MANUAL BÍBLICO SBB

M i s s ã o d a S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil:
D i f u n d i r a Bíblia c sua m e n s a g e m a todas as pessoas e a t o d o s os g r u p o s sociais c o m o i n s t r u m e n t o d e t r a n s f o r m a ç ã o e s p i r i t u a l , d e f o r t a l e c i m e n t o d e v a l o r e s éticos e m o r a i s e d e d e s e n v o l v i m e n t o c u l t u r a l e social.

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M a n u a l Bíblico S B B ; t r a d u ç ã o d e L a i l a h d e N o r o n h a . B a r u e r i , S P : S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil, 2 0 0 8 . 816 p. : il. ; 24,5 c m . T e x t o s bíblicos: A l m e i d a R e v i s t a e A t u a l i z a d a , 2 . e d . © 1 9 9 3 c N o v a T r a d u ç ã o n a L i n g u a g e m d e h o j e , © 2 0 0 0 , S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l . T í t u l o e m inglês: T h e N e w L i o n H a n d b o o k t o t h e Bible. 978-85-311-1118-1 1. Bíblia S a g r a d a 2. M a n u a i s Bíblicos 3. H i s t ó r i a d a Bíblia 4. T e r r a s Bíblicas I. S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l I I . N o r o n h a , L a y l a d e C D D - 220.9

C o p y r i g h t d o t e x t o © 1999 Pat e D a v i d A l e x a n d e r E d i ç ã o originalmente p u b l i c a d a e m inglês c o m o n o m e T h e N e w L i o n H a n d b o o k t o t h e Bible T r a d u z i d o para o p o r t u g u ê s a p a r t i r d a terceira e d i ç ã o e m inglês C o p y r i g h t d a edição inglesa © 1999 L i o n I I t i d s o n pie C o p y r i g h t desta t r a d u ç ã o 2008 S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l C o n s u l t o r e s : Rev. Dr. G . M i k e B u t t e r w o r t , Dr. D a v i d I n s t o n e - B r e w e r , Rev. Dr. R . T . F r a n c e , Dr. S u e G i l l i n g h a m , A l a n R. Millard, Rt. Rev. J o h n B. T a y l o r , Dr. S t e p h e n T r a v i s , Dr. B e n W i t h e r i n g t o n

O s direitos morais dos a u t o r e s f o r a m a s s e g u r a d o s P u b l i c a d o n o Brasil p o r S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil A v . Ceci, 706 - T a m b o r é B a r u e r i , SP - C E P 06460-120 C a i x a Postal 330 - C E P 0 6 4 5 3 - 9 7 0 w w w . s b b . o r g . b r - 0800-727-8888 T r a d u ç ã o : Lailah d e N o r o n h a e S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil R e v i s ã o , edição e d i a g r a m a ç ã o : S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil O s textos bíblicos c i t a d o s f o r a m e x t r a í d o s d a t r a d u ç ã o d e J o ã o F e r r e i r a d e A l m e i d a , R e v i s t a e A t u a l i z a d a , 2a edição © 1993 S o c i e d a d e B í b l i c a d o B r a s i l , e d a N o v a T r a d u ç ã o n a L i n g u a g e m d e H o j e , © 2 0 0 0 S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil Muitos dos t e x t o s s ã o a s s i n a d o s e r e p r e s e n t a m o p o n t o d e v i s t a d o s a u t o r e s . O c o n t e ú d o d o s textos é d e i n t e i r a r e s p o n s a b i l i d a d e d o s a u t o r e s e n ã o r e f l e t e , n e c e s s a r i a m e n t e , a p o s i ç ã o d a Sociedade Bíblica d o B r a s i l , q u e p u b l i c a a p r e s e n t e e d i ç ã o n o i n t u i t o d e s e r v i r o S e n h o r J e s u s Cristo e ajudar o l e i t o r a c o n h e c e r m e l h o r o L i v r o S a g r a d o .

Impresso e e n c a d e r n a d o na E s l o v é n i a E A 9 7 3 M B - 12.000 - 2008 - S B B

MANUAL BÍBLICO SBB
Editado por PAT E DAVID A L E X A N D E R

Sociedade Bíblica do Brasil

Lista de abreviaturas usadas

Prefácio

Abreviaturas gerais
d.C. a.C. cf. cap., caps, p. ex. etc. depois de Cristo antes de Cristo conferir capítulo(s) por exemplo et cetera 5., ss. NT AT v., vs. Pseguinte(s) Novo Testamento Antigo Testamento versiculo(s)
pagina

Livros bíblicos
Gn Êx Lv Nm Dl Js Jz Rt ISm 2Sm 1RS 2Rs lCr 2Cr Ed Ne Et Jó SI Pv Ec Ct Is Jr Lm Ez Dn Os
Jl

Am Ob Jn Mq

Gênesis Êxodo Levítico Números Deuteronômio Josué Juizes Rute lSamuel 2Samuel IReis 2Reis 1 Crônicas 2Crônicas Esdras Neemias Ester Jó Salmos Provérbios Eclesiastes Cântico dos Cânticos Isaías Jeremias Lamentações Ezequiel Daniel Oséias Jool Amos Obadias Jonas Miquéias

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Naum Habacuque Sofonias Ageu Zacarias Malaquias Mateus Marcos Lucas João Atos Romanos ICoríntios 2Corintios Gálatas Efésios Filipenses Colossenses ITessalonicenses 2Tessalonicenses ITimóteo 2Timóteo Tito Filemon Hebreus Tiago 1 Pedro 2Pedro Uoão 2João 3João Judas Apocalipse

A Bíblia é o livro mais distribuído e lido d o m u n d o . A l g u n s a l ê e m p o r curiosidade, alguns c o m o parte d e u m a busca espiritual, outros p o r causa d o seu rico l e g a d o cultural. Este Manual foi criado para ser u s a d o c o m a Bíblia; para estar j u n t o dela. N ã o é apenas para referência, falando a o leitor sobre a Bíblia. A intenção é reunir informação q u e antes só p o d i a ser encontrada e m vários livros d e referência d i f e r e n tes. Isto é feito tanto visualmente c o m o pela palavra escrita. As ilustrações, os mapas e diagramas são incluídos, n ã o para e m b e l e z a r o t e x t o , mas para esclarecer seu significado. O Manual p o d e ser usado c o m qualquer v e r s ã o o u tradução da Bíblia. ' A l é m d e ser u m livro para ser u s a d o c o m a Bíblia, o Manual t a m b é m estará j u n t o a o leitor, convidativo e acessível. A o editar o Manual tínham o s e m m e n t e as pessoas q u e estão c o m e ç a n d o a estudar a Bíblia. Assim, n e n h u m c o n h e c i m e n t o prévio é necessário. Os vários colaboradores especializados c o m u n i c a m d e f o r m a simples — n ã o simplista. T e r m o s técnicos são usados o m í n i m o possível. Q u a n d o são usados, são explicados. O o b j e t i v o principal é ajudar o s leitores a e n t e n d e r o próprio t e x t o da Bíblia. As seções-guia — Parte 2 sobre o A n t i g o T e s t a m e n t o e Parte 3 sobre o N o v o — analisam cada livro, parte p o r parte, r e s u m i n d o e f a z e n d o a n o t a ç õ e s o n d e e x p l i c a ç õ e s s ã o necessárias. P e q u e n o s a r t i g o s d e destaque, escritos p o r especialistas, p e r m i t e m q u e interesses específicos sejam investigados e m maior detalhe. O s passos seguintes são interpretar o q u e é lido e apreciar o q u e a Bíblia p o d e nos dizer hoje. Isto significa descobrir se u m d e t e r m i n a d o livro é escrito c o m o poesia o u prosa, história o u carta — e seu c o n t e x t o histórico. O s diagramas e artigos na Parte 1 foram projetados para ajudar nesta parte. E a Parte 4, o Auxílio Rápido, facilita e agiliza a localização d e informação sobre p e r s o n a g e n s , lugares, assuntos e ilustrações. Abrir a Bíblia e m Gênesis e ler direto até A p o calipse g e r a l m e n t e n ã o é a m e l h o r m a n e i r a d e começar! " C o m o Ler a Bíblia" (na Parte 1) o f e r e ce várias alternativas úteis. O Manual p o d e estar s e m p r e à mão, qualquer q u e seja o p o n t o d e partida d o leitor: u m livro da Bíblia, u m p e r s o n a g e m

bíblico, uma questão específica, arqueologia bíblica, cultura, literatura. A l g u m a s pessoas p r e f e r e m uma leitura mais superficial; outras g o s t a m d e ir a fundo.

Por que uma edição completamente nova?
0 Manual foi publicado pela primeira v e z e m 1973. E m 1983 foi revisado l e v a n d o e m consideração as novas traduções importantes q u e haviam surgido naquele p e r í o d o . E m 25 anos, as v e n d a s atingiram a marca d o s três milhões e o Manual já foi publicado e m 28 línguas e m t o d o o m u n d o . Nas palavras d e u m editor asiático, ele se t o r n o u uma "obra seminal". 0 p r o p ó s i t o desta revisão mais a m p l a é servir os leitores n o n o v o m i l ê n i o . S e n t i m o - n o s estimulados a reescrever o texto e reformular a o b r a c o m o u m t o d o . T e m o s muitas f o t o g r a fias novas para ajudar a imaginar o passado e o livro t e m mapas e diagramas n o v o s . O m a n u a l levou e m consideração as n o v i d a d e s na área d a pesquisa bíblica e coloca a Bíblia b e m d e n t r o de seu c o n t e x t o histórico. Ele t a m b é m reflete as preocupações mais recentes d o s leitores. C o n v i damos m u i t o s c o l a b o r a d o r e s n o v o s , h o m e n s e mulheres, para c o m p a r t i l h a r seu c o n h e c i m e n t o . Um poeta fala s o b r e Salmos, u m a autora t a l e n tosa c o m muitos anos d e e x p e r i ê n c i a n o O r i e n t e Médio e s c r e v e u e s t u d o s s o b r e as m u l h e r e s d a Bíblia. L e v a m o s e m conta os interesses tias pessoas — n o c u i d a d o c o m a criação, nas histórias (que t ê m u m papel t ã o i m p o r t a n t e na narrativa da Bíblia), na justiça, n o papel d a mulher, n u m a sociedade multirreligiosa, n o lugar d a Bíblia n o mundo atual... C o m o nas edições anteriores, o t e x t o bíblico foi considerado assim c o m o ele aparece e m nossas Bíblias, l e v a n d o e m conta seus tipos diferentes de literatura. A maior p r e o c u p a ç ã o é c o m o c o n teúdo e significado d a Bíblia, n ã o c o m questões de interesse m e r a m e n t e técnico. Nos assuntos e m que há controvérsias, tentamos mostrar isso, s e m necessariamente entrar n o debate. Somos gratos aos eruditos por compartilharem os frutos d o seu trabalho c o m u m público mais amplo. A s obras d e referência clássicas n o nível mais acadêmico f o r a m fonte vital d e informação.

A g r a d e c e m o s a todos q u e c o n t r i b u í r a m c o m este livro direta o u indiretamente, c o m p a r t i l h a n d o seu discernimento s o b r e o e n s i n a m e n t o bíblico, disp o n i b i l i z a n d o s e u p r ó p r i o material, o u simplesm e n t e p o r seu entusiasmo n o e s t u d o da Bíblia e sua convicção d e sua relevância e seu p o d e r para transformar vidas. T a m b é m s o m o s m u i t o gratos àqueles q u e ajud a r a m d e tantas outras formas. A l g u n s são m e n cionados e m "Agradecimentos", e m b o r a isto n ã o faça j u s a o valiosíssimo auxílio v i n d o d e várias fontes — d e s d e diretores d e m u s e u s e coleções àqueles q u e d e r a m h o s p e d a g e m , ajuda, informação e acima d e t u d o incentivo. Pessoalmente, n e n h u m o u t r o livro t e v e u m p a p e l tão significante e m nossas vidas q u a n t o a Bíblia. E s p e r a m o s q u e o Manual na sua n o v a forma ajude futuras gerações d e leitores a e n t e n der a Bíblia e m t o d a a sua atualidade.

Pat e David Oxford

Alexander

Conteúdo

INTRODUÇÃO O ANTIGO À BÍBLIA TESTAMENTO
Veja o índice completo a página 11 Veja o índice completo à página 97 Introdução 98 •••••• C O M E Ç A N D O A ESTUDAR A BÍBLIA 12 A BIBLIA N O SEU C O N T E X T O 24

OS "CINCO LIVROS" Gênesis a Deuteronômio 108 A HISTÓRIA DE ISRAEL Josué a Ester 220 POESIA E SABEDORIA Jó a Cântico dos Cânticos 344 OS PROFETAS Isaías a Malaquias 408

E N T E N D E N D O A BIBLIA 44

TRANSMITINDO A HISTORIA 60

A BIBLIA H O J E 78

O NOVO TESTAMENTO
Veja o índice completo à página 525 Introdução 527

AUXÍLIO RÁPIDO
Página 779

OS E V A N G E L H O S E A T O S Mateus a Atos 538 AS EPÍSTOLAS Romanos a Apocalipse

REFERÊNCIA RÁPIDA A MAPAS E DIAGRAMAS • Os livros da Bíblia 14 • Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo 26 • A Bíblia no seu tempo 28 • Entendendo a Bíblia 50 • A história do Antigo Testamento 100 • Israel nos tempos do Antigo Testamento 104 • Reis de Israel e Judá 306 • Os profetas no seu contexto 414 • Israel nos tempos do Novo Testamento 526 • A história do Novo Testamento 536

Rev. Dr. Gerald LBray, John H. Eaton, ex-Professor de Paula Gooder, Professora de Autores e C o l a b o r a d o r e s Professoranglicano de Divindade, Antigo Testamento, Universidade Estudos Bíblicos, Faculdade Escola de Divindade de Beeson, Universidade de Samfotd, Alabama; autor de Biblical interpretation, past and present: • Interpretando a Bíblia através dos séculos Rev. Dr. Richard A. Burridge, Deão do King's College, Londres, e Professor Honorário deTeologia; autor de What are the Gospels?, Four Gospels, One Jesus? eJohn na série People's Bible Commentary: • Estudando os evangelhos

David ePat Alexander, editores do Manual original; até 1994 respectivamente Diretor e Editora Chefe de Lion Publishing, Oxford: • Todos o$ íoiografíos (exceto aquelas descritas em Agradecimentos) íorom tirados especialmente por David Alexander • Esboço da Bíblia nas Panes 2 ei, com anotações eartigos por Pol Alexander, exceto aqueles atribuídos a outrem

Rev. Dr. Mike Butterworth, Diretor de St Albans e Oxford Ministry Course; especialista Rev. David Barton, Chefe em história do Antigo de Serviços de Informação, Diocese das Escolas de Oxford: Testamento e Profetas: • Os Profetas • laco, iosé, Davi, Retrato deleremias George Cansdale (in memorian), Rev. Dr.Craig Superintendente, Sociedade Bartholomew. . p s q u i s a d o i da Escola de Teologia e Estudos Zoológica de Londres: Religiosos, Escola Superior de • As codornizes, Pescando ChetenhameGloucester: no Lago da Galileia • 0 texto e a mensagem Rev. Colin Chapman, Professor de Estudos Islâmicos, Dr. Richard Bauckham, Professor de Estudos do Novo Escola de Teologia do Oriente Próximo, Beirute; escritor Testamento, Universidade sobre conflitos entre árabes de St Andrews: • Uma história do ponto de vista e israelenses e relações entre cristãos e muçulmanos: feminino (Bufe), Perspectivas • A terra prometida, "Guerra de mulheres nos Evangelhos, Santa" Entendendo o Apocalipse
;,

R.J.Berry, Professor de Genética, Universidade de Londres: • Comentários de um geneticistafsobre nascimento virginal) Dr. John Bimson, Diretor de Estudos e Professor de Antigo Testamento, FaculdadeTrinity, Bristol; autor de The World of theOld Testament; consultor, lllustrated Encyclopedia olBible Places: • Recriando o passado, Vida Nômade, Vida Sedentária

Rabino Dan Cohn-Sherbok, Professor de Judaísmo, Departamento deTeologia e Estudos Religiosos, Universidade de Wales, Lampeter: • A Bíblia Hebraica Rev. A. E. Cundall, ex-diretor, Faculdade Bíblica de Vitória, Austrália; autor de vários livros e estudos relacionados com o Antigo Testamento: • Examinando a cronologia dos reis

Dra. Katharine Dell, Professora de Divindade, Universidade de Cambridge; E.M.BIaiklockijn memorian) Professor Emérito Professora e Diretora de dos Clássicos, Universidade de Estudos na Faculdade St Catherine; especialista em Jó Auckland, Nova Zelândia: e literatura de sabedoria: • A família Herodes, Um historiadorovalia o Movo • Entendendo ló, Sabedoria Testamento em Provérbios eló

de Birmingham; autor de estudos Ripon, Cuddesdon, Oxford; sobre Salmoseos Profetas: estudos especializados: • Os Salmos em seu contexto evidência para crença no misticismojudaico no Novo Dr. Mark Elliot, Professor de Testamento, teologia feminista, Teologia Histórica e Sistemática, interpretação bíblica: Universidade de Nottingham: • Entendendo Cotossenses com Dr.StephenTravis: M Lista Aprovada Rev. Dr. Michael Green, o cânon das Escrituras, Estudioso do Novo Testamento, Livros deuterocanónicos autor e professor; Consultor de Evangelismo para os Arcebispos Dra. Grace I. Emmerson, de Canterbury e York: ex-membro do Departamento • "Boas Novas!"-dos primeiros deTeologia, Universidade cristãos, Dons espirituais de Birmingham: Rev.GeoffreyW.Grogan. • Entendendo Oséias ex-diretor, Instituto de Mary J. Evans, Diretor do Curso Treinamento Bíblico, Glasgow: de Vida e Ministério Cristãos e • 0 Espírito Santo em Atos Professora de Antigo Testamento, Faculdade Bíblica de Londres: Dr. P. DerynGuest, Professor de Bíblia Hebraica, • Profetas e profecia Universidade de Birmingham, Rev. David Field, exFaculdade Westhill: vice-presidente, Faculdade • Entendendo luízes Teológica de Oak Hill, Londres: Michele Guiness, Jornalista • 0 reino de Deus e escritora freelance judaicoRev. Dr. R. T. (Dick) France, cristã: ex-diretor de Wycliffe Hall, • Páscoa e a Última Ceia Oxford; estudioso do Novo Dr. Donald Guthrie Testamento e escritor: • Religião judaica no período (in memorian), Vice-diretor, Faculdade Bíblica de Londres: do Novo Testamento, Jesus • As Cartas (revisado para eo Antigo Testamento, "Deus esta edição pelo Rev. Dr. conosco" - a encarnação, StephenMotyer) 0 Antigo Testamento no Novo Testamento, A Dispersão judaica Richard S. Hess, Professor de Antigo Testamento, Seminário Frances Fuller, autora, editora e ex-diretora de Baptist de Denver, Colorado; Publicatioits, Beirute; residente do especialista em Bíblia e Oriente Médio por muitosanos: Oriente Próximo antigo: • Nomes de pessoas em • Sara, Agar, Retrato de Rute, Gnl—11 Ana, Retrato de Ester, Maria, Marta e Maria, Maria Madalena Colin Humphreys, Professor Dr. David Gill, Professor sênior de Ciência de Materiais, de História Antiga, Universidade Universidade de Cambridge: m A estrela de Belém, deWales, Swansea: 0 recenseamento • A provinda romana da ludéia, A cidade de Atenas, Dr. David historie Brewer, Governo romano, Cultura grega, Pesquisador, TyndaleHouse A cidade de Roma, A cidade de and Library for Biblical Corinto, A cidade de Éfeso Research, Cambridge: • lesus e dinheiro, iesus e as Dr. John Goldingay. cidades, lesus e as mulheres Professor de Antigo Testamento, Seminário Rev. Philip Jenson, Professor Teológico Fuller, Pasadena, de Antigo Testamento, Califórnia; autor de Models FaculdadeTrinity, Bristol: for Scripture e Models for • Um estilo de vida: Os Dez Interpretation of Scripture: Mandamentos, Sacerdócio no • Dicas para entender la Bíblia) Antigo Testamento

Dr. Philip Johnston, Professor de Antigo Testamento, Wycliffe Hall, Oxford: • PosiçõesdoAntigo Testamento com relação ao pós-morte Rev. F. D. Kidner, ex-Diretor de TyndaleHouse and Library for Biblical Research, Cambridge: • Poesia e sabedoria Dr.K.A. Kitchen, ex-Professor de Egípcio e Copta, Escola de Arqueologia e Estudos Orientais, Universidade de Liverpool: • Egito Dr. Nobuyoshi Kiuchi, Professor de Antigo Testamento, Universidade Cristã de Tóquio: • Sacrifício Dr. Todd E. Klutz, Seminário Teológico de Dallas e Faculdade de Wheaton; doutorado em demonologia antiga e exorcismo, Universidade de Sheffield; Professor de Novo Testamento, Universidade de Manchester: m Magia no Antigo Testamento J. Nelson Kraybill, Presidente do Seminário Bíblico Menonita.Elkhart, Indiana; autor de Imperial Cult and Commercein John s Apocalypse: • Adoração do imperador eApocalipse Dra. Melba Padilla Maggay, Presidente do Instituto de Estudos sobre Igreja e Cultura Asiáticas, Manila, Filipinas: • Perspectivas culturais: OrienteeOcidente Dr. I. Howard Marshall, Professor de Exegese do Novo Testamento, Universidade de Aberdeen; estudos especializados - Lucas-Atos, as Cartas de João e as Cartas Pastorais (Timóteo eTito): • Os Evangelhos e Jesus Cristo, Os milagres do Novo Testamento Rev. Dr. Andrew McGowan, Diretor, Instituto Teológico Highland, Elgin: • Os doze discípulos de Jesus

Alan R. Miilard, Professor de Hebraico e Línguas Semíticas, Universidade de Liverpool; Membro da Sociedade de Antiquários e palestrante internacional sobre arqueologia bíblica: • 0Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo, Histórias da criação, Histórias do dilúvio, Abraão, Onde ficavam Sodoma e Gomorra?, Moisés, (idades da conquista, Cananeus e filisteus, A arca perdida, 0 templo de Salomão e suas reconstruções, 0 escriba, Os assírios, Os babilónios, Os persas Evelyn Miranda Feliciano, escritora e Professora, Instituto de Estudossobrea Igreja e Cultura Asiáticas, Manila, Filipinas: m A justiça e os pobres Rev. J. A. Motyer, ex-Professor de Antigo Testamento: • Os nomes de Deus, A importância do tabernáculo. Os Profetas (com Dr. Mike Butterworth) Rev. Dr. Stephen Motyer, Professor de Novo Testamento e Hermenêutica, London Bible College: • As cartas, Paulo Rev. Dr. Stephen Motyer, Professor de Novo Testamento e Hermenêutica, London Bible College: • As Cartas, Paulo Rev. Dr. Michael Nazir-Ali, Bispo de Rochester, ex-diretor da Church Mission Society e exbispo de Raiwind, Paquistão: mO Cordoe a Biblia Dr. Stephen Noli, Professor de Estudos Bíblicos na Escola Ministerial Episcopal deTrinity, Amridge, Pensilvânia; autor de AnjosdeLuz, Poderes das Trevas: Pensando biblicamente sobre anjos, Satanás e principados: • Anjos no Bíblia Meie Pearse, Chefe de Departamento, Faculdade Bíblica de Londres; Professor convidado de História da Igreja, Seminário Teológico Evangélico, Osijek, Croácia: • Nosso mundo—o mundo deles

Rev. Dr. John Polkinghorne, ex-professor de Física Matemática, Universidade de Cambridge; Membro da Sociedade Real: • A Bíblia do ponto de vista de um cientista

Claire Powell, Professora de Novo Testamento, Grego, Cristologia, Hermenêutica e Gênero na Faculdade Cristã de Todas as Nações, Ware, Herts: Steve Turner, poeta, • Mulheres de fé, A Bíblia do jornalista e autor de vários ponto de vista feminino livros de poesia e biografia: • Salmos do ponto de vista Professor Sir Ghillean de um poeta Prance, Diretor do Jardim Botânico Real, Kew, Inglaterra: Rev. Dr. Peter Walker, • Pessoas como Professor de Novo Testamento, Wycliffe Hall, Oxford; autor administradoras de Deus de lesus and the Holy City: Dr.Vinoth • lerusalém no período Ramachandra, Secretário do Novo Testamento Regional da Associação Sul Asiática Dr. Steve Walton, de Estudantes Evangélicos, Professor de Novo Colombo, Sri Lanka; autor Testamento, Faculdade de Recovery ofMissions, Gods de St John, Nottingham; thatfail: especialista em Lucas-Atos. • lesus numa sociedade pluralista • 0 que é a Bíblia?, Divulgando a palavra - a tarefa Dr. Harolcl Rowdon da tradução Ex-professoreinstrutor residente, Faculdade Bíblica Walter WangerinJr., de Londres; editor-chefe Ocupante da cátedra e secretário internacional Jochum da Universidade de de Partnership, uma rede Valparaíso, Indiana; professor de igrejas independentes: de Literatura e Redação; • Soldados romanos no Novo teólogo e escritor; autor de 0 Livro de Deus: A Bíblia Testamento, Pilatos Romanceada: Rev. J. A. Simpson, Deão • A Bíblia como uma história de Canterbury: • 0 nascimento virginal Rev. Dr.JoBailey Wells. Deã, Faculdade Clare, Reva.VeraSinton, Cambridge: Ex-diretora de Estudos • Contadores de histórias Pastorais, Wycliffe Hall, a tradição oral, Os escribas, Oxford: O trabalho dos editores • Questões sexuais na igreja de Corinto Dr. Gordon Wenham, Professor de Estudos do Antigo Rev. John B.Taylor, Testamento, Escola Superior de Estudioso do Antigo Cheltenham e Gloucester; Testamento e ex-bispo de St • Alianças e tratados Albans: no Oriente Próximo • Introdução ao Antigo Testamento, Os "Cinco Livros" Rev. David Wheaton, História de Israel Cónego emérito da Catedral de St Alban; Dra. JoyTetley, Diretor ex-diretor da Faculdade do Curso Anglicano de Teológica Oak Hill, Londres; Treinamento Ministerial, Capelão honorário de Sua Cambridge: Majestade, A Rainha: • Entendendo Hebreus • A ressurreição de Jesus

Dr. Stephen Travis, Vice-reitor e diretor de Pesquisa, Faculdade de St lohn, Nottingham; especialista em Novo Testamento: • Lendo a Bíblia; comDr.MarkEIliot: • Lista aprovada o "cânon" das Escrituras, Livros deuterocanónicos

Rev.Dr.D.Wilkinson. Professor de Apologética Cristã e diretor do Centro de Comunicação Cristã, Faculdade de St John, Universidade de Durham; astrofísico teórico e Membro da Sociedade Astronômica Real; palestrante e radialista sobre questões relacionadas com ciência e religião; autor lieGod.theBigBangand Stephen Hawking eAlone in the Universe? • Deus e o universo HughG.M.Williamson, Ocupante da cátedra Regius de hebraico, Universidade de Oxford: • Entendendo Isaías RobertWilloughby, Professor de Novo Testamento, Faculdade Bíblica de Londres, especialista em Evangelhos e teologia política: MA paz de Deus, Amor

Introdução à Bíblia
COMEÇANDO A ESTUDAR A BÍBLIA 14 18 22 Os livros da Bíblia 0 que é a Bíblia? Lendo a Bíblia 26 A BÍBLIA NO SEU CONTEXTO Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo A Bíblia no seu tempo Recriando o passado A terra de Israel Animais e aves Arvores e planias 0 calendário de Israel ENTENDENDO A BÍBLIA TRANSMITINDO A HISTÓRIA A BÍBLIA H O J E 46 yj 52 53 58 28 30 36 38 40 42 Dicas para entender 62 Entendendo a Bíblia 64 A Bíblia como uma história 66 68 Interpretando a Bíblia através dos séculos 70 0 Texto e a mensagem 74 Contadores de histórias — a tradição oral Os escribas 0 trabalho dos editores A Bíblia Hebraica Uma lista aprovada — o "cânon" das Escrituras Divulgando a palavra — a tarefa da tradução 80 83 86 89 92 95 Perspectivas culturais — Oriente e Ocidente lesus numa sociedade pluralista 0 Corão e a Bíblia A Bíblia do ponto de vista feminino A Bíblia do ponto de vista de um cientista Nosso mundo — o mundo deles

COMEÇANDO A ESTUDAR A BÍBLIA

Introdução à Bíblia

livros da Bíblia
ANTIGO TESTAMENTO (39 livros) OS "CINCO LIVROS"

Gênesis Êxodo Levítico Números Deuteronõmio

Estes livros c o n t ê m histórias sobre a criação do m u n d o , o g r a n d e d i l ú v i o e o s pais ( c m ã e s ! ) d a nação d e Israel (Gênesis); a escravidão no Egito c o êxodo (Êxodo): e os 4 0 anos de p e r e g r i n a ç ã o n o "deserto" do Sinai (Números; Deuteronõmio). Eles t a m b é m r e g i s t r a m o d o m d a lei d e D e u s p a r a s e u p o v o r e s u m i d o nos D e z M a n d a m e n t o s ( Ê x o d o ; Deuteronõmio) e regras detalhadas para sacrifício e a d o r a ç ã o , c e n trados no tabernáculo ( t e n d a especial d e D e u s ) (Êxodo; Levítico).
Horus, simbolizado por este olho. era u m d o s deuses d o Egito, onde os israelitas foram escravizados.

Começando a estudar a Bíblia

15

HISTORIA DE ISRAEL

POESIA ESABEDORIA

OS PROFETAS

Josué Juízes Rute 1 e 2Samuel 1 e2Reis 1 e 2Crônlcas Esdras Neemias Ester

Jó Salmos Provérbios Eclesiastes Cântico dos Cânticos

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Isaías Jeremias Lamentações Ezequiel Daniel

O shqfar, feito de chifre j de carneiro, era roçado para chamar os israelitas à batalha.

12 "profetas menores": Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias

C o m e ç a n d o c o m a conquista da terra p r o m e t i d a ( J o s u é ) , estes l i v r o s dão continuidade à história da nação, de seus heróis e daqueles que falhar a m para c o m a nação a o desviá-la de Deus. O período de liderança dos "juízes" (Gideão, S a n s ã o e o u t r o s ) t e r m i n a com S a m u e l , q u e u n g i u os primeiros reis de Israel. D e p o i s d o s reis S a u l , Davi e Salomão (1 e 2 S a m u e l ; I R e i s ) , as dez tribos d o N o r t e se separaram e f o r m a r a m o R e i n o de Israel, e n q u a n to a l i n h a g e m de D a v i c o n t i n u o u e m Judá. A q u e d a d e S a m a r i a nas mãos da Assíria m a r c o u o f i m de Israel. Mas u m remanescente d c J u d á s o b r e v i v e u à destruição de J e r u s a l é m e r e t o r n o u do exílio n a Babilônia. R e n o v a n d o sua obediência à lei de D e u s , reconstruír a m o T e m p l o e as m u r a l h a s da cidade (Esdras; Neemias).

Estes livros c o n t ê m a m a i o r parte d a poesia da Bíblia e a "sabedor i a " ( g r a n d e parte c m f o r m a de provérbios: Provérbios, Eclesiastes) q u e e r a b a s t a n t e p o p u l a r no Oriente Próximo antigo por volta da época d o Rei S a l o m ã o . J ó é u m a dramatização poética sobre o sofrimento. Salmos é u m livro de hinos. Cântico dos Cânticos é poesia r o m â n t i c a lírica.

O s profetas t r a z i a m a palavra de Deus a seu povo: advertindo sobre o julgamento ( q u a n d o o p o v o se desviava de Deus) incentivando c o m esperança e promessas (nos m o m e n t o s difíceis). A m a i o r i a v i v e u nos séculos 8 e 7 a . C , q u a n d o a nação estava sob ameaça, prim e i r o dos assírios e depois dos babilônios. A m ó s falou pela justiça a favor dos O povo de Israel mulras vezes pobres. A l g u n s p e r t e n c e m trocou o Deus ao p e r í o d o d o retorno do verdadeiro por ídolos. Esta é e x í l i o . V á r i a s profecias (as uma imagem de m a i s c o n h e c i d a s estão e m Baal, deus dos cananeus. Isaías) p r e v ê e m a v i n d a do "Messias", que D e u s e n v i a r i a p a r a l i b e r t a r seu p o v o e r e i n a r c o m justiça e p a z .
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Introdução à Bíblia

LIVROS DEUTEROCANÔNICOS/APÓCRIFOS

NOVO TESTAMENTO (27 livros)

Incenso foi uni dos presentes que os magos trouxeram ^ p a r a o menino esus.

OS EVANGELHOSE ATOS

Tobias Judite Adições a Ester Sabedoria de Salomão Eclesiástico Baruque 1 e2Esdras Carta de Jeremias

Oração d e Azarias/Cântico dos três jovens Susana Bel e o D r a g ã o 1,2,3, e4Macabeus O r a ç ã o de Manasses

O mais antigo • fragmento do v ,p-. Evangelho de João K ^ J / V W>íá data de 125-130 . .,d.i.. • r ***lKt:V;;.iK • w :

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Mateus Marcos Lucas João Atos

A Judeia estava sob domínio romano n o período do NT.

G r a n d e parte deste material adic i o n a l , i n c l u í d o n a s Bíblias C a t ó l i c a s , mas, e m g e r a l , ausente nas edições protestantes, v e m da tradução g r e g a (Septuaginta) da Bíblia h e b r a i c a . Macabeus relata a luta j u d a i c a pela i n d e p e n d ê n c i a n a é p o c a " e n t r e os Testamentos". Veja t a m b é m "Livros deuterocanônicos".

p Evangelho de João registra como Jesus transformou em vinho a água de jarros como este.

Canetas, tinta e estojo d o período d o NT.

Póncio Pilatos o governador romano que mandou cunhar esta moeda, autorizou a crucificação de Jesus.

O Códice Sinaítico, que data d o século 4 d . C , contém todo o N T ,

Os quatro evangelhos registram a vida de Jesus, principalmente seus três a n o s c o m o p r e g a d o r itiner a n t e , e a s e m a n a f i n a l e m q u e foi crucificado. Sua ressurreição é considerada confirmação de sua reivindicação de ser o Messias/"Filho de Deus" prometido. Todos se b a s e i a m n a e v i d ê n c i a de testemunhas oculares dentre seus seguidores mais chegados: cada autor tem seu próprio propósito e m contar a história. Atos é a continuação do Evangel h o d e L u c a s , a h i s t ó r i a d e c o m o os primeiros cristãos, principalmente P e d r o e P a u l o , d i f u n d i r a m as " b o a s novas" de Jesus entre judeus e gentios, c h e g a n d o até a p r ó p r i a R o m a .

o m a l ser finalmente destruído. Todas são d e autoria d e Paulo.2e3João Judas Apocalipse A s 13 primeiras cartas — escritas para "novas igrejas" recém-formadas — l i d a m c o m situações específicas. e as necessidades d c líderes. até a história c h e g a r a o f i m . questões q u e os cristãos e s t a v a m levantando. Escrita para cristãos perseguidos. Hebreus (mais parecido c o m u m sermão do que u m a carta) é u m livro a n ô n i m o . o "apóstolo dos gentios". ela lhes assegura q u e os propósitos d e Deus estão s e n d o e serão realizados. embora u m a carta circular. . Apocalipse. e o p o v o d e Deus g o z a r p a r a s e m p r e d a sua p r e sença nos " n o v o s céus e n o v a terra". é o ú n i c o e x e m p l o n o N o v o Testamento d e u m a o b r a "apocalíptica".Começando a estudar a Bíblia 17 AS CARTAS E APOCALIPSE • Romanos • 1 e 2Coríntios a :: : i i: n • • a Gálatas Efésios Filipenses Colossenses 1 e2Tessalonicenses 1 e 2Timóteo Tito Filemom Hebreus • • • • • Tiago 1 e 2Pedro 1. d i r i g e m se a grupos mais amplos d e cristãos. A s outras. cuja conversão dramática é registrada e m Atos. cartas "gerais".

pois e x p l i c a q u e a r a ç a h u m a n a está d e relações cortadas c o m D e u s — e t o d a a criação foi afetada pelo r o m p i m e n t o deste relacionamento. a m o r t e . Esta g r a n d e história t e m seis partes principais. e a d o r d e i x a r ã o de existir. A grande história A Bíblia é u m m a g n í f i c o l i v r o de histórias. e ouvi-la c o m o u m a t e s t e m u n h a . e conta a história da sua relação c o m a h u m a n i d a d e até o d i a f u t u r o e m q u e as g u e r r a s . E l e c o l o c o u pessoas n o seu m u n d o para cuid a r dele e usar todo o seu potencial. " D e u s f i c o u satisfeito c o m o u n i v e r s o q u e c r i o u .1-7) e D e u s r e a g i u expulsando-as do j a r d i m (Gn 3. G n 1 r e g i s t r a seis o c a s i õ e s e m q u e D e u s falou e acrescenta: " E assim acont e c e u . N o c e n t r o d a g r a n d e h i s t ó r i a está D e u s e o q u e ele está f a z e n d o c o m o m u n d o e a humanidade. A s duas maneiras mais eficazes de analisar a Bíblia são: considerá-la u m a história. Criação Deus criou o universo do nada.15-17).22-24). A Bíblia começa c o m D e u s c r i a n d o os céus e a t e r r a . 1. O que ela contém? D o que se trata? É m e l h o r v e r a Bíblia c o m o u m t o d o para não nos perdermos e m meios aos detalhes. I n f l u e n c i a d o s p o r t i m a s e r p e n t e f a l a n t e (a p e r sonificação d o m a l ) . m a s proibiu-as d e c o m e r o f r u t o de uma determinada árvore (Gn 2. c h e i o d e n a r r a t i v a s m u i t o b e m escritas. as d o e n ç a s .31). Queda D e u s d e u às p r i m e i r a s pessoas l i b e r d a d e p a r a e x p l o r a r o j a r d i m e m q u e as c o l o c o u . dando-lhes responsabilidade pelos animais. á r v o r e s e plantas. . pela sua simples p a l a v r a . E s t a h i s t ó r i a ( g e r a l mente c h a m a d a de "queda da h u m a n i d a d e " ) é vital para compreendermos grande p a r t e d a B í b l i a .Introdução à Bíblia O que é a Bíblia? Steve Walton Para muitas pessoas a Bíblia é u m livro desconhecido. e o c h a m o u de " m u i t o b o m " ( G n 1. pássaros. u m a coleção de histórias — h á u m a grande história contada pelo conj u n t o d e relatos i n d i v i d u a i s . M a s e l a é m a i s q u e 2. elas d e c i d i r a m n ã o f a z e r a v o n t a d e de D e u s ( G n 3.

conduzindo-os numa peregrinação de 4 0 anos pelos desertos da Península do Sinai. Deus fez outra coisa que seria muito importante para a vida da nação: deu-lhes sua lei. começam assim: "Eu sou o SENHOR. para demonstrar que este estava sendo sacrificado por ela. Este ato maravilhoso. e seus descendentes. Israel 19 Os mandamentos também diziam como o povo de Deus devia viver (Êx 2 0 . o povo judeu celebra o êxodo na festa anual da Páscoa. mas Deus agiu para livrá-los por intermédio de Moisés. Deus escolheu um homem.3-5. teu Deus. Diversos grupos de judeus tinham crenças diferentes com relação ao Messias. Posteriormente. a capital da nação. A nação se dividiu após a morte do rei Salomão. Is 40. sendo castigados por Deus. Os profetas prometeram mais que um simples retorno à terra. trazendo boas novas do perdão de Deus.C. que Deus enviaria para libertar seu povo. uma pessoa que os judeus chamavam de "Messias". Quando o povo desobedecia à lei.5-13).1 7 ) . a maneira de "cobrir" seu erro e restaurar o relacionamento com Deus era o sacrifício de um animal no lugar da pessoa que desobedecera a lei. Mt 8. O povo do reino do sul (Judá) foi levado ao exílio na Babilônia cerca de 150 anos mais tarde. da casa da servidão" (Ex 2 0 . Tratava-se de um procedimento caro. Mas as histórias centrais que os definiam como povo de Deus eram histórias de Deus agindo para resgatá-los — Ele fizera isto no êxodo e no retorno da Babilônia.16-20). para que Deus perdoasse sua desobediência. os "Dez Mandamentos". um resumo da idéia central da lei. e que por meio da descendência de Abraão Deus abençoaria toda a humanidade (Gn 12. Eles se tornaram escravos no Egito. A vida de Israel continuou com muitos altos e baixos por mais de 1 0 0 0 anos. uma terra que Deus daria a seus descendentes.1-3). até introduzi-los na terra onde Abraão tinha vivido antes deles. Jesus dizia oferecer renovação para a nação. 4 . 3 . embora estivessem fisicamente na sua terra. Os romanos os governavam e eles não tinham liberdade para viver como o povo de Deus devia viver. pois animais eram um grande sinal de riqueza na sociedade rural da Antiguidade. O povo. no entanto. Até hoje. não conseguia viver consistentemente como Deus queria.C. Durante três anos Jesus ensinou. Enquanto estavam no deserto. 2 ) . No século 1 d. A nação era sua por causa da sua bondade em tirá-la do Egito: logo.Começando a estudar a Biblia 3. pois. A pessoa colocava uma das mãos na cabeça do animal. chamado de êxodo. ex. daí em diante. e a parte norte do reino (Israel) caiu nas mãos dos assírios no século 8 a. por razões semelhantes. por exemplo. Profetas — que transmitiam a palavra de Deus ao povo — interpretaram este retorno como um "novo êxodo" (veja. Deus a protegeu e cuidou dela. Ele restaurou o povo de Judá na sua própria terra cerca de meio século depois. Os profetas também anunciaram um salvador vindouro. que te tirei da terra do Egito. porque abandonara sua fé cm Deus dando lugar a outras religiões. tirándoos do Egito. Após escolher esta nação. tornou-se um momento marcante para a nação de Israel. apesar de seu povo estar sofrendo e sendo oprimido. 43. curou e libertou pessoas de forças opressivas. para ser o meio de reparar o estrago que a rebelião humana contra Deus causara — um homem chamado Abr(a)ão que vivia na cidade de Ur. anunciando que o poder de Deus podia ser visto no que Ele fazia e dizia (Lc 11. Isto ficou ainda mais difícil quando o povo se tornou prisioneiro cm sua própria terra c foi oprimido por povos pagãos. eles se sentiam como se ainda estivessem no exílio. um mestre judeu que curava e falava do "reino" de Deus — afirmando que Deus ainda estava no controle. mas todos esperavam que ele trouxesse o reino de justiça da parte de Deus. Eles falaram de outras coisas boas que Deus faria para seu povo. Jesus Em seguida vem o período de Israel. os sacrifícios passaram a ser oferecidos no Templo de Jerusalém. Deus deu a Abraão uma promessa tripla: uma descendência. Ele falava . Mas Deus não desistira do seu povo. Nesse contexto aparece Jesus. eles se lembrariam desse episódio como o momento em que Deus os tinha salvado e os adotado. inclusive liberdade para adorar e viver como povo de Deus e a oportunidade de envelhecer sem medo. e por isso eles criam que Deus o faria novamente. e então outra parte crucial da lei era o sistema sacrificial. Jesus se importava com os pobres e excluídos da sociedade — Ele ajudou até estrangeiros desprezados que o procuravam (p.1-7).

Aquele pequeno grupo rapidamente espalhou a mensagem sobre Jesus por todos os países ao redor do mar Mediterrâneo.14-20). Jesus não resistiu a isto. algo que elevaria os espíritos dos cristãos perseguidos à presença do grande Deus que serviam. ele prometeu dar-lhes poder para realizar esta grande tarefa. E os primeiros grupos cristãos tinham seus problemas! As cartas dos primeiros líderes cristãos demonstram os tipos de dificuldades que tinham. Ele interpretou o pão e o vinho da refeição como símbolos do seu corpo e sangue. Ele era o mesmo Jesus que conheciam há três anos. outros morreram porque se comprometeram a segui-lo.1-12). Jesus deu àquela refeição um novo significado. ajustando-se a um novo modo de vida que derrubava barreiras entre as pessoas — barreiras de gênero. era mais importante que suas pró- Como os primeiros cristãos lidavam com este sofrimento? Como entendiam o que Deus estava fazendo agora que Jesus deixara a terra? O último livro da Bíblia. Cuidar dos outros. 0 fim dos tempos Após a sua ressurreição. Esta mensagem não foi bem aceita pelos líderes judeus. Mc 13. morte e ressurreição.20 Introdução à Bíblia a respeito do Templo de uma forma que sugeria que este seria destruído e substituído de certa maneira por sua própria pessoa (Jo 2. mas que agora estava mais vivo que nunca. Eles tiveram de aprender o que significava ser seguidor de Jesus: não era mais possível viver do jeito que se quisesse. pouco tempo mais tarde. Jesus deu a seus seguidores a responsabilidade de contar aos outros sobre ele. 6 . Três dias depois Seus seguidores ficaram totalmente maravilhados e alegres em vê-lo vivo novamente: a morte não fora capaz de derrotá-lo. Na noite em cjue foi preso e julgado. Surpreendentemente.1822. entregues na morte (Lc 22. Muitos deles estavam colaborando com os governantes romanos e não queriam a instabilidade que Jesus aparentemente trazia.28). inicialmente entre o povo judeu. os seguidores de Jesus foram surpreendidos pelo envio do Espírito Santo. finalmente. os cristãos esperam a renovação e restauração de todo o universo de volta ao plano original de Deus na criação (Ap 21. os primeiros cristãos aguardavam um dia em que Jesus voltaria à terra para completar.47-53). Jesus considerava sua morte a realização daquilo que os sacrifícios representavam: perdão e renovação para o povo. O s s e g u i d o r e s d e Cristo prias necessidades. Na festa judaica de Pentecostes. Isto levou a uma trama para matar Jesus (Jo 11. Apocalipse. um dia no qual aqueles que rejeitam a Deus serão julgados e aqueles que confiam em Jesus verão o Senhor face a face. principalmente de outros cristãos. Jesus morreu. Antes de voltar para Deus. ele passou tempo com Seus amigos. Pequenos grupos de cristãos começaram a formar-se. celebrando a Páscoa que comemorava o êxodo do Egito. mostra que Deus tem o controle dos processos da história. Ele parecia saber o que estava se passando e falava disso por meio de parábolas (Mc 12. condição social e raça (Gl 3.1-8). Será também um dia em que o mal e o pecado serão removidos do mundo. cuja vida dependia da existência do Templo. Ele realmente era o Messias! 5. Ele foi executado por crucificação. julgado e condenado à morte pelos líderes judeus. eles tinham de estar prontos para sofrer pela sua fé em Jesus — muitos foram excluídos socialmente. Além disso. Nesse dia. a obra que começara na Sua vida. e depois pelos romanos (pois os judeus não podiam fazer execuções naquela época). .1-2). dc forma que uma grande multidão foi atraída para ouvi-los falar sobre Jesus. mas depois também entre não-judeus: a promessa feita a Abraão de que toda a humanidade seria abençoada por meio da sua descendência começava a se cumprir! Estes grupos reuniam-se na casa de algum membro do grupo. Mais que isso. Pouco depois Jesus foi preso. Trevas cobriram a terra enquanto ele estava pendurado na cruz. Além disso. quando receberam a capacidade dc falar em novas línguas. Ele deu ao pão e ao vinho da refeição um novo significado.

E escrita para convencer seus leitores a se tornarem seguidores de Jesus. por exemplo. foi traduzida p a r a mais de 2400 línguas.21 A Bíblia como testemunha A Bíblia não conta esta história dc forma distante. no século 16. uma a majoritárias. a Bíblia completa já foi traduzida. Assim. são mais antigas. versículo(s). ciiado em grande parte p a r a localizar textos bíblicos. uma referência bíblica normalmente tem a seguinte estrutura: livro. mais recentes. e preferem u como a N o v aT r a d u ç ã o na Linguagem de Hoje. a divisão do capítulo ocorre no meio da história e o versículo termina com vírgula! Portanto. E o caso. uma parte dela já guagem arcaica. 3 . as diferentes traduções se complementam. Traduções da Bíblia m a tradução m a i s atual. versículos uma três". para línguas minoritárias como. longe de ser u m problema. Este sistema permite localizar facilmente qualquer texto bíblico. S e m p r e que se faz referência a u m a passagem. outras. E m outras palavras. U m sistema mais antigo. No Brasil. gida de Almeida. recomenda-se ler trechos mais longos. Os n ú m e r o s dos capítulos c o m e ç a r a m a ser inseridos no texto bíblico no século 1 3 d. como um historiador faria. foi acrescentada posteriormente. Ler a Bíblia é como receber um convite para uma festa — ela busca nossa resposta! Este grupo de jovens cristãos da Ásia representa os milhões que ao longo dos séculos ouviram a história da Bíblia c sc tornaram seguidores de Jesus. em geral abreviado. aparece em primeiro lugar. A Bíblia ou. Alguns leitores preferem uma tradução mais Para maiores detalhes sobre diferentes traantiga como. O u t r o s têm dificuldade com a lin- Capítulos e versículos E m edições modernas da Bíblia. existem várias traduções.duções. veja p. capítulo. Ela é escrita para convidar aqueles que ouvem sua mensagem a confiar em Jesus também. é melhor ler parágrafos e seções do que ler versículos e capítulos. Logo em seguida aparece o n ú m e r o do capítulo. 77. Afinal. capítulo três. e completos. Por exemplo: G n1 2 . a edição Revista e Corri. 1 3 significa "livro de Gênesis. assim como em outras línguasou seja. capítulo 12. tuguês. além do porTer mais de uma tradução na m e s m a língua. E m g u a j a j a r a e guarani-mbyá. não deveria ser determinante n ah o r a de ler o texto. pelo menos. este nome. por exemplo. R m . é a divisão do texto em capítulos e versículos. da N o v aT r a d u ç ã o na Linguagem de Hoje. o texto c o s t u m a ser disposto em parágrafos e seções. essa divisão na faz parte do original. Algumas permitem uma leitura comparativa e uma melhor compreensão da mensagem da Bíblia. C a d a livro da Bíblia tem u m nome. . E m português. ÀS vezes. Por mais útil que seja o sistema de capítulos e versículos. waiwai. U m ponto separa o capítulo do versículo. geral. e ajudá-los a entender como segui-lo com outras pessoas. j u d a a entender a outra.C. O sn ú m e r o s dos versículos f o r a m acrescentados posteriormente. 2 1 2 6 significa "carta aos R o m a n o s . é uma bênção. Além disso. versículos 2 1 a 26" (veja uma lista de abreviaturas no início do livro). que aparece por último.

Então. e o livro de Isaías são considerados dois dos melhores livros do mundo. elas falam — principalmente no Antigo Testamento — sobre nosso relacionamento com a sociedade e o mundo.. Apesar da variedade de livros na Bíblia e da grande extensão de tempo durante a qual foi escrita. orações e poesias.22 Introdução à Bíblia Stephen Travis Lendo a Bíblia O que motivou as pessoas que contaram as histórias. músicos e escritores do mundo. Todas estas são razões positivas para estudar a Bíblia. elas contam a história de como Deus convidou um grupo específico de pessoas para conhecê-lo. cias falam sobre nosso relacionamento com o povo de Deus. Ela mostra como o povo de Deus devia refletir em suas próprias vidas o caráter de Deus e seu interesse por todo o mundo.. • Você pode ler a Bíblia para estudar a base da fé e dos padrões éticos judaicos e cristãos. Os livros da Bíblia foram escritos em grande parte para uma comunidade. dando direção a nossas vidas. • Ou você pode ler a Bíblia para descobrir os temas e histórias que inspiraram a obra de vários artistas. compuseram os salmos. orações de pessoas que anseiam receber a bênção de Deus. profetizaram o futuro? Como elas viam Deus atuando na vida das pessoas? Podemos resumir seu propósito em quatro categorias. • Você pode lê-la para descobrir a história do mundo antigo. As pessoas lêem a Bíblia por várias razões diferentes. o Espírito Santo começa a agir e transmite Cristo por meio dele para a mente e o coração e a consciência do leitor. elas contam a história do nosso relacionamento com Deus. por exemplo. renovador. Há histórias sobre o povo tentando obedecer a Deus. Mas só chegaremos ao cerne da questão se perguntarmos por que os livros bíblicos foram escritos. não para indivíduos. mensagens de profetas e apóstolos incentivando o povo a redescobrir o caminho de Deus. "Quando. como devemos lê-la? • Reconheça a variedade q u e h á n a B í b l i a . profecias e provérbios. escreveram as cartas. A Bíblia não é um livro sobre uma religião que só se preocupa comigo como pessoa. visões do céu e conselhos práticos para o dia a dia. há uma linha de raciocínio em toda a obra que dá sentido às diversas partes. • Você pode lê-la como literatura. .. se quisermos ouvir a mensagem da Bíblia. A Bíblia é como uma bússola. Então veremos que sua mensagem se dirige a nós mais claramente quando estudamos a Bíblia com outras pessoas do que quando o fazemos sozinhos. Há histórias e parábolas. O História Em primeiro lugar.. Sociedade Em quarto lugar. Mas às vezes ficamos perplexos. Relacionamento Em segundo lugar. Como podemos começar e continuar lendo? É útil saber exatamente porque estamos lendo. seu Deus. a igreja." Donald Coggan Ler a Bíblia pode ser uma tarefa difícil. e ame o seu próximo como você ama a você mesmo". um indivíduo humildemente toma este livro escrito por pessoas comuns e que traz bem evidenciadas as marcas do tempo e as dificuldades causadas peio processo de transmissão. Às vezes é emocionante. Ela dá milhares de exemplos do significado de "ame o SENHOR. de forma que no final o mundo inteiro aprendesse a conhecê-lo e amá-lo. Comunidade Em terceiro lugar. Os Salmos.

tenho uma abordagem mais descontraída e me divirto com sua maneira estranha de ver a natureza humana. Da mesma forma. • N ã o d e s a n i m e se sentir que precisa fazer um curso intensivo de interpretação bíblica para poder começar a ler. ler trechos mais longos de uma só vez. A Bíblia faz o cristão c o cristão reage a Deus e às questões da vida como Cristo reagiria. 23 • Pergunte: "Que tipo de l i v r o e s t o u l e n d o ? " Não l e m o s um l i v r o de história como lemos o manual de m a n u t e n ç ã o d o c a r r o . geralmente não é uma boa idéia tentar ler a Bíblia direto de Gênesis até o fim. Mas sempre há algo para ajudar você a refletir sobre sua vida com Deus. porque todas as palavras de Jesus são informações vitais para a vida cristã. de vez e m q u a n d o . lendo livros de educação física! Use os guias disponíveis. Quando leio o livro de Eclesiastes no Antigo Testamento. e com a sociedade c o mundo? É claro que nem toda passagem ensinará algo sobre cada uma destas quatro áreas da nossa vida. pergunte que ensinamento a passagem oferece sobre os quatro aspectos do propósito da Bíblia descritos acima: o que aprendo sobre o plano de Deus para o mundo. Ouviremos sua mensagem se a abordarmos com a reverencia adequada — não uma reverência pelo que está impresso no papel. Quando leio o Sermão do Monte (Mt 5 — 7 ) faço uma pausa a cada frase. É melhor. Não lemos apenas duas páginas de um romance e depois o colocamos de lado até o dia seguinte. Um bom plano c começar com um F. Leia toda a história de Davi em 1 c 2Samuel e terá uma noção melhor do envolvimento de Deus em todos os altos e baixos da vida dessa pessoa. com o povo de Deus. depois ler alguns salmos. por exemplo. pois os membros d o grupo podem compartilhar sua compreensão da mesma. depois uma das cartas mais curtas do Novo Testamento. • A Bíblia não é um livro de c u l i n á r i a com uma receita para cada circunstância da vida moderna. • Tente.vangelho. Por isso. • À medida q u e lê. Ela é parecida com uma bússola para nos guiar na direção certa. Mas não deixe que estes impeçam você de entrar em campo! Ler a Bíblia em pequenos grupos pode ser uma maneira estimulante de cslodn-la. algo que você jamais compreenderia se lesse apenas alguns versículos de cada vez. Ninguém aprende a jogar futebol ou qualquer outro esporte sentado na poltrona. variar de vez em quando entre o Antigo e o Novo Testamento. mas pelo Deus que fala conosco por meio da Bíblia. e depois um trecho de Gênesis (capítulos 1—11). .vangelho inteiro c você perceberá coisas sobre Jesus que jamais notara antes. nosso comportamento e nossas prioridades. Leia um F. sobre meu relacionamento com Deus.Começando a estudar a Bíblia Nossa vida encerra vários aspectos diferentes e Deus se interessa por cada um deles. A mensagem da Bíblia gradualmente transforma as pessoas no que elas deveriam ser. e não tanto com um mapa que traz todos os detalhes anotados. especialmente se estiver estudando um livro narrativo. começando com este Manual. • Precisamos também permitir q u e a B í b l i a n o s f a ç a p e r g u n t a s — deixar que ela questione nossos pressupostos. os vários tipos de livros bíblicos precisam de abordagens diferentes.

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filósofo chinês Religião pantefsta se desenvolve na índia coroasiio. Eurípedes Sócrates. Inglaterra:quebrar Períododeadoracaoitionoleistado sol no Egito PaganisnwdáwiconaGiécia La o-Tsé. acontecimentos Egilo antigo Mesopotâmia Hamuiábi dos códigos babilónicos Sele primeiros períodos da I iteratu ra chinesa Cultura mínoica em Creta ! Era do Bronze Hititasem Anatólia Cananeus Era do Ferro Irtiliíaçãoeiíuíca Dispersão do povo celta pela Europa (entrai eocidental Império Assírio Primeiros jocoso ímpícsrecjistfàdoi Império Babilónico Império Persa Civilização grega Ilíada e Odisséia de Homero Construção da Acrópole em Atenas Adoção da democracia em Atenas Início do Império Indiano Alexandre. Ovídio. cultura helírií! t'. religíõesétnicas. iemita: Igrejas fundadas no Impéiic fita. filosofia gre$> Civilizações. Heródoto. Este diagrama traz Será que os israelitas levaram o monoteísmo ao apenas alguns dos personagens. tendo sido mais tarde suprimido? As novas e ideologias que ajudam a mostrar o desenvolreligiões na Ásia surgiram na mesma época dos vimento das idéias desde 2000 a. Como os acontecimentos bíblicos de comunicações do mundo romano e a língua se relacionam com o que se passava no resto grega possibilitaram sua rápida propagação no do mundo? Fazer ligações pode ser fascinante. Sófocles.profetas de Israel. pessoas. Séneca Polinésios estabelecem colori): no Pacífico Civil Governo romano. crenças. filósofomoral Filosofia grega: Aristóteles. historiador j u d e uI S e g u n d a rebelião j u d a i t a s o t > Bar K o c h b a Jesus Mfe': Cristianismo | oslinl 0 período bíblico desde Abraão se sobre. quando o sistema dias de hoje. acontecimentos Egito. Platão Estoicismo Epicuroefilosofia "epicurista" Neoplatonismo. o Grande.fundador da religião persa Ésquilo. hinduísmo. (enquista aPérsiaeinvadeaíndia Grande Muralha daChina Grécia sob controle romano . ena índia ImperadorConstaniinoadola o Cristianismo HiWi Domingo setoma dia doSstafc Concilio de llicéia esta&eíeteovrJFJ^ CantodehinosdesenvorvKjo | por Ambrósio Budismo. A mensagem de Jesus apapõe a cerca de metade de nossa história até os receu n u m a época singular. Judaísmo C r i a ç ã o d a s sinagogas Revolta dos m a c a b e u s Septuagínta ou tradução grega da Biblia hebraica P r i m e i r a rebelião j u d a i c a| T e m p l o de J e r u s a l é md e f f l Josefo. religiões asiáticas SicldhariliaGautama. Horácio.26 introdução à Bíblia Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo 2000 a.ií Imperador Constantino reúne:. —2000 d.^ Aial HunosinvademaEuropa :V.Bi!da Rígveda. religiões primitivas Slonehenge. Império Romano e no Oriente. Pin impérios ocidentaleorienlil P sendoacapital Constantin. J t . Império Romano Pompeu (aplura Jerusalém : Júlio César i Navios chineses chegam à índia .C.C.i. updnishads: poesia e ensinamentos hindus Jainrsmofjndadona India Con ludo na China Taotsmo 1 Ideologias. idéias Politeísmo.C.

'l . criando a palavra 'ftníarwntalisü' : iisrenciaiis-Tic rva teoloçjia &#y (Vahan. Rousseau.. m arquiteturas na Iteraiva Mozart.erurucadisska .A Bíblia no seu contexto 27 Judeusinstalanvsena Alemanha. reformador na Botona Aoabatistas Seforau (Uteio. Newton.! •: da ctCerr tendi Irra •SSÒttcetanal•.'i.!.México E r a dourada da aitebuantina Prir*if3JC'nalinip(fivo err i OttofundaoSacioImpéiiollomannGermánico 'ii . Spinoza. fundação de sociedades cientificas Copérnico afirma quea torra giraem torno do sol DesenvoU'imrntoda dent ia: Pasteur.111.humanismo Filósofos: Hoboes. eieinodaôe >->!• n v ü l ' f i " t -i da medicina Lançamento da Coca Cola Pn meiros íogos olimpiíos modernos Automóveis Primeira Guerra Mundial Fusão do átomo Invenção da tele-máo Segunda Guerra Mundial nVvoltçáoEletronka Maröa Luther King CuHuraspopeiock Pnmeiraviagrmálua Epidemia de AID internet 4 'M M. cientistas Marxeingels. BeMba*« . Kant por Seleção llatural' Boyle. desenvolvem a ling uâ lldlthe 110 Ibn Eira."AOrigemdasEspécies Loifce. i is . : Mongóis invadem a Asia c a E u ropa AstetasnaAméricaCeniral F u ndaçáo do im p ério Otom ano Cultsia inca no Peri ry-}. reformas catõltcas Movimento carismático Islamismo Mioñé Império muçulmano da LspanhaáChina Mñbíossufistas Primeira unívrisidaot do mundo em Cairo DeverrvoNimenlodaShaiia. filósofo Misticismo <abalístko|udeu Perseguidos jtdeus BaEmopa llii'Oílirli. leiíslàmica Mjrwnc^rtasr^comtradasoolrá inpe>toolànii(OBa(»*à em Império Otomana irnpaciodacGkura e lei ocidentais em vanas arras til. Período barroco Rembrandt. mestre hindu liadouiadadocotihedri Renascença na a rir e no saber Nascea ciência. 1 'i 1 1 ' i ' ' ' m: 11 Holocausto judeu Estado judeu de Israel gostinho r e m i t a s do deserto loiustiosmo V' •:. Faraday Oiluminismo:rationallsmo. filósofo Psicologia IFreud.' Islãracos proroorem estados rr*ulmanos Propagação do império e das obw hindus Primeiros santuários shintoistas noJapão RanjitSingheos sikhs Rarnakrishna. Catrinoi WiBiamTyndale traduzo NI para o inglés Inácio de Loyolaeos jesuítas Concilio de liento: Contra • reforma da Igreja Católica Romana Biblia do Rei Tiago ÍKincj lames Version) Fundações de sociedades missiona rias e bíblicas Presbiterianos e puritanos Inicio da escola dominical Puritanospartem no navio Mayflower Pernéeosla! ismo para a Amirica Primeira Coocfco do Vaticano Con? egacoru listas eaiffalifc*dade papal 5. reformador ingle's iariHiß. Herra üí*w9.it-'t '• .j ní-. • i • i 'i him Car1asUagno. Linnaeus. estudioso Maimónides. Handel. prene-to porta crtsiào I hglès Divisão eniiekjrejas romana e oriental se torna permanente Construção de catedrais na Europa leotoçü escolástica Bernardo de Clarara L auto* dehn» Valdemes Francisco de Assis e os franciscanos Albigenses fundação da ordem dominicana Tomás de Aquino. Man ifesto Comunista Nietzsche.• -1* 11 igreja Reamamento nos EUA: em Londres Moody eSankey Pietistas Critkada Biola lohn Wesley eos metodistas Movimento ecuménico p a raunir igrejas Publicação de "Os Fundamentos" nos EUA. Descartes. Charles Darwin. Revolução Industrial Romantismo Eradas ferrovias Exploração e colonialismo Movineatos abolioontsus Telefone. teólogo JohnVíytliffe. compositores Classicismo w leairo. evaocjefcsu Segunda Concilio do Vat k ano. geriet« Monrnento ambienialrtU Movimento M o v a Era Civilizaçãoraaia. Hume. artista IS. Jerusalém InketasCriuaias Evangelhos dei ncisfamf Gistcwáa Calcaba pane paia o Movo Mundo William Shakespeare . Bach. Jung) AlbertEinsteinearelatividadr Comunismo Teoria quântica na fiwa Positivismo lóg k o Existencialismo Feminrsno Mkrobwkrçia.prriieroimcefjdordo LeonardodaVnõ Uesopctànuiigiio.

na Mesopotâmia nul Prainha de ouro. d e Ur. Primeiros Jogos Olímpicos | registrados c. 776 Rómulo. primeiro rei * de Roma Tutancámon I do Egito (morto eme. 13381 pç ( m Império Assírio M ~\C I Civilização minóica em Creta Inicio da construçãotk Acrópole em Atena - .28 Introdução à Bíblia A Bíblia no seu tempo 2500 » C 2250 Reino Unido Êxodo e conquista Os patriarcas Israel no Egito Rei Davi faz de Jerusalém sua capital José Moisés Exílio Reino Dividido Abraão Reino de Israel no Norte Rei Acabe fiei Salomão constrói o Templo Profeta Elias Profeta Eliseu Dez Mandamentos/ Lei de Deus dada no Sinai Samaria conquistada pelo Assíria 722/1 Preparação do Tabernáculo/Tenda de Deus Reino deJudá no Sul Profeta Isaías Juizes Sansão Samuel Rei Ezequias Profeta Jeremii Jeru pela doT Batalha de Jericó I Construção das pirâmides do Egito I Criação de sepulturas reais em Ur I Primeiras bibliotecas do mundo.

O reíl (monte formado por ruínas) da cidade bíblica de Laquis. s e n d o q u e c a d a c a m a d a r e p r e s e n t a u m p e r í o d o d e ocupação. Novas abordagens Atualmente.15. A evidencia arqueológica n e m semp r e é fácil d e i n t e r p r e t a r . I HISTORIA DE ADVERTÊNCIA As primeiras tentativas d e ligar descobertas a r q u e o l ó g i c a s à Bíblia l e v a r a m a algumas conclusões enganosas. as d a t a s d a c e r â m i c a d e p e n d e m d e ligações c o m o Egito ou a Mesopotâmia. E s c a v a r u m tell significa c a v a r p o r várias c a m a d a s ( o u estratos). No detalhe: instrumentos DESENTERRANDO CIDADES ANTIGAS Ate recentemente grande parte da arqueologia bíblica envolvia a escavação d e tells. Subseqüentemente as construções foram datadas d o reinado d c A c a b e . vilas e acampamentos nômades estavam relacionados. a produção de alimentos e os padrões mutantes de assentamento da antiguidade. d e q u e S a l o m ã o reconstruiu M e g i d o e a s " c i d a d e s o n d e f i c a v a m o s seus carros d e guerra" mencionadas três versículos depois. A s cidades nos t e m p o s da Bíblia geralmente eram reconstruídas várias vezes no m e s m o local. f r a g m e n t o s d e c e r â m i c a ( s e m p r e abundantes c m c a m a d a s d e o c u p a ç ã o ) são u m a b o a pista p a r a a d a t a e m q u e d e t e r m i n a d o estrato era uma cidade próspera. um século depois d e S a l o m ã o . muitas vezes após a d e s t r u i ç ã o p o r i n i m i g o s . a arqueologia envolve muito mais que a escavação de t e l h (sítios arqueológicos). O indagador geralmente quer saber se há evidência arqueológica de que eventos específicos aconteceram. Isto d e v e n o s advertir contra estabelecer conexões precipitadas. . podem indiretamente esclarecer a Bíblia para o leitor moderno. mas. regiões nas quais l o n g o s p e r í o d o s de h i s t ó r i a a n t i g o s f o r a m r e c o n s t r u í d o s a partir d e listas d e r e i s . a v e r mudança n o s e u s t a t u s e na s u a c u l t u r a . Na realidade a arqueologia raramente dá evidência deste tipo. A descoberta d e u m a série d e longas construções retangulares e m M e g i d o e m 1928 ( a c i m a ) foi i n t e r p r e t a d a c o m o se f o s s e m e s t á b u l o s e foi d a t a d a d o p e r í o d o d e S a l o m ã o . Na maioria dos casos ela dá um contexto no qual a Bíblia pode ser mais bem compreendida. A d e s c o b e r t a l o g o foi l i g a d a a u m a r e f e r ê n c i a . A g o r a se sugere q u e estas c o n s t r u ç õ e s s ã o a i n d a m a i s recentes e alguns arqueólogos duvidam q u e s e q u e r sejam estábulos. E m última análise. se elas nos capacitam a entender como a sociedade funcionava nos tempos bíblicos. feita cm I R s 9. Estilos d e c e r â m i c a e s t a v a m s e m p r e m u d a n do. Uma cidade que é freqüentemente r e c o n s t r u í d a s o b r e s u a s p r ó p r i a s r u í n a s acabará f o r m a n d o um monte d e t a m a n h o c o n s i d e r á v e l e t a l m o n t e c u m tell e m á r a b e { o u lei e m h e b r a i c o ) . CERÂMICA AUXILIA A DATAÇÃO A s d a t a s d o s e s t r a t o s d e u m tell g e r a l m e n t e s ã o e s t a b e l e c i d a s p o r sua c e r â m i c a . e a entender o clima. Estas abordagens aparentemente não estão relacionadas com a Bíblia (c alguns arqueólogos não gostam do termo "arqueologia bíblica"). Levantamentos regionais podem nos ajudar a ver como cidades. i n c ê n d i o s o u terremotos. assim.30 Introdução à Bíblia Recriando o passado John Bimson "A arqueologia prova que a Bíblia é verdadeira?" Esta é uma pergunta feita freqüentemente a arqueólogos que também trabalham com a Bíblia. Escavação e registro cuidadosos capacitam arqueólogos a comp o r a história d e u m a cidade. m o n t e s f e i t o s d e r u í n a s d e c i d a d e s antigas.

p o r séculos 8-7 a . pesos. J z 8 . finalmente. c o m sua d i v i s ã o t r i p l a . em grego (parte inferior). o nome de seu dono I s 1 0 . hoje. encontradas e m Samaria (figura d e palmeiras à esquerd a ) e na S í r i a e A s s í r i a .4. Ela foi a chave para decifrar a escrita egípcia antiga.C. ao invés do contexto histórico d e u m e v e n t o da B í b l i a . e hieróglifos (parte superior). E s c a v a ç õ e s e m E c r o m ( T e l M i q n e . Ela contém a referência mais antiga. junto ao rio Nilo. era comum usar fragmentos de cerâmica. c o m o demonstrado por estes exemplos do A n t i g o Testamento. As duas fotos acima mostram métodos diferentes dc extrair óleo de oliva: o mais antigo era a viga e o peso. 31 INSCRIÇÕES Há. várias evidências arqueológicas d e que certo nível de alfabetizaç ã o era comum no Israel antiEste anel. Is 5 . na i l u m i nação d a s c a s a s . que sempre estavam a mâo. registra o p a g a m e n t o de impostos e m espécie (vinho e ó l e o ) aos a r m a z é n s d a c i d a d e . 1 9 ) . Eles r e v e l a m que alguns indivíduos supriam em grandes q u a n t i d a d e s — u m sinal d e q u e e r a m prop r i e t á r i o s d c g r a n d e s f a z e n d a s . a um povo chamado Israel.em hebraico. dos g o . o T e m p l o d e S a l o m ã o tinha painéis d e madeira entalhados com querubins. à direito: Estes jarros eram usados para armazenar óleo de oliva. Bacias r e t a n g u l a r e s e c o m p r e s s o r e s d e pedra e r a m usados para a m a s s a r as a z e i t o nas e cada bacia tinha a seu l a d o d o i s t o n é i s para prensar a polpa a fim d e p r o d u z i r l í q u i d o ( 2 0 . que data d o século 8 a . Ela registra um decreto do rei Ptolomeu V do Egito. p o i s isto o c o r r i a g e r a l m e n t e às custas d o s pobres ( A m 8. M q 2 . t e m s e m e l h a n ç a s c o m t e m p l o s c a n a n e u s d o f i n a l d a Gra do Bronze e c o m um templo p o s t e r i o r d o n o r t e da Síria. Placas de marfim entalhado c m estilo fenício. marfins e selos f o r a m d e s c o b e r t a s e m diversas localidades. 2 . cabaças e flores. A concentraç ã o d e t e r r a s nas m ã o s d o s r i c o s foi m u i t o c o n d e n a d a p e l o s p r o f e t a s d o s é c u l o 8. traz e x e m p l o . I n s c r i . e t c ) . palmeiras. depois veio o pesado rolo de pedra. 1 4 .8. TEMPLO DE SALOMÃO A planta d o T e m p l o d e S a l o m ã o . A prática de Salomao de revestir grand e p a r t e da d e c o r a ç ã o interior d o Templo com o u r o p o d e ser ilustrada por templos egípcios.C.A Bíblia no seu contexto Esclarecendo o Antigo Testamento Era g e r a l a a r q u e o l o g i a e s c l a r e c e o contexto cultural. são semelhantes a essas decorações do Templo de Salomão. ções e m cerâmica e vasos d e pedra. A l g u n s nos e s c l a r e c e m indiretam e n t e acerca da sociedade israelita. e. Era u s a d o na c o z i n h a . —v-V- Na antigüidade. U m a c o l e ç ã o d e óstracos (fragmentos de cerâmica c o m i n s c r i ç õ e s ) d a Samaria.) foram registradas nesta estela (mais dc 2 m de altura). H p. As vitórias do Faraó Mcmcptá (cerca de 1208 a. C . na planície litorânea a o e s t e d e J e r u s a l é m ) t è m esclarecido a produção d e ó l e o d e oliva d o século sete a. Eles t a m b é m m o s t r a m que os detalhes da descrição são completamente plausíveis no seu d e v i d o c o n t e x t o . A Pedra dc Roseta foi encontrada por soldados de Napoleão perto de Roseta. além da Bíblia. na f a b r i c a ç ã o d c c o s m é t i cos e c m v á r i o s r i t u a i s .500 litros por a n o . C . Calcula-se q u e as 115 prensas d e ó l e o d e Ecrom p o d i a m p r o d u z i r 5 0 0 toneladas. . o u 652. escrita demótien egípcia (no meio). 8 ) . Em seu i n t e r i o r .-. c o m o a Bíblia s u g e r e ( v e j a . E s t e s e x e m p l o s nos ajudam a imaginar o Templo de Jerusalém.3 0 % d e ó l e o ) . a prensa. V á r i o s pesos d e p e d r a s d e 77 quilos e r a m usados n o p r o c e s s o d c prensagem. para fazer breves registros e escrever cartas. e m túmulos. PRODUÇÂO DE AZEITE DE OLIVA O azeite d e o l i v a era u m dos produtos mais i m p o r t a n t e s d o s t e m p o s b í b l i c o s ( O s 2.

.. a sala em que os rolos foram escritos..--^v. isro é. Os rolos nos r e v e l a r a m uma seita d o judaísmo (provavelmente a dos essênios) que tinha muitas características distintas c a b r i r a m o s nossos o l h o s p a r a o f a t o d e q u e o j u d a í s m o d o p r i m e i r o século não era uma fé uniforme e estática: ela estava m u d a n d o c continha g r a n d e v a r i e d a d e e m seu m e i o .. • • 1 Escavações em Qumran descobriram o saiptoritim.. Í ... Esclarecendo o Novo Testamento VIDA RELIGIOSA A descoberta dos Manuscritos d o M a r M o r t o c m 1 9 4 7 t r a n s f o r m o u nossa v i s ã o d o m u n d o d e Jesus... vl.Í.:. .'j T ..32 Introdução à Bíblia Os rolos do mar Morto foram armazenados em jarros como estes e escondidos cm cavernas da região pela comunidade de Qumran quando esta foi destruída pelos romanos durante a revolta judaica. .-.I ..-. 1 >4 ..

b a n h o s públicos.A Bíblia no seu contexto AS CONSTRUÇÕES DO REI HERODES Em v á r i o s a s p e c t o s o m u n d o q u e J e s u s conheceu fora m o l d a d o por H e r o d e s o Grande ( 3 7 . t a i s c o m o H e b r o m . H e r o d e s f e z d e u m pequeno ancoradouro um p o r t o importante.4 a . À cidade foi construída e m escala. estádio e um t e m p l o c m honra a o I m p e r a d o r Augusto. . c o m teatro. nome grego c m honra a A u g u s t o C é s a r ) . O teatro d o rei Herodes. Em Cesaréia ( t a m b é m n o m e a d a e m honra a o i m p e r a d o r ) . anfiteatro. inclusive P ô n c i o Pilatos. H e r o d e s foi responsável por muitas construções q u e alteraram o panorama d e Jerusalém c d e outras cidad e s d o seu r e i n o . 33 Parte d e um m o n u m e n t o c o m o nome e título d e P i l a t o s foi d e s c o b e r t o c m Cesaréia e m 1961 (veja "Os j u d e u s s o b o g o v e r n o romano: a p r o v í n c i a da J u d e i a " ) . o r d e n a n d o a seus e n g e n h e i r o s q u e c r i a s s e m u m p o r t o a r t i f i c i a l g r a n d e o suficiente para o s m a i o r e s n a v i o s m e r c a n t e s da é p o c a . cm Cesaréia. C ) . J e r i có e Samaria ( r e n o m e a d a Sebaste. O palácio d o p r ó p r i o H e r o d e s e m Cesaréia mais tarde tornou-se residência d o s g o v e r n a d o r e s r o m a n o s da Judeia.

A l g u n s pisos e r a m d e pedra e p e q u e n o s objetos p o d a m ser facilmente perdidos e n t r e as p e d r a s . C . Estas d e s c o b e r t a s d ã o u m a i d é i a d a v i d a d e s f r u t a d a p e l o s r i c o s na é p o c a d e J e s u s . q u a n d o Jerus a l é m foi t o m a d a p e l o e x é r c i t o r o m a n o . V i d r o s e cerâmica d e luxo b e m c o m o mesas d e pedra d e alta qualidade foram encontrados nessas casas. Essas casas foram queimadas quando os romanos tomaram Jerusalém em 70 d . cobertos c o m argila. C . O s telhados e r a m f e i t o s d e v i g a s q u e s u s t e n t a v a m galhos ou juncos. Salas e objetos descobertos em escavações na Cidade Alta. As paredes tinham r e b o c o d o s dois lados e os interiores t i n h a m o r n a m e n t a ç ã o rica em d e t a l h e s .18-23. agora conhecida simplesm e n t e c o m o a mansão. c o m o na p a r á b o l a d a m o e d a perd i d a q u e Jesus c o n t o u ( L c 1 5 .34 Introdução à Bíblia A JERUSALÉM DO PRIMEIRO SÉCULO Escavações no setor j u d a i c o d e Jerusalém d u r a n t e a d é c a d a d e 1970 r e v e l a r a m exemplos d e mansões. cm Jerusalém. A l g u m a s casas tinham s e g u n d o andar. após a revolta judaica. A l g u n s d o s p i s o s e r a m d e c o rados c o m mosaicos. foi c o n s t r u í d a e m d o i s n í v e i s n u m t e r r e n o i n c l i n a d o . e no p o r ã o h a v i a c i s t e r n a s e b a n h e i r a s p a r a a purificação ritual. q u e foram destruídas e m 70 d . A s p a r e d e s e r a m f e i t a s d e p e d r a s basálticas i r r e g u l a r e s . em frente ao Templo de Herodes. A s prin- cipais áreas d c estar f i c a v a m no t é r r e o . c o m p e d r a s m e n o r e s e argamassa para preencher os espaços. tais c o m o o l í d e r j u d e u q u e é m e n c i o n a d o em Lc 18. Uma delas. ocupadas pela elite ( p o s s i v e l m e n t e s a c e r d o t e s ) no s é c u l o u m d a era c r i s t ã . . U m a d a s salas d o t é r r e o tinha um s e g u n d o andar. CAFARNAUM Em c o m p a r a ç ã o . 8 ) . g r u p o s d e c a s a s e s c a v a d a s e m C a f a r n a u m i l u s t r a m as casas b e m mais simples das pessoas que v i v i a m nas províncias.

pratos e objetos domésticos de bronze encontrados em Massada. apenas 40 anos após a morte de Jesus.G e d i . cestos. Para mais informações sobre a vida diária veja: 198 Vida nômade 242 Vida sedentária Reconsirução parcial de uma das casas de Jerusalém dcsiruídas em 70 d. Um poço reconstruído nos ajuda a entender um aspecto importante do cotidiano nos tempos bíblicos. Seus móveis e piso em mosaico dão uma idéia do estilo de vida dos ricos.A Bíblia no seu contexto O COTIDIANO 35 N o c l i m a e x t r e m a m e n t e s e c o da bacia do M a r M o r t o . . Jarros. Um exemplo é este vaso de vidro. iVo detalhe: As vezes. síío encontrados artefatos que revelam a habilidade de quem os fez. que data de época próxima à de Jesus. Estes o b j e t o s i l u s t r a m d e f o r m a i o d a e s p e c i a l o c o t i d i a n o na J u d é i a a n t i g a . sandálias.C. esteiras c roupas s o b r e v i v e r a m d e s d e os séculos 1 e 2 nas l o c a l i d a d e s d e M a s s a d a e E n .

ao Norte. a planície é interrompida p e l a s e r r a d o C a r m e l o . q u e forma a "espinha dorsal" de t o d o o país. Desde a antiguidade até hoje a terra e seu povo têm sofrido com uma série de lutas. não chega a 230 quilômetros. Desde a época de Abraão e mesmo antes disso. é extraído cobre e o deserto é rico em minérios. Peixes são abundantes no Lago da Galileia. legumes. Passando essas m o n t a n h a s . figos. Mais ao Sul. Mas sua posição na estreita faixa de terra entre o mar e o deserto na parte oriental do Mar Mediterrâneo lhe confere importância especial. A PLANÍCIE LITORÂNEA A e x t r e m i d a d e sul d a p l a n í c i e l i t o r â n e a foi n o p a s s a d o a t e r r a d o s f i l i s t e u s . Cereais e grãos. são parte desta "espinha dorsal" d c montes acidencados e rochosos. Dcslocando-sc para o interior. ao Sul. s e g u i d a d a r e g i ã o m o n t a n h o s a central. Nos tempos bíblicos.36 Introdução à Bíblia A terra de Israel Israel jamais foi um país grande ou muito poderoso. uvas. Asdode +42 m DIAGRAMA DA TERRA A s regiões g e o g r á f i c a s d e Israel estendem-se d e N o r t e a Sul. carne e lã. Pastos mais verdes possibilitam a criação de gado. a planície litorânea dá lugar a u m a cadeia d e pequenas c o l i n a s . a Berseba. romãs. azeitonas e tâmaras são cultivados desde os tempos bíblicos. a Nordeste. no Sul. Agricultura e geografia Israel produz uma extensa variedade de alimentos. provendo leite. no Norte. A distância de Dã. O Mar Morto fornece sal e minérios. mais a o Sul. Para mais intormações veja: 38 Animais eaves 40 Árvores e plantas . P e r t o de Haifa. e do Egito. a altitude cai drasticamente até se c h e g a r ã o vale d o Jordão. essas lutas eram travadas geralmente entre as grandes civilizações da Mesopotâmia. paralelas à costa. ovelhas e cabras são criadas naquela região acidentada e pedregosa. cujas c o l i n a s s e e s t e n d e m p a r a o i n t e r i o r a t é se u n i r e m à região montanhosa central. sendo que existem mais cadeias d e montanhas a leste. A REGIÃO MONTANHOSA CENTRAL Os montes de Samaria e os montes da Judeia.

a o Sul.- Monie Hebo Morte Belém +760 m Berseba Mat Morto -390 m Monte Nebo +833 m +1000 m +500 m Nivél do mar -500 m -lOOOm DESERTO DONEGUEBE 0 VALE DO JORDÃO O Jordão c o m e ç a perco d o sopé d o monte Hermom e c o r r e para o Sul. A s chuvas c o m e ç a m e m o u t u b r o . .-. o território se a b r e numa a m p l a c fértil p l a n í c i e . logo. frio e úmido: o verão. P o s s u i u m c l i m a quente e ú m i d o b e m c a r a c t e r í s t i c o . na r e g i ã o d o Mar M o r t o s e m a n t é m u m a temperatura constante de 4 0 ° C d u r a n t e o d i a . N o i n v e r n o .2 5 ° C . / PLANÍCIE COSTEIRA \tAar . são mais f o r t e s e m d e z e m bro/janeiro e terminam por v o l t a d e a b r i l . Aqui o índice pluviométrico é b a i x o . m a i s d e 8 0 0 m a b a i x o d o n í v e l d o m a r ) . acidentados e imponentes à medida q u e s e v a i na d i r e ç ã o d o S i n a i .. e t u d o q u e se v ê s ã o p e q u e n a s m a n chas d e v e g e t a ç ã o e uma eventual acácia e n t r e o s m o n t e s á r i d o s . . A c i d a d e d e Dã e o monte H e r m o m . Estes ficam m a i s altos. Haifa-\ da Galileia MomeCotmeb • ra Nazaré' " \ Ptaakie . 0 DESERTO A o sul d e B e r s e b a está o d e s e r t o d o N e g u e b e .'_ . N o v e r ã o . a t e m p e r a t u r a m é d i a n o litoral e na r e g i ã o m o n t a n h o s a é d e 2 2 . de Somaria = Mor Morto / - 0 DCUORDÃO Berseba Belém 1 . í / delezréâ^A v ! Jerusalém Moptêsr-. que é coberto de neve ( 2 8 4 0 m d e altura). m a r c a m a fronteira ao norte d o país. Gaza índice pluviométtico Regiões de Israel 37 Mar Mediterrâneo Monte Heimm GALILEIA MtlLUA rlANALIO ORIENTAL :S . o u seja. A l é m d e l a e s t ã o os m o n t e s e vales q u e c e r c a m o l a g o da Galileia.A Bíblia no seu contexto CHUVAS Israel t e m d u a s estações: o i n v e r n o . A t e m p e r a t u r a v a r i a bastante d e uma r e g i ã o para o u t r a . quente e seco. GALILEIA Ao norte d o monte C a r m e l o . q u e foi c r i a d a p o r f a l h a s g e o l ó gicas nessa á r e a i n s t á v e l . u m a d e p r e s s ã o profunda.>-<. d e s c e n d o cerca d e mil m e t r o s a l é c h e g a r a o m a r M o r t o (a m e n o r a l t i t u d e d o m u n d o n o seu p o n t o mais b a i x o . e n q u a n t o a t e m p e r a tura m é d i a e m J e r i c ó n ã o baixa d e 15"C.: i . o vale de Esdraelom ou de Jezreel. O v a l e é. pode nevar c m Jerusalém c cair c h u v a g e l a d a na G a l i leia.

n 16. A rainha dc Sabá utilizou-os para transportar cargas ( l l t s 10. fizeram com que essas regiões ficassem famosas por seu gado. A lã.2). o íbex. o jumento selvagem (onagro). inclusive víboras.259. Muitas. possivelmente. são inofensivas.a víbora. etc.269. usada para fazer vestimentas. fornecendo leite. como a cobra de Clifford (abaixo). G a f a n h o t o s 165. B t c é o lagarto Dabb. a maioria delas inofensiva. camundongos. gazelas. veados e faamhfmeinfonmaxsveja: Camelos são muito importantes em regiões dentro c ao redor do deserto. Ovelhas e cabras 144. Não é fiícil identificar as que são mencionadas na Bíblia. Havia cavalos no Egito na época de José.1/. Os campos mais férteis de Gileade e Basã. No lago da Galileia havia uma grande variedade de peixes (veja "A pesca no mar da Galileia"). que foram. a leste do rio Jordão. as que picaram os israelitas durante a jornada pelo deserto. queijo e carne. Corvos 291 Arganazes 383 P o m b o s 405. ratos e outras criaturas pequenas. A serpente mortífera de Nrn 21 provavelmente í. mas algumas que podiam ser letais. n.38 Introdução à Bíblia Animais e aves Animais Antes da época de Abraão. seria como o jumento selvagem (foto). Cobras cxisletn em todas as regiões de Israel. raposas e chacais. Camelos e jumentos são animais de carga e transporte de pessoas nos países do Oriente Médio desde os primórdios.489 Codornizes 196 J u m e n t o s 248. Havia também gafanhotos e ocasionalmente nuvens destruidoras de gafanhotos do deserto. ovelhas e cabras já pastavam nos montes acidentados e rochosos de Israel. semelhante à víbora dc chifres (acima). Os tnklianitas atacaram Israel montados cm camelos (. leões e ursos. Há mais de 40 tipos dc lagartos em [ m e l . etc. .599 Gazelas 405 Deus disse que Ismael.S). o filho de Abraão e Agar. lutando contra iodos (<. Um número bem maior de animais selvagens habitava a terra de Israel nos tempos bíblicos do que acontece atualmente — lobos. Mulas são uma cruza de jumento e cavalo. Havia muitas cobras.12). Eles puxavam carruagens e eram montados por soldados na frente de batalha. bem como o tímido hiracoídeo que se esconde entre as rochas. sempre foi valiosa.

A Bíblia menciona muitos pássaros que não podemos identificar claramente. do semitropical ao árido. o abutre. o pardal. contribui para a riqueza de pássaros que podem ser encontrados em Israel. a garça. podendo ser visto ainda hoje nas arcas rochosas perto de En-Gcdi. numa im portante rota migratória da África para a Europa e a Ásia Ocidental. se não fosse criado em cativeiro. a pomba. a codorniz. Embora nesta foto apareça em terreno plano. o Ibcx é um animal montês. a perdiz. . Além dos que são nativos. a coruja. a cegonha. Dentre os que podemos estão a águia. Jesus entrou em Jerusalém montado 39 O raio do deserto è um dos vários roedores encontrados em diferentes habitais de Israel. 0 "bode selvagem" mencionado em versões mais amigas da Bíblia é o íbex núbk>. a andorinha.A Bíblia no seu contexto Nos tempos bíblicos. a gralha e o corvo. v»V O órix ( d o deserto) estaria extinto. a rolinha. a maioria das pessoas simples usava jumentos para se locomover e fazer o transporte de cargas. Pássaros Uma variedade de habitats. muitos pássaros passam pela região na primavera e no outono.

usada pelos israelitas para construir a arca da aliança e partes do tabernáculo. As olivas são um produto importante em Israel. algumas áreas atualmente descampadas eram regiões de floresta nos tempos bíblicos. Carvalhos.40 Introdução à Bíblia Arvores e plantas Árvores Embora seja provável que Israel jamais tenha tido florestas densas.638 Figueira 623 i' h r . ciprestes e pinheiros cresciam nos montes. ísta palmeira cresce i subtropical. tamargueiras e loureiros formavam densas moitas ao longo das margens do rio Jordão. As uvas amadurecem na vinha. tamareiras e amendoeiras. Para mais fotos e informações veja: Acácia do deserto 174 Papoulas 391 R o m ã s 405 Videiras427. abetos. Figos crescem numa arvore que faz sombra perto de uma casa. pés de romã. As mais importantes eram as árvores frutíferas: vinhas e oliveiras. tamarjmeira em flor. O cedro usado para o palácio do rei Davi e o Templo de Salomão foi importado do Líbano. figueiras. salgueiros. fl A n £ O O . Álamos. A árvore do deserto é a acácia.

Ervas e especiarias sempre foram valiosas. alho. outras pelo sabor que acrescentavam a uma dieta um tanto insossa. anémona.A Bíblia no seu contexto Plantas e ervas Os contrastes de clima resultam numa variedade incomum de plantas e flores silvestres.i IMIS.! 1 A mais vivaz das flores da primavera é a anémona vermelha. Uma exuberância de flores do campo adorna os montes da Galileia na primavera — os "lírios do campo" de que fala Jesus — açafrão. Entre as ervas comuns estão cominho. As papoulas florescem até nos lugares mais pnliey. anis. O crisantemo amarelo pode ser um dos "lirios do campo" de c|ue Jesus falou. ciclamens. endro. o papel era feito do caule do papiro. A íris amarela é uma planta do brejo. papoulas. arruda. algumas por seu uso medicinal. narcisos. margaridas amarelas e muitas outras. Na antiguidade. Há também mais de 120 tipos de ervas daninhas e espinheiros em Israel! A Bíblia usa mais de 20 palavras para referir-se a espinheiro . hissopo. . menta e mostarda.

O comércio e o governo também exigiam datação precisa. sobrevive quase intacto ainda hoje. foram elaborados em função das estações do ano agrícola e dos ritos religiosos associados a essas estações. e porque era tudo tão complexo. esses nomes foram subsiiniídos pelos nomes babilónicos que aparecem nas colunas abaixo. eles usaram os antigos nomes cananeus para designar os meses. dois mil anos depois. Os mais antigos calendários. Assim.42 Introdução à Bíblia O calendário de Israel O calendário é uma daquelas coisas essenciais à qual nem sempre se dá o devido valor. que foi tão bem reformado por Júlio César.Zive Mês 3 Colheita de grãos Festas: Colheita/Semanas (Pentecostes) Mês 4 Cultivo das videiras Colheita de linho Festas: 14-21 Páscoa e Pães sem Fermento Colheita de linho e cevada Colheita de frutas de verão Colheita O de uvas e olira de uv >mbe "obeniác . os sacerdotes se tornaram especialistas na administração do calendário. inclusive os do Israel antigo. Durante o exílio. Sabemos pouco sobre o calendário israelita antigo. Ele continuou a ser usado junto com o calendário romano. os grandes impérios da Mesopotâmia e do vale do Nilo desenvolveram seus próprios sistemas com grande índice de precisão. Quando os israelitas chegaram a Canaã. Este. Por causa disto. MARÇO NISA LAR MAIO SIVÃ JUNHO T A M U Z JULHO A B E AGOSTO Mês 5 Mês 1 nome antigo: Abibe Mês 2 nome antigo. com exceção das festas. Mas o Mishnah (a coleção de leis judaicas feita no final do século 2 da era cristã) faz uma descrição completa do sistema que os judeus criaram sob influência babilónica.

Ocasionalmente eles identificam datas fazendo referência a governantes nãojudeus. Paro mais iníormupes veja: 1 9 0 As g r a n d e s testas religiosas i: \ : A foto mostra uni auxilio simples para lembiat as estações d o ano agrícola.v 2 3 ) . Pentecostes. Na a n t i g u i d a d e o s á b a d o p o s s i v e l m e n t e e r a a j u s t a d o p a r a c o i n c i d i r c o m as testas principais o u a t é m e s m o c o m o s d i a s d e lua n o v a ( v e j a l. n e m um número inteiro d e meses. Lucas. o s á b a d o d e sete c m s e t e d i a s passou a ser o b s e r v a d o com maior rigor e tornou-se independente d o c a l e n d á r i o l u n i s o l a r . Mas até nisto não havia uniformidade absoluta. este artefato <• conhecido <»i«<> o "Calendário de Gezer". p o i s o ano não contém um número inteiro de semanas. por e x e m p l o . em hebraico. sn '. 43 UM PROBLEMA O sábado (dia dc descanso) semanal a p r e s e n t a v a seus p r ó p r i o s p r o b l e m a s . d c m o d o q u e o s judeus ortodoxos vieram a ler problemas com a relação e n t r e s á b a d o s e festas. Havia pequenas diferenças entre o calendário seguido pelos fariseus c o c a l e n d á r i o d o s saduceus. Os relatos eslão repletos d e referências às g r a n d e s festas a n u a i s : P á s c o a . refere-sc ao i m p e r a d o r r o m a n o T i b é r i o e m seu E v a n g e lho.A Bíblia no seu contexto NO N O V OT E S T A M E N T O A maioria dos autores d o N o v o Testam e n t o relaciona certos acontecimentos c o m o calendário judaico c m uso naquele tempo. D e p o i s d o e x í l i o . Encontrado em Gezer. As anotações. foram gravadas sobre pedra calcária por volta de 900 a. T a b e r n á culos. Lavragem e plantio Chuvas de outono Lavragem e plantio Chuvas de outono Festas: Luzes (Dedicação do Templo) Lavragem e plantio Cultivo tardio Chuvas da primavera Cultivo tardio Chuvas da primavera Festas: Purim kmUuis (Ano Novo) imóculos (Bairacas) .y m ' J i m OUTUBRO Tisri Mês 7 fit anrigo: Etanim NOVEMBRO Quisleu Mês 9 Mês 8 DEZEMBRO Tebete Mês JANEIRO Sebate Mês FEVEREIRO Adar Mês MARÇO 12 Marquesvã nome antigo: Bui 10 11 Colheita de uvas e olivas feras.C.

ENTENDENDO A BÍBLIA .

Isto significa que entender as pessoas pode nos ajudar a entender a Bíblia. A maior parte da Bíblia não afirma ter sido "ditada" por Deus. Se você puder se colocar na situação de um líder de igreja que se preocupa com a sua congregação. Ou pode ser pessoas falando para pessoas." Jim C r a c c Se recebermos quatro correspondências.46 Introdução à Bíblia Dicas para entender John Goldingay A Bíblia não é o que a maioria de nós espera de um livro religioso ou texto sagrado. entenderá e poderá sc identificar com muitos dos salmos. Assim. • Em primeiro lugar. profecias e outros tipos de literatura. Ela diz às pessoas. isto o ajudará a compreender as cartas do Novo Testamento. prestar culto. tentadas a ler a história da Bíblia principalmente para tirar exemplos de como devem viver. parábolas. ela teria sido outro tipo de histó- Quando abrimos a Bíblia. como pode ser unia cana. você sabe o que significa sentir dor. sabemos instintivamente como lê-las. Assim. Isto os aproxima bem mais da história do que da ficção. tode ser uma hislória. mais da metade da Bíblia é história. na convicção de que estas coisas são decisivas para a maneira como as pessoas se relacionam com Deus. como nos Salmos. a maioria deles tem u m interesse pelos fatos. Sc. visões. uma carta de amor ou uma carta contendo uma oração. Assim sendo. precisamos descobrir que tipo de material estamos lendo. uma conta. e então é por aí que vamos começar. o que Deus fez por elas. A história bíblica é uma combinação divinamente inspirada de fatos e criatividade literária. esta "mensagem de Deus" é diferente do que algumas outras religiões acreditam ter. é mais provável que as entendamos mal. viveram em mais de um milênio e falaram em mais de uma língua. As histórias são eloqüentes. . As pessoas são. O fato de que a história da Bíblia está ligada à natureza da fé cristã como "evangelho" tem outra implicação. Que tipo de livro é esse? Para entender determinado livro da Bíblia. não haveria evangelho. leremos cada uma à luz do que é — uma propaganda. mas de uma variedade de autores humanos que escreveram em mais de um continente. ou de um membro da igreja que é repreendido pelo pastor. Mas se o objetivo da história bíblica fosse simplesmente inspirar-nos dessa maneira. devemos perguntar o que eslamos lendo. Ela abrange histórias. Até mesmo nãocristãos e ateus reconhecem que elas penetram nosso ser. eéa narrativa que faz dela uma religião sólida. Deus fala através de pessoas Em toda a Bíblia Deus fala por intermédio de pessoas. Estas não são obra de um único autor. Em primeiro lugar. amar. que foram dirigidas às primeiras igrejas cristãs. os fatos são essenciais para que se entenda a Bíblia. ela é mais uma biblioteca que um único volume. cartas. Se vêm de outra cultura. "Acima de tudo. ter alegria. A fé cristã é fundamentalmente um "evangelho" — uma mensagem de "boas novas" da parte de Deus. Ela nem sempre é Deus falando para o povo. Podemos até acreditar na propaganda quando lemos: "esta é uma oferta especial feita só para você!" Os livros da Bíblia vêm de culturas diferentes da nossa. por exemplo. A natureza da história bíblica Precisamos ter três coisas cm mente para entendermos os livros históricos da Bíblia. estar deprimido. como podemos entendê-los? Normas diferentes se aplicam a tipos diferentes de literatura. Se Deus jamais houvesse feito algo em benefício de Israel ou cm Jesus. muitas vezes. orações. Se as correspondências vêm da nossa própria cultura. o cristianismo é uma religião narrativa. como nas cartas do Novo Testamento escritas por Paulo. Pode ser o povo falando com Deus. por meio da história de Israel e dos relatos da vida de Jesus. poemas. ficar com raiva. Mas não devemos impor à Bíblia nossas próprias expectativas quanto à sua natureza histórica. Entretanto. leis.

7 Pessoas "no mercado". Judeus religiosos. Os eventos ocorrem apesar das pessoas tanto quanto por intermédio delas. como de qualquer história. usando palavras e conceitos conhecidos por eles: 4. Romanos. lendo rolos. com todas as características de uma boa história. na atual Jordânia. de outro. Uma terceira característica de uma história bíblica é que ela é história. apreciaremos o motivo pelo qual a história é contada daquela maneira e entenderemos melhor o que cie procura transmitir. Se entendermos para quem o livro foi escrito. e como. é que ela é escrita p a r a um público.e Israel um século mais tarde. Por exemplo. ao lermos a história da Bíblia. São versões diferentes da mesma história. quando de certa forma Deus o havia restaurado. porque elas foram escritas para públicos em situações diferentes: . os livros de Samuel e Reis. em Jerusalém.Entendendo a Bíblia ria. e por quê?" Uma segunda característica das histórias bíblicas. e Crônicas. e como não se deve ser povo de Deus. por exemplo). Essas duas comunidades precisavam que lhes fossem apresentadas perspectivas diferentes da mesma história. Pessoas de fala grega no mundo helenista que havia colonizado grande parte daquela região .Israel sob o castigo de Deus após a queda de Jerusalém . como aqueles que debateram com Paulo em Atenas.como a cidade de Jerash. como os que aparecem neste relevo. . Isto em si reflete o fato de que a história da Bíblia tem mais a ver com o que Deus fez com as pessoas do que com aquilo que as pessoas fizeram. Tem começo. Pensadores c filósofos. Assim. Muitas vezes. à medida que as histórias sobre Jesus c a m e n s a g e m cristã sc difundiam. representados pelos dois h o m e n s l e n d o a Tora j u n t o a o M u r o d a s Lamentações. Os livros d o NT foram escritos para públicos diferentes. devemos ter uma pergunta em mente: "O que Deus está fazendo aqui. nos dão duas versões da história de Israel no período dos reis. de um lado. meio e fim e um enredo cheio de surpresas (a história de José ou de Jesus. parece que os personagens da Bíblia nos mostram os dois lados: como se leva uma vida fiel e dedicada a Deus.

falou da tensão entre o que Deus queria na criação e o que Moisés permitiu por causa da teimosia do povo (Mc 10). por exemplo. para entender como devemos tomar a atitude equivalente no nosso próprio contexto. a história pode até nos convidar a fazer isto. Podemos perguntar. a Bíblia geralmente dá essas instruções. embora façamos isto inconscientemente. Assim. levando em consideração a teimosia humana neste contexto com relação a este problema? . Isto porque seriam facilmente compreendidas na cultura da qual procedem (por exemplo. Ler na companhia de outras pessoas ajuda a evitar estas coisas e também é útil de outras maneiras. Às vezes isto não importa. Quando lemos a Bíblia com um grupo de pessoas e a discutimos com elas. em si. não apenas em pequenos episódios. Precisamos nos esforçar para entender as questões que estão por trás dessas instruções. ao falar sobre casamento e divórcio. Aqui podemos ver os ideais de Deus em conflito com situações reais de forma bem prática. Sua posição com relação a este problema específico pode ser aplicada de forma mais ampla. Mas é importante que não interpretemos a história com um significado que ela.henitsyn lo que seus autores tinham em mente. Isto não significa que devemos impor à Bíblia nossas próprias idéias. lombadas eletrônicas ou redutores de velocidade podem ser uma forma semelhante de proteger a vida das pessoas. ou que perigo queriam evitar? Que convicções teológicas e morais tinham como base? Então podemos tentar descobrir se há problemas e perigos equivalentes que precisamos abordar dc maneiras equivalentes. Algumas parecem dar liberdade a mulheres e escravos. pois a prática da leitura e do estudo silencioso e individual é algo típico dos tempos modernos. por exemplo. ficamos mais próximos daquiCirande parte da Biblia I lebraica. como geralmente acontece nos cultos e nas leituras diárias. assim que precisamos entender os motivos dessas instruções." A l e x a n d e r Sob. e também sobre como Deus se preocupa com os gentios. Portanto. é instrução. e possivelmente também fala sobre como Deus chama Israel ao arrependimento). Uma história interessante pode ter mais que um tema (a dc Jonas é sobre como não ser um profeta. ou pelo qual as mulheres de Corinto no Novo Testamento deviam pôr um véu na cabeça quando estavam na igreja). Afinal. as pessoas tinham que construir uma mureta ao redor do telhado (plano) das casas para que as pessoas não caíssem de lá. qual era o objetivo dessas instruções. Devemos nos deixar levar para dentro da história. um contador de histórias não conta (nem consegue contar) tudo. Isto implica várias coisas: Uma história precisa ser lida como um todo. ou seja. Em certas áreas das grandes cidades de hoje. Outro tipo de questão surge dos padrões diferentes das instruções que aparecem nas várias partes da Bíblia. não tem. Interpretar a Bíblia requer o exercício da nossa imaginação. Nem o Antigo nem o Novo Testamento estão interessados em obediência cega. No antigo Israel. fala sobre ligação entre o sexo e a violência). ao passo que outros personagens menos expressivos não chegamos a conhecer tão bem (a história de Rute é um exemplo). outras parecem aceitar sua opressão. "Uma palavra de verdade pesa mais que o mundo inteiro. as regras pelas quais Deus protege a liberdade do seu povo. e sabe que aprendemos quando nos identificamos com a história. O que fazer e o que não fazer Nas grandes histórias do Antigo e do Novo Testamento há longas seções de instrução sobre como viver. ela precisa ser apreciada e compreendida como uma história. a questão é: qual é o equivalente mais próximo do ideal de Deus. Jesus. A história tem um tema (Juízes.48 Introdução à Bíblia Ela tem personagens: alguns personagens são tão complexos quanto nós mesmos e outras pessoas que conhecemos. Que situação elas pressupunham? Que problema tentavam solucionar. Na verdade. por exemplo. embora sejam vistas como algo natural ou que não precisa de muita explicação. a Torá que este rabino está lendo. o motivo pelo qual os israelitas do Antigo Testamento não deviam cozinhar um cabrito no leite de sua mãe. por exemplo.

.50 Introdução à Bíblia Entendendo a Bíblia A Bíblia foi escrita há muito tempo para pessoas que viviam numa cultura diferente da nossa. • lê-la como mágica..-R--. ANTIGO TESTAMENTO DE Q U E T I P O D E E S C R I T O SE TRATA? DE Q U E PARTE D A BÍBLIA F O I TIRADO? NOVO TESTAMENTO DE Q U E T I P O D E ESCRITO SE TRATA? SoHhhHíIIIHI^HHHÍ ._r. a Bíblia foi escrita por pessoas em situações reais conforme eram inspiradas por Deus. - Os estágios de compreensão e aplicação que aparecem nestas páginas nos ajudam a evitar erros como: • tirar um trecho do contexto. r^. • dizer que ela é muito distante e difícil para os leigos: não é! • lê-la apenas como literatura ou geografia ou história: ela é isto. A Bíblia nõoé uma caixinha mágica! • fundamentar uma doutrina num versículo que foi mal interpretado — como acontece freqüentemente com seitas e movimentos heréticos. ou contos de fadas..• . ._ ASSASSE •. ou fábulas. mas também é mais do que isso: é a mensagem mais importante de todas.

que idéia ou princípio geral é expressado? HISTÓRIA O que aconteceu? Onde? Com quem? Por que essa história foi contada? Qual é o moral da história? POESIA/ SABEDORIA Não leia poesia como se fosse prosa! Espere encontrar simbolismo e linguagem figurada..) Qual é o tema ou argumento principal da epístola como um todo? Como a passagem se encaixa nisso? No contexto da perseguição romana. p. simbólico? Qual era o propósito original da profecia? 0 Q U E ESSA PASSAGEM SIGNIFICAVA PARA O S PRIMEIROS LEITORES O U OUVINTES? C O M O A MESMA M E N S A G E M SE APLICA A NÓS HOJE? EVANGELHO Quatro relatos dos ensinamentos e acontecimentos da vida de Jesus. válida para todas as épocas? Ou uma questão de lei social ou cerimonial? No segundo caso. ex. João usou o estilo literário apocalíptico: figuras tiradas do AT e simbolismo poético. A passagem é narrativa ou se trata de uma história com moral? HISTÓRIA (ATOS) O que aconteceu? A história foi incluída para transmitir uma lição? EPÍSTOLA Quem estava escrevendo a quem — e por quê? (Veja. a poesia hebraica dizia a mesma coisa duas vezes com palavras diferentes.Entendendo a Bíblia 51 LEI É uma lei moral. APOCALIPSE . o início da epístola. PROFECIA Qual é o contexto histórico por trás da passagem? Seu estilo é poético. Leia com imaginação e emoção para ter a perspectiva mais ampla. Em vez de usar rimas.

. a narrativa insere as pessoas numa comunidade — no tempo presente e através dos tempos. anseios espirituais. riso e lágrimas. ela não confina as pessoas num único pensamento explicável. As narrativas são tão antigas quanto a própria religião. podem ser completamente conhecidos. naquilo que elas têm em comum." T r c v o r Dcnnis "Encontro" em si implica ação dramática. Existem e já existiram religiões sem teologias. Ela se torna uma ilustração. os juízes. são definidos por essa presença. lembrados c vividos. Não é que a vida das pessoas lhes tenha sido explicada intelectualmente e elas conseguiram entender. O problema da narrativa é sua ambigüidade. Mas estas mesmas histórias fundamentais também dão significado às experiências pelas quais as pessoas passam nos dias de hoje. testificam. A história está escondida no alicerce. Mas nunca existiu uma religião sem uma narrativa. definindo unanimidade e não deixando que o indivíduo siga o seu próprio caminho. Os pregadores — quando usam uma unidade narrativa — geralmente a usam para seus próprios fins. a princípio. É isto que acontece quando judeus recontam e revivem a história do êxodo na Páscoa. Ao contrário da doutrina. num mundo organizado e significante. Esses momentos. acontecimentos. Ela quer um relacionamento com as pessoas que buscam um relacionamento com ela. mas é como se um pai amoroso e poderoso viesse e as abraçasse e confortasse. cada vez que são narrados. Personagens com personagens entram num relacionamento no qual certos acontecimentos se destacam por serem significantes e expressivos. A criação nos é apresentada como uma narrativa. amadurecem. pronto. E Jesus Cristo é revelado. a hora de fazer a travessia. simplesmente. relacionamentos humanos instáveis. mas muito mais numa comovente narrativa. detalhes e gestos. E uma narrativa ou história não é uma história enquanto não for contada. É isto que acontece: pessoas fragmentadas são restauradas outra vez de modo comovente. E a narrativa é o ponto dc encontro no qual os relacionamentos começam. O que a maioria das pessoas conhece não é o texto. que é o objetivo de qualquer religião. porque é da natureza das religiões fazer uma narrativa acerca do mundo. A narrativa consola. O que os pregadores geralmente não fazem com uma história é. impulsos involuntários. Quais são as histórias que os líderes da fé cristã precisam narrar? Em quais narrativas se oferecem oportunidades de um encontro com Deus? "(A história da criação) é ao mesmo tempo a mais conhecida e a menos conhecida de todas as histórias do Antigo Testamento. nas campinas de Moabe. A Bíblia é. Ela admite tantas variedades dc interpretação quantos forem os seus leitores. um relacionamento atemporal com Deus. mas a vasta estrutura de doutrina que teólogos construíram sobre o texto. designados. E esse contar da história é um dever crucial dos líderes da religião. reis e profetas — aparecem na forma de uma crônica histórica. aguardava. cia consola esse ouvinte com todo sofrimento que ele tem. quando Martin Ltither King declama uma história para milhares dc pessoas engajadas no movimento contra a discriminação dos negros — "Eu estive no topo da montanha! Olhei e vi a Terra Prometida! Talvez não chegue lá com vocês" — evocando a imagem do velho Moisés no monte Nebo enquanto todo Israel. razão. Elas descrevem e contêm uma quantidade enorme de sentimentos imediatos. Estes são momentos da mais intensa interação. quando cristãos recontam e revivem a história da paixão de Cristo na Santa Ceia. e são lembrados e contados como narrativas. pelo fato de ela reconhecer e usar os elementos desta existência como elementos próprios e convidar o ouvinte a que entre no mundo dela. O ensino pode envolver a nossa mente. memória. sentidos. a nosso favor ou contra nós. Além disso. é uma coisa viva. formam a história da religião. não tanto em proposições de natureza sistemática. Pelo fato de a forma narrativa apresentar um ordenamento.52 Introdução à BMia A Bíblia como uma história Walter Wangerin Jr. A "verdade santa". uma narrativa. simplesmente ao ouvirem uma narração da história que lhes é comum. São significantes. sua história. quando a presença de Deus. algo inferior àquilo que querem ensinar. mas uma narrativa toma conta de todo o nosso ser — corpo. emoção. contá-la — dar-lhe vida c expressão. mas tudo que vemos é o que foi construído em cima dele. é sentida de maneira tão forte que todos os outros objetos. no fundo. reunidos. pois foram. A narrativa cria ordem onde só havia o caos. Os acontecimentos que envolveram o povo de Israel — seus ancestrais.

Isto ajudou a manter uma noção da importância do significado histórico-literário do texto na mente das pessoas e as incentivou a estudá-lo com mais cuidado. puderam ser descartadas. houve um ressurgimento do interesse pelo texto e alguns monges até aprenderam hebraico para poderem comentar o Antigo Testamento com mais precisão. na prática. Interpretação canónica Mais recentemente. Aqui a Bíblia é vista como registro histórico do relacionamento salvador de Deus com o seu povo. elas deixaram de ser relevantes e. A interpretação pactuai (ou aliancista) é uma maneira muito boa de demonstrar como o Antigo Testamento continua sendo a "Palavra de Deus" embora partes dele não se apliquem mais a nós atualmente. Esta aplicação foi fornecida por Jesus. que reinterpretou a aliança de maneira radical. que acabaria no que veio a ser conhecido como interpretação "pactuai".54 Introdução à Bíblia Calvino acreditava que um texto deve sei lido no seu contexto histórico e como uma narrativa interligada. em boa parte porque poucas pessoas sabiam ler grego ou hebraico. Ele também deu grande ênfase ao significado real das palavras c censurou as tentativas de alterar isto simplesmente para ajudar a estabelecer este ou aquele ponto doutrinário ou teológico. Esta ilustração é tirada de uma edição de 1689 dos "Kxcrclcios Espirituais" de Inicio de Loyola. Mas. Pensamento histórico-crítico A interpretação histórica do tipo pactuai continuou a dominar o campo da teologia bíblica até o início do século 19. por exemAo lado ila ênfase escolástica na doutrina existe a tradição de literatura devocional. Mas ela não desapareceu. até ser cumprido em Cristo. assim. ele nem sempre seguisse esse princípio. A partir de 1200. pio. Este relacionamento cresceu c se desenvolveu com o passar do tempo. não como a revelação de Deus para ela. cristalizado na "aliança" ou "pacto" que Deus fez com eles. Não raras vezes a Itíblia foi usada como "livro mágico". Isto não significa que essas leis não tenham vindo de Deus. sendo que textos eram tirados de seu contexto para assustar os leitores ou para dar sustentação a religiões misteriosas compreendidas apenas por seus membros. desenvolveu-se um estudo bem mais profundo das partes históricas da Bíblia. Declínio e renovação Durante a Idade Média. este lipu de interpretação entrou em declínio. fez-se necessária uma nova aplicação desse antigo ensinamento. Martinho Lutero (1483-1546) insistiu que este era o único método de interpretação confiável para transmitir a "Palavra de Deus" a nós. citando Jó 2 c Ap 9. João Calvino (1509-1564) adotou as posições de Lutero e as sistematizou numa série de comentários que continuam sendo clássicos do gênero. Mas quando Cristo veio. como as circunstâncias passaram a ser outras. quando foi suplementada e parcialmente substituída pelo que hoje chamamos de pensamento "histórico-crítico". ("Testamento" é o mesmo que "aliança" tanto no hebraico quanto no grego. Esta abordagem detectou muitas opiniões teológicas diferentes na Bíblia. 'IVatn dos Sete Pecados Mortais. foram dadas como parte da aliança que Deus tez com Israel através de Moisés. embora. mas vê a Bíblia essencialmente como registro da comunidade da aliança c sua visão de Deus. o que dificultou a tarefa de lê-la como unidade ou um só livro. houve uma reação contra este tipo de análise e . aproximadamente.) As leis relativas a alimentos que aparecem em Levítico. Ele adota a ênfase histórica de Calvino. Interpretação "pactuai" Com base nesta convicção. O grande avivamento do estudo que ocorreu nos séculos 15 c 16 colocou essa abordagem em evidência outra vez. c por muito tempo a igreja insistiu eme sua doutrina devia ser baseada em afirmações claras das Escrituras.

Ela concorda que a Bíblia pode ter várias fontes diferentes. a igreja. mas um enigma que deve ser decifrado. que seguiu a linha de Filo. reaparece entre os cristãos.C). e. e que a maioria deles pode ser classificada como "críticos históricos". havia três níveis de significado nas Escrituras: o literal. que trouxe o significado simples das Escrituras a todos. de tempos em tempos. A numerologia. Significado espiritual Sempre existiram aqueles que achavam que a Bíblia não é uma mensagem direta de Deus.C. Estes correspondiam às três "partes" do ser humano: corpo. Filo de Alexandria (falecido em 50 d. o que une a Bíblia é mais importante que aquilo que nos lembra das origens diversas de parte do material que ela contém.C). a alegorização entrou na igreja cristã por intermédio de Clemente de Alexandria (falecido por volta de 215 d.• • • • • Intendendo a Bíblia 55 uma nova proposta. Ela se tornou popular como forma de interpretar o Cântico dos Cânticos. geralmente de forma altamente complexa e misteriosa. alma e O erudito holandês Desidério Erasmo 04*6-1536) aplicou seu conhecimento dc hebraico e grego à interpretação da Bíblia. a transformou numa forma sistemática de interpretação bíblica. 1 . mesmo sem que haja ligação real entre as duas. em função disso. A tradução de Tyndale foi a base para a Versão do Rei Tiago (King James Version). No mundo moderno pode-se dizer que quase todos os intérpretes da Bíblia inseridos no contexto acadêmico adotam uma forma de interpretação histórico-literária.) desenvolveu a teoria que o Antigo Testamento era em grande parte uma alegoria de coisas divinas. Orígcnes (cerca de 185-254 d. Segundo Orígenes. no hebraico e no grego cada letra representa também um número. o moral e o espiritual. embora atualmente nenhum estudioso ou teólogo respeitável leve tal prática a sério. Com a prensa de Gutenberg. era prática bastante comum em certos grupos judeus. mas diz que o que importa é o fato de que elas chegaram a nós como mensagem única num só livro. foi apresentada. Portanto. Alegorização é o uso sistemático de alegoria como forma de interpretar um texto. "interpretação canónica". William Tyndale (1494-1536) foi outro que se voltou às línguas originais para fazer sua tradução pioneira para o inglês. Um código secreto de números? Por exemplo. surgiram teorias segundo as quais a Bíblia seria um código numérico secreto. Como método de interpretação. a Bíblia saiu das bibliotecas e alcançou os mercados. que é como se chama isso. e. que muitos crentes viam como ilustração do relacionamento entre Cristo e sua noiva. Alegoria é uma forma literária na qual uma coisa representa outra. ou entre Cristo e o crente individual. Alegoria? Na época de Jesus. que foi discípulo de Clemente.

ela parecia oferecer uma maneira muito atraente de interpretar o Antigo Testamento. Algumas teorias modernas têm muito em comum com a alegorização e muitos esforços no sentido de tornar a Bíblia "relevante" para mulheres. que é semelhante ao espiritual. o uso espiritual e devocional da Bíblia teve continuidade. o monge João Cassiano acrescentou outro sentido espiritual. o relato da Bíblia tem de estar errado). por sua vez. por exemplo — não deviam ser entendidos como modelos para a conduta cristã. principalmente no século 19. entre os pietistas. usaram a abordagem "reducionista" (se a ciência demonstra que as origens humanas são evolutivas. à medida que as pessoas começam a apreciar as diferentes formas dc literatura na Bíblia. mas continuou sondo popular em outros lugares. embora estudiosos sérios tenham feito o possível para mantê-la sob controle. mas sim como sinais. No século 19. principalmente. Os chamados "negro spirituals". Na melhor das hipóteses. por exemplo. Alguns. mostrando. como Blaise Pascal (1623-1662). fazem uso freqüente de alegorias. Juntamente com a interpretação histórico literaria. parece ter. Após a Reforma. O compositor Personagens importantes para o retomo à interpretação hislórico-literárin da lllblia foram Martinho Lutero (1483-1546) e João Calvino (1509-1564). espírito. e de aplicar passagens bíblicas obscuras ao cotidiano. os pregadores gostavam muito de usar alegorias. à primeira vista. Os acontecimentos que descreve — a matança dos amalequitas. nos quais o rio Jordão representa a morte. para pessoas dc países subdesenvolvidos e para outros assuntos contemporâneos precisam sem dúvida. o "anagógico". mas focaliza a vida futura do cristão no céu. Mais tarde. o céu. Outros cientistas. Muitos hinos usam a peregrinação do povo de Israel no deserto para representar a vida cristã. Níveis diferentes de significado Em anos recentes. indicando que devemos fazer morrer o pecado que se manifesta em nossa vida. o que. Este é um dos temas alegóricos favoritos da antiguidade. usaram as "provas" cientificas de maneira positiva. que não precisava mais ser interpretado literalmente. mas pelo menos a alegorização mostra que uma passagem pode ter um significado mais profundo do que. a alegorização cessou entre os intérpretes do mundo acadêmico. Porém. Mais recentemente. A alegorização era muito popular na Idade Média. o crescente interesse dos estudiosos pelos gêneros literários usados na Bíblia levou muitas pessoas a perceber diferentes níveis de significado no texto. ir além do que as palavras em si estão dizendo. As pessoas que adotaram esta abordagem geralmente acusavam os judeus de serem "literalistas" na sua leitura do Antigo Testamento. Grande parte das interpretações alegóricas é grosseira ou indubitavelmente errônea. como as profecias do AT se cumpriram no NT. especialmente entre os monges. no século 4. O desenvolvimento do método científico produziu varias abordagens de interpretação da Biblia. a alegorização foi um meio de encontrar referências ao Salvador em lugares que à primeira vista pareciam muito improváveis (como no exemplo de Cântico dos Cânticos). por exemplo. a Terra Prometida. muitos passaram a considerai o relato bíblico e a posição científica complementares. está trazendo de volta a antiga interpretação espiritual. São maneiras diferentes de ver a mesma coisa e responder perguntas diferentes. c assim por diante. .56 Introdução à Bíblia o que ei a considerado o motivo pelo qual não viam Jesus nele.

I loje em día ninguém acredita que estas palavras descrevem o que realmente acontece. Mas é melhor dar preferência à interpretação histórico-litcrária direta. Um coral de Soweto. e viver da forma que eles aprovariam — não se tornar carpinteiro ou fazedor de tendas! A Bíblia é o 1 ivro ma is importante na história da civilização ocidental. a linguagem poética não deve ser interpretada 1% literalmente. em tempos antigos. é provável que este texto deva ser usado de forma diferente hoje. houve uma ênfase à teologia feminista ou à teologia negra. A vinda de Cristo alterou as condições em que um determinado texto do Antigo Testamento era aplicado originalmente? Neste caso. é importante distinguir o que o texto ensina como princípio teológico permanente daquilo que ele simplesmente registra como fato histórico (as duas coisas não são idênticas). Mesmo no Novo Testamento. Por exemplo. como sacrifício em nosso lugar. a preocupação com a justiça para os pobres na América Latina produziu a teologia da libertação. eram oferecidos no Templo (que não são mais realizados) pode esclarecer o significado da morte de Cristo na cruz. Canções populares fazem uso de uma rica tradição de imagens e figuras bíblicas para expressar a esperança c os temores de cristãos face às duras realidades da vida. Os cristãos acreditam que a aliança do Antigo Testamento entre Deus e seu povo se cumpre c. Africa d o Sul. Ela foi acolhida em muitas culturas e comunidades. O perigo está em reinterpretar as Escrituras para adequá-las à causa.Entendendo a Bíblia Aqueles que estudam a Bíblia não precisam escolher entre os dois tipos de interpretação: podem emprestar idéias de ambos. porém. . O sol se põe". Da mesma forma. Elas simplesmente descrevem o que o observador vê. E crucial que seja lida de maneira que leve em conta os diversos tipos de literatura que ela contém (veja também. Por exemplo. não a torna menos "verdadeira". portanto. Cada uma aplica as Escrituras a áreas diferentes da vida. tem seu significado verdadeiro em Cristo. Significados podem ser impostos à Bíblia que não estão de acordo com o texto original. 57 N o século 20. Em outros lugares. aquilo que o Antigo Testamento diz sobre os sacrifícios que. os cristãos são chamados para seguir o exemplo — para imitar — tanto Cristo quanto o apóstolo Paulo. Um dos desafios da nossa época é usar nosso conhecimento das diferentes formas de literatura na Bíblia para determinar se o texto deve ser interpretado "literalmente" ou não. influenciando a fé e a prática. Isto. Isto deve ser levado em consideração quando tentamos aplicar uma passagem específica do Antigo Testamento aos dias atuais. "Chaves que abrem o entendimento"). Isto significa compartilhar suas atitudes e convicções.

sem deixar nenhum método principal em seu lugar. O pós-modernismo levantou questões complexas sobre textos. autores. Era histórico. passaram a ser explorados. dos textos bíblicos. simplesmente por questão de preferência pessoal. A primeira é a ênfase histórica. a Não é de admirar que. • Crítica da forma — Preocupase com a forma ou o gênero dc pequenas unidades de texto e a origem do seu gênero na vida comunitária de Israel. porque lia e avaliava o texto bíblico do ponto de vista da cosmovisão moderna.. era inevitável que estes novos movimentos na teoria da literatura logo se manifestariam também no campo da teologia bíblica. etc. Movimentos como o "pós-estruturalismo" e o "desconstrutivismo" levantaram questões como: "Os textos possuem significados que podemos descobrir. uma ênfase literária. Este método era crítico. A impressão que se tem atualmente é de uma variedade de abordagens interpretativas dentre as quais podemos escolher. de forma que há tantos significados quantos forem os leitores?" Por causa da ênfase literária presente na área da pesquisa bíbli- . procurar lugares num texto nos quais há tensão entre a mensagem geral e aquilo que um pequeno trecho do texto pode estar dizendo. tenha surgido. que significa editor) — Preocupa-se com a maneira em que o texto foi editado na sua forma final. Desta forma o desconstrutivismo expõe contradições que procura localizar e espera encontrar em todos os textos. por exemplo. ca. No final da década de 1970 algumas novas tendências radicais começaram a aparecer no campo da teoria literária. não tanto pelo texto na sua forma atual quanto pela história do texto e dos acontecimentos a que se refere. feministas. Pelo fato de representarem uma reação a teorias modernas.58 Introdução à Bíblia O texto e a mensagem Craig Bartholomew ^—' O estudo acadêmico da Bíblia ("crítica bíblica") tem sido dominado por várias ênfases diferentes que se revezam na posição de destaque. O método hislórico-crítico. O efeito do pós-modernismo sobre os estudos bíblicos foi minar a crítica histórica dominante. Sob a categoria geral de pósmodernismo tornou-se comum os estudiosos fazerem leituras desconstrutivistas. Os principais tipos de análise dos textos bíblicos que surgiram desta abordagem foram: • Crítica textual — Tem como objetivo definir os textos hebraicos e gregos mais confiáveis do Antigo e do Novo Testamento. desenvolvido na Alemanha no século 19. cm reação a esse problema. A interpretação bíblica está em crise! Os estudiosos analisam o rexto de várias maneirai. E nos últimos anos estas novas questões foram aplicadas à Bíblia. A forma narrativa que caracteriza a maior parte da Bíblia recebeu uma atenção renovada e novos assuntos. — Preocupa-se com a origem e o desenvolvimento dos temas bíblicos na vida de Israel. e a descrição e o desenvolvimento dos personagens. foi adotado por estudiosos da Inglaterra e dos Estados Unidos no início do século vinte. a forma do enredo. Na comunidade acadêmica mais ampla não há consenso com relação à maneira correta de ler a Bíblia ou de prosseguir nos estudos bíblicos. porque usava ferramentas históricas desenvolvidas pela filosofia moderna da história. na década dc 1970. Uma leitura desconstrutivista irá. leitores e o mundo. Um grave problema do método histórico-crítico é sua incapacidade de focalizar os livros da Bíblia na sua forma atual. Uma leitura feminista examinará como as mulheres são ou não são retratadas nos textos bíblicos. tais como o papel do narrador. Essa nova ênfase focalizava os livros bíblicos como textos literários e os explorou deste ângulo. paia ajudar as pessoas entenderem e interpretarem a mensagem. • Crítica d a s fontes — Preocupa-se com as fontes por trás do texto. ou os leitores constroem estes significados. • Crítica da tradição. • Crítica da r e d a ç ã o (do alemão redaktor. estas novas abordagens geralmente são conhecidas como pós-modernismo. sugerindo que os textos não têm significados únicos e que seu significado depende em grande parte do(s) leitor(es). Também era histórico no seu interesse.

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Lemos sobre o chamado de Abraão para pôr-se a caminho da terra prometida pela fé a partir da posição fixa da chegada de Israel na terra prometida. Histórias de viajantes As histórias que foram escritas a partir de fontes orais têm uma característica particular e é importante levar isso em conta quando se trata de interpretar essas histórias. Portanto. enquanto otttervam um modelo do Templo. mais apropriadamente. quando foi solicitado a oferecer Isaque em sacrifício (Gn 22). os alemães narram romances entre príncipes e moças pobres. • Os t e m a s d a s h i s t ó r i a s orais seguem padrões e temas típicos. A forma e o conteúdo de uma história podem mudar à medida que é contada e recontada. • A s histórias s ã o adaptadas p a r a as necessidades ou situação d o s ouvintes. cm relação a Deus. estas narrativas não são material adequado para reconstruir uma história detalhada e precisa. Êxodo. rivalidades entre famílias. A questão da sobrevivência era mais imediata. a tradição oral influenciou especialmente os Evangelhos. não temos evidência delas. Porém as histórias sobre Abraão e os outros patriarcas que o seguiram — Isaque e Jacó — são contadas em Gênesis como uma retrospectiva. Josué e os livros de Samuel. Sem negar que Moisés tenha sido inspirado por Deus. para avivar ou inspirar. é relevante perguntar: "Como esta história pode ser adaptada à minha situação?". até o ponto em que esta tradição viva também se desenvolveu em uma tradição escrita. escrita e preservação de registros. histórias sobre os patriarcas foram transmitidas verbalmente de uma geração a outra. Assim como cada cultura tem gêneros característicos de narrativas populares (os brasileiros contam piadas sobre portugueses e vice-versa. Portanto. No entanto. que as histórias em Gênesis vêm de fontes orais que circulavam entre o povo. . é improvável que um povo nômade se preocupasse com leitura. Por exemplo. por meio de contos populares. isto é. As histórias são contadas como se — através dos olhos de Moisés — Israel estivesse relembrando sua pré-história. As narrativas relacionadas com os patriarcas preocupam-se com as promessas da terra. uma lição moral. a história da obediência de Abraão. que pode ser bem diferente. Isto levanta a questão de como Moisés — ou a pessoa que escreveu Gênesis — sabia sobre os eventos que aconteceram pelo menos 600 anos antes da sua época.62 Introdução à Bíblia Contadores de histórias a tradição oral Jo Bailey Wells A história do povo de Deus no Antigo Testamento começa com Abraão em Gn 12. a mesma dedicação e fidelidade que caracterizaram o patriarca. podemos imaginar que ele possuía algumas fontes escritas a partir das quais formulou o registro. é contada de forma a inspirar o povo de Israel a ter. Agora se reconhece. Estudiosos da área da crítica da forma (veja "O texto e a mensagem") identificaram a influência da tradição oral que subjaz a várias partes da Bíblia. Em geral. No Novo Testamento. • As histórias s ã o contadas p a r a e n s i n a r u m a lição. transmite a história para seus filhos. o anseio por descendentes e a correspondente necessidade de proteger a mulher do patriarca — preocupações importantes para um povo migratório. Um judeu ortodoxo cm Jerusalém. No Antigo Testamento estas incluem principalmente os livros de Gênesis. Na realidade. seguindo a instrução de Deus. • Não podemos saber onde e quando elas se originaram. Páginas anteriores: Esta pintura de Tony lludson mostra um contador de histórias africano e o fascínio dos seus ouvintes.

e assim por diante). com os irmãos inadvertidamente encontrando José. dando asas à imagina.63 os quenianos explicam como o leopardo ficou malhado). aconteceu o inverso. mas escritas para serem lidas (tais também os resmungos secretos como romances). veja também 5. 6.21-35). • D i s c u r s o direto — O enredo de uma parábola freqüentemente se desenrola por meio A arte do contador de histórias do uso do discurso direto. E contem aos seus filhos e netos" (Dt 4. Eles valorizavam o dom da memória — desenvolvendo técnicas sofisticadas de memorização — e assumiram a tarefa de recontar às novas gerações as histórias a respeito daquilo que o Deus fiel havia feito no passado: "Portanto.19-20) — tem grande significado. lo. sua parábolas de Jesus: linguagem deve ser vívida e concreta.11-32).1-8). A intenção não é necesdeixando o lar e retornando sariamente que esses detalhes com uma fortuna é invertido sejam levados ao pé da letra. embora possa ser aquilo que é narrado — o imprudente tentar reconstruir a nome de um personagem ou a história primitiva de Israel a parcor de uma roupa (o homem tir das histórias em Gênesis. Por exemplo. Diante disso. Os israelitas. Um tema recorrente é o do herói que deixa seu lar e mais tarde retorna com uma fortuna: Jacó foge de seu irmão Esaú e retorna com esposas e riqueza (Gn 27—35) José é banido pelos seus irmãos. Aqui. Isto ocasiona da na parábola do empregado um final surpreendente. mas na maneira sutil em que o tema é usado e adaptado para ensinar uma lição.7. Isto ajuda a aumentar a tensão e antecipar o clímax quando — finalmente — o Podemos confiar na tradição dono envia seu filho.9. . Podemos identificar • L i n g u a g e m — Para que as algumas técnicas de narração nas histórias causem impacto. era difícil retomar porque primeiro ele precisava fazer as pazes com Esaú. to. Além disso. A importância destas histórias não esta no tema em si.1.mos sábios no modo de lê-lo e usáção dos ouvintes. elas devem prender a atenção dos ouvintes. chegando até ao exa• Inversão — O tema do herói gero. valorizaram e passaram adiante. um contador de histórias no atual Irã reconta a seus ouvintes as façanhas de Alexandre. que dependemos de arquivos e computadores. porém mais tarde reina sobre eles (Gn 37—45). Para terem efeido juiz iníquo (Lc 18. principalmente.9uma quantia inimaginável de 16). pessoas que fazem parte de culturas onde predomina a oralidade têm uma memória mais confiável do que nós. o Grande. Para Jacó. mente adequado usar as mesmas histórias como exemplos de fidelidade (e infidelidade). sua parte. empenhavam-se na preservação de histórias. tenham cuidado e sejam fiéis para que nunca esqueçam as coisas que viram. ouvimos diferentes das histórias que são não só os apelos da viúva. Elas exprimem verdades que provaram ser reveladoras e instrutivas para inúmeras gerações que as seguiram. oral? • Concisão — O detalhe narEntender as origens prováveis rativo de uma história oral é do material bíblico nos ajuda a serconciso. rico que se vestia de púrpura e um pobre chamado Lázaro — Lc 16. existem também gêneros específicos de narrativas bíblicas. Dez mil talentos são dos lavradores maus (Lc 20. é alta- Muilas das histórias da Bíblia foram contadas oralmente antes de serem escritas para serem lidas. Na história de José. o dono da vinha manda dinheiro para enfatizar alcance três empregados para receber a ilimitado do perdão de Deus. Na parábola da viúva persistente As histórias que são conta(também conhecida como parádas (parábolas. por exemplo) são bola do juiz iníquo). na parábola do filho pródigo Considere o tamanho da dívi(Lc 15. que não queria perdoar (Mt • R e p e t i ç ã o — Na parábola 18.

Considere. o termo normalmente é usado para descrever um grupo designado de pessoas que cumpriam a tarefa especial de escrever — e copiar — os registros históricos e sagrados de Israel. guardar e interpretar a lei. Após o exilio. ela se tornou uma fonte com autoridade. A escrita tem um impacto significante numa cultura predominantemente oral: • Ela confere autoridade — A escrita dá poder às palavras de uma forma que as torna diferentes da palavra falada. afiliadas aos fariseus. • rada durante séculos. Ela d á acessibilidade — Um trecho escrito pode ser copiado inúmeras vezes. 11.20). Mais tarde. essas pessoas provavelmente formavam centros administrativos na corte real.500 anos. em particular do Antigo Testamento.28). Isso lhes possibilitou uma forma simples de fazer o registro de revelações divinas. mas também de forma escrita em tábuas de pedra.C. no santuário do Templo em Jerusalém). Escribas como escritores Literalmente.4-5).n » n u w î w wp hiír w riva» nfrra iVfflNv rvw rtá syr w^i ansos d " 3 rvan No período pró-exilio.14-15).41. • Ela p o s s i b i l i t a p r e c i s ã o — As palavras de um profeta podiam ser escritas no dia em que foram pronunciadas. ele era membro de uma classe de pessoas instruídas que se dedicavam a copiar. Moisés desceu do monte carregando estas tábuas e as colocou na arca. isso se deve unicamente ao fato de terem existido gerações de escribas judeus que copiaram e recopiaram partes das Escrituras durante mais de 1. Enquanto os textos originais da lei eram .64 Introdução à Bíblia Os escribas Jo Bailey Wells O Israel antigo vivia num mundo que não dependia apenas da tradição oral. a assim chamada escrita "quadrática" que aparece acima. Se somos herdeiros da Bíblia. tradições orais e acontecimentos históricos. De acordo com os relatos em Êxodo e Deuteronômio. 2Rs 23. Isto tornava a leitura e escrita relativamente simples. a lei podia ser preservada e continuar inaltemantidos em segurança na arca (e. Este trabalho exigia cuidado c treinamento durante m'] wWw> -ífTíí iy aro n t f w \¿h m wrftò won D t o w v w n s w iron o r b shasn m j n z r w s s»róa retWw j e w a n s a t s S s í . A palavra escrita Embora muito tenha sido contado verbalmente e passado adiante de geração a geração através do relato oral (por exemplo. comparada com os sistemas de escrita cuneiforme da Mesopotâmia e no Egito. o hebraico passou a ser escrito com len-as mais cheias.22). Uma vez escrita.C. por volta do segundo século a. baseada num alfabeto de 22 letras. por exemplo. a existência da escrita significava que havia algo que permitia que se conferisse o que estava sendo contado. Embora qualquer pessoa com força de vontade pudesse aprender a ler e até mesmo escrever hebraico sem muito esforço. lRs 11. Ex 13. O alfabeto já existia na terra de Canaã quando os israelitas se tornaram uma nação. e guardadas para verificação posterior (veja Dt 18. por influência da escrita arantaica. onde seriam guardadas (Dt 10. mais tarde. sopher — é qualquer pessoa que escreve. Esdras é descrito como o modelo de escriba (veja também "O escriba"). "os escribas" se tornaram um partido político distinto formado por uma classe de pessoas aliamentc instruídas. o hebraico compartilhava uma escrita com os cananeus e fenícios. e mais tarde usados como fontes pelos historiadores bíblicos (por exemplo. seus programas de ação e acontecimentos relacionados com os mesmos podiam ser mantidos e atualizados. embora seja bastante provável que gerações anteriores de escribas israelitas também escreviam usando o alfabeto. Antes do exílio. Ou seja. Os textos hebraicos mais antigos já encontrados datam do século 9 a. E altamente significativa a afirmação de que Moisés recebeu os mandamentos. era possível fazer cópias que podiam ser consultadas por pessoas que tinham perguntas ou dúvidas. Registros sobre reis. i w i . não apenas verbalmente. Assim.9. o recebimento da lei no monte Sinai. um escriba — no hebraico. e até colocado nos batentes das portas da casa (Dt 6.

com base nas variações entre os textos ou manuscritos. É impressionante o grau de semelhança que existe entre diferentes cópias do texto.000 anos mais antigos que quaisquer outros conhecidos anteriormente — deixou bem claro que a transmissão do texto se deu com uma precisão extraordinária. cies que viviam num mundo que geralmente não se importava tanto com a verdade. Assim.. 65 A descrição d o escriba exemplar. explicá-la e incentivar o povo a colocá-la em prática • Juiz: ouvir aqueles que tinham queixas e julgar questões específicas da lei judaica. desde que a cópia tenha sido bem feita. o processo de cópia incluía revisão e correção cuidadosa. foram transmitidas por diferentes meios e até foram recebidas em línguas diferentes A descoberta dos Rolos do Mar Morto cm 1947 — sendo que foram descobertos manuscritos 1. os escribas hebreus fatiam cópias das Escrituras com um cuidado e uma precisão que nos impressionam. não deixando alternativa senão especular quais seriam as palavras ilegíveis ou ausentes • alteração de um escriba.. As diferenças entre textos ou manuscritos podem ser atribuídas a: • omissão ou adição de uma palavra • erros de ortografia. Ele estava intimamente ligado ao sacerdócio. • Instrutor: administrar escolas de escrita e treinar aprendizes de escribas.24—39. Ed 7. Mostrará como é sábia a instrução que ele recebeu e se sentirá orgulhoso por causa da Lei da aliança do Senhor. Segundo a tradição. Presta serviços a pessoas importantes e é visto na companhia das autoridades. Copiar A tarefa do copista era reproduzir o texto com o máximo de precisão possível.11): • Pregador: reunir o povo a cada ano para ler a lei.. não importa quantas vezes um trecho do Antigo Testamento tenha sido copiado. que mais tarde resultamemerros de interpretação • inclusão no texto principal de uma nota explicativa originalmente incluída na margem • danos causados a um rolo.6) e era muito respeitado (Jr 8. se for da vontade do Senhor TodoPoderoso..8). Embora os copistas tenham cometido pequenos erros que entraram no texto escrito. . Podemos apenas identificar as ocasiões em que foram cometidos erros. E. conforme Eclesiástico 39 Ele aprende de cor os ensinamentos de homens famosos e procura descobrir o que querem dizer as comparações. Ele terá conhecimento e saberá julgar com justiça e meditará nos mistérios de Deus. Antes da invenção da imprensa. feita para suavizar idéias consideradas ofensivas. ele ficará cheio do espírito de conhecimento. Esdras tinha vários papéis a desempenhar.Transmitindo a História vários anos (veja SI 45.1. Ainda hoje os escribas judeus trabalham com a mesma atenção escrupulosa cm relação aos detalhes. Explica também o significado escondido dos provérbios e emende os segredos das comparações. cópias essas que surgiram em eras diferentes. Estes provavelmente aparecem de forma idealizada no livro de Eclesiástico (Eclesiástico 38. • Acadêmico: estudar a lei e produzir obras c teorias em resposta.

já que a forma dos livros como os temos reflete o trabalho dos editores assim como dos autores e tradutores. bem no início da narrativa. especialmente o de Manasses (2Rs 23.66 Introdução à Bíblia Jo Bailey Wells O trabalho dos editores As Escrituras hebraicas. os editores selecionaram suas histórias para destacar uma determinada interpretação dos acontecimentos. O Novo Testamento se tornou "fixo" muito mais rapidamente. • Em Reis e Crônicas há descri- ções diferentes do rei Manasses.C. Por exemplo: • Nos livros de Samuel. ou "ungido" cm Israel (ISm 2. De acordo com o editor de Reis. e a fidelidade de Deus para com ele. para mostrar como Deus está sempre disposto a atender o pedido do penitente (2Cr 33. Este processo de edição ou "redação". Isto diz ao leitor alerta.12-17). o Cântico de Ana é inserido no início da história.26). julgamento e exílio caíram sobre Judá por causa do acúmulo de pecado. Em comparação. Se pudermos entender como um livro veio a ser escrito da forma como o conhecemos hoje. no norte de Israel. como as conhecemos. para usar o termo técnico provavelmente ocorreu de algum ponto antes do exílio até o século II a. principalmente. são testemunho de seus esforços. Nos livros históricos. e o trabalho de editores é menos significativo. As fontes originais compõem a matéria-prima. A disposição de textos num livro afeta a compreensão ampla do significado do livro como um todo. Estes rolos das Escrituras numa sinagoga de Tsefnl. Esta procura descobrir os propósitos teológicos por trás da organização do material num livro. A importância dos editores O estudo do trabalho dos editores é conhecido como "crítica da redação" (veja "O texto e a mensagem"). Sem o trabalho dos editores que reuniram e organizaram os materiais. que a história vai enfatizar a identificação de um "rei". a partir da qual acredita-se que gerações de editores trabalharam para compilar estes "ingredientes" até os livros atingirem sua forma final no "cânon" (a lista oficial). provaveimentesurgiram gradativamente.10). . não haveria Bíblia. o Cronista fala do arrependimento de Manasses. é provável que tenhamos maiores chances de entender sua perspectiva e o caráter singular de sua mensagem.

Wellhausen. 1 e 2Samuel. é feita para encorajar a pequena comunidade restaurada a acreditar que eles realmente são herdeiros das antigas promessas que Deus fez a Israel. pois contém tradições do período primitivo de Israel como organização tribal na terra prometida. datada de 400 a. é provável que os registros dos profetas anteriores ao exílio e do período do exílio foram preservados durante este período e editados posteriormente. que teriam se originado em períodos e locais diferentes. pois dá continuação aos mesmos temas e teologia da aliança. ex. E m geral acredita-se. ex. Os Salmos Os Profetas: Isaías. o livro que a precede. ou por diferentes autores. Assim sendo. Mas. Esta narrativa. assim como as histórias de administrações reais desde a época de Davi até o exílio. Além disso. estudiosos e escritores sofisticados. D e P. Quer estes livros tenham ou não sido escritos pelo mesmo autor. Testamento Histórias posteriores: Crônicas — Esdras — Neemias Os primeiros cinco livros da Bíblia aparecem como história única e coerente — como se produzida por um único autor sem necessidade de um editor. Sua composição é complicada. SI 120—134). um estudioso alemão do século 19. os Salmos de Asafe. os salmos são ordenados em cinco "livros". Ezequiel. o material foi reavaliado à luz da experiência atual e livros pósexílicos (Ageu. Se isto for verdadeiro (e continua sendo uma teoria). O relato de acontecimentos passados também é feito em retrospectiva: os editores refletem sobre o passado à luz de acontecimentos atuais (por volta da época do exílio).32). SI 73—83. É provável que estes "hinos" foram reunidos durante o exílio. que isto representa o trabalho final de compiladores que reuniram várias fontes. p. É possível que "o Cronista" tenha tido uma grande influência sobre a reunião e disposição de outros livros do Antigo Testamento para formar o cânon. cada salmo recebe um título para auxiliar a meditação (veja. portanto. Juízes. os "cânticos dos degraus". Esses "editores" eram. a história que agora temos representa não só o trabalho de "reunião de fontes" feita pelos editores finais durante ou depois do exílio mas também o trabalho de "subeditores" anteriores sobre cada uma das fontes individuais. aproximadamente (embora às vezes se atribua uma data mais recente). O processo de edição reuniu a coleção para criar um livro para estudo (o SI 1 estabelece esta idéia desde o início). enfatizada pela repetição no início de Esdras dos dois últimos versículos de 2Crônicas.C. . SI 51). Zacarias e Malaquias) foram acrescentados. em geral. sugeriu que havia quatro fontes. Estes derivam da adoração do Israel antigo. eles foram reunidos por um editor (conhecido como "o Cronista") para formar uma narrativa contínua. que incluem coleções menores como unidades inteiras (p.67 Coletando e organizando asseções d o Antigo 0 Pentateuco: Gênesis a Deuteronômio A história deuteronomista: Josué. os livros desta seção reúnem trabalho feito por várias gerações de historiadores. portanto. Porém há muitos estilos diferentes de escrita. e algumas histórias são repetidas de perspectivas diferentes. quando o povo foi privado da adoração normal no Templo. Jeremias. conhecidas como J. Como no caso da história deuteronomista. Cada uma tratava as origens de Israel de forma distinta. os 12 "profetas menores" É possível que Jeremias tenha sido responsável pela formação do livro que leva seu nome (veja Jr 36. 1 e 2Reis Esta seção recebe seu título de Deuteronômio.. E. Assim.

contém os livros de Josué. eles tiveram considerável impacto sobre o pensamento cristão. De acordo com a tradição. Como o Zohar explica: . Assim. também as exposições e elaborações da lei escrita foram reveladas por Deus a Moisés no monte Sinai. Interpretação De acordo com os rabinos.68 Introdução à Bíblia A Bíblia Hebraica Dan Cohn-Sherbok A base da fé judaica é a Bíblia. 1 e 2Samuel e l e 2Reis. argumentou ele. estes livros foram revelados por Deus a Moisés no monte Sinai. as Escrituras são chamadas de Tanak. Rute. Levítico. o judaísmo tradicional afirma que a revelação de Deus é dupla e está em vigor para sempre. argumentou que Deus ditou a Moisés e este escreveu os Cinco Livros de Moisés. Conhecidos como livros deuterocanônicos ou apócrifos. aramaico e grego. No fim dos 40 anos no deserto ele teria completado o restante do Pentateuco. Ageu. Em geral sc diz que a Torá foi dada diretamente por Deus. Outras obras literárias do período do Segundo Templo sao conhecidas como os pseudepígrafos. vinda de Deus. Esdras. Ketuvim (escritos). Além disso. e que ela é totalmente de origem divina. • Profetas Posteriores — é composta dos profetas maiores (Isaías. • Profetas Anteriores . Para Namânides. No entanto. Durante o período do Segundo Templo (depois da volta do exílio na Babilônia). Sofonias. no século 12. que Moisés tenha escrito Gênesis e parte de Êxodo quando desceu do monte Sinai. Eclesiastes. Porém todas estas obras constituem o cânon das Escrituras. Por exemplo. Miquéias. 1 e 2Enoqite e Jubileus. que a crença na Torá MiSin. Os livros restantes das Escrituras — os Hagiógrafos — foram transmitidos por intermédio do Espírito Santo ao invés de profecia. filho de Siraque (também conhecido como Sirácida ou Eclesiástico). A segunda divisão da Bíblia hebraica — Profetas — se divide em duas partes. Entre as outras obras se incluem: a Sabedoria de Salomão. Namânides observou que esta teoria segue a tradição rabínica de que a Torá foi dada rolo por rolo. Juízes. É provável. o filósofo Namânides. Provérbios. Êxodo. Números e Deuteronômio. os judeus escreveram vários outros livros cm hebraico. Ester.ii I 'Torá do Sinai) é uma crença fundamental no judaísmo: "A Torá foi revelada do céu. Namânides afirmava que os segredos da Torá foram revelados a Moisés e são sugeridos na Torá pelo uso de letras especiais. por meio do que é metaforicamente chamado de 'fala'. Para os judeus. faz-se uma distinção entre a revelação do Pentateuco (Torá no sentido restrito) e as escrituras proféticas. mas que não foram incluídos na lista oficial ou cânon das Escrituras. Entre estes livros não-canônicos se encontram o Testamento dos Doze Patriarcas. Jeremias e Ezequiel) c dos profetas menores (Oséias. no seu Comentário do Pentateuco. Todo este registro estava no céu antes da criação do mundo. Obadias. estes textos conquistaram status oficial na Igreja Católica Romana e nas igrejas ortodoxas orientais. Jó. 1 e 2Macabcus. Amós. Nas fontes rabínicas. Lamentações. Com isto quero dizer que toda a Torá chegou a ele. do século 13. Tobias e Judite. Uma lista aprovada de livros A Torá consiste nos Cinco Livros de Moisés: Gênesis. O mais substancial desses livros se chama A Sabedoria de Jesus. Este termo é um acrônimo formado com a letra inicial das palavras que designam as três divisões da Bíblia hebraica: Torá (instrução). Habacuque. Isto implica nossa crença de que toda a Torá que temos em nossas mãos hoje é a Torá que foi entregue por Deus a Moisés. Por trás deste conceito está a idéia mística dc uma Torá primordial que contém as palavras que descrevem eventos muito antes de eles acontecerem. Na Idade Média esta crença tradicional foi afirmada sempre de novo. A terceira divisão é feita de uma variedade de livros divinamente inspirados: Salmos. Jonas. Moisés foi como um escriba que copiou uma obra mais antiga. Daniel. Naum. Neviim (profetas). Cântico dos Cânticos. Zacarias e Malaquias). enquanto os livros jjroféticos foram dados por meio de profecia. Análoga à interpretação mística da Torá proposta por Namânides. Joel. Neemias e 1 e 2Crônicas. Posteriormente. o filósofo judeu Moisés Maimônides declarou. a obra mística medieval conhecida como o Zohar afirma que a Torá contém mistérios que vão além da compreensão humana. essas exposições foram transmitidas de geração em geração e por meio deste processo uma legislação adicional foi incorporada à lei. mas a natureza real desta comunicação é desconhecida a todos exceto a Moisés a quem foi dada." A exemplo de Maimônides. os valores numéricos de palavras e letras e os adornos dos caracteres hebraicos.

contém em todas as suas palavras verdades sobrenaturais e mistérios sublimes . conseqüentemente. Portanto. No período moderno. porém. portanto. Sim. inclusive judeus reformados. ai dele — este não terá lugar no mundo vindouro. houve um afasta- . Pelo contrário. Este ato de revelação serve como base para todo o sistema legal assim como para as crenças doutrinárias sobre Deus. que considera as novidades acadêmicas recentes no campo dos estudos bíblicos. fornece uma base racional para a alteração da lei e a reinterpretação da teologia das escrituras hebraicas à luz do conhecimento contemporâneo. Tal abordagem não fundamentalista.'" O impacto da pesquisa moderna Na era moderna. Na metade do século 19. O judaísmo ortodoxo permanece dedicado à teoria de que a Torá escrita e a oral foram transmitidas por Deus a Moisés no monte Sinai. elimina a crença tradicional da infalibilidade das Escrituras e. os estudiosos indicaram que os Cinco Livros de Moisés parecer ser compostos de fontes diferentes. no entanto. há um consenso entre os críticos bíblicos modernos. conservadores e reconstrucionistas que o Pentateuco não foi escrito por 69 mento do fundamentalismo do passado. Para os judeus ortodoxos. e quem olha para esta veste como sendo a Torá em si. até nós poderíamos compor uma Torá sobre assuntos cotidianos. Entre os judeus não ortodoxos. Outros estudiosos rejeitaram a teoria de fontes distintas. Karl Heinrich Graf e Julius Wellhausen. as histórias da Torá são apenas suas vestes exteriores. Simeão: 'Ai do homem que considera a Torá um livro de simples lendas e questões do cotidiano! Se fosse. tanto os judeus ortodoxos quanto os não ortodoxos continuam a pensar que a Bíblia judaica é fundamental para a fé.. há uma aceitação geral das descobertas da pesquisa acadêmica moderna. A despeito dessas teorias diferentes. até os príncipes do mundo possuem livros de maior valor que poderíamos usar como modelo para compor tal Torá. Um rolo da Bíblia hebraica 6 erguido numa sinagoga judaica. tornou-se cada vez mais difícil sustentar o conceito tradicional judaico de revelação divina à luz da investigação e descoberta acadêmica. Mesmo assim. Moisés. Logo.. agora ele é visto como coleção de tradições originadas em períodos diferentes no Israel antigo. se a Torá não tivesse colocado vestes deste mundo. A lei é honrada como dom de Deus ao seu povo. tal posição moderna é irrelevante. uma obra de excelente qualidade. o mundo não poderia resistir a ela. concluíram que os Cinco Livros de Moisés são compostos de quatro documentos principais que existiram separadamente mas depois foram reunidos por uma série de editores ou "redatores". no entanto. dois estudiosos alemães. Já no século 16. A Torá. ao invés disso afirmam que tradições orais foram modificadas durante a história do Israel antigo e que só ao final desse processo é que foram compiladas para formar uma única narrativa. por outro lado.Transmitindo a História "Disse R.

nos Profetas e nos Salmos. pois nesta divisão da Bíblia hebraica os Salmos geralmente vêm em primeiro lugar. Mas por que estes livros específicos? Por que um livro judaico como a Sabedoria de Salomão não foi incluído no Antigo Testamento? Por que foram incluídos quatro Evangelhos. .C-. sob a liderança dos fariseus.) valorizava todos esses livros. por volta de 170 d. conhecida como Scptuaginta.44. Jo 1. Jesus. Jeremias.13-14). a 100 d.C. bispo de Sardes. Duzentos anos antes. Excluíram a literatura considerada muito recente ou arriscada em sua teologia ou que estava associada a grupos dentro do judaísmo e não a toda a comunidade judaica. Os cristãos aceitaram o cânon definido pelos judeus do primeiro século de nossa era principalmente porque Jesus e os escritores do Novo Testamento se referem a uma grande variedade de livros do Antigo Testamento como tendo autoridade divina. Outros livros escritos no período de 300 a. História Eclesiástica 4.21). Ezequiel e os 12 "profetas menores". que ele chamava de "livros da antiga aliança" (Eusébio. todavia. É provável que estes também eram uma coleção reconhecida na época de Esdras ou pouco depois. • O s E s c r i t o s consistiam em grande parte de documentos posteriores e sua aceitação geral como coleção definitiva provavelmente se deu no primeiro século da era cristã. c toda a comunidade a reconheceu como "o Livro da Lei de Moisés" (Ne 8. eram valorizados por diversos grupos de judeus. • O s P r o f e t a s é a seção que inclui os Profetas Anteriores (a seqüência narrativa de Josué a 2Reis. Esdras — Neemias.26. E os Rolos do Mar Morto incluem cópias ou pelo menos fragmentos de todos os livros da Bíblia judaica exceto Ester. que interpretava a história do ponto de vista profético) e os Profetas Posteriores (Isaías.15. e não mais nem menos? E por que as comunidades judaicas e cristãs dão tanta importância a esses livros? Estas são questões sobre o "cânon".C. indicando que a comunidade que produziu esses manuscritos (entre cerca de 150 a. As escrituras judaicas Na época de Jesus. incluiu vários desses livros (veja "Livros deuterocanônicos"). Estas três coleções foram reunidas cm estágios. Sua lista era idêntica aos 24 livros do cânon hebraico.17. Rm 3. Citações são freqüentemente introduzidas com frases como "Está escrito" ou até "Diz o Senhor". os livros dos Profetas e os outros livros".) demonstra familiaridade com a Lei e os Profetas como os conhecemos. A lista resultante é idêntica aos 39 livros que os cristãos chamam de Antigo Testamento. a palavra "cânon" significava uma vara ou régua. o prólogo de Eclesiástico já falava sobre "a Lei. portanto um padrão ou regra. No quinto século a. depois de sua ressurreição.45.70 Introdução à Bíblia Uma lista aprovada — o "cânon" das Escrituras Stephen Travis e Mark Elliott A Bíblia consiste em 66 livros. At 13. Provavelmente o primeiro cristão a analisar criticamente que documentos judaicos deviam ser considerados como escrituras sagradas foi Melito. os Profetas e os Escritos. disse: "Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei dc Moisés. No grego.C. Certamente Eclesiástico 44—49 (século 2 a. Os escritores do Novo Testamento usam a frase "a Lei e os Profetas" como designação dessas escrituras (Mt 5. Mas após a catástrofe da destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d. O método judaico de contagem considera 1 e 2Samuel como um livro só.C. os judeus já haviam categorizado suas escrituras em três partes — a Lei." "Salmos" aqui pode referir-se aos Escritos como um todo. e o mesmo se aplica a l e 2Reis. De acordo com Lc 24.C. Os 12 profetas menores também são vistos como um único livro. conhecidos pelos judeus como "o Livro dos Doze" e agrupados num único rolo). Esdras a trouxe de volta cm sua forma escrita da Babilônia para Jerusalém.C. • A Lei ou Torá (Gênesis a Deuteronômio) foi a primeira a ser reconhecida como documento fundamental de Israel por causa da sua associação a Moisés.C. e 68 d. Os cristãos passaram a usar essa palavra em referência a uma lista de livros inspirados por Deus que eles reconhecem como Escrituras com autoridade divina. optaram por um cânon mais enxuto de 24 livros. 1 e 2Crônicas.1). os judeus. A tradução grega das Escrituras hebraicas.

) já havia uma coleção fixa das dez cartas principais de Paulo.C. 0 Rolo do Templo (o maior dos rolos do mar Morto) tem 8 m e 20 começou a substituir o rolo durante o segundo cm de comprimento. • O s E v a n g e l h o s À medida que os cristãos se familiarizavam com mais de um Evangelho.'.11. Mas os rolos eram . Os cilindros nas duas pontas permitiam ao leitor desenrolar e enrolar o texto à medida que ia lendo.66). os rolos eram feitos de folhas de papiro. • ' " ' ' . isto é. Mas antes do ano 200 Irineu argumentava que é tão natural haver quatro Evangelhos quanto há quatro ventos e quatro cantos da terra (Contra as heresias 3.difíceis de manusear e transportar. a manuscrito atais antigo dc todo o NT (mais uma parte do A T ) de que hoje dispomos. originalmente. num "livro" em formato de u m rolo.Transmitindo o História O Novo Testamento A história do cânon do Novo '['estamento é mais a história de uma coleção de coleções que de uma coleção de documentos individuais. Esse códice data do século -I d.C. Neste W^Mi J { . Por volta de 150 d. Mas as vantagens de afirmar as contribuições distintas dos quatro Evangelhos acabaram prevalecendo. No início. ele foi descoberto no século 19 no Mosteiro de Santa Catarina. Justino já descrevia como os cristãos 71 reunidos para adoração liam as "memórias" dos apóstolos "que são chamadas Evangelhos" (Apologia 1. No tempo do NT. Outros documentos semelhantes a evangelhos como o Evangelho de Pedro e o Evangelho dos Egípcios continuaram a ser usados nas igrejas orientais. Esta forma do livro à esquerda: Um rolo escrito em hebraico. Escrito em grego sobre pergaminho. C a d a folha tinha cerca de 30 cm de altura e 20 c m de largura. S .-. as páginas são dobradas e fixadas n u m a extremidade (a lombada).C. para proteger o livro. capas. Como acreditavam firmemente que havia uma única mensagem evangélica coerente. cristãos egípcios a incluíam em sua coleção das cartas dc Paulo. Os autores cristãos deste período os citavam freqüentemente como tendo a autoridade das Escrituras. isto passou a ser um problema. '•'•'. ou talvez apenas porque era tão diferente dos outros. O herege Marcião nos informa que antes de sua época (cerca de 140 d. em comparação com os outros três — talvez porque era usado pelos gnósticos para promover sua própria versão da fé cristã. N u m rolo.' i :. .C. o texto era escrito e lido em colunas. Do rolo ao livro O s documentos que entraram no cânone da Bíblia Hebraica foram colecionados. passou-se a adicionar as feitos de pergaminho (couro).v. Rolos também podiam ser século d. Mas ela só teve maior aceitação na igreja ocidental a partir do quarto século. na fabricação do ftilF livro assim como o conhecemos hoje. Por volta do ano 200 havia coleções que também incluíam 1 e 2Timóteo e Tito. A direita: Uma página cio Códice Sinaífico.•' £ ' = S ¡ = .. Mais tarde. . l | Í ' P : f | caso. As folhas eram coladas umas nas outras. já em 200 d. que os cristãos íoram pioneiros no desenvolffii"-. Embora houvesse dúvidas freqüentes sobre a autoria da carta aos Hebreus. S ^ .fc. no sopé do monte Sinai. formando rolos de comprimento variado.' .'••"" vimento do "códice".: . embora fosse pouco comum u m rolo c o m mais de 20 folhas. a maioria dos rolos (incluindo os documentos do NT) era feita de 53 papiro. e não de pergaminho.R. • Os p r i m e i r o s d o c u m e n t o s a serem reunidos foram as c a r t a s d e P a u l o . O Evangelho de João demorou mais para ser aceito.C..8). Tudo indica :sr. perceberam que cada um trazia uma perspectiva diferente da história dc Jesus.

o Apocalipse de Pedro.I ü v c t i I R 11 • M<>Y ^•YÍANEXEÍEENXVFM-I ikmi-m!. a igreja etíope tem um cânon de 38 livros. Embora d o mesmo autor do Evangelho de Lucas. em grego. A mesma conclusão foi endossada no Ocidente por uma declaração papal cm 405 c no norte da África nos Sínodos de Hipona (393) e Cartago (397). enquanto Hebreus permaneceu em dúvida por mais tempo porque sua autoria era incerta. Pelo fato de não haver reconhecimento claro da sua autoria apostólica.!X-Ol pc. aqueles que ainda não eram universalmente aceitos — Tiago. podemos ver que quatro perguntas fundamentais foram feitas sobre cada documento em consideração.»âC-f*J'N'KXfOKin-IXCMAY. 2Pedro. no F. R * . Após três séculos de uso.M HM- . 14 cartas de Paulo. Mas por volta do ano 200 sua importância foi reconhecida como evidência de que Paulo e os outros apóstolos pregavam o mesmo evangelho.-.:uKiit . os Atos de Paulo.M'CpTv>Vvoix r . i. OOI-IOYCYI i M f O M K M o r e i ' Y W . Atanásio apresentou pela primeira vez uma lista de livros autorizados idêntica ao Novo Testamento que conhecemos e esta foi amplamente aprovada no Oriente.' I I N . O livro de Apocalipse foi aceito mais rapidamente no O c i d e n t e que no O r i e n t e .i ( i C C T I M t l M T G M X H M Í ' O X X O X< V i w o t i OOTXJS. .»4 y M c i c o y w » . ' C'J-i'X. IPedro e também Apocalipse "se desejável" • livros contestados. Assim. C .9) ao lado das cartas de Paulo. mas com o passar do tempo caíram em desuso porque expressavam doutrinas que tinham mais em comum com a heresia gnóstica que com a tradição recebida pela igreja. por exemplo. Assim. de Tomé e de Matias e os Atos de André e de João. foram rapidamente aceitas com base nisto. Se revisarmos os critérios pelos quais os 27 livros alcançaram status canónico. Listas de livros autorizados foram feitos em várias partes do mundo cristão. Atos. Na sua carta de páscoa de 367 d.\Òn. 1 O M "<Xi O O P X I í A M e U K .R E R O V U .«. Um pouco depois do ano 300 d. 2 e 3João. no período entre 400 e 450 d . exceto IPedro e Uoão. Atos foi separado dele em data bem antiga e não é citado por autores cristãos antes do tempo de Justino.C.gito) ao rei da Inglaterra (quando o presente chegou.. católica romana e protestante compartilhem o mesmo cânon do Novo Testamento. as igrejas começaram a confirmar formalmente quais livros mereciam autoridade para determinar suas vidas e seus ensinamentos. todas. o rei era Charles 1).e. • Ele é apostólico? Em vários casos esta era simplesmente uma questão de autoria. Eusébio fez referência a uma coleção de sete "cartas católicas". jamais foi formalmente definida por um concílio ecumênico da igreja inteira.*"' M O C * . X'. No quarto século seu status como escritura foi reconhecido no Oriente — com a compreensão de que o milênio de Ap 20 não devia ser interpretado literalmente..>i M MOV i v ' * K Y n .V KM o i Ü f IMuV * 00©0-VCXMC*>>*<<X!*.\i«Vy" cl>MÇfrn|»«x>i|.72 I m Introdução à Bíblia m - * <OCKXIXXC^OIIIXCI -^<|?*CI|füf I MHÍA. no entanto. ao contrário dos esforços de Marcião e outros hereges de reivindicar Paulo para si e rejeitar os outros apóstolos. v l M».riV ' YMI M l . A extensão do cânon. • A t o s e A p o c a l i p s e ficaram fora destas três coleções.M K l £ ( O l I Ml'l I H M c t ) MIO " ¡' M C P C O O III IK11 MtífâtU P \ | < X m I " * ..C.Ul)|o)M<n * OYSCxifxOAMi>PüriiujMo. As cartas de Paulo. K X M e N ' í "O I C O d>0 .O I iii-oi-iií. Escrito à mão.t)ei-Hic\H\o d > a m O Códice Alexandrino foi dado de presente pelo Patriarca de Constantinopla (que parece té-lo encontrado em Alexandria.. . este códice é uma das cópias mais antigas da Bíblia. Provavelmente a coleção surgiu do desejo de sc ter um testemunho comum dos apóstolos "tidos como colunas" (Gl 2. Entre estas. os Evangelhos dc Marcos e Lucas foram reconhecidos como tendo autoridade ao lado de Mateus e João.I AHay-"1"<4>mJs l O l M i l . Outros documentos foram incluídos porque vieram de uma pessoa diretamente relacionada c o m um apóstolo se não do próprio apóstolo. mas até no Ocidente esteve sob suspeita por causa do seu uso pelos montañistas com seu entusiasmo excessivo por especulações quanto ao fim do mundo. n u : f i 11\' '1' U I M « ( N V Y \ O W C O \ K.1X>¿. inclusive os Evangelhos de Pedro. Judas. Uoão.cn. o Pastor de Hermas.! l<M M < ri K*0 X M C KlXI i Xf *l -FWO ' ^ K O I M U i U » X M O X • Kl-CMCOHfcW ' KMMKOimiWil^MaiiHMUTflX YK4| k N > MMfXNPAYMWAiiTiC >..« > C l W n .». embora as igrejas ortodoxa. a Carta de Barnabé e o üidaquê • os firmemente rejeitados. • As Cartas Católicas (Tiago até Judas) formaram a última coleção a ser reunida. em 1627. particularmente interessante é a classificação dos documentos em três grupos feita por Eusébio: • os livros aceitos nas igrejas sem qualquer restrição — quatro Evangelhos. foram pouco usadas antes do quarto século. *"('V"HiiikxueNTe(. W I . f * í*. ainda hoje.

. O cânon é um caso de sobrevivência dos mais aptos. . a verdade é que os documentos do Novo Testamento continuam sendo especiais. via — do manancial que é o Novo Testamento. não apenas a um grupo seleto? Cartas originalmente dirigidas a uma igreja específica foram aceitas se sua mensagem pudesse ser comunicada a um público mais amplo. 7-11). ele foi aceito porque atendia aos critérios seguintes. o teste de apostolicidadc não foi aplicado de forma rígida. porque seu ensinamento era de caráter gnóstico. até uma carta como 2João que. Por exemplo. dúvidas sobre autoria não são razão suficiente para excluir um documento. como vimos. que não confessam Jesus Cristo vindo em carne" (vs. Os quatro Evangelhos que aparecem no inicio do NT se destacavam do restante. Provavelmente nenhum dos documentos que ocasionalmente são propostos para inclusão no cânon seja tão antigo quanto os documentos que integram o Novo Testamento. não tem maior significado tornou-se canónica por causa da sua ênfase na defesa da verdade contra "enganadores .. Os livros do cânon do Novo Testamento se distinguem por darem testemunho em primeira mão da história de Jesus Cristo e do impacto que ele teve no período formativo da vida da igreja. ou seja.Transmitindo a História Era crucial saber que cada documento provinha do período mais antigo da história da igreja. No entanto. aqui e ali. que o conteúdo do cânon deveria ser revisado. Não devemos imaginar que o processo dc definição do cânon foi obra dc comissões que se reuniram para julgar os escritos cristãos e decidir se podiam fazer parte do cânon ou não. sustentar e guiar a igreja. aparentemente. Alguns sugeriram que o ceticismo que reina cm círculos acadêmicos quanto à autoria apostólica dc certos livros deveria levar a um questionamento de sua canonicidade. Seria mais exato dizer que os documentos que acabaram entrando no cânon demonstra- 73 ram sua autoridade intrínseca por meio do uso constante na igreja. Por que não incluir outros documentos cristãos antigos tais como o Evangelho de Tomé ou os Atos de Paulo? Mas. Sua mensagem é derivada — e às vezes se des- Não demorou muito e os lideres da Igreja tiveram dc decidir quais dos escritos em circulação eram genuínos e seriam benéficos para toda a Igreja. • O livro alentou a vida das igrejas ao longo do tempo? No final das contas. Nos tempos modernos já houve quem sugerisse. apesar da dúvida com relação à autoria de Hebreus. Os livros em questão provaram há muito tempo seu valor na vida cristã. Outros perguntaram por que o cânon do Novo Testamento deveria se limitar estritamente a esses 27 livros. • E católico? 0 livro comunica a palavra dc Deus à igreja em geral. E embora alguém possa se beneficiar da leitura de outros livros que foram escritos nos primeiros tempos da igreja cristã. Assim. o teste mais importante que podia ser aplicado a um documento era se ele havia demonstrado seu valor divino através de sua habilidade de renovar. da primeira metade do século 2. Kstas páginas de um evangelho desconhecido são bastante antigas. • É ortodoxo? O livro combina com a compreensão da fé cristã que recebemos por meio da tradição viva da igreja? Com base nisto m u i t o s documentos com títulos aparentemente autênticos como o Evangelho de Tomé e os Atos de João foram rejeitados.

para que a mensagem começasse a ser levada a pessoas que não conheciam as línguas bíblicas. pois os muçulmanos falam sobre a produção de comentários do Corão e interpretações do mesmo. mas versões da Bíblia na va aramaico ao invés de hebraico e sua própria língua. no século 3 d .í-:»í. A Septuaginta era usada para leitura em voz alia nas sinagogas localizadas em cidades do Império Romano onde se falava grego.) e o copta. judeus a entender sua fé. no entanto. cidades como Corinto. Isto tornou necessário o trabalho de tradução das Escrituras — uma tarefa que foi iniciada ainda antes do tempo de Jesus. pois os livros da assim não entendia muito do AntiBíblia foram escritos em três línguas go Testamento lido em hebraico. Algumas partes do Antigo uma versão bastante expandida e Testamento estão em aramaico. Não demorou muito. "Targum" era uma versão aramaica A maior parte do Antigo Testamen. Estas primeiras traduções foram motivadas por dois fatores: eles acreditavam que os livros do Novo Testamento eram inspirados por Deus.. e depois passaram a traduzir para as línguas do Oriente Médio. . produziu uma versão do Antigo Testamento em grego conhecida corno Septuaginta.7 4 Introdução à Bíblia Divulgando a palavra a tarefa da tradução A maioria das pessoas não lê a do. a lín. Estas duas convicções os motivaram a tornar os livros do Novo Testamento acessíveis ao maior número possível de pessoas na língua que essas pessoas falavam — para que a vida delas também pudesse ser transformada pela mensagem de Jesus. e assimilaram o chamado de Jesus de "fazer discípulos de todas as nações" (Mt 28. C ) . uma língua do Egito (por volta do terceiro século d.C.'. gua que era usada em Israel na época de Jesus e que está relacionada com o As primeiras traduções do hebraico. a língua dos romanos (por volta de 150-220 d .C. . do Norte da África e da Europa.rM'"'-j --f" w s p o l i u i . a língua dos de e durante a época de Jesus — israelitas. aramaico e grego. t i r .'>' • : . Algo semelhante acontecia em Israel por volta do mesmo períomeiros 300 anos após a morte de Jesus.'i í.TV> i-Pvjf". C Está c urna página do Evangelho de João. . Nos priOs autores dos livros bíblicos escreviam para comunicar e. Neste ponto o cristianismo contrasta de forma interessante com o islamismo. . usavam a linguagem de seu público-alvo.parafraseada do original hebraico.mV.19). pois entendem que o original (em árabe) é estritamente intraduzível. O antigas: hebraico. i r . Pelo fato do cristianismo ser uma fé missionária. o Novo Testamento foi escrito originalmente na língua comum daquele tempo e depois traduzido para as línguas de muitos povos. o siríaco. pois a maioria das pessoas falaBíblia em si. O Antigo Testamento em grego O povo judeu do século 3 a.do Antigo Testamento usada antes to foi escrita em hebraico. Novo Testamento O Novo Testamento foi escrito em Essas versões do Antigo Testagrego "comum" — a língua falada por mento foram feitas principalmenmuitas pessoas em todo o Império te para ajudar aqueles que já eram Romano na época de Jesus. mas não de traduções. mV-.C). falado na Síria antiga (por volta de 160 d.*:? ('. Os judeus que moravam nessas cidades muitas vezes não entendiam o Antigo Testamento em hebraico e então precisavam da Bíblia na língua que eles podiam compreender. . dedicada a ajudar os outros a encontrarem Deus por intermédio de Jesus Cristo. Eles começaram com o latim. os cristãos produziram ver-1 soes do Novo Testamento numa variedade de línguas — para que pessoas que não sabiam grego pudessem ler sobre Jesus e crer nele. Umn das primeiras línguas que recebeu uma tradução do N T foi o copta (no Kgito). <j < ' T v V t V ' >•".r ^ (•TM 1 M 1 1 ) ' ' . por isso. Antioquia e Roma..

que o viajante ainda outros 14% têm pelo menos possa. não apenas aos rascunho de tradução c levado eruditos." tos. houve um grande renascimento das traduções da Bíblia. pois havia o temor de que Mas ainda existe muito por fazer! as pessoas formulariam suas próprias interpretações da Bíblia. mas a tradução de uma passagem específica pode depender de qual cópia antiga está mais próxima do original. à medida que os cristãos se deram conta outra vez da importância dc levar a mensagem dc Jesus aos outros. ciou um meio barato de tornar Assim. muitos anos de trabalho árduo Atualmente. Juntar o cansaço da jornada. sendo que cada nas que o poder que a Bíblia tem tradutor trabalha com deterde transformar vidas estivesse minado número de livros. especialmente àqueles que não conheciam latim.Transmitindo a História O aumento do número de traduções No século 16. Bíblicas Unidas e a Associação Este trabalho é feito em conWycliffc de Tradutores Bíblicos junto com falantes nativos. questões relacionadas com as línguas originais. ou simplesmente . esta con.. continuam o trabalho de produzir versões da Bíblia em línguas Este passo envolve uma decidiferentes. caso Como se faz uma tradução pudessem ler o texto em sua próVersões modernas da Bíblia pria língua. Bíblia completa. 0 estudioso holandês Erasmo escreveu: "Cristo quer que seus mistérios sejam amplamente divulgados. outros 13% têm que o tecelão possa recitar esses texo Novo ou o Antigo Testamento e tos enquanto tece. 75 O uso de computadores facilitou muito a tarefa dos tradutores em todo o mundo.publicadas. Não temos os manuscritos originais dos livros bíblicos escritos pelos primeiros autores. mas também pelos turcos e sarracenos. temos uma grande quantidade de cópias antigas dos textos bíblicos (mais de 5. hebraicos e aramaicos serão usados. a língua das pessoas cultas. Essa ciência leva em conta a idade das diferentes cópias e a disseminação de determinada formulação ou palavra no conjunto das cópias.quatro estágios antes de serem car a Bíblia na linguagem das pes. para que pudessem ser lidos e conhecidos. são necessários a muitas pessoas.. mas as cópias nem sempre concordam entre si. Algumas línguas A invenção da imprensa um não têm forma escrita. Gostaria Das 6.mais de 95% da população munvicção foi combatida por setores dial têm pelo menos uma parte tradicionalistas da igreja daquela da Bíblia numa língua conhecida. ou seja. não apenas pelos escoceses e irlandeses. antes de se poder fazer essas novas traduções disponíveis uma tradução. • Um grupo de especialistas (consultores) dá orientações a respeito de certos assuntos. Eu gostaria que fossem traduzidos para todas as línguas de todo o povo cristão. na Europa.071 línguas conhecidas que o lavrador pudesse cantar parte mundialmente apenas 5% têm a deles enquanto vai arando o solo. são sobre quais textos gregos. a uma discussão com o grupo de tradutores. Esse acessível a todos.000 apenas do Novo Testamento). Isto significaria que a geralmente são resultado do traigreja perderia o controle daquilo balho dc um grupo ou de uma em que as pessoas criam. Queriam apeé produzido. incluindo crítica textual. soas simples não achavam que isto • Um rascunho de cada livro levaria à anarquia. espan-um livro da Bíblia traduzido. com suas narrativas. época. pouco antes desse tempo propiexistem apenas na forma oral. estes números significam que Durante um tempo. assuntos ligados à arqueologia. as Sociedades para reduzir a língua à escrita. Nenhum item essencial da fé cristã depende de uma diferença entre essas cópias antigas. equipe de tradução e passam por Mas aqueles que queriam colo. A ciência da crítica textual (veja "O texto e a mensagem") é usada para decidir qual cópia está mais próxima do original.

Versões diferentes darão nuances diferentes do origina]. aramaico e grego. Outras línguas não têm este problema. às vezes eles tornam a consultar os especialistas para tirar dúvidas quanto a uma ou outra questão. geralmente com o uso de formulações surpreendentes ou interessantes. o que resulta é uma versão de leitura fácil. os tradutores evitarão palavras mais raras ou frases peculiares. a língua focalizada pode ser diferente. quando se estiver fazendo um estudo em particular. Em português. já que nelas existe um termo para "homens e mulheres" usado para grupos mistos. • Foco n o p ú b l i c o alvo Um segundo fator que ajuda a explicar a variedade de versões é o público-alvo. quando se fizer uma leitura em voz alta na igreja. por exemplo. No caso de algumas versões modernas em certas línguas. Se a versão é feita para pessoas para as quais a língua-alvo não é a língua materna. preparando uma versão final Boas notícias devem set compartilhadas. e pela palavra escrita. e.a l v o Por outro lado. às vezes usando o texto em grupos de estudo bíblico para testar trechos ou livros inteiros que foram traduzidos. Versões diferentes Grupos diferentes de tradutores produzem versões diferentes — às vezes bem diferentes umas das outras. mas que não é literalmente exata. ou quando se estiver ensinando a fé cristã às crianças. Por que são tão diferentes? • Foco na língua original Em primeiro lugar. sua linguagem será mais simples c as frases mais curtas. em comparação com uma versão feita para adultos. Uma versão para uso de pessoas eruditas e estudantes pode ser mais técnica. isso significaria usar a palavra "pessoas" ao invés de "homens" quando o original claramente inclui também as mulheres nessa referência.76 introdução à Bíblia os tradutores focalizam ou privilegiam a língua original (ou língua-fonte). como. E haverá situações em que determinada versão será mais útil ou mais adequada do que as outras. Tudo isto significa que é útil tere usar mais de uma versão da Bíblia. na Por exemplo. os tradutores originais "arrematam" o rascunho. quando se estiver dirigindo uma discussão em grupo. Isto pode parecer um pouco estranho ou artificial para alguém que não conhece a língua original — mas pode ser uma vantagem. é importante usar linguagem "inclusiva". pois permite ao leitor ver como o original foi estruturado. se uma versão é produzida tendo em mente as crianças. disse Jesus aos seus discípulos. que são uma reformulação bastante livre do original na língua-alvo. Se hora de traduzir a poesia hebraica (tal como aparece nos Salmos). para publicação. • Pessoas que representam a igreja e outras entidades farão uma revisão do rascunho da tradução. "Ide poi lodo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura". o estilo e a maneira de expressar o sentido do texto na língua alvo. se os tradutores focalizarem a língua-alvo. Na prática a maioria das versões fica entre os extremos do muito literal e da paráfrase. A alegria dessa boa nova se tomou real na sida desta mãe africana e de seu filho. para quem não lê hebraico. pela palavra falada. por exemplo. produzem uma versão literal (ou palavra por palavra) em que o texto da tradução se orienta pela maneira como a língua-fonte organiza palavras e sentenças. Hoje essa boa nova alcança pessoas cm todos os continentes. através de gestos de amor c dc ainda. isto enriquecerá sua compreensão da mensagem da Bíblia. • Finalmente. Nesse processo. • Foco n a l í n g u a . No ponto extremo desta abordagem se encontram as paráfrases. lista tem sido a tarefa dos cristãos desde o princípio até agota: traduzir o evangelho para línguas locais. por exemplo. .

fiel e contemporânea.Traduções da Bíblia em português Eis um breve histórico da tradução da Bíblia para o português. aramaicos e gregos. . a S B Bl a n ç o u a Bíblia na L i n g u a g e m de Hoje (BLH).A Fiel aos princípios de tradução de equivalência formal.Tradução da CNBB . A Boa Nova . comparados com a Nova Vulgata. era a versão mais difundida entre os católicos. colega de Almeida. O r i e n t a d a pelos princípios de tradução dinâmica. Nova Tradução na linguagem de Hoje tradução de Almeida foi trazida p a r a o Brasil pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira e entregue a uma comissão de tradutores brasileiros. Bíblia Sagrada .T r a d u ç ã o datada de 1932. Tradução de Almeida . aceitável às pessoas m a i s eruditas. a edição Revista e Atualizada surgiu no Brasil após o trabalho de mais de uma década.L a n ç a d a pela Sociedade Bíblica de Portugal em 1993. 0 trabalho foi concluído por Jacobus op den Akker. 0 trabalho foi feito entre 1902 e 1917 e teve Rui B a r b o s a como um de seus consultores lingüísticos. Foi ap r i m e i r a Bíblia completa publicada no Brasil. Ela se destina. Nova Versão Internacional (íWI) . a tradução estava em Ez 48. lançado em 1681.E m 1988. a N T L H emprega uma linguagem que é acessível às pessoas m e n o s instruídas e. Os livros bíblicos foram traduzidos. n a liba de Java). à citação em documentos da Igreja Católica e à preparação de edições litúrgicas. Traduziu o Novo Testamento. foi l a n ç a d a a Nova Tradução na Lingua- Bíblia completa traduzida inteiramente no Brasil.0 primeiro a Tradução do Padre Matos Soares traduzir o Novo Testamento para o português a partir do original grego foi João Ferreira de Almeida. e parte do Antigo Testamento (quando faleceu e m 1691. Até há pouco tempo. a primeira t r a d u ç ã o completa da Bíblia feita por iniciativa da SBB. Segue a filosofia de t r a d u ç ã od a New International Version.Publicada em 1994 e reeditada em 2002. ao m e s m o tempo. A Bíblia toda só foi publicada em 1753. uma s e g u n d a edição do texto da BLH. que caracterizam o texto de Almeida. entre os anos de 1772 e 1790. A Bíblia completa foi lançada em 1959. * Versão de Figueiredo . feita a partir da Vulgata. A Comissão tratou de atualizar a linguagem. Uma edição revista e ampliada foi publicada em 2002. Tradução Brasileira (TB) . Almeida Revista e Atualizada (ARA) - sete editoras católicas brasileiras.Tradução em Português Corrente . Página de rosto d o Novo Testamento de João Ferreira d e Almeida.Publicada em 2002 por um consórcio de I gem de Hoje (NTLH).P u b l i c a - P a d r e Antônio Pereira de Figueiredo a partir da Vulgata.Edição prepar a d a por uma equipe de exegetas católicos e protestantes. com alterações no texto do Antigo Testamento e uma revisão m a i sa p r o f u n d a d a da tradução do Novo Testamento. introduzidos e anotados por uma equipe de estudiosos católicos. publicado em 1693. entre outros propósitos. Era uma tradução bastante literal. . em 1864. que foram incumbidos de dar ao texto uma feição mais brasileira. baseia-se nos textos originais hebraicos. foi várias vezes reimpressa no Brasil. m a s também levou em conta os últimos avanços da arqueologia e exegese bíblicas. protestantes e judeus. Editada originalmente em Portugal. Almeida Revista e Corrigida (ARC) . E m 2 0 0 0 .A p r i m e i r a (NTLH) . Foi preparada porbiblistas protestantes e católicos e sua linguagem é próxima à u s a d a pela maioria dos portugueses. A Bíblia completa foi publicada em 1981.21). Define-se c o m ot r a d u ç ã o evangélica. Tradução Ecumênica da Bíblia (TEB) da no B r a s i l em 2001. missionário protestante na Ásia (especialmente na cidade de Batávtá.T r a d u ç ã o do . Bíblia de Jerusalém (BJ) .

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80 Introdução à Bíblia Perspectivas culturais Oriente e Ocidente Melba Maggay Até recentemente. budista ou hindu.. antes de tudo. A noção ocidental de que a religião está relacionada com o "espírito" e não com as coisas materiais. ocasionando certa introspecção ou reflexão. Porém o cristianismo ocidental se dirige a eles como se houvessem há muito passado a idade do misticismo e precisassem ser arduamente convencidos da existência dc um Deus sobrenatural. Dupla personalidade O holismo filipino opõe-se à tendência ocidental de compartimentar a realidade. como comida e bebida. Pensamento e expressão são geralmente altamente organizados. Mas o Ocidente defende a Bíblia na nossa cultura como se fôssemos todos racionalistas de uma era científica. que tende a individualizar e personalizar o "pecado". precisa aprender a levar em conta a dimensão social e cósmica do pecado. na cultura filipina préespanhola. em sua cultura. vozes cristãs do Terceiro Mundo levantaram a questão do contexto. A divisão entre "salvar as almas" e "alimentar os corpos" está longe da justiça e das dimensões nacionalistas dos movimentos religiosos nativos. disso vem o senso de que o mundo não é fixo. pelo poder das imagens ao invés de palavras abstratas. uma questão de traição e mentira e sexo ilícito. levou a uma rígida separação entre espiritualidade e envolvimento com o mundo. a escrita era usada principalmente como forma dc comunicação social. é pouco importante para os filipinos. Pensando e sentindo As pessoas numa sociedade amplamente oral como a filipina vêem a vida como realidade primária — eventos passados guardados na memória e reinterpretados com o passar do tempo. o público e o particular. c sim um sistema interpessoal dinâmico dc encontros com pessoas e outros seres. as pessoas do Ocidente envolvidas diretamente na transmissão da mensagem cristã para outras culturas em geral não estavam cientes das pressuposições culturais por trás da sua própria leitura das Escrituras. Os filipinos não fazem distinção rígida entre o natural e o sobrenatural. Em reação. embora não seja completamente irrelevante. Os filipinos. Nas Filipinas. o mesmo "pacote" é levado de cultura a cultura. sem levar em consideração se o contexto social é do Terceiro ou Primeiro Mundo. mitos e parábolas. Eles consideram a realidade uma unidade. por meio das coisas que foram criadas". A tradição teológica ocidental é parte importante da herança da igreja em todo o mundo. mas de maneiras imaginativas e intuitivas ao invés de analíticas e abstratas.. o sagrado e o secular. Cada cultura tem um senso interno do que considera "errado". diferenciando o "espírito" e a "matéria". Nosso povo ainda não conhece a natureza "desmitificada". e o que uma cultura considera essencial pode certamente ser diferente do que outra cultura considera importante. O que está errado? Muitos estudiosos perceberam que o cristianismo como foi teologicamente desenvolvido no Ocidente focalizou as idéias complexas que envolvem o pecado e a culpa. que pode ser claramente percebido. Assim.. desafiando teologías e métodos de comunicação tipicamente ocidentais e chamando a atenção para a importância da cultura no ato de ler e ensinar a Bíblia. o que explica a preferência por histórias ao invés de proposições. A questão que mais preocupa a "consciência introspectiva do Ocidente" é se podemos ter certeza de que realmente iremos ao céu. Esta pergunta. desprovida do maravilhoso e do mágico. considerando-o. não como . mas c apenas uma das possíveis leituras. O Ocidente. o rompimento da harmonia no nosso relacionamento com a sociedade ou com o cosmos é uma falha considerável. Aqui. Elas pressupunham que sua leitura do evangelho registrada na Bíblia era relativamente objetiva. ainda se impressionam com "o poder.. e se o público está imerso numa visão de mundo animista. enigmas. para os quais o que importa mais é acesso ao centro do poder que governa sua vida e o universo. ou de coisas gerais relacionadas com violação da integridade interior c usurpação dos direitos de outras pessoas. As culturas ocidentais baseadas na cultura grega tendem a dividir a pessoa em corpo e alma. Experiências humanas concretas são destiladas em provérbios.

proposicio. dc conflito entre culturas.no. As festas acontecem nas estações de colheita e .da cultura nativa que valoriza a buição de Bíblias. Esta cena no mercado é de Manila. a fé passa a A ênfase do protestantismo nas ser. definida em expressões cognitivas. nas Filipinas.sábios e relacionamentos eficazes tização. o Ocidente evoluiu para uma na organização da vida nas sociecultura religiosa fortemente ligada dades ocidentais é outro exemplo Somos todos condicionados pela nossa cultura. supondo que o que Deus estiver fazendo. que é o contexto cultural da au deste artigo. como habilidade dc demonstrar no ritual e na imagem. A noção de tempo como sendo linear — um tempo único e absoluto que pode ser medido pelo relógio. ou podem receber valor monetário — é muito diferente da noção nativa de tempo como algo orgânico. com a ênfase católica na emoção.A Bíblia hoje forma dc acumular sabedoria e tradições antigas. ao invés da capacidade de aplie a invenção da imprensa. estará fazendo em sua mente. no qual uma hora tem sempre 60 minutos na hora que podem ser perdidos ou ganhos. Tanto o Oriente quanto o Ocidente podem contribuir para a compreensão da Bíblia e de sua mensagem. em grande parte. data da aceitação de certas fórmulas de ligação histórica entre a Reforma fé. ligado às estações e aos movimentos lunares. O pescador observa a maré c espera por noites de lua nova. Expressões de fé Conseqüentemente. democratizando sabedoria ou a habilidade de intea leitura das Escrituras. do altar para o púlpito. ao invés de discipulado. ao intelectualismo abstrato.termos de aquisição de informação nais e verbais de fé em contraste bíblica. Uma questão de tempo Após 400 anos dc alfabetizaO tempo como valor dominante ção. Este etos fica muito distante nou possível a impressão e distri. dizeres sua vez levou a uma ampla alfabe. da Imagem para a Palavra. O agricultor acorda com o nascer do sol para trabalhar c pára quando o sol está muito quente. car tal conhecimento no cotidiaA invenção dc Gutenberg tor. O centro litúrgico passou com pessoas e situações. que por grar vida e conhecimento.

Não adianta preocupar-se com um amanhã que não podemos controlar. um momento amadurece até o tempo designado de construir ou plantar. mas é mais correto entendê-la como uma falta de futurismo ou de ansiedade com relação ao amanhã. Embora haja um sentido cm que o tempo é linear — a Bíblia fala do tempo como tendo um princípio e um fim. ritual. não são os únicos exemplos das diferenças entre o pensamento ocidental e oriental.82 Introdução à Bíblia mais próximo do sentido hebraico de tempo como "determinado" ou "oportuno". de certa forma. as coisas começam quando estão prontas e terminam quando estão completas. ou arrancar e destruir. Isto pode ser visto no fato de eventos começarem somente quando os lugares na sala estão preenchidos e os próprios organizadores estarem prontos. O filipino está interessado. Isto está. da ascensão e queda de impérios — há um sentido em que vivemos o tempo como um ciclo. E as perspectivas combi nadas de Oriente e Ocidente trarão uma compreensão mais rica da Bíblia e de sua mensagem. É realmente difícil comunicar-se através de barreiras culturais. diz Jesus. Então começamos a nos abrir para outros discernimentos culturais. As pessoas discernem as estações e determinam se é tempo kairos (oportuno) ou apenas tempo chronos (que passa) c agem de acordo. da história com um propósito não um ciclo interminável de nascimento e morte. ao contrário da ilusão ocidental de que por mero planejamento e administração podemos nos proteger das incertezas do futuro. "Basta a cada dia o seu próprio mal". ou no fato de que um alvoroço de preparativos acontece em cima da hora porque o evento está prestes a começar. . é claro. e medições de tempo variam dos ciclos climáticos ao período de tempo que se leva para fumar um cigarro. A ênfase ao tempo como presente vivo foi mal interpretada como o hábito de se deixar para amanhã o que se poderia fazer hoje. mas se uma ação já terminou ou pertence ao "ainda não". Mas estar ciente do nosso condicionamento cultural e reconhecê-lo é um progresso. não no horário em que algo acontece. O que chamamos de "horário filipino" é na verdade sincronia com o fluxo de eventos à medida que acontecem. Pelo fato de o tempo nesta cultura estar ligado ao fluxo dos eventos ao invés do relógio. Estes.

Ele convoca todas as nações da terra a dobrarem os joelhos diante dele. ao ver o tempo da vinda dele. líder cristão de origem judaica. como criador e soberano do mundo. sendo encontrado em forma humana. recebendo um reino eterno que abrange todos os povos. e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor. . aquele que fez com que Abraão ficasse alegre. considerou adequado falar dc Jesus na linguagem usada para Deus nas "A reivindicação não é tanto que Jesus é como Deus.6-11): "o qual... a igreja cristã. uma passagem na qual Deus declara ser o único Salvador universal. a si mesmo se humilhou e foi obediente até a morte. aquele que é Senhor até de Davi. Em Cesaréia de Filipe. Segundo os autores dos Evangelhos. Mas Jesus também traz a história de Deus a seu verdadeiro clímax. Eles adoravam ou prestavam culto a Jesus. mas (pie Deus é como Jesus. Nele converge o conjunto de imagens do Antigo Testamento." escrituras hebraicas. mais ou menos como a nossa. para a glória de Deus Pai. Algumas das primeiras "cristologias" eram expressas em hinos de adoração coletiva. e morte de cruz! Por isso também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome. Mas aqui. "o nome que está acima de todo nome" é uma alusão clara a Is 45. O mundo inteiro reconhecerá que Jesus é o Senhor verdadeiro. onde Pedro confessou que Jesus era o Messias enviado por Deus.22-24 na Bíblia hebraica. estava agindo na história de todas as nações e culturas. tanto do "Servo de Deus" de Isaías. E esta reivindicação surpreendente é feita sobre um criminoso judeu que fora recentemente executado! Igualmente surpreendente é o contexto literário em que isto aparece — uma exortação para imitar esse Cristo em sua mentalidade humilde e atitude dc servo! Na Palestina do icnipo dc Jesus. havia um templo dedicado ao deus grego Pan. não considerou que o ser igual a Deus era algo de que ele deveria tirar vantagem. Ele é aquele sobre quem Moisés havia escrito. para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho. E parte de uma carta que Paulo. Deus. quanto do "Filho do Homem" de Daniel. Israel foi chamado para andar nos caminhos do Senhor sob o olhar atento de outras nações. escritas cerca de 25 anos após a crucificação. escreveu para uma das igrejas que fundara na colônia romana de Filipos. a história de Israel alcança a sua verdadeira plenitude em Jesus de Nazaré. Um fragmento de um destes hinos primitivos provavelmente encontra-se nas palavras seguintes. Mas em nenhuma nação além de Israel Deus agiu por amor a todas as nações. suportando a ira de Deus para curar as nações. todo joelho se dobrará. eles estavam traindo a sua vocação no mundo. tornando-se semelhante aos homens. E. a sociedade era diversificada. Ele escreve sobre "Cristo Jesus" (Fp 2." Nesta passagem. assumindo a forma de servo. Nichos escavados na rocha para abrigar estátuas dc deuses podem ser vistos ainda hoje. Desde o início. Ele incorpora os propósitos dc Deus para as nações ao viver como o Filho que é fiel a Deus. embora estando na forma de Deus.83 Jesus numa sociedade pluralista Vinoih Ramachandra Os autores bíblicos viviam num ambiente social tão pluralista quanto o nosso em matéria de religião. A singularidade do etos social de Israel vinha da revelação única que Deus confiara a Israel. no final da história humana. que também vivia num mundo religiosamente pluralista. é ao nome de Jesus que. mas a si mesmo se esvaziou. Sempre que os israelitas pensavam que Deus era apenas mais uma divindade tribal ou tentavam adorar a Deus à maneira dos ritos de fertilidade comuns entre os cananeus.

Como o Templo em Jerusalém representava a própria identidade de Israel como nação. o "reino de Deus" — a grande esperança de Israel quanto à presença salvadora de Deus — estava irrompendo no mundo. Ao declarar tal perdão Jesus deixava de lado o Templo com seu sacerdócio divinamente instituído e seu sistema sacrificiai.I posta das nações a ele — expressas na sua resposta àqueles com quem cie se identificou. a ação de | Jesus era realmente radical. história. Na sua presença. a base do julgamento será ares. o povo da aliança de Deus (neste caso. a igreja de judeus e gentios) proclama a singularidade de Deus/Cristo andando como Deus/Cristo andou. homens e mulheres recebiam perdão incondicional de seu pecado. Jesus apresentou-se também como aquele a quem todas as nações prestarão contas no fim da . Tanto o ensino de Jesus quanto seu estilo de vida implicam uma profunda autocompreensão.| 46. e tomando forma em e por meio de suas palavras e ações.84 Introdução à Bíblia Aqui novamente. A forma positiva como Jesus muitas vezes assumia direitos e prerrogativas de Deus escandalizou seus contemporâneos e ri d a n u ci a o n u t( a .31. como no Israel antigo. Para Jesus. Pessoas que haviam fracassado moralmente e não tinham vez na sociedade recebiam uma nova identidade e eram inseridos em novos relaeionamentos. Esta visão elevada de Jesus certamente veio da maneira como o próprio Jesus via sua relação com Deus e Israel. Na história extraordinária do julgamento final em Mt 25.

e t c ) . é de certa forma a plenitude cificação ele apareceu a eles num da divindade numa personalidade corpo físico e depois continuou a humana.cação. Ao ressuscitar Jesus. uma das Dez Cidades (gregas) que. em Jo 11. Esta linguagem foi aplicada a Jesus após a sua ressurreição porque deu significado a suas palavras e obras anteriores à crucificação. . mas afirmação de que Jesus havia sido que Deus é como Jesus. A reivindicação não é dos primeiros discípulos estava a tanto que Jesus é como Deus.10. mas também fazem declarações surpreendentes ridade religiosas. "É ao nome de Jesus que. em Jesus. Jesus. no final da história humana. SI 42. Jesus fez a afirmação de que ele é o único caminho que leva a Deus num mundo semelhante ao nosso.25. e ressuscitado por Deus: que durante especialmente Jesus na sua crucifium período de 40 dias após sua cru.26.21-26).2.dinárias sobre Jesus. ficavam nas imediações da Galileia. Por intermédio de Jesus." A esperança judaica de ressurreição agora se torna fé em Jesus que. ou seja. No centro da fé e da pregação sobre Deus. a "habitar" primeiros cristãos se negavam a neles e capacitá-los por meio de considerar-se apenas membros de uma "religião" entre várias: eles uma nova atuação do Espírito. Js 3. fizera por a derrota do mal. o Deus Criador tiraria sua criação da sujeição ao mal e à morte e a elevaria para compartilhar sua própria vida. Com esta convicção os comunicar-se com eles. afirma ser "a ressurreição e a vida". a vinda de uma toda a humanidade. o "espírito vivificante" (ICo 15. um mundo em que diferentes religiões disputavam a preferência das pessoas. Ele é o "Autor da vida" (At 3. "ressurreição" representava do que Deus. 85 nova ordem mundial.18. comparar com o uso desta expressão como título divino em Dt 5. Deus lhe deu seu próprio poder de levantar os mortos. Espírito e Deus ao mesmo tempo. Ao falarem de Jesus.15). Na crença judaica daquele eram testemunhas entre as nações tempo.A Bíblia hoje Meninos posam ao lado das ruínas de uma antiga igreja em Gadara. todo joelho se dobrará.45). os apóstolos não só fazem declarações extraore provocou a indignação das auto. na época de Jesus. aquele a quem o Pai concedeu "ter vida em si mesmo" para que também possa dar vida a outros (Jo 5. "aquele que vive" (Ap 1.

Jacó e as tribos de Israel e o que foi outorgado a Moisés e a Jesus e o que foi dado a todos os profetas vindo do seu Senhor. a posição do Corão é que pelo O livro sagrado dos muçulmanos.50). além disso. Alguns versículos antes. "lemUm imnnic se dirige ¿ 1 um grupo de pessoas numa mesquita de Istambul. Isaque. Como explicar isto. se todos eram a Palavra de Deus? Esta dificuldade é contornada de maneiras diferentes. o Zalnir (Salmos) e o Injil (Evangelho). o Corão.106). os judeus também são desafiados a viver segundo a luz e orientação da Torá. Ismael. porque foi a Alá que nos submetemos" (Sura 2. mas principalmente pela alegação dc que o Corão "cumpre" as outras revelações mais parciais: que. Este versículo foi muitas vezes usado não só para avaliar as outras escrituras em relação ao Corão mas também para determinar como certas passagens fundamentais no Corão se relacionam com outras partes do livro. . especialmente o Tawrat (ou Torá). já na época em que o Profeta do Islã ainda era vivo começava a ficar claro que as Escrituras dos judeus c cristãos eram bem diferentes da revelação que o Profeta alegava ter recebido. alega repetidamente ser a continuação da revelação dada na tradição judaico-cristã e é considerado pelos muçulmanos a última de uma linhagem de escrituras dada aos profetas: "Cremos emAláeaquiloquedecima foi enviado sobre nós. nós as substituímos por outras. Não fazemos distinção entre todos eles.86 introdução à Biblia Michael Nazir-A!i O Corão e a Bíblia bra" seus leitores do que foi esquecido e que "abranda" ou ab-roga certas partes das escrituras mais antigas: "As revelações que ab-rogamos ou fazemos cair no esquecimento. iguais ou melhores" (2. As outras escrituras são mencionadas com freqüência. a viver segundo a vontade dc Deus como foi revelado nos seus livros: "Que o povo do Evangelho julgue de acordo com aquilo que Alá revelou nele c quem não julga pelo que Alá revelou é rebelde" (QS. No que diz respeito à lei mosaica. Judeus e cristãos são exortados. No que Corão e a Bíblia diferem No entanto. cm certos casos. sobre Abraão.136).

de alterar as escrituras. eram da opinião que a alteração era tahrif bi'l ma'ni. Os conservadores também usam a Bíblia extensivamente como contexto histórico para o estudo do seu próprio livro. por exemplo. Estes estudiosos não são apenas os que integram uma escola mais "liberal" de pensamento.46. Muitos estudiosos. Assim o Corão.75-79. A Bíblia hoje «7 mas apenas de "esquecer" o que receberam (cf.f menos algumas de suas cláusulas foram decretadas corno castigo por rebelião. Gradativamente. na visão muçulmana. que narrativa e comentário na Bíblia podem sofrer alteração. Jesus supostamente revogou algumas delas e o Profeta do Islã abrandou outras (3. continuam a defender que o Corão não afirma corrupção geral das escrituras judaico-cristãs. Ao fazerem isto.15). 5. portanto. é claro. precisam definir até que ponto houve alteração do texto. é a revelação final e definitiva que "cumpre" as outras escrituras e.14). Um texto corrompido? Outra maneira pela qual o islamismo procura fazer frente às discrepâncias entre suas escrituras e as dos judeus e cristãos é a acusação do Tahrif. 5. não depende de qualquer outro documento literário ou histórico.50. que os cristãos não sejam acusados. são ab-rogadas. pelo menos no Corão. deixa intacta a integridade de extensos trechos da Bíblia! . tais como Tabari e Razi.90). 4. porém. mas apenas que os textos foram mal usados e certas passagens. Os primeiros comentaristas muçulmanos. Pode ser. 5. muitos estudiosos muçulmanos referem-se à Bíblia quando tentam comentar o significado do Corão. Uso da Bíblia Embora os muçulmanos acreditem que o conteúdo do seu livro sagrado tenha sido recebido diretamente de Deus e. É a crença que o "Povo do Livro" que viveu em período anterior mudaram ou corromperam seus livros de tal forma que estes não mais concordam com o Corão. mas que isto não se aplica às palavras inspiradas dos próprios profetas. o cientista Al-Biruni. Muitos chegam a conclusões surpreendentes: concordam. foram os principais propagadores desta teoria. naquilo que estas contradizem o Corão. uma corrupção do significado do texto sem necessariamente envolver corrupção do texto em si. ocultadas. O "Povo do Livro" é acusado de alterar as escrituras para seus próprios propósitos (2.160. no entanto. independentemente das interpretações a que foi submetido por judeus e cristãos. surgiu um consenso de que "o Povo do Livro" era culpado de tahrif bi'l lafz. O teólogo espanhol Ibn Hazm e o mestre itinerante na índia. Isto. todavia. 4. a corrupção do próprio texto.

na realidade. pois só pode levar a uma melhor compreensão do que se tem em comum e ao estabelecimento de uma base a partir da qual se pode lidar com as sérias diferenças que permanecem. que são usados para elaborar a edição crítica de um texto. de reflexão e edição por parte de comunidades e indivíduos. Isto é muito bem-vindo. Entendimento mútuo O diálogo paciente entre muçulmanos e cristãos sobre as escrituras dc cada fé tem. por outro lado. A idéia de uma obra predeterminada descendo do céu. Para os muçulmanos. uma obra relativamente moderna. enquanto os muçulmanos passam a apreciar algumas das escrituras às quais o Corão se refere. A maneira em que a evidência manuscrita é tratada nas duas tradições é um exemplo disto. No que tange às escrituras judaico-cristãs. nem a tradição muçulmana mais antiga. às vezes em línguas diferentes. . não condiz com o conceito dc revelação para a maioria dos cristãos. não só por meio das limitações de cultura c língua. No entanto. na verdade. há um grande número de manuscritos. "Barnabé" é. A confiabilidade é atingida não pela dependência de uma única linha dc evidência manuscrita. é crucial que tenham alguma noção de como os muçulmanos vêem a revelação. nem o próprio Corão. escrita na Espanha muçulmana. Todas as edições atuais do Corão são derivadas de uma única recensão (sendo que as variantes foram destruídas no decorrer da história). que discorda do Corão em certos aspectos importantes! Tentativas de produzir tais obras demonstram. Os cristãos compreendem a extensão da continuidade que existe entre o Corão e as escrituras que eles usam. Estas são as formas diferentes de chegar àquilo que a comunidade considera um texto confiável. isto é um sinal da integridade e confiabilidade do livro. é muito importante explicar como os cristãos entendem que a revelação é mediada. mas também por meio dc um processo dc acréscimo nas tradições. faz qualquer referência a tais obras.Como os muçulmanos entendem a revelação Para que cristãos entendam a visão muçulmana da Bíblia. Em diálogo com muçulmanos. mas pela comparação de tradições manuscritas diferentes. segundo eles. quão grande é a dificuldade que os muçulmanos tem com a noção cristã de como livros diferentes da Bíblia foram escritos e como a lista aprovada surgiu na sua forma atual. noentanto. aprofundado a compreensão da posição do outro lado. Livros fora do "cânon" oficial Ocasionalmente os muçulmanos produzem livros semelhantes ao assim chamado Evangelho de Barnabé que. para a qual o profeta apenas serve de meio ou instrumento. é o Evangelho autêntico.

a masculinidade se tornou a norma do que significa ser humano e era fácil marginalizar. Há indicações suficiencomo cumprimento da previsão de tes disto no texto em si. o drama se desenrola na história Tanto Débora. não para creve o que estava acontecendo na mostrar subordinação. a contribuição e importância das mulheres. ou se simplesmente desda a partir do homem. O que está registrado aparece. ou porque todas as mulheres pensem da mesma forma. a experiência e os interesses delas ficavam em segundo plano. os papéis que elas exercem. a plementaridade do Eden. Teólogos focalizaram principalmente a maneira como Deus lida com os homens.está para ilustrar como o status.homens. em contraste com os outros a escravidão). As EscriICo 11. ajuíza (Jz 4). não porque as mulheres se relacionem com Deus ou vêem a Bíblia de forma diferente dos homens. na forma de Parceiros iguais Gênesis começa com o fato de narrativa descritiva. também o homem rece os homens em detrimennasce da mulher. Não há uma palavra inequívoca no assumem papéis responsáveis de e com a retificação do desequilíbrio no qual mulheres e o sexo feminino foram marginalizados nas traduções da Bíblia. enquanto o exemplo de mulheres como Maria eram subconscientemente vistos como "apenas para as mulheres"! Portanto. mulheres e homens.16).e status de homens e mulheres ção de ambos é considerada muito em todas as culturas em todos os boa (Gn 1. aquilo que encontramos descrito aí ao invés da mutualidade e com. o sistema de homens no poder) é justiRivalidade e competição Os problemas entre homem e ficado pelo próprio texto? Estaria mulher só começaram depois que Deus tratando as mulheres dessa a desobediência causou a "queda" forma? É bem mais provável que da humanidade em Gn 3. para que possamos seres criados. Tanto homens quanto mulheres acostumaram-se a aprender sobre fé a partir de exemplos bíblicos de homens como Pedro. liderança não c restrita a homens. no Senhor. a profetisa (2Rs 22). considerando mais importante na teologia e na história cristã as coisas que os homens fazem. Na cultura secular c na igreja. mas porque. Uma mudança de perspectiva da Bíblia também era necessária. mesmo que inconscientemente. se beneficia com a valorização da experiência de fé por intermédio das mulheres nas Escrituras. em corrigindo o que não é. por mostrar que ela é semelhante a exemplo. apresenta a poligamia e ele. res ficam longe do ideal divino de Dc Gn 4 em diante." to das mulheres? E o patriarcado (no sentido mais amplo. até recentemente. com a recuperação da importância esquecida das mulheres na história da missão da igreja Antigo Testamento sobre a situação das mulheres. Este não era o ideal dc tória focalize as atividades dos Deus. imitando o que é bom e a interdependência que Paulo. mas parte das conseqüên. enquanto as mulheres. A cria. que o homem dominaria a mulher Embora grande parte da his(Gn 3. .A Bíblia hoje 89 A Bíblia do ponto de vista feminino Claire Powell O século 20 testemunhou grandes mudanças nas atitudes com relação ao status e papel das mulheres. assumem o poder até na vida religiosa e as mulheres parecem ser raramente vistas ou ouvidas.11-12. as mulheres estão precias inevitáveis da queda. A Se Gênesis estabelece o cenário. mas os homens prevalecem. quanda salvação no restante da Bíblia. diz ser eternamente turas registram muitas coisas que característica da raça humana: "No não defendem! entanto. e para demonstrar aprender. a fé. na teologia e na igreja. A mulher é cria.31). A educação das mulheres foi uma das chaves para abrir novas oportunidades no mercado de trabalho. na maioria das vezes. Então. mas para época (da mesma forma que. toda a igreja. sentes e têm papéis importantes. e para dar maior respeito ao trabalho tradicionalmente feito por mulheres. nem a mulher é independente do homem.tempos. são preconceituosos? Porque assim como a mulher foi Será que a Bíblia como tal favofeita do homem. quase toda interpretação bíblica era feita por homens. nem o Deus e a Bíblia homem é independente da mulher. isto acontece igualdade. tiveram função e a experiência das mulheinício a rivalidade e a competição. to Hulda. A questão que que homens e mulheres foram isto levanta é se a narrativa afirma criados iguais à vista de Deus e a vontade de Deus para os papéis na presença um do outro.

mas muitos homens também foram! E o Novo Testamento nos apresenta um sacerdócio de todos os crentes. Lídia era km Taçtoban. Ef 4) não especificam sexo. Pelo contrário. líder em Filipos. só podia ser colocado no corpo de homens. nas Filipinas. Do Antigo ao Novo O fato de a maioria dos líderes serem homens representa a cultura patriarcal desenvolvida na época. Febe era diaconisa em Cencréia (Rm 16. não um padrão. fisicamente. a circuncisão era o sinal de que se pertencia ao povo da aliança de Deus — um sinal que. O batismo incluía fisicamente homens e mulheres. não é de admirar que os líderes homens fossem mais numerosos que as mulheres.1). Há registro de Priscila ensinando Apolo (At 18. Mas com o nascimento da igreja surgiu um novo sinal. As mulheres foram excluídas do sacerdócio do Antigo Testamento. Sabemos.16) e nenhuma exceção aqui impede mulheres de ensinar homens. As listas dc dons no Novo Testamento (p.2. Nos casos em que há diferença entre detalhes de uma situação do primeiro século e do presente. o princípio do ensinamento é que deve ser seguido. Júnia (a evidência da maioria dos manuscritos indica que Júnia era uma mulher) era apóstola (Rm 16. Uma indicação disto pode sei vista em lTm 3. elas são respeitadas.26). ex. mas não por isso proibidas de ensinar o que é correto! Nisto elas podem servir de exemplo de conduta para os homens. Os crentes são recomendados por Paulo a ensinarem uns aos outros (p. ex. O princípio permanente para hoje é que as mulheres são proibidas de ensinar o que é errado.90 Introdução à Bíblia liderança que não são descritos no texto como algo excepcional. assim como os exemplos dos homens geralmente são aplicados a mulheres. Em tal contexto as mulheres deviam parar o que estavam fazendo de errado. quando Paulo indica em lTm 2 que as mulheres não devem ensinar ou ter autoridade sobre homens. Isto poderia indicara necessidade de ser casado e mono- . Logo. homens e mulheres! No Antigo Testamento. Nas cartas do Novo Testamento há várias indicações de que quaisquer restrições sobre mulheres se aplicam dentro da cultura e do contexto específicos. Dada a cultura patriarcal da época. judeus e gentios. ICo 12. Não há mandato divino para tal. mas está é uma descrição. que diz que. com base em Atos e nas epístolas. Rm 12. um grupo de mulheres se reúne para estudara liíhlia. ele está se dirigindo a um problema específico de ensinamento falso e autoridade injusta em Éfeso. Cl 3. cjue mulheres eram proeminentes entre os líderes em quase todas as primeiras igrejas que se reuniam nos lares. para alguém ser candidato ao episcopado. precisa ser "marido dc uma só mulher".7).

e tocou mulheres ritualmente "impuras". Classificações gramaticais masculinas e femininas são usadas. já que Paulo chama Febe de diaconisa em Rm 16. usa apenas sua humanidade.15-16 lembra Israel de que Deus não tem forma ou aparência. Também houve progresso no reconhecimento da valorização social do masculino que é inerente a muitas línguas e a conseqüente marginalização das mulheres — colocando-as dc lado. p. No passado. Ele ensinou mulheres. A liderança e responsabilidade bíblica na igreja devem ser baseadas no caráter. chamado e compromisso cristão. elevou sua posição em discussões sobre divórcio. Isto se deve em grande parte às imagens de Deus na arte primitiva. mas elas não transmitem necessariamente o ser ou a essência. quando Deus era considerado masculino. Dt 4. E o Novo Testamento ensina nitidamente o sacerdócio de todos os crentes. . não sendo uma proibição futura para todos os homens solteiros ou para as mulheres! lTm 3. não de masculinidade. Eles não deviam fazer imagens de escultura (ou supostamente formar imagens mentais) de Deus como homem ou mulher. Esta não é a visão bíblica. casados. que é comum a homens e mulheres. não em questões de gênero ou sexo.A Bíblia hoje gâmico ou. ignorando-as ou considerando-as atípicas no que tange à experiência humana. Porém ele claramente quebrou as regras do seu tempo. e à descrição de Deus como "ele" ou "pai". O mesmo aconteceu com o uso de termos femininos com relação a Deus.12 faz a mesma exigência no caso dos diáconos. Mas a Bíblia jamais usa a masculinidade de Jesus como instrumento de comparação. podem encontrar seu padrão nele e seguir seu exemplo em todos os aspectos. Isto abriu caminho para seus seguidores fazerem o mesmo. todos podem chegar a Jesus e todos podem rcprcscntá-lo na terra. e Jesus é mais bem representado no sacerdócio por homens que por mulheres. o masculino ou o feminino deve ser usado para refletir o fato de que a natureza de Deus é pessoal. Ambos os sexos refletem igualmente uma imagem do Criador. O uso de "ele" para Deus indica que Deus é uma pessoa. Nas línguas que não têm um pronome inclusivo. ex. mas isto não pode significar que todos os diáconos elevem ser homens. Na encarnação Jesus representa um modelo de humanidade. o erro estava em considerar a masculinidade como sendo mais semelhante a Deus. Se encarnação significa que "Deus se fez um homem". Deus masculino ou feminino? Muitas pessoas têm uma imagem mental de Deus como sendo homem. isto serve de regra para a situação de Éfeso naquela época. assim como os homens. Ultimamente as imagens femininas de Deus nas Escrituras (tais como dar a luz ou prover alimento) foram redescobertas. aceitou adoração delas. o fato de Jesus ter nascido como homem era considerado vantajoso para os homens. mas foram atos notáveis na época e iam além do que era aceitável. não impessoal. Tais ações não parecem grande coisa pelos padrões atuais. Num contexto em que era provável que a maioria dos líderes fossem homens e. As mulheres. Masculino c feminino são diferenças biológicas na humanidade criada. o Espírito Santo e a sabedoria no Antigo Testamento. ou pelo menos mais masculino que feminino. mais provavelmente. Não está relacionado com o sexo (àquilo que é biologicamente determinado) ou gênero (aquilo que c socialmente determinado). então a redenção das mulheres fica em cheque ou pelo menos é secundária. quase com certeza. "Aquilo" não serve. discutiu teologia com elas. O exemplo de Jesus Jesus não introduziu um movimento revolucionário para derru- 91 bar a cultura judaica de dominação masculina da sua época. No passado. ter pureza e fidelidade no casamento.1.

Para nos ajudar nessa busca pela verdade. usando a matemática e o conjunto especial de idéias quânticas que aprendemos a partir de Um pesquisador científico fazendo seu trabalho ao microscópio de elétrons. Parece que vivemos num mundo que é previsível e que pode ser descrito. Se queremos saber como Deus é. De modo especial. não pode saber o que está fazendo. Tudo isto muda quando vamos ao nível dos átomos. Sabemos onde as coisas estão e o que estão fazendo. O elétron. Não podemos imaginar em termos cotidianos como ele é. Creio que precisamos lera Bíblia desta forma. Passei 30 anos da minha vida trabalhando como físico teórico. não pode saber onde ele está! (Isto se chama princípio da incerteza de Heisenberg). A abordagem de um cientista Não importa o que façamos. como Deus libertou os descendentes dessa gente da escravidão no Egito. Seja num sentido positivo ou negativo (e sem dúvida." ca que c muito difícil prever de antemão quais serão as idéias gerais corretas. as experiências que temos afetam nossos pensamentos e influenciam nosso modo de pensar. tanto em situações de juízo como dc salvação. morte e ressurreição de Jesus. Na realidade. o comportamento daquilo que é muito pequeno é totalmente diferente da maneira como nós experimentamos o mundo na escala "normal" de nosso dia a dia. esse elemento de surpresa é uma das coisas que torna a pesquisa científica tão compensadora e interessante. O mundo quântico é indefinido e indescritível. Esta teoria descreve como as coisas se comportam numa escala bem reduzida do tamanho de átomos ou menor ainda. Somente a experiência pode nos mostrar isto. como Deus estava envolvido com a história do povo de Israel. Se você sabe onde ele está. Nunca se sabe o que se vai descobrir no momento seguinte. é uma das partes que compõem o átomo. isto afeta a maneira como penso sobre todo tipo de coisas. mas também deixar que ela nos julgue.92 Introdução à Bíblia A Bíblia do ponto de vista de um cientista John Polkinghorne A busca pela verdade religiosa é semelhante ã busca pela verdade científica. A Bíblia como fonte de evidência A Bíblia hebraica — aquilo que os cristãos chamam de Antigo Testamento — trata de como Deus se revelou a alguns pastores nômades. até certo ponto. • Aprendemos que o mundo é cheio de surpresas. e depois tentar criar uma explicação a partir disto. o registro mais importante de que dispomos e que trata de experiências religiosas é a Bíblia. Os Evangelhos falam sobre a vida. se sabe o que está fazendo. Devemos decidir se estamos lendo um relato histórico ou uma simples narrativa. enquanto as outras obras (como as cartas de Paulo) — muitas das quais são anteriores aos evangelhos — contam como os primeiros cristãos estavam maravilhados com a nova vida que encontraram cm Cristo. essas razões vão estar na evidência que estamos considerando. se o que é dito reflete a vontade de Deus ou as tradições humanas. • Estamos procurando idéias que têm razões que as sustentem. No entanto. por ambos ao mesmo tempo). Isto signifi- . podemos entendê-lo. Meu lema é este: "Comece com casos específicos e só então tente entender o que está acontecendo em geral". Por exemplo. não devemos apenas julgá-la. a nosso julgamento. temos que descobrir o que ele fez e como ele tem se manifestado. tentando usar a matemática para entender alguns dos padrões incríveis bem como a ordem que existe no mundo físico. por exemplo. No final das contas. Gosto de começar com os fenômenos. com coisas que aconteceram. os eventos que motivam nossa crença. No Novo Testamento lemos como Deus agiu para revelar-se de maneira nova e mais clara. e isto por duas razões. todos os dias da minha vida como físico teórico usei as idéias da mecânica quântica. mas certamente precisamos lê-la também de outras maneiras. como Abraão. Quando lemos a Bíblia como um registro de experiências religiosas das quais podemos aprender sobre a relação de Deus com a humanidade — como evidência na nossa busca pela verdade — estamos necessariamente sujeitando-a. Este tipo de pensamento indutivo é natural no caso do cientista. "Jamais poderemos confinar Deus dentro de nossas definições.

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Se não se arriscar.! O mesmo é necessário na busca religiosa da verdade. Esta última é muito mais exigente e perigosa. Creio plenamente na teoria quântica. Então cuidado! Ler a Bíblia pode mudar sua vida. Ele sempre excederá nossas expectativas e mostrará que é um Deus dc surpresas. As pessoas às vezes se surpreendem pelo fato de eu ser cientista e pastor. Você deve começar por baixo. Acredita-se em geral que a fé é uma questão de fechar os olhos e fazer força para acreditar no impossível porque alguma autoridade que não pode ser questionada manda que você creia. Teremos que tentar ciescobrir com base no que ele realmente revelou a respeito de si mesmo. mas esta crença não ameaça mudar a minha vida dc forma significante. acima de tudo. Sempre há mais para aprender. Muito pelo contrário! O salto de fé é um salto para a luz não para a escuridão. Na realidade. por si mesma. E preciso confiar que o mundo físico faz sentido e que a teoria que você aceita hoje lhe dá alguma noção dc como ele é. uma abordagem indutiva dos fenômenos atômicos. vejo que há muito em comum entre a maneira em . Ver a Bíblia como fonte de evidência sobre como Deus tem agido na história e. nunca conseguirá enxergar nada. leitor! No entanto. em Jesus Cristo. E preciso fazer isto na ciência. Ninguém podia imaginar anteriormente que a matéria se comportava desta maneira tão estranha quando observada subatómicamente. Cuidado. e a partir daí ir avançando na formulação de uma teoria adequada. pessoas extremamente inteligentes levaram 25 anos para entender o que estava acontecendo. Porém não posso acreditar em Deus sem saber que devo obedecer à sua vontade para mim à medida que esta me é revelada. Envolve compromisso com o que entendemos para que possamos aprender e entender mais. como Deus é. há uma diferença importante entre crença científica e fé religiosa. para que se possa progredir e obter maior conhecimento e formular uma teoria melhor.94 Introdução à Bíblia que busco a verdade na ciência e a maneira em que busco a verdade na religião. Pensam que é uma combinação estranha. Deus não existe apenas para satisfazer minha curiosidade intelectual. Sua surpresa ocorre porque não percebem que a verdade é tão importante na religião quanto na ciência. Na verdade. A maneira de pensar ditada pelo bom senso não será adequada para nos dizer. ou talvez desonesta. Jamais poderemos confinar Deus dentro de nossas definições. Para entender a natureza. é uma estratégia natural a ser seguida por um pensador indutivo. com a maneira como as coisas se comportam. é preciso deixar o mundo físico mostrar como ela é. ele deve ser honrado e respeitado e amado como meu Criador e Salvador.

Bíblia hoje 95 Meie Pearse Nosso mundo — o mundo deles KÉjflT . Pelo contrário. tocaremos. Mas podemos facilmente ignorar as implicações disto ao tentarmos entender o que estamos lendo. socialismo — não significaria nada para pessoas nos tempos bíblicos (ou mesmo para pessoas que viveram antes do século 18). não pelo deus desta era. sado. permitirá que compreendamos o restante da raça humana. talvez. em deuses). Em resumo. economia livre. Além disso. que para ler a Bíblia muitos de nós precisamos de um esforço mental considerável para sairmos de nossa própria cultura e entendermos as pessoas da Bíblia como elas realmente são. Mas o esforço compensa! No mínimo. . direitos humanos. então. Um estilo de vida diferente Na Bíblia nos deparamos com pessoas e culturas totalmente diferentes das culturas dos países "desenvolvidos" modernos: era uma sociedade em grande parte agrícola e hierárquica. eram as maiores realidades a serem encaradas. Precisamos permitir que a Bíblia fale para nossa situação — mas nos termos dela. Esta é uma realidade bem distante daquela que era vivida nos tempos bíblicos. Na melhor das hipóteses. Em resumo. Podemos facilmente chegar à Bíblia supondo que ela simplesmente refletirá as idéias que absorvemos na nossa própria época ou dentro de nossa tradição eclesiástica. Aqueles que abordam a Bíblia confiantes de que ela apoiará suas próprias opiniões políticas. no caso das nações pagãs. Há fronteiras a serem transpostas na compreensão da mensagem atemporal da Bíblia. Uma mentalidade diferente Raramente pensavam em Deus (ou. podem aprender uma lição salutar com pessoas no passado que (equivocadamente) também pensaram assim! O próprio fundamento da cosmovisão ocidental — objetividade e subjetividade. as pessoas da Bíblia pensavam como a maioria das pessoas na história humana tem pen- UMKI multidão multirracial numa via urbana. influenciando toda a vida. não um princípio moral. ou Amós.000 anos de reflexão. quer sejamos cristãos quer não. teologia e desenvolvimento de doutrina entre o Novo Testamento e nossa época. mas pelo Deus de todas as eras. feminismo. ou. há 2. de não passar fome ou necessidade. A "bagagem" que carregamos Precisamos estar cientes cie que. na qual a mortalidade infantil. temos todo tipo de idéias sobre o mundo e sobre a própria Bíblia antes mesmo dc começarmos a ler o texto. a constante ameaça da fome por causa de colheitas frustradas e a probabilidade de uma morte relativamente precoce para a maior parte do povo podiam ser consideradas normais. ilustrada por uma mulher beduína junto a um poço nas proximidades de Belém. Elas aceitavam casamentos arranjados e até a escravidão. Não entenderemos a Bíblia adequadamente se impusermos nossas idéias modernas à mente de Abraão — ou de Rute. exceção feita a algumas gerações do mundo moderno. entre outras. mas uma condição de não ser escravo ou. anjos e forças malignas como seres cuja existência podia ser questionada. exceto algumas gerações do mundo moderno ocidental. eles viviam como a maioria das pessoas na história humana tem vivido. ou dos presbíteros da igreja de Jerusalém. ou seremos tocados. melhor. A palavra "liberdade" significava. este é o mundo de muitos leitores da Bíblia hoje. : Dizer que a Bíblia é uma coleção de documentos históricos é afirmar o óbvio. Fica claro.

do Egito.indn o povo persuadiu Arão a fazer um bezerro semelhante aos que representavam o deus Ápis. até a época dos profetas — o povo de Israel teve muitas dificuldades para cumprir promessa de adorar somente o Deus verdadeiro. . Uma história do ponto maldição e vingança de vista feminino nos Salmos 1 e 2Samuel 388 Cristo nos Salmos Ana 393 Provérbios Magia no Antigo 395 Sabedoria em Testamento Provérbios e Jó Davi 397 Temas importantes 1 e 2Reis em Provérbios 0 Templo de Salomão 10—31 e suas reconstruções 400 Eclesiastes As cidades fortificadas 403 Cântico do rei Salomão dos Cânticos Examinando a cronologia dos reis 0 Obelisco Negro 0 Prisma de Senaqueribe 0 sítio de Laquis A arca perdida Reis de Israel e J u d á 420 Entendendo Isaías 423 Profetas e profecia 432 Os assírios 439 Jeremias 441 Retrato de Jeremias 456 Os babilónios 459 461 473 Lamentações Ezequiel Daniel 478 Posições do Antigo Testamento com relação ao pós-morte 480 Os persas 483 488 490 495 496 498 500 502 504 505 507 512 515 Oséias Joel Amós Obadias Jonas Miquéias Naum Habacuque Sofonlas Ageu Zacarias Malaquias Os livros 486 Entendendo Oséias 491 A justiça e os pobres deuterocanônlcos 521 Os gregos 206 Moisés 340 Ester 210 Alianças e tratados no 341 Retrato de Ester Oriente Próximo 214 A terra prometida .O ANTIGO TESTAMENTO PENTATEUCO A HISTORIA DE ISRAEL Josué a Ester POESIA E SABEDORIA OS PROFETAS Gênesis a Deuteronõmio Jó a Cântico dos Cânticos Isaias a Malaquias 185 Introdução ao Antigo Testamento A história do Antigo Testamento Mapa: Israel nos tempos do Antigo Testamento 0 Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo 108 Introdução 115 Génesis 220 Introdução 225 Josué 344 Introdução 349 359 Jó Salmos 117 Histórias da criação 228 119 Pessoas como 231 administradoras de 238 Deus 234 121 Nomes de pessoas em 242 Gênesis 1 — 1 1 247 123 Histórias sobre 251 dilúvios 252 131 Agar 254 132 Abraão 136 Onde situavam-se 255 Sodoma e Gomorra? 257 138 Sara 265 143 Mulheres de fé 144 Jacó 269 1 4 9 José 276 154 Egito 279 159 Êxodo Cidades da conquista Cananeus e filisteus Juízes 352 Entendendo Jó 408 Introdução 414 Os profetas no seu contexto 417 Isaías 162 Os nomes de D e u s 283 170 U m estilo de vida: os Dez Mandamentos 287 176 A importância do tabernáculo 296 180 Levitico 301 Durante todo o período do AT — desde o tempo do êxodo. <|u.l 182 Sacrifícios 185 Sacerdócio no Antigo 302 Testamento 305 190 As grandes festas 306 religiosas 308 1 e 2Crõnicas 193 Números 325 0 canal de Ezequias 196 As codornizes 328 Esdras 198 Vida nômade 332 0 escriba 205 Deuteronõmio 334 Neemias 363 Os Salmos no seu "Guerra Santa" contexto Vida sedentária 367 Salmos do ponto de Entendendo Juizes vista de um poeta Rute 379 Deus e o universo Retrato de Rute 382 Autojustificação.

Introdução ao Antigo Testamento
Os cristãos já se acostumaram a chamar a primeira parte da Bíblia, de Gênesis a Malaquias, de Antigo Testamento. Mas ele data de antes da época de Cristo e antes mesmo de haver um Novo Testamento. Por isso, é importante lembrar que antes ele era independente, e que era, e ainda é, a Bíblia completa do povo judeu. Não é de admirar que os judeus não gostem do nome 'Antigo Testamento" pois isto implica que é incompleto sem o "Novo Testamento" cristão. Para os judeus, ele é a revelação completa de Deus, a Bíblia Hebraica, que eles tratam com grande reverência e respeito. Eles o chamam de Tanak, que é um acrônimo formado a partir da letra inicial das palavras que designam cada uma das três partes: • a Torá ou Lei de Moisés • os Neviim, ou seja, os profetas • e os Ketuvim, ou os Escritos. Na Bíblia hebraica a ordem dos 39 livros é um pouco diferente daquela que é familiar aos cristãos, mas é aqui que devemos começar. A Torá A Lei, os Cinco Livros de Moisés — Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio — é a pedra fundamental das Escrituras hebraicas, a parte mais importante. Freqüentemente toda a Bíblia é descrita por judeus como "A Torá" Os Neviim Esta é uma palavra no plural que significa Profetas. Nada menos que 21 livros estão incluídos na segunda parte do Tanak, e para simplificar são divididos em Profetas Anteriores e Profetas Posteriores. Os Profetas Anteriores são o que nós chamaríamos de histórias: Josué, Juízes, 1 e 2Samuel e l e 2Reis. Veja "Introdução aos Livros Históricos" para entender melhor porque são descritos como Profetas. Em síntese, é porque estes livros não são história pura e factual nem anais enfadonhos. Pelo contrário, contam as histórias do desenvolvimento da vida de Israel como uma espécie de desdobramento da palavra e das promessas de Deus por intermédio de Abraão, Moisés e Davi. São mais que apenas história, pois apontam para o Deus de Israel e ilustram sua palavra e seu modo de agir. Os Profetas Posteriores são mais conhecidos: Isaías, Jeremias, Ezequiel e o "Livro dos Doze" ou "Profetas Menores": dc Oséias a Malaquias. O s Escritos Os Ketuvim incluem todo o restante na seguinte ordem: Salmos, Jó, Provérbios, os Cinco Megilot (veja abaixo), Daniel, Esdras, Neemias, 1 e 2Crônicas. E interessante observar que Daniel não está incluído nos Profetas, que é onde se encontra em nosso Antigo Testamento. Isto está correto, de certa forma, porque Daniel é uma obra de estilo diferente, de cunho mais apocalíptico (veja Apocalipse, introdução e características) do que profético. Além disso, Esdras e Neemias aparecem antes de 1 e 2Crônicas que historicamente os precedem. O Antigo Testamento, com razão, inverte a ordem. No entanto, a Bíblia hebraica pode refletir a seqüência em que os diversos livros foram aceitos no cânon das Escrituras autorizadas. Resta mencionar os Cinco Megilot (literalmente, "pequenos rolos"), os livros de Rute, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes, Lamentações e Ester. Estes foram reunidos e usados em conexão com cinco festas judaicas: a festa das Semanas (Rute), da Páscoa (Cântico dos Cânticos), dos Tabernáculos (Eclesiastes), o jejum comemorando a queda de Jerusalém em 587 a.C. (Lamentações) e Purim (Ester).

Os escribas copiavam o AT à mão. Escreviam coluna após coluna em pedaços de pergaminho que, como esic rolo, eram enrolados e guardados nas sinagogas.

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Introdução ao Antigo Testamento

99

Estas são as três subdivisões da Bíblia Hebraica. Elas remontam à antiguidade, certamente ao primeiro século da era cristã, e indícios delas são encontrados no ensino de Jesus. Por exemplo, já comentamos que os judeus freqüentemente se referiam às suas escrituras como a Torá, a lei. Mas também havia ocasiões em que eram chamadas "a lei e os profetas", refletindo as duas primeiras subdivisões principais do Tanak. Jesus referiu-se muitas vezes ao Antigo Testamento dessa maneira. A referência mais interessante é Lucas 24.44 quando, após ter ressuscitado dos mortos, Jesus disse a seus discípulos no cenáculo que "era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos". Para mostrar que todas as Escrituras hebraicas apontavam para ele como Messias de Israel, Jesus mencionou especificamente as três seções âoTanak. Isto justifica plenamente o novo nome que os cristãos deram à Bíblia hebraica, a saber, "Antigo Testamento" — preparando o caminho para o Novo Testamento que ainda viria. • Veja também "A Bíblia Hebraica" e 'Jesus e o Antigo Testamento".

O povo dc Deus aprendeu duras lições durante a peregrinação no deserto, onde as condições adversas ressaltavam que eles dependiam de Deus até para as necessidades básicas da vida.

O Antigo Testamento

A historia d oA n t i g o T e s t a m e n t o

ISRAEL

T e m p o d o s patriarcas

Israel no

Abraão
Abraão parte de Ur

Isaque

Jacó

ANTIGO ORIENTE PROXIMO
Reino Médio — segunda ¡•^ grande era da cultura egípcia 2134-1786 culture
Uma adaga e sua bainha

Fundação do Império Hitita

Código de Hamurábida Babilónia

^

Influência de Ur restringida pelos invasores

feitas de ouro revelam a atte refinada dos antigos ourives

Hicsos governam o ^ Egito 1710-1570

Introdução ao Antigo Testamento

101

Êxodo Levítico I Números | Deuteronômio j Josué Juízes

0 período de cada livro da Bíblia indica seu contexto histórico, não a data de autoria.

Ramesses

Peregrinação J u í z e s

Moisés

Josué

Escravidão no Egito
Faraó colocou feitores sobre os israelitas e fotçouos a trabalhar, construindo as cidades de Pitome Ramessés

Oêxodo do Egito Queda de Jericó: início da conquista de Canaã

r

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Colapso do Império Hitita

k k . Códigos ' deleishititas Início do Reino Novo— o melhor período do Egito

Filisteus e outros povos ' do mar se instalam no leste do Mediterrâneo 1300-1200 Dinastia) 9 no Egito — grande programa de construção no delta dos Faraós Seti I e Ramsés II

102

O Antigo Testamento

Juízes Rute ISamuel
2Samuel
1 Reis

2Reis
Krónicas

2Crônicas

Livros poéticos ed e sabedoria

Salmos, Provérbios, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes O s P r o f e t a s Veja gráfico dos profetas j

Primeiros reis de Israel Construção do Templo em Jerusalém
Rei Salomão

ISRAEL Reino do Norte
Acabe

Jeroboão II Profetas Elias 722/1 a.C. Q u e d ad e

Gideão

Rei Saul

e Eliseu

Samaria. Israelitas levados à A s s í r i a

fro dourada de Israel

filisteus e outros povos do mar se instalam no leste do Mediterrâneo

Colapso do Império Hitita

Era dourada de Tiro (Fenícia) Damasco começa U a ter poder" Surgimento ¡ da Assíria Derrota de Damasco para Tiglate-Pileset da Assíria

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Israel nos tempos do Antigo Testamento

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Introdução ao Antigo Testamento

105

O Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo
Alan Millard

A Bíblia é um texto antigo, um relato histórico. Assim sendo, é importante que se estude esse texto à luz do conhecimento que temos a respeito do mundo em que ele foi escrito. Isto é importante, porque a fé cristã se baseia em acontecimentos históricos, fatos que realmente aconteceram.

Testando, testando...
Os acontecimentos registrados e explicados na Bíblia podem ser comparados com outros acontecimentos que são conhecidos de outras fontes históricas. A própria Bíblia é feita de documentos tão antigos e tão sujeitos à análise histórica quanto esses outros textos daquele tempo. A precisão do relato bíblico pode, também, ser conferida à luz de outras fontes históricas conhecidas. No entanto, isto nem sempre é tão simples quanto poderia parecer. Muitas vezes os documentos são fragmentários. E, em muitos casos, a evidência arqueológica se presta a mais de u m a interpretação. Temos em mãos só um pequeno número de escritos antigos que descrevem os mesmos acontecimentos que aparecem na Bíblia. E, quando temos dois relatos, ainda é preciso levar em conta que muito raramente dois observadores descreverão o mesmo acontecimento sob um mesmo ponto de vista. Os hebreus eram um povo relativamente insignificante. A história deles não causou maior impacto sobre as grandes potências daquela época, cujos registros históricos chegaram até nós. São raríssimos os personagens bíblicos que aparecem em outros escritos, ficando as exceções por conta de alguns dos últimos reis de Israel e Judá. Não obstante, sempre que é possível fazer uma comparação, a precisão do relato bíblico é impressionante. Embora raramente encontremos relatos paralelos sobre o

mesmo acontecimento, muitas vezes temos exemplos de costumes e fenômenos bastante semelhantes aos que são descritos no AT, mesmo que não exista conexão direta entre eles. É claro que uma semelhança superficial pode ser aparente, o que requer cuidado da parte de quem quer estabelecer o paralelo. Mesmo que não nos dê evidência direta ou circunstancial da fidedignidade histórica da Bíblia, o conhecimento a respeito do Antigo Oriente Próximo ajuda a entender a Bíblia, pois o estudo dos costumes, da cultura, da literatura e da história dos vizinhos de Israel nos dá uma idéia do que podemos esperar no caso dos próprios israelitas. Precisamos considerar três tipos de evidência que podem ajudar a entender a Bíblia: a evidências direta; a evidência circunstancial; e a evidência da analogia.

Evidência direta

Como vimos, referências diretas a Israel são raras e quase que restritas a nomes de reis. Entre os relatos que temos se encontra um sobre a invasão de Sisaque, que foi rei do Egito de 945 a 924 a.C. (1Rs 14.25-26). Uma inscrição em Tebas, que se encontra em péssimo estado de conservação, lista uma série de cidades conquistadas na Palestina, o que é uma clara evidência Evidência circunstancial de que houve a tal invasão. A maioria das descobertas que Israel entrou em contato com os aparecem em livros de arqueologia assírios, pela primeira vez, por volta bíblica se inscreve no item "evidência de 853 a.C, quando forças de "Acabe, circunstancial". Trata-se de questões o israelita", em aliança com Damasco que não têm relação direta com acone outras cidades, enfrentaram as tro- tecimentos bíblicos, mas nos fornecem pas de Salmaneser III (858-824 a.C). exemplos de práticas ou registram inciE, alguns anos depois, "Jeú, filho de dentes que, aparentemente, são comOnri", pagou tributo ao mesmo rei paráveis com textos bíblicos. assírio. Assim, aprendemos que o casaDepois de algumas décadas de mento de Abraão com a escrava enfraquecimento, durante as quais Agar — motivado pela esterilidade Israel chegou a prosperar sob Jero- de Sara — e a subseqüente recusa do ^ W .

boão II e Uzias fortaleceu o reino de Judá, Tiglate-Pileser III (745-727 a.C.) restabeleceu o controle assírio na Síria e na Palestina. O rei assírio registra o tributo que lhe foi pago por Menaém, de Samaria, e afirma ter sido responsável pela substituição de Peca por Oséias (2Rs 15.19-20,30). Em 2Rs 15.19 (veja também ICr 5.26), Tiglate-Pileser é chamado de Pui. Este nome era conhecido também dos cronistas babilônios do século 6 a.C, época em que, se acredita, os livros de 1 e 2Reis receberam sua redação final. Depois disso, o dominio assírio na Samaria fez de Judá um estado vassalo. No entanto, os reis de Judá preferiam lutar por independência, buscando, para tanto, a ajuda do Egito. Assim, Ezequias se rebelou, e Senaqueribe invadiu Judá e sitiou Jerusalém. O rei assírio fala sobre isso em várias inscrições. Relata que Ezequias enviou tributo a Nínive (a quantia parece não ser exatamente a mesma que aparece em 2Rs 18.14-16), mas em momento algum afirma ter tomado Jerusalém. Também não menciona — fato compreensível — o que aconteceu com o seu exército! A Crônica Babilónica registra a primeira tomada de Jerusalém por Nabucodonosor (2Rs 24.8-17), datando-a precisamente de 15 ou 16 de março de 597 a.C.

106

O Antigo Testamento

k.^. patriarca em mandá-la embora (só mudou de idéia por orientação divina) concordam com os ditames das Leis de Hamurábi, da Babilônia, que vigoravam no tempo de Abraão. Os nomes dos patriarcas de Israel também concordam com nomes geralmente usados na primeira metade do segundo milênio antes de Cristo, como revelaram milhares de documentos daquele tempo que chegaram até nós. A glória de Salomão é confirmada por fontes egípcias. Segundo 1 Rs 9.16, ele casou com a filha do Faraó. Isso teria sido impossível dois ou três séculos antes, durante o apogeu egípcio. Naquele tempo, as princesas do Egito não deixavam a corte, e os pedidos de reis estrangeiros que quisessem casar com uma princesa egípcia eram indeferidos. No entanto, no século 10 a.C, quando o Egito era governado pela enfraquecida 21 dinastia (e pela que viria depois desta), essa regra foi quebrada. E foi assim que Salomão casou com a filha do Faraó! Para revestir o interior do Templo (IRs 6.21-22), Salomão fez uso de grande quantidade de ouro. Isto condiz com a esplêndida decoração dos interiores de templos egípcios, babilônios e assírios. Um pouco antes da época de Salomão, Gideão pediu a um moço, aparentemente alguém que estava ali à disposição, que lhe desse por escrito os nomes dos líderes de Sucote (Jz 8.14). Hoje, sabe-se que nomes podiam ser facilmente escritos e lidos naquela época. Nas imediações de Belém e em outros lugares foram encontradas pontas de flechas feitas de cobre e que traziam o nome dos seus donos. Esses artefatos são dos séculos 12 e 11 a.C. e mostram que escrever e ler eram fenômenos comuns naquele tempo.
a

hebreus. Isto significa que não temos acesso a muitos aspectos da vida deles. O processo natural de decomposição dos materiais levou ã destruição de todos os documentos em papiro ou pergaminho que porventura tenham sido soterrados em cidades e lugares da Palestina. O mesmo se aplica a móveis e peças de vestuário.

A evidência da analogia
Afora o AT, não temos praticamente nenhum relato escrito sobre a vida, o pensamento e a história dos antigos

dido por qualquer pessoa interessada. Isto fez com que a escrita fosse mais comum em Israel, mesmo que os escribas profissionais ainda tivessem um importante papel a desempenhar. A evidência que nos vem de vários documentos escritos menos importantes mostra que isso era de fato assim no Israel antigo. Se as pessoas se utilizavam da escrita na vida diária, é fácil concluir que poderia ser usada também para produzir obras de literatura. A palavra escrita era tratada com respeito. Livros antigos de grande valor eram copiados com muito cuidado. Podiam ser revisados ou editados, mas raramente se consegue detectar como isso era feito, a menos que se tenha acesso a cópias antigas para fazer a comparação. Os egípcios, assírios, babilônios, hititas e cananeus — todos tinham ritos religiosos, sacrifícios e ordens sacerdotais bem estruturados. Seus templos eram bem construídos e luxuosamente decorados, em especial Uma pintura encontrada num túmulo egípcio por reis bem sucedidos. Tivessem os mostra a fabricação de tijolos e nos ajuda a visualizar o trabalho dos escravos israelitas no israelitas sido diferentes neste partiEgito. cular, teriam sido os únicos excêntricos naquele contexto. Mas este não Sempre que itens como esses foi o caso. As analogias mostram que foram preservados em culturas vizi- o tabernáculo, o templo de Salomão e nhas, pode-se, por vezes, afirmar a legislação levítica eram o equivalenque algo semelhante era conhecido te israelita ao que se podia encontrar também no Israel antigo. Cada caso entre os povos vizinhos. precisa ser examinado com cuidado, Além disso, a exemplo do que se para que se tenha certeza de que as passava nas nações vizinhas, a maiocircunstâncias são de fato paralelas, ria da população tinha que trabalhar mas alguns deles são suficientemente duro e sofria para satisfazer as exiclaros e nos ajudam a entender o AT. gências do rei, que vivia no luxo e Nenhuma literatura das cidades israe- na fartura. litas chegou até nós, mas não se pode Seria de se esperar que em Israel, duvidar de sua existência. O próprio que era uma nação em meio a outras AT dá testemunho disso, por mais que nações, houvesse formas de pensaos eruditos ainda discutam a antigui- mento e de expressão semelhantes dade de sua forma escrita. às das nações vizinhas. Quando, no No Egito e na Babilônia, os siste- exame da literatura babilónica ou mas de escrita eram complicados, o egípcia, encontramos detalhes que que resultava num monopólio dos soam estranhos aos nossos ouvidos escribas. Em Israel (e estados vizi- modernos, nos esforçamos ao máxinhos), o descomplicado alfabeto de mo para entendê-los. Procuramos 22 letras podia ser facilmente apren- explicar inconsistências, paradoxos

Introdução ao Antigo Testamento

107

e aparentes contradições, sem colocar em dúvida a fidedignidade dos textos que são nossa única fonte de informações (a menos que tenhamos razões objetivas bem fundamentadas para fazê-lo). É de esperar que a literatura de Israel tenha características semelhantes àquelas, e também estas deveriam ser tratadas com respeito. Algumas delas são claras, como, por exemplo, a narração dos acontecimentos fora de ordem cronológica ou a inserção de dados que não têm uma conexão óbvia com o contexto.

Semelhanças e diferenças
Esses exemplos já bastam para mostrar o valor da coleta, do estudo e da aplicação de tudo que o antigo Oriente Próximo nos fornece em termos de pano de fundo da Bíblia. Existe uma impressionante convergência entre essa evidência direta e indireta e o AT, a ponto de se poder classificar como suspeita qualquer tentativa de questionar o quadro que o AT pinta da cultura e da história de Israel. Não se conseguiu mostrar que qualquer dessas descobertas contradiga os relatos da Bíblia hebraica. Pode haver discrepâncias, incertezas, questões por responder. Isto é inevitável diante do caráter incompleto da evidência disponível. Novas descobertas solucionam problemas antigos, revelando, muitas vezes, as premissas falsas em que se baseiam algumas teorias modernas. Ao mesmo tempo, podem levantar novas questões e servem de estímulo a um estudo mais aprofundado, à busca de novos enfoques e uma melhor compreensão. Se a maior contribuição da arqueologia bíblica tem sido na área das semelhanças entre Israel e as nações vizinhas, isto não significa que se podem ignorar as diferenças. O AT proclama que essas diferenças são intransponíveis. Embora tivesse muito em comum com os povos vizinhos em termos de língua e cultura, Israel era bem diferente em termos de fé. É difícil de encontrar evidência material da fé monoteísta de Israel, do culto sem o emprego de imagens, da centralização do templo. Os vizinhos dos israelitas, sem se darem conta da singularidade do Deus de Israel, pensavam que não passava de um deus nacional ou local como os seus deuses (Quemos, no caso dos moabitas; Milcom, no caso dos amonitas). Para complicar a situação, os israelitas nunca foram totalmente fiéis a Deus. Assim, artefatos religiosos pagãos são encontrados em ruínas das cidades israelitas. As diferenças aparecem de forma mais nítida quando se compara o ensino bíblico com outros textos daquela época. Alguns aspectos não têm nada que lhes seja semelhante no contexto ao redor de Israel, como, por exemplo, as exigências absolutas dos Dez Mandamentos, a dedicação exclusiva do povo ao Deus que os havia escolhido, a igualdade dos indivíduos em equilíbrio com a responsabilidade corporativa, e o altruísmo dos profetas. Embora alguns pensem que é impossível crer neles, o fato é que possuímos manuscritos que lhes garantem uma antiguidade de mais de 2 mil anos. Embora alguns os considerem inaceitáveis, o fato é que, apesar da sua antiguidade, eles ainda fazem sentido em nosso mundo de hoje.
Uma placa cananéia de marfim, encontrada em Medido, mostra o tipo de harpa que Davi tocava. O trono de Salomão e .1 mobília no palácio do rei Acabe haviam sido ricamente decorados com marfim entalhado.

Se os aspectos históricos e culturais estão em harmonia com nosso conhecimento dos tempos antigos, como de fato é o caso, as diferenças de natureza religiosa e ética requerem explicação. O AT tem uma explicação: Deus falou.

Os Cinco Livros
GÊNESIS A DEUTERONÔMIO John Taylor O nome dado aos cinco primeiros livros da Bíblia é "Pentateuco". Vem de duas palavras gregas que significam "cinco rolos". Mas é melhor considerar o Pentateuco um só livro dividido em cinco partes, ao invés de cinco livros reunidos num só rolo. Desta forma respeita-se sua origem hebraica — os judeus o chamam de "Torá" (Lei) ou "Cinco quintos de Moisés" — e também a própria unidade que lhe é inerente. Isto não quer dizer que o Pentateuco é uma extensa narrativa colocada numa ordem cronológica rígida. Logo fica óbvio ao leitor que ele contém uma grande variedade de material literário — narrativas, leis, instruções rituais, sermões, genealogias, poesia — que foram reunidas de fontes diferentes. No entanto, significa que o material foi cuidadosamente inserido numa estrutura narrativa, com um propósito definido em mente e com objetivos identificáveis por parte do autor ou editor. O Prólogo A história começa com o chamado de Abraão em Gn 1 2 , mas primeiro há um Prólogo feito de antigos registros e tradições que se destina não só a introduzir os temas principais da narrativa como também para relacioná-los com os propósitos de Deus neste mundo de seres humanos caídos, de nações divididas e de uma ordem criada que era originalmente boa. Estes capítulos ainda deixam muitos leitores modernos perplexos, graças a sua linguagem pré-científica, à estupenda longevidade de seus personagens e à grande dificuldade de colocá-los num contexto histórico identificável. E, é claro, diferem muito das descrições científicas das origens do universo e da vida que são atualmente ensinados nas escolas. Gn 1—11 contém material escrito numa variedade de estilos, que muitos estudiosos atribuem a fontes diferentes reunidas num só documento por um autor ou editor. Não obs-

Introdução
tante, seu foco principal não é fornecer um tratado científico de como as coisas começaram e como a vida se originou, mas oferecer ao leitor o contexto religioso, social e geográfico da história que começa com Gn 12. Parte do material foi descrito como "mito", mas este pode ser um termo enganoso, mesmo quando "mito" é considerado no seu sentido técnico de um "texto religioso criado para explicar uma tradição, instituição ou outro fenômeno". Ele dá a impressão de que aquilo que está escrito não é nem histórico nem verdadeiro. Mas na verdade estes primeiros capítulos de Gênesis dão testemunho das seguintes realidades religiosas • que o mundo que conhecemos foi criado pela vontade de Deus • que homens e mulheres foram criados à imagem de Deus • que o pecado entrou na vida humana por meio de uma desobediência moral • e que toda a raça humana está sofrendo as conseqüências do pecado. Inevitavelmente há muita linguagem e expressão simbólica usada para descrever estas características e eventos, mas elas contêm algumas das verdades mais profundas de toda a Bíblia e não devem ser facilmente descartadas por uma apreciação inadequada do que os textos estão dizendo. É a estes capítulos que nos voltamos quando buscamos orientação bíblica sobre questões fundamentais relativas a Deus, à humanidade e ao mundo. Em cada estágio Deus está presente — não apenas pressuposto, mas agindo constante e ativamente. Este mundo é o mundo de Deus. A história humana é um desdobramento do plano de Deus. Ele é totalmente responsável pelo mundo e tudo que nele há. Todos os povos são criação de Deus, feitos à sua imagem, com capacidades espirituais para bondade, adoração e comunhão com Deus. Não há lugar nenhum para outros deuses. Gn 1 é totalmente abrangente: sol, lua e estrelas são obra de Deus, com funções a desempenhar num universo ordenado, e até os monstros marinhos (os tanninim da mitologia antiga) foram criados por Deus
(Gn 1.21).

Os seres humanos formam o clímax da criação, superiores a todas as outras criaturas, mas subordinados a seu Criador. Só que quando buscaram uma posição superior e quiseram ser como Deus, caíram a uma posição inferior e descobriram que todos os seus relacionamentos se deterioraram. • Ao invés de ser uma relação boa, amigável, livre de vergonha, o sexo passou a ser secreto, luxurioso e anômalo. • O parto se tornou doloroso e perigoso.

• O cuidado pela terra se tornou penoso. • Até a própria terra foi afetada c, ao invés de produzir alimento em abundância, precisa ser dominada e manuseada e trabalhada. Não há nada que o pecado não tenha arruinado. Sua corrupção atinge a vida familiar, na qual a religião logo gera rivalidade, o amor fraternal se transforma em assassinato e a justiça deteriora-se em vingança (Gn 4 ) . A resposta de Deus ao pecado é, de forma consistente, uma mistura de julgamento e misericórdia. Começando com a provisão de roupas para Adão c Eva, passando pela vigilância da árvore da vida, e chegando à confusão das línguas em Babel, Deus abranda sua justiça com generosidade. Para além do castigo imediato de expulsar Adão do jardim do Eden e de expulsar Caim da sociedade humana; para além da destruição causada pelo dilúvio e da dispersão das nações, sempre existe a intenção última dc Deus que é trazer bemestar e bênção para a humanidade. Logo, num mundo de desordem c corrupção, condiz inteiramente com a natureza de Deus que ele chame um homem, Abraão, e, por intermédio dele, seus descendentes, os judeus, para serem o canal da graça e da revelação para todo o mundo. É esta história que o Pentateuco conta. A história é dividida em duas partes: • A primeira parte (Gn 12—50) é dominada pelas quatro gerações dos patriarcas — Abraão, Isaque, Jacó c José. • A segunda parte (Êxodo — Deuteronômio) é dominada pela figura altaneira de Moisés. • Embora seja extremamente difícil saber com certeza as datas nesse estágio inicial da história de Israel, uma estimativa razoável permite um período de cerca de 600 anos para estes eventos, isto é, de 1900 a.C. a 1250 a.C. aproximadamente. Antes de lermos a história contada nos Cinco Livros, devemos observar os quatro temas principais. O p o v o escolhido de Deus O Antigo Testamento foi escrito para o povo de Israel — o povo que via em Jacó (=Israel) seu ancestral comum e Abraão como fundador da sua nação. Os cristãos, igualmente, consideram Abraão o pai de todos aqueles que dependem de Deus pela fé c não de si mesmos (veja Rm 4.16). Portanto, lemos a história em que Deus chamou Abraão para se tornar pai

do povo escolhido de Deus, não apenas como um acontecimento num passado distante, mas como algo importante para todos hoje. A idéia da escolha (eleição) divina especial de indivíduos traz consigo duas características subsidiárias: promessa e responsabilidade. Gn 12—22 está repleto de promessas que Deus fez a Abraão. • Abraão recebe a promessa de uma descendência tão numerosa como as estrelas do céu. • Ele recebe a terra de Canaã como herança para seus filhos. • Ele recebe promessa de um grande nome no futuro. E o favor especial do Senhor Deus seria demonstrado não só a Abraão c sua família, mas a todas as pessoas por intermédio dele. Assim, as promessas de Deus a Abraão não foram apenas para o proveito egoísta de poucos escolhidos. Elas deviam ser usadas com responsabilidade para que outros pudessem compartilhar dos benefícios. No cerne da escolha de Israel por Deus há um propósito missionário. A história de Israel deve ser lida como a longa história das tentativas desse povo de cumprir suas responsabilidades — com alguns sucessos, mas com muitos fracassos bem evidentes. A aliança de Deus A palavra "aliança" sugere restrições legais, documentos selados, e coisas do gênero. Mas segundo a mentalidade hebraica a idéia de aliança abrangia todo tipo dc relacionamento humano. Era o vínculo que unia pessoas em obrigações recíprocas, seja por meio de um contrato de casamento, um empreendimento comercial ou um compromisso verbal. Era natural que o relacionamento do povo com Deus também fosse expresso cm termos de uma aliança. No Pentateuco, essa terminologia de aliança é usada em três ocasiões diferentes: • quando Deus promete a Noé que não mais destruirá a terra por águas dc dilúvio (Gn 9.9-11). • quando Deus faz suas promessas a Abraão (Gn 15.18; 17.4). • quando a aliança do Sinai é estabelecida com Moisés e resumida no "livro da aliança" (Êx24.7). Embora no cotidiano as alianças fossem feitas entre semelhantes, no uso religioso esse termo sempre se referia a um relacionamento

111 entre um participante superior e outro inferior. A forma da aliança entre Deus e Israel em Éxodo e Dcutcronômio foi esclarecida pelas descobertas de tratados hititas de suserania feitos entre um rei e seu vassalo. Esses tratados consistiam em • uma introdução histórica • uma lista de estipulações • maldições e bênçãos invocadas sobre as duas partes • um juramento solene • e uma cerimónia religiosa para ratificar a aliança. A maior parte destas características pode ser encontrada no modelo de alianças do Antigo Testamento. (Veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo".) Mais importante que a forma da aliança, porém, era seu significado teológico. Baseava-se n a iniciativa d e D e u s . Deus agiu cm misericórdia e soberania, fazendo uma promessa incondicional dc jamais castigar a humanidade com outro dilúvio (Gn 9.11). Deus escolheu Abraão e seus descendentes para serem os canais da sua misericórdia a um mundo caído. Ele firmou esta escolha ao comprometer-se com a nação israelita com as seguintes palavras: "Farei com que vocês sejam o meu povo c cu serei o Deus de voces" (Êx 6.7). Implicava u m a nova r e v e l a ç ã o d e Deus. Deus apareceu a Abraão como seu escudo (Gn 15.1) e como o Deus Tõdo-Podcroso ("El Shaddai", Gn 17.1). Apareceu a Moises como "Yahwch" ("Eu Sou o que Sou", Ex 3.14), e mais tarde como "Yahwch, o teu Deus, que tc tirei da terra do Egito") (Êx 20.2). (Veja "Os nomes de Deus"). Fazia exigências m o r a i s e rituais ao povo. As estipulações da aliança incluíam essas duas características. O ritual era representado pelo costume da circuncisão dado a Abraão (Gênesis 17.10), pelo sábado, o dia de descanso (Êxodo 20.8-11), e por todas as exigências relativas à adoração e ao sacrifício encontradas no Pentateuco. Ao mesmo tempo as exigências éticas foram apresentadas nos Dez Mandamentos e outras leis. Apesar dc parecer, à primeira vista, que essas duas exigências não têm nada em
Os Cinco Livros ( o Pentateuco) relíiram a criação do mundo e a entrega da Lei. O tecelão (na foto, trabalhando com um tear vertical) revela o dom da criatividade e nos lembra que a Lei de Deus está relacionada com o cotidiano.

comum, elas convergem na idéia da santidade dc Deus. Um Deus santo exige que seu povo reflita seu caráter tanto na adoração quanto no comportamento. A Lei d e D e u s A idéia de lei é central aos Cinco Livros e, como vimos, deu seu nome (Torá) ao livro como um todo. Na forma mais simples, abrangia os Dez Mandamentos (Êx 20; Dt 5), mas ligados a estes havia várias coleções de leis que foram classificadas como: • o livro da aliança (Êx 21—23) • o código de santidade (Lv 17—26) • a lei de Deuteronômio (Dt 12—26). Comparações feitas com outros códigos legais do antigo Oriente Próximo, especialmente o Código de Hamurábi, revelaram vários pontos de contato. Isto era de se esperar, pois Israel fazia parte da cultura mediterrânea oriental e compartilhava as idéias e experiências dos seus vizinhos. O que é mais significativo não são as semelhanças, mas as diferenças que dão um caráter todo especial às leis de Israel. Estas podem ser resumidas como: • seu monoteísmo rígido (tudo está relacionado com um só Deus) • sua preocupação notável com os desfavorecidos: escravos, estrangeiros, mulheres e órfãos

Deus para o seu povo que ele tirou do Egito. Não se tratava de coisas genéricas, mas de ordens específicas para situações específicas: adoração, trabalho, vida familiar, casamento, respeito pela vida e propriedade, justiça elementar e o âmbito pessoal da vontade. Para todas estas áreas da vida humana Deus tinha um mandamento que era explícito e inevitável. Cristo não o destruiu: antes, o cumpriu e ampliou. E as outras regras? Grande parte de Levítico e outras partes do Pcntateuco são compostas de leis cerimoniais e rituais. O propósito destas leis era dar instruções para a administração cotidiana da comunidade israelita e também ensinar como um Deus santo devia ser adorado por um povo santo. Assim, além de instruções relativas ao culto ou à adoração (festas, sacrifícios, e t c ) , foram dadas instruções detalhadas com vistas à preservação da pureza ritual. O povo israelita devia permanecer livre de contaminação de fontes externas, principalmente a influência depravadora da religião dos cananeus. Eles deviam aproximar-se de Deus devidamente cientes da sua distinção moral e ritual. Estas regras não se aplicam mais à igreja cristã, embora os princípios subjacentes ainda tenham muito a nos ensinar. E o elaborado sistema de sacrifícios cumpriu-se no sacrifício único de Cristo, o cordeiro perfeito de Deus, por intermédio de quem os pecados são perdoados e foi feita a expiação em favor dc todos para sempre (veja Hb 10.1-18). Ê x o d o : D e u s sai e m s o c o r r o O quarto tema principal encontrado nos Cinco Livros e recorrente em toda a Bíblia é o êxodo do Egito, descrito em Êx 1—12. Para todos os judeus este foi e é o grande ato salvador dc Deus, que gerações futuras lembram com gratidão. • Foi uma intervenção milagrosa de Deus em resposta ao clamor de seu povo escravizado (Êx 3.7) • Foi essencialmente o ato de Deus — "com mão poderosa e braço estendido". • Foi uma grande vitória sobre os deuses do Egito que demonstrou a supremacia total de Deus. • Foi um momento na história lembrado e recontado anualmente na Festa da Páscoa.

O êxodo narra o resgate do povo de Deus: eomo Deus tirou o seu povo do £gito e o guiou pelo "deserto" inóspito do Sinai para unia nova terra.

• seu espírito de comunidade, baseado no relacionamento de aliança compartilhado por todo Israel com o Senhor Deus. Também se notou que as leis no Antigo Testamento são expressas de duas formas: "não matarás..." / "não furtarás..." (lei apodíctica) e "se alguém... / aquele que..., terá que..." (lei casuística). Como a maioria dos antigos códigos dc lei era do tipo casuístico, é possível que a legislação apodíctica fosse uma forma peculiarmente israelita, e neste caso os Dez Mandamentos eram algo peculiar a Israel. Jesus rejeitou a Lei? Alguns cristãos acreditam equivocadamente que, no Sermão do Monte, Jesus rejeitou a lei judaica dando preferência a sua nova lei do amor. Mas as críticas de Jesus não foram dirigidas contras as leis, mas contra a maneira em que os rabinos as interpretavam. ("Vocês ouviram o que foi dito" era a frase rabínica tradicional para introduzir sua interpretação). Ele estava revelando a motivação interna por trás dos mandamentos, que os intérpretes não conseguiram detectar e valorizar. U m a lista d e "nãos"? Algumas pessoas também criticam os Dez Mandamentos por serem negativos. Mas eles seguem uma afirmação positiva: "Eu sou o SENHOR, o teu Deus..." Aqueles que testemunharam a libertação que Deus operou e que vivem sob a soberania de Deus, devem demonstrar isto através de um comportamento distinto. Os Dez Mandamentos, portanto, começaram como a constituição de

Introdução
Com freqüência lembrava-se às gerações finuras que houve um tempo em que eram membros de uma comunidade escrava que Deus, em sua misericórdia, havia redimido da escravidão. Elas eram incentivadas a sc lembrarem do passado e advertidas contra o perigo de esquecer o que Deus fizera por elas (p. ex„ Dt 6.12). Como evento histórico o êxodo foi definitivo. O fato de que Deus fizera isto antes significava que poderia fazê-lo novamente. Quando Israel estava no exílio na Babilônia, a nação esperava por um segundo êxodo (Is 51.9-11). E quando Cristo veio, sua obra de libertação foi descrita com a linguagem do êxodo (p. ex., Lc 9.31). Estes, portanto, são os quatro temas que estão sempre próximos da superfície, como constante preocupação destes cinco livros. O único outro tema que se repete com regularidade desanimadora é o pecado persistente do povo de Israel. Este demorou a aceitar Moisés como seu libertador. Reclamou das dificuldades da viagem. Até tiveram saudades da vida que tinham levado no Egito (devidamente romanceada, Nm 11.5). Intimidaram-sc diante da possibilidade de entrar na terra de Canaã e peregrinaram durante 40 anos no deserto da indecisão. Nem Moisés estava imune e foi castigado, sendo impedido de conduzir o povo para dentro da terra prometida. Mas o pecado não era novidade. Os capítulos introdutórios de Gn 1—11 deixaram isto claro, como vimos anteriormente. De forma notável, em sua soberana providência, Deus conseguiu lidar com a desobediência humana e encontrar um caminho através dela e para alem dela.

113

E ainda assim a história do grandioso propósito de Deus para a humanidade mal começou. mas vívida.C.1—2. A linguagem é simples. i — Jí com o erro de Babel: as A criação nações são divididas e A queda humana dispersas. Noé e sua família são • os seis "dias" de atividade criativa de Deus.• Deus fez tudo que existe. havia trevas sobre a face do abismo. as pes. Gênesis leva adiante essa narrativa. O título significa "princípio" e este éo livro dos começos na Bíblia — o princípio do mundo e o princípio de uma nação. com a possibilidade de que ainda houve algum trabalho editorial até 400 a. muitos "problemas" simplesmente desaparecerão. Muitos estudiosos acreditam que as primeiras coleções do material do AT provavelmente foram feitas na época do rei Davi ou do rei Salomão. ignorar suas advertências. deixase de lado o cenário Caps. u m a história cujo narrador tem prazer em pintar quadros e mostrar padrões. Jacó e José se volta para um único indivíduo. Então Deus disse: 'Haja luz'. a saber. começando com o que era sem forma e vazio e culminando numa exuberância de vida. passando por Isaque e Jacó e culminando com a morte de José no Egito. por intermédio de uma pessoa e nação específica. ocorreu o grande dilúvio. É importante analisar os primeiros capítulos especialmente como u m a narrativa: uma história preocupada com a verdade e o significado no sentido mais profundo. O grande dilúvio No cap. A terra eslava sem forma e vazia. Deus age para julgamento e também para salvação. Desde o início.1-3 Uma boa criação O grande drama do princípio de todas as coisas começa com Deus. A história. Porém estes . e seus descendentes. A criação do mundo e sua deterioração. Abraão.. humana e a atenção Isaque. A formação d o livro Gênesis não tem um autor ou data de autoria definidos. Uma narrativa deve ser considerada no seu todo. mas Deus não irá destruí-lo." Gn 1. truindo tudo.• em meio a toda a criação maravilhosa de Deus. Deus. O mundo não melhorou depois de Noé. Se levarmos em conta a natureza do material. com sua formação na corte egípcia. começou a escrevê-las? Uma antiga tradição associa seu nome aos cinco primeiros livros da Bíblia. 1—11) passa rapidamente deixa claro que do mundo como Deus o criou para o mundo • a origem do mundo e da vida não foram acidentais. há um Criador. Deus começa. que é totalmente bom. mas não há dúvida de que estas histórias expressam as convicções mais profundas do povo de Deus de que este mundo é obra de um Deus Criador.. resgatados. O chamado e a promessa de Deus a Abraão e seus descendentes. assim como o conhecemos. Será que Moisés. Como estes livros atingiram sua forma atual pode ser questão de debate. seguidos de um "dia" de descanso. ordenada e moldada num padrão lógico. 12. Ao invés disso. A boa criação de Deus deteriora-se progressivamente como resul. Ela continua através das páginas da Bíblia até as últimas palavras do livro de Apocalipse. G n 1. capítulos terminam Caps. O povo de Deus não precisava defender a existência de Deus: eles o conheciam por experiência própria. Há um novo começo. com eles foram feitos à "semelhança" de Deus resultados desastrosos. 12—50 mais amplo da história Histórias de Abraão. uma coleção de histórias grandiosas. Suas histórias foram contadas oralmente muito antes de serem reunidas e escritas. e receberam autoridade sobre as demais Em seguida. e que ama e se importa com sua criação. Conteúdo 0 "prólogo" (caps. Deus criou os céus e a terra. Mais do que isso. Ela evoca a maravilha c variedade da criação. a executar seu plano de "redimir" o mundo e recuperar relacionamentos rompidos. esse relato nos dá a chave que abre o entendimento a respeito de nós mesmos e do mundo à nossa volta.115 RESUMO GÊNESIS Gênesis é uma epopéia. não em pedaços. Muitos povos antigos tinham suas próprias histórias da criação e podemos imaginar estas histórias sendo contadas e recontadas de geração em geração.3 "Alo princípio. tado do pecado humano de rejeitar o Criador e • tudo que Deus fez era bom. os seres humanos são especiais: só soas decidiram seguir seu próprio caminho. descriaturas.

a organização e majestade simples da maneira pela qual cie criou todas as coisas. que compartilha a própria natureza do homem. E tudo era perfeito. Em hebraico. os rios Tigre e Eufrates desaguam no Golfo Pérsico. Deus descansa Este não é um registro cronológico. Mas nem pássaros nem animais fornecem o companheirismo de que o homem precisa.4—3. colocando-as num relacionamento especial com Deus. São usados para ensinar uma lição: 2. Destaca os dois seres humanos e seu relacionamento com Deus. moralmente responsáveis e criativas de maneira que os animais não são: podemos imaginar. como ficou do jeito que é agora? Esta segunda história. embora esta liberdade agora tenha uma inclinação enganosa. Nunca mais seria assim. apenas o homem e a mulher são descritos como sendo criados à semelhança de Deus. E significativo que agora Deus tem um nome diferente.Pentateuco estabelecem o padrão para a vida de trabalho dos seres humanos. Agora ele é Yahweh Elohim [SF. e ele não foi criado para levar uma vida solitária e auto-suficiente. Esses dois foram literalmente "feitos um para o outro". é osso dos meus ossos e carne da minha carne" exclamou Adão com alegria. o Altíssimo. • Dias Estes são mais bem entendidos como um padrão escolhido como meio mais vívido de expressar a energia criativa e satisfação de Deus. onde Deus e seu povo viverão juntos novamente — e as folhas dessa árvore servem para "curar as nações" (Ap 22.4-25: H o m e m e m u l h e r Se o mundo que Deus fez era bom. Estavam nus. A "semelhança" é tão básica à natureza humana que até a posterior decadência da humanidade — a "Queda" — não a destruiu. Embora Pisoni e Giom não sejam conhecidos. No último livro da Bíblia. o escritor reforça a idéia: o verdadeiro casamento é um relacionamento todo especial e exclusivo. em perfeita transparência de um para o outro. Oito vezes Deus fala e algo novo é criado: Dia 1 A luz é separada das trevas: há dia e noite Dia 2 A separação dos "céus" (atmosfera da terra) Dia 3 Há separação entre terra e mares e começa a "produção" ou "formação": plantas e árvores Dia 4 Sol. sonhar. Nem temos detalhes de como Deus fez surgir a terra e a vida — nem quanto tempo isto levou. Podemos desfrutar de uma variedade de relacionamentos. afinal.24. • A " i m a g e m " o u " s e m e l h a n ç a " d e D e u s (1. . E uma afirmação que separa as pessoas dos animais. As "separações" dos três primeiros dias criam os "espaços" que Deus preenche em seguida. • A s d u a s á r v o r e s O que será que significam essas imagens tão poderosas? Será que uma árvore representa a vida e a outra. Ele lhes dá controle sobre o mundo recém-formado e todas as suas criaturas. Deus o Criador. o conhecimento proibido? Será que a locução "do bem e do mal" é uma expressão idiomática hebraica que significa "tudo" — todo conhecimento? Ou será que a importância real das árvores está na oportunidade que apresentam ao homem e à mulher de dizer "sim" ou "não" a Deus? Sua escolha fatal os separou da "árvore da vida". mas as pessoas ainda são racionais. dando-nos os primeiros versos de poesia da Bíblia.27) De toda a criação. "Adão" é tanto um nome pessoal quanto uma palavra que significa "humanidade". Eles serão afastados da presença de Deus.2). • U m rio (2.3. a árvore da vida aparece às margens do rio na "nova Jerusalém". Mas ainda resta uma esperança. G n 2. no Oriente. explica tanto as coisas ruins como as boas no nossi mundo.24 A degradação Gn 2. Então Deus cria a mulher.NHOR Deus] o nome pessoal pelo qual cie pode ser conhecido (veja "Os nomes de Deus"). Não nos é dito quando a criação ocorreu. Ele se preocupa com coisas mais importantes. "Esta. O pecado certamente a deteriorou e manchou. lua e estrelas Dia 5 Criaturas marinhas e aves Dia 6 Animais que vivem na terra Pessoas Dia 7 A criação está completa. Aqui está a parceira ideal. planejar e moldar nosso futuro. O contador de histórias não compartilha as preocupações de uma era científica. Deus forma o primeiro ser humano e planta para ele um jardim no Eden. após a criação. Podemos ser responsáveis pelo nosso ambiente e cuidar dele de forma adequada.10) Este é um lugar real e geográfico. Também temos liberdade para escolher. Em 2. Na primeira história era Elohim. Verão a morte. A criação é descrita como tendo acontecido em seis dias.

mas se baseia em outras histórias que remontam ao terceiro milênio a. seguido de uma descrição mais detalhada da criação do ser humano. e os deuses tiveram sua origem a partir disso. Escrito ao final do segundo milênio antes de Cristo em honra de Marduque. o conceito do ser humano como "pó" pode ser facilmente deduzido do ciclo de morte e corrupção. Muito antes de histórias como aquelas nos primeiros capítulos de Gênesis serem registradas por escrito cias eram contadas e recontadas ao redor de fogueiras nos acampamentos de povos nômades e no seio das famílias. 0 Gênesis Babilónico 0 famoso Gênesis Babilónico. que aparece no Gênesis Babilónico. e do cadáver dela foi formado o mundo.) Tiamat foi morta por Marduque numa batalha entre ela e seus filhos. (0 nome "Tiamat" tem alguma relação com a palavra hebraica para "abismo" que aparece em Gn 1. na tentativa de dar uma resposta. • o ser humano como o ponto alto da criação. Estes relatos têm vários pontos em comum com outras histórias da criação do cosmos e do homem: • uma divindade pré-existente. formado do pó da terra como se molda um vaso. apesar das tentativas de muitos eruditos no sentido de descobrirem referências implícitas a essa luta no texto de G n 1. Nesta tahuinha de argila está inscrita uma parte do relato babilónico da criação. As pessoas foram criadas para aliviar os deuses do trabalho de manter a terra em ordem. éu m a história entre várias. e não era nem a mais antiga nem a mais popular. . u m a figura materna das águas. • a criação como resultado de uma ordem divina. adaptada às crenças dos hebreus? Entretanto. contadas e recontadas ao longo dos anos. Foi copiado por volta do século 7 a . cujo barulho a deixara irritada. É improvável que todas essas diferentes histórias. Estes são conceitos simples. que é o herói dessa história.2 e em outras passagens que falam do poder de Deus sobre as águas. É enganoso reduzir histórias diferentes trazidas das várias partes do mundo aos fatores que têm em comum para afirmar que todas têm uma fonte comum. Quase todas as religiões politeístas têm árvores genealógicas de seus deuses. geralmente relacionado com a história bíblica da criação. C . Há indícios claros de que essa história foi formulada a partir de relatos anteriores.Histórias da criação Alan Millard Como o mundo começou? Esta é uma pergunta que a maioria das pessoas faz. o universo físico ou um elemento fundamental como a água ou a terra sempre existiu. assim.2. U m casal original ou até mesmo um só deus que se criou a si mesmo e se auto-propagou chefia a família divina. ou uma grande parte delas. Isto se deve a conexões lingüísticas pré-históricas entre as línguas babilónica e hebraica. a criação da humanidade com u m a centelha divina para que os deuses ficassem livres de seus trabalhos. sendo que estes podem fazer parte de suas histórias de criação. Só um tema reaparece com freqüência. idéias comuns não derivam necessariamente de uma fonte comum. o relato começa com Tiamat.C. foram encontradas narrativas mais antigas que contêm alguns desses elementos. que dá origem aos deuses. a saber. deus dos babilónios. cujos membros representam ou controlam elementos ou forças naturais. E muitos povos em diferentes partes do mundo têm suas próprias histórias de criação. De fato. Na visão de alguns povos. mas também de certa forma um reflexo da divindade. Significa isto que as histórias do Gênesis são apenas mais uma versão. não tem equivalente no AT. Por exemplo. tenham uma fonte única. Fonte c o m u m a todas Em Gn 1—2 temos um relato mais amplo da criação dos céus e da terra. os deuses têm descanso. e. A luta entre os deuses. o universo é obra de um deus ou deuses. baseados em observação e lógica elementar. Para outros.

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Pentateuco

Gênesis e outros relatos do antigo Oriente Próximo
É mais interessante, e mais correto, colocar o relato do Gênesis ao lado de outros relatos do antigo Oriente Próximo, que é o mundo do AT, Ao fazermos isso, notamos que são poucas as antigas histórias de criação que têm mais do que um ou dois conceitos básicos em comum, como a separação entre céus e terra e a criação do homem a partir do barro. Porém as histórias dos babilônios têm algumas notáveis semelhanças com o relato hebraico. Desde que o primeiro dos relatos babilónicos foi traduzido para línguas modernas, ao longo do último século, afirmava-se, com freqüência, que os relatos babilónicos eram a fonte mais remota da crença dos hebreus. Todavia, recentemente, com a descoberta de

mais textos e a reavaliação dos mais antigos, ficou claro que muitas das supostas semelhanças são, de fato, aparentes ou ilusórias. Por exemplo, não existe qualquer relação entre os sete dias da criação no Gênesis e o fato de a história babilónica da criação aparecer em sete tabuinhas de argila. A segmentação da história dos babilônios não tem nada a ver com o seu conteúdo ou com fases ou estágios no poema em si. Essas semelhanças quanto aos fatos mencionados servem apenas para enfatizar a vasta diferença de perspectiva moral e espiritual entre o Gênesis bíblico e as narrativas análogas que mais se aproximam dele. Não se pode afirmar, como alguns o fazem, que o Gênesis foi derivado dessas outras histórias. As diferenças de ponto de vista e de conteúdo são,

na verdade, tão acentuadas que ajudam a destacar o caráter de "revelação" do Gênesis, que o distingue tão claramente de narrativas folclóricas.

A Epopéia de Atrakhasis
Um poema babilónico em particular • Toda a raça humana acabaria sendo dessugere uma comparação com o relato do truída num dilúvio, exceção feita a uma Gênesis. Trata-se da Epopéia de Atrakhasis, família. que se relaciona com os primórdios da humaPor outro lado, em Atrakhasis as pessoas nidade e o começo da vida em sociedade, têm trabalho árduo a realizar desde o início, fazendo alusão à ordem existente no mundo não existe um "Adão" único, e nada se diz sem descrever a sua criação. No começo da sobre uma formação separada da mulher, narrativa, os deuses inferiores trabalham na um jardim chamado Eden, e uma queda em irrigação da terra e decidem se rebelar conpecado. Na verdade, não existe ensino moral tra a sua sorte. Para aliviar esses deuses de nenhum. Ao contrário, o significado é que sua estafante tarefa, foram criados os seres esta é a origem de nossa sorte e cabe-nos humanos. Estes são uma solução satisfatória aceitá-la. até o momento em que o barulho que fazem Uma versão suméria menciona cinco irrita os deuses, levando-os a destruí-los no importantes cidades que existiram no períodilúvio. do pré-diluviano, e esses nomes se conectam Em geral, Atrakhasis (conhecido a parcom listas de reis pré-diluvianos, preservadas tir de cópias feitas por volta de 1600 a.C.) em relatos separados. A idade desses reis tem algumas semelhanças com trechos de ultrapassa em muito a dos patriarcas que Gn 2—8: aparecem em Gn 5. Os escritores babilóni• Os seres humanos são feitos de barro e cos consideravam o dilúvio uma importante de um elemento divino (o "sopro" em interrupção ocorrida na história de seu pais. Gênesis; a carne e o sangue de um deus, (Veja "Histórias sobre dilúvios".) em Atrakhasis). Portanto, na cobertura ampla dos fatos, • A tarefa dos seres humanos é manter a terra Gênesis e a tradição que aparece em Alrokhosis em ordem (trabalho árduo em Atrakhasis; se referem aos mesmos acontecimentos. guarda de um paraíso em Génesis). Alguns dos temas que aparecem na
v

história babilónica — em especial a condição dos seres humanos como substitutos dos deuses no que diz respeito ao trabalho — remontam a um poema sumeriano, Enki e NinmakJ), escrito no período anterior ao ano 2000 a.C.

J19

O nome Cuxc (descendente de Noé) está ligado a Babilônia em 10.8,10. Assim, a descrição pode ser de quatro rios, todos correndo na direção do golfo, com o "Éden" em algum lugar acima dele. Gn 3: U m a e s c o l h a fatal Entra em cena a serpente — criatura de Deus, porém rebelde. De onde vem o mal

neste mundo bom? A narrativa não explica. Mas claramente Deus assumiu um risco enorme ao dar a suas criaturas a liberdade de escolher. O que ocorre em seguida é um impressionante discernimento da psicologia da tentação e do pecado: a tentativa dc passar adiante a culpa c, no final, a vergonha. A serpente questiona aquilo que Deus disse, depois o chama de mentiroso. A mulher

Pessoas como administradoras de Deus
Chulean Prance

0 relato do Gênesis deixa bem daro que os seres humanos foram criados para cuidarem da Terra, e não para destrui-la. E m meio à terrível destruição do meio ambiente, à poluição e ao extermínio de espécies que se verificam em nossos dias, é bom voltar ao Gênesis e ver como as coisas eram no princípio: "Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar" (Gn 2.15). 0 verbo hebraico abad, traduzido por "cultivar", também pode significar "servir", e o verbo shamar, traduzido por "guardar", dá a idéia de observar ou preservar. A instrução dada às primeiras pessoas foi no sentido de servir e preservar o solo. Deus deu à humanidade domínio sobre o resto da criação, para cuidar dela, e não para destrui-la. Segue-se que cuidar da criação é u m a responsabilidade cristã em nossos dias, pois aqueles que conhecem o Criador deveriam ser os primeiros a tomarem a dianteira na proteção daquilo que ele criou. Gn 2.9 diz: "Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento". É significativo que, neste texto, o aspecto utilitário não aparece em primeiro lugar. O propósito das árvores era, em primeiro lugar, estético, pois elas deviam ser agradáveis à vista.

Hoje, parece que não somos afetados pelo fato de hectares e mais hectares de floresta tropical serem derrubados a cada dia que passa. No entanto, o texto também indica que as árvores se destinavam à alimentação, e nisto podemos, com certeza, incluir a madeira, o látex e muitos outros produtos que elas nos fornecem. Não devemos fazer uso exagerado ou além da conta desses recursos, mas também deixar árvores de pé para que formem uma paisagem bonita e nos dêem sombra. A responsabilidade que a humanidade tem por todas as criaturas foi re-enfatizada na aliança que Deus fez com Noé após o dilúvio. Este pacto não foi feito apenas entre seres humanos e Deus, mas incluía "todos os seres viventes que estão convosco, para perpétuas gera-

ções" (Gn 9.12). "Eis que estabeleço a minha aliança convosco, e com a vossa descendência.e com todos os seres viventes que estão convosco: tanto as aves, os animais domésticos e os animais selváticos que saíram da arca como todos os animais da terra" (Gn 9.9-10). Visto que esta aliança foi feita com todas as criaturas, temos a responsabilidade de zelar por elas, tratando de evitar que espécies sejam extintas por abuso ou destruição de seu habitat. Temos de cuidar da criação porque ela pertence a Deus, não a nós. "Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém": assim começa o SI 24. Devemos, igualmente, cuidar da criação porque Cristo é "o primogênito de toda a criação" (Cl 1.15) e "nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra... Tudo foi criado por meio dele e para ele". Somos, hoje, conclamados a sermos seus curadores ou mordomos de sua criação — até que ele venha.

Estii samambaia gigante, em Piji. é apenas um exemplo do crescimento exuberante c extraordinário das plantas desde o inicio da criação.

1 2 0
Mm

Pentateuco
estabelece um contraste entre Adão e Cristo: como descendentes de Adão todos morremos, separados dc Deus; Cristo, por outro lado, nos restaura à vida eterna, conectando-nos outra vez com Deus (Rm 5; ICo 1 5 ) . • A d ã o e E v a Competição e dominação surgem no momento da queda em pecado. No início os dois foram criados igualmente "à imagem de Deus". Eram independentes e co-dependentes, juntamente responsáveis pelo bem-estar do mundo c dos seusfilhos.A maldição de Gn 3.161 9 é uma descrição de como o relacionamento humano mais íntimo foi arruinado por causa da desobediência a Deus: vemos isto no relacionamento entre homens c mulheres no restante das Escrituras e na história do mundo desde aquele tempo até os nossos dias. Segundo Gn I. Adan c F.va foram criados juntos, Em Gn2, Adão foi criado primeiro, mas isto não se reveste de nenhum significado especial. Eva é descrita como "auxiliadora" dc Adão em relacionamento compatível c casamento, não no sentido de inferioridade, visto que, no AT, essa mesma palavra ("ajudador") é usada, na maioria das vezes, quando se está falando sobre Deus.

(•A

O jardim do Éden A história do jardim do Éden está ambientada nos vales bem irrigados da antiga Mesopotámta.

precisa contrapor ao claro mandamento de Deus o fruto tentador, o desejo de ter conhecimento como o dc Deus. Eva exagera ao falar da rigidez da proibição divina e aproxima perigosamente da tentação. Será que ela quer simplesmente conhecer assim como Deus conhece ou será que pretende ser igual a Deus (em contraste com o Filho de Deus, disposto a se humilhar: Fp 2.6-8)? A decisão c deliberada e fatal. Adão, em silencio, não protesta. Também ele come do fruto. O homem e a mulher decidiram seguir seu próprio caminho, ignorar o Deus que lhes havia dado a vida. Mas a bondade de Deus c o pecado humano são como óleo c água. A separação c inevitável. O relacionamento de Deus com as pessoas e das pessoas umas com as outras é arruinado. O homem e a mulher não ficam mais à vontade juntos. A serpente agora é inimiga dos seres humanos. A mulher sofrerá no parto, que é o processo humano mais fundamental. O desejo e a dominação prejudicarão o relacionamento entre os sexos. O trabalho de Adão será marcado por suor e fadiga. Por causa de sua transgressão voluntária, o acesso à "árvore da vida" agora lhes é vedado. Eles devem deixar o jardim para sempre. Estão sozinhos, separados de Deus. Estão vivos, porém apenas pela metade, na medida em que estão sem Deus. A morte é apenas uma questão de tempo. Deus havia falado a verdade. Mas ele ainda é bondoso e tem para com eles um cuidado paterno (3.21). • A d ã o No restante do AT essa palavra significa humanidade. Também é muito parecida com a palavra hebraica para "solo" (um jogo de palavras semelhante a "humano" e "húmus"). No NT, Adão é nosso ancestral, o fundador da raça à qual todos nós pertencemos. Paulo

Gn4—5 De Adão

a Noé

Gn 4: C a i m e Abel Após sua expulsão do jardim, Adão e Eva tiveram dois filhos: Caim, o lavrador, e Abel, o pastor. No momento adequado cada um deles trouxe sua oferta a Deus. A dc Abel foi aceita, mas não a de Caim. Não foi o que Abel ofereceu, mas sua fé (Hb 11.4) que tornou sua oferta aceitável. O ressentimento amargurado de Caim demonstra uma atitude bastante diferente. Como os profetas dirão sempre de novo: Deus não pode ser comprado por sacrifícios. Eli' quer que o ofertante também faça "o que é certo" (v. 7). A fé verdadeira não pode ser separada do comportamento correto. Caim matou Abel (não se precisa muito para passar da rebelião ao assassinato) e Deus o condenou a uma vida nômade, dando-lhe, porém, proteção contra a morte. Os vs. 17-24 alistam alguns descendentes de Caim e demonstram o início da vida civilizada. Enoque construiu a primeira cidade. Seus sucessores aprenderam a tocar c apreciar música — e a trabalhar com ferro e bronze. Mas as habilidades criativas não foram acompanhadas por pro-

Genesis

121

Nomes de pessoas em Gênesis 1—11
Richard S. Hess

No mundo bíblico, os nomes das pessoas muitas vezes têm uma origem ou um significado que nos diz algo a respeito do caráter ou das convicções da pessoa nomeada. Em Gênesis, como no restante da Bíblia, os nomes de muitos dos personagens principais das narrativas têm um significado especial.

N i n r o d e ("nós vamos nos rebelar" ou "vamos nos rebelar!") descreve o personagem que aparece em Gn 10, especialmente se ele tiver, também, alguma conexão com o episódio da torre de Babel, em Gn 11. S e m significa "o nome", aquele através do quem viria Abrão, cujo nome Deus engrandeceria.

0 nome significa...
0 nome A d ã o significa "humanidade'^ se aplica muito bem ao primeiro ser humano e também representante da raça humana. O nome tem este significado em Gn 1.26-28 e aparece com o sentido correlato de "homem" nos caps. 2—3 e na maior parte do cap. 4. Somente em Gn 4.25 A d ã o passa a ser nome próprio. 0 nome E v a pode ser entendido no sentido de "aquela que dá a vida". Descreve o papel da primeira mulher, como sugerido em Gn 3. Vale lembrar que o nome dela só aparece ao final do capítulo. C A I M pode ter relação com o trabalho de beneficiar metais, na medida em que este foi um ofício que se desenvolveu entre seus descendentes, em especial Tubalcaim. A B E L é uma palavra hebraica usada para descrever algo que é efêmero ou passageiro. Em Eclesiastes, é traduzido por "vaidade". Sugere a brevidade da vida daquele que foi assassinado por seu irmão sem deixar descendentes, sem nada que pudesse dar continuidade ao seu nome ou torná-lo permanente. S E T E , por outro lado, pode significar "pôr" ou "colocar", ou, em Gn 1—11, "fazer a vez de substituto". É claro que este nome se aplica muito bem àquele que substituiu Abel na função de pessoa através da qual se cumpriria a esperança de Adão e Eva. E N O Q U E significa "dedicação" e pode ser uma forma de descrever a consagração desse homem a Deus.

O n o m e soa parecido c o m . . .
Além do significado direto das palavras hebraicas que são usadas como nomes nesses primeiros capítulos de Gênesis, aparecem também trocadilhos. Palavras parecidas no som estabelecem uma conexão entre o nome da pessoa e algum acontecimento da história. A palavra A d ã o soa como "solo" ou "terra", a a d a m a h que Deus usou para criá-lo. C a i m soa como o verbo q a n a h , "criar", "adquirir". Eva emprega esse verbo em Gn 4.1, ao descrever o envolvimento divino no nascimento de Caim. N o é se parece com n a c h a m , o "consolo" que, segundo palavras de seu pai Lameque, esse homem traria.

Nomes semelhantes
Existem nomes perecidos quanto ao som nas genealogias de Caim e Sete (e nas genealogias de Enoque e Lameque chegam a ser nomes idênticos), mas isto não significa necessariamente que temos duas versões diferentes da mesma genealogia original. Isso serve para mostrar que, apesar das semelhanças externas (nomes semelhantes), as pessoas podem ser totalmente diferentes quanto ao seu verdadeiro caráter. No caso de Caim e Sete, trata-se de duas linhas genealógicas que seguem em direções opostas: a de Caim leva ao assassinato e ao orgulho; a de Sete leva à justiça e à salvação de Noé das águas

do dilúvio. Essa semelhança entre os nomes é uma característica que aparece também em outras genealogias do antigo Oriente Próximo. A figura de Enoque (o homem justo que Deus removeu deste mundo, em Gênesis) aparece também em listas de sábios pré-diluvianos encontradas no antigo Oriente Próximo. Mais interessante é o fato de aparecerem, no antigo Oriente Próximo, nomes semelhantes aos que ocorrem nos capítulos iniciais de Gênesis. Alguns nomes e partes desses nomes integram nomes pessoais usados em diferentes períodos históricos daquela região. Por exemplo, as raízes semíticas que subjazem aos nomes de "Eva" e de "Sem" aparecem com freqüência em nomes próprios. Outras raízes, como as de Lameque e Arfaxade, não aparecem nunca. Algumas, como o nome Adão e a primeira parte dos nomes de Metusalém e Metusael, ocorrem em épocas e lugares específicos apenas durante o segundo milênio antes de Cristo ou em período anterior a ele. Não fazem parte de nomes próprios usados durante o primeiro milênio, o período dos reis israelitas, o que mostra que remontam a um período mais antigo, e não a um período mais recente.

Pentateuco
gresso moral. Lamcque tomou duas esposas. A dor e os problemas que isto trouxe são evidentes em histórias posteriores. E ele gabou-se do assassinato que cometeu, excedendo Caim. Os dois últimos versículos dão um vislumbre de esperança. Adão e Eva tiveram Sete e as pessoas começaram a "invocar o nome do Senhor". • A e s p o s a d e C a i m Os vs. 14-15,17 dão a impressão de uma terra, até certo ponto, povoada. A maneira mais simples de explicar isto é supor que havia outros filhos de Adão c Eva que não são mencionados. Outros argumentam com base no fato de a palavra "adão" significar homem, ou humanidade, que toda uma raça foi criada, e não um único casal.

G n 6—11
O dilúvio e Babel Gn 6.1-8: U m a r a ç a p e r d i d a A raça humana, imersa em violência e corrupção, traz destruição sobre si mesma. Deus reduz a longevidade para 120 anos. Mas apenas isto não traz resultados. Apenas um ato de julgamento livrará o mundo do pecado. • 6.2 Versões diferentes falam dc "filhos de deuses" ou "filhos de Deus" (i.e. anjos) ou ; "seres sobrenaturais". • 6.4 "Gigantes" (no hebraico, nefilim): os "valentes" (heróis) do passado.

Gn 6.9—9.29: A história d e N o é Como na criação, devemos abordar este relato como uma narrativa, esperando imagens, símbolos e padrões, buscando o motivo "fcíKílianfo Gn 5: G e n e a l o g i a pelo qual cia está sendo contada, a "a mensadurar a ferra, A Bíblia traz com freqüência genealo- gem (ou mensagens) da história". não deixarão dc haver gias semelhantes a esta de Gn 5 para defiNo princípio. Deus estabeleceu os limites semeadura nir uma importante linha dc descendentes. da terra e das águas, tirando ordem do meio e colheita, frio e calor, Muitas dessas genealogias são seletivas, às do caos. Agora, corno resultado do pecado verão e inverno, vezes para criar um padrão de certo número humano, as forças dc destruição são liberadia t noite." de nomes (p. cx., Mt 1). A idéia não c somar- das. Mas nem tudo está perdido. (Promessa de Deus mos todos os números e calcular o tempo Num cenário de julgamento, a narratiapós o dilúvio, em Cn 8.22) decorrido. ( 0 Arcebispo James Ussher fez va enfatiza o ato divino de salvação. Noé, isto e datou Adão dc 4004 a.C. Entretanto, "o único homem íntegro daquele tempo", o com base em Jericó e outras cidades, temos único que "andava com Deus", não seria conconhecimento dc uma civilização que data de denado com os outros. Deus tinha um plano 7000 a.C, e este ainda não é o princípio da dc resgate bem elaborado. Ele arranjaria um história humana.) lugar de segurança e refúgio. Uma vida inteiNo Oriente Próximo antigo, os núme- ra de conhecimento c de confiança em Deus ros geralmente eram usados para demons- havia preparado Noé para esse momento. E trar importância em vez de quantidade real. ele fez exatamente o que Deus ordenara. As idades decrescentes de Matusalén! a José Infelizmente, mesmo um novo começo nãu podem ser interpretadas como os efeitos restaura o Éden nem altera a natureza humacumulativos do pecado. na. A "imagem de Deus" (9.6) permanece, A longevidade atribuída a esses ances- mas permanece também a disfunção na criatrais é impressionante. Varia dos 777 anos ção. Os animais agora passam a ser alimende Lameque aos 969 anos de Matusalém. to para os humanos. E a própria história de Cada um dos dez registros segue o mesmo Noé termina mal. (É significativo que a Bíblia nos conta as falhas até dc seus maiores persopadrão: Quando fulano tinha tantos anos, nasceu o nagens.) Noé ficou bêbado, Cam desonrou o seu filho beltrano. Viveu mais tantos anos e teve seu pai e o patriarca amaldiçoou Canaã, filho outros filhos e filhas. Viveu mais tantos anos e (mais novo?) de Cam. Teria Canaã agravado o desrespeito dc Cam? Não sabemos. Mas os moireu. A nota melancólica da frase final "e mor- canancus foram, mais tarde, subjugados pelos reu" só varia no caso de Enoque, o homem descendentes dc Sem, os israelitas. que "andou com Deus". Para ele Deus linha Histórias de um dilúvio foram transmitioutros planos. E o último dos dez, Noé, tam- das em diversas línguas em muitas partes do bém "andava com Deus" (6.9). Ele também, mundo. Os relatos babilónicos (sumérios e, embora de forma diferente, foi salvo da em especial, acádios) se assemelham muito morte. à história registrada aqui. Isto não deveria

Gênesis

123

Histórias sobre dilúvios
Alan Millard

Reminiscências de um dilúvio ou de vários dilúvios podem ser encontradas em todo o mundo. Como seria de esperar, apresentam vários aspectos em comum: pessoas são salvas dentro de um navio; animais foram levados a bordo; o navio "atracou" no alto de um monte. Da Babilônia (e só de lá, entre as histórias antigas de dilúvio) nos vem um relato tão parecido com o de Gênesis que as pessoas se perguntam se não houve empréstimos ou influência de u m sobre o outro. Já faz um século que conhecemos a Epopéia de Gilgamés, tabuinha 11. Otema da narrativa é o seguinte: os seres humanos não podem ter nenhum a esperança de imortalidade, pois o único que a alcançou foi o Noé babilónico. Essa narrativa foi inserida no ciclo de Gilgamés a partir de uma obra anterior, a Epopéia de Atrakhasis (veja "Histórias da criação"), onde faz parte de um relato mais longo sobre a história humana desde a criação, como no Gênesis.

0 " N o é " babilónico

S e g u n d oa n a r r a t i v ab a b i l ó n i c ad od i l ú v c i o é , u ,a t éq u ep a s s a s s e mo ss e t ed i a sd et e m d e p o i sd ac r i a ç ã od o sp r i m e i r o ss e r e sh u m a p n o e s , t a d e .F o ie n t ã oq u eA t r a k h a s i sm a n d o u ob a r u l h oq u eo sfilhosd e s t e sf a z i a me r at a p n á t s o s a r o sp a r af o r ad ob a r c o ,p a r av e r i f i c a rs e q u eod e u sd at e r r an ã oc o n s e g u i ad o r m i r . aS e t e u r s r ae r ad en o v oh a b i t á v e l( u me p i s ó d i op r e p l a n o sd ea c a b a rc o mob a r u l h od e r a ms e r e m v a d ou n i c a m e n t en av e r s ã od eG i l g a m é s ) ,e n a d a ,q u a n d oop i e d o s oA t r a k h a s i sc o n s e g u o i u f e r e c e uu ms a c r i f í c i on oa l t od am o n t a n h a , a s s e g u r a raa j u d ad od e u sq u eh a v i ac r o i a n d d o eob a r c oh a v i ae s t a c i o n a d o .C o mm u i t a o sh o m e n s .P o rf i m ,o sd e u s e so p t a r a ma p v o i d r e z ,o sd e u s e ss er e u n i r a m" c o m om o s c a s " , u md i l ú v i oc a t a s t r ó f i c o ,et o d o sj u r a r a mq a o u es e n t i r e moc h e i r od os a c r i f í c i o ,ej u r a r a m m a n t e r i a mop l a n oe ms e g r e d o .M a st a m b n é m u n c am a i sp r o v o c a rs e m e l h a n t ed e s t r u i ç ã o .A d e s t av e zA t r a k h a s i sf o ia d v e r t i d o .N u ms o n d h e o u ,s am ã ej u r o up o ru mc o l a rd ep e d r a sa z u i s od e u so r i e n t o u oac o n s t r u i ru mb a r c oe M l e a v s a r od e u sc u j os o n oh a v i as i d op e r t u r b a d o p a r ad e n t r od e l ea s u af a m í l i a et a m b é ma a l g i n u d n a sn ã os ed a v ap o rs a t i s f e i t o .Ed e p o i sd e a n i m a i s .D e v e r i a ,i g u a l m e n t e ,e x p l i c a rs u aa ç ã u o m ad i s c u s s ã oe mt o r n od ai n j u s t i ç ai n e r e n t e a o so u t r o ss e r e sh u m a n o s ,d i z e n d oq u en u s m e c a s t i g oi n d i s c r i m i n a d o ,f o io r g a n i z a d ou m t r a t a v ad eu mc a s t i g oq u el h es o b r e v i r i as p i s t a e r m aa e mq u ea l g u m a sm u l h e r e sd e i x a r i a m q u ee l e sp u d e s s e ms e rb e n e f i c i a d o s .Q u a n d o ed a ràl u z ,e n t r a n d oe mo r d e n sr e l i g i o s a s ,a o t o d o se s t a v a mab o r d o ,c o m e ç o uat e m p e s t a p d a e s s oq u eo u t r a st e r i a ms e u sf i l h o sv i t i m a d o s et o d aah u m a n i d a d ef o id e s t r u í d a . p o rd o e n ç a s ,i m p o n d o ,d e s s am a n e i r a ,l i m i t e s a oc r e s c i m e n t op o p u l a c i o n a l .( O st e r m o su s a O sp r ó p r i o sd e u s e sf o r a ma f e t a d o sp e l a d o sd e i x a mc l a r oq u ee s s an a r r a t i v ae r au m a t r a g é d i a .C o m on ã oh a v i as o b r a d on i n g u é m e x p l i c a ç ã op a r aos i s t e m as o c i a lq u ev i g o r a v a q u ep u d e s s es e r v i l o s ,ficarams e mac o m i d a n o e m p od oa u t o r . ) eb e b i d aq u el h e se r aa p r e s e n t a d an o ss a c r i -t f í c i o s .As o l u ç ã of o ia g ü e n t a ros o f r i m e n t on o

0 moral da história
A história do dilúvio na Babilônia aparece também num texto sumeriano, que conta praticamente a mesma história, só que de forma mais abreviada. E muitas outras composições sumerianas se referem à época do dilúvio, num passado remoto, ou até mesmo a um tempo pré-diluviano. A história do dilúvio no Gênesis está, claramente, ambientada na Mesopotâmia, e as numerosas semelhanças encontradas dão a entender que se trata de um relato sobre o mesmo acontecimento mencionado n a narrativa babilónica. Temos, neste caso, pessoas de diferentes lugares que guardaram reminiscências do mesmo desastre natural. Mas o moral da história e o conteúdo teológico

Esta tabuinha de argila que remonta ao século 7 a . C , proveniente de Nínive, é a 1 1 tabuinha da Epopéia de Gilgamés e contém o registro babüónico d o dilúvio.
a

124

Pentateuco

das duas narrativas são muito diferentes entre si. A revelação de Deus se encontra, não apenas na narração dos acontecimentos, mas também na interpretação dos fatos.

0 dilúvio sob uma nova luz?

O final d o dilúvio na narrativa babilónica
Eu ofereci uma libação no alto da montanha, Os deuses sentiram o cheiro. Os deuses sentiram o cheiro suave, Os deuses se ajuntaram como moscas ao redor do que oferecia o sacrifício. Quando finalmente a grande deusa (Ishtar) apareceu (ela disse): "Todos vocês deuses aqui, como nunca esquecerei meu colar de lápis-lazúli, Eu vou me lembrar desses dias, e deles nunca me esquecerei".

O final do dilúvio no relato do Gênesis
Levantou Noé um altar ao SENHOR e, tomando de animais limpos e de aves limpas, ofereceu holocaustos sobre o altar. E o SENHOR aspirou o suave cheiro e disse consigo mesmo: Não tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque é mau o designio íntimo do homem desde a sua mocidade; nem tornarei a ferir todo vivente, como fiz. (Gn 8.20-21)

Não deveria nos surpreender que existam tantas reminiscências de histórias de dilúvios em várias partes do mundo. Os Drs. William Ryan e Walter Pitman, especializados em geologia marítima, ficaram em especial intrigados com as narrativas que aparecem na Bíblia e no relato babilónico. Segundo o Dr. Ryan, "se, como a descrição parece sugerir, o dilúvio fez com que comunidades inteiras se deslocassem para outros lugares, era de se esperar que a história do dilúvio fosse transmitida às gerações futuras". Os geólogos descobriram que o mar Negro já foi um lago de água doce, mas que, uns 9 mil anos atrás, repentinamente as águas ficaram salgadas. Pesquisas adicionais revelaram que o nível das águas subiu uns 60 m. Mais elementos foram reunidos a partir de uma avaliação sismográfica do leito do mar. A aplicação de testes de carbono 14 adiantou a data do dilúvio para 7550 anos atrás. Eles ventilaram a hipótese de que o final de uma Era do Gelo traria uma dramática elevação do nível dos mares, e concluíram que o lugar mais provável para uma corrente catastrófica seria uma bacia num formato de garrafa que tivesse conexão com o mar através de uma passagem estreita. 0

mar Negro se encaixa perfeitamente nestas características. Será que isso poderia ser a origem das histórias sobre dilúvios? Será que essas histórias foram levadas à Mesopotâmia por povos que migraram para lá, saindo das imediações do mar Negro, e depois foram levadas da Mesopotâmia para Canaã por Abraão? Isto explicaria a referência ao Ararate como a montanha mais alta da região. Afirma o Dr. Ryan: "Temos evidência conclusiva de que houve um dilúvio no mar Negro. A evidência de que se trata do mesmo que aparece na Bíblia e no Épico de Gtgamés é circunstancial, e isso levou a uma amigável disputa entre nós e os arqueólogos". Entretanto, ha uma série de perguntas sem resposta. A tradição babilónica não concorda com isso. Não sabemos com certeza se havia gente morando nas imediações do mar Negro naquele tempo. E, no relato bíblico, as águas do dilúvio diminuem.

Gênesis
causar surpresa, se todos esses relatos refletem lembranças de um acontecimento que de fato ocorreu naquela mesma região. Não há necessidade de supor que o autor de Gênesis tenha-se baseado nas histórias babilónicas para obter esta informação. Na realidade, a natureza crassa dessas histórias babilónicas (com seus deuses excêntricos e briguemos) torna isto improvável. A história de Gênesis pode ter sido reunida de mais de uma fonte para chegar à sua unidade atual. • O n d e e q u a n d o ? Com base na linguagem usada no cap. 7, fica claro que o autor quer que vejamos o dilúvio como um evento cósmico, um ato de julgamento que reverte o ato criador. O que segue é um novo começo. Mas o autor não compartilha nosso conceito do mundo global. "A terra" do autor é a terra da história da humanidade antiga relatada em Gn 2 e seguintes. (Compare Gn 41.57; também At 2.5). Não temos como saber com certeza quando o grande dilúvio que inspirou essas histórias realmente aconteceu. A lista de nações descendentes dos filhos de Noé (Gn 10) sugere uma data bastante antiga — alguns milhares de anos antes dos dilúvios do sul da Mesopotâmia por volta de 4000 a.C, cujos vestígios foram encontrados em escavações. E possível que esta história remonte ao fim da Era Glacial, por volta de 10.000 a.C. • A aliança (6.18) é um terna recorrente e importante. É um acordo formal entre Deus e seu povo, estabelecido sucessivamente com Noé, Abraão, a nação de Israel (por intermédio de Moisés) e o rei Davi. A cada estágio a aliança se torna mais densa em termos de promessa, até a vinda dc Cristo, que introduz a "nova aliança". (A palavra "testamento", usada nos títulos Antigo Testamento e Novo Testamento, tem o mesmo significado). Em cada uma dessas instâncias, Deus toma a iniciativa. Ele estabelece os termos e os torna conhecidos. Somente Deus garante seu cumprimento. As pessoas desfrutam das bênçãos da aliança à medida que obedecem aos mandamentos dc Deus. Veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo". • Quarenta d i a s A Bíblia freqüentemente associa importância especial a certos números. "Quarenta" é usado sempre de novo para indicar algo importante, uma nova etapa, uma ação de Deus, ou apenas para indicar "um longo período de tempo".

125

Navio dos puritanos: 27.5 m

Clíper: 64,5 m

Navio dc cruzeiro moderno: 262 m

Gn 10: O s d e s c e n d e n t e s de N o é As nações do mundo bíblico são todas descendentes dos três filhos de Noé: Sem, Cam e Jafé. A genealogia é organizada conforme o seguinte padrão: Título (1) Descendentes de Jafé (2-4) Detalhe extra sobre Java (5a) Resumo (5b) Descendentes de Cam (6-7,13-18a) Detalhe extra sobre Ninrode (8-12) e Canaã (18b-19) Resumo (20) Descendentes de Sem (22-29a) Detalhe extra sobre Sem (21) c Joctã (29b-30) Resumo (31) Resumo da lista inteira (32) A família de Sem vem por último: estas são as nações em torno das quais o próximo estágio da narrativa se desenvolve. "Hêber" é da mesma raiz que o adjetivo pátrio "hebreu". Gn 11.1-9: A t o r r e d e B a b e l Aqui está outra história antiga que explica as condições atuais. Por que a humanidade está dividida? Por que existem tantas línguas diferentes? A história da queda da humanidade não explica tudo. Esta história tenta explicar.

A arca A palavra hebraica para "arca" significa "caixa" ou "baú", e ajuda a entender o formato da mesma. As medidas mostram que ela era enorme. Se um côvado tiver uns 45 cm. as dimensões da arca são 133 m de comprimento, por 22 m dc largura por 13 m de altura. Ela foi projetada para flutuar, não velejar e não houve problemas para zarpar! Fora da história do dilúvio, a palavra '"arca" só ocorre na história em que Moisés lói tirado Isão c salvo!) das águas d o Nilo. Naquele contexto, a palavra significa "cesto" ou "cesta".

Pentateuco

Mizraim Cuxe Nações que descenderam d o s filhos de N o é Cin 10 apresenta um quadro dos povos do mundo antigo que Israel conheceu, estendendo-se do Sudão Oto Sul) às montanhas do Cáucaso (no Norte), e das ilhas gregas (no Oeste) ao Irá ( n o Leste). Muitos desses nomes são encontrados em outros escritos antigos e podem ser situados num mapa. mas outros ainda são desconhecidos. Nomes que, a princípio, foram dados a indivíduos tornaram-se nomes que passaram a identificar rodos os seus descendentes (como no caso • de Israel). Os relacionamentos que a história registra entre algum I dos povos diferem dos de Gênesis, mas migrações, guerras de conquista e casamentos inter-raciais podem ocultar as verdadeira • origens.

Uma reconstrução artística do templo em fornia de torre (zigurate) da cidade de Ur.

Em Sinar ( = Suméria, antiga Babilônia), reino de Ninrode, o caçador (10.10), as pessoas se reuniram para realizar um grande projeto arquitetônico — uma cidade e uma torre que chegasse ao céu. Deus observa este esforço cooperativo e o considera o início de uma terrível rebelião contra ele. Então divide o povo por meio da linguagem (compare com At 2, quando estas barreiras começam a ser derrubadas), e o dispersa — exatamente o que as pessoas estavam querendo evitar. A grande torre fica inacabada.

Babel (Babilônia) provavelmente era um templo cm forma de torre piramidal ou zigurate, semelhante àqueles que foram construídos na Babilônia no terceiro milênio a.C. Há ura jogo de palavras entre Babel c balai, "confu-1 são" ou "mistura". Uma inscrição relacionada a um zigurate posterior na Babilônia o des- \ creve como "o prédio cujo topo está no céu". O templo no topo era o local para o deus des-; cer e encontrar aqueles que o serviam. G n 11.10-32: D e S e m a A b r a ã o Aqui novamente a lista de nomes é sele-1 tiva, provavelmente abreviando a extensão F total de tempo envolvida. Os ancestrais de I Noé viveram muito mais tempo que os de | Terá, e a idade de paternidade passou a ser I bem menor. Quando chegamos ao nome de Tera, a lista | se torna mais detalhada. Esta é a família na çjual devemos nos concentrar. Os três filhos de Tera são alistados e sua cidade natal é Ur dos caldeus. Após a morte de Harã, Tera partiu J em direção a Canaã, com seu neto Ló, Abrão j e Sarai. A jornada os levou 900 km a noroeste

WÊÊBÊBSBBÊÊÊBÊBBM seguindo o rio Eufrates, até Harã — que era, como Ur, um centro de adoração à lua. (Js 24.2 registra que Tera "adorava outros deuses".) Ali eles se instalaram. Tera morreu, e o cenário está pronto para a história de Abraão, que, segundo At 7.2-4, ouvira o chamado de Deus antes de partir. Seu novo nome registra a promessa de Deus de tomar este homem pai de muitas nações, Gn 17.5. • Ur Veja "Abraão". > Harã A rota de Ur a Canaã via Harã era bastante comum para os viajantes nesta época. Harã era uma cidade importante no ponto de encontro de rotas de caravanas entre a Mesopotâmia e o ocidente. O nome significa "encruzilhada" ou "estrada".

A viagem de Abraão d e Ur a Canaã

Gn 12.1—25.18
História de Abraão G n 12.1-9: A c o n v o c a ç ã o para a j o r n a d a Gn 12.1-4 registra a ordem e promessa Deus a um homem, Abrão, e a resposta obediente da parte deste. As conseqüências deste simples ato, todavia, se espalhariam progressivamente, levando ao nascimento de uma nova nação e, com o passar do tempo, beneficiariam todo o mundo. "Partiu Abrão..." Ele já partira de Ur, cidade próspera com segurança e um alto padrão de vida. Agora ele partiu na segunda etapa da jornada, viajando outros 700 km a sudoeste até Canaã (Palestina), com Sarai, sua mulher estéril, seu sobrinho Ló e seus rebanhos. Em Siquém, no meio do território cananeu, Deus falou novamente em resposta ao chamado de Abraão. "Esta terra" seria herança dos descendentes de Abrão. Porém a jornada continuou na direção do Neguebe, região que se estende ao Sul, desde Berseba até o planalto do Sinai — hoje semi-árida, porém mais habitável na época de Abraão. 0 estilo de vida de Abraão representa a vida de peregrinação: o altar e a tenda testemunham a sua fé e a falta de uma moradia fixa. • Nômades As histórias de Abraão, Isaque e Jacó nos dão uma idéia da vida seminômade na Palestina antiga, de pessoas que passavam parte do tempo deslocando-se com seus rebanhos em busca de pastagens, e parte do tempo assentados, cultivando a terra.

Sodoma, Gomorra, Admá, ZeboimeovaledeSidim provavelmente se situem

Abraão e a guerra dos r e i s : Gn 14

Naquele tempo, grupos como estes podiam viajar livremente de um país a outro, sem maiores problemas com as línguas. Veja "Vida nômade". • " S e r ã o a b e n ç o a d o s / s e a b e n ç o a r ã o " (12.3) Ambos os sentidos são possíveis, mas o NT, seguindo a versão grega do AT (a Septuaginta), favorece "serão abençoados". Gn 12.10-20: F o m e A fome levou Abrão ao Egito. Pressionado pelo medo e pela insegurança, este homem de fé tratou de defender-se com uma perigosa

••Saia da sua
terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai e vá para uma terra que eu lhe mostrarei. Os seus descendentes vão formar uma grande nação." (Palavras que Deus disse a Abraão em Gn 12.1-2)

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Pentateuco
meia-verdade (veja 20.12) que colocou cm risco todo o projeto de Deus. Deus interveio com pragas. Sarai foi salva e Abrão foi vergonhosamente deportado. • A i d a d e d e S a r a i Parece surpreendente que Sarai, aos 65 anos, seja descrita como "muito bonita" (12.14). Porém, como ela viveu até os 127 anos, seus 60 anos equivaliam, quem sabe, aos nossos 30 ou 40 anos. Gn 13: A e s c o l h a d e L ó Rebanhos cada vez maiores provocaram a última quebra de vínculos familiares. Ló, a quem o generoso Abrão deu o privilégio de escolher, selecionou os pastos férteis do vale do Jordão. • M e l q u i s e d e q u e (18) Esta c n única aparição do misterioso rei/sacerdote de Salérn (provavelmente Jerusalém; o nome significa I "paz" — shalom, salaam). A autoridade dei Melquiscdeque (um décimo — o "dízimo" — | era a parte de Deus, de modo que Abrão trata este homem como representante de Deus), [ a falta de informação sobre ancestrais ej descendentes (extremamente importante para i qualquer homem que reivindicasse realeza ou status sacerdotal), e seu papel duplo de sacerdote e rei, levaram autores posteriores a j considerá-lo um prenúncio do Messias (veja SI 110.4; Hb 7.1-10). "Deus Altíssimo", veja "Os I nomes de Deus". Gn 15: A a l i a n ç a c o n f i r m a d a Desta vez a aliança não é introduzida por uma ordem. Deus ouviu as dúvidas e os medos de Abrão — "Continuo sem filho" (v. 2); "como posso ter certeza...?" (v. 8) — e a resposta de Deus tranqüiliza Abrão, na medida em que é uma repetição das promessas. • O h e r d e i r o Era prática comum na época que I casais estéreis adotassem um herdeiro, às vezes, j como neste caso, um escravo. O contrato de adoção podia conter uma cláusula no sentido \ de que, se o casal viesse a ter um filho, este teria precedência como herdeiro legal. • V . 6 'Abrão creu (depositou sua fé/confiou) no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça (o Senhor se agradou dele e o aceitou)". Este é u m dos versículos mais significativos das Escrituras, e, naquelas circunstâncias, uma resposta de fé surpreendente. Paulo (em Gl 3.6-9) argumenta com base nisto que judeus e gentios são reconciliados com Deus pela fé, e não por obedecerem às leis de Deus (já que nenhum de nós pode levar uma vida perfeita). "Abrão creu e foi abençoado; portanto, todos os que crêem são abençoados como ele foi" (Gl 3.9, NTLH). • O r i t u a l d a a l i a n ç a Desta maneira é que se confirmavam acordos na época (veja Jr 34.18). O castigo por violar o contrato era a morte — simbolizada pelo abate c divisão dos animais. Aqui, significativamente, apenas Deus se comprometeu ao passar entre as partes. Trevas, fumaça e fogo marcaram a presença de Deus como aconteceria também no monte Sinai (veja Èx 19.18; Hb 12.18). • Q u a t r o c e n t o s a n o s (13)... n a q u a r t a geração (16) A palavra "geração" também pode significar "vida". Abrão supostamente viveu bem mais que um século. Logo, quatro gerações podem equivaler a quatrocentos anos.

Depois de denotar os reis tribais, Abraão reuniu-se numa refeição de comunhão com Melquiscdeque, rei de Salem. O "estandarte" que aparece abaixo, e que havia sido
'.meu,i,In n u m

túmulo real de Ur alguns séculos antes da época de Abraão, apresenta cenas de guerra de um lado, e. aqui. o banquete da vitória e o desfile dos despojos. Este estandarte é um mosaico de conchas, calcário vermelho e lápis-lazúli.

Gn 14: O misterioso Melquisedeque Embora a vida seminômade fosse comum na época de Abrão, também havia muita gente que vivia em aldeias e "cidades" muradas (pequenas cidades; veja "Vida sedentária"). Estas eram governadas por "sheiks" locais, que por sua vez geralmente eram vassalos de reis mais poderosos. Os suseranos (v. 1) das cinco cidades da região do mar Morto (v. 2 ) vinham do distante Elão c da Babilônia (Sinar) e da Anatólia (rei Tidal). Rotas comerciais tornavam relativamente fáceis as viagens e a comunicação entre a terra natal de Abrão e Canaã. (Os elamitas exerceram poder considerável na Babilônia. Ur foi uma das cidades que conquistaram e saquearam naquela época).

• A m o r r e u s (7) Os aliados de Abrão penenciam a uma tribo que compartilhava a terra com os cananeus. Eles tinham bons motivos para apoiar Abrão, já que seu próprio povo fora vítima do ataque. Uma perseguição rápida e um ataque de surpresa deram a vitória a Abrão.

Gênesis

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Agar
Frances Fuller Agar era uma escrava. Quando Sara a entregou a Abraão para que ela lhes desse um filho, Agar não teve escolha. Porém, estar grávida de um filho de Abraão lhe deu certa vantagem. Ela havia adquirido valor, pois era capaz de algo que era vedado a Sara. Ela se tornou insolente, e isso era perceptível no seu jeito de olhar e no modo de agir. Sara, porém, reagiu de forma tão severa que Agar teve de fugir. É provável que o plano de Agar fosse seguir pela longa estrada do deserto, rumo ao Egito. Um anjo do Senhor "encontrou-a" junto a uma fonte, ao longo dessa estrada. 0 anjo chamou Agar pelo nome e lhe disse coisas admiráveis. A descendência dela seria multiplicada, a ponto de não se poder contá-la — a mesma promessa que havia sido feita a Abraão e Sara! Deus conhecia a opressão de Agar e prometeu que o filho dela seria "como um jumento selvagem", difícil de domar, hostil, independente, difícil de oprimir. O anjo disse a ela que voltasse para a sua senhora, e ela obedeceu. Esse encontro deve ter sido uma experiência espiritual e tanto! Agar disse o seguinte a respeito dele: "Agora eu vi o Deus que me vê". (O leitor, lembrado de que Sara descobriu que Deus tinha ouvido o riso dela, por mais que ela tivesse rido baixinho, se pergunta o que teria acontecido se Agar e Sara tivessem decidido compartilhar suas experiências!) Por mais 13 anos Agar se colocou a serviço de Sara. Quando Deus tornou a falar, enfatizando que o filho da promessa nasceria de Sara, e Sara de fato teve um filho, as coisas mais uma vez se complicaram para Agar. No dia em que Isaque foi desmamado. Sara pediu a Abraão que ele mandasse embora a escrava e o filho dela. E Abraão atendeu ao pedido de Sara. Agar e o filho saíram, andando errantes pelo deserto, levando consigo um pouco de comida e um odre de água. A água logo acabou e Agar, desesperada, deixou o menino debaixo duns arbustos, esperando que morresse. Mas Deus interveio, chamando do céu, lembrando a Agar que ele faria de Ismael uma grande nação. A mãe e o filho sobreviveram, vivendo na região montanhosa e deserta conhecida como o Sinai. Deus cuidou de Ismael e cumpriu as promessas feitas a Agar. A história dessas duas pessoas ainda é atual, pois trata da preocupação de Deus com os fracos, os desprezados, os pobres, os oprimidos. Ela mostra como Deus cuida daqueles que não fazem parte da aliança, e até mesmo dos que estão, quem sabe, bem longe da fé.

A história de Agar é contada em Gn 16.1-16; 21.9-21; 25.12. Veja também Gl 4.21-31

> V. 16b A NTLH traduz: "não expulsarei os amorreus até que eles se tornem tão maus, que mereçam ser castigados". Isto ajuda a entender a ordem dc destruir os povos cananeus na conquista da terra prometida. Deus lhes deu mais de quatro séculos para mudar de caráter. Na época de Josué, esses povos haviam chegado ao ponto em que não havia volta. Como no caso de Sodoma e Gomorra, o julgamento não podia mais ser adiado. Gn 16: C o n c e s s ã o Sarai encontrou sua maneira de fazer com que a promessa de Deus se realizasse. Sendo estéril, ela recorre à tradição e entrega sua escrava a Abrão. (Esta cláusula podia estar incluída no contrato matrimonial: o filho

resultante seria da esposa). Mas as emoções humanas em tal situação são complexas, c o resultado infeliz não é surpreendente. • A n j o d o S e n h o r (16.7) Veja Jz 2.1. Gn 17: O sinal d a circuncisão Deus confirmou a aliança mais uma vez, dando novos nomes a Abrão e Sarai. A maioria dos povos antigos, inclusive os hebreus, dava muita importância aos nomes das pessoas e dos lugares. Os nomes das pessoas geralmente diziam algo sobre a sua origem ou expressavam uma súplica ("Que Deus..."). A mudança de nome, neste caso, indica um novo começo. Assim, Abrão ("pai exaltado") foi mudado para Abraão ("pai de muitos"). E Sarai sc tornou Sara.

"'Olhe para o céu e conte as estrelas se puder... Será esse o número dos seus descendentes'. Abrão creu em Deus, o

Senhor."

Gn 15.S-6

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Pentateuco

Abraão
Alan Millard

Os judeus do tempo de Jesus tinham orgulho em afirmar: "Somos descendência de Abraão". Essa afirmação ainda é repetida por judeus e muçulmanos de nossos dias. Abraão é Importante por ser o homem a quem Deus prometeu a terra de Canaã e também por ser o modelo de fé: ele creu em Deus e levou Deus a sério. Na verdade, Abraão foi o primeiro a ter em mãos os títulos de uma propriedade material e de segurança espiritual. Em qualquer época as pessoas querem ter sua identidade, buscando-a, muitas vezes, no passado, em

genealogias e na história do próprio povo. Famílias que possuíam terras faziam um registro dos descendentes, para provar que eram os verdadeiros proprietários. Assim, o Israel antigo fazia o título de propriedade da terra em que morava remontar a Abraão, por mais que este nunca tivesse, ele próprio, tomado posse da terra.

liste documento sumeriano com seu envelope, da terra natal de Abraão, a cidade de Ur, e a tflbuldl em cuneiforme (nu página aposta) mostram o tipo de civilização desenvolvida que Abraão deixou para trás quando Deus o chamou.

Um h o m e m de fé
O pai de Abraão levou a sua família de Ur, na Babilônia, para Harã, na região onde hoje fica o sul da Turquia. Foi ali que Deus chamou Abraão, e este respondeu com fé. O texto não

diz como Abraão reconheceu Deus, o Deus verdadeiro, pois sua família adorava "outros deuses" (Js 24.2), incluindo, talvez, o deus lua, que era o patrono tanto de Ur quanto | de Harã. Num mundo em que se adoravam muitos deuses e deusas,

Ur
Ur já era uma cidade bem antiga quando Abraão nasceu. Escavações no "Cemitério Real", que data de cerca de 2500 a.C, revelaram uma série de tesouros: xícaras decoradas, utensílios feitos de ouro, e o "Estandarte Real de Ur" no qual aparecem cenas de guerra e paz (v<' época de seu apogeu, por volta de 2100 a.C, Ur era uma metrópole. 0 poder

O povo de Ur apreciava a música c a arte. Esta harpa reconstruída è um dos tesouros recuperados dos Túmulos Reais.

Gênesis

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crer num único Deus que pudesse suprir todas as suas necessidades era algo que faria de Abraão uma pessoa diferente de todas as outras. No entanto, esta era claramente a sua convicção. Embora, em conexão com Abraão, apareçam vários nomes para Deus, os mais freqüentes são "Javé" !o SENHOR) e "Deus". Outros nomes aparecem uma única vez: Deus Todo-Poderoso (£/ Shaddai, Gn 17.1; veja Êx 6.3), Javé, Deus Eterno (Gn 21.33), Deus Altíssimo (Gn 14.18-22). Fica claro que todas essas designações se referem à mesma Divindade. Abraão também podia identificá-lo com "o Criador do céu e da terra" a quem Melquisedeque, rei de Salém, servia (Gn 14.18-22). Em vários lugares d a terra de Canaã, Abraão ofereceu sacrifícios e fez orações, sem ritos elaborados ou sacerdotes que servissem

de intermediários, numa religião simples e pessoal. Tão logo Abraão chegou ã região central de Canaã, Deus lhe prometeu que aquela terra seria de seus descendentes (Gn 12.7), promessa que foi repetida em 13.15-17, no cap. 15 (de forma solene), e em 17.8. A história de Israel se baseava nessa promessa. Sem esperar que pudesse tomar posse daquela terra, era necessário que Deus reafirmasse a promessa anteriormente feita. O próprio Abraão deixou claro, diante de Deus, que necessitava dessa reafirmação (Gn 15.2,3). Os altares que ele edificou e as árvores que plantou eram, talvez,

um sinal de sua intenção de ficar na terra. No entanto, eram, acima de tudo, sinais de sua dedicação a Deus. Os lugares onde Abraão edificou altares não se tornaram lugares sagrados para sempre. O único pedaço de chão que Abraão possuiu naquela terra foi a caverna do campo de Macpela, perto de Hebrom, onde Sara foi sepultada. Deixar a sua casa, a sociedade que ele conhecia tão bem, e dirigir-se a uma terra desconhecida por ordem de Deus era um ato de fé. Saber que ele nunca possuiria a terra aumentou a sua fé. Os 25 anos de espera pelo nascimento do descendente foi outro teste, um teste que ele e Sara tentaram superar pela conexão de Abraão com Agar,

O maior teste de todos
Por fim, Abraão enfrentou o teste mais duro para a sua fé quando Deus pediu que ele sacrificasse o seu filho, uma ordem que Abraão acatou, ciente de que Deus proveria para si o cordeiro para o holocausto (Gn 22.8; veja Hb 11.17-19). Sacrifício de seres humanos era algo raro no mundo bíblico, de sorte que o pedido de Deus deve ter soado muito importante aos ouvidos de Abraão. Segundo uma tradição posterior, Salomão construiu o Templo no mesmo local onde Isaque foi amarrado. O fato de isso não ser mencionado pode ser indício de que o Gênesis é um relato mais antigo, enfatizando simplesmente que Deus provê. Quando Isaque tinha idade para casar e gerar um filho, a quem seria repassada a promessa da terra, Abraão, convencido de que Deus o guiaria, mandou seu servo de volta para Harã com a tarefa de encontrar uma noiva entre os seus familiares. Esta história é contada de forma magnífica em Gn 24. Uma família de poucas pessoas seria presa fácil dos inimigos. Mas

Estes bolos vasos de ouro estavam entre os tesouros descobertos nos Túmulos Reais, em Ur.

de seus reis se estendia para o Ocidente, chegando à costa do Mediterrâneo. Nesse período foi construído o grande zigurate (templo em forma de torre piramidal) em honra a Sin, o deus-lua que era adorado pelo povo de Ur. A cidade era um centro de comércio internacional e tinha dois portos bem movimentados, que se conectavam com o rio Eufrates através de canais. A maior parte da população morava e m casas de um piso, feitas com tijolos de barro, embota houvesse também algumas casas de dois andares. A maioria das casas era relativamente espaçosa, sendo que havia várias salas

ou quartos dispostos ao redor de um áttio central (veja a reconstrução d esquerda). Ao ser invadida por gente vinda do Elão, a oeste, lá pelo ano 2000 a.C, a cidade de Ur entrou em decadência, mas as ruínas do grande zigurate sobrevivem até os nossos dias.

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Pentateuco

U m personagem histórico?
A partir da Bíblia, podemos situar Abraão por volta do ano 2000 a.C. Como seria de esperar, não há nenhuma referência a ele em relatos extra-bíblicos. O estilo de vida do patriarca e os nomes dos membros de sua família refletem bem a cultura dos pastores semi-nômades que os eruditos modernos chamam de amoritas (e que eram encontrados em todo o Oriente Próximo no período que vai de 2000 a 1600 a.C). Embora alguns episódios da vida de Abraão (como recorrer a uma escrava para ser mãe substituta) pudessem ter ocorrido mais adiante na história dos israelitas, o quadro geral se encaixa melhor no tempo dos amoritas. A maneira como Deus é apresentado e a maneira como ele se relaciona com Abraão têm importância vital, desafiando os leitores a terem a mesma fé que teve Abraão.

^ > Abraão era um homem rico e tinha um grupo de homens encarregados de sua segurança. Assim, teve como resgatar seu sobrinho Ló, quando este foi levado embora por inimigos, além de auxiliar outra pessoas da região que tinham sofrido o mesmo ataque. Neste caso, foi positivo o relacionamento de Abraão com os chefes dos cananeus. Todavia, houve momentos em que, por motivos de segurança pessoal (Gn 12 e Gn 20), ele criou situações constrangedoras, fazendo com que Sara, sua mulher, se passasse por irmã (era, na verdade, sua meia-irmã).

Este xeque beduíno das imediações de lierseha ilustra o tipo de vida de um líder tribal do deserto. Vivendo em lendas amplas, eles têm a liberdade para conduzir os seus rebanhos aos melhores pastos.

Na história de Sodoma e Gomorra (Gn 18—19), Abraão se mostrou compassivo para com os seus vizinhos, por mais que Deus já os tivesse condenado por causa de seus pecados. Em seu famoso diálogo com Deus, ele estabeleceu o princípio de que Deus não destruiria a cidade, se nela fossem encontrados dez justos. Infelizmente, nem dez foram encontrados e as cidades e seus habitantes foram destruídos.

A história de Abraão é contada em Gênesis, desde 11.26 até 25.11. Veja também lo 8.33-59; Rm 4; Hb 11.8-19. MOMENTOS MARCANTES O chamado de Deus — Gn 12.1-5 A aliança — Gn 15 A oração por Sodoma — Gn 18 O nascimento de Isaque — Gn 21 O "sacrifício" de Isaque — Gn 22

Gênesis O sinal físico da circuncisão traz não só Abraão mas também Ismael e toda a comunidade multirracial da casa de Abraão para dentro da aliança. Vinte e quatro anos após deixarem I l a r ã , é anunciado o nascimento de Isaque, filho de Sara. • Circuncisão Não se tratava de um ritual novo. Nas nações vizinhas representava admissão ao status de adulto dentro da tribo. No caso de Israel, era um sinal exterior — desde o nascimento — de um relacionamento especial com Deus; não apenas um sinal de propriedade, mas um símbolo da realidade de todas as promessas de Deus expressas repetidas vezes nesses versículos. A circuncisão também significava obediência a Deus por parte do seu povo. Gn 1 8 . 1 - 1 5 : O s m e n s a g e i r o s Abraão acolheu u m estranho e, sem se dar conta, recebeu o próprio Senhor na sua casa. As efusivas boas-vindas e a preparação da comida (apesar da inconveniência da chegada dos visitantes durante o descanso do meio-dia) são elementos típicos da hospitalidade entre povos nômades do deserto até hoje. Aquele "um pouco de comida" (v. 6) acabou se transformando numa refeição de pães frescos, coalhada, leite c carne da melhor qualidade. As palavras "Será que para o S E N H O R há alguma coisa impossível?" revelam a verdadeira identidade do visitante c o riso incrédulo de Sara transforma-se em temor. Gn 1 8 . 1 6 - 3 3 : U m a s ú p l i c a por S o d o m a 0 pedido de Abraão demonstra a qualidade do seu relacionamento com Deus. Não é de admirar que 2Cr 20.7 o descreve como "amigo" de Deus. Deus precisava conhecer pessoalmente (v. 21) a verdade sobre Sodoma e Gomorra: rumores não eram suficientes. Abraão chegou à conclusão de que o julgamento era inevitável, porém sabia que era contra a natureza de Deus condenar os inocentes. Falou cautelosamente, sem tentar fazer Deus mudar de idéia, mas cada vez mais certo de que o "juiz de toda a terra" agiria "com justiça". Na ocasião, embora não tivessem sido encontrados nem dez "justos" em Sodoma, Deus salvou quatro pessoas — Ló, a mulher dele, c suas duas filhas. Gn 19: D e s t r u i ç ã o e r e s g a t e "Onde estão os homens que entraram na sua casa esta noite? Traga-os aqui fora para nós, pois queremos ter relações com eles" (v. 5 ) . Todos os homens da cidade estavam envolvidos nessa terrível tentativa de estupro — nenhum deles se junta ao protesto dc Ló contra a infração dos mais sagrados princípios da hospitalidade, para não dizer de civilidade. Deus tinha evidências claras de que o clamor contra Sodoma tinha a sua razão de ser (18.20-21). • O que aconteceu? A catástrofe provavelmente foi um terremoto acompanhado pela explosão de gases naquela região instável do Vale da Grande Fenda. O julgamento de Deus assumiu a forma de u m desastre "natural", mas para o bem de Ló Deus poupou a cidade de Zoar. "Está bem; concordo. E u não destruirei aquela cidade. Agora vá depressa, pois cu não poderei fazer nada enquanto você não chegar l á " (19.21-22). Mesmo assim, a mulher de Ló ficou para trás, parando para olhar, e morreu — v i r o u uma "estátua de sal", não num passe de mágica, mas ao ser sufocada pelo enxofre e pelos destroços que caíram sobre ela. • Moabe e Amom (37-38) Aparentadas com Israel, estas duas tribos que ocupavam as terras a leste do Jordão e do mar Morto adoravam outros deuses (veja Nm 25) e foram freqüentemente denunciadas pelos profetas. Apesar do caráter sórdido da origem dessas tribos, sua alienação em relação a Israel não era inevitável, como a história de Rute deixa muito claro. G n 20: H u m i l h a d o p o r u m r e i p a g ã o Muitos consideram esta história uma simples repetição de G n 12.10-20. Entretanto, Abraão, com certeza, não foi o primeiro nem o último a repetir o mesmo pecado q u a n d o se encontra sob pressão. Tampouco foi a única pessoa a ser humilhada duas vezes na presença daqueles que não têm o "temor de Deus" (v. 11) a orientar suas ações. Abimeleque (veja 26.1) saiu dessa situação com mais honra que Abraão, o homem de fé. Mais uma vez ficamos no suspense. Será que Deus permitirá que a insensatez de Abraão arruine seu plano no último momento? • Gerar Uma cidade antiga perto do litoral, ao sul de Gaza. G n 21.1-21: I s a q u e e I s m a e l Vinte e cinco anos se passaram desde que a promessa fora feita. Os pais idosos de Isaque ficaram naturalmente radiantes com seu nascimento. A exigência de Sara de expulsar

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Betume também é encontrado naquela região. Acredita-se que Sodoma e Gomorra foram submersas após o cataclismo que as destruiu e que as cidades agora se encontram submersas na parte sul do mar Morto. A á g u a e v a p o r a . o mar M o n o não lem v a / ã n OU saída. a localização nunca foi confirmada. d e i x a n d o n i n a a l i a concentração d e sal q u e e l i m i n a i o d a s as formas de vida. onde há estranhas formações de sal.JO Pentateuco \\>i ficar l á o abaixo d o nível d o mar ( o u d o s Onde situavam-se Sodoma e Gomorra? Alan Millard m u r o s mares). Geólogos sugerem que um terremoto. por isso. Na verdade. o que se encaixa com os "poços de betume" mencionados em Gn 14. Mas nenhuma ruína foi encontrada para Mor identificar essas cidades e. poderia ter causado um grande incêndio e a liquefação d o betume numa escala grande suficiente para engolir Sodoma e Gomorra. as cidades poderiam ter existido em qualquer lugar no vale próximo ao mar Morto.10. Ueálaróntc 1 • i | / Jerusalém • Mm Possível localizarão de Sodoma o Gomorra (ho|e coberta por águas rasas) fes Mono . comum nessa região volátil.

Jesus ensinou seus discípulos a orar no Pai-Nosso.3 4 : U m a r i x a por c a u s a d e u m p o ç o A água sempre foi preciosa para os pastores no clima seco do sul da Palestina. O índice pluviométrico mensal nesta área cai de 100 mm. Será que Abraão está disposto a oferecer aquele que lhe é mais importante que tudo no mundo? Será que ele confiará em Deus no que diz respeito a Isaque? No passado. possivelmente.9. • Filisteus Abimeleque e o povo de Gerar podem ter sido antigos colonizadores filisteus naquela região. 28. Expulso por Sara e Abraão. foi assim que Abraão a interpretou. E ao oferecer seu próprio filho. 18. "Não nos deixes cair em tentação".17. o seu único filho. em vez de um nome pessoal. Mas as palavras do v. Deus não quer um sacrifício humano. "protegido por Deus.17-33). A palavra surge novamente no v. "Abimeleque" pode ser um título filisteu para "rei" (como o "Faraó" egípcio). seu papel é passivo. Aqui. embora este não fosse filho da promessa. então. Ksln representação d a cabeça d c um carneiro data d a época de A b r a ã o . E desde o período dos Juízes houve conflitos entre os dois povos. a quem você tanto ama". 36. e os dois retornam juntos (v. assim como para leitores de todos os tempos.12-18. Mais uma vez aparece o cuidado de Deus por Ismael. há conflitos por causa de água desde o t e m p o de A b r a ã o até o presente.il d a história e m q u e DeUS pós A b n l o I prova. não ativo: uma aceitação do sofrimento — como o servo do Senhor em Is 53. Assim sendo.10 e a alegoria de Paulo em G l 4). 6.13 137 A o fin. • 0 menino ( 1 4 ) Ismael já devia ter 14 anos ou mais. (Veja também 25. rebanhos bebem á^ua da J u d e i a .3. ele havia deixado de confiar em Deus para sua própria segurança: duas vezes o vimos de forma egofsia colocar em risco a vida de Sara. o patriarca ofereceu como sacrifício um carneiro. Para cie. A questão é claramente apresentada como de confiança (veja Mb 11. as palavras devastadoras com que a história começa são chocantes: "Pegue agora Isaque. ele não foi abandonado por Deus. 26. 5). para zero nos quatro meses do verão (junho a setembro.Gênesis Agar c Ismael contrariava o costume da época e Abraão precisou de uma palavra de Deus antes de concordar. não nos surpreende que tenha havido um rixa por causa de um poço em Berscba (veja os problemas de Isaque. Q u a n d o os israelitas saíram do Egito. 9: "brincando com" / "provocando". 1 são claras: é assim que o autor interpretou a situação. Q u e tipo de Deus é este Deus que pensávamos conhecer? A instrução é ainda mais intrigante. em janeiro. Gn 2 2 : U m a m a n e i r a c h o c a n t e de t e s t a r a f é 0 que Abraão sabia a respeito de Deus certamente jamais o levaria a imaginar que Deus poderia querer um sacrifício humano. e m lunar d e seu filho. toda a área litorânea do Sul era habitada por filisteus. Pelo contrário. são os seres humanos que (equivocadamente) colocam Deus à prova. Mas agora ele confia mesmo sem entender. Gl 4.22-25 mostra porque o rompimento era inevitável. Deus provê. já que todas as promessas de Deus convergiam em Isaque.12-15).9 "Isaque" em hebraico significa riso (veja 17. num poço nas colinas . e a renovação do pacto. • "Deus pôs Abraão à prova" ( 1 ) 0 termo antigo "tentou" tem o mesmo significado de provar o u testar.9. ( I C o 10. ele reflete a oferta muito mais preciosa de Deus em Jesus. 2 2 . naquela parte do mundo). como Jesus que foi s u b misso até a nu irte. • Vs. Como Deus podia exigir sua morte? No final da história podemos respirar aliviados. Na Palestina.17-19). E Isaque? Será que esperneou o u discutiu? Na narrativa. Em outras passagens da Bíblia é Satanás quem testa o u . Gn 2 1 . o seu filho. o menino cresceu" (20).

1Pe 3. Sara tinha o filhinho em seus braços. Um documento encontrado entre os Pergaminhos do Mar Morto. Deus também não estava contente com a situação. Traída? Usada? Violada? Nas duas vezes Deus interferiu para resgatá-la. e Sara pediu a Abraão que mandasse Agar e Ismael embora. escrito séculos mais tarde. disse ela. Ao que tudo indica. Quando tornou a falar com eles. sempre uma pessoa de fora em culturas estranhas. grávida. de Gerar. a beleza física de Sara. Veja. imaginando que todos os que ouvissem essa história passariam a rir com ela. "Deus me deu motivo para rir". A Bíblia não diz como Sarai se sentiu nessa situação. Sarai. houve ciumeira entre Sara e Agar por causa dos filhos. Deram ao menino o nome de "Riso". O resultado te. ela se deu conta de que para Deus não havia impossíveis e começou a rir de alegria. ficou braba com Abrão. do rei Abimeleque. . foi que a escrava. do Faraó do Egito. Ela passaria a se chamar Sara. passou a desprezá-la. depois. também. Isaque não se deixou consolar. Deus havia prometido a Abrão uma descendência tão numerosa quanto as estrelas. Sara viveu 127 anos e morreu em Hebrom. em detalhes. num mundo em que as mulheres não eram senhoras do seu destino. e mês após mês era a mesma frustração e o mesmo recado a Abrão: "Ainda não foi desta vez". Hb 11. Duas vezes ele foi levada para fazer parte do harém de homens poderosos: primeiro. mas deixou Sarai exposta.3-6. Isso salvou a pele de Abrão. Segundo o costume. que você pode mostrar que me ama: aonde quer que cheguemos. seguindo a orientação de Deus.Pentateuco Sara Frances Fuller Lá na Mesopotâmia ela era Sarai. Abraão encostou o rosto no chão e começou a rir diante da idéia de Sara ter um filho aos 90 anos de idade. Alguém poderia matá-lo para ficar com ela. Sara acompanhou sen m a r i d o numa vida n ô m a d e . mudando o nome do patriarca de Abrão para Abraão. Durante três anos. tão bonita que o marido se sentia inseguro. tendo em mente a fidelidade de Sara em relação a seu marido e relevando os seus defeitos. enfatiza. Sarai ficou tudo menos realizada e feliz. Por fim. O S E N H O R mandou que Abrão saísse à procura de uma terra que Deus lhe daria. diga sempre a respeito de mim que eu sou apenas um irmão". triunfo e satisfação. Tratou de maltratar a escrava Agar e. escreveu que ela é modelo da beleza interior que caracteriza as mulheres dedicadas a Deus. Sarai entregou a escrava a Abrão. morando em tendas. Poderia uma mulher ter um filho estando já na menopausa? Será que um camelo conseguiria voar? Quando. Escutando a conversa na entrada da tenda. que significa "princesa". Depois disso. o filho de Abrão com a escrava de Sarai seria filho de Sarai e reconhecido como herdeiro. mostrando-se descren- A história de Sara é narrada em Gênesis. 12—23. quando nasceu o menino Ismael. meia-irmã e esposa de Abrão. mandando pragas sobre o Faraó e levando Abimeleque a ter pesadelos — e assim Abrão foi solicitado a buscá-la de volta. E Deus prometeu que ela teria um filho e que ela seria a mãe de nações e de reis. indo d e lugar e m l u g a r e v i v e n d o e m tendas c o m o estas mulheres. por sua vez. Sara riu também. Ela era bonita. O apóstolo Pedro. que conhecia todos os motivos de riso que Sara tinha. Abraão chorou a morte de Sara e comprou a caverna de Macpela para sepultar a mulher. e ela própria. Assim. ele combinou com ela o seguinte: "É assim Sarai era estéril. por fim.11. caps. e assim ela passou a acompanhá-lo numa vida nômade. Assim. Sarai decidiu resolver a situação à sua maneira. ele também deu um novo nome a Sarai.

geralmente cavernas ou escavações n a rocha. Túmulos familiares. também eram comuns.) > A t e r r a d e M o r i á (2) Abraão fez a sua oferta num dos montes sobre os quais Jerusalém se situa atualmente (possivelmente o próprio monte d o T e m p l o — veja 2 C r 3. G n 25. as posses e essencialmente escolhida por Deus. Atualmente n o local tradicional d o túmulo em H e b r o m aparece uma mesquita. c o poço tume do casamento arranjado.13) e teve que negociar até para ter u m local para enterrar sua esposa. não tinha direito a propriedade. O acordo entre A b r a ã o e os heteus d a região de H e b r o m poderia l e r sido registrado c m cuneiforme sobre u m a lalniiiiiia de argila semelhante a esta.1-11: O s ú l t i m o s d i a s de Abraão Os filhos d e Q u e t u r a são os ancestrais Gn 2 4 : R e b e c a de vários povos d o norte da Arábia. Ele viveu sem receber "as coisas que Deus tinha p r o m e t i d o " ( H b 11. Nenhuma conde Ismael clusão podia ser mais adequada d o que esta: Essas tribos ocupaDeus. é uma das mais belas d o AT. tradicional no de Agar (16. O pequeno g r u p o d e pessoas levou três dias para fazer a viagem d e cerca de 80 km. 53 selam o noivado. que será foco de atenção no cap. 139 Rebeca recebeu jóias d e o u r o e prata.1). (Isaque é novamente colocado n u m papel passivo. Ela reflete o cos.. que foram atraídos ao Sul pelo comércio.• V .12-18: ca destacam-se na narrativa. .vam o Sinai e a parte to em todas as suas etapas. 11 Beer-Laai-Roi. conforme detalhes da lei hitita ( a menção das árvores. A negociação é descrita v i v i damente. Os presentes do O s d e s c e n d e n t e s servo no v. • Família d e Naor (20-24) Esta rápida atualização d o outro ramo da família de Abraão serve para apresentar Rebeca. 18). uma jovem promessas tornaram-se suas: Deus abençoou da família do povo de Deus. no Neguebe. (v. A história narrada Isaque. coloca o seu selo noroeste da Arábia — sobre o casamento n o amor profundo de Isa"desde Havilá até Sur" que por esta jovem extraordinária. Esla moça judia icmcniia que v i v e em Israel se a d o r n o u com um tradicional c o l a r de prata e uma tiara d e prata. pesagem da prata pelos padrões da época e a proclamação na presença de testemunhas à porta da cidade). Mas Isaque cumprimento d a promessa depende de uma c o n t i n u o u sendo o único h e r d e i r o de seu esposa e de filhos para Isaque: uma esposa pai.Gênesis oferece outro comentário sobre provação e a provisão de Deus. Isaque era solteiro.) O servo fiel e a própria RebeG n 25. Oriente. estrangeiro na terra. Este capítulo c o 21 registram os primeiros direitos legais da família de Abraão cm Canaã. O foram sustentados p o r Abraão. 24.C. Acordos importantes podiam s e r registrados p o r escrito desde os tempos amigos. Os heteus que ocupavam a área de Hebrom devem ter sido imigrantes do reino hitita (fundado por volta de 1800 a. que guiou tão claramente esse casamen. Todos Abraão j á era idoso. na região onde hoje fica a Turquia). com a morte de Abraão.14). e. Gn 2 3 : U m t ú m u l o p a r a S a r a Abraão. pois os muçulmanos têm Abraão em alta conta.

31) Como filho mais velho. Esaú fez outra escolha errada. filha de um heteu.) A trama calculista de Jacó é descrita sem comentários — mas H b 12." Abimeleque propõe a paz com honra. J a c ó respondeu com sua própria promessa. O relacionamento entre Isaque e Rebeca foi prejudicado. A fome faz com que Isaque se retire d o Neguebe. Mais tarde encontramos os arameus estabelecidos mais ao sul. f o i d a d a d e forma genuína reconheceu Jacó como real herdeiro da promessa d e Deus. "por uma refeição vendeu seus direitos dc herança como filho mais velho". Esaú estava disposto a matar seu irmão. que gostava de ficar em casa. Deus repetiu a este homem pouco promissor a promessa feita a Abraão e Isaque. J a c ó partiu e em Betei ("casa d e D e u s " . mas ele vai para Gerar. local d o tradicional túmulo dos patriarcas. Jacó e Rebeca. A terra natal de Rebeca ficava entre os rios Eufrates e Habur. . c o m adições posteriores no período bizantino e n a época das Cruzadas. . Isaque confiou totalmente nos seus sentidos e todos eles falharam — até o paladar do qual tanto se orgulhava. A o casar-se com Judite. fica n o alto.1) Veja 21. desta v e z . N u n c a houve gêmeos c o m personalidades tão diferentes. n u m momento de profunda solidão. E Rebeca jamais tornou a ver seu filho predileto.22-34. . Como a maioria de nós. O plano dc Isaque foi contra aquilo que Deus revelara antes d e os meninos nascerem (25. acrescentando u m a garantia pessoal: "Eu estarei c o m você e o p r o t e g e r e i . O N T acrescenta uma dimensão espiritual ao conceito de bênção. precisando sempre ser tranqüilizado por Deus: "Não tema. Esaú e J a c ó nascem depois de vinte anos de espera. • V. no Sul.23). ele perdeu todo direito à herança e à bênção que a acompanhava.16-17 censura a G n 27: Jacó e Esaú N e n h u m personagem se saiu bem nesta história.19—26.33): a bênção acompanhava o direito de filho mais velho. A construção maior. nos montes d a Judeia. Jacó. A bênção foi de Jacó. como Deus sempre quis — mas por um alto preço. porque estou com você. embora estivessem do lado do direito. Deus sc fez presente com ele. e não para o Egito. na Síria. não acreditou. ao Norte. " Mal acreditando. • O direito de primogenitura (25. a Mesopotâmia grega (atual leste da Síria — norte do Iraque). Esaú. mas na casa d o patriarca há motivo para amargura. A história n o cap. não honrou sua palavra (25. 100 km ao norte de B e r s e b a ) . e também na direção leste. Quando seus ouvidos revelaram a verdade ("a v o z é de Jacó"). G n 28: O s o n h o A bênção de despedida que Isaque proferiu e q u e . G n 25. sobre tuna caverna usadn como túmulo.Pentateuco IflHflHBi atitude de Esaú: ele era "profano". Isaque vacila entre a fé e o medo. Quando vendeu seu direito de primogenitura.35 A história de Isaque Mais uma vez a linhagem continua pela ação direta d e D e u s . foi para o exílio. • Abimeleque/filisteus (26. G n 27—35 A história de Jacó H e b r o m . ao concordar com o plano. Ele adota com Rebeca o mesmo artifício que seu pai usara (mais verdadeiramente) com Sara: mas Rebeca não é tirada dele. não se referiram a Deus. ( N o AI^ a bênção proferida pelo pai comunica prosperidade material a seu filho — as palavras têm poder. a o anoitecer. 2 Padã-Arã ("planície de Arã") é a mesma região que Arã-Naaraim ('Ara dos rios"). porém é distinta de relatos anteriores. 26 se assemelha a incidentes na vida dc Abraão. mas trapacearam c mentiram para alcançar seus objetivos. "assim Esaú desprezou o seu direito de filho mais velho". E farei com que v o c ê volte para esta t e r r a . data da época d e Herodes. Esaú haveria de suceder Isaque como chefe da família e herdaria o dobro em relação a seu irmão Jacó.

O logro no casamento de Jacó com Lia causou uma vida familiar intolerável. • 29.51).18 Jacó ofereceu seus serviços em lugar do presente de casamento habitual. • 30. • 29. bela e amada. A esposa mal-amada esperava a cada novo filho ganhar a afeição do marido. H á sonhos importantes no A T também —como é o caso deste. E na viagem d e v o l t a . Mas não há necessidade de um interprete especial: Deus fala claramente. com a condição de que deveria trabalhar mais sete anos por ela. o servo d e A b r a ã o levou unia tropa d e d e z camelos.28 Após a semana de festas. Deus não a desprezou.> O sonho (12-15) No Egito mitigo (veja Gn 4 0 .31 Por mais que Jacó tenha. A "coluna" — não muito grande — consagrada com óleo foi posta de pé para celebrar a visão. A "escada" que aparece em algumas traduções era uma escadaria (será que as histórias do grande zigurate de U r foram transmitidas a Jacó?). 0 significado vem com o sonho. desprezado Lia. Raquel foi dada a Jacó. N a época d e Salomão.3 Isto reflete o mesmo costume que Sara seguiu (16. • 30. os camelos haviam se t o r n a d o um dos principais meios d e transporre. Rebeca veio montada mim camelo. talvez. ( .^ 1 ) e na Babilônia dava-se muita importância aos sonhos. N ã o foram anos muito alegres para Jacó.1-2). A escrava dada a sua filha (v.14 Acreditava-se que mandrágoras induziam A o sair c o m a tarefa d c encontrar uma esposa para [saque. pois isso criaria inimizade entre as duas irmãs: Lv 18. (Posteriormente a lei impediria que o homem tomasse por mulher a cunhada. que encontrou no tio Labão alguém à sua altura em termos de trapaça nos negócios. E Jacó acabou por ser negociado entre as duas. e seis para que pudesse ter seus próprios rebanhos. Gn 2 9 — 3 1 : J a c ó e n c o n t r a a l g u é m à sua a l t u r a Estes três capítulos abrangem os 20 anos do exílio de J a c ó : 14 anos de serviço para obter as duas esposas. Pedras ou montes de pedras geralmente eram usados desta maneira (veja 31. vivia amargurada por continuar estéril. 24) pode ter sido parte do dote. Raquel. com anjos subindo e descendo por ela (veja também J o 1. tanto e m períodos d e p a z como c m tempos de guerra. Labão aproveitou a oportunidade para explorar a generosidade da oferta. Ela veio a ser a mãe de Levi (a linhagem dos sacerdotes) e de J u d á (a linhagem real). • 29.18).51-52).

Por ironia. Jacó saiu mancando d o confronto. o Deus ele Israel" (El Elohe Israel. (Júntale Albo . 33. como fica claro no estágio seguinte da viagem. • 30. 34. O presente de Jacó. Na realidade ele devia seus rebanhos ao poder de Deus e à prática de cruzamento seletivo que o sonho revelou.45). A posse dos ídolos d o lar poderia ajudá-lo a reivindicar a herança. . segundo pensava. 14 Jacó não tinha a intenção de ir a Seir. G n 33: O s reencontro dos irmãos As boas-vindas dc Esaú a o irmão que o enganara foram i n c r i v e l m e n t e efusivas e generosas. • V . mas a "Deus. • 30. o encontro entre os dois irmãos era inevitável. no extremo sul. Gn 32:Jacó luta com Deus Embora Esaú tivesse se estabelecido em Seir. A notícia de que Esaú se aproximava depressa. Mas desta vez ele planejou e orou. Ele não foi nem o primeiro nem o último que. foi Lia quem ficou grávida outra vez. p o r e x e m p l o .21 A história d o trágico estupro dc Diná é contada no cap. • 31. Belfl Mula (Belém) Ht'hrom. primeiro lutou com Deus para depois se apegar a ele com fé renovada. que havia marcado toda a sua v i d a .42 Pentateuco Padã-Arà A viagem dc Jacó: ida c v o l t a P o r u m a p e d r a d c pé c o m o se fosse u m pilar e r a u m a m a n e i r a de " m a r c a r " u m acontecimento importante. Esaú vindo dc Seit a fertilidade. o t r a t o entre J a c ó e Labão (31.20). a favor d e Jacó. • 31. Mas ele não conseguiu dizer isso com franqueza. Jacó v i u o conflito com Deus. Sumte Penuel IMaanaim • 31. selam a reconciliação. Sozinho e sem sono. O próximo altar que edificou não foi ao Deus de seus pais. e sua aceitação por parte de Esaú.14 Lia e Raquel tinham direito a parte da riqueza que seus presentes de casamento haviam trazido a Labão. aterrorizou Jacó. c o m o .37-43 Jacó acreditava que a observação dos galhos durante a gestação afetaria os cordeiros n o ventre.44 O pacto de não agressão feito por Labão c Jacó tem muitos paralelos contemporâneos.19 Raquel agiu. mas era u m novo homem. A refeição sela a aliança. numa crise. culminar nessa estranha luta. e com u m pequeno exército. A pedra q u e aparece n a foto encontra-se nas ruínas d a antiga S i q u e m .

'As experiências tanto de mulheres quanto de homens são vistas como modelos de fé. no entanto. a exemplo de Abraão. as filhas e netas. Diante disso.. e não a circuncisão. As três matriarcas devem ter sofrido com esse estigma. O rito do batismo.1. no NT. sempre foi a base bíblica para alguém ser aceito por Deus. eram elas que não podiam conceber. mesmo que o marido ou a mulher não possa. É claro que a Bíblia nos vem eme por meio de uma cultura e uma história. mas no cômputo final de setenta pessoas (é provável que esta cifra não seja literal. tecnicamente.21. para todas as nações. A aliança q u e Deus fez O relato da aliança que Deus estabeleceu (Gn 15—17) ocupa um lugar central na promessa de salvação. Ela foi feita também com Sara. um padrão que se repete nas histórias das matriarcas Sara. tê-los. injustamente. o antigo preconceito cultural em relação às mulheres foi perpetuado. O sinal dessa aliança era a circuncisão (dos homens). Em Gn 16. Nos casos de Sara e Raquel. nas histórias dos patriarcas. . que. se o AT está apresentando atitudes que pessoas daquele tempo tinham em relação ao papel das mulheres. as mulheres não contavam. uma grande família era considerada uma grande bênção de Deus. 30. recebeu um novo nome e sem a qual Abraão não poderia ter tido Isaque.2). por exemplo. ou prescrevendo o que deveria ser um padrão cultural de nossos dias. Desse modo. a interpretação de Gênesis esteve relacionada com a vida dos grandes homens de fé. Rebeca e Raquel é a decepção da falta de filhos (Gn 16. Eles a tinham na conta de uma simples escrava.Gênesis 143 Mulheres de fé Claire Powell Durante séculos. indícios de que Deus tem um conceito mais elevado das mulheres do que transparece na maneira como elas eram tratadas pelos outros. o filho da promessa (Is 51. mas uma forma de expressar a totalidade) são incluídos especificamente os homens.1-2." Entretanto. marginalizadas ou ignoradas. As experiências tanto de mulheres quanto de homens são vistas como modelos de fé para todo o povo de Deus. Agar é maltratada por Abraão e Sara.2). como membros de segunda categoria. dentro dos próprios textos. Isso nos diz algo sobre o silêncio a que foram reduzidas as mulheres e sua condição de marginalizadas na cultura dos tempos bíblicos. Entretanto. ao passo que a situação de Rebeca e Isaque é um tanto ambígua.7. Marginalização Segundo Gn 46. no passado. elas deveriam ser consideradas. houve uma redescoberta das histórias das mulheres de fé e de sua centralidade no desenvolvimento da história da salvação. um status mais eleva- do para as mulheres. mas. ou se está defendendo abertamente sua adoção em todos os tempos e em todos os lugares. Jacó levou consigo para o Egito os filhos e netos. em termos de missão mundial. os pais ou patriarcas do povo de Israel. ao passo que o anjo do S E N H O R a chama pelo nome. muitas vezes. mas não significa que é assim que elas deveriam ser tratadas. E o NT enfatiza que a fé. com a possível exceção de duas mulheres: Diná e Sera. não há nenhum indício de que.. Se todas as mulheres tivessem sido contadas. Mas. dentro da aliança. devido a isso. literalmente. Mulheres que não podiam ter filhos No AT. Mas essa aliança não foi feita unicamente com Abraão. embora não houvesse circuncisão para as mulheres. acusadas de serem as únicas culpadas por isso. Sempre de novo aparecem. nas culturas do antigo Oriente Próximo. a família de Jacó teria sido muito mais numerosa do que aquelas setenta pessoas. tanto para os descendentes de Abraão quanto. mesmo quando suas histórias apareciam no texto bíblico. De uns tempos para cá. as mulheres são.27. A pesquisa bíblica mais recente tende a chamar a atenção para esses detalhes e procura descobrir.5. Há mais histórias sobre homens. as mulheres eram. insere os homens e as mulheres na igreja cristã. As experiências e oportunidades na vida das mulheres de hoje parecem bem diferentes daquelas que aparecem no Gênesis. Em muitas culturas. mas. é preciso verificar constantemente se as histórias dos patriarcas estão descrevendo a cultura daquele tempo. o texto deixa claro que é Deus quem dá ou retém o dom de filhos. 25.

Mas o fato de. E Jacó se valeu desse conhecimento para tirar uma grande vantagem. e ele foi o segundo a nascer. desde o início. o típico homem do contra. A história do nascimento já sinaliza o que ele viria a ser. a bênção não poderia ser revogada. Isaque pediu a Esaú que lhe preparasse sua comida predileta. a hábil e manipuladora Rebeca. Jacó não era farinha do mesmo saco. Mas. neto de Abraão.Jacó David Barton Jacó era filho de Isaque e Rebeca. vendo que a vida lhe chegava ao fim. Labão era bem diferente do sereno Isaque e do infeliz Esaú. Labão estava furioso. Aquele era um momento crucial. a filha mais velha. o fato de ter tantos filhos. mudou-se para a casa de um tio. As constantes desavenças entre Raquel e Lia. tratou de fugir. concluiu que era uma boa idéia ficar tão longe quanto possível de seu irmão furioso. Novas áreas a explorar Jacó. o irmão de Rebeca. acabaria trazendo problemas para José. e Jacó saiu da barriga da mãe segurando o calcanhar do primogênito Esaú. Nessa mesma época a família de Jacó aumentou. prepararam o terreno para uma disputa familiar que. de volta ã terra de Canaã. Apaixonado pela filha mais moça de Labão. pouco importando os protestos de Esaú. para só então oferecer a Jacó a filha mais moça. juntamente com a preferência de Jacó por Raquel. Rebeca escutou 0 que Isaque disse a Esaú e elaborou o plano de cobrir as mãos e o pescoço de Jacó com pele de cabrito. nele Jacó encontrou alguém à sua altura. E Jacó. Não é de surpreender. conseguiu fazer com que o faminto e exausto Esaú abrisse mão do direito de primogenitura em troca de um prato de comida. igualandose ao próprio Labão. Assim. como prelúdio para a bênção que daria ao filho o direito à herança da família. mas Jacó era o favorito de sua mãe. Jacó parece ser. o astuto Labão entregou Lia. e. independentemente do preço a ser pago. que Labão passe a tratar o sobrinho e ex-dependente com frieza. Num primeiro momento. Idoso e cego. Mas aqueles não foram anos perdidos. Se Esaú era caçador e homem de ação. Jacó teve de trabalhar sete anos para pode casar com ela. assim. que temia ser amaldiçoado pelo pai.25-43) dá a entender que Jacó entendia o processo de procriação de animais de uma maneira que escapava a seu tio. A história das ovelhas e das cabras (Gn 30. preferindo o ambiente caseiro do acampamento familiar. aproveitando a ausência temporária de Labão. portanto. Ao todo. Foi a prontidão e vigilância de Rebeca que permitiu a Jacó sair em vantagem. mais tarde. se Abraão era o fiel servo de Deus. muito perspicaz. Não obstante. Rebeca teve gêmeos. que se chamava Raquel. Os dois devem ter "lutado" muito durante a gestação. Jacó trabalhou 14 anos para o tio Labão. fez de Jacó alguém que merecia respeito. na hora H. para que ele se parecesse com Esaú e também para vencer a resistência de Jacó. Jacó passou a fazer parte da linhagem de Abraão e Isaque. o primogênito. a linhagem que recebeu a promessa de vir a ser uma grande nação (sendo que tudo isso já estava implícito nas palavras que Deus havia dito a Rebeca em Gn 25. Jacó era calmo e introspectivo. O homem d o contra Esperto e sempre disposto a levar vantagem pessoal. Uma vez proferida. Jacó acumulou riquezas e conhecimento. Isaque tinha predileção por Esaú. Jacó ficou rico. . c u i d a n d o b e m d o s rebanhos d e seu sogro.23). sempre disposto a obedecer. aliado a seu sucesso como pastor de ovelhas. que vivia em Harã. Mas.

quando fugia do irado Esaú. e acabariam por se separar. Até mesmo um ardiloso trapaceiro como Jacó tem seu lugar no estabelecimento da vontade de Deus e pode. Jacó era maior do que havia sido até então. vendo-se em desvantagem diante de um opositor tão poderoso. Deus agindo Este é.laboque. por assim dizer. No entanto. retratado acima. fazerem um acordo no sentido de cada um respeitar o território do outro mostra claramente o novo status que Jacó havia alcançado: ele era. para ele e as gerações subseqüentes. e isto está implícito na história. Vemo-lo enfraquecido. seu filho predileto. Jacó teve seu caminho literalmente barrado pelo mistério de Deus. E ali a sua condição de patriarca foi definitivamente estabelecida através de nova manifestação de Deus. que durou a noite toda. Mas. com certeza. talvez. Jacó tem o seu lado bom. Também este havia prosperado. se necessário. Ele amava Raquel com amor sincero. onde possivelmente teria de encarar a fúria de seu irmão. confirmadas para ele também. em sua viagem de volta à terra natal. que. Mas Deus lhe apareceu mais uma vez. nem sempre devidamente lembrado. Nesse ponto a história de Jacó se dissolve.51. Mas ao longo de sua vida ele procurou levar vantagem em tudo. disposto. o seu relacionamento com Deus. ser transformado por um encontro com o mistério de Deus. ao transpor o vau do Jaboque. A história de Jacó se inicia em Gn 25.no final. De volta ao lar O encontro com Esaú foi tranqüilo. o Deus de Israel. acima de tudo na história de José. nascido da amada Raquel. Agora. a saber. assegurando-lhe que a promessa continuava de pé.29-34 A bênção — Gn 27 O sonho . MOMENTOS MARCANTES A promessa — Gn 25. As promessas feitas anteriormente a Abraão e Isaque foram. parece que as implicações morais daquela visão tiveram pouco efeito sobre ele. Jacó percebeu que mancava. mais por respeito do que por afeição. agota. 35. Jacó havia feito o possível para tentar impressionar Esaú com as riquezas que havia acumulado e. e que teria todo aquele sucesso no Egito. Na noite que antecedia o encontro. pois agora ele tinha um novo nome. Depois. mas a sua bênção. Aquela luta. deu início a uma nova etapa na vida de Jacó. ele havia "lutado com Deus e com os homens" e saído com a vitória. porque HHHHHHH U m m o m e n t o decisivo na v i d a de J a c ó Foi o d a q u e l a noite e m que l u t o u c o m um estranho misterioso n o vau d o rio . e sua tristeza diante da suposta morte de José foi profunda. pois aquele era um ponto de encontro entre Deus e a humanidade. onde construiu um altar para El. e eleé o personagem principal da narrativa até o final do cap. Jo 1.3-4).23 A primogenitura — Gn 25. Anteriormente. Israel. ele se mudou para Betei. Jacó comprou terras em Siquém. quando estava de mudança para o Egito (Gn 46. Dessa vez Jacó ficou admirado: "Eu vi Deus face a face. negociar um acordo de paz. mas também através de coisas mais suspeitas como o inte- resse próprio e a ambição pessoal. um homem independente. Só então ele o deixaria ir. onde havia tido aquele primeiro sonho. A virada É nesse momento que começa a aparecer o outro lado de Jacó. na história de seus filhos. ao afastar-se do ribeiro na hora do amanhecer. pediu-lhe. o velho e astuto Jacó. por mais que um senso de destino tenha influenciado seu modo de agir em Harã. inclusive. Ao mesmo tempo. o motivo condutor de toda essa narrativa: Deus realiza os seus propósitos. Mas quando o misterioso estranho o havia abençoado (sem revelar seu nome). porém. a pisar os outros para alcançar seus objetivos. Os dois se abraçaram.12-22 O casamento — Gn 29—30 O encontro com Deus — Gn 32.10-22). Jacó se deparou com um estranho. Ele saía ferido daquele encontro.. e ainda estou vivo".Gn 28. partindo em direções opostas. agora.22. Gn 50 registra a sua morte. no final. com uma fraqueza nunca antes vista.22-32 . Jacó havia tido um sonho fantástico em que aparecia uma escada cujo topo atingia o céu (Gn 28. Deus nos toma assim como somos. como seria de esperar. Aquele era. não o nome. (Mais tarde Jesus faria referência a essa visão. não apenas por meio da extraordinária fidelidade de Abraão. antes de tudo. com razoável quantia de bens.) Ele marcou o lugar e lhe deu um nome.

portanto. Mas o uso de nomes alternativos é uma característica da literatura do Oriente Próximo e os nomes aqui são permutáveis (compare os vs. • V . antes de começar u m novo capítulo da história. Nos livros de Êxodo a Dcuteronômio vai aparecer a história de uma nação. Seria Edom o contexto o u ambiente em que se passa a história de J ó ? • V . x G n 37—50 A história de José Gn36 A linhagem de Esaú Mais uma vez. o autor oferece urna atualização do outro ramo da família. importante G n 37: D e filho predileto a escravo Aqui começa a parte final de Gênesis. neste caso. A história apresenta Diná em silêncio e sem poder algum. 23)? O u não suspeitaram dc nada porque o rito de circuncisão estava ligado à preparação para o casamento? O relato em G n 49. passava pelo planalto oriental. A estrada real. Jz 8. • V . Raquel morreu perto de Belém (Errata). Sua conduta foi errada e isto não foi esquecido. Alguns consideram o uso dos dois nomes um indício de fontes diferentes usadas pelo editor.24). 28 e 36.22-26). não para trabalho) quer multicolorida (como as pinturas egípcias de vestes asiáticas). Deuses estrangeiros foram eliminados. enquanto um registro ocidental moderno teria enfatizado a vítima e seus sentimentos. sem tentar encobrir as falhas dos antepassados da nação. 21 Ruben. assumindo responsabilidade por seu irmão mais novo. A rota comercial que ia de Damasco até a costa passava por Dotã. o Vermelho (por causa do caldo vermelho pelo qual trocou seu direito de p r i m o g e n i t u r a ) . de assassinato. 49. Isaque. em resposta ao insulto sofrido pela irmã. 23). caso seu pai decidisse fazer dc José o herdeiro — não está a favor da violência. 31 Esta passagem parece ter sido escrita na época dos reis de Israel. por que não fez nada (v. cometido pelos irmãos de Diná. esta seção da narrativa chega ao seu final. G n 35: R e t o r n o a Betei Quando Jacó retorna ao lugar da promessa de Deus. Esaú/Edom. levando a um crime ainda mais grave. Posteriormente houve inimizade entre Edom e Israel. • Siquém (12) Será que Jacó estava preocupado com o bem-estar dos seus filhos que se encontravam na região onde Diná havia sido estuprada c os irmãos dela haviam vingado a honra da irmã (cap. • Caravana de ismaelitas/midianitas (25. mostra a necessidade da lei que limita a vingança ("olho por olho" — e nada mais). 24 A "cisterna" era uma espécie de poço seco. Deus reafirmou sua aliança. A terrível vingança perpetrada pelos irmãos de Diná.28) Esses dois grupos de habitantes do deserto descendiam de Abraão. o último dos 12 filhos de Jacó. para lazer. Será que o povo dc Hamor aceitou os termos propostos por ganância (v. 5)? Mais uma vez o autor conta os "podres". no túmulo da família (veja cap. centrada em José. • A túnica especial (3) Q u e r ela fosse de mangas longas ( c . . Esaú c Jacó. quando eles enterram seu pai idoso. Eram todos pecadores. Mas a questão que interessa ao autor/editor. Esta é a última das histórias de família. • Edom (8) O território de Esaú fica a leste do mar Morto. rota comercial. com o vale de Arabá estendendose ao golfo de Acaba e a região montanhosa de ambos os lados. antes do início da história de José. 34)? • V. O "bálsamo" de Gileade (área a leste do Jordão e norte do Jaboque) era famoso e o comércio de especiarias era importante desde a antiguidade. deu seu nome à terra de Seir que tomara dos horeus (20-30). é a sobrevivência tribal e nacional. As especiarias tinham muitas utilidades — na preparação de alimentos e na manufatura de incenso e cosméticos. Este capítulo é uma conclusão. o mais velho — que teria mais a perder. ao dar à luz a Benjamim.Pentateuco G n 34: E s t u p r o e v i n g a n ç a Diná foi violentada por Siquém. A cortina se fecha sobre os dois irmãos.1. 30 Se Jacó queria conciliação. os irmãos de José a viram como sinal dc que Jacó pretendia tornar José seu herdeiro (veja 48. • Elifaz e Temã (11) Compare J ó 4.21-22.5-7 procura compensar a ausência de qualquer comentário de ordem moral a respeito de Simcão e Levi neste caso.

A q u i . d e cuja linhagem vieram os reis de Israel. • V . ßctsi'lw. E e m 49. Mas conforme o v. Gn 38: L i n h a g e m d e J u d á Esta história extraordinária provavelmente foi incluída porque ela forma parte da genealogia da futura casa real. Mas nos caps. o escritor estabelece um contraste mais acentuado com o comportamento de José no cap. e também a história de Rute).Gênesis 14- • V .33. 26 J u d á . uni oásis na extremidade d o deserto do Negue be. Tera I Agar KOfKlbülál Noar ( T ) Sara CD Abraão lea Abraão. aparece c o m freqüência nas histórias d e Gênesis.8-12 Judá recebe a bênção de seu pai. 27 c G n 45. 28 A Bíblia de Jerusalém e outras traduções entendem que "eles" (que aparece no texto hebraico) são os midianitas. procedeu mal nesta situação e no capítulo seguinte. da qual o próprio Messias descenderia ( M t 1. Jacó e a s 12 t r i b o s d e I s r a e l Betuel Labão Isaque ( Q R e b e c a Esaú Jacó (D Lia Ruben Simeão Levi Judá Issacar Zebulom Diná Ismael Raquel :JÜ!jL. Zilpa InmubiM' I Dã Naftali Gade Aser José (T)Asenate Benjamim Efraim Manasses . 39. Isaque. legumes são vendidos n u m m e r c a d o b e d u i n o d e B c r s c b a .3.4 é mais provável que as outras versões estejam corretas: José foi vendido por seus irmãos. Ao colocá-la aqui. 43—44 apareceu de modo mais favorável. Lc 3.

Deus se manteve leal a José. "Isso não depende de mim. • V. G n 41: D a p r i s ã o a o p a l á c i o Dois anos depois o próprio Faraó teve um sonho que seus mágicos e sábios não conseguiram decifrar. 38).Vwtfos dos üois Irmãos. " E Deus quem dá à gente a capacidade de explicar os sonhos". ao final. 14 O véu com que Tamar cobriu o rosto fez com que ela parecesse uma prostituta (casada) que servia num templo dos cananeus.37/43. da prova à qual ele os submete." disse José. 46 José tinha 17 anos quando a história começou (37. que começa de forma semelhante.5. • V. José era certamente um homem bastante sensível. 39—50 encaixa-se perfeitamente no contexto do Egito sob os Faraós hiesos. seu irmão linha a obrigação de gerar herdeiros para ele. G n 40: O s s o n h o s dos prisioneiros Nesta época.5-8).gilo.. Intérpretes profissionais tinham manuais que descreviam sonhos c seus significados. Vinte anos não conseguiram apagar seu sentimento de culpa (42. capaz de chorar de tristeza e de alegria. e. tendo sua capital (Avaris) na parte oriental do delta do Nilo. 51-52 "Manasses" e "Efraim" são nomes hebraicos. Diante de cada novo desafio que aparece em seu caminho. no sucesso e na desgraça.3 Judá tem sucesso onde Ruben fracassou. 17 A língua egípcia tinha nomes para 38 tipos de bolos e 57 tipos de pão.45 O m . Gosém também se encontrava nessa mesma região.2). José escondia uma disposição de perdoar de forma total c generosa o mal que tinham feito contra ele. • V. Por trás de sua aparente rispidez. Q u a n d o o copeiro finalmente se lembrou de José. Mas o copeiro de Faraó e seu padeiro não tinham a quem recorrer. Mas a mágica e o milagre que aparecem nesse conto são nitidamente diferentes da história de José e não há motiv o real para ligar as duas obras. 40-43 A investidura de José seguiu a tradição egípcia: o anel (símbolo de sua autoridade). O importante aqui é que José manteve a fé em Deus c. mas tem tudo a ver com suscitar o u não herdeiros segundo a lei do levirato. casando-se com a viúva (a lei do levirato. subordinado apenas ao Faraó. As festas estavam ligadas a rituais de fertilidade na religião de povos que moravam em Canaã — e.21-22). roupas de linho fino (vestimenta da corte) e um colar de ouro em recompensa pelos seus serviços. E Earaó elogiou esle homem "em quem está o Espírito de Deus" (v. que agora era o filho predileto de Jacó. Dt 25. era o centro da adoração egípcia ao sol. 14 A tradição egípcia exigia que José fizesse a barba e colocasse roupa de linho antes de se apresentar na corte. Eles reinaram de cerca de 1710 a 1570 a . ele não só mostrou que podia explicar a mensagem de Deus como ofereceu um plano definido de ação. através de seu casamento. G n 39: J o s é : s u c e s s o e d e s g r a ç a O relato sobre a vida de José no Egito que aparece nos caps. foi comparada com uma obra egípcia intitulada (. Esta história de sedução. • V . o mesmo que haviam feito com José. C . mais importante ainda. • V .-148 Pentateuco Se um homem morresse sem filhos. Judá envolveu-se com tudo isso. G n 42—45: A fome propicia a reunião da família Estes capítulos apresentam um relato comovente do encontro de Jose com seus irmãos. Cavalos e carros haviam ajudado os Faraós hiesos a conquistar a supremacia no Egito. • Vs. ficava 15 km a nordeste do Cairo. . Ele agora assume a liderança. apesar de todo seu treinamento e ioda uma biblioteca de livros de referência. Eles não fariam com Benjamim. É Deus quem vai dar uma resposta. que equivale a lleliópolis. A ação (e o castigo) de O n ã não tem nada a ver com controle de natalidade ou masturbação. c uma profunda compreensão da forma como Deus guia a vida das pessoas (45. recusa e difamação. dava-se muita importância aos sonhos. José tornou-se governador de todo Egito. • Perez (29) Foi de sua linhagem que veio Davi c. os irmãos mostraram uma genuína mudança de atitude com relação ao passado. 54 Períodos de intensa fome eram comuns no F. mais tarde. Após 13 anos na condição de escravo. que eram semitas. o próprio Cristo. • V. c mais nove anos se passariam até a família ser reunida outra v e z . no Egito. • Vs. disse José. da reunião de José com todos eles. E Deus revelou o significado. • 42.. de Levir= cunhado). Mas era raro que houvesse fome no Egito e na Palestina simultaneamente.

a Jacó foi noticiado que seu filho era morto. José aprendeu que José acabou ficando sem a túnica. robusto e bem articulado. O prisioneiro Mas sua carreira foi interrompida bruscamente pela intervenção da mulher de Potifar. Seja como for. e sava no íntimo desse jovem que tinha essa força interior impressionou o uma clara compreensão do que viria chefe dos carcereiros. Segundo uma tradição rabinica. apaJosé foi.Gênesis José David Barton José era filho de Jacó e Raquel.15) era um anjo que o guardava. era. Ele nasceu após longos anos de espera e depois do nascimento de dez meios-irmãos. Será que se tratava da mesma atitude esnobe que havia deiO escravo A idéia inicial era matá-lo. de mangas compridas. Potifar. ficaria até morrer. 0sonhador José era um sonhador. o homem que encontrou José (37. que estavam apascentando os rebanhos nas colinas distantes dali. ele tem uma sensação interior do poderoso destino que lhe estava reservado. Raquel expressou o desejo de ter outro filho. E assim aconteceu. diz o narrador. que fica ao Sul.31-36). José ficou todo trouxe grande tristeza ao patriarca esperançoso. qualquer modo. dos sonhos. O Faraó teve vários sonhos. mas nos irmãos isso só conseguiu despertar ódio por alguém que era tão diferente deles. e ninguém conseguia interpretá-los. foi dois dos antigos servidores do Faraó. A aflição de José só será Ele se volta outra vez aos recursos mencionada mais tarde (Gn 42. de repente. Naquelas circunstâncias. outra vez. . que era o primeiro amor de Jacó. mercadores. O relacionamento entre os dois. que havia em seu interior. A pedido de a ser no futuro e que. e foi jogado num poço. Como sinal de apreço. um ato de ingenuidade ou da mais pura cegueira da parte de Jacó mandar que José fosse verificar como estavam seus irmãos. por mais que exista uma ponta de arrogância na maneira como José se esquiva dela (Gn 39. nem mesmo o direito de resposta. registrados em Gn 37. e José soube aproveitar a oportunidade que isso propiciava para chegar à realização de seus sonhos. Quando José nasceu. com certeza. e No gozo de sua própria liberdade.7-20). o volúvel chefe dos copeiros esqueceu com o Egito. " O S E N H O R mas podemos imaginar o que se pasestava com ele". naquela tentativa de sedução por parte da mulher. ao verem o irmão sozinho. era um homem próspero. Canaã ficava na rota de comércio entre as nações ao Norte e a Oeste. O pai ficou pensando no caso. Os mercadores que compraram José sabiam completamente de José. Ele acabaria saindo da prisão da C o m o g o v e r n a d o r d o rei n o E g i t o . mas ainda não seria (Gn 37. O pedido foi atendido. Com 17 anos de idade. chefe de uma grande casa. o oficial egípcio a quem ele foi vendido. Ria data d o p e r í o d o e m q u e Israel estava n o E g i t o .21). Isto criou um profundo vínculo entre José e Benjamim e fez com que ele fosse especialmente amado pelo pai. jogado num poço escuro onde. o outro. vendido como escravo a uma caravana de lançado na prisão. A interpretação que ele deu aos sonhos foi precisa: um serviEntrementes. levado ao mundo rentemente. foi um escravo não tem direitos. é descrito de forma bem plástica. e os dois sonhos sobre a sua própria importância. José teria se forma mais dramática que se poderia vestido c o m o o oficial e g í p c i o retratado nesta imaginar. Não demorou muito e ele passou a administrar tudo que Potifar tinha. lá longe. Jacó deu ao filho uma túnica longa. são a chave para compreensão da vida dele. mas xado tão furiosos os seus irmãos? De Ruben (o mais velho) não o permitiu. reabilitado. tendo acima dele apenas o próprio Potifar. mas o nascimento de Benjamim acabaria lhe custando a vida. e. o que dor seria morto. no final.5-11. filho de obscuro pastor de ovelhas. desta vez que ele sairia da prisão. estatueta. os irmãos entenderam que aquela era a hora da vingança: o quanto valia um jovem escravo.

Casou com a filha de um sacerdote. Isaque e Jacó. Uma atuação impressionante! Braço direito d o Faraó O resultado de tudo isso foi que José se tornou um homem livre e ficou encarregado de fazer frente à fome prenunciada pelo pesadelo do Faraó. pôde reencontrar seu filho.22-24 A túnica. mas disse ao Faraó o que deveria ser feito à luz do mesmo (Gn 41.1-36). mas os irmãos sabiam agora que estavam totalmente à mercê daquele senhor egípcio. lembraram o que haviam feito com José. José era um homem vulnerável. e o impasse estava criado. José reconheceu seus irmãos. Jacó. Não demorou muito e mercadores famintos. finalmente. Porém foi através dele que Deus trouxe salvação. por sua vez. Isaque e Jacó. Ali. O administrador de José foi atrás deles. Deus é sempre o Deus de Abraão. Ao fazer a distribuição dos mantimentos. quando chegaram os anos de escassez. os irmãos do próprio. Diferentemente das histórias de Abraão. O ponto alto da história de José é a cena do perdão. e acabou fixando residência. Afetou não apenas o Egito. trata-se de uma narra tiva contínua. e esta compreensão passará a ter maior importância nos capítulos seguintes da história que a Bíblia conta. foi trazido de Canaã ao Egito. Deus se revela a cada um dos patriarcas. Agora ele podia dizer quem era e dar-lhes o seu perdão. não apenas interpretou o sonho. Ali. quando já estavam a caminho de Canaã. Assim. Equilibrando a balança As ironias se multiplicam. os sonhos e a traição dos irmãos — Gn 37 Escravo de Potifar — Gn 39 Na prisão — os sonhos do padeiro e do copeiro — Gn 40 O sonho do Faraó e o novo status de José — Gn 41 Os irmãos: provações e reencontro — Gn 42—45 . mas José é simplesmente alguém que tem sonhos. e interpretaram aquela situação como castigo pela sua maldade. A fome foi severa e longa. enquanto os outros voltaram a Canaã. S o n h o s bons e r u i n s são listados e m colunas. mas estes viram nele apenas um homem poderoso a quem eles vieram pedir ajuda. Apesar de sua fama e importância. Nas histórias anteriores. para buscar Benjamim. A c i m a aparece u m a porte d e u m " m a n u a l d e s o n h o s " das egípcios. mas para outros povos também. bem óbvio. foram bater à porta do palácio de José. Mas ele tinha mais uma surpresa para eles.Foi então que. à medida que a história se desenrola. quando Judá se ofereceu para ficar em lugar de Benjamim. José foi ríspido com eles. na segunda metade de Isaías. A história de José é narrada em Gn 37—50. vendo que a balança da justiça estava equilibrada. Assim. acusando-os de espionagem. O s sonhos eram considerados altamente significativos n o E g i t o a n t i g o . c o m suas a-spectívas interpretações. vindos de longe. José foi levado da prisão à sala do trono. não somente para o seu povo. exigiu a presença do irmão mais moço como prova da inocência deles. agora poderoso. Mas José agrega à sua notável percepção da realidade medidas práticas de armazenamento de cereais durante os anos de fartura. Desta vez Simeáo ficou preso. o chefe dos copeiros lembrou. Entre eles. no Gênesis. José estava no auge do poder. p r o v a v e l m e n t e c o m p o s t o na é p o c a d e J o s é . de tão emocionado que ficou. Os irmãos. acima de tudo. e o Faraó delegou a ele a responsabilidade de administrar a distribuição dos cereais armazenados. e. MOMENTOS MARCANTES Nascimento — Gn 30. em terras que lhe foram entregues pelo Faraó e protegido por José contra as agruras dos restantes anos de fome. havia alimentos para sobreviver. Ao ver o querido irmão Benjamim. Nem sempre um sonhador é também uma pessoa de ação. José pediu que seu copo de prata fosse colocado na boca do saco de mantimentos de Benjamim. José nunca foi acrescentado à lista. Ele foi rejeitado. no ministério de Cristo. Mas com José tem início uma nova compreensão da maneira como Deus lida com as pessoas. José só se deu por satisfeito. já avançado em dias. Podia ser um truque O moral da história A história de José é diferente das histórias anteriores. Depois de certificar-se de que Jacó e Benjamim estavam bem. houve reconciliação na família. E esses são temas que reaparecem no livro de Jó. mas também as regiões vizinhas. José se retirou para chorar. Seus sonhos se tornaram realidade.

Apenas os sacerdotes mantiveram suas propriedades.8 " N ã o foram vocês. Neste caso.j-ilo.. aproximadamente. G n 46—47: Descendo ao Egito O povo de Israel.10 Em tempos de fome.2. o Faraó se tornou dono da terra e o povo tornouse seu arrendatário. Por esta mesma razão.5. I 45. » 44.16-19 Graças à política econômica de José. • 47. a oeste de TeD M .• 43. na medida em que manteve a família como unidade isolada.. A escravidão que ele sofrera serviu para salvar vidas. partiu para o Egito com a promessa tranquilizadora de Deus de que os acompanharia e os traria de volta — como nação. a identidade do grupo poderia ser rapidamente perdida.32 Os egípcios provavelmente acreditavam que a presença de estranhos à mesa contaminaria a comida. a antipatia teve um efeito benéfico. . Não havia ressentimento no coração de José: ludo que havia acontecido fora parte do plano providencial de Deus. que data de 1400 a. mas foi Deus". posteriormente os judeus passariam a não comer com não-judeus. Outra possibilidade é que o administrador estava dizendo que era impossível não ser descoberto por esse mestre sábio e poderoso que se chamava José. Caso contrário. lista pintura do T ú m u l o d e M e n n a . a casa de Jacó. como algumas versões sugerem. t 45.34 A aversão dos egípcios pelos pastores nômades provavelmente não difere muito do sentimento que muitas pessoas de residência fixa ou sedentária têm em relação aos ciganos errantes.5 Jose pode ter usado seu copo de prata para fazer adivinhações (interpretando eventos conforme o movimento das gotas de óleo sobre a água). • 46. mostra alguns oficiais pesando grãos para o pagamento d e impostos. G n 48—49: A bênção de Jacó Mais uma vez um ciclo se completa: desde a bênção que Jacó recebe de seu pai cego até Josó ordenou n pesagem e estoeugein de grãos n o r. os nômades da Palestina tinham permissão de levar seus rebanhos para as pastagens que ficavam na parte oriental do delta do Nilo.C.

I as mãos de Jacó se cruzaram para expressar I que a bênção de Deus recaía sobre o filho mais l novo. em acentuado contraste com a história [ de Jacó e Esaú no cap. • 49.22 custou a Ruben seu direito de filho mais velho. veja Josué caps. o território de Zebulom não chegava.13 Embora próximo o suficiente do mar com a possibilidade de explorar o comércio marítimo.21 como ato de fé). I • 49. Sem maior dificuldade. • 49. José e sua família vão ao Egito Jose p vendido aos midianitas em Dota e l e v a d o ao Egilo para ser vendido como Heliópolis (OmJ • i'Ménfis Jacó e seus filhos vão ter com José n o Egito para fugir da fome EGITO Q u a n d o a família de J o s e se m u d o u para o fcgiio. 13—22 e mapa.5-7 Fica claro que Jacó pronuncia juízo i sobre a conduta de Slmeão e Levi cm Siquém j (34. quando os descendentes des-1 tes doze ocupariam a terra prometida. U m nobre o r d e n o u que essa cena fosse pintada na parede de seu túmulo.19 Tais ataques são registrados na Pedra Moabita do nono século a. . Paraos i territórios. até o litoral. sendo apresentado a corte egípcia. 27.C.152 Pentateuco o momento em que ele próprio abençoa os I filhos de José (acontecimento descrito em Hbl 11. a cena d e v e ter sido semelhante à que aparece na pintura a o lado e q u e mostra u m g r u p o d e visitantes d o sul d e C a n a ã . Efraim c Manas-1 sés foram considerados filhos do próprio Jacó. em Beni-Hasã. • 49. A benção proferida por Jacó se dirige a um l futuro distante. I fazendo com que Jose desfrutasse de ume herança dupla.4 O ultraje registrado em 35. de fato. d u m período anterior a o de J o s e .13-31). As duas tribos seriam espalhadas [ (mas a de Levi como sacerdotes da nação). • 49.10 üe Judá veio a linhagem real dc Israel e também o Messias.

cheio de confiança e esperança ate o final. disse José. A seqüência de quadros pintados no Gênesis. O modelo de b a r c o funeral q u e aparece na foro acima foi e n c o n t r a d o n u m t ú m u l o egípcio. 25). N a religião egípcia.Gn 5 0 : O f i m d e u m a e r a José c o n s e g u i u . "Deus virá ajudá-los e os levará deste país para a terra que ele jurou dar". • V . Seu último pedido resume a fé que ele teve ao longo de toda a vida (v. um sinal da bênção de Deus. Dois séculos nais tarde. que era o ideal egípcio de longevidade. esse ritual incluía detalhados preparativos p a r a a v i d a depois d a morte. a promessa e o surgimento de uma nova nação em Canaã. O luto guardado por Jacó (oi apenas dois dias mais breve do que o tempo de luto observado quando morria um Faraó.2-3 Era normal recorreraembalsamadores profissionais. J o s é teve ( l i m i t o a um funeral reservado p a r a egípcios importantes o u famosos. trazendo uma cabeça pintada. mas apenas para enterrar seu pai no :úmulo da família em H e b r o m — ainda sua única propriedade na terra prometida. um embalsamamento levaria. começando com as vigorosas pinceladas que retratam a criação e a vida exuberante no Eden. 26 O caixão normalmente era feito de madeira. mas talvez José quisesse evitar comprometimentos religiosos. • V . Porém ainda há mais a contar. continuando com a queda. retornar a Canaã. finalmente. 70 dias. . > Vs. termina com a morte de José no Egito. de modo geral. 22 José viveu 110 anos.

geralmente em Mênfis. a corporificação de forças da natureza ou de suas manifestações (o sol. foram feitas tentativas de diminuir essas datas em até 300 anos (identificando o Faraó Ramsés II com o Sisaque do relato bíblico. Mas é mais fácil dividir o período que vai de 3000 a 300 a. 0 rio Nilo propiciava uma economia agrícola.. em santuários menores. As pessoas simples adoravam deuses domésticos.. mal haviam sido inventados. levava à Palestina. a cidade de Tebas.154 Pentateuco Egito K. Durante toda essa história. u m a das peças preferidas e r a m o s colares. das populações vizinhas.C. ao passo que o excesso de água deixava um ras tro de destruição generalizada. uns 500 km mais para o Sul. e assim por diante). Os hieróglifos. levavam a o mar Vermelho. Onde as á g u a s do Nilo alcançam. Nos grandes templos era realizado o culto oficial (o ritual diário das oferendas). Tudo começou por volta de 3000 a. c o m o esre d e faiança azul. Kitchen Assim como a história da Suméria e da Babilônia. que trouxe a derradeira decadência. 0 território do Egito 0 verdadeiro Egito não é aquele quadrado vazio que aparece nos mapas modernos. mas a evidência mais ampla que nos vem do Egito e da Mesopotâmia confirma a datação tradicional. o vale estreito que se estende ao longo de mais de 900 km. e outra que. . A longa série de reis ou "Faraós" compreende 30 famílias reais ou dinastias. o delta e o vale formam uma figura semelhante à flor de lótus na extremidade de um caule curvado. Mênfis f 4 m e SINAI f 1' catarata CUXE 2 catarata a '-. de ideogramas. onde elas não chegam. iniciando em Assuã e terminando na região do delta. representava carestia e. quando não de certos conceitos (como uma ordem justa. Internamente. No mapa. No Reino Novo. e o período final. o sacerdote e altos dignitários. Antes da construção das barragens em tempos modernos. 0 que mantém o Egito vivo é a enchente anual do Nilo. passando pelo norte da península do Sinai. também a história do Egito é muito rica e se estende ao longo de 30 séculos. seco. sem vida. pois trazia água e m abundância para as plantações e depositai» uma nova camada de solo aluvial. ao qual tinham acesso unicamente o Faraó. o pivô da sociedade era o Faraó. como a cidade do deus Amun. veio a ser a capital meridional. um sistema de escrita feito. em sete etapas ou eras: a inicial (era arcaica). em parte. cuja bênção sobre o Egito se implorava através dos ritos nos templos. quando o vale e o delta foram unidos sob o governo de um só rei. e das regiões desertas e r a m trazidas pedras e outros metais. Durante a maior parte da história egípcia. existe viçosa e exuberante vegetação. Para fora do país. o que s e vê é um deserto. Ela seria por muito tempo um importante centro religioso. Os egípcios ficavam afastados. a principal via de comunicação ' era o Nilo. porém não isolados. É. a lua). (Veja o diagrama) Em tempos mais recentes. passando pelos vales desertos da região oriental. na condição de intermediário entre os deuses e os homens. Premida pelo deserto. etc). a verdadeira capital ficava na junção entre o vale e o delta. três eras de grandeza (Reino Antigo. isto sim. e Reino Novo). por sua vez. Somente por ocasião das espetaculares procissões festivas é que o povo em geral podia honrar os grandes deuses. havia uma raia que. separadas pelo primeiro e segundo períodos intermediários de dissensão. A. Os deuses eram. onde orioNilo deságua no mar Mediterrâneo. sendo que o pequeno "broto" é a província do lago de Faium. muitas vezes.C. um "bom Nilo' significava prosperidade. a população do se concentrava na estreita faixa de terra cultivável ao longo do vale e nas amplas planícies c < região do delta. . Reino Médio. Um rii baixo. No período final. de coloraçãt amarelada ou marrom. e em "oratórios" colocados na entra- N o caso d e j ó i a s d o E g i l o a m i g o . EGITO . Mênfis teve que dividir a condição de capital com várias cidades localizadas no delta.

superintendentes de silos. dos templos.C). A magia "negra". Um dos aspectos mais salientes da religião era a magia. por outro lado. compartilhadas e executadas por altos oficiais de estado: governadores para o sul e o norte. Os magníficos monumentos — desde as gigantescas pirâmides e os templos até os delicados afrescos e minúsculos anéis sinetes — foram produzidos por um grande número de artistas e artesãos que estavam a serviço do Faraó. sendo que algumas dessas obras se tornaram clássicas e obrigatórias para alunos. em G n 12. e das pessoas importantes de cada um daqueles períodos. Vista de forma positiva.10. Graças ao Nilo. livros de sabedoria (semelhantes ao livro de Provérbios). o Faraó também mantinha e chefiava um exército permanente de carros de guerra e divisões de infantaria.C : losc Moisés «Salomão ¡2700 JJ400 p 100 |l8(10 i h soo 1200 900 «I0 300 da dos grandes templos. O Egito e a Bíblia De Abraão a José O Egito aparece pela primeira vez na Bíblia como o lugar onde os patriarcas se refugiaram durante períodos de fome (Gn 12. As atribuições seculares do Faraó eram. Gn 42—47).20). A educação se baseava no treinamento de escribas na administração civil e nas escolas anexas a o s templos. O Egito mantinha guardas e oficiais de fronteira ao longo da divisa oriental. O trabalho dos camponeses era a base da pirâmide social. algumas cenas em esculturas retratam estrangeiros esfomeados. e às vezes os visitantes eram escoltados para dentro (como Sinuhe. graças à grande provisão do Faraó". (cerca de 1210 a. "para se manterem vivos. O Egito teve uma rica produção literária de histórias. era um crime passível de punição. o Egito não dependia das chuvas mediterrâneas que eram de vital importância na Síria e na Palestina. para fora (como aconteceu com Abraão. Durante o Reino Antigo. então. tribos edomitas receberam permissão para se dirigir aos lagos de Pitom. a 12 e a 13 (ou 15 ) dinastias respectivamente (Reino Médio em diante). I a a a . ao que tudo indica. e. ela era. uns mil anos depois O o l h o sagrado d o deus egípcio H o r u s era pintado sobre barcos para afastar o mal. e inclusive chefes de cobradores de impostos! Esses departamentos eram apoiados por uma burocracia de escribas. na História de Sinuhe) ou.Gênesis A história do Egito antigo Romanos I (Império Persa) I Greg os m raão OlOa.20. E não foram somente os patriarcas hebreus que se refugiaram no Egito durante períodos de carestia. tesoureiros. e manterem com vida os seus rebanhos. que atuava na capital e nas províncias. na prática. Os Faraós do tempo de Abraão e de José integravam. As grandes ordens sacerdotais tinham as suas propriedades e sistemas administrativos. nas palavras do mestre do rei Merikare. poesia lírica e religiosa. "um braço que se podia usar para manter à distância os golpes da vida". A partir do Reino Novo.

9. Um Moisés não era nenhuma exceção naquele contexto.156 Pentateuco período em que muitos estrangeiros encontraram trabalho no Egito. Papiros daquele tempo falam sobre os Apiru (povos que incluíam os hebreus). mediam ou avaliavam as plantações para fins de taxação. desde o mais insignificante escravo até o copeiro à direita do Faraó. O ponto alto desse trabalho foi a construção das cidades de Pitom e Ramessés (Éx 1. ou (que pena!) "picado por um escorpião". em que moravam os trabalhadores nas tumbas reais. Em toda a parte e em todas as classes sociais. por vezes.26). não é nada surpreendente na sociedade egípcia cosmopolita do Reino Novo. o Faraó. Que Israel já havia saído do Egito e estava instalado na região ocidental da Palestina ao final do século 13 a. bem como os sepulcros (Êx 14. mas também na Fórmula mágica 148 do Livro dos Mortos. Quando os israelitas deixaram o Egito.48-49. o cântico de vitória de Merneptah (cerca de 1210 a. sucessor de Ramsés II. Ali aparece um registro de dias trabalhados e dias de "folga". Seiscentos carros (Êx 14. E. em essência. uma vez que se têm noticias de destacamentos bem maiores naquele tempo. foram utilizadas técnicas conhecidas desde longa data no Egito para a construção de estruturas que precisassem ser montadas e desmontadas rapidamente..C. Períodos posteriores O Egito reaparece na história bíblica do tempo de Davi e Salomão. eram e continuam proverbiais até hoje. sobre homens "que fabricam cada dia sua quota de tijolos". Salomão casou com a filha de um Faraó que conquistou Gezer e fez dela o dote da princesa (1Rs 9. ou "ajudando o chefe a fazer cerveja". Além disso. provavelmente Ramsés II.7).1-4).1-5.1821). quando da construção do tabernáculo (que era. muitos hebreus eram escravos nas olarias egípcias do Reino Novo.42) são conhecidas de inúmeras pinturas egípcias. As roupas de linho fino que José vestia na sua condição de alto oficial (Gn 41. Na parte ocidental de Tebas. tanto para uso profano quanto para fins religiosos. 1 1 .11) eram sacerdotes e escribas eruditos. mas perfeitamente verossímil. 47. (Compare com Êx 5. Tudo indi- . são dadas razões específicas para a ausência de alguns: "a mulher dele está doente". que fala sobre a alimentação no além.C). na parte oriental do delta. em véspera de colheita. a tal ponto de escribas elaborarem manuais para ajudar a interpretação deles. uma estrutura pré-fabricada).7) era uma força considerável. Os mágicos e sábios (Êx 7 . sendo esta última a residência oficial e sede governamental de Ramsés II. Num sistema desses não era difícil pôr em prática as medidas propostas por José (Gn 41.18.11).34-35. trabalhando para os grandes projetos de construção daquele tempo.) O fato de uma princesa de ura harém que ficava na região oriental do delta acolher uma criança estrangeira. No período de peregrinação pelo deserto. As condições descritas em ÊX 5 são confirmadas por documentos egípcios daquela época. na aldeia A s imponentes colunas d o T e m p l o d e A m u n . e m Karnak. e isto em vários níveis. mas o Faraó afirma desco- nhecer o Deus de Moisés e não está disposto a fazer mais um feriado. e. 0 tema das sete vacas não aparece apenas no sonho do Faraó (Gn 41. Já o processo de mumificação e os caixões do Egito (Gn 50. onde Moisés pede uma folga para os hebreus. Gn 39. "que arrastam pedras para a construção do grande pórtico de pilonos de. (um templo de) Ramsés II". Sabemos que crianças oriundas de Canaã eram criadas em haréns de outras partes do mundo. a região do delta era propícia para a criação de gado (Gn 46. sobre funcionários que não têm nem homens nem palha para fazer tijolos" (veja Êx 5.C. acreditava-se que os sonhos eram significativos. 8. Os próprios egípcios contavam histórias divertidas sobre as façanhas desses homens. Havia estrangeiros em todos os segmentos da sociedade. ou sobre todo o grupo tendo vários dia de folga para participar de uma festa religiosa local.34).16). que eram os "blocos de notas" daquele tempo. é um dado confirmado pela única referência egípcia a Israel (num contexto em que se fala também sobre Gezer e Asquelom). algo que é evidenciado por uma inscrição datada de cerca de 1600 a. Mais interessantes são os registros sobre um homem "fazendo sacrifícios ao seu deus".7.. foram encontrados "relatórios de trabalho" gravados sobre cacos de cerâmica. mandou seus carros de guerra atrás deles. Moisés e o ê x o d o Quatro séculos mais tarde. muitos de seus contemporâneos que não eram egípcios receberam um segundo nome egípcio.11). à semelhança do que foi feito com José. as autoridades egípcias mantinham um detalhado registro das propriedades rurais e.2-3.23-26). desde escravos até altos oficiais (como José que estava a serviço de Potifar. como em Éx 2. ilustram o p o d e r d o s Rwaós egípcios. No plano económico.

com o surgimento do Império persa. que. Verso: U m dos maiores tesouros d o Kgito: o rei T u t a n c a m o n e sua esposa. Esta p i n t u r a mostra o processo d a RHimiíicacáo.N e f e n a r i (cerca d e 1S0O a .15). O Egito não era adversário à altura para assírios e babilônios. O c o r p o d e J o s é foi preservado desta •nua. ca que esse Faraó era Siamun (cerca de 9 7 0 a. o poderio egípcio entrou em rápido declínio.por esperarem ajuda do Egito (veja Is 30—31. e também em inscrições encontradas em Karnak e em Megido (na própria Palestina). e. capital dessa dinastia. C . E quando Roboão sucedeu a Salomão. se tornou realmente um "reino humilde" (Ez 29.25). fez incursões na região dos filisteus e no sudoeste da Palestina. Em pouco tempo. retratados e m faiança d o u r a d a . . a dinastia de Siamun deu lugar a um novo rei e uma nova dinastia: Sheshonq I. A estrutura literária do livro de Provérbios — em grande parte um "livro sapiencial" de Salomão — revela afinidades com outras obras do gênero escritas na região do Oriente Próximo.C). d e Tebas. Os profetas de Israel censuraram seus reis O Iraje d e u m a princesa egípcia ( c o m o a q u e aparece na história d e M o i s é s ) é ilustrado neste afresco d a rainha A h m é s . e. a em Karnak. prateada e a z u l . o Faraó valeu-se de Jeroboáo para dividir aquele reino em duas facções inimigas. por um breve tempo. Este considerava o Israel do tempo de Salomão um rival na política e no comércio. sujeitou a monarquia dividida dos hebreus a seus próprios interesses materiais. ) . fundador da 22 dinastia. Depois disso. Entretanto. Essa campanha na Palestina foi registrada numa grande cena de triunfo que se encontra no templo de Amun. a reiterada afirmação de que Provérbios deriva em parte diretamente de uma obra egípcia escrita por Amenemope carece de fundamentação mais sólida. várias delas no Egito. a julgar pelo fragmento de um baixo-relevo encontrado em Tànis (a Zoã da Bíblia). 14. perdendo sua independência durante os séculos seguintes. Jr 46).40. na p a n e posterior d o trono d o rei. « m ú m i a s d o E g i t o a n t i g o são m u n d i a l m e n t e famosas. o Sisaque da Bíblia (IRs 11.

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p r í n c i p e d o E g i t o Todos os meninos hebreus recém-nascidos deveriam ser lançados no Nilo. que resgata os oprimidos. (Ramsés I I teve cerca de 60 filhas!) Ela deve ter levado Moisés ao harém Êx 1. chega-se à data do século 13. O poder de Faraó não conseguiu vencer a fé e a coragem das parteiras. Deus deu a seu povo a norma de vida — a lei — dando-se a eles e fazendo deles o seu próprio povo num contrato duradouro (a aliança).C. o "êxodo" (a saída) que dá nome ao livro. que era de matar todos os meninos recém-nascidos. • A filha d e Faraó provavelmente era filha dele com uma concubina. o personagem central. Por intermédio de Moisés. O poder dos Faraós hiesos havia sido quebrado e os reinos do Alto e Baixo Egito estavam novamente unidos. um Deus "santo" cuja bondade e justiça são impressionantes.7). como se faz atualmente. É uma epopéia em que quase tudo gira em torno de Moisés. A presença desse grande número de estrangeiros em seu território (veja 12. 25 anos por "geração". para a qual há boas evidências.15-22). Teve início um grande programa de construção. 12—18 O êxodo A páscoa Do Egito ao Sinai Caps. O comentário histórico que se seque é baseado nesta teoria. apoia esse ano como data do êxodo. Êxodo mostra Deus no controle da história. Mas quando Seri I (provavelmente o "novo rei" do v. mas essa tentativa acabou em desastre. somando tudo.23. A q u i estava sua chance de assegurar que não causassem problemas. Um novo cálculo das datas da história de Israel. incluindo as cidades-armazém do Faraó. As coisas haviam mudado no Egito. subordinadas a capatazes. Este era o decreto de Faraó. Moisés tinha 40 anos quando fez a primeira tentativa de libertar o povo (2. Mas a água que afoga pode também ser usada para fazer flutuar um cesto impermeável (a palavra hebraica usada aqui é a mesma que designa a "arca" de N o é ) . 1—11 Israel no Egito Moisés Caps. Ramsés II (que foi o principal responsável por sua construção). e a vida de Moisés foi salva pela ação criativa de sua mãe. feito recentemente com base nas listas de reis egípcios. Ou seja. E havia Resumo Como Deus resgatou os israelitas da escravidão no Egito e fez deles o seu povo. não uma princesa de sangue real. O povo foi organizado em equipes de trabalho. Outros 40 anos se passaram até os acontecimentos narrados no cap. Agora eles são uma nação escrava sob um novo Faraó. O número arredondado de 480 (12 x 40) possivelmente significava 12 "gerações". do século 13.159 ' ÊXODO O livro de Êxodo é a história do nascimento de Israel como nação. com a sede do governo em Tebas e Mênfis. Mas apesar da opressão crescente a explosão demográfica c o n t i n u o u . Revela um Deus que pode ser conhecido.11-12). A. C o l e . Seu status privilegiado era coisa do passado. U m a levav a o nome do sucessor de Seti. sob a liderança de uma nova dinastia de Faraós. Se calcularmos.37) deixara o Faraó inquieto. Caps.C). mas de acordo com 1 Rs 6. 8) chegou ao poder. Ê x 2: M o i s é s .1—12. chegamos ao ano de 1450 a.36 Israel no Egito Êx 1: U m a n a ç ã o e s c r a v a Quase 300 anos haviam se passado desde a morte de José e o final de Gênesis. Mas as parteiras hebréias não concordaram com o plano do rei. Mas a maioria ainda favorece uma data mais recente. 19—40 O povo de Deus Os dez mandamentos Lei e aliança O tabernáculo de Deus e adoração uma mão-dc-obra disponível e barata residente na área: os israelitas. O povo de Jacó vivera no Egito cerca de 370 anos. voltou-se n o v a m e n te à região fértil do delta. A história egípcia não menciona o êxodo." R. de uma dinastia que há muito esqueceu o que José fez pelo Egito (veja G n 41). Foi ele quem tirou o povo do Egito. Faraó decidiu intervir diretamente ( Ê x 1. 3 (At 7. o livro que mais vale à pena estudar com atenção è este livro do Êxodo. a atenção " S e quisermos entender a mensagem central do NT. A nação estava no apogeu do seu poder militar.1 ele ocorreu 480 anos antes da construção do templo de Salomão (inaugurado por volta de 970 a. que deviam j u n tar barro e fazer tijolos para a construção de novas cidades. Ê x 7.

1: " O s israelitas não vão acreditar era m i m .. 'Eu S o u o que Sou'" ÉX3. seu irmão. Nascido hebreu. Deus se encontrou com ele. a presença dele: " E u estarei com você". veja comentário sobre! J z 2.1) Não se sabe com certeza onde ficava localizado.22). o que daria autoridade a Moisés. . Isso era bem mais complicado do que d i z e r " N ã o me sinto qualificado para essa tarefa". cujas histórias eles conhecem. C .20) No pensamento hebraico. E Deus se conecta com aquilo que o povo j á sabia: ele não é um estranho para seu p o v o . 12. Eles moravam no deserto. Este é o tipo de mágica que conheciam. Não era inédito na época criar meninos estrangeiros dessa maneira e treinálos para ocupar posições de destaque no exército. U m a escultura e m relevo d e Carquemis. 7). pois estava associada à religião do Egito (cap. • M o n t e H o r e b e (3.160 Moisés roí adorado p o r uma princesa egípcia e criado. Mas o emissário se mostrou muito relutante.13: "Por favor. .! um prodígio ou milagre não é uma inversão! da ordem natural.35-36. .2-3. • As riquezas dos egípcios (3. Pentateuco "Deus d i s s e (t Moisés. mas permitiu que Moisés fizesse de Arão. quando Deus o chamou. mas um uso extraordinário dela por parte do Deus que criou o mundo.2) Praticamente! identificado com Deus. Ele é o Deus de A b r a ã o c dos outros. como príncipe. no hebraico " Y H W H " . " ou "você tem. E a resposta de Deus não foi: Página oposta: Tendo matado um cruel capataz egípcio. • 3. aprendendo a ler e escrever os hieróglifos e as letras cursivas egípcias.244 m de altura) na parte sul da península ] do Sinai. Ele levantou uma objeção depois da outra e todas elas foram rebatidas por Deus: • 3. • 4. que o Faraó endureceu . estudando leis c adquirindo conhecimento em vários ofícios e esportes (veja At 7. de modo que.11: "Quem sou eu?" Este era o dilema de Moisés.. no sacerdócio o u na administração civil. Ê x 3—4: A s a r ç a a r d e n t e Moisés estava no Sinai (Horebe). parou ao perceber uma sarça em chamas. • 4.) • Prodígios (3. Não foi 'Você é . Isso Deus não faria. mas uma antiga tradição o identifica com Gebel Musa (2. • O SENHOR (3. era a identidade de Deus.20-29).14 onde foi criado com outros.19 A morte de Faraó foi registrada em 2. • 4. Moisés teve um bom treinamento para a futura peregrinação com Israel através do deserto. Moisés fugiu para o deserto. Era real? Era uma visão? Ele se aproximou. prova-1 velmente pronunciado " Y a h w e h " o u "Javé"j tradicionalmente lido como "Jeová". (Veja "Os nomes de Deus". manda outra pessoa".". 'Você reúne todas as qualificações". Deus se descreveu mais claramente: " E u Sou! é o Deus v i v o . criado como egípcio. O que nos dá identidade. Quetura. • 4. mas " E u Sou". o porta-voz. Elas seriam usadas para mobiliar e enfeitar o tabernáculo de Deus (35.23. Enquanto andava pelo deserto. na dramática experiência d a sarça ardente.21-22) Veja 11. • Mídia (15) Os midianitas eram descendentes de Abraão por meio de sua segunda esposa. . século 8 a . Moisés enfrentava sua própria crise de identidade. mostra a rainha Tawarisas segurando seu príncipe. o mesmo lugar onde viria a receber a lei.1.15) As letras maiúsculas usadas na maioria das Bíblias indicam o "nome pessoal" de Deus. nesses anos de vida nômade.10: " N u n c a tive facilidade para falar!" Mas o Deus que o criou lhe d a r i a condições de falar. Ali.13: " Q u a n d o . me perguntarem : Qual é o nome dele? Q u e lhes d i r e i ? " Moises não podia v o l t a r apenas c o m uma experiência subjetiva que ele havia tido. agravada pela rejeição de seu povo. • 4. • O A n j o d o S E N H O R (3. " Deus d e u a Moisés três sinais — demonstrações d o poder de Deus — cora os quais poderia convencê-los de que ele realmente se encontrara com Deus. A distinção que hoje geralmente se faz entre modos "naturais" e "sobrenaturais" de agir é estranha ao pensamento do autor. do qual deriva tudo o que existe. na casa real.21 A Bíblia diz que Deus endureceu o coração do Faraó. e Deus se dirigiu a ele com uma comissão assustadora: " E u o enviarei ao Faraó para que você tire do Egito o meu povo".

Éxodo .

7. um epíteto para Deus ou uma forma de se dirigir a ele. • Elohitn. Ele é o "Criador" (Is 40. Mas Deus decidiu revelar isso numa ocasião em que eles precisavam ser redimidos. a noção de "presença ativa" nos diz que Deus está conosco.2-3 é confirmada pelo Gênesis. Jr 32. Este verbo não significa simplesmente "existir". mas "não se importavam (literalmente "nãoconheciam") o S E N H O R " (ISm 2. Como pôde. quando. meu Deus" onde o hebraico traz Adonai Yahweh (o Soberano Yahweh). em leitura pública. aos patriarcas)? Os especialistas no estudo do AT responderam essa questão. Deus queria revelar-lhes o seu caráter mais íntimo. Yahweh é o Deus ativamente presente entre o seu povo. envolve desfrutar ativamente de comunhão com a pessoa conhecida. Revelação progressiva O nome Yahweh aparece na Bíblia desde o início (Gn 4. que ele é o santo Redentor e o Juiz santo. Na base de sua auto-revelação como Yahweh (Êx 3. o "Santo de Israel" não pode ficar restrito a esse povo. existe o nome pessoal Yahweh ou Javé.15. uma forma plural que. mas Aquele que possui de modo completo todos os atributos divinos.. Por mais influente que seja essa teoria. dizendo que temos várias tradições da história primitiva do povo de Deus.1). . ou teria usado um dos outros títulos de Deus conhecidos dos patriarcas: "Deus Altíssimo". "A Divindade". Gn 4.7) — o Deus de toda a humanidade (Nm 16. Yahweh se identificou como o Deus que salva o seu povo e derrota os seus adversários.22). Deus dizer a Moisés (Êx 6. Em outras palavras.16). Ao escolher a tempo do êxodo para revelar o significado do seu nome. ela não é nem irrefutável nem necessária. o nome divino era conhecido desde o início. "quem é Yahweh?". S I 111.22. Por exemplo. ex. 14.13. "Deus. Êx 33. "Juiz" (Gn 18. Deus no poder e na singularidade da sua natureza divina. pois se encontravam na situação de escravos condenados. essa riqueza de significado é adicionada à revelação do Redentor santo. não significa "deuses". aquele que sempre se faz presente entre o povo. traduzindo Yahweh por " S E N H O R " ou colocando " S E N H O R Deus" ou " S E N H O R . etc. Muito se tem a ganhar quando se percebe que por trás da forma S E N H O R está o nome pessoal de Deus. se diz que Yahweh é "o Deus de vossos pais". segundo outra. 6. Mq 7.2-3) que "pelo meu nome. havia assumido o significado de uma afirmação a respeito do caráter desse Deus que tinha esse nome. os filhos de Eli com certeza conheciam o nome como maneira de "identificar" Deus. "Senhor". então. Em termos lingüísticos. As traduções em grande parte ainda seguem essa prática. compare 1Sm 3. O S E N H O R . oposta à anterior. que se manifesta em santo resgate e ira santa por ocasião da Páscoa (ÊX 12). Êx 6. S I 146. ele com certeza teria respondido: "o Deus Todo-Poderoso". Ao declarar o seu nome ao povo.5) está a santidade de Deus. Deus de t o d a a humanidade Mas o Deus que se revela de modo especial a um povo. não lhes fui conhecido" (isto é. se tinha sobre o caráter que esse nome revela.27). diziam Adonai. "Deus Eterno". "conhecer" vai além do simples acesso a informações. quando chegavam a esse nome. Textos como Êx 34. Por reverência e para evitar que esse nome fosse pronunciado.6-7.162 Pentateuco Os nomes de Deus Alec Motyer Dois termos hebraicos são traduzidos por "Deus": • El. os judeus.28). mas "estar ativamente presente". Sua ocorrência mostra que o nome era não só conhecido como usado (p. esse nome só foi revelado a Moisés. a saber. Assim sendo. o Deus de Israel". Se alguém tivesse perguntado a Abraão. o Deus que é "meu Deus" para as pessoas que fazem parte da nação escolhida. Segundo uma tradição.2-3 nos diz aquilo que até aquele momento tinha apenas o significado de um "identificador". SI 103.12.18-20 mostram de forma bem clara a compreensão que. No AT. o nome Yahweh se relaciona com o verbo "ser/existir". Além destes.12-13).26.25) e "Rei" (Jr 10. em Êx 3 (vs. mas não nos diz que tipo de Deus ele é. no entanto. no tempo do AT. Assim. Esta interpretação de Êx 6.

A família de Moisés agora estava ligada aos antepassados de Israel — o povo de Deus — p o r meio do sinal da aliança.. 1 4 .14). Depois. q u e é secada ao s o l .15). C h u v a de pedra e tempestades destruíram as safras de linho e cevada. Para o escritor hebreu.16-32). O vento trouxe uma nuvem de gafanhotos da Etiópia que destruiu toda a vegetação do país ( 1 0 . Palavra d e Deus a Moisés.5-7 3 . primeiro por mosquitos e depois por moscas que se criaram entre as carcaças dos peixes e das rãs (8. 2 9 : P r a g a s a t i n g e m o Egito Faraó o u v i u e rejeitou o pedido de M o i sés. 1 .. A reação de Faraó revelou sua hostilidade implacável. 4 em diante. lembrando a Moisés quem Deus era e dizendo o que pretendia fazer. y 0 pedido (5. T i j o l o s q u e i m a d o s a o sol sao material d e construção b o m e b a r a t o amplamente usado na Á f r i c a e na Á s i a .2 7 : G e n e a l o g i a Quem eram Moisés e Arão? A genealogia os identifica como descendentes de Jacó por meio da linhagem de seu filho Levi. Demonstrou que tipo de pessoa ele era: "Quem é o S E N H O R . > 6. 2 4 .25—8. 1 0 . 2 . Ê x 6. 1 4 . > Acesso ao Faraó Se esse Faraó era Ramsés II. Êx 6 . 1 . o país foi infestado. 2 8 — 1 0 . 1 — 6 . Farei com que vocês seja o meu povo e eu serei o seu Deus". ele supostamente nasceu antes do edito do Faraó. sua força vital. Durante três dias a luz do sol permaneceu . e não a Moisés. Vou livrá-los da escravidão do Egito. mas serve como u m teste. que ainda não haviam c r e s c i d o . Os magos podiam imitar. 9. porque a natureza destes seria ofensiva aos egípcios ( 8 . 9. ? E u não conheço o A foto mostra u m a mistura d e lama d o Nilo c o m palha s e n d o colocada e m moldes d e madeira para fazer tijolos.1 2 ) . o pronome objetivo "-lo" (em "matá-lo") pode ser uma referência a Gérson. p r o c u r a r a m r e f ú g i o nas casas (7. diga aos israelitas o seguinte: Eu sou o SJÍ. escreveram as histórias.4 . rãs. Êx 6 . centro da economia e do culto da nação. 5 . 1. 2 2 . 1 5 . 1 9 ) . 2 4 . E Deus renovou seu chamado. 8 . .14) Três anos mais velho que Moisés ( 7 . a circuncisão. Assim. Moisés recorreu a Deus novamente. Israel deveria deixar o Egito para oferecer sacrifícios.3 O nome Y H W H ( S E N H O R ) é usado em Génesis de 2 . O povo se voltou contra seu "libertador". 1 7 . "o S E N H O R se encontrou com Moisés c procurou matá-lo" pode ser outro exemplo de Deus como a primeira causa — talvez a ameaça fosse u m acidente o u uma doença. Miriã era a irmã mais velha de ambos. 8.2 6 No v. isto é. O Nilo. Portanto. Nove vezes Deus agiu. criado no harém. F r u s t r a d o .13-35). mas é claro que era conhecido p o r aqueles que. que estão sendo escravizados pelos egípcios. "transformouse em sangue": os peixes não podiam viver na água vermelha e grossa ( 7 . Sete dias mais tarde. "Agora eu ouvi os gemidos dos israelitas.2 0 ) . e Faraó. O s animais foram atingidos p o r uma peste. seus magos e todos os deuses do Egito foram incapazes de reverter o j u í z o de Deus. 1 3 : P r i m e i r a v i t ó r i a de F a r a ó 0 primeiro pedido a Faraó apenas agravou a situação. > 4 .1 ) Isto parece ser menos que toda a verdade. o fato de ser Deus é a primeira causa de tudo não conflita com a responsabilidade humana. 2 ) .V/ÍOK. E os e g í p c i o s q u e d e r a m o u v i dos às advertências de Deus foram salvos (9. e tumores apareceram nas pessoas e nos animais ( 9 . 7. e lembrei da aliança que fiz com eles. . sabia como chamar a atenção do Faraó. 2 6 ) . A lista é um trecho da lista mais longa de Nm 2 6 . mais tarde. 5-6. Deus dá início a uma série de castigos para ensinar a Faraó e seu povo quem era o S E N H O R e qual era o alcance do poder de Deus SENHOR sobre toda a criação ( 7 .seu coração e que o coração do Faraó se endureceu: três verbos diferentes sem diferença real no significado. De qualquer modo. 7 ) . Êx 5 .2 4 ) . mas não eram capazes de impedir. f u g i n d o das margens d o r i o e dos peixes em d e c o m p o s i ç ã o . mas não as de trigo c cspclta.1 8 ) . A palha m o í d a reforça o tijolo. e não v o u d e i x a r que os israelitas saiam daqui" ( 5 . Moisés. > Arão (4. já prevista por Deus ( 3 . sabe-se que ele recebia também pessoas (confira 5 .

representa a proteção e provisão de Deus por seu povo: Israel é o primogênito de Deus. Foi do " p ó da terra" que eles saíram. Os pães sem fermento evocam a rapidez da sua partida (não havia tempo para usar fermento c deixar o pão crescer). Veja "A Páscoa e a Última Ceia". pois Deus estava em ação.22-23 estava prestes a se realizar.36: A m o r t e r o n d a a terra A preliminar havia terminado: a advertência de Deus em 4. o dia em que feriu mortalmente os primogênitos dos egípcios.164 Pentateuco encoberta por "trevas espessas" (provavelmente uma tempestade de areia provocada pelo vento conhecido como cansim) (10. As rãs (associadas aos deuses egípcios da fertilidade) trouxeram doença ao invés de fecundidade. Ê x 11. importante item de exportação. Mas os egípcios foram devastados. "piolhos": a palavra ocorre apenas aqui.) O cordeiro o u cabrito da páscoa. Ele fez distinção entre seu povo e os egípcios. • 7. Mas para Israel era o início.21-29). Este foi um dia que seria lembrado ao longo dos séculos. assado sobre o fogo. E o poder de Rá. ( F o r a m literalmente "todos" os primogênitos. Não importa como aconteceu.12). Deus não interferiu.24 O solo arenoso filtra a água. • 7. As ervas amargas representam todo o sofrimento que suportaram no Egito. realmente amadurece um mês ou dois após a cevada.21. Ele controlou a extensão e as áreas afetadas por cada praga. o fato é que não se tratava de m e r o " a c a s o " . (A época é março/ abril. a cheia anual ocorria entre junho e outubro. • 9. de certa forma. • A dureza de coração d o Faraó Veja em 4. que poderia ter começado com uma inundação acima do normal.16-17 "Mosquitos". O s acontecimentos seguem uma ordem lógica. trazendo lama vermelha c espessa ou algas vermelhas que poluíram a água. . pagos pelas roupas e jóias entregues pelos egípcios. mais que ansiosos em vê-los partir. ou apenas os jovens das famílias mais importantes. E m cada caso Deus d e c i d i u valer-se de desastres naturais para c o n f u n d i r o Faraó e os deuses do Egito (12. • 8. demonstrando seu controle absoluto. Ele fez com que o "deus N i l o " trouxesse ruína em lugar de prosperidade. deixando-o tomar suas próprias decisões.31-32 Este é um detalhe que revela conhecimento da situação local. de modo que no final o poder de Deus ficou evidente para todos.) U m a nova festa foi instituída c um novo ano (religioso) começou. Os anos de escravidão são. As pragas ocorreram durante u m período de seis meses a u m ano. foi eliminado.25 Antes da construção da grande represa de Assuã. Este era o fim da linha para Faraó e seu povo. Anunciou a vinda de cada uma c podia fazê-las cessara qualquer momento em resposta a oração. Mas o povo não partiu de mãos vazias. Esta estátua colossal d o Faraó Ramsés 11 (provavelmente o Faraó de Ê x o d o ) é um dos vários monumentos e construções que díío conta d o seu poder no Egito antigo. O linho era vital para a importante indústria de tecelagem egípcia.1—12. o deus sol. inclusive o filho do próprio Faraó? De que instrumento Deus se valeu: a peste bubônica ou a poliomielite? Não sabemos. O trigo. mas poupou e libertou seu p r ó p r i o p o v o .

Deus concedeu o maná. O povo estava indo para o leste. esta certamente era ela. E em Nm 3. fica claro que Deus jamais exigiu o sacrifício de um filho. Contando mulheres e crianças. • 13. • 13. 2 2 : F u g a n o t u r n a Como Deus havia previsto ( G n 15. 2 5 O êxodo do Egito Êx 1 2 . sem que se tivesse feito um censo exato. As vezes também faltava água. Esses acontecimentos deveriam ser comemorados de duas maneiras: • Durante um p e r í o d o de sete dias após a Páscoa as pessoas d e v e r i a m comer pães sem fermento. clamando a Deus e acusando Moisés de traição.000 homens ( 1 2 . Depois Miriã e todas as mulheres cantaram o refrão e dançaram de alegria. • 600. Estes colares egípcios datam d a época d e Moisés. onde Deus forneceu um carneiro para ser sacrificado no lugar de Isaque. . introdução).19) Veja G n 50. Mas Deus fez as águas retrocederem para que pudessem atravessar sãos e salvos. Primeiro Moisés conduziu o povo num grande hino de triunfo: Deus salvou Israel. Assim. Ê x 15. fazendo as paredes de água desabar sobre as tropas de Faraó.16 Veja texto e ilustração de Dt 6.14). 3 7 — 1 3 . • Os ossos de José (13. e o destacamento que perseguiu os escravos foragidos foi destruído — um golpe duro o bastante. em l e m b r a n ç a da f o r m a apressada como saíram do Egito. porém. foram dadas instruções adicionais sobre a celebração da Páscoa: quem poderia participar e onde deveria ser comemorada. • 13. e nem todos os carros de guerra se perderam. E entraram em pânico.16 diz "quarta geração"). os israelitas enfrentaram seu primeiro grande teste de fé.15 A partir de G n 22.11-13 Deus escolheu os levitas para representar todos os primogênitos de Israel: "são meus". O "mar Vermelho". é "mar de Juncos" (veja mapa na p. 165: Ex 1 2 .21 dá o mesmo número. Antes disso. após quatro séculos numa terra estranha Israel estava livre. Quando os israelitas d e i x a r a m o Egito.Êxodo do deserto? A nuvem e o fogo eram fenômenos sobrenaturais? Na Bíblia. apesar da tradição que havia em Canaã.13-14). Em capítulos subseqüentes fica claro que isso era gente demais para uma sobrevivência no deserto. Começa a viagem em direção à fronteira. 166). • 13. destruiu seu inimigo. E assim Israel entendeu que eram verdadeiras as palavras de Moisés: "Vocês não terão de fazer nada: o S K N H O R lutará por vocês" (14. seus "despojos" incluíam jóias d e prata e o u r o . 3 7 — 1 9 . Pode-se questionar o tempo exato que o povo ficou no Egito ( G n 15. mas o grande fato indiscutível é que Deus libertou o seu povo.24-25.18 O "deserto" era uma região de estepes na qual os animais podiam pastar.8. 17-18 Não há menção do afogamento de Faraó. com água pela frente e o exército do Faraó vindo ao encalço deles.21 A coluna de nuvem era um redemoinho A oitava praga foi uma nuvem de gafanhotos que devastou o Egito. afastando-se do delta do Nilo. A vitória foi ganha às custas de Faraó. A canção é um belo exemplo de poesia semítica antiga (veja "Poesia e Sabedoria". tanto a nuvem quanto o fogo são símbolos associados a Deus. os p r i m o g ê n i t o s da nação pertenceriam de forma especial a Deus e deveriam ser "resgatados". o total seria de 2 a 3 milhões de pessoas — um número bastante alto. É possível que se usasse um número alto simplesmente para indicar "muitos".1-21: O c â n t i c o d e v i t ó r i a Sc houve uma vitória que merecia ser contada às gerações futuras. Ê x 14: P e r s e g u i ç ã o ^ e desastre Presos entre o mar e as montanhas. 3 7 ) N m 11. • Vs. embora o povo tivesse aprendido a sobreviver com pouca água e seus acampamentos tenham se espalhado para que se pudesse usar várias fontes de água a cada parada da viagem. numa tradução mais exata. • Como a l i b e r d a d e de Israel h a v i a s i d o comprada com a morte dos primogênitos dos egípcios.

a o s u l . Ali Deus estabeleceria sua aliança com a nação. uma profetisa posterior (Jz 4.4). terrível. .31) Não podemos saber com certeza o que era esse "maná". embora não fosse israelita. O S e n h o r D e u s .14).. (¡alto de Suez.8-16: A t a c a d o s ! Josué (o homem que seria sucessor de Moisés) liderou u m g r u p o seleto contra os amalequitas.s e . T r o v õ e s . v o l t a r a m para o norte antes d e atravessar e. compare a experiência de Elias no mesmo local — l R s 19. tornaram-se sinônimo de rebeldia (veja H b 3. Mas foi Deus quem deu a vitória. os requerentes ficavam cm pé. Moisés levou o p o v o de Deus ao monte Sinai. não se acheguem a m u l h e r " — v e j a " p u r o e i m p u r o " . f o g o e terremoto anunciaram a presença de Deus e demonst r a r a m seu p o d e r (20. Sabe-se que a rocha calcária d o Sinai retém umidade. • G ô m e r (16. N o Egito havia abundância de peixe. Não demorou. mesmo q u e mais p r ó x i m a ( 1 3 . Jetro.22 Os sacerdotes só passaram a existi! c o m o o r d e m após estes acontecimentos no Sinai.22—17. Oeos dii que deverão ficar no deserto.4. O s israelitas n ã o p e g a r a m a rota costeira.24-26. • Á g u a da rocha (17. • Maná (16. era considerado um homem piedoso. e os nomes Massa e M e r i b á . A travessia provavelmente aconteceu e m a l g u m l u g a r entre Q a n t a r a (46 km a o sul d c Porto S a i d ) e o norte d e Suez. Ele foi bem recebido e seu conselho foi seguido.7-11). Outra descrição aparece em Nm 11. santo. Esta substância foi o alimento básico dos israelitas durante 40 anos. • Codornizes (16. Os amalequitas possivelmente tentavam expulsar os israelitas de um oásis fértil. novamente. Mas em questões religiosas. Este incidente.33 Veja também H b 9. i I Miriá" pegou seu tamborim e liderou a dança após a travessia triunfal d o mar •Vermelho". N ã o fica claro quando Zípora retornou para casa. • 19. para o s u l . enquanto Moisés levantava seus braços em oração. p o r q u e não estavam p r o n t o s para e n c o n t r a r as forças d o s filisteus.por 40 anos.6) Deus mostrou a Moisés o local.16) U m j a r r o c o m capacidade de 2 litros. se rebelam. assustados tom os relatos de gigantes na terra. . Mas eles marcham para Canaã — e são denotados.2). H f J s israelitas. BK Moisés envia homens para espionai a letra de Canaã — eles vão até Hebrom e voltafn. O a v a n ç o d e v e ler sido lento: n o m á x i m o entre I S e 2S km p o r dia. Ê x 18: S á b i o c o n s e l h o O fardo da liderança era pesado e a sugestão prática de Jetro no sentido de reorganizar e delegar tarefas foi sábia.7: C o n d i ç õ e s adversas No deserto. descendo pelo oeste d a península • d o S i n a i . E m vez disso. • 16. Fora do Egito: as peregrinações no deserto N ã o há certeza quanto aos locais mencionados nem q u a n t o à rota. embora vários fenômenos naturais tenham sido sugeridos.15 " P r e p a r e m . t r i b o n ô m a d e descendente de Esaú. r e l â m p a g o s .Pentateuco • A profetisa (20) Miriã certamente alegava ter sido a porta-voz de Deus ( N m 12. como j u i z .16 É possível que esse relato fizesse parte do Livro das Guerras do S E N H O R (Nm 21. e começaram as reclamações. O " m a r V e r m e l h o " ( o u mar d e J u n c o s ) p o d e se referir à região d o s lagos A m a r g o s o u a o golfo d c S u e z . • 17. • 18. Aqui Deus proveria uma maneira de ensinar ao p o v o obediência e dependência diária dele. inacessível. em L v 15. c cessou de repente quando entraram em Canaã. Ê x 19: O a c a m p a m e n t o n o Sinai C o m o Deus p r o m e t e r a ( 3 . • 19. Ê x 17.20 e x p l i c a porquê. de frutas e legumes — e não havia falta de água. ficava sentado. o povo logo ficou sedento e faminto — c rebelde.7-9. falou.13) Veja " C o d o r n i z e s " em Números. ele aprendeu com Moisés (8-11).18-25).14. Monte Sinai/Hcxebe . 1 7 ) .8-12 — e o contraste feito em H b 12. Êx 15. foram para Sucote. 1 2 ) . a exemplo de Débora. Depois da "guerra santa" de Saul ( I S m 15). os amalequitas são pouco mencionados.13 Moisés. uma obra que não foi preservada. mas é possível que tenha acontecido logo após o incidente registrado em Ê x 4.

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Na forma elas seguem o padrão dos tratados conhecidos n o Oriente Médio no século 13 a . Deus nos fez: quem mais pode determinar a melhor maneira de viver? Escritas em tábuas de pedra. a propriedade. a palavra e o pensamento.33: O c ó d i g o d e leis Esta seção. .12b) e "maldições" (5.1-3 Este é local d o acampamento israelita diante d o monte Sinai. principalmente os tratados entre suseranos e seus vassalos (veja 'Alianças e tratados no Oriente Próximo"): T í t u l o : identifica o autor da aliança (2a). Ê x 20. O b r i g a ç õ e s impostas a o vassalo (3-17). morais e religiosas são inseparáveis. Agora Deus pronuncia as palavras que orientam o viver. Este resumo e ponto culminante d o pacto ou da aliança de Deus com seu povo estabelece uma norma ética básica que se aplica a todos os povos de todos os tempos (já que estas são as instruções d o "Fabricante". Como Jesus disse. do Criador).. demonstrando a preocupação de Deus pela vida toda. Consiste em "julgamentos". Os mandamentos demonstram a preocupação de Deus com todos os aspectos da vida humana. preservadas na arca da aliança. Deus falou Iodas estas palavras: 'Eli SOU O SliNHOR. teu Deus. ao relacionamento das pessoas entre si. isto c. leis civis. impõe respeito pela vida humana. o código judaico tem várias características distintas: • O código como um todo se baseia na autoridade de Deus. As primeiras três "palavras" dizem respeito ao relacionamento d o povo com Deus. a c o m p a n h a d a s p o r " b ê n ç ã o s " ( p ."' Palavras iniciais d o s Dez M a n d a m e n t o s . estrangeiros).168 Pentateuco Êx 20—40 Leis e um tabernáculo para Deus • • • "Então.37-40). Não terás outros deuses diante de mim. C . os mandamentos se resumem a amar a Deus e ao nosso "próximo" (Mt 22. Deus estabelece os padrões para os relacionamentos familiares. delimitadas (para cada crime um castigo específico). órfãos. leis casuísticas. Êx 20. Deus pronunciou as palavras que deram origem à v i d a .22—23. • O fato de haver penalidades fixas. essas dez "palavras" constituíram a base da lei de Israel. P r ó l o g o h i s t ó r i c o : descreve as relações passadas entre as duas partes (2b). Merecem destaque especial as leis que protegem os fracos c indefesos (escravos. o u seja. e as sete restantes. e "estatutos" o u ordens diretas. conhecida como "o livro da aliança". A maioria dos códigos orientais lida apenas com questões legais: a religião e amoral são tratadas em outro lugar.1-21: O s D e z M a n d a m e n t o s No princípio. Ê x 20. revela um conceito elevado da vida humana. • Não há divisão entre a lei civil e religiosa. ex. • H á uma só lei para todos. Embora semelhante cm forma a outros códigos de lei da Ásia ocidental antiga. da terra da escravidão. 6.7b). Na Bíblia. é o registro mais antigo que temos da lei judaica. que te tirei do Egito. viúvas. pouco importando a posição social do indivíduo. não de um rei.. o sexo.

cada uma das partes estava jurando mantê-lo sob pena dc morte. com detalhes. Muitos dos materiais usados foram trazidos '•Ilido que Israel precisava inicialmente para ser salvo tio Egito era aceitar a liberttição que Deus estava operando. • 22. • Nadabe e A b i ú (1) Dois dos filhos de Arão. um Deus que é "misericordioso" (22. como sinal visível de que este era seu p o v o . Jesus excluiu por inteiro a possibilidade de vingança ( M t 5. o "mar Vermelho (ou mar dos Juncos)" é claramente o golfo de Acaba. Por exemplo. Deus os guiaria e acompanharia aonde quer que fossem. o teto dessa tenda podia ser horizontal ou erguido com uma estaca. encimada por dois revestimentos impermeáveis (feitos de peles de carneiro tingidas de vermelho e de couro fino). ofensa. obrigações sociais c religiosas (22. prefabricados. 'Icmplos |x>rtáteis. A legislação tem em vista o futuro.10. Estabelecera os termos da sua aliança e estes foram aceitos. que mais tarde acabariam morrendo. • Viram o Deus de Israel (9-11) N o Oriente Médio. 1 3 ) : os direitos dos escravos (21. Esta é a famosa Lei do Talião: um regulamento que se destina aos juízes no tribunal.1-11). semelhantes à tenda dc Deus (o tabernáculo). • Leis relativas às três festas principais — festa dos pães sem fermento.22) eram crimes para os quais estava prevista a pena dc morte. Êx 25—27: O t a b e r n á c u l o Deus havia tirado o povo do Egito. foi sobre a ruchu Saltclu IÍIIS Tábuas ida leij que a civilização <H illcilllll loi edificada. fazer uma refeição com alguém é uma forma toda especial dc se (cr comunhão com essa pessoa. não se trata de uma planta completa. • Quarenta dias e quarenta noites (18) Certos números têm significado especial na Bíblia. De fato. propósito e um plano para a vida. Ele e Arão seguraram os braços de Moisés em oração durante a batalha com os amalequitas (17. do Sinai ao rio Eufrates — foram atingidas por um breve período na época de Davi e Salomão." .1-2). Aqui.7) O senhor dela ainda é responsável por sua escrava-esposa. Agora é introduzida a idéia tie que a obediência é necessária assim como a/é.12).38-42).1-13). homicídio c ameaças à vida humana (21. • Hur (14) Obviamente trata-se dc uma pessoa importante cm Israel.13 e nota em Lv 18. C o l e " O decálogo.18 A feitiçaria é condenada também no NT (At 13.31 Aqui. A estrutura da tenda propriamente dita era revestida com cortinas de linho. • As intervenções de Deus em favor de seu povo obediente (23. • 22." K.16-31). sobre as quais havia uma cobertura de pano feito de pêlos de cabra. Estes regulamentos ampliam. deu forma.Estas são as leis de um Deus que se importa.22-26) • Leis civis ( 2 1 . desonrados ( L v 10. • 21. 3 3 — 2 2 .19 No Israel antigo.23-24 A vingança ou retaliação tem limites rígidos: uma vida por uma vida. na jornada de Elias ao Horebe. roubo e dano à p r o p r i e d a d e ( 2 1 . A passagem pode ser resumida da seguinte forma: • Instruções gerais sobre culto o u adoração (20. a bestialidade (característica da religião cananéia) c a prática da aios homossexuais (veja Lv 20. Êx 24: S e l a n d o a a l i a n ç a 0 povo aceitou a aliança e esta aprovação foi formalmente selada por um sacrifício especial e por uma refeição tomada pelos representantes do povo na presença de Deus. da colheita dos primeiros frutos e do encerramento da colheita (23. • 23. A . c no período entre sua ressurreição e ascensão. na tentação dc Jesus no deserto.12-32). a vida sedentária e agrícola que Israel teria na terra de Canaã.14-19). não uma carnificina sem fim. pois a rebeldia de Israel ainda não havia condenado o povo a passar 40 anos na península do Sinai. 19. O número 40 aparece em praticamente cada nova etapa da história de Israel: no relato do dilúvio. Agora.1-17. O sangue aspergido sobre o povo e sobre o altar uniu as duas partes no acordo.20-33). mas a pena de morte era a sentença a ser aplicada naqueles tempos do AT. faltam alguns pontos ou detalhes. já eram construídos no Egito no período anterior ao êxodo. 177 mostra a estrutura básica c a posição da mobília. Estas fronteiras "ideais" — do golfo dc Acaba ao mar Mediterrâneo. embora a descrição seja minuciosa. Deus deu a Moisés instruções para construir uma tenda especial: Deus devia ter uma morada como as dc seu povo e viver entre eles.. Na área dos relacionamentos pessoais. e eles saberiam que Deus não era uma divindade local cujo poder se limitava ao Sinai. Embora culturas orientais anteriores tivessem tido temporariamente a noção de que a justiça agradava aos deuses. no episódio dos espias em Canaã.11 A terra também merece descanso: Deus preserva e alimenta os animais selvagens assim como cuida da humanidade. • Ela não ficará livre (21. em outras palavras. O autor quase não tem palavras para descrever a comunhão indescritível que se seguiu ao sacrifício e completou a aliança.27).. 1 5 ) . 1 — 2 3 . • 23. justiça e direitos humanos (23.19). A ilustração à p. o resumo de Èx 20.

Primeiro Deus salva.4).5).6-21. os membros do povo de Deus. Oqueéa"Torá"? A palavra hebraica "torá" é. dizendo-lhe como deve viver. são válidos para sempre. Em termos de genérico e específico. então.170 Pentateuco Um estilo de vida: os Dez Mandamentos Philip Jenson Tendo saído do Egito.4-9): "Ouve." A forma positiva do primeiro dos Dez Mandamentos é esta: "Não terás outros deuses diante de mim" (Dt 5.10).. A forma positiva do "mandamento" é o famoso Shemá (Dt 6. não apenas u m a lista de regras. e o objetivo de conhecê-la é viver segundo ela". Israel. Deus entregou os Dez Mandamentos. por causa de desobediência (Êx 20. que aparecem em Êx 20.. Diante do que Deus havia feito por eles. acolhem a lei e prometem cumpri-la.. onde se enfatiza que esses são os mandamentos e que não haveria outros (Dt 5. em princípio. é lâmpada para os pés e l u z p a r a o caminho d e rodos que p r o c u r a m segui-la. São dez ao todo. as "dez palavras".2): esta é a base para tudo o que segue.28.1-17. o S E N H O R nosso Deus. e de graça. Ali. Existe outra passagem que traz os Dez Mandamentos na íntegra: Dt 5. pois as histórias e também as leis nele contidas eram instrução para o povo. para sermos mais exatos. a palavra veio a ser usada como título do Pentateuco. por graça. o SENHOR é um. literalmente. Diferentes t i p o s d e lei Algumas leis são mais amplas e universais do que outras. só então ele conclama o povo a mostrarse agradecido e ser o b e d i e n t e . O d o m d e Deus ao seu p o v o "Eu sou o SENHOR. "A Torá é verdade. traduzida por "lei". Todas as outras leis vieram por meio de Moisés (Êx 20. Amarás o S E N H O R teu Deus de todo o teu coração. 10. mas requer-se. aparecem pequenas variações. Foram gravados em pedra para mostrar que. mas o Pentateuco insere os mandamentos num contexto histórico e teológico todo espe- . No AT. Eles têm por objetivo apresentar um quadro abrangente da vida de obediência a Deus. A lei que Deus d e u a seu p o v o era um eslilo d e v i d a . Vários mandamentos aparecem em outros documentos de natureza ética ou em códigos de leis. Maimónides ciai.1. mas isto é reflexo da flexibilidade com que a Bíblia em seu todo trata dessa questão da lei. mas estes simplesmente definem o espaço ou os limites dentro dos quais os israelitas podiam viver com segurança. No NT aparece o mesmo padrão: a nova vida em Cristo está disponível. "Se guardardes os meus mandamentos.13. dizendo quem é Deus e como o povo deveria viver. de bom grado. os Dez Mandamentos são. É a palavra bem pessoal que Deus fala ao seu povo. Dt 4. Era possível incorrerem castigo. e dez é o número que simboliza aquilo que é completo. permanecereis no meu amor". que o povo de Deus viva de maneira que agrade a ele.1).22). Agora. Oito dos mandamentos têm formulação negativa ("não. "Torá" é. geralmente.")..19). "instrução" ou "ensino". e estas se encontram em Êx 21—23 e Dt 12—26. teu Deus. Mais tarde.5). que te tirei da terra do Egito" (Êx 20. com a finalidade de possibilitar ao povo cumprir a sua parte do acordo (ÊX 19. disse Jesus aos seus discípulos (Jo 15. Outras leis são bem específicas. Nas palavras d o salmista. mas este não era o propósito maior do mandamento. os Dez Mandamentos constituem um meio-termo. para todos. havia também a necessidade de ser sele- Sua importância se deve ao fato de terem sido as únicas "palavras" faladas diretamente por Deus. onde fizeram uma aliança com Deus. Deuteronômio faz distinção entre "o mandamento" e "os estatutos e juízos" (Dt 6. o Decálogo (Êx 34.7). lei é muitas vezes considerado algo universal e impessoal. Entretanto. os israelitas chegaram ao monte Sinai. Na comparação entre as versões de Êxodo e Deuteronômio.

Mão cobiçar 1. em parte alguma se encontra a mesma concentração de mandamentos num mesmo texto. e já podemos ver isso em andamento nos mandamentos mais longos. mas. em grande parte. Introdução 1. • Os primeiros quatro (na contagem reformada) tratam da questão fundamental da atitude do povo de Israel em relação a Deus. à mudança das circunstâncias. Não roubar 8. Há diferentes sistemas denumeração dos mandamentos. Por exemplo. ou uma ovelha. Não matar 6. há diferença entre crime culposo (involuntário) e crime doloso (intencional). e não havia previsão de pena de morte por causa de roubo (Èx 22. Não ter outros deuses. ou um porco. não havia diferenças de classe. se for propriedade do templo ou da coroa.2 é visto como o prólogo. • 0 mandamento do sábado já faz a conexão entre a atitude em relação a Deus e a atitude em relação ao próximo. se a propriedade é de um vassalo. Por exemplo. Honrar os pais 5. Estes introduzem os mandamentos seguintes. 0 nome do Senhor 4 . Não roubar 9.•ocio 171 tivo. A interpretação dos mandamentos 0 que significa "não matarás"? Nem sempre está claro o que um mandamento significa. Não dar falso testemunho testemunho 9. Não adulterar 7. Não roubar 8. Abaixo aparecem algumas das opções de numeração: Judaica Católica/Luterana Reformada 1. Jesus reafirmou esse vínculo em seu resumo da lei em dois mandamentos (Mt 22. deverá restituir dez vezes mais. Não malar 7. ou um jumento. devido. pois esse quadro só podia ser apresentado de forma esquemática. se o ladrão não tiver como restituir.10) como no êxodo (Dt 5. no código do rei babilônio Hamurábi {foto ao lado) aparece o seguinte: "Se um cidadão roubou um boi. e o duplo "não cobiçarás" forma um único mandamento. Entretanto. Não cobiçar 10. como se vê em Êx 21. ao passo que. A lei do sábado se fundamenta tanto na criação (Êx 20. a proibição das imagens é um mandamento distinto. No contexto israelita.Sábado 4 . ele deverá restituir trinta vezes mais.15).1). pois nem mesmo a um escravo se permitia que trabalhasse no dia que Deus santificou. não fazer imagens não fazer imagens 2 . Êx 20. ou um barco. Honrar os pais 6. 2 . de tempos em tempos. Em muitos casos também há significativas diferenças no que diz respeito a detalhes. Sábado 5. Honrar os pais 5. Não adulterar 7. As leis mais específicas examinam casos mais difíceis e estabelec e m diferentes níveis de desobediência e castigo. Não matar 6. Não fazer imagens 3. •iò tradição reformada (seguida neste artigo). a necessidade de matar no contexto das guerras era tão evidente que nem era preciso discutir essa questão! É possível que. Não adulterar 8. Os mandamentos pedem para serem interpretados e aplicados. 0 nome do Senhor 3. Não cobiçar a mulher . se chegasse a conclusões diferentes. 0 nome do Senhor 3. (Lei 8) Em Israel.Sábado 4. Ornais i m p o r t a n t e em p r i m e i r o l u g a r A ordem dos mandamentos é altamente significativa. mas todos aceilavam a autoridade mais ampla e abrangente dos mandamentos.36-40). Não ter outros deuses. deverá ser morto". Não dar falso 9. Não cobiçar a casa 10. que dizem respeito ao comportamento na comunidade. Não ter outros deuses 2. Não dar falso testemunho 10.12-14. Códigos de lei no mundo antigo Há vários paralelos entre os mandamentos da Bíblia e as leis que aparecem em códigos elaborados por vizinhos do povo de Israel.

No final. Os profetas fizeram severa crítica àqueles que tentavam subverter ou descartar os mandamentos (Am 8. a sociedade entraria em colapso e os objetivos que Deus tem para a família de Abraão não seriam alcançados (Êx 19.172 Pentateuco "A Lei foi dada depois que Deus havia salvo o seu povo. de forma especial. fundamentado no amor a Deus e ao próximo. Já atravessamos o mar Vermelho. de modo geral. . sem honra. Os cristãos não tentam ser bonzinhos para chegarem ao céu.5-6). a lei. Letra e espírito O contexto. trazendo salvação.. Em consonância com outros textos bíblicos. o décimo mandamento vai além da ação externa e trata da motivação interior. procuram estabelecer um reino de justiça e paz. Este aponta para o valor fundamental no desdobramento da lei: estabilidade e harmonia na família. Israel não procurava cumprir a Lei para obter salvação.2). uma ênfase que Jesus aplicou também a outros mandamentos (Mt 5. Cristo já morreu e ressuscitou. pois. É o único mandamento que vem acompanhado de promessa (Ef 6.23).21 -48). Ser obediente a Deus é uma resposta à salvação. Também Jesus criticou seus contemporâneos por interpretarem os mandamentos de forma muita restrita (Mt 23.5). Deus já agiu. e os Dez Mandamentos. o conteúdo e o tom dos Dez Mandamentos refletem uma consciência de que o espírito da lei era tão importante quanto a sua letra. não antes.. o único outro mandamento positivo é o que manda honrar os pais. e não um pré-requisito para a mesma". Marcus Maxwell Depois do mandamento do sábado.

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fazendo expiação pelo seu pecado. • Arca da aliança (ou d o testemunho) Esta era uma caixa de madeira transportada com varas. • O Urim e o Tumim (28. As habilidades destes artesãos são dons espirituais para o serviço de Deus e os nomes dos dois entraram para a história. 0 homem só poderia aproximar-se de Deus nos termos que Deus havia estabelecido.33-34) Provavelmente para garantir que ele não entrasse na presença de Deus sem se anunciar. O pecado desqualifica todos de entrar na presença de Deus.7) Veja 28. era prático converter as riquezas em jóias.37 As lâmpadas do candelabro eram a única fonte de luz no tabernáculo: o santo dos santos ficava completamente escuro.. que podiam ser usadas e transportadas com facilidade. a de representante do seu povo.13 O imposto era uma pequena quantidade de prata (6g). além disso u m pote de maná. Alianças tem a ver com deveres em vez de direitos. Enfatizam o bem comum ao invés do benefício pessoal. não nos contratos. A arca era o símbolo visível da presença de Deus. • Os sininhos na barra da sobrepeliz de Arão (28. Suas vestes tinham o propósito de lhe conferir "dignidade e beleza" (28.J o y Davidman "O conceito bíblico de sociedade se baseia. O s sacerdotes e todo o equipamento deviam ser separados especialmente para o serviço do Senhor. Deus estabeleceu os termos que possibilitariam sua morada entre seu povo. mas como convém àquele a quem ele serve e representa. Ele estaria com seu povo. As pedras preciosas gravadas com os nomes das doze tribos indicam sua outra função. Deus mobilizou todas essas habilidades para a construção do seu tabernáculo. Os "querubins" provavelmente eram esfinges aladas com semblantes humanos que representavam os espíritos mensageiros de Deus. As peles provinham dos rebanhos dos próprios israelitas. mas na aliança.22m x 76cm x 76cm. Ê x 31.6-14. que é uma das poucas áivores que cresce no clima seco d o "deserto" d o Sinai. tecer e no uso de corantes naturais (o escarlate era obtido do inseto conhecido como cochonilha.20 A orelha para ouvir e obedecer a Deus. revestida de ouro e medindo cerca de l. polidas e gravadas (como as de A r ã o ) . mas não podia haver familiaridade.2). Também eram p r o d u z i d o s b o r d a dos finos. O v. E x 28—30: O s sacerdotes e seus deveres Se o tabernáculo de Deus devia ser um lugar de beleza e esplendor. que as pessoas podem adorar do jeito que bem entenderem. Os povos do O r i e n t e M é d i o antigo eram hábeis na arte de fiar. do Egito (11. a didraema (duas dracmas) tornou-se o imposto anual do templo ( M t 17.1-11: H a b i l i d a d e s especiais Q u a n d o Deus escolhe as pessoas para um trabalho específico ele também as capacita para essa tarefa. e mais tarde a vara de Arão. O u r o e prata eram forjados e deles se faziam padrões bastante elaborados.30) Dois objetos que representavam "sim" e "não". • 25.2-3) e voluntariamente ofertados pelos israelitas. Q u a n d o não havia bancos. A madeira é escassa no deserto do Sinai. • Estola sacerdotal (25. Ao tempo do NT. e ter seus pecados expiados por sacrifício para poderem assumir seu cargo. para que o tabernáculo de Deus fosse o mais digno possível o u estivesse à altura de Deus. a p ú r p u r a . Assim.42 A exigência de roupa de baixo para os sacerdotes contrastava com a nudez ritual de outras religiões.24). Nela eram guardadas as duas pequenas tábuas de pedra em que estavam escritas as "dez palavras". 3 é uma das primeiras referências ao "Espírito de Deus". Arão e seus filhos deviam ser purificados e vestidos. era extraída do molusco m ú r e x ) . a acácia é uma das poucas árvores que cresce ali. não por causa dele. • 29. • 30. usada pelos ricos. ." J o n a t h a n Sacks A arca da aliança era feita de acácia. a mão e o pé para trabalhar para ele.. • A consagração Cada elemento dessa elaborada cerimônia indicava a "alteridade" o u "distância" de Deus. Pedras preciosas e semipreciosas eram lapidadas. e a figura do sumo sacerdote e a legenda em " O Sacerdócio no A T " . O Deus vivo não é um ídolo impotente. o sacerdote também devia estar vestido adequadamente. Não se sabe exatamente como eram usados para descobrir a vontade de Deus. • 28.

• 32. Ê x 33: A g l ó r i a d e D e u s Deus não voltaria atrás na sua promessa.simbolo d e fertilidade e foiça n o Egito.A. e não p o r enigmas". mas Israel perdeu a presença dele e. • Peço-te que me mostres a tua glória (33. o povo pediu uma réplica dos antigos deuses do Egito.11) N m 12. Cole). Mas até laços de família eram menos importantes que lealdade a Deus (veja as palavras de Jesus: Mt 12. 1 2 . mas seres humanos só podem ver Deus em sua passagem. mais provavelmente adoradores pegos ao acaso.46-50). Êx 3 1 . A morte era a penalidade para aqueles que violassem a aliança.14 Deus levou em consideração a reação humana. a terra prometida não seria nada. Mais uma vez Moisés intercedeu pelo povo num momento de crise. o dia do descanso. O que se seguiu foi uma "guerra santa": alguns foram castigados como exemplo.8 acrescenta como explicação: "claramente.18) Moises queria ver Deus como ele é. Este pequeno bezerro (foto). sem a presença de Deus.17: Cansadas de esperei por Moises. que lhes truriu a lei d e Deus. " I r m ã o " significa compatriota. com sua '"casa". A resposta de Deus o incentivou a pedir que Deus se revelasse a ele em todo o seu esplendor. • Face a face (33. . foi recentemente rinonlrado em Israel. que ainda tinha a mentalidade de escravos. "Eles eram um povo escravo. talvez alguns líderes. não só fez o bezerro.1 8 : U m d i a d e d e s c a n s o A maneira como o sábado. por mais que Deus os tivesse libenado" (R. os levitas. é observado é um indicador da saúde espiritual do povo. A obediência nisto c uma prova da sua obediência a üeus também em outras áre. Tal pecado não podia deixar de ser castigado. mas agindo de maneira diferente. Êx 3 2 : U m b e z e r r o d e o u r o para a d o r a r Apenas seis semanas após fazerem o voto solene da aliança com Deus. os israelitas persuadiram A r ã o a fazer-lhes um b e z e r r o de o u r o . como também o identificou com Deus. o sumo sacerdote de Deus. somente nas coisas que ele fez. As tábuas quebradas p r o c l a m a v a m dramaticamente que a aliança havia sido rompida. nem tanto "arrependendo-sc". se colocou do lado de Moisés. • 32. mas Israel foi salvo pela oração altruísta de Moisés. E Arão.is.26-29 " Q u e m é do SüNHOR?" A própria tribo de Moisés.

Ele decidiu habitar entre eles. • O povo se compromete com uma vida de obediência.35).16-22). c o m dou i c o m p a r t i m e n t o s . armando a sua Tenda entre as tendas deles. A cerimônia A cerimônia descrita em Êx 24 coloca a entrega da lei em seu devido contexto. 0 povo de Deus estava acampado junto ao monte Sinai. Ali Deus havia habitado no meio deles e eles viram a manifestação visível da presença dele. eles providenciaram materiais que seriam usados na construção de uma complexa tenda que viria a ser chamada de "tabernáculo". simboliza que todo o p o v o de Deus estava na presença dele (pois havia 12 tribos de Israel). ele traz afastamento da presença de Deus. deu-lhes um meio de viverem e andarem com ele. • Derramar a metade do sangue do sacrifício no altar (v. Ele é. Todos os dias eles olhavam com temor para a nuvem que cobria a monte (Êx 19. com suas 12 colunas (v. • Mas Deus não estava apenas dando-lhes algo que pudessem lembrar.34). instruídos por Moisés. q u e m e s t a v a n o c o m a n d o e r a m o s s a c c r d o u l e levitas. de fato. ex.4). Este é o significado maior do tabernáculo. Esta ênfase é expressa de duas maneiras: • Há uma série de textos que tratam deste assunto (p. O Senhor de fato tinha vindo para habitar entre o seu povo.176 entateuco A importância do tabernáculo Alee Motyer O t a b e r n á c u l o o r a u m a t e n d a p a r a D e u s . C . O tabernáculo representa a plenitude e o ponto alto da redenção do povo de Deus. o Senhor realiza esse segundo tipo de identificação com o seu povo. Deus os trouxera para junto de si e.34-38). pois isto significava que Deus estava chegando para falar com eles. 29. caminhar com eles. No dia em que essa estrutura finalmente ficou pronta e foi erguida.22.43-46). É ela que é o padrão de obediência que Deus requer do povo comprado com sangue (v. Mas uma vez feita expiação do pecado. O pecado inevitavelmente significa morte. as pessoas podem ser trazidas a Deus e desfrutar da sua presença. Naqtxi tj espaço.18 com 40. "a nuvem cobriu a tenda da congregação. 40. a grande ênfase é a presença de Deus. Assim. Moisés apresenta ao povo a lei de Deus. Eles não ficaram A idéia básica d e u m a estrutura portátil é atestada n o lígito desde antes d e 20üt) a .8.. O tabernáculo representa algo ainda mais intenso ou profundo do que a experiência no Sinai (compare 24.7: "Farei com que vocês sejam o meu povo". o Deus deles. Tudo o que Deus havia feito tinha em vista este propósito final: "habitarei no meio dos filhos de Israel" (ÊX 29. Ao fixar residência entre eles.42-46. A presença d e Deus E que dizer da outra metade da promessa de aliança? Deus havia dito também: "e eu serei o seu Deus" (ÊX 6. O s exemplos qur I \ f o r a m e n c o n t r a d o s possuem unia estrutura d e viga*! f . m o n t a d a d e n t r o d e u m espaço f e c h a d o o n d e e r a m o f e r e c i d o s o s sacrifícios. criando uma identidade entre eles e o sacrifício feito por eles tanto inicialmente como pelas fraquezas e pecados do dia a dia. ou seja.7). Foi durante a permanência naquele lugar que. Ê X 25. e Moisés bor- rifa o povo com a outra metade do sangue (v.8). Dela faziam parte os seguintes elementos: • O altar. • A seguir. Em toda a narrativa que trata do tabernáculo.6) significa que é por meio do sangue derramado que o povo pode chegar ã presença de Deus.7). esse relacionamento deveria ser permanente. Deus queria que o seu povo sempre levasse consigo os valores aprendidos no monte Sinai. no sangue derramado. e a glória do S E N H O R encheu o tabernáculo" (Êx 40. o monte Sinai representa o cumprimento de metade da promessa de aliança feita em Ê X 6. A verdade foi expressa numa pedra.

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Uma r e l i g i ã o c e n t r a d a e m Deus Portanto. Seria de esperar que o "edifício" viesse em primeiro lugar. o altar do incenso (30. em todos os detalhes. ex. o tabernáculo expressa a verdade de que o Senhor decidiu morar entre o seu povo. Tudo apontava para ela. 27. Desta forma. mas. Nós até podemos ficar impacientes e nos rebelar. com o passar do tempo. Agora. vã e sem sentido (veja. depois a cobertura (26. e o propiciatório (a tampa da arca). seguido pelas coisas que estavam dentro dele.19-25). Is 29. ela será.10. a declaração verbal suprema da santidade de Deus (ÊX 25. Mas isso seria o mesmo que começar pelo que é visível. É uma narrativa bem ordenada. aparecem.16. Por que temos de acompanhar o processo de construção do tabernáculo nos mínimos detalhes? Não bastaria o resumo que aparece em Ê X 40. A arca d a a l i a n ç a Bem no centro dessa religião teocêntrica ou dirigida pela vontade de Deus estava a arca. A partir de Êx 25. sobre o qual era derramado o sangue do sacrifício (Êx 25. mas Deus é paciente e insiste em continuar. passo a passo. Ao longo do caminho que levava à arca ficava o altar dos holocaustos (Êx 27. quando. que Deus quer que seu povo o adore segundo a vontade dele e não como o povo imagina que deveria ser (veja Mc 7.13).16-17) levavam até ela. pensando bem. se a religião não corresponder com a vontade de Deus.78 Pentateuco com o brilho desvanéceme de uma experiência que.16). a mesa e o candelabro (25. o altar e o pátio (27. se tornaria cada vez menos importante. e que somente através de sacrifício e sangue derramado é que os pecadores podem ter comunhão com o santo Deus (veja Ef 2. quando este descia para estar com o seu povo.6-13).17-22.16-33? Por que dar destaque a cada nova fase do projeto? Certamente para enfatizar esta grande verdade: que nem mesmo os mais audaciosos e obstinados atos de rebeiião humana podem levar o Senhor a desistir de seu propósito de morar entre o seu povo.. Dentro da arca estavam as tábuas da Lei. Sempre de novo a Bíblia desmascara a tendência humana de adaptar a religião às suas próprias necessidades e expectativas. o tabernáculo resume uma verdade bíblica fundamental sobre religião: ela precisa ser moldada pela natureza e vontade de Deus.10-40). e a vontade de Deus determina todo o plano da grande Tenda e de sua construção. na verdade.1-19). os detalhes da execução do projeto (Êx 35—40). a arca.14). pois o propósito de se entrar no pátio do tabernáculo era ter acesso à presença de Deus. Ele decidiu fazer isto segundo o que ele mesmo havia planejado e nada poderia leválo a mudar de idéia. p. o próprio Deus garantia a realidade sempre atual e constante de sua presença. para mostrar que o ser humano somente podia se aproximar de Deus por meio de sacrifício. A narrativa do tabernáculo é interrompida e manchada pelo episódio do bezerro de ouro (Êx 32—34).1-8). . habitando entre eles.19-22). O fator determinante é Deus e sua natureza.1-6). em última análise.1-37). o projeto do tabernáculo (Êx 25—31).36-37. no texto. Antes desse ato de rebeldia aparece. Esta santidade era a razão por que Deus habitava sozinho (pois ninguém está à altura da santidade dele) e também a razão por que por meio de sangue um pecador podia chegar à presença dele (pois o sangue mostra que uma vida foi entregue em pagamento pelo pecado). a ordem é surpreendente e inesperada. Três entradas correspondentes (Êx 26. Hb 10. Portanto. não os homens e suas necessidades. a descrição deixa de lado o interior e se volta para o exterior: a mobília. Ef 2. Lv 16.11-18. Ao contrário. Depois dele. o tabernáculo existia como o indispensável "invólucro" para o Deus invisível. O tabernáculo é um resumo visível das afirmações centrais da Bíblia: que Deus habita em seu povo (ICo 3. oração e a eficácia do sangue derramado. toda a estrutura do tabernáculo expressa verdades claras e maravilhosas.31-32.

N o futuro. Deus demonstrou sua satisfação. Durante 300 anos. guiando-os pela região montanhosa e semi-árida da península d o Sinai. simbolizando a renovação da aliança p o r parte de Deus. e as vestes dos sacerdotes ficaram exatamente como Deus havia prescrito.êxodo Ex 34: A r e n o v a ç ã o d a a l i a n ç a As tábuas foram gravadas novamente. Esta seleção específica de leis foi influenciada pela recente idolatria de Israel e também pelas futuras tentações representadas pela religião dos povos canancus. 179 suas decorações. Êx 3 5 — 4 0 : M o n t a n d o o tabernáculo de Deus Estes capítulos registram como as instruções dadas nos caps. Deus instruiu Moisés a que armasse e organizasse o tabernáculo. Quando tudo ficou pronto. Arão e seus filhos foram ungidos para o serviço. . ao estarem muito ocupados com o plantio e a colheita. já que era ele quem tornava a terra fértil. A longa comunhão de Moisés com Deus foi demonstrada em sua face quando ele voltou para junto do povo: ele começou a refletir um pouco da glória de Deus (veja 2 C o 3. Deus t i r o u seu p o v o d o Egito.18). eles não deviam esquecer a lei do sábado. O s artesãos foram ao trabalho. O s primogênitos de Israel pertencem a Deus. cobriu a tenda. o povo entregou suas ofertas e o tabernáculo. Israel não deveria lançar mão da prática comum entre os cananeus de cozinhar o cabrito no leite de sua mãe com o propósito aumentar a fertilidade. até ser substituído pelo Templo na época de Salomão. e o lugar ficou cheio da luz resplandecente da glória de Deus. Q u a n d o a obra terminou. mas seriam "comprados de volta" o u resgatados — não deveria haver sacrifício de crianças como em Canaã. 25—31 foram cumpridas ao pé da letra. A nuvem. rumo à rerra prometida. Os primeiros frutos deviam ser trazidos a Deus. símbolo visível da presença de Deus. para que fosse consagrado. o tabernáculo de Deus foi o centro da adoração do povo de Israel.

2) É por isso que os pecados devem ser levados a sério. vem deste livro. inicialmennão exigia moralidade e santidade. Levítico tem muito a dizer sobre 3. pois Questões de conduta. Também não mais se aplicam na tradição judaica e cristã. em grande parte.6).11-36): restabee pela terra. O h o l o c a u s t o (cap. E. vocês. estrangeiros c i o s p a c í f i c o s (cap. naquele tempo. 7. e a própria descrição de sacrifíoferta em que o animal inteiro era queimai cios de sangue é repulsiva para muitos. sou santo.8-13): a única alguns curiosos.. e.8—7. Um livro de regras para sacerdotes do Israel antigo parece despertar apenas o interesse de 1." Para muitos. 1. Caos.1—5. que deverão instruir o povo. sacerdotes (6. na forma em que apóstolos resolveram esta questão. Não está claro qual o relacionaAqui a Carta aos Hebreus ajuda (e serve de excemento entre esta oferta e a oferta pela culpa lente "comentário"). o povo de Israel entrou num relacioe higiene também pertencem. 7 ) . foi organizado por um escritor as boas novas começaram a ser pregadas entre os que viveu depois do tempo de Moisés. a de vida e adoração estabelecidas em Levítico são necessidade que os seres humanos têm do percentradas numa única afirmação: dão. o caráter imutável de Deus. A o f e r t a d e c o m u n h ã o o u o s sacrifío cuidado adequado pelos pobres.LEVÍTICO Resumo O livro das leis de Deus para o seu povo. baseia-se nos uma oferta de ação de graças. 6.13. 1—15 Sacrifícios para removei o pecado e renovar a comunhão com Deus Os sacerdotes Puro e impuro Levítico é o livro das leis derivado diretamendo tabernáculo não Caps. Muitas das detalhadas regras de saúde No Sinai. A "nova do. A o f e r t a d e c e r e a i s o u d e m a n j a r e s Porém Deus ainda é santo e exige que seu (cap. aos obediência e fé. conceitos estabelecidos em Levítico. do com acordos que. não-judeus. unia os ofertantes como família e / o u comuou seja. e preensão da morte de Cristo que aparece no NT. do mundo". de comunhão. que Cristo remove o nosso pecado. A o f e r t a p e l o p e c a d o p o r ignorânc i a (4. Jesus ofereceu uma só O dia da expiação vez" é suficiente para Levítico é apresentado como as instruções perdoar "os pecados de Deus a Moisés. Os muitos pensam que o material. 1 — 6 . mais importante ainda. O povo de Deus deve ser distinOs sacrifícios to e diferente das nações à sua volta. 2. 4. a comlecia a comunhão entre o ofertante e Deus. eram feitos entre um rei poderoso e uma nação de menor O que permanece e tem valor perene são os importância (Éx 20—23). Porém. que nidade enquanto festejavam. e isto explica a leis a respeito de pureza. L v l — 7 saúde e higiene. não há um autor declarado e leis sobre alimentos. a expiação e a restauração do relacionamen"Sejam santos. o S E N H O R . essencialmente um texto destinado aos sacerdoo "único sacrifício que moralidade e santidade tes. O Deus de to com Deus que se cumpriria em Cristo. Elas dizem respeito a Levítico não é muito lido pelos cristãos de cinco tipos de sacrifícios: hoje. à medida que se encontra hoje. à pessoa que ia oferecer u m sacrifício namento íntimo com Deus significa uma vida de ( 1 . 6.14-18): geralmente uma oferta povo seja santo. É claro que as regras e os rituais . É mais se aplicam. n u m segundo momento. 16—27 te da aliança de Deus com seu povo no Sinai. muito pareciuma era e um estilo de vida do passado.. 6. Um relaciote. A famosa afirmação de Jesus. pois eu. 2. ou poderia ser Cristo tomou o nosso lugar na cruz. aliança" substituiu a antiga.24-30): feita para obter Mas que partes de Levítico ainda são válidas? o perdão. o livro foi escrito aos cristãos as antigas por Moisés. Sempre de novo aparece o refrão: " O S E N H O R disse a Moisés. um símbolo de dedicação. cuja religião Essas instruções se d i r i g e m ." (Lv 19. a namento todo especial com Deus. 3. As regras detalhadas princípios básicos. que acompanhava o holocausto o u a oferta "ame o seu próximo como você ama a si mesmo".

certas características são singulares: • 0 monoteísmo absoluto de Israel. (Mas mesmo os pecados contra os outros são considerados pecado contra Deus. A o f e r t a p e l a c u l p a o u p e l o s a c r i l é g i o (5. orgias. o u ( n o caso da oferta de comunhão) pelos sacerdotes e adoradores juntos. a oferta pelo pecado parece referir-se a ofensas contra Deus. a crença num único Deus verdadeiro. o pecado como barreira que impede a c o m u n h ã o . pois era Deus quem os alimentava com o maná. decorrente da p r ó p r i a s a n t i d a d e moral absoluta dc Deus. por outro lado. para indicar que esta era sua propriedade e se destinava a ser um substituto. .2 afirma claramente). A r ã o e seus filhos são consagrados sacerdotes. no caso dos pobres. p r o i b i d o s de comer o sangue (7. a necessidade de arrependimento e expiação. feito d e pedra calcária. • . Foi encontrado em Megido e é provavelmente u m altar d e incenso. O povo sabia eme Deus não precisava ser alimentado por eles. • A completa a u s ê n c i a (e p r o i b i ç ã o ) de práticas associadas que eram comuns em outras religiões. Depois.) O sacerdote pegava a vasilha com o sangue do sacrifício e o respingava no altar. • Aroma a g r a d á v e l a o S E N H O R ( 1 . nada de magia o u de feitiçaria (veja "Magia no A T " ) .(item 5). quem fazia isso era o sacerdote. a insistência na obediência à lei de Deus ( m o r a l e cerimonial). N u m ritual complexo c impressionante. e o ritual como instrução vinda diretamente de Deus. . A prática de oferecer algum tipo de sacrifício era como que universal entre os povos antigos e os sacrifícios de Israel têm algumas semelhanças com os de seus vizinhos. A pessoa que oferecia o sacrifício trazia a sua oferta (um animal sem defeito físico tirado do próprio rebanho. a vítima era imolada. 5.23) Esta parte "especial" o u "nobre" do animal era oferecida a Deus. ou seja. O sal. O restante era comido pelos sacerdotes. é conservante e lembrava a aliança de Deus com o seu povo. c o m um chifre e m cada canto. .7. Queimava uma determinada parte do animal com certas porções de gordura (ou o animal inteiro no caso do holocausto). Colocava a mão sobre a oferta. t e m p e r e com sal (2. O sangue na orelha.26) A razão disso é dada em 17. (Em caso de oferta pública. • 0 alto padrão do sistema sacrificai: nada de delírios.. 0 ritual seguia um padrão definido. ritos de fertilidade. na mão e no dedão d o pé direito de A r ã o indicava a consagração do homem todo ao serviço de Deus. e a oferta pela culpa a ofensas contra o próximo.10-14 (veja nota). Este altar. Por detrás desta regra talvez estivesse o papel desempenhado pelo v i n h o (bebida fermentada) nos excessos cometidos na religião dos cananeus.. como 6.14—6. sacrifícios humanos. 9 ) Esta é a forma humana de expressar a satisfação de Deus com a oferta. rolinhas ou pombas) até o átrio do tabernáculo. Moisés implementou as instruções dadas em E x 29. • Nem f e r m e n t o n e m m e l . No entanto.11-13) Fermento o u mel causavam fermentação. Moisés e x e r ceu as funções sacerdotais em lugar deles. etc. • Não comam g o r d u r a (7. ou. o u v i n d o e colocando em prática as instruções de Deus.1-10). data da época e m que o s israelitas conquistaram Canaã. N o tabernáculo havia um altar para os sacrifícios e um altar para o incenso. Lv8—10 A consagração dos sacerdotes L v 8: A c e r i m ô n i a Terminada a descrição dos deveres sacrificiais do sacerdote. 7. Em geral. o u pelos sacerdotes e suas famílias. prostituição ritual. • A ênfase d a d a à ética e à m o r a l i d a d e .

21-22 com 6. Na verdade. A maioria das pessoas era semivegetariana. as pessoas matavam um animal para comer carne quando queriam sinalizar que o momento exigia uma celebração especial. os pecados cia. Era uma agricultura de subsistência. O que se oferecia em sacrifício era a comida que se daria a um convidado de honra. Restaurando a paz Disto passamos ao conceito de expiação. isto é algo que intriga os leitores de hoje.5-7). esse "cheiro suave". das atitudos fiéis são perdoados e eles estão des certas e das ações adequadas. animais de grande valor porque puxavam o arado e as carroças. como. Como podia essa prática tão rude e cruel aproximar uma pessoa de Deus. por assim dizer. no NT a morte de Cristo na cruz é vista como o ponto alto e cumprimento de todos os sacrifícios de animais no AT. ao lado do altar — Nm 15.ex. ela também mostra que cada um desses sacrifícios era acompanhado por uma oferta de cereais (seja o grão em si. que destrói a paz que deveria existir entre Deus e a humanidade. primícias do seu rebanho e a gorduNas passagens que falam sobre ra (Gn 4. A maioria dos moradores da aldeia teria um rebanho de ovelhas ou de cabras.1-6). 0 sacrifício é uma forma de lidar com os problemas criados pelo pecado. Não admira que Deus sacrifícios. por exemplo. Os mais ricos teriam alguns bois e algumas vacas. Ao contrário. ou nas grandes festas religiosas como a Páscoa. Fazer isso envolvia um custo considerável. por ocasião de um casamento. 2Sm 12. dilúvio. A segunda vez que chega é logo após o dilúvio. não por convicção ou decisão pessoal. precisamos fazer um esforço para entender a função dos sacrifícios na cultura dos adoradores do tempo do AT. Lv 1. na festa do Natal. ele é quem alimenta os seres humanos (Gn 1. mas porque não podia se dar ao luxo de carnear seus valiosos animais. tanto o AT como o NT indicam que isso de fato era assim. Estas histórias Nesse contexto.8-13). Qual.Pentateuco Sacrificios Nobuyoshi Kiuchi Oferecer sacrifícios era o aspecto central do culto no AT. ou seja. Assim.. e as pessoas se consideravam felizes se conseguiam chegar ao final do ano com algum cereal de sobra para a semeadura do ano seguinte. Embora a Bíblia dê bastante atenção à forma como os diferentes sacrifícios de animais deviam ser oferecidos. Seria morreram espiritualmente. Ainda em sociedades mais ricas de nossos dias pode-se ver um reflexo dessa atitude. Os bens mais preciosos que se tinha eram os animais. por que a atitude de Deus 8. que ocupa um lugar central na visão bíblica dos sacrifícios. seja a farinha ou o pão) e por uma libação de vinho (que era derramado no chão. acolhendo o convidado mais importante que se poderia imaginar: o próprio Deus. Deus é o criador: ele não precisa ser alimentado pelas suas criaturas. a razão dos sacrifícios? P o r q u e o s sacrifícios? A primeira vez que. prometendo nunca mais terra. um sacrifício era uma refeição especial preparada em honra do Criador. se fala sobre sacrifícios é imediatamente após Adão e Eva serem expulsos Só o melhor era b o m do jardim do Éden. SI 50.1-12). e ainda por cima perdoar pecados? No entanto. ao passo que Abel ofereceu as tornar a destruir a sua criação. Foi o suave cheiro do sacrifício de Noé que levou Deus a mudar Foi o que Caim tentou fazer. ex. e todas as pessoas daquele tempo sabiam do que se tratava. Portanto. Outros povos viam nos sacrifícios uma maneira de alimentar os deuses. Nos dias de Noé. mas esta idéia é enfaticamente rejeitada na Bíblia. Esta mensagem é reforçada em Gn Agora. Contexto Precisamos imaginar como era a vida numa pequena aldeia onde praticamente todos tinham um pedaço de terra. Adão e Eva ter algum defeito (p. Embora a humanidade continuasse em relação aos pecadores é mudada tâo pecadora quanto era antes do através dos sacrifícios? . dilúvio (compare 8. Também se diz A colocação desta história bem no que os sacrifícios são oferecidos para começo da Bíblia mostra a importân"fazer expiação". As pessoas comiam carne quando recebiam uma visita importante (p. além de fornecer carne e leite. muitas vezes se menciona tenha rejeitado o sacrifício de Caim. então. podemos entender mostram o que é o pecado e quais por que nenhum desses animais podia as suas conseqüências.3). outra vez em paz com Deus. Ao oferecer um sacrifício. no caso dos sacrifícios. ao serem uma grande falta de respeito querer afastados de Deus. oferecendo apenas alguns produtos da de atitude. Portanto. que era cultivado para conseguir o sustento da família. No entanto.24). na Bíblia.29-30. enganar Deus com algo de qualidade a maioria dos homens pereceu no inferior (2Sm 24.. a pessoa estava. quando as pessoas discutem o que deveriam comer numa ocasião especial. o sacrifício de Noé fez com que a atitude de Deus em relação à sua criação passasse de uma ira destruidora a uma promessa de preservação futura.3-5).

na interpretação da morte de Cristo.11). a vida do animal substituindo a vida do pecador (p.ex. Às vezes esse sangue era visto como o pagamento de um resgate. possibilitando a Deus. ser visto (no caso de oferta pelo pecado) como uma forma de purificar tanto pessoas como lugares e objetos.. O sangue representa a vida. por causa dos seus pecados. pois a morte dele faz com que todos os sacrifícios de animais que alguém. Trazendo essas ofertas. 10) deixa claro que Cristo é tanto o sacerdote perfeito quanto o último sacrifício. Por fim. C . ainda queira fazer sejam desnecessários. Eram coisas essenciais à vida dessa pessoa. A vida do animal era entregue em lugar da vida do ofertante. E era a vida do animal. • Isto nos traz à idéia de que o sangue faz expiação. . porventura. nos holocaustos). ou se dedicando a Deus (provavelmente um aspecto central no caso dos holocaustos). "derramada" na morte. • Ele é o verdadeiro cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jol.Vários "modelos" são usados para interpretar os sacrifícios. Quem oferecia o sacrifício estava.. que restabelecia a paz entre Deus e as pessoas (Lv 17. E podia. Outras vezes era visto como pagamento de uma dívida (a oferta pela culpa). • Ele deu a sua vida em resgate por muitos (Mc 10. Colocar a mão sobre a cabeça da vítima era uma forma que o ofertante tinha de dizer "este sou eu". mas os samaritanos a i n d a c o n t i n u a m c o m o sistema sacrificial d a antiga a l i a n ç a . a pessoa devolvia a Deus os dons mais preciosos que havia recebido. ainda. • A morte d e Cristo Todas estas imagens são reunidas no NT. O s j u d e u s d e i x a r a m d e oferecer sacrifícios q u a n d o seu T e m p l o foi d e s i r u í d o pelos romanos e m 70 d .45). Seu sangue nos purifica de todo pecado ( U o 1. 8. que é totalmente puro e santo. merecia morrer e que o animal estava morrendo em seu lugar (p. o livro de Hebreus (caps.7).29). e a maioria deles tem alguns pontos em comum: • Todos os animais oferecidos em sacrifício. se fazer presente entre o povo. representavam o que de mais precioso tinha a pessoa que trazia o sacrifício. • A vítima sacrificial representava a pessoa que oferecia o sacrifício. em sacrifícios para tirar a culpa de pecados). ex. bem como o vinho e os cereais. ou reconhecendo que.

L v 10: F o g o ! A alegria durou pouco. • Moluscos (estes ainda são causa comum de intoxicação alimentar e enterite). mas Moisés ficou satisfeito com a resposta. tas delas expressam. legumes e frutas podem ser ingeque se escoe o máximo de sangue possível. reduzindo o sacerdócio a três pessoas. • V. 2. • V. Não se pode distinta. L v 11: L e i s s o b r e a l i m e n t o s As regras para a dieta do povo foram claramente estruturadas: casos duvidosos foram excluídos. • Carne de porco (muito perigoso pelo mesmo motivo). ridos tanto com carne quanto com produtos • Somente podem ser comidos peixes que à base de leite. qualquer coisa sexual ou sensual era estritamente banida da adoração a Deus. U m a oferta pelo pecado: obtendo purificação e perdão. U m holocausto de dedicação a Deus. 6 O cabelo despenteado c as roupas rasgadas eram sinais de luto. Suas ordens deviam ser obedecidas. Logo Nadabe e Abiú. U m a oferta pacífica: a c o m u n h ã o c o m Deus é restaurada e desfrutada. ao • Numa refeição e no seu preparo. se conseguirmos ir além dos detalhes de algumas dessas leis quanto à pureza. ovos. Possivelmente estavam sob a influência de bebida alcoólica (10. não manipuladas. precisam ser degolados e é necessário deixar cereais. a santidade de Deus exigia respeito absoluto daqueles que o servem. você fica impedido de comer (ora de sua casa e de sua comunidade. É proibido horas antes de ingerir produtos lácteos. decidiram fazer as coisas do seu jeito. • Insetos e aves de rapina (igualmente hospedeiros de doenças). filhos de Arão. • Insetos pertencentes a quatro classes da família dos gafanhotos. assim que os animais • Alimentos neutros. por outro lado. portanto. o consumo de sangue. • Criaturas do mar que possuem barbatanas e escamas. como peixe. Seja lá qual tenha sido a razão. • Aves que não aparecem na lista daquilo que é proibido. 3 . Deus age em e através dos processos que ele embutiu no mundo natural. onde a bebedeira fazia parte dos ritos religiosos. é preciso esperar algumas têm unhasfendidaseque ruminam. como este capítulo e o 1 5 deixam claro. higiene e medicina que mui- Alimentos puros (ou kosher) Estas são as leis alimentares (kosimit) usar o mesmo vasilhame e os mesmos talheobservadas nos lares de judeus praticantes: res para carne e lacticínios. 9 Os sacerdotes de Deus deviam evitar os excessos de Canaã. Israel podia comer: • A n i m a i s q u e r u m i n a m e t ê m o casco fendido. e se você não pode comer uma série de alimentos ou não pode fazer a mistura K muitos deles. poderemos compreender e apreciar os princípios sensatos de dieta. Porque "se a carne que você consome precisa vir de um animal abatido de um jeite especial. uma arma que protege contra a ameaça da assimilação" (Stanley Price). • V . Em Israel. têm barbatanas e escamas. Após uma refeição • Podem ser consumidos apenas animais que que inclua carne. e Deus respondeu ao fogo com fogo. 32-40 estabelecem normas para prevenir a contaminação de alimentos e água. a prostituição c os ritos de fertilidade faziam parte do culto.9). Crustáceos não 0 resultado da observância dessas leis alipodem ser consumidos. de uma comunidade judaica total separação entre carne e leite. deve haver longo dos tempos. A Lv 11—15 Puro e impuro Hoje. Princípios semelhantes regem normas governamentais modernas de saúde pública.L v 9: A r ã o e s e u s f i l h o s assumem o cargo É significativa a ordem dos primeiros sacrifícios que eles ofereceram: 1. Os porcos também são hospedeiros de vários parasitas. Entre os alimentos proibidos estavam: • A n i m a i s c a r n í v o r o s (estes transmitem f a c i l m e n t e infecções n u m c l i m a quente onde a carne se d e c o m p õ e cm pouco tempo). 16 A oferta pelo pecado do povo devia ser comida pelos sacerdotes na área do santuário como sinal de que Deus aceitara a oferta. teto é. mentares foi a constituição e preservação. A desculpa de Arão não é clara. L v 12: O p a r t o Em Canaã. . Os vs.

a estola sacerdotal a m a r r a d a c o m u m c i n t o . . não apenas instruções éticas mais amplas (Os 4. embora houvesse também algumas diferenças significativas. • Um grande conflito entre levitas que queriam o mesmo status dos sacerdotes (Nm 16—17). em d e t e r m i n a d o s momentos. encontrada e m Carquemis.26-29). Mostra a sobrepeliz azu) c o m o s s i n i n h o s e m volta d a b o r d a . eram usadas pelo s u m o sacerdote. • Eli e seus filhos: uma pequena "empresa" familiar tomando conta d o templo em Siló (1Sm 1—2). Em Dt 33. Borlas d o u r a d a s . • Eles cuidavam. • Arão e seus filhos são consagrados sacerdotes. Eles eram especialistas em religião. Da qualidade e honestidade do trabalho dos sacerdotes depende a experiência. onde eram oferecidos incenso e sacrifícios em favor do povo. Esta estampa d o s u m o sacerdote é baseada na descrição e m F.9-12:28. que o povo tem de Deus e até mesmo o nível de vida em sociedade. c o m o esta d o século 14 a. dos lugares sagrados e santuários.. em comparação com outros povos. • Um grupo de levitas compondo salmos para o uso do povo (SI 50 e SI 73—83 são da autoria de Asafe.54). responsáveis pelo bom relacionamento entre Deus e o povo. O sumo sacerdote era. • Um sacerdócio que cresce em número e prestígio juntamente com o crescimento da monarquia. Diante disso. u m a para cada u m a das tribos. Nisto se incluíam.26-29). mas também decisões sobre casos difíceis de natureza ritual e legal (Dt 17. o meio oficial de se lançar sortes. O Urim e o Tumim ficavam no peitoral do sacerdote.8-10 aparece uma antiga descrição dessas tarefas. N a m a o d o s u m o sacerdote está o bastão de A r ã o ( N m 17). As funções d o s s a c e r d o t e s Deus chamava sacerdotes para o exercício de uma série de importantes tarefas. que havia revelado um zelo todo especial por Deus (confira Êx 32.x 28.C. Deus pediu aos levitas que fossem um exemplo e se tornassem líderes religiosos: • Deveriam ensinara Lei de Deus aos demais israelitas. Os lideres religiosos de Israel eram os sacerdotes e os levitas. instrumentistas e porteiros participando do culto noTemplo(1Cr15). Desenvolvimento histórico O desenvolvimento do sacerdócio ao longo da história de Israel é um tanto complexo. • Vários grupos de levitas cantores.• • • • • • B B Sacerdócio no Antigo Testamento Philip Jenson Em todas as religiões existem líderes que exercem uma função especial no relacionamento com a divindade. • A t r i b o de Levi r e c e b e um ministério sacerdotal específico (Êx 32. • Outra responsabilidade era o Urim eTumim. Os sacerdotes e levitas eram responsáveis pelo relacionamento pessoal e cúltico do povo com Deus. e o peitoral c o m as 12 pedras preciosas. • Um levita peregrino de caráter duvidoso é apontado para ser especialista religioso (Jz 17—18). Esse texto se refere à tribo de Levi. também. Israel não era diferente neste particular. levando a uma resposta de Deus em forma de "sim" ou "não".6).8-12). um importante líder político. e os demais clãs levíticos são seus auxiliares (veja abaixo). além de ser um líder religioso (2Rs 11). um levita). e eram usados por solicitação de pessoas ou do rei (1 Sm 23. Datar e interpretar os textos de que dispomos nem sempre é tarefa fácil. m a i s ou menos positiva. Vários textos nos dão vislumbres do sacerdócio em vários momentos do AT: • Os próprios patriarcas exercem a função sacerdotal de oferecer sacrifícios (Gn 31.1-6).

também. e não o SENHOR. possibilitando.186 Pentateuco ^ Uma visão fundamental para o culto A descrição mais detalhada do sacerdócio se encontra em Êxodo. Entretanto. a tendência era aplicar isto acima de tudo ao âmbito cúltico. Este foi um dos objetivos da reforma de Josias (2Rs 23). Quando oficiavam. Diante disto. por mais que admitam a possibilidade de que. Em nome de Deus. Uma solução para este problema foi centralizar tudo em Jerusalém. mas. atribuídos a uma fonte sacerdotal (P). Em muitos momentos os profetas condenaram os sacerdotes. era função dos sacerdotes possibilitar que o povo crescesse em conhecimento e santidade. como podemos ver no caso de Ezequiel. Uma dessas tentações era preocupar-se tanto com a manutenção da ordem vigente que tudo que lhes interessava era seu próprio conforto. Ez 22. com o passar do tempo. antigo. Apesar da ruptura ou descontinuidade trazida pela morte e ressurreição de Cristo. os sacerdotes serviam a Deus em lugares altos e santuários locais (p. ensinando às outras nações o conhecimento de Deus. nesses lugares muitas vezes se adorava deuses estranhos. É claro que havia exceções. Os levitas estavam encarregados de ajudar os sacerdotes nas funções deles e zelar pelo tabernáculo (Nm 8). veja também "As grandes festas religiosas"). tinham de seguir padrões elevadíssimos de pureza e santidade. Esses textos são. Assim. os sacerdotes instruíam o povo em assuntos relacionados com o culto (Lv 10. que eram outro tipo de sacrifício. No entanto. levando-os a ignorar a situação espiritual desesperadora do povo. U m sacerdócio fora d o padrão Nos primeiros tempos. se utiliza de linguagem e figuras do âmbito sacerdotal. No Dia da Expiação. O propósito dos fariseus era fazer com que um grupo maior de pessoas observasse níveis de santidade sacerdotal. muitas vezes. ele oferecia sacrifícios por seus pecados e pela impureza de todo o povo (Lv 16. suas promessas de salvação e a visão do futuro que ele projeta estão relacionadas com a reconstrução do templo e o restabelecimento do sacerdócio (Ez 40—48). O autor da carta aos Hebreus examina a fundo o significado da pessoa e obra de Cristo em relação com a figura do sumo sacerdote que aparece no AT. Arão e seus filhos usavam vestes suntuosas que refletiam a santidade e função especial que desempenhavam. como pessoas especializadas assumiram as outras funções sacerdotais de ensinar. _ . assumiu uma forma escrita num período mais recente da história do povo de Deus do AT.18). esse material foi retrabalhado e interpretado por vários editores.26). U m reino de sacerdotes É possível que o sacerdócio como grupo distinto tenha surgido no momento em que foi organizada a nação. outros eruditos sustentam que o núcleo fundamental dessas instruções de natureza sacerdotal é. Ele censura os sacerdotes negligentes e apóstatas (Ez 8. fortaleciam os laços de comunhão dentro da comunidade e com Deus. O povo deveria fazer o que os sacerdotes faziam. desta maneira.9). de fato.6).10). O sumo sacerdote tinha de observar normas rigorosas de santidade. Nem mesmo em Jerusalém os sacerdotes estavam imunes às tentações que acompanhavam os privilégios do ofício que Deus lhes havia dado. Este conceito de missão e testemunho corporativo foi retomado no NT (1Pe 2. que Deus habitasse entre o seu povo (Lv 15. No entanto. a igreja apostólica evitou descrever os seus líderes usando linguagem sacerdotal. porque estes desviavam o povo do caminho e não ensinavam a Torá (Jr 18. onde ficava o templo nacional. ex. que. este continuou sendo um ideal para a igreja e a sua | liderança no NT. Seja como for. ao fazê-lo. pois era quem chegava mais próximo de Deus. liderar e orientar. Assim. segundo muitos eruditos.31. Depois da destruição de Jerusalém. mas todo o Israel foi chamado para ser um "reino de sacerdotes e nação santa" (Êx 19. Levítico e Números. que era ao mesmo tempo profeta e sacerdote. As ofertas pacíficas. e Jesus os censurou severamente por negligenciarem pontos mais importantes da Lei (Mt 23).. 1Sm 21). Em nome do povo. veja "Sacrifícios"). Mas o NT descreve. No AT. é possível que um texto mais recente inclua material mais antigo. eles ofereciam a Deus sacrifícios que tinham a finalidade de resolver o problema do pecado e da impureza. Arão e sua família foram consagrados por Deus para oficiarem no santuário. os textos sacerdotais nos propiciam uma visão fundamental de como devia ser organizado o culto a Deus na vida do povo. A função sacerdotal específica de oferecer sacrifícios pelos pecados se tornou obsoleta diante da morte de Cristo.

onde agora aparece na preseneste a tratar dessas questões. > Hissopo (14. Somente nesse dia Arão podia entrar no Lugar Santíssimo do tabernáculo de Deus. O substância usada na medicina para doenças significado é incerto. pois isto era estritamente proibido manjerona.7). Assim. para aniquilar. ou do pecado que os tirava da presença de Deus seja. A regra de pureza absoluta em todas as questões sexuais era também uma forma de proteger a saúde das pessoas. . mas "entrou não existe nenhum texto mais antigo do que no próprio céu.. entre docu. > Impureza após o parto Estas leis são 187 intrigantes. efetivamente barrando as mulheres da adoração ou do contato com homens. naquela época. em especial porque o parto é elemento necessário no ciclo da vida que o próprio Deus criou e ordenou. uma das doenças de pele mencionadas aqui. possivelmente sugerem. o pecado" (26). sem poluição.Levítico intenção não era tachar de "suja" este aspecto da vida humana. a ele que. Os detaformulação mais antiga de normas de quaren. Lv 15: Fluxos Veja o cap. não num "santuário mentos provindos do antigo Oliente Próximo. em nossos dias. entrou. a verdadeira lepra é apenas pecados do povo. era enviado o bode expiatório. construído por seres humanos". e. Nenhum destes era em si pecaminoso e não havia necessidade de oferecer sacrifícios. Israel era lembrado Ocap. "ao se cumprirem os tempos. essas restrições não mais se aplicam. 12.34-53 Atualmente existem sistemas sacrifício de si mesmo.10) Um lugar no deserto para onde mofo. Lv 16 O dia da expiação O dia anual de expiação para toda a nação foi marcado para o décimo dia do sétimo mês (o mês de tisri — setembro/outubro). O propósito era assegurar que isso não fizesse parte da adoração a Deus. (O cap. No judaísmo posterior. se mani"doença" é um mofo ou um fungo. onde ficava a arca da aliança. E não era o pano. Primeiro ele Lv 13—14: Suspeita de doença devia obter perdão e purificação dos seus de pele próprios pecados. que continha um anti-séptico suave. Com relação a roupas e construções. Em outras palavras.49) Uma eiva. (veja. Os bebês em si não eram impuros. ano após ano.22-24. pois o sacrifício perfeito que ele ofereceu faz com que homens e mulheres que nele crêem sejam perdoados e estejam habilitados a entrar na presença de Deus a qualquer momento. Em Cristo. p. Esta é a o Levítico foi cumprido cm Cristo. como no caso do nascimento de um filho) se explica. Foram prescritos banhos tanto para prevenir infecções como para esterilizar.9). talvez. pelo > 14. 15 tem regras semelhantes relacionadas ao fluxo masculino e ao fluido seminal.24). trata-se de um livro-icxio profissional que e da necessidade de expiação para trazer perajuda o sacerdote-medico a fazer diagnósticos. mas o fluxo de sangue. apenas as regras relativas à menstruação continuaram em vigor.i menstruação feminina (ou o contato com um destes) tornavam o homem ou a mulher ritualmente impuros. dão c restaurar relacionamentos.lhes da primeira aliança são "um símbolo para tena c medicina preventiva relacionadas com hoje" (Hb 9. algo que é confirmado por outras passagens das Escrituras. ex. semelhantes de inspeção e tratamento para • Azazel (8. o sumo sacerdote da essas doenças. como alguns de pele. pela crença de que havia um fluxo de sangue mais longo após o nascimento de uma filha. ça de Deus para pedir em nosso favor" (9."nova aliança". mas não pode referirse a uma oferta a um demônio. capacitando-o a distinguir entre formas "aguNo NT. Cristo. a carta aos Hebreus entende que das" e "crônicas" das várias doenças. 13 foi escrito em linguagem técnica. O período mais longo de impureza no caso do nascimento de uma filha (80 dias. 6 Veja Lc 2. Foram dadas normas a respeito de fluxos normais (seminal e menstrual) e fluxos anormais. festou uma vez por todas. que tornava a mulher "impura" no tocante à adoração a Deus de maneira pura. simbolicamente > Cedro (14.) Em Cristo estas desqualificações não têm mais importância alguma. 17. • Puro e impuro O fluxo de sêmen do homem c . Só então poderia purifiEmbora a palavra "lepra" seja usada cm car o tabernáculo e oferecer sacrifício pelos várias versões. possivelmente fluxos malignos. > V. e não 40. nenhuma mulher deveria ter medo de ler a Bíblia e de participar dos cultos de adoração.49) Essa madeira contém uma levando embora os pecados de Israel.

no caso de tais ofensas. j a atividade sexual era quase que divinizada: j prostitutas cultuais eram chamadas de "sagradas" ou "santas" e a prática homossexual e a prostituição feminina faziam parte do culto. 26b-31 Estas são todas práticas pagãs. 19-30: o adultério. L v 20: P e n a l i d a d e s Os v s . c a perversão da justiça (11. Ambos os textos ocorrem no contexto de ser santo e como parte de toda uma lista de proibições.18 "Os estrangeiros que vivem na terra de vocês.. o Deus de vocês.10-16 E o "sangue". o deus adorado pelos amonitase j outros. Com base no que conhecemos sobre a religião dos cananeus e dos egípcios. Lv 17—26 Leis para a vida e para a adoração L v 17: O s a n g u e é s a g r a d o O c o n t e x t o sugere que matar animais domésticos era considerado um tipo de sacrifício. e à Pessoa adequada. Esta lei não está relacionada com predisposição. 6-18: em Israel. Deus não quer a desonestidade.15-16).14. se manifesta na atenção dada aos menos favorecidos (9-10. das pessoas com necessidades especiais. 21 Parece que o sacrifício de crianças. Paulo lida com o problema que isto causava aos cristãos daquela cidade. a penalidade prevista é morte. L v 18: T a b u s s e x u a i s Lv 18.16).11-14.13. 18 Jacó havia feito justamente o que este texto proíbe.) "Sejam santos. já que ninguém devia comer de sua própria oferta pelo pecado. É " n o corpo" que devemos glorificar a Deus e conhecer seu Espírito que em nós habita. com a maneira como cuidamos de | sua criação. ou seja.) • 17. em contraste com as leis alimentares. seja em qualquer outra atividade. Ele quer que respeite a vida e a reputação dos outros (16-18). pois eu. " U19. é evidente que muitas dessas leis foram dirigidas contra as práticas específicas dos vizinhos de Israel.1 "Ame os outros como você ama a você mesmo. se o salário atrasa. (Em Corinto. a ligação com a morte expiatória de Cristo é inevitável.) • Vs. no N T .33-34 • V . a maioria da carne vendida nos mercados havia sido "sacrificada aos ídolos". ( N o cap.. isto é. o animal entra como substituto da pessoa que cometeu a ofensa. era algo associado com o culto a fvloloque. o casamento entre parentes próximos. 6-21 descrevem as penalidades pela desobediência a leis que aparecem nos . E m I C o 8.7. 25 esse tema é ampliado em termos de cuidado pela terra. Uma vida preciosa. vocês devem amá-los como vocês amam a vocês mesmos.Pentateuco • Fora do acampamento (27) Nenhuma destas ofertas podia ser comida. dos estrangeiros. • V . | Dificilmente alguém defenderia a aplicação da j pena de morte. tais uniões eram comuns. todos os sacrifícios deviam ser oferecidos no lugar adequado. que devemos refletir. queimar uma criança enquanto ainda estava viva. e a bestialidade (possivelmente um remanescente da adoração a animais) — tudo isso fazia das religiões indescritivelmente depravadas que os habitantes da terra de Canaã praticavam. seja no âmbito da Í sexualidade.15).13. L v 19: S a n t i d a d e e j u s t i ç a Este capítulo ecoa os dez mandamentos." Lv 19. Israel devia evitar todo comportamento que trazia o j u í z o de Deus sobre a terra (compare G n 15. 0 v. o sacrifício de crianças. Em Lv 20. isso interessa a Deus. E f 1. A santidade de Deus. as relações homossexuais. entregue.20). Mas será que princípio envolvido não se aplica ainda hoje. a exploração dos outros. Compare Rm 5. Deus dá valor ao nosso corpo e não é indiferente para cora J aquilo que fazemos com ele. sou santo. Compare H b 13. No Egito. o SENHOR.24-27): ele entende que a prática homossexual de homens e mulheres é contrária j ao propósito de Deus na criação.7). era proibido. paga o preço da liberdade de outros. Deus também se preocupa com o mundo natural. que consegue o perdão. Para os cristãos. 2 está no centro da lei moral de judeus e cristãos (veja IPe 1. isto é. para impedir que fossem oferecidos sacrifícios a demônios do deserto (17. onde não existia uma legislação sobre o casamento. Deus cuida dos pobres." L v 19. e Arão identifica-se com o povo na oferta pelo pecado deles. Assim. em nossos dias. Em outras palavras. 22 Entre os antigos egípcios e cananeus. que não mais se aplicam (como o N T deixa claro)? Paulo obviamente acredita que j sim (Rm 1. a vida que foi entregue o u "derramada" na morte. Ter paciência enquanto a árvore vai ficando mais velha significa aumento da produção a longo prazo (23-25). tanto p o r vínculos de sangue como por casamento. o que foi causa de muita infelicidade ( G n 29—31.8-9. mas com a prática desses atos. • V .3 é a chave que abre o entendimento desses capítulos.

13-14 com 7 ) . Nenhum homem que tivesse defeito físico poderia exercer o ofício de sacerdote. tinha um duplo propósito: lembrava ao povo que a terra pertence a Deus. a vindima. embora pudesse comer daquilo que era oferecido em sacrifício.) Em todos os casos — e é bom que se observe isto — trata-se de oposição deliberada à santa lei de Deus.10-15) eram ainda mais rígidas (compare 11 com 1-2. O qüinquagésimo ano. que proibia a vingança pessoal c a matança ilimitada. O fato de se permitir legalmente uma retaliação na forma de mutilação do corpo não significa necessariamente que essa era a prática. pela 4.31. seguida. elas refletem um padrão com o número sete e evocam o fato de Deus. Festa d a s T r o m b e t a s . esta festa foi associada à colheita da uva. Para o leitor moderno. em lembrança perpetua dos dias vividos em tendas após a libertação do Egito. devia ser instruído e treinado na lei de Deus ( D t 31. 10-23 registram a lei sobre a violação d o mandamento que trata do nome de Deus. e impedia os ricos de se apossarem de todas as terras. Esses pães lembravam às tribos sua dependência completa da provisão de Deus. 23). isto é.20). Lv 23: F e s t a s e c e l e b r a ç õ e s As estações do ano. o u . Dá-se ênfase ao fato de que a mesma lei vale tanto para os israelitas corno para os estrangeiros residentes. Não eram colocados ali para Deus comer (como nas religiões pagãs). seja no sacerdócio ou nas ofertas sacrificiais. • O l h o p o r olho (20) O princípio expresso por esta lei é o de uma justiça pública precisa e limitada. Havia uma clara orientação no sentido de que Arão e os sacerdotes deveriam comer esses pães. Seria um ano no qual o povo. A compensação por ferimento grave geralmente era feita na forma de multa (como implica a exceção feita no caso de assassinato — Nm 35. O D i a d a E x p i a ç ã o .13 Veja 18. O sétimo ano seria u m ano de descanso para a terra. A P á s c o a . Se alguma coisas os tornasse "impuros". (Mais tarde. Os vs. aplicar a pena de morte a uma grande gama de ofensas parece u m castigo demasiadamente severo.. Nessa ocasião. L v 25: A n o d e D e s c a n s o e Ano do Jubileu Este capítulo prevê o tempo em que o povo ocuparia a "terra prometida". o plantio e a colheita eram marcados p o r festas especiais. isso significava que não podiam tocar em nada d e n t r o do santo templo de Deus. os sacerdotes estavam sujeitos a rigorosas normas de p u r e z a r i t u a l . que era a primeira das três festas no sétimo mês ( s e t e m b r o / o u t u b r o ) . O padrão do número sete.' Lv 25. Nenhuma delas diz respeito a questões de bens o u propriedades. é digno de Deus. sendo as outras 6. 6 com 19. s e g u i d a dos sete dias da Festa d o s P ã e s s e m F e r m e n t o ( e m março/abril). após o sétimo período de sete anos. Lv 21—22: L e i s p a r a o s s a c e r d o t e s Por causa da sua posição c de seus deveres. essas leis tratavam de removê-los p o r meio da morte: um tipo de cirurgia moral/judicial. 1. mandando-os para a prisão. O Ano do J u b i l e u .22. 5. o u A n o da Libertação. o pecado de blasfêmia O cap. As regras para o sumo sacerdote (21. A F e s t a d a P r i m e i r a C o l h e i t a (em abril). ex.3. pois vocês são para mim estrangeiros e peregrinos. 24 passa das festas especiais para dois deveres r e g u l a r e s : as lâmpadas que deviam ficar acesas na tenda de Deus. ( N o s casos em que nós tiramos os delinqüentes d o convívio social.10-13). • 20.) L v 24: O c a n d e l a b r o . 10 c o m 18. ou seja. que reverteria a seu d o n o original. 18—19 (compare. não haveria plantio. O s á b a d o . Apenas o melhor que podemos oferecer.2» . c 7. é estendido à terra. A F e s t a d o s T a b e r n á c u l o s ou d a s B a r r a c a s . a festa da colheita (junho). então. seria outro ano de repouso para a terra. liberado de grande parte do seu trabalho normal. 2. ter dado um destaque especial ao sétimo dia. 3. na criação. 9 com 19. A Festa d a s S e m a n a s ( P e n t e c o s t e s ) . a Festa do Novo A n o . aqueles que passaram por dificuldades poderiam readquirir a liberdade e recuperar as suas propriedades.31-34). o p ã o sagrado. e a oferta semanal de doze pães. refletido nas festas (cap. isto é. sete semanas depois. p. ou seja. ÍS9 "A terra é minha. um dia de descanso de sete em sete dias. A o exemplo do sábado semanal. de ofensas contra pessoas.Levítico caps.

Trazendo suas ofertas p Deus. Os j u d e u s deixaram de f a z ê . Mas a refeição da Páscoa era — e ainda é — uma c e l e b r a ç ã o em f a m í l i a . na noite em q u e f o r a m m o r t o s os p r i m o g ê n i t o s d o Egito (veja "A Páscoa e a última ceia"). d e i x a n d o . Para esta festa.1-20. 0 c a r d á p i o s i m b o l i z a diferentes aspectos da escravidão n o Egito e d o ê x o d o . lembrando ao povo como Deus cuidava deles. sob a liderança d e Moisés. pães feitos sem feri m e n t o .C. Dançarinos celebram a c o l h e i t a n u m kibutz ( f a z e n d a c o l e t i v a ) . Colheita e "Tabernáculos".o s c o m v i d a . na Parte 1). Este era um tempo de profunda gratidão. o p o v o era lembrado d e que a terras tudo o que ela produzia era dádiva de Deus. Na festa da Páscoa. Páscoa e Pães Asmos Êx 12. da de Pentecostes. Festa das Semanas. posteriormente chama-. Algumas dessas festas comemoravam os grandes acontecimentos da história do povo. momentos em que Deus os havia resgatado de forma memorável. a p e n a s se podia comer "pães asmos". E cada a n o se r e c o n t a a h i s tória d e c o m o o a n j o de Deus " p a s s o u p o r c i m a " das casas dos israelitas. . 50 diai (sete semanas) depois da Páscoa. A o final da colheita dos cereais. somente os' samaritanos ainda sacrificam cordeiros como nos v e l h o s tempos. v i n h a . havia três momentos marcantes ou festas nacionais das quais todos os "homens de Israel" deviam participar: Páscoa. Esta celebração c o m e mora a saída d o p o v o d o Egito. t o d o s os q u e p o d i a m se d e s l o c a v a m a J e r u s a l é m . Nos t e m p o s d o AT e d o NT. p o r q u e as m u l h e r e s não tiveram: t e m p o de deixar o pão crescer por ocasião da saída d o Egito. Cada ano.190 Pentateuco As grandes festas religiosas As principais festas religiosas de Israel estavam intimamente relacionadas com as diferentes estações e com o ano agrícola (Veja "O calendário de Israel". Atualmente. e m Israel. e d u r a n t e todaj s e m a n a s e g u i n t e . a Páscoa é essencialmente uma celebração familiar nos lares j u d e u s .l o q u a n d o os r o m a n o s destruíram o t e m p l o e m 70 d. cada família sacrificava u m cordeiro na v é s p e r a da Pásc o a . combinavam celebração festiva com pensamentos mais sérios sobre a necessidade que tinham do perdão e da ajuda de Deus. por ocasião da Páscoa. Hoje.15 A Páscoa era celebrada no primeiro mês d o ano (março/abril). isto é. Assim. 23.

Desde os tempos antigos. havia refeições especiais e sacrifícios e m família q u e marcavam a festa da lua nova. Ele sacrificava u m bode pelos pecados d o p o v o e um segundo bode era mandado para o deserto. Esta era a única oportunidade e m q u e o s u m o sacerdote podia entrar no Lugar Santíssimo d o tabernáculo ( o u . Ele matava u m boi e m sacrifício pelos seus pecados e os pecados d e sua família. 0 povo morava e m abrigos feitos c o m ramos. à esquerda: Crianças e n c e n a m a história d e Ester na festa d e P u r i m .22) celebrava a purificação e dedicação d o templo após sua profanação no tempo de Antíoco Epifanes. e a guarda do sábado se tornou u m a espécie de marca registrada d o judaísmo até os nossos dias.C.1). Â esquerda: C h a n u k a h (Dedicação).16. Hm 29. A Festa da Dedicação (Jo 10. L v 23. As leis d o sábad o passaram e ser rigorosamente observadas depois d o exílio {Jesus e seus discípulos tiveram problemas e m relação a isso). . Purim (Et 9) comemora a libertação dos judeus da sanha assassina de Hamã na época d o Império persa. u m m o m e n t o em que todos confessavam o seu pecado e pediam a Deus q u e lhes concedesse perdão e purificação. As trombetas eram tocadas para anunciar essa festa. No décimo dia daquele mês. Esta era a lei. seguido pelo descanso n o sétimo. Indicando que os pecados d o p o v o haviam sido levados embora. O a t o d e a c e n d e r as velas marca o início d o sábado. a Festa do Ano Novo). Correspondia a necessidade que todos os seres humanos têm de descanso regular para reporem energias.33-43 Purim e Festa da Dedicação Essas duas festas n ã o estão previstas na Lei. (época do Império grego). no deserto. mais tarde. era observado i Dia da Expiação (Lv 16). d o templo). 0 sumo sacerdote colocava suas vestes especiais. Uma oferta de cereais era oferecida a Deus e n i n g u é m podia trabalhar naquele dia (Festa das Trombetas. No primeiro dia d o mês (depois d o exílio. Era uma festa q u e durava sete dias e celebrava o final da colheita das frutas. borrifando parte do sangue diante da arca da aliança. todos paravam de trabalhar. u m toque de t r o m b e tas sinalizava o início d o mês mais importante do calendário d e Israel. ocorrendo ao final da colheita das uvas e das olivas. lembrando o t e m p o e m q u e viveram em tendas. em 168 a. havia ainda outras. Acima. No sétimo dia da semana. è a festa das l u z e s . O modelo para isto era a criação d o m u n d o e m seis dias. Um segundo g r u p o de festas importantes ocorria no sétimo mês d o calendário judaico (setembro/outubro). e m dezembro.Levítico "Tabernáculos" Êx 23. Havia jejum desde o pôr d o sol d o nono dia até o p ô r d o sol d o dia seguinte. A Festa dos Tabernáculos (Barracas) caia no dia 15. Sábado e lua nova Além das "três grandes festas".

Esses mandamentos são de Deus. 29 provavelmente se refere a uma pessoa "consagrada" na forma de uma sentença dc morte. . U m décimo de todo gado e dos p r o d u t o s da terra também são devidos a Deus. É a restauração do jardim do Éden. fome. p o r outro lado. no monte Sinai. As maldições são mais detalhadas que as bênçãos: com a natureza humana. Porém. portanto. o p o v o podia consagrar indivíduos o u bens a Deus em sinal de dedicação o u ação dc graças. como andara com os primeiros seres humanos no jardim. Normalmente estes seriam resgatados pelo v a l o r determinado mais um quinto. o medo p r o d u z uma reação mais rápida que o amor. as primeiras crias dos rebanhos e os primeiros frutos d o campo seriam de Deus p o r direito (ele aceita parte pelo t o d o ) . • " C o n s a g r a d o " a o S E N H O R ( 2 8 ) Trata-se de algo deliberadamente dedicado e separado para Deus. O v.Pentateuco L v 26: B ê n ç ã o s e c a s t i g o s A recompensa pela obediência é retratada como um idílio de paz e abundância. 34 Remete-nos à fonte de autoridade destas e todas as leis em Levítico. mesmo depois de toda a desobediência. L v 27: Votos e d í z i m o s Os primogênitos. dados por intermédio dc Moisés. não estava mais ao dispor da pessoa. • V. traria calamidades à nação: doenças fatais. O melhor é que Deus andaria entre seu povo. A desobediência. A l é m disso. Deus promete atender o pedido que brota de arrependimento sincero. feras devastando a terra e guerra levando ao exílio (como realmente aconteceu mais tarde na história de Israel).

operada por Deus na terra do Egito. os líderes do povo na esfeManasses | Efraim | Benjamim Levitas carregando atenda de Deus Zebulom .7. Números é uma longa e triste história de insatisfação e murmurações. auxiliados por um representante de cada tribo. estavam isentos. iam à frente. • 603. A confiança dos israelitas no Deus que os tirou do Egito evaporou-se quando começaram as dificuldades da vida no deserto. Ou seja.NÚMEROS Este é o quarto dos "Cinco Livros de Moisés". uma distância de cerca de 350 km tornou-se a viagem de uma vida. feito 38 anos mais tarde. Os levitas. N m 2: O a c a m p a m e n t o A organização cm quatro grupos de três tribos era igual tanto na hora de acampar como na hora de marchar. Uma população total de cerca de 2 a 3 milhões equivaleria a toda a população de Canaã. seguidos pelas tribos de Ruben.22).550 ( v .37. Josué e Calebe sobreviveram aos 40 anos de peregrinação. No segundo censo (cap. contendo as instruções de Deus (torá) para seu povo. Moisés e Arão. após a morte de Arão. somente três homens chegam até o final do livro e o ponto de entrada na terra prometida. Nml—9 Preparando-se para partir Nm 1: O c e n s o 0 propósito do censo é alistar todos os homens de mais de 20 anos para o serviço militar. Assim. Os líderes tribais eram os mesmos que ajudaram com o censo. por virtude dos seus outros deveres. Nem o próprio Moisés entrou para desfrutar dela. N m 10. as três tribos d o leste. 46) Resumo O diário de viagem da jornada de Israel desde o monte Sinai ao rio Jordão Histórias mais conhecidas Os doze espias (cap. 21) Balaão e o anjo (cap. ra civil e religiosa. apenas Moisés. seu filho Eleazar assume seu lugar. Aser e Naftali formavam a retaguarda. sempre presente com seu povo. usou esta mesma formação retangular na sua campanha na Síria. 26). Ramsés I I . De toda uma geração que havia presenciado as maravilhas da libertação do povo. lideradas p o r J u d á . o Faraó do Egito contemporâneo de Moisés. Dã. Mas Deus permanece constante. e as lições difíceis que foram aprendidas capacitaram Josué a conduzir a nova geração para seu novo lar. a saber. 0 livro poderia ser chamado "As murmurações de um povo".17 dá uma ordem um pouco diferente para a seção d o meio: os filho de Gérson e os filho de Merari carregavam a 'lenda de Deus. Números narra 38 anos da história de Israel. As tribos d o norte. 27) Este é um número bastante alto: veja em Êx 12. comandaram a contagem. é possível que Moisés estava fazendo bom uso d o treinamento militar que anteriormente havia recebido no Egito. Q u a n d o o p o v o se deslocava. o período da peregrinação no deserto da península d o Sinai. Si meão e Gade c coatitas com a mobília e os objetos sagrados. mas outras passagens dão a entender que os cananeus eram mais numerosos que os israelitas ( D t 7. 22) Um novo líder: Josué (cap.17. O título vem da "numeração" (censo) de Israel nos primeiros capítulos e no cap. 13) A serpente de bronze (cap. 26. Por causa da desobediência do povo. Ele começa dois anos após a fuga do Egito e termina na véspera da entrada em Canaã.

• S i d o para o santuário (3. pois.194 Pentateuco • As 12 tribos Trata-se dos filhos de Jacó ( J u d á . Aser. e são bem conhecidos ainda em partes da África e índia. Os vs. Os levitas — a tribo de sacerdotes de Israel — eram separados. Zebulom. Os vs. .2) A tradição judaica suplementa os símbolos: um leão para J u d á . Mas o censo mostrou que os primogênitos de Israel excediam os levitas cm número (273) c para redimir esse grupo excedente foi necessário fazer um pagamento. 5-10 estipulam a compensação quando alguém prejudicava outra pessoa. V s . Ruben. V s . uma águia para Dã. • O s estandartes/bandeiras (2. Gade. Agora os levitas substituem os primogênitos de todo Israel na missão especial de auxiliar os sacerdotes no serviço d o Senhor. Comparado com outros. Dã. não se tratava. 29-33: os f i l h o s d e M e r a r i deviam proteger e transportar a estrutura — colunas. 21) ficavam de quarentena.47) Uma quantidade de prata equivalente a 12 g. 15. Issacar. Simeão. 21-28: os f i l h o s d e G é r s o n estavam encarregados de transportar as cortinas e os revestimentos da Tenda e do pátio sob a supervisão de Iiamar. N m 4: O p a p e l d o s levitas O s e g u n d o censo dos levitas alista i n d i v í duos entre 30 e 50 anos. Benjamim) e dos dois filhos de Jose (Efraim c Manasses). um boi para Efraim. Nafiali. C . (Os limites de idade v a r i a r a m depois que os sacerdotes os desmontavam e cobriam. N i n 5: J u l g a m e n t o p e l a p r o v a V s . Na ausência de evidência devia haver um julgamento por prova.7-8). no Egito. Uma pintura tumular egípcia mostra homens caçando aves nos banhados. peixes e aves. qualificados para cuidar da Tenda de Deus. 11-31 dizem respeito às mulheres suspeitas de infidelidade. Julgamentos deste tipo eram comuns na antiguidade. Os dois peixes numa lança remontam ao segundo milênio a . N o inóspito deserto d o Sinai o s israelitas tiveram saudades d o E g i t o fértil. uma cabeça humana para Ruben. Os filhos de Gérson e de Merari dispunham de carroças puxadas por bois (7. 1-4: aqueles que eram "impuros" (veja Lv 13. pois pertenciam a Deus. com seus legumes frescos. N m 3: U m a m i s s ã o e s p e c i a l A reivindicação dos primogênitos por parte de Deus começou na noite da Páscoa (Êx 12). estacas e cordas — também sob a supervisão de Itamar. de uma moeda.

Nm 6 . L v 24. 2. .23-26 e o v o t o de Paulo em At 18. Ela reconhece que é Deus quem dá todas as coisas boas. I C o 5.C.2 7 : A b ê n ç ã o d e A r ã o Esta bênção tem sido usada p o r judeus e cristãos na sua adoração.Números 195 Troniberas de praia eram rocadas para este chega a ser brando c está menos orientado para um veredicto de culpa. eles garantiam a pureza externa. u m líder de cada uma das tribos trouxe uma bandeja e uma bacia de prata cheios de uma oferta de cereais. A nuvem durante o dia e o fogo à noite acima da Tenda no centro do acampamento sinalizavam a presença de Deus no meio do povo. A cada dia. c o m o p a r t e da adequação para se apresentarem diante de Deus. N m 10. eles levantaram acampamento e deixaram o monte Sinai. N m 6.15-23: O s i n a l para partir A orientação de Deus no deserto era uma realidade clara e visível. 2 2 . mas Sansão ( u m nazireu pouco ortodoxo) tinha um voto vitalício ( J z 13—16). Aqueles que serviam a Deus deviam ser completamente puros.11-36: A j o r n a d a c o m e ç a Cerca de três semanas após o censo.12) Compare J o 19. C ) . 19). E possível que Samuel também fosse nazireu. 0 voto geralmente era por um tempo limitado. um prato dourado com incenso e animais para holocausto. • Não quebrarão nenhum osso (9. Trombetas longas como essas eram comuns no Egito por volta de 1400-1300 a. eles acampavam: se a n u v e m não se movesse. Mas quem estivesse ausente o u a pessoa que fosse ritualmente impura na época p o d i a c e l e b r a r a festa um mês depois. c pede especificamente o dom da paz de Deus. em contraste com as influências corruptoras da civilização).24-26 N m 10—21 Em movimento: do Sinai a Moabe N m 10.1-10: A o s o a r d a t r o m b e t a Duas trombetas especiais de prata davam o alarme. Nm 7: A s t r i b o s t r a z e m as s u a s o f e r t a s A dedicação do altar havia acontecido um mês antes dos acontecimentos narrados em Nm 1." N m 9. o SENHOR sobre ti levante o rosto c tc dê a paz. Onde ela parava. o povo não se movia.36.1-4). durante 12 dias. isto também pode r e f l e t i r u m compromisso c o m a simplicidade da vida nômade. na ordem descrita no cap. natural de Nazaré) seu status espiritual. Nm 6 .20-21." Bênção d e A r ã o sobre Israel. O sangue do sacrifício limpava a mancha interna do pecado.18). N m 8: A d e d i c a ç ã o d o s l e v i t a s Os vs. 1-4 d i z e m respeito às lâmpadas para a sala externa da Tenda de Deus (veja Êx 27. • cuidado especial para evitar impureza pelo contato com cadáveres (veja cap. O restante do capítulo trata dos levitas. 1 . • cabelos sem corte. Q u a n d o a nuvem se levantava eles partiam. o SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti.2 1 : O n a z i r e u Um voto especial dava ao nazireu (que não deve ser confundido com nazareno. N m 9. mas os nazireus continuaram a existir durante o exílio c até nos tempos do NT (veja At 21. ofertas pelo pecado e de comunhão (veja Lv 1—7). Algumas foram enterradas com o Faraó Tutancâmon (por volta de 1350 a . A o se lavarem c raparem o corpo. " O SENHOR tc abençoe e te guarde. Não se sabe como ou quando estas práticas se originaram.1-14: A s e g u n d a P á s c o a N i n g u é m podia deixar de celebrar a Páscoa (veja E x 12). convocavam a assembléia e anunciavam as festas e o início dos meses.7 descreve Cristo como "nosso cordeiro da Páscoa. Não é claro se a água continha alguma erva que provocaria aborto caso a mulher fosse culpada e estava grávida. ou se funcionava apenas por sugestão psicológica. convocar o povo c para levantar acampamento. Os sinais externos da consagração a Deus são: • abstinência do v i n h o o u qualquer outra bebida f o r t e ( o s s a c e r d o t e s t a m b é m deviam ser a b s t e m i o s .

A direção e companhia do S E N H O R eram algo muito real ( 3 3 . C o m o Miriã foi a única pessoa castigada. 2 5 ) . 3 1 ) d a d o a Moisés. o fenômeno se repetiu um ano depois.8 ) . • Ômer (32) " U m a carga de jumento". Com ele falo face a face. c o m suas histórias de gigantes e gafanhotos. Deus. O motivo real da discussão não era a esposa de Moisés ( 1 ) . usando as próprias palavras de Deus ( N m 1 4 . irmãos de Moisés. essa matança contínua havia reduzido o número d e aves d e tal maneira. registrada desde o tempo d e Moisés. 2 1 . naquele momento. as codornizes migram para o Sul. Os dois homens de fé deram a interpretação correta dos fatos ( N m 1 3 . Deus o r d e n o u que fossem para o leste até j Acaba (o " m a r V e r m e l h o " . e não por enigmas.3 6 ) . um p o u c o d o " e s p í r i t o " ( p a l a v r a que t a m b é m s i g n i f i c a " v e n t o " . v. Umas seis semanas depois que os israelitas haviam saído d o Egito. aves que são caçadas). segundo a N T L H ) dão a medida da glutonaria do povo. 7 . Moisés ficou em silêncio. 5 . mas sua posição de liderança.9-13). T e n d o chegad o tão perto do objetivo. sua súplica As codornizes A c o d o r n i z . do maná (veja E x 1 6 ) era parecido com biscoitos de mel. Exaustas em razão do longo vôo. Mas ali estava ele. Moisés pretendia ir diretamente à terra prometida. Os números apresentados são altos e as cifras criam algumas dificuldades. atravessando duas vezes por ano a região n a qual o s israelitas peregrinaram depois d o êxodo. q u a n d o as aves se dirigiam para o Norte. se reproduz em várias partes da Ásia o c i dental e da Europa. 1 9 . Deus lhes deu o que queriam até não poderem mais! E com a fartura veio o j u í z o pela atitude p o r trás da reclamação. Neste caso.2 5 dá a e n t e n d e r que. Será que Deus percebeu a exaustão p o r trás da queixa d o p r ó p r i o Moisés ( 1 1 . N m 12: D e s a f i o à l i d e r a n ç a de Moisés A murmuração seguinte veio de Miriã e Arão. 1 4 . No inverno. N m 11.196 Pentateuco "Meu servo Moisés.6. Dez ômeres ("mil quilos". Sem dúvida Moisés se arrependeu de ter dado ouvidos a eles. as aves chegaram c o m o vento da tarde e pousaram para descansar. houve momentos em que se abateu de 2 a 3 milhões de aves por ano. supostamente essa contestação partiu dela. para Canaã. e a terra boa. toda uma geração abriu mão de tudo que lhe fora prometido.. escolhido para dar apoio a M o i sés. Ao invés de irem para o n o r t e . D t 1 . que a migração anual. N m 11: R e c l a m a ç ã o p o r c a u s a da comida O gosto. mas o p o v o preferiu o u v i r os dez "profetas da catástrofe". a m e n o r das aves cinegéticas (isto é. durante dois dias. A oração de Moisés naquele momento foi surpreendente. foi sugestão do povo enviar espias.1 5 ) ? Sua resposta f o i d a r a u m g r u p o de 7 0 líderes. N m 13—14: O s espias d ã o s e u relatório. • V .9 ) .39-45). 29 Moisés demonstrou uma atitude notável num líder: poder sem qualquer sinal de corrupção (veja 1 2 . 1 8 ) . Saudades da abundância de peixes e legumes do delta do Nilo logo produziram um desejo irresistível. Agora a monotonia o tomava intragável. 4 1 ." Resposta dc Deus a Arão e Miriã. Mas n o Egito. Sempre de n o v o Moisés se colocou entre Israel e sua d e s t r u i ç ã o total ( Ê x 3 2 . mas a resposta de Deus foi um notável tributo prestado a esse líder ( 6 . n a s e g u n d a metade d e abril.7-8 O cunhado de Moisés foi com eles como guia. e ele vê a forma do SENHOR. O efeito disto foi dramático. 3 ) . Saul v i v e n c i o u algo semelhante após sua unção (ISm 10. cessou por completo. Mas foi necessária uma derrota terrível para fazer o p o v o se dar conta do que estava acontecendo (14. Segundo N m 11. claramente. e m N m 12. a princípio delicioso. fez c o m que recaísse t a m b é m sobre ele o j castigo que Deus trouxe sobre o povo. • Cuxita ( 1 ) pode ser midianita o u etíope (NTLH). . 1 6 . Em 1924. é fiel em toda a minha casa. foram esquecidos..1 4 . E assim. a revolta de Israel Os israelitas e s t a v a m acampados em Cades-Barnéia.1-2. Apenas a intervenção de Deus o salvara da morte p o r apedrejamento. pedindo misericórdia para o povo teimoso que só lhe causava problemas! Ele se dirigiu a Deus para lembrarlhe quem ele (Deus) era. elas foram a resposta d e Deus a o clamor d o povo por carne.4 8 . onde as codornizes eram limpas e secadas ao sol para fins d e exportação. o p o v o recolheu as codornizes. 3 0 ) .

lista foto é de Kin A v d a i . mas certamente aconteceria! Vs. Vs. Porém no dia seguinte toda a comunidade se opôs à liderança e ficou sujeita ao juízo de Deus.22). Datã e Abirão teve em vista um ataque duplo: contra Moisés e também contra Arão. o vale fértil encontrado pelos espiões. romãs e figos. descendentes de Enaque (13. A p ó s os lundus anos n o deserio. Vs. Deus aceitou o argumento embutido na súplica de Moisés e Arão (22) e não destruiu o povo. N m 16: A r e b e l i ã o d e C o r á A aliança nada santa entre C o r á . e foi Deus quem pôs fim à rebelião.. Essa entrada podia ter sido adiada. ele escolheu o território dos descendentes de Enaque para conquistar para si (Js 14. • Onde manam leite e mel (13-14) Descrição vívida de uma terra fértil. 1-31: sacrifícios a serem oferecidos após a conquista de Canaã. Nm 15: L e i s d i v e r s a s 0 primeiro versículo deste capítulo é totalmente oposto ao anterior. c o m suas uvas. Na verdade esta acusação era contra Deus (11).. que fez com que fosse expulso da comunidade do povo da aliança de Deus.» Anaquins (13.6-15). As instruções que se seguem são para "quando entrarem na terra". 37-41: os pingentes nas pontas das capas serviriam para que os israelitas. 32-36: a seriedade da transgressão do sábado. n o lado norte d o deserto d o Kejiuebe. Datã e Abirão (da tribo de Ruben) acusaram Moisés de ser prepotente e de ter falhado da missão de levá-los à terra prometida (1314).4.33) Veja G n 6. Não foi apenas a desobediência daquele homem. mas foram novamente salvos por Moisés e Arão. mas são evidentemente uma raça de gigantes a exemplo de Golias. "Agora vocês querem também ser sacerdotes?" (10b). Quarenta e cinco anos mais tarde. . • Lançar pó aos olhos (14) Talvez torná-los escravos. A NT1. se lembrassem dele e de seus mandamentos. mas também a sua arrogância. A razão da queixa de Corá (e da sua companhia de 250 levitas) é o monopólio do sacerdócio por parte de Arão. Nada se sabe sobre eles fora da Bíblia.H traduz por "uma terra boa e rica". d e v e ler dado uma excelente idéia d o que encontrariam na terra prometida. • Calebe jamais perdeu sua confiança absoluta em Deus. mas mais provavelmente "enganar" (NTLH). "Será que não basta para vocês" s e r v i r como levitas? ( 9 ) . sempre prontos a se esquecerem de Deus. aos 85 anos.

a disputa por causa de poços era uma cena freqüente (Gn 21.31).tores seminômades que se deslocatagens para seus rebanhos. como a compra e venda recíproca de bens e produtos (Gn 34. Jacó ria. Muitas vezes a vida dos nómades comprou terras dos moradores de se relaciona de perto com a vida das Siquém (Gn 33. desde os nômades que se terras da população local (Gn 13. Estes fatos se populações que se estabeleceram de encaixam muito bem naquilo que forma definitiva num certo local. sabemos sobre a vida dos nômades pastores daquele tempo. Durante o inverno (a estação das chuvas). Assim. Os nômades m u d a m d e u m l u g a r para o o u t r o . geralmente seco.18-19).198 Pentateuco Vida nômade John Bimson Os nômades se deslocam de um Abraão. não nos surpreen- . ajudavam a fertilizar o solo. Tanto Abraão da Arábia até o estilo seminômade mis.25. Isaque e Jacó e suas lugar a outro.13. muitas vezes. por sua vez.12). Os direitos sobre as pastagens e os poços de água tinham de ser negociados. Normalvam de um lugar para outro com os mente eles vivem em tendas. tinham de procurar água e pastagens nos vales. e os animais. mas nos longos meses do verão.18. climáticas ou políticas em determinada região podem levar as pessoas a adotar um estilo de vida sedentário.20). que a situação é mais complexa do Abraão acampou nas proximidades que isso. 26. Nos tempos do AT. Aqui duas meninas beduínas pastoreiam os rebanhos. deslocam com camelos pelo deserto 14. Estudos recentes revelaram que os estilos de vida nômade são.27. Levavam os seus animais para pastarem nos campos ceifados. E. 18. 23. em busca d e novas pastagens para seus rebanhos.1. Hoje sabemos (Gn 13. 14. Houve seus rebanhos e que tinham contato um tempo em que se pensava que os regular com as populações sedentánômades e os agricultores sedentários rias. ao se deslocarem por ocasião do verão. chegando a comprar nómade. Ló deslocou os seus rebanhos e tinham estilos de vida conflitantes e foi acampando até chegar a Sodoma nunca se misturavam. 26. Há diferentes estilos de vida de Hebrom.17-18). onde era fácil de plantar e colher. a maioria das cidades ficava nas planícies e nos vales. numa terra onde as chuvas são escassas.10!. Em várias ocasiões. os nômades criadores de gado encontravam boas pastagens nas regiões montanhosas da Palestina. havia outros benefícios mútuos. em busca de pas.quanto Isaque fizeram tratos com o turado com períodos de vida sedentárei de Gerar (Gn 21. os nômades entravam em contato com a população sedentária. Além disso. às vezes seguindo o famílias são retratados como pasritmo das estações.12. Assim. flexíveis e que mudanças econômicas.

de que Ló tenha ido morar em Sodom a (Gn 14. U m deles é a sala de visitas. 33. morreu Miriã. O ritual com a novilha vermelha (19. . São feitas de tiras tecidas m a n u a l m e n t e c o m pêlos de bode. t r i b u t o s e ritual N e m os sacerdotes nem os levitas receberam herança na terra prometida: Deus era a porção deles. A s tendas são íi prova d'água. Eles por sua vez davam dez p o r cento aos sacerdotes. os túmulos posteriormente passaram a ser pintados de branco (veja Mt 23.. Estavam reclamando quando saíram do Egito e ainda reclamavam após todos os anos de provisão de Deus. Para minimizar o risco de contaminação acidental. dos primeiros frutos e das primeiras crias. Neste caso. na fronteira com E d o m .1.1-13: A m o r t e de M i r i ã . N m 17: D e u s e s c o l h e A r ã o Como todos os milagres bíblicos. Todos podiam ver sobre quem recaiu a escolha de Deus.25-29. o germinar. O que eles davam deveria ser o melhor.?". O pecado de Moisés parece estar nas palavras "será que vamos ter de fazer sair água.1-10) era a solução para casos de profanação pelo contato com um cadáver. calor. dados a Deus). que Acredita-se que as lendas que os beduínos usam ainda hoje foram desenvolvidas lia milhares d e anos. 1122. o que significa que são igualmente adequadas para a estacão das chuvas. quando estavam prestes a entrar em Canaã. 19.27). N m 20. O incidente nos vs. onde este incidente ocorreu.5-8). Deus deu aos sacerdotes a sobra de todas as ofertas sacrificiais.12). A s s i m . Nada parecia c u r a r as murmurações do povo. morreram M i r i ã . a falha de Moisés A maior parte dos 38 anos j á se passara desde 13. O bastão foi g u a r d a d o no santuário de Deus como advertência permanente.1-7). Em lugar de herança.1) e que Isaque tenha ficado em Gerar o tempo suficiente para plantar e colher o que havia plantado (Gn 26. florescer e frutificar do bastão de Arão tinha uma lição prática. cortinas d i v i d e m a tenda c m c ô m o d o s . Os levitas recebiam os dízimos do povo (dez por cento de todos os rebanhos e safra. costuradas umas nas outras p a r a fazer longas faixas.12. N o interior. E m Cades. 2-13 lembra algo semelhante que ocorreu no monte Sinai (Êx 17. o fenômeno pode ter sido o rompimento (talvez provocado p o r uma tempestade) da superfície dura e irregular que se forma sobre profundos lagos de lama líquida no vale de Arabá. com as cortinas laterais abertas. Não havia mais possibilidade de contestação. O u t r a s cortinas o u divisórias podem ser levantadas q u a n d o la/. A r ã o (20. como dádiva a Deus. descrita nos vs.Números 199 • A terra a b r i u a s u a boca e o s e n g o l i u (32) Deus fez uso de forças naturais para executar seu j u í z o (como nas pragas do Egito). N m 18—19: D e v e r e s .38-39) e Moisés (Dt 34.. Num mesmo ano. é p r o v á v e l q u e sejam semelhantes àquelas e m q u e o s patriarcas e suas famílias viveram.

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14-21: E d o m n ã o d e i x a q u e os israelitas passem Os israelitas h a v i a m tentado i r para o Norte. Mas desta vez eles partiram para o ataque e saíram vitoriosos. o rio Arnom esculpiu um enorme desfiladeiro. passando a leste do mar Morto.6). Seguindo para o Norte. O local tradicional (veja foto). mais uma vez Israel pediu passagem. -V. Mas os edomitas não abriram passap o v o se deslocava para o Sul até o golfo de Acaba (o " m a r V e r m e l h o " aqui) para evitar o território de E d o m . Arão morreu n o monte Hor.10. pode cair. tendo sua capital em Hesbom.13 Correndo na direção do mar Morto. Por causa disto. no Sul. 23. E m N m 21. mas um antídoto foi providenciado. Três vezes Balaão abençoou Israel. rapidamente enviou mensageiros a Pctor (provavelmente Pitru. P'"! W Nm 2 2 — 3 6 Nas planícies gem. para desespero e irri- . • Estrada real/estrada principal (17) Ela ligava o norte do golfo de Acaba com a Síria.13-24. Acontece com freqüência que palavras ditas de forma precipitada (veja SI 106. na fronteira noroeste de Edom. que. apoiado por Joscfo. para contratarem Balaão. perto de Carquemis).33) levam a pessoa a se arrepender mais tarde. após toda uma vida de confiança e obediência. O p o v o só precisava olhar para a serpente de bronze para ser curado. a nordeste de Cades. junto ao rio Eufrates.1) Não se sabe onde ficava este lugar. N m 20. ' • . ^--.. irmão de Jacó. E nem suborno nem ameaça o impediam de dizer a verdade assim como Deus a revelava a ele. O que é surpreendente é a revelação de que a fonte do conhecimento de Balaão era o próprio Deus. 23... A recusa edomita de permitir a passagem de Israel resultou num longo desvio para o Sul e ao redor de Edom. não Deus. de leste a oeste.35: D e s v i a n d o de E d o m N m 20. . o rei dos amorreus. e n q u a n t o o de Moabe N m 22—24: B a l a q u e e B a l a ã o Os israelitas vitoriosos tornaram a acampar junto à fronteira do reino de Balaque.. • Poço (21. á .27—24.202 Pentateuco dão a entender que ele e Arão.41— 23. Jesus lembrou esse incidente a Nicodemos. q u a n d o o s edomitas barraram seu cantinho para a terra prometida. Moisés não entraria na terra com o povo como tanto desejava.17) Em algumas partes da península do Sinai e no sul da Jordânia a água fica perto da superfície.9). diretamente a Canaã. um lugar difícil de transpor. • Água da rocha Sabe-se que a rocha calcária do Sinai retém água (veja Ex 17. que foi negada.22-29 registra a morte de Arão. A vitória sobre o rei de A r a d e foi rapidamente seguida de q u e i x a s . há um monumento chamado t ú m u l o de A r ã o n o t o p o desse monte.v-. Atualmente. va ^ • .. rei de Moabe. numa época em que todos acreditavam no poder que as palavras têm de influenciar os acontecimentos.. fica perto de Pefra e bem distante de Cades. Até o maior dos servos de Deus. os israelitas derrotaram Õgue de Basã (nordeste do lago da Galileia) em Edrei. Moisés bateu na rocha no local onde Deus indicou. a fim de vir e amaldiçoar seus inimigos. • 21. O monte H o r deve ser Jebel Madeira. pois os edomitas eram descendentes de Esaú. especialmente palavras solenes de "bênção" e "maldição". no Norte. para que o deslocamento para o Norte se desse d o lado oriental o u leste do mar Morto.22—21. A g o r a deveriam na direção leste. Scom. com apoio midianita. para que todos que tivessem fé nele tivessem vida eterna ( J o 3. • Teu irmão Israel (14) Isto não era apenas um modo de falar. perto da fronteira de lídom.25. N m 20. O s israelitas geralmente só precisavam cavar poços rasos para encontrá-la. e sofreram uma t e r r í v e l derrota (14. ao Jaboque.39-45). página anterior: Os israelitas foram obrigados a pegar um desvio por região inóspita. fazendo pouco caso das promessas e da diplomacia de Moises. dizendo que ele também devia ser levantado. As serpentes venenosas são consideradas u m castigo. havia tomado as terras de Moabe e ser reino se estendia do Arnom. contra as ordens de Deus.21-25. • Atarim (21. tiraram a água da rocha.14-15). o adivinho. Era uma atividade rotineira para o profeta. Três vezes repetiram o mesmo ritual (22.

O quarto oráculo superou a todos.C. "ismaelita". 64-65). Nesta ocasião ele recebeu autoridade para liderar a nação no lugar de Moisés. A rigor. indicam que os oráculos foram escritos por volta do século 12 a. ofertas. 3"medanira". "Baal" (que significa "senhor" o u ofertas para a Festa das Trombetas: 7-11: para "mestre") gradativamente tornou-se o nome o Dia da Expiação.8). 203 casar-se com homens da própria tribo para assegurar a herança tribal (veja cap. Mas fatores lingüísticos. sempre dissesse a verdade. juramentos de qualquer natureza (2).65). N m 11. 12-38: para a Festa dos próprio do grande deus da fertilidade dos Tabernáculos (Barracas). Moisés avistou a terra do alto do monte Nebo. desta vez. Nm 25: I d o l a t r i a e m P e o r Foi por ordem de Balaão (31.. cananeus.Números tacão de Balaque. U m a escultura moderna de b r o n z e n o monte N e b o representa uma serpente enrolada na c r u z . das Semanas (primeiros frutos). • Baal-Peor (3) A divindade adorada naqueCap. Josué.1-8: ofertas de cada dia. • Moabita. Os vs. Em outros países do Oriente Próximo. às portas da terra prometida. ali. 26-31: a Festa Deus e adorar Baal. 29: as festas do sétimo mes. 1 . O motivo do censo. O s israelitas rebeldes foram picados p o r serpentes venenosas e muitos morreram. de acordo com o tamanho dos vários grupos (vs.12-23: J o s u é é o novo líder do povo A vida de Moisés estava chegando ao fim. . mantendo-a na tribo. p o r ordem d e Deus. C o m respeito a e religiosas. 1-6: le local. Os homens em Israel estatempos patriarcais havia muita superposição vam incondicionalmente comprometidos por no uso dos termos "midianita".14-15 relaciona isto com a o b r a d e salvação realizada p o r C r i s t o . N m 27. Josué e Calepúblico. Mas Zelofeacle só tivera filhas. "moabita". V s . 28. braço direito de Moisés (Êx 17. na falta de filhos.. com a exceção de Moisés. foi escolhido por Deus para ser o sucessor de Moisés. e "As já revelam uma mistura de práticas sexuais grandes festas religiosas". midianita A alternância entre os Cap. apesar dos esforços de Balaque. mas em Israel foi decidido que. foi para que a terra pudesse ser dividida proporcionalmente.16) que as mulheres midianitas corromperam os israelitas em Peor.9-13. entre outros. de tal modo que. a rota principal para o norte. veja Lv 1—7 e "Sacrifícios". 11-15: ofertas para a Páscoa e e a levaram os homens de Israel a desobedecer a Festa dos Pães sem Fermento. 15 estabelecem os termos sob os quais os juramentos feitos por mulheres são obrigatórios. na c r u z .15-19 prevê um futuro rei vitorioso que derrotará todos os inimigos de Israel. Nm 24. Os acontecimentos descritos aqui C o m respeito a festas. Mas elas deviam O s israelitas pediram aos edomitas permissão para seguir viagem pela Estrada d o Rei ( f o t o a b a i x o ) . veja L v 23. Nm 2 7 . 36). 1 Relações sexuais com mulheres moabitas do sábado. as filhas podiam receber a herança. • A origem destes oráculos Não se sabe como estes oráculos foram incluídos em Números. Os edomitas não d e r a m permissão. • Vocês d o i s se revoltaram contra a m i n h a o r d e m (14) Veja 20. Com a morte daqueles que adoraram Baal. 33.6-9). 30: votos. 24. Mas quem o l h a v a para a serpente d e b r o n z e que Moisés.13. Promessas feitas a Deus termos parece confusa. as mulheres normalmente não podiam receber herança.28) e um dos dois espias fiéis (14. Esta Nm 26: O s e g u n d o c e n s o Os números são ligeiramente menores que no primeiro censo (uma geração inteira foi substituída por outra. 9-10: ofertas • V.1 1 : O d i r e i t o d e h e r a n ç a das f i l h a s A lei dizia que a terra era passada do pai ao filho mais velho. levantou n o deserto era salvo. mas desde o final dos devem ser mantidas. F.2-13. • Monte Abarim (12) Este era o nome de uma serra o u cadeia de montanhas. 52-56). J o 3. ele pagou por isto com sua vida (31.11. votos be (26. morreu o restante da geração que saíra d o N m 28—30: Regras p a r a o culto Egito. • 0 incidente da j u m e n t a O propósito de Deus parece ter sido impressionar Balaão. de onde se via Jericó.

mas apenas sob condição de que ajudassem na conquista de Canaã primeiro.Pentateuco era uma sociedade patriarcal na qual os homens asseguravam seu controle sobre as mulheres. N m 36: A h e r a n ç a das m u l h e r e s Veja 27. N m 33: Estágios d a j o r n a d a Este capítulo é um resumo de toda a jornada. Os vs. os midianitas surgirão novamente na história de Israel (veja J z 6—8). • V.1-11. N m 34: A s f r o n t e i r a s d o país Veja também Js 1 3 — 1 9 . Esta geração se mostrou obediente a Deus. porém. N m 35: P r o v i s ã o p a r a o s levitas. 25 e notas). foi traçado um plano para permitir que a força militar dessas tri- bos deixasse seus rebanhos e seus dependentes a salvo. . na retaguarda. Assim. N m 32: T r i b o s a leste d o J o r d ã o As tribos de Ruben e de Gade queriam assentar-se nas terras boas para a criação de gado que ficavam a leste do J o r d ã o . e foi vitoriosa. N m 31: G u e r r a s a n t a c o n t r a os midianitas Os midianitas foram punidos pelo seu pecado de induzir Israel a adorar deuses falsos (veja cap. Veja o mapa "Fuga do Egito: as peregrinações no deserto". 52b A intenção era eliminar tudo que tivesse qualquer relação com as religiões idólatras: as imagens de escultura e os locais de adoração ("lugares altos" onde eram construídos santuários). Parte da tribo de Manasses conquistou Gileade e Moisés deulhes esta terra. o povo deu a qüinquagésima parte (1/50) do seu despojo aos levitas. em Ê x o d o . 48-54 registram a oferta especial do exército dada cm gratidão pelo retorno em segurança. O exército deu a quingentésima parte (1/500) dos seus despojos de guerra aos sacerdotes. São listados quarenta lugares de acampamento. pela metade. a maioria agora desconhecida. O exército e o povo dividiram os despojos entre si. Seu pedido foi concedido. do Egito às planícies de Moabe. cidades de refúgio Veja também Js 20—21. Mais adiante.

implica uma segunda doação da lei. Pois era a Deus que deviam sua liberdade e todas as coisas boas prometidas a eles. com terreno acidentado e pedregoso. com algumas pequenas variações..29 2.1-8: veja N m 20.1—4. Recapitulação 29—30 Muitas das leis registradas em Êx 20. E s q u e c e r Deus nessa nova etapa da vida seria desastre na certa. que vem da tradução grega.22—23. • V . Este seria o segredo para receberem as bênçãos de D e u s . o propósito da aliança jamais foi apenas que o criador queria Israel como povo especitd. "Lembrem-se do amor de Deus".1-14 6.1—4.43 205 Recapitulando a jornada pelo deserto Cops. nas planícies de Moabe a leste do rio Jordão. 4. ficou livre do peso de ser o único líder do povo. Moisés disse ao povo: "Lembrem-se de que vocês foram escravos no Egito". O propósito da aliança era que.14-21. • Amorreus (44) Nm 14.14-25): Moisés relembra do alívio que sentiu quando. O chamado de Abraão foi feito para desfazer o pecado de Adão. É uma "exposição" da lei. 1. Quem lhe deu o sábio conselho de delegar tarefas foi o seu sogro. por meio dela. judeus e cristãos geralmente consideravam Deuteronômio as palavras exatas de Moisés.13-26). o criador se revelttsse ao mundo e o salvasse na sua íntegra. com quantidade surpreendente de vegetação após as chuvas do inverno. • V. Ele recapitula a jornada e lembra ao povo a aliança que eles têm com Deus. Mas há oásis. Este livro é citado mais de 80 vezes no NT. 9-18 (veja N m 11. A terra e a aliança de Deus com seu povo são os grandes temas de Deuteronômio. Até os estudos críticos dos séculos 18 e 19. o coração da antiga aliança.. Moisés anunciou a mensagem de Deus a Israel. os espias e seu relatório: Veja Nm 13—14. 2 Horebe é outro nome do monte Sinai.44—22. Cláusula de documento 27 5. 29—30 Escolham a vida! A Tenda e adoração de Deus Caps. ao delegar responsabilidade.1-5: I n t r o d u ç ã o O tempo e o lugar foram cuidadosamente especificados. Na ocasião. Bênçãos 28.19 têm paralelos em Deuteronômio. no final das peregrinações do deserto. independentemente do destino do resto do mundo.. 19-46. o que mostra a sua importância para os primeiros cristãos.C). Caos. 31—34 As últimas palavras de Moisés Dtl— 4 Primeiro discurso: recapitulação da jornada D t 1. Jetro (veja Ê x 18. Quarenta anos após o êxodo do Egito.6-46: D o S i n a i a C a d e s Vs. Ao norte do Sinai a terra é estéril e desolada. Resumo Moisés se dirige ao povo de Israel que estava em vias de entrar na terra prometida. Estipulações detalhadas 12—26 4. 19 "Deserto" significa simplesmente região desabitada. o livro continua firmemente arraigado neste grande personagem histórico que foi Moisés. Estipulações básicas 4—11 3." — permanecer fiéis. No entanto. D t 1.. Os vs. Maldições 28. • V . 7 A terra que Deus prometeu a Abraão: Veja G n 15.DEUTERONÔMIO 0 primeiro versículo de Deuteronômio diz: "São estas as palavras que Moisés falou a todo o Israel". Embora os edomitas tivessem negado passagem aos israelitas " A i a Bíblia hebraica. obedecer. A estrutura de Deuteronômio (a forma de aliança do AT) é muito parecida com a de um tratado daquele tempo (veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo"): 1.43 usa o termo mais amplo "cananeus". Atualmente os estudiosos querem reconhecer a contribuição de editores posteriores e não há acordo quanto à data da composição final. Prólogo histórico 1. Os Dez Mandamentos de Êx 20 são repetidos em Dt 5.43: D e A c a b a às planícies d e M o a b e 2. Isto exigia uma resposta: "Lembrem-se de. D t 2. os israelitas estavam acampados nas planícies de Moabe e prestes a entrar na terra prometida (cerca de 1260 a.15-68 7.68 Os dez mandamentos A lei de Deus Instruções para a vida na nova terra Caps.6—3." Tom Wright .18-21. que levaram a uma visão bastante fragmentada do Pentateuco. O foco passa a ser a vida fixa ou sedentária numa nova terra. O título do livro. mas na verdade o livro contém uma reafirmação da aliança do Sinai.

Moisés morreu no alto do monte Nebo. e o fato de não ter circuncidado o seu filho (ÊX 4. Moisés socorreu um patrício hebreu. Isto condiz com o realismo bíblico. Apesar das rebeliões e da desobediência. Moisés guiou o povo pelo deserto durante quarenta anos.3 ele é descrito como "um homem humilde". na condição de pastor nômade. No entanto. Moisés teve um encontro com Deus na "sarça ardente". U m resumo da vida d e Moisés Foi nesse período que nasceu Moisés. desencadeou as dez pragas. criado pela própria mãe. as freqüentes queixas do povo fizeram com que sempre de novo ele se voltasse para o Deus que havia prometido estar com ele (Êx 15. Seu casamento com Zípora. Deus fez a proposta para que ele viesse a ser o fundador de uma nova nação. O rei do Egito se recusou a deixar o povo de Israel ir embora e. etc). na Transjordãnia. libertando-o da escravidão e dos trabalhos forçados (Êx 3—4). não podendo mais escondê-lo em casa. uma jovem midianita. voltou ao Egito para conduzir o seu povo para fora do Egito. Suas tentativas de livrar-se da missão que Deus estava lhe dando e o fato de necessitar de um porta-voz na pessoa de Arão. Durante a caminhada pelo deserto. no Egito. onde foi resgatado por uma princesa. Diante disso. A mãe dele. Em Nm 12. A última delas trouxe consigo a instituição da Páscoa e precipitou o êxodo do Egito (ÊX 5—14).206 Pentateuco Moisés Alan Millard A família de Jacó que se reuniu com José. quando.24-26) parecem indicar que ele não tinha certeza quanto à sua identidade durante aquele período no exílio. depois da apostasia de Israel no episódio do bezerro de ouro. mas não como um super-homem. e. Homem o u super-homem? Moisés é apresentado como um grande homem. na beira do rio. . Vivendo no deserto. Ele recebeu de Deus as leis morais e religiosas que seriam a constituição de Israel. foi aumentando.1-10.48-52. casado com uma moça do local. Ali. No entanto. colocou-o numa cesta entre os juncos. até que estivessem preparados para entrar na terra que Deus havia prometido a Abraão (Gn 15). fazendo deles uma nação. Moisés guiou o povo através do mar Vermelho para dentro da região do Sinai. e educado no palácio real (ÊX 2. essa questão tinha de ser resolvida. ele foi o mediador da aliança que Deus lhes propôs. Mesmo relutante. antes de ele se tornar o líder de Israel. desse modo. não sem antes ter visto de longe a terra prometida (Dt 32. sugerem que se tratava de uma pessoa tímida (Êx 4). Dt 34). teve de fugir do Egito. até ser vista como uma ameaça para os egípcios. o povo de Israel. seu irmão. em razão disso.23-25.22). veja At 7. o rei do Egito decretou que todos os meninos hebreus recém-nascidos deviam ser mortos. no monte Sinai. Conhecedor de suas origens.

seu profeta (Dt 18. por volta de 1340 a.7-29). especialmente os vs. C o n t e x t o histórico A evidência histórica e arqueológica dá sólida sustentação ã tese de que Moisés atuou no século 13 a. 30-33. a lei de Israel. Não existe evidência direta da época do próprio Moisés. na terra de Canaã. Vale lembrar que essa capital foi abandonada depois da morte de Akhenaten. se ofereceu para sofrer o castigo em lugar do povo (Êx 32.C). Aos poucos. Seu envolvimento nos atos poderosos de Deus.207 Moisés. creditou a sl a vitória sobre um povo chamado Israel. naquela ocasião. Dt 6.36).1.C. Moisés era o porta-voz de Deus. mostrou que Deus se agradava dele e fez com que o povo o aceitasse e respeitasse. Sob a firme liderança de Moisés. Êx 21. tornando ilegal o culto a qualquer outra divindade. a assumirem em conjunto a tarefa de proverem pelo santuário comunitário. o tabernáculo. quando Ramsés II governava o Egito (cerca de 1279-1213 a. Esta inclui os Dez Mandamentos.ex. E. A possibilidade de que existiu um Moisés e um ensino como o que ele transmitiu pode ser defendida a partir dessa analogia com Akhenaten.13-26). mas sabese que o Faraó egípcio Akhenaten. desde o Egito até o momento em que o povo se preparava para entrar na terra santa. Tudo indica que se tratava de alguma das tribos que. impôs em todo o Egito o culto a um único deus (Aten. com a descoberta da capital desse Faraó. permitindo que filisteus e outros povos ali se instalassem.. pouco saberíamos a respeito de sua revolução. ao contrário. que se tornaram a base da sociedade judaica e ocidental.4) é tão diferente de todas as outras idéias religiosas conhecidas no antigo Oriente Próximo que muitos eruditos acreditam que tal monoteísmo não poderia ter surgido antes do século 7 ou do século 6 a. o sucessor de Ramsés II. O monoteísmo que Moisés proclamava (Êx 20. Merneptah (cerca de 1213-1203 a. os Faraós foram perdendo o controle sobre aquela região.C) e dominava a região de Canaã. chegando ao monte. Um só D e u s : a lei p a r a Israel Moisés julgava questões entre o povo ainda antes da chegada ao monte Sinai (Êx 18. mas adaptadas especialmente à realidade de Israel.C. e em lugar das cidades-estado (como em Js 9—12) estavam surgindo .C. Aquele foi um período de grandes mudanças. 0t 9. a fundição do ferro estava começando a difundir a sua nova tecnologia. ele recebeu de Deus a Torá. Outras eram semelhantes às de outros povos.15-18). as leis fizeram de Israel uma nação. As exigências absolutas expressas nos Dez Mandamentos não tém paralelo em outras culturas daquele tempo e é difícil de imaginar que sociedades politeístas pudessem chegar a formular leis definitivas como essas. e todas as referências a ele e ao seu deus foram eliminadas dos registros egípcios. ensinando as tribos até então desorganizadas a viverem em união.2. Acima de tudo estava a reverência ao mesmo Deus único. embora o ensino de Moisés seja muito superior ao de Akhenaten. o disco solar). e a lutarem para defender todo o povo. Entre as leis estão algumas que já eram observadas e endossadas pelos povos vizinhos que tinham um modo de vida semelhante ao de Israel (p.35. estava tomando posse da terra. visto que elas pressupõem uma autoridade final única. que apresentava a palavra de Deus ao povo e a interpretava. Sem essa descoberta. Este fato só veio a ser conhecido nos tempos modernos.

Por não haver nenhum registro egípcio a respeito da permanência de Israel naquele pais ou a respeito do êxodo. e praticamente nenhum documento administrativo daquele tempo sobreviveu.Pentateuco estados ou nações como Edom. babilônio ou cananeu (uma forma primitiva do hebraico). um pouco mais tarde. que pudesse ter ficado nas ruínas de alguma cidade daquela região teria apodrecido há muito tempo. Esses textos são o testemunho da carreira notável de um grande homem. Os reis egípcios não costumavam registrar a ocorrência de desastres e derrotas em seus monumentos. feito em folhas de papiro. nada foi encontrado. não podemos precisar as datas destes acontecimentos. . É possível que as narrativas bíblicas tenham sido concluídas algum tempo depois dos acontecimentos que registram. mas é perfeitamente possível que Moisés tenha feito algum registro sobre os mesmos e que as leis foram preservadas por escrito. a respeito da morte dos primogênitos ou da destruição de tropas egípcias no mar Vermelho. Apesar de várias afirmações neste sentido. Israel. d o n d e p o d i a v e r a terra p r o m e t i d a . em relatos fora da Bíblia. Moisés m o r r e u n o m o n i c N e b o . Qualquer registro sobre a fabricação de tijolos. Moabe e. seja em egípcio. A o sopé desse m o n t e existe u m a fonte q u e leva o nome d e Moisés. Os israelitas moravam na região do delta do Nilo. o fundador da nação de Israel.

36-38) por causa do parentesco era característica do tempo dos patriarcas e do tempo de Moisés.33-35. o sábado se baseia no descanso de Deus após a criação. o caixão tinha 4 m x 2 m. . A lei do sábado Moisés acrescentou "para que o teu servo e a tua serva descansem como t u " (5. • Pisga (3. Moisés acrescenta " c para Israel a leste do Jordão: vitória sobre Seom e Ogue .. a terra a leste do rio Jordão ocupada pelas tribos (veja Nm 21. Agora lembra-lhes o caráter que Deus demonstrou em seus atos c adverte a respeito das inevitáveis conseqüências da desobediência: "Só o S E N H O R é Deus em cima no céu e embaixo na terra. • Baal-Peor (4.17.21-29: um novo líder. famosa por seu gado. notas em Êx 20 e " U m estilo de vida: os Dez Mandamentos". logo. e espera que seu povo faça o mesmo. cerca de 15 km a leste da extremidade norte do mar Morto. nenhum outro há.8) As montanhas de "Seir" ( E d o m ) encontram-se ao sul e leste do mar Morto. Basã.17) é o vale que vai do mar da Galileia em direção ao sul até o golfo de Acaba. " (5. Jamais se diz que Deus "endureceu o coração" de uma pessoa boa.26-37: veja N m 21.Deuteronomio 209 pela estrada principal ou estrada real. O "mar Salgado" é o mar Morto. os seus estatutos e os seus mandamentos. Veja Nm 35. Foi a provocação do povo que levou Moisés à ira. 2. Acima de qualquer outra coisa. "Quinerete" é Galileia: a palavra vem do formato de harpa que o lago tem.3) Veja Nm 25.11) provavelmente era um caixão. pois.21. A simpatia demonstrada a Edom (os descendentes de Esaú). " P o r causa de vocês'" não é apenas uma tentativa de transferir a culpa. parece que estavam dispostos a vender-lhes alimento.6-29.16—20.. 6 8 Segundo discurso: a lei D t 4. N m 20).27) U m ponto elevado no monte Nebo. 3. 3. D t 5—11: O s D e z M a n d a m e n t o s Dt 5: veja também Ê x 19. Gade e Manasses. O preço da desobediência foi alto. • Seir(2. Moisés queria conduzir seu povo para dentro da terra p r o m e t i d a . para lembrar-lhes a fidelidade de Deus bem como as responsabilidades deles para com a aliança. Guarda.21-35. Moisés relembrou a história dos feitos de Deus em favor de Israel nos 40 anos passados. H á algumas pequenas alterações interessantes aqui. Dt 4 ." 4. após "para que se prolonguem os teus dias". • Sua cama (3. • 4.8 Regras permanentes de conduta.1-40: Moisés pede ao povo que seja obediente e adverte contra a idolatria. Moabe e Amom (descendentes de Ló. . veja Gn 19. 4.44-49: I n t r o d u ç ã o Estes versículos introduzem a reafirmação da aliança que Moisés fez ao povo antes de atravessarem o J o r d ã o .30) O AT não vê conflito algum entre a soberania de Deus e a liberdade humana.14). A terra de Ogue era parte do reino amorreu.21. e "lembrarás que foste escravo no E g i t o . para que te vá bem. o castigo de Moisés (veja 4.15) ( E m Êx 20. e a região em torno.1-20: guerra contra o rei Ogue.) N o mandamento que trata da honra devida a pai e mãe. • Fizera o b s t i n a d o o s e u c o r a ç ã o (2.41-43: três cidades de refúgio a leste do Jordão. e 32). naturalmente se mostraram atraentes para os criadores de gado das tribos de Ruben. • Arabá (3. Veja Êx 4. 4 4 — 2 8 . decretos e decisões judiciais. Deus mantém a sua palavra através dos séculos.21-22. O "côvado comum" media cerca de 45 km.

Jesus disse que toda a lei podia ser resumida nas palavras do v. o relacionamento entre as partes que faziam um acordo ou tratado era uma descrição adequada do relacionamento entre Deus e o seu povo. forma. "temer' "amar". Mas. o risco de um falso orgulho (cap. 9 ) . Em tratados. em geral. o risco de\ pensar que tudo que se tem é fruto de esforço próprio. aproximadamente. o risco de esquecer-se de Deus. . Essa terminologia aparece repetidamente no AT. A aliança mais antiga que aparece na Bíblia é a que foi feita com Noé (Gn 9). uma obra que em outros j aspectos se parece muito com um tratado feito com um vassalo. Os tratados em si datam do período que vai de 1500 a 600 a. todas as alianças posteriores foram simples renovações da aliança do Sinal. descrito como a ocasião em que Deus revelou a sua lei.21 coloca a mulher em primeiro lugar. é provável que os escritores ao AT soubessem como se formulava um tratado ou uma aliança.| ronômio. Lembrem-se dos anos no deserto (8. Logo. Todas as alianças firmadas posteriormente se reportavam àquela L i n g u a g e m d e aliança O objetivo de um tratado era I assegurar total lealdade da parte de | um rei ou Estado vassalo a outro rei I ou Império. Assim. E no último mandamento. Dt 7—11: Moisés conclamou o povo à fé c à obediencia. com certeza.18). com Abraão (Gn 15. Ele deveria "seguir". o fato de usarem termos e conceitos derivados desses tratados mostra que. Israel logo estaria entre as nações pagãs e provaria a gloria inebriante da vitória (cap. todavia. E todas i estas coisas trazem consigo alguns riscos: o risco de perder a identidade como povo de Deus. Num certo sentido. Di 5. se empregava linguagem j pomposa e cheia de retórica. Neste momento Moisés passou do passado para o presente e o futuro. A maior parte desses tratados antigos foi descoberta no século 20. e conceito. Desde muito se notou o estilo retórico que caracteriza o livro de Deute. que era vista como o modelo. 7). a verdade é que essa revelação era simplesmente uma parte de um acontecimento muito mais amplo: o chamado de Israel para que fosse uma nação santa. Haveria muito mais a desfrutar (cap. D t 6: o grande mandamento e instruções para ensinar as futuras gerações. Embora aquele acontecimento seja. separando-a dos bens listados a seguir. dedicada exclusivamente ao S E N H O R .37-40). "ouvir a voz de" seu senhor. e sobre o AT em geral. Lembrem-se do Egito (7. também. Um vassalo rebelde era culpado de "pecado". 8). nos I tratados. a aliança mais importante no AT do Sinai. É neste sentido que. Além do mais. Moisés exorta: "Lembrem-se".18 (veja M t 22. "não esqueçam". Deus estava expulsando as nações por causa da perversidade delas e não por causa Alianças e tratados no Oriente Próximo Gordon Wenham A mesma palavra hebraica pode ser usada tanto para designar um tratado internacional como uma aliança entre Deus e o seu povo. Alianças são semelhantes a tratados. A aliança feita no Sinai foi um passo decisivo na formação da nação de Israel. O m e s m o p a d r ã o aparece n o registro d a aliança d e Deus c o m Israel. em três aspectos principais: linguagem. Estudos mostraram que os pontos de contato entre tratados que eram feitos no antigo Oriente Próximo e as alianças que aparecem no AT não se limitam ao uso do mesmo termo. 5 e L v 19.2). é a aliança do Sinai (Êx 19 em diante).I 210 Pentateuco que te vá bem". Esse novo relacionamento foi chamado de aliança. A forma da aliança A semelhança mais marcante entre as alianças do AT e os tratados .C. capaz i mexer com as emoções do vassalo e I deixá-lo consciente da importância da i obediência. segundo eles. a lembrança do passado os manteria no trilho certo também em dias futuros. A prosperidade traria uma melhora inédita no padrão de vida. | aparecem certos termos que descrevem o comportamento de um vassalo j obediente. Se permitissem. 17). Alianças foram feitas. que é o período durante o qual a maior parte do AT foi escrita. ! I I j O c ó d i g o d e leis d o s hititas inscrito nesta tábua seguia o p a d r ã o cost umei ro dos tratados daquela é p o c a . Muito se aprendeu sobre as características das alianças do AT. através dessa comparação com os tratados que eram feitos naquele tempo.

que te tirei da terra do Egito" (ÊX 20. Bênçãos e prosperidade são prometidas. Um rei hitita podia lembrar ao vassalo como ele estava sendo generoso. Um p r ó l o g o histórico. 6. As alianças do AT têm uma estrutura semelhante. seu poder.ex. 1 0 — 1 1 ) . Os formuladores de tratados e os escritores do AT. e partes importantes anotadas onde estivessem bem visíveis. descrições dos terríveis sofrimentos que sobreviriam ao povo.9.11) Cisternas ou reservatórios para armazenar água coletada da chuva ou de uma nascente.. ainda na época do NT.." Dt 6. Uma c l á u s u l a d o c u m e n t a l . Entretanto. Filactérios datados do período do NT. o fato de se crer em Deus fazia com que fosse omitida a lista de deuses como testemunhas. Js 24. As e s t i p u l a ç õ e s . Os profetas lembraram ao povo que o relacionamento de aliança trazia consigo. Jesus estava pressupondo que seus discípulos estavam familiarizados com essa noção de aliança. de todo o seu coração. caso se rebelar.Deuteronômk 211 "/. ainda que não idêntica. mas maldição repousa sobre ele. sua lei. etc. por parte do vassalo. a lei vem depois da graça. Toda a lei deveria. fiéis. seu Deu». muitas vezes estavam ecoando essas ameaças contidas na aliança.1-10. As estipulações ou leis são apresentadas depois que o vassalo ouviu do suserano tudo que este havia feito por aquele. escrevam (6. ao apontar para a sua morte como a inauguração da nova aliança (Mc 14. em intervalos regulares. Ame o SENHOR. 4. De modo semelhante. mas também responsabilidades (p. o vassalo cumprisse o que havia sido estipulado. morte. Am 3. descrevendo o documento que contém o tratado e prevendo a leitura do mesmo. também no AT. por gratidão. tinha seis partes: 1.24). • Poços (6. logo. Tanto nos tratados como nas alianças.4). pois Israel tinha que s e lembrar também das suas próprias falhas (9. citando o autor do tratado. São pin- tados quadros horríveis. exílio. . têm a tendência de enfatizar mais as maldições do que as bênçãos. as estipulações estão baseadas no favor imerecido do suserano. O interior era coberto com c o único SESHOR. Permitam que a lembrança disso os mantenha humildes. Js 8. da justiça de Israel (9. também. caso não levassem a sério as exigências da aliança (veja Dt 28. ameaçando o vassalo com doenças. permitindo-lhe continuar no trono daquele reino anexado. usado pelos hititas. apesar da recente rebelião. caso fosse fiel. caso o vassalo for fiel. A maioria dos elementos que fazem parte de um tratado aparece em Deuteronomio: Dt 1—3 Prólogo histórico Dt 4—26 Estipulações Dt 27 Cláusula documental Dt 28 Bênçãos e maldições Outros exemplos dessa forma de tratado no AT. bons conhecedores do coração humano. 3. esse conceito de aliança ocupava um lugar importante na teologia judaica.15-68). Assim. Por exemplo. ser escrita em pedras caiadas que seriam colocadas e m lugares públicos (veja 27. aparecem em Êx 19—24.senti'.7). Quando os profetas anunciavam o juízo vindouro. 2. caso rompesse o tratado. m a s prometendo-lhe prosperidade e bênção. O conceito d e aliança Tratados e alianças começam com relatos históricos e enfatizam a graça e misericórdia do autor da aliança. > Amarrem. Os Pergaminhos do Mar Morto revelaram que.32). Bênçãos e maldições. Os judeus ortodoxos literalmente atam no braço direito e na testa cópias miniaturizadas de versículos de Êxodo e Deuteronomio que são colocadas em pequenas caixas chamadas tefilim ("filactérios").. sua providência. Israel é encorajado a ser fiel a Deus.2). teu Deus.18-20) As pessoas comuns não possuíam uma cópia da lei. Esperava-se que. Um tratado típico do Oriente Próximo. Uma lista d e deuses testemunhas do tratado. Israel: o SESHOR. de toda a saa alma <• </i todas as suas forças. seus j u í z o s . embora mais breves. Os judeus também afixam pequenos cilindros contendo versículos bíblicos nas ombreiras das portas de suas casas.2). ISm 12. nestes casos a forma está um pouco alterada devido ao fato de estar inserida em narrativas. Lembrado da maneira como Deus havia resgatado o povo. 11. descrevendo o relacionamento entre as duas partes antes da assinatura do tratado.4-S daquela época diz respeito à forma ou estrutura básica. 5.. obedientes (caps. nosso Deus. explicando a s responsabilidades mútuas dos parceiros. repitam. descobertos pela arqueologia. ela devia ser ensinada oralmente. Também está claro que. Lembrem-se do amor de Deus. Deus lembra ao povo de Israel a sua grande misericórdia: "Eu sou o S E N H O R . eram bem menores que os atuais. não apenas privilégios. Um preâmbulo..

19-20 e "Guerra Santa".18: a sedução das religiões pagãs era um perigo bem real.tO/t os amou. • A n a q u i m (9.6-9 Aqui. passou a ser a cidade santa de Deus.26-27. • 7. Dt 12.V. a Lei é atada n o b r a ç o dele. Ebal (11. A partir da época de Davi e Salomão. a mudança para a terceira pessoa parece indicar uma inserção posterior no texto. B i a i n s t r u ç ã o é seguida ao pé da letra p o r judeus aitlda hoje. assim como. Os poços eram mais estreitos na parte de cima para reduzir a evaporação.26-32) Veja caps. D t 12—26: Leis d e t a l h a d a s D t 1 2 — 1 3 : ídolos. Dt 12. Nem todos devem ter sido mortos." Dt 7. • 10. Veja 8. Qualquer um que comprovadamente encorajasse a adoração de outros deuses (13. para salvar ou destruir. sacrifícios.. Deus traria juízo sobre os cananeus." Dt 6.10-16 e "Sacrifícios". mais tarde. com seu Templo.22. q u a n d o o j o v e m j u d e u passa a ser considerado " a d u l t o " ..6-7 " T a m b é m as atarás t o m o sinal na tua m ã o .29—13. • Bènçãoe maldiçào:Gerizim. Nesse caso. tratamento de infratores. Este número não incluía as esposas e filhas dos filhos de Jacó. quando se deituivm equando se levantarem. usando água do Nilo.14) devia ser eliminado para servir de exemplo. 27—28.6-7. Como Deus era responsável pela vitória numa guerra santa. Quanto à questão do sangue. Repitam essas leis . N a c e r i m ô n i a d o Bar Mitzvah.7-8 argamassa ã prova d'água. Dt 12. • Massa (6.10) Lá as colheitas dependiam da irrigação. Israel não deveria usá-los.16) Veja Êx 17. traria juízo sobre o seu próprio povo. "O SFXHOR os atuou esto/fien.2-5 "Não façam acordo de paz com eles. veja L v 17. O " n l n c t é r l o " q u e uni j u d e u o r t o d o x o usa sobre a teslti contém trechos importantes d a L e i . • D a t ã e A b i r ã o (11. os cativos c todos os despojos eram de Deus. Mas porque o M . mas todos a comiam nas festas e nos sacrifícios.212 Pentateuco "Guardem scnqire no coração as leis que eu lhes estou (Ituulo hoje c não tleixeni de ensiná-las aos seus filhos. Quando a nação estivesse estabelecida. • N ã o é c o m o a terra d o E g i t o (11.6) Veja N m 16.711 c / u r u d e casa. Deus escolheria um lugar específico para os sacrifícios.2) Veja Nm 13..22) Veja G n 46. n ã o porque vocês são mais tfo que outros povos. Sendo Senhor da história.15-28: a carne não fazia parte da dieta básica do israelita c o m u m . a fonte não é conhecida. Adotar as práticas religiosas que trouxeram destruição sobre os povos de Canaã seria uma atitude fatal para o povo de Israel. . Jerusalém..1-14: todos os lugares em que os cananeus praticavam seus ritos depravados deviam ser eliminados. lauto o pensamento q u a n t o as ações estão sujeitos á v o n t a d e d e Deus. Siló foi o primeiro centro religioso da nação. e tc serão p o r frontal entre o s o l h o s " . j á que os israelitas foram advertidos a não se casarem com gente desses povos. embora após a morte de Salomão as tribos dissidentes tenham estabelecido dois santuários rivais para o reino do Norte. no tempo de Eli e Samuel. nem tenham pena deles". • Setenta (10.

19-23: veja Lv 27. mas a culpa e a responsabilidade corporativas eram algo real. pois ele "faz com que homens sábios e honestos fiquem cegos e dêem sentenças injustas" (v. Dt 18. os estrangeiros. 10-18 fazem distinção entre o tratamento a ser dispensado aos povos cananeus e aos povos mais distantes. dízimos.14-22: o verdadeiro profeta seria como Moisés. os recém-casados e os medrosos eram dispensados do serviço militar. Veja em Lv 25. O fato de serem procedentes de u m contexto pagão não impedia o casamento com essas mulheres. Dt 15.13). O s sacrifícios não deviam ser uma forma de livrar-se de animais defeituosos. O texto contempla uma situação de guerra santa (veja artigo em J o s u é ) . D t 2 0 : leis de guerra. Ramote e Golã.9-14: compare Lv 18. o futuro profeta (14-22). Dt 21. ritos pagãos (9-13). Bezer. A lei de Deus seria o guia infalível do rei. Três vezes ao ano — Páscoa. Ele defende aqueles eme não têm voz nem vez. os seus escravos e as suas escravas e os levitas.3-21: Veja Lv 11. direitos do filho mais velho (15-17). prisioneiras (10-14). A lista aparece em Js 20: Quedes. D t 21: o homicídio não desvendado (1-9). os seus filhos e as suas filhas. em .24-30. Deus exige um p o d e r j u d i c i á r i o j u s t o c imparcial.1-8: veja também N m 18. Dt 17. Dt 14. "será que elas são seus inimigos?" ( N T L H ) . Juízes locais deviam levar casos difíceis a autoridades superiores no local de adoração da nação: este julgamento seria final. execução p o r enforcamento (22-23). O significado do ritual em 1-8 é incerto. D t 19: cidades de refúgio (1-13). V 19: A o cercarem uma cidade. os órfãos e as v i ú v a s que moram nas cidades onde vocês v i v e m " . 1 8 — 1 7 . Deus v a i com o exército e dá vitória. D t 1 8 : r e n d a para sacerdotes e levitas (1-8). N m 18. Afinal.18—17. Veja a lista completa em Lv 23 e "As grandes festas religiosas".14-20).10-14: o tratamento previsto para prisioneiras de guerra é bem diferente das práticas cruéis a que eram submetidas em nações vizinhas.11. Dt 16. Dt 14. o futuro rei (Dt 17.Deuteronômio Dt 14: luto. Os perigos previstos aqui — agressão militar e sensualidade que termina em idolatria — tornaram-se. Aqueles que acabaram de construir a sua casa o u plantar uma vinha. Dt 1 6 . uma parte dos bens devia ser regularmente posta de lado. 20. pois o p r i m e i r o era entregue aos levitas. O suborno não devia ser aceito.1-17: as três festas principais. suas palavras seriam comprovadas pelo seu cumprimento. Os autores j u d e u s geralmente consideram este dízimo ( d e z p o r cento) um " s e g u n d o dízimo".41-43). Dt 14. animais. Tabernáculos (Barracas) — todos os homens israelitas deviam trazer uma oferta ao lugar nacional de adoração. "todos deverão festejar e se alegrar: vocês. Os anciãos juravam que sua cidade era inocente. ( E interessante observar. 19).3. Ele oferece ao p o v o a o p o r t u n i d a de de desfrutar dos resultados d o seu trabalho e de compartilhar generosamente com os outros. 2 0 : justiça e julgamentos (Dt 16. De sete em sete anos as dívidas de compatriotas israelitas deviam ser canceladas e todos os escravos israelitas deviam ser libertos. Q u i riate-Arba. divisas (14). mais tarde. Dt 21. Dt 15: o sétimo ano. filhos desobedientes (18-21). Mas estas não eram festas só para homens.1-9 e 10-14: Toda vida humana tem um valor e uma dignidade fundamental diante de Deus. Três cidades de refúgio em Canaã foram acrescentadas às três que ficav a m a leste do J o r d ã o (4. as árvores frutíferas não deviam ser derrubadas.14-20: Deus permitiu a monarquia.22-29: o d í z i m o — veja também Lv 27. Dt 18. testemunhas (15-21). C o m o l e m b r a n ç a de que toda riqueza é dom de Deus. Dt 18. alimentos puros e i m p u r o s . Semanas (Pentecostes). Siquém.1-2: práticas pagãs de l u t o são proibidas. C o m o d i z Dt 16.1-6. uma triste realidade na história de Israel. mas não a estabeleceu. Os v s . Uma sentença de morte só podia ser executada com o testemunho claro de duas ou mais testemunhas (o que lança dúvida sobre a legalidade do julgamento de Jesus).

como membros dessa família. • A dádiva da terra é condicional. consiste em tudo aquilo que lhes é oferecido por Cristo Jesus. Acreditam que os judeus de nossos dias.17-25).2). Se o povo sempre de novo ficasse longe do padrão moral que Deus havia estabelecido. para fazer parte de "novos céuse nova terra" (Is 65. em Israel (Gn 49.15-17: o risco normal do favoritismo dentro da família era intensificado pela poligamia (veja a história de Jacó).24-26). E.10-20). Paulo afirma que todos os que crêem em Jesus — qualquer que seja a sua nacionalidade — são "descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa" (Gl 3. construção. são desenvolvidos quatro temas principais relacionados com a terra: • A terra pertence a Deus. chamando Abraão e pedindo que ele saísse de seu país (onde hoje fica o Iraque) e fosse morar numa nova terra (a região conhecida hoje como Israel/Palestina). Hoje. vemos José. não há registro de que essa sentença tenha sido executada alguma vez. e de Moisés com a filha de um sacerdote midianita são apresentados com a maior naturalidade. mantendo a distinção entre os sexos (5). A comunidade era responsável por lidar com ele. agricultura. que o casamento de José com a filha de um sacerdote egípcio.29-33).214 Pentateuco termos da história da salvação. um direito que lhes teria sido dado por Deus. o relacionamento de aliança entre Deus e seu povo.) Dt 21. perderia o direito de morar ali e seria expulso da terra (Dt 4.2-3). No entanto.7). o povo. o livro de Gênesis mostra como. para ser o Deus deles (Gn 17. Depois. e preocupação com a pureza sexual. relações sexuais (13-30). prometessem que também ele seria sepultado na terra de seus pais (Gn 50. Estas regras incentivam atitudes de auxílio e cuidado mútuo. Por isso. obrigou Abraão a buscar abrigo temporário no Egito (Gn 12. Deus apresenta a promessa de que um dia a terra seria transformada. O filho desobediente dos vs. dar-lhes a terra de Canaã "em possessão perpétua" (Gn 17. prestes a morrer. Mas Jacó estava decidido a manter os laços familiares com aquela terra. regras sociais (9-25). outra fome obrigou Jacó e sua família a descer ao Egito.23). e a bênção a todos os povos da terra — se cumprem na vinda do reino de Deus em Jesus. e abençoar "todos os povos do mundo" (Gn 12. onde foi sepultada Sara. como descendentes de Abraão. Uma fome naquela terra. fez com que os filhos prometessem que o enterrariam na sepultura da família. poderia outra vez voltará pátria {Dt 30. vestimenta (8-12). Abraão não possuía um palmo de chão naquela terra. sob juramento. sua mulher (Gn 23. Assim sendo. Os direitos do primeiro filho deviam ser protegidos. Deus se comprometeu a fazer quatro coisas: • • • fazer dos descendentes de Abraão uma grande nação (Gn 12. foram sendo vencidos os obstáculos que poderiam impedir o cumprimento da promessa. têm o direito de possuir aquela terra.27). durante um tempo de exílio. voltasse para • Deus. estabelecer um relacionamento especial com eles. onde se encontraram com José.1-18). até comprar uma área perto de Hebrom. pedindo a seus irmãos que. porque — diz Deus — "a terra é minha"(Lv 25. como ele o faria? O livro de Gênesis explica que Deus deu início a seu plano. um a um. D t 2 3 : participação no povo de Deus (1-8). alguns interpretam a promessa da terra "em possessão perpétua" de forma bem literal. Mais tarde. a maioria dos teólogos cristãos acredita que todas as promessas contidas na aliança original que Deus fez com Abraão — promessas quanto ao povo.) D t 2 2 : animais e objetos perdidos (1-4). sem indício de censura. No restante do AT. na última cena do livro de Gênesis. ( N o AT. uma briga entre as famílias de Abraão e de seu sobrinho Ló quase levou à conclusão de que as duas famílias não podiam morar lado a lado na mesma região (Gn 13.8). Se.29).1-5). • • . Durante muito tempo. A c o m u n i d a d e d o S e n h o r era inclusi- A terra prometida Colin Chapman Se Deus tivesse que consertar algo que deu errado com a raça humana. 18-21 violava deliberada e repetidamente o mandamento que fala do dever de honrar pai e mãe (5. os cristãos se vêem como membros de uma família da fé espalhada por todo o mundo e entendem que a sua "herança". Numa espécie de "aliança" especial. Na continuação da história. a terra. por exemplo.1-20).16). arrependido.

Dl 24. aceitar como garantia de pagamento uma das pedras do moinho faria com que a outra se tornasse inútil. a pessoa não poderia moer o trigo e morreria de fome. Aponta. embora devesse haver justa causa e a esposa rejeitada devesse receber um 'documento de divórcio". D t 24. Dt 24: d i v ó r c i o c n o v o casamento (1-4).5-22: Mesmo no exercício de seus direitos. . uma revelação que teria seu ponto alto na manifestação e vinda de Jesus. Compare com o ensinamento de Jesus sobre o divórcio em M t 5. Rute e Noemi são exemplos 215 Do alto cio monte N e b o .Deuteronômio va (7-8) e exclusiva (1-6). Ninguém podia ser castigado pelos crimes de outra pessoa: nem pais n o lugar dos filhos nem filhos nos lugar de seus pais (16). o povo de Deus devia levar em consideração os outros. fazendo a revelação de si mesmo. . interpretada ã luz do que acaba de ser dito. aos poucos.1-4: Moises não estava instituindo o divórcio (que provavelmente era aceito como fato consumado). para a esperança de "novos céus e nova terra.13). Era caracterizada por pureza e santidade (10-14.31-32. talvez. também.1-12. nos quais habita justiça" (2Pe 3. o n d e Moises m o r r e u . A "terra prometida" do período do AT. Por e x e m p l o .19-20). crianças avistam a terra que Deus p r o m e t e u a o leu povo. A questão é o novo casamento e. 19. leis humanitárias (5-22). a proteção desse segundo casamento. é o cenário no qual Deus foi.17-18) e também por um senso humanitário prático (15-16.

Dt 26.22-26). Essas instruções t i n h a m em vista uma época em que o povo j á se encontraria na terra prometida. • D e s t r u i ç ã o total (20. o p r ó p r i o Jesus (Jo 5.21) Veja Lv 24. 19-20.16-19: a bênção vem por meio de obediência. para o costume da sandália.3 ) . de I S m 14 a 2Sm 8. compaixão por animais que trabalham ( 4 ) . resumo (16-19). D t 2 5 : castigo corporal ( 1 . Jamais d e v e r i a m tirar a d i g n i d a d e humana ou o respeito p r ó p r i o . 19-22. • Poste d a d e u s a A s e r á . Estas regras foram criadas para impedir a escalada da violência ou uma mortandade sem fim. O N T vê nesta passagem uma referência ao profeta p o r excelência. Rt 4.21-22) Imagens dc madeira e símbolos de divindades pagãs. A preocupação é o perigo que representavam para Israel as práticas religiosas corruptas e perversas dos povos cananeus.46. A vocação de Israel era sublime: trazer louvor. (14. cujo dever era vingar sua morte. At 3.1-3: as chicotadas serviam para castigar o culpado.16 indica que Deus deu aos moradores de Canaã quatro séculos. Não era conhecida apenas em Israel.5-10: O propósito da lei do lcvirato (do latim kvir. Veja Rute ( c . alguém passar do limite estabelecido de 40 (veja 2Co 11.7). • Marco d e divisa (19. esta regra parece incrivelmente severa. para mudarem sua conduta. •saws di' viúvas e estrangeiros que se beneficiaram das regras de colheita estabelecidas nos vs.216 Pentateuco E m sua caminhada pelo deserto. "cunhado") era impedir a desgraça de um homem morrer sem deixar herdeiro. não para arrancar uma confissão. • Retaliação (19. . G n 15. . pesos e medidas certos (13-16). mas nenhum deles chegou à altura das expectativas criadas p o r esta previsão. as 40 chicotadas se tornaram 39.14) Uma pedra sobre a qual estavam inscritos os limites da propriedade. p o r medo de.6) O parente mais próximo da vítima de assassinato. castigo dos amalequitas (17-19). fama e glória a Deus. • N ã o c o z i n h e m . coluna do deus Baal (16. Dt 25. . . 1-11 e o espírito conservacionista que aparece nos vs. D t 25. D t 2 6 : primeiros frutos (primícias) e dízimos (1-15). • O v i n g a d o r d o s a n g u e (19. • Um p r o f e t a s e m e l h a n t e a m i m (18. todo o tempo em que Israel estava na Egito. quando as belas promessas já se teriam tornado realidade. a lei do levirato (5-10).24).17) E m contraste com a compaixão c bondade expressas nos vs. Há registros de freqüentes conflitos com os amalequitas (17-19). A cerimónia dos primeiros frutos incluía a recitação de uma bela oração de gratidão e louvor que resume a história de Israel. brigas (11-12). .15) Deus levantou muitos profetas nos séculos seguintes. Mais tarde.21) Isto devia estar relacionado a um rito de fertilidade conhecido dos povos cananeus. sem se dar conta. os israelitas acamparam c m lugares c o m o esie.

Por outro lado.19. • 23. • Lepra (24.11.14. no NT. um espaço extra para trabalho e lazer. 20. C o m seis tribos de cada lado. A carta de Paulo a Filemom. Contrastar o v. respeito pelos pais.12). 20 Veja 22.2 O que se condena não é o indivíduo em questão. Quatro dessas infrações (cinco. • Miriã (24. Veja Lv 13—14. ao passo que ele prosseguiu viagem até Canaã. Ê x 20. na região montanhosa de Samaria. veio desse ramo da família que havia ficado em Harã e os laços familiares foram estreitados ainda mais quando Jacó ficou exilado naquela região c casou com duas filhas de Labão. • 22. as maldições.3-14).14. 1 ) Esta expressão é mais adequada do que "povo do S ENHOR ". a mulher de Isaque. • Não atar a boca ao boi q u e debulha (25. mas a relação sexual ilícita em que ele foi concebido.4) . 2 3 Lv 18.4) Veja N m 22—24. 23. ou seja.17-18 Eunucos e prostitutas eram excluídos como forma dc protesto e prevenção contra práticas religiosas comuns entre os cananeus. o u sinal de luto. Quatro tinham a ver com relações sexuais proibidas.17. assassinato (à traição o u contratando um matador profissional).37-41.24 Os generosos princípios dc hospitalidade para com pessoas estranhas não deviam levar à prática de abusos. Antes de qualquer coisa era necessário haver a renovação da aliança.30-35 traz um relato de como essa instrução foi colocada em prática.12) Sinal dc purificação do paganismo. As maldições c as bênçãos são parte integrante disso (veja "Alianças c tratados no Oriente Próximo").9. As bênçãos deviam ser pronunciadas do monte Gerizim. os levitas deviam pronunciar a maldição dc Deus sobre 12 infrações da lei. • V. 16 O u t r o dos Dez Mandamentos (5.1-10: a lei devia ser escrita em pedras. constitui um interessante comentário desse trecho de Deuteronômio. esse princípio é ampliado (veja I C o 9.33-34. • 23. Dt 2 7 : Depois da entrada em Canaã Estas eram as instruções para o povo quando entrasse na terra. talvez relacionada com uma inversão de papéis sexuais cm alguns ritos religiosos dos cananeus. se a remoção dos marcos de divisa for considerada roubo dc terras) esravam relacionadas com um ou outro dos Dez Mandamentos: idolatria. Dt 27.30.3-5. localizados um dc cada lado de Siquém.19-20) Diante dos riscos envolvidos. Dt 27.9-11 As pessoas não deviam obliterar as distinções claras que Deus colocou na natureza.5 Uma regra com a intenção cie impedir perversão c imoralidade.Deuteronômio N o N T . » As provas da v i r g i n d a d e (22. que é mais antigo eque previa pena de morte para quem desse abrigo e proteção a u m escravo fugitivo. Êx 22. 15 Este é um dos Dez Mandamentos (veja 5.17. Moisés aponta para dois montes distantes. » 22. Abraão ficou em Harã. entre outras coisas.5) Depois de sair da cidade de Ur. A assembléia se reunia para.1. • É maldito de Deus (21.14. Lv 18. • V. 20. » Borlas (22. uma prova de que estava menstruando. Js 8. i Balaão (23. • V . 20.12) Veja N m 15.8 Estas eram casas com telhados planos que formavam um terraço. Rebeca. 20.23) Paulo aplica isto á crucificação de Jesus (Gl 3. 17 Veja 19. Lv 19.9. 18 Veja Lv 19. a evidência podia estar relacionada com a condição apropriada para o casamento.8) O termo inclui várias doenças de pele.23.4). como traduções recentes deixam claro. do monte Ebal. e o povo acrescentaria seu "Amém" ou "assim seja". • Arameu errante (26. • Ela rapará a cabeça (21.8. • V. naquela época a taxa de juros podia chegar a 50 por cento. p o r ocasião do casamento. Êx 20. ou seja. • V . 19 Veja 24. » 22. 1 com Is 56. Veja 6.21. • V .19. Isto explica o risco de alguém cair dali. participar da adoração pública. • V. Lv 18. • A s s e m b l é i a d o S E N H O R ( 2 3 . • V. 22 Veja Lv 19.11-26: a cerimônia no monte Ebal. Duas eram de caráter humanitário e a última é bem geral. e não grávida. • 23.15-16 Esta regra humanitária contrasta com o Código de Hamurábi.14) O pano manchado de sangue durante a noite de núpcias era a proteção da mulher inocente contra falsas acusações. • V.13-14).8.9) Veja N m 12.16.17-18. » 23.21 Veja Êx 22. que tinha normas rígidas de "pureza" ritual. onde parte de sua família se estabeleceu (vindo por isso a ser conhecidos por arameus).15. • Juros (23.

.10. obedeçam hebraico.218 Pentateuco • V s . Deus descendentes vivam faria deles seu " p o v o santo" (v. Será que já houve um povo mais dependente que o povo de Israel? • 2 9 . D t 28: B ê n ç ã o s e m a l d i ç õ e s da aliança Estas e r a m as " s a n ç õ e s p a c t u a i s " d o tratado. prosperidade. 9 ) . Em Rm 10. 1 4 . • 3 0 .15-68: O restante do capítulo desAmem o StMiOR. servo de Deus. Israel prosperou enquanto ouviu a palavra de Deus e a levou a sério. Dt 32. • Coisas encobertas (29.7). rio das bênçãos: doença. Paulo cita este versículo em G l 3. anima (30.5-6 A v o z de Deus entra na narrativa. argumentando que "pela lei. 2 6 " L e i " (tora/t) significa ensinamento..19) que deveria ser aprendido c memorizado. Moisés confrontou o povo com a escolha entre a vida (amar a Deus e guardar seus mandamentos) e a morte (rejeitar a Deus). mas com gerações finuras também. da qual depende a visão. 2 3 Q u a i r o cidades na extremidade sul do mar Morto ( G n 10." e de todas as alegrias da vida. "Eu lhes dou a oportunidade de escolherem entre a vida e a morte. Palavras de Moisés Mais tarde. Em comparação com isso. como Moisés em breve deixaria claro no seu discurso final.24-28 c Os 11. "se vocês obedecerem". terra fértil. os vs. Deus instruiu Moisés a advertir o povo de Israel sobre a futura deslealdade deles era forma de um cântico (31. • 29. Eram bênçãos materiais de p a z .5-8. dependia do relacionamento correto com Deus. 1 1 . Êx 20. • J e s u r u m (15) Nome poético de Israel. Dt 28. para que vocês e os seus filhos. derrota. E como Moisés havia entoado a canção de vitória na saída do Egito ( Ê x 15). A lei foi entregue aos cuidados dos levitas.1 4 Moisés mostra que a palavra de Deus é acessível. o Verbo que se fez carne. toda a vida enfim. entre bênção e maldição (15-20). m u i t o s anos.1628). e a leitura pública regular foi providenciada.2-15). Moisés disse a Josué: "Seja forte e corajoso. Dt 31—34 Últimas palavras e morte de Moisés D t 31: A s u c e s s ã o Josué foi formalmente designado e comissionado por Deus (14-23) como n o v o líder do povo (veja Nm 27. tudo o que precisava saber. o que os aguardava era a morte. Lm 2). Ele pede (29.19-20 na v i d a do p o v o .2 5 O u t r o dos Dez Mandamentos (5. ninguém é justificado diante de Deus" e que "Cristo nos resgatou da maldição da lei". 1 Israel em h o r r o r e s acabaria se t o r n a n d o r e a l i d a d e Dt 30. Será que alguém cuida tão bem como Deus cuida dos seus? .1 Na Bíblia Hebraica. Dt 28. Veja G n 19. sujeiAssim vocês ção a outros povos. e o cântico do C o r d e i r o " de A p 15 é o câniico dos fiéis que resistiram às forças do mal. Durante toda sua história subseqüente. nesse momento ele entoou uma última canção que é um relato da desobediência.1 5 A aliança não era apenas com aquela geração. 2 4 .19) que tiveram um fim catastrófico. mas o faio de que o povo de Deus tinha. inclusive os h o r r o r e s d o cerco de Jerusalém (52-57: veja 2Rs 6. uma parte desse catálogo de . • 29. • V. na lei. " o cântico de Moisés.7-8). A q u i . exílio.8. Acima de tudo.12-23).1-47: O c â n t i c o d e M o i s é s A f o r m a l i t e r á r i a q u e s u b j a z a esta canção é a de um processo j u d i c i a l relacionado com a aliança: trata-se de uma acusação (15-18). Paulo usa este pensamento e o aplica a Cristo.1-14: Deus está pronto a perdoar c restaurar até aqueles que o negaram). A paz e o bem-estar de Israel. No nosso Deus. 15-19 têm o mesmo padrão ao que ele manda e fiquem ligados rítmico dos vs. fome. este é o último versículo do cap. falando diretamente ao povo. O importante aqui não é o que eles não sabiam. 28.29) Algumas coisas sobre Deus e seus planos só são conhecidas por ele (veja At 1. • Menina d o s seus o l h o s (10) A pupila. Sem esse relacionamento. 3-6.24-30. entre a bênção e a maldição.17. Dt 29—30 Terceiro discurso: um convite a renovar o compromisso A vida de Moisés estava rapidamente chegando ao fim. O S E N H O R Deus irá na sua frente" (31.13). • 2 9 .1-14: Foram pronunciadas seis bênçãos. Ele fez seu apelo final de lodo coração. Escolham a vida. As maldições são o contrácom ele. adverte (29. creve as conseqüências da desobediência. da qual o céu e a terra são testemunhas. perda da terra natal continuarão a viver. vitória na guerra. c provável que se refira a tudo que se enconira no livro de Deuteronômio.

que é a fonte de toda segurança e prosperidade do seu povo.) » Vs. u m incidente que se tomou exemplo perpétuo da obstinação do povo de Deus (SI 95.12-14 e Dt 3. Dt 3 3 : M o i s é s a b e n ç o a as t r i b o s Após todas as advertências. • Frutas amadurecidas pelo sol (14) Os vales de Efraim e Manasses ficavam cheios de frutos. ou uma referência à casa de Deus em Jerusalém. • V . Finalmente ele viu a terra na qual durante 40 anos havia desejado poder entrar. (Compare a bênção de Moisés com a bênção de Jacó em G n 49. I Massa. » Que Ruben viva (6) O número dos membros dessa tribo ficou reduzido após a revolta de Datã e Abirão ( N m 16). talvez no século 11. 18 Zebulom obteve sucesso no comércio. C o m base nas alusões históricas às diversas tribos. A bênção começa e termina com louvor a Deus.23-28. 23 A terra fértil ao sul e a oeste do mar da Galileia. No entanto. As tribos de Efraim e Manasses receberam os nomes dos filhos de José. ao passo que Issacar foi bem sucedido na agricultura e no que dizia respeito à vida dentro de Israel. falando com o Senhor ( M c 9. • V . Israel não o veria mais. > Nos seus braços (12) Pode ser um retrato de . Lembrem-se de Moisés. 2-5 A entrega da lei no monte Sinai é descrita como um nascer do sol no Oriente. 32. carregando seus cordeiros. Não houve outro profeta como ele.8).Deuteronômio Deus como pastor. pois seu povo foi posteriormente absorvido por Judá. ela parece enfatizar uma época em que as tribos já estavam estabelecidas. Dt 3 2 . 4 8 . Nm 20. esta última bênção (embora difícil de interpretar) prevê um futuro grandioso e glorioso para Israel. ele aparece novamente nas Escrituras.1-8: A m o r t e d e M o i s é s Nm 27.9-12: C o n c l u s ã o Q u e m agora entre em ação é Josué.30). » OTumim e o Urim (8) Dois objetos guardados no peitoral do sumo sacerdote pelos quais ele determinava a vontade de Deus (veja E x 28. nunca se esqueçam dele. • Azeite (24) O território de Aser era famoso por seus olivais. D t 34. no alto de um monte. • José (13) Nenhuma tribo recebeu o nome de José. ano após ano.2-4). Meribá (8) Veja Êx 17. para contemplar a terra prometida.1-13). mas o livro termina com um tributo simples e comovente ao maior dos líderes de Israel.48-52 também falam dos últimos dias de Moisés.5 2 : U m a ú l t i m a o l h a d a Deus mandou Moisés subir o monte Nebo. que seria construída no território de Benjamim. Ele não poderia entrar nela porque deixara de honrar a Deus na questão da água da rocha em Meribá (Nm 20. Simeão não é mencionado entre as tribos. D t 34.

que incluíam 1 e 2Crônicas. muitas vezes. 1 e 2Reis. Ester. a narrativa histórica que vai de Josué a 2Reis recebeu. na festa de Purim. • Os Escritos. Alguns o chamam de "história deuteronomista". possivelmente um hinário antigo de Israel). que incluíam Josué. o registro da história de Israel estava em duas seções distintas: • Os Profetas. Juízes. Esdras e Neemias.A J O S U É A E S T E R Sria de Israel tanto d o povo. (Rute e Ester também fazem parte dessa seção. Isto servia para distinguir estes livros dos chamados Profetas Posteriores — Isaías. o Megilot. de fontes contemporâneas dos acontecimentos que narram. de fato. o Livro dos Atos de . É provável que aqueles livros foram classificados como profecia porque o objetivo principal dos livros era ensinar ao invés de simplesmente fazer u m registro: ou porque eram a história não de Jasar (ou Livro do Justo.) História Profética N o hebraico. Esse g r u p o de seis livros ( n ã o contando I Rute) é considerado p o r muitos estudiosos I uma única obra histórica completa. a data mais antiga que pode ser atribuí-1 da a toda a coleção deve ser pouco depois ( último acontecimento registrado em 2Reis.j dade. Ezequiel — e dos doze profetas menores. o título de " O s Profetas Anteriores". isto se aplicaria apenas à atividade redacional mais recente. a libertação d o Rei Joaquim da prisão em 561 a. A maior parte do material é bem mais antiga e tirada. mas da maneira como a pala-1 vra de Deus se cumpriu na vida da nação.C. sendo incluídos entre "os cinco rolos". 1 c 2Samuel. Jeremias. Compilando a "história profética" Se os livros são tratados como uma só uni. uma coleção de textos a serem lidos nas festas judaicas: Rute é lido n o Pentecostes. Entre as fontes citadas no texto estão o Livro John Taylor Na Bíblia hebraica. porque o ponto de vista teológico expresso é seme-1 lhante ao de Deuteronômio. N o entanto.

foram destacados para liderar as tribos na luta contra eles.1) recebeu forte • Jefté.renovação da aliança em Siquém que uniu nicas na nossa Bíblia). Deus.praticamente todos os territórios que haviam posição um bom número das fontes escri. pois. ou "libertadores". O livro termina com dois episódios bizarJosué abrange toda a vida do sucessor de Moisés e descreve a conquista de Canaã desde ros: o estabelecimento de um novo santuário O s livros históricos relatam a história de Israel na terra que Deus havia p r o m e t i d o ao povo. E justo supor que as fontes citadas havia focos de resistência inimiga. este é o contexto em que se passa a história obras. também foram livremente usadas. J u í z e s começa lembrando ao leitor que a giu uma considerável quantidade de livros conquista sob Josué não foi completa e que em históricos. durante todo o período Davi e uma coleção das histórias de Elias e dos juízes. A Entre os juízes se destacam os seguintes: maioria dos estudiosos prefere datar a entrada • Débora e Baraque que lideraram as forças em Canaã no século 13 ao invés do século 15. Recentemente a data antiga (eme os midianitas e amalequitas parece concordar com 1 Rs 6.Introdução 221 a travessia do rio Jordão até a cerimônia de Salomão e as Crônicas dos Reis de Judá e Israel (que não têm nada a ver com os livros de Crô. que derrotou e 1050 a. . tanto em Os l i v r o s e s e u c o n t e ú d o Esses livros tratam de um período que vai batalhas em campo aberto como em atividades desde a entrada na terra de Canaã. da tribo de Manasses.sido demarcados para as diferentes tribos ainda tas. dos em Josué e Juízes ocorreram entre 1240 • Gideão.doze tribos (Js 13—21). até à metade do exílio babilónico. ou histórias populares baseadas neles. O livro também apresenta uma descrição detalhada da divisão de Canaã entre as Eles ensinam duas coisas: • que em Israel. várias tribos israelitas foram atacadas por vizinhos (ou antigos residentes!) hostis e os Eliseu. • e que os escritores bíblicos tinham à dis.C. o danita. juízes. sur. durante a monarquia. o gileadita. unidas de Zebulom e Naftali contra os Eles acreditam que os acontecimentos narracananeus chefiados por Sísera. ao tempo de guerrilha. de Josué. tais como uma História da Corte de narrada no livro. que subjugou os apoio da cronologia revisada dos Faraós proamonitas duzida por David Rohl (veja comentário no • e Sansão. e que outras de. Na realidanão foram as únicas usadas. que foi o flagelo dos artigo "Egito"). filisteus. Estes eram os arquivos as tribos num pacto de lealdade ao Senhor da corte.

Fica claro que isso se deu com cena mais cronológico dos acontecimentos. um dos princisegundo o qual eram avaliados todos os reis. Desde o início de mas promovidas durante o reinado de Josias 1 Samuel podemos perceber uma preocupação (640-609). Aíase Jerusalém). assim. cinco capítulos (8—12) são nas ao fato de o conteúdo de ambos não caber dedicados ao estabelecimento de uma monarnum único rolo) começamos a ter um registro quia. culminando na queda de Jerusalém e Jearim. pois há uma concentração em episódios. de volta para Quiriatenosor. O ponto alto do reinado de Davi foi a e. Natã c Gade. e isto se relutância. Estes homens podiam designar c destituir mão como sucessor de Davi e continuando reis. o padrão fixo M o n a r q u i a Como vimos. cada um fazia o que achava mais certo" ( J z 17. começando com a coroação de Salova. mente foi construído o Templo como casa permanente para a arca da aliança. as perversidades daquela deles de fundo moralista. a palavra invariavelria e m 722 a. C . finalmente.m J z 9. E. J u d á ( o reino mente se cumpria. Agiam como conselheiros reais e fiscais com a divisão d o reino. Mas quando D a v i subiu ao trono N o i n í c i o . Esta era uma . até ser. Mas o interesse se concentra realmente na questão se Israel vai ter ou não um rei. ataque d o exército assírio durante o reinado T e m p l o U m terceiro interesse d o autor de Ezequias e desfrutando das amplas reforé o templo em Jerusalém. levada para Jerusano exílio na Babilônia. sendo salvo milagrosamente d o da maldição sobre a casa de Acabe. interesse é a profecia e a palavra d o Senhor. havia rei cm Israel. quando a P r o f e c i a U m segundo tema de grande arca da aliança foi capturada pelos filisteus. porque do Norte (Israel) e do Sul ( J u d á ) . p o r fim.C. Isto durou por sua vez eram controlados pela palavra de Deus. Elias e Eliseu. Uma vez pronunciada. E. Samuel fica em segundo plano n o promessa divina de uma sucessão duradoura momento em que entram em cena.C. de estabelecer-se ce nessas narrativas c relativamente pequeno. cr.C.16). sucessi.A história de Israel para a tribo de Dã ( J z 17—18) e o castigo dos tica ou "deuteronomista" é a monarquia.! até Israel ( o reino d o N o r t e ) ser absorvido pelo Império Assírio após a queda de Sama. (em Hebrom fético pode ser vista n o tratamento dispensadurante os sete primeiros anos e depois em do a Débora e Samuel. sem falar dos vários 1 e 2 R e i s dão continuidade a essa nar. A tristeza da derrota lém. Ela é levada forças babilónicas lideradas por Nabucodode Siló para a Filístia. Micaías. no tempo do rei Salomão. as figuras de Saul e Davi. D a v i reinou A importância que o autor dá ao ofício prodesde aquela data ate 971 a. Com 1 e 2 S a m u e l (a divisão entre os dois li\ ros é artificial e prova\ cimente se deve apeF. derrota em Afeca e m 1050 a .a palavra de Deus que controlava a história. pais pontos de interesse nesta história profétanto os bons como os maus. o p e r s o n a g e m d e destaque é Samuel. filho de Gideão. C o n t i n u a v a v i v a a messa de um reino que duraria para sempre esperança de um sobrevivente que daria con(2Sm 7. Depois disto.6). como se pode ver no caso do Sul) sobreviveu precariamente p o r mais um século. Eram os homens d o poder. e reinou até cerca de 1011 a.profetas e homens de Deus anônimos que são mencionados de passagem nessa narratirativa. em que o narrador época foram atribuídas ao fato de que "não revela sua arte de contador de histórias. era benjamitas por um ultraje cometido pelo povo particular a dinastia do rei Davi. e a história de todos os reis de Judá que vieram depois dele pode ser vista como vamente. F. Saul provavelmente começou a reinar logo após a cumprimento dessa promessa. Então veio o colapso diante das especial com a arca da aliança. d o pomo de vista do autor. e a contínua rivalidade entre os reinos políticos. como monarca hereditário em Siquém. alguns Em J z 17—21. por mais que sua moralidade pessoal deixasse muito a lempo. j á que Israel era considerado uma aplica de modo especial à história de Davi. desejar.Abimeleque. de Gibeá ( J z 19—20). houve uma tentativa fracassada de Até aqui o elemento histórico que apare. quarenta anos mais tarde.m 1 Samuel. finaltinuidade à linhagem d o rei Davi.(2Rs 7). Foi no contexto em que Davi manifestou só é aliviada pelas palavras finais d e 2Reis o desejo de construir uma morada mais definique narram a libertação d o rei J o a q u i m d o tiva para a arca que Natã lhe anunciou a procativeiro na Babilônia. Temas principais A d o r a ç ã o Havia. que é j u i z c profeta a o mesmo todos esses temores desapareceram. teocracia e o Senhor Deus era seu único rei legítimo.

ou foi permitido também o ingresso de influências idólatras vindas de fora? O s altos (antigos centros de culto pagão que tinham mais o u menos sido adaptados para a adoração de Yahweh) foram destruídos ou continuaram a existir? Pela natureza da avaliação. Embora vários tenham recebido crédito p o r "fazerem o que era correto". então. porque perpetuaram a adoração nos santuários de Betei e Dã que Jeroboão estabelecera para competir com Jerusalém. as idéias haviam sido todas de Davi. Embora Salomão tivesse construído o Templo. o verdadeiro Deus (Yahweh) foi adorado de forma devida em Jerusalém. embora não seja necessariamente obra de um único indivíduo. provavelmente porque Crônicas e Samuel-Reis tratam do mesmo p e r í o d o histórico. Isto resultou naquilo que alguns consideram uma imagem idealizada de Davi. foram impedidos de participar das obras. Nesse sentido o autor estava seguindo os passos do historiador deuteronomista. foi incluída nos "Escritos". Para destacar a continuidade que originalmente existia entre esses livros. ele se dá ao trabalho de mostrar que os samaritanos. t s t e modelo. A pergunta era esta: Durante o reinado daquele rei. Os reis de J u d á também foram achados em falta quando p o r razões políticas incorporaram práticas religiosas de um soberano estrangeiro. A princípio. 0 período a b r a n g i d o Um resumo do conteúdo mostra claramente os interesses específicos do Cronista e os assuntos tratados nestes quatro livros: • ICr 1—9: genealogias de Adão a Saul. Não há dúvida de que o Cronista pinta um quadro u m pouco diferente. apenas Ezequias e Josias receberam recomendação irrestrita. e os primeiros cem anos após o exílio. • Ed 1—6: a reconstrução d o Templo após o exílio. bem diferente do "chefe da guerrilha que-acabou sendo rei". Levando em conta esta ênfase. . todos os reis de Israel (o reino do Norte) foram reprovados. assim como dois artistas fazem com o mesmo assunto.Introdução questão basicamente de adoração o u culto. era considerada originalmente um único livro. • 2Cr 1—9: o reinado de Salomão. • 10' 10—29: o reinado de Davi. o Cronista se mostra fascinado com a função exercida pelos sacerdotes e levitas na condução do M c g i d o ficava situada na extremidade d a planície de Jezreel. que. • Os interesses d o Cronista O Cronista também admirava o rei Davi. 0 período anterior ao exílio c apresentado em 1 e 2Crônicas. que eram resultado do cruzamento inter-racial de israelitas c assírios. vendo nele o principal arquiteto e idealizaclor do Templo. e que tem lá os seus problemas. na Bíblia hebraica. não mais fazia parte do verdadeiro povo de Deus. Acontece que seu interesse principal era registrar aqueles aspectos e acontecimentos que se relacionavam com o Templo e suas origens mais remotas. apenas a segunda parte (Esdras-Neemias) foi incorporada à Bíblia hebraica. mais tarde também os livros de 1 e 2Crônicas foram admitidos. Semelhantemente. mosna como aquela cidade era fortemente protegida. os primeiros versículos de Esdras foram colocados no final de 2Crônicas. o u . • Ne 1—7: Reconstrução das muralhas de Jerusalém por Neemias. como símbolo de submissão a ele. Esse lugar foi cenário de inúmeras batalhas na história d e Israel. O autor ou compilador geralmente é chamado de Cronista. Ele era um fervoroso defensor da dinastia de Davi e entendeu que o reino do Norte. N o entanto. • Ne 8—13: A leitura da lei por Esdras e as reformas de Neemias. e quase todo espaço é reservado a Davi e Salomão e questões relativas ao Templo de Jerusalém. n o museu daquele lugar. se tentaram impedir a reconstrução. em Esdras e Neemias. do seu culto e da sua organização. A obra d o C r o n i s t a A segunda parte do relato da história de Israel. depois que o mesmo se havia separado do reino de J u d á . Israel. quando da reconstrução do Templo e dos muros de Jerusalém. É por isso que na Bíblia hebraica Esdras-Neemias precede Crônicas. • 2Cr 10—36: a história de J u d á desde Roboão até o exílio. é ignorado. Com base nisto podemos ver que o reino do Norte. 223 Ed 7—10: chegada de Esdras a Jerusalém e reformas. que aparece na versão da história em Samuel-Reis. j u n t o à entrada d a passagem pela cadeia de montanhas o n d e fica o monte Carmelo.

Gade e Ido. como. a morte trágica do piedoso rei Josias e o longo reinado do perverso rei Manasses. O que podemos dizer com boa dose de segurança a respeito do Cronista. é que ele provavelmente fazia parte do pessoal que trabalhava no Templo. Seu interesse p o r assuntos que diziam respeito aos sacerdotes não o levou a perder de vista os profetas c seu mundo.27—9. tratou de explicar alguns casos estranhos em que uma aplicação rígida do princípio da retribuição parecia não funcionar.A primeira grande vitória na conquista de Canaã foi obtida em J e r i c ó .6-31). Para o período de Esdras-Neemias. e não como historiador político. se é que realmente existiu apenas um. É importante lembrar que ele estava escrevendo como historiador religioso.5. causada pelo fato de ter ele entrado de forma ilícita no Templo para queimar incenso. Isto nos incentiva a respeitar a forma cuidadosa c o m que r e u n i u e selecionou seu material. A "cidade das palmeiras" 6 um oásis subtropical nas proximidades d e montes descampados. o compilador pôde usar as memórias de ambos (note o uso da primeira pessoa do singular em Ed 7. que era um homem de profunda devoção (veja as diversas e belas orações contidas era sua obra). N o entanto. Natã. a tradição judaica afirma que o Cronista era o próprio Esdras. que também ocorreu dentro do Templo. ele menciona especificamente a lepra do rei Uzias. na destituição de Atália (2Cr 23). Na verdade. .15 e Ne 1. ele deixa claro que isso foi feito somente por sacerdotes c levitas. Pois além de fazer uso extensivo dos anais (por exemplo. Sua avaliação individual dos reis de J u d á corresponde à avaliação dada em 1 e 2Reis. 13. e isto não é de todo impossível. " o livro dos reis de Israel e J u d á " e muitos outros registros que não chegaram até nós). e que ele escreveu no final do século 5 ou início do século 4 antes de Cristo.1—7. E. p o r exemplo. ele também se valeu de coleções de citações de profetas como Samuel. culto no Templo.

Resumo Os Israelitas. conquistam a terra que Deus lhes prometera.JOSUÉ 0 livro de Josué conta a história de Israel desde a morte de Moisés.8-13). ele simplesmente conta a história. O livro de Josué dá a impressão de que a terra foi conquistada em pouco tempo e de forma total. Juízes pinta um quadro um pouco diferente.7. Mesmo que a escolha para ser o sucessor de Moisés já houvesse sido feita há mais tempo. de acordo com algumas evidências arqueológicas. c r i a n d o u m a espécie de brecha entre o Norte e o S u l . liderados por Josué. .C). Este é um notável exemplo da graça de Deus.14-15.28-32. Moisés havia morrido. • Três dias (11) O u os eventos d o cap. por intermédio de seu filho Boaz (veja Rt 2—4). 5-6) • V . por exemplo). casou-se com Salmom. ou o sentido é apenas "em breve". 1—12 2 A conquista de Canaã Caps. encontrando um lar permanente entre o povo de Deus e tornandose parte da grande história de salvação. fica a oeste d o rio Jordão. O narrador não tenta "salvar" a reputação de Raabe.18). Nunca o abandonare Seja forte e corajoso.18-20.6-9). mas o propósito de Deus para o seu povo continua de pé. e antes de Davi tomar a cidade de Jerusalém (veja Js 15. mas porque acreditava que o Deus de Israel é o verdadeiro Deus (veja H b 11. Dl 3. e." Js l . J e r i c ó estava bem à sua frente. 3 Veja Dt 11. passando pela conquista de Canaã. e. 13—21 Divisão da terra entre as tribos Caps. Josué estava com Moisés quando a lei foi dada no Sinai. até a morte de Josué. Ambos os livros enfatizam a importância de manter-se fiel a Deus. não porque estivesse com medo.S-6 J s 1—12 Israel entra na terra de Canaã Js 1: J o s u é é o n o v o l í d e r Este relato d o começo d o trabalho de Josué é um dos grandes capítulos da Bíblia.C. É provável que este registro tenha sido escrito na época dos primeiros reis de Israel (1045 a.31. a "cidade das palmeiras".13). tornou-se ancestral não só de Davi. Na entrega da lei no Sinai ele acompanhou Moisés (Êx 24. • V s . Raabe foi naturalizada. J s 2: A p r o s t i t u t a R a a b e salva os espias J e r i c ó .5). mas também do próprio Jesus ( M t 1. durante a vida de Samuel. Ele era um excelente comandante militar (Êx 17. a designação formal para liderar o povo só veio diretamente de Deus quando Moisés estava prestes a morrer (Dt 31. 23—24 Josué faz um apelo à nação Histórias mais conhecidas Raabe e os espias (cap. Obedecer a Deus é a chave para o sucesso do povo sob a liderança de Josué.9. Os caps. A conquista de Canaã provavelmente começou por volta de 1240 a. que louva sua fé).23). " E n estarcí com vocc como estire com Moisés. em conseqüência. Josué foi um dos 12 espias enviados por Moisés para fazer o reconhecimento da terra. Raabe deu abrigo aos espias. 1 —12 relatam o que se passou nos cinco ou seis primeiros anos após a morte de Moisés. Caps. Muitas dessas histórias foram contadas e recontadas antes de serem coletadas e organizadas na sua forma atual. A intenção de Josué era concentrar o primeiro ataque no centro d o território. ela e sua família passaram a ser protegidas por Deus. 12-15 Veja N m 32. Josué havia nascido no Egito.9. O tema principal que se repete neste prelúdio à conquista é o convite a ser forte e corajoso (6. O editor repetidamente acrescenta "até ao dia de hoje" referindo-se aos leitores do seu tempo (4. dando a entender que a luta continuava. Como Raabe salvou as vidas dos espias. Apenas ele e Calebe tiveram a fé e a coragem de sugerir o avanço (Nm 14.2426. um alvo natural a ser atingido.24-25 • Este Livro da Lei (8) Veja Dt 31. Os acontecimentos narrados nos dois últimos capítulos provavelmente ocorreram cerca de 20 anos mais tarde. Js 22 descreve as duas tribos e meia voltando para casa. 2 j á ocorreram. Ele tornou-se braço direito de Moisés durante o êxodo e as peregrinações no deserto.63). Veja "Cidades da conquista". foram os únicos a sobreviver aos40 anos de peregrinação. 2) A batalha de Jerico (caps.

• Mar Vermelho (2. em Gilgal.226 Cidades menores e vilarejos. mais tarde. deix a n d o o leito seco. • Santifiquem-se (5) Santificar-sc significava "preparar-se diante de Deus". pela purificação ritual e auto-avaliação à luz do que Deus exige.1-6. cerca de 29 km rio acima. Os israelitas cumpriram sua promessa que fizeram a ela (6. Porém. • A arca da aliança (3) Nela se encontravam as tábuas da lei. uma obstrução em Adam. Js 3 : A travessia do Jordão Era primavera. pedras foram tiradas do leito do rio: 12 para marcar o lugar onde os sacerdotes haviam parado.22-26). . e 12 para marcar o primeiro acampamento dos israelitas na nova terra.1 "Sitim" significa "acácias". represou o rio. e o Jordão ficou represado por mais de 21 horas. tremores de terra causaram o desmoronamento das altas margens de argila no mesmo local.21-35 e Js 12. que corresponde mais o u menos a março/abril em nosso calendário (veja " O calendário de Israel"). ( E m 1927. linho. ocorreriam o ministério de João Batista e o batismo de Jesus). forças naturais foram empregadas para abrir caminho com precisão milagrosa. 40 anos antes. O rio estava cheio com a neve derretida do monte Hermom e não era a melhor época para uma travessia.10) Veja N m 21.19). e sem dúvida um bom lugar para obter informações. do qual obtinha o linho para fiar). • 2. • Seom e O g u e (2. J s 4: A s p e d r a s c o m e m o r a t i v a s Para que a travessia ficasse marcada para sempre.10) Veja Êx 14. c o m casas de lijolos. sua liderança e orientação. e o mês era o de Nisa. Estava próxima a colheita da cevada. quando os sacerdotes pisaram na água.) Como na travessia do mar Vermelho. (Esta é a mesma área junto ao Jordão onde. Ela era um símbolo visível da presença de Deus. A história de Israel A casa de Raabc estava construída sobre as muralhas da cidade (provavelmente fazendo uma ponte entre os dois muros fortificados que cercavam a cidade de Jericó havia já alguns séculos) e tinha um teto horizontal o u terraço sobre o qual era possível secar plantas ou cereais depois de colhidos (neste caso. A casa de uma prostituta era um lugar onde dois homens podiam ir sem dar satisfação a ninguém. o primeiro mês do calendário hebraico (4. devem ler oferecido pouca resistência a o exercito d e Josué.

d e G a d e . Jamais haveria uma Páscoa como esta: pela primeira vez eles saborearam os frutos da sua própria terra. utensílios de b r o n z e j á haviam substituído os de p e d r a .12.5). Deus jamais havia deixado que faltasse o maná. porque a história da travessia do Jordão causara temor em todos eles. Não havia risco de serem atacados por inimigos. porque a aliança em si havia sido negligenciada durante 40 anos. . • F a c a s d e p e d r a (2) Nessa época. A partir daquele momento. Este era o dia 14 do primeiro mês. mas para esse r i t o religioso f o r a m usados os utensílios tradicionais. Deus estava liderando o exército. a data anual da Páscoa.27: A c o n q u i s t a de Jericó A conquista de Canaã foi uma guerra santa (veja "Guerra Santa"). morreram no deserto por causa de sua desobediência. assemelha-se à travessia do mar Vermelho ao tempo de Moisés. após seu encontro com " o comandante do exército de SENHOR" (5. com exceção de Josué c Calcbc. (12) Veja em 1. 14 A ação de Josué. Naquele dia ficou claro quem era Josué. conduzindo o povo através do Jordão. . o mês de Nisa. Ninguém sabia disto melhor que Josué. . Js 5. sobreviveram para atravessar o Jordão. isto c. • V. e o povo lhe deu o respeito que lhe era devido.13—6. Todos os outros. • O m a n á c e s s o u (12) Veja Êx 16. Kie representou d e r r o t a para Jerico.Josué 227 y Os homens das tribos d e R u b e n . • Tire as sandálias (15) Esta instrução ecoa as palavras que Deus disse a Moisés ( Ê x 3. convocava o p o v o para a batalha. Sempre que alguém entrava numa casa tirava as sandálias dos pés. porém. Agora o sinal da dreuncisão deixaria claro que essa nova geração era o povo de Deus. o maná não era mais necessário. Israel sabia A irontbcta d o Israel a m i g o . por causa da falta de fé e da desobediência do povo ( N m 14). . Durante os anos de peregrinação pelo deserto. o shafar o u chifre dc c a r n e i r o . perante nós (23) Nenhum dos adultos que atravessaram o mar Vermelho. J s 5.1-12: G i l g a l : Os i s r a e l i t a s s ã o c i r c u n c i d a d o s 0 ritual da circuncisão não fora praticado.13-36. .13-15). todos os que tinham mais de 20 anos na época do relatório dos espias a Moisés. > Diante de v o c ê s . Isso era muito mais importante e necessário ainda antes de entrar num "lugar santo".

o Líbano. e Damasco. teve que controlar uma revolta após uma derrota para os hititas na Síria. Mas novamente estes foram casos excepcionais. Os problemas recomeçaram no reinado de Merneptah. a l g u n s t o m a n d o a l g u m a s cidades. " Jericó era um caso especial. o Faraó Seti I fez uma incursão e m Canaã e no leste d o Jordão por volta d e 1290 a. Os filisteus. e outro g r u p o t o m o u Dor. A história d o século 13 a. e outros que desconhecemos. da costa d o Egito pelo mar. Ai e Hazor também foram saqueadas. tais como Hazor. a missão de Israel Invasões dos egípcios e dos povos do mar Israel era apenas u m dos Inimigos dos cananeus. as "primícias" da conquista. e outros lugares serviam d e fortalezas. trouxeram pilhagem e destruição às cidades de Canaã na época da conquistaPríncipes vizinhos podiam causar tanta devastação quanto uma força invasora. Nessa ocasião. Pouco se sabe além do fato da intervenção egípcia em Canaã.C). 0 Egito estava seguro até que outra onda repetisse a ameaça. embora.C. tomaram Asdode. A cidade foi uma oferta a Deus. Mas muitos dos invasores permaneceram.C.C. Os arqueólogos geralmente fazem a ligação entre esta invasão e níveis d e destruição encontrados e m cidades arruinadas. depois que Ramsés fez u m acordo de paz c o m o rei hitita (por volta d e 1259 a. Gate e Gaza. Todos estes acontecimentos. não podemos esperar que nas ruínas de Canaã apareçam numerosos e inconfundíveis sinais de uma conquista especificamente israelita. que destruiu a frota? bloqueou o avanço antes que atingisse a fronteira. marchando através da Síria e de Canaã e aproximando-». Talvez c o m o resultado destas medidas rigorosas. Num desses registros aparece a referência extra-bíblica mais antiga a Israel.C. Bete-Semes. ex. e das evidências indiretas d o controle egípcio contínuo na região. Se levarmos a sério o testemunho bíblico.228 A história de Israel Cidades da conquista Alan Millard Os relatos bíblicos sobre a entrada de Israel em Canaã registram a efetiva destruição de apenas algumas poucas cidades. as cidades foram abandonadas. Assim. talvez por serem focos de oposição. mas as datas são apenas aproximadas e é possível que as cidades não tenham sido destruídas ao mesmo tempo. restabelecendo seu coniro. Seus g o v e r n a d o res e oficiais residiam nas cidades maiores (p. mas os relatos bíblicos não exigem essa conclusão. Após u m período de fraqueza egípcia. Merneptah havia contido uma onda de invasores vindos d o noroeste. Ecrom. Uma terra desolada com suas cidades em ruínas seria de pouco benefício para os israelitas. invasões e u m declínio geral nos padrões culturais. Havia rebeliões periódicas que eram sufocadas por vizinhos leais ou por forças egípcias. Esta onda foi contida por Ramsés III (por] volta de 1184-1153 a. Em todo o caso. Hazor e outros revelaram sinais de destruição violenta durante o século 13 a. enfatizam que Israel expulsou os antigos habitantes e assumiu (herdou) sua propriedade. Ramsés II. seu filho. 0 Faraó d o Egito tinha o d o m í n i o sobre Canaã. ele avançou até o território de M o a b e (por volta de 1275 a. Pouco depois. É possível que tenham sido saqueadas mais cidades do que aquelas mencionadas nos livros de Josué e Juízes. no final. Após a destruição. é um equívoco tentar associar à invasão israelita todos os sinais de destruição em cidades cananéias do final da Era do Bronze. filho d e Ramsés. por e x e m p l o . A mudança de propriedade provavelmente deixou poucas marcas reconhecíveis exceto no âmbito religioso. Escavações nos sítios de Betei. cilado c o m o u m entre vários inimigos derrotados. Gaza e Megido). Em geral. que acabavam de sair de 40 anos de vida seminòmade. tenha sido o pior. ou povoadas outra vez em escala menor. os assim chamados "povos do mar". não podemos esperar que haja muita evidência material da conquista israelita. Em resumo. também. liwa!ia .) não houve mais invasão dos egípcios por mais d e meio século. O que devia ser destruído eram os templos pagãos dos cananeus com sua parafernália religiosa. Asquelom. registra campanhas militares de maior proporção.« w » » le sobre Canaã por algum tempo.C).

em âmbito local. e não baseada em fatos. esperar a evidencia mais clara do ataque de Israel. No entanto.C. mesmo que após seu apojeu. As muialhas da cidade. feito isto por completo lai ocupação temporária teria deixado enquanto eram ameapouco ou nenhum vestígio. a relativa pobreza de sítios como Tell 8eit Mirsim fez COT que a atenção dos escavadores se concentrasse em detalhes de estilos ce cerâmica. As escavações mostram que a cidade já havia sido desiiuída e reconstruída varias vezes antes da época de Josué. nada foi encontrado para mostrar a existência dê uma cidade ali na metade do século 13 a. ou talvez parrece em Josué simplesmente uma tencialmente habitadas. em pane por MUS. Por isto.C. ou apenas foram ocupadas em conjunto com os cidadãos nativos. tendiam a ser muito mais rcas. São consideradas descrições de acontecimentos de menor importância. çados pelos filisteus e por inimigos do outro lado do Jordão. Em hazor. ha evi(Kadi cs que a úlüma cidade cio final da Era óo Bronze foi violeniameme desiiiida durante o século 13 a. talvez em várias ocasiões e durante várias gerações.34). Jericó do povo que vivia na Em lericó. na Galileia.229 I. Rejeitar o relato bíblico só porque ele é diferente dos outros é atitude preconceituosa e pouco científica. Chama-se a atenção para o fato de que a ocupação foi limitada.C. As escavações revelaram período inicial por historiadores israelitas de uma época posterior. Ai e Hazor — foram incendiadas por Israel. f- Teorias divergentes Muitos estudiosos afirmam que Israel tomou posse da terra prometida através de uma gradual infiltração de grupos de pastores nômades. Ai não foi totalmente destrutiva.s 16. propondo assim origens separadas. A analogia da infiltração de nômades é usada para encaixar Israel num modelo conhecido. não pode ser descartada a possibilidade de que havia ali uma cidade fortificada no final daquele século. Todas eram temfortificadas. consideradas. e isto certamente se aplica ao caso da "conquista". apresenta um problema. resultado de um tumulC nome Ai significa "riifna". no passado. Ai. Ou. desde o tempo de Josué a época de Acabe (cerca de 400 anos. Os restos escassos em diversos sítios pós-cananeus (início da Era do Ferro) atestam esta situação. que isso resultou de uma combinação de infiltração e um movimento de alguns grupos tribais vindos do Egito. O u . Por outro lado. Sempre é bom ser cauteloso quando se argumenta com base em analogias. As ruínas da última cidade cananéia náo (ciam bem preservadas. mesmo aceitando a estabelecerem na terra evidencia arqueológica. A intensa erosão das ruínas de tijolos deixou poucos vestígios de períodos mais remotos da história da cidade.embora as muralhas geialmente incorporassem (ou eram «ovações de) defesas anteriores. até depois de 12CO a. As cidades situadas ao longo das Ktra:as principais. que um grupo de cananeustenha usado as velhas fortificações desta cidadela Eles não poderiam ter estratégica na luta contra os israelitas. por exemplo. dá conta que as principais cidades cananéias que ficavam junto às estradas principais não foram conquistadas. Mas todos os registros da nação afirmam que Israel era diferente. Mas restou c lüiiciente para mostrar uma cidade de imponancia. E havia outras que a cidade ficou abandonada de cerca causas de destruição.C. até imaginam uma rebelião geral 3. A idéia de um processo gradual é apoiada pela analogia com invasões e deslocamentos de outros povos. tativa oe explicai aquelas imponentes até os israelitas se ruínas. Na melhor das hipóteses. Estas opiniões completamente divergentes estão todas ligadas a teorias relativas ã análise documentária do Pentateuco. Outias cidades da mesma época sio bas:anle semelhantes. por (amplo. o local onde se poderia terra. tais abordagens devem ser consideradas experimentais. dos quais a arqueologia pfciina depende para sua cronologia r 2. como Megido. e muitos consideram a história cue apato geral. (Jz 1.) As histórias em Josué são atribuídas a fontes tribais ou religiosas. Estas atribuem as histórias a várias fontes diferentes. de 2500 a. e apoiando teorias de histórias tribais não relacionadas entre si. evidencia do ataque de Josué.Hazor Lemos que três (idades — Jerlcò. veja 1P. na verdade datam de um período bastante anterior. ou lendas populares sobre a origem das cidades arruinadas cuja verdadeira história fora esquecida. da exposição aos elementos e da danificação pela aragem. Cidades p o d e m ter embora fcsse um centro importante em ficado desertas como épocas mais remotas. Suas ruínas teriam desapaiecido durante o longo período em que o lugar ficou desolado. ainoa é possível e poderem ocupá-la. Associada a isto está a teoria de que o conceito de Israel como nação foi f o r m a d o muito depois da "conquista" e projetado sobre o .'assim como Hazor.

• V .2-5). Veja "Cidades da conquista".16). Assim. 9. para estabelecer-se em Siquém. 5. em que foram usadas as duas pedras guardadas no peitoral do sumo sacerdote. A estratégia de redradas e emboscadas utilizada por Josué foi uma lição aprendida da derrota anterior de Israel (7. O rei de Betei foi derrotado (12. J s 8: A d e s t r u i ç ã o d a c i d a d e d e A i É difícil de conciliar a evidência do outeiro em Et-Tell com o relato bíblico deste capítulo. E. seguindo a orientação de Moisés (Dt 27).18) A cidade e tudo que havia nela foi dedicado totalmente a Deus. a menos que tenha havido duas emboscadas (12). Era uma cidade bem fortificada e próspera no tempo em os israelitas estavam no Egito.18) e por isso 36 homens morreram cm Ai e todo o povo foi humilhado diante de seus inimigos cananeus. de fato.10) que não só conseguiram um acordo de paz para si mesmos como também incluíram três outras cidades (17). no tempo de Josué. • V . e isso pode ter ocorrido durante esta campanha militar (Betei e Ai ficavam bem próximas) ou. Não se sabe exatamente como isto era feito. 24 Acor significa "conturbação" ou "desgraça". à medida que a arca da presença de Deus liderava o exército. a aliança foi renovada. A cidade de J e r i c ó tem uma história extraordinariamente longa de construção c destruição (veja "Cidades da conquista" para a história arqueológica). Ver. "Cidades da conquista". • Santificar (13) Veja 3. a prestação de contas será geral. o exército em silêncio. tocavam trombetas. seria sacrilégio alguém pegar alguma coisa para si. A desobediência de um só . Josué se deslocou 32 km ao Norte. Mas os números elevados que aparecem no AT representam um sério problema. havia entrado em certo declínio.34). Deus não foi consultado nisso tudo (14). ficava a cidade de A i . J s 9—10: J o s u é d e r r o t a os reis d o Sul Js 9: Gibeão era uma cidade importante que ficava cerca de 8 km ao norte de Jerusalém. E disso.5. até o reinado de Acabe. quando H i e l reconstruiu Jericó e foi atingido pela maldição (veja l R s 16. • Fora d o acampamento (23) Até ficarem "limpos".9-11.32). Veja N m 1.x 23. então. se um erro foi cometido.A história de Israel indivíduo afeta toda a comunidade. o que sugere que este pode não ser o local onde. era culpada ( v e j a D t 24. E m nome de Deus ele tomou posse da terra. • Sorteio (14) O homem culpado foi descoberto por meio de u m sorteio sagrado. após um período de purificação. E os inimigos de Israel sabiam disso. • Ai (2) "A Ruína". • A maldição (26) Aquele local ficou em ruínas durante 400 anos. Js 7 : Acã desafia a proibição de D e u s Acã não deu ouvidos à proibição de Deus (veja 6.1). em data posterior. 25 Aparentemente. Era uma guerra de nervos para os moradores de Jericó: dia após dia as tropas marchavam em volta da cidade. • Betei (9) Este é o lugar onde Jacó leve a visão. os gibeonitas foram tão espertos (a ponto de fingirem não ter ouvido as notícias das recentes vitórias em Jericó e A i . a família de Acã também sabia de tudo e. • 30. • Não peguem em nada daquilo q u e vai ser destruído (6. De A i . no entanto. e não só individual. e tremiam (2. mas agora.000 (3) Isto pode referir-se ao número total de soldados. No entanto. no vale entre os montes Ebal e Gerizim.16). preparando o grande clímax no sétimo dia. portanto. Os israelitas haviam sido advertidos contra qualquer aliança com o povo local (F.

Além disso. 7. Destes portos Saíam navios. É por isso que os israelitas deveriam evitar todo tipo de contato com os cananeus (veja. havia uma legião de outros deuses. Por volta de 1000 a.C. Esta p i a r a d e b r o n z e levando cedro. O cedro do Líbano foi transportado ao longo da costa. encontrada e m Hazor. os chamaram de bíblia. sua esposa.4). se tornou a "coisas de Biblos". Comerciantes O alfabeto Os cananeus que viviam Os sistemas de escrina costa eram grandes ta cuneiforme (na Babicomerciantes — tanto lónia) e hieroglífica (no assim que. em traziam de volta (por exemplo) linho Israel e outras regiões. Os Grécia. o trabalho dos artesãos cananeus ou fenícios era famoso. E Hirão de Tiro projetou e decorou as colunas de bronze e outros objetos do Templo (1Rs 5. Com o passar do tempo.C. vinho representando um c a n a n e u foi Assim nasceu o alfabeto. Beirute e Biblos. No 17. cada qual governada por seu próprio rei e nominalmente sujeitas ao Egito.13). Dt 7. exemplo. sistema no qual o deseSidom. Eles amplamente usado na Fenícia. depois de 2000 a. Cada cidade tinha seu deus padroeiro ou sua deusa padroeira. vra "Bíblia". Os habitantes incluíam outros povos (heveus. c o m seus ancestrais cananeus. d e cerca d e 1600 a . C . a Egito) dominaram o palavra "cananeu" passou Oriente Próximo entre a significar "negociante" (Ez 3000 e 1000 a.C. Artesãos h a b i l i d o s o s Na época do rei Salomão. em Jerusalém. à costa da região onde hoje ficam o Líbano e Israel.Josué 231 Cananeus e filisteus Alan Millard CANANEUS "Canaã" foi o nome dado. para ser usado na construção do Templo. Na época da invasão israelita sob a liderança de Josué. quando os gregos viram rolos de papiro pela eles não necessitavam foram usados para as vogais. (linha d e c i m a ) . jebuseus. ¿3 <t A (linha d o meio). o que permitia às pessoas viver como bem entendiam. foram chamados de "feníEm Canaã.. representava sua letra inicial — "p". deusa do amor e da guerra. Canaã era um conjunto de pequenas cidades. por hoje fazem parte do Líbano. . d e cerca d e 1000 a . Seus começou a usar um principais portos eram Tiro. em hebraico. A desobediência acabaria lhes trazendo uma série de problemas. ex. C Religião Os cananeus adoravam Baal. o e outras mercadorias para o alfabeto começou a ser Egito. Os gregos o do Egito e porcelana do Chipre e da adotaram por volta de 800 a.1-6). Creta e a Grécia. por mais que fizessem exigências cruéis. aliado ao componente da fertilidade e das colheitas. Este fato. Assim. Esses deuses. El era o deus principal. p. tornava a religião cananéia atraente e fácil de seguir. o deus do clima e da fertilidade. \!ü e v o K O A l g u m a s letras d o alfabeto latino ( A K O ) . um escriba cios" pelos gregos. azeite.C. que nho de uma porta. A sala d e estar mobiliada d e uma típica casa cananéia. assim que. os cananeus que contaram outros sistemas tinuavam independentes para outras línguas. dando-nos a palavogal "a". e seus " p a i s " fenícios. usadas atualmente. não estabeleciam leis (como os Dez Mandamentos). consoante no hebraico. toda a área que fica entre a costa e o rio Jordão recebeu esse nome. no grego. como o sacrifício de crianças. saindo de Tiro. muitas vezes chamados coletivamente de cananeus.C. Depois do ano 1000 entanto. escribas invena. uma primeira vez. etc). e Astarote. o alef (boi). Também o papiro era levado sinais que representavam sons que do Egito a Biblos.

C.19-22). outros objetos indicam que os filisteus eram estrangeiros vindos do Norte. . de Creta e de Chipre. d o E g i t o .: urro filisteu (à e s q u e r d a ) . c .232 A história de Israel F I L I S T E U S Embora alguns tenham vindo antes. Os filisteus foram dominados pelo rei Davi e por alguns de seus sucessores. que eram mais eficazes (1Sm 13. e enfrentaram os israelitas na disputa pelo território. HHHHHHHBHHHnBS U m a casa filistéia c o m átrio central.associa este p o v o a s u a '*pátria* na região ao norte d o M e d i t e r r â n e o . foi por volta de 1200 a. aparece u m s o l d a d o c o m u m lípico enfeite filisteu n a cabeça. Cerâmica. Além disso. que os "povos do mar" (como os egípcios os chamavam) invadiram ás regiões costeiras da parte oriental do Mediterrâneo. em 1175 a. c o m sua d e c o r a ç ã o ! característica. U m navio do guerra filisteu. Finalmente. A fundição do ferro estava começando a se difundir e os filisteus tinham certo controle sobre essa tecnologia.zá / Gate Ecrom (Jcríísãlcm) Hfbrcw) .. eles tentaram conquistar Canaã. A s c i n c o cidades d o s filisteus estão marcadas cm amarelo. Quando o Egito finalmente os derrotou.C. F I L Í S T I A Neste e n i a l h e . permanecendo um grupo distinto até o período persa. o nome deles foi dado àquela terra: Palestina.^(Jope) Asdôde quelom Ga.. I '• . O nome Golias e a palavra para governador podem indicar que falavam uma língua indo-européia. cada qual com seu próprio governante. Por fim. I. Os israelitas precisavam levar ferramentas de ferro aos ferreiros filisteus para conserto e afiação e eram impedidos de obter armas de ferro. origens e ferro A cerâmica encontrada na região da Filístia revela fortes ligações com a cerâmica micènica da Grécia. os filisteus conseguiram assumir o controle de cinco cidades.

) Js 10: O tratado com os gibeonitas logo envolveu Israel em guerra.000 pessoas (tinha várias vezes o tamanho de Jerusalém na época de Davi). até Gibeão. Tiro ainda não era uma cidade importante. o que explica as palavras de Josué: " S o l . O rei Davi permitiu que os gibeonitas executassem sete filhos de Saul para fazer o acerto de contas. Na época as pessoas acreditavam que a terra ficava parada. 12). com o sol e a lua movendo-se ao redor dela. ou seja. descrita no v. a operação "limpeza" levou muito mais tempo (18). Js 11: J o s u é d e r r o t a o s r e i s d o N o r t e 0 poderoso rei de Hazor.27 " N o local que Deus escolhesse". no Sul. contando desde a entrada em Gaza Asdode. • 0 pé no p e s c o ç o (24) U m ato comum naquele tempo.12-14) Geralmente se interpreta isto como um prolongamento da luz do dia. e. como explicação. Israel agora controlava a terra de Cades-Barnéia. 0 pior que podiam fazer era reduzir os gibeonitas à condição de escravos (21). comandando seus vassalos. Ficava 16 km ao norte do mar da Galileia. • O longo d i a (10. Todas as cidades estratégicas do Sul caíram diante do exército do Josué. J á houve quem sugerisse. mas pode ter sido um prolongamento da escuridão. Esse livro não foi preservado. O ataque surpresa de Josué foi ao amanhecer (algo que é confirmado pela posição do sol c da lua. A cidade baixa que Josué destruiu jamais foi reconstruída. Veja "Cidades da conquista". a Gaza. no Norte. • Vale de Aijalom (12) Nele havia uma importante rota comercial que ia de leste a oeste. que não deve ser confundida com a Gósen que ficava no Egito. • Hazor (1) Esta era uma grande metrópole onde moravam 40. um eclipse solar. no Oeste.'osue Israel não podia revogar um tratado selado com amizade (a refeição que tomaram em conjunto). mas o resultado foi o mesmo: fracasso. (Duzentos anos depois.18. Esse vale foi palco de muitas batalhas ao longo dos séculos. Gale Eglom tê <-> P- Canaã. Embora Israel tivesse se apossado das cidades estratégicas em pouco tempo. • A grande Sidom (8) Tudo indica que. • Gósen (41) Cidade ao sul de Hcbrom. o rei Saul tentou destruir os gibeonitas e Deus castigou o povo de Israel por não manter a palavra empenhada. nessa época. fique parado". reuniu um exército ainda mais numeroso do que a aliança dos reis do Sul. • Livro dos J u s t o s (13) U m livro de cânticos que celebrava heróis nacionais e que é mencionado novamente em 2Sm 1. e a chuva de granizo contribuiu para aumentar a escuridão e a conseqüente confusão. • D o S E N H O R vinha o endurecimento do seu coração (20) Os autores da Bíblia geralmente atribuem coisas diretamente a Deus como . para indicar sujeição total. • 9. Jerusalém. Todos os cinco reis amorreus foram mortos em Maqueda e suas cidades-estado (exceto Jerusalém) foram destruídas na campanha que se seguiu à luta em Bete-Horom.

No entanto. parece que ao longo dos séculos noções populares sobre "guerra santa" passaram a ser questionadas e gradualmente transformadas: • Embora Yahweh fosse considerado Deus de Israel. Alguns anos mais tarde. o jovem Davi acusou o gigante Golias de afrontar "o Deus dos exércitos de Israel" (ISm 17. Foram estabelecidas regras claras para travar batalhas. o que se pode ver nas páginas da Bíblia é o processo gradual pelo qual Deus age na história de um povo específico para o qual a guerra era parte essencial da religião e da cultura. Ao fazer isto. há muitas indicações de que os israelitas tinham idéias semelhantes: • Yahweh. cristãos falam de sua luta contra "o diabo. Pelo contrário. • Quando os reinos de Israel e Judá foram derrotados e perderam a sua independência. 1 4 ) . o Deus de Israel. ele podia voltar-se contra eles e derrotá-los da mesma forma que ele derrotara seus inimigos. Tais idéias eram amplamente difundidas no antigo Oriente Próximo. embora o termo em si não seja encontrado no AT. em sua reflexão sobre o tema recorrem. a natureza humana pecaminosa)". Perceberam que o domínio de Deus sobre o universo não pode ser identificado com o sucesso de um povo ou Estado específico. Antes de iniciar a conquista da terra. • Após a vitória na batalha.4). é freqüentemente descrito como "o S E N H O R dos Exércitos". como pedirorientaçâo de Deus com relação à estratégia. os israelitas às vezes dedicavam uma cidade inteira com seus habitantes e propriedades à destruição total.234 A história de Israel "Guerra Santa" Colin Chapman Qualquer grupo de pessoas que trava uma "guerra santa" acredita que a causa pela qual está lutando é justa e "santa". corr freqüência. ele transforma essas idéias. Tradicionalmente. Quando se defrontam com o problema de guerras e conflitos entre povos e nações. e que seu Deus lutará com eles e por eles. para demonstrar que o fruto da vitória pertencia a Deus e não a eles mesmos. Quando Deus derrotasse todas as forças do mal numa grande batalha final. e atos desnecessários de violência eram condenados. porque também era Deus de toda raça humana. oferecer sacrifícios e levar símbolos religiosos ao campo de batalha. pensam na difusão pacífica das boas novas de Jesus Cristo. Ele julgaria as falhas deles com rigor maior do que no caso de seus inimigos. os israelitas começa- ram a perceber que ele não podia ser um Deus meramente tribal. para capacitar toda a humanidade a entender mais claramente a natureza do mundo em que vivemos. Quando não levavam a sério os padrões morais estabelecidos por Deus. • Os profetas f r e q ü e n t e m e n t e tinham de explicar que os israelitas não podiam supor que Deus automaticamente estaria do seu lado em todos os conflitos com seus inimigos. • A guerra era empreendida como ato religioso e acompanhada por rituais religiosos.45). em foices" (Is 2. Portanto. e. • A guerra não recebe aprovação irrestrita. as nações transformariam "as suas espadas em arados. o mundo. • Estes mesmos profetas sonhavam com o dia em que toda guerra seria abolida. • Os escritores do NT jamais consideram a conquista militar uma forma de estender a causa de Deus. . Josué encontrou-se com um homem que se apresentou como "comandante do exército do S E N H O R " ( J S 5 . e a carne (isto é. os profetas começaram a repensar radicalmente certas idéias populares sobre o relacionamento entre Deus e a nação. e as suas lanças. • A derrota dos cananeus durante a conquista do território no tempo de Josué foi considerada juízo de Deus sobre pessoas cuja cultura e religião se haviam tornado absolutamente corruptas. ao conceito de "guerra justa" ao invés de "guerra santa".

a cidade ainda não havia sido conquistada (63). indicarem que as pessoas envolvidas perdiam sua liberdade de escolha (veja Ê x 4. A herança de cada tribo foi decidida por sorteio. Parece que uma parte de Jerusalém ficava no território de Judá e a outra parte no território de Benjamim (15. lhes deu Iodas as coisas boas que havia prometido.12-17.63. Ele cumpriu tudo.32-39: o território de Naftali. no Sudoeste. Js 14. que receberam cidades para morar. e nem todas as tribos realizaram seu ideal de conquistar todo o território que lhes fora designado. Apesar de 10. não falhou em nada.1-7: O território ainda por conquistar incluía o litoral do mar Mediterrâneo (as cidades-estado dos filisteus) e as terras no Norte (Fenícia e Líbano). • Gaza.8. Em vários momentos. Js 14. No entanto. ainda havia anaquins para enfrentar (15. Dt 3. mais tarde. mas nenhum território).11-13).21-27. 1-6 relembram as vitórias obtidas anteriormente. Mas. H e b r o m tornou-se propriedade dos levitas (21. Veja Nm 32. foi feita uma descrição da terra. Js 19. Js 15: Na herança de J u d á estava incluído o território de Calebe e também Jerusalém.33-42. 16.10-16: o território de Zebulom. O gigante Golias era de Gate (ISm 17.6-15: Calebe r e i v i n d i c a H e b r o m . Mas Israel jamais controlou a região da Fenícia (Tiro e Sidom). ou parte dela (18.21).10. • Os anaquins ( 2 1 ) A raça de gigantes que havia deixado amedrontados os espias mandados por Moises ( N m 13. Foi o rei Davi quem finalmente conseguiu subjugar os filisteus.28).4). na época de Moisés. no Norte. no tempo de Moisés. sobrepunha-se ao de Judá. Js 13.10).1-5 fala do território a oeste do Jordão que foi dividido entre as nove tribos e meia restantes (exceto os levitas. e os sírios. a exemplo do que fizera nos capítulos anteriores. Gate e A s d o d e ( 2 2 ) Três fortalezas dos filisteus. e Josué distribuiu os territórios às sete tribos restantes. muito tempo depois. j á havia sido destinado a Ruben (15-23). Js 16—17: o território de Efraim (16) e Manasses (do Oeste) (17). a leste do J o r d ã o . Calebe c o n t i n u a v a sendo um homem de fé inabalável. nosso Deus.13.63. Js 19.14 . Js 18—19: Os israelitas se reuniram em Siló. centro e norte de Canaã que foram derrotados sob a liderança de Josué. Js 18.33). Os v.14. 235 ISSACAR MANASSES EFRAIM GADE \ BENJAMIMÇs^-i DA / JUDÁ -RUBEN ! SIMEAO \ A-J Js 13—21 A divisão do território A divisão da terra e n t r e as t r i b o s Nem todo o território designado fora completamente conquistado.1-6.40-48: A tribo de Dã recebeu um território que a colocava em conflito com os filisteus "O SENHOR. que ficava bem ao Sul. Essa lista conclui a seção sobre a conquista. J z 1.17-23: o território de Issacar. Js 13. Compare J z 3. Quarenta e cinco anos após o episódio dos espias ( N m 1 3 — 1 4 ) . com isso. os cavalos e as carruagens dos cananeus que viviam nas planícies as detiveram.24-31: o território de Aser. e. Js 12: R e i s c a n a n e u s d e r r o t a d o s Os vs. 14. o autor explica qual era a situação em sua própria época (13. Gade (2428) e (metade de) Manasses (29-33).20). mas Calebe reteve o território circunvizinho e as aldeias. J z 1. Js 19.21). na época em que o livro de Josué foi escrito." J s 23. Estas tribos deveriam ter expandido seu território por meio de conquista. a tribo de Simeão foi absorvida pela de Judá.11-28: o território de Benjamim. Js 19.8-33 diz respeito ao território a leste do Jordão que. 7-24 dão uma lista de 31 reis do sul. Js 19.Josué primeira causa sem. 15. pelo sumo sacerdote. Js 19.14.1-9:0 território de Simeão.

todas pertencentes aos levitas. e não apontara um único sucessor.9) a Josué. Js 23—24 Os últimos O rei de 1 lazor. com a bênção de Josué e parte dos despojos. era vital assegurar que os líderes mantivessem a lei e permanecessem fiéis a Deus. o Deus que cumpria suas promessas (23. cidade fortemcnic murada que ficava no norte de Israel. Com isso.45). "fiquem ligados a Deus. mantendo a aliança que Deus havia estabelecido. Dt 19. veja 21.13-14). liderou uma aliança que acabou dcrroiada pelo exérciio de Josué. Destinavam-se a proteger contra a vingança dos parentes aqueles que tivessem causado morte acidental. os líderes d a fé e adoração em Israel foram distribuídos o u espalhados p o r toda aquela terra. com as pastagens circunvizinhas. 18.6-34. tampouco um segundo santuário. repetido duas vezes. e usando os três nomes de Deus: El.34. Agora essas tribos voltam para casa. Era um símbolo de solidariedade com o resto de Israel. • U m altar para vocês (16) Deus havia dito que ele escolheria o lugar no qual deveriam adorá-lo (Dt 12. O medo de que. o S K N H O R " . Foi Deus quem lhes dera aquela terra. 36 homens morreram (cap. Veja também J z 1. Mas recebem das outras tribos 48 cida- Js 23: U m a p e l o à nação Alguns anos haviam se passado desde a divisão da terra. Elohim. ao qual estavam ligados pela fé e adoração do único Deus. 22 Um juramento solene.44) Esta deve ser uma generalização (uma visão panorâmica) à luz de comentários anteriores (e J z 1). Js 24: U m a p r o m e s s a de lealdade J o s u é r e u n i u o p o v o em S i q u é m . três a leste e três a Oeste do rio Jordão.1-13). Aquele não era um sinal de idolatria. A foro mosira o "alto" da cidade no qual deuses cananeus eram adorados. • A c ã (20) Por causa de pecado dele. Js 21: Os levitas não receberam nenhum território p o r herança. o que não foi bem recebido pelas demais tribos. uma vez d o outro lado do Jordão.236 A história de Israel des. Js 19. pois sua herança era Deus. 7). Yahweh (veja "Os nomes de Deus"). • V. Js 22 As tribos do Leste vão para casa Ruben. dias de Josué c outros inimigos poderosos no Sul. Js 20: Seis cidades. • O p e c a d o c o m e t i d o e m Peor (17) Quando Israel adorou Baal ( N m 25).49-51: A divisão termina com a entrega de Timnate-Sera (chamada Timnaic-Heres em J z 2. para renovar a aliança feita ali após suas primei- . • N e n h u m d o s i n i m i g o s (21. foram designadas "cidades de refúgio" (veja Nm 35. Portanto.14. Os danitas não conseguiram conquistar aquele território e acabaram por se estabelecer no extremo norte do país. Portanto. Foi Deus quem expulsara grandes e poderosas nações. Israel viria a rejeitá-los no futuro fez com que construíssem um altar. cap. Josué estava chegando ao fim de uma longa vida. 13 (Sansão pertencia à tribo de Dã). Gade e Manasses cumpriram suas obrigações de ajudar na conquista.

Balaão (9) Veja N m 22—24. Depois da apresentação do título do rei ( " S E N H O R . como em Deuteronômio. A disposição de Josué em dedicar-se inteiramente a Deus permaneceu inalterada até o fim de sua longa vida. 31 indica quão poderosa foi a influência de Josué para o bem.o s h a b i r u . enviadas p o r reis cananeus a o Faraó egípcio. O v. A família que durante tantos anos só possuía sepulturas compradas de pessoas que moravam no local (veja G n 23 para a aquisição de Abraão) agora possuía todo o território de Canaã." Js 24.22). As estipulações ou exigências são feitas em 14-15. 32. A ligação é reforçada pelo v. o padrão da aliança segue o padrão dos tratados daquela época (veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo").19). "Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.ras vitórias na terra (8.15 . 2a). n o Egito. e o v. Ele foi enterrado na única propriedade que pertenceu a Jacó. Deus de Israel". encontrou eco na resposta do povo: "Nós também serviremos ao SENHOR.30-35).. mencionam o problema d o ataque d e bandos nómades estrangeiros . especialmente porque é igual à de José (veja G n 50. que se segue. simbólica. com advertências a respeito do que aconteceria em caso de desobediência (19-20). Será que estes e r a m os hebreus? • C e n t o e d e z a n o s (29) Esta pode ser uma idade ideal. " e u e a minha casa serviremos ao S E N H O R " . A promessa feita a José foi mantida. Sua promessa. > Enviei v e s p õ e s à s u a f r e n t e (12) Versões recentes traduzem esta imagem vívida por "pânico" ou "medo". Aqui. por si só.. 32. pois ele é o nosso Deus". Esta é uma boa conclusão para o livro. É marcante o contraste entre este episódio e o livro de Juízes. tabuinhas encontradas e m "reli el-Amarna. O zelo do povo em acompanhá-lo na renovação da aliança é. dá por encerrada a história dos patriarcas. um tributo à liderança desse homem de Deus. • Balaque. que relata o enterro dos ossos de José na terra prometida. seu pai (veja G n 33. aparece um relato dos favores que ele prestou no passado (2b-13).

por outro lado. no g e r a l . o velho padrão de infidelidade tornava a se instalar. Este é o relato bíblico que ilustra com maior clareza a tendência humana de seguir seu próprio caminho (pecado). que recorreu ao assassinato. 17—21 Um quadro dos tempos difíceis antes do surgimento de um rei Histórias mais bem conhecidas Débora e Baraque (caps. Débora/ Baraque.C.7). 3. Esta é a mensagem central que o autor quer transmitir nesse relato centrado em histórias de heróis locais que foram contadas e recontadas com o passar dos anos. por exemplo. e. Baraque.31). ganhando seus louros na frente de batalha. o escritor de Juízes não dá à cronologia e à ordem dos acontecimentos a mesma importância que lhe é atribuída por historiadores ocidentais do mundo de hoje. É possível que tal sobreposição tenha ocorrido também em outros casos. que a opressão amonita no Leste e a opressão filistéia no Oeste ocorreram ao mesmo tempo. Israel trocava Deus pelos deuses locais. Gideão. como a data mais provável da conquista é 1240 a. aproximadamente de 1220 a 1050 a. Foi um tempo difícil e instável. ou seja. e mesmo sabendo que tudo viria a se repetir no futuro. Caps. A idolatria. celebrando a derrota de Sísera. A fidelidade a Deus trazia consigo um povo forte e unido. o período dos Juízes compreende uns 390 anos. As questões morais que este livro levanta.21). 13—16) povo que se gabava dos atos de vingança cruel contra o inimigo.31 Histórias dos líderes da nação que Deus levantou para libertar Israel de seus inimigos Caps.C. e. recordando a época em que Israel não tinha rei. a história apresentada no livro deve ter acontecido em menos de 200 anos. um homem cuja vida sexual leva a marca da promiscuidade. como se observa claramente na sentença acrescentada a 1. Uma das razões para esta aparente discrepância é a sobreposição entre os períodos dos diversos juízes. unidas apenas pela sua fé comum.JUÍZES Juízes abrange o período na história de Israel que vai da morte de Josué até o tempo de Samuel. da ¡¿nena . A história da nação se caracteriza por um ciclo que se repete de forma monótona. é considerado uma das primeiras partes do AT a serem colocadas por escrito. Tudo ficava bem por algum tempo. Sansão e Jefté. (Houve mudanças editoriais posteriores. são mencionados quatro deles: Gideão. Estes "juízes" de Israel não eram apenas conselheiros em assuntos jurídicos. que se manifesta até mesmo na vida daqueles que conhecem a Deus. q u e quebrou todas as regras de hospitalidade: Eúde. 4—5) Gideào (caps. Jefté. Sansão. 0 deus d o c l i m a . Depois. Sabemos.6 Depois de Josué o p e d i d o de seu povo tão logo este clamava por socorro. e libertação dos inimigos. As histórias não maquiam nem recomendam o comportamento dessas pessoas. E Deus decidiu agir por intermédio de pessoas das quais não se poderia esperar m u i t o : Jael. Cronologia A exemplo de outros autores antigos. representam um sério problema para os leitores de hoje (veja "Entendendo Juízes" e a anotação sobre o juramento de Jefté). Seis dos 12 juízes mencionados são descritos com maiores detalhes: Otoniel. Eúde. era fonte de fraqueza e divisão. 6—8) Sansão (caps.• da fertilidade. 1. O que surpreende é o amor e cuidado constante de Deus. Eles são exemplos a seguir apenas em termos da sua fé. arrependimento. Eles livraram uma tribo ou todo o povo da opressão do inimigo. Porém.7. o envolvimento de Deus naquela ação. Ele escreveu após a destruição do santuário em Slló (18. especificamente. O cântico de Débora.1—3. No seu todo.7—16. Deus atendia . com base em 10. Na lista dos maiores exemplos de fé que aparece em Hb 11. Outro fator a ser considerado é o uso freqüente de "40 anos" como número redondo para O cenário humano que aparece em Juízes é deprimente. Resumo Os problemas que sobrevieram a Israel depois da morte de Josué: um padrão cíclico de desobediência a Deus. um Caps. Apesar do passado de infidelidade de Israel. mas antes de Davi ter conquistado Jerusalém (1. Deus enviava um libertador. Sofria nas mãos dos cananeus e clamava a Deus por socorro. durante o qual as tribos dispersas ficaram sem liderança central. Sansão. Representação d e u m baal cananeu.

1).13-19. Até a época de Davi.6).JUIZES 239 indicar "uma geração". 11. 10. Jz 2.11): vitória sobre os midianitas e amâlequitas. A b d o m . Elom. A localização d e Boquim é desconhecida.11): vitória sobre os nmaletjuitns.1-5: D e s o b e d i ê n c i a t r a z d e r r o t a Estes versículos são um comentário sobre os fracassos relatados n o cap. • O Anjo d o S E N H O R (1) Mencionado várias vezes em Juízes (aqui e nas histórias de Amalequita: 1. 7.20): vitória sobre o s filisteus. Às vezes revela-se como pessoa comum. 4. 1 Era o sumo sacerdote quem dirigia a Deus essas perguntas d o tipo "sim o u n ã o " . Os filisteus i n t r o d u z i r a m a indústria do ferro na Palestina e tinham o controle d a produção. Ele fala em nome de Deus. 9. d e E f r a i m (12.3). d e Benjamim (3. d e Z e b u l o m (12. Tola. d e Manasses (6. com uma mensagem especial de Deus. 6.31): v i t ó r i a sobre o s filisteus. a tribo da qual v i r i a m Davi e sua linhagem de reis. 19 A q u e l e era o i n í c i o d a I d a d e d o Ferro. às vezes como ser celestial de aparência tremenda (veja 13. Eúde. • Cidade das palmeiras ( 1 6 ) Jericó. Otoniel. 5. p o r exemplo. Débora (Efraim) e B a r a q u e (Naftalí) (4. G i l g a l foi onde o povo acampou pela primeira vez e construiu um altar após atravessar o J o r d ã o . 8. Vs.11). usando o Urim e Tumim (sorteio sagrado).5 Após a morte de Josué Midianitas Jz 1: S u c e s s o s e f r a c a s s o s Judá. 12.8). 10-15: Veja Js 15. I b s ã . Gideão e Sansão) e e m outras passagens bíblicas (a história de Agar e o "sacrifício" de Isaque em Gênesis. de Moabe. e é praticamente identificado com Deus por aqueles a quem aparece (veja. A fortaleza de Sião só passou para o domínio dos israelitas quando o rei Davi a tomou algum tempo depois (2Sm 5 ) ./ I Cusã-Risalaim. e não tanto um número exato de anos. 3. 13.22). geralmente na primeira pessoa como se fosse Deus. d e G i l e a d e (10. 2. d c Belém (12.'de Canaã 6 • | . d e issacar (10. Jefté. Sangar (3.15): vitória sobre l i g l o m . . 1. 35. G i d e ã o . tendo alcançado considerável sucesso. Israel f i c o u e m desvantagem diante das armas e dos carros d e ferro usados p o r seus inimigos. que só é atenuado por outro sucesso das tribos de José relatado n o v.19-22). d e J u d á ( 3 . foi a primeira a continuar a conquista após a morte de Josué. R E I .13). o anjo sempre aparece como representante de Deus. S a n s ã o . de D ã (15. / i da Mesopotâmia le Jz 1—2. • V. Depois do relato da conquista de Betei (2225) pelo "povo das tribos de José" (Efraim e Manasses). 8. segue-se u m catálogo de fracassos. • V. g u a r d a n d o seus segredos a sete chaves (veja I S m 13. • Polegares das mãos e dos pés (7) Para que esses reis não pudessem segurar uma espada ou ficar firmes sobre a planta dos pés. Moisés e a sarça ardente em Ê x 3 ) . Cundall sugere a seguinte cronologia aproximada: 1200 Otoniel 1170 Eúde 1150 Sangar 1125 Débora e Baraque 1100 Gideão 1070 Jefté 1070 Sansão O s 12 j u í z e s e s u a s vitórias Jabim. 9 ) : vitória s o b r e Cusã-Risataim. Mas todos que o vêem têm certeza da sua autoridade. O fracasso dos benjamitas em expulsar os jebuseus de Jerusalém qualifica a vitória descrita no v. Jair.E. A.4-6): vitória sobre J a b i m e Sísera. d e G i l e a d e (11.

e lhe deu instruções da parte de Deus. Ela não só convocou o líder militar. O poder desses heróis era um dom especial de Deus. • 3. expressa isto em termos diretos ("os entregou"). e Jael. o que torna surpreendente sua . o que geralmente não agrada os leitores modernos. do abandono de Deus cm troca dos deuses locais. • I r a . norte do Iraque). Elas continuariam como espinho na carne de Israel.31: S a n g a r p r o m o v e u m massacre N u m feito isolado. como Deus comanda os assuntos humanos.240 A história de Israel Os israelitas e r a m consta manente tentados a acompanhar os canancus na adoração a Boal. • Baal e Astarote (2.2). o ataque deve ter vindo do Norte. • Quarenta anos (11) Este número é usado freqüentemente no AT como número inteiro e significa "uma geração" ou "um longo período". 13—16. Débora foi uma j u í z a no sentido jurídico (4.6—16.6: I n t r o d u ç ã o J z 2. como também atravessaram o rio para estabelecer um posto avançado em Jericó. de Moabe. Eles não só tomaram o território a leste do Jordão. • Veio sobre e l e o Espírito d o S E N H O R (10) A mesma frase é usada com relação a Gideão. pois foi outra mulher. acreditando que este deus local eslava DO controle ilo i l m u <• il.1-54).3 As cinco cidades-cstado dos filisteus eram Asdode. e n t r e g o u (8) O autor atribui sentimentos humanos a Deus c. O domínio de Judá sobre as três cidades dos filisteus durou pouco tempo (1. • Oitenta a n o s (30) Duas vezes quarenta. como também se dispôs a fazer a jornada de 80 km ao Norte para ir com ele à batalha. Nessa ocasião. comandava uma aliança oriental que incluía os amonitas c amalequitas. Gaza e Gate (veja "Cananeus e filisteus".16. Mas alguns corrigem o nome dele para "Cuchã. um período ainda mais longo! J z 3. Jefté e Sansão. muitos dos benjamitas eram canhotos ou ambidestros. Este é o estilo de todo o livro. 8. a profetisa. Asquclom. l C r 12. Veja caps. 11-23 apresentam o padrão de acontecimentos que passou a se repetir tão logo morreram as pessoas da geração que havia participado da conquista da terra prometida (10). Baraque não ficou com as honras da vitória.7-11: A v i t ó r i a d e O t o n i e l Se Cuchã-Risataim realmente era rei da Mesopotâmia (v. .5). 13—16.31 Israel sob os juízes J z 2. Baraque. com um ferrão de tocar bois (uma vara de uns 2. o nômade queneu.5 m com um ferrão na ponta). .6-9 nos leva de volta ao ponto em que estávamos ao final do livro de Josué. a história de Sansão nos caps.6).18). esposa de Hébcr. Os vs. e os canhotos dessa tribo que atiravam com a funda tinham uma reputação formidável (veja 20. para testar o povo e manter os soldados de Israel bem treinados nas habilidades de guerra (2. Como Eúde. Ecrom.13) Deus e deusa da fertilidade e da fecundidade do solo. J z 3. as nações vizinheis não foram expulsas. Sangar eliminou 600 filisteus.20—3.6—3. mas não conseguiu deter esses inimigos por muito tempo. derrota nas mãos de um herói ou líder militar do Sul. j J z 3. hoje seria a região leste da Síria. o fato de Eúde ser canhoto o colocava acima de qualquer suspeita. a J z 2. J z 4—5: A p r o f e t i s a D é b o r a conduz Baraque à batalha Nessa história impressionante aparecem com destaque duas mulheres extraordinárias: Débora.12-30: E ú d e a s s a s s i n a o rei Eglom O rei Eglom.! fertilidade d a teria. chefe de Temã" (em E d o m ) . I S m 17. Como resultado da desobediência. uma mulher de autoridade. e vemos isto cm várias outras partes do AI'.

E. • Monte Tabor (4. • 5. pode ser visto de longe.6) Uma boa escolha como local de reunião. que matou o poderoso Sisera com uma estaca e um martelo que tinha à mão. 'Armagedom". Esse monte. o 'ribeiro das batalhas. desde a sua órbita o fizeram. Muitas das carruagens foram arrastadas e o restante ficou atolado na lama. firme! Então as unhas dos cavalos socavam pelo galopar. A parte baixa jamais foi reconstruída.2) Josué havia derrotado outro Jabim e destruíra a cidade.19 Taanaque ficava a apenas 8 km de Megido (onde rotas comerciais passavam pela serra do Carmelo). Uma tromba d'água transformou o Qttisom numa torrente impetuosa (5. cenário de tantas batalhas que deu seu nome ao local da batalha final. 0 cântico que celebra a batalha indica a chave da vitória. ó minha alma. com grande efeito dramático. Quisom. passa diretamente do cenário em que Jael ainda está com o martelo na mão para o cenário em que a mãe de Sisera espera. no final. mas o monte (tell) foi outra vez fortificado pelos cananeus c mais tarde por Salomão. 'Desde o céu pelejaram as estrelas Haroscte\_Hagoirn \ Baraque cananeus derrota Sisera e os contra Sisera. apesar de alguns problemas decorrentes da idade do texto. em vão. Avante. O poeta-compositor usa todos os recursos de som. As águas ou o riacho de Megido é o rio Quisom. o retorno de seu filho.corajosa Jacl. o galopar dos seus guerreiros.' Jz 5. num formato arredondado e com 400 m de altura.21). MoiileCarmelol 0 ribeiro Quisom os arrastou. . ritmo e repetição para descrever cenas rápidas e vívidas como um filme. • Hazor (4.20-22 (ARA) 0 "hino de batalha" se caracteriza por u m frescor característico de testemunho ocular e grande exultação.

C. N m 21.16). . o celeiro comunitário de Megido era um enorme silo subterrâneo.242 Vida sedentária John Bimson É possível que. ^ fortificada. As cidades israelitas geralmente tinham fortes muros e portões. um sótão onde as pessoas podiam dormir. d e n t r o d e casa. com acesso por um túnel). as casas típicas dos israelitas e r a m bem parecidas. ' reunindo duas ou Ires gerações dn mesma família. após a saída do Egito e a conquista da terra prometida. e isto a partir de detalhes ocasionais e com o auxílio de estudos de sociedades semelhantes. Os israelitas que ficaram nas pla- nícies foram. ó Israel!" era. A região montanhosa era mais difícil de cultivar e o assentamento ali exigia o nivelamento dos declives e a construção de cisternas para armazenar água. Nos séculos8e 7 a. L'm celeiro c o m u n i t á r i o e m M e g i d o . Em troca do suprimento de grãos e outros produtos à cidade fortifica- Tanto nas cidades c o m o nas aldeias.ex. cercais c o u t r o s p r o d u t o s essenciais eram estocados. A maioria dos assentamentos nas regiões montanhosas não passava de pequenas aldeias sem a proteção de muralhas. os primeiros a se fixarem na terra. de forma lenta e gradual. e m potes de barro o u cerâmica. várias aldeias agrícolas eram exploradas por uma cidade maior. q u e data da época d o rei J e r o b o ã o II (793-753 a .. "Às vossas tendas. um palácio. no caso dos israelitas. vinho e azeite de oliva. I-: p r o v á v e l que um cómodos laterais fosse um abrigo pata animais. Aparentemente. À s veies havia um segundo andar. Geralmente havia salas estreitas d e dois lados dessa área. A Bíblia nunca descreve acordos políticos e econômicos feitos naquele tempo. IRs 12.25) refletem esta organização. provavelmente. uma fonte de água protegida (p. Tudo que podemos fazer é imaginar como teriam sido. ex. Ó l e o . o que resultava n u m a estrutura conhecida c o m o "a casa d e quatro cómodos". a transição de uma vida nômade para uma vida sedentária tenha ocorrido. Referên^ ^ ^ ^ cias a uma cidade T o d a casa tinha sua lamparina de cerâmica cheia d e ó l e o d e oliva. A área e m que as pessoas passavam a maior p a n e d o tempo e r a um pátio aberto. de formato retangular. e depósitos para produtos básicos como grãos.6-7). C ) . ainda. e o clã dos recabitas fez um juramento permanente contra o sedentarismo (Jr 35. e u m terceiro c ô m o d o que tinha o comprimento d o prédio c m s i . um ditado comum no início da monarquia (2Sm 20. "e todas as suas aldeias" (p. E r a c o m u m agrupar duas o u três c a s a s .1.

para a prática a g r í c o l a . como os recabitas fizeram em Jerusalém. as aldeias vizinhas provavelmente recebiam proteção em tempos de guerra.Oi povoados na região m o n t a n h o s a e r a m pequenos. lím tempo d e p e r i g o .11). N ã o era n a d a fácil c o n s t r u i r terraços nas encostas d o s montes. as cidades muradas e r a m o r e f ú g i o das pessoas q u e v i v i a m nas aldeias próximas. Nômades que tinham algum contato com determinada cidade também buscavam proteção dentro dela em momentos de crise. . da. •quando os exércitos dos babilônios invadiram a região (Jr 35.

• Pedra d e moinho (53) Os grãos de trigo eram moídos entre duas placas de pedra. Assim. O novo herói que se levantou para combater os amonitas foi o "bandoleiro" Jefté. porém. e dos amonitas. os israelitas voltaram a adorar os baalins. Deus (e a justiça) tem a última palavra.29-35: Ú l t i m o s a n o s de Gideão Quando da morte de Gideão. beduínos vindos d o Leste e que eram descendentes de Abraão e sua segunda esposa. não era um escolhido de Deus. Mas Abimeleque. e o autor de Juízes percebe claramente os perigos da liderança hereditaria (em fornia de dinasria). Tola "julg o u " ou foi líder de Israel durante 23 anos.1-3). J z 9: A s c e n s ã o e q u e d a de Abimeleque Gideão. Após a vitória e a tragédia que aconteceu logo depois (veja abaixo). J z 10. o sotaque dos efraimi- J z 8. com cerca de 45 cm de diâmetro. no tempo de Jeroboão I. • S i q u é m (1) Este era o santuário central de Israel na época de Josué. nos lugares onde se podia atravessar o rio Jordão. mas a v i t ó r i a resultante daquela fuga desordenada v e i o de Deus. Nada de maior importância aconteceu durante aquele período. 4 E m hebraico. brutal e ambicioso filho de í Gideão.5-6 Aqueles que levaram a água à boca com suas mãos estavam mais alertas ao perigo que os que se ajoelharam. • 8. Gideão foi obrigado a malhar a sua escassa colheita de trigo no tanque de pisar uvas. escondido dos midianitas. proibida pela lei (embora a N T L H traduza por "ídolo"). A fé desse homem (veja também Hb 11. Quctura ( G n 25.21 Ornamentos cm forma de meia-lua ainda são populares entre os povos árabes de nossos dias.244 A história de Israel "Uma espada pelo SBNllon e por Gideão!" J z 7. não manifestou os mesmos escrúpulos.20 J z 6. Veja comentário sobre 2. havia ali um templo a Baal.18. Deus era lembrado em meio às crises.7: Jefté O território ao Sul de Israel estava sob o domínio dos filisteus.27). G i d e ã o usou sua perspicácia para fazer u m ataque s u r p r e s a . A história da cidade remonta à antiguidade.1 acima com relação ao "Anjo d o SliNHOR".6—12. • Aserá (6.12-28. • Estola/Manto (8. O terror espalhado por essa gente montada em camelos é descrito de forma bem vívida em 6. que tinha alguma justificativa para> aceitar a autoridade real. Jefté recorreu à espada. Abimeleque. ao tempo Jacó e mesmo antes dele. "jumentos" e "cidades" são palavras que têm som parecido. 7-21 Este é um exemplo antigo de uma parábola ou história com moral. J z 10. a Leste.mbora tenha se mostrado à altura da situação n u m momento de provação. é vista na sua p r o n t i d ã o para enfrentar as hordas midianitas com u m exército de apenas 300 homens. • Vs. A Bíblia os menciona apenas aqui e em Is 3. Enquanto Gideão usou palavras suaves para aplacar esses efraimitas indignados (8. o lugar passou a competir com o santuário oficial de Israel. 1 3 O pão de cevada representa Israel (os moradores permanentes) e a tenda. símbolo da deusa-mãe canancia.11.1-4). os nômades midianitas. apesar de toda sua cautela i n i c i a l . • Espalhou sal (45) Simbolicamente condenando a cidade a ficar em desolação permanente.11 A localização de Ofra é desconhecida (não se trata de Ofra no território de Benjamim). N a verdade ela foi reconstruída 151) anos depois. Nos vaus do J o r d ã o . de um jogo de palavras.1-4.25) Poste ( o u totem) sagrado. os moabitas tinham mais direito àquela terra do que qualquer outro povo. Trata-se. redondas e pesadas. Na verdade. mas quando estas passavam a atração dos deuses que aproximavam Israel dos seus vizinhos (Baal da aliança / "Baal-berite") c davam boas colheitas era praticamente irresistível.1-5: T o l á e J a i r Estes não foram líderes militares. N m 20—21 descreve os acontecimentos mencionados na discussão de 11. • 6.27) Provavelmente uma imagem de Deus. Compare a parábola de Nata em 2Sm 12. não quis saber do assunto. • 7 . F.1—8. avançaram pelo s u l de Israel e chegaram até a cidade filistéia de Gaza. isto é. diferentemente de seu pai. . pois uma parte dela fora sua possessão até lhes ser tirada pelo rei Seom. infelizmente a prosperidade " v e i o a ser uma armadilha para Gideão" (8. Jefté teve que lidar com a inveja dos membros da poderosa tribo de Efraim. • 7. neste caso. durante 22 anos. a Oeste. mesmo se apresentada na forma de pagamento na mesma moeda (56-57).32-33).28: G i d e ã o Os midianitas. Agora. Jair. • V .

no sinal as trôs divisões fizeram u m barulho ensurdecedor. > 0 voto de Jefté Esse voto mostra quão pouco os israelitas conheciam a Deus naquele tempo. o voto foi feito de boa fé: Jefté entregaria "quem" (pessoa ou animal) saísse primeiro da casa dele para rir ao seu encontro. Sansão e outros? ("Entendendo Juízes" considera algumas possíveis respostas. Seu sofrimento foi genuíno e a reação de sua filha é surpreendente: ela não permitiu que.) Mas como pode um Deus moral associar-se a ações como esta e com pessoas como Jefté. Descendo pelo monte ( a o invés d e subir pelo vale) e à noite. Ufonlc de Harode: a bose de Gideãc- Hmoikc MonS HGideâo divide • o s homens de Gideflo execuiam • u. O s midianitas pensaram que estavam cercados e fugiram atordoados. por causa dela. denunciava quem eles eram.) Certamente não podemos descartar o fato de que os "heróis" A vitória de Gidcão sobre os midianitas G i d e à o conquistou a vitória c o m apenas 300 homens. E ele cumpriu sua palavra. embora isto tenha lhe custado a vida de sua filha única. Um sacrifício humano podia agradar aos deuses pagãos.i surpresa Elos iiiidianiuis fogem .31). mas jamais ao Deus de Israel (Abraão havia aprendido isto há muito tempo. e a lei de Deus o proibia: D t 12. ele com certeza valorizava sua casa e sua família. Porém. que não conseguiam pronunciar a palavra "chibolete". apesar da ignorância e da forma equivocada. o pai quebrasse a promessa feita a Deus. (Como Jefté era um filho ilegítimo que foi expulso de casa.245 tas.

1—16. na esperança d e tirar-lhe a força. horizontais. • Quarenta e dois mil (12. mesmo quando não tem ao seu dispor as pessoas "adequadas". J z 12. caracterizada por decadência religiosa. conto este da foto. Eles servem como intcrlúdio antes da grande história seguinte.7) foi escolhido para a tarefa desde o momento da sua concepção.6) H á uma questão com relação ao significado de "mil" no hebraico que pode explicar os números surpreendentemente altos que encontramos em panes do AT. como a Bíblia deixa bem claro. em que as pessoas viviam distantes do padrão estabelecido na lei de Deus. fraquezas e imoralidade são apenas registradas. J z 13. mas podiam ser. A estátua e as colunas datam principalmente d o período romano.8-15: I b s ã . o Hebrom . Ele age. A foto a direita mostra minas lie "Vsquclum. Deus não se isola nem ignora um pedido de socorro. E por causa disto. Essas pessoas não são apresentadas como modelos: suas falhas. também. Tudo que se louva é a fé e a coragem desses homens. Deus age por meio de homens As façanhas de Sansão e mulheres. mesmo numa época de decadência que aparentemente não tem volta. imperfeitos por natureza. uma época. aprovadas ou maquiadas. Para Sansão. não havendo nada alem disso que fosse digno de registro. uma "idade de trevas" como a de Juízes pode ser seguida de um período de verdadeiro progresso espiritual.246 A história de Israel Dalila teceu num tear as trancas d o cabelo de Sansão. a cidade filistéia onde Sansão matou 30 homens. Os teares eram verticais. E l o m e A b d o m Dois destes juízes ficaram conhecidos por causa de suas famílias. do livro de Juízes eram pessoas de seu tempo.31: S a n s ã o O herói na luta contra o inimigo do Oeste (veja 10. não glorificadas.

possibilitou a Dalila cortar-lhe a longa cabeleira que era o sinal de sua dedicação a Deus. Numa época turbulenta assim. Portanto. situando-os num "período difícil de adaptação" para Israel. até certo ponto. A ameaça era que.11). após um estupro coletivo. algo que. Uma resposta comum é dizer que esses fatos aconteceram numa época em que os israelitas estavam em crise política. a desunião tribal é identificada como a característica principal deste período de fracasso. • 14. Ao contrário das campanhas dos outros juízes. a concubina cortada em pedaços (Saul fez o mesmo com bois. Isto se vê no controle que Deus exerce sobre os juízes fracos e às vezes indignos. Ele. Até seu próprio povo ficou contra cie (15.42-49)? Talvez o que mais perturba as pessoas é o fato de Deus. as condições vigentes naquela época. os atos macabros que ocorreram. o que explica. então. trazendo vários crimes de sangue e narrativas de traição e violência. Líderes por conta própria. benjamitas (a tribo de Saul). Como um livro repleto de ação. ele chama a atenção. pelo contato com estes. • O livro descreve a desintegração da unidade tribal. • As narrativas advertem contraaassimilação. a história de várias pessoas queimadas vivas dentro de uma fortaleza (9. advertindo contra tais erros. É simplista demais. • O texto tem um claro interesse em liderança. estar envolvido em algum desses episódios. a unidade tribal e a pureza religiosa. 19)? Ou. menciona lugares e fatos relacionados com Saul: Gibeá (sua terra natal). para voto de nazireu (veja Nm 6) era vitalício.3 Dos vizinhos de Israel. essa explicação dos elementos questionáveis do texto. Começa com a repreensão que Débora faz a certas tribos por não ingressarem na coalizão e termina com uma guerra civil. O avanço dos filisteus se dava por infiltração ao invés de guerra declarada. Deryn Guest Juízes contém algumas das histórias mais bem conhecidas da Bíblia. é esquartejada (cap. Assim o autor mostra à sua própria geração o que não fazer para viver bem naquela terra. muitas vezes.7). infelizmente. quando consideramos o texto sob este ponto de vista. em especial. • O autor defende a liberdade soberana de Deus. o livro apresenta um desafio éticoe teológico para todo e qualquer aspirante a intérprete da Bíblia. Assim. A fraqueza moral privou esse valente da estatura espiritual e da força física. Nesse tempo. quando um local de culto pagão é estabelecido em Israel. a luta de Sansão foi a batalha de um homem só. Para ser bem sucedida. Pode-se lamentar. Certamente. a liderança deveria estar baseada na iniciativa de Deus. Nos capítulos finais. Disto pode-se deduzir que o autor tinha interesse político em destacar a monarquia davídica e interesse teo- lógico em incentivar uma monarquia que reconhecia a ampla soberania de Deus. ISm 11. mas deixa o leitor incomodado com o seu conteúdo. quando foram dominados). são retratados negativamente. como Jefté. Sansão parece entrar no jogo dos inimigos. A narrativa se passa numa época em que Israel vivia rodeado por estrangeiros. mas estas eram. Mas os filisteus avançavam sobre o território de Israel (eles continuariam a ser uma grande ameaça a Israel até o tempo de Davi. tinham dificuldades para manter o controle israelita. ou oportunistas.Juízes 247 Entendendo Juízes P. Alguns também vêem no livro e seu desenvolvimento um forte preconceito contra a liderança do Norte. tratou esse voto com uma negligênda que quase poderia ser caracterizada como desprezo. sendo que Sansão era um dos poucos que haviam permanecido no território que a tribo recebera originalmente. mais adiante. conflitos tribais. Mas suas façanhas subseqüentes trazem o perigo à tona e a inimizade ao ponto de confrontação. O livro de Juízes mostra como essa ameaça se tornou realidade. já não convence alguns leitores. muitos membros da dibo de Dã já haviam se mudado para o Norte (Jz 18). 19. os filisteus eram . o povo perdesse a sua identidade. com imagens proibidas e um sacerdote mercenário. social e religiosa. No entanto. Chegados apenas recentemente à terra prometida. Juízes serve de lição de história para um público posterior. e recaídas no paganismo. Porém. surgem várias questões interessantes. O cap. e não leva em consideração a data de composição do livro (posterior aos acontecimentos descritos) e sua importância para um público posterior. já que sua força lhe havia sido dada por Deus para um propósito específico. Ao casar-se com uma filistéia. porém. O autor conta as suas histórias de uma maneira desfavorável às tribos do Norte e principalmente à dinastia de Saul. O que fazer com a história de uma mulher que. a inversão está completa. seria inevitável que houvesse luta por causa de terras. como Abimeleque.

outras possibilidades de leitura. que não concorda com a ideologia transmitida nem tenta justificar os fatos que descritos. por exemplo. A história transmite a mensagem de que a mulher estrangeira e sexualmente independente é uma armadilha para os homens bons. Isto também é expresso na sua capacidade de agir ambiguamente. e este é um avanço bem-vindo e estimulante à medidt que a interpretação desse texto desafiador está sendo reconsiderada e m nossos dias. Assim. O autor mostra como Israel tentou usar Deus para seus próprios fins. É um tanto incômodo ver Deus envolvido em tal ato. Tentar fazer com que Deus "defenda a nossa causa" é um erro que o livro de Juízes desmascara. sua condição de prostituta. tão e ainda tem. • 14. ao invés da noiva mudar-se para a casa de Sansão. A persmas a preocupação principal em tudo isso é a questão de identidade.12). não se pode ignorar Alguns estudos levam em conta a a influência cultural que a Bíblia teve dinâmica de honra e vergonha. . Por exemplo.248 A história de Israel um problema. o autor transmite aos leitores do seu outras questões. Deus não lhe tirou liberdade de escolha. tempo os seus ideais de como Israel deveria valorizar e preservar determiEstão surgindo. 20. a mensagem negativa da Há outras características. Outros de estupro e assassinato em nível articulam uma resposta masculina. os únicos que não praticavam a circuncisão (geralmente feita na puberdade). pectiva feminista resiste à tendência de "concordar com" o texto e levanta Através de cada uma das narrativas. novas e criativas. abordagens. mesmo que se trate presente no mundo antigo. No entanto. Rubens e Solomon basearam-se neste difundido preconceito contra a personagem sedutora ao acrescentarem à narrativa bíblica detalhes como a sedução carnal de Dalila. que o intérprete moderno enfrenta. seus sentimentos de triunfo quando Sansão é capturado. história é mantida e reforçada. como normalmente se fazia. surgiram diferentes estratégias de leitura. este comportamento ambíguo demonstra que não se pode esperar que Deus aja automaticamente de acordo com as exigências e expectativas humanas. é claro.000 homens à morte. • O casamento d e S a n s ã o Esse casamento foi formalmente arranjado pelos pais de Sansão. e muito bem. e que somente viram que a palavra de Deus éfiel quando reconheceram a escolha de Deus naquela situação. a personagem de Dalila faz parte do imaginário cultural como uma femmefatale ou mulher sedutora e traiçoeira. as práticas e os preconceiAs questões problemáticas levantos (contra os estrangeiros. que reconhecem pleInterpretar Juízes desta maneira pode namente que se trata de atos repugdiminuir o impacto de várias das hisnantes e levam a sério o desafio ético tórias chocantes.16) ou desrespeitar seus pais (Êx 20. no cap. Mas isto não justifica o fato de Sansão desobedecer a lei de Deus e casar-se com tuna pagã (Êx 34. Na tentativa de lidar com tais questões. Uma é a abordagem feminista. contra tadas pela leitura do livro de Juízes mulheres) no texto continuam sendo estão sendo expostas de maneiras atingir os seus próprios objetivos. as pinturas de Moreau. E. e isto levanta questões morais significativas. já que Deus é soberano. outras nada forma de identidade nacional. ao enviar mais de 40. literário. também. Porém. Como observou Cheryl Exum. No entanto.4 O comentário do editor atribui a responsabilidade a Deus.

Juízes ela ficou com sua própria família e seu marido ia visitá-la. bém faziam o que bem queriam. J z 19—21: E s t u p r o e m G i b e á .4 0 Os detalhes da batalha lembram a Os levitas h a v i a m recebido cidades só estratégia usada na conquista de A i (Js 8). ao S u l . o marido cortou o corpo da concubina em doze pedaços. Justa ou injustamente. e grande luto nacional. foi arranjado às pressas um segundo casamento com o companheiro de honra ou padrinho de casamento de Sansão. o casamento não foi consumado ao final da festa de sete dias. era estritamente proibida pela lei que os leviestabelecendo seus próprios padrões de toletas deveriam aplicar ( Ê x 20. de uma inserção posterior feita por um editor d o texto. não houve nenhuma presença de anjos que pudesse salvar a concubina do terrível estupro coletivo. Então. no tempo dos assírios.1).s e p a r a Mispa (21. 3 6 . haviam se tornado tão corruptos • 2 0 . levando-lhe presentes. neste caso. que estabeleceu um novo templo no Norte. > Dalila (16. O resultado foi a quase extinção da tribo de Benjamim. rem a Deus. A bondade daquele velho e o que se passou e m seguida tem muitas semelhanças com a história de Ló e os homens de Sodoma ( G n 19). mostram que os extremo Norte ao extremo Sul) passou a ser levitas. • 18. a pressão dos filisteus.25). o Norte O autor não tem necessidade de tirar uma Esta história ocorreu n u m período em que lição moral: basta a simples afirmação d o v. • 2 0 . Devido ao engano por causa do enigma. quanmo norte de Israel. 20). mas aqui estava um levita "procuran- . explodiu uma guerra civil. O livro no seu todo mostra as conseqüênmigração cm massa dos danitas para o extrecias desastrosas da falta de autoridade. e não tanto d e raposas.30 O "cativeiro" é supostamente uma referência à destruição do reino d o Norte. estritamente p r o i b i d a era usar uma "esto• 1 9 . do um lugar para morar" (17. 2 8 Supõe-se que a concubina estivesse la" (veja o comentário sobre 8. os benjamitas são castigados A tradicional e calorosa hospitalidade d o pai da concubina contrasta c o m a falta de hospitalidade e m Gibeá. depois roubou os objetos sagrados d o patrão e os repassou à tribo de D ã . num segundo caso de atrocidade. O u t r a coisa rância e permissividade. Numa tentativa de diminuir a vergonha da noiva. o reino de Israel. deles. E M i c a não tinha letras (no texto grego da Septuaginta. que foram usados para convocar as doze tribos para executar vingança (cap. Mas. que caçam em bandos e seriam mais fáceis de capturar em grande número. Tratase. Eles tamaltos.27) e ídolos morta.4).4) É mais provável que se tratasse de chacais. 0 autor deixa de lado os heróis de Israel e focaliza dois incidentes que ilustram o baixo nível da religião e moralidade nos dias sem lei durante os quais Israel não tinha governo central e "cada u m fazia o que achava mais reto" (21. que vivem isoladas umas das outras. Jz 17—21 Um tempo em que cada um o que bem queria fazia Este seção final difere d o restante de Juízes.8). ram para reparar o voto precipitado feito em a tribo d e D ã m u d a . A l i também. embora isto não seja dito com todas as do lar para adivinhação. especialmente escolhidos para serviuma forma de referir-se a todo o território. para competir com Siló. Tanto ele quanto ela eram igualmente inescrupulosos na sua maneira de usar as outras pessoas. Ele vendeu seus serviços a Mica. "Dalila" veio a ser o nome dado àfemmefatale ou mulher irresistível ("Entendendo Juízes"). Q u a n d o os benjamitas se recusaram a entregar seus companheiros (os homens de Gibeá). e a seguinte.1 A expressão "desde Dã até Berseba" (do Esta história. uma mulher não valia nada.4) A exemplo dos outros amores de Sansão. 21 mostra até onde as tribos chegaJz 1 7 — 1 8 : O í d o l o d e M i c a . o verdadeiro centro religioso de Israel nessa época. há um o direito de escolher o j o v e m levita para ser acréscimo que deixa isso bem claro). causou uma 25. assim como "Sansão" representa um "homem forte". • Trezentas raposas (15. comparada com o respeito devido a um convidado de honra. O cap. sacerdote. A imagem feita p o r Mica do as pessoas se tornam a lei para si mesmas. 1 7 Veja a nota anterior sobre números e egoístas quanto o resto d o p o v o . Dalila provavelmente era uma mulher filisteia. • 20. ao que parece.

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1-5: " F a m í l i a f o g e para e s c a p a r d a f o m e ! " Quando damos uma manchete moderna para esta história. na linhagem do rei Davi. • Vs. deixando três viúvas desamparadas. Sem dúvida." chegaram a Belém em abril. a hora de dizer adeus.16-17 tinham campos para ceifar. possivelmente casar-se pousíires. As duas morreres. em termos de sustento a mulher era completamente dependente do pai ou do seu marido. acabou cedendo à pressão de Noemi e. especialmente para Noemi. o Deus de Noemi. Orfa. Assim. R t 2: R u t e e n c o n t r a u m p r o t e t o r V i ú v a s não tinham muitas opções de g a n h a r a v i d a . Rute recolhia as espigas que ficavam caídas no chão.6-22: A v o l t a para Belém Chegaram notícias de que a fome havia acabado. de Rute descendeu o rei Davi. em termos humanos. onde quer que e voltou para casa. o teu Deus é o meu escolheu o povo de Noemi e. e Rute e N o e m i eram pobres. RUTE Este calmo relato da vida cotidiana difere em muito da guerra e dos conflitos que aparecem em Juízes. Rute. Era uma situação desesperadora. Aqui Deus está intimamente preocupado com questões menos importantes. Rute é especial por nos dar o ponto de vista da mulher. irei cu tristeza. A colheita de cevada parecia promissora. muitas pessoas daquele tempo levaram uma vida normal e pacífica como a que é descrita neste livro. em seguida. Afinal. é a forma especial como Deus cuida dos "necessitados". MOABE Píígina oposta: Enquanto a cevada era cortada. Na sociedade da época. porém. mas elas não Rt 1. Onde quer que tante do que isso. E embora a religião geralmente estivesse em baixa. e da linhagem de Davi veio o próprio Messias. E assim a fé recente de uma jovem moabita e o amor sacrificial que teve pela sua sogra são inseridos no grande quadro do plano divino de salvação. As noras de Noemi a acompanharam na saída. esta narrativa começa com três mulheres que.251 Resumo A história de uma jovem estrangeira cuja coragem e devoção lhe renderam um lugar na história de Israel. cheia de quer que fores. R t 1. Longe de casa. logo sentimos o impacto dos fatos terríveis descritos neste livro. isto é. e para nossa surpresa. pois se passa num contexto em que religião era sinônimo de poder. 1-2 A distância de Belém a Moabe. não quis deixar que o teu povo é Noemi enfrentasse a velhice sozinha. Ela o meu povo. era de aproximadamente 80 km. A possibilidade de morrer de fome levou esta família de refugiados a deixar sua terra natal. o livro de Rute deixa claro que a fé pessoal de muitos em Israel permanecia vigorosa. De todos os livros da Bíblia. Chegou. . Mas a lei ( L v 19. até para as pessoas mais insignificantes. "Onde então. Ela só podia herdar propriedade em circunstâncias excepcionais e sob regras bem rígidas (Nm 36). Rt 1. i r atrás dos t r a b a l h a d o r e s e catar As viagens de Rclcm a Moabe e de volta a Belém. O que essa história revela.9-10) determinava que os pobres podiam rebuscar espigas. mais imporDeus. morrerei eu e ai serei sepultada. de novo. estavam desamparadas e dependiam da caridade dos outros. d o outro lado do mar M o r t o (mais para o S u l ) . o chefe da família e seus dois filhos morreram. ali pousarei eu. que é o período em que se passa a história de Rute. É ele quem ordena todas as circunstâncias do cotidiano.

e daí veio o plano de Noemi. Rute era de uma linhagem que trazia a marca da vergonha. Rute prometeu morar onde Noemi fosse morar. juntamente com o seu pai Elimeleque. Rute como povo de Israel. catava as espigas deixadas nos campos pelos ceifadores. Rute colheu o cereal de que precisava para fazer pão. ela era melhor do que sete filhos. primeiro na colheita de cevada c depois na colheita do trigo. A emoção contida nestas palavras revela que Rute entendia o risco que estava correndo. Orfa concordou.252 A história de Israel Um retrato de Rute Frances Fuller Rute. a sua terra natal. parente de Elimeleque. casando com a viúva. nasceu de um relacionamento incestuoso que Ló teve com a filha dele. A generosidade de Boaz foi além do que a lei prescrevia ( v s . 7. Em Belém. deixando três viúvas. e ofereceu-se para ser espos. para Noemi. Queria adorar o Deus dela. e falou-lhes sobre sua nora formidável. precisava ter cuidado. um hebreu que. Acontece que os três homens morreram. II . A história de Rute tinha tudo para ser uma história triste. Não havia nada que forçasse Rute a enfrentar essas dificuldades. Toda a comunidade aprovou aque. Portanto. aos olhos dos hebreus. Ao ouvir isto. Noemi formulou u m plano. estava reivindicando esse direito. chamandoo de Obede. Sendo uma mulher estrangeira e sozinha.j le casamento e os abençoou. Noemi insistiu com as duas para que voltassem para casa.11-13). seguiu o plano de Noemi culturalmente correto. Rute apanhava as espigas na parte que pertencia a Boaz. Esses elogios chegaram a Boaz. • Um efa d e c e v a d a (17) O efa era uma medida grande com capacidade para cerca de 22 litros. 9. porém. Rute. Rute. mudou-se para a terra de Moabe. em Moabe. dizendo que. é bom lembrar. como Rute se responsabilizou pela sua vida. sua mãe Noemi. durante um período de fome em Judá. seu irmão devia gerar um herdeiro para ele.14-16) e de abril até j u n h o . evocando os nomes das matriarcas Raquel ei Lia e conectando. e seu irmão Quiliom. Noemi agora não tinha como sobreviver em Moabe e decidiu voltar para Belém. Em razão disso. a heroína de uma história amada por milhares de pessoas. Ela teria que se adaptar a novos costumes. ficar perto de outras mulheres e jamais olhar para os jovens que trabalhavam por perto. as noras. Moabe. U m complicador era o fato de que Boaz. porquec nobre Boaz fez o que era certo come parente mais próximo do esposo ds uma viúva. num campo aberto e comum. E certamente teria saudades de casa. entrou na árvore genea-1 lógica de Jesus. uma moabita. Esta lei estendia-se ao parente mais próximo. Então Rute. Deu um beijo na sogra e voltou. Por "acaso". Essas mulheres deram nome ao menino. com humildade e coragem. chorando. na verdade. a não ser o relacionamento com Noemi. era moabita de nascença. Rute. O plano deu certo. ela e Noemi não teriam segurança nem status social. Por fim. Para conseguir comida para si e Noemi. onde poderiam encontrar um novo marido e uma nova vida. Porém. Em se tratando do compromisso que uma pessoa assume em relação a outra. não arredou pé e jurou ficar ao lado de Noemi para sempre. Rute tornou-se respigadeira. com o gesto mencionado no v. de Boaz. Rute e Orfa. Rute casou com Malom. quando um homem morria sem filhos. Ela seria uma estrangeira em Judá. Ele decidiu protege: Rute e mandou que seus empregados deixassem cair espigas para ela. Por não terem marido. amavam Noemi profundamente e decidiram ir com ela. Elogiaram Rute. Quando o casal teve um filho. Rute colhera cerca de 25 kg d e cevada ( N T L H ) com seu próprio esforço e a generosidade de Boaz. Ela amava profundamente e sabia que poderia ser leal ao que lhe era mais importante na vida. Rt 3 : U m marido para Rute Pela lei do levirato (mencionada por Noemi em 1. a história acabou tendo um dos finais mais felizes em todo o AT. o Messias. Noemi tinha amigos em Belém. e pediu para ser enterrada ao lado da sogra. embora arriscado. Quando já estavam a caminho. as amigas de Noemi ficararr felizes com ela. assim. um parente. Este viria a ser o pai de Jessé e avô de Davi. que ela tanto prezava. as belas palavras que Rute disse a Noemi não têm paralelo na literatura judaica e cristã. as espigas que fossem caindo.

• V. como ser h u m a n o . da qual viria o Cristo. na verdade. o avô do fundador da linhagem real de Israel ( D a v i ) . os acontecimentos comuns do dia a dia passam a ter um significado extraordinário. Boaz discutiu primeiro a questão das terras. depois.não era o parente mais próximo de Elimeleque. O parente mais próximo (que não era Boaz) estava disposto a comprar as terras.1 2 : O a c o r d o A porta da cidade era o local onde se realizavam reuniões importantes. declarou-se incapaz de fazer a compra. oração. a questão da v i ú v a . em Rute e N o e m i c h e g a r a m a Belém n a época d a colheita d a c e v a d a . a linhagem real Este é u m verdadeiro final feliz para uma história que teve um começo tão triste. mas ele prometeu interessar-se pelo caso. Mas quando soube que elas passariam. 7) Este costume antigo não vigorava mais na época em que o livro foi escrito. recorreu a isto porque J u d á negou-lhe n o v o casamento e recusou-se a obedecer ao costume mais tarde formalizado como a lei do levirato ( G n 38). Deus recompensou Rute com um marido e um filho. como o caso presente. Obede. Tamar. para acrescentálas a sua própria herança. filho de Boaz e Rute. Rt 4 . Os votos de felicidade das autoridades (4.12) se tornaram realidade. • Perez (12) Este antepassado de Boaz era o filho que Tamar teve com J u d á . Rt 4 . E Noemi encontrou consolo para sua tristeza naquele neto. estrangeira como Rute. o parente mais p r ó x i m o também devia comprar suas terras. para mantê-las na família. para Rute e seu filho e que ele teria que cuidar de Rute.12. 9 "Estender a capa" sobre alguém simbolizava compromisso de casamento (veja Ez 16. . Quando Deus intervém. O próprio Boaz ajudou a cumprir aquilo que ele.8). Ela se a p r o x i m o u d e lloaz e n q u a n t o ele d o r m i a na e i r a . havia pedido para Rute em 2. • Antigamente (v. n o u t r o nascimento ocorrido em Belém. Também era o lugar onde eram concluídas publicamente transações de natureza jurídica. Além desta obrigação de gerar um herdeiro para d a r continuidade ao nome do falecido. veio a ser. 1 . D e z pessoas importantes da cidade (v. 2) formavam um " j ú r i " adequado que poderia decidir questões legais. a o l a d o d o monte d e c e v a d a .2 2 : O f i l h o d e R u t e . 1 3 . q u a n d o Rute podia recolher espigas tios c a m p o s . seu sogro.

. Questões legais eram responsabilidade dos homens. Mas essa cena em que predominam os homens é seguida por outra dominada pelas mulheres (4. é realizada numa reunião dos homens de Belém (4. Esta justaposição das duas perspectivas no mesmo incidente mostra quão diferentes são as perspectivas masculina e feminina. quem acabou pedindo Boaz em casamento. apesar de tudo o que parecia conspirar contra elas. e até corrige. devia funcionar para beneficio dos desamparados. Israel. mas foi a iniciativa das mulheres que levou ao acontecimento que assegu- raria o futuro delas: o nascimento do filho de Rute. retratando principalmente aspectos da sociedade em que aparecia a liderança dos homens. Começamos a perceber que uma: história contada do ponto de vista masculino.[ na que aparece nas outras histórias do AT. que poderia herdar a pequena propriedade da família. do AT também através dos olhos das I mulheres. e aquela transação reflete preocupações tipicamente masculinas: dar um herdeiro homem a Elimeleque. em grande parte. O leitor vê os acontecimentos — e as mulheres que aparecem nas histórias — através dos olhos dos homens israelitas.31—30. I 21. : . assegurar a herança da terra através da descendência masculina. como é o caso da guerra e da política. seguindo a sugestão de Noemi. Ele conta história de duas viúvas. numa cena cheia de emoção e sentimento. Somente j do ponto de vista feminino podemos I perceber até que ponto as mulheres eram as verdadeiras protagonistas de I acontecimentos significativos.I tida.1-12). interpretações feministas da Bíblia têm chamado a atenção para o fato de que a Bíblia é escrita do ponto de vista masculino. A transação legal que possibilita a Boaz casar-se com Rute e dar um herdeiro ao falecido Elimeleque. Homens e mulheres exerciam papéis sociais diferentes no Israel antigo. elas não tinham nenhum suporte econômico. Temos. dentro das opções limitadas disponíveis na sociedade em que viviam. e dar filhos ao próprio Boaz. E o livro de Rute é a história da solidariedade entre duas mulheres e de sua inteligência para assegurar um futuro. a perspectiva essencialmente masculi. Ele aceitou a proposta de bom grado. visão esta que complementa. 29.24).6-21. A história ilustra como a sociedade da aliança de Deus. não podemos supor que as preocupações e os interesses das mulheres eram idênticos aos deles. com responsabilidade e cuidado de uns para com os outros. Como acontecia com a maioria das viúvas. Nas narrativas do AT. com este ponto de par. Mesmo onde a perspectiva masculina é dominante. envolviam primordialmente homens. Somente numa ocasião a perspectiva predominantemente feminina em todo o livro é deixada de lado. por exemplo. a maioria dos personagens é homens. Noemi e Rute. se valeram dessas leis para benefício de Noemi e Rute. Percebe-se nitidamente a lealdade mútua. Foi Rute.13-17). O livro de Rute nos dá uma visãc diferente do Israel antigo.| cas substitui a dos patriarcas (Gn 16. mas na qual as mulheres exercem poder considerável na esfera do lar — a principal unidade social e econômica da sociedade. A dedicação de Rute a Noemi ("tua nora que te ama e que te é melhor do que sete filhos") resultou no nascimento de um filho que seria o sustento de Noemi na sua velhice.254 A história de Israel Uma história do ponto de vista feminino Richard llauckham Em tempos recentes. O exemplo mais claro é o livro de Rute. A história de Rute nos mostra urra» sociedade na qual as estruturas for-i mais de autoridade são masculinas. sendo esta a dedicada nora daquela. As leis formuladas para ajudar viúvas e estrangeiros (Rute era viúva e estrangeira) foram colocadas em prática como se esperava que fossem. Podemos identificar passagens em Gênesis nas quais a perspectiva das matriar. a independência e a iniciativa que tiveram. e a maior parte do espaço é ocupada por atividades que. mas em termos práticos. I podemos suprir a perspectiva feminina ao ler nas entrelinhas e preencher as lacunas. e destaca o fato de que esta história como um todo foi contada do ponto de vista feminino. podemos ver o resto da história . no Israel antigo. na qual o nascimento do filho de Rute é visto não em termos legais. Logo. Mas há pontos em que esta perspectiva predominantemente masculina é interrompida por uma perspectiva autenticamente feminina. tende a fazer com que a própria socieda-1 de pareça ser mais dominada pelos homens do que realmente é. Rute pode ter para todos nós — homens e mulheres — a importante função de revelar novas maneiras de ler o resto da história bíblica. assim como já as vemos através dos olhos dos homens. Deste modo. Isto aconteceu porque os três personagens principais. uma perspectiva unilateral das coisas. e as estruturas de autoridade eram dominadas pelos homens. Mas.

O fato de esse texto encontrado junto ao mar Morto concordar. e esse manuscrito é mil anos mais antigo que o texto massorético que conhecemos. em alguns pontos. o homem encarregado por Deus de ungir os primeiros reis de Israel. Jacó e João Batista. Foi ele quem ungiu primeiro Saul e depois Davi. as duas ocasiões em que Samuel anunciou que Deus havia rejeitado Saul). Há momentos em que parece haver certa duplicação. relatados para enfatizar certos temas. por exemplo. Eles relatam a história de Israel do final do período dos juízes ao final do reinado de Davi. o texto grego está mais próximo do original hebraico do que o texto massorético. Esta é essencialmente uma história religiosa: a história de Deus e seu povo. para ser mais exato. sendo a repetição usada como técnica literária. o segundo e maior rei de Israel. Isto corresponde a um período aproximadamente 100 anos (cerca de 1075-975 a. Portanto. Devem ter sido escritos e compilados algum tempo após a divisão do reino (há várias referências ao reino separado de Judá. a exemplo de Samuel. mas o povo ainda não estava no exílio: veja.2-51. Também é possível que sejam acontecimentos diferentes. Q u a n d o Deus deu a Ana o filho que ela tanto queria. É possível que o autor (ou os editores) se baseou em material escrito pelo próprio Samuel (ÍSm 10.1 E2SAMUEL Na Bíblia hebraica. quando Deus tem um propósito especial para uma pessoa.C. ÍSm 27. Sara e Rebeca.2-7..19-27.25) e pelos profetas que vieram depois dele (1 Cr 29. Os dois livros se chamam pelo nome de Samuel. 23.C). nasceram como resposta de Deus a muitos anos de oração. vários relatos do mesmo acontecimento (p. o santuário de S i l ó era uma estrutura mais ampla . deu também a Israel . e os problemas começam quando se desobedece a Deus.29). no AT. e não antes disso. T u d o que hoje se p o d e v e r n o lugar Í S m 1—7 0 profeta o n d e ficava Siló é u m montão d e Samuel pedras. Cada um teve um papel especial no grande plano de Deus. embora semelhantes. a história de Deus e dos líderes do povo. que não é necessariamente o autor. passaram pelo mesmo problema. o último dos juízes. duas vezes a vida de Saul é poupada. mas u m p r é d i o que podia ser chamado d e "templo" (muito antes d o Templo de Jerusalém ser construído). Resumo A transição de juízes para reis: os reinados de Saul e Davi. Os poemas de Davi são citados em 2Sm 1. N o tempo de E l i . hão era simplesmente a Tenda d o período e m que peregrinaram pelo deserto. geralmente há algo especial relacionado ao nascimento dela. mas o personagem principal dos primeiros capítulos. E m outras palavras. Isaque.6). é provável que os livros assim como os conhecemos tenham sido escritos por volta de 900 a. Os livros de Samuel são cheios de drama e mostram que o autor era um grande contador de histórias. 1Sm8—31 O reinado de Saul Histórias mais bem conhecidas Ana e seu filho (ÍSm 1—2) O menino Samuel (ÍSm 3) A escolha de Davi (ÍSm 16) Davi e Golias (ÍSm 17) 2Samuel O reinado de Davi Passagens e histórias mais bem conhecidas A lamentação de Davi (2Sm 1) Deus promete uma dinastia eterna (2Sm 7) Bate-Seba QSm 11) O texto hebraico (massorético) e o texto grego (Septuaginta) nem sempre estão de acordo. Ana não foi a única a sofrer por causa da infertilidade. por vezes. abre o caminho para os reis. 1 S m 1: A t r i s t e z a d e A n a Na Bíblia. com a tradução grega da Septuaginta e não com o texto hebraico tradicional (massorético) pode indicar que. ou. ex.onde os israelitas se reuniam para o culto. no Novo. A fidelidade a Deus é vista como a chave do sucesso. ou seja. e Isabel. Entre os rolos do mar Morto foi encontrado um manuscrito hebraico de parte de 1 Samuel. íSm 1—7 Samuel. estes dois livros eram originalmente um volume só. 22.

I S m 2. 2 4 Os filhos eram desmamados aos 2 ou 3 anos de idade. Quando Eli morresse. e tudo que Eli conseguia fazer era refletir c reclamar com eles! I S m 2. A Bíblia não vê conflito entre a soberania de Deus e nosso livre arbítrio. Eli imediatamente tirou a conclusão errada. Era uma mensagem de j u í z o para Eli. como acontecia ao amanhecer).40. segundo a pior tradição da religião dos cananeus (22). o último e o maior de todos os juízes. ele pode fazer e fará por todo o seu povo. • V . se os fiéis vinham ao tabernáculo embriagados. esses dois seriam os "líderes religiosos" da nação. dentro da Tenda Sagrada. O "templo" como tal (v. • V . foi o centro de adoração no período de Juízes. 0 vazio. ARA) só viria a ser construído na época de Salomão. Também é possível que os vs.17). quando estava de serviço perto da arca da aliança. • V . A vida religiosa devia estalem franca decadência. • Seus lábios se m e x i a m (13) Era comum orar em voz alta. • Sepultura ( 6 ) O sombrio mundo dos mortos (NTLH). I S m 3: S a m u e l r e s p o n d e ao chamado de Deus De madrugada (antes do óleo da lamparina acabar. o primeiro grande profeta após Moisés. que viu nele u m texto de modo especial adequado à situação de Ana.12-17).52. As provocações de Penina foram silenciadas (3. No pequeno espelho de sua própria vida Ana viu o refle- .c 2.1-10: O c â n t i c o d e A n a O cântico de A n a encontra eco no cântico de Maria. e compare com a ordem dada aos pais de Sansão em J z 13). 3 Siló. E o que Deus pode fazer por uma pessoa.27-36: a previsão do profeta se cumpriu com a morte dos filhos de Eli na batalha em Afeca (4. a miséria e a vergonha se foram. Também é verdade que a morte deles foi resultado direto da decisão de desobedecer a Deus.21. 9.1). no N T (Lc 1. 2-10 sejam parte de um salmo acrescentado pelo autor do livro. • O voto d e A n a ( 1 1 ) 0 menino foi dedicado a Deus por toda a vida pelo voto de nazircu (veja N m 6. Deus havia mudado a sorte dela (1). • S e u u n g i d o / seu rei (10) Palavras proféticas inspiradas que foram ditas por Ana. No tempo de D a v i . Compare com a conduta dos próprios filhos de Eli (2. Além disso. • Estola sacerdotal d e linho (18) U m manto usado pelos sacerdotes (veja v. alegria. o lugar onde Josué erguera o tabernáculo de Deus (Js 18. I S m 2.46-55). e todo o povo sabia Ana expressou seu anseio e sua angústia e m oração n o santuário de Deus. Os filhos de Eli tomavam para si os melhores cortes antes mesmo da oferta ser entregue a Deus (15).1-5). Mas o que acontecia neste caso era uma perversão da lei. Dt 18. o sacerdócio passou da família de Eli para a linhagem de Zadoque (2Sm 8. Daquele momento em diante.256 A história de Israel xo de todo o esplendor do caráter de Deus. para dar lugar a vida. Veja Êx 4. • O S E N H O R queria matá-los ( 2 5 ) O autor se expressa desta forma. honra. porque Deus é soberano em todas as circunstâncias.11). 28). Samuel foi o mensageiro de Deus. estavam introduzindo a prostituição no culto a Deus. Samuel ouviu pela primeira vez a v o z de Deus.11-36: O e s c â n d a l o dos filhos de Eli Os sacerdotes tinham direito a uma parte das ofertas sacrificiais (veja Nm 18. 2 6 Compare I.8-20.5). e o homem que introduziria a monarquia em Israel. N a foto aparece u m a mulher solitária na área d o T e m p l o d e Jerusalém.

Ana defendeu-se e contou a Eli seu sofrimento. o filho de Ana. Especialmente naqueles momentos ela sentia que Deus lhe negara uma necessidade básica. Quando Deus respondeu a oração de Ana. Tendo dedicado. a repreendeu. e todas as vezes levava para seu filho em fase de crescimento um novo manto de linho que fizera. Penina. o sacerdote. seu marido. ao observála. e não de amargura. Elcana era levita (ICr 6. Orou com grande emoção. para oferecer um sacrifício a Deus e fazer uma refeição de celebração. Seu comportamento foi tal que Eli. e explicou: "Do SENHOR o pedi". não por um milagre. E disse a Elcana que quando desmamasse o menino ela o levaria a Siló e o deixaria ali para sempre. Ana conseguiu orar e prestar culto. mais cedo ou mais tarde seu filho serviria no sacerdócio. naquele exato momento. depois desses acontecimentos. Ana queria que ele vivesse no va devolvendo. para estar ciente da presença de Deus e ser totalmente dedicado a ele. Assim. aquilo que de mais precioso tinha em sua vida. Elcana foi com ela e a criança a Siló. de forma toda especial. Ela lhe deu o nome de Samuel. Elcana deve ter reconhecido que aquele menino era. intensificando o ciúme. "Deus ouve". dizendo que estava bêbada. com alegria. mas isto só era exigido a partir dos 25 anos de idade. em Siló. local de culto desde a infância. mas a penas para q ue a natureza agisse.25-26). Eles estavam no tabernáculo. sabia disto e zombava dela.I e 2Samuel 257 Ana Frances Fuller Ana desejava tanto ter um filho que isto a atrapalhava em suas oportunidades de cultuar a Deus. E embora Ana não tivesse pedido mais nada a Deus. Silenciosamente. Agora ela transbordava de júbilo. para que da semente de seu marido lhe nascesse um filho. Ana se afastou para um lugar onde pudesse expor a sua amargura diante de Deus. E a criança que ela colocou no caminho espiritual tornou-se um grande profeta. mas por toda a sua vida. Levavam consigo um boi. que tinha filhos. rogou a Deus. Assim. que seria sacrificado no culto de dedicação de Samuel a Deus. Elcana. Certa vez. E ela prometeu que devolveria este filho a Deus. trazendo a palavra de Deus a seu povo e ungindo reis. demonstrava seu amor por Ana na frente de Penina e isto só piorava as coisas. Regularmente ela retornava à casa do Senhor. E o deixou ali aos cuidados do velho sacerdote. Então Ana encontrou paz e pôde comer. que significa. chorando e movendo seus lábios. Ele deixou que ela tomasse todas as decisões com relação a ele. talvez auxiliado pelas mulheres que serviam no tabernáculo. Ela explicou a Eli que este era o menino que pedira a Deus e que ela o esta- . não por um período de tempo. ele lhe deu mais três filhos e duas filhas. e ele também orou por ela. quando Samuel tinha cerca de três anos. mas Ana chorava e não tinha vontade de comer.

4).S e m e s Esta era uma das cidades dos I levitas. Os líderes I religiosos aconselharam que a arca fosse devolvida. A maior parte dos juízes de Israel pode ser í descrita como chefes militares (veja Juízes). j e lotam diretamente à divisa com Israel I S m 6. o instin.I teus estavam fartos de tudo aquilo. Coube à mulher de Finéias. i-cvar a arca para outros lugares apenas con. D e n t r o dela ficava uma cópia da lei. com a perda da arca da aliança. I quem lhes dera a vitória. O texto não diz. Eli e Samuel. I S m 4. 3. como um I troféu de guerra. que morreu quando dava à luz u m filho. como se fossem uma junta de bois bem treinada. Até Israel teve que aprender a respeitar os limites.x 25—27) era o bem mais precioso de Israel. foram .I nica. As imagens de Baale Astarote. a Berseba. os filis. colocaram a arca da aliança peno da imagem desse deus. Depois. Depois da segunda noite.A história de Israel disso. 10 Deus estava tão perto que se pode dizer. Sua tampa era o p r o piciatório. Mas é claro que Samuel não o viu literalmente. I S m 4. Alem disso. deuses cananeus da fertilidade. I S m 7. veja o v: 6: 6.6). os filisteus tenham destruído a cidade de Siló (veja J r 26.1: A v o l t a da arca da aliança Depois de sete meses de sofrimento. desde Dã. no extremo norte. a ima. um I objcio inanimado. mas a palavra hebraica não indica qual era exatamente a idade dele. Era pouco provável que duas vacas que ainda não haviam I sido treinadas para puxar uma carroça fossem [ juntas na mesma direção.1—7. no extremo sul. • J o v e m (ARA) / M e n i n o ( N T L H ) ( 1 ) Samuel ainda não era adulto. Assim. houve u m avivamento nacional genuíno (v.19 A morte de 70 homens que I "olharam para dentro da arca" dá um tom de tristeza àquela celebração. 2). Não é seguro tratar Deus como objeto de vã curiosidade. como se faria com um rei capturado.11-14). j Mas os dois últimos. 12 A distância era de 32 km aproxi-1 madamcnte. foi Dagom. símbolo da presença de Deus. se o Deus de Israel era ou não responsável por aqueles desastres.2-17: S a m u e l e x e r c e autoridade de juiz Vinte anos depois.12-22: E l i m o r r e ao ouvir notícia r u i m A Arca nunca mais retornou a Siló. o deus deles. o poder de Deus saiu do templo e caiu sobre o povo na forma de peste (peste bubó. de uma vez por todas. foram líderes religiosos c administradores de justiça.[ to faria com que ficassem perto de seus bezer. em termos humanos. O resultado foi u m desastre total: o exército foi derrotado e a arca caiu nas mãos dos filisteus. Deus não é um ídolo. 18 O portão da cidade era o local onde I o "tribunal" se reunia e pronunciava as suas sentenças.1-11: O s filisteus tomam a arca da aliança A arca da aliança (veja F. Estes versículos registram o cumprimento do j u í z o de Deus sobre a família de Eli (2. que ele "ficou ali" ( N T L H ) . • Filisteus (1) Veja "Cananeus e filisteus". I S m 5: U m t r o f é u p e r i g o s o Para os filisteus. A nação ficou desolada. • V. Mas Dagom não podia competir com o Deus de Israel. transmitida pela pulga do rato.I tribuiu para espalhar a doença. a proteção suprema contra o inimigo. I S m 6.| gem de Dagom foi encontrada caída com o rosto [ no chão.| ros. após sua vitória. a imagem apareceu sem a cabeça e os dois braços. • V . j u n t o ao deserto. • B e t e . como num ato de adoração.27-36. Depois de uma noite. mas é provável que. mas de uma forma que demonstrasse. Mas elas se adaptaram muito bem à canga. guardada no Lugar Santíssimo da Tenda S a g r a d a . dar toda a dimensão da tragédia: "foise a glória de Israel". Mas nesta ocasião o povo quis fazer dela um talismã. • V.

Mispa. Saul desobedeceu. E Samuel. a cerca de 16 km de Jerusalém. Saul v o l t o u para casa com o coração transformado (10. aquele jovem provinciano nunca ouvira falar dele. 1 6 : S a u l é e s c o l h i d o Por incrível que pareça.25) O telhado em forma de terraço era um local fresco e agradável para se dormir nas noites quentes de verão. mas Saul c Davi mantiveram os filisteus sob controle ate a grande batalha de Gilboa quando Saul c Jonatas foram mortos (lSm31). • Para G i l g a l (10.8) A instrução parece estar relacionada à convocação para a batalha. Israel recuperou suas cidades fronteiriças. 1 — 1 0 . disse Deus. > Enquanto S a m u e l v i v e u (13) Isto inclui a maior parte do reinado de Saul.1) separou Saul para seu alto ofício. mas todo o conceito de teocracia. Mas nem isto os dissuadiu. > V. ao que parece. . E eles deviam ser advertidos das conseqüências. A arai permaneceu durante vinte anos e m Q u i n a u .9). O nome do lugar onde anteriormente haviam sido denotados (4.12) Essa forma de expressão ainda não assumira as conotações idólatras que viria a ter mais tarde. Samuel não escondeu nada. Logo veio a provação. R a m á (16-17) Samuel fazia um circuito anual pelas quatro ridades-santuário. liderou o povo num ato de arrependimento c purificação. O fato de aceitarem suborno e não decidirem os casos com justiça deu ao povo uma boa desculpa para convencei' o idoso Samuel a lhes conseguir um rei. Mas Deus aconselhou Samuel a ouvi-los.J e 2Samuel 259 destruídas. Israel só precisou terminar o serviço. 1Sm 8—31 Saul: O primeiro rei de Israel ISm 8: " Q u e r e m o s u m r e i ! " A história se repetiu no caso dos filhos de Samuel. Só precisavam olhar para os países vizinhos para se convencerem que ter um rei significava alistamento militar. > Desde Ecrom até G a t e (14) As duas cidadeseslado dos filisteus que ficavam mais afastadas do litoral. A guerra continuou. c|ue geralmente c identificada com a aldeia de A b u G h o s h . 12 Ebenézer significa "Pedra de Ajuda". foi quando estava procurando algumas jumentas que se haviam perdido que o futuro rei de Israel teve seu pri- meiro encontro com Samuel. trabalhos forçados. > Betei. 13). O cumprimento detalhado das previsões de Samuel convenceu Saul da autoridade do profeta. impostos e perda de liberdades pessoais. ISm 9 . • A l t o / a l t a r d o m o n t e (9. Saul encontrou o profeta Samuel e acabou sendo escolhido o primeiro rei de Israel. "Dê a eles u m rei". Samuel sentiu-se rejeitado e não acatou o pedido do povo. Gilgal. como as nações vizinhas.J c a r i n i . não era o profeta que estava sendo rejeitado. Q u a n d o isto aconteceu (cap. Na verdade. Os filisteus estavam avançando c Deus usou a ocasião para demonstrar a Israel o que ele faria por um povo que tivesse fé nele. Todos os israelitas conheciam o profeta. A o procurar as jumentas perdidas d e seu p a i . que não foram muito melhores que os de Eli (2. juiz e líder religioso no lugar de Eli (veja 15-17).1) foi escolhido para marcar a presente vitória (12). • E i r a d o / t e r r a ç o (9. mas. A ajuda de Deus tornou possível essa dramática reviravolta. A unção com azeite (10.12).

U m r e i que sobressaía de t o d o o p o v o d o ombro para cima teve aprovação instantânea de todos. Tremores de terra aumentaram o pânico e a confusão. era a sittiação ideal para | o início d o governo de um novo rei. • V . 2 5 As instruções de Samuel foram cuidadosamente registradas num livro. Samuel sempre este. Jonatas é descrito como 1 Campanhas militares d c Saul . e não d o p o v o .260 A história de Israel • C h e g a n d o eles a G i b e á ( 1 0 .12)? I S m 1 1 : A p r i m e i r a v i t ó r i a d e Saul Deus levou Saul a fazer seu apelo (6) e o I povo. e. | tanto assim que. E Saul não teve paciência para esperar o final do sétimo dia. • V . que o I povo estava unido. Mas. Saul ficou c o m medo ( c o m o Moises ficara) e teve que ser tirado de seu esconderijo n o meio d a bagagem. neste caso. N ã o precisava ter ficado c o m m e d o . Sua desobediência e arrogância ao assumir a função de sacerdote custaram-lhe a perda da dinastia. e os desertores israelitas ajudaram Saul a conseguir a vitória.17-19). veja J z 1112. Veja 31. desde os dias de Josué. I S m 10. | agora j á idoso. • V. a responder (7). a esco-1 lha de um rei havia sido. Quanto a Jefté. ISm 14: Parece que Jonatas e seu escudeiro foram tomados por desertores. outros acreditam que "mil" seja na verdade uma unidade militar. • Trezentos mil (8) O problema dos números extremamente altos j á foi mencionado e m ocasião anterior. Esta foi possivelmente I a primeira vez. da família. apesar d e tudo. foi f um passo na direção errada. I S m 13—14: G u e r r a c o m os filisteus Saul reuniu suas tropas e esperou sete dias. ao final da lista de nomes. tanto a nação como a monarquia seriam destruídas (25). fez o que sempre fazia: orou | pelo povo e ensinou-lhes o que era correto. sem d ú v i d a .11-13.f ve consciente dos perigos da monarquia (8. i I S m 12: O d u r o d i s c u r s o d e Samuel Este discurso de despedida marca o fim I do regime dos j u í z e s . E quando chegou a hora. Alguns consideram isto u m exagero para impressionar. tempo suficiente para v e r seu exército ficar cada vez mais reduzido. • J a b e s (1) A ajuda oportuna de Saul criou nos moradores dessa cidade um sentimento de inesquecível gratidão. um distanciamen. este homem de Deus. seria equivalente a I "300 unidades" (número exato desconhecido). etc. tanto assim que conseguiram pegar os filisteus desprevenidos. que foi assassinado por Eúde ( J z 3. uma decisão sábia. 1 0 ) Saul teve aquele êxtase profético e m sua própria cidade natal.17-27: " V i v a o r e i ! " O sorteio d a t r i b o . Teria sido este livro que foi lido novamente na coroação de Joás (2Rs 11. D o ponto de vista político. D o ponto de vista religioso.i 3 Campanha contra os amonitas . No lugar da referência ao próprio Samuel.j lo d o ideal de que somente Deus era o rei de l Israel. E Samuel falou francamente: se Deus deixasse de ser rei d o seu povo. 9 Sísera foi derrotado por Débora e Baraque ( J z 4—5). algumas versões colocam Sansão ( J z 13—16). O "rei de Moabe" era Eglom.12-30). j 10. 11 Jerubaal ( A R A ) era outro nome de Gideão ( J z 6—8). d e i x o u bem claro que a escolha d o rei de Israel era um ato d e Deus.

I S m 16.49) U m a forma abreviada de Isbosete. Os queneus serviram de guias para Israel no deserto ( N m 10. já tinha 40 anos (2Sm 2. Aprender a cuidar de um rebanho desgarrado é uma ótima preparação para ser líder! E z 34. a unção confere poder espiritual (13). Como no caso de Saul. Dt 25.6) O ambiente era parecido com o da época de Gideão.29-32). • 13. • Traga aqui a arca (14. At 13. Veja "Guerra Santa". com base em 9. temos dificuldade em aceitar a ordem paia que lodos fossem mortos. semelhante a o desta reconstrução d o M u s e u d a Música de ll.211. Mas desta vez Deus deixou claro que examinava o coração das pessoas. a desobediência de Saul foi deliberada (9). ISm 1 5 : A d e s o b e d i ê n c i a d e S a u l Desta vez.8-16. Isbosete. Sabemos.8—3. foi para casa triste. A desobediência de Saul (pelos piores motivos) deixou seu povo à mercê d o contínuo assedio dos amalequitas.2 Ocupar as cidades de Micmás e Gibcá (localizadas em dois declives.17-19). mas.) Em comparação. Trata-se da túnica com o peitoral que continha o Urim e Tumim (14.10).39). Novamente Deus escolheu a pessoa certa e a preparou para a tarefa muito antes de ela tornar-se uma figura conhecida nacionalmente. que Saul era jovem quando se tornou rei. • Trinta mil (13.21 informa que o reinado de Saul durou exatos 40 anos. um filho mais jovem. S ) . já que tinha um filho com idade para ir à guerra. Ele até poderia ter se alegrado com a queda dc Saul. essa declaração de Samuel se tornaria um dos temas preferidos dos profetas.5) Provavelmente três mil (veja 11.II) A harpa d c Davi era u m h u m o r . com todas aquelas imagens tiradas do mundo do pastoreio. A harpa d e Davi era feita d e madeira d e cipreste <2Sm 6 .19.1 e homem de fé c coragem impressionantes. Nesta ocasião ele devia ter mais de 30 anos.18) Talvez por causa da ordem de Saul ao sacerdote em 14. Quando Saul morreu. • Queneus (6) Uma tribo midianita nômade à qual havia pertencido a mulher de Moisés. " f a lavras q u e Davi dirigiu a Golias I S m 1 7 . Ele foi rejeitado por Deus como rei e Samuel não lhe fez mais nenhuma visita oficial. uma cm frente à outra) significava controlar todo o vale que ficava no meio. forças malignas se apoderaram dele.50) Mais tarde Abner coroou Isbosete em oposição a Davi (2Sm 2. • Isvi (14. • Esconderam-se (13. quando o povo vivia com medo dos midianitas ( J z 6. No mundo mais realista c menos individualista da época de Saul. lança e dardo. no entanto. I S m 16.i 1.2). • V . • 14.19 Os filisteus detinham o monopólio da tecnologia do ferro. por mais que tenhamos conhecimento dc atrocidades sem precedentes 2Samuel 261 cometidas em nossos dias. parece texto inspirado cm Davi. O profeta havia previsto esse problema.1-13: U m a e s c o l h a improvável Se a escolha do primeiro rei servisse dc critério. como o autor deixa claro com esta história. Davi podia ter brilho nos olhos e saúde de ferro.iil.14-23: Davi n opalácio real Quando o Espírito de Deus deixou Saul. 3 Tudo fora interditado ao povo e não devia ser tocado porque fora dedicado a Deus para destruição. em vez disso. • 13. mas era o menos importante membro de sua família. a sorte que era lançada para descobrir a vontade de Deus. • Abner (14. Mesmo assim.1 O texto está incompleto.10-14. Samuel podia estar à procura de um homem alto e bonito para ser o futuro rei. o primeiro instrumento musical mencionado na Bíblia ( G n 4. Possivelmente uma dezena foi tirada nesta passagem (22 o u 32 anos). « (NT1. a narrativa começa a ressaltar os defeitos no caráter de Saul que mais tarde se transfoiTnariam em sério distúrbio mental. Mas a música podia "Você vem contra mim com espada. Sua mente desordenada o lançou em sombria depressão e fez com que ficasse violento. o novo metal que lhes dava tanta vantagem em comparação com o bronze. 22-23 Mais tarde. • Vs. toda a comunidade era responsável pelos crimes de seus membros e sofria as conseqüências. • 13. algumas versões colocam "manto" no lugar dc "arca".41). • 14. . o rci-pastor.2. Mas cu vou contra você em nome do s i •• IHIR TodoPoderoso. seu coração era reto.39-45 O povo interveio para salvar Jonatas das conseqüências do voto precipitado de seu pai (compare a J z 11).33 Comer carne com sangue foi proibido emLv 17. Saul estava à mercê do seu próprio temperamento incontrolável. (Deus não precisa dc muita gente para obter uma vitória. » Amaleque (2) Os amalequitas eram inimigos de longa data cujo castigo fora profetizado anteriormente ( Ê x 17.8 acima).

e o único povo vizinho que não praticava a circuncisão. Davi fingiu-se de louco. armas. virou profeta. para transmitir a D a v i a mensagem de que d e c o r r i a p c n R o de v i d a . além do plano maligno de Saul ser frustrado. A exemplo dos mensageiros que ha\ ia enviado.18-24). avtim c o m o relação à família da qual provinha Davi. Afinal o vencedor receberia como recompensa a filha do rei em casamento (17. 55-58 I'. difícil de harmonizar islo com 16. 50 Veja 2Sm 21.5) 0 primeiro dia de cada mês era dia de festa. perfe ma a • No époc. Neste caso. apare pensa kmatas se valeu da prática de tiro an alvo. A exigência de Saul (cem prepúcios) só podia ser obtida j u n t o aos filisteus. Mas Davi recebeu comida. • 20. Os acontecimentos do cap. Por u m tempo D a v i ficou cora Samuel e sua escola de profetas em Ramá (19. trazer um pouco de luz e. Nada poderia abalara forte ligação entre o filho do rei e o homem que humanamente falando. cuidando das ovelhas. 17 podem ter ocorrido quando Davi ainda freqüentava a corte ocasionalmente.21-22 se refere a um período posterior.8 Aqui há uma referência a I S m 18. c o m o seu arco. sem falar que lhe deu uma pontaria letal no manejo da funda. de n milití ritual rigorc que I (2Sm • Vs. mas seu pai ficou irritado. e conseguiu fugir para a cidade lilisteia de (iate. também é possível que a indagação de Saul fosse algo puramente formal com . que lutara valentemente contra os filisteus. estava com tanto medo quanto seus soldados face ao desafio do gigante. I S m 18: S a u l f i c a c o m i n v e j a de Davi A simpatia de Jonatas transforma-se em profunda amizade por Davi. e este se lembraria dessa amizade como uma das melhores coisas de toda a sua vida (2Sm 1.8-17). Saul estava "possuído" por um espírito que Deus enviou para castigá-lo. • Está t a m b é m Saul entre os profetas? (19. Correndo o risco de sei reconhecido. I S m 19—20: D a v i foge da c o r t e A primeira tentativa de reconciliação pot pai te de Jonatas foi bem sucedida (19. Jonatas tentou fazer com que Davi retornasse em segurança. O gigante não teve chance nenhum a Mais uma vez Deus aparece como protetor do seu povo: tudo que requer dele é confiança e coragem para obedecer. crescia a suspeita invejosa de Saul. pelo menos por algum tempo. I S m 21: S a c e r d o t e a j u d a D a v i a fugir Aimeleque pagou caro por ter acreditado na mentira de Davi (22.26). e os dois amigos foram obrigados a se separarem (20.10-13. a necessidade de Saul passou a ser a oportunidade que Davi precisava.A história de Israel U m j o v e m pasioi de ovelhas gira . ele própt io. mas logo em seguida Saul teve outro surto e Davi só foi salvo graças à astúcia de Mical (19. assim. e fez isso com tanta I Davi fez quando c n l i e n i o u G o I kis. O poder do Espírito de Deus é tão irresistível que. • A m a n h ã é a Festa d a L u a Nova (20. 16. nos montes. havia permitido agregar fé à sua coragem. tanto o bem quanto o mal são atribuídos diretamente a ele. lhe roubaria o trono.241 Compare 10.25). O u . Saul. V.1 H M (unda para • • i: u m a p e d r a . Mas o tempo que Davi passara sozinho.35-42).11-19). os maiores inimigos de Israel.19. A pobreza de Davi deu a Saul a oportunidade de sugerii um dote o u pagamento pela noiva que possivelmente faria com que Davi fosse morto.18-23. I S m 17: D a v i e G o l i a s O campeão filisteu tinha 3 m ele altura.1-7).3. Como Deus é soberano. quando Saul tinha seus surtos ou suas crises. • Pã fresc doze sacer • V. Davi cumpriu a exigência em dobro e voltou para casa sãot salvo para exigir a princesa que lhe havia sido | prometida. estava armado e protegido com armadura da cabeça aos pés. A medida que o prestígio de Davi aumentava. • U m espírito m a u . m a n d a d o por Deus (15) Para quem olhava de fora. Vs. o próprio rei foi "contagiado". e ele passou a tramar a morte de Davi.

Por motivo de segurança. que são duas orações pedindo a ajuda de Deus. Foi o fim de uma era. Nabal era rico e era tempo de tosquia. Saul estava totalmente nas mãos de Davi. recusando-se a ferir o rei S a u l I S m 24. Pode-se notar a paranóia n o seu acesso de raiva (7-8). doze pães frescos eram colocados sobre o altar e os doze pães velhos eram retirados. O pedido que Davi fez a Nabal (8. . produzindo uma vegetação exuberante numa região que é .18. inóspita c deserta. o fato de Urias ter sido tão rigoroso no cumprimento dessa norma fez com que Davi tivesse que recorrer ao assassinato (2Sm 11. " O SENHOR me guarde de. • Vs. os SI 34. que foi vitimado por um duplo ataque (do coração). como castigo de Deus.I e 2Samuel perfeição que o rei Aquis não teve dúvida nenhuma a respeito disso (veja também 27. sentiu o terrível peso da responsabilidade.. Ignorando a voz da verdade e da razão (14-15). Ela evidentemente causou uma boa impressão em Davi (veja v." D a v i . pois é o ungido do SENHOR. É notável que Jonatas reconheceu o direito de Davi ao trono. Sua rápida intervenção salvou a vida de seu marido e dos homens daquela casa (22). 56 refletem os pensamentos de Davi nesta ocasião. A água fresca que sai da fonte corre na ditecão do mar Morto. 5 Os soldados israelitas se abstinham de relações sexuais durante as campanhas militares. em g l a n d e parte. • Pão sagrado (4) A cada sábado. fugindo d o rei Saul. uma época de festa. • V. O fato de Davi não tomar um atalho para chegar ao trono fez com que Saul reconhecesse seu erro.6 ( A R A ) N o s montes c nas cavernas p e n o d e En-Gedi havia vários lugares e m que um homem como D a v i . No entanto. no hebraico. E m tais circunstâncias. 1 Os títulos dos SI 57. Ele não eslava exigindo dinheiro em troca de proteção. depois. Além disso. mas morreu antes de ver o início do seu reinado. O velho profeta ungira o maior rei de Israel. • A estola sacerdotal (6) Veja 14. ISm 24: D a v i p o u p a a v i d a d e S a u l Na caverna perto de En-Gedi. ele ordenou o massacre dos sacerdotes de Deus e. n o hebraico. aceitando com humildade um papel secundário para si mesmo (16-18). Mas Saul ainda não estava satisfeito. • V. mas pedindo compensação por serviços prestados no passado (15-16). podia se esconder. Só com Elias o povo de Israel teria outro líder religioso d o mesmo nível de Samuel. informam que eles foram escritos neste período. 12-13 De acordo com os títulos que aparecem no hebraico. ISm 2 3 : " V o u c a p t u r á . Abigail era tão inteligente quanto era bela. o incentivo de um amigo é sempre bem-vindo. • V. fazem a conexão entre os dois Salmos e este período da vida de Davi. que eu estenda a mão contra ele. kste capacete assírio é u m a das peças da armadura usada naquele tempo. Apenas os sacerdotes podiam comer esses pães. O autor considera a morte de Nabal. 142.. o nome significa "tolo") não foi exagerado.11). Davi deixou os pais com o rei de Moabc. 142. ISm 22: A v i n g a n ç a d o r e i S a u l Davi e toda sua família estavam foragidos ou exilados. 39). • Doegue (9-10) O título d o SI 52.5-12). I S m 25: A b i g a i l i n t e r v é m O capítulo começa com a morte de Samuel. faz referência a este episódio. Quando Davi ficou sabendo disso. mandou matar todos os moradores de Nobe. pois uma guerra santa exigia pureza ritual. • Nobe (1) O santuário central de Israel na época. 263 Os títulos dos SI 57. Mas a palavra de Saul era tão instável quanto seu humor: não se podia levá-la a serio. 4 Davi tinha sangue moabita em suas veias (veja Rute). a perseguição implacável de Saul os forçava a se deslocarem continuamente.l o ! " Davi transformou seu bando de foragidos numa força militar eficaz. Mais tarde.

estes líderes militares causaram grande transtorno a Davi durante seu reinado (2Sm 3. Mais uma vez o rei Aquis foi redondamente enganado por Davi (veja 21.'. I S m 2 9 : O s filisteus d e s c o n f i a m de Davi Os outros líderes filisteus eram menos ingénuos que Aquis.23. Macbeth teria considerado esta uma grande oportunidade para realizar seu intento! Davi. Este pode ter adaptado o relato a seus próprios fins. Embora valentes. não havia nada naquelas palavras que pudesse deixá-lo tranqüilo. veja I S m 24. No entanto.26 INTUI) O reinado de Davi O reinado de Davi também é registrado em l C r 11—29. fez o que sempre fora proibido em Israel (Lv 19. pela segunda vez. . Sua tristeza pela perda d o rei parece ser completamente sincera e sua angústia com a perda de Jonatas. voltaram a dar informações a respeito do paradeiro de Davi.39. rumo a Suném. I S m 27. juntos na morte! Eram mais rápidos do que as águias c mais fortes do que os leões. Se ele alterou os fatos esperando uma recompensa. mas sua firme convicção de que a vida do rei era sagrada (14. descobriu que a mensagem de Samuel não havia mudado. mãe de Abisai. Em outras palavras. 28. meu irmãol" lamento de Davi em 2Sm 1.10-15).1—28. O autor de Crônicas considerou este relato da morte de Saul mais confiável que a história d o amalequita (2Sm 1. 2 S m 1: O l a m e n t o d e D a v i A narrativa da morte de Saul feita pelo amalequita difere d o registro em I S m 31.264 A história de Israel enquanto Samuel estava vivo. Fingindo atacar Israel e seus aliados (10). Nada mais adequado do que ver o povo de Jabes resgatar os corpos de Saul e dos seus três filhos. Este capítulo fala de acontecimentos anteriores aos do cap. Saiu à noite. 11). que também haviam sido vítimas do ataque (14).4-10). embora ele próprio tivesse expulsado essa gente de seu território. I S m 31: A ú l t i m a b a t a l h a d e Saul Veja também l C r 10.10). No seu desespero. chegando perto d o acampamento inimigo em Suném. sabia que Deus não precisava de sua ajuda para colocá-lo no trono. 26). I S m 28. Davi se esconde de Saul U Davi foge de Saul Q Davi leva seus pais Moabe por motivos <le seguAnça 1 1 esconderijo nu região montanhosa D Davi loee para a região dos filisteus AMALEQUITAS I S m 26: Davi. O povo de Jabes não havia esquecido o quanto deviam à primeira grande vitória de Saul (cap.2: A salvo e m território inimigo Davi refugiou-se pela segunda vez entre os filisteus. 20.. Os filisteus reuniram-se em Afeca.14. Depois que os amalequitas haviam saqueado a cidade de Ziclague (ISm 30). p o u p a a vida d e Saul Os zifeus.. Tudo foi recuperado e Judá e Calebe. que. meu irmão Jónalas. Davi na verdade destruía cidades inimigas (8). O lamento p o r Saul e Jonatas é um dos poemas mais belos e comoventes que Davi compôs.3-25: S a u l c o n s u l t a uma médium Saul não recebia resposta de Deus (6). Sem dúvida. que eram pró-Saul. sendo este forçado a reconhecer seu erro. I S m 30: A i n v a s ã o d o s amalequitas D a v i voltou n o momento oportuno e as informações dadas pelo escravo foram mais do que um lance de sorte. Davi tinha Saul em suas mãos. era meio-irmã de Davi. sem deixar nenhum sobrevivente para denunciá-lo (11). não conhecia Davi. disfarçado. • V. para consultar a médium de En-Dor. 6 Zeruia. c assim Davi foi poupado do apuro de enfrentar seus próprios compatriotas no campo de batalha. E u choro por você. foram incluídos na repartição dos despojos. numa viagem perigosa.. juntos na vida. a exemplo do que havia ocorrido 2Sm1—20 "Síttií e Jónaíos.31). o que o levou a decretar a pena de morte não foi descriminação racial. outra vez.. Joabe e Asael. O título hebraico do SI 54 faz conexão entre o salmo e este episódio. profunda e genuína. Davi não tinha motivo especial para amar essa gente.. recorrendo a uma médium. no entanto. Ainda não haviam se deslocado para o Norte. 18. F. A sorte de Saul estava selada. Porém.

3-25).4-33). Por exemplo. Em alguns casos. e por causa disto eram tabu. nem adivinhador. No livro de Êxodo. que relata como o Deus de Israel libertou o seu povo escolhido da escravi- dão no Egito. reputação. 1 -57. Além de estarem baseadas em desejos egocêntricos de controlar a realidade. os agentes humanos de Deus (Moisés e Arão) se opuseram aos "magos" do Egito. nem encantador. nem feiticeiro. A gravura acima vem d a antiga Mesopotâmia. 2. • . Esta forma de reagir às dificuldades é retratada em várias passagens do AT. que podem levar a tentativas ansiosas de alterar a realidade através de fórmulas mágicas. nem necromante. purificações mágicas eram realizadas para obter sucesso na guerra. para obter informação dos mortos (1 Sm 28. nem mágico. por exemplo. existe. finanças. como também é desaconselhada por exemplos encontrados em várias narrativas bíblicas. rituais ou práticas ocultas. estas preocupações às vezes se transformam em obsessões nocivas. nem quem consulte os mortos" (10-11). portanto.1 -49. Embora a diferença exata entre as técnicas dos mágicos egípcios e dos servos de Deus não fosse óbvia. ou seja. A magia não só é proibida por mandamentos transmitidos aos israelitas. a magia é representada nestas narrativas não só como sendo contrária à vontade de Deus. as práticas aqui descritas eram rotineiras entre os inimigos de Israel. dois aspectos que aparecem no contexto desta história são esclarecedores: • enquanto os mágicosegípciosestavam a serviço de um regime que oprimia o povo de Deus. porém. videntes costumavam analisar o fígado de animais. uma proibição total de qualquer prática que seja essencialmente mágica: "Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha.I e 2Samuel 265 Magia no Antigo Testamento Todd Klutz Preocupações com saúde.913. As mais instrutivas delas são: • o relato em que o rei Saul consulta uma médium. boa parte do que podemos chamar de magia consistia em fórmulas e rituais para remover doenças e proteger contra influências malignas. Logo. Atitudes muitos semelhantes àquelas descritas em Ê X 7—9 podem ser encontradas em outras histórias do AT que envolvem magia. Moisés e Arão serviam um Deus cujo objetivo último era livrar e salvar. que bom número das maldições e dos feitiços que aparecem em tabuinhas escritas em grego e encontradas em várias partes do Mediterrâneo antigo tinha a intenção de prejudicar os inimigos de determinada pessoa. embora a palavra "magia" não seja usada em Dt 18. e as narrativas que apresentam os heróis bíblicos José e Daniel como sendo superiores a seus oponentes pagãos na transmissão de conhecimento provindo do âmbito espiritual (Gn 41 . relacionamentos e proteção contra infortúnios têm sido comuns em toda a história e em todas as sociedades conhecidas do mundo. o poder e os propósitos do Deus de Moisés e Arão saíram claramente vitoriosos. Acredilnva-se que espíriros o u demônios femininos amarrados (chamados "Liliths" nos textos araniuicos) atormentavam os homens e as mulheres. mas também inferior em força ao maior poder espiritual disponível. nem prognosticados nem agoureiro. na tentativa de prever acontecimentos fururos. a magia pode ser considerada uma forma ilegítima de suprir uma necessidade legitima — a necessidade humana quase universal de ter comunhão com um mundo que está além daquilo que limita a existência diária. Infelizmente. e Dn 1. • nessa disputa. No miintln antigo. E tudo indica. nas quais essas tentativas são avaliadas de forma totalmente negativa. Fora d o AT e entre os antigos vizinhos dos israelitas. ali. aquele que é dado por Deus aos que o servem e o adoram. ao menos numa leitura superficial. numa competição entre o poder do Deus de Israel e a mágica dos feiticeiros egípcios (Êx 7— 9). Com base nisto. 4.17-20. O que distingue as práticas mágicas da autêntica profecia é a sua falibilidade (14-22).

a ação de Abner equivalia a uma reivindicação do trono.6. nunca lhe faltava. e o golpe foi fatal. As outras dez tribos seguiram a liderança de Abner. • D ã a Berseba (10) O país inteiro. As palavras não sugerem mais que amizade. comandante do exército de Saul.3 m de largura por 10. A morte de Abner foi vantajosa para Davi. • Minha esposa Mical. 9 A razão pela qual Deus tirou o trono de Saul fica clara em I S m 13. Mas a ponta de sua lança era tão afiada que podia ficar cravada | no chão.. Diante disso. Seus corpos foram trazidos para Bete-Seã (em primeiro plano.266 Saul e Jonatas foram monos pelos filisteus nos montes de Gilboa ( a o f u n d o .22-28. práticas homossexuais eram proibidas em Israel ( L v 18. 2 S m 3: A b n e r f a z u m a c o r d o com Davi. • Filhos d e Z e r u i a (18) Veja I S m 26. 2 S m 2: G u e r r a c i v i l . Escavações revelaram uma cavidade de 11. • C a b e ç a d e cão para J u d á (8. e na seqüência houve guerra civil generalizada. ííuínas d e templos foram encontradas em escavações arqueológicas. o que. • V. a vingança de Joabe Isbosete não era em nada parecido com o seu pai. Davi tomou a frente no luto nacional pela morte de Abner. sobrinho de Davi e comandante de seu exercito. ARA) Isto é. . Sabemos que Jonatas tinha um filho (cap. j a m a i s será u n g i d o c o m óleo (21 ) Os escudos eram de couro. ( 1 4 ) Veja I S m 18. levaria a nação consigo. 21. Abner mata Asael Apenas a tribo de Judá (que nesta época. o óleo impedia que secassem e rachassem. Sc transferisse seu apoio a Davi. 4) seria a de Isbosete: ambas enfraqueceram o apoio à família de Saul. "um daqueles miseráveis partidários de Davi. Além do mais. A tentativa de resolver a questão com um combate entre dois grupos representativos em Gibeão (14) terminou sem resultado definido.6 m de profundidade. provavelmente.20-27. e um desses pode ter sido aquele e m que ficou exposta a armadura d e Saul. incluía a tribo de Simeão) aclamou Davi como rei. • A p o n t a d a lança (23) Abner não tinha a intenção de matar Asael. filho de Saul. . . Saul havia entregue a esposa de Davi a outro homem. A s armas d e Saul foram colocadas num dos templos. diga-se de passagem. na foto ao l a d o ) . 13 O açude armazenava'a preciosa água da chuva.20-23. na foto). • A planície (29) O vale cio rio Jordão." • V. A história de Israel • No terceiro d i a (2) A distância entre Gilboa e Ziclague era de 160 km. Mas ele não contava com o ódio implacável de Joabe. H e b r o m foi a capital d e D a v i antes de ele conquistar J e r u s a l é m . e juraram fidelidade a Isbosete.5). • O Livro d o J u s t o (18) Uma antologia que se perdeu (veja Js 10. Durante dois anos a nação ficou dividida.22). 9) apesar de não haver menção de que tivesse esposa. e perdurados nas muralhas. 15.13-14..13). a mancha do assassinato pennaneceu com ele por toda sua vida ( l R s 2. • Teve Saul u m a c o n c u b i n a (7) Normalmente o harém do rei passava para seu herdeiro. Esta vista aérea mostra o "túmulo de Abraão". assim como mais tarde (cap. de Norte a Sul. Rispa aparece novamente no cap. • V. 2 6 Essa era uma amizade singular que Davi valorizava mais que o amor de mulheres. Compare com a ação de Absalão em 2Sm 16. • O e s c u d o . Apesar da declaração pública de inocência. Quem de fato mandava era Abner.

2Sm 5: D a v i r e i n a e m J e r u s a l é m Veja também 1 Cr 11. Deus lhe dera direito ao trono. Ela ficou O s soldados dc Davi chegaram à cidadela de lenisaléni através . não estava ligada a nenhuma tribo cm particular. " Q u e se apoie em muleta" (ARA) representa um texto hebraico que pode ser traduzido tamlxím por "que é capaz de fazer somente trabalho de mulher" (NTI. J z 1. O autor deixa claro que Davi não era usurpador.21). . Mas eles subestimaram Davi. por toda a nação (5. Os jebuseus tinham motivo para se vangloriarem de que sua fortaleza podia ser defendida por uma guarnição de cegos c aleijados (6).9-10) c. Jerusalém era uma escolha excelente para a capital.1-9. Sua localização era central. Isbosete foi sepultado com honras e os dois assassinos foram executados e humilhados em público. uni ninei que levava água di' unia fome externa para dentro d. finalmente.63.:rii<-.ilógica d e D a v i 267 Boaz CO Rute l! Jessé Eliabe Abinadabe Siméia Natanael Radai Ozém DaviOÄL Zeruia Abigail Abiqail Ainoà Maaca Hagite Adonias Fniá L Bate-Seba (viúva delirias! y l a Qui eabe <? Daniel) Itreão Sefatias Abisai Joabe Asael Amnom Absalão Tamar I Salomão (+ Î outros filhos) • V.2). tinha uma história notável desde a época de Abraão e.1 e 2Samuel \ r v o r f . I. a fortaleza como tal jamais havia sido tomada ( J s 15. podia funcionar como pólo unificador das 12 tribos. 2Sm 4: I s b o s e t e é a s s a s s i n a d o Mais uma vez (veja 1. 29 Um fluxo ("gonorréia") desqualificava o homem para o serviço religioso. 14.H).18-20). em função disso. fato este reconhecido por Saul (ISm 24.i cidade.1-16) os partidários de Davi foram completamente incapazes de entender sua atitude com relação a Saul c a família real. por Abner (2Sm 3.8). Embora parte de Jerusalém tivesse sido destinada à tribo de Judá por ocasião da conquista ( J z 1.

18-29). 13 A poligamia de Davi e Salomão é registrada. 17-19 Consultar a Deus parece ter sido algo bem natural na vida de Davi (veja 2. a promessa se cumpriu. Jerusalém / . Os artesãos de H i r ã o ajudaram a construir o Templo. O anjo disse a Maria: "Deus. ajuntou o material. mas Davi contribuiu em muito: fez os planos. lhe dará o trono de Davi. Mais tarde.1).268 A história de Israel em poder do reino de Jndá até ser destruída. embora não fique claro como Davi perguntava e como Deus respondia.7-10). . E quando Cristo veio. Este capítulo antedata os acontecimentos do cap. aproximadamente. • Hirão. 7 (veja 7. • V. 2 S m 6: A a r c a é l e v a d a p a r a Jerusalém Veja também l C r 13. • U m dos seus f i l h o s . o que torna difícil de entender o que aconteceu aqui. Hela Confronto com Israel 1 ^ . Esse acontecimento foi celebrado com toda a exuberância do culto dos hebreus. O reinado de H i r ã o foi um período áureo de expansão política e prosperidade comercial. Mas a frustração de Davi foi seguida por uma promessa que foi muito alem de tudo que ele poderia pedir. N T L H traduz p o r "o aterro que ficava no lado leste da cidade".2-15). inclusive música e adoração ( l C r 28. Depois que os filisteus devolveram a arca ( I S m 4—6). segurou a arca (6) A arca era sagrada e nem os levitas podiam tocá-la. e era " d a casa e família de Davi" (Lc 2. mas não condenada. organizou e delegou tarefas relacionadas com o Templo. Isto explica o castigo severo. Ele nasceu na cidade natal de D a v i . por Nabucodonosor. Sião tornou-se sinônimo de Jerusalém. . //" • / ^ MOABITAS Henrorri EDOMITAS AMAtEQUITAS Campanhas contra i osedomitas . Agora Davi a trouxe para sua nova capital. um homem de paz c não um guerreiro ( l C r 22. 400 anos depois.3-4). o Senhor. 15—16. Deus não permitiu que Davi realizasse seu sonho de construir o Templo: isto seria tarefa de seu filho. As conseqüências para a vida familiar falam por si mesmas. uma dinastia. ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó. não houve neto de Saul por intermédio de Mical que pudesse reivindicar o trono real.-. 2Sm 7 : A aliança de Deus c o m Davi Veja também l C r 17. • Vs. no território de Judá.11-21. os levitas carregaram a arca pelos cabos.4). 2 S m 8: D i v e r s a s v i t ó r i a s d e D a v i Veja também l C r 18. . ou seja. fria e insensível à presença de Deus. Na tentativa seguinte. Belém.C. • U z á . levando-o a responder com uma notável oração de louv o r e agradecimento (vs. e o seu reinado não terá fim" (Lc 1. sugeriu-se a possibilidade de que os moabitas mataram os pais de Davi.fc<laanaim Gibeão \ B '3s Raba . 22. • V .32-33). Conseqüentemente. . Davi assumiu a culpa por não seguir as instruções de Moisés ( l C r 15.6). ~ . 2 Antes disso. com o florescimento das artes e dos ofícios. . rei de T i r o (11) Contemporâneo de Davi e Salomão ( l R s 5 ) . Apenas Mical ficou ornando de longe.1).2-5)..¿ '-y -\ t . 23 Este versículo parece indicar u m rompimento no relacionamento. As g u e r r a s de Davi veja l C r 13. construirá (12-13) Salomão construiu ( l R s 5—7). . O porto de T i r o era a capital do reino fenício. • Sião (7) Mais tarde. • V . Davi estivera em paz com os moabitas ( I S m 22. • Milo (9) Parte das fortificações. que duraria "para sempre" (16). ela ficou em Quiriate-Jearim (Baalá. seu pai. Davi podia não ter autorização para construir uma casa para Deus. H i r ã o reinou de 979 a 945 a. Sobre esta promessa se baseia a esperança que reaparece no restante do AT: a esperança de um Messias. mas Deus construiria uma casa para ele. Jerusalem! denota Israel ¿ ¿ . Até o rei dançou de alegria. .

• Vale do Sal ( 1 3 ) Provavelmente a região desabitada do grande vale que fica ao sul do mar Mono. e seu lamento por Saul e Jonatas é um dos grandes poemas do AT. atraente e talentoso. a filha do rei. foram reconhecidas por Deus e reveladas ao profeta Samuel.1 e 2Samuel 269 • V. Quando . A vida pública de Davi começou quando ele enfrentou o herói filisteu. somos informados sobre a unção secreta do futuro rei. mentindo sobre sua participação nos incidentes. • Filhos de Davi eram sacerdotes (18) Embora não fosse de família sacerdotal.. Um dia Davi também precisaria deste mesmo respeito. Golias. Neste caso. 2 S m 9: A b o n d a d e d e D a v i p a r a c o m o filho aleijado de Jonatas Os acontecimentos narrados no cap. Ele se tornou grande amigo de Jonatas. Ele não devia fazer nada contra Saul. 21 podem ter ocorrido antes d o que é relatado neste capítulo. Mas a tristeza de Davi foi instantânea e genuína. • Queretitas. desconhecidas por sua família. vivendo na caverna de Adulão. embora Saul tentasse matá-lo. igualmente. Ele devolveu a Davi David Barton Davi foi o segundo rei de Israel. Juventude No início. Revela. 26 mostra a lealdade de Davi a seu rei e sogro. a inveja de Saul tornou impossível a sua permanência no palácio e ele passou a ser um fora-da-lei em sua própria terra. 9 Hamate é A m ã . lando foi escolhido para ser rei. Durante algum tempo. Não deixa de ser irônico que foi um amalequita quem trouxe a notícia a Davi. o jovem Davi passou a ter livre acesso à corte de Saul. Mas fazia parte da grandeza do caráter de Davi que. 17 Foi Zadoque quem ungiu Salomão (lRs 1).18). alguém que sabia esperar o seu próprio futuro. ele não reagiu com ódio. ao norte de Damasco. • o estabelecimento de Jerusalém e da dinastia de Davi. Mas. O rei D a v i Os anos de declínio do reinado de Saul trouxeram o caos a Israel. Isto dava duas razões para matar o mensageiro. a exemplo de Melquisedeque. O jogo de gato e rato que aparece em ISm 24. peletitas (18) Mercenários filisteus. porque era o rei ungido por Deus. o filho de Saul.42). "por causa de Jonatas" (veja I S m 20. da qual Davi emerge como personagem vivo. Davi estava acertando as contas com os amalequitas em Ziclague. Davi até se arriscou a viver entre os odiosos filisteus. • a rivalidade entre os dois reinos. não há de que a convocação do rei amedrontou Meíibosete. Valente. Quando Saul e Jonatas morreram em Gilboa. As qualidades de Davi. ganhando batalhas contra os filisteus e tocando a harpa para acalmar o humor cada vez mais azedo do rei. na Síria. um rei de Jerusalém que viveu muito tempo antes de Davi ( G n 14. Por baixo da superfície do relato bíblico. A coragem impulsiva e a confiança em Deus que ele demonstrou neste episódio seriam uma constante em sua vida. Tudo isto é unido numa narrativa extensa e maravilhosamente trabalhada. Mical. Israel eJudá. • V. Muitas vezes somos atraídos a ele por suas lágrimas. o próprio Davi era um tipo de rei-sacerdote (veja cap. 6 ) . e casou com •vi era um jovem pastor de ovelhas que cuidava is rebanhos de seu pai nos arredores de Belém. T e m p o s Difíceis Seguiu-se um período de dificuldades.. Mas as intenções de Davi eram as melhores. é possível detectar diversas correntes: • o surgimento da monarquia diante da pressão dos filisteus. no final.

Davi começou a agir como um tirano. 2 S m 10: D a v i v e n c e a a l i a n ç a s i r o amonita Veja também I C r 19. 10 Isto parece contraditório. Após seu adultério. e fez dela a sua capital. importante para poder se tornar um poder independente.G e d i . ai dar um tratamento vergonhoso aos mensageiros de Davi. ele era o rei apenas da pequena tribo de Judá. Não . Esta vitória representa outra significativa ampliação do reino e do poder de Davi sobre as nações vizinhas. que estava nas mãos dos jebuseus. Ele viu Bate-Seba de longe e teve o desejo de possuí-la. no Sul. a i n d a é c h a m a d a ele "cáscala de Davi". Davi.i guerra foi Ha num. na região onde D a v i ficou f o r a g i d o . Mefibosete as terras que eram da família de Saul (7) e tratou o jovem como se fosse seu próprio filho (11). maravilhado ante a extraordinária autoridade que havia adquirido. Davi foi aclamado rei. Em vez disso. se voltou a Deus em oração. e depois casou com Bate-Seba. Mas de agora em diante a história passou a ser bem diferente do que havia sido antes. Agora ele podia ser imparcial. a sua dinastia. Seu próprio palácio refletia seu novo poder. mesmo recebendo as refeições. mas estar na corte significava um aumento nos gastos. o profeta Nata não o permitiu.270 A história de Israel Quem provocou . • V . NTLH) Atualmente Amã. Mas quando quis construir um templo para abrigar a arca. Mas sem dúvida nações vizinhas olhavam com suspeita e tinham medo do poderoso rei de Israel. Ao levar a arca da aliança para Jerusalém. • Lo-Debar (4) No nono de Gileade. localizado entre as duas metades do seu reino. perto de Jabes. • Rabá (8. ele admitiu seu duplo pecado.3-8. Davi tomou a cidade de Jerusalém. capital da Jordânia. Somente mais tarde ele se tornaria rei de Israel. 16-18 pode ser aquela mencionada em 8. isto é. diante da repreensão do profeta Nata. Em meio à guerra. Deus estabeleceria a "casa" de Davi. A bela cachoeira e m F n . 0 que redimiu Davi nesse episódio foi que. para expressar a sua profunda gratidão. Numa ação política astuta. ele se assegurou de que Jerusalém se tornaria tanto um centro religioso quanto político. A campanha descrita nos v s . ele fez um plano para que o marido dela fosse morto na batalha.

Absalão!" — revelam que a família era. Dele vieram idéias que ainda estão conosco. ele nunca vacilou. o salmo do pastor. do comandante Davi. Davi aparece ao lado de Abraão e Moisés como um dos grandes arquitetos de Israel. O ciclo estava completo.S e b a 0 exército de D a v i guerreava os amonitas. Parte do enredo destes capítulos tem a ver com o caráter ambíguo de Joabe. crime e arrependimento. O hábil estadista. em seu relato da vida de Davi. Então. braço direito de Davi. Talvez seja por isso que suas lágrimas nos tocam tão profundamente. Porém. agora precisou ouvir que a sua tristeza era um insulto para os soldados que lhe haviam dado a vitória e o tinham salvado da morte certa. o rei morreu de velhice. Enquanto subia o monte das Oliveiras. Parte do poder da história de Davi reside no fato de que elà é contada. Aquilo que havia o que desculpar. com todos os seus A história de Davi está em 1Sm 16— 1Rs 2. Por isso Deus permaneceu ao lado dele. Os títulos de muitos dos salmos fazem a conexão entre os mesmos e Davi: o mais famoso de todos é o SI 23. Mas a valentia irresistível e a confiança do jovem Davi se perderam para sempre. Além disso. 2 ) . e nos tristes versículos seguintes vemos novamente a grandeza daquele homem. quando o clima j á era mais agradável. para ele. Davi estava passeando no terraço do palácio. podia o l h a r para baixo e v e r o que se passava nas redondezas. Davi está velho. Davi ficou outra vez arrasado em sua angústia. e lhe estendeu o perdão. em sua própria cama. MOMENTOS MARCANTES A unção — 1Sm 16 Davi e Golias — Í S m 17 O Lamento por Saul — 2 S m 1 A promessa de Deus — 2Sm 7 Bate-Seba — 2 S m 11—12 A rebelião de Absalão — 2 S m 15—18 Salomão é o sucessor e a morte de Davi — 1 Rs 1—2 . Pois. os últimos capítulos de 2Samuel são uma espécie de alívio. por mais fraco que estivesse. O grande comandante cuja principal preocupação sempre fora seus soldados. meu filho aconteceu depois — adultério e assassinato — foi um divisor de águas na vida de D a v i . Passando por situações de pecado. Percebemos sua ansiedade enquanto aguardava notícias do campo de batalha e se esforçava por descobrir a verdade na linguagem complicada daquele mensageiro. Davi vive no paradoxo de pecado perdoado e um mundo de sofrimentos. não conseguiu estabelecer a paz e a ordem em sua própria família. De agora em diante ele começaria a colher frutos amargos. Davi estava chorando. em 1Rs 1.) • Joabe (1) Davi não havia feito nada contra Joabe pelo assassinato de Abner (cap. Embora tudo parecesse correr de acordo com o planejado ( 2 7 ) . e do Davi que tinha o desejo de construir o templo. incapaz de se manter aquecido. filho mimado de Davi. meu filho. fugindo de seu filho. seu sucessor. no pátio interno de uma casa próxima ao palácio a deslumbrante Bate-Seba fazia o ritual mensal de purificação após a menstruação. lembrando-nos do poeta Davi. mais importante do que o seu trono. Mas mesmo havendo perdão. não há como evitar as conseqüências do seu erro. mas naquela primavera o rei decidiu não acompanhar as suas tropas. acertou algumas contas. Daquele momento em diante ele só colheria os frutos amargos do seu pecado. notando que o rei está às portas da morte. À sua volta a corte conspira. como um verdadeiro patriarca. Veja também IO 11—29. O fio condutor que dá unidade a essa narrativa é a confiança que Davi tinha em Deus. e Davi corria risco de vida." ( É significativo que o C r o n i s t a não faz qualquer referência a esse episódio. No entanto. e Bate-Seba deu à luz Salomão. Davi se impôs uma última vez. Na cena final. Dali. que conseguiu trazer unidade política e religiosa a um grupo de tribos tão diferentes entre si. Agora elementos dissonantes. entre elas a que tinha com Joabe. Herói c o m os seus defeitos Como seria de esperar. Colheita a m a r g a Davi se arrependeu. A disputa familiar se transformou em guerra civil.1 e 2Samuel 271 2Sm 11: D a v i c o m e t e a d u l t é r i o com B a t e . 2Sm 13—18 registra a conspiração e rebelião de Absalão. poucas palavras de profunda tristeza — "Meu filho Absalão. Ele convocou Salomão e fez com que fosse ungido rei em público. e que a sua vitória se havia tornado em terrível perda. " o S E N H O R não gostou do que Davi tinha leito. desta vez sozinho. apesar do calor da bela Abisague. Nunca se sabe ao certo se o que ele faz deriva de uma lealdade cega ou de ambição pessoal. Depois disso. apesar de ser um herói com os seus defeitos. Pois. sem juízos de valor. quando Absalão foi morto. o assassino de Absalão. Depois da sesta. É uma história marcada por tramas e sub-tramas complexas.

não tomou nenhuma atitude. • V s . Se Davi tivesse agido. a vingança e futura revolta de Absalão contra o seu pai. Mcíibosete. Estava longe de casa. • Gesur (37) Absalão foi para a terra natal de sua mãe (2Sm 3. pois da tristeza e do consolo (v. 2 5 Supostamente Deus encarregou o profeta de dar u m nome ao menino para que Davi tivesse a certeza de que este filho não morreria. 17. E esta foi uma experiência humilhante para aquele rei (veja SI 51). que significa 'Vergonha". talvez tivesse impedido tanto o assassinato quanto a revolta posterior. pelo valor que isso tem em si e / o u para explicar o ódio.272 A história de Israel Joabe teria que provocar a morte de Urias por ordem do rei. Ele estava disposto a passar por cima da lei no caso de um dos seus súditos. (Veja também I C r 20. à frente de suas tropas. vivendo em tendas. • Urias. A mensagem para Davi era óbvia. que era meioirmão da moça. 10-11 A profecia se cumpriu. Neste caso. apesar da oração angustiada de Davi. mas Davi foi castigado. 2 S m 13: E s t u p r o n a f a m í l i a do rei Davi A o ficar sabendo do estupro de sua filha Tamar. em G n 34. Ela também não foi rejeitada. dois pelos seus próprios irmãos. 12). Meribaal. 2 diz respeito à cuidadosa reclusão de Tamar. por que não fazê-lo il no caso do seu próprio herdeiro? Joabe conseguiu o que queria e Absalão voltou do exílio. O poderoso rei mostra ser um pai (veja l R s 1. Então.5). A "impossibilidade" do v. Isbaal tornou-se Isbosete. o autor nos permite ver a agonia de Tamar.3). Mas este não foi o fim do relacionamento com Bate-Seba. Absalão apossou-se do harém de seu pai (2Sm 16. • U m talento d e o u r o (30) Aquela coroa pesava mais de 30 kg (veja N T L H ) . Neste caso.22). o filho poderia ter sido considerado dele. 11 O exército estava em guerra. conforme Lv 18. ate que Natã chegou. E. e assim por diante. . embora furioso. não revela como ela se sentiu em meio a tudo aquilo. Davi casou com Bate-Seba. • V. queria apenas satisfazer seu I desejo. durante a sua revolta. aquele sórdido episódio foi trazido às claras. mas o fez com pleito judicial inventado. Se Urias tivesse sido um homem menos escrupuloso.1. Amnom não estava pensando em casamento. A história do estupro de D i n á . 24). e. Mas é possível que eleja suspeitasse do ocorrido. por meio de uma história bem simples com uma crítica final. porem. 13 Tamar pensava na possibilidade de um casamento (embora. E ainda não havia uma clara doutrina da ressurreição que pudesse confortálo naquele momento de dor. • Jerubesete (21) O mesmo que Jerubaal/ Gideão ( J z 9). D a v i . e ele não teria sido morto. • V. e a regra era que os homens se abstivessem de relações sexuais. precisassem de autorização especial).) • P a g a r quatro vezes (6) Veja Êx 22. Joabe deixou tudo preparado para que Davi chegasse e. "Baal" era um nome pagão que os escribas mais tarde substituíram pela palavra "bosete" o u "besete". Desta vez o apelo foi para que o rei anulasse o dever do parente mais próximo de vingar seu parente assassinado. ( O relato do Cronista omite o estupro e a revolta de Absalão. Três dos filhos de Davi foram assassinados. o heteu (3) Urias integrava a guarda pessoal de Davi (23. indo diretamente ao censo j do cap. tomasse a cidade de Rabá/Amã (26-31). • V.6). teria ido para casa dormir com Bate-Seba.11.39). Tudo parecia ter acabado bem. 2 S m 14: D a v i a b r e as p o r t a s para Absalão J o a b e venceu a resistência d o rei assim como Natã fizera (cap. Assim. e logo nasceu um filho.20 Discernir entre o bem e o mal pode ser equivalente a conhecer todas as coisas (compare G n 3. Jerubaal tornou-se Jerubesete. Deus o perdoou. logo. a criança morreu. Durante todo esse tempo o exército de Davi estava em guerra contra os amonitas. O que ela tem a dizer é ouvido claramente. 24) nasceu um menino (Salomão). 0 peso de duzentos siclos ( A R A ) equivale a mais j de 2 kg ( N T L H ) . a quem "Deus amou" (24-25). participando da guerra promovida pelo rei. 2 S m 12: A h i s t ó r i a a c u s a d o r a de Natã Urias foi morto na guerra. praticado por A m n o m . 26 Seria essa cabeleira que acabaria | provocando a morte de Absalão (2Sm 18. Mas dois longos e frustrantes anos se passaram até que fosse admitidoà presença de seu pai. • V s . O relacionamento entre os dois havia sofrido danos consideráveis.1-3. A historinha contada pelo profeta pegou Davi desprevenido e repentinamente Davi se viu como Deus o via.9). • V.

com isso. uma guerra civil. conseguiu convencer Absalão de sua lealdade.30 Jesus. • Amasa (25) Sua mãe Abigail era meia-irmã de Davi. ou uma crise de consciência/ confiança por parte de Davi? • V. o agente de Davi. Entrementes. 1 5 . Q u a n d o o plano se tornou público (7-12). cujo conselho perspicaz poderia dar a vitória a Absalão. assim. As ordens de Joabe eram no sentido de poupar o filho de Davi. 14b O autor indica a mensagem. o desafio que isso representou para Davi foi extremamente sério. • V . num episódio que lembra Js 2.2 3 : A b s a l ã o t e m relações c o m a s c o n c u b i n a s de D a v i De volta a Jerusalém (15-19). Mefibosete mais tarde negou as acusações feitas contra ele (2Sm 19. 1 . no território de J u d á .39-46). 0 rei foi pego de surpresa. 25-26 Isto era apenas submissão à vontade de Deus. 2 S m 17: O s u i c í d i o d e A i t o f e l O conselho de Aitofel era agir com rapidez e atacar somente o rei D a v i .1 4 : A u x í l i o p a r a o r e i —e uma maldição 0 obsequioso Ziba (1-4) claramente tinha em vista os seus próprios interesses. 20-23 dão um exemplo da estratégia política de Aitofel. Durante quatro anos Absalão arquitetou seu plano (1-6). traído como Davi. E Husai foi enviado de volta para enganar Aitofel. tudo aconteceu como Natã havia previsto (2Sm 12. Mas o herdeiro escolhido p o r Davi era Salomão. • Porta (2) Ali era feitos os negócios c resolvidas as questões legais (veja Rt 4.24-30). o filho de Abigail morreu. o u . • Hebrom (7) A antiga capital de Davi. A advertência deu ao rei tempo suficiente para escapar e ser recebido. A vontade de Deus se concretiza por meio de seres humanos até nos detalhes: Davi seria restaurado.1 e 2Samuel to público. Aitofel teve a perspicácia de perceber quais seriam as prováveis conseqüências. com uma boa refeição que foi servida para ele e as pessoas que com ele estavam. poderia . • Vs. • Maanaim (27) Um cidade da tribo de Gadc. Jonatas e Aimaás (que estavam levando informações para Davi) escaparam de serem descobertos pela ação protetora de uma mulher (17-20). A o tomar posse do harém de Davi. Nenhum rei perdoaria tamanho insul- A rebelião de Absalão 2 S m 18.28. e. Absalão convenceria seus seguidores de que a reconciliação com seu pai era impossível.31). 2Sm 1 6 . evitando. ele deixou Jerusalém. o que explica seu suicídio (23). quando Raabc salvou os dois espias. 2Sm 1 6 .1-12). ele estava no seu pior momento. Mas Husai ganhou tempo para Davi com um plano que apelava à vaidade de Absalão (11-13). Assim. lentamente ganhando a simpatia do povo. e ganhar tempo. Mas organizou uma rede de espionagem. Simei (5-8) via com sádico prazer a queda do homem que havia roubado o trono de sua família.1—19.11-12). Absalão era o próximo na linha de sucessão ao trono. 273 2Sm 15: O r e i f o g e d e J e r u s a l é m Amnom havia sido assassinado.8: O r e i s a i v i t o r i o s o D a v i derrotou Absalão e aquela foi uma vitória que Deus lhe deu (18. finalmente. O que aconteceria em seguida dependia de Deus. Para salvar a cidade. o mais sábio dos conselheiros de Davi. Joabe era primo dele. A caminho do Jordão. na região de Gileade. então. a leste do Jordão. mas ele era inteligente o suficiente para saber que apenas a morte do pretendente ao trono. a morte do rei. Os vs. passaria sua noite de angústia no monte das Oliveiras (Lc 22. • Aitofel (31) Avô de Bate-Seba. Davi jamais se sentira tão desprezível (9-14). H u s a i . fugindo do seu próprio filho como fugira de Saul.

idade Velha í x t e n s » posterior Ja c dace e li. pela perda do comando.10) cegaram o rei para o efeito da sua conduta sobre o povo. 20). 4. e a nomeação de Amasa (comandante do exército de Absalão.5-14. com a mesma rapidez que havia demonstrado ao matar Abner. Agora que o rei havia retomado o poder. • N e n h u m f i l h o (18. Mefibosetc. mais tarde ele mandaria Salomão matá-lo ( l R s 2. O beijo e o golpe de espada lembram a traição de Judas. que apatete na loto abaixo (que é uma vista dc sudoeste). • Pilha d e p e d r a s (18. o templo W erguido naquele local Segundo a uidifâo.-:á-eãíolempionr.5-6). que foi pelo vale do Jordão. 3 Estas eram as concubinas que Absalão havia tomado para si. sobre Simei e Barzilai. mais tarde. V s . 2 S m 19.27. • V. Em ambos os casos sua traição foi um infame. 2 S m 20: A r e v o l t a l i d e r a d a por Seba Apesar da afirmação no v. veja 16.. 2.33—19. • Adonirão (24) Numa posição na qual se tem poucos amigos. Joabe também poderá estar pensando no destino dos mensageiros anteriores (1. 2Sm 18.19-32) Joabe escolher o escravo sudanes/etíope para levar as más notícias. algumas pessoas estavam ansiosas em conquistar seu favor (Simei 16-22. estendendose paia baixo. na «tire • (So da fome de Giom A ""pataúrma" no a::o do monte eia um lugar fácil de ser defendido e. Tn. quando sua própria posição estava ameaçada.26) se enroscasse no carvalho e o tornasse uma vítima indefesa. Mas o caminho em linha reta que passava pelas colinas acabou sendo o caminho mais longo. Davi não perdoou Joabe pela morte de Absalão (veja 19. guando Deus lhe pediu que sacrllicasse seu ptóprto fího Hoje. o local é ocupado por uma mesquita. Mutoatual da .. Davi estava na verdade castigando a lealdade e recompensando a rebelião. veja também lRs 2). cap.9-12).1-4. Joabe matou Amasa (membro dc sua própria família). O rei naturalmente teria suposto (como fez em 27) que o filho d o sacerdote traria boas notícias. 24-30.dodeSabmác ausate A/C .23 Embora Davi tenha usado de misericórdia com Simei nesta ocasião. acabou chegando antes do escravo etíope (23). Jerusalém: a cidade de Davi 0 povoamento originai fitava no (Imo do mente. tantas assim (14-22).274 A história de Israel resolver a questão. veja 16. 40-43: a disputa entre os homens de Judá e as dez tribos causou uma divisão que aumentaria no cap. e Aimaás. ali Abraio foi testado em sua lé. e seu próprio sobrinho) no lugai de Joabe causou mais problemas (41-43. as pessoas que apoiaram Seba ativamente nesta rebelião não eram.13) Foi irônico que o belo cabelo do j o v e m (14. Davi não esqueceu nem perdoou (veja l R s 2. A tentativa de Davi de conquistá-lo de volta. Eles morreram ainda jovens? • Aimaás e o etíope (18. As palavras duras de Joabe o trouxeram de volta à realidade e o salvaram do desastre político.9-43: O r e s c a l d o da revolta A tribo de Judá havia ficado do lado de Absalão.18) Isto parece contradizer 14.11-16.8-9). 20 e dividiria o reino após a morte de Salomão. • V. A conseqüência para elas foi terrível.8: grande tristeza e remorso (veja 12.17) U m montão de pedras indicava o lúmulo de um criminoso. ele foi apedrejado até a morte no reinado do filho de Salomão. no final das contas.

K. apesar de todas as suas falhas. N ã o se sabe ao certo o que havia de errado com a realização d o censo.2). Mais de 30 nomes são citados. foi "um homem segundo o coração de Deus". 0 relato dos vs. . deixando Davi livre para agir. Harrison sugere que se deve ler: "Elanã. 8-25: Para os primeiros leitores. Depois aparecem as façanhas de dois líderes (Abisai.3-27. Seus pensamentos estão centrados naquilo que constitui um bom rei. • V .18—22.. 9).5. Asael. e Benaia ou Benaías. de Belém. filho de Jaaré-Oregim. e da maldição. não era necessário explicar a tremenda importância da aquisição de Davi. Saul aparentemente havia desrespeitado esse pacto (embora isso não seja mencionado em outro lugar).1. Em outras palavras. O Templo foi construído sobre aquela eira ou terreno de malhar cereais. líder d o g r u p o chamado " O s T r i n t a " . R. e ajudou Davi a conquistar o trono ( l C r 12. A chegada da chuva trouxe o fim da fome. matou Golias (19) Isto parece conflitar com I S m 17. O g r u p o provavelmente foi formad o e m Ziclague.1.29-32). l í d e r dos mercenários filisteus).] e 2Samuel > Vs. Os vs. Urias) foram substituídos por outros. 15-22 pertence ao período dos acontecimentos narrados em 2Sm 5. • Para que abençoem (3) Removendo assim a maldição que trouxera a fome. seguidos de uma lista de soldados famosos. • Elanã. o que concorda com l C r 20. Ele pertence ao período das primeiras grandes vitórias de Davi. 2 S m 23. talvez ciente d e que seus leitores n ã o e n t e n d e r i a m c o m o Deus p r i m e i r o incitou D a v i a fazer o censo e depois o castigou p o r fazê-lo. Outra possibilidade é que um novo herói havia tomado o nome daquele que foi morto por Davi. 11.10). T a l v e z porque indicaria confiança nos n ú m e r o s . 6 O. explicitamente mencionada em l C r 21. > Pano de saco grosseiro para fazer um abrigo (10) Rispa deve ter ficado ali por cerca de seis meses.1). 2 S m 24: O c e n s o e a p r a g a Veja também l C r 21. A história do pacto de Israel com os gibeonitas é contada em Js 9.. Belém e r a a cidade natal de D a v i ) . e os que h a v i a m sido mortos ( p o r exemplo.17-25.8-39: A g u a r d a e s p e c i a l de Davi Depois d o relato das façanhas d o g r u p o chamado " O s T r ê s " e m sua luta contra os filisteus (8-12) aparece u m i n c i d e n t e d a c a m p a n h a d e s c r i t a e m 5. O texto parece ter problemas. perto d o local onde Abraão esteve prestes a oferecer Isaque em sacrifício (2Cr 3. 16 Em vários momentos os escritores do AT afirmam que Deus se arrependeu ou resolveu não mais fazer determinada coisa (geralmente para adotar um procedimento mais misericordioso). matou o irmão de Golias". e m lugar de confiança em Deus. > Merabe (8) A filha de Saul que havia sido prometida a Davi como esposa.17-25 (13-17. 2Sm 2 2 : O h i n o d e v i t ó r i a de D a v i Este cântico é praticamente idêntico ao SI 18. e pode ser comparado com o cântico de Moisés em Dt 32. 2 S m 23. Aquela era uma monarquia sem burocracia. O Cronista ( l C r 21. menciona Satanás como instigador. 23-26 Impressiona o reduzido número de oficiais o u ministros de Davi. G n 22. apesar d o que algumas traduções sugerem. na sua posição diante de Deus e na dinastia prometida. apesar dos estreitos laços de parentesco com os moradores da cidade ( l C r 8. texto hebraico não d i z se aqueles homens foram enforcados. Isso contrasta com o grande número de oficiais de Salomão ( l R s 4 ) . Vs. 21-25 contrastam com um conhecimento mais aprofundado de si mesmo que Davi passou a ter a partir d o episódio de Bate-Seba e Urias e que ele expressou no SI 51. um final adequado para a vida d o rei que.1. • V. 1-14 provavelmente aconteceu antes de Mefibosete ser recebido na corte real (cap. 2Sm 21—24 Acontecimentos durante o reinado de Davi 2Sm 2 1 : O s g i b e o n i t a s são v i n g a d o s 0 que é relato nos vs.1-7: A s ú l t i m a s p a l a v r a s de Davi Estas podem ser as últimas palavras que o "cantor dos salmos de Israel" escreveu em forma de poesia (veja 1 Rs 2 para suas últimas ordens a Salomão).

quando o Templo foi construído. comandante do exército.41. As vezes é identificada com a heroína de Cântico dos Cânticos. que ficava perto de Nazaré. e Abiatar. Os pensamentos se voltavam para seu sucessor. Ele menciona várias das suas fontes (p. Um elemento importante nessa história é o surgimento dos profetas. Ele escreveu seu registro como um único volume. e à ação mais rápida ainda do velho rei D a v i . não dois) dá continuidade à história de Israel. Assim. após ter sido destruída pelos egípcios. Ele tinha o apoio dc Joabe. 15. como Almeida Revista e Corrigida. Ele provavelmente foi um profeta que viveu na Babilônia durante o exílio. e o autor sabe muito bem qual o moral que ela transmite: Deus é o Senhor da história. Isto significa que ele "não a possuiu" ( A R A ) . Quando o povo e seus líderes o buscavam e obedeciam às suas leis. 4 Versões mais antigas. 1 R s 1: A l u t a p e l o t r o n o O rei Davi já era idoso.C). cuja tarefa era chamar o povo de volta para Deus. 1RS3—1I O reinado de Salomão 1Rs 12—2RS 25 Reis de Israel e Judá Histórias mais conhecidas ou passagens principais OJempío (1 Rs 5—8) A rainha de Sabá (lRs 10) A divisão do reino (lRs 12—14) Elias (IRs 17—19) Eliseu (2Rs 2—8) Há alguns problemas envolvendo datas e cronologia. Adonias aparcnicmente era o herdeiro. O autor desta coleção de histórias é desconhecido. passando pela separação entre as tribos do Norte e do Sul que acabou dividindo o povo em dois reinos separados — Israel e Judá — até a queda de Samaria (722/1 a.C. dizem que o rei "não a conheceu". Adonias foi posio de lado.C. IRs 11. Essas questões são discutidas em "Examinando a cronologia dos reis". Grande parte do material tem paralelos em Crônicas.31): registros oficiais da corte e coleções de histórias sobre os profetas. ex. Salomão foi coroado rei. começando no ponto em que terminou 2Samuel e abrangendo os quatro séculos seguintes. e veja l C r 22. por volta de 550 a.9). Mas o trono fora prometido ao meio irmão dc Adonias Salomão (1. um dos principais sacerdotes. Essa história nos leva do final do reinado de Davi e do período áureo de Salomão. Os pilares de pedra faziam parte de um dos "ahos" da religião dos canancus. Diante da morte de seus três irmãos mais velhos. resultavam paz e prosperidade.13. IRs 1—2 Quem será o sucessor do rei Davi? G e z c r foi nua das cidades reconstruídas e tonificadas por Salomão.1 E2REIS Reis (originalmente um livro. • A b i s a g u e (3) Ela era de Suném. . O desastre político e econômico tomou conta de Israel e Judá como conseqüência direta do enfraquecimento da moral e da religiosidade da nação. especialmente Elias e Eliseu. ativamente envolvido nos assuntos humanos. É uma história sombria. inicialmente como co-regente de Davi. O registro começa com um reino estável e unido sob a liderança firme de um rei e termina com o colapso total e a deportação em massa para a Babilônia. Resumo A história da nação desde o rei Salomão até o exílio. graças à astúcia do profeta Natã. "não teve relações (sexuais) com ela" (Mim. para ser lido do começo ao fim. • V . mas não há fundamento real para isto.) e a destruição de Jerusalém (587 a.

mais tarde.1-12: M o r r e o r e i D a v i Vendo a morte chegar.27-29. no vale do Cedrom. Abiatar foi despedido e expulso (embora pareça ter sido readmitido. 19.I e 2Reis • V. . Em pouco tempo. já que. 2Sm 23.8-39.26-30.28-34). apoiado pelo sacerdote Abiatar e pelo comandante Joabe. Veja 2Sm 16. Benaia. v. • Pontas do altar (50) Saliências em forma de chifre que ficavam na parte superior.2429. 13 Essa promessa não está registrada em nenhum outro lugar. • Barzilai (7) Veja 2Sm 17. 19. por exemplo. Salomão considerou isto uma segunda reivindicação do trono.13-46: A o p o s i ç ã o é eliminada Adonias. Simei. lRs 2.16-28: " C o r t e m a c r i a n ç a viva pelo meio" Este caso extremamente difícil ilustra o dom da sabedoria que Deus havia dado a Salomão. a mensagem a Abraão em G n 20. 1 A "Cidade de D a v i " era a fortaleza do monte Sião. nos quatro cantos do altar. ele recebeu mais do que pedira. • V. 2Sm 12. no Oriente. Sua fama se espalharia pelo mundo.20-23.1-15: " D á . . inclusive duas prostitutas.27-36. • V. 20. Depois de conselhos da mais alta importância (1-4) aparecem. localizados no alto dos montes) que passaram ao controle dos israelitas. que seriam condenadas por profetas posteriores.31-39. • Fonte de Rogel (9) Ficava na fronteira entre os territórios de Benjamim e Judá. • Vs. veja 2Sm 15. A desonra de Abiatar deixou uma sensação duradoura de vergonha. mas nem sempre. • A p a l a v r a . a adoração de Deus nestes lugares foi contaminada por grosseiras práticas pagãs. Salomão não devia se sentir obrigado pela promessa que Davi havia feito. 1).3-12. embora p o r razão justificável.4) e Joabe sofreu a morte violenta que causara a outros. Desta vez ele pagou caro pelo que poderia ter sido um pedido feito com leviandade. E seu reino desfrutaria de prosperidade econômica como nunca houvera antes. 4. • H o l o c a u s t o s (4) Para sacrifícios em geral.8-10. 1 Rs 3—11 O reinado glorioso de Salomão l R s 3. lRs 2. sobre a família d e Eli (27) Veja I S m 2. l R s 3.6-7. . a posse do harém do predecessor era um dos elementos que dava direito ao trono (compare o gesto de Absalão. Salomão estava oferecendo sacrifícios em Gibeão. Salomão obedeceu às instruções de seu pai (veja 2. Foi lá que nasceria. Salomão ficaria famoso por seu sábio discernimento. • Giom (33) Uma fonte que ficava do lado de fora do muro oriental de Jerusalém. Davi deu a Salomão as últimas instruções. 2Sm 16). G n 28. 7-8 Zadoque e Abiatar.16-23. o profeta Jeremias. Os valentes eram a guarda especial: 2Sm 23.12-15. • Joabe (5) Veja 2Sm 3. sem qualquer transição. 2 Os "altos" (ARA) eram os antigos santuários cananeus (geralmente. Veja também o artigo "Egito". os sonhos de José e o dom de interpretação dado por Deus). • Anatote (26) Esta cidade ao noite de Jerusalém pertencia aos levitas. Ele pediu sabedoria para governar seu povo com justiça. o sonho de Jacó. O incidente também mostra que o povo simples. para que ficasse longe dos seus companheiros benjamitas. era necessário discernimento especial da natureza humana ("sabedoria de Deus". N u m a situação em que se tinha a palavra de uma mulher contra a palavra de outra.5-14. tinha acesso ao rei. cidade que ficava 10 km a noroeste de Jerusalém. • Queretitas e peletitas (38) Mercenários estrangeiros (filisteus). assim. instruções derivadas da sabedoria mundana e de moralidade dúbia (5-9). • O s o n h o (5) Na antiguidade acreditava-se que os sonhos tinham significado real e o A T registra vários sonhos nos quais Deus revela sua vontade (veja. foi mantido em liberdade condicional em Jerusalém. quando Deus lhe apareceu num sonho oferecendo um presente que ele poderia escolher.m e s a b e d o r i a " Veja também 2Cr 1. já havia reivindicado o trono anteriormente (cap. • A Tenda ( 3 9 ) O local onde era guardada a arca da aliança. • V. Salomão ordenou que ele fosse morto. Foi a escolha de um homem cujo coração era reto diante de Deus e. Natã. 28) para descobrir a verdade. veja Lv 1—7. Q u a n d o Simei violou sua condicional. outro desordeiro em potencial. Em outras palavras. 5 Veja 2Sm 18. • Simei (8) Davi entendeu que a promessa que ele havia feito a Simei não seria transferida a Salomão.

5 x 9 m. ARA) Um provérbio indicando condições! idílicas de paz e prosperidade. hoje. e Pv 10. H ) .A história de Israel destacados em sabedoria. Foi projetado para ser uma casa dc Deus. ARA) O "coro" era uma medida de capacidade. . com parte da seção interior separada do santuário por uma cortina. restam. não um edifício para abrigar grandes agrupamentos de pessoas. que são atribuídos: Salomão. funcionários civis c servos domésticos.i grega biblos = livro (que resulta em "Bíblia") vem dc "Biblos". • D e b a i x o d a sua videira e . em provérbios e cânticost ditos baseados na vida natural e animal (veja por exemplo. A palavr.16). O rei excedia seus contemporâneos mais . a cidade onde se fazia papel com o papiro que vinha do Egito.1—22. Não é de admirar que fosse necessária uma elaborada organização para manter isso em funcionamento (7-28). • Cedros d o Líbano (6) "Líbano" era a cadeia de montanhas e esses cedros eram a melhoi madeira disponível. . Na frente havia um pórtico que media 4. Biblos era famosa po: seus artesãos.NTLH) l/>calizadajunto â costa. que ele cxpress. Onde naquele tempo havia uma grande floresta. 1-6 Azarias era chefe da receita intentsi encarregado dos coletores dc impostos (er_ espécie). l R s 4: A s e r v i ç o d o s á b i o r e i Salomão E m c o i m a s t e com a s i m p l i c i d a d e da estrutura administrativa do rei D a v i . Em tamanho o Templo era mais uma capela que uma catedral. No v. poucas dessas árvore: imponentes. U m coro de trigo equivalia a uma carga de jumento. (0 clima permitia que as pessoas se reunissem nos pátios ao redor do prédio nas épocas das festas. SI 72. • Vs. U m coro de óleo equivalia a 48 galões. • Coros (11. 127.) O Templo media mais ou menos 27 m de comprimento. e devia chegar a vários milhares de pessoas. l R s 5: P r e p a r a t i v o s para a construção do Templo Veja também 2Cr 2. d a sua figueira (25. após contínuo desmatamento. l R s 6: C o n s t r u i n d o o t e m p l o Veja também 2Cr 3. A N T L H diz "duas mil toneladas dc trigo e quatrocentos mil litros dc azeite de oliva puro". por nove de largura e 13. Salomão i n t r o d u z i u uma vasta burocracia para administrar seu reino.3 dá a dimensão do seu harém).11). 5. foi fortalecida através de um acordo comercial: H i r ã o suprirá a matéria prima para a construção do Templo em troca de alimentos. Dividia-se em duas seções. A corte incluía não só a família real (11. e dos lados ficavam salas que serviam dc armazém. "amigo do rei" (ARA) signifcl "conselheiro particular do r e i " ( N T I . a o Norte (veja 2Sm 5. va.5 de altura. • Biblos (18. tal como eles. mas ministros. uns 32 km ao norte de Beirute. A amizade com o reino fenício de Tiro.

a exemplo das demais paredes de madeira. Mas esta era aberta apenas raramente. Neste recinto ele podia ver o altar do incenso. Aparentemente o pórtico de fenícios em marfim e bronze dos séculos anteriores e posteriores à época de entrada não tinha portas. A crosta rochosa bem no centro talvez fosse o local onde ficava o altar dos holocaustos. entrada do Lugar Santo. Luz adicional entrava por uma série de janelas no alto da parede.1 e 2Reis 279 O templo de Salomão e suas reconstruções Allan Millard 0 grande desejo de Davi era construir um templo para Deus. Era natural que um rei poderoso honrasse seu Deus desta forma. este lhe apareceria todo reluzente de exercício teria que ter atravessado o ouro. todo dourado. É possível que houvesse portões que impediam Salomão. e revestidas de ouro. Isto pode ter sido obra dos construtores fenícios que foram contratados por Salomão. portas e rava com duas portas dobradiças na mobília revestidas de ouro. Estas eram . feitas de madeira de cipreste. Nas laterais da entrada havia duas colunas cuja função é desconhecida. talvez de bronze para os sacrifícios (cerca de 10 m'. E se ele pudesse marfim q u e pertence a u m p e r í o d o u m p o u c o olhar para dentro no Lugar Santíssimo. e o tabernáculo existente proporcionava o padrão para um santuário centralizado. 0 templo de Salomão As descrições detalhadas em IRs 6-7 e 2Cr 3—4 dão um retrato quase completo do templo. A comparação com o templo de Ezequiel sugere que o prédio inteiro ficava numa plataforma elevada em relação ao nível do pátio. 3 m de altura) e o enorme somente para a cerimônia anual da tanque de bronze apoiado sobre os expiação. Isto é complementado pela evidência das descobertas arqueológicas.nios se orgulhavam de ornamentar seus templos com paredes. Este bosque d e cedros é u m d o s poucos q u e ainda restam hoje no Líbano. mas isto só viria a ser realidade no tempo de seu filho Salomão. com a luz que penetrava atrapátio. palmeiras e querubins.. E os reis egípcios e babilôa passagem. sendo que os três cômodos resultantes formavam uma estrutura semelhante a alguns dos templos dos cananeus (p. e cinco pares de candelabros. a mesa dos pães da proposição. os artífices d e S a l o m ã o usaram padrões semelhantes a esta escultura d e revestido com ouro. entalhadas com flores. jri)m «inwiMiii ii Os pés do oficiante pisavam um chão A o d e c o r a r e m o T e m p l o . A planta do tabernáculo foi ampliada pelo acréscimo de um pórtico. em Hazor e Ras Shamra). em Jerusalém. ex. Mas o sacerdote se depa. o sacerdote em O T e m p l o foi c o n s t r u í d o c o m pedras e madeira de c e d r o t r a z i d a das florestas d o L í b a n o . passado ao lado do grande altar vés da porta de entrada. Uma série de depósitos em três andares cercava o Lugar Santíssimo e o Lugar Santo. Antes de subir os degraus para entrar no santuário. Os motivos decorativos são bem conhecidos a partir dos entalhes doze touros. posrerior. O terreno que Davi comprou para essa finalidade ficava onde hoje se encontra a mesquita de OmarfHaram es-Sherif").

C.280 A história de Israel O templo de Salomão foi destruído por Nabucodonosor em 587 a. . Grande parte das suas riquezas já havia sido tirada anteriormente e entregue como tributo a conquistadores estrangeiros que ameaçavam Judá.

e que o rei Herodes incorporou nos muros de sua construção. no lado leste. O altar d e incenso sobre rodas p o d e ter sido semelhante a este. Ezequiel faz uma descrição minuciosa desse templo. foi consolado e animado com a visão que Ezequiel teve de um novo templo (Ez 40—44). ossibilitandoanão-judeusfácil acesso ao recinto sagrado (Ne 13.C. O caráter cosmopolita da Jerusalém do período após o exílio trouxe dificuldades a Neemias.4-9). C . era uma pálida imitação do templo de Salomão. com m& certeza. completaram a reconstrução do antigo em 515 a. Este santuário jamais foi construído. O templo reconstruído O povo desanimado que se encontrava no exílio.1 e2Rás 281 A madeira a ser usada na construção d o T e m p l o foi transportada a o l o n g o d a costa. . e m barcos fenícios. Foram e n c o n t r a d o s dois blocos de pedra contendo inscrições de advertência aos gentios: se passassem daquele ponto. W ficando o acesso ao pátio interior restripB to aos judeus. Essa B9 divisão existia.17-36). após alguma demora. Isto provavelmen• te resultou na separação p de um pátio externo. Mas um muro de pedra que se ergue no alto do vale do Cedrom. seria p o r sua própria conta e risco (veja também At 21. feito d e bronze. pode ser parte da plataforma sobre a qual foi erguido o segundo templo. Quanto ao esplendor. Nada sobreviveu do primeiro templo.C. incluindo detalhes a respeito do pátio que não aparecem no relato da obra de Salomão. que remonta a 1200-1100 a . mas os exilados que retornaram por volta de 537 a. no templo de Herodes. na Babilônia. O pouco que sabemos sobre ele mostra que seguia de perto a planta do templo anterior.

ao norte da terra de Israel. As pedras eram preparadas perto do local da construção.34-38).8). l R s 7: C o n s t r u ç õ e s s u n t u o s a s p a r a Salomão. Ele pediu que Deus ouvisse as orações e perdoasse o pecado do seu povo quando se voltasse para o Templo. e tudo estava concluído conforme planejado.15-17). bronze para o Templo Vs.11—5. Depois da oração veio a bênção (54-61). as paredes douradas. o sacrifício (62-64). mas num subterrâneo tão profundo que todo som era abafado. as criaturas cujas enormes asas douradas se estendiam de uma parede a outra do santuário (veja Êx 25. que m o r a v a m nas cidades-esiado d e T i r o (foto) e S i d o m . de dez carretas para apoiar outros recipientes (27-39) e de vários itens menores de equipamento (40-50. depois do sacrifício. o Salão das Colunas. de um enorme ianque com capacidade para quase 40. l R s 8: A g l ó r i a d e D e u s e n c h e o Templo Veja também 2Cr 5. Provavelmente o palácio da filha do Faraó abrigava também o resto do harém.2-6). festa e alegria para todo o povo (65. os painéis de cedro entalhados e decorados. A oração de Salomão. Os vs. n o deserto. 2Cr 4. O s fenícios. Sete anos. • Quatrocentos e oitenta anos ( 1 ) O êxodo provavelmente ocorreu cerca de 300 anos antes de Salomão construir o Templo. supcrvisou a fundição em bronze de duas colunas ornadas para a entrada do Templo (15-22. 15-36 nos descrevem as belas decorações. . a mesma nuvem brilhante que. Vs.1).10. 11-13 destacam o motivo de tudo isso: Deus habitando no meio do seu povo. a arca da aliança foi trazida da Cidade de Davi e instalada no Lugar Santíssimo.17. depois da bênção. lembra a linguagem usada por Moisés. E todo o prédio d o Templo brilhou com a luz da presença de Deus. • Não se ouvisse o barulho (7) Mesmo nesta fase o lugar era considerado santo. Terminada a obra. e r a m marinheiros e desempenhavam um papel importante no comércio internacional. 1-12: Salomão construiu o Salão da Floresta do Líbano. 13-51: Hurã.000 litros de água (23-26.21. cobria a Tenda de Deus ( Ê x 40. O número arredondado aqui (12 x 40) pode indicar 12 gerações em vez de um número preciso de anos. veja 2Cr 7 ) .1820). o artesão que Salomão trouxe de Tiro. 2Cr 4. de T i r o . embora nenhum prédio na terra pudesse conter o Deus do céu.282 A história de Israel O rei Hirào. Is 22.2—7. um grande salão forrado de cedro onde eram guardadas armas c taças de ouro (veja 10. a Sala do Trono e palácios para si e para a filha do Faraó (sua rainha). Os vs. pela casa real (23-26) e pelo povo (27-53). forneceu • Salomão materiais c artesãos para a construção d o Templo. veja também 2Cr 3.

disto ele não era visível. é claro. Foram muito tramos o portão da cidade tinham exatamente a mesma estru. Ficamos surpresos tura e as mesmas dimensões. do a Salomão. o portão as fortificações de Salomão. copiamos a planta Para minha surpresa e alegria. Assim.o que Macalister classificou como planta de um castelo do período mos no chão e dissemos dos macabeus.. que parecia idêntia nossos operários: .rio em três volumes sobre nas três cidades que. mais antigo. quando encontraádade. Mas eu Quando escavamos sob o estrato — perceberam como havíamos che. decidi tirar da prateleira o relatóque é a época de Salomão. ficações e portões idênticos. muito tempo atrás." no primeiro volume descobri do portão de Megido antes de continuar a escavação.cautelosos. e um de seus objetivos era dida em cômodos. mamos isto de parede mas o da Bílolia aumentou Uma expedição americana de casamata: parede dupla com como nunca.publiquei um artigo sugerindo que gado a esta solução. Mas. Yadin desenterrou a cidade baixa. foram encontradas fortie Hazor. Salomão. mais importante ainda. foram reconstruídas por Gezer. lhante estruturalmente — mencionada naquela passagem no piso da área onde ficava ao portão descoberto muitos anos no livro de Reis. encontramos parede de casamata. Megido feito ali. segundo do três cidades: as escavações que Macalister havia a Bíblia. a Gezer. provável evidência da destruição da cidade por Josué na segunda metade do século 13 a. o arqueólogo Yigael Yadin usou os textos bíblicos para ajudá-lo a recuperar sua história.. os operários que Na verdade. "A cidade baixa jamais foi 'Cavem aqui e vocês encontrarão A s ruínas da porta d a cidade d e Salomão e m reconstruída.C. a maior cidade da Terra Santa que remonta ao tempo dos cananeus. do Hebrew Union Collegefoi uma parede exterior e interior divi. nos diz. em Megido e Hazor.Assim.que Salomão reconstruiu a É claro que. na realidade.Por causa da passagem bíblica. e por causa novamente a passagem para eles a colina (o tell) propriamente. mas encontraram de Salomão. Mas a Bíblia e vocês encontrarão uma sala.dizer da terceira cidade — Gezer E.1 e 2Reis 283 As cidades fortificadas do rei Salomão Ao escavar a cidade perdida ou esquecida de Hazor. com o fato de que era muito seme. descobrimos este era. perto de Jerusalém. Isto se deve. Havia ali uma grossa camada de cinzas.? pensaram que éramos adivinhos! co ao do nosso portão e da nossa No entanto.C.. ChaNosso prestígio caiu muito. e as fortificações de Salomão. de cerâmica do século 10 a. sobre só metade do portão. E que a segunda metade do portão. Aos pés da grande colina (ou tell). Os campos de hoje I l a z o r e as plantas baixas encontradas também e m apenas cobrem as ruínas da últi. Ele escavara conheciam a Bíblia — quando li arídadede Salomão.. a cidade que a Bíblia descreve como "capital de todos esses reinos" (Js 11.10). Perto dali encon-foram encontrados portões que testar minha teoria. uma área construída de uns 6 8 hectares. onde ram exatamente o que dissemos. Assim.' d o s relatos bíblicos.. então.. Cavem aqui M e g i d o e G e z e r c o n f i r m a m a exatidão histórica ma cidade cananéia.um muro. Marca.? o portão encontraram peças atrás em Megido e também atribuí. ao fato de Salomão ter reconstruí. da ficava.

Os cananous que moravam na região proporcionavam trabalho escravo permanente. Veja mapa comercial e m 2Crônicas. Gezer (15) Salomão fortificot estas cidades. Primícias/Festa das Semanas (Pentecostes) e na Festa das Barracas (Tabernáculos). vinte cidades como garantia de um empréstimo. 11).42).11-22 "Se você me servir. 15-22: a mão-de-obra necessária para as obras de construção e defesa foi obtida de duas fontes.27-28. Seus l R s 10. • V. l R s 11: A d e c a d ê n c i a d e S a l o m ã o Vs. assim como estivera na Tenda ou Tabernáculo. ARA) Quase 7 kg (NTLH).. 26-28: Salomão foi o primeiro rei de Israel a criar uma marinha mercante..1-12. l R s 10. que jure ser inocente (veja N T L H ) . 1 • Trevas espessas (12. 2 5 Êx 23. • Como.16). Mesmo com toda a riqueza. • V.13-28. Vs. de Tiro. • Hazor. • Três arráteis de ouro (17) Quase 2 kg (NTLH). Mas o Templo de Israel. ARA) O u "micos" ( N T L H ) . • Meu nome (16.1-13: A r a i n h a d e S a b á visita Salomão Veja também 2Cr 9.000 kg. 24-25). os israelitas foram recrutados para trabalho forçado temporário. F. l R s 9. Salomão teve problemas com a balança comercial.1-14). • 6 0 0 sidos de o u r o (16. • Madeira de sândalo ( 1 1 . • Pavões (22. . Nesta ocasião (10-14). Relatos intrigantes a respeito da sabedoria I e do esplendor de Salomão fizeram com que I a rainha do lêmen fosse a Jerusalém.A história de Israel navios fizeram comércio com a Arábia e outra j locais mais distantes. ARA) O próprio Deus estava presente de fonna especial no Templo. em Gibeão (2) Ocasião em que Salomão recebeu o dom da sabedoria (lRs 3.. embora Deus não tenha quebrado sua promessa de uma linhagem duradoura. Estas eram as três festas de peregrinação. Mas o consumo também era alto.10-28: C o m é r c i o e t r a b a l h o forçado Veja também 2Cr 8. 14 A N T L H diz 23. ARA)/Entre nuvens escuras (NTLH) O Lugar Santíssimo (ou Santo dos Santos) não tinha janelas nem iluminação.14-29: R i q u e z a impressionante Veja também 2 C r 9. l R s 9. Foi enorme o lucro que Salomão obteve por meio do comércio e dos impostos (inclusive um lucrativo comércio ligado ao turismo. Vs. 1-13: Os casamentos de Salomão por interesse político sem dúvida contribuíram para a paz c segurança do país. Ao contrário do povo da época de Cristo (Mt 12. não tinha estátua para representar seu Deus. Megido.1-9: D e u s f a l a o u t r a v e z c o m Salomão Veja também 2Cr 7. ele deu a Hirão.17 diz que todos os homens I judeus se reuniam para adorar na Páscoa/' Festa dos Pães Asmos.. mas as esposas estrangeiras trouxeram consigo deuses estrangeiros (conforme advertência cm Ex 34. 11 Os navios de Hirão: Veja 9. e acrescentou uma advertência (6-9). A situação geográfica do país fazia dele um intermediário na compra e venda de carros do Egito e cavalos da Cilicia (Turquia. se você deixar de me seguir" — Deus repetiu a promessa feita a Davi (3-5). veja mapa comercial em 2Crônicas). ao contrário dos templos pagãos.1 2 ) Possivelmente o sândalo vermelho do Ceilão e da índia. o leste da África e até a índia. Veja "As cidades fortificadas do rei Salomão". • Lhe for exigido que jure (31) Isto é. N ã o se sabe qual era o p o d e r cie compra do ouro naquele tempo. I esta mulher estava disposta a fazer uma longa viagem para descobrir por si mesma a verdade s o b r e o que tinha ouvido. Salomão ignorou isto e sofreu as conseqüências (cap. • V. • Ofir (28) Sugestões quanto à localização incluem o sul da Arábia.

E o povo trouxe as suas queixas. prostituição e práticas sexuais proibidas em Israel. no Norte. ritos de fertilidade. O segredo da unidade e força nacional sempre esteve no vínculo da adoração comum ao único Deus. 0 reinado de Salomão não era totalmente isento de problemas. com um 1 estado constante de guerra efetiva o u de guerra fria entre os reinos. .21). A divisão foi permanente. a situação ficava cada vez pior. As tribos rebeldes proclamaram a sua independência c fizeram de Jeroboão o rei de Israel.7) O culto a esses deuses era abominação ("nojento") porque envolvia sacrifício de crianças. . se não ouvirem o S E N H O R . se obedecerem às suas ordens.14-15). principalmente pela imposição de trabalhos forçados a seu próprio povo. Salomão havia morrido e o rei agora era Roboão. com pequenas variações. invejava o poder de Judá. servo d e Jeroboão". As tribos d o Norte encontraram um líder e portav o z em Jeroboão. t i r a d o d o original de jaspe. o homem destinado por Deus a reinar sobre as dez tribos separatistas após a morte de Salomão. Disputas internas enfraqueceram ambos os reinos. ISRAEL Siquém ¡ "feiiuel ir HP S Jerusalém / / . ao Norte. . (Trata-se de J e r o b o ã o I I . como Samuel havia previsto claramente por ocasião da coroação de Said: 'Tudo correrá bem para vocês se temerem o S E N H O R . l R s 12. rei epovo naufragariam juntos. A monarquia em si não substituía isto. ele ficará contra vocês e contra o seu rei" ( I S m 12.) Modelo de b r o n z e . d i zo filho de Salomão Veja 2 C r 10. especialmente. acabou sendo absorvida pelas grandes potências. é repetida nos livros de Reis. história semelhante à de José). Já no tempo de Davi houve uma ameaça de divisão (2Sm 20). IRS 12—14 0 reino se divide em dois Nunca foi fácil manter as 12 tribos unidas. 4 1 . ao S u l . Supostamente se tratavam de registros oficiais da corte. Deus r e d u z i u o reino porque Salomão quebrara a aliança e desobedecera a seus mandamentos (embo- . • Uma t r i b o (13) O Reino de J u d á . n o final.13. ARA) As tribos de Manasses e Efraim ( N T L H ) . • Astarote. e dentro de suas próprias fronteiras havia Jeroboão (26-40). com a seguinte inscrição: "Pertencente a Sema. embora o reino d o Norte jamais conquistasse (como J u d á ) a estabilidade d e uma dinastia única. t •••-¿¿••-.29-31).l o s c o m correias". • Casa de José (28. ao final de cada reinado.1—11.J o r ã o em Israel c Josafá-Jeorão-Acazias e m J u d á a união foi temporariamente restabelecida por meio de uma aliança de casamento. e se vocês e o seu rei o seguirem. Sem o vínculo religioso.4. No Sul houve dificuldades causadas pelo edomita Hadade (14-22. Mas as negociações falharam diante da tática opressora de Roboão. Efraim. • Vs. .4 3 Esta fórmula.A c a z i a s . A nação se tornou alvo de vizinhos mais poderosos. também incluía a pequena tribo de Benjamim (12. E interessante que o Cronista omite de seu registro os aspectos negativos d o reinado d e Salomão (veja 2Cr 9.1-24: " V o u s u r r á . A história da nação relatada em Reis confirma isto. M o l o q u e (Milcom). por Rezom de Damasco (23-25). E disto O "selo de Sema". um pecado que custaria a seu filho a maior parte de seu reino e dividiria a nação em duas. E m l R s 11. E à medida que Israel se afastava cada vez mais da lei c da adoração a Deus.1 e 2Reis 2S5 E Salomão n a velhice substituiu Deus pelos ídolos. • História de S a l o m ã o (41 ) Obra desconhecida. Apenas nos r e i n a d o s de A c a b e . As outras dez tribos se separaram para formar o Reino de Israel.'as / ^ \ * ra a má administração. e. também contribuiu para isto). rei d e Israel. A divisão d o rei no /. Porém. Q u e m o s (5.

13. Mas não há pessoa mais cega que aquela que não quer ver (33). • 180.6. ficava cm D à . . 9 a . 0 velho profeta de Betel fot m o n o por um leão. aquele que fez Israd desviar-se pelo caminho do pecado contra Deus. o papel dos profetas foi vital. Para o autor de Reis. Mas até um profeta mentiroso (18) às vezes fala (21-22) e reconhece a verdade (32).14 (veja N T L H ) . • V.i . 15 U m comentário do autor. O profeta de Judá errou ao aceitar a palavra do velho profeta que estava em contradição com o que o próprio Deus lhe havia dito.N aparece nesta gravação assíria em marfim. ARA) O Adonirão de 4. Jeroboão. criou dois novos santuários no reino do noite. A necessidade de discernir entre o que é verdade e o que é mentira é mais premente no caso daqueles que afirmam que falam em nome de Deus. O que o autor quer enfatizar é que é preciso ser obediente a Deus. • V. 5.000 (21) O número que parece exagerado. 32 Isto era uma substimição da peregrinação da Festa dos Tabernáculos que começava no décimo quinto dia do sétimo mês. n o extremo n o n e lio país. ele é sempre "o mau rei Jeroboão". filho d o Faraó Sisaque. A morte do profeta foi um sinal para Jeroboão e Israel da severidade com que Deus lida com a desobediência. Veja 2Rs 23. • V. C ) . • V.25-33: J e r o b o ã o r o m p e c o m o Templo Jerusalém fora o centro religioso do reino unido. Suas ações incentivaram a idolatria e. Jeroboão trouxe ruína e destruição a sua dinastia. os símbolos da fertilidade. 20 Veja 11. temendo que a visita a Jerusalém para as festas de peregrinação levasse seu povo a desertar. resultou a quase extinção da casa real de J u d á nas mãos da rainha Atália. • J o s i a s (2) O rei que iniciou a reforma mais completa cm Judá. para impedir que o povo p e r e g r i n a j e a Jerusalem. Assim. rei de Israel. Pertencia a Nemoreth. a adoração israelita tomou-se mais e mais depravada. l R s 13: A v o z d o p r o f e t a Neste período crítico para Israel e Judá. l R s 12.286 A história de Israel U m dos sanmários 01 ix ¡dos por Jeroboão. 11 Os "escorpiões" que são mencionados em algumas versões ( A R A . proveniente d o palácio de N i i n r u d e (sec. que derrotou Koboâo e l e v o u embora o o u r o que havia n o Templo. por exemplo) eram chicotes com farpas usados para surrar os escravos. • A d o r ã o (18. para o povo adorar (como Arão fizera desastrosamente após o êxodo do Egito). com o passar do tempo. • S e c o u ( 4 ) Ficou paralisado. liste bracelete pode ter s i d o feito com o o u r o roubado d o Templo.los . Também criou um sacerdócio ilegal (não eram levitas) e fez bezerros. U m a cena horripílame .

após a morte de Jeroboão II. • Deve-se levar em consideração o fato de que o calendário de Judá. Em certos casos. o texto indica claramente a duração do reinado de cada um deles. ele reinou 55 anos. e Ezequias e Manasses. A prática de co-regências significa que alguns reinados se "sobrepõem". e. para se obter uma cronologia exata. De acordo com 2Rs 21. após a divisão entre Israel e Judá. enquanto em Israel começava no mês de nisã (março/abril).1 e 2Reis 287 Examinando a cronologia dos reis Arthur Cundall À primeira vista. durante as últimas décadas de turbulência. reinou durante seis anos (2Rs 11. Acaz e Ezequias.1. quando um acontecimento afetou simultaneamente os dois reinos. que normalmente só seriam mencionados após a morte de Jorão de Israel. que governou como co-regente quando Uzias. Por exemplo.C. o mesmo período não passa de 144 anos. começava no mês de tisri • (setembro/outubro). O sistema do ano da entronização não incluía nenhuma porção de um ano no total de anos do reinado do rei. enquanto o mesmo período em Israel. e não ao rei em si (2Rs 18. em partes diferentes do reino. as cronologias . algo bem plausível tendo-se em vista a doença grave de Ezequias. Somando o tempo de reinado dos seis reis deste período chega-se à cifra de 41 anos e 7 meses. Temos outra dificuldade com as datas aparentemente conflitantes da entronização de Jorão de Israel (2Rs 1. é de 98 anos. que usurpou o trono. o número menor que se consegue alcançar é de 372 anos aproximadamente. a interpretar os números bíblicos. ficou leproso (2Cr 26. ao passo que.21-28). certamente no p e r í o d o inicial. Israel usou o primeiro método e Judá.C. cujos reinados começaram durante esse período. Assim. é possível que houvesse vários reis "governando" ao mesmo tempo. tratando do reinado completo de um rei. conforme o relato bíblico.16-29). Ezequias) foi mais brilhante do que o pai (Acaz) e os acontecimentos foram datados por meio de referência ao co-regente. somando o tempo dos diferentes reis. Pistas Quatro fatores. também. um exame mais detalhado revela problemas aparentes. No período que vai do golpe de Jeú até a queda de Samaria. Problemas No entanto. No entanto. Levar em conta que existia esse costume permite que se reduza a duração de cada reinado e ajuda. Amazias e Azarias/Uzias. também. A rainha Atália. que abafaram a tentativa de golpe de Adonias (1Rs 1). seu pai. A discrepância nos totais entre os dois reinos corresponde a um número maior de reis israelitas neste período. O precedente para isto é encontrado no caso de Davi e Salomão. No sistema do ano antes da entronização. Em outras palavras. em Judá. em Israel. como quando Jeú assassinou Jorão de Israel e Acazias de Judá (2Rs 9. Em Israel. Manasses reinou de 687 a 642 a. historicamente o período foi de cerca de 24 anos. a morte de um rei significava que determinado ano era contado duas vezes. o começo do reinado de cada um é relacionado com o reinado do soberano do outro Estado. Josafá e Jeorão. o período que vai de Roboão até a morte de Acazias é de95 anos.17. Está mais ou menos claro que Salomão morreu em 932 a. o reino do Norte. Isto nos leva a supor uma coregência de 697 a 687. Uma exceção está em 2Rs 8—9. quando o assassinato de Jorão e Acazias por Jeú tornou necessário mencionar Jeorão e Acazias de Judá (2Rs 8. a soma dos reinados em Judá resulta em 1 6 5 anos. para depois dedicarse aos soberanos do outro reino. Com a exceção de Saul.1). A porção do ano passada antes do primeiro ano completo do rei era considerada seu ano de entronização.C. Outras co-regências geralmente aceitas são as de Asa e Josafá. o que se pode chamar de "pontos de controle". uma parte do ano era contada como um ano inteiro para o rei falecido e o restante do ano era contado como um ano inteiro para o seu sucessor. • Parâmetros externos Através de uma aplicação cuidadosa destes fatores. desde o início até a morte desse rei. Outro exemplo diz respeito a Jotão. o segundo.9-10). Há. ajudam muito na solução definitiva destes problemas. no entanto. 3. O historiador integrou as cronologias de ambos os reinos. de Jeroboão à morte de Jorão. Porém. 346 anos antes da queda de Jerusalém em 586 a. é preciso descontar um ano do reinado de cada rei. parece haver dados suficientes sobre os reis de Israel e Judá para montar uma cronologia precisa.21). mas não foi incluída no esquem a normal da cronologia.3). Por exemplo. o filho (por exemplo. No período inicial da monarquia dividida. • Foram usados dois métodos diferentes de calcular a duração dos reinados: o método do "ano antes da entronização" e o método do "ano da entronização".

C. Foram preservadas listas notavelmente completas desses oficiais. No entanto.21 são. Mas não se sabe ao certo se o ano civil hebraico segue uniformemente o padrão babilónico.C. em 723 a. o que resulta numa diferença de um ano nas datas durante o reinado de Zedequias. Já que "2" é o único número restante no texto hebraico de 1Sm 13. travada entre a Assíria e uma coalizão de Estados menores. Tais registros fornecem pontos de contato confiáveis que nos per- mitem datar os acontecimentos bíblicos. provavelmente. • ou a tomada de Samaria pelos assírios. Os 40 anos que aparecem em At 13. tais como: • a batalha de Qarqar. um número arredondado. pode-se obter uma data precisa. Várias inscrições contemporâneas estão relacionadas com acontecimentos específicos.C. já que combina com outros dados cronológicos. nosso conhecimento das relações entre os dois reinos foi bastante ampliado. Estas tabuinhas tratam da história babilónica durante o periodo que vai de Ezequias à queda de Jerusalém e são de grande interesse para quem estuda os anos em que Judá esteve sujeita à Babilônia.em 841 a.C. em 853 a. com vistas à obtenção de uma cronologia absoluta e não só relativa. • A Crônica Babilónica. • o tributo que Jeú pagou a Salmaneserlll. Os achados mais significativos são os seguintes: • As listas dos "limmu" ou epôni- mos assírios. o último rei de Judá. • . Vinte e dois parece ser a alternativa mais aceitável.1. podemos estabelecer uma cronologia bíblica absoluta com uma margem de erro de apenas um ano para a maior parte da monarquia. incluindo acontecimentos significativos durante o mandato de cada um. Como a história bíblica e a história dos assírios convergem em vários pontos. isto é. Aplicando os princípios que norteiam as cronologias bíblicas e correlacionando-as com a cronologia fixa possibilitada pelo contato de Israel e Judá com as potências mundiais daquele tempo. tais como o período dos Juízes. Como resultado.C.288 A história de Israel de Judá e Israel podem ser integradas. Na Assíria. a maioria dos estudiosos acredita que um número que indicava a dezena foi omitido. abrangendo o período de 892 a 648 a. um oficial que exercia um cargo anual dava seu nome àquele ano especifico. O reinado de Saul permanece uma exceção. entre eles Israel. o período após 605 a. descobertas arqueológicas permitiram que se fizessem progressos no processo de relacionar a cronologia resultante com os acontecimentos do mundo circunvizinho.

Aqui. u m rei e seu predecessor. fundador líbio da 22-' dinastia egípcia. l R s 15. rei de Israel.28: Reis d e I s r a e l Segundo a definição d o autor de Reis (veja acima).1-20: O v i d e n t e c e g o Até um profeta cego. 0 reinado de Jeroboão. o heteu (5) Veja 2Sm 11. em Israel. reis d e Judá Veja 2Cr 13—16. Segundo esta definição. ) Ao ser atacado por Baasa. • Maaca (10. principalmente no vale do Jordão. Veja "Examinando a cronologia dos reis". Ele deixou u m registro da sua campanha entalhado n u m templo em Karnak. d e Judá M Zerá. embora alguns fossem 1Rs 15.29). o Senhor lançaria fora toda a dinastia de Jeroboão "como se lança fora o esterco" (veja 15.15. e o norte e o sul estavam constantemente em guerra. A esposa de Jeroboão nem teve chance de fazer sua pergunta. A guerra com Israel continuou até que ele conseguiu persuadir a Síria a ficar do seu lado.33). ao sul. 21). Asa. 0 estado enfraquecido perdeu os tesouros do Templo na invasão do Faraó egípcio.3 1 : R o b o ã o . de Damasco. pode enxergar o fingimento (5-6). O reinado dc A s a .25—16. invade )udá vindo do sul. Foi um "sinal" para Israel.1-24: A b i a s e A s a . todos os reis de Israel foram automaticamente maus. de 911 a 870 aproximadamente. mas desviou a atenção de Baasa e deu a Asa algum tempo para melhorar as suas próprias defesas. • R a m á (17) Ficava alguns quilômetros ao norte de Jerusalém. Também em Judá a religião pagã floresceu nos dias de Roboão (filho de uma das esposas estrangeiras de Salomão. • O c a s o d e Urias. Abias e Asa — no reino de Judá. > Tirza (17) Capital de Israel na época de Baasa (15. Reinou durante 41 anos. r e i d e J u d á (930-913) Veja2Cr 11. N o entanto.5—12. que (assim como o " O Livro da História dos Reis de Judá") não foi preservado. a estranha cena do leão ao lado de sua caça. mas deixando o corpo do profeta e o jumento intocados.1—16. em comparação. Aías previra a ascensão de Jeroboão (11. quando é profeta verdadeiro. para atacar Israel a pattir do norte (1 Rs 15|. > O espalhará p a r a a l é m d o Eufrates (15) Israel foi levado ao exílio pela Assíria após a queda de Samaria (2Rs 17). lRs 1 4 . O autor de Reis define como bom um rei que promovia a adoração de Deus. t Histórias dos Reis (19) Não equivalem aos livros do Reis que estão na Bíblia.28 Reis de Israel e Judá As datas d o s reis d e J u d á nesta seção incluem vários períodos de co-regência entre .13) Avó d c Asa. 2 1 . deixou claro que esse acontecimento tinha u m significado especial. e como mau um rei que se envolvia em práticas idólatras. > Sisaque (25) Este é Sheshonq. por não ter sido leal a Deus.1 e 2Reis 289 > U m leão (24) Leões podiam ser encontrados na Palestina. o reinado de três anos de Abias (913-911 aproximadamente) foi mau (veja 2Cr 13). Quase todas as dacas que são fornecidas devem ser aproximações. ainda na Idade Média. Asa contrata Ben-Hadade. > Só este d a r á e n t r a d a e m s e p u l t u r a (13) Todos os outros sofreriam morte violenta. Egito. é mencionado 18 vezes em Reis. Asa o derrota em Maressa e o persegue até Gerar (2Cr14). O Livro da História dos Reis de Israel. Isto lhe custou toda a prata e o ouro de seu palácio e do Templo. O autor não estava interessado na história política ou social: lealdade ou não a Deus e à verdadeira religião era a única medida do sucesso ou fracasso de um rei. abrange os reinados de três reis — Roboão. o etíope. lRs 14. foi um rei bom. como Davi fora.29-39). l R s 15.

impondo ao povo a adoração d o deus fenício Melcartc (o "Baal" mencionado nestes capítulos). e Sarept. Vs. 2 1 .6-16. O casamento do rei com a princesa Jezabel. Mais abaixo ainda existe uma torrente. cerca de 885 a 874. Ele fundou uma nova dinastia e reinou durante 12 anos. em Israel (874-853) Do ponto de vista do autor. 16.26. sem os quais nada cresceria. Elias ficaria conhecido como maior de todos os profetas (veja Mt 17. Durante os 150 anos seguintes. • J e ú (16. a Assíria referiu-se a Israel como " a terra de O n r i " . trouxe força política e benefícios comerciais.8-14: seu sucessor.i iicava bem no m e i o tio território que t i : considerado de Baal! Ao alimentar Elias dessa forma. • V .10-13). Baal era adorado como um deus do clima que podia dar ou impedir a produção da terra. cerca de 909-886 a.290 Pouco abaixo do topo do mome Carmelo íica um anfueari-o nnrural. Ele cometeu suicídio ao ver que estava cercado pelas tropas de Onri. • 1 6 . Elá. de Tiro. um dos reis mais poderosos d e l R s 16. coberto de pedras.3. que vivia n u m lugar que não tinha muito a oferecer.25-32) foi assassinado por Baasa. Fortificou Samaria e fez dela a sua nova capital.29—2Rs 1 O Rei Acabe e o profeta Elias piores que outros. d o ponto de vista político.29) Veja 14. a vida religiosa em Israel atingiu seu pior momento durante os 22 anos do reinado de Acabe. A viúva era uma estrangeira que não tinha quem tomasse conta dela. Ttsbe Modn òtQuerite * Berseba Pata Horebe (Sinai) . Mas Jezabel era extremamente ligada a sua própria religião e persuadiu Acabe a fazer "o que era mau perante o S K N I lOR". Portanto. O n r i foi. Psscs detalhes condizem com o local onde Klias enfrentou os profetas de Baal. 34 Veja Js 6. Deus provaria ao rei e ao povo que só ele tinha poder sobre o sol e a chuva. não o rei posterior. 17-24: este é o primeiro registro na Bíblia a As viagens de Elias à ' Sarepta y f f w j ã ^ . O cenário estava pronto para o surgimento de Elias eo início de um conflito clássico de "igreja versus estado". assim como mostrara seu poder sobre os "deuses" do Egito por meio das pragas.2 8 Apesar da breve menção neste relato de Reis.29-34: O r e i A c a b e .15-20: Zinri fundou uma nova dinastia de breve duração (885).25-26). A história de Israel Israel. de forma repentina o profeta de Deus entra em cena. 15.7: Baasa f u n d o u u m a n o v a dinastia e reinou sobre Israel durante 24 anos.C. 1Rs 16. l R s 17: Elias p r e v ê a seca Num período crítico. Depois de reinar p o r dois anos (910-909). Deus cuidou de Elias primeiramente por meio da natureza e depois por intermédio de uma pessoa da qual nada se poderia esperar.33—16. reinou durante dois anos (886-885) antes de ser assassinado por Zinri. • S e g u n d o a palavra d o S E N H O R (15. 16. formando uma aliança entre Israel e a vizinha Fenícia a o norte. (Veja as palavras de Jesus em Lc 4.1) U m profeta. Deus também mostrou que cuida dos mais pobres dentre os pobres. Nadabe (15.

.1 e 2Reis de um morto que torna a viver. e trazia um desafio: vamos tirar isso a limpo e ver quem é Deus de verdade. 291 S e g u n d o o relato b í b l i c o . O povo gritou: " O SENHOR é Deus!" Os profetas de Baal foram mortos e a seca terminou. Durante três anos ela fizera tudo em seu poder para eliminar a adoração a Deus em Israel ( 4 ) . 19 O Monte Carmelo. faz parte de uma cadeia de montanhas que atinge 530 m de altura. • V. Jezabel ainda queria 0 desafio de Elias aos profetas d e Bani foi feito n o próprio terreno deles: Baal ( f o t o a c i m a ) . tão incapaz de produzir fogo quanto de enviar a chuva necessária. • V. um conira 450. Mas apesar de tudo isto. não houve uma reforma religiosa profunda nem duradoura. • V. do medo e da decepção. espera-se que a chuva caia entre o final de outubro e o início de janeiro e.17). não conhecia nada sobre Deus. É uma história comovente também para o leitor. Normalmente. mas a reanimação veio em resposta à sua oração. Gileade fica a nordeste. de abril ao início de maio. não apenas p o r u m método específico de ressuscitação. O desgaste físico e espiritual deixou Elias à beira da depressão. d e u s d o t e m p o . 1 O nome de Elias significa "meu Deus é Yah(weh)". Isto ate que a torrente secou. antes da chegada de Elias. lRs 18: O d e s a f i o d e E l i a s : Deus o u B a a l ? Jezabel era fanática por sua religião. do outro lado do Jordão. perto da atual Haifa e junto ao mar Mediterrâneo. novamente. O Deus de Israel era o Senhor vivo. "Não cairá orvalho nem chuva": a razão para a seca era o pecado (veja Dt 11.21 Elias pode ter usado a respiração boca a boca. • V . Agora Elias estava de volta. que felizmente termina com uma impressionante confissão de fé vinda de uma pessoa que. Deus e n v i o u corvos para alimentar Elias j u n t o à torrente de Q u e n t e . Baal se mostrou impotente. O fogo queimou a oferta encharcada. lRs 19: E l i a s f o g e para s a l v a r s u a v i d a 0 entusiasmo se acabou. 46 Elias correu 27 km até o palácio de verão em Jczrccl. não deveria ter t i d o problemas para m a n d a r fogo! A q u i . de aparece tendo na m ã o u n i m a c h a d o e um raio.

A obra de Deus teria continuidade. A interal ção diplomática (2-9) é difícil de seguir. esquecendo que numa "guerríj santa" tudo precisa ser entregue a Deus eu sacrifício. chamado para tornar-se proferi pelo ato simbólico de Elias de jogar sua capai sobre ele. Deus lhe deu um companheiro e sucessotl Eliseu. Deus falou com Elias.. mas isto viria a traz: problemas para Israel. em silêncio. . matá-lo. K% 2' ataque sírio a Israel ^ " % / Israel derrota ' " . mas depois se desentenderam. foi "ungido". era a única mosca nessa sopa. Veja a referencia dei Paulo a este episódio em Rm 11. Mas Elias falou a verdade (veja 22. J e ú . . ela. não o próprio pai. o velho profeta do juízo. pelo número de testemunhas exigido por lei. mas sáo derrotados pelos sírios (1 Rs 221 í JUDÁ \ (ß . o cap. A autocomiseração chegou ao fim.seguinte. c claro. acre- Guerras a Síria com SIRCA 1"ataque sirio» Israel. tirando novo alento da comida e da água fornecidos por um anjo com um senso prático.37. Elias se sentira terrivelmente solitário. Mas Jezabd | não estava nem um pouco preocupada comos direitos das outras pessoas. t o d o s o s f i l h o s d e Israel (151 O exército israelita. .) • Unja H a z a e l . tramava a eliminação de Nabote. mas também os valesj estavam sob o domínio de Deus (28). o único empecilho. ate o deserto c o Sinai (Monte H o r e b e ) .2-5. r • V . (Israel c Síria lutaram como aliados conül Salmanescr III da Assíria em Qarqar no ano dei 853 a .37. Mas a unção de Hazael e Jeú foi feita por Eliseu (2Rs 8—9). 18 O número provavelmente é simbólico: 7 (da perfeição) x 1000. confirmada. No lugar em que se revelara a Moisés. C . Acabe poupou ii vida dc Ben lladade.1-2). Ele cometeu o mesmol erro de Saul. l R s 21: R o u b o e a s s a s s i n a t o — o rei Acabe é condenado Em Israel. . e o caminho à frente foi mapeado com clareza. . • RamoteCileade Jerusalém / Acabe e Josafá partem para tomar RamoteGüeade. c por isso Elias fugiu para o sul. o confisco ou a venda forçada de terras era ilegal. e as terras do "criminoso" foram confiscadas. teria usado um forno destes pata fazer pão. ele tornou a ver as coisas na sua devida proporção. Ela só precisou inventar uma acusação de blasfêmia. . • Meu p a i . . Masi Ben-Hadade leve que retirar o que disse diante da vitória dupla dc Israel. Veja I observação sobre Ex 12. 2Rs 9. • T o d o o p o v o . Esta guerra deveria demonstrar que! não somente os montes.292 A história de Israel ditando que seu trabalho havia chegado ai fim. • C e m m i l . 21 vecl depois do cap. Vejaf 22. 19.o s sírios tf^y 7 . t e u p a i (34) Significa ancestral. mas cm meio ao silêncio. ( N a tradução grega do AT. Eliseu (15-16) Elise. l R s 20: I s r a e l e Síria e m g u e r r a Ben-Hadade da Síria e os reis aliados de 3 2 1 cidades-estados atacaram Samaria.30-37) e desta vez o rei pres- A viúva de Sarepla. que alimentou Elias durante a longa seca. A herança de uma pessoa tinha que ser passada à geração . Enquanto seu marido tinha a reação típica de uma criança mimada. vinte e sete mil (29-30) 0< números parecem exageradamente altos. não de forma espetacular. Elias. .

Acazias consultou o deus filisteu após uma queda do terraço d o seu palácio e Elias pronunciou ojuízo de Deus sobre a idolatria do rei. Baalzebul. filho de Josafá. rei d e J u d á ( 8 7 3 . Estas palavras. • V. A pedido de Josafá. A cena final — o redemoinho que leva o profeta para o céu e a visão que Eliseu teve de uma carruagem cie fogo e cavalos — se passou a leste do J o r d ã o . rei de Israel (853-852) Acazias reinou dois anos. durante os quais Moabe conquistou a sua independência. perto d o lugar onde Moisés morr e u . Ruinas d o palácio d o rei Acabe no alto d a colina fortificada d c Samaria. Trata-se de um jogo de palavras depreciativo com o nome real do deus.3) Significa "senhor das moscas". 9—10. q u e é daquela época.2. Jeorão. • V. d á uma idéia d o estilo d a tainha Jezabel. Micaías foi trazido ao rei e anunciou sua profecia fatal (uma única voz verdadeira contra 400). A vida de um homem excepcional chegou ao fim de uma forma extraordinária. • Ele (o Senhor) resolveu (23) Aqui como em todo o A i . 2Rs 2. lRs 2 2 . A mensagem era suficiente. A advertência foi ignorada. a leste d o J o r d ã o . mas nada pôde alterar a sentença do profeta. vós. N ã o são muitas as "correções" desse tipo de texto hebraico. 1 .8 João Batista viria a usar roupas semelhantes a estas (Mc 1.6). Atália. como Deus dissera. Israel e J u d á se tornaram.5 0 : J o s a f á . a vontade de Deus é vista como a causa imediata dos acontecimentos. Foram necessárias três escoltas militares para fazer com que Elias fosse ao r e i . tiradas de M q 1.51—2Rs 1.8 4 8 ) Veja 2Cr 17—20. todos os povos".18 Acazias.15 Histórias de Eliseu Esta escultura d e marfim. Os fortes ventos que sopravam do norte podem ter lançado a frota contra as rochas. Josafá foi um rei "bom". • 1.) lRs 2 2 . 4 1 . 28 " O u v i isto. (Para profetas verdadeiros e falsos. cleduz-se que seja um acréscimo porque esse texto não aparece na Septuaginta. ganhando uma suspensão de juízo durante sua vida. 2 Rs 2: Elias é l e v a d o a o c é u Parece que Elias tinha a intenção de enfrentar a sós esta última experiência. aliados contra a Síria. temporariamente. Acabe não podia enganar a morte usando disfarces: morreu n o campo de batalha em Ramote-Gileade. casou-se com a filha de Acabe. A vestimenta d o profeta era rústica c simples.1—8. foram inseridas no texto hebraico a partir de uma anotação marginal feita por algum escriba que confundiu Micaías com Miquéias. que foi cobiçada pelo rei Acabe e acabaria sendo tirada d e Nabote pela rainha J e z a b e l . O IRs 22.1 e 2Reis tou atenção.4 0 : O p r o f e t a p r e v ê a morte d o r e i Veja também 2Cr 18. > Baal-Zebube(1. Esta v i n h a se parece c o m a pequena 293 propriedade d e Nahote. . Ele não precisava impressionar sua audiência com roupas finas. 48 Veja caps. Mas Eliseu ficou com ele até o fim d o caminho. e os estudiosos conseguem identificar todas elas. Ele reinou durante 25 anos. veja 2Cr 18). (Neste caso.

294 A história de Israel reaparecimcnio de Elias na transfiguração de Jesus ( M l 17) enfatiza a posição singular deste homem entre todos os profetas de Deus. • Deitava á g u a sobreas mãos d e Elias (11. amargo e venenoso quando consumido em grandes quantidades. A mulher não contou a seu marido que a criança estava morta. 19 Dt 20. • V. • Porção dobrada (9) Isto é. o fogo muitas vezes indica a presença de Deus. J o r d ã o (4. V s . O registro não está necessariamente em ordem cronológica. a porção que cabia ao herdeiro. . A R A ) O defensor de Israel. 27 O sacrifício do filho do rei comovei os moabitas de tal forma ou chocou tanto o s israelitas que o ataque foi interrompido. como Elias. • C a r r o s d e Israel (12. Estes eram rapazes ( N T L H ) . mas a porção que o marcaria como sucessor do profeta. u m laxante poderoso. • Frutas a m a r g a s (39. que ficou sozinho. • Uns rapazinhos (23. 8-37: a mulher de Suném que não tinha filhos c que se mostrou muito hospitaleira em relação a Eliseu (sua história continua no cap. Elias linha mais valor do que as suas forças armadas. nessa época. Judá e Edom contra Moabe foi posta em risco por causa da seca. • Q u e d o r d e c a b e ç a ! (19) A criança teve insolação. Eliseu. o filho mais velho. com seus sentidos estimulados pela música (um costume comum entre os profetas). mostram o cuidado de Deus pelas pessoas comuns e suas necessidades. Rira a nação. dizendo a ele que "subisse". • Vs. bem como a vitória no campo de batalha. Mas. giravam sobre a cabeça e depois arremessavam. r e i d e Israel (852-841) Jorão reinou 12 anos. Portanto. Os dois primeiros se assemelham aos de Elias ( I R s 17). . • V. e íoi curado. muito. como os de Jesus. isso era feito através de sacerdotes. possivelmente para ressaltar que Deus havia escolhido Eliseu como verdadeiro sucessor do grande profeta. N T L H ) Durante a fome u m homem colheu colocíntidas. 1-7: a v i ú v a cujos filhos se tornariam escravos para pagar suas d í v i d a s . quando seria natural visitar um homem de Deus. nem sempre pessoas de grande estatura espiritual. 19-24 Estes milagres deixam claro para o leitor que Deus realmente deu poder a Eliseu. que herdava o duplo em relação aos outros. Eliseu pediu não o dobro do poder espiritual de Elias. Davi matou Golias desta forma. 2Rs 3 : J o r ã o . • A t i r a d o r e s d e f u n d a (25) tinham a habilidade de lançar pedras com as suas fundas que eles seguravam com a mão. 38-44: a alimentação dos famintos. • J e r i c ó . assumiu a sua tarefa imediatamente. delinqüentes daquele lugar que Insultaram o profeta e seu Deus. 2 R s 4: E l i s e u f a z m i l a g r e s Os milagres de Eliseu. Israel também buscava a vontade de Deus antes da batalha. . • Profetas (3) Grupos que possuíam dons extáticos. por orientação d e Eliseu. ARA) A palavra hebraica traduzida por "rapazinhos" pode designar meninos ou rapazes de várias idades. se comparado com os rios que havia e m sua terra. Eliseu. Uma expedição punitiva das forças aliadas de Israel. achava que o rio J o r d ã o ( f o r o tirada na Galileia) era insignificante. 8). como no Sinai. 11 No AT. E m tempos mais antigos. prometeu um fim à seca. ARA) Isto significa que ele era o assistente dc Elias. ele se lavou nas águas do Jordão. por intermédio dc profetas.19 proibia o corte dc árvores frutíferas. soltando uma das pontas.6) 0 rio fica 5 km a leste da cidade. • S á b a d o / F e s t a d a L u a Nova (23) Estas era ocasiões especiais de caráter religioso. • A l g u m profeta (11) Assim como as outras nações consultavam a vontade de seus deuses por meio de adivinhos. • V. • Pães das primícias (42) Esta era uma oferia Naaniã. o general sírio.

Profundamente impressionado com a cura e por Eliseu recusar o pagamento.15).) O rei culpou Eliseu por haver dado o conselho de resistir e por haver prometido libertação (33). Uma j o v e m escrava israelita. • Talentos/sidos (5. As instruções do profeta não foram nada do que Naamã esperava. Os leprosos. O rei. 8-23: seu conselho ao rei (provavelmente.\ O encontro tom Hazael de Damasco (2Rs8) - '. 2Rs 6 . 7-15: Eliseu executou a tarefa que havia sido entregue a Elias ( l R s 19. como Macbeth. • 6. 2Rs 5: A c u r a d o g e n e r a l s í r i o Esta história. alimento proibido. o chefe do exército da Síria tornou-se seguidor do Deus de Israel. rei de Moabe (2Rs3| sitiar Samaria e o povo passou fome e teve que recorrer ao canibalismo. 1 Várias doenças de pele são classificadas como "lepra" no AT. • V.19 'Janelas no céu" parece ser uma referência a chuva. A Síria freqüentemente estava em guerra com Israel. Sua confiança estava na proteção de Deus. 17 Ele pegou o solo da terra do Deus de Israel porque na época acreditava-se que um deus só podia ser adorado na sua própria terra (veja as palavras de Davi em I S m 26. O exército sírio fugiu por pensar que reforços militares se aproximavam. ao invés de continuarem. Mas seus servos o persuadiram a tentar. e ele foi curado. • 6. previsão de Eliseu Vs. ARA) Ainda não existiam moedas naquele tempo. capturada num ataque à fronteira. recorre ao assassinato para realizar uma previsão c assumir o trono.8-37. "esterco de pomba" pode ser o nome de algum tipo de planta ou vegetal. estavam em situação pior. Ben-Hadade. O milagre de Eliseu foi apenas um ato de bondade. Hazael. ' (2Rs4) ( !'X \ \ I \ \ \ \. Ao invés de estar perdido ou sem saída (15).10. da Síria. ( U m destino semelhante aguardava Jerusalém: Lm 4.30 Pano de saco ou roupa de pano grosseiro era usada para demonstrar tristeza e luto. Durante a fome. Vs. leve de ser misericordioso. 5.25-27. . Jorão) mostrou que Eliseu era um verdadeiro profeta de Deus. 1-7: o machado flutuante.25 O jumento era um animal "impuro". Sua fome terrível fez deles os primeiros a descobrir a verdade sobre a previsão de Eliseu. j Dota (13) 16 km ao norte de Samaria. • V. A ganância deGeazi poderia ter arruinado tudo e teve de ser castigada. Ela pertence ao período anterior à lepra de Geazi. mostra que o cuidado de Deus não se limita a Israel. ambos atingiram preços astronômicos. Eliseu os tinha na palma da sua mão enquanto os guiava para casa. • 7. 2Rs 6 . a que Jesus se refere em Lc 4. Dota Eliseu se envolve na marcha contra Mesa.le2Reis normalmente feita para os sacerdotes no início da colheita. que dependiam de esmolas para comer. chegaram ao fim. falou a sua patroa síria sobre o poder de Eliseu.2. retornou para 2951 SIRIA As v i a g e n s tte Eliseu /Eliseu (e a mulher de Stiném Monie Canudo'. e Naamã era comandante do exército inimigo.1-15: U m p e d i d o a o r e i . 2 4 — 7 . Uma visita foi preparada através dos canais diplomáticos. Os bosques densos do vale do Jordão eram uma boa fonte de madeira para a nova construção comunitária de que os profetas necessitavam. algo real para aqueles que têm olhos para ver (17). Hoje a palavra se aplica apenas à hanseníase. 1 .2 3 : O e x é r c i t o d e D e u s protege E l i s e u Vs. como muitas outras no A T e no N T . Vs. 2Rs 8.19). estes eram pesos.27. Isto explica a tradução da NTLH: "uma terrível doença de pele". 2 0 : A c a p i t a l d e I s r a e l é sitiada A paz conseguida por Eliseu (23) não durou muito. também. 1-6: a segunda parte da história contada em 4. E então os ataques.

um cálice de ouro. jarros de ouro. menciona Jeú. uma lança". O segundo painel deste lado mostra o rei ou seu representante em atitude de reverência diante do soberano assírio. W nu O Obelisco Negro é o único monumento descoberto aié hoje que mostra israelitas (abaixo) pagando tributo a um rei assírio. Esta parte da inscrição diz: Yaua (Jeú). que registra o triunfo do rei assírio Salmaneser III. " O tributo de Jeú. um cetro real.A história de Israel O Obelisco Negro Este texto no "Obelisco Negro". m . taças de ouro. rei de Israel. um vaso de ouro. estanho. filho de tlumri (Onri). ouro. filho de OnrL Prata.

Ele reinou oito anos mais uma co-regenda. Acazias. finalmente. e nesse tempo revoltas bem-sucedidas de Edom (a sudeste) e Libna (na fronteira com os filisteus a sudoeste) enfraqueceram Judá. O rei estava se recuperando dos ferimentos em JezreeI. cumpriu-se a profecia de Elias ( l R s 21. o rei de Judá que estava com ele. r e i d e J u d á ( 8 4 1 ) Veja também 2Cr 22.2 4 : J e o r ã o . guerras de Judá com Fdom e Israel SÍRIA RamoteGleade Q Jet] mata Jorão.1 e 2Reis 297 As defesas de Samaría. 2Rs 9: J e ú . Mas Hazael não estava disposto a esperar. denota Amarias. num tempo em que os exércitos de Israel e Judá defendiam Ramote Gileade contra o ataque da Síria.16). de [srad. Cc Judá.25-29: A c a z i a s . r e i d e J u d á (853-841) Veja também 2Cr 21. influenciado por sua esposa Atália.41 Reis de Israel e Judá até a queda de Samaria 0 autor volta à história dos reis que fora interrompida pelas histórias de Eliseu. 10 O engano supostamente deveria dar ao rei uma falsa sensação de segurança e capacitar Hazael a tomar o trono com a morte dele. O golpe de Jeú. a invasão Síria. r e i d e I s r a e l p o r m e i o de u m g o l p e d e e s t a d o ( 8 4 1 . Ele reinou durante um ano apenas. ptfMgiH ftnfffmi e continua ali* Samaria Q Ilazad invade Iwarl e Judá fcj Alturas. denota os edomias Q Joái. > V. a rainha Jezabel. 1 6 . ucupado por tropas sírias no tempo d o profeta Eliseu.16—17. 2Rs 8 . rei de Israel. um pouco acima d o território circunvizinho. Assim. filha de Acabe e Jezabel (veja cap. Jeorão foi um rei "mau".23). a 65 km de distância. 2Rs 8. 2Rs 8.8 1 4 ) Eliseu desincumbiu-se da última missão que Elias lhe havia deixado ( l R s 19. e. de Juiirt G a | e ' Bete-Semesl f / Ht» . Este não perdeu tempo e matou Jorão. Acazias foi o u t r o rei que abandonou o Senhor c seguiu seu próprio caminho. 11). e aquele era o momento perfeito para o golpe de J e ú .

Outra conspiração contra Amazias resultou n a sua morte em Laquis. 2 6 Veja l R s 21. sombra azul obtida do lápis-lazúli. O povo fez de Azarias o co-regente. • V . • V. • O e s p i n h e i r o d o s m o n t e s Líbano (9) A resposta de Jeoás ao desafio irrefletido d e Amazias.15-17). mas os templos construídos em Betei e Dã por J e r o boão. A m a z i a s foi u m r e i " b o m " que reinou durante 29 anos. que recebeu' tributos de Damasco e de Jeoás de Israel. muitos da casa real de Judá (12-14).A história de Israel • A q u e l e louco (11) Pelo estado extático do homem os oficiais perceberam que ele era profeta. 7 Compare isso com os 2. 12 Será que neste Livro do Testemunho estavam contidas as "leis do reino" estabelecidas pelo profeta Samuel na época dos primeiros reis da nação ( I S m 10. da Assíria. r e i d e Judá (796-767) Veja também 2Cr 25. começando uma nova dinastia. Sob a orientação de Joiada. Jcé foi um dos melhores reis de Judá. AI Síria invadiu Judá e ameaçou Jerusalém.6. Estes foram alguns dos anos mais sombrios da história da nação.. Por pouco a linhagem real dc Davi não foi exterminada.12. apenas o pequeno Joás conseguiu escapar. • V. pintou os olhos (30) Mesmo nesta época. e os profetas. que falava de vitória sobre a Síria.10-25: J e o á s .16. Durante seu reinado. 1 . se cumpriu. • Carros d e Israel (14) Veja 2. • No Livro d a Lei d e Moisés (6) Dt 24. p o r i n t e r m é d i o d e Elias (36) l R s 21. O desafio desastroso lançado a Jeoás trouxe as forças de Israel para dentro d e Jerusalém. • J e z a b e l . . 2 R s 10: O e x p u r g o f e i t o p o r J e ú O reinado de Jeú começou com um massacre no qual muita gente perdeu a vida: toda a família de Acabe (1-11. onde saquearam o Templo e outros tesouros. que resgatou Joás) liderou um golpe bem planejado e praticamente pacífico que colocou Joás no trono. • U m s a l v a d o r (5) Várias sugestões foram| feitas: Adade-Nirari. cochonilha moída servia de batom vermelho. o território a leste do Jordão caiu nas mãos da Síria. O s| fundos necessários vinham de impostos (2ftl 24. • C a m p o q u e havia s i d o d e N a b o t e (21) A vinha confiscada por Acabe ( l R s 21). A rainha Atália.000 carros d e Acabe. • Zinri (31) Assassino do rei Elá.8-10.15. de J u d á (835-796) Veja também 2Cr 24. permaneceram intactos e a lei de Deus foi negligenciada.23.. A última previsão dc Eliseu. 1 Os últimos anos do reinado de Joás teste-1 munharam um declínio nos âmbitos político I (17-18). l R s 16.19. Também havia pós e uma variedade de perfumes e unguentos. o primeiro rei de Israel. • A palavra d o SENHOR. a maquiagem feminina era sofisticada: lápis preto para delinear os olhos. foi uma parábola sarcástica. . mas mesmo na morte seu corpo reteve poder dado por Deus (21). r a i n h a d e J u d á (841-835) Veja também 2Cr 22.11-16) e de ofertas voluntárias. Seu rein» do durou 40 anos.25)? 2Rs 12: R e s t a u r a ç ã o d o t e m p l o no reinado de Joás. Eliseu. 1 . 2 R s 11: A t á l i a .2 2 : A m a z i a s . r e i d e Israel (814-798) Jeoacaz reinou 17 anos. O sacerdote Joiada (marido da princesa Jcoscba. . 2 R s 1 4 . Objetos ligados à adoração de Báal foram destruídos.10—23.9 : J e o a c a z . mãe de Acazias e filha de Acabe e Jezabel. sacerdotes e adoradores de Baal (18-27). 2 R s 13. 2 R s 1 3 . A vitória sobre Edom subiulhe à cabeça. Mas durante alguns anos o dinheiro destinado à restauração d o Templo ficou todo nas mãos dos sacerdotes i U m novo método de coleta foi esquematizado e teve início o trabalho de restauração. e nesse tempo Israel passou a ser dominado pelos sírios. que o desafiava para uma batalha. OreiI foi morto p o r seus oficiais (veja também 2Ct| 24.17-19).25-26 para maiores detalhes). Jeú reinou durante 28 anos. A monarquia constitucional foi restaurada e a lealdade a Deus reafirmada no juramento de uma nova aliança. Segundo o autor de Reis (por mais que o Cronista não esteja tão convencido disso). • Vale d o Sal (7) A área ao sul do m a t Mono. reinou seis anos. e hena escarlate para pintar as unhas. r e i d e Israel (798-782) Jeoás reinou 16 anos. moral e religioso ( 2 C r 24. Houve guerra contra Judá. Ex 30. Jeroboão I I . Joás fez um bom governo. O profeta morreu.

Acaz ignorou Menaém subiu ao trono. incluindo-se u m tempo em que foi co-regente. a nação entrou em decadência. Para Israel. reiao sul.7 4 0 ) Veja também 2 C r 26.1. d o m i n a n d o o território desde o norte do Líbano (Hamate. ^ 299 / f 2Rs 1 4 . u m rei " b o m " . 2Rs 1 5 . reinou durante 10 anos (752-742) c tor. Vs. reireinado (e sua co-regência) de 16 anos ele nou seis meses (753-752) e foi assassinado enfrentou oposição da Síria e de Israel.16-23). filho de Jeroboão. 1 . e de Israel. está representado de Nimrude. datar seu reinado desde o momento cm que • V . > Jonas (25) Esta c a única menção ao profeta no AT fora do livro que leva seu nome. Algumas das Vs. que ficava na extremidade norte do golfo de Acaba e servia de base naval da frota de Salomão no mar Vermelho. Azarias foi um rei forte que derrotou os filisteus e árabes e fez de A m o m um estado vassalo.2 9 : J e r o b o ã o I I . ereinou durante 20 anos (752-732). 13-16: Salum reinou apenas um mês. 2Rs 15. caso se • V .te seu reinado e sua co-regência de 16 anos nou-se vassalo do poderoso Tiglate-Pileser III J u d á foi atacada de todos os lados: da Síria (Pui) da Assíria. rei d e J u d á ( 7 9 1 . filho de Menaém. 8-12: Zacarias. 27-31: Peca fundou uma nova dinastia profecias de Isaías datam deste período. ao norte. 23-26: Pecaías. 2 R s 16: A c a z . Teve muita força política. 1 . a opressão dos pobres e fracos. Veja também 2Cr 28. 5 V e j a i s 7.7 5 3 ) Jeroboão I I r e i n o u d u r a n t e 41 anos. 7 Ao pedir ajuda à Assíria. Sua política de opoo conselho de Isaías (Is 7). rei d e I s r a e l ( 7 9 3 . depois da morte dele. foi registrado por escribas. em 740. incluindo um período como co-regente. o reinado de Jeroboão foi a calmaria antes da tempestade. r e i d e J u d á ( 7 3 5 . c o m o mostra esre baixorelevo assírio que ilustra as conquistas d e Tiglate-Pileser 111. pela Assíria em troca de ajuda. r e i d e J u d á 2Rs 1 5 .6 em diante) e Oséias revelaram a corrupção que havia em Israel: extremos de riqueza e pobreza. rei d e Israel. Azarias. O profeta Isaías recebeu cm massa da população por parte de Tiglateo chamado de Deus " n o ano em que o rei Pileser. de Edom e dos filisteus. O s profetas Amós ( A m 2. atual Hama na Síria) até o mar M o r t o (mar deArabá). de Nimrude. 2Cr 26. O Templo foi despojado da prata e do nou durante dois anos e foi deposto num ouro para pagar os altos impostos exigidos golpe liderado por Peca. Tiglate-Pileser 111. na parede d o palácio . 17-22: Menaém fundou outra dinastia Acaz foi um dos piores reis de Judá. O porto havia caído nas mãos dos edomitas. porque. Is 7. 8 . Vs. por Salum. 2 3 . Durante seu Vs. Peca foi assassinado p o r Oséias. .1 e 2Reis > Elate (22) Trata-se de Eziom-Gcbcr. Vs. Uzias morreu" (Is 6).7 : A z a r i a s ( U z i a s ) . O t r i b u t o pago por Menaém. Derrotou a S í r i a .3 1 : O u t r o s r e i s d e I s r a e l (750-732) (753-732) J o t ã o foi u m rei piedoso. mas foi recuperado pela vitória de Amazias.32-38: J o t ã o . o rei assírio que i n v a d i u Israel. Durannova. r e i n o u 52 anos. Mas o o r g u l h o lhe trouxe um triste fim sição aos assírios resultou numa deportação (5.7 1 6 ) pois foi assassinado por Menaém. que j á estava enfraquecida.

Ezequias foi um dos melhores reis de Judá. Recusaram-se a ter uma conversa particular no gabinete de Ezequias e insistiram em fazer uma discussão cm público. traz. o nome d o rei Oséias. Uma tentativa de obter apoio egípcio foi fatal: Samaria caiu após um terrível sítio de três anos e toda a população restante foi deportada. por incrível que pareça. remonta ao séc. Média). cada um com sua própria religião. Meteram medo no povo. • V. d a desobediência à lei de Deus e do desprezo pelos profetas (7-18). para que todos entendessem. entretanto. a Assíria r e p o v o o u a região com outros g r u pos étnicos que h a v i a m sido subjugados. com o scu estojo dourado. Mas sua ostentação de que nem Deus poderia salvar J u d á da Assíria j selou o destino deles. O destino de Israel foi considerado conseqüência direta da idolatria persistente. 6 O povo foi deportado para a o norte e o leste da Mesopotâmia (Hala. e mensageiros foram enviados a Ezequias (701 a . 8 a. Os três mais altos oficiais assírios (17.V captura Samaria e kra os israelitas ao exílio junto a Habar e nas cidades dns medos (2Rs 17—18) R Senaqueribc ataca n cidades ton ficadas de Judá . • Serpente de bronze (4) Veja N m 21. no reinado de Ezequias os assírios voltaram sua atenção à rebelde J u d á . Is 36 relata a invasão assíria e M q 1. falando em hebraico (e não em aramaico. No decorrer de alguns anos. que era a língua diplomática). o ú l t i m o r e i de Israel (732-723) Oséias reinou nove anos como vassalo da Assíria.4-9. o que corresponde ao nordeste de Síria/Turquia e ao Irã. os samaritanos (que.10-16 provavelmente também se refere a ela. As invasões assírias Tiglate-Pilcscr 1 1 1 invade Israel e dejxma o povo nu reinado de Peca (2Rs 15) 0 Salmaiiesc. foi sitiada. até o período d o N T . 2Rs 18—25 Reis de Judá até a de Jerusalém queda 2Rs 18: E z e q u i a s (729-687). eram mestres em fazer guerra psicológica. que. Desta estranha mistura de religiões emergiu uma forma mais pura de adoração entre seus descendentes ( 4 1 ) . Laquis. C ) . que ficava na planície. e um sacerdote israelita foi enviado de volta como missionário. Mas os problemas que tiveram que enfrentar foram atribuídos à sua incapacidade de aplacar o deus local. A invasão assíria Veja também 2Cr 29—32. das práticas pagãs.C. uns 50 km a sudoeste de Jerusalém. além de um período de co-regência. Goza. depois que o mesmo j á serviij aos seus propósitos. Reinou durante 29 anos. Após lidar com Israel.300 A história de Israel Este "selo de calcedonia". 2Rs 17: O s é i a s . foram persona non grata para os judeus — veja J o 4 ) . Isto I demonstra a facilidade com que um objeto I em si inocente pode ser usado de formal inadequada.

soterrados nas fundações dos seus palácios. antimonio. utilizando rampas de sítio. e Sil-Bei. as fortalezas. como um pássaro na gaiola. inúmeros bóis e ovelhas. Deus respondeu sua oração e v i n dicou sua confiança. jumentos. homens e mulheres. Padi. 800 talentos de prata. mulas. Eden: cidade-estado araméia de Bit-Adini. mas ainda não tinha subido ao trono. Quanto a ele mesmo. jovens e velhos. cavalos. eu o prendi em Jerusalém. 2Cr 32. ébano. ele profetizou durante os reinados de Azarias ( U z i a s ) . camas de marfim. peles de elefante. que não se submeteu a meu jugo. aríetes. a infantaria. como reforços. grandes blocos de cornalina. desertaram. sua cidade real. • Goza (12) N o nordeste da Síria. • Tiraca ( 9 ) O Faraó T i r a c a que era de descendência etíope o u sudanesa. » Libna (8) Dezesseis km ao nonc de Laquis. Era natural de Jerusalém. cantores. Enviou seu mensageiro para pagar tributo e mostrar sua submissão. marfim. sua cidade real. Este exemplo. Era o comandante do exército. O Prisma de Senaqueribe 0 rei Senaqueribe da Assíria fez seu próprio registro sobre o ataque a Ezequias em prismas de argila como este. B i a escultura 301 e m baixo-relevo mostra arqueiros e ftindeíros assírios. Fiz sair de lá 200. cadeiras de marfim. e assim reduzi seu território. Jotão. tudo de valioso. o que explica o fato de não mencionarem nenhuma derrota ou qualquer coisa ruim sobre o rei. impus a eles outro pagamento como imposto pelo meu senhorio. Acaz e Ezequias. minha cidade real. Veja também o livro de Isaías. rei de Gaza. chamado de "Prisma de Taylor". "Quanto a Ezequias de Judá. tem 37." . suas filhas. camelos. rei de Asdode.J e 2Ms 2Rs 1 9 : O r e i e o p r o f e t a Veja também Is 36—39. homens e mulheres. Aquele Ezequias — o medo do meu esplendor real surpreendeu e ele e à elite. e os considerei despojos de guerra. abrindo brechas na muralha e escavando. suas concubinas. De acordo com Is 1.5 cm de altura. A Nínive. que havia trazido a Jerusalém. A profecia de Isaías se cumpriu e Jerusalém foi salva. ele havia trazido 30 talentos de ouro.150 pessoas. > Isaías (2) U m dos grandes profetas de Judá. As cidades dele que capturei eu separei de seu reino e as entreguei a Mitin- ti. pedras preciosas. e suas tropas. A crise revelou o que Ezequias tinha de melhor.1.9-23. Cerquei-o com postos de vigia e não deixei que saísse da cidade pelo portão. e incontáveis vilarejos das redondezas. Além dos pagamentos de tributo anteriores. Esperava-se que futuros reis lessem esses relatos. junto ao Eufrates. rei de Ecrom. sitiei e conquistei 46 de suas cidades fortificadas.

a cidade de Laquis. foi atacada e captura­ da pelos assírios. . C . O rei Senaqueribe registrou sua vitória nas paredes de seu palácio em Nínive. na época do rei Eze­ quias de Judá. que ficavam uns 48 km a sudoeste de Jerusalém.302 A história de Israel O sítio de Laquis Em 701 a .

procurando aliados. 11 : "Fez a sombra voltar dez degraus na escadaria feita pelo rei Acaz". que h a v i a sido n e g l i g e n c i a d a .20-21). Débora ( J z 4. 1 6 . 1 . • V. > Meu a n z o l ( 2 8 . assim como uma pessoa conduz um touro ou um cavalo. Vs. Tratava-se de uma escada usada como um tipo de relógio solar. Isaías prevê seu futuro poder e o destino de Judá.7. . > V . incorrendo nas sanções previstas em lei para tal deslealdade. possivelmente u m surto de peste bubônica.8 : M a n a s s e s ( 6 9 6 . A possibilidade da morte d e i x o u Ezequias em prantos (veja também seu poema.6 4 0 ) Veja também 2 C r 33. O j u l g a m e n t o de D e u s foi adiado. A leitura pública da lei de Deus foi seguida pela renovação da aliança com Deus (1-3).22.6 4 2 ) Manasses foi para J u d á o que o rei Acabe havia sido para Israel. C o m as suas asas eles cobriam a arca da aliança que ficava no Lugar Santíssimo da Tenda o u do Templo de Deus. 2 0 Embora Josias tenha morrido na batalha (23. Mas a fidelidade do rei foi levada em consideração. Jerusalém e a terra ainda estavam a salvo.9-20). 12 Estes eram altares pagãos. 13 Veja l R s 11. O s profetas declaram o inevitável juízo de Deus. 1-11: para o p o v o do AT.21. 2Rs 2 0 : A d o e n ç a d e E z e q u i a s .3). com a remoção dos objetos associados à adoração pagã (414). registrado cm Is 38. • V. um homem leal a Deus e suas leis que p r o m o v e u uma profunda reforma religiosa. em resposta ao pedido da pessoa. que registra uma mudança completa de atitude antes do final da vida de Manasses (33.1-30: A s r e f o r m a s de Josias Josias não perdeu tempo e tratou de agir de acordo com a mensagem de Deus por intermédio da profetisa H u l d a . havia sido tomada pela B a b i l ô n i a (a potência emergente daquela época).36. O autor o descreve como o melhor dos reis de J u d á .) Muitas estatuetas d e cerâmica c o m o esta foram encontradas e m J u d á . veja l R s 13. 2Rs 2 1 . veja 2 C r 3 5 ) . U m livro da lei ( p r o v a v e l m e n t e uma cópia de D c u t e r o n ô mio) foi encontrado durante a restauração do Templo. (Samaria representa o reino do norte. e levou J u d á ao fundo do poço: uma degradação pior que a dos povos cananeus que os israelitas haviam destruído. • H u l d a (14) Outras profetisas mencionadas no A T são Miriã (Êx 15. Veja também 2Cr 33. E Deus levou em conta a aflição do rei. 2Rs 2 1 . decidindo ser mais tolerante. • V . o r e i b o m (640-609) Veja também 2Cr 34—35.1-10). Manasses adorava as estrelas (21. ( C o m o teria ele se perdido dentro d o próprio Templo?) A sua leitura revelou q u e a nação h a v i a quebrado a aliança com Deus. mas não revertido: o coração do p o v o não mudou com as reformas d o r e i . e outras práticas p r o i b i d a s foram eliminadas (24-25). 12-19: nesta época a Babilônia era um pequeno estado ao sul da Assíria. que passava pela r e g i ã o p a r a se j u n t a r às forças da Assíria depois que N í n i v e . Veja 2Cr 32. A limpeza se estendeu além de J u d á até o antigo território israelita (1520). Jerusalém teria o mesmo destino de Samaria. > Uma p a s t a d e f i g o s (7) O tratamento rotineiro para úlceras e feridas naquela época.21-25. J o s i a s morreu num conflito fútil com o Faraó N e c o . • V s . A R A ) Deus o conduziria como um cativo humilhado. a esperança de vida após a morte era vaga.1 e2Reis 303 > Querubins (15) Veja Ex 25.2 6 : A m o n i ( 6 4 2 . Esta é uma das várias histórias no A T em que Deus "muda de idéia". São exemplos das superstições que o rei Josias tentou erradicar com as suas reformas. 2Rs 23. Josias reinou 31 anos. O s assírios colocavam argolas no nariz dos reis que aprisionavam. Noadia ( N e 6. parte do tempo como co-regente. Amom foi outro rei "mau". 1 9 .10-17). Is 37. embaixada d a Babilônia Vs. 2Rs 2 2 : J o s i a s . Então veio uma purificação dos lugares públicos.1 8 Para o profeta que veio de J u d á e o profeta que veio de Betei.29-30).10-14). capital da Assíria. A festa da Páscoa. foi assassinado por seus próprios oficiais. voltou a ser celebrada (2123. Reinou 55 anos. > 0 a n j o d o SENHOR f o i (35) Não fica claro o que aconteceu. Depois de reinar durante dois anos.

34 A alteração do nome indicava sua sujeição ao rei egípcio. o rei deposto de J u d á . • Jeremias (31) Não o profeta.35—24. Veja J r 22. Sob um n o v o rei na Babilônia. A conquista de Jerusalém é descrita assim nesta tabuinha babilónica: "No sétimo ano. 2Rs 25.24-27). Eliaquim. foi colocado no trono por Faraó Neco. consta que eles estavam o b s e r v a n d o para vet se e n x e r g a v a m o sinal l u m i n o s o d a cidade. foi um rei "mau". foram l e v a d o s para o e x í l i o .5-8. Jeoaquim sujeitou-se à Babilônia depois do Egito ser derrotado cm Carquemis. 2Rs 23.11-21. mas foi capturado e l e v a d o para a B a b i l ô n i a . ele foi levado à Babilônia juntamente com os tesouros de Jerusalém e enviou à Babilônia. um j o v e m oficial d e J u d á enviava relatórios a seu c o m a n d a n t e . foram escritos sobre fragmentos d e cerâmica. o filho de Josias." todos os líderes de J u d á . Pouco iinics d e N a b u c o d o n o s o r saquear a cidade d e Jerusalém. Depois foi deportado para o Egito por Neco. talvez o último a ser e n v i a d o .C.8-17: J o a q u i m (597) adar tomou a cidade Veja também 2Cr 36. sitiou a cidade de Judá. Judá continuou sendo vassala de Nabucodonosor durante três anos. em 605.1 A data é janeiro de 588 a.18—25. e reinou só três meses.13-19. exceto os mais p o b r e s que f i c a r a m sob a autor i d a d e d o g o v e r n a d o r G e d a l i a s . e. recebeu três meses antes de ser deposto por Nabucoseu pesado tributo e (os) donosor. O profeta Jeremias pronunciou o j u í z o de Deus sobre Joaquim ( J r 22. reinou só nomeou então um rei de sua escolha.C. 2Rs 23.31-34: J e o a c a z (609) Veja também 2Cr 36. para escapar da i n e v i t á v e l ira dos babilônios. tendo marchado para a leira de Hatti. Reinou 11 anos. no mês de quisleu. e m 587 a . foi solto da prisão c tratado com bondade. .10-11 para a mensagem do profeta sobre Jeoacaz.7: J e o a q u i m (609-597) Veja também 2 C r 36.30: A q u e d a d e J e r u s a l é m . Jeoacaz. Esses relatórios. J o a q u i m . Ele J o a q u i m . Veja J r 22. Em 597. • 25. A princípio sujeito ao Egito. J r 37—39. mas depois aliou-se de novo ao Egito. A cidade caiu nas mãos d o exército b a b i l ô n i o . o rei babilónico reuniu suas tropas. e no segundo dia do mês de 2Rs 24. e repetidas advertências do profeta Jeremias. • V.9-10. N u m desses. sendo pilhada e completamente d e s t r u í d a .304 A história de Israel Registro babilónico da queda de Jerusalém e m m a r ç o d e 597 a. O n o v o rei f a n t o c h e t a m b é m se rebelou. cujo nome foi mudado para Jeoaquim como sinal de sua sujeição. J e r u s a l é m foi submetida a um terrível sítio que d u r o u 18 meses. C . dos quais 18 foram encontrados n a torre j u n t o a o portão da cidade. Isto resultou em mais ataques dos babilônios. 35 anos depois. e capturou o rei. q u e estava e m l a q u i s .27-30 traz u m vislumbre de esperança. l e v a n d o c o n s i g o o profeta Jeremias ( J r 4 3 ) . T o d o s . 2Rs 24. Zedequias tent o u f u g i r para o s u l . Z e d e q u i a s (597-587) Veja também 2Cr 36. M a s G e d a l i a s foi assassinado e o p o v o f u g i u para o Egito. filho de J e o a q u i m .1-4. filho de Josias.

em suas procissões.9-10 O Templo seria reconstruído em 520-515 a . considerada o "escabelo dos pés" de Deus. em Jerusalém. Era carregada diante do povo quando este se deslocava. após o retorno dos exilados judeus. A tampa da arca. No dia da expiação. Mas é assim que surgem as lendas! A tradição judaica diz que Jeremias a escondeu numa caverna no monte Nebo. o lugar onde ele se encontrava com aqueles que o serviam. Não havia nenhuma arca nos templos posteriores (templos de Zorobabel e de Herodes). era conhecida como "propiciatório". feita para conter as duas tábuas da lei que Moisés havia trazido do alto do monte Sinai. também. o filho de Salomão com a rainha de Sabá a teria levado para a Etiópia. também folheada a ouro. a arca desapareceu. o castigo que o povo merecia por desobedecer i lei de Deus era transferido para o animal. Assim.4 Um dos que escaparam levou notícias da queda da cidade para Ezequiel. supostamente.16). . Depois da época de Jeremias (veja Jr 3. C . Os cristãos etíopes. ou que o rei Josias a escondeu numa caverna que fica no subsolo de Jerusalém. como sinal da presença de Deus. sangue do sacrifício era derramado sobre ela.C. carregam caixas contendo tábuas com os Dez Mandamentos. • 25. Segundo uma lenda etíope.C. onde. estaria escondida numa igreja em Aksum. É provável que soldados babilónios a destruíram quando saquearam o templo em 586 a. Desta forma. a exemplo do que acontecia com os termos de um tratado feito entre líderes humanos. ou seja. Era mantida no santuário mais interior (Lugar Santíssimo) do tabernáculo e do templo. A arca era.A arca perdida Alan Millard A arca da aliança era uma caixa de madeira folheada a ouro. • 25.21). aara simbolizar o arrependimento de Israel pelos pecados cometidos no ano anterior. que já estava no exílio na Babilônia ( F z 33. Mas estes e outros elementos judaicos em seus costumes são de origem mais recente. os termos da aliança — a lei — eram conservados no lugar sagrado. • 25. Foi Neemias quem restaurou as muralhas da cidade.2 587 a.

N a d a b e 910-909 J e r o b o ã o l 928-910 Disputade Bios com osproletai J o r ã o 852-841 Acazias 853-852 Acabe 874-853 Davi!010-970 Divisão do reino 5/iesíiono (¡¡¡aquel do Cgito aloca lemsalém e remore os tesouros do A t á l i a 841-835 Acazias 841 Ezequias 7 J e o r ã o 853-841 Manasse 696-642 templo S a l o m ã o 970-928 J o s a f á 873-848 (OnStlUÇÔO do templo deleiuíalém Asa 911-870 Abias 913-911 R o b o ã o 928-913 A rainha Maliamata todoi da linhagem real deluda exceto um J o t ã o 74 0-73! Acaz 735-716 Azarias (Uriïl 791-740 Amazias796-7Í! JUDÁ Joás 835-796 .A historia de Israel Reis de Israel e Judá S Ruinas do palacio do rei Acabe no alio da colina fortificada de Samaria P r i m e i r o s reis d e Israel ISRAEL tliseu manda utigitkú O n r i 885-874 Z i n n 885 Z a c a r i a s 753-752 Jeroboãolin: Jeoás 798-782 J e o a c a z 814-798 J e ú 841-814 M e n a é m 752-7« SalumNI Peca 752-73! Elá 886-885 Baasa 909-886 Saul 1050-1010 Um barco da frota mercantil do rei.

traz o nome do rei Oséias O deus babilonio Marduque.C. Datas sobrepostas indicam períodos de co-regência.1 e2Rás 30 O período de cada livro da Bíblia indica seu contexto histórico. 414 100 Para o contexto geral veja: A história d o A n t i g o Testamento Para maiores detalhes veja: O s profetas e m seu contexto Wl Samaria é (tspstado pela Assíria -tmiomnodelsrael Este "selo de calcedonia". a. caracterizado como um dragão Judá em exilio 0 retorno Descoberto do livio da lei —reforma religiosa de losias Ezequias 729-687 Zedequias 597-587 Joaquim 597 Jeoaquim 609-507 51S Quedada Babilônia nas mãos dos medos e persas: (iropeimite o retomodosjudeus 587Habacodtmosoi II destrói leiosaléme o íemplo—o maioria do povo deludá é levada ao exílio 597Itabucodoaosor II toma lerusolém — o rei loaqtilme o povo são exilados 605 Daniel e outros são le/odos ao catimro l m n S 7 1 6 Seaaqaeribe ataca kmsolém Josias 640-609 Amom 642-640 Jeoacaz609 . não a data de autoria. do séc.

o Cronista se preocupa menos com o que aconteceu e mais com o significado dos acontecimentos. devemos tirar as conclusões com base em seu trabalho literário. notas sobre Êx 12. Esquecemos que.C. e sua obra faz A morte de Saul parte da série mais longa. parece que os livros de Crônicas repetem de forma mais monótona e moralista o que já foi registrado nos livros de Samuel e Reis. ignorando o reino do norte completamente. Por causa disto ele se concentra nos reis da linhagem de Davi. Josué. Ele é um intérprete da história. Mas ele também tem temas próprios. a saber. Descreve como suas fontes vários registros da corte mencionados em Samuel e Reis.11-22). é pedir para ser castigado. Números. • • • • Genealogias: Adão até após o exílio Essa gente precisava ser conectada come passado do povo. Os nomes também geralmente são grafados de forma diferente em Crônicas que nos livros anteriores e alguns sem dúvida são erros de cópia. Embora obviamente interessado pelo passado. Mas por que esta nova narrativa? O que o Cronista tem em mente? O que está por trás da escolha do material que ele fez (ou eles fizeram. Essa história não devio se repetir nunca mais. Uma é a tendência do Cronista de "modernizar" ou seja. a história do povo de Israel desde a época dos juízes ao exílio. Êxodo. Precisava conhecer a melhor maneira de restabelecer o culto de adoração. no qual se concentra muito mais no Templo do que em outros aspectos dos seus reinados. de acordo com seu propósito geral. No período . principalmente Gênesis. que é altamente seletiva? Como ele não nos conta isto. Ela faz incursões por outros livros do AT. O povo havia e x p e r i m e n t a d o o j u í z o d e Deus n a destruição de Jerusalém e d o Templo e nos longos anos de exílio. Como em outros livros do AT (veja. por exemplo. Desobedecer é brincar com fogo. na nossa língua. que são invenções relativamente recentes.) Estes eram as 2Cr 1—9 pessoas que O reinado de Salomão voltaram do exílio para reconstruir 2Cr 10—36 Jerusalém sob O Reino de Judá Esdras e Neemias. Os leitores de nossos dias têm suas dificuldades com os livros de Crônicas. O mundo antigo não se preocupava tanto com estatísticas exatas e ortografia padronizada. Ele espera que seus leitores conheçam esta história que ele abrevia. A nova comunidade não tinha rei: os sacerdotes eram seus líderes. Crônicas freqüentemente dá um número mais alto que seu correspondente em Samuel ou Reis. especialmente: a a d o r a ç ã o v e r d a d e i r a (centrada no Templo) • e a realeza verdadeira (a linhagem de Davi). Os dois temas se unem em seu relato sobre Davi e Salomão. a ortografia padronizada se deve aos dicionários. Precisava da garantia de q u e Deus ainda estava com eles. Provavelmente a intenção é enfatizar a grandeza de uma vitória dada por Deus. Sua introdução (caps.3-14) e a mensagem de Deus a Salomão. se esta não for obra de um único indivíduo).1 E2CRÔNICAS À primeira vista. e a tribo sacerdotal de Levi. que se dedicava exclusivamente ao serviço de Deus. No cerne de seu registro está a promessa divina feita a Davi de uma dinastia duradoura (1 Cr 17. • Resumo História seletiva que se concentra na linhagem real de Judá. CrônicasICr 11—29 O reinado de Davi Esdras-Neemias. expande e modifica. O Cronista escolheu seus temas para transmitir uma mensagem específica a seus leitores originais. Mas estes são. Rute e alguns dos Salmos.37). números citados geralmente parecera muito altos. Precisava lembrar que seu bem-estar futuro dependia da sua fidelidade a Deus. A razão disto é desconhecida. Judá e Benjamim. após sua oração na dedicação do Templo (2Cr 7. descrever acontecimentos com palavras que o povo de sua própria época entenderia. e m parte. problemas que nós mesmos criamos para nós. Para a maior parte de Crônicas (1Cr 10—2Cr 36) o autor se baseia em Samuel e Reis. Ele compartilha com os autores de Samuel e Reis a convicção de que a chave da paz e prosperidade da nação está na obediência a Deus. 1—9) focaliza as tribos do sul. por exemplo. realizando seus propósitos. e não fornecer estatísticas exatas. lCr 1—9 (Ele deve ter escrito por volta de 400 (CrlO a.

que focalizará a linhagem real de Davi e o Templo como centro de culto da nação. • R u b e n (5. que. • J o a n a (3. de outra forma. descendentes de A r ã o (49-53). por exemplo. Israel (Jacó).50) Isto é. 750-732 a. • Quelubai ( 2 . que não era israelita embora tivesse sido adotado pela tribo de Judá.28-54: Abraão. pois dá maior atenção e reserva muito mais espaço a J u d á . lista de cidade levíticas (54-81).13) Segundo I S m 16—17. I C r 2. • Acar (2 .12-30. • Boaz (2.22. Jeroboão I I . • 5.1) Veja G n 35. 49. A atenção se concentra no pai da nação. a linhagem sacerdotal). • Levi (1) Note o espaço dado à tribo sacerdotal.19) Líder no retorno do exílio.C. 6. as famílias de Gérson. • 5. I C r 6: A t r i b o s a c e r d o t a l de Levi A linhagem dos sumo sacerdotes (1-15). Benjamim e Levi (veja introdução acima).7) Acã. ARA) Calebe ( N T L H ) . • V. Coate e M e r a r i (1630).J e a r i m (2. embora muitos nomes sejam grafados de forma um pouco diferente aqui. A referência é ao profeta Samuel. • Pai d e Q u i r i a t e .24—5. veja 2Rs 18—20. e que o v. (veja 2Rs 14).5) No texto hebraico a grafia é Bate-Sua. 793-753 a. I C r 4.16) O s três filhos de Zaruia ganham destaque na história de Davi (veja 2Sm 2—3 e outras passagens). a Levi.17-24: a linhagem real do exílio em diante. famílias de cantores (31-48). descendentes de Ismael e Esaú. o Cronista dá mais atenção à família de Davi.41) Reinou de 729 a 687 a .3—3. 5 7 Veja Js 20. I C r 3. 2 7 A partir da Septuaginta.3) A q u i começam a aparecer os interesses especiais do Cronista.3). • V. I C r 3. 6-11 referem-se a Z e b u l o m .1-2: os doze filhos de Israel.2: D e A d ã o a t é I s r a e l (Jacó) e s e u s 12 f i l h o s l C r 1. • Tamar (2.1-26: as duas tribos e meia que se estabeleceram a leste do rio J o r d ã o : Ruben (5.1—2. e às tribos de J u d á .) .1-16: a dinastia de Davi até o exílio. • Filhos d e Z e r u i a (2. • E z e q u i a s (4.1-10). C .] e 2Crônicas elisabetano. G a d e (5. A lista é derivada de Gênesis. começando com o cap.24-43: Simeão. algumas traduções acrescentam "que foi o pai de Samuel" após Elcana. a linhagem real (e. (veja 2Rs 15). • B a t e .15) Não foi rei de Judá. De acordo com seu propósito. • Judá (2.11-22). Não têm a intenção de serem completas. I C r 2. ICrl— 9 De Adão até à volta do exílio As listas nestes capítulos fornecem apenas um esqueleto da genealogia. do que ao restante.11) Veja Rt 2—4.26 Pui e Tiglate-Pileser são a mesma pessoa. fundador daquela da cidade (veja N T L H ) . • E l i s a m a (3.C. Isaque. Veja Js 7.1-27: De Adão até Abrão. e sugeriu-se que os vs. • Z o r o b a b e l (3. I C r 5. a grafia é Tiglate-Pilneser.23-24). • Tiglate-Pileser (5. 12 é o final de uma lista perdida dc Dã. descendentes de Noé através de Jafé.24: J u d á : a l i n h a g e m r e a l I C r 2. l C r 1. ancestrais de Davi. no cap.1-23: mais clãs da tribo de Judá. oito filhos. I C r 7: A s t r i b o s d o l a d o o e s t e do Jordão Issacar (1-5). As genealogias são importantes para o Cronista e para os seus leitores originais porque conectam aquelas pessoas com tudo que se realizou anteriormente no plano de Deus. na qual o Cronista tem interesse especial (veja 2. Cam e Sem. • Sete filhos (2. (Isto não confere com o cap.26: S i m e ã o e as tribos d o l a d o leste d o J o r d ã o I C r 4. 10.6.4) Veja G n 38.1-9 para cidade de refúgio. Veja Esdras. e meia tribo de Manasses (5. Benjamim (6-12). como algumas versões modernas deixam claro (veja N T L H ) . (Isto não se reflete em algumas versões modernas que miiformizam a grafia dos nomes. seria omitida completamente.3-4. ARA) Elisua ( N T L H ) . o nome "Shakespeare" podia ser grafado de várias maneiras e ninguém se importava com isto.S e b a (3.5) No texto hebraico. Também preparam o caminho para a história específica que ele quer contar. 9 . I C r 4.3-55: os descendentes de J u d á . 8. Não necessariamente o contemporâneo dc Josué.) I C r 1.17 Jotão.

Para o Cronista. também é verdade que ele acrescenta detalhes ao que sabemos de outros livros. O s vs. Conta como os próprios parentes de Saul passaram para o lado dele. Tenham benjamita. l C r 11—12: D a v i é coroado rei Veja2Sm 5. • Pães d a p r o p o s i ç ã o (32. o estupro de Tamai e a dissensão familiar que culminou na rebelião de Absalão. repetida do cap. unindo-se a Judá. l C r 12. ao SENHOR porque ele é bom. e o seu amor dura • V s . 13-14 são tudo que ele tem a dizer sobre o primeiro rei de Israel. cantem louvores a ele. Quando as dez tribos do norte se separaram para formar o reino de Israel.3 4 Esbaal = Isboscte. introduz a história que se inicia no capítulo seguinte. A história começa no momento cm que Davi se tornou rei de toda a nação (11. • G i b e ã o (29) Importante cidade falem tios seus atos maravilhosos. de tão ansiosos para se juntarem a Davi. 11 O povo de Jabes sentia-se devedor em relação a Saul (veja I S m 11). 3 Embora o Cronista não relate a história do reino do norte. l C r 8: B e n j a m i m e o rei Saul As famílias de Benjamim (1-28). 29-40). ligada ao registro da morte StNHORl. cidade que os filisteus lhe concederam como base. sendo que as duas representam as demais). foi por causa da ação do Deus onipotente. menciona Benjamim e J u d á (o reino do sul. para sempre". Assim.34 ( M T 1 J I ) sobre Jerubesete. que diz respeito ao século 6 a . 3 3 . • V. sua preocupação era com toda a nação como povo de Deus (as 12 tribos.. a genealogia de Saul.21. se comparada com 2Samuel.10-47: a guarda especial de Davi (veja 2Sm 23. omitindo o adultério de Davi com Bate-Seba.1-10. os guardas ou porteiros (17-27). tornando-a capital do seu reino (11.3 8 A lista é repetida em o coração de todos os que adoram ao 9. Meribe-Baal = Mefibosete. A R A ) Doze pães. É uma história seletiva. como causa primeira. um para cada tribo. 2Sm 11. neste texto. Mas se o Cronista omite.1-34: E x i l a d o s que retornaram da Babilônia Esta seção. l C r 10: O r e i S a u l m o r r e no campo de batalha Veja em 1 Sm 31. 10.1-3) e conquistou Jerusalém.8-39). ficava 8 km a noroeste de orgulho daquilo que Jerusalém. 0 Cronista enfatiza o apoio que toda a nação deu a Davi. l C r 11. A s e r (30-40). interrompe a narrativa sobre Saul e Davi (séculos 11 e 10). principalmente os planos e preparativos detalhados para a construção do Templo (caps. não apenas duas). 2Sm 1. 1Cr 1 1 — 29 O reinado de Davi A história do reinado de Davi ocupa o restante de lCrônicas. l C r 9. ' • C a n t e m a Deus. 2 9 .310 A história de Israel Nafrali (13). • V s . Todas as tribos voltaram a ser um só povo. governado pela linhagem de Davi) juntamente com Efraim e Manasses (as duas mais importantes dentre as dez tribos do norte que se separaram. Que fique alegre • V s . os levitas (14-16). Este capítulo não tem paralelo. C . Deus o m a t o u " (14) Para os leitores modernos este é u m dos exemplos mais chocantes da maneira como os autores do A T atribuem a Deus uma participação direta nos aconiecimentos. a cidade de Davi.. • V. apresentados a Deus e colocados numa mesa especial no Templo. 1 0 .2 7 Estas listas têm p a r a l e l o em Ne 11. 22—29). Se algo aconteceu. Dêem graças de Saul que começa no cap. que acabou de começar. Veja nota I O 16. primeiro rei de Israel (da tribo de Benjamim. Ele enfatiza a recolonização de Jerusalém (3).1-22: Partidários de Davi em Ziclague. Efraim (20-29). l C r 9. Benjamim tornou-se parte do reino do sul. o Santo Deus tem feito. a história da monarquia começa com Davi.9-10. 8. as pessoas encarregadas dos utensílios e do estoque (28-32) e os músicos (33). • " P o r isso. atravessaram o rio Jordão durante a cheia.4-9). relacionando as pessoas por tribo e família (3-9).35-44: A l i n h a g e m d e Saul Esta lista. . os sacerdotes (10-13). eles pertencem à história e fazem parte dela. O Cronista quer enfatizar continuidade: esta é a história dos próprios exilados.35-40. e descreve os guerreiros de Gadc que. a meia tribo de Manasses (14-19). A história da ascensão e queda de Saul é contada a partir de I S m 9.

mas a santidade incrível de tudo associado a ele. A tenda original (o Tabernáculo) e o altar permaneciam em Gibeão. o Cronista inicia a história do reinado de Davi com este acontecimento. E sua atitude estava correta (compare com A g 1. l R s 1. apesar da promessa. a arca foi levada para Jerusalém. Compare com 1 Sm 6. • Filhos de Davi (4-7) A lista em Samuel não menciona Elpelete nem Nogá.7). A intenção era mostrar. tudo parecia perdido.6).6: A a r c a é l e v a d a para J e r u s a l é m Veja também 2Sm 6 ( I C r 15. D a v i não d e i x o u que sua decepção ofuscasse a aceitação alegre da resposta que havia recebido de Deus. sobre o papel dos sacerdotes e levitas.1 e l C r 12.27.1—16. O escriba confundiu duas letras hebraicas.23-40: as tropas que fizeram Davi rei em Hebrom.11. C ) .29 Sibecai é o Mebunai de 2Sm 23. mas expressou seu amor e sua aprovação a Davi na promessa de u m a dinastia que jamais acabaria. O culto adequado se caracteriza por ordem e alegria.19. E m Jerusalém e em Gibeão eram apresentados sacrifícios diários e Deus era l o u vado com palavras e música. Após ficar durante três meses na casa de Obede-Edom (13. 8-36 foram reunidos trechos de diversos salmos. a promessa foi cumprida em Jesus. Pareceu errado a Davi o fato de ele ter um palácio para morar enquanto a arca de Deus ainda estava abrigada numa tenda.21 Veja I S m 30.4). Para os autores do N T .27).1-24. e não exatamente o que foi cantado naquele dia. a música teve um papel especial na adoração (veja 16. Ficava a cerca de 8 km ao sul de Jerusalém. • 11. O Cronista queria reavivar esta esperança e essa confiança em Deus. e ao permitir que Salomão construísse o Templo. Deus recusou seu pedido. I C r 14: R e l a ç õ e s i n t e r n a c i o n a i s Veja 2Sm 5. I C r 18—20: V i t ó r i a s de Davi levam à expansão do reino Veja 2Sm 8 (filisteus). '• Da promessa que Deus fez a Davi nasceu a esperança de um Messias (o futuro rei supremo: Is 9 ) .26-31 (Rabá. • 12. • 11. a cidade d e Davi. depois para . I C r 17: O p l a n o d e D a v i e a promessa de Deus Veja 2Sm 7. onde Davi a instalou na tenda que fizera para Deus. • Perez-Uzá (11 ) Isto significa "castigo de U z á " (10). Seu ponto fraco era a sua vida familiar.13-14). 2Sm 10 (amonitas e sírios) e 2Sm 12.7-43: U m h i n o d e l o u v o r a Deus Nos vs. a linhagem de reis da família de Davi chegou ao fim. é a moderna A m ã ) .16 Belém era a cidade natal de Davi. ele ocorreu um pouco depois. primeiro para o oeste. • H i r ã o d ) Veja 2Sm 5. que o coral de Asafe cantava diante da arca. l C r 13: O t r a n s p o r t e d a a r c a : uma a d v e r t ê n c i a t e r r í v e l Veja 2Sm 6. Cronologicamente. Davi tinha todas as condições de lidar com as nações à sua volta. ICr 16. capital amonita. ICr 15. não um Deus irado. As fronteiras foram ampliadas. Talvez seja um exemplo do 2Crônicas 31 N c s i a área d a J e r u s a l é m m o d e r n a ficava. não tem paralelo em outro livro bíblico). Nenhuma pessoa não-autorizada poderia sequer tocar a arca sagrada. D a v i e os levitas vestiam as roupas especiais exigidas (15. como os outros registros deixam claro (2Sm 13 e capítulos seguintes. Q u a n d o Jerusalém foi tomada e o povo foi exilado na Babilônia (587 a . Desde os tempos mais remotos. Beeliada é o mesmo que Eliada. n o passado. pois. Estes relatos não estão em o r d e m cronológica. que veio da família de Davi e reinará para sempre ( M t 1—2). O Cronista descreve o papel dos levitas na cerimônia. Fiel ao seu propósito de delinear a história religiosa da nação.

l C r 21. • 21.1—22. • Sete mil c a r r o s ( 1 9 . • Filhos d e Davi (18. j á O lugar u u terreno que Davi c o m p r o u para a futura construção d o T e m p l o t-ia uma eira . isto não é necessariamente uma tentativa de encobrir o u maquiar essa história. Sua existência no mundo de Deus. continuam sendo um mistério.A história de Israel o norte e para o leste. O mesmo acontece c o m líderes e nações atualmente.4 O problema dos números muito altos não c e x c l u s i v o do AT. As estatísticas dadas pelos lados opostos numa guerra raramente correspondem à verdade — mesmo atualmente! Veja Introdução. Mas a palavra carro aqui pode significar apenas "homens montados". ••••• . Para o C r o n i s t a .5 Veja 2Sm 21. mas na época do Cronista a palavra sacerdote assumira u m significado técnico.18 traz 700 carros. O episódio de Bate-Seba e Urias (relatado em 2Sm 11—12) se encaixa entre 20.1) de c o n s t r u i r o Templo no local onde ficava a eira de O r n a . Quando o rei como líder pecava. apropriado para a construção desse tipo. um número mais p r o v á v e l .19. É Deus quem estabelece os limites do podet de Satanás (veja J ó 1—2). que nesta época no A n t i g o O r i e n t e Próximo a cavalaria desmontava para lutar.9. e a razão para Deus permitir que ele aja. • S a t a n á s (21. • T o d a a n a ç ã o s e t o r n o u c u l p a d a (21 .1: C e n s o e castigo. • 20. principalmente porque ela j á era conhecida de registros anteriores. fato sequer mencionado em Samuel.17) O autor de Samuel os chamou de "sacerdotes".3) A solidariedade nacional é u m fato.0 Cronista provavelmente obtev v estes número' de outra fonte. o censo (avaliação do poderio militar de Israel sugere falta de confiança em Deus) e a peste eram significativos apenas como acontecimentos que levaram D a v i à decisão (22.1) 2Samuel traz "Deus".um lugar plano. 1 8 ) 2Sm 10. u m local para o Templo Veja 2Sm 24. o p o v o sofria. conforme seu propósito de enfatizar a verdadeira realeza e a correta adoração. O Cronista regularmente omite detalhes da vida privada. A infantaria aqui são os "cavaleiros" mencionados em Samuel. O u t r o s documentos contemporâneos também dão números altos de soldados e carros de guerra. • 18. Veja mapa cias guerras de Davi (2Sm 8 ) . aberto.5 Este números diferem de 2Sm 24.2. Portanto.1 e 20.

• 2 2 . uma fortuna em ouro. lCr 22. O significado é evidente: Davi acumulou muitos suprimentos.27 Os levitas começavam o seu trabalho com a idade de 30 anos. muitas vezes se afirma que Deus estava com ele em suas campanhas). .1 e 2Crônicas 313 • 21. Davi deu novos deveres aos levitas: o cuidado e a manutenção do Templo. Davi jamais abandonou o desejo de construir uma casa digna de Deus.8) Isto não significa que Salomão fosse moralmente melhor do que Davi. portanto. algo que nos últimos tempos faziam nos muitos santuários espalhados pelo país. O foco em todos estes capítulos é o Templo e o culto de adoração a Deus.18 A eira era um espaço aberto e plano no qual os feixes podiam ser espalhados. e propiciaram ao rei e à nação a liberdade de. Provavelmente pertence ao período da co-regência de Salomão com seu pai (23.25 2Samuel registra o preço pago pela eira. entrassem no serviço aos 20 anos. 9 O nome Salomão vem da palavra hebraica para paz: "shalom".2—23. • Estrangeiros (22. se concentrarem na grande tarefa de construir o Templo de Deus. e a assistência geral aos sacerdotes. Foram essas guerras que possibilitaram o governo de paz de Salomão num reino fortalecido. e este versículo aparentemente dá o preço pago pelo terreno inteiro. 1. • Vs. finalmente. lRs 1). • 2 2 . o u que as guerras de Davi não tinham justificativa (ao contrário. uma vez terminada a construção do Templo.20-31) dá uma lista daqueles que pertenciam à tribo de Levi e que. uma riqueza fantástica em prata. em seguida. as funções de magistrados. • Se e s c o n d e r a m (21. reunir o material. • 21. • Muito s a n g u e tens d e r r a m a d o (22. 3. erguida no local do Templo. 1 4 Tomado literalmente. l C r 23.2) Os canancus que permaneceram na terra foram permanentemente obrigados a fazer trabalhos forçados como escravos. músicos e coristas. A dificuldade deve ter surgido porque era um nome estrangeiro. zeladores. bem como muito bronze c ferro. Agora a arca devia ter uma sede permanente. Desde os primeiros dias da peregrinação no deserto.1. que deve ter durado alguns anos. o dever dos levitas fora manter e transportar o Tabernáculo. Davi ordenou que. Assim. Ele aceitou o revés da recusa de Deus e direcionou todas as suas energias c seu entusiasmo para o que podia fazer: escolher o local. eram separados ao serem lançados ao vento. l C r 23. eram qualificados para ingressar no serviço de Deus.6-24 (com 24. Ela segue naturalmente a menção do Templo no v. elaborar o projeto.1 O Cronista não menciona as lutas pela sucessão registradas em l R s 1.20) Talvez na caverna sob o chão de pedra. isto faria Davi muito mais rico que Salomão.2-32: O s levitas e seus deveres Os cinco capítulos seguintes registram como Davi organizou a administração religiosa (23—26) e civil (27) da nação. e a adoração devia ser centralizada no Templo de Jerusalém. que agora está sob a mesquita do Domo da Rocha. Eles também ajudavam os sacerdotes. Bois puxando pranchas com cravos debulhavam os grãos que. • 23. O m ã é o mesmo que Araúna no relato de Samuel.1: P r e p a r a t i v o s p a r a a construção d o Templo Esta seção não tem paralelo em Samuel.

Asafe.1). instrumental e v o c a l . 20-31: outra lista de levitas (veja acima). e p r i m e i r o sumo sacerdote. SENHOR. muitos de seus descendentes A música era uma parte impoilanlc cio tiveram morte violenta (veja I S m 2.30-36). A b i ú (1) Veja L v 10. assim como na v i d a social em geral. 6 ) . era i m p o r t a n t e na a d o r a ç ã o j u d a i c a . certamente gostava desta parte da organização. Hemã e J e d u t u m estavam entre os famosos: são n o m e a d o s nos Salmos. • Nadabe. Supostamente d e v i a m manter a ordem.1-19: O s p o r t e i r o s de T e m p l o Vários levitas deviam atuar como porteiros. é o reino. revezando-se na guarda do Templo e do depósito. ser. l C r 24: O s s a c e r d o t e s e seus deveres Os v i n t e e q u a t r o g r u p o s de sacerdotes. C . • V . a vitória c a majestade.1. c traduzido por "átrio".14). A ordem era decidida Ultima oração de D a v i .15-18. que l a m b e m era músico h a b i l i d o s o (ISm 16. T o d o serviço no Templo de Deus era uma grande h o n r a .314 A história de Israel do T e m p l o t i n h a m o m i n i s t é r i o de profetizar. cada nos céus e na terra. Mas o status não era importante no s e r v i ç o d o T e m p l o . Vs. estavam e n c a r r e g a d o s dos porque teu é tudo quanto há sacrifícios no T e m p l o . 8 a . 2Sm 23. teu. 4 O fato de a família de RH ser descendente de Itamar explica em pane o número reduzido de sacerdotes. todos d e s c e n d e n tes de A l ã o . "colunata". iMr lelcvii . "pavilhão". i C r 29. ii grandeza. que supervisionava pessoalmente ( 2 . I r Carquemla. inclusive para esses "porteiros" (veja SI 84. a n u n c i a n d o as mensagens de Deus (25. SENHOR. 18 O significado exata da palavra hebraica "parbar" é desconhecido.11 por sorteio. l C r 25: O s m ú s i c o s d o T e m p l o A música. mostra um grupo de músicos. é o podei. Davi. Os músicos .3). a honra. l C r 26. tocando vários insttiiineutos. "pátio". M e s t r e s e discípulos o c u p a v a m as mesmas posições ( 8 ) ." grupo servindo duas semanas do ano. Também recebiam as ofertas e contribuições ( 2 C r 31.10). Por causa dos pecados dos filhos de E l i . irmão de Moisés "Teu. culto no Templo. • V.

após o breve incidente registrado em l R s 1 (veja 29. c era bem parecido com o padrão dado a Moisés para a construção do Tabernáculo. entregou-lhe a planta de todos os prédios do Templo (11-19). Davi agradeceu a Deus de coração p o r tal dádiva ser possível para pessoas que sem a bondade de Deus não teriam nada. 28 Samuel.24) Anteriormente.22). O projeto seguia as instruções dadas por Deus. deulhe importantes conselhos (9-10) e. • Daricos (29. em 23.4). Mas neste momento havia paz. .17. O s tesouros do Templo — contribuições e impostos do povo. mas uma pista para a data em que o Cronista escreveu. 11). • V.16-34: os oficiais encarregados das tribos (16-22). Davi apresentou seu filho ao povo (1-8). Ela demonstra. 21. anacrônica para a época de Davi. Seu exemplo e apelo (5) inspirou uma reação pronta e alegre do povo. 32 Jonatas e Jeiel estavam encarregados da educação dos filhos do rei. l C r 27. por fim. Logo. 23—26). esses presentes haviam sido entregues na Tenda anterior. lCr 2 8 — 2 9 : S a l o m ã o f i c a no l u g a r d e D a v i l C r 28: A história que havia sido interrompida pelas listas. Os homens abaixo de 20 anos não eram qualificados para o serviço militar c então jamais eram contados. bem como de lazer os registros.14. os administradores das p r o priedades d o rei (depósitos. • V.7. 33 Aitofel e Husai aparecem na história da rebelião de Absalão (2Sm 1.29) Estes podem ser os registros que aparecem em 1 e 2Samuel. D a v i entregou as listas dos deveres do Templo (21. "Amigo do rei" (ARA) era um título oficial. ARA) Moeda persa de ouro. 2 0 . Profundamente comovido.5. produtos agrícolas e rebanhos. em U r . e seus conselheiros pessoais (32-34). Sua oração é uma das mais grandiosas em todo o AT.31-32. mais que qualquer outra passagem. A promessa foi feita a Abraão ( G n 15. • 29. administradores e magistrados eram designados para cuidar das finanças do Templo e das questões legais. não chegaram até nós. e as ofertas voluntárias afluíram (6-9). mais tarde. 2Crônicas 315 l C r 29: A l é m de tudo que havia juntado ao longo dos anos.3 2 : O u t r o s o f i c i a i s do T e m p l o Tesoureiros.2-15: Todos os 12 comandantes aparentemente vieram da guarda especial de "homens valentes" de Davi (veja cap. • Todos os filhos d o rei Davi (29. Uma assembleia formal pública marcou a coroação oficial de Salomão. é retomada. • V. 23 Para o censo veja cap. 25-31). • V. Adonias tentara tirar o trono de Salomão ( l R s 1). veja caps.4 Veja 22. A o mesmo tempo. do contrário. Abner e Joabe morreram antes da construção do Templo. após a provação com Isaque) e foi repetida para Isaque ( G n 26. Davi fez uma última contribuição pessoal c generosa para o fundo de construção do Templo (1-5).1 e lCr 2 6 . porque este homem podia ser considerado "um homem segundo o coração de Deus". Saul.2. lCr 2 7 : O e x é r c i t o e o s e r v i ç o c i v i l de D a v i l C r 27. G n 22. e os despojos de guerra — eram vastos. • Crônicas (29.5. Salomão o condenou à morte.

Salomão agora estava no comando d o reino de seu pai Davi. 2 C r 3: C o m e ç a a c o n s t r u ç ã o do Templo Veja l R s 6 — 7 . • V. • V. L m ' m J s ^ B i . Veja também 2Sm 5. "Sefelá". riqueza e fama. Veja l R s 3. 4-6 complementam o relato de Reis. uma região de pequenas elevações entre a Judeia e a planície litorânea filistéia. • MonU deoferec dos mor • Parva velmení • Véu/c santuári prédio ( anterioi fala sob oliveira O reinado de Salomão 2 C r 1: S a l o m ã o r e i n a c o m a sabedoria de Deus O período é o século 10 a. mais poder. Deus lhe d e u a sabedoria que pedira. • Planícies (15) Literalmente. • V. 3 N o texto hebraico aparece o nome "Hurão".316 A história de Israel 2Cr1— 9 2 C r 2: P r e p a r a t i v o s p a r a a construção d o Templo Veja 1R S 5. 13 Hirão-Abi: A forma abreviada do nome era Hurã ou Hirão.C. 16 Veja "Comércio de Salomão". que é uma variante de Hirão. Os vs. 10.

À direita. em que ficava a arca. • Levitas que eram cantores (5. cerca de 60. cânticos e ação de graças. o povo fez uma tenda paia Deus (o Tabernáculo). 1 — 5 . A glória da presença de Deus encheu o Templo (2-14). • Véu/cortina (14) Esta cortina separava o santuário.26 traz 2. • 6. onde ficavam o altar e o tanque. Não era uma catedral em que se reuniam para adorar. • 3. da parte maior do prédio do Templo.31-32 fala sobre mna porta dupla feita de madeira de oliveira. Os pedidos se baseiam em outros O m u r o que dá para o S u l . As assembléias aconteciam ao ar livre.2). diante do Templo.2—6. O local o n d e ficava a cidade d e D a v i aparece em primeiro plano. Salomão fala ao povo (6. l R s 6.12) Veja l C r 25. o Templo foi construído como casa para Deus. Já havia sido assim na Tenda anterior. .000 b a t o s (4.000 batos.17-21. lRs 7. 2 C r 5. A arca foi levada ao Templo em meio a música alegre. o tabernáculo (Êx 26. possivelmente na Arábia. 6. • Parvaim (6) U m lugar desconhecido.2 Enquanto caminhava pelo deserto e vivia em tendas.6 Veja Êx 30. 2 C r 6. Agora que se instalaram em casas.31).12-42: A o r a ç ã o d e S a l o m ã o Veja l R s 8.3-11). e de todas as orações. O Cronista acrescenta o v.5) O u seja. na área d o T e m p l o em J e r u s a l é m .1 e 2Crônicas 317 • Monte Moriá (1 ) Abraão havia recebido a ordem de oferecer sen filho Isaque em sacrifício sobre um dos montes da terra de Moriá ( G n 22.000 litros na medida usual de 22 litros por bato. • 4. 2Cr 4 .11: A c e r i m ô n i a c o m e ç a Veja lRs 8. é o fato de que Deus e suas promessas são confiáveis. A base desta oração. 1 : E q u i p a n d o o T e m p l o Veja l R s 7. existe um acentuado declive q u e leva a o vale d o Cedrom.

ao se lembrarem da queda de Jerusalém e dos anos de exílio seguintes. que Salomão resgatou de Hirão. • V .11. o "almugue" de l R s 10. 2 As cidades de l R s 9. além do que pode ser deduzido aqui. Duas U m pórtico que dá acesso à a m i g a área d o Templo. 2 C r 9. > Vs. • O preceito d e Moisés (13) Para as festas I fixas anuais veja L v 23. O fogo queimou os sacrifícios em sinal da presença e aprovação de Deus. Talvez a expressão se refira a navios de grande calado. • V .65-66). • V. 5.18). • V .13-31: A s r i q u e z a s e a glória de Salomão Veja l R s 10. A extensão do reino de Salomão (26) era o cumprimento da promessa que Deus havia feito a Abraão ( G n 15. hoje ocupada p o r uma mesquita. | L v 1—7. 21 N ã o é muito provável que esses "navios que iam a Társis" (Tartessos) fossem até a Espanha. A R A e NTLH traduzem por "sândalo". • V . • A l g u m i n s (10.14-29.600 capatazes (2. porque apenas os sacerdotes podiam entrar no Templo. fatos importantes sobre Deus: seu amor pelo seu povo. NTLH) Isso tinha que ser assim. sua prontidão em o u v i r e perdoar aqueles que genuinamente abandonam o pecado.0 Cronista não fala das várias mulheres estrangeiras e sua influência.318 A história de Israel festa se estenderam até a semana da Festa das Barracas (Tabernáculos).12-15. 10 O s 250 oficiais mais 3.8-10 que o Cronista acrescentou. 2. • V . O s leitores d o Cronista. em Jerusalém.1-13. a exemplo do que ocorre nos livros de Reis. O Cronista inclui essa visita como ilustração da ampla fama e reputação de Salomão.300 de l R s 9. seus padrões morais absolutos. sendo o último u m dia de reunião solene antes de todos se dispersarem (isto esclarece l R s 8.41-42 Citação livre de SI 132. • Em frente d o Templo (12. 11-22: numa segunda aparição. 2 C r 8: A s c o n s t r u ç õ e s e o comércio de Salomão Veja l R s 9. 11 Compare l R s 11. 2Cr 7 : A festa de consagração Veja l R s 8—9. V s . para os sacrifícios.10-14. 14 As orientações de Davi estão em lCr 23—26.11.18) são o mesmo total que os 550 mais 3.16.23. Este relato difere de Reis nos vs. 29 Todas estas fontes se perderam. 2 C r 9. Os sete dias de . Deus c o n c o r d o u com todos os pedidos de Salomão.10-28. veriam nestes versículos de advertência a razão daqueles acontecimentos trágicos. Mas em troca ele esperava obediênda leal.1-12: A v i s i t a d a r a i n h a de Sabá Veja l R s 10. ARC) Palavra estrangeira.

e continham elementos que continuavam leais a Deus e ao tei legítimo. seu acordo com o rei Hirão de Tiro trouxe o comércio marítimo. 14. a o norte d e E z i o m . ARA) Demônios do deserto. semelhantes a bodes. Um n a v i o d a froia mércame d o rei Salomão. apenas uma fração dessa terra e daquela riqueza foram passadas para seu sucessor.14. • Sátiros (15. "Por intermédio de Aías.15. Ao morrer. Veja l C r 10. o silonita": Veja l R s 11. \feja "Examinando a cronologia dos reis". o que significa que.29.26-33). construções de Salomão O Egito forneceu \ cavalos e carruagens Cavalose . i No Egito (2) Veja l R s 11.30-39. 0 Cronista não reconhece os reis de Israel.G e b e r . Mesmo assim.5. carruagens foram exportados para os hitítas e sírios A posição estratégica do reino de Salomão possibilitou o controle das principais rotas de caravanas no eixo norte-sul N /' V Minas de cobre . principalmente Israel e o Egito. por sua v e z .le2Crônkas das profecias de Aías foram registradas em lRs 11. 319 0 comércio de Salomão A posição estratégica do reino de Salomão possibilitou o controle das principais rotas de comércio n o sentido nortesul utilizadas pelos mercadores. t Isto vinha d e Deus (15) Esta é uma das várias ocasiões no A T em que um fato é atribuído diretamente a Deus sem referência à liberdade de escolha do ser humano. . 18 Adorão é o mesmo que Adonirão no relato de Reis. lomão pertotíeEziom d e S a A frota do mar Vermelho (operação conjunta com Hirão) trocava cobre porouro de Ofir. t V. t Semaías (2) Veja 12. Cue forneceu cavalos a Salomão Hirão. a partir da divisão em reino do Sul e reino do Norte. Além de adquirir riquezas com o comércio terrestre. em muitos casos. e o gráfico "Reis de Israel e J u d á " . forneceu cedro paraas jj. 2Cr 1 1 : R o b o ã o f o r t i f i c a J u d á Uma palavra oportuna de Semaías evitou a guerra civil (1-4). prata. Roboão.•. desde o t e m p o d o rei Salomão até o p e r í o d o r o m a n o (e a l é m ) . Roboão recebeu das mãos de Salomão um reino rico que começava a dar sinais de fraqueza. se concentrou em fortificar seu pequeno reino contra ataques de seus v i z i n h o s maiores e mais fortes. Apenas os descendentes de Davi são os verdadeiros reis da nação. n o local. madeira. A i n d a hoje se p o d e m v e r . Muitas delas incluem u m período de co-regência com um predecessor. Veja l C r 29. marfim e jóias . rei de Tito. existe uma sobreposição. o s túneis dos mineiros e os depósitos d e cobre. 2Cr 1 0 : C o m R o b o ã o o r e i n o se d i v i d e e m d o i s Veja também l R s 12.7. O c o b r e e r a e x t r a í d o d e minas e m T i m n a . ele praticamente ignora o reino do Norte. n o g o l f o d e A c a b a . Sacerdotes refugiados de Israel afluíram para Judá após as medidas de Jeroboão no sentido de romper qualquer ligação religiosa com Jerusalém (veja l R s 12. as dez tribos ainda eram consideradas parte da nação israelita. etc.-.26-40. A s s i m .•-. e freqüentemente refere-se a J u d á como "Israel". 2Cr 10—36 Os reis de Judá As datas e a duração do reinado de cada rei são dadas nas seções paralelas de 1 e 2Reis.

• Efraim. castigando. 16) n o reinado dele. no sul. A q u i . multas vezes se usa "filho d e " . Na to mais crítico ao rei. trazendo o nome de Sisaque. próximas o suficiente ( 0 profeta H a n a t i i i n c e n t i v a n d o o rei A s a . Sisaque começou a construir templos em Mênfis. "Deus está sempre vigiando bênção d e Deus. não a Deus.5). mas Judá continuou sob domínio egípcio durante alguns anos. às vezes destruindo.. com seu nome e títulos gravados nela. A grande família de entanto. Maaca era neta de Absalão (veja 13. Ali. 6) era o dom de Deus ao rei e povo obedientes. 2 C r 13: O r e i A b i a s Asa enfraqueceu na fé.15 acima. • V. o registro mais verdade. O autor de Reis aprovou o reinado de Asa. Zerá provavelmente era um chefe egípcio o u árabe (a antiga associação com o Faraó Osorkon j á foi abandonada). • Maaca (16) Avó de Asa. Ameaçado por Israel. "filha d e " n o sentido mais amplo de "descendente". Só resta o de Tebas. Mispa (6) Duas cidades da fronteira Representava fidelidade. E ao ficar doente. • U m m i l h ã o (9) M e l h o r se for considerado apenas como indicação de " u m número enorme". ainda há uma parede ao redor de um grande pátio. um total de 150 cidades e aldeias. deviam ser médiuns o u curandeiros. Nas proximidades de um pórtico. os que são fiéis a ele com todo o coração.20. 2Cr 12: O Egito invade J u d á Veja também l R s 14. • G e b a .3. ARA) O saltinhauso ficava apenas a 8 km ao norte de Jerusalém. e dá a razão consultar médicos é considerado pecado... Ao seu lado aparecem os nomes das cidades e aldeias conquistadas em Israel. 15. no mundo a fim de dar Efraim. mas aos "médicos".liópia/Cuxe corresponde ao atual Sudão.20. • Z e r á (9) F. • Sisaque (2) O líbio Shcshonq I." Alan Millard • Filha d e A b s a l ã o (20) N o AT. Mas o território de Simeão ficava no sul. Asa provavelmente destruiu os templos em que deuses de outros povos eram adorados e deixou os outros. traduziu por "aliança eterna". As invasões como esta e tantas outras eram vistas como conseqüência direta da desobediência a Deus.. • R a m á (1) Esta cidade. Sisaque mandou colocar uma placa de pedra em Megido. 2 C r 14: Paz e v i t ó r i a durante o reinado deAsa Veja também l R s 15. as pedras foram entalhadas com um enorme retrato do Faraó em triunfo. Para que os conquistados não se esquecessem de sua vitória. isto é. 14—15) e coisas ruins (cap. era obra de Deus. • 2 C r 15 As reformas religiosas d e Asa • Azarias (1 ) c mencionado apenas aqui no AT Sua profecia foi o estímulo que impulsionou as reformas de Asa.17. o reino de Judá. l R s 15. forças a t o d o s • Aliança desal (5. que era uma das tribos do norte.j á que esta é a única v e z na Bíblia em que rado adoração "adequada". no território d e tudo o que acontece • Micaía (2) Maaca (11. e a guerra contra Israel pediu o auxílio da Síria." cerimonial na ratificação de tratados. NTLH) Mas veja 14. Veja também l R s 15. Asa recebeu honras do seu Abias devia ser considerada sinal da povo. e a tribo fora assimilada por Judá havia muito tempo. Já o Cronista viu coisas boas (caps. e durabilidade (principalmente nos a Ramá para o transporte d e material de em 2 C r 16. • T o d o o Israel (1) O Cronista se refere ao verdadeiro Israel. A invasão de Sisaque "Os homens de Sisaque marcharam pela terra. Veja 11.9-24. • Q u e i m a (14) Não se tratava de cremação. lealdade norte d o reino de J u d á .000 (17) Melhor se for conside mas da queima de especiarias (veja J r 34. amplo complementa aquilo que era conside. Manasses e S i m e ã o (9) Homens fiéis das duas tribos d o norte migraram para Judá. O arrependimento nacional (não mencionado n o relato de Reis) limitou seus efeitos. no norte. que é um relarecorreu.1-18. A paz (v. . nos seus últimos anos de vida. 2 0 Veja 10. fundador da 22 dinastia d o Egito.2).9 I N T L H T ) "pactos" feitos c o m Deus). a 2 C r 16: A c o n f i a n ç a do rei vacila Sob pressão. 500.2). • A c a b o u c o m t o d o s os ídolos (8. No da vitória de Judá. ao morrer. Retornando v i t o rioso para casa. também. Um fragmento dessa pedra foi encontrado nas ruínas de Megido.320 A história de Israel rado apenas como indicação de "um grande número". N T L H construção. e em Tebas (Karnak). A grande vitória.

estabeleceu tribunais profanação feita mais tarde por Josias poderia locais e uma cone mista de apelação em Jcrti impedir o povo de usá-los. mas contradiz 17.] e 2Crônicas null' 2Cr 1 7 : J o s a f á : um r e i f o r t e Veja também l R s 15. Os altos (que 2Cr 19: A s r e f o r m a s l e g i s l a t i v a s nem sempre ficavam nos montes) eram de J o s a f á simples plataformas nas quais ficavam os Após a batalha de Ramote-Gileade. era desta cidade que ficava 16 km ao sul de Jerusalém. praticou ou incentivou a imoralidade. 33 Isto confere com l R s 22. NTLH) Jeorão.32.10). o u desviou o povo de Deus e de sua l e i .. os números dos diferentes grupos de soldados são muito altos. > Árabes (11) Antigos nômades que se estabeleceram em Edom c Moabc. E foi muito rcspei tado pelas nações vizinhas. 4-27 Nunca foi fácil distinguir entre falsos profetas e profetas verdadeiros. somente algo como a Nomeou j u í z e s civis. • Aliado. por laços de casamento (1. recebe grande destaque da parte tio Cronista. um rei reformador como Asa havia sido. s Iffusalém 1 16.. não irmãos no sentido literal. 17.21. > Vs. Veja também 20. • Meunitas (1) Habitantes de um disiriio de Edom perto do monte Sen. esta ligação quase destruiu Judá posteriormente (22. M B Sámana. não por métodos o u modos (veja l)t 18. É possível que o termo "mil" sc refira a u m grupo e não a um número.37. • Jeú (2) Provavelmente neto do J c ú cm I Rs • Társis (36. pastor de ovelhas e profeta. O r d e n o u que a lei fosse ensinada a o p o v o ( 7 ) . Josafá concentrou-se nas questões domésticas. • V. 22.italha em K. ARA) O mar M o n o ( N T L H ) .8-13. • Tecoa (20) Amós. 2Cr 18: U m a a l i a n ç a quase f a t a l Veja lRs 22. > Vs.bjcl • J u U t u c a n D Jouft ! . • Vossos irmãos (10) Concidadãos e compatrioias. A confiança de J u d á em Deus foi amplamente recompensada. . A única mancha no histórico do reinado de Josafá foi aquela aliança com Israel (35). casou-se com Atália. Veja notas em Kx 12. • O mar (2.18-20.43. A q u i . „ . j á que Josafá destruiu seus santuários ( 6 ) . Como os lugares cm si eram considerados sagrados. A adoração de deuses estrangeiros claramente continuava no reino. Compare com Dt 16.17-22).24.17). objetos de culto.imote-Gilcadc d. • Como ovelhas sem pastor (16) Isto é. nlha de Acabe. Josafá. Os invasores lutaram entre si c deixaram os despojos para J u d á .6 (Veja 15. O verdadeiro c o falso só podem ser distinguidos pela sua vida e mensagem. salém. ARA) Vfeja 9. que narra a mesma história.. 17 Sempre de novo o Cronista enfatiza que a vitória vem por meio da confiança em Deus. Josafá percebeu que esses profetas estavam apenas dizendo a Acabe o que ele queria ouvir. H. Nenhum profeta verdadeiro jamais fez uma previsão que não tenha se cumprido. 14-19 C o m o estão. sem liderança. Josafá o r g a n i z o u u m f o r t e e x é r c i t o e reforçou as defesas. filho de Josafá. Era comum os nomes sc alternarem assim nas famílias. 2 C r 20: Ataque d o leste Não há registro desta guerra em Reis.1. etc.. como seu pai fizera. • V. . pelo otimismo superficial de sua mensagem.1-50. E m v e z d e reunificar o reino. > 0 Livro da Lei (9) O Pentateuco ("cinco livros") o u uma parte dele.

e antes das mortes de seus sobrinhos. • Carta d o profeta Elias (12) C o m base em 2Rs 3. "Samaria" designe o reino e não a cidade cm si. • 23. q u e fica ali perto.21: M a s s a c r e e revolta no reinado da rainha Atália Veja também 2Rs 11. Mas como tantos membros da família real haviam sido mortos (21. Acaz. e -iaú o u ias. Morte violenta ou doenças de pele ("lepra") impediram que isso fosse feito. Outros reis não sepultados nos túmulos reais foram Acazias. Ambos são compostos de "acaz". a rainha-mãe pôde assumir o trono sem resistência. 2 C r 21: O r e i J e o r ã o Veja também 2Rs 8. Elias já não estava mais v i v o . 2Cr 22. J e o r ã o perdeu o controle sobre E d o m e Libna (na fronteira com os filisteus). ao prever o que viria a acontecer. segundo o qual Acazias morreu em Megido. era o herdeiro legítimo. Talvez o profeta. • V . • Jeoacaz (17. e levou a nação à idolatria. 2Cr 22.1-9: O r e i A c a z i a s Veja também 2Rs 8.10—23. Após seis anos. A R A ) O u t r a maneira de se escrever Acazias (22. que significa "ele detém" o u "ele possui".26.11 ( n o reinado de Josafá). d e J u d á . 9 Isto parece ser diferente do relato de 2Rs 9—10. e o nome de Deus (escrito Jeo. Talvez.8).16-24.A história de Israel / ' . A maioria dos reis de J u d á tem nomes compostos dessa forma. como A R C ) a idade de Acazias deve ser vinte e dois. O pequeno Joás.1 ' -I • » 1 . o nome completo significa "Deus possui". se aliaram n u m mal-sucedido projeto d e construção de navios mercantes e m Eziom-Geber (lílate). 1 O rc¡ Josafá. como 2Rs 8. A amizade com Israel resultou diretamente em sua morte no expurgo realizado por Jeú. neste caso. d e i x o u uma mensagem escrita que foi entregue por um sucessor. Joás. 22. embora não possamos ter certeza. A má i n f l u ê n c i a da esposa de J e o r ã o (Atália era filha de Acabe e Jezabel) p r o v o u ser mais forte do que o bom exemplo de seu pai.25-29.ou Jo. e o rei Acazias. "Se foi sem deixar de si saudades" ( 2 0 ) : u m terrível epitáfio. como sufixo). .17. 2 Em v e z de quarenta e dois (algumas versões. a usurpadora foi deposta.11 Talvez esse " L i v r o do Testemunho" fosse o texto escrito por Samuel (veja ISm 10.A foto mostra o ancoradouro na ilha de Farun.25). Azarias ( U z i a s ) . Acazias não aprendeu nada com o terrível T—r—r— fim de seu pai. O Cronista enfatiza o papel dos sacerdotes e levitas na recondução do monarca legítimo ao trono. filho de Acazias. n o g o l f o de Acaba. d e Israel.1). Assim.como prefixo. • Não nos sepulcros d o s reis (20) Supostamente porque desagradou a Deus. • V .

A cmel vitória de Amazias sobre Edom (5-16.12-16. sinal visível do pecado invisível que o impedia de ficar na presença de Deus. Segundo o Cronista.25.16-23) do reinado de Uzias (como fizera com Asa e Joás). 1 Israel. Era amigo da agricultura e protegia os rebanhos dos invasores do deserto (10).1-15) e o lado ruim (26. acrescentando Amom à lista dos estados que lhe pagavam tributo. precipitando d e z mil homens d o alto d o penhasco e m Seir (mais tarde Petra). o poder e o sucesso o levaram à ruína. Ele manteve e aumentou o reino que havia recebido de seu pai. * V.5) teve um bom começo. [ v . seu conselheiro religioso. no entanto. chegando ao ponto de mandar matar o filho de Joiada que o havia criticado em público. o rei foi derrotado e morto como castigo por ter adorado os deuses de Edom. v. Sendo u m rei poderoso. • V . complementando o relato em Reis) foi o início de sua mina. 16-20 complementam o registro de Reis. Joás começou bem. d e m o d o que todos toram esmigalhados. 4 D t 24. Mas como acontece com muitas pessoas boas antes e depois dele.1-7. Sob a influência de Joiada. de J u d á . A derrota fez o povo se voltar contra ele. . tomou-se co-regente. Buscou a Deus e estendeu os limites do seu reino para o sul. 2Cr 2 5 : O r e i A m a z i a s Veja também 2Rs 14. Jotão provou ser um " b o m " rei. trucidou os edomitas. Uzias (auxiliad o p o r Zacarias. > 0 imposto ( 6 ) Veja Ê x 30. (Os vs. fiel a Deus (2). 21 E m M t 23.21. o rei ficou sob influencias menos saudáveis.16.32-38. Parece que Uzias. Após a morte d o sacerdote. assumiu o papel de sacerdote.. Certificava-se que seu exército estivesse bem equipado e armado com máquinas de última geração (14-15). o "Azarias" de 2Reis. Como conseqüência. Amazias foi morto numa conspiração. Após reinar por 29 anos. O povo foi conclamado a ser fiel aos termos da aliança e o Templo danificado (7) foi restaurado. E m seu orgulho.21—12. chegando até o mar Vermelho. Jesus faz referência à morte de Zacarias.) Deus o atingiu com lepra. Ele trouxe para casa os deuses estrangeiros c em seu orgulho desafiou o poderoso reino de Israel (17). 23 Isaías recebeu seu chamado de Deus (Is 6) no ano da morte do rei Uzias. 2 C r 26: O r e i U z i a s ( A z a r i a s ) Veja também 2Rs 15. A O rei Amazias. > Cem mil ( 6 ) Melhor se considerado um número arredondado para indicar u m grande grupo. o rei sofreu uma vergonhosa derrota e acabou sendo assassinado.. Efraim (7) O Cronista deixa claro que está se referindo ao reino do norte (veja NTLIT).1 e 2Crônicas 323 2Cr 2 4 : O r e i J o á s r e s t a u r a 0 Templo Veja também 2Rs 11. O Cronista descreveu o lado bom (26. 2 C r 27: O r e i J o t ã o Veja também 2Rs 15.

• O rei sírio (5) Rezim (veja 2Rs 16). os sacerdotes e o povo também foram purificados do pecado pela oferta de sacrifícios. • O cântico ao S E N H O R ( 2 7 . 2 C r 33. e foi convocado para dar explica- . O povo não teria entendido aramaico. 3 A data normal da Páscoa era o dia 14 do primeiro mês. todavia. 20 Esta não foi uma invasão. 25 Veja l C r 25. 12 O emissário assírio não entendeu as reformas de Ezequias. • V. A alegria foi tanta que a festa foi prolongada por mais uma semana. • V. era setembro/outubro.1-20: O d e s a s t r o s o reinado de Manasses Veja também 2Rs 21. Manasses foi um dos reis menos piedosos de Judá. mais tarde passou a ser local onde o lixo da cidade era queimado. • V . Hinorn (Geena) passou a ter uma reputação sinistra. C . Is 7. • V . 31 Veja 2Rs 20. Apesar da péssima reação. Mas o Cronista comenta uma mudança de atitude não mencionada em Reis. • V. Durante quase todo o seu longo reinado. e continuou até o final das safras de frutos e vinho. • Altares ( 2 4 ) Para deuses pagãos. embora N m 9 também permita a outra data. mas a imposição de impostos altíssimos. que dava muito valor às formas adequadas de adoração. o rei. • V . os assírios invadiram Judá. (Acaz. mas este não foi o caso de Acaz (22-27). 7 O povo começou a contribuir em maio. Ele profanou o Templo c praticou sacrifício humano (6-7). cujo povo demonstrava sinais de independência. Após varrerem do mapa o reino do norte. O relato detalhado da purificação e da reconsagração do Templo profanado é característico do Cronista. j u n h o . • Vale de Ben-Hinom (3) Um pouco ao sul de Jerusalém. continuava contaminada pela idolatria. rei-vassalo da Babilônia. segundo o Cronista. Q u a n d o "Deus o desamparou". Mas na sua campanha de 701 a . • V . 2 C r 29: O r e i E z e q u i a s Veja também 2Rs 18—20. é que | na crise o rei de Judá confiou totalmente e m Deus. a língua diplomática. 19 O Cronista. 2 C r 31: R e f o r m a s r e l i g i o s a s promovidas por Ezequias Todo este capítulo é um acréscimo ao registro de Reis. 15 Muitos sacerdotes e levitas demorarait em aderir à forma reformada do culto (29.12-19. A principal preocupação de Ezequias foi restaurar o T e m p l o a seu uso a d e q u a d o . A razão. Ainda havia resquícios de bondade em Israel. Quando o prédio estava pronto.34). O ataque assírio a Laquis é retratado nas paredes do palácio de Senaqueribe em Nínive. A crise levou algumas pessoas a uma fé mais profunda. A terrível apostasia de Acaz quase levou Judá à destruição. O tema é familiar. havia destruído os objetos e fechado o Templo: 28. Deus até usou o reino idólatra do norte para castigar seu povo e revelarlhes uma clemência quase inédita para com os prisioneiros de guerra. não houvera Páscoa como esta desde a época de Salomão.24). Gade e Nata haviam sido profetas na época de Davi. • V. com a colheita de grãos. Possivelmente Manasses se envolveu na revolta do irmão de Assurbanípal. As leis que regiam o culto e a manutenção dos sacerdotes foram reintroduzidas (2-10). 2 C r 28: O r e i A c a z Veja também 2Rs 16. Is 36—37. Ezequias exibiu seus tesouros com orgulho tolo. ARA) Muitos dos salmos foram escritos para uso no Templo em várias ocasiões. Samaria caiu nas mãos da Assíria durante o reinado de Acaz (quando Ezequias era co-regente) — veja 2Rs 17. Todos ficaram suipresos com o volume das ofertas para os sacerdotes e dos dízimos para os levitas (10).1-18. A maioria dos israelitas do norte foi para o exílio e a terra deles foi repovoada. o pai dele. Senaqueribe não conseguiu tomar Jerusalém. 2 C r 30: A c e l e b r a ç ã o da Páscoa (Para a origem e o significado da Páscoa veja Ex 11—13). As reformas se estenderam até ao reino do norte ( 1 ) . Cuidados especiais foram tomados para garantir que tudo seria distribuído apropriadamente.324 A história de Israel religião do povo. • V . 18 Eles falaram em hebraico. 2Cr 32: O s assírios invadem Judá Veja também 2Rs 18—19. deixou claro que o mais importante era a atitude do coração. Ezequias convidou os poucos israelitas restantes para se unirem a Judá na celebração da Páscoa (9).

pois havia uma fenda (?) à direita. E no dia da perfuração.. Enquanto (os operários manejavam suas) picaretas. acompanhando o formato da rocha. E l a mostra c o m o e r a a escrita hebraica a o t e m p o d e Isaias.. O canal d e Ezequias. Então a água escorreu da fonte ao tanque por 1200 cavados. um menino que se banhava no tanque de Siloé encontrou uma inscrição que conta a seguinte história: ". Em 1880. . picareta contra picareta.. Ezequias canalizou a água da fonte de Giom ao tanque de Siloé. e a altura da rocha acima da cabeça dos operários era de 100 cavados. JERUSALEM NA ÉPOCA DE EZEQUIAS U m detalhe d a inscrição q u e registra a conclusão d o canal d e E z e q u i a s ." Á g u a e r a canalizada desta fonte . cada um na direção de seu companheiro. u m túnel que leva água da f o m e até o tanque.para d e n t r o d a cidade.. até o tanque d e Siloé. O túnel tem mais de 620 m de comprimento e é tortuoso.] e 2Crônicas 325 O canal de Ezequias Para garantir o abastecimento de água em caso de invasão. através d o canal d e Ezequias. cada um encontrando seu companheiro. (ouviu-se) a voz de um homem chamando seus companheiros.a fonte d e G i o m . Isto g a r a n t i a o abastecimento d e água d e J e r u s a l é m d u r a n t e u m cerco. q u e passava p o r b a i x o d a m u r a l h a d a cidade. os operários atravessaram. E esta é a história da perfuração. e quando ainda havia três cavados a serem perfurados.

31-34.. Assim. ele depôs e deportou Joacaz. Há algumas diferenças entre os registros em Reis c Crônicas.1 D Ao moinai. de 642 a 640 a. • Jeremias c o m p ô s u m a lamentação (25) Não se trata do livro de Lamentações. Neste momento a sua celebrai. em 605. acima).8-17.14. Deus atendeu a oração desesperada d o rei. 18 Há u ma "Oração de Manasses" entre as obras deuterocanônicas. Jeoaquim começou como vassalo do Egito e acalxni como cativo na Babilônia. ao tentar impedir que o Faraó continuasse MIA mau lia IIIMII ao none. O povo lembrou-se de seu livramento da escravidão no Egito. principalmente na ordem dos acontecimentos.C (que 6 pane da Crónica Babilónica).i i>. Veja 35. ele foi derrotado por Nabucodonosor. Joaquim foi deposto e levado ao cativeiro na Babilô- Esta tabuinha de argila. como realizar reformas religiosas também no território d o antigo reino de Israel. e sua libertação e seu retorno fizeram com que mudasse de vida. de Judá. Ultima batalha de Josias U Faixi N i . Durante seu reinado foi descoberto o livro da Lei (provavelmente Deuteronômio. o rei Manasses. • Vs. na Babilônia. Após apenas três meses no poder.. C . e reformou o Templo. A Páscoa fora negligenciada no período da monarquia. • G a n c h o s (11 ) Os assírios colocavam ganchos ou argolas no nariz de um rei derrotado por eles.21-25: A m o m Veja também 2Rs 21. Mas.19-26.C mucre N A tsilalh.35—24. 2Cr 35: A Páscoa d e Josias. 3 . sua morte trágica Veja 2Rs 23. mas nenhum dos dois autores tinha como preocupação maior a cronologia. • Hulda (22) Veja 2Rs 22. e isso se deu poucos anos antes de uma segunda escravidão. rei da Babilônia.7.9-10: J o a q u i m Veja também 2Rs 24. • Vale d e B e n . 2Cr 34: Josias: u mr e i q u e promoveu reformas Veja também 2Rs 22—23.21-30. embora Ezequias a tivesse reavivado (cap. c m Carquemis. resultando em atos de arrependimento sincero. . Ele seguiu o mau exemplo de Manasses e foi assassinado por seus oficiais.i innn.ilh.H i n o m (6) O vale da Geena (veja 28. Mas em 605 a.C. Josias profanou e d e m o l i u os lugares e objetos de adoração pagã. O verdadeiro significado dos fatos está no que eles ensinam. » marcho ui drqmnrii pan ajuitar os assírios :ia sua b. Neco estava marchando para o norte com o objetivo de ajudar a Assíria a se defender d o ataque dos babilônios.C. A m o m reinou durante dois anos. 2 C r 33. • Vs.it.'!" representava o clímax das reformas (Ir Josias. hahili'ni i:. 4 Estes eram altares construídos pelo avô de Josias. Josias estava cada vez mais livre para tomar medidas politicamente perigosas. 2 C r 36. O rei Josias. L J JOMJS INTUCCPU o cutt un rgipcio em M'. • V.1-4: J o a c a z ( J e o a c a z ) Veja também 2Rs 23.. • V. ao norte. foi mono. 2 C r 36. 2Cr 36.1.'IHI .32b A história de Israel ções na Assíria após a vitória de Assurbanípal. 6 a.. Essa lamentação de Jeremias não nos foi preservada. a reação d o povo foi muito pequena e tardia demais para evitar o castigo. Ao retornar para casa. ape- sar da iniciativa d o rei. que está na Bíblia. talvez numa forma mais antiga). do séc. embora isso não tenha afetado o povo. 2 0 Em 609 a . 30). Ncco cli-pOr JNAOU • o leva 1.5-8: J e o a q u i m Veja também 2Rs 23.20 acima.3.7 O poder assírio estava em declínio. o sucessor de Josias. traz o regfftro «la dei ima dos egípcios na batalha de Girquemis.

30. Nesie relevo da Babilônia aparece Assurbanípal. não oito.4-7). rei da Assim. A destruição da cidade e do Templo foi considerada j u í z o de Deus.) . um castigo que representava morte o u exílio para todo o povo. Deus não havia abandonado completamente o seu povo. num aio ritual em que ele faz o irabalhu de um escravo.3. Jeremias havia falado palavras duras de juízo e condenação da parte de Deus. mas elas foram todas ignoradas.34-35.18—25. O exílio durou cerca de 70 anos. J r 37. (Tinha 18 anos quando se tornou rei. 26. estes versículos foram retidos no final de Crônicas c repetidos no início de Esdras. Mas também falara sobre como Deus continuava a amar o seu povo em exílio e que. • Sábados (21) O Cronista dá a entender que esses descansos sabáticos não foram respeitados no tempo dos reis. Deus deu a Zedequias e à nação muitas advertências por intermédio de Jeremias e dos outros profetas. 21. nia. 2Cr 36. E z 17. a destruição de Jerusalém Veja também 2Rs 24.11-21: Z e d e q u i a s .22-23: U m a n o v a e s p e r a n ç a Quando o livro de Esdras foi separado do livro de Crônicas. o traria de volta à sua terra ( J r 24.1-7. servindo aos deuses. Crônicas não poderia terminar com o v. e Zedequias era tio dele. Veja Lv 25. por fim.1.J e 2Crônicas 3271 2 C r 36. até os persas conquistarem o império babilónico.

C. esses acontecimentos da história dos judeus se inserem no período após a queda do império babilónico. e que. ELÃO PÉRSIA m m E d 1: O r e i C i r o . O r e t o r n o dosexilados sob Zorobabel e Esdras Ed 1—2 Os exilados judeus a Jerusalém retornam MÉDIA 1 Ecbatana BABItONIA\ - : í S u â . reconstroem o Templo em Jerusalém e restabelecem a lei de Deus.1-3 são idênticos). ele parece ter se baseado em memórias pessoais de Esdras e Neemias na edição dos livros que levam seus nomes. embora totalmente sujeitos à Pérsia. Puderam reconstruir seu Templo em Jerusalém (a obra começou em 538 e foi retomada em 520. e um sexto. chamado Esdras) abrange um período de aproximadamente 100 anos. "O que vemos em Esdras e Neemias é um Israel cortado quase até a raiz. que não só permitiu o retorno dos povos exilados a seu local de origem como também os incentivou à prática de sua própria religião. o r d e n a a repatriação dos exilados A política dos reis babilónicos era deportar os povos conquistados. Quase 50. (Veja a profecia surpreendente de Isaías em Is 44.26-28. 45.. se comparado com o que o povo havia sido antes do exílio.) . Não se sabe quem escreveu os livros. d a P é r s i a . Naquele momento houve uma mudança na política governamental vigente até então. Os judeus puderam voltar a ser judeus. Esdras é continuação de Crônicas (2Cr 36. Esdras e Neemias descrevem um retorno em três etapas: o grupo principal. A data mais antiga seria por volta de 400 a. Aqui termina a história da nação judaica narrada no AT. que tem forte apoio arqueológico). Dario II (423-404). 1—2 A volta dos primeiros exilados quando os profetas Caps. O retorno de Esdras Este é o foco d o livro de Esdras. a lei mosaica. a saber.C.ESDRAS Esdras e Neemias (um só livro na Bíblia hebraica. 464-423). que foi conquistado por Ciro.C. permitiu que os exilados voltassem á sua terra e a J e r u s a l é m . quer gostemos dele ou não. é mencionado em Ne 12. em 587 a. Seja quem for. Mas agora (539 a. e o povo sendo levado ao exílio na Babilônia. encontraremos no NT" (Derek Kidner). 80 anos mais tarde. da Pérsia. No plano mais amplo. pela sua nova preocupação com a pureza. ou quando foram escritos. num período posterior (403-357). mas que recebe novo vigor da 'fonte de nutrientes' que havia negligenciado.C.000 judeus voltaram do exílio.C.1-13. 3—6 A g e u e Zacarias A reconstrução do Templo começaram a pregar) e restabelecer Caps.) a Babilônia caíra nas mãos dos persas (como os profetas haviam predito). Porém a sobrevivência deste "remanescente" era sinal de que Deus continuava a amar o seu povo. que retornou com Zorobabel em 538 ou 537 a. e o grupo de Neemias que voltou em 445. em 539 a. algumas pessoas questionam o retomo de Esdras e Neemias a Jerusalém durante o reinado d o mesmo monarca (Artaxerxes I. o que é um grupo pequeno. O compilador pode ter sido o Cronista ou alguém relacionado com ele. já dá sinais de transformação no judaísmo que. sua ''cidade santa". Caps. Página oposta: O decreto d o rei C i r o . 7—10 seu próprio culto. Resumo Os judeus retornam do exílio. de 538 a 433 a. que terminou com a destruição de Jerusalém por Nabucodonosor. Esdras e Neemias abrangem os reinados de cinco reis persas.C. Por causa da dificuldade com a cronologia dos dois livros. preferindo colocar Esdras com Artaxerxes II. Uma das primeiras ações de Ciro foi repatriar os povos exilados e permitir que reinstituíssem o culto aos seus próprios deuses.22-23 e Ed 1. rei da Pérsia. Entre os que se beneficiaram da mudança de política estavam os judeus.22. os exilados que retornaram com Esdras. em 458 (esta é a data tradicional.

.

6 4 Os números dados não resultam neste total. E d 2: U m a lista d e e x i l a d o s repatriados Veja também N e 7. • N e e m i a s (2) Não o mesmo indivíduo que mais tarde seria governador. J o s u é / J e s u a . por volta de setembro/outubro. questão de vital importância para os sacerdotes (61-62).27. Ed 3—6 A reconstrução do Templo Ed 3 : Lançados os alicerces do Templo A primeira coisa a ser reconstruída foi o altar. mas de restaurar a antiga e autêntica tradição. filho de J c o z a d a q u e . Zorobabel era neto do rei exilado Joaquim (2Rs 24. Este capítulo alista os líderes.A história de Israel • V. a exemplo dos israelitas que saíram do Egito ( Ê x 12. representando as 12 tribos (isto é. Até reis estrangeiros agem conforme a vontade do "Rei dos reis". 2 N e 7 alista 12 líderes. o sumo sacerdote.22-23.1 e Z c 3. A exemplo do que havia ocorrido na época de Salomão (veja 2Cr 2). • V. o cedro selecionado que seria usado na construção deste Templo foi trazido do Líbano.3536). Registros c o m o estes eram p r o v a i m p o r t a n t e de a s c e n d ê n c i a .31-40. 1 Veja 2Cr 36. A frase "como está escrito na Lei de Moisés" é quase um refrão no livro de Esdras. • V. 6 Deus garantiu que os exilados. • Barzilai (61) 2Sm 17. . 19. quando eram celebradas as festas principais. Alista as cidades às quais o povo retornou. Pode ter havido erros na cópia ou na interpretação dos números. • V. também deportado de Jerusalém pelo rei Nabucodonosor ( I C r 6.15). inclusive o Dia da Expiação. Este é o Josué que aparece em A g 1. toda a nação). os clãs de I s r a e l . A ação de C i r o é estimulada por Deus. 1 Este era o início do novo ano religioso. Tudo devia ser feito de modo correto: não se tratava de criar algo novo.15). para que a adoração e os sacrifícios recomeçassem. os servidores do Templo e os servos de Salomão. • V. conforme o padrão estabelecido por Moisés ( L v 1—7). • V. Mas o trabalho não foi muito i além da colocação dos alicerces. não voltassem de mãos vazias. os lugares onde suas famílias haviam v i v i d o . os sacerdotes c levitas. 6 3 O sacerdote faria o sorteio sagrado (com o Urim c Tu mim) para saber de Deus se estes sacerdotes eram aceitáveis.

6-23 interrompem a seqüência cronológica para completar o relato da oposição até a época de Esdras e Neemias. • 6. • V. o rei do que fora o território assírio. Em quatro anos o T e m p l o foi completado c o povo pôde celebrar a Páscoa. o povo reinicia a construção. E d 6. trazendo outros para dentro do relacionamento de aliança com Deus. Seus "inimigos" eram o povo miscigenado que o Rei EsarHadom. A R A ) Versão aramaica de Assurbanípal ( N T L H ) .21 registra que comeram da carne dos sacrifícios não só os judeus repatriados. e não em hebraico como o restante do AT. Desta vez a tentativa de levar o novo rei. liberto p o r Deus do seu cativeiro na Babilónia. Havia dois coros (ou coro e solista) cantando alternadamente.18. na prática. O s trechos de Ed 4. isto teve um significado muito especial. fiel à sua identidade. que l i d e r o u o primeiro g r u p o d e exilados Ed 7 —10 Esdras O restante d o l i v r o focaliza Esdras. • Judá e Benjamim (1) A maioria dos exilados repatriados era do reino do sul. 10-11 Veja l C r 25. até Dario subir ao trono (24). 1-5: os colonos ofereceram ajuda. a embargar as obras teve o efeito contrário. .24-41). o Deus de Israel" ( N T L H ) . 12 Os mais velhos choraram ao se lembrarem das glórias do Templo que fora destruído. Este era o "remanescente" de Israel. 7. Ed 4: O s i n i m i g o s p a r a l i s a m a obra Vs. colocara na terra e que mais tarde viria a ser conhecido pelo nome de samaritanos. "Aquém do Eufrates"/ "Eufrates-Oeste": este era o nome da quinta "satrapía" ou província persa. 331 • Vs.12-26 foram escritos em aramaico. o que levou os colonos a causar problemas. u m sacerdote que podia traçar sua genealogia na volta a Jerusalém. Eles também ofereciam sacrifícios ao Deus daquela terra. Os vs. até para as dimensões e materiais usados.11 Uma forma comum de execução na Pérsia. Para uma nação que passara recentemente p o r um segundo êxodo. 23 Esta é a situação descrita em Ne 1. e descobriu o rolo em que o decreto do rei Ciro fora escrito. quase 100 anos mais tarde. Mas os judeus não aceitaram a ajuda. Em contraste com 4. crucificação. • 6. U m povo separado.8—6. Dario conferiu os registros da corte. mas junto com outros "deuses" (2Rs 17. Aqui o pomo da discórdia era a reconstrução dos muros (12). Os judeus tiveram autorização oficial para seu Templo. mas tam- Escavações j u n i o a o ângulo sudeste d a esplanada d o T e m p l o revelaram pedras que provas'elmente remontam ao tempo de Z o r o b a b e l . Eles adoravam a Deus. da qual faziam parte toda a Palestina c a Síria. • Osnapar (10.Esdras bém "todos aqueles que haviam abandonado os costumes pagãos dos povos da terra de Canaã e tinham passado a adorar o SENHOR.19 A Páscoa é celebrada em março/abril. mas não fechado sobre si mesmo. • V. da Assíria. E d 5—6: A c o n c l u s ã o d a o b r a Incentivado pelos profetas Ageu e Zacarias. Dario. • V. Conseguiram paralisar a obra por 15 longos anos. • Rei da Assíria (22) Isto é.3.3. 7 O aramaico era a língua diplomática internacional do império persa.

se necessário. os escribas j u d e u s passaram a desempenhar uma tarefa mais especializada. e lhe pagavam para formular o documento.1 de 6. embora muitos conhecessem a escrita. No período do NT. oferecer sacrifícios e embelezar o Templo. Para fazer um contrato ou escrever uma carta.500 km levava quatro meses. • V. Esta era a posição de Esdras: posição que aumentara de importância na sua época. • Sétimo ano (7) O u possivelmente o trigésimo sétimo ano. Anotações e registros podiam.332 A história de Israel O escriba Alan Millard A maioria das pessoas no mundo bíblico não precisava aprender a ler ou escrever. a A r ã o . e Esdras recebeu sanção oficial para ensinar a lei e designar magis- trados na sua terra natal. que remontam ao Israel e Judá dos tempos antigos. mas não sabia escrever. simpatizava com os judeus. era o escriba quem geralmente lia — e interpretava. Pedaços de cerâmica quebrada eram usados para fazer anotações e foram recuperados dezenas destes. Somente em locais muito secos do Egito. O número de pessoas que falavam hebraico havia diminuído em relação ao período anterior ao exílio.) • V . A p a r t i r d a época de Esdras.1-5). Este "escriba". (As próprias memórias de Esdras parecem ser citadas a partir do v. o novo rei da Pérsia. sentado d o lado dc fora d e u m banco d o O r i e n t e Médio. também. se encaixa neste intervalo de quase 60 anos que separa 7. o primeiro sumo sacerdote (7. as pessoas iam ao escriba que ficava sentado na rua ou junto ao portão da cidade.22. realiza basicamente a mesma tarefa dos escribas d o passado. Provavelmente um número maior de pessoas sabia ler. 27. o que dificultava a compreensão da lei. 1 Segundo a tradição. a rainha que salvou o povo judeu do extermínio. Veja Introdução. Mesmo assim. Artaxerxes I. para que não repetisse os erros passados. E d 7: M a i s e x i l a d o s r e t o r n a m com Esdras A história de Ester. Mas alguns dizem ser Artaxerxes I I . . e nas cavernas do mar Morto é que puderam sobreviver algumas amostras. Ele a ensinaria à nova comunidade do povo de Deus. Todos estes materiais de escrita se decompõem no solo úmido da maioria das regiões do mundo bíblico. pois coletores de impostos faziam cobranças ou o rei alistava seus soldados. Artaxerxes. Esdras era um estudioso da lei de Deus. os escribas haviam se tornado especialistas nesta tarefa. 9 A jornada de 1. ser feitos em placas de madeira cobertas com cera. onde o texto muda do aramaico cm que foi escrita a carta do rei persa para o hebraico. São em grande parte anotações curtas e listas que não tinham muito valor ou foram descartadas após sua informação ser incluída em registros maiores. por exemplo. O hebraico e o aramaico geralmente eram escritos com pena e tinta sobre folhas ou rolos de papiro ou pergaminho.

toda a assembléia se reuniu para ouvir a sentença de Esdras. tremendo. aqueles que deviam ter dado exemplo moral.44. A culpa por toda a tristeza dos casamentos desfeitos não caiu sobre Esdras. gente do povo e alguns relutantes levitas. sacerdotes e levitas. líderes e pessoas do povo haviam se casado com pagãos daquele lugar. 333 . • 10. Esdras enfrentou uma longa e perigosa jornada num momento de grande instabilidade.10-15).44 O texto da segunda parte da sentença foi danificado. ( A maneira como Deus. o relato não termina com Ed 10. para ouvir a lei de Deus. Assim.Esdras Ed 8: A l i s t a d o s q u e v o l t a r a m c o m Esdras 0 grupo que acompanhou Esdras — mais de 1. ao contrário da lista do cap. Pediram que ele tomasse uma atitude. Assim.700 pessoas — incluía sacerdotes.400 kg de ouro. Ed 9 — 1 0 : A q u e s t ã o dos c a s a m e n t o s m i s t o s Desde seu retorno. lEsdras 9. e aqueles que são fiéis a ele. O fato de Esdras se identificar de perto com os transgressores e a grande tristeza expressa em sua oração ferem a consciência do povo. em Neemias cap.1-5). Alguns deles (como M l 2. 2. por mais doloroso que fosse. levando-nos às palavras iniciais d o livro de Ncemias. começa com os nomes dos sacerdotes culpados. mas sobre as pessoas alistadas em 10.21 e é característica marcante dos livros de Rute e Jonas. Deus havia proibido isso ( D t 7. por vontade própria.18 Esta lista.10-16 deixa claro) haviam até desfeito o casamento anterior com uma mulher do povo j u d e u para se casarem com uma estrangeira. se preocupa com os não-judeus j á foi vista em 6. onde está a conclusão da história. sem intervalo. mas nem os horrores da derrota e do exílio haviam levado o povo a aprender a lição. sob a chuva de dezembro e quase podemos o u v i r a discussão que se seguiu (10. Na Bíblia Hebraica. • 10. mas porque isso levava à idolatria. E. mas continua. Trouxeram consigo contribuições de 22 toneladas de prata e 3. não p o r preconceito racial. tendo afirmado sua confiança em Deus. Geralmente havia apenas um em cada "satrapia" o u província.36 (um livro apócrifo o u pseudepígrafe) supre os detalhes do (provável) divórcio e da expulsão de mulher e filhos. 8. Esdras reaparece. > Sátrapas (36) Governadores.) Esses casamentos mistos e a idolatria resultante haviam sido um fator importante na ruína da nação no tempo dos reis. num papel mais positivo.18-44. com vários subordinados. Veja também Ne 13. não é de surpreender que Esdras tenha ficado muito angustiado ao saber da situação. Podemos vê-los. quando o povo se reúne outra v e z . os homens que se casaram em desobediência à lei de Deus. não podia pedir uma escolta ao rei! Sua oração foi sincera e sua fé recompensada pelo salvo-conduto do próprio Deus.

Deus resp o n d e u sua oraCaps.7-23). q u e c o m e ç o u em Esdras. para verificar se estava ou não envenenado. a oração de Neemias Em dezembro de 446.1-9. trouxe más notícias dos israelitas que moravam em Jerusalém (veja E d 4. Isto sem falar que.22).t e d a p a l a v r a (8) Por exemplo. Quanto ao restante. Ao contrário dc Esdras ( E d 8. 10 Refere-se ao êxodo. Sua responsabilidade era provar o vinho do rei. • L e m b r a . N e 1: M á s n o t í c i a s d e c a s a .C. Neemias é a t i v o d e s d e o início — u m h o m e m prático. 11—13 ção. referindo-se a o rei da Pérsia. " G c s é m " (6. 6 Neemias voltaria após 12 anos como governador (5. Neemias c o n t a sua p r ó p r i a história na primeira pessoa n o s caps. teve ao seu dispor uma escolta militar. Mesmo ao deixar sua tristeza transparecer na presença do rei. com certeza. Neemias não mencionou seus planos a ninguém antes de fazer. num total de aproximadamente 1. d i z Neemias ( N e 1. e d e 12. 6. durante um banquete. naquela ocasião. da . Tobias (10. • Sambalate. embora a maior parte das pedras antigas fosse inútil (veja 4. • V . apesar de toda oposição. .75 m de espessura).11). um homem de coragem e determinação com vastos recursos espirituais ao seu dispor. o rei consente O estado lamentável em que se encontrava Jerusalém era conseqüência direta do decreto de Artaxerxes de que a construção devia cessar (Ed 4. N e 2: A m i s s ã o d e N e e m i a s . 13.1-5. em segredo.14). estava na cidade de Susã. Caps. Neemias ocupava uma posição de confiança: era copeiro na corte persa e. A g r a v u r a mostra um copeiro que serve o rei Assurbanípal II. 1—2 Neemias retorna da Pérsia Ne 1—2 Neemias retorna a Jerusalém se arriscando. ao começar a sua viagem (cerca de 320 km mais longa que a de Esdras. que reconstruiu a cidade d e Jerusalém. 1—7. • Este h o m e m (11. segundo as informações repassadas ao rei. 8—10 que seu bem-estar A lei e aliança de Deus pessoal. u m o r g a n i z a d o r e líder.4-9.2). para construir aproximadamente 2. uma inspeção pessoal da cidade. era um ninho de rebeldes. Hanani. boa parte fora saqueada para uso cm outras construções nos 150 anos desde a destruição babilónica. D t 30.Resumo NEEMIAS A história d o retomo dos exilados.C q u a n d o o Rei Artaxerxes I d e u a Neemias p e r m i s s ã o para r e t o r n a r a J e r u s a l é m . • V. Neemias arriscou sua própria vida para defender uma cidade que. mas o período combinado nesta ocasião provavelmente era menor.1-18. O muro leste era novo (com 2. " U m documento de 407 a. como lhe era característico. (38 anos após os acontecimentos deste capítulo) refere-se a Sambalate como 'governador de Samaria'.760 km). A o c o n t r á r i o d o q u i e t o e retraído Esdras. A reconstrução de Jerusalém dos muros Sob a liderança dinâmica e inspiradora de Neemias foram necessários apenas 52 dias. ele estava Ne 3—6 "Nesse l e m p o e u era copeiro d o r e i " . Embora distante de sua terra natal. foi reconstruído no mesmo local dos muros anteriores. continua em Neemias. Portanto. Estes dois eram homens importantes. ele estava tão preocupado com seu povo que durante quatro meses lamentou e o r o u pela situação.19) Veja lambem 4. A história d o governador Neemias. ARA) O rei persa. ele. a capital de inverno.23).6) era um chefe tribal de Quedar no norte da Arábia. quando Deus resgatou Israel do Egito. Mas Caps. 3—7 a preocupação de A reconstrução dos Neemias p o r seu muros de Jerusalém p o v o era m a i o r Caps. ele tinha um plano prático para apresentar ao rei.Assíria. quando surgiu a oportunidade. e o nome judaico Tobias seria usado por uma família poderosa em Amora durante os séculos seguintes" (Kidncr). A o chegar em J e r u s a l é m .27 a o final. e Artaxerxes A dedicação dos muros atendeu seu pedida cidade do.4 km de muro. Corria o ano d e 445 a. e a ação foi intensa nos meses seguintes.2 abaix o ) . Então. o irmão de Neemias (veja 7.

nem Esdras nem os homens de seu grupo são mencionados. A resposta de Neemias . no canto noroeste da cidade de Davi. tiveram que enfrentar primeiro o ridículo. ourives e comerciantes. c também mulheres. No entanto. Veja o mapa. A lista menciona sacerdotes c perfumistas. Neemias. N e 4: N e e m i a s v e n c e a o p o s i ç ã o O povo tinira vontade de trabalhar. a Torre dos Fornos (11). A maioria dos lugares mencionados não pode ser identificada atualmente. Pessoas de todo tipo se u n i r a m para a reconstrução. ficava no muro norte. astuto como sempre. c possuía u m líder dinâmico. no canto noroeste. governantes.Ne 3: O r g a n i z a n d o o t r a b a l h o Este capítulo descreve a obra como tendo começado do lado noite e indo no sentido antihorário. a Porta do Peixe (3). depois o terrorismo de oponentes poderosos. pôs as pessoas para trabalharem perto de suas próprias casas. pelas quais naturalmente se preocupavam mais. Os líderes mencionados eram cidadãos estabelecidos há mais tempo. extremidade leste. A Porta das Ovelhas ( 1 ) . Alguns se encar- regaram de duas seções. no entanto.

bem como tributos de outra natureza. grande e temível e pelejai" (14). e pusemos guardas" (9). e o fogo fez com que as pedras d o local E devolvam agora mesmo se desintegrassem. fazendo é errado!. queriam levar Neemias a violar a lei. Eu. as suas plantações de uvas • Vs.. As respostas de Neemias (3. A CIDADE DE JERUSALEM NA ÉPOCA DE NEEMIAS KA A/f (büHan ftrucsäft*JÄ ci. 4-5 Orações d o A T como esta não e de oliveiras condizem com os padrões de Cristo.9-11. a seu favor. s e g u n d o Ne 5. dívida.. cobrando juros de seus compatriotas e vendendo-os como escravos para estrangeiros. dadas as ordens e distribuídas as tarefas (1-3). Tentando fazer medo. aliadas com ação prática: "oramos.. "O que NTLH) N e 5: O e s c â n d a l o d e j u d e u s reduzidos à condição d e escravos E n q u a n t o Neemias resgatava escravos hebreus e emprestava d i n h e i r o e oferecia comida aos pobres (inclusive entregando o dinheiro a que tinha direito como governador). vocês também. • Vs. • V . 17-19 O cap. Sua primeira tentativa foi tentar persuadi-lo a deixar Jerusalém para i r conversar com eles (2). e os meus Sua confiança inabalável vinha da certeza de companheiros.. Os inimigos de Neemias Jerusalém 1 ¿>C3^> t AMOM f ÁRABES Fu} foi oração e fé. N e 6: C o m o a s c o n s p i r a ç õ e s não deram e m nada. o trabalho foi realizado no calor do verão) os muros ficaram prontos.. o seu estilo pessoal de governador. Neemias decidiu criar um registro de todas as famílias presentes.. Neemias tomou medidas enérgicas para corrigir isto. Portanto. 10 Apenas sacerdotes podiam entrar no Templo como tal. Ele agia desta forma p o r respeito a Deus e suas leis (15). "lembrai-vos v o c ê s estão do Senhor. Ele não deixou que nada o desviasse da realização da tarefa que havia recebido de Deus. 5 revelou uma "ameaça interna".8. N e 7: O s e x i l a d o s q u e r e t o r n a r a m Concluída a obra. 14-19 nos transportam 12 anos para o futuro. tentaram fazer chantagem (5-7) e apelar para a intimidação (10). a obra foi t e r m i n a d a A oposição percebeu que sua única chance de fazer parar a obra era livrar-se de Neemias. vamos perdoar essa que " o nosso Deus lutará por nós!" (20).336 A história de Israel. Quando isto falhou. E em menos de dois meses (por volta de agosto/setembro. estava em jogo quando seu povo era atacado. Estes versículos revelam deslealdade por parte dos líderes judeus. descobrindo que j á existia uma listagem anterior. perdoem iodas as dividas deles.. os seus campos. mas zelo pela honra de Deus que Neemias. os judeus ricos desobedeciam à lei (Èx 22. do Lixo Porta da Fonte Templo ICidädecflBv E/C to . Mas e as suas casas!" a razão que subjaz a elas não era vingança (Reformas sociais d e pessoal.. • V . u m fato que colocava em risco todo o empreendimento.25). 2 Os muros haviam sido queimados. Os vs.11) foram fora de série. • T r i b u t o d o rei (4) Os persas impunham aos povos conquistados pesados impostos sobre o uso da terra.. e neles Neemias descreve. • Vale d e O n o (2) Ficava cerca de 40 km a noroeste de Jerusalém. Até os inimigos de Israel foram forçados a reconhecer que num feito extraordinário desses só podia estar presente a mão de Deus.

a obra da criação de Deus. 2Rs 22). por tristeza. Aquele era o "sétimo mês". e a alegria. o povo mencionou. passa a recordar suas demonstrações de amor e fidelidade para com U m a poria tia antiga cidade de Jerusalém. Durante a leitura. Na oração. muito tempo atrás. E pela primeira v e z desde Josué ( o líder que sucedeu Moisés). o início do ano novo com suas importantes festas religiosas. consciente d a extensão das suas falhas (assim como havia sucedido ao rei Josias.Os vs. em lembrança da peregrinação de seus ancestrais pelo deserto. C . O arrependimento da nação foi genuíno. interrompem as memórias d e Neemias que serão retomadas a partir de Ne 12. 1 . que foi o prelúdio para a renovação da aliança. d u r a n te sete dias eles moraram em cabanas feitas de ramos. . redescobriram as instruções originais para a Festa dos Tabernáculos ou das Barracas. após o decreto de Ciro. invertendo a ordem normal. veja notas) referem-se ao primeiro e principal grupo de judeus que voltou em 538 a . (Talvez também tenham traduzido para alguns que falavam aramaico c não entendiam hebraico. o p o v o se entristeceu. Ne 8: E s d r a s l ê o L i v r o d a L e i O povo pediu para Esdras trazer o Livro da Lei ( 1 ) . Ne 8—10 A lei de Deus: a é renovada aliança O que é descrito nesses capítulos ocorreu poucos dias após o término da restauração dos muros. 8). 7—10 d o livro de Esdras. a festa foi seguida por um jejum. Esdras leu e os levitas explicaram para uma audiência paciente e atenta. reaparece para assumir a liderança nas questões religiosas. Erros foram corrigidos e o povo se voltou a Deus com confissão e adoração. em primeiro lugar. 6-73a (quase idênticos à lista dc Ed 2. Depois. o sacerdote e mestre da Lei dos caps. como indica o v. escritos n a terceira pessoa. após o êxodo d o Egito. Estes capítulos.27. A o ser notificado de tudo aquilo que Deus espera. Ne 9 . Esdras.3 7 : O p o v o s e a r r e p e n d e Aqui.

4 Neemias recomeça o seu relato. as exigências da Lei em relação ao casamento.27-47: A d e d i c a ç ã o dos muros da cidade Agora retornamos às memórias de Neemias narradas c m primeira pessoa. "Obedeceremos a tudo o que o SENHOR.338 A história de Israel Ne11—13 A obra de Neemias continua Hsravaçõcs arqi lógicas revelaram parle dos muros d e Jerusalém d a época de Neemias. o governador.1—12. de lamemação pelo pecado (veja J n 3. após ocupar o posto de governador por 12 anos. especificamente. desejo de assinar novamente a aliança só tu és o SENHOR! com Deus. tantas vezes quebrada. os impostos. cada uma liderada por um coro. N e 11. quando se achegam de Deus na condição de escravos em sua própria terra. os sacerdotes. O acordo foi ratificado no estilo tu conservas a lodos com vida. • 12. o sábado. Neemias retomou à cone do rei Artaxerxcs. . Isto não é uma turba de refugiados. depois os chefes dos grupos de famílias de sacerdotes. e registros das famílias de sacerdotes c levitas.44—13. nos manda ( 2 9 ) . O povo já havia quebrado muitas das promessas que recentemente fizera a Deus (cap. tas e líderes assinaram em nome do o mar e tudo o que há neles. 11. No v. • 11. deparou-se com abusos que ameaçavam a Lei de Deus (15-22). nosso Deus. Ne 12. . .3-19 provavelmente c uma lista daqueles que |.25-36 relaciona as vilas ocupadas. NeeTu fizeste o s c é i r s e as estrelas. depois os descendentes do sumo sacerdote Josué. desde a época de Abraão até aquele momento. os sacerdotes e os levitas. uma nação rebelde.1-26 relaciona primeiro os sacerdotes e levitas que retornaram com Zorobabel. onde ficou por algum tempo.9 Havia dois coros que cantavam ou recitavam em resposta um ao outro.' tradicional com uma maldição (sobre aqueles que o quebrassem) e um jura(O início d a oração d o p o v o e m N e 9.6). leviTu fizeste a terra. avançaram em sentidos opostos ao longo do topo largo do muro.3 é como as anotações de um editor. havia permitido que Tobias (provavelmen- N e 9. Duas procissões. Em 433. N e 13: A b u s o s e r e f o r m a s O trecho de Ne 12.2-17).6) mento (de lealdade a D e u s ) . a identidade da nação (23-27) e o sacerdócio (28-29). p o r incrível que pareça. 1 Vestir roupas feitas de pano grosseiro e pôr terra na cabeça eram sinais de tristeza. Foi um momento de ruidosa alegria e efusiva celebração. mias. moravam em . O p o v o j u r o u manter. Ao voltar a Jerusalém. Nós não abandonaremos a casa do nosso Deus" (39). encontrando-se na área do Templo para o ato final de ação de graças e os sacrifícios. 0 número aumentou através cie uma convocação compulsória de 10 por cento da população das vilas circunvizinhas. povo. por causa do seu pecado.38—10. O propósito é que estas pessoas e seu cronista estavam cientes de suas raízes e sua estrutura como povo de Deus. encerrando com os deveres em relação ao Templo.23 Veja l C r 25. instalando-se num lugar qualquer" (Kidncr). os dízimos e as ofertas para manter os serviços do Templo. "Não foi o pedantismo burocrático que conservou estes nomes. 12. O sumo sacerdote.26: R e g i s t r o s do povo Ne 11.6-37) p r o d u z i u u m "O « e u s .Jerusalém lc substancialmente a mesma lista de l C r 9. 10).39: A r a t i f i c a ç ã o da aliança A recapitulação da história do p o v o na grande confissão (9. • V .

para o sustento deles. usasse uma sala grande do Templo. A i n d a hoje se podem v e r muros eomo estes. São notáveis os feitos de Esdras e Neemias nos anos cruciais eme se seguiram ao retorno de um p o v o dizimado do exílio. mas era conseqüência de suas religiões depravadas. porque o povo não estava dando o suficiente. apesar de seu nome j u d e u ) . talvez não teríamos tido a sobrevivência de uma religião e de uma comunidade judaica bem distintas — com tudo que isso significa para o mundo (especialmente à luz da obra de Cristo). que há de mais baixo na natureza humana. quando ambos os cônjuges adoram o Deus de Israel: o casamento da moabita Rute com Boaz é um dos vários exemplos de "estrangeiros" aceitos na família de Deus.Neemías te um amonita. O projeio cie reconstrução dos muros. Neemias reagiu com palavras duras e rapidamente entrou em ação para corrigir estas situações. sem a fé inabalável e a ação destemida desses dois líderes. construídos n o tempo das cruzadas. poderia levar a fé judaica rapidamente à beira da extinção. significava pa?. A oposição às mulheres estrangeiras não era baseada na raça. A manutenção dos levitas não estava em dia. com sua permissividade e seu apelo a tudo Jerusalém era u m a cidade f o n i lirada 339 desde tempos remólos. E mais uma vez (veja E d 9 —10. O que aconteceria com a identidade da nação — recentemente recuperada — se isto continuasse? .) A história lhes ensinara que a mistura do paganismo. Para este fim sua rigidez com relação a casamentos mistos foi essencial. cerca de 30 anos antes disto) os israelitas casaram-se com mulheres estrangeiras. um inimigo de Neemias de longa data. • V . As leis do sábado eram violadas de forma descarada. n o tempo d e Neemias. 24 Neemias preocupava-se com a nova geração. Sem o ensinamento da lei. e segurança para o p o v o de Jerusalém. (0 AT não condena casamentos inter-raciais.

C . Em 483 ele deu um grande banquete. Adições g r e g a s a Ester 0 texto grego da Septuaginta acrescenta parágrafos inteiros ao livro. As opiniões sobre o livro variam. A Bíblia de Jerusalém insere essas adições no texto. 1—2 do da desastrosa guerra batalhas de Termópilas rainha se encaixa o períocontra os gregos. Outros. Outros o consideram um romance histórico ou conto baseado em fatos reais. estejam eles onde estiverem. uma das paredes do palácio de inverno. e nos Apócrifos da Bíblia protestante). Certamente muitos detalhes contextuais — costumes da corte. a execução por enforcamento — expressam de forma precisa o mundo persa da época. Et 2 : Ester se t o r n a E n t r e os caps. Escavações revelaram a sala do trono. O u talvez houvesse outras rainhas que desconhecemos. confirmando o que o autor diz sobre a origem do Purím. . excêntrico e sensual — o que corresponde a seu caráter neste livro. E t 1: A s s u e r o d e s t r o n a s u a r a i n h a 0 imperador persa Assuero ( n o grego. Alguns cristãos o consideram pura ficção. e de que ele nunca se esquece de seu povo em suas necessidades. Embora não mencione o nome de Deus. o livro pressupõe a convicção de que Deus tem como interferir nos planos dos homens. — tirado das obras do historiador grego Heródoto. acreditam que o conhecimento que temos sobre a vida no Império Persa no século 5 a. de inscrições persas e tabletes de Persépolis — nos dá boas razões para considerarmos o livro de Ester como obra essencialmente histórica. Sua capital de inverno (insuportavelmente quente no verão) era Susã.-i lamina. É possível que Vasti ("melhor" ou "amada") seja seu nome persa. o harém c um "paraíso" (jardim). Era filho de Dario I. porém. Mas seu nacionalismo e conhecimento preciso das tradições persas indicam que ele provavelmente era um judeu que viveu na Pérsia antes do império cair nas mãos dos gregos. Recentemente a palavra puru foi encontrada inscrita num dado. em grande parte por causa da aparente improbabilidade dos acontecimentos. num total de 107 versículos. frustra um plano de exterminar o povo judeu. o uso de mensageiros. (Elas podem ser encontradas nas edições católicas da Bíblia. Mas sua rainha (não sabemos por que razão) recusou-se a atender seu desejo de torná-la parte da exposição. Assuero (Xerxes I). • Enviou cartas (22) Dario estabeleceu um serviço |X)StaI excelente que operava em todo o império.6. trazia esta decoração na qual aparece um gualda Deus (e às vezes omite material do texto hebraico).ESTER O livro de Ester conta a história de uma tentativa de extermínio do povo judeu que se passa nos dias do rei persa. O historiador grego I leródoto o descreve como um homem cruel. Assuero é mencionado cm Ed 4. o clímax de uma demonstração de seu poder e riqueza que se estendeu p o r seis meses. X e r x e s ) g o v e r n o u de 486 a 465 a . A Vulgata latina de Jerônimo {século 4) tornou estas passagens parte dos livros deuterocanônicos. Ester é um livro de instrução (lei) e história (narrativa). usando tipos itálicos para distinguir essas seções do restante do texto.C. que lhe deixou vasta riqueza e u m n o v o complexo de palácios luxuosos em Susã.• S . Para os judeus. • Rainha Vasti (9) Heródoto diz que Amestris era a rainha de Assuero. cidade no Elão. E seguindo o conselho de seus astrólogos. o rei depôs a rainha Vasti. um império que se estendia do Indo ao norte do Sudão. as . em Susíi. a proibição do luto. cerca de 320 km a leste da Babilônia. inclusive referências a Resumo A história de uma jovem judia que se torna rainha da Pérsia e. e mostra como ela foi frustrada. Também explica a origem da festa judaica de Purim. Quem é o autor? Não sabemos. com a ajuda de seu primo Mordecai. Na época eni que o rei Assuero se divorciou da sua rainha e Kstcr foi levada para a cone real. Há seis adições principais. Qtiaii• persa.

e depois em grande parte esquecidas. a única esperança dos judeus. Mas Ester era uma rainha sem poder nem privilégios. que se tornou um evento anual por decreto de Ester e Mordecai. planejou acertar as conlas ordenando a morte de todos os judeus. Embora a história de Ester pareça um conto de fadas. seus bens foram repassados a Ester. era.Ester 341 Retrato de Ester Frances Fuller Ester era uma bela jovem judia que fora criada por seu primo Mordecai. agora. Mas isto não deveria causar espanto. o rei da Pérsia razia uso de louça l u x u o s a . prometendo abordar o rei no final deste periodo. ao ser convocada. pois foram nomes dados no cativeiro. A identidade judaica de Ester é mantida em segredo (10). após a morte de seus pais. os judeus foram salvos. embora nâo tivesse acesso direto ao rei. o rei estendeu seu cetro para recebê-la. q u e faz parle d o T e s o u r o d e O x u s . N o seu b a n q u e t e . há fortes indícios de precisão histórica. e ao mesmo tempo demonstrando respeito. e os outros começaram a se prostrar diante dele. Entre as belas jovens selecionadas para irem à capital para 12 meses de tratamento de beleza. Quando chegou sua vez. Hadassa . mesmo sabendo que eram ordens do rei. substituindo a rainha Vasti que. como este versículo informa a respeito do nome de Ester. • V s . c o m o esta tigela d e o u r o batido. Ele não podia sequer aproximar-se do rei sem correr risco de vida. serem examinadas pelo rei. Tudo indica que Mordecai era um oficial subalterno que trabalhava no palácio. capital da Pérsia durante o reinado do rei Xerxes (Assuero). ela agradou o rei e ele a tornou sua rainha.C. e em vários encontros Ester agiu com astúcia e coragem. Ester. Um relatório desse fato foi inserido nos registros da corte (23. Ela pediu que jejuassem durante três dias. entre os exilados que haviam sido levados de Jerusalém por Nabucodonosor. Dentre as mais belas virgens do reino. o rei Xerxes escolheu Ester para ser sua rainha. Mais tarde perdeu a paciência e construiu uma forca para matar Mordecai. morrerei. Seu comportamento é um impressionante exemplo do uso do charme feminino e até da fraqueza para conseguir apoio e autoridade para uma causa. Quando Xerxes nomeou um homem mau chamado Hamã para o posto mais elevado entre os seus nobres. que manteve em segredo sua identidade estrangeira. "Se eu tiver que morrer. e dividia as atenções do rei com centenas de outras mulheres. Hamã foi morto na forca que construíra para Mordecai. Hamã ficou furioso e quando descobriu que Mordecai era judeu. estava um jovem j u d i a . Seu nome judaico era Hadassa. veja 6. Ele até persuadiu Xerxes a transformar seu plano em decreto real. Eles viviam em Susâ. Como resultado. Outro elemento importante é a descoberta de um plano para assassinar o rei." Quando o momento potencialmente perigoso chegou. pedindo ao rei o que ela queria.1-2). Ester. anos se passaram até o rei conseguir escolher uma nova rainha. • H a d a s s a / E s t e r (7) Algumas pessoas se incomodam com o fato de os nomes "Ester" e " M o r d e c a i " serem semelhantes aos dos deuses babilónicos "lstar" e "Marduque". c isto é importante para o enredo à medida que a história vai se desenrolando. prima de Mordecai. Isto provavelmente significa que sua família estava entre os cativos. se recusara a comparecer diante do rei. feita por Mordecai. verificar se Ester estava bem e lhe enviar mensagens. Mordecai se recusou a honrá-lo dessa forma. e Mordecai foi elevado à posição de segundo homem mais importante do reino. Isto lhe permitia ficar perto dos portões. Os judeus fizeram uma grande celebração. 5-6 Mordecai teria quase 120 anos se ele próprio tivesse sido exilado em 597 a. a não ser que fosse convocada por ele. e os judeus atribuem a origem da Festa de Purim (veja "As grandes festas religiosas") aos acontecimentos registrados nesse livro.

Na sua furia irracional. • Meu p o v o (4) Quase casualmente. Hamã ficou chocado. F. Sua ação de lançar-se aos pés da rainha estendida no divã foi interpretada como tentativa de estupro. assim. pediu que lhe fossem lidos os anais da corte.C. Hamã resolveu transplantada para solo fazer uma "limpeza étnica". A única alternativa era arriscar-se e ir sem ser convidada." vivia numa sociedade que se orientava pelo Joyce Baldwin destino e em que o diário da corte para os eventos do ano era determinado por sorteio. destruindo receptivo. mesmo se Ester se recusasse a interceder E se ela se recusasse. E t 5: U m c o n v i t e p a r a j a n t a r O rei concedeu a audiência. Hamã planepara ajudar java conseguir esses recursos tomando os bens mima situaçtio como estai" dos judeus e confiscando suas terras. E t 6: O r e i r e c o m p e n s a M o r d e c a i Neste momento se dá a guinada na história. I Iamã. Mas ela não era convocada por ele havia um mês. o rei Dario. E t 7: A m a l d a d e d e H a m ã é revelada Após o jantar na segunda noite. supersticiosos. mas não há meio de saber se era Mordccai. Ester fez seu pedido. além da reverência normal da corte e exiuma história gia certa adoração que violava sua própria pode "decolar" c. ele não podia ser revogado significa "murta". mas sua fé lhe dava a certeza de que a ajuda viria. disse a esposa de Hamã. Mordei . O rei não conseguia dormir. aceitou correr o risco. Aqui. não encontrou conforto cm casa. e Ester agiu com astúcia. Ela convidou o rei e seu favorito para um jantar. descobriu sua dívida para com Mordecai.14) E t 4: E s t e r r e c e b e a n o t í c i a O destino dos judeus agora dependia de Ester.000 kg de feita rainha justamente prata para o orçamento do Estado. foi a presença d o rei. Possivelmente ele achou que a exigência de Hamã ia "Tendo prendido nossa jrnasimiçcio.. Et 3 : O p r i m e i r o . E t 8: M o r d e c a i é p r o m o v i d o . um novo decreto Ainda restava o problema d o decreto de Hamã. F. a grande ironia é que Hamã acabou morrendo na forca que ele mesmo havia construído. Felizmente para os judeus. A comunidade judaica deveria apoiá-la em jejum (e supos- . Sua esposa e seus amigos. Foi para casa e construiu uma forca mais alta que os muros da cidade. E continuou: "Você vai perder na ceita". U m oficial chamado Marduca aparece num texto deste período. Mordecai fez pressão sobre pressão. C o m o fora emitido no nome do rei e com seu selo. baseado num equívoco. Hamã na mente do leitor. foi a pergunta que o rei dirigiu a Hamã. viram nisto o início de sua derrota. • C o b r i r a m o rosto d e H a m ã (8) Isto era um sinal da sentença de morte. Hamã — sem desconfiar de nada. 14-16 Mordecai não mencionou Deus.i ao convencer Ester e m Et 4.342 A história de Israel Ester arriscou a sua v i d a . na qual pretendia enforcar seu inimigo. Assim. e.m i n i s t r o H a m ã trama a destruição dos judeus Não sabemos por que Mordecai se recusou a se prostrar diante de Hamã. Envergonhado e humilhado. "Mordecai é j u d e u " . da Pérsia. No ambiente tranqüilo após a refeição ela fez um segundo convite. ele precisava escolher um "dia dc sorte". aparece sentado no seu trono. "Que se fará ao homem a quem o rei deseja honrar?". tamente com as orações que acompanham o jejum). ele viria dentro de 11 meses. • Vs. acabaria dando a seu inimigo as honras que acreditava seriam suas. Mesmo preocupada. D o palácio e m Persépolis. Ester revelou seu segredo. sem saber do parentesco entre Ester e Mordecai — ficou muito honrado. O consentimento do rei foi facilmen"Talvez você te obtido: bastou acusar os judeus de rebelião tenha sido e prometer um aporte extra de 342. começar uma vida própria todos os judeus que havia na Pérsia. o que agravou ainda mais as acusações feitas contra ele. Só ela tinha acesso ao rei. quando. como uma semente fé. • Tebete (16) Dezembro/janeiro de 479 a. sem ser convidada. ainda assim ela poderia ser morta.

Mas. Não há desculpa para o pedido vingativo de Ester (a não ser que esta seja apenas uma explicação para a festa celebrada em dias diferentes em Susã c no interior). Para celebrar o livramento do povo. é possível que um número dez vezes maior de judeus teria morrido. Até hoje os judeus celebram o Purim. que mostram como Mordecai fez bom uso do seu poder. o rei autorizou um segundo decreto. Ela mostrou ser filha de seu tempo. os judeus livraram-se de seus inimigos. Agora entregou-o a Mordecai. Certamente é alto. e é tido cm família todo ano na festa de Purim. 2 No passado. • V . e seu retato fascinou de tal forma os leitores judeus que o livro de tornou um best-seller. Efe continua a ser o livro favorito nas comunidades judaicas. a feste d e P u r i m Q u a n d o o dia d e t e r m i n a d o c h e g o u . • V . 9 Maio/junho. ao chegar à c o r t e do rei persa. os dias 14 e 15 de adar se tornaram dias festivos que seriam observados todos os anos. -im de rei do . inclusive os dez filhos de Hamã. mas não houve saques. • V . Os corpos dos filhos de Hamã foram enforcados (ou empalados) para tornar público o fim que tiveram. Algumas pessoas consideram o número dos mortos um exagero proposital para entreter os leitores..bster 343 Este bracelete de o u r o d e c o r a d o com grifos ( d o Tesouro d e O x u s o procedente d a Pérsia) d á idéia da riqueza e d o l u x o que lister e n c o n t r o u . o rei havia dado seu anclsinete a Hamã." Joyce Baldwin (8).. E t 10: P ó s . mas se o plano de H a m ã tivesse dado certo. Et 9 : V i n g a n ç a j u d a i c a .e s c r i t o As últimas observações históricas. tornando-o o segundo homem mais poderoso do império. precedidos de jejum no dia 13.13). "A dramática inversão de um destino funesto que parecia determinado a eliminar toda a raça judaica impressionoit o autor de tal forma que ele se dedicou com todo seu potencial artístico a transmitir os acontecimentos por meio da escrita. permitindo que os judeus reagissem. em resposta ao pedido de Ester. parecem ser adições posteriores. lendo em v o z alta o livro de Ester e recordando muitos outros milagres recentes de livramento. 11 Os judeus tiveram permissão de tratar seus inimigos exatamente como teriam sido tratados (veja 3.

Poesia e Literatura de Sabedoria DE J Ó A C Â N T I C O DOS CÂNTICOS Derek Kidner Poesia A palavra "poesia" poderia sugerir um ramo altamente especializado da arte literária. Lutaremos nos campos e nas ruas.30 fixo de sílabas. Por isso essa forma poética recebeu o nome de Qinah (lamento). Lutaremos nas pistas de aterrissagem. A q u i . por exemplo: Lutaremos nas praias.ie não de rjjjmero m ff vi /l T «t* •i 1 B m . Um OU dois estofos bordados. para o pescoço da esposa? J z 5. combinados com outros três no verso seguinte. tendo ele prometido. Outra possibilidade é que o ritmo predominante seja um dístico ou uma parelha em que um verso de três batidas ou acentos é seguido por um verso com apenas duas batidas: Como os guerreiros caíram no meio da batalha! Este último ritmo. embora seu uso não esteja restrito a esses temas. é uma questão flexível de <J«centos o u sílabas tônicas. embora mais marcado do que isso (no original hebraico. com o qual forma um conjunto: Porventura. com sua nota de descaimento o u diminuição. A r e p e t i ç ã o era uma técnica muito usada pelos cananeus. cullivado p o r uma minoria para o benefício de poucos. estofos de várias cores. não o fará? I T O r i t m o . e é também uma característica de algumas das primeiras poesias bíblicas: Para Sísera. O que é quase marca registrada da poesia bíblica. sendo que os dois versos se juntam para formar um dístico ou uma parelha de versos. U m equivalente moderno mais próximo seria a oratória rítmica de Winston Churchill. Geralmente fmverá três acentos numa linha ou verso. Mas este seria um termo inadequado para qualquer parte d o AT. Mas este padrão pode ser variado ocasionalmente por uma parelha mais longa ou mais curta. é o paral e l i s m o : a repetição do pensamento de uma linha ou verso numa segunda linha ou verso. ou por um conjunto de três versos na mesma passagem. a repetição (ou outros recursos) e o ritmo se unem para tornar uma mensagem duplamente memorável e comovente. e que a distingue da nossa. é usado muitas vezes nos s a r c a s m o s o u l a m e n t o s (como no livro de Lamentações). ^estofos de várias cores de bordados.

Introdução 345 "A essência e notadamente livre dos artifícios de desta poesia linguagem. mostrou que esta estrutura. jogos de palavras e acrósticos que são difíceis de traduzir. a poesia não Há vários tipos de paralelismo. ocasionalmente. esse livro já foi considerado uma das obras primas da literatura mundial. recursos como assonância. ARA) uma dignidade e uma amplitude que dão ao pensamento o tempo necessário para fazer efeito no leitor.8. em suas preleções sobre poesia hebraica em 1741. A nosso ver. Estes são J ó . também a oportunidade de apresentar mais de uma faceta de uma questão: Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos. pode ser traduzida para prosa em qualquer língua com muito pouca perda. e. questões importantes aparece separada em alguns livros desde a repetição propriamente poéticos. ARA) O bispo L o w t h . fornecendo palavras inspiradas O texto hebraico d e alguns salmos traz o nome da melodia e indica o instrumento a ser usado. . pois sua brica pura é um terceiro exemplo de poesia hebraica a ser colocado ao lado da rica eloqüência de J ó e dos versos dos Salmos que se destinam ao canto. mas trata-se de casos secundários. mais será dito quando se falar sobre a Sabedoria. questões de estilo na poesia do AT. e foram corretamente estruturados como poesia em traduções recentes da Bíblia. Nos tempos d o AT. refrões. nem os vossos caminhos. no entanto. A essência desta poesia é que ela tem questões importantes a transmitir de maneira enérgica a pessoas de todos os tipos. Nos S a l m o s . pela riqueza e energia da sua linguagem e pelo poder das idéias que expressa. do ponto de vista puramente poético. não o cumprirá? (Mm 23J 9. Três livros do AT. mas surge em vários cona transmitir dita à amplificação (desenvolvide maneira enérgica textos em momentos de grande mento) e à antítese (apresentação a pessoas de todos importância. para destacá-los como sendo distintamente poéticos. muitas vezes. S a l m o s e P r o v é r b i o s . sem dúvida. o que indica claramente que os salmos e r a m poemas compostos para serem cantados. o Cântico dos Cânticos seria um candidato melhor que Provérbios. os meus caminhos. (Is 55. é que ela tem Por esta r a z ã o . Essa forma poética tem os tipos. mais adiante. q u e . ao contrário da poesia que depende de métrica complexa o u vocabulário especial. foi o primeiro a dar o nome de "paralelismo" a esse estilo poético. diz o SENHOR. O s exemplos citados do oposto). rima. Sobre J ó . Portanto. é mais espontânea podemos classificar como históricos (mas os j u d e u s os chamavam de " P r o fetas Anteriores" e " a Lei") e proféticos. baseada no significado. Há. a poesia é colocada em prática para ser " o caminho que conduz às portas do céu" no culto e no ensino. um dos instrumentos favoritos para acompanhar o canto era a harpa. receberam um sistema de acentuação mais elaborado que os demais livros. tendo falado. e. acima foram tirados de livros que Ou. no entanto. Na realidade quase todos os pronunciamentos proféticos estão nesta forma.

e Israel não era exceção. mas 4." Eclesiástico 38. nem o conselho ao sábio. o estilo didático da sabedoria aparece de tempos cm tempos (p. V a r i e d a d e d e f o r m a s A sabedoria assume várias formas. J r 17. por exemplo. por breve tempo.30-33 nos dão uma idéia do mundo inteé uma resposta arrebatadora à criação divilectual que. J ó . a confiança no auxílio divino. Algumas de suas fábulas e alguns de seus ditos populares e preceitos foram conservados. a sobriedade. pois provérbios e ditos marcantes sào parte de qualquer cultura. tal em Jerusalém. Nas narrativas temos. ou se regozijarem com um A rainha de Sabá foi apenas um dos muitos salvamento ou uma revelação. S a l o m ã o De todas as pessoas que tiveram reputação dc sábio. a sabedoria no falar. Salomão é o que mais se destaca. argumentando . por outro lado. 31. às vezes expandida em parábola o u alegoria. O que confirma a identificação da sabedoria como ingrediente distinto nas Escrituras é que o próprio Israel a ouvia como uma terceira voz ao lado da Lei c dos Profetas. Essa reputação não se baseia somenpara as festas públicas e ocasiões na vida dos te em suas qualidades pessoais. P r o v é r b i o s .24 Sabedoria N o AT. Eclesiast e s ) . um sábio experimentado ensina aos jovens u m a sabedoria que se baseia n o temor de Deus. Os nomes e lugares dc lRs quase não menciona o nome de Deus. Havia até um provérbio neste sentido: " N ã o há de faltar a lei ao sacerdote. para pessoas confessarem seus pecados no fato de ter patrocinado o estudo e as anes. e sagrado. Num nível mais profundo haverá reflexão penetrante sobre a maneira como Deus governa o mundo e sobre o propósito da vida humana. que são. O u t r o tipo de literatura destes países lida com os problemas do sofrimento e do sentido da existência.346 Poesia e Literatura de Sabedoria Tal como a poesia. mas também reis. Nos Salmos e oráculos proféticos. o enigma de Sansão. não-israelitas. a Sabedoria é a voz da reflexão e da experiência.1-9. a bondade." A s a b e d o r i a d o Orient e A literatura de Sabedoria de Israel jamais deu a entender que se desenvolveu num vácuo intelectual. e o absurdo de ir contra os princípios que ele embutiu em sua criação. ao que o mundo de Deus não pode ser „ que parece. até provocados.23-29. e dizem respeito em grande parle às questões comuns da v