel e dedicada a Deus. Essas duas comunidades precisavam que lhes fossem apresentadas perspectivas diferentes da mesma história. Por exemplo.

Precisamos nos esforçar para entender as questões que estão por trás dessas instruções. não apenas em pequenos episódios. Que situação elas pressupunham? Que problema tentavam solucionar. a Torá que este rabino está lendo. Algumas parecem dar liberdade a mulheres e escravos. falou da tensão entre o que Deus queria na criação e o que Moisés permitiu por causa da teimosia do povo (Mc 10). Assim. ficamos mais próximos daquiCirande parte da Biblia I lebraica. por exemplo. a questão é: qual é o equivalente mais próximo do ideal de Deus. ou seja. ao passo que outros personagens menos expressivos não chegamos a conhecer tão bem (a história de Rute é um exemplo). Em certas áreas das grandes cidades de hoje. ao falar sobre casamento e divórcio. pois a prática da leitura e do estudo silencioso e individual é algo típico dos tempos modernos. Mas é importante que não interpretemos a história com um significado que ela. fala sobre ligação entre o sexo e a violência). Uma história interessante pode ter mais que um tema (a dc Jonas é sobre como não ser um profeta. o motivo pelo qual os israelitas do Antigo Testamento não deviam cozinhar um cabrito no leite de sua mãe. para entender como devemos tomar a atitude equivalente no nosso próprio contexto. qual era o objetivo dessas instruções. embora sejam vistas como algo natural ou que não precisa de muita explicação. a Bíblia geralmente dá essas instruções." A l e x a n d e r Sob. e sabe que aprendemos quando nos identificamos com a história. e possivelmente também fala sobre como Deus chama Israel ao arrependimento). não tem. Isto implica várias coisas: Uma história precisa ser lida como um todo. Interpretar a Bíblia requer o exercício da nossa imaginação. a história pode até nos convidar a fazer isto. Isto porque seriam facilmente compreendidas na cultura da qual procedem (por exemplo. No antigo Israel. embora façamos isto inconscientemente. "Uma palavra de verdade pesa mais que o mundo inteiro. Aqui podemos ver os ideais de Deus em conflito com situações reais de forma bem prática. A história tem um tema (Juízes. em si. Sua posição com relação a este problema específico pode ser aplicada de forma mais ampla. outras parecem aceitar sua opressão. por exemplo.henitsyn lo que seus autores tinham em mente. Outro tipo de questão surge dos padrões diferentes das instruções que aparecem nas várias partes da Bíblia. Portanto.48 Introdução à Bíblia Ela tem personagens: alguns personagens são tão complexos quanto nós mesmos e outras pessoas que conhecemos. e também sobre como Deus se preocupa com os gentios. O que fazer e o que não fazer Nas grandes histórias do Antigo e do Novo Testamento há longas seções de instrução sobre como viver. assim que precisamos entender os motivos dessas instruções. as regras pelas quais Deus protege a liberdade do seu povo. Quando lemos a Bíblia com um grupo de pessoas e a discutimos com elas. um contador de histórias não conta (nem consegue contar) tudo. como geralmente acontece nos cultos e nas leituras diárias. as pessoas tinham que construir uma mureta ao redor do telhado (plano) das casas para que as pessoas não caíssem de lá. ela precisa ser apreciada e compreendida como uma história. Na verdade. Nem o Antigo nem o Novo Testamento estão interessados em obediência cega. Podemos perguntar. Às vezes isto não importa. ou pelo qual as mulheres de Corinto no Novo Testamento deviam pôr um véu na cabeça quando estavam na igreja). ou que perigo queriam evitar? Que convicções teológicas e morais tinham como base? Então podemos tentar descobrir se há problemas e perigos equivalentes que precisamos abordar dc maneiras equivalentes. por exemplo. é instrução. Devemos nos deixar levar para dentro da história. Jesus. Afinal. lombadas eletrônicas ou redutores de velocidade podem ser uma forma semelhante de proteger a vida das pessoas. Isto não significa que devemos impor à Bíblia nossas próprias idéias. por exemplo. levando em consideração a teimosia humana neste contexto com relação a este problema? . Ler na companhia de outras pessoas ajuda a evitar estas coisas e também é útil de outras maneiras.

• lê-la como mágica. A Bíblia nõoé uma caixinha mágica! • fundamentar uma doutrina num versículo que foi mal interpretado — como acontece freqüentemente com seitas e movimentos heréticos.50 Introdução à Bíblia Entendendo a Bíblia A Bíblia foi escrita há muito tempo para pessoas que viviam numa cultura diferente da nossa.. ou fábulas.._ ASSASSE •. a Bíblia foi escrita por pessoas em situações reais conforme eram inspiradas por Deus. • dizer que ela é muito distante e difícil para os leigos: não é! • lê-la apenas como literatura ou geografia ou história: ela é isto. mas também é mais do que isso: é a mensagem mais importante de todas.._r.-R--. r^. ou contos de fadas. - Os estágios de compreensão e aplicação que aparecem nestas páginas nos ajudam a evitar erros como: • tirar um trecho do contexto. . ANTIGO TESTAMENTO DE Q U E T I P O D E E S C R I T O SE TRATA? DE Q U E PARTE D A BÍBLIA F O I TIRADO? NOVO TESTAMENTO DE Q U E T I P O D E ESCRITO SE TRATA? SoHhhHíIIIHI^HHHÍ .• .

João usou o estilo literário apocalíptico: figuras tiradas do AT e simbolismo poético.Entendendo a Bíblia 51 LEI É uma lei moral. PROFECIA Qual é o contexto histórico por trás da passagem? Seu estilo é poético. válida para todas as épocas? Ou uma questão de lei social ou cerimonial? No segundo caso. Em vez de usar rimas.) Qual é o tema ou argumento principal da epístola como um todo? Como a passagem se encaixa nisso? No contexto da perseguição romana. ex. p. a poesia hebraica dizia a mesma coisa duas vezes com palavras diferentes. o início da epístola. A passagem é narrativa ou se trata de uma história com moral? HISTÓRIA (ATOS) O que aconteceu? A história foi incluída para transmitir uma lição? EPÍSTOLA Quem estava escrevendo a quem — e por quê? (Veja.. Leia com imaginação e emoção para ter a perspectiva mais ampla. simbólico? Qual era o propósito original da profecia? 0 Q U E ESSA PASSAGEM SIGNIFICAVA PARA O S PRIMEIROS LEITORES O U OUVINTES? C O M O A MESMA M E N S A G E M SE APLICA A NÓS HOJE? EVANGELHO Quatro relatos dos ensinamentos e acontecimentos da vida de Jesus. APOCALIPSE . que idéia ou princípio geral é expressado? HISTÓRIA O que aconteceu? Onde? Com quem? Por que essa história foi contada? Qual é o moral da história? POESIA/ SABEDORIA Não leia poesia como se fosse prosa! Espere encontrar simbolismo e linguagem figurada.

Ela admite tantas variedades dc interpretação quantos forem os seus leitores. E uma narrativa ou história não é uma história enquanto não for contada. quando a presença de Deus. detalhes e gestos. e são lembrados e contados como narrativas. anseios espirituais. Mas estas mesmas histórias fundamentais também dão significado às experiências pelas quais as pessoas passam nos dias de hoje. riso e lágrimas. mas é como se um pai amoroso e poderoso viesse e as abraçasse e confortasse. contá-la — dar-lhe vida c expressão. mas muito mais numa comovente narrativa. emoção. definindo unanimidade e não deixando que o indivíduo siga o seu próprio caminho. relacionamentos humanos instáveis. A narrativa consola. os juízes. a princípio. simplesmente ao ouvirem uma narração da história que lhes é comum. A Bíblia é. um relacionamento atemporal com Deus. é sentida de maneira tão forte que todos os outros objetos. aguardava. que é o objetivo de qualquer religião. mas tudo que vemos é o que foi construído em cima dele. ela não confina as pessoas num único pensamento explicável. E Jesus Cristo é revelado. memória. sentidos. impulsos involuntários. quando Martin Ltither King declama uma história para milhares dc pessoas engajadas no movimento contra a discriminação dos negros — "Eu estive no topo da montanha! Olhei e vi a Terra Prometida! Talvez não chegue lá com vocês" — evocando a imagem do velho Moisés no monte Nebo enquanto todo Israel. a nosso favor ou contra nós. não tanto em proposições de natureza sistemática. mas a vasta estrutura de doutrina que teólogos construíram sobre o texto. pois foram. simplesmente. A narrativa cria ordem onde só havia o caos. O que os pregadores geralmente não fazem com uma história é. mas uma narrativa toma conta de todo o nosso ser — corpo. Personagens com personagens entram num relacionamento no qual certos acontecimentos se destacam por serem significantes e expressivos. cada vez que são narrados. lembrados c vividos. É isto que acontece quando judeus recontam e revivem a história do êxodo na Páscoa. Não é que a vida das pessoas lhes tenha sido explicada intelectualmente e elas conseguiram entender. uma narrativa. no fundo. A história está escondida no alicerce. pelo fato de ela reconhecer e usar os elementos desta existência como elementos próprios e convidar o ouvinte a que entre no mundo dela. nas campinas de Moabe. Esses momentos. cia consola esse ouvinte com todo sofrimento que ele tem. reis e profetas — aparecem na forma de uma crônica histórica. Os acontecimentos que envolveram o povo de Israel — seus ancestrais. Os pregadores — quando usam uma unidade narrativa — geralmente a usam para seus próprios fins. testificam. Existem e já existiram religiões sem teologias. O que a maioria das pessoas conhece não é o texto. é uma coisa viva. Pelo fato de a forma narrativa apresentar um ordenamento. Elas descrevem e contêm uma quantidade enorme de sentimentos imediatos. E esse contar da história é um dever crucial dos líderes da religião. amadurecem. São significantes. Além disso. Ela se torna uma ilustração. É isto que acontece: pessoas fragmentadas são restauradas outra vez de modo comovente. quando cristãos recontam e revivem a história da paixão de Cristo na Santa Ceia. pronto. algo inferior àquilo que querem ensinar. reunidos. podem ser completamente conhecidos. naquilo que elas têm em comum. Estes são momentos da mais intensa interação. sua história. Ela quer um relacionamento com as pessoas que buscam um relacionamento com ela. O problema da narrativa é sua ambigüidade. a hora de fazer a travessia. Ao contrário da doutrina." T r c v o r Dcnnis "Encontro" em si implica ação dramática. Quais são as histórias que os líderes da fé cristã precisam narrar? Em quais narrativas se oferecem oportunidades de um encontro com Deus? "(A história da criação) é ao mesmo tempo a mais conhecida e a menos conhecida de todas as histórias do Antigo Testamento. razão. porque é da natureza das religiões fazer uma narrativa acerca do mundo. .52 Introdução à BMia A Bíblia como uma história Walter Wangerin Jr. designados. formam a história da religião. As narrativas são tão antigas quanto a própria religião. A criação nos é apresentada como uma narrativa. são definidos por essa presença. O ensino pode envolver a nossa mente. a narrativa insere as pessoas numa comunidade — no tempo presente e através dos tempos. A "verdade santa". acontecimentos. Mas nunca existiu uma religião sem uma narrativa. E a narrativa é o ponto dc encontro no qual os relacionamentos começam. num mundo organizado e significante.

pio. citando Jó 2 c Ap 9.54 Introdução à Bíblia Calvino acreditava que um texto deve sei lido no seu contexto histórico e como uma narrativa interligada. embora. Mas quando Cristo veio. João Calvino (1509-1564) adotou as posições de Lutero e as sistematizou numa série de comentários que continuam sendo clássicos do gênero. Esta aplicação foi fornecida por Jesus. Esta abordagem detectou muitas opiniões teológicas diferentes na Bíblia. Este relacionamento cresceu c se desenvolveu com o passar do tempo. o que dificultou a tarefa de lê-la como unidade ou um só livro. Interpretação "pactuai" Com base nesta convicção. quando foi suplementada e parcialmente substituída pelo que hoje chamamos de pensamento "histórico-crítico". c por muito tempo a igreja insistiu eme sua doutrina devia ser baseada em afirmações claras das Escrituras. este lipu de interpretação entrou em declínio. elas deixaram de ser relevantes e. puderam ser descartadas. A interpretação pactuai (ou aliancista) é uma maneira muito boa de demonstrar como o Antigo Testamento continua sendo a "Palavra de Deus" embora partes dele não se apliquem mais a nós atualmente. Mas ela não desapareceu. como as circunstâncias passaram a ser outras. ("Testamento" é o mesmo que "aliança" tanto no hebraico quanto no grego. Aqui a Bíblia é vista como registro histórico do relacionamento salvador de Deus com o seu povo. Isto ajudou a manter uma noção da importância do significado histórico-literário do texto na mente das pessoas e as incentivou a estudá-lo com mais cuidado. ele nem sempre seguisse esse princípio. Isto não significa que essas leis não tenham vindo de Deus. Esta ilustração é tirada de uma edição de 1689 dos "Kxcrclcios Espirituais" de Inicio de Loyola. desenvolveu-se um estudo bem mais profundo das partes históricas da Bíblia. que acabaria no que veio a ser conhecido como interpretação "pactuai". fez-se necessária uma nova aplicação desse antigo ensinamento. não como a revelação de Deus para ela. 'IVatn dos Sete Pecados Mortais. cristalizado na "aliança" ou "pacto" que Deus fez com eles. na prática. O grande avivamento do estudo que ocorreu nos séculos 15 c 16 colocou essa abordagem em evidência outra vez. mas vê a Bíblia essencialmente como registro da comunidade da aliança c sua visão de Deus. por exemAo lado ila ênfase escolástica na doutrina existe a tradição de literatura devocional.) As leis relativas a alimentos que aparecem em Levítico. houve uma reação contra este tipo de análise e . Pensamento histórico-crítico A interpretação histórica do tipo pactuai continuou a dominar o campo da teologia bíblica até o início do século 19. Mas. houve um ressurgimento do interesse pelo texto e alguns monges até aprenderam hebraico para poderem comentar o Antigo Testamento com mais precisão. Interpretação canónica Mais recentemente. A partir de 1200. Declínio e renovação Durante a Idade Média. aproximadamente. Ele adota a ênfase histórica de Calvino. Não raras vezes a Itíblia foi usada como "livro mágico". assim. sendo que textos eram tirados de seu contexto para assustar os leitores ou para dar sustentação a religiões misteriosas compreendidas apenas por seus membros. Ele também deu grande ênfase ao significado real das palavras c censurou as tentativas de alterar isto simplesmente para ajudar a estabelecer este ou aquele ponto doutrinário ou teológico. que reinterpretou a aliança de maneira radical. em boa parte porque poucas pessoas sabiam ler grego ou hebraico. até ser cumprido em Cristo. Martinho Lutero (1483-1546) insistiu que este era o único método de interpretação confiável para transmitir a "Palavra de Deus" a nós. foram dadas como parte da aliança que Deus tez com Israel através de Moisés.

C). No mundo moderno pode-se dizer que quase todos os intérpretes da Bíblia inseridos no contexto acadêmico adotam uma forma de interpretação histórico-literária. em função disso. Estes correspondiam às três "partes" do ser humano: corpo. Significado espiritual Sempre existiram aqueles que achavam que a Bíblia não é uma mensagem direta de Deus. "interpretação canónica". A tradução de Tyndale foi a base para a Versão do Rei Tiago (King James Version). reaparece entre os cristãos. surgiram teorias segundo as quais a Bíblia seria um código numérico secreto. Alegoria? Na época de Jesus. havia três níveis de significado nas Escrituras: o literal. Ela se tornou popular como forma de interpretar o Cântico dos Cânticos. Como método de interpretação. mas diz que o que importa é o fato de que elas chegaram a nós como mensagem única num só livro. Orígcnes (cerca de 185-254 d. que seguiu a linha de Filo. Portanto. a igreja. alma e O erudito holandês Desidério Erasmo 04*6-1536) aplicou seu conhecimento dc hebraico e grego à interpretação da Bíblia. 1 . ou entre Cristo e o crente individual. a transformou numa forma sistemática de interpretação bíblica. e. A numerologia.C). o que une a Bíblia é mais importante que aquilo que nos lembra das origens diversas de parte do material que ela contém. que foi discípulo de Clemente. a Bíblia saiu das bibliotecas e alcançou os mercados. que é como se chama isso. Alegorização é o uso sistemático de alegoria como forma de interpretar um texto. era prática bastante comum em certos grupos judeus. geralmente de forma altamente complexa e misteriosa. e.C. de tempos em tempos. foi apresentada. que trouxe o significado simples das Escrituras a todos. Ela concorda que a Bíblia pode ter várias fontes diferentes. no hebraico e no grego cada letra representa também um número. Segundo Orígenes. mesmo sem que haja ligação real entre as duas. mas um enigma que deve ser decifrado. Filo de Alexandria (falecido em 50 d. embora atualmente nenhum estudioso ou teólogo respeitável leve tal prática a sério. a alegorização entrou na igreja cristã por intermédio de Clemente de Alexandria (falecido por volta de 215 d. Com a prensa de Gutenberg.) desenvolveu a teoria que o Antigo Testamento era em grande parte uma alegoria de coisas divinas. Alegoria é uma forma literária na qual uma coisa representa outra. o moral e o espiritual. Um código secreto de números? Por exemplo. que muitos crentes viam como ilustração do relacionamento entre Cristo e sua noiva. e que a maioria deles pode ser classificada como "críticos históricos".• • • • • Intendendo a Bíblia 55 uma nova proposta. William Tyndale (1494-1536) foi outro que se voltou às línguas originais para fazer sua tradução pioneira para o inglês.

o "anagógico". As pessoas que adotaram esta abordagem geralmente acusavam os judeus de serem "literalistas" na sua leitura do Antigo Testamento. o monge João Cassiano acrescentou outro sentido espiritual. principalmente. como Blaise Pascal (1623-1662). por exemplo — não deviam ser entendidos como modelos para a conduta cristã. ir além do que as palavras em si estão dizendo. Os chamados "negro spirituals". parece ter. espírito. Alguns. . indicando que devemos fazer morrer o pecado que se manifesta em nossa vida. No século 19. à medida que as pessoas começam a apreciar as diferentes formas dc literatura na Bíblia. O desenvolvimento do método científico produziu varias abordagens de interpretação da Biblia. muitos passaram a considerai o relato bíblico e a posição científica complementares. a alegorização foi um meio de encontrar referências ao Salvador em lugares que à primeira vista pareciam muito improváveis (como no exemplo de Cântico dos Cânticos). São maneiras diferentes de ver a mesma coisa e responder perguntas diferentes. que é semelhante ao espiritual. mostrando. Na melhor das hipóteses. o uso espiritual e devocional da Bíblia teve continuidade. Mais recentemente. o relato da Bíblia tem de estar errado). mas focaliza a vida futura do cristão no céu. a Terra Prometida. como as profecias do AT se cumpriram no NT. por exemplo. Algumas teorias modernas têm muito em comum com a alegorização e muitos esforços no sentido de tornar a Bíblia "relevante" para mulheres.56 Introdução à Bíblia o que ei a considerado o motivo pelo qual não viam Jesus nele. mas sim como sinais. especialmente entre os monges. por exemplo. o crescente interesse dos estudiosos pelos gêneros literários usados na Bíblia levou muitas pessoas a perceber diferentes níveis de significado no texto. Níveis diferentes de significado Em anos recentes. Os acontecimentos que descreve — a matança dos amalequitas. Este é um dos temas alegóricos favoritos da antiguidade. mas continuou sondo popular em outros lugares. Grande parte das interpretações alegóricas é grosseira ou indubitavelmente errônea. usaram as "provas" cientificas de maneira positiva. e de aplicar passagens bíblicas obscuras ao cotidiano. principalmente no século 19. está trazendo de volta a antiga interpretação espiritual. Outros cientistas. à primeira vista. a alegorização cessou entre os intérpretes do mundo acadêmico. para pessoas dc países subdesenvolvidos e para outros assuntos contemporâneos precisam sem dúvida. Porém. no século 4. Após a Reforma. c assim por diante. Juntamente com a interpretação histórico literaria. que não precisava mais ser interpretado literalmente. Muitos hinos usam a peregrinação do povo de Israel no deserto para representar a vida cristã. os pregadores gostavam muito de usar alegorias. O compositor Personagens importantes para o retomo à interpretação hislórico-literárin da lllblia foram Martinho Lutero (1483-1546) e João Calvino (1509-1564). mas pelo menos a alegorização mostra que uma passagem pode ter um significado mais profundo do que. fazem uso freqüente de alegorias. entre os pietistas. nos quais o rio Jordão representa a morte. embora estudiosos sérios tenham feito o possível para mantê-la sob controle. o céu. usaram a abordagem "reducionista" (se a ciência demonstra que as origens humanas são evolutivas. por sua vez. o que. A alegorização era muito popular na Idade Média. ela parecia oferecer uma maneira muito atraente de interpretar o Antigo Testamento. Mais tarde.

houve uma ênfase à teologia feminista ou à teologia negra. Por exemplo. em tempos antigos. Da mesma forma. é importante distinguir o que o texto ensina como princípio teológico permanente daquilo que ele simplesmente registra como fato histórico (as duas coisas não são idênticas). portanto. 57 N o século 20. I loje em día ninguém acredita que estas palavras descrevem o que realmente acontece. Isto. aquilo que o Antigo Testamento diz sobre os sacrifícios que. Cada uma aplica as Escrituras a áreas diferentes da vida. Ela foi acolhida em muitas culturas e comunidades. os cristãos são chamados para seguir o exemplo — para imitar — tanto Cristo quanto o apóstolo Paulo. porém. a linguagem poética não deve ser interpretada 1% literalmente. eram oferecidos no Templo (que não são mais realizados) pode esclarecer o significado da morte de Cristo na cruz. Os cristãos acreditam que a aliança do Antigo Testamento entre Deus e seu povo se cumpre c. Isto significa compartilhar suas atitudes e convicções. O perigo está em reinterpretar as Escrituras para adequá-las à causa. . não a torna menos "verdadeira". Elas simplesmente descrevem o que o observador vê. Significados podem ser impostos à Bíblia que não estão de acordo com o texto original. Mesmo no Novo Testamento. é provável que este texto deva ser usado de forma diferente hoje. Mas é melhor dar preferência à interpretação histórico-litcrária direta. como sacrifício em nosso lugar. "Chaves que abrem o entendimento"). Isto deve ser levado em consideração quando tentamos aplicar uma passagem específica do Antigo Testamento aos dias atuais. Africa d o Sul. Em outros lugares.Entendendo a Bíblia Aqueles que estudam a Bíblia não precisam escolher entre os dois tipos de interpretação: podem emprestar idéias de ambos. a preocupação com a justiça para os pobres na América Latina produziu a teologia da libertação. tem seu significado verdadeiro em Cristo. E crucial que seja lida de maneira que leve em conta os diversos tipos de literatura que ela contém (veja também. e viver da forma que eles aprovariam — não se tornar carpinteiro ou fazedor de tendas! A Bíblia é o 1 ivro ma is importante na história da civilização ocidental. Canções populares fazem uso de uma rica tradição de imagens e figuras bíblicas para expressar a esperança c os temores de cristãos face às duras realidades da vida. Um dos desafios da nossa época é usar nosso conhecimento das diferentes formas de literatura na Bíblia para determinar se o texto deve ser interpretado "literalmente" ou não. A vinda de Cristo alterou as condições em que um determinado texto do Antigo Testamento era aplicado originalmente? Neste caso. Um coral de Soweto. influenciando a fé e a prática. Por exemplo. O sol se põe".

58 Introdução à Bíblia O texto e a mensagem Craig Bartholomew ^—' O estudo acadêmico da Bíblia ("crítica bíblica") tem sido dominado por várias ênfases diferentes que se revezam na posição de destaque. A primeira é a ênfase histórica. Sob a categoria geral de pósmodernismo tornou-se comum os estudiosos fazerem leituras desconstrutivistas. O efeito do pós-modernismo sobre os estudos bíblicos foi minar a crítica histórica dominante. Desta forma o desconstrutivismo expõe contradições que procura localizar e espera encontrar em todos os textos.. uma ênfase literária. — Preocupa-se com a origem e o desenvolvimento dos temas bíblicos na vida de Israel. cm reação a esse problema. Um grave problema do método histórico-crítico é sua incapacidade de focalizar os livros da Bíblia na sua forma atual. foi adotado por estudiosos da Inglaterra e dos Estados Unidos no início do século vinte. etc. não tanto pelo texto na sua forma atual quanto pela história do texto e dos acontecimentos a que se refere. Na comunidade acadêmica mais ampla não há consenso com relação à maneira correta de ler a Bíblia ou de prosseguir nos estudos bíblicos. tenha surgido. Pelo fato de representarem uma reação a teorias modernas. Uma leitura desconstrutivista irá. a forma do enredo. No final da década de 1970 algumas novas tendências radicais começaram a aparecer no campo da teoria literária. • Crítica da tradição. estas novas abordagens geralmente são conhecidas como pós-modernismo. A impressão que se tem atualmente é de uma variedade de abordagens interpretativas dentre as quais podemos escolher. dos textos bíblicos. na década dc 1970. Movimentos como o "pós-estruturalismo" e o "desconstrutivismo" levantaram questões como: "Os textos possuem significados que podemos descobrir. E nos últimos anos estas novas questões foram aplicadas à Bíblia. • Crítica d a s fontes — Preocupa-se com as fontes por trás do texto. porque lia e avaliava o texto bíblico do ponto de vista da cosmovisão moderna. Uma leitura feminista examinará como as mulheres são ou não são retratadas nos textos bíblicos. autores. era inevitável que estes novos movimentos na teoria da literatura logo se manifestariam também no campo da teologia bíblica. que significa editor) — Preocupa-se com a maneira em que o texto foi editado na sua forma final. por exemplo. • Crítica da r e d a ç ã o (do alemão redaktor. Essa nova ênfase focalizava os livros bíblicos como textos literários e os explorou deste ângulo. sem deixar nenhum método principal em seu lugar. passaram a ser explorados. Era histórico. leitores e o mundo. porque usava ferramentas históricas desenvolvidas pela filosofia moderna da história. ou os leitores constroem estes significados. Também era histórico no seu interesse. A forma narrativa que caracteriza a maior parte da Bíblia recebeu uma atenção renovada e novos assuntos. paia ajudar as pessoas entenderem e interpretarem a mensagem. feministas. O método hislórico-crítico. • Crítica da forma — Preocupase com a forma ou o gênero dc pequenas unidades de texto e a origem do seu gênero na vida comunitária de Israel. sugerindo que os textos não têm significados únicos e que seu significado depende em grande parte do(s) leitor(es). O pós-modernismo levantou questões complexas sobre textos. de forma que há tantos significados quantos forem os leitores?" Por causa da ênfase literária presente na área da pesquisa bíbli- . a Não é de admirar que. desenvolvido na Alemanha no século 19. tais como o papel do narrador. A interpretação bíblica está em crise! Os estudiosos analisam o rexto de várias maneirai. Este método era crítico. Os principais tipos de análise dos textos bíblicos que surgiram desta abordagem foram: • Crítica textual — Tem como objetivo definir os textos hebraicos e gregos mais confiáveis do Antigo e do Novo Testamento. procurar lugares num texto nos quais há tensão entre a mensagem geral e aquilo que um pequeno trecho do texto pode estar dizendo. e a descrição e o desenvolvimento dos personagens. simplesmente por questão de preferência pessoal. ca.

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cm relação a Deus. • As histórias s ã o contadas p a r a e n s i n a r u m a lição. Histórias de viajantes As histórias que foram escritas a partir de fontes orais têm uma característica particular e é importante levar isso em conta quando se trata de interpretar essas histórias. a mesma dedicação e fidelidade que caracterizaram o patriarca. Isto levanta a questão de como Moisés — ou a pessoa que escreveu Gênesis — sabia sobre os eventos que aconteceram pelo menos 600 anos antes da sua época. a tradição oral influenciou especialmente os Evangelhos. para avivar ou inspirar. é improvável que um povo nômade se preocupasse com leitura. A forma e o conteúdo de uma história podem mudar à medida que é contada e recontada. até o ponto em que esta tradição viva também se desenvolveu em uma tradição escrita. Josué e os livros de Samuel. isto é. seguindo a instrução de Deus. quando foi solicitado a oferecer Isaque em sacrifício (Gn 22). Sem negar que Moisés tenha sido inspirado por Deus. por meio de contos populares. mais apropriadamente. .62 Introdução à Bíblia Contadores de histórias a tradição oral Jo Bailey Wells A história do povo de Deus no Antigo Testamento começa com Abraão em Gn 12. Portanto. Um judeu ortodoxo cm Jerusalém. histórias sobre os patriarcas foram transmitidas verbalmente de uma geração a outra. As narrativas relacionadas com os patriarcas preocupam-se com as promessas da terra. não temos evidência delas. é contada de forma a inspirar o povo de Israel a ter. os alemães narram romances entre príncipes e moças pobres. escrita e preservação de registros. Portanto. podemos imaginar que ele possuía algumas fontes escritas a partir das quais formulou o registro. Assim como cada cultura tem gêneros característicos de narrativas populares (os brasileiros contam piadas sobre portugueses e vice-versa. a história da obediência de Abraão. uma lição moral. • Os t e m a s d a s h i s t ó r i a s orais seguem padrões e temas típicos. Estudiosos da área da crítica da forma (veja "O texto e a mensagem") identificaram a influência da tradição oral que subjaz a várias partes da Bíblia. • A s histórias s ã o adaptadas p a r a as necessidades ou situação d o s ouvintes. A questão da sobrevivência era mais imediata. No Antigo Testamento estas incluem principalmente os livros de Gênesis. rivalidades entre famílias. Êxodo. Páginas anteriores: Esta pintura de Tony lludson mostra um contador de histórias africano e o fascínio dos seus ouvintes. Porém as histórias sobre Abraão e os outros patriarcas que o seguiram — Isaque e Jacó — são contadas em Gênesis como uma retrospectiva. Por exemplo. Em geral. As histórias são contadas como se — através dos olhos de Moisés — Israel estivesse relembrando sua pré-história. transmite a história para seus filhos. Lemos sobre o chamado de Abraão para pôr-se a caminho da terra prometida pela fé a partir da posição fixa da chegada de Israel na terra prometida. No entanto. No Novo Testamento. • Não podemos saber onde e quando elas se originaram. o anseio por descendentes e a correspondente necessidade de proteger a mulher do patriarca — preocupações importantes para um povo migratório. Agora se reconhece. enquanto otttervam um modelo do Templo. estas narrativas não são material adequado para reconstruir uma história detalhada e precisa. que as histórias em Gênesis vêm de fontes orais que circulavam entre o povo. que pode ser bem diferente. é relevante perguntar: "Como esta história pode ser adaptada à minha situação?". Na realidade.

pessoas que fazem parte de culturas onde predomina a oralidade têm uma memória mais confiável do que nós. • D i s c u r s o direto — O enredo de uma parábola freqüentemente se desenrola por meio A arte do contador de histórias do uso do discurso direto. veja também 5. 6. Na história de José. valorizaram e passaram adiante.19-20) — tem grande significado. ouvimos diferentes das histórias que são não só os apelos da viúva.mos sábios no modo de lê-lo e usáção dos ouvintes. era difícil retomar porque primeiro ele precisava fazer as pazes com Esaú. o dono da vinha manda dinheiro para enfatizar alcance três empregados para receber a ilimitado do perdão de Deus. A intenção não é necesdeixando o lar e retornando sariamente que esses detalhes com uma fortuna é invertido sejam levados ao pé da letra. embora possa ser aquilo que é narrado — o imprudente tentar reconstruir a nome de um personagem ou a história primitiva de Israel a parcor de uma roupa (o homem tir das histórias em Gênesis. Podemos identificar • L i n g u a g e m — Para que as algumas técnicas de narração nas histórias causem impacto.63 os quenianos explicam como o leopardo ficou malhado).9. Isto ajuda a aumentar a tensão e antecipar o clímax quando — finalmente — o Podemos confiar na tradição dono envia seu filho. aconteceu o inverso. sua parte. um contador de histórias no atual Irã reconta a seus ouvintes as façanhas de Alexandre. Para terem efeido juiz iníquo (Lc 18. porém mais tarde reina sobre eles (Gn 37—45). mas escritas para serem lidas (tais também os resmungos secretos como romances). com os irmãos inadvertidamente encontrando José. mente adequado usar as mesmas histórias como exemplos de fidelidade (e infidelidade). por exemplo) são bola do juiz iníquo). E contem aos seus filhos e netos" (Dt 4. Por exemplo. tenham cuidado e sejam fiéis para que nunca esqueçam as coisas que viram. lo.21-35). A importância destas histórias não esta no tema em si. Na parábola da viúva persistente As histórias que são conta(também conhecida como parádas (parábolas. que não queria perdoar (Mt • R e p e t i ç ã o — Na parábola 18. Os israelitas. e assim por diante). Além disso. o Grande. Isto ocasiona da na parábola do empregado um final surpreendente. Aqui. principalmente. to. elas devem prender a atenção dos ouvintes. mas na maneira sutil em que o tema é usado e adaptado para ensinar uma lição. Diante disso. existem também gêneros específicos de narrativas bíblicas. que dependemos de arquivos e computadores.7.1-8). oral? • Concisão — O detalhe narEntender as origens prováveis rativo de uma história oral é do material bíblico nos ajuda a serconciso. Eles valorizavam o dom da memória — desenvolvendo técnicas sofisticadas de memorização — e assumiram a tarefa de recontar às novas gerações as histórias a respeito daquilo que o Deus fiel havia feito no passado: "Portanto. sua parábolas de Jesus: linguagem deve ser vívida e concreta.1. Elas exprimem verdades que provaram ser reveladoras e instrutivas para inúmeras gerações que as seguiram. dando asas à imagina. Para Jacó. chegando até ao exa• Inversão — O tema do herói gero. Dez mil talentos são dos lavradores maus (Lc 20. empenhavam-se na preservação de histórias.9uma quantia inimaginável de 16). é alta- Muilas das histórias da Bíblia foram contadas oralmente antes de serem escritas para serem lidas. Um tema recorrente é o do herói que deixa seu lar e mais tarde retorna com uma fortuna: Jacó foge de seu irmão Esaú e retorna com esposas e riqueza (Gn 27—35) José é banido pelos seus irmãos.11-32). rico que se vestia de púrpura e um pobre chamado Lázaro — Lc 16. . na parábola do filho pródigo Considere o tamanho da dívi(Lc 15.

ela se tornou uma fonte com autoridade.14-15). O alfabeto já existia na terra de Canaã quando os israelitas se tornaram uma nação.20). Escribas como escritores Literalmente. Após o exilio. mais tarde. onde seriam guardadas (Dt 10. Se somos herdeiros da Bíblia. e mais tarde usados como fontes pelos historiadores bíblicos (por exemplo. Ou seja.C. De acordo com os relatos em Êxodo e Deuteronômio. 11.64 Introdução à Bíblia Os escribas Jo Bailey Wells O Israel antigo vivia num mundo que não dependia apenas da tradição oral. Ela d á acessibilidade — Um trecho escrito pode ser copiado inúmeras vezes. E altamente significativa a afirmação de que Moisés recebeu os mandamentos. Esdras é descrito como o modelo de escriba (veja também "O escriba"). Antes do exílio. por exemplo.n » n u w î w wp hiír w riva» nfrra iVfflNv rvw rtá syr w^i ansos d " 3 rvan No período pró-exilio. Embora qualquer pessoa com força de vontade pudesse aprender a ler e até mesmo escrever hebraico sem muito esforço. A escrita tem um impacto significante numa cultura predominantemente oral: • Ela confere autoridade — A escrita dá poder às palavras de uma forma que as torna diferentes da palavra falada. "os escribas" se tornaram um partido político distinto formado por uma classe de pessoas aliamentc instruídas. Enquanto os textos originais da lei eram . sopher — é qualquer pessoa que escreve.22). isso se deve unicamente ao fato de terem existido gerações de escribas judeus que copiaram e recopiaram partes das Escrituras durante mais de 1. baseada num alfabeto de 22 letras. tradições orais e acontecimentos históricos. e até colocado nos batentes das portas da casa (Dt 6. não apenas verbalmente. e guardadas para verificação posterior (veja Dt 18. por influência da escrita arantaica. afiliadas aos fariseus. o termo normalmente é usado para descrever um grupo designado de pessoas que cumpriam a tarefa especial de escrever — e copiar — os registros históricos e sagrados de Israel. a existência da escrita significava que havia algo que permitia que se conferisse o que estava sendo contado. por volta do segundo século a. lRs 11. A palavra escrita Embora muito tenha sido contado verbalmente e passado adiante de geração a geração através do relato oral (por exemplo. • Ela p o s s i b i l i t a p r e c i s ã o — As palavras de um profeta podiam ser escritas no dia em que foram pronunciadas.9. guardar e interpretar a lei. era possível fazer cópias que podiam ser consultadas por pessoas que tinham perguntas ou dúvidas. mas também de forma escrita em tábuas de pedra. no santuário do Templo em Jerusalém). essas pessoas provavelmente formavam centros administrativos na corte real. Este trabalho exigia cuidado c treinamento durante m'] wWw> -ífTíí iy aro n t f w \¿h m wrftò won D t o w v w n s w iron o r b shasn m j n z r w s s»róa retWw j e w a n s a t s S s í .28).500 anos. ele era membro de uma classe de pessoas instruídas que se dedicavam a copiar. Ex 13.41. comparada com os sistemas de escrita cuneiforme da Mesopotâmia e no Egito. Considere. seus programas de ação e acontecimentos relacionados com os mesmos podiam ser mantidos e atualizados. • rada durante séculos.4-5). i w i . a assim chamada escrita "quadrática" que aparece acima.C. o hebraico passou a ser escrito com len-as mais cheias. Isso lhes possibilitou uma forma simples de fazer o registro de revelações divinas. Registros sobre reis. Assim. um escriba — no hebraico. o hebraico compartilhava uma escrita com os cananeus e fenícios. Isto tornava a leitura e escrita relativamente simples. em particular do Antigo Testamento. Moisés desceu do monte carregando estas tábuas e as colocou na arca. a lei podia ser preservada e continuar inaltemantidos em segurança na arca (e. embora seja bastante provável que gerações anteriores de escribas israelitas também escreviam usando o alfabeto. Uma vez escrita. Os textos hebraicos mais antigos já encontrados datam do século 9 a. 2Rs 23. o recebimento da lei no monte Sinai. Mais tarde.

se for da vontade do Senhor TodoPoderoso. Esdras tinha vários papéis a desempenhar. foram transmitidas por diferentes meios e até foram recebidas em línguas diferentes A descoberta dos Rolos do Mar Morto cm 1947 — sendo que foram descobertos manuscritos 1. • Acadêmico: estudar a lei e produzir obras c teorias em resposta. desde que a cópia tenha sido bem feita. Ele estava intimamente ligado ao sacerdócio. Estes provavelmente aparecem de forma idealizada no livro de Eclesiástico (Eclesiástico 38. ele ficará cheio do espírito de conhecimento.1. Presta serviços a pessoas importantes e é visto na companhia das autoridades. 65 A descrição d o escriba exemplar..11): • Pregador: reunir o povo a cada ano para ler a lei. os escribas hebreus fatiam cópias das Escrituras com um cuidado e uma precisão que nos impressionam.8). E. o processo de cópia incluía revisão e correção cuidadosa. com base nas variações entre os textos ou manuscritos..000 anos mais antigos que quaisquer outros conhecidos anteriormente — deixou bem claro que a transmissão do texto se deu com uma precisão extraordinária. Podemos apenas identificar as ocasiões em que foram cometidos erros. Segundo a tradição. Antes da invenção da imprensa. As diferenças entre textos ou manuscritos podem ser atribuídas a: • omissão ou adição de uma palavra • erros de ortografia. Mostrará como é sábia a instrução que ele recebeu e se sentirá orgulhoso por causa da Lei da aliança do Senhor.. Ed 7.24—39. Ainda hoje os escribas judeus trabalham com a mesma atenção escrupulosa cm relação aos detalhes. não deixando alternativa senão especular quais seriam as palavras ilegíveis ou ausentes • alteração de um escriba. conforme Eclesiástico 39 Ele aprende de cor os ensinamentos de homens famosos e procura descobrir o que querem dizer as comparações. Explica também o significado escondido dos provérbios e emende os segredos das comparações.. Ele terá conhecimento e saberá julgar com justiça e meditará nos mistérios de Deus. Assim. Embora os copistas tenham cometido pequenos erros que entraram no texto escrito. . É impressionante o grau de semelhança que existe entre diferentes cópias do texto. que mais tarde resultamemerros de interpretação • inclusão no texto principal de uma nota explicativa originalmente incluída na margem • danos causados a um rolo. feita para suavizar idéias consideradas ofensivas. cies que viviam num mundo que geralmente não se importava tanto com a verdade.6) e era muito respeitado (Jr 8. não importa quantas vezes um trecho do Antigo Testamento tenha sido copiado. explicá-la e incentivar o povo a colocá-la em prática • Juiz: ouvir aqueles que tinham queixas e julgar questões específicas da lei judaica. • Instrutor: administrar escolas de escrita e treinar aprendizes de escribas.Transmitindo a História vários anos (veja SI 45. Copiar A tarefa do copista era reproduzir o texto com o máximo de precisão possível. cópias essas que surgiram em eras diferentes.

As fontes originais compõem a matéria-prima.26). julgamento e exílio caíram sobre Judá por causa do acúmulo de pecado. para usar o termo técnico provavelmente ocorreu de algum ponto antes do exílio até o século II a. não haveria Bíblia. . é provável que tenhamos maiores chances de entender sua perspectiva e o caráter singular de sua mensagem. Por exemplo: • Nos livros de Samuel. Este processo de edição ou "redação". a partir da qual acredita-se que gerações de editores trabalharam para compilar estes "ingredientes" até os livros atingirem sua forma final no "cânon" (a lista oficial). Se pudermos entender como um livro veio a ser escrito da forma como o conhecemos hoje. Em comparação. o Cântico de Ana é inserido no início da história. De acordo com o editor de Reis. A disposição de textos num livro afeta a compreensão ampla do significado do livro como um todo. Estes rolos das Escrituras numa sinagoga de Tsefnl. Esta procura descobrir os propósitos teológicos por trás da organização do material num livro. que a história vai enfatizar a identificação de um "rei". ou "ungido" cm Israel (ISm 2. para mostrar como Deus está sempre disposto a atender o pedido do penitente (2Cr 33. A importância dos editores O estudo do trabalho dos editores é conhecido como "crítica da redação" (veja "O texto e a mensagem"). • Em Reis e Crônicas há descri- ções diferentes do rei Manasses. principalmente. no norte de Israel. o Cronista fala do arrependimento de Manasses. são testemunho de seus esforços. e o trabalho de editores é menos significativo. especialmente o de Manasses (2Rs 23.10).66 Introdução à Bíblia Jo Bailey Wells O trabalho dos editores As Escrituras hebraicas. como as conhecemos. os editores selecionaram suas histórias para destacar uma determinada interpretação dos acontecimentos. Sem o trabalho dos editores que reuniram e organizaram os materiais. e a fidelidade de Deus para com ele. já que a forma dos livros como os temos reflete o trabalho dos editores assim como dos autores e tradutores.C. bem no início da narrativa. Nos livros históricos. provaveimentesurgiram gradativamente. O Novo Testamento se tornou "fixo" muito mais rapidamente.12-17). Isto diz ao leitor alerta.

o material foi reavaliado à luz da experiência atual e livros pósexílicos (Ageu. Estes derivam da adoração do Israel antigo. os livros desta seção reúnem trabalho feito por várias gerações de historiadores. eles foram reunidos por um editor (conhecido como "o Cronista") para formar uma narrativa contínua. Esta narrativa. Se isto for verdadeiro (e continua sendo uma teoria). e algumas histórias são repetidas de perspectivas diferentes. ou por diferentes autores. SI 51). Como no caso da história deuteronomista.. Os Salmos Os Profetas: Isaías. Sua composição é complicada.32). em geral. cada salmo recebe um título para auxiliar a meditação (veja. sugeriu que havia quatro fontes. pois contém tradições do período primitivo de Israel como organização tribal na terra prometida. Assim. É possível que "o Cronista" tenha tido uma grande influência sobre a reunião e disposição de outros livros do Antigo Testamento para formar o cânon. Porém há muitos estilos diferentes de escrita. estudiosos e escritores sofisticados. O relato de acontecimentos passados também é feito em retrospectiva: os editores refletem sobre o passado à luz de acontecimentos atuais (por volta da época do exílio). um estudioso alemão do século 19. Esses "editores" eram. os salmos são ordenados em cinco "livros". o livro que a precede. Ezequiel. os "cânticos dos degraus". Mas. Assim sendo. 1 e 2Samuel. 1 e 2Reis Esta seção recebe seu título de Deuteronômio. pois dá continuação aos mesmos temas e teologia da aliança. conhecidas como J. É provável que estes "hinos" foram reunidos durante o exílio. enfatizada pela repetição no início de Esdras dos dois últimos versículos de 2Crônicas. assim como as histórias de administrações reais desde a época de Davi até o exílio. O processo de edição reuniu a coleção para criar um livro para estudo (o SI 1 estabelece esta idéia desde o início). ex. D e P. Zacarias e Malaquias) foram acrescentados. SI 73—83. Wellhausen.C. . os 12 "profetas menores" É possível que Jeremias tenha sido responsável pela formação do livro que leva seu nome (veja Jr 36. p.67 Coletando e organizando asseções d o Antigo 0 Pentateuco: Gênesis a Deuteronômio A história deuteronomista: Josué. Quer estes livros tenham ou não sido escritos pelo mesmo autor. portanto. a história que agora temos representa não só o trabalho de "reunião de fontes" feita pelos editores finais durante ou depois do exílio mas também o trabalho de "subeditores" anteriores sobre cada uma das fontes individuais. que isto representa o trabalho final de compiladores que reuniram várias fontes. é feita para encorajar a pequena comunidade restaurada a acreditar que eles realmente são herdeiros das antigas promessas que Deus fez a Israel. E m geral acredita-se. Jeremias. que teriam se originado em períodos e locais diferentes. os Salmos de Asafe. que incluem coleções menores como unidades inteiras (p. SI 120—134). Testamento Histórias posteriores: Crônicas — Esdras — Neemias Os primeiros cinco livros da Bíblia aparecem como história única e coerente — como se produzida por um único autor sem necessidade de um editor. Cada uma tratava as origens de Israel de forma distinta. ex. é provável que os registros dos profetas anteriores ao exílio e do período do exílio foram preservados durante este período e editados posteriormente. Juízes. E. quando o povo foi privado da adoração normal no Templo. aproximadamente (embora às vezes se atribua uma data mais recente). Além disso. datada de 400 a. portanto.

também as exposições e elaborações da lei escrita foram reveladas por Deus a Moisés no monte Sinai. Miquéias. • Profetas Anteriores . Ketuvim (escritos). o filósofo judeu Moisés Maimônides declarou. Levítico.contém os livros de Josué. No entanto. Entre estes livros não-canônicos se encontram o Testamento dos Doze Patriarcas. filho de Siraque (também conhecido como Sirácida ou Eclesiástico). Juízes. Jeremias e Ezequiel) c dos profetas menores (Oséias. Êxodo.68 Introdução à Bíblia A Bíblia Hebraica Dan Cohn-Sherbok A base da fé judaica é a Bíblia. Posteriormente. Isto implica nossa crença de que toda a Torá que temos em nossas mãos hoje é a Torá que foi entregue por Deus a Moisés." A exemplo de Maimônides. o judaísmo tradicional afirma que a revelação de Deus é dupla e está em vigor para sempre. Habacuque. Namânides afirmava que os segredos da Torá foram revelados a Moisés e são sugeridos na Torá pelo uso de letras especiais. Como o Zohar explica: . Os livros restantes das Escrituras — os Hagiógrafos — foram transmitidos por intermédio do Espírito Santo ao invés de profecia. Uma lista aprovada de livros A Torá consiste nos Cinco Livros de Moisés: Gênesis. Sofonias. A terceira divisão é feita de uma variedade de livros divinamente inspirados: Salmos. enquanto os livros jjroféticos foram dados por meio de profecia. A segunda divisão da Bíblia hebraica — Profetas — se divide em duas partes. Jonas.ii I 'Torá do Sinai) é uma crença fundamental no judaísmo: "A Torá foi revelada do céu. estes livros foram revelados por Deus a Moisés no monte Sinai. mas a natureza real desta comunicação é desconhecida a todos exceto a Moisés a quem foi dada. os judeus escreveram vários outros livros cm hebraico. Provérbios. 1 e 2Enoqite e Jubileus. Lamentações. aramaico e grego. Além disso. Ageu. Outras obras literárias do período do Segundo Templo sao conhecidas como os pseudepígrafos. Para os judeus. as Escrituras são chamadas de Tanak. Daniel. e que ela é totalmente de origem divina. Namânides observou que esta teoria segue a tradição rabínica de que a Torá foi dada rolo por rolo. que Moisés tenha escrito Gênesis e parte de Êxodo quando desceu do monte Sinai. essas exposições foram transmitidas de geração em geração e por meio deste processo uma legislação adicional foi incorporada à lei. Tobias e Judite. Jó. que a crença na Torá MiSin. Amós. É provável. vinda de Deus. Por trás deste conceito está a idéia mística dc uma Torá primordial que contém as palavras que descrevem eventos muito antes de eles acontecerem. • Profetas Posteriores — é composta dos profetas maiores (Isaías. Este termo é um acrônimo formado com a letra inicial das palavras que designam as três divisões da Bíblia hebraica: Torá (instrução). Neemias e 1 e 2Crônicas. no século 12. 1 e 2Samuel e l e 2Reis. Eclesiastes. Análoga à interpretação mística da Torá proposta por Namânides. Na Idade Média esta crença tradicional foi afirmada sempre de novo. o filósofo Namânides. Rute. Naum. Porém todas estas obras constituem o cânon das Escrituras. Assim. os valores numéricos de palavras e letras e os adornos dos caracteres hebraicos. Obadias. Com isto quero dizer que toda a Torá chegou a ele. O mais substancial desses livros se chama A Sabedoria de Jesus. Em geral sc diz que a Torá foi dada diretamente por Deus. Durante o período do Segundo Templo (depois da volta do exílio na Babilônia). Moisés foi como um escriba que copiou uma obra mais antiga. Números e Deuteronômio. 1 e 2Macabcus. no seu Comentário do Pentateuco. Cântico dos Cânticos. argumentou que Deus ditou a Moisés e este escreveu os Cinco Livros de Moisés. Esdras. mas que não foram incluídos na lista oficial ou cânon das Escrituras. Entre as outras obras se incluem: a Sabedoria de Salomão. Neviim (profetas). por meio do que é metaforicamente chamado de 'fala'. No fim dos 40 anos no deserto ele teria completado o restante do Pentateuco. Conhecidos como livros deuterocanônicos ou apócrifos. argumentou ele. Todo este registro estava no céu antes da criação do mundo. faz-se uma distinção entre a revelação do Pentateuco (Torá no sentido restrito) e as escrituras proféticas. a obra mística medieval conhecida como o Zohar afirma que a Torá contém mistérios que vão além da compreensão humana. Interpretação De acordo com os rabinos. eles tiveram considerável impacto sobre o pensamento cristão. Por exemplo. Joel. De acordo com a tradição. do século 13. estes textos conquistaram status oficial na Igreja Católica Romana e nas igrejas ortodoxas orientais. Zacarias e Malaquias). Para Namânides. Ester. Nas fontes rabínicas.

Pelo contrário.. dois estudiosos alemães.'" O impacto da pesquisa moderna Na era moderna. concluíram que os Cinco Livros de Moisés são compostos de quatro documentos principais que existiram separadamente mas depois foram reunidos por uma série de editores ou "redatores". elimina a crença tradicional da infalibilidade das Escrituras e. Já no século 16. as histórias da Torá são apenas suas vestes exteriores. se a Torá não tivesse colocado vestes deste mundo.. ao invés disso afirmam que tradições orais foram modificadas durante a história do Israel antigo e que só ao final desse processo é que foram compiladas para formar uma única narrativa. no entanto. até nós poderíamos compor uma Torá sobre assuntos cotidianos. A Torá. conseqüentemente. portanto. no entanto. Portanto. porém. fornece uma base racional para a alteração da lei e a reinterpretação da teologia das escrituras hebraicas à luz do conhecimento contemporâneo. tanto os judeus ortodoxos quanto os não ortodoxos continuam a pensar que a Bíblia judaica é fundamental para a fé. Logo. conservadores e reconstrucionistas que o Pentateuco não foi escrito por 69 mento do fundamentalismo do passado. houve um afasta- . que considera as novidades acadêmicas recentes no campo dos estudos bíblicos. Um rolo da Bíblia hebraica 6 erguido numa sinagoga judaica. e quem olha para esta veste como sendo a Torá em si. por outro lado. tornou-se cada vez mais difícil sustentar o conceito tradicional judaico de revelação divina à luz da investigação e descoberta acadêmica. Moisés. o mundo não poderia resistir a ela. Outros estudiosos rejeitaram a teoria de fontes distintas. Este ato de revelação serve como base para todo o sistema legal assim como para as crenças doutrinárias sobre Deus. A lei é honrada como dom de Deus ao seu povo. contém em todas as suas palavras verdades sobrenaturais e mistérios sublimes . tal posição moderna é irrelevante. até os príncipes do mundo possuem livros de maior valor que poderíamos usar como modelo para compor tal Torá. Entre os judeus não ortodoxos. há um consenso entre os críticos bíblicos modernos. A despeito dessas teorias diferentes. inclusive judeus reformados. No período moderno. uma obra de excelente qualidade.Transmitindo a História "Disse R. há uma aceitação geral das descobertas da pesquisa acadêmica moderna. ai dele — este não terá lugar no mundo vindouro. os estudiosos indicaram que os Cinco Livros de Moisés parecer ser compostos de fontes diferentes. Karl Heinrich Graf e Julius Wellhausen. Mesmo assim. O judaísmo ortodoxo permanece dedicado à teoria de que a Torá escrita e a oral foram transmitidas por Deus a Moisés no monte Sinai. Na metade do século 19. agora ele é visto como coleção de tradições originadas em períodos diferentes no Israel antigo. Para os judeus ortodoxos. Simeão: 'Ai do homem que considera a Torá um livro de simples lendas e questões do cotidiano! Se fosse. Sim. Tal abordagem não fundamentalista.

Jesus. Excluíram a literatura considerada muito recente ou arriscada em sua teologia ou que estava associada a grupos dentro do judaísmo e não a toda a comunidade judaica. Estas três coleções foram reunidas cm estágios. Esdras — Neemias. os livros dos Profetas e os outros livros". O método judaico de contagem considera 1 e 2Samuel como um livro só. eram valorizados por diversos grupos de judeus. • O s P r o f e t a s é a seção que inclui os Profetas Anteriores (a seqüência narrativa de Josué a 2Reis. Os 12 profetas menores também são vistos como um único livro. portanto um padrão ou regra. Sua lista era idêntica aos 24 livros do cânon hebraico.C. incluiu vários desses livros (veja "Livros deuterocanônicos"). por volta de 170 d. Provavelmente o primeiro cristão a analisar criticamente que documentos judaicos deviam ser considerados como escrituras sagradas foi Melito. • A Lei ou Torá (Gênesis a Deuteronômio) foi a primeira a ser reconhecida como documento fundamental de Israel por causa da sua associação a Moisés.26. Os cristãos aceitaram o cânon definido pelos judeus do primeiro século de nossa era principalmente porque Jesus e os escritores do Novo Testamento se referem a uma grande variedade de livros do Antigo Testamento como tendo autoridade divina. É provável que estes também eram uma coleção reconhecida na época de Esdras ou pouco depois. At 13. indicando que a comunidade que produziu esses manuscritos (entre cerca de 150 a. sob a liderança dos fariseus. E os Rolos do Mar Morto incluem cópias ou pelo menos fragmentos de todos os livros da Bíblia judaica exceto Ester. conhecida como Scptuaginta.C." "Salmos" aqui pode referir-se aos Escritos como um todo. Jeremias. os judeus já haviam categorizado suas escrituras em três partes — a Lei. Os cristãos passaram a usar essa palavra em referência a uma lista de livros inspirados por Deus que eles reconhecem como Escrituras com autoridade divina. que ele chamava de "livros da antiga aliança" (Eusébio. Esdras a trouxe de volta cm sua forma escrita da Babilônia para Jerusalém. depois de sua ressurreição. História Eclesiástica 4. Citações são freqüentemente introduzidas com frases como "Está escrito" ou até "Diz o Senhor". De acordo com Lc 24. o prólogo de Eclesiástico já falava sobre "a Lei.15. 1 e 2Crônicas. • O s E s c r i t o s consistiam em grande parte de documentos posteriores e sua aceitação geral como coleção definitiva provavelmente se deu no primeiro século da era cristã.13-14).17. conhecidos pelos judeus como "o Livro dos Doze" e agrupados num único rolo). A tradução grega das Escrituras hebraicas. Mas por que estes livros específicos? Por que um livro judaico como a Sabedoria de Salomão não foi incluído no Antigo Testamento? Por que foram incluídos quatro Evangelhos. disse: "Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei dc Moisés.C. Os escritores do Novo Testamento usam a frase "a Lei e os Profetas" como designação dessas escrituras (Mt 5. No grego. que interpretava a história do ponto de vista profético) e os Profetas Posteriores (Isaías. nos Profetas e nos Salmos.70 Introdução à Bíblia Uma lista aprovada — o "cânon" das Escrituras Stephen Travis e Mark Elliott A Bíblia consiste em 66 livros. e não mais nem menos? E por que as comunidades judaicas e cristãs dão tanta importância a esses livros? Estas são questões sobre o "cânon". No quinto século a. bispo de Sardes. pois nesta divisão da Bíblia hebraica os Salmos geralmente vêm em primeiro lugar.C-.45. . A lista resultante é idêntica aos 39 livros que os cristãos chamam de Antigo Testamento.C.) demonstra familiaridade com a Lei e os Profetas como os conhecemos. As escrituras judaicas Na época de Jesus. os judeus.C.) valorizava todos esses livros. Jo 1. Rm 3. a 100 d. Certamente Eclesiástico 44—49 (século 2 a.1). Ezequiel e os 12 "profetas menores".21). optaram por um cânon mais enxuto de 24 livros. a palavra "cânon" significava uma vara ou régua. Outros livros escritos no período de 300 a. e o mesmo se aplica a l e 2Reis. todavia. os Profetas e os Escritos. Mas após a catástrofe da destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d.C. Duzentos anos antes.44.C. c toda a comunidade a reconheceu como "o Livro da Lei de Moisés" (Ne 8. e 68 d.

No tempo do NT. Por volta do ano 200 havia coleções que também incluíam 1 e 2Timóteo e Tito.' . Outros documentos semelhantes a evangelhos como o Evangelho de Pedro e o Evangelho dos Egípcios continuaram a ser usados nas igrejas orientais. Esse códice data do século -I d.v. Mais tarde. Rolos também podiam ser século d. no sopé do monte Sinai.fc. l | Í ' P : f | caso. Do rolo ao livro O s documentos que entraram no cânone da Bíblia Hebraica foram colecionados. . cristãos egípcios a incluíam em sua coleção das cartas dc Paulo. ou talvez apenas porque era tão diferente dos outros. Esta forma do livro à esquerda: Um rolo escrito em hebraico.C. a manuscrito atais antigo dc todo o NT (mais uma parte do A T ) de que hoje dispomos. e não de pergaminho.C. N u m rolo.C. capas. passou-se a adicionar as feitos de pergaminho (couro).R.'. • Os p r i m e i r o s d o c u m e n t o s a serem reunidos foram as c a r t a s d e P a u l o . Por volta de 150 d. Mas os rolos eram . isto é.C. perceberam que cada um trazia uma perspectiva diferente da história dc Jesus..'••"" vimento do "códice".C.8).. Tudo indica :sr. que os cristãos íoram pioneiros no desenvolffii"-. num "livro" em formato de u m rolo. isto passou a ser um problema. . '•'•'. As folhas eram coladas umas nas outras. o texto era escrito e lido em colunas.11. ele foi descoberto no século 19 no Mosteiro de Santa Catarina. No início. Escrito em grego sobre pergaminho. para proteger o livro.) já havia uma coleção fixa das dez cartas principais de Paulo. originalmente. • ' " ' ' . formando rolos de comprimento variado. A direita: Uma página cio Códice Sinaífico. O herege Marcião nos informa que antes de sua época (cerca de 140 d. Mas antes do ano 200 Irineu argumentava que é tão natural haver quatro Evangelhos quanto há quatro ventos e quatro cantos da terra (Contra as heresias 3.difíceis de manusear e transportar. na fabricação do ftilF livro assim como o conhecemos hoje. as páginas são dobradas e fixadas n u m a extremidade (a lombada). Neste W^Mi J { .' i :. Embora houvesse dúvidas freqüentes sobre a autoria da carta aos Hebreus. 0 Rolo do Templo (o maior dos rolos do mar Morto) tem 8 m e 20 começou a substituir o rolo durante o segundo cm de comprimento. Mas ela só teve maior aceitação na igreja ocidental a partir do quarto século. S . em comparação com os outros três — talvez porque era usado pelos gnósticos para promover sua própria versão da fé cristã. Justino já descrevia como os cristãos 71 reunidos para adoração liam as "memórias" dos apóstolos "que são chamadas Evangelhos" (Apologia 1.Transmitindo o História O Novo Testamento A história do cânon do Novo '['estamento é mais a história de uma coleção de coleções que de uma coleção de documentos individuais. Os cilindros nas duas pontas permitiam ao leitor desenrolar e enrolar o texto à medida que ia lendo. embora fosse pouco comum u m rolo c o m mais de 20 folhas.-. • O s E v a n g e l h o s À medida que os cristãos se familiarizavam com mais de um Evangelho. Os autores cristãos deste período os citavam freqüentemente como tendo a autoridade das Escrituras. Mas as vantagens de afirmar as contribuições distintas dos quatro Evangelhos acabaram prevalecendo. C a d a folha tinha cerca de 30 cm de altura e 20 c m de largura. S ^ . Como acreditavam firmemente que havia uma única mensagem evangélica coerente. O Evangelho de João demorou mais para ser aceito. os rolos eram feitos de folhas de papiro. já em 200 d. a maioria dos rolos (incluindo os documentos do NT) era feita de 53 papiro.•' £ ' = S ¡ = .66).: .

mas até no Ocidente esteve sob suspeita por causa do seu uso pelos montañistas com seu entusiasmo excessivo por especulações quanto ao fim do mundo. de Tomé e de Matias e os Atos de André e de João. particularmente interessante é a classificação dos documentos em três grupos feita por Eusébio: • os livros aceitos nas igrejas sem qualquer restrição — quatro Evangelhos.V KM o i Ü f IMuV * 00©0-VCXMC*>>*<<X!*.cn.! l<M M < ri K*0 X M C KlXI i Xf *l -FWO ' ^ K O I M U i U » X M O X • Kl-CMCOHfcW ' KMMKOimiWil^MaiiHMUTflX YK4| k N > MMfXNPAYMWAiiTiC >.e.9) ao lado das cartas de Paulo. ' C'J-i'X..*"' M O C * . Listas de livros autorizados foram feitos em várias partes do mundo cristão.»âC-f*J'N'KXfOKin-IXCMAY.I ü v c t i I R 11 • M<>Y ^•YÍANEXEÍEENXVFM-I ikmi-m!. este códice é uma das cópias mais antigas da Bíblia. Um pouco depois do ano 300 d. Após três séculos de uso.C. As cartas de Paulo. • A t o s e A p o c a l i p s e ficaram fora destas três coleções.>i M MOV i v ' * K Y n . Se revisarmos os critérios pelos quais os 27 livros alcançaram status canónico. ao contrário dos esforços de Marcião e outros hereges de reivindicar Paulo para si e rejeitar os outros apóstolos. mas com o passar do tempo caíram em desuso porque expressavam doutrinas que tinham mais em comum com a heresia gnóstica que com a tradição recebida pela igreja. A extensão do cânon. K X M e N ' í "O I C O d>0 . Atanásio apresentou pela primeira vez uma lista de livros autorizados idêntica ao Novo Testamento que conhecemos e esta foi amplamente aprovada no Oriente. Provavelmente a coleção surgiu do desejo de sc ter um testemunho comum dos apóstolos "tidos como colunas" (Gl 2. IPedro e também Apocalipse "se desejável" • livros contestados.\Òn. jamais foi formalmente definida por um concílio ecumênico da igreja inteira. 2 e 3João.M K l £ ( O l I Ml'l I H M c t ) MIO " ¡' M C P C O O III IK11 MtífâtU P \ | < X m I " * . Escrito à mão. O livro de Apocalipse foi aceito mais rapidamente no O c i d e n t e que no O r i e n t e . inclusive os Evangelhos de Pedro. Eusébio fez referência a uma coleção de sete "cartas católicas".R E R O V U . a Carta de Barnabé e o üidaquê • os firmemente rejeitados.t)ei-Hic\H\o d > a m O Códice Alexandrino foi dado de presente pelo Patriarca de Constantinopla (que parece té-lo encontrado em Alexandria. Atos.. Assim.». Uoão. as igrejas começaram a confirmar formalmente quais livros mereciam autoridade para determinar suas vidas e seus ensinamentos. v l M». no entanto. podemos ver que quatro perguntas fundamentais foram feitas sobre cada documento em consideração. embora as igrejas ortodoxa. n u : f i 11\' '1' U I M « ( N V Y \ O W C O \ K. os Atos de Paulo. o Pastor de Hermas. foram rapidamente aceitas com base nisto.72 I m Introdução à Bíblia m - * <OCKXIXXC^OIIIXCI -^<|?*CI|füf I MHÍA.:uKiit .M HM- . 2Pedro. *"('V"HiiikxueNTe(. foram pouco usadas antes do quarto século.. ainda hoje. católica romana e protestante compartilhem o mesmo cânon do Novo Testamento. C . Mas por volta do ano 200 sua importância foi reconhecida como evidência de que Paulo e os outros apóstolos pregavam o mesmo evangelho. enquanto Hebreus permaneceu em dúvida por mais tempo porque sua autoria era incerta. em 1627. aqueles que ainda não eram universalmente aceitos — Tiago.1X>¿. Atos foi separado dele em data bem antiga e não é citado por autores cristãos antes do tempo de Justino.gito) ao rei da Inglaterra (quando o presente chegou.M'CpTv>Vvoix r .Ul)|o)M<n * OYSCxifxOAMi>PüriiujMo.. • Ele é apostólico? Em vários casos esta era simplesmente uma questão de autoria. Outros documentos foram incluídos porque vieram de uma pessoa diretamente relacionada c o m um apóstolo se não do próprio apóstolo. f * í*. Judas.« > C l W n .!X-Ol pc.riV ' YMI M l . Entre estas. No quarto século seu status como escritura foi reconhecido no Oriente — com a compreensão de que o milênio de Ap 20 não devia ser interpretado literalmente. Pelo fato de não haver reconhecimento claro da sua autoria apostólica. W I . no período entre 400 e 450 d . A mesma conclusão foi endossada no Ocidente por uma declaração papal cm 405 c no norte da África nos Sínodos de Hipona (393) e Cartago (397).i ( i C C T I M t l M T G M X H M Í ' O X X O X< V i w o t i OOTXJS.»4 y M c i c o y w » . os Evangelhos dc Marcos e Lucas foram reconhecidos como tendo autoridade ao lado de Mateus e João. OOI-IOYCYI i M f O M K M o r e i ' Y W ..\i«Vy" cl>MÇfrn|»«x>i|. por exemplo.C.' I I N .«. o rei era Charles 1). Assim. o Apocalipse de Pedro. . em grego. Embora d o mesmo autor do Evangelho de Lucas. todas.-. R * . . Na sua carta de páscoa de 367 d. exceto IPedro e Uoão.O I iii-oi-iií. i. X'.I AHay-"1"<4>mJs l O l M i l . • As Cartas Católicas (Tiago até Judas) formaram a última coleção a ser reunida. no F. a igreja etíope tem um cânon de 38 livros. 1 O M "<Xi O O P X I í A M e U K . 14 cartas de Paulo.

Não devemos imaginar que o processo dc definição do cânon foi obra dc comissões que se reuniram para julgar os escritos cristãos e decidir se podiam fazer parte do cânon ou não. Seria mais exato dizer que os documentos que acabaram entrando no cânon demonstra- 73 ram sua autoridade intrínseca por meio do uso constante na igreja. não tem maior significado tornou-se canónica por causa da sua ênfase na defesa da verdade contra "enganadores . dúvidas sobre autoria não são razão suficiente para excluir um documento. 7-11). Os livros do cânon do Novo Testamento se distinguem por darem testemunho em primeira mão da história de Jesus Cristo e do impacto que ele teve no período formativo da vida da igreja. Provavelmente nenhum dos documentos que ocasionalmente são propostos para inclusão no cânon seja tão antigo quanto os documentos que integram o Novo Testamento. O cânon é um caso de sobrevivência dos mais aptos. Os livros em questão provaram há muito tempo seu valor na vida cristã. Sua mensagem é derivada — e às vezes se des- Não demorou muito e os lideres da Igreja tiveram dc decidir quais dos escritos em circulação eram genuínos e seriam benéficos para toda a Igreja. até uma carta como 2João que. ou seja. via — do manancial que é o Novo Testamento. ele foi aceito porque atendia aos critérios seguintes. como vimos. da primeira metade do século 2. a verdade é que os documentos do Novo Testamento continuam sendo especiais.. sustentar e guiar a igreja. que o conteúdo do cânon deveria ser revisado. apesar da dúvida com relação à autoria de Hebreus. aparentemente. que não confessam Jesus Cristo vindo em carne" (vs. Nos tempos modernos já houve quem sugerisse. aqui e ali. Por exemplo. Assim. • É ortodoxo? O livro combina com a compreensão da fé cristã que recebemos por meio da tradição viva da igreja? Com base nisto m u i t o s documentos com títulos aparentemente autênticos como o Evangelho de Tomé e os Atos de João foram rejeitados. E embora alguém possa se beneficiar da leitura de outros livros que foram escritos nos primeiros tempos da igreja cristã.Transmitindo a História Era crucial saber que cada documento provinha do período mais antigo da história da igreja. Kstas páginas de um evangelho desconhecido são bastante antigas. • E católico? 0 livro comunica a palavra dc Deus à igreja em geral. Os quatro Evangelhos que aparecem no inicio do NT se destacavam do restante. porque seu ensinamento era de caráter gnóstico. • O livro alentou a vida das igrejas ao longo do tempo? No final das contas. No entanto. Alguns sugeriram que o ceticismo que reina cm círculos acadêmicos quanto à autoria apostólica dc certos livros deveria levar a um questionamento de sua canonicidade. .. o teste de apostolicidadc não foi aplicado de forma rígida. Por que não incluir outros documentos cristãos antigos tais como o Evangelho de Tomé ou os Atos de Paulo? Mas. não apenas a um grupo seleto? Cartas originalmente dirigidas a uma igreja específica foram aceitas se sua mensagem pudesse ser comunicada a um público mais amplo. o teste mais importante que podia ser aplicado a um documento era se ele havia demonstrado seu valor divino através de sua habilidade de renovar. Outros perguntaram por que o cânon do Novo Testamento deveria se limitar estritamente a esses 27 livros.

Eles começaram com o latim. A Septuaginta era usada para leitura em voz alia nas sinagogas localizadas em cidades do Império Romano onde se falava grego. Não demorou muito.19).. C ) .*:? ('. e depois passaram a traduzir para as línguas do Oriente Médio.C.'. Nos priOs autores dos livros bíblicos escreviam para comunicar e. por isso. uma língua do Egito (por volta do terceiro século d. mV-. Estas duas convicções os motivaram a tornar os livros do Novo Testamento acessíveis ao maior número possível de pessoas na língua que essas pessoas falavam — para que a vida delas também pudesse ser transformada pela mensagem de Jesus. mas não de traduções. falado na Síria antiga (por volta de 160 d. aramaico e grego. Pelo fato do cristianismo ser uma fé missionária. "Targum" era uma versão aramaica A maior parte do Antigo Testamen. Os judeus que moravam nessas cidades muitas vezes não entendiam o Antigo Testamento em hebraico e então precisavam da Bíblia na língua que eles podiam compreender.rM'"'-j --f" w s p o l i u i . do Norte da África e da Europa. o siríaco. cidades como Corinto.parafraseada do original hebraico.7 4 Introdução à Bíblia Divulgando a palavra a tarefa da tradução A maioria das pessoas não lê a do. C Está c urna página do Evangelho de João. O Antigo Testamento em grego O povo judeu do século 3 a. Antioquia e Roma. a lín. usavam a linguagem de seu público-alvo.C. . Neste ponto o cristianismo contrasta de forma interessante com o islamismo. judeus a entender sua fé. O antigas: hebraico. <j < ' T v V t V ' >•".do Antigo Testamento usada antes to foi escrita em hebraico. no entanto. Estas primeiras traduções foram motivadas por dois fatores: eles acreditavam que os livros do Novo Testamento eram inspirados por Deus. a língua dos romanos (por volta de 150-220 d . Algo semelhante acontecia em Israel por volta do mesmo períomeiros 300 anos após a morte de Jesus. i r .mV. Isto tornou necessário o trabalho de tradução das Escrituras — uma tarefa que foi iniciada ainda antes do tempo de Jesus. Umn das primeiras línguas que recebeu uma tradução do N T foi o copta (no Kgito)..í-:»í. . pois a maioria das pessoas falaBíblia em si. . no século 3 d . os cristãos produziram ver-1 soes do Novo Testamento numa variedade de línguas — para que pessoas que não sabiam grego pudessem ler sobre Jesus e crer nele. pois entendem que o original (em árabe) é estritamente intraduzível. . mas versões da Bíblia na va aramaico ao invés de hebraico e sua própria língua. t i r . Novo Testamento O Novo Testamento foi escrito em Essas versões do Antigo Testagrego "comum" — a língua falada por mento foram feitas principalmenmuitas pessoas em todo o Império te para ajudar aqueles que já eram Romano na época de Jesus. pois os livros da assim não entendia muito do AntiBíblia foram escritos em três línguas go Testamento lido em hebraico. gua que era usada em Israel na época de Jesus e que está relacionada com o As primeiras traduções do hebraico. Algumas partes do Antigo uma versão bastante expandida e Testamento estão em aramaico.C). a língua dos de e durante a época de Jesus — israelitas.r ^ (•TM 1 M 1 1 ) ' ' .'>' • : . o Novo Testamento foi escrito originalmente na língua comum daquele tempo e depois traduzido para as línguas de muitos povos. e assimilaram o chamado de Jesus de "fazer discípulos de todas as nações" (Mt 28. pois os muçulmanos falam sobre a produção de comentários do Corão e interpretações do mesmo.'i í.TV> i-Pvjf".) e o copta. produziu uma versão do Antigo Testamento em grego conhecida corno Septuaginta. . dedicada a ajudar os outros a encontrarem Deus por intermédio de Jesus Cristo. para que a mensagem começasse a ser levada a pessoas que não conheciam as línguas bíblicas.

071 línguas conhecidas que o lavrador pudesse cantar parte mundialmente apenas 5% têm a deles enquanto vai arando o solo. 0 estudioso holandês Erasmo escreveu: "Cristo quer que seus mistérios sejam amplamente divulgados. Juntar o cansaço da jornada. Isto significaria que a geralmente são resultado do traigreja perderia o controle daquilo balho dc um grupo ou de uma em que as pessoas criam. espan-um livro da Bíblia traduzido. Bíblicas Unidas e a Associação Este trabalho é feito em conWycliffc de Tradutores Bíblicos junto com falantes nativos. Algumas línguas A invenção da imprensa um não têm forma escrita. esta con. para que pudessem ser lidos e conhecidos. ou seja. mas também pelos turcos e sarracenos. equipe de tradução e passam por Mas aqueles que queriam colo. são necessários a muitas pessoas.Transmitindo a História O aumento do número de traduções No século 16. com suas narrativas. soas simples não achavam que isto • Um rascunho de cada livro levaria à anarquia. a uma discussão com o grupo de tradutores.. mas as cópias nem sempre concordam entre si. incluindo crítica textual. Essa ciência leva em conta a idade das diferentes cópias e a disseminação de determinada formulação ou palavra no conjunto das cópias.. Eu gostaria que fossem traduzidos para todas as línguas de todo o povo cristão. especialmente àqueles que não conheciam latim." tos. à medida que os cristãos se deram conta outra vez da importância dc levar a mensagem dc Jesus aos outros.mais de 95% da população munvicção foi combatida por setores dial têm pelo menos uma parte tradicionalistas da igreja daquela da Bíblia numa língua conhecida. ou simplesmente .000 apenas do Novo Testamento). assuntos ligados à arqueologia. as Sociedades para reduzir a língua à escrita. • Um grupo de especialistas (consultores) dá orientações a respeito de certos assuntos. a língua das pessoas cultas. ciou um meio barato de tornar Assim. continuam o trabalho de produzir versões da Bíblia em línguas Este passo envolve uma decidiferentes. mas a tradução de uma passagem específica pode depender de qual cópia antiga está mais próxima do original. Esse acessível a todos. não apenas aos rascunho de tradução c levado eruditos. época. houve um grande renascimento das traduções da Bíblia. hebraicos e aramaicos serão usados. pois havia o temor de que Mas ainda existe muito por fazer! as pessoas formulariam suas próprias interpretações da Bíblia. Não temos os manuscritos originais dos livros bíblicos escritos pelos primeiros autores. Nenhum item essencial da fé cristã depende de uma diferença entre essas cópias antigas. pouco antes desse tempo propiexistem apenas na forma oral. A ciência da crítica textual (veja "O texto e a mensagem") é usada para decidir qual cópia está mais próxima do original. que o viajante ainda outros 14% têm pelo menos possa. Bíblia completa. Gostaria Das 6. temos uma grande quantidade de cópias antigas dos textos bíblicos (mais de 5. estes números significam que Durante um tempo. antes de se poder fazer essas novas traduções disponíveis uma tradução. sendo que cada nas que o poder que a Bíblia tem tradutor trabalha com deterde transformar vidas estivesse minado número de livros. outros 13% têm que o tecelão possa recitar esses texo Novo ou o Antigo Testamento e tos enquanto tece.quatro estágios antes de serem car a Bíblia na linguagem das pes. na Europa. Queriam apeé produzido. questões relacionadas com as línguas originais. 75 O uso de computadores facilitou muito a tarefa dos tradutores em todo o mundo. muitos anos de trabalho árduo Atualmente. são sobre quais textos gregos. caso Como se faz uma tradução pudessem ler o texto em sua próVersões modernas da Bíblia pria língua. não apenas pelos escoceses e irlandeses.publicadas.

lista tem sido a tarefa dos cristãos desde o princípio até agota: traduzir o evangelho para línguas locais. se uma versão é produzida tendo em mente as crianças. isso significaria usar a palavra "pessoas" ao invés de "homens" quando o original claramente inclui também as mulheres nessa referência. No ponto extremo desta abordagem se encontram as paráfrases. que são uma reformulação bastante livre do original na língua-alvo. é importante usar linguagem "inclusiva". quando se estiver fazendo um estudo em particular. Tudo isto significa que é útil tere usar mais de uma versão da Bíblia. preparando uma versão final Boas notícias devem set compartilhadas. Em português. aramaico e grego. por exemplo. Por que são tão diferentes? • Foco na língua original Em primeiro lugar. A alegria dessa boa nova se tomou real na sida desta mãe africana e de seu filho. os tradutores originais "arrematam" o rascunho. e. "Ide poi lodo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura". Versões diferentes darão nuances diferentes do origina]. Se hora de traduzir a poesia hebraica (tal como aparece nos Salmos). Na prática a maioria das versões fica entre os extremos do muito literal e da paráfrase. os tradutores evitarão palavras mais raras ou frases peculiares. Se a versão é feita para pessoas para as quais a língua-alvo não é a língua materna. quando se fizer uma leitura em voz alta na igreja.76 introdução à Bíblia os tradutores focalizam ou privilegiam a língua original (ou língua-fonte). produzem uma versão literal (ou palavra por palavra) em que o texto da tradução se orienta pela maneira como a língua-fonte organiza palavras e sentenças. já que nelas existe um termo para "homens e mulheres" usado para grupos mistos. mas que não é literalmente exata. isto enriquecerá sua compreensão da mensagem da Bíblia. Hoje essa boa nova alcança pessoas cm todos os continentes. Isto pode parecer um pouco estranho ou artificial para alguém que não conhece a língua original — mas pode ser uma vantagem. o que resulta é uma versão de leitura fácil. E haverá situações em que determinada versão será mais útil ou mais adequada do que as outras. • Foco n a l í n g u a . quando se estiver dirigindo uma discussão em grupo. como. e pela palavra escrita. em comparação com uma versão feita para adultos. • Pessoas que representam a igreja e outras entidades farão uma revisão do rascunho da tradução. Outras línguas não têm este problema. ou quando se estiver ensinando a fé cristã às crianças. Uma versão para uso de pessoas eruditas e estudantes pode ser mais técnica. pela palavra falada. às vezes eles tornam a consultar os especialistas para tirar dúvidas quanto a uma ou outra questão. às vezes usando o texto em grupos de estudo bíblico para testar trechos ou livros inteiros que foram traduzidos. sua linguagem será mais simples c as frases mais curtas. disse Jesus aos seus discípulos. . • Finalmente. geralmente com o uso de formulações surpreendentes ou interessantes. para quem não lê hebraico. a língua focalizada pode ser diferente. No caso de algumas versões modernas em certas línguas. o estilo e a maneira de expressar o sentido do texto na língua alvo. • Foco n o p ú b l i c o alvo Um segundo fator que ajuda a explicar a variedade de versões é o público-alvo. por exemplo. através de gestos de amor c dc ainda. para publicação. pois permite ao leitor ver como o original foi estruturado. Versões diferentes Grupos diferentes de tradutores produzem versões diferentes — às vezes bem diferentes umas das outras. Nesse processo. na Por exemplo. por exemplo.a l v o Por outro lado. se os tradutores focalizarem a língua-alvo.

ao m e s m o tempo. baseia-se nos textos originais hebraicos.Tradução em Português Corrente . Define-se c o m ot r a d u ç ã o evangélica. Uma edição revista e ampliada foi publicada em 2002. E m 2 0 0 0 . aramaicos e gregos. introduzidos e anotados por uma equipe de estudiosos católicos.T r a d u ç ã o do .P u b l i c a - P a d r e Antônio Pereira de Figueiredo a partir da Vulgata. Traduziu o Novo Testamento. foi l a n ç a d a a Nova Tradução na Lingua- Bíblia completa traduzida inteiramente no Brasil. e parte do Antigo Testamento (quando faleceu e m 1691. a N T L H emprega uma linguagem que é acessível às pessoas m e n o s instruídas e. * Versão de Figueiredo . Tradução de Almeida .E m 1988.21).Publicada em 1994 e reeditada em 2002. m a s também levou em conta os últimos avanços da arqueologia e exegese bíblicas. A Boa Nova . com alterações no texto do Antigo Testamento e uma revisão m a i sa p r o f u n d a d a da tradução do Novo Testamento.A p r i m e i r a (NTLH) . Página de rosto d o Novo Testamento de João Ferreira d e Almeida. feita a partir da Vulgata. entre outros propósitos. A Bíblia completa foi lançada em 1959. que caracterizam o texto de Almeida. missionário protestante na Ásia (especialmente na cidade de Batávtá.Traduções da Bíblia em português Eis um breve histórico da tradução da Bíblia para o português. comparados com a Nova Vulgata. à citação em documentos da Igreja Católica e à preparação de edições litúrgicas. Até há pouco tempo. uma s e g u n d a edição do texto da BLH. lançado em 1681. Foi ap r i m e i r a Bíblia completa publicada no Brasil. Tradução Brasileira (TB) .L a n ç a d a pela Sociedade Bíblica de Portugal em 1993. a edição Revista e Atualizada surgiu no Brasil após o trabalho de mais de uma década. Bíblia de Jerusalém (BJ) . a S B Bl a n ç o u a Bíblia na L i n g u a g e m de Hoje (BLH). Nova Versão Internacional (íWI) . Almeida Revista e Corrigida (ARC) . que foram incumbidos de dar ao texto uma feição mais brasileira. 0 trabalho foi feito entre 1902 e 1917 e teve Rui B a r b o s a como um de seus consultores lingüísticos. Tradução Ecumênica da Bíblia (TEB) da no B r a s i l em 2001. A Bíblia completa foi publicada em 1981. Nova Tradução na linguagem de Hoje tradução de Almeida foi trazida p a r a o Brasil pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira e entregue a uma comissão de tradutores brasileiros. a tradução estava em Ez 48.Publicada em 2002 por um consórcio de I gem de Hoje (NTLH).Tradução da CNBB . Bíblia Sagrada . Segue a filosofia de t r a d u ç ã od a New International Version. 0 trabalho foi concluído por Jacobus op den Akker. Era uma tradução bastante literal. foi várias vezes reimpressa no Brasil. Os livros bíblicos foram traduzidos. a primeira t r a d u ç ã o completa da Bíblia feita por iniciativa da SBB. colega de Almeida. era a versão mais difundida entre os católicos.Edição prepar a d a por uma equipe de exegetas católicos e protestantes. Ela se destina. em 1864. A Bíblia toda só foi publicada em 1753.A Fiel aos princípios de tradução de equivalência formal. O r i e n t a d a pelos princípios de tradução dinâmica. .T r a d u ç ã o datada de 1932. Almeida Revista e Atualizada (ARA) - sete editoras católicas brasileiras. aceitável às pessoas m a i s eruditas.0 primeiro a Tradução do Padre Matos Soares traduzir o Novo Testamento para o português a partir do original grego foi João Ferreira de Almeida. entre os anos de 1772 e 1790. n a liba de Java). Editada originalmente em Portugal. fiel e contemporânea. Foi preparada porbiblistas protestantes e católicos e sua linguagem é próxima à u s a d a pela maioria dos portugueses. publicado em 1693. . protestantes e judeus. A Comissão tratou de atualizar a linguagem.

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o público e o particular. precisa aprender a levar em conta a dimensão social e cósmica do pecado. Os filipinos. a escrita era usada principalmente como forma dc comunicação social. O Ocidente. c sim um sistema interpessoal dinâmico dc encontros com pessoas e outros seres. pelo poder das imagens ao invés de palavras abstratas. Os filipinos não fazem distinção rígida entre o natural e o sobrenatural. A questão que mais preocupa a "consciência introspectiva do Ocidente" é se podemos ter certeza de que realmente iremos ao céu. embora não seja completamente irrelevante. o mesmo "pacote" é levado de cultura a cultura. Assim. A divisão entre "salvar as almas" e "alimentar os corpos" está longe da justiça e das dimensões nacionalistas dos movimentos religiosos nativos. vozes cristãs do Terceiro Mundo levantaram a questão do contexto. Pensamento e expressão são geralmente altamente organizados.. budista ou hindu. uma questão de traição e mentira e sexo ilícito. sem levar em consideração se o contexto social é do Terceiro ou Primeiro Mundo. Porém o cristianismo ocidental se dirige a eles como se houvessem há muito passado a idade do misticismo e precisassem ser arduamente convencidos da existência dc um Deus sobrenatural. considerando-o.. diferenciando o "espírito" e a "matéria". o rompimento da harmonia no nosso relacionamento com a sociedade ou com o cosmos é uma falha considerável.. e se o público está imerso numa visão de mundo animista.80 Introdução à Bíblia Perspectivas culturais Oriente e Ocidente Melba Maggay Até recentemente. em sua cultura. Esta pergunta.. não como . Experiências humanas concretas são destiladas em provérbios. que tende a individualizar e personalizar o "pecado". levou a uma rígida separação entre espiritualidade e envolvimento com o mundo. Aqui. A noção ocidental de que a religião está relacionada com o "espírito" e não com as coisas materiais. ou de coisas gerais relacionadas com violação da integridade interior c usurpação dos direitos de outras pessoas. Elas pressupunham que sua leitura do evangelho registrada na Bíblia era relativamente objetiva. Mas o Ocidente defende a Bíblia na nossa cultura como se fôssemos todos racionalistas de uma era científica. antes de tudo. A tradição teológica ocidental é parte importante da herança da igreja em todo o mundo. mitos e parábolas. mas de maneiras imaginativas e intuitivas ao invés de analíticas e abstratas. é pouco importante para os filipinos. ocasionando certa introspecção ou reflexão. As culturas ocidentais baseadas na cultura grega tendem a dividir a pessoa em corpo e alma. enigmas. e o que uma cultura considera essencial pode certamente ser diferente do que outra cultura considera importante. desprovida do maravilhoso e do mágico. como comida e bebida. Em reação. na cultura filipina préespanhola. mas c apenas uma das possíveis leituras. o sagrado e o secular. Dupla personalidade O holismo filipino opõe-se à tendência ocidental de compartimentar a realidade. disso vem o senso de que o mundo não é fixo. Cada cultura tem um senso interno do que considera "errado". desafiando teologías e métodos de comunicação tipicamente ocidentais e chamando a atenção para a importância da cultura no ato de ler e ensinar a Bíblia. O que está errado? Muitos estudiosos perceberam que o cristianismo como foi teologicamente desenvolvido no Ocidente focalizou as idéias complexas que envolvem o pecado e a culpa. o que explica a preferência por histórias ao invés de proposições. Nas Filipinas. ainda se impressionam com "o poder. que pode ser claramente percebido. por meio das coisas que foram criadas". Eles consideram a realidade uma unidade. as pessoas do Ocidente envolvidas diretamente na transmissão da mensagem cristã para outras culturas em geral não estavam cientes das pressuposições culturais por trás da sua própria leitura das Escrituras. Pensando e sentindo As pessoas numa sociedade amplamente oral como a filipina vêem a vida como realidade primária — eventos passados guardados na memória e reinterpretados com o passar do tempo. para os quais o que importa mais é acesso ao centro do poder que governa sua vida e o universo. Nosso povo ainda não conhece a natureza "desmitificada".

Expressões de fé Conseqüentemente. a fé passa a A ênfase do protestantismo nas ser. O centro litúrgico passou com pessoas e situações. O pescador observa a maré c espera por noites de lua nova. dizeres sua vez levou a uma ampla alfabe. com a ênfase católica na emoção. data da aceitação de certas fórmulas de ligação histórica entre a Reforma fé. como habilidade dc demonstrar no ritual e na imagem. ligado às estações e aos movimentos lunares. da Imagem para a Palavra. que por grar vida e conhecimento.sábios e relacionamentos eficazes tização. que é o contexto cultural da au deste artigo. O agricultor acorda com o nascer do sol para trabalhar c pára quando o sol está muito quente.termos de aquisição de informação nais e verbais de fé em contraste bíblica. ou podem receber valor monetário — é muito diferente da noção nativa de tempo como algo orgânico. no qual uma hora tem sempre 60 minutos na hora que podem ser perdidos ou ganhos. As festas acontecem nas estações de colheita e . ao invés de discipulado. o Ocidente evoluiu para uma na organização da vida nas sociecultura religiosa fortemente ligada dades ocidentais é outro exemplo Somos todos condicionados pela nossa cultura. em grande parte. ao invés da capacidade de aplie a invenção da imprensa. definida em expressões cognitivas. dc conflito entre culturas. Esta cena no mercado é de Manila.A Bíblia hoje forma dc acumular sabedoria e tradições antigas. Tanto o Oriente quanto o Ocidente podem contribuir para a compreensão da Bíblia e de sua mensagem. A noção de tempo como sendo linear — um tempo único e absoluto que pode ser medido pelo relógio. democratizando sabedoria ou a habilidade de intea leitura das Escrituras. proposicio. do altar para o púlpito. car tal conhecimento no cotidiaA invenção dc Gutenberg tor.no. Este etos fica muito distante nou possível a impressão e distri. nas Filipinas. ao intelectualismo abstrato. supondo que o que Deus estiver fazendo. estará fazendo em sua mente.da cultura nativa que valoriza a buição de Bíblias. Uma questão de tempo Após 400 anos dc alfabetizaO tempo como valor dominante ção.

A ênfase ao tempo como presente vivo foi mal interpretada como o hábito de se deixar para amanhã o que se poderia fazer hoje. não são os únicos exemplos das diferenças entre o pensamento ocidental e oriental. ritual. Isto pode ser visto no fato de eventos começarem somente quando os lugares na sala estão preenchidos e os próprios organizadores estarem prontos. um momento amadurece até o tempo designado de construir ou plantar. mas se uma ação já terminou ou pertence ao "ainda não". Pelo fato de o tempo nesta cultura estar ligado ao fluxo dos eventos ao invés do relógio. Não adianta preocupar-se com um amanhã que não podemos controlar. e medições de tempo variam dos ciclos climáticos ao período de tempo que se leva para fumar um cigarro. da história com um propósito não um ciclo interminável de nascimento e morte. não no horário em que algo acontece. de certa forma. diz Jesus. mas é mais correto entendê-la como uma falta de futurismo ou de ansiedade com relação ao amanhã. "Basta a cada dia o seu próprio mal". Estes. Mas estar ciente do nosso condicionamento cultural e reconhecê-lo é um progresso. . é claro. O filipino está interessado. Isto está. Embora haja um sentido cm que o tempo é linear — a Bíblia fala do tempo como tendo um princípio e um fim. Então começamos a nos abrir para outros discernimentos culturais. As pessoas discernem as estações e determinam se é tempo kairos (oportuno) ou apenas tempo chronos (que passa) c agem de acordo. É realmente difícil comunicar-se através de barreiras culturais. E as perspectivas combi nadas de Oriente e Ocidente trarão uma compreensão mais rica da Bíblia e de sua mensagem. da ascensão e queda de impérios — há um sentido em que vivemos o tempo como um ciclo. as coisas começam quando estão prontas e terminam quando estão completas. O que chamamos de "horário filipino" é na verdade sincronia com o fluxo de eventos à medida que acontecem. ou arrancar e destruir. ou no fato de que um alvoroço de preparativos acontece em cima da hora porque o evento está prestes a começar. ao contrário da ilusão ocidental de que por mero planejamento e administração podemos nos proteger das incertezas do futuro.82 Introdução à Bíblia mais próximo do sentido hebraico de tempo como "determinado" ou "oportuno".

Mas em nenhuma nação além de Israel Deus agiu por amor a todas as nações. embora estando na forma de Deus. a história de Israel alcança a sua verdadeira plenitude em Jesus de Nazaré.6-11): "o qual.. quanto do "Filho do Homem" de Daniel. Ele convoca todas as nações da terra a dobrarem os joelhos diante dele. como criador e soberano do mundo. Segundo os autores dos Evangelhos. Em Cesaréia de Filipe. Ele escreve sobre "Cristo Jesus" (Fp 2. Eles adoravam ou prestavam culto a Jesus. mais ou menos como a nossa. Nichos escavados na rocha para abrigar estátuas dc deuses podem ser vistos ainda hoje. tornando-se semelhante aos homens. Um fragmento de um destes hinos primitivos provavelmente encontra-se nas palavras seguintes. no final da história humana. escreveu para uma das igrejas que fundara na colônia romana de Filipos. todo joelho se dobrará. não considerou que o ser igual a Deus era algo de que ele deveria tirar vantagem. Desde o início. Nele converge o conjunto de imagens do Antigo Testamento. que também vivia num mundo religiosamente pluralista. uma passagem na qual Deus declara ser o único Salvador universal.. A singularidade do etos social de Israel vinha da revelação única que Deus confiara a Israel. E esta reivindicação surpreendente é feita sobre um criminoso judeu que fora recentemente executado! Igualmente surpreendente é o contexto literário em que isto aparece — uma exortação para imitar esse Cristo em sua mentalidade humilde e atitude dc servo! Na Palestina do icnipo dc Jesus. eles estavam traindo a sua vocação no mundo. . ao ver o tempo da vinda dele. mas a si mesmo se esvaziou. Sempre que os israelitas pensavam que Deus era apenas mais uma divindade tribal ou tentavam adorar a Deus à maneira dos ritos de fertilidade comuns entre os cananeus. Ele é aquele sobre quem Moisés havia escrito. Algumas das primeiras "cristologias" eram expressas em hinos de adoração coletiva. aquele que é Senhor até de Davi. Mas aqui. a sociedade era diversificada.83 Jesus numa sociedade pluralista Vinoih Ramachandra Os autores bíblicos viviam num ambiente social tão pluralista quanto o nosso em matéria de religião. E. tanto do "Servo de Deus" de Isaías. líder cristão de origem judaica.22-24 na Bíblia hebraica. a si mesmo se humilhou e foi obediente até a morte." Nesta passagem. havia um templo dedicado ao deus grego Pan. estava agindo na história de todas as nações e culturas. Mas Jesus também traz a história de Deus a seu verdadeiro clímax. para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho. Israel foi chamado para andar nos caminhos do Senhor sob o olhar atento de outras nações. e morte de cruz! Por isso também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome. é ao nome de Jesus que. Ele incorpora os propósitos dc Deus para as nações ao viver como o Filho que é fiel a Deus. considerou adequado falar dc Jesus na linguagem usada para Deus nas "A reivindicação não é tanto que Jesus é como Deus. mas (pie Deus é como Jesus. recebendo um reino eterno que abrange todos os povos. suportando a ira de Deus para curar as nações. O mundo inteiro reconhecerá que Jesus é o Senhor verdadeiro. onde Pedro confessou que Jesus era o Messias enviado por Deus. para a glória de Deus Pai. escritas cerca de 25 anos após a crucificação. "o nome que está acima de todo nome" é uma alusão clara a Is 45. sendo encontrado em forma humana. e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor." escrituras hebraicas. aquele que fez com que Abraão ficasse alegre. a igreja cristã. Deus. E parte de uma carta que Paulo. assumindo a forma de servo.

Na história extraordinária do julgamento final em Mt 25.84 Introdução à Bíblia Aqui novamente. homens e mulheres recebiam perdão incondicional de seu pecado. Para Jesus. o povo da aliança de Deus (neste caso. Pessoas que haviam fracassado moralmente e não tinham vez na sociedade recebiam uma nova identidade e eram inseridos em novos relaeionamentos. Como o Templo em Jerusalém representava a própria identidade de Israel como nação. Na sua presença. a ação de | Jesus era realmente radical. Ao declarar tal perdão Jesus deixava de lado o Templo com seu sacerdócio divinamente instituído e seu sistema sacrificiai. e tomando forma em e por meio de suas palavras e ações. A forma positiva como Jesus muitas vezes assumia direitos e prerrogativas de Deus escandalizou seus contemporâneos e ri d a n u ci a o n u t( a . Esta visão elevada de Jesus certamente veio da maneira como o próprio Jesus via sua relação com Deus e Israel.| 46. como no Israel antigo.I posta das nações a ele — expressas na sua resposta àqueles com quem cie se identificou.31. a base do julgamento será ares. história. Jesus apresentou-se também como aquele a quem todas as nações prestarão contas no fim da . a igreja de judeus e gentios) proclama a singularidade de Deus/Cristo andando como Deus/Cristo andou. o "reino de Deus" — a grande esperança de Israel quanto à presença salvadora de Deus — estava irrompendo no mundo. Tanto o ensino de Jesus quanto seu estilo de vida implicam uma profunda autocompreensão.

Esta linguagem foi aplicada a Jesus após a sua ressurreição porque deu significado a suas palavras e obras anteriores à crucificação.45). Jesus fez a afirmação de que ele é o único caminho que leva a Deus num mundo semelhante ao nosso. em Jesus." A esperança judaica de ressurreição agora se torna fé em Jesus que. comparar com o uso desta expressão como título divino em Dt 5.10. e t c ) . Js 3. aquele a quem o Pai concedeu "ter vida em si mesmo" para que também possa dar vida a outros (Jo 5. Com esta convicção os comunicar-se com eles. Ele é o "Autor da vida" (At 3. No centro da fé e da pregação sobre Deus. Jesus. Ao ressuscitar Jesus. SI 42. mas afirmação de que Jesus havia sido que Deus é como Jesus.cação. ficavam nas imediações da Galileia. o "espírito vivificante" (ICo 15.25. uma das Dez Cidades (gregas) que. em Jo 11.26. os apóstolos não só fazem declarações extraore provocou a indignação das auto. ou seja. um mundo em que diferentes religiões disputavam a preferência das pessoas. na época de Jesus.2. o Deus Criador tiraria sua criação da sujeição ao mal e à morte e a elevaria para compartilhar sua própria vida. "aquele que vive" (Ap 1. mas também fazem declarações surpreendentes ridade religiosas. a vinda de uma toda a humanidade. Espírito e Deus ao mesmo tempo. "ressurreição" representava do que Deus.A Bíblia hoje Meninos posam ao lado das ruínas de uma antiga igreja em Gadara. . é de certa forma a plenitude cificação ele apareceu a eles num da divindade numa personalidade corpo físico e depois continuou a humana. no final da história humana.21-26). todo joelho se dobrará.18. afirma ser "a ressurreição e a vida". Deus lhe deu seu próprio poder de levantar os mortos. Por intermédio de Jesus. a "habitar" primeiros cristãos se negavam a neles e capacitá-los por meio de considerar-se apenas membros de uma "religião" entre várias: eles uma nova atuação do Espírito. e ressuscitado por Deus: que durante especialmente Jesus na sua crucifium período de 40 dias após sua cru. Na crença judaica daquele eram testemunhas entre as nações tempo.dinárias sobre Jesus. A reivindicação não é dos primeiros discípulos estava a tanto que Jesus é como Deus. 85 nova ordem mundial. "É ao nome de Jesus que. Ao falarem de Jesus. fizera por a derrota do mal.15).

Este versículo foi muitas vezes usado não só para avaliar as outras escrituras em relação ao Corão mas também para determinar como certas passagens fundamentais no Corão se relacionam com outras partes do livro. As outras escrituras são mencionadas com freqüência. Como explicar isto. Judeus e cristãos são exortados. alega repetidamente ser a continuação da revelação dada na tradição judaico-cristã e é considerado pelos muçulmanos a última de uma linhagem de escrituras dada aos profetas: "Cremos emAláeaquiloquedecima foi enviado sobre nós.86 introdução à Biblia Michael Nazir-A!i O Corão e a Bíblia bra" seus leitores do que foi esquecido e que "abranda" ou ab-roga certas partes das escrituras mais antigas: "As revelações que ab-rogamos ou fazemos cair no esquecimento. . No que diz respeito à lei mosaica. mas principalmente pela alegação dc que o Corão "cumpre" as outras revelações mais parciais: que. No que Corão e a Bíblia diferem No entanto. Ismael. "lemUm imnnic se dirige ¿ 1 um grupo de pessoas numa mesquita de Istambul.50).106). nós as substituímos por outras. iguais ou melhores" (2. já na época em que o Profeta do Islã ainda era vivo começava a ficar claro que as Escrituras dos judeus c cristãos eram bem diferentes da revelação que o Profeta alegava ter recebido. o Corão. se todos eram a Palavra de Deus? Esta dificuldade é contornada de maneiras diferentes. Não fazemos distinção entre todos eles. Isaque. cm certos casos. porque foi a Alá que nos submetemos" (Sura 2. além disso. a posição do Corão é que pelo O livro sagrado dos muçulmanos. os judeus também são desafiados a viver segundo a luz e orientação da Torá. Alguns versículos antes.136). sobre Abraão. a viver segundo a vontade dc Deus como foi revelado nos seus livros: "Que o povo do Evangelho julgue de acordo com aquilo que Alá revelou nele c quem não julga pelo que Alá revelou é rebelde" (QS. especialmente o Tawrat (ou Torá). o Zalnir (Salmos) e o Injil (Evangelho). Jacó e as tribos de Israel e o que foi outorgado a Moisés e a Jesus e o que foi dado a todos os profetas vindo do seu Senhor.

15). 4. de alterar as escrituras. que narrativa e comentário na Bíblia podem sofrer alteração. Jesus supostamente revogou algumas delas e o Profeta do Islã abrandou outras (3. Muitos estudiosos. independentemente das interpretações a que foi submetido por judeus e cristãos. Os conservadores também usam a Bíblia extensivamente como contexto histórico para o estudo do seu próprio livro. eram da opinião que a alteração era tahrif bi'l ma'ni. não depende de qualquer outro documento literário ou histórico. 5. são ab-rogadas. Pode ser. na visão muçulmana. continuam a defender que o Corão não afirma corrupção geral das escrituras judaico-cristãs. Isto. 4. uma corrupção do significado do texto sem necessariamente envolver corrupção do texto em si. Muitos chegam a conclusões surpreendentes: concordam. deixa intacta a integridade de extensos trechos da Bíblia! . foram os principais propagadores desta teoria. pelo menos no Corão. por exemplo.160. todavia. O "Povo do Livro" é acusado de alterar as escrituras para seus próprios propósitos (2. precisam definir até que ponto houve alteração do texto. Uso da Bíblia Embora os muçulmanos acreditem que o conteúdo do seu livro sagrado tenha sido recebido diretamente de Deus e. que os cristãos não sejam acusados. mas apenas que os textos foram mal usados e certas passagens.90). muitos estudiosos muçulmanos referem-se à Bíblia quando tentam comentar o significado do Corão.50. Os primeiros comentaristas muçulmanos. é a revelação final e definitiva que "cumpre" as outras escrituras e. Gradativamente. Estes estudiosos não são apenas os que integram uma escola mais "liberal" de pensamento. mas que isto não se aplica às palavras inspiradas dos próprios profetas. portanto. é claro. o cientista Al-Biruni. naquilo que estas contradizem o Corão. porém. Assim o Corão. A Bíblia hoje «7 mas apenas de "esquecer" o que receberam (cf.75-79. 5. no entanto. É a crença que o "Povo do Livro" que viveu em período anterior mudaram ou corromperam seus livros de tal forma que estes não mais concordam com o Corão. surgiu um consenso de que "o Povo do Livro" era culpado de tahrif bi'l lafz. 5. tais como Tabari e Razi. a corrupção do próprio texto. ocultadas. Ao fazerem isto. Um texto corrompido? Outra maneira pela qual o islamismo procura fazer frente às discrepâncias entre suas escrituras e as dos judeus e cristãos é a acusação do Tahrif.14). O teólogo espanhol Ibn Hazm e o mestre itinerante na índia.46.f menos algumas de suas cláusulas foram decretadas corno castigo por rebelião.

é muito importante explicar como os cristãos entendem que a revelação é mediada. Entendimento mútuo O diálogo paciente entre muçulmanos e cristãos sobre as escrituras dc cada fé tem. escrita na Espanha muçulmana. que são usados para elaborar a edição crítica de um texto. A maneira em que a evidência manuscrita é tratada nas duas tradições é um exemplo disto. às vezes em línguas diferentes. Em diálogo com muçulmanos. noentanto. isto é um sinal da integridade e confiabilidade do livro. é o Evangelho autêntico. nem o próprio Corão. na verdade. Todas as edições atuais do Corão são derivadas de uma única recensão (sendo que as variantes foram destruídas no decorrer da história). faz qualquer referência a tais obras. não condiz com o conceito dc revelação para a maioria dos cristãos. quão grande é a dificuldade que os muçulmanos tem com a noção cristã de como livros diferentes da Bíblia foram escritos e como a lista aprovada surgiu na sua forma atual. Isto é muito bem-vindo. A idéia de uma obra predeterminada descendo do céu. para a qual o profeta apenas serve de meio ou instrumento. que discorda do Corão em certos aspectos importantes! Tentativas de produzir tais obras demonstram. é crucial que tenham alguma noção de como os muçulmanos vêem a revelação. mas também por meio dc um processo dc acréscimo nas tradições. segundo eles. na realidade.Como os muçulmanos entendem a revelação Para que cristãos entendam a visão muçulmana da Bíblia. No que tange às escrituras judaico-cristãs. Estas são as formas diferentes de chegar àquilo que a comunidade considera um texto confiável. nem a tradição muçulmana mais antiga. Os cristãos compreendem a extensão da continuidade que existe entre o Corão e as escrituras que eles usam. pois só pode levar a uma melhor compreensão do que se tem em comum e ao estabelecimento de uma base a partir da qual se pode lidar com as sérias diferenças que permanecem. de reflexão e edição por parte de comunidades e indivíduos. Livros fora do "cânon" oficial Ocasionalmente os muçulmanos produzem livros semelhantes ao assim chamado Evangelho de Barnabé que. Para os muçulmanos. A confiabilidade é atingida não pela dependência de uma única linha dc evidência manuscrita. No entanto. há um grande número de manuscritos. aprofundado a compreensão da posição do outro lado. mas pela comparação de tradições manuscritas diferentes. não só por meio das limitações de cultura c língua. por outro lado. . uma obra relativamente moderna. enquanto os muçulmanos passam a apreciar algumas das escrituras às quais o Corão se refere. "Barnabé" é.

to Hulda. se beneficia com a valorização da experiência de fé por intermédio das mulheres nas Escrituras. ajuíza (Jz 4). em corrigindo o que não é. res ficam longe do ideal divino de Dc Gn 4 em diante. aquilo que encontramos descrito aí ao invés da mutualidade e com. a contribuição e importância das mulheres. as mulheres estão precias inevitáveis da queda. diz ser eternamente turas registram muitas coisas que característica da raça humana: "No não defendem! entanto. e para dar maior respeito ao trabalho tradicionalmente feito por mulheres. mas porque. na teologia e na igreja. mas os homens prevalecem. . mas parte das conseqüên. no Senhor. toda a igreja. nem o Deus e a Bíblia homem é independente da mulher. na maioria das vezes. em contraste com os outros a escravidão). A questão que que homens e mulheres foram isto levanta é se a narrativa afirma criados iguais à vista de Deus e a vontade de Deus para os papéis na presença um do outro. Então. Teólogos focalizaram principalmente a maneira como Deus lida com os homens. apresenta a poligamia e ele. ou se simplesmente desda a partir do homem. A educação das mulheres foi uma das chaves para abrir novas oportunidades no mercado de trabalho. assumem o poder até na vida religiosa e as mulheres parecem ser raramente vistas ou ouvidas. Este não era o ideal dc tória focalize as atividades dos Deus. A mulher é cria. ou porque todas as mulheres pensem da mesma forma. são preconceituosos? Porque assim como a mulher foi Será que a Bíblia como tal favofeita do homem. o sistema de homens no poder) é justiRivalidade e competição Os problemas entre homem e ficado pelo próprio texto? Estaria mulher só começaram depois que Deus tratando as mulheres dessa a desobediência causou a "queda" forma? É bem mais provável que da humanidade em Gn 3. tiveram função e a experiência das mulheinício a rivalidade e a competição. A cria. Não há uma palavra inequívoca no assumem papéis responsáveis de e com a retificação do desequilíbrio no qual mulheres e o sexo feminino foram marginalizados nas traduções da Bíblia. a experiência e os interesses delas ficavam em segundo plano. até recentemente. O que está registrado aparece. a fé. isto acontece igualdade.16). As EscriICo 11. nem a mulher é independente do homem. e para demonstrar aprender. Tanto homens quanto mulheres acostumaram-se a aprender sobre fé a partir de exemplos bíblicos de homens como Pedro.está para ilustrar como o status. a masculinidade se tornou a norma do que significa ser humano e era fácil marginalizar. mesmo que inconscientemente. considerando mais importante na teologia e na história cristã as coisas que os homens fazem. na forma de Parceiros iguais Gênesis começa com o fato de narrativa descritiva. quase toda interpretação bíblica era feita por homens. mulheres e homens. imitando o que é bom e a interdependência que Paulo. enquanto o exemplo de mulheres como Maria eram subconscientemente vistos como "apenas para as mulheres"! Portanto. quanda salvação no restante da Bíblia. a plementaridade do Eden.homens." to das mulheres? E o patriarcado (no sentido mais amplo. os papéis que elas exercem. que o homem dominaria a mulher Embora grande parte da his(Gn 3. não para creve o que estava acontecendo na mostrar subordinação. por mostrar que ela é semelhante a exemplo.31). Na cultura secular c na igreja.tempos.A Bíblia hoje 89 A Bíblia do ponto de vista feminino Claire Powell O século 20 testemunhou grandes mudanças nas atitudes com relação ao status e papel das mulheres. para que possamos seres criados. liderança não c restrita a homens. enquanto as mulheres. Uma mudança de perspectiva da Bíblia também era necessária. mas para época (da mesma forma que. o drama se desenrola na história Tanto Débora. a profetisa (2Rs 22). não porque as mulheres se relacionem com Deus ou vêem a Bíblia de forma diferente dos homens.11-12. Há indicações suficiencomo cumprimento da previsão de tes disto no texto em si. A Se Gênesis estabelece o cenário. também o homem rece os homens em detrimennasce da mulher. sentes e têm papéis importantes. com a recuperação da importância esquecida das mulheres na história da missão da igreja Antigo Testamento sobre a situação das mulheres.e status de homens e mulheres ção de ambos é considerada muito em todas as culturas em todos os boa (Gn 1.

As mulheres foram excluídas do sacerdócio do Antigo Testamento. fisicamente. ele está se dirigindo a um problema específico de ensinamento falso e autoridade injusta em Éfeso. um grupo de mulheres se reúne para estudara liíhlia. Pelo contrário. Não há mandato divino para tal. Dada a cultura patriarcal da época. ex. precisa ser "marido dc uma só mulher".26). Febe era diaconisa em Cencréia (Rm 16. As listas dc dons no Novo Testamento (p. nas Filipinas. elas são respeitadas. não um padrão. Nos casos em que há diferença entre detalhes de uma situação do primeiro século e do presente.1). Em tal contexto as mulheres deviam parar o que estavam fazendo de errado. quando Paulo indica em lTm 2 que as mulheres não devem ensinar ou ter autoridade sobre homens. ex. judeus e gentios. Logo. Do Antigo ao Novo O fato de a maioria dos líderes serem homens representa a cultura patriarcal desenvolvida na época. Lídia era km Taçtoban. Os crentes são recomendados por Paulo a ensinarem uns aos outros (p. Sabemos. não é de admirar que os líderes homens fossem mais numerosos que as mulheres. só podia ser colocado no corpo de homens. Isto poderia indicara necessidade de ser casado e mono- . homens e mulheres! No Antigo Testamento. Cl 3. mas muitos homens também foram! E o Novo Testamento nos apresenta um sacerdócio de todos os crentes. Ef 4) não especificam sexo. ICo 12. Uma indicação disto pode sei vista em lTm 3. o princípio do ensinamento é que deve ser seguido. a circuncisão era o sinal de que se pertencia ao povo da aliança de Deus — um sinal que. O batismo incluía fisicamente homens e mulheres.7). Rm 12.16) e nenhuma exceção aqui impede mulheres de ensinar homens. O princípio permanente para hoje é que as mulheres são proibidas de ensinar o que é errado. Mas com o nascimento da igreja surgiu um novo sinal.2. que diz que. para alguém ser candidato ao episcopado. Nas cartas do Novo Testamento há várias indicações de que quaisquer restrições sobre mulheres se aplicam dentro da cultura e do contexto específicos. assim como os exemplos dos homens geralmente são aplicados a mulheres. líder em Filipos. Há registro de Priscila ensinando Apolo (At 18. cjue mulheres eram proeminentes entre os líderes em quase todas as primeiras igrejas que se reuniam nos lares. mas está é uma descrição. com base em Atos e nas epístolas.90 Introdução à Bíblia liderança que não são descritos no texto como algo excepcional. Júnia (a evidência da maioria dos manuscritos indica que Júnia era uma mulher) era apóstola (Rm 16. mas não por isso proibidas de ensinar o que é correto! Nisto elas podem servir de exemplo de conduta para os homens.

Porém ele claramente quebrou as regras do seu tempo. p. No passado. Classificações gramaticais masculinas e femininas são usadas. ou pelo menos mais masculino que feminino. Masculino c feminino são diferenças biológicas na humanidade criada. Nas línguas que não têm um pronome inclusivo. não de masculinidade. Isto abriu caminho para seus seguidores fazerem o mesmo. Dt 4. E o Novo Testamento ensina nitidamente o sacerdócio de todos os crentes. não em questões de gênero ou sexo. Esta não é a visão bíblica. o Espírito Santo e a sabedoria no Antigo Testamento. A liderança e responsabilidade bíblica na igreja devem ser baseadas no caráter. As mulheres. quase com certeza. ex. assim como os homens. não impessoal. isto serve de regra para a situação de Éfeso naquela época. mas elas não transmitem necessariamente o ser ou a essência. que é comum a homens e mulheres. o erro estava em considerar a masculinidade como sendo mais semelhante a Deus. ter pureza e fidelidade no casamento. e à descrição de Deus como "ele" ou "pai".12 faz a mesma exigência no caso dos diáconos.1. aceitou adoração delas. Ambos os sexos refletem igualmente uma imagem do Criador. Se encarnação significa que "Deus se fez um homem".A Bíblia hoje gâmico ou. . ignorando-as ou considerando-as atípicas no que tange à experiência humana. podem encontrar seu padrão nele e seguir seu exemplo em todos os aspectos. Ultimamente as imagens femininas de Deus nas Escrituras (tais como dar a luz ou prover alimento) foram redescobertas. mas foram atos notáveis na época e iam além do que era aceitável. todos podem chegar a Jesus e todos podem rcprcscntá-lo na terra. Não está relacionado com o sexo (àquilo que é biologicamente determinado) ou gênero (aquilo que c socialmente determinado). e Jesus é mais bem representado no sacerdócio por homens que por mulheres. Num contexto em que era provável que a maioria dos líderes fossem homens e. Ele ensinou mulheres. Isto se deve em grande parte às imagens de Deus na arte primitiva. mais provavelmente.15-16 lembra Israel de que Deus não tem forma ou aparência. Eles não deviam fazer imagens de escultura (ou supostamente formar imagens mentais) de Deus como homem ou mulher. O uso de "ele" para Deus indica que Deus é uma pessoa. usa apenas sua humanidade. O exemplo de Jesus Jesus não introduziu um movimento revolucionário para derru- 91 bar a cultura judaica de dominação masculina da sua época. casados. Na encarnação Jesus representa um modelo de humanidade. não sendo uma proibição futura para todos os homens solteiros ou para as mulheres! lTm 3. Deus masculino ou feminino? Muitas pessoas têm uma imagem mental de Deus como sendo homem. discutiu teologia com elas. Também houve progresso no reconhecimento da valorização social do masculino que é inerente a muitas línguas e a conseqüente marginalização das mulheres — colocando-as dc lado. Mas a Bíblia jamais usa a masculinidade de Jesus como instrumento de comparação. o fato de Jesus ter nascido como homem era considerado vantajoso para os homens. então a redenção das mulheres fica em cheque ou pelo menos é secundária. Tais ações não parecem grande coisa pelos padrões atuais. e tocou mulheres ritualmente "impuras". já que Paulo chama Febe de diaconisa em Rm 16. chamado e compromisso cristão. mas isto não pode significar que todos os diáconos elevem ser homens. "Aquilo" não serve. quando Deus era considerado masculino. O mesmo aconteceu com o uso de termos femininos com relação a Deus. elevou sua posição em discussões sobre divórcio. o masculino ou o feminino deve ser usado para refletir o fato de que a natureza de Deus é pessoal. No passado.

por exemplo. Devemos decidir se estamos lendo um relato histórico ou uma simples narrativa. Quando lemos a Bíblia como um registro de experiências religiosas das quais podemos aprender sobre a relação de Deus com a humanidade — como evidência na nossa busca pela verdade — estamos necessariamente sujeitando-a. Sabemos onde as coisas estão e o que estão fazendo. No entanto. por ambos ao mesmo tempo). Os Evangelhos falam sobre a vida. se o que é dito reflete a vontade de Deus ou as tradições humanas. • Estamos procurando idéias que têm razões que as sustentem. Não podemos imaginar em termos cotidianos como ele é. como Deus estava envolvido com a história do povo de Israel.92 Introdução à Bíblia A Bíblia do ponto de vista de um cientista John Polkinghorne A busca pela verdade religiosa é semelhante ã busca pela verdade científica. e isto por duas razões. tentando usar a matemática para entender alguns dos padrões incríveis bem como a ordem que existe no mundo físico. essas razões vão estar na evidência que estamos considerando. No final das contas. Isto signifi- . Creio que precisamos lera Bíblia desta forma. A abordagem de um cientista Não importa o que façamos. De modo especial. como Deus libertou os descendentes dessa gente da escravidão no Egito. • Aprendemos que o mundo é cheio de surpresas. enquanto as outras obras (como as cartas de Paulo) — muitas das quais são anteriores aos evangelhos — contam como os primeiros cristãos estavam maravilhados com a nova vida que encontraram cm Cristo. temos que descobrir o que ele fez e como ele tem se manifestado. todos os dias da minha vida como físico teórico usei as idéias da mecânica quântica. as experiências que temos afetam nossos pensamentos e influenciam nosso modo de pensar. Seja num sentido positivo ou negativo (e sem dúvida. O elétron. esse elemento de surpresa é uma das coisas que torna a pesquisa científica tão compensadora e interessante. a nosso julgamento. Meu lema é este: "Comece com casos específicos e só então tente entender o que está acontecendo em geral". com coisas que aconteceram. os eventos que motivam nossa crença. podemos entendê-lo. Por exemplo. O mundo quântico é indefinido e indescritível. morte e ressurreição de Jesus. o comportamento daquilo que é muito pequeno é totalmente diferente da maneira como nós experimentamos o mundo na escala "normal" de nosso dia a dia." ca que c muito difícil prever de antemão quais serão as idéias gerais corretas. Este tipo de pensamento indutivo é natural no caso do cientista. A Bíblia como fonte de evidência A Bíblia hebraica — aquilo que os cristãos chamam de Antigo Testamento — trata de como Deus se revelou a alguns pastores nômades. Parece que vivemos num mundo que é previsível e que pode ser descrito. isto afeta a maneira como penso sobre todo tipo de coisas. No Novo Testamento lemos como Deus agiu para revelar-se de maneira nova e mais clara. é uma das partes que compõem o átomo. se sabe o que está fazendo. usando a matemática e o conjunto especial de idéias quânticas que aprendemos a partir de Um pesquisador científico fazendo seu trabalho ao microscópio de elétrons. mas também deixar que ela nos julgue. Somente a experiência pode nos mostrar isto. Para nos ajudar nessa busca pela verdade. e depois tentar criar uma explicação a partir disto. o registro mais importante de que dispomos e que trata de experiências religiosas é a Bíblia. Se você sabe onde ele está. Passei 30 anos da minha vida trabalhando como físico teórico. como Abraão. "Jamais poderemos confinar Deus dentro de nossas definições. não pode saber o que está fazendo. Na realidade. Gosto de começar com os fenômenos. Se queremos saber como Deus é. até certo ponto. tanto em situações de juízo como dc salvação. mas certamente precisamos lê-la também de outras maneiras. não devemos apenas julgá-la. não pode saber onde ele está! (Isto se chama princípio da incerteza de Heisenberg). Esta teoria descreve como as coisas se comportam numa escala bem reduzida do tamanho de átomos ou menor ainda. Tudo isto muda quando vamos ao nível dos átomos. Nunca se sabe o que se vai descobrir no momento seguinte.

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e a partir daí ir avançando na formulação de uma teoria adequada. Ninguém podia imaginar anteriormente que a matéria se comportava desta maneira tão estranha quando observada subatómicamente. Na realidade. Sempre há mais para aprender. Ele sempre excederá nossas expectativas e mostrará que é um Deus dc surpresas. A maneira de pensar ditada pelo bom senso não será adequada para nos dizer. ou talvez desonesta. Envolve compromisso com o que entendemos para que possamos aprender e entender mais. para que se possa progredir e obter maior conhecimento e formular uma teoria melhor. Se não se arriscar. ele deve ser honrado e respeitado e amado como meu Criador e Salvador. E preciso fazer isto na ciência. uma abordagem indutiva dos fenômenos atômicos. As pessoas às vezes se surpreendem pelo fato de eu ser cientista e pastor. nunca conseguirá enxergar nada. Deus não existe apenas para satisfazer minha curiosidade intelectual. Cuidado. Então cuidado! Ler a Bíblia pode mudar sua vida. há uma diferença importante entre crença científica e fé religiosa. Pensam que é uma combinação estranha. é uma estratégia natural a ser seguida por um pensador indutivo. mas esta crença não ameaça mudar a minha vida dc forma significante. Teremos que tentar ciescobrir com base no que ele realmente revelou a respeito de si mesmo. leitor! No entanto. Jamais poderemos confinar Deus dentro de nossas definições. E preciso confiar que o mundo físico faz sentido e que a teoria que você aceita hoje lhe dá alguma noção dc como ele é. como Deus é. Muito pelo contrário! O salto de fé é um salto para a luz não para a escuridão.94 Introdução à Bíblia que busco a verdade na ciência e a maneira em que busco a verdade na religião. Ver a Bíblia como fonte de evidência sobre como Deus tem agido na história e. Acredita-se em geral que a fé é uma questão de fechar os olhos e fazer força para acreditar no impossível porque alguma autoridade que não pode ser questionada manda que você creia. é preciso deixar o mundo físico mostrar como ela é. com a maneira como as coisas se comportam. acima de tudo. Esta última é muito mais exigente e perigosa. por si mesma.! O mesmo é necessário na busca religiosa da verdade. pessoas extremamente inteligentes levaram 25 anos para entender o que estava acontecendo. em Jesus Cristo. Para entender a natureza. vejo que há muito em comum entre a maneira em . Na verdade. Creio plenamente na teoria quântica. Sua surpresa ocorre porque não percebem que a verdade é tão importante na religião quanto na ciência. Porém não posso acreditar em Deus sem saber que devo obedecer à sua vontade para mim à medida que esta me é revelada. Você deve começar por baixo.

de não passar fome ou necessidade. as pessoas da Bíblia pensavam como a maioria das pessoas na história humana tem pen- UMKI multidão multirracial numa via urbana. a constante ameaça da fome por causa de colheitas frustradas e a probabilidade de uma morte relativamente precoce para a maior parte do povo podiam ser consideradas normais. eles viviam como a maioria das pessoas na história humana tem vivido. A palavra "liberdade" significava. quer sejamos cristãos quer não. no caso das nações pagãs. que para ler a Bíblia muitos de nós precisamos de um esforço mental considerável para sairmos de nossa própria cultura e entendermos as pessoas da Bíblia como elas realmente são. A "bagagem" que carregamos Precisamos estar cientes cie que. este é o mundo de muitos leitores da Bíblia hoje. mas uma condição de não ser escravo ou. Precisamos permitir que a Bíblia fale para nossa situação — mas nos termos dela. : Dizer que a Bíblia é uma coleção de documentos históricos é afirmar o óbvio. mas pelo Deus de todas as eras. podem aprender uma lição salutar com pessoas no passado que (equivocadamente) também pensaram assim! O próprio fundamento da cosmovisão ocidental — objetividade e subjetividade. não pelo deus desta era. direitos humanos. ilustrada por uma mulher beduína junto a um poço nas proximidades de Belém. teologia e desenvolvimento de doutrina entre o Novo Testamento e nossa época. Mas o esforço compensa! No mínimo. permitirá que compreendamos o restante da raça humana. sado. melhor. Esta é uma realidade bem distante daquela que era vivida nos tempos bíblicos. influenciando toda a vida. feminismo. exceto algumas gerações do mundo moderno ocidental. entre outras. ou. Um estilo de vida diferente Na Bíblia nos deparamos com pessoas e culturas totalmente diferentes das culturas dos países "desenvolvidos" modernos: era uma sociedade em grande parte agrícola e hierárquica. Aqueles que abordam a Bíblia confiantes de que ela apoiará suas próprias opiniões políticas. Em resumo. Elas aceitavam casamentos arranjados e até a escravidão. Podemos facilmente chegar à Bíblia supondo que ela simplesmente refletirá as idéias que absorvemos na nossa própria época ou dentro de nossa tradição eclesiástica. tocaremos. Uma mentalidade diferente Raramente pensavam em Deus (ou. economia livre.Bíblia hoje 95 Meie Pearse Nosso mundo — o mundo deles KÉjflT . ou dos presbíteros da igreja de Jerusalém. exceção feita a algumas gerações do mundo moderno. em deuses). eram as maiores realidades a serem encaradas. ou seremos tocados.000 anos de reflexão. Na melhor das hipóteses. não um princípio moral. Em resumo. na qual a mortalidade infantil. anjos e forças malignas como seres cuja existência podia ser questionada. talvez. Há fronteiras a serem transpostas na compreensão da mensagem atemporal da Bíblia. Fica claro. então. . ou Amós. Além disso. Não entenderemos a Bíblia adequadamente se impusermos nossas idéias modernas à mente de Abraão — ou de Rute. temos todo tipo de idéias sobre o mundo e sobre a própria Bíblia antes mesmo dc começarmos a ler o texto. Mas podemos facilmente ignorar as implicações disto ao tentarmos entender o que estamos lendo. há 2. Pelo contrário. socialismo — não significaria nada para pessoas nos tempos bíblicos (ou mesmo para pessoas que viveram antes do século 18).

Uma história do ponto maldição e vingança de vista feminino nos Salmos 1 e 2Samuel 388 Cristo nos Salmos Ana 393 Provérbios Magia no Antigo 395 Sabedoria em Testamento Provérbios e Jó Davi 397 Temas importantes 1 e 2Reis em Provérbios 0 Templo de Salomão 10—31 e suas reconstruções 400 Eclesiastes As cidades fortificadas 403 Cântico do rei Salomão dos Cânticos Examinando a cronologia dos reis 0 Obelisco Negro 0 Prisma de Senaqueribe 0 sítio de Laquis A arca perdida Reis de Israel e J u d á 420 Entendendo Isaías 423 Profetas e profecia 432 Os assírios 439 Jeremias 441 Retrato de Jeremias 456 Os babilónios 459 461 473 Lamentações Ezequiel Daniel 478 Posições do Antigo Testamento com relação ao pós-morte 480 Os persas 483 488 490 495 496 498 500 502 504 505 507 512 515 Oséias Joel Amós Obadias Jonas Miquéias Naum Habacuque Sofonlas Ageu Zacarias Malaquias Os livros 486 Entendendo Oséias 491 A justiça e os pobres deuterocanônlcos 521 Os gregos 206 Moisés 340 Ester 210 Alianças e tratados no 341 Retrato de Ester Oriente Próximo 214 A terra prometida . <|u.indn o povo persuadiu Arão a fazer um bezerro semelhante aos que representavam o deus Ápis. .O ANTIGO TESTAMENTO PENTATEUCO A HISTORIA DE ISRAEL Josué a Ester POESIA E SABEDORIA OS PROFETAS Gênesis a Deuteronõmio Jó a Cântico dos Cânticos Isaias a Malaquias 185 Introdução ao Antigo Testamento A história do Antigo Testamento Mapa: Israel nos tempos do Antigo Testamento 0 Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo 108 Introdução 115 Génesis 220 Introdução 225 Josué 344 Introdução 349 359 Jó Salmos 117 Histórias da criação 228 119 Pessoas como 231 administradoras de 238 Deus 234 121 Nomes de pessoas em 242 Gênesis 1 — 1 1 247 123 Histórias sobre 251 dilúvios 252 131 Agar 254 132 Abraão 136 Onde situavam-se 255 Sodoma e Gomorra? 257 138 Sara 265 143 Mulheres de fé 144 Jacó 269 1 4 9 José 276 154 Egito 279 159 Êxodo Cidades da conquista Cananeus e filisteus Juízes 352 Entendendo Jó 408 Introdução 414 Os profetas no seu contexto 417 Isaías 162 Os nomes de D e u s 283 170 U m estilo de vida: os Dez Mandamentos 287 176 A importância do tabernáculo 296 180 Levitico 301 Durante todo o período do AT — desde o tempo do êxodo. até a época dos profetas — o povo de Israel teve muitas dificuldades para cumprir promessa de adorar somente o Deus verdadeiro.l 182 Sacrifícios 185 Sacerdócio no Antigo 302 Testamento 305 190 As grandes festas 306 religiosas 308 1 e 2Crõnicas 193 Números 325 0 canal de Ezequias 196 As codornizes 328 Esdras 198 Vida nômade 332 0 escriba 205 Deuteronõmio 334 Neemias 363 Os Salmos no seu "Guerra Santa" contexto Vida sedentária 367 Salmos do ponto de Entendendo Juizes vista de um poeta Rute 379 Deus e o universo Retrato de Rute 382 Autojustificação. do Egito.

Introdução ao Antigo Testamento
Os cristãos já se acostumaram a chamar a primeira parte da Bíblia, de Gênesis a Malaquias, de Antigo Testamento. Mas ele data de antes da época de Cristo e antes mesmo de haver um Novo Testamento. Por isso, é importante lembrar que antes ele era independente, e que era, e ainda é, a Bíblia completa do povo judeu. Não é de admirar que os judeus não gostem do nome 'Antigo Testamento" pois isto implica que é incompleto sem o "Novo Testamento" cristão. Para os judeus, ele é a revelação completa de Deus, a Bíblia Hebraica, que eles tratam com grande reverência e respeito. Eles o chamam de Tanak, que é um acrônimo formado a partir da letra inicial das palavras que designam cada uma das três partes: • a Torá ou Lei de Moisés • os Neviim, ou seja, os profetas • e os Ketuvim, ou os Escritos. Na Bíblia hebraica a ordem dos 39 livros é um pouco diferente daquela que é familiar aos cristãos, mas é aqui que devemos começar. A Torá A Lei, os Cinco Livros de Moisés — Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio — é a pedra fundamental das Escrituras hebraicas, a parte mais importante. Freqüentemente toda a Bíblia é descrita por judeus como "A Torá" Os Neviim Esta é uma palavra no plural que significa Profetas. Nada menos que 21 livros estão incluídos na segunda parte do Tanak, e para simplificar são divididos em Profetas Anteriores e Profetas Posteriores. Os Profetas Anteriores são o que nós chamaríamos de histórias: Josué, Juízes, 1 e 2Samuel e l e 2Reis. Veja "Introdução aos Livros Históricos" para entender melhor porque são descritos como Profetas. Em síntese, é porque estes livros não são história pura e factual nem anais enfadonhos. Pelo contrário, contam as histórias do desenvolvimento da vida de Israel como uma espécie de desdobramento da palavra e das promessas de Deus por intermédio de Abraão, Moisés e Davi. São mais que apenas história, pois apontam para o Deus de Israel e ilustram sua palavra e seu modo de agir. Os Profetas Posteriores são mais conhecidos: Isaías, Jeremias, Ezequiel e o "Livro dos Doze" ou "Profetas Menores": dc Oséias a Malaquias. O s Escritos Os Ketuvim incluem todo o restante na seguinte ordem: Salmos, Jó, Provérbios, os Cinco Megilot (veja abaixo), Daniel, Esdras, Neemias, 1 e 2Crônicas. E interessante observar que Daniel não está incluído nos Profetas, que é onde se encontra em nosso Antigo Testamento. Isto está correto, de certa forma, porque Daniel é uma obra de estilo diferente, de cunho mais apocalíptico (veja Apocalipse, introdução e características) do que profético. Além disso, Esdras e Neemias aparecem antes de 1 e 2Crônicas que historicamente os precedem. O Antigo Testamento, com razão, inverte a ordem. No entanto, a Bíblia hebraica pode refletir a seqüência em que os diversos livros foram aceitos no cânon das Escrituras autorizadas. Resta mencionar os Cinco Megilot (literalmente, "pequenos rolos"), os livros de Rute, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes, Lamentações e Ester. Estes foram reunidos e usados em conexão com cinco festas judaicas: a festa das Semanas (Rute), da Páscoa (Cântico dos Cânticos), dos Tabernáculos (Eclesiastes), o jejum comemorando a queda de Jerusalém em 587 a.C. (Lamentações) e Purim (Ester).

Os escribas copiavam o AT à mão. Escreviam coluna após coluna em pedaços de pergaminho que, como esic rolo, eram enrolados e guardados nas sinagogas.

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Introdução ao Antigo Testamento

99

Estas são as três subdivisões da Bíblia Hebraica. Elas remontam à antiguidade, certamente ao primeiro século da era cristã, e indícios delas são encontrados no ensino de Jesus. Por exemplo, já comentamos que os judeus freqüentemente se referiam às suas escrituras como a Torá, a lei. Mas também havia ocasiões em que eram chamadas "a lei e os profetas", refletindo as duas primeiras subdivisões principais do Tanak. Jesus referiu-se muitas vezes ao Antigo Testamento dessa maneira. A referência mais interessante é Lucas 24.44 quando, após ter ressuscitado dos mortos, Jesus disse a seus discípulos no cenáculo que "era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos". Para mostrar que todas as Escrituras hebraicas apontavam para ele como Messias de Israel, Jesus mencionou especificamente as três seções âoTanak. Isto justifica plenamente o novo nome que os cristãos deram à Bíblia hebraica, a saber, "Antigo Testamento" — preparando o caminho para o Novo Testamento que ainda viria. • Veja também "A Bíblia Hebraica" e 'Jesus e o Antigo Testamento".

O povo dc Deus aprendeu duras lições durante a peregrinação no deserto, onde as condições adversas ressaltavam que eles dependiam de Deus até para as necessidades básicas da vida.

O Antigo Testamento

A historia d oA n t i g o T e s t a m e n t o

ISRAEL

T e m p o d o s patriarcas

Israel no

Abraão
Abraão parte de Ur

Isaque

Jacó

ANTIGO ORIENTE PROXIMO
Reino Médio — segunda ¡•^ grande era da cultura egípcia 2134-1786 culture
Uma adaga e sua bainha

Fundação do Império Hitita

Código de Hamurábida Babilónia

^

Influência de Ur restringida pelos invasores

feitas de ouro revelam a atte refinada dos antigos ourives

Hicsos governam o ^ Egito 1710-1570

Introdução ao Antigo Testamento

101

Êxodo Levítico I Números | Deuteronômio j Josué Juízes

0 período de cada livro da Bíblia indica seu contexto histórico, não a data de autoria.

Ramesses

Peregrinação J u í z e s

Moisés

Josué

Escravidão no Egito
Faraó colocou feitores sobre os israelitas e fotçouos a trabalhar, construindo as cidades de Pitome Ramessés

Oêxodo do Egito Queda de Jericó: início da conquista de Canaã

r

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Colapso do Império Hitita

k k . Códigos ' deleishititas Início do Reino Novo— o melhor período do Egito

Filisteus e outros povos ' do mar se instalam no leste do Mediterrâneo 1300-1200 Dinastia) 9 no Egito — grande programa de construção no delta dos Faraós Seti I e Ramsés II

102

O Antigo Testamento

Juízes Rute ISamuel
2Samuel
1 Reis

2Reis
Krónicas

2Crônicas

Livros poéticos ed e sabedoria

Salmos, Provérbios, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes O s P r o f e t a s Veja gráfico dos profetas j

Primeiros reis de Israel Construção do Templo em Jerusalém
Rei Salomão

ISRAEL Reino do Norte
Acabe

Jeroboão II Profetas Elias 722/1 a.C. Q u e d ad e

Gideão

Rei Saul

e Eliseu

Samaria. Israelitas levados à A s s í r i a

fro dourada de Israel

filisteus e outros povos do mar se instalam no leste do Mediterrâneo

Colapso do Império Hitita

Era dourada de Tiro (Fenícia) Damasco começa U a ter poder" Surgimento ¡ da Assíria Derrota de Damasco para Tiglate-Pileset da Assíria

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Israel nos tempos do Antigo Testamento

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Introdução ao Antigo Testamento

105

O Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo
Alan Millard

A Bíblia é um texto antigo, um relato histórico. Assim sendo, é importante que se estude esse texto à luz do conhecimento que temos a respeito do mundo em que ele foi escrito. Isto é importante, porque a fé cristã se baseia em acontecimentos históricos, fatos que realmente aconteceram.

Testando, testando...
Os acontecimentos registrados e explicados na Bíblia podem ser comparados com outros acontecimentos que são conhecidos de outras fontes históricas. A própria Bíblia é feita de documentos tão antigos e tão sujeitos à análise histórica quanto esses outros textos daquele tempo. A precisão do relato bíblico pode, também, ser conferida à luz de outras fontes históricas conhecidas. No entanto, isto nem sempre é tão simples quanto poderia parecer. Muitas vezes os documentos são fragmentários. E, em muitos casos, a evidência arqueológica se presta a mais de u m a interpretação. Temos em mãos só um pequeno número de escritos antigos que descrevem os mesmos acontecimentos que aparecem na Bíblia. E, quando temos dois relatos, ainda é preciso levar em conta que muito raramente dois observadores descreverão o mesmo acontecimento sob um mesmo ponto de vista. Os hebreus eram um povo relativamente insignificante. A história deles não causou maior impacto sobre as grandes potências daquela época, cujos registros históricos chegaram até nós. São raríssimos os personagens bíblicos que aparecem em outros escritos, ficando as exceções por conta de alguns dos últimos reis de Israel e Judá. Não obstante, sempre que é possível fazer uma comparação, a precisão do relato bíblico é impressionante. Embora raramente encontremos relatos paralelos sobre o

mesmo acontecimento, muitas vezes temos exemplos de costumes e fenômenos bastante semelhantes aos que são descritos no AT, mesmo que não exista conexão direta entre eles. É claro que uma semelhança superficial pode ser aparente, o que requer cuidado da parte de quem quer estabelecer o paralelo. Mesmo que não nos dê evidência direta ou circunstancial da fidedignidade histórica da Bíblia, o conhecimento a respeito do Antigo Oriente Próximo ajuda a entender a Bíblia, pois o estudo dos costumes, da cultura, da literatura e da história dos vizinhos de Israel nos dá uma idéia do que podemos esperar no caso dos próprios israelitas. Precisamos considerar três tipos de evidência que podem ajudar a entender a Bíblia: a evidências direta; a evidência circunstancial; e a evidência da analogia.

Evidência direta

Como vimos, referências diretas a Israel são raras e quase que restritas a nomes de reis. Entre os relatos que temos se encontra um sobre a invasão de Sisaque, que foi rei do Egito de 945 a 924 a.C. (1Rs 14.25-26). Uma inscrição em Tebas, que se encontra em péssimo estado de conservação, lista uma série de cidades conquistadas na Palestina, o que é uma clara evidência Evidência circunstancial de que houve a tal invasão. A maioria das descobertas que Israel entrou em contato com os aparecem em livros de arqueologia assírios, pela primeira vez, por volta bíblica se inscreve no item "evidência de 853 a.C, quando forças de "Acabe, circunstancial". Trata-se de questões o israelita", em aliança com Damasco que não têm relação direta com acone outras cidades, enfrentaram as tro- tecimentos bíblicos, mas nos fornecem pas de Salmaneser III (858-824 a.C). exemplos de práticas ou registram inciE, alguns anos depois, "Jeú, filho de dentes que, aparentemente, são comOnri", pagou tributo ao mesmo rei paráveis com textos bíblicos. assírio. Assim, aprendemos que o casaDepois de algumas décadas de mento de Abraão com a escrava enfraquecimento, durante as quais Agar — motivado pela esterilidade Israel chegou a prosperar sob Jero- de Sara — e a subseqüente recusa do ^ W .

boão II e Uzias fortaleceu o reino de Judá, Tiglate-Pileser III (745-727 a.C.) restabeleceu o controle assírio na Síria e na Palestina. O rei assírio registra o tributo que lhe foi pago por Menaém, de Samaria, e afirma ter sido responsável pela substituição de Peca por Oséias (2Rs 15.19-20,30). Em 2Rs 15.19 (veja também ICr 5.26), Tiglate-Pileser é chamado de Pui. Este nome era conhecido também dos cronistas babilônios do século 6 a.C, época em que, se acredita, os livros de 1 e 2Reis receberam sua redação final. Depois disso, o dominio assírio na Samaria fez de Judá um estado vassalo. No entanto, os reis de Judá preferiam lutar por independência, buscando, para tanto, a ajuda do Egito. Assim, Ezequias se rebelou, e Senaqueribe invadiu Judá e sitiou Jerusalém. O rei assírio fala sobre isso em várias inscrições. Relata que Ezequias enviou tributo a Nínive (a quantia parece não ser exatamente a mesma que aparece em 2Rs 18.14-16), mas em momento algum afirma ter tomado Jerusalém. Também não menciona — fato compreensível — o que aconteceu com o seu exército! A Crônica Babilónica registra a primeira tomada de Jerusalém por Nabucodonosor (2Rs 24.8-17), datando-a precisamente de 15 ou 16 de março de 597 a.C.

106

O Antigo Testamento

k.^. patriarca em mandá-la embora (só mudou de idéia por orientação divina) concordam com os ditames das Leis de Hamurábi, da Babilônia, que vigoravam no tempo de Abraão. Os nomes dos patriarcas de Israel também concordam com nomes geralmente usados na primeira metade do segundo milênio antes de Cristo, como revelaram milhares de documentos daquele tempo que chegaram até nós. A glória de Salomão é confirmada por fontes egípcias. Segundo 1 Rs 9.16, ele casou com a filha do Faraó. Isso teria sido impossível dois ou três séculos antes, durante o apogeu egípcio. Naquele tempo, as princesas do Egito não deixavam a corte, e os pedidos de reis estrangeiros que quisessem casar com uma princesa egípcia eram indeferidos. No entanto, no século 10 a.C, quando o Egito era governado pela enfraquecida 21 dinastia (e pela que viria depois desta), essa regra foi quebrada. E foi assim que Salomão casou com a filha do Faraó! Para revestir o interior do Templo (IRs 6.21-22), Salomão fez uso de grande quantidade de ouro. Isto condiz com a esplêndida decoração dos interiores de templos egípcios, babilônios e assírios. Um pouco antes da época de Salomão, Gideão pediu a um moço, aparentemente alguém que estava ali à disposição, que lhe desse por escrito os nomes dos líderes de Sucote (Jz 8.14). Hoje, sabe-se que nomes podiam ser facilmente escritos e lidos naquela época. Nas imediações de Belém e em outros lugares foram encontradas pontas de flechas feitas de cobre e que traziam o nome dos seus donos. Esses artefatos são dos séculos 12 e 11 a.C. e mostram que escrever e ler eram fenômenos comuns naquele tempo.
a

hebreus. Isto significa que não temos acesso a muitos aspectos da vida deles. O processo natural de decomposição dos materiais levou ã destruição de todos os documentos em papiro ou pergaminho que porventura tenham sido soterrados em cidades e lugares da Palestina. O mesmo se aplica a móveis e peças de vestuário.

A evidência da analogia
Afora o AT, não temos praticamente nenhum relato escrito sobre a vida, o pensamento e a história dos antigos

dido por qualquer pessoa interessada. Isto fez com que a escrita fosse mais comum em Israel, mesmo que os escribas profissionais ainda tivessem um importante papel a desempenhar. A evidência que nos vem de vários documentos escritos menos importantes mostra que isso era de fato assim no Israel antigo. Se as pessoas se utilizavam da escrita na vida diária, é fácil concluir que poderia ser usada também para produzir obras de literatura. A palavra escrita era tratada com respeito. Livros antigos de grande valor eram copiados com muito cuidado. Podiam ser revisados ou editados, mas raramente se consegue detectar como isso era feito, a menos que se tenha acesso a cópias antigas para fazer a comparação. Os egípcios, assírios, babilônios, hititas e cananeus — todos tinham ritos religiosos, sacrifícios e ordens sacerdotais bem estruturados. Seus templos eram bem construídos e luxuosamente decorados, em especial Uma pintura encontrada num túmulo egípcio por reis bem sucedidos. Tivessem os mostra a fabricação de tijolos e nos ajuda a visualizar o trabalho dos escravos israelitas no israelitas sido diferentes neste partiEgito. cular, teriam sido os únicos excêntricos naquele contexto. Mas este não Sempre que itens como esses foi o caso. As analogias mostram que foram preservados em culturas vizi- o tabernáculo, o templo de Salomão e nhas, pode-se, por vezes, afirmar a legislação levítica eram o equivalenque algo semelhante era conhecido te israelita ao que se podia encontrar também no Israel antigo. Cada caso entre os povos vizinhos. precisa ser examinado com cuidado, Além disso, a exemplo do que se para que se tenha certeza de que as passava nas nações vizinhas, a maiocircunstâncias são de fato paralelas, ria da população tinha que trabalhar mas alguns deles são suficientemente duro e sofria para satisfazer as exiclaros e nos ajudam a entender o AT. gências do rei, que vivia no luxo e Nenhuma literatura das cidades israe- na fartura. litas chegou até nós, mas não se pode Seria de se esperar que em Israel, duvidar de sua existência. O próprio que era uma nação em meio a outras AT dá testemunho disso, por mais que nações, houvesse formas de pensaos eruditos ainda discutam a antigui- mento e de expressão semelhantes dade de sua forma escrita. às das nações vizinhas. Quando, no No Egito e na Babilônia, os siste- exame da literatura babilónica ou mas de escrita eram complicados, o egípcia, encontramos detalhes que que resultava num monopólio dos soam estranhos aos nossos ouvidos escribas. Em Israel (e estados vizi- modernos, nos esforçamos ao máxinhos), o descomplicado alfabeto de mo para entendê-los. Procuramos 22 letras podia ser facilmente apren- explicar inconsistências, paradoxos

Introdução ao Antigo Testamento

107

e aparentes contradições, sem colocar em dúvida a fidedignidade dos textos que são nossa única fonte de informações (a menos que tenhamos razões objetivas bem fundamentadas para fazê-lo). É de esperar que a literatura de Israel tenha características semelhantes àquelas, e também estas deveriam ser tratadas com respeito. Algumas delas são claras, como, por exemplo, a narração dos acontecimentos fora de ordem cronológica ou a inserção de dados que não têm uma conexão óbvia com o contexto.

Semelhanças e diferenças
Esses exemplos já bastam para mostrar o valor da coleta, do estudo e da aplicação de tudo que o antigo Oriente Próximo nos fornece em termos de pano de fundo da Bíblia. Existe uma impressionante convergência entre essa evidência direta e indireta e o AT, a ponto de se poder classificar como suspeita qualquer tentativa de questionar o quadro que o AT pinta da cultura e da história de Israel. Não se conseguiu mostrar que qualquer dessas descobertas contradiga os relatos da Bíblia hebraica. Pode haver discrepâncias, incertezas, questões por responder. Isto é inevitável diante do caráter incompleto da evidência disponível. Novas descobertas solucionam problemas antigos, revelando, muitas vezes, as premissas falsas em que se baseiam algumas teorias modernas. Ao mesmo tempo, podem levantar novas questões e servem de estímulo a um estudo mais aprofundado, à busca de novos enfoques e uma melhor compreensão. Se a maior contribuição da arqueologia bíblica tem sido na área das semelhanças entre Israel e as nações vizinhas, isto não significa que se podem ignorar as diferenças. O AT proclama que essas diferenças são intransponíveis. Embora tivesse muito em comum com os povos vizinhos em termos de língua e cultura, Israel era bem diferente em termos de fé. É difícil de encontrar evidência material da fé monoteísta de Israel, do culto sem o emprego de imagens, da centralização do templo. Os vizinhos dos israelitas, sem se darem conta da singularidade do Deus de Israel, pensavam que não passava de um deus nacional ou local como os seus deuses (Quemos, no caso dos moabitas; Milcom, no caso dos amonitas). Para complicar a situação, os israelitas nunca foram totalmente fiéis a Deus. Assim, artefatos religiosos pagãos são encontrados em ruínas das cidades israelitas. As diferenças aparecem de forma mais nítida quando se compara o ensino bíblico com outros textos daquela época. Alguns aspectos não têm nada que lhes seja semelhante no contexto ao redor de Israel, como, por exemplo, as exigências absolutas dos Dez Mandamentos, a dedicação exclusiva do povo ao Deus que os havia escolhido, a igualdade dos indivíduos em equilíbrio com a responsabilidade corporativa, e o altruísmo dos profetas. Embora alguns pensem que é impossível crer neles, o fato é que possuímos manuscritos que lhes garantem uma antiguidade de mais de 2 mil anos. Embora alguns os considerem inaceitáveis, o fato é que, apesar da sua antiguidade, eles ainda fazem sentido em nosso mundo de hoje.
Uma placa cananéia de marfim, encontrada em Medido, mostra o tipo de harpa que Davi tocava. O trono de Salomão e .1 mobília no palácio do rei Acabe haviam sido ricamente decorados com marfim entalhado.

Se os aspectos históricos e culturais estão em harmonia com nosso conhecimento dos tempos antigos, como de fato é o caso, as diferenças de natureza religiosa e ética requerem explicação. O AT tem uma explicação: Deus falou.

Os Cinco Livros
GÊNESIS A DEUTERONÔMIO John Taylor O nome dado aos cinco primeiros livros da Bíblia é "Pentateuco". Vem de duas palavras gregas que significam "cinco rolos". Mas é melhor considerar o Pentateuco um só livro dividido em cinco partes, ao invés de cinco livros reunidos num só rolo. Desta forma respeita-se sua origem hebraica — os judeus o chamam de "Torá" (Lei) ou "Cinco quintos de Moisés" — e também a própria unidade que lhe é inerente. Isto não quer dizer que o Pentateuco é uma extensa narrativa colocada numa ordem cronológica rígida. Logo fica óbvio ao leitor que ele contém uma grande variedade de material literário — narrativas, leis, instruções rituais, sermões, genealogias, poesia — que foram reunidas de fontes diferentes. No entanto, significa que o material foi cuidadosamente inserido numa estrutura narrativa, com um propósito definido em mente e com objetivos identificáveis por parte do autor ou editor. O Prólogo A história começa com o chamado de Abraão em Gn 1 2 , mas primeiro há um Prólogo feito de antigos registros e tradições que se destina não só a introduzir os temas principais da narrativa como também para relacioná-los com os propósitos de Deus neste mundo de seres humanos caídos, de nações divididas e de uma ordem criada que era originalmente boa. Estes capítulos ainda deixam muitos leitores modernos perplexos, graças a sua linguagem pré-científica, à estupenda longevidade de seus personagens e à grande dificuldade de colocá-los num contexto histórico identificável. E, é claro, diferem muito das descrições científicas das origens do universo e da vida que são atualmente ensinados nas escolas. Gn 1—11 contém material escrito numa variedade de estilos, que muitos estudiosos atribuem a fontes diferentes reunidas num só documento por um autor ou editor. Não obs-

Introdução
tante, seu foco principal não é fornecer um tratado científico de como as coisas começaram e como a vida se originou, mas oferecer ao leitor o contexto religioso, social e geográfico da história que começa com Gn 12. Parte do material foi descrito como "mito", mas este pode ser um termo enganoso, mesmo quando "mito" é considerado no seu sentido técnico de um "texto religioso criado para explicar uma tradição, instituição ou outro fenômeno". Ele dá a impressão de que aquilo que está escrito não é nem histórico nem verdadeiro. Mas na verdade estes primeiros capítulos de Gênesis dão testemunho das seguintes realidades religiosas • que o mundo que conhecemos foi criado pela vontade de Deus • que homens e mulheres foram criados à imagem de Deus • que o pecado entrou na vida humana por meio de uma desobediência moral • e que toda a raça humana está sofrendo as conseqüências do pecado. Inevitavelmente há muita linguagem e expressão simbólica usada para descrever estas características e eventos, mas elas contêm algumas das verdades mais profundas de toda a Bíblia e não devem ser facilmente descartadas por uma apreciação inadequada do que os textos estão dizendo. É a estes capítulos que nos voltamos quando buscamos orientação bíblica sobre questões fundamentais relativas a Deus, à humanidade e ao mundo. Em cada estágio Deus está presente — não apenas pressuposto, mas agindo constante e ativamente. Este mundo é o mundo de Deus. A história humana é um desdobramento do plano de Deus. Ele é totalmente responsável pelo mundo e tudo que nele há. Todos os povos são criação de Deus, feitos à sua imagem, com capacidades espirituais para bondade, adoração e comunhão com Deus. Não há lugar nenhum para outros deuses. Gn 1 é totalmente abrangente: sol, lua e estrelas são obra de Deus, com funções a desempenhar num universo ordenado, e até os monstros marinhos (os tanninim da mitologia antiga) foram criados por Deus
(Gn 1.21).

Os seres humanos formam o clímax da criação, superiores a todas as outras criaturas, mas subordinados a seu Criador. Só que quando buscaram uma posição superior e quiseram ser como Deus, caíram a uma posição inferior e descobriram que todos os seus relacionamentos se deterioraram. • Ao invés de ser uma relação boa, amigável, livre de vergonha, o sexo passou a ser secreto, luxurioso e anômalo. • O parto se tornou doloroso e perigoso.

• O cuidado pela terra se tornou penoso. • Até a própria terra foi afetada c, ao invés de produzir alimento em abundância, precisa ser dominada e manuseada e trabalhada. Não há nada que o pecado não tenha arruinado. Sua corrupção atinge a vida familiar, na qual a religião logo gera rivalidade, o amor fraternal se transforma em assassinato e a justiça deteriora-se em vingança (Gn 4 ) . A resposta de Deus ao pecado é, de forma consistente, uma mistura de julgamento e misericórdia. Começando com a provisão de roupas para Adão c Eva, passando pela vigilância da árvore da vida, e chegando à confusão das línguas em Babel, Deus abranda sua justiça com generosidade. Para além do castigo imediato de expulsar Adão do jardim do Eden e de expulsar Caim da sociedade humana; para além da destruição causada pelo dilúvio e da dispersão das nações, sempre existe a intenção última dc Deus que é trazer bemestar e bênção para a humanidade. Logo, num mundo de desordem c corrupção, condiz inteiramente com a natureza de Deus que ele chame um homem, Abraão, e, por intermédio dele, seus descendentes, os judeus, para serem o canal da graça e da revelação para todo o mundo. É esta história que o Pentateuco conta. A história é dividida em duas partes: • A primeira parte (Gn 12—50) é dominada pelas quatro gerações dos patriarcas — Abraão, Isaque, Jacó c José. • A segunda parte (Êxodo — Deuteronômio) é dominada pela figura altaneira de Moisés. • Embora seja extremamente difícil saber com certeza as datas nesse estágio inicial da história de Israel, uma estimativa razoável permite um período de cerca de 600 anos para estes eventos, isto é, de 1900 a.C. a 1250 a.C. aproximadamente. Antes de lermos a história contada nos Cinco Livros, devemos observar os quatro temas principais. O p o v o escolhido de Deus O Antigo Testamento foi escrito para o povo de Israel — o povo que via em Jacó (=Israel) seu ancestral comum e Abraão como fundador da sua nação. Os cristãos, igualmente, consideram Abraão o pai de todos aqueles que dependem de Deus pela fé c não de si mesmos (veja Rm 4.16). Portanto, lemos a história em que Deus chamou Abraão para se tornar pai

do povo escolhido de Deus, não apenas como um acontecimento num passado distante, mas como algo importante para todos hoje. A idéia da escolha (eleição) divina especial de indivíduos traz consigo duas características subsidiárias: promessa e responsabilidade. Gn 12—22 está repleto de promessas que Deus fez a Abraão. • Abraão recebe a promessa de uma descendência tão numerosa como as estrelas do céu. • Ele recebe a terra de Canaã como herança para seus filhos. • Ele recebe promessa de um grande nome no futuro. E o favor especial do Senhor Deus seria demonstrado não só a Abraão c sua família, mas a todas as pessoas por intermédio dele. Assim, as promessas de Deus a Abraão não foram apenas para o proveito egoísta de poucos escolhidos. Elas deviam ser usadas com responsabilidade para que outros pudessem compartilhar dos benefícios. No cerne da escolha de Israel por Deus há um propósito missionário. A história de Israel deve ser lida como a longa história das tentativas desse povo de cumprir suas responsabilidades — com alguns sucessos, mas com muitos fracassos bem evidentes. A aliança de Deus A palavra "aliança" sugere restrições legais, documentos selados, e coisas do gênero. Mas segundo a mentalidade hebraica a idéia de aliança abrangia todo tipo dc relacionamento humano. Era o vínculo que unia pessoas em obrigações recíprocas, seja por meio de um contrato de casamento, um empreendimento comercial ou um compromisso verbal. Era natural que o relacionamento do povo com Deus também fosse expresso cm termos de uma aliança. No Pentateuco, essa terminologia de aliança é usada em três ocasiões diferentes: • quando Deus promete a Noé que não mais destruirá a terra por águas dc dilúvio (Gn 9.9-11). • quando Deus faz suas promessas a Abraão (Gn 15.18; 17.4). • quando a aliança do Sinai é estabelecida com Moisés e resumida no "livro da aliança" (Êx24.7). Embora no cotidiano as alianças fossem feitas entre semelhantes, no uso religioso esse termo sempre se referia a um relacionamento

111 entre um participante superior e outro inferior. A forma da aliança entre Deus e Israel em Éxodo e Dcutcronômio foi esclarecida pelas descobertas de tratados hititas de suserania feitos entre um rei e seu vassalo. Esses tratados consistiam em • uma introdução histórica • uma lista de estipulações • maldições e bênçãos invocadas sobre as duas partes • um juramento solene • e uma cerimónia religiosa para ratificar a aliança. A maior parte destas características pode ser encontrada no modelo de alianças do Antigo Testamento. (Veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo".) Mais importante que a forma da aliança, porém, era seu significado teológico. Baseava-se n a iniciativa d e D e u s . Deus agiu cm misericórdia e soberania, fazendo uma promessa incondicional dc jamais castigar a humanidade com outro dilúvio (Gn 9.11). Deus escolheu Abraão e seus descendentes para serem os canais da sua misericórdia a um mundo caído. Ele firmou esta escolha ao comprometer-se com a nação israelita com as seguintes palavras: "Farei com que vocês sejam o meu povo c cu serei o Deus de voces" (Êx 6.7). Implicava u m a nova r e v e l a ç ã o d e Deus. Deus apareceu a Abraão como seu escudo (Gn 15.1) e como o Deus Tõdo-Podcroso ("El Shaddai", Gn 17.1). Apareceu a Moises como "Yahwch" ("Eu Sou o que Sou", Ex 3.14), e mais tarde como "Yahwch, o teu Deus, que tc tirei da terra do Egito") (Êx 20.2). (Veja "Os nomes de Deus"). Fazia exigências m o r a i s e rituais ao povo. As estipulações da aliança incluíam essas duas características. O ritual era representado pelo costume da circuncisão dado a Abraão (Gênesis 17.10), pelo sábado, o dia de descanso (Êxodo 20.8-11), e por todas as exigências relativas à adoração e ao sacrifício encontradas no Pentateuco. Ao mesmo tempo as exigências éticas foram apresentadas nos Dez Mandamentos e outras leis. Apesar dc parecer, à primeira vista, que essas duas exigências não têm nada em
Os Cinco Livros ( o Pentateuco) relíiram a criação do mundo e a entrega da Lei. O tecelão (na foto, trabalhando com um tear vertical) revela o dom da criatividade e nos lembra que a Lei de Deus está relacionada com o cotidiano.

comum, elas convergem na idéia da santidade dc Deus. Um Deus santo exige que seu povo reflita seu caráter tanto na adoração quanto no comportamento. A Lei d e D e u s A idéia de lei é central aos Cinco Livros e, como vimos, deu seu nome (Torá) ao livro como um todo. Na forma mais simples, abrangia os Dez Mandamentos (Êx 20; Dt 5), mas ligados a estes havia várias coleções de leis que foram classificadas como: • o livro da aliança (Êx 21—23) • o código de santidade (Lv 17—26) • a lei de Deuteronômio (Dt 12—26). Comparações feitas com outros códigos legais do antigo Oriente Próximo, especialmente o Código de Hamurábi, revelaram vários pontos de contato. Isto era de se esperar, pois Israel fazia parte da cultura mediterrânea oriental e compartilhava as idéias e experiências dos seus vizinhos. O que é mais significativo não são as semelhanças, mas as diferenças que dão um caráter todo especial às leis de Israel. Estas podem ser resumidas como: • seu monoteísmo rígido (tudo está relacionado com um só Deus) • sua preocupação notável com os desfavorecidos: escravos, estrangeiros, mulheres e órfãos

Deus para o seu povo que ele tirou do Egito. Não se tratava de coisas genéricas, mas de ordens específicas para situações específicas: adoração, trabalho, vida familiar, casamento, respeito pela vida e propriedade, justiça elementar e o âmbito pessoal da vontade. Para todas estas áreas da vida humana Deus tinha um mandamento que era explícito e inevitável. Cristo não o destruiu: antes, o cumpriu e ampliou. E as outras regras? Grande parte de Levítico e outras partes do Pcntateuco são compostas de leis cerimoniais e rituais. O propósito destas leis era dar instruções para a administração cotidiana da comunidade israelita e também ensinar como um Deus santo devia ser adorado por um povo santo. Assim, além de instruções relativas ao culto ou à adoração (festas, sacrifícios, e t c ) , foram dadas instruções detalhadas com vistas à preservação da pureza ritual. O povo israelita devia permanecer livre de contaminação de fontes externas, principalmente a influência depravadora da religião dos cananeus. Eles deviam aproximar-se de Deus devidamente cientes da sua distinção moral e ritual. Estas regras não se aplicam mais à igreja cristã, embora os princípios subjacentes ainda tenham muito a nos ensinar. E o elaborado sistema de sacrifícios cumpriu-se no sacrifício único de Cristo, o cordeiro perfeito de Deus, por intermédio de quem os pecados são perdoados e foi feita a expiação em favor dc todos para sempre (veja Hb 10.1-18). Ê x o d o : D e u s sai e m s o c o r r o O quarto tema principal encontrado nos Cinco Livros e recorrente em toda a Bíblia é o êxodo do Egito, descrito em Êx 1—12. Para todos os judeus este foi e é o grande ato salvador dc Deus, que gerações futuras lembram com gratidão. • Foi uma intervenção milagrosa de Deus em resposta ao clamor de seu povo escravizado (Êx 3.7) • Foi essencialmente o ato de Deus — "com mão poderosa e braço estendido". • Foi uma grande vitória sobre os deuses do Egito que demonstrou a supremacia total de Deus. • Foi um momento na história lembrado e recontado anualmente na Festa da Páscoa.

O êxodo narra o resgate do povo de Deus: eomo Deus tirou o seu povo do £gito e o guiou pelo "deserto" inóspito do Sinai para unia nova terra.

• seu espírito de comunidade, baseado no relacionamento de aliança compartilhado por todo Israel com o Senhor Deus. Também se notou que as leis no Antigo Testamento são expressas de duas formas: "não matarás..." / "não furtarás..." (lei apodíctica) e "se alguém... / aquele que..., terá que..." (lei casuística). Como a maioria dos antigos códigos dc lei era do tipo casuístico, é possível que a legislação apodíctica fosse uma forma peculiarmente israelita, e neste caso os Dez Mandamentos eram algo peculiar a Israel. Jesus rejeitou a Lei? Alguns cristãos acreditam equivocadamente que, no Sermão do Monte, Jesus rejeitou a lei judaica dando preferência a sua nova lei do amor. Mas as críticas de Jesus não foram dirigidas contras as leis, mas contra a maneira em que os rabinos as interpretavam. ("Vocês ouviram o que foi dito" era a frase rabínica tradicional para introduzir sua interpretação). Ele estava revelando a motivação interna por trás dos mandamentos, que os intérpretes não conseguiram detectar e valorizar. U m a lista d e "nãos"? Algumas pessoas também criticam os Dez Mandamentos por serem negativos. Mas eles seguem uma afirmação positiva: "Eu sou o SENHOR, o teu Deus..." Aqueles que testemunharam a libertação que Deus operou e que vivem sob a soberania de Deus, devem demonstrar isto através de um comportamento distinto. Os Dez Mandamentos, portanto, começaram como a constituição de

Introdução
Com freqüência lembrava-se às gerações finuras que houve um tempo em que eram membros de uma comunidade escrava que Deus, em sua misericórdia, havia redimido da escravidão. Elas eram incentivadas a sc lembrarem do passado e advertidas contra o perigo de esquecer o que Deus fizera por elas (p. ex„ Dt 6.12). Como evento histórico o êxodo foi definitivo. O fato de que Deus fizera isto antes significava que poderia fazê-lo novamente. Quando Israel estava no exílio na Babilônia, a nação esperava por um segundo êxodo (Is 51.9-11). E quando Cristo veio, sua obra de libertação foi descrita com a linguagem do êxodo (p. ex., Lc 9.31). Estes, portanto, são os quatro temas que estão sempre próximos da superfície, como constante preocupação destes cinco livros. O único outro tema que se repete com regularidade desanimadora é o pecado persistente do povo de Israel. Este demorou a aceitar Moisés como seu libertador. Reclamou das dificuldades da viagem. Até tiveram saudades da vida que tinham levado no Egito (devidamente romanceada, Nm 11.5). Intimidaram-sc diante da possibilidade de entrar na terra de Canaã e peregrinaram durante 40 anos no deserto da indecisão. Nem Moisés estava imune e foi castigado, sendo impedido de conduzir o povo para dentro da terra prometida. Mas o pecado não era novidade. Os capítulos introdutórios de Gn 1—11 deixaram isto claro, como vimos anteriormente. De forma notável, em sua soberana providência, Deus conseguiu lidar com a desobediência humana e encontrar um caminho através dela e para alem dela.

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3 "Alo princípio. Suas histórias foram contadas oralmente muito antes de serem reunidas e escritas. resgatados. Porém estes . começando com o que era sem forma e vazio e culminando numa exuberância de vida. descriaturas.• em meio a toda a criação maravilhosa de Deus. há um Criador. capítulos terminam Caps. os seres humanos são especiais: só soas decidiram seguir seu próprio caminho. O grande dilúvio No cap. G n 1. ordenada e moldada num padrão lógico. muitos "problemas" simplesmente desaparecerão. com sua formação na corte egípcia. A formação d o livro Gênesis não tem um autor ou data de autoria definidos. havia trevas sobre a face do abismo. Deus começa. A linguagem é simples. com eles foram feitos à "semelhança" de Deus resultados desastrosos. Deus. Desde o início. e seus descendentes. Abraão. Gênesis leva adiante essa narrativa. Mais do que isso. Então Deus disse: 'Haja luz'. O povo de Deus não precisava defender a existência de Deus: eles o conheciam por experiência própria. uma coleção de histórias grandiosas. assim como o conhecemos.• Deus fez tudo que existe. A criação do mundo e sua deterioração. Noé e sua família são • os seis "dias" de atividade criativa de Deus. A terra eslava sem forma e vazia. Conteúdo 0 "prólogo" (caps. por intermédio de uma pessoa e nação específica." Gn 1. 1—11) passa rapidamente deixa claro que do mundo como Deus o criou para o mundo • a origem do mundo e da vida não foram acidentais. mas Deus não irá destruí-lo. Ela evoca a maravilha c variedade da criação. Se levarmos em conta a natureza do material. Muitos estudiosos acreditam que as primeiras coleções do material do AT provavelmente foram feitas na época do rei Davi ou do rei Salomão. as pes. 12—50 mais amplo da história Histórias de Abraão. i — Jí com o erro de Babel: as A criação nações são divididas e A queda humana dispersas. mas vívida. u m a história cujo narrador tem prazer em pintar quadros e mostrar padrões. passando por Isaque e Jacó e culminando com a morte de José no Egito. a saber. Como estes livros atingiram sua forma atual pode ser questão de debate. A história. que é totalmente bom. Ao invés disso. Será que Moisés. e receberam autoridade sobre as demais Em seguida. seguidos de um "dia" de descanso. com a possibilidade de que ainda houve algum trabalho editorial até 400 a. Deus age para julgamento e também para salvação. truindo tudo. a executar seu plano de "redimir" o mundo e recuperar relacionamentos rompidos. O chamado e a promessa de Deus a Abraão e seus descendentes.1-3 Uma boa criação O grande drama do princípio de todas as coisas começa com Deus. humana e a atenção Isaque. e que ama e se importa com sua criação. Uma narrativa deve ser considerada no seu todo..C. mas não há dúvida de que estas histórias expressam as convicções mais profundas do povo de Deus de que este mundo é obra de um Deus Criador. não em pedaços. ocorreu o grande dilúvio. O título significa "princípio" e este éo livro dos começos na Bíblia — o princípio do mundo e o princípio de uma nação. O mundo não melhorou depois de Noé. Ela continua através das páginas da Bíblia até as últimas palavras do livro de Apocalipse. 12. tado do pecado humano de rejeitar o Criador e • tudo que Deus fez era bom. esse relato nos dá a chave que abre o entendimento a respeito de nós mesmos e do mundo à nossa volta. Há um novo começo.115 RESUMO GÊNESIS Gênesis é uma epopéia. E ainda assim a história do grandioso propósito de Deus para a humanidade mal começou. É importante analisar os primeiros capítulos especialmente como u m a narrativa: uma história preocupada com a verdade e o significado no sentido mais profundo. Muitos povos antigos tinham suas próprias histórias da criação e podemos imaginar estas histórias sendo contadas e recontadas de geração em geração. começou a escrevê-las? Uma antiga tradição associa seu nome aos cinco primeiros livros da Bíblia. A boa criação de Deus deteriora-se progressivamente como resul.. Jacó e José se volta para um único indivíduo. Deus criou os céus e a terra. deixase de lado o cenário Caps. ignorar suas advertências.1—2.

• A s d u a s á r v o r e s O que será que significam essas imagens tão poderosas? Será que uma árvore representa a vida e a outra. E uma afirmação que separa as pessoas dos animais. a árvore da vida aparece às margens do rio na "nova Jerusalém". e ele não foi criado para levar uma vida solitária e auto-suficiente. Esses dois foram literalmente "feitos um para o outro". planejar e moldar nosso futuro. Verão a morte. São usados para ensinar uma lição: 2. Ele lhes dá controle sobre o mundo recém-formado e todas as suas criaturas. apenas o homem e a mulher são descritos como sendo criados à semelhança de Deus. Podemos desfrutar de uma variedade de relacionamentos. embora esta liberdade agora tenha uma inclinação enganosa. Ele se preocupa com coisas mais importantes. como ficou do jeito que é agora? Esta segunda história. Nunca mais seria assim. mas as pessoas ainda são racionais. A criação é descrita como tendo acontecido em seis dias. a organização e majestade simples da maneira pela qual cie criou todas as coisas. Oito vezes Deus fala e algo novo é criado: Dia 1 A luz é separada das trevas: há dia e noite Dia 2 A separação dos "céus" (atmosfera da terra) Dia 3 Há separação entre terra e mares e começa a "produção" ou "formação": plantas e árvores Dia 4 Sol. "Esta. Estavam nus. Deus descansa Este não é um registro cronológico. lua e estrelas Dia 5 Criaturas marinhas e aves Dia 6 Animais que vivem na terra Pessoas Dia 7 A criação está completa. dando-nos os primeiros versos de poesia da Bíblia. o escritor reforça a idéia: o verdadeiro casamento é um relacionamento todo especial e exclusivo. Destaca os dois seres humanos e seu relacionamento com Deus.27) De toda a criação. Embora Pisoni e Giom não sejam conhecidos. • A " i m a g e m " o u " s e m e l h a n ç a " d e D e u s (1.24. afinal. • Dias Estes são mais bem entendidos como um padrão escolhido como meio mais vívido de expressar a energia criativa e satisfação de Deus. que compartilha a própria natureza do homem.4—3. "Adão" é tanto um nome pessoal quanto uma palavra que significa "humanidade".Pentateuco estabelecem o padrão para a vida de trabalho dos seres humanos. • U m rio (2. E significativo que agora Deus tem um nome diferente. O contador de histórias não compartilha as preocupações de uma era científica. Também temos liberdade para escolher. Nem temos detalhes de como Deus fez surgir a terra e a vida — nem quanto tempo isto levou. O pecado certamente a deteriorou e manchou. os rios Tigre e Eufrates desaguam no Golfo Pérsico. em perfeita transparência de um para o outro. sonhar. após a criação.2). No último livro da Bíblia. o Altíssimo. Eles serão afastados da presença de Deus. colocando-as num relacionamento especial com Deus.4-25: H o m e m e m u l h e r Se o mundo que Deus fez era bom. Na primeira história era Elohim. o conhecimento proibido? Será que a locução "do bem e do mal" é uma expressão idiomática hebraica que significa "tudo" — todo conhecimento? Ou será que a importância real das árvores está na oportunidade que apresentam ao homem e à mulher de dizer "sim" ou "não" a Deus? Sua escolha fatal os separou da "árvore da vida". Em 2. Agora ele é Yahweh Elohim [SF. Podemos ser responsáveis pelo nosso ambiente e cuidar dele de forma adequada.3.24 A degradação Gn 2. moralmente responsáveis e criativas de maneira que os animais não são: podemos imaginar. onde Deus e seu povo viverão juntos novamente — e as folhas dessa árvore servem para "curar as nações" (Ap 22. As "separações" dos três primeiros dias criam os "espaços" que Deus preenche em seguida. no Oriente. A "semelhança" é tão básica à natureza humana que até a posterior decadência da humanidade — a "Queda" — não a destruiu. E tudo era perfeito. Não nos é dito quando a criação ocorreu. . Então Deus cria a mulher.10) Este é um lugar real e geográfico. Mas nem pássaros nem animais fornecem o companheirismo de que o homem precisa. Deus o Criador. é osso dos meus ossos e carne da minha carne" exclamou Adão com alegria. explica tanto as coisas ruins como as boas no nossi mundo. Em hebraico. Deus forma o primeiro ser humano e planta para ele um jardim no Eden. Mas ainda resta uma esperança.NHOR Deus] o nome pessoal pelo qual cie pode ser conhecido (veja "Os nomes de Deus"). Aqui está a parceira ideal. G n 2.

os deuses têm descanso. e. É improvável que todas essas diferentes histórias. As pessoas foram criadas para aliviar os deuses do trabalho de manter a terra em ordem. e do cadáver dela foi formado o mundo. De fato. assim. Significa isto que as histórias do Gênesis são apenas mais uma versão. Quase todas as religiões politeístas têm árvores genealógicas de seus deuses.) Tiamat foi morta por Marduque numa batalha entre ela e seus filhos. Fonte c o m u m a todas Em Gn 1—2 temos um relato mais amplo da criação dos céus e da terra. foram encontradas narrativas mais antigas que contêm alguns desses elementos. Na visão de alguns povos. • o ser humano como o ponto alto da criação. ou uma grande parte delas. mas se baseia em outras histórias que remontam ao terceiro milênio a. baseados em observação e lógica elementar. tenham uma fonte única. cujo barulho a deixara irritada. A luta entre os deuses. Foi copiado por volta do século 7 a . não tem equivalente no AT. a saber. a criação da humanidade com u m a centelha divina para que os deuses ficassem livres de seus trabalhos.C. o conceito do ser humano como "pó" pode ser facilmente deduzido do ciclo de morte e corrupção. Estes são conceitos simples. Escrito ao final do segundo milênio antes de Cristo em honra de Marduque. . geralmente relacionado com a história bíblica da criação. formado do pó da terra como se molda um vaso. É enganoso reduzir histórias diferentes trazidas das várias partes do mundo aos fatores que têm em comum para afirmar que todas têm uma fonte comum. Estes relatos têm vários pontos em comum com outras histórias da criação do cosmos e do homem: • uma divindade pré-existente. cujos membros representam ou controlam elementos ou forças naturais. deus dos babilónios. que é o herói dessa história. seguido de uma descrição mais detalhada da criação do ser humano. Só um tema reaparece com freqüência.2. adaptada às crenças dos hebreus? Entretanto. e não era nem a mais antiga nem a mais popular. e os deuses tiveram sua origem a partir disso. Nesta tahuinha de argila está inscrita uma parte do relato babilónico da criação. C .2 e em outras passagens que falam do poder de Deus sobre as águas. Por exemplo. o relato começa com Tiamat. contadas e recontadas ao longo dos anos. (0 nome "Tiamat" tem alguma relação com a palavra hebraica para "abismo" que aparece em Gn 1. Muito antes de histórias como aquelas nos primeiros capítulos de Gênesis serem registradas por escrito cias eram contadas e recontadas ao redor de fogueiras nos acampamentos de povos nômades e no seio das famílias. que aparece no Gênesis Babilónico. Para outros. U m casal original ou até mesmo um só deus que se criou a si mesmo e se auto-propagou chefia a família divina. Isto se deve a conexões lingüísticas pré-históricas entre as línguas babilónica e hebraica. éu m a história entre várias. 0 Gênesis Babilónico 0 famoso Gênesis Babilónico. que dá origem aos deuses. Há indícios claros de que essa história foi formulada a partir de relatos anteriores. o universo é obra de um deus ou deuses. mas também de certa forma um reflexo da divindade. idéias comuns não derivam necessariamente de uma fonte comum. u m a figura materna das águas. na tentativa de dar uma resposta. sendo que estes podem fazer parte de suas histórias de criação. o universo físico ou um elemento fundamental como a água ou a terra sempre existiu. apesar das tentativas de muitos eruditos no sentido de descobrirem referências implícitas a essa luta no texto de G n 1.Histórias da criação Alan Millard Como o mundo começou? Esta é uma pergunta que a maioria das pessoas faz. E muitos povos em diferentes partes do mundo têm suas próprias histórias de criação. • a criação como resultado de uma ordem divina.

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Pentateuco

Gênesis e outros relatos do antigo Oriente Próximo
É mais interessante, e mais correto, colocar o relato do Gênesis ao lado de outros relatos do antigo Oriente Próximo, que é o mundo do AT, Ao fazermos isso, notamos que são poucas as antigas histórias de criação que têm mais do que um ou dois conceitos básicos em comum, como a separação entre céus e terra e a criação do homem a partir do barro. Porém as histórias dos babilônios têm algumas notáveis semelhanças com o relato hebraico. Desde que o primeiro dos relatos babilónicos foi traduzido para línguas modernas, ao longo do último século, afirmava-se, com freqüência, que os relatos babilónicos eram a fonte mais remota da crença dos hebreus. Todavia, recentemente, com a descoberta de

mais textos e a reavaliação dos mais antigos, ficou claro que muitas das supostas semelhanças são, de fato, aparentes ou ilusórias. Por exemplo, não existe qualquer relação entre os sete dias da criação no Gênesis e o fato de a história babilónica da criação aparecer em sete tabuinhas de argila. A segmentação da história dos babilônios não tem nada a ver com o seu conteúdo ou com fases ou estágios no poema em si. Essas semelhanças quanto aos fatos mencionados servem apenas para enfatizar a vasta diferença de perspectiva moral e espiritual entre o Gênesis bíblico e as narrativas análogas que mais se aproximam dele. Não se pode afirmar, como alguns o fazem, que o Gênesis foi derivado dessas outras histórias. As diferenças de ponto de vista e de conteúdo são,

na verdade, tão acentuadas que ajudam a destacar o caráter de "revelação" do Gênesis, que o distingue tão claramente de narrativas folclóricas.

A Epopéia de Atrakhasis
Um poema babilónico em particular • Toda a raça humana acabaria sendo dessugere uma comparação com o relato do truída num dilúvio, exceção feita a uma Gênesis. Trata-se da Epopéia de Atrakhasis, família. que se relaciona com os primórdios da humaPor outro lado, em Atrakhasis as pessoas nidade e o começo da vida em sociedade, têm trabalho árduo a realizar desde o início, fazendo alusão à ordem existente no mundo não existe um "Adão" único, e nada se diz sem descrever a sua criação. No começo da sobre uma formação separada da mulher, narrativa, os deuses inferiores trabalham na um jardim chamado Eden, e uma queda em irrigação da terra e decidem se rebelar conpecado. Na verdade, não existe ensino moral tra a sua sorte. Para aliviar esses deuses de nenhum. Ao contrário, o significado é que sua estafante tarefa, foram criados os seres esta é a origem de nossa sorte e cabe-nos humanos. Estes são uma solução satisfatória aceitá-la. até o momento em que o barulho que fazem Uma versão suméria menciona cinco irrita os deuses, levando-os a destruí-los no importantes cidades que existiram no períodilúvio. do pré-diluviano, e esses nomes se conectam Em geral, Atrakhasis (conhecido a parcom listas de reis pré-diluvianos, preservadas tir de cópias feitas por volta de 1600 a.C.) em relatos separados. A idade desses reis tem algumas semelhanças com trechos de ultrapassa em muito a dos patriarcas que Gn 2—8: aparecem em Gn 5. Os escritores babilóni• Os seres humanos são feitos de barro e cos consideravam o dilúvio uma importante de um elemento divino (o "sopro" em interrupção ocorrida na história de seu pais. Gênesis; a carne e o sangue de um deus, (Veja "Histórias sobre dilúvios".) em Atrakhasis). Portanto, na cobertura ampla dos fatos, • A tarefa dos seres humanos é manter a terra Gênesis e a tradição que aparece em Alrokhosis em ordem (trabalho árduo em Atrakhasis; se referem aos mesmos acontecimentos. guarda de um paraíso em Génesis). Alguns dos temas que aparecem na
v

história babilónica — em especial a condição dos seres humanos como substitutos dos deuses no que diz respeito ao trabalho — remontam a um poema sumeriano, Enki e NinmakJ), escrito no período anterior ao ano 2000 a.C.

J19

O nome Cuxc (descendente de Noé) está ligado a Babilônia em 10.8,10. Assim, a descrição pode ser de quatro rios, todos correndo na direção do golfo, com o "Éden" em algum lugar acima dele. Gn 3: U m a e s c o l h a fatal Entra em cena a serpente — criatura de Deus, porém rebelde. De onde vem o mal

neste mundo bom? A narrativa não explica. Mas claramente Deus assumiu um risco enorme ao dar a suas criaturas a liberdade de escolher. O que ocorre em seguida é um impressionante discernimento da psicologia da tentação e do pecado: a tentativa dc passar adiante a culpa c, no final, a vergonha. A serpente questiona aquilo que Deus disse, depois o chama de mentiroso. A mulher

Pessoas como administradoras de Deus
Chulean Prance

0 relato do Gênesis deixa bem daro que os seres humanos foram criados para cuidarem da Terra, e não para destrui-la. E m meio à terrível destruição do meio ambiente, à poluição e ao extermínio de espécies que se verificam em nossos dias, é bom voltar ao Gênesis e ver como as coisas eram no princípio: "Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar" (Gn 2.15). 0 verbo hebraico abad, traduzido por "cultivar", também pode significar "servir", e o verbo shamar, traduzido por "guardar", dá a idéia de observar ou preservar. A instrução dada às primeiras pessoas foi no sentido de servir e preservar o solo. Deus deu à humanidade domínio sobre o resto da criação, para cuidar dela, e não para destrui-la. Segue-se que cuidar da criação é u m a responsabilidade cristã em nossos dias, pois aqueles que conhecem o Criador deveriam ser os primeiros a tomarem a dianteira na proteção daquilo que ele criou. Gn 2.9 diz: "Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento". É significativo que, neste texto, o aspecto utilitário não aparece em primeiro lugar. O propósito das árvores era, em primeiro lugar, estético, pois elas deviam ser agradáveis à vista.

Hoje, parece que não somos afetados pelo fato de hectares e mais hectares de floresta tropical serem derrubados a cada dia que passa. No entanto, o texto também indica que as árvores se destinavam à alimentação, e nisto podemos, com certeza, incluir a madeira, o látex e muitos outros produtos que elas nos fornecem. Não devemos fazer uso exagerado ou além da conta desses recursos, mas também deixar árvores de pé para que formem uma paisagem bonita e nos dêem sombra. A responsabilidade que a humanidade tem por todas as criaturas foi re-enfatizada na aliança que Deus fez com Noé após o dilúvio. Este pacto não foi feito apenas entre seres humanos e Deus, mas incluía "todos os seres viventes que estão convosco, para perpétuas gera-

ções" (Gn 9.12). "Eis que estabeleço a minha aliança convosco, e com a vossa descendência.e com todos os seres viventes que estão convosco: tanto as aves, os animais domésticos e os animais selváticos que saíram da arca como todos os animais da terra" (Gn 9.9-10). Visto que esta aliança foi feita com todas as criaturas, temos a responsabilidade de zelar por elas, tratando de evitar que espécies sejam extintas por abuso ou destruição de seu habitat. Temos de cuidar da criação porque ela pertence a Deus, não a nós. "Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém": assim começa o SI 24. Devemos, igualmente, cuidar da criação porque Cristo é "o primogênito de toda a criação" (Cl 1.15) e "nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra... Tudo foi criado por meio dele e para ele". Somos, hoje, conclamados a sermos seus curadores ou mordomos de sua criação — até que ele venha.

Estii samambaia gigante, em Piji. é apenas um exemplo do crescimento exuberante c extraordinário das plantas desde o inicio da criação.

1 2 0
Mm

Pentateuco
estabelece um contraste entre Adão e Cristo: como descendentes de Adão todos morremos, separados dc Deus; Cristo, por outro lado, nos restaura à vida eterna, conectando-nos outra vez com Deus (Rm 5; ICo 1 5 ) . • A d ã o e E v a Competição e dominação surgem no momento da queda em pecado. No início os dois foram criados igualmente "à imagem de Deus". Eram independentes e co-dependentes, juntamente responsáveis pelo bem-estar do mundo c dos seusfilhos.A maldição de Gn 3.161 9 é uma descrição de como o relacionamento humano mais íntimo foi arruinado por causa da desobediência a Deus: vemos isto no relacionamento entre homens c mulheres no restante das Escrituras e na história do mundo desde aquele tempo até os nossos dias. Segundo Gn I. Adan c F.va foram criados juntos, Em Gn2, Adão foi criado primeiro, mas isto não se reveste de nenhum significado especial. Eva é descrita como "auxiliadora" dc Adão em relacionamento compatível c casamento, não no sentido de inferioridade, visto que, no AT, essa mesma palavra ("ajudador") é usada, na maioria das vezes, quando se está falando sobre Deus.

(•A

O jardim do Éden A história do jardim do Éden está ambientada nos vales bem irrigados da antiga Mesopotámta.

precisa contrapor ao claro mandamento de Deus o fruto tentador, o desejo de ter conhecimento como o dc Deus. Eva exagera ao falar da rigidez da proibição divina e aproxima perigosamente da tentação. Será que ela quer simplesmente conhecer assim como Deus conhece ou será que pretende ser igual a Deus (em contraste com o Filho de Deus, disposto a se humilhar: Fp 2.6-8)? A decisão c deliberada e fatal. Adão, em silencio, não protesta. Também ele come do fruto. O homem e a mulher decidiram seguir seu próprio caminho, ignorar o Deus que lhes havia dado a vida. Mas a bondade de Deus c o pecado humano são como óleo c água. A separação c inevitável. O relacionamento de Deus com as pessoas e das pessoas umas com as outras é arruinado. O homem e a mulher não ficam mais à vontade juntos. A serpente agora é inimiga dos seres humanos. A mulher sofrerá no parto, que é o processo humano mais fundamental. O desejo e a dominação prejudicarão o relacionamento entre os sexos. O trabalho de Adão será marcado por suor e fadiga. Por causa de sua transgressão voluntária, o acesso à "árvore da vida" agora lhes é vedado. Eles devem deixar o jardim para sempre. Estão sozinhos, separados de Deus. Estão vivos, porém apenas pela metade, na medida em que estão sem Deus. A morte é apenas uma questão de tempo. Deus havia falado a verdade. Mas ele ainda é bondoso e tem para com eles um cuidado paterno (3.21). • A d ã o No restante do AT essa palavra significa humanidade. Também é muito parecida com a palavra hebraica para "solo" (um jogo de palavras semelhante a "humano" e "húmus"). No NT, Adão é nosso ancestral, o fundador da raça à qual todos nós pertencemos. Paulo

Gn4—5 De Adão

a Noé

Gn 4: C a i m e Abel Após sua expulsão do jardim, Adão e Eva tiveram dois filhos: Caim, o lavrador, e Abel, o pastor. No momento adequado cada um deles trouxe sua oferta a Deus. A dc Abel foi aceita, mas não a de Caim. Não foi o que Abel ofereceu, mas sua fé (Hb 11.4) que tornou sua oferta aceitável. O ressentimento amargurado de Caim demonstra uma atitude bastante diferente. Como os profetas dirão sempre de novo: Deus não pode ser comprado por sacrifícios. Eli' quer que o ofertante também faça "o que é certo" (v. 7). A fé verdadeira não pode ser separada do comportamento correto. Caim matou Abel (não se precisa muito para passar da rebelião ao assassinato) e Deus o condenou a uma vida nômade, dando-lhe, porém, proteção contra a morte. Os vs. 17-24 alistam alguns descendentes de Caim e demonstram o início da vida civilizada. Enoque construiu a primeira cidade. Seus sucessores aprenderam a tocar c apreciar música — e a trabalhar com ferro e bronze. Mas as habilidades criativas não foram acompanhadas por pro-

Genesis

121

Nomes de pessoas em Gênesis 1—11
Richard S. Hess

No mundo bíblico, os nomes das pessoas muitas vezes têm uma origem ou um significado que nos diz algo a respeito do caráter ou das convicções da pessoa nomeada. Em Gênesis, como no restante da Bíblia, os nomes de muitos dos personagens principais das narrativas têm um significado especial.

N i n r o d e ("nós vamos nos rebelar" ou "vamos nos rebelar!") descreve o personagem que aparece em Gn 10, especialmente se ele tiver, também, alguma conexão com o episódio da torre de Babel, em Gn 11. S e m significa "o nome", aquele através do quem viria Abrão, cujo nome Deus engrandeceria.

0 nome significa...
0 nome A d ã o significa "humanidade'^ se aplica muito bem ao primeiro ser humano e também representante da raça humana. O nome tem este significado em Gn 1.26-28 e aparece com o sentido correlato de "homem" nos caps. 2—3 e na maior parte do cap. 4. Somente em Gn 4.25 A d ã o passa a ser nome próprio. 0 nome E v a pode ser entendido no sentido de "aquela que dá a vida". Descreve o papel da primeira mulher, como sugerido em Gn 3. Vale lembrar que o nome dela só aparece ao final do capítulo. C A I M pode ter relação com o trabalho de beneficiar metais, na medida em que este foi um ofício que se desenvolveu entre seus descendentes, em especial Tubalcaim. A B E L é uma palavra hebraica usada para descrever algo que é efêmero ou passageiro. Em Eclesiastes, é traduzido por "vaidade". Sugere a brevidade da vida daquele que foi assassinado por seu irmão sem deixar descendentes, sem nada que pudesse dar continuidade ao seu nome ou torná-lo permanente. S E T E , por outro lado, pode significar "pôr" ou "colocar", ou, em Gn 1—11, "fazer a vez de substituto". É claro que este nome se aplica muito bem àquele que substituiu Abel na função de pessoa através da qual se cumpriria a esperança de Adão e Eva. E N O Q U E significa "dedicação" e pode ser uma forma de descrever a consagração desse homem a Deus.

O n o m e soa parecido c o m . . .
Além do significado direto das palavras hebraicas que são usadas como nomes nesses primeiros capítulos de Gênesis, aparecem também trocadilhos. Palavras parecidas no som estabelecem uma conexão entre o nome da pessoa e algum acontecimento da história. A palavra A d ã o soa como "solo" ou "terra", a a d a m a h que Deus usou para criá-lo. C a i m soa como o verbo q a n a h , "criar", "adquirir". Eva emprega esse verbo em Gn 4.1, ao descrever o envolvimento divino no nascimento de Caim. N o é se parece com n a c h a m , o "consolo" que, segundo palavras de seu pai Lameque, esse homem traria.

Nomes semelhantes
Existem nomes perecidos quanto ao som nas genealogias de Caim e Sete (e nas genealogias de Enoque e Lameque chegam a ser nomes idênticos), mas isto não significa necessariamente que temos duas versões diferentes da mesma genealogia original. Isso serve para mostrar que, apesar das semelhanças externas (nomes semelhantes), as pessoas podem ser totalmente diferentes quanto ao seu verdadeiro caráter. No caso de Caim e Sete, trata-se de duas linhas genealógicas que seguem em direções opostas: a de Caim leva ao assassinato e ao orgulho; a de Sete leva à justiça e à salvação de Noé das águas

do dilúvio. Essa semelhança entre os nomes é uma característica que aparece também em outras genealogias do antigo Oriente Próximo. A figura de Enoque (o homem justo que Deus removeu deste mundo, em Gênesis) aparece também em listas de sábios pré-diluvianos encontradas no antigo Oriente Próximo. Mais interessante é o fato de aparecerem, no antigo Oriente Próximo, nomes semelhantes aos que ocorrem nos capítulos iniciais de Gênesis. Alguns nomes e partes desses nomes integram nomes pessoais usados em diferentes períodos históricos daquela região. Por exemplo, as raízes semíticas que subjazem aos nomes de "Eva" e de "Sem" aparecem com freqüência em nomes próprios. Outras raízes, como as de Lameque e Arfaxade, não aparecem nunca. Algumas, como o nome Adão e a primeira parte dos nomes de Metusalém e Metusael, ocorrem em épocas e lugares específicos apenas durante o segundo milênio antes de Cristo ou em período anterior a ele. Não fazem parte de nomes próprios usados durante o primeiro milênio, o período dos reis israelitas, o que mostra que remontam a um período mais antigo, e não a um período mais recente.

Pentateuco
gresso moral. Lamcque tomou duas esposas. A dor e os problemas que isto trouxe são evidentes em histórias posteriores. E ele gabou-se do assassinato que cometeu, excedendo Caim. Os dois últimos versículos dão um vislumbre de esperança. Adão e Eva tiveram Sete e as pessoas começaram a "invocar o nome do Senhor". • A e s p o s a d e C a i m Os vs. 14-15,17 dão a impressão de uma terra, até certo ponto, povoada. A maneira mais simples de explicar isto é supor que havia outros filhos de Adão c Eva que não são mencionados. Outros argumentam com base no fato de a palavra "adão" significar homem, ou humanidade, que toda uma raça foi criada, e não um único casal.

G n 6—11
O dilúvio e Babel Gn 6.1-8: U m a r a ç a p e r d i d a A raça humana, imersa em violência e corrupção, traz destruição sobre si mesma. Deus reduz a longevidade para 120 anos. Mas apenas isto não traz resultados. Apenas um ato de julgamento livrará o mundo do pecado. • 6.2 Versões diferentes falam dc "filhos de deuses" ou "filhos de Deus" (i.e. anjos) ou ; "seres sobrenaturais". • 6.4 "Gigantes" (no hebraico, nefilim): os "valentes" (heróis) do passado.

Gn 6.9—9.29: A história d e N o é Como na criação, devemos abordar este relato como uma narrativa, esperando imagens, símbolos e padrões, buscando o motivo "fcíKílianfo Gn 5: G e n e a l o g i a pelo qual cia está sendo contada, a "a mensadurar a ferra, A Bíblia traz com freqüência genealo- gem (ou mensagens) da história". não deixarão dc haver gias semelhantes a esta de Gn 5 para defiNo princípio. Deus estabeleceu os limites semeadura nir uma importante linha dc descendentes. da terra e das águas, tirando ordem do meio e colheita, frio e calor, Muitas dessas genealogias são seletivas, às do caos. Agora, corno resultado do pecado verão e inverno, vezes para criar um padrão de certo número humano, as forças dc destruição são liberadia t noite." de nomes (p. cx., Mt 1). A idéia não c somar- das. Mas nem tudo está perdido. (Promessa de Deus mos todos os números e calcular o tempo Num cenário de julgamento, a narratiapós o dilúvio, em Cn 8.22) decorrido. ( 0 Arcebispo James Ussher fez va enfatiza o ato divino de salvação. Noé, isto e datou Adão dc 4004 a.C. Entretanto, "o único homem íntegro daquele tempo", o com base em Jericó e outras cidades, temos único que "andava com Deus", não seria conconhecimento dc uma civilização que data de denado com os outros. Deus tinha um plano 7000 a.C, e este ainda não é o princípio da dc resgate bem elaborado. Ele arranjaria um história humana.) lugar de segurança e refúgio. Uma vida inteiNo Oriente Próximo antigo, os núme- ra de conhecimento c de confiança em Deus ros geralmente eram usados para demons- havia preparado Noé para esse momento. E trar importância em vez de quantidade real. ele fez exatamente o que Deus ordenara. As idades decrescentes de Matusalén! a José Infelizmente, mesmo um novo começo nãu podem ser interpretadas como os efeitos restaura o Éden nem altera a natureza humacumulativos do pecado. na. A "imagem de Deus" (9.6) permanece, A longevidade atribuída a esses ances- mas permanece também a disfunção na criatrais é impressionante. Varia dos 777 anos ção. Os animais agora passam a ser alimende Lameque aos 969 anos de Matusalém. to para os humanos. E a própria história de Cada um dos dez registros segue o mesmo Noé termina mal. (É significativo que a Bíblia nos conta as falhas até dc seus maiores persopadrão: Quando fulano tinha tantos anos, nasceu o nagens.) Noé ficou bêbado, Cam desonrou o seu filho beltrano. Viveu mais tantos anos e teve seu pai e o patriarca amaldiçoou Canaã, filho outros filhos e filhas. Viveu mais tantos anos e (mais novo?) de Cam. Teria Canaã agravado o desrespeito dc Cam? Não sabemos. Mas os moireu. A nota melancólica da frase final "e mor- canancus foram, mais tarde, subjugados pelos reu" só varia no caso de Enoque, o homem descendentes dc Sem, os israelitas. que "andou com Deus". Para ele Deus linha Histórias de um dilúvio foram transmitioutros planos. E o último dos dez, Noé, tam- das em diversas línguas em muitas partes do bém "andava com Deus" (6.9). Ele também, mundo. Os relatos babilónicos (sumérios e, embora de forma diferente, foi salvo da em especial, acádios) se assemelham muito morte. à história registrada aqui. Isto não deveria

Gênesis

123

Histórias sobre dilúvios
Alan Millard

Reminiscências de um dilúvio ou de vários dilúvios podem ser encontradas em todo o mundo. Como seria de esperar, apresentam vários aspectos em comum: pessoas são salvas dentro de um navio; animais foram levados a bordo; o navio "atracou" no alto de um monte. Da Babilônia (e só de lá, entre as histórias antigas de dilúvio) nos vem um relato tão parecido com o de Gênesis que as pessoas se perguntam se não houve empréstimos ou influência de u m sobre o outro. Já faz um século que conhecemos a Epopéia de Gilgamés, tabuinha 11. Otema da narrativa é o seguinte: os seres humanos não podem ter nenhum a esperança de imortalidade, pois o único que a alcançou foi o Noé babilónico. Essa narrativa foi inserida no ciclo de Gilgamés a partir de uma obra anterior, a Epopéia de Atrakhasis (veja "Histórias da criação"), onde faz parte de um relato mais longo sobre a história humana desde a criação, como no Gênesis.

0 " N o é " babilónico

S e g u n d oa n a r r a t i v ab a b i l ó n i c ad od i l ú v c i o é , u ,a t éq u ep a s s a s s e mo ss e t ed i a sd et e m d e p o i sd ac r i a ç ã od o sp r i m e i r o ss e r e sh u m a p n o e s , t a d e .F o ie n t ã oq u eA t r a k h a s i sm a n d o u ob a r u l h oq u eo sfilhosd e s t e sf a z i a me r at a p n á t s o s a r o sp a r af o r ad ob a r c o ,p a r av e r i f i c a rs e q u eod e u sd at e r r an ã oc o n s e g u i ad o r m i r . aS e t e u r s r ae r ad en o v oh a b i t á v e l( u me p i s ó d i op r e p l a n o sd ea c a b a rc o mob a r u l h od e r a ms e r e m v a d ou n i c a m e n t en av e r s ã od eG i l g a m é s ) ,e n a d a ,q u a n d oop i e d o s oA t r a k h a s i sc o n s e g u o i u f e r e c e uu ms a c r i f í c i on oa l t od am o n t a n h a , a s s e g u r a raa j u d ad od e u sq u eh a v i ac r o i a n d d o eob a r c oh a v i ae s t a c i o n a d o .C o mm u i t a o sh o m e n s .P o rf i m ,o sd e u s e so p t a r a ma p v o i d r e z ,o sd e u s e ss er e u n i r a m" c o m om o s c a s " , u md i l ú v i oc a t a s t r ó f i c o ,et o d o sj u r a r a mq a o u es e n t i r e moc h e i r od os a c r i f í c i o ,ej u r a r a m m a n t e r i a mop l a n oe ms e g r e d o .M a st a m b n é m u n c am a i sp r o v o c a rs e m e l h a n t ed e s t r u i ç ã o .A d e s t av e zA t r a k h a s i sf o ia d v e r t i d o .N u ms o n d h e o u ,s am ã ej u r o up o ru mc o l a rd ep e d r a sa z u i s od e u so r i e n t o u oac o n s t r u i ru mb a r c oe M l e a v s a r od e u sc u j os o n oh a v i as i d op e r t u r b a d o p a r ad e n t r od e l ea s u af a m í l i a et a m b é ma a l g i n u d n a sn ã os ed a v ap o rs a t i s f e i t o .Ed e p o i sd e a n i m a i s .D e v e r i a ,i g u a l m e n t e ,e x p l i c a rs u aa ç ã u o m ad i s c u s s ã oe mt o r n od ai n j u s t i ç ai n e r e n t e a o so u t r o ss e r e sh u m a n o s ,d i z e n d oq u en u s m e c a s t i g oi n d i s c r i m i n a d o ,f o io r g a n i z a d ou m t r a t a v ad eu mc a s t i g oq u el h es o b r e v i r i as p i s t a e r m aa e mq u ea l g u m a sm u l h e r e sd e i x a r i a m q u ee l e sp u d e s s e ms e rb e n e f i c i a d o s .Q u a n d o ed a ràl u z ,e n t r a n d oe mo r d e n sr e l i g i o s a s ,a o t o d o se s t a v a mab o r d o ,c o m e ç o uat e m p e s t a p d a e s s oq u eo u t r a st e r i a ms e u sf i l h o sv i t i m a d o s et o d aah u m a n i d a d ef o id e s t r u í d a . p o rd o e n ç a s ,i m p o n d o ,d e s s am a n e i r a ,l i m i t e s a oc r e s c i m e n t op o p u l a c i o n a l .( O st e r m o su s a O sp r ó p r i o sd e u s e sf o r a ma f e t a d o sp e l a d o sd e i x a mc l a r oq u ee s s an a r r a t i v ae r au m a t r a g é d i a .C o m on ã oh a v i as o b r a d on i n g u é m e x p l i c a ç ã op a r aos i s t e m as o c i a lq u ev i g o r a v a q u ep u d e s s es e r v i l o s ,ficarams e mac o m i d a n o e m p od oa u t o r . ) eb e b i d aq u el h e se r aa p r e s e n t a d an o ss a c r i -t f í c i o s .As o l u ç ã of o ia g ü e n t a ros o f r i m e n t on o

0 moral da história
A história do dilúvio na Babilônia aparece também num texto sumeriano, que conta praticamente a mesma história, só que de forma mais abreviada. E muitas outras composições sumerianas se referem à época do dilúvio, num passado remoto, ou até mesmo a um tempo pré-diluviano. A história do dilúvio no Gênesis está, claramente, ambientada na Mesopotâmia, e as numerosas semelhanças encontradas dão a entender que se trata de um relato sobre o mesmo acontecimento mencionado n a narrativa babilónica. Temos, neste caso, pessoas de diferentes lugares que guardaram reminiscências do mesmo desastre natural. Mas o moral da história e o conteúdo teológico

Esta tabuinha de argila que remonta ao século 7 a . C , proveniente de Nínive, é a 1 1 tabuinha da Epopéia de Gilgamés e contém o registro babüónico d o dilúvio.
a

124

Pentateuco

das duas narrativas são muito diferentes entre si. A revelação de Deus se encontra, não apenas na narração dos acontecimentos, mas também na interpretação dos fatos.

0 dilúvio sob uma nova luz?

O final d o dilúvio na narrativa babilónica
Eu ofereci uma libação no alto da montanha, Os deuses sentiram o cheiro. Os deuses sentiram o cheiro suave, Os deuses se ajuntaram como moscas ao redor do que oferecia o sacrifício. Quando finalmente a grande deusa (Ishtar) apareceu (ela disse): "Todos vocês deuses aqui, como nunca esquecerei meu colar de lápis-lazúli, Eu vou me lembrar desses dias, e deles nunca me esquecerei".

O final do dilúvio no relato do Gênesis
Levantou Noé um altar ao SENHOR e, tomando de animais limpos e de aves limpas, ofereceu holocaustos sobre o altar. E o SENHOR aspirou o suave cheiro e disse consigo mesmo: Não tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque é mau o designio íntimo do homem desde a sua mocidade; nem tornarei a ferir todo vivente, como fiz. (Gn 8.20-21)

Não deveria nos surpreender que existam tantas reminiscências de histórias de dilúvios em várias partes do mundo. Os Drs. William Ryan e Walter Pitman, especializados em geologia marítima, ficaram em especial intrigados com as narrativas que aparecem na Bíblia e no relato babilónico. Segundo o Dr. Ryan, "se, como a descrição parece sugerir, o dilúvio fez com que comunidades inteiras se deslocassem para outros lugares, era de se esperar que a história do dilúvio fosse transmitida às gerações futuras". Os geólogos descobriram que o mar Negro já foi um lago de água doce, mas que, uns 9 mil anos atrás, repentinamente as águas ficaram salgadas. Pesquisas adicionais revelaram que o nível das águas subiu uns 60 m. Mais elementos foram reunidos a partir de uma avaliação sismográfica do leito do mar. A aplicação de testes de carbono 14 adiantou a data do dilúvio para 7550 anos atrás. Eles ventilaram a hipótese de que o final de uma Era do Gelo traria uma dramática elevação do nível dos mares, e concluíram que o lugar mais provável para uma corrente catastrófica seria uma bacia num formato de garrafa que tivesse conexão com o mar através de uma passagem estreita. 0

mar Negro se encaixa perfeitamente nestas características. Será que isso poderia ser a origem das histórias sobre dilúvios? Será que essas histórias foram levadas à Mesopotâmia por povos que migraram para lá, saindo das imediações do mar Negro, e depois foram levadas da Mesopotâmia para Canaã por Abraão? Isto explicaria a referência ao Ararate como a montanha mais alta da região. Afirma o Dr. Ryan: "Temos evidência conclusiva de que houve um dilúvio no mar Negro. A evidência de que se trata do mesmo que aparece na Bíblia e no Épico de Gtgamés é circunstancial, e isso levou a uma amigável disputa entre nós e os arqueólogos". Entretanto, ha uma série de perguntas sem resposta. A tradição babilónica não concorda com isso. Não sabemos com certeza se havia gente morando nas imediações do mar Negro naquele tempo. E, no relato bíblico, as águas do dilúvio diminuem.

Gênesis
causar surpresa, se todos esses relatos refletem lembranças de um acontecimento que de fato ocorreu naquela mesma região. Não há necessidade de supor que o autor de Gênesis tenha-se baseado nas histórias babilónicas para obter esta informação. Na realidade, a natureza crassa dessas histórias babilónicas (com seus deuses excêntricos e briguemos) torna isto improvável. A história de Gênesis pode ter sido reunida de mais de uma fonte para chegar à sua unidade atual. • O n d e e q u a n d o ? Com base na linguagem usada no cap. 7, fica claro que o autor quer que vejamos o dilúvio como um evento cósmico, um ato de julgamento que reverte o ato criador. O que segue é um novo começo. Mas o autor não compartilha nosso conceito do mundo global. "A terra" do autor é a terra da história da humanidade antiga relatada em Gn 2 e seguintes. (Compare Gn 41.57; também At 2.5). Não temos como saber com certeza quando o grande dilúvio que inspirou essas histórias realmente aconteceu. A lista de nações descendentes dos filhos de Noé (Gn 10) sugere uma data bastante antiga — alguns milhares de anos antes dos dilúvios do sul da Mesopotâmia por volta de 4000 a.C, cujos vestígios foram encontrados em escavações. E possível que esta história remonte ao fim da Era Glacial, por volta de 10.000 a.C. • A aliança (6.18) é um terna recorrente e importante. É um acordo formal entre Deus e seu povo, estabelecido sucessivamente com Noé, Abraão, a nação de Israel (por intermédio de Moisés) e o rei Davi. A cada estágio a aliança se torna mais densa em termos de promessa, até a vinda dc Cristo, que introduz a "nova aliança". (A palavra "testamento", usada nos títulos Antigo Testamento e Novo Testamento, tem o mesmo significado). Em cada uma dessas instâncias, Deus toma a iniciativa. Ele estabelece os termos e os torna conhecidos. Somente Deus garante seu cumprimento. As pessoas desfrutam das bênçãos da aliança à medida que obedecem aos mandamentos dc Deus. Veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo". • Quarenta d i a s A Bíblia freqüentemente associa importância especial a certos números. "Quarenta" é usado sempre de novo para indicar algo importante, uma nova etapa, uma ação de Deus, ou apenas para indicar "um longo período de tempo".

125

Navio dos puritanos: 27.5 m

Clíper: 64,5 m

Navio dc cruzeiro moderno: 262 m

Gn 10: O s d e s c e n d e n t e s de N o é As nações do mundo bíblico são todas descendentes dos três filhos de Noé: Sem, Cam e Jafé. A genealogia é organizada conforme o seguinte padrão: Título (1) Descendentes de Jafé (2-4) Detalhe extra sobre Java (5a) Resumo (5b) Descendentes de Cam (6-7,13-18a) Detalhe extra sobre Ninrode (8-12) e Canaã (18b-19) Resumo (20) Descendentes de Sem (22-29a) Detalhe extra sobre Sem (21) c Joctã (29b-30) Resumo (31) Resumo da lista inteira (32) A família de Sem vem por último: estas são as nações em torno das quais o próximo estágio da narrativa se desenvolve. "Hêber" é da mesma raiz que o adjetivo pátrio "hebreu". Gn 11.1-9: A t o r r e d e B a b e l Aqui está outra história antiga que explica as condições atuais. Por que a humanidade está dividida? Por que existem tantas línguas diferentes? A história da queda da humanidade não explica tudo. Esta história tenta explicar.

A arca A palavra hebraica para "arca" significa "caixa" ou "baú", e ajuda a entender o formato da mesma. As medidas mostram que ela era enorme. Se um côvado tiver uns 45 cm. as dimensões da arca são 133 m de comprimento, por 22 m dc largura por 13 m de altura. Ela foi projetada para flutuar, não velejar e não houve problemas para zarpar! Fora da história do dilúvio, a palavra '"arca" só ocorre na história em que Moisés lói tirado Isão c salvo!) das águas d o Nilo. Naquele contexto, a palavra significa "cesto" ou "cesta".

Pentateuco

Mizraim Cuxe Nações que descenderam d o s filhos de N o é Cin 10 apresenta um quadro dos povos do mundo antigo que Israel conheceu, estendendo-se do Sudão Oto Sul) às montanhas do Cáucaso (no Norte), e das ilhas gregas (no Oeste) ao Irá ( n o Leste). Muitos desses nomes são encontrados em outros escritos antigos e podem ser situados num mapa. mas outros ainda são desconhecidos. Nomes que, a princípio, foram dados a indivíduos tornaram-se nomes que passaram a identificar rodos os seus descendentes (como no caso • de Israel). Os relacionamentos que a história registra entre algum I dos povos diferem dos de Gênesis, mas migrações, guerras de conquista e casamentos inter-raciais podem ocultar as verdadeira • origens.

Uma reconstrução artística do templo em fornia de torre (zigurate) da cidade de Ur.

Em Sinar ( = Suméria, antiga Babilônia), reino de Ninrode, o caçador (10.10), as pessoas se reuniram para realizar um grande projeto arquitetônico — uma cidade e uma torre que chegasse ao céu. Deus observa este esforço cooperativo e o considera o início de uma terrível rebelião contra ele. Então divide o povo por meio da linguagem (compare com At 2, quando estas barreiras começam a ser derrubadas), e o dispersa — exatamente o que as pessoas estavam querendo evitar. A grande torre fica inacabada.

Babel (Babilônia) provavelmente era um templo cm forma de torre piramidal ou zigurate, semelhante àqueles que foram construídos na Babilônia no terceiro milênio a.C. Há ura jogo de palavras entre Babel c balai, "confu-1 são" ou "mistura". Uma inscrição relacionada a um zigurate posterior na Babilônia o des- \ creve como "o prédio cujo topo está no céu". O templo no topo era o local para o deus des-; cer e encontrar aqueles que o serviam. G n 11.10-32: D e S e m a A b r a ã o Aqui novamente a lista de nomes é sele-1 tiva, provavelmente abreviando a extensão F total de tempo envolvida. Os ancestrais de I Noé viveram muito mais tempo que os de | Terá, e a idade de paternidade passou a ser I bem menor. Quando chegamos ao nome de Tera, a lista | se torna mais detalhada. Esta é a família na çjual devemos nos concentrar. Os três filhos de Tera são alistados e sua cidade natal é Ur dos caldeus. Após a morte de Harã, Tera partiu J em direção a Canaã, com seu neto Ló, Abrão j e Sarai. A jornada os levou 900 km a noroeste

WÊÊBÊBSBBÊÊÊBÊBBM seguindo o rio Eufrates, até Harã — que era, como Ur, um centro de adoração à lua. (Js 24.2 registra que Tera "adorava outros deuses".) Ali eles se instalaram. Tera morreu, e o cenário está pronto para a história de Abraão, que, segundo At 7.2-4, ouvira o chamado de Deus antes de partir. Seu novo nome registra a promessa de Deus de tomar este homem pai de muitas nações, Gn 17.5. • Ur Veja "Abraão". > Harã A rota de Ur a Canaã via Harã era bastante comum para os viajantes nesta época. Harã era uma cidade importante no ponto de encontro de rotas de caravanas entre a Mesopotâmia e o ocidente. O nome significa "encruzilhada" ou "estrada".

A viagem de Abraão d e Ur a Canaã

Gn 12.1—25.18
História de Abraão G n 12.1-9: A c o n v o c a ç ã o para a j o r n a d a Gn 12.1-4 registra a ordem e promessa Deus a um homem, Abrão, e a resposta obediente da parte deste. As conseqüências deste simples ato, todavia, se espalhariam progressivamente, levando ao nascimento de uma nova nação e, com o passar do tempo, beneficiariam todo o mundo. "Partiu Abrão..." Ele já partira de Ur, cidade próspera com segurança e um alto padrão de vida. Agora ele partiu na segunda etapa da jornada, viajando outros 700 km a sudoeste até Canaã (Palestina), com Sarai, sua mulher estéril, seu sobrinho Ló e seus rebanhos. Em Siquém, no meio do território cananeu, Deus falou novamente em resposta ao chamado de Abraão. "Esta terra" seria herança dos descendentes de Abrão. Porém a jornada continuou na direção do Neguebe, região que se estende ao Sul, desde Berseba até o planalto do Sinai — hoje semi-árida, porém mais habitável na época de Abraão. 0 estilo de vida de Abraão representa a vida de peregrinação: o altar e a tenda testemunham a sua fé e a falta de uma moradia fixa. • Nômades As histórias de Abraão, Isaque e Jacó nos dão uma idéia da vida seminômade na Palestina antiga, de pessoas que passavam parte do tempo deslocando-se com seus rebanhos em busca de pastagens, e parte do tempo assentados, cultivando a terra.

Sodoma, Gomorra, Admá, ZeboimeovaledeSidim provavelmente se situem

Abraão e a guerra dos r e i s : Gn 14

Naquele tempo, grupos como estes podiam viajar livremente de um país a outro, sem maiores problemas com as línguas. Veja "Vida nômade". • " S e r ã o a b e n ç o a d o s / s e a b e n ç o a r ã o " (12.3) Ambos os sentidos são possíveis, mas o NT, seguindo a versão grega do AT (a Septuaginta), favorece "serão abençoados". Gn 12.10-20: F o m e A fome levou Abrão ao Egito. Pressionado pelo medo e pela insegurança, este homem de fé tratou de defender-se com uma perigosa

••Saia da sua
terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai e vá para uma terra que eu lhe mostrarei. Os seus descendentes vão formar uma grande nação." (Palavras que Deus disse a Abraão em Gn 12.1-2)

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Pentateuco
meia-verdade (veja 20.12) que colocou cm risco todo o projeto de Deus. Deus interveio com pragas. Sarai foi salva e Abrão foi vergonhosamente deportado. • A i d a d e d e S a r a i Parece surpreendente que Sarai, aos 65 anos, seja descrita como "muito bonita" (12.14). Porém, como ela viveu até os 127 anos, seus 60 anos equivaliam, quem sabe, aos nossos 30 ou 40 anos. Gn 13: A e s c o l h a d e L ó Rebanhos cada vez maiores provocaram a última quebra de vínculos familiares. Ló, a quem o generoso Abrão deu o privilégio de escolher, selecionou os pastos férteis do vale do Jordão. • M e l q u i s e d e q u e (18) Esta c n única aparição do misterioso rei/sacerdote de Salérn (provavelmente Jerusalém; o nome significa I "paz" — shalom, salaam). A autoridade dei Melquiscdeque (um décimo — o "dízimo" — | era a parte de Deus, de modo que Abrão trata este homem como representante de Deus), [ a falta de informação sobre ancestrais ej descendentes (extremamente importante para i qualquer homem que reivindicasse realeza ou status sacerdotal), e seu papel duplo de sacerdote e rei, levaram autores posteriores a j considerá-lo um prenúncio do Messias (veja SI 110.4; Hb 7.1-10). "Deus Altíssimo", veja "Os I nomes de Deus". Gn 15: A a l i a n ç a c o n f i r m a d a Desta vez a aliança não é introduzida por uma ordem. Deus ouviu as dúvidas e os medos de Abrão — "Continuo sem filho" (v. 2); "como posso ter certeza...?" (v. 8) — e a resposta de Deus tranqüiliza Abrão, na medida em que é uma repetição das promessas. • O h e r d e i r o Era prática comum na época que I casais estéreis adotassem um herdeiro, às vezes, j como neste caso, um escravo. O contrato de adoção podia conter uma cláusula no sentido \ de que, se o casal viesse a ter um filho, este teria precedência como herdeiro legal. • V . 6 'Abrão creu (depositou sua fé/confiou) no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça (o Senhor se agradou dele e o aceitou)". Este é u m dos versículos mais significativos das Escrituras, e, naquelas circunstâncias, uma resposta de fé surpreendente. Paulo (em Gl 3.6-9) argumenta com base nisto que judeus e gentios são reconciliados com Deus pela fé, e não por obedecerem às leis de Deus (já que nenhum de nós pode levar uma vida perfeita). "Abrão creu e foi abençoado; portanto, todos os que crêem são abençoados como ele foi" (Gl 3.9, NTLH). • O r i t u a l d a a l i a n ç a Desta maneira é que se confirmavam acordos na época (veja Jr 34.18). O castigo por violar o contrato era a morte — simbolizada pelo abate c divisão dos animais. Aqui, significativamente, apenas Deus se comprometeu ao passar entre as partes. Trevas, fumaça e fogo marcaram a presença de Deus como aconteceria também no monte Sinai (veja Èx 19.18; Hb 12.18). • Q u a t r o c e n t o s a n o s (13)... n a q u a r t a geração (16) A palavra "geração" também pode significar "vida". Abrão supostamente viveu bem mais que um século. Logo, quatro gerações podem equivaler a quatrocentos anos.

Depois de denotar os reis tribais, Abraão reuniu-se numa refeição de comunhão com Melquiscdeque, rei de Salem. O "estandarte" que aparece abaixo, e que havia sido
'.meu,i,In n u m

túmulo real de Ur alguns séculos antes da época de Abraão, apresenta cenas de guerra de um lado, e. aqui. o banquete da vitória e o desfile dos despojos. Este estandarte é um mosaico de conchas, calcário vermelho e lápis-lazúli.

Gn 14: O misterioso Melquisedeque Embora a vida seminômade fosse comum na época de Abrão, também havia muita gente que vivia em aldeias e "cidades" muradas (pequenas cidades; veja "Vida sedentária"). Estas eram governadas por "sheiks" locais, que por sua vez geralmente eram vassalos de reis mais poderosos. Os suseranos (v. 1) das cinco cidades da região do mar Morto (v. 2 ) vinham do distante Elão c da Babilônia (Sinar) e da Anatólia (rei Tidal). Rotas comerciais tornavam relativamente fáceis as viagens e a comunicação entre a terra natal de Abrão e Canaã. (Os elamitas exerceram poder considerável na Babilônia. Ur foi uma das cidades que conquistaram e saquearam naquela época).

• A m o r r e u s (7) Os aliados de Abrão penenciam a uma tribo que compartilhava a terra com os cananeus. Eles tinham bons motivos para apoiar Abrão, já que seu próprio povo fora vítima do ataque. Uma perseguição rápida e um ataque de surpresa deram a vitória a Abrão.

Gênesis

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Agar
Frances Fuller Agar era uma escrava. Quando Sara a entregou a Abraão para que ela lhes desse um filho, Agar não teve escolha. Porém, estar grávida de um filho de Abraão lhe deu certa vantagem. Ela havia adquirido valor, pois era capaz de algo que era vedado a Sara. Ela se tornou insolente, e isso era perceptível no seu jeito de olhar e no modo de agir. Sara, porém, reagiu de forma tão severa que Agar teve de fugir. É provável que o plano de Agar fosse seguir pela longa estrada do deserto, rumo ao Egito. Um anjo do Senhor "encontrou-a" junto a uma fonte, ao longo dessa estrada. 0 anjo chamou Agar pelo nome e lhe disse coisas admiráveis. A descendência dela seria multiplicada, a ponto de não se poder contá-la — a mesma promessa que havia sido feita a Abraão e Sara! Deus conhecia a opressão de Agar e prometeu que o filho dela seria "como um jumento selvagem", difícil de domar, hostil, independente, difícil de oprimir. O anjo disse a ela que voltasse para a sua senhora, e ela obedeceu. Esse encontro deve ter sido uma experiência espiritual e tanto! Agar disse o seguinte a respeito dele: "Agora eu vi o Deus que me vê". (O leitor, lembrado de que Sara descobriu que Deus tinha ouvido o riso dela, por mais que ela tivesse rido baixinho, se pergunta o que teria acontecido se Agar e Sara tivessem decidido compartilhar suas experiências!) Por mais 13 anos Agar se colocou a serviço de Sara. Quando Deus tornou a falar, enfatizando que o filho da promessa nasceria de Sara, e Sara de fato teve um filho, as coisas mais uma vez se complicaram para Agar. No dia em que Isaque foi desmamado. Sara pediu a Abraão que ele mandasse embora a escrava e o filho dela. E Abraão atendeu ao pedido de Sara. Agar e o filho saíram, andando errantes pelo deserto, levando consigo um pouco de comida e um odre de água. A água logo acabou e Agar, desesperada, deixou o menino debaixo duns arbustos, esperando que morresse. Mas Deus interveio, chamando do céu, lembrando a Agar que ele faria de Ismael uma grande nação. A mãe e o filho sobreviveram, vivendo na região montanhosa e deserta conhecida como o Sinai. Deus cuidou de Ismael e cumpriu as promessas feitas a Agar. A história dessas duas pessoas ainda é atual, pois trata da preocupação de Deus com os fracos, os desprezados, os pobres, os oprimidos. Ela mostra como Deus cuida daqueles que não fazem parte da aliança, e até mesmo dos que estão, quem sabe, bem longe da fé.

A história de Agar é contada em Gn 16.1-16; 21.9-21; 25.12. Veja também Gl 4.21-31

> V. 16b A NTLH traduz: "não expulsarei os amorreus até que eles se tornem tão maus, que mereçam ser castigados". Isto ajuda a entender a ordem dc destruir os povos cananeus na conquista da terra prometida. Deus lhes deu mais de quatro séculos para mudar de caráter. Na época de Josué, esses povos haviam chegado ao ponto em que não havia volta. Como no caso de Sodoma e Gomorra, o julgamento não podia mais ser adiado. Gn 16: C o n c e s s ã o Sarai encontrou sua maneira de fazer com que a promessa de Deus se realizasse. Sendo estéril, ela recorre à tradição e entrega sua escrava a Abrão. (Esta cláusula podia estar incluída no contrato matrimonial: o filho

resultante seria da esposa). Mas as emoções humanas em tal situação são complexas, c o resultado infeliz não é surpreendente. • A n j o d o S e n h o r (16.7) Veja Jz 2.1. Gn 17: O sinal d a circuncisão Deus confirmou a aliança mais uma vez, dando novos nomes a Abrão e Sarai. A maioria dos povos antigos, inclusive os hebreus, dava muita importância aos nomes das pessoas e dos lugares. Os nomes das pessoas geralmente diziam algo sobre a sua origem ou expressavam uma súplica ("Que Deus..."). A mudança de nome, neste caso, indica um novo começo. Assim, Abrão ("pai exaltado") foi mudado para Abraão ("pai de muitos"). E Sarai sc tornou Sara.

"'Olhe para o céu e conte as estrelas se puder... Será esse o número dos seus descendentes'. Abrão creu em Deus, o

Senhor."

Gn 15.S-6

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Pentateuco

Abraão
Alan Millard

Os judeus do tempo de Jesus tinham orgulho em afirmar: "Somos descendência de Abraão". Essa afirmação ainda é repetida por judeus e muçulmanos de nossos dias. Abraão é Importante por ser o homem a quem Deus prometeu a terra de Canaã e também por ser o modelo de fé: ele creu em Deus e levou Deus a sério. Na verdade, Abraão foi o primeiro a ter em mãos os títulos de uma propriedade material e de segurança espiritual. Em qualquer época as pessoas querem ter sua identidade, buscando-a, muitas vezes, no passado, em

genealogias e na história do próprio povo. Famílias que possuíam terras faziam um registro dos descendentes, para provar que eram os verdadeiros proprietários. Assim, o Israel antigo fazia o título de propriedade da terra em que morava remontar a Abraão, por mais que este nunca tivesse, ele próprio, tomado posse da terra.

liste documento sumeriano com seu envelope, da terra natal de Abraão, a cidade de Ur, e a tflbuldl em cuneiforme (nu página aposta) mostram o tipo de civilização desenvolvida que Abraão deixou para trás quando Deus o chamou.

Um h o m e m de fé
O pai de Abraão levou a sua família de Ur, na Babilônia, para Harã, na região onde hoje fica o sul da Turquia. Foi ali que Deus chamou Abraão, e este respondeu com fé. O texto não

diz como Abraão reconheceu Deus, o Deus verdadeiro, pois sua família adorava "outros deuses" (Js 24.2), incluindo, talvez, o deus lua, que era o patrono tanto de Ur quanto | de Harã. Num mundo em que se adoravam muitos deuses e deusas,

Ur
Ur já era uma cidade bem antiga quando Abraão nasceu. Escavações no "Cemitério Real", que data de cerca de 2500 a.C, revelaram uma série de tesouros: xícaras decoradas, utensílios feitos de ouro, e o "Estandarte Real de Ur" no qual aparecem cenas de guerra e paz (v<' época de seu apogeu, por volta de 2100 a.C, Ur era uma metrópole. 0 poder

O povo de Ur apreciava a música c a arte. Esta harpa reconstruída è um dos tesouros recuperados dos Túmulos Reais.

Gênesis

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crer num único Deus que pudesse suprir todas as suas necessidades era algo que faria de Abraão uma pessoa diferente de todas as outras. No entanto, esta era claramente a sua convicção. Embora, em conexão com Abraão, apareçam vários nomes para Deus, os mais freqüentes são "Javé" !o SENHOR) e "Deus". Outros nomes aparecem uma única vez: Deus Todo-Poderoso (£/ Shaddai, Gn 17.1; veja Êx 6.3), Javé, Deus Eterno (Gn 21.33), Deus Altíssimo (Gn 14.18-22). Fica claro que todas essas designações se referem à mesma Divindade. Abraão também podia identificá-lo com "o Criador do céu e da terra" a quem Melquisedeque, rei de Salém, servia (Gn 14.18-22). Em vários lugares d a terra de Canaã, Abraão ofereceu sacrifícios e fez orações, sem ritos elaborados ou sacerdotes que servissem

de intermediários, numa religião simples e pessoal. Tão logo Abraão chegou ã região central de Canaã, Deus lhe prometeu que aquela terra seria de seus descendentes (Gn 12.7), promessa que foi repetida em 13.15-17, no cap. 15 (de forma solene), e em 17.8. A história de Israel se baseava nessa promessa. Sem esperar que pudesse tomar posse daquela terra, era necessário que Deus reafirmasse a promessa anteriormente feita. O próprio Abraão deixou claro, diante de Deus, que necessitava dessa reafirmação (Gn 15.2,3). Os altares que ele edificou e as árvores que plantou eram, talvez,

um sinal de sua intenção de ficar na terra. No entanto, eram, acima de tudo, sinais de sua dedicação a Deus. Os lugares onde Abraão edificou altares não se tornaram lugares sagrados para sempre. O único pedaço de chão que Abraão possuiu naquela terra foi a caverna do campo de Macpela, perto de Hebrom, onde Sara foi sepultada. Deixar a sua casa, a sociedade que ele conhecia tão bem, e dirigir-se a uma terra desconhecida por ordem de Deus era um ato de fé. Saber que ele nunca possuiria a terra aumentou a sua fé. Os 25 anos de espera pelo nascimento do descendente foi outro teste, um teste que ele e Sara tentaram superar pela conexão de Abraão com Agar,

O maior teste de todos
Por fim, Abraão enfrentou o teste mais duro para a sua fé quando Deus pediu que ele sacrificasse o seu filho, uma ordem que Abraão acatou, ciente de que Deus proveria para si o cordeiro para o holocausto (Gn 22.8; veja Hb 11.17-19). Sacrifício de seres humanos era algo raro no mundo bíblico, de sorte que o pedido de Deus deve ter soado muito importante aos ouvidos de Abraão. Segundo uma tradição posterior, Salomão construiu o Templo no mesmo local onde Isaque foi amarrado. O fato de isso não ser mencionado pode ser indício de que o Gênesis é um relato mais antigo, enfatizando simplesmente que Deus provê. Quando Isaque tinha idade para casar e gerar um filho, a quem seria repassada a promessa da terra, Abraão, convencido de que Deus o guiaria, mandou seu servo de volta para Harã com a tarefa de encontrar uma noiva entre os seus familiares. Esta história é contada de forma magnífica em Gn 24. Uma família de poucas pessoas seria presa fácil dos inimigos. Mas

Estes bolos vasos de ouro estavam entre os tesouros descobertos nos Túmulos Reais, em Ur.

de seus reis se estendia para o Ocidente, chegando à costa do Mediterrâneo. Nesse período foi construído o grande zigurate (templo em forma de torre piramidal) em honra a Sin, o deus-lua que era adorado pelo povo de Ur. A cidade era um centro de comércio internacional e tinha dois portos bem movimentados, que se conectavam com o rio Eufrates através de canais. A maior parte da população morava e m casas de um piso, feitas com tijolos de barro, embota houvesse também algumas casas de dois andares. A maioria das casas era relativamente espaçosa, sendo que havia várias salas

ou quartos dispostos ao redor de um áttio central (veja a reconstrução d esquerda). Ao ser invadida por gente vinda do Elão, a oeste, lá pelo ano 2000 a.C, a cidade de Ur entrou em decadência, mas as ruínas do grande zigurate sobrevivem até os nossos dias.

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Pentateuco

U m personagem histórico?
A partir da Bíblia, podemos situar Abraão por volta do ano 2000 a.C. Como seria de esperar, não há nenhuma referência a ele em relatos extra-bíblicos. O estilo de vida do patriarca e os nomes dos membros de sua família refletem bem a cultura dos pastores semi-nômades que os eruditos modernos chamam de amoritas (e que eram encontrados em todo o Oriente Próximo no período que vai de 2000 a 1600 a.C). Embora alguns episódios da vida de Abraão (como recorrer a uma escrava para ser mãe substituta) pudessem ter ocorrido mais adiante na história dos israelitas, o quadro geral se encaixa melhor no tempo dos amoritas. A maneira como Deus é apresentado e a maneira como ele se relaciona com Abraão têm importância vital, desafiando os leitores a terem a mesma fé que teve Abraão.

^ > Abraão era um homem rico e tinha um grupo de homens encarregados de sua segurança. Assim, teve como resgatar seu sobrinho Ló, quando este foi levado embora por inimigos, além de auxiliar outra pessoas da região que tinham sofrido o mesmo ataque. Neste caso, foi positivo o relacionamento de Abraão com os chefes dos cananeus. Todavia, houve momentos em que, por motivos de segurança pessoal (Gn 12 e Gn 20), ele criou situações constrangedoras, fazendo com que Sara, sua mulher, se passasse por irmã (era, na verdade, sua meia-irmã).

Este xeque beduíno das imediações de lierseha ilustra o tipo de vida de um líder tribal do deserto. Vivendo em lendas amplas, eles têm a liberdade para conduzir os seus rebanhos aos melhores pastos.

Na história de Sodoma e Gomorra (Gn 18—19), Abraão se mostrou compassivo para com os seus vizinhos, por mais que Deus já os tivesse condenado por causa de seus pecados. Em seu famoso diálogo com Deus, ele estabeleceu o princípio de que Deus não destruiria a cidade, se nela fossem encontrados dez justos. Infelizmente, nem dez foram encontrados e as cidades e seus habitantes foram destruídos.

A história de Abraão é contada em Gênesis, desde 11.26 até 25.11. Veja também lo 8.33-59; Rm 4; Hb 11.8-19. MOMENTOS MARCANTES O chamado de Deus — Gn 12.1-5 A aliança — Gn 15 A oração por Sodoma — Gn 18 O nascimento de Isaque — Gn 21 O "sacrifício" de Isaque — Gn 22

Gênesis O sinal físico da circuncisão traz não só Abraão mas também Ismael e toda a comunidade multirracial da casa de Abraão para dentro da aliança. Vinte e quatro anos após deixarem I l a r ã , é anunciado o nascimento de Isaque, filho de Sara. • Circuncisão Não se tratava de um ritual novo. Nas nações vizinhas representava admissão ao status de adulto dentro da tribo. No caso de Israel, era um sinal exterior — desde o nascimento — de um relacionamento especial com Deus; não apenas um sinal de propriedade, mas um símbolo da realidade de todas as promessas de Deus expressas repetidas vezes nesses versículos. A circuncisão também significava obediência a Deus por parte do seu povo. Gn 1 8 . 1 - 1 5 : O s m e n s a g e i r o s Abraão acolheu u m estranho e, sem se dar conta, recebeu o próprio Senhor na sua casa. As efusivas boas-vindas e a preparação da comida (apesar da inconveniência da chegada dos visitantes durante o descanso do meio-dia) são elementos típicos da hospitalidade entre povos nômades do deserto até hoje. Aquele "um pouco de comida" (v. 6) acabou se transformando numa refeição de pães frescos, coalhada, leite c carne da melhor qualidade. As palavras "Será que para o S E N H O R há alguma coisa impossível?" revelam a verdadeira identidade do visitante c o riso incrédulo de Sara transforma-se em temor. Gn 1 8 . 1 6 - 3 3 : U m a s ú p l i c a por S o d o m a 0 pedido de Abraão demonstra a qualidade do seu relacionamento com Deus. Não é de admirar que 2Cr 20.7 o descreve como "amigo" de Deus. Deus precisava conhecer pessoalmente (v. 21) a verdade sobre Sodoma e Gomorra: rumores não eram suficientes. Abraão chegou à conclusão de que o julgamento era inevitável, porém sabia que era contra a natureza de Deus condenar os inocentes. Falou cautelosamente, sem tentar fazer Deus mudar de idéia, mas cada vez mais certo de que o "juiz de toda a terra" agiria "com justiça". Na ocasião, embora não tivessem sido encontrados nem dez "justos" em Sodoma, Deus salvou quatro pessoas — Ló, a mulher dele, c suas duas filhas. Gn 19: D e s t r u i ç ã o e r e s g a t e "Onde estão os homens que entraram na sua casa esta noite? Traga-os aqui fora para nós, pois queremos ter relações com eles" (v. 5 ) . Todos os homens da cidade estavam envolvidos nessa terrível tentativa de estupro — nenhum deles se junta ao protesto dc Ló contra a infração dos mais sagrados princípios da hospitalidade, para não dizer de civilidade. Deus tinha evidências claras de que o clamor contra Sodoma tinha a sua razão de ser (18.20-21). • O que aconteceu? A catástrofe provavelmente foi um terremoto acompanhado pela explosão de gases naquela região instável do Vale da Grande Fenda. O julgamento de Deus assumiu a forma de u m desastre "natural", mas para o bem de Ló Deus poupou a cidade de Zoar. "Está bem; concordo. E u não destruirei aquela cidade. Agora vá depressa, pois cu não poderei fazer nada enquanto você não chegar l á " (19.21-22). Mesmo assim, a mulher de Ló ficou para trás, parando para olhar, e morreu — v i r o u uma "estátua de sal", não num passe de mágica, mas ao ser sufocada pelo enxofre e pelos destroços que caíram sobre ela. • Moabe e Amom (37-38) Aparentadas com Israel, estas duas tribos que ocupavam as terras a leste do Jordão e do mar Morto adoravam outros deuses (veja Nm 25) e foram freqüentemente denunciadas pelos profetas. Apesar do caráter sórdido da origem dessas tribos, sua alienação em relação a Israel não era inevitável, como a história de Rute deixa muito claro. G n 20: H u m i l h a d o p o r u m r e i p a g ã o Muitos consideram esta história uma simples repetição de G n 12.10-20. Entretanto, Abraão, com certeza, não foi o primeiro nem o último a repetir o mesmo pecado q u a n d o se encontra sob pressão. Tampouco foi a única pessoa a ser humilhada duas vezes na presença daqueles que não têm o "temor de Deus" (v. 11) a orientar suas ações. Abimeleque (veja 26.1) saiu dessa situação com mais honra que Abraão, o homem de fé. Mais uma vez ficamos no suspense. Será que Deus permitirá que a insensatez de Abraão arruine seu plano no último momento? • Gerar Uma cidade antiga perto do litoral, ao sul de Gaza. G n 21.1-21: I s a q u e e I s m a e l Vinte e cinco anos se passaram desde que a promessa fora feita. Os pais idosos de Isaque ficaram naturalmente radiantes com seu nascimento. A exigência de Sara de expulsar

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a localização nunca foi confirmada. o que se encaixa com os "poços de betume" mencionados em Gn 14. por isso. Acredita-se que Sodoma e Gomorra foram submersas após o cataclismo que as destruiu e que as cidades agora se encontram submersas na parte sul do mar Morto.JO Pentateuco \\>i ficar l á o abaixo d o nível d o mar ( o u d o s Onde situavam-se Sodoma e Gomorra? Alan Millard m u r o s mares). comum nessa região volátil. poderia ter causado um grande incêndio e a liquefação d o betume numa escala grande suficiente para engolir Sodoma e Gomorra. Mas nenhuma ruína foi encontrada para Mor identificar essas cidades e. Ueálaróntc 1 • i | / Jerusalém • Mm Possível localizarão de Sodoma o Gomorra (ho|e coberta por águas rasas) fes Mono . Geólogos sugerem que um terremoto. Betume também é encontrado naquela região. o mar M o n o não lem v a / ã n OU saída. A á g u a e v a p o r a . onde há estranhas formações de sal. Na verdade. d e i x a n d o n i n a a l i a concentração d e sal q u e e l i m i n a i o d a s as formas de vida. as cidades poderiam ter existido em qualquer lugar no vale próximo ao mar Morto.10.

não ativo: uma aceitação do sofrimento — como o servo do Senhor em Is 53. para zero nos quatro meses do verão (junho a setembro. Jesus ensinou seus discípulos a orar no Pai-Nosso. a quem você tanto ama".17-33). foi assim que Abraão a interpretou. como Jesus que foi s u b misso até a nu irte. Expulso por Sara e Abraão. 28. o seu único filho.9.17. ele havia deixado de confiar em Deus para sua própria segurança: duas vezes o vimos de forma egofsia colocar em risco a vida de Sara. • Vs.9 "Isaque" em hebraico significa riso (veja 17. Gn 2 1 . (Veja também 25. ele não foi abandonado por Deus. "Abimeleque" pode ser um título filisteu para "rei" (como o "Faraó" egípcio). 2 2 . E Isaque? Será que esperneou o u discutiu? Na narrativa. A questão é claramente apresentada como de confiança (veja Mb 11. Mais uma vez aparece o cuidado de Deus por Ismael. 6. Mas agora ele confia mesmo sem entender. Na Palestina. • 0 menino ( 1 4 ) Ismael já devia ter 14 anos ou mais. e os dois retornam juntos (v. Será que Abraão está disposto a oferecer aquele que lhe é mais importante que tudo no mundo? Será que ele confiará em Deus no que diz respeito a Isaque? No passado.17-19). Pelo contrário. há conflitos por causa de água desde o t e m p o de A b r a ã o até o presente. e m lunar d e seu filho. assim como para leitores de todos os tempos. num poço nas colinas . Como Deus podia exigir sua morte? No final da história podemos respirar aliviados. 1 são claras: é assim que o autor interpretou a situação. 18.12-15). 5). embora este não fosse filho da promessa. Para cie. e a renovação do pacto. Mas as palavras do v. ele reflete a oferta muito mais preciosa de Deus em Jesus. naquela parte do mundo). seu papel é passivo. Deus não quer um sacrifício humano. Gn 2 2 : U m a m a n e i r a c h o c a n t e de t e s t a r a f é 0 que Abraão sabia a respeito de Deus certamente jamais o levaria a imaginar que Deus poderia querer um sacrifício humano. Assim sendo. O índice pluviométrico mensal nesta área cai de 100 mm.il d a história e m q u e DeUS pós A b n l o I prova. em janeiro. ( I C o 10. possivelmente. 26. não nos surpreende que tenha havido um rixa por causa de um poço em Berscba (veja os problemas de Isaque. Q u e tipo de Deus é este Deus que pensávamos conhecer? A instrução é ainda mais intrigante. são os seres humanos que (equivocadamente) colocam Deus à prova. Gl 4. "Não nos deixes cair em tentação". • "Deus pôs Abraão à prova" ( 1 ) 0 termo antigo "tentou" tem o mesmo significado de provar o u testar.9. já que todas as promessas de Deus convergiam em Isaque. rebanhos bebem á^ua da J u d e i a .10 e a alegoria de Paulo em G l 4). 36. Em outras passagens da Bíblia é Satanás quem testa o u .3. o seu filho. A palavra surge novamente no v. em vez de um nome pessoal. "protegido por Deus.12-18. • Filisteus Abimeleque e o povo de Gerar podem ter sido antigos colonizadores filisteus naquela região.3 4 : U m a r i x a por c a u s a d e u m p o ç o A água sempre foi preciosa para os pastores no clima seco do sul da Palestina.13 137 A o fin. as palavras devastadoras com que a história começa são chocantes: "Pegue agora Isaque. então.Gênesis Agar c Ismael contrariava o costume da época e Abraão precisou de uma palavra de Deus antes de concordar. Ksln representação d a cabeça d c um carneiro data d a época de A b r a ã o . o patriarca ofereceu como sacrifício um carneiro.22-25 mostra porque o rompimento era inevitável. o menino cresceu" (20). Q u a n d o os israelitas saíram do Egito. E ao oferecer seu próprio filho. E desde o período dos Juízes houve conflitos entre os dois povos. toda a área litorânea do Sul era habitada por filisteus. 9: "brincando com" / "provocando". Deus provê. Aqui.

por fim. Escutando a conversa na entrada da tenda. mudando o nome do patriarca de Abrão para Abraão. imaginando que todos os que ouvissem essa história passariam a rir com ela. 1Pe 3.Pentateuco Sara Frances Fuller Lá na Mesopotâmia ela era Sarai. Ela era bonita. Durante três anos. Abraão encostou o rosto no chão e começou a rir diante da idéia de Sara ter um filho aos 90 anos de idade. escreveu que ela é modelo da beleza interior que caracteriza as mulheres dedicadas a Deus. Isaque não se deixou consolar. Sara riu também. que significa "princesa". depois. por sua vez. Isso salvou a pele de Abrão. 12—23. ele também deu um novo nome a Sarai. Ao que tudo indica. . foi que a escrava. Um documento encontrado entre os Pergaminhos do Mar Morto. grávida. Sara viveu 127 anos e morreu em Hebrom. Ela passaria a se chamar Sara. Veja. houve ciumeira entre Sara e Agar por causa dos filhos. em detalhes. mostrando-se descren- A história de Sara é narrada em Gênesis. Deus havia prometido a Abrão uma descendência tão numerosa quanto as estrelas. Quando tornou a falar com eles. Poderia uma mulher ter um filho estando já na menopausa? Será que um camelo conseguiria voar? Quando. Depois disso.3-6. e assim ela passou a acompanhá-lo numa vida nômade. caps. Sarai. do Faraó do Egito. escrito séculos mais tarde. Sarai entregou a escrava a Abrão. e ela própria. o filho de Abrão com a escrava de Sarai seria filho de Sarai e reconhecido como herdeiro. "Deus me deu motivo para rir". mas deixou Sarai exposta. A Bíblia não diz como Sarai se sentiu nessa situação. que você pode mostrar que me ama: aonde quer que cheguemos. enfatiza. Tratou de maltratar a escrava Agar e. Hb 11. tendo em mente a fidelidade de Sara em relação a seu marido e relevando os seus defeitos. Sarai decidiu resolver a situação à sua maneira. num mundo em que as mulheres não eram senhoras do seu destino. morando em tendas. sempre uma pessoa de fora em culturas estranhas. do rei Abimeleque. Abraão chorou a morte de Sara e comprou a caverna de Macpela para sepultar a mulher.11. Duas vezes ele foi levada para fazer parte do harém de homens poderosos: primeiro. ele combinou com ela o seguinte: "É assim Sarai era estéril. Alguém poderia matá-lo para ficar com ela. de Gerar. meia-irmã e esposa de Abrão. e Sara pediu a Abraão que mandasse Agar e Ismael embora. disse ela. O S E N H O R mandou que Abrão saísse à procura de uma terra que Deus lhe daria. Sara tinha o filhinho em seus braços. ela se deu conta de que para Deus não havia impossíveis e começou a rir de alegria. Sara acompanhou sen m a r i d o numa vida n ô m a d e . Traída? Usada? Violada? Nas duas vezes Deus interferiu para resgatá-la. passou a desprezá-la. Assim. triunfo e satisfação. que conhecia todos os motivos de riso que Sara tinha. mandando pragas sobre o Faraó e levando Abimeleque a ter pesadelos — e assim Abrão foi solicitado a buscá-la de volta. O apóstolo Pedro. diga sempre a respeito de mim que eu sou apenas um irmão". E Deus prometeu que ela teria um filho e que ela seria a mãe de nações e de reis. Deram ao menino o nome de "Riso". Deus também não estava contente com a situação. Assim. Por fim. e mês após mês era a mesma frustração e o mesmo recado a Abrão: "Ainda não foi desta vez". a beleza física de Sara. Sarai ficou tudo menos realizada e feliz. seguindo a orientação de Deus. indo d e lugar e m l u g a r e v i v e n d o e m tendas c o m o estas mulheres. também. Segundo o costume. tão bonita que o marido se sentia inseguro. ficou braba com Abrão. O resultado te. quando nasceu o menino Ismael.

pois os muçulmanos têm Abraão em alta conta. e.. Os heteus que ocupavam a área de Hebrom devem ter sido imigrantes do reino hitita (fundado por volta de 1800 a.Gênesis oferece outro comentário sobre provação e a provisão de Deus. que será foco de atenção no cap. com a morte de Abraão.12-18: ca destacam-se na narrativa. Mas Isaque cumprimento d a promessa depende de uma c o n t i n u o u sendo o único h e r d e i r o de seu esposa e de filhos para Isaque: uma esposa pai. A negociação é descrita v i v i damente.13) e teve que negociar até para ter u m local para enterrar sua esposa. (Isaque é novamente colocado n u m papel passivo. Isaque era solteiro. que guiou tão claramente esse casamen. também eram comuns. não tinha direito a propriedade. uma jovem promessas tornaram-se suas: Deus abençoou da família do povo de Deus. tradicional no de Agar (16.C. Esla moça judia icmcniia que v i v e em Israel se a d o r n o u com um tradicional c o l a r de prata e uma tiara d e prata. Acordos importantes podiam s e r registrados p o r escrito desde os tempos amigos. Oriente. 53 selam o noivado. (v. no Neguebe.• V . Gn 2 3 : U m t ú m u l o p a r a S a r a Abraão. Atualmente n o local tradicional d o túmulo em H e b r o m aparece uma mesquita. geralmente cavernas ou escavações n a rocha. que foram atraídos ao Sul pelo comércio.) O servo fiel e a própria RebeG n 25. Túmulos familiares. .14). 24.vam o Sinai e a parte to em todas as suas etapas.1-11: O s ú l t i m o s d i a s de Abraão Os filhos d e Q u e t u r a são os ancestrais Gn 2 4 : R e b e c a de vários povos d o norte da Arábia. Ele viveu sem receber "as coisas que Deus tinha p r o m e t i d o " ( H b 11. Os presentes do O s d e s c e n d e n t e s servo no v. na região onde hoje fica a Turquia). 139 Rebeca recebeu jóias d e o u r o e prata. as posses e essencialmente escolhida por Deus. O pequeno g r u p o d e pessoas levou três dias para fazer a viagem d e cerca de 80 km. Este capítulo c o 21 registram os primeiros direitos legais da família de Abraão cm Canaã. c o poço tume do casamento arranjado. G n 25.) > A t e r r a d e M o r i á (2) Abraão fez a sua oferta num dos montes sobre os quais Jerusalém se situa atualmente (possivelmente o próprio monte d o T e m p l o — veja 2 C r 3. 18). O foram sustentados p o r Abraão. coloca o seu selo noroeste da Arábia — sobre o casamento n o amor profundo de Isa"desde Havilá até Sur" que por esta jovem extraordinária. conforme detalhes da lei hitita ( a menção das árvores. A história narrada Isaque. O acordo entre A b r a ã o e os heteus d a região de H e b r o m poderia l e r sido registrado c m cuneiforme sobre u m a lalniiiiiia de argila semelhante a esta. • Família d e Naor (20-24) Esta rápida atualização d o outro ramo da família de Abraão serve para apresentar Rebeca. estrangeiro na terra. Nenhuma conde Ismael clusão podia ser mais adequada d o que esta: Essas tribos ocupaDeus. pesagem da prata pelos padrões da época e a proclamação na presença de testemunhas à porta da cidade). 11 Beer-Laai-Roi.1). Ela reflete o cos. Todos Abraão j á era idoso. é uma das mais belas d o AT.

mas trapacearam c mentiram para alcançar seus objetivos. a o anoitecer. não se referiram a Deus. Jacó. local d o tradicional túmulo dos patriarcas. embora estivessem do lado do direito. A terra natal de Rebeca ficava entre os rios Eufrates e Habur. • Abimeleque/filisteus (26. Quando seus ouvidos revelaram a verdade ("a v o z é de Jacó"). ele perdeu todo direito à herança e à bênção que a acompanhava. Esaú fez outra escolha errada. • V. 26 se assemelha a incidentes na vida dc Abraão. "assim Esaú desprezou o seu direito de filho mais velho". E farei com que v o c ê volte para esta t e r r a .22-34. • O direito de primogenitura (25." Abimeleque propõe a paz com honra. Isaque vacila entre a fé e o medo.35 A história de Isaque Mais uma vez a linhagem continua pela ação direta d e D e u s . que gostava de ficar em casa. ( N o AI^ a bênção proferida pelo pai comunica prosperidade material a seu filho — as palavras têm poder. filha de um heteu. precisando sempre ser tranqüilizado por Deus: "Não tema. Quando vendeu seu direito de primogenitura. . e também na direção leste. porque estou com você. porém é distinta de relatos anteriores. Deus repetiu a este homem pouco promissor a promessa feita a Abraão e Isaque. A fome faz com que Isaque se retire d o Neguebe. A bênção foi de Jacó. acrescentando u m a garantia pessoal: "Eu estarei c o m você e o p r o t e g e r e i .1) Veja 21. nos montes d a Judeia. não honrou sua palavra (25.19—26. Isaque confiou totalmente nos seus sentidos e todos eles falharam — até o paladar do qual tanto se orgulhava. Ele adota com Rebeca o mesmo artifício que seu pai usara (mais verdadeiramente) com Sara: mas Rebeca não é tirada dele. Esaú e J a c ó nascem depois de vinte anos de espera. Jacó e Rebeca. c o m adições posteriores no período bizantino e n a época das Cruzadas. "por uma refeição vendeu seus direitos dc herança como filho mais velho". mas ele vai para Gerar. n u m momento de profunda solidão. O relacionamento entre Isaque e Rebeca foi prejudicado. Esaú haveria de suceder Isaque como chefe da família e herdaria o dobro em relação a seu irmão Jacó. J a c ó partiu e em Betei ("casa d e D e u s " . no Sul.) A trama calculista de Jacó é descrita sem comentários — mas H b 12. f o i d a d a d e forma genuína reconheceu Jacó como real herdeiro da promessa d e Deus. desta v e z .33): a bênção acompanhava o direito de filho mais velho. " Mal acreditando. G n 25. data da época d e Herodes. O plano dc Isaque foi contra aquilo que Deus revelara antes d e os meninos nascerem (25.23). A o casar-se com Judite. J a c ó respondeu com sua própria promessa. 2 Padã-Arã ("planície de Arã") é a mesma região que Arã-Naaraim ('Ara dos rios"). mas na casa d o patriarca há motivo para amargura. Esaú. G n 27—35 A história de Jacó H e b r o m . A história n o cap. A construção maior. foi para o exílio. O N T acrescenta uma dimensão espiritual ao conceito de bênção. Esaú estava disposto a matar seu irmão. não acreditou.31) Como filho mais velho. N u n c a houve gêmeos c o m personalidades tão diferentes. 100 km ao norte de B e r s e b a ) . sobre tuna caverna usadn como túmulo. . fica n o alto. Como a maioria de nós.16-17 censura a G n 27: Jacó e Esaú N e n h u m personagem se saiu bem nesta história. Deus sc fez presente com ele. . como Deus sempre quis — mas por um alto preço.Pentateuco IflHflHBi atitude de Esaú: ele era "profano". G n 28: O s o n h o A bênção de despedida que Isaque proferiu e q u e . e não para o Egito. ao concordar com o plano. E Rebeca jamais tornou a ver seu filho predileto. Mais tarde encontramos os arameus estabelecidos mais ao sul. na Síria. ao Norte. a Mesopotâmia grega (atual leste da Síria — norte do Iraque).

H á sonhos importantes no A T também —como é o caso deste. com anjos subindo e descendo por ela (veja também J o 1.^ 1 ) e na Babilônia dava-se muita importância aos sonhos. • 30.1-2). A esposa mal-amada esperava a cada novo filho ganhar a afeição do marido. Rebeca veio montada mim camelo. Ela veio a ser a mãe de Levi (a linhagem dos sacerdotes) e de J u d á (a linhagem real). Labão aproveitou a oportunidade para explorar a generosidade da oferta. com a condição de que deveria trabalhar mais sete anos por ela.31 Por mais que Jacó tenha. o servo d e A b r a ã o levou unia tropa d e d e z camelos. A "coluna" — não muito grande — consagrada com óleo foi posta de pé para celebrar a visão. vivia amargurada por continuar estéril.3 Isto reflete o mesmo costume que Sara seguiu (16. E Jacó acabou por ser negociado entre as duas. ( . (Posteriormente a lei impediria que o homem tomasse por mulher a cunhada. e seis para que pudesse ter seus próprios rebanhos. • 29. A escrava dada a sua filha (v. • 29. A "escada" que aparece em algumas traduções era uma escadaria (será que as histórias do grande zigurate de U r foram transmitidas a Jacó?).18).14 Acreditava-se que mandrágoras induziam A o sair c o m a tarefa d c encontrar uma esposa para [saque. pois isso criaria inimizade entre as duas irmãs: Lv 18. 0 significado vem com o sonho. tanto e m períodos d e p a z como c m tempos de guerra.28 Após a semana de festas.51). bela e amada. 24) pode ter sido parte do dote.18 Jacó ofereceu seus serviços em lugar do presente de casamento habitual. Mas não há necessidade de um interprete especial: Deus fala claramente.51-52). talvez. • 29. Gn 2 9 — 3 1 : J a c ó e n c o n t r a a l g u é m à sua a l t u r a Estes três capítulos abrangem os 20 anos do exílio de J a c ó : 14 anos de serviço para obter as duas esposas. N ã o foram anos muito alegres para Jacó. que encontrou no tio Labão alguém à sua altura em termos de trapaça nos negócios. N a época d e Salomão.> O sonho (12-15) No Egito mitigo (veja Gn 4 0 . Raquel. Pedras ou montes de pedras geralmente eram usados desta maneira (veja 31. Deus não a desprezou. • 30. os camelos haviam se t o r n a d o um dos principais meios d e transporre. desprezado Lia. E na viagem d e v o l t a . O logro no casamento de Jacó com Lia causou uma vida familiar intolerável. Raquel foi dada a Jacó.

14 Jacó não tinha a intenção de ir a Seir. a favor d e Jacó. Esaú vindo dc Seit a fertilidade. no extremo sul. Sozinho e sem sono. o Deus ele Israel" (El Elohe Israel. Ele não foi nem o primeiro nem o último que. O presente de Jacó. Mas desta vez ele planejou e orou. A refeição sela a aliança.19 Raquel agiu. 33. O próximo altar que edificou não foi ao Deus de seus pais. c o m o . • 31. Jacó v i u o conflito com Deus. Sumte Penuel IMaanaim • 31. Gn 32:Jacó luta com Deus Embora Esaú tivesse se estabelecido em Seir.21 A história d o trágico estupro dc Diná é contada no cap. mas era u m novo homem. A posse dos ídolos d o lar poderia ajudá-lo a reivindicar a herança. . como fica claro no estágio seguinte da viagem. Por ironia. p o r e x e m p l o .37-43 Jacó acreditava que a observação dos galhos durante a gestação afetaria os cordeiros n o ventre. Na realidade ele devia seus rebanhos ao poder de Deus e à prática de cruzamento seletivo que o sonho revelou. primeiro lutou com Deus para depois se apegar a ele com fé renovada. 34.20). culminar nessa estranha luta. selam a reconciliação. e com u m pequeno exército. aterrorizou Jacó. (Júntale Albo . • 30. o t r a t o entre J a c ó e Labão (31. Jacó saiu mancando d o confronto. Mas ele não conseguiu dizer isso com franqueza. A pedra q u e aparece n a foto encontra-se nas ruínas d a antiga S i q u e m . que havia marcado toda a sua v i d a .42 Pentateuco Padã-Arà A viagem dc Jacó: ida c v o l t a P o r u m a p e d r a d c pé c o m o se fosse u m pilar e r a u m a m a n e i r a de " m a r c a r " u m acontecimento importante. mas a "Deus. Belfl Mula (Belém) Ht'hrom. segundo pensava. numa crise. • 31. o encontro entre os dois irmãos era inevitável. e sua aceitação por parte de Esaú.45).44 O pacto de não agressão feito por Labão c Jacó tem muitos paralelos contemporâneos. • V . • 30. G n 33: O s reencontro dos irmãos As boas-vindas dc Esaú a o irmão que o enganara foram i n c r i v e l m e n t e efusivas e generosas. foi Lia quem ficou grávida outra vez. A notícia de que Esaú se aproximava depressa.14 Lia e Raquel tinham direito a parte da riqueza que seus presentes de casamento haviam trazido a Labão.

as mulheres eram. A aliança q u e Deus fez O relato da aliança que Deus estabeleceu (Gn 15—17) ocupa um lugar central na promessa de salvação. . nas culturas do antigo Oriente Próximo.1. mas. 25. ao passo que a situação de Rebeca e Isaque é um tanto ambígua. Se todas as mulheres tivessem sido contadas. A pesquisa bíblica mais recente tende a chamar a atenção para esses detalhes e procura descobrir. mesmo quando suas histórias apareciam no texto bíblico. no NT. O sinal dessa aliança era a circuncisão (dos homens). mas. tecnicamente. 'As experiências tanto de mulheres quanto de homens são vistas como modelos de fé. mas uma forma de expressar a totalidade) são incluídos especificamente os homens.7. dentro dos próprios textos. as filhas e netas. Eles a tinham na conta de uma simples escrava. um padrão que se repete nas histórias das matriarcas Sara. Mas. Isso nos diz algo sobre o silêncio a que foram reduzidas as mulheres e sua condição de marginalizadas na cultura dos tempos bíblicos. injustamente. o antigo preconceito cultural em relação às mulheres foi perpetuado. no passado. Mulheres que não podiam ter filhos No AT. mas não significa que é assim que elas deveriam ser tratadas. devido a isso. a interpretação de Gênesis esteve relacionada com a vida dos grandes homens de fé. Diante disso. eram elas que não podiam conceber. ao passo que o anjo do S E N H O R a chama pelo nome. indícios de que Deus tem um conceito mais elevado das mulheres do que transparece na maneira como elas eram tratadas pelos outros. 30. e não a circuncisão. mas no cômputo final de setenta pessoas (é provável que esta cifra não seja literal." Entretanto. De uns tempos para cá. Há mais histórias sobre homens. muitas vezes. um status mais eleva- do para as mulheres. no entanto. Em muitas culturas. Em Gn 16. tanto para os descendentes de Abraão quanto. Desse modo. nas histórias dos patriarcas.. se o AT está apresentando atitudes que pessoas daquele tempo tinham em relação ao papel das mulheres. as mulheres são. Rebeca e Raquel é a decepção da falta de filhos (Gn 16. Entretanto. marginalizadas ou ignoradas. embora não houvesse circuncisão para as mulheres. tê-los. dentro da aliança. por exemplo.21. que. sempre foi a base bíblica para alguém ser aceito por Deus. houve uma redescoberta das histórias das mulheres de fé e de sua centralidade no desenvolvimento da história da salvação. os pais ou patriarcas do povo de Israel. As experiências tanto de mulheres quanto de homens são vistas como modelos de fé para todo o povo de Deus. Mas essa aliança não foi feita unicamente com Abraão. o filho da promessa (Is 51. Jacó levou consigo para o Egito os filhos e netos. não há nenhum indício de que. Sempre de novo aparecem. elas deveriam ser consideradas. É claro que a Bíblia nos vem eme por meio de uma cultura e uma história. Ela foi feita também com Sara.1-2. ou se está defendendo abertamente sua adoção em todos os tempos e em todos os lugares. em termos de missão mundial. E o NT enfatiza que a fé. uma grande família era considerada uma grande bênção de Deus. insere os homens e as mulheres na igreja cristã. ou prescrevendo o que deveria ser um padrão cultural de nossos dias. para todas as nações. o texto deixa claro que é Deus quem dá ou retém o dom de filhos. acusadas de serem as únicas culpadas por isso. a família de Jacó teria sido muito mais numerosa do que aquelas setenta pessoas.Gênesis 143 Mulheres de fé Claire Powell Durante séculos. a exemplo de Abraão. Nos casos de Sara e Raquel. com a possível exceção de duas mulheres: Diná e Sera. As experiências e oportunidades na vida das mulheres de hoje parecem bem diferentes daquelas que aparecem no Gênesis. O rito do batismo. mesmo que o marido ou a mulher não possa.2).2). Agar é maltratada por Abraão e Sara. como membros de segunda categoria. As três matriarcas devem ter sofrido com esse estigma.27. é preciso verificar constantemente se as histórias dos patriarcas estão descrevendo a cultura daquele tempo. Marginalização Segundo Gn 46. as mulheres não contavam.. recebeu um novo nome e sem a qual Abraão não poderia ter tido Isaque. literalmente.5.

que vivia em Harã. de volta ã terra de Canaã. aliado a seu sucesso como pastor de ovelhas. Uma vez proferida. Jacó trabalhou 14 anos para o tio Labão. pouco importando os protestos de Esaú. mudou-se para a casa de um tio. a hábil e manipuladora Rebeca. . muito perspicaz. e ele foi o segundo a nascer. A história das ovelhas e das cabras (Gn 30. nele Jacó encontrou alguém à sua altura. para que ele se parecesse com Esaú e também para vencer a resistência de Jacó. a filha mais velha. Rebeca escutou 0 que Isaque disse a Esaú e elaborou o plano de cobrir as mãos e o pescoço de Jacó com pele de cabrito. Jacó passou a fazer parte da linhagem de Abraão e Isaque. Jacó acumulou riquezas e conhecimento.Jacó David Barton Jacó era filho de Isaque e Rebeca. prepararam o terreno para uma disputa familiar que. Foi a prontidão e vigilância de Rebeca que permitiu a Jacó sair em vantagem. Jacó era calmo e introspectivo. assim. que Labão passe a tratar o sobrinho e ex-dependente com frieza. Idoso e cego. Isaque tinha predileção por Esaú. Ao todo. Não é de surpreender. Aquele era um momento crucial. preferindo o ambiente caseiro do acampamento familiar. e. que temia ser amaldiçoado pelo pai. Jacó parece ser. As constantes desavenças entre Raquel e Lia. Jacó ficou rico. fez de Jacó alguém que merecia respeito. Rebeca teve gêmeos. Labão estava furioso. Não obstante. c u i d a n d o b e m d o s rebanhos d e seu sogro. conseguiu fazer com que o faminto e exausto Esaú abrisse mão do direito de primogenitura em troca de um prato de comida. Jacó não era farinha do mesmo saco. Apaixonado pela filha mais moça de Labão. O homem d o contra Esperto e sempre disposto a levar vantagem pessoal. Isaque pediu a Esaú que lhe preparasse sua comida predileta. Assim. a bênção não poderia ser revogada. desde o início. independentemente do preço a ser pago. Mas. neto de Abraão. sempre disposto a obedecer. aproveitando a ausência temporária de Labão. Labão era bem diferente do sereno Isaque e do infeliz Esaú. tratou de fugir. Novas áreas a explorar Jacó. Os dois devem ter "lutado" muito durante a gestação. Mas. igualandose ao próprio Labão. a linhagem que recebeu a promessa de vir a ser uma grande nação (sendo que tudo isso já estava implícito nas palavras que Deus havia dito a Rebeca em Gn 25. e Jacó saiu da barriga da mãe segurando o calcanhar do primogênito Esaú. mas Jacó era o favorito de sua mãe. concluiu que era uma boa idéia ficar tão longe quanto possível de seu irmão furioso. se Abraão era o fiel servo de Deus. Mas o fato de. Mas aqueles não foram anos perdidos. E Jacó se valeu desse conhecimento para tirar uma grande vantagem. A história do nascimento já sinaliza o que ele viria a ser. Se Esaú era caçador e homem de ação.25-43) dá a entender que Jacó entendia o processo de procriação de animais de uma maneira que escapava a seu tio. Nessa mesma época a família de Jacó aumentou. acabaria trazendo problemas para José. Num primeiro momento. o típico homem do contra. para só então oferecer a Jacó a filha mais moça. que se chamava Raquel.23). na hora H. portanto. mais tarde. como prelúdio para a bênção que daria ao filho o direito à herança da família. o fato de ter tantos filhos. o astuto Labão entregou Lia. o primogênito. Jacó teve de trabalhar sete anos para pode casar com ela. E Jacó. o irmão de Rebeca. vendo que a vida lhe chegava ao fim. juntamente com a preferência de Jacó por Raquel.

Anteriormente. Jacó tem o seu lado bom. As promessas feitas anteriormente a Abraão e Isaque foram. ao transpor o vau do Jaboque.no final.51. Mas ao longo de sua vida ele procurou levar vantagem em tudo. não o nome. Vemo-lo enfraquecido. nascido da amada Raquel. Na noite que antecedia o encontro. porque HHHHHHH U m m o m e n t o decisivo na v i d a de J a c ó Foi o d a q u e l a noite e m que l u t o u c o m um estranho misterioso n o vau d o rio . ele se mudou para Betei. Também este havia prosperado. que durou a noite toda. e eleé o personagem principal da narrativa até o final do cap. confirmadas para ele também. Mas Deus lhe apareceu mais uma vez. e isto está implícito na história. Ele saía ferido daquele encontro. o velho e astuto Jacó. Até mesmo um ardiloso trapaceiro como Jacó tem seu lugar no estabelecimento da vontade de Deus e pode. disposto. por mais que um senso de destino tenha influenciado seu modo de agir em Harã. para ele e as gerações subseqüentes. com certeza. acima de tudo na história de José. que. e sua tristeza diante da suposta morte de José foi profunda. assegurando-lhe que a promessa continuava de pé. Jacó percebeu que mancava. e ainda estou vivo". Gn 50 registra a sua morte. na história de seus filhos. parece que as implicações morais daquela visão tiveram pouco efeito sobre ele.3-4). se necessário. Depois. quando estava de mudança para o Egito (Gn 46. 35. e que teria todo aquele sucesso no Egito.22.. pediu-lhe. No entanto. Deus agindo Este é. agora. um homem independente. retratado acima. A história de Jacó se inicia em Gn 25.) Ele marcou o lugar e lhe deu um nome. Israel. no final.10-22). Aquela luta. o Deus de Israel.12-22 O casamento — Gn 29—30 O encontro com Deus — Gn 32.22-32 . Jacó se deparou com um estranho. mas também através de coisas mais suspeitas como o inte- resse próprio e a ambição pessoal. mas a sua bênção. De volta ao lar O encontro com Esaú foi tranqüilo. o motivo condutor de toda essa narrativa: Deus realiza os seus propósitos. mais por respeito do que por afeição. por assim dizer. Jacó havia tido um sonho fantástico em que aparecia uma escada cujo topo atingia o céu (Gn 28. Jacó era maior do que havia sido até então. negociar um acordo de paz. não apenas por meio da extraordinária fidelidade de Abraão.Gn 28. pois aquele era um ponto de encontro entre Deus e a humanidade. seu filho predileto. em sua viagem de volta à terra natal.laboque. a saber. a pisar os outros para alcançar seus objetivos. com uma fraqueza nunca antes vista. Ele amava Raquel com amor sincero. A virada É nesse momento que começa a aparecer o outro lado de Jacó. onde possivelmente teria de encarar a fúria de seu irmão.23 A primogenitura — Gn 25. nem sempre devidamente lembrado. Mas. onde havia tido aquele primeiro sonho. vendo-se em desvantagem diante de um opositor tão poderoso. Ao mesmo tempo. ser transformado por um encontro com o mistério de Deus. porém.29-34 A bênção — Gn 27 O sonho . MOMENTOS MARCANTES A promessa — Gn 25. Os dois se abraçaram. (Mais tarde Jesus faria referência a essa visão. partindo em direções opostas. Aquele era. talvez. deu início a uma nova etapa na vida de Jacó. Agora. Jacó teve seu caminho literalmente barrado pelo mistério de Deus. Nesse ponto a história de Jacó se dissolve. E ali a sua condição de patriarca foi definitivamente estabelecida através de nova manifestação de Deus. Jacó comprou terras em Siquém. Jo 1. o seu relacionamento com Deus. ele havia "lutado com Deus e com os homens" e saído com a vitória. Jacó havia feito o possível para tentar impressionar Esaú com as riquezas que havia acumulado e. agota. ao afastar-se do ribeiro na hora do amanhecer. inclusive. fazerem um acordo no sentido de cada um respeitar o território do outro mostra claramente o novo status que Jacó havia alcançado: ele era. Deus nos toma assim como somos. onde construiu um altar para El. pois agora ele tinha um novo nome. e acabariam por se separar. Só então ele o deixaria ir. quando fugia do irado Esaú. com razoável quantia de bens. antes de tudo. Dessa vez Jacó ficou admirado: "Eu vi Deus face a face. como seria de esperar. Mas quando o misterioso estranho o havia abençoado (sem revelar seu nome).

antes do início da história de José. • V . Sua conduta foi errada e isto não foi esquecido. o mais velho — que teria mais a perder. • V . Mas o uso de nomes alternativos é uma característica da literatura do Oriente Próximo e os nomes aqui são permutáveis (compare os vs. As especiarias tinham muitas utilidades — na preparação de alimentos e na manufatura de incenso e cosméticos. deu seu nome à terra de Seir que tomara dos horeus (20-30). 28 e 36. Jz 8. rota comercial. • Edom (8) O território de Esaú fica a leste do mar Morto. • Elifaz e Temã (11) Compare J ó 4. Eram todos pecadores. Será que o povo dc Hamor aceitou os termos propostos por ganância (v. Alguns consideram o uso dos dois nomes um indício de fontes diferentes usadas pelo editor. 30 Se Jacó queria conciliação. O "bálsamo" de Gileade (área a leste do Jordão e norte do Jaboque) era famoso e o comércio de especiarias era importante desde a antiguidade. G n 35: R e t o r n o a Betei Quando Jacó retorna ao lugar da promessa de Deus. 5)? Mais uma vez o autor conta os "podres". Deuses estrangeiros foram eliminados. 31 Esta passagem parece ter sido escrita na época dos reis de Israel. neste caso. Este capítulo é uma conclusão. para lazer.Pentateuco G n 34: E s t u p r o e v i n g a n ç a Diná foi violentada por Siquém. importante G n 37: D e filho predileto a escravo Aqui começa a parte final de Gênesis. A estrada real. 23). A terrível vingança perpetrada pelos irmãos de Diná. o autor oferece urna atualização do outro ramo da família. centrada em José. portanto. esta seção da narrativa chega ao seu final. 49. levando a um crime ainda mais grave. • Caravana de ismaelitas/midianitas (25. com o vale de Arabá estendendose ao golfo de Acaba e a região montanhosa de ambos os lados. é a sobrevivência tribal e nacional. enquanto um registro ocidental moderno teria enfatizado a vítima e seus sentimentos. 21 Ruben. ao dar à luz a Benjamim. 34)? • V. x G n 37—50 A história de José Gn36 A linhagem de Esaú Mais uma vez. no túmulo da família (veja cap. Seria Edom o contexto o u ambiente em que se passa a história de J ó ? • V . quando eles enterram seu pai idoso. em resposta ao insulto sofrido pela irmã. • A túnica especial (3) Q u e r ela fosse de mangas longas ( c . assumindo responsabilidade por seu irmão mais novo. A cortina se fecha sobre os dois irmãos. A rota comercial que ia de Damasco até a costa passava por Dotã. mostra a necessidade da lei que limita a vingança ("olho por olho" — e nada mais). Isaque. Mas a questão que interessa ao autor/editor. Raquel morreu perto de Belém (Errata). A história apresenta Diná em silêncio e sem poder algum. Posteriormente houve inimizade entre Edom e Israel. não para trabalho) quer multicolorida (como as pinturas egípcias de vestes asiáticas). caso seu pai decidisse fazer dc José o herdeiro — não está a favor da violência. sem tentar encobrir as falhas dos antepassados da nação. Deus reafirmou sua aliança. o último dos 12 filhos de Jacó. Esaú/Edom. 23)? O u não suspeitaram dc nada porque o rito de circuncisão estava ligado à preparação para o casamento? O relato em G n 49.1.24).21-22. Nos livros de Êxodo a Dcuteronômio vai aparecer a história de uma nação. por que não fez nada (v. .5-7 procura compensar a ausência de qualquer comentário de ordem moral a respeito de Simcão e Levi neste caso. 24 A "cisterna" era uma espécie de poço seco. os irmãos de José a viram como sinal dc que Jacó pretendia tornar José seu herdeiro (veja 48.28) Esses dois grupos de habitantes do deserto descendiam de Abraão. Esta é a última das histórias de família. Esaú c Jacó. antes de começar u m novo capítulo da história. de assassinato. • Siquém (12) Será que Jacó estava preocupado com o bem-estar dos seus filhos que se encontravam na região onde Diná havia sido estuprada c os irmãos dela haviam vingado a honra da irmã (cap. passava pelo planalto oriental. o Vermelho (por causa do caldo vermelho pelo qual trocou seu direito de p r i m o g e n i t u r a ) .22-26). cometido pelos irmãos de Diná.

o escritor estabelece um contraste mais acentuado com o comportamento de José no cap. Mas nos caps. Isaque.8-12 Judá recebe a bênção de seu pai. Lc 3.3. E e m 49. procedeu mal nesta situação e no capítulo seguinte. legumes são vendidos n u m m e r c a d o b e d u i n o d e B c r s c b a . 27 c G n 45. Ao colocá-la aqui. aparece c o m freqüência nas histórias d e Gênesis. 43—44 apareceu de modo mais favorável. Mas conforme o v.4 é mais provável que as outras versões estejam corretas: José foi vendido por seus irmãos. Jacó e a s 12 t r i b o s d e I s r a e l Betuel Labão Isaque ( Q R e b e c a Esaú Jacó (D Lia Ruben Simeão Levi Judá Issacar Zebulom Diná Ismael Raquel :JÜ!jL. A q u i . da qual o próprio Messias descenderia ( M t 1. 39. • V . ßctsi'lw. e também a história de Rute).Gênesis 14- • V . 28 A Bíblia de Jerusalém e outras traduções entendem que "eles" (que aparece no texto hebraico) são os midianitas. 26 J u d á .33. d e cuja linhagem vieram os reis de Israel. Tera I Agar KOfKlbülál Noar ( T ) Sara CD Abraão lea Abraão. Zilpa InmubiM' I Dã Naftali Gade Aser José (T)Asenate Benjamim Efraim Manasses . Gn 38: L i n h a g e m d e J u d á Esta história extraordinária provavelmente foi incluída porque ela forma parte da genealogia da futura casa real. uni oásis na extremidade d o deserto do Negue be.

ao final. o mesmo que haviam feito com José.2).37/43. que equivale a lleliópolis. dava-se muita importância aos sonhos. que eram semitas. Ele agora assume a liderança. tendo sua capital (Avaris) na parte oriental do delta do Nilo. que começa de forma semelhante. c mais nove anos se passariam até a família ser reunida outra v e z . que agora era o filho predileto de Jacó. foi comparada com uma obra egípcia intitulada (.. 54 Períodos de intensa fome eram comuns no F. • 42. • Vs.5-8). E Earaó elogiou esle homem "em quem está o Espírito de Deus" (v. apesar de todo seu treinamento e ioda uma biblioteca de livros de referência. Por trás de sua aparente rispidez. ele não só mostrou que podia explicar a mensagem de Deus como ofereceu um plano definido de ação. • V. É Deus quem vai dar uma resposta. . José tornou-se governador de todo Egito. "Isso não depende de mim. mas tem tudo a ver com suscitar o u não herdeiros segundo a lei do levirato. os irmãos mostraram uma genuína mudança de atitude com relação ao passado. casando-se com a viúva (a lei do levirato. capaz de chorar de tristeza e de alegria. recusa e difamação. Vinte anos não conseguiram apagar seu sentimento de culpa (42. " E Deus quem dá à gente a capacidade de explicar os sonhos". subordinado apenas ao Faraó. o próprio Cristo. no Egito. ficava 15 km a nordeste do Cairo. Diante de cada novo desafio que aparece em seu caminho.3 Judá tem sucesso onde Ruben fracassou. Eles reinaram de cerca de 1710 a 1570 a . • Perez (29) Foi de sua linhagem que veio Davi c.21-22). • V. Cavalos e carros haviam ajudado os Faraós hiesos a conquistar a supremacia no Egito. 14 A tradição egípcia exigia que José fizesse a barba e colocasse roupa de linho antes de se apresentar na corte. • V . da reunião de José com todos eles.Vwtfos dos üois Irmãos. Dt 25.5. da prova à qual ele os submete. no sucesso e na desgraça. G n 42—45: A fome propicia a reunião da família Estes capítulos apresentam um relato comovente do encontro de Jose com seus irmãos. G n 39: J o s é : s u c e s s o e d e s g r a ç a O relato sobre a vida de José no Egito que aparece nos caps.gilo. As festas estavam ligadas a rituais de fertilidade na religião de povos que moravam em Canaã — e.-148 Pentateuco Se um homem morresse sem filhos. roupas de linho fino (vestimenta da corte) e um colar de ouro em recompensa pelos seus serviços. José era certamente um homem bastante sensível. A ação (e o castigo) de O n ã não tem nada a ver com controle de natalidade ou masturbação. E Deus revelou o significado. C . Judá envolveu-se com tudo isso. Q u a n d o o copeiro finalmente se lembrou de José. Gosém também se encontrava nessa mesma região. c uma profunda compreensão da forma como Deus guia a vida das pessoas (45.. disse José. através de seu casamento. era o centro da adoração egípcia ao sol. Após 13 anos na condição de escravo. 46 José tinha 17 anos quando a história começou (37. • V . mais tarde. 17 A língua egípcia tinha nomes para 38 tipos de bolos e 57 tipos de pão. mais importante ainda.45 O m . seu irmão linha a obrigação de gerar herdeiros para ele. • V. 39—50 encaixa-se perfeitamente no contexto do Egito sob os Faraós hiesos. 14 O véu com que Tamar cobriu o rosto fez com que ela parecesse uma prostituta (casada) que servia num templo dos cananeus. Mas era raro que houvesse fome no Egito e na Palestina simultaneamente. José escondia uma disposição de perdoar de forma total c generosa o mal que tinham feito contra ele. Esta história de sedução. Mas a mágica e o milagre que aparecem nesse conto são nitidamente diferentes da história de José e não há motiv o real para ligar as duas obras." disse José. Eles não fariam com Benjamim. e. • V. 40-43 A investidura de José seguiu a tradição egípcia: o anel (símbolo de sua autoridade). G n 41: D a p r i s ã o a o p a l á c i o Dois anos depois o próprio Faraó teve um sonho que seus mágicos e sábios não conseguiram decifrar. de Levir= cunhado). 51-52 "Manasses" e "Efraim" são nomes hebraicos. O importante aqui é que José manteve a fé em Deus c. Intérpretes profissionais tinham manuais que descreviam sonhos c seus significados. 38). Deus se manteve leal a José. G n 40: O s s o n h o s dos prisioneiros Nesta época. Mas o copeiro de Faraó e seu padeiro não tinham a quem recorrer. • Vs.

reabilitado. os irmãos entenderam que aquela era a hora da vingança: o quanto valia um jovem escravo. e José soube aproveitar a oportunidade que isso propiciava para chegar à realização de seus sonhos. O Faraó teve vários sonhos.31-36). apaJosé foi. Ele nasceu após longos anos de espera e depois do nascimento de dez meios-irmãos. mas o nascimento de Benjamim acabaria lhe custando a vida. Ria data d o p e r í o d o e m q u e Israel estava n o E g i t o . Será que se tratava da mesma atitude esnobe que havia deiO escravo A idéia inicial era matá-lo. desta vez que ele sairia da prisão. jogado num poço escuro onde. levado ao mundo rentemente. ficaria até morrer. e foi jogado num poço. outra vez. Segundo uma tradição rabinica. mas xado tão furiosos os seus irmãos? De Ruben (o mais velho) não o permitiu. José ficou todo trouxe grande tristeza ao patriarca esperançoso. Naquelas circunstâncias. e os dois sonhos sobre a sua própria importância. nem mesmo o direito de resposta. que era o primeiro amor de Jacó. e. vendido como escravo a uma caravana de lançado na prisão. O pedido foi atendido. foi dois dos antigos servidores do Faraó. Não demorou muito e ele passou a administrar tudo que Potifar tinha.15) era um anjo que o guardava. Potifar. A pedido de a ser no futuro e que. mercadores. o volúvel chefe dos copeiros esqueceu com o Egito. 0sonhador José era um sonhador. o outro. o oficial egípcio a quem ele foi vendido. Como sinal de apreço. E assim aconteceu. são a chave para compreensão da vida dele. um ato de ingenuidade ou da mais pura cegueira da parte de Jacó mandar que José fosse verificar como estavam seus irmãos. era. lá longe.Gênesis José David Barton José era filho de Jacó e Raquel. o que dor seria morto.5-11. naquela tentativa de sedução por parte da mulher. foi um escravo não tem direitos. que estavam apascentando os rebanhos nas colinas distantes dali. Raquel expressou o desejo de ter outro filho. Ele acabaria saindo da prisão da C o m o g o v e r n a d o r d o rei n o E g i t o . O pai ficou pensando no caso. A interpretação que ele deu aos sonhos foi precisa: um serviEntrementes. dos sonhos. e No gozo de sua própria liberdade. com certeza. ao verem o irmão sozinho. estatueta. José teria se forma mais dramática que se poderia vestido c o m o o oficial e g í p c i o retratado nesta imaginar. Seja como for. Os mercadores que compraram José sabiam completamente de José. e sava no íntimo desse jovem que tinha essa força interior impressionou o uma clara compreensão do que viria chefe dos carcereiros. no final. robusto e bem articulado. de repente. por mais que exista uma ponta de arrogância na maneira como José se esquiva dela (Gn 39. . era um homem próspero. chefe de uma grande casa. de mangas compridas. o homem que encontrou José (37. Isto criou um profundo vínculo entre José e Benjamim e fez com que ele fosse especialmente amado pelo pai. tendo acima dele apenas o próprio Potifar.7-20). que havia em seu interior. Quando José nasceu. é descrito de forma bem plástica. diz o narrador. ele tem uma sensação interior do poderoso destino que lhe estava reservado. registrados em Gn 37. Canaã ficava na rota de comércio entre as nações ao Norte e a Oeste. qualquer modo. filho de obscuro pastor de ovelhas. Com 17 anos de idade. a Jacó foi noticiado que seu filho era morto. " O S E N H O R mas podemos imaginar o que se pasestava com ele". O relacionamento entre os dois. mas nos irmãos isso só conseguiu despertar ódio por alguém que era tão diferente deles. O prisioneiro Mas sua carreira foi interrompida bruscamente pela intervenção da mulher de Potifar. Jacó deu ao filho uma túnica longa. José aprendeu que José acabou ficando sem a túnica. que fica ao Sul. e ninguém conseguia interpretá-los. A aflição de José só será Ele se volta outra vez aos recursos mencionada mais tarde (Gn 42.21). mas ainda não seria (Gn 37.

Nas histórias anteriores. José era um homem vulnerável. não somente para o seu povo. para buscar Benjamim. Ao ver o querido irmão Benjamim. Casou com a filha de um sacerdote. E esses são temas que reaparecem no livro de Jó. e interpretaram aquela situação como castigo pela sua maldade. Deus se revela a cada um dos patriarcas. Ali. Podia ser um truque O moral da história A história de José é diferente das histórias anteriores. José nunca foi acrescentado à lista. p r o v a v e l m e n t e c o m p o s t o na é p o c a d e J o s é . O ponto alto da história de José é a cena do perdão.Foi então que. quando chegaram os anos de escassez. Seus sonhos se tornaram realidade. Não demorou muito e mercadores famintos. Desta vez Simeáo ficou preso. S o n h o s bons e r u i n s são listados e m colunas. exigiu a presença do irmão mais moço como prova da inocência deles. Equilibrando a balança As ironias se multiplicam. c o m suas a-spectívas interpretações. à medida que a história se desenrola. e o Faraó delegou a ele a responsabilidade de administrar a distribuição dos cereais armazenados. de tão emocionado que ficou. quando já estavam a caminho de Canaã. os sonhos e a traição dos irmãos — Gn 37 Escravo de Potifar — Gn 39 Na prisão — os sonhos do padeiro e do copeiro — Gn 40 O sonho do Faraó e o novo status de José — Gn 41 Os irmãos: provações e reencontro — Gn 42—45 . Mas José agrega à sua notável percepção da realidade medidas práticas de armazenamento de cereais durante os anos de fartura. Mas com José tem início uma nova compreensão da maneira como Deus lida com as pessoas. em terras que lhe foram entregues pelo Faraó e protegido por José contra as agruras dos restantes anos de fome. não apenas interpretou o sonho. acusando-os de espionagem. no ministério de Cristo. enquanto os outros voltaram a Canaã. trata-se de uma narra tiva contínua. acima de tudo. pôde reencontrar seu filho. mas para outros povos também. foram bater à porta do palácio de José. Ali. Porém foi através dele que Deus trouxe salvação. e o impasse estava criado. José só se deu por satisfeito. o chefe dos copeiros lembrou. Assim. José reconheceu seus irmãos. no Gênesis. Apesar de sua fama e importância. Agora ele podia dizer quem era e dar-lhes o seu perdão. os irmãos do próprio. Entre eles. MOMENTOS MARCANTES Nascimento — Gn 30. José estava no auge do poder. Nem sempre um sonhador é também uma pessoa de ação. vindos de longe. Mas ele tinha mais uma surpresa para eles. Isaque e Jacó. já avançado em dias. por sua vez. bem óbvio. Jacó. e acabou fixando residência. houve reconciliação na família. Depois de certificar-se de que Jacó e Benjamim estavam bem. José se retirou para chorar. mas também as regiões vizinhas. mas estes viram nele apenas um homem poderoso a quem eles vieram pedir ajuda. Ao fazer a distribuição dos mantimentos. e esta compreensão passará a ter maior importância nos capítulos seguintes da história que a Bíblia conta. José foi ríspido com eles. quando Judá se ofereceu para ficar em lugar de Benjamim. mas os irmãos sabiam agora que estavam totalmente à mercê daquele senhor egípcio. na segunda metade de Isaías. Uma atuação impressionante! Braço direito d o Faraó O resultado de tudo isso foi que José se tornou um homem livre e ficou encarregado de fazer frente à fome prenunciada pelo pesadelo do Faraó. O administrador de José foi atrás deles. mas José é simplesmente alguém que tem sonhos. vendo que a balança da justiça estava equilibrada. Ele foi rejeitado. finalmente. Deus é sempre o Deus de Abraão. Assim. José foi levado da prisão à sala do trono. mas disse ao Faraó o que deveria ser feito à luz do mesmo (Gn 41. foi trazido de Canaã ao Egito. A c i m a aparece u m a porte d e u m " m a n u a l d e s o n h o s " das egípcios. havia alimentos para sobreviver. e. Isaque e Jacó.1-36). O s sonhos eram considerados altamente significativos n o E g i t o a n t i g o . Diferentemente das histórias de Abraão.22-24 A túnica. A história de José é narrada em Gn 37—50. José pediu que seu copo de prata fosse colocado na boca do saco de mantimentos de Benjamim. Os irmãos. Afetou não apenas o Egito. lembraram o que haviam feito com José. A fome foi severa e longa. agora poderoso.

o Faraó se tornou dono da terra e o povo tornouse seu arrendatário. a oeste de TeD M .2.j-ilo. Por esta mesma razão. I 45. na medida em que manteve a família como unidade isolada.34 A aversão dos egípcios pelos pastores nômades provavelmente não difere muito do sentimento que muitas pessoas de residência fixa ou sedentária têm em relação aos ciganos errantes.5 Jose pode ter usado seu copo de prata para fazer adivinhações (interpretando eventos conforme o movimento das gotas de óleo sobre a água).16-19 Graças à política econômica de José. » 44. mas foi Deus". a antipatia teve um efeito benéfico. posteriormente os judeus passariam a não comer com não-judeus. a identidade do grupo poderia ser rapidamente perdida.. Caso contrário. G n 46—47: Descendo ao Egito O povo de Israel. lista pintura do T ú m u l o d e M e n n a . como algumas versões sugerem. Neste caso.10 Em tempos de fome. G n 48—49: A bênção de Jacó Mais uma vez um ciclo se completa: desde a bênção que Jacó recebe de seu pai cego até Josó ordenou n pesagem e estoeugein de grãos n o r. • 46.5.. . os nômades da Palestina tinham permissão de levar seus rebanhos para as pastagens que ficavam na parte oriental do delta do Nilo. t 45. aproximadamente.32 Os egípcios provavelmente acreditavam que a presença de estranhos à mesa contaminaria a comida. Apenas os sacerdotes mantiveram suas propriedades.8 " N ã o foram vocês. que data de 1400 a. a casa de Jacó. A escravidão que ele sofrera serviu para salvar vidas. • 47. Outra possibilidade é que o administrador estava dizendo que era impossível não ser descoberto por esse mestre sábio e poderoso que se chamava José.C. mostra alguns oficiais pesando grãos para o pagamento d e impostos. Não havia ressentimento no coração de José: ludo que havia acontecido fora parte do plano providencial de Deus.• 43. partiu para o Egito com a promessa tranquilizadora de Deus de que os acompanharia e os traria de volta — como nação.

13-31). José e sua família vão ao Egito Jose p vendido aos midianitas em Dota e l e v a d o ao Egilo para ser vendido como Heliópolis (OmJ • i'Ménfis Jacó e seus filhos vão ter com José n o Egito para fugir da fome EGITO Q u a n d o a família de J o s e se m u d o u para o fcgiio. em acentuado contraste com a história [ de Jacó e Esaú no cap. U m nobre o r d e n o u que essa cena fosse pintada na parede de seu túmulo.10 üe Judá veio a linhagem real dc Israel e também o Messias. I as mãos de Jacó se cruzaram para expressar I que a bênção de Deus recaía sobre o filho mais l novo. • 49. Paraos i territórios. o território de Zebulom não chegava. Efraim c Manas-1 sés foram considerados filhos do próprio Jacó.19 Tais ataques são registrados na Pedra Moabita do nono século a.21 como ato de fé). I • 49.4 O ultraje registrado em 35. Sem maior dificuldade.C. I fazendo com que Jose desfrutasse de ume herança dupla. até o litoral. • 49.22 custou a Ruben seu direito de filho mais velho.5-7 Fica claro que Jacó pronuncia juízo i sobre a conduta de Slmeão e Levi cm Siquém j (34. • 49. 27. . veja Josué caps. 13—22 e mapa. em Beni-Hasã.13 Embora próximo o suficiente do mar com a possibilidade de explorar o comércio marítimo. sendo apresentado a corte egípcia. quando os descendentes des-1 tes doze ocupariam a terra prometida. As duas tribos seriam espalhadas [ (mas a de Levi como sacerdotes da nação).152 Pentateuco o momento em que ele próprio abençoa os I filhos de José (acontecimento descrito em Hbl 11. a cena d e v e ter sido semelhante à que aparece na pintura a o lado e q u e mostra u m g r u p o d e visitantes d o sul d e C a n a ã . A benção proferida por Jacó se dirige a um l futuro distante. • 49. de fato. d u m período anterior a o de J o s e .

Seu último pedido resume a fé que ele teve ao longo de toda a vida (v. . O luto guardado por Jacó (oi apenas dois dias mais breve do que o tempo de luto observado quando morria um Faraó. "Deus virá ajudá-los e os levará deste país para a terra que ele jurou dar". • V . N a religião egípcia. continuando com a queda. O modelo de b a r c o funeral q u e aparece na foro acima foi e n c o n t r a d o n u m t ú m u l o egípcio. Porém ainda há mais a contar.Gn 5 0 : O f i m d e u m a e r a José c o n s e g u i u . 70 dias. • V . trazendo uma cabeça pintada. > Vs. que era o ideal egípcio de longevidade. de modo geral. disse José. cheio de confiança e esperança ate o final. 26 O caixão normalmente era feito de madeira. um embalsamamento levaria. J o s é teve ( l i m i t o a um funeral reservado p a r a egípcios importantes o u famosos. retornar a Canaã. termina com a morte de José no Egito. A seqüência de quadros pintados no Gênesis. mas apenas para enterrar seu pai no :úmulo da família em H e b r o m — ainda sua única propriedade na terra prometida. Dois séculos nais tarde. começando com as vigorosas pinceladas que retratam a criação e a vida exuberante no Eden. mas talvez José quisesse evitar comprometimentos religiosos.2-3 Era normal recorreraembalsamadores profissionais. 25). finalmente. 22 José viveu 110 anos. um sinal da bênção de Deus. a promessa e o surgimento de uma nova nação em Canaã. esse ritual incluía detalhados preparativos p a r a a v i d a depois d a morte.

Ela seria por muito tempo um importante centro religioso. . e Reino Novo). quando não de certos conceitos (como uma ordem justa. o vale estreito que se estende ao longo de mais de 900 km. levava à Palestina. As pessoas simples adoravam deuses domésticos. (Veja o diagrama) Em tempos mais recentes. onde elas não chegam. que trouxe a derradeira decadência. A. de coloraçãt amarelada ou marrom. o sacerdote e altos dignitários. o pivô da sociedade era o Faraó. mal haviam sido inventados. sem vida. Somente por ocasião das espetaculares procissões festivas é que o povo em geral podia honrar os grandes deuses. um "bom Nilo' significava prosperidade. passando pelo norte da península do Sinai. de ideogramas. Onde as á g u a s do Nilo alcançam. a cidade de Tebas. Nos grandes templos era realizado o culto oficial (o ritual diário das oferendas). em sete etapas ou eras: a inicial (era arcaica). . seco. a verdadeira capital ficava na junção entre o vale e o delta. em parte. das populações vizinhas. Os deuses eram. ao passo que o excesso de água deixava um ras tro de destruição generalizada. e o período final. iniciando em Assuã e terminando na região do delta. separadas pelo primeiro e segundo períodos intermediários de dissensão. onde orioNilo deságua no mar Mediterrâneo. Para fora do país. a população do se concentrava na estreita faixa de terra cultivável ao longo do vale e nas amplas planícies c < região do delta. Tudo começou por volta de 3000 a.C. quando o vale e o delta foram unidos sob o governo de um só rei. Premida pelo deserto. por sua vez.C. a corporificação de forças da natureza ou de suas manifestações (o sol. porém não isolados. Os egípcios ficavam afastados. Durante a maior parte da história egípcia. mas a evidência mais ampla que nos vem do Egito e da Mesopotâmia confirma a datação tradicional. levavam a o mar Vermelho. também a história do Egito é muito rica e se estende ao longo de 30 séculos. e em "oratórios" colocados na entra- N o caso d e j ó i a s d o E g i l o a m i g o . e outra que. No mapa. havia uma raia que. uns 500 km mais para o Sul. EGITO .. Mênfis f 4 m e SINAI f 1' catarata CUXE 2 catarata a '-. na condição de intermediário entre os deuses e os homens. a lua). a principal via de comunicação ' era o Nilo. cuja bênção sobre o Egito se implorava através dos ritos nos templos. Mênfis teve que dividir a condição de capital com várias cidades localizadas no delta. Antes da construção das barragens em tempos modernos. Reino Médio. A longa série de reis ou "Faraós" compreende 30 famílias reais ou dinastias. em santuários menores. ao qual tinham acesso unicamente o Faraó. isto sim. Kitchen Assim como a história da Suméria e da Babilônia. Durante toda essa história. veio a ser a capital meridional. 0 território do Egito 0 verdadeiro Egito não é aquele quadrado vazio que aparece nos mapas modernos. Internamente. um sistema de escrita feito. Um rii baixo. foram feitas tentativas de diminuir essas datas em até 300 anos (identificando o Faraó Ramsés II com o Sisaque do relato bíblico. 0 rio Nilo propiciava uma economia agrícola. três eras de grandeza (Reino Antigo. No período final. c o m o esre d e faiança azul.154 Pentateuco Egito K. etc). e assim por diante). o delta e o vale formam uma figura semelhante à flor de lótus na extremidade de um caule curvado. 0 que mantém o Egito vivo é a enchente anual do Nilo. existe viçosa e exuberante vegetação. muitas vezes. o que s e vê é um deserto. Mas é mais fácil dividir o período que vai de 3000 a 300 a. como a cidade do deus Amun. pois trazia água e m abundância para as plantações e depositai» uma nova camada de solo aluvial. e das regiões desertas e r a m trazidas pedras e outros metais.. geralmente em Mênfis. u m a das peças preferidas e r a m o s colares. É. sendo que o pequeno "broto" é a província do lago de Faium. representava carestia e. No Reino Novo. Os hieróglifos. passando pelos vales desertos da região oriental.

10. a 12 e a 13 (ou 15 ) dinastias respectivamente (Reino Médio em diante). livros de sabedoria (semelhantes ao livro de Provérbios). Vista de forma positiva. tesoureiros. o Egito não dependia das chuvas mediterrâneas que eram de vital importância na Síria e na Palestina. compartilhadas e executadas por altos oficiais de estado: governadores para o sul e o norte. então. A partir do Reino Novo. e manterem com vida os seus rebanhos.20. era um crime passível de punição. Os magníficos monumentos — desde as gigantescas pirâmides e os templos até os delicados afrescos e minúsculos anéis sinetes — foram produzidos por um grande número de artistas e artesãos que estavam a serviço do Faraó. em G n 12. Os Faraós do tempo de Abraão e de José integravam. Graças ao Nilo. O Egito teve uma rica produção literária de histórias. A educação se baseava no treinamento de escribas na administração civil e nas escolas anexas a o s templos. A magia "negra". para fora (como aconteceu com Abraão. As atribuições seculares do Faraó eram. E não foram somente os patriarcas hebreus que se refugiaram no Egito durante períodos de carestia. uns mil anos depois O o l h o sagrado d o deus egípcio H o r u s era pintado sobre barcos para afastar o mal. O trabalho dos camponeses era a base da pirâmide social.Gênesis A história do Egito antigo Romanos I (Império Persa) I Greg os m raão OlOa.20). na História de Sinuhe) ou. dos templos. tribos edomitas receberam permissão para se dirigir aos lagos de Pitom. e às vezes os visitantes eram escoltados para dentro (como Sinuhe.C). (cerca de 1210 a. ao que tudo indica. O Egito mantinha guardas e oficiais de fronteira ao longo da divisa oriental. I a a a . e das pessoas importantes de cada um daqueles períodos. algumas cenas em esculturas retratam estrangeiros esfomeados. superintendentes de silos. Gn 42—47). que atuava na capital e nas províncias. e. Um dos aspectos mais salientes da religião era a magia. Durante o Reino Antigo. ela era. O Egito e a Bíblia De Abraão a José O Egito aparece pela primeira vez na Bíblia como o lugar onde os patriarcas se refugiaram durante períodos de fome (Gn 12. "um braço que se podia usar para manter à distância os golpes da vida". sendo que algumas dessas obras se tornaram clássicas e obrigatórias para alunos. na prática. por outro lado. As grandes ordens sacerdotais tinham as suas propriedades e sistemas administrativos. nas palavras do mestre do rei Merikare. e inclusive chefes de cobradores de impostos! Esses departamentos eram apoiados por uma burocracia de escribas. graças à grande provisão do Faraó". o Faraó também mantinha e chefiava um exército permanente de carros de guerra e divisões de infantaria. poesia lírica e religiosa. "para se manterem vivos.C : losc Moisés «Salomão ¡2700 JJ400 p 100 |l8(10 i h soo 1200 900 «I0 300 da dos grandes templos.

16).156 Pentateuco período em que muitos estrangeiros encontraram trabalho no Egito.C. quando da construção do tabernáculo (que era. (um templo de) Ramsés II". na parte oriental do delta. por vezes. algo que é evidenciado por uma inscrição datada de cerca de 1600 a. uma vez que se têm noticias de destacamentos bem maiores naquele tempo. desde escravos até altos oficiais (como José que estava a serviço de Potifar. Os mágicos e sábios (Êx 7 .11) eram sacerdotes e escribas eruditos.C. não é nada surpreendente na sociedade egípcia cosmopolita do Reino Novo. que fala sobre a alimentação no além. (Compare com Êx 5. onde Moisés pede uma folga para os hebreus. mas perfeitamente verossímil.1821). 47. Além disso. são dadas razões específicas para a ausência de alguns: "a mulher dele está doente". Sabemos que crianças oriundas de Canaã eram criadas em haréns de outras partes do mundo.. trabalhando para os grandes projetos de construção daquele tempo. em que moravam os trabalhadores nas tumbas reais. a região do delta era propícia para a criação de gado (Gn 46.7) era uma força considerável.7. Em toda a parte e em todas as classes sociais. o cântico de vitória de Merneptah (cerca de 1210 a. Havia estrangeiros em todos os segmentos da sociedade. mediam ou avaliavam as plantações para fins de taxação. e m Karnak.. 1 1 . muitos hebreus eram escravos nas olarias egípcias do Reino Novo.1-4). mandou seus carros de guerra atrás deles. Um Moisés não era nenhuma exceção naquele contexto.2-3.42) são conhecidas de inúmeras pinturas egípcias. eram e continuam proverbiais até hoje. acreditava-se que os sonhos eram significativos. Na parte ocidental de Tebas. ou sobre todo o grupo tendo vários dia de folga para participar de uma festa religiosa local. uma estrutura pré-fabricada). e. ou (que pena!) "picado por um escorpião". ou "ajudando o chefe a fazer cerveja". E. Seiscentos carros (Êx 14. Quando os israelitas deixaram o Egito. na aldeia A s imponentes colunas d o T e m p l o d e A m u n .34). à semelhança do que foi feito com José.48-49. desde o mais insignificante escravo até o copeiro à direita do Faraó. Gn 39. sobre homens "que fabricam cada dia sua quota de tijolos".C). Salomão casou com a filha de um Faraó que conquistou Gezer e fez dela o dote da princesa (1Rs 9. como em Éx 2. foram encontrados "relatórios de trabalho" gravados sobre cacos de cerâmica. foram utilizadas técnicas conhecidas desde longa data no Egito para a construção de estruturas que precisassem ser montadas e desmontadas rapidamente. o Faraó. tanto para uso profano quanto para fins religiosos.7).23-26). Períodos posteriores O Egito reaparece na história bíblica do tempo de Davi e Salomão.11). que eram os "blocos de notas" daquele tempo. Tudo indi- . bem como os sepulcros (Êx 14. mas o Faraó afirma desco- nhecer o Deus de Moisés e não está disposto a fazer mais um feriado. Papiros daquele tempo falam sobre os Apiru (povos que incluíam os hebreus). Já o processo de mumificação e os caixões do Egito (Gn 50. as autoridades egípcias mantinham um detalhado registro das propriedades rurais e. Os próprios egípcios contavam histórias divertidas sobre as façanhas desses homens. No período de peregrinação pelo deserto. provavelmente Ramsés II. a tal ponto de escribas elaborarem manuais para ajudar a interpretação deles. muitos de seus contemporâneos que não eram egípcios receberam um segundo nome egípcio. Ali aparece um registro de dias trabalhados e dias de "folga". Moisés e o ê x o d o Quatro séculos mais tarde. sucessor de Ramsés II. Mais interessantes são os registros sobre um homem "fazendo sacrifícios ao seu deus".18. 0 tema das sete vacas não aparece apenas no sonho do Faraó (Gn 41.1-5. é um dado confirmado pela única referência egípcia a Israel (num contexto em que se fala também sobre Gezer e Asquelom). 8. 9. Que Israel já havia saído do Egito e estava instalado na região ocidental da Palestina ao final do século 13 a. ilustram o p o d e r d o s Rwaós egípcios. sobre funcionários que não têm nem homens nem palha para fazer tijolos" (veja Êx 5. sendo esta última a residência oficial e sede governamental de Ramsés II. No plano económico.) O fato de uma princesa de ura harém que ficava na região oriental do delta acolher uma criança estrangeira. As roupas de linho fino que José vestia na sua condição de alto oficial (Gn 41. O ponto alto desse trabalho foi a construção das cidades de Pitom e Ramessés (Éx 1. Num sistema desses não era difícil pôr em prática as medidas propostas por José (Gn 41. em essência.11). "que arrastam pedras para a construção do grande pórtico de pilonos de. e isto em vários níveis. em véspera de colheita. mas também na Fórmula mágica 148 do Livro dos Mortos.34-35.26). As condições descritas em ÊX 5 são confirmadas por documentos egípcios daquela época.

e. várias delas no Egito. a dinastia de Siamun deu lugar a um novo rei e uma nova dinastia: Sheshonq I. Verso: U m dos maiores tesouros d o Kgito: o rei T u t a n c a m o n e sua esposa.por esperarem ajuda do Egito (veja Is 30—31. Este considerava o Israel do tempo de Salomão um rival na política e no comércio. Entretanto. O c o r p o d e J o s é foi preservado desta •nua. Depois disso. Esta p i n t u r a mostra o processo d a RHimiíicacáo. e. por um breve tempo. se tornou realmente um "reino humilde" (Ez 29.N e f e n a r i (cerca d e 1S0O a . sujeitou a monarquia dividida dos hebreus a seus próprios interesses materiais. na p a n e posterior d o trono d o rei. A estrutura literária do livro de Provérbios — em grande parte um "livro sapiencial" de Salomão — revela afinidades com outras obras do gênero escritas na região do Oriente Próximo.25). C . « m ú m i a s d o E g i t o a n t i g o são m u n d i a l m e n t e famosas. a em Karnak. capital dessa dinastia.40. O Egito não era adversário à altura para assírios e babilônios. que. fez incursões na região dos filisteus e no sudoeste da Palestina. d e Tebas. . 14. fundador da 22 dinastia. a reiterada afirmação de que Provérbios deriva em parte diretamente de uma obra egípcia escrita por Amenemope carece de fundamentação mais sólida. Em pouco tempo. perdendo sua independência durante os séculos seguintes.C).15). retratados e m faiança d o u r a d a . o Faraó valeu-se de Jeroboáo para dividir aquele reino em duas facções inimigas. Essa campanha na Palestina foi registrada numa grande cena de triunfo que se encontra no templo de Amun. o poderio egípcio entrou em rápido declínio. ) . com o surgimento do Império persa. a julgar pelo fragmento de um baixo-relevo encontrado em Tànis (a Zoã da Bíblia). Os profetas de Israel censuraram seus reis O Iraje d e u m a princesa egípcia ( c o m o a q u e aparece na história d e M o i s é s ) é ilustrado neste afresco d a rainha A h m é s . prateada e a z u l . o Sisaque da Bíblia (IRs 11. e também em inscrições encontradas em Karnak e em Megido (na própria Palestina). E quando Roboão sucedeu a Salomão. Jr 46). ca que esse Faraó era Siamun (cerca de 9 7 0 a.

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A nação estava no apogeu do seu poder militar. O comentário histórico que se seque é baseado nesta teoria. Êxodo mostra Deus no controle da história.36 Israel no Egito Êx 1: U m a n a ç ã o e s c r a v a Quase 300 anos haviam se passado desde a morte de José e o final de Gênesis.C).11-12). O poder de Faraó não conseguiu vencer a fé e a coragem das parteiras. (Ramsés I I teve cerca de 60 filhas!) Ela deve ter levado Moisés ao harém Êx 1. U m a levav a o nome do sucessor de Seti. chegamos ao ano de 1450 a. 12—18 O êxodo A páscoa Do Egito ao Sinai Caps. É uma epopéia em que quase tudo gira em torno de Moisés.1—12. não uma princesa de sangue real. que era de matar todos os meninos recém-nascidos.159 ' ÊXODO O livro de Êxodo é a história do nascimento de Israel como nação.15-22). Ou seja. Um novo cálculo das datas da história de Israel. de uma dinastia que há muito esqueceu o que José fez pelo Egito (veja G n 41). A presença desse grande número de estrangeiros em seu território (veja 12. O povo de Jacó vivera no Egito cerca de 370 anos. para a qual há boas evidências. Deus deu a seu povo a norma de vida — a lei — dando-se a eles e fazendo deles o seu próprio povo num contrato duradouro (a aliança). que deviam j u n tar barro e fazer tijolos para a construção de novas cidades. e a vida de Moisés foi salva pela ação criativa de sua mãe. Seu status privilegiado era coisa do passado. como se faz atualmente. Faraó decidiu intervir diretamente ( Ê x 1. Agora eles são uma nação escrava sob um novo Faraó. voltou-se n o v a m e n te à região fértil do delta. somando tudo. Mas a água que afoga pode também ser usada para fazer flutuar um cesto impermeável (a palavra hebraica usada aqui é a mesma que designa a "arca" de N o é ) . Moisés tinha 40 anos quando fez a primeira tentativa de libertar o povo (2. um Deus "santo" cuja bondade e justiça são impressionantes. As coisas haviam mudado no Egito. 25 anos por "geração". Mas as parteiras hebréias não concordaram com o plano do rei. mas de acordo com 1 Rs 6. Se calcularmos. o livro que mais vale à pena estudar com atenção è este livro do Êxodo. Por intermédio de Moisés. feito recentemente com base nas listas de reis egípcios. O poder dos Faraós hiesos havia sido quebrado e os reinos do Alto e Baixo Egito estavam novamente unidos. • A filha d e Faraó provavelmente era filha dele com uma concubina. incluindo as cidades-armazém do Faraó. O povo foi organizado em equipes de trabalho. 3 (At 7. 1—11 Israel no Egito Moisés Caps.37) deixara o Faraó inquieto. o personagem central. do século 13. a atenção " S e quisermos entender a mensagem central do NT.23.C. chega-se à data do século 13.7). Mas quando Seri I (provavelmente o "novo rei" do v. Caps. p r í n c i p e d o E g i t o Todos os meninos hebreus recém-nascidos deveriam ser lançados no Nilo. o "êxodo" (a saída) que dá nome ao livro. Outros 40 anos se passaram até os acontecimentos narrados no cap. Revela um Deus que pode ser conhecido. Este era o decreto de Faraó. apoia esse ano como data do êxodo. A história egípcia não menciona o êxodo. Ramsés II (que foi o principal responsável por sua construção). Mas a maioria ainda favorece uma data mais recente. subordinadas a capatazes. Teve início um grande programa de construção." R. Foi ele quem tirou o povo do Egito. O número arredondado de 480 (12 x 40) possivelmente significava 12 "gerações".1 ele ocorreu 480 anos antes da construção do templo de Salomão (inaugurado por volta de 970 a. com a sede do governo em Tebas e Mênfis. Mas apesar da opressão crescente a explosão demográfica c o n t i n u o u . E havia Resumo Como Deus resgatou os israelitas da escravidão no Egito e fez deles o seu povo. 8) chegou ao poder. sob a liderança de uma nova dinastia de Faraós. C o l e . que resgata os oprimidos. 19—40 O povo de Deus Os dez mandamentos Lei e aliança O tabernáculo de Deus e adoração uma mão-dc-obra disponível e barata residente na área: os israelitas. A q u i estava sua chance de assegurar que não causassem problemas. mas essa tentativa acabou em desastre. Ê x 2: M o i s é s . Ê x 7. A.

.2-3. prova-1 velmente pronunciado " Y a h w e h " o u "Javé"j tradicionalmente lido como "Jeová". Elas seriam usadas para mobiliar e enfeitar o tabernáculo de Deus (35. • M o n t e H o r e b e (3.21-22) Veja 11. era a identidade de Deus. • Mídia (15) Os midianitas eram descendentes de Abraão por meio de sua segunda esposa. • O SENHOR (3. mas " E u Sou". a presença dele: " E u estarei com você". Isso era bem mais complicado do que d i z e r " N ã o me sinto qualificado para essa tarefa".160 Moisés roí adorado p o r uma princesa egípcia e criado. e Deus se dirigiu a ele com uma comissão assustadora: " E u o enviarei ao Faraó para que você tire do Egito o meu povo". U m a escultura e m relevo d e Carquemis. estudando leis c adquirindo conhecimento em vários ofícios e esportes (veja At 7. • 4.20-29).14 onde foi criado com outros.20) No pensamento hebraico.11: "Quem sou eu?" Este era o dilema de Moisés..15) As letras maiúsculas usadas na maioria das Bíblias indicam o "nome pessoal" de Deus. Moisés enfrentava sua própria crise de identidade. Ele é o Deus de A b r a ã o c dos outros.1: " O s israelitas não vão acreditar era m i m . • 3. veja comentário sobre! J z 2. Ali. do qual deriva tudo o que existe. Quetura. século 8 a . 'Eu S o u o que Sou'" ÉX3. que o Faraó endureceu . seu irmão. 12.1) Não se sabe com certeza onde ficava localizado. cujas histórias eles conhecem. Enquanto andava pelo deserto. E a resposta de Deus não foi: Página oposta: Tendo matado um cruel capataz egípcio. . Pentateuco "Deus d i s s e (t Moisés. E Deus se conecta com aquilo que o povo j á sabia: ele não é um estranho para seu p o v o . Deus se descreveu mais claramente: " E u Sou! é o Deus v i v o . criado como egípcio.244 m de altura) na parte sul da península ] do Sinai. Isso Deus não faria. quando Deus o chamou. mas uma antiga tradição o identifica com Gebel Musa (2. Deus se encontrou com ele.1. Ele levantou uma objeção depois da outra e todas elas foram rebatidas por Deus: • 3. manda outra pessoa". o mesmo lugar onde viria a receber a lei.19 A morte de Faraó foi registrada em 2. mas permitiu que Moisés fizesse de Arão. no sacerdócio o u na administração civil. A distinção que hoje geralmente se faz entre modos "naturais" e "sobrenaturais" de agir é estranha ao pensamento do autor. • 4. Não era inédito na época criar meninos estrangeiros dessa maneira e treinálos para ocupar posições de destaque no exército.23. aprendendo a ler e escrever os hieróglifos e as letras cursivas egípcias. de modo que. " ou "você tem. na casa real.13: "Por favor. na dramática experiência d a sarça ardente.) • Prodígios (3. • 4. mas um uso extraordinário dela por parte do Deus que criou o mundo. O que nos dá identidade. mostra a rainha Tawarisas segurando seu príncipe. 7). Moisés teve um bom treinamento para a futura peregrinação com Israel através do deserto.! um prodígio ou milagre não é uma inversão! da ordem natural. pois estava associada à religião do Egito (cap. Nascido hebreu. • 4. Não foi 'Você é . agravada pela rejeição de seu povo. • 4. (Veja "Os nomes de Deus". parou ao perceber uma sarça em chamas. " Deus d e u a Moisés três sinais — demonstrações d o poder de Deus — cora os quais poderia convencê-los de que ele realmente se encontrara com Deus. C . • As riquezas dos egípcios (3. Era real? Era uma visão? Ele se aproximou. 'Você reúne todas as qualificações".35-36. Este é o tipo de mágica que conheciam..13: " Q u a n d o . me perguntarem : Qual é o nome dele? Q u e lhes d i r e i ? " Moises não podia v o l t a r apenas c o m uma experiência subjetiva que ele havia tido. no hebraico " Y H W H " . • O A n j o d o S E N H O R (3.22).10: " N u n c a tive facilidade para falar!" Mas o Deus que o criou lhe d a r i a condições de falar.2) Praticamente! identificado com Deus.". Mas o emissário se mostrou muito relutante. o que daria autoridade a Moisés. Eles moravam no deserto. . como príncipe. Moisés fugiu para o deserto.21 A Bíblia diz que Deus endureceu o coração do Faraó. o porta-voz. . nesses anos de vida nômade. Ê x 3—4: A s a r ç a a r d e n t e Moisés estava no Sinai (Horebe).

Éxodo .

no entanto.162 Pentateuco Os nomes de Deus Alec Motyer Dois termos hebraicos são traduzidos por "Deus": • El.2-3 é confirmada pelo Gênesis. "Juiz" (Gn 18. envolve desfrutar ativamente de comunhão com a pessoa conhecida. SI 103. quando. o Deus que é "meu Deus" para as pessoas que fazem parte da nação escolhida. Na base de sua auto-revelação como Yahweh (Êx 3. mas não nos diz que tipo de Deus ele é. a noção de "presença ativa" nos diz que Deus está conosco. "Deus Eterno". Textos como Êx 34. "Senhor". pois se encontravam na situação de escravos condenados. Mas Deus decidiu revelar isso numa ocasião em que eles precisavam ser redimidos. S I 146. os judeus. traduzindo Yahweh por " S E N H O R " ou colocando " S E N H O R Deus" ou " S E N H O R .26.. Ao escolher a tempo do êxodo para revelar o significado do seu nome. a saber.7. os filhos de Eli com certeza conheciam o nome como maneira de "identificar" Deus. existe o nome pessoal Yahweh ou Javé. Este verbo não significa simplesmente "existir". não significa "deuses". se tinha sobre o caráter que esse nome revela. Por exemplo. quando chegavam a esse nome. Gn 4. 6. compare 1Sm 3.2-3) que "pelo meu nome.12. essa riqueza de significado é adicionada à revelação do Redentor santo. Como pôde. "quem é Yahweh?". Revelação progressiva O nome Yahweh aparece na Bíblia desde o início (Gn 4. Se alguém tivesse perguntado a Abraão.15. Êx 6. 14. aquele que sempre se faz presente entre o povo. meu Deus" onde o hebraico traz Adonai Yahweh (o Soberano Yahweh). no tempo do AT. . mas Aquele que possui de modo completo todos os atributos divinos. que ele é o santo Redentor e o Juiz santo. não lhes fui conhecido" (isto é. Assim.16). se diz que Yahweh é "o Deus de vossos pais".5) está a santidade de Deus. então. o Deus de Israel".2-3 nos diz aquilo que até aquele momento tinha apenas o significado de um "identificador". Yahweh se identificou como o Deus que salva o seu povo e derrota os seus adversários. ela não é nem irrefutável nem necessária. Em outras palavras. Por mais influente que seja essa teoria. o "Santo de Israel" não pode ficar restrito a esse povo. Muito se tem a ganhar quando se percebe que por trás da forma S E N H O R está o nome pessoal de Deus. mas "não se importavam (literalmente "nãoconheciam") o S E N H O R " (ISm 2. Além destes.22). oposta à anterior. No AT.13. Sua ocorrência mostra que o nome era não só conhecido como usado (p. Deus dizer a Moisés (Êx 6. aos patriarcas)? Os especialistas no estudo do AT responderam essa questão. "Deus. Mq 7. o nome divino era conhecido desde o início. diziam Adonai. Deus de t o d a a humanidade Mas o Deus que se revela de modo especial a um povo. mas "estar ativamente presente".22.18-20 mostram de forma bem clara a compreensão que. ou teria usado um dos outros títulos de Deus conhecidos dos patriarcas: "Deus Altíssimo". Assim sendo.12-13). Ele é o "Criador" (Is 40. Por reverência e para evitar que esse nome fosse pronunciado. S I 111. etc. uma forma plural que. Em termos lingüísticos. As traduções em grande parte ainda seguem essa prática.7) — o Deus de toda a humanidade (Nm 16. havia assumido o significado de uma afirmação a respeito do caráter desse Deus que tinha esse nome. ex. um epíteto para Deus ou uma forma de se dirigir a ele. Esta interpretação de Êx 6.25) e "Rei" (Jr 10. em Êx 3 (vs. Jr 32. em leitura pública. Segundo uma tradição.27). Êx 33. Yahweh é o Deus ativamente presente entre o seu povo. "conhecer" vai além do simples acesso a informações. O S E N H O R . o nome Yahweh se relaciona com o verbo "ser/existir". esse nome só foi revelado a Moisés. Deus no poder e na singularidade da sua natureza divina. "A Divindade".6-7. que se manifesta em santo resgate e ira santa por ocasião da Páscoa (ÊX 12). • Elohitn. ele com certeza teria respondido: "o Deus Todo-Poderoso".28). dizendo que temos várias tradições da história primitiva do povo de Deus. segundo outra. Deus queria revelar-lhes o seu caráter mais íntimo.1). Ao declarar o seu nome ao povo.

mais tarde. A lista é um trecho da lista mais longa de Nm 2 6 . 9. centro da economia e do culto da nação. Deus dá início a uma série de castigos para ensinar a Faraó e seu povo quem era o S E N H O R e qual era o alcance do poder de Deus SENHOR sobre toda a criação ( 7 . C h u v a de pedra e tempestades destruíram as safras de linho e cevada. O Nilo. 1 7 . 1 5 . > Acesso ao Faraó Se esse Faraó era Ramsés II. f u g i n d o das margens d o r i o e dos peixes em d e c o m p o s i ç ã o . sua força vital. 8. Nove vezes Deus agiu. Israel deveria deixar o Egito para oferecer sacrifícios. 1 . 4 em diante. 2 2 .V/ÍOK. "Agora eu ouvi os gemidos dos israelitas.14) Três anos mais velho que Moisés ( 7 . Moisés recorreu a Deus novamente. > 6. e não v o u d e i x a r que os israelitas saiam daqui" ( 5 .2 7 : G e n e a l o g i a Quem eram Moisés e Arão? A genealogia os identifica como descendentes de Jacó por meio da linhagem de seu filho Levi. mas é claro que era conhecido p o r aqueles que. seus magos e todos os deuses do Egito foram incapazes de reverter o j u í z o de Deus. T i j o l o s q u e i m a d o s a o sol sao material d e construção b o m e b a r a t o amplamente usado na Á f r i c a e na Á s i a . 7. Êx 6 . Para o escritor hebreu. y 0 pedido (5. Vou livrá-los da escravidão do Egito. e lembrei da aliança que fiz com eles.15). A família de Moisés agora estava ligada aos antepassados de Israel — o povo de Deus — p o r meio do sinal da aliança. E os e g í p c i o s q u e d e r a m o u v i dos às advertências de Deus foram salvos (9. q u e é secada ao s o l . > 4 . A reação de Faraó revelou sua hostilidade implacável. > Arão (4. 2 6 ) .3 O nome Y H W H ( S E N H O R ) é usado em Génesis de 2 . o fato de ser Deus é a primeira causa de tudo não conflita com a responsabilidade humana. mas não eram capazes de impedir. 1 4 . 5-6.. que ainda não haviam c r e s c i d o .13-35). 1 .1 ) Isto parece ser menos que toda a verdade.2 0 ) . ele supostamente nasceu antes do edito do Faraó. 2 . 2 9 : P r a g a s a t i n g e m o Egito Faraó o u v i u e rejeitou o pedido de M o i sés. A palha m o í d a reforça o tijolo. 1. criado no harém.1 2 ) .4 .25—8. já prevista por Deus ( 3 . 7 ) . 9. 1 9 ) . Êx 5 . que estão sendo escravizados pelos egípcios. primeiro por mosquitos e depois por moscas que se criaram entre as carcaças dos peixes e das rãs (8. escreveram as histórias. Moisés. mas serve como u m teste. 2 8 — 1 0 . Assim. Depois. Êx 6 . 2 ) . lembrando a Moisés quem Deus era e dizendo o que pretendia fazer. sabia como chamar a atenção do Faraó. "transformouse em sangue": os peixes não podiam viver na água vermelha e grossa ( 7 . Sete dias mais tarde. e Faraó. e tumores apareceram nas pessoas e nos animais ( 9 . 1 4 .2 4 ) . Ê x 6. Durante três dias a luz do sol permaneceu . 2 4 . 1 — 6 . . 1 0 . Os magos podiam imitar. 1 3 : P r i m e i r a v i t ó r i a de F a r a ó 0 primeiro pedido a Faraó apenas agravou a situação. 8 . rãs. De qualquer modo. O vento trouxe uma nuvem de gafanhotos da Etiópia que destruiu toda a vegetação do país ( 1 0 . o país foi infestado. "o S E N H O R se encontrou com Moisés c procurou matá-lo" pode ser outro exemplo de Deus como a primeira causa — talvez a ameaça fosse u m acidente o u uma doença.1 8 ) . diga aos israelitas o seguinte: Eu sou o SJÍ.16-32). sabe-se que ele recebia também pessoas (confira 5 . e não a Moisés.. a circuncisão. isto é.2 6 No v. O s animais foram atingidos p o r uma peste. E Deus renovou seu chamado. Palavra d e Deus a Moisés. p r o c u r a r a m r e f ú g i o nas casas (7. mas não as de trigo c cspclta. ? E u não conheço o A foto mostra u m a mistura d e lama d o Nilo c o m palha s e n d o colocada e m moldes d e madeira para fazer tijolos. Farei com que vocês seja o meu povo e eu serei o seu Deus".14). Demonstrou que tipo de pessoa ele era: "Quem é o S E N H O R . O povo se voltou contra seu "libertador". Miriã era a irmã mais velha de ambos. 5 .seu coração e que o coração do Faraó se endureceu: três verbos diferentes sem diferença real no significado. 2 4 . o pronome objetivo "-lo" (em "matá-lo") pode ser uma referência a Gérson. Portanto. F r u s t r a d o . porque a natureza destes seria ofensiva aos egípcios ( 8 . .5-7 3 .

22-23 estava prestes a se realizar. Os pães sem fermento evocam a rapidez da sua partida (não havia tempo para usar fermento c deixar o pão crescer). Mas o povo não partiu de mãos vazias.21. Não importa como aconteceu. O trigo. . As ervas amargas representam todo o sofrimento que suportaram no Egito. • 7. Mas para Israel era o início. ( F o r a m literalmente "todos" os primogênitos. Este era o fim da linha para Faraó e seu povo. Esta estátua colossal d o Faraó Ramsés 11 (provavelmente o Faraó de Ê x o d o ) é um dos vários monumentos e construções que díío conta d o seu poder no Egito antigo. Ele fez distinção entre seu povo e os egípcios. Veja "A Páscoa e a Última Ceia". que poderia ter começado com uma inundação acima do normal. Ele fez com que o "deus N i l o " trouxesse ruína em lugar de prosperidade. "piolhos": a palavra ocorre apenas aqui. trazendo lama vermelha c espessa ou algas vermelhas que poluíram a água. • 9. o fato é que não se tratava de m e r o " a c a s o " . inclusive o filho do próprio Faraó? De que instrumento Deus se valeu: a peste bubônica ou a poliomielite? Não sabemos. Mas os egípcios foram devastados. de modo que no final o poder de Deus ficou evidente para todos. E m cada caso Deus d e c i d i u valer-se de desastres naturais para c o n f u n d i r o Faraó e os deuses do Egito (12. • A dureza de coração d o Faraó Veja em 4. • 8.31-32 Este é um detalhe que revela conhecimento da situação local. a cheia anual ocorria entre junho e outubro.25 Antes da construção da grande represa de Assuã.) U m a nova festa foi instituída c um novo ano (religioso) começou. Os anos de escravidão são. demonstrando seu controle absoluto. (A época é março/ abril. realmente amadurece um mês ou dois após a cevada. E o poder de Rá. o dia em que feriu mortalmente os primogênitos dos egípcios. ou apenas os jovens das famílias mais importantes. mais que ansiosos em vê-los partir.16-17 "Mosquitos". foi eliminado. O s acontecimentos seguem uma ordem lógica. Deus não interferiu. Este foi um dia que seria lembrado ao longo dos séculos. Anunciou a vinda de cada uma c podia fazê-las cessara qualquer momento em resposta a oração. pois Deus estava em ação. assado sobre o fogo. • 7. o deus sol.1—12. representa a proteção e provisão de Deus por seu povo: Israel é o primogênito de Deus. pagos pelas roupas e jóias entregues pelos egípcios. Ê x 11.24 O solo arenoso filtra a água.21-29). Foi do " p ó da terra" que eles saíram. O linho era vital para a importante indústria de tecelagem egípcia. deixando-o tomar suas próprias decisões. Ele controlou a extensão e as áreas afetadas por cada praga. mas poupou e libertou seu p r ó p r i o p o v o .) O cordeiro o u cabrito da páscoa. As pragas ocorreram durante u m período de seis meses a u m ano.12).36: A m o r t e r o n d a a terra A preliminar havia terminado: a advertência de Deus em 4. importante item de exportação. As rãs (associadas aos deuses egípcios da fertilidade) trouxeram doença ao invés de fecundidade. de certa forma.164 Pentateuco encoberta por "trevas espessas" (provavelmente uma tempestade de areia provocada pelo vento conhecido como cansim) (10.

Quando os israelitas d e i x a r a m o Egito.11-13 Deus escolheu os levitas para representar todos os primogênitos de Israel: "são meus". 3 7 ) N m 11. Contando mulheres e crianças. • 600.Êxodo do deserto? A nuvem e o fogo eram fenômenos sobrenaturais? Na Bíblia. Ê x 14: P e r s e g u i ç ã o ^ e desastre Presos entre o mar e as montanhas. E em Nm 3. • Como a l i b e r d a d e de Israel h a v i a s i d o comprada com a morte dos primogênitos dos egípcios. porém.24-25. 3 7 — 1 3 . embora o povo tivesse aprendido a sobreviver com pouca água e seus acampamentos tenham se espalhado para que se pudesse usar várias fontes de água a cada parada da viagem. os p r i m o g ê n i t o s da nação pertenceriam de forma especial a Deus e deveriam ser "resgatados". seus "despojos" incluíam jóias d e prata e o u r o . • 13. Começa a viagem em direção à fronteira. O "mar Vermelho". • 13. 2 5 O êxodo do Egito Êx 1 2 . A canção é um belo exemplo de poesia semítica antiga (veja "Poesia e Sabedoria". fazendo as paredes de água desabar sobre as tropas de Faraó.8. com água pela frente e o exército do Faraó vindo ao encalço deles. tanto a nuvem quanto o fogo são símbolos associados a Deus. clamando a Deus e acusando Moisés de traição. É possível que se usasse um número alto simplesmente para indicar "muitos".15 A partir de G n 22.14).000 homens ( 1 2 . Antes disso. onde Deus forneceu um carneiro para ser sacrificado no lugar de Isaque. A vitória foi ganha às custas de Faraó. . e nem todos os carros de guerra se perderam. E assim Israel entendeu que eram verdadeiras as palavras de Moisés: "Vocês não terão de fazer nada: o S K N H O R lutará por vocês" (14. Estes colares egípcios datam d a época d e Moisés. sem que se tivesse feito um censo exato. • 13. e o destacamento que perseguiu os escravos foragidos foi destruído — um golpe duro o bastante. 17-18 Não há menção do afogamento de Faraó. 3 7 — 1 9 . Primeiro Moisés conduziu o povo num grande hino de triunfo: Deus salvou Israel. Mas Deus fez as águas retrocederem para que pudessem atravessar sãos e salvos. Deus concedeu o maná. fica claro que Deus jamais exigiu o sacrifício de um filho.16 Veja texto e ilustração de Dt 6. 165: Ex 1 2 . Em capítulos subseqüentes fica claro que isso era gente demais para uma sobrevivência no deserto. • Vs. foram dadas instruções adicionais sobre a celebração da Páscoa: quem poderia participar e onde deveria ser comemorada.21 A coluna de nuvem era um redemoinho A oitava praga foi uma nuvem de gafanhotos que devastou o Egito.16 diz "quarta geração"). Assim. afastando-se do delta do Nilo.13-14). os israelitas enfrentaram seu primeiro grande teste de fé. As vezes também faltava água. esta certamente era ela.18 O "deserto" era uma região de estepes na qual os animais podiam pastar.21 dá o mesmo número. • 13. após quatro séculos numa terra estranha Israel estava livre. introdução).1-21: O c â n t i c o d e v i t ó r i a Sc houve uma vitória que merecia ser contada às gerações futuras. Ê x 15. numa tradução mais exata. 166). o total seria de 2 a 3 milhões de pessoas — um número bastante alto. E entraram em pânico. Depois Miriã e todas as mulheres cantaram o refrão e dançaram de alegria. mas o grande fato indiscutível é que Deus libertou o seu povo. O povo estava indo para o leste. • Os ossos de José (13. destruiu seu inimigo. em l e m b r a n ç a da f o r m a apressada como saíram do Egito.19) Veja G n 50. apesar da tradição que havia em Canaã. Esses acontecimentos deveriam ser comemorados de duas maneiras: • Durante um p e r í o d o de sete dias após a Páscoa as pessoas d e v e r i a m comer pães sem fermento. 2 2 : F u g a n o t u r n a Como Deus havia previsto ( G n 15. Pode-se questionar o tempo exato que o povo ficou no Egito ( G n 15. é "mar de Juncos" (veja mapa na p.

falou. t r i b o n ô m a d e descendente de Esaú.13 Moisés. .. santo.2). Jetro. foram para Sucote. Esta substância foi o alimento básico dos israelitas durante 40 anos. Aqui Deus proveria uma maneira de ensinar ao p o v o obediência e dependência diária dele. Fora do Egito: as peregrinações no deserto N ã o há certeza quanto aos locais mencionados nem q u a n t o à rota. Ali Deus estabeleceria sua aliança com a nação. • 16. O a v a n ç o d e v e ler sido lento: n o m á x i m o entre I S e 2S km p o r dia. N ã o fica claro quando Zípora retornou para casa.24-26. terrível.7-11). BK Moisés envia homens para espionai a letra de Canaã — eles vão até Hebrom e voltafn. era considerado um homem piedoso.14). E m vez disso. Ê x 19: O a c a m p a m e n t o n o Sinai C o m o Deus p r o m e t e r a ( 3 . Oeos dii que deverão ficar no deserto.22 Os sacerdotes só passaram a existi! c o m o o r d e m após estes acontecimentos no Sinai. T r o v õ e s .15 " P r e p a r e m .por 40 anos. de frutas e legumes — e não havia falta de água. Êx 15. mesmo q u e mais p r ó x i m a ( 1 3 . se rebelam. como j u i z . Mas em questões religiosas. assustados tom os relatos de gigantes na terra. • 17. Moisés levou o p o v o de Deus ao monte Sinai.18-25). Os amalequitas possivelmente tentavam expulsar os israelitas de um oásis fértil. c cessou de repente quando entraram em Canaã. f o g o e terremoto anunciaram a presença de Deus e demonst r a r a m seu p o d e r (20. ele aprendeu com Moisés (8-11). . tornaram-se sinônimo de rebeldia (veja H b 3. embora não fosse israelita. • Á g u a da rocha (17. p o r q u e não estavam p r o n t o s para e n c o n t r a r as forças d o s filisteus. os requerentes ficavam cm pé. • 19. a exemplo de Débora. Ê x 18: S á b i o c o n s e l h o O fardo da liderança era pesado e a sugestão prática de Jetro no sentido de reorganizar e delegar tarefas foi sábia. mas é possível que tenha acontecido logo após o incidente registrado em Ê x 4.7-9. embora vários fenômenos naturais tenham sido sugeridos.6) Deus mostrou a Moisés o local. A travessia provavelmente aconteceu e m a l g u m l u g a r entre Q a n t a r a (46 km a o sul d c Porto S a i d ) e o norte d e Suez. Depois da "guerra santa" de Saul ( I S m 15). O " m a r V e r m e l h o " ( o u mar d e J u n c o s ) p o d e se referir à região d o s lagos A m a r g o s o u a o golfo d c S u e z . H f J s israelitas. e começaram as reclamações. • Codornizes (16. N o Egito havia abundância de peixe.31) Não podemos saber com certeza o que era esse "maná".Pentateuco • A profetisa (20) Miriã certamente alegava ter sido a porta-voz de Deus ( N m 12.8-12 — e o contraste feito em H b 12. O s israelitas n ã o p e g a r a m a rota costeira.8-16: A t a c a d o s ! Josué (o homem que seria sucessor de Moisés) liderou u m g r u p o seleto contra os amalequitas.16 É possível que esse relato fizesse parte do Livro das Guerras do S E N H O R (Nm 21.s e . os amalequitas são pouco mencionados. enquanto Moisés levantava seus braços em oração. inacessível. ficava sentado. r e l â m p a g o s .4). i I Miriá" pegou seu tamborim e liderou a dança após a travessia triunfal d o mar •Vermelho". (¡alto de Suez. uma profetisa posterior (Jz 4. v o l t a r a m para o norte antes d e atravessar e. o povo logo ficou sedento e faminto — c rebelde. • Maná (16. 1 2 ) .33 Veja também H b 9. • G ô m e r (16. • 19. a o s u l . novamente. O S e n h o r D e u s .22—17. Ele foi bem recebido e seu conselho foi seguido.7: C o n d i ç õ e s adversas No deserto. uma obra que não foi preservada. Monte Sinai/Hcxebe . e os nomes Massa e M e r i b á . descendo pelo oeste d a península • d o S i n a i . Sabe-se que a rocha calcária d o Sinai retém umidade. não se acheguem a m u l h e r " — v e j a " p u r o e i m p u r o " . Este incidente. para o s u l .16) U m j a r r o c o m capacidade de 2 litros.4. Outra descrição aparece em Nm 11. Ê x 17. em L v 15. Mas foi Deus quem deu a vitória. • 18. Não demorou. compare a experiência de Elias no mesmo local — l R s 19.20 e x p l i c a porquê.14.13) Veja " C o d o r n i z e s " em Números. Mas eles marcham para Canaã — e são denotados. 1 7 ) .

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Deus pronunciou as palavras que deram origem à v i d a . Deus nos fez: quem mais pode determinar a melhor maneira de viver? Escritas em tábuas de pedra. Êx 20.168 Pentateuco Êx 20—40 Leis e um tabernáculo para Deus • • • "Então. e "estatutos" o u ordens diretas. ao relacionamento das pessoas entre si. revela um conceito elevado da vida humana. Deus estabelece os padrões para os relacionamentos familiares.1-3 Este é local d o acampamento israelita diante d o monte Sinai. Este resumo e ponto culminante d o pacto ou da aliança de Deus com seu povo estabelece uma norma ética básica que se aplica a todos os povos de todos os tempos (já que estas são as instruções d o "Fabricante". 6. Embora semelhante cm forma a outros códigos de lei da Ásia ocidental antiga. estrangeiros). • Não há divisão entre a lei civil e religiosa. órfãos. a palavra e o pensamento.. O b r i g a ç õ e s impostas a o vassalo (3-17). principalmente os tratados entre suseranos e seus vassalos (veja 'Alianças e tratados no Oriente Próximo"): T í t u l o : identifica o autor da aliança (2a).37-40). A maioria dos códigos orientais lida apenas com questões legais: a religião e amoral são tratadas em outro lugar. a c o m p a n h a d a s p o r " b ê n ç ã o s " ( p . o sexo.12b) e "maldições" (5. conhecida como "o livro da aliança". o u seja. Ê x 20. preservadas na arca da aliança. . P r ó l o g o h i s t ó r i c o : descreve as relações passadas entre as duas partes (2b).33: O c ó d i g o d e leis Esta seção. é o registro mais antigo que temos da lei judaica. C . os mandamentos se resumem a amar a Deus e ao nosso "próximo" (Mt 22. ex."' Palavras iniciais d o s Dez M a n d a m e n t o s . morais e religiosas são inseparáveis. demonstrando a preocupação de Deus pela vida toda. • H á uma só lei para todos. Merecem destaque especial as leis que protegem os fracos c indefesos (escravos. a propriedade. que te tirei do Egito. essas dez "palavras" constituíram a base da lei de Israel. • O fato de haver penalidades fixas. pouco importando a posição social do indivíduo.7b). e as sete restantes. impõe respeito pela vida humana. da terra da escravidão. teu Deus.22—23. Agora Deus pronuncia as palavras que orientam o viver. isto c. Como Jesus disse.. Consiste em "julgamentos". leis casuísticas. leis civis. Os mandamentos demonstram a preocupação de Deus com todos os aspectos da vida humana. o código judaico tem várias características distintas: • O código como um todo se baseia na autoridade de Deus. Não terás outros deuses diante de mim. do Criador). Na forma elas seguem o padrão dos tratados conhecidos n o Oriente Médio no século 13 a . Na Bíblia. delimitadas (para cada crime um castigo específico). As primeiras três "palavras" dizem respeito ao relacionamento d o povo com Deus. não de um rei. viúvas. Deus falou Iodas estas palavras: 'Eli SOU O SliNHOR.1-21: O s D e z M a n d a m e n t o s No princípio. Ê x 20.

Embora culturas orientais anteriores tivessem tido temporariamente a noção de que a justiça agradava aos deuses.38-42). O autor quase não tem palavras para descrever a comunhão indescritível que se seguiu ao sacrifício e completou a aliança. De fato. a bestialidade (característica da religião cananéia) c a prática da aios homossexuais (veja Lv 20. obrigações sociais c religiosas (22. • 23. Por exemplo. desonrados ( L v 10. fazer uma refeição com alguém é uma forma toda especial dc se (cr comunhão com essa pessoa. foi sobre a ruchu Saltclu IÍIIS Tábuas ida leij que a civilização <H illcilllll loi edificada. • Hur (14) Obviamente trata-se dc uma pessoa importante cm Israel. pois a rebeldia de Israel ainda não havia condenado o povo a passar 40 anos na península do Sinai. A ilustração à p." . C o l e " O decálogo.27). roubo e dano à p r o p r i e d a d e ( 2 1 . Esta é a famosa Lei do Talião: um regulamento que se destina aos juízes no tribunal. na jornada de Elias ao Horebe. no episódio dos espias em Canaã. • Quarenta dias e quarenta noites (18) Certos números têm significado especial na Bíblia. homicídio c ameaças à vida humana (21. • Nadabe e A b i ú (1) Dois dos filhos de Arão." K.22) eram crimes para os quais estava prevista a pena dc morte. 1 — 2 3 . um Deus que é "misericordioso" (22. Jesus excluiu por inteiro a possibilidade de vingança ( M t 5. 1 3 ) : os direitos dos escravos (21.16-31). 'Icmplos |x>rtáteis. • 22.11 A terra também merece descanso: Deus preserva e alimenta os animais selvagens assim como cuida da humanidade. encimada por dois revestimentos impermeáveis (feitos de peles de carneiro tingidas de vermelho e de couro fino).. não uma carnificina sem fim. ofensa. sobre as quais havia uma cobertura de pano feito de pêlos de cabra. embora a descrição seja minuciosa. A passagem pode ser resumida da seguinte forma: • Instruções gerais sobre culto o u adoração (20.1-2). o teto dessa tenda podia ser horizontal ou erguido com uma estaca. Deus deu a Moisés instruções para construir uma tenda especial: Deus devia ter uma morada como as dc seu povo e viver entre eles. prefabricados. Deus os guiaria e acompanharia aonde quer que fossem. que mais tarde acabariam morrendo. Estes regulamentos ampliam. • Viram o Deus de Israel (9-11) N o Oriente Médio.14-19). O sangue aspergido sobre o povo e sobre o altar uniu as duas partes no acordo. • 23. propósito e um plano para a vida. Estas fronteiras "ideais" — do golfo dc Acaba ao mar Mediterrâneo.23-24 A vingança ou retaliação tem limites rígidos: uma vida por uma vida.31 Aqui. Agora é introduzida a idéia tie que a obediência é necessária assim como a/é.. A estrutura da tenda propriamente dita era revestida com cortinas de linho. O número 40 aparece em praticamente cada nova etapa da história de Israel: no relato do dilúvio. já eram construídos no Egito no período anterior ao êxodo. c no período entre sua ressurreição e ascensão.12-32). mas a pena de morte era a sentença a ser aplicada naqueles tempos do AT. Muitos dos materiais usados foram trazidos '•Ilido que Israel precisava inicialmente para ser salvo tio Egito era aceitar a liberttição que Deus estava operando. • Leis relativas às três festas principais — festa dos pães sem fermento. com detalhes.20-33). não se trata de uma planta completa. deu forma. do Sinai ao rio Eufrates — foram atingidas por um breve período na época de Davi e Salomão.1-13).12).10. Agora.7) O senhor dela ainda é responsável por sua escrava-esposa. 1 5 ) . cada uma das partes estava jurando mantê-lo sob pena dc morte. Na área dos relacionamentos pessoais. • 21. Êx 24: S e l a n d o a a l i a n ç a 0 povo aceitou a aliança e esta aprovação foi formalmente selada por um sacrifício especial e por uma refeição tomada pelos representantes do povo na presença de Deus. como sinal visível de que este era seu p o v o . • As intervenções de Deus em favor de seu povo obediente (23.18 A feitiçaria é condenada também no NT (At 13. semelhantes à tenda dc Deus (o tabernáculo). A legislação tem em vista o futuro. o "mar Vermelho (ou mar dos Juncos)" é claramente o golfo de Acaba. na tentação dc Jesus no deserto. justiça e direitos humanos (23. e eles saberiam que Deus não era uma divindade local cujo poder se limitava ao Sinai. • Ela não ficará livre (21. 3 3 — 2 2 . o resumo de Èx 20.22-26) • Leis civis ( 2 1 .19). Aqui. faltam alguns pontos ou detalhes. Ele e Arão seguraram os braços de Moisés em oração durante a batalha com os amalequitas (17. da colheita dos primeiros frutos e do encerramento da colheita (23.13 e nota em Lv 18. Estabelecera os termos da sua aliança e estes foram aceitos. em outras palavras. 19. Êx 25—27: O t a b e r n á c u l o Deus havia tirado o povo do Egito. 177 mostra a estrutura básica c a posição da mobília. a vida sedentária e agrícola que Israel teria na terra de Canaã.Estas são as leis de um Deus que se importa. A . • 22.1-17.19 No Israel antigo.1-11).

o Decálogo (Êx 34.1). permanecereis no meu amor". e o objetivo de conhecê-la é viver segundo ela". por graça. São dez ao todo. Agora. só então ele conclama o povo a mostrarse agradecido e ser o b e d i e n t e . A lei que Deus d e u a seu p o v o era um eslilo d e v i d a . é lâmpada para os pés e l u z p a r a o caminho d e rodos que p r o c u r a m segui-la. Era possível incorrerem castigo.4). O d o m d e Deus ao seu p o v o "Eu sou o SENHOR. literalmente. disse Jesus aos seus discípulos (Jo 15.5). os Dez Mandamentos são. Em termos de genérico e específico. Maimónides ciai. acolhem a lei e prometem cumpri-la. os Dez Mandamentos constituem um meio-termo.. o S E N H O R nosso Deus. "Se guardardes os meus mandamentos. Oqueéa"Torá"? A palavra hebraica "torá" é. que o povo de Deus viva de maneira que agrade a ele. Amarás o S E N H O R teu Deus de todo o teu coração. pois as histórias e também as leis nele contidas eram instrução para o povo. "A Torá é verdade. os membros do povo de Deus.. que te tirei da terra do Egito" (Êx 20. em princípio. de bom grado. No AT. e estas se encontram em Êx 21—23 e Dt 12—26. geralmente. 10. para sermos mais exatos. a palavra veio a ser usada como título do Pentateuco. Dt 4. Foram gravados em pedra para mostrar que. "instrução" ou "ensino". mas requer-se.28.6-21. aparecem pequenas variações. No NT aparece o mesmo padrão: a nova vida em Cristo está disponível. onde fizeram uma aliança com Deus. dizendo-lhe como deve viver. havia também a necessidade de ser sele- Sua importância se deve ao fato de terem sido as únicas "palavras" faladas diretamente por Deus. Existe outra passagem que traz os Dez Mandamentos na íntegra: Dt 5. teu Deus. mas isto é reflexo da flexibilidade com que a Bíblia em seu todo trata dessa questão da lei. Primeiro Deus salva. onde se enfatiza que esses são os mandamentos e que não haveria outros (Dt 5.1-17. Vários mandamentos aparecem em outros documentos de natureza ética ou em códigos de leis.2): esta é a base para tudo o que segue. então. Israel. não apenas u m a lista de regras. são válidos para sempre... traduzida por "lei". dizendo quem é Deus e como o povo deveria viver. Outras leis são bem específicas. e de graça. Ali. as "dez palavras".13.19). A forma positiva do "mandamento" é o famoso Shemá (Dt 6.170 Pentateuco Um estilo de vida: os Dez Mandamentos Philip Jenson Tendo saído do Egito. mas o Pentateuco insere os mandamentos num contexto histórico e teológico todo espe- . que aparecem em Êx 20. Deuteronômio faz distinção entre "o mandamento" e "os estatutos e juízos" (Dt 6. e dez é o número que simboliza aquilo que é completo. Deus entregou os Dez Mandamentos. com a finalidade de possibilitar ao povo cumprir a sua parte do acordo (ÊX 19."). o SENHOR é um.10). os israelitas chegaram ao monte Sinai. Mais tarde. lei é muitas vezes considerado algo universal e impessoal." A forma positiva do primeiro dos Dez Mandamentos é esta: "Não terás outros deuses diante de mim" (Dt 5.7). É a palavra bem pessoal que Deus fala ao seu povo. para todos. por causa de desobediência (Êx 20. mas este não era o propósito maior do mandamento. Todas as outras leis vieram por meio de Moisés (Êx 20. Nas palavras d o salmista. Diferentes t i p o s d e lei Algumas leis são mais amplas e universais do que outras.5). Eles têm por objetivo apresentar um quadro abrangente da vida de obediência a Deus. mas estes simplesmente definem o espaço ou os limites dentro dos quais os israelitas podiam viver com segurança.4-9): "Ouve. "Torá" é.1. Oito dos mandamentos têm formulação negativa ("não.22). Entretanto. Diante do que Deus havia feito por eles. Na comparação entre as versões de Êxodo e Deuteronômio.

ou um jumento.Sábado 4. ou um porco. deverá ser morto". Não dar falso testemunho 10. Não ter outros deuses. há diferença entre crime culposo (involuntário) e crime doloso (intencional). Mão cobiçar 1. Abaixo aparecem algumas das opções de numeração: Judaica Católica/Luterana Reformada 1. Não ter outros deuses 2. mas. As leis mais específicas examinam casos mais difíceis e estabelec e m diferentes níveis de desobediência e castigo. 0 nome do Senhor 3.1). Ornais i m p o r t a n t e em p r i m e i r o l u g a r A ordem dos mandamentos é altamente significativa.2 é visto como o prólogo. a proibição das imagens é um mandamento distinto. Jesus reafirmou esse vínculo em seu resumo da lei em dois mandamentos (Mt 22. no código do rei babilônio Hamurábi {foto ao lado) aparece o seguinte: "Se um cidadão roubou um boi. devido. em grande parte. A interpretação dos mandamentos 0 que significa "não matarás"? Nem sempre está claro o que um mandamento significa. Por exemplo. Não matar 6. Códigos de lei no mundo antigo Há vários paralelos entre os mandamentos da Bíblia e as leis que aparecem em códigos elaborados por vizinhos do povo de Israel. Não cobiçar 10. ao passo que. Os mandamentos pedem para serem interpretados e aplicados. não fazer imagens não fazer imagens 2 . 2 . 0 nome do Senhor 4 . não havia diferenças de classe. se a propriedade é de um vassalo. Não dar falso testemunho testemunho 9. mas todos aceilavam a autoridade mais ampla e abrangente dos mandamentos. Em muitos casos também há significativas diferenças no que diz respeito a detalhes. em parte alguma se encontra a mesma concentração de mandamentos num mesmo texto. e o duplo "não cobiçarás" forma um único mandamento.10) como no êxodo (Dt 5.36-40). Não adulterar 8. pois esse quadro só podia ser apresentado de forma esquemática. se for propriedade do templo ou da coroa. Não roubar 9. Não adulterar 7.12-14. Não roubar 8. Não malar 7. Honrar os pais 5. Não ter outros deuses. •iò tradição reformada (seguida neste artigo). de tempos em tempos. A lei do sábado se fundamenta tanto na criação (Êx 20. Não cobiçar a mulher . (Lei 8) Em Israel. se o ladrão não tiver como restituir. Há diferentes sistemas denumeração dos mandamentos.Sábado 4 . deverá restituir dez vezes mais. a necessidade de matar no contexto das guerras era tão evidente que nem era preciso discutir essa questão! É possível que. ou um barco. Honrar os pais 5. Entretanto. que dizem respeito ao comportamento na comunidade. Não roubar 8. Êx 20. à mudança das circunstâncias. Estes introduzem os mandamentos seguintes. ou uma ovelha. Não fazer imagens 3. se chegasse a conclusões diferentes. Sábado 5. e não havia previsão de pena de morte por causa de roubo (Èx 22. Não dar falso 9. como se vê em Êx 21. Introdução 1.15). ele deverá restituir trinta vezes mais. Não cobiçar a casa 10. Por exemplo.•ocio 171 tivo. • Os primeiros quatro (na contagem reformada) tratam da questão fundamental da atitude do povo de Israel em relação a Deus. Honrar os pais 6. No contexto israelita. 0 nome do Senhor 3. Não matar 6. pois nem mesmo a um escravo se permitia que trabalhasse no dia que Deus santificou. e já podemos ver isso em andamento nos mandamentos mais longos. • 0 mandamento do sábado já faz a conexão entre a atitude em relação a Deus e a atitude em relação ao próximo. Não adulterar 7.

Este aponta para o valor fundamental no desdobramento da lei: estabilidade e harmonia na família.172 Pentateuco "A Lei foi dada depois que Deus havia salvo o seu povo. a lei. Ser obediente a Deus é uma resposta à salvação. e os Dez Mandamentos. Os profetas fizeram severa crítica àqueles que tentavam subverter ou descartar os mandamentos (Am 8. o décimo mandamento vai além da ação externa e trata da motivação interior. Também Jesus criticou seus contemporâneos por interpretarem os mandamentos de forma muita restrita (Mt 23. No final. e não um pré-requisito para a mesma". .5-6).5).. não antes. fundamentado no amor a Deus e ao próximo. Os cristãos não tentam ser bonzinhos para chegarem ao céu.. Marcus Maxwell Depois do mandamento do sábado. o conteúdo e o tom dos Dez Mandamentos refletem uma consciência de que o espírito da lei era tão importante quanto a sua letra. Letra e espírito O contexto. de forma especial. trazendo salvação. procuram estabelecer um reino de justiça e paz. Cristo já morreu e ressuscitou. Já atravessamos o mar Vermelho. Deus já agiu.23). a sociedade entraria em colapso e os objetivos que Deus tem para a família de Abraão não seriam alcançados (Êx 19. o único outro mandamento positivo é o que manda honrar os pais. Em consonância com outros textos bíblicos. Israel não procurava cumprir a Lei para obter salvação. uma ênfase que Jesus aplicou também a outros mandamentos (Mt 5. pois. de modo geral. sem honra. É o único mandamento que vem acompanhado de promessa (Ef 6.2).21 -48).

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o sacerdote também devia estar vestido adequadamente. O u r o e prata eram forjados e deles se faziam padrões bastante elaborados. não por causa dele. A arca era o símbolo visível da presença de Deus. As habilidades destes artesãos são dons espirituais para o serviço de Deus e os nomes dos dois entraram para a história.. O pecado desqualifica todos de entrar na presença de Deus. a acácia é uma das poucas árvores que cresce ali. polidas e gravadas (como as de A r ã o ) . a de representante do seu povo. O s sacerdotes e todo o equipamento deviam ser separados especialmente para o serviço do Senhor. Os "querubins" provavelmente eram esfinges aladas com semblantes humanos que representavam os espíritos mensageiros de Deus.. a p ú r p u r a . • Os sininhos na barra da sobrepeliz de Arão (28. Assim. Enfatizam o bem comum ao invés do benefício pessoal.37 As lâmpadas do candelabro eram a única fonte de luz no tabernáculo: o santo dos santos ficava completamente escuro. • Estola sacerdotal (25. Pedras preciosas e semipreciosas eram lapidadas. Ao tempo do NT. que é uma das poucas áivores que cresce no clima seco d o "deserto" d o Sinai. que podiam ser usadas e transportadas com facilidade. era prático converter as riquezas em jóias. e a figura do sumo sacerdote e a legenda em " O Sacerdócio no A T " . As pedras preciosas gravadas com os nomes das doze tribos indicam sua outra função. era extraída do molusco m ú r e x ) . • A consagração Cada elemento dessa elaborada cerimônia indicava a "alteridade" o u "distância" de Deus. que as pessoas podem adorar do jeito que bem entenderem. Q u a n d o não havia bancos. Deus mobilizou todas essas habilidades para a construção do seu tabernáculo. Ê x 31.J o y Davidman "O conceito bíblico de sociedade se baseia. fazendo expiação pelo seu pecado. e ter seus pecados expiados por sacrifício para poderem assumir seu cargo. além disso u m pote de maná. Os povos do O r i e n t e M é d i o antigo eram hábeis na arte de fiar. .7) Veja 28.24). tecer e no uso de corantes naturais (o escarlate era obtido do inseto conhecido como cochonilha.42 A exigência de roupa de baixo para os sacerdotes contrastava com a nudez ritual de outras religiões. A madeira é escassa no deserto do Sinai. 3 é uma das primeiras referências ao "Espírito de Deus". para que o tabernáculo de Deus fosse o mais digno possível o u estivesse à altura de Deus. As peles provinham dos rebanhos dos próprios israelitas. Também eram p r o d u z i d o s b o r d a dos finos. • O Urim e o Tumim (28. Deus estabeleceu os termos que possibilitariam sua morada entre seu povo. não nos contratos. do Egito (11." J o n a t h a n Sacks A arca da aliança era feita de acácia. Arão e seus filhos deviam ser purificados e vestidos. Suas vestes tinham o propósito de lhe conferir "dignidade e beleza" (28.2-3) e voluntariamente ofertados pelos israelitas.33-34) Provavelmente para garantir que ele não entrasse na presença de Deus sem se anunciar.30) Dois objetos que representavam "sim" e "não". usada pelos ricos.20 A orelha para ouvir e obedecer a Deus. • 29.2). O Deus vivo não é um ídolo impotente. Nela eram guardadas as duas pequenas tábuas de pedra em que estavam escritas as "dez palavras". • 25. • 30.1-11: H a b i l i d a d e s especiais Q u a n d o Deus escolhe as pessoas para um trabalho específico ele também as capacita para essa tarefa. mas na aliança. revestida de ouro e medindo cerca de l. mas como convém àquele a quem ele serve e representa. a didraema (duas dracmas) tornou-se o imposto anual do templo ( M t 17.22m x 76cm x 76cm. e mais tarde a vara de Arão. Não se sabe exatamente como eram usados para descobrir a vontade de Deus. Ele estaria com seu povo. Alianças tem a ver com deveres em vez de direitos. mas não podia haver familiaridade.6-14.13 O imposto era uma pequena quantidade de prata (6g). 0 homem só poderia aproximar-se de Deus nos termos que Deus havia estabelecido. • Arca da aliança (ou d o testemunho) Esta era uma caixa de madeira transportada com varas. O v. a mão e o pé para trabalhar para ele. E x 28—30: O s sacerdotes e seus deveres Se o tabernáculo de Deus devia ser um lugar de beleza e esplendor. • 28.

é observado é um indicador da saúde espiritual do povo. "Eles eram um povo escravo. Êx 3 1 . o sumo sacerdote de Deus. foi recentemente rinonlrado em Israel. Êx 3 2 : U m b e z e r r o d e o u r o para a d o r a r Apenas seis semanas após fazerem o voto solene da aliança com Deus. . sem a presença de Deus.17: Cansadas de esperei por Moises. • Face a face (33. se colocou do lado de Moisés. os levitas. A morte era a penalidade para aqueles que violassem a aliança. Tal pecado não podia deixar de ser castigado. mas agindo de maneira diferente.11) N m 12. mas Israel foi salvo pela oração altruísta de Moisés.8 acrescenta como explicação: "claramente. talvez alguns líderes. o dia do descanso. A obediência nisto c uma prova da sua obediência a üeus também em outras áre. com sua '"casa". que ainda tinha a mentalidade de escravos. nem tanto "arrependendo-sc". As tábuas quebradas p r o c l a m a v a m dramaticamente que a aliança havia sido rompida.26-29 " Q u e m é do SüNHOR?" A própria tribo de Moisés. Ê x 33: A g l ó r i a d e D e u s Deus não voltaria atrás na sua promessa. • 32. Mais uma vez Moisés intercedeu pelo povo num momento de crise. Cole). • Peço-te que me mostres a tua glória (33. por mais que Deus os tivesse libenado" (R. a terra prometida não seria nada. mais provavelmente adoradores pegos ao acaso. os israelitas persuadiram A r ã o a fazer-lhes um b e z e r r o de o u r o .18) Moises queria ver Deus como ele é. e não p o r enigmas". mas seres humanos só podem ver Deus em sua passagem. O que se seguiu foi uma "guerra santa": alguns foram castigados como exemplo. que lhes truriu a lei d e Deus. somente nas coisas que ele fez.14 Deus levou em consideração a reação humana. • 32.1 8 : U m d i a d e d e s c a n s o A maneira como o sábado. como também o identificou com Deus. 1 2 . não só fez o bezerro. mas Israel perdeu a presença dele e.46-50).is. o povo pediu uma réplica dos antigos deuses do Egito.A. A resposta de Deus o incentivou a pedir que Deus se revelasse a ele em todo o seu esplendor. " I r m ã o " significa compatriota. Mas até laços de família eram menos importantes que lealdade a Deus (veja as palavras de Jesus: Mt 12. Este pequeno bezerro (foto).simbolo d e fertilidade e foiça n o Egito. E Arão.

simboliza que todo o p o v o de Deus estava na presença dele (pois havia 12 tribos de Israel). Este é o significado maior do tabernáculo. c o m dou i c o m p a r t i m e n t o s . Deus os trouxera para junto de si e.34-38). C . Ao fixar residência entre eles.8. a grande ênfase é a presença de Deus.34). Foi durante a permanência naquele lugar que. • Mas Deus não estava apenas dando-lhes algo que pudessem lembrar. m o n t a d a d e n t r o d e u m espaço f e c h a d o o n d e e r a m o f e r e c i d o s o s sacrifícios. A presença d e Deus E que dizer da outra metade da promessa de aliança? Deus havia dito também: "e eu serei o seu Deus" (ÊX 6.8). q u e m e s t a v a n o c o m a n d o e r a m o s s a c c r d o u l e levitas. no sangue derramado.43-46). Dela faziam parte os seguintes elementos: • O altar. O tabernáculo representa algo ainda mais intenso ou profundo do que a experiência no Sinai (compare 24.7: "Farei com que vocês sejam o meu povo". Esta ênfase é expressa de duas maneiras: • Há uma série de textos que tratam deste assunto (p. esse relacionamento deveria ser permanente. • Derramar a metade do sangue do sacrifício no altar (v.16-22).176 entateuco A importância do tabernáculo Alee Motyer O t a b e r n á c u l o o r a u m a t e n d a p a r a D e u s . ou seja. Deus queria que o seu povo sempre levasse consigo os valores aprendidos no monte Sinai. Naqtxi tj espaço. ex. Em toda a narrativa que trata do tabernáculo.6) significa que é por meio do sangue derramado que o povo pode chegar ã presença de Deus. Todos os dias eles olhavam com temor para a nuvem que cobria a monte (Êx 19. Ê X 25.7). Moisés apresenta ao povo a lei de Deus. Assim. • O povo se compromete com uma vida de obediência. • A seguir. A cerimônia A cerimônia descrita em Êx 24 coloca a entrega da lei em seu devido contexto. Ele é. No dia em que essa estrutura finalmente ficou pronta e foi erguida. deu-lhes um meio de viverem e andarem com ele. É ela que é o padrão de obediência que Deus requer do povo comprado com sangue (v. 29.7).. o monte Sinai representa o cumprimento de metade da promessa de aliança feita em Ê X 6. com suas 12 colunas (v. "a nuvem cobriu a tenda da congregação. Ele decidiu habitar entre eles. ele traz afastamento da presença de Deus. armando a sua Tenda entre as tendas deles.4).35). Tudo o que Deus havia feito tinha em vista este propósito final: "habitarei no meio dos filhos de Israel" (ÊX 29. caminhar com eles.42-46. o Senhor realiza esse segundo tipo de identificação com o seu povo. as pessoas podem ser trazidas a Deus e desfrutar da sua presença. o Deus deles. A verdade foi expressa numa pedra. O pecado inevitavelmente significa morte.22. e a glória do S E N H O R encheu o tabernáculo" (Êx 40. Mas uma vez feita expiação do pecado. Eles não ficaram A idéia básica d e u m a estrutura portátil é atestada n o lígito desde antes d e 20üt) a . pois isto significava que Deus estava chegando para falar com eles. Ali Deus havia habitado no meio deles e eles viram a manifestação visível da presença dele. de fato. O Senhor de fato tinha vindo para habitar entre o seu povo. 0 povo de Deus estava acampado junto ao monte Sinai. eles providenciaram materiais que seriam usados na construção de uma complexa tenda que viria a ser chamada de "tabernáculo".18 com 40. 40. e Moisés bor- rifa o povo com a outra metade do sangue (v. O s exemplos qur I \ f o r a m e n c o n t r a d o s possuem unia estrutura d e viga*! f . criando uma identidade entre eles e o sacrifício feito por eles tanto inicialmente como pelas fraquezas e pecados do dia a dia. instruídos por Moisés. O tabernáculo representa a plenitude e o ponto alto da redenção do povo de Deus.

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Agora.14). se tornaria cada vez menos importante. O tabernáculo é um resumo visível das afirmações centrais da Bíblia: que Deus habita em seu povo (ICo 3. Depois dele. Seria de esperar que o "edifício" viesse em primeiro lugar. Nós até podemos ficar impacientes e nos rebelar.1-37). pois o propósito de se entrar no pátio do tabernáculo era ter acesso à presença de Deus.31-32. os detalhes da execução do projeto (Êx 35—40).16). a ordem é surpreendente e inesperada. É uma narrativa bem ordenada. pensando bem. o tabernáculo resume uma verdade bíblica fundamental sobre religião: ela precisa ser moldada pela natureza e vontade de Deus.36-37. a descrição deixa de lado o interior e se volta para o exterior: a mobília.13). vã e sem sentido (veja. passo a passo.16-17) levavam até ela.. o altar do incenso (30. e que somente através de sacrifício e sangue derramado é que os pecadores podem ter comunhão com o santo Deus (veja Ef 2. se a religião não corresponder com a vontade de Deus. Antes desse ato de rebeldia aparece. Is 29. a mesa e o candelabro (25. Uma r e l i g i ã o c e n t r a d a e m Deus Portanto.17-22. Lv 16. Dentro da arca estavam as tábuas da Lei. habitando entre eles. quando.6-13). Portanto. toda a estrutura do tabernáculo expressa verdades claras e maravilhosas. o tabernáculo expressa a verdade de que o Senhor decidiu morar entre o seu povo. Mas isso seria o mesmo que começar pelo que é visível. e a vontade de Deus determina todo o plano da grande Tenda e de sua construção. depois a cobertura (26.10-40). Por que temos de acompanhar o processo de construção do tabernáculo nos mínimos detalhes? Não bastaria o resumo que aparece em Ê X 40. o próprio Deus garantia a realidade sempre atual e constante de sua presença. mas. Tudo apontava para ela. que Deus quer que seu povo o adore segundo a vontade dele e não como o povo imagina que deveria ser (veja Mc 7. aparecem. . Ao contrário.19-25). Desta forma. mas Deus é paciente e insiste em continuar. a declaração verbal suprema da santidade de Deus (ÊX 25.1-8).11-18.19-22). para mostrar que o ser humano somente podia se aproximar de Deus por meio de sacrifício. ela será. Esta santidade era a razão por que Deus habitava sozinho (pois ninguém está à altura da santidade dele) e também a razão por que por meio de sangue um pecador podia chegar à presença dele (pois o sangue mostra que uma vida foi entregue em pagamento pelo pecado). quando este descia para estar com o seu povo. Ele decidiu fazer isto segundo o que ele mesmo havia planejado e nada poderia leválo a mudar de idéia.1-19).10. na verdade. em última análise. Ef 2. seguido pelas coisas que estavam dentro dele. oração e a eficácia do sangue derramado.1-6). O fator determinante é Deus e sua natureza. 27. A partir de Êx 25. A narrativa do tabernáculo é interrompida e manchada pelo episódio do bezerro de ouro (Êx 32—34). com o passar do tempo. Ao longo do caminho que levava à arca ficava o altar dos holocaustos (Êx 27. Três entradas correspondentes (Êx 26. ex.78 Pentateuco com o brilho desvanéceme de uma experiência que. no texto. a arca. Sempre de novo a Bíblia desmascara a tendência humana de adaptar a religião às suas próprias necessidades e expectativas.16. o altar e o pátio (27. sobre o qual era derramado o sangue do sacrifício (Êx 25. Hb 10. o projeto do tabernáculo (Êx 25—31). A arca d a a l i a n ç a Bem no centro dessa religião teocêntrica ou dirigida pela vontade de Deus estava a arca.16-33? Por que dar destaque a cada nova fase do projeto? Certamente para enfatizar esta grande verdade: que nem mesmo os mais audaciosos e obstinados atos de rebeiião humana podem levar o Senhor a desistir de seu propósito de morar entre o seu povo. em todos os detalhes. o tabernáculo existia como o indispensável "invólucro" para o Deus invisível. não os homens e suas necessidades. e o propiciatório (a tampa da arca). p.

até ser substituído pelo Templo na época de Salomão. cobriu a tenda. já que era ele quem tornava a terra fértil. guiando-os pela região montanhosa e semi-árida da península d o Sinai. Os primeiros frutos deviam ser trazidos a Deus. Q u a n d o a obra terminou. Êx 3 5 — 4 0 : M o n t a n d o o tabernáculo de Deus Estes capítulos registram como as instruções dadas nos caps. mas seriam "comprados de volta" o u resgatados — não deveria haver sacrifício de crianças como em Canaã. eles não deviam esquecer a lei do sábado. Quando tudo ficou pronto.êxodo Ex 34: A r e n o v a ç ã o d a a l i a n ç a As tábuas foram gravadas novamente. 179 suas decorações.18). o tabernáculo de Deus foi o centro da adoração do povo de Israel. Deus instruiu Moisés a que armasse e organizasse o tabernáculo. Israel não deveria lançar mão da prática comum entre os cananeus de cozinhar o cabrito no leite de sua mãe com o propósito aumentar a fertilidade. Esta seleção específica de leis foi influenciada pela recente idolatria de Israel e também pelas futuras tentações representadas pela religião dos povos canancus. Deus t i r o u seu p o v o d o Egito. ao estarem muito ocupados com o plantio e a colheita. Durante 300 anos. rumo à rerra prometida. A longa comunhão de Moisés com Deus foi demonstrada em sua face quando ele voltou para junto do povo: ele começou a refletir um pouco da glória de Deus (veja 2 C o 3. símbolo visível da presença de Deus. o povo entregou suas ofertas e o tabernáculo. O s primogênitos de Israel pertencem a Deus. simbolizando a renovação da aliança p o r parte de Deus. e o lugar ficou cheio da luz resplandecente da glória de Deus. Deus demonstrou sua satisfação. 25—31 foram cumpridas ao pé da letra. Arão e seus filhos foram ungidos para o serviço. . N o futuro. para que fosse consagrado. O s artesãos foram ao trabalho. A nuvem. e as vestes dos sacerdotes ficaram exatamente como Deus havia prescrito.

É claro que as regras e os rituais . 16—27 te da aliança de Deus com seu povo no Sinai. A o f e r t a d e c e r e a i s o u d e m a n j a r e s Porém Deus ainda é santo e exige que seu (cap. A famosa afirmação de Jesus. vocês. Não está claro qual o relacionaAqui a Carta aos Hebreus ajuda (e serve de excemento entre esta oferta e a oferta pela culpa lente "comentário"). a de vida e adoração estabelecidas em Levítico são necessidade que os seres humanos têm do percentradas numa única afirmação: dão. cuja religião Essas instruções se d i r i g e m . sacerdotes (6. 4. ou poderia ser Cristo tomou o nosso lugar na cruz. Um livro de regras para sacerdotes do Israel antigo parece despertar apenas o interesse de 1. baseia-se nos uma oferta de ação de graças. que Cristo remove o nosso pecado. Elas dizem respeito a Levítico não é muito lido pelos cristãos de cinco tipos de sacrifícios: hoje. 6. Jesus ofereceu uma só O dia da expiação vez" é suficiente para Levítico é apresentado como as instruções perdoar "os pecados de Deus a Moisés. 7. 2. estrangeiros c i o s p a c í f i c o s (cap. Sempre de novo aparece o refrão: " O S E N H O R disse a Moisés.14-18): geralmente uma oferta povo seja santo. A o f e r t a d e c o m u n h ã o o u o s sacrifío cuidado adequado pelos pobres.6).. essencialmente um texto destinado aos sacerdoo "único sacrifício que moralidade e santidade tes. conceitos estabelecidos em Levítico.11-36): restabee pela terra. 1—15 Sacrifícios para removei o pecado e renovar a comunhão com Deus Os sacerdotes Puro e impuro Levítico é o livro das leis derivado diretamendo tabernáculo não Caps. A "nova do. pois Questões de conduta.8—7. Os muitos pensam que o material. um símbolo de dedicação. e. sou santo. Muitas das detalhadas regras de saúde No Sinai. L v l — 7 saúde e higiene. do mundo". 6. inicialmennão exigia moralidade e santidade. eram feitos entre um rei poderoso e uma nação de menor O que permanece e tem valor perene são os importância (Éx 20—23). É mais se aplicam. O povo de Deus deve ser distinOs sacrifícios to e diferente das nações à sua volta. O Deus de to com Deus que se cumpriria em Cristo. 7 ) . o livro foi escrito aos cristãos as antigas por Moisés. à pessoa que ia oferecer u m sacrifício namento íntimo com Deus significa uma vida de ( 1 . à medida que se encontra hoje." (Lv 19. o povo de Israel entrou num relacioe higiene também pertencem. 2. n u m segundo momento. Caos.LEVÍTICO Resumo O livro das leis de Deus para o seu povo. Um relaciote. e a própria descrição de sacrifíoferta em que o animal inteiro era queimai cios de sangue é repulsiva para muitos. As regras detalhadas princípios básicos. e preensão da morte de Cristo que aparece no NT. naquele tempo. 6. foi organizado por um escritor as boas novas começaram a ser pregadas entre os que viveu depois do tempo de Moisés. em grande parte. E. de comunhão. aos obediência e fé.8-13): a única alguns curiosos.2) É por isso que os pecados devem ser levados a sério. a expiação e a restauração do relacionamen"Sejam santos. pois eu. que deverão instruir o povo. que nidade enquanto festejavam. 1. 3. do com acordos que. 1 — 6 . a namento todo especial com Deus.13. vem deste livro. e isto explica a leis a respeito de pureza. Também não mais se aplicam na tradição judaica e cristã. o S E N H O R . na forma em que apóstolos resolveram esta questão. não-judeus. unia os ofertantes como família e / o u comuou seja. aliança" substituiu a antiga.. que acompanhava o holocausto o u a oferta "ame o seu próximo como você ama a si mesmo". a comlecia a comunhão entre o ofertante e Deus. mais importante ainda. não há um autor declarado e leis sobre alimentos. O h o l o c a u s t o (cap. Porém. o caráter imutável de Deus. muito pareciuma era e um estilo de vida do passado.24-30): feita para obter Mas que partes de Levítico ainda são válidas? o perdão. Levítico tem muito a dizer sobre 3." Para muitos.1—5. A o f e r t a p e l o p e c a d o p o r ignorânc i a (4.

na mão e no dedão d o pé direito de A r ã o indicava a consagração do homem todo ao serviço de Deus. O restante era comido pelos sacerdotes. . (Mas mesmo os pecados contra os outros são considerados pecado contra Deus. sacrifícios humanos.2 afirma claramente). . A r ã o e seus filhos são consagrados sacerdotes. quem fazia isso era o sacerdote. • . e a oferta pela culpa a ofensas contra o próximo.(item 5). 5. N u m ritual complexo c impressionante. Colocava a mão sobre a oferta. p r o i b i d o s de comer o sangue (7. • Aroma a g r a d á v e l a o S E N H O R ( 1 .1-10). a insistência na obediência à lei de Deus ( m o r a l e cerimonial). O sangue na orelha. para indicar que esta era sua propriedade e se destinava a ser um substituto. o pecado como barreira que impede a c o m u n h ã o .. • Não comam g o r d u r a (7.26) A razão disso é dada em 17. feito d e pedra calcária. 0 ritual seguia um padrão definido. N o tabernáculo havia um altar para os sacrifícios e um altar para o incenso.7.. Foi encontrado em Megido e é provavelmente u m altar d e incenso. Este altar. ritos de fertilidade. Por detrás desta regra talvez estivesse o papel desempenhado pelo v i n h o (bebida fermentada) nos excessos cometidos na religião dos cananeus. a crença num único Deus verdadeiro. decorrente da p r ó p r i a s a n t i d a d e moral absoluta dc Deus.14—6. certas características são singulares: • 0 monoteísmo absoluto de Israel. Queimava uma determinada parte do animal com certas porções de gordura (ou o animal inteiro no caso do holocausto).23) Esta parte "especial" o u "nobre" do animal era oferecida a Deus. nada de magia o u de feitiçaria (veja "Magia no A T " ) . data da época e m que o s israelitas conquistaram Canaã. Lv8—10 A consagração dos sacerdotes L v 8: A c e r i m ô n i a Terminada a descrição dos deveres sacrificiais do sacerdote. A o f e r t a p e l a c u l p a o u p e l o s a c r i l é g i o (5. o u pelos sacerdotes e suas famílias. (Em caso de oferta pública. Moisés implementou as instruções dadas em E x 29. 7.10-14 (veja nota). e o ritual como instrução vinda diretamente de Deus. Em geral. . Depois. O povo sabia eme Deus não precisava ser alimentado por eles. etc.) O sacerdote pegava a vasilha com o sangue do sacrifício e o respingava no altar. t e m p e r e com sal (2. por outro lado. como 6. orgias. pois era Deus quem os alimentava com o maná. a vítima era imolada. • A ênfase d a d a à ética e à m o r a l i d a d e . prostituição ritual. A prática de oferecer algum tipo de sacrifício era como que universal entre os povos antigos e os sacrifícios de Israel têm algumas semelhanças com os de seus vizinhos.11-13) Fermento o u mel causavam fermentação. no caso dos pobres. a necessidade de arrependimento e expiação. A pessoa que oferecia o sacrifício trazia a sua oferta (um animal sem defeito físico tirado do próprio rebanho. • A completa a u s ê n c i a (e p r o i b i ç ã o ) de práticas associadas que eram comuns em outras religiões. rolinhas ou pombas) até o átrio do tabernáculo. c o m um chifre e m cada canto. • 0 alto padrão do sistema sacrificai: nada de delírios. O sal. No entanto. 9 ) Esta é a forma humana de expressar a satisfação de Deus com a oferta. o u ( n o caso da oferta de comunhão) pelos sacerdotes e adoradores juntos. ou seja. • Nem f e r m e n t o n e m m e l . Moisés e x e r ceu as funções sacerdotais em lugar deles. ou. é conservante e lembrava a aliança de Deus com o seu povo. o u v i n d o e colocando em prática as instruções de Deus. a oferta pelo pecado parece referir-se a ofensas contra Deus.

21-22 com 6. por ocasião de um casamento. animais de grande valor porque puxavam o arado e as carroças. ex. por assim dizer.5-7). prometendo nunca mais terra. Nos dias de Noé. Contexto Precisamos imaginar como era a vida numa pequena aldeia onde praticamente todos tinham um pedaço de terra. O que se oferecia em sacrifício era a comida que se daria a um convidado de honra. muitas vezes se menciona tenha rejeitado o sacrifício de Caim.ex. ao passo que Abel ofereceu as tornar a destruir a sua criação. ou nas grandes festas religiosas como a Páscoa. Estas histórias Nesse contexto. SI 50. mas porque não podia se dar ao luxo de carnear seus valiosos animais. das atitudos fiéis são perdoados e eles estão des certas e das ações adequadas. quando as pessoas discutem o que deveriam comer numa ocasião especial. Os bens mais preciosos que se tinha eram os animais. ao lado do altar — Nm 15. na Bíblia.24). esse "cheiro suave". Outros povos viam nos sacrifícios uma maneira de alimentar os deuses. Na verdade. as pessoas matavam um animal para comer carne quando queriam sinalizar que o momento exigia uma celebração especial. que ocupa um lugar central na visão bíblica dos sacrifícios. Embora a Bíblia dê bastante atenção à forma como os diferentes sacrifícios de animais deviam ser oferecidos.. Os mais ricos teriam alguns bois e algumas vacas. por exemplo. A segunda vez que chega é logo após o dilúvio. a pessoa estava.1-12). na festa do Natal. por que a atitude de Deus 8.8-13). então. Como podia essa prática tão rude e cruel aproximar uma pessoa de Deus.3). a razão dos sacrifícios? P o r q u e o s sacrifícios? A primeira vez que. Embora a humanidade continuasse em relação aos pecadores é mudada tâo pecadora quanto era antes do através dos sacrifícios? . enganar Deus com algo de qualidade a maioria dos homens pereceu no inferior (2Sm 24. dilúvio (compare 8. e ainda por cima perdoar pecados? No entanto. os pecados cia. Também se diz A colocação desta história bem no que os sacrifícios são oferecidos para começo da Bíblia mostra a importân"fazer expiação". A maioria das pessoas era semivegetariana. se fala sobre sacrifícios é imediatamente após Adão e Eva serem expulsos Só o melhor era b o m do jardim do Éden. Adão e Eva ter algum defeito (p. ao serem uma grande falta de respeito querer afastados de Deus. Portanto. ou seja. Fazer isso envolvia um custo considerável. ele é quem alimenta os seres humanos (Gn 1. isto é algo que intriga os leitores de hoje. Deus é o criador: ele não precisa ser alimentado pelas suas criaturas. A maioria dos moradores da aldeia teria um rebanho de ovelhas ou de cabras. podemos entender mostram o que é o pecado e quais por que nenhum desses animais podia as suas conseqüências. não por convicção ou decisão pessoal. como. Seria morreram espiritualmente. seja a farinha ou o pão) e por uma libação de vinho (que era derramado no chão. oferecendo apenas alguns produtos da de atitude. 0 sacrifício é uma forma de lidar com os problemas criados pelo pecado.. No entanto. Restaurando a paz Disto passamos ao conceito de expiação. Portanto.3-5). Era uma agricultura de subsistência. dilúvio. Assim. ela também mostra que cada um desses sacrifícios era acompanhado por uma oferta de cereais (seja o grão em si. e todas as pessoas daquele tempo sabiam do que se tratava. no caso dos sacrifícios. mas esta idéia é enfaticamente rejeitada na Bíblia. tanto o AT como o NT indicam que isso de fato era assim.Pentateuco Sacrificios Nobuyoshi Kiuchi Oferecer sacrifícios era o aspecto central do culto no AT. Não admira que Deus sacrifícios. que era cultivado para conseguir o sustento da família. e as pessoas se consideravam felizes se conseguiam chegar ao final do ano com algum cereal de sobra para a semeadura do ano seguinte. Ao oferecer um sacrifício. Lv 1. outra vez em paz com Deus. acolhendo o convidado mais importante que se poderia imaginar: o próprio Deus. Ainda em sociedades mais ricas de nossos dias pode-se ver um reflexo dessa atitude. um sacrifício era uma refeição especial preparada em honra do Criador. Ao contrário. o sacrifício de Noé fez com que a atitude de Deus em relação à sua criação passasse de uma ira destruidora a uma promessa de preservação futura. As pessoas comiam carne quando recebiam uma visita importante (p. 2Sm 12. primícias do seu rebanho e a gorduNas passagens que falam sobre ra (Gn 4. Foi o suave cheiro do sacrifício de Noé que levou Deus a mudar Foi o que Caim tentou fazer. que destrói a paz que deveria existir entre Deus e a humanidade. no NT a morte de Cristo na cruz é vista como o ponto alto e cumprimento de todos os sacrifícios de animais no AT. além de fornecer carne e leite.29-30. Esta mensagem é reforçada em Gn Agora. precisamos fazer um esforço para entender a função dos sacrifícios na cultura dos adoradores do tempo do AT. Qual.1-6).

29). pois a morte dele faz com que todos os sacrifícios de animais que alguém. Outras vezes era visto como pagamento de uma dívida (a oferta pela culpa). ainda. • Ele deu a sua vida em resgate por muitos (Mc 10. 8. na interpretação da morte de Cristo. nos holocaustos). .7). a vida do animal substituindo a vida do pecador (p. a pessoa devolvia a Deus os dons mais preciosos que havia recebido. que é totalmente puro e santo. Por fim. por causa dos seus pecados. representavam o que de mais precioso tinha a pessoa que trazia o sacrifício. • A vítima sacrificial representava a pessoa que oferecia o sacrifício. ser visto (no caso de oferta pelo pecado) como uma forma de purificar tanto pessoas como lugares e objetos. Seu sangue nos purifica de todo pecado ( U o 1.. e a maioria deles tem alguns pontos em comum: • Todos os animais oferecidos em sacrifício. que restabelecia a paz entre Deus e as pessoas (Lv 17. porventura. o livro de Hebreus (caps. C . ex. ou se dedicando a Deus (provavelmente um aspecto central no caso dos holocaustos). se fazer presente entre o povo. merecia morrer e que o animal estava morrendo em seu lugar (p. • Isto nos traz à idéia de que o sangue faz expiação. O sangue representa a vida. em sacrifícios para tirar a culpa de pecados).Vários "modelos" são usados para interpretar os sacrifícios. Quem oferecia o sacrifício estava. Eram coisas essenciais à vida dessa pessoa. O s j u d e u s d e i x a r a m d e oferecer sacrifícios q u a n d o seu T e m p l o foi d e s i r u í d o pelos romanos e m 70 d .ex. E podia. ou reconhecendo que. 10) deixa claro que Cristo é tanto o sacerdote perfeito quanto o último sacrifício. Trazendo essas ofertas. mas os samaritanos a i n d a c o n t i n u a m c o m o sistema sacrificial d a antiga a l i a n ç a . Colocar a mão sobre a cabeça da vítima era uma forma que o ofertante tinha de dizer "este sou eu". • A morte d e Cristo Todas estas imagens são reunidas no NT.45). A vida do animal era entregue em lugar da vida do ofertante. • Ele é o verdadeiro cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jol. ainda queira fazer sejam desnecessários.11). possibilitando a Deus. bem como o vinho e os cereais. Às vezes esse sangue era visto como o pagamento de um resgate. "derramada" na morte. E era a vida do animal..

É proibido horas antes de ingerir produtos lácteos. Suas ordens deviam ser obedecidas. onde a bebedeira fazia parte dos ritos religiosos. mas Moisés ficou satisfeito com a resposta. Seja lá qual tenha sido a razão. você fica impedido de comer (ora de sua casa e de sua comunidade. o consumo de sangue. • V. A Lv 11—15 Puro e impuro Hoje. U m a oferta pelo pecado: obtendo purificação e perdão. poderemos compreender e apreciar os princípios sensatos de dieta. 9 Os sacerdotes de Deus deviam evitar os excessos de Canaã. Deus age em e através dos processos que ele embutiu no mundo natural. 32-40 estabelecem normas para prevenir a contaminação de alimentos e água. filhos de Arão. U m a oferta pacífica: a c o m u n h ã o c o m Deus é restaurada e desfrutada. como peixe. uma arma que protege contra a ameaça da assimilação" (Stanley Price).9). ovos. • Carne de porco (muito perigoso pelo mesmo motivo). Em Israel. ao • Numa refeição e no seu preparo. 16 A oferta pelo pecado do povo devia ser comida pelos sacerdotes na área do santuário como sinal de que Deus aceitara a oferta. decidiram fazer as coisas do seu jeito. têm barbatanas e escamas. 2. Após uma refeição • Podem ser consumidos apenas animais que que inclua carne. de uma comunidade judaica total separação entre carne e leite. e se você não pode comer uma série de alimentos ou não pode fazer a mistura K muitos deles. • Insetos pertencentes a quatro classes da família dos gafanhotos. mentares foi a constituição e preservação. • Insetos e aves de rapina (igualmente hospedeiros de doenças). Possivelmente estavam sob a influência de bebida alcoólica (10. assim que os animais • Alimentos neutros. a santidade de Deus exigia respeito absoluto daqueles que o servem. Crustáceos não 0 resultado da observância dessas leis alipodem ser consumidos. L v 11: L e i s s o b r e a l i m e n t o s As regras para a dieta do povo foram claramente estruturadas: casos duvidosos foram excluídos. U m holocausto de dedicação a Deus. • Aves que não aparecem na lista daquilo que é proibido. Logo Nadabe e Abiú. . deve haver longo dos tempos. e Deus respondeu ao fogo com fogo. • Moluscos (estes ainda são causa comum de intoxicação alimentar e enterite). Porque "se a carne que você consome precisa vir de um animal abatido de um jeite especial. higiene e medicina que mui- Alimentos puros (ou kosher) Estas são as leis alimentares (kosimit) usar o mesmo vasilhame e os mesmos talheobservadas nos lares de judeus praticantes: res para carne e lacticínios. a prostituição c os ritos de fertilidade faziam parte do culto.L v 9: A r ã o e s e u s f i l h o s assumem o cargo É significativa a ordem dos primeiros sacrifícios que eles ofereceram: 1. como este capítulo e o 1 5 deixam claro. reduzindo o sacerdócio a três pessoas. portanto. L v 10: F o g o ! A alegria durou pouco. legumes e frutas podem ser ingeque se escoe o máximo de sangue possível. • V. L v 12: O p a r t o Em Canaã. 6 O cabelo despenteado c as roupas rasgadas eram sinais de luto. A desculpa de Arão não é clara. Não se pode distinta. Princípios semelhantes regem normas governamentais modernas de saúde pública. • Criaturas do mar que possuem barbatanas e escamas. por outro lado. é preciso esperar algumas têm unhasfendidaseque ruminam. se conseguirmos ir além dos detalhes de algumas dessas leis quanto à pureza. Os vs. precisam ser degolados e é necessário deixar cereais. tas delas expressam. ridos tanto com carne quanto com produtos • Somente podem ser comidos peixes que à base de leite. Entre os alimentos proibidos estavam: • A n i m a i s c a r n í v o r o s (estes transmitem f a c i l m e n t e infecções n u m c l i m a quente onde a carne se d e c o m p õ e cm pouco tempo). não manipuladas. teto é. Os porcos também são hospedeiros de vários parasitas. qualquer coisa sexual ou sensual era estritamente banida da adoração a Deus. • V . 3 . Israel podia comer: • A n i m a i s q u e r u m i n a m e t ê m o casco fendido.

mas também decisões sobre casos difíceis de natureza ritual e legal (Dt 17. Os sacerdotes e levitas eram responsáveis pelo relacionamento pessoal e cúltico do povo com Deus.C. . • Vários grupos de levitas cantores.8-12). Deus pediu aos levitas que fossem um exemplo e se tornassem líderes religiosos: • Deveriam ensinara Lei de Deus aos demais israelitas. também. • Um levita peregrino de caráter duvidoso é apontado para ser especialista religioso (Jz 17—18). e os demais clãs levíticos são seus auxiliares (veja abaixo). • Um grupo de levitas compondo salmos para o uso do povo (SI 50 e SI 73—83 são da autoria de Asafe. Desenvolvimento histórico O desenvolvimento do sacerdócio ao longo da história de Israel é um tanto complexo. • A t r i b o de Levi r e c e b e um ministério sacerdotal específico (Êx 32. o meio oficial de se lançar sortes. Borlas d o u r a d a s .x 28.6). Mostra a sobrepeliz azu) c o m o s s i n i n h o s e m volta d a b o r d a . em comparação com outros povos.9-12:28. em d e t e r m i n a d o s momentos. • Um grande conflito entre levitas que queriam o mesmo status dos sacerdotes (Nm 16—17). um levita). O sumo sacerdote era. Nisto se incluíam. encontrada e m Carquemis. que o povo tem de Deus e até mesmo o nível de vida em sociedade. • Eles cuidavam.54). m a i s ou menos positiva. Diante disso.• • • • • • B B Sacerdócio no Antigo Testamento Philip Jenson Em todas as religiões existem líderes que exercem uma função especial no relacionamento com a divindade.. dos lugares sagrados e santuários. embora houvesse também algumas diferenças significativas. um importante líder político. Eles eram especialistas em religião. u m a para cada u m a das tribos. que havia revelado um zelo todo especial por Deus (confira Êx 32. Israel não era diferente neste particular. O Urim e o Tumim ficavam no peitoral do sacerdote. Esse texto se refere à tribo de Levi. Vários textos nos dão vislumbres do sacerdócio em vários momentos do AT: • Os próprios patriarcas exercem a função sacerdotal de oferecer sacrifícios (Gn 31. e eram usados por solicitação de pessoas ou do rei (1 Sm 23. • Arão e seus filhos são consagrados sacerdotes.26-29). Em Dt 33. Os lideres religiosos de Israel eram os sacerdotes e os levitas. onde eram oferecidos incenso e sacrifícios em favor do povo. Datar e interpretar os textos de que dispomos nem sempre é tarefa fácil.8-10 aparece uma antiga descrição dessas tarefas. levando a uma resposta de Deus em forma de "sim" ou "não". • Outra responsabilidade era o Urim eTumim. não apenas instruções éticas mais amplas (Os 4.26-29). As funções d o s s a c e r d o t e s Deus chamava sacerdotes para o exercício de uma série de importantes tarefas. além de ser um líder religioso (2Rs 11). e o peitoral c o m as 12 pedras preciosas. a estola sacerdotal a m a r r a d a c o m u m c i n t o . Da qualidade e honestidade do trabalho dos sacerdotes depende a experiência. eram usadas pelo s u m o sacerdote.1-6). instrumentistas e porteiros participando do culto noTemplo(1Cr15). c o m o esta d o século 14 a. N a m a o d o s u m o sacerdote está o bastão de A r ã o ( N m 17). Esta estampa d o s u m o sacerdote é baseada na descrição e m F. • Eli e seus filhos: uma pequena "empresa" familiar tomando conta d o templo em Siló (1Sm 1—2). responsáveis pelo bom relacionamento entre Deus e o povo. • Um sacerdócio que cresce em número e prestígio juntamente com o crescimento da monarquia.

O propósito dos fariseus era fazer com que um grupo maior de pessoas observasse níveis de santidade sacerdotal. liderar e orientar.9). de fato. desta maneira. ao fazê-lo. a tendência era aplicar isto acima de tudo ao âmbito cúltico. A função sacerdotal específica de oferecer sacrifícios pelos pecados se tornou obsoleta diante da morte de Cristo.. suas promessas de salvação e a visão do futuro que ele projeta estão relacionadas com a reconstrução do templo e o restabelecimento do sacerdócio (Ez 40—48). Ez 22. que Deus habitasse entre o seu povo (Lv 15. outros eruditos sustentam que o núcleo fundamental dessas instruções de natureza sacerdotal é. O autor da carta aos Hebreus examina a fundo o significado da pessoa e obra de Cristo em relação com a figura do sumo sacerdote que aparece no AT. mas. veja também "As grandes festas religiosas"). Apesar da ruptura ou descontinuidade trazida pela morte e ressurreição de Cristo. Uma solução para este problema foi centralizar tudo em Jerusalém.26). onde ficava o templo nacional. U m sacerdócio fora d o padrão Nos primeiros tempos. os textos sacerdotais nos propiciam uma visão fundamental de como devia ser organizado o culto a Deus na vida do povo. também. este continuou sendo um ideal para a igreja e a sua | liderança no NT. U m reino de sacerdotes É possível que o sacerdócio como grupo distinto tenha surgido no momento em que foi organizada a nação. ensinando às outras nações o conhecimento de Deus. por mais que admitam a possibilidade de que. Esses textos são. Depois da destruição de Jerusalém. Levítico e Números. pois era quem chegava mais próximo de Deus. Assim. os sacerdotes instruíam o povo em assuntos relacionados com o culto (Lv 10. Diante disto. eles ofereciam a Deus sacrifícios que tinham a finalidade de resolver o problema do pecado e da impureza. tinham de seguir padrões elevadíssimos de pureza e santidade.10). O sumo sacerdote tinha de observar normas rigorosas de santidade. Arão e sua família foram consagrados por Deus para oficiarem no santuário. Mas o NT descreve.18). que eram outro tipo de sacrifício. No entanto. No Dia da Expiação. Assim. antigo. No entanto. Quando oficiavam. possibilitando. assumiu uma forma escrita num período mais recente da história do povo de Deus do AT. É claro que havia exceções. nesses lugares muitas vezes se adorava deuses estranhos. é possível que um texto mais recente inclua material mais antigo. ex. Arão e seus filhos usavam vestes suntuosas que refletiam a santidade e função especial que desempenhavam. As ofertas pacíficas. Uma dessas tentações era preocupar-se tanto com a manutenção da ordem vigente que tudo que lhes interessava era seu próprio conforto. _ . Este foi um dos objetivos da reforma de Josias (2Rs 23). atribuídos a uma fonte sacerdotal (P). ele oferecia sacrifícios por seus pecados e pela impureza de todo o povo (Lv 16. O povo deveria fazer o que os sacerdotes faziam. Em muitos momentos os profetas condenaram os sacerdotes. veja "Sacrifícios"). segundo muitos eruditos. levando-os a ignorar a situação espiritual desesperadora do povo. fortaleciam os laços de comunhão dentro da comunidade e com Deus. que era ao mesmo tempo profeta e sacerdote.31. mas todo o Israel foi chamado para ser um "reino de sacerdotes e nação santa" (Êx 19. esse material foi retrabalhado e interpretado por vários editores. No AT. Ele censura os sacerdotes negligentes e apóstatas (Ez 8. muitas vezes. que. com o passar do tempo. como pessoas especializadas assumiram as outras funções sacerdotais de ensinar. e Jesus os censurou severamente por negligenciarem pontos mais importantes da Lei (Mt 23). Em nome de Deus. 1Sm 21).6). porque estes desviavam o povo do caminho e não ensinavam a Torá (Jr 18. Entretanto. Em nome do povo. a igreja apostólica evitou descrever os seus líderes usando linguagem sacerdotal. Seja como for. Os levitas estavam encarregados de ajudar os sacerdotes nas funções deles e zelar pelo tabernáculo (Nm 8). Este conceito de missão e testemunho corporativo foi retomado no NT (1Pe 2. e não o SENHOR.186 Pentateuco ^ Uma visão fundamental para o culto A descrição mais detalhada do sacerdócio se encontra em Êxodo. como podemos ver no caso de Ezequiel. era função dos sacerdotes possibilitar que o povo crescesse em conhecimento e santidade. os sacerdotes serviam a Deus em lugares altos e santuários locais (p. Nem mesmo em Jerusalém os sacerdotes estavam imunes às tentações que acompanhavam os privilégios do ofício que Deus lhes havia dado. se utiliza de linguagem e figuras do âmbito sacerdotal.

Nenhum destes era em si pecaminoso e não havia necessidade de oferecer sacrifícios. possivelmente fluxos malignos. nenhuma mulher deveria ter medo de ler a Bíblia e de participar dos cultos de adoração. trata-se de um livro-icxio profissional que e da necessidade de expiação para trazer perajuda o sacerdote-medico a fazer diagnósticos. apenas as regras relativas à menstruação continuaram em vigor. possivelmente sugerem. Assim.) Em Cristo estas desqualificações não têm mais importância alguma. Os detaformulação mais antiga de normas de quaren. e.. . o pecado" (26). e não 40. que continha um anti-séptico suave. Cristo. No judaísmo posterior. 13 foi escrito em linguagem técnica. onde ficava a arca da aliança.lhes da primeira aliança são "um símbolo para tena c medicina preventiva relacionadas com hoje" (Hb 9. pois o sacrifício perfeito que ele ofereceu faz com que homens e mulheres que nele crêem sejam perdoados e estejam habilitados a entrar na presença de Deus a qualquer momento. Foram prescritos banhos tanto para prevenir infecções como para esterilizar. Primeiro ele Lv 13—14: Suspeita de doença devia obter perdão e purificação dos seus de pele próprios pecados. > Impureza após o parto Estas leis são 187 intrigantes. ex. Em outras palavras. dão c restaurar relacionamentos. > V. simbolicamente > Cedro (14. • Puro e impuro O fluxo de sêmen do homem c .22-24.34-53 Atualmente existem sistemas sacrifício de si mesmo. entre docu. essas restrições não mais se aplicam. 12.49) Uma eiva. se mani"doença" é um mofo ou um fungo. como no caso do nascimento de um filho) se explica. pela crença de que havia um fluxo de sangue mais longo após o nascimento de uma filha.49) Essa madeira contém uma levando embora os pecados de Israel. "ao se cumprirem os tempos. E não era o pano.i menstruação feminina (ou o contato com um destes) tornavam o homem ou a mulher ritualmente impuros. Lv 15: Fluxos Veja o cap. festou uma vez por todas. O substância usada na medicina para doenças significado é incerto. 15 tem regras semelhantes relacionadas ao fluxo masculino e ao fluido seminal. onde agora aparece na preseneste a tratar dessas questões. não num "santuário mentos provindos do antigo Oliente Próximo. Esta é a o Levítico foi cumprido cm Cristo.9). semelhantes de inspeção e tratamento para • Azazel (8. em especial porque o parto é elemento necessário no ciclo da vida que o próprio Deus criou e ordenou. (veja. a verdadeira lepra é apenas pecados do povo.Levítico intenção não era tachar de "suja" este aspecto da vida humana. era enviado o bode expiatório. Em Cristo. pois isto era estritamente proibido manjerona. para aniquilar. ano após ano. Com relação a roupas e construções. Os bebês em si não eram impuros. ça de Deus para pedir em nosso favor" (9. efetivamente barrando as mulheres da adoração ou do contato com homens. mas o fluxo de sangue. mas "entrou não existe nenhum texto mais antigo do que no próprio céu. como alguns de pele. entrou. Lv 16 O dia da expiação O dia anual de expiação para toda a nação foi marcado para o décimo dia do sétimo mês (o mês de tisri — setembro/outubro). ou do pecado que os tirava da presença de Deus seja. a ele que.24).7). pelo > 14. mas não pode referirse a uma oferta a um demônio. Somente nesse dia Arão podia entrar no Lugar Santíssimo do tabernáculo de Deus. uma das doenças de pele mencionadas aqui. p. A regra de pureza absoluta em todas as questões sexuais era também uma forma de proteger a saúde das pessoas. a carta aos Hebreus entende que das" e "crônicas" das várias doenças. algo que é confirmado por outras passagens das Escrituras."nova aliança". (O cap. Israel era lembrado Ocap. o sumo sacerdote da essas doenças. talvez. capacitando-o a distinguir entre formas "aguNo NT. O período mais longo de impureza no caso do nascimento de uma filha (80 dias. O propósito era assegurar que isso não fizesse parte da adoração a Deus. Foram dadas normas a respeito de fluxos normais (seminal e menstrual) e fluxos anormais. construído por seres humanos". em nossos dias.10) Um lugar no deserto para onde mofo. > Hissopo (14. 6 Veja Lc 2. naquela época. 17. que tornava a mulher "impura" no tocante à adoração a Deus de maneira pura. sem poluição. Só então poderia purifiEmbora a palavra "lepra" seja usada cm car o tabernáculo e oferecer sacrifício pelos várias versões.

seja em qualquer outra atividade.14. Para os cristãos. e Arão identifica-se com o povo na oferta pelo pecado deles. 22 Entre os antigos egípcios e cananeus. isto é. L v 18: T a b u s s e x u a i s Lv 18. Uma vida preciosa. e à Pessoa adequada. • V .13. queimar uma criança enquanto ainda estava viva. Assim.7. no caso de tais ofensas.15). 26b-31 Estas são todas práticas pagãs. se manifesta na atenção dada aos menos favorecidos (9-10." Lv 19.15-16). com a maneira como cuidamos de | sua criação..) "Sejam santos. pois eu. vocês devem amá-los como vocês amam a vocês mesmos. L v 20: P e n a l i d a d e s Os v s . onde não existia uma legislação sobre o casamento. 6-21 descrevem as penalidades pela desobediência a leis que aparecem nos . c a perversão da justiça (11. o deus adorado pelos amonitase j outros.3 é a chave que abre o entendimento desses capítulos. já que ninguém devia comer de sua própria oferta pelo pecado.13. a penalidade prevista é morte. era algo associado com o culto a fvloloque. em nossos dias. dos estrangeiros. 6-18: em Israel. 21 Parece que o sacrifício de crianças. era proibido. " U19.7). (Em Corinto.11-14. Em Lv 20. paga o preço da liberdade de outros. em contraste com as leis alimentares. É " n o corpo" que devemos glorificar a Deus e conhecer seu Espírito que em nós habita. que não mais se aplicam (como o N T deixa claro)? Paulo obviamente acredita que j sim (Rm 1. que consegue o perdão. Em outras palavras. o que foi causa de muita infelicidade ( G n 29—31. ou seja. o casamento entre parentes próximos. Compare Rm 5. no N T . tais uniões eram comuns. Deus não quer a desonestidade. isto é. E m I C o 8. 0 v. a maioria da carne vendida nos mercados havia sido "sacrificada aos ídolos". Compare H b 13. No Egito. mas com a prática desses atos. 25 esse tema é ampliado em termos de cuidado pela terra. e a bestialidade (possivelmente um remanescente da adoração a animais) — tudo isso fazia das religiões indescritivelmente depravadas que os habitantes da terra de Canaã praticavam. ( N o cap. | Dificilmente alguém defenderia a aplicação da j pena de morte. o animal entra como substituto da pessoa que cometeu a ofensa. j a atividade sexual era quase que divinizada: j prostitutas cultuais eram chamadas de "sagradas" ou "santas" e a prática homossexual e a prostituição feminina faziam parte do culto. as relações homossexuais. Deus cuida dos pobres. o sacrifício de crianças. a exploração dos outros. Paulo lida com o problema que isto causava aos cristãos daquela cidade. tanto p o r vínculos de sangue como por casamento. isso interessa a Deus.33-34 • V .24-27): ele entende que a prática homossexual de homens e mulheres é contrária j ao propósito de Deus na criação.1 "Ame os outros como você ama a você mesmo.Pentateuco • Fora do acampamento (27) Nenhuma destas ofertas podia ser comida.20). E f 1.) • 17. Mas será que princípio envolvido não se aplica ainda hoje. a vida que foi entregue o u "derramada" na morte." L v 19. Esta lei não está relacionada com predisposição. para impedir que fossem oferecidos sacrifícios a demônios do deserto (17. Deus dá valor ao nosso corpo e não é indiferente para cora J aquilo que fazemos com ele.16). Israel devia evitar todo comportamento que trazia o j u í z o de Deus sobre a terra (compare G n 15. seja no âmbito da Í sexualidade. Lv 17—26 Leis para a vida e para a adoração L v 17: O s a n g u e é s a g r a d o O c o n t e x t o sugere que matar animais domésticos era considerado um tipo de sacrifício. 2 está no centro da lei moral de judeus e cristãos (veja IPe 1. • V . é evidente que muitas dessas leis foram dirigidas contra as práticas específicas dos vizinhos de Israel. Ambos os textos ocorrem no contexto de ser santo e como parte de toda uma lista de proibições. a ligação com a morte expiatória de Cristo é inevitável.) • Vs. Deus também se preocupa com o mundo natural. das pessoas com necessidades especiais.18 "Os estrangeiros que vivem na terra de vocês.10-16 E o "sangue". o SENHOR. entregue. 18 Jacó havia feito justamente o que este texto proíbe. Ter paciência enquanto a árvore vai ficando mais velha significa aumento da produção a longo prazo (23-25). Ele quer que respeite a vida e a reputação dos outros (16-18).. o Deus de vocês. A santidade de Deus. todos os sacrifícios deviam ser oferecidos no lugar adequado. 19-30: o adultério. sou santo.8-9. L v 19: S a n t i d a d e e j u s t i ç a Este capítulo ecoa os dez mandamentos. Com base no que conhecemos sobre a religião dos cananeus e dos egípcios. se o salário atrasa. que devemos refletir.

aplicar a pena de morte a uma grande gama de ofensas parece u m castigo demasiadamente severo. O fato de se permitir legalmente uma retaliação na forma de mutilação do corpo não significa necessariamente que essa era a prática.31.) Em todos os casos — e é bom que se observe isto — trata-se de oposição deliberada à santa lei de Deus. 18—19 (compare. c 7. um dia de descanso de sete em sete dias. A o exemplo do sábado semanal. e impedia os ricos de se apossarem de todas as terras. ou seja. pela 4. aqueles que passaram por dificuldades poderiam readquirir a liberdade e recuperar as suas propriedades. 6 com 19.Levítico caps. Esses pães lembravam às tribos sua dependência completa da provisão de Deus. • O l h o p o r olho (20) O princípio expresso por esta lei é o de uma justiça pública precisa e limitada. o u .20). Para o leitor moderno. o pecado de blasfêmia O cap. 10-23 registram a lei sobre a violação d o mandamento que trata do nome de Deus. 9 com 19. o p ã o sagrado.' Lv 25.) L v 24: O c a n d e l a b r o . 24 passa das festas especiais para dois deveres r e g u l a r e s : as lâmpadas que deviam ficar acesas na tenda de Deus. A P á s c o a . em lembrança perpetua dos dias vividos em tendas após a libertação do Egito.22.3.10-15) eram ainda mais rígidas (compare 11 com 1-2.. embora pudesse comer daquilo que era oferecido em sacrifício. • 20. Se alguma coisas os tornasse "impuros". de ofensas contra pessoas. a Festa do Novo A n o . o u A n o da Libertação. O sétimo ano seria u m ano de descanso para a terra. A compensação por ferimento grave geralmente era feita na forma de multa (como implica a exceção feita no caso de assassinato — Nm 35. elas refletem um padrão com o número sete e evocam o fato de Deus. As regras para o sumo sacerdote (21. 10 c o m 18. Lv 21—22: L e i s p a r a o s s a c e r d o t e s Por causa da sua posição c de seus deveres. mandando-os para a prisão. Seria um ano no qual o povo. Apenas o melhor que podemos oferecer. s e g u i d a dos sete dias da Festa d o s P ã e s s e m F e r m e n t o ( e m março/abril).2» . esta festa foi associada à colheita da uva. L v 25: A n o d e D e s c a n s o e Ano do Jubileu Este capítulo prevê o tempo em que o povo ocuparia a "terra prometida". 2. 1. Havia uma clara orientação no sentido de que Arão e os sacerdotes deveriam comer esses pães. a festa da colheita (junho). ou seja. que reverteria a seu d o n o original. liberado de grande parte do seu trabalho normal. Lv 23: F e s t a s e c e l e b r a ç õ e s As estações do ano. Não eram colocados ali para Deus comer (como nas religiões pagãs). pois vocês são para mim estrangeiros e peregrinos. sete semanas depois. 5. que proibia a vingança pessoal c a matança ilimitada.13 Veja 18. seja no sacerdócio ou nas ofertas sacrificiais. 3. ex. Nenhum homem que tivesse defeito físico poderia exercer o ofício de sacerdote. p. Dá-se ênfase ao fato de que a mesma lei vale tanto para os israelitas corno para os estrangeiros residentes. A Festa d a s S e m a n a s ( P e n t e c o s t e s ) . Festa d a s T r o m b e t a s . devia ser instruído e treinado na lei de Deus ( D t 31. a vindima. e a oferta semanal de doze pães. sendo as outras 6. O qüinquagésimo ano. seguida. isto é. O Ano do J u b i l e u . O D i a d a E x p i a ç ã o . é estendido à terra. que era a primeira das três festas no sétimo mês ( s e t e m b r o / o u t u b r o ) . não haveria plantio. O padrão do número sete. refletido nas festas (cap. após o sétimo período de sete anos. tinha um duplo propósito: lembrava ao povo que a terra pertence a Deus. A F e s t a d a P r i m e i r a C o l h e i t a (em abril). O s á b a d o . ter dado um destaque especial ao sétimo dia. o plantio e a colheita eram marcados p o r festas especiais. seria outro ano de repouso para a terra. é digno de Deus. isso significava que não podiam tocar em nada d e n t r o do santo templo de Deus. então. os sacerdotes estavam sujeitos a rigorosas normas de p u r e z a r i t u a l . (Mais tarde.31-34). 23). isto é. A F e s t a d o s T a b e r n á c u l o s ou d a s B a r r a c a s . essas leis tratavam de removê-los p o r meio da morte: um tipo de cirurgia moral/judicial. Nenhuma delas diz respeito a questões de bens o u propriedades.10-13). na criação. ( N o s casos em que nós tiramos os delinqüentes d o convívio social. Os vs. ÍS9 "A terra é minha. Nessa ocasião. 13-14 com 7 ) .

Colheita e "Tabernáculos". . E cada a n o se r e c o n t a a h i s tória d e c o m o o a n j o de Deus " p a s s o u p o r c i m a " das casas dos israelitas. Dançarinos celebram a c o l h e i t a n u m kibutz ( f a z e n d a c o l e t i v a ) . e d u r a n t e todaj s e m a n a s e g u i n t e . pães feitos sem feri m e n t o . d e i x a n d o .190 Pentateuco As grandes festas religiosas As principais festas religiosas de Israel estavam intimamente relacionadas com as diferentes estações e com o ano agrícola (Veja "O calendário de Israel". momentos em que Deus os havia resgatado de forma memorável. na Parte 1). e m Israel.l o q u a n d o os r o m a n o s destruíram o t e m p l o e m 70 d. Este era um tempo de profunda gratidão. 50 diai (sete semanas) depois da Páscoa. Algumas dessas festas comemoravam os grandes acontecimentos da história do povo. t o d o s os q u e p o d i a m se d e s l o c a v a m a J e r u s a l é m . na noite em q u e f o r a m m o r t o s os p r i m o g ê n i t o s d o Egito (veja "A Páscoa e a última ceia"). Esta celebração c o m e mora a saída d o p o v o d o Egito. A o final da colheita dos cereais. Festa das Semanas. por ocasião da Páscoa. Hoje. Assim. Trazendo suas ofertas p Deus. isto é. Atualmente. somente os' samaritanos ainda sacrificam cordeiros como nos v e l h o s tempos. a p e n a s se podia comer "pães asmos". o p o v o era lembrado d e que a terras tudo o que ela produzia era dádiva de Deus. combinavam celebração festiva com pensamentos mais sérios sobre a necessidade que tinham do perdão e da ajuda de Deus.o s c o m v i d a . v i n h a . Para esta festa. Mas a refeição da Páscoa era — e ainda é — uma c e l e b r a ç ã o em f a m í l i a .15 A Páscoa era celebrada no primeiro mês d o ano (março/abril). posteriormente chama-. Páscoa e Pães Asmos Êx 12. a Páscoa é essencialmente uma celebração familiar nos lares j u d e u s . p o r q u e as m u l h e r e s não tiveram: t e m p o de deixar o pão crescer por ocasião da saída d o Egito.1-20. Nos t e m p o s d o AT e d o NT. 23. da de Pentecostes. cada família sacrificava u m cordeiro na v é s p e r a da Pásc o a . Cada ano.C. havia três momentos marcantes ou festas nacionais das quais todos os "homens de Israel" deviam participar: Páscoa. Os j u d e u s deixaram de f a z ê . sob a liderança d e Moisés. 0 c a r d á p i o s i m b o l i z a diferentes aspectos da escravidão n o Egito e d o ê x o d o . lembrando ao povo como Deus cuidava deles. Na festa da Páscoa.

no deserto. Desde os tempos antigos. em 168 a. A Festa dos Tabernáculos (Barracas) caia no dia 15. Esta era a lei. 0 povo morava e m abrigos feitos c o m ramos. Hm 29. .33-43 Purim e Festa da Dedicação Essas duas festas n ã o estão previstas na Lei. havia ainda outras. u m toque de t r o m b e tas sinalizava o início d o mês mais importante do calendário d e Israel. Â esquerda: C h a n u k a h (Dedicação). Acima. No primeiro dia d o mês (depois d o exílio. mais tarde. è a festa das l u z e s . todos paravam de trabalhar. e m dezembro.1). borrifando parte do sangue diante da arca da aliança. Uma oferta de cereais era oferecida a Deus e n i n g u é m podia trabalhar naquele dia (Festa das Trombetas. L v 23. Indicando que os pecados d o p o v o haviam sido levados embora. (época do Império grego).C. havia refeições especiais e sacrifícios e m família q u e marcavam a festa da lua nova. era observado i Dia da Expiação (Lv 16). O a t o d e a c e n d e r as velas marca o início d o sábado. As trombetas eram tocadas para anunciar essa festa. Era uma festa q u e durava sete dias e celebrava o final da colheita das frutas. à esquerda: Crianças e n c e n a m a história d e Ester na festa d e P u r i m . u m m o m e n t o em que todos confessavam o seu pecado e pediam a Deus q u e lhes concedesse perdão e purificação. Esta era a única oportunidade e m q u e o s u m o sacerdote podia entrar no Lugar Santíssimo d o tabernáculo ( o u . No décimo dia daquele mês. As leis d o sábad o passaram e ser rigorosamente observadas depois d o exílio {Jesus e seus discípulos tiveram problemas e m relação a isso). ocorrendo ao final da colheita das uvas e das olivas. Sábado e lua nova Além das "três grandes festas". O modelo para isto era a criação d o m u n d o e m seis dias. e a guarda do sábado se tornou u m a espécie de marca registrada d o judaísmo até os nossos dias. Um segundo g r u p o de festas importantes ocorria no sétimo mês d o calendário judaico (setembro/outubro). Ele sacrificava u m bode pelos pecados d o p o v o e um segundo bode era mandado para o deserto.22) celebrava a purificação e dedicação d o templo após sua profanação no tempo de Antíoco Epifanes. lembrando o t e m p o e m q u e viveram em tendas. 0 sumo sacerdote colocava suas vestes especiais. d o templo). No sétimo dia da semana.Levítico "Tabernáculos" Êx 23. seguido pelo descanso n o sétimo. a Festa do Ano Novo).16. Ele matava u m boi e m sacrifício pelos seus pecados e os pecados d e sua família. Purim (Et 9) comemora a libertação dos judeus da sanha assassina de Hamã na época d o Império persa. Havia jejum desde o pôr d o sol d o nono dia até o p ô r d o sol d o dia seguinte. Correspondia a necessidade que todos os seres humanos têm de descanso regular para reporem energias. A Festa da Dedicação (Jo 10.

não estava mais ao dispor da pessoa. É a restauração do jardim do Éden. • " C o n s a g r a d o " a o S E N H O R ( 2 8 ) Trata-se de algo deliberadamente dedicado e separado para Deus. p o r outro lado. O v. como andara com os primeiros seres humanos no jardim. A l é m disso. Normalmente estes seriam resgatados pelo v a l o r determinado mais um quinto. Deus promete atender o pedido que brota de arrependimento sincero. L v 27: Votos e d í z i m o s Os primogênitos.Pentateuco L v 26: B ê n ç ã o s e c a s t i g o s A recompensa pela obediência é retratada como um idílio de paz e abundância. o p o v o podia consagrar indivíduos o u bens a Deus em sinal de dedicação o u ação dc graças. • V. no monte Sinai. feras devastando a terra e guerra levando ao exílio (como realmente aconteceu mais tarde na história de Israel). traria calamidades à nação: doenças fatais. o medo p r o d u z uma reação mais rápida que o amor. as primeiras crias dos rebanhos e os primeiros frutos d o campo seriam de Deus p o r direito (ele aceita parte pelo t o d o ) . mesmo depois de toda a desobediência. 34 Remete-nos à fonte de autoridade destas e todas as leis em Levítico. Porém. portanto. 29 provavelmente se refere a uma pessoa "consagrada" na forma de uma sentença dc morte. dados por intermédio dc Moisés. . A desobediência. Esses mandamentos são de Deus. O melhor é que Deus andaria entre seu povo. As maldições são mais detalhadas que as bênçãos: com a natureza humana. U m décimo de todo gado e dos p r o d u t o s da terra também são devidos a Deus. fome.

os líderes do povo na esfeManasses | Efraim | Benjamim Levitas carregando atenda de Deus Zebulom . seu filho Eleazar assume seu lugar. 46) Resumo O diário de viagem da jornada de Israel desde o monte Sinai ao rio Jordão Histórias mais conhecidas Os doze espias (cap. Si meão e Gade c coatitas com a mobília e os objetos sagrados. uma distância de cerca de 350 km tornou-se a viagem de uma vida. o período da peregrinação no deserto da península d o Sinai.7. mas outras passagens dão a entender que os cananeus eram mais numerosos que os israelitas ( D t 7. Por causa da desobediência do povo. operada por Deus na terra do Egito. o Faraó do Egito contemporâneo de Moisés. por virtude dos seus outros deveres. Os líderes tribais eram os mesmos que ajudaram com o censo. Ramsés I I . iam à frente. A confiança dos israelitas no Deus que os tirou do Egito evaporou-se quando começaram as dificuldades da vida no deserto.17 dá uma ordem um pouco diferente para a seção d o meio: os filho de Gérson e os filho de Merari carregavam a 'lenda de Deus. somente três homens chegam até o final do livro e o ponto de entrada na terra prometida. Josué e Calebe sobreviveram aos 40 anos de peregrinação. comandaram a contagem. Nml—9 Preparando-se para partir Nm 1: O c e n s o 0 propósito do censo é alistar todos os homens de mais de 20 anos para o serviço militar. e as lições difíceis que foram aprendidas capacitaram Josué a conduzir a nova geração para seu novo lar. Uma população total de cerca de 2 a 3 milhões equivaleria a toda a população de Canaã. auxiliados por um representante de cada tribo. seguidos pelas tribos de Ruben. Ou seja. • 603. contendo as instruções de Deus (torá) para seu povo. Moisés e Arão. Aser e Naftali formavam a retaguarda. 21) Balaão e o anjo (cap. as três tribos d o leste.NÚMEROS Este é o quarto dos "Cinco Livros de Moisés". O título vem da "numeração" (censo) de Israel nos primeiros capítulos e no cap. No segundo censo (cap.22). feito 38 anos mais tarde. 26). Números narra 38 anos da história de Israel.37. Números é uma longa e triste história de insatisfação e murmurações. estavam isentos. apenas Moisés. é possível que Moisés estava fazendo bom uso d o treinamento militar que anteriormente havia recebido no Egito. N m 2: O a c a m p a m e n t o A organização cm quatro grupos de três tribos era igual tanto na hora de acampar como na hora de marchar. Ele começa dois anos após a fuga do Egito e termina na véspera da entrada em Canaã. Os levitas. Dã. As tribos d o norte. usou esta mesma formação retangular na sua campanha na Síria.17.550 ( v . sempre presente com seu povo. 26. após a morte de Arão. Q u a n d o o p o v o se deslocava. 22) Um novo líder: Josué (cap. Assim. De toda uma geração que havia presenciado as maravilhas da libertação do povo. lideradas p o r J u d á . Mas Deus permanece constante. N m 10. 0 livro poderia ser chamado "As murmurações de um povo". 13) A serpente de bronze (cap. 27) Este é um número bastante alto: veja em Êx 12. ra civil e religiosa. a saber. Nem o próprio Moisés entrou para desfrutar dela.

Issacar. N o inóspito deserto d o Sinai o s israelitas tiveram saudades d o E g i t o fértil. Os filhos de Gérson e de Merari dispunham de carroças puxadas por bois (7. pois pertenciam a Deus. • S i d o para o santuário (3. N i n 5: J u l g a m e n t o p e l a p r o v a V s . N m 3: U m a m i s s ã o e s p e c i a l A reivindicação dos primogênitos por parte de Deus começou na noite da Páscoa (Êx 12). Gade. qualificados para cuidar da Tenda de Deus. Aser. . não se tratava. Os levitas — a tribo de sacerdotes de Israel — eram separados. 21-28: os f i l h o s d e G é r s o n estavam encarregados de transportar as cortinas e os revestimentos da Tenda e do pátio sob a supervisão de Iiamar. 1-4: aqueles que eram "impuros" (veja Lv 13. Dã. um boi para Efraim. Agora os levitas substituem os primogênitos de todo Israel na missão especial de auxiliar os sacerdotes no serviço d o Senhor. Nafiali. e são bem conhecidos ainda em partes da África e índia.2) A tradição judaica suplementa os símbolos: um leão para J u d á . • O s estandartes/bandeiras (2. no Egito. Benjamim) e dos dois filhos de Jose (Efraim c Manasses). V s . uma cabeça humana para Ruben. com seus legumes frescos. N m 4: O p a p e l d o s levitas O s e g u n d o censo dos levitas alista i n d i v í duos entre 30 e 50 anos. Comparado com outros. Os vs. peixes e aves. Mas o censo mostrou que os primogênitos de Israel excediam os levitas cm número (273) c para redimir esse grupo excedente foi necessário fazer um pagamento. de uma moeda. 29-33: os f i l h o s d e M e r a r i deviam proteger e transportar a estrutura — colunas. Os vs.7-8). Ruben. 11-31 dizem respeito às mulheres suspeitas de infidelidade. C . estacas e cordas — também sob a supervisão de Itamar. Julgamentos deste tipo eram comuns na antiguidade. Na ausência de evidência devia haver um julgamento por prova. Os dois peixes numa lança remontam ao segundo milênio a . 5-10 estipulam a compensação quando alguém prejudicava outra pessoa. 15. Uma pintura tumular egípcia mostra homens caçando aves nos banhados. (Os limites de idade v a r i a r a m depois que os sacerdotes os desmontavam e cobriam. uma águia para Dã.194 Pentateuco • As 12 tribos Trata-se dos filhos de Jacó ( J u d á . 21) ficavam de quarentena. pois. Zebulom.47) Uma quantidade de prata equivalente a 12 g. V s . Simeão.

um prato dourado com incenso e animais para holocausto. Nm 6 .11-36: A j o r n a d a c o m e ç a Cerca de três semanas após o censo. 0 voto geralmente era por um tempo limitado. natural de Nazaré) seu status espiritual. ou se funcionava apenas por sugestão psicológica. I C o 5.12) Compare J o 19. Trombetas longas como essas eram comuns no Egito por volta de 1400-1300 a.15-23: O s i n a l para partir A orientação de Deus no deserto era uma realidade clara e visível.2 7 : A b ê n ç ã o d e A r ã o Esta bênção tem sido usada p o r judeus e cristãos na sua adoração. mas Sansão ( u m nazireu pouco ortodoxo) tinha um voto vitalício ( J z 13—16). E possível que Samuel também fosse nazireu. c pede especificamente o dom da paz de Deus. N m 9. mas os nazireus continuaram a existir durante o exílio c até nos tempos do NT (veja At 21.2 1 : O n a z i r e u Um voto especial dava ao nazireu (que não deve ser confundido com nazareno. 19).20-21. N m 6. Mas quem estivesse ausente o u a pessoa que fosse ritualmente impura na época p o d i a c e l e b r a r a festa um mês depois.1-4).C. Onde ela parava. O restante do capítulo trata dos levitas. convocavam a assembléia e anunciavam as festas e o início dos meses. Não é claro se a água continha alguma erva que provocaria aborto caso a mulher fosse culpada e estava grávida. Nm 6 .18). eles garantiam a pureza externa. C ) .1-14: A s e g u n d a P á s c o a N i n g u é m podia deixar de celebrar a Páscoa (veja E x 12). 2 2 . L v 24.1-10: A o s o a r d a t r o m b e t a Duas trombetas especiais de prata davam o alarme. N m 10.7 descreve Cristo como "nosso cordeiro da Páscoa. Algumas foram enterradas com o Faraó Tutancâmon (por volta de 1350 a . • cuidado especial para evitar impureza pelo contato com cadáveres (veja cap. eles levantaram acampamento e deixaram o monte Sinai." Bênção d e A r ã o sobre Israel. • cabelos sem corte. • Não quebrarão nenhum osso (9." N m 9.24-26 N m 10—21 Em movimento: do Sinai a Moabe N m 10. na ordem descrita no cap. o SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti. eles acampavam: se a n u v e m não se movesse. A cada dia. Nm 7: A s t r i b o s t r a z e m as s u a s o f e r t a s A dedicação do altar havia acontecido um mês antes dos acontecimentos narrados em Nm 1. ofertas pelo pecado e de comunhão (veja Lv 1—7). 2. convocar o povo c para levantar acampamento. c o m o p a r t e da adequação para se apresentarem diante de Deus. O sangue do sacrifício limpava a mancha interna do pecado. Q u a n d o a nuvem se levantava eles partiam. em contraste com as influências corruptoras da civilização). Ela reconhece que é Deus quem dá todas as coisas boas. durante 12 dias. 1-4 d i z e m respeito às lâmpadas para a sala externa da Tenda de Deus (veja Êx 27. Os sinais externos da consagração a Deus são: • abstinência do v i n h o o u qualquer outra bebida f o r t e ( o s s a c e r d o t e s t a m b é m deviam ser a b s t e m i o s . . Não se sabe como ou quando estas práticas se originaram.23-26 e o v o t o de Paulo em At 18. A o se lavarem c raparem o corpo. o SENHOR sobre ti levante o rosto c tc dê a paz. 1 .Números 195 Troniberas de praia eram rocadas para este chega a ser brando c está menos orientado para um veredicto de culpa.36. A nuvem durante o dia e o fogo à noite acima da Tenda no centro do acampamento sinalizavam a presença de Deus no meio do povo. " O SENHOR tc abençoe e te guarde. o povo não se movia. Aqueles que serviam a Deus deviam ser completamente puros. N m 8: A d e d i c a ç ã o d o s l e v i t a s Os vs. u m líder de cada uma das tribos trouxe uma bandeja e uma bacia de prata cheios de uma oferta de cereais. isto também pode r e f l e t i r u m compromisso c o m a simplicidade da vida nômade.

4 8 . • Cuxita ( 1 ) pode ser midianita o u etíope (NTLH).. e a terra boa. 3 0 ) . e não por enigmas. foram esquecidos. N m 12: D e s a f i o à l i d e r a n ç a de Moisés A murmuração seguinte veio de Miriã e Arão. Com ele falo face a face.9 ) . mas sua posição de liderança. N m 11: R e c l a m a ç ã o p o r c a u s a da comida O gosto. A direção e companhia do S E N H O R eram algo muito real ( 3 3 . se reproduz em várias partes da Ásia o c i dental e da Europa. N m 11.3 6 ) . escolhido para dar apoio a M o i sés. um p o u c o d o " e s p í r i t o " ( p a l a v r a que t a m b é m s i g n i f i c a " v e n t o " . e m N m 12. Será que Deus percebeu a exaustão p o r trás da queixa d o p r ó p r i o Moisés ( 1 1 . O efeito disto foi dramático.1-2. Deus. A oração de Moisés naquele momento foi surpreendente.1 5 ) ? Sua resposta f o i d a r a u m g r u p o de 7 0 líderes. 3 ) . segundo a N T L H ) dão a medida da glutonaria do povo. 2 5 ) . C o m o Miriã foi a única pessoa castigada. 4 1 . D t 1 . 1 8 ) . durante dois dias. Dez ômeres ("mil quilos".6.39-45). • Ômer (32) " U m a carga de jumento". Moisés pretendia ir diretamente à terra prometida. v. é fiel em toda a minha casa. naquele momento.8 ) . as codornizes migram para o Sul. Moisés ficou em silêncio. 1 6 . Umas seis semanas depois que os israelitas haviam saído d o Egito. Mas ali estava ele. Saudades da abundância de peixes e legumes do delta do Nilo logo produziram um desejo irresistível.7-8 O cunhado de Moisés foi com eles como guia. n a s e g u n d a metade d e abril. Mas n o Egito. 2 1 . a revolta de Israel Os israelitas e s t a v a m acampados em Cades-Barnéia. Deus lhes deu o que queriam até não poderem mais! E com a fartura veio o j u í z o pela atitude p o r trás da reclamação. aves que são caçadas). 1 4 . registrada desde o tempo d e Moisés. Exaustas em razão do longo vôo. Deus o r d e n o u que fossem para o leste até j Acaba (o " m a r V e r m e l h o " . . o p o v o recolheu as codornizes. houve momentos em que se abateu de 2 a 3 milhões de aves por ano.. sua súplica As codornizes A c o d o r n i z . supostamente essa contestação partiu dela. mas a resposta de Deus foi um notável tributo prestado a esse líder ( 6 .9-13). Sem dúvida Moisés se arrependeu de ter dado ouvidos a eles. irmãos de Moisés. Apenas a intervenção de Deus o salvara da morte p o r apedrejamento. N m 13—14: O s espias d ã o s e u relatório. o fenômeno se repetiu um ano depois. que a migração anual. e ele vê a forma do SENHOR. claramente. q u a n d o as aves se dirigiam para o Norte. Neste caso. 3 1 ) d a d o a Moisés. T e n d o chegad o tão perto do objetivo. elas foram a resposta d e Deus a o clamor d o povo por carne. as aves chegaram c o m o vento da tarde e pousaram para descansar. • V . 1 9 . a m e n o r das aves cinegéticas (isto é. No inverno. Os números apresentados são altos e as cifras criam algumas dificuldades. essa matança contínua havia reduzido o número d e aves d e tal maneira.1 4 . cessou por completo. 7 . fez c o m que recaísse t a m b é m sobre ele o j castigo que Deus trouxe sobre o povo. mas o p o v o preferiu o u v i r os dez "profetas da catástrofe". Em 1924. Os dois homens de fé deram a interpretação correta dos fatos ( N m 1 3 . O motivo real da discussão não era a esposa de Moisés ( 1 ) . toda uma geração abriu mão de tudo que lhe fora prometido. c o m suas histórias de gigantes e gafanhotos. atravessando duas vezes por ano a região n a qual o s israelitas peregrinaram depois d o êxodo. 29 Moisés demonstrou uma atitude notável num líder: poder sem qualquer sinal de corrupção (veja 1 2 . 5 . pedindo misericórdia para o povo teimoso que só lhe causava problemas! Ele se dirigiu a Deus para lembrarlhe quem ele (Deus) era. Sempre de n o v o Moisés se colocou entre Israel e sua d e s t r u i ç ã o total ( Ê x 3 2 .196 Pentateuco "Meu servo Moisés.2 5 dá a e n t e n d e r que. para Canaã. onde as codornizes eram limpas e secadas ao sol para fins d e exportação. Ao invés de irem para o n o r t e . foi sugestão do povo enviar espias. usando as próprias palavras de Deus ( N m 1 4 . a princípio delicioso. Mas foi necessária uma derrota terrível para fazer o p o v o se dar conta do que estava acontecendo (14. E assim. do maná (veja E x 1 6 ) era parecido com biscoitos de mel. Saul v i v e n c i o u algo semelhante após sua unção (ISm 10." Resposta dc Deus a Arão e Miriã. Agora a monotonia o tomava intragável. Segundo N m 11.

4. e foi Deus quem pôs fim à rebelião. c o m suas uvas. que fez com que fosse expulso da comunidade do povo da aliança de Deus..» Anaquins (13. . Na verdade esta acusação era contra Deus (11). "Será que não basta para vocês" s e r v i r como levitas? ( 9 ) . se lembrassem dele e de seus mandamentos. A razão da queixa de Corá (e da sua companhia de 250 levitas) é o monopólio do sacerdócio por parte de Arão. Quarenta e cinco anos mais tarde. Vs. Nada se sabe sobre eles fora da Bíblia. mas são evidentemente uma raça de gigantes a exemplo de Golias.. A p ó s os lundus anos n o deserio. Nm 15: L e i s d i v e r s a s 0 primeiro versículo deste capítulo é totalmente oposto ao anterior. 32-36: a seriedade da transgressão do sábado. Datã e Abirão teve em vista um ataque duplo: contra Moisés e também contra Arão. mas certamente aconteceria! Vs. Deus aceitou o argumento embutido na súplica de Moisés e Arão (22) e não destruiu o povo. 1-31: sacrifícios a serem oferecidos após a conquista de Canaã. lista foto é de Kin A v d a i . o vale fértil encontrado pelos espiões.33) Veja G n 6.22).H traduz por "uma terra boa e rica". As instruções que se seguem são para "quando entrarem na terra". 37-41: os pingentes nas pontas das capas serviriam para que os israelitas. Datã e Abirão (da tribo de Ruben) acusaram Moisés de ser prepotente e de ter falhado da missão de levá-los à terra prometida (1314). ele escolheu o território dos descendentes de Enaque para conquistar para si (Js 14.6-15). romãs e figos. mas mais provavelmente "enganar" (NTLH). Vs. Essa entrada podia ter sido adiada. A NT1. descendentes de Enaque (13. Porém no dia seguinte toda a comunidade se opôs à liderança e ficou sujeita ao juízo de Deus. mas também a sua arrogância. n o lado norte d o deserto d o Kejiuebe. • Lançar pó aos olhos (14) Talvez torná-los escravos. N m 16: A r e b e l i ã o d e C o r á A aliança nada santa entre C o r á . d e v e ler dado uma excelente idéia d o que encontrariam na terra prometida. aos 85 anos. "Agora vocês querem também ser sacerdotes?" (10b). Não foi apenas a desobediência daquele homem. • Calebe jamais perdeu sua confiança absoluta em Deus. • Onde manam leite e mel (13-14) Descrição vívida de uma terra fértil. sempre prontos a se esquecerem de Deus. mas foram novamente salvos por Moisés e Arão.

ao se deslocarem por ocasião do verão. 18. em busca d e novas pastagens para seus rebanhos. como a compra e venda recíproca de bens e produtos (Gn 34. Hoje sabemos (Gn 13. Muitas vezes a vida dos nómades comprou terras dos moradores de se relaciona de perto com a vida das Siquém (Gn 33. Os direitos sobre as pastagens e os poços de água tinham de ser negociados. tinham de procurar água e pastagens nos vales. a maioria das cidades ficava nas planícies e nos vales. Há diferentes estilos de vida de Hebrom. muitas vezes. sabemos sobre a vida dos nômades pastores daquele tempo. climáticas ou políticas em determinada região podem levar as pessoas a adotar um estilo de vida sedentário. que a situação é mais complexa do Abraão acampou nas proximidades que isso. Nos tempos do AT.31). Assim. Ló deslocou os seus rebanhos e tinham estilos de vida conflitantes e foi acampando até chegar a Sodoma nunca se misturavam. por sua vez.27. mas nos longos meses do verão. os nômades entravam em contato com a população sedentária. ajudavam a fertilizar o solo. Assim. Os nômades m u d a m d e u m l u g a r para o o u t r o .1. deslocam com camelos pelo deserto 14. flexíveis e que mudanças econômicas. E. Jacó ria. Durante o inverno (a estação das chuvas).10!. Além disso.12. Estes fatos se populações que se estabeleceram de encaixam muito bem naquilo que forma definitiva num certo local. havia outros benefícios mútuos. Em várias ocasiões. não nos surpreen- . chegando a comprar nómade. 23. e os animais. Aqui duas meninas beduínas pastoreiam os rebanhos.198 Pentateuco Vida nômade John Bimson Os nômades se deslocam de um Abraão.25.tores seminômades que se deslocatagens para seus rebanhos. Levavam os seus animais para pastarem nos campos ceifados. Isaque e Jacó e suas lugar a outro. em busca de pas.18. desde os nômades que se terras da população local (Gn 13.17-18). às vezes seguindo o famílias são retratados como pasritmo das estações. numa terra onde as chuvas são escassas.18-19).quanto Isaque fizeram tratos com o turado com períodos de vida sedentárei de Gerar (Gn 21. onde era fácil de plantar e colher. 14. 26. 26. os nômades criadores de gado encontravam boas pastagens nas regiões montanhosas da Palestina. a disputa por causa de poços era uma cena freqüente (Gn 21.12). geralmente seco. Houve seus rebanhos e que tinham contato um tempo em que se pensava que os regular com as populações sedentánômades e os agricultores sedentários rias.20). Normalvam de um lugar para outro com os mente eles vivem em tendas. Tanto Abraão da Arábia até o estilo seminômade mis. Estudos recentes revelaram que os estilos de vida nômade são.13.

N m 18—19: D e v e r e s . é p r o v á v e l q u e sejam semelhantes àquelas e m q u e o s patriarcas e suas famílias viveram.38-39) e Moisés (Dt 34. N m 17: D e u s e s c o l h e A r ã o Como todos os milagres bíblicos. os túmulos posteriormente passaram a ser pintados de branco (veja Mt 23. Não havia mais possibilidade de contestação.1. cortinas d i v i d e m a tenda c m c ô m o d o s . N o interior. 2-13 lembra algo semelhante que ocorreu no monte Sinai (Êx 17. Num mesmo ano. . onde este incidente ocorreu.12). O pecado de Moisés parece estar nas palavras "será que vamos ter de fazer sair água. A s s i m . O que eles davam deveria ser o melhor. 33. como dádiva a Deus. florescer e frutificar do bastão de Arão tinha uma lição prática. dados a Deus). O ritual com a novilha vermelha (19.12. que Acredita-se que as lendas que os beduínos usam ainda hoje foram desenvolvidas lia milhares d e anos.1-13: A m o r t e de M i r i ã . Nada parecia c u r a r as murmurações do povo. t r i b u t o s e ritual N e m os sacerdotes nem os levitas receberam herança na terra prometida: Deus era a porção deles. o fenômeno pode ter sido o rompimento (talvez provocado p o r uma tempestade) da superfície dura e irregular que se forma sobre profundos lagos de lama líquida no vale de Arabá.1-10) era a solução para casos de profanação pelo contato com um cadáver. o germinar.27). Deus deu aos sacerdotes a sobra de todas as ofertas sacrificiais. dos primeiros frutos e das primeiras crias.1) e que Isaque tenha ficado em Gerar o tempo suficiente para plantar e colher o que havia plantado (Gn 26. Todos podiam ver sobre quem recaiu a escolha de Deus. 19. O u t r a s cortinas o u divisórias podem ser levantadas q u a n d o la/.. costuradas umas nas outras p a r a fazer longas faixas. a falha de Moisés A maior parte dos 38 anos j á se passara desde 13. São feitas de tiras tecidas m a n u a l m e n t e c o m pêlos de bode.Números 199 • A terra a b r i u a s u a boca e o s e n g o l i u (32) Deus fez uso de forças naturais para executar seu j u í z o (como nas pragas do Egito). Eles por sua vez davam dez p o r cento aos sacerdotes. com as cortinas laterais abertas..25-29. Em lugar de herança. A r ã o (20. na fronteira com E d o m . Estavam reclamando quando saíram do Egito e ainda reclamavam após todos os anos de provisão de Deus. morreram M i r i ã . Neste caso. O bastão foi g u a r d a d o no santuário de Deus como advertência permanente.?". O incidente nos vs. descrita nos vs. A s tendas são íi prova d'água. Os levitas recebiam os dízimos do povo (dez por cento de todos os rebanhos e safra. Para minimizar o risco de contaminação acidental. quando estavam prestes a entrar em Canaã. U m deles é a sala de visitas. N m 20. morreu Miriã. E m Cades. o que significa que são igualmente adequadas para a estacão das chuvas. calor. de que Ló tenha ido morar em Sodom a (Gn 14. 1122.1-7).5-8).

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. Mas desta vez eles partiram para o ataque e saíram vitoriosos.21-25. ^--. numa época em que todos acreditavam no poder que as palavras têm de influenciar os acontecimentos. • Estrada real/estrada principal (17) Ela ligava o norte do golfo de Acaba com a Síria.. A vitória sobre o rei de A r a d e foi rapidamente seguida de q u e i x a s . contra as ordens de Deus. e n q u a n t o o de Moabe N m 22—24: B a l a q u e e B a l a ã o Os israelitas vitoriosos tornaram a acampar junto à fronteira do reino de Balaque. página anterior: Os israelitas foram obrigados a pegar um desvio por região inóspita.1) Não se sabe onde ficava este lugar.v-. para que todos que tivessem fé nele tivessem vida eterna ( J o 3. va ^ • . E nem suborno nem ameaça o impediam de dizer a verdade assim como Deus a revelava a ele. Três vezes repetiram o mesmo ritual (22. Por causa disto..33) levam a pessoa a se arrepender mais tarde.27—24. • Poço (21. para que o deslocamento para o Norte se desse d o lado oriental o u leste do mar Morto. que. não Deus. na fronteira noroeste de Edom. mas um antídoto foi providenciado. N m 20. O s israelitas geralmente só precisavam cavar poços rasos para encontrá-la. após toda uma vida de confiança e obediência. O que é surpreendente é a revelação de que a fonte do conhecimento de Balaão era o próprio Deus.14-15). rei de Moabe. no Norte. Atualmente. A recusa edomita de permitir a passagem de Israel resultou num longo desvio para o Sul e ao redor de Edom. fazendo pouco caso das promessas e da diplomacia de Moises. E m N m 21.35: D e s v i a n d o de E d o m N m 20.10. pode cair. 23. N m 20. perto de Carquemis).14-21: E d o m n ã o d e i x a q u e os israelitas passem Os israelitas h a v i a m tentado i r para o Norte. fica perto de Pefra e bem distante de Cades.17) Em algumas partes da península do Sinai e no sul da Jordânia a água fica perto da superfície. um lugar difícil de transpor.13-24.22—21. As serpentes venenosas são consideradas u m castigo. o rio Arnom esculpiu um enorme desfiladeiro. ' • .22-29 registra a morte de Arão. irmão de Jacó. • Água da rocha Sabe-se que a rocha calcária do Sinai retém água (veja Ex 17. Arão morreu n o monte Hor. tendo sua capital em Hesbom.9). Mas os edomitas não abriram passap o v o se deslocava para o Sul até o golfo de Acaba (o " m a r V e r m e l h o " aqui) para evitar o território de E d o m . apoiado por Joscfo. Acontece com freqüência que palavras ditas de forma precipitada (veja SI 106. junto ao rio Eufrates. • 21. á . -V. especialmente palavras solenes de "bênção" e "maldição". há um monumento chamado t ú m u l o de A r ã o n o t o p o desse monte. passando a leste do mar Morto. 23. Três vezes Balaão abençoou Israel. Até o maior dos servos de Deus.. Era uma atividade rotineira para o profeta. Seguindo para o Norte. a fim de vir e amaldiçoar seus inimigos. o adivinho. a nordeste de Cades. A g o r a deveriam na direção leste. perto da fronteira de lídom. • Teu irmão Israel (14) Isto não era apenas um modo de falar.25.13 Correndo na direção do mar Morto.6). rapidamente enviou mensageiros a Pctor (provavelmente Pitru.41— 23. . para contratarem Balaão. diretamente a Canaã. Jesus lembrou esse incidente a Nicodemos. O monte H o r deve ser Jebel Madeira. os israelitas derrotaram Õgue de Basã (nordeste do lago da Galileia) em Edrei. pois os edomitas eram descendentes de Esaú. O local tradicional (veja foto). • Atarim (21. q u a n d o o s edomitas barraram seu cantinho para a terra prometida. tiraram a água da rocha. no Sul. havia tomado as terras de Moabe e ser reino se estendia do Arnom. O p o v o só precisava olhar para a serpente de bronze para ser curado. de leste a oeste. o rei dos amorreus.. para desespero e irri- . com apoio midianita. Scom.202 Pentateuco dão a entender que ele e Arão. que foi negada. dizendo que ele também devia ser levantado.39-45). e sofreram uma t e r r í v e l derrota (14. P'"! W Nm 2 2 — 3 6 Nas planícies gem. Moisés não entraria na terra com o povo como tanto desejava.. ao Jaboque. mais uma vez Israel pediu passagem. Moisés bateu na rocha no local onde Deus indicou.

morreu o restante da geração que saíra d o N m 28—30: Regras p a r a o culto Egito. 203 casar-se com homens da própria tribo para assegurar a herança tribal (veja cap. 29: as festas do sétimo mes. Josué. O quarto oráculo superou a todos. 64-65). às portas da terra prometida. apesar dos esforços de Balaque. Mas elas deviam O s israelitas pediram aos edomitas permissão para seguir viagem pela Estrada d o Rei ( f o t o a b a i x o ) . • Vocês d o i s se revoltaram contra a m i n h a o r d e m (14) Veja 20. as mulheres normalmente não podiam receber herança. 11-15: ofertas para a Páscoa e e a levaram os homens de Israel a desobedecer a Festa dos Pães sem Fermento. 28.1-8: ofertas de cada dia. entre outros. sempre dissesse a verdade. com a exceção de Moisés. • Baal-Peor (3) A divindade adorada naqueCap. Com a morte daqueles que adoraram Baal. na c r u z . p o r ordem d e Deus. veja L v 23. ofertas.8). J o 3. Nm 24. Esta Nm 26: O s e g u n d o c e n s o Os números são ligeiramente menores que no primeiro censo (uma geração inteira foi substituída por outra. "moabita". . Os edomitas não d e r a m permissão.28) e um dos dois espias fiéis (14. foi para que a terra pudesse ser dividida proporcionalmente. as filhas podiam receber a herança.13. Nesta ocasião ele recebeu autoridade para liderar a nação no lugar de Moisés.6-9). F. 52-56). Promessas feitas a Deus termos parece confusa.Números tacão de Balaque. A rigor. U m a escultura moderna de b r o n z e n o monte N e b o representa uma serpente enrolada na c r u z .14-15 relaciona isto com a o b r a d e salvação realizada p o r C r i s t o .65). levantou n o deserto era salvo. 1-6: le local. 1 Relações sexuais com mulheres moabitas do sábado. foi escolhido por Deus para ser o sucessor de Moisés. mantendo-a na tribo. ali. ele pagou por isto com sua vida (31.15-19 prevê um futuro rei vitorioso que derrotará todos os inimigos de Israel. O motivo do censo. Em outros países do Oriente Próximo. O s israelitas rebeldes foram picados p o r serpentes venenosas e muitos morreram. • A origem destes oráculos Não se sabe como estes oráculos foram incluídos em Números. 24. de tal modo que.12-23: J o s u é é o novo líder do povo A vida de Moisés estava chegando ao fim. 12-38: para a Festa dos próprio do grande deus da fertilidade dos Tabernáculos (Barracas).1 1 : O d i r e i t o d e h e r a n ç a das f i l h a s A lei dizia que a terra era passada do pai ao filho mais velho. Moisés avistou a terra do alto do monte Nebo. 9-10: ofertas • V.2-13. 26-31: a Festa Deus e adorar Baal. e "As já revelam uma mistura de práticas sexuais grandes festas religiosas". N m 11. N m 27. midianita A alternância entre os Cap. Os vs.C. • Moabita. 33. Nm 25: I d o l a t r i a e m P e o r Foi por ordem de Balaão (31. braço direito de Moisés (Êx 17. 3"medanira". Os homens em Israel estatempos patriarcais havia muita superposição vam incondicionalmente comprometidos por no uso dos termos "midianita". mas em Israel foi decidido que.9-13. votos be (26.. desta vez. • 0 incidente da j u m e n t a O propósito de Deus parece ter sido impressionar Balaão. Os acontecimentos descritos aqui C o m respeito a festas. • Monte Abarim (12) Este era o nome de uma serra o u cadeia de montanhas. "ismaelita". Mas quem o l h a v a para a serpente d e b r o n z e que Moisés. 15 estabelecem os termos sob os quais os juramentos feitos por mulheres são obrigatórios. 36). de acordo com o tamanho dos vários grupos (vs. Mas Zelofeacle só tivera filhas.16) que as mulheres midianitas corromperam os israelitas em Peor. a rota principal para o norte. veja Lv 1—7 e "Sacrifícios". 1 . C o m respeito a e religiosas. de onde se via Jericó. na falta de filhos. Nm 2 7 . "Baal" (que significa "senhor" o u ofertas para a Festa das Trombetas: 7-11: para "mestre") gradativamente tornou-se o nome o Dia da Expiação.. mas desde o final dos devem ser mantidas. Mas fatores lingüísticos. indicam que os oráculos foram escritos por volta do século 12 a. cananeus. juramentos de qualquer natureza (2). V s . Josué e Calepúblico. das Semanas (primeiros frutos).11. 30: votos.

N m 32: T r i b o s a leste d o J o r d ã o As tribos de Ruben e de Gade queriam assentar-se nas terras boas para a criação de gado que ficavam a leste do J o r d ã o . O exército deu a quingentésima parte (1/500) dos seus despojos de guerra aos sacerdotes. em Ê x o d o . . 52b A intenção era eliminar tudo que tivesse qualquer relação com as religiões idólatras: as imagens de escultura e os locais de adoração ("lugares altos" onde eram construídos santuários). N m 31: G u e r r a s a n t a c o n t r a os midianitas Os midianitas foram punidos pelo seu pecado de induzir Israel a adorar deuses falsos (veja cap. porém. 48-54 registram a oferta especial do exército dada cm gratidão pelo retorno em segurança. a maioria agora desconhecida. mas apenas sob condição de que ajudassem na conquista de Canaã primeiro. São listados quarenta lugares de acampamento. do Egito às planícies de Moabe. Seu pedido foi concedido. Veja o mapa "Fuga do Egito: as peregrinações no deserto". Parte da tribo de Manasses conquistou Gileade e Moisés deulhes esta terra. o povo deu a qüinquagésima parte (1/50) do seu despojo aos levitas. Mais adiante. e foi vitoriosa.1-11. Esta geração se mostrou obediente a Deus. na retaguarda.Pentateuco era uma sociedade patriarcal na qual os homens asseguravam seu controle sobre as mulheres. N m 35: P r o v i s ã o p a r a o s levitas. N m 34: A s f r o n t e i r a s d o país Veja também Js 1 3 — 1 9 . foi traçado um plano para permitir que a força militar dessas tri- bos deixasse seus rebanhos e seus dependentes a salvo. N m 33: Estágios d a j o r n a d a Este capítulo é um resumo de toda a jornada. pela metade. 25 e notas). Os vs. O exército e o povo dividiram os despojos entre si. Assim. cidades de refúgio Veja também Js 20—21. N m 36: A h e r a n ç a das m u l h e r e s Veja 27. • V. os midianitas surgirão novamente na história de Israel (veja J z 6—8).

1-8: veja N m 20. Prólogo histórico 1. implica uma segunda doação da lei. o propósito da aliança jamais foi apenas que o criador queria Israel como povo especitd. Na ocasião.13-26). O propósito da aliança era que. • Amorreus (44) Nm 14. A estrutura de Deuteronômio (a forma de aliança do AT) é muito parecida com a de um tratado daquele tempo (veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo"): 1. por meio dela. os israelitas estavam acampados nas planícies de Moabe e prestes a entrar na terra prometida (cerca de 1260 a. Maldições 28. o coração da antiga aliança. D t 2. Ele recapitula a jornada e lembra ao povo a aliança que eles têm com Deus. o criador se revelttsse ao mundo e o salvasse na sua íntegra. Caos. com quantidade surpreendente de vegetação após as chuvas do inverno. Bênçãos 28.6-46: D o S i n a i a C a d e s Vs. Isto exigia uma resposta: "Lembrem-se de. os espias e seu relatório: Veja Nm 13—14. 29—30 Escolham a vida! A Tenda e adoração de Deus Caps.C). 7 A terra que Deus prometeu a Abraão: Veja G n 15.1—4. O chamado de Abraão foi feito para desfazer o pecado de Adão.. "Lembrem-se do amor de Deus". Os vs. Mas há oásis. Este seria o segredo para receberem as bênçãos de D e u s .1—4. Quem lhe deu o sábio conselho de delegar tarefas foi o seu sogro.1-14 6.. obedecer. judeus e cristãos geralmente consideravam Deuteronômio as palavras exatas de Moisés. 31—34 As últimas palavras de Moisés Dtl— 4 Primeiro discurso: recapitulação da jornada D t 1." Tom Wright .43 205 Recapitulando a jornada pelo deserto Cops.14-21. Moisés anunciou a mensagem de Deus a Israel. É uma "exposição" da lei.19 têm paralelos em Deuteronômio. que vem da tradução grega. 9-18 (veja N m 11. o livro continua firmemente arraigado neste grande personagem histórico que foi Moisés. Embora os edomitas tivessem negado passagem aos israelitas " A i a Bíblia hebraica. No entanto. Até os estudos críticos dos séculos 18 e 19.1-5: I n t r o d u ç ã o O tempo e o lugar foram cuidadosamente especificados. Os Dez Mandamentos de Êx 20 são repetidos em Dt 5. Estipulações detalhadas 12—26 4. O título do livro. Estipulações básicas 4—11 3. Ao norte do Sinai a terra é estéril e desolada. 4. 19-46. 2 Horebe é outro nome do monte Sinai. ficou livre do peso de ser o único líder do povo.44—22.43 usa o termo mais amplo "cananeus". • V . • V. o que mostra a sua importância para os primeiros cristãos. A terra e a aliança de Deus com seu povo são os grandes temas de Deuteronômio. que levaram a uma visão bastante fragmentada do Pentateuco. Resumo Moisés se dirige ao povo de Israel que estava em vias de entrar na terra prometida." — permanecer fiéis. E s q u e c e r Deus nessa nova etapa da vida seria desastre na certa.. nas planícies de Moabe a leste do rio Jordão. Atualmente os estudiosos querem reconhecer a contribuição de editores posteriores e não há acordo quanto à data da composição final. O foco passa a ser a vida fixa ou sedentária numa nova terra. Moisés disse ao povo: "Lembrem-se de que vocês foram escravos no Egito". Pois era a Deus que deviam sua liberdade e todas as coisas boas prometidas a eles. Jetro (veja Ê x 18. • V .. Quarenta anos após o êxodo do Egito.18-21. com algumas pequenas variações.14-25): Moisés relembra do alívio que sentiu quando.43: D e A c a b a às planícies d e M o a b e 2. com terreno acidentado e pedregoso. D t 1. Recapitulação 29—30 Muitas das leis registradas em Êx 20.68 Os dez mandamentos A lei de Deus Instruções para a vida na nova terra Caps. 19 "Deserto" significa simplesmente região desabitada.22—23.DEUTERONÔMIO 0 primeiro versículo de Deuteronômio diz: "São estas as palavras que Moisés falou a todo o Israel". mas na verdade o livro contém uma reafirmação da aliança do Sinai. 1. independentemente do destino do resto do mundo.6—3. Este livro é citado mais de 80 vezes no NT.15-68 7. ao delegar responsabilidade.29 2. no final das peregrinações do deserto. Cláusula de documento 27 5.

foi aumentando. Vivendo no deserto. etc). libertando-o da escravidão e dos trabalhos forçados (Êx 3—4). mas não como um super-homem. seu irmão. casado com uma moça do local. Moisés morreu no alto do monte Nebo. Durante a caminhada pelo deserto. Moisés guiou o povo pelo deserto durante quarenta anos. criado pela própria mãe. Apesar das rebeliões e da desobediência. até que estivessem preparados para entrar na terra que Deus havia prometido a Abraão (Gn 15). o povo de Israel. as freqüentes queixas do povo fizeram com que sempre de novo ele se voltasse para o Deus que havia prometido estar com ele (Êx 15. essa questão tinha de ser resolvida. Suas tentativas de livrar-se da missão que Deus estava lhe dando e o fato de necessitar de um porta-voz na pessoa de Arão. desencadeou as dez pragas. até ser vista como uma ameaça para os egípcios. Conhecedor de suas origens. Seu casamento com Zípora. colocou-o numa cesta entre os juncos. Dt 34). e educado no palácio real (ÊX 2. na beira do rio. ele foi o mediador da aliança que Deus lhes propôs.48-52. no monte Sinai. depois da apostasia de Israel no episódio do bezerro de ouro. desse modo. voltou ao Egito para conduzir o seu povo para fora do Egito. não sem antes ter visto de longe a terra prometida (Dt 32. em razão disso. fazendo deles uma nação. sugerem que se tratava de uma pessoa tímida (Êx 4). quando. A última delas trouxe consigo a instituição da Páscoa e precipitou o êxodo do Egito (ÊX 5—14). na Transjordãnia.3 ele é descrito como "um homem humilde". e. o rei do Egito decretou que todos os meninos hebreus recém-nascidos deviam ser mortos. Diante disso. teve de fugir do Egito. O rei do Egito se recusou a deixar o povo de Israel ir embora e. Ali. . A mãe dele. na condição de pastor nômade. Isto condiz com o realismo bíblico.24-26) parecem indicar que ele não tinha certeza quanto à sua identidade durante aquele período no exílio. Moisés teve um encontro com Deus na "sarça ardente". No entanto. veja At 7.1-10. uma jovem midianita. e o fato de não ter circuncidado o seu filho (ÊX 4. Deus fez a proposta para que ele viesse a ser o fundador de uma nova nação. Moisés guiou o povo através do mar Vermelho para dentro da região do Sinai. Homem o u super-homem? Moisés é apresentado como um grande homem. U m resumo da vida d e Moisés Foi nesse período que nasceu Moisés. Moisés socorreu um patrício hebreu.23-25. Mesmo relutante.206 Pentateuco Moisés Alan Millard A família de Jacó que se reuniu com José. antes de ele se tornar o líder de Israel. não podendo mais escondê-lo em casa. No entanto. Ele recebeu de Deus as leis morais e religiosas que seriam a constituição de Israel. onde foi resgatado por uma princesa. no Egito. Em Nm 12.22).

Aquele foi um período de grandes mudanças. desde o Egito até o momento em que o povo se preparava para entrar na terra santa. Vale lembrar que essa capital foi abandonada depois da morte de Akhenaten. As exigências absolutas expressas nos Dez Mandamentos não tém paralelo em outras culturas daquele tempo e é difícil de imaginar que sociedades politeístas pudessem chegar a formular leis definitivas como essas. e a lutarem para defender todo o povo. a lei de Israel. os Faraós foram perdendo o controle sobre aquela região. ele recebeu de Deus a Torá. C o n t e x t o histórico A evidência histórica e arqueológica dá sólida sustentação ã tese de que Moisés atuou no século 13 a. Outras eram semelhantes às de outros povos. ao contrário. Êx 21. que se tornaram a base da sociedade judaica e ocidental. a assumirem em conjunto a tarefa de proverem pelo santuário comunitário.15-18). tornando ilegal o culto a qualquer outra divindade.35. o tabernáculo. 30-33.207 Moisés. E. naquela ocasião. Moisés era o porta-voz de Deus. por volta de 1340 a. Sem essa descoberta. estava tomando posse da terra. A possibilidade de que existiu um Moisés e um ensino como o que ele transmitiu pode ser defendida a partir dessa analogia com Akhenaten. permitindo que filisteus e outros povos ali se instalassem. Merneptah (cerca de 1213-1203 a.7-29).1. chegando ao monte.ex. que apresentava a palavra de Deus ao povo e a interpretava.4) é tão diferente de todas as outras idéias religiosas conhecidas no antigo Oriente Próximo que muitos eruditos acreditam que tal monoteísmo não poderia ter surgido antes do século 7 ou do século 6 a. Acima de tudo estava a reverência ao mesmo Deus único. quando Ramsés II governava o Egito (cerca de 1279-1213 a. as leis fizeram de Israel uma nação. Não existe evidência direta da época do próprio Moisés. mas adaptadas especialmente à realidade de Israel.2. ensinando as tribos até então desorganizadas a viverem em união. Dt 6.C.13-26). O monoteísmo que Moisés proclamava (Êx 20. Aos poucos. embora o ensino de Moisés seja muito superior ao de Akhenaten. se ofereceu para sofrer o castigo em lugar do povo (Êx 32. mostrou que Deus se agradava dele e fez com que o povo o aceitasse e respeitasse. pouco saberíamos a respeito de sua revolução. visto que elas pressupõem uma autoridade final única. Este fato só veio a ser conhecido nos tempos modernos. Sob a firme liderança de Moisés. e todas as referências a ele e ao seu deus foram eliminadas dos registros egípcios.C). o sucessor de Ramsés II.C) e dominava a região de Canaã. mas sabese que o Faraó egípcio Akhenaten. impôs em todo o Egito o culto a um único deus (Aten. seu profeta (Dt 18.C. a fundição do ferro estava começando a difundir a sua nova tecnologia.36). na terra de Canaã.. e em lugar das cidades-estado (como em Js 9—12) estavam surgindo . Esta inclui os Dez Mandamentos. creditou a sl a vitória sobre um povo chamado Israel. Tudo indica que se tratava de alguma das tribos que. o disco solar). 0t 9. Seu envolvimento nos atos poderosos de Deus. especialmente os vs. Um só D e u s : a lei p a r a Israel Moisés julgava questões entre o povo ainda antes da chegada ao monte Sinai (Êx 18.C. com a descoberta da capital desse Faraó. Entre as leis estão algumas que já eram observadas e endossadas pelos povos vizinhos que tinham um modo de vida semelhante ao de Israel (p.

Israel. e praticamente nenhum documento administrativo daquele tempo sobreviveu. que pudesse ter ficado nas ruínas de alguma cidade daquela região teria apodrecido há muito tempo. . Apesar de várias afirmações neste sentido. É possível que as narrativas bíblicas tenham sido concluídas algum tempo depois dos acontecimentos que registram. Qualquer registro sobre a fabricação de tijolos. em relatos fora da Bíblia. feito em folhas de papiro. babilônio ou cananeu (uma forma primitiva do hebraico). mas é perfeitamente possível que Moisés tenha feito algum registro sobre os mesmos e que as leis foram preservadas por escrito. Os reis egípcios não costumavam registrar a ocorrência de desastres e derrotas em seus monumentos. a respeito da morte dos primogênitos ou da destruição de tropas egípcias no mar Vermelho. d o n d e p o d i a v e r a terra p r o m e t i d a . Os israelitas moravam na região do delta do Nilo. A o sopé desse m o n t e existe u m a fonte q u e leva o nome d e Moisés.Pentateuco estados ou nações como Edom. Moabe e. Por não haver nenhum registro egípcio a respeito da permanência de Israel naquele pais ou a respeito do êxodo. seja em egípcio. um pouco mais tarde. Esses textos são o testemunho da carreira notável de um grande homem. não podemos precisar as datas destes acontecimentos. nada foi encontrado. o fundador da nação de Israel. Moisés m o r r e u n o m o n i c N e b o .

pois. . H á algumas pequenas alterações interessantes aqui. Agora lembra-lhes o caráter que Deus demonstrou em seus atos c adverte a respeito das inevitáveis conseqüências da desobediência: "Só o S E N H O R é Deus em cima no céu e embaixo na terra.14).21-29: um novo líder. A lei do sábado Moisés acrescentou "para que o teu servo e a tua serva descansem como t u " (5.21-22. e a região em torno. 4. para lembrar-lhes a fidelidade de Deus bem como as responsabilidades deles para com a aliança.26-37: veja N m 21. e espera que seu povo faça o mesmo. O "côvado comum" media cerca de 45 km. 4 4 — 2 8 . O preço da desobediência foi alto.1-40: Moisés pede ao povo que seja obediente e adverte contra a idolatria. famosa por seu gado. " (5.27) U m ponto elevado no monte Nebo. decretos e decisões judiciais.21.44-49: I n t r o d u ç ã o Estes versículos introduzem a reafirmação da aliança que Moisés fez ao povo antes de atravessarem o J o r d ã o . . nenhum outro há. Basã. A simpatia demonstrada a Edom (os descendentes de Esaú). logo. D t 5—11: O s D e z M a n d a m e n t o s Dt 5: veja também Ê x 19. • Sua cama (3. 3. os seus estatutos e os seus mandamentos.. Moisés relembrou a história dos feitos de Deus em favor de Israel nos 40 anos passados. A terra de Ogue era parte do reino amorreu. após "para que se prolonguem os teus dias". • Fizera o b s t i n a d o o s e u c o r a ç ã o (2. "Quinerete" é Galileia: a palavra vem do formato de harpa que o lago tem. o castigo de Moisés (veja 4.16—20.30) O AT não vê conflito algum entre a soberania de Deus e a liberdade humana. e 32). Guarda.33-35.17) é o vale que vai do mar da Galileia em direção ao sul até o golfo de Acaba. • Baal-Peor (4. N m 20). Gade e Manasses.1-20: guerra contra o rei Ogue.21. Veja Êx 4. naturalmente se mostraram atraentes para os criadores de gado das tribos de Ruben. Jamais se diz que Deus "endureceu o coração" de uma pessoa boa.3) Veja Nm 25. Moisés queria conduzir seu povo para dentro da terra p r o m e t i d a . • Pisga (3. a terra a leste do rio Jordão ocupada pelas tribos (veja Nm 21.36-38) por causa do parentesco era característica do tempo dos patriarcas e do tempo de Moisés. e "lembrarás que foste escravo no E g i t o . parece que estavam dispostos a vender-lhes alimento." 4. Foi a provocação do povo que levou Moisés à ira. notas em Êx 20 e " U m estilo de vida: os Dez Mandamentos". para que te vá bem. o caixão tinha 4 m x 2 m.8) As montanhas de "Seir" ( E d o m ) encontram-se ao sul e leste do mar Morto. Dt 4 .) N o mandamento que trata da honra devida a pai e mãe. Veja Nm 35. 2. o sábado se baseia no descanso de Deus após a criação.15) ( E m Êx 20.8 Regras permanentes de conduta. • Arabá (3. Acima de qualquer outra coisa. veja Gn 19.21-35.41-43: três cidades de refúgio a leste do Jordão. Deus mantém a sua palavra através dos séculos.11) provavelmente era um caixão. " P o r causa de vocês'" não é apenas uma tentativa de transferir a culpa. Moisés acrescenta " c para Israel a leste do Jordão: vitória sobre Seom e Ogue .. 3. Moabe e Amom (descendentes de Ló.Deuteronomio 209 pela estrada principal ou estrada real.17. O "mar Salgado" é o mar Morto. • 4. 6 8 Segundo discurso: a lei D t 4. cerca de 15 km a leste da extremidade norte do mar Morto.6-29. • Seir(2.

A aliança feita no Sinai foi um passo decisivo na formação da nação de Israel. através dessa comparação com os tratados que eram feitos naquele tempo. a aliança mais importante no AT do Sinai. dedicada exclusivamente ao S E N H O R . Neste momento Moisés passou do passado para o presente e o futuro. Os tratados em si datam do período que vai de 1500 a 600 a. se empregava linguagem j pomposa e cheia de retórica. capaz i mexer com as emoções do vassalo e I deixá-lo consciente da importância da i obediência.I 210 Pentateuco que te vá bem". Jesus disse que toda a lei podia ser resumida nas palavras do v. com certeza. 17). Assim. Estudos mostraram que os pontos de contato entre tratados que eram feitos no antigo Oriente Próximo e as alianças que aparecem no AT não se limitam ao uso do mesmo termo. Desde muito se notou o estilo retórico que caracteriza o livro de Deute. em geral. Dt 7—11: Moisés conclamou o povo à fé c à obediencia.18 (veja M t 22. também. Esse novo relacionamento foi chamado de aliança. "temer' "amar". Israel logo estaria entre as nações pagãs e provaria a gloria inebriante da vitória (cap. Haveria muito mais a desfrutar (cap. Lembrem-se do Egito (7. todavia. Alianças foram feitas. o risco de um falso orgulho (cap. Um vassalo rebelde era culpado de "pecado". E no último mandamento.C. Deus estava expulsando as nações por causa da perversidade delas e não por causa Alianças e tratados no Oriente Próximo Gordon Wenham A mesma palavra hebraica pode ser usada tanto para designar um tratado internacional como uma aliança entre Deus e o seu povo. nos I tratados. Mas. D t 6: o grande mandamento e instruções para ensinar as futuras gerações.37-40). todas as alianças posteriores foram simples renovações da aliança do Sinal. | aparecem certos termos que descrevem o comportamento de um vassalo j obediente. separando-a dos bens listados a seguir. Lembrem-se dos anos no deserto (8. e conceito. Embora aquele acontecimento seja. e sobre o AT em geral. A prosperidade traria uma melhora inédita no padrão de vida. É neste sentido que. aproximadamente. Em tratados. o fato de usarem termos e conceitos derivados desses tratados mostra que. é provável que os escritores ao AT soubessem como se formulava um tratado ou uma aliança. descrito como a ocasião em que Deus revelou a sua lei. Moisés exorta: "Lembrem-se". o risco de esquecer-se de Deus. E todas i estas coisas trazem consigo alguns riscos: o risco de perder a identidade como povo de Deus. Além do mais. Se permitissem. ! I I j O c ó d i g o d e leis d o s hititas inscrito nesta tábua seguia o p a d r ã o cost umei ro dos tratados daquela é p o c a .21 coloca a mulher em primeiro lugar. que é o período durante o qual a maior parte do AT foi escrita. Muito se aprendeu sobre as características das alianças do AT. a verdade é que essa revelação era simplesmente uma parte de um acontecimento muito mais amplo: o chamado de Israel para que fosse uma nação santa. com Abraão (Gn 15.18). em três aspectos principais: linguagem. Essa terminologia aparece repetidamente no AT. Alianças são semelhantes a tratados. segundo eles. . forma. é a aliança do Sinai (Êx 19 em diante). 8). "não esqueçam". A maior parte desses tratados antigos foi descoberta no século 20. Di 5.| ronômio. A aliança mais antiga que aparece na Bíblia é a que foi feita com Noé (Gn 9). o relacionamento entre as partes que faziam um acordo ou tratado era uma descrição adequada do relacionamento entre Deus e o seu povo. O m e s m o p a d r ã o aparece n o registro d a aliança d e Deus c o m Israel. 7).2). 5 e L v 19. Ele deveria "seguir". "ouvir a voz de" seu senhor. que era vista como o modelo. Todas as alianças firmadas posteriormente se reportavam àquela L i n g u a g e m d e aliança O objetivo de um tratado era I assegurar total lealdade da parte de | um rei ou Estado vassalo a outro rei I ou Império. a lembrança do passado os manteria no trilho certo também em dias futuros. o risco de\ pensar que tudo que se tem é fruto de esforço próprio. Logo. uma obra que em outros j aspectos se parece muito com um tratado feito com um vassalo. A forma da aliança A semelhança mais marcante entre as alianças do AT e os tratados . 9 ) . Num certo sentido.

seu poder. 5. descrições dos terríveis sofrimentos que sobreviriam ao povo. ela devia ser ensinada oralmente." Dt 6. muitas vezes estavam ecoando essas ameaças contidas na aliança. • Poços (6. Am 3.15-68). caso o vassalo for fiel. Lembrem-se do amor de Deus. de toda a saa alma <• </i todas as suas forças. etc. descrevendo o relacionamento entre as duas partes antes da assinatura do tratado. caso não levassem a sério as exigências da aliança (veja Dt 28. Por exemplo. não apenas privilégios.. repitam. 6. sua lei. em intervalos regulares.. caso fosse fiel. por gratidão. por parte do vassalo. o vassalo cumprisse o que havia sido estipulado. Ame o SENHOR.. Os formuladores de tratados e os escritores do AT. Os Pergaminhos do Mar Morto revelaram que. ameaçando o vassalo com doenças. que te tirei da terra do Egito" (ÊX 20. Bênçãos e maldições. mas também responsabilidades (p. 2. Uma lista d e deuses testemunhas do tratado.9. descrevendo o documento que contém o tratado e prevendo a leitura do mesmo. Jesus estava pressupondo que seus discípulos estavam familiarizados com essa noção de aliança.11) Cisternas ou reservatórios para armazenar água coletada da chuva ou de uma nascente. da justiça de Israel (9. ISm 12. Deus lembra ao povo de Israel a sua grande misericórdia: "Eu sou o S E N H O R . Toda a lei deveria.7). o fato de se crer em Deus fazia com que fosse omitida a lista de deuses como testemunhas. Quando os profetas anunciavam o juízo vindouro. Um p r ó l o g o histórico. Os judeus ortodoxos literalmente atam no braço direito e na testa cópias miniaturizadas de versículos de Êxodo e Deuteronomio que são colocadas em pequenas caixas chamadas tefilim ("filactérios"). 4. pois Israel tinha que s e lembrar também das suas próprias falhas (9. caso rompesse o tratado.32). ainda na época do NT. seu Deu». também no AT. sua providência. Js 8. também. O interior era coberto com c o único SESHOR. obedientes (caps. eram bem menores que os atuais. a lei vem depois da graça. As estipulações ou leis são apresentadas depois que o vassalo ouviu do suserano tudo que este havia feito por aquele. Um tratado típico do Oriente Próximo. esse conceito de aliança ocupava um lugar importante na teologia judaica. Os profetas lembraram ao povo que o relacionamento de aliança trazia consigo. caso se rebelar. nestes casos a forma está um pouco alterada devido ao fato de estar inserida em narrativas. Israel: o SESHOR. São pin- tados quadros horríveis. apesar da recente rebelião.. embora mais breves. 11. usado pelos hititas. As e s t i p u l a ç õ e s .1-10. Filactérios datados do período do NT. As alianças do AT têm uma estrutura semelhante. ser escrita em pedras caiadas que seriam colocadas e m lugares públicos (veja 27. A maioria dos elementos que fazem parte de um tratado aparece em Deuteronomio: Dt 1—3 Prólogo histórico Dt 4—26 Estipulações Dt 27 Cláusula documental Dt 28 Bênçãos e maldições Outros exemplos dessa forma de tratado no AT. explicando a s responsabilidades mútuas dos parceiros. ainda que não idêntica. Bênçãos e prosperidade são prometidas. citando o autor do tratado. 1 0 — 1 1 ) . descobertos pela arqueologia. Entretanto. permitindo-lhe continuar no trono daquele reino anexado. mas maldição repousa sobre ele. escrevam (6. Israel é encorajado a ser fiel a Deus. Assim. têm a tendência de enfatizar mais as maldições do que as bênçãos. Também está claro que. e partes importantes anotadas onde estivessem bem visíveis. de todo o seu coração. Tanto nos tratados como nas alianças. Permitam que a lembrança disso os mantenha humildes. logo. Um preâmbulo. teu Deus. nosso Deus. Uma c l á u s u l a d o c u m e n t a l . fiéis.senti'.4). ao apontar para a sua morte como a inauguração da nova aliança (Mc 14. m a s prometendo-lhe prosperidade e bênção. Esperava-se que. seus j u í z o s . bons conhecedores do coração humano.18-20) As pessoas comuns não possuíam uma cópia da lei.2). as estipulações estão baseadas no favor imerecido do suserano.2). 3.Deuteronômk 211 "/. morte.24). Os judeus também afixam pequenos cilindros contendo versículos bíblicos nas ombreiras das portas de suas casas.4-S daquela época diz respeito à forma ou estrutura básica. exílio. O conceito d e aliança Tratados e alianças começam com relatos históricos e enfatizam a graça e misericórdia do autor da aliança.ex. aparecem em Êx 19—24. Um rei hitita podia lembrar ao vassalo como ele estava sendo generoso. Js 24.. tinha seis partes: 1. De modo semelhante. . > Amarrem. Lembrado da maneira como Deus havia resgatado o povo.

mais tarde. Mas porque o M ." Dt 6. Veja 8.15-28: a carne não fazia parte da dieta básica do israelita c o m u m . a fonte não é conhecida. Nesse caso. j á que os israelitas foram advertidos a não se casarem com gente desses povos. "O SFXHOR os atuou esto/fien. • Bènçãoe maldiçào:Gerizim." Dt 7. • 10. sacrifícios. • 7. Qualquer um que comprovadamente encorajasse a adoração de outros deuses (13. mas todos a comiam nas festas e nos sacrifícios.26-27. Sendo Senhor da história.1-14: todos os lugares em que os cananeus praticavam seus ritos depravados deviam ser eliminados.6-7 " T a m b é m as atarás t o m o sinal na tua m ã o . Ebal (11. Siló foi o primeiro centro religioso da nação.6) Veja N m 16.19-20 e "Guerra Santa". Dt 12. a Lei é atada n o b r a ç o dele.14) devia ser eliminado para servir de exemplo. embora após a morte de Salomão as tribos dissidentes tenham estabelecido dois santuários rivais para o reino do Norte. no tempo de Eli e Samuel. para salvar ou destruir. Os poços eram mais estreitos na parte de cima para reduzir a evaporação.22) Veja G n 46. Nem todos devem ter sido mortos. os cativos c todos os despojos eram de Deus.10-16 e "Sacrifícios". Jerusalém. Israel não deveria usá-los. B i a i n s t r u ç ã o é seguida ao pé da letra p o r judeus aitlda hoje.212 Pentateuco "Guardem scnqire no coração as leis que eu lhes estou (Ituulo hoje c não tleixeni de ensiná-las aos seus filhos. Dt 12.tO/t os amou.2) Veja Nm 13. quando se deituivm equando se levantarem. n ã o porque vocês são mais tfo que outros povos.V.. Como Deus era responsável pela vitória numa guerra santa. Quando a nação estivesse estabelecida. e tc serão p o r frontal entre o s o l h o s " .29—13. tratamento de infratores.16) Veja Êx 17. • Setenta (10. Deus traria juízo sobre os cananeus. q u a n d o o j o v e m j u d e u passa a ser considerado " a d u l t o " . assim como. nem tenham pena deles".. usando água do Nilo. Quanto à questão do sangue.2-5 "Não façam acordo de paz com eles.10) Lá as colheitas dependiam da irrigação. traria juízo sobre o seu próprio povo. Deus escolheria um lugar específico para os sacrifícios.18: a sedução das religiões pagãs era um perigo bem real. lauto o pensamento q u a n t o as ações estão sujeitos á v o n t a d e d e Deus. Este número não incluía as esposas e filhas dos filhos de Jacó.. veja L v 17. .. • A n a q u i m (9. com seu Templo. A partir da época de Davi e Salomão. Repitam essas leis . D t 12—26: Leis d e t a l h a d a s D t 1 2 — 1 3 : ídolos. passou a ser a cidade santa de Deus. a mudança para a terceira pessoa parece indicar uma inserção posterior no texto.6-7.26-32) Veja caps.7-8 argamassa ã prova d'água. • N ã o é c o m o a terra d o E g i t o (11.711 c / u r u d e casa. N a c e r i m ô n i a d o Bar Mitzvah. • Massa (6.22. • D a t ã e A b i r ã o (11. O " n l n c t é r l o " q u e uni j u d e u o r t o d o x o usa sobre a teslti contém trechos importantes d a L e i .6-9 Aqui. Adotar as práticas religiosas que trouxeram destruição sobre os povos de Canaã seria uma atitude fatal para o povo de Israel. Dt 12. 27—28.

Dt 16.10-14: o tratamento previsto para prisioneiras de guerra é bem diferente das práticas cruéis a que eram submetidas em nações vizinhas. ( E interessante observar. C o m o d i z Dt 16.14-20: Deus permitiu a monarquia. C o m o l e m b r a n ç a de que toda riqueza é dom de Deus. execução p o r enforcamento (22-23).13). A lista aparece em Js 20: Quedes. Dt 18. D t 19: cidades de refúgio (1-13). suas palavras seriam comprovadas pelo seu cumprimento. Os autores j u d e u s geralmente consideram este dízimo ( d e z p o r cento) um " s e g u n d o dízimo". Dt 1 6 . Dt 17. "será que elas são seus inimigos?" ( N T L H ) . Dt 18. Deus exige um p o d e r j u d i c i á r i o j u s t o c imparcial. D t 21: o homicídio não desvendado (1-9). Ramote e Golã. os recém-casados e os medrosos eram dispensados do serviço militar. Os perigos previstos aqui — agressão militar e sensualidade que termina em idolatria — tornaram-se. Dt 18. direitos do filho mais velho (15-17).9-14: compare Lv 18.18—17.11. Mas estas não eram festas só para homens.1-2: práticas pagãs de l u t o são proibidas. dízimos. 20. Dt 15: o sétimo ano. D t 2 0 : leis de guerra. A lei de Deus seria o guia infalível do rei. divisas (14).1-6.24-30. Dt 21. 2 0 : justiça e julgamentos (Dt 16. O s sacrifícios não deviam ser uma forma de livrar-se de animais defeituosos. Dt 14. uma triste realidade na história de Israel. N m 18. Veja a lista completa em Lv 23 e "As grandes festas religiosas". Semanas (Pentecostes). 1 8 — 1 7 . as árvores frutíferas não deviam ser derrubadas. O texto contempla uma situação de guerra santa (veja artigo em J o s u é ) . Ele oferece ao p o v o a o p o r t u n i d a de de desfrutar dos resultados d o seu trabalho e de compartilhar generosamente com os outros. O suborno não devia ser aceito. pois o p r i m e i r o era entregue aos levitas. Afinal.1-9 e 10-14: Toda vida humana tem um valor e uma dignidade fundamental diante de Deus.19-23: veja Lv 27. testemunhas (15-21).1-17: as três festas principais. V 19: A o cercarem uma cidade. os estrangeiros. Dt 21. Aqueles que acabaram de construir a sua casa o u plantar uma vinha. De sete em sete anos as dívidas de compatriotas israelitas deviam ser canceladas e todos os escravos israelitas deviam ser libertos.3. ritos pagãos (9-13). animais. 19). Deus v a i com o exército e dá vitória. mas não a estabeleceu. Tabernáculos (Barracas) — todos os homens israelitas deviam trazer uma oferta ao lugar nacional de adoração.1-8: veja também N m 18. Ele defende aqueles eme não têm voz nem vez. Siquém. Bezer.22-29: o d í z i m o — veja também Lv 27. O fato de serem procedentes de u m contexto pagão não impedia o casamento com essas mulheres.41-43). Três vezes ao ano — Páscoa. D t 1 8 : r e n d a para sacerdotes e levitas (1-8). mas a culpa e a responsabilidade corporativas eram algo real.14-22: o verdadeiro profeta seria como Moisés. uma parte dos bens devia ser regularmente posta de lado. pois ele "faz com que homens sábios e honestos fiquem cegos e dêem sentenças injustas" (v.3-21: Veja Lv 11. o futuro profeta (14-22). Três cidades de refúgio em Canaã foram acrescentadas às três que ficav a m a leste do J o r d ã o (4. Juízes locais deviam levar casos difíceis a autoridades superiores no local de adoração da nação: este julgamento seria final. prisioneiras (10-14). o futuro rei (Dt 17. os órfãos e as v i ú v a s que moram nas cidades onde vocês v i v e m " .14-20). Dt 14. O significado do ritual em 1-8 é incerto. os seus escravos e as suas escravas e os levitas. Q u i riate-Arba. mais tarde. em . 10-18 fazem distinção entre o tratamento a ser dispensado aos povos cananeus e aos povos mais distantes. filhos desobedientes (18-21). Veja em Lv 25. Dt 15. "todos deverão festejar e se alegrar: vocês. alimentos puros e i m p u r o s . Uma sentença de morte só podia ser executada com o testemunho claro de duas ou mais testemunhas (o que lança dúvida sobre a legalidade do julgamento de Jesus). Os v s . os seus filhos e as suas filhas.Deuteronômio Dt 14: luto. Os anciãos juravam que sua cidade era inocente. Dt 14.

Abraão não possuía um palmo de chão naquela terra. prestes a morrer. Deus apresenta a promessa de que um dia a terra seria transformada. Os direitos do primeiro filho deviam ser protegidos. Hoje.2-3). Estas regras incentivam atitudes de auxílio e cuidado mútuo. A c o m u n i d a d e d o S e n h o r era inclusi- A terra prometida Colin Chapman Se Deus tivesse que consertar algo que deu errado com a raça humana. Deus se comprometeu a fazer quatro coisas: • • • fazer dos descendentes de Abraão uma grande nação (Gn 12. um a um. foram sendo vencidos os obstáculos que poderiam impedir o cumprimento da promessa. dar-lhes a terra de Canaã "em possessão perpétua" (Gn 17. vemos José. não há registro de que essa sentença tenha sido executada alguma vez. o relacionamento de aliança entre Deus e seu povo. Mas Jacó estava decidido a manter os laços familiares com aquela terra. agricultura. obrigou Abraão a buscar abrigo temporário no Egito (Gn 12.16). Se o povo sempre de novo ficasse longe do padrão moral que Deus havia estabelecido. chamando Abraão e pedindo que ele saísse de seu país (onde hoje fica o Iraque) e fosse morar numa nova terra (a região conhecida hoje como Israel/Palestina). arrependido. sob juramento. por exemplo.) D t 2 2 : animais e objetos perdidos (1-4). • A dádiva da terra é condicional.10-20). No restante do AT.15-17: o risco normal do favoritismo dentro da família era intensificado pela poligamia (veja a história de Jacó). Se. como ele o faria? O livro de Gênesis explica que Deus deu início a seu plano. e abençoar "todos os povos do mundo" (Gn 12. e a bênção a todos os povos da terra — se cumprem na vinda do reino de Deus em Jesus. Por isso. consiste em tudo aquilo que lhes é oferecido por Cristo Jesus. D t 2 3 : participação no povo de Deus (1-8). durante um tempo de exílio. 18-21 violava deliberada e repetidamente o mandamento que fala do dever de honrar pai e mãe (5. No entanto. onde se encontraram com José. prometessem que também ele seria sepultado na terra de seus pais (Gn 50. sua mulher (Gn 23. voltasse para • Deus. em Israel (Gn 49.214 Pentateuco termos da história da salvação. estabelecer um relacionamento especial com eles. Mais tarde. Depois. até comprar uma área perto de Hebrom. Durante muito tempo.7).1-20). têm o direito de possuir aquela terra.24-26). o povo. fez com que os filhos prometessem que o enterrariam na sepultura da família. uma briga entre as famílias de Abraão e de seu sobrinho Ló quase levou à conclusão de que as duas famílias não podiam morar lado a lado na mesma região (Gn 13. onde foi sepultada Sara.1-5).1-18). ( N o AT. poderia outra vez voltará pátria {Dt 30.29-33). são desenvolvidos quatro temas principais relacionados com a terra: • A terra pertence a Deus.2). para fazer parte de "novos céuse nova terra" (Is 65. perderia o direito de morar ali e seria expulso da terra (Dt 4. Assim sendo. a terra. como membros dessa família.27).29). alguns interpretam a promessa da terra "em possessão perpétua" de forma bem literal. e de Moisés com a filha de um sacerdote midianita são apresentados com a maior naturalidade. e preocupação com a pureza sexual. sem indício de censura. mantendo a distinção entre os sexos (5). como descendentes de Abraão. E. um direito que lhes teria sido dado por Deus. a maioria dos teólogos cristãos acredita que todas as promessas contidas na aliança original que Deus fez com Abraão — promessas quanto ao povo. que o casamento de José com a filha de um sacerdote egípcio. os cristãos se vêem como membros de uma família da fé espalhada por todo o mundo e entendem que a sua "herança". porque — diz Deus — "a terra é minha"(Lv 25. • • . regras sociais (9-25). Acreditam que os judeus de nossos dias. A comunidade era responsável por lidar com ele. o livro de Gênesis mostra como. construção.17-25). Na continuação da história.23). vestimenta (8-12). Uma fome naquela terra. Numa espécie de "aliança" especial. O filho desobediente dos vs.) Dt 21. pedindo a seus irmãos que. para ser o Deus deles (Gn 17. relações sexuais (13-30).8). na última cena do livro de Gênesis. Paulo afirma que todos os que crêem em Jesus — qualquer que seja a sua nacionalidade — são "descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa" (Gl 3. outra fome obrigou Jacó e sua família a descer ao Egito.

. aceitar como garantia de pagamento uma das pedras do moinho faria com que a outra se tornasse inútil.31-32. 19. uma revelação que teria seu ponto alto na manifestação e vinda de Jesus. A "terra prometida" do período do AT. leis humanitárias (5-22). para a esperança de "novos céus e nova terra. fazendo a revelação de si mesmo. Compare com o ensinamento de Jesus sobre o divórcio em M t 5. crianças avistam a terra que Deus p r o m e t e u a o leu povo. a pessoa não poderia moer o trigo e morreria de fome. Dt 24: d i v ó r c i o c n o v o casamento (1-4). A questão é o novo casamento e.1-4: Moises não estava instituindo o divórcio (que provavelmente era aceito como fato consumado). Por e x e m p l o . talvez.1-12. Dl 24. aos poucos. .5-22: Mesmo no exercício de seus direitos. interpretada ã luz do que acaba de ser dito. embora devesse haver justa causa e a esposa rejeitada devesse receber um 'documento de divórcio". é o cenário no qual Deus foi. Ninguém podia ser castigado pelos crimes de outra pessoa: nem pais n o lugar dos filhos nem filhos nos lugar de seus pais (16). Era caracterizada por pureza e santidade (10-14. nos quais habita justiça" (2Pe 3. D t 24.19-20). também. o povo de Deus devia levar em consideração os outros.Deuteronômio va (7-8) e exclusiva (1-6). o n d e Moises m o r r e u .17-18) e também por um senso humanitário prático (15-16. Rute e Noemi são exemplos 215 Do alto cio monte N e b o .13). a proteção desse segundo casamento. Aponta.

sem se dar conta. cujo dever era vingar sua morte. D t 25.3 ) . para o costume da sandália. (14. Essas instruções t i n h a m em vista uma época em que o povo j á se encontraria na terra prometida. D t 2 6 : primeiros frutos (primícias) e dízimos (1-15). • Retaliação (19. resumo (16-19).16 indica que Deus deu aos moradores de Canaã quatro séculos. . Estas regras foram criadas para impedir a escalada da violência ou uma mortandade sem fim.21) Isto devia estar relacionado a um rito de fertilidade conhecido dos povos cananeus. .46. a lei do levirato (5-10). mas nenhum deles chegou à altura das expectativas criadas p o r esta previsão.1-3: as chicotadas serviam para castigar o culpado. "cunhado") era impedir a desgraça de um homem morrer sem deixar herdeiro. o p r ó p r i o Jesus (Jo 5. esta regra parece incrivelmente severa. Mais tarde. Não era conhecida apenas em Israel. os israelitas acamparam c m lugares c o m o esie. •saws di' viúvas e estrangeiros que se beneficiaram das regras de colheita estabelecidas nos vs. não para arrancar uma confissão. Dt 25. brigas (11-12).5-10: O propósito da lei do lcvirato (do latim kvir. . Veja Rute ( c .15) Deus levantou muitos profetas nos séculos seguintes. O N T vê nesta passagem uma referência ao profeta p o r excelência. D t 2 5 : castigo corporal ( 1 . para mudarem sua conduta. • N ã o c o z i n h e m .21-22) Imagens dc madeira e símbolos de divindades pagãs. quando as belas promessas já se teriam tornado realidade.21) Veja Lv 24.22-26). coluna do deus Baal (16. • O v i n g a d o r d o s a n g u e (19. compaixão por animais que trabalham ( 4 ) .16-19: a bênção vem por meio de obediência. Dt 26. At 3.17) E m contraste com a compaixão c bondade expressas nos vs.14) Uma pedra sobre a qual estavam inscritos os limites da propriedade. as 40 chicotadas se tornaram 39. A vocação de Israel era sublime: trazer louvor. de I S m 14 a 2Sm 8. 19-22.216 Pentateuco E m sua caminhada pelo deserto. Rt 4. castigo dos amalequitas (17-19). fama e glória a Deus. pesos e medidas certos (13-16). • Marco d e divisa (19. A cerimónia dos primeiros frutos incluía a recitação de uma bela oração de gratidão e louvor que resume a história de Israel. 19-20. Há registros de freqüentes conflitos com os amalequitas (17-19). • D e s t r u i ç ã o total (20. • Um p r o f e t a s e m e l h a n t e a m i m (18. p o r medo de. todo o tempo em que Israel estava na Egito. G n 15.6) O parente mais próximo da vítima de assassinato. A preocupação é o perigo que representavam para Israel as práticas religiosas corruptas e perversas dos povos cananeus. .7). Jamais d e v e r i a m tirar a d i g n i d a d e humana ou o respeito p r ó p r i o . • Poste d a d e u s a A s e r á .24). 1-11 e o espírito conservacionista que aparece nos vs. alguém passar do limite estabelecido de 40 (veja 2Co 11. .

o u sinal de luto.15-16 Esta regra humanitária contrasta com o Código de Hamurábi. Contrastar o v. • Juros (23. A assembléia se reunia para. Ê x 20. • Ela rapará a cabeça (21.5 Uma regra com a intenção cie impedir perversão c imoralidade. • V.24 Os generosos princípios dc hospitalidade para com pessoas estranhas não deviam levar à prática de abusos.3-14). ou seja.5) Depois de sair da cidade de Ur.8 Estas eram casas com telhados planos que formavam um terraço. e não grávida. • V . • V.11. naquela época a taxa de juros podia chegar a 50 por cento. Veja Lv 13—14. do monte Ebal. 20. respeito pelos pais. • É maldito de Deus (21. os levitas deviam pronunciar a maldição dc Deus sobre 12 infrações da lei. As bênçãos deviam ser pronunciadas do monte Gerizim. Antes de qualquer coisa era necessário haver a renovação da aliança.8.30. no NT. 19 Veja 24.19-20) Diante dos riscos envolvidos.19. uma prova de que estava menstruando. C o m seis tribos de cada lado.Deuteronômio N o N T . • V. como traduções recentes deixam claro. a mulher de Isaque. Quatro tinham a ver com relações sexuais proibidas. 20. As maldições c as bênçãos são parte integrante disso (veja "Alianças c tratados no Oriente Próximo"). Por outro lado. i Balaão (23. onde parte de sua família se estabeleceu (vindo por isso a ser conhecidos por arameus).14) O pano manchado de sangue durante a noite de núpcias era a proteção da mulher inocente contra falsas acusações.8. Lv 19. que tinha normas rígidas de "pureza" ritual.2 O que se condena não é o indivíduo em questão.14. Moisés aponta para dois montes distantes. 1 ) Esta expressão é mais adequada do que "povo do S ENHOR ". Lv 18.23. constitui um interessante comentário desse trecho de Deuteronômio. ou seja. ao passo que ele prosseguiu viagem até Canaã.1. mas a relação sexual ilícita em que ele foi concebido. Js 8.9) Veja N m 12.17-18 Eunucos e prostitutas eram excluídos como forma dc protesto e prevenção contra práticas religiosas comuns entre os cananeus. 16 O u t r o dos Dez Mandamentos (5. e o povo acrescentaria seu "Amém" ou "assim seja". se a remoção dos marcos de divisa for considerada roubo dc terras) esravam relacionadas com um ou outro dos Dez Mandamentos: idolatria. » Borlas (22. entre outras coisas.9-11 As pessoas não deviam obliterar as distinções claras que Deus colocou na natureza. Duas eram de caráter humanitário e a última é bem geral.4).21. as maldições.17-18. localizados um dc cada lado de Siquém. • V.13-14).30-35 traz um relato de como essa instrução foi colocada em prática. 20 Veja 22. 20. 23.14. • Não atar a boca ao boi q u e debulha (25. • A s s e m b l é i a d o S E N H O R ( 2 3 . 15 Este é um dos Dez Mandamentos (veja 5.23) Paulo aplica isto á crucificação de Jesus (Gl 3.11-26: a cerimônia no monte Ebal. • 23. Rebeca. » 22. • 23. Dt 2 7 : Depois da entrada em Canaã Estas eram as instruções para o povo quando entrasse na terra. na região montanhosa de Samaria. veio desse ramo da família que havia ficado em Harã e os laços familiares foram estreitados ainda mais quando Jacó ficou exilado naquela região c casou com duas filhas de Labão.12). Abraão ficou em Harã. » 22.17. Êx 20. Lv 18. p o r ocasião do casamento. um espaço extra para trabalho e lazer. Dt 27. A carta de Paulo a Filemom. esse princípio é ampliado (veja I C o 9.15. 1 com Is 56. 22 Veja Lv 19. • 22. participar da adoração pública. Êx 22. 18 Veja Lv 19. • Arameu errante (26. 17 Veja 19. • V. » 23. Quatro dessas infrações (cinco. Dt 27.37-41.4) . • V .4) Veja N m 22—24. • 23.3-5. talvez relacionada com uma inversão de papéis sexuais cm alguns ritos religiosos dos cananeus. • V. » As provas da v i r g i n d a d e (22.17.16. • Miriã (24.1-10: a lei devia ser escrita em pedras.14.19.33-34. 2 3 Lv 18.9.8) O termo inclui várias doenças de pele. que é mais antigo eque previa pena de morte para quem desse abrigo e proteção a u m escravo fugitivo. 20. • Lepra (24.12) Sinal dc purificação do paganismo.9. assassinato (à traição o u contratando um matador profissional). Veja 6. • V .21 Veja Êx 22. Isto explica o risco de alguém cair dali. a evidência podia estar relacionada com a condição apropriada para o casamento.12) Veja N m 15.

2 5 O u t r o dos Dez Mandamentos (5. falando diretamente ao povo." e de todas as alegrias da vida. 1 Israel em h o r r o r e s acabaria se t o r n a n d o r e a l i d a d e Dt 30. Êx 20.1 Na Bíblia Hebraica. o Verbo que se fez carne. Dt 32. O importante aqui não é o que eles não sabiam.10.1-47: O c â n t i c o d e M o i s é s A f o r m a l i t e r á r i a q u e s u b j a z a esta canção é a de um processo j u d i c i a l relacionado com a aliança: trata-se de uma acusação (15-18). • J e s u r u m (15) Nome poético de Israel. Será que já houve um povo mais dependente que o povo de Israel? • 2 9 .5-6 A v o z de Deus entra na narrativa. este é o último versículo do cap. creve as conseqüências da desobediência. Ele pede (29. Paulo cita este versículo em G l 3. "Eu lhes dou a oportunidade de escolherem entre a vida e a morte. 1 4 . • Coisas encobertas (29. derrota. da qual depende a visão.1628). Eram bênçãos materiais de p a z . 2 4 . c provável que se refira a tudo que se enconira no livro de Deuteronômio.15-68: O restante do capítulo desAmem o StMiOR. dependia do relacionamento correto com Deus. sujeiAssim vocês ção a outros povos. inclusive os h o r r o r e s d o cerco de Jerusalém (52-57: veja 2Rs 6. • 29.17.29) Algumas coisas sobre Deus e seus planos só são conhecidas por ele (veja At 1. terra fértil.1 4 Moisés mostra que a palavra de Deus é acessível. Escolham a vida.12-23).13). Dt 29—30 Terceiro discurso: um convite a renovar o compromisso A vida de Moisés estava rapidamente chegando ao fim. 2 3 Q u a i r o cidades na extremidade sul do mar Morto ( G n 10. Moisés disse a Josué: "Seja forte e corajoso. • 3 0 .19) que deveria ser aprendido c memorizado. No nosso Deus. Paulo usa este pensamento e o aplica a Cristo. " o cântico de Moisés. D t 28: B ê n ç ã o s e m a l d i ç õ e s da aliança Estas e r a m as " s a n ç õ e s p a c t u a i s " d o tratado. Dt 28. vitória na guerra. Durante toda sua história subseqüente. toda a vida enfim. da qual o céu e a terra são testemunhas.. "se vocês obedecerem".. 15-19 têm o mesmo padrão ao que ele manda e fiquem ligados rítmico dos vs. nesse momento ele entoou uma última canção que é um relato da desobediência. mas o faio de que o povo de Deus tinha. Em comparação com isso. 9 ) . E como Moisés havia entoado a canção de vitória na saída do Egito ( Ê x 15). entre bênção e maldição (15-20).19-20 na v i d a do p o v o . uma parte desse catálogo de . e o cântico do C o r d e i r o " de A p 15 é o câniico dos fiéis que resistiram às forças do mal. Dt 28. 1 1 . 28. • V. prosperidade. • 2 9 .218 Pentateuco • V s . servo de Deus. Moisés confrontou o povo com a escolha entre a vida (amar a Deus e guardar seus mandamentos) e a morte (rejeitar a Deus). os vs. Deus descendentes vivam faria deles seu " p o v o santo" (v. fome. As maldições são o contrácom ele. m u i t o s anos.1-14: Foram pronunciadas seis bênçãos. Sem esse relacionamento. exílio. A lei foi entregue aos cuidados dos levitas. perda da terra natal continuarão a viver.1-14: Deus está pronto a perdoar c restaurar até aqueles que o negaram).19) que tiveram um fim catastrófico. A paz e o bem-estar de Israel. Dt 31—34 Últimas palavras e morte de Moisés D t 31: A s u c e s s ã o Josué foi formalmente designado e comissionado por Deus (14-23) como n o v o líder do povo (veja Nm 27. Acima de tudo.2-15).1 5 A aliança não era apenas com aquela geração. o que os aguardava era a morte. para que vocês e os seus filhos. rio das bênçãos: doença.5-8.8. • 29.24-30. na lei. Palavras de Moisés Mais tarde.24-28 c Os 11. Em Rm 10. Será que alguém cuida tão bem como Deus cuida dos seus? . Veja G n 19.7). argumentando que "pela lei. como Moisés em breve deixaria claro no seu discurso final. 2 6 " L e i " (tora/t) significa ensinamento. A q u i . ninguém é justificado diante de Deus" e que "Cristo nos resgatou da maldição da lei". tudo o que precisava saber. mas com gerações finuras também. e a leitura pública regular foi providenciada. obedeçam hebraico. Deus instruiu Moisés a advertir o povo de Israel sobre a futura deslealdade deles era forma de um cântico (31.7-8). Ele fez seu apelo final de lodo coração. 3-6. adverte (29. anima (30. O S E N H O R Deus irá na sua frente" (31. Israel prosperou enquanto ouviu a palavra de Deus e a levou a sério. Lm 2). • Menina d o s seus o l h o s (10) A pupila. entre a bênção e a maldição.

ela parece enfatizar uma época em que as tribos já estavam estabelecidas. talvez no século 11. 2-5 A entrega da lei no monte Sinai é descrita como um nascer do sol no Oriente. Lembrem-se de Moisés. As tribos de Efraim e Manasses receberam os nomes dos filhos de José. carregando seus cordeiros. Ele não poderia entrar nela porque deixara de honrar a Deus na questão da água da rocha em Meribá (Nm 20. A bênção começa e termina com louvor a Deus. pois seu povo foi posteriormente absorvido por Judá. Dt 3 3 : M o i s é s a b e n ç o a as t r i b o s Após todas as advertências. » OTumim e o Urim (8) Dois objetos guardados no peitoral do sumo sacerdote pelos quais ele determinava a vontade de Deus (veja E x 28.30).8). C o m base nas alusões históricas às diversas tribos. falando com o Senhor ( M c 9. Meribá (8) Veja Êx 17. • José (13) Nenhuma tribo recebeu o nome de José.9-12: C o n c l u s ã o Q u e m agora entre em ação é Josué. > Nos seus braços (12) Pode ser um retrato de . esta última bênção (embora difícil de interpretar) prevê um futuro grandioso e glorioso para Israel. (Compare a bênção de Moisés com a bênção de Jacó em G n 49. No entanto. ou uma referência à casa de Deus em Jerusalém.2-4). ano após ano. 23 A terra fértil ao sul e a oeste do mar da Galileia. 32. Dt 3 2 . » Que Ruben viva (6) O número dos membros dessa tribo ficou reduzido após a revolta de Datã e Abirão ( N m 16).48-52 também falam dos últimos dias de Moisés. no alto de um monte. 18 Zebulom obteve sucesso no comércio. 4 8 . Finalmente ele viu a terra na qual durante 40 anos havia desejado poder entrar. • Azeite (24) O território de Aser era famoso por seus olivais. mas o livro termina com um tributo simples e comovente ao maior dos líderes de Israel. D t 34. I Massa.) » Vs.23-28.1-13).12-14 e Dt 3. D t 34. Não houve outro profeta como ele. • Frutas amadurecidas pelo sol (14) Os vales de Efraim e Manasses ficavam cheios de frutos. que é a fonte de toda segurança e prosperidade do seu povo. • V . que seria construída no território de Benjamim. para contemplar a terra prometida. nunca se esqueçam dele.1-8: A m o r t e d e M o i s é s Nm 27. Nm 20. Simeão não é mencionado entre as tribos.5 2 : U m a ú l t i m a o l h a d a Deus mandou Moisés subir o monte Nebo.Deuteronômio Deus como pastor. ele aparece novamente nas Escrituras. u m incidente que se tomou exemplo perpétuo da obstinação do povo de Deus (SI 95. • V . ao passo que Issacar foi bem sucedido na agricultura e no que dizia respeito à vida dentro de Israel. Israel não o veria mais.

de fontes contemporâneas dos acontecimentos que narram.j dade. mas da maneira como a pala-1 vra de Deus se cumpriu na vida da nação. isto se aplicaria apenas à atividade redacional mais recente. • Os Escritos. a libertação d o Rei Joaquim da prisão em 561 a. 1 e 2Reis.) História Profética N o hebraico. Entre as fontes citadas no texto estão o Livro John Taylor Na Bíblia hebraica. A maior parte do material é bem mais antiga e tirada. na festa de Purim. N o entanto. Juízes.A J O S U É A E S T E R Sria de Israel tanto d o povo. que incluíam Josué. o registro da história de Israel estava em duas seções distintas: • Os Profetas. Esse g r u p o de seis livros ( n ã o contando I Rute) é considerado p o r muitos estudiosos I uma única obra histórica completa. porque o ponto de vista teológico expresso é seme-1 lhante ao de Deuteronômio. o título de " O s Profetas Anteriores". Compilando a "história profética" Se os livros são tratados como uma só uni. (Rute e Ester também fazem parte dessa seção. sendo incluídos entre "os cinco rolos". muitas vezes. uma coleção de textos a serem lidos nas festas judaicas: Rute é lido n o Pentecostes. o Megilot.C. Alguns o chamam de "história deuteronomista". a narrativa histórica que vai de Josué a 2Reis recebeu. possivelmente um hinário antigo de Israel). 1 c 2Samuel. Jeremias. a data mais antiga que pode ser atribuí-1 da a toda a coleção deve ser pouco depois ( último acontecimento registrado em 2Reis. o Livro dos Atos de . que incluíam 1 e 2Crônicas. Isto servia para distinguir estes livros dos chamados Profetas Posteriores — Isaías. É provável que aqueles livros foram classificados como profecia porque o objetivo principal dos livros era ensinar ao invés de simplesmente fazer u m registro: ou porque eram a história não de Jasar (ou Livro do Justo. Esdras e Neemias. de fato. Ester. Ezequiel — e dos doze profetas menores.

• e que os escritores bíblicos tinham à dis. J u í z e s começa lembrando ao leitor que a giu uma considerável quantidade de livros conquista sob Josué não foi completa e que em históricos. durante a monarquia. sur. da tribo de Manasses. pois.Introdução 221 a travessia do rio Jordão até a cerimônia de Salomão e as Crônicas dos Reis de Judá e Israel (que não têm nada a ver com os livros de Crô. filisteus. ao tempo de guerrilha. Na realidanão foram as únicas usadas. até à metade do exílio babilónico. ou "libertadores". o danita.renovação da aliança em Siquém que uniu nicas na nossa Bíblia). . O livro também apresenta uma descrição detalhada da divisão de Canaã entre as Eles ensinam duas coisas: • que em Israel. foram destacados para liderar as tribos na luta contra eles. que derrotou e 1050 a. e que outras de.doze tribos (Js 13—21). também foram livremente usadas. dos em Josué e Juízes ocorreram entre 1240 • Gideão.sido demarcados para as diferentes tribos ainda tas. ou histórias populares baseadas neles. Estes eram os arquivos as tribos num pacto de lealdade ao Senhor da corte. juízes. várias tribos israelitas foram atacadas por vizinhos (ou antigos residentes!) hostis e os Eliseu. tais como uma História da Corte de narrada no livro. de Josué. durante todo o período Davi e uma coleção das histórias de Elias e dos juízes. que subjugou os apoio da cronologia revisada dos Faraós proamonitas duzida por David Rohl (veja comentário no • e Sansão. que foi o flagelo dos artigo "Egito"). Recentemente a data antiga (eme os midianitas e amalequitas parece concordar com 1 Rs 6. unidas de Zebulom e Naftali contra os Eles acreditam que os acontecimentos narracananeus chefiados por Sísera.1) recebeu forte • Jefté. E justo supor que as fontes citadas havia focos de resistência inimiga. O livro termina com dois episódios bizarJosué abrange toda a vida do sucessor de Moisés e descreve a conquista de Canaã desde ros: o estabelecimento de um novo santuário O s livros históricos relatam a história de Israel na terra que Deus havia p r o m e t i d o ao povo. Deus. o gileadita. A Entre os juízes se destacam os seguintes: maioria dos estudiosos prefere datar a entrada • Débora e Baraque que lideraram as forças em Canaã no século 13 ao invés do século 15. tanto em Os l i v r o s e s e u c o n t e ú d o Esses livros tratam de um período que vai batalhas em campo aberto como em atividades desde a entrada na terra de Canaã.praticamente todos os territórios que haviam posição um bom número das fontes escri. este é o contexto em que se passa a história obras.C.

Uma vez pronunciada. A tristeza da derrota lém. Fica claro que isso se deu com cena mais cronológico dos acontecimentos. começando com a coroação de Salova. C .! até Israel ( o reino d o N o r t e ) ser absorvido pelo Império Assírio após a queda de Sama.C. p o r fim. e isto se relutância. de volta para Quiriatenosor. pais pontos de interesse nesta história profétanto os bons como os maus. finalmente. Micaías. sem falar dos vários 1 e 2 R e i s dão continuidade a essa nar.m J z 9.A história de Israel para a tribo de Dã ( J z 17—18) e o castigo dos tica ou "deuteronomista" é a monarquia. e a contínua rivalidade entre os reinos políticos. era benjamitas por um ultraje cometido pelo povo particular a dinastia do rei Davi. de Gibeá ( J z 19—20). Foi no contexto em que Davi manifestou só é aliviada pelas palavras finais d e 2Reis o desejo de construir uma morada mais definique narram a libertação d o rei J o a q u i m d o tiva para a arca que Natã lhe anunciou a procativeiro na Babilônia. porque do Norte (Israel) e do Sul ( J u d á ) . como monarca hereditário em Siquém. Elias e Eliseu. cinco capítulos (8—12) são nas ao fato de o conteúdo de ambos não caber dedicados ao estabelecimento de uma monarnum único rolo) começamos a ter um registro quia. as perversidades daquela deles de fundo moralista. Mas o interesse se concentra realmente na questão se Israel vai ter ou não um rei. havia rei cm Israel. o padrão fixo M o n a r q u i a Como vimos. o p e r s o n a g e m d e destaque é Samuel. (em Hebrom fético pode ser vista n o tratamento dispensadurante os sete primeiros anos e depois em do a Débora e Samuel.profetas e homens de Deus anônimos que são mencionados de passagem nessa narratirativa. como se pode ver no caso do Sul) sobreviveu precariamente p o r mais um século. teocracia e o Senhor Deus era seu único rei legítimo. D a v i reinou A importância que o autor dá ao ofício prodesde aquela data ate 971 a. e a história de todos os reis de Judá que vieram depois dele pode ser vista como vamente. O ponto alto do reinado de Davi foi a e. E. Estes homens podiam designar c destituir mão como sucessor de Davi e continuando reis. e reinou até cerca de 1011 a. ataque d o exército assírio durante o reinado T e m p l o U m terceiro interesse d o autor de Ezequias e desfrutando das amplas reforé o templo em Jerusalém. Saul provavelmente começou a reinar logo após a cumprimento dessa promessa. interesse é a profecia e a palavra d o Senhor. até ser. Aíase Jerusalém).6). que é j u i z c profeta a o mesmo todos esses temores desapareceram. desejar. Esta era uma . C o n t i n u a v a v i v a a messa de um reino que duraria para sempre esperança de um sobrevivente que daria con(2Sm 7. assim. houve uma tentativa fracassada de Até aqui o elemento histórico que apare.m 1 Samuel. filho de Gideão. sucessi. de estabelecer-se ce nessas narrativas c relativamente pequeno. cr.C.C. Isto durou por sua vez eram controlados pela palavra de Deus. J u d á ( o reino mente se cumpria. alguns Em J z 17—21. Desde o início de mas promovidas durante o reinado de Josias 1 Samuel podemos perceber uma preocupação (640-609). quarenta anos mais tarde. as figuras de Saul e Davi. por mais que sua moralidade pessoal deixasse muito a lempo. derrota em Afeca e m 1050 a . um dos princisegundo o qual eram avaliados todos os reis. Agiam como conselheiros reais e fiscais com a divisão d o reino.(2Rs 7). F. em que o narrador época foram atribuídas ao fato de que "não revela sua arte de contador de histórias. mente foi construído o Templo como casa permanente para a arca da aliança.a palavra de Deus que controlava a história. d o pomo de vista do autor. a palavra invariavelria e m 722 a. pois há uma concentração em episódios. finaltinuidade à linhagem d o rei Davi. cada um fazia o que achava mais certo" ( J z 17. Com 1 e 2 S a m u e l (a divisão entre os dois li\ ros é artificial e prova\ cimente se deve apeF. j á que Israel era considerado uma aplica de modo especial à história de Davi. Samuel fica em segundo plano n o promessa divina de uma sucessão duradoura momento em que entram em cena. Então veio o colapso diante das especial com a arca da aliança. Eram os homens d o poder. Mas quando D a v i subiu ao trono N o i n í c i o .16). culminando na queda de Jerusalém e Jearim. levada para Jerusano exílio na Babilônia. Natã c Gade.Abimeleque. Ela é levada forças babilónicas lideradas por Nabucodode Siló para a Filístia. Depois disto. no tempo do rei Salomão. sendo salvo milagrosamente d o da maldição sobre a casa de Acabe. E. quando a P r o f e c i a U m segundo tema de grande arca da aliança foi capturada pelos filisteus. Temas principais A d o r a ç ã o Havia.

vendo nele o principal arquiteto e idealizaclor do Templo. mais tarde também os livros de 1 e 2Crônicas foram admitidos. ou foi permitido também o ingresso de influências idólatras vindas de fora? O s altos (antigos centros de culto pagão que tinham mais o u menos sido adaptados para a adoração de Yahweh) foram destruídos ou continuaram a existir? Pela natureza da avaliação. Isto resultou naquilo que alguns consideram uma imagem idealizada de Davi. provavelmente porque Crônicas e Samuel-Reis tratam do mesmo p e r í o d o histórico. o verdadeiro Deus (Yahweh) foi adorado de forma devida em Jerusalém. A obra d o C r o n i s t a A segunda parte do relato da história de Israel. e os primeiros cem anos após o exílio. apenas Ezequias e Josias receberam recomendação irrestrita. A princípio. Embora vários tenham recebido crédito p o r "fazerem o que era correto". assim como dois artistas fazem com o mesmo assunto. é ignorado. bem diferente do "chefe da guerrilha que-acabou sendo rei". embora não seja necessariamente obra de um único indivíduo. • Ne 8—13: A leitura da lei por Esdras e as reformas de Neemias. 0 período anterior ao exílio c apresentado em 1 e 2Crônicas. • Os interesses d o Cronista O Cronista também admirava o rei Davi. • 10' 10—29: o reinado de Davi. Israel. Com base nisto podemos ver que o reino do Norte. apenas a segunda parte (Esdras-Neemias) foi incorporada à Bíblia hebraica. se tentaram impedir a reconstrução. que aparece na versão da história em Samuel-Reis. 223 Ed 7—10: chegada de Esdras a Jerusalém e reformas. era considerada originalmente um único livro. • Ed 1—6: a reconstrução d o Templo após o exílio. 0 período a b r a n g i d o Um resumo do conteúdo mostra claramente os interesses específicos do Cronista e os assuntos tratados nestes quatro livros: • ICr 1—9: genealogias de Adão a Saul. O autor ou compilador geralmente é chamado de Cronista. então. o Cronista se mostra fascinado com a função exercida pelos sacerdotes e levitas na condução do M c g i d o ficava situada na extremidade d a planície de Jezreel. n o museu daquele lugar. t s t e modelo. Levando em conta esta ênfase. em Esdras e Neemias. • Ne 1—7: Reconstrução das muralhas de Jerusalém por Neemias. na Bíblia hebraica. . que. N o entanto. não mais fazia parte do verdadeiro povo de Deus. mosna como aquela cidade era fortemente protegida. • 2Cr 1—9: o reinado de Salomão. Os reis de J u d á também foram achados em falta quando p o r razões políticas incorporaram práticas religiosas de um soberano estrangeiro. Para destacar a continuidade que originalmente existia entre esses livros. A pergunta era esta: Durante o reinado daquele rei. Ele era um fervoroso defensor da dinastia de Davi e entendeu que o reino do Norte. foi incluída nos "Escritos". e que tem lá os seus problemas. Não há dúvida de que o Cronista pinta um quadro u m pouco diferente. as idéias haviam sido todas de Davi. Acontece que seu interesse principal era registrar aqueles aspectos e acontecimentos que se relacionavam com o Templo e suas origens mais remotas. do seu culto e da sua organização. depois que o mesmo se havia separado do reino de J u d á . Nesse sentido o autor estava seguindo os passos do historiador deuteronomista. todos os reis de Israel (o reino do Norte) foram reprovados. É por isso que na Bíblia hebraica Esdras-Neemias precede Crônicas. ele se dá ao trabalho de mostrar que os samaritanos. o u . e quase todo espaço é reservado a Davi e Salomão e questões relativas ao Templo de Jerusalém. foram impedidos de participar das obras. porque perpetuaram a adoração nos santuários de Betei e Dã que Jeroboão estabelecera para competir com Jerusalém. • 2Cr 10—36: a história de J u d á desde Roboão até o exílio. os primeiros versículos de Esdras foram colocados no final de 2Crônicas. j u n t o à entrada d a passagem pela cadeia de montanhas o n d e fica o monte Carmelo. que eram resultado do cruzamento inter-racial de israelitas c assírios. Semelhantemente. quando da reconstrução do Templo e dos muros de Jerusalém. Embora Salomão tivesse construído o Templo.Introdução questão basicamente de adoração o u culto. Esse lugar foi cenário de inúmeras batalhas na história d e Israel. como símbolo de submissão a ele.

Na verdade. Isto nos incentiva a respeitar a forma cuidadosa c o m que r e u n i u e selecionou seu material. na destituição de Atália (2Cr 23). 13.15 e Ne 1. A "cidade das palmeiras" 6 um oásis subtropical nas proximidades d e montes descampados. e que ele escreveu no final do século 5 ou início do século 4 antes de Cristo. ele também se valeu de coleções de citações de profetas como Samuel. Pois além de fazer uso extensivo dos anais (por exemplo. p o r exemplo. ele deixa claro que isso foi feito somente por sacerdotes c levitas. que era um homem de profunda devoção (veja as diversas e belas orações contidas era sua obra). culto no Templo. O que podemos dizer com boa dose de segurança a respeito do Cronista. causada pelo fato de ter ele entrado de forma ilícita no Templo para queimar incenso. tratou de explicar alguns casos estranhos em que uma aplicação rígida do princípio da retribuição parecia não funcionar.5. " o livro dos reis de Israel e J u d á " e muitos outros registros que não chegaram até nós). e isto não é de todo impossível. N o entanto. o compilador pôde usar as memórias de ambos (note o uso da primeira pessoa do singular em Ed 7. É importante lembrar que ele estava escrevendo como historiador religioso. como.6-31). Para o período de Esdras-Neemias. Sua avaliação individual dos reis de J u d á corresponde à avaliação dada em 1 e 2Reis. ele menciona especificamente a lepra do rei Uzias. e não como historiador político. Gade e Ido. . E.A primeira grande vitória na conquista de Canaã foi obtida em J e r i c ó . Natã. é que ele provavelmente fazia parte do pessoal que trabalhava no Templo. a tradição judaica afirma que o Cronista era o próprio Esdras. Seu interesse p o r assuntos que diziam respeito aos sacerdotes não o levou a perder de vista os profetas c seu mundo.1—7. que também ocorreu dentro do Templo.27—9. se é que realmente existiu apenas um. a morte trágica do piedoso rei Josias e o longo reinado do perverso rei Manasses.

5).8-13). 3 Veja Dt 11. foram os únicos a sobreviver aos40 anos de peregrinação.63). Ele era um excelente comandante militar (Êx 17. 2 j á ocorreram. A intenção de Josué era concentrar o primeiro ataque no centro d o território. Raabe foi naturalizada. a designação formal para liderar o povo só veio diretamente de Deus quando Moisés estava prestes a morrer (Dt 31. Veja "Cidades da conquista". 12-15 Veja N m 32. Moisés havia morrido.14-15. mas também do próprio Jesus ( M t 1." Js l . J s 2: A p r o s t i t u t a R a a b e salva os espias J e r i c ó . conquistam a terra que Deus lhes prometera. ele simplesmente conta a história. Josué havia nascido no Egito.9. Como Raabe salvou as vidas dos espias. Josué foi um dos 12 espias enviados por Moisés para fazer o reconhecimento da terra. Juízes pinta um quadro um pouco diferente. O livro de Josué dá a impressão de que a terra foi conquistada em pouco tempo e de forma total.24-25 • Este Livro da Lei (8) Veja Dt 31. e.C. Dl 3. por exemplo). A conquista de Canaã provavelmente começou por volta de 1240 a. O tema principal que se repete neste prelúdio à conquista é o convite a ser forte e corajoso (6.C). Este é um notável exemplo da graça de Deus. Na entrega da lei no Sinai ele acompanhou Moisés (Êx 24. tornou-se ancestral não só de Davi. • V s .13). até a morte de Josué. " E n estarcí com vocc como estire com Moisés. Apenas ele e Calebe tiveram a fé e a coragem de sugerir o avanço (Nm 14. Ambos os livros enfatizam a importância de manter-se fiel a Deus. encontrando um lar permanente entre o povo de Deus e tornandose parte da grande história de salvação. passando pela conquista de Canaã. É provável que este registro tenha sido escrito na época dos primeiros reis de Israel (1045 a.6-9). .S-6 J s 1—12 Israel entra na terra de Canaã Js 1: J o s u é é o n o v o l í d e r Este relato d o começo d o trabalho de Josué é um dos grandes capítulos da Bíblia. mas o propósito de Deus para o seu povo continua de pé. mas porque acreditava que o Deus de Israel é o verdadeiro Deus (veja H b 11.18-20. e antes de Davi tomar a cidade de Jerusalém (veja Js 15. 5-6) • V . de acordo com algumas evidências arqueológicas. Js 22 descreve as duas tribos e meia voltando para casa.18). que louva sua fé). Ele tornou-se braço direito de Moisés durante o êxodo e as peregrinações no deserto. O narrador não tenta "salvar" a reputação de Raabe. Resumo Os Israelitas. ou o sentido é apenas "em breve". Caps. ela e sua família passaram a ser protegidas por Deus. Josué estava com Moisés quando a lei foi dada no Sinai.31.9. Os caps. c r i a n d o u m a espécie de brecha entre o Norte e o S u l . 1—12 2 A conquista de Canaã Caps. J e r i c ó estava bem à sua frente. um alvo natural a ser atingido.28-32. 13—21 Divisão da terra entre as tribos Caps. 2) A batalha de Jerico (caps. casou-se com Salmom. por intermédio de seu filho Boaz (veja Rt 2—4). a "cidade das palmeiras".JOSUÉ 0 livro de Josué conta a história de Israel desde a morte de Moisés. Nunca o abandonare Seja forte e corajoso. não porque estivesse com medo. fica a oeste d o rio Jordão.23). Mesmo que a escolha para ser o sucessor de Moisés já houvesse sido feita há mais tempo. • Três dias (11) O u os eventos d o cap. Muitas dessas histórias foram contadas e recontadas antes de serem coletadas e organizadas na sua forma atual.7. dando a entender que a luta continuava. 23—24 Josué faz um apelo à nação Histórias mais conhecidas Raabe e os espias (cap. 1 —12 relatam o que se passou nos cinco ou seis primeiros anos após a morte de Moisés. O editor repetidamente acrescenta "até ao dia de hoje" referindo-se aos leitores do seu tempo (4. liderados por Josué. durante a vida de Samuel. Os acontecimentos narrados nos dois últimos capítulos provavelmente ocorreram cerca de 20 anos mais tarde. em conseqüência. Obedecer a Deus é a chave para o sucesso do povo sob a liderança de Josué. Raabe deu abrigo aos espias.2426. e.

• Seom e O g u e (2. . sua liderança e orientação.10) Veja N m 21. • A arca da aliança (3) Nela se encontravam as tábuas da lei. Porém. mais tarde.22-26). A casa de uma prostituta era um lugar onde dois homens podiam ir sem dar satisfação a ninguém. • Mar Vermelho (2. em Gilgal. O rio estava cheio com a neve derretida do monte Hermom e não era a melhor época para uma travessia. e o Jordão ficou represado por mais de 21 horas. cerca de 29 km rio acima.226 Cidades menores e vilarejos. ocorreriam o ministério de João Batista e o batismo de Jesus). linho. pedras foram tiradas do leito do rio: 12 para marcar o lugar onde os sacerdotes haviam parado.21-35 e Js 12. deix a n d o o leito seco. Ela era um símbolo visível da presença de Deus. uma obstrução em Adam.19). A história de Israel A casa de Raabc estava construída sobre as muralhas da cidade (provavelmente fazendo uma ponte entre os dois muros fortificados que cercavam a cidade de Jericó havia já alguns séculos) e tinha um teto horizontal o u terraço sobre o qual era possível secar plantas ou cereais depois de colhidos (neste caso. J s 4: A s p e d r a s c o m e m o r a t i v a s Para que a travessia ficasse marcada para sempre. e 12 para marcar o primeiro acampamento dos israelitas na nova terra.) Como na travessia do mar Vermelho. Os israelitas cumpriram sua promessa que fizeram a ela (6. • Santifiquem-se (5) Santificar-sc significava "preparar-se diante de Deus". represou o rio. (Esta é a mesma área junto ao Jordão onde. do qual obtinha o linho para fiar). pela purificação ritual e auto-avaliação à luz do que Deus exige. c o m casas de lijolos.1-6.10) Veja Êx 14. e o mês era o de Nisa. Js 3 : A travessia do Jordão Era primavera. o primeiro mês do calendário hebraico (4. 40 anos antes. tremores de terra causaram o desmoronamento das altas margens de argila no mesmo local. Estava próxima a colheita da cevada. • 2.1 "Sitim" significa "acácias". quando os sacerdotes pisaram na água. que corresponde mais o u menos a março/abril em nosso calendário (veja " O calendário de Israel"). forças naturais foram empregadas para abrir caminho com precisão milagrosa. e sem dúvida um bom lugar para obter informações. ( E m 1927. devem ler oferecido pouca resistência a o exercito d e Josué.

porque a aliança em si havia sido negligenciada durante 40 anos. porém. conduzindo o povo através do Jordão. J s 5. Deus estava liderando o exército. o shafar o u chifre dc c a r n e i r o .13—6. Sempre que alguém entrava numa casa tirava as sandálias dos pés.Josué 227 y Os homens das tribos d e R u b e n . mas para esse r i t o religioso f o r a m usados os utensílios tradicionais. 14 A ação de Josué. Kie representou d e r r o t a para Jerico. Naquele dia ficou claro quem era Josué.13-36. assemelha-se à travessia do mar Vermelho ao tempo de Moisés. por causa da falta de fé e da desobediência do povo ( N m 14). com exceção de Josué c Calcbc. morreram no deserto por causa de sua desobediência. . • O m a n á c e s s o u (12) Veja Êx 16. Ninguém sabia disto melhor que Josué. a data anual da Páscoa.12. perante nós (23) Nenhum dos adultos que atravessaram o mar Vermelho. (12) Veja em 1. . Deus jamais havia deixado que faltasse o maná. Israel sabia A irontbcta d o Israel a m i g o . Todos os outros. isto c.13-15). Este era o dia 14 do primeiro mês. e o povo lhe deu o respeito que lhe era devido. Isso era muito mais importante e necessário ainda antes de entrar num "lugar santo". sobreviveram para atravessar o Jordão. • Tire as sandálias (15) Esta instrução ecoa as palavras que Deus disse a Moisés ( Ê x 3. • F a c a s d e p e d r a (2) Nessa época. Js 5. porque a história da travessia do Jordão causara temor em todos eles. convocava o p o v o para a batalha. Não havia risco de serem atacados por inimigos.5). o mês de Nisa. . . o maná não era mais necessário.1-12: G i l g a l : Os i s r a e l i t a s s ã o c i r c u n c i d a d o s 0 ritual da circuncisão não fora praticado. . Durante os anos de peregrinação pelo deserto. Jamais haveria uma Páscoa como esta: pela primeira vez eles saborearam os frutos da sua própria terra. Agora o sinal da dreuncisão deixaria claro que essa nova geração era o povo de Deus. • V. todos os que tinham mais de 20 anos na época do relatório dos espias a Moisés. > Diante de v o c ê s . d e G a d e . utensílios de b r o n z e j á haviam substituído os de p e d r a .27: A c o n q u i s t a de Jericó A conquista de Canaã foi uma guerra santa (veja "Guerra Santa"). após seu encontro com " o comandante do exército de SENHOR" (5. A partir daquele momento.

C. cilado c o m o u m entre vários inimigos derrotados. os assim chamados "povos do mar". Os filisteus. Em todo o caso.C. talvez por serem focos de oposição. A cidade foi uma oferta a Deus. e outros que desconhecemos. Uma terra desolada com suas cidades em ruínas seria de pouco benefício para os israelitas.C. Esta onda foi contida por Ramsés III (por] volta de 1184-1153 a. marchando através da Síria e de Canaã e aproximando-». Ecrom. ele avançou até o território de M o a b e (por volta de 1275 a.228 A história de Israel Cidades da conquista Alan Millard Os relatos bíblicos sobre a entrada de Israel em Canaã registram a efetiva destruição de apenas algumas poucas cidades. e outro g r u p o t o m o u Dor. as "primícias" da conquista. mas os relatos bíblicos não exigem essa conclusão. Pouco se sabe além do fato da intervenção egípcia em Canaã. e das evidências indiretas d o controle egípcio contínuo na região. trouxeram pilhagem e destruição às cidades de Canaã na época da conquistaPríncipes vizinhos podiam causar tanta devastação quanto uma força invasora. no final. Escavações nos sítios de Betei.C). Gate e Gaza. Gaza e Megido). o Faraó Seti I fez uma incursão e m Canaã e no leste d o Jordão por volta d e 1290 a. Em resumo. ou povoadas outra vez em escala menor. Todos estes acontecimentos. Ai e Hazor também foram saqueadas. por e x e m p l o . Após u m período de fraqueza egípcia.« w » » le sobre Canaã por algum tempo. não podemos esperar que nas ruínas de Canaã apareçam numerosos e inconfundíveis sinais de uma conquista especificamente israelita. ex. " Jericó era um caso especial. Talvez c o m o resultado destas medidas rigorosas. Mas novamente estes foram casos excepcionais.C. o Líbano. tais como Hazor. liwa!ia . Mas muitos dos invasores permaneceram. as cidades foram abandonadas.C). Merneptah havia contido uma onda de invasores vindos d o noroeste. e outros lugares serviam d e fortalezas. Nessa ocasião. Os problemas recomeçaram no reinado de Merneptah. Num desses registros aparece a referência extra-bíblica mais antiga a Israel. Asquelom. depois que Ramsés fez u m acordo de paz c o m o rei hitita (por volta d e 1259 a. embora. 0 Faraó d o Egito tinha o d o m í n i o sobre Canaã. Se levarmos a sério o testemunho bíblico. mas as datas são apenas aproximadas e é possível que as cidades não tenham sido destruídas ao mesmo tempo. também. invasões e u m declínio geral nos padrões culturais. Havia rebeliões periódicas que eram sufocadas por vizinhos leais ou por forças egípcias. registra campanhas militares de maior proporção. Em geral. Ramsés II. Pouco depois. é um equívoco tentar associar à invasão israelita todos os sinais de destruição em cidades cananéias do final da Era do Bronze. A história d o século 13 a. e Damasco. Hazor e outros revelaram sinais de destruição violenta durante o século 13 a. 0 Egito estava seguro até que outra onda repetisse a ameaça. Os arqueólogos geralmente fazem a ligação entre esta invasão e níveis d e destruição encontrados e m cidades arruinadas. A mudança de propriedade provavelmente deixou poucas marcas reconhecíveis exceto no âmbito religioso. da costa d o Egito pelo mar. a missão de Israel Invasões dos egípcios e dos povos do mar Israel era apenas u m dos Inimigos dos cananeus. restabelecendo seu coniro. a l g u n s t o m a n d o a l g u m a s cidades. que destruiu a frota? bloqueou o avanço antes que atingisse a fronteira. Seus g o v e r n a d o res e oficiais residiam nas cidades maiores (p. não podemos esperar que haja muita evidência material da conquista israelita.) não houve mais invasão dos egípcios por mais d e meio século. Assim. Bete-Semes. seu filho. O que devia ser destruído eram os templos pagãos dos cananeus com sua parafernália religiosa. enfatizam que Israel expulsou os antigos habitantes e assumiu (herdou) sua propriedade. tenha sido o pior. teve que controlar uma revolta após uma derrota para os hititas na Síria. Após a destruição. tomaram Asdode. É possível que tenham sido saqueadas mais cidades do que aquelas mencionadas nos livros de Josué e Juízes. que acabavam de sair de 40 anos de vida seminòmade. filho d e Ramsés.

f- Teorias divergentes Muitos estudiosos afirmam que Israel tomou posse da terra prometida através de uma gradual infiltração de grupos de pastores nômades.C. e não baseada em fatos. por (amplo. de 2500 a. No entanto. esperar a evidencia mais clara do ataque de Israel. tais abordagens devem ser consideradas experimentais. mesmo que após seu apojeu. em pane por MUS. no passado. Ai. Os restos escassos em diversos sítios pós-cananeus (início da Era do Ferro) atestam esta situação. A analogia da infiltração de nômades é usada para encaixar Israel num modelo conhecido. ainoa é possível e poderem ocupá-la. na verdade datam de um período bastante anterior.C. Na melhor das hipóteses. ou lendas populares sobre a origem das cidades arruinadas cuja verdadeira história fora esquecida.C. por exemplo. que isso resultou de uma combinação de infiltração e um movimento de alguns grupos tribais vindos do Egito. talvez em várias ocasiões e durante várias gerações. Estas atribuem as histórias a várias fontes diferentes. Mas todos os registros da nação afirmam que Israel era diferente. Todas eram temfortificadas. ou talvez parrece em Josué simplesmente uma tencialmente habitadas. ha evi(Kadi cs que a úlüma cidade cio final da Era óo Bronze foi violeniameme desiiiida durante o século 13 a. dos quais a arqueologia pfciina depende para sua cronologia r 2. As cidades situadas ao longo das Ktra:as principais. Por outro lado. As escavações revelaram período inicial por historiadores israelitas de uma época posterior. Mas restou c lüiiciente para mostrar uma cidade de imponancia. tativa oe explicai aquelas imponentes até os israelitas se ruínas. tendiam a ser muito mais rcas. até depois de 12CO a. Chama-se a atenção para o fato de que a ocupação foi limitada. A intensa erosão das ruínas de tijolos deixou poucos vestígios de períodos mais remotos da história da cidade. que um grupo de cananeustenha usado as velhas fortificações desta cidadela Eles não poderiam ter estratégica na luta contra os israelitas. E havia outras que a cidade ficou abandonada de cerca causas de destruição.Hazor Lemos que três (idades — Jerlcò. e isto certamente se aplica ao caso da "conquista". não pode ser descartada a possibilidade de que havia ali uma cidade fortificada no final daquele século. e apoiando teorias de histórias tribais não relacionadas entre si.) As histórias em Josué são atribuídas a fontes tribais ou religiosas.s 16. o local onde se poderia terra. ou apenas foram ocupadas em conjunto com os cidadãos nativos. O u . desde o tempo de Josué a época de Acabe (cerca de 400 anos. Outias cidades da mesma época sio bas:anle semelhantes. apresenta um problema. propondo assim origens separadas. Ai e Hazor — foram incendiadas por Israel. dá conta que as principais cidades cananéias que ficavam junto às estradas principais não foram conquistadas. çados pelos filisteus e por inimigos do outro lado do Jordão. As muialhas da cidade. Jericó do povo que vivia na Em lericó. Por isto. como Megido. evidencia do ataque de Josué. em âmbito local. e muitos consideram a história cue apato geral. da exposição aos elementos e da danificação pela aragem.229 I.C. Associada a isto está a teoria de que o conceito de Israel como nação foi f o r m a d o muito depois da "conquista" e projetado sobre o . consideradas. Em hazor. Cidades p o d e m ter embora fcsse um centro importante em ficado desertas como épocas mais remotas. São consideradas descrições de acontecimentos de menor importância. na Galileia.'assim como Hazor.34). até imaginam uma rebelião geral 3. nada foi encontrado para mostrar a existência dê uma cidade ali na metade do século 13 a. resultado de um tumulC nome Ai significa "riifna". Estas opiniões completamente divergentes estão todas ligadas a teorias relativas ã análise documentária do Pentateuco. mesmo aceitando a estabelecerem na terra evidencia arqueológica. veja 1P. Rejeitar o relato bíblico só porque ele é diferente dos outros é atitude preconceituosa e pouco científica. As escavações mostram que a cidade já havia sido desiiuída e reconstruída varias vezes antes da época de Josué. Ou. a relativa pobreza de sítios como Tell 8eit Mirsim fez COT que a atenção dos escavadores se concentrasse em detalhes de estilos ce cerâmica. A idéia de um processo gradual é apoiada pela analogia com invasões e deslocamentos de outros povos.embora as muralhas geialmente incorporassem (ou eram «ovações de) defesas anteriores. Ai não foi totalmente destrutiva. Suas ruínas teriam desapaiecido durante o longo período em que o lugar ficou desolado. Sempre é bom ser cauteloso quando se argumenta com base em analogias. (Jz 1. As ruínas da última cidade cananéia náo (ciam bem preservadas. feito isto por completo lai ocupação temporária teria deixado enquanto eram ameapouco ou nenhum vestígio.

• Fora d o acampamento (23) Até ficarem "limpos".10) que não só conseguiram um acordo de paz para si mesmos como também incluíram três outras cidades (17). em que foram usadas as duas pedras guardadas no peitoral do sumo sacerdote. em data posterior. de fato. "Cidades da conquista". • V . • A maldição (26) Aquele local ficou em ruínas durante 400 anos. os gibeonitas foram tão espertos (a ponto de fingirem não ter ouvido as notícias das recentes vitórias em Jericó e A i . Js 7 : Acã desafia a proibição de D e u s Acã não deu ouvidos à proibição de Deus (veja 6. Veja "Cidades da conquista". no tempo de Josué. após um período de purificação. ficava a cidade de A i .000 (3) Isto pode referir-se ao número total de soldados. a aliança foi renovada. E.18) e por isso 36 homens morreram cm Ai e todo o povo foi humilhado diante de seus inimigos cananeus. E os inimigos de Israel sabiam disso. A desobediência de um só . E disso. Assim.9-11. • Santificar (13) Veja 3. E m nome de Deus ele tomou posse da terra.16). à medida que a arca da presença de Deus liderava o exército.5. e tremiam (2. • Sorteio (14) O homem culpado foi descoberto por meio de u m sorteio sagrado. no entanto. a menos que tenha havido duas emboscadas (12). Veja N m 1. A estratégia de redradas e emboscadas utilizada por Josué foi uma lição aprendida da derrota anterior de Israel (7. o que sugere que este pode não ser o local onde. • Betei (9) Este é o lugar onde Jacó leve a visão. tocavam trombetas.34). De A i .x 23. preparando o grande clímax no sétimo dia. Deus não foi consultado nisso tudo (14). • 30. Josué se deslocou 32 km ao Norte. seria sacrilégio alguém pegar alguma coisa para si. A cidade de J e r i c ó tem uma história extraordinariamente longa de construção c destruição (veja "Cidades da conquista" para a história arqueológica). Era uma cidade bem fortificada e próspera no tempo em os israelitas estavam no Egito. No entanto.32). 24 Acor significa "conturbação" ou "desgraça". 25 Aparentemente. J s 8: A d e s t r u i ç ã o d a c i d a d e d e A i É difícil de conciliar a evidência do outeiro em Et-Tell com o relato bíblico deste capítulo. até o reinado de Acabe. • V .2-5). Não se sabe exatamente como isto era feito. era culpada ( v e j a D t 24. mas agora. 5. J s 9—10: J o s u é d e r r o t a os reis d o Sul Js 9: Gibeão era uma cidade importante que ficava cerca de 8 km ao norte de Jerusalém.18) A cidade e tudo que havia nela foi dedicado totalmente a Deus.A história de Israel indivíduo afeta toda a comunidade. 9. o exército em silêncio. O rei de Betei foi derrotado (12. havia entrado em certo declínio. a prestação de contas será geral. • Não peguem em nada daquilo q u e vai ser destruído (6. seguindo a orientação de Moisés (Dt 27). a família de Acã também sabia de tudo e. para estabelecer-se em Siquém. e isso pode ter ocorrido durante esta campanha militar (Betei e Ai ficavam bem próximas) ou. quando H i e l reconstruiu Jericó e foi atingido pela maldição (veja l R s 16. então. se um erro foi cometido. e não só individual. Era uma guerra de nervos para os moradores de Jericó: dia após dia as tropas marchavam em volta da cidade. portanto. Os israelitas haviam sido advertidos contra qualquer aliança com o povo local (F. no vale entre os montes Ebal e Gerizim.16). • Ai (2) "A Ruína". Ver.1). Mas os números elevados que aparecem no AT representam um sério problema.

se tornou a "coisas de Biblos". Beirute e Biblos. que nho de uma porta.C. Esses deuses. consoante no hebraico.Josué 231 Cananeus e filisteus Alan Millard CANANEUS "Canaã" foi o nome dado. em traziam de volta (por exemplo) linho Israel e outras regiões. e Astarote. para ser usado na construção do Templo. saindo de Tiro. Esta p i a r a d e b r o n z e levando cedro. deusa do amor e da guerra. ¿3 <t A (linha d o meio). E Hirão de Tiro projetou e decorou as colunas de bronze e outros objetos do Templo (1Rs 5. etc). o alef (boi). em hebraico. (linha d e c i m a ) . Dt 7. Também o papiro era levado sinais que representavam sons que do Egito a Biblos.C. usadas atualmente.C.13). Na época da invasão israelita sob a liderança de Josué. no grego. El era o deus principal. sua esposa.1-6). representava sua letra inicial — "p".4). \!ü e v o K O A l g u m a s letras d o alfabeto latino ( A K O ) . Depois do ano 1000 entanto. em Jerusalém. É por isso que os israelitas deveriam evitar todo tipo de contato com os cananeus (veja. foram chamados de "feníEm Canaã. Destes portos Saíam navios. os cananeus que contaram outros sistemas tinuavam independentes para outras línguas. os chamaram de bíblia. por hoje fazem parte do Líbano. 7. o que permitia às pessoas viver como bem entendiam. aliado ao componente da fertilidade e das colheitas. Creta e a Grécia. azeite. não estabeleciam leis (como os Dez Mandamentos). Com o passar do tempo. vra "Bíblia". assim que. A desobediência acabaria lhes trazendo uma série de problemas. p. Além disso. o trabalho dos artesãos cananeus ou fenícios era famoso.. C Religião Os cananeus adoravam Baal. Os gregos o do Egito e porcelana do Chipre e da adotaram por volta de 800 a. o deus do clima e da fertilidade. dando-nos a palavogal "a". Este fato. depois de 2000 a. jebuseus.C. cada qual governada por seu próprio rei e nominalmente sujeitas ao Egito. o e outras mercadorias para o alfabeto começou a ser Egito. havia uma legião de outros deuses. Comerciantes O alfabeto Os cananeus que viviam Os sistemas de escrina costa eram grandes ta cuneiforme (na Babicomerciantes — tanto lónia) e hieroglífica (no assim que. encontrada e m Hazor. Os habitantes incluíam outros povos (heveus. por mais que fizessem exigências cruéis. Canaã era um conjunto de pequenas cidades. uma primeira vez. muitas vezes chamados coletivamente de cananeus. Artesãos h a b i l i d o s o s Na época do rei Salomão. sistema no qual o deseSidom. ex. . O cedro do Líbano foi transportado ao longo da costa. Assim. No 17. A sala d e estar mobiliada d e uma típica casa cananéia. quando os gregos viram rolos de papiro pela eles não necessitavam foram usados para as vogais. Cada cidade tinha seu deus padroeiro ou sua deusa padroeira. c o m seus ancestrais cananeus. exemplo. tornava a religião cananéia atraente e fácil de seguir. como o sacrifício de crianças. um escriba cios" pelos gregos.C. escribas invena. e seus " p a i s " fenícios. Os Grécia. Eles amplamente usado na Fenícia. Por volta de 1000 a. d e cerca d e 1600 a . Seus começou a usar um principais portos eram Tiro. a Egito) dominaram o palavra "cananeu" passou Oriente Próximo entre a significar "negociante" (Ez 3000 e 1000 a. C . à costa da região onde hoje ficam o Líbano e Israel. toda a área que fica entre a costa e o rio Jordão recebeu esse nome. vinho representando um c a n a n e u foi Assim nasceu o alfabeto. d e cerca d e 1000 a .

em 1175 a. Além disso.: urro filisteu (à e s q u e r d a ) . Os filisteus foram dominados pelo rei Davi e por alguns de seus sucessores. permanecendo um grupo distinto até o período persa.. I. A fundição do ferro estava começando a se difundir e os filisteus tinham certo controle sobre essa tecnologia. HHHHHHHBHHHnBS U m a casa filistéia c o m átrio central..C. Os israelitas precisavam levar ferramentas de ferro aos ferreiros filisteus para conserto e afiação e eram impedidos de obter armas de ferro. outros objetos indicam que os filisteus eram estrangeiros vindos do Norte. Finalmente. de Creta e de Chipre. c o m sua d e c o r a ç ã o ! característica. A s c i n c o cidades d o s filisteus estão marcadas cm amarelo.zá / Gate Ecrom (Jcríísãlcm) Hfbrcw) . cada qual com seu próprio governante. que os "povos do mar" (como os egípcios os chamavam) invadiram ás regiões costeiras da parte oriental do Mediterrâneo. d o E g i t o .232 A história de Israel F I L I S T E U S Embora alguns tenham vindo antes. e enfrentaram os israelitas na disputa pelo território. os filisteus conseguiram assumir o controle de cinco cidades.associa este p o v o a s u a '*pátria* na região ao norte d o M e d i t e r r â n e o . Cerâmica. o nome deles foi dado àquela terra: Palestina. F I L Í S T I A Neste e n i a l h e . . c . Por fim. O nome Golias e a palavra para governador podem indicar que falavam uma língua indo-européia. I '• . U m navio do guerra filisteu. aparece u m s o l d a d o c o m u m lípico enfeite filisteu n a cabeça. Quando o Egito finalmente os derrotou. foi por volta de 1200 a. que eram mais eficazes (1Sm 13. eles tentaram conquistar Canaã.^(Jope) Asdôde quelom Ga.19-22). origens e ferro A cerâmica encontrada na região da Filístia revela fortes ligações com a cerâmica micènica da Grécia.C.

Todas as cidades estratégicas do Sul caíram diante do exército do Josué. • 0 pé no p e s c o ç o (24) U m ato comum naquele tempo. e a chuva de granizo contribuiu para aumentar a escuridão e a conseqüente confusão. mas pode ter sido um prolongamento da escuridão. descrita no v. até Gibeão. Esse vale foi palco de muitas batalhas ao longo dos séculos. • Hazor (1) Esta era uma grande metrópole onde moravam 40. um eclipse solar. Gale Eglom tê <-> P- Canaã. O ataque surpresa de Josué foi ao amanhecer (algo que é confirmado pela posição do sol c da lua.18. Na época as pessoas acreditavam que a terra ficava parada. • A grande Sidom (8) Tudo indica que. Js 11: J o s u é d e r r o t a o s r e i s d o N o r t e 0 poderoso rei de Hazor. reuniu um exército ainda mais numeroso do que a aliança dos reis do Sul. mas o resultado foi o mesmo: fracasso. a operação "limpeza" levou muito mais tempo (18). que não deve ser confundida com a Gósen que ficava no Egito. no Oeste. para indicar sujeição total. Tiro ainda não era uma cidade importante. com o sol e a lua movendo-se ao redor dela. • Vale de Aijalom (12) Nele havia uma importante rota comercial que ia de leste a oeste. a Gaza. o rei Saul tentou destruir os gibeonitas e Deus castigou o povo de Israel por não manter a palavra empenhada. ou seja. (Duzentos anos depois. • Gósen (41) Cidade ao sul de Hcbrom. A cidade baixa que Josué destruiu jamais foi reconstruída.000 pessoas (tinha várias vezes o tamanho de Jerusalém na época de Davi).27 " N o local que Deus escolhesse". Ficava 16 km ao norte do mar da Galileia. O rei Davi permitiu que os gibeonitas executassem sete filhos de Saul para fazer o acerto de contas. no Norte. fique parado". no Sul. • Livro dos J u s t o s (13) U m livro de cânticos que celebrava heróis nacionais e que é mencionado novamente em 2Sm 1. 0 pior que podiam fazer era reduzir os gibeonitas à condição de escravos (21). Esse livro não foi preservado.'osue Israel não podia revogar um tratado selado com amizade (a refeição que tomaram em conjunto). contando desde a entrada em Gaza Asdode.12-14) Geralmente se interpreta isto como um prolongamento da luz do dia. 12). como explicação. • O longo d i a (10. nessa época. Todos os cinco reis amorreus foram mortos em Maqueda e suas cidades-estado (exceto Jerusalém) foram destruídas na campanha que se seguiu à luta em Bete-Horom. Israel agora controlava a terra de Cades-Barnéia. comandando seus vassalos.) Js 10: O tratado com os gibeonitas logo envolveu Israel em guerra. J á houve quem sugerisse. Veja "Cidades da conquista". • D o S E N H O R vinha o endurecimento do seu coração (20) Os autores da Bíblia geralmente atribuem coisas diretamente a Deus como . • 9. e. Embora Israel tivesse se apossado das cidades estratégicas em pouco tempo. o que explica as palavras de Josué: " S o l . Jerusalém.

os israelitas às vezes dedicavam uma cidade inteira com seus habitantes e propriedades à destruição total. • A guerra era empreendida como ato religioso e acompanhada por rituais religiosos. Quando não levavam a sério os padrões morais estabelecidos por Deus. Foram estabelecidas regras claras para travar batalhas. ao conceito de "guerra justa" ao invés de "guerra santa". e atos desnecessários de violência eram condenados. para capacitar toda a humanidade a entender mais claramente a natureza do mundo em que vivemos. as nações transformariam "as suas espadas em arados.234 A história de Israel "Guerra Santa" Colin Chapman Qualquer grupo de pessoas que trava uma "guerra santa" acredita que a causa pela qual está lutando é justa e "santa". Tradicionalmente. • Os escritores do NT jamais consideram a conquista militar uma forma de estender a causa de Deus. os profetas começaram a repensar radicalmente certas idéias populares sobre o relacionamento entre Deus e a nação. o que se pode ver nas páginas da Bíblia é o processo gradual pelo qual Deus age na história de um povo específico para o qual a guerra era parte essencial da religião e da cultura. e as suas lanças. ele podia voltar-se contra eles e derrotá-los da mesma forma que ele derrotara seus inimigos. e a carne (isto é. e que seu Deus lutará com eles e por eles. Ele julgaria as falhas deles com rigor maior do que no caso de seus inimigos. parece que ao longo dos séculos noções populares sobre "guerra santa" passaram a ser questionadas e gradualmente transformadas: • Embora Yahweh fosse considerado Deus de Israel. como pedirorientaçâo de Deus com relação à estratégia. em foices" (Is 2. embora o termo em si não seja encontrado no AT. o mundo. em sua reflexão sobre o tema recorrem. porque também era Deus de toda raça humana. • Quando os reinos de Israel e Judá foram derrotados e perderam a sua independência. a natureza humana pecaminosa)". Perceberam que o domínio de Deus sobre o universo não pode ser identificado com o sucesso de um povo ou Estado específico. pensam na difusão pacífica das boas novas de Jesus Cristo. os israelitas começa- ram a perceber que ele não podia ser um Deus meramente tribal. Quando Deus derrotasse todas as forças do mal numa grande batalha final. e. oferecer sacrifícios e levar símbolos religiosos ao campo de batalha. corr freqüência. o jovem Davi acusou o gigante Golias de afrontar "o Deus dos exércitos de Israel" (ISm 17. No entanto.4). Pelo contrário. o Deus de Israel. Tais idéias eram amplamente difundidas no antigo Oriente Próximo. é freqüentemente descrito como "o S E N H O R dos Exércitos". Josué encontrou-se com um homem que se apresentou como "comandante do exército do S E N H O R " ( J S 5 . • A derrota dos cananeus durante a conquista do território no tempo de Josué foi considerada juízo de Deus sobre pessoas cuja cultura e religião se haviam tornado absolutamente corruptas. cristãos falam de sua luta contra "o diabo.45). Quando se defrontam com o problema de guerras e conflitos entre povos e nações. para demonstrar que o fruto da vitória pertencia a Deus e não a eles mesmos. • Após a vitória na batalha. 1 4 ) . Alguns anos mais tarde. Antes de iniciar a conquista da terra. há muitas indicações de que os israelitas tinham idéias semelhantes: • Yahweh. ele transforma essas idéias. • Estes mesmos profetas sonhavam com o dia em que toda guerra seria abolida. • Os profetas f r e q ü e n t e m e n t e tinham de explicar que os israelitas não podiam supor que Deus automaticamente estaria do seu lado em todos os conflitos com seus inimigos. Portanto. • A guerra não recebe aprovação irrestrita. Ao fazer isto. .

e nem todas as tribos realizaram seu ideal de conquistar todo o território que lhes fora designado. H e b r o m tornou-se propriedade dos levitas (21. Js 19.20). Mas Israel jamais controlou a região da Fenícia (Tiro e Sidom).21). O gigante Golias era de Gate (ISm 17.1-5 fala do território a oeste do Jordão que foi dividido entre as nove tribos e meia restantes (exceto os levitas.14. que ficava bem ao Sul. Js 14. Js 19. Js 16—17: o território de Efraim (16) e Manasses (do Oeste) (17). no tempo de Moisés.6-15: Calebe r e i v i n d i c a H e b r o m .40-48: A tribo de Dã recebeu um território que a colocava em conflito com os filisteus "O SENHOR. 16.63. Js 19. Dt 3. A herança de cada tribo foi decidida por sorteio. Js 13. ainda havia anaquins para enfrentar (15. foi feita uma descrição da terra. Compare J z 3.14. Mas.63. Essa lista conclui a seção sobre a conquista. lhes deu Iodas as coisas boas que havia prometido. e.21). Estas tribos deveriam ter expandido seu território por meio de conquista.33-42. sobrepunha-se ao de Judá. na época de Moisés. J z 1.13. Veja Nm 32. no Sudoeste. a exemplo do que fizera nos capítulos anteriores. Js 12: R e i s c a n a n e u s d e r r o t a d o s Os vs. pelo sumo sacerdote. Gade (2428) e (metade de) Manasses (29-33).28). 15. os cavalos e as carruagens dos cananeus que viviam nas planícies as detiveram.17-23: o território de Issacar.21-27. ou parte dela (18. Parece que uma parte de Jerusalém ficava no território de Judá e a outra parte no território de Benjamim (15. Foi o rei Davi quem finalmente conseguiu subjugar os filisteus. Ele cumpriu tudo. com isso.12-17. • Os anaquins ( 2 1 ) A raça de gigantes que havia deixado amedrontados os espias mandados por Moises ( N m 13. que receberam cidades para morar. 1-6 relembram as vitórias obtidas anteriormente.32-39: o território de Naftali.1-7: O território ainda por conquistar incluía o litoral do mar Mediterrâneo (as cidades-estado dos filisteus) e as terras no Norte (Fenícia e Líbano). 235 ISSACAR MANASSES EFRAIM GADE \ BENJAMIMÇs^-i DA / JUDÁ -RUBEN ! SIMEAO \ A-J Js 13—21 A divisão do território A divisão da terra e n t r e as t r i b o s Nem todo o território designado fora completamente conquistado. • Gaza.1-9:0 território de Simeão.Josué primeira causa sem. muito tempo depois.4). mais tarde. Js 18. a leste do J o r d ã o . a tribo de Simeão foi absorvida pela de Judá.33). na época em que o livro de Josué foi escrito. o autor explica qual era a situação em sua própria época (13. e Josué distribuiu os territórios às sete tribos restantes. no Norte. Js 19." J s 23.8.14 . No entanto. e os sírios. 14. indicarem que as pessoas envolvidas perdiam sua liberdade de escolha (veja Ê x 4. 7-24 dão uma lista de 31 reis do sul.10). mas Calebe reteve o território circunvizinho e as aldeias. Apesar de 10.1-6. J z 1.11-28: o território de Benjamim. Em vários momentos. Os v. Gate e A s d o d e ( 2 2 ) Três fortalezas dos filisteus. não falhou em nada.24-31: o território de Aser.10. Js 18—19: Os israelitas se reuniram em Siló. Js 19. a cidade ainda não havia sido conquistada (63).10-16: o território de Zebulom.11-13). nosso Deus. Js 15: Na herança de J u d á estava incluído o território de Calebe e também Jerusalém. j á havia sido destinado a Ruben (15-23). centro e norte de Canaã que foram derrotados sob a liderança de Josué. Quarenta e cinco anos após o episódio dos espias ( N m 1 3 — 1 4 ) . Js 14. Calebe c o n t i n u a v a sendo um homem de fé inabalável. Js 19. Js 13.8-33 diz respeito ao território a leste do Jordão que. mas nenhum território).

liderou uma aliança que acabou dcrroiada pelo exérciio de Josué.9) a Josué. mantendo a aliança que Deus havia estabelecido. Elohim. o Deus que cumpria suas promessas (23. Foi Deus quem lhes dera aquela terra. foram designadas "cidades de refúgio" (veja Nm 35.1-13). para renovar a aliança feita ali após suas primei- . Destinavam-se a proteger contra a vingança dos parentes aqueles que tivessem causado morte acidental.6-34. três a leste e três a Oeste do rio Jordão. era vital assegurar que os líderes mantivessem a lei e permanecessem fiéis a Deus. com a bênção de Josué e parte dos despojos. O medo de que. Mas recebem das outras tribos 48 cida- Js 23: U m a p e l o à nação Alguns anos haviam se passado desde a divisão da terra. • A c ã (20) Por causa de pecado dele. Foi Deus quem expulsara grandes e poderosas nações. Josué estava chegando ao fim de uma longa vida. pois sua herança era Deus. tampouco um segundo santuário. os líderes d a fé e adoração em Israel foram distribuídos o u espalhados p o r toda aquela terra. e não apontara um único sucessor. uma vez d o outro lado do Jordão. Veja também J z 1. 13 (Sansão pertencia à tribo de Dã). Js 21: Os levitas não receberam nenhum território p o r herança. 36 homens morreram (cap. repetido duas vezes. Israel viria a rejeitá-los no futuro fez com que construíssem um altar. veja 21. todas pertencentes aos levitas. • V. 18. com as pastagens circunvizinhas. o que não foi bem recebido pelas demais tribos. • U m altar para vocês (16) Deus havia dito que ele escolheria o lugar no qual deveriam adorá-lo (Dt 12. "fiquem ligados a Deus. • O p e c a d o c o m e t i d o e m Peor (17) Quando Israel adorou Baal ( N m 25). o S K N H O R " . Js 20: Seis cidades. 7).236 A história de Israel des. Js 24: U m a p r o m e s s a de lealdade J o s u é r e u n i u o p o v o em S i q u é m . Js 19.34. Era um símbolo de solidariedade com o resto de Israel.44) Esta deve ser uma generalização (uma visão panorâmica) à luz de comentários anteriores (e J z 1). A foro mosira o "alto" da cidade no qual deuses cananeus eram adorados.49-51: A divisão termina com a entrega de Timnate-Sera (chamada Timnaic-Heres em J z 2. Portanto. e usando os três nomes de Deus: El. ao qual estavam ligados pela fé e adoração do único Deus. Portanto. Os danitas não conseguiram conquistar aquele território e acabaram por se estabelecer no extremo norte do país. Yahweh (veja "Os nomes de Deus"). dias de Josué c outros inimigos poderosos no Sul. 22 Um juramento solene. Dt 19. Agora essas tribos voltam para casa. Aquele não era um sinal de idolatria. Gade e Manasses cumpriram suas obrigações de ajudar na conquista.14.45). Com isso. • N e n h u m d o s i n i m i g o s (21. Js 23—24 Os últimos O rei de 1 lazor. cidade fortemcnic murada que ficava no norte de Israel. cap.13-14). Js 22 As tribos do Leste vão para casa Ruben.

" e u e a minha casa serviremos ao S E N H O R " .19). 31 indica quão poderosa foi a influência de Josué para o bem. mencionam o problema d o ataque d e bandos nómades estrangeiros . que relata o enterro dos ossos de José na terra prometida.." Js 24. Esta é uma boa conclusão para o livro. A família que durante tantos anos só possuía sepulturas compradas de pessoas que moravam no local (veja G n 23 para a aquisição de Abraão) agora possuía todo o território de Canaã.30-35). A ligação é reforçada pelo v. simbólica. seu pai (veja G n 33. 2a). É marcante o contraste entre este episódio e o livro de Juízes.o s h a b i r u . como em Deuteronômio. O zelo do povo em acompanhá-lo na renovação da aliança é. A disposição de Josué em dedicar-se inteiramente a Deus permaneceu inalterada até o fim de sua longa vida. Balaão (9) Veja N m 22—24. e o v. dá por encerrada a história dos patriarcas. o padrão da aliança segue o padrão dos tratados daquela época (veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo"). Ele foi enterrado na única propriedade que pertenceu a Jacó. A promessa feita a José foi mantida. aparece um relato dos favores que ele prestou no passado (2b-13). Será que estes e r a m os hebreus? • C e n t o e d e z a n o s (29) Esta pode ser uma idade ideal. tabuinhas encontradas e m "reli el-Amarna. > Enviei v e s p õ e s à s u a f r e n t e (12) Versões recentes traduzem esta imagem vívida por "pânico" ou "medo". com advertências a respeito do que aconteceria em caso de desobediência (19-20)..ras vitórias na terra (8. As estipulações ou exigências são feitas em 14-15. pois ele é o nosso Deus". Aqui. 32. especialmente porque é igual à de José (veja G n 50. um tributo à liderança desse homem de Deus. que se segue.15 . encontrou eco na resposta do povo: "Nós também serviremos ao SENHOR. 32. Sua promessa.22). n o Egito. por si só. O v. enviadas p o r reis cananeus a o Faraó egípcio. • Balaque. Deus de Israel". "Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. Depois da apresentação do título do rei ( " S E N H O R .

17—21 Um quadro dos tempos difíceis antes do surgimento de um rei Histórias mais bem conhecidas Débora e Baraque (caps. 0 deus d o c l i m a . da ¡¿nena .JUÍZES Juízes abrange o período na história de Israel que vai da morte de Josué até o tempo de Samuel. arrependimento. recordando a época em que Israel não tinha rei. Seis dos 12 juízes mencionados são descritos com maiores detalhes: Otoniel. como a data mais provável da conquista é 1240 a. Eles livraram uma tribo ou todo o povo da opressão do inimigo. celebrando a derrota de Sísera. por outro lado. Israel trocava Deus pelos deuses locais. representam um sério problema para os leitores de hoje (veja "Entendendo Juízes" e a anotação sobre o juramento de Jefté).1—3. um Caps. mas antes de Davi ter conquistado Jerusalém (1. que se manifesta até mesmo na vida daqueles que conhecem a Deus. Na lista dos maiores exemplos de fé que aparece em Hb 11. A história da nação se caracteriza por um ciclo que se repete de forma monótona. Cronologia A exemplo de outros autores antigos. E Deus decidiu agir por intermédio de pessoas das quais não se poderia esperar m u i t o : Jael. 13—16) povo que se gabava dos atos de vingança cruel contra o inimigo. unidas apenas pela sua fé comum. Tudo ficava bem por algum tempo. Foi um tempo difícil e instável. Representação d e u m baal cananeu. a história apresentada no livro deve ter acontecido em menos de 200 anos. (Houve mudanças editoriais posteriores. ou seja. o período dos Juízes compreende uns 390 anos. 6—8) Sansão (caps. As histórias não maquiam nem recomendam o comportamento dessas pessoas. Gideão. A fidelidade a Deus trazia consigo um povo forte e unido. A idolatria.21). Débora/ Baraque. Jefté. especificamente. Esta é a mensagem central que o autor quer transmitir nesse relato centrado em histórias de heróis locais que foram contadas e recontadas com o passar dos anos.31). que recorreu ao assassinato. Sofria nas mãos dos cananeus e clamava a Deus por socorro. Depois. Sansão e Jefté. Baraque. um homem cuja vida sexual leva a marca da promiscuidade. Apesar do passado de infidelidade de Israel. Sabemos. No seu todo.• da fertilidade. Estes "juízes" de Israel não eram apenas conselheiros em assuntos jurídicos. e libertação dos inimigos. 3. que a opressão amonita no Leste e a opressão filistéia no Oeste ocorreram ao mesmo tempo. e. Deus enviava um libertador. Este é o relato bíblico que ilustra com maior clareza a tendência humana de seguir seu próprio caminho (pecado). 1. É possível que tal sobreposição tenha ocorrido também em outros casos. 4—5) Gideào (caps.C. Caps. como se observa claramente na sentença acrescentada a 1. são mencionados quatro deles: Gideão. Porém. Sansão.7. Ele escreveu após a destruição do santuário em Slló (18. Outro fator a ser considerado é o uso freqüente de "40 anos" como número redondo para O cenário humano que aparece em Juízes é deprimente. Eúde. q u e quebrou todas as regras de hospitalidade: Eúde.C. aproximadamente de 1220 a 1050 a. ganhando seus louros na frente de batalha. e.7). O que surpreende é o amor e cuidado constante de Deus. o velho padrão de infidelidade tornava a se instalar. Uma das razões para esta aparente discrepância é a sobreposição entre os períodos dos diversos juízes. As questões morais que este livro levanta. o escritor de Juízes não dá à cronologia e à ordem dos acontecimentos a mesma importância que lhe é atribuída por historiadores ocidentais do mundo de hoje. Deus atendia . por exemplo. Resumo Os problemas que sobrevieram a Israel depois da morte de Josué: um padrão cíclico de desobediência a Deus. Sansão. Eles são exemplos a seguir apenas em termos da sua fé. é considerado uma das primeiras partes do AT a serem colocadas por escrito.6 Depois de Josué o p e d i d o de seu povo tão logo este clamava por socorro. durante o qual as tribos dispersas ficaram sem liderança central.7—16. com base em 10. e mesmo sabendo que tudo viria a se repetir no futuro. no g e r a l . era fonte de fraqueza e divisão. o envolvimento de Deus naquela ação. O cântico de Débora.31 Histórias dos líderes da nação que Deus levantou para libertar Israel de seus inimigos Caps.

de Moabe. d e G i l e a d e (11. Eúde. A fortaleza de Sião só passou para o domínio dos israelitas quando o rei Davi a tomou algum tempo depois (2Sm 5 ) . d e G i l e a d e (10. o anjo sempre aparece como representante de Deus. Tola. 6. 8. I b s ã . p o r exemplo. 1.11): vitória sobre os nmaletjuitns.8). S a n s ã o . 10. Depois do relato da conquista de Betei (2225) pelo "povo das tribos de José" (Efraim e Manasses). d e issacar (10. • Polegares das mãos e dos pés (7) Para que esses reis não pudessem segurar uma espada ou ficar firmes sobre a planta dos pés. de D ã (15.20): vitória sobre o s filisteus. • Cidade das palmeiras ( 1 6 ) Jericó. Jair. 3. G i l g a l foi onde o povo acampou pela primeira vez e construiu um altar após atravessar o J o r d ã o . e é praticamente identificado com Deus por aqueles a quem aparece (veja. d e Manasses (6. Às vezes revela-se como pessoa comum. Moisés e a sarça ardente em Ê x 3 ) . segue-se u m catálogo de fracassos. • V. Jefté. com uma mensagem especial de Deus. Mas todos que o vêem têm certeza da sua autoridade. Gideão e Sansão) e e m outras passagens bíblicas (a história de Agar e o "sacrifício" de Isaque em Gênesis.13). G i d e ã o . Vs.1-5: D e s o b e d i ê n c i a t r a z d e r r o t a Estes versículos são um comentário sobre os fracassos relatados n o cap. • V. Elom. d e E f r a i m (12. Os filisteus i n t r o d u z i r a m a indústria do ferro na Palestina e tinham o controle d a produção.15): vitória sobre l i g l o m . . A b d o m . Até a época de Davi. R E I .E. 11.3). d c Belém (12. 9 ) : vitória s o b r e Cusã-Risataim. usando o Urim e Tumim (sorteio sagrado). g u a r d a n d o seus segredos a sete chaves (veja I S m 13.13-19. a tribo da qual v i r i a m Davi e sua linhagem de reis. Débora (Efraim) e B a r a q u e (Naftalí) (4. d e Benjamim (3. 9.1). 12. Sangar (3. 5. que só é atenuado por outro sucesso das tribos de José relatado n o v. 19 A q u e l e era o i n í c i o d a I d a d e d o Ferro. / i da Mesopotâmia le Jz 1—2. às vezes como ser celestial de aparência tremenda (veja 13.31): v i t ó r i a sobre o s filisteus.5 Após a morte de Josué Midianitas Jz 1: S u c e s s o s e f r a c a s s o s Judá. A localização d e Boquim é desconhecida.11). Cundall sugere a seguinte cronologia aproximada: 1200 Otoniel 1170 Eúde 1150 Sangar 1125 Débora e Baraque 1100 Gideão 1070 Jefté 1070 Sansão O s 12 j u í z e s e s u a s vitórias Jabim.11): vitória sobre os midianitas e amâlequitas./ I Cusã-Risalaim. 35. 7.'de Canaã 6 • | .6). geralmente na primeira pessoa como se fosse Deus. 13.4-6): vitória sobre J a b i m e Sísera.JUIZES 239 indicar "uma geração". foi a primeira a continuar a conquista após a morte de Josué. d e J u d á ( 3 . d e Z e b u l o m (12. 2. Ele fala em nome de Deus. tendo alcançado considerável sucesso. A. Jz 2. 1 Era o sumo sacerdote quem dirigia a Deus essas perguntas d o tipo "sim o u n ã o " . e não tanto um número exato de anos. 10-15: Veja Js 15. • O Anjo d o S E N H O R (1) Mencionado várias vezes em Juízes (aqui e nas histórias de Amalequita: 1. Israel f i c o u e m desvantagem diante das armas e dos carros d e ferro usados p o r seus inimigos. 4. Otoniel.22).19-22). O fracasso dos benjamitas em expulsar os jebuseus de Jerusalém qualifica a vitória descrita no v. 8.

e lhe deu instruções da parte de Deus. j J z 3. como Deus comanda os assuntos humanos. • Oitenta a n o s (30) Duas vezes quarenta. a J z 2. como também se dispôs a fazer a jornada de 80 km ao Norte para ir com ele à batalha. e Jael.18).2). Mas alguns corrigem o nome dele para "Cuchã. Os vs.13) Deus e deusa da fertilidade e da fecundidade do solo. Elas continuariam como espinho na carne de Israel. do abandono de Deus cm troca dos deuses locais. o que geralmente não agrada os leitores modernos.6—3.31: S a n g a r p r o m o v e u m massacre N u m feito isolado. Baraque não ficou com as honras da vitória. I S m 17. J z 4—5: A p r o f e t i s a D é b o r a conduz Baraque à batalha Nessa história impressionante aparecem com destaque duas mulheres extraordinárias: Débora. Gaza e Gate (veja "Cananeus e filisteus". acreditando que este deus local eslava DO controle ilo i l m u <• il. com um ferrão de tocar bois (uma vara de uns 2.6). chefe de Temã" (em E d o m ) . para testar o povo e manter os soldados de Israel bem treinados nas habilidades de guerra (2. de Moabe. 13—16. o nômade queneu. 11-23 apresentam o padrão de acontecimentos que passou a se repetir tão logo morreram as pessoas da geração que havia participado da conquista da terra prometida (10).5).3 As cinco cidades-cstado dos filisteus eram Asdode. Eles não só tomaram o território a leste do Jordão. . a profetisa. e n t r e g o u (8) O autor atribui sentimentos humanos a Deus c. comandava uma aliança oriental que incluía os amonitas c amalequitas. • 3. Jefté e Sansão.240 A história de Israel Os israelitas e r a m consta manente tentados a acompanhar os canancus na adoração a Boal.12-30: E ú d e a s s a s s i n a o rei Eglom O rei Eglom. Ela não só convocou o líder militar. e vemos isto cm várias outras partes do AI'. • Quarenta anos (11) Este número é usado freqüentemente no AT como número inteiro e significa "uma geração" ou "um longo período". expressa isto em termos diretos ("os entregou"). Sangar eliminou 600 filisteus. 8. o ataque deve ter vindo do Norte.6-9 nos leva de volta ao ponto em que estávamos ao final do livro de Josué. Como Eúde. Baraque.7-11: A v i t ó r i a d e O t o n i e l Se Cuchã-Risataim realmente era rei da Mesopotâmia (v. esposa de Hébcr. Veja caps. • I r a . norte do Iraque). mas não conseguiu deter esses inimigos por muito tempo. Débora foi uma j u í z a no sentido jurídico (4. derrota nas mãos de um herói ou líder militar do Sul. O domínio de Judá sobre as três cidades dos filisteus durou pouco tempo (1. 13—16. o que torna surpreendente sua .31 Israel sob os juízes J z 2. Este é o estilo de todo o livro. J z 3. e os canhotos dessa tribo que atiravam com a funda tinham uma reputação formidável (veja 20. uma mulher de autoridade. hoje seria a região leste da Síria.6—16. l C r 12. Asquclom.16. um período ainda mais longo! J z 3.20—3. • Veio sobre e l e o Espírito d o S E N H O R (10) A mesma frase é usada com relação a Gideão. muitos dos benjamitas eram canhotos ou ambidestros. o fato de Eúde ser canhoto o colocava acima de qualquer suspeita.5 m com um ferrão na ponta). • Baal e Astarote (2. . as nações vizinheis não foram expulsas. como também atravessaram o rio para estabelecer um posto avançado em Jericó. O poder desses heróis era um dom especial de Deus. pois foi outra mulher.6: I n t r o d u ç ã o J z 2.1-54). Nessa ocasião. Como resultado da desobediência. Ecrom. a história de Sansão nos caps.! fertilidade d a teria.

mas o monte (tell) foi outra vez fortificado pelos cananeus c mais tarde por Salomão. cenário de tantas batalhas que deu seu nome ao local da batalha final. que matou o poderoso Sisera com uma estaca e um martelo que tinha à mão. MoiileCarmelol 0 ribeiro Quisom os arrastou.corajosa Jacl. pode ser visto de longe. • Monte Tabor (4.19 Taanaque ficava a apenas 8 km de Megido (onde rotas comerciais passavam pela serra do Carmelo). o galopar dos seus guerreiros. Uma tromba d'água transformou o Qttisom numa torrente impetuosa (5. As águas ou o riacho de Megido é o rio Quisom.21). o 'ribeiro das batalhas. no final. Quisom.' Jz 5. • 5. 0 cântico que celebra a batalha indica a chave da vitória. 'Desde o céu pelejaram as estrelas Haroscte\_Hagoirn \ Baraque cananeus derrota Sisera e os contra Sisera. o retorno de seu filho. firme! Então as unhas dos cavalos socavam pelo galopar. ó minha alma. Avante. • Hazor (4. O poeta-compositor usa todos os recursos de som. com grande efeito dramático. em vão.2) Josué havia derrotado outro Jabim e destruíra a cidade. Esse monte. .20-22 (ARA) 0 "hino de batalha" se caracteriza por u m frescor característico de testemunho ocular e grande exultação. passa diretamente do cenário em que Jael ainda está com o martelo na mão para o cenário em que a mãe de Sisera espera. Muitas das carruagens foram arrastadas e o restante ficou atolado na lama. E. num formato arredondado e com 400 m de altura.6) Uma boa escolha como local de reunião. A parte baixa jamais foi reconstruída. 'Armagedom". apesar de alguns problemas decorrentes da idade do texto. desde a sua órbita o fizeram. ritmo e repetição para descrever cenas rápidas e vívidas como um filme.

16). E r a c o m u m agrupar duas o u três c a s a s . e isto a partir de detalhes ocasionais e com o auxílio de estudos de sociedades semelhantes. as casas típicas dos israelitas e r a m bem parecidas. cercais c o u t r o s p r o d u t o s essenciais eram estocados. À s veies havia um segundo andar. provavelmente. várias aldeias agrícolas eram exploradas por uma cidade maior. um palácio.6-7). um ditado comum no início da monarquia (2Sm 20. N m 21. vinho e azeite de oliva. Geralmente havia salas estreitas d e dois lados dessa área. Em troca do suprimento de grãos e outros produtos à cidade fortifica- Tanto nas cidades c o m o nas aldeias. q u e data da época d o rei J e r o b o ã o II (793-753 a . Tudo que podemos fazer é imaginar como teriam sido. e m potes de barro o u cerâmica.. ó Israel!" era. d e n t r o d e casa. . Os israelitas que ficaram nas pla- nícies foram. ' reunindo duas ou Ires gerações dn mesma família.1. C ) . de forma lenta e gradual.25) refletem esta organização. o celeiro comunitário de Megido era um enorme silo subterrâneo. e o clã dos recabitas fez um juramento permanente contra o sedentarismo (Jr 35. A região montanhosa era mais difícil de cultivar e o assentamento ali exigia o nivelamento dos declives e a construção de cisternas para armazenar água. I-: p r o v á v e l que um cómodos laterais fosse um abrigo pata animais.ex.C. os primeiros a se fixarem na terra. ex. "Às vossas tendas. L'm celeiro c o m u n i t á r i o e m M e g i d o . um sótão onde as pessoas podiam dormir. A Bíblia nunca descreve acordos políticos e econômicos feitos naquele tempo. com acesso por um túnel). e u m terceiro c ô m o d o que tinha o comprimento d o prédio c m s i . As cidades israelitas geralmente tinham fortes muros e portões.242 Vida sedentária John Bimson É possível que. a transição de uma vida nômade para uma vida sedentária tenha ocorrido. "e todas as suas aldeias" (p. Nos séculos8e 7 a. e depósitos para produtos básicos como grãos. Ó l e o . após a saída do Egito e a conquista da terra prometida. uma fonte de água protegida (p. A maioria dos assentamentos nas regiões montanhosas não passava de pequenas aldeias sem a proteção de muralhas. A área e m que as pessoas passavam a maior p a n e d o tempo e r a um pátio aberto. ^ fortificada. de formato retangular. no caso dos israelitas. Referên^ ^ ^ ^ cias a uma cidade T o d a casa tinha sua lamparina de cerâmica cheia d e ó l e o d e oliva. o que resultava n u m a estrutura conhecida c o m o "a casa d e quatro cómodos". IRs 12. Aparentemente. ainda.

•quando os exércitos dos babilônios invadiram a região (Jr 35. como os recabitas fizeram em Jerusalém. N ã o era n a d a fácil c o n s t r u i r terraços nas encostas d o s montes. . as aldeias vizinhas provavelmente recebiam proteção em tempos de guerra. lím tempo d e p e r i g o .Oi povoados na região m o n t a n h o s a e r a m pequenos. para a prática a g r í c o l a . as cidades muradas e r a m o r e f ú g i o das pessoas q u e v i v i a m nas aldeias próximas. da.11). Nômades que tinham algum contato com determinada cidade também buscavam proteção dentro dela em momentos de crise.

a Oeste.32-33). durante 22 anos.28: G i d e ã o Os midianitas.29-35: Ú l t i m o s a n o s de Gideão Quando da morte de Gideão. Jefté teve que lidar com a inveja dos membros da poderosa tribo de Efraim.mbora tenha se mostrado à altura da situação n u m momento de provação.25) Poste ( o u totem) sagrado. Enquanto Gideão usou palavras suaves para aplacar esses efraimitas indignados (8. havia ali um templo a Baal. Nada de maior importância aconteceu durante aquele período. Gideão foi obrigado a malhar a sua escassa colheita de trigo no tanque de pisar uvas. N m 20—21 descreve os acontecimentos mencionados na discussão de 11. escondido dos midianitas. Deus era lembrado em meio às crises. diferentemente de seu pai. Trata-se.11. • Vs. J z 10. O terror espalhado por essa gente montada em camelos é descrito de forma bem vívida em 6. Jair.27).27) Provavelmente uma imagem de Deus.1-4).12-28.5-6 Aqueles que levaram a água à boca com suas mãos estavam mais alertas ao perigo que os que se ajoelharam.6—12. não manifestou os mesmos escrúpulos. Agora. com cerca de 45 cm de diâmetro. Mas Abimeleque. A história da cidade remonta à antiguidade. Após a vitória e a tragédia que aconteceu logo depois (veja abaixo). brutal e ambicioso filho de í Gideão. • Aserá (6. A fé desse homem (veja também Hb 11. e dos amonitas. Compare a parábola de Nata em 2Sm 12. • 8. pois uma parte dela fora sua possessão até lhes ser tirada pelo rei Seom. mas a v i t ó r i a resultante daquela fuga desordenada v e i o de Deus. ao tempo Jacó e mesmo antes dele. redondas e pesadas. Deus (e a justiça) tem a última palavra. isto é. os israelitas voltaram a adorar os baalins. 4 E m hebraico. J z 10. apesar de toda sua cautela i n i c i a l . e o autor de Juízes percebe claramente os perigos da liderança hereditaria (em fornia de dinasria). Na verdade. 1 3 O pão de cevada representa Israel (os moradores permanentes) e a tenda. o sotaque dos efraimi- J z 8. N a verdade ela foi reconstruída 151) anos depois. G i d e ã o usou sua perspicácia para fazer u m ataque s u r p r e s a .1-5: T o l á e J a i r Estes não foram líderes militares. avançaram pelo s u l de Israel e chegaram até a cidade filistéia de Gaza.7: Jefté O território ao Sul de Israel estava sob o domínio dos filisteus.244 A história de Israel "Uma espada pelo SBNllon e por Gideão!" J z 7. neste caso.11 A localização de Ofra é desconhecida (não se trata de Ofra no território de Benjamim).1-3). símbolo da deusa-mãe canancia. 7-21 Este é um exemplo antigo de uma parábola ou história com moral. o lugar passou a competir com o santuário oficial de Israel. • Espalhou sal (45) Simbolicamente condenando a cidade a ficar em desolação permanente. é vista na sua p r o n t i d ã o para enfrentar as hordas midianitas com u m exército de apenas 300 homens. não era um escolhido de Deus. O novo herói que se levantou para combater os amonitas foi o "bandoleiro" Jefté. mas quando estas passavam a atração dos deuses que aproximavam Israel dos seus vizinhos (Baal da aliança / "Baal-berite") c davam boas colheitas era praticamente irresistível. a Leste. "jumentos" e "cidades" são palavras que têm som parecido. não quis saber do assunto. Abimeleque. • Pedra d e moinho (53) Os grãos de trigo eram moídos entre duas placas de pedra.1 acima com relação ao "Anjo d o SliNHOR". Veja comentário sobre 2.1—8. • 7 . • S i q u é m (1) Este era o santuário central de Israel na época de Josué. F. • Estola/Manto (8. no tempo de Jeroboão I. porém. Assim. A Bíblia os menciona apenas aqui e em Is 3. Jefté recorreu à espada. Quctura ( G n 25. • 6. que tinha alguma justificativa para> aceitar a autoridade real. infelizmente a prosperidade " v e i o a ser uma armadilha para Gideão" (8. nos lugares onde se podia atravessar o rio Jordão. J z 9: A s c e n s ã o e q u e d a de Abimeleque Gideão. • V .21 Ornamentos cm forma de meia-lua ainda são populares entre os povos árabes de nossos dias.1-4.18. beduínos vindos d o Leste e que eram descendentes de Abraão e sua segunda esposa. mesmo se apresentada na forma de pagamento na mesma moeda (56-57).20 J z 6. Nos vaus do J o r d ã o . • 7. proibida pela lei (embora a N T L H traduza por "ídolo"). de um jogo de palavras. os nômades midianitas. . Tola "julg o u " ou foi líder de Israel durante 23 anos. os moabitas tinham mais direito àquela terra do que qualquer outro povo.

o pai quebrasse a promessa feita a Deus. ele com certeza valorizava sua casa e sua família.31). embora isto tenha lhe custado a vida de sua filha única. mas jamais ao Deus de Israel (Abraão havia aprendido isto há muito tempo. e a lei de Deus o proibia: D t 12. > 0 voto de Jefté Esse voto mostra quão pouco os israelitas conheciam a Deus naquele tempo. por causa dela. denunciava quem eles eram.245 tas.) Certamente não podemos descartar o fato de que os "heróis" A vitória de Gidcão sobre os midianitas G i d e à o conquistou a vitória c o m apenas 300 homens. Porém.) Mas como pode um Deus moral associar-se a ações como esta e com pessoas como Jefté. E ele cumpriu sua palavra. no sinal as trôs divisões fizeram u m barulho ensurdecedor. Descendo pelo monte ( a o invés d e subir pelo vale) e à noite. Um sacrifício humano podia agradar aos deuses pagãos. o voto foi feito de boa fé: Jefté entregaria "quem" (pessoa ou animal) saísse primeiro da casa dele para rir ao seu encontro. O s midianitas pensaram que estavam cercados e fugiram atordoados. Ufonlc de Harode: a bose de Gideãc- Hmoikc MonS HGideâo divide • o s homens de Gideflo execuiam • u. Seu sofrimento foi genuíno e a reação de sua filha é surpreendente: ela não permitiu que. (Como Jefté era um filho ilegítimo que foi expulso de casa.i surpresa Elos iiiidianiuis fogem . Sansão e outros? ("Entendendo Juízes" considera algumas possíveis respostas. apesar da ignorância e da forma equivocada. que não conseguiam pronunciar a palavra "chibolete".

1—16. Deus age por meio de homens As façanhas de Sansão e mulheres. também. A estátua e as colunas datam principalmente d o período romano. mesmo numa época de decadência que aparentemente não tem volta.7) foi escolhido para a tarefa desde o momento da sua concepção. A foto a direita mostra minas lie "Vsquclum. uma "idade de trevas" como a de Juízes pode ser seguida de um período de verdadeiro progresso espiritual. Tudo que se louva é a fé e a coragem desses homens. em que as pessoas viviam distantes do padrão estabelecido na lei de Deus.8-15: I b s ã . não havendo nada alem disso que fosse digno de registro. aprovadas ou maquiadas. horizontais.246 A história de Israel Dalila teceu num tear as trancas d o cabelo de Sansão. Essas pessoas não são apresentadas como modelos: suas falhas.31: S a n s ã o O herói na luta contra o inimigo do Oeste (veja 10. Os teares eram verticais. como a Bíblia deixa bem claro. Para Sansão. Deus não se isola nem ignora um pedido de socorro. uma época. conto este da foto. mesmo quando não tem ao seu dispor as pessoas "adequadas". • Quarenta e dois mil (12. mas podiam ser. E por causa disto. a cidade filistéia onde Sansão matou 30 homens. Ele age. J z 13. E l o m e A b d o m Dois destes juízes ficaram conhecidos por causa de suas famílias. Eles servem como intcrlúdio antes da grande história seguinte. não glorificadas. caracterizada por decadência religiosa.6) H á uma questão com relação ao significado de "mil" no hebraico que pode explicar os números surpreendentemente altos que encontramos em panes do AT. do livro de Juízes eram pessoas de seu tempo. na esperança d e tirar-lhe a força. fraquezas e imoralidade são apenas registradas. o Hebrom . imperfeitos por natureza. J z 12.

algo que. em especial. e não leva em consideração a data de composição do livro (posterior aos acontecimentos descritos) e sua importância para um público posterior. Juízes serve de lição de história para um público posterior. mas estas eram. quando foram dominados). ISm 11. muitos membros da dibo de Dã já haviam se mudado para o Norte (Jz 18). Deryn Guest Juízes contém algumas das histórias mais bem conhecidas da Bíblia. os filisteus eram . como Abimeleque. Começa com a repreensão que Débora faz a certas tribos por não ingressarem na coalizão e termina com uma guerra civil.42-49)? Talvez o que mais perturba as pessoas é o fato de Deus. quando um local de culto pagão é estabelecido em Israel. • 14. e recaídas no paganismo. Nesse tempo. sendo que Sansão era um dos poucos que haviam permanecido no território que a tribo recebera originalmente. Sansão parece entrar no jogo dos inimigos. surgem várias questões interessantes. A ameaça era que. a história de várias pessoas queimadas vivas dentro de uma fortaleza (9. • O texto tem um claro interesse em liderança. pelo contato com estes. estar envolvido em algum desses episódios. • O livro descreve a desintegração da unidade tribal. os atos macabros que ocorreram. muitas vezes. trazendo vários crimes de sangue e narrativas de traição e violência. Disto pode-se deduzir que o autor tinha interesse político em destacar a monarquia davídica e interesse teo- lógico em incentivar uma monarquia que reconhecia a ampla soberania de Deus. porém. menciona lugares e fatos relacionados com Saul: Gibeá (sua terra natal). Líderes por conta própria. A fraqueza moral privou esse valente da estatura espiritual e da força física. são retratados negativamente. Chegados apenas recentemente à terra prometida. infelizmente. é esquartejada (cap. a concubina cortada em pedaços (Saul fez o mesmo com bois. 19. 19)? Ou. A narrativa se passa numa época em que Israel vivia rodeado por estrangeiros. benjamitas (a tribo de Saul). tinham dificuldades para manter o controle israelita. a desunião tribal é identificada como a característica principal deste período de fracasso. Mas os filisteus avançavam sobre o território de Israel (eles continuariam a ser uma grande ameaça a Israel até o tempo de Davi. Pode-se lamentar. O livro de Juízes mostra como essa ameaça se tornou realidade. a inversão está completa. possibilitou a Dalila cortar-lhe a longa cabeleira que era o sinal de sua dedicação a Deus. • O autor defende a liberdade soberana de Deus.11). Isto se vê no controle que Deus exerce sobre os juízes fracos e às vezes indignos. Porém. Para ser bem sucedida. a unidade tribal e a pureza religiosa. então. mais adiante. já não convence alguns leitores. Ele. o livro apresenta um desafio éticoe teológico para todo e qualquer aspirante a intérprete da Bíblia. No entanto. O cap. Numa época turbulenta assim. como Jefté. Portanto. O autor conta as suas histórias de uma maneira desfavorável às tribos do Norte e principalmente à dinastia de Saul. Ao casar-se com uma filistéia. seria inevitável que houvesse luta por causa de terras. Assim. social e religiosa. até certo ponto. situando-os num "período difícil de adaptação" para Israel. • As narrativas advertem contraaassimilação. Alguns também vêem no livro e seu desenvolvimento um forte preconceito contra a liderança do Norte. o povo perdesse a sua identidade. É simplista demais.3 Dos vizinhos de Israel. advertindo contra tais erros. a luta de Sansão foi a batalha de um homem só. quando consideramos o texto sob este ponto de vista. ou oportunistas. conflitos tribais. após um estupro coletivo.7). o que explica. O que fazer com a história de uma mulher que. Ao contrário das campanhas dos outros juízes. mas deixa o leitor incomodado com o seu conteúdo. Assim o autor mostra à sua própria geração o que não fazer para viver bem naquela terra. a liderança deveria estar baseada na iniciativa de Deus. Como um livro repleto de ação. já que sua força lhe havia sido dada por Deus para um propósito específico. ele chama a atenção. tratou esse voto com uma negligênda que quase poderia ser caracterizada como desprezo. Mas suas façanhas subseqüentes trazem o perigo à tona e a inimizade ao ponto de confrontação. Uma resposta comum é dizer que esses fatos aconteceram numa época em que os israelitas estavam em crise política. Nos capítulos finais.Juízes 247 Entendendo Juízes P. para voto de nazireu (veja Nm 6) era vitalício. essa explicação dos elementos questionáveis do texto. Até seu próprio povo ficou contra cie (15. as condições vigentes naquela época. O avanço dos filisteus se dava por infiltração ao invés de guerra declarada. Certamente. com imagens proibidas e um sacerdote mercenário.

não se pode ignorar Alguns estudos levam em conta a a influência cultural que a Bíblia teve dinâmica de honra e vergonha. O autor mostra como Israel tentou usar Deus para seus próprios fins. que o intérprete moderno enfrenta. a mensagem negativa da Há outras características. sua condição de prostituta. Tentar fazer com que Deus "defenda a nossa causa" é um erro que o livro de Juízes desmascara.248 A história de Israel um problema. como normalmente se fazia. no cap. tão e ainda tem. Rubens e Solomon basearam-se neste difundido preconceito contra a personagem sedutora ao acrescentarem à narrativa bíblica detalhes como a sedução carnal de Dalila. e este é um avanço bem-vindo e estimulante à medidt que a interpretação desse texto desafiador está sendo reconsiderada e m nossos dias. que não concorda com a ideologia transmitida nem tenta justificar os fatos que descritos. Mas isto não justifica o fato de Sansão desobedecer a lei de Deus e casar-se com tuna pagã (Êx 34. Outros de estupro e assassinato em nível articulam uma resposta masculina. Na tentativa de lidar com tais questões. Deus não lhe tirou liberdade de escolha.000 homens à morte. ao enviar mais de 40. e isto levanta questões morais significativas.12). outras nada forma de identidade nacional. história é mantida e reforçada. por exemplo. Porém. pectiva feminista resiste à tendência de "concordar com" o texto e levanta Através de cada uma das narrativas.16) ou desrespeitar seus pais (Êx 20. Por exemplo. tempo os seus ideais de como Israel deveria valorizar e preservar determiEstão surgindo. Isto também é expresso na sua capacidade de agir ambiguamente. abordagens. também. Assim. a personagem de Dalila faz parte do imaginário cultural como uma femmefatale ou mulher sedutora e traiçoeira.4 O comentário do editor atribui a responsabilidade a Deus. . as práticas e os preconceiAs questões problemáticas levantos (contra os estrangeiros. Uma é a abordagem feminista. A história transmite a mensagem de que a mulher estrangeira e sexualmente independente é uma armadilha para os homens bons. que reconhecem pleInterpretar Juízes desta maneira pode namente que se trata de atos repugdiminuir o impacto de várias das hisnantes e levam a sério o desafio ético tórias chocantes. ao invés da noiva mudar-se para a casa de Sansão. o autor transmite aos leitores do seu outras questões. literário. surgiram diferentes estratégias de leitura. É um tanto incômodo ver Deus envolvido em tal ato. os únicos que não praticavam a circuncisão (geralmente feita na puberdade). seus sentimentos de triunfo quando Sansão é capturado. A persmas a preocupação principal em tudo isso é a questão de identidade. contra tadas pela leitura do livro de Juízes mulheres) no texto continuam sendo estão sendo expostas de maneiras atingir os seus próprios objetivos. as pinturas de Moreau. e que somente viram que a palavra de Deus éfiel quando reconheceram a escolha de Deus naquela situação. e muito bem. mesmo que se trate presente no mundo antigo. Como observou Cheryl Exum. No entanto. No entanto. já que Deus é soberano. E. 20. é claro. este comportamento ambíguo demonstra que não se pode esperar que Deus aja automaticamente de acordo com as exigências e expectativas humanas. • O casamento d e S a n s ã o Esse casamento foi formalmente arranjado pelos pais de Sansão. outras possibilidades de leitura. novas e criativas. • 14.

ao que parece.1). especialmente escolhidos para serviuma forma de referir-se a todo o território. não houve nenhuma presença de anjos que pudesse salvar a concubina do terrível estupro coletivo. o reino de Israel. > Dalila (16. há um o direito de escolher o j o v e m levita para ser acréscimo que deixa isso bem claro). uma mulher não valia nada. do um lugar para morar" (17. depois roubou os objetos sagrados d o patrão e os repassou à tribo de D ã . causou uma 25. 3 6 . explodiu uma guerra civil. mostram que os extremo Norte ao extremo Sul) passou a ser levitas. J z 19—21: E s t u p r o e m G i b e á . 2 8 Supõe-se que a concubina estivesse la" (veja o comentário sobre 8. o verdadeiro centro religioso de Israel nessa época.1 A expressão "desde Dã até Berseba" (do Esta história.4). Tratase. e grande luto nacional. Q u a n d o os benjamitas se recusaram a entregar seus companheiros (os homens de Gibeá). os benjamitas são castigados A tradicional e calorosa hospitalidade d o pai da concubina contrasta c o m a falta de hospitalidade e m Gibeá. O resultado foi a quase extinção da tribo de Benjamim. comparada com o respeito devido a um convidado de honra. Ele vendeu seus serviços a Mica. O cap. era estritamente proibida pela lei que os leviestabelecendo seus próprios padrões de toletas deveriam aplicar ( Ê x 20. estritamente p r o i b i d a era usar uma "esto• 1 9 . 20). haviam se tornado tão corruptos • 2 0 . quanmo norte de Israel.30 O "cativeiro" é supostamente uma referência à destruição do reino d o Norte. Então. para competir com Siló. ao S u l . A imagem feita p o r Mica do as pessoas se tornam a lei para si mesmas. assim como "Sansão" representa um "homem forte". Tanto ele quanto ela eram igualmente inescrupulosos na sua maneira de usar as outras pessoas. que estabeleceu um novo templo no Norte. a pressão dos filisteus. rem a Deus. Dalila provavelmente era uma mulher filisteia. O u t r a coisa rância e permissividade. "Dalila" veio a ser o nome dado àfemmefatale ou mulher irresistível ("Entendendo Juízes"). 21 mostra até onde as tribos chegaJz 1 7 — 1 8 : O í d o l o d e M i c a .4 0 Os detalhes da batalha lembram a Os levitas h a v i a m recebido cidades só estratégia usada na conquista de A i (Js 8). bém faziam o que bem queriam. E M i c a não tinha letras (no texto grego da Septuaginta.27) e ídolos morta. Jz 17—21 Um tempo em que cada um o que bem queria fazia Este seção final difere d o restante de Juízes. o casamento não foi consumado ao final da festa de sete dias. embora isto não seja dito com todas as do lar para adivinhação. que caçam em bandos e seriam mais fáceis de capturar em grande número. Numa tentativa de diminuir a vergonha da noiva. 0 autor deixa de lado os heróis de Israel e focaliza dois incidentes que ilustram o baixo nível da religião e moralidade nos dias sem lei durante os quais Israel não tinha governo central e "cada u m fazia o que achava mais reto" (21. Eles tamaltos. Devido ao engano por causa do enigma. mas aqui estava um levita "procuran- . • 18. levando-lhe presentes. o Norte O autor não tem necessidade de tirar uma Esta história ocorreu n u m período em que lição moral: basta a simples afirmação d o v.Juízes ela ficou com sua própria família e seu marido ia visitá-la. que foram usados para convocar as doze tribos para executar vingança (cap. • 2 0 . foi arranjado às pressas um segundo casamento com o companheiro de honra ou padrinho de casamento de Sansão. 1 7 Veja a nota anterior sobre números e egoístas quanto o resto d o p o v o . sacerdote. que vivem isoladas umas das outras. num segundo caso de atrocidade. O livro no seu todo mostra as conseqüênmigração cm massa dos danitas para o extrecias desastrosas da falta de autoridade. no tempo dos assírios. A l i também. • 20. ram para reparar o voto precipitado feito em a tribo d e D ã m u d a . A bondade daquele velho e o que se passou e m seguida tem muitas semelhanças com a história de Ló e os homens de Sodoma ( G n 19). • Trezentas raposas (15. neste caso.8). deles.4) É mais provável que se tratasse de chacais. Justa ou injustamente. e não tanto d e raposas. o marido cortou o corpo da concubina em doze pedaços.25). de uma inserção posterior feita por um editor d o texto.s e p a r a Mispa (21. e a seguinte.4) A exemplo dos outros amores de Sansão. Mas.

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RUTE Este calmo relato da vida cotidiana difere em muito da guerra e dos conflitos que aparecem em Juízes. porém. Rute. de Rute descendeu o rei Davi. até para as pessoas mais insignificantes. em termos humanos." chegaram a Belém em abril. Na sociedade da época. Ela só podia herdar propriedade em circunstâncias excepcionais e sob regras bem rígidas (Nm 36). que é o período em que se passa a história de Rute.9-10) determinava que os pobres podiam rebuscar espigas. é a forma especial como Deus cuida dos "necessitados". . morrerei eu e ai serei sepultada. esta narrativa começa com três mulheres que. Assim. 1-2 A distância de Belém a Moabe. logo sentimos o impacto dos fatos terríveis descritos neste livro. e para nossa surpresa. o chefe da família e seus dois filhos morreram. Orfa. R t 1. mais imporDeus. pois se passa num contexto em que religião era sinônimo de poder. Rute é especial por nos dar o ponto de vista da mulher. em seguida. o Deus de Noemi. era de aproximadamente 80 km. em termos de sustento a mulher era completamente dependente do pai ou do seu marido. • Vs. É ele quem ordena todas as circunstâncias do cotidiano. d o outro lado do mar M o r t o (mais para o S u l ) . O que essa história revela. muitas pessoas daquele tempo levaram uma vida normal e pacífica como a que é descrita neste livro. Rt 1. De todos os livros da Bíblia. possivelmente casar-se pousíires. deixando três viúvas desamparadas. Mas a lei ( L v 19. Afinal. especialmente para Noemi. Rute recolhia as espigas que ficavam caídas no chão.16-17 tinham campos para ceifar. A possibilidade de morrer de fome levou esta família de refugiados a deixar sua terra natal. Onde quer que tante do que isso. R t 2: R u t e e n c o n t r a u m p r o t e t o r V i ú v a s não tinham muitas opções de g a n h a r a v i d a . E assim a fé recente de uma jovem moabita e o amor sacrificial que teve pela sua sogra são inseridos no grande quadro do plano divino de salvação. Sem dúvida. acabou cedendo à pressão de Noemi e.6-22: A v o l t a para Belém Chegaram notícias de que a fome havia acabado. Chegou.251 Resumo A história de uma jovem estrangeira cuja coragem e devoção lhe renderam um lugar na história de Israel. a hora de dizer adeus. o livro de Rute deixa claro que a fé pessoal de muitos em Israel permanecia vigorosa. Era uma situação desesperadora. isto é. e da linhagem de Davi veio o próprio Messias. MOABE Píígina oposta: Enquanto a cevada era cortada. Longe de casa. onde quer que e voltou para casa. Aqui Deus está intimamente preocupado com questões menos importantes. Ela o meu povo. de novo. As noras de Noemi a acompanharam na saída. ali pousarei eu. cheia de quer que fores. i r atrás dos t r a b a l h a d o r e s e catar As viagens de Rclcm a Moabe e de volta a Belém. o teu Deus é o meu escolheu o povo de Noemi e. A colheita de cevada parecia promissora. não quis deixar que o teu povo é Noemi enfrentasse a velhice sozinha. estavam desamparadas e dependiam da caridade dos outros. na linhagem do rei Davi. mas elas não Rt 1.1-5: " F a m í l i a f o g e para e s c a p a r d a f o m e ! " Quando damos uma manchete moderna para esta história. "Onde então. e Rute e N o e m i eram pobres. As duas morreres. E embora a religião geralmente estivesse em baixa. irei cu tristeza.

Noemi tinha amigos em Belém. II . • Um efa d e c e v a d a (17) O efa era uma medida grande com capacidade para cerca de 22 litros. sua mãe Noemi. Essas mulheres deram nome ao menino. Em Belém. ficar perto de outras mulheres e jamais olhar para os jovens que trabalhavam por perto. Portanto. as espigas que fossem caindo. Ele decidiu protege: Rute e mandou que seus empregados deixassem cair espigas para ela. Rute. A generosidade de Boaz foi além do que a lei prescrevia ( v s . para Noemi. Rute prometeu morar onde Noemi fosse morar. Quando já estavam a caminho. A emoção contida nestas palavras revela que Rute entendia o risco que estava correndo. Ao ouvir isto. e ofereceu-se para ser espos. O plano deu certo. durante um período de fome em Judá. Por "acaso". era moabita de nascença. Deu um beijo na sogra e voltou. Em razão disso. Rute apanhava as espigas na parte que pertencia a Boaz. parente de Elimeleque. estava reivindicando esse direito. Rt 3 : U m marido para Rute Pela lei do levirato (mencionada por Noemi em 1. seguiu o plano de Noemi culturalmente correto. a sua terra natal. e seu irmão Quiliom.252 A história de Israel Um retrato de Rute Frances Fuller Rute. Rute como povo de Israel. Porém. e falou-lhes sobre sua nora formidável. Rute era de uma linhagem que trazia a marca da vergonha. Esses elogios chegaram a Boaz. E certamente teria saudades de casa. Queria adorar o Deus dela. ela era melhor do que sete filhos. Noemi insistiu com as duas para que voltassem para casa. Por fim. embora arriscado. Elogiaram Rute. Rute colheu o cereal de que precisava para fazer pão. a não ser o relacionamento com Noemi. Quando o casal teve um filho. catava as espigas deixadas nos campos pelos ceifadores. que ela tanto prezava. Rute. e daí veio o plano de Noemi. quando um homem morria sem filhos. dizendo que. Ela seria uma estrangeira em Judá. Não havia nada que forçasse Rute a enfrentar essas dificuldades. onde poderiam encontrar um novo marido e uma nova vida. um hebreu que. um parente. as noras. é bom lembrar. Orfa concordou. deixando três viúvas. mudou-se para a terra de Moabe. Para conseguir comida para si e Noemi. Noemi agora não tinha como sobreviver em Moabe e decidiu voltar para Belém. o Messias. não arredou pé e jurou ficar ao lado de Noemi para sempre. a heroína de uma história amada por milhares de pessoas. Ela teria que se adaptar a novos costumes. Por não terem marido. Rute colhera cerca de 25 kg d e cevada ( N T L H ) com seu próprio esforço e a generosidade de Boaz.j le casamento e os abençoou. seu irmão devia gerar um herdeiro para ele. amavam Noemi profundamente e decidiram ir com ela. de Boaz. Noemi formulou u m plano. em Moabe. chorando. uma moabita. Toda a comunidade aprovou aque.11-13). Em se tratando do compromisso que uma pessoa assume em relação a outra. porquec nobre Boaz fez o que era certo come parente mais próximo do esposo ds uma viúva. Ela amava profundamente e sabia que poderia ser leal ao que lhe era mais importante na vida. 9. Moabe. Este viria a ser o pai de Jessé e avô de Davi. como Rute se responsabilizou pela sua vida. Rute tornou-se respigadeira. ela e Noemi não teriam segurança nem status social. e pediu para ser enterrada ao lado da sogra. a história acabou tendo um dos finais mais felizes em todo o AT. casando com a viúva. U m complicador era o fato de que Boaz. nasceu de um relacionamento incestuoso que Ló teve com a filha dele. A história de Rute tinha tudo para ser uma história triste. Sendo uma mulher estrangeira e sozinha. chamandoo de Obede. as belas palavras que Rute disse a Noemi não têm paralelo na literatura judaica e cristã. com humildade e coragem. Então Rute. as amigas de Noemi ficararr felizes com ela.14-16) e de abril até j u n h o . precisava ter cuidado. Rute casou com Malom. assim. num campo aberto e comum. Rute. juntamente com o seu pai Elimeleque. porém. evocando os nomes das matriarcas Raquel ei Lia e conectando. com o gesto mencionado no v. aos olhos dos hebreus. na verdade. Esta lei estendia-se ao parente mais próximo. Acontece que os três homens morreram. entrou na árvore genea-1 lógica de Jesus. Rute e Orfa. primeiro na colheita de cevada c depois na colheita do trigo. 7.

Também era o lugar onde eram concluídas publicamente transações de natureza jurídica. da qual viria o Cristo. mas ele prometeu interessar-se pelo caso. como ser h u m a n o . filho de Boaz e Rute. havia pedido para Rute em 2.12. Os votos de felicidade das autoridades (4. veio a ser. na verdade.8). D e z pessoas importantes da cidade (v. a questão da v i ú v a . Mas quando soube que elas passariam. • Antigamente (v. Rt 4 . E Noemi encontrou consolo para sua tristeza naquele neto. o parente mais p r ó x i m o também devia comprar suas terras. o avô do fundador da linhagem real de Israel ( D a v i ) . n o u t r o nascimento ocorrido em Belém. declarou-se incapaz de fazer a compra.não era o parente mais próximo de Elimeleque. como o caso presente. . • Perez (12) Este antepassado de Boaz era o filho que Tamar teve com J u d á .1 2 : O a c o r d o A porta da cidade era o local onde se realizavam reuniões importantes. 9 "Estender a capa" sobre alguém simbolizava compromisso de casamento (veja Ez 16. recorreu a isto porque J u d á negou-lhe n o v o casamento e recusou-se a obedecer ao costume mais tarde formalizado como a lei do levirato ( G n 38). os acontecimentos comuns do dia a dia passam a ter um significado extraordinário. Rt 4 . q u a n d o Rute podia recolher espigas tios c a m p o s . seu sogro. a linhagem real Este é u m verdadeiro final feliz para uma história que teve um começo tão triste. para mantê-las na família. Além desta obrigação de gerar um herdeiro para d a r continuidade ao nome do falecido. Boaz discutiu primeiro a questão das terras. 1 . para Rute e seu filho e que ele teria que cuidar de Rute. O parente mais próximo (que não era Boaz) estava disposto a comprar as terras.12) se tornaram realidade. Quando Deus intervém. Tamar. oração. estrangeira como Rute. 2) formavam um " j ú r i " adequado que poderia decidir questões legais. a o l a d o d o monte d e c e v a d a . Deus recompensou Rute com um marido e um filho. 7) Este costume antigo não vigorava mais na época em que o livro foi escrito. O próprio Boaz ajudou a cumprir aquilo que ele. Ela se a p r o x i m o u d e lloaz e n q u a n t o ele d o r m i a na e i r a . depois. Obede. • V.2 2 : O f i l h o d e R u t e . 1 3 . em Rute e N o e m i c h e g a r a m a Belém n a época d a colheita d a c e v a d a . para acrescentálas a sua própria herança.

Mesmo onde a perspectiva masculina é dominante. Somente numa ocasião a perspectiva predominantemente feminina em todo o livro é deixada de lado. do AT também através dos olhos das I mulheres. interpretações feministas da Bíblia têm chamado a atenção para o fato de que a Bíblia é escrita do ponto de vista masculino.6-21. tende a fazer com que a própria socieda-1 de pareça ser mais dominada pelos homens do que realmente é. elas não tinham nenhum suporte econômico. com este ponto de par. se valeram dessas leis para benefício de Noemi e Rute. O leitor vê os acontecimentos — e as mulheres que aparecem nas histórias — através dos olhos dos homens israelitas. Israel. As leis formuladas para ajudar viúvas e estrangeiros (Rute era viúva e estrangeira) foram colocadas em prática como se esperava que fossem. Nas narrativas do AT. Mas há pontos em que esta perspectiva predominantemente masculina é interrompida por uma perspectiva autenticamente feminina. Começamos a perceber que uma: história contada do ponto de vista masculino. Temos. apesar de tudo o que parecia conspirar contra elas. dentro das opções limitadas disponíveis na sociedade em que viviam. Mas essa cena em que predominam os homens é seguida por outra dominada pelas mulheres (4. visão esta que complementa. não podemos supor que as preocupações e os interesses das mulheres eram idênticos aos deles. Esta justaposição das duas perspectivas no mesmo incidente mostra quão diferentes são as perspectivas masculina e feminina. mas na qual as mulheres exercem poder considerável na esfera do lar — a principal unidade social e econômica da sociedade. e a maior parte do espaço é ocupada por atividades que. a independência e a iniciativa que tiveram. uma perspectiva unilateral das coisas. O exemplo mais claro é o livro de Rute. I podemos suprir a perspectiva feminina ao ler nas entrelinhas e preencher as lacunas. : . e até corrige. O livro de Rute nos dá uma visãc diferente do Israel antigo. assegurar a herança da terra através da descendência masculina.13-17). Homens e mulheres exerciam papéis sociais diferentes no Israel antigo. por exemplo.. podemos ver o resto da história . A dedicação de Rute a Noemi ("tua nora que te ama e que te é melhor do que sete filhos") resultou no nascimento de um filho que seria o sustento de Noemi na sua velhice. em grande parte. I 21. Deste modo. Ele aceitou a proposta de bom grado. Foi Rute. mas em termos práticos. numa cena cheia de emoção e sentimento. Rute pode ter para todos nós — homens e mulheres — a importante função de revelar novas maneiras de ler o resto da história bíblica. Somente j do ponto de vista feminino podemos I perceber até que ponto as mulheres eram as verdadeiras protagonistas de I acontecimentos significativos. E o livro de Rute é a história da solidariedade entre duas mulheres e de sua inteligência para assegurar um futuro. quem acabou pedindo Boaz em casamento.| cas substitui a dos patriarcas (Gn 16. Ele conta história de duas viúvas. envolviam primordialmente homens. assim como já as vemos através dos olhos dos homens. Como acontecia com a maioria das viúvas. como é o caso da guerra e da política. na qual o nascimento do filho de Rute é visto não em termos legais. devia funcionar para beneficio dos desamparados.254 A história de Israel Uma história do ponto de vista feminino Richard llauckham Em tempos recentes. A história de Rute nos mostra urra» sociedade na qual as estruturas for-i mais de autoridade são masculinas. Noemi e Rute. no Israel antigo. é realizada numa reunião dos homens de Belém (4.I tida. e dar filhos ao próprio Boaz. mas foi a iniciativa das mulheres que levou ao acontecimento que assegu- raria o futuro delas: o nascimento do filho de Rute. seguindo a sugestão de Noemi. Logo. a perspectiva essencialmente masculi.24). Percebe-se nitidamente a lealdade mútua. e as estruturas de autoridade eram dominadas pelos homens. Mas. retratando principalmente aspectos da sociedade em que aparecia a liderança dos homens. e aquela transação reflete preocupações tipicamente masculinas: dar um herdeiro homem a Elimeleque.[ na que aparece nas outras histórias do AT. Questões legais eram responsabilidade dos homens. a maioria dos personagens é homens. A transação legal que possibilita a Boaz casar-se com Rute e dar um herdeiro ao falecido Elimeleque. e destaca o fato de que esta história como um todo foi contada do ponto de vista feminino. sendo esta a dedicada nora daquela. Isto aconteceu porque os três personagens principais. 29.31—30. A história ilustra como a sociedade da aliança de Deus. que poderia herdar a pequena propriedade da família. com responsabilidade e cuidado de uns para com os outros. Podemos identificar passagens em Gênesis nas quais a perspectiva das matriar.1-12).

Resumo A transição de juízes para reis: os reinados de Saul e Davi. vários relatos do mesmo acontecimento (p.25) e pelos profetas que vieram depois dele (1 Cr 29. Isto corresponde a um período aproximadamente 100 anos (cerca de 1075-975 a. o homem encarregado por Deus de ungir os primeiros reis de Israel. Foi ele quem ungiu primeiro Saul e depois Davi. duas vezes a vida de Saul é poupada. Isaque. mas o personagem principal dos primeiros capítulos. Cada um teve um papel especial no grande plano de Deus. Há momentos em que parece haver certa duplicação.C. por exemplo. com a tradução grega da Septuaginta e não com o texto hebraico tradicional (massorético) pode indicar que. Jacó e João Batista. ÍSm 27. passaram pelo mesmo problema. estes dois livros eram originalmente um volume só.19-27. Devem ter sido escritos e compilados algum tempo após a divisão do reino (há várias referências ao reino separado de Judá.onde os israelitas se reuniam para o culto. o último dos juízes.2-7. íSm 1—7 Samuel. N o tempo de E l i .C).29). e Isabel. 23. é provável que os livros assim como os conhecemos tenham sido escritos por volta de 900 a. hão era simplesmente a Tenda d o período e m que peregrinaram pelo deserto.1 E2SAMUEL Na Bíblia hebraica. embora semelhantes. E m outras palavras. o segundo e maior rei de Israel. Q u a n d o Deus deu a Ana o filho que ela tanto queria. Entre os rolos do mar Morto foi encontrado um manuscrito hebraico de parte de 1 Samuel. abre o caminho para os reis. É possível que o autor (ou os editores) se baseou em material escrito pelo próprio Samuel (ÍSm 10. o texto grego está mais próximo do original hebraico do que o texto massorético. quando Deus tem um propósito especial para uma pessoa. no Novo. a história de Deus e dos líderes do povo. em alguns pontos. as duas ocasiões em que Samuel anunciou que Deus havia rejeitado Saul). Os dois livros se chamam pelo nome de Samuel. mas o povo ainda não estava no exílio: veja. geralmente há algo especial relacionado ao nascimento dela. 1Sm8—31 O reinado de Saul Histórias mais bem conhecidas Ana e seu filho (ÍSm 1—2) O menino Samuel (ÍSm 3) A escolha de Davi (ÍSm 16) Davi e Golias (ÍSm 17) 2Samuel O reinado de Davi Passagens e histórias mais bem conhecidas A lamentação de Davi (2Sm 1) Deus promete uma dinastia eterna (2Sm 7) Bate-Seba QSm 11) O texto hebraico (massorético) e o texto grego (Septuaginta) nem sempre estão de acordo. no AT. Os poemas de Davi são citados em 2Sm 1. que não é necessariamente o autor. nasceram como resposta de Deus a muitos anos de oração. Eles relatam a história de Israel do final do período dos juízes ao final do reinado de Davi. e os problemas começam quando se desobedece a Deus. ou. e não antes disso. o santuário de S i l ó era uma estrutura mais ampla .6). sendo a repetição usada como técnica literária. Ana não foi a única a sofrer por causa da infertilidade. Também é possível que sejam acontecimentos diferentes. 1 S m 1: A t r i s t e z a d e A n a Na Bíblia. e esse manuscrito é mil anos mais antigo que o texto massorético que conhecemos. 22. Esta é essencialmente uma história religiosa: a história de Deus e seu povo. Os livros de Samuel são cheios de drama e mostram que o autor era um grande contador de histórias. A fidelidade a Deus é vista como a chave do sucesso. T u d o que hoje se p o d e v e r n o lugar Í S m 1—7 0 profeta o n d e ficava Siló é u m montão d e Samuel pedras. ex. para ser mais exato. a exemplo de Samuel. ou seja. Portanto. O fato de esse texto encontrado junto ao mar Morto concordar.2-51. relatados para enfatizar certos temas. Sara e Rebeca. por vezes. deu também a Israel . mas u m p r é d i o que podia ser chamado d e "templo" (muito antes d o Templo de Jerusalém ser construído)..

Também é verdade que a morte deles foi resultado direto da decisão de desobedecer a Deus. dentro da Tenda Sagrada. A vida religiosa devia estalem franca decadência. estavam introduzindo a prostituição no culto a Deus. 3 Siló.c 2. esses dois seriam os "líderes religiosos" da nação.27-36: a previsão do profeta se cumpriu com a morte dos filhos de Eli na batalha em Afeca (4. A Bíblia não vê conflito entre a soberania de Deus e nosso livre arbítrio. e compare com a ordem dada aos pais de Sansão em J z 13). E o que Deus pode fazer por uma pessoa. alegria. Samuel ouviu pela primeira vez a v o z de Deus. o lugar onde Josué erguera o tabernáculo de Deus (Js 18. Dt 18. • Estola sacerdotal d e linho (18) U m manto usado pelos sacerdotes (veja v. se os fiéis vinham ao tabernáculo embriagados.21.1-5).17). • O S E N H O R queria matá-los ( 2 5 ) O autor se expressa desta forma. porque Deus é soberano em todas as circunstâncias. 2-10 sejam parte de um salmo acrescentado pelo autor do livro. Os filhos de Eli tomavam para si os melhores cortes antes mesmo da oferta ser entregue a Deus (15). No tempo de D a v i . 2 4 Os filhos eram desmamados aos 2 ou 3 anos de idade. segundo a pior tradição da religião dos cananeus (22). o sacerdócio passou da família de Eli para a linhagem de Zadoque (2Sm 8. como acontecia ao amanhecer). quando estava de serviço perto da arca da aliança. • V . no N T (Lc 1. • V .1).52. o último e o maior de todos os juízes.1-10: O c â n t i c o d e A n a O cântico de A n a encontra eco no cântico de Maria. I S m 3: S a m u e l r e s p o n d e ao chamado de Deus De madrugada (antes do óleo da lamparina acabar.11-36: O e s c â n d a l o dos filhos de Eli Os sacerdotes tinham direito a uma parte das ofertas sacrificiais (veja Nm 18. • Seus lábios se m e x i a m (13) Era comum orar em voz alta. 9. Daquele momento em diante. Samuel foi o mensageiro de Deus. As provocações de Penina foram silenciadas (3. para dar lugar a vida. e tudo que Eli conseguia fazer era refletir c reclamar com eles! I S m 2.46-55). • Sepultura ( 6 ) O sombrio mundo dos mortos (NTLH). Quando Eli morresse. Mas o que acontecia neste caso era uma perversão da lei. No pequeno espelho de sua própria vida Ana viu o refle- .256 A história de Israel xo de todo o esplendor do caráter de Deus. Era uma mensagem de j u í z o para Eli.5). I S m 2. que viu nele u m texto de modo especial adequado à situação de Ana. 0 vazio. o primeiro grande profeta após Moisés. Além disso. Veja Êx 4. Compare com a conduta dos próprios filhos de Eli (2. e todo o povo sabia Ana expressou seu anseio e sua angústia e m oração n o santuário de Deus. a miséria e a vergonha se foram. ele pode fazer e fará por todo o seu povo. • O voto d e A n a ( 1 1 ) 0 menino foi dedicado a Deus por toda a vida pelo voto de nazircu (veja N m 6. O "templo" como tal (v. • V . Também é possível que os vs. honra. e o homem que introduziria a monarquia em Israel.8-20. 28). I S m 2.40. N a foto aparece u m a mulher solitária na área d o T e m p l o d e Jerusalém.12-17). • S e u u n g i d o / seu rei (10) Palavras proféticas inspiradas que foram ditas por Ana. 2 6 Compare I. Eli imediatamente tirou a conclusão errada. foi o centro de adoração no período de Juízes. ARA) só viria a ser construído na época de Salomão. Deus havia mudado a sorte dela (1).11).

E a criança que ela colocou no caminho espiritual tornou-se um grande profeta. chorando e movendo seus lábios. que tinha filhos. dizendo que estava bêbada. mais cedo ou mais tarde seu filho serviria no sacerdócio. seu marido. sabia disto e zombava dela. Elcana foi com ela e a criança a Siló. Ela lhe deu o nome de Samuel. ele lhe deu mais três filhos e duas filhas. Seu comportamento foi tal que Eli. Então Ana encontrou paz e pôde comer. local de culto desde a infância. ao observála. "Deus ouve". Silenciosamente. Ana se afastou para um lugar onde pudesse expor a sua amargura diante de Deus. Assim. E disse a Elcana que quando desmamasse o menino ela o levaria a Siló e o deixaria ali para sempre. com alegria. Ana queria que ele vivesse no va devolvendo.25-26). Eles estavam no tabernáculo. e explicou: "Do SENHOR o pedi". quando Samuel tinha cerca de três anos. e ele também orou por ela. o sacerdote.I e 2Samuel 257 Ana Frances Fuller Ana desejava tanto ter um filho que isto a atrapalhava em suas oportunidades de cultuar a Deus. em Siló. e não de amargura. E embora Ana não tivesse pedido mais nada a Deus. não por um milagre. E o deixou ali aos cuidados do velho sacerdote. Quando Deus respondeu a oração de Ana. Elcana deve ter reconhecido que aquele menino era. Especialmente naqueles momentos ela sentia que Deus lhe negara uma necessidade básica. Agora ela transbordava de júbilo. trazendo a palavra de Deus a seu povo e ungindo reis. Elcana era levita (ICr 6. Assim. rogou a Deus. não por um período de tempo. Elcana. Ela explicou a Eli que este era o menino que pedira a Deus e que ela o esta- . Orou com grande emoção. demonstrava seu amor por Ana na frente de Penina e isto só piorava as coisas. Ana conseguiu orar e prestar culto. que significa. o filho de Ana. para oferecer um sacrifício a Deus e fazer uma refeição de celebração. e todas as vezes levava para seu filho em fase de crescimento um novo manto de linho que fizera. a repreendeu. mas por toda a sua vida. Tendo dedicado. depois desses acontecimentos. mas isto só era exigido a partir dos 25 anos de idade. mas a penas para q ue a natureza agisse. Certa vez. Regularmente ela retornava à casa do Senhor. Ana defendeu-se e contou a Eli seu sofrimento. para estar ciente da presença de Deus e ser totalmente dedicado a ele. naquele exato momento. intensificando o ciúme. Penina. que seria sacrificado no culto de dedicação de Samuel a Deus. Levavam consigo um boi. para que da semente de seu marido lhe nascesse um filho. talvez auxiliado pelas mulheres que serviam no tabernáculo. Ele deixou que ela tomasse todas as decisões com relação a ele. mas Ana chorava e não tinha vontade de comer. de forma toda especial. E ela prometeu que devolveria este filho a Deus. aquilo que de mais precioso tinha em sua vida.

I quem lhes dera a vitória. como um I troféu de guerra. • B e t e . foram .1-11: O s filisteus tomam a arca da aliança A arca da aliança (veja F. O resultado foi u m desastre total: o exército foi derrotado e a arca caiu nas mãos dos filisteus. como se faria com um rei capturado. no extremo norte. j u n t o ao deserto. 12 A distância era de 32 km aproxi-1 madamcnte. • V. 10 Deus estava tão perto que se pode dizer.11-14). mas de uma forma que demonstrasse.1: A v o l t a da arca da aliança Depois de sete meses de sofrimento. Era pouco provável que duas vacas que ainda não haviam I sido treinadas para puxar uma carroça fossem [ juntas na mesma direção. a imagem apareceu sem a cabeça e os dois braços. foram líderes religiosos c administradores de justiça.2-17: S a m u e l e x e r c e autoridade de juiz Vinte anos depois. I S m 4.1—7.I tribuiu para espalhar a doença.6). Até Israel teve que aprender a respeitar os limites. um I objcio inanimado. 2). 3. veja o v: 6: 6. A nação ficou desolada. dar toda a dimensão da tragédia: "foise a glória de Israel". • J o v e m (ARA) / M e n i n o ( N T L H ) ( 1 ) Samuel ainda não era adulto. Mas nesta ocasião o povo quis fazer dela um talismã. Depois da segunda noite. j Mas os dois últimos.| ros. As imagens de Baale Astarote.I nica. se o Deus de Israel era ou não responsável por aqueles desastres. como num ato de adoração. os filis. 18 O portão da cidade era o local onde I o "tribunal" se reunia e pronunciava as suas sentenças. no extremo sul. Não é seguro tratar Deus como objeto de vã curiosidade. I S m 4.S e m e s Esta era uma das cidades dos I levitas. o poder de Deus saiu do templo e caiu sobre o povo na forma de peste (peste bubó. houve u m avivamento nacional genuíno (v. D e n t r o dela ficava uma cópia da lei. Deus não é um ídolo.I teus estavam fartos de tudo aquilo. Mas é claro que Samuel não o viu literalmente. j e lotam diretamente à divisa com Israel I S m 6. Mas elas se adaptaram muito bem à canga. Eli e Samuel. deuses cananeus da fertilidade.4). símbolo da presença de Deus. transmitida pela pulga do rato.19 A morte de 70 homens que I "olharam para dentro da arca" dá um tom de tristeza àquela celebração. que morreu quando dava à luz u m filho. mas é provável que. • Filisteus (1) Veja "Cananeus e filisteus". O texto não diz. I S m 7. Depois de uma noite. • V. os filisteus tenham destruído a cidade de Siló (veja J r 26. i-cvar a arca para outros lugares apenas con. I S m 5: U m t r o f é u p e r i g o s o Para os filisteus.x 25—27) era o bem mais precioso de Israel. a Berseba. foi Dagom. Os líderes I religiosos aconselharam que a arca fosse devolvida.[ to faria com que ficassem perto de seus bezer. Mas Dagom não podia competir com o Deus de Israel.A história de Israel disso. Estes versículos registram o cumprimento do j u í z o de Deus sobre a família de Eli (2. Coube à mulher de Finéias. I S m 6. Depois. Sua tampa era o p r o piciatório. Assim. o instin. • V . de uma vez por todas.12-22: E l i m o r r e ao ouvir notícia r u i m A Arca nunca mais retornou a Siló.27-36. mas a palavra hebraica não indica qual era exatamente a idade dele. a proteção suprema contra o inimigo. o deus deles. que ele "ficou ali" ( N T L H ) . colocaram a arca da aliança peno da imagem desse deus. a ima. com a perda da arca da aliança.| gem de Dagom foi encontrada caída com o rosto [ no chão. após sua vitória. A maior parte dos juízes de Israel pode ser í descrita como chefes militares (veja Juízes). desde Dã. como se fossem uma junta de bois bem treinada. em termos humanos. guardada no Lugar Santíssimo da Tenda S a g r a d a . Alem disso.

• E i r a d o / t e r r a ç o (9. juiz e líder religioso no lugar de Eli (veja 15-17). ao que parece. Saul encontrou o profeta Samuel e acabou sendo escolhido o primeiro rei de Israel. R a m á (16-17) Samuel fazia um circuito anual pelas quatro ridades-santuário. • Para G i l g a l (10. mas. foi quando estava procurando algumas jumentas que se haviam perdido que o futuro rei de Israel teve seu pri- meiro encontro com Samuel. E eles deviam ser advertidos das conseqüências. A unção com azeite (10. 12 Ebenézer significa "Pedra de Ajuda". Os filisteus estavam avançando c Deus usou a ocasião para demonstrar a Israel o que ele faria por um povo que tivesse fé nele.1) foi escolhido para marcar a presente vitória (12).12) Essa forma de expressão ainda não assumira as conotações idólatras que viria a ter mais tarde. não era o profeta que estava sendo rejeitado. > Desde Ecrom até G a t e (14) As duas cidadeseslado dos filisteus que ficavam mais afastadas do litoral.J e 2Samuel 259 destruídas. O fato de aceitarem suborno e não decidirem os casos com justiça deu ao povo uma boa desculpa para convencei' o idoso Samuel a lhes conseguir um rei. > Betei.1) separou Saul para seu alto ofício. Mas nem isto os dissuadiu. A guerra continuou. Gilgal.9). Na verdade. que não foram muito melhores que os de Eli (2. Saul v o l t o u para casa com o coração transformado (10. Saul desobedeceu. A ajuda de Deus tornou possível essa dramática reviravolta. Israel recuperou suas cidades fronteiriças. Todos os israelitas conheciam o profeta. 1 6 : S a u l é e s c o l h i d o Por incrível que pareça. 13). Samuel não escondeu nada. 1Sm 8—31 Saul: O primeiro rei de Israel ISm 8: " Q u e r e m o s u m r e i ! " A história se repetiu no caso dos filhos de Samuel. Logo veio a provação. aquele jovem provinciano nunca ouvira falar dele. E Samuel. trabalhos forçados. Israel só precisou terminar o serviço. c|ue geralmente c identificada com a aldeia de A b u G h o s h . > Enquanto S a m u e l v i v e u (13) Isto inclui a maior parte do reinado de Saul. a cerca de 16 km de Jerusalém.8) A instrução parece estar relacionada à convocação para a batalha. 1 — 1 0 . como as nações vizinhas. "Dê a eles u m rei".25) O telhado em forma de terraço era um local fresco e agradável para se dormir nas noites quentes de verão. disse Deus. • A l t o / a l t a r d o m o n t e (9. Samuel sentiu-se rejeitado e não acatou o pedido do povo.12). A arai permaneceu durante vinte anos e m Q u i n a u .J c a r i n i . impostos e perda de liberdades pessoais. mas Saul c Davi mantiveram os filisteus sob controle ate a grande batalha de Gilboa quando Saul c Jonatas foram mortos (lSm31). Só precisavam olhar para os países vizinhos para se convencerem que ter um rei significava alistamento militar. ISm 9 . A o procurar as jumentas perdidas d e seu p a i . mas todo o conceito de teocracia. liderou o povo num ato de arrependimento c purificação. > V. Mas Deus aconselhou Samuel a ouvi-los. O nome do lugar onde anteriormente haviam sido denotados (4. Mispa. . O cumprimento detalhado das previsões de Samuel convenceu Saul da autoridade do profeta. Q u a n d o isto aconteceu (cap.

Sua desobediência e arrogância ao assumir a função de sacerdote custaram-lhe a perda da dinastia. que o I povo estava unido. outros acreditam que "mil" seja na verdade uma unidade militar. uma decisão sábia. Esta foi possivelmente I a primeira vez. N ã o precisava ter ficado c o m m e d o .17-19). 9 Sísera foi derrotado por Débora e Baraque ( J z 4—5).f ve consciente dos perigos da monarquia (8. desde os dias de Josué. veja J z 1112.j lo d o ideal de que somente Deus era o rei de l Israel. E Saul não teve paciência para esperar o final do sétimo dia. e os desertores israelitas ajudaram Saul a conseguir a vitória.260 A história de Israel • C h e g a n d o eles a G i b e á ( 1 0 . Tremores de terra aumentaram o pânico e a confusão. • J a b e s (1) A ajuda oportuna de Saul criou nos moradores dessa cidade um sentimento de inesquecível gratidão. • Trezentos mil (8) O problema dos números extremamente altos j á foi mencionado e m ocasião anterior. D o ponto de vista religioso. ISm 14: Parece que Jonatas e seu escudeiro foram tomados por desertores. 11 Jerubaal ( A R A ) era outro nome de Gideão ( J z 6—8). tempo suficiente para v e r seu exército ficar cada vez mais reduzido. algumas versões colocam Sansão ( J z 13—16). a esco-1 lha de um rei havia sido. neste caso. • V. etc. sem d ú v i d a . Samuel sempre este. um distanciamen. I S m 10. apesar d e tudo. | tanto assim que. e. j 10. O "rei de Moabe" era Eglom.12-30). 1 0 ) Saul teve aquele êxtase profético e m sua própria cidade natal. Jonatas é descrito como 1 Campanhas militares d c Saul . Veja 31. foi f um passo na direção errada. d e i x o u bem claro que a escolha d o rei de Israel era um ato d e Deus. E Samuel falou francamente: se Deus deixasse de ser rei d o seu povo. da família. era a sittiação ideal para | o início d o governo de um novo rei. tanto a nação como a monarquia seriam destruídas (25). seria equivalente a I "300 unidades" (número exato desconhecido). este homem de Deus. E quando chegou a hora. I S m 13—14: G u e r r a c o m os filisteus Saul reuniu suas tropas e esperou sete dias.11-13. e não d o p o v o .17-27: " V i v a o r e i ! " O sorteio d a t r i b o . Quanto a Jefté. • V . • V .12)? I S m 1 1 : A p r i m e i r a v i t ó r i a d e Saul Deus levou Saul a fazer seu apelo (6) e o I povo. | agora j á idoso. tanto assim que conseguiram pegar os filisteus desprevenidos. D o ponto de vista político. Alguns consideram isto u m exagero para impressionar. U m r e i que sobressaía de t o d o o p o v o d o ombro para cima teve aprovação instantânea de todos. que foi assassinado por Eúde ( J z 3. Saul ficou c o m medo ( c o m o Moises ficara) e teve que ser tirado de seu esconderijo n o meio d a bagagem. Teria sido este livro que foi lido novamente na coroação de Joás (2Rs 11. Mas. ao final da lista de nomes. fez o que sempre fazia: orou | pelo povo e ensinou-lhes o que era correto. No lugar da referência ao próprio Samuel. 2 5 As instruções de Samuel foram cuidadosamente registradas num livro. a responder (7). i I S m 12: O d u r o d i s c u r s o d e Samuel Este discurso de despedida marca o fim I do regime dos j u í z e s .i 3 Campanha contra os amonitas .

a unção confere poder espiritual (13). • 14. At 13. algumas versões colocam "manto" no lugar dc "arca". em vez disso.8—3. Quando Saul morreu. Isbosete. • 13. • 13. A harpa d e Davi era feita d e madeira d e cipreste <2Sm 6 . Sua mente desordenada o lançou em sombria depressão e fez com que ficasse violento. " f a lavras q u e Davi dirigiu a Golias I S m 1 7 .29-32). por mais que tenhamos conhecimento dc atrocidades sem precedentes 2Samuel 261 cometidas em nossos dias. que Saul era jovem quando se tornou rei. Davi podia ter brilho nos olhos e saúde de ferro.49) U m a forma abreviada de Isbosete. parece texto inspirado cm Davi. Mesmo assim. Samuel podia estar à procura de um homem alto e bonito para ser o futuro rei.17-19). Mas cu vou contra você em nome do s i •• IHIR TodoPoderoso. Veja "Guerra Santa". seu coração era reto. Ele até poderia ter se alegrado com a queda dc Saul.41). Trata-se da túnica com o peitoral que continha o Urim e Tumim (14. 22-23 Mais tarde. uma cm frente à outra) significava controlar todo o vale que ficava no meio. (Deus não precisa dc muita gente para obter uma vitória. No mundo mais realista c menos individualista da época de Saul. essa declaração de Samuel se tornaria um dos temas preferidos dos profetas. um filho mais jovem. com todas aquelas imagens tiradas do mundo do pastoreio.39). . o rci-pastor.5) Provavelmente três mil (veja 11. • Trinta mil (13.i 1.8 acima).10). Novamente Deus escolheu a pessoa certa e a preparou para a tarefa muito antes de ela tornar-se uma figura conhecida nacionalmente.211. • Queneus (6) Uma tribo midianita nômade à qual havia pertencido a mulher de Moisés.10-14. • 14. Possivelmente uma dezena foi tirada nesta passagem (22 o u 32 anos). foi para casa triste. • Isvi (14. Como no caso de Saul. Mas a música podia "Você vem contra mim com espada. mas era o menos importante membro de sua família.2. O profeta havia previsto esse problema. quando o povo vivia com medo dos midianitas ( J z 6. Saul estava à mercê do seu próprio temperamento incontrolável. como o autor deixa claro com esta história.19 Os filisteus detinham o monopólio da tecnologia do ferro. a narrativa começa a ressaltar os defeitos no caráter de Saul que mais tarde se transfoiTnariam em sério distúrbio mental. a desobediência de Saul foi deliberada (9).50) Mais tarde Abner coroou Isbosete em oposição a Davi (2Sm 2. Aprender a cuidar de um rebanho desgarrado é uma ótima preparação para ser líder! E z 34. » Amaleque (2) Os amalequitas eram inimigos de longa data cujo castigo fora profetizado anteriormente ( Ê x 17. I S m 16.8-16. « (NT1.14-23: Davi n opalácio real Quando o Espírito de Deus deixou Saul. • Vs. Dt 25.18) Talvez por causa da ordem de Saul ao sacerdote em 14.1 O texto está incompleto.1-13: U m a e s c o l h a improvável Se a escolha do primeiro rei servisse dc critério. com base em 9.19. ISm 1 5 : A d e s o b e d i ê n c i a d e S a u l Desta vez. Os queneus serviram de guias para Israel no deserto ( N m 10. forças malignas se apoderaram dele.6) O ambiente era parecido com o da época de Gideão. o primeiro instrumento musical mencionado na Bíblia ( G n 4. S ) . Sabemos. semelhante a o desta reconstrução d o M u s e u d a Música de ll. a sorte que era lançada para descobrir a vontade de Deus. lança e dardo. já que tinha um filho com idade para ir à guerra.1 e homem de fé c coragem impressionantes.33 Comer carne com sangue foi proibido emLv 17.II) A harpa d c Davi era u m h u m o r .39-45 O povo interveio para salvar Jonatas das conseqüências do voto precipitado de seu pai (compare a J z 11).2). A desobediência de Saul (pelos piores motivos) deixou seu povo à mercê d o contínuo assedio dos amalequitas. • 13. 3 Tudo fora interditado ao povo e não devia ser tocado porque fora dedicado a Deus para destruição. • V . • Esconderam-se (13. temos dificuldade em aceitar a ordem paia que lodos fossem mortos. o novo metal que lhes dava tanta vantagem em comparação com o bronze.21 informa que o reinado de Saul durou exatos 40 anos. já tinha 40 anos (2Sm 2.) Em comparação. • Abner (14. Mas desta vez Deus deixou claro que examinava o coração das pessoas. • Traga aqui a arca (14. Nesta ocasião ele devia ter mais de 30 anos. no entanto.iil. mas. Ele foi rejeitado por Deus como rei e Samuel não lhe fez mais nenhuma visita oficial. toda a comunidade era responsável pelos crimes de seus membros e sofria as conseqüências. I S m 16.2 Ocupar as cidades de Micmás e Gibcá (localizadas em dois declives.

nos montes. Correndo o risco de sei reconhecido. armas. virou profeta. mas seu pai ficou irritado.19. também é possível que a indagação de Saul fosse algo puramente formal com . e conseguiu fugir para a cidade lilisteia de (iate. pelo menos por algum tempo. Afinal o vencedor receberia como recompensa a filha do rei em casamento (17. • Pã fresc doze sacer • V. e o único povo vizinho que não praticava a circuncisão. assim.11-19). perfe ma a • No époc. Vs.18-24).10-13. V. c o m o seu arco. Saul.1 H M (unda para • • i: u m a p e d r a . 55-58 I'. mas logo em seguida Saul teve outro surto e Davi só foi salvo graças à astúcia de Mical (19. lhe roubaria o trono. m a n d a d o por Deus (15) Para quem olhava de fora. I S m 18: S a u l f i c a c o m i n v e j a de Davi A simpatia de Jonatas transforma-se em profunda amizade por Davi. A exemplo dos mensageiros que ha\ ia enviado. sem falar que lhe deu uma pontaria letal no manejo da funda. O poder do Espírito de Deus é tão irresistível que. que lutara valentemente contra os filisteus.241 Compare 10.A história de Israel U m j o v e m pasioi de ovelhas gira . Neste caso. quando Saul tinha seus surtos ou suas crises.5) 0 primeiro dia de cada mês era dia de festa. e este se lembraria dessa amizade como uma das melhores coisas de toda a sua vida (2Sm 1. Por u m tempo D a v i ficou cora Samuel e sua escola de profetas em Ramá (19. trazer um pouco de luz e. avtim c o m o relação à família da qual provinha Davi. estava armado e protegido com armadura da cabeça aos pés.18-23.26). Mas o tempo que Davi passara sozinho. e fez isso com tanta I Davi fez quando c n l i e n i o u G o I kis. para transmitir a D a v i a mensagem de que d e c o r r i a p c n R o de v i d a . • U m espírito m a u . a necessidade de Saul passou a ser a oportunidade que Davi precisava. os maiores inimigos de Israel.21-22 se refere a um período posterior. O gigante não teve chance nenhum a Mais uma vez Deus aparece como protetor do seu povo: tudo que requer dele é confiança e coragem para obedecer.8-17). de n milití ritual rigorc que I (2Sm • Vs. A exigência de Saul (cem prepúcios) só podia ser obtida j u n t o aos filisteus. tanto o bem quanto o mal são atribuídos diretamente a ele. I S m 17: D a v i e G o l i a s O campeão filisteu tinha 3 m ele altura. havia permitido agregar fé à sua coragem. e os dois amigos foram obrigados a se separarem (20. A pobreza de Davi deu a Saul a oportunidade de sugerii um dote o u pagamento pela noiva que possivelmente faria com que Davi fosse morto.3. • A m a n h ã é a Festa d a L u a Nova (20. 16. I S m 21: S a c e r d o t e a j u d a D a v i a fugir Aimeleque pagou caro por ter acreditado na mentira de Davi (22. ele própt io. cuidando das ovelhas. Nada poderia abalara forte ligação entre o filho do rei e o homem que humanamente falando. 17 podem ter ocorrido quando Davi ainda freqüentava a corte ocasionalmente.35-42).25). 50 Veja 2Sm 21. Mas Davi recebeu comida. além do plano maligno de Saul ser frustrado. crescia a suspeita invejosa de Saul. estava com tanto medo quanto seus soldados face ao desafio do gigante.8 Aqui há uma referência a I S m 18. Jonatas tentou fazer com que Davi retornasse em segurança. A medida que o prestígio de Davi aumentava. Como Deus é soberano. difícil de harmonizar islo com 16. Os acontecimentos do cap. • Está t a m b é m Saul entre os profetas? (19. Davi cumpriu a exigência em dobro e voltou para casa sãot salvo para exigir a princesa que lhe havia sido | prometida. o próprio rei foi "contagiado". O u . • 20. Saul estava "possuído" por um espírito que Deus enviou para castigá-lo. e ele passou a tramar a morte de Davi. I S m 19—20: D a v i foge da c o r t e A primeira tentativa de reconciliação pot pai te de Jonatas foi bem sucedida (19.1-7). apare pensa kmatas se valeu da prática de tiro an alvo. Davi fingiu-se de louco.

142. 12-13 De acordo com os títulos que aparecem no hebraico.5-12).18. • Doegue (9-10) O título d o SI 52. Mas Saul ainda não estava satisfeito.11). 56 refletem os pensamentos de Davi nesta ocasião. ISm 2 3 : " V o u c a p t u r á .. O autor considera a morte de Nabal. Sua rápida intervenção salvou a vida de seu marido e dos homens daquela casa (22). Além disso. que são duas orações pedindo a ajuda de Deus.I e 2Samuel perfeição que o rei Aquis não teve dúvida nenhuma a respeito disso (veja também 27. • V. ele ordenou o massacre dos sacerdotes de Deus e. mas morreu antes de ver o início do seu reinado. fugindo d o rei Saul. pois é o ungido do SENHOR. 39). É notável que Jonatas reconheceu o direito de Davi ao trono. produzindo uma vegetação exuberante numa região que é . kste capacete assírio é u m a das peças da armadura usada naquele tempo. aceitando com humildade um papel secundário para si mesmo (16-18). Saul estava totalmente nas mãos de Davi. ISm 22: A v i n g a n ç a d o r e i S a u l Davi e toda sua família estavam foragidos ou exilados. • A estola sacerdotal (6) Veja 14. Só com Elias o povo de Israel teria outro líder religioso d o mesmo nível de Samuel. ISm 24: D a v i p o u p a a v i d a d e S a u l Na caverna perto de En-Gedi. E m tais circunstâncias. A água fresca que sai da fonte corre na ditecão do mar Morto. 142. que foi vitimado por um duplo ataque (do coração). podia se esconder. O fato de Davi não tomar um atalho para chegar ao trono fez com que Saul reconhecesse seu erro. o fato de Urias ter sido tão rigoroso no cumprimento dessa norma fez com que Davi tivesse que recorrer ao assassinato (2Sm 11. " O SENHOR me guarde de. Nabal era rico e era tempo de tosquia. No entanto." D a v i . 263 Os títulos dos SI 57. pois uma guerra santa exigia pureza ritual. O pedido que Davi fez a Nabal (8. a perseguição implacável de Saul os forçava a se deslocarem continuamente. I S m 25: A b i g a i l i n t e r v é m O capítulo começa com a morte de Samuel.. doze pães frescos eram colocados sobre o altar e os doze pães velhos eram retirados. Abigail era tão inteligente quanto era bela. Ignorando a voz da verdade e da razão (14-15).6 ( A R A ) N o s montes c nas cavernas p e n o d e En-Gedi havia vários lugares e m que um homem como D a v i . Pode-se notar a paranóia n o seu acesso de raiva (7-8). • Pão sagrado (4) A cada sábado. Foi o fim de uma era. . Ela evidentemente causou uma boa impressão em Davi (veja v. informam que eles foram escritos neste período. • V. como castigo de Deus. no hebraico. o nome significa "tolo") não foi exagerado. Mais tarde. depois. recusando-se a ferir o rei S a u l I S m 24. 5 Os soldados israelitas se abstinham de relações sexuais durante as campanhas militares. 1 Os títulos dos SI 57. em g l a n d e parte. 4 Davi tinha sangue moabita em suas veias (veja Rute). sentiu o terrível peso da responsabilidade. Davi deixou os pais com o rei de Moabc. Apenas os sacerdotes podiam comer esses pães. • Vs. o incentivo de um amigo é sempre bem-vindo. que eu estenda a mão contra ele.l o ! " Davi transformou seu bando de foragidos numa força militar eficaz. inóspita c deserta. • Nobe (1) O santuário central de Israel na época. O velho profeta ungira o maior rei de Israel. fazem a conexão entre os dois Salmos e este período da vida de Davi. Por motivo de segurança. Mas a palavra de Saul era tão instável quanto seu humor: não se podia levá-la a serio. mas pedindo compensação por serviços prestados no passado (15-16). uma época de festa. mandou matar todos os moradores de Nobe. n o hebraico. Ele não eslava exigindo dinheiro em troca de proteção. faz referência a este episódio. • V. os SI 34. Quando Davi ficou sabendo disso.

recorrendo a uma médium. meu irmãol" lamento de Davi em 2Sm 1. fez o que sempre fora proibido em Israel (Lv 19. 11).10). Fingindo atacar Israel e seus aliados (10). o que o levou a decretar a pena de morte não foi descriminação racial. 28.23. Davi se esconde de Saul U Davi foge de Saul Q Davi leva seus pais Moabe por motivos <le seguAnça 1 1 esconderijo nu região montanhosa D Davi loee para a região dos filisteus AMALEQUITAS I S m 26: Davi.10-15). Os filisteus reuniram-se em Afeca.. No entanto. Macbeth teria considerado esta uma grande oportunidade para realizar seu intento! Davi.1—28.2: A salvo e m território inimigo Davi refugiou-se pela segunda vez entre os filisteus. Este capítulo fala de acontecimentos anteriores aos do cap. não conhecia Davi. 6 Zeruia. Tudo foi recuperado e Judá e Calebe. Joabe e Asael. mãe de Abisai. meu irmão Jónalas. para consultar a médium de En-Dor. que. Depois que os amalequitas haviam saqueado a cidade de Ziclague (ISm 30). O autor de Crônicas considerou este relato da morte de Saul mais confiável que a história d o amalequita (2Sm 1.31). Nada mais adequado do que ver o povo de Jabes resgatar os corpos de Saul e dos seus três filhos. juntos na morte! Eram mais rápidos do que as águias c mais fortes do que os leões. 26). numa viagem perigosa. não havia nada naquelas palavras que pudesse deixá-lo tranqüilo. F. pela segunda vez. a exemplo do que havia ocorrido 2Sm1—20 "Síttií e Jónaíos.39. foram incluídos na repartição dos despojos. I S m 27.14. Embora valentes. Sem dúvida. estes líderes militares causaram grande transtorno a Davi durante seu reinado (2Sm 3. No seu desespero.3-25: S a u l c o n s u l t a uma médium Saul não recebia resposta de Deus (6). O povo de Jabes não havia esquecido o quanto deviam à primeira grande vitória de Saul (cap. c assim Davi foi poupado do apuro de enfrentar seus próprios compatriotas no campo de batalha. Saiu à noite. I S m 2 9 : O s filisteus d e s c o n f i a m de Davi Os outros líderes filisteus eram menos ingénuos que Aquis. Davi não tinha motivo especial para amar essa gente. sendo este forçado a reconhecer seu erro. sem deixar nenhum sobrevivente para denunciá-lo (11). voltaram a dar informações a respeito do paradeiro de Davi. A sorte de Saul estava selada. mas sua firme convicção de que a vida do rei era sagrada (14. Mais uma vez o rei Aquis foi redondamente enganado por Davi (veja 21.264 A história de Israel enquanto Samuel estava vivo. profunda e genuína. descobriu que a mensagem de Samuel não havia mudado. 20. I S m 30: A i n v a s ã o d o s amalequitas D a v i voltou n o momento oportuno e as informações dadas pelo escravo foram mais do que um lance de sorte. outra vez. Sua tristeza pela perda d o rei parece ser completamente sincera e sua angústia com a perda de Jonatas. • V. que eram pró-Saul.'. Davi na verdade destruía cidades inimigas (8). p o u p a a vida d e Saul Os zifeus. chegando perto d o acampamento inimigo em Suném.26 INTUI) O reinado de Davi O reinado de Davi também é registrado em l C r 11—29. Se ele alterou os fatos esperando uma recompensa. era meio-irmã de Davi. O lamento p o r Saul e Jonatas é um dos poemas mais belos e comoventes que Davi compôs. Davi tinha Saul em suas mãos.. . I S m 28. embora ele próprio tivesse expulsado essa gente de seu território. Ainda não haviam se deslocado para o Norte. no entanto. rumo a Suném. juntos na vida. veja I S m 24. 18. sabia que Deus não precisava de sua ajuda para colocá-lo no trono... Este pode ter adaptado o relato a seus próprios fins. E u choro por você. disfarçado. Em outras palavras. Porém. O título hebraico do SI 54 faz conexão entre o salmo e este episódio.4-10). 2 S m 1: O l a m e n t o d e D a v i A narrativa da morte de Saul feita pelo amalequita difere d o registro em I S m 31.. que também haviam sido vítimas do ataque (14). I S m 31: A ú l t i m a b a t a l h a d e Saul Veja também l C r 10.

estas preocupações às vezes se transformam em obsessões nocivas. Esta forma de reagir às dificuldades é retratada em várias passagens do AT. purificações mágicas eram realizadas para obter sucesso na guerra. mas também inferior em força ao maior poder espiritual disponível. No livro de Êxodo. ao menos numa leitura superficial. Com base nisto. os agentes humanos de Deus (Moisés e Arão) se opuseram aos "magos" do Egito. na tentativa de prever acontecimentos fururos. portanto. nem mágico. aquele que é dado por Deus aos que o servem e o adoram. A gravura acima vem d a antiga Mesopotâmia. nem quem consulte os mortos" (10-11). As mais instrutivas delas são: • o relato em que o rei Saul consulta uma médium. que relata como o Deus de Israel libertou o seu povo escolhido da escravi- dão no Egito. Além de estarem baseadas em desejos egocêntricos de controlar a realidade. ali. como também é desaconselhada por exemplos encontrados em várias narrativas bíblicas. que bom número das maldições e dos feitiços que aparecem em tabuinhas escritas em grego e encontradas em várias partes do Mediterrâneo antigo tinha a intenção de prejudicar os inimigos de determinada pessoa. Infelizmente. numa competição entre o poder do Deus de Israel e a mágica dos feiticeiros egípcios (Êx 7— 9). 4. e Dn 1. 1 -57.3-25).I e 2Samuel 265 Magia no Antigo Testamento Todd Klutz Preocupações com saúde. rituais ou práticas ocultas. Por exemplo.913. por exemplo. nem encantador.4-33). nem necromante. dois aspectos que aparecem no contexto desta história são esclarecedores: • enquanto os mágicosegípciosestavam a serviço de um regime que oprimia o povo de Deus.17-20. as práticas aqui descritas eram rotineiras entre os inimigos de Israel. Fora d o AT e entre os antigos vizinhos dos israelitas. nem feiticeiro. • nessa disputa. No miintln antigo. Moisés e Arão serviam um Deus cujo objetivo último era livrar e salvar. E tudo indica. Acredilnva-se que espíriros o u demônios femininos amarrados (chamados "Liliths" nos textos araniuicos) atormentavam os homens e as mulheres. O que distingue as práticas mágicas da autêntica profecia é a sua falibilidade (14-22). • . e por causa disto eram tabu. relacionamentos e proteção contra infortúnios têm sido comuns em toda a história e em todas as sociedades conhecidas do mundo. A magia não só é proibida por mandamentos transmitidos aos israelitas. nem prognosticados nem agoureiro. a magia pode ser considerada uma forma ilegítima de suprir uma necessidade legitima — a necessidade humana quase universal de ter comunhão com um mundo que está além daquilo que limita a existência diária. Logo. Em alguns casos. o poder e os propósitos do Deus de Moisés e Arão saíram claramente vitoriosos. uma proibição total de qualquer prática que seja essencialmente mágica: "Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha. finanças. existe. porém. boa parte do que podemos chamar de magia consistia em fórmulas e rituais para remover doenças e proteger contra influências malignas. e as narrativas que apresentam os heróis bíblicos José e Daniel como sendo superiores a seus oponentes pagãos na transmissão de conhecimento provindo do âmbito espiritual (Gn 41 . Embora a diferença exata entre as técnicas dos mágicos egípcios e dos servos de Deus não fosse óbvia. nem adivinhador. que podem levar a tentativas ansiosas de alterar a realidade através de fórmulas mágicas. ou seja. 2. embora a palavra "magia" não seja usada em Dt 18. nas quais essas tentativas são avaliadas de forma totalmente negativa. Atitudes muitos semelhantes àquelas descritas em Ê X 7—9 podem ser encontradas em outras histórias do AT que envolvem magia. videntes costumavam analisar o fígado de animais. a magia é representada nestas narrativas não só como sendo contrária à vontade de Deus. reputação. para obter informação dos mortos (1 Sm 28.1 -49.

• C a b e ç a d e cão para J u d á (8. e perdurados nas muralhas. a mancha do assassinato pennaneceu com ele por toda sua vida ( l R s 2. e o golpe foi fatal. e um desses pode ter sido aquele e m que ficou exposta a armadura d e Saul. levaria a nação consigo. As outras dez tribos seguiram a liderança de Abner.. . 21.22). a vingança de Joabe Isbosete não era em nada parecido com o seu pai. Mas ele não contava com o ódio implacável de Joabe. assim como mais tarde (cap. sobrinho de Davi e comandante de seu exercito.20-23.266 Saul e Jonatas foram monos pelos filisteus nos montes de Gilboa ( a o f u n d o . ííuínas d e templos foram encontradas em escavações arqueológicas. • Filhos d e Z e r u i a (18) Veja I S m 26. Sabemos que Jonatas tinha um filho (cap. práticas homossexuais eram proibidas em Israel ( L v 18. de Norte a Sul. 9) apesar de não haver menção de que tivesse esposa. 15. Abner mata Asael Apenas a tribo de Judá (que nesta época. ARA) Isto é.6 m de profundidade. 4) seria a de Isbosete: ambas enfraqueceram o apoio à família de Saul. na foto ao l a d o ) . 9 A razão pela qual Deus tirou o trono de Saul fica clara em I S m 13. Escavações revelaram uma cavidade de 11. Além do mais. A s armas d e Saul foram colocadas num dos templos. Compare com a ação de Absalão em 2Sm 16. H e b r o m foi a capital d e D a v i antes de ele conquistar J e r u s a l é m . Rispa aparece novamente no cap. Apesar da declaração pública de inocência. 2 S m 2: G u e r r a c i v i l . Durante dois anos a nação ficou dividida. filho de Saul. 2 6 Essa era uma amizade singular que Davi valorizava mais que o amor de mulheres. j a m a i s será u n g i d o c o m óleo (21 ) Os escudos eram de couro.3 m de largura por 10. Seus corpos foram trazidos para Bete-Seã (em primeiro plano. Saul havia entregue a esposa de Davi a outro homem. a ação de Abner equivalia a uma reivindicação do trono. • Teve Saul u m a c o n c u b i n a (7) Normalmente o harém do rei passava para seu herdeiro. provavelmente. comandante do exército de Saul. As palavras não sugerem mais que amizade.6. . • A planície (29) O vale cio rio Jordão. o óleo impedia que secassem e rachassem. • D ã a Berseba (10) O país inteiro. 2 S m 3: A b n e r f a z u m a c o r d o com Davi. Sc transferisse seu apoio a Davi. . nunca lhe faltava. • O e s c u d o .13-14. "um daqueles miseráveis partidários de Davi.13).. na foto). Davi tomou a frente no luto nacional pela morte de Abner. Esta vista aérea mostra o "túmulo de Abraão". incluía a tribo de Simeão) aclamou Davi como rei.20-27." • V. • O Livro d o J u s t o (18) Uma antologia que se perdeu (veja Js 10.22-28. • V. • A p o n t a d a lança (23) Abner não tinha a intenção de matar Asael. e na seqüência houve guerra civil generalizada. ( 1 4 ) Veja I S m 18. • Minha esposa Mical. 13 O açude armazenava'a preciosa água da chuva. diga-se de passagem. A morte de Abner foi vantajosa para Davi. o que. e juraram fidelidade a Isbosete. Quem de fato mandava era Abner. Mas a ponta de sua lança era tão afiada que podia ficar cravada | no chão. A história de Israel • No terceiro d i a (2) A distância entre Gilboa e Ziclague era de 160 km.5). • V. A tentativa de resolver a questão com um combate entre dois grupos representativos em Gibeão (14) terminou sem resultado definido. Diante disso.

a fortaleza como tal jamais havia sido tomada ( J s 15. não estava ligada a nenhuma tribo cm particular. " Q u e se apoie em muleta" (ARA) representa um texto hebraico que pode ser traduzido tamlxím por "que é capaz de fazer somente trabalho de mulher" (NTI.1-16) os partidários de Davi foram completamente incapazes de entender sua atitude com relação a Saul c a família real.8). 2Sm 4: I s b o s e t e é a s s a s s i n a d o Mais uma vez (veja 1. 14.9-10) c.:rii<-. O autor deixa claro que Davi não era usurpador. tinha uma história notável desde a época de Abraão e. em função disso. Ela ficou O s soldados dc Davi chegaram à cidadela de lenisaléni através .2). Isbosete foi sepultado com honras e os dois assassinos foram executados e humilhados em público. Embora parte de Jerusalém tivesse sido destinada à tribo de Judá por ocasião da conquista ( J z 1.H). finalmente. Os jebuseus tinham motivo para se vangloriarem de que sua fortaleza podia ser defendida por uma guarnição de cegos c aleijados (6).21).18-20). I. por toda a nação (5. .i cidade.1 e 2Samuel \ r v o r f . uni ninei que levava água di' unia fome externa para dentro d. podia funcionar como pólo unificador das 12 tribos. fato este reconhecido por Saul (ISm 24. Sua localização era central. Jerusalém era uma escolha excelente para a capital.63. J z 1. 2Sm 5: D a v i r e i n a e m J e r u s a l é m Veja também 1 Cr 11.ilógica d e D a v i 267 Boaz CO Rute l! Jessé Eliabe Abinadabe Siméia Natanael Radai Ozém DaviOÄL Zeruia Abigail Abiqail Ainoà Maaca Hagite Adonias Fniá L Bate-Seba (viúva delirias! y l a Qui eabe <? Daniel) Itreão Sefatias Abisai Joabe Asael Amnom Absalão Tamar I Salomão (+ Î outros filhos) • V. Deus lhe dera direito ao trono. 29 Um fluxo ("gonorréia") desqualificava o homem para o serviço religioso.1-9. Mas eles subestimaram Davi. por Abner (2Sm 3.

Até o rei dançou de alegria.-. 15—16. 2Sm 7 : A aliança de Deus c o m Davi Veja também l C r 17. Apenas Mical ficou ornando de longe. • Milo (9) Parte das fortificações. .2-5). segurou a arca (6) A arca era sagrada e nem os levitas podiam tocá-la. mas Deus construiria uma casa para ele. Belém. Na tentativa seguinte. aproximadamente.¿ '-y -\ t . 2 S m 6: A a r c a é l e v a d a p a r a Jerusalém Veja também l C r 13. O reinado de H i r ã o foi um período áureo de expansão política e prosperidade comercial. . construirá (12-13) Salomão construiu ( l R s 5—7). mas Davi contribuiu em muito: fez os planos. sugeriu-se a possibilidade de que os moabitas mataram os pais de Davi. Davi podia não ter autorização para construir uma casa para Deus. • V. Jerusalem! denota Israel ¿ ¿ . • V . Davi estivera em paz com os moabitas ( I S m 22. Deus não permitiu que Davi realizasse seu sonho de construir o Templo: isto seria tarefa de seu filho. Sião tornou-se sinônimo de Jerusalém. Este capítulo antedata os acontecimentos do cap. . fria e insensível à presença de Deus. 22. • Vs. Davi assumiu a culpa por não seguir as instruções de Moisés ( l C r 15. 7 (veja 7. a promessa se cumpriu. As g u e r r a s de Davi veja l C r 13.268 A história de Israel em poder do reino de Jndá até ser destruída. organizou e delegou tarefas relacionadas com o Templo. • Sião (7) Mais tarde.6). e o seu reinado não terá fim" (Lc 1. Mas a frustração de Davi foi seguida por uma promessa que foi muito alem de tudo que ele poderia pedir. por Nabucodonosor. Esse acontecimento foi celebrado com toda a exuberância do culto dos hebreus. que duraria "para sempre" (16). um homem de paz c não um guerreiro ( l C r 22. • U z á . 400 anos depois. 23 Este versículo parece indicar u m rompimento no relacionamento. rei de T i r o (11) Contemporâneo de Davi e Salomão ( l R s 5 ) . com o florescimento das artes e dos ofícios. 2 S m 8: D i v e r s a s v i t ó r i a s d e D a v i Veja também l C r 18. lhe dará o trono de Davi. os levitas carregaram a arca pelos cabos.3-4). . embora não fique claro como Davi perguntava e como Deus respondia. ou seja. seu pai. E quando Cristo veio.4). . inclusive música e adoração ( l C r 28. Jerusalém / ..2-15). não houve neto de Saul por intermédio de Mical que pudesse reivindicar o trono real. Os artesãos de H i r ã o ajudaram a construir o Templo. H i r ã o reinou de 979 a 945 a. uma dinastia. ela ficou em Quiriate-Jearim (Baalá. //" • / ^ MOABITAS Henrorri EDOMITAS AMAtEQUITAS Campanhas contra i osedomitas . ajuntou o material. O anjo disse a Maria: "Deus. . mas não condenada. Isto explica o castigo severo. .C. Mais tarde. N T L H traduz p o r "o aterro que ficava no lado leste da cidade".11-21. Sobre esta promessa se baseia a esperança que reaparece no restante do AT: a esperança de um Messias. o que torna difícil de entender o que aconteceu aqui.fc<laanaim Gibeão \ B '3s Raba . • Hirão. Conseqüentemente. O porto de T i r o era a capital do reino fenício. e era " d a casa e família de Davi" (Lc 2. • U m dos seus f i l h o s . 18-29).1). Depois que os filisteus devolveram a arca ( I S m 4—6). Agora Davi a trouxe para sua nova capital. • V . 13 A poligamia de Davi e Salomão é registrada. no território de Judá.32-33). Ele nasceu na cidade natal de D a v i . 17-19 Consultar a Deus parece ter sido algo bem natural na vida de Davi (veja 2. As conseqüências para a vida familiar falam por si mesmas.7-10). Hela Confronto com Israel 1 ^ . ~ . 2 Antes disso.1). levando-o a responder com uma notável oração de louv o r e agradecimento (vs. ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó. o Senhor.

T e m p o s Difíceis Seguiu-se um período de dificuldades. Israel eJudá. e seu lamento por Saul e Jonatas é um dos grandes poemas do AT. alguém que sabia esperar o seu próprio futuro. igualmente. Quando Saul e Jonatas morreram em Gilboa. O jogo de gato e rato que aparece em ISm 24. • Filhos de Davi eram sacerdotes (18) Embora não fosse de família sacerdotal. e casou com •vi era um jovem pastor de ovelhas que cuidava is rebanhos de seu pai nos arredores de Belém. Revela. mentindo sobre sua participação nos incidentes. Mas a tristeza de Davi foi instantânea e genuína. um rei de Jerusalém que viveu muito tempo antes de Davi ( G n 14. Ele se tornou grande amigo de Jonatas. a filha do rei. Quando . • V. 9 Hamate é A m ã . Mas as intenções de Davi eram as melhores. 17 Foi Zadoque quem ungiu Salomão (lRs 1). no final.. Não deixa de ser irônico que foi um amalequita quem trouxe a notícia a Davi. Neste caso. embora Saul tentasse matá-lo. ele não reagiu com ódio. o próprio Davi era um tipo de rei-sacerdote (veja cap. ganhando batalhas contra os filisteus e tocando a harpa para acalmar o humor cada vez mais azedo do rei.18). lando foi escolhido para ser rei. o jovem Davi passou a ter livre acesso à corte de Saul. foram reconhecidas por Deus e reveladas ao profeta Samuel. é possível detectar diversas correntes: • o surgimento da monarquia diante da pressão dos filisteus. da qual Davi emerge como personagem vivo. a inveja de Saul tornou impossível a sua permanência no palácio e ele passou a ser um fora-da-lei em sua própria terra. Davi até se arriscou a viver entre os odiosos filisteus. Valente. 26 mostra a lealdade de Davi a seu rei e sogro. somos informados sobre a unção secreta do futuro rei. não há de que a convocação do rei amedrontou Meíibosete. Um dia Davi também precisaria deste mesmo respeito. peletitas (18) Mercenários filisteus. O rei D a v i Os anos de declínio do reinado de Saul trouxeram o caos a Israel. Durante algum tempo. Por baixo da superfície do relato bíblico. 6 ) . Ele não devia fazer nada contra Saul. • Queretitas. 21 podem ter ocorrido antes d o que é relatado neste capítulo. Tudo isto é unido numa narrativa extensa e maravilhosamente trabalhada.. a exemplo de Melquisedeque. desconhecidas por sua família. o filho de Saul. Golias.1 e 2Samuel 269 • V. • Vale do Sal ( 1 3 ) Provavelmente a região desabitada do grande vale que fica ao sul do mar Mono. Muitas vezes somos atraídos a ele por suas lágrimas. 2 S m 9: A b o n d a d e d e D a v i p a r a c o m o filho aleijado de Jonatas Os acontecimentos narrados no cap. As qualidades de Davi. • o estabelecimento de Jerusalém e da dinastia de Davi. porque era o rei ungido por Deus. Mas fazia parte da grandeza do caráter de Davi que. • a rivalidade entre os dois reinos. A coragem impulsiva e a confiança em Deus que ele demonstrou neste episódio seriam uma constante em sua vida. Ele devolveu a Davi David Barton Davi foi o segundo rei de Israel. Davi estava acertando as contas com os amalequitas em Ziclague. vivendo na caverna de Adulão. Mas. Mical. atraente e talentoso. "por causa de Jonatas" (veja I S m 20. Isto dava duas razões para matar o mensageiro. na Síria.42). Juventude No início. ao norte de Damasco. A vida pública de Davi começou quando ele enfrentou o herói filisteu.

Numa ação política astuta. isto é. Em meio à guerra. Mas quando quis construir um templo para abrigar a arca. ele era o rei apenas da pequena tribo de Judá. ele se assegurou de que Jerusalém se tornaria tanto um centro religioso quanto político. mesmo recebendo as refeições. A bela cachoeira e m F n . ele fez um plano para que o marido dela fosse morto na batalha. para expressar a sua profunda gratidão. no Sul. que estava nas mãos dos jebuseus. Davi começou a agir como um tirano.G e d i . Ao levar a arca da aliança para Jerusalém. ele admitiu seu duplo pecado. Em vez disso. 16-18 pode ser aquela mencionada em 8. Mas de agora em diante a história passou a ser bem diferente do que havia sido antes. Davi. Seu próprio palácio refletia seu novo poder. Mefibosete as terras que eram da família de Saul (7) e tratou o jovem como se fosse seu próprio filho (11). 10 Isto parece contraditório. diante da repreensão do profeta Nata. e depois casou com Bate-Seba. o profeta Nata não o permitiu. e fez dela a sua capital. Não . mas estar na corte significava um aumento nos gastos. perto de Jabes. Ele viu Bate-Seba de longe e teve o desejo de possuí-la. localizado entre as duas metades do seu reino. • V . Mas sem dúvida nações vizinhas olhavam com suspeita e tinham medo do poderoso rei de Israel.3-8. 0 que redimiu Davi nesse episódio foi que. na região onde D a v i ficou f o r a g i d o . maravilhado ante a extraordinária autoridade que havia adquirido. • Lo-Debar (4) No nono de Gileade. Davi tomou a cidade de Jerusalém. capital da Jordânia. Somente mais tarde ele se tornaria rei de Israel. NTLH) Atualmente Amã. Davi foi aclamado rei. importante para poder se tornar um poder independente. Esta vitória representa outra significativa ampliação do reino e do poder de Davi sobre as nações vizinhas. Deus estabeleceria a "casa" de Davi. a i n d a é c h a m a d a ele "cáscala de Davi". ai dar um tratamento vergonhoso aos mensageiros de Davi. Após seu adultério.i guerra foi Ha num. • Rabá (8. Agora ele podia ser imparcial. 2 S m 10: D a v i v e n c e a a l i a n ç a s i r o amonita Veja também I C r 19. a sua dinastia.270 A história de Israel Quem provocou . A campanha descrita nos v s . se voltou a Deus em oração.

1 e 2Samuel 271 2Sm 11: D a v i c o m e t e a d u l t é r i o com B a t e . entre elas a que tinha com Joabe. O hábil estadista. Talvez seja por isso que suas lágrimas nos tocam tão profundamente. Davi estava passeando no terraço do palácio. o salmo do pastor. Davi vive no paradoxo de pecado perdoado e um mundo de sofrimentos. que conseguiu trazer unidade política e religiosa a um grupo de tribos tão diferentes entre si. O fio condutor que dá unidade a essa narrativa é a confiança que Davi tinha em Deus. em seu relato da vida de Davi. no pátio interno de uma casa próxima ao palácio a deslumbrante Bate-Seba fazia o ritual mensal de purificação após a menstruação. À sua volta a corte conspira. meu filho. Parte do poder da história de Davi reside no fato de que elà é contada. em 1Rs 1. incapaz de se manter aquecido. Pois. Colheita a m a r g a Davi se arrependeu. Depois disso. Mas a valentia irresistível e a confiança do jovem Davi se perderam para sempre. mais importante do que o seu trono. os últimos capítulos de 2Samuel são uma espécie de alívio. Nunca se sabe ao certo se o que ele faz deriva de uma lealdade cega ou de ambição pessoal. e Davi corria risco de vida. O grande comandante cuja principal preocupação sempre fora seus soldados. e lhe estendeu o perdão. ele nunca vacilou. Enquanto subia o monte das Oliveiras. MOMENTOS MARCANTES A unção — 1Sm 16 Davi e Golias — Í S m 17 O Lamento por Saul — 2 S m 1 A promessa de Deus — 2Sm 7 Bate-Seba — 2 S m 11—12 A rebelião de Absalão — 2 S m 15—18 Salomão é o sucessor e a morte de Davi — 1 Rs 1—2 . o rei morreu de velhice. e do Davi que tinha o desejo de construir o templo. meu filho aconteceu depois — adultério e assassinato — foi um divisor de águas na vida de D a v i . apesar de ser um herói com os seus defeitos. sem juízos de valor. Ele convocou Salomão e fez com que fosse ungido rei em público. Na cena final. acertou algumas contas. O ciclo estava completo. Herói c o m os seus defeitos Como seria de esperar. apesar do calor da bela Abisague. quando Absalão foi morto. do comandante Davi. filho mimado de Davi. por mais fraco que estivesse. Parte do enredo destes capítulos tem a ver com o caráter ambíguo de Joabe. Davi se impôs uma última vez. com todos os seus A história de Davi está em 1Sm 16— 1Rs 2. No entanto. Percebemos sua ansiedade enquanto aguardava notícias do campo de batalha e se esforçava por descobrir a verdade na linguagem complicada daquele mensageiro. Dali. Davi aparece ao lado de Abraão e Moisés como um dos grandes arquitetos de Israel. e Bate-Seba deu à luz Salomão. De agora em diante ele começaria a colher frutos amargos. Daquele momento em diante ele só colheria os frutos amargos do seu pecado. Porém. e que a sua vitória se havia tornado em terrível perda. A disputa familiar se transformou em guerra civil. seu sucessor. " o S E N H O R não gostou do que Davi tinha leito. 2 ) . Davi estava chorando. Veja também IO 11—29. como um verdadeiro patriarca. Dele vieram idéias que ainda estão conosco. não há como evitar as conseqüências do seu erro. crime e arrependimento." ( É significativo que o C r o n i s t a não faz qualquer referência a esse episódio. para ele. Pois. 2Sm 13—18 registra a conspiração e rebelião de Absalão. Depois da sesta. desta vez sozinho. Então.) • Joabe (1) Davi não havia feito nada contra Joabe pelo assassinato de Abner (cap. Embora tudo parecesse correr de acordo com o planejado ( 2 7 ) . o assassino de Absalão. Mas mesmo havendo perdão. Agora elementos dissonantes. poucas palavras de profunda tristeza — "Meu filho Absalão. notando que o rei está às portas da morte.S e b a 0 exército de D a v i guerreava os amonitas. Davi ficou outra vez arrasado em sua angústia. não conseguiu estabelecer a paz e a ordem em sua própria família. Os títulos de muitos dos salmos fazem a conexão entre os mesmos e Davi: o mais famoso de todos é o SI 23. agora precisou ouvir que a sua tristeza era um insulto para os soldados que lhe haviam dado a vitória e o tinham salvado da morte certa. lembrando-nos do poeta Davi. Absalão!" — revelam que a família era. Por isso Deus permaneceu ao lado dele. Passando por situações de pecado. e nos tristes versículos seguintes vemos novamente a grandeza daquele homem. É uma história marcada por tramas e sub-tramas complexas. fugindo de seu filho. quando o clima j á era mais agradável. Além disso. Aquilo que havia o que desculpar. mas naquela primavera o rei decidiu não acompanhar as suas tropas. em sua própria cama. podia o l h a r para baixo e v e r o que se passava nas redondezas. Davi está velho. braço direito de Davi.

22). Estava longe de casa. (Veja também I C r 20. 17. a vingança e futura revolta de Absalão contra o seu pai. E. praticado por A m n o m . Meribaal. 2 diz respeito à cuidadosa reclusão de Tamar. Neste caso. A mensagem para Davi era óbvia. Mcíibosete. 13 Tamar pensava na possibilidade de um casamento (embora. mas o fez com pleito judicial inventado. mas Davi foi castigado.3). Amnom não estava pensando em casamento. participando da guerra promovida pelo rei. 11 O exército estava em guerra. 2 S m 12: A h i s t ó r i a a c u s a d o r a de Natã Urias foi morto na guerra. 12). Ele estava disposto a passar por cima da lei no caso de um dos seus súditos. Se Urias tivesse sido um homem menos escrupuloso. Joabe deixou tudo preparado para que Davi chegasse e. A história do estupro de D i n á . aquele sórdido episódio foi trazido às claras. "Baal" era um nome pagão que os escribas mais tarde substituíram pela palavra "bosete" o u "besete". Três dos filhos de Davi foram assassinados.9). • V s .272 A história de Israel Joabe teria que provocar a morte de Urias por ordem do rei. por meio de uma história bem simples com uma crítica final. Davi casou com Bate-Seba. por que não fazê-lo il no caso do seu próprio herdeiro? Joabe conseguiu o que queria e Absalão voltou do exílio. teria ido para casa dormir com Bate-Seba. não revela como ela se sentiu em meio a tudo aquilo. 26 Seria essa cabeleira que acabaria | provocando a morte de Absalão (2Sm 18. talvez tivesse impedido tanto o assassinato quanto a revolta posterior. • V. durante a sua revolta. E esta foi uma experiência humilhante para aquele rei (veja SI 51). Durante todo esse tempo o exército de Davi estava em guerra contra os amonitas. • V.1. tomasse a cidade de Rabá/Amã (26-31). • Gesur (37) Absalão foi para a terra natal de sua mãe (2Sm 3. o filho poderia ter sido considerado dele.) • P a g a r quatro vezes (6) Veja Êx 22. que significa 'Vergonha". embora furioso. Mas este não foi o fim do relacionamento com Bate-Seba. indo diretamente ao censo j do cap. 0 peso de duzentos siclos ( A R A ) equivale a mais j de 2 kg ( N T L H ) . A "impossibilidade" do v. 2 5 Supostamente Deus encarregou o profeta de dar u m nome ao menino para que Davi tivesse a certeza de que este filho não morreria. o autor nos permite ver a agonia de Tamar. Jerubaal tornou-se Jerubesete. porem.5). • V. logo. Tudo parecia ter acabado bem. Deus o perdoou. queria apenas satisfazer seu I desejo. • V. Então. ate que Natã chegou. • Jerubesete (21) O mesmo que Jerubaal/ Gideão ( J z 9). A historinha contada pelo profeta pegou Davi desprevenido e repentinamente Davi se viu como Deus o via. o heteu (3) Urias integrava a guarda pessoal de Davi (23. 10-11 A profecia se cumpriu. precisassem de autorização especial).39). dois pelos seus próprios irmãos. O que ela tem a dizer é ouvido claramente. E ainda não havia uma clara doutrina da ressurreição que pudesse confortálo naquele momento de dor. pois da tristeza e do consolo (v. ( O relato do Cronista omite o estupro e a revolta de Absalão. 24) nasceu um menino (Salomão). Se Davi tivesse agido. 24). • U m talento d e o u r o (30) Aquela coroa pesava mais de 30 kg (veja N T L H ) . e ele não teria sido morto. pelo valor que isso tem em si e / o u para explicar o ódio.6). Neste caso. Absalão apossou-se do harém de seu pai (2Sm 16. Ela também não foi rejeitada. e. não tomou nenhuma atitude. em G n 34. e logo nasceu um filho. Mas é possível que eleja suspeitasse do ocorrido. Mas dois longos e frustrantes anos se passaram até que fosse admitidoà presença de seu pai. Assim. • Urias. conforme Lv 18. à frente de suas tropas. O poderoso rei mostra ser um pai (veja l R s 1. apesar da oração angustiada de Davi. . D a v i . e a regra era que os homens se abstivessem de relações sexuais. a criança morreu.1-3. O relacionamento entre os dois havia sofrido danos consideráveis. • V s . e assim por diante. que era meioirmão da moça.20 Discernir entre o bem e o mal pode ser equivalente a conhecer todas as coisas (compare G n 3. 2 S m 13: E s t u p r o n a f a m í l i a do rei Davi A o ficar sabendo do estupro de sua filha Tamar. 2 S m 14: D a v i a b r e as p o r t a s para Absalão J o a b e venceu a resistência d o rei assim como Natã fizera (cap. a quem "Deus amou" (24-25).11. vivendo em tendas. Isbaal tornou-se Isbosete. Desta vez o apelo foi para que o rei anulasse o dever do parente mais próximo de vingar seu parente assassinado.

poderia .8: O r e i s a i v i t o r i o s o D a v i derrotou Absalão e aquela foi uma vitória que Deus lhe deu (18. As ordens de Joabe eram no sentido de poupar o filho de Davi. A caminho do Jordão. Assim.11-12). o mais sábio dos conselheiros de Davi.39-46). • Maanaim (27) Um cidade da tribo de Gadc.1—19. 1 5 . 0 rei foi pego de surpresa. A vontade de Deus se concretiza por meio de seres humanos até nos detalhes: Davi seria restaurado. H u s a i . E Husai foi enviado de volta para enganar Aitofel. o que explica seu suicídio (23). 20-23 dão um exemplo da estratégia política de Aitofel. no território de J u d á . Aitofel teve a perspicácia de perceber quais seriam as prováveis conseqüências. Entrementes. • Porta (2) Ali era feitos os negócios c resolvidas as questões legais (veja Rt 4. • Vs. Joabe era primo dele. na região de Gileade. Simei (5-8) via com sádico prazer a queda do homem que havia roubado o trono de sua família.2 3 : A b s a l ã o t e m relações c o m a s c o n c u b i n a s de D a v i De volta a Jerusalém (15-19). cujo conselho perspicaz poderia dar a vitória a Absalão. a morte do rei. o filho de Abigail morreu. passaria sua noite de angústia no monte das Oliveiras (Lc 22. finalmente. Davi jamais se sentira tão desprezível (9-14). 2Sm 1 6 . ele estava no seu pior momento. A o tomar posse do harém de Davi. assim. Mas o herdeiro escolhido p o r Davi era Salomão. conseguiu convencer Absalão de sua lealdade. Absalão era o próximo na linha de sucessão ao trono. quando Raabc salvou os dois espias. O que aconteceria em seguida dependia de Deus. ele deixou Jerusalém. a leste do Jordão. Mas organizou uma rede de espionagem. Q u a n d o o plano se tornou público (7-12). traído como Davi. o agente de Davi. evitando. Mefibosete mais tarde negou as acusações feitas contra ele (2Sm 19. com uma boa refeição que foi servida para ele e as pessoas que com ele estavam. 1 . Para salvar a cidade.31). e ganhar tempo. 25-26 Isto era apenas submissão à vontade de Deus. lentamente ganhando a simpatia do povo.24-30). • Aitofel (31) Avô de Bate-Seba. • Amasa (25) Sua mãe Abigail era meia-irmã de Davi. então. 273 2Sm 15: O r e i f o g e d e J e r u s a l é m Amnom havia sido assassinado. com isso.1 4 : A u x í l i o p a r a o r e i —e uma maldição 0 obsequioso Ziba (1-4) claramente tinha em vista os seus próprios interesses. o desafio que isso representou para Davi foi extremamente sério.1 e 2Samuel to público. uma guerra civil. A advertência deu ao rei tempo suficiente para escapar e ser recebido. Durante quatro anos Absalão arquitetou seu plano (1-6). o u . num episódio que lembra Js 2. 2 S m 17: O s u i c í d i o d e A i t o f e l O conselho de Aitofel era agir com rapidez e atacar somente o rei D a v i . • V .28.1-12). 14b O autor indica a mensagem. e. • Hebrom (7) A antiga capital de Davi. Absalão convenceria seus seguidores de que a reconciliação com seu pai era impossível. mas ele era inteligente o suficiente para saber que apenas a morte do pretendente ao trono. ou uma crise de consciência/ confiança por parte de Davi? • V. 2Sm 1 6 . Jonatas e Aimaás (que estavam levando informações para Davi) escaparam de serem descobertos pela ação protetora de uma mulher (17-20). tudo aconteceu como Natã havia previsto (2Sm 12.30 Jesus. fugindo do seu próprio filho como fugira de Saul. Os vs. Mas Husai ganhou tempo para Davi com um plano que apelava à vaidade de Absalão (11-13). Nenhum rei perdoaria tamanho insul- A rebelião de Absalão 2 S m 18.

pela perda do comando. e Aimaás. 3 Estas eram as concubinas que Absalão havia tomado para si. cap.8: grande tristeza e remorso (veja 12. 4.27. Mutoatual da . A conseqüência para elas foi terrível. Joabe matou Amasa (membro dc sua própria família). Em ambos os casos sua traição foi um infame. acabou chegando antes do escravo etíope (23). 2 S m 19.274 A história de Israel resolver a questão. 2.. que foi pelo vale do Jordão. Eles morreram ainda jovens? • Aimaás e o etíope (18. algumas pessoas estavam ansiosas em conquistar seu favor (Simei 16-22.17) U m montão de pedras indicava o lúmulo de um criminoso. veja 16. O beijo e o golpe de espada lembram a traição de Judas. 20). e a nomeação de Amasa (comandante do exército de Absalão.10) cegaram o rei para o efeito da sua conduta sobre o povo. sobre Simei e Barzilai. Mas o caminho em linha reta que passava pelas colinas acabou sendo o caminho mais longo.9-43: O r e s c a l d o da revolta A tribo de Judá havia ficado do lado de Absalão. • N e n h u m f i l h o (18. na «tire • (So da fome de Giom A ""pataúrma" no a::o do monte eia um lugar fácil de ser defendido e.5-14. Davi não perdoou Joabe pela morte de Absalão (veja 19. idade Velha í x t e n s » posterior Ja c dace e li. com a mesma rapidez que havia demonstrado ao matar Abner.dodeSabmác ausate A/C .26) se enroscasse no carvalho e o tornasse uma vítima indefesa.33—19. Davi estava na verdade castigando a lealdade e recompensando a rebelião.23 Embora Davi tenha usado de misericórdia com Simei nesta ocasião. O rei naturalmente teria suposto (como fez em 27) que o filho d o sacerdote traria boas notícias. e seu próprio sobrinho) no lugai de Joabe causou mais problemas (41-43. ele foi apedrejado até a morte no reinado do filho de Salomão.18) Isto parece contradizer 14. o local é ocupado por uma mesquita. tantas assim (14-22). Tn.11-16. Jerusalém: a cidade de Davi 0 povoamento originai fitava no (Imo do mente. quando sua própria posição estava ameaçada. veja 16. • V. 20 e dividiria o reino após a morte de Salomão. mais tarde ele mandaria Salomão matá-lo ( l R s 2. veja também lRs 2). no final das contas. o templo W erguido naquele local Segundo a uidifâo. • V. ali Abraio foi testado em sua lé. que apatete na loto abaixo (que é uma vista dc sudoeste). • Pilha d e p e d r a s (18. 2 S m 20: A r e v o l t a l i d e r a d a por Seba Apesar da afirmação no v.19-32) Joabe escolher o escravo sudanes/etíope para levar as más notícias. 24-30. 40-43: a disputa entre os homens de Judá e as dez tribos causou uma divisão que aumentaria no cap.. V s . Davi não esqueceu nem perdoou (veja l R s 2. guando Deus lhe pediu que sacrllicasse seu ptóprto fího Hoje. A tentativa de Davi de conquistá-lo de volta. 2Sm 18.13) Foi irônico que o belo cabelo do j o v e m (14.8-9). estendendose paia baixo. • Adonirão (24) Numa posição na qual se tem poucos amigos. as pessoas que apoiaram Seba ativamente nesta rebelião não eram. As palavras duras de Joabe o trouxeram de volta à realidade e o salvaram do desastre político. Agora que o rei havia retomado o poder.9-12).-:á-eãíolempionr. Joabe também poderá estar pensando no destino dos mensageiros anteriores (1. Mefibosetc.1-4. mais tarde.5-6).

5. 0 relato dos vs. e Benaia ou Benaías. apesar de todas as suas falhas. Ele pertence ao período das primeiras grandes vitórias de Davi. Isso contrasta com o grande número de oficiais de Salomão ( l R s 4 ) .1. matou Golias (19) Isto parece conflitar com I S m 17. N ã o se sabe ao certo o que havia de errado com a realização d o censo.8-39: A g u a r d a e s p e c i a l de Davi Depois d o relato das façanhas d o g r u p o chamado " O s T r ê s " e m sua luta contra os filisteus (8-12) aparece u m i n c i d e n t e d a c a m p a n h a d e s c r i t a e m 5. apesar d o que algumas traduções sugerem. > Pano de saco grosseiro para fazer um abrigo (10) Rispa deve ter ficado ali por cerca de seis meses. filho de Jaaré-Oregim. 2Sm 21—24 Acontecimentos durante o reinado de Davi 2Sm 2 1 : O s g i b e o n i t a s são v i n g a d o s 0 que é relato nos vs. e m lugar de confiança em Deus. 1-14 provavelmente aconteceu antes de Mefibosete ser recebido na corte real (cap. perto d o local onde Abraão esteve prestes a oferecer Isaque em sacrifício (2Cr 3. e da maldição.1).1-7: A s ú l t i m a s p a l a v r a s de Davi Estas podem ser as últimas palavras que o "cantor dos salmos de Israel" escreveu em forma de poesia (veja 1 Rs 2 para suas últimas ordens a Salomão).. o que concorda com l C r 20.1. seguidos de uma lista de soldados famosos. 15-22 pertence ao período dos acontecimentos narrados em 2Sm 5. um final adequado para a vida d o rei que.2). texto hebraico não d i z se aqueles homens foram enforcados. e ajudou Davi a conquistar o trono ( l C r 12. T a l v e z porque indicaria confiança nos n ú m e r o s . Em outras palavras. O Templo foi construído sobre aquela eira ou terreno de malhar cereais. A história do pacto de Israel com os gibeonitas é contada em Js 9. talvez ciente d e que seus leitores n ã o e n t e n d e r i a m c o m o Deus p r i m e i r o incitou D a v i a fazer o censo e depois o castigou p o r fazê-lo.10). Outra possibilidade é que um novo herói havia tomado o nome daquele que foi morto por Davi. A chegada da chuva trouxe o fim da fome. e pode ser comparado com o cântico de Moisés em Dt 32. 23-26 Impressiona o reduzido número de oficiais o u ministros de Davi. 2 S m 23. 2 S m 24: O c e n s o e a p r a g a Veja também l C r 21. Harrison sugere que se deve ler: "Elanã. 6 O. • V. deixando Davi livre para agir. G n 22. foi "um homem segundo o coração de Deus". .3-27.18—22.29-32). Saul aparentemente havia desrespeitado esse pacto (embora isso não seja mencionado em outro lugar). Aquela era uma monarquia sem burocracia. Mais de 30 nomes são citados. e os que h a v i a m sido mortos ( p o r exemplo. não era necessário explicar a tremenda importância da aquisição de Davi. Urias) foram substituídos por outros..17-25. Belém e r a a cidade natal de D a v i ) . K. menciona Satanás como instigador.] e 2Samuel > Vs. 16 Em vários momentos os escritores do AT afirmam que Deus se arrependeu ou resolveu não mais fazer determinada coisa (geralmente para adotar um procedimento mais misericordioso).1. de Belém. O Cronista ( l C r 21. 2Sm 2 2 : O h i n o d e v i t ó r i a de D a v i Este cântico é praticamente idêntico ao SI 18. • V . R. apesar dos estreitos laços de parentesco com os moradores da cidade ( l C r 8. • Elanã. líder d o g r u p o chamado " O s T r i n t a " . Depois aparecem as façanhas de dois líderes (Abisai.17-25 (13-17. Asael. matou o irmão de Golias". O texto parece ter problemas. 8-25: Para os primeiros leitores. 21-25 contrastam com um conhecimento mais aprofundado de si mesmo que Davi passou a ter a partir d o episódio de Bate-Seba e Urias e que ele expressou no SI 51. Vs. • Para que abençoem (3) Removendo assim a maldição que trouxera a fome. 9). l í d e r dos mercenários filisteus). 11. > Merabe (8) A filha de Saul que havia sido prometida a Davi como esposa. Os vs. O g r u p o provavelmente foi formad o e m Ziclague. explicitamente mencionada em l C r 21. 2 S m 23. na sua posição diante de Deus e na dinastia prometida. Seus pensamentos estão centrados naquilo que constitui um bom rei.

inicialmente como co-regente de Davi. ex. passando pela separação entre as tribos do Norte e do Sul que acabou dividindo o povo em dois reinos separados — Israel e Judá — até a queda de Samaria (722/1 a. Diante da morte de seus três irmãos mais velhos.9).C.1 E2REIS Reis (originalmente um livro. por volta de 550 a. • V . O autor desta coleção de histórias é desconhecido. Ele menciona várias das suas fontes (p. O registro começa com um reino estável e unido sob a liderança firme de um rei e termina com o colapso total e a deportação em massa para a Babilônia. graças à astúcia do profeta Natã. Adonias foi posio de lado.C). 4 Versões mais antigas. Um elemento importante nessa história é o surgimento dos profetas. mas não há fundamento real para isto. comandante do exército. especialmente Elias e Eliseu. "não teve relações (sexuais) com ela" (Mim. Os pilares de pedra faziam parte de um dos "ahos" da religião dos canancus.41. e à ação mais rápida ainda do velho rei D a v i . Ele provavelmente foi um profeta que viveu na Babilônia durante o exílio. Quando o povo e seus líderes o buscavam e obedeciam às suas leis. não dois) dá continuidade à história de Israel. Ele escreveu seu registro como um único volume. Grande parte do material tem paralelos em Crônicas. IRs 11. e Abiatar. Salomão foi coroado rei.C. 1 R s 1: A l u t a p e l o t r o n o O rei Davi já era idoso. e veja l C r 22. começando no ponto em que terminou 2Samuel e abrangendo os quatro séculos seguintes. Assim. ativamente envolvido nos assuntos humanos. As vezes é identificada com a heroína de Cântico dos Cânticos. IRs 1—2 Quem será o sucessor do rei Davi? G e z c r foi nua das cidades reconstruídas e tonificadas por Salomão. Essa história nos leva do final do reinado de Davi e do período áureo de Salomão. um dos principais sacerdotes. como Almeida Revista e Corrigida. Isto significa que ele "não a possuiu" ( A R A ) . e o autor sabe muito bem qual o moral que ela transmite: Deus é o Senhor da história. Mas o trono fora prometido ao meio irmão dc Adonias Salomão (1. cuja tarefa era chamar o povo de volta para Deus.13. quando o Templo foi construído. 1RS3—1I O reinado de Salomão 1Rs 12—2RS 25 Reis de Israel e Judá Histórias mais conhecidas ou passagens principais OJempío (1 Rs 5—8) A rainha de Sabá (lRs 10) A divisão do reino (lRs 12—14) Elias (IRs 17—19) Eliseu (2Rs 2—8) Há alguns problemas envolvendo datas e cronologia. 15. Ele tinha o apoio dc Joabe. . É uma história sombria. resultavam paz e prosperidade.) e a destruição de Jerusalém (587 a. Adonias aparcnicmente era o herdeiro. Os pensamentos se voltavam para seu sucessor. que ficava perto de Nazaré.31): registros oficiais da corte e coleções de histórias sobre os profetas. Resumo A história da nação desde o rei Salomão até o exílio. para ser lido do começo ao fim. O desastre político e econômico tomou conta de Israel e Judá como conseqüência direta do enfraquecimento da moral e da religiosidade da nação. dizem que o rei "não a conheceu". Essas questões são discutidas em "Examinando a cronologia dos reis". • A b i s a g u e (3) Ela era de Suném. após ter sido destruída pelos egípcios.

já havia reivindicado o trono anteriormente (cap. a posse do harém do predecessor era um dos elementos que dava direito ao trono (compare o gesto de Absalão. • Pontas do altar (50) Saliências em forma de chifre que ficavam na parte superior. • V. Os valentes eram a guarda especial: 2Sm 23. E seu reino desfrutaria de prosperidade econômica como nunca houvera antes. inclusive duas prostitutas. apoiado pelo sacerdote Abiatar e pelo comandante Joabe. ele recebeu mais do que pedira. 13 Essa promessa não está registrada em nenhum outro lugar. embora p o r razão justificável. quando Deus lhe apareceu num sonho oferecendo um presente que ele poderia escolher. sobre a família d e Eli (27) Veja I S m 2. Desta vez ele pagou caro pelo que poderia ter sido um pedido feito com leviandade. Ele pediu sabedoria para governar seu povo com justiça. Salomão considerou isto uma segunda reivindicação do trono. N u m a situação em que se tinha a palavra de uma mulher contra a palavra de outra. Abiatar foi despedido e expulso (embora pareça ter sido readmitido. localizados no alto dos montes) que passaram ao controle dos israelitas. cidade que ficava 10 km a noroeste de Jerusalém. Natã. no vale do Cedrom. a mensagem a Abraão em G n 20. 1). O incidente também mostra que o povo simples.3-12. instruções derivadas da sabedoria mundana e de moralidade dúbia (5-9). G n 28. Em pouco tempo. • Giom (33) Uma fonte que ficava do lado de fora do muro oriental de Jerusalém. • Fonte de Rogel (9) Ficava na fronteira entre os territórios de Benjamim e Judá. mais tarde. 2Sm 12.26-30.27-36.31-39. Foi a escolha de um homem cujo coração era reto diante de Deus e. . Davi deu a Salomão as últimas instruções. Q u a n d o Simei violou sua condicional. outro desordeiro em potencial. Em outras palavras.8-39. .16-23. • H o l o c a u s t o s (4) Para sacrifícios em geral. Salomão obedeceu às instruções de seu pai (veja 2. a adoração de Deus nestes lugares foi contaminada por grosseiras práticas pagãs. • Joabe (5) Veja 2Sm 3.1-12: M o r r e o r e i D a v i Vendo a morte chegar. 5 Veja 2Sm 18. • V. Salomão não devia se sentir obrigado pela promessa que Davi havia feito. nos quatro cantos do altar. • Vs. Salomão ordenou que ele fosse morto. sem qualquer transição. tinha acesso ao rei.6-7.13-46: A o p o s i ç ã o é eliminada Adonias. 2Sm 23.I e 2Reis • V. 2Sm 16). foi mantido em liberdade condicional em Jerusalém.1-15: " D á . já que. Veja também o artigo "Egito". • O s o n h o (5) Na antiguidade acreditava-se que os sonhos tinham significado real e o A T registra vários sonhos nos quais Deus revela sua vontade (veja. lRs 2. 2 Os "altos" (ARA) eram os antigos santuários cananeus (geralmente. o profeta Jeremias. no Oriente. 19.5-14. Benaia. Depois de conselhos da mais alta importância (1-4) aparecem.8-10.2429. Salomão ficaria famoso por seu sábio discernimento. 7-8 Zadoque e Abiatar. . Veja 2Sm 16. 19. 20. veja 2Sm 15. era necessário discernimento especial da natureza humana ("sabedoria de Deus". 1 Rs 3—11 O reinado glorioso de Salomão l R s 3.m e s a b e d o r i a " Veja também 2Cr 1. A desonra de Abiatar deixou uma sensação duradoura de vergonha.12-15. • Barzilai (7) Veja 2Sm 17.27-29. que seriam condenadas por profetas posteriores. 28) para descobrir a verdade. • A p a l a v r a . Salomão estava oferecendo sacrifícios em Gibeão. veja Lv 1—7. 1 A "Cidade de D a v i " era a fortaleza do monte Sião. por exemplo. v. • Queretitas e peletitas (38) Mercenários estrangeiros (filisteus). lRs 2.28-34).20-23.4) e Joabe sofreu a morte violenta que causara a outros. os sonhos de José e o dom de interpretação dado por Deus). o sonho de Jacó. • A Tenda ( 3 9 ) O local onde era guardada a arca da aliança. assim. • Simei (8) Davi entendeu que a promessa que ele havia feito a Simei não seria transferida a Salomão. l R s 3. 4. • Anatote (26) Esta cidade ao noite de Jerusalém pertencia aos levitas.16-28: " C o r t e m a c r i a n ç a viva pelo meio" Este caso extremamente difícil ilustra o dom da sabedoria que Deus havia dado a Salomão. • V. Foi lá que nasceria. Simei. mas nem sempre. Sua fama se espalharia pelo mundo. para que ficasse longe dos seus companheiros benjamitas.

1—22. l R s 4: A s e r v i ç o d o s á b i o r e i Salomão E m c o i m a s t e com a s i m p l i c i d a d e da estrutura administrativa do rei D a v i . e dos lados ficavam salas que serviam dc armazém. • D e b a i x o d a sua videira e . . ARA) Um provérbio indicando condições! idílicas de paz e prosperidade. e devia chegar a vários milhares de pessoas. Salomão i n t r o d u z i u uma vasta burocracia para administrar seu reino.11). l R s 6: C o n s t r u i n d o o t e m p l o Veja também 2Cr 3. após contínuo desmatamento. U m coro de óleo equivalia a 48 galões. em provérbios e cânticost ditos baseados na vida natural e animal (veja por exemplo. O rei excedia seus contemporâneos mais . l R s 5: P r e p a r a t i v o s para a construção do Templo Veja também 2Cr 2. A palavr. poucas dessas árvore: imponentes. que são atribuídos: Salomão. restam. uns 32 km ao norte de Beirute. tal como eles.i grega biblos = livro (que resulta em "Bíblia") vem dc "Biblos". Biblos era famosa po: seus artesãos.) O Templo media mais ou menos 27 m de comprimento. "amigo do rei" (ARA) signifcl "conselheiro particular do r e i " ( N T I .NTLH) l/>calizadajunto â costa. Em tamanho o Templo era mais uma capela que uma catedral. .A história de Israel destacados em sabedoria. ARA) O "coro" era uma medida de capacidade. • Cedros d o Líbano (6) "Líbano" era a cadeia de montanhas e esses cedros eram a melhoi madeira disponível. Onde naquele tempo havia uma grande floresta. hoje. e Pv 10. que ele cxpress. Não é de admirar que fosse necessária uma elaborada organização para manter isso em funcionamento (7-28). 1-6 Azarias era chefe da receita intentsi encarregado dos coletores dc impostos (er_ espécie). por nove de largura e 13. mas ministros. A corte incluía não só a família real (11. não um edifício para abrigar grandes agrupamentos de pessoas. H ) . • Vs. U m coro de trigo equivalia a uma carga de jumento. d a sua figueira (25.5 x 9 m. foi fortalecida através de um acordo comercial: H i r ã o suprirá a matéria prima para a construção do Templo em troca de alimentos. a cidade onde se fazia papel com o papiro que vinha do Egito. • Biblos (18.16). (0 clima permitia que as pessoas se reunissem nos pátios ao redor do prédio nas épocas das festas.5 de altura. Foi projetado para ser uma casa dc Deus. Na frente havia um pórtico que media 4. a o Norte (veja 2Sm 5.3 dá a dimensão do seu harém). va. • Coros (11. No v. Dividia-se em duas seções. 5. SI 72. A N T L H diz "duas mil toneladas dc trigo e quatrocentos mil litros dc azeite de oliva puro". A amizade com o reino fenício de Tiro. 127. funcionários civis c servos domésticos. com parte da seção interior separada do santuário por uma cortina.

e o tabernáculo existente proporcionava o padrão para um santuário centralizado. Uma série de depósitos em três andares cercava o Lugar Santíssimo e o Lugar Santo. portas e rava com duas portas dobradiças na mobília revestidas de ouro. Mas esta era aberta apenas raramente. entrada do Lugar Santo. em Jerusalém. Estas eram . E se ele pudesse marfim q u e pertence a u m p e r í o d o u m p o u c o olhar para dentro no Lugar Santíssimo. Luz adicional entrava por uma série de janelas no alto da parede. mas isto só viria a ser realidade no tempo de seu filho Salomão.1 e 2Reis 279 O templo de Salomão e suas reconstruções Allan Millard 0 grande desejo de Davi era construir um templo para Deus. ex. a exemplo das demais paredes de madeira.. 0 templo de Salomão As descrições detalhadas em IRs 6-7 e 2Cr 3—4 dão um retrato quase completo do templo. Nas laterais da entrada havia duas colunas cuja função é desconhecida. Mas o sacerdote se depa. 3 m de altura) e o enorme somente para a cerimônia anual da tanque de bronze apoiado sobre os expiação.nios se orgulhavam de ornamentar seus templos com paredes. a mesa dos pães da proposição. talvez de bronze para os sacrifícios (cerca de 10 m'. E os reis egípcios e babilôa passagem. posrerior. Este bosque d e cedros é u m d o s poucos q u e ainda restam hoje no Líbano. É possível que houvesse portões que impediam Salomão. os artífices d e S a l o m ã o usaram padrões semelhantes a esta escultura d e revestido com ouro. e revestidas de ouro. Isto pode ter sido obra dos construtores fenícios que foram contratados por Salomão. Aparentemente o pórtico de fenícios em marfim e bronze dos séculos anteriores e posteriores à época de entrada não tinha portas. Antes de subir os degraus para entrar no santuário. O terreno que Davi comprou para essa finalidade ficava onde hoje se encontra a mesquita de OmarfHaram es-Sherif"). A crosta rochosa bem no centro talvez fosse o local onde ficava o altar dos holocaustos. Isto é complementado pela evidência das descobertas arqueológicas. com a luz que penetrava atrapátio. feitas de madeira de cipreste. A comparação com o templo de Ezequiel sugere que o prédio inteiro ficava numa plataforma elevada em relação ao nível do pátio. passado ao lado do grande altar vés da porta de entrada. e cinco pares de candelabros. sendo que os três cômodos resultantes formavam uma estrutura semelhante a alguns dos templos dos cananeus (p. em Hazor e Ras Shamra). entalhadas com flores. jri)m «inwiMiii ii Os pés do oficiante pisavam um chão A o d e c o r a r e m o T e m p l o . Era natural que um rei poderoso honrasse seu Deus desta forma. o sacerdote em O T e m p l o foi c o n s t r u í d o c o m pedras e madeira de c e d r o t r a z i d a das florestas d o L í b a n o . Neste recinto ele podia ver o altar do incenso. Os motivos decorativos são bem conhecidos a partir dos entalhes doze touros. A planta do tabernáculo foi ampliada pelo acréscimo de um pórtico. este lhe apareceria todo reluzente de exercício teria que ter atravessado o ouro. palmeiras e querubins. todo dourado.

280 A história de Israel O templo de Salomão foi destruído por Nabucodonosor em 587 a.C. Grande parte das suas riquezas já havia sido tirada anteriormente e entregue como tributo a conquistadores estrangeiros que ameaçavam Judá. .

W ficando o acesso ao pátio interior restripB to aos judeus. O caráter cosmopolita da Jerusalém do período após o exílio trouxe dificuldades a Neemias.17-36).C. completaram a reconstrução do antigo em 515 a. com m& certeza. seria p o r sua própria conta e risco (veja também At 21. feito d e bronze. que remonta a 1200-1100 a . Nada sobreviveu do primeiro templo. O templo reconstruído O povo desanimado que se encontrava no exílio. no lado leste. C . O altar d e incenso sobre rodas p o d e ter sido semelhante a este. na Babilônia.1 e2Rás 281 A madeira a ser usada na construção d o T e m p l o foi transportada a o l o n g o d a costa.C. era uma pálida imitação do templo de Salomão. Este santuário jamais foi construído. ossibilitandoanão-judeusfácil acesso ao recinto sagrado (Ne 13. Ezequiel faz uma descrição minuciosa desse templo. e m barcos fenícios. mas os exilados que retornaram por volta de 537 a. Essa B9 divisão existia. Mas um muro de pedra que se ergue no alto do vale do Cedrom.4-9). foi consolado e animado com a visão que Ezequiel teve de um novo templo (Ez 40—44). pode ser parte da plataforma sobre a qual foi erguido o segundo templo. . Foram e n c o n t r a d o s dois blocos de pedra contendo inscrições de advertência aos gentios: se passassem daquele ponto. O pouco que sabemos sobre ele mostra que seguia de perto a planta do templo anterior. após alguma demora. no templo de Herodes. Isto provavelmen• te resultou na separação p de um pátio externo. e que o rei Herodes incorporou nos muros de sua construção. Quanto ao esplendor. incluindo detalhes a respeito do pátio que não aparecem no relato da obra de Salomão.

• Quatrocentos e oitenta anos ( 1 ) O êxodo provavelmente ocorreu cerca de 300 anos antes de Salomão construir o Templo.282 A história de Israel O rei Hirào. de um enorme ianque com capacidade para quase 40. o Salão das Colunas. de T i r o . n o deserto. 11-13 destacam o motivo de tudo isso: Deus habitando no meio do seu povo. um grande salão forrado de cedro onde eram guardadas armas c taças de ouro (veja 10. a Sala do Trono e palácios para si e para a filha do Faraó (sua rainha). l R s 7: C o n s t r u ç õ e s s u n t u o s a s p a r a Salomão. depois da bênção. veja 2Cr 7 ) .1). . l R s 8: A g l ó r i a d e D e u s e n c h e o Templo Veja também 2Cr 5. 2Cr 4. ao norte da terra de Israel.8). E todo o prédio d o Templo brilhou com a luz da presença de Deus.2—7.21. depois do sacrifício. Ele pediu que Deus ouvisse as orações e perdoasse o pecado do seu povo quando se voltasse para o Templo. que m o r a v a m nas cidades-esiado d e T i r o (foto) e S i d o m . Provavelmente o palácio da filha do Faraó abrigava também o resto do harém. 13-51: Hurã. veja também 2Cr 3.17. Is 22. de dez carretas para apoiar outros recipientes (27-39) e de vários itens menores de equipamento (40-50. as criaturas cujas enormes asas douradas se estendiam de uma parede a outra do santuário (veja Êx 25. Vs. O número arredondado aqui (12 x 40) pode indicar 12 gerações em vez de um número preciso de anos. Os vs.1820).15-17).000 litros de água (23-26. mas num subterrâneo tão profundo que todo som era abafado. cobria a Tenda de Deus ( Ê x 40. Sete anos. e tudo estava concluído conforme planejado. O s fenícios. • Não se ouvisse o barulho (7) Mesmo nesta fase o lugar era considerado santo. 15-36 nos descrevem as belas decorações. o artesão que Salomão trouxe de Tiro. Terminada a obra. 2Cr 4. festa e alegria para todo o povo (65. e r a m marinheiros e desempenhavam um papel importante no comércio internacional. o sacrifício (62-64). as paredes douradas. embora nenhum prédio na terra pudesse conter o Deus do céu.11—5. As pedras eram preparadas perto do local da construção. a mesma nuvem brilhante que.10. 1-12: Salomão construiu o Salão da Floresta do Líbano. supcrvisou a fundição em bronze de duas colunas ornadas para a entrada do Templo (15-22. a arca da aliança foi trazida da Cidade de Davi e instalada no Lugar Santíssimo. Depois da oração veio a bênção (54-61).2-6). Os vs. A oração de Salomão. pela casa real (23-26) e pelo povo (27-53). forneceu • Salomão materiais c artesãos para a construção d o Templo. lembra a linguagem usada por Moisés. bronze para o Templo Vs. os painéis de cedro entalhados e decorados.34-38).

. que parecia idêntia nossos operários: . segundo do três cidades: as escavações que Macalister havia a Bíblia. na realidade. sobre só metade do portão. mas encontraram de Salomão.cautelosos. em Megido e Hazor.Assim. perto de Jerusalém. Salomão. de cerâmica do século 10 a. provável evidência da destruição da cidade por Josué na segunda metade do século 13 a..C. o portão as fortificações de Salomão. Cavem aqui M e g i d o e G e z e r c o n f i r m a m a exatidão histórica ma cidade cananéia. Isto se deve." no primeiro volume descobri do portão de Megido antes de continuar a escavação. Foram muito tramos o portão da cidade tinham exatamente a mesma estru. encontramos parede de casamata.que Salomão reconstruiu a É claro que. Mas eu Quando escavamos sob o estrato — perceberam como havíamos che. do a Salomão. Perto dali encon-foram encontrados portões que testar minha teoria. onde ram exatamente o que dissemos. foram encontradas fortie Hazor. é claro. Ele escavara conheciam a Bíblia — quando li arídadede Salomão. a Gezer.? pensaram que éramos adivinhos! co ao do nosso portão e da nossa No entanto.publiquei um artigo sugerindo que gado a esta solução. Assim. a maior cidade da Terra Santa que remonta ao tempo dos cananeus. nos diz. muito tempo atrás.um muro. o arqueólogo Yigael Yadin usou os textos bíblicos para ajudá-lo a recuperar sua história.dizer da terceira cidade — Gezer E. Havia ali uma grossa camada de cinzas. e as fortificações de Salomão.? o portão encontraram peças atrás em Megido e também atribuí.10). da ficava. ao fato de Salomão ter reconstruí. e um de seus objetivos era dida em cômodos. então.. Megido feito ali. e por causa novamente a passagem para eles a colina (o tell) propriamente. mais importante ainda. foram reconstruídas por Gezer. Os campos de hoje I l a z o r e as plantas baixas encontradas também e m apenas cobrem as ruínas da últi.. copiamos a planta Para minha surpresa e alegria. Aos pés da grande colina (ou tell). uma área construída de uns 6 8 hectares. com o fato de que era muito seme. decidi tirar da prateleira o relatóque é a época de Salomão.. Yadin desenterrou a cidade baixa. descobrimos este era. disto ele não era visível.Por causa da passagem bíblica.o que Macalister classificou como planta de um castelo do período mos no chão e dissemos dos macabeus. ficações e portões idênticos. lhante estruturalmente — mencionada naquela passagem no piso da área onde ficava ao portão descoberto muitos anos no livro de Reis. os operários que Na verdade. do Hebrew Union Collegefoi uma parede exterior e interior divi. ChaNosso prestígio caiu muito..' d o s relatos bíblicos. Mas a Bíblia e vocês encontrarão uma sala. quando encontraádade.1 e 2Reis 283 As cidades fortificadas do rei Salomão Ao escavar a cidade perdida ou esquecida de Hazor. E que a segunda metade do portão.C. "A cidade baixa jamais foi 'Cavem aqui e vocês encontrarão A s ruínas da porta d a cidade d e Salomão e m reconstruída. Mas. Marca. Assim. Ficamos surpresos tura e as mesmas dimensões.rio em três volumes sobre nas três cidades que. a cidade que a Bíblia descreve como "capital de todos esses reinos" (Js 11. mamos isto de parede mas o da Bílolia aumentou Uma expedição americana de casamata: parede dupla com como nunca. mais antigo.

Salomão ignorou isto e sofreu as conseqüências (cap. 26-28: Salomão foi o primeiro rei de Israel a criar uma marinha mercante. . Seus l R s 10.1 2 ) Possivelmente o sândalo vermelho do Ceilão e da índia..1-14). 15-22: a mão-de-obra necessária para as obras de construção e defesa foi obtida de duas fontes. Megido. I esta mulher estava disposta a fazer uma longa viagem para descobrir por si mesma a verdade s o b r e o que tinha ouvido.1-9: D e u s f a l a o u t r a v e z c o m Salomão Veja também 2Cr 7. Mas o consumo também era alto. F. Primícias/Festa das Semanas (Pentecostes) e na Festa das Barracas (Tabernáculos).10-28: C o m é r c i o e t r a b a l h o forçado Veja também 2Cr 8. • Meu nome (16. 24-25). ARA)/Entre nuvens escuras (NTLH) O Lugar Santíssimo (ou Santo dos Santos) não tinha janelas nem iluminação. • Hazor. • Ofir (28) Sugestões quanto à localização incluem o sul da Arábia.42). 1 • Trevas espessas (12. Salomão teve problemas com a balança comercial. e acrescentou uma advertência (6-9). Os cananous que moravam na região proporcionavam trabalho escravo permanente. Foi enorme o lucro que Salomão obteve por meio do comércio e dos impostos (inclusive um lucrativo comércio ligado ao turismo. ARA) O u "micos" ( N T L H ) .14-29: R i q u e z a impressionante Veja também 2 C r 9. l R s 11: A d e c a d ê n c i a d e S a l o m ã o Vs. A situação geográfica do país fazia dele um intermediário na compra e venda de carros do Egito e cavalos da Cilicia (Turquia. vinte cidades como garantia de um empréstimo. l R s 9..1-12. Mas o Templo de Israel. em Gibeão (2) Ocasião em que Salomão recebeu o dom da sabedoria (lRs 3. 11 Os navios de Hirão: Veja 9.. de Tiro.000 kg. • 6 0 0 sidos de o u r o (16. N ã o se sabe qual era o p o d e r cie compra do ouro naquele tempo. • V.16). Mesmo com toda a riqueza. 11). que jure ser inocente (veja N T L H ) .. • Madeira de sândalo ( 1 1 . 2 5 Êx 23. assim como estivera na Tenda ou Tabernáculo. • V. ao contrário dos templos pagãos. • Pavões (22. ARA) O próprio Deus estava presente de fonna especial no Templo. Nesta ocasião (10-14). 14 A N T L H diz 23. mas as esposas estrangeiras trouxeram consigo deuses estrangeiros (conforme advertência cm Ex 34. l R s 9. embora Deus não tenha quebrado sua promessa de uma linhagem duradoura. Gezer (15) Salomão fortificot estas cidades. 1-13: Os casamentos de Salomão por interesse político sem dúvida contribuíram para a paz c segurança do país. • Lhe for exigido que jure (31) Isto é. o leste da África e até a índia. os israelitas foram recrutados para trabalho forçado temporário. Veja mapa comercial e m 2Crônicas.27-28. Veja "As cidades fortificadas do rei Salomão". • Três arráteis de ouro (17) Quase 2 kg (NTLH).1-13: A r a i n h a d e S a b á visita Salomão Veja também 2Cr 9.A história de Israel navios fizeram comércio com a Arábia e outra j locais mais distantes.11-22 "Se você me servir. • V. • Como.13-28. não tinha estátua para representar seu Deus. ARA) Quase 7 kg (NTLH). l R s 10. Ao contrário do povo da época de Cristo (Mt 12.17 diz que todos os homens I judeus se reuniam para adorar na Páscoa/' Festa dos Pães Asmos. Relatos intrigantes a respeito da sabedoria I e do esplendor de Salomão fizeram com que I a rainha do lêmen fosse a Jerusalém. se você deixar de me seguir" — Deus repetiu a promessa feita a Davi (3-5). Vs. Vs. ele deu a Hirão. Estas eram as três festas de peregrinação. veja mapa comercial em 2Crônicas).

• Casa de José (28. com pequenas variações. prostituição e práticas sexuais proibidas em Israel.4 3 Esta fórmula.'as / ^ \ * ra a má administração.13. 4 1 . t i r a d o d o original de jaspe. um pecado que custaria a seu filho a maior parte de seu reino e dividiria a nação em duas. ao final de cada reinado.J o r ã o em Israel c Josafá-Jeorão-Acazias e m J u d á a união foi temporariamente restabelecida por meio de uma aliança de casamento. no Norte. E interessante que o Cronista omite de seu registro os aspectos negativos d o reinado d e Salomão (veja 2Cr 9. servo d e Jeroboão". a situação ficava cada vez pior. . Salomão havia morrido e o rei agora era Roboão.4. l R s 12. ARA) As tribos de Manasses e Efraim ( N T L H ) . .21).l o s c o m correias". Deus r e d u z i u o reino porque Salomão quebrara a aliança e desobedecera a seus mandamentos (embo- . Porém. também contribuiu para isto). IRS 12—14 0 reino se divide em dois Nunca foi fácil manter as 12 tribos unidas. Efraim. como Samuel havia previsto claramente por ocasião da coroação de Said: 'Tudo correrá bem para vocês se temerem o S E N H O R . especialmente. E o povo trouxe as suas queixas. com a seguinte inscrição: "Pertencente a Sema. ritos de fertilidade.1-24: " V o u s u r r á . Já no tempo de Davi houve uma ameaça de divisão (2Sm 20). A divisão foi permanente. E à medida que Israel se afastava cada vez mais da lei c da adoração a Deus. também incluía a pequena tribo de Benjamim (12. • História de S a l o m ã o (41 ) Obra desconhecida. As tribos rebeldes proclamaram a sua independência c fizeram de Jeroboão o rei de Israel.1 e 2Reis 2S5 E Salomão n a velhice substituiu Deus pelos ídolos. M o l o q u e (Milcom). se não ouvirem o S E N H O R . se obedecerem às suas ordens. Q u e m o s (5.14-15). A nação se tornou alvo de vizinhos mais poderosos. e dentro de suas próprias fronteiras havia Jeroboão (26-40). e. • Astarote. ISRAEL Siquém ¡ "feiiuel ir HP S Jerusalém / / . d i zo filho de Salomão Veja 2 C r 10.A c a z i a s . A divisão d o rei no /. ele ficará contra vocês e contra o seu rei" ( I S m 12. n o final. No Sul houve dificuldades causadas pelo edomita Hadade (14-22. por Rezom de Damasco (23-25). Sem o vínculo religioso. rei epovo naufragariam juntos. E disto O "selo de Sema". O segredo da unidade e força nacional sempre esteve no vínculo da adoração comum ao único Deus. . e se vocês e o seu rei o seguirem. • Vs. embora o reino d o Norte jamais conquistasse (como J u d á ) a estabilidade d e uma dinastia única. principalmente pela imposição de trabalhos forçados a seu próprio povo. é repetida nos livros de Reis. Disputas internas enfraqueceram ambos os reinos. Mas as negociações falharam diante da tática opressora de Roboão. A história da nação relatada em Reis confirma isto.) Modelo de b r o n z e . invejava o poder de Judá. t •••-¿¿••-. Supostamente se tratavam de registros oficiais da corte. história semelhante à de José). As outras dez tribos se separaram para formar o Reino de Israel. As tribos d o Norte encontraram um líder e portav o z em Jeroboão.7) O culto a esses deuses era abominação ("nojento") porque envolvia sacrifício de crianças. A monarquia em si não substituía isto.1—11. . ao S u l . ao Norte. 0 reinado de Salomão não era totalmente isento de problemas. acabou sendo absorvida pelas grandes potências. E m l R s 11. Apenas nos r e i n a d o s de A c a b e .29-31). (Trata-se de J e r o b o ã o I I . o homem destinado por Deus a reinar sobre as dez tribos separatistas após a morte de Salomão. rei d e Israel. com um 1 estado constante de guerra efetiva o u de guerra fria entre os reinos. • Uma t r i b o (13) O Reino de J u d á .

proveniente d o palácio de N i i n r u d e (sec. Suas ações incentivaram a idolatria e. os símbolos da fertilidade. para o povo adorar (como Arão fizera desastrosamente após o êxodo do Egito). Mas até um profeta mentiroso (18) às vezes fala (21-22) e reconhece a verdade (32).i . 5. ARA) O Adonirão de 4.286 A história de Israel U m dos sanmários 01 ix ¡dos por Jeroboão. liste bracelete pode ter s i d o feito com o o u r o roubado d o Templo. • V. com o passar do tempo. A necessidade de discernir entre o que é verdade e o que é mentira é mais premente no caso daqueles que afirmam que falam em nome de Deus. para impedir que o povo p e r e g r i n a j e a Jerusalem. Jeroboão. • J o s i a s (2) O rei que iniciou a reforma mais completa cm Judá. Veja 2Rs 23. U m a cena horripílame . O profeta de Judá errou ao aceitar a palavra do velho profeta que estava em contradição com o que o próprio Deus lhe havia dito. l R s 12. • S e c o u ( 4 ) Ficou paralisado. a adoração israelita tomou-se mais e mais depravada. o papel dos profetas foi vital.25-33: J e r o b o ã o r o m p e c o m o Templo Jerusalém fora o centro religioso do reino unido.N aparece nesta gravação assíria em marfim. C ) . Mas não há pessoa mais cega que aquela que não quer ver (33). Também criou um sacerdócio ilegal (não eram levitas) e fez bezerros. 9 a . Para o autor de Reis. n o extremo n o n e lio país. 15 U m comentário do autor.14 (veja N T L H ) . • V. temendo que a visita a Jerusalém para as festas de peregrinação levasse seu povo a desertar. 32 Isto era uma substimição da peregrinação da Festa dos Tabernáculos que começava no décimo quinto dia do sétimo mês. • A d o r ã o (18. por exemplo) eram chicotes com farpas usados para surrar os escravos. l R s 13: A v o z d o p r o f e t a Neste período crítico para Israel e Judá. criou dois novos santuários no reino do noite. ele é sempre "o mau rei Jeroboão". Assim. filho d o Faraó Sisaque.000 (21) O número que parece exagerado. Jeroboão trouxe ruína e destruição a sua dinastia. . A morte do profeta foi um sinal para Jeroboão e Israel da severidade com que Deus lida com a desobediência. • V. que derrotou Koboâo e l e v o u embora o o u r o que havia n o Templo. 20 Veja 11. • V.13.6. 11 Os "escorpiões" que são mencionados em algumas versões ( A R A . O que o autor quer enfatizar é que é preciso ser obediente a Deus. aquele que fez Israd desviar-se pelo caminho do pecado contra Deus. Pertencia a Nemoreth. 0 velho profeta de Betel fot m o n o por um leão. rei de Israel. • 180. resultou a quase extinção da casa real de J u d á nas mãos da rainha Atália.los . ficava cm D à .

e. as cronologias . enquanto o mesmo período em Israel. somando o tempo dos diferentes reis. Acaz e Ezequias. a interpretar os números bíblicos. Pistas Quatro fatores. Manasses reinou de 687 a 642 a. o segundo. A prática de co-regências significa que alguns reinados se "sobrepõem". no entanto. como quando Jeú assassinou Jorão de Israel e Acazias de Judá (2Rs 9. para depois dedicarse aos soberanos do outro reino. uma parte do ano era contada como um ano inteiro para o rei falecido e o restante do ano era contado como um ano inteiro para o seu sucessor. A discrepância nos totais entre os dois reinos corresponde a um número maior de reis israelitas neste período. Levar em conta que existia esse costume permite que se reduza a duração de cada reinado e ajuda. • Deve-se levar em consideração o fato de que o calendário de Judá. 3. certamente no p e r í o d o inicial. o filho (por exemplo. Está mais ou menos claro que Salomão morreu em 932 a. Temos outra dificuldade com as datas aparentemente conflitantes da entronização de Jorão de Israel (2Rs 1. e Ezequias e Manasses.1. que normalmente só seriam mencionados após a morte de Jorão de Israel. ficou leproso (2Cr 26. quando o assassinato de Jorão e Acazias por Jeú tornou necessário mencionar Jeorão e Acazias de Judá (2Rs 8. • Foram usados dois métodos diferentes de calcular a duração dos reinados: o método do "ano antes da entronização" e o método do "ano da entronização". em Israel. durante as últimas décadas de turbulência. A porção do ano passada antes do primeiro ano completo do rei era considerada seu ano de entronização.3). de Jeroboão à morte de Jorão. Amazias e Azarias/Uzias. a soma dos reinados em Judá resulta em 1 6 5 anos.21-28). Por exemplo. é preciso descontar um ano do reinado de cada rei. para se obter uma cronologia exata.1 e 2Reis 287 Examinando a cronologia dos reis Arthur Cundall À primeira vista. começava no mês de tisri • (setembro/outubro).1).C. Em certos casos. O precedente para isto é encontrado no caso de Davi e Salomão. Com a exceção de Saul. A rainha Atália. o período que vai de Roboão até a morte de Acazias é de95 anos. o mesmo período não passa de 144 anos. No período que vai do golpe de Jeú até a queda de Samaria.C. reinou durante seis anos (2Rs 11. Isto nos leva a supor uma coregência de 697 a 687. o começo do reinado de cada um é relacionado com o reinado do soberano do outro Estado. Outro exemplo diz respeito a Jotão. Há. quando um acontecimento afetou simultaneamente os dois reinos. é possível que houvesse vários reis "governando" ao mesmo tempo. 346 anos antes da queda de Jerusalém em 586 a.C. • Parâmetros externos Através de uma aplicação cuidadosa destes fatores. cujos reinados começaram durante esse período. No sistema do ano antes da entronização. o texto indica claramente a duração do reinado de cada um deles.21). em partes diferentes do reino. Problemas No entanto. tratando do reinado completo de um rei. enquanto em Israel começava no mês de nisã (março/abril). um exame mais detalhado revela problemas aparentes. O historiador integrou as cronologias de ambos os reinos. Uma exceção está em 2Rs 8—9. após a divisão entre Israel e Judá. Em Israel. No período inicial da monarquia dividida.17. que governou como co-regente quando Uzias. seu pai. Ezequias) foi mais brilhante do que o pai (Acaz) e os acontecimentos foram datados por meio de referência ao co-regente. O sistema do ano da entronização não incluía nenhuma porção de um ano no total de anos do reinado do rei. é de 98 anos. o reino do Norte. historicamente o período foi de cerca de 24 anos.9-10). após a morte de Jeroboão II. Josafá e Jeorão. No entanto. ele reinou 55 anos. parece haver dados suficientes sobre os reis de Israel e Judá para montar uma cronologia precisa. Outras co-regências geralmente aceitas são as de Asa e Josafá. mas não foi incluída no esquem a normal da cronologia. Somando o tempo de reinado dos seis reis deste período chega-se à cifra de 41 anos e 7 meses. Em outras palavras. Assim. em Judá. algo bem plausível tendo-se em vista a doença grave de Ezequias. também. Israel usou o primeiro método e Judá. a morte de um rei significava que determinado ano era contado duas vezes. que abafaram a tentativa de golpe de Adonias (1Rs 1). o que se pode chamar de "pontos de controle". e não ao rei em si (2Rs 18. Porém. também. De acordo com 2Rs 21. o número menor que se consegue alcançar é de 372 anos aproximadamente. conforme o relato bíblico. ajudam muito na solução definitiva destes problemas.16-29). Por exemplo. que usurpou o trono. ao passo que. desde o início até a morte desse rei.

em 723 a. com vistas à obtenção de uma cronologia absoluta e não só relativa.C. Vinte e dois parece ser a alternativa mais aceitável. Foram preservadas listas notavelmente completas desses oficiais. o último rei de Judá. Como resultado.C. • A Crônica Babilónica. provavelmente.C. isto é. um número arredondado.21 são. tais como o período dos Juízes. incluindo acontecimentos significativos durante o mandato de cada um. Já que "2" é o único número restante no texto hebraico de 1Sm 13. já que combina com outros dados cronológicos. • . o período após 605 a. O reinado de Saul permanece uma exceção. • o tributo que Jeú pagou a Salmaneserlll. Como a história bíblica e a história dos assírios convergem em vários pontos. o que resulta numa diferença de um ano nas datas durante o reinado de Zedequias. • ou a tomada de Samaria pelos assírios. travada entre a Assíria e uma coalizão de Estados menores. Mas não se sabe ao certo se o ano civil hebraico segue uniformemente o padrão babilónico. tais como: • a batalha de Qarqar.1. Os 40 anos que aparecem em At 13. No entanto.288 A história de Israel de Judá e Israel podem ser integradas. entre eles Israel.C. a maioria dos estudiosos acredita que um número que indicava a dezena foi omitido.em 841 a. descobertas arqueológicas permitiram que se fizessem progressos no processo de relacionar a cronologia resultante com os acontecimentos do mundo circunvizinho. abrangendo o período de 892 a 648 a. em 853 a. pode-se obter uma data precisa. Estas tabuinhas tratam da história babilónica durante o periodo que vai de Ezequias à queda de Jerusalém e são de grande interesse para quem estuda os anos em que Judá esteve sujeita à Babilônia. Os achados mais significativos são os seguintes: • As listas dos "limmu" ou epôni- mos assírios.C. Na Assíria. nosso conhecimento das relações entre os dois reinos foi bastante ampliado. Várias inscrições contemporâneas estão relacionadas com acontecimentos específicos. um oficial que exercia um cargo anual dava seu nome àquele ano especifico. Tais registros fornecem pontos de contato confiáveis que nos per- mitem datar os acontecimentos bíblicos. podemos estabelecer uma cronologia bíblica absoluta com uma margem de erro de apenas um ano para a maior parte da monarquia. Aplicando os princípios que norteiam as cronologias bíblicas e correlacionando-as com a cronologia fixa possibilitada pelo contato de Israel e Judá com as potências mundiais daquele tempo.

Segundo esta definição. reis d e Judá Veja 2Cr 13—16. em Israel. Veja "Examinando a cronologia dos reis". o reinado de três anos de Abias (913-911 aproximadamente) foi mau (veja 2Cr 13). mas desviou a atenção de Baasa e deu a Asa algum tempo para melhorar as suas próprias defesas. como Davi fora. invade )udá vindo do sul. Foi um "sinal" para Israel.13) Avó d c Asa. A guerra com Israel continuou até que ele conseguiu persuadir a Síria a ficar do seu lado. Aqui. que (assim como o " O Livro da História dos Reis de Judá") não foi preservado. para atacar Israel a pattir do norte (1 Rs 15|. e como mau um rei que se envolvia em práticas idólatras. lRs 14.5—12.28 Reis de Israel e Judá As datas d o s reis d e J u d á nesta seção incluem vários períodos de co-regência entre . O reinado dc A s a .1 e 2Reis 289 > U m leão (24) Leões podiam ser encontrados na Palestina. • O c a s o d e Urias. a estranha cena do leão ao lado de sua caça.3 1 : R o b o ã o . Asa o derrota em Maressa e o persegue até Gerar (2Cr14). Isto lhe custou toda a prata e o ouro de seu palácio e do Templo. deixou claro que esse acontecimento tinha u m significado especial.1-24: A b i a s e A s a . 2 1 .28: Reis d e I s r a e l Segundo a definição d o autor de Reis (veja acima). é mencionado 18 vezes em Reis. • R a m á (17) Ficava alguns quilômetros ao norte de Jerusalém. fundador líbio da 22-' dinastia egípcia. 0 reinado de Jeroboão. quando é profeta verdadeiro. N o entanto.29). abrange os reinados de três reis — Roboão. o etíope. rei de Israel. l R s 15. Reinou durante 41 anos. ) Ao ser atacado por Baasa. l R s 15. d e Judá M Zerá. principalmente no vale do Jordão. o heteu (5) Veja 2Sm 11. por não ter sido leal a Deus.15.33). 21). em comparação. u m rei e seu predecessor. r e i d e J u d á (930-913) Veja2Cr 11. todos os reis de Israel foram automaticamente maus. Quase todas as dacas que são fornecidas devem ser aproximações. > Sisaque (25) Este é Sheshonq. Também em Judá a religião pagã floresceu nos dias de Roboão (filho de uma das esposas estrangeiras de Salomão. O autor não estava interessado na história política ou social: lealdade ou não a Deus e à verdadeira religião era a única medida do sucesso ou fracasso de um rei. de Damasco. lRs 1 4 . • Maaca (10. ao sul. Ele deixou u m registro da sua campanha entalhado n u m templo em Karnak.29-39). pode enxergar o fingimento (5-6). Asa contrata Ben-Hadade. embora alguns fossem 1Rs 15. A esposa de Jeroboão nem teve chance de fazer sua pergunta. > Só este d a r á e n t r a d a e m s e p u l t u r a (13) Todos os outros sofreriam morte violenta. O Livro da História dos Reis de Israel. o Senhor lançaria fora toda a dinastia de Jeroboão "como se lança fora o esterco" (veja 15. de 911 a 870 aproximadamente. mas deixando o corpo do profeta e o jumento intocados.1-20: O v i d e n t e c e g o Até um profeta cego.1—16. 0 estado enfraquecido perdeu os tesouros do Templo na invasão do Faraó egípcio. Aías previra a ascensão de Jeroboão (11. > Tirza (17) Capital de Israel na época de Baasa (15. Egito. e o norte e o sul estavam constantemente em guerra. Abias e Asa — no reino de Judá.25—16. Asa. t Histórias dos Reis (19) Não equivalem aos livros do Reis que estão na Bíblia. O autor de Reis define como bom um rei que promovia a adoração de Deus. > O espalhará p a r a a l é m d o Eufrates (15) Israel foi levado ao exílio pela Assíria após a queda de Samaria (2Rs 17). ainda na Idade Média. foi um rei bom.

Mas Jezabel era extremamente ligada a sua própria religião e persuadiu Acabe a fazer "o que era mau perante o S K N I lOR". coberto de pedras.15-20: Zinri fundou uma nova dinastia de breve duração (885). a Assíria referiu-se a Israel como " a terra de O n r i " . Vs. que vivia n u m lugar que não tinha muito a oferecer. Durante os 150 anos seguintes. • S e g u n d o a palavra d o S E N H O R (15. Depois de reinar p o r dois anos (910-909). O casamento do rei com a princesa Jezabel.2 8 Apesar da breve menção neste relato de Reis.C. A viúva era uma estrangeira que não tinha quem tomasse conta dela. não o rei posterior. 16. d o ponto de vista político. Deus cuidou de Elias primeiramente por meio da natureza e depois por intermédio de uma pessoa da qual nada se poderia esperar. O n r i foi. um dos reis mais poderosos d e l R s 16.33—16. em Israel (874-853) Do ponto de vista do autor. Portanto. a vida religiosa em Israel atingiu seu pior momento durante os 22 anos do reinado de Acabe.26. (Veja as palavras de Jesus em Lc 4. 2 1 . 17-24: este é o primeiro registro na Bíblia a As viagens de Elias à ' Sarepta y f f w j ã ^ .8-14: seu sucessor. Baal era adorado como um deus do clima que podia dar ou impedir a produção da terra. 34 Veja Js 6. e Sarept. de Tiro. de forma repentina o profeta de Deus entra em cena. Ttsbe Modn òtQuerite * Berseba Pata Horebe (Sinai) . • J e ú (16.290 Pouco abaixo do topo do mome Carmelo íica um anfueari-o nnrural. Deus provaria ao rei e ao povo que só ele tinha poder sobre o sol e a chuva. Fortificou Samaria e fez dela a sua nova capital. Elias ficaria conhecido como maior de todos os profetas (veja Mt 17. Ele fundou uma nova dinastia e reinou durante 12 anos. 16.29-34: O r e i A c a b e .1) U m profeta. Deus também mostrou que cuida dos mais pobres dentre os pobres. • V . sem os quais nada cresceria.7: Baasa f u n d o u u m a n o v a dinastia e reinou sobre Israel durante 24 anos.25-26). • 1 6 . trouxe força política e benefícios comerciais. assim como mostrara seu poder sobre os "deuses" do Egito por meio das pragas. 1Rs 16. Ele cometeu suicídio ao ver que estava cercado pelas tropas de Onri. A história de Israel Israel. cerca de 909-886 a.29) Veja 14.6-16.29—2Rs 1 O Rei Acabe e o profeta Elias piores que outros. cerca de 885 a 874. l R s 17: Elias p r e v ê a seca Num período crítico. 15. formando uma aliança entre Israel e a vizinha Fenícia a o norte.i iicava bem no m e i o tio território que t i : considerado de Baal! Ao alimentar Elias dessa forma. Elá. reinou durante dois anos (886-885) antes de ser assassinado por Zinri. impondo ao povo a adoração d o deus fenício Melcartc (o "Baal" mencionado nestes capítulos).25-32) foi assassinado por Baasa. Psscs detalhes condizem com o local onde Klias enfrentou os profetas de Baal. Nadabe (15.3. O cenário estava pronto para o surgimento de Elias eo início de um conflito clássico de "igreja versus estado". Mais abaixo ainda existe uma torrente.10-13).

Mas apesar de tudo isto. d e u s d o t e m p o . 291 S e g u n d o o relato b í b l i c o . espera-se que a chuva caia entre o final de outubro e o início de janeiro e. um conira 450. não houve uma reforma religiosa profunda nem duradoura. tão incapaz de produzir fogo quanto de enviar a chuva necessária. antes da chegada de Elias. "Não cairá orvalho nem chuva": a razão para a seca era o pecado (veja Dt 11. perto da atual Haifa e junto ao mar Mediterrâneo. Deus e n v i o u corvos para alimentar Elias j u n t o à torrente de Q u e n t e . de abril ao início de maio. Durante três anos ela fizera tudo em seu poder para eliminar a adoração a Deus em Israel ( 4 ) . do medo e da decepção. O Deus de Israel era o Senhor vivo. • V. lRs 19: E l i a s f o g e para s a l v a r s u a v i d a 0 entusiasmo se acabou. Baal se mostrou impotente. É uma história comovente também para o leitor. não apenas p o r u m método específico de ressuscitação. lRs 18: O d e s a f i o d e E l i a s : Deus o u B a a l ? Jezabel era fanática por sua religião. Agora Elias estava de volta. 19 O Monte Carmelo. não deveria ter t i d o problemas para m a n d a r fogo! A q u i . O fogo queimou a oferta encharcada. Isto ate que a torrente secou. novamente. Normalmente. • V . mas a reanimação veio em resposta à sua oração. 1 O nome de Elias significa "meu Deus é Yah(weh)".21 Elias pode ter usado a respiração boca a boca. do outro lado do Jordão. O desgaste físico e espiritual deixou Elias à beira da depressão. . não conhecia nada sobre Deus. 46 Elias correu 27 km até o palácio de verão em Jczrccl. O povo gritou: " O SENHOR é Deus!" Os profetas de Baal foram mortos e a seca terminou. que felizmente termina com uma impressionante confissão de fé vinda de uma pessoa que.1 e 2Reis de um morto que torna a viver. e trazia um desafio: vamos tirar isso a limpo e ver quem é Deus de verdade. Jezabel ainda queria 0 desafio de Elias aos profetas d e Bani foi feito n o próprio terreno deles: Baal ( f o t o a c i m a ) . faz parte de uma cadeia de montanhas que atinge 530 m de altura. • V. • V.17). de aparece tendo na m ã o u n i m a c h a d o e um raio. Gileade fica a nordeste.

Ele cometeu o mesmol erro de Saul. Deus lhe deu um companheiro e sucessotl Eliseu. A interal ção diplomática (2-9) é difícil de seguir. o confisco ou a venda forçada de terras era ilegal. . c claro. . Ela só precisou inventar uma acusação de blasfêmia.37. . . c por isso Elias fugiu para o sul. • RamoteCileade Jerusalém / Acabe e Josafá partem para tomar RamoteGüeade. No lugar em que se revelara a Moisés. . A obra de Deus teria continuidade. e as terras do "criminoso" foram confiscadas.292 A história de Israel ditando que seu trabalho havia chegado ai fim. • T o d o o p o v o . Mas Elias falou a verdade (veja 22. era a única mosca nessa sopa. 21 vecl depois do cap. em silêncio. Elias. t o d o s o s f i l h o s d e Israel (151 O exército israelita. (Israel c Síria lutaram como aliados conül Salmanescr III da Assíria em Qarqar no ano dei 853 a . mas isto viria a traz: problemas para Israel. A herança de uma pessoa tinha que ser passada à geração . tramava a eliminação de Nabote. Esta guerra deveria demonstrar que! não somente os montes. Mas Jezabd | não estava nem um pouco preocupada comos direitos das outras pessoas. teria usado um forno destes pata fazer pão. acre- Guerras a Síria com SIRCA 1"ataque sirio» Israel. Eliseu (15-16) Elise.1-2). não de forma espetacular.. o cap. tirando novo alento da comida e da água fornecidos por um anjo com um senso prático. . K% 2' ataque sírio a Israel ^ " % / Israel derrota ' " . mas cm meio ao silêncio. esquecendo que numa "guerríj santa" tudo precisa ser entregue a Deus eu sacrifício. e o caminho à frente foi mapeado com clareza. mas também os valesj estavam sob o domínio de Deus (28). matá-lo. Mas a unção de Hazael e Jeú foi feita por Eliseu (2Rs 8—9). ele tornou a ver as coisas na sua devida proporção. l R s 20: I s r a e l e Síria e m g u e r r a Ben-Hadade da Síria e os reis aliados de 3 2 1 cidades-estados atacaram Samaria. Acabe poupou ii vida dc Ben lladade. C . • C e m m i l .30-37) e desta vez o rei pres- A viúva de Sarepla. ate o deserto c o Sinai (Monte H o r e b e ) .o s sírios tf^y 7 .2-5. . confirmada. mas depois se desentenderam. que alimentou Elias durante a longa seca. r • V . • Meu p a i . t e u p a i (34) Significa ancestral. Masi Ben-Hadade leve que retirar o que disse diante da vitória dupla dc Israel. l R s 21: R o u b o e a s s a s s i n a t o — o rei Acabe é condenado Em Israel.) • Unja H a z a e l . pelo número de testemunhas exigido por lei. Veja a referencia dei Paulo a este episódio em Rm 11. Vejaf 22. não o próprio pai. A autocomiseração chegou ao fim. ela.seguinte. 2Rs 9. Enquanto seu marido tinha a reação típica de uma criança mimada. vinte e sete mil (29-30) 0< números parecem exageradamente altos. 18 O número provavelmente é simbólico: 7 (da perfeição) x 1000. Veja I observação sobre Ex 12. Deus falou com Elias. Elias se sentira terrivelmente solitário. J e ú . ( N a tradução grega do AT. foi "ungido". 19.37. . chamado para tornar-se proferi pelo ato simbólico de Elias de jogar sua capai sobre ele. o velho profeta do juízo. o único empecilho. mas sáo derrotados pelos sírios (1 Rs 221 í JUDÁ \ (ß .

aliados contra a Síria. 48 Veja caps. > Baal-Zebube(1. todos os povos".1—8. que foi cobiçada pelo rei Acabe e acabaria sendo tirada d e Nabote pela rainha J e z a b e l . N ã o são muitas as "correções" desse tipo de texto hebraico. Estas palavras.15 Histórias de Eliseu Esta escultura d e marfim. rei de Israel (853-852) Acazias reinou dois anos.18 Acazias. rei d e J u d á ( 8 7 3 . Baalzebul. a vontade de Deus é vista como a causa imediata dos acontecimentos.4 0 : O p r o f e t a p r e v ê a morte d o r e i Veja também 2Cr 18. Esta v i n h a se parece c o m a pequena 293 propriedade d e Nahote. Ruinas d o palácio d o rei Acabe no alto d a colina fortificada d c Samaria. e os estudiosos conseguem identificar todas elas. A vida de um homem excepcional chegou ao fim de uma forma extraordinária. Os fortes ventos que sopravam do norte podem ter lançado a frota contra as rochas. A advertência foi ignorada.6). 28 " O u v i isto. 1 . (Neste caso. 2 Rs 2: Elias é l e v a d o a o c é u Parece que Elias tinha a intenção de enfrentar a sós esta última experiência. 4 1 . A pedido de Josafá. cleduz-se que seja um acréscimo porque esse texto não aparece na Septuaginta.) lRs 2 2 . A vestimenta d o profeta era rústica c simples. tiradas de M q 1. a leste d o J o r d ã o . Ele reinou durante 25 anos. 9—10. durante os quais Moabe conquistou a sua independência. Israel e J u d á se tornaram. q u e é daquela época. Atália. • V. Acazias consultou o deus filisteu após uma queda do terraço d o seu palácio e Elias pronunciou ojuízo de Deus sobre a idolatria do rei. temporariamente. d á uma idéia d o estilo d a tainha Jezabel. Josafá foi um rei "bom". ganhando uma suspensão de juízo durante sua vida. Trata-se de um jogo de palavras depreciativo com o nome real do deus. veja 2Cr 18). O IRs 22. A mensagem era suficiente.5 0 : J o s a f á . foram inseridas no texto hebraico a partir de uma anotação marginal feita por algum escriba que confundiu Micaías com Miquéias. A cena final — o redemoinho que leva o profeta para o céu e a visão que Eliseu teve de uma carruagem cie fogo e cavalos — se passou a leste do J o r d ã o .8 João Batista viria a usar roupas semelhantes a estas (Mc 1. lRs 2 2 . (Para profetas verdadeiros e falsos. . mas nada pôde alterar a sentença do profeta. Foram necessárias três escoltas militares para fazer com que Elias fosse ao r e i . • V.2.8 4 8 ) Veja 2Cr 17—20. perto d o lugar onde Moisés morr e u .3) Significa "senhor das moscas". Jeorão. Acabe não podia enganar a morte usando disfarces: morreu n o campo de batalha em Ramote-Gileade. casou-se com a filha de Acabe.51—2Rs 1. • Ele (o Senhor) resolveu (23) Aqui como em todo o A i . Mas Eliseu ficou com ele até o fim d o caminho. filho de Josafá. • 1.1 e 2Reis tou atenção. Ele não precisava impressionar sua audiência com roupas finas. 2Rs 2. vós. como Deus dissera. Micaías foi trazido ao rei e anunciou sua profecia fatal (uma única voz verdadeira contra 400).

ARA) A palavra hebraica traduzida por "rapazinhos" pode designar meninos ou rapazes de várias idades. A R A ) O defensor de Israel. como os de Jesus. Rira a nação. muito. • J e r i c ó . Judá e Edom contra Moabe foi posta em risco por causa da seca. Portanto. • A l g u m profeta (11) Assim como as outras nações consultavam a vontade de seus deuses por meio de adivinhos. com seus sentidos estimulados pela música (um costume comum entre os profetas). achava que o rio J o r d ã o ( f o r o tirada na Galileia) era insignificante. • A t i r a d o r e s d e f u n d a (25) tinham a habilidade de lançar pedras com as suas fundas que eles seguravam com a mão.19 proibia o corte dc árvores frutíferas. • S á b a d o / F e s t a d a L u a Nova (23) Estas era ocasiões especiais de caráter religioso. possivelmente para ressaltar que Deus havia escolhido Eliseu como verdadeiro sucessor do grande profeta. 27 O sacrifício do filho do rei comovei os moabitas de tal forma ou chocou tanto o s israelitas que o ataque foi interrompido. isso era feito através de sacerdotes. 38-44: a alimentação dos famintos. Eliseu. Uma expedição punitiva das forças aliadas de Israel. Mas. quando seria natural visitar um homem de Deus. • Q u e d o r d e c a b e ç a ! (19) A criança teve insolação. Eliseu pediu não o dobro do poder espiritual de Elias. o filho mais velho. por orientação d e Eliseu. A mulher não contou a seu marido que a criança estava morta. mas a porção que o marcaria como sucessor do profeta. ele se lavou nas águas do Jordão. que herdava o duplo em relação aos outros. O registro não está necessariamente em ordem cronológica. E m tempos mais antigos. nessa época. nem sempre pessoas de grande estatura espiritual. Davi matou Golias desta forma.6) 0 rio fica 5 km a leste da cidade. Eliseu. N T L H ) Durante a fome u m homem colheu colocíntidas. . a porção que cabia ao herdeiro. 8). bem como a vitória no campo de batalha. delinqüentes daquele lugar que Insultaram o profeta e seu Deus. 11 No AT. • Pães das primícias (42) Esta era uma oferia Naaniã. Os dois primeiros se assemelham aos de Elias ( I R s 17). • Porção dobrada (9) Isto é. como Elias. • C a r r o s d e Israel (12. giravam sobre a cabeça e depois arremessavam. como no Sinai. 2 R s 4: E l i s e u f a z m i l a g r e s Os milagres de Eliseu. • V. . e íoi curado. 2Rs 3 : J o r ã o . que ficou sozinho. prometeu um fim à seca. r e i d e Israel (852-841) Jorão reinou 12 anos. Israel também buscava a vontade de Deus antes da batalha. o general sírio. 1-7: a v i ú v a cujos filhos se tornariam escravos para pagar suas d í v i d a s . V s . • Vs. soltando uma das pontas. • V. mostram o cuidado de Deus pelas pessoas comuns e suas necessidades. 19 Dt 20. 8-37: a mulher de Suném que não tinha filhos c que se mostrou muito hospitaleira em relação a Eliseu (sua história continua no cap. ARA) Isto significa que ele era o assistente dc Elias.294 A história de Israel reaparecimcnio de Elias na transfiguração de Jesus ( M l 17) enfatiza a posição singular deste homem entre todos os profetas de Deus. • V. • Uns rapazinhos (23. amargo e venenoso quando consumido em grandes quantidades. 19-24 Estes milagres deixam claro para o leitor que Deus realmente deu poder a Eliseu. se comparado com os rios que havia e m sua terra. Estes eram rapazes ( N T L H ) . dizendo a ele que "subisse". J o r d ã o (4. assumiu a sua tarefa imediatamente. Elias linha mais valor do que as suas forças armadas. • Deitava á g u a sobreas mãos d e Elias (11. u m laxante poderoso. • Frutas a m a r g a s (39. o fogo muitas vezes indica a presença de Deus. • Profetas (3) Grupos que possuíam dons extáticos. por intermédio dc profetas. .

15). Vs. Ao invés de estar perdido ou sem saída (15). "esterco de pomba" pode ser o nome de algum tipo de planta ou vegetal. . A ganância deGeazi poderia ter arruinado tudo e teve de ser castigada. O exército sírio fugiu por pensar que reforços militares se aproximavam. falou a sua patroa síria sobre o poder de Eliseu. chegaram ao fim. ambos atingiram preços astronômicos. Os bosques densos do vale do Jordão eram uma boa fonte de madeira para a nova construção comunitária de que os profetas necessitavam. alimento proibido.25 O jumento era um animal "impuro". Hoje a palavra se aplica apenas à hanseníase.2. algo real para aqueles que têm olhos para ver (17). 5. da Síria. 1-6: a segunda parte da história contada em 4. • 6. As instruções do profeta não foram nada do que Naamã esperava. Ben-Hadade. 2Rs 6 . ' (2Rs4) ( !'X \ \ I \ \ \ \. 17 Ele pegou o solo da terra do Deus de Israel porque na época acreditava-se que um deus só podia ser adorado na sua própria terra (veja as palavras de Davi em I S m 26. 2Rs 6 .30 Pano de saco ou roupa de pano grosseiro era usada para demonstrar tristeza e luto.\ O encontro tom Hazael de Damasco (2Rs8) - '. 7-15: Eliseu executou a tarefa que havia sido entregue a Elias ( l R s 19. e ele foi curado.1-15: U m p e d i d o a o r e i . como Macbeth. • Talentos/sidos (5.) O rei culpou Eliseu por haver dado o conselho de resistir e por haver prometido libertação (33). Durante a fome. Profundamente impressionado com a cura e por Eliseu recusar o pagamento. Uma j o v e m escrava israelita.19 'Janelas no céu" parece ser uma referência a chuva.le2Reis normalmente feita para os sacerdotes no início da colheita. 1 Várias doenças de pele são classificadas como "lepra" no AT. Isto explica a tradução da NTLH: "uma terrível doença de pele". 2 0 : A c a p i t a l d e I s r a e l é sitiada A paz conseguida por Eliseu (23) não durou muito.2 3 : O e x é r c i t o d e D e u s protege E l i s e u Vs. como muitas outras no A T e no N T . rei de Moabe (2Rs3| sitiar Samaria e o povo passou fome e teve que recorrer ao canibalismo. 1 . 2 4 — 7 . capturada num ataque à fronteira. O rei. Ela pertence ao período anterior à lepra de Geazi. recorre ao assassinato para realizar uma previsão c assumir o trono.10. • 7. • 6. que dependiam de esmolas para comer. Hazael. 2Rs 5: A c u r a d o g e n e r a l s í r i o Esta história. também. 1-7: o machado flutuante. • V.25-27. Vs. o chefe do exército da Síria tornou-se seguidor do Deus de Israel. Sua fome terrível fez deles os primeiros a descobrir a verdade sobre a previsão de Eliseu.19). a que Jesus se refere em Lc 4. leve de ser misericordioso.8-37. ( U m destino semelhante aguardava Jerusalém: Lm 4. mostra que o cuidado de Deus não se limita a Israel. Eliseu os tinha na palma da sua mão enquanto os guiava para casa. estes eram pesos. • V. 2Rs 8. Os leprosos. E então os ataques. 8-23: seu conselho ao rei (provavelmente. ao invés de continuarem.27. j Dota (13) 16 km ao norte de Samaria. estavam em situação pior. A Síria freqüentemente estava em guerra com Israel. Mas seus servos o persuadiram a tentar. O milagre de Eliseu foi apenas um ato de bondade. ARA) Ainda não existiam moedas naquele tempo. Jorão) mostrou que Eliseu era um verdadeiro profeta de Deus. Uma visita foi preparada através dos canais diplomáticos. Sua confiança estava na proteção de Deus. previsão de Eliseu Vs. Dota Eliseu se envolve na marcha contra Mesa. e Naamã era comandante do exército inimigo. retornou para 2951 SIRIA As v i a g e n s tte Eliseu /Eliseu (e a mulher de Stiném Monie Canudo'.

menciona Jeú. Esta parte da inscrição diz: Yaua (Jeú). jarros de ouro.A história de Israel O Obelisco Negro Este texto no "Obelisco Negro". filho de tlumri (Onri). um vaso de ouro. filho de OnrL Prata. uma lança". " O tributo de Jeú. que registra o triunfo do rei assírio Salmaneser III. um cálice de ouro. ouro. m . estanho. taças de ouro. rei de Israel. W nu O Obelisco Negro é o único monumento descoberto aié hoje que mostra israelitas (abaixo) pagando tributo a um rei assírio. O segundo painel deste lado mostra o rei ou seu representante em atitude de reverência diante do soberano assírio. um cetro real.

num tempo em que os exércitos de Israel e Judá defendiam Ramote Gileade contra o ataque da Síria. a 65 km de distância. Cc Judá. Mas Hazael não estava disposto a esperar. filha de Acabe e Jezabel (veja cap. um pouco acima d o território circunvizinho. guerras de Judá com Fdom e Israel SÍRIA RamoteGleade Q Jet] mata Jorão. a rainha Jezabel. e nesse tempo revoltas bem-sucedidas de Edom (a sudeste) e Libna (na fronteira com os filisteus a sudoeste) enfraqueceram Judá. de Juiirt G a | e ' Bete-Semesl f / Ht» . de [srad. Ele reinou durante um ano apenas.2 4 : J e o r ã o . a invasão Síria.25-29: A c a z i a s . Acazias. e aquele era o momento perfeito para o golpe de J e ú . Jeorão foi um rei "mau". Este não perdeu tempo e matou Jorão. 1 6 . Assim.16—17. denota os edomias Q Joái. ucupado por tropas sírias no tempo d o profeta Eliseu.16).8 1 4 ) Eliseu desincumbiu-se da última missão que Elias lhe havia deixado ( l R s 19. 2Rs 8. denota Amarias. e. r e i d e I s r a e l p o r m e i o de u m g o l p e d e e s t a d o ( 8 4 1 . ptfMgiH ftnfffmi e continua ali* Samaria Q Ilazad invade Iwarl e Judá fcj Alturas. 2Rs 9: J e ú . influenciado por sua esposa Atália. r e i d e J u d á ( 8 4 1 ) Veja também 2Cr 22. o rei de Judá que estava com ele.41 Reis de Israel e Judá até a queda de Samaria 0 autor volta à história dos reis que fora interrompida pelas histórias de Eliseu. Acazias foi o u t r o rei que abandonou o Senhor c seguiu seu próprio caminho. rei de Israel. 11).23). O golpe de Jeú. r e i d e J u d á (853-841) Veja também 2Cr 21. cumpriu-se a profecia de Elias ( l R s 21. 2Rs 8 . 10 O engano supostamente deveria dar ao rei uma falsa sensação de segurança e capacitar Hazael a tomar o trono com a morte dele. Ele reinou oito anos mais uma co-regenda. O rei estava se recuperando dos ferimentos em JezreeI. 2Rs 8.1 e 2Reis 297 As defesas de Samaría. > V. finalmente.

e os profetas. • Zinri (31) Assassino do rei Elá. Seu rein» do durou 40 anos.10-25: J e o á s . Por pouco a linhagem real dc Davi não foi exterminada. 1 Os últimos anos do reinado de Joás teste-1 munharam um declínio nos âmbitos político I (17-18). mas os templos construídos em Betei e Dã por J e r o boão. l R s 16. Houve guerra contra Judá. . r e i d e Israel (798-782) Jeoás reinou 16 anos. 2 R s 1 3 . 2 R s 13. 2 R s 1 4 . e nesse tempo Israel passou a ser dominado pelos sírios. Sob a orientação de Joiada. a maquiagem feminina era sofisticada: lápis preto para delinear os olhos. r a i n h a d e J u d á (841-835) Veja também 2Cr 22. Jeroboão I I . p o r i n t e r m é d i o d e Elias (36) l R s 21. OreiI foi morto p o r seus oficiais (veja também 2Ct| 24. 12 Será que neste Livro do Testemunho estavam contidas as "leis do reino" estabelecidas pelo profeta Samuel na época dos primeiros reis da nação ( I S m 10. • U m s a l v a d o r (5) Várias sugestões foram| feitas: Adade-Nirari. onde saquearam o Templo e outros tesouros. Ex 30. reinou seis anos. • V. • Vale d o Sal (7) A área ao sul do m a t Mono.15-17). AI Síria invadiu Judá e ameaçou Jerusalém.A história de Israel • A q u e l e louco (11) Pelo estado extático do homem os oficiais perceberam que ele era profeta.15. • No Livro d a Lei d e Moisés (6) Dt 24.. Joás fez um bom governo. A última previsão dc Eliseu. A vitória sobre Edom subiulhe à cabeça. que o desafiava para uma batalha. Durante seu reinado.19. mas mesmo na morte seu corpo reteve poder dado por Deus (21). sombra azul obtida do lápis-lazúli. A m a z i a s foi u m r e i " b o m " que reinou durante 29 anos. O desafio desastroso lançado a Jeoás trouxe as forças de Israel para dentro d e Jerusalém. A monarquia constitucional foi restaurada e a lealdade a Deus reafirmada no juramento de uma nova aliança.11-16) e de ofertas voluntárias. • J e z a b e l . Estes foram alguns dos anos mais sombrios da história da nação. .23. 1 .6. de J u d á (835-796) Veja também 2Cr 24. Eliseu. 1 . muitos da casa real de Judá (12-14). • V .12. • O e s p i n h e i r o d o s m o n t e s Líbano (9) A resposta de Jeoás ao desafio irrefletido d e Amazias. o primeiro rei de Israel. mãe de Acazias e filha de Acabe e Jezabel. 2 6 Veja l R s 21. foi uma parábola sarcástica. que resgatou Joás) liderou um golpe bem planejado e praticamente pacífico que colocou Joás no trono. • A palavra d o SENHOR. • V.10—23. O profeta morreu. apenas o pequeno Joás conseguiu escapar. o território a leste do Jordão caiu nas mãos da Síria. permaneceram intactos e a lei de Deus foi negligenciada. • Carros d e Israel (14) Veja 2.25)? 2Rs 12: R e s t a u r a ç ã o d o t e m p l o no reinado de Joás.16.25-26 para maiores detalhes). 2 R s 10: O e x p u r g o f e i t o p o r J e ú O reinado de Jeú começou com um massacre no qual muita gente perdeu a vida: toda a família de Acabe (1-11. Jeú reinou durante 28 anos.000 carros d e Acabe. Também havia pós e uma variedade de perfumes e unguentos. começando uma nova dinastia. . se cumpriu.9 : J e o a c a z . que recebeu' tributos de Damasco e de Jeoás de Israel. e hena escarlate para pintar as unhas. A rainha Atália. Segundo o autor de Reis (por mais que o Cronista não esteja tão convencido disso). 2 R s 11: A t á l i a . sacerdotes e adoradores de Baal (18-27). Mas durante alguns anos o dinheiro destinado à restauração d o Templo ficou todo nas mãos dos sacerdotes i U m novo método de coleta foi esquematizado e teve início o trabalho de restauração. 7 Compare isso com os 2. Objetos ligados à adoração de Báal foram destruídos. r e i d e Judá (796-767) Veja também 2Cr 25.17-19). • C a m p o q u e havia s i d o d e N a b o t e (21) A vinha confiscada por Acabe ( l R s 21). cochonilha moída servia de batom vermelho.. da Assíria. O povo fez de Azarias o co-regente. O sacerdote Joiada (marido da princesa Jcoscba. que falava de vitória sobre a Síria. r e i d e Israel (814-798) Jeoacaz reinou 17 anos. moral e religioso ( 2 C r 24. Outra conspiração contra Amazias resultou n a sua morte em Laquis. pintou os olhos (30) Mesmo nesta época. Jcé foi um dos melhores reis de Judá.8-10.2 2 : A m a z i a s . O s| fundos necessários vinham de impostos (2ftl 24.

incluindo um período como co-regente. r e i d e J u d á 2Rs 1 5 . 13-16: Salum reinou apenas um mês. na parede d o palácio . Derrotou a S í r i a . Vs.1. Durante seu Vs. 23-26: Pecaías. 2 3 . Vs. O s profetas Amós ( A m 2. Is 7. a opressão dos pobres e fracos. Azarias foi um rei forte que derrotou os filisteus e árabes e fez de A m o m um estado vassalo.6 em diante) e Oséias revelaram a corrupção que havia em Israel: extremos de riqueza e pobreza.7 1 6 ) pois foi assassinado por Menaém. O t r i b u t o pago por Menaém. 2 R s 16: A c a z .3 1 : O u t r o s r e i s d e I s r a e l (750-732) (753-732) J o t ã o foi u m rei piedoso. a nação entrou em decadência. 8 . 2Rs 15. caso se • V . r e i n o u 52 anos. reireinado (e sua co-regência) de 16 anos ele nou seis meses (753-752) e foi assassinado enfrentou oposição da Síria e de Israel. rei d e Israel. u m rei " b o m " . . 2Cr 26. O profeta Isaías recebeu cm massa da população por parte de Tiglateo chamado de Deus " n o ano em que o rei Pileser. Uzias morreu" (Is 6). 1 . 17-22: Menaém fundou outra dinastia Acaz foi um dos piores reis de Judá.7 4 0 ) Veja também 2 C r 26. por Salum. > Jonas (25) Esta c a única menção ao profeta no AT fora do livro que leva seu nome. Tiglate-Pileser 111.2 9 : J e r o b o ã o I I .32-38: J o t ã o . que ficava na extremidade norte do golfo de Acaba e servia de base naval da frota de Salomão no mar Vermelho. Teve muita força política. em 740. d o m i n a n d o o território desde o norte do Líbano (Hamate. incluindo-se u m tempo em que foi co-regente.16-23). está representado de Nimrude. de Edom e dos filisteus. e de Israel. ereinou durante 20 anos (752-732). reiao sul. de Nimrude. o rei assírio que i n v a d i u Israel. O porto havia caído nas mãos dos edomitas.1 e 2Reis > Elate (22) Trata-se de Eziom-Gcbcr. 7 Ao pedir ajuda à Assíria. O Templo foi despojado da prata e do nou durante dois anos e foi deposto num ouro para pagar os altos impostos exigidos golpe liderado por Peca. filho de Jeroboão. Para Israel. Vs. ao norte. o reinado de Jeroboão foi a calmaria antes da tempestade. Azarias. Veja também 2Cr 28. rei d e I s r a e l ( 7 9 3 . Sua política de opoo conselho de Isaías (Is 7). 2Rs 1 5 . Mas o o r g u l h o lhe trouxe um triste fim sição aos assírios resultou numa deportação (5. ^ 299 / f 2Rs 1 4 . Durannova. r e i d e J u d á ( 7 3 5 . c o m o mostra esre baixorelevo assírio que ilustra as conquistas d e Tiglate-Pileser 111. 5 V e j a i s 7.7 : A z a r i a s ( U z i a s ) .te seu reinado e sua co-regência de 16 anos nou-se vassalo do poderoso Tiglate-Pileser III J u d á foi atacada de todos os lados: da Síria (Pui) da Assíria. rei d e J u d á ( 7 9 1 . Peca foi assassinado p o r Oséias. datar seu reinado desde o momento cm que • V . que j á estava enfraquecida. reinou durante 10 anos (752-742) c tor. 8-12: Zacarias. depois da morte dele. Acaz ignorou Menaém subiu ao trono. Algumas das Vs. atual Hama na Síria) até o mar M o r t o (mar deArabá). 1 . foi registrado por escribas.7 5 3 ) Jeroboão I I r e i n o u d u r a n t e 41 anos. porque. mas foi recuperado pela vitória de Amazias. pela Assíria em troca de ajuda. filho de Menaém. 27-31: Peca fundou uma nova dinastia profecias de Isaías datam deste período.

remonta ao séc.10-16 provavelmente também se refere a ela. entretanto. eram mestres em fazer guerra psicológica. uns 50 km a sudoeste de Jerusalém. Mas sua ostentação de que nem Deus poderia salvar J u d á da Assíria j selou o destino deles. no reinado de Ezequias os assírios voltaram sua atenção à rebelde J u d á . Após lidar com Israel. 2Rs 17: O s é i a s . a Assíria r e p o v o o u a região com outros g r u pos étnicos que h a v i a m sido subjugados. que era a língua diplomática). cada um com sua própria religião. foram persona non grata para os judeus — veja J o 4 ) . por incrível que pareça. o ú l t i m o r e i de Israel (732-723) Oséias reinou nove anos como vassalo da Assíria. com o scu estojo dourado. até o período d o N T . Mas os problemas que tiveram que enfrentar foram atribuídos à sua incapacidade de aplacar o deus local. os samaritanos (que. Meteram medo no povo. Goza. o nome d o rei Oséias. Uma tentativa de obter apoio egípcio foi fatal: Samaria caiu após um terrível sítio de três anos e toda a população restante foi deportada. 2Rs 18—25 Reis de Judá até a de Jerusalém queda 2Rs 18: E z e q u i a s (729-687). e um sacerdote israelita foi enviado de volta como missionário. Média). Ezequias foi um dos melhores reis de Judá. falando em hebraico (e não em aramaico. das práticas pagãs. que ficava na planície. o que corresponde ao nordeste de Síria/Turquia e ao Irã. além de um período de co-regência. Os três mais altos oficiais assírios (17. foi sitiada. 8 a. No decorrer de alguns anos. traz. A invasão assíria Veja também 2Cr 29—32. Is 36 relata a invasão assíria e M q 1. depois que o mesmo j á serviij aos seus propósitos. O destino de Israel foi considerado conseqüência direta da idolatria persistente. Desta estranha mistura de religiões emergiu uma forma mais pura de adoração entre seus descendentes ( 4 1 ) .300 A história de Israel Este "selo de calcedonia". Recusaram-se a ter uma conversa particular no gabinete de Ezequias e insistiram em fazer uma discussão cm público. As invasões assírias Tiglate-Pilcscr 1 1 1 invade Israel e dejxma o povo nu reinado de Peca (2Rs 15) 0 Salmaiiesc. d a desobediência à lei de Deus e do desprezo pelos profetas (7-18). Isto I demonstra a facilidade com que um objeto I em si inocente pode ser usado de formal inadequada. que.V captura Samaria e kra os israelitas ao exílio junto a Habar e nas cidades dns medos (2Rs 17—18) R Senaqueribc ataca n cidades ton ficadas de Judá . para que todos entendessem. 6 O povo foi deportado para a o norte e o leste da Mesopotâmia (Hala. Laquis. Reinou durante 29 anos. • Serpente de bronze (4) Veja N m 21.C. C ) . e mensageiros foram enviados a Ezequias (701 a .4-9. • V.

tem 37." .5 cm de altura. como reforços. mas ainda não tinha subido ao trono. e Sil-Bei. suas filhas. rei de Gaza. Esperava-se que futuros reis lessem esses relatos. camelos. junto ao Eufrates. Eden: cidade-estado araméia de Bit-Adini. chamado de "Prisma de Taylor". as fortalezas. A crise revelou o que Ezequias tinha de melhor.1. Quanto a ele mesmo. sua cidade real. e incontáveis vilarejos das redondezas. Padi. Veja também o livro de Isaías. Cerquei-o com postos de vigia e não deixei que saísse da cidade pelo portão. rei de Asdode. eu o prendi em Jerusalém. A profecia de Isaías se cumpriu e Jerusalém foi salva. Jotão. pedras preciosas. grandes blocos de cornalina. Era natural de Jerusalém. abrindo brechas na muralha e escavando. De acordo com Is 1. rei de Ecrom. tudo de valioso. antimonio. e assim reduzi seu território. a infantaria. desertaram. homens e mulheres. > Isaías (2) U m dos grandes profetas de Judá. • Tiraca ( 9 ) O Faraó T i r a c a que era de descendência etíope o u sudanesa. que havia trazido a Jerusalém. como um pássaro na gaiola. cadeiras de marfim. que não se submeteu a meu jugo. inúmeros bóis e ovelhas. sua cidade real. sitiei e conquistei 46 de suas cidades fortificadas. e os considerei despojos de guerra. suas concubinas.150 pessoas. • Goza (12) N o nordeste da Síria. utilizando rampas de sítio. camas de marfim. mulas. o que explica o fato de não mencionarem nenhuma derrota ou qualquer coisa ruim sobre o rei.J e 2Ms 2Rs 1 9 : O r e i e o p r o f e t a Veja também Is 36—39. Era o comandante do exército. Além dos pagamentos de tributo anteriores. peles de elefante. aríetes.9-23. A Nínive. ébano. 2Cr 32. minha cidade real. » Libna (8) Dezesseis km ao nonc de Laquis. Fiz sair de lá 200. jumentos. B i a escultura 301 e m baixo-relevo mostra arqueiros e ftindeíros assírios. Este exemplo. Enviou seu mensageiro para pagar tributo e mostrar sua submissão. O Prisma de Senaqueribe 0 rei Senaqueribe da Assíria fez seu próprio registro sobre o ataque a Ezequias em prismas de argila como este. soterrados nas fundações dos seus palácios. jovens e velhos. cavalos. Acaz e Ezequias. 800 talentos de prata. "Quanto a Ezequias de Judá. cantores. impus a eles outro pagamento como imposto pelo meu senhorio. Deus respondeu sua oração e v i n dicou sua confiança. ele profetizou durante os reinados de Azarias ( U z i a s ) . homens e mulheres. ele havia trazido 30 talentos de ouro. Aquele Ezequias — o medo do meu esplendor real surpreendeu e ele e à elite. e suas tropas. As cidades dele que capturei eu separei de seu reino e as entreguei a Mitin- ti. marfim.

na época do rei Eze­ quias de Judá. a cidade de Laquis.302 A história de Israel O sítio de Laquis Em 701 a . O rei Senaqueribe registrou sua vitória nas paredes de seu palácio em Nínive. foi atacada e captura­ da pelos assírios. . que ficavam uns 48 km a sudoeste de Jerusalém. C .

registrado cm Is 38. veja l R s 13. O s profetas declaram o inevitável juízo de Deus. capital da Assíria. a esperança de vida após a morte era vaga. e outras práticas p r o i b i d a s foram eliminadas (24-25). Manasses adorava as estrelas (21.1 8 Para o profeta que veio de J u d á e o profeta que veio de Betei.21. C o m as suas asas eles cobriam a arca da aliança que ficava no Lugar Santíssimo da Tenda o u do Templo de Deus. 2Rs 2 1 . O autor o descreve como o melhor dos reis de J u d á . Esta é uma das várias histórias no A T em que Deus "muda de idéia".6 4 2 ) Manasses foi para J u d á o que o rei Acabe havia sido para Israel. ( C o m o teria ele se perdido dentro d o próprio Templo?) A sua leitura revelou q u e a nação h a v i a quebrado a aliança com Deus. decidindo ser mais tolerante.36.2 6 : A m o n i ( 6 4 2 . J o s i a s morreu num conflito fútil com o Faraó N e c o . procurando aliados. o r e i b o m (640-609) Veja também 2Cr 34—35. • V.10-14). Reinou 55 anos. mas não revertido: o coração do p o v o não mudou com as reformas d o r e i . Is 37. Isaías prevê seu futuro poder e o destino de Judá. veja 2 C r 3 5 ) . • V . 2Rs 2 0 : A d o e n ç a d e E z e q u i a s . e levou J u d á ao fundo do poço: uma degradação pior que a dos povos cananeus que os israelitas haviam destruído. A R A ) Deus o conduziria como um cativo humilhado.1-30: A s r e f o r m a s de Josias Josias não perdeu tempo e tratou de agir de acordo com a mensagem de Deus por intermédio da profetisa H u l d a . Então veio uma purificação dos lugares públicos. > 0 a n j o d o SENHOR f o i (35) Não fica claro o que aconteceu. > Uma p a s t a d e f i g o s (7) O tratamento rotineiro para úlceras e feridas naquela época. Noadia ( N e 6. O s assírios colocavam argolas no nariz dos reis que aprisionavam. O j u l g a m e n t o de D e u s foi adiado. 11 : "Fez a sombra voltar dez degraus na escadaria feita pelo rei Acaz". foi assassinado por seus próprios oficiais. 1 9 . com a remoção dos objetos associados à adoração pagã (414). Tratava-se de uma escada usada como um tipo de relógio solar. E Deus levou em conta a aflição do rei. 12-19: nesta época a Babilônia era um pequeno estado ao sul da Assíria. 1-11: para o p o v o do AT. que registra uma mudança completa de atitude antes do final da vida de Manasses (33.22. em resposta ao pedido da pessoa. 12 Estes eram altares pagãos. U m livro da lei ( p r o v a v e l m e n t e uma cópia de D c u t e r o n ô mio) foi encontrado durante a restauração do Templo.1-10). 2Rs 23.9-20). (Samaria representa o reino do norte. > Meu a n z o l ( 2 8 . .1 e2Reis 303 > Querubins (15) Veja Ex 25. 2Rs 2 2 : J o s i a s . Jerusalém teria o mesmo destino de Samaria. Jerusalém e a terra ainda estavam a salvo.29-30). embaixada d a Babilônia Vs. voltou a ser celebrada (2123.20-21). um homem leal a Deus e suas leis que p r o m o v e u uma profunda reforma religiosa. 13 Veja l R s 11. Josias reinou 31 anos. A festa da Páscoa. São exemplos das superstições que o rei Josias tentou erradicar com as suas reformas. Mas a fidelidade do rei foi levada em consideração. havia sido tomada pela B a b i l ô n i a (a potência emergente daquela época). A limpeza se estendeu além de J u d á até o antigo território israelita (1520). A leitura pública da lei de Deus foi seguida pela renovação da aliança com Deus (1-3). • V. • V s . 2 0 Embora Josias tenha morrido na batalha (23.8 : M a n a s s e s ( 6 9 6 .3). 1 . Débora ( J z 4.21-25. Vs. que passava pela r e g i ã o p a r a se j u n t a r às forças da Assíria depois que N í n i v e . 2Rs 2 1 . que h a v i a sido n e g l i g e n c i a d a .6 4 0 ) Veja também 2 C r 33. • H u l d a (14) Outras profetisas mencionadas no A T são Miriã (Êx 15. parte do tempo como co-regente. Veja 2Cr 32. Veja também 2Cr 33.7. assim como uma pessoa conduz um touro ou um cavalo. Depois de reinar durante dois anos. 1 6 .) Muitas estatuetas d e cerâmica c o m o esta foram encontradas e m J u d á . > V . incorrendo nas sanções previstas em lei para tal deslealdade. A possibilidade da morte d e i x o u Ezequias em prantos (veja também seu poema. possivelmente u m surto de peste bubônica.10-17). Amom foi outro rei "mau".

Judá continuou sendo vassala de Nabucodonosor durante três anos. foi solto da prisão c tratado com bondade. Depois foi deportado para o Egito por Neco. um j o v e m oficial d e J u d á enviava relatórios a seu c o m a n d a n t e . foi colocado no trono por Faraó Neco. o rei deposto de J u d á . Isto resultou em mais ataques dos babilônios. mas foi capturado e l e v a d o para a B a b i l ô n i a .C. Eliaquim.11-21. Jeoacaz. 2Rs 25. e no segundo dia do mês de 2Rs 24. 2Rs 23. • 25. mas depois aliou-se de novo ao Egito. foi um rei "mau".31-34: J e o a c a z (609) Veja também 2Cr 36. talvez o último a ser e n v i a d o . Esses relatórios. o filho de Josias. O profeta Jeremias pronunciou o j u í z o de Deus sobre Joaquim ( J r 22. Zedequias tent o u f u g i r para o s u l . recebeu três meses antes de ser deposto por Nabucoseu pesado tributo e (os) donosor. e. sitiou a cidade de Judá. q u e estava e m l a q u i s . para escapar da i n e v i t á v e l ira dos babilônios. 2Rs 23. J r 37—39.13-19. o rei babilónico reuniu suas tropas. C . filho de J e o a q u i m . Z e d e q u i a s (597-587) Veja também 2Cr 36.1-4. e m 587 a . J e r u s a l é m foi submetida a um terrível sítio que d u r o u 18 meses. A princípio sujeito ao Egito. Pouco iinics d e N a b u c o d o n o s o r saquear a cidade d e Jerusalém. sendo pilhada e completamente d e s t r u í d a . T o d o s ." todos os líderes de J u d á . Reinou 11 anos. 34 A alteração do nome indicava sua sujeição ao rei egípcio. N u m desses.9-10. 2Rs 24. Veja J r 22.8-17: J o a q u i m (597) adar tomou a cidade Veja também 2Cr 36. no mês de quisleu. em 605. M a s G e d a l i a s foi assassinado e o p o v o f u g i u para o Egito. ele foi levado à Babilônia juntamente com os tesouros de Jerusalém e enviou à Babilônia. . filho de Josias. l e v a n d o c o n s i g o o profeta Jeremias ( J r 4 3 ) . Sob um n o v o rei na Babilônia.1 A data é janeiro de 588 a. O n o v o rei f a n t o c h e t a m b é m se rebelou. cujo nome foi mudado para Jeoaquim como sinal de sua sujeição. e capturou o rei.304 A história de Israel Registro babilónico da queda de Jerusalém e m m a r ç o d e 597 a. foram l e v a d o s para o e x í l i o .24-27). Jeoaquim sujeitou-se à Babilônia depois do Egito ser derrotado cm Carquemis. consta que eles estavam o b s e r v a n d o para vet se e n x e r g a v a m o sinal l u m i n o s o d a cidade. Veja J r 22.27-30 traz u m vislumbre de esperança.C. e repetidas advertências do profeta Jeremias. dos quais 18 foram encontrados n a torre j u n t o a o portão da cidade. J o a q u i m . Ele J o a q u i m . exceto os mais p o b r e s que f i c a r a m sob a autor i d a d e d o g o v e r n a d o r G e d a l i a s . e reinou só três meses.35—24.18—25. A cidade caiu nas mãos d o exército b a b i l ô n i o . 35 anos depois.7: J e o a q u i m (609-597) Veja também 2 C r 36. • Jeremias (31) Não o profeta. Em 597. tendo marchado para a leira de Hatti. A conquista de Jerusalém é descrita assim nesta tabuinha babilónica: "No sétimo ano.5-8.30: A q u e d a d e J e r u s a l é m .10-11 para a mensagem do profeta sobre Jeoacaz. reinou só nomeou então um rei de sua escolha. • V. foram escritos sobre fragmentos d e cerâmica.

Foi Neemias quem restaurou as muralhas da cidade. como sinal da presença de Deus. Segundo uma lenda etíope. após o retorno dos exilados judeus. a exemplo do que acontecia com os termos de um tratado feito entre líderes humanos. Não havia nenhuma arca nos templos posteriores (templos de Zorobabel e de Herodes). aara simbolizar o arrependimento de Israel pelos pecados cometidos no ano anterior.C. carregam caixas contendo tábuas com os Dez Mandamentos. também folheada a ouro. ou seja. Era carregada diante do povo quando este se deslocava. • 25. Era mantida no santuário mais interior (Lugar Santíssimo) do tabernáculo e do templo.4 Um dos que escaparam levou notícias da queda da cidade para Ezequiel. feita para conter as duas tábuas da lei que Moisés havia trazido do alto do monte Sinai.9-10 O Templo seria reconstruído em 520-515 a . os termos da aliança — a lei — eram conservados no lugar sagrado. C . • 25. • 25. o filho de Salomão com a rainha de Sabá a teria levado para a Etiópia. supostamente.C. A tampa da arca. . o castigo que o povo merecia por desobedecer i lei de Deus era transferido para o animal. É provável que soldados babilónios a destruíram quando saquearam o templo em 586 a. ou que o rei Josias a escondeu numa caverna que fica no subsolo de Jerusalém. Os cristãos etíopes. estaria escondida numa igreja em Aksum.16). em Jerusalém.2 587 a. que já estava no exílio na Babilônia ( F z 33. era conhecida como "propiciatório".A arca perdida Alan Millard A arca da aliança era uma caixa de madeira folheada a ouro. o lugar onde ele se encontrava com aqueles que o serviam. em suas procissões. onde. Assim. No dia da expiação.21). Desta forma. sangue do sacrifício era derramado sobre ela. a arca desapareceu. também. Mas estes e outros elementos judaicos em seus costumes são de origem mais recente. considerada o "escabelo dos pés" de Deus. A arca era. Mas é assim que surgem as lendas! A tradição judaica diz que Jeremias a escondeu numa caverna no monte Nebo. Depois da época de Jeremias (veja Jr 3.

N a d a b e 910-909 J e r o b o ã o l 928-910 Disputade Bios com osproletai J o r ã o 852-841 Acazias 853-852 Acabe 874-853 Davi!010-970 Divisão do reino 5/iesíiono (¡¡¡aquel do Cgito aloca lemsalém e remore os tesouros do A t á l i a 841-835 Acazias 841 Ezequias 7 J e o r ã o 853-841 Manasse 696-642 templo S a l o m ã o 970-928 J o s a f á 873-848 (OnStlUÇÔO do templo deleiuíalém Asa 911-870 Abias 913-911 R o b o ã o 928-913 A rainha Maliamata todoi da linhagem real deluda exceto um J o t ã o 74 0-73! Acaz 735-716 Azarias (Uriïl 791-740 Amazias796-7Í! JUDÁ Joás 835-796 .A historia de Israel Reis de Israel e Judá S Ruinas do palacio do rei Acabe no alio da colina fortificada de Samaria P r i m e i r o s reis d e Israel ISRAEL tliseu manda utigitkú O n r i 885-874 Z i n n 885 Z a c a r i a s 753-752 Jeroboãolin: Jeoás 798-782 J e o a c a z 814-798 J e ú 841-814 M e n a é m 752-7« SalumNI Peca 752-73! Elá 886-885 Baasa 909-886 Saul 1050-1010 Um barco da frota mercantil do rei.

Datas sobrepostas indicam períodos de co-regência. traz o nome do rei Oséias O deus babilonio Marduque.1 e2Rás 30 O período de cada livro da Bíblia indica seu contexto histórico. 414 100 Para o contexto geral veja: A história d o A n t i g o Testamento Para maiores detalhes veja: O s profetas e m seu contexto Wl Samaria é (tspstado pela Assíria -tmiomnodelsrael Este "selo de calcedonia".C. a. caracterizado como um dragão Judá em exilio 0 retorno Descoberto do livio da lei —reforma religiosa de losias Ezequias 729-687 Zedequias 597-587 Joaquim 597 Jeoaquim 609-507 51S Quedada Babilônia nas mãos dos medos e persas: (iropeimite o retomodosjudeus 587Habacodtmosoi II destrói leiosaléme o íemplo—o maioria do povo deludá é levada ao exílio 597Itabucodoaosor II toma lerusolém — o rei loaqtilme o povo são exilados 605 Daniel e outros são le/odos ao catimro l m n S 7 1 6 Seaaqaeribe ataca kmsolém Josias 640-609 Amom 642-640 Jeoacaz609 . do séc. não a data de autoria.

Precisava lembrar que seu bem-estar futuro dependia da sua fidelidade a Deus. A razão disto é desconhecida.3-14) e a mensagem de Deus a Salomão. Por causa disto ele se concentra nos reis da linhagem de Davi. parece que os livros de Crônicas repetem de forma mais monótona e moralista o que já foi registrado nos livros de Samuel e Reis.37). notas sobre Êx 12. Ele compartilha com os autores de Samuel e Reis a convicção de que a chave da paz e prosperidade da nação está na obediência a Deus. por exemplo. Mas estes são. na nossa língua. • Resumo História seletiva que se concentra na linhagem real de Judá. devemos tirar as conclusões com base em seu trabalho literário. Os leitores de nossos dias têm suas dificuldades com os livros de Crônicas. Os dois temas se unem em seu relato sobre Davi e Salomão. O mundo antigo não se preocupava tanto com estatísticas exatas e ortografia padronizada. Sua introdução (caps. Essa história não devio se repetir nunca mais. Esquecemos que. Ele espera que seus leitores conheçam esta história que ele abrevia. após sua oração na dedicação do Templo (2Cr 7. Como em outros livros do AT (veja. No período . Rute e alguns dos Salmos. Uma é a tendência do Cronista de "modernizar" ou seja. e a tribo sacerdotal de Levi. Descreve como suas fontes vários registros da corte mencionados em Samuel e Reis. a história do povo de Israel desde a época dos juízes ao exílio. é pedir para ser castigado. lCr 1—9 (Ele deve ter escrito por volta de 400 (CrlO a. e sua obra faz A morte de Saul parte da série mais longa. Desobedecer é brincar com fogo. e não fornecer estatísticas exatas.) Estes eram as 2Cr 1—9 pessoas que O reinado de Salomão voltaram do exílio para reconstruir 2Cr 10—36 Jerusalém sob O Reino de Judá Esdras e Neemias. por exemplo. realizando seus propósitos. A nova comunidade não tinha rei: os sacerdotes eram seus líderes. Precisava da garantia de q u e Deus ainda estava com eles. que é altamente seletiva? Como ele não nos conta isto. especialmente: a a d o r a ç ã o v e r d a d e i r a (centrada no Templo) • e a realeza verdadeira (a linhagem de Davi). que se dedicava exclusivamente ao serviço de Deus. Ele é um intérprete da história. expande e modifica. No cerne de seu registro está a promessa divina feita a Davi de uma dinastia duradoura (1 Cr 17. no qual se concentra muito mais no Templo do que em outros aspectos dos seus reinados. Josué. 1—9) focaliza as tribos do sul. O Cronista escolheu seus temas para transmitir uma mensagem específica a seus leitores originais. Precisava conhecer a melhor maneira de restabelecer o culto de adoração. Embora obviamente interessado pelo passado. Mas por que esta nova narrativa? O que o Cronista tem em mente? O que está por trás da escolha do material que ele fez (ou eles fizeram.C. O povo havia e x p e r i m e n t a d o o j u í z o d e Deus n a destruição de Jerusalém e d o Templo e nos longos anos de exílio. Os nomes também geralmente são grafados de forma diferente em Crônicas que nos livros anteriores e alguns sem dúvida são erros de cópia. Números. principalmente Gênesis. • • • • Genealogias: Adão até após o exílio Essa gente precisava ser conectada come passado do povo. Crônicas freqüentemente dá um número mais alto que seu correspondente em Samuel ou Reis. Mas ele também tem temas próprios. e m parte. problemas que nós mesmos criamos para nós. Êxodo. de acordo com seu propósito geral. descrever acontecimentos com palavras que o povo de sua própria época entenderia. CrônicasICr 11—29 O reinado de Davi Esdras-Neemias.11-22). o Cronista se preocupa menos com o que aconteceu e mais com o significado dos acontecimentos.1 E2CRÔNICAS À primeira vista. Ela faz incursões por outros livros do AT. que são invenções relativamente recentes. se esta não for obra de um único indivíduo). a saber. a ortografia padronizada se deve aos dicionários. Para a maior parte de Crônicas (1Cr 10—2Cr 36) o autor se baseia em Samuel e Reis. ignorando o reino do norte completamente. Provavelmente a intenção é enfatizar a grandeza de uma vitória dada por Deus. Judá e Benjamim. números citados geralmente parecera muito altos.

ARA) Calebe ( N T L H ) . descendentes de A r ã o (49-53). I C r 3. Benjamim (6-12). • Z o r o b a b e l (3. do que ao restante. 8.28-54: Abraão. na qual o Cronista tem interesse especial (veja 2. 9 .22. descendentes de Ismael e Esaú. • Acar (2 . I C r 4. o Cronista dá mais atenção à família de Davi. famílias de cantores (31-48). (veja 2Rs 15). 6. ancestrais de Davi. lista de cidade levíticas (54-81).1-23: mais clãs da tribo de Judá. a grafia é Tiglate-Pilneser. (veja 2Rs 14).S e b a (3. A atenção se concentra no pai da nação.4) Veja G n 38.26 Pui e Tiglate-Pileser são a mesma pessoa. Israel (Jacó).11-22). por exemplo. fundador daquela da cidade (veja N T L H ) .] e 2Crônicas elisabetano. e que o v. • E l i s a m a (3.5) No texto hebraico. • Judá (2.5) No texto hebraico a grafia é Bate-Sua. seria omitida completamente.7) Acã. (Isto não confere com o cap. I C r 3.41) Reinou de 729 a 687 a . 2 7 A partir da Septuaginta. (Isto não se reflete em algumas versões modernas que miiformizam a grafia dos nomes. e sugeriu-se que os vs. começando com o cap. que focalizará a linhagem real de Davi e o Templo como centro de culto da nação. • Filhos d e Z e r u i a (2. 6-11 referem-se a Z e b u l o m . I C r 6: A t r i b o s a c e r d o t a l de Levi A linhagem dos sumo sacerdotes (1-15).1-16: a dinastia de Davi até o exílio. 793-753 a.1-2: os doze filhos de Israel.23-24).3-55: os descendentes de J u d á . l C r 1.3—3. 49. no cap. • Sete filhos (2. • E z e q u i a s (4. Não necessariamente o contemporâneo dc Josué. I C r 5. e meia tribo de Manasses (5.24: J u d á : a l i n h a g e m r e a l I C r 2.24—5.C. algumas traduções acrescentam "que foi o pai de Samuel" após Elcana. oito filhos. a Levi.16) O s três filhos de Zaruia ganham destaque na história de Davi (veja 2Sm 2—3 e outras passagens). Veja Js 7. I C r 7: A s t r i b o s d o l a d o o e s t e do Jordão Issacar (1-5).1-27: De Adão até Abrão. • B a t e . • J o a n a (3. I C r 2.17-24: a linhagem real do exílio em diante. Coate e M e r a r i (1630).3). Não têm a intenção de serem completas.13) Segundo I S m 16—17.26: S i m e ã o e as tribos d o l a d o leste d o J o r d ã o I C r 4. • R u b e n (5. ICrl— 9 De Adão até à volta do exílio As listas nestes capítulos fornecem apenas um esqueleto da genealogia.1-9 para cidade de refúgio. • V.19) Líder no retorno do exílio. ARA) Elisua ( N T L H ) . • Pai d e Q u i r i a t e . G a d e (5. pois dá maior atenção e reserva muito mais espaço a J u d á .15) Não foi rei de Judá. • Quelubai ( 2 . a linhagem sacerdotal). C .1) Veja G n 35.1—2. veja 2Rs 18—20. • 5.17 Jotão. Veja Esdras.) I C r 1. e às tribos de J u d á .3-4.1-26: as duas tribos e meia que se estabeleceram a leste do rio J o r d ã o : Ruben (5. As genealogias são importantes para o Cronista e para os seus leitores originais porque conectam aquelas pessoas com tudo que se realizou anteriormente no plano de Deus. como algumas versões modernas deixam claro (veja N T L H ) . De acordo com seu propósito. o nome "Shakespeare" podia ser grafado de várias maneiras e ninguém se importava com isto. 5 7 Veja Js 20.C. • Tamar (2.6. a linhagem real (e.) .11) Veja Rt 2—4. que.24-43: Simeão. descendentes de Noé através de Jafé.3) A q u i começam a aparecer os interesses especiais do Cronista. Benjamim e Levi (veja introdução acima). • Tiglate-Pileser (5. 10. I C r 2. 750-732 a. • V.J e a r i m (2. • 5. 12 é o final de uma lista perdida dc Dã. Cam e Sem. • Boaz (2. I C r 4. que não era israelita embora tivesse sido adotado pela tribo de Judá. Jeroboão I I . Também preparam o caminho para a história específica que ele quer contar.12-30. • Levi (1) Note o espaço dado à tribo sacerdotal. de outra forma. as famílias de Gérson. A lista é derivada de Gênesis.2: D e A d ã o a t é I s r a e l (Jacó) e s e u s 12 f i l h o s l C r 1. Isaque.50) Isto é. embora muitos nomes sejam grafados de forma um pouco diferente aqui.1-10). A referência é ao profeta Samuel.

Dêem graças de Saul que começa no cap. l C r 11.3 8 A lista é repetida em o coração de todos os que adoram ao 9. e o seu amor dura • V s . a cidade de Davi. os sacerdotes (10-13). Todas as tribos voltaram a ser um só povo. principalmente os planos e preparativos detalhados para a construção do Templo (caps. cidade que os filisteus lhe concederam como base. A história da ascensão e queda de Saul é contada a partir de I S m 9. unindo-se a Judá.2 7 Estas listas têm p a r a l e l o em Ne 11.21. e descreve os guerreiros de Gadc que.. • " P o r isso. l C r 12.9-10. repetida do cap. interrompe a narrativa sobre Saul e Davi (séculos 11 e 10). 10. • V s . a genealogia de Saul. 29-40).. • G i b e ã o (29) Importante cidade falem tios seus atos maravilhosos. A R A ) Doze pães.1-10. Efraim (20-29). a meia tribo de Manasses (14-19). também é verdade que ele acrescenta detalhes ao que sabemos de outros livros. 11 O povo de Jabes sentia-se devedor em relação a Saul (veja I S m 11). como causa primeira.35-44: A l i n h a g e m d e Saul Esta lista. sendo que as duas representam as demais). Deus o m a t o u " (14) Para os leitores modernos este é u m dos exemplos mais chocantes da maneira como os autores do A T atribuem a Deus uma participação direta nos aconiecimentos. Se algo aconteceu. 1Cr 1 1 — 29 O reinado de Davi A história do reinado de Davi ocupa o restante de lCrônicas. cantem louvores a ele. O s vs. l C r 11—12: D a v i é coroado rei Veja2Sm 5. O Cronista quer enfatizar continuidade: esta é a história dos próprios exilados. l C r 9. atravessaram o rio Jordão durante a cheia. relacionando as pessoas por tribo e família (3-9). a história da monarquia começa com Davi. não apenas duas). Para o Cronista. Tenham benjamita. primeiro rei de Israel (da tribo de Benjamim. Este capítulo não tem paralelo. ligada ao registro da morte StNHORl. A s e r (30-40). os guardas ou porteiros (17-27). 2 9 . se comparada com 2Samuel. para sempre".1-34: E x i l a d o s que retornaram da Babilônia Esta seção. Ele enfatiza a recolonização de Jerusalém (3). 13-14 são tudo que ele tem a dizer sobre o primeiro rei de Israel. os levitas (14-16). Benjamim tornou-se parte do reino do sul. Assim.1-3) e conquistou Jerusalém.35-40.10-47: a guarda especial de Davi (veja 2Sm 23. apresentados a Deus e colocados numa mesa especial no Templo. • V. que diz respeito ao século 6 a . . eles pertencem à história e fazem parte dela. 8. Quando as dez tribos do norte se separaram para formar o reino de Israel. o estupro de Tamai e a dissensão familiar que culminou na rebelião de Absalão.3 4 Esbaal = Isboscte. C . Mas se o Cronista omite. o Santo Deus tem feito. Que fique alegre • V s . ao SENHOR porque ele é bom. l C r 9. É uma história seletiva. 0 Cronista enfatiza o apoio que toda a nação deu a Davi. Conta como os próprios parentes de Saul passaram para o lado dele.310 A história de Israel Nafrali (13). sua preocupação era com toda a nação como povo de Deus (as 12 tribos. um para cada tribo. ' • C a n t e m a Deus. Meribe-Baal = Mefibosete. 2Sm 11. tornando-a capital do seu reino (11. foi por causa da ação do Deus onipotente. • V. Veja nota I O 16. • Pães d a p r o p o s i ç ã o (32. 3 Embora o Cronista não relate a história do reino do norte. as pessoas encarregadas dos utensílios e do estoque (28-32) e os músicos (33). ficava 8 km a noroeste de orgulho daquilo que Jerusalém. l C r 10: O r e i S a u l m o r r e no campo de batalha Veja em 1 Sm 31.4-9). A história começa no momento cm que Davi se tornou rei de toda a nação (11. 2Sm 1. que acabou de começar. l C r 8: B e n j a m i m e o rei Saul As famílias de Benjamim (1-28). omitindo o adultério de Davi com Bate-Seba. 22—29).1-22: Partidários de Davi em Ziclague. governado pela linhagem de Davi) juntamente com Efraim e Manasses (as duas mais importantes dentre as dez tribos do norte que se separaram. neste texto.8-39). de tão ansiosos para se juntarem a Davi. introduz a história que se inicia no capítulo seguinte.34 ( M T 1 J I ) sobre Jerubesete. 3 3 . menciona Benjamim e J u d á (o reino do sul. 1 0 .

7). a linhagem de reis da família de Davi chegou ao fim. mas expressou seu amor e sua aprovação a Davi na promessa de u m a dinastia que jamais acabaria. ICr 15. E m Jerusalém e em Gibeão eram apresentados sacrifícios diários e Deus era l o u vado com palavras e música. l C r 13: O t r a n s p o r t e d a a r c a : uma a d v e r t ê n c i a t e r r í v e l Veja 2Sm 6. D a v i e os levitas vestiam as roupas especiais exigidas (15. Talvez seja um exemplo do 2Crônicas 31 N c s i a área d a J e r u s a l é m m o d e r n a ficava. • 11. • 11. '• Da promessa que Deus fez a Davi nasceu a esperança de um Messias (o futuro rei supremo: Is 9 ) .1—16.13-14). onde Davi a instalou na tenda que fizera para Deus.6). E sua atitude estava correta (compare com A g 1.21 Veja I S m 30. a cidade d e Davi. Estes relatos não estão em o r d e m cronológica. mas a santidade incrível de tudo associado a ele. capital amonita. Deus recusou seu pedido. Seu ponto fraco era a sua vida familiar.19.1-24.4). sobre o papel dos sacerdotes e levitas. I C r 17: O p l a n o d e D a v i e a promessa de Deus Veja 2Sm 7. Beeliada é o mesmo que Eliada. A tenda original (o Tabernáculo) e o altar permaneciam em Gibeão. o Cronista inicia a história do reinado de Davi com este acontecimento. e não exatamente o que foi cantado naquele dia. Fiel ao seu propósito de delinear a história religiosa da nação. I C r 14: R e l a ç õ e s i n t e r n a c i o n a i s Veja 2Sm 5. que o coral de Asafe cantava diante da arca. O Cronista descreve o papel dos levitas na cerimônia. l R s 1. e ao permitir que Salomão construísse o Templo. • 12. O Cronista queria reavivar esta esperança e essa confiança em Deus.27.29 Sibecai é o Mebunai de 2Sm 23.1 e l C r 12. As fronteiras foram ampliadas.6: A a r c a é l e v a d a para J e r u s a l é m Veja também 2Sm 6 ( I C r 15. pois. Cronologicamente. D a v i não d e i x o u que sua decepção ofuscasse a aceitação alegre da resposta que havia recebido de Deus. a arca foi levada para Jerusalém. depois para . ICr 16.16 Belém era a cidade natal de Davi. a promessa foi cumprida em Jesus.23-40: as tropas que fizeram Davi rei em Hebrom. Pareceu errado a Davi o fato de ele ter um palácio para morar enquanto a arca de Deus ainda estava abrigada numa tenda. não um Deus irado. Ficava a cerca de 8 km ao sul de Jerusalém. apesar da promessa. ele ocorreu um pouco depois. primeiro para o oeste. Compare com 1 Sm 6. • Filhos de Davi (4-7) A lista em Samuel não menciona Elpelete nem Nogá. O culto adequado se caracteriza por ordem e alegria. A intenção era mostrar. não tem paralelo em outro livro bíblico). Desde os tempos mais remotos. que veio da família de Davi e reinará para sempre ( M t 1—2). Nenhuma pessoa não-autorizada poderia sequer tocar a arca sagrada. Davi tinha todas as condições de lidar com as nações à sua volta. Para os autores do N T . • H i r ã o d ) Veja 2Sm 5. Q u a n d o Jerusalém foi tomada e o povo foi exilado na Babilônia (587 a . a música teve um papel especial na adoração (veja 16. C ) . Após ficar durante três meses na casa de Obede-Edom (13.7-43: U m h i n o d e l o u v o r a Deus Nos vs.26-31 (Rabá. é a moderna A m ã ) . 8-36 foram reunidos trechos de diversos salmos. • Perez-Uzá (11 ) Isto significa "castigo de U z á " (10). tudo parecia perdido. como os outros registros deixam claro (2Sm 13 e capítulos seguintes. n o passado. O escriba confundiu duas letras hebraicas.11. I C r 18—20: V i t ó r i a s de Davi levam à expansão do reino Veja 2Sm 8 (filisteus).27). 2Sm 10 (amonitas e sírios) e 2Sm 12.

4 O problema dos números muito altos não c e x c l u s i v o do AT. O episódio de Bate-Seba e Urias (relatado em 2Sm 11—12) se encaixa entre 20.um lugar plano. • Filhos d e Davi (18. continuam sendo um mistério.2. o p o v o sofria.5 Este números diferem de 2Sm 24.1 e 20. • T o d a a n a ç ã o s e t o r n o u c u l p a d a (21 . Mas a palavra carro aqui pode significar apenas "homens montados". um número mais p r o v á v e l . mas na época do Cronista a palavra sacerdote assumira u m significado técnico. O mesmo acontece c o m líderes e nações atualmente. o censo (avaliação do poderio militar de Israel sugere falta de confiança em Deus) e a peste eram significativos apenas como acontecimentos que levaram D a v i à decisão (22.1—22. • 21. • S a t a n á s (21. É Deus quem estabelece os limites do podet de Satanás (veja J ó 1—2). • Sete mil c a r r o s ( 1 9 .18 traz 700 carros.1) 2Samuel traz "Deus". aberto. As estatísticas dadas pelos lados opostos numa guerra raramente correspondem à verdade — mesmo atualmente! Veja Introdução. l C r 21. 1 8 ) 2Sm 10.A história de Israel o norte e para o leste. A infantaria aqui são os "cavaleiros" mencionados em Samuel. ••••• . e a razão para Deus permitir que ele aja. O u t r o s documentos contemporâneos também dão números altos de soldados e carros de guerra. que nesta época no A n t i g o O r i e n t e Próximo a cavalaria desmontava para lutar.3) A solidariedade nacional é u m fato. u m local para o Templo Veja 2Sm 24.0 Cronista provavelmente obtev v estes número' de outra fonte. • 20. apropriado para a construção desse tipo. Veja mapa cias guerras de Davi (2Sm 8 ) .1: C e n s o e castigo.17) O autor de Samuel os chamou de "sacerdotes". principalmente porque ela j á era conhecida de registros anteriores. j á O lugar u u terreno que Davi c o m p r o u para a futura construção d o T e m p l o t-ia uma eira . • 18. isto não é necessariamente uma tentativa de encobrir o u maquiar essa história. O Cronista regularmente omite detalhes da vida privada. conforme seu propósito de enfatizar a verdadeira realeza e a correta adoração. Para o C r o n i s t a .1) de c o n s t r u i r o Templo no local onde ficava a eira de O r n a . fato sequer mencionado em Samuel. Quando o rei como líder pecava.5 Veja 2Sm 21.19.9. Sua existência no mundo de Deus. Portanto.

6-24 (com 24. Davi jamais abandonou o desejo de construir uma casa digna de Deus. • Se e s c o n d e r a m (21. eram qualificados para ingressar no serviço de Deus. Provavelmente pertence ao período da co-regência de Salomão com seu pai (23.20-31) dá uma lista daqueles que pertenciam à tribo de Levi e que.2-32: O s levitas e seus deveres Os cinco capítulos seguintes registram como Davi organizou a administração religiosa (23—26) e civil (27) da nação. 1. isto faria Davi muito mais rico que Salomão. 9 O nome Salomão vem da palavra hebraica para paz: "shalom". • Estrangeiros (22. . 3.8) Isto não significa que Salomão fosse moralmente melhor do que Davi. erguida no local do Templo.1: P r e p a r a t i v o s p a r a a construção d o Templo Esta seção não tem paralelo em Samuel. portanto. O significado é evidente: Davi acumulou muitos suprimentos. Davi deu novos deveres aos levitas: o cuidado e a manutenção do Templo. Assim. 1 4 Tomado literalmente. e este versículo aparentemente dá o preço pago pelo terreno inteiro. O foco em todos estes capítulos é o Templo e o culto de adoração a Deus. eram separados ao serem lançados ao vento. Agora a arca devia ter uma sede permanente. entrassem no serviço aos 20 anos.18 A eira era um espaço aberto e plano no qual os feixes podiam ser espalhados.1 O Cronista não menciona as lutas pela sucessão registradas em l R s 1. Davi ordenou que. l C r 23. o dever dos levitas fora manter e transportar o Tabernáculo. • Muito s a n g u e tens d e r r a m a d o (22. l C r 23. músicos e coristas. • 23. Foram essas guerras que possibilitaram o governo de paz de Salomão num reino fortalecido. e propiciaram ao rei e à nação a liberdade de. elaborar o projeto. • Vs. o u que as guerras de Davi não tinham justificativa (ao contrário. lRs 1). as funções de magistrados.1 e 2Crônicas 313 • 21. e a assistência geral aos sacerdotes. Desde os primeiros dias da peregrinação no deserto.1. Eles também ajudavam os sacerdotes. que agora está sob a mesquita do Domo da Rocha. lCr 22. reunir o material.2—23. uma fortuna em ouro. se concentrarem na grande tarefa de construir o Templo de Deus. finalmente.20) Talvez na caverna sob o chão de pedra.27 Os levitas começavam o seu trabalho com a idade de 30 anos. O m ã é o mesmo que Araúna no relato de Samuel. • 2 2 . Bois puxando pranchas com cravos debulhavam os grãos que.25 2Samuel registra o preço pago pela eira. uma vez terminada a construção do Templo. Ele aceitou o revés da recusa de Deus e direcionou todas as suas energias c seu entusiasmo para o que podia fazer: escolher o local.2) Os canancus que permaneceram na terra foram permanentemente obrigados a fazer trabalhos forçados como escravos. A dificuldade deve ter surgido porque era um nome estrangeiro. que deve ter durado alguns anos. e a adoração devia ser centralizada no Templo de Jerusalém. algo que nos últimos tempos faziam nos muitos santuários espalhados pelo país. zeladores. Ela segue naturalmente a menção do Templo no v. • 2 2 . • 21. muitas vezes se afirma que Deus estava com ele em suas campanhas). em seguida. uma riqueza fantástica em prata. bem como muito bronze c ferro.

l C r 26. Davi. que supervisionava pessoalmente ( 2 .1-19: O s p o r t e i r o s de T e m p l o Vários levitas deviam atuar como porteiros. estavam e n c a r r e g a d o s dos porque teu é tudo quanto há sacrifícios no T e m p l o . A b i ú (1) Veja L v 10. Supostamente d e v i a m manter a ordem. inclusive para esses "porteiros" (veja SI 84. culto no Templo.314 A história de Israel do T e m p l o t i n h a m o m i n i s t é r i o de profetizar. iMr lelcvii .30-36). • V . "colunata". "pátio".15-18. 8 a .3). Os músicos . l C r 24: O s s a c e r d o t e s e seus deveres Os v i n t e e q u a t r o g r u p o s de sacerdotes. Vs. • Nadabe. cada nos céus e na terra. Asafe. é o reino. Também recebiam as ofertas e contribuições ( 2 C r 31. Mas o status não era importante no s e r v i ç o d o T e m p l o ." grupo servindo duas semanas do ano. muitos de seus descendentes A música era uma parte impoilanlc cio tiveram morte violenta (veja I S m 2. a n u n c i a n d o as mensagens de Deus (25. • V. M e s t r e s e discípulos o c u p a v a m as mesmas posições ( 8 ) . certamente gostava desta parte da organização. Hemã e J e d u t u m estavam entre os famosos: são n o m e a d o s nos Salmos. C . 4 O fato de a família de RH ser descendente de Itamar explica em pane o número reduzido de sacerdotes. revezando-se na guarda do Templo e do depósito. I r Carquemla. instrumental e v o c a l . a vitória c a majestade. que l a m b e m era músico h a b i l i d o s o (ISm 16. l C r 25: O s m ú s i c o s d o T e m p l o A música. "pavilhão". SENHOR. i C r 29.10). c traduzido por "átrio".11 por sorteio. a honra. teu. 18 O significado exata da palavra hebraica "parbar" é desconhecido. ser. e p r i m e i r o sumo sacerdote. 6 ) . T o d o serviço no Templo de Deus era uma grande h o n r a .1). tocando vários insttiiineutos. Por causa dos pecados dos filhos de E l i . SENHOR. 20-31: outra lista de levitas (veja acima). assim como na v i d a social em geral.1. irmão de Moisés "Teu. ii grandeza.14). A ordem era decidida Ultima oração de D a v i . 2Sm 23. mostra um grupo de músicos. todos d e s c e n d e n tes de A l ã o . é o podei. era i m p o r t a n t e na a d o r a ç ã o j u d a i c a .

l C r 27. em U r . • V. A promessa foi feita a Abraão ( G n 15. mas uma pista para a data em que o Cronista escreveu. administradores e magistrados eram designados para cuidar das finanças do Templo e das questões legais. e os despojos de guerra — eram vastos. 2 0 . veja caps. bem como de lazer os registros. Abner e Joabe morreram antes da construção do Templo. 11). Mas neste momento havia paz. após o breve incidente registrado em l R s 1 (veja 29. • Daricos (29. Ela demonstra.24) Anteriormente. Davi fez uma última contribuição pessoal c generosa para o fundo de construção do Templo (1-5).14. 28 Samuel. lCr 2 7 : O e x é r c i t o e o s e r v i ç o c i v i l de D a v i l C r 27. Davi apresentou seu filho ao povo (1-8). anacrônica para a época de Davi. e as ofertas voluntárias afluíram (6-9). • Crônicas (29. Uma assembleia formal pública marcou a coroação oficial de Salomão. mais que qualquer outra passagem. entregou-lhe a planta de todos os prédios do Templo (11-19). Seu exemplo e apelo (5) inspirou uma reação pronta e alegre do povo.22). deulhe importantes conselhos (9-10) e.29) Estes podem ser os registros que aparecem em 1 e 2Samuel. não chegaram até nós. Adonias tentara tirar o trono de Salomão ( l R s 1).17.2-15: Todos os 12 comandantes aparentemente vieram da guarda especial de "homens valentes" de Davi (veja cap. Logo. O s tesouros do Templo — contribuições e impostos do povo. O projeto seguia as instruções dadas por Deus. • V. 33 Aitofel e Husai aparecem na história da rebelião de Absalão (2Sm 1.16-34: os oficiais encarregados das tribos (16-22). mais tarde. 25-31). c era bem parecido com o padrão dado a Moisés para a construção do Tabernáculo. Sua oração é uma das mais grandiosas em todo o AT.31-32. do contrário. "Amigo do rei" (ARA) era um título oficial. Os homens abaixo de 20 anos não eram qualificados para o serviço militar c então jamais eram contados. 2Crônicas 315 l C r 29: A l é m de tudo que havia juntado ao longo dos anos.5. lCr 2 8 — 2 9 : S a l o m ã o f i c a no l u g a r d e D a v i l C r 28: A história que havia sido interrompida pelas listas. G n 22. A o mesmo tempo. 21. D a v i entregou as listas dos deveres do Templo (21.3 2 : O u t r o s o f i c i a i s do T e m p l o Tesoureiros. por fim.1 e lCr 2 6 .2. Davi agradeceu a Deus de coração p o r tal dádiva ser possível para pessoas que sem a bondade de Deus não teriam nada. é retomada. os administradores das p r o priedades d o rei (depósitos. produtos agrícolas e rebanhos. Profundamente comovido. • Todos os filhos d o rei Davi (29. • 29.7. ARA) Moeda persa de ouro.4). esses presentes haviam sido entregues na Tenda anterior. . após a provação com Isaque) e foi repetida para Isaque ( G n 26. Saul. 32 Jonatas e Jeiel estavam encarregados da educação dos filhos do rei.4 Veja 22. 23—26). porque este homem podia ser considerado "um homem segundo o coração de Deus".5. em 23. • V. • V. Salomão o condenou à morte. 23 Para o censo veja cap. e seus conselheiros pessoais (32-34).

• V. uma região de pequenas elevações entre a Judeia e a planície litorânea filistéia. riqueza e fama. • V. Deus lhe d e u a sabedoria que pedira. • V. Veja também 2Sm 5. "Sefelá". • Planícies (15) Literalmente. 13 Hirão-Abi: A forma abreviada do nome era Hurã ou Hirão.C. que é uma variante de Hirão. 4-6 complementam o relato de Reis. mais poder.316 A história de Israel 2Cr1— 9 2 C r 2: P r e p a r a t i v o s p a r a a construção d o Templo Veja 1R S 5. 3 N o texto hebraico aparece o nome "Hurão". 2 C r 3: C o m e ç a a c o n s t r u ç ã o do Templo Veja l R s 6 — 7 . 16 Veja "Comércio de Salomão". 10. Os vs. Veja l R s 3. L m ' m J s ^ B i . Salomão agora estava no comando d o reino de seu pai Davi. • MonU deoferec dos mor • Parva velmení • Véu/c santuári prédio ( anterioi fala sob oliveira O reinado de Salomão 2 C r 1: S a l o m ã o r e i n a c o m a sabedoria de Deus O período é o século 10 a.

5) O u seja. .000 b a t o s (4.12) Veja l C r 25. é o fato de que Deus e suas promessas são confiáveis. onde ficavam o altar e o tanque. o tabernáculo (Êx 26. o Templo foi construído como casa para Deus. diante do Templo. Os pedidos se baseiam em outros O m u r o que dá para o S u l . e de todas as orações. • Parvaim (6) U m lugar desconhecido.2—6. A base desta oração. 1 — 5 . 1 : E q u i p a n d o o T e m p l o Veja l R s 7. 2Cr 4 . existe um acentuado declive q u e leva a o vale d o Cedrom. O Cronista acrescenta o v. cânticos e ação de graças.1 e 2Crônicas 317 • Monte Moriá (1 ) Abraão havia recebido a ordem de oferecer sen filho Isaque em sacrifício sobre um dos montes da terra de Moriá ( G n 22.31). • 4. As assembléias aconteciam ao ar livre. Não era uma catedral em que se reuniam para adorar.31-32 fala sobre mna porta dupla feita de madeira de oliveira.2 Enquanto caminhava pelo deserto e vivia em tendas.26 traz 2. Salomão fala ao povo (6. o povo fez uma tenda paia Deus (o Tabernáculo). na área d o T e m p l o em J e r u s a l é m . O local o n d e ficava a cidade d e D a v i aparece em primeiro plano. A glória da presença de Deus encheu o Templo (2-14).12-42: A o r a ç ã o d e S a l o m ã o Veja l R s 8.2). Agora que se instalaram em casas. À direita.17-21. • Levitas que eram cantores (5. A arca foi levada ao Templo em meio a música alegre. Já havia sido assim na Tenda anterior.11: A c e r i m ô n i a c o m e ç a Veja lRs 8. em que ficava a arca. 6.6 Veja Êx 30. 2 C r 6. • Véu/cortina (14) Esta cortina separava o santuário. • 3.000 batos. possivelmente na Arábia. • 6.000 litros na medida usual de 22 litros por bato. da parte maior do prédio do Templo.3-11). l R s 6. cerca de 60. lRs 7. 2 C r 5.

o "almugue" de l R s 10. 2 C r 9. ao se lembrarem da queda de Jerusalém e dos anos de exílio seguintes. a exemplo do que ocorre nos livros de Reis. • V . 21 N ã o é muito provável que esses "navios que iam a Társis" (Tartessos) fossem até a Espanha.1-12: A v i s i t a d a r a i n h a de Sabá Veja l R s 10. O fogo queimou os sacrifícios em sinal da presença e aprovação de Deus. • O preceito d e Moisés (13) Para as festas I fixas anuais veja L v 23. • V . A R A e NTLH traduzem por "sândalo". veriam nestes versículos de advertência a razão daqueles acontecimentos trágicos. porque apenas os sacerdotes podiam entrar no Templo.10-14. NTLH) Isso tinha que ser assim.23.18).41-42 Citação livre de SI 132. O s leitores d o Cronista. fatos importantes sobre Deus: seu amor pelo seu povo.11.10-28. 10 O s 250 oficiais mais 3.1-13. Este relato difere de Reis nos vs. para os sacrifícios. V s . | L v 1—7. • V . Talvez a expressão se refira a navios de grande calado. 2Cr 7 : A festa de consagração Veja l R s 8—9. 29 Todas estas fontes se perderam. > Vs.65-66). 2 C r 8: A s c o n s t r u ç õ e s e o comércio de Salomão Veja l R s 9.300 de l R s 9.0 Cronista não fala das várias mulheres estrangeiras e sua influência. 11-22: numa segunda aparição.12-15. em Jerusalém. 11 Compare l R s 11. A extensão do reino de Salomão (26) era o cumprimento da promessa que Deus havia feito a Abraão ( G n 15. Duas U m pórtico que dá acesso à a m i g a área d o Templo.11.318 A história de Israel festa se estenderam até a semana da Festa das Barracas (Tabernáculos). 2 C r 9.16.600 capatazes (2. • V . seus padrões morais absolutos.8-10 que o Cronista acrescentou. ARC) Palavra estrangeira. • V . • Em frente d o Templo (12. 2 As cidades de l R s 9. Deus c o n c o r d o u com todos os pedidos de Salomão. 5. sendo o último u m dia de reunião solene antes de todos se dispersarem (isto esclarece l R s 8. O Cronista inclui essa visita como ilustração da ampla fama e reputação de Salomão. que Salomão resgatou de Hirão. • V. hoje ocupada p o r uma mesquita. além do que pode ser deduzido aqui. Mas em troca ele esperava obediênda leal.18) são o mesmo total que os 550 mais 3. 2. Os sete dias de . 14 As orientações de Davi estão em lCr 23—26.14-29. sua prontidão em o u v i r e perdoar aqueles que genuinamente abandonam o pecado.13-31: A s r i q u e z a s e a glória de Salomão Veja l R s 10. • A l g u m i n s (10.

•-. a partir da divisão em reino do Sul e reino do Norte. etc. por sua v e z . madeira.15. • Sátiros (15. se concentrou em fortificar seu pequeno reino contra ataques de seus v i z i n h o s maiores e mais fortes. o silonita": Veja l R s 11.-.26-40. Além de adquirir riquezas com o comércio terrestre. 2Cr 1 0 : C o m R o b o ã o o r e i n o se d i v i d e e m d o i s Veja também l R s 12.30-39. construções de Salomão O Egito forneceu \ cavalos e carruagens Cavalose . A s s i m . t Isto vinha d e Deus (15) Esta é uma das várias ocasiões no A T em que um fato é atribuído diretamente a Deus sem referência à liberdade de escolha do ser humano. 2Cr 10—36 Os reis de Judá As datas e a duração do reinado de cada rei são dadas nas seções paralelas de 1 e 2Reis. semelhantes a bodes. \feja "Examinando a cronologia dos reis". o s túneis dos mineiros e os depósitos d e cobre. . Veja l C r 10. Roboão recebeu das mãos de Salomão um reino rico que começava a dar sinais de fraqueza. n o g o l f o d e A c a b a . e freqüentemente refere-se a J u d á como "Israel". "Por intermédio de Aías. existe uma sobreposição. t Semaías (2) Veja 12. i No Egito (2) Veja l R s 11. 319 0 comércio de Salomão A posição estratégica do reino de Salomão possibilitou o controle das principais rotas de comércio n o sentido nortesul utilizadas pelos mercadores. O c o b r e e r a e x t r a í d o d e minas e m T i m n a . Muitas delas incluem u m período de co-regência com um predecessor. Apenas os descendentes de Davi são os verdadeiros reis da nação. desde o t e m p o d o rei Salomão até o p e r í o d o r o m a n o (e a l é m ) . marfim e jóias .le2Crônkas das profecias de Aías foram registradas em lRs 11. 14. principalmente Israel e o Egito.•. A i n d a hoje se p o d e m v e r . lomão pertotíeEziom d e S a A frota do mar Vermelho (operação conjunta com Hirão) trocava cobre porouro de Ofir. Sacerdotes refugiados de Israel afluíram para Judá após as medidas de Jeroboão no sentido de romper qualquer ligação religiosa com Jerusalém (veja l R s 12. Mesmo assim. ele praticamente ignora o reino do Norte. carruagens foram exportados para os hitítas e sírios A posição estratégica do reino de Salomão possibilitou o controle das principais rotas de caravanas no eixo norte-sul N /' V Minas de cobre . 0 Cronista não reconhece os reis de Israel. Veja l C r 29. seu acordo com o rei Hirão de Tiro trouxe o comércio marítimo. 2Cr 1 1 : R o b o ã o f o r t i f i c a J u d á Uma palavra oportuna de Semaías evitou a guerra civil (1-4). o que significa que. em muitos casos.14. e o gráfico "Reis de Israel e J u d á " . a o norte d e E z i o m . ARA) Demônios do deserto. Ao morrer. n o local.5. 18 Adorão é o mesmo que Adonirão no relato de Reis. t V. forneceu cedro paraas jj. as dez tribos ainda eram consideradas parte da nação israelita. e continham elementos que continuavam leais a Deus e ao tei legítimo. apenas uma fração dessa terra e daquela riqueza foram passadas para seu sucessor. rei de Tito. prata.29. Um n a v i o d a froia mércame d o rei Salomão. Roboão.7.G e b e r .26-33). Cue forneceu cavalos a Salomão Hirão.

9-24.1-18. próximas o suficiente ( 0 profeta H a n a t i i i n c e n t i v a n d o o rei A s a . Para que os conquistados não se esquecessem de sua vitória.20. nos seus últimos anos de vida. que é um relarecorreu. e a guerra contra Israel pediu o auxílio da Síria. Já o Cronista viu coisas boas (caps. Maaca era neta de Absalão (veja 13. Veja 11. que era uma das tribos do norte. O autor de Reis aprovou o reinado de Asa. Ao seu lado aparecem os nomes das cidades e aldeias conquistadas em Israel. • Maaca (16) Avó de Asa. lealdade norte d o reino de J u d á . Asa recebeu honras do seu Abias devia ser considerada sinal da povo. Zerá provavelmente era um chefe egípcio o u árabe (a antiga associação com o Faraó Osorkon j á foi abandonada). • Z e r á (9) F. no sul. Ali. Retornando v i t o rioso para casa. ARA) O saltinhauso ficava apenas a 8 km ao norte de Jerusalém. Asa provavelmente destruiu os templos em que deuses de outros povos eram adorados e deixou os outros. No da vitória de Judá.9 I N T L H T ) "pactos" feitos c o m Deus). Nas proximidades de um pórtico. e dá a razão consultar médicos é considerado pecado. e a tribo fora assimilada por Judá havia muito tempo. E ao ficar doente. multas vezes se usa "filho d e " . "filha d e " n o sentido mais amplo de "descendente".. • R a m á (1) Esta cidade. 15. mas Judá continuou sob domínio egípcio durante alguns anos. • T o d o o Israel (1) O Cronista se refere ao verdadeiro Israel. castigando. às vezes destruindo.. Veja também l R s 15..20. 2Cr 12: O Egito invade J u d á Veja também l R s 14. mas aos "médicos". trazendo o nome de Sisaque. • Efraim. era obra de Deus. no norte. N T L H construção. ao morrer. • Sisaque (2) O líbio Shcshonq I. Um fragmento dessa pedra foi encontrado nas ruínas de Megido. também. traduziu por "aliança eterna". • Q u e i m a (14) Não se tratava de cremação.5). Mispa (6) Duas cidades da fronteira Representava fidelidade. • U m m i l h ã o (9) M e l h o r se for considerado apenas como indicação de " u m número enorme". no mundo a fim de dar Efraim. • A c a b o u c o m t o d o s os ídolos (8. Mas o território de Simeão ficava no sul. 14—15) e coisas ruins (cap.15 acima. no território d e tudo o que acontece • Micaía (2) Maaca (11. Manasses e S i m e ã o (9) Homens fiéis das duas tribos d o norte migraram para Judá. as pedras foram entalhadas com um enorme retrato do Faraó em triunfo. o registro mais verdade. "Deus está sempre vigiando bênção d e Deus.000 (17) Melhor se for conside mas da queima de especiarias (veja J r 34. • G e b a . • 2 C r 15 As reformas religiosas d e Asa • Azarias (1 ) c mencionado apenas aqui no AT Sua profecia foi o estímulo que impulsionou as reformas de Asa.2). deviam ser médiuns o u curandeiros. 16) n o reinado dele. a 2 C r 16: A c o n f i a n ç a do rei vacila Sob pressão. 2 0 Veja 10. forças a t o d o s • Aliança desal (5. isto é." cerimonial na ratificação de tratados. Sisaque mandou colocar uma placa de pedra em Megido. A grande vitória. NTLH) Mas veja 14. A q u i . Na to mais crítico ao rei.3. e em Tebas (Karnak). . A grande família de entanto. Só resta o de Tebas.17." Alan Millard • Filha d e A b s a l ã o (20) N o AT. 6) era o dom de Deus ao rei e povo obedientes. As invasões como esta e tantas outras eram vistas como conseqüência direta da desobediência a Deus. amplo complementa aquilo que era conside. o reino de Judá. e durabilidade (principalmente nos a Ramá para o transporte d e material de em 2 C r 16. fundador da 22 dinastia d o Egito.j á que esta é a única v e z na Bíblia em que rado adoração "adequada". A invasão de Sisaque "Os homens de Sisaque marcharam pela terra. 2 C r 14: Paz e v i t ó r i a durante o reinado deAsa Veja também l R s 15. Sisaque começou a construir templos em Mênfis. um total de 150 cidades e aldeias. 2 C r 13: O r e i A b i a s Asa enfraqueceu na fé. A paz (v.320 A história de Israel rado apenas como indicação de "um grande número". l R s 15. os que são fiéis a ele com todo o coração. 500. com seu nome e títulos gravados nela.liópia/Cuxe corresponde ao atual Sudão. não a Deus.. ainda há uma parede ao redor de um grande pátio.2). Ameaçado por Israel. • V. O arrependimento nacional (não mencionado n o relato de Reis) limitou seus efeitos.

um rei reformador como Asa havia sido. mas contradiz 17. j á que Josafá destruiu seus santuários ( 6 ) . • Tecoa (20) Amós.6 (Veja 15. • O mar (2. • Vossos irmãos (10) Concidadãos e compatrioias. 2 C r 20: Ataque d o leste Não há registro desta guerra em Reis. por laços de casamento (1. s Iffusalém 1 16. A única mancha no histórico do reinado de Josafá foi aquela aliança com Israel (35). não por métodos o u modos (veja l)t 18. que narra a mesma história. A adoração de deuses estrangeiros claramente continuava no reino. 17. pelo otimismo superficial de sua mensagem. Veja também 20. M B Sámana. casou-se com Atália. A confiança de J u d á em Deus foi amplamente recompensada. como seu pai fizera. Josafá o r g a n i z o u u m f o r t e e x é r c i t o e reforçou as defesas.21.24.10)..18-20. Como os lugares cm si eram considerados sagrados. somente algo como a Nomeou j u í z e s civis. 2Cr 18: U m a a l i a n ç a quase f a t a l Veja lRs 22.italha em K.1. Os invasores lutaram entre si c deixaram os despojos para J u d á .] e 2Crônicas null' 2Cr 1 7 : J o s a f á : um r e i f o r t e Veja também l R s 15. NTLH) Jeorão. Veja notas em Kx 12. estabeleceu tribunais profanação feita mais tarde por Josias poderia locais e uma cone mista de apelação em Jcrti impedir o povo de usá-los. os números dos diferentes grupos de soldados são muito altos. Era comum os nomes sc alternarem assim nas famílias. H.imote-Gilcadc d. sem liderança. ARA) Vfeja 9. etc. 22. ARA) O mar M o n o ( N T L H ) . E m v e z d e reunificar o reino. 4-27 Nunca foi fácil distinguir entre falsos profetas e profetas verdadeiros. 14-19 C o m o estão. salém. • Jeú (2) Provavelmente neto do J c ú cm I Rs • Társis (36. • Meunitas (1) Habitantes de um disiriio de Edom perto do monte Sen. Os altos (que 2Cr 19: A s r e f o r m a s l e g i s l a t i v a s nem sempre ficavam nos montes) eram de J o s a f á simples plataformas nas quais ficavam os Após a batalha de Ramote-Gileade. E foi muito rcspei tado pelas nações vizinhas. O r d e n o u que a lei fosse ensinada a o p o v o ( 7 ) . nlha de Acabe. . • V. Josafá concentrou-se nas questões domésticas.37. É possível que o termo "mil" sc refira a u m grupo e não a um número. praticou ou incentivou a imoralidade. Josafá percebeu que esses profetas estavam apenas dizendo a Acabe o que ele queria ouvir. > Vs.bjcl • J u U t u c a n D Jouft ! . 17 Sempre de novo o Cronista enfatiza que a vitória vem por meio da confiança em Deus.8-13. era desta cidade que ficava 16 km ao sul de Jerusalém. „ . não irmãos no sentido literal. Josafá. 33 Isto confere com l R s 22. Compare com Dt 16.1-50. objetos de culto. • V. > 0 Livro da Lei (9) O Pentateuco ("cinco livros") o u uma parte dele. > Vs.. pastor de ovelhas e profeta.43. • Como ovelhas sem pastor (16) Isto é. O verdadeiro c o falso só podem ser distinguidos pela sua vida e mensagem. > Árabes (11) Antigos nômades que se estabeleceram em Edom c Moabc. esta ligação quase destruiu Judá posteriormente (22. • Aliado.32. .17-22). filho de Josafá.. Nenhum profeta verdadeiro jamais fez uma previsão que não tenha se cumprido. o u desviou o povo de Deus e de sua l e i .. recebe grande destaque da parte tio Cronista.17). A q u i .

que significa "ele detém" o u "ele possui". . e -iaú o u ias. q u e fica ali perto. e antes das mortes de seus sobrinhos.16-24. Elias já não estava mais v i v o . embora não possamos ter certeza. era o herdeiro legítimo. como sufixo).21: M a s s a c r e e revolta no reinado da rainha Atália Veja também 2Rs 11. Acaz. O pequeno Joás. como 2Rs 8. • V . e levou a nação à idolatria.1 ' -I • » 1 . A amizade com Israel resultou diretamente em sua morte no expurgo realizado por Jeú.10—23. se aliaram n u m mal-sucedido projeto d e construção de navios mercantes e m Eziom-Geber (lílate). A R A ) O u t r a maneira de se escrever Acazias (22. d e Israel. Ambos são compostos de "acaz". filho de Acazias. 1 O rc¡ Josafá.como prefixo. 2Cr 22.26. a rainha-mãe pôde assumir o trono sem resistência. d e i x o u uma mensagem escrita que foi entregue por um sucessor. Assim.8).17. o nome completo significa "Deus possui". Acazias não aprendeu nada com o terrível T—r—r— fim de seu pai. como A R C ) a idade de Acazias deve ser vinte e dois. J e o r ã o perdeu o controle sobre E d o m e Libna (na fronteira com os filisteus). Após seis anos.25-29. "Se foi sem deixar de si saudades" ( 2 0 ) : u m terrível epitáfio. 2Cr 22. Talvez. n o g o l f o de Acaba.ou Jo. A má i n f l u ê n c i a da esposa de J e o r ã o (Atália era filha de Acabe e Jezabel) p r o v o u ser mais forte do que o bom exemplo de seu pai. 2 Em v e z de quarenta e dois (algumas versões.11 ( n o reinado de Josafá).11 Talvez esse " L i v r o do Testemunho" fosse o texto escrito por Samuel (veja ISm 10. • Não nos sepulcros d o s reis (20) Supostamente porque desagradou a Deus. 22. • V . 9 Isto parece ser diferente do relato de 2Rs 9—10. • 23. Mas como tantos membros da família real haviam sido mortos (21.A foto mostra o ancoradouro na ilha de Farun.25). e o nome de Deus (escrito Jeo. a usurpadora foi deposta. Talvez o profeta. Azarias ( U z i a s ) .1). segundo o qual Acazias morreu em Megido. 2 C r 21: O r e i J e o r ã o Veja também 2Rs 8. Morte violenta ou doenças de pele ("lepra") impediram que isso fosse feito.1-9: O r e i A c a z i a s Veja também 2Rs 8.A história de Israel / ' . • Jeoacaz (17. Joás. e o rei Acazias. "Samaria" designe o reino e não a cidade cm si. d e J u d á . ao prever o que viria a acontecer. Outros reis não sepultados nos túmulos reais foram Acazias. neste caso. O Cronista enfatiza o papel dos sacerdotes e levitas na recondução do monarca legítimo ao trono. A maioria dos reis de J u d á tem nomes compostos dessa forma. • Carta d o profeta Elias (12) C o m base em 2Rs 3.

16-23) do reinado de Uzias (como fizera com Asa e Joás). Após reinar por 29 anos. fiel a Deus (2). chegando até o mar Vermelho.1 e 2Crônicas 323 2Cr 2 4 : O r e i J o á s r e s t a u r a 0 Templo Veja também 2Rs 11. de J u d á . Parece que Uzias.. Após a morte d o sacerdote. complementando o relato em Reis) foi o início de sua mina. seu conselheiro religioso. d e m o d o que todos toram esmigalhados. 23 Isaías recebeu seu chamado de Deus (Is 6) no ano da morte do rei Uzias. Era amigo da agricultura e protegia os rebanhos dos invasores do deserto (10).25.32-38. Ele manteve e aumentou o reino que havia recebido de seu pai. o rei foi derrotado e morto como castigo por ter adorado os deuses de Edom.12-16. sinal visível do pecado invisível que o impedia de ficar na presença de Deus. v. tomou-se co-regente. . Uzias (auxiliad o p o r Zacarias. Certificava-se que seu exército estivesse bem equipado e armado com máquinas de última geração (14-15).) Deus o atingiu com lepra. 16-20 complementam o registro de Reis. Amazias foi morto numa conspiração. no entanto. 1 Israel.21.5) teve um bom começo. trucidou os edomitas.1-7. Sendo u m rei poderoso. (Os vs. Joás começou bem. Sob a influência de Joiada. O Cronista descreveu o lado bom (26. Buscou a Deus e estendeu os limites do seu reino para o sul. 21 E m M t 23. o rei ficou sob influencias menos saudáveis. assumiu o papel de sacerdote.. Mas como acontece com muitas pessoas boas antes e depois dele. 2Cr 2 5 : O r e i A m a z i a s Veja também 2Rs 14. acrescentando Amom à lista dos estados que lhe pagavam tributo. Segundo o Cronista. 4 D t 24. A derrota fez o povo se voltar contra ele. E m seu orgulho. o poder e o sucesso o levaram à ruína. Ele trouxe para casa os deuses estrangeiros c em seu orgulho desafiou o poderoso reino de Israel (17). o rei sofreu uma vergonhosa derrota e acabou sendo assassinado.21—12. [ v . Jotão provou ser um " b o m " rei. Efraim (7) O Cronista deixa claro que está se referindo ao reino do norte (veja NTLIT). > Cem mil ( 6 ) Melhor se considerado um número arredondado para indicar u m grande grupo. O povo foi conclamado a ser fiel aos termos da aliança e o Templo danificado (7) foi restaurado. chegando ao ponto de mandar matar o filho de Joiada que o havia criticado em público. A cmel vitória de Amazias sobre Edom (5-16.1-15) e o lado ruim (26. * V. Como conseqüência. > 0 imposto ( 6 ) Veja Ê x 30. Jesus faz referência à morte de Zacarias. • V . 2 C r 27: O r e i J o t ã o Veja também 2Rs 15. o "Azarias" de 2Reis. 2 C r 26: O r e i U z i a s ( A z a r i a s ) Veja também 2Rs 15.16. precipitando d e z mil homens d o alto d o penhasco e m Seir (mais tarde Petra). A O rei Amazias.

12-19. A terrível apostasia de Acaz quase levou Judá à destruição. continuava contaminada pela idolatria. Ainda havia resquícios de bondade em Israel. não houvera Páscoa como esta desde a época de Salomão. 2 C r 28: O r e i A c a z Veja também 2Rs 16. 2 C r 33. embora N m 9 também permita a outra data. mas a imposição de impostos altíssimos. Ezequias exibiu seus tesouros com orgulho tolo. • O rei sírio (5) Rezim (veja 2Rs 16).1-18. Q u a n d o "Deus o desamparou". Após varrerem do mapa o reino do norte. mas este não foi o caso de Acaz (22-27). Is 7.24). 19 O Cronista. que dava muito valor às formas adequadas de adoração. rei-vassalo da Babilônia. A alegria foi tanta que a festa foi prolongada por mais uma semana. 2 C r 29: O r e i E z e q u i a s Veja também 2Rs 18—20.34). • V. 25 Veja l C r 25. • V . e continuou até o final das safras de frutos e vinho. 7 O povo começou a contribuir em maio. e foi convocado para dar explica- . Apesar da péssima reação. 2Cr 32: O s assírios invadem Judá Veja também 2Rs 18—19. • V. • Altares ( 2 4 ) Para deuses pagãos. As reformas se estenderam até ao reino do norte ( 1 ) . Samaria caiu nas mãos da Assíria durante o reinado de Acaz (quando Ezequias era co-regente) — veja 2Rs 17. • V. 31 Veja 2Rs 20. • O cântico ao S E N H O R ( 2 7 . Possivelmente Manasses se envolveu na revolta do irmão de Assurbanípal. O tema é familiar. Mas o Cronista comenta uma mudança de atitude não mencionada em Reis. cujo povo demonstrava sinais de independência. Senaqueribe não conseguiu tomar Jerusalém. Is 36—37. As leis que regiam o culto e a manutenção dos sacerdotes foram reintroduzidas (2-10). havia destruído os objetos e fechado o Templo: 28. 15 Muitos sacerdotes e levitas demorarait em aderir à forma reformada do culto (29. Quando o prédio estava pronto. (Acaz. era setembro/outubro. deixou claro que o mais importante era a atitude do coração. Ezequias convidou os poucos israelitas restantes para se unirem a Judá na celebração da Páscoa (9). 18 Eles falaram em hebraico. A razão. o pai dele. ARA) Muitos dos salmos foram escritos para uso no Templo em várias ocasiões. • V . é que | na crise o rei de Judá confiou totalmente e m Deus. • V . 12 O emissário assírio não entendeu as reformas de Ezequias. Hinorn (Geena) passou a ter uma reputação sinistra. j u n h o . Durante quase todo o seu longo reinado. Todos ficaram suipresos com o volume das ofertas para os sacerdotes e dos dízimos para os levitas (10). os assírios invadiram Judá. Cuidados especiais foram tomados para garantir que tudo seria distribuído apropriadamente. A maioria dos israelitas do norte foi para o exílio e a terra deles foi repovoada. C .324 A história de Israel religião do povo. a língua diplomática. O ataque assírio a Laquis é retratado nas paredes do palácio de Senaqueribe em Nínive. 2 C r 31: R e f o r m a s r e l i g i o s a s promovidas por Ezequias Todo este capítulo é um acréscimo ao registro de Reis. os sacerdotes e o povo também foram purificados do pecado pela oferta de sacrifícios. segundo o Cronista. todavia. com a colheita de grãos. • V . • V . Mas na sua campanha de 701 a . O povo não teria entendido aramaico. Manasses foi um dos reis menos piedosos de Judá. 3 A data normal da Páscoa era o dia 14 do primeiro mês. 20 Esta não foi uma invasão. • Vale de Ben-Hinom (3) Um pouco ao sul de Jerusalém. o rei.1-20: O d e s a s t r o s o reinado de Manasses Veja também 2Rs 21. A principal preocupação de Ezequias foi restaurar o T e m p l o a seu uso a d e q u a d o . Gade e Nata haviam sido profetas na época de Davi. • V. Deus até usou o reino idólatra do norte para castigar seu povo e revelarlhes uma clemência quase inédita para com os prisioneiros de guerra. mais tarde passou a ser local onde o lixo da cidade era queimado. O relato detalhado da purificação e da reconsagração do Templo profanado é característico do Cronista. A crise levou algumas pessoas a uma fé mais profunda. Ele profanou o Templo c praticou sacrifício humano (6-7). 2 C r 30: A c e l e b r a ç ã o da Páscoa (Para a origem e o significado da Páscoa veja Ex 11—13).

Isto g a r a n t i a o abastecimento d e água d e J e r u s a l é m d u r a n t e u m cerco. .a fonte d e G i o m . u m túnel que leva água da f o m e até o tanque. e a altura da rocha acima da cabeça dos operários era de 100 cavados. cada um encontrando seu companheiro. Em 1880.. e quando ainda havia três cavados a serem perfurados. Então a água escorreu da fonte ao tanque por 1200 cavados. (ouviu-se) a voz de um homem chamando seus companheiros. um menino que se banhava no tanque de Siloé encontrou uma inscrição que conta a seguinte história: ".. Enquanto (os operários manejavam suas) picaretas. q u e passava p o r b a i x o d a m u r a l h a d a cidade. pois havia uma fenda (?) à direita. cada um na direção de seu companheiro.. O canal d e Ezequias. E no dia da perfuração. O túnel tem mais de 620 m de comprimento e é tortuoso.] e 2Crônicas 325 O canal de Ezequias Para garantir o abastecimento de água em caso de invasão..para d e n t r o d a cidade. picareta contra picareta. até o tanque d e Siloé. acompanhando o formato da rocha. Ezequias canalizou a água da fonte de Giom ao tanque de Siloé. E l a mostra c o m o e r a a escrita hebraica a o t e m p o d e Isaias. JERUSALEM NA ÉPOCA DE EZEQUIAS U m detalhe d a inscrição q u e registra a conclusão d o canal d e E z e q u i a s . através d o canal d e Ezequias. os operários atravessaram. E esta é a história da perfuração." Á g u a e r a canalizada desta fonte .

i innn.1. • V. embora isso não tenha afetado o povo. e isso se deu poucos anos antes de uma segunda escravidão. na Babilônia. 30).8-17. Veja 35.C. Deus atendeu a oração desesperada d o rei.1 D Ao moinai. e reformou o Templo. em 605.3. O verdadeiro significado dos fatos está no que eles ensinam. • Jeremias c o m p ô s u m a lamentação (25) Não se trata do livro de Lamentações. Josias profanou e d e m o l i u os lugares e objetos de adoração pagã. hahili'ni i:. Jeoaquim começou como vassalo do Egito e acalxni como cativo na Babilônia.'!" representava o clímax das reformas (Ir Josias.21-25: A m o m Veja também 2Rs 21. 2Cr 34: Josias: u mr e i q u e promoveu reformas Veja também 2Rs 22—23.35—24. 2 C r 33. 2 0 Em 609 a . traz o regfftro «la dei ima dos egípcios na batalha de Girquemis. Neste momento a sua celebrai. de 642 a 640 a.19-26. Ncco cli-pOr JNAOU • o leva 1. • G a n c h o s (11 ) Os assírios colocavam ganchos ou argolas no nariz de um rei derrotado por eles.21-30. foi mono. Assim. Durante seu reinado foi descoberto o livro da Lei (provavelmente Deuteronômio. o rei Manasses..7. 18 Há u ma "Oração de Manasses" entre as obras deuterocanônicas.32b A história de Israel ções na Assíria após a vitória de Assurbanípal. embora Ezequias a tivesse reavivado (cap. Ele seguiu o mau exemplo de Manasses e foi assassinado por seus oficiais. ao tentar impedir que o Faraó continuasse MIA mau lia IIIMII ao none. principalmente na ordem dos acontecimentos. • Vs. ao norte. do séc. 2Cr 35: A Páscoa d e Josias.it. ele foi derrotado por Nabucodonosor. 6 a.'IHI . Após apenas três meses no poder.9-10: J o a q u i m Veja também 2Rs 24.. Ao retornar para casa. ape- sar da iniciativa d o rei. acima).1-4: J o a c a z ( J e o a c a z ) Veja também 2Rs 23. O rei Josias.20 acima. mas nenhum dos dois autores tinha como preocupação maior a cronologia. Mas. 2 C r 36. . • Hulda (22) Veja 2Rs 22. Josias estava cada vez mais livre para tomar medidas politicamente perigosas.31-34. c m Carquemis. a reação d o povo foi muito pequena e tardia demais para evitar o castigo.. como realizar reformas religiosas também no território d o antigo reino de Israel. • Vale d e B e n . Há algumas diferenças entre os registros em Reis c Crônicas.i i>. Essa lamentação de Jeremias não nos foi preservada. ele depôs e deportou Joacaz. talvez numa forma mais antiga). 4 Estes eram altares construídos pelo avô de Josias. • Vs. A m o m reinou durante dois anos.. » marcho ui drqmnrii pan ajuitar os assírios :ia sua b. A Páscoa fora negligenciada no período da monarquia.C.C mucre N A tsilalh.ilh. C .5-8: J e o a q u i m Veja também 2Rs 23. sua morte trágica Veja 2Rs 23. O povo lembrou-se de seu livramento da escravidão no Egito. • V. Ultima batalha de Josias U Faixi N i .H i n o m (6) O vale da Geena (veja 28. resultando em atos de arrependimento sincero. Neco estava marchando para o norte com o objetivo de ajudar a Assíria a se defender d o ataque dos babilônios. L J JOMJS INTUCCPU o cutt un rgipcio em M'. 2 C r 36. 3 . rei da Babilônia. de Judá. que está na Bíblia.14. Mas em 605 a. o sucessor de Josias. e sua libertação e seu retorno fizeram com que mudasse de vida.C (que 6 pane da Crónica Babilónica). Joaquim foi deposto e levado ao cativeiro na Babilô- Esta tabuinha de argila. 2Cr 36.7 O poder assírio estava em declínio.

por fim. num aio ritual em que ele faz o irabalhu de um escravo. e Zedequias era tio dele.4-7). Jeremias havia falado palavras duras de juízo e condenação da parte de Deus. mas elas foram todas ignoradas.1-7.30. A destruição da cidade e do Templo foi considerada j u í z o de Deus.J e 2Crônicas 3271 2 C r 36. nia. Deus não havia abandonado completamente o seu povo. não oito.) . J r 37. 21. o traria de volta à sua terra ( J r 24. E z 17. rei da Assim. Deus deu a Zedequias e à nação muitas advertências por intermédio de Jeremias e dos outros profetas. a destruição de Jerusalém Veja também 2Rs 24. • Sábados (21) O Cronista dá a entender que esses descansos sabáticos não foram respeitados no tempo dos reis. servindo aos deuses. Veja Lv 25. (Tinha 18 anos quando se tornou rei.1.22-23: U m a n o v a e s p e r a n ç a Quando o livro de Esdras foi separado do livro de Crônicas. estes versículos foram retidos no final de Crônicas c repetidos no início de Esdras.11-21: Z e d e q u i a s .18—25. um castigo que representava morte o u exílio para todo o povo. Mas também falara sobre como Deus continuava a amar o seu povo em exílio e que. Nesie relevo da Babilônia aparece Assurbanípal. até os persas conquistarem o império babilónico.34-35. 2Cr 36.3. O exílio durou cerca de 70 anos. Crônicas não poderia terminar com o v. 26.

) . é mencionado em Ne 12. que foi conquistado por Ciro. em 587 a. de 538 a 433 a.000 judeus voltaram do exílio. O r e t o r n o dosexilados sob Zorobabel e Esdras Ed 1—2 Os exilados judeus a Jerusalém retornam MÉDIA 1 Ecbatana BABItONIA\ - : í S u â . que tem forte apoio arqueológico).C. o r d e n a a repatriação dos exilados A política dos reis babilónicos era deportar os povos conquistados.ESDRAS Esdras e Neemias (um só livro na Bíblia hebraica. Puderam reconstruir seu Templo em Jerusalém (a obra começou em 538 e foi retomada em 520. Esdras e Neemias abrangem os reinados de cinco reis persas. o que é um grupo pequeno.) a Babilônia caíra nas mãos dos persas (como os profetas haviam predito). Seja quem for.. Naquele momento houve uma mudança na política governamental vigente até então. algumas pessoas questionam o retomo de Esdras e Neemias a Jerusalém durante o reinado d o mesmo monarca (Artaxerxes I. em 458 (esta é a data tradicional. mas que recebe novo vigor da 'fonte de nutrientes' que havia negligenciado. ELÃO PÉRSIA m m E d 1: O r e i C i r o . e o grupo de Neemias que voltou em 445. O retorno de Esdras Este é o foco d o livro de Esdras.1-13. Mas agora (539 a. 80 anos mais tarde. embora totalmente sujeitos à Pérsia. encontraremos no NT" (Derek Kidner). Não se sabe quem escreveu os livros. da Pérsia. Aqui termina a história da nação judaica narrada no AT. pela sua nova preocupação com a pureza. O compilador pode ter sido o Cronista ou alguém relacionado com ele. se comparado com o que o povo havia sido antes do exílio. que retornou com Zorobabel em 538 ou 537 a.1-3 são idênticos). Resumo Os judeus retornam do exílio. 464-423).C. e que. d a P é r s i a .C. a lei mosaica. num período posterior (403-357).22. permitiu que os exilados voltassem á sua terra e a J e r u s a l é m . já dá sinais de transformação no judaísmo que. Uma das primeiras ações de Ciro foi repatriar os povos exilados e permitir que reinstituíssem o culto aos seus próprios deuses. rei da Pérsia.C. Esdras é continuação de Crônicas (2Cr 36. 3—6 A g e u e Zacarias A reconstrução do Templo começaram a pregar) e restabelecer Caps. e um sexto. Caps. esses acontecimentos da história dos judeus se inserem no período após a queda do império babilónico. em 539 a. 1—2 A volta dos primeiros exilados quando os profetas Caps. Porém a sobrevivência deste "remanescente" era sinal de que Deus continuava a amar o seu povo. reconstroem o Templo em Jerusalém e restabelecem a lei de Deus.22-23 e Ed 1. e o povo sendo levado ao exílio na Babilônia. os exilados que retornaram com Esdras. Dario II (423-404). 7—10 seu próprio culto. que não só permitiu o retorno dos povos exilados a seu local de origem como também os incentivou à prática de sua própria religião. que terminou com a destruição de Jerusalém por Nabucodonosor. Entre os que se beneficiaram da mudança de política estavam os judeus. A data mais antiga seria por volta de 400 a. (Veja a profecia surpreendente de Isaías em Is 44. Página oposta: O decreto d o rei C i r o . Por causa da dificuldade com a cronologia dos dois livros.C.C. quer gostemos dele ou não. No plano mais amplo. "O que vemos em Esdras e Neemias é um Israel cortado quase até a raiz. ele parece ter se baseado em memórias pessoais de Esdras e Neemias na edição dos livros que levam seus nomes.26-28. chamado Esdras) abrange um período de aproximadamente 100 anos. Os judeus puderam voltar a ser judeus. sua ''cidade santa". a saber. Esdras e Neemias descrevem um retorno em três etapas: o grupo principal. preferindo colocar Esdras com Artaxerxes II. ou quando foram escritos. 45. Quase 50.

.

Tudo devia ser feito de modo correto: não se tratava de criar algo novo. Este é o Josué que aparece em A g 1. • V. Este capítulo alista os líderes. os lugares onde suas famílias haviam v i v i d o . filho de J c o z a d a q u e . • V. • V. toda a nação). 6 4 Os números dados não resultam neste total.1 e Z c 3. Pode ter havido erros na cópia ou na interpretação dos números. 1 Este era o início do novo ano religioso. quando eram celebradas as festas principais. • V.A história de Israel • V. Ed 3—6 A reconstrução do Templo Ed 3 : Lançados os alicerces do Templo A primeira coisa a ser reconstruída foi o altar. Alista as cidades às quais o povo retornou. 19.15). a exemplo dos israelitas que saíram do Egito ( Ê x 12. 6 3 O sacerdote faria o sorteio sagrado (com o Urim c Tu mim) para saber de Deus se estes sacerdotes eram aceitáveis.3536). Registros c o m o estes eram p r o v a i m p o r t a n t e de a s c e n d ê n c i a . os clãs de I s r a e l . 1 Veja 2Cr 36. E d 2: U m a lista d e e x i l a d o s repatriados Veja também N e 7. questão de vital importância para os sacerdotes (61-62). Mas o trabalho não foi muito i além da colocação dos alicerces. o cedro selecionado que seria usado na construção deste Templo foi trazido do Líbano. inclusive o Dia da Expiação. conforme o padrão estabelecido por Moisés ( L v 1—7). os servidores do Templo e os servos de Salomão. 6 Deus garantiu que os exilados. Até reis estrangeiros agem conforme a vontade do "Rei dos reis". A exemplo do que havia ocorrido na época de Salomão (veja 2Cr 2). os sacerdotes c levitas. não voltassem de mãos vazias. • Barzilai (61) 2Sm 17. mas de restaurar a antiga e autêntica tradição. • V. representando as 12 tribos (isto é. Zorobabel era neto do rei exilado Joaquim (2Rs 24. A frase "como está escrito na Lei de Moisés" é quase um refrão no livro de Esdras.27. J o s u é / J e s u a . o sumo sacerdote.31-40.22-23. A ação de C i r o é estimulada por Deus.15). • N e e m i a s (2) Não o mesmo indivíduo que mais tarde seria governador. por volta de setembro/outubro. para que a adoração e os sacrifícios recomeçassem. 2 N e 7 alista 12 líderes. . também deportado de Jerusalém pelo rei Nabucodonosor ( I C r 6.

24-41). a embargar as obras teve o efeito contrário. Eles também ofereciam sacrifícios ao Deus daquela terra. • V. isto teve um significado muito especial. colocara na terra e que mais tarde viria a ser conhecido pelo nome de samaritanos. 6-23 interrompem a seqüência cronológica para completar o relato da oposição até a época de Esdras e Neemias. fiel à sua identidade.21 registra que comeram da carne dos sacrifícios não só os judeus repatriados. E d 6. Seus "inimigos" eram o povo miscigenado que o Rei EsarHadom. 7 O aramaico era a língua diplomática internacional do império persa. liberto p o r Deus do seu cativeiro na Babilónia. da Assíria. Este era o "remanescente" de Israel. 1-5: os colonos ofereceram ajuda. mas não fechado sobre si mesmo. da qual faziam parte toda a Palestina c a Síria.18. Desta vez a tentativa de levar o novo rei. até para as dimensões e materiais usados.3. Em contraste com 4. • Rei da Assíria (22) Isto é. • Osnapar (10. e descobriu o rolo em que o decreto do rei Ciro fora escrito. até Dario subir ao trono (24). crucificação. na prática. o que levou os colonos a causar problemas. mas junto com outros "deuses" (2Rs 17. • 6.11 Uma forma comum de execução na Pérsia. 331 • Vs.8—6.12-26 foram escritos em aramaico. "Aquém do Eufrates"/ "Eufrates-Oeste": este era o nome da quinta "satrapía" ou província persa. Mas os judeus não aceitaram a ajuda. u m sacerdote que podia traçar sua genealogia na volta a Jerusalém. que l i d e r o u o primeiro g r u p o d e exilados Ed 7 —10 Esdras O restante d o l i v r o focaliza Esdras. Conseguiram paralisar a obra por 15 longos anos. quase 100 anos mais tarde. • V. 10-11 Veja l C r 25.Esdras bém "todos aqueles que haviam abandonado os costumes pagãos dos povos da terra de Canaã e tinham passado a adorar o SENHOR. trazendo outros para dentro do relacionamento de aliança com Deus. Os vs. Aqui o pomo da discórdia era a reconstrução dos muros (12). 23 Esta é a situação descrita em Ne 1. • 6. mas tam- Escavações j u n i o a o ângulo sudeste d a esplanada d o T e m p l o revelaram pedras que provas'elmente remontam ao tempo de Z o r o b a b e l . Para uma nação que passara recentemente p o r um segundo êxodo. Dario conferiu os registros da corte. U m povo separado. E d 5—6: A c o n c l u s ã o d a o b r a Incentivado pelos profetas Ageu e Zacarias. 12 Os mais velhos choraram ao se lembrarem das glórias do Templo que fora destruído. o Deus de Israel" ( N T L H ) . Ed 4: O s i n i m i g o s p a r a l i s a m a obra Vs. • Judá e Benjamim (1) A maioria dos exilados repatriados era do reino do sul. Havia dois coros (ou coro e solista) cantando alternadamente. o povo reinicia a construção. . Os judeus tiveram autorização oficial para seu Templo.19 A Páscoa é celebrada em março/abril. O s trechos de Ed 4. Eles adoravam a Deus. e não em hebraico como o restante do AT. Dario. o rei do que fora o território assírio. • V.3. Em quatro anos o T e m p l o foi completado c o povo pôde celebrar a Páscoa. 7. A R A ) Versão aramaica de Assurbanípal ( N T L H ) .

o novo rei da Pérsia. • V.332 A história de Israel O escriba Alan Millard A maioria das pessoas no mundo bíblico não precisava aprender a ler ou escrever. E d 7: M a i s e x i l a d o s r e t o r n a m com Esdras A história de Ester. que remontam ao Israel e Judá dos tempos antigos.22. para que não repetisse os erros passados. (As próprias memórias de Esdras parecem ser citadas a partir do v. São em grande parte anotações curtas e listas que não tinham muito valor ou foram descartadas após sua informação ser incluída em registros maiores. os escribas haviam se tornado especialistas nesta tarefa. e Esdras recebeu sanção oficial para ensinar a lei e designar magis- trados na sua terra natal. embora muitos conhecessem a escrita. realiza basicamente a mesma tarefa dos escribas d o passado.) • V . Para fazer um contrato ou escrever uma carta. • Sétimo ano (7) O u possivelmente o trigésimo sétimo ano. 9 A jornada de 1. as pessoas iam ao escriba que ficava sentado na rua ou junto ao portão da cidade. O hebraico e o aramaico geralmente eram escritos com pena e tinta sobre folhas ou rolos de papiro ou pergaminho. A p a r t i r d a época de Esdras. Todos estes materiais de escrita se decompõem no solo úmido da maioria das regiões do mundo bíblico. por exemplo. os escribas j u d e u s passaram a desempenhar uma tarefa mais especializada. era o escriba quem geralmente lia — e interpretava. se necessário. o que dificultava a compreensão da lei. . e lhe pagavam para formular o documento. Anotações e registros podiam. também. Mesmo assim. Veja Introdução. Artaxerxes I. ser feitos em placas de madeira cobertas com cera. Mas alguns dizem ser Artaxerxes I I .1-5). simpatizava com os judeus. Artaxerxes.1 de 6. Esta era a posição de Esdras: posição que aumentara de importância na sua época.500 km levava quatro meses. sentado d o lado dc fora d e u m banco d o O r i e n t e Médio. Somente em locais muito secos do Egito. Pedaços de cerâmica quebrada eram usados para fazer anotações e foram recuperados dezenas destes. 27. a A r ã o . o primeiro sumo sacerdote (7. Esdras era um estudioso da lei de Deus. se encaixa neste intervalo de quase 60 anos que separa 7. pois coletores de impostos faziam cobranças ou o rei alistava seus soldados. No período do NT. onde o texto muda do aramaico cm que foi escrita a carta do rei persa para o hebraico. mas não sabia escrever. O número de pessoas que falavam hebraico havia diminuído em relação ao período anterior ao exílio. a rainha que salvou o povo judeu do extermínio. Este "escriba". 1 Segundo a tradição. oferecer sacrifícios e embelezar o Templo. e nas cavernas do mar Morto é que puderam sobreviver algumas amostras. Ele a ensinaria à nova comunidade do povo de Deus. Provavelmente um número maior de pessoas sabia ler.

18-44.10-16 deixa claro) haviam até desfeito o casamento anterior com uma mulher do povo j u d e u para se casarem com uma estrangeira. 2. Podemos vê-los. onde está a conclusão da história. não podia pedir uma escolta ao rei! Sua oração foi sincera e sua fé recompensada pelo salvo-conduto do próprio Deus. Veja também Ne 13. > Sátrapas (36) Governadores. quando o povo se reúne outra v e z . gente do povo e alguns relutantes levitas. Deus havia proibido isso ( D t 7.Esdras Ed 8: A l i s t a d o s q u e v o l t a r a m c o m Esdras 0 grupo que acompanhou Esdras — mais de 1. • 10. começa com os nomes dos sacerdotes culpados. e aqueles que são fiéis a ele.21 e é característica marcante dos livros de Rute e Jonas. tendo afirmado sua confiança em Deus. mas porque isso levava à idolatria.) Esses casamentos mistos e a idolatria resultante haviam sido um fator importante na ruína da nação no tempo dos reis. o relato não termina com Ed 10. Pediram que ele tomasse uma atitude. com vários subordinados. • 10. sem intervalo. Na Bíblia Hebraica. Esdras reaparece. mas sobre as pessoas alistadas em 10.44 O texto da segunda parte da sentença foi danificado. para ouvir a lei de Deus. ao contrário da lista do cap. os homens que se casaram em desobediência à lei de Deus. se preocupa com os não-judeus j á foi vista em 6. por vontade própria. aqueles que deviam ter dado exemplo moral.700 pessoas — incluía sacerdotes. não é de surpreender que Esdras tenha ficado muito angustiado ao saber da situação. 333 . lEsdras 9. toda a assembléia se reuniu para ouvir a sentença de Esdras. sob a chuva de dezembro e quase podemos o u v i r a discussão que se seguiu (10. em Neemias cap. num papel mais positivo. líderes e pessoas do povo haviam se casado com pagãos daquele lugar. O fato de Esdras se identificar de perto com os transgressores e a grande tristeza expressa em sua oração ferem a consciência do povo. mas nem os horrores da derrota e do exílio haviam levado o povo a aprender a lição. ( A maneira como Deus. não p o r preconceito racial. Alguns deles (como M l 2. sacerdotes e levitas. Ed 9 — 1 0 : A q u e s t ã o dos c a s a m e n t o s m i s t o s Desde seu retorno. Geralmente havia apenas um em cada "satrapia" o u província. por mais doloroso que fosse.1-5).36 (um livro apócrifo o u pseudepígrafe) supre os detalhes do (provável) divórcio e da expulsão de mulher e filhos.400 kg de ouro. Trouxeram consigo contribuições de 22 toneladas de prata e 3. Assim. 8.44.18 Esta lista. A culpa por toda a tristeza dos casamentos desfeitos não caiu sobre Esdras. Assim. E. tremendo.10-15). levando-nos às palavras iniciais d o livro de Ncemias. Esdras enfrentou uma longa e perigosa jornada num momento de grande instabilidade. mas continua.

a capital de inverno. 3—7 a preocupação de A reconstrução dos Neemias p o r seu muros de Jerusalém p o v o era m a i o r Caps. Ao contrário dc Esdras ( E d 8. da . • V. o rei consente O estado lamentável em que se encontrava Jerusalém era conseqüência direta do decreto de Artaxerxes de que a construção devia cessar (Ed 4.4 km de muro. q u e c o m e ç o u em Esdras. A g r a v u r a mostra um copeiro que serve o rei Assurbanípal II. naquela ocasião.75 m de espessura). A reconstrução de Jerusalém dos muros Sob a liderança dinâmica e inspiradora de Neemias foram necessários apenas 52 dias. 13. A o chegar em J e r u s a l é m . Neemias não mencionou seus planos a ninguém antes de fazer. Mas Caps.2). " U m documento de 407 a.Resumo NEEMIAS A história d o retomo dos exilados.11). 1—2 Neemias retorna da Pérsia Ne 1—2 Neemias retorna a Jerusalém se arriscando.6) era um chefe tribal de Quedar no norte da Arábia. embora a maior parte das pedras antigas fosse inútil (veja 4. d i z Neemias ( N e 1. Sua responsabilidade era provar o vinho do rei. N e 2: A m i s s ã o d e N e e m i a s . Neemias é a t i v o d e s d e o início — u m h o m e m prático. com certeza.22). Então. quando surgiu a oportunidade.7-23). que reconstruiu a cidade d e Jerusalém. um homem de coragem e determinação com vastos recursos espirituais ao seu dispor.Assíria. 1—7. e Artaxerxes A dedicação dos muros atendeu seu pedida cidade do. " G c s é m " (6. durante um banquete. A história d o governador Neemias. 10 Refere-se ao êxodo. mas o período combinado nesta ocasião provavelmente era menor. (38 anos após os acontecimentos deste capítulo) refere-se a Sambalate como 'governador de Samaria'. Estes dois eram homens importantes. a oração de Neemias Em dezembro de 446.2 abaix o ) . num total de aproximadamente 1. e d e 12. foi reconstruído no mesmo local dos muros anteriores. Isto sem falar que. quando Deus resgatou Israel do Egito. Neemias arriscou sua própria vida para defender uma cidade que. Neemias ocupava uma posição de confiança: era copeiro na corte persa e. para construir aproximadamente 2. Embora distante de sua terra natal. e a ação foi intensa nos meses seguintes. ele estava tão preocupado com seu povo que durante quatro meses lamentou e o r o u pela situação. ARA) O rei persa. ele tinha um plano prático para apresentar ao rei. Portanto. Caps. 11—13 ção. apesar de toda oposição. para verificar se estava ou não envenenado.19) Veja lambem 4. trouxe más notícias dos israelitas que moravam em Jerusalém (veja E d 4. o irmão de Neemias (veja 7.C.760 km). em segredo. . Tobias (10. 6.1-5. 8—10 que seu bem-estar A lei e aliança de Deus pessoal. ele estava Ne 3—6 "Nesse l e m p o e u era copeiro d o r e i " . ele. segundo as informações repassadas ao rei. O muro leste era novo (com 2. Quanto ao restante. ao começar a sua viagem (cerca de 320 km mais longa que a de Esdras. • V . boa parte fora saqueada para uso cm outras construções nos 150 anos desde a destruição babilónica.1-18. Mesmo ao deixar sua tristeza transparecer na presença do rei.4-9. Neemias c o n t a sua p r ó p r i a história na primeira pessoa n o s caps.t e d a p a l a v r a (8) Por exemplo. continua em Neemias. e o nome judaico Tobias seria usado por uma família poderosa em Amora durante os séculos seguintes" (Kidncr). Corria o ano d e 445 a. estava na cidade de Susã. Deus resp o n d e u sua oraCaps. A o c o n t r á r i o d o q u i e t o e retraído Esdras. uma inspeção pessoal da cidade. referindo-se a o rei da Pérsia.14).23). era um ninho de rebeldes. Hanani. 6 Neemias voltaria após 12 anos como governador (5. • Sambalate. como lhe era característico. D t 30.1-9. N e 1: M á s n o t í c i a s d e c a s a .C q u a n d o o Rei Artaxerxes I d e u a Neemias p e r m i s s ã o para r e t o r n a r a J e r u s a l é m . teve ao seu dispor uma escolta militar. • Este h o m e m (11.27 a o final. u m o r g a n i z a d o r e líder. • L e m b r a .

A maioria dos lugares mencionados não pode ser identificada atualmente. ficava no muro norte. No entanto. A resposta de Neemias . no canto noroeste. no canto noroeste da cidade de Davi. a Porta do Peixe (3). c possuía u m líder dinâmico. governantes. Alguns se encar- regaram de duas seções.Ne 3: O r g a n i z a n d o o t r a b a l h o Este capítulo descreve a obra como tendo começado do lado noite e indo no sentido antihorário. pelas quais naturalmente se preocupavam mais. A lista menciona sacerdotes c perfumistas. c também mulheres. a Torre dos Fornos (11). extremidade leste. pôs as pessoas para trabalharem perto de suas próprias casas. Pessoas de todo tipo se u n i r a m para a reconstrução. no entanto. Neemias. nem Esdras nem os homens de seu grupo são mencionados. N e 4: N e e m i a s v e n c e a o p o s i ç ã o O povo tinira vontade de trabalhar. depois o terrorismo de oponentes poderosos. tiveram que enfrentar primeiro o ridículo. A Porta das Ovelhas ( 1 ) . Veja o mapa. Os líderes mencionados eram cidadãos estabelecidos há mais tempo. ourives e comerciantes. astuto como sempre.

tentaram fazer chantagem (5-7) e apelar para a intimidação (10). os seus campos. 14-19 nos transportam 12 anos para o futuro. Até os inimigos de Israel foram forçados a reconhecer que num feito extraordinário desses só podia estar presente a mão de Deus. • V . s e g u n d o Ne 5. 2 Os muros haviam sido queimados. u m fato que colocava em risco todo o empreendimento. • T r i b u t o d o rei (4) Os persas impunham aos povos conquistados pesados impostos sobre o uso da terra. Quando isto falhou.9-11. Portanto. Neemias decidiu criar um registro de todas as famílias presentes. o trabalho foi realizado no calor do verão) os muros ficaram prontos. o seu estilo pessoal de governador.336 A história de Israel. aliadas com ação prática: "oramos. e o fogo fez com que as pedras d o local E devolvam agora mesmo se desintegrassem. • Vale d e O n o (2) Ficava cerca de 40 km a noroeste de Jerusalém.. 17-19 O cap.. Eu. dívida. bem como tributos de outra natureza. descobrindo que j á existia uma listagem anterior. Os inimigos de Neemias Jerusalém 1 ¿>C3^> t AMOM f ÁRABES Fu} foi oração e fé.11) foram fora de série. cobrando juros de seus compatriotas e vendendo-os como escravos para estrangeiros. Sua primeira tentativa foi tentar persuadi-lo a deixar Jerusalém para i r conversar com eles (2).25). grande e temível e pelejai" (14). Estes versículos revelam deslealdade por parte dos líderes judeus. a seu favor. Mas e as suas casas!" a razão que subjaz a elas não era vingança (Reformas sociais d e pessoal. estava em jogo quando seu povo era atacado. e os meus Sua confiança inabalável vinha da certeza de companheiros. Ele não deixou que nada o desviasse da realização da tarefa que havia recebido de Deus..8. N e 6: C o m o a s c o n s p i r a ç õ e s não deram e m nada. as suas plantações de uvas • Vs. Os vs. do Lixo Porta da Fonte Templo ICidädecflBv E/C to . A CIDADE DE JERUSALEM NA ÉPOCA DE NEEMIAS KA A/f (büHan ftrucsäft*JÄ ci. 5 revelou uma "ameaça interna". perdoem iodas as dividas deles. "lembrai-vos v o c ê s estão do Senhor. 10 Apenas sacerdotes podiam entrar no Templo como tal. mas zelo pela honra de Deus que Neemias. queriam levar Neemias a violar a lei. E em menos de dois meses (por volta de agosto/setembro. 4-5 Orações d o A T como esta não e de oliveiras condizem com os padrões de Cristo... os judeus ricos desobedeciam à lei (Èx 22. • V . Neemias tomou medidas enérgicas para corrigir isto. Ele agia desta forma p o r respeito a Deus e suas leis (15). • Vs. "O que NTLH) N e 5: O e s c â n d a l o d e j u d e u s reduzidos à condição d e escravos E n q u a n t o Neemias resgatava escravos hebreus e emprestava d i n h e i r o e oferecia comida aos pobres (inclusive entregando o dinheiro a que tinha direito como governador). e neles Neemias descreve.. vamos perdoar essa que " o nosso Deus lutará por nós!" (20). N e 7: O s e x i l a d o s q u e r e t o r n a r a m Concluída a obra. Tentando fazer medo.. fazendo é errado!. vocês também. dadas as ordens e distribuídas as tarefas (1-3).. As respostas de Neemias (3.. e pusemos guardas" (9). a obra foi t e r m i n a d a A oposição percebeu que sua única chance de fazer parar a obra era livrar-se de Neemias.

que foi o prelúdio para a renovação da aliança. Esdras. e a alegria. em lembrança da peregrinação de seus ancestrais pelo deserto.3 7 : O p o v o s e a r r e p e n d e Aqui. muito tempo atrás. interrompem as memórias d e Neemias que serão retomadas a partir de Ne 12. Na oração. d u r a n te sete dias eles moraram em cabanas feitas de ramos. veja notas) referem-se ao primeiro e principal grupo de judeus que voltou em 538 a . Ne 9 . após o êxodo d o Egito. Depois. E pela primeira v e z desde Josué ( o líder que sucedeu Moisés). 1 . após o decreto de Ciro. O arrependimento da nação foi genuíno. a festa foi seguida por um jejum. redescobriram as instruções originais para a Festa dos Tabernáculos ou das Barracas. 2Rs 22). Ne 8—10 A lei de Deus: a é renovada aliança O que é descrito nesses capítulos ocorreu poucos dias após o término da restauração dos muros. reaparece para assumir a liderança nas questões religiosas. escritos n a terceira pessoa. por tristeza. o início do ano novo com suas importantes festas religiosas. invertendo a ordem normal. 8). o povo mencionou. o p o v o se entristeceu.27.Os vs. . Esdras leu e os levitas explicaram para uma audiência paciente e atenta. 6-73a (quase idênticos à lista dc Ed 2. Erros foram corrigidos e o povo se voltou a Deus com confissão e adoração. C . (Talvez também tenham traduzido para alguns que falavam aramaico c não entendiam hebraico. Aquele era o "sétimo mês". a obra da criação de Deus. passa a recordar suas demonstrações de amor e fidelidade para com U m a poria tia antiga cidade de Jerusalém. Ne 8: E s d r a s l ê o L i v r o d a L e i O povo pediu para Esdras trazer o Livro da Lei ( 1 ) . como indica o v. Durante a leitura. 7—10 d o livro de Esdras. em primeiro lugar. Estes capítulos. o sacerdote e mestre da Lei dos caps. consciente d a extensão das suas falhas (assim como havia sucedido ao rei Josias. A o ser notificado de tudo aquilo que Deus espera.

27-47: A d e d i c a ç ã o dos muros da cidade Agora retornamos às memórias de Neemias narradas c m primeira pessoa.1-26 relaciona primeiro os sacerdotes e levitas que retornaram com Zorobabel. os dízimos e as ofertas para manter os serviços do Templo. a identidade da nação (23-27) e o sacerdócio (28-29). tas e líderes assinaram em nome do o mar e tudo o que há neles.26: R e g i s t r o s do povo Ne 11. os impostos. 0 número aumentou através cie uma convocação compulsória de 10 por cento da população das vilas circunvizinhas. • 12. nos manda ( 2 9 ) .' tradicional com uma maldição (sobre aqueles que o quebrassem) e um jura(O início d a oração d o p o v o e m N e 9. O povo já havia quebrado muitas das promessas que recentemente fizera a Deus (cap. Neemias retomou à cone do rei Artaxerxcs. "Não foi o pedantismo burocrático que conservou estes nomes. 11. quando se achegam de Deus na condição de escravos em sua própria terra. de lamemação pelo pecado (veja J n 3.44—13. O sumo sacerdote. 4 Neemias recomeça o seu relato.1—12. especificamente. cada uma liderada por um coro. onde ficou por algum tempo. Isto não é uma turba de refugiados. 1 Vestir roupas feitas de pano grosseiro e pôr terra na cabeça eram sinais de tristeza. encontrando-se na área do Templo para o ato final de ação de graças e os sacrifícios. O p o v o j u r o u manter. • 11. tantas vezes quebrada. deparou-se com abusos que ameaçavam a Lei de Deus (15-22). após ocupar o posto de governador por 12 anos. O acordo foi ratificado no estilo tu conservas a lodos com vida. "Obedeceremos a tudo o que o SENHOR. 10). leviTu fizeste a terra. nosso Deus. .3-19 provavelmente c uma lista daqueles que |. .25-36 relaciona as vilas ocupadas. o governador. p o r incrível que pareça. povo.38—10. Ao voltar a Jerusalém. encerrando com os deveres em relação ao Templo. Em 433. Ne 12. Duas procissões. depois os descendentes do sumo sacerdote Josué. 12. N e 11.2-17).9 Havia dois coros que cantavam ou recitavam em resposta um ao outro. No v.6) mento (de lealdade a D e u s ) .3 é como as anotações de um editor. instalando-se num lugar qualquer" (Kidncr). Foi um momento de ruidosa alegria e efusiva celebração. havia permitido que Tobias (provavelmen- N e 9.6). NeeTu fizeste o s c é i r s e as estrelas. o sábado. .23 Veja l C r 25. desejo de assinar novamente a aliança só tu és o SENHOR! com Deus.338 A história de Israel Ne11—13 A obra de Neemias continua Hsravaçõcs arqi lógicas revelaram parle dos muros d e Jerusalém d a época de Neemias. O propósito é que estas pessoas e seu cronista estavam cientes de suas raízes e sua estrutura como povo de Deus. • V .Jerusalém lc substancialmente a mesma lista de l C r 9.6-37) p r o d u z i u u m "O « e u s . e registros das famílias de sacerdotes c levitas. depois os chefes dos grupos de famílias de sacerdotes. uma nação rebelde. os sacerdotes. avançaram em sentidos opostos ao longo do topo largo do muro. as exigências da Lei em relação ao casamento. por causa do seu pecado. moravam em . Nós não abandonaremos a casa do nosso Deus" (39). N e 13: A b u s o s e r e f o r m a s O trecho de Ne 12. mias. os sacerdotes e os levitas.39: A r a t i f i c a ç ã o da aliança A recapitulação da história do p o v o na grande confissão (9. desde a época de Abraão até aquele momento.

com sua permissividade e seu apelo a tudo Jerusalém era u m a cidade f o n i lirada 339 desde tempos remólos. e segurança para o p o v o de Jerusalém. significava pa?. • V . 24 Neemias preocupava-se com a nova geração. sem a fé inabalável e a ação destemida desses dois líderes. apesar de seu nome j u d e u ) . poderia levar a fé judaica rapidamente à beira da extinção. (0 AT não condena casamentos inter-raciais. A manutenção dos levitas não estava em dia. O projeio cie reconstrução dos muros. cerca de 30 anos antes disto) os israelitas casaram-se com mulheres estrangeiras. A i n d a hoje se podem v e r muros eomo estes.) A história lhes ensinara que a mistura do paganismo. A oposição às mulheres estrangeiras não era baseada na raça. Para este fim sua rigidez com relação a casamentos mistos foi essencial. porque o povo não estava dando o suficiente. para o sustento deles. que há de mais baixo na natureza humana. talvez não teríamos tido a sobrevivência de uma religião e de uma comunidade judaica bem distintas — com tudo que isso significa para o mundo (especialmente à luz da obra de Cristo). São notáveis os feitos de Esdras e Neemias nos anos cruciais eme se seguiram ao retorno de um p o v o dizimado do exílio. As leis do sábado eram violadas de forma descarada. usasse uma sala grande do Templo. um inimigo de Neemias de longa data. quando ambos os cônjuges adoram o Deus de Israel: o casamento da moabita Rute com Boaz é um dos vários exemplos de "estrangeiros" aceitos na família de Deus.Neemías te um amonita. O que aconteceria com a identidade da nação — recentemente recuperada — se isto continuasse? . n o tempo d e Neemias. mas era conseqüência de suas religiões depravadas. Neemias reagiu com palavras duras e rapidamente entrou em ação para corrigir estas situações. construídos n o tempo das cruzadas. Sem o ensinamento da lei. E mais uma vez (veja E d 9 —10.

• S . o harém c um "paraíso" (jardim). inclusive referências a Resumo A história de uma jovem judia que se torna rainha da Pérsia e. . Para os judeus. o rei depôs a rainha Vasti. um império que se estendia do Indo ao norte do Sudão. X e r x e s ) g o v e r n o u de 486 a 465 a . Outros. Certamente muitos detalhes contextuais — costumes da corte. A Vulgata latina de Jerônimo {século 4) tornou estas passagens parte dos livros deuterocanônicos. o clímax de uma demonstração de seu poder e riqueza que se estendeu p o r seis meses. trazia esta decoração na qual aparece um gualda Deus (e às vezes omite material do texto hebraico). de inscrições persas e tabletes de Persépolis — nos dá boas razões para considerarmos o livro de Ester como obra essencialmente histórica. em grande parte por causa da aparente improbabilidade dos acontecimentos.-i lamina. E seguindo o conselho de seus astrólogos. Era filho de Dario I. o uso de mensageiros. Há seis adições principais.6. E t 1: A s s u e r o d e s t r o n a s u a r a i n h a 0 imperador persa Assuero ( n o grego. É possível que Vasti ("melhor" ou "amada") seja seu nome persa. O u talvez houvesse outras rainhas que desconhecemos. uma das paredes do palácio de inverno. e mostra como ela foi frustrada. Em 483 ele deu um grande banquete. Assuero (Xerxes I). Ester é um livro de instrução (lei) e história (narrativa). o livro pressupõe a convicção de que Deus tem como interferir nos planos dos homens. Quem é o autor? Não sabemos. Assuero é mencionado cm Ed 4. porém. Também explica a origem da festa judaica de Purim. estejam eles onde estiverem. num total de 107 versículos. Mas sua rainha (não sabemos por que razão) recusou-se a atender seu desejo de torná-la parte da exposição. Escavações revelaram a sala do trono. Outros o consideram um romance histórico ou conto baseado em fatos reais. e nos Apócrifos da Bíblia protestante). — tirado das obras do historiador grego Heródoto. acreditam que o conhecimento que temos sobre a vida no Império Persa no século 5 a. cidade no Elão. Sua capital de inverno (insuportavelmente quente no verão) era Susã. Qtiaii• persa. O historiador grego I leródoto o descreve como um homem cruel. a proibição do luto. e de que ele nunca se esquece de seu povo em suas necessidades.C. Adições g r e g a s a Ester 0 texto grego da Septuaginta acrescenta parágrafos inteiros ao livro. A Bíblia de Jerusalém insere essas adições no texto. confirmando o que o autor diz sobre a origem do Purím. Et 2 : Ester se t o r n a E n t r e os caps. com a ajuda de seu primo Mordecai. excêntrico e sensual — o que corresponde a seu caráter neste livro. usando tipos itálicos para distinguir essas seções do restante do texto. Alguns cristãos o consideram pura ficção. em Susíi. C . • Enviou cartas (22) Dario estabeleceu um serviço |X)StaI excelente que operava em todo o império. As opiniões sobre o livro variam. cerca de 320 km a leste da Babilônia. Embora não mencione o nome de Deus.ESTER O livro de Ester conta a história de uma tentativa de extermínio do povo judeu que se passa nos dias do rei persa. • Rainha Vasti (9) Heródoto diz que Amestris era a rainha de Assuero. a execução por enforcamento — expressam de forma precisa o mundo persa da época. (Elas podem ser encontradas nas edições católicas da Bíblia. que lhe deixou vasta riqueza e u m n o v o complexo de palácios luxuosos em Susã. 1—2 do da desastrosa guerra batalhas de Termópilas rainha se encaixa o períocontra os gregos. Recentemente a palavra puru foi encontrada inscrita num dado. as . frustra um plano de exterminar o povo judeu. Mas seu nacionalismo e conhecimento preciso das tradições persas indicam que ele provavelmente era um judeu que viveu na Pérsia antes do império cair nas mãos dos gregos. Na época eni que o rei Assuero se divorciou da sua rainha e Kstcr foi levada para a cone real.

a única esperança dos judeus. 5-6 Mordecai teria quase 120 anos se ele próprio tivesse sido exilado em 597 a. que manteve em segredo sua identidade estrangeira. Isto lhe permitia ficar perto dos portões. verificar se Ester estava bem e lhe enviar mensagens.C. • H a d a s s a / E s t e r (7) Algumas pessoas se incomodam com o fato de os nomes "Ester" e " M o r d e c a i " serem semelhantes aos dos deuses babilónicos "lstar" e "Marduque". após a morte de seus pais. como este versículo informa a respeito do nome de Ester. Seu nome judaico era Hadassa. pois foram nomes dados no cativeiro. feita por Mordecai. e os judeus atribuem a origem da Festa de Purim (veja "As grandes festas religiosas") aos acontecimentos registrados nesse livro. o rei Xerxes escolheu Ester para ser sua rainha. Ester. Dentre as mais belas virgens do reino. era. agora. a não ser que fosse convocada por ele. Ela pediu que jejuassem durante três dias. A identidade judaica de Ester é mantida em segredo (10). Quando Xerxes nomeou um homem mau chamado Hamã para o posto mais elevado entre os seus nobres. pedindo ao rei o que ela queria. e os outros começaram a se prostrar diante dele. Mordecai se recusou a honrá-lo dessa forma. Ester.1-2). e dividia as atenções do rei com centenas de outras mulheres. anos se passaram até o rei conseguir escolher uma nova rainha. mesmo sabendo que eram ordens do rei. Hamã ficou furioso e quando descobriu que Mordecai era judeu. morrerei. Os judeus fizeram uma grande celebração. Hadassa . "Se eu tiver que morrer. e depois em grande parte esquecidas. e Mordecai foi elevado à posição de segundo homem mais importante do reino. se recusara a comparecer diante do rei. Embora a história de Ester pareça um conto de fadas. Mais tarde perdeu a paciência e construiu uma forca para matar Mordecai. c o m o esta tigela d e o u r o batido. planejou acertar as conlas ordenando a morte de todos os judeus. ao ser convocada. Isto provavelmente significa que sua família estava entre os cativos. Mas isto não deveria causar espanto. Como resultado. há fortes indícios de precisão histórica. • V s . prima de Mordecai. entre os exilados que haviam sido levados de Jerusalém por Nabucodonosor. estava um jovem j u d i a . prometendo abordar o rei no final deste periodo. Ele até persuadiu Xerxes a transformar seu plano em decreto real. q u e faz parle d o T e s o u r o d e O x u s . substituindo a rainha Vasti que. o rei estendeu seu cetro para recebê-la. Eles viviam em Susâ. serem examinadas pelo rei. Seu comportamento é um impressionante exemplo do uso do charme feminino e até da fraqueza para conseguir apoio e autoridade para uma causa. e em vários encontros Ester agiu com astúcia e coragem. ela agradou o rei e ele a tornou sua rainha. o rei da Pérsia razia uso de louça l u x u o s a . c isto é importante para o enredo à medida que a história vai se desenrolando.Ester 341 Retrato de Ester Frances Fuller Ester era uma bela jovem judia que fora criada por seu primo Mordecai. Outro elemento importante é a descoberta de um plano para assassinar o rei. Mas Ester era uma rainha sem poder nem privilégios. Tudo indica que Mordecai era um oficial subalterno que trabalhava no palácio. Ele não podia sequer aproximar-se do rei sem correr risco de vida. os judeus foram salvos. e ao mesmo tempo demonstrando respeito. capital da Pérsia durante o reinado do rei Xerxes (Assuero). seus bens foram repassados a Ester." Quando o momento potencialmente perigoso chegou. embora nâo tivesse acesso direto ao rei. Um relatório desse fato foi inserido nos registros da corte (23. que se tornou um evento anual por decreto de Ester e Mordecai. Entre as belas jovens selecionadas para irem à capital para 12 meses de tratamento de beleza. N o seu b a n q u e t e . veja 6. Quando chegou sua vez. Hamã foi morto na forca que construíra para Mordecai.

Hamã planepara ajudar java conseguir esses recursos tomando os bens mima situaçtio como estai" dos judeus e confiscando suas terras. ele precisava escolher um "dia dc sorte". da Pérsia. como uma semente fé. começar uma vida própria todos os judeus que havia na Pérsia. • Meu p o v o (4) Quase casualmente. 14-16 Mordecai não mencionou Deus. não encontrou conforto cm casa. foi a pergunta que o rei dirigiu a Hamã. • C o b r i r a m o rosto d e H a m ã (8) Isto era um sinal da sentença de morte. A comunidade judaica deveria apoiá-la em jejum (e supos- . Hamã na mente do leitor. Só ela tinha acesso ao rei. • Vs. Foi para casa e construiu uma forca mais alta que os muros da cidade. I Iamã. Envergonhado e humilhado.342 A história de Israel Ester arriscou a sua v i d a . destruindo receptivo. e Ester agiu com astúcia. O consentimento do rei foi facilmen"Talvez você te obtido: bastou acusar os judeus de rebelião tenha sido e prometer um aporte extra de 342. E t 7: A m a l d a d e d e H a m ã é revelada Após o jantar na segunda noite. ainda assim ela poderia ser morta. "Que se fará ao homem a quem o rei deseja honrar?". Mas ela não era convocada por ele havia um mês. ele não podia ser revogado significa "murta". Sua esposa e seus amigos.C. descobriu sua dívida para com Mordecai. viram nisto o início de sua derrota. aceitou correr o risco. Ester revelou seu segredo.. assim. E t 6: O r e i r e c o m p e n s a M o r d e c a i Neste momento se dá a guinada na história. um novo decreto Ainda restava o problema d o decreto de Hamã. F. sem ser convidada. Felizmente para os judeus. baseado num equívoco. D o palácio e m Persépolis. • Tebete (16) Dezembro/janeiro de 479 a. acabaria dando a seu inimigo as honras que acreditava seriam suas. pediu que lhe fossem lidos os anais da corte. foi a presença d o rei. na qual pretendia enforcar seu inimigo. Ela convidou o rei e seu favorito para um jantar.i ao convencer Ester e m Et 4. Hamã — sem desconfiar de nada. mas sua fé lhe dava a certeza de que a ajuda viria. quando. A única alternativa era arriscar-se e ir sem ser convidada. Aqui. Mordecai fez pressão sobre pressão. mesmo se Ester se recusasse a interceder E se ela se recusasse. e. Hamã resolveu transplantada para solo fazer uma "limpeza étnica". ele viria dentro de 11 meses. além da reverência normal da corte e exiuma história gia certa adoração que violava sua própria pode "decolar" c. C o m o fora emitido no nome do rei e com seu selo. a grande ironia é que Hamã acabou morrendo na forca que ele mesmo havia construído. tamente com as orações que acompanham o jejum). E t 5: U m c o n v i t e p a r a j a n t a r O rei concedeu a audiência.000 kg de feita rainha justamente prata para o orçamento do Estado. O rei não conseguia dormir. F. mas não há meio de saber se era Mordccai. Et 3 : O p r i m e i r o . disse a esposa de Hamã. aparece sentado no seu trono. o rei Dario. Ester fez seu pedido. Possivelmente ele achou que a exigência de Hamã ia "Tendo prendido nossa jrnasimiçcio. sem saber do parentesco entre Ester e Mordecai — ficou muito honrado." vivia numa sociedade que se orientava pelo Joyce Baldwin destino e em que o diário da corte para os eventos do ano era determinado por sorteio. No ambiente tranqüilo após a refeição ela fez um segundo convite. Assim. Hamã ficou chocado. Mesmo preocupada. U m oficial chamado Marduca aparece num texto deste período. E continuou: "Você vai perder na ceita". Sua ação de lançar-se aos pés da rainha estendida no divã foi interpretada como tentativa de estupro. supersticiosos. Mordei . "Mordecai é j u d e u " . Na sua furia irracional. o que agravou ainda mais as acusações feitas contra ele.14) E t 4: E s t e r r e c e b e a n o t í c i a O destino dos judeus agora dependia de Ester. E t 8: M o r d e c a i é p r o m o v i d o .m i n i s t r o H a m ã trama a destruição dos judeus Não sabemos por que Mordecai se recusou a se prostrar diante de Hamã.

e é tido cm família todo ano na festa de Purim. Até hoje os judeus celebram o Purim. Efe continua a ser o livro favorito nas comunidades judaicas. os dias 14 e 15 de adar se tornaram dias festivos que seriam observados todos os anos. • V .. ao chegar à c o r t e do rei persa. "A dramática inversão de um destino funesto que parecia determinado a eliminar toda a raça judaica impressionoit o autor de tal forma que ele se dedicou com todo seu potencial artístico a transmitir os acontecimentos por meio da escrita. 9 Maio/junho. mas não houve saques. Mas. -im de rei do . e seu retato fascinou de tal forma os leitores judeus que o livro de tornou um best-seller. Agora entregou-o a Mordecai. 2 No passado. Não há desculpa para o pedido vingativo de Ester (a não ser que esta seja apenas uma explicação para a festa celebrada em dias diferentes em Susã c no interior)." Joyce Baldwin (8). mas se o plano de H a m ã tivesse dado certo. que mostram como Mordecai fez bom uso do seu poder. • V . é possível que um número dez vezes maior de judeus teria morrido. os judeus livraram-se de seus inimigos. a feste d e P u r i m Q u a n d o o dia d e t e r m i n a d o c h e g o u . o rei havia dado seu anclsinete a Hamã. Algumas pessoas consideram o número dos mortos um exagero proposital para entreter os leitores. Ela mostrou ser filha de seu tempo. permitindo que os judeus reagissem. Certamente é alto.13). o rei autorizou um segundo decreto. Et 9 : V i n g a n ç a j u d a i c a . • V . precedidos de jejum no dia 13. inclusive os dez filhos de Hamã. tornando-o o segundo homem mais poderoso do império. Para celebrar o livramento do povo.bster 343 Este bracelete de o u r o d e c o r a d o com grifos ( d o Tesouro d e O x u s o procedente d a Pérsia) d á idéia da riqueza e d o l u x o que lister e n c o n t r o u . lendo em v o z alta o livro de Ester e recordando muitos outros milagres recentes de livramento. em resposta ao pedido de Ester. 11 Os judeus tiveram permissão de tratar seus inimigos exatamente como teriam sido tratados (veja 3. E t 10: P ó s . parecem ser adições posteriores.e s c r i t o As últimas observações históricas. Os corpos dos filhos de Hamã foram enforcados (ou empalados) para tornar público o fim que tiveram..

para o pescoço da esposa? J z 5. Um OU dois estofos bordados. ou por um conjunto de três versos na mesma passagem. tendo ele prometido. A q u i . por exemplo: Lutaremos nas praias. embora mais marcado do que isso (no original hebraico. é o paral e l i s m o : a repetição do pensamento de uma linha ou verso numa segunda linha ou verso. a repetição (ou outros recursos) e o ritmo se unem para tornar uma mensagem duplamente memorável e comovente.Poesia e Literatura de Sabedoria DE J Ó A C Â N T I C O DOS CÂNTICOS Derek Kidner Poesia A palavra "poesia" poderia sugerir um ramo altamente especializado da arte literária. com o qual forma um conjunto: Porventura. Geralmente fmverá três acentos numa linha ou verso. embora seu uso não esteja restrito a esses temas. é usado muitas vezes nos s a r c a s m o s o u l a m e n t o s (como no livro de Lamentações). Mas este padrão pode ser variado ocasionalmente por uma parelha mais longa ou mais curta. sendo que os dois versos se juntam para formar um dístico ou uma parelha de versos. cullivado p o r uma minoria para o benefício de poucos. O que é quase marca registrada da poesia bíblica. combinados com outros três no verso seguinte.30 fixo de sílabas. Lutaremos nas pistas de aterrissagem.ie não de rjjjmero m ff vi /l T «t* •i 1 B m . e é também uma característica de algumas das primeiras poesias bíblicas: Para Sísera. Por isso essa forma poética recebeu o nome de Qinah (lamento). Mas este seria um termo inadequado para qualquer parte d o AT. Lutaremos nos campos e nas ruas. ^estofos de várias cores de bordados. é uma questão flexível de <J«centos o u sílabas tônicas. Outra possibilidade é que o ritmo predominante seja um dístico ou uma parelha em que um verso de três batidas ou acentos é seguido por um verso com apenas duas batidas: Como os guerreiros caíram no meio da batalha! Este último ritmo. A r e p e t i ç ã o era uma técnica muito usada pelos cananeus. U m equivalente moderno mais próximo seria a oratória rítmica de Winston Churchill. e que a distingue da nossa. com sua nota de descaimento o u diminuição. estofos de várias cores. não o fará? I T O r i t m o .

q u e . mas trata-se de casos secundários. . Três livros do AT. para destacá-los como sendo distintamente poéticos. questões importantes aparece separada em alguns livros desde a repetição propriamente poéticos. Na realidade quase todos os pronunciamentos proféticos estão nesta forma. foi o primeiro a dar o nome de "paralelismo" a esse estilo poético. Nos tempos d o AT. tendo falado. questões de estilo na poesia do AT. receberam um sistema de acentuação mais elaborado que os demais livros. mas surge em vários cona transmitir dita à amplificação (desenvolvide maneira enérgica textos em momentos de grande mento) e à antítese (apresentação a pessoas de todos importância. Sobre J ó . acima foram tirados de livros que Ou. é que ela tem Por esta r a z ã o . O s exemplos citados do oposto). muitas vezes. ARA) uma dignidade e uma amplitude que dão ao pensamento o tempo necessário para fazer efeito no leitor. Estes são J ó . em suas preleções sobre poesia hebraica em 1741. recursos como assonância. fornecendo palavras inspiradas O texto hebraico d e alguns salmos traz o nome da melodia e indica o instrumento a ser usado. um dos instrumentos favoritos para acompanhar o canto era a harpa. ocasionalmente. pode ser traduzida para prosa em qualquer língua com muito pouca perda. mais adiante. e. pois sua brica pura é um terceiro exemplo de poesia hebraica a ser colocado ao lado da rica eloqüência de J ó e dos versos dos Salmos que se destinam ao canto. (Is 55. do ponto de vista puramente poético. e foram corretamente estruturados como poesia em traduções recentes da Bíblia. refrões. os meus caminhos. Essa forma poética tem os tipos.Introdução 345 "A essência e notadamente livre dos artifícios de desta poesia linguagem. sem dúvida. diz o SENHOR. o que indica claramente que os salmos e r a m poemas compostos para serem cantados. a poesia não Há vários tipos de paralelismo. jogos de palavras e acrósticos que são difíceis de traduzir. Há. a poesia é colocada em prática para ser " o caminho que conduz às portas do céu" no culto e no ensino. no entanto. A essência desta poesia é que ela tem questões importantes a transmitir de maneira enérg