MANUAL BÍBLICO SBB

M i s s ã o d a S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil:
D i f u n d i r a Bíblia c sua m e n s a g e m a todas as pessoas e a t o d o s os g r u p o s sociais c o m o i n s t r u m e n t o d e t r a n s f o r m a ç ã o e s p i r i t u a l , d e f o r t a l e c i m e n t o d e v a l o r e s éticos e m o r a i s e d e d e s e n v o l v i m e n t o c u l t u r a l e social.

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M a n u a l Bíblico S B B ; t r a d u ç ã o d e L a i l a h d e N o r o n h a . B a r u e r i , S P : S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil, 2 0 0 8 . 816 p. : il. ; 24,5 c m . T e x t o s bíblicos: A l m e i d a R e v i s t a e A t u a l i z a d a , 2 . e d . © 1 9 9 3 c N o v a T r a d u ç ã o n a L i n g u a g e m d e h o j e , © 2 0 0 0 , S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l . T í t u l o e m inglês: T h e N e w L i o n H a n d b o o k t o t h e Bible. 978-85-311-1118-1 1. Bíblia S a g r a d a 2. M a n u a i s Bíblicos 3. H i s t ó r i a d a Bíblia 4. T e r r a s Bíblicas I. S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l I I . N o r o n h a , L a y l a d e C D D - 220.9

C o p y r i g h t d o t e x t o © 1999 Pat e D a v i d A l e x a n d e r E d i ç ã o originalmente p u b l i c a d a e m inglês c o m o n o m e T h e N e w L i o n H a n d b o o k t o t h e Bible T r a d u z i d o para o p o r t u g u ê s a p a r t i r d a terceira e d i ç ã o e m inglês C o p y r i g h t d a edição inglesa © 1999 L i o n I I t i d s o n pie C o p y r i g h t desta t r a d u ç ã o 2008 S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l C o n s u l t o r e s : Rev. Dr. G . M i k e B u t t e r w o r t , Dr. D a v i d I n s t o n e - B r e w e r , Rev. Dr. R . T . F r a n c e , Dr. S u e G i l l i n g h a m , A l a n R. Millard, Rt. Rev. J o h n B. T a y l o r , Dr. S t e p h e n T r a v i s , Dr. B e n W i t h e r i n g t o n

O s direitos morais dos a u t o r e s f o r a m a s s e g u r a d o s P u b l i c a d o n o Brasil p o r S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil A v . Ceci, 706 - T a m b o r é B a r u e r i , SP - C E P 06460-120 C a i x a Postal 330 - C E P 0 6 4 5 3 - 9 7 0 w w w . s b b . o r g . b r - 0800-727-8888 T r a d u ç ã o : Lailah d e N o r o n h a e S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil R e v i s ã o , edição e d i a g r a m a ç ã o : S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil O s textos bíblicos c i t a d o s f o r a m e x t r a í d o s d a t r a d u ç ã o d e J o ã o F e r r e i r a d e A l m e i d a , R e v i s t a e A t u a l i z a d a , 2a edição © 1993 S o c i e d a d e B í b l i c a d o B r a s i l , e d a N o v a T r a d u ç ã o n a L i n g u a g e m d e H o j e , © 2 0 0 0 S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil Muitos dos t e x t o s s ã o a s s i n a d o s e r e p r e s e n t a m o p o n t o d e v i s t a d o s a u t o r e s . O c o n t e ú d o d o s textos é d e i n t e i r a r e s p o n s a b i l i d a d e d o s a u t o r e s e n ã o r e f l e t e , n e c e s s a r i a m e n t e , a p o s i ç ã o d a Sociedade Bíblica d o B r a s i l , q u e p u b l i c a a p r e s e n t e e d i ç ã o n o i n t u i t o d e s e r v i r o S e n h o r J e s u s Cristo e ajudar o l e i t o r a c o n h e c e r m e l h o r o L i v r o S a g r a d o .

Impresso e e n c a d e r n a d o na E s l o v é n i a E A 9 7 3 M B - 12.000 - 2008 - S B B

MANUAL BÍBLICO SBB
Editado por PAT E DAVID A L E X A N D E R

Sociedade Bíblica do Brasil

Lista de abreviaturas usadas

Prefácio

Abreviaturas gerais
d.C. a.C. cf. cap., caps, p. ex. etc. depois de Cristo antes de Cristo conferir capítulo(s) por exemplo et cetera 5., ss. NT AT v., vs. Pseguinte(s) Novo Testamento Antigo Testamento versiculo(s)
pagina

Livros bíblicos
Gn Êx Lv Nm Dl Js Jz Rt ISm 2Sm 1RS 2Rs lCr 2Cr Ed Ne Et Jó SI Pv Ec Ct Is Jr Lm Ez Dn Os
Jl

Am Ob Jn Mq

Gênesis Êxodo Levítico Números Deuteronômio Josué Juizes Rute lSamuel 2Samuel IReis 2Reis 1 Crônicas 2Crônicas Esdras Neemias Ester Jó Salmos Provérbios Eclesiastes Cântico dos Cânticos Isaías Jeremias Lamentações Ezequiel Daniel Oséias Jool Amos Obadias Jonas Miquéias

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Naum Habacuque Sofonias Ageu Zacarias Malaquias Mateus Marcos Lucas João Atos Romanos ICoríntios 2Corintios Gálatas Efésios Filipenses Colossenses ITessalonicenses 2Tessalonicenses ITimóteo 2Timóteo Tito Filemon Hebreus Tiago 1 Pedro 2Pedro Uoão 2João 3João Judas Apocalipse

A Bíblia é o livro mais distribuído e lido d o m u n d o . A l g u n s a l ê e m p o r curiosidade, alguns c o m o parte d e u m a busca espiritual, outros p o r causa d o seu rico l e g a d o cultural. Este Manual foi criado para ser u s a d o c o m a Bíblia; para estar j u n t o dela. N ã o é apenas para referência, falando a o leitor sobre a Bíblia. A intenção é reunir informação q u e antes só p o d i a ser encontrada e m vários livros d e referência d i f e r e n tes. Isto é feito tanto visualmente c o m o pela palavra escrita. As ilustrações, os mapas e diagramas são incluídos, n ã o para e m b e l e z a r o t e x t o , mas para esclarecer seu significado. O Manual p o d e ser usado c o m qualquer v e r s ã o o u tradução da Bíblia. ' A l é m d e ser u m livro para ser u s a d o c o m a Bíblia, o Manual t a m b é m estará j u n t o a o leitor, convidativo e acessível. A o editar o Manual tínham o s e m m e n t e as pessoas q u e estão c o m e ç a n d o a estudar a Bíblia. Assim, n e n h u m c o n h e c i m e n t o prévio é necessário. Os vários colaboradores especializados c o m u n i c a m d e f o r m a simples — n ã o simplista. T e r m o s técnicos são usados o m í n i m o possível. Q u a n d o são usados, são explicados. O o b j e t i v o principal é ajudar o s leitores a e n t e n d e r o próprio t e x t o da Bíblia. As seções-guia — Parte 2 sobre o A n t i g o T e s t a m e n t o e Parte 3 sobre o N o v o — analisam cada livro, parte p o r parte, r e s u m i n d o e f a z e n d o a n o t a ç õ e s o n d e e x p l i c a ç õ e s s ã o necessárias. P e q u e n o s a r t i g o s d e destaque, escritos p o r especialistas, p e r m i t e m q u e interesses específicos sejam investigados e m maior detalhe. O s passos seguintes são interpretar o q u e é lido e apreciar o q u e a Bíblia p o d e nos dizer hoje. Isto significa descobrir se u m d e t e r m i n a d o livro é escrito c o m o poesia o u prosa, história o u carta — e seu c o n t e x t o histórico. O s diagramas e artigos na Parte 1 foram projetados para ajudar nesta parte. E a Parte 4, o Auxílio Rápido, facilita e agiliza a localização d e informação sobre p e r s o n a g e n s , lugares, assuntos e ilustrações. Abrir a Bíblia e m Gênesis e ler direto até A p o calipse g e r a l m e n t e n ã o é a m e l h o r m a n e i r a d e começar! " C o m o Ler a Bíblia" (na Parte 1) o f e r e ce várias alternativas úteis. O Manual p o d e estar s e m p r e à mão, qualquer q u e seja o p o n t o d e partida d o leitor: u m livro da Bíblia, u m p e r s o n a g e m

bíblico, uma questão específica, arqueologia bíblica, cultura, literatura. A l g u m a s pessoas p r e f e r e m uma leitura mais superficial; outras g o s t a m d e ir a fundo.

Por que uma edição completamente nova?
0 Manual foi publicado pela primeira v e z e m 1973. E m 1983 foi revisado l e v a n d o e m consideração as novas traduções importantes q u e haviam surgido naquele p e r í o d o . E m 25 anos, as v e n d a s atingiram a marca d o s três milhões e o Manual já foi publicado e m 28 línguas e m t o d o o m u n d o . Nas palavras d e u m editor asiático, ele se t o r n o u uma "obra seminal". 0 p r o p ó s i t o desta revisão mais a m p l a é servir os leitores n o n o v o m i l ê n i o . S e n t i m o - n o s estimulados a reescrever o texto e reformular a o b r a c o m o u m t o d o . T e m o s muitas f o t o g r a fias novas para ajudar a imaginar o passado e o livro t e m mapas e diagramas n o v o s . O m a n u a l levou e m consideração as n o v i d a d e s na área d a pesquisa bíblica e coloca a Bíblia b e m d e n t r o de seu c o n t e x t o histórico. Ele t a m b é m reflete as preocupações mais recentes d o s leitores. C o n v i damos m u i t o s c o l a b o r a d o r e s n o v o s , h o m e n s e mulheres, para c o m p a r t i l h a r seu c o n h e c i m e n t o . Um poeta fala s o b r e Salmos, u m a autora t a l e n tosa c o m muitos anos d e e x p e r i ê n c i a n o O r i e n t e Médio e s c r e v e u e s t u d o s s o b r e as m u l h e r e s d a Bíblia. L e v a m o s e m conta os interesses tias pessoas — n o c u i d a d o c o m a criação, nas histórias (que t ê m u m papel t ã o i m p o r t a n t e na narrativa da Bíblia), na justiça, n o papel d a mulher, n u m a sociedade multirreligiosa, n o lugar d a Bíblia n o mundo atual... C o m o nas edições anteriores, o t e x t o bíblico foi considerado assim c o m o ele aparece e m nossas Bíblias, l e v a n d o e m conta seus tipos diferentes de literatura. A maior p r e o c u p a ç ã o é c o m o c o n teúdo e significado d a Bíblia, n ã o c o m questões de interesse m e r a m e n t e técnico. Nos assuntos e m que há controvérsias, tentamos mostrar isso, s e m necessariamente entrar n o debate. Somos gratos aos eruditos por compartilharem os frutos d o seu trabalho c o m u m público mais amplo. A s obras d e referência clássicas n o nível mais acadêmico f o r a m fonte vital d e informação.

A g r a d e c e m o s a todos q u e c o n t r i b u í r a m c o m este livro direta o u indiretamente, c o m p a r t i l h a n d o seu discernimento s o b r e o e n s i n a m e n t o bíblico, disp o n i b i l i z a n d o s e u p r ó p r i o material, o u simplesm e n t e p o r seu entusiasmo n o e s t u d o da Bíblia e sua convicção d e sua relevância e seu p o d e r para transformar vidas. T a m b é m s o m o s m u i t o gratos àqueles q u e ajud a r a m d e tantas outras formas. A l g u n s são m e n cionados e m "Agradecimentos", e m b o r a isto n ã o faça j u s a o valiosíssimo auxílio v i n d o d e várias fontes — d e s d e diretores d e m u s e u s e coleções àqueles q u e d e r a m h o s p e d a g e m , ajuda, informação e acima d e t u d o incentivo. Pessoalmente, n e n h u m o u t r o livro t e v e u m p a p e l tão significante e m nossas vidas q u a n t o a Bíblia. E s p e r a m o s q u e o Manual na sua n o v a forma ajude futuras gerações d e leitores a e n t e n der a Bíblia e m t o d a a sua atualidade.

Pat e David Oxford

Alexander

Conteúdo

INTRODUÇÃO O ANTIGO À BÍBLIA TESTAMENTO
Veja o índice completo a página 11 Veja o índice completo à página 97 Introdução 98 •••••• C O M E Ç A N D O A ESTUDAR A BÍBLIA 12 A BIBLIA N O SEU C O N T E X T O 24

OS "CINCO LIVROS" Gênesis a Deuteronômio 108 A HISTÓRIA DE ISRAEL Josué a Ester 220 POESIA E SABEDORIA Jó a Cântico dos Cânticos 344 OS PROFETAS Isaías a Malaquias 408

E N T E N D E N D O A BIBLIA 44

TRANSMITINDO A HISTORIA 60

A BIBLIA H O J E 78

O NOVO TESTAMENTO
Veja o índice completo à página 525 Introdução 527

AUXÍLIO RÁPIDO
Página 779

OS E V A N G E L H O S E A T O S Mateus a Atos 538 AS EPÍSTOLAS Romanos a Apocalipse

REFERÊNCIA RÁPIDA A MAPAS E DIAGRAMAS • Os livros da Bíblia 14 • Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo 26 • A Bíblia no seu tempo 28 • Entendendo a Bíblia 50 • A história do Antigo Testamento 100 • Israel nos tempos do Antigo Testamento 104 • Reis de Israel e Judá 306 • Os profetas no seu contexto 414 • Israel nos tempos do Novo Testamento 526 • A história do Novo Testamento 536

Rev. Dr. Gerald LBray, John H. Eaton, ex-Professor de Paula Gooder, Professora de Autores e C o l a b o r a d o r e s Professoranglicano de Divindade, Antigo Testamento, Universidade Estudos Bíblicos, Faculdade Escola de Divindade de Beeson, Universidade de Samfotd, Alabama; autor de Biblical interpretation, past and present: • Interpretando a Bíblia através dos séculos Rev. Dr. Richard A. Burridge, Deão do King's College, Londres, e Professor Honorário deTeologia; autor de What are the Gospels?, Four Gospels, One Jesus? eJohn na série People's Bible Commentary: • Estudando os evangelhos

David ePat Alexander, editores do Manual original; até 1994 respectivamente Diretor e Editora Chefe de Lion Publishing, Oxford: • Todos o$ íoiografíos (exceto aquelas descritas em Agradecimentos) íorom tirados especialmente por David Alexander • Esboço da Bíblia nas Panes 2 ei, com anotações eartigos por Pol Alexander, exceto aqueles atribuídos a outrem

Rev. Dr. Mike Butterworth, Diretor de St Albans e Oxford Ministry Course; especialista Rev. David Barton, Chefe em história do Antigo de Serviços de Informação, Diocese das Escolas de Oxford: Testamento e Profetas: • Os Profetas • laco, iosé, Davi, Retrato deleremias George Cansdale (in memorian), Rev. Dr.Craig Superintendente, Sociedade Bartholomew. . p s q u i s a d o i da Escola de Teologia e Estudos Zoológica de Londres: Religiosos, Escola Superior de • As codornizes, Pescando ChetenhameGloucester: no Lago da Galileia • 0 texto e a mensagem Rev. Colin Chapman, Professor de Estudos Islâmicos, Dr. Richard Bauckham, Professor de Estudos do Novo Escola de Teologia do Oriente Próximo, Beirute; escritor Testamento, Universidade sobre conflitos entre árabes de St Andrews: • Uma história do ponto de vista e israelenses e relações entre cristãos e muçulmanos: feminino (Bufe), Perspectivas • A terra prometida, "Guerra de mulheres nos Evangelhos, Santa" Entendendo o Apocalipse
;,

R.J.Berry, Professor de Genética, Universidade de Londres: • Comentários de um geneticistafsobre nascimento virginal) Dr. John Bimson, Diretor de Estudos e Professor de Antigo Testamento, FaculdadeTrinity, Bristol; autor de The World of theOld Testament; consultor, lllustrated Encyclopedia olBible Places: • Recriando o passado, Vida Nômade, Vida Sedentária

Rabino Dan Cohn-Sherbok, Professor de Judaísmo, Departamento deTeologia e Estudos Religiosos, Universidade de Wales, Lampeter: • A Bíblia Hebraica Rev. A. E. Cundall, ex-diretor, Faculdade Bíblica de Vitória, Austrália; autor de vários livros e estudos relacionados com o Antigo Testamento: • Examinando a cronologia dos reis

Dra. Katharine Dell, Professora de Divindade, Universidade de Cambridge; E.M.BIaiklockijn memorian) Professor Emérito Professora e Diretora de dos Clássicos, Universidade de Estudos na Faculdade St Catherine; especialista em Jó Auckland, Nova Zelândia: e literatura de sabedoria: • A família Herodes, Um historiadorovalia o Movo • Entendendo ló, Sabedoria Testamento em Provérbios eló

de Birmingham; autor de estudos Ripon, Cuddesdon, Oxford; sobre Salmoseos Profetas: estudos especializados: • Os Salmos em seu contexto evidência para crença no misticismojudaico no Novo Dr. Mark Elliot, Professor de Testamento, teologia feminista, Teologia Histórica e Sistemática, interpretação bíblica: Universidade de Nottingham: • Entendendo Cotossenses com Dr.StephenTravis: M Lista Aprovada Rev. Dr. Michael Green, o cânon das Escrituras, Estudioso do Novo Testamento, Livros deuterocanónicos autor e professor; Consultor de Evangelismo para os Arcebispos Dra. Grace I. Emmerson, de Canterbury e York: ex-membro do Departamento • "Boas Novas!"-dos primeiros deTeologia, Universidade cristãos, Dons espirituais de Birmingham: Rev.GeoffreyW.Grogan. • Entendendo Oséias ex-diretor, Instituto de Mary J. Evans, Diretor do Curso Treinamento Bíblico, Glasgow: de Vida e Ministério Cristãos e • 0 Espírito Santo em Atos Professora de Antigo Testamento, Faculdade Bíblica de Londres: Dr. P. DerynGuest, Professor de Bíblia Hebraica, • Profetas e profecia Universidade de Birmingham, Rev. David Field, exFaculdade Westhill: vice-presidente, Faculdade • Entendendo luízes Teológica de Oak Hill, Londres: Michele Guiness, Jornalista • 0 reino de Deus e escritora freelance judaicoRev. Dr. R. T. (Dick) France, cristã: ex-diretor de Wycliffe Hall, • Páscoa e a Última Ceia Oxford; estudioso do Novo Dr. Donald Guthrie Testamento e escritor: • Religião judaica no período (in memorian), Vice-diretor, Faculdade Bíblica de Londres: do Novo Testamento, Jesus • As Cartas (revisado para eo Antigo Testamento, "Deus esta edição pelo Rev. Dr. conosco" - a encarnação, StephenMotyer) 0 Antigo Testamento no Novo Testamento, A Dispersão judaica Richard S. Hess, Professor de Antigo Testamento, Seminário Frances Fuller, autora, editora e ex-diretora de Baptist de Denver, Colorado; Publicatioits, Beirute; residente do especialista em Bíblia e Oriente Médio por muitosanos: Oriente Próximo antigo: • Nomes de pessoas em • Sara, Agar, Retrato de Rute, Gnl—11 Ana, Retrato de Ester, Maria, Marta e Maria, Maria Madalena Colin Humphreys, Professor Dr. David Gill, Professor sênior de Ciência de Materiais, de História Antiga, Universidade Universidade de Cambridge: m A estrela de Belém, deWales, Swansea: 0 recenseamento • A provinda romana da ludéia, A cidade de Atenas, Dr. David historie Brewer, Governo romano, Cultura grega, Pesquisador, TyndaleHouse A cidade de Roma, A cidade de and Library for Biblical Corinto, A cidade de Éfeso Research, Cambridge: • lesus e dinheiro, iesus e as Dr. John Goldingay. cidades, lesus e as mulheres Professor de Antigo Testamento, Seminário Rev. Philip Jenson, Professor Teológico Fuller, Pasadena, de Antigo Testamento, Califórnia; autor de Models FaculdadeTrinity, Bristol: for Scripture e Models for • Um estilo de vida: Os Dez Interpretation of Scripture: Mandamentos, Sacerdócio no • Dicas para entender la Bíblia) Antigo Testamento

Dr. Philip Johnston, Professor de Antigo Testamento, Wycliffe Hall, Oxford: • PosiçõesdoAntigo Testamento com relação ao pós-morte Rev. F. D. Kidner, ex-Diretor de TyndaleHouse and Library for Biblical Research, Cambridge: • Poesia e sabedoria Dr.K.A. Kitchen, ex-Professor de Egípcio e Copta, Escola de Arqueologia e Estudos Orientais, Universidade de Liverpool: • Egito Dr. Nobuyoshi Kiuchi, Professor de Antigo Testamento, Universidade Cristã de Tóquio: • Sacrifício Dr. Todd E. Klutz, Seminário Teológico de Dallas e Faculdade de Wheaton; doutorado em demonologia antiga e exorcismo, Universidade de Sheffield; Professor de Novo Testamento, Universidade de Manchester: m Magia no Antigo Testamento J. Nelson Kraybill, Presidente do Seminário Bíblico Menonita.Elkhart, Indiana; autor de Imperial Cult and Commercein John s Apocalypse: • Adoração do imperador eApocalipse Dra. Melba Padilla Maggay, Presidente do Instituto de Estudos sobre Igreja e Cultura Asiáticas, Manila, Filipinas: • Perspectivas culturais: OrienteeOcidente Dr. I. Howard Marshall, Professor de Exegese do Novo Testamento, Universidade de Aberdeen; estudos especializados - Lucas-Atos, as Cartas de João e as Cartas Pastorais (Timóteo eTito): • Os Evangelhos e Jesus Cristo, Os milagres do Novo Testamento Rev. Dr. Andrew McGowan, Diretor, Instituto Teológico Highland, Elgin: • Os doze discípulos de Jesus

Alan R. Miilard, Professor de Hebraico e Línguas Semíticas, Universidade de Liverpool; Membro da Sociedade de Antiquários e palestrante internacional sobre arqueologia bíblica: • 0Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo, Histórias da criação, Histórias do dilúvio, Abraão, Onde ficavam Sodoma e Gomorra?, Moisés, (idades da conquista, Cananeus e filisteus, A arca perdida, 0 templo de Salomão e suas reconstruções, 0 escriba, Os assírios, Os babilónios, Os persas Evelyn Miranda Feliciano, escritora e Professora, Instituto de Estudossobrea Igreja e Cultura Asiáticas, Manila, Filipinas: m A justiça e os pobres Rev. J. A. Motyer, ex-Professor de Antigo Testamento: • Os nomes de Deus, A importância do tabernáculo. Os Profetas (com Dr. Mike Butterworth) Rev. Dr. Stephen Motyer, Professor de Novo Testamento e Hermenêutica, London Bible College: • As cartas, Paulo Rev. Dr. Stephen Motyer, Professor de Novo Testamento e Hermenêutica, London Bible College: • As Cartas, Paulo Rev. Dr. Michael Nazir-Ali, Bispo de Rochester, ex-diretor da Church Mission Society e exbispo de Raiwind, Paquistão: mO Cordoe a Biblia Dr. Stephen Noli, Professor de Estudos Bíblicos na Escola Ministerial Episcopal deTrinity, Amridge, Pensilvânia; autor de AnjosdeLuz, Poderes das Trevas: Pensando biblicamente sobre anjos, Satanás e principados: • Anjos no Bíblia Meie Pearse, Chefe de Departamento, Faculdade Bíblica de Londres; Professor convidado de História da Igreja, Seminário Teológico Evangélico, Osijek, Croácia: • Nosso mundo—o mundo deles

Rev. Dr. John Polkinghorne, ex-professor de Física Matemática, Universidade de Cambridge; Membro da Sociedade Real: • A Bíblia do ponto de vista de um cientista

Claire Powell, Professora de Novo Testamento, Grego, Cristologia, Hermenêutica e Gênero na Faculdade Cristã de Todas as Nações, Ware, Herts: Steve Turner, poeta, • Mulheres de fé, A Bíblia do jornalista e autor de vários ponto de vista feminino livros de poesia e biografia: • Salmos do ponto de vista Professor Sir Ghillean de um poeta Prance, Diretor do Jardim Botânico Real, Kew, Inglaterra: Rev. Dr. Peter Walker, • Pessoas como Professor de Novo Testamento, Wycliffe Hall, Oxford; autor administradoras de Deus de lesus and the Holy City: Dr.Vinoth • lerusalém no período Ramachandra, Secretário do Novo Testamento Regional da Associação Sul Asiática Dr. Steve Walton, de Estudantes Evangélicos, Professor de Novo Colombo, Sri Lanka; autor Testamento, Faculdade de Recovery ofMissions, Gods de St John, Nottingham; thatfail: especialista em Lucas-Atos. • lesus numa sociedade pluralista • 0 que é a Bíblia?, Divulgando a palavra - a tarefa Dr. Harolcl Rowdon da tradução Ex-professoreinstrutor residente, Faculdade Bíblica Walter WangerinJr., de Londres; editor-chefe Ocupante da cátedra e secretário internacional Jochum da Universidade de de Partnership, uma rede Valparaíso, Indiana; professor de igrejas independentes: de Literatura e Redação; • Soldados romanos no Novo teólogo e escritor; autor de 0 Livro de Deus: A Bíblia Testamento, Pilatos Romanceada: Rev. J. A. Simpson, Deão • A Bíblia como uma história de Canterbury: • 0 nascimento virginal Rev. Dr.JoBailey Wells. Deã, Faculdade Clare, Reva.VeraSinton, Cambridge: Ex-diretora de Estudos • Contadores de histórias Pastorais, Wycliffe Hall, a tradição oral, Os escribas, Oxford: O trabalho dos editores • Questões sexuais na igreja de Corinto Dr. Gordon Wenham, Professor de Estudos do Antigo Rev. John B.Taylor, Testamento, Escola Superior de Estudioso do Antigo Cheltenham e Gloucester; Testamento e ex-bispo de St • Alianças e tratados Albans: no Oriente Próximo • Introdução ao Antigo Testamento, Os "Cinco Livros" Rev. David Wheaton, História de Israel Cónego emérito da Catedral de St Alban; Dra. JoyTetley, Diretor ex-diretor da Faculdade do Curso Anglicano de Teológica Oak Hill, Londres; Treinamento Ministerial, Capelão honorário de Sua Cambridge: Majestade, A Rainha: • Entendendo Hebreus • A ressurreição de Jesus

Dr. Stephen Travis, Vice-reitor e diretor de Pesquisa, Faculdade de St lohn, Nottingham; especialista em Novo Testamento: • Lendo a Bíblia; comDr.MarkEIliot: • Lista aprovada o "cânon" das Escrituras, Livros deuterocanónicos

Rev.Dr.D.Wilkinson. Professor de Apologética Cristã e diretor do Centro de Comunicação Cristã, Faculdade de St John, Universidade de Durham; astrofísico teórico e Membro da Sociedade Astronômica Real; palestrante e radialista sobre questões relacionadas com ciência e religião; autor lieGod.theBigBangand Stephen Hawking eAlone in the Universe? • Deus e o universo HughG.M.Williamson, Ocupante da cátedra Regius de hebraico, Universidade de Oxford: • Entendendo Isaías RobertWilloughby, Professor de Novo Testamento, Faculdade Bíblica de Londres, especialista em Evangelhos e teologia política: MA paz de Deus, Amor

Introdução à Bíblia
COMEÇANDO A ESTUDAR A BÍBLIA 14 18 22 Os livros da Bíblia 0 que é a Bíblia? Lendo a Bíblia 26 A BÍBLIA NO SEU CONTEXTO Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo A Bíblia no seu tempo Recriando o passado A terra de Israel Animais e aves Arvores e planias 0 calendário de Israel ENTENDENDO A BÍBLIA TRANSMITINDO A HISTÓRIA A BÍBLIA H O J E 46 yj 52 53 58 28 30 36 38 40 42 Dicas para entender 62 Entendendo a Bíblia 64 A Bíblia como uma história 66 68 Interpretando a Bíblia através dos séculos 70 0 Texto e a mensagem 74 Contadores de histórias — a tradição oral Os escribas 0 trabalho dos editores A Bíblia Hebraica Uma lista aprovada — o "cânon" das Escrituras Divulgando a palavra — a tarefa da tradução 80 83 86 89 92 95 Perspectivas culturais — Oriente e Ocidente lesus numa sociedade pluralista 0 Corão e a Bíblia A Bíblia do ponto de vista feminino A Bíblia do ponto de vista de um cientista Nosso mundo — o mundo deles

COMEÇANDO A ESTUDAR A BÍBLIA

Introdução à Bíblia

livros da Bíblia
ANTIGO TESTAMENTO (39 livros) OS "CINCO LIVROS"

Gênesis Êxodo Levítico Números Deuteronõmio

Estes livros c o n t ê m histórias sobre a criação do m u n d o , o g r a n d e d i l ú v i o e o s pais ( c m ã e s ! ) d a nação d e Israel (Gênesis); a escravidão no Egito c o êxodo (Êxodo): e os 4 0 anos de p e r e g r i n a ç ã o n o "deserto" do Sinai (Números; Deuteronõmio). Eles t a m b é m r e g i s t r a m o d o m d a lei d e D e u s p a r a s e u p o v o r e s u m i d o nos D e z M a n d a m e n t o s ( Ê x o d o ; Deuteronõmio) e regras detalhadas para sacrifício e a d o r a ç ã o , c e n trados no tabernáculo ( t e n d a especial d e D e u s ) (Êxodo; Levítico).
Horus, simbolizado por este olho. era u m d o s deuses d o Egito, onde os israelitas foram escravizados.

Começando a estudar a Bíblia

15

HISTORIA DE ISRAEL

POESIA ESABEDORIA

OS PROFETAS

Josué Juízes Rute 1 e 2Samuel 1 e2Reis 1 e 2Crônlcas Esdras Neemias Ester

Jó Salmos Provérbios Eclesiastes Cântico dos Cânticos

• • • • •

Isaías Jeremias Lamentações Ezequiel Daniel

O shqfar, feito de chifre j de carneiro, era roçado para chamar os israelitas à batalha.

12 "profetas menores": Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias

C o m e ç a n d o c o m a conquista da terra p r o m e t i d a ( J o s u é ) , estes l i v r o s dão continuidade à história da nação, de seus heróis e daqueles que falhar a m para c o m a nação a o desviá-la de Deus. O período de liderança dos "juízes" (Gideão, S a n s ã o e o u t r o s ) t e r m i n a com S a m u e l , q u e u n g i u os primeiros reis de Israel. D e p o i s d o s reis S a u l , Davi e Salomão (1 e 2 S a m u e l ; I R e i s ) , as dez tribos d o N o r t e se separaram e f o r m a r a m o R e i n o de Israel, e n q u a n to a l i n h a g e m de D a v i c o n t i n u o u e m Judá. A q u e d a d e S a m a r i a nas mãos da Assíria m a r c o u o f i m de Israel. Mas u m remanescente d c J u d á s o b r e v i v e u à destruição de J e r u s a l é m e r e t o r n o u do exílio n a Babilônia. R e n o v a n d o sua obediência à lei de D e u s , reconstruír a m o T e m p l o e as m u r a l h a s da cidade (Esdras; Neemias).

Estes livros c o n t ê m a m a i o r parte d a poesia da Bíblia e a "sabedor i a " ( g r a n d e parte c m f o r m a de provérbios: Provérbios, Eclesiastes) q u e e r a b a s t a n t e p o p u l a r no Oriente Próximo antigo por volta da época d o Rei S a l o m ã o . J ó é u m a dramatização poética sobre o sofrimento. Salmos é u m livro de hinos. Cântico dos Cânticos é poesia r o m â n t i c a lírica.

O s profetas t r a z i a m a palavra de Deus a seu povo: advertindo sobre o julgamento ( q u a n d o o p o v o se desviava de Deus) incentivando c o m esperança e promessas (nos m o m e n t o s difíceis). A m a i o r i a v i v e u nos séculos 8 e 7 a . C , q u a n d o a nação estava sob ameaça, prim e i r o dos assírios e depois dos babilônios. A m ó s falou pela justiça a favor dos O povo de Israel mulras vezes pobres. A l g u n s p e r t e n c e m trocou o Deus ao p e r í o d o d o retorno do verdadeiro por ídolos. Esta é e x í l i o . V á r i a s profecias (as uma imagem de m a i s c o n h e c i d a s estão e m Baal, deus dos cananeus. Isaías) p r e v ê e m a v i n d a do "Messias", que D e u s e n v i a r i a p a r a l i b e r t a r seu p o v o e r e i n a r c o m justiça e p a z .
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Introdução à Bíblia

LIVROS DEUTEROCANÔNICOS/APÓCRIFOS

NOVO TESTAMENTO (27 livros)

Incenso foi uni dos presentes que os magos trouxeram ^ p a r a o menino esus.

OS EVANGELHOSE ATOS

Tobias Judite Adições a Ester Sabedoria de Salomão Eclesiástico Baruque 1 e2Esdras Carta de Jeremias

Oração d e Azarias/Cântico dos três jovens Susana Bel e o D r a g ã o 1,2,3, e4Macabeus O r a ç ã o de Manasses

O mais antigo • fragmento do v ,p-. Evangelho de João K ^ J / V W>íá data de 125-130 . .,d.i.. • r ***lKt:V;;.iK • w :

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Mateus Marcos Lucas João Atos

A Judeia estava sob domínio romano n o período do NT.

G r a n d e parte deste material adic i o n a l , i n c l u í d o n a s Bíblias C a t ó l i c a s , mas, e m g e r a l , ausente nas edições protestantes, v e m da tradução g r e g a (Septuaginta) da Bíblia h e b r a i c a . Macabeus relata a luta j u d a i c a pela i n d e p e n d ê n c i a n a é p o c a " e n t r e os Testamentos". Veja t a m b é m "Livros deuterocanônicos".

p Evangelho de João registra como Jesus transformou em vinho a água de jarros como este.

Canetas, tinta e estojo d o período d o NT.

Póncio Pilatos o governador romano que mandou cunhar esta moeda, autorizou a crucificação de Jesus.

O Códice Sinaítico, que data d o século 4 d . C , contém todo o N T ,

Os quatro evangelhos registram a vida de Jesus, principalmente seus três a n o s c o m o p r e g a d o r itiner a n t e , e a s e m a n a f i n a l e m q u e foi crucificado. Sua ressurreição é considerada confirmação de sua reivindicação de ser o Messias/"Filho de Deus" prometido. Todos se b a s e i a m n a e v i d ê n c i a de testemunhas oculares dentre seus seguidores mais chegados: cada autor tem seu próprio propósito e m contar a história. Atos é a continuação do Evangel h o d e L u c a s , a h i s t ó r i a d e c o m o os primeiros cristãos, principalmente P e d r o e P a u l o , d i f u n d i r a m as " b o a s novas" de Jesus entre judeus e gentios, c h e g a n d o até a p r ó p r i a R o m a .

cuja conversão dramática é registrada e m Atos. . Todas são d e autoria d e Paulo. e as necessidades d c líderes. questões q u e os cristãos e s t a v a m levantando. A s outras. Hebreus (mais parecido c o m u m sermão do que u m a carta) é u m livro a n ô n i m o . ela lhes assegura q u e os propósitos d e Deus estão s e n d o e serão realizados. é o ú n i c o e x e m p l o n o N o v o Testamento d e u m a o b r a "apocalíptica".2e3João Judas Apocalipse A s 13 primeiras cartas — escritas para "novas igrejas" recém-formadas — l i d a m c o m situações específicas. embora u m a carta circular. cartas "gerais".Começando a estudar a Bíblia 17 AS CARTAS E APOCALIPSE • Romanos • 1 e 2Coríntios a :: : i i: n • • a Gálatas Efésios Filipenses Colossenses 1 e2Tessalonicenses 1 e 2Timóteo Tito Filemom Hebreus • • • • • Tiago 1 e 2Pedro 1. o m a l ser finalmente destruído. o "apóstolo dos gentios". Escrita para cristãos perseguidos. d i r i g e m se a grupos mais amplos d e cristãos. Apocalipse. até a história c h e g a r a o f i m . e o p o v o d e Deus g o z a r p a r a s e m p r e d a sua p r e sença nos " n o v o s céus e n o v a terra".

e ouvi-la c o m o u m a t e s t e m u n h a .Introdução à Bíblia O que é a Bíblia? Steve Walton Para muitas pessoas a Bíblia é u m livro desconhecido. E l e c o l o c o u pessoas n o seu m u n d o para cuid a r dele e usar todo o seu potencial. I n f l u e n c i a d o s p o r t i m a s e r p e n t e f a l a n t e (a p e r sonificação d o m a l ) .31). Queda D e u s d e u às p r i m e i r a s pessoas l i b e r d a d e p a r a e x p l o r a r o j a r d i m e m q u e as c o l o c o u . c h e i o d e n a r r a t i v a s m u i t o b e m escritas. " D e u s f i c o u satisfeito c o m o u n i v e r s o q u e c r i o u . 1.22-24). as d o e n ç a s . a m o r t e . e o c h a m o u de " m u i t o b o m " ( G n 1. pássaros. m a s proibiu-as d e c o m e r o f r u t o de uma determinada árvore (Gn 2. Criação Deus criou o universo do nada. E s t a h i s t ó r i a ( g e r a l mente c h a m a d a de "queda da h u m a n i d a d e " ) é vital para compreendermos grande p a r t e d a B í b l i a . pela sua simples p a l a v r a . A grande história A Bíblia é u m m a g n í f i c o l i v r o de histórias. A s duas maneiras mais eficazes de analisar a Bíblia são: considerá-la u m a história. e conta a história da sua relação c o m a h u m a n i d a d e até o d i a f u t u r o e m q u e as g u e r r a s . . Esta g r a n d e história t e m seis partes principais. dando-lhes responsabilidade pelos animais.1-7) e D e u s r e a g i u expulsando-as do j a r d i m (Gn 3. N o c e n t r o d a g r a n d e h i s t ó r i a está D e u s e o q u e ele está f a z e n d o c o m o m u n d o e a humanidade. á r v o r e s e plantas. u m a coleção de histórias — h á u m a grande história contada pelo conj u n t o d e relatos i n d i v i d u a i s . G n 1 r e g i s t r a seis o c a s i õ e s e m q u e D e u s falou e acrescenta: " E assim acont e c e u . O que ela contém? D o que se trata? É m e l h o r v e r a Bíblia c o m o u m t o d o para não nos perdermos e m meios aos detalhes. e a d o r d e i x a r ã o de existir. elas d e c i d i r a m n ã o f a z e r a v o n t a d e de D e u s ( G n 3. A Bíblia começa c o m D e u s c r i a n d o os céus e a t e r r a . pois e x p l i c a q u e a r a ç a h u m a n a está d e relações cortadas c o m D e u s — e t o d a a criação foi afetada pelo r o m p i m e n t o deste relacionamento.15-17). M a s e l a é m a i s q u e 2.

uma terra que Deus daria a seus descendentes. Israel 19 Os mandamentos também diziam como o povo de Deus devia viver (Êx 2 0 . Deus deu a Abraão uma promessa tripla: uma descendência. No século 1 d. pois animais eram um grande sinal de riqueza na sociedade rural da Antiguidade. Tratava-se de um procedimento caro.3-5. tornou-se um momento marcante para a nação de Israel. 43. Ele falava . começam assim: "Eu sou o SENHOR. Os romanos os governavam e eles não tinham liberdade para viver como o povo de Deus devia viver. anunciando que o poder de Deus podia ser visto no que Ele fazia e dizia (Lc 11. e que por meio da descendência de Abraão Deus abençoaria toda a humanidade (Gn 12. Jesus se importava com os pobres e excluídos da sociedade — Ele ajudou até estrangeiros desprezados que o procuravam (p. tirándoos do Egito. 4 .1 7 ) . pois. Enquanto estavam no deserto. não conseguia viver consistentemente como Deus queria. Os profetas prometeram mais que um simples retorno à terra. os "Dez Mandamentos".1-7). ex. mas Deus agiu para livrá-los por intermédio de Moisés. 3 . A nação era sua por causa da sua bondade em tirá-la do Egito: logo. o povo judeu celebra o êxodo na festa anual da Páscoa. um resumo da idéia central da lei. e então outra parte crucial da lei era o sistema sacrificial. que Deus enviaria para libertar seu povo. Posteriormente. para ser o meio de reparar o estrago que a rebelião humana contra Deus causara — um homem chamado Abr(a)ão que vivia na cidade de Ur. Quando o povo desobedecia à lei. Isto ficou ainda mais difícil quando o povo se tornou prisioneiro cm sua própria terra c foi oprimido por povos pagãos. Nesse contexto aparece Jesus. Deus escolheu um homem. até introduzi-los na terra onde Abraão tinha vivido antes deles.5-13). Diversos grupos de judeus tinham crenças diferentes com relação ao Messias. sendo castigados por Deus. Is 40.1-3). Jesus Em seguida vem o período de Israel. para que Deus perdoasse sua desobediência. curou e libertou pessoas de forças opressivas. Os profetas também anunciaram um salvador vindouro. Até hoje. a maneira de "cobrir" seu erro e restaurar o relacionamento com Deus era o sacrifício de um animal no lugar da pessoa que desobedecera a lei. teu Deus. chamado de êxodo. O povo.16-20). Após escolher esta nação. e a parte norte do reino (Israel) caiu nas mãos dos assírios no século 8 a. Jesus dizia oferecer renovação para a nação. trazendo boas novas do perdão de Deus. A vida de Israel continuou com muitos altos e baixos por mais de 1 0 0 0 anos. eles se lembrariam desse episódio como o momento em que Deus os tinha salvado e os adotado. Este ato maravilhoso. para demonstrar que este estava sendo sacrificado por ela.Começando a estudar a Biblia 3. embora estivessem fisicamente na sua terra. por razões semelhantes. Mt 8. Deus a protegeu e cuidou dela. Ele restaurou o povo de Judá na sua própria terra cerca de meio século depois. O povo do reino do sul (Judá) foi levado ao exílio na Babilônia cerca de 150 anos mais tarde. mas todos esperavam que ele trouxesse o reino de justiça da parte de Deus. uma pessoa que os judeus chamavam de "Messias". Mas as histórias centrais que os definiam como povo de Deus eram histórias de Deus agindo para resgatá-los — Ele fizera isto no êxodo e no retorno da Babilônia. A pessoa colocava uma das mãos na cabeça do animal. Eles se tornaram escravos no Egito. por exemplo. um mestre judeu que curava e falava do "reino" de Deus — afirmando que Deus ainda estava no controle. Eles falaram de outras coisas boas que Deus faria para seu povo. e por isso eles criam que Deus o faria novamente. inclusive liberdade para adorar e viver como povo de Deus e a oportunidade de envelhecer sem medo. a capital da nação. no entanto.C. os sacrifícios passaram a ser oferecidos no Templo de Jerusalém. apesar de seu povo estar sofrendo e sendo oprimido. conduzindo-os numa peregrinação de 4 0 anos pelos desertos da Península do Sinai. A nação se dividiu após a morte do rei Salomão. Deus fez outra coisa que seria muito importante para a vida da nação: deu-lhes sua lei. Mas Deus não desistira do seu povo. da casa da servidão" (Ex 2 0 . Profetas — que transmitiam a palavra de Deus ao povo — interpretaram este retorno como um "novo êxodo" (veja. que te tirei da terra do Egito. daí em diante.C. Durante três anos Jesus ensinou. e seus descendentes. porque abandonara sua fé cm Deus dando lugar a outras religiões. 2 ) . eles se sentiam como se ainda estivessem no exílio.

47-53). celebrando a Páscoa que comemorava o êxodo do Egito. Três dias depois Seus seguidores ficaram totalmente maravilhados e alegres em vê-lo vivo novamente: a morte não fora capaz de derrotá-lo. E os primeiros grupos cristãos tinham seus problemas! As cartas dos primeiros líderes cristãos demonstram os tipos de dificuldades que tinham. Mais que isso. Jesus considerava sua morte a realização daquilo que os sacrifícios representavam: perdão e renovação para o povo. Além disso. Ele era o mesmo Jesus que conheciam há três anos. os cristãos esperam a renovação e restauração de todo o universo de volta ao plano original de Deus na criação (Ap 21. Muitos deles estavam colaborando com os governantes romanos e não queriam a instabilidade que Jesus aparentemente trazia. condição social e raça (Gl 3. principalmente de outros cristãos.1-2).20 Introdução à Bíblia a respeito do Templo de uma forma que sugeria que este seria destruído e substituído de certa maneira por sua própria pessoa (Jo 2. . Nesse dia. Cuidar dos outros. 0 fim dos tempos Após a sua ressurreição. Surpreendentemente. mas depois também entre não-judeus: a promessa feita a Abraão de que toda a humanidade seria abençoada por meio da sua descendência começava a se cumprir! Estes grupos reuniam-se na casa de algum membro do grupo.1822. Ele parecia saber o que estava se passando e falava disso por meio de parábolas (Mc 12. pouco tempo mais tarde. morte e ressurreição. mostra que Deus tem o controle dos processos da história. julgado e condenado à morte pelos líderes judeus. mas que agora estava mais vivo que nunca. eles tinham de estar prontos para sofrer pela sua fé em Jesus — muitos foram excluídos socialmente. Trevas cobriram a terra enquanto ele estava pendurado na cruz. dc forma que uma grande multidão foi atraída para ouvi-los falar sobre Jesus. Pouco depois Jesus foi preso.14-20). Na noite em cjue foi preso e julgado. ele prometeu dar-lhes poder para realizar esta grande tarefa. outros morreram porque se comprometeram a segui-lo. Jesus deu a seus seguidores a responsabilidade de contar aos outros sobre ele. Será também um dia em que o mal e o pecado serão removidos do mundo. cuja vida dependia da existência do Templo. algo que elevaria os espíritos dos cristãos perseguidos à presença do grande Deus que serviam. os primeiros cristãos aguardavam um dia em que Jesus voltaria à terra para completar. Além disso. quando receberam a capacidade dc falar em novas línguas. ajustando-se a um novo modo de vida que derrubava barreiras entre as pessoas — barreiras de gênero. Apocalipse. O s s e g u i d o r e s d e Cristo prias necessidades. inicialmente entre o povo judeu. Jesus deu àquela refeição um novo significado. e depois pelos romanos (pois os judeus não podiam fazer execuções naquela época). Eles tiveram de aprender o que significava ser seguidor de Jesus: não era mais possível viver do jeito que se quisesse. finalmente.1-8). Isto levou a uma trama para matar Jesus (Jo 11. Ele interpretou o pão e o vinho da refeição como símbolos do seu corpo e sangue. entregues na morte (Lc 22. a obra que começara na Sua vida. Jesus morreu. Mc 13. os seguidores de Jesus foram surpreendidos pelo envio do Espírito Santo. Ele realmente era o Messias! 5. Aquele pequeno grupo rapidamente espalhou a mensagem sobre Jesus por todos os países ao redor do mar Mediterrâneo.1-12). Esta mensagem não foi bem aceita pelos líderes judeus. um dia no qual aqueles que rejeitam a Deus serão julgados e aqueles que confiam em Jesus verão o Senhor face a face.28). Pequenos grupos de cristãos começaram a formar-se. Jesus não resistiu a isto. ele passou tempo com Seus amigos. Antes de voltar para Deus. era mais importante que suas pró- Como os primeiros cristãos lidavam com este sofrimento? Como entendiam o que Deus estava fazendo agora que Jesus deixara a terra? O último livro da Bíblia. Ele deu ao pão e ao vinho da refeição um novo significado. Ele foi executado por crucificação. Na festa judaica de Pentecostes. 6 .

e ajudá-los a entender como segui-lo com outras pessoas. é a divisão do texto em capítulos e versículos. ÀS vezes. aparece em primeiro lugar. outras. Logo em seguida aparece o n ú m e r o do capítulo. O sn ú m e r o s dos versículos f o r a m acrescentados posteriormente. Este sistema permite localizar facilmente qualquer texto bíblico. Algumas permitem uma leitura comparativa e uma melhor compreensão da mensagem da Bíblia. Por mais útil que seja o sistema de capítulos e versículos. E escrita para convencer seus leitores a se tornarem seguidores de Jesus. pelo menos. existem várias traduções. a divisão do capítulo ocorre no meio da história e o versículo termina com vírgula! Portanto. Assim. assim como em outras línguasou seja. A Bíblia ou. as diferentes traduções se complementam. 77. waiwai. no século 16. recomenda-se ler trechos mais longos. Ela é escrita para convidar aqueles que ouvem sua mensagem a confiar em Jesus também. R m . Alguns leitores preferem uma tradução mais Para maiores detalhes sobre diferentes traantiga como. No Brasil. versículo(s). versículos 2 1 a 26" (veja uma lista de abreviaturas no início do livro). Ler a Bíblia é como receber um convite para uma festa — ela busca nossa resposta! Este grupo de jovens cristãos da Ásia representa os milhões que ao longo dos séculos ouviram a história da Bíblia c sc tornaram seguidores de Jesus. é melhor ler parágrafos e seções do que ler versículos e capítulos. 2 1 2 6 significa "carta aos R o m a n o s . U m ponto separa o capítulo do versículo. que aparece por último. j u d a a entender a outra. Os n ú m e r o s dos capítulos c o m e ç a r a m a ser inseridos no texto bíblico no século 1 3 d. essa divisão na faz parte do original. O u t r o s têm dificuldade com a lin- Capítulos e versículos E m edições modernas da Bíblia. foi traduzida p a r a mais de 2400 línguas. são mais antigas. foi acrescentada posteriormente. a Bíblia completa já foi traduzida. 1 3 significa "livro de Gênesis. longe de ser u m problema. uma parte dela já guagem arcaica. e completos. uma a majoritárias. Afinal. E m outras palavras. U m sistema mais antigo. geral. versículos uma três". capítulo 12.21 A Bíblia como testemunha A Bíblia não conta esta história dc forma distante. mais recentes. Por exemplo: G n1 2 . uma referência bíblica normalmente tem a seguinte estrutura: livro. C a d a livro da Bíblia tem u m nome. tuguês. gida de Almeida.duções. além do porTer mais de uma tradução na m e s m a língua. por exemplo. não deveria ser determinante n ah o r a de ler o texto. Traduções da Bíblia m a tradução m a i s atual. é uma bênção. Além disso. E m g u a j a j a r a e guarani-mbyá. para línguas minoritárias como. capítulo três. como um historiador faria. S e m p r e que se faz referência a u m a passagem. veja p. por exemplo. a edição Revista e Corri.C. E o caso. da N o v aT r a d u ç ã o na Linguagem de Hoje. E m português. o texto c o s t u m a ser disposto em parágrafos e seções. ciiado em grande parte p a r a localizar textos bíblicos. capítulo. 3 . e preferem u como a N o v aT r a d u ç ã o na Linguagem de Hoje. em geral abreviado. . este nome.

Então veremos que sua mensagem se dirige a nós mais claramente quando estudamos a Bíblia com outras pessoas do que quando o fazemos sozinhos. dando direção a nossas vidas. . visões do céu e conselhos práticos para o dia a dia. A Bíblia não é um livro sobre uma religião que só se preocupa comigo como pessoa. Há histórias sobre o povo tentando obedecer a Deus. Ela dá milhares de exemplos do significado de "ame o SENHOR. como devemos lê-la? • Reconheça a variedade q u e h á n a B í b l i a . Apesar da variedade de livros na Bíblia e da grande extensão de tempo durante a qual foi escrita. compuseram os salmos. mensagens de profetas e apóstolos incentivando o povo a redescobrir o caminho de Deus. há uma linha de raciocínio em toda a obra que dá sentido às diversas partes.. elas contam a história do nosso relacionamento com Deus. orações e poesias.. elas falam — principalmente no Antigo Testamento — sobre nosso relacionamento com a sociedade e o mundo. Então. profetizaram o futuro? Como elas viam Deus atuando na vida das pessoas? Podemos resumir seu propósito em quatro categorias. profecias e provérbios. renovador. A Bíblia é como uma bússola.. Comunidade Em terceiro lugar. • Você pode lê-la para descobrir a história do mundo antigo. de forma que no final o mundo inteiro aprendesse a conhecê-lo e amá-lo. seu Deus. Os livros da Bíblia foram escritos em grande parte para uma comunidade. o Espírito Santo começa a agir e transmite Cristo por meio dele para a mente e o coração e a consciência do leitor. Sociedade Em quarto lugar. cias falam sobre nosso relacionamento com o povo de Deus. Às vezes é emocionante. orações de pessoas que anseiam receber a bênção de Deus. se quisermos ouvir a mensagem da Bíblia. um indivíduo humildemente toma este livro escrito por pessoas comuns e que traz bem evidenciadas as marcas do tempo e as dificuldades causadas peio processo de transmissão. Mas às vezes ficamos perplexos. Há histórias e parábolas. elas contam a história de como Deus convidou um grupo específico de pessoas para conhecê-lo. não para indivíduos. a igreja. "Quando. e ame o seu próximo como você ama a você mesmo". As pessoas lêem a Bíblia por várias razões diferentes. por exemplo.22 Introdução à Bíblia Stephen Travis Lendo a Bíblia O que motivou as pessoas que contaram as histórias. O História Em primeiro lugar. • Você pode lê-la como literatura. músicos e escritores do mundo. Relacionamento Em segundo lugar. • Você pode ler a Bíblia para estudar a base da fé e dos padrões éticos judaicos e cristãos. Todas estas são razões positivas para estudar a Bíblia. Como podemos começar e continuar lendo? É útil saber exatamente porque estamos lendo." Donald Coggan Ler a Bíblia pode ser uma tarefa difícil.. Mas só chegaremos ao cerne da questão se perguntarmos por que os livros bíblicos foram escritos. Os Salmos. • Ou você pode ler a Bíblia para descobrir os temas e histórias que inspiraram a obra de vários artistas. escreveram as cartas. e o livro de Isaías são considerados dois dos melhores livros do mundo. Ela mostra como o povo de Deus devia refletir em suas próprias vidas o caráter de Deus e seu interesse por todo o mundo.

A mensagem da Bíblia gradualmente transforma as pessoas no que elas deveriam ser. mas pelo Deus que fala conosco por meio da Bíblia. . nosso comportamento e nossas prioridades. depois ler alguns salmos. e não tanto com um mapa que traz todos os detalhes anotados. Ouviremos sua mensagem se a abordarmos com a reverencia adequada — não uma reverência pelo que está impresso no papel.vangelho. Ela é parecida com uma bússola para nos guiar na direção certa. ler trechos mais longos de uma só vez. Quando leio o Sermão do Monte (Mt 5 — 7 ) faço uma pausa a cada frase. depois uma das cartas mais curtas do Novo Testamento. A Bíblia faz o cristão c o cristão reage a Deus e às questões da vida como Cristo reagiria.vangelho inteiro c você perceberá coisas sobre Jesus que jamais notara antes. começando com este Manual. lendo livros de educação física! Use os guias disponíveis. Mas não deixe que estes impeçam você de entrar em campo! Ler a Bíblia em pequenos grupos pode ser uma maneira estimulante de cslodn-la. e com a sociedade c o mundo? É claro que nem toda passagem ensinará algo sobre cada uma destas quatro áreas da nossa vida. e depois um trecho de Gênesis (capítulos 1—11). Mas sempre há algo para ajudar você a refletir sobre sua vida com Deus. • À medida q u e lê. É melhor. especialmente se estiver estudando um livro narrativo. Quando leio o livro de Eclesiastes no Antigo Testamento. Ninguém aprende a jogar futebol ou qualquer outro esporte sentado na poltrona.Começando a estudar a Bíblia Nossa vida encerra vários aspectos diferentes e Deus se interessa por cada um deles. porque todas as palavras de Jesus são informações vitais para a vida cristã. Leia toda a história de Davi em 1 c 2Samuel e terá uma noção melhor do envolvimento de Deus em todos os altos e baixos da vida dessa pessoa. pergunte que ensinamento a passagem oferece sobre os quatro aspectos do propósito da Bíblia descritos acima: o que aprendo sobre o plano de Deus para o mundo. Por isso. • A Bíblia não é um livro de c u l i n á r i a com uma receita para cada circunstância da vida moderna. Leia um F. • Tente. por exemplo. 23 • Pergunte: "Que tipo de l i v r o e s t o u l e n d o ? " Não l e m o s um l i v r o de história como lemos o manual de m a n u t e n ç ã o d o c a r r o . • N ã o d e s a n i m e se sentir que precisa fazer um curso intensivo de interpretação bíblica para poder começar a ler. algo que você jamais compreenderia se lesse apenas alguns versículos de cada vez. pois os membros d o grupo podem compartilhar sua compreensão da mesma. os vários tipos de livros bíblicos precisam de abordagens diferentes. de vez e m q u a n d o . Um bom plano c começar com um F. geralmente não é uma boa idéia tentar ler a Bíblia direto de Gênesis até o fim. tenho uma abordagem mais descontraída e me divirto com sua maneira estranha de ver a natureza humana. com o povo de Deus. Não lemos apenas duas páginas de um romance e depois o colocamos de lado até o dia seguinte. sobre meu relacionamento com Deus. • Precisamos também permitir q u e a B í b l i a n o s f a ç a p e r g u n t a s — deixar que ela questione nossos pressupostos. variar de vez em quando entre o Antigo e o Novo Testamento. Da mesma forma.

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C.fundador da religião persa Ésquilo. filósofomoral Filosofia grega: Aristóteles.26 introdução à Bíblia Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo 2000 a. Inglaterra:quebrar Períododeadoracaoitionoleistado sol no Egito PaganisnwdáwiconaGiécia La o-Tsé. Platão Estoicismo Epicuroefilosofia "epicurista" Neoplatonismo. —2000 d. pessoas. acontecimentos Egilo antigo Mesopotâmia Hamuiábi dos códigos babilónicos Sele primeiros períodos da I iteratu ra chinesa Cultura mínoica em Creta ! Era do Bronze Hititasem Anatólia Cananeus Era do Ferro Irtiliíaçãoeiíuíca Dispersão do povo celta pela Europa (entrai eocidental Império Assírio Primeiros jocoso ímpícsrecjistfàdoi Império Babilónico Império Persa Civilização grega Ilíada e Odisséia de Homero Construção da Acrópole em Atenas Adoção da democracia em Atenas Início do Império Indiano Alexandre. religiões primitivas Slonehenge. Império Romano Pompeu (aplura Jerusalém : Júlio César i Navios chineses chegam à índia . (enquista aPérsiaeinvadeaíndia Grande Muralha daChina Grécia sob controle romano . Judaísmo C r i a ç ã o d a s sinagogas Revolta dos m a c a b e u s Septuagínta ou tradução grega da Biblia hebraica P r i m e i r a rebelião j u d a i c a| T e m p l o de J e r u s a l é md e f f l Josefo. updnishads: poesia e ensinamentos hindus Jainrsmofjndadona India Con ludo na China Taotsmo 1 Ideologias. iemita: Igrejas fundadas no Impéiic fita. Séneca Polinésios estabelecem colori): no Pacífico Civil Governo romano. Pin impérios ocidentaleorienlil P sendoacapital Constantin. filosofia gre$> Civilizações. religíõesétnicas.^ Aial HunosinvademaEuropa :V. Este diagrama traz Será que os israelitas levaram o monoteísmo ao apenas alguns dos personagens.profetas de Israel.i. J t .C. religiões asiáticas SicldhariliaGautama. crenças. o Grande. cultura helírií! t'.ií Imperador Constantino reúne:. A mensagem de Jesus apapõe a cerca de metade de nossa história até os receu n u m a época singular. hinduísmo. ena índia ImperadorConstaniinoadola o Cristianismo HiWi Domingo setoma dia doSstafc Concilio de llicéia esta&eíeteovrJFJ^ CantodehinosdesenvorvKjo | por Ambrósio Budismo. Como os acontecimentos bíblicos de comunicações do mundo romano e a língua se relacionam com o que se passava no resto grega possibilitaram sua rápida propagação no do mundo? Fazer ligações pode ser fascinante. quando o sistema dias de hoje. Ovídio. filósofo chinês Religião pantefsta se desenvolve na índia coroasiio. Sófocles. Heródoto. idéias Politeísmo. Eurípedes Sócrates.Bi!da Rígveda.C. acontecimentos Egito. Império Romano e no Oriente. Horácio. tendo sido mais tarde suprimido? As novas e ideologias que ajudam a mostrar o desenvolreligiões na Ásia surgiram na mesma época dos vimento das idéias desde 2000 a. historiador j u d e uI S e g u n d a rebelião j u d a i t a s o t > Bar K o c h b a Jesus Mfe': Cristianismo | oslinl 0 período bíblico desde Abraão se sobre.

1 'i 1 1 ' i ' ' ' m: 11 Holocausto judeu Estado judeu de Israel gostinho r e m i t a s do deserto loiustiosmo V' •:.'l . geriet« Monrnento ambienialrtU Movimento M o v a Era Civilizaçãoraaia.erurucadisska . Jung) AlbertEinsteinearelatividadr Comunismo Teoria quântica na fiwa Positivismo lóg k o Existencialismo Feminrsno Mkrobwkrçia. reformas catõltcas Movimento carismático Islamismo Mioñé Império muçulmano da LspanhaáChina Mñbíossufistas Primeira unívrisidaot do mundo em Cairo DeverrvoNimenlodaShaiia. Rousseau. prene-to porta crtsiào I hglès Divisão eniiekjrejas romana e oriental se torna permanente Construção de catedrais na Europa leotoçü escolástica Bernardo de Clarara L auto* dehn» Valdemes Francisco de Assis e os franciscanos Albigenses fundação da ordem dominicana Tomás de Aquino.A Bíblia no seu contexto 27 Judeusinstalanvsena Alemanha. Herra üí*w9. Newton.prriieroimcefjdordo LeonardodaVnõ Uesopctànuiigiio. evaocjefcsu Segunda Concilio do Vat k ano. Catrinoi WiBiamTyndale traduzo NI para o inglés Inácio de Loyolaeos jesuítas Concilio de liento: Contra • reforma da Igreja Católica Romana Biblia do Rei Tiago ÍKincj lames Version) Fundações de sociedades missiona rias e bíblicas Presbiterianos e puritanos Inicio da escola dominical Puritanospartem no navio Mayflower Pernéeosla! ismo para a Amirica Primeira Coocfco do Vaticano Con? egacoru listas eaiffalifc*dade papal 5. Linnaeus. compositores Classicismo w leairo. Handel.México E r a dourada da aitebuantina Prir*if3JC'nalinip(fivo err i OttofundaoSacioImpéiiollomannGermánico 'ii . : Mongóis invadem a Asia c a E u ropa AstetasnaAméricaCeniral F u ndaçáo do im p ério Otom ano Cultsia inca no Peri ry-}.111.• -1* 11 igreja Reamamento nos EUA: em Londres Moody eSankey Pietistas Critkada Biola lohn Wesley eos metodistas Movimento ecuménico p a raunir igrejas Publicação de "Os Fundamentos" nos EUA. teólogo JohnVíytliffe. Hume.'i. filósofo Misticismo <abalístko|udeu Perseguidos jtdeus BaEmopa llii'Oílirli. desenvolvem a ling uâ lldlthe 110 Ibn Eira. Revolução Industrial Romantismo Eradas ferrovias Exploração e colonialismo Movineatos abolioontsus Telefone. Kant por Seleção llatural' Boyle.j ní-. i is . reformador na Botona Aoabatistas Seforau (Uteio. Faraday Oiluminismo:rationallsmo.it-'t '• ..humanismo Filósofos: Hoboes. estudioso Maimónides. Man ifesto Comunista Nietzsche.! •: da ctCerr tendi Irra •SSÒttcetanal•. mestre hindu liadouiadadocotihedri Renascença na a rir e no saber Nascea ciência. artista IS.!. m arquiteturas na Iteraiva Mozart. Bach. reformador ingle's iariHiß.' Islãracos proroorem estados rr*ulmanos Propagação do império e das obw hindus Primeiros santuários shintoistas noJapão RanjitSingheos sikhs Rarnakrishna. Jerusalém InketasCriuaias Evangelhos dei ncisfamf Gistcwáa Calcaba pane paia o Movo Mundo William Shakespeare . Descartes. • i • i 'i him Car1asUagno."AOrigemdasEspécies Loifce. fundação de sociedades cientificas Copérnico afirma quea torra giraem torno do sol DesenvoU'imrntoda dent ia: Pasteur. leiíslàmica Mjrwnc^rtasr^comtradasoolrá inpe>toolànii(OBa(»*à em Império Otomana irnpaciodacGkura e lei ocidentais em vanas arras til. filósofo Psicologia IFreud. cientistas Marxeingels. criando a palavra 'ftníarwntalisü' : iisrenciaiis-Tic rva teoloçjia &#y (Vahan. Spinoza. eieinodaôe >->!• n v ü l ' f i " t -i da medicina Lançamento da Coca Cola Pn meiros íogos olimpiíos modernos Automóveis Primeira Guerra Mundial Fusão do átomo Invenção da tele-máo Segunda Guerra Mundial nVvoltçáoEletronka Maröa Luther King CuHuraspopeiock Pnmeiraviagrmálua Epidemia de AID internet 4 'M M. Período barroco Rembrandt. BeMba*« . Charles Darwin.

776 Rómulo. primeiro rei * de Roma Tutancámon I do Egito (morto eme. d e Ur. Primeiros Jogos Olímpicos | registrados c.28 Introdução à Bíblia A Bíblia no seu tempo 2500 » C 2250 Reino Unido Êxodo e conquista Os patriarcas Israel no Egito Rei Davi faz de Jerusalém sua capital José Moisés Exílio Reino Dividido Abraão Reino de Israel no Norte Rei Acabe fiei Salomão constrói o Templo Profeta Elias Profeta Eliseu Dez Mandamentos/ Lei de Deus dada no Sinai Samaria conquistada pelo Assíria 722/1 Preparação do Tabernáculo/Tenda de Deus Reino deJudá no Sul Profeta Isaías Juizes Sansão Samuel Rei Ezequias Profeta Jeremii Jeru pela doT Batalha de Jericó I Construção das pirâmides do Egito I Criação de sepulturas reais em Ur I Primeiras bibliotecas do mundo. na Mesopotâmia nul Prainha de ouro. 13381 pç ( m Império Assírio M ~\C I Civilização minóica em Creta Inicio da construçãotk Acrópole em Atena - .

Estilos d e c e r â m i c a e s t a v a m s e m p r e m u d a n do. I HISTORIA DE ADVERTÊNCIA As primeiras tentativas d e ligar descobertas a r q u e o l ó g i c a s à Bíblia l e v a r a m a algumas conclusões enganosas. podem indiretamente esclarecer a Bíblia para o leitor moderno.30 Introdução à Bíblia Recriando o passado John Bimson "A arqueologia prova que a Bíblia é verdadeira?" Esta é uma pergunta feita freqüentemente a arqueólogos que também trabalham com a Bíblia. Escavação e registro cuidadosos capacitam arqueólogos a comp o r a história d e u m a cidade. um século depois d e S a l o m ã o . . d e q u e S a l o m ã o reconstruiu M e g i d o e a s " c i d a d e s o n d e f i c a v a m o s seus carros d e guerra" mencionadas três versículos depois. s e n d o q u e c a d a c a m a d a r e p r e s e n t a u m p e r í o d o d e ocupação. se elas nos capacitam a entender como a sociedade funcionava nos tempos bíblicos. Levantamentos regionais podem nos ajudar a ver como cidades. CERÂMICA AUXILIA A DATAÇÃO A s d a t a s d o s e s t r a t o s d e u m tell g e r a l m e n t e s ã o e s t a b e l e c i d a s p o r sua c e r â m i c a . e a entender o clima. Novas abordagens Atualmente. E s c a v a r u m tell significa c a v a r p o r várias c a m a d a s ( o u estratos).15. Uma cidade que é freqüentemente r e c o n s t r u í d a s o b r e s u a s p r ó p r i a s r u í n a s acabará f o r m a n d o um monte d e t a m a n h o c o n s i d e r á v e l e t a l m o n t e c u m tell e m á r a b e { o u lei e m h e b r a i c o ) . Subseqüentemente as construções foram datadas d o reinado d c A c a b e . a produção de alimentos e os padrões mutantes de assentamento da antiguidade. mas. a arqueologia envolve muito mais que a escavação de t e l h (sítios arqueológicos). Estas abordagens aparentemente não estão relacionadas com a Bíblia (c alguns arqueólogos não gostam do termo "arqueologia bíblica"). feita cm I R s 9. Na maioria dos casos ela dá um contexto no qual a Bíblia pode ser mais bem compreendida. as d a t a s d a c e r â m i c a d e p e n d e m d e ligações c o m o Egito ou a Mesopotâmia. A s cidades nos t e m p o s da Bíblia geralmente eram reconstruídas várias vezes no m e s m o local. f r a g m e n t o s d e c e r â m i c a ( s e m p r e abundantes c m c a m a d a s d e o c u p a ç ã o ) são u m a b o a pista p a r a a d a t a e m q u e d e t e r m i n a d o estrato era uma cidade próspera. assim. i n c ê n d i o s o u terremotos. muitas vezes após a d e s t r u i ç ã o p o r i n i m i g o s . A d e s c o b e r t a l o g o foi l i g a d a a u m a r e f e r ê n c i a . No detalhe: instrumentos DESENTERRANDO CIDADES ANTIGAS Ate recentemente grande parte da arqueologia bíblica envolvia a escavação d e tells. vilas e acampamentos nômades estavam relacionados. m o n t e s f e i t o s d e r u í n a s d e c i d a d e s antigas. Na realidade a arqueologia raramente dá evidência deste tipo. regiões nas quais l o n g o s p e r í o d o s de h i s t ó r i a a n t i g o s f o r a m r e c o n s t r u í d o s a partir d e listas d e r e i s . O reíl (monte formado por ruínas) da cidade bíblica de Laquis. E m última análise. O indagador geralmente quer saber se há evidência arqueológica de que eventos específicos aconteceram. A evidencia arqueológica n e m semp r e é fácil d e i n t e r p r e t a r . A descoberta d e u m a série d e longas construções retangulares e m M e g i d o e m 1928 ( a c i m a ) foi i n t e r p r e t a d a c o m o se f o s s e m e s t á b u l o s e foi d a t a d a d o p e r í o d o d e S a l o m ã o . Isto d e v e n o s advertir contra estabelecer conexões precipitadas. a v e r mudança n o s e u s t a t u s e na s u a c u l t u r a . A g o r a se sugere q u e estas c o n s t r u ç õ e s s ã o a i n d a m a i s recentes e alguns arqueólogos duvidam q u e s e q u e r sejam estábulos.

Is 5 . a prensa. escrita demótien egípcia (no meio). depois veio o pesado rolo de pedra. dos g o .3 0 % d e ó l e o ) . em grego (parte inferior). . Eles t a m b é m m o s t r a m que os detalhes da descrição são completamente plausíveis no seu d e v i d o c o n t e x t o . C . 2 . p o i s isto o c o r r i a g e r a l m e n t e às custas d o s pobres ( A m 8. na planície litorânea a o e s t e d e J e r u s a l é m ) t è m esclarecido a produção d e ó l e o d e oliva d o século sete a.C. e hieróglifos (parte superior). traz e x e m p l o . C .em hebraico. Placas de marfim entalhado c m estilo fenício. a um povo chamado Israel. c o m o a Bíblia s u g e r e ( v e j a .C.8. Ela foi a chave para decifrar a escrita egípcia antiga. E s t e s e x e m p l o s nos ajudam a imaginar o Templo de Jerusalém. Calcula-se q u e as 115 prensas d e ó l e o d e Ecrom p o d i a m p r o d u z i r 5 0 0 toneladas. são semelhantes a essas decorações do Templo de Salomão. o T e m p l o d e S a l o m ã o tinha painéis d e madeira entalhados com querubins. Eles r e v e l a m que alguns indivíduos supriam em grandes q u a n t i d a d e s — u m sinal d e q u e e r a m prop r i e t á r i o s d c g r a n d e s f a z e n d a s . hoje. à direito: Estes jarros eram usados para armazenar óleo de oliva. encontradas e m Samaria (figura d e palmeiras à esquerd a ) e na S í r i a e A s s í r i a . M q 2 . Em seu i n t e r i o r . junto ao rio Nilo. c o m sua d i v i s ã o t r i p l a . 1 9 ) . J z 8 . que data d o século 8 a . H p. marfins e selos f o r a m d e s c o b e r t a s e m diversas localidades.A Bíblia no seu contexto Esclarecendo o Antigo Testamento Era g e r a l a a r q u e o l o g i a e s c l a r e c e o contexto cultural. além da Bíblia. na i l u m i nação d a s c a s a s . que sempre estavam a mâo.500 litros por a n o . 1 4 . Era u s a d o na c o z i n h a . ao invés do contexto histórico d e u m e v e n t o da B í b l i a . A l g u n s nos e s c l a r e c e m indiretam e n t e acerca da sociedade israelita. e. cabaças e flores. pesos. c o m o demonstrado por estes exemplos do A n t i g o Testamento. t e m s e m e l h a n ç a s c o m t e m p l o s c a n a n e u s d o f i n a l d a Gra do Bronze e c o m um templo p o s t e r i o r d o n o r t e da Síria. As vitórias do Faraó Mcmcptá (cerca de 1208 a. As duas fotos acima mostram métodos diferentes dc extrair óleo de oliva: o mais antigo era a viga e o peso. V á r i o s pesos d e p e d r a s d e 77 quilos e r a m usados n o p r o c e s s o d c prensagem. TEMPLO DE SALOMÃO A planta d o T e m p l o d e S a l o m ã o . 8 ) . U m a c o l e ç ã o d e óstracos (fragmentos de cerâmica c o m i n s c r i ç õ e s ) d a Samaria. E s c a v a ç õ e s e m E c r o m ( T e l M i q n e . registra o p a g a m e n t o de impostos e m espécie (vinho e ó l e o ) aos a r m a z é n s d a c i d a d e . PRODUÇÂO DE AZEITE DE OLIVA O azeite d e o l i v a era u m dos produtos mais i m p o r t a n t e s d o s t e m p o s b í b l i c o s ( O s 2. para fazer breves registros e escrever cartas.4. Ela contém a referência mais antiga. era comum usar fragmentos de cerâmica. Ela registra um decreto do rei Ptolomeu V do Egito. ções e m cerâmica e vasos d e pedra. palmeiras. e m túmulos. o nome de seu dono I s 1 0 . I n s c r i .-. —v-V- Na antigüidade.) foram registradas nesta estela (mais dc 2 m de altura). A prática de Salomao de revestir grand e p a r t e da d e c o r a ç ã o interior d o Templo com o u r o p o d e ser ilustrada por templos egípcios. finalmente. p o r séculos 8-7 a . o u 652. Bacias r e t a n g u l a r e s e c o m p r e s s o r e s d e pedra e r a m usados para a m a s s a r as a z e i t o nas e cada bacia tinha a seu l a d o d o i s t o n é i s para prensar a polpa a fim d e p r o d u z i r l í q u i d o ( 2 0 . A Pedra dc Roseta foi encontrada por soldados de Napoleão perto de Roseta. várias evidências arqueológicas d e que certo nível de alfabetizaç ã o era comum no Israel antiEste anel. 31 INSCRIÇÕES Há. e t c ) . na f a b r i c a ç ã o d c c o s m é t i cos e c m v á r i o s r i t u a i s . A concentraç ã o d e t e r r a s nas m ã o s d o s r i c o s foi m u i t o c o n d e n a d a p e l o s p r o f e t a s d o s é c u l o 8.

Esclarecendo o Novo Testamento VIDA RELIGIOSA A descoberta dos Manuscritos d o M a r M o r t o c m 1 9 4 7 t r a n s f o r m o u nossa v i s ã o d o m u n d o d e Jesus. .-...--^v.....I . Í .. isro é. 1 >4 . . • • 1 Escavações em Qumran descobriram o saiptoritim.Í. Os rolos nos r e v e l a r a m uma seita d o judaísmo (provavelmente a dos essênios) que tinha muitas características distintas c a b r i r a m o s nossos o l h o s p a r a o f a t o d e q u e o j u d a í s m o d o p r i m e i r o século não era uma fé uniforme e estática: ela estava m u d a n d o c continha g r a n d e v a r i e d a d e e m seu m e i o ....-.:. vl.32 Introdução à Bíblia Os rolos do mar Morto foram armazenados em jarros como estes e escondidos cm cavernas da região pela comunidade de Qumran quando esta foi destruída pelos romanos durante a revolta judaica..'j T .. a sala em que os rolos foram escritos.

O palácio d o p r ó p r i o H e r o d e s e m Cesaréia mais tarde tornou-se residência d o s g o v e r n a d o r e s r o m a n o s da Judeia. H e r o d e s foi responsável por muitas construções q u e alteraram o panorama d e Jerusalém c d e outras cidad e s d o seu r e i n o . c o m teatro. estádio e um t e m p l o c m honra a o I m p e r a d o r Augusto. H e r o d e s f e z d e u m pequeno ancoradouro um p o r t o importante. anfiteatro. t a i s c o m o H e b r o m . À cidade foi construída e m escala. o r d e n a n d o a seus e n g e n h e i r o s q u e c r i a s s e m u m p o r t o a r t i f i c i a l g r a n d e o suficiente para o s m a i o r e s n a v i o s m e r c a n t e s da é p o c a . cm Cesaréia. inclusive P ô n c i o Pilatos. J e r i có e Samaria ( r e n o m e a d a Sebaste.A Bíblia no seu contexto AS CONSTRUÇÕES DO REI HERODES Em v á r i o s a s p e c t o s o m u n d o q u e J e s u s conheceu fora m o l d a d o por H e r o d e s o Grande ( 3 7 . nome grego c m honra a A u g u s t o C é s a r ) .4 a . O teatro d o rei Herodes. Em Cesaréia ( t a m b é m n o m e a d a e m honra a o i m p e r a d o r ) . 33 Parte d e um m o n u m e n t o c o m o nome e título d e P i l a t o s foi d e s c o b e r t o c m Cesaréia e m 1961 (veja "Os j u d e u s s o b o g o v e r n o romano: a p r o v í n c i a da J u d e i a " ) . . b a n h o s públicos. C ) .

Estas d e s c o b e r t a s d ã o u m a i d é i a d a v i d a d e s f r u t a d a p e l o s r i c o s na é p o c a d e J e s u s . em frente ao Templo de Herodes. cobertos c o m argila. CAFARNAUM Em c o m p a r a ç ã o .34 Introdução à Bíblia A JERUSALÉM DO PRIMEIRO SÉCULO Escavações no setor j u d a i c o d e Jerusalém d u r a n t e a d é c a d a d e 1970 r e v e l a r a m exemplos d e mansões. A l g u n s d o s p i s o s e r a m d e c o rados c o m mosaicos. A l g u m a s casas tinham s e g u n d o andar. tais c o m o o l í d e r j u d e u q u e é m e n c i o n a d o em Lc 18. ocupadas pela elite ( p o s s i v e l m e n t e s a c e r d o t e s ) no s é c u l o u m d a era c r i s t ã . g r u p o s d e c a s a s e s c a v a d a s e m C a f a r n a u m i l u s t r a m as casas b e m mais simples das pessoas que v i v i a m nas províncias. agora conhecida simplesm e n t e c o m o a mansão. q u e foram destruídas e m 70 d . c o m p e d r a s m e n o r e s e argamassa para preencher os espaços. O s telhados e r a m f e i t o s d e v i g a s q u e s u s t e n t a v a m galhos ou juncos. cm Jerusalém. . V i d r o s e cerâmica d e luxo b e m c o m o mesas d e pedra d e alta qualidade foram encontrados nessas casas. c o m o na p a r á b o l a d a m o e d a perd i d a q u e Jesus c o n t o u ( L c 1 5 . q u a n d o Jerus a l é m foi t o m a d a p e l o e x é r c i t o r o m a n o . U m a d a s salas d o t é r r e o tinha um s e g u n d o andar. 8 ) . Uma delas. C . e no p o r ã o h a v i a c i s t e r n a s e b a n h e i r a s p a r a a purificação ritual. C . Salas e objetos descobertos em escavações na Cidade Alta. após a revolta judaica. Essas casas foram queimadas quando os romanos tomaram Jerusalém em 70 d .18-23. A l g u n s pisos e r a m d e pedra e p e q u e n o s objetos p o d a m ser facilmente perdidos e n t r e as p e d r a s . A s p a r e d e s e r a m f e i t a s d e p e d r a s basálticas i r r e g u l a r e s . foi c o n s t r u í d a e m d o i s n í v e i s n u m t e r r e n o i n c l i n a d o . As paredes tinham r e b o c o d o s dois lados e os interiores t i n h a m o r n a m e n t a ç ã o rica em d e t a l h e s . A s prin- cipais áreas d c estar f i c a v a m no t é r r e o .

pratos e objetos domésticos de bronze encontrados em Massada. Um poço reconstruído nos ajuda a entender um aspecto importante do cotidiano nos tempos bíblicos. esteiras c roupas s o b r e v i v e r a m d e s d e os séculos 1 e 2 nas l o c a l i d a d e s d e M a s s a d a e E n . iVo detalhe: As vezes.G e d i . Jarros. que data de época próxima à de Jesus. Seus móveis e piso em mosaico dão uma idéia do estilo de vida dos ricos. sandálias. Um exemplo é este vaso de vidro. apenas 40 anos após a morte de Jesus. cestos.A Bíblia no seu contexto O COTIDIANO 35 N o c l i m a e x t r e m a m e n t e s e c o da bacia do M a r M o r t o . Estes o b j e t o s i l u s t r a m d e f o r m a i o d a e s p e c i a l o c o t i d i a n o na J u d é i a a n t i g a .C. síío encontrados artefatos que revelam a habilidade de quem os fez. . Para mais informações sobre a vida diária veja: 198 Vida nômade 242 Vida sedentária Reconsirução parcial de uma das casas de Jerusalém dcsiruídas em 70 d.

a planície é interrompida p e l a s e r r a d o C a r m e l o . Desde a antiguidade até hoje a terra e seu povo têm sofrido com uma série de lutas. s e g u i d a d a r e g i ã o m o n t a n h o s a central. ovelhas e cabras são criadas naquela região acidentada e pedregosa. no Norte. paralelas à costa. essas lutas eram travadas geralmente entre as grandes civilizações da Mesopotâmia. provendo leite. A distância de Dã. Asdode +42 m DIAGRAMA DA TERRA A s regiões g e o g r á f i c a s d e Israel estendem-se d e N o r t e a Sul. Passando essas m o n t a n h a s . uvas. é extraído cobre e o deserto é rico em minérios. a altitude cai drasticamente até se c h e g a r ã o vale d o Jordão. Mas sua posição na estreita faixa de terra entre o mar e o deserto na parte oriental do Mar Mediterrâneo lhe confere importância especial. figos. q u e forma a "espinha dorsal" de t o d o o país. Pastos mais verdes possibilitam a criação de gado. a Nordeste. Dcslocando-sc para o interior.36 Introdução à Bíblia A terra de Israel Israel jamais foi um país grande ou muito poderoso. O Mar Morto fornece sal e minérios. A REGIÃO MONTANHOSA CENTRAL Os montes de Samaria e os montes da Judeia. a Berseba. Para mais intormações veja: 38 Animais eaves 40 Árvores e plantas . mais a o Sul. ao Sul. e do Egito. A PLANÍCIE LITORÂNEA A e x t r e m i d a d e sul d a p l a n í c i e l i t o r â n e a foi n o p a s s a d o a t e r r a d o s f i l i s t e u s . não chega a 230 quilômetros. Agricultura e geografia Israel produz uma extensa variedade de alimentos. Cereais e grãos. a planície litorânea dá lugar a u m a cadeia d e pequenas c o l i n a s . Nos tempos bíblicos. cujas c o l i n a s s e e s t e n d e m p a r a o i n t e r i o r a t é se u n i r e m à região montanhosa central. são parte desta "espinha dorsal" d c montes acidencados e rochosos. legumes. ao Norte. carne e lã. romãs. Peixes são abundantes no Lago da Galileia. P e r t o de Haifa. azeitonas e tâmaras são cultivados desde os tempos bíblicos. sendo que existem mais cadeias d e montanhas a leste. no Sul. Mais ao Sul. Desde a época de Abraão e mesmo antes disso.

a o Sul.: i . e n q u a n t o a t e m p e r a tura m é d i a e m J e r i c ó n ã o baixa d e 15"C. u m a d e p r e s s ã o profunda.-. A c i d a d e d e Dã e o monte H e r m o m . A s chuvas c o m e ç a m e m o u t u b r o . GALILEIA Ao norte d o monte C a r m e l o . pode nevar c m Jerusalém c cair c h u v a g e l a d a na G a l i leia. a t e m p e r a t u r a m é d i a n o litoral e na r e g i ã o m o n t a n h o s a é d e 2 2 . na r e g i ã o d o Mar M o r t o s e m a n t é m u m a temperatura constante de 4 0 ° C d u r a n t e o d i a .. o território se a b r e numa a m p l a c fértil p l a n í c i e . e t u d o q u e se v ê s ã o p e q u e n a s m a n chas d e v e g e t a ç ã o e uma eventual acácia e n t r e o s m o n t e s á r i d o s . Haifa-\ da Galileia MomeCotmeb • ra Nazaré' " \ Ptaakie . acidentados e imponentes à medida q u e s e v a i na d i r e ç ã o d o S i n a i .2 5 ° C . m a r c a m a fronteira ao norte d o país. de Somaria = Mor Morto / - 0 DCUORDÃO Berseba Belém 1 . frio e úmido: o verão. A t e m p e r a t u r a v a r i a bastante d e uma r e g i ã o para o u t r a . o u seja. N o v e r ã o . logo. Aqui o índice pluviométrico é b a i x o .>-<. A l é m d e l a e s t ã o os m o n t e s e vales q u e c e r c a m o l a g o da Galileia. que é coberto de neve ( 2 8 4 0 m d e altura). O v a l e é. 0 DESERTO A o sul d e B e r s e b a está o d e s e r t o d o N e g u e b e . í / delezréâ^A v ! Jerusalém Moptêsr-.'_ . o vale de Esdraelom ou de Jezreel. . Estes ficam m a i s altos. Gaza índice pluviométtico Regiões de Israel 37 Mar Mediterrâneo Monte Heimm GALILEIA MtlLUA rlANALIO ORIENTAL :S . N o i n v e r n o . P o s s u i u m c l i m a quente e ú m i d o b e m c a r a c t e r í s t i c o . / PLANÍCIE COSTEIRA \tAar . . q u e foi c r i a d a p o r f a l h a s g e o l ó gicas nessa á r e a i n s t á v e l . quente e seco. são mais f o r t e s e m d e z e m bro/janeiro e terminam por v o l t a d e a b r i l .- Monie Hebo Morte Belém +760 m Berseba Mat Morto -390 m Monte Nebo +833 m +1000 m +500 m Nivél do mar -500 m -lOOOm DESERTO DONEGUEBE 0 VALE DO JORDÃO O Jordão c o m e ç a perco d o sopé d o monte Hermom e c o r r e para o Sul. m a i s d e 8 0 0 m a b a i x o d o n í v e l d o m a r ) . d e s c e n d o cerca d e mil m e t r o s a l é c h e g a r a o m a r M o r t o (a m e n o r a l t i t u d e d o m u n d o n o seu p o n t o mais b a i x o .A Bíblia no seu contexto CHUVAS Israel t e m d u a s estações: o i n v e r n o .

queijo e carne. Um número bem maior de animais selvagens habitava a terra de Israel nos tempos bíblicos do que acontece atualmente — lobos. A serpente mortífera de Nrn 21 provavelmente í. ovelhas e cabras já pastavam nos montes acidentados e rochosos de Israel. Havia também gafanhotos e ocasionalmente nuvens destruidoras de gafanhotos do deserto. semelhante à víbora dc chifres (acima). Camelos e jumentos são animais de carga e transporte de pessoas nos países do Oriente Médio desde os primórdios.1/. Os tnklianitas atacaram Israel montados cm camelos (. camundongos.12). as que picaram os israelitas durante a jornada pelo deserto. gazelas.n 16. Havia cavalos no Egito na época de José. a leste do rio Jordão. seria como o jumento selvagem (foto). . sempre foi valiosa. Cobras cxisletn em todas as regiões de Israel. etc. como a cobra de Clifford (abaixo). raposas e chacais. são inofensivas. a maioria delas inofensiva. Eles puxavam carruagens e eram montados por soldados na frente de batalha. possivelmente. inclusive víboras. Ovelhas e cabras 144. que foram. etc. No lago da Galileia havia uma grande variedade de peixes (veja "A pesca no mar da Galileia").S). Muitas. Mulas são uma cruza de jumento e cavalo. Corvos 291 Arganazes 383 P o m b o s 405.489 Codornizes 196 J u m e n t o s 248.259.599 Gazelas 405 Deus disse que Ismael. n.2).269. G a f a n h o t o s 165. A lã. lutando contra iodos (<. bem como o tímido hiracoídeo que se esconde entre as rochas. B t c é o lagarto Dabb. o jumento selvagem (onagro). A rainha dc Sabá utilizou-os para transportar cargas ( l l t s 10. fornecendo leite. Havia muitas cobras. veados e faamhfmeinfonmaxsveja: Camelos são muito importantes em regiões dentro c ao redor do deserto. Os campos mais férteis de Gileade e Basã. Não é fiícil identificar as que são mencionadas na Bíblia. ratos e outras criaturas pequenas. mas algumas que podiam ser letais. usada para fazer vestimentas. Há mais de 40 tipos dc lagartos em [ m e l . fizeram com que essas regiões ficassem famosas por seu gado. leões e ursos. o filho de Abraão e Agar. o íbex.38 Introdução à Bíblia Animais e aves Animais Antes da época de Abraão.a víbora.

a garça.A Bíblia no seu contexto Nos tempos bíblicos. a perdiz. contribui para a riqueza de pássaros que podem ser encontrados em Israel. a codorniz. A Bíblia menciona muitos pássaros que não podemos identificar claramente. a coruja. Jesus entrou em Jerusalém montado 39 O raio do deserto è um dos vários roedores encontrados em diferentes habitais de Israel. o pardal. a andorinha. v»V O órix ( d o deserto) estaria extinto. se não fosse criado em cativeiro. Além dos que são nativos. Pássaros Uma variedade de habitats. podendo ser visto ainda hoje nas arcas rochosas perto de En-Gcdi. Dentre os que podemos estão a águia. do semitropical ao árido. a maioria das pessoas simples usava jumentos para se locomover e fazer o transporte de cargas. a pomba. . Embora nesta foto apareça em terreno plano. a cegonha. o abutre. numa im portante rota migratória da África para a Europa e a Ásia Ocidental. a gralha e o corvo. o Ibcx é um animal montês. muitos pássaros passam pela região na primavera e no outono. 0 "bode selvagem" mencionado em versões mais amigas da Bíblia é o íbex núbk>. a rolinha.

tamargueiras e loureiros formavam densas moitas ao longo das margens do rio Jordão. As mais importantes eram as árvores frutíferas: vinhas e oliveiras. abetos. ciprestes e pinheiros cresciam nos montes. A árvore do deserto é a acácia. salgueiros. fl A n £ O O . usada pelos israelitas para construir a arca da aliança e partes do tabernáculo. O cedro usado para o palácio do rei Davi e o Templo de Salomão foi importado do Líbano. Para mais fotos e informações veja: Acácia do deserto 174 Papoulas 391 R o m ã s 405 Videiras427. As olivas são um produto importante em Israel. figueiras. Figos crescem numa arvore que faz sombra perto de uma casa. Carvalhos. ísta palmeira cresce i subtropical. algumas áreas atualmente descampadas eram regiões de floresta nos tempos bíblicos. Álamos.40 Introdução à Bíblia Arvores e plantas Árvores Embora seja provável que Israel jamais tenha tido florestas densas. tamarjmeira em flor.638 Figueira 623 i' h r . tamareiras e amendoeiras. pés de romã. As uvas amadurecem na vinha.

Há também mais de 120 tipos de ervas daninhas e espinheiros em Israel! A Bíblia usa mais de 20 palavras para referir-se a espinheiro . Na antiguidade. A íris amarela é uma planta do brejo. arruda. alho.! 1 A mais vivaz das flores da primavera é a anémona vermelha. narcisos. anis. outras pelo sabor que acrescentavam a uma dieta um tanto insossa. menta e mostarda. algumas por seu uso medicinal. ciclamens. Ervas e especiarias sempre foram valiosas. . Uma exuberância de flores do campo adorna os montes da Galileia na primavera — os "lírios do campo" de que fala Jesus — açafrão. anémona. O crisantemo amarelo pode ser um dos "lirios do campo" de c|ue Jesus falou. hissopo. endro.i IMIS. margaridas amarelas e muitas outras. Entre as ervas comuns estão cominho. As papoulas florescem até nos lugares mais pnliey.A Bíblia no seu contexto Plantas e ervas Os contrastes de clima resultam numa variedade incomum de plantas e flores silvestres. o papel era feito do caule do papiro. papoulas.

sobrevive quase intacto ainda hoje. Mas o Mishnah (a coleção de leis judaicas feita no final do século 2 da era cristã) faz uma descrição completa do sistema que os judeus criaram sob influência babilónica. Sabemos pouco sobre o calendário israelita antigo. e porque era tudo tão complexo.42 Introdução à Bíblia O calendário de Israel O calendário é uma daquelas coisas essenciais à qual nem sempre se dá o devido valor. com exceção das festas. Assim. os grandes impérios da Mesopotâmia e do vale do Nilo desenvolveram seus próprios sistemas com grande índice de precisão. Este.Zive Mês 3 Colheita de grãos Festas: Colheita/Semanas (Pentecostes) Mês 4 Cultivo das videiras Colheita de linho Festas: 14-21 Páscoa e Pães sem Fermento Colheita de linho e cevada Colheita de frutas de verão Colheita O de uvas e olira de uv >mbe "obeniác . Durante o exílio. O comércio e o governo também exigiam datação precisa. os sacerdotes se tornaram especialistas na administração do calendário. Os mais antigos calendários. esses nomes foram subsiiniídos pelos nomes babilónicos que aparecem nas colunas abaixo. dois mil anos depois. eles usaram os antigos nomes cananeus para designar os meses. Ele continuou a ser usado junto com o calendário romano. Quando os israelitas chegaram a Canaã. Por causa disto. foram elaborados em função das estações do ano agrícola e dos ritos religiosos associados a essas estações. MARÇO NISA LAR MAIO SIVÃ JUNHO T A M U Z JULHO A B E AGOSTO Mês 5 Mês 1 nome antigo: Abibe Mês 2 nome antigo. inclusive os do Israel antigo. que foi tão bem reformado por Júlio César.

Mas até nisto não havia uniformidade absoluta. Ocasionalmente eles identificam datas fazendo referência a governantes nãojudeus. Na a n t i g u i d a d e o s á b a d o p o s s i v e l m e n t e e r a a j u s t a d o p a r a c o i n c i d i r c o m as testas principais o u a t é m e s m o c o m o s d i a s d e lua n o v a ( v e j a l.v 2 3 ) . Lavragem e plantio Chuvas de outono Lavragem e plantio Chuvas de outono Festas: Luzes (Dedicação do Templo) Lavragem e plantio Cultivo tardio Chuvas da primavera Cultivo tardio Chuvas da primavera Festas: Purim kmUuis (Ano Novo) imóculos (Bairacas) . Paro mais iníormupes veja: 1 9 0 As g r a n d e s testas religiosas i: \ : A foto mostra uni auxilio simples para lembiat as estações d o ano agrícola. por e x e m p l o . n e m um número inteiro d e meses. Os relatos eslão repletos d e referências às g r a n d e s festas a n u a i s : P á s c o a . d c m o d o q u e o s judeus ortodoxos vieram a ler problemas com a relação e n t r e s á b a d o s e festas. p o i s o ano não contém um número inteiro de semanas. Pentecostes. em hebraico. T a b e r n á culos. refere-sc ao i m p e r a d o r r o m a n o T i b é r i o e m seu E v a n g e lho. 43 UM PROBLEMA O sábado (dia dc descanso) semanal a p r e s e n t a v a seus p r ó p r i o s p r o b l e m a s .C. D e p o i s d o e x í l i o . Havia pequenas diferenças entre o calendário seguido pelos fariseus c o c a l e n d á r i o d o s saduceus. sn '. este artefato <• conhecido <»i«<> o "Calendário de Gezer". o s á b a d o d e sete c m s e t e d i a s passou a ser o b s e r v a d o com maior rigor e tornou-se independente d o c a l e n d á r i o l u n i s o l a r . foram gravadas sobre pedra calcária por volta de 900 a.A Bíblia no seu contexto NO N O V OT E S T A M E N T O A maioria dos autores d o N o v o Testam e n t o relaciona certos acontecimentos c o m o calendário judaico c m uso naquele tempo.y m ' J i m OUTUBRO Tisri Mês 7 fit anrigo: Etanim NOVEMBRO Quisleu Mês 9 Mês 8 DEZEMBRO Tebete Mês JANEIRO Sebate Mês FEVEREIRO Adar Mês MARÇO 12 Marquesvã nome antigo: Bui 10 11 Colheita de uvas e olivas feras. As anotações. Lucas. Encontrado em Gezer.

ENTENDENDO A BÍBLIA .

"Acima de tudo. tentadas a ler a história da Bíblia principalmente para tirar exemplos de como devem viver. e então é por aí que vamos começar. Se vêm de outra cultura. Que tipo de livro é esse? Para entender determinado livro da Bíblia. a maioria deles tem u m interesse pelos fatos. cartas. como nos Salmos.46 Introdução à Bíblia Dicas para entender John Goldingay A Bíblia não é o que a maioria de nós espera de um livro religioso ou texto sagrado. ela teria sido outro tipo de histó- Quando abrimos a Bíblia. na convicção de que estas coisas são decisivas para a maneira como as pessoas se relacionam com Deus. prestar culto. sabemos instintivamente como lê-las. como nas cartas do Novo Testamento escritas por Paulo. estar deprimido. As histórias são eloqüentes. Se Deus jamais houvesse feito algo em benefício de Israel ou cm Jesus. leis. visões. ela é mais uma biblioteca que um único volume. Assim sendo. Em primeiro lugar. os fatos são essenciais para que se entenda a Bíblia. eéa narrativa que faz dela uma religião sólida. é mais provável que as entendamos mal. As pessoas são. A fé cristã é fundamentalmente um "evangelho" — uma mensagem de "boas novas" da parte de Deus. A natureza da história bíblica Precisamos ter três coisas cm mente para entendermos os livros históricos da Bíblia. Mas não devemos impor à Bíblia nossas próprias expectativas quanto à sua natureza histórica. uma conta. esta "mensagem de Deus" é diferente do que algumas outras religiões acreditam ter. Deus fala através de pessoas Em toda a Bíblia Deus fala por intermédio de pessoas. mas de uma variedade de autores humanos que escreveram em mais de um continente." Jim C r a c c Se recebermos quatro correspondências. Ou pode ser pessoas falando para pessoas. devemos perguntar o que eslamos lendo. Assim. A história bíblica é uma combinação divinamente inspirada de fatos e criatividade literária. A maior parte da Bíblia não afirma ter sido "ditada" por Deus. Pode ser o povo falando com Deus. . você sabe o que significa sentir dor. Podemos até acreditar na propaganda quando lemos: "esta é uma oferta especial feita só para você!" Os livros da Bíblia vêm de culturas diferentes da nossa. o que Deus fez por elas. o cristianismo é uma religião narrativa. uma carta de amor ou uma carta contendo uma oração. Estas não são obra de um único autor. não haveria evangelho. Ela diz às pessoas. mais da metade da Bíblia é história. Se você puder se colocar na situação de um líder de igreja que se preocupa com a sua congregação. tode ser uma hislória. ou de um membro da igreja que é repreendido pelo pastor. parábolas. isto o ajudará a compreender as cartas do Novo Testamento. profecias e outros tipos de literatura. viveram em mais de um milênio e falaram em mais de uma língua. Se as correspondências vêm da nossa própria cultura. como podemos entendê-los? Normas diferentes se aplicam a tipos diferentes de literatura. Entretanto. O fato de que a história da Bíblia está ligada à natureza da fé cristã como "evangelho" tem outra implicação. como pode ser unia cana. muitas vezes. ficar com raiva. Assim. • Em primeiro lugar. que foram dirigidas às primeiras igrejas cristãs. Ela abrange histórias. por exemplo. ter alegria. Isto os aproxima bem mais da história do que da ficção. entenderá e poderá sc identificar com muitos dos salmos. Isto significa que entender as pessoas pode nos ajudar a entender a Bíblia. Mas se o objetivo da história bíblica fosse simplesmente inspirar-nos dessa maneira. orações. precisamos descobrir que tipo de material estamos lendo. leremos cada uma à luz do que é — uma propaganda. amar. Sc. por meio da história de Israel e dos relatos da vida de Jesus. Ela nem sempre é Deus falando para o povo. Até mesmo nãocristãos e ateus reconhecem que elas penetram nosso ser. poemas.

Isto em si reflete o fato de que a história da Bíblia tem mais a ver com o que Deus fez com as pessoas do que com aquilo que as pessoas fizeram. devemos ter uma pergunta em mente: "O que Deus está fazendo aqui. à medida que as histórias sobre Jesus c a m e n s a g e m cristã sc difundiam. é que ela é escrita p a r a um público. Os eventos ocorrem apesar das pessoas tanto quanto por intermédio delas. ao lermos a história da Bíblia. de outro. em Jerusalém. na atual Jordânia. parece que os personagens da Bíblia nos mostram os dois lados: como se leva uma vida fiel e dedicada a Deus. meio e fim e um enredo cheio de surpresas (a história de José ou de Jesus. quando de certa forma Deus o havia restaurado. como os que aparecem neste relevo. Pessoas de fala grega no mundo helenista que havia colonizado grande parte daquela região . como aqueles que debateram com Paulo em Atenas.como a cidade de Jerash. e por quê?" Uma segunda característica das histórias bíblicas. nos dão duas versões da história de Israel no período dos reis. e como. de um lado. Os livros d o NT foram escritos para públicos diferentes. Pensadores c filósofos.7 Pessoas "no mercado". Tem começo. . e como não se deve ser povo de Deus.e Israel um século mais tarde.Israel sob o castigo de Deus após a queda de Jerusalém . Romanos. porque elas foram escritas para públicos em situações diferentes: . Muitas vezes. Essas duas comunidades precisavam que lhes fossem apresentadas perspectivas diferentes da mesma história. com todas as características de uma boa história.Entendendo a Bíblia ria. os livros de Samuel e Reis. e Crônicas. como de qualquer história. Assim. Uma terceira característica de uma história bíblica é que ela é história. por exemplo). Judeus religiosos. Se entendermos para quem o livro foi escrito. representados pelos dois h o m e n s l e n d o a Tora j u n t o a o M u r o d a s Lamentações. usando palavras e conceitos conhecidos por eles: 4. São versões diferentes da mesma história. Por exemplo. lendo rolos. apreciaremos o motivo pelo qual a história é contada daquela maneira e entenderemos melhor o que cie procura transmitir.

as pessoas tinham que construir uma mureta ao redor do telhado (plano) das casas para que as pessoas não caíssem de lá. qual era o objetivo dessas instruções. No antigo Israel. como geralmente acontece nos cultos e nas leituras diárias. não tem. levando em consideração a teimosia humana neste contexto com relação a este problema? . fala sobre ligação entre o sexo e a violência). para entender como devemos tomar a atitude equivalente no nosso próprio contexto. por exemplo. Quando lemos a Bíblia com um grupo de pessoas e a discutimos com elas. a Torá que este rabino está lendo. Outro tipo de questão surge dos padrões diferentes das instruções que aparecem nas várias partes da Bíblia. Podemos perguntar. Devemos nos deixar levar para dentro da história. Em certas áreas das grandes cidades de hoje. Algumas parecem dar liberdade a mulheres e escravos. lombadas eletrônicas ou redutores de velocidade podem ser uma forma semelhante de proteger a vida das pessoas. em si. Afinal.48 Introdução à Bíblia Ela tem personagens: alguns personagens são tão complexos quanto nós mesmos e outras pessoas que conhecemos. assim que precisamos entender os motivos dessas instruções. outras parecem aceitar sua opressão. Ler na companhia de outras pessoas ajuda a evitar estas coisas e também é útil de outras maneiras. a história pode até nos convidar a fazer isto.henitsyn lo que seus autores tinham em mente. O que fazer e o que não fazer Nas grandes histórias do Antigo e do Novo Testamento há longas seções de instrução sobre como viver. Às vezes isto não importa. Isto porque seriam facilmente compreendidas na cultura da qual procedem (por exemplo. ou que perigo queriam evitar? Que convicções teológicas e morais tinham como base? Então podemos tentar descobrir se há problemas e perigos equivalentes que precisamos abordar dc maneiras equivalentes. ao falar sobre casamento e divórcio. e também sobre como Deus se preocupa com os gentios. Interpretar a Bíblia requer o exercício da nossa imaginação. Isto não significa que devemos impor à Bíblia nossas próprias idéias. ou seja. embora sejam vistas como algo natural ou que não precisa de muita explicação. e sabe que aprendemos quando nos identificamos com a história. ficamos mais próximos daquiCirande parte da Biblia I lebraica. por exemplo. e possivelmente também fala sobre como Deus chama Israel ao arrependimento). não apenas em pequenos episódios. pois a prática da leitura e do estudo silencioso e individual é algo típico dos tempos modernos. ao passo que outros personagens menos expressivos não chegamos a conhecer tão bem (a história de Rute é um exemplo). Mas é importante que não interpretemos a história com um significado que ela. por exemplo. o motivo pelo qual os israelitas do Antigo Testamento não deviam cozinhar um cabrito no leite de sua mãe. falou da tensão entre o que Deus queria na criação e o que Moisés permitiu por causa da teimosia do povo (Mc 10). um contador de histórias não conta (nem consegue contar) tudo. é instrução. "Uma palavra de verdade pesa mais que o mundo inteiro. ela precisa ser apreciada e compreendida como uma história. Precisamos nos esforçar para entender as questões que estão por trás dessas instruções. ou pelo qual as mulheres de Corinto no Novo Testamento deviam pôr um véu na cabeça quando estavam na igreja). as regras pelas quais Deus protege a liberdade do seu povo. Portanto. Na verdade. Aqui podemos ver os ideais de Deus em conflito com situações reais de forma bem prática. Que situação elas pressupunham? Que problema tentavam solucionar. a questão é: qual é o equivalente mais próximo do ideal de Deus. a Bíblia geralmente dá essas instruções. Uma história interessante pode ter mais que um tema (a dc Jonas é sobre como não ser um profeta." A l e x a n d e r Sob. por exemplo. Jesus. Nem o Antigo nem o Novo Testamento estão interessados em obediência cega. A história tem um tema (Juízes. embora façamos isto inconscientemente. Sua posição com relação a este problema específico pode ser aplicada de forma mais ampla. Assim. Isto implica várias coisas: Uma história precisa ser lida como um todo.

_r. r^.._ ASSASSE •. A Bíblia nõoé uma caixinha mágica! • fundamentar uma doutrina num versículo que foi mal interpretado — como acontece freqüentemente com seitas e movimentos heréticos. • lê-la como mágica.. mas também é mais do que isso: é a mensagem mais importante de todas.. . • dizer que ela é muito distante e difícil para os leigos: não é! • lê-la apenas como literatura ou geografia ou história: ela é isto. ou fábulas.• . ANTIGO TESTAMENTO DE Q U E T I P O D E E S C R I T O SE TRATA? DE Q U E PARTE D A BÍBLIA F O I TIRADO? NOVO TESTAMENTO DE Q U E T I P O D E ESCRITO SE TRATA? SoHhhHíIIIHI^HHHÍ . a Bíblia foi escrita por pessoas em situações reais conforme eram inspiradas por Deus. - Os estágios de compreensão e aplicação que aparecem nestas páginas nos ajudam a evitar erros como: • tirar um trecho do contexto.50 Introdução à Bíblia Entendendo a Bíblia A Bíblia foi escrita há muito tempo para pessoas que viviam numa cultura diferente da nossa.-R--. ou contos de fadas.

ex.. a poesia hebraica dizia a mesma coisa duas vezes com palavras diferentes. simbólico? Qual era o propósito original da profecia? 0 Q U E ESSA PASSAGEM SIGNIFICAVA PARA O S PRIMEIROS LEITORES O U OUVINTES? C O M O A MESMA M E N S A G E M SE APLICA A NÓS HOJE? EVANGELHO Quatro relatos dos ensinamentos e acontecimentos da vida de Jesus. Em vez de usar rimas. o início da epístola. A passagem é narrativa ou se trata de uma história com moral? HISTÓRIA (ATOS) O que aconteceu? A história foi incluída para transmitir uma lição? EPÍSTOLA Quem estava escrevendo a quem — e por quê? (Veja.) Qual é o tema ou argumento principal da epístola como um todo? Como a passagem se encaixa nisso? No contexto da perseguição romana. João usou o estilo literário apocalíptico: figuras tiradas do AT e simbolismo poético. PROFECIA Qual é o contexto histórico por trás da passagem? Seu estilo é poético. p. que idéia ou princípio geral é expressado? HISTÓRIA O que aconteceu? Onde? Com quem? Por que essa história foi contada? Qual é o moral da história? POESIA/ SABEDORIA Não leia poesia como se fosse prosa! Espere encontrar simbolismo e linguagem figurada. Leia com imaginação e emoção para ter a perspectiva mais ampla. válida para todas as épocas? Ou uma questão de lei social ou cerimonial? No segundo caso. APOCALIPSE .Entendendo a Bíblia 51 LEI É uma lei moral.

ela não confina as pessoas num único pensamento explicável. Não é que a vida das pessoas lhes tenha sido explicada intelectualmente e elas conseguiram entender. Quais são as histórias que os líderes da fé cristã precisam narrar? Em quais narrativas se oferecem oportunidades de um encontro com Deus? "(A história da criação) é ao mesmo tempo a mais conhecida e a menos conhecida de todas as histórias do Antigo Testamento. Personagens com personagens entram num relacionamento no qual certos acontecimentos se destacam por serem significantes e expressivos. amadurecem. cia consola esse ouvinte com todo sofrimento que ele tem. relacionamentos humanos instáveis. nas campinas de Moabe. mas uma narrativa toma conta de todo o nosso ser — corpo. podem ser completamente conhecidos." T r c v o r Dcnnis "Encontro" em si implica ação dramática. quando cristãos recontam e revivem a história da paixão de Cristo na Santa Ceia. sentidos. Pelo fato de a forma narrativa apresentar um ordenamento. Ela se torna uma ilustração. razão. formam a história da religião. no fundo. A criação nos é apresentada como uma narrativa. Ela quer um relacionamento com as pessoas que buscam um relacionamento com ela. E esse contar da história é um dever crucial dos líderes da religião. simplesmente ao ouvirem uma narração da história que lhes é comum. sua história. um relacionamento atemporal com Deus. mas a vasta estrutura de doutrina que teólogos construíram sobre o texto. Existem e já existiram religiões sem teologias. contá-la — dar-lhe vida c expressão. impulsos involuntários. mas muito mais numa comovente narrativa. definindo unanimidade e não deixando que o indivíduo siga o seu próprio caminho. a nosso favor ou contra nós. E uma narrativa ou história não é uma história enquanto não for contada. O que a maioria das pessoas conhece não é o texto. Os acontecimentos que envolveram o povo de Israel — seus ancestrais. acontecimentos. testificam. emoção. que é o objetivo de qualquer religião. É isto que acontece quando judeus recontam e revivem a história do êxodo na Páscoa. e são lembrados e contados como narrativas. os juízes. é uma coisa viva. E a narrativa é o ponto dc encontro no qual os relacionamentos começam. reunidos. a narrativa insere as pessoas numa comunidade — no tempo presente e através dos tempos. Mas nunca existiu uma religião sem uma narrativa. É isto que acontece: pessoas fragmentadas são restauradas outra vez de modo comovente. simplesmente. não tanto em proposições de natureza sistemática. Elas descrevem e contêm uma quantidade enorme de sentimentos imediatos. quando a presença de Deus. Ela admite tantas variedades dc interpretação quantos forem os seus leitores. num mundo organizado e significante. São significantes. A narrativa consola. A história está escondida no alicerce. A narrativa cria ordem onde só havia o caos. O ensino pode envolver a nossa mente. algo inferior àquilo que querem ensinar. reis e profetas — aparecem na forma de uma crônica histórica. Estes são momentos da mais intensa interação. naquilo que elas têm em comum. a hora de fazer a travessia. aguardava. mas tudo que vemos é o que foi construído em cima dele. uma narrativa. As narrativas são tão antigas quanto a própria religião. lembrados c vividos. a princípio. cada vez que são narrados. anseios espirituais. Os pregadores — quando usam uma unidade narrativa — geralmente a usam para seus próprios fins. porque é da natureza das religiões fazer uma narrativa acerca do mundo.52 Introdução à BMia A Bíblia como uma história Walter Wangerin Jr. O que os pregadores geralmente não fazem com uma história é. Esses momentos. são definidos por essa presença. mas é como se um pai amoroso e poderoso viesse e as abraçasse e confortasse. pelo fato de ela reconhecer e usar os elementos desta existência como elementos próprios e convidar o ouvinte a que entre no mundo dela. pronto. Ao contrário da doutrina. Mas estas mesmas histórias fundamentais também dão significado às experiências pelas quais as pessoas passam nos dias de hoje. memória. detalhes e gestos. riso e lágrimas. Além disso. é sentida de maneira tão forte que todos os outros objetos. E Jesus Cristo é revelado. pois foram. O problema da narrativa é sua ambigüidade. designados. quando Martin Ltither King declama uma história para milhares dc pessoas engajadas no movimento contra a discriminação dos negros — "Eu estive no topo da montanha! Olhei e vi a Terra Prometida! Talvez não chegue lá com vocês" — evocando a imagem do velho Moisés no monte Nebo enquanto todo Israel. A Bíblia é. A "verdade santa". .

foram dadas como parte da aliança que Deus tez com Israel através de Moisés. Mas ela não desapareceu. até ser cumprido em Cristo. aproximadamente. Declínio e renovação Durante a Idade Média. desenvolveu-se um estudo bem mais profundo das partes históricas da Bíblia. embora. citando Jó 2 c Ap 9. Interpretação "pactuai" Com base nesta convicção. que reinterpretou a aliança de maneira radical. ele nem sempre seguisse esse princípio. 'IVatn dos Sete Pecados Mortais. não como a revelação de Deus para ela. João Calvino (1509-1564) adotou as posições de Lutero e as sistematizou numa série de comentários que continuam sendo clássicos do gênero. Isto não significa que essas leis não tenham vindo de Deus. Ele adota a ênfase histórica de Calvino. em boa parte porque poucas pessoas sabiam ler grego ou hebraico. Aqui a Bíblia é vista como registro histórico do relacionamento salvador de Deus com o seu povo. como as circunstâncias passaram a ser outras. por exemAo lado ila ênfase escolástica na doutrina existe a tradição de literatura devocional. assim. na prática. Mas quando Cristo veio. Isto ajudou a manter uma noção da importância do significado histórico-literário do texto na mente das pessoas e as incentivou a estudá-lo com mais cuidado. houve um ressurgimento do interesse pelo texto e alguns monges até aprenderam hebraico para poderem comentar o Antigo Testamento com mais precisão. ("Testamento" é o mesmo que "aliança" tanto no hebraico quanto no grego. mas vê a Bíblia essencialmente como registro da comunidade da aliança c sua visão de Deus. Mas. houve uma reação contra este tipo de análise e . Interpretação canónica Mais recentemente. este lipu de interpretação entrou em declínio. Este relacionamento cresceu c se desenvolveu com o passar do tempo. Ele também deu grande ênfase ao significado real das palavras c censurou as tentativas de alterar isto simplesmente para ajudar a estabelecer este ou aquele ponto doutrinário ou teológico. A partir de 1200. sendo que textos eram tirados de seu contexto para assustar os leitores ou para dar sustentação a religiões misteriosas compreendidas apenas por seus membros. O grande avivamento do estudo que ocorreu nos séculos 15 c 16 colocou essa abordagem em evidência outra vez. pio. Martinho Lutero (1483-1546) insistiu que este era o único método de interpretação confiável para transmitir a "Palavra de Deus" a nós. cristalizado na "aliança" ou "pacto" que Deus fez com eles. Esta ilustração é tirada de uma edição de 1689 dos "Kxcrclcios Espirituais" de Inicio de Loyola. que acabaria no que veio a ser conhecido como interpretação "pactuai". quando foi suplementada e parcialmente substituída pelo que hoje chamamos de pensamento "histórico-crítico".) As leis relativas a alimentos que aparecem em Levítico. o que dificultou a tarefa de lê-la como unidade ou um só livro.54 Introdução à Bíblia Calvino acreditava que um texto deve sei lido no seu contexto histórico e como uma narrativa interligada. A interpretação pactuai (ou aliancista) é uma maneira muito boa de demonstrar como o Antigo Testamento continua sendo a "Palavra de Deus" embora partes dele não se apliquem mais a nós atualmente. fez-se necessária uma nova aplicação desse antigo ensinamento. Esta abordagem detectou muitas opiniões teológicas diferentes na Bíblia. Não raras vezes a Itíblia foi usada como "livro mágico". c por muito tempo a igreja insistiu eme sua doutrina devia ser baseada em afirmações claras das Escrituras. Esta aplicação foi fornecida por Jesus. elas deixaram de ser relevantes e. Pensamento histórico-crítico A interpretação histórica do tipo pactuai continuou a dominar o campo da teologia bíblica até o início do século 19. puderam ser descartadas.

Orígcnes (cerca de 185-254 d. Alegoria é uma forma literária na qual uma coisa representa outra. Como método de interpretação. Significado espiritual Sempre existiram aqueles que achavam que a Bíblia não é uma mensagem direta de Deus. Filo de Alexandria (falecido em 50 d. e. a transformou numa forma sistemática de interpretação bíblica. em função disso. a Bíblia saiu das bibliotecas e alcançou os mercados. 1 . o moral e o espiritual. embora atualmente nenhum estudioso ou teólogo respeitável leve tal prática a sério. mesmo sem que haja ligação real entre as duas. reaparece entre os cristãos. e. Com a prensa de Gutenberg. Estes correspondiam às três "partes" do ser humano: corpo.) desenvolveu a teoria que o Antigo Testamento era em grande parte uma alegoria de coisas divinas. Ela concorda que a Bíblia pode ter várias fontes diferentes. Alegoria? Na época de Jesus. que foi discípulo de Clemente.C). William Tyndale (1494-1536) foi outro que se voltou às línguas originais para fazer sua tradução pioneira para o inglês. surgiram teorias segundo as quais a Bíblia seria um código numérico secreto. o que une a Bíblia é mais importante que aquilo que nos lembra das origens diversas de parte do material que ela contém. e que a maioria deles pode ser classificada como "críticos históricos". Um código secreto de números? Por exemplo. que é como se chama isso. Ela se tornou popular como forma de interpretar o Cântico dos Cânticos. que muitos crentes viam como ilustração do relacionamento entre Cristo e sua noiva. A numerologia. mas diz que o que importa é o fato de que elas chegaram a nós como mensagem única num só livro. que trouxe o significado simples das Escrituras a todos. foi apresentada. Segundo Orígenes. geralmente de forma altamente complexa e misteriosa. de tempos em tempos. a igreja. que seguiu a linha de Filo. alma e O erudito holandês Desidério Erasmo 04*6-1536) aplicou seu conhecimento dc hebraico e grego à interpretação da Bíblia. A tradução de Tyndale foi a base para a Versão do Rei Tiago (King James Version).C. ou entre Cristo e o crente individual. Alegorização é o uso sistemático de alegoria como forma de interpretar um texto.C). "interpretação canónica". havia três níveis de significado nas Escrituras: o literal. No mundo moderno pode-se dizer que quase todos os intérpretes da Bíblia inseridos no contexto acadêmico adotam uma forma de interpretação histórico-literária.• • • • • Intendendo a Bíblia 55 uma nova proposta. Portanto. no hebraico e no grego cada letra representa também um número. a alegorização entrou na igreja cristã por intermédio de Clemente de Alexandria (falecido por volta de 215 d. era prática bastante comum em certos grupos judeus. mas um enigma que deve ser decifrado.

parece ter. o relato da Bíblia tem de estar errado). por exemplo — não deviam ser entendidos como modelos para a conduta cristã. os pregadores gostavam muito de usar alegorias. mas pelo menos a alegorização mostra que uma passagem pode ter um significado mais profundo do que. As pessoas que adotaram esta abordagem geralmente acusavam os judeus de serem "literalistas" na sua leitura do Antigo Testamento. mas continuou sondo popular em outros lugares. por exemplo. Juntamente com a interpretação histórico literaria. mas focaliza a vida futura do cristão no céu. a alegorização foi um meio de encontrar referências ao Salvador em lugares que à primeira vista pareciam muito improváveis (como no exemplo de Cântico dos Cânticos). Os chamados "negro spirituals". está trazendo de volta a antiga interpretação espiritual. mas sim como sinais. no século 4. o céu. Mais recentemente. Os acontecimentos que descreve — a matança dos amalequitas. para pessoas dc países subdesenvolvidos e para outros assuntos contemporâneos precisam sem dúvida. indicando que devemos fazer morrer o pecado que se manifesta em nossa vida. principalmente no século 19. muitos passaram a considerai o relato bíblico e a posição científica complementares. que não precisava mais ser interpretado literalmente. Este é um dos temas alegóricos favoritos da antiguidade. . mostrando. A alegorização era muito popular na Idade Média. embora estudiosos sérios tenham feito o possível para mantê-la sob controle. especialmente entre os monges. No século 19. que é semelhante ao espiritual. Algumas teorias modernas têm muito em comum com a alegorização e muitos esforços no sentido de tornar a Bíblia "relevante" para mulheres. a alegorização cessou entre os intérpretes do mundo acadêmico. o monge João Cassiano acrescentou outro sentido espiritual. à primeira vista. por sua vez. ir além do que as palavras em si estão dizendo. entre os pietistas. espírito. nos quais o rio Jordão representa a morte. O compositor Personagens importantes para o retomo à interpretação hislórico-literárin da lllblia foram Martinho Lutero (1483-1546) e João Calvino (1509-1564). Porém. usaram as "provas" cientificas de maneira positiva. Mais tarde. principalmente. o uso espiritual e devocional da Bíblia teve continuidade. Outros cientistas. fazem uso freqüente de alegorias. Muitos hinos usam a peregrinação do povo de Israel no deserto para representar a vida cristã. o crescente interesse dos estudiosos pelos gêneros literários usados na Bíblia levou muitas pessoas a perceber diferentes níveis de significado no texto. como Blaise Pascal (1623-1662). ela parecia oferecer uma maneira muito atraente de interpretar o Antigo Testamento.56 Introdução à Bíblia o que ei a considerado o motivo pelo qual não viam Jesus nele. Na melhor das hipóteses. Alguns. o "anagógico". a Terra Prometida. Níveis diferentes de significado Em anos recentes. Após a Reforma. como as profecias do AT se cumpriram no NT. por exemplo. à medida que as pessoas começam a apreciar as diferentes formas dc literatura na Bíblia. usaram a abordagem "reducionista" (se a ciência demonstra que as origens humanas são evolutivas. São maneiras diferentes de ver a mesma coisa e responder perguntas diferentes. o que. c assim por diante. Grande parte das interpretações alegóricas é grosseira ou indubitavelmente errônea. e de aplicar passagens bíblicas obscuras ao cotidiano. O desenvolvimento do método científico produziu varias abordagens de interpretação da Biblia.

Ela foi acolhida em muitas culturas e comunidades.Entendendo a Bíblia Aqueles que estudam a Bíblia não precisam escolher entre os dois tipos de interpretação: podem emprestar idéias de ambos. E crucial que seja lida de maneira que leve em conta os diversos tipos de literatura que ela contém (veja também. O perigo está em reinterpretar as Escrituras para adequá-las à causa. 57 N o século 20. não a torna menos "verdadeira". I loje em día ninguém acredita que estas palavras descrevem o que realmente acontece. é provável que este texto deva ser usado de forma diferente hoje. Mesmo no Novo Testamento. a linguagem poética não deve ser interpretada 1% literalmente. Significados podem ser impostos à Bíblia que não estão de acordo com o texto original. e viver da forma que eles aprovariam — não se tornar carpinteiro ou fazedor de tendas! A Bíblia é o 1 ivro ma is importante na história da civilização ocidental. Africa d o Sul. tem seu significado verdadeiro em Cristo. porém. O sol se põe". aquilo que o Antigo Testamento diz sobre os sacrifícios que. a preocupação com a justiça para os pobres na América Latina produziu a teologia da libertação. houve uma ênfase à teologia feminista ou à teologia negra. como sacrifício em nosso lugar. portanto. "Chaves que abrem o entendimento"). Em outros lugares. os cristãos são chamados para seguir o exemplo — para imitar — tanto Cristo quanto o apóstolo Paulo. Por exemplo. em tempos antigos. Um dos desafios da nossa época é usar nosso conhecimento das diferentes formas de literatura na Bíblia para determinar se o texto deve ser interpretado "literalmente" ou não. Os cristãos acreditam que a aliança do Antigo Testamento entre Deus e seu povo se cumpre c. Isto deve ser levado em consideração quando tentamos aplicar uma passagem específica do Antigo Testamento aos dias atuais. . Isto. é importante distinguir o que o texto ensina como princípio teológico permanente daquilo que ele simplesmente registra como fato histórico (as duas coisas não são idênticas). influenciando a fé e a prática. Por exemplo. A vinda de Cristo alterou as condições em que um determinado texto do Antigo Testamento era aplicado originalmente? Neste caso. Cada uma aplica as Escrituras a áreas diferentes da vida. Mas é melhor dar preferência à interpretação histórico-litcrária direta. Canções populares fazem uso de uma rica tradição de imagens e figuras bíblicas para expressar a esperança c os temores de cristãos face às duras realidades da vida. Um coral de Soweto. Da mesma forma. eram oferecidos no Templo (que não são mais realizados) pode esclarecer o significado da morte de Cristo na cruz. Elas simplesmente descrevem o que o observador vê. Isto significa compartilhar suas atitudes e convicções.

Também era histórico no seu interesse. cm reação a esse problema. No final da década de 1970 algumas novas tendências radicais começaram a aparecer no campo da teoria literária. Este método era crítico. E nos últimos anos estas novas questões foram aplicadas à Bíblia. Na comunidade acadêmica mais ampla não há consenso com relação à maneira correta de ler a Bíblia ou de prosseguir nos estudos bíblicos. por exemplo. e a descrição e o desenvolvimento dos personagens. a Não é de admirar que. O método hislórico-crítico. • Crítica da tradição. paia ajudar as pessoas entenderem e interpretarem a mensagem. O efeito do pós-modernismo sobre os estudos bíblicos foi minar a crítica histórica dominante. procurar lugares num texto nos quais há tensão entre a mensagem geral e aquilo que um pequeno trecho do texto pode estar dizendo. A interpretação bíblica está em crise! Os estudiosos analisam o rexto de várias maneirai. A impressão que se tem atualmente é de uma variedade de abordagens interpretativas dentre as quais podemos escolher. leitores e o mundo. dos textos bíblicos. na década dc 1970. — Preocupa-se com a origem e o desenvolvimento dos temas bíblicos na vida de Israel. ca. A primeira é a ênfase histórica. Pelo fato de representarem uma reação a teorias modernas. passaram a ser explorados. ou os leitores constroem estes significados. Sob a categoria geral de pósmodernismo tornou-se comum os estudiosos fazerem leituras desconstrutivistas. que significa editor) — Preocupa-se com a maneira em que o texto foi editado na sua forma final. Essa nova ênfase focalizava os livros bíblicos como textos literários e os explorou deste ângulo. tais como o papel do narrador. feministas. O pós-modernismo levantou questões complexas sobre textos. Movimentos como o "pós-estruturalismo" e o "desconstrutivismo" levantaram questões como: "Os textos possuem significados que podemos descobrir. uma ênfase literária. Uma leitura feminista examinará como as mulheres são ou não são retratadas nos textos bíblicos. sem deixar nenhum método principal em seu lugar. não tanto pelo texto na sua forma atual quanto pela história do texto e dos acontecimentos a que se refere. Desta forma o desconstrutivismo expõe contradições que procura localizar e espera encontrar em todos os textos. Os principais tipos de análise dos textos bíblicos que surgiram desta abordagem foram: • Crítica textual — Tem como objetivo definir os textos hebraicos e gregos mais confiáveis do Antigo e do Novo Testamento. Um grave problema do método histórico-crítico é sua incapacidade de focalizar os livros da Bíblia na sua forma atual. era inevitável que estes novos movimentos na teoria da literatura logo se manifestariam também no campo da teologia bíblica. foi adotado por estudiosos da Inglaterra e dos Estados Unidos no início do século vinte. • Crítica da r e d a ç ã o (do alemão redaktor. A forma narrativa que caracteriza a maior parte da Bíblia recebeu uma atenção renovada e novos assuntos.. a forma do enredo. sugerindo que os textos não têm significados únicos e que seu significado depende em grande parte do(s) leitor(es). porque usava ferramentas históricas desenvolvidas pela filosofia moderna da história. estas novas abordagens geralmente são conhecidas como pós-modernismo. etc. desenvolvido na Alemanha no século 19. Era histórico.58 Introdução à Bíblia O texto e a mensagem Craig Bartholomew ^—' O estudo acadêmico da Bíblia ("crítica bíblica") tem sido dominado por várias ênfases diferentes que se revezam na posição de destaque. de forma que há tantos significados quantos forem os leitores?" Por causa da ênfase literária presente na área da pesquisa bíbli- . simplesmente por questão de preferência pessoal. • Crítica d a s fontes — Preocupa-se com as fontes por trás do texto. Uma leitura desconstrutivista irá. • Crítica da forma — Preocupase com a forma ou o gênero dc pequenas unidades de texto e a origem do seu gênero na vida comunitária de Israel. porque lia e avaliava o texto bíblico do ponto de vista da cosmovisão moderna. autores. tenha surgido.

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• Os t e m a s d a s h i s t ó r i a s orais seguem padrões e temas típicos. transmite a história para seus filhos. Um judeu ortodoxo cm Jerusalém. Agora se reconhece. No Antigo Testamento estas incluem principalmente os livros de Gênesis. Lemos sobre o chamado de Abraão para pôr-se a caminho da terra prometida pela fé a partir da posição fixa da chegada de Israel na terra prometida. Estudiosos da área da crítica da forma (veja "O texto e a mensagem") identificaram a influência da tradição oral que subjaz a várias partes da Bíblia. até o ponto em que esta tradição viva também se desenvolveu em uma tradição escrita. As narrativas relacionadas com os patriarcas preocupam-se com as promessas da terra. Portanto. estas narrativas não são material adequado para reconstruir uma história detalhada e precisa. os alemães narram romances entre príncipes e moças pobres. cm relação a Deus. histórias sobre os patriarcas foram transmitidas verbalmente de uma geração a outra. A forma e o conteúdo de uma história podem mudar à medida que é contada e recontada. escrita e preservação de registros. é relevante perguntar: "Como esta história pode ser adaptada à minha situação?". enquanto otttervam um modelo do Templo. quando foi solicitado a oferecer Isaque em sacrifício (Gn 22). . Sem negar que Moisés tenha sido inspirado por Deus. é contada de forma a inspirar o povo de Israel a ter. • A s histórias s ã o adaptadas p a r a as necessidades ou situação d o s ouvintes.62 Introdução à Bíblia Contadores de histórias a tradição oral Jo Bailey Wells A história do povo de Deus no Antigo Testamento começa com Abraão em Gn 12. A questão da sobrevivência era mais imediata. Isto levanta a questão de como Moisés — ou a pessoa que escreveu Gênesis — sabia sobre os eventos que aconteceram pelo menos 600 anos antes da sua época. uma lição moral. Páginas anteriores: Esta pintura de Tony lludson mostra um contador de histórias africano e o fascínio dos seus ouvintes. que pode ser bem diferente. As histórias são contadas como se — através dos olhos de Moisés — Israel estivesse relembrando sua pré-história. isto é. é improvável que um povo nômade se preocupasse com leitura. que as histórias em Gênesis vêm de fontes orais que circulavam entre o povo. podemos imaginar que ele possuía algumas fontes escritas a partir das quais formulou o registro. • As histórias s ã o contadas p a r a e n s i n a r u m a lição. Histórias de viajantes As histórias que foram escritas a partir de fontes orais têm uma característica particular e é importante levar isso em conta quando se trata de interpretar essas histórias. por meio de contos populares. para avivar ou inspirar. Em geral. Por exemplo. • Não podemos saber onde e quando elas se originaram. mais apropriadamente. seguindo a instrução de Deus. a mesma dedicação e fidelidade que caracterizaram o patriarca. a história da obediência de Abraão. a tradição oral influenciou especialmente os Evangelhos. não temos evidência delas. Porém as histórias sobre Abraão e os outros patriarcas que o seguiram — Isaque e Jacó — são contadas em Gênesis como uma retrospectiva. Na realidade. Assim como cada cultura tem gêneros característicos de narrativas populares (os brasileiros contam piadas sobre portugueses e vice-versa. No Novo Testamento. rivalidades entre famílias. No entanto. o anseio por descendentes e a correspondente necessidade de proteger a mulher do patriarca — preocupações importantes para um povo migratório. Êxodo. Portanto. Josué e os livros de Samuel.

Na história de José.7. Um tema recorrente é o do herói que deixa seu lar e mais tarde retorna com uma fortuna: Jacó foge de seu irmão Esaú e retorna com esposas e riqueza (Gn 27—35) José é banido pelos seus irmãos. lo. veja também 5.63 os quenianos explicam como o leopardo ficou malhado). era difícil retomar porque primeiro ele precisava fazer as pazes com Esaú. Dez mil talentos são dos lavradores maus (Lc 20. Por exemplo. valorizaram e passaram adiante. é alta- Muilas das histórias da Bíblia foram contadas oralmente antes de serem escritas para serem lidas.11-32). que não queria perdoar (Mt • R e p e t i ç ã o — Na parábola 18.9. na parábola do filho pródigo Considere o tamanho da dívi(Lc 15. sua parábolas de Jesus: linguagem deve ser vívida e concreta. to. existem também gêneros específicos de narrativas bíblicas. 6. chegando até ao exa• Inversão — O tema do herói gero. pessoas que fazem parte de culturas onde predomina a oralidade têm uma memória mais confiável do que nós. • D i s c u r s o direto — O enredo de uma parábola freqüentemente se desenrola por meio A arte do contador de histórias do uso do discurso direto. Os israelitas.mos sábios no modo de lê-lo e usáção dos ouvintes. mas na maneira sutil em que o tema é usado e adaptado para ensinar uma lição. o Grande.9uma quantia inimaginável de 16). Isto ocasiona da na parábola do empregado um final surpreendente. Aqui. A intenção não é necesdeixando o lar e retornando sariamente que esses detalhes com uma fortuna é invertido sejam levados ao pé da letra. que dependemos de arquivos e computadores. empenhavam-se na preservação de histórias. principalmente. Elas exprimem verdades que provaram ser reveladoras e instrutivas para inúmeras gerações que as seguiram. por exemplo) são bola do juiz iníquo). A importância destas histórias não esta no tema em si. Para terem efeido juiz iníquo (Lc 18. o dono da vinha manda dinheiro para enfatizar alcance três empregados para receber a ilimitado do perdão de Deus. e assim por diante). mas escritas para serem lidas (tais também os resmungos secretos como romances). tenham cuidado e sejam fiéis para que nunca esqueçam as coisas que viram. elas devem prender a atenção dos ouvintes. oral? • Concisão — O detalhe narEntender as origens prováveis rativo de uma história oral é do material bíblico nos ajuda a serconciso. com os irmãos inadvertidamente encontrando José. .21-35).19-20) — tem grande significado. um contador de histórias no atual Irã reconta a seus ouvintes as façanhas de Alexandre. E contem aos seus filhos e netos" (Dt 4. aconteceu o inverso. Podemos identificar • L i n g u a g e m — Para que as algumas técnicas de narração nas histórias causem impacto. Eles valorizavam o dom da memória — desenvolvendo técnicas sofisticadas de memorização — e assumiram a tarefa de recontar às novas gerações as histórias a respeito daquilo que o Deus fiel havia feito no passado: "Portanto.1. porém mais tarde reina sobre eles (Gn 37—45). sua parte. dando asas à imagina. Para Jacó. ouvimos diferentes das histórias que são não só os apelos da viúva. Na parábola da viúva persistente As histórias que são conta(também conhecida como parádas (parábolas.1-8). mente adequado usar as mesmas histórias como exemplos de fidelidade (e infidelidade). embora possa ser aquilo que é narrado — o imprudente tentar reconstruir a nome de um personagem ou a história primitiva de Israel a parcor de uma roupa (o homem tir das histórias em Gênesis. Diante disso. Além disso. rico que se vestia de púrpura e um pobre chamado Lázaro — Lc 16. Isto ajuda a aumentar a tensão e antecipar o clímax quando — finalmente — o Podemos confiar na tradição dono envia seu filho.

Isso lhes possibilitou uma forma simples de fazer o registro de revelações divinas. tradições orais e acontecimentos históricos. ela se tornou uma fonte com autoridade.9. Embora qualquer pessoa com força de vontade pudesse aprender a ler e até mesmo escrever hebraico sem muito esforço. o termo normalmente é usado para descrever um grupo designado de pessoas que cumpriam a tarefa especial de escrever — e copiar — os registros históricos e sagrados de Israel. e até colocado nos batentes das portas da casa (Dt 6. i w i . um escriba — no hebraico. Antes do exílio. Uma vez escrita. Os textos hebraicos mais antigos já encontrados datam do século 9 a. De acordo com os relatos em Êxodo e Deuteronômio.14-15). Se somos herdeiros da Bíblia. e mais tarde usados como fontes pelos historiadores bíblicos (por exemplo. Assim. sopher — é qualquer pessoa que escreve. Isto tornava a leitura e escrita relativamente simples.20). Ela d á acessibilidade — Um trecho escrito pode ser copiado inúmeras vezes. Esdras é descrito como o modelo de escriba (veja também "O escriba"). Ex 13. era possível fazer cópias que podiam ser consultadas por pessoas que tinham perguntas ou dúvidas. a existência da escrita significava que havia algo que permitia que se conferisse o que estava sendo contado. Mais tarde. onde seriam guardadas (Dt 10. mas também de forma escrita em tábuas de pedra. guardar e interpretar a lei. o hebraico compartilhava uma escrita com os cananeus e fenícios.64 Introdução à Bíblia Os escribas Jo Bailey Wells O Israel antigo vivia num mundo que não dependia apenas da tradição oral. e guardadas para verificação posterior (veja Dt 18.n » n u w î w wp hiír w riva» nfrra iVfflNv rvw rtá syr w^i ansos d " 3 rvan No período pró-exilio. ele era membro de uma classe de pessoas instruídas que se dedicavam a copiar. embora seja bastante provável que gerações anteriores de escribas israelitas também escreviam usando o alfabeto. por volta do segundo século a. o hebraico passou a ser escrito com len-as mais cheias. isso se deve unicamente ao fato de terem existido gerações de escribas judeus que copiaram e recopiaram partes das Escrituras durante mais de 1. Enquanto os textos originais da lei eram . Escribas como escritores Literalmente. A palavra escrita Embora muito tenha sido contado verbalmente e passado adiante de geração a geração através do relato oral (por exemplo. Após o exilio. 2Rs 23. E altamente significativa a afirmação de que Moisés recebeu os mandamentos.4-5).C. Este trabalho exigia cuidado c treinamento durante m'] wWw> -ífTíí iy aro n t f w \¿h m wrftò won D t o w v w n s w iron o r b shasn m j n z r w s s»róa retWw j e w a n s a t s S s í . • rada durante séculos. essas pessoas provavelmente formavam centros administrativos na corte real. afiliadas aos fariseus. o recebimento da lei no monte Sinai. no santuário do Templo em Jerusalém). A escrita tem um impacto significante numa cultura predominantemente oral: • Ela confere autoridade — A escrita dá poder às palavras de uma forma que as torna diferentes da palavra falada. Ou seja. por exemplo.C. baseada num alfabeto de 22 letras. por influência da escrita arantaica. Registros sobre reis. 11. em particular do Antigo Testamento. a assim chamada escrita "quadrática" que aparece acima.28). O alfabeto já existia na terra de Canaã quando os israelitas se tornaram uma nação. seus programas de ação e acontecimentos relacionados com os mesmos podiam ser mantidos e atualizados. mais tarde. a lei podia ser preservada e continuar inaltemantidos em segurança na arca (e. "os escribas" se tornaram um partido político distinto formado por uma classe de pessoas aliamentc instruídas.41. Considere. Moisés desceu do monte carregando estas tábuas e as colocou na arca. comparada com os sistemas de escrita cuneiforme da Mesopotâmia e no Egito. lRs 11. • Ela p o s s i b i l i t a p r e c i s ã o — As palavras de um profeta podiam ser escritas no dia em que foram pronunciadas. não apenas verbalmente.22).500 anos.

Estes provavelmente aparecem de forma idealizada no livro de Eclesiástico (Eclesiástico 38. cies que viviam num mundo que geralmente não se importava tanto com a verdade. Explica também o significado escondido dos provérbios e emende os segredos das comparações. Presta serviços a pessoas importantes e é visto na companhia das autoridades. não deixando alternativa senão especular quais seriam as palavras ilegíveis ou ausentes • alteração de um escriba. 65 A descrição d o escriba exemplar.8). com base nas variações entre os textos ou manuscritos. Copiar A tarefa do copista era reproduzir o texto com o máximo de precisão possível. É impressionante o grau de semelhança que existe entre diferentes cópias do texto.6) e era muito respeitado (Jr 8. os escribas hebreus fatiam cópias das Escrituras com um cuidado e uma precisão que nos impressionam.Transmitindo a História vários anos (veja SI 45.1. • Acadêmico: estudar a lei e produzir obras c teorias em resposta. • Instrutor: administrar escolas de escrita e treinar aprendizes de escribas. explicá-la e incentivar o povo a colocá-la em prática • Juiz: ouvir aqueles que tinham queixas e julgar questões específicas da lei judaica.. o processo de cópia incluía revisão e correção cuidadosa.11): • Pregador: reunir o povo a cada ano para ler a lei. conforme Eclesiástico 39 Ele aprende de cor os ensinamentos de homens famosos e procura descobrir o que querem dizer as comparações. não importa quantas vezes um trecho do Antigo Testamento tenha sido copiado.. que mais tarde resultamemerros de interpretação • inclusão no texto principal de uma nota explicativa originalmente incluída na margem • danos causados a um rolo. Segundo a tradição. foram transmitidas por diferentes meios e até foram recebidas em línguas diferentes A descoberta dos Rolos do Mar Morto cm 1947 — sendo que foram descobertos manuscritos 1. As diferenças entre textos ou manuscritos podem ser atribuídas a: • omissão ou adição de uma palavra • erros de ortografia. Ele estava intimamente ligado ao sacerdócio. Mostrará como é sábia a instrução que ele recebeu e se sentirá orgulhoso por causa da Lei da aliança do Senhor. ele ficará cheio do espírito de conhecimento. Ele terá conhecimento e saberá julgar com justiça e meditará nos mistérios de Deus.000 anos mais antigos que quaisquer outros conhecidos anteriormente — deixou bem claro que a transmissão do texto se deu com uma precisão extraordinária. se for da vontade do Senhor TodoPoderoso. Ed 7. feita para suavizar idéias consideradas ofensivas. Antes da invenção da imprensa. Podemos apenas identificar as ocasiões em que foram cometidos erros. . desde que a cópia tenha sido bem feita. Esdras tinha vários papéis a desempenhar.24—39. E.. Ainda hoje os escribas judeus trabalham com a mesma atenção escrupulosa cm relação aos detalhes. Assim.. Embora os copistas tenham cometido pequenos erros que entraram no texto escrito. cópias essas que surgiram em eras diferentes.

julgamento e exílio caíram sobre Judá por causa do acúmulo de pecado. A importância dos editores O estudo do trabalho dos editores é conhecido como "crítica da redação" (veja "O texto e a mensagem"). Em comparação. especialmente o de Manasses (2Rs 23. Se pudermos entender como um livro veio a ser escrito da forma como o conhecemos hoje. não haveria Bíblia. bem no início da narrativa.10). Isto diz ao leitor alerta. Este processo de edição ou "redação". As fontes originais compõem a matéria-prima. no norte de Israel. ou "ungido" cm Israel (ISm 2. para usar o termo técnico provavelmente ocorreu de algum ponto antes do exílio até o século II a. e a fidelidade de Deus para com ele. Esta procura descobrir os propósitos teológicos por trás da organização do material num livro. como as conhecemos. O Novo Testamento se tornou "fixo" muito mais rapidamente. os editores selecionaram suas histórias para destacar uma determinada interpretação dos acontecimentos.C. Sem o trabalho dos editores que reuniram e organizaram os materiais.66 Introdução à Bíblia Jo Bailey Wells O trabalho dos editores As Escrituras hebraicas. A disposição de textos num livro afeta a compreensão ampla do significado do livro como um todo. o Cronista fala do arrependimento de Manasses.26). a partir da qual acredita-se que gerações de editores trabalharam para compilar estes "ingredientes" até os livros atingirem sua forma final no "cânon" (a lista oficial). principalmente. • Em Reis e Crônicas há descri- ções diferentes do rei Manasses. o Cântico de Ana é inserido no início da história. e o trabalho de editores é menos significativo.12-17). provaveimentesurgiram gradativamente. que a história vai enfatizar a identificação de um "rei". Estes rolos das Escrituras numa sinagoga de Tsefnl. Nos livros históricos. . Por exemplo: • Nos livros de Samuel. De acordo com o editor de Reis. é provável que tenhamos maiores chances de entender sua perspectiva e o caráter singular de sua mensagem. já que a forma dos livros como os temos reflete o trabalho dos editores assim como dos autores e tradutores. para mostrar como Deus está sempre disposto a atender o pedido do penitente (2Cr 33. são testemunho de seus esforços.

Testamento Histórias posteriores: Crônicas — Esdras — Neemias Os primeiros cinco livros da Bíblia aparecem como história única e coerente — como se produzida por um único autor sem necessidade de um editor. é feita para encorajar a pequena comunidade restaurada a acreditar que eles realmente são herdeiros das antigas promessas que Deus fez a Israel. É possível que "o Cronista" tenha tido uma grande influência sobre a reunião e disposição de outros livros do Antigo Testamento para formar o cânon. 1 e 2Samuel. Assim sendo. Cada uma tratava as origens de Israel de forma distinta. 1 e 2Reis Esta seção recebe seu título de Deuteronômio. SI 120—134). os "cânticos dos degraus". O relato de acontecimentos passados também é feito em retrospectiva: os editores refletem sobre o passado à luz de acontecimentos atuais (por volta da época do exílio). Porém há muitos estilos diferentes de escrita. ou por diferentes autores. Como no caso da história deuteronomista. em geral. que teriam se originado em períodos e locais diferentes.32). O processo de edição reuniu a coleção para criar um livro para estudo (o SI 1 estabelece esta idéia desde o início). SI 73—83. E. eles foram reunidos por um editor (conhecido como "o Cronista") para formar uma narrativa contínua. Zacarias e Malaquias) foram acrescentados. os 12 "profetas menores" É possível que Jeremias tenha sido responsável pela formação do livro que leva seu nome (veja Jr 36. o livro que a precede. quando o povo foi privado da adoração normal no Templo. e algumas histórias são repetidas de perspectivas diferentes. Além disso. é provável que os registros dos profetas anteriores ao exílio e do período do exílio foram preservados durante este período e editados posteriormente. portanto. Sua composição é complicada. Ezequiel. ex. os Salmos de Asafe. cada salmo recebe um título para auxiliar a meditação (veja. assim como as histórias de administrações reais desde a época de Davi até o exílio. Esses "editores" eram. estudiosos e escritores sofisticados. Mas. pois dá continuação aos mesmos temas e teologia da aliança. Esta narrativa. que isto representa o trabalho final de compiladores que reuniram várias fontes. sugeriu que havia quatro fontes. os salmos são ordenados em cinco "livros". Jeremias.67 Coletando e organizando asseções d o Antigo 0 Pentateuco: Gênesis a Deuteronômio A história deuteronomista: Josué. os livros desta seção reúnem trabalho feito por várias gerações de historiadores. aproximadamente (embora às vezes se atribua uma data mais recente). Quer estes livros tenham ou não sido escritos pelo mesmo autor. o material foi reavaliado à luz da experiência atual e livros pósexílicos (Ageu. datada de 400 a. portanto.. a história que agora temos representa não só o trabalho de "reunião de fontes" feita pelos editores finais durante ou depois do exílio mas também o trabalho de "subeditores" anteriores sobre cada uma das fontes individuais. . SI 51). D e P. pois contém tradições do período primitivo de Israel como organização tribal na terra prometida. um estudioso alemão do século 19. Se isto for verdadeiro (e continua sendo uma teoria). Wellhausen. que incluem coleções menores como unidades inteiras (p. enfatizada pela repetição no início de Esdras dos dois últimos versículos de 2Crônicas. E m geral acredita-se. Assim. É provável que estes "hinos" foram reunidos durante o exílio. Juízes. ex.C. Os Salmos Os Profetas: Isaías. conhecidas como J. Estes derivam da adoração do Israel antigo. p.

que a crença na Torá MiSin.contém os livros de Josué. e que ela é totalmente de origem divina.ii I 'Torá do Sinai) é uma crença fundamental no judaísmo: "A Torá foi revelada do céu. Posteriormente. Daniel. no século 12. os valores numéricos de palavras e letras e os adornos dos caracteres hebraicos. Por exemplo. Em geral sc diz que a Torá foi dada diretamente por Deus. Ketuvim (escritos). Assim. Miquéias. também as exposições e elaborações da lei escrita foram reveladas por Deus a Moisés no monte Sinai. estes livros foram revelados por Deus a Moisés no monte Sinai. Análoga à interpretação mística da Torá proposta por Namânides. 1 e 2Samuel e l e 2Reis. 1 e 2Macabcus. Moisés foi como um escriba que copiou uma obra mais antiga. Namânides observou que esta teoria segue a tradição rabínica de que a Torá foi dada rolo por rolo. Para Namânides. o filósofo Namânides. Provérbios. Rute. De acordo com a tradição. Habacuque. Como o Zohar explica: . Neemias e 1 e 2Crônicas. • Profetas Anteriores . o judaísmo tradicional afirma que a revelação de Deus é dupla e está em vigor para sempre. Entre estes livros não-canônicos se encontram o Testamento dos Doze Patriarcas. estes textos conquistaram status oficial na Igreja Católica Romana e nas igrejas ortodoxas orientais. Eclesiastes. A terceira divisão é feita de uma variedade de livros divinamente inspirados: Salmos. Ester. mas que não foram incluídos na lista oficial ou cânon das Escrituras. faz-se uma distinção entre a revelação do Pentateuco (Torá no sentido restrito) e as escrituras proféticas. Entre as outras obras se incluem: a Sabedoria de Salomão. as Escrituras são chamadas de Tanak. Cântico dos Cânticos. mas a natureza real desta comunicação é desconhecida a todos exceto a Moisés a quem foi dada.68 Introdução à Bíblia A Bíblia Hebraica Dan Cohn-Sherbok A base da fé judaica é a Bíblia. a obra mística medieval conhecida como o Zohar afirma que a Torá contém mistérios que vão além da compreensão humana. Outras obras literárias do período do Segundo Templo sao conhecidas como os pseudepígrafos. que Moisés tenha escrito Gênesis e parte de Êxodo quando desceu do monte Sinai. Os livros restantes das Escrituras — os Hagiógrafos — foram transmitidos por intermédio do Espírito Santo ao invés de profecia. eles tiveram considerável impacto sobre o pensamento cristão. essas exposições foram transmitidas de geração em geração e por meio deste processo uma legislação adicional foi incorporada à lei. Naum. Namânides afirmava que os segredos da Torá foram revelados a Moisés e são sugeridos na Torá pelo uso de letras especiais. Números e Deuteronômio. Porém todas estas obras constituem o cânon das Escrituras. no seu Comentário do Pentateuco. Ageu. Zacarias e Malaquias). Este termo é um acrônimo formado com a letra inicial das palavras que designam as três divisões da Bíblia hebraica: Torá (instrução). vinda de Deus. A segunda divisão da Bíblia hebraica — Profetas — se divide em duas partes. Todo este registro estava no céu antes da criação do mundo. • Profetas Posteriores — é composta dos profetas maiores (Isaías. Por trás deste conceito está a idéia mística dc uma Torá primordial que contém as palavras que descrevem eventos muito antes de eles acontecerem." A exemplo de Maimônides. Isto implica nossa crença de que toda a Torá que temos em nossas mãos hoje é a Torá que foi entregue por Deus a Moisés. Interpretação De acordo com os rabinos. filho de Siraque (também conhecido como Sirácida ou Eclesiástico). 1 e 2Enoqite e Jubileus. enquanto os livros jjroféticos foram dados por meio de profecia. Lamentações. Uma lista aprovada de livros A Torá consiste nos Cinco Livros de Moisés: Gênesis. Jó. o filósofo judeu Moisés Maimônides declarou. Neviim (profetas). do século 13. por meio do que é metaforicamente chamado de 'fala'. Na Idade Média esta crença tradicional foi afirmada sempre de novo. Juízes. No fim dos 40 anos no deserto ele teria completado o restante do Pentateuco. Com isto quero dizer que toda a Torá chegou a ele. É provável. argumentou que Deus ditou a Moisés e este escreveu os Cinco Livros de Moisés. Para os judeus. Êxodo. No entanto. Levítico. Obadias. Sofonias. Além disso. os judeus escreveram vários outros livros cm hebraico. Jeremias e Ezequiel) c dos profetas menores (Oséias. Tobias e Judite. O mais substancial desses livros se chama A Sabedoria de Jesus. Jonas. Nas fontes rabínicas. Conhecidos como livros deuterocanônicos ou apócrifos. Durante o período do Segundo Templo (depois da volta do exílio na Babilônia). Amós. aramaico e grego. argumentou ele. Esdras. Joel.

tal posição moderna é irrelevante. agora ele é visto como coleção de tradições originadas em períodos diferentes no Israel antigo. Portanto.. Este ato de revelação serve como base para todo o sistema legal assim como para as crenças doutrinárias sobre Deus. no entanto. os estudiosos indicaram que os Cinco Livros de Moisés parecer ser compostos de fontes diferentes. O judaísmo ortodoxo permanece dedicado à teoria de que a Torá escrita e a oral foram transmitidas por Deus a Moisés no monte Sinai. se a Torá não tivesse colocado vestes deste mundo. Um rolo da Bíblia hebraica 6 erguido numa sinagoga judaica. Tal abordagem não fundamentalista. Para os judeus ortodoxos. contém em todas as suas palavras verdades sobrenaturais e mistérios sublimes .'" O impacto da pesquisa moderna Na era moderna. A despeito dessas teorias diferentes. Moisés. Pelo contrário. que considera as novidades acadêmicas recentes no campo dos estudos bíblicos. porém. as histórias da Torá são apenas suas vestes exteriores. Entre os judeus não ortodoxos. e quem olha para esta veste como sendo a Torá em si. por outro lado. tanto os judeus ortodoxos quanto os não ortodoxos continuam a pensar que a Bíblia judaica é fundamental para a fé. até os príncipes do mundo possuem livros de maior valor que poderíamos usar como modelo para compor tal Torá. uma obra de excelente qualidade. Já no século 16.. No período moderno. concluíram que os Cinco Livros de Moisés são compostos de quatro documentos principais que existiram separadamente mas depois foram reunidos por uma série de editores ou "redatores". Mesmo assim. ai dele — este não terá lugar no mundo vindouro. Karl Heinrich Graf e Julius Wellhausen. ao invés disso afirmam que tradições orais foram modificadas durante a história do Israel antigo e que só ao final desse processo é que foram compiladas para formar uma única narrativa. até nós poderíamos compor uma Torá sobre assuntos cotidianos. dois estudiosos alemães. A lei é honrada como dom de Deus ao seu povo. fornece uma base racional para a alteração da lei e a reinterpretação da teologia das escrituras hebraicas à luz do conhecimento contemporâneo. conservadores e reconstrucionistas que o Pentateuco não foi escrito por 69 mento do fundamentalismo do passado. tornou-se cada vez mais difícil sustentar o conceito tradicional judaico de revelação divina à luz da investigação e descoberta acadêmica. Sim. portanto. há uma aceitação geral das descobertas da pesquisa acadêmica moderna. inclusive judeus reformados. Logo. há um consenso entre os críticos bíblicos modernos. elimina a crença tradicional da infalibilidade das Escrituras e. o mundo não poderia resistir a ela. Na metade do século 19. Simeão: 'Ai do homem que considera a Torá um livro de simples lendas e questões do cotidiano! Se fosse. no entanto. houve um afasta- . Outros estudiosos rejeitaram a teoria de fontes distintas. conseqüentemente. A Torá.Transmitindo a História "Disse R.

Os cristãos passaram a usar essa palavra em referência a uma lista de livros inspirados por Deus que eles reconhecem como Escrituras com autoridade divina. Esdras a trouxe de volta cm sua forma escrita da Babilônia para Jerusalém.1). bispo de Sardes. incluiu vários desses livros (veja "Livros deuterocanônicos"). depois de sua ressurreição. indicando que a comunidade que produziu esses manuscritos (entre cerca de 150 a. História Eclesiástica 4. O método judaico de contagem considera 1 e 2Samuel como um livro só. Mas por que estes livros específicos? Por que um livro judaico como a Sabedoria de Salomão não foi incluído no Antigo Testamento? Por que foram incluídos quatro Evangelhos.C. Jo 1.13-14). Os escritores do Novo Testamento usam a frase "a Lei e os Profetas" como designação dessas escrituras (Mt 5. portanto um padrão ou regra. .C-. os judeus. eram valorizados por diversos grupos de judeus. Sua lista era idêntica aos 24 livros do cânon hebraico. a palavra "cânon" significava uma vara ou régua. todavia. Certamente Eclesiástico 44—49 (século 2 a. No quinto século a.C. Citações são freqüentemente introduzidas com frases como "Está escrito" ou até "Diz o Senhor". Estas três coleções foram reunidas cm estágios.15. No grego. Excluíram a literatura considerada muito recente ou arriscada em sua teologia ou que estava associada a grupos dentro do judaísmo e não a toda a comunidade judaica. As escrituras judaicas Na época de Jesus. Esdras — Neemias. que interpretava a história do ponto de vista profético) e os Profetas Posteriores (Isaías. que ele chamava de "livros da antiga aliança" (Eusébio. os judeus já haviam categorizado suas escrituras em três partes — a Lei. Outros livros escritos no período de 300 a.C. por volta de 170 d.C. sob a liderança dos fariseus. • O s E s c r i t o s consistiam em grande parte de documentos posteriores e sua aceitação geral como coleção definitiva provavelmente se deu no primeiro século da era cristã. nos Profetas e nos Salmos. Os 12 profetas menores também são vistos como um único livro. os Profetas e os Escritos. É provável que estes também eram uma coleção reconhecida na época de Esdras ou pouco depois." "Salmos" aqui pode referir-se aos Escritos como um todo. pois nesta divisão da Bíblia hebraica os Salmos geralmente vêm em primeiro lugar.C. a 100 d. disse: "Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei dc Moisés.21). • O s P r o f e t a s é a seção que inclui os Profetas Anteriores (a seqüência narrativa de Josué a 2Reis. De acordo com Lc 24. Ezequiel e os 12 "profetas menores".) valorizava todos esses livros. Jesus.70 Introdução à Bíblia Uma lista aprovada — o "cânon" das Escrituras Stephen Travis e Mark Elliott A Bíblia consiste em 66 livros.C. e 68 d.44.26. e o mesmo se aplica a l e 2Reis. 1 e 2Crônicas. conhecida como Scptuaginta. Os cristãos aceitaram o cânon definido pelos judeus do primeiro século de nossa era principalmente porque Jesus e os escritores do Novo Testamento se referem a uma grande variedade de livros do Antigo Testamento como tendo autoridade divina. • A Lei ou Torá (Gênesis a Deuteronômio) foi a primeira a ser reconhecida como documento fundamental de Israel por causa da sua associação a Moisés.C.45.17. os livros dos Profetas e os outros livros". Duzentos anos antes. optaram por um cânon mais enxuto de 24 livros. A lista resultante é idêntica aos 39 livros que os cristãos chamam de Antigo Testamento. c toda a comunidade a reconheceu como "o Livro da Lei de Moisés" (Ne 8. conhecidos pelos judeus como "o Livro dos Doze" e agrupados num único rolo). o prólogo de Eclesiástico já falava sobre "a Lei. Provavelmente o primeiro cristão a analisar criticamente que documentos judaicos deviam ser considerados como escrituras sagradas foi Melito. Jeremias. A tradução grega das Escrituras hebraicas. Mas após a catástrofe da destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d.) demonstra familiaridade com a Lei e os Profetas como os conhecemos. e não mais nem menos? E por que as comunidades judaicas e cristãs dão tanta importância a esses livros? Estas são questões sobre o "cânon". At 13. Rm 3. E os Rolos do Mar Morto incluem cópias ou pelo menos fragmentos de todos os livros da Bíblia judaica exceto Ester.

as páginas são dobradas e fixadas n u m a extremidade (a lombada).-. Mas os rolos eram . O herege Marcião nos informa que antes de sua época (cerca de 140 d. ou talvez apenas porque era tão diferente dos outros.fc. C a d a folha tinha cerca de 30 cm de altura e 20 c m de largura. a maioria dos rolos (incluindo os documentos do NT) era feita de 53 papiro. perceberam que cada um trazia uma perspectiva diferente da história dc Jesus. Mas as vantagens de afirmar as contribuições distintas dos quatro Evangelhos acabaram prevalecendo.C. embora fosse pouco comum u m rolo c o m mais de 20 folhas. Escrito em grego sobre pergaminho. Os cilindros nas duas pontas permitiam ao leitor desenrolar e enrolar o texto à medida que ia lendo. cristãos egípcios a incluíam em sua coleção das cartas dc Paulo.66). Justino já descrevia como os cristãos 71 reunidos para adoração liam as "memórias" dos apóstolos "que são chamadas Evangelhos" (Apologia 1. formando rolos de comprimento variado. e não de pergaminho. Tudo indica :sr. Rolos também podiam ser século d. • O s E v a n g e l h o s À medida que os cristãos se familiarizavam com mais de um Evangelho. na fabricação do ftilF livro assim como o conhecemos hoje. . que os cristãos íoram pioneiros no desenvolffii"-. Mas antes do ano 200 Irineu argumentava que é tão natural haver quatro Evangelhos quanto há quatro ventos e quatro cantos da terra (Contra as heresias 3..R.C. já em 200 d.' . passou-se a adicionar as feitos de pergaminho (couro). O Evangelho de João demorou mais para ser aceito. originalmente. N u m rolo.' i :.. Por volta de 150 d.•' £ ' = S ¡ = . As folhas eram coladas umas nas outras.C. o texto era escrito e lido em colunas. . Os autores cristãos deste período os citavam freqüentemente como tendo a autoridade das Escrituras. Outros documentos semelhantes a evangelhos como o Evangelho de Pedro e o Evangelho dos Egípcios continuaram a ser usados nas igrejas orientais. Mas ela só teve maior aceitação na igreja ocidental a partir do quarto século. num "livro" em formato de u m rolo. a manuscrito atais antigo dc todo o NT (mais uma parte do A T ) de que hoje dispomos. Embora houvesse dúvidas freqüentes sobre a autoria da carta aos Hebreus. l | Í ' P : f | caso.Transmitindo o História O Novo Testamento A história do cânon do Novo '['estamento é mais a história de uma coleção de coleções que de uma coleção de documentos individuais. Por volta do ano 200 havia coleções que também incluíam 1 e 2Timóteo e Tito. Esse códice data do século -I d.: . capas. 0 Rolo do Templo (o maior dos rolos do mar Morto) tem 8 m e 20 começou a substituir o rolo durante o segundo cm de comprimento. No início.'••"" vimento do "códice".) já havia uma coleção fixa das dez cartas principais de Paulo.11. em comparação com os outros três — talvez porque era usado pelos gnósticos para promover sua própria versão da fé cristã. S . Mais tarde.8). isto é. Esta forma do livro à esquerda: Um rolo escrito em hebraico.difíceis de manusear e transportar. isto passou a ser um problema. para proteger o livro. Neste W^Mi J { . no sopé do monte Sinai. • ' " ' ' . S ^ . ele foi descoberto no século 19 no Mosteiro de Santa Catarina. • Os p r i m e i r o s d o c u m e n t o s a serem reunidos foram as c a r t a s d e P a u l o .C. No tempo do NT.C. os rolos eram feitos de folhas de papiro. A direita: Uma página cio Códice Sinaífico. Do rolo ao livro O s documentos que entraram no cânone da Bíblia Hebraica foram colecionados. '•'•'.v. Como acreditavam firmemente que havia uma única mensagem evangélica coerente.'.

exceto IPedro e Uoão.gito) ao rei da Inglaterra (quando o presente chegou. foram rapidamente aceitas com base nisto. no F. Atos. Assim. A extensão do cânon.\i«Vy" cl>MÇfrn|»«x>i|. 2Pedro. C . No quarto século seu status como escritura foi reconhecido no Oriente — com a compreensão de que o milênio de Ap 20 não devia ser interpretado literalmente.9) ao lado das cartas de Paulo. o Apocalipse de Pedro.V KM o i Ü f IMuV * 00©0-VCXMC*>>*<<X!*. Um pouco depois do ano 300 d. particularmente interessante é a classificação dos documentos em três grupos feita por Eusébio: • os livros aceitos nas igrejas sem qualquer restrição — quatro Evangelhos..M HM- .C. de Tomé e de Matias e os Atos de André e de João.\Òn.Ul)|o)M<n * OYSCxifxOAMi>PüriiujMo. as igrejas começaram a confirmar formalmente quais livros mereciam autoridade para determinar suas vidas e seus ensinamentos. por exemplo. 1 O M "<Xi O O P X I í A M e U K .>i M MOV i v ' * K Y n . Se revisarmos os critérios pelos quais os 27 livros alcançaram status canónico.»4 y M c i c o y w » . jamais foi formalmente definida por um concílio ecumênico da igreja inteira. Assim. K X M e N ' í "O I C O d>0 .*"' M O C * .I AHay-"1"<4>mJs l O l M i l . Listas de livros autorizados foram feitos em várias partes do mundo cristão. Entre estas.t)ei-Hic\H\o d > a m O Códice Alexandrino foi dado de presente pelo Patriarca de Constantinopla (que parece té-lo encontrado em Alexandria. o rei era Charles 1).!X-Ol pc.O I iii-oi-iií.:uKiit . 14 cartas de Paulo. Provavelmente a coleção surgiu do desejo de sc ter um testemunho comum dos apóstolos "tidos como colunas" (Gl 2. ao contrário dos esforços de Marcião e outros hereges de reivindicar Paulo para si e rejeitar os outros apóstolos. W I . Atanásio apresentou pela primeira vez uma lista de livros autorizados idêntica ao Novo Testamento que conhecemos e esta foi amplamente aprovada no Oriente.. ' C'J-i'X. X'. O livro de Apocalipse foi aceito mais rapidamente no O c i d e n t e que no O r i e n t e .-. mas até no Ocidente esteve sob suspeita por causa do seu uso pelos montañistas com seu entusiasmo excessivo por especulações quanto ao fim do mundo. • A t o s e A p o c a l i p s e ficaram fora destas três coleções. embora as igrejas ortodoxa. em 1627. todas. Escrito à mão. . a Carta de Barnabé e o üidaquê • os firmemente rejeitados.R E R O V U . Atos foi separado dele em data bem antiga e não é citado por autores cristãos antes do tempo de Justino..72 I m Introdução à Bíblia m - * <OCKXIXXC^OIIIXCI -^<|?*CI|füf I MHÍA. n u : f i 11\' '1' U I M « ( N V Y \ O W C O \ K. em grego.i ( i C C T I M t l M T G M X H M Í ' O X X O X< V i w o t i OOTXJS.«. Pelo fato de não haver reconhecimento claro da sua autoria apostólica. OOI-IOYCYI i M f O M K M o r e i ' Y W .' I I N . A mesma conclusão foi endossada no Ocidente por uma declaração papal cm 405 c no norte da África nos Sínodos de Hipona (393) e Cartago (397).! l<M M < ri K*0 X M C KlXI i Xf *l -FWO ' ^ K O I M U i U » X M O X • Kl-CMCOHfcW ' KMMKOimiWil^MaiiHMUTflX YK4| k N > MMfXNPAYMWAiiTiC >. inclusive os Evangelhos de Pedro. o Pastor de Hermas.M'CpTv>Vvoix r . no entanto.. a igreja etíope tem um cânon de 38 livros. Após três séculos de uso. *"('V"HiiikxueNTe(. IPedro e também Apocalipse "se desejável" • livros contestados.C. ainda hoje.. mas com o passar do tempo caíram em desuso porque expressavam doutrinas que tinham mais em comum com a heresia gnóstica que com a tradição recebida pela igreja.M K l £ ( O l I Ml'l I H M c t ) MIO " ¡' M C P C O O III IK11 MtífâtU P \ | < X m I " * . As cartas de Paulo. podemos ver que quatro perguntas fundamentais foram feitas sobre cada documento em consideração. foram pouco usadas antes do quarto século. Uoão.riV ' YMI M l .». 2 e 3João. Na sua carta de páscoa de 367 d. i. aqueles que ainda não eram universalmente aceitos — Tiago. este códice é uma das cópias mais antigas da Bíblia. v l M».1X>¿.e.I ü v c t i I R 11 • M<>Y ^•YÍANEXEÍEENXVFM-I ikmi-m!. os Evangelhos dc Marcos e Lucas foram reconhecidos como tendo autoridade ao lado de Mateus e João. • Ele é apostólico? Em vários casos esta era simplesmente uma questão de autoria.»âC-f*J'N'KXfOKin-IXCMAY. . Judas. Mas por volta do ano 200 sua importância foi reconhecida como evidência de que Paulo e os outros apóstolos pregavam o mesmo evangelho. Eusébio fez referência a uma coleção de sete "cartas católicas". R * .cn. enquanto Hebreus permaneceu em dúvida por mais tempo porque sua autoria era incerta.« > C l W n . Outros documentos foram incluídos porque vieram de uma pessoa diretamente relacionada c o m um apóstolo se não do próprio apóstolo. f * í*. • As Cartas Católicas (Tiago até Judas) formaram a última coleção a ser reunida. no período entre 400 e 450 d . católica romana e protestante compartilhem o mesmo cânon do Novo Testamento. Embora d o mesmo autor do Evangelho de Lucas. os Atos de Paulo.

. • O livro alentou a vida das igrejas ao longo do tempo? No final das contas. o teste mais importante que podia ser aplicado a um documento era se ele havia demonstrado seu valor divino através de sua habilidade de renovar. Os quatro Evangelhos que aparecem no inicio do NT se destacavam do restante. Os livros em questão provaram há muito tempo seu valor na vida cristã. Por exemplo. da primeira metade do século 2. Os livros do cânon do Novo Testamento se distinguem por darem testemunho em primeira mão da história de Jesus Cristo e do impacto que ele teve no período formativo da vida da igreja. Nos tempos modernos já houve quem sugerisse. . Provavelmente nenhum dos documentos que ocasionalmente são propostos para inclusão no cânon seja tão antigo quanto os documentos que integram o Novo Testamento. E embora alguém possa se beneficiar da leitura de outros livros que foram escritos nos primeiros tempos da igreja cristã. que o conteúdo do cânon deveria ser revisado. No entanto. ele foi aceito porque atendia aos critérios seguintes. a verdade é que os documentos do Novo Testamento continuam sendo especiais. não tem maior significado tornou-se canónica por causa da sua ênfase na defesa da verdade contra "enganadores . como vimos. sustentar e guiar a igreja. 7-11). Sua mensagem é derivada — e às vezes se des- Não demorou muito e os lideres da Igreja tiveram dc decidir quais dos escritos em circulação eram genuínos e seriam benéficos para toda a Igreja. até uma carta como 2João que. ou seja. Outros perguntaram por que o cânon do Novo Testamento deveria se limitar estritamente a esses 27 livros. Kstas páginas de um evangelho desconhecido são bastante antigas. o teste de apostolicidadc não foi aplicado de forma rígida.. Assim. Alguns sugeriram que o ceticismo que reina cm círculos acadêmicos quanto à autoria apostólica dc certos livros deveria levar a um questionamento de sua canonicidade. que não confessam Jesus Cristo vindo em carne" (vs. O cânon é um caso de sobrevivência dos mais aptos. apesar da dúvida com relação à autoria de Hebreus. dúvidas sobre autoria não são razão suficiente para excluir um documento. não apenas a um grupo seleto? Cartas originalmente dirigidas a uma igreja específica foram aceitas se sua mensagem pudesse ser comunicada a um público mais amplo.Transmitindo a História Era crucial saber que cada documento provinha do período mais antigo da história da igreja. via — do manancial que é o Novo Testamento. • É ortodoxo? O livro combina com a compreensão da fé cristã que recebemos por meio da tradição viva da igreja? Com base nisto m u i t o s documentos com títulos aparentemente autênticos como o Evangelho de Tomé e os Atos de João foram rejeitados. porque seu ensinamento era de caráter gnóstico. • E católico? 0 livro comunica a palavra dc Deus à igreja em geral. aparentemente. Seria mais exato dizer que os documentos que acabaram entrando no cânon demonstra- 73 ram sua autoridade intrínseca por meio do uso constante na igreja. aqui e ali. Por que não incluir outros documentos cristãos antigos tais como o Evangelho de Tomé ou os Atos de Paulo? Mas. Não devemos imaginar que o processo dc definição do cânon foi obra dc comissões que se reuniram para julgar os escritos cristãos e decidir se podiam fazer parte do cânon ou não.

a lín. <j < ' T v V t V ' >•". Eles começaram com o latim.7 4 Introdução à Bíblia Divulgando a palavra a tarefa da tradução A maioria das pessoas não lê a do. para que a mensagem começasse a ser levada a pessoas que não conheciam as línguas bíblicas. mas versões da Bíblia na va aramaico ao invés de hebraico e sua própria língua.19). . pois os muçulmanos falam sobre a produção de comentários do Corão e interpretações do mesmo.do Antigo Testamento usada antes to foi escrita em hebraico. a língua dos romanos (por volta de 150-220 d . mas não de traduções. A Septuaginta era usada para leitura em voz alia nas sinagogas localizadas em cidades do Império Romano onde se falava grego. por isso. falado na Síria antiga (por volta de 160 d. Os judeus que moravam nessas cidades muitas vezes não entendiam o Antigo Testamento em hebraico e então precisavam da Bíblia na língua que eles podiam compreender. O Antigo Testamento em grego O povo judeu do século 3 a. o Novo Testamento foi escrito originalmente na língua comum daquele tempo e depois traduzido para as línguas de muitos povos. dedicada a ajudar os outros a encontrarem Deus por intermédio de Jesus Cristo.parafraseada do original hebraico. Não demorou muito.C.C). C ) . do Norte da África e da Europa. .í-:»í. Umn das primeiras línguas que recebeu uma tradução do N T foi o copta (no Kgito).*:? ('. o siríaco. . judeus a entender sua fé. Algo semelhante acontecia em Israel por volta do mesmo períomeiros 300 anos após a morte de Jesus. Estas primeiras traduções foram motivadas por dois fatores: eles acreditavam que os livros do Novo Testamento eram inspirados por Deus. e depois passaram a traduzir para as línguas do Oriente Médio.. gua que era usada em Israel na época de Jesus e que está relacionada com o As primeiras traduções do hebraico. produziu uma versão do Antigo Testamento em grego conhecida corno Septuaginta. uma língua do Egito (por volta do terceiro século d.'>' • : . no século 3 d .'i í.rM'"'-j --f" w s p o l i u i . Pelo fato do cristianismo ser uma fé missionária. Algumas partes do Antigo uma versão bastante expandida e Testamento estão em aramaico. Novo Testamento O Novo Testamento foi escrito em Essas versões do Antigo Testagrego "comum" — a língua falada por mento foram feitas principalmenmuitas pessoas em todo o Império te para ajudar aqueles que já eram Romano na época de Jesus. "Targum" era uma versão aramaica A maior parte do Antigo Testamen. a língua dos de e durante a época de Jesus — israelitas.'.C.TV> i-Pvjf". . Neste ponto o cristianismo contrasta de forma interessante com o islamismo. cidades como Corinto. pois os livros da assim não entendia muito do AntiBíblia foram escritos em três línguas go Testamento lido em hebraico.r ^ (•TM 1 M 1 1 ) ' ' .) e o copta. i r . t i r . os cristãos produziram ver-1 soes do Novo Testamento numa variedade de línguas — para que pessoas que não sabiam grego pudessem ler sobre Jesus e crer nele. Nos priOs autores dos livros bíblicos escreviam para comunicar e. e assimilaram o chamado de Jesus de "fazer discípulos de todas as nações" (Mt 28. no entanto. aramaico e grego. Antioquia e Roma. Estas duas convicções os motivaram a tornar os livros do Novo Testamento acessíveis ao maior número possível de pessoas na língua que essas pessoas falavam — para que a vida delas também pudesse ser transformada pela mensagem de Jesus. usavam a linguagem de seu público-alvo.. O antigas: hebraico. C Está c urna página do Evangelho de João. mV-. pois entendem que o original (em árabe) é estritamente intraduzível. pois a maioria das pessoas falaBíblia em si.mV. . Isto tornou necessário o trabalho de tradução das Escrituras — uma tarefa que foi iniciada ainda antes do tempo de Jesus.

época. soas simples não achavam que isto • Um rascunho de cada livro levaria à anarquia. Queriam apeé produzido. que o viajante ainda outros 14% têm pelo menos possa. 75 O uso de computadores facilitou muito a tarefa dos tradutores em todo o mundo. ou simplesmente .. Essa ciência leva em conta a idade das diferentes cópias e a disseminação de determinada formulação ou palavra no conjunto das cópias. equipe de tradução e passam por Mas aqueles que queriam colo. mas também pelos turcos e sarracenos. continuam o trabalho de produzir versões da Bíblia em línguas Este passo envolve uma decidiferentes." tos. espan-um livro da Bíblia traduzido. Isto significaria que a geralmente são resultado do traigreja perderia o controle daquilo balho dc um grupo ou de uma em que as pessoas criam. questões relacionadas com as línguas originais.Transmitindo a História O aumento do número de traduções No século 16. Esse acessível a todos.mais de 95% da população munvicção foi combatida por setores dial têm pelo menos uma parte tradicionalistas da igreja daquela da Bíblia numa língua conhecida. a língua das pessoas cultas. sendo que cada nas que o poder que a Bíblia tem tradutor trabalha com deterde transformar vidas estivesse minado número de livros.000 apenas do Novo Testamento). outros 13% têm que o tecelão possa recitar esses texo Novo ou o Antigo Testamento e tos enquanto tece. com suas narrativas. Não temos os manuscritos originais dos livros bíblicos escritos pelos primeiros autores. ciou um meio barato de tornar Assim.071 línguas conhecidas que o lavrador pudesse cantar parte mundialmente apenas 5% têm a deles enquanto vai arando o solo. mas as cópias nem sempre concordam entre si. são sobre quais textos gregos. ou seja. as Sociedades para reduzir a língua à escrita. não apenas aos rascunho de tradução c levado eruditos. A ciência da crítica textual (veja "O texto e a mensagem") é usada para decidir qual cópia está mais próxima do original. Juntar o cansaço da jornada.publicadas. • Um grupo de especialistas (consultores) dá orientações a respeito de certos assuntos. estes números significam que Durante um tempo. Bíblia completa. Gostaria Das 6. mas a tradução de uma passagem específica pode depender de qual cópia antiga está mais próxima do original. pouco antes desse tempo propiexistem apenas na forma oral. Nenhum item essencial da fé cristã depende de uma diferença entre essas cópias antigas. incluindo crítica textual. 0 estudioso holandês Erasmo escreveu: "Cristo quer que seus mistérios sejam amplamente divulgados. houve um grande renascimento das traduções da Bíblia. temos uma grande quantidade de cópias antigas dos textos bíblicos (mais de 5. para que pudessem ser lidos e conhecidos. muitos anos de trabalho árduo Atualmente. Eu gostaria que fossem traduzidos para todas as línguas de todo o povo cristão. hebraicos e aramaicos serão usados. esta con. antes de se poder fazer essas novas traduções disponíveis uma tradução. assuntos ligados à arqueologia. a uma discussão com o grupo de tradutores. Bíblicas Unidas e a Associação Este trabalho é feito em conWycliffc de Tradutores Bíblicos junto com falantes nativos. Algumas línguas A invenção da imprensa um não têm forma escrita. caso Como se faz uma tradução pudessem ler o texto em sua próVersões modernas da Bíblia pria língua. são necessários a muitas pessoas. pois havia o temor de que Mas ainda existe muito por fazer! as pessoas formulariam suas próprias interpretações da Bíblia. especialmente àqueles que não conheciam latim. não apenas pelos escoceses e irlandeses. à medida que os cristãos se deram conta outra vez da importância dc levar a mensagem dc Jesus aos outros.quatro estágios antes de serem car a Bíblia na linguagem das pes.. na Europa.

mas que não é literalmente exata. Outras línguas não têm este problema. aramaico e grego. • Foco n a l í n g u a . se uma versão é produzida tendo em mente as crianças. E haverá situações em que determinada versão será mais útil ou mais adequada do que as outras. se os tradutores focalizarem a língua-alvo. No caso de algumas versões modernas em certas línguas. e. quando se estiver dirigindo uma discussão em grupo. • Foco n o p ú b l i c o alvo Um segundo fator que ajuda a explicar a variedade de versões é o público-alvo. Nesse processo. quando se estiver fazendo um estudo em particular. A alegria dessa boa nova se tomou real na sida desta mãe africana e de seu filho. geralmente com o uso de formulações surpreendentes ou interessantes. os tradutores originais "arrematam" o rascunho. No ponto extremo desta abordagem se encontram as paráfrases. ou quando se estiver ensinando a fé cristã às crianças. já que nelas existe um termo para "homens e mulheres" usado para grupos mistos. Tudo isto significa que é útil tere usar mais de uma versão da Bíblia. pela palavra falada. sua linguagem será mais simples c as frases mais curtas. às vezes usando o texto em grupos de estudo bíblico para testar trechos ou livros inteiros que foram traduzidos. pois permite ao leitor ver como o original foi estruturado. por exemplo. por exemplo. Em português. lista tem sido a tarefa dos cristãos desde o princípio até agota: traduzir o evangelho para línguas locais. Versões diferentes darão nuances diferentes do origina].a l v o Por outro lado. isso significaria usar a palavra "pessoas" ao invés de "homens" quando o original claramente inclui também as mulheres nessa referência. produzem uma versão literal (ou palavra por palavra) em que o texto da tradução se orienta pela maneira como a língua-fonte organiza palavras e sentenças. . • Finalmente. através de gestos de amor c dc ainda. por exemplo. Versões diferentes Grupos diferentes de tradutores produzem versões diferentes — às vezes bem diferentes umas das outras. em comparação com uma versão feita para adultos. e pela palavra escrita. quando se fizer uma leitura em voz alta na igreja. a língua focalizada pode ser diferente. o que resulta é uma versão de leitura fácil. que são uma reformulação bastante livre do original na língua-alvo.76 introdução à Bíblia os tradutores focalizam ou privilegiam a língua original (ou língua-fonte). Por que são tão diferentes? • Foco na língua original Em primeiro lugar. Uma versão para uso de pessoas eruditas e estudantes pode ser mais técnica. • Pessoas que representam a igreja e outras entidades farão uma revisão do rascunho da tradução. isto enriquecerá sua compreensão da mensagem da Bíblia. disse Jesus aos seus discípulos. para quem não lê hebraico. é importante usar linguagem "inclusiva". na Por exemplo. "Ide poi lodo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura". às vezes eles tornam a consultar os especialistas para tirar dúvidas quanto a uma ou outra questão. Na prática a maioria das versões fica entre os extremos do muito literal e da paráfrase. para publicação. preparando uma versão final Boas notícias devem set compartilhadas. Se hora de traduzir a poesia hebraica (tal como aparece nos Salmos). o estilo e a maneira de expressar o sentido do texto na língua alvo. Se a versão é feita para pessoas para as quais a língua-alvo não é a língua materna. como. Isto pode parecer um pouco estranho ou artificial para alguém que não conhece a língua original — mas pode ser uma vantagem. Hoje essa boa nova alcança pessoas cm todos os continentes. os tradutores evitarão palavras mais raras ou frases peculiares.

Define-se c o m ot r a d u ç ã o evangélica. a edição Revista e Atualizada surgiu no Brasil após o trabalho de mais de uma década. .Tradução da CNBB . a S B Bl a n ç o u a Bíblia na L i n g u a g e m de Hoje (BLH). uma s e g u n d a edição do texto da BLH. Bíblia de Jerusalém (BJ) . A Boa Nova . A Bíblia completa foi publicada em 1981. a tradução estava em Ez 48. a primeira t r a d u ç ã o completa da Bíblia feita por iniciativa da SBB. m a s também levou em conta os últimos avanços da arqueologia e exegese bíblicas. 0 trabalho foi concluído por Jacobus op den Akker.E m 1988. Tradução Ecumênica da Bíblia (TEB) da no B r a s i l em 2001.Traduções da Bíblia em português Eis um breve histórico da tradução da Bíblia para o português. Nova Versão Internacional (íWI) . baseia-se nos textos originais hebraicos.L a n ç a d a pela Sociedade Bíblica de Portugal em 1993. introduzidos e anotados por uma equipe de estudiosos católicos. Traduziu o Novo Testamento. Foi ap r i m e i r a Bíblia completa publicada no Brasil.Tradução em Português Corrente .Edição prepar a d a por uma equipe de exegetas católicos e protestantes. comparados com a Nova Vulgata.A Fiel aos princípios de tradução de equivalência formal. foi várias vezes reimpressa no Brasil. 0 trabalho foi feito entre 1902 e 1917 e teve Rui B a r b o s a como um de seus consultores lingüísticos. a N T L H emprega uma linguagem que é acessível às pessoas m e n o s instruídas e. n a liba de Java). Nova Tradução na linguagem de Hoje tradução de Almeida foi trazida p a r a o Brasil pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira e entregue a uma comissão de tradutores brasileiros. Página de rosto d o Novo Testamento de João Ferreira d e Almeida. Almeida Revista e Atualizada (ARA) - sete editoras católicas brasileiras. foi l a n ç a d a a Nova Tradução na Lingua- Bíblia completa traduzida inteiramente no Brasil.T r a d u ç ã o datada de 1932. Tradução Brasileira (TB) . E m 2 0 0 0 . entre outros propósitos. A Comissão tratou de atualizar a linguagem. Ela se destina. publicado em 1693. Almeida Revista e Corrigida (ARC) . fiel e contemporânea. entre os anos de 1772 e 1790.0 primeiro a Tradução do Padre Matos Soares traduzir o Novo Testamento para o português a partir do original grego foi João Ferreira de Almeida. em 1864. aceitável às pessoas m a i s eruditas. à citação em documentos da Igreja Católica e à preparação de edições litúrgicas. com alterações no texto do Antigo Testamento e uma revisão m a i sa p r o f u n d a d a da tradução do Novo Testamento. Segue a filosofia de t r a d u ç ã od a New International Version.21). colega de Almeida. Uma edição revista e ampliada foi publicada em 2002. que foram incumbidos de dar ao texto uma feição mais brasileira. e parte do Antigo Testamento (quando faleceu e m 1691. feita a partir da Vulgata.P u b l i c a - P a d r e Antônio Pereira de Figueiredo a partir da Vulgata. missionário protestante na Ásia (especialmente na cidade de Batávtá.A p r i m e i r a (NTLH) . A Bíblia toda só foi publicada em 1753. protestantes e judeus.T r a d u ç ã o do . Os livros bíblicos foram traduzidos. era a versão mais difundida entre os católicos. Bíblia Sagrada . * Versão de Figueiredo . Até há pouco tempo. Foi preparada porbiblistas protestantes e católicos e sua linguagem é próxima à u s a d a pela maioria dos portugueses. Era uma tradução bastante literal.Publicada em 1994 e reeditada em 2002. ao m e s m o tempo. Editada originalmente em Portugal. A Bíblia completa foi lançada em 1959. que caracterizam o texto de Almeida. . aramaicos e gregos. Tradução de Almeida . lançado em 1681.Publicada em 2002 por um consórcio de I gem de Hoje (NTLH). O r i e n t a d a pelos princípios de tradução dinâmica.

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ainda se impressionam com "o poder. é pouco importante para os filipinos. precisa aprender a levar em conta a dimensão social e cósmica do pecado. as pessoas do Ocidente envolvidas diretamente na transmissão da mensagem cristã para outras culturas em geral não estavam cientes das pressuposições culturais por trás da sua própria leitura das Escrituras. disso vem o senso de que o mundo não é fixo. O que está errado? Muitos estudiosos perceberam que o cristianismo como foi teologicamente desenvolvido no Ocidente focalizou as idéias complexas que envolvem o pecado e a culpa.. O Ocidente. Pensamento e expressão são geralmente altamente organizados. o que explica a preferência por histórias ao invés de proposições. mas de maneiras imaginativas e intuitivas ao invés de analíticas e abstratas. o rompimento da harmonia no nosso relacionamento com a sociedade ou com o cosmos é uma falha considerável. Nas Filipinas. antes de tudo. Aqui. sem levar em consideração se o contexto social é do Terceiro ou Primeiro Mundo. que pode ser claramente percebido. e se o público está imerso numa visão de mundo animista. o público e o particular. uma questão de traição e mentira e sexo ilícito. que tende a individualizar e personalizar o "pecado". budista ou hindu. o mesmo "pacote" é levado de cultura a cultura. Eles consideram a realidade uma unidade. por meio das coisas que foram criadas". levou a uma rígida separação entre espiritualidade e envolvimento com o mundo. Elas pressupunham que sua leitura do evangelho registrada na Bíblia era relativamente objetiva. As culturas ocidentais baseadas na cultura grega tendem a dividir a pessoa em corpo e alma.80 Introdução à Bíblia Perspectivas culturais Oriente e Ocidente Melba Maggay Até recentemente. desprovida do maravilhoso e do mágico. A divisão entre "salvar as almas" e "alimentar os corpos" está longe da justiça e das dimensões nacionalistas dos movimentos religiosos nativos. Os filipinos não fazem distinção rígida entre o natural e o sobrenatural. Esta pergunta. Nosso povo ainda não conhece a natureza "desmitificada". diferenciando o "espírito" e a "matéria". Mas o Ocidente defende a Bíblia na nossa cultura como se fôssemos todos racionalistas de uma era científica. Os filipinos. pelo poder das imagens ao invés de palavras abstratas. Assim. Experiências humanas concretas são destiladas em provérbios. para os quais o que importa mais é acesso ao centro do poder que governa sua vida e o universo. Pensando e sentindo As pessoas numa sociedade amplamente oral como a filipina vêem a vida como realidade primária — eventos passados guardados na memória e reinterpretados com o passar do tempo. e o que uma cultura considera essencial pode certamente ser diferente do que outra cultura considera importante. a escrita era usada principalmente como forma dc comunicação social. A tradição teológica ocidental é parte importante da herança da igreja em todo o mundo. não como . Dupla personalidade O holismo filipino opõe-se à tendência ocidental de compartimentar a realidade. na cultura filipina préespanhola. em sua cultura. vozes cristãs do Terceiro Mundo levantaram a questão do contexto. Cada cultura tem um senso interno do que considera "errado"... o sagrado e o secular. ocasionando certa introspecção ou reflexão. mas c apenas uma das possíveis leituras. mitos e parábolas. embora não seja completamente irrelevante. Porém o cristianismo ocidental se dirige a eles como se houvessem há muito passado a idade do misticismo e precisassem ser arduamente convencidos da existência dc um Deus sobrenatural. c sim um sistema interpessoal dinâmico dc encontros com pessoas e outros seres. como comida e bebida. A noção ocidental de que a religião está relacionada com o "espírito" e não com as coisas materiais. considerando-o. ou de coisas gerais relacionadas com violação da integridade interior c usurpação dos direitos de outras pessoas.. desafiando teologías e métodos de comunicação tipicamente ocidentais e chamando a atenção para a importância da cultura no ato de ler e ensinar a Bíblia. enigmas. Em reação. A questão que mais preocupa a "consciência introspectiva do Ocidente" é se podemos ter certeza de que realmente iremos ao céu.

democratizando sabedoria ou a habilidade de intea leitura das Escrituras.A Bíblia hoje forma dc acumular sabedoria e tradições antigas. dizeres sua vez levou a uma ampla alfabe. As festas acontecem nas estações de colheita e .no. com a ênfase católica na emoção. dc conflito entre culturas. como habilidade dc demonstrar no ritual e na imagem. que é o contexto cultural da au deste artigo. nas Filipinas. supondo que o que Deus estiver fazendo. Esta cena no mercado é de Manila. que por grar vida e conhecimento. Este etos fica muito distante nou possível a impressão e distri. Uma questão de tempo Após 400 anos dc alfabetizaO tempo como valor dominante ção. do altar para o púlpito. ao invés de discipulado. proposicio.termos de aquisição de informação nais e verbais de fé em contraste bíblica. em grande parte. ligado às estações e aos movimentos lunares. data da aceitação de certas fórmulas de ligação histórica entre a Reforma fé. da Imagem para a Palavra. ao invés da capacidade de aplie a invenção da imprensa. O pescador observa a maré c espera por noites de lua nova. no qual uma hora tem sempre 60 minutos na hora que podem ser perdidos ou ganhos. ou podem receber valor monetário — é muito diferente da noção nativa de tempo como algo orgânico.sábios e relacionamentos eficazes tização. definida em expressões cognitivas. O centro litúrgico passou com pessoas e situações. estará fazendo em sua mente. O agricultor acorda com o nascer do sol para trabalhar c pára quando o sol está muito quente. Tanto o Oriente quanto o Ocidente podem contribuir para a compreensão da Bíblia e de sua mensagem. car tal conhecimento no cotidiaA invenção dc Gutenberg tor. A noção de tempo como sendo linear — um tempo único e absoluto que pode ser medido pelo relógio. a fé passa a A ênfase do protestantismo nas ser. Expressões de fé Conseqüentemente.da cultura nativa que valoriza a buição de Bíblias. o Ocidente evoluiu para uma na organização da vida nas sociecultura religiosa fortemente ligada dades ocidentais é outro exemplo Somos todos condicionados pela nossa cultura. ao intelectualismo abstrato.

da história com um propósito não um ciclo interminável de nascimento e morte. as coisas começam quando estão prontas e terminam quando estão completas. ou no fato de que um alvoroço de preparativos acontece em cima da hora porque o evento está prestes a começar. O que chamamos de "horário filipino" é na verdade sincronia com o fluxo de eventos à medida que acontecem. Isto está. diz Jesus. ao contrário da ilusão ocidental de que por mero planejamento e administração podemos nos proteger das incertezas do futuro. As pessoas discernem as estações e determinam se é tempo kairos (oportuno) ou apenas tempo chronos (que passa) c agem de acordo. É realmente difícil comunicar-se através de barreiras culturais. Mas estar ciente do nosso condicionamento cultural e reconhecê-lo é um progresso. e medições de tempo variam dos ciclos climáticos ao período de tempo que se leva para fumar um cigarro. . "Basta a cada dia o seu próprio mal". Embora haja um sentido cm que o tempo é linear — a Bíblia fala do tempo como tendo um princípio e um fim. mas é mais correto entendê-la como uma falta de futurismo ou de ansiedade com relação ao amanhã.82 Introdução à Bíblia mais próximo do sentido hebraico de tempo como "determinado" ou "oportuno". Pelo fato de o tempo nesta cultura estar ligado ao fluxo dos eventos ao invés do relógio. da ascensão e queda de impérios — há um sentido em que vivemos o tempo como um ciclo. ou arrancar e destruir. Estes. não são os únicos exemplos das diferenças entre o pensamento ocidental e oriental. de certa forma. é claro. O filipino está interessado. não no horário em que algo acontece. ritual. Não adianta preocupar-se com um amanhã que não podemos controlar. E as perspectivas combi nadas de Oriente e Ocidente trarão uma compreensão mais rica da Bíblia e de sua mensagem. um momento amadurece até o tempo designado de construir ou plantar. Isto pode ser visto no fato de eventos começarem somente quando os lugares na sala estão preenchidos e os próprios organizadores estarem prontos. A ênfase ao tempo como presente vivo foi mal interpretada como o hábito de se deixar para amanhã o que se poderia fazer hoje. mas se uma ação já terminou ou pertence ao "ainda não". Então começamos a nos abrir para outros discernimentos culturais.

assumindo a forma de servo. Mas Jesus também traz a história de Deus a seu verdadeiro clímax.. Sempre que os israelitas pensavam que Deus era apenas mais uma divindade tribal ou tentavam adorar a Deus à maneira dos ritos de fertilidade comuns entre os cananeus. "o nome que está acima de todo nome" é uma alusão clara a Is 45. Desde o início. Mas em nenhuma nação além de Israel Deus agiu por amor a todas as nações. a sociedade era diversificada. Algumas das primeiras "cristologias" eram expressas em hinos de adoração coletiva. como criador e soberano do mundo. embora estando na forma de Deus. uma passagem na qual Deus declara ser o único Salvador universal. aquele que é Senhor até de Davi. líder cristão de origem judaica.22-24 na Bíblia hebraica. a história de Israel alcança a sua verdadeira plenitude em Jesus de Nazaré. para a glória de Deus Pai. havia um templo dedicado ao deus grego Pan. E parte de uma carta que Paulo. eles estavam traindo a sua vocação no mundo. aquele que fez com que Abraão ficasse alegre. para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho. Ele escreve sobre "Cristo Jesus" (Fp 2. E. Em Cesaréia de Filipe. mas a si mesmo se esvaziou. Nele converge o conjunto de imagens do Antigo Testamento. O mundo inteiro reconhecerá que Jesus é o Senhor verdadeiro. Israel foi chamado para andar nos caminhos do Senhor sob o olhar atento de outras nações. Eles adoravam ou prestavam culto a Jesus. todo joelho se dobrará. a igreja cristã.6-11): "o qual. ao ver o tempo da vinda dele. considerou adequado falar dc Jesus na linguagem usada para Deus nas "A reivindicação não é tanto que Jesus é como Deus. e morte de cruz! Por isso também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome. A singularidade do etos social de Israel vinha da revelação única que Deus confiara a Israel. tanto do "Servo de Deus" de Isaías. sendo encontrado em forma humana. Mas aqui. estava agindo na história de todas as nações e culturas. Segundo os autores dos Evangelhos. Nichos escavados na rocha para abrigar estátuas dc deuses podem ser vistos ainda hoje. Um fragmento de um destes hinos primitivos provavelmente encontra-se nas palavras seguintes. quanto do "Filho do Homem" de Daniel. tornando-se semelhante aos homens. no final da história humana. recebendo um reino eterno que abrange todos os povos. que também vivia num mundo religiosamente pluralista. não considerou que o ser igual a Deus era algo de que ele deveria tirar vantagem. E esta reivindicação surpreendente é feita sobre um criminoso judeu que fora recentemente executado! Igualmente surpreendente é o contexto literário em que isto aparece — uma exortação para imitar esse Cristo em sua mentalidade humilde e atitude dc servo! Na Palestina do icnipo dc Jesus." Nesta passagem. e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor." escrituras hebraicas. escreveu para uma das igrejas que fundara na colônia romana de Filipos. a si mesmo se humilhou e foi obediente até a morte. mas (pie Deus é como Jesus. Ele é aquele sobre quem Moisés havia escrito. mais ou menos como a nossa. onde Pedro confessou que Jesus era o Messias enviado por Deus.. suportando a ira de Deus para curar as nações. Ele convoca todas as nações da terra a dobrarem os joelhos diante dele. é ao nome de Jesus que.83 Jesus numa sociedade pluralista Vinoih Ramachandra Os autores bíblicos viviam num ambiente social tão pluralista quanto o nosso em matéria de religião. escritas cerca de 25 anos após a crucificação. Deus. . Ele incorpora os propósitos dc Deus para as nações ao viver como o Filho que é fiel a Deus.

Como o Templo em Jerusalém representava a própria identidade de Israel como nação. a base do julgamento será ares. Na sua presença. Tanto o ensino de Jesus quanto seu estilo de vida implicam uma profunda autocompreensão. A forma positiva como Jesus muitas vezes assumia direitos e prerrogativas de Deus escandalizou seus contemporâneos e ri d a n u ci a o n u t( a .| 46. Pessoas que haviam fracassado moralmente e não tinham vez na sociedade recebiam uma nova identidade e eram inseridos em novos relaeionamentos. Na história extraordinária do julgamento final em Mt 25.31.I posta das nações a ele — expressas na sua resposta àqueles com quem cie se identificou. o "reino de Deus" — a grande esperança de Israel quanto à presença salvadora de Deus — estava irrompendo no mundo. Ao declarar tal perdão Jesus deixava de lado o Templo com seu sacerdócio divinamente instituído e seu sistema sacrificiai. a igreja de judeus e gentios) proclama a singularidade de Deus/Cristo andando como Deus/Cristo andou.84 Introdução à Bíblia Aqui novamente. Jesus apresentou-se também como aquele a quem todas as nações prestarão contas no fim da . Esta visão elevada de Jesus certamente veio da maneira como o próprio Jesus via sua relação com Deus e Israel. história. o povo da aliança de Deus (neste caso. homens e mulheres recebiam perdão incondicional de seu pecado. Para Jesus. a ação de | Jesus era realmente radical. como no Israel antigo. e tomando forma em e por meio de suas palavras e ações.

afirma ser "a ressurreição e a vida". fizera por a derrota do mal. Js 3.10. ou seja. "É ao nome de Jesus que. o "espírito vivificante" (ICo 15." A esperança judaica de ressurreição agora se torna fé em Jesus que.45). 85 nova ordem mundial. SI 42. aquele a quem o Pai concedeu "ter vida em si mesmo" para que também possa dar vida a outros (Jo 5. Jesus fez a afirmação de que ele é o único caminho que leva a Deus num mundo semelhante ao nosso. A reivindicação não é dos primeiros discípulos estava a tanto que Jesus é como Deus. na época de Jesus. Com esta convicção os comunicar-se com eles. mas também fazem declarações surpreendentes ridade religiosas.21-26).dinárias sobre Jesus. . No centro da fé e da pregação sobre Deus. e t c ) . Esta linguagem foi aplicada a Jesus após a sua ressurreição porque deu significado a suas palavras e obras anteriores à crucificação. a "habitar" primeiros cristãos se negavam a neles e capacitá-los por meio de considerar-se apenas membros de uma "religião" entre várias: eles uma nova atuação do Espírito. e ressuscitado por Deus: que durante especialmente Jesus na sua crucifium período de 40 dias após sua cru. no final da história humana. "ressurreição" representava do que Deus. ficavam nas imediações da Galileia. é de certa forma a plenitude cificação ele apareceu a eles num da divindade numa personalidade corpo físico e depois continuou a humana. em Jo 11. em Jesus. Na crença judaica daquele eram testemunhas entre as nações tempo. Ao ressuscitar Jesus.26.25. Jesus. Espírito e Deus ao mesmo tempo. Ele é o "Autor da vida" (At 3. a vinda de uma toda a humanidade.18.cação. todo joelho se dobrará. os apóstolos não só fazem declarações extraore provocou a indignação das auto. "aquele que vive" (Ap 1. uma das Dez Cidades (gregas) que.2. mas afirmação de que Jesus havia sido que Deus é como Jesus. Por intermédio de Jesus. o Deus Criador tiraria sua criação da sujeição ao mal e à morte e a elevaria para compartilhar sua própria vida.A Bíblia hoje Meninos posam ao lado das ruínas de uma antiga igreja em Gadara. Deus lhe deu seu próprio poder de levantar os mortos. Ao falarem de Jesus. um mundo em que diferentes religiões disputavam a preferência das pessoas. comparar com o uso desta expressão como título divino em Dt 5.15).

Este versículo foi muitas vezes usado não só para avaliar as outras escrituras em relação ao Corão mas também para determinar como certas passagens fundamentais no Corão se relacionam com outras partes do livro. o Zalnir (Salmos) e o Injil (Evangelho). Jacó e as tribos de Israel e o que foi outorgado a Moisés e a Jesus e o que foi dado a todos os profetas vindo do seu Senhor. especialmente o Tawrat (ou Torá).50). No que diz respeito à lei mosaica.106). Não fazemos distinção entre todos eles. além disso. porque foi a Alá que nos submetemos" (Sura 2. . cm certos casos.86 introdução à Biblia Michael Nazir-A!i O Corão e a Bíblia bra" seus leitores do que foi esquecido e que "abranda" ou ab-roga certas partes das escrituras mais antigas: "As revelações que ab-rogamos ou fazemos cair no esquecimento.136). As outras escrituras são mencionadas com freqüência. Isaque. "lemUm imnnic se dirige ¿ 1 um grupo de pessoas numa mesquita de Istambul. Ismael. a posição do Corão é que pelo O livro sagrado dos muçulmanos. se todos eram a Palavra de Deus? Esta dificuldade é contornada de maneiras diferentes. Alguns versículos antes. sobre Abraão. Judeus e cristãos são exortados. os judeus também são desafiados a viver segundo a luz e orientação da Torá. o Corão. mas principalmente pela alegação dc que o Corão "cumpre" as outras revelações mais parciais: que. nós as substituímos por outras. No que Corão e a Bíblia diferem No entanto. a viver segundo a vontade dc Deus como foi revelado nos seus livros: "Que o povo do Evangelho julgue de acordo com aquilo que Alá revelou nele c quem não julga pelo que Alá revelou é rebelde" (QS. Como explicar isto. já na época em que o Profeta do Islã ainda era vivo começava a ficar claro que as Escrituras dos judeus c cristãos eram bem diferentes da revelação que o Profeta alegava ter recebido. alega repetidamente ser a continuação da revelação dada na tradição judaico-cristã e é considerado pelos muçulmanos a última de uma linhagem de escrituras dada aos profetas: "Cremos emAláeaquiloquedecima foi enviado sobre nós. iguais ou melhores" (2.

Isto. não depende de qualquer outro documento literário ou histórico.46. a corrupção do próprio texto.14). porém. Gradativamente. 5. Jesus supostamente revogou algumas delas e o Profeta do Islã abrandou outras (3. portanto. todavia. Um texto corrompido? Outra maneira pela qual o islamismo procura fazer frente às discrepâncias entre suas escrituras e as dos judeus e cristãos é a acusação do Tahrif.50. por exemplo. deixa intacta a integridade de extensos trechos da Bíblia! . eram da opinião que a alteração era tahrif bi'l ma'ni. são ab-rogadas. na visão muçulmana. Muitos estudiosos. 5. pelo menos no Corão. muitos estudiosos muçulmanos referem-se à Bíblia quando tentam comentar o significado do Corão. ocultadas.75-79. mas que isto não se aplica às palavras inspiradas dos próprios profetas. Os conservadores também usam a Bíblia extensivamente como contexto histórico para o estudo do seu próprio livro. é claro. 4. A Bíblia hoje «7 mas apenas de "esquecer" o que receberam (cf. tais como Tabari e Razi. surgiu um consenso de que "o Povo do Livro" era culpado de tahrif bi'l lafz. Muitos chegam a conclusões surpreendentes: concordam. continuam a defender que o Corão não afirma corrupção geral das escrituras judaico-cristãs. que os cristãos não sejam acusados. independentemente das interpretações a que foi submetido por judeus e cristãos. O "Povo do Livro" é acusado de alterar as escrituras para seus próprios propósitos (2. Pode ser. de alterar as escrituras. foram os principais propagadores desta teoria. O teólogo espanhol Ibn Hazm e o mestre itinerante na índia. é a revelação final e definitiva que "cumpre" as outras escrituras e. Ao fazerem isto. o cientista Al-Biruni.90). mas apenas que os textos foram mal usados e certas passagens. precisam definir até que ponto houve alteração do texto. Uso da Bíblia Embora os muçulmanos acreditem que o conteúdo do seu livro sagrado tenha sido recebido diretamente de Deus e. naquilo que estas contradizem o Corão. uma corrupção do significado do texto sem necessariamente envolver corrupção do texto em si. É a crença que o "Povo do Livro" que viveu em período anterior mudaram ou corromperam seus livros de tal forma que estes não mais concordam com o Corão.15). no entanto. 4. 5.f menos algumas de suas cláusulas foram decretadas corno castigo por rebelião. que narrativa e comentário na Bíblia podem sofrer alteração. Estes estudiosos não são apenas os que integram uma escola mais "liberal" de pensamento. Assim o Corão.160. Os primeiros comentaristas muçulmanos.

é crucial que tenham alguma noção de como os muçulmanos vêem a revelação. não condiz com o conceito dc revelação para a maioria dos cristãos. A confiabilidade é atingida não pela dependência de uma única linha dc evidência manuscrita. de reflexão e edição por parte de comunidades e indivíduos. noentanto. A maneira em que a evidência manuscrita é tratada nas duas tradições é um exemplo disto. isto é um sinal da integridade e confiabilidade do livro. Todas as edições atuais do Corão são derivadas de uma única recensão (sendo que as variantes foram destruídas no decorrer da história). é muito importante explicar como os cristãos entendem que a revelação é mediada. No que tange às escrituras judaico-cristãs. na realidade. Os cristãos compreendem a extensão da continuidade que existe entre o Corão e as escrituras que eles usam.Como os muçulmanos entendem a revelação Para que cristãos entendam a visão muçulmana da Bíblia. Isto é muito bem-vindo. Estas são as formas diferentes de chegar àquilo que a comunidade considera um texto confiável. mas também por meio dc um processo dc acréscimo nas tradições. nem a tradição muçulmana mais antiga. na verdade. pois só pode levar a uma melhor compreensão do que se tem em comum e ao estabelecimento de uma base a partir da qual se pode lidar com as sérias diferenças que permanecem. uma obra relativamente moderna. que são usados para elaborar a edição crítica de um texto. segundo eles. "Barnabé" é. aprofundado a compreensão da posição do outro lado. faz qualquer referência a tais obras. mas pela comparação de tradições manuscritas diferentes. Em diálogo com muçulmanos. que discorda do Corão em certos aspectos importantes! Tentativas de produzir tais obras demonstram. escrita na Espanha muçulmana. No entanto. quão grande é a dificuldade que os muçulmanos tem com a noção cristã de como livros diferentes da Bíblia foram escritos e como a lista aprovada surgiu na sua forma atual. às vezes em línguas diferentes. é o Evangelho autêntico. há um grande número de manuscritos. Livros fora do "cânon" oficial Ocasionalmente os muçulmanos produzem livros semelhantes ao assim chamado Evangelho de Barnabé que. Para os muçulmanos. A idéia de uma obra predeterminada descendo do céu. para a qual o profeta apenas serve de meio ou instrumento. enquanto os muçulmanos passam a apreciar algumas das escrituras às quais o Corão se refere. por outro lado. . Entendimento mútuo O diálogo paciente entre muçulmanos e cristãos sobre as escrituras dc cada fé tem. nem o próprio Corão. não só por meio das limitações de cultura c língua.

apresenta a poligamia e ele. a profetisa (2Rs 22). com a recuperação da importância esquecida das mulheres na história da missão da igreja Antigo Testamento sobre a situação das mulheres. e para dar maior respeito ao trabalho tradicionalmente feito por mulheres. em corrigindo o que não é.homens. Na cultura secular c na igreja.está para ilustrar como o status. Tanto homens quanto mulheres acostumaram-se a aprender sobre fé a partir de exemplos bíblicos de homens como Pedro. sentes e têm papéis importantes. não porque as mulheres se relacionem com Deus ou vêem a Bíblia de forma diferente dos homens. a contribuição e importância das mulheres.e status de homens e mulheres ção de ambos é considerada muito em todas as culturas em todos os boa (Gn 1. Então. ou porque todas as mulheres pensem da mesma forma. mas para época (da mesma forma que. tiveram função e a experiência das mulheinício a rivalidade e a competição. a plementaridade do Eden. mesmo que inconscientemente. Não há uma palavra inequívoca no assumem papéis responsáveis de e com a retificação do desequilíbrio no qual mulheres e o sexo feminino foram marginalizados nas traduções da Bíblia. A mulher é cria. também o homem rece os homens em detrimennasce da mulher. para que possamos seres criados." to das mulheres? E o patriarcado (no sentido mais amplo. por mostrar que ela é semelhante a exemplo. ou se simplesmente desda a partir do homem. Há indicações suficiencomo cumprimento da previsão de tes disto no texto em si. não para creve o que estava acontecendo na mostrar subordinação.16). ajuíza (Jz 4).A Bíblia hoje 89 A Bíblia do ponto de vista feminino Claire Powell O século 20 testemunhou grandes mudanças nas atitudes com relação ao status e papel das mulheres. A Se Gênesis estabelece o cenário. toda a igreja. Uma mudança de perspectiva da Bíblia também era necessária. que o homem dominaria a mulher Embora grande parte da his(Gn 3. os papéis que elas exercem. nem a mulher é independente do homem. são preconceituosos? Porque assim como a mulher foi Será que a Bíblia como tal favofeita do homem. a masculinidade se tornou a norma do que significa ser humano e era fácil marginalizar. A questão que que homens e mulheres foram isto levanta é se a narrativa afirma criados iguais à vista de Deus e a vontade de Deus para os papéis na presença um do outro. até recentemente. assumem o poder até na vida religiosa e as mulheres parecem ser raramente vistas ou ouvidas.tempos. Teólogos focalizaram principalmente a maneira como Deus lida com os homens. o sistema de homens no poder) é justiRivalidade e competição Os problemas entre homem e ficado pelo próprio texto? Estaria mulher só começaram depois que Deus tratando as mulheres dessa a desobediência causou a "queda" forma? É bem mais provável que da humanidade em Gn 3. nem o Deus e a Bíblia homem é independente da mulher. imitando o que é bom e a interdependência que Paulo. A cria. enquanto as mulheres. enquanto o exemplo de mulheres como Maria eram subconscientemente vistos como "apenas para as mulheres"! Portanto. isto acontece igualdade.31). A educação das mulheres foi uma das chaves para abrir novas oportunidades no mercado de trabalho. mas parte das conseqüên. liderança não c restrita a homens. aquilo que encontramos descrito aí ao invés da mutualidade e com. se beneficia com a valorização da experiência de fé por intermédio das mulheres nas Escrituras. e para demonstrar aprender. considerando mais importante na teologia e na história cristã as coisas que os homens fazem. . na forma de Parceiros iguais Gênesis começa com o fato de narrativa descritiva. a fé. mas os homens prevalecem. na maioria das vezes. em contraste com os outros a escravidão).11-12. res ficam longe do ideal divino de Dc Gn 4 em diante. mulheres e homens. a experiência e os interesses delas ficavam em segundo plano. o drama se desenrola na história Tanto Débora. as mulheres estão precias inevitáveis da queda. no Senhor. na teologia e na igreja. mas porque. quase toda interpretação bíblica era feita por homens. diz ser eternamente turas registram muitas coisas que característica da raça humana: "No não defendem! entanto. quanda salvação no restante da Bíblia. As EscriICo 11. to Hulda. O que está registrado aparece. Este não era o ideal dc tória focalize as atividades dos Deus.

Febe era diaconisa em Cencréia (Rm 16. quando Paulo indica em lTm 2 que as mulheres não devem ensinar ou ter autoridade sobre homens. fisicamente. Mas com o nascimento da igreja surgiu um novo sinal. só podia ser colocado no corpo de homens. Rm 12. As listas dc dons no Novo Testamento (p. não é de admirar que os líderes homens fossem mais numerosos que as mulheres. que diz que. Em tal contexto as mulheres deviam parar o que estavam fazendo de errado. ele está se dirigindo a um problema específico de ensinamento falso e autoridade injusta em Éfeso. a circuncisão era o sinal de que se pertencia ao povo da aliança de Deus — um sinal que. nas Filipinas. assim como os exemplos dos homens geralmente são aplicados a mulheres. um grupo de mulheres se reúne para estudara liíhlia.1). Logo. ex. o princípio do ensinamento é que deve ser seguido. homens e mulheres! No Antigo Testamento. não um padrão.90 Introdução à Bíblia liderança que não são descritos no texto como algo excepcional. Os crentes são recomendados por Paulo a ensinarem uns aos outros (p. Isto poderia indicara necessidade de ser casado e mono- .2. mas está é uma descrição. Do Antigo ao Novo O fato de a maioria dos líderes serem homens representa a cultura patriarcal desenvolvida na época.26). O batismo incluía fisicamente homens e mulheres. para alguém ser candidato ao episcopado. Uma indicação disto pode sei vista em lTm 3. Lídia era km Taçtoban. Ef 4) não especificam sexo. Dada a cultura patriarcal da época. ICo 12.16) e nenhuma exceção aqui impede mulheres de ensinar homens. mas não por isso proibidas de ensinar o que é correto! Nisto elas podem servir de exemplo de conduta para os homens. judeus e gentios. Pelo contrário. cjue mulheres eram proeminentes entre os líderes em quase todas as primeiras igrejas que se reuniam nos lares. Sabemos. Cl 3. precisa ser "marido dc uma só mulher". líder em Filipos. Nos casos em que há diferença entre detalhes de uma situação do primeiro século e do presente. Júnia (a evidência da maioria dos manuscritos indica que Júnia era uma mulher) era apóstola (Rm 16. mas muitos homens também foram! E o Novo Testamento nos apresenta um sacerdócio de todos os crentes. com base em Atos e nas epístolas.7). Não há mandato divino para tal. Nas cartas do Novo Testamento há várias indicações de que quaisquer restrições sobre mulheres se aplicam dentro da cultura e do contexto específicos. Há registro de Priscila ensinando Apolo (At 18. As mulheres foram excluídas do sacerdócio do Antigo Testamento. elas são respeitadas. ex. O princípio permanente para hoje é que as mulheres são proibidas de ensinar o que é errado.

e à descrição de Deus como "ele" ou "pai". E o Novo Testamento ensina nitidamente o sacerdócio de todos os crentes. não sendo uma proibição futura para todos os homens solteiros ou para as mulheres! lTm 3. assim como os homens. o erro estava em considerar a masculinidade como sendo mais semelhante a Deus. As mulheres. Nas línguas que não têm um pronome inclusivo. Mas a Bíblia jamais usa a masculinidade de Jesus como instrumento de comparação. todos podem chegar a Jesus e todos podem rcprcscntá-lo na terra. chamado e compromisso cristão. Ambos os sexos refletem igualmente uma imagem do Criador. o masculino ou o feminino deve ser usado para refletir o fato de que a natureza de Deus é pessoal.12 faz a mesma exigência no caso dos diáconos. Ultimamente as imagens femininas de Deus nas Escrituras (tais como dar a luz ou prover alimento) foram redescobertas. Num contexto em que era provável que a maioria dos líderes fossem homens e. Eles não deviam fazer imagens de escultura (ou supostamente formar imagens mentais) de Deus como homem ou mulher. que é comum a homens e mulheres. mas elas não transmitem necessariamente o ser ou a essência. e Jesus é mais bem representado no sacerdócio por homens que por mulheres. Na encarnação Jesus representa um modelo de humanidade. ter pureza e fidelidade no casamento. não impessoal. p. mas foram atos notáveis na época e iam além do que era aceitável. ou pelo menos mais masculino que feminino. ex. elevou sua posição em discussões sobre divórcio. não em questões de gênero ou sexo. então a redenção das mulheres fica em cheque ou pelo menos é secundária. ignorando-as ou considerando-as atípicas no que tange à experiência humana. Isto se deve em grande parte às imagens de Deus na arte primitiva. Esta não é a visão bíblica.1. A liderança e responsabilidade bíblica na igreja devem ser baseadas no caráter. Dt 4. Masculino c feminino são diferenças biológicas na humanidade criada. usa apenas sua humanidade. quase com certeza. o fato de Jesus ter nascido como homem era considerado vantajoso para os homens. não de masculinidade. mais provavelmente. . e tocou mulheres ritualmente "impuras". Ele ensinou mulheres. Não está relacionado com o sexo (àquilo que é biologicamente determinado) ou gênero (aquilo que c socialmente determinado). Deus masculino ou feminino? Muitas pessoas têm uma imagem mental de Deus como sendo homem. "Aquilo" não serve. No passado. Classificações gramaticais masculinas e femininas são usadas. No passado. Porém ele claramente quebrou as regras do seu tempo. O mesmo aconteceu com o uso de termos femininos com relação a Deus. quando Deus era considerado masculino. já que Paulo chama Febe de diaconisa em Rm 16. mas isto não pode significar que todos os diáconos elevem ser homens. O exemplo de Jesus Jesus não introduziu um movimento revolucionário para derru- 91 bar a cultura judaica de dominação masculina da sua época.A Bíblia hoje gâmico ou. casados. isto serve de regra para a situação de Éfeso naquela época.15-16 lembra Israel de que Deus não tem forma ou aparência. Também houve progresso no reconhecimento da valorização social do masculino que é inerente a muitas línguas e a conseqüente marginalização das mulheres — colocando-as dc lado. Isto abriu caminho para seus seguidores fazerem o mesmo. aceitou adoração delas. discutiu teologia com elas. Se encarnação significa que "Deus se fez um homem". Tais ações não parecem grande coisa pelos padrões atuais. O uso de "ele" para Deus indica que Deus é uma pessoa. o Espírito Santo e a sabedoria no Antigo Testamento. podem encontrar seu padrão nele e seguir seu exemplo em todos os aspectos.

tentando usar a matemática para entender alguns dos padrões incríveis bem como a ordem que existe no mundo físico. Gosto de começar com os fenômenos. essas razões vão estar na evidência que estamos considerando. podemos entendê-lo. se sabe o que está fazendo. enquanto as outras obras (como as cartas de Paulo) — muitas das quais são anteriores aos evangelhos — contam como os primeiros cristãos estavam maravilhados com a nova vida que encontraram cm Cristo. Os Evangelhos falam sobre a vida. como Deus libertou os descendentes dessa gente da escravidão no Egito. Esta teoria descreve como as coisas se comportam numa escala bem reduzida do tamanho de átomos ou menor ainda. mas certamente precisamos lê-la também de outras maneiras. De modo especial. A abordagem de um cientista Não importa o que façamos. No final das contas. Não podemos imaginar em termos cotidianos como ele é. até certo ponto. Tudo isto muda quando vamos ao nível dos átomos. • Aprendemos que o mundo é cheio de surpresas. Na realidade. Quando lemos a Bíblia como um registro de experiências religiosas das quais podemos aprender sobre a relação de Deus com a humanidade — como evidência na nossa busca pela verdade — estamos necessariamente sujeitando-a. como Abraão. o comportamento daquilo que é muito pequeno é totalmente diferente da maneira como nós experimentamos o mundo na escala "normal" de nosso dia a dia. usando a matemática e o conjunto especial de idéias quânticas que aprendemos a partir de Um pesquisador científico fazendo seu trabalho ao microscópio de elétrons. com coisas que aconteceram. e depois tentar criar uma explicação a partir disto. a nosso julgamento. o registro mais importante de que dispomos e que trata de experiências religiosas é a Bíblia. temos que descobrir o que ele fez e como ele tem se manifestado. • Estamos procurando idéias que têm razões que as sustentem. Passei 30 anos da minha vida trabalhando como físico teórico. Se você sabe onde ele está." ca que c muito difícil prever de antemão quais serão as idéias gerais corretas. "Jamais poderemos confinar Deus dentro de nossas definições. não devemos apenas julgá-la. Por exemplo. morte e ressurreição de Jesus. Isto signifi- . não pode saber o que está fazendo. A Bíblia como fonte de evidência A Bíblia hebraica — aquilo que os cristãos chamam de Antigo Testamento — trata de como Deus se revelou a alguns pastores nômades. O elétron. Para nos ajudar nessa busca pela verdade. todos os dias da minha vida como físico teórico usei as idéias da mecânica quântica. as experiências que temos afetam nossos pensamentos e influenciam nosso modo de pensar. Creio que precisamos lera Bíblia desta forma. esse elemento de surpresa é uma das coisas que torna a pesquisa científica tão compensadora e interessante. Seja num sentido positivo ou negativo (e sem dúvida. não pode saber onde ele está! (Isto se chama princípio da incerteza de Heisenberg). Somente a experiência pode nos mostrar isto. Parece que vivemos num mundo que é previsível e que pode ser descrito. Devemos decidir se estamos lendo um relato histórico ou uma simples narrativa. tanto em situações de juízo como dc salvação. se o que é dito reflete a vontade de Deus ou as tradições humanas. e isto por duas razões. Meu lema é este: "Comece com casos específicos e só então tente entender o que está acontecendo em geral". por ambos ao mesmo tempo). isto afeta a maneira como penso sobre todo tipo de coisas. mas também deixar que ela nos julgue.92 Introdução à Bíblia A Bíblia do ponto de vista de um cientista John Polkinghorne A busca pela verdade religiosa é semelhante ã busca pela verdade científica. Se queremos saber como Deus é. é uma das partes que compõem o átomo. os eventos que motivam nossa crença. Sabemos onde as coisas estão e o que estão fazendo. Este tipo de pensamento indutivo é natural no caso do cientista. Nunca se sabe o que se vai descobrir no momento seguinte. No Novo Testamento lemos como Deus agiu para revelar-se de maneira nova e mais clara. por exemplo. No entanto. como Deus estava envolvido com a história do povo de Israel. O mundo quântico é indefinido e indescritível.

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Na verdade. A maneira de pensar ditada pelo bom senso não será adequada para nos dizer. é uma estratégia natural a ser seguida por um pensador indutivo. pessoas extremamente inteligentes levaram 25 anos para entender o que estava acontecendo. nunca conseguirá enxergar nada. Na realidade. Envolve compromisso com o que entendemos para que possamos aprender e entender mais. com a maneira como as coisas se comportam. Creio plenamente na teoria quântica. Ele sempre excederá nossas expectativas e mostrará que é um Deus dc surpresas. E preciso fazer isto na ciência. Esta última é muito mais exigente e perigosa. As pessoas às vezes se surpreendem pelo fato de eu ser cientista e pastor. Teremos que tentar ciescobrir com base no que ele realmente revelou a respeito de si mesmo. Porém não posso acreditar em Deus sem saber que devo obedecer à sua vontade para mim à medida que esta me é revelada. Então cuidado! Ler a Bíblia pode mudar sua vida. Muito pelo contrário! O salto de fé é um salto para a luz não para a escuridão. vejo que há muito em comum entre a maneira em . há uma diferença importante entre crença científica e fé religiosa. Jamais poderemos confinar Deus dentro de nossas definições. como Deus é. é preciso deixar o mundo físico mostrar como ela é. Sempre há mais para aprender. Deus não existe apenas para satisfazer minha curiosidade intelectual. em Jesus Cristo. leitor! No entanto. Pensam que é uma combinação estranha. uma abordagem indutiva dos fenômenos atômicos. ou talvez desonesta. Cuidado. por si mesma. Para entender a natureza. Se não se arriscar. E preciso confiar que o mundo físico faz sentido e que a teoria que você aceita hoje lhe dá alguma noção dc como ele é. Ninguém podia imaginar anteriormente que a matéria se comportava desta maneira tão estranha quando observada subatómicamente.94 Introdução à Bíblia que busco a verdade na ciência e a maneira em que busco a verdade na religião. Acredita-se em geral que a fé é uma questão de fechar os olhos e fazer força para acreditar no impossível porque alguma autoridade que não pode ser questionada manda que você creia. Você deve começar por baixo. e a partir daí ir avançando na formulação de uma teoria adequada. Sua surpresa ocorre porque não percebem que a verdade é tão importante na religião quanto na ciência.! O mesmo é necessário na busca religiosa da verdade. para que se possa progredir e obter maior conhecimento e formular uma teoria melhor. ele deve ser honrado e respeitado e amado como meu Criador e Salvador. mas esta crença não ameaça mudar a minha vida dc forma significante. acima de tudo. Ver a Bíblia como fonte de evidência sobre como Deus tem agido na história e.

há 2. talvez. Mas podemos facilmente ignorar as implicações disto ao tentarmos entender o que estamos lendo. . exceção feita a algumas gerações do mundo moderno.000 anos de reflexão. eles viviam como a maioria das pessoas na história humana tem vivido. Elas aceitavam casamentos arranjados e até a escravidão. Além disso. as pessoas da Bíblia pensavam como a maioria das pessoas na história humana tem pen- UMKI multidão multirracial numa via urbana. mas pelo Deus de todas as eras. mas uma condição de não ser escravo ou. de não passar fome ou necessidade. teologia e desenvolvimento de doutrina entre o Novo Testamento e nossa época. Não entenderemos a Bíblia adequadamente se impusermos nossas idéias modernas à mente de Abraão — ou de Rute. Há fronteiras a serem transpostas na compreensão da mensagem atemporal da Bíblia. entre outras. ou. A "bagagem" que carregamos Precisamos estar cientes cie que. no caso das nações pagãs. Na melhor das hipóteses. Esta é uma realidade bem distante daquela que era vivida nos tempos bíblicos. este é o mundo de muitos leitores da Bíblia hoje. tocaremos. quer sejamos cristãos quer não. A palavra "liberdade" significava. eram as maiores realidades a serem encaradas. exceto algumas gerações do mundo moderno ocidental. melhor. influenciando toda a vida. que para ler a Bíblia muitos de nós precisamos de um esforço mental considerável para sairmos de nossa própria cultura e entendermos as pessoas da Bíblia como elas realmente são. a constante ameaça da fome por causa de colheitas frustradas e a probabilidade de uma morte relativamente precoce para a maior parte do povo podiam ser consideradas normais. Em resumo. ou seremos tocados. não um princípio moral. em deuses).Bíblia hoje 95 Meie Pearse Nosso mundo — o mundo deles KÉjflT . Precisamos permitir que a Bíblia fale para nossa situação — mas nos termos dela. ou Amós. Mas o esforço compensa! No mínimo. socialismo — não significaria nada para pessoas nos tempos bíblicos (ou mesmo para pessoas que viveram antes do século 18). anjos e forças malignas como seres cuja existência podia ser questionada. Fica claro. Um estilo de vida diferente Na Bíblia nos deparamos com pessoas e culturas totalmente diferentes das culturas dos países "desenvolvidos" modernos: era uma sociedade em grande parte agrícola e hierárquica. ilustrada por uma mulher beduína junto a um poço nas proximidades de Belém. Podemos facilmente chegar à Bíblia supondo que ela simplesmente refletirá as idéias que absorvemos na nossa própria época ou dentro de nossa tradição eclesiástica. podem aprender uma lição salutar com pessoas no passado que (equivocadamente) também pensaram assim! O próprio fundamento da cosmovisão ocidental — objetividade e subjetividade. então. temos todo tipo de idéias sobre o mundo e sobre a própria Bíblia antes mesmo dc começarmos a ler o texto. feminismo. Pelo contrário. não pelo deus desta era. : Dizer que a Bíblia é uma coleção de documentos históricos é afirmar o óbvio. permitirá que compreendamos o restante da raça humana. na qual a mortalidade infantil. Em resumo. sado. economia livre. ou dos presbíteros da igreja de Jerusalém. direitos humanos. Aqueles que abordam a Bíblia confiantes de que ela apoiará suas próprias opiniões políticas. Uma mentalidade diferente Raramente pensavam em Deus (ou.

do Egito.indn o povo persuadiu Arão a fazer um bezerro semelhante aos que representavam o deus Ápis.O ANTIGO TESTAMENTO PENTATEUCO A HISTORIA DE ISRAEL Josué a Ester POESIA E SABEDORIA OS PROFETAS Gênesis a Deuteronõmio Jó a Cântico dos Cânticos Isaias a Malaquias 185 Introdução ao Antigo Testamento A história do Antigo Testamento Mapa: Israel nos tempos do Antigo Testamento 0 Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo 108 Introdução 115 Génesis 220 Introdução 225 Josué 344 Introdução 349 359 Jó Salmos 117 Histórias da criação 228 119 Pessoas como 231 administradoras de 238 Deus 234 121 Nomes de pessoas em 242 Gênesis 1 — 1 1 247 123 Histórias sobre 251 dilúvios 252 131 Agar 254 132 Abraão 136 Onde situavam-se 255 Sodoma e Gomorra? 257 138 Sara 265 143 Mulheres de fé 144 Jacó 269 1 4 9 José 276 154 Egito 279 159 Êxodo Cidades da conquista Cananeus e filisteus Juízes 352 Entendendo Jó 408 Introdução 414 Os profetas no seu contexto 417 Isaías 162 Os nomes de D e u s 283 170 U m estilo de vida: os Dez Mandamentos 287 176 A importância do tabernáculo 296 180 Levitico 301 Durante todo o período do AT — desde o tempo do êxodo.l 182 Sacrifícios 185 Sacerdócio no Antigo 302 Testamento 305 190 As grandes festas 306 religiosas 308 1 e 2Crõnicas 193 Números 325 0 canal de Ezequias 196 As codornizes 328 Esdras 198 Vida nômade 332 0 escriba 205 Deuteronõmio 334 Neemias 363 Os Salmos no seu "Guerra Santa" contexto Vida sedentária 367 Salmos do ponto de Entendendo Juizes vista de um poeta Rute 379 Deus e o universo Retrato de Rute 382 Autojustificação. Uma história do ponto maldição e vingança de vista feminino nos Salmos 1 e 2Samuel 388 Cristo nos Salmos Ana 393 Provérbios Magia no Antigo 395 Sabedoria em Testamento Provérbios e Jó Davi 397 Temas importantes 1 e 2Reis em Provérbios 0 Templo de Salomão 10—31 e suas reconstruções 400 Eclesiastes As cidades fortificadas 403 Cântico do rei Salomão dos Cânticos Examinando a cronologia dos reis 0 Obelisco Negro 0 Prisma de Senaqueribe 0 sítio de Laquis A arca perdida Reis de Israel e J u d á 420 Entendendo Isaías 423 Profetas e profecia 432 Os assírios 439 Jeremias 441 Retrato de Jeremias 456 Os babilónios 459 461 473 Lamentações Ezequiel Daniel 478 Posições do Antigo Testamento com relação ao pós-morte 480 Os persas 483 488 490 495 496 498 500 502 504 505 507 512 515 Oséias Joel Amós Obadias Jonas Miquéias Naum Habacuque Sofonlas Ageu Zacarias Malaquias Os livros 486 Entendendo Oséias 491 A justiça e os pobres deuterocanônlcos 521 Os gregos 206 Moisés 340 Ester 210 Alianças e tratados no 341 Retrato de Ester Oriente Próximo 214 A terra prometida . . <|u. até a época dos profetas — o povo de Israel teve muitas dificuldades para cumprir promessa de adorar somente o Deus verdadeiro.

Introdução ao Antigo Testamento
Os cristãos já se acostumaram a chamar a primeira parte da Bíblia, de Gênesis a Malaquias, de Antigo Testamento. Mas ele data de antes da época de Cristo e antes mesmo de haver um Novo Testamento. Por isso, é importante lembrar que antes ele era independente, e que era, e ainda é, a Bíblia completa do povo judeu. Não é de admirar que os judeus não gostem do nome 'Antigo Testamento" pois isto implica que é incompleto sem o "Novo Testamento" cristão. Para os judeus, ele é a revelação completa de Deus, a Bíblia Hebraica, que eles tratam com grande reverência e respeito. Eles o chamam de Tanak, que é um acrônimo formado a partir da letra inicial das palavras que designam cada uma das três partes: • a Torá ou Lei de Moisés • os Neviim, ou seja, os profetas • e os Ketuvim, ou os Escritos. Na Bíblia hebraica a ordem dos 39 livros é um pouco diferente daquela que é familiar aos cristãos, mas é aqui que devemos começar. A Torá A Lei, os Cinco Livros de Moisés — Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio — é a pedra fundamental das Escrituras hebraicas, a parte mais importante. Freqüentemente toda a Bíblia é descrita por judeus como "A Torá" Os Neviim Esta é uma palavra no plural que significa Profetas. Nada menos que 21 livros estão incluídos na segunda parte do Tanak, e para simplificar são divididos em Profetas Anteriores e Profetas Posteriores. Os Profetas Anteriores são o que nós chamaríamos de histórias: Josué, Juízes, 1 e 2Samuel e l e 2Reis. Veja "Introdução aos Livros Históricos" para entender melhor porque são descritos como Profetas. Em síntese, é porque estes livros não são história pura e factual nem anais enfadonhos. Pelo contrário, contam as histórias do desenvolvimento da vida de Israel como uma espécie de desdobramento da palavra e das promessas de Deus por intermédio de Abraão, Moisés e Davi. São mais que apenas história, pois apontam para o Deus de Israel e ilustram sua palavra e seu modo de agir. Os Profetas Posteriores são mais conhecidos: Isaías, Jeremias, Ezequiel e o "Livro dos Doze" ou "Profetas Menores": dc Oséias a Malaquias. O s Escritos Os Ketuvim incluem todo o restante na seguinte ordem: Salmos, Jó, Provérbios, os Cinco Megilot (veja abaixo), Daniel, Esdras, Neemias, 1 e 2Crônicas. E interessante observar que Daniel não está incluído nos Profetas, que é onde se encontra em nosso Antigo Testamento. Isto está correto, de certa forma, porque Daniel é uma obra de estilo diferente, de cunho mais apocalíptico (veja Apocalipse, introdução e características) do que profético. Além disso, Esdras e Neemias aparecem antes de 1 e 2Crônicas que historicamente os precedem. O Antigo Testamento, com razão, inverte a ordem. No entanto, a Bíblia hebraica pode refletir a seqüência em que os diversos livros foram aceitos no cânon das Escrituras autorizadas. Resta mencionar os Cinco Megilot (literalmente, "pequenos rolos"), os livros de Rute, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes, Lamentações e Ester. Estes foram reunidos e usados em conexão com cinco festas judaicas: a festa das Semanas (Rute), da Páscoa (Cântico dos Cânticos), dos Tabernáculos (Eclesiastes), o jejum comemorando a queda de Jerusalém em 587 a.C. (Lamentações) e Purim (Ester).

Os escribas copiavam o AT à mão. Escreviam coluna após coluna em pedaços de pergaminho que, como esic rolo, eram enrolados e guardados nas sinagogas.

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Introdução ao Antigo Testamento

99

Estas são as três subdivisões da Bíblia Hebraica. Elas remontam à antiguidade, certamente ao primeiro século da era cristã, e indícios delas são encontrados no ensino de Jesus. Por exemplo, já comentamos que os judeus freqüentemente se referiam às suas escrituras como a Torá, a lei. Mas também havia ocasiões em que eram chamadas "a lei e os profetas", refletindo as duas primeiras subdivisões principais do Tanak. Jesus referiu-se muitas vezes ao Antigo Testamento dessa maneira. A referência mais interessante é Lucas 24.44 quando, após ter ressuscitado dos mortos, Jesus disse a seus discípulos no cenáculo que "era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos". Para mostrar que todas as Escrituras hebraicas apontavam para ele como Messias de Israel, Jesus mencionou especificamente as três seções âoTanak. Isto justifica plenamente o novo nome que os cristãos deram à Bíblia hebraica, a saber, "Antigo Testamento" — preparando o caminho para o Novo Testamento que ainda viria. • Veja também "A Bíblia Hebraica" e 'Jesus e o Antigo Testamento".

O povo dc Deus aprendeu duras lições durante a peregrinação no deserto, onde as condições adversas ressaltavam que eles dependiam de Deus até para as necessidades básicas da vida.

O Antigo Testamento

A historia d oA n t i g o T e s t a m e n t o

ISRAEL

T e m p o d o s patriarcas

Israel no

Abraão
Abraão parte de Ur

Isaque

Jacó

ANTIGO ORIENTE PROXIMO
Reino Médio — segunda ¡•^ grande era da cultura egípcia 2134-1786 culture
Uma adaga e sua bainha

Fundação do Império Hitita

Código de Hamurábida Babilónia

^

Influência de Ur restringida pelos invasores

feitas de ouro revelam a atte refinada dos antigos ourives

Hicsos governam o ^ Egito 1710-1570

Introdução ao Antigo Testamento

101

Êxodo Levítico I Números | Deuteronômio j Josué Juízes

0 período de cada livro da Bíblia indica seu contexto histórico, não a data de autoria.

Ramesses

Peregrinação J u í z e s

Moisés

Josué

Escravidão no Egito
Faraó colocou feitores sobre os israelitas e fotçouos a trabalhar, construindo as cidades de Pitome Ramessés

Oêxodo do Egito Queda de Jericó: início da conquista de Canaã

r

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Colapso do Império Hitita

k k . Códigos ' deleishititas Início do Reino Novo— o melhor período do Egito

Filisteus e outros povos ' do mar se instalam no leste do Mediterrâneo 1300-1200 Dinastia) 9 no Egito — grande programa de construção no delta dos Faraós Seti I e Ramsés II

102

O Antigo Testamento

Juízes Rute ISamuel
2Samuel
1 Reis

2Reis
Krónicas

2Crônicas

Livros poéticos ed e sabedoria

Salmos, Provérbios, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes O s P r o f e t a s Veja gráfico dos profetas j

Primeiros reis de Israel Construção do Templo em Jerusalém
Rei Salomão

ISRAEL Reino do Norte
Acabe

Jeroboão II Profetas Elias 722/1 a.C. Q u e d ad e

Gideão

Rei Saul

e Eliseu

Samaria. Israelitas levados à A s s í r i a

fro dourada de Israel

filisteus e outros povos do mar se instalam no leste do Mediterrâneo

Colapso do Império Hitita

Era dourada de Tiro (Fenícia) Damasco começa U a ter poder" Surgimento ¡ da Assíria Derrota de Damasco para Tiglate-Pileset da Assíria

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Israel nos tempos do Antigo Testamento

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Deserto do Heguebe

Quir-Haresete

AMALEQUITAS

Introdução ao Antigo Testamento

105

O Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo
Alan Millard

A Bíblia é um texto antigo, um relato histórico. Assim sendo, é importante que se estude esse texto à luz do conhecimento que temos a respeito do mundo em que ele foi escrito. Isto é importante, porque a fé cristã se baseia em acontecimentos históricos, fatos que realmente aconteceram.

Testando, testando...
Os acontecimentos registrados e explicados na Bíblia podem ser comparados com outros acontecimentos que são conhecidos de outras fontes históricas. A própria Bíblia é feita de documentos tão antigos e tão sujeitos à análise histórica quanto esses outros textos daquele tempo. A precisão do relato bíblico pode, também, ser conferida à luz de outras fontes históricas conhecidas. No entanto, isto nem sempre é tão simples quanto poderia parecer. Muitas vezes os documentos são fragmentários. E, em muitos casos, a evidência arqueológica se presta a mais de u m a interpretação. Temos em mãos só um pequeno número de escritos antigos que descrevem os mesmos acontecimentos que aparecem na Bíblia. E, quando temos dois relatos, ainda é preciso levar em conta que muito raramente dois observadores descreverão o mesmo acontecimento sob um mesmo ponto de vista. Os hebreus eram um povo relativamente insignificante. A história deles não causou maior impacto sobre as grandes potências daquela época, cujos registros históricos chegaram até nós. São raríssimos os personagens bíblicos que aparecem em outros escritos, ficando as exceções por conta de alguns dos últimos reis de Israel e Judá. Não obstante, sempre que é possível fazer uma comparação, a precisão do relato bíblico é impressionante. Embora raramente encontremos relatos paralelos sobre o

mesmo acontecimento, muitas vezes temos exemplos de costumes e fenômenos bastante semelhantes aos que são descritos no AT, mesmo que não exista conexão direta entre eles. É claro que uma semelhança superficial pode ser aparente, o que requer cuidado da parte de quem quer estabelecer o paralelo. Mesmo que não nos dê evidência direta ou circunstancial da fidedignidade histórica da Bíblia, o conhecimento a respeito do Antigo Oriente Próximo ajuda a entender a Bíblia, pois o estudo dos costumes, da cultura, da literatura e da história dos vizinhos de Israel nos dá uma idéia do que podemos esperar no caso dos próprios israelitas. Precisamos considerar três tipos de evidência que podem ajudar a entender a Bíblia: a evidências direta; a evidência circunstancial; e a evidência da analogia.

Evidência direta

Como vimos, referências diretas a Israel são raras e quase que restritas a nomes de reis. Entre os relatos que temos se encontra um sobre a invasão de Sisaque, que foi rei do Egito de 945 a 924 a.C. (1Rs 14.25-26). Uma inscrição em Tebas, que se encontra em péssimo estado de conservação, lista uma série de cidades conquistadas na Palestina, o que é uma clara evidência Evidência circunstancial de que houve a tal invasão. A maioria das descobertas que Israel entrou em contato com os aparecem em livros de arqueologia assírios, pela primeira vez, por volta bíblica se inscreve no item "evidência de 853 a.C, quando forças de "Acabe, circunstancial". Trata-se de questões o israelita", em aliança com Damasco que não têm relação direta com acone outras cidades, enfrentaram as tro- tecimentos bíblicos, mas nos fornecem pas de Salmaneser III (858-824 a.C). exemplos de práticas ou registram inciE, alguns anos depois, "Jeú, filho de dentes que, aparentemente, são comOnri", pagou tributo ao mesmo rei paráveis com textos bíblicos. assírio. Assim, aprendemos que o casaDepois de algumas décadas de mento de Abraão com a escrava enfraquecimento, durante as quais Agar — motivado pela esterilidade Israel chegou a prosperar sob Jero- de Sara — e a subseqüente recusa do ^ W .

boão II e Uzias fortaleceu o reino de Judá, Tiglate-Pileser III (745-727 a.C.) restabeleceu o controle assírio na Síria e na Palestina. O rei assírio registra o tributo que lhe foi pago por Menaém, de Samaria, e afirma ter sido responsável pela substituição de Peca por Oséias (2Rs 15.19-20,30). Em 2Rs 15.19 (veja também ICr 5.26), Tiglate-Pileser é chamado de Pui. Este nome era conhecido também dos cronistas babilônios do século 6 a.C, época em que, se acredita, os livros de 1 e 2Reis receberam sua redação final. Depois disso, o dominio assírio na Samaria fez de Judá um estado vassalo. No entanto, os reis de Judá preferiam lutar por independência, buscando, para tanto, a ajuda do Egito. Assim, Ezequias se rebelou, e Senaqueribe invadiu Judá e sitiou Jerusalém. O rei assírio fala sobre isso em várias inscrições. Relata que Ezequias enviou tributo a Nínive (a quantia parece não ser exatamente a mesma que aparece em 2Rs 18.14-16), mas em momento algum afirma ter tomado Jerusalém. Também não menciona — fato compreensível — o que aconteceu com o seu exército! A Crônica Babilónica registra a primeira tomada de Jerusalém por Nabucodonosor (2Rs 24.8-17), datando-a precisamente de 15 ou 16 de março de 597 a.C.

106

O Antigo Testamento

k.^. patriarca em mandá-la embora (só mudou de idéia por orientação divina) concordam com os ditames das Leis de Hamurábi, da Babilônia, que vigoravam no tempo de Abraão. Os nomes dos patriarcas de Israel também concordam com nomes geralmente usados na primeira metade do segundo milênio antes de Cristo, como revelaram milhares de documentos daquele tempo que chegaram até nós. A glória de Salomão é confirmada por fontes egípcias. Segundo 1 Rs 9.16, ele casou com a filha do Faraó. Isso teria sido impossível dois ou três séculos antes, durante o apogeu egípcio. Naquele tempo, as princesas do Egito não deixavam a corte, e os pedidos de reis estrangeiros que quisessem casar com uma princesa egípcia eram indeferidos. No entanto, no século 10 a.C, quando o Egito era governado pela enfraquecida 21 dinastia (e pela que viria depois desta), essa regra foi quebrada. E foi assim que Salomão casou com a filha do Faraó! Para revestir o interior do Templo (IRs 6.21-22), Salomão fez uso de grande quantidade de ouro. Isto condiz com a esplêndida decoração dos interiores de templos egípcios, babilônios e assírios. Um pouco antes da época de Salomão, Gideão pediu a um moço, aparentemente alguém que estava ali à disposição, que lhe desse por escrito os nomes dos líderes de Sucote (Jz 8.14). Hoje, sabe-se que nomes podiam ser facilmente escritos e lidos naquela época. Nas imediações de Belém e em outros lugares foram encontradas pontas de flechas feitas de cobre e que traziam o nome dos seus donos. Esses artefatos são dos séculos 12 e 11 a.C. e mostram que escrever e ler eram fenômenos comuns naquele tempo.
a

hebreus. Isto significa que não temos acesso a muitos aspectos da vida deles. O processo natural de decomposição dos materiais levou ã destruição de todos os documentos em papiro ou pergaminho que porventura tenham sido soterrados em cidades e lugares da Palestina. O mesmo se aplica a móveis e peças de vestuário.

A evidência da analogia
Afora o AT, não temos praticamente nenhum relato escrito sobre a vida, o pensamento e a história dos antigos

dido por qualquer pessoa interessada. Isto fez com que a escrita fosse mais comum em Israel, mesmo que os escribas profissionais ainda tivessem um importante papel a desempenhar. A evidência que nos vem de vários documentos escritos menos importantes mostra que isso era de fato assim no Israel antigo. Se as pessoas se utilizavam da escrita na vida diária, é fácil concluir que poderia ser usada também para produzir obras de literatura. A palavra escrita era tratada com respeito. Livros antigos de grande valor eram copiados com muito cuidado. Podiam ser revisados ou editados, mas raramente se consegue detectar como isso era feito, a menos que se tenha acesso a cópias antigas para fazer a comparação. Os egípcios, assírios, babilônios, hititas e cananeus — todos tinham ritos religiosos, sacrifícios e ordens sacerdotais bem estruturados. Seus templos eram bem construídos e luxuosamente decorados, em especial Uma pintura encontrada num túmulo egípcio por reis bem sucedidos. Tivessem os mostra a fabricação de tijolos e nos ajuda a visualizar o trabalho dos escravos israelitas no israelitas sido diferentes neste partiEgito. cular, teriam sido os únicos excêntricos naquele contexto. Mas este não Sempre que itens como esses foi o caso. As analogias mostram que foram preservados em culturas vizi- o tabernáculo, o templo de Salomão e nhas, pode-se, por vezes, afirmar a legislação levítica eram o equivalenque algo semelhante era conhecido te israelita ao que se podia encontrar também no Israel antigo. Cada caso entre os povos vizinhos. precisa ser examinado com cuidado, Além disso, a exemplo do que se para que se tenha certeza de que as passava nas nações vizinhas, a maiocircunstâncias são de fato paralelas, ria da população tinha que trabalhar mas alguns deles são suficientemente duro e sofria para satisfazer as exiclaros e nos ajudam a entender o AT. gências do rei, que vivia no luxo e Nenhuma literatura das cidades israe- na fartura. litas chegou até nós, mas não se pode Seria de se esperar que em Israel, duvidar de sua existência. O próprio que era uma nação em meio a outras AT dá testemunho disso, por mais que nações, houvesse formas de pensaos eruditos ainda discutam a antigui- mento e de expressão semelhantes dade de sua forma escrita. às das nações vizinhas. Quando, no No Egito e na Babilônia, os siste- exame da literatura babilónica ou mas de escrita eram complicados, o egípcia, encontramos detalhes que que resultava num monopólio dos soam estranhos aos nossos ouvidos escribas. Em Israel (e estados vizi- modernos, nos esforçamos ao máxinhos), o descomplicado alfabeto de mo para entendê-los. Procuramos 22 letras podia ser facilmente apren- explicar inconsistências, paradoxos

Introdução ao Antigo Testamento

107

e aparentes contradições, sem colocar em dúvida a fidedignidade dos textos que são nossa única fonte de informações (a menos que tenhamos razões objetivas bem fundamentadas para fazê-lo). É de esperar que a literatura de Israel tenha características semelhantes àquelas, e também estas deveriam ser tratadas com respeito. Algumas delas são claras, como, por exemplo, a narração dos acontecimentos fora de ordem cronológica ou a inserção de dados que não têm uma conexão óbvia com o contexto.

Semelhanças e diferenças
Esses exemplos já bastam para mostrar o valor da coleta, do estudo e da aplicação de tudo que o antigo Oriente Próximo nos fornece em termos de pano de fundo da Bíblia. Existe uma impressionante convergência entre essa evidência direta e indireta e o AT, a ponto de se poder classificar como suspeita qualquer tentativa de questionar o quadro que o AT pinta da cultura e da história de Israel. Não se conseguiu mostrar que qualquer dessas descobertas contradiga os relatos da Bíblia hebraica. Pode haver discrepâncias, incertezas, questões por responder. Isto é inevitável diante do caráter incompleto da evidência disponível. Novas descobertas solucionam problemas antigos, revelando, muitas vezes, as premissas falsas em que se baseiam algumas teorias modernas. Ao mesmo tempo, podem levantar novas questões e servem de estímulo a um estudo mais aprofundado, à busca de novos enfoques e uma melhor compreensão. Se a maior contribuição da arqueologia bíblica tem sido na área das semelhanças entre Israel e as nações vizinhas, isto não significa que se podem ignorar as diferenças. O AT proclama que essas diferenças são intransponíveis. Embora tivesse muito em comum com os povos vizinhos em termos de língua e cultura, Israel era bem diferente em termos de fé. É difícil de encontrar evidência material da fé monoteísta de Israel, do culto sem o emprego de imagens, da centralização do templo. Os vizinhos dos israelitas, sem se darem conta da singularidade do Deus de Israel, pensavam que não passava de um deus nacional ou local como os seus deuses (Quemos, no caso dos moabitas; Milcom, no caso dos amonitas). Para complicar a situação, os israelitas nunca foram totalmente fiéis a Deus. Assim, artefatos religiosos pagãos são encontrados em ruínas das cidades israelitas. As diferenças aparecem de forma mais nítida quando se compara o ensino bíblico com outros textos daquela época. Alguns aspectos não têm nada que lhes seja semelhante no contexto ao redor de Israel, como, por exemplo, as exigências absolutas dos Dez Mandamentos, a dedicação exclusiva do povo ao Deus que os havia escolhido, a igualdade dos indivíduos em equilíbrio com a responsabilidade corporativa, e o altruísmo dos profetas. Embora alguns pensem que é impossível crer neles, o fato é que possuímos manuscritos que lhes garantem uma antiguidade de mais de 2 mil anos. Embora alguns os considerem inaceitáveis, o fato é que, apesar da sua antiguidade, eles ainda fazem sentido em nosso mundo de hoje.
Uma placa cananéia de marfim, encontrada em Medido, mostra o tipo de harpa que Davi tocava. O trono de Salomão e .1 mobília no palácio do rei Acabe haviam sido ricamente decorados com marfim entalhado.

Se os aspectos históricos e culturais estão em harmonia com nosso conhecimento dos tempos antigos, como de fato é o caso, as diferenças de natureza religiosa e ética requerem explicação. O AT tem uma explicação: Deus falou.

Os Cinco Livros
GÊNESIS A DEUTERONÔMIO John Taylor O nome dado aos cinco primeiros livros da Bíblia é "Pentateuco". Vem de duas palavras gregas que significam "cinco rolos". Mas é melhor considerar o Pentateuco um só livro dividido em cinco partes, ao invés de cinco livros reunidos num só rolo. Desta forma respeita-se sua origem hebraica — os judeus o chamam de "Torá" (Lei) ou "Cinco quintos de Moisés" — e também a própria unidade que lhe é inerente. Isto não quer dizer que o Pentateuco é uma extensa narrativa colocada numa ordem cronológica rígida. Logo fica óbvio ao leitor que ele contém uma grande variedade de material literário — narrativas, leis, instruções rituais, sermões, genealogias, poesia — que foram reunidas de fontes diferentes. No entanto, significa que o material foi cuidadosamente inserido numa estrutura narrativa, com um propósito definido em mente e com objetivos identificáveis por parte do autor ou editor. O Prólogo A história começa com o chamado de Abraão em Gn 1 2 , mas primeiro há um Prólogo feito de antigos registros e tradições que se destina não só a introduzir os temas principais da narrativa como também para relacioná-los com os propósitos de Deus neste mundo de seres humanos caídos, de nações divididas e de uma ordem criada que era originalmente boa. Estes capítulos ainda deixam muitos leitores modernos perplexos, graças a sua linguagem pré-científica, à estupenda longevidade de seus personagens e à grande dificuldade de colocá-los num contexto histórico identificável. E, é claro, diferem muito das descrições científicas das origens do universo e da vida que são atualmente ensinados nas escolas. Gn 1—11 contém material escrito numa variedade de estilos, que muitos estudiosos atribuem a fontes diferentes reunidas num só documento por um autor ou editor. Não obs-

Introdução
tante, seu foco principal não é fornecer um tratado científico de como as coisas começaram e como a vida se originou, mas oferecer ao leitor o contexto religioso, social e geográfico da história que começa com Gn 12. Parte do material foi descrito como "mito", mas este pode ser um termo enganoso, mesmo quando "mito" é considerado no seu sentido técnico de um "texto religioso criado para explicar uma tradição, instituição ou outro fenômeno". Ele dá a impressão de que aquilo que está escrito não é nem histórico nem verdadeiro. Mas na verdade estes primeiros capítulos de Gênesis dão testemunho das seguintes realidades religiosas • que o mundo que conhecemos foi criado pela vontade de Deus • que homens e mulheres foram criados à imagem de Deus • que o pecado entrou na vida humana por meio de uma desobediência moral • e que toda a raça humana está sofrendo as conseqüências do pecado. Inevitavelmente há muita linguagem e expressão simbólica usada para descrever estas características e eventos, mas elas contêm algumas das verdades mais profundas de toda a Bíblia e não devem ser facilmente descartadas por uma apreciação inadequada do que os textos estão dizendo. É a estes capítulos que nos voltamos quando buscamos orientação bíblica sobre questões fundamentais relativas a Deus, à humanidade e ao mundo. Em cada estágio Deus está presente — não apenas pressuposto, mas agindo constante e ativamente. Este mundo é o mundo de Deus. A história humana é um desdobramento do plano de Deus. Ele é totalmente responsável pelo mundo e tudo que nele há. Todos os povos são criação de Deus, feitos à sua imagem, com capacidades espirituais para bondade, adoração e comunhão com Deus. Não há lugar nenhum para outros deuses. Gn 1 é totalmente abrangente: sol, lua e estrelas são obra de Deus, com funções a desempenhar num universo ordenado, e até os monstros marinhos (os tanninim da mitologia antiga) foram criados por Deus
(Gn 1.21).

Os seres humanos formam o clímax da criação, superiores a todas as outras criaturas, mas subordinados a seu Criador. Só que quando buscaram uma posição superior e quiseram ser como Deus, caíram a uma posição inferior e descobriram que todos os seus relacionamentos se deterioraram. • Ao invés de ser uma relação boa, amigável, livre de vergonha, o sexo passou a ser secreto, luxurioso e anômalo. • O parto se tornou doloroso e perigoso.

• O cuidado pela terra se tornou penoso. • Até a própria terra foi afetada c, ao invés de produzir alimento em abundância, precisa ser dominada e manuseada e trabalhada. Não há nada que o pecado não tenha arruinado. Sua corrupção atinge a vida familiar, na qual a religião logo gera rivalidade, o amor fraternal se transforma em assassinato e a justiça deteriora-se em vingança (Gn 4 ) . A resposta de Deus ao pecado é, de forma consistente, uma mistura de julgamento e misericórdia. Começando com a provisão de roupas para Adão c Eva, passando pela vigilância da árvore da vida, e chegando à confusão das línguas em Babel, Deus abranda sua justiça com generosidade. Para além do castigo imediato de expulsar Adão do jardim do Eden e de expulsar Caim da sociedade humana; para além da destruição causada pelo dilúvio e da dispersão das nações, sempre existe a intenção última dc Deus que é trazer bemestar e bênção para a humanidade. Logo, num mundo de desordem c corrupção, condiz inteiramente com a natureza de Deus que ele chame um homem, Abraão, e, por intermédio dele, seus descendentes, os judeus, para serem o canal da graça e da revelação para todo o mundo. É esta história que o Pentateuco conta. A história é dividida em duas partes: • A primeira parte (Gn 12—50) é dominada pelas quatro gerações dos patriarcas — Abraão, Isaque, Jacó c José. • A segunda parte (Êxodo — Deuteronômio) é dominada pela figura altaneira de Moisés. • Embora seja extremamente difícil saber com certeza as datas nesse estágio inicial da história de Israel, uma estimativa razoável permite um período de cerca de 600 anos para estes eventos, isto é, de 1900 a.C. a 1250 a.C. aproximadamente. Antes de lermos a história contada nos Cinco Livros, devemos observar os quatro temas principais. O p o v o escolhido de Deus O Antigo Testamento foi escrito para o povo de Israel — o povo que via em Jacó (=Israel) seu ancestral comum e Abraão como fundador da sua nação. Os cristãos, igualmente, consideram Abraão o pai de todos aqueles que dependem de Deus pela fé c não de si mesmos (veja Rm 4.16). Portanto, lemos a história em que Deus chamou Abraão para se tornar pai

do povo escolhido de Deus, não apenas como um acontecimento num passado distante, mas como algo importante para todos hoje. A idéia da escolha (eleição) divina especial de indivíduos traz consigo duas características subsidiárias: promessa e responsabilidade. Gn 12—22 está repleto de promessas que Deus fez a Abraão. • Abraão recebe a promessa de uma descendência tão numerosa como as estrelas do céu. • Ele recebe a terra de Canaã como herança para seus filhos. • Ele recebe promessa de um grande nome no futuro. E o favor especial do Senhor Deus seria demonstrado não só a Abraão c sua família, mas a todas as pessoas por intermédio dele. Assim, as promessas de Deus a Abraão não foram apenas para o proveito egoísta de poucos escolhidos. Elas deviam ser usadas com responsabilidade para que outros pudessem compartilhar dos benefícios. No cerne da escolha de Israel por Deus há um propósito missionário. A história de Israel deve ser lida como a longa história das tentativas desse povo de cumprir suas responsabilidades — com alguns sucessos, mas com muitos fracassos bem evidentes. A aliança de Deus A palavra "aliança" sugere restrições legais, documentos selados, e coisas do gênero. Mas segundo a mentalidade hebraica a idéia de aliança abrangia todo tipo dc relacionamento humano. Era o vínculo que unia pessoas em obrigações recíprocas, seja por meio de um contrato de casamento, um empreendimento comercial ou um compromisso verbal. Era natural que o relacionamento do povo com Deus também fosse expresso cm termos de uma aliança. No Pentateuco, essa terminologia de aliança é usada em três ocasiões diferentes: • quando Deus promete a Noé que não mais destruirá a terra por águas dc dilúvio (Gn 9.9-11). • quando Deus faz suas promessas a Abraão (Gn 15.18; 17.4). • quando a aliança do Sinai é estabelecida com Moisés e resumida no "livro da aliança" (Êx24.7). Embora no cotidiano as alianças fossem feitas entre semelhantes, no uso religioso esse termo sempre se referia a um relacionamento

111 entre um participante superior e outro inferior. A forma da aliança entre Deus e Israel em Éxodo e Dcutcronômio foi esclarecida pelas descobertas de tratados hititas de suserania feitos entre um rei e seu vassalo. Esses tratados consistiam em • uma introdução histórica • uma lista de estipulações • maldições e bênçãos invocadas sobre as duas partes • um juramento solene • e uma cerimónia religiosa para ratificar a aliança. A maior parte destas características pode ser encontrada no modelo de alianças do Antigo Testamento. (Veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo".) Mais importante que a forma da aliança, porém, era seu significado teológico. Baseava-se n a iniciativa d e D e u s . Deus agiu cm misericórdia e soberania, fazendo uma promessa incondicional dc jamais castigar a humanidade com outro dilúvio (Gn 9.11). Deus escolheu Abraão e seus descendentes para serem os canais da sua misericórdia a um mundo caído. Ele firmou esta escolha ao comprometer-se com a nação israelita com as seguintes palavras: "Farei com que vocês sejam o meu povo c cu serei o Deus de voces" (Êx 6.7). Implicava u m a nova r e v e l a ç ã o d e Deus. Deus apareceu a Abraão como seu escudo (Gn 15.1) e como o Deus Tõdo-Podcroso ("El Shaddai", Gn 17.1). Apareceu a Moises como "Yahwch" ("Eu Sou o que Sou", Ex 3.14), e mais tarde como "Yahwch, o teu Deus, que tc tirei da terra do Egito") (Êx 20.2). (Veja "Os nomes de Deus"). Fazia exigências m o r a i s e rituais ao povo. As estipulações da aliança incluíam essas duas características. O ritual era representado pelo costume da circuncisão dado a Abraão (Gênesis 17.10), pelo sábado, o dia de descanso (Êxodo 20.8-11), e por todas as exigências relativas à adoração e ao sacrifício encontradas no Pentateuco. Ao mesmo tempo as exigências éticas foram apresentadas nos Dez Mandamentos e outras leis. Apesar dc parecer, à primeira vista, que essas duas exigências não têm nada em
Os Cinco Livros ( o Pentateuco) relíiram a criação do mundo e a entrega da Lei. O tecelão (na foto, trabalhando com um tear vertical) revela o dom da criatividade e nos lembra que a Lei de Deus está relacionada com o cotidiano.

comum, elas convergem na idéia da santidade dc Deus. Um Deus santo exige que seu povo reflita seu caráter tanto na adoração quanto no comportamento. A Lei d e D e u s A idéia de lei é central aos Cinco Livros e, como vimos, deu seu nome (Torá) ao livro como um todo. Na forma mais simples, abrangia os Dez Mandamentos (Êx 20; Dt 5), mas ligados a estes havia várias coleções de leis que foram classificadas como: • o livro da aliança (Êx 21—23) • o código de santidade (Lv 17—26) • a lei de Deuteronômio (Dt 12—26). Comparações feitas com outros códigos legais do antigo Oriente Próximo, especialmente o Código de Hamurábi, revelaram vários pontos de contato. Isto era de se esperar, pois Israel fazia parte da cultura mediterrânea oriental e compartilhava as idéias e experiências dos seus vizinhos. O que é mais significativo não são as semelhanças, mas as diferenças que dão um caráter todo especial às leis de Israel. Estas podem ser resumidas como: • seu monoteísmo rígido (tudo está relacionado com um só Deus) • sua preocupação notável com os desfavorecidos: escravos, estrangeiros, mulheres e órfãos

Deus para o seu povo que ele tirou do Egito. Não se tratava de coisas genéricas, mas de ordens específicas para situações específicas: adoração, trabalho, vida familiar, casamento, respeito pela vida e propriedade, justiça elementar e o âmbito pessoal da vontade. Para todas estas áreas da vida humana Deus tinha um mandamento que era explícito e inevitável. Cristo não o destruiu: antes, o cumpriu e ampliou. E as outras regras? Grande parte de Levítico e outras partes do Pcntateuco são compostas de leis cerimoniais e rituais. O propósito destas leis era dar instruções para a administração cotidiana da comunidade israelita e também ensinar como um Deus santo devia ser adorado por um povo santo. Assim, além de instruções relativas ao culto ou à adoração (festas, sacrifícios, e t c ) , foram dadas instruções detalhadas com vistas à preservação da pureza ritual. O povo israelita devia permanecer livre de contaminação de fontes externas, principalmente a influência depravadora da religião dos cananeus. Eles deviam aproximar-se de Deus devidamente cientes da sua distinção moral e ritual. Estas regras não se aplicam mais à igreja cristã, embora os princípios subjacentes ainda tenham muito a nos ensinar. E o elaborado sistema de sacrifícios cumpriu-se no sacrifício único de Cristo, o cordeiro perfeito de Deus, por intermédio de quem os pecados são perdoados e foi feita a expiação em favor dc todos para sempre (veja Hb 10.1-18). Ê x o d o : D e u s sai e m s o c o r r o O quarto tema principal encontrado nos Cinco Livros e recorrente em toda a Bíblia é o êxodo do Egito, descrito em Êx 1—12. Para todos os judeus este foi e é o grande ato salvador dc Deus, que gerações futuras lembram com gratidão. • Foi uma intervenção milagrosa de Deus em resposta ao clamor de seu povo escravizado (Êx 3.7) • Foi essencialmente o ato de Deus — "com mão poderosa e braço estendido". • Foi uma grande vitória sobre os deuses do Egito que demonstrou a supremacia total de Deus. • Foi um momento na história lembrado e recontado anualmente na Festa da Páscoa.

O êxodo narra o resgate do povo de Deus: eomo Deus tirou o seu povo do £gito e o guiou pelo "deserto" inóspito do Sinai para unia nova terra.

• seu espírito de comunidade, baseado no relacionamento de aliança compartilhado por todo Israel com o Senhor Deus. Também se notou que as leis no Antigo Testamento são expressas de duas formas: "não matarás..." / "não furtarás..." (lei apodíctica) e "se alguém... / aquele que..., terá que..." (lei casuística). Como a maioria dos antigos códigos dc lei era do tipo casuístico, é possível que a legislação apodíctica fosse uma forma peculiarmente israelita, e neste caso os Dez Mandamentos eram algo peculiar a Israel. Jesus rejeitou a Lei? Alguns cristãos acreditam equivocadamente que, no Sermão do Monte, Jesus rejeitou a lei judaica dando preferência a sua nova lei do amor. Mas as críticas de Jesus não foram dirigidas contras as leis, mas contra a maneira em que os rabinos as interpretavam. ("Vocês ouviram o que foi dito" era a frase rabínica tradicional para introduzir sua interpretação). Ele estava revelando a motivação interna por trás dos mandamentos, que os intérpretes não conseguiram detectar e valorizar. U m a lista d e "nãos"? Algumas pessoas também criticam os Dez Mandamentos por serem negativos. Mas eles seguem uma afirmação positiva: "Eu sou o SENHOR, o teu Deus..." Aqueles que testemunharam a libertação que Deus operou e que vivem sob a soberania de Deus, devem demonstrar isto através de um comportamento distinto. Os Dez Mandamentos, portanto, começaram como a constituição de

Introdução
Com freqüência lembrava-se às gerações finuras que houve um tempo em que eram membros de uma comunidade escrava que Deus, em sua misericórdia, havia redimido da escravidão. Elas eram incentivadas a sc lembrarem do passado e advertidas contra o perigo de esquecer o que Deus fizera por elas (p. ex„ Dt 6.12). Como evento histórico o êxodo foi definitivo. O fato de que Deus fizera isto antes significava que poderia fazê-lo novamente. Quando Israel estava no exílio na Babilônia, a nação esperava por um segundo êxodo (Is 51.9-11). E quando Cristo veio, sua obra de libertação foi descrita com a linguagem do êxodo (p. ex., Lc 9.31). Estes, portanto, são os quatro temas que estão sempre próximos da superfície, como constante preocupação destes cinco livros. O único outro tema que se repete com regularidade desanimadora é o pecado persistente do povo de Israel. Este demorou a aceitar Moisés como seu libertador. Reclamou das dificuldades da viagem. Até tiveram saudades da vida que tinham levado no Egito (devidamente romanceada, Nm 11.5). Intimidaram-sc diante da possibilidade de entrar na terra de Canaã e peregrinaram durante 40 anos no deserto da indecisão. Nem Moisés estava imune e foi castigado, sendo impedido de conduzir o povo para dentro da terra prometida. Mas o pecado não era novidade. Os capítulos introdutórios de Gn 1—11 deixaram isto claro, como vimos anteriormente. De forma notável, em sua soberana providência, Deus conseguiu lidar com a desobediência humana e encontrar um caminho através dela e para alem dela.

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que é totalmente bom. 12.1-3 Uma boa criação O grande drama do princípio de todas as coisas começa com Deus. Muitos estudiosos acreditam que as primeiras coleções do material do AT provavelmente foram feitas na época do rei Davi ou do rei Salomão. Se levarmos em conta a natureza do material. truindo tudo. os seres humanos são especiais: só soas decidiram seguir seu próprio caminho. e que ama e se importa com sua criação. Jacó e José se volta para um único indivíduo. Desde o início. Abraão. com eles foram feitos à "semelhança" de Deus resultados desastrosos. e seus descendentes.• em meio a toda a criação maravilhosa de Deus. havia trevas sobre a face do abismo. humana e a atenção Isaque. A boa criação de Deus deteriora-se progressivamente como resul. Muitos povos antigos tinham suas próprias histórias da criação e podemos imaginar estas histórias sendo contadas e recontadas de geração em geração. Será que Moisés. Mais do que isso. 12—50 mais amplo da história Histórias de Abraão." Gn 1. A terra eslava sem forma e vazia. Suas histórias foram contadas oralmente muito antes de serem reunidas e escritas. assim como o conhecemos. 1—11) passa rapidamente deixa claro que do mundo como Deus o criou para o mundo • a origem do mundo e da vida não foram acidentais. O mundo não melhorou depois de Noé. esse relato nos dá a chave que abre o entendimento a respeito de nós mesmos e do mundo à nossa volta. mas vívida. Deus age para julgamento e também para salvação. Noé e sua família são • os seis "dias" de atividade criativa de Deus. a executar seu plano de "redimir" o mundo e recuperar relacionamentos rompidos. não em pedaços. Porém estes . u m a história cujo narrador tem prazer em pintar quadros e mostrar padrões. ignorar suas advertências. resgatados.. começando com o que era sem forma e vazio e culminando numa exuberância de vida. Então Deus disse: 'Haja luz'. Como estes livros atingiram sua forma atual pode ser questão de debate. i — Jí com o erro de Babel: as A criação nações são divididas e A queda humana dispersas.. Deus. ordenada e moldada num padrão lógico.3 "Alo princípio. mas não há dúvida de que estas histórias expressam as convicções mais profundas do povo de Deus de que este mundo é obra de um Deus Criador. as pes. com a possibilidade de que ainda houve algum trabalho editorial até 400 a. O título significa "princípio" e este éo livro dos começos na Bíblia — o princípio do mundo e o princípio de uma nação.1—2. há um Criador.• Deus fez tudo que existe. É importante analisar os primeiros capítulos especialmente como u m a narrativa: uma história preocupada com a verdade e o significado no sentido mais profundo. a saber. uma coleção de histórias grandiosas. Uma narrativa deve ser considerada no seu todo. E ainda assim a história do grandioso propósito de Deus para a humanidade mal começou. ocorreu o grande dilúvio. Ela continua através das páginas da Bíblia até as últimas palavras do livro de Apocalipse. deixase de lado o cenário Caps.115 RESUMO GÊNESIS Gênesis é uma epopéia. Ao invés disso. passando por Isaque e Jacó e culminando com a morte de José no Egito. Deus criou os céus e a terra. Conteúdo 0 "prólogo" (caps. com sua formação na corte egípcia. A criação do mundo e sua deterioração. começou a escrevê-las? Uma antiga tradição associa seu nome aos cinco primeiros livros da Bíblia. A história. e receberam autoridade sobre as demais Em seguida. Deus começa. muitos "problemas" simplesmente desaparecerão. capítulos terminam Caps. G n 1. por intermédio de uma pessoa e nação específica. Ela evoca a maravilha c variedade da criação. O chamado e a promessa de Deus a Abraão e seus descendentes. Gênesis leva adiante essa narrativa. A linguagem é simples. O grande dilúvio No cap. mas Deus não irá destruí-lo. O povo de Deus não precisava defender a existência de Deus: eles o conheciam por experiência própria. descriaturas. seguidos de um "dia" de descanso. A formação d o livro Gênesis não tem um autor ou data de autoria definidos.C. Há um novo começo. tado do pecado humano de rejeitar o Criador e • tudo que Deus fez era bom.

a árvore da vida aparece às margens do rio na "nova Jerusalém".4-25: H o m e m e m u l h e r Se o mundo que Deus fez era bom. E significativo que agora Deus tem um nome diferente. No último livro da Bíblia. São usados para ensinar uma lição: 2.24. Ele se preocupa com coisas mais importantes. • U m rio (2. apenas o homem e a mulher são descritos como sendo criados à semelhança de Deus. Mas ainda resta uma esperança.4—3. • A s d u a s á r v o r e s O que será que significam essas imagens tão poderosas? Será que uma árvore representa a vida e a outra. Em hebraico. As "separações" dos três primeiros dias criam os "espaços" que Deus preenche em seguida. colocando-as num relacionamento especial com Deus. Nem temos detalhes de como Deus fez surgir a terra e a vida — nem quanto tempo isto levou. • Dias Estes são mais bem entendidos como um padrão escolhido como meio mais vívido de expressar a energia criativa e satisfação de Deus. Em 2. mas as pessoas ainda são racionais. Deus descansa Este não é um registro cronológico. Então Deus cria a mulher. • A " i m a g e m " o u " s e m e l h a n ç a " d e D e u s (1. dando-nos os primeiros versos de poesia da Bíblia. Também temos liberdade para escolher. e ele não foi criado para levar uma vida solitária e auto-suficiente. planejar e moldar nosso futuro. Podemos ser responsáveis pelo nosso ambiente e cuidar dele de forma adequada. sonhar. A criação é descrita como tendo acontecido em seis dias. Ele lhes dá controle sobre o mundo recém-formado e todas as suas criaturas. afinal. embora esta liberdade agora tenha uma inclinação enganosa.Pentateuco estabelecem o padrão para a vida de trabalho dos seres humanos. é osso dos meus ossos e carne da minha carne" exclamou Adão com alegria. "Adão" é tanto um nome pessoal quanto uma palavra que significa "humanidade". Aqui está a parceira ideal. "Esta. explica tanto as coisas ruins como as boas no nossi mundo. Esses dois foram literalmente "feitos um para o outro". Podemos desfrutar de uma variedade de relacionamentos. Estavam nus.3.10) Este é um lugar real e geográfico. G n 2. Verão a morte. Oito vezes Deus fala e algo novo é criado: Dia 1 A luz é separada das trevas: há dia e noite Dia 2 A separação dos "céus" (atmosfera da terra) Dia 3 Há separação entre terra e mares e começa a "produção" ou "formação": plantas e árvores Dia 4 Sol.2). o Altíssimo. O pecado certamente a deteriorou e manchou. Deus o Criador.24 A degradação Gn 2. Mas nem pássaros nem animais fornecem o companheirismo de que o homem precisa. Eles serão afastados da presença de Deus. após a criação. a organização e majestade simples da maneira pela qual cie criou todas as coisas. Não nos é dito quando a criação ocorreu. Deus forma o primeiro ser humano e planta para ele um jardim no Eden. como ficou do jeito que é agora? Esta segunda história. Agora ele é Yahweh Elohim [SF. E uma afirmação que separa as pessoas dos animais. o conhecimento proibido? Será que a locução "do bem e do mal" é uma expressão idiomática hebraica que significa "tudo" — todo conhecimento? Ou será que a importância real das árvores está na oportunidade que apresentam ao homem e à mulher de dizer "sim" ou "não" a Deus? Sua escolha fatal os separou da "árvore da vida". O contador de histórias não compartilha as preocupações de uma era científica. em perfeita transparência de um para o outro. . os rios Tigre e Eufrates desaguam no Golfo Pérsico.27) De toda a criação. A "semelhança" é tão básica à natureza humana que até a posterior decadência da humanidade — a "Queda" — não a destruiu. onde Deus e seu povo viverão juntos novamente — e as folhas dessa árvore servem para "curar as nações" (Ap 22. lua e estrelas Dia 5 Criaturas marinhas e aves Dia 6 Animais que vivem na terra Pessoas Dia 7 A criação está completa. o escritor reforça a idéia: o verdadeiro casamento é um relacionamento todo especial e exclusivo. Embora Pisoni e Giom não sejam conhecidos. Na primeira história era Elohim. moralmente responsáveis e criativas de maneira que os animais não são: podemos imaginar.NHOR Deus] o nome pessoal pelo qual cie pode ser conhecido (veja "Os nomes de Deus"). que compartilha a própria natureza do homem. E tudo era perfeito. Destaca os dois seres humanos e seu relacionamento com Deus. Nunca mais seria assim. no Oriente.

2 e em outras passagens que falam do poder de Deus sobre as águas. adaptada às crenças dos hebreus? Entretanto. e do cadáver dela foi formado o mundo. Fonte c o m u m a todas Em Gn 1—2 temos um relato mais amplo da criação dos céus e da terra. sendo que estes podem fazer parte de suas histórias de criação. Estes relatos têm vários pontos em comum com outras histórias da criação do cosmos e do homem: • uma divindade pré-existente. Estes são conceitos simples. mas também de certa forma um reflexo da divindade. Escrito ao final do segundo milênio antes de Cristo em honra de Marduque. o universo físico ou um elemento fundamental como a água ou a terra sempre existiu. apesar das tentativas de muitos eruditos no sentido de descobrirem referências implícitas a essa luta no texto de G n 1. o universo é obra de um deus ou deuses. • o ser humano como o ponto alto da criação. o relato começa com Tiamat. os deuses têm descanso. Na visão de alguns povos. Nesta tahuinha de argila está inscrita uma parte do relato babilónico da criação. É enganoso reduzir histórias diferentes trazidas das várias partes do mundo aos fatores que têm em comum para afirmar que todas têm uma fonte comum. Por exemplo. o conceito do ser humano como "pó" pode ser facilmente deduzido do ciclo de morte e corrupção.C. deus dos babilónios. cujos membros representam ou controlam elementos ou forças naturais. . C . A luta entre os deuses. u m a figura materna das águas. assim. Para outros. a criação da humanidade com u m a centelha divina para que os deuses ficassem livres de seus trabalhos. geralmente relacionado com a história bíblica da criação. na tentativa de dar uma resposta. formado do pó da terra como se molda um vaso. que dá origem aos deuses. éu m a história entre várias. a saber. Há indícios claros de que essa história foi formulada a partir de relatos anteriores. Só um tema reaparece com freqüência. que é o herói dessa história. e. ou uma grande parte delas. É improvável que todas essas diferentes histórias. U m casal original ou até mesmo um só deus que se criou a si mesmo e se auto-propagou chefia a família divina. contadas e recontadas ao longo dos anos.) Tiamat foi morta por Marduque numa batalha entre ela e seus filhos. Muito antes de histórias como aquelas nos primeiros capítulos de Gênesis serem registradas por escrito cias eram contadas e recontadas ao redor de fogueiras nos acampamentos de povos nômades e no seio das famílias. e os deuses tiveram sua origem a partir disso. 0 Gênesis Babilónico 0 famoso Gênesis Babilónico. cujo barulho a deixara irritada.Histórias da criação Alan Millard Como o mundo começou? Esta é uma pergunta que a maioria das pessoas faz. tenham uma fonte única. não tem equivalente no AT. baseados em observação e lógica elementar. Foi copiado por volta do século 7 a . As pessoas foram criadas para aliviar os deuses do trabalho de manter a terra em ordem. E muitos povos em diferentes partes do mundo têm suas próprias histórias de criação. Isto se deve a conexões lingüísticas pré-históricas entre as línguas babilónica e hebraica.2. idéias comuns não derivam necessariamente de uma fonte comum. seguido de uma descrição mais detalhada da criação do ser humano. (0 nome "Tiamat" tem alguma relação com a palavra hebraica para "abismo" que aparece em Gn 1. foram encontradas narrativas mais antigas que contêm alguns desses elementos. que aparece no Gênesis Babilónico. mas se baseia em outras histórias que remontam ao terceiro milênio a. Quase todas as religiões politeístas têm árvores genealógicas de seus deuses. e não era nem a mais antiga nem a mais popular. Significa isto que as histórias do Gênesis são apenas mais uma versão. De fato. • a criação como resultado de uma ordem divina.

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Pentateuco

Gênesis e outros relatos do antigo Oriente Próximo
É mais interessante, e mais correto, colocar o relato do Gênesis ao lado de outros relatos do antigo Oriente Próximo, que é o mundo do AT, Ao fazermos isso, notamos que são poucas as antigas histórias de criação que têm mais do que um ou dois conceitos básicos em comum, como a separação entre céus e terra e a criação do homem a partir do barro. Porém as histórias dos babilônios têm algumas notáveis semelhanças com o relato hebraico. Desde que o primeiro dos relatos babilónicos foi traduzido para línguas modernas, ao longo do último século, afirmava-se, com freqüência, que os relatos babilónicos eram a fonte mais remota da crença dos hebreus. Todavia, recentemente, com a descoberta de

mais textos e a reavaliação dos mais antigos, ficou claro que muitas das supostas semelhanças são, de fato, aparentes ou ilusórias. Por exemplo, não existe qualquer relação entre os sete dias da criação no Gênesis e o fato de a história babilónica da criação aparecer em sete tabuinhas de argila. A segmentação da história dos babilônios não tem nada a ver com o seu conteúdo ou com fases ou estágios no poema em si. Essas semelhanças quanto aos fatos mencionados servem apenas para enfatizar a vasta diferença de perspectiva moral e espiritual entre o Gênesis bíblico e as narrativas análogas que mais se aproximam dele. Não se pode afirmar, como alguns o fazem, que o Gênesis foi derivado dessas outras histórias. As diferenças de ponto de vista e de conteúdo são,

na verdade, tão acentuadas que ajudam a destacar o caráter de "revelação" do Gênesis, que o distingue tão claramente de narrativas folclóricas.

A Epopéia de Atrakhasis
Um poema babilónico em particular • Toda a raça humana acabaria sendo dessugere uma comparação com o relato do truída num dilúvio, exceção feita a uma Gênesis. Trata-se da Epopéia de Atrakhasis, família. que se relaciona com os primórdios da humaPor outro lado, em Atrakhasis as pessoas nidade e o começo da vida em sociedade, têm trabalho árduo a realizar desde o início, fazendo alusão à ordem existente no mundo não existe um "Adão" único, e nada se diz sem descrever a sua criação. No começo da sobre uma formação separada da mulher, narrativa, os deuses inferiores trabalham na um jardim chamado Eden, e uma queda em irrigação da terra e decidem se rebelar conpecado. Na verdade, não existe ensino moral tra a sua sorte. Para aliviar esses deuses de nenhum. Ao contrário, o significado é que sua estafante tarefa, foram criados os seres esta é a origem de nossa sorte e cabe-nos humanos. Estes são uma solução satisfatória aceitá-la. até o momento em que o barulho que fazem Uma versão suméria menciona cinco irrita os deuses, levando-os a destruí-los no importantes cidades que existiram no períodilúvio. do pré-diluviano, e esses nomes se conectam Em geral, Atrakhasis (conhecido a parcom listas de reis pré-diluvianos, preservadas tir de cópias feitas por volta de 1600 a.C.) em relatos separados. A idade desses reis tem algumas semelhanças com trechos de ultrapassa em muito a dos patriarcas que Gn 2—8: aparecem em Gn 5. Os escritores babilóni• Os seres humanos são feitos de barro e cos consideravam o dilúvio uma importante de um elemento divino (o "sopro" em interrupção ocorrida na história de seu pais. Gênesis; a carne e o sangue de um deus, (Veja "Histórias sobre dilúvios".) em Atrakhasis). Portanto, na cobertura ampla dos fatos, • A tarefa dos seres humanos é manter a terra Gênesis e a tradição que aparece em Alrokhosis em ordem (trabalho árduo em Atrakhasis; se referem aos mesmos acontecimentos. guarda de um paraíso em Génesis). Alguns dos temas que aparecem na
v

história babilónica — em especial a condição dos seres humanos como substitutos dos deuses no que diz respeito ao trabalho — remontam a um poema sumeriano, Enki e NinmakJ), escrito no período anterior ao ano 2000 a.C.

J19

O nome Cuxc (descendente de Noé) está ligado a Babilônia em 10.8,10. Assim, a descrição pode ser de quatro rios, todos correndo na direção do golfo, com o "Éden" em algum lugar acima dele. Gn 3: U m a e s c o l h a fatal Entra em cena a serpente — criatura de Deus, porém rebelde. De onde vem o mal

neste mundo bom? A narrativa não explica. Mas claramente Deus assumiu um risco enorme ao dar a suas criaturas a liberdade de escolher. O que ocorre em seguida é um impressionante discernimento da psicologia da tentação e do pecado: a tentativa dc passar adiante a culpa c, no final, a vergonha. A serpente questiona aquilo que Deus disse, depois o chama de mentiroso. A mulher

Pessoas como administradoras de Deus
Chulean Prance

0 relato do Gênesis deixa bem daro que os seres humanos foram criados para cuidarem da Terra, e não para destrui-la. E m meio à terrível destruição do meio ambiente, à poluição e ao extermínio de espécies que se verificam em nossos dias, é bom voltar ao Gênesis e ver como as coisas eram no princípio: "Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar" (Gn 2.15). 0 verbo hebraico abad, traduzido por "cultivar", também pode significar "servir", e o verbo shamar, traduzido por "guardar", dá a idéia de observar ou preservar. A instrução dada às primeiras pessoas foi no sentido de servir e preservar o solo. Deus deu à humanidade domínio sobre o resto da criação, para cuidar dela, e não para destrui-la. Segue-se que cuidar da criação é u m a responsabilidade cristã em nossos dias, pois aqueles que conhecem o Criador deveriam ser os primeiros a tomarem a dianteira na proteção daquilo que ele criou. Gn 2.9 diz: "Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento". É significativo que, neste texto, o aspecto utilitário não aparece em primeiro lugar. O propósito das árvores era, em primeiro lugar, estético, pois elas deviam ser agradáveis à vista.

Hoje, parece que não somos afetados pelo fato de hectares e mais hectares de floresta tropical serem derrubados a cada dia que passa. No entanto, o texto também indica que as árvores se destinavam à alimentação, e nisto podemos, com certeza, incluir a madeira, o látex e muitos outros produtos que elas nos fornecem. Não devemos fazer uso exagerado ou além da conta desses recursos, mas também deixar árvores de pé para que formem uma paisagem bonita e nos dêem sombra. A responsabilidade que a humanidade tem por todas as criaturas foi re-enfatizada na aliança que Deus fez com Noé após o dilúvio. Este pacto não foi feito apenas entre seres humanos e Deus, mas incluía "todos os seres viventes que estão convosco, para perpétuas gera-

ções" (Gn 9.12). "Eis que estabeleço a minha aliança convosco, e com a vossa descendência.e com todos os seres viventes que estão convosco: tanto as aves, os animais domésticos e os animais selváticos que saíram da arca como todos os animais da terra" (Gn 9.9-10). Visto que esta aliança foi feita com todas as criaturas, temos a responsabilidade de zelar por elas, tratando de evitar que espécies sejam extintas por abuso ou destruição de seu habitat. Temos de cuidar da criação porque ela pertence a Deus, não a nós. "Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém": assim começa o SI 24. Devemos, igualmente, cuidar da criação porque Cristo é "o primogênito de toda a criação" (Cl 1.15) e "nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra... Tudo foi criado por meio dele e para ele". Somos, hoje, conclamados a sermos seus curadores ou mordomos de sua criação — até que ele venha.

Estii samambaia gigante, em Piji. é apenas um exemplo do crescimento exuberante c extraordinário das plantas desde o inicio da criação.

1 2 0
Mm

Pentateuco
estabelece um contraste entre Adão e Cristo: como descendentes de Adão todos morremos, separados dc Deus; Cristo, por outro lado, nos restaura à vida eterna, conectando-nos outra vez com Deus (Rm 5; ICo 1 5 ) . • A d ã o e E v a Competição e dominação surgem no momento da queda em pecado. No início os dois foram criados igualmente "à imagem de Deus". Eram independentes e co-dependentes, juntamente responsáveis pelo bem-estar do mundo c dos seusfilhos.A maldição de Gn 3.161 9 é uma descrição de como o relacionamento humano mais íntimo foi arruinado por causa da desobediência a Deus: vemos isto no relacionamento entre homens c mulheres no restante das Escrituras e na história do mundo desde aquele tempo até os nossos dias. Segundo Gn I. Adan c F.va foram criados juntos, Em Gn2, Adão foi criado primeiro, mas isto não se reveste de nenhum significado especial. Eva é descrita como "auxiliadora" dc Adão em relacionamento compatível c casamento, não no sentido de inferioridade, visto que, no AT, essa mesma palavra ("ajudador") é usada, na maioria das vezes, quando se está falando sobre Deus.

(•A

O jardim do Éden A história do jardim do Éden está ambientada nos vales bem irrigados da antiga Mesopotámta.

precisa contrapor ao claro mandamento de Deus o fruto tentador, o desejo de ter conhecimento como o dc Deus. Eva exagera ao falar da rigidez da proibição divina e aproxima perigosamente da tentação. Será que ela quer simplesmente conhecer assim como Deus conhece ou será que pretende ser igual a Deus (em contraste com o Filho de Deus, disposto a se humilhar: Fp 2.6-8)? A decisão c deliberada e fatal. Adão, em silencio, não protesta. Também ele come do fruto. O homem e a mulher decidiram seguir seu próprio caminho, ignorar o Deus que lhes havia dado a vida. Mas a bondade de Deus c o pecado humano são como óleo c água. A separação c inevitável. O relacionamento de Deus com as pessoas e das pessoas umas com as outras é arruinado. O homem e a mulher não ficam mais à vontade juntos. A serpente agora é inimiga dos seres humanos. A mulher sofrerá no parto, que é o processo humano mais fundamental. O desejo e a dominação prejudicarão o relacionamento entre os sexos. O trabalho de Adão será marcado por suor e fadiga. Por causa de sua transgressão voluntária, o acesso à "árvore da vida" agora lhes é vedado. Eles devem deixar o jardim para sempre. Estão sozinhos, separados de Deus. Estão vivos, porém apenas pela metade, na medida em que estão sem Deus. A morte é apenas uma questão de tempo. Deus havia falado a verdade. Mas ele ainda é bondoso e tem para com eles um cuidado paterno (3.21). • A d ã o No restante do AT essa palavra significa humanidade. Também é muito parecida com a palavra hebraica para "solo" (um jogo de palavras semelhante a "humano" e "húmus"). No NT, Adão é nosso ancestral, o fundador da raça à qual todos nós pertencemos. Paulo

Gn4—5 De Adão

a Noé

Gn 4: C a i m e Abel Após sua expulsão do jardim, Adão e Eva tiveram dois filhos: Caim, o lavrador, e Abel, o pastor. No momento adequado cada um deles trouxe sua oferta a Deus. A dc Abel foi aceita, mas não a de Caim. Não foi o que Abel ofereceu, mas sua fé (Hb 11.4) que tornou sua oferta aceitável. O ressentimento amargurado de Caim demonstra uma atitude bastante diferente. Como os profetas dirão sempre de novo: Deus não pode ser comprado por sacrifícios. Eli' quer que o ofertante também faça "o que é certo" (v. 7). A fé verdadeira não pode ser separada do comportamento correto. Caim matou Abel (não se precisa muito para passar da rebelião ao assassinato) e Deus o condenou a uma vida nômade, dando-lhe, porém, proteção contra a morte. Os vs. 17-24 alistam alguns descendentes de Caim e demonstram o início da vida civilizada. Enoque construiu a primeira cidade. Seus sucessores aprenderam a tocar c apreciar música — e a trabalhar com ferro e bronze. Mas as habilidades criativas não foram acompanhadas por pro-

Genesis

121

Nomes de pessoas em Gênesis 1—11
Richard S. Hess

No mundo bíblico, os nomes das pessoas muitas vezes têm uma origem ou um significado que nos diz algo a respeito do caráter ou das convicções da pessoa nomeada. Em Gênesis, como no restante da Bíblia, os nomes de muitos dos personagens principais das narrativas têm um significado especial.

N i n r o d e ("nós vamos nos rebelar" ou "vamos nos rebelar!") descreve o personagem que aparece em Gn 10, especialmente se ele tiver, também, alguma conexão com o episódio da torre de Babel, em Gn 11. S e m significa "o nome", aquele através do quem viria Abrão, cujo nome Deus engrandeceria.

0 nome significa...
0 nome A d ã o significa "humanidade'^ se aplica muito bem ao primeiro ser humano e também representante da raça humana. O nome tem este significado em Gn 1.26-28 e aparece com o sentido correlato de "homem" nos caps. 2—3 e na maior parte do cap. 4. Somente em Gn 4.25 A d ã o passa a ser nome próprio. 0 nome E v a pode ser entendido no sentido de "aquela que dá a vida". Descreve o papel da primeira mulher, como sugerido em Gn 3. Vale lembrar que o nome dela só aparece ao final do capítulo. C A I M pode ter relação com o trabalho de beneficiar metais, na medida em que este foi um ofício que se desenvolveu entre seus descendentes, em especial Tubalcaim. A B E L é uma palavra hebraica usada para descrever algo que é efêmero ou passageiro. Em Eclesiastes, é traduzido por "vaidade". Sugere a brevidade da vida daquele que foi assassinado por seu irmão sem deixar descendentes, sem nada que pudesse dar continuidade ao seu nome ou torná-lo permanente. S E T E , por outro lado, pode significar "pôr" ou "colocar", ou, em Gn 1—11, "fazer a vez de substituto". É claro que este nome se aplica muito bem àquele que substituiu Abel na função de pessoa através da qual se cumpriria a esperança de Adão e Eva. E N O Q U E significa "dedicação" e pode ser uma forma de descrever a consagração desse homem a Deus.

O n o m e soa parecido c o m . . .
Além do significado direto das palavras hebraicas que são usadas como nomes nesses primeiros capítulos de Gênesis, aparecem também trocadilhos. Palavras parecidas no som estabelecem uma conexão entre o nome da pessoa e algum acontecimento da história. A palavra A d ã o soa como "solo" ou "terra", a a d a m a h que Deus usou para criá-lo. C a i m soa como o verbo q a n a h , "criar", "adquirir". Eva emprega esse verbo em Gn 4.1, ao descrever o envolvimento divino no nascimento de Caim. N o é se parece com n a c h a m , o "consolo" que, segundo palavras de seu pai Lameque, esse homem traria.

Nomes semelhantes
Existem nomes perecidos quanto ao som nas genealogias de Caim e Sete (e nas genealogias de Enoque e Lameque chegam a ser nomes idênticos), mas isto não significa necessariamente que temos duas versões diferentes da mesma genealogia original. Isso serve para mostrar que, apesar das semelhanças externas (nomes semelhantes), as pessoas podem ser totalmente diferentes quanto ao seu verdadeiro caráter. No caso de Caim e Sete, trata-se de duas linhas genealógicas que seguem em direções opostas: a de Caim leva ao assassinato e ao orgulho; a de Sete leva à justiça e à salvação de Noé das águas

do dilúvio. Essa semelhança entre os nomes é uma característica que aparece também em outras genealogias do antigo Oriente Próximo. A figura de Enoque (o homem justo que Deus removeu deste mundo, em Gênesis) aparece também em listas de sábios pré-diluvianos encontradas no antigo Oriente Próximo. Mais interessante é o fato de aparecerem, no antigo Oriente Próximo, nomes semelhantes aos que ocorrem nos capítulos iniciais de Gênesis. Alguns nomes e partes desses nomes integram nomes pessoais usados em diferentes períodos históricos daquela região. Por exemplo, as raízes semíticas que subjazem aos nomes de "Eva" e de "Sem" aparecem com freqüência em nomes próprios. Outras raízes, como as de Lameque e Arfaxade, não aparecem nunca. Algumas, como o nome Adão e a primeira parte dos nomes de Metusalém e Metusael, ocorrem em épocas e lugares específicos apenas durante o segundo milênio antes de Cristo ou em período anterior a ele. Não fazem parte de nomes próprios usados durante o primeiro milênio, o período dos reis israelitas, o que mostra que remontam a um período mais antigo, e não a um período mais recente.

Pentateuco
gresso moral. Lamcque tomou duas esposas. A dor e os problemas que isto trouxe são evidentes em histórias posteriores. E ele gabou-se do assassinato que cometeu, excedendo Caim. Os dois últimos versículos dão um vislumbre de esperança. Adão e Eva tiveram Sete e as pessoas começaram a "invocar o nome do Senhor". • A e s p o s a d e C a i m Os vs. 14-15,17 dão a impressão de uma terra, até certo ponto, povoada. A maneira mais simples de explicar isto é supor que havia outros filhos de Adão c Eva que não são mencionados. Outros argumentam com base no fato de a palavra "adão" significar homem, ou humanidade, que toda uma raça foi criada, e não um único casal.

G n 6—11
O dilúvio e Babel Gn 6.1-8: U m a r a ç a p e r d i d a A raça humana, imersa em violência e corrupção, traz destruição sobre si mesma. Deus reduz a longevidade para 120 anos. Mas apenas isto não traz resultados. Apenas um ato de julgamento livrará o mundo do pecado. • 6.2 Versões diferentes falam dc "filhos de deuses" ou "filhos de Deus" (i.e. anjos) ou ; "seres sobrenaturais". • 6.4 "Gigantes" (no hebraico, nefilim): os "valentes" (heróis) do passado.

Gn 6.9—9.29: A história d e N o é Como na criação, devemos abordar este relato como uma narrativa, esperando imagens, símbolos e padrões, buscando o motivo "fcíKílianfo Gn 5: G e n e a l o g i a pelo qual cia está sendo contada, a "a mensadurar a ferra, A Bíblia traz com freqüência genealo- gem (ou mensagens) da história". não deixarão dc haver gias semelhantes a esta de Gn 5 para defiNo princípio. Deus estabeleceu os limites semeadura nir uma importante linha dc descendentes. da terra e das águas, tirando ordem do meio e colheita, frio e calor, Muitas dessas genealogias são seletivas, às do caos. Agora, corno resultado do pecado verão e inverno, vezes para criar um padrão de certo número humano, as forças dc destruição são liberadia t noite." de nomes (p. cx., Mt 1). A idéia não c somar- das. Mas nem tudo está perdido. (Promessa de Deus mos todos os números e calcular o tempo Num cenário de julgamento, a narratiapós o dilúvio, em Cn 8.22) decorrido. ( 0 Arcebispo James Ussher fez va enfatiza o ato divino de salvação. Noé, isto e datou Adão dc 4004 a.C. Entretanto, "o único homem íntegro daquele tempo", o com base em Jericó e outras cidades, temos único que "andava com Deus", não seria conconhecimento dc uma civilização que data de denado com os outros. Deus tinha um plano 7000 a.C, e este ainda não é o princípio da dc resgate bem elaborado. Ele arranjaria um história humana.) lugar de segurança e refúgio. Uma vida inteiNo Oriente Próximo antigo, os núme- ra de conhecimento c de confiança em Deus ros geralmente eram usados para demons- havia preparado Noé para esse momento. E trar importância em vez de quantidade real. ele fez exatamente o que Deus ordenara. As idades decrescentes de Matusalén! a José Infelizmente, mesmo um novo começo nãu podem ser interpretadas como os efeitos restaura o Éden nem altera a natureza humacumulativos do pecado. na. A "imagem de Deus" (9.6) permanece, A longevidade atribuída a esses ances- mas permanece também a disfunção na criatrais é impressionante. Varia dos 777 anos ção. Os animais agora passam a ser alimende Lameque aos 969 anos de Matusalém. to para os humanos. E a própria história de Cada um dos dez registros segue o mesmo Noé termina mal. (É significativo que a Bíblia nos conta as falhas até dc seus maiores persopadrão: Quando fulano tinha tantos anos, nasceu o nagens.) Noé ficou bêbado, Cam desonrou o seu filho beltrano. Viveu mais tantos anos e teve seu pai e o patriarca amaldiçoou Canaã, filho outros filhos e filhas. Viveu mais tantos anos e (mais novo?) de Cam. Teria Canaã agravado o desrespeito dc Cam? Não sabemos. Mas os moireu. A nota melancólica da frase final "e mor- canancus foram, mais tarde, subjugados pelos reu" só varia no caso de Enoque, o homem descendentes dc Sem, os israelitas. que "andou com Deus". Para ele Deus linha Histórias de um dilúvio foram transmitioutros planos. E o último dos dez, Noé, tam- das em diversas línguas em muitas partes do bém "andava com Deus" (6.9). Ele também, mundo. Os relatos babilónicos (sumérios e, embora de forma diferente, foi salvo da em especial, acádios) se assemelham muito morte. à história registrada aqui. Isto não deveria

Gênesis

123

Histórias sobre dilúvios
Alan Millard

Reminiscências de um dilúvio ou de vários dilúvios podem ser encontradas em todo o mundo. Como seria de esperar, apresentam vários aspectos em comum: pessoas são salvas dentro de um navio; animais foram levados a bordo; o navio "atracou" no alto de um monte. Da Babilônia (e só de lá, entre as histórias antigas de dilúvio) nos vem um relato tão parecido com o de Gênesis que as pessoas se perguntam se não houve empréstimos ou influência de u m sobre o outro. Já faz um século que conhecemos a Epopéia de Gilgamés, tabuinha 11. Otema da narrativa é o seguinte: os seres humanos não podem ter nenhum a esperança de imortalidade, pois o único que a alcançou foi o Noé babilónico. Essa narrativa foi inserida no ciclo de Gilgamés a partir de uma obra anterior, a Epopéia de Atrakhasis (veja "Histórias da criação"), onde faz parte de um relato mais longo sobre a história humana desde a criação, como no Gênesis.

0 " N o é " babilónico

S e g u n d oa n a r r a t i v ab a b i l ó n i c ad od i l ú v c i o é , u ,a t éq u ep a s s a s s e mo ss e t ed i a sd et e m d e p o i sd ac r i a ç ã od o sp r i m e i r o ss e r e sh u m a p n o e s , t a d e .F o ie n t ã oq u eA t r a k h a s i sm a n d o u ob a r u l h oq u eo sfilhosd e s t e sf a z i a me r at a p n á t s o s a r o sp a r af o r ad ob a r c o ,p a r av e r i f i c a rs e q u eod e u sd at e r r an ã oc o n s e g u i ad o r m i r . aS e t e u r s r ae r ad en o v oh a b i t á v e l( u me p i s ó d i op r e p l a n o sd ea c a b a rc o mob a r u l h od e r a ms e r e m v a d ou n i c a m e n t en av e r s ã od eG i l g a m é s ) ,e n a d a ,q u a n d oop i e d o s oA t r a k h a s i sc o n s e g u o i u f e r e c e uu ms a c r i f í c i on oa l t od am o n t a n h a , a s s e g u r a raa j u d ad od e u sq u eh a v i ac r o i a n d d o eob a r c oh a v i ae s t a c i o n a d o .C o mm u i t a o sh o m e n s .P o rf i m ,o sd e u s e so p t a r a ma p v o i d r e z ,o sd e u s e ss er e u n i r a m" c o m om o s c a s " , u md i l ú v i oc a t a s t r ó f i c o ,et o d o sj u r a r a mq a o u es e n t i r e moc h e i r od os a c r i f í c i o ,ej u r a r a m m a n t e r i a mop l a n oe ms e g r e d o .M a st a m b n é m u n c am a i sp r o v o c a rs e m e l h a n t ed e s t r u i ç ã o .A d e s t av e zA t r a k h a s i sf o ia d v e r t i d o .N u ms o n d h e o u ,s am ã ej u r o up o ru mc o l a rd ep e d r a sa z u i s od e u so r i e n t o u oac o n s t r u i ru mb a r c oe M l e a v s a r od e u sc u j os o n oh a v i as i d op e r t u r b a d o p a r ad e n t r od e l ea s u af a m í l i a et a m b é ma a l g i n u d n a sn ã os ed a v ap o rs a t i s f e i t o .Ed e p o i sd e a n i m a i s .D e v e r i a ,i g u a l m e n t e ,e x p l i c a rs u aa ç ã u o m ad i s c u s s ã oe mt o r n od ai n j u s t i ç ai n e r e n t e a o so u t r o ss e r e sh u m a n o s ,d i z e n d oq u en u s m e c a s t i g oi n d i s c r i m i n a d o ,f o io r g a n i z a d ou m t r a t a v ad eu mc a s t i g oq u el h es o b r e v i r i as p i s t a e r m aa e mq u ea l g u m a sm u l h e r e sd e i x a r i a m q u ee l e sp u d e s s e ms e rb e n e f i c i a d o s .Q u a n d o ed a ràl u z ,e n t r a n d oe mo r d e n sr e l i g i o s a s ,a o t o d o se s t a v a mab o r d o ,c o m e ç o uat e m p e s t a p d a e s s oq u eo u t r a st e r i a ms e u sf i l h o sv i t i m a d o s et o d aah u m a n i d a d ef o id e s t r u í d a . p o rd o e n ç a s ,i m p o n d o ,d e s s am a n e i r a ,l i m i t e s a oc r e s c i m e n t op o p u l a c i o n a l .( O st e r m o su s a O sp r ó p r i o sd e u s e sf o r a ma f e t a d o sp e l a d o sd e i x a mc l a r oq u ee s s an a r r a t i v ae r au m a t r a g é d i a .C o m on ã oh a v i as o b r a d on i n g u é m e x p l i c a ç ã op a r aos i s t e m as o c i a lq u ev i g o r a v a q u ep u d e s s es e r v i l o s ,ficarams e mac o m i d a n o e m p od oa u t o r . ) eb e b i d aq u el h e se r aa p r e s e n t a d an o ss a c r i -t f í c i o s .As o l u ç ã of o ia g ü e n t a ros o f r i m e n t on o

0 moral da história
A história do dilúvio na Babilônia aparece também num texto sumeriano, que conta praticamente a mesma história, só que de forma mais abreviada. E muitas outras composições sumerianas se referem à época do dilúvio, num passado remoto, ou até mesmo a um tempo pré-diluviano. A história do dilúvio no Gênesis está, claramente, ambientada na Mesopotâmia, e as numerosas semelhanças encontradas dão a entender que se trata de um relato sobre o mesmo acontecimento mencionado n a narrativa babilónica. Temos, neste caso, pessoas de diferentes lugares que guardaram reminiscências do mesmo desastre natural. Mas o moral da história e o conteúdo teológico

Esta tabuinha de argila que remonta ao século 7 a . C , proveniente de Nínive, é a 1 1 tabuinha da Epopéia de Gilgamés e contém o registro babüónico d o dilúvio.
a

124

Pentateuco

das duas narrativas são muito diferentes entre si. A revelação de Deus se encontra, não apenas na narração dos acontecimentos, mas também na interpretação dos fatos.

0 dilúvio sob uma nova luz?

O final d o dilúvio na narrativa babilónica
Eu ofereci uma libação no alto da montanha, Os deuses sentiram o cheiro. Os deuses sentiram o cheiro suave, Os deuses se ajuntaram como moscas ao redor do que oferecia o sacrifício. Quando finalmente a grande deusa (Ishtar) apareceu (ela disse): "Todos vocês deuses aqui, como nunca esquecerei meu colar de lápis-lazúli, Eu vou me lembrar desses dias, e deles nunca me esquecerei".

O final do dilúvio no relato do Gênesis
Levantou Noé um altar ao SENHOR e, tomando de animais limpos e de aves limpas, ofereceu holocaustos sobre o altar. E o SENHOR aspirou o suave cheiro e disse consigo mesmo: Não tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque é mau o designio íntimo do homem desde a sua mocidade; nem tornarei a ferir todo vivente, como fiz. (Gn 8.20-21)

Não deveria nos surpreender que existam tantas reminiscências de histórias de dilúvios em várias partes do mundo. Os Drs. William Ryan e Walter Pitman, especializados em geologia marítima, ficaram em especial intrigados com as narrativas que aparecem na Bíblia e no relato babilónico. Segundo o Dr. Ryan, "se, como a descrição parece sugerir, o dilúvio fez com que comunidades inteiras se deslocassem para outros lugares, era de se esperar que a história do dilúvio fosse transmitida às gerações futuras". Os geólogos descobriram que o mar Negro já foi um lago de água doce, mas que, uns 9 mil anos atrás, repentinamente as águas ficaram salgadas. Pesquisas adicionais revelaram que o nível das águas subiu uns 60 m. Mais elementos foram reunidos a partir de uma avaliação sismográfica do leito do mar. A aplicação de testes de carbono 14 adiantou a data do dilúvio para 7550 anos atrás. Eles ventilaram a hipótese de que o final de uma Era do Gelo traria uma dramática elevação do nível dos mares, e concluíram que o lugar mais provável para uma corrente catastrófica seria uma bacia num formato de garrafa que tivesse conexão com o mar através de uma passagem estreita. 0

mar Negro se encaixa perfeitamente nestas características. Será que isso poderia ser a origem das histórias sobre dilúvios? Será que essas histórias foram levadas à Mesopotâmia por povos que migraram para lá, saindo das imediações do mar Negro, e depois foram levadas da Mesopotâmia para Canaã por Abraão? Isto explicaria a referência ao Ararate como a montanha mais alta da região. Afirma o Dr. Ryan: "Temos evidência conclusiva de que houve um dilúvio no mar Negro. A evidência de que se trata do mesmo que aparece na Bíblia e no Épico de Gtgamés é circunstancial, e isso levou a uma amigável disputa entre nós e os arqueólogos". Entretanto, ha uma série de perguntas sem resposta. A tradição babilónica não concorda com isso. Não sabemos com certeza se havia gente morando nas imediações do mar Negro naquele tempo. E, no relato bíblico, as águas do dilúvio diminuem.

Gênesis
causar surpresa, se todos esses relatos refletem lembranças de um acontecimento que de fato ocorreu naquela mesma região. Não há necessidade de supor que o autor de Gênesis tenha-se baseado nas histórias babilónicas para obter esta informação. Na realidade, a natureza crassa dessas histórias babilónicas (com seus deuses excêntricos e briguemos) torna isto improvável. A história de Gênesis pode ter sido reunida de mais de uma fonte para chegar à sua unidade atual. • O n d e e q u a n d o ? Com base na linguagem usada no cap. 7, fica claro que o autor quer que vejamos o dilúvio como um evento cósmico, um ato de julgamento que reverte o ato criador. O que segue é um novo começo. Mas o autor não compartilha nosso conceito do mundo global. "A terra" do autor é a terra da história da humanidade antiga relatada em Gn 2 e seguintes. (Compare Gn 41.57; também At 2.5). Não temos como saber com certeza quando o grande dilúvio que inspirou essas histórias realmente aconteceu. A lista de nações descendentes dos filhos de Noé (Gn 10) sugere uma data bastante antiga — alguns milhares de anos antes dos dilúvios do sul da Mesopotâmia por volta de 4000 a.C, cujos vestígios foram encontrados em escavações. E possível que esta história remonte ao fim da Era Glacial, por volta de 10.000 a.C. • A aliança (6.18) é um terna recorrente e importante. É um acordo formal entre Deus e seu povo, estabelecido sucessivamente com Noé, Abraão, a nação de Israel (por intermédio de Moisés) e o rei Davi. A cada estágio a aliança se torna mais densa em termos de promessa, até a vinda dc Cristo, que introduz a "nova aliança". (A palavra "testamento", usada nos títulos Antigo Testamento e Novo Testamento, tem o mesmo significado). Em cada uma dessas instâncias, Deus toma a iniciativa. Ele estabelece os termos e os torna conhecidos. Somente Deus garante seu cumprimento. As pessoas desfrutam das bênçãos da aliança à medida que obedecem aos mandamentos dc Deus. Veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo". • Quarenta d i a s A Bíblia freqüentemente associa importância especial a certos números. "Quarenta" é usado sempre de novo para indicar algo importante, uma nova etapa, uma ação de Deus, ou apenas para indicar "um longo período de tempo".

125

Navio dos puritanos: 27.5 m

Clíper: 64,5 m

Navio dc cruzeiro moderno: 262 m

Gn 10: O s d e s c e n d e n t e s de N o é As nações do mundo bíblico são todas descendentes dos três filhos de Noé: Sem, Cam e Jafé. A genealogia é organizada conforme o seguinte padrão: Título (1) Descendentes de Jafé (2-4) Detalhe extra sobre Java (5a) Resumo (5b) Descendentes de Cam (6-7,13-18a) Detalhe extra sobre Ninrode (8-12) e Canaã (18b-19) Resumo (20) Descendentes de Sem (22-29a) Detalhe extra sobre Sem (21) c Joctã (29b-30) Resumo (31) Resumo da lista inteira (32) A família de Sem vem por último: estas são as nações em torno das quais o próximo estágio da narrativa se desenvolve. "Hêber" é da mesma raiz que o adjetivo pátrio "hebreu". Gn 11.1-9: A t o r r e d e B a b e l Aqui está outra história antiga que explica as condições atuais. Por que a humanidade está dividida? Por que existem tantas línguas diferentes? A história da queda da humanidade não explica tudo. Esta história tenta explicar.

A arca A palavra hebraica para "arca" significa "caixa" ou "baú", e ajuda a entender o formato da mesma. As medidas mostram que ela era enorme. Se um côvado tiver uns 45 cm. as dimensões da arca são 133 m de comprimento, por 22 m dc largura por 13 m de altura. Ela foi projetada para flutuar, não velejar e não houve problemas para zarpar! Fora da história do dilúvio, a palavra '"arca" só ocorre na história em que Moisés lói tirado Isão c salvo!) das águas d o Nilo. Naquele contexto, a palavra significa "cesto" ou "cesta".

Pentateuco

Mizraim Cuxe Nações que descenderam d o s filhos de N o é Cin 10 apresenta um quadro dos povos do mundo antigo que Israel conheceu, estendendo-se do Sudão Oto Sul) às montanhas do Cáucaso (no Norte), e das ilhas gregas (no Oeste) ao Irá ( n o Leste). Muitos desses nomes são encontrados em outros escritos antigos e podem ser situados num mapa. mas outros ainda são desconhecidos. Nomes que, a princípio, foram dados a indivíduos tornaram-se nomes que passaram a identificar rodos os seus descendentes (como no caso • de Israel). Os relacionamentos que a história registra entre algum I dos povos diferem dos de Gênesis, mas migrações, guerras de conquista e casamentos inter-raciais podem ocultar as verdadeira • origens.

Uma reconstrução artística do templo em fornia de torre (zigurate) da cidade de Ur.

Em Sinar ( = Suméria, antiga Babilônia), reino de Ninrode, o caçador (10.10), as pessoas se reuniram para realizar um grande projeto arquitetônico — uma cidade e uma torre que chegasse ao céu. Deus observa este esforço cooperativo e o considera o início de uma terrível rebelião contra ele. Então divide o povo por meio da linguagem (compare com At 2, quando estas barreiras começam a ser derrubadas), e o dispersa — exatamente o que as pessoas estavam querendo evitar. A grande torre fica inacabada.

Babel (Babilônia) provavelmente era um templo cm forma de torre piramidal ou zigurate, semelhante àqueles que foram construídos na Babilônia no terceiro milênio a.C. Há ura jogo de palavras entre Babel c balai, "confu-1 são" ou "mistura". Uma inscrição relacionada a um zigurate posterior na Babilônia o des- \ creve como "o prédio cujo topo está no céu". O templo no topo era o local para o deus des-; cer e encontrar aqueles que o serviam. G n 11.10-32: D e S e m a A b r a ã o Aqui novamente a lista de nomes é sele-1 tiva, provavelmente abreviando a extensão F total de tempo envolvida. Os ancestrais de I Noé viveram muito mais tempo que os de | Terá, e a idade de paternidade passou a ser I bem menor. Quando chegamos ao nome de Tera, a lista | se torna mais detalhada. Esta é a família na çjual devemos nos concentrar. Os três filhos de Tera são alistados e sua cidade natal é Ur dos caldeus. Após a morte de Harã, Tera partiu J em direção a Canaã, com seu neto Ló, Abrão j e Sarai. A jornada os levou 900 km a noroeste

WÊÊBÊBSBBÊÊÊBÊBBM seguindo o rio Eufrates, até Harã — que era, como Ur, um centro de adoração à lua. (Js 24.2 registra que Tera "adorava outros deuses".) Ali eles se instalaram. Tera morreu, e o cenário está pronto para a história de Abraão, que, segundo At 7.2-4, ouvira o chamado de Deus antes de partir. Seu novo nome registra a promessa de Deus de tomar este homem pai de muitas nações, Gn 17.5. • Ur Veja "Abraão". > Harã A rota de Ur a Canaã via Harã era bastante comum para os viajantes nesta época. Harã era uma cidade importante no ponto de encontro de rotas de caravanas entre a Mesopotâmia e o ocidente. O nome significa "encruzilhada" ou "estrada".

A viagem de Abraão d e Ur a Canaã

Gn 12.1—25.18
História de Abraão G n 12.1-9: A c o n v o c a ç ã o para a j o r n a d a Gn 12.1-4 registra a ordem e promessa Deus a um homem, Abrão, e a resposta obediente da parte deste. As conseqüências deste simples ato, todavia, se espalhariam progressivamente, levando ao nascimento de uma nova nação e, com o passar do tempo, beneficiariam todo o mundo. "Partiu Abrão..." Ele já partira de Ur, cidade próspera com segurança e um alto padrão de vida. Agora ele partiu na segunda etapa da jornada, viajando outros 700 km a sudoeste até Canaã (Palestina), com Sarai, sua mulher estéril, seu sobrinho Ló e seus rebanhos. Em Siquém, no meio do território cananeu, Deus falou novamente em resposta ao chamado de Abraão. "Esta terra" seria herança dos descendentes de Abrão. Porém a jornada continuou na direção do Neguebe, região que se estende ao Sul, desde Berseba até o planalto do Sinai — hoje semi-árida, porém mais habitável na época de Abraão. 0 estilo de vida de Abraão representa a vida de peregrinação: o altar e a tenda testemunham a sua fé e a falta de uma moradia fixa. • Nômades As histórias de Abraão, Isaque e Jacó nos dão uma idéia da vida seminômade na Palestina antiga, de pessoas que passavam parte do tempo deslocando-se com seus rebanhos em busca de pastagens, e parte do tempo assentados, cultivando a terra.

Sodoma, Gomorra, Admá, ZeboimeovaledeSidim provavelmente se situem

Abraão e a guerra dos r e i s : Gn 14

Naquele tempo, grupos como estes podiam viajar livremente de um país a outro, sem maiores problemas com as línguas. Veja "Vida nômade". • " S e r ã o a b e n ç o a d o s / s e a b e n ç o a r ã o " (12.3) Ambos os sentidos são possíveis, mas o NT, seguindo a versão grega do AT (a Septuaginta), favorece "serão abençoados". Gn 12.10-20: F o m e A fome levou Abrão ao Egito. Pressionado pelo medo e pela insegurança, este homem de fé tratou de defender-se com uma perigosa

••Saia da sua
terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai e vá para uma terra que eu lhe mostrarei. Os seus descendentes vão formar uma grande nação." (Palavras que Deus disse a Abraão em Gn 12.1-2)

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Pentateuco
meia-verdade (veja 20.12) que colocou cm risco todo o projeto de Deus. Deus interveio com pragas. Sarai foi salva e Abrão foi vergonhosamente deportado. • A i d a d e d e S a r a i Parece surpreendente que Sarai, aos 65 anos, seja descrita como "muito bonita" (12.14). Porém, como ela viveu até os 127 anos, seus 60 anos equivaliam, quem sabe, aos nossos 30 ou 40 anos. Gn 13: A e s c o l h a d e L ó Rebanhos cada vez maiores provocaram a última quebra de vínculos familiares. Ló, a quem o generoso Abrão deu o privilégio de escolher, selecionou os pastos férteis do vale do Jordão. • M e l q u i s e d e q u e (18) Esta c n única aparição do misterioso rei/sacerdote de Salérn (provavelmente Jerusalém; o nome significa I "paz" — shalom, salaam). A autoridade dei Melquiscdeque (um décimo — o "dízimo" — | era a parte de Deus, de modo que Abrão trata este homem como representante de Deus), [ a falta de informação sobre ancestrais ej descendentes (extremamente importante para i qualquer homem que reivindicasse realeza ou status sacerdotal), e seu papel duplo de sacerdote e rei, levaram autores posteriores a j considerá-lo um prenúncio do Messias (veja SI 110.4; Hb 7.1-10). "Deus Altíssimo", veja "Os I nomes de Deus". Gn 15: A a l i a n ç a c o n f i r m a d a Desta vez a aliança não é introduzida por uma ordem. Deus ouviu as dúvidas e os medos de Abrão — "Continuo sem filho" (v. 2); "como posso ter certeza...?" (v. 8) — e a resposta de Deus tranqüiliza Abrão, na medida em que é uma repetição das promessas. • O h e r d e i r o Era prática comum na época que I casais estéreis adotassem um herdeiro, às vezes, j como neste caso, um escravo. O contrato de adoção podia conter uma cláusula no sentido \ de que, se o casal viesse a ter um filho, este teria precedência como herdeiro legal. • V . 6 'Abrão creu (depositou sua fé/confiou) no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça (o Senhor se agradou dele e o aceitou)". Este é u m dos versículos mais significativos das Escrituras, e, naquelas circunstâncias, uma resposta de fé surpreendente. Paulo (em Gl 3.6-9) argumenta com base nisto que judeus e gentios são reconciliados com Deus pela fé, e não por obedecerem às leis de Deus (já que nenhum de nós pode levar uma vida perfeita). "Abrão creu e foi abençoado; portanto, todos os que crêem são abençoados como ele foi" (Gl 3.9, NTLH). • O r i t u a l d a a l i a n ç a Desta maneira é que se confirmavam acordos na época (veja Jr 34.18). O castigo por violar o contrato era a morte — simbolizada pelo abate c divisão dos animais. Aqui, significativamente, apenas Deus se comprometeu ao passar entre as partes. Trevas, fumaça e fogo marcaram a presença de Deus como aconteceria também no monte Sinai (veja Èx 19.18; Hb 12.18). • Q u a t r o c e n t o s a n o s (13)... n a q u a r t a geração (16) A palavra "geração" também pode significar "vida". Abrão supostamente viveu bem mais que um século. Logo, quatro gerações podem equivaler a quatrocentos anos.

Depois de denotar os reis tribais, Abraão reuniu-se numa refeição de comunhão com Melquiscdeque, rei de Salem. O "estandarte" que aparece abaixo, e que havia sido
'.meu,i,In n u m

túmulo real de Ur alguns séculos antes da época de Abraão, apresenta cenas de guerra de um lado, e. aqui. o banquete da vitória e o desfile dos despojos. Este estandarte é um mosaico de conchas, calcário vermelho e lápis-lazúli.

Gn 14: O misterioso Melquisedeque Embora a vida seminômade fosse comum na época de Abrão, também havia muita gente que vivia em aldeias e "cidades" muradas (pequenas cidades; veja "Vida sedentária"). Estas eram governadas por "sheiks" locais, que por sua vez geralmente eram vassalos de reis mais poderosos. Os suseranos (v. 1) das cinco cidades da região do mar Morto (v. 2 ) vinham do distante Elão c da Babilônia (Sinar) e da Anatólia (rei Tidal). Rotas comerciais tornavam relativamente fáceis as viagens e a comunicação entre a terra natal de Abrão e Canaã. (Os elamitas exerceram poder considerável na Babilônia. Ur foi uma das cidades que conquistaram e saquearam naquela época).

• A m o r r e u s (7) Os aliados de Abrão penenciam a uma tribo que compartilhava a terra com os cananeus. Eles tinham bons motivos para apoiar Abrão, já que seu próprio povo fora vítima do ataque. Uma perseguição rápida e um ataque de surpresa deram a vitória a Abrão.

Gênesis

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Agar
Frances Fuller Agar era uma escrava. Quando Sara a entregou a Abraão para que ela lhes desse um filho, Agar não teve escolha. Porém, estar grávida de um filho de Abraão lhe deu certa vantagem. Ela havia adquirido valor, pois era capaz de algo que era vedado a Sara. Ela se tornou insolente, e isso era perceptível no seu jeito de olhar e no modo de agir. Sara, porém, reagiu de forma tão severa que Agar teve de fugir. É provável que o plano de Agar fosse seguir pela longa estrada do deserto, rumo ao Egito. Um anjo do Senhor "encontrou-a" junto a uma fonte, ao longo dessa estrada. 0 anjo chamou Agar pelo nome e lhe disse coisas admiráveis. A descendência dela seria multiplicada, a ponto de não se poder contá-la — a mesma promessa que havia sido feita a Abraão e Sara! Deus conhecia a opressão de Agar e prometeu que o filho dela seria "como um jumento selvagem", difícil de domar, hostil, independente, difícil de oprimir. O anjo disse a ela que voltasse para a sua senhora, e ela obedeceu. Esse encontro deve ter sido uma experiência espiritual e tanto! Agar disse o seguinte a respeito dele: "Agora eu vi o Deus que me vê". (O leitor, lembrado de que Sara descobriu que Deus tinha ouvido o riso dela, por mais que ela tivesse rido baixinho, se pergunta o que teria acontecido se Agar e Sara tivessem decidido compartilhar suas experiências!) Por mais 13 anos Agar se colocou a serviço de Sara. Quando Deus tornou a falar, enfatizando que o filho da promessa nasceria de Sara, e Sara de fato teve um filho, as coisas mais uma vez se complicaram para Agar. No dia em que Isaque foi desmamado. Sara pediu a Abraão que ele mandasse embora a escrava e o filho dela. E Abraão atendeu ao pedido de Sara. Agar e o filho saíram, andando errantes pelo deserto, levando consigo um pouco de comida e um odre de água. A água logo acabou e Agar, desesperada, deixou o menino debaixo duns arbustos, esperando que morresse. Mas Deus interveio, chamando do céu, lembrando a Agar que ele faria de Ismael uma grande nação. A mãe e o filho sobreviveram, vivendo na região montanhosa e deserta conhecida como o Sinai. Deus cuidou de Ismael e cumpriu as promessas feitas a Agar. A história dessas duas pessoas ainda é atual, pois trata da preocupação de Deus com os fracos, os desprezados, os pobres, os oprimidos. Ela mostra como Deus cuida daqueles que não fazem parte da aliança, e até mesmo dos que estão, quem sabe, bem longe da fé.

A história de Agar é contada em Gn 16.1-16; 21.9-21; 25.12. Veja também Gl 4.21-31

> V. 16b A NTLH traduz: "não expulsarei os amorreus até que eles se tornem tão maus, que mereçam ser castigados". Isto ajuda a entender a ordem dc destruir os povos cananeus na conquista da terra prometida. Deus lhes deu mais de quatro séculos para mudar de caráter. Na época de Josué, esses povos haviam chegado ao ponto em que não havia volta. Como no caso de Sodoma e Gomorra, o julgamento não podia mais ser adiado. Gn 16: C o n c e s s ã o Sarai encontrou sua maneira de fazer com que a promessa de Deus se realizasse. Sendo estéril, ela recorre à tradição e entrega sua escrava a Abrão. (Esta cláusula podia estar incluída no contrato matrimonial: o filho

resultante seria da esposa). Mas as emoções humanas em tal situação são complexas, c o resultado infeliz não é surpreendente. • A n j o d o S e n h o r (16.7) Veja Jz 2.1. Gn 17: O sinal d a circuncisão Deus confirmou a aliança mais uma vez, dando novos nomes a Abrão e Sarai. A maioria dos povos antigos, inclusive os hebreus, dava muita importância aos nomes das pessoas e dos lugares. Os nomes das pessoas geralmente diziam algo sobre a sua origem ou expressavam uma súplica ("Que Deus..."). A mudança de nome, neste caso, indica um novo começo. Assim, Abrão ("pai exaltado") foi mudado para Abraão ("pai de muitos"). E Sarai sc tornou Sara.

"'Olhe para o céu e conte as estrelas se puder... Será esse o número dos seus descendentes'. Abrão creu em Deus, o

Senhor."

Gn 15.S-6

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Pentateuco

Abraão
Alan Millard

Os judeus do tempo de Jesus tinham orgulho em afirmar: "Somos descendência de Abraão". Essa afirmação ainda é repetida por judeus e muçulmanos de nossos dias. Abraão é Importante por ser o homem a quem Deus prometeu a terra de Canaã e também por ser o modelo de fé: ele creu em Deus e levou Deus a sério. Na verdade, Abraão foi o primeiro a ter em mãos os títulos de uma propriedade material e de segurança espiritual. Em qualquer época as pessoas querem ter sua identidade, buscando-a, muitas vezes, no passado, em

genealogias e na história do próprio povo. Famílias que possuíam terras faziam um registro dos descendentes, para provar que eram os verdadeiros proprietários. Assim, o Israel antigo fazia o título de propriedade da terra em que morava remontar a Abraão, por mais que este nunca tivesse, ele próprio, tomado posse da terra.

liste documento sumeriano com seu envelope, da terra natal de Abraão, a cidade de Ur, e a tflbuldl em cuneiforme (nu página aposta) mostram o tipo de civilização desenvolvida que Abraão deixou para trás quando Deus o chamou.

Um h o m e m de fé
O pai de Abraão levou a sua família de Ur, na Babilônia, para Harã, na região onde hoje fica o sul da Turquia. Foi ali que Deus chamou Abraão, e este respondeu com fé. O texto não

diz como Abraão reconheceu Deus, o Deus verdadeiro, pois sua família adorava "outros deuses" (Js 24.2), incluindo, talvez, o deus lua, que era o patrono tanto de Ur quanto | de Harã. Num mundo em que se adoravam muitos deuses e deusas,

Ur
Ur já era uma cidade bem antiga quando Abraão nasceu. Escavações no "Cemitério Real", que data de cerca de 2500 a.C, revelaram uma série de tesouros: xícaras decoradas, utensílios feitos de ouro, e o "Estandarte Real de Ur" no qual aparecem cenas de guerra e paz (v<' época de seu apogeu, por volta de 2100 a.C, Ur era uma metrópole. 0 poder

O povo de Ur apreciava a música c a arte. Esta harpa reconstruída è um dos tesouros recuperados dos Túmulos Reais.

Gênesis

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crer num único Deus que pudesse suprir todas as suas necessidades era algo que faria de Abraão uma pessoa diferente de todas as outras. No entanto, esta era claramente a sua convicção. Embora, em conexão com Abraão, apareçam vários nomes para Deus, os mais freqüentes são "Javé" !o SENHOR) e "Deus". Outros nomes aparecem uma única vez: Deus Todo-Poderoso (£/ Shaddai, Gn 17.1; veja Êx 6.3), Javé, Deus Eterno (Gn 21.33), Deus Altíssimo (Gn 14.18-22). Fica claro que todas essas designações se referem à mesma Divindade. Abraão também podia identificá-lo com "o Criador do céu e da terra" a quem Melquisedeque, rei de Salém, servia (Gn 14.18-22). Em vários lugares d a terra de Canaã, Abraão ofereceu sacrifícios e fez orações, sem ritos elaborados ou sacerdotes que servissem

de intermediários, numa religião simples e pessoal. Tão logo Abraão chegou ã região central de Canaã, Deus lhe prometeu que aquela terra seria de seus descendentes (Gn 12.7), promessa que foi repetida em 13.15-17, no cap. 15 (de forma solene), e em 17.8. A história de Israel se baseava nessa promessa. Sem esperar que pudesse tomar posse daquela terra, era necessário que Deus reafirmasse a promessa anteriormente feita. O próprio Abraão deixou claro, diante de Deus, que necessitava dessa reafirmação (Gn 15.2,3). Os altares que ele edificou e as árvores que plantou eram, talvez,

um sinal de sua intenção de ficar na terra. No entanto, eram, acima de tudo, sinais de sua dedicação a Deus. Os lugares onde Abraão edificou altares não se tornaram lugares sagrados para sempre. O único pedaço de chão que Abraão possuiu naquela terra foi a caverna do campo de Macpela, perto de Hebrom, onde Sara foi sepultada. Deixar a sua casa, a sociedade que ele conhecia tão bem, e dirigir-se a uma terra desconhecida por ordem de Deus era um ato de fé. Saber que ele nunca possuiria a terra aumentou a sua fé. Os 25 anos de espera pelo nascimento do descendente foi outro teste, um teste que ele e Sara tentaram superar pela conexão de Abraão com Agar,

O maior teste de todos
Por fim, Abraão enfrentou o teste mais duro para a sua fé quando Deus pediu que ele sacrificasse o seu filho, uma ordem que Abraão acatou, ciente de que Deus proveria para si o cordeiro para o holocausto (Gn 22.8; veja Hb 11.17-19). Sacrifício de seres humanos era algo raro no mundo bíblico, de sorte que o pedido de Deus deve ter soado muito importante aos ouvidos de Abraão. Segundo uma tradição posterior, Salomão construiu o Templo no mesmo local onde Isaque foi amarrado. O fato de isso não ser mencionado pode ser indício de que o Gênesis é um relato mais antigo, enfatizando simplesmente que Deus provê. Quando Isaque tinha idade para casar e gerar um filho, a quem seria repassada a promessa da terra, Abraão, convencido de que Deus o guiaria, mandou seu servo de volta para Harã com a tarefa de encontrar uma noiva entre os seus familiares. Esta história é contada de forma magnífica em Gn 24. Uma família de poucas pessoas seria presa fácil dos inimigos. Mas

Estes bolos vasos de ouro estavam entre os tesouros descobertos nos Túmulos Reais, em Ur.

de seus reis se estendia para o Ocidente, chegando à costa do Mediterrâneo. Nesse período foi construído o grande zigurate (templo em forma de torre piramidal) em honra a Sin, o deus-lua que era adorado pelo povo de Ur. A cidade era um centro de comércio internacional e tinha dois portos bem movimentados, que se conectavam com o rio Eufrates através de canais. A maior parte da população morava e m casas de um piso, feitas com tijolos de barro, embota houvesse também algumas casas de dois andares. A maioria das casas era relativamente espaçosa, sendo que havia várias salas

ou quartos dispostos ao redor de um áttio central (veja a reconstrução d esquerda). Ao ser invadida por gente vinda do Elão, a oeste, lá pelo ano 2000 a.C, a cidade de Ur entrou em decadência, mas as ruínas do grande zigurate sobrevivem até os nossos dias.

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Pentateuco

U m personagem histórico?
A partir da Bíblia, podemos situar Abraão por volta do ano 2000 a.C. Como seria de esperar, não há nenhuma referência a ele em relatos extra-bíblicos. O estilo de vida do patriarca e os nomes dos membros de sua família refletem bem a cultura dos pastores semi-nômades que os eruditos modernos chamam de amoritas (e que eram encontrados em todo o Oriente Próximo no período que vai de 2000 a 1600 a.C). Embora alguns episódios da vida de Abraão (como recorrer a uma escrava para ser mãe substituta) pudessem ter ocorrido mais adiante na história dos israelitas, o quadro geral se encaixa melhor no tempo dos amoritas. A maneira como Deus é apresentado e a maneira como ele se relaciona com Abraão têm importância vital, desafiando os leitores a terem a mesma fé que teve Abraão.

^ > Abraão era um homem rico e tinha um grupo de homens encarregados de sua segurança. Assim, teve como resgatar seu sobrinho Ló, quando este foi levado embora por inimigos, além de auxiliar outra pessoas da região que tinham sofrido o mesmo ataque. Neste caso, foi positivo o relacionamento de Abraão com os chefes dos cananeus. Todavia, houve momentos em que, por motivos de segurança pessoal (Gn 12 e Gn 20), ele criou situações constrangedoras, fazendo com que Sara, sua mulher, se passasse por irmã (era, na verdade, sua meia-irmã).

Este xeque beduíno das imediações de lierseha ilustra o tipo de vida de um líder tribal do deserto. Vivendo em lendas amplas, eles têm a liberdade para conduzir os seus rebanhos aos melhores pastos.

Na história de Sodoma e Gomorra (Gn 18—19), Abraão se mostrou compassivo para com os seus vizinhos, por mais que Deus já os tivesse condenado por causa de seus pecados. Em seu famoso diálogo com Deus, ele estabeleceu o princípio de que Deus não destruiria a cidade, se nela fossem encontrados dez justos. Infelizmente, nem dez foram encontrados e as cidades e seus habitantes foram destruídos.

A história de Abraão é contada em Gênesis, desde 11.26 até 25.11. Veja também lo 8.33-59; Rm 4; Hb 11.8-19. MOMENTOS MARCANTES O chamado de Deus — Gn 12.1-5 A aliança — Gn 15 A oração por Sodoma — Gn 18 O nascimento de Isaque — Gn 21 O "sacrifício" de Isaque — Gn 22

Gênesis O sinal físico da circuncisão traz não só Abraão mas também Ismael e toda a comunidade multirracial da casa de Abraão para dentro da aliança. Vinte e quatro anos após deixarem I l a r ã , é anunciado o nascimento de Isaque, filho de Sara. • Circuncisão Não se tratava de um ritual novo. Nas nações vizinhas representava admissão ao status de adulto dentro da tribo. No caso de Israel, era um sinal exterior — desde o nascimento — de um relacionamento especial com Deus; não apenas um sinal de propriedade, mas um símbolo da realidade de todas as promessas de Deus expressas repetidas vezes nesses versículos. A circuncisão também significava obediência a Deus por parte do seu povo. Gn 1 8 . 1 - 1 5 : O s m e n s a g e i r o s Abraão acolheu u m estranho e, sem se dar conta, recebeu o próprio Senhor na sua casa. As efusivas boas-vindas e a preparação da comida (apesar da inconveniência da chegada dos visitantes durante o descanso do meio-dia) são elementos típicos da hospitalidade entre povos nômades do deserto até hoje. Aquele "um pouco de comida" (v. 6) acabou se transformando numa refeição de pães frescos, coalhada, leite c carne da melhor qualidade. As palavras "Será que para o S E N H O R há alguma coisa impossível?" revelam a verdadeira identidade do visitante c o riso incrédulo de Sara transforma-se em temor. Gn 1 8 . 1 6 - 3 3 : U m a s ú p l i c a por S o d o m a 0 pedido de Abraão demonstra a qualidade do seu relacionamento com Deus. Não é de admirar que 2Cr 20.7 o descreve como "amigo" de Deus. Deus precisava conhecer pessoalmente (v. 21) a verdade sobre Sodoma e Gomorra: rumores não eram suficientes. Abraão chegou à conclusão de que o julgamento era inevitável, porém sabia que era contra a natureza de Deus condenar os inocentes. Falou cautelosamente, sem tentar fazer Deus mudar de idéia, mas cada vez mais certo de que o "juiz de toda a terra" agiria "com justiça". Na ocasião, embora não tivessem sido encontrados nem dez "justos" em Sodoma, Deus salvou quatro pessoas — Ló, a mulher dele, c suas duas filhas. Gn 19: D e s t r u i ç ã o e r e s g a t e "Onde estão os homens que entraram na sua casa esta noite? Traga-os aqui fora para nós, pois queremos ter relações com eles" (v. 5 ) . Todos os homens da cidade estavam envolvidos nessa terrível tentativa de estupro — nenhum deles se junta ao protesto dc Ló contra a infração dos mais sagrados princípios da hospitalidade, para não dizer de civilidade. Deus tinha evidências claras de que o clamor contra Sodoma tinha a sua razão de ser (18.20-21). • O que aconteceu? A catástrofe provavelmente foi um terremoto acompanhado pela explosão de gases naquela região instável do Vale da Grande Fenda. O julgamento de Deus assumiu a forma de u m desastre "natural", mas para o bem de Ló Deus poupou a cidade de Zoar. "Está bem; concordo. E u não destruirei aquela cidade. Agora vá depressa, pois cu não poderei fazer nada enquanto você não chegar l á " (19.21-22). Mesmo assim, a mulher de Ló ficou para trás, parando para olhar, e morreu — v i r o u uma "estátua de sal", não num passe de mágica, mas ao ser sufocada pelo enxofre e pelos destroços que caíram sobre ela. • Moabe e Amom (37-38) Aparentadas com Israel, estas duas tribos que ocupavam as terras a leste do Jordão e do mar Morto adoravam outros deuses (veja Nm 25) e foram freqüentemente denunciadas pelos profetas. Apesar do caráter sórdido da origem dessas tribos, sua alienação em relação a Israel não era inevitável, como a história de Rute deixa muito claro. G n 20: H u m i l h a d o p o r u m r e i p a g ã o Muitos consideram esta história uma simples repetição de G n 12.10-20. Entretanto, Abraão, com certeza, não foi o primeiro nem o último a repetir o mesmo pecado q u a n d o se encontra sob pressão. Tampouco foi a única pessoa a ser humilhada duas vezes na presença daqueles que não têm o "temor de Deus" (v. 11) a orientar suas ações. Abimeleque (veja 26.1) saiu dessa situação com mais honra que Abraão, o homem de fé. Mais uma vez ficamos no suspense. Será que Deus permitirá que a insensatez de Abraão arruine seu plano no último momento? • Gerar Uma cidade antiga perto do litoral, ao sul de Gaza. G n 21.1-21: I s a q u e e I s m a e l Vinte e cinco anos se passaram desde que a promessa fora feita. Os pais idosos de Isaque ficaram naturalmente radiantes com seu nascimento. A exigência de Sara de expulsar

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por isso. Geólogos sugerem que um terremoto. d e i x a n d o n i n a a l i a concentração d e sal q u e e l i m i n a i o d a s as formas de vida. Acredita-se que Sodoma e Gomorra foram submersas após o cataclismo que as destruiu e que as cidades agora se encontram submersas na parte sul do mar Morto. onde há estranhas formações de sal. poderia ter causado um grande incêndio e a liquefação d o betume numa escala grande suficiente para engolir Sodoma e Gomorra. as cidades poderiam ter existido em qualquer lugar no vale próximo ao mar Morto. A á g u a e v a p o r a . o que se encaixa com os "poços de betume" mencionados em Gn 14. comum nessa região volátil. Mas nenhuma ruína foi encontrada para Mor identificar essas cidades e. Na verdade. a localização nunca foi confirmada. o mar M o n o não lem v a / ã n OU saída.10. Ueálaróntc 1 • i | / Jerusalém • Mm Possível localizarão de Sodoma o Gomorra (ho|e coberta por águas rasas) fes Mono .JO Pentateuco \\>i ficar l á o abaixo d o nível d o mar ( o u d o s Onde situavam-se Sodoma e Gomorra? Alan Millard m u r o s mares). Betume também é encontrado naquela região.

17-19). Mas agora ele confia mesmo sem entender. • Vs. Como Deus podia exigir sua morte? No final da história podemos respirar aliviados. e a renovação do pacto. 26.12-15). 28. Gn 2 2 : U m a m a n e i r a c h o c a n t e de t e s t a r a f é 0 que Abraão sabia a respeito de Deus certamente jamais o levaria a imaginar que Deus poderia querer um sacrifício humano.9 "Isaque" em hebraico significa riso (veja 17. Para cie. Ksln representação d a cabeça d c um carneiro data d a época de A b r a ã o . possivelmente. Assim sendo.Gênesis Agar c Ismael contrariava o costume da época e Abraão precisou de uma palavra de Deus antes de concordar. e os dois retornam juntos (v. 1 são claras: é assim que o autor interpretou a situação. Q u e tipo de Deus é este Deus que pensávamos conhecer? A instrução é ainda mais intrigante. Deus não quer um sacrifício humano.13 137 A o fin. o patriarca ofereceu como sacrifício um carneiro. o seu filho. 18. e m lunar d e seu filho. 6. Q u a n d o os israelitas saíram do Egito. 2 2 . O índice pluviométrico mensal nesta área cai de 100 mm. A questão é claramente apresentada como de confiança (veja Mb 11. seu papel é passivo. naquela parte do mundo). • 0 menino ( 1 4 ) Ismael já devia ter 14 anos ou mais. ( I C o 10. há conflitos por causa de água desde o t e m p o de A b r a ã o até o presente. • "Deus pôs Abraão à prova" ( 1 ) 0 termo antigo "tentou" tem o mesmo significado de provar o u testar. num poço nas colinas . foi assim que Abraão a interpretou.10 e a alegoria de Paulo em G l 4). como Jesus que foi s u b misso até a nu irte. ele não foi abandonado por Deus.3 4 : U m a r i x a por c a u s a d e u m p o ç o A água sempre foi preciosa para os pastores no clima seco do sul da Palestina. não ativo: uma aceitação do sofrimento — como o servo do Senhor em Is 53. 9: "brincando com" / "provocando". Expulso por Sara e Abraão.17. Em outras passagens da Bíblia é Satanás quem testa o u . E Isaque? Será que esperneou o u discutiu? Na narrativa. o menino cresceu" (20).3. assim como para leitores de todos os tempos. em janeiro. então. Pelo contrário. E desde o período dos Juízes houve conflitos entre os dois povos. não nos surpreende que tenha havido um rixa por causa de um poço em Berscba (veja os problemas de Isaque.17-33). (Veja também 25. A palavra surge novamente no v. o seu único filho. 5).9.il d a história e m q u e DeUS pós A b n l o I prova. em vez de um nome pessoal. Mais uma vez aparece o cuidado de Deus por Ismael. para zero nos quatro meses do verão (junho a setembro.22-25 mostra porque o rompimento era inevitável. Mas as palavras do v. Jesus ensinou seus discípulos a orar no Pai-Nosso. embora este não fosse filho da promessa. Aqui. Gn 2 1 . "Abimeleque" pode ser um título filisteu para "rei" (como o "Faraó" egípcio). Será que Abraão está disposto a oferecer aquele que lhe é mais importante que tudo no mundo? Será que ele confiará em Deus no que diz respeito a Isaque? No passado. rebanhos bebem á^ua da J u d e i a . E ao oferecer seu próprio filho.12-18. Deus provê. toda a área litorânea do Sul era habitada por filisteus. ele reflete a oferta muito mais preciosa de Deus em Jesus. já que todas as promessas de Deus convergiam em Isaque.9. a quem você tanto ama". 36. "protegido por Deus. "Não nos deixes cair em tentação". Na Palestina. Gl 4. as palavras devastadoras com que a história começa são chocantes: "Pegue agora Isaque. ele havia deixado de confiar em Deus para sua própria segurança: duas vezes o vimos de forma egofsia colocar em risco a vida de Sara. são os seres humanos que (equivocadamente) colocam Deus à prova. • Filisteus Abimeleque e o povo de Gerar podem ter sido antigos colonizadores filisteus naquela região.

num mundo em que as mulheres não eram senhoras do seu destino. A Bíblia não diz como Sarai se sentiu nessa situação. Sara tinha o filhinho em seus braços. Sarai entregou a escrava a Abrão. Escutando a conversa na entrada da tenda. Hb 11. por fim. do rei Abimeleque. sempre uma pessoa de fora em culturas estranhas. a beleza física de Sara. Assim. e ela própria. triunfo e satisfação. Tratou de maltratar a escrava Agar e. Veja. grávida. 1Pe 3. 12—23. Abraão chorou a morte de Sara e comprou a caverna de Macpela para sepultar a mulher. Sara acompanhou sen m a r i d o numa vida n ô m a d e . . imaginando que todos os que ouvissem essa história passariam a rir com ela. indo d e lugar e m l u g a r e v i v e n d o e m tendas c o m o estas mulheres. caps. Segundo o costume. em detalhes. Sara viveu 127 anos e morreu em Hebrom. depois. O S E N H O R mandou que Abrão saísse à procura de uma terra que Deus lhe daria. diga sempre a respeito de mim que eu sou apenas um irmão". o filho de Abrão com a escrava de Sarai seria filho de Sarai e reconhecido como herdeiro. O resultado te.11. foi que a escrava. tendo em mente a fidelidade de Sara em relação a seu marido e relevando os seus defeitos. houve ciumeira entre Sara e Agar por causa dos filhos. seguindo a orientação de Deus. Deram ao menino o nome de "Riso". Sarai ficou tudo menos realizada e feliz. tão bonita que o marido se sentia inseguro. enfatiza. mudando o nome do patriarca de Abrão para Abraão. mandando pragas sobre o Faraó e levando Abimeleque a ter pesadelos — e assim Abrão foi solicitado a buscá-la de volta. Depois disso. do Faraó do Egito. Durante três anos. Assim. também. Deus também não estava contente com a situação. escrito séculos mais tarde. meia-irmã e esposa de Abrão. passou a desprezá-la. Duas vezes ele foi levada para fazer parte do harém de homens poderosos: primeiro. e mês após mês era a mesma frustração e o mesmo recado a Abrão: "Ainda não foi desta vez". O apóstolo Pedro. escreveu que ela é modelo da beleza interior que caracteriza as mulheres dedicadas a Deus. morando em tendas. E Deus prometeu que ela teria um filho e que ela seria a mãe de nações e de reis. Sarai. Um documento encontrado entre os Pergaminhos do Mar Morto. Deus havia prometido a Abrão uma descendência tão numerosa quanto as estrelas. Isso salvou a pele de Abrão. Sara riu também.3-6. de Gerar. ele combinou com ela o seguinte: "É assim Sarai era estéril. Ela era bonita. que significa "princesa". Sarai decidiu resolver a situação à sua maneira. Alguém poderia matá-lo para ficar com ela. Por fim. "Deus me deu motivo para rir". Isaque não se deixou consolar. ele também deu um novo nome a Sarai. Quando tornou a falar com eles. Traída? Usada? Violada? Nas duas vezes Deus interferiu para resgatá-la. quando nasceu o menino Ismael. ela se deu conta de que para Deus não havia impossíveis e começou a rir de alegria. disse ela. Ela passaria a se chamar Sara. Ao que tudo indica. que você pode mostrar que me ama: aonde quer que cheguemos. Poderia uma mulher ter um filho estando já na menopausa? Será que um camelo conseguiria voar? Quando. mostrando-se descren- A história de Sara é narrada em Gênesis. Abraão encostou o rosto no chão e começou a rir diante da idéia de Sara ter um filho aos 90 anos de idade. ficou braba com Abrão. por sua vez. e assim ela passou a acompanhá-lo numa vida nômade. que conhecia todos os motivos de riso que Sara tinha.Pentateuco Sara Frances Fuller Lá na Mesopotâmia ela era Sarai. e Sara pediu a Abraão que mandasse Agar e Ismael embora. mas deixou Sarai exposta.

Gênesis oferece outro comentário sobre provação e a provisão de Deus. Atualmente n o local tradicional d o túmulo em H e b r o m aparece uma mesquita. G n 25.vam o Sinai e a parte to em todas as suas etapas. O foram sustentados p o r Abraão. com a morte de Abraão. as posses e essencialmente escolhida por Deus. Este capítulo c o 21 registram os primeiros direitos legais da família de Abraão cm Canaã. • Família d e Naor (20-24) Esta rápida atualização d o outro ramo da família de Abraão serve para apresentar Rebeca. conforme detalhes da lei hitita ( a menção das árvores. no Neguebe. A história narrada Isaque. Nenhuma conde Ismael clusão podia ser mais adequada d o que esta: Essas tribos ocupaDeus. geralmente cavernas ou escavações n a rocha. Ela reflete o cos.1-11: O s ú l t i m o s d i a s de Abraão Os filhos d e Q u e t u r a são os ancestrais Gn 2 4 : R e b e c a de vários povos d o norte da Arábia.• V . 139 Rebeca recebeu jóias d e o u r o e prata. Isaque era solteiro. na região onde hoje fica a Turquia). Os heteus que ocupavam a área de Hebrom devem ter sido imigrantes do reino hitita (fundado por volta de 1800 a. Esla moça judia icmcniia que v i v e em Israel se a d o r n o u com um tradicional c o l a r de prata e uma tiara d e prata. que será foco de atenção no cap. Ele viveu sem receber "as coisas que Deus tinha p r o m e t i d o " ( H b 11. pesagem da prata pelos padrões da época e a proclamação na presença de testemunhas à porta da cidade). que foram atraídos ao Sul pelo comércio. 24. A negociação é descrita v i v i damente.1). que guiou tão claramente esse casamen.12-18: ca destacam-se na narrativa. e.13) e teve que negociar até para ter u m local para enterrar sua esposa. coloca o seu selo noroeste da Arábia — sobre o casamento n o amor profundo de Isa"desde Havilá até Sur" que por esta jovem extraordinária. c o poço tume do casamento arranjado. não tinha direito a propriedade. (v.) > A t e r r a d e M o r i á (2) Abraão fez a sua oferta num dos montes sobre os quais Jerusalém se situa atualmente (possivelmente o próprio monte d o T e m p l o — veja 2 C r 3.C. é uma das mais belas d o AT. também eram comuns. Túmulos familiares. Gn 2 3 : U m t ú m u l o p a r a S a r a Abraão. 18). Acordos importantes podiam s e r registrados p o r escrito desde os tempos amigos. Todos Abraão j á era idoso. Oriente. uma jovem promessas tornaram-se suas: Deus abençoou da família do povo de Deus. Mas Isaque cumprimento d a promessa depende de uma c o n t i n u o u sendo o único h e r d e i r o de seu esposa e de filhos para Isaque: uma esposa pai. (Isaque é novamente colocado n u m papel passivo.. pois os muçulmanos têm Abraão em alta conta. O acordo entre A b r a ã o e os heteus d a região de H e b r o m poderia l e r sido registrado c m cuneiforme sobre u m a lalniiiiiia de argila semelhante a esta. . Os presentes do O s d e s c e n d e n t e s servo no v. estrangeiro na terra. tradicional no de Agar (16. 53 selam o noivado.) O servo fiel e a própria RebeG n 25.14). 11 Beer-Laai-Roi. O pequeno g r u p o d e pessoas levou três dias para fazer a viagem d e cerca de 80 km.

• Abimeleque/filisteus (26. Como a maioria de nós. N u n c a houve gêmeos c o m personalidades tão diferentes. ( N o AI^ a bênção proferida pelo pai comunica prosperidade material a seu filho — as palavras têm poder.1) Veja 21.23). . Esaú haveria de suceder Isaque como chefe da família e herdaria o dobro em relação a seu irmão Jacó. E farei com que v o c ê volte para esta t e r r a . Deus repetiu a este homem pouco promissor a promessa feita a Abraão e Isaque. . mas trapacearam c mentiram para alcançar seus objetivos. embora estivessem do lado do direito. filha de um heteu.) A trama calculista de Jacó é descrita sem comentários — mas H b 12. • V. que gostava de ficar em casa. não se referiram a Deus. Esaú fez outra escolha errada. n u m momento de profunda solidão.19—26. e também na direção leste. precisando sempre ser tranqüilizado por Deus: "Não tema. acrescentando u m a garantia pessoal: "Eu estarei c o m você e o p r o t e g e r e i . desta v e z . como Deus sempre quis — mas por um alto preço. 26 se assemelha a incidentes na vida dc Abraão. mas ele vai para Gerar.22-34. E Rebeca jamais tornou a ver seu filho predileto. não acreditou. • O direito de primogenitura (25. ao Norte. e não para o Egito. Esaú estava disposto a matar seu irmão. A bênção foi de Jacó.35 A história de Isaque Mais uma vez a linhagem continua pela ação direta d e D e u s .31) Como filho mais velho. local d o tradicional túmulo dos patriarcas. Jacó e Rebeca. porém é distinta de relatos anteriores. J a c ó respondeu com sua própria promessa.16-17 censura a G n 27: Jacó e Esaú N e n h u m personagem se saiu bem nesta história. 2 Padã-Arã ("planície de Arã") é a mesma região que Arã-Naaraim ('Ara dos rios"). porque estou com você. Ele adota com Rebeca o mesmo artifício que seu pai usara (mais verdadeiramente) com Sara: mas Rebeca não é tirada dele. O N T acrescenta uma dimensão espiritual ao conceito de bênção. data da época d e Herodes. " Mal acreditando. f o i d a d a d e forma genuína reconheceu Jacó como real herdeiro da promessa d e Deus. fica n o alto. 100 km ao norte de B e r s e b a ) . c o m adições posteriores no período bizantino e n a época das Cruzadas. Jacó. no Sul. G n 28: O s o n h o A bênção de despedida que Isaque proferiu e q u e . G n 27—35 A história de Jacó H e b r o m . sobre tuna caverna usadn como túmulo. Isaque vacila entre a fé e o medo. Deus sc fez presente com ele. "assim Esaú desprezou o seu direito de filho mais velho". Esaú e J a c ó nascem depois de vinte anos de espera. Esaú. A construção maior. a Mesopotâmia grega (atual leste da Síria — norte do Iraque). Isaque confiou totalmente nos seus sentidos e todos eles falharam — até o paladar do qual tanto se orgulhava. nos montes d a Judeia. Mais tarde encontramos os arameus estabelecidos mais ao sul. O plano dc Isaque foi contra aquilo que Deus revelara antes d e os meninos nascerem (25. A fome faz com que Isaque se retire d o Neguebe. não honrou sua palavra (25. A o casar-se com Judite.33): a bênção acompanhava o direito de filho mais velho. G n 25." Abimeleque propõe a paz com honra. Quando seus ouvidos revelaram a verdade ("a v o z é de Jacó"). "por uma refeição vendeu seus direitos dc herança como filho mais velho".Pentateuco IflHflHBi atitude de Esaú: ele era "profano". J a c ó partiu e em Betei ("casa d e D e u s " . na Síria. . O relacionamento entre Isaque e Rebeca foi prejudicado. A história n o cap. ele perdeu todo direito à herança e à bênção que a acompanhava. A terra natal de Rebeca ficava entre os rios Eufrates e Habur. mas na casa d o patriarca há motivo para amargura. a o anoitecer. foi para o exílio. Quando vendeu seu direito de primogenitura. ao concordar com o plano.

( .51).18 Jacó ofereceu seus serviços em lugar do presente de casamento habitual.31 Por mais que Jacó tenha. Labão aproveitou a oportunidade para explorar a generosidade da oferta. N ã o foram anos muito alegres para Jacó.28 Após a semana de festas. • 29.18).51-52). A esposa mal-amada esperava a cada novo filho ganhar a afeição do marido. 0 significado vem com o sonho. com a condição de que deveria trabalhar mais sete anos por ela. vivia amargurada por continuar estéril. bela e amada.14 Acreditava-se que mandrágoras induziam A o sair c o m a tarefa d c encontrar uma esposa para [saque.> O sonho (12-15) No Egito mitigo (veja Gn 4 0 . E na viagem d e v o l t a . que encontrou no tio Labão alguém à sua altura em termos de trapaça nos negócios. N a época d e Salomão.1-2). Mas não há necessidade de um interprete especial: Deus fala claramente. H á sonhos importantes no A T também —como é o caso deste. O logro no casamento de Jacó com Lia causou uma vida familiar intolerável. Ela veio a ser a mãe de Levi (a linhagem dos sacerdotes) e de J u d á (a linhagem real). Raquel. desprezado Lia. Pedras ou montes de pedras geralmente eram usados desta maneira (veja 31. talvez. • 30. Rebeca veio montada mim camelo. A "escada" que aparece em algumas traduções era uma escadaria (será que as histórias do grande zigurate de U r foram transmitidas a Jacó?). o servo d e A b r a ã o levou unia tropa d e d e z camelos. 24) pode ter sido parte do dote. Raquel foi dada a Jacó. e seis para que pudesse ter seus próprios rebanhos. os camelos haviam se t o r n a d o um dos principais meios d e transporre. A "coluna" — não muito grande — consagrada com óleo foi posta de pé para celebrar a visão. A escrava dada a sua filha (v.3 Isto reflete o mesmo costume que Sara seguiu (16. Gn 2 9 — 3 1 : J a c ó e n c o n t r a a l g u é m à sua a l t u r a Estes três capítulos abrangem os 20 anos do exílio de J a c ó : 14 anos de serviço para obter as duas esposas. (Posteriormente a lei impediria que o homem tomasse por mulher a cunhada.^ 1 ) e na Babilônia dava-se muita importância aos sonhos. pois isso criaria inimizade entre as duas irmãs: Lv 18. • 30. Deus não a desprezou. • 29. tanto e m períodos d e p a z como c m tempos de guerra. com anjos subindo e descendo por ela (veja também J o 1. • 29. E Jacó acabou por ser negociado entre as duas.

Mas ele não conseguiu dizer isso com franqueza. mas a "Deus.14 Lia e Raquel tinham direito a parte da riqueza que seus presentes de casamento haviam trazido a Labão. A pedra q u e aparece n a foto encontra-se nas ruínas d a antiga S i q u e m . Jacó saiu mancando d o confronto.19 Raquel agiu. e sua aceitação por parte de Esaú. segundo pensava. a favor d e Jacó. O presente de Jacó. Na realidade ele devia seus rebanhos ao poder de Deus e à prática de cruzamento seletivo que o sonho revelou.21 A história d o trágico estupro dc Diná é contada no cap. no extremo sul. A notícia de que Esaú se aproximava depressa.42 Pentateuco Padã-Arà A viagem dc Jacó: ida c v o l t a P o r u m a p e d r a d c pé c o m o se fosse u m pilar e r a u m a m a n e i r a de " m a r c a r " u m acontecimento importante. . • 31. como fica claro no estágio seguinte da viagem. o encontro entre os dois irmãos era inevitável. 14 Jacó não tinha a intenção de ir a Seir. Sozinho e sem sono. c o m o . numa crise. 34. (Júntale Albo . e com u m pequeno exército. Mas desta vez ele planejou e orou. selam a reconciliação. 33. mas era u m novo homem. Por ironia. p o r e x e m p l o . Esaú vindo dc Seit a fertilidade.37-43 Jacó acreditava que a observação dos galhos durante a gestação afetaria os cordeiros n o ventre. aterrorizou Jacó. foi Lia quem ficou grávida outra vez. o Deus ele Israel" (El Elohe Israel. Sumte Penuel IMaanaim • 31. Jacó v i u o conflito com Deus. • 30. • 31. • V . A refeição sela a aliança. culminar nessa estranha luta. Belfl Mula (Belém) Ht'hrom.44 O pacto de não agressão feito por Labão c Jacó tem muitos paralelos contemporâneos.20). • 30. O próximo altar que edificou não foi ao Deus de seus pais. Gn 32:Jacó luta com Deus Embora Esaú tivesse se estabelecido em Seir. Ele não foi nem o primeiro nem o último que.45). G n 33: O s reencontro dos irmãos As boas-vindas dc Esaú a o irmão que o enganara foram i n c r i v e l m e n t e efusivas e generosas. primeiro lutou com Deus para depois se apegar a ele com fé renovada. que havia marcado toda a sua v i d a . o t r a t o entre J a c ó e Labão (31. A posse dos ídolos d o lar poderia ajudá-lo a reivindicar a herança.

O sinal dessa aliança era a circuncisão (dos homens). por exemplo. ou se está defendendo abertamente sua adoção em todos os tempos e em todos os lugares. ou prescrevendo o que deveria ser um padrão cultural de nossos dias. Entretanto. a família de Jacó teria sido muito mais numerosa do que aquelas setenta pessoas. mesmo quando suas histórias apareciam no texto bíblico. ao passo que o anjo do S E N H O R a chama pelo nome. um status mais eleva- do para as mulheres. Jacó levou consigo para o Egito os filhos e netos. mas." Entretanto.1. A pesquisa bíblica mais recente tende a chamar a atenção para esses detalhes e procura descobrir. tecnicamente. e não a circuncisão. 25. Eles a tinham na conta de uma simples escrava. 'As experiências tanto de mulheres quanto de homens são vistas como modelos de fé. mas uma forma de expressar a totalidade) são incluídos especificamente os homens. De uns tempos para cá. dentro dos próprios textos. Em Gn 16. mas não significa que é assim que elas deveriam ser tratadas. a interpretação de Gênesis esteve relacionada com a vida dos grandes homens de fé. Ela foi feita também com Sara. elas deveriam ser consideradas. com a possível exceção de duas mulheres: Diná e Sera. um padrão que se repete nas histórias das matriarcas Sara. As experiências e oportunidades na vida das mulheres de hoje parecem bem diferentes daquelas que aparecem no Gênesis. no entanto. as mulheres não contavam. embora não houvesse circuncisão para as mulheres. Se todas as mulheres tivessem sido contadas. .2). tanto para os descendentes de Abraão quanto. indícios de que Deus tem um conceito mais elevado das mulheres do que transparece na maneira como elas eram tratadas pelos outros. em termos de missão mundial. o filho da promessa (Is 51. como membros de segunda categoria. no passado.Gênesis 143 Mulheres de fé Claire Powell Durante séculos. Agar é maltratada por Abraão e Sara. houve uma redescoberta das histórias das mulheres de fé e de sua centralidade no desenvolvimento da história da salvação. a exemplo de Abraão. Rebeca e Raquel é a decepção da falta de filhos (Gn 16..7. as mulheres são. Mas. devido a isso. mesmo que o marido ou a mulher não possa. literalmente. Mas essa aliança não foi feita unicamente com Abraão. Mulheres que não podiam ter filhos No AT. recebeu um novo nome e sem a qual Abraão não poderia ter tido Isaque. Marginalização Segundo Gn 46. Nos casos de Sara e Raquel. O rito do batismo.1-2. E o NT enfatiza que a fé. Em muitas culturas. Há mais histórias sobre homens. é preciso verificar constantemente se as histórias dos patriarcas estão descrevendo a cultura daquele tempo. As experiências tanto de mulheres quanto de homens são vistas como modelos de fé para todo o povo de Deus. nas histórias dos patriarcas. as filhas e netas. Sempre de novo aparecem. tê-los. os pais ou patriarcas do povo de Israel.5. injustamente. ao passo que a situação de Rebeca e Isaque é um tanto ambígua. as mulheres eram. Isso nos diz algo sobre o silêncio a que foram reduzidas as mulheres e sua condição de marginalizadas na cultura dos tempos bíblicos. As três matriarcas devem ter sofrido com esse estigma. o antigo preconceito cultural em relação às mulheres foi perpetuado. que. Diante disso. marginalizadas ou ignoradas.2). É claro que a Bíblia nos vem eme por meio de uma cultura e uma história. uma grande família era considerada uma grande bênção de Deus.21. muitas vezes. insere os homens e as mulheres na igreja cristã. sempre foi a base bíblica para alguém ser aceito por Deus. o texto deixa claro que é Deus quem dá ou retém o dom de filhos. para todas as nações. nas culturas do antigo Oriente Próximo. Desse modo. A aliança q u e Deus fez O relato da aliança que Deus estabeleceu (Gn 15—17) ocupa um lugar central na promessa de salvação. acusadas de serem as únicas culpadas por isso. eram elas que não podiam conceber.27. se o AT está apresentando atitudes que pessoas daquele tempo tinham em relação ao papel das mulheres. no NT. mas no cômputo final de setenta pessoas (é provável que esta cifra não seja literal. 30. mas. não há nenhum indício de que.. dentro da aliança.

o fato de ter tantos filhos. Assim. que se chamava Raquel. mas Jacó era o favorito de sua mãe.23). Rebeca escutou 0 que Isaque disse a Esaú e elaborou o plano de cobrir as mãos e o pescoço de Jacó com pele de cabrito. o astuto Labão entregou Lia. Mas aqueles não foram anos perdidos. Mas. a bênção não poderia ser revogada. . Apaixonado pela filha mais moça de Labão. aproveitando a ausência temporária de Labão. e. Mas o fato de. Jacó parece ser. Jacó trabalhou 14 anos para o tio Labão. Jacó acumulou riquezas e conhecimento. Aquele era um momento crucial. As constantes desavenças entre Raquel e Lia. como prelúdio para a bênção que daria ao filho o direito à herança da família. fez de Jacó alguém que merecia respeito. A história das ovelhas e das cabras (Gn 30. Nessa mesma época a família de Jacó aumentou. juntamente com a preferência de Jacó por Raquel. nele Jacó encontrou alguém à sua altura. c u i d a n d o b e m d o s rebanhos d e seu sogro. Os dois devem ter "lutado" muito durante a gestação. A história do nascimento já sinaliza o que ele viria a ser. Se Esaú era caçador e homem de ação. o típico homem do contra. independentemente do preço a ser pago. O homem d o contra Esperto e sempre disposto a levar vantagem pessoal. que Labão passe a tratar o sobrinho e ex-dependente com frieza. a filha mais velha. E Jacó. desde o início. portanto. Labão estava furioso.Jacó David Barton Jacó era filho de Isaque e Rebeca. acabaria trazendo problemas para José. para que ele se parecesse com Esaú e também para vencer a resistência de Jacó. Uma vez proferida. igualandose ao próprio Labão. E Jacó se valeu desse conhecimento para tirar uma grande vantagem. neto de Abraão. Foi a prontidão e vigilância de Rebeca que permitiu a Jacó sair em vantagem. Idoso e cego. conseguiu fazer com que o faminto e exausto Esaú abrisse mão do direito de primogenitura em troca de um prato de comida. prepararam o terreno para uma disputa familiar que. concluiu que era uma boa idéia ficar tão longe quanto possível de seu irmão furioso. mudou-se para a casa de um tio. Jacó passou a fazer parte da linhagem de Abraão e Isaque. Jacó teve de trabalhar sete anos para pode casar com ela. Novas áreas a explorar Jacó. Num primeiro momento. Jacó não era farinha do mesmo saco. Ao todo. preferindo o ambiente caseiro do acampamento familiar. mais tarde. tratou de fugir. que vivia em Harã. Jacó ficou rico. Labão era bem diferente do sereno Isaque e do infeliz Esaú. sempre disposto a obedecer. Isaque pediu a Esaú que lhe preparasse sua comida predileta. aliado a seu sucesso como pastor de ovelhas. se Abraão era o fiel servo de Deus. de volta ã terra de Canaã. e ele foi o segundo a nascer. muito perspicaz. Mas. a hábil e manipuladora Rebeca. assim. na hora H. Rebeca teve gêmeos. e Jacó saiu da barriga da mãe segurando o calcanhar do primogênito Esaú. Não é de surpreender. Não obstante. vendo que a vida lhe chegava ao fim. Isaque tinha predileção por Esaú. que temia ser amaldiçoado pelo pai. o irmão de Rebeca. Jacó era calmo e introspectivo.25-43) dá a entender que Jacó entendia o processo de procriação de animais de uma maneira que escapava a seu tio. o primogênito. pouco importando os protestos de Esaú. para só então oferecer a Jacó a filha mais moça. a linhagem que recebeu a promessa de vir a ser uma grande nação (sendo que tudo isso já estava implícito nas palavras que Deus havia dito a Rebeca em Gn 25.

que.) Ele marcou o lugar e lhe deu um nome. assegurando-lhe que a promessa continuava de pé. parece que as implicações morais daquela visão tiveram pouco efeito sobre ele. ao afastar-se do ribeiro na hora do amanhecer. como seria de esperar. em sua viagem de volta à terra natal. porque HHHHHHH U m m o m e n t o decisivo na v i d a de J a c ó Foi o d a q u e l a noite e m que l u t o u c o m um estranho misterioso n o vau d o rio . na história de seus filhos. ser transformado por um encontro com o mistério de Deus. A história de Jacó se inicia em Gn 25. Anteriormente. não o nome. para ele e as gerações subseqüentes. nem sempre devidamente lembrado. Mas ao longo de sua vida ele procurou levar vantagem em tudo. fazerem um acordo no sentido de cada um respeitar o território do outro mostra claramente o novo status que Jacó havia alcançado: ele era. Agora. porém. inclusive. Aquele era. acima de tudo na história de José. antes de tudo. que durou a noite toda. Jacó percebeu que mancava. onde construiu um altar para El. pois agora ele tinha um novo nome. partindo em direções opostas. Deus nos toma assim como somos.10-22). Jacó era maior do que havia sido até então. agora. um homem independente. se necessário. Mas Deus lhe apareceu mais uma vez. pois aquele era um ponto de encontro entre Deus e a humanidade. Jacó havia tido um sonho fantástico em que aparecia uma escada cujo topo atingia o céu (Gn 28. Os dois se abraçaram. negociar um acordo de paz. Ele amava Raquel com amor sincero. Ao mesmo tempo. confirmadas para ele também. No entanto. Mas. a saber. o velho e astuto Jacó.23 A primogenitura — Gn 25. e sua tristeza diante da suposta morte de José foi profunda. o motivo condutor de toda essa narrativa: Deus realiza os seus propósitos. talvez. Aquela luta. Deus agindo Este é.laboque.no final. retratado acima. quando fugia do irado Esaú. disposto. Jacó se deparou com um estranho. Mas quando o misterioso estranho o havia abençoado (sem revelar seu nome). por assim dizer. o seu relacionamento com Deus. Jacó teve seu caminho literalmente barrado pelo mistério de Deus. pediu-lhe. 35. Gn 50 registra a sua morte.Gn 28. Jo 1. e ainda estou vivo". com certeza. Jacó tem o seu lado bom.. MOMENTOS MARCANTES A promessa — Gn 25.22-32 . Até mesmo um ardiloso trapaceiro como Jacó tem seu lugar no estabelecimento da vontade de Deus e pode. Jacó comprou terras em Siquém. De volta ao lar O encontro com Esaú foi tranqüilo. Também este havia prosperado. Só então ele o deixaria ir. onde havia tido aquele primeiro sonho. mas também através de coisas mais suspeitas como o inte- resse próprio e a ambição pessoal. Ele saía ferido daquele encontro. quando estava de mudança para o Egito (Gn 46. ao transpor o vau do Jaboque. seu filho predileto.51. onde possivelmente teria de encarar a fúria de seu irmão. e isto está implícito na história.29-34 A bênção — Gn 27 O sonho . por mais que um senso de destino tenha influenciado seu modo de agir em Harã. agota. e acabariam por se separar. nascido da amada Raquel. ele se mudou para Betei. não apenas por meio da extraordinária fidelidade de Abraão. e que teria todo aquele sucesso no Egito.22. As promessas feitas anteriormente a Abraão e Isaque foram. vendo-se em desvantagem diante de um opositor tão poderoso. deu início a uma nova etapa na vida de Jacó. Israel. A virada É nesse momento que começa a aparecer o outro lado de Jacó. Dessa vez Jacó ficou admirado: "Eu vi Deus face a face. (Mais tarde Jesus faria referência a essa visão. mas a sua bênção. Nesse ponto a história de Jacó se dissolve. com razoável quantia de bens. a pisar os outros para alcançar seus objetivos. mais por respeito do que por afeição. e eleé o personagem principal da narrativa até o final do cap. o Deus de Israel. ele havia "lutado com Deus e com os homens" e saído com a vitória. E ali a sua condição de patriarca foi definitivamente estabelecida através de nova manifestação de Deus. no final. Depois.3-4).12-22 O casamento — Gn 29—30 O encontro com Deus — Gn 32. Na noite que antecedia o encontro. com uma fraqueza nunca antes vista. Vemo-lo enfraquecido. Jacó havia feito o possível para tentar impressionar Esaú com as riquezas que havia acumulado e.

As especiarias tinham muitas utilidades — na preparação de alimentos e na manufatura de incenso e cosméticos. levando a um crime ainda mais grave.24). em resposta ao insulto sofrido pela irmã. A cortina se fecha sobre os dois irmãos. 23). os irmãos de José a viram como sinal dc que Jacó pretendia tornar José seu herdeiro (veja 48. 30 Se Jacó queria conciliação. Raquel morreu perto de Belém (Errata). Esaú c Jacó. Nos livros de Êxodo a Dcuteronômio vai aparecer a história de uma nação. O "bálsamo" de Gileade (área a leste do Jordão e norte do Jaboque) era famoso e o comércio de especiarias era importante desde a antiguidade. Mas o uso de nomes alternativos é uma característica da literatura do Oriente Próximo e os nomes aqui são permutáveis (compare os vs. sem tentar encobrir as falhas dos antepassados da nação. Sua conduta foi errada e isto não foi esquecido. mostra a necessidade da lei que limita a vingança ("olho por olho" — e nada mais). 24 A "cisterna" era uma espécie de poço seco. • Elifaz e Temã (11) Compare J ó 4. • Siquém (12) Será que Jacó estava preocupado com o bem-estar dos seus filhos que se encontravam na região onde Diná havia sido estuprada c os irmãos dela haviam vingado a honra da irmã (cap. não para trabalho) quer multicolorida (como as pinturas egípcias de vestes asiáticas). com o vale de Arabá estendendose ao golfo de Acaba e a região montanhosa de ambos os lados. por que não fez nada (v. 34)? • V. • V . Esta é a última das histórias de família. 49.Pentateuco G n 34: E s t u p r o e v i n g a n ç a Diná foi violentada por Siquém. • V . • Caravana de ismaelitas/midianitas (25. Este capítulo é uma conclusão. • A túnica especial (3) Q u e r ela fosse de mangas longas ( c . de assassinato.22-26). caso seu pai decidisse fazer dc José o herdeiro — não está a favor da violência. Deus reafirmou sua aliança. Jz 8. Esaú/Edom. o autor oferece urna atualização do outro ramo da família. Será que o povo dc Hamor aceitou os termos propostos por ganância (v. Seria Edom o contexto o u ambiente em que se passa a história de J ó ? • V . A estrada real. antes do início da história de José. centrada em José. Eram todos pecadores. portanto. Isaque. x G n 37—50 A história de José Gn36 A linhagem de Esaú Mais uma vez. A rota comercial que ia de Damasco até a costa passava por Dotã. A história apresenta Diná em silêncio e sem poder algum. é a sobrevivência tribal e nacional.28) Esses dois grupos de habitantes do deserto descendiam de Abraão. o mais velho — que teria mais a perder. enquanto um registro ocidental moderno teria enfatizado a vítima e seus sentimentos. o último dos 12 filhos de Jacó. passava pelo planalto oriental. 31 Esta passagem parece ter sido escrita na época dos reis de Israel. neste caso. G n 35: R e t o r n o a Betei Quando Jacó retorna ao lugar da promessa de Deus. no túmulo da família (veja cap. antes de começar u m novo capítulo da história. Alguns consideram o uso dos dois nomes um indício de fontes diferentes usadas pelo editor. cometido pelos irmãos de Diná. 21 Ruben. deu seu nome à terra de Seir que tomara dos horeus (20-30). 23)? O u não suspeitaram dc nada porque o rito de circuncisão estava ligado à preparação para o casamento? O relato em G n 49. assumindo responsabilidade por seu irmão mais novo. esta seção da narrativa chega ao seu final.5-7 procura compensar a ausência de qualquer comentário de ordem moral a respeito de Simcão e Levi neste caso. Posteriormente houve inimizade entre Edom e Israel. importante G n 37: D e filho predileto a escravo Aqui começa a parte final de Gênesis. A terrível vingança perpetrada pelos irmãos de Diná.1. rota comercial. Mas a questão que interessa ao autor/editor. • Edom (8) O território de Esaú fica a leste do mar Morto. 28 e 36. quando eles enterram seu pai idoso. 5)? Mais uma vez o autor conta os "podres". .21-22. ao dar à luz a Benjamim. para lazer. Deuses estrangeiros foram eliminados. o Vermelho (por causa do caldo vermelho pelo qual trocou seu direito de p r i m o g e n i t u r a ) .

legumes são vendidos n u m m e r c a d o b e d u i n o d e B c r s c b a . aparece c o m freqüência nas histórias d e Gênesis. e também a história de Rute). • V . Lc 3. uni oásis na extremidade d o deserto do Negue be. da qual o próprio Messias descenderia ( M t 1. o escritor estabelece um contraste mais acentuado com o comportamento de José no cap. Tera I Agar KOfKlbülál Noar ( T ) Sara CD Abraão lea Abraão. 39. ßctsi'lw. 26 J u d á . E e m 49. Mas conforme o v. Jacó e a s 12 t r i b o s d e I s r a e l Betuel Labão Isaque ( Q R e b e c a Esaú Jacó (D Lia Ruben Simeão Levi Judá Issacar Zebulom Diná Ismael Raquel :JÜ!jL.4 é mais provável que as outras versões estejam corretas: José foi vendido por seus irmãos.Gênesis 14- • V . procedeu mal nesta situação e no capítulo seguinte. Ao colocá-la aqui.33. A q u i . d e cuja linhagem vieram os reis de Israel. 28 A Bíblia de Jerusalém e outras traduções entendem que "eles" (que aparece no texto hebraico) são os midianitas. 43—44 apareceu de modo mais favorável. Mas nos caps. Zilpa InmubiM' I Dã Naftali Gade Aser José (T)Asenate Benjamim Efraim Manasses . Isaque. Gn 38: L i n h a g e m d e J u d á Esta história extraordinária provavelmente foi incluída porque ela forma parte da genealogia da futura casa real.8-12 Judá recebe a bênção de seu pai. 27 c G n 45.3.

39—50 encaixa-se perfeitamente no contexto do Egito sob os Faraós hiesos. mas tem tudo a ver com suscitar o u não herdeiros segundo a lei do levirato. da reunião de José com todos eles. É Deus quem vai dar uma resposta. • V.. • V.2). 54 Períodos de intensa fome eram comuns no F. através de seu casamento. subordinado apenas ao Faraó. " E Deus quem dá à gente a capacidade de explicar os sonhos". Cavalos e carros haviam ajudado os Faraós hiesos a conquistar a supremacia no Egito. de Levir= cunhado). Vinte anos não conseguiram apagar seu sentimento de culpa (42. A ação (e o castigo) de O n ã não tem nada a ver com controle de natalidade ou masturbação. • 42. 51-52 "Manasses" e "Efraim" são nomes hebraicos. Mas o copeiro de Faraó e seu padeiro não tinham a quem recorrer. 17 A língua egípcia tinha nomes para 38 tipos de bolos e 57 tipos de pão. ele não só mostrou que podia explicar a mensagem de Deus como ofereceu um plano definido de ação. Por trás de sua aparente rispidez. Deus se manteve leal a José. 38). G n 40: O s s o n h o s dos prisioneiros Nesta época. casando-se com a viúva (a lei do levirato. disse José. Esta história de sedução. Judá envolveu-se com tudo isso. Mas era raro que houvesse fome no Egito e na Palestina simultaneamente. que eram semitas. • Vs. ao final.3 Judá tem sucesso onde Ruben fracassou.45 O m . Após 13 anos na condição de escravo. c mais nove anos se passariam até a família ser reunida outra v e z . Diante de cada novo desafio que aparece em seu caminho. recusa e difamação. Eles reinaram de cerca de 1710 a 1570 a . G n 42—45: A fome propicia a reunião da família Estes capítulos apresentam um relato comovente do encontro de Jose com seus irmãos. O importante aqui é que José manteve a fé em Deus c. o mesmo que haviam feito com José. • Perez (29) Foi de sua linhagem que veio Davi c.21-22). que começa de forma semelhante. que agora era o filho predileto de Jacó.gilo. Intérpretes profissionais tinham manuais que descreviam sonhos c seus significados.-148 Pentateuco Se um homem morresse sem filhos. José escondia uma disposição de perdoar de forma total c generosa o mal que tinham feito contra ele.5-8). "Isso não depende de mim. As festas estavam ligadas a rituais de fertilidade na religião de povos que moravam em Canaã — e. Q u a n d o o copeiro finalmente se lembrou de José. • V . mais importante ainda. • V. os irmãos mostraram uma genuína mudança de atitude com relação ao passado. foi comparada com uma obra egípcia intitulada (. Mas a mágica e o milagre que aparecem nesse conto são nitidamente diferentes da história de José e não há motiv o real para ligar as duas obras. no Egito. capaz de chorar de tristeza e de alegria. • Vs. e. José tornou-se governador de todo Egito. 40-43 A investidura de José seguiu a tradição egípcia: o anel (símbolo de sua autoridade). • V.37/43. que equivale a lleliópolis. 14 O véu com que Tamar cobriu o rosto fez com que ela parecesse uma prostituta (casada) que servia num templo dos cananeus. ficava 15 km a nordeste do Cairo. dava-se muita importância aos sonhos. mais tarde.5. Eles não fariam com Benjamim. Ele agora assume a liderança. E Earaó elogiou esle homem "em quem está o Espírito de Deus" (v. tendo sua capital (Avaris) na parte oriental do delta do Nilo. C .. seu irmão linha a obrigação de gerar herdeiros para ele. • V . Gosém também se encontrava nessa mesma região. 46 José tinha 17 anos quando a história começou (37. c uma profunda compreensão da forma como Deus guia a vida das pessoas (45. 14 A tradição egípcia exigia que José fizesse a barba e colocasse roupa de linho antes de se apresentar na corte. roupas de linho fino (vestimenta da corte) e um colar de ouro em recompensa pelos seus serviços. José era certamente um homem bastante sensível. G n 41: D a p r i s ã o a o p a l á c i o Dois anos depois o próprio Faraó teve um sonho que seus mágicos e sábios não conseguiram decifrar. G n 39: J o s é : s u c e s s o e d e s g r a ç a O relato sobre a vida de José no Egito que aparece nos caps. no sucesso e na desgraça. E Deus revelou o significado. era o centro da adoração egípcia ao sol. apesar de todo seu treinamento e ioda uma biblioteca de livros de referência. Dt 25. o próprio Cristo." disse José. .Vwtfos dos üois Irmãos. da prova à qual ele os submete.

qualquer modo. lá longe. Jacó deu ao filho uma túnica longa. Raquel expressou o desejo de ter outro filho. ficaria até morrer. ele tem uma sensação interior do poderoso destino que lhe estava reservado. O prisioneiro Mas sua carreira foi interrompida bruscamente pela intervenção da mulher de Potifar. Ele nasceu após longos anos de espera e depois do nascimento de dez meios-irmãos. Seja como for. diz o narrador. que havia em seu interior. ao verem o irmão sozinho. que estavam apascentando os rebanhos nas colinas distantes dali. era um homem próspero. outra vez. naquela tentativa de sedução por parte da mulher. e foi jogado num poço. foi dois dos antigos servidores do Faraó. por mais que exista uma ponta de arrogância na maneira como José se esquiva dela (Gn 39. o homem que encontrou José (37. são a chave para compreensão da vida dele. Os mercadores que compraram José sabiam completamente de José. robusto e bem articulado. os irmãos entenderam que aquela era a hora da vingança: o quanto valia um jovem escravo. O pedido foi atendido. o volúvel chefe dos copeiros esqueceu com o Egito. foi um escravo não tem direitos. registrados em Gn 37. mas xado tão furiosos os seus irmãos? De Ruben (o mais velho) não o permitiu. e os dois sonhos sobre a sua própria importância. de mangas compridas. um ato de ingenuidade ou da mais pura cegueira da parte de Jacó mandar que José fosse verificar como estavam seus irmãos. e sava no íntimo desse jovem que tinha essa força interior impressionou o uma clara compreensão do que viria chefe dos carcereiros.7-20). Ria data d o p e r í o d o e m q u e Israel estava n o E g i t o . Naquelas circunstâncias. a Jacó foi noticiado que seu filho era morto. Será que se tratava da mesma atitude esnobe que havia deiO escravo A idéia inicial era matá-lo. A interpretação que ele deu aos sonhos foi precisa: um serviEntrementes. tendo acima dele apenas o próprio Potifar.15) era um anjo que o guardava. dos sonhos. que fica ao Sul. de repente. O relacionamento entre os dois. mas ainda não seria (Gn 37. estatueta. " O S E N H O R mas podemos imaginar o que se pasestava com ele". Quando José nasceu.Gênesis José David Barton José era filho de Jacó e Raquel. Não demorou muito e ele passou a administrar tudo que Potifar tinha. apaJosé foi. no final. Isto criou um profundo vínculo entre José e Benjamim e fez com que ele fosse especialmente amado pelo pai. jogado num poço escuro onde. o que dor seria morto. 0sonhador José era um sonhador. é descrito de forma bem plástica. o oficial egípcio a quem ele foi vendido. reabilitado. José teria se forma mais dramática que se poderia vestido c o m o o oficial e g í p c i o retratado nesta imaginar. desta vez que ele sairia da prisão.21). mercadores. E assim aconteceu. e. Como sinal de apreço. filho de obscuro pastor de ovelhas. Ele acabaria saindo da prisão da C o m o g o v e r n a d o r d o rei n o E g i t o . A pedido de a ser no futuro e que. O pai ficou pensando no caso.31-36). mas nos irmãos isso só conseguiu despertar ódio por alguém que era tão diferente deles. José ficou todo trouxe grande tristeza ao patriarca esperançoso. José aprendeu que José acabou ficando sem a túnica. Segundo uma tradição rabinica. Canaã ficava na rota de comércio entre as nações ao Norte e a Oeste. A aflição de José só será Ele se volta outra vez aos recursos mencionada mais tarde (Gn 42. levado ao mundo rentemente. Com 17 anos de idade. chefe de uma grande casa. com certeza. e José soube aproveitar a oportunidade que isso propiciava para chegar à realização de seus sonhos. e ninguém conseguia interpretá-los. o outro.5-11. nem mesmo o direito de resposta. que era o primeiro amor de Jacó. era. vendido como escravo a uma caravana de lançado na prisão. e No gozo de sua própria liberdade. Potifar. . O Faraó teve vários sonhos. mas o nascimento de Benjamim acabaria lhe custando a vida.

José estava no auge do poder. Assim. enquanto os outros voltaram a Canaã. vendo que a balança da justiça estava equilibrada. Agora ele podia dizer quem era e dar-lhes o seu perdão. finalmente. havia alimentos para sobreviver. quando já estavam a caminho de Canaã. os irmãos do próprio. A c i m a aparece u m a porte d e u m " m a n u a l d e s o n h o s " das egípcios.22-24 A túnica. e o Faraó delegou a ele a responsabilidade de administrar a distribuição dos cereais armazenados. acusando-os de espionagem. Mas com José tem início uma nova compreensão da maneira como Deus lida com as pessoas. Nem sempre um sonhador é também uma pessoa de ação. mas para outros povos também. na segunda metade de Isaías. mas também as regiões vizinhas. trata-se de uma narra tiva contínua. Não demorou muito e mercadores famintos. bem óbvio. Depois de certificar-se de que Jacó e Benjamim estavam bem. foram bater à porta do palácio de José. e. mas estes viram nele apenas um homem poderoso a quem eles vieram pedir ajuda. O administrador de José foi atrás deles. José nunca foi acrescentado à lista. Isaque e Jacó. Podia ser um truque O moral da história A história de José é diferente das histórias anteriores. Entre eles. por sua vez. no Gênesis. Ali. Porém foi através dele que Deus trouxe salvação. Seus sonhos se tornaram realidade. e o impasse estava criado. lembraram o que haviam feito com José. Jacó. no ministério de Cristo. e acabou fixando residência. A fome foi severa e longa. José pediu que seu copo de prata fosse colocado na boca do saco de mantimentos de Benjamim. não apenas interpretou o sonho. agora poderoso. A história de José é narrada em Gn 37—50. e interpretaram aquela situação como castigo pela sua maldade. Apesar de sua fama e importância. Afetou não apenas o Egito. exigiu a presença do irmão mais moço como prova da inocência deles. Ele foi rejeitado. quando Judá se ofereceu para ficar em lugar de Benjamim. José era um homem vulnerável. MOMENTOS MARCANTES Nascimento — Gn 30. Ao ver o querido irmão Benjamim. Deus se revela a cada um dos patriarcas. e esta compreensão passará a ter maior importância nos capítulos seguintes da história que a Bíblia conta. E esses são temas que reaparecem no livro de Jó. mas José é simplesmente alguém que tem sonhos. Ao fazer a distribuição dos mantimentos. os sonhos e a traição dos irmãos — Gn 37 Escravo de Potifar — Gn 39 Na prisão — os sonhos do padeiro e do copeiro — Gn 40 O sonho do Faraó e o novo status de José — Gn 41 Os irmãos: provações e reencontro — Gn 42—45 . quando chegaram os anos de escassez. à medida que a história se desenrola. para buscar Benjamim. O ponto alto da história de José é a cena do perdão. mas os irmãos sabiam agora que estavam totalmente à mercê daquele senhor egípcio. Mas ele tinha mais uma surpresa para eles. Isaque e Jacó. em terras que lhe foram entregues pelo Faraó e protegido por José contra as agruras dos restantes anos de fome. Desta vez Simeáo ficou preso. de tão emocionado que ficou. o chefe dos copeiros lembrou.Foi então que. S o n h o s bons e r u i n s são listados e m colunas. José se retirou para chorar. p r o v a v e l m e n t e c o m p o s t o na é p o c a d e J o s é . já avançado em dias. Diferentemente das histórias de Abraão. Casou com a filha de um sacerdote. O s sonhos eram considerados altamente significativos n o E g i t o a n t i g o . pôde reencontrar seu filho. Deus é sempre o Deus de Abraão. Nas histórias anteriores. houve reconciliação na família. vindos de longe. Os irmãos.1-36). Equilibrando a balança As ironias se multiplicam. Mas José agrega à sua notável percepção da realidade medidas práticas de armazenamento de cereais durante os anos de fartura. acima de tudo. José reconheceu seus irmãos. não somente para o seu povo. José foi ríspido com eles. c o m suas a-spectívas interpretações. Ali. Uma atuação impressionante! Braço direito d o Faraó O resultado de tudo isso foi que José se tornou um homem livre e ficou encarregado de fazer frente à fome prenunciada pelo pesadelo do Faraó. Assim. José foi levado da prisão à sala do trono. mas disse ao Faraó o que deveria ser feito à luz do mesmo (Gn 41. foi trazido de Canaã ao Egito. José só se deu por satisfeito.

mostra alguns oficiais pesando grãos para o pagamento d e impostos. a antipatia teve um efeito benéfico. • 46. Neste caso.C. lista pintura do T ú m u l o d e M e n n a . A escravidão que ele sofrera serviu para salvar vidas. » 44.16-19 Graças à política econômica de José. • 47. mas foi Deus". Apenas os sacerdotes mantiveram suas propriedades.32 Os egípcios provavelmente acreditavam que a presença de estranhos à mesa contaminaria a comida. t 45.5 Jose pode ter usado seu copo de prata para fazer adivinhações (interpretando eventos conforme o movimento das gotas de óleo sobre a água).. Não havia ressentimento no coração de José: ludo que havia acontecido fora parte do plano providencial de Deus.34 A aversão dos egípcios pelos pastores nômades provavelmente não difere muito do sentimento que muitas pessoas de residência fixa ou sedentária têm em relação aos ciganos errantes. Por esta mesma razão. na medida em que manteve a família como unidade isolada.• 43. o Faraó se tornou dono da terra e o povo tornouse seu arrendatário.5. aproximadamente. G n 46—47: Descendo ao Egito O povo de Israel. a casa de Jacó.10 Em tempos de fome. a oeste de TeD M . a identidade do grupo poderia ser rapidamente perdida.. partiu para o Egito com a promessa tranquilizadora de Deus de que os acompanharia e os traria de volta — como nação. posteriormente os judeus passariam a não comer com não-judeus. Caso contrário. I 45. os nômades da Palestina tinham permissão de levar seus rebanhos para as pastagens que ficavam na parte oriental do delta do Nilo.8 " N ã o foram vocês.j-ilo. que data de 1400 a.2. Outra possibilidade é que o administrador estava dizendo que era impossível não ser descoberto por esse mestre sábio e poderoso que se chamava José. como algumas versões sugerem. . G n 48—49: A bênção de Jacó Mais uma vez um ciclo se completa: desde a bênção que Jacó recebe de seu pai cego até Josó ordenou n pesagem e estoeugein de grãos n o r.

veja Josué caps. quando os descendentes des-1 tes doze ocupariam a terra prometida. I • 49.5-7 Fica claro que Jacó pronuncia juízo i sobre a conduta de Slmeão e Levi cm Siquém j (34. em Beni-Hasã.21 como ato de fé).19 Tais ataques são registrados na Pedra Moabita do nono século a. 27. • 49. U m nobre o r d e n o u que essa cena fosse pintada na parede de seu túmulo. o território de Zebulom não chegava. até o litoral. • 49. em acentuado contraste com a história [ de Jacó e Esaú no cap. de fato. • 49. • 49.152 Pentateuco o momento em que ele próprio abençoa os I filhos de José (acontecimento descrito em Hbl 11. d u m período anterior a o de J o s e .4 O ultraje registrado em 35. José e sua família vão ao Egito Jose p vendido aos midianitas em Dota e l e v a d o ao Egilo para ser vendido como Heliópolis (OmJ • i'Ménfis Jacó e seus filhos vão ter com José n o Egito para fugir da fome EGITO Q u a n d o a família de J o s e se m u d o u para o fcgiio. Sem maior dificuldade. .13-31). As duas tribos seriam espalhadas [ (mas a de Levi como sacerdotes da nação).10 üe Judá veio a linhagem real dc Israel e também o Messias. Efraim c Manas-1 sés foram considerados filhos do próprio Jacó. I fazendo com que Jose desfrutasse de ume herança dupla.22 custou a Ruben seu direito de filho mais velho. I as mãos de Jacó se cruzaram para expressar I que a bênção de Deus recaía sobre o filho mais l novo.13 Embora próximo o suficiente do mar com a possibilidade de explorar o comércio marítimo. a cena d e v e ter sido semelhante à que aparece na pintura a o lado e q u e mostra u m g r u p o d e visitantes d o sul d e C a n a ã . A benção proferida por Jacó se dirige a um l futuro distante. Paraos i territórios. sendo apresentado a corte egípcia. 13—22 e mapa.C.

que era o ideal egípcio de longevidade. finalmente. O modelo de b a r c o funeral q u e aparece na foro acima foi e n c o n t r a d o n u m t ú m u l o egípcio. retornar a Canaã. Dois séculos nais tarde. trazendo uma cabeça pintada. Porém ainda há mais a contar. começando com as vigorosas pinceladas que retratam a criação e a vida exuberante no Eden. 25). disse José. esse ritual incluía detalhados preparativos p a r a a v i d a depois d a morte. um embalsamamento levaria. "Deus virá ajudá-los e os levará deste país para a terra que ele jurou dar". > Vs. A seqüência de quadros pintados no Gênesis. J o s é teve ( l i m i t o a um funeral reservado p a r a egípcios importantes o u famosos. a promessa e o surgimento de uma nova nação em Canaã. continuando com a queda. 26 O caixão normalmente era feito de madeira. Seu último pedido resume a fé que ele teve ao longo de toda a vida (v. . • V . de modo geral. mas talvez José quisesse evitar comprometimentos religiosos. cheio de confiança e esperança ate o final. termina com a morte de José no Egito. 70 dias.Gn 5 0 : O f i m d e u m a e r a José c o n s e g u i u . mas apenas para enterrar seu pai no :úmulo da família em H e b r o m — ainda sua única propriedade na terra prometida. um sinal da bênção de Deus. O luto guardado por Jacó (oi apenas dois dias mais breve do que o tempo de luto observado quando morria um Faraó.2-3 Era normal recorreraembalsamadores profissionais. N a religião egípcia. 22 José viveu 110 anos. • V .

0 que mantém o Egito vivo é a enchente anual do Nilo. em parte. a cidade de Tebas. As pessoas simples adoravam deuses domésticos. No mapa. e o período final. mal haviam sido inventados. sem vida. quando o vale e o delta foram unidos sob o governo de um só rei. em sete etapas ou eras: a inicial (era arcaica). levavam a o mar Vermelho. foram feitas tentativas de diminuir essas datas em até 300 anos (identificando o Faraó Ramsés II com o Sisaque do relato bíblico. três eras de grandeza (Reino Antigo.154 Pentateuco Egito K. existe viçosa e exuberante vegetação. o pivô da sociedade era o Faraó. passando pelo norte da península do Sinai. Nos grandes templos era realizado o culto oficial (o ritual diário das oferendas). Um rii baixo. 0 território do Egito 0 verdadeiro Egito não é aquele quadrado vazio que aparece nos mapas modernos. . Internamente. das populações vizinhas. No período final. Para fora do país. iniciando em Assuã e terminando na região do delta. e outra que. Kitchen Assim como a história da Suméria e da Babilônia. representava carestia e. Ela seria por muito tempo um importante centro religioso. Tudo começou por volta de 3000 a. porém não isolados. havia uma raia que. a lua). EGITO .C. passando pelos vales desertos da região oriental. a verdadeira capital ficava na junção entre o vale e o delta. quando não de certos conceitos (como uma ordem justa. pois trazia água e m abundância para as plantações e depositai» uma nova camada de solo aluvial. o sacerdote e altos dignitários. que trouxe a derradeira decadência. onde elas não chegam. etc). Mênfis f 4 m e SINAI f 1' catarata CUXE 2 catarata a '-. e das regiões desertas e r a m trazidas pedras e outros metais.. mas a evidência mais ampla que nos vem do Egito e da Mesopotâmia confirma a datação tradicional. No Reino Novo. . de ideogramas.C. e Reino Novo). veio a ser a capital meridional. Os hieróglifos. sendo que o pequeno "broto" é a província do lago de Faium. geralmente em Mênfis. de coloraçãt amarelada ou marrom. Reino Médio. Os egípcios ficavam afastados. a principal via de comunicação ' era o Nilo. muitas vezes. ao qual tinham acesso unicamente o Faraó. cuja bênção sobre o Egito se implorava através dos ritos nos templos. Onde as á g u a s do Nilo alcançam. 0 rio Nilo propiciava uma economia agrícola. a população do se concentrava na estreita faixa de terra cultivável ao longo do vale e nas amplas planícies c < região do delta. a corporificação de forças da natureza ou de suas manifestações (o sol. A longa série de reis ou "Faraós" compreende 30 famílias reais ou dinastias. É. um sistema de escrita feito. e assim por diante). separadas pelo primeiro e segundo períodos intermediários de dissensão. o vale estreito que se estende ao longo de mais de 900 km. na condição de intermediário entre os deuses e os homens. A. e em "oratórios" colocados na entra- N o caso d e j ó i a s d o E g i l o a m i g o .. uns 500 km mais para o Sul. como a cidade do deus Amun. Durante toda essa história. c o m o esre d e faiança azul. Premida pelo deserto. Somente por ocasião das espetaculares procissões festivas é que o povo em geral podia honrar os grandes deuses. seco. onde orioNilo deságua no mar Mediterrâneo. u m a das peças preferidas e r a m o s colares. levava à Palestina. um "bom Nilo' significava prosperidade. Mas é mais fácil dividir o período que vai de 3000 a 300 a. (Veja o diagrama) Em tempos mais recentes. Durante a maior parte da história egípcia. ao passo que o excesso de água deixava um ras tro de destruição generalizada. o que s e vê é um deserto. isto sim. Antes da construção das barragens em tempos modernos. por sua vez. Os deuses eram. também a história do Egito é muito rica e se estende ao longo de 30 séculos. Mênfis teve que dividir a condição de capital com várias cidades localizadas no delta. o delta e o vale formam uma figura semelhante à flor de lótus na extremidade de um caule curvado. em santuários menores.

A educação se baseava no treinamento de escribas na administração civil e nas escolas anexas a o s templos. e manterem com vida os seus rebanhos. As grandes ordens sacerdotais tinham as suas propriedades e sistemas administrativos. era um crime passível de punição. livros de sabedoria (semelhantes ao livro de Provérbios). o Faraó também mantinha e chefiava um exército permanente de carros de guerra e divisões de infantaria. A partir do Reino Novo. Gn 42—47). Um dos aspectos mais salientes da religião era a magia. algumas cenas em esculturas retratam estrangeiros esfomeados. e das pessoas importantes de cada um daqueles períodos. o Egito não dependia das chuvas mediterrâneas que eram de vital importância na Síria e na Palestina. ela era. E não foram somente os patriarcas hebreus que se refugiaram no Egito durante períodos de carestia. na prática. uns mil anos depois O o l h o sagrado d o deus egípcio H o r u s era pintado sobre barcos para afastar o mal. Vista de forma positiva.C : losc Moisés «Salomão ¡2700 JJ400 p 100 |l8(10 i h soo 1200 900 «I0 300 da dos grandes templos. Os magníficos monumentos — desde as gigantescas pirâmides e os templos até os delicados afrescos e minúsculos anéis sinetes — foram produzidos por um grande número de artistas e artesãos que estavam a serviço do Faraó. "um braço que se podia usar para manter à distância os golpes da vida".C). O Egito e a Bíblia De Abraão a José O Egito aparece pela primeira vez na Bíblia como o lugar onde os patriarcas se refugiaram durante períodos de fome (Gn 12. compartilhadas e executadas por altos oficiais de estado: governadores para o sul e o norte. Graças ao Nilo. tesoureiros. que atuava na capital e nas províncias. na História de Sinuhe) ou.20. Os Faraós do tempo de Abraão e de José integravam. poesia lírica e religiosa. "para se manterem vivos. graças à grande provisão do Faraó". O Egito teve uma rica produção literária de histórias. A magia "negra". então. e inclusive chefes de cobradores de impostos! Esses departamentos eram apoiados por uma burocracia de escribas. tribos edomitas receberam permissão para se dirigir aos lagos de Pitom. dos templos. O Egito mantinha guardas e oficiais de fronteira ao longo da divisa oriental.10. para fora (como aconteceu com Abraão.20). por outro lado. e. sendo que algumas dessas obras se tornaram clássicas e obrigatórias para alunos. nas palavras do mestre do rei Merikare. (cerca de 1210 a. Durante o Reino Antigo. e às vezes os visitantes eram escoltados para dentro (como Sinuhe. ao que tudo indica.Gênesis A história do Egito antigo Romanos I (Império Persa) I Greg os m raão OlOa. em G n 12. a 12 e a 13 (ou 15 ) dinastias respectivamente (Reino Médio em diante). As atribuições seculares do Faraó eram. O trabalho dos camponeses era a base da pirâmide social. I a a a . superintendentes de silos.

uma vez que se têm noticias de destacamentos bem maiores naquele tempo. Além disso.C). Tudo indi- . sobre homens "que fabricam cada dia sua quota de tijolos". Ali aparece um registro de dias trabalhados e dias de "folga".C. algo que é evidenciado por uma inscrição datada de cerca de 1600 a. Moisés e o ê x o d o Quatro séculos mais tarde. que eram os "blocos de notas" daquele tempo.C. Sabemos que crianças oriundas de Canaã eram criadas em haréns de outras partes do mundo. foram encontrados "relatórios de trabalho" gravados sobre cacos de cerâmica.18.7) era uma força considerável. ou sobre todo o grupo tendo vários dia de folga para participar de uma festa religiosa local.156 Pentateuco período em que muitos estrangeiros encontraram trabalho no Egito. que fala sobre a alimentação no além. 1 1 . não é nada surpreendente na sociedade egípcia cosmopolita do Reino Novo. trabalhando para os grandes projetos de construção daquele tempo. por vezes.11). em essência. No período de peregrinação pelo deserto.34-35. mas perfeitamente verossímil. Os mágicos e sábios (Êx 7 . 9. ilustram o p o d e r d o s Rwaós egípcios. e isto em vários níveis. sobre funcionários que não têm nem homens nem palha para fazer tijolos" (veja Êx 5. tanto para uso profano quanto para fins religiosos. onde Moisés pede uma folga para os hebreus. Seiscentos carros (Êx 14. mas também na Fórmula mágica 148 do Livro dos Mortos. acreditava-se que os sonhos eram significativos. muitos hebreus eram escravos nas olarias egípcias do Reino Novo. são dadas razões específicas para a ausência de alguns: "a mulher dele está doente". Já o processo de mumificação e os caixões do Egito (Gn 50.42) são conhecidas de inúmeras pinturas egípcias. sendo esta última a residência oficial e sede governamental de Ramsés II. as autoridades egípcias mantinham um detalhado registro das propriedades rurais e. em que moravam os trabalhadores nas tumbas reais.34). é um dado confirmado pela única referência egípcia a Israel (num contexto em que se fala também sobre Gezer e Asquelom). Salomão casou com a filha de um Faraó que conquistou Gezer e fez dela o dote da princesa (1Rs 9. mandou seus carros de guerra atrás deles. mediam ou avaliavam as plantações para fins de taxação. 0 tema das sete vacas não aparece apenas no sonho do Faraó (Gn 41. 8. Gn 39. a região do delta era propícia para a criação de gado (Gn 46.11) eram sacerdotes e escribas eruditos. o Faraó.7.26).7). ou "ajudando o chefe a fazer cerveja".11). a tal ponto de escribas elaborarem manuais para ajudar a interpretação deles. provavelmente Ramsés II. mas o Faraó afirma desco- nhecer o Deus de Moisés e não está disposto a fazer mais um feriado. foram utilizadas técnicas conhecidas desde longa data no Egito para a construção de estruturas que precisassem ser montadas e desmontadas rapidamente. muitos de seus contemporâneos que não eram egípcios receberam um segundo nome egípcio. na aldeia A s imponentes colunas d o T e m p l o d e A m u n . desde o mais insignificante escravo até o copeiro à direita do Faraó. e. uma estrutura pré-fabricada). Um Moisés não era nenhuma exceção naquele contexto.48-49. eram e continuam proverbiais até hoje. "que arrastam pedras para a construção do grande pórtico de pilonos de.1821). Que Israel já havia saído do Egito e estava instalado na região ocidental da Palestina ao final do século 13 a.. em véspera de colheita. quando da construção do tabernáculo (que era.1-5. Papiros daquele tempo falam sobre os Apiru (povos que incluíam os hebreus). e m Karnak. Períodos posteriores O Egito reaparece na história bíblica do tempo de Davi e Salomão. As roupas de linho fino que José vestia na sua condição de alto oficial (Gn 41. O ponto alto desse trabalho foi a construção das cidades de Pitom e Ramessés (Éx 1. No plano económico. o cântico de vitória de Merneptah (cerca de 1210 a. Havia estrangeiros em todos os segmentos da sociedade.16). à semelhança do que foi feito com José. Mais interessantes são os registros sobre um homem "fazendo sacrifícios ao seu deus".2-3. Os próprios egípcios contavam histórias divertidas sobre as façanhas desses homens. Num sistema desses não era difícil pôr em prática as medidas propostas por José (Gn 41. bem como os sepulcros (Êx 14. Quando os israelitas deixaram o Egito. na parte oriental do delta. sucessor de Ramsés II. 47. (Compare com Êx 5. Na parte ocidental de Tebas.1-4). Em toda a parte e em todas as classes sociais. como em Éx 2. As condições descritas em ÊX 5 são confirmadas por documentos egípcios daquela época. (um templo de) Ramsés II". E..) O fato de uma princesa de ura harém que ficava na região oriental do delta acolher uma criança estrangeira. ou (que pena!) "picado por um escorpião". desde escravos até altos oficiais (como José que estava a serviço de Potifar.23-26).

.40. a em Karnak. perdendo sua independência durante os séculos seguintes. Os profetas de Israel censuraram seus reis O Iraje d e u m a princesa egípcia ( c o m o a q u e aparece na história d e M o i s é s ) é ilustrado neste afresco d a rainha A h m é s . d e Tebas. se tornou realmente um "reino humilde" (Ez 29.por esperarem ajuda do Egito (veja Is 30—31. várias delas no Egito. Verso: U m dos maiores tesouros d o Kgito: o rei T u t a n c a m o n e sua esposa.N e f e n a r i (cerca d e 1S0O a . o Sisaque da Bíblia (IRs 11. na p a n e posterior d o trono d o rei. O Egito não era adversário à altura para assírios e babilônios. ca que esse Faraó era Siamun (cerca de 9 7 0 a. retratados e m faiança d o u r a d a . fundador da 22 dinastia. e. fez incursões na região dos filisteus e no sudoeste da Palestina. Essa campanha na Palestina foi registrada numa grande cena de triunfo que se encontra no templo de Amun.15). e. sujeitou a monarquia dividida dos hebreus a seus próprios interesses materiais. prateada e a z u l . Este considerava o Israel do tempo de Salomão um rival na política e no comércio.C). C . ) . o Faraó valeu-se de Jeroboáo para dividir aquele reino em duas facções inimigas. Jr 46). Esta p i n t u r a mostra o processo d a RHimiíicacáo. « m ú m i a s d o E g i t o a n t i g o são m u n d i a l m e n t e famosas. a dinastia de Siamun deu lugar a um novo rei e uma nova dinastia: Sheshonq I. E quando Roboão sucedeu a Salomão. e também em inscrições encontradas em Karnak e em Megido (na própria Palestina). que. por um breve tempo. O c o r p o d e J o s é foi preservado desta •nua. a julgar pelo fragmento de um baixo-relevo encontrado em Tànis (a Zoã da Bíblia). 14. A estrutura literária do livro de Provérbios — em grande parte um "livro sapiencial" de Salomão — revela afinidades com outras obras do gênero escritas na região do Oriente Próximo. Depois disso. Em pouco tempo. a reiterada afirmação de que Provérbios deriva em parte diretamente de uma obra egípcia escrita por Amenemope carece de fundamentação mais sólida. com o surgimento do Império persa. o poderio egípcio entrou em rápido declínio. Entretanto. capital dessa dinastia.25).

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mas essa tentativa acabou em desastre. o "êxodo" (a saída) que dá nome ao livro. voltou-se n o v a m e n te à região fértil do delta. com a sede do governo em Tebas e Mênfis. Se calcularmos. C o l e .7). O povo foi organizado em equipes de trabalho. As coisas haviam mudado no Egito.1—12. Mas as parteiras hebréias não concordaram com o plano do rei. 19—40 O povo de Deus Os dez mandamentos Lei e aliança O tabernáculo de Deus e adoração uma mão-dc-obra disponível e barata residente na área: os israelitas. que resgata os oprimidos. incluindo as cidades-armazém do Faraó. Mas a maioria ainda favorece uma data mais recente. (Ramsés I I teve cerca de 60 filhas!) Ela deve ter levado Moisés ao harém Êx 1. e a vida de Moisés foi salva pela ação criativa de sua mãe. Foi ele quem tirou o povo do Egito. a atenção " S e quisermos entender a mensagem central do NT. mas de acordo com 1 Rs 6. Mas apesar da opressão crescente a explosão demográfica c o n t i n u o u . do século 13. É uma epopéia em que quase tudo gira em torno de Moisés.37) deixara o Faraó inquieto. Agora eles são uma nação escrava sob um novo Faraó. o livro que mais vale à pena estudar com atenção è este livro do Êxodo. Revela um Deus que pode ser conhecido. somando tudo. Êxodo mostra Deus no controle da história. Deus deu a seu povo a norma de vida — a lei — dando-se a eles e fazendo deles o seu próprio povo num contrato duradouro (a aliança). um Deus "santo" cuja bondade e justiça são impressionantes. o personagem central. Este era o decreto de Faraó. Ou seja. sob a liderança de uma nova dinastia de Faraós. E havia Resumo Como Deus resgatou os israelitas da escravidão no Egito e fez deles o seu povo.C.C).1 ele ocorreu 480 anos antes da construção do templo de Salomão (inaugurado por volta de 970 a. subordinadas a capatazes. A q u i estava sua chance de assegurar que não causassem problemas. não uma princesa de sangue real. A." R. que era de matar todos os meninos recém-nascidos. O poder de Faraó não conseguiu vencer a fé e a coragem das parteiras. p r í n c i p e d o E g i t o Todos os meninos hebreus recém-nascidos deveriam ser lançados no Nilo.36 Israel no Egito Êx 1: U m a n a ç ã o e s c r a v a Quase 300 anos haviam se passado desde a morte de José e o final de Gênesis. U m a levav a o nome do sucessor de Seti. A presença desse grande número de estrangeiros em seu território (veja 12. Um novo cálculo das datas da história de Israel. Seu status privilegiado era coisa do passado.15-22). Teve início um grande programa de construção. Caps. Mas quando Seri I (provavelmente o "novo rei" do v. 8) chegou ao poder. Mas a água que afoga pode também ser usada para fazer flutuar um cesto impermeável (a palavra hebraica usada aqui é a mesma que designa a "arca" de N o é ) . que deviam j u n tar barro e fazer tijolos para a construção de novas cidades. O poder dos Faraós hiesos havia sido quebrado e os reinos do Alto e Baixo Egito estavam novamente unidos. Moisés tinha 40 anos quando fez a primeira tentativa de libertar o povo (2. para a qual há boas evidências. apoia esse ano como data do êxodo. 12—18 O êxodo A páscoa Do Egito ao Sinai Caps. O comentário histórico que se seque é baseado nesta teoria. 1—11 Israel no Egito Moisés Caps. Outros 40 anos se passaram até os acontecimentos narrados no cap. • A filha d e Faraó provavelmente era filha dele com uma concubina.159 ' ÊXODO O livro de Êxodo é a história do nascimento de Israel como nação. Ê x 7.11-12). A nação estava no apogeu do seu poder militar. 3 (At 7. O número arredondado de 480 (12 x 40) possivelmente significava 12 "gerações". chega-se à data do século 13. 25 anos por "geração". como se faz atualmente.23. Faraó decidiu intervir diretamente ( Ê x 1. chegamos ao ano de 1450 a. Ramsés II (que foi o principal responsável por sua construção). A história egípcia não menciona o êxodo. Ê x 2: M o i s é s . O povo de Jacó vivera no Egito cerca de 370 anos. Por intermédio de Moisés. feito recentemente com base nas listas de reis egípcios. de uma dinastia que há muito esqueceu o que José fez pelo Egito (veja G n 41).

• 3. 7).1: " O s israelitas não vão acreditar era m i m .15) As letras maiúsculas usadas na maioria das Bíblias indicam o "nome pessoal" de Deus. • Mídia (15) Os midianitas eram descendentes de Abraão por meio de sua segunda esposa. Ele levantou uma objeção depois da outra e todas elas foram rebatidas por Deus: • 3.11: "Quem sou eu?" Este era o dilema de Moisés.22). no sacerdócio o u na administração civil.10: " N u n c a tive facilidade para falar!" Mas o Deus que o criou lhe d a r i a condições de falar. Ali. .14 onde foi criado com outros. • 4. Moisés enfrentava sua própria crise de identidade. U m a escultura e m relevo d e Carquemis. .1) Não se sabe com certeza onde ficava localizado. no hebraico " Y H W H " . estudando leis c adquirindo conhecimento em vários ofícios e esportes (veja At 7. prova-1 velmente pronunciado " Y a h w e h " o u "Javé"j tradicionalmente lido como "Jeová". E Deus se conecta com aquilo que o povo j á sabia: ele não é um estranho para seu p o v o . A distinção que hoje geralmente se faz entre modos "naturais" e "sobrenaturais" de agir é estranha ao pensamento do autor. Quetura. me perguntarem : Qual é o nome dele? Q u e lhes d i r e i ? " Moises não podia v o l t a r apenas c o m uma experiência subjetiva que ele havia tido. • O SENHOR (3.160 Moisés roí adorado p o r uma princesa egípcia e criado. Moisés teve um bom treinamento para a futura peregrinação com Israel através do deserto. " Deus d e u a Moisés três sinais — demonstrações d o poder de Deus — cora os quais poderia convencê-los de que ele realmente se encontrara com Deus. quando Deus o chamou. 12.2-3. do qual deriva tudo o que existe.20) No pensamento hebraico. Moisés fugiu para o deserto. C .) • Prodígios (3. . 'Você reúne todas as qualificações". o porta-voz. mostra a rainha Tawarisas segurando seu príncipe. E a resposta de Deus não foi: Página oposta: Tendo matado um cruel capataz egípcio. e Deus se dirigiu a ele com uma comissão assustadora: " E u o enviarei ao Faraó para que você tire do Egito o meu povo".2) Praticamente! identificado com Deus. agravada pela rejeição de seu povo. O que nos dá identidade. que o Faraó endureceu . Este é o tipo de mágica que conheciam. • As riquezas dos egípcios (3. 'Eu S o u o que Sou'" ÉX3. mas permitiu que Moisés fizesse de Arão.1.23. o mesmo lugar onde viria a receber a lei. cujas histórias eles conhecem.21 A Bíblia diz que Deus endureceu o coração do Faraó. Ele é o Deus de A b r a ã o c dos outros. Era real? Era uma visão? Ele se aproximou. Não foi 'Você é .19 A morte de Faraó foi registrada em 2. na dramática experiência d a sarça ardente. Deus se descreveu mais claramente: " E u Sou! é o Deus v i v o . Ê x 3—4: A s a r ç a a r d e n t e Moisés estava no Sinai (Horebe). • 4.13: " Q u a n d o . mas " E u Sou". mas uma antiga tradição o identifica com Gebel Musa (2. Eles moravam no deserto. parou ao perceber uma sarça em chamas. veja comentário sobre! J z 2. • M o n t e H o r e b e (3. na casa real. Não era inédito na época criar meninos estrangeiros dessa maneira e treinálos para ocupar posições de destaque no exército. mas um uso extraordinário dela por parte do Deus que criou o mundo. Isso era bem mais complicado do que d i z e r " N ã o me sinto qualificado para essa tarefa". de modo que.13: "Por favor. como príncipe. aprendendo a ler e escrever os hieróglifos e as letras cursivas egípcias. Elas seriam usadas para mobiliar e enfeitar o tabernáculo de Deus (35. pois estava associada à religião do Egito (cap.! um prodígio ou milagre não é uma inversão! da ordem natural. Mas o emissário se mostrou muito relutante. Enquanto andava pelo deserto. • 4. nesses anos de vida nômade. • 4. • 4. era a identidade de Deus. a presença dele: " E u estarei com você".21-22) Veja 11. seu irmão. .35-36. século 8 a .244 m de altura) na parte sul da península ] do Sinai. Isso Deus não faria. Nascido hebreu. Deus se encontrou com ele. Pentateuco "Deus d i s s e (t Moisés.. o que daria autoridade a Moisés.".20-29). " ou "você tem. criado como egípcio. manda outra pessoa".. • O A n j o d o S E N H O R (3. (Veja "Os nomes de Deus".

Éxodo .

no tempo do AT. Textos como Êx 34.7) — o Deus de toda a humanidade (Nm 16. "A Divindade". "Senhor". não lhes fui conhecido" (isto é.22). Êx 6. então.13. Por exemplo. compare 1Sm 3. 14. não significa "deuses". se tinha sobre o caráter que esse nome revela. • Elohitn. Yahweh se identificou como o Deus que salva o seu povo e derrota os seus adversários. ele com certeza teria respondido: "o Deus Todo-Poderoso". o "Santo de Israel" não pode ficar restrito a esse povo. Assim. Ele é o "Criador" (Is 40. Se alguém tivesse perguntado a Abraão. mas Aquele que possui de modo completo todos os atributos divinos. ou teria usado um dos outros títulos de Deus conhecidos dos patriarcas: "Deus Altíssimo". Jr 32. segundo outra. a saber. Segundo uma tradição. Deus dizer a Moisés (Êx 6. Deus de t o d a a humanidade Mas o Deus que se revela de modo especial a um povo. S I 111. os filhos de Eli com certeza conheciam o nome como maneira de "identificar" Deus. meu Deus" onde o hebraico traz Adonai Yahweh (o Soberano Yahweh). Assim sendo.6-7.162 Pentateuco Os nomes de Deus Alec Motyer Dois termos hebraicos são traduzidos por "Deus": • El. S I 146. Muito se tem a ganhar quando se percebe que por trás da forma S E N H O R está o nome pessoal de Deus.7. O S E N H O R . "quem é Yahweh?".2-3 é confirmada pelo Gênesis.15. etc. Gn 4. um epíteto para Deus ou uma forma de se dirigir a ele. 6.12. Por reverência e para evitar que esse nome fosse pronunciado. ela não é nem irrefutável nem necessária. "Juiz" (Gn 18. mas "estar ativamente presente".12-13). Deus queria revelar-lhes o seu caráter mais íntimo. Este verbo não significa simplesmente "existir". Na base de sua auto-revelação como Yahweh (Êx 3. quando. a noção de "presença ativa" nos diz que Deus está conosco.16). Êx 33. Além destes.25) e "Rei" (Jr 10. SI 103. o nome Yahweh se relaciona com o verbo "ser/existir". Deus no poder e na singularidade da sua natureza divina. Esta interpretação de Êx 6. esse nome só foi revelado a Moisés. quando chegavam a esse nome.28).5) está a santidade de Deus. pois se encontravam na situação de escravos condenados. uma forma plural que. se diz que Yahweh é "o Deus de vossos pais".2-3 nos diz aquilo que até aquele momento tinha apenas o significado de um "identificador". "Deus. ex. envolve desfrutar ativamente de comunhão com a pessoa conhecida. o nome divino era conhecido desde o início.18-20 mostram de forma bem clara a compreensão que. Ao declarar o seu nome ao povo. Ao escolher a tempo do êxodo para revelar o significado do seu nome.26. no entanto. havia assumido o significado de uma afirmação a respeito do caráter desse Deus que tinha esse nome. Revelação progressiva O nome Yahweh aparece na Bíblia desde o início (Gn 4.22. em leitura pública. diziam Adonai. os judeus.. essa riqueza de significado é adicionada à revelação do Redentor santo. mas não nos diz que tipo de Deus ele é. em Êx 3 (vs. existe o nome pessoal Yahweh ou Javé. aquele que sempre se faz presente entre o povo. Por mais influente que seja essa teoria. que se manifesta em santo resgate e ira santa por ocasião da Páscoa (ÊX 12). Mq 7. Como pôde. Sua ocorrência mostra que o nome era não só conhecido como usado (p. . No AT. aos patriarcas)? Os especialistas no estudo do AT responderam essa questão.27). "conhecer" vai além do simples acesso a informações. As traduções em grande parte ainda seguem essa prática. traduzindo Yahweh por " S E N H O R " ou colocando " S E N H O R Deus" ou " S E N H O R . dizendo que temos várias tradições da história primitiva do povo de Deus. oposta à anterior.1). "Deus Eterno". que ele é o santo Redentor e o Juiz santo. o Deus que é "meu Deus" para as pessoas que fazem parte da nação escolhida. o Deus de Israel". Yahweh é o Deus ativamente presente entre o seu povo. mas "não se importavam (literalmente "nãoconheciam") o S E N H O R " (ISm 2. Mas Deus decidiu revelar isso numa ocasião em que eles precisavam ser redimidos. Em termos lingüísticos. Em outras palavras.2-3) que "pelo meu nome.

1 7 . . 2 2 . Depois. mas não as de trigo c cspclta.16-32). 1 4 . 1 0 . lembrando a Moisés quem Deus era e dizendo o que pretendia fazer. > 4 . 2 8 — 1 0 .1 2 ) . e tumores apareceram nas pessoas e nos animais ( 9 . e Faraó. 2 ) . isto é. . 1. A lista é um trecho da lista mais longa de Nm 2 6 . Miriã era a irmã mais velha de ambos. sua força vital. A reação de Faraó revelou sua hostilidade implacável.4 . que estão sendo escravizados pelos egípcios. o fato de ser Deus é a primeira causa de tudo não conflita com a responsabilidade humana. Assim. 7. diga aos israelitas o seguinte: Eu sou o SJÍ. 1 . ele supostamente nasceu antes do edito do Faraó. "transformouse em sangue": os peixes não podiam viver na água vermelha e grossa ( 7 . 1 — 6 . primeiro por mosquitos e depois por moscas que se criaram entre as carcaças dos peixes e das rãs (8. mas é claro que era conhecido p o r aqueles que. 1 3 : P r i m e i r a v i t ó r i a de F a r a ó 0 primeiro pedido a Faraó apenas agravou a situação. O s animais foram atingidos p o r uma peste. que ainda não haviam c r e s c i d o . O Nilo. 1 5 . Os magos podiam imitar. Ê x 6. Para o escritor hebreu. y 0 pedido (5. 1 4 . Êx 5 . sabia como chamar a atenção do Faraó.1 ) Isto parece ser menos que toda a verdade. e não v o u d e i x a r que os israelitas saiam daqui" ( 5 . p r o c u r a r a m r e f ú g i o nas casas (7. > 6. Farei com que vocês seja o meu povo e eu serei o seu Deus". C h u v a de pedra e tempestades destruíram as safras de linho e cevada. Palavra d e Deus a Moisés. 2 9 : P r a g a s a t i n g e m o Egito Faraó o u v i u e rejeitou o pedido de M o i sés. E Deus renovou seu chamado.15).14). A família de Moisés agora estava ligada aos antepassados de Israel — o povo de Deus — p o r meio do sinal da aliança. 9. e lembrei da aliança que fiz com eles. 4 em diante. sabe-se que ele recebia também pessoas (confira 5 . já prevista por Deus ( 3 .3 O nome Y H W H ( S E N H O R ) é usado em Génesis de 2 . mais tarde. 2 4 . mas serve como u m teste. A palha m o í d a reforça o tijolo. E os e g í p c i o s q u e d e r a m o u v i dos às advertências de Deus foram salvos (9.V/ÍOK. 2 4 .25—8. rãs. F r u s t r a d o . Deus dá início a uma série de castigos para ensinar a Faraó e seu povo quem era o S E N H O R e qual era o alcance do poder de Deus SENHOR sobre toda a criação ( 7 . Portanto. 2 6 ) . "Agora eu ouvi os gemidos dos israelitas.. Êx 6 . O vento trouxe uma nuvem de gafanhotos da Etiópia que destruiu toda a vegetação do país ( 1 0 . Moisés recorreu a Deus novamente.2 7 : G e n e a l o g i a Quem eram Moisés e Arão? A genealogia os identifica como descendentes de Jacó por meio da linhagem de seu filho Levi. o país foi infestado. a circuncisão.2 4 ) . mas não eram capazes de impedir. Êx 6 . 1 9 ) . escreveram as histórias. > Arão (4. > Acesso ao Faraó Se esse Faraó era Ramsés II. seus magos e todos os deuses do Egito foram incapazes de reverter o j u í z o de Deus. porque a natureza destes seria ofensiva aos egípcios ( 8 . Sete dias mais tarde. o pronome objetivo "-lo" (em "matá-lo") pode ser uma referência a Gérson. e não a Moisés. 9. 7 ) . Israel deveria deixar o Egito para oferecer sacrifícios. criado no harém. 2 .14) Três anos mais velho que Moisés ( 7 .2 0 ) . ? E u não conheço o A foto mostra u m a mistura d e lama d o Nilo c o m palha s e n d o colocada e m moldes d e madeira para fazer tijolos. centro da economia e do culto da nação. q u e é secada ao s o l . Vou livrá-los da escravidão do Egito.13-35). De qualquer modo. 5 . 5-6. Demonstrou que tipo de pessoa ele era: "Quem é o S E N H O R .seu coração e que o coração do Faraó se endureceu: três verbos diferentes sem diferença real no significado.2 6 No v. "o S E N H O R se encontrou com Moisés c procurou matá-lo" pode ser outro exemplo de Deus como a primeira causa — talvez a ameaça fosse u m acidente o u uma doença. T i j o l o s q u e i m a d o s a o sol sao material d e construção b o m e b a r a t o amplamente usado na Á f r i c a e na Á s i a .. Moisés. Nove vezes Deus agiu. O povo se voltou contra seu "libertador".1 8 ) . 8 . f u g i n d o das margens d o r i o e dos peixes em d e c o m p o s i ç ã o . 8. 1 . Durante três dias a luz do sol permaneceu .5-7 3 .

o dia em que feriu mortalmente os primogênitos dos egípcios. E o poder de Rá. pagos pelas roupas e jóias entregues pelos egípcios.) O cordeiro o u cabrito da páscoa.16-17 "Mosquitos". • 9.21.) U m a nova festa foi instituída c um novo ano (religioso) começou. trazendo lama vermelha c espessa ou algas vermelhas que poluíram a água. O trigo. As pragas ocorreram durante u m período de seis meses a u m ano. Anunciou a vinda de cada uma c podia fazê-las cessara qualquer momento em resposta a oração. (A época é março/ abril. O s acontecimentos seguem uma ordem lógica. mais que ansiosos em vê-los partir. As ervas amargas representam todo o sofrimento que suportaram no Egito. Não importa como aconteceu. representa a proteção e provisão de Deus por seu povo: Israel é o primogênito de Deus. As rãs (associadas aos deuses egípcios da fertilidade) trouxeram doença ao invés de fecundidade. pois Deus estava em ação.25 Antes da construção da grande represa de Assuã. o fato é que não se tratava de m e r o " a c a s o " . Mas os egípcios foram devastados. Ele controlou a extensão e as áreas afetadas por cada praga. • 7. de certa forma. deixando-o tomar suas próprias decisões. importante item de exportação. O linho era vital para a importante indústria de tecelagem egípcia. inclusive o filho do próprio Faraó? De que instrumento Deus se valeu: a peste bubônica ou a poliomielite? Não sabemos.164 Pentateuco encoberta por "trevas espessas" (provavelmente uma tempestade de areia provocada pelo vento conhecido como cansim) (10. Este foi um dia que seria lembrado ao longo dos séculos. E m cada caso Deus d e c i d i u valer-se de desastres naturais para c o n f u n d i r o Faraó e os deuses do Egito (12. Os anos de escravidão são.22-23 estava prestes a se realizar. • A dureza de coração d o Faraó Veja em 4.1—12. Ê x 11. realmente amadurece um mês ou dois após a cevada. que poderia ter começado com uma inundação acima do normal.36: A m o r t e r o n d a a terra A preliminar havia terminado: a advertência de Deus em 4. assado sobre o fogo. Mas o povo não partiu de mãos vazias.31-32 Este é um detalhe que revela conhecimento da situação local. Foi do " p ó da terra" que eles saíram. a cheia anual ocorria entre junho e outubro. ou apenas os jovens das famílias mais importantes. ( F o r a m literalmente "todos" os primogênitos.21-29). demonstrando seu controle absoluto. de modo que no final o poder de Deus ficou evidente para todos. "piolhos": a palavra ocorre apenas aqui. Ele fez com que o "deus N i l o " trouxesse ruína em lugar de prosperidade. foi eliminado.24 O solo arenoso filtra a água. • 8. Mas para Israel era o início. • 7. Deus não interferiu. Este era o fim da linha para Faraó e seu povo. Veja "A Páscoa e a Última Ceia". o deus sol. . Os pães sem fermento evocam a rapidez da sua partida (não havia tempo para usar fermento c deixar o pão crescer). Esta estátua colossal d o Faraó Ramsés 11 (provavelmente o Faraó de Ê x o d o ) é um dos vários monumentos e construções que díío conta d o seu poder no Egito antigo. mas poupou e libertou seu p r ó p r i o p o v o .12). Ele fez distinção entre seu povo e os egípcios.

Êxodo do deserto? A nuvem e o fogo eram fenômenos sobrenaturais? Na Bíblia. • 13. apesar da tradição que havia em Canaã. As vezes também faltava água. • Como a l i b e r d a d e de Israel h a v i a s i d o comprada com a morte dos primogênitos dos egípcios. destruiu seu inimigo. é "mar de Juncos" (veja mapa na p. e o destacamento que perseguiu os escravos foragidos foi destruído — um golpe duro o bastante. após quatro séculos numa terra estranha Israel estava livre. Ê x 14: P e r s e g u i ç ã o ^ e desastre Presos entre o mar e as montanhas. 166). numa tradução mais exata.000 homens ( 1 2 . fazendo as paredes de água desabar sobre as tropas de Faraó. Quando os israelitas d e i x a r a m o Egito.8. Deus concedeu o maná. 2 5 O êxodo do Egito Êx 1 2 . . fica claro que Deus jamais exigiu o sacrifício de um filho. Primeiro Moisés conduziu o povo num grande hino de triunfo: Deus salvou Israel. 2 2 : F u g a n o t u r n a Como Deus havia previsto ( G n 15. embora o povo tivesse aprendido a sobreviver com pouca água e seus acampamentos tenham se espalhado para que se pudesse usar várias fontes de água a cada parada da viagem. Antes disso. mas o grande fato indiscutível é que Deus libertou o seu povo. A canção é um belo exemplo de poesia semítica antiga (veja "Poesia e Sabedoria". Mas Deus fez as águas retrocederem para que pudessem atravessar sãos e salvos. Esses acontecimentos deveriam ser comemorados de duas maneiras: • Durante um p e r í o d o de sete dias após a Páscoa as pessoas d e v e r i a m comer pães sem fermento. 3 7 — 1 9 .16 diz "quarta geração"). E entraram em pânico. afastando-se do delta do Nilo. • 13. 3 7 ) N m 11. Depois Miriã e todas as mulheres cantaram o refrão e dançaram de alegria.13-14). esta certamente era ela. seus "despojos" incluíam jóias d e prata e o u r o . os p r i m o g ê n i t o s da nação pertenceriam de forma especial a Deus e deveriam ser "resgatados". Contando mulheres e crianças. E assim Israel entendeu que eram verdadeiras as palavras de Moisés: "Vocês não terão de fazer nada: o S K N H O R lutará por vocês" (14. os israelitas enfrentaram seu primeiro grande teste de fé. 17-18 Não há menção do afogamento de Faraó. foram dadas instruções adicionais sobre a celebração da Páscoa: quem poderia participar e onde deveria ser comemorada. introdução). É possível que se usasse um número alto simplesmente para indicar "muitos". • Os ossos de José (13. 3 7 — 1 3 . onde Deus forneceu um carneiro para ser sacrificado no lugar de Isaque. 165: Ex 1 2 .14). sem que se tivesse feito um censo exato. Começa a viagem em direção à fronteira. Assim. Ê x 15. A vitória foi ganha às custas de Faraó. Pode-se questionar o tempo exato que o povo ficou no Egito ( G n 15.21 A coluna de nuvem era um redemoinho A oitava praga foi uma nuvem de gafanhotos que devastou o Egito. porém. Estes colares egípcios datam d a época d e Moisés. clamando a Deus e acusando Moisés de traição.18 O "deserto" era uma região de estepes na qual os animais podiam pastar. tanto a nuvem quanto o fogo são símbolos associados a Deus.19) Veja G n 50. • 600. e nem todos os carros de guerra se perderam. • 13. o total seria de 2 a 3 milhões de pessoas — um número bastante alto. em l e m b r a n ç a da f o r m a apressada como saíram do Egito. E em Nm 3. • Vs.16 Veja texto e ilustração de Dt 6.1-21: O c â n t i c o d e v i t ó r i a Sc houve uma vitória que merecia ser contada às gerações futuras.11-13 Deus escolheu os levitas para representar todos os primogênitos de Israel: "são meus". O "mar Vermelho". • 13.21 dá o mesmo número. Em capítulos subseqüentes fica claro que isso era gente demais para uma sobrevivência no deserto.24-25. com água pela frente e o exército do Faraó vindo ao encalço deles.15 A partir de G n 22. O povo estava indo para o leste.

Ali Deus estabeleceria sua aliança com a nação. Ê x 18: S á b i o c o n s e l h o O fardo da liderança era pesado e a sugestão prática de Jetro no sentido de reorganizar e delegar tarefas foi sábia.18-25).16 É possível que esse relato fizesse parte do Livro das Guerras do S E N H O R (Nm 21. Êx 15. . H f J s israelitas. ficava sentado. O " m a r V e r m e l h o " ( o u mar d e J u n c o s ) p o d e se referir à região d o s lagos A m a r g o s o u a o golfo d c S u e z . embora vários fenômenos naturais tenham sido sugeridos. e os nomes Massa e M e r i b á . Depois da "guerra santa" de Saul ( I S m 15). mesmo q u e mais p r ó x i m a ( 1 3 . santo. se rebelam. embora não fosse israelita.7-11). i I Miriá" pegou seu tamborim e liderou a dança após a travessia triunfal d o mar •Vermelho". para o s u l . 1 7 ) .6) Deus mostrou a Moisés o local. A travessia provavelmente aconteceu e m a l g u m l u g a r entre Q a n t a r a (46 km a o sul d c Porto S a i d ) e o norte d e Suez. Outra descrição aparece em Nm 11. era considerado um homem piedoso. Ê x 19: O a c a m p a m e n t o n o Sinai C o m o Deus p r o m e t e r a ( 3 . • Á g u a da rocha (17. Ê x 17.22 Os sacerdotes só passaram a existi! c o m o o r d e m após estes acontecimentos no Sinai..16) U m j a r r o c o m capacidade de 2 litros.8-16: A t a c a d o s ! Josué (o homem que seria sucessor de Moisés) liderou u m g r u p o seleto contra os amalequitas. Moisés levou o p o v o de Deus ao monte Sinai. Mas em questões religiosas. N o Egito havia abundância de peixe.20 e x p l i c a porquê.4). como j u i z .8-12 — e o contraste feito em H b 12. os amalequitas são pouco mencionados. não se acheguem a m u l h e r " — v e j a " p u r o e i m p u r o " . Os amalequitas possivelmente tentavam expulsar os israelitas de um oásis fértil. Aqui Deus proveria uma maneira de ensinar ao p o v o obediência e dependência diária dele. Fora do Egito: as peregrinações no deserto N ã o há certeza quanto aos locais mencionados nem q u a n t o à rota. falou.Pentateuco • A profetisa (20) Miriã certamente alegava ter sido a porta-voz de Deus ( N m 12. T r o v õ e s . Este incidente.2). • 19. Monte Sinai/Hcxebe . os requerentes ficavam cm pé.por 40 anos.33 Veja também H b 9. • 17. O a v a n ç o d e v e ler sido lento: n o m á x i m o entre I S e 2S km p o r dia. • 18. • Maná (16. E m vez disso. e começaram as reclamações. compare a experiência de Elias no mesmo local — l R s 19. descendo pelo oeste d a península • d o S i n a i .15 " P r e p a r e m . Ele foi bem recebido e seu conselho foi seguido. • 16. Sabe-se que a rocha calcária d o Sinai retém umidade.s e . a exemplo de Débora.7: C o n d i ç õ e s adversas No deserto.13 Moisés. foram para Sucote. terrível. de frutas e legumes — e não havia falta de água.13) Veja " C o d o r n i z e s " em Números.14. r e l â m p a g o s . uma profetisa posterior (Jz 4. ele aprendeu com Moisés (8-11). uma obra que não foi preservada.22—17.24-26. Esta substância foi o alimento básico dos israelitas durante 40 anos. Mas foi Deus quem deu a vitória.31) Não podemos saber com certeza o que era esse "maná". o povo logo ficou sedento e faminto — c rebelde. • Codornizes (16. mas é possível que tenha acontecido logo após o incidente registrado em Ê x 4.7-9. . enquanto Moisés levantava seus braços em oração. 1 2 ) .14). inacessível. tornaram-se sinônimo de rebeldia (veja H b 3. f o g o e terremoto anunciaram a presença de Deus e demonst r a r a m seu p o d e r (20. N ã o fica claro quando Zípora retornou para casa. Oeos dii que deverão ficar no deserto. Não demorou. t r i b o n ô m a d e descendente de Esaú. a o s u l . em L v 15. v o l t a r a m para o norte antes d e atravessar e. • G ô m e r (16. assustados tom os relatos de gigantes na terra.4. • 19. O S e n h o r D e u s . c cessou de repente quando entraram em Canaã. O s israelitas n ã o p e g a r a m a rota costeira. Jetro. Mas eles marcham para Canaã — e são denotados. p o r q u e não estavam p r o n t o s para e n c o n t r a r as forças d o s filisteus. BK Moisés envia homens para espionai a letra de Canaã — eles vão até Hebrom e voltafn. novamente. (¡alto de Suez.

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C . • H á uma só lei para todos.37-40).1-21: O s D e z M a n d a m e n t o s No princípio. demonstrando a preocupação de Deus pela vida toda. Não terás outros deuses diante de mim. o u seja."' Palavras iniciais d o s Dez M a n d a m e n t o s . • Não há divisão entre a lei civil e religiosa. Os mandamentos demonstram a preocupação de Deus com todos os aspectos da vida humana. a c o m p a n h a d a s p o r " b ê n ç ã o s " ( p .168 Pentateuco Êx 20—40 Leis e um tabernáculo para Deus • • • "Então. que te tirei do Egito. Deus pronunciou as palavras que deram origem à v i d a . Deus falou Iodas estas palavras: 'Eli SOU O SliNHOR. principalmente os tratados entre suseranos e seus vassalos (veja 'Alianças e tratados no Oriente Próximo"): T í t u l o : identifica o autor da aliança (2a). os mandamentos se resumem a amar a Deus e ao nosso "próximo" (Mt 22. isto c. Ê x 20. Embora semelhante cm forma a outros códigos de lei da Ásia ocidental antiga. pouco importando a posição social do indivíduo.7b). estrangeiros).. o sexo. do Criador). e as sete restantes. Este resumo e ponto culminante d o pacto ou da aliança de Deus com seu povo estabelece uma norma ética básica que se aplica a todos os povos de todos os tempos (já que estas são as instruções d o "Fabricante". teu Deus. Consiste em "julgamentos". P r ó l o g o h i s t ó r i c o : descreve as relações passadas entre as duas partes (2b). preservadas na arca da aliança. leis civis. Deus nos fez: quem mais pode determinar a melhor maneira de viver? Escritas em tábuas de pedra. Na Bíblia.1-3 Este é local d o acampamento israelita diante d o monte Sinai. Agora Deus pronuncia as palavras que orientam o viver. leis casuísticas. Êx 20. viúvas. ex. O b r i g a ç õ e s impostas a o vassalo (3-17). delimitadas (para cada crime um castigo específico). Na forma elas seguem o padrão dos tratados conhecidos n o Oriente Médio no século 13 a . o código judaico tem várias características distintas: • O código como um todo se baseia na autoridade de Deus. A maioria dos códigos orientais lida apenas com questões legais: a religião e amoral são tratadas em outro lugar. a propriedade. ao relacionamento das pessoas entre si. e "estatutos" o u ordens diretas. da terra da escravidão. Ê x 20. impõe respeito pela vida humana. essas dez "palavras" constituíram a base da lei de Israel. não de um rei..22—23. é o registro mais antigo que temos da lei judaica. . revela um conceito elevado da vida humana. morais e religiosas são inseparáveis. As primeiras três "palavras" dizem respeito ao relacionamento d o povo com Deus. a palavra e o pensamento. Como Jesus disse. Deus estabelece os padrões para os relacionamentos familiares.33: O c ó d i g o d e leis Esta seção.12b) e "maldições" (5. 6. • O fato de haver penalidades fixas. Merecem destaque especial as leis que protegem os fracos c indefesos (escravos. órfãos. conhecida como "o livro da aliança".

• 22. a bestialidade (característica da religião cananéia) c a prática da aios homossexuais (veja Lv 20. na tentação dc Jesus no deserto. justiça e direitos humanos (23.Estas são as leis de um Deus que se importa. • Viram o Deus de Israel (9-11) N o Oriente Médio.12-32). da colheita dos primeiros frutos e do encerramento da colheita (23. homicídio c ameaças à vida humana (21. no episódio dos espias em Canaã. • 23. • 23. ofensa. 1 3 ) : os direitos dos escravos (21.1-17.14-19). semelhantes à tenda dc Deus (o tabernáculo). como sinal visível de que este era seu p o v o . Deus os guiaria e acompanharia aonde quer que fossem. Ele e Arão seguraram os braços de Moisés em oração durante a batalha com os amalequitas (17. Por exemplo. não uma carnificina sem fim. cada uma das partes estava jurando mantê-lo sob pena dc morte. pois a rebeldia de Israel ainda não havia condenado o povo a passar 40 anos na península do Sinai. Na área dos relacionamentos pessoais. A estrutura da tenda propriamente dita era revestida com cortinas de linho. • Ela não ficará livre (21.18 A feitiçaria é condenada também no NT (At 13. propósito e um plano para a vida. com detalhes. Muitos dos materiais usados foram trazidos '•Ilido que Israel precisava inicialmente para ser salvo tio Egito era aceitar a liberttição que Deus estava operando. obrigações sociais c religiosas (22. Agora é introduzida a idéia tie que a obediência é necessária assim como a/é. Êx 24: S e l a n d o a a l i a n ç a 0 povo aceitou a aliança e esta aprovação foi formalmente selada por um sacrifício especial e por uma refeição tomada pelos representantes do povo na presença de Deus. • Leis relativas às três festas principais — festa dos pães sem fermento.19).31 Aqui.11 A terra também merece descanso: Deus preserva e alimenta os animais selvagens assim como cuida da humanidade. não se trata de uma planta completa.22-26) • Leis civis ( 2 1 . mas a pena de morte era a sentença a ser aplicada naqueles tempos do AT.10. C o l e " O decálogo.7) O senhor dela ainda é responsável por sua escrava-esposa. • 22. deu forma. embora a descrição seja minuciosa. em outras palavras.1-13). • Hur (14) Obviamente trata-se dc uma pessoa importante cm Israel.. 1 5 ) . A ilustração à p. roubo e dano à p r o p r i e d a d e ( 2 1 .13 e nota em Lv 18. A passagem pode ser resumida da seguinte forma: • Instruções gerais sobre culto o u adoração (20. na jornada de Elias ao Horebe. fazer uma refeição com alguém é uma forma toda especial dc se (cr comunhão com essa pessoa. foi sobre a ruchu Saltclu IÍIIS Tábuas ida leij que a civilização <H illcilllll loi edificada. a vida sedentária e agrícola que Israel teria na terra de Canaã. Jesus excluiu por inteiro a possibilidade de vingança ( M t 5. c no período entre sua ressurreição e ascensão. • Quarenta dias e quarenta noites (18) Certos números têm significado especial na Bíblia.16-31). Estas fronteiras "ideais" — do golfo dc Acaba ao mar Mediterrâneo. o "mar Vermelho (ou mar dos Juncos)" é claramente o golfo de Acaba.22) eram crimes para os quais estava prevista a pena dc morte. desonrados ( L v 10. • Nadabe e A b i ú (1) Dois dos filhos de Arão. Embora culturas orientais anteriores tivessem tido temporariamente a noção de que a justiça agradava aos deuses.23-24 A vingança ou retaliação tem limites rígidos: uma vida por uma vida. sobre as quais havia uma cobertura de pano feito de pêlos de cabra. Estes regulamentos ampliam. A ." K.27). Êx 25—27: O t a b e r n á c u l o Deus havia tirado o povo do Egito. o teto dessa tenda podia ser horizontal ou erguido com uma estaca. 'Icmplos |x>rtáteis. que mais tarde acabariam morrendo." . Esta é a famosa Lei do Talião: um regulamento que se destina aos juízes no tribunal. encimada por dois revestimentos impermeáveis (feitos de peles de carneiro tingidas de vermelho e de couro fino). do Sinai ao rio Eufrates — foram atingidas por um breve período na época de Davi e Salomão. O sangue aspergido sobre o povo e sobre o altar uniu as duas partes no acordo. o resumo de Èx 20. faltam alguns pontos ou detalhes. 19. 1 — 2 3 . Agora. O autor quase não tem palavras para descrever a comunhão indescritível que se seguiu ao sacrifício e completou a aliança. e eles saberiam que Deus não era uma divindade local cujo poder se limitava ao Sinai. • 21. Deus deu a Moisés instruções para construir uma tenda especial: Deus devia ter uma morada como as dc seu povo e viver entre eles. Estabelecera os termos da sua aliança e estes foram aceitos.1-11). Aqui. um Deus que é "misericordioso" (22.1-2).19 No Israel antigo. • As intervenções de Deus em favor de seu povo obediente (23.12). De fato. 177 mostra a estrutura básica c a posição da mobília. já eram construídos no Egito no período anterior ao êxodo.. 3 3 — 2 2 .38-42). prefabricados. O número 40 aparece em praticamente cada nova etapa da história de Israel: no relato do dilúvio. A legislação tem em vista o futuro.20-33).

4-9): "Ouve. O d o m d e Deus ao seu p o v o "Eu sou o SENHOR. Ali. e dez é o número que simboliza aquilo que é completo. acolhem a lei e prometem cumpri-la. que aparecem em Êx 20.22). Agora.19). mas requer-se.7). não apenas u m a lista de regras. É a palavra bem pessoal que Deus fala ao seu povo. os Dez Mandamentos são.13. teu Deus. de bom grado. Oqueéa"Torá"? A palavra hebraica "torá" é. pois as histórias e também as leis nele contidas eram instrução para o povo. Oito dos mandamentos têm formulação negativa ("não. Maimónides ciai.").28. a palavra veio a ser usada como título do Pentateuco. Em termos de genérico e específico. havia também a necessidade de ser sele- Sua importância se deve ao fato de terem sido as únicas "palavras" faladas diretamente por Deus. só então ele conclama o povo a mostrarse agradecido e ser o b e d i e n t e . Entretanto. Diferentes t i p o s d e lei Algumas leis são mais amplas e universais do que outras.1. dizendo-lhe como deve viver. Israel. mas estes simplesmente definem o espaço ou os limites dentro dos quais os israelitas podiam viver com segurança. Amarás o S E N H O R teu Deus de todo o teu coração.1-17. mas isto é reflexo da flexibilidade com que a Bíblia em seu todo trata dessa questão da lei. Existe outra passagem que traz os Dez Mandamentos na íntegra: Dt 5.170 Pentateuco Um estilo de vida: os Dez Mandamentos Philip Jenson Tendo saído do Egito. Foram gravados em pedra para mostrar que." A forma positiva do primeiro dos Dez Mandamentos é esta: "Não terás outros deuses diante de mim" (Dt 5. por causa de desobediência (Êx 20.5). No AT. Dt 4. lei é muitas vezes considerado algo universal e impessoal. que o povo de Deus viva de maneira que agrade a ele. Mais tarde. Primeiro Deus salva. para todos. "Torá" é. "A Torá é verdade. são válidos para sempre. No NT aparece o mesmo padrão: a nova vida em Cristo está disponível. literalmente. Todas as outras leis vieram por meio de Moisés (Êx 20.. 10.4). disse Jesus aos seus discípulos (Jo 15. aparecem pequenas variações. onde fizeram uma aliança com Deus. traduzida por "lei". então. por graça. Diante do que Deus havia feito por eles... mas o Pentateuco insere os mandamentos num contexto histórico e teológico todo espe- . é lâmpada para os pés e l u z p a r a o caminho d e rodos que p r o c u r a m segui-la. Na comparação entre as versões de Êxodo e Deuteronômio. "instrução" ou "ensino". que te tirei da terra do Egito" (Êx 20. A lei que Deus d e u a seu p o v o era um eslilo d e v i d a .1). os membros do povo de Deus. o Decálogo (Êx 34.10).5). permanecereis no meu amor". o S E N H O R nosso Deus. as "dez palavras". o SENHOR é um. Deus entregou os Dez Mandamentos. dizendo quem é Deus e como o povo deveria viver. os israelitas chegaram ao monte Sinai. A forma positiva do "mandamento" é o famoso Shemá (Dt 6. "Se guardardes os meus mandamentos. e de graça. onde se enfatiza que esses são os mandamentos e que não haveria outros (Dt 5.6-21. Deuteronômio faz distinção entre "o mandamento" e "os estatutos e juízos" (Dt 6. geralmente. para sermos mais exatos. e estas se encontram em Êx 21—23 e Dt 12—26. com a finalidade de possibilitar ao povo cumprir a sua parte do acordo (ÊX 19. mas este não era o propósito maior do mandamento. os Dez Mandamentos constituem um meio-termo. em princípio. Vários mandamentos aparecem em outros documentos de natureza ética ou em códigos de leis. Era possível incorrerem castigo. e o objetivo de conhecê-la é viver segundo ela". São dez ao todo.. Nas palavras d o salmista. Outras leis são bem específicas. Eles têm por objetivo apresentar um quadro abrangente da vida de obediência a Deus.2): esta é a base para tudo o que segue.

• Os primeiros quatro (na contagem reformada) tratam da questão fundamental da atitude do povo de Israel em relação a Deus. Códigos de lei no mundo antigo Há vários paralelos entre os mandamentos da Bíblia e as leis que aparecem em códigos elaborados por vizinhos do povo de Israel. em parte alguma se encontra a mesma concentração de mandamentos num mesmo texto. • 0 mandamento do sábado já faz a conexão entre a atitude em relação a Deus e a atitude em relação ao próximo. ele deverá restituir trinta vezes mais. ou um barco. Mão cobiçar 1. deverá restituir dez vezes mais. 0 nome do Senhor 3. Não roubar 8.•ocio 171 tivo. Não dar falso testemunho 10. que dizem respeito ao comportamento na comunidade. a necessidade de matar no contexto das guerras era tão evidente que nem era preciso discutir essa questão! É possível que. As leis mais específicas examinam casos mais difíceis e estabelec e m diferentes níveis de desobediência e castigo. ou um jumento. Por exemplo. Há diferentes sistemas denumeração dos mandamentos. Não dar falso testemunho testemunho 9. 0 nome do Senhor 4 . como se vê em Êx 21. Não roubar 8. Não adulterar 7. Não roubar 9. não fazer imagens não fazer imagens 2 . Entretanto. Não cobiçar 10. Honrar os pais 5. Introdução 1. há diferença entre crime culposo (involuntário) e crime doloso (intencional). Não adulterar 8. Não ter outros deuses. Jesus reafirmou esse vínculo em seu resumo da lei em dois mandamentos (Mt 22.15). ao passo que. Não matar 6. pois esse quadro só podia ser apresentado de forma esquemática. e já podemos ver isso em andamento nos mandamentos mais longos. ou uma ovelha. Abaixo aparecem algumas das opções de numeração: Judaica Católica/Luterana Reformada 1. a proibição das imagens é um mandamento distinto. Não fazer imagens 3. se a propriedade é de um vassalo. mas todos aceilavam a autoridade mais ampla e abrangente dos mandamentos. em grande parte. devido. Não malar 7. Não ter outros deuses. Por exemplo. de tempos em tempos.1). mas. Não cobiçar a mulher . Não adulterar 7. e não havia previsão de pena de morte por causa de roubo (Èx 22. no código do rei babilônio Hamurábi {foto ao lado) aparece o seguinte: "Se um cidadão roubou um boi.Sábado 4 .Sábado 4.2 é visto como o prólogo. A lei do sábado se fundamenta tanto na criação (Êx 20. se for propriedade do templo ou da coroa. 0 nome do Senhor 3. •iò tradição reformada (seguida neste artigo). Honrar os pais 5. Não dar falso 9. se o ladrão não tiver como restituir. e o duplo "não cobiçarás" forma um único mandamento. ou um porco.12-14. No contexto israelita. Em muitos casos também há significativas diferenças no que diz respeito a detalhes. deverá ser morto". Não ter outros deuses 2. A interpretação dos mandamentos 0 que significa "não matarás"? Nem sempre está claro o que um mandamento significa. 2 . Não cobiçar a casa 10. pois nem mesmo a um escravo se permitia que trabalhasse no dia que Deus santificou. Sábado 5. Estes introduzem os mandamentos seguintes. (Lei 8) Em Israel. Não matar 6. à mudança das circunstâncias. se chegasse a conclusões diferentes. Honrar os pais 6. Ornais i m p o r t a n t e em p r i m e i r o l u g a r A ordem dos mandamentos é altamente significativa. não havia diferenças de classe.36-40). Os mandamentos pedem para serem interpretados e aplicados.10) como no êxodo (Dt 5. Êx 20.

. Israel não procurava cumprir a Lei para obter salvação. Ser obediente a Deus é uma resposta à salvação. fundamentado no amor a Deus e ao próximo. o único outro mandamento positivo é o que manda honrar os pais. uma ênfase que Jesus aplicou também a outros mandamentos (Mt 5. . No final. não antes. Em consonância com outros textos bíblicos. Os profetas fizeram severa crítica àqueles que tentavam subverter ou descartar os mandamentos (Am 8. e os Dez Mandamentos. trazendo salvação. procuram estabelecer um reino de justiça e paz. a sociedade entraria em colapso e os objetivos que Deus tem para a família de Abraão não seriam alcançados (Êx 19. Este aponta para o valor fundamental no desdobramento da lei: estabilidade e harmonia na família. Letra e espírito O contexto. o décimo mandamento vai além da ação externa e trata da motivação interior. Marcus Maxwell Depois do mandamento do sábado. Cristo já morreu e ressuscitou. É o único mandamento que vem acompanhado de promessa (Ef 6. pois. Já atravessamos o mar Vermelho. a lei. de forma especial. Os cristãos não tentam ser bonzinhos para chegarem ao céu. Também Jesus criticou seus contemporâneos por interpretarem os mandamentos de forma muita restrita (Mt 23.. Deus já agiu.2).172 Pentateuco "A Lei foi dada depois que Deus havia salvo o seu povo. o conteúdo e o tom dos Dez Mandamentos refletem uma consciência de que o espírito da lei era tão importante quanto a sua letra. sem honra.5). e não um pré-requisito para a mesma". de modo geral.5-6).21 -48).23).

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Deus estabeleceu os termos que possibilitariam sua morada entre seu povo. polidas e gravadas (como as de A r ã o ) .20 A orelha para ouvir e obedecer a Deus. a acácia é uma das poucas árvores que cresce ali. • Estola sacerdotal (25. Deus mobilizou todas essas habilidades para a construção do seu tabernáculo. 3 é uma das primeiras referências ao "Espírito de Deus". a didraema (duas dracmas) tornou-se o imposto anual do templo ( M t 17. Ao tempo do NT. Ele estaria com seu povo.42 A exigência de roupa de baixo para os sacerdotes contrastava com a nudez ritual de outras religiões. • 28. o sacerdote também devia estar vestido adequadamente. O u r o e prata eram forjados e deles se faziam padrões bastante elaborados. Arão e seus filhos deviam ser purificados e vestidos. • Arca da aliança (ou d o testemunho) Esta era uma caixa de madeira transportada com varas. era extraída do molusco m ú r e x ) . a p ú r p u r a . Assim. mas como convém àquele a quem ele serve e representa.13 O imposto era uma pequena quantidade de prata (6g). não por causa dele. e ter seus pecados expiados por sacrifício para poderem assumir seu cargo.37 As lâmpadas do candelabro eram a única fonte de luz no tabernáculo: o santo dos santos ficava completamente escuro." J o n a t h a n Sacks A arca da aliança era feita de acácia. para que o tabernáculo de Deus fosse o mais digno possível o u estivesse à altura de Deus.1-11: H a b i l i d a d e s especiais Q u a n d o Deus escolhe as pessoas para um trabalho específico ele também as capacita para essa tarefa. Alianças tem a ver com deveres em vez de direitos.24).2). que as pessoas podem adorar do jeito que bem entenderem. Também eram p r o d u z i d o s b o r d a dos finos. Não se sabe exatamente como eram usados para descobrir a vontade de Deus.22m x 76cm x 76cm. E x 28—30: O s sacerdotes e seus deveres Se o tabernáculo de Deus devia ser um lugar de beleza e esplendor. mas não podia haver familiaridade. usada pelos ricos. • 29. que podiam ser usadas e transportadas com facilidade. Os povos do O r i e n t e M é d i o antigo eram hábeis na arte de fiar. O s sacerdotes e todo o equipamento deviam ser separados especialmente para o serviço do Senhor. A madeira é escassa no deserto do Sinai. • 30. O pecado desqualifica todos de entrar na presença de Deus. • A consagração Cada elemento dessa elaborada cerimônia indicava a "alteridade" o u "distância" de Deus. • O Urim e o Tumim (28. Q u a n d o não havia bancos. Enfatizam o bem comum ao invés do benefício pessoal.30) Dois objetos que representavam "sim" e "não". a de representante do seu povo. e mais tarde a vara de Arão. As pedras preciosas gravadas com os nomes das doze tribos indicam sua outra função. não nos contratos. • 25. mas na aliança. e a figura do sumo sacerdote e a legenda em " O Sacerdócio no A T " ..2-3) e voluntariamente ofertados pelos israelitas. do Egito (11. além disso u m pote de maná. que é uma das poucas áivores que cresce no clima seco d o "deserto" d o Sinai. . A arca era o símbolo visível da presença de Deus.7) Veja 28. Suas vestes tinham o propósito de lhe conferir "dignidade e beleza" (28. Pedras preciosas e semipreciosas eram lapidadas. tecer e no uso de corantes naturais (o escarlate era obtido do inseto conhecido como cochonilha. fazendo expiação pelo seu pecado.33-34) Provavelmente para garantir que ele não entrasse na presença de Deus sem se anunciar.J o y Davidman "O conceito bíblico de sociedade se baseia. Nela eram guardadas as duas pequenas tábuas de pedra em que estavam escritas as "dez palavras". 0 homem só poderia aproximar-se de Deus nos termos que Deus havia estabelecido. O Deus vivo não é um ídolo impotente. revestida de ouro e medindo cerca de l. As peles provinham dos rebanhos dos próprios israelitas. O v. As habilidades destes artesãos são dons espirituais para o serviço de Deus e os nomes dos dois entraram para a história. a mão e o pé para trabalhar para ele. • Os sininhos na barra da sobrepeliz de Arão (28. Ê x 31.. Os "querubins" provavelmente eram esfinges aladas com semblantes humanos que representavam os espíritos mensageiros de Deus. era prático converter as riquezas em jóias.6-14.

talvez alguns líderes. mas seres humanos só podem ver Deus em sua passagem. Cole). Tal pecado não podia deixar de ser castigado. mais provavelmente adoradores pegos ao acaso.11) N m 12.14 Deus levou em consideração a reação humana.simbolo d e fertilidade e foiça n o Egito. mas Israel foi salvo pela oração altruísta de Moisés. • Face a face (33. " I r m ã o " significa compatriota. sem a presença de Deus. E Arão. a terra prometida não seria nada. • Peço-te que me mostres a tua glória (33. Êx 3 1 . não só fez o bezerro. e não p o r enigmas". mas agindo de maneira diferente. Êx 3 2 : U m b e z e r r o d e o u r o para a d o r a r Apenas seis semanas após fazerem o voto solene da aliança com Deus. As tábuas quebradas p r o c l a m a v a m dramaticamente que a aliança havia sido rompida. com sua '"casa".A. A resposta de Deus o incentivou a pedir que Deus se revelasse a ele em todo o seu esplendor. Mais uma vez Moisés intercedeu pelo povo num momento de crise. por mais que Deus os tivesse libenado" (R.17: Cansadas de esperei por Moises. somente nas coisas que ele fez. como também o identificou com Deus. A obediência nisto c uma prova da sua obediência a üeus também em outras áre. "Eles eram um povo escravo. • 32. que ainda tinha a mentalidade de escravos. o dia do descanso. foi recentemente rinonlrado em Israel.26-29 " Q u e m é do SüNHOR?" A própria tribo de Moisés. os levitas.is.46-50).1 8 : U m d i a d e d e s c a n s o A maneira como o sábado. o sumo sacerdote de Deus. Ê x 33: A g l ó r i a d e D e u s Deus não voltaria atrás na sua promessa. mas Israel perdeu a presença dele e. os israelitas persuadiram A r ã o a fazer-lhes um b e z e r r o de o u r o . . 1 2 . Este pequeno bezerro (foto). O que se seguiu foi uma "guerra santa": alguns foram castigados como exemplo. se colocou do lado de Moisés.18) Moises queria ver Deus como ele é. é observado é um indicador da saúde espiritual do povo. nem tanto "arrependendo-sc".8 acrescenta como explicação: "claramente. o povo pediu uma réplica dos antigos deuses do Egito. • 32. Mas até laços de família eram menos importantes que lealdade a Deus (veja as palavras de Jesus: Mt 12. que lhes truriu a lei d e Deus. A morte era a penalidade para aqueles que violassem a aliança.

pois isto significava que Deus estava chegando para falar com eles. • A seguir.42-46. no sangue derramado. ex. a grande ênfase é a presença de Deus. No dia em que essa estrutura finalmente ficou pronta e foi erguida.34-38). 29.7). Foi durante a permanência naquele lugar que. Esta ênfase é expressa de duas maneiras: • Há uma série de textos que tratam deste assunto (p. Deus os trouxera para junto de si e. O Senhor de fato tinha vindo para habitar entre o seu povo. m o n t a d a d e n t r o d e u m espaço f e c h a d o o n d e e r a m o f e r e c i d o s o s sacrifícios. Moisés apresenta ao povo a lei de Deus. e a glória do S E N H O R encheu o tabernáculo" (Êx 40. A cerimônia A cerimônia descrita em Êx 24 coloca a entrega da lei em seu devido contexto. Tudo o que Deus havia feito tinha em vista este propósito final: "habitarei no meio dos filhos de Israel" (ÊX 29.6) significa que é por meio do sangue derramado que o povo pode chegar ã presença de Deus. Ali Deus havia habitado no meio deles e eles viram a manifestação visível da presença dele. • Mas Deus não estava apenas dando-lhes algo que pudessem lembrar. as pessoas podem ser trazidas a Deus e desfrutar da sua presença. c o m dou i c o m p a r t i m e n t o s . armando a sua Tenda entre as tendas deles. Ele é. O tabernáculo representa a plenitude e o ponto alto da redenção do povo de Deus. "a nuvem cobriu a tenda da congregação.18 com 40. esse relacionamento deveria ser permanente. 40. eles providenciaram materiais que seriam usados na construção de uma complexa tenda que viria a ser chamada de "tabernáculo".176 entateuco A importância do tabernáculo Alee Motyer O t a b e r n á c u l o o r a u m a t e n d a p a r a D e u s . instruídos por Moisés. Ao fixar residência entre eles. e Moisés bor- rifa o povo com a outra metade do sangue (v. caminhar com eles.34). q u e m e s t a v a n o c o m a n d o e r a m o s s a c c r d o u l e levitas.4).7: "Farei com que vocês sejam o meu povo". Ê X 25.8)..7).43-46). • O povo se compromete com uma vida de obediência. Mas uma vez feita expiação do pecado. com suas 12 colunas (v. ou seja.22. A presença d e Deus E que dizer da outra metade da promessa de aliança? Deus havia dito também: "e eu serei o seu Deus" (ÊX 6. O pecado inevitavelmente significa morte. O tabernáculo representa algo ainda mais intenso ou profundo do que a experiência no Sinai (compare 24. 0 povo de Deus estava acampado junto ao monte Sinai. o Deus deles. C . Eles não ficaram A idéia básica d e u m a estrutura portátil é atestada n o lígito desde antes d e 20üt) a . criando uma identidade entre eles e o sacrifício feito por eles tanto inicialmente como pelas fraquezas e pecados do dia a dia. simboliza que todo o p o v o de Deus estava na presença dele (pois havia 12 tribos de Israel). Deus queria que o seu povo sempre levasse consigo os valores aprendidos no monte Sinai. o Senhor realiza esse segundo tipo de identificação com o seu povo.16-22). Em toda a narrativa que trata do tabernáculo. Dela faziam parte os seguintes elementos: • O altar. de fato. o monte Sinai representa o cumprimento de metade da promessa de aliança feita em Ê X 6. A verdade foi expressa numa pedra. deu-lhes um meio de viverem e andarem com ele. É ela que é o padrão de obediência que Deus requer do povo comprado com sangue (v. Ele decidiu habitar entre eles.35). Naqtxi tj espaço. Assim. • Derramar a metade do sangue do sacrifício no altar (v. ele traz afastamento da presença de Deus. O s exemplos qur I \ f o r a m e n c o n t r a d o s possuem unia estrutura d e viga*! f .8. Todos os dias eles olhavam com temor para a nuvem que cobria a monte (Êx 19. Este é o significado maior do tabernáculo.

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1-37). toda a estrutura do tabernáculo expressa verdades claras e maravilhosas. que Deus quer que seu povo o adore segundo a vontade dele e não como o povo imagina que deveria ser (veja Mc 7. O tabernáculo é um resumo visível das afirmações centrais da Bíblia: que Deus habita em seu povo (ICo 3. vã e sem sentido (veja. a arca.17-22. e que somente através de sacrifício e sangue derramado é que os pecadores podem ter comunhão com o santo Deus (veja Ef 2. para mostrar que o ser humano somente podia se aproximar de Deus por meio de sacrifício. oração e a eficácia do sangue derramado. A partir de Êx 25. Nós até podemos ficar impacientes e nos rebelar. Esta santidade era a razão por que Deus habitava sozinho (pois ninguém está à altura da santidade dele) e também a razão por que por meio de sangue um pecador podia chegar à presença dele (pois o sangue mostra que uma vida foi entregue em pagamento pelo pecado). depois a cobertura (26..13). passo a passo. É uma narrativa bem ordenada.31-32. quando. mas. se tornaria cada vez menos importante. com o passar do tempo. seguido pelas coisas que estavam dentro dele. . A arca d a a l i a n ç a Bem no centro dessa religião teocêntrica ou dirigida pela vontade de Deus estava a arca. Depois dele. Ao contrário. Hb 10.14). sobre o qual era derramado o sangue do sacrifício (Êx 25. o tabernáculo expressa a verdade de que o Senhor decidiu morar entre o seu povo.6-13). Tudo apontava para ela. a declaração verbal suprema da santidade de Deus (ÊX 25.16-17) levavam até ela. em última análise.16. pensando bem.1-6). os detalhes da execução do projeto (Êx 35—40). Ef 2. o altar e o pátio (27. Is 29. Três entradas correspondentes (Êx 26. em todos os detalhes. pois o propósito de se entrar no pátio do tabernáculo era ter acesso à presença de Deus. Mas isso seria o mesmo que começar pelo que é visível. mas Deus é paciente e insiste em continuar. a ordem é surpreendente e inesperada. Desta forma. Portanto.10. ex. Agora. a descrição deixa de lado o interior e se volta para o exterior: a mobília. p.19-22).1-8).1-19). no texto. Sempre de novo a Bíblia desmascara a tendência humana de adaptar a religião às suas próprias necessidades e expectativas. não os homens e suas necessidades. o próprio Deus garantia a realidade sempre atual e constante de sua presença. quando este descia para estar com o seu povo.36-37.11-18.16). na verdade. 27. ela será. aparecem. o tabernáculo resume uma verdade bíblica fundamental sobre religião: ela precisa ser moldada pela natureza e vontade de Deus.16-33? Por que dar destaque a cada nova fase do projeto? Certamente para enfatizar esta grande verdade: que nem mesmo os mais audaciosos e obstinados atos de rebeiião humana podem levar o Senhor a desistir de seu propósito de morar entre o seu povo. Uma r e l i g i ã o c e n t r a d a e m Deus Portanto. habitando entre eles. A narrativa do tabernáculo é interrompida e manchada pelo episódio do bezerro de ouro (Êx 32—34). O fator determinante é Deus e sua natureza. se a religião não corresponder com a vontade de Deus.10-40). Seria de esperar que o "edifício" viesse em primeiro lugar. o altar do incenso (30. e a vontade de Deus determina todo o plano da grande Tenda e de sua construção.19-25). Antes desse ato de rebeldia aparece. e o propiciatório (a tampa da arca). a mesa e o candelabro (25. Ele decidiu fazer isto segundo o que ele mesmo havia planejado e nada poderia leválo a mudar de idéia. Por que temos de acompanhar o processo de construção do tabernáculo nos mínimos detalhes? Não bastaria o resumo que aparece em Ê X 40. Lv 16. o projeto do tabernáculo (Êx 25—31). Dentro da arca estavam as tábuas da Lei. Ao longo do caminho que levava à arca ficava o altar dos holocaustos (Êx 27. o tabernáculo existia como o indispensável "invólucro" para o Deus invisível.78 Pentateuco com o brilho desvanéceme de uma experiência que.

Durante 300 anos. símbolo visível da presença de Deus. eles não deviam esquecer a lei do sábado. Q u a n d o a obra terminou. rumo à rerra prometida. e as vestes dos sacerdotes ficaram exatamente como Deus havia prescrito. 179 suas decorações. O s primogênitos de Israel pertencem a Deus. Arão e seus filhos foram ungidos para o serviço. A longa comunhão de Moisés com Deus foi demonstrada em sua face quando ele voltou para junto do povo: ele começou a refletir um pouco da glória de Deus (veja 2 C o 3. O s artesãos foram ao trabalho. Deus instruiu Moisés a que armasse e organizasse o tabernáculo. e o lugar ficou cheio da luz resplandecente da glória de Deus. Deus demonstrou sua satisfação.18). simbolizando a renovação da aliança p o r parte de Deus. ao estarem muito ocupados com o plantio e a colheita. o povo entregou suas ofertas e o tabernáculo. . até ser substituído pelo Templo na época de Salomão. Deus t i r o u seu p o v o d o Egito. N o futuro. Êx 3 5 — 4 0 : M o n t a n d o o tabernáculo de Deus Estes capítulos registram como as instruções dadas nos caps. 25—31 foram cumpridas ao pé da letra. Esta seleção específica de leis foi influenciada pela recente idolatria de Israel e também pelas futuras tentações representadas pela religião dos povos canancus. Os primeiros frutos deviam ser trazidos a Deus. cobriu a tenda. Israel não deveria lançar mão da prática comum entre os cananeus de cozinhar o cabrito no leite de sua mãe com o propósito aumentar a fertilidade. A nuvem. já que era ele quem tornava a terra fértil. mas seriam "comprados de volta" o u resgatados — não deveria haver sacrifício de crianças como em Canaã. para que fosse consagrado. Quando tudo ficou pronto. guiando-os pela região montanhosa e semi-árida da península d o Sinai.êxodo Ex 34: A r e n o v a ç ã o d a a l i a n ç a As tábuas foram gravadas novamente. o tabernáculo de Deus foi o centro da adoração do povo de Israel.

A o f e r t a p e l o p e c a d o p o r ignorânc i a (4. L v l — 7 saúde e higiene. foi organizado por um escritor as boas novas começaram a ser pregadas entre os que viveu depois do tempo de Moisés. à medida que se encontra hoje. e isto explica a leis a respeito de pureza. inicialmennão exigia moralidade e santidade." (Lv 19. sacerdotes (6. essencialmente um texto destinado aos sacerdoo "único sacrifício que moralidade e santidade tes. a de vida e adoração estabelecidas em Levítico são necessidade que os seres humanos têm do percentradas numa única afirmação: dão. As regras detalhadas princípios básicos.6). O povo de Deus deve ser distinOs sacrifícios to e diferente das nações à sua volta. 7. mais importante ainda. A o f e r t a d e c o m u n h ã o o u o s sacrifío cuidado adequado pelos pobres. Não está claro qual o relacionaAqui a Carta aos Hebreus ajuda (e serve de excemento entre esta oferta e a oferta pela culpa lente "comentário"). baseia-se nos uma oferta de ação de graças.13. e a própria descrição de sacrifíoferta em que o animal inteiro era queimai cios de sangue é repulsiva para muitos. em grande parte. e. Os muitos pensam que o material. vocês. que Cristo remove o nosso pecado. aos obediência e fé. 3. Também não mais se aplicam na tradição judaica e cristã. cuja religião Essas instruções se d i r i g e m . 1 — 6 .1—5. o caráter imutável de Deus. um símbolo de dedicação. Muitas das detalhadas regras de saúde No Sinai. o povo de Israel entrou num relacioe higiene também pertencem. pois Questões de conduta. unia os ofertantes como família e / o u comuou seja. 2. É mais se aplicam. a namento todo especial com Deus. n u m segundo momento.11-36): restabee pela terra. Um relaciote. sou santo.8-13): a única alguns curiosos. que deverão instruir o povo. Elas dizem respeito a Levítico não é muito lido pelos cristãos de cinco tipos de sacrifícios: hoje. Sempre de novo aparece o refrão: " O S E N H O R disse a Moisés. eram feitos entre um rei poderoso e uma nação de menor O que permanece e tem valor perene são os importância (Éx 20—23). 6. 7 ) ... o S E N H O R . Um livro de regras para sacerdotes do Israel antigo parece despertar apenas o interesse de 1. A "nova do.8—7. 6. muito pareciuma era e um estilo de vida do passado.24-30): feita para obter Mas que partes de Levítico ainda são válidas? o perdão. Jesus ofereceu uma só O dia da expiação vez" é suficiente para Levítico é apresentado como as instruções perdoar "os pecados de Deus a Moisés. conceitos estabelecidos em Levítico. aliança" substituiu a antiga.2) É por isso que os pecados devem ser levados a sério. não há um autor declarado e leis sobre alimentos. na forma em que apóstolos resolveram esta questão. 1. É claro que as regras e os rituais . à pessoa que ia oferecer u m sacrifício namento íntimo com Deus significa uma vida de ( 1 . pois eu. Porém. 1—15 Sacrifícios para removei o pecado e renovar a comunhão com Deus Os sacerdotes Puro e impuro Levítico é o livro das leis derivado diretamendo tabernáculo não Caps. A famosa afirmação de Jesus. que acompanhava o holocausto o u a oferta "ame o seu próximo como você ama a si mesmo". de comunhão. estrangeiros c i o s p a c í f i c o s (cap. Caos. a expiação e a restauração do relacionamen"Sejam santos. a comlecia a comunhão entre o ofertante e Deus. E. não-judeus. O Deus de to com Deus que se cumpriria em Cristo.LEVÍTICO Resumo O livro das leis de Deus para o seu povo. ou poderia ser Cristo tomou o nosso lugar na cruz. Levítico tem muito a dizer sobre 3. O h o l o c a u s t o (cap.14-18): geralmente uma oferta povo seja santo. o livro foi escrito aos cristãos as antigas por Moisés. A o f e r t a d e c e r e a i s o u d e m a n j a r e s Porém Deus ainda é santo e exige que seu (cap. naquele tempo. 4. e preensão da morte de Cristo que aparece no NT. que nidade enquanto festejavam. 2. do com acordos que. do mundo". 16—27 te da aliança de Deus com seu povo no Sinai." Para muitos. vem deste livro. 6.

.. Lv8—10 A consagração dos sacerdotes L v 8: A c e r i m ô n i a Terminada a descrição dos deveres sacrificiais do sacerdote.11-13) Fermento o u mel causavam fermentação. rolinhas ou pombas) até o átrio do tabernáculo. (Mas mesmo os pecados contra os outros são considerados pecado contra Deus. N o tabernáculo havia um altar para os sacrifícios e um altar para o incenso. sacrifícios humanos. no caso dos pobres. . A r ã o e seus filhos são consagrados sacerdotes. • Aroma a g r a d á v e l a o S E N H O R ( 1 . etc. Por detrás desta regra talvez estivesse o papel desempenhado pelo v i n h o (bebida fermentada) nos excessos cometidos na religião dos cananeus.10-14 (veja nota). o u ( n o caso da oferta de comunhão) pelos sacerdotes e adoradores juntos. Moisés implementou as instruções dadas em E x 29. o pecado como barreira que impede a c o m u n h ã o . a oferta pelo pecado parece referir-se a ofensas contra Deus. é conservante e lembrava a aliança de Deus com o seu povo. (Em caso de oferta pública. • A ênfase d a d a à ética e à m o r a l i d a d e . e a oferta pela culpa a ofensas contra o próximo. • . a necessidade de arrependimento e expiação. a insistência na obediência à lei de Deus ( m o r a l e cerimonial). e o ritual como instrução vinda diretamente de Deus. como 6. para indicar que esta era sua propriedade e se destinava a ser um substituto. Em geral. Este altar. por outro lado. Colocava a mão sobre a oferta. O restante era comido pelos sacerdotes.1-10). p r o i b i d o s de comer o sangue (7. A prática de oferecer algum tipo de sacrifício era como que universal entre os povos antigos e os sacrifícios de Israel têm algumas semelhanças com os de seus vizinhos. quem fazia isso era o sacerdote. certas características são singulares: • 0 monoteísmo absoluto de Israel. . • Nem f e r m e n t o n e m m e l . o u v i n d o e colocando em prática as instruções de Deus. • 0 alto padrão do sistema sacrificai: nada de delírios. Foi encontrado em Megido e é provavelmente u m altar d e incenso. No entanto.(item 5). ritos de fertilidade. pois era Deus quem os alimentava com o maná. 7. ou. c o m um chifre e m cada canto. A o f e r t a p e l a c u l p a o u p e l o s a c r i l é g i o (5.14—6. prostituição ritual. decorrente da p r ó p r i a s a n t i d a d e moral absoluta dc Deus. Moisés e x e r ceu as funções sacerdotais em lugar deles. O povo sabia eme Deus não precisava ser alimentado por eles. a vítima era imolada.23) Esta parte "especial" o u "nobre" do animal era oferecida a Deus. 0 ritual seguia um padrão definido. • Não comam g o r d u r a (7.26) A razão disso é dada em 17. na mão e no dedão d o pé direito de A r ã o indicava a consagração do homem todo ao serviço de Deus. orgias.) O sacerdote pegava a vasilha com o sangue do sacrifício e o respingava no altar. • A completa a u s ê n c i a (e p r o i b i ç ã o ) de práticas associadas que eram comuns em outras religiões. feito d e pedra calcária. O sangue na orelha.. nada de magia o u de feitiçaria (veja "Magia no A T " ) . data da época e m que o s israelitas conquistaram Canaã.7. o u pelos sacerdotes e suas famílias. ou seja. a crença num único Deus verdadeiro. 5.2 afirma claramente). t e m p e r e com sal (2. Queimava uma determinada parte do animal com certas porções de gordura (ou o animal inteiro no caso do holocausto). 9 ) Esta é a forma humana de expressar a satisfação de Deus com a oferta. N u m ritual complexo c impressionante. Depois. O sal. A pessoa que oferecia o sacrifício trazia a sua oferta (um animal sem defeito físico tirado do próprio rebanho.

como. Fazer isso envolvia um custo considerável. Adão e Eva ter algum defeito (p. ao serem uma grande falta de respeito querer afastados de Deus. prometendo nunca mais terra.3). isto é algo que intriga os leitores de hoje. Ao contrário. das atitudos fiéis são perdoados e eles estão des certas e das ações adequadas. dilúvio. a razão dos sacrifícios? P o r q u e o s sacrifícios? A primeira vez que. muitas vezes se menciona tenha rejeitado o sacrifício de Caim. acolhendo o convidado mais importante que se poderia imaginar: o próprio Deus. Contexto Precisamos imaginar como era a vida numa pequena aldeia onde praticamente todos tinham um pedaço de terra. 2Sm 12. na festa do Natal. As pessoas comiam carne quando recebiam uma visita importante (p. seja a farinha ou o pão) e por uma libação de vinho (que era derramado no chão. no caso dos sacrifícios.. Assim. Seria morreram espiritualmente. Deus é o criador: ele não precisa ser alimentado pelas suas criaturas. Portanto. Ainda em sociedades mais ricas de nossos dias pode-se ver um reflexo dessa atitude. Esta mensagem é reforçada em Gn Agora. se fala sobre sacrifícios é imediatamente após Adão e Eva serem expulsos Só o melhor era b o m do jardim do Éden. 0 sacrifício é uma forma de lidar com os problemas criados pelo pecado.3-5).1-6). precisamos fazer um esforço para entender a função dos sacrifícios na cultura dos adoradores do tempo do AT.21-22 com 6. ela também mostra que cada um desses sacrifícios era acompanhado por uma oferta de cereais (seja o grão em si. por que a atitude de Deus 8. Na verdade. mas esta idéia é enfaticamente rejeitada na Bíblia. Embora a humanidade continuasse em relação aos pecadores é mudada tâo pecadora quanto era antes do através dos sacrifícios? . que era cultivado para conseguir o sustento da família.8-13).ex. os pecados cia. outra vez em paz com Deus. Nos dias de Noé. e ainda por cima perdoar pecados? No entanto. Restaurando a paz Disto passamos ao conceito de expiação. Ao oferecer um sacrifício. por exemplo. o sacrifício de Noé fez com que a atitude de Deus em relação à sua criação passasse de uma ira destruidora a uma promessa de preservação futura. animais de grande valor porque puxavam o arado e as carroças. e as pessoas se consideravam felizes se conseguiam chegar ao final do ano com algum cereal de sobra para a semeadura do ano seguinte. SI 50. por assim dizer. não por convicção ou decisão pessoal. Não admira que Deus sacrifícios. a pessoa estava. Os mais ricos teriam alguns bois e algumas vacas. que destrói a paz que deveria existir entre Deus e a humanidade. que ocupa um lugar central na visão bíblica dos sacrifícios. no NT a morte de Cristo na cruz é vista como o ponto alto e cumprimento de todos os sacrifícios de animais no AT.. e todas as pessoas daquele tempo sabiam do que se tratava. ao lado do altar — Nm 15. além de fornecer carne e leite. na Bíblia. as pessoas matavam um animal para comer carne quando queriam sinalizar que o momento exigia uma celebração especial. Estas histórias Nesse contexto.5-7). Também se diz A colocação desta história bem no que os sacrifícios são oferecidos para começo da Bíblia mostra a importân"fazer expiação". ex. enganar Deus com algo de qualidade a maioria dos homens pereceu no inferior (2Sm 24. um sacrifício era uma refeição especial preparada em honra do Criador. A maioria das pessoas era semivegetariana. ou nas grandes festas religiosas como a Páscoa. O que se oferecia em sacrifício era a comida que se daria a um convidado de honra. Foi o suave cheiro do sacrifício de Noé que levou Deus a mudar Foi o que Caim tentou fazer.1-12). A segunda vez que chega é logo após o dilúvio. Os bens mais preciosos que se tinha eram os animais. quando as pessoas discutem o que deveriam comer numa ocasião especial. mas porque não podia se dar ao luxo de carnear seus valiosos animais. primícias do seu rebanho e a gorduNas passagens que falam sobre ra (Gn 4. dilúvio (compare 8. Qual. Portanto. ao passo que Abel ofereceu as tornar a destruir a sua criação. Lv 1. então. No entanto. A maioria dos moradores da aldeia teria um rebanho de ovelhas ou de cabras. podemos entender mostram o que é o pecado e quais por que nenhum desses animais podia as suas conseqüências. por ocasião de um casamento.Pentateuco Sacrificios Nobuyoshi Kiuchi Oferecer sacrifícios era o aspecto central do culto no AT.29-30. tanto o AT como o NT indicam que isso de fato era assim.24). ou seja. Era uma agricultura de subsistência. oferecendo apenas alguns produtos da de atitude. esse "cheiro suave". Embora a Bíblia dê bastante atenção à forma como os diferentes sacrifícios de animais deviam ser oferecidos. Outros povos viam nos sacrifícios uma maneira de alimentar os deuses. Como podia essa prática tão rude e cruel aproximar uma pessoa de Deus. ele é quem alimenta os seres humanos (Gn 1.

• Ele deu a sua vida em resgate por muitos (Mc 10. a pessoa devolvia a Deus os dons mais preciosos que havia recebido. merecia morrer e que o animal estava morrendo em seu lugar (p. O sangue representa a vida. o livro de Hebreus (caps. a vida do animal substituindo a vida do pecador (p.7). em sacrifícios para tirar a culpa de pecados).Vários "modelos" são usados para interpretar os sacrifícios. que é totalmente puro e santo. Eram coisas essenciais à vida dessa pessoa. Por fim. ainda queira fazer sejam desnecessários. C .ex. Seu sangue nos purifica de todo pecado ( U o 1.29). 8. • A morte d e Cristo Todas estas imagens são reunidas no NT. nos holocaustos). A vida do animal era entregue em lugar da vida do ofertante. • Isto nos traz à idéia de que o sangue faz expiação. E podia. ainda. e a maioria deles tem alguns pontos em comum: • Todos os animais oferecidos em sacrifício. Colocar a mão sobre a cabeça da vítima era uma forma que o ofertante tinha de dizer "este sou eu". O s j u d e u s d e i x a r a m d e oferecer sacrifícios q u a n d o seu T e m p l o foi d e s i r u í d o pelos romanos e m 70 d . • Ele é o verdadeiro cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jol. representavam o que de mais precioso tinha a pessoa que trazia o sacrifício. ex. . 10) deixa claro que Cristo é tanto o sacerdote perfeito quanto o último sacrifício. se fazer presente entre o povo. ou se dedicando a Deus (provavelmente um aspecto central no caso dos holocaustos). bem como o vinho e os cereais. Trazendo essas ofertas.. • A vítima sacrificial representava a pessoa que oferecia o sacrifício. na interpretação da morte de Cristo. "derramada" na morte. possibilitando a Deus. porventura. mas os samaritanos a i n d a c o n t i n u a m c o m o sistema sacrificial d a antiga a l i a n ç a .. Às vezes esse sangue era visto como o pagamento de um resgate.45). por causa dos seus pecados. Outras vezes era visto como pagamento de uma dívida (a oferta pela culpa). que restabelecia a paz entre Deus e as pessoas (Lv 17. E era a vida do animal. Quem oferecia o sacrifício estava. pois a morte dele faz com que todos os sacrifícios de animais que alguém. ou reconhecendo que.11). ser visto (no caso de oferta pelo pecado) como uma forma de purificar tanto pessoas como lugares e objetos.

L v 9: A r ã o e s e u s f i l h o s assumem o cargo É significativa a ordem dos primeiros sacrifícios que eles ofereceram: 1. legumes e frutas podem ser ingeque se escoe o máximo de sangue possível. poderemos compreender e apreciar os princípios sensatos de dieta. a prostituição c os ritos de fertilidade faziam parte do culto. filhos de Arão. e se você não pode comer uma série de alimentos ou não pode fazer a mistura K muitos deles. teto é. Seja lá qual tenha sido a razão. se conseguirmos ir além dos detalhes de algumas dessas leis quanto à pureza. é preciso esperar algumas têm unhasfendidaseque ruminam. por outro lado. Princípios semelhantes regem normas governamentais modernas de saúde pública. • V. têm barbatanas e escamas. Entre os alimentos proibidos estavam: • A n i m a i s c a r n í v o r o s (estes transmitem f a c i l m e n t e infecções n u m c l i m a quente onde a carne se d e c o m p õ e cm pouco tempo). • Carne de porco (muito perigoso pelo mesmo motivo). . decidiram fazer as coisas do seu jeito. • Insetos e aves de rapina (igualmente hospedeiros de doenças). • Insetos pertencentes a quatro classes da família dos gafanhotos. e Deus respondeu ao fogo com fogo. 32-40 estabelecem normas para prevenir a contaminação de alimentos e água. ovos. É proibido horas antes de ingerir produtos lácteos. 9 Os sacerdotes de Deus deviam evitar os excessos de Canaã. a santidade de Deus exigia respeito absoluto daqueles que o servem. • V. U m a oferta pelo pecado: obtendo purificação e perdão. 3 . deve haver longo dos tempos. reduzindo o sacerdócio a três pessoas. L v 11: L e i s s o b r e a l i m e n t o s As regras para a dieta do povo foram claramente estruturadas: casos duvidosos foram excluídos. o consumo de sangue. Israel podia comer: • A n i m a i s q u e r u m i n a m e t ê m o casco fendido. 16 A oferta pelo pecado do povo devia ser comida pelos sacerdotes na área do santuário como sinal de que Deus aceitara a oferta. não manipuladas. • V . Após uma refeição • Podem ser consumidos apenas animais que que inclua carne. • Criaturas do mar que possuem barbatanas e escamas. Suas ordens deviam ser obedecidas. • Aves que não aparecem na lista daquilo que é proibido. como este capítulo e o 1 5 deixam claro. A Lv 11—15 Puro e impuro Hoje. Em Israel. L v 12: O p a r t o Em Canaã. higiene e medicina que mui- Alimentos puros (ou kosher) Estas são as leis alimentares (kosimit) usar o mesmo vasilhame e os mesmos talheobservadas nos lares de judeus praticantes: res para carne e lacticínios. portanto. A desculpa de Arão não é clara.9). de uma comunidade judaica total separação entre carne e leite. Possivelmente estavam sob a influência de bebida alcoólica (10. Não se pode distinta. U m holocausto de dedicação a Deus. mentares foi a constituição e preservação. onde a bebedeira fazia parte dos ritos religiosos. ridos tanto com carne quanto com produtos • Somente podem ser comidos peixes que à base de leite. Os porcos também são hospedeiros de vários parasitas. Os vs. tas delas expressam. 2. Deus age em e através dos processos que ele embutiu no mundo natural. Porque "se a carne que você consome precisa vir de um animal abatido de um jeite especial. uma arma que protege contra a ameaça da assimilação" (Stanley Price). como peixe. U m a oferta pacífica: a c o m u n h ã o c o m Deus é restaurada e desfrutada. mas Moisés ficou satisfeito com a resposta. ao • Numa refeição e no seu preparo. Crustáceos não 0 resultado da observância dessas leis alipodem ser consumidos. • Moluscos (estes ainda são causa comum de intoxicação alimentar e enterite). você fica impedido de comer (ora de sua casa e de sua comunidade. assim que os animais • Alimentos neutros. precisam ser degolados e é necessário deixar cereais. L v 10: F o g o ! A alegria durou pouco. qualquer coisa sexual ou sensual era estritamente banida da adoração a Deus. Logo Nadabe e Abiú. 6 O cabelo despenteado c as roupas rasgadas eram sinais de luto.

Nisto se incluíam. e os demais clãs levíticos são seus auxiliares (veja abaixo). mas também decisões sobre casos difíceis de natureza ritual e legal (Dt 17. Borlas d o u r a d a s . • Um grande conflito entre levitas que queriam o mesmo status dos sacerdotes (Nm 16—17). • Eles cuidavam. o meio oficial de se lançar sortes. em comparação com outros povos. Diante disso. Os lideres religiosos de Israel eram os sacerdotes e os levitas. além de ser um líder religioso (2Rs 11). encontrada e m Carquemis. O Urim e o Tumim ficavam no peitoral do sacerdote. • Um levita peregrino de caráter duvidoso é apontado para ser especialista religioso (Jz 17—18). • Um grupo de levitas compondo salmos para o uso do povo (SI 50 e SI 73—83 são da autoria de Asafe.54). onde eram oferecidos incenso e sacrifícios em favor do povo. instrumentistas e porteiros participando do culto noTemplo(1Cr15). • Outra responsabilidade era o Urim eTumim. também. Da qualidade e honestidade do trabalho dos sacerdotes depende a experiência. e o peitoral c o m as 12 pedras preciosas. N a m a o d o s u m o sacerdote está o bastão de A r ã o ( N m 17). em d e t e r m i n a d o s momentos. que o povo tem de Deus e até mesmo o nível de vida em sociedade. Esta estampa d o s u m o sacerdote é baseada na descrição e m F. u m a para cada u m a das tribos. • A t r i b o de Levi r e c e b e um ministério sacerdotal específico (Êx 32. c o m o esta d o século 14 a. Vários textos nos dão vislumbres do sacerdócio em vários momentos do AT: • Os próprios patriarcas exercem a função sacerdotal de oferecer sacrifícios (Gn 31. Os sacerdotes e levitas eram responsáveis pelo relacionamento pessoal e cúltico do povo com Deus.9-12:28. embora houvesse também algumas diferenças significativas.. um importante líder político.26-29). dos lugares sagrados e santuários.x 28.1-6).8-10 aparece uma antiga descrição dessas tarefas. Em Dt 33. Mostra a sobrepeliz azu) c o m o s s i n i n h o s e m volta d a b o r d a . • Vários grupos de levitas cantores. e eram usados por solicitação de pessoas ou do rei (1 Sm 23. • Eli e seus filhos: uma pequena "empresa" familiar tomando conta d o templo em Siló (1Sm 1—2). • Arão e seus filhos são consagrados sacerdotes. levando a uma resposta de Deus em forma de "sim" ou "não".C. eram usadas pelo s u m o sacerdote. • Um sacerdócio que cresce em número e prestígio juntamente com o crescimento da monarquia. um levita). O sumo sacerdote era. . não apenas instruções éticas mais amplas (Os 4. m a i s ou menos positiva. As funções d o s s a c e r d o t e s Deus chamava sacerdotes para o exercício de uma série de importantes tarefas. Datar e interpretar os textos de que dispomos nem sempre é tarefa fácil. Esse texto se refere à tribo de Levi.• • • • • • B B Sacerdócio no Antigo Testamento Philip Jenson Em todas as religiões existem líderes que exercem uma função especial no relacionamento com a divindade. Israel não era diferente neste particular. a estola sacerdotal a m a r r a d a c o m u m c i n t o . Eles eram especialistas em religião. que havia revelado um zelo todo especial por Deus (confira Êx 32. Desenvolvimento histórico O desenvolvimento do sacerdócio ao longo da história de Israel é um tanto complexo.8-12). responsáveis pelo bom relacionamento entre Deus e o povo. Deus pediu aos levitas que fossem um exemplo e se tornassem líderes religiosos: • Deveriam ensinara Lei de Deus aos demais israelitas.6).26-29).

ao fazê-lo. Quando oficiavam. O sumo sacerdote tinha de observar normas rigorosas de santidade. tinham de seguir padrões elevadíssimos de pureza e santidade. ensinando às outras nações o conhecimento de Deus. se utiliza de linguagem e figuras do âmbito sacerdotal. Uma solução para este problema foi centralizar tudo em Jerusalém. Levítico e Números. atribuídos a uma fonte sacerdotal (P). e não o SENHOR. antigo. que eram outro tipo de sacrifício. muitas vezes. É claro que havia exceções. _ . veja "Sacrifícios"). Entretanto. fortaleciam os laços de comunhão dentro da comunidade e com Deus. que Deus habitasse entre o seu povo (Lv 15. é possível que um texto mais recente inclua material mais antigo. Depois da destruição de Jerusalém. ele oferecia sacrifícios por seus pecados e pela impureza de todo o povo (Lv 16. No Dia da Expiação.10). assumiu uma forma escrita num período mais recente da história do povo de Deus do AT.18). O povo deveria fazer o que os sacerdotes faziam. de fato. 1Sm 21).9). eles ofereciam a Deus sacrifícios que tinham a finalidade de resolver o problema do pecado e da impureza. segundo muitos eruditos. Este foi um dos objetivos da reforma de Josias (2Rs 23). outros eruditos sustentam que o núcleo fundamental dessas instruções de natureza sacerdotal é. O propósito dos fariseus era fazer com que um grupo maior de pessoas observasse níveis de santidade sacerdotal. por mais que admitam a possibilidade de que. era função dos sacerdotes possibilitar que o povo crescesse em conhecimento e santidade.. Este conceito de missão e testemunho corporativo foi retomado no NT (1Pe 2.6). os textos sacerdotais nos propiciam uma visão fundamental de como devia ser organizado o culto a Deus na vida do povo. como podemos ver no caso de Ezequiel. Em nome de Deus. U m reino de sacerdotes É possível que o sacerdócio como grupo distinto tenha surgido no momento em que foi organizada a nação. desta maneira. e Jesus os censurou severamente por negligenciarem pontos mais importantes da Lei (Mt 23). Diante disto. Arão e sua família foram consagrados por Deus para oficiarem no santuário. Assim. Mas o NT descreve. Os levitas estavam encarregados de ajudar os sacerdotes nas funções deles e zelar pelo tabernáculo (Nm 8). No entanto.186 Pentateuco ^ Uma visão fundamental para o culto A descrição mais detalhada do sacerdócio se encontra em Êxodo. este continuou sendo um ideal para a igreja e a sua | liderança no NT. possibilitando. Em nome do povo. No entanto. que era ao mesmo tempo profeta e sacerdote. os sacerdotes serviam a Deus em lugares altos e santuários locais (p. Ele censura os sacerdotes negligentes e apóstatas (Ez 8. No AT. As ofertas pacíficas. ex. suas promessas de salvação e a visão do futuro que ele projeta estão relacionadas com a reconstrução do templo e o restabelecimento do sacerdócio (Ez 40—48). os sacerdotes instruíam o povo em assuntos relacionados com o culto (Lv 10. mas todo o Israel foi chamado para ser um "reino de sacerdotes e nação santa" (Êx 19. Ez 22. com o passar do tempo. U m sacerdócio fora d o padrão Nos primeiros tempos. a tendência era aplicar isto acima de tudo ao âmbito cúltico. mas. Apesar da ruptura ou descontinuidade trazida pela morte e ressurreição de Cristo. nesses lugares muitas vezes se adorava deuses estranhos. porque estes desviavam o povo do caminho e não ensinavam a Torá (Jr 18. O autor da carta aos Hebreus examina a fundo o significado da pessoa e obra de Cristo em relação com a figura do sumo sacerdote que aparece no AT. Assim. a igreja apostólica evitou descrever os seus líderes usando linguagem sacerdotal. Uma dessas tentações era preocupar-se tanto com a manutenção da ordem vigente que tudo que lhes interessava era seu próprio conforto. Esses textos são. liderar e orientar. A função sacerdotal específica de oferecer sacrifícios pelos pecados se tornou obsoleta diante da morte de Cristo.26). que. Nem mesmo em Jerusalém os sacerdotes estavam imunes às tentações que acompanhavam os privilégios do ofício que Deus lhes havia dado. levando-os a ignorar a situação espiritual desesperadora do povo. onde ficava o templo nacional. Arão e seus filhos usavam vestes suntuosas que refletiam a santidade e função especial que desempenhavam. também. Em muitos momentos os profetas condenaram os sacerdotes.31. pois era quem chegava mais próximo de Deus. como pessoas especializadas assumiram as outras funções sacerdotais de ensinar. veja também "As grandes festas religiosas"). esse material foi retrabalhado e interpretado por vários editores. Seja como for.

ça de Deus para pedir em nosso favor" (9. . como no caso do nascimento de um filho) se explica. 13 foi escrito em linguagem técnica. dão c restaurar relacionamentos.49) Essa madeira contém uma levando embora os pecados de Israel. Os detaformulação mais antiga de normas de quaren. > Hissopo (14. (veja.. algo que é confirmado por outras passagens das Escrituras. entrou. que continha um anti-séptico suave. onde agora aparece na preseneste a tratar dessas questões. 6 Veja Lc 2. Esta é a o Levítico foi cumprido cm Cristo. Primeiro ele Lv 13—14: Suspeita de doença devia obter perdão e purificação dos seus de pele próprios pecados. nenhuma mulher deveria ter medo de ler a Bíblia e de participar dos cultos de adoração.22-24. pois o sacrifício perfeito que ele ofereceu faz com que homens e mulheres que nele crêem sejam perdoados e estejam habilitados a entrar na presença de Deus a qualquer momento. > V. O propósito era assegurar que isso não fizesse parte da adoração a Deus. era enviado o bode expiatório. "ao se cumprirem os tempos. No judaísmo posterior. pelo > 14. talvez.7).Levítico intenção não era tachar de "suja" este aspecto da vida humana. A regra de pureza absoluta em todas as questões sexuais era também uma forma de proteger a saúde das pessoas. pela crença de que havia um fluxo de sangue mais longo após o nascimento de uma filha.) Em Cristo estas desqualificações não têm mais importância alguma. essas restrições não mais se aplicam. Só então poderia purifiEmbora a palavra "lepra" seja usada cm car o tabernáculo e oferecer sacrifício pelos várias versões. uma das doenças de pele mencionadas aqui. em especial porque o parto é elemento necessário no ciclo da vida que o próprio Deus criou e ordenou.49) Uma eiva.34-53 Atualmente existem sistemas sacrifício de si mesmo. p. 17. simbolicamente > Cedro (14. em nossos dias. pois isto era estritamente proibido manjerona. E não era o pano. Com relação a roupas e construções. ano após ano. mas "entrou não existe nenhum texto mais antigo do que no próprio céu. a ele que.24).10) Um lugar no deserto para onde mofo. Somente nesse dia Arão podia entrar no Lugar Santíssimo do tabernáculo de Deus.9). > Impureza após o parto Estas leis são 187 intrigantes.i menstruação feminina (ou o contato com um destes) tornavam o homem ou a mulher ritualmente impuros. Em Cristo. O substância usada na medicina para doenças significado é incerto. Lv 16 O dia da expiação O dia anual de expiação para toda a nação foi marcado para o décimo dia do sétimo mês (o mês de tisri — setembro/outubro). Foram prescritos banhos tanto para prevenir infecções como para esterilizar. 12. mas não pode referirse a uma oferta a um demônio. a verdadeira lepra é apenas pecados do povo."nova aliança". 15 tem regras semelhantes relacionadas ao fluxo masculino e ao fluido seminal. não num "santuário mentos provindos do antigo Oliente Próximo. Israel era lembrado Ocap. Foram dadas normas a respeito de fluxos normais (seminal e menstrual) e fluxos anormais. ou do pecado que os tirava da presença de Deus seja. onde ficava a arca da aliança. e não 40. apenas as regras relativas à menstruação continuaram em vigor. Lv 15: Fluxos Veja o cap. e. a carta aos Hebreus entende que das" e "crônicas" das várias doenças. Os bebês em si não eram impuros. como alguns de pele. possivelmente fluxos malignos. festou uma vez por todas. Cristo. construído por seres humanos". para aniquilar. (O cap. o sumo sacerdote da essas doenças. sem poluição. mas o fluxo de sangue. trata-se de um livro-icxio profissional que e da necessidade de expiação para trazer perajuda o sacerdote-medico a fazer diagnósticos. O período mais longo de impureza no caso do nascimento de uma filha (80 dias. Em outras palavras. efetivamente barrando as mulheres da adoração ou do contato com homens. semelhantes de inspeção e tratamento para • Azazel (8. Assim. • Puro e impuro O fluxo de sêmen do homem c . possivelmente sugerem. o pecado" (26). que tornava a mulher "impura" no tocante à adoração a Deus de maneira pura. capacitando-o a distinguir entre formas "aguNo NT. ex. Nenhum destes era em si pecaminoso e não havia necessidade de oferecer sacrifícios. entre docu.lhes da primeira aliança são "um símbolo para tena c medicina preventiva relacionadas com hoje" (Hb 9. se mani"doença" é um mofo ou um fungo. naquela época.

pois eu. era algo associado com o culto a fvloloque. em nossos dias.10-16 E o "sangue". no N T . Uma vida preciosa. queimar uma criança enquanto ainda estava viva. Ter paciência enquanto a árvore vai ficando mais velha significa aumento da produção a longo prazo (23-25). 19-30: o adultério. " U19. Para os cristãos.16). 6-21 descrevem as penalidades pela desobediência a leis que aparecem nos .18 "Os estrangeiros que vivem na terra de vocês. o casamento entre parentes próximos. Ambos os textos ocorrem no contexto de ser santo e como parte de toda uma lista de proibições. no caso de tais ofensas. 0 v. a vida que foi entregue o u "derramada" na morte. • V . é evidente que muitas dessas leis foram dirigidas contra as práticas específicas dos vizinhos de Israel.7). que devemos refletir. que consegue o perdão. • V . No Egito.. 18 Jacó havia feito justamente o que este texto proíbe. sou santo.11-14. Esta lei não está relacionada com predisposição. se manifesta na atenção dada aos menos favorecidos (9-10. L v 20: P e n a l i d a d e s Os v s . Deus também se preocupa com o mundo natural. Lv 17—26 Leis para a vida e para a adoração L v 17: O s a n g u e é s a g r a d o O c o n t e x t o sugere que matar animais domésticos era considerado um tipo de sacrifício. que não mais se aplicam (como o N T deixa claro)? Paulo obviamente acredita que j sim (Rm 1. Paulo lida com o problema que isto causava aos cristãos daquela cidade. a ligação com a morte expiatória de Cristo é inevitável. É " n o corpo" que devemos glorificar a Deus e conhecer seu Espírito que em nós habita. c a perversão da justiça (11. das pessoas com necessidades especiais.) • Vs. todos os sacrifícios deviam ser oferecidos no lugar adequado. Em Lv 20. 6-18: em Israel.13. o sacrifício de crianças. ou seja." L v 19. em contraste com as leis alimentares. A santidade de Deus. | Dificilmente alguém defenderia a aplicação da j pena de morte. Em outras palavras. a penalidade prevista é morte. L v 18: T a b u s s e x u a i s Lv 18.20). onde não existia uma legislação sobre o casamento. já que ninguém devia comer de sua própria oferta pelo pecado. 2 está no centro da lei moral de judeus e cristãos (veja IPe 1.3 é a chave que abre o entendimento desses capítulos. Ele quer que respeite a vida e a reputação dos outros (16-18). 25 esse tema é ampliado em termos de cuidado pela terra. paga o preço da liberdade de outros. vocês devem amá-los como vocês amam a vocês mesmos. Deus cuida dos pobres. e Arão identifica-se com o povo na oferta pelo pecado deles. Israel devia evitar todo comportamento que trazia o j u í z o de Deus sobre a terra (compare G n 15.13. o deus adorado pelos amonitase j outros. o Deus de vocês. seja no âmbito da Í sexualidade. Deus dá valor ao nosso corpo e não é indiferente para cora J aquilo que fazemos com ele. 21 Parece que o sacrifício de crianças. e à Pessoa adequada. era proibido.1 "Ame os outros como você ama a você mesmo." Lv 19.15). o que foi causa de muita infelicidade ( G n 29—31. a exploração dos outros. a maioria da carne vendida nos mercados havia sido "sacrificada aos ídolos". Deus não quer a desonestidade. o animal entra como substituto da pessoa que cometeu a ofensa. Com base no que conhecemos sobre a religião dos cananeus e dos egípcios. Mas será que princípio envolvido não se aplica ainda hoje. isso interessa a Deus.14. isto é. o SENHOR.8-9. tais uniões eram comuns. 22 Entre os antigos egípcios e cananeus. E m I C o 8. 26b-31 Estas são todas práticas pagãs. Assim. dos estrangeiros. seja em qualquer outra atividade. Compare Rm 5.7.. mas com a prática desses atos. tanto p o r vínculos de sangue como por casamento. as relações homossexuais. se o salário atrasa. entregue.24-27): ele entende que a prática homossexual de homens e mulheres é contrária j ao propósito de Deus na criação. (Em Corinto.Pentateuco • Fora do acampamento (27) Nenhuma destas ofertas podia ser comida.) • 17. ( N o cap.15-16). e a bestialidade (possivelmente um remanescente da adoração a animais) — tudo isso fazia das religiões indescritivelmente depravadas que os habitantes da terra de Canaã praticavam. para impedir que fossem oferecidos sacrifícios a demônios do deserto (17. E f 1. com a maneira como cuidamos de | sua criação. j a atividade sexual era quase que divinizada: j prostitutas cultuais eram chamadas de "sagradas" ou "santas" e a prática homossexual e a prostituição feminina faziam parte do culto. Compare H b 13. isto é.33-34 • V .) "Sejam santos. L v 19: S a n t i d a d e e j u s t i ç a Este capítulo ecoa os dez mandamentos.

pois vocês são para mim estrangeiros e peregrinos. seja no sacerdócio ou nas ofertas sacrificiais. Os vs. ou seja. c 7. 2. Se alguma coisas os tornasse "impuros". após o sétimo período de sete anos. A o exemplo do sábado semanal.) L v 24: O c a n d e l a b r o . Para o leitor moderno. A P á s c o a .31-34).20). elas refletem um padrão com o número sete e evocam o fato de Deus.31. • 20. o u . 18—19 (compare. A compensação por ferimento grave geralmente era feita na forma de multa (como implica a exceção feita no caso de assassinato — Nm 35. a festa da colheita (junho). que reverteria a seu d o n o original. isto é. a vindima. esta festa foi associada à colheita da uva. Nessa ocasião. o u A n o da Libertação. o plantio e a colheita eram marcados p o r festas especiais. Apenas o melhor que podemos oferecer. 9 com 19. aplicar a pena de morte a uma grande gama de ofensas parece u m castigo demasiadamente severo. p. O Ano do J u b i l e u . na criação.3. Dá-se ênfase ao fato de que a mesma lei vale tanto para os israelitas corno para os estrangeiros residentes. A F e s t a d o s T a b e r n á c u l o s ou d a s B a r r a c a s . 23). ÍS9 "A terra é minha.13 Veja 18. embora pudesse comer daquilo que era oferecido em sacrifício. • O l h o p o r olho (20) O princípio expresso por esta lei é o de uma justiça pública precisa e limitada. sendo as outras 6. Festa d a s T r o m b e t a s . 5. As regras para o sumo sacerdote (21. de ofensas contra pessoas. 10-23 registram a lei sobre a violação d o mandamento que trata do nome de Deus. que era a primeira das três festas no sétimo mês ( s e t e m b r o / o u t u b r o ) . sete semanas depois. Nenhuma delas diz respeito a questões de bens o u propriedades. que proibia a vingança pessoal c a matança ilimitada. liberado de grande parte do seu trabalho normal. 13-14 com 7 ) . Não eram colocados ali para Deus comer (como nas religiões pagãs). 6 com 19. a Festa do Novo A n o . ( N o s casos em que nós tiramos os delinqüentes d o convívio social. 10 c o m 18. O qüinquagésimo ano. os sacerdotes estavam sujeitos a rigorosas normas de p u r e z a r i t u a l . Havia uma clara orientação no sentido de que Arão e os sacerdotes deveriam comer esses pães. essas leis tratavam de removê-los p o r meio da morte: um tipo de cirurgia moral/judicial. não haveria plantio. Lv 23: F e s t a s e c e l e b r a ç õ e s As estações do ano. o p ã o sagrado. e impedia os ricos de se apossarem de todas as terras.' Lv 25. A F e s t a d a P r i m e i r a C o l h e i t a (em abril). 1. e a oferta semanal de doze pães. (Mais tarde. em lembrança perpetua dos dias vividos em tendas após a libertação do Egito. Esses pães lembravam às tribos sua dependência completa da provisão de Deus. aqueles que passaram por dificuldades poderiam readquirir a liberdade e recuperar as suas propriedades. é estendido à terra.Levítico caps. pela 4.10-13). ou seja. L v 25: A n o d e D e s c a n s o e Ano do Jubileu Este capítulo prevê o tempo em que o povo ocuparia a "terra prometida". 3. ter dado um destaque especial ao sétimo dia. s e g u i d a dos sete dias da Festa d o s P ã e s s e m F e r m e n t o ( e m março/abril). então. seria outro ano de repouso para a terra. isto é. refletido nas festas (cap.10-15) eram ainda mais rígidas (compare 11 com 1-2.. tinha um duplo propósito: lembrava ao povo que a terra pertence a Deus. Seria um ano no qual o povo. um dia de descanso de sete em sete dias. é digno de Deus. O fato de se permitir legalmente uma retaliação na forma de mutilação do corpo não significa necessariamente que essa era a prática. seguida. A Festa d a s S e m a n a s ( P e n t e c o s t e s ) . O s á b a d o . O D i a d a E x p i a ç ã o . O sétimo ano seria u m ano de descanso para a terra. 24 passa das festas especiais para dois deveres r e g u l a r e s : as lâmpadas que deviam ficar acesas na tenda de Deus. devia ser instruído e treinado na lei de Deus ( D t 31.22. Nenhum homem que tivesse defeito físico poderia exercer o ofício de sacerdote. ex. o pecado de blasfêmia O cap.2» . Lv 21—22: L e i s p a r a o s s a c e r d o t e s Por causa da sua posição c de seus deveres. mandando-os para a prisão. O padrão do número sete.) Em todos os casos — e é bom que se observe isto — trata-se de oposição deliberada à santa lei de Deus. isso significava que não podiam tocar em nada d e n t r o do santo templo de Deus.

da de Pentecostes. pães feitos sem feri m e n t o . d e i x a n d o . cada família sacrificava u m cordeiro na v é s p e r a da Pásc o a . . Esta celebração c o m e mora a saída d o p o v o d o Egito. 50 diai (sete semanas) depois da Páscoa. Dançarinos celebram a c o l h e i t a n u m kibutz ( f a z e n d a c o l e t i v a ) . na Parte 1). v i n h a . 0 c a r d á p i o s i m b o l i z a diferentes aspectos da escravidão n o Egito e d o ê x o d o . E cada a n o se r e c o n t a a h i s tória d e c o m o o a n j o de Deus " p a s s o u p o r c i m a " das casas dos israelitas.C. posteriormente chama-.l o q u a n d o os r o m a n o s destruíram o t e m p l o e m 70 d. somente os' samaritanos ainda sacrificam cordeiros como nos v e l h o s tempos. Trazendo suas ofertas p Deus. Colheita e "Tabernáculos". o p o v o era lembrado d e que a terras tudo o que ela produzia era dádiva de Deus. Hoje. 23. p o r q u e as m u l h e r e s não tiveram: t e m p o de deixar o pão crescer por ocasião da saída d o Egito. Festa das Semanas. Mas a refeição da Páscoa era — e ainda é — uma c e l e b r a ç ã o em f a m í l i a . na noite em q u e f o r a m m o r t o s os p r i m o g ê n i t o s d o Egito (veja "A Páscoa e a última ceia"). Os j u d e u s deixaram de f a z ê . A o final da colheita dos cereais. combinavam celebração festiva com pensamentos mais sérios sobre a necessidade que tinham do perdão e da ajuda de Deus.15 A Páscoa era celebrada no primeiro mês d o ano (março/abril). Cada ano. Páscoa e Pães Asmos Êx 12. Na festa da Páscoa. momentos em que Deus os havia resgatado de forma memorável.1-20. Assim. sob a liderança d e Moisés. isto é. a p e n a s se podia comer "pães asmos". Este era um tempo de profunda gratidão. Nos t e m p o s d o AT e d o NT.o s c o m v i d a . e d u r a n t e todaj s e m a n a s e g u i n t e . lembrando ao povo como Deus cuidava deles. a Páscoa é essencialmente uma celebração familiar nos lares j u d e u s . t o d o s os q u e p o d i a m se d e s l o c a v a m a J e r u s a l é m . Para esta festa. havia três momentos marcantes ou festas nacionais das quais todos os "homens de Israel" deviam participar: Páscoa. Atualmente. Algumas dessas festas comemoravam os grandes acontecimentos da história do povo. e m Israel.190 Pentateuco As grandes festas religiosas As principais festas religiosas de Israel estavam intimamente relacionadas com as diferentes estações e com o ano agrícola (Veja "O calendário de Israel". por ocasião da Páscoa.

Um segundo g r u p o de festas importantes ocorria no sétimo mês d o calendário judaico (setembro/outubro). 0 povo morava e m abrigos feitos c o m ramos. Era uma festa q u e durava sete dias e celebrava o final da colheita das frutas. Havia jejum desde o pôr d o sol d o nono dia até o p ô r d o sol d o dia seguinte. era observado i Dia da Expiação (Lv 16). Ele matava u m boi e m sacrifício pelos seus pecados e os pecados d e sua família.C. todos paravam de trabalhar. (época do Império grego). Esta era a única oportunidade e m q u e o s u m o sacerdote podia entrar no Lugar Santíssimo d o tabernáculo ( o u . no deserto. d o templo). . u m m o m e n t o em que todos confessavam o seu pecado e pediam a Deus q u e lhes concedesse perdão e purificação. Purim (Et 9) comemora a libertação dos judeus da sanha assassina de Hamã na época d o Império persa. O modelo para isto era a criação d o m u n d o e m seis dias. No sétimo dia da semana.22) celebrava a purificação e dedicação d o templo após sua profanação no tempo de Antíoco Epifanes. A Festa da Dedicação (Jo 10. Ele sacrificava u m bode pelos pecados d o p o v o e um segundo bode era mandado para o deserto. Hm 29. Desde os tempos antigos.16. No décimo dia daquele mês. e m dezembro. No primeiro dia d o mês (depois d o exílio. havia ainda outras. à esquerda: Crianças e n c e n a m a história d e Ester na festa d e P u r i m .33-43 Purim e Festa da Dedicação Essas duas festas n ã o estão previstas na Lei.1). Â esquerda: C h a n u k a h (Dedicação). seguido pelo descanso n o sétimo. a Festa do Ano Novo). 0 sumo sacerdote colocava suas vestes especiais. Esta era a lei. havia refeições especiais e sacrifícios e m família q u e marcavam a festa da lua nova. Indicando que os pecados d o p o v o haviam sido levados embora. e a guarda do sábado se tornou u m a espécie de marca registrada d o judaísmo até os nossos dias.Levítico "Tabernáculos" Êx 23. As trombetas eram tocadas para anunciar essa festa. em 168 a. lembrando o t e m p o e m q u e viveram em tendas. Uma oferta de cereais era oferecida a Deus e n i n g u é m podia trabalhar naquele dia (Festa das Trombetas. Correspondia a necessidade que todos os seres humanos têm de descanso regular para reporem energias. Acima. As leis d o sábad o passaram e ser rigorosamente observadas depois d o exílio {Jesus e seus discípulos tiveram problemas e m relação a isso). Sábado e lua nova Além das "três grandes festas". borrifando parte do sangue diante da arca da aliança. u m toque de t r o m b e tas sinalizava o início d o mês mais importante do calendário d e Israel. A Festa dos Tabernáculos (Barracas) caia no dia 15. L v 23. è a festa das l u z e s . ocorrendo ao final da colheita das uvas e das olivas. O a t o d e a c e n d e r as velas marca o início d o sábado. mais tarde.

A desobediência. As maldições são mais detalhadas que as bênçãos: com a natureza humana. p o r outro lado. É a restauração do jardim do Éden. Esses mandamentos são de Deus. Deus promete atender o pedido que brota de arrependimento sincero. portanto. . L v 27: Votos e d í z i m o s Os primogênitos.Pentateuco L v 26: B ê n ç ã o s e c a s t i g o s A recompensa pela obediência é retratada como um idílio de paz e abundância. • " C o n s a g r a d o " a o S E N H O R ( 2 8 ) Trata-se de algo deliberadamente dedicado e separado para Deus. no monte Sinai. mesmo depois de toda a desobediência. o p o v o podia consagrar indivíduos o u bens a Deus em sinal de dedicação o u ação dc graças. O melhor é que Deus andaria entre seu povo. o medo p r o d u z uma reação mais rápida que o amor. • V. as primeiras crias dos rebanhos e os primeiros frutos d o campo seriam de Deus p o r direito (ele aceita parte pelo t o d o ) . feras devastando a terra e guerra levando ao exílio (como realmente aconteceu mais tarde na história de Israel). A l é m disso. como andara com os primeiros seres humanos no jardim. não estava mais ao dispor da pessoa. Normalmente estes seriam resgatados pelo v a l o r determinado mais um quinto. 29 provavelmente se refere a uma pessoa "consagrada" na forma de uma sentença dc morte. traria calamidades à nação: doenças fatais. U m décimo de todo gado e dos p r o d u t o s da terra também são devidos a Deus. 34 Remete-nos à fonte de autoridade destas e todas as leis em Levítico. Porém. O v. fome. dados por intermédio dc Moisés.

é possível que Moisés estava fazendo bom uso d o treinamento militar que anteriormente havia recebido no Egito. contendo as instruções de Deus (torá) para seu povo. 26). por virtude dos seus outros deveres.17 dá uma ordem um pouco diferente para a seção d o meio: os filho de Gérson e os filho de Merari carregavam a 'lenda de Deus. Ele começa dois anos após a fuga do Egito e termina na véspera da entrada em Canaã. De toda uma geração que havia presenciado as maravilhas da libertação do povo. Mas Deus permanece constante. após a morte de Arão. 26. operada por Deus na terra do Egito. 22) Um novo líder: Josué (cap. Aser e Naftali formavam a retaguarda. o período da peregrinação no deserto da península d o Sinai. usou esta mesma formação retangular na sua campanha na Síria. Números narra 38 anos da história de Israel. Por causa da desobediência do povo. a saber. Q u a n d o o p o v o se deslocava. iam à frente. Assim. apenas Moisés. estavam isentos. Números é uma longa e triste história de insatisfação e murmurações. Dã. Ou seja. Nem o próprio Moisés entrou para desfrutar dela. As tribos d o norte. seu filho Eleazar assume seu lugar. Os líderes tribais eram os mesmos que ajudaram com o censo. 27) Este é um número bastante alto: veja em Êx 12. o Faraó do Egito contemporâneo de Moisés. 46) Resumo O diário de viagem da jornada de Israel desde o monte Sinai ao rio Jordão Histórias mais conhecidas Os doze espias (cap.37. A confiança dos israelitas no Deus que os tirou do Egito evaporou-se quando começaram as dificuldades da vida no deserto.7. O título vem da "numeração" (censo) de Israel nos primeiros capítulos e no cap. lideradas p o r J u d á . 0 livro poderia ser chamado "As murmurações de um povo". comandaram a contagem.550 ( v . seguidos pelas tribos de Ruben. Nml—9 Preparando-se para partir Nm 1: O c e n s o 0 propósito do censo é alistar todos os homens de mais de 20 anos para o serviço militar. e as lições difíceis que foram aprendidas capacitaram Josué a conduzir a nova geração para seu novo lar. uma distância de cerca de 350 km tornou-se a viagem de uma vida. Ramsés I I . Josué e Calebe sobreviveram aos 40 anos de peregrinação. sempre presente com seu povo. N m 10. feito 38 anos mais tarde. 21) Balaão e o anjo (cap. somente três homens chegam até o final do livro e o ponto de entrada na terra prometida. mas outras passagens dão a entender que os cananeus eram mais numerosos que os israelitas ( D t 7. N m 2: O a c a m p a m e n t o A organização cm quatro grupos de três tribos era igual tanto na hora de acampar como na hora de marchar. Moisés e Arão.NÚMEROS Este é o quarto dos "Cinco Livros de Moisés".17. • 603. os líderes do povo na esfeManasses | Efraim | Benjamim Levitas carregando atenda de Deus Zebulom . Uma população total de cerca de 2 a 3 milhões equivaleria a toda a população de Canaã. Os levitas. auxiliados por um representante de cada tribo. No segundo censo (cap. 13) A serpente de bronze (cap. ra civil e religiosa.22). as três tribos d o leste. Si meão e Gade c coatitas com a mobília e os objetos sagrados.

• O s estandartes/bandeiras (2. uma cabeça humana para Ruben. Na ausência de evidência devia haver um julgamento por prova. 15. Uma pintura tumular egípcia mostra homens caçando aves nos banhados. no Egito. pois. N o inóspito deserto d o Sinai o s israelitas tiveram saudades d o E g i t o fértil. Zebulom. peixes e aves. um boi para Efraim. Nafiali. de uma moeda. Issacar. Gade. Os vs. N m 3: U m a m i s s ã o e s p e c i a l A reivindicação dos primogênitos por parte de Deus começou na noite da Páscoa (Êx 12).2) A tradição judaica suplementa os símbolos: um leão para J u d á . Os levitas — a tribo de sacerdotes de Israel — eram separados.7-8). pois pertenciam a Deus. 21) ficavam de quarentena. 21-28: os f i l h o s d e G é r s o n estavam encarregados de transportar as cortinas e os revestimentos da Tenda e do pátio sob a supervisão de Iiamar. Ruben. Os dois peixes numa lança remontam ao segundo milênio a . Os filhos de Gérson e de Merari dispunham de carroças puxadas por bois (7. qualificados para cuidar da Tenda de Deus. • S i d o para o santuário (3. C . Benjamim) e dos dois filhos de Jose (Efraim c Manasses). 5-10 estipulam a compensação quando alguém prejudicava outra pessoa. Julgamentos deste tipo eram comuns na antiguidade. e são bem conhecidos ainda em partes da África e índia. estacas e cordas — também sob a supervisão de Itamar. V s . Simeão. com seus legumes frescos. . Aser. uma águia para Dã. Mas o censo mostrou que os primogênitos de Israel excediam os levitas cm número (273) c para redimir esse grupo excedente foi necessário fazer um pagamento. Os vs. Agora os levitas substituem os primogênitos de todo Israel na missão especial de auxiliar os sacerdotes no serviço d o Senhor. 11-31 dizem respeito às mulheres suspeitas de infidelidade. (Os limites de idade v a r i a r a m depois que os sacerdotes os desmontavam e cobriam. N i n 5: J u l g a m e n t o p e l a p r o v a V s . Comparado com outros. 1-4: aqueles que eram "impuros" (veja Lv 13. V s . não se tratava. Dã.47) Uma quantidade de prata equivalente a 12 g. N m 4: O p a p e l d o s levitas O s e g u n d o censo dos levitas alista i n d i v í duos entre 30 e 50 anos. 29-33: os f i l h o s d e M e r a r i deviam proteger e transportar a estrutura — colunas.194 Pentateuco • As 12 tribos Trata-se dos filhos de Jacó ( J u d á .

mas Sansão ( u m nazireu pouco ortodoxo) tinha um voto vitalício ( J z 13—16). N m 6. Algumas foram enterradas com o Faraó Tutancâmon (por volta de 1350 a . Onde ela parava. eles garantiam a pureza externa. .12) Compare J o 19. N m 10.1-4). A o se lavarem c raparem o corpo. O sangue do sacrifício limpava a mancha interna do pecado. eles acampavam: se a n u v e m não se movesse.2 1 : O n a z i r e u Um voto especial dava ao nazireu (que não deve ser confundido com nazareno. convocavam a assembléia e anunciavam as festas e o início dos meses. N m 9. A nuvem durante o dia e o fogo à noite acima da Tenda no centro do acampamento sinalizavam a presença de Deus no meio do povo. u m líder de cada uma das tribos trouxe uma bandeja e uma bacia de prata cheios de uma oferta de cereais. • cuidado especial para evitar impureza pelo contato com cadáveres (veja cap.23-26 e o v o t o de Paulo em At 18. N m 8: A d e d i c a ç ã o d o s l e v i t a s Os vs. Nm 7: A s t r i b o s t r a z e m as s u a s o f e r t a s A dedicação do altar havia acontecido um mês antes dos acontecimentos narrados em Nm 1. mas os nazireus continuaram a existir durante o exílio c até nos tempos do NT (veja At 21. Não se sabe como ou quando estas práticas se originaram. I C o 5.1-10: A o s o a r d a t r o m b e t a Duas trombetas especiais de prata davam o alarme. c o m o p a r t e da adequação para se apresentarem diante de Deus. Q u a n d o a nuvem se levantava eles partiam. um prato dourado com incenso e animais para holocausto. o SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti. ou se funcionava apenas por sugestão psicológica. Não é claro se a água continha alguma erva que provocaria aborto caso a mulher fosse culpada e estava grávida. natural de Nazaré) seu status espiritual.Números 195 Troniberas de praia eram rocadas para este chega a ser brando c está menos orientado para um veredicto de culpa. 2 2 ." N m 9. em contraste com as influências corruptoras da civilização). c pede especificamente o dom da paz de Deus. E possível que Samuel também fosse nazireu. A cada dia.15-23: O s i n a l para partir A orientação de Deus no deserto era uma realidade clara e visível.11-36: A j o r n a d a c o m e ç a Cerca de três semanas após o censo. Trombetas longas como essas eram comuns no Egito por volta de 1400-1300 a. • Não quebrarão nenhum osso (9. 1-4 d i z e m respeito às lâmpadas para a sala externa da Tenda de Deus (veja Êx 27. durante 12 dias. O restante do capítulo trata dos levitas. C ) . Nm 6 . na ordem descrita no cap.20-21. 19).7 descreve Cristo como "nosso cordeiro da Páscoa.2 7 : A b ê n ç ã o d e A r ã o Esta bênção tem sido usada p o r judeus e cristãos na sua adoração. Aqueles que serviam a Deus deviam ser completamente puros. o povo não se movia. eles levantaram acampamento e deixaram o monte Sinai. " O SENHOR tc abençoe e te guarde. Ela reconhece que é Deus quem dá todas as coisas boas. 2.1-14: A s e g u n d a P á s c o a N i n g u é m podia deixar de celebrar a Páscoa (veja E x 12). isto também pode r e f l e t i r u m compromisso c o m a simplicidade da vida nômade. convocar o povo c para levantar acampamento.C. o SENHOR sobre ti levante o rosto c tc dê a paz. L v 24.18).24-26 N m 10—21 Em movimento: do Sinai a Moabe N m 10. Mas quem estivesse ausente o u a pessoa que fosse ritualmente impura na época p o d i a c e l e b r a r a festa um mês depois. 0 voto geralmente era por um tempo limitado. ofertas pelo pecado e de comunhão (veja Lv 1—7). Os sinais externos da consagração a Deus são: • abstinência do v i n h o o u qualquer outra bebida f o r t e ( o s s a c e r d o t e s t a m b é m deviam ser a b s t e m i o s ." Bênção d e A r ã o sobre Israel.36. Nm 6 . 1 . • cabelos sem corte.

Mas foi necessária uma derrota terrível para fazer o p o v o se dar conta do que estava acontecendo (14. é fiel em toda a minha casa. irmãos de Moisés. Moisés ficou em silêncio. sua súplica As codornizes A c o d o r n i z . 2 5 ) . • Ômer (32) " U m a carga de jumento"..2 5 dá a e n t e n d e r que.7-8 O cunhado de Moisés foi com eles como guia." Resposta dc Deus a Arão e Miriã.1 4 . E assim. e m N m 12. um p o u c o d o " e s p í r i t o " ( p a l a v r a que t a m b é m s i g n i f i c a " v e n t o " . O motivo real da discussão não era a esposa de Moisés ( 1 ) .1 5 ) ? Sua resposta f o i d a r a u m g r u p o de 7 0 líderes. 5 . A direção e companhia do S E N H O R eram algo muito real ( 3 3 .1-2. naquele momento. houve momentos em que se abateu de 2 a 3 milhões de aves por ano.196 Pentateuco "Meu servo Moisés.4 8 . e não por enigmas. usando as próprias palavras de Deus ( N m 1 4 . 29 Moisés demonstrou uma atitude notável num líder: poder sem qualquer sinal de corrupção (veja 1 2 . escolhido para dar apoio a M o i sés. que a migração anual. Umas seis semanas depois que os israelitas haviam saído d o Egito. N m 12: D e s a f i o à l i d e r a n ç a de Moisés A murmuração seguinte veio de Miriã e Arão. e ele vê a forma do SENHOR. essa matança contínua havia reduzido o número d e aves d e tal maneira. Deus. registrada desde o tempo d e Moisés. N m 13—14: O s espias d ã o s e u relatório. 3 ) . Os dois homens de fé deram a interpretação correta dos fatos ( N m 1 3 . T e n d o chegad o tão perto do objetivo. v. as aves chegaram c o m o vento da tarde e pousaram para descansar. Dez ômeres ("mil quilos". mas o p o v o preferiu o u v i r os dez "profetas da catástrofe". toda uma geração abriu mão de tudo que lhe fora prometido. a princípio delicioso.6. No inverno. Exaustas em razão do longo vôo. 1 4 . q u a n d o as aves se dirigiam para o Norte. do maná (veja E x 1 6 ) era parecido com biscoitos de mel. as codornizes migram para o Sul. 1 9 . Mas n o Egito. o p o v o recolheu as codornizes. se reproduz em várias partes da Ásia o c i dental e da Europa. para Canaã. claramente. Apenas a intervenção de Deus o salvara da morte p o r apedrejamento. a m e n o r das aves cinegéticas (isto é.9 ) . supostamente essa contestação partiu dela. Em 1924. 7 . Saudades da abundância de peixes e legumes do delta do Nilo logo produziram um desejo irresistível. elas foram a resposta d e Deus a o clamor d o povo por carne. Os números apresentados são altos e as cifras criam algumas dificuldades. N m 11. Saul v i v e n c i o u algo semelhante após sua unção (ISm 10. foi sugestão do povo enviar espias. c o m suas histórias de gigantes e gafanhotos. cessou por completo. Moisés pretendia ir diretamente à terra prometida. D t 1 . a revolta de Israel Os israelitas e s t a v a m acampados em Cades-Barnéia. mas a resposta de Deus foi um notável tributo prestado a esse líder ( 6 . N m 11: R e c l a m a ç ã o p o r c a u s a da comida O gosto. Sem dúvida Moisés se arrependeu de ter dado ouvidos a eles. fez c o m que recaísse t a m b é m sobre ele o j castigo que Deus trouxe sobre o povo. 3 1 ) d a d o a Moisés. foram esquecidos.9-13). atravessando duas vezes por ano a região n a qual o s israelitas peregrinaram depois d o êxodo. Agora a monotonia o tomava intragável. Ao invés de irem para o n o r t e . aves que são caçadas). mas sua posição de liderança. 4 1 . segundo a N T L H ) dão a medida da glutonaria do povo. 1 6 . A oração de Moisés naquele momento foi surpreendente. e a terra boa. C o m o Miriã foi a única pessoa castigada. Sempre de n o v o Moisés se colocou entre Israel e sua d e s t r u i ç ã o total ( Ê x 3 2 . 1 8 ) . Mas ali estava ele. Será que Deus percebeu a exaustão p o r trás da queixa d o p r ó p r i o Moisés ( 1 1 . Neste caso. Deus lhes deu o que queriam até não poderem mais! E com a fartura veio o j u í z o pela atitude p o r trás da reclamação. • Cuxita ( 1 ) pode ser midianita o u etíope (NTLH). 3 0 ) . O efeito disto foi dramático. o fenômeno se repetiu um ano depois. Segundo N m 11.. 2 1 . onde as codornizes eram limpas e secadas ao sol para fins d e exportação.3 6 ) . n a s e g u n d a metade d e abril. Deus o r d e n o u que fossem para o leste até j Acaba (o " m a r V e r m e l h o " .39-45). • V . durante dois dias.8 ) . . pedindo misericórdia para o povo teimoso que só lhe causava problemas! Ele se dirigiu a Deus para lembrarlhe quem ele (Deus) era. Com ele falo face a face.

A razão da queixa de Corá (e da sua companhia de 250 levitas) é o monopólio do sacerdócio por parte de Arão.» Anaquins (13. o vale fértil encontrado pelos espiões. Nm 15: L e i s d i v e r s a s 0 primeiro versículo deste capítulo é totalmente oposto ao anterior. que fez com que fosse expulso da comunidade do povo da aliança de Deus. lista foto é de Kin A v d a i . e foi Deus quem pôs fim à rebelião. A NT1.33) Veja G n 6. As instruções que se seguem são para "quando entrarem na terra". • Calebe jamais perdeu sua confiança absoluta em Deus. Deus aceitou o argumento embutido na súplica de Moisés e Arão (22) e não destruiu o povo. ele escolheu o território dos descendentes de Enaque para conquistar para si (Js 14. Quarenta e cinco anos mais tarde. mas também a sua arrogância. Vs. Na verdade esta acusação era contra Deus (11). mas foram novamente salvos por Moisés e Arão. 37-41: os pingentes nas pontas das capas serviriam para que os israelitas. Datã e Abirão (da tribo de Ruben) acusaram Moisés de ser prepotente e de ter falhado da missão de levá-los à terra prometida (1314). Nada se sabe sobre eles fora da Bíblia.22).. mas são evidentemente uma raça de gigantes a exemplo de Golias. aos 85 anos. n o lado norte d o deserto d o Kejiuebe. Essa entrada podia ter sido adiada. N m 16: A r e b e l i ã o d e C o r á A aliança nada santa entre C o r á . Datã e Abirão teve em vista um ataque duplo: contra Moisés e também contra Arão. • Lançar pó aos olhos (14) Talvez torná-los escravos. descendentes de Enaque (13. Vs. • Onde manam leite e mel (13-14) Descrição vívida de uma terra fértil.H traduz por "uma terra boa e rica". "Será que não basta para vocês" s e r v i r como levitas? ( 9 ) . "Agora vocês querem também ser sacerdotes?" (10b). sempre prontos a se esquecerem de Deus. 32-36: a seriedade da transgressão do sábado.4.. mas mais provavelmente "enganar" (NTLH). d e v e ler dado uma excelente idéia d o que encontrariam na terra prometida. se lembrassem dele e de seus mandamentos. mas certamente aconteceria! Vs. 1-31: sacrifícios a serem oferecidos após a conquista de Canaã.6-15). romãs e figos. . Porém no dia seguinte toda a comunidade se opôs à liderança e ficou sujeita ao juízo de Deus. c o m suas uvas. Não foi apenas a desobediência daquele homem. A p ó s os lundus anos n o deserio.

Em várias ocasiões. e os animais.quanto Isaque fizeram tratos com o turado com períodos de vida sedentárei de Gerar (Gn 21. chegando a comprar nómade. Os nômades m u d a m d e u m l u g a r para o o u t r o .31). geralmente seco. em busca de pas.18-19).25. a maioria das cidades ficava nas planícies e nos vales.12. desde os nômades que se terras da população local (Gn 13. Isaque e Jacó e suas lugar a outro. Ló deslocou os seus rebanhos e tinham estilos de vida conflitantes e foi acampando até chegar a Sodoma nunca se misturavam. Tanto Abraão da Arábia até o estilo seminômade mis. por sua vez.13. 26. flexíveis e que mudanças econômicas. ajudavam a fertilizar o solo. 23. Jacó ria. climáticas ou políticas em determinada região podem levar as pessoas a adotar um estilo de vida sedentário. os nômades criadores de gado encontravam boas pastagens nas regiões montanhosas da Palestina. em busca d e novas pastagens para seus rebanhos. Hoje sabemos (Gn 13. 26. ao se deslocarem por ocasião do verão.tores seminômades que se deslocatagens para seus rebanhos. 18. Há diferentes estilos de vida de Hebrom. E.1. que a situação é mais complexa do Abraão acampou nas proximidades que isso.12).17-18). Muitas vezes a vida dos nómades comprou terras dos moradores de se relaciona de perto com a vida das Siquém (Gn 33. onde era fácil de plantar e colher. Houve seus rebanhos e que tinham contato um tempo em que se pensava que os regular com as populações sedentánômades e os agricultores sedentários rias. às vezes seguindo o famílias são retratados como pasritmo das estações. Nos tempos do AT. deslocam com camelos pelo deserto 14. Assim. havia outros benefícios mútuos. Assim. não nos surpreen- . Estudos recentes revelaram que os estilos de vida nômade são. Além disso. Normalvam de um lugar para outro com os mente eles vivem em tendas. 14. tinham de procurar água e pastagens nos vales. Levavam os seus animais para pastarem nos campos ceifados.10!. os nômades entravam em contato com a população sedentária. numa terra onde as chuvas são escassas. Os direitos sobre as pastagens e os poços de água tinham de ser negociados.27. mas nos longos meses do verão.20). Aqui duas meninas beduínas pastoreiam os rebanhos. a disputa por causa de poços era uma cena freqüente (Gn 21. como a compra e venda recíproca de bens e produtos (Gn 34.18. Durante o inverno (a estação das chuvas). Estes fatos se populações que se estabeleceram de encaixam muito bem naquilo que forma definitiva num certo local. sabemos sobre a vida dos nômades pastores daquele tempo.198 Pentateuco Vida nômade John Bimson Os nômades se deslocam de um Abraão. muitas vezes.

Deus deu aos sacerdotes a sobra de todas as ofertas sacrificiais.1. morreram M i r i ã . Em lugar de herança. Os levitas recebiam os dízimos do povo (dez por cento de todos os rebanhos e safra. Todos podiam ver sobre quem recaiu a escolha de Deus. quando estavam prestes a entrar em Canaã. com as cortinas laterais abertas.. florescer e frutificar do bastão de Arão tinha uma lição prática. a falha de Moisés A maior parte dos 38 anos j á se passara desde 13. O que eles davam deveria ser o melhor.Números 199 • A terra a b r i u a s u a boca e o s e n g o l i u (32) Deus fez uso de forças naturais para executar seu j u í z o (como nas pragas do Egito). é p r o v á v e l q u e sejam semelhantes àquelas e m q u e o s patriarcas e suas famílias viveram.1) e que Isaque tenha ficado em Gerar o tempo suficiente para plantar e colher o que havia plantado (Gn 26. dados a Deus). N m 18—19: D e v e r e s . Para minimizar o risco de contaminação acidental. o fenômeno pode ter sido o rompimento (talvez provocado p o r uma tempestade) da superfície dura e irregular que se forma sobre profundos lagos de lama líquida no vale de Arabá. O u t r a s cortinas o u divisórias podem ser levantadas q u a n d o la/.5-8). na fronteira com E d o m .?".38-39) e Moisés (Dt 34. o que significa que são igualmente adequadas para a estacão das chuvas. O ritual com a novilha vermelha (19.12. . descrita nos vs.. U m deles é a sala de visitas. de que Ló tenha ido morar em Sodom a (Gn 14. o germinar. 19. morreu Miriã. N m 17: D e u s e s c o l h e A r ã o Como todos os milagres bíblicos. que Acredita-se que as lendas que os beduínos usam ainda hoje foram desenvolvidas lia milhares d e anos. Estavam reclamando quando saíram do Egito e ainda reclamavam após todos os anos de provisão de Deus. costuradas umas nas outras p a r a fazer longas faixas. N o interior. O bastão foi g u a r d a d o no santuário de Deus como advertência permanente. Não havia mais possibilidade de contestação. Num mesmo ano. Neste caso. Nada parecia c u r a r as murmurações do povo. Eles por sua vez davam dez p o r cento aos sacerdotes.1-7).1-10) era a solução para casos de profanação pelo contato com um cadáver.1-13: A m o r t e de M i r i ã . N m 20. onde este incidente ocorreu. O pecado de Moisés parece estar nas palavras "será que vamos ter de fazer sair água. E m Cades.25-29. como dádiva a Deus. os túmulos posteriormente passaram a ser pintados de branco (veja Mt 23. t r i b u t o s e ritual N e m os sacerdotes nem os levitas receberam herança na terra prometida: Deus era a porção deles. calor. O incidente nos vs. A s s i m . 33. cortinas d i v i d e m a tenda c m c ô m o d o s . A r ã o (20.27).12). A s tendas são íi prova d'água. 2-13 lembra algo semelhante que ocorreu no monte Sinai (Êx 17. São feitas de tiras tecidas m a n u a l m e n t e c o m pêlos de bode. dos primeiros frutos e das primeiras crias. 1122.

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13 Correndo na direção do mar Morto. E nem suborno nem ameaça o impediam de dizer a verdade assim como Deus a revelava a ele. Jesus lembrou esse incidente a Nicodemos.14-21: E d o m n ã o d e i x a q u e os israelitas passem Os israelitas h a v i a m tentado i r para o Norte.202 Pentateuco dão a entender que ele e Arão. O p o v o só precisava olhar para a serpente de bronze para ser curado.. pode cair. no Sul.. dizendo que ele também devia ser levantado.10. diretamente a Canaã.27—24. após toda uma vida de confiança e obediência. . perto de Carquemis).22-29 registra a morte de Arão. tiraram a água da rocha. A vitória sobre o rei de A r a d e foi rapidamente seguida de q u e i x a s . o adivinho. o rei dos amorreus.v-. os israelitas derrotaram Õgue de Basã (nordeste do lago da Galileia) em Edrei. passando a leste do mar Morto. o rio Arnom esculpiu um enorme desfiladeiro. Moisés não entraria na terra com o povo como tanto desejava. N m 20. E m N m 21. havia tomado as terras de Moabe e ser reino se estendia do Arnom.. Acontece com freqüência que palavras ditas de forma precipitada (veja SI 106. contra as ordens de Deus. para contratarem Balaão. fica perto de Pefra e bem distante de Cades. pois os edomitas eram descendentes de Esaú. fazendo pouco caso das promessas e da diplomacia de Moises. • 21. O local tradicional (veja foto). que foi negada. • Água da rocha Sabe-se que a rocha calcária do Sinai retém água (veja Ex 17. numa época em que todos acreditavam no poder que as palavras têm de influenciar os acontecimentos.14-15). As serpentes venenosas são consideradas u m castigo.17) Em algumas partes da península do Sinai e no sul da Jordânia a água fica perto da superfície. não Deus.22—21. A g o r a deveriam na direção leste. ao Jaboque. que. á . Era uma atividade rotineira para o profeta. Três vezes repetiram o mesmo ritual (22. 23. va ^ • . página anterior: Os israelitas foram obrigados a pegar um desvio por região inóspita. mas um antídoto foi providenciado. A recusa edomita de permitir a passagem de Israel resultou num longo desvio para o Sul e ao redor de Edom. Por causa disto. 23. perto da fronteira de lídom.6). Seguindo para o Norte. para que todos que tivessem fé nele tivessem vida eterna ( J o 3.41— 23. O que é surpreendente é a revelação de que a fonte do conhecimento de Balaão era o próprio Deus. Mas desta vez eles partiram para o ataque e saíram vitoriosos. rei de Moabe.21-25. a nordeste de Cades.1) Não se sabe onde ficava este lugar. a fim de vir e amaldiçoar seus inimigos. e sofreram uma t e r r í v e l derrota (14.9).. e n q u a n t o o de Moabe N m 22—24: B a l a q u e e B a l a ã o Os israelitas vitoriosos tornaram a acampar junto à fronteira do reino de Balaque. junto ao rio Eufrates.39-45). irmão de Jacó. para desespero e irri- .13-24. Até o maior dos servos de Deus. • Teu irmão Israel (14) Isto não era apenas um modo de falar. Arão morreu n o monte Hor. com apoio midianita. q u a n d o o s edomitas barraram seu cantinho para a terra prometida. Moisés bateu na rocha no local onde Deus indicou. • Estrada real/estrada principal (17) Ela ligava o norte do golfo de Acaba com a Síria. apoiado por Joscfo. ^--. mais uma vez Israel pediu passagem. N m 20. -V. na fronteira noroeste de Edom. Três vezes Balaão abençoou Israel. especialmente palavras solenes de "bênção" e "maldição". Scom. um lugar difícil de transpor. rapidamente enviou mensageiros a Pctor (provavelmente Pitru. de leste a oeste.. ' • . O monte H o r deve ser Jebel Madeira. • Poço (21. tendo sua capital em Hesbom.. O s israelitas geralmente só precisavam cavar poços rasos para encontrá-la. Atualmente. há um monumento chamado t ú m u l o de A r ã o n o t o p o desse monte. no Norte. P'"! W Nm 2 2 — 3 6 Nas planícies gem.35: D e s v i a n d o de E d o m N m 20.33) levam a pessoa a se arrepender mais tarde. para que o deslocamento para o Norte se desse d o lado oriental o u leste do mar Morto. • Atarim (21.25. Mas os edomitas não abriram passap o v o se deslocava para o Sul até o golfo de Acaba (o " m a r V e r m e l h o " aqui) para evitar o território de E d o m .

Os edomitas não d e r a m permissão. veja L v 23. 30: votos. 36). O quarto oráculo superou a todos. desta vez. 26-31: a Festa Deus e adorar Baal. na c r u z . Em outros países do Oriente Próximo. Os homens em Israel estatempos patriarcais havia muita superposição vam incondicionalmente comprometidos por no uso dos termos "midianita". 12-38: para a Festa dos próprio do grande deus da fertilidade dos Tabernáculos (Barracas). cananeus. levantou n o deserto era salvo. . 33. V s . 64-65). apesar dos esforços de Balaque. 1 .28) e um dos dois espias fiéis (14. Nm 25: I d o l a t r i a e m P e o r Foi por ordem de Balaão (31. morreu o restante da geração que saíra d o N m 28—30: Regras p a r a o culto Egito. J o 3. • Baal-Peor (3) A divindade adorada naqueCap. p o r ordem d e Deus. Com a morte daqueles que adoraram Baal. ofertas.14-15 relaciona isto com a o b r a d e salvação realizada p o r C r i s t o .6-9). 15 estabelecem os termos sob os quais os juramentos feitos por mulheres são obrigatórios.. às portas da terra prometida. Esta Nm 26: O s e g u n d o c e n s o Os números são ligeiramente menores que no primeiro censo (uma geração inteira foi substituída por outra. foi para que a terra pudesse ser dividida proporcionalmente.16) que as mulheres midianitas corromperam os israelitas em Peor. 203 casar-se com homens da própria tribo para assegurar a herança tribal (veja cap. Josué. Moisés avistou a terra do alto do monte Nebo. 11-15: ofertas para a Páscoa e e a levaram os homens de Israel a desobedecer a Festa dos Pães sem Fermento. Nesta ocasião ele recebeu autoridade para liderar a nação no lugar de Moisés. • Vocês d o i s se revoltaram contra a m i n h a o r d e m (14) Veja 20.1-8: ofertas de cada dia. O s israelitas rebeldes foram picados p o r serpentes venenosas e muitos morreram. ali. N m 27. votos be (26. as filhas podiam receber a herança. de tal modo que. 1-6: le local. e "As já revelam uma mistura de práticas sexuais grandes festas religiosas".65).11. juramentos de qualquer natureza (2). • A origem destes oráculos Não se sabe como estes oráculos foram incluídos em Números.2-13. • Monte Abarim (12) Este era o nome de uma serra o u cadeia de montanhas. Os vs. A rigor. 52-56). F.9-13. 29: as festas do sétimo mes. mas desde o final dos devem ser mantidas.15-19 prevê um futuro rei vitorioso que derrotará todos os inimigos de Israel.Números tacão de Balaque. 28. • 0 incidente da j u m e n t a O propósito de Deus parece ter sido impressionar Balaão.1 1 : O d i r e i t o d e h e r a n ç a das f i l h a s A lei dizia que a terra era passada do pai ao filho mais velho. 1 Relações sexuais com mulheres moabitas do sábado. Os acontecimentos descritos aqui C o m respeito a festas. as mulheres normalmente não podiam receber herança. • Moabita. O motivo do censo. Promessas feitas a Deus termos parece confusa. a rota principal para o norte. ele pagou por isto com sua vida (31. N m 11. Nm 2 7 . Josué e Calepúblico. entre outros. Nm 24.C. "ismaelita".. Mas quem o l h a v a para a serpente d e b r o n z e que Moisés. braço direito de Moisés (Êx 17. midianita A alternância entre os Cap. 9-10: ofertas • V.12-23: J o s u é é o novo líder do povo A vida de Moisés estava chegando ao fim. Mas Zelofeacle só tivera filhas. 24. na falta de filhos. sempre dissesse a verdade. U m a escultura moderna de b r o n z e n o monte N e b o representa uma serpente enrolada na c r u z . mas em Israel foi decidido que.13. indicam que os oráculos foram escritos por volta do século 12 a. C o m respeito a e religiosas. Mas fatores lingüísticos. com a exceção de Moisés. "Baal" (que significa "senhor" o u ofertas para a Festa das Trombetas: 7-11: para "mestre") gradativamente tornou-se o nome o Dia da Expiação. de acordo com o tamanho dos vários grupos (vs. 3"medanira". veja Lv 1—7 e "Sacrifícios".8). Mas elas deviam O s israelitas pediram aos edomitas permissão para seguir viagem pela Estrada d o Rei ( f o t o a b a i x o ) . das Semanas (primeiros frutos). de onde se via Jericó. mantendo-a na tribo. "moabita". foi escolhido por Deus para ser o sucessor de Moisés.

São listados quarenta lugares de acampamento. porém. em Ê x o d o . Assim. Seu pedido foi concedido. o povo deu a qüinquagésima parte (1/50) do seu despojo aos levitas. cidades de refúgio Veja também Js 20—21. e foi vitoriosa.1-11. mas apenas sob condição de que ajudassem na conquista de Canaã primeiro. 52b A intenção era eliminar tudo que tivesse qualquer relação com as religiões idólatras: as imagens de escultura e os locais de adoração ("lugares altos" onde eram construídos santuários). • V. Veja o mapa "Fuga do Egito: as peregrinações no deserto". N m 35: P r o v i s ã o p a r a o s levitas.Pentateuco era uma sociedade patriarcal na qual os homens asseguravam seu controle sobre as mulheres. N m 34: A s f r o n t e i r a s d o país Veja também Js 1 3 — 1 9 . 25 e notas). na retaguarda. Esta geração se mostrou obediente a Deus. 48-54 registram a oferta especial do exército dada cm gratidão pelo retorno em segurança. N m 33: Estágios d a j o r n a d a Este capítulo é um resumo de toda a jornada. Parte da tribo de Manasses conquistou Gileade e Moisés deulhes esta terra. N m 32: T r i b o s a leste d o J o r d ã o As tribos de Ruben e de Gade queriam assentar-se nas terras boas para a criação de gado que ficavam a leste do J o r d ã o . Os vs. . do Egito às planícies de Moabe. pela metade. foi traçado um plano para permitir que a força militar dessas tri- bos deixasse seus rebanhos e seus dependentes a salvo. N m 31: G u e r r a s a n t a c o n t r a os midianitas Os midianitas foram punidos pelo seu pecado de induzir Israel a adorar deuses falsos (veja cap. os midianitas surgirão novamente na história de Israel (veja J z 6—8). a maioria agora desconhecida. O exército e o povo dividiram os despojos entre si. Mais adiante. O exército deu a quingentésima parte (1/500) dos seus despojos de guerra aos sacerdotes. N m 36: A h e r a n ç a das m u l h e r e s Veja 27.

D t 1.15-68 7. que vem da tradução grega. • Amorreus (44) Nm 14.14-21. 31—34 As últimas palavras de Moisés Dtl— 4 Primeiro discurso: recapitulação da jornada D t 1. independentemente do destino do resto do mundo. que levaram a uma visão bastante fragmentada do Pentateuco. os espias e seu relatório: Veja Nm 13—14. Estipulações básicas 4—11 3.44—22. ao delegar responsabilidade. 7 A terra que Deus prometeu a Abraão: Veja G n 15. Prólogo histórico 1. o livro continua firmemente arraigado neste grande personagem histórico que foi Moisés. 2 Horebe é outro nome do monte Sinai.14-25): Moisés relembra do alívio que sentiu quando. Este seria o segredo para receberem as bênçãos de D e u s .. implica uma segunda doação da lei. o criador se revelttsse ao mundo e o salvasse na sua íntegra. Quarenta anos após o êxodo do Egito.. No entanto.22—23. os israelitas estavam acampados nas planícies de Moabe e prestes a entrar na terra prometida (cerca de 1260 a. ficou livre do peso de ser o único líder do povo. E s q u e c e r Deus nessa nova etapa da vida seria desastre na certa. O foco passa a ser a vida fixa ou sedentária numa nova terra. Estipulações detalhadas 12—26 4.19 têm paralelos em Deuteronômio. Moisés disse ao povo: "Lembrem-se de que vocês foram escravos no Egito". Jetro (veja Ê x 18..6—3. • V .43: D e A c a b a às planícies d e M o a b e 2. por meio dela. nas planícies de Moabe a leste do rio Jordão. no final das peregrinações do deserto. É uma "exposição" da lei. 19-46.68 Os dez mandamentos A lei de Deus Instruções para a vida na nova terra Caps.18-21. • V .1-8: veja N m 20.43 usa o termo mais amplo "cananeus". • V. Mas há oásis. Ao norte do Sinai a terra é estéril e desolada. o propósito da aliança jamais foi apenas que o criador queria Israel como povo especitd. com quantidade surpreendente de vegetação após as chuvas do inverno.." — permanecer fiéis.43 205 Recapitulando a jornada pelo deserto Cops. Ele recapitula a jornada e lembra ao povo a aliança que eles têm com Deus. com algumas pequenas variações. Resumo Moisés se dirige ao povo de Israel que estava em vias de entrar na terra prometida. O chamado de Abraão foi feito para desfazer o pecado de Adão. Na ocasião. Até os estudos críticos dos séculos 18 e 19. o coração da antiga aliança.1—4. 19 "Deserto" significa simplesmente região desabitada. A terra e a aliança de Deus com seu povo são os grandes temas de Deuteronômio. Moisés anunciou a mensagem de Deus a Israel.1—4. Este livro é citado mais de 80 vezes no NT. Atualmente os estudiosos querem reconhecer a contribuição de editores posteriores e não há acordo quanto à data da composição final.C).6-46: D o S i n a i a C a d e s Vs. obedecer. Cláusula de documento 27 5. Recapitulação 29—30 Muitas das leis registradas em Êx 20. O título do livro.13-26). A estrutura de Deuteronômio (a forma de aliança do AT) é muito parecida com a de um tratado daquele tempo (veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo"): 1. Quem lhe deu o sábio conselho de delegar tarefas foi o seu sogro. "Lembrem-se do amor de Deus". Bênçãos 28.DEUTERONÔMIO 0 primeiro versículo de Deuteronômio diz: "São estas as palavras que Moisés falou a todo o Israel".1-14 6. 29—30 Escolham a vida! A Tenda e adoração de Deus Caps. Pois era a Deus que deviam sua liberdade e todas as coisas boas prometidas a eles. Embora os edomitas tivessem negado passagem aos israelitas " A i a Bíblia hebraica. D t 2. Os vs. 9-18 (veja N m 11. O propósito da aliança era que." Tom Wright . 1. Maldições 28. Caos. judeus e cristãos geralmente consideravam Deuteronômio as palavras exatas de Moisés. Os Dez Mandamentos de Êx 20 são repetidos em Dt 5.1-5: I n t r o d u ç ã o O tempo e o lugar foram cuidadosamente especificados.29 2. o que mostra a sua importância para os primeiros cristãos. com terreno acidentado e pedregoso. mas na verdade o livro contém uma reafirmação da aliança do Sinai. 4. Isto exigia uma resposta: "Lembrem-se de.

voltou ao Egito para conduzir o seu povo para fora do Egito. . na condição de pastor nômade. colocou-o numa cesta entre os juncos. o rei do Egito decretou que todos os meninos hebreus recém-nascidos deviam ser mortos. Mesmo relutante. desencadeou as dez pragas. Deus fez a proposta para que ele viesse a ser o fundador de uma nova nação. A última delas trouxe consigo a instituição da Páscoa e precipitou o êxodo do Egito (ÊX 5—14). fazendo deles uma nação. não sem antes ter visto de longe a terra prometida (Dt 32. Vivendo no deserto. seu irmão. sugerem que se tratava de uma pessoa tímida (Êx 4). Moisés socorreu um patrício hebreu. A mãe dele. Moisés guiou o povo pelo deserto durante quarenta anos. depois da apostasia de Israel no episódio do bezerro de ouro. antes de ele se tornar o líder de Israel. Isto condiz com o realismo bíblico. Diante disso. teve de fugir do Egito. Moisés guiou o povo através do mar Vermelho para dentro da região do Sinai. quando. veja At 7. Ele recebeu de Deus as leis morais e religiosas que seriam a constituição de Israel. Moisés teve um encontro com Deus na "sarça ardente". até que estivessem preparados para entrar na terra que Deus havia prometido a Abraão (Gn 15). Homem o u super-homem? Moisés é apresentado como um grande homem. O rei do Egito se recusou a deixar o povo de Israel ir embora e. criado pela própria mãe. em razão disso. mas não como um super-homem. Suas tentativas de livrar-se da missão que Deus estava lhe dando e o fato de necessitar de um porta-voz na pessoa de Arão. onde foi resgatado por uma princesa. essa questão tinha de ser resolvida. Dt 34). foi aumentando.24-26) parecem indicar que ele não tinha certeza quanto à sua identidade durante aquele período no exílio. até ser vista como uma ameaça para os egípcios. No entanto. desse modo. Durante a caminhada pelo deserto. casado com uma moça do local. ele foi o mediador da aliança que Deus lhes propôs. e. na beira do rio. Apesar das rebeliões e da desobediência. No entanto. no monte Sinai.3 ele é descrito como "um homem humilde". e educado no palácio real (ÊX 2. Seu casamento com Zípora. libertando-o da escravidão e dos trabalhos forçados (Êx 3—4).206 Pentateuco Moisés Alan Millard A família de Jacó que se reuniu com José. na Transjordãnia. Conhecedor de suas origens.22). Moisés morreu no alto do monte Nebo. etc). as freqüentes queixas do povo fizeram com que sempre de novo ele se voltasse para o Deus que havia prometido estar com ele (Êx 15. o povo de Israel. não podendo mais escondê-lo em casa. Ali. Em Nm 12.1-10. e o fato de não ter circuncidado o seu filho (ÊX 4. uma jovem midianita.23-25. no Egito. U m resumo da vida d e Moisés Foi nesse período que nasceu Moisés.48-52.

Aquele foi um período de grandes mudanças. creditou a sl a vitória sobre um povo chamado Israel. mas adaptadas especialmente à realidade de Israel. o disco solar). As exigências absolutas expressas nos Dez Mandamentos não tém paralelo em outras culturas daquele tempo e é difícil de imaginar que sociedades politeístas pudessem chegar a formular leis definitivas como essas. Dt 6. mostrou que Deus se agradava dele e fez com que o povo o aceitasse e respeitasse. ao contrário. o tabernáculo. especialmente os vs.7-29). 30-33. o sucessor de Ramsés II. E.C. Moisés era o porta-voz de Deus.2. Tudo indica que se tratava de alguma das tribos que.15-18).C. visto que elas pressupõem uma autoridade final única.. e em lugar das cidades-estado (como em Js 9—12) estavam surgindo .C. Entre as leis estão algumas que já eram observadas e endossadas pelos povos vizinhos que tinham um modo de vida semelhante ao de Israel (p. se ofereceu para sofrer o castigo em lugar do povo (Êx 32. e todas as referências a ele e ao seu deus foram eliminadas dos registros egípcios. Não existe evidência direta da época do próprio Moisés. Sem essa descoberta. Outras eram semelhantes às de outros povos. Acima de tudo estava a reverência ao mesmo Deus único. impôs em todo o Egito o culto a um único deus (Aten. seu profeta (Dt 18. permitindo que filisteus e outros povos ali se instalassem. ele recebeu de Deus a Torá. estava tomando posse da terra. embora o ensino de Moisés seja muito superior ao de Akhenaten.1. a lei de Israel. chegando ao monte. com a descoberta da capital desse Faraó.36). que se tornaram a base da sociedade judaica e ocidental. Seu envolvimento nos atos poderosos de Deus. que apresentava a palavra de Deus ao povo e a interpretava. Êx 21. A possibilidade de que existiu um Moisés e um ensino como o que ele transmitiu pode ser defendida a partir dessa analogia com Akhenaten.C). naquela ocasião.C) e dominava a região de Canaã. Aos poucos. Este fato só veio a ser conhecido nos tempos modernos.ex. na terra de Canaã. Sob a firme liderança de Moisés.4) é tão diferente de todas as outras idéias religiosas conhecidas no antigo Oriente Próximo que muitos eruditos acreditam que tal monoteísmo não poderia ter surgido antes do século 7 ou do século 6 a.207 Moisés. quando Ramsés II governava o Egito (cerca de 1279-1213 a. 0t 9. por volta de 1340 a. Esta inclui os Dez Mandamentos. desde o Egito até o momento em que o povo se preparava para entrar na terra santa.13-26). mas sabese que o Faraó egípcio Akhenaten. a fundição do ferro estava começando a difundir a sua nova tecnologia. as leis fizeram de Israel uma nação. tornando ilegal o culto a qualquer outra divindade.35. e a lutarem para defender todo o povo. ensinando as tribos até então desorganizadas a viverem em união. pouco saberíamos a respeito de sua revolução. Um só D e u s : a lei p a r a Israel Moisés julgava questões entre o povo ainda antes da chegada ao monte Sinai (Êx 18. Vale lembrar que essa capital foi abandonada depois da morte de Akhenaten. os Faraós foram perdendo o controle sobre aquela região. a assumirem em conjunto a tarefa de proverem pelo santuário comunitário. C o n t e x t o histórico A evidência histórica e arqueológica dá sólida sustentação ã tese de que Moisés atuou no século 13 a. Merneptah (cerca de 1213-1203 a. O monoteísmo que Moisés proclamava (Êx 20.

em relatos fora da Bíblia. babilônio ou cananeu (uma forma primitiva do hebraico). seja em egípcio. nada foi encontrado. Os reis egípcios não costumavam registrar a ocorrência de desastres e derrotas em seus monumentos. um pouco mais tarde. e praticamente nenhum documento administrativo daquele tempo sobreviveu. É possível que as narrativas bíblicas tenham sido concluídas algum tempo depois dos acontecimentos que registram. a respeito da morte dos primogênitos ou da destruição de tropas egípcias no mar Vermelho. feito em folhas de papiro. Os israelitas moravam na região do delta do Nilo. . não podemos precisar as datas destes acontecimentos. Israel. Moabe e. Apesar de várias afirmações neste sentido. Moisés m o r r e u n o m o n i c N e b o . que pudesse ter ficado nas ruínas de alguma cidade daquela região teria apodrecido há muito tempo. Qualquer registro sobre a fabricação de tijolos. A o sopé desse m o n t e existe u m a fonte q u e leva o nome d e Moisés. d o n d e p o d i a v e r a terra p r o m e t i d a . o fundador da nação de Israel. Esses textos são o testemunho da carreira notável de um grande homem.Pentateuco estados ou nações como Edom. Por não haver nenhum registro egípcio a respeito da permanência de Israel naquele pais ou a respeito do êxodo. mas é perfeitamente possível que Moisés tenha feito algum registro sobre os mesmos e que as leis foram preservadas por escrito.

Guarda. 3. A terra de Ogue era parte do reino amorreu..21.21. 4 4 — 2 8 . para lembrar-lhes a fidelidade de Deus bem como as responsabilidades deles para com a aliança. nenhum outro há.1-40: Moisés pede ao povo que seja obediente e adverte contra a idolatria. veja Gn 19. "Quinerete" é Galileia: a palavra vem do formato de harpa que o lago tem. O preço da desobediência foi alto. 2. famosa por seu gado. H á algumas pequenas alterações interessantes aqui. 6 8 Segundo discurso: a lei D t 4. após "para que se prolonguem os teus dias".. e a região em torno. e "lembrarás que foste escravo no E g i t o . " (5.8) As montanhas de "Seir" ( E d o m ) encontram-se ao sul e leste do mar Morto.6-29.21-35. Veja Êx 4. " P o r causa de vocês'" não é apenas uma tentativa de transferir a culpa. • 4.16—20. O "mar Salgado" é o mar Morto.27) U m ponto elevado no monte Nebo. Veja Nm 35.15) ( E m Êx 20. decretos e decisões judiciais.44-49: I n t r o d u ç ã o Estes versículos introduzem a reafirmação da aliança que Moisés fez ao povo antes de atravessarem o J o r d ã o . o sábado se baseia no descanso de Deus após a criação. A simpatia demonstrada a Edom (os descendentes de Esaú). • Sua cama (3. A lei do sábado Moisés acrescentou "para que o teu servo e a tua serva descansem como t u " (5. e 32). . naturalmente se mostraram atraentes para os criadores de gado das tribos de Ruben. O "côvado comum" media cerca de 45 km.) N o mandamento que trata da honra devida a pai e mãe.36-38) por causa do parentesco era característica do tempo dos patriarcas e do tempo de Moisés. Foi a provocação do povo que levou Moisés à ira.14). o caixão tinha 4 m x 2 m. a terra a leste do rio Jordão ocupada pelas tribos (veja Nm 21. pois.3) Veja Nm 25. • Pisga (3.21-29: um novo líder. Acima de qualquer outra coisa. os seus estatutos e os seus mandamentos. Deus mantém a sua palavra através dos séculos. Moisés queria conduzir seu povo para dentro da terra p r o m e t i d a .41-43: três cidades de refúgio a leste do Jordão. 3. parece que estavam dispostos a vender-lhes alimento. Moabe e Amom (descendentes de Ló. cerca de 15 km a leste da extremidade norte do mar Morto. • Arabá (3. 4. . notas em Êx 20 e " U m estilo de vida: os Dez Mandamentos". Gade e Manasses. e espera que seu povo faça o mesmo. para que te vá bem. o castigo de Moisés (veja 4.17) é o vale que vai do mar da Galileia em direção ao sul até o golfo de Acaba. logo.21-22.17.26-37: veja N m 21.8 Regras permanentes de conduta. Basã. Dt 4 .33-35. • Seir(2. Moisés relembrou a história dos feitos de Deus em favor de Israel nos 40 anos passados." 4. Agora lembra-lhes o caráter que Deus demonstrou em seus atos c adverte a respeito das inevitáveis conseqüências da desobediência: "Só o S E N H O R é Deus em cima no céu e embaixo na terra.1-20: guerra contra o rei Ogue.11) provavelmente era um caixão. Moisés acrescenta " c para Israel a leste do Jordão: vitória sobre Seom e Ogue .30) O AT não vê conflito algum entre a soberania de Deus e a liberdade humana. • Fizera o b s t i n a d o o s e u c o r a ç ã o (2.Deuteronomio 209 pela estrada principal ou estrada real. D t 5—11: O s D e z M a n d a m e n t o s Dt 5: veja também Ê x 19. Jamais se diz que Deus "endureceu o coração" de uma pessoa boa. • Baal-Peor (4. N m 20).

A maior parte desses tratados antigos foi descoberta no século 20.18 (veja M t 22. que era vista como o modelo.I 210 Pentateuco que te vá bem". | aparecem certos termos que descrevem o comportamento de um vassalo j obediente.| ronômio. dedicada exclusivamente ao S E N H O R . o risco de\ pensar que tudo que se tem é fruto de esforço próprio. Dt 7—11: Moisés conclamou o povo à fé c à obediencia. descrito como a ocasião em que Deus revelou a sua lei. "ouvir a voz de" seu senhor. todas as alianças posteriores foram simples renovações da aliança do Sinal. a verdade é que essa revelação era simplesmente uma parte de um acontecimento muito mais amplo: o chamado de Israel para que fosse uma nação santa. todavia. 9 ) . A aliança mais antiga que aparece na Bíblia é a que foi feita com Noé (Gn 9). Num certo sentido. e conceito. A prosperidade traria uma melhora inédita no padrão de vida.C. a lembrança do passado os manteria no trilho certo também em dias futuros. aproximadamente. "não esqueçam". a aliança mais importante no AT do Sinai. em três aspectos principais: linguagem. em geral. Logo. A aliança feita no Sinai foi um passo decisivo na formação da nação de Israel. Neste momento Moisés passou do passado para o presente e o futuro. Assim. 7). Lembrem-se do Egito (7. se empregava linguagem j pomposa e cheia de retórica. com certeza. E todas i estas coisas trazem consigo alguns riscos: o risco de perder a identidade como povo de Deus. Além do mais. Mas. Muito se aprendeu sobre as características das alianças do AT. Di 5. o fato de usarem termos e conceitos derivados desses tratados mostra que. Deus estava expulsando as nações por causa da perversidade delas e não por causa Alianças e tratados no Oriente Próximo Gordon Wenham A mesma palavra hebraica pode ser usada tanto para designar um tratado internacional como uma aliança entre Deus e o seu povo. o risco de um falso orgulho (cap. Desde muito se notou o estilo retórico que caracteriza o livro de Deute. Se permitissem. O m e s m o p a d r ã o aparece n o registro d a aliança d e Deus c o m Israel. separando-a dos bens listados a seguir. Todas as alianças firmadas posteriormente se reportavam àquela L i n g u a g e m d e aliança O objetivo de um tratado era I assegurar total lealdade da parte de | um rei ou Estado vassalo a outro rei I ou Império. Essa terminologia aparece repetidamente no AT. nos I tratados. que é o período durante o qual a maior parte do AT foi escrita. uma obra que em outros j aspectos se parece muito com um tratado feito com um vassalo. ! I I j O c ó d i g o d e leis d o s hititas inscrito nesta tábua seguia o p a d r ã o cost umei ro dos tratados daquela é p o c a . Estudos mostraram que os pontos de contato entre tratados que eram feitos no antigo Oriente Próximo e as alianças que aparecem no AT não se limitam ao uso do mesmo termo.37-40). 8). Moisés exorta: "Lembrem-se". o relacionamento entre as partes que faziam um acordo ou tratado era uma descrição adequada do relacionamento entre Deus e o seu povo. Embora aquele acontecimento seja. D t 6: o grande mandamento e instruções para ensinar as futuras gerações. com Abraão (Gn 15. também. segundo eles. Ele deveria "seguir". A forma da aliança A semelhança mais marcante entre as alianças do AT e os tratados .18).2). é provável que os escritores ao AT soubessem como se formulava um tratado ou uma aliança. É neste sentido que. Em tratados. através dessa comparação com os tratados que eram feitos naquele tempo. forma. Alianças foram feitas. 5 e L v 19. Os tratados em si datam do período que vai de 1500 a 600 a. "temer' "amar". Um vassalo rebelde era culpado de "pecado". Israel logo estaria entre as nações pagãs e provaria a gloria inebriante da vitória (cap. Esse novo relacionamento foi chamado de aliança.21 coloca a mulher em primeiro lugar. . E no último mandamento. o risco de esquecer-se de Deus. capaz i mexer com as emoções do vassalo e I deixá-lo consciente da importância da i obediência. Haveria muito mais a desfrutar (cap. Alianças são semelhantes a tratados. Jesus disse que toda a lei podia ser resumida nas palavras do v. é a aliança do Sinai (Êx 19 em diante). 17). Lembrem-se dos anos no deserto (8. e sobre o AT em geral.

Assim. Israel: o SESHOR.. Os Pergaminhos do Mar Morto revelaram que. 4.24).2)..7). Ame o SENHOR. pois Israel tinha que s e lembrar também das suas próprias falhas (9." Dt 6.. seus j u í z o s . têm a tendência de enfatizar mais as maldições do que as bênçãos. Lembrem-se do amor de Deus. Js 8.4). repitam. 11. de todo o seu coração. esse conceito de aliança ocupava um lugar importante na teologia judaica. 2. > Amarrem. teu Deus. As e s t i p u l a ç õ e s . morte. apesar da recente rebelião. 1 0 — 1 1 ) . A maioria dos elementos que fazem parte de um tratado aparece em Deuteronomio: Dt 1—3 Prólogo histórico Dt 4—26 Estipulações Dt 27 Cláusula documental Dt 28 Bênçãos e maldições Outros exemplos dessa forma de tratado no AT. Por exemplo. Os judeus ortodoxos literalmente atam no braço direito e na testa cópias miniaturizadas de versículos de Êxodo e Deuteronomio que são colocadas em pequenas caixas chamadas tefilim ("filactérios"). 6. Bênçãos e maldições.ex. fiéis. caso se rebelar. Esperava-se que. Deus lembra ao povo de Israel a sua grande misericórdia: "Eu sou o S E N H O R . As estipulações ou leis são apresentadas depois que o vassalo ouviu do suserano tudo que este havia feito por aquele. também no AT. Permitam que a lembrança disso os mantenha humildes.32). Um preâmbulo. Js 24.9.Deuteronômk 211 "/. ameaçando o vassalo com doenças. Os judeus também afixam pequenos cilindros contendo versículos bíblicos nas ombreiras das portas de suas casas. eram bem menores que os atuais. da justiça de Israel (9.15-68). descrevendo o relacionamento entre as duas partes antes da assinatura do tratado.18-20) As pessoas comuns não possuíam uma cópia da lei. o fato de se crer em Deus fazia com que fosse omitida a lista de deuses como testemunhas. descobertos pela arqueologia. São pin- tados quadros horríveis. exílio. caso não levassem a sério as exigências da aliança (veja Dt 28. e partes importantes anotadas onde estivessem bem visíveis. seu Deu». m a s prometendo-lhe prosperidade e bênção.. 3. não apenas privilégios. Am 3. Tanto nos tratados como nas alianças. Israel é encorajado a ser fiel a Deus. ainda na época do NT. em intervalos regulares. Bênçãos e prosperidade são prometidas. também. O conceito d e aliança Tratados e alianças começam com relatos históricos e enfatizam a graça e misericórdia do autor da aliança. muitas vezes estavam ecoando essas ameaças contidas na aliança. por gratidão. etc. ainda que não idêntica. permitindo-lhe continuar no trono daquele reino anexado. bons conhecedores do coração humano. Uma c l á u s u l a d o c u m e n t a l . mas também responsabilidades (p. Jesus estava pressupondo que seus discípulos estavam familiarizados com essa noção de aliança.4-S daquela época diz respeito à forma ou estrutura básica.1-10. nosso Deus. a lei vem depois da graça. que te tirei da terra do Egito" (ÊX 20. por parte do vassalo. embora mais breves. As alianças do AT têm uma estrutura semelhante. mas maldição repousa sobre ele. citando o autor do tratado. explicando a s responsabilidades mútuas dos parceiros. Entretanto. sua providência. aparecem em Êx 19—24. caso fosse fiel.senti'. seu poder. . Uma lista d e deuses testemunhas do tratado. tinha seis partes: 1. Um p r ó l o g o histórico. Um rei hitita podia lembrar ao vassalo como ele estava sendo generoso. ser escrita em pedras caiadas que seriam colocadas e m lugares públicos (veja 27. ela devia ser ensinada oralmente. Lembrado da maneira como Deus havia resgatado o povo. Toda a lei deveria. usado pelos hititas. descrições dos terríveis sofrimentos que sobreviriam ao povo. escrevam (6. as estipulações estão baseadas no favor imerecido do suserano. de toda a saa alma <• </i todas as suas forças. Também está claro que. ISm 12. ao apontar para a sua morte como a inauguração da nova aliança (Mc 14. Os formuladores de tratados e os escritores do AT. De modo semelhante. 5. obedientes (caps. logo.2). nestes casos a forma está um pouco alterada devido ao fato de estar inserida em narrativas. Um tratado típico do Oriente Próximo.. Quando os profetas anunciavam o juízo vindouro. • Poços (6. Os profetas lembraram ao povo que o relacionamento de aliança trazia consigo. caso o vassalo for fiel. Filactérios datados do período do NT. O interior era coberto com c o único SESHOR. o vassalo cumprisse o que havia sido estipulado.11) Cisternas ou reservatórios para armazenar água coletada da chuva ou de uma nascente. sua lei. caso rompesse o tratado. descrevendo o documento que contém o tratado e prevendo a leitura do mesmo.

tO/t os amou. sacrifícios. os cativos c todos os despojos eram de Deus. Mas porque o M .10) Lá as colheitas dependiam da irrigação. Dt 12.15-28: a carne não fazia parte da dieta básica do israelita c o m u m . Deus traria juízo sobre os cananeus. n ã o porque vocês são mais tfo que outros povos. com seu Templo. Quanto à questão do sangue.22) Veja G n 46.18: a sedução das religiões pagãs era um perigo bem real. Nesse caso.." Dt 7. assim como.2) Veja Nm 13. "O SFXHOR os atuou esto/fien. • 10. Deus escolheria um lugar específico para os sacrifícios. Dt 12. a Lei é atada n o b r a ç o dele. veja L v 17.2-5 "Não façam acordo de paz com eles. • Massa (6. Adotar as práticas religiosas que trouxeram destruição sobre os povos de Canaã seria uma atitude fatal para o povo de Israel.. passou a ser a cidade santa de Deus. j á que os israelitas foram advertidos a não se casarem com gente desses povos. tratamento de infratores. Ebal (11. q u a n d o o j o v e m j u d e u passa a ser considerado " a d u l t o " . Repitam essas leis . Este número não incluía as esposas e filhas dos filhos de Jacó. embora após a morte de Salomão as tribos dissidentes tenham estabelecido dois santuários rivais para o reino do Norte.19-20 e "Guerra Santa".6-7 " T a m b é m as atarás t o m o sinal na tua m ã o . a fonte não é conhecida.1-14: todos os lugares em que os cananeus praticavam seus ritos depravados deviam ser eliminados.6-9 Aqui. traria juízo sobre o seu próprio povo. A partir da época de Davi e Salomão.16) Veja Êx 17. • Setenta (10.. Israel não deveria usá-los. N a c e r i m ô n i a d o Bar Mitzvah. Jerusalém. no tempo de Eli e Samuel. e tc serão p o r frontal entre o s o l h o s " .29—13. O " n l n c t é r l o " q u e uni j u d e u o r t o d o x o usa sobre a teslti contém trechos importantes d a L e i . • A n a q u i m (9. . usando água do Nilo.6) Veja N m 16.6-7. mas todos a comiam nas festas e nos sacrifícios. quando se deituivm equando se levantarem. Como Deus era responsável pela vitória numa guerra santa. D t 12—26: Leis d e t a l h a d a s D t 1 2 — 1 3 : ídolos. Siló foi o primeiro centro religioso da nação. B i a i n s t r u ç ã o é seguida ao pé da letra p o r judeus aitlda hoje.711 c / u r u d e casa. Nem todos devem ter sido mortos. Quando a nação estivesse estabelecida. lauto o pensamento q u a n t o as ações estão sujeitos á v o n t a d e d e Deus. Os poços eram mais estreitos na parte de cima para reduzir a evaporação.212 Pentateuco "Guardem scnqire no coração as leis que eu lhes estou (Ituulo hoje c não tleixeni de ensiná-las aos seus filhos.7-8 argamassa ã prova d'água." Dt 6.14) devia ser eliminado para servir de exemplo.26-27. a mudança para a terceira pessoa parece indicar uma inserção posterior no texto. • D a t ã e A b i r ã o (11. nem tenham pena deles". mais tarde. para salvar ou destruir. • N ã o é c o m o a terra d o E g i t o (11.22.V.. Qualquer um que comprovadamente encorajasse a adoração de outros deuses (13. Dt 12.10-16 e "Sacrifícios". • Bènçãoe maldiçào:Gerizim. Sendo Senhor da história. 27—28. Veja 8.26-32) Veja caps. • 7.

Ele oferece ao p o v o a o p o r t u n i d a de de desfrutar dos resultados d o seu trabalho e de compartilhar generosamente com os outros. 10-18 fazem distinção entre o tratamento a ser dispensado aos povos cananeus e aos povos mais distantes. Uma sentença de morte só podia ser executada com o testemunho claro de duas ou mais testemunhas (o que lança dúvida sobre a legalidade do julgamento de Jesus). os seus escravos e as suas escravas e os levitas. mais tarde.1-17: as três festas principais. Os anciãos juravam que sua cidade era inocente. Deus exige um p o d e r j u d i c i á r i o j u s t o c imparcial. Dt 18. os recém-casados e os medrosos eram dispensados do serviço militar. Três vezes ao ano — Páscoa. filhos desobedientes (18-21). dízimos. De sete em sete anos as dívidas de compatriotas israelitas deviam ser canceladas e todos os escravos israelitas deviam ser libertos. Dt 16. O significado do ritual em 1-8 é incerto. "será que elas são seus inimigos?" ( N T L H ) . Juízes locais deviam levar casos difíceis a autoridades superiores no local de adoração da nação: este julgamento seria final.3-21: Veja Lv 11. divisas (14).1-8: veja também N m 18. Dt 18. Deus v a i com o exército e dá vitória. O s sacrifícios não deviam ser uma forma de livrar-se de animais defeituosos. suas palavras seriam comprovadas pelo seu cumprimento. Q u i riate-Arba. mas não a estabeleceu. Dt 18.1-9 e 10-14: Toda vida humana tem um valor e uma dignidade fundamental diante de Deus. mas a culpa e a responsabilidade corporativas eram algo real. C o m o l e m b r a n ç a de que toda riqueza é dom de Deus.Deuteronômio Dt 14: luto.22-29: o d í z i m o — veja também Lv 27. O texto contempla uma situação de guerra santa (veja artigo em J o s u é ) . Dt 1 6 . o futuro profeta (14-22).19-23: veja Lv 27. A lei de Deus seria o guia infalível do rei. ritos pagãos (9-13). os seus filhos e as suas filhas. D t 21: o homicídio não desvendado (1-9). D t 2 0 : leis de guerra.41-43). 20. Dt 21. Ele defende aqueles eme não têm voz nem vez. Semanas (Pentecostes). Ramote e Golã. Mas estas não eram festas só para homens.18—17. uma parte dos bens devia ser regularmente posta de lado. execução p o r enforcamento (22-23).1-6. D t 1 8 : r e n d a para sacerdotes e levitas (1-8). direitos do filho mais velho (15-17). os estrangeiros.14-20: Deus permitiu a monarquia. animais. Dt 14.1-2: práticas pagãs de l u t o são proibidas. Os v s . Dt 15. Os perigos previstos aqui — agressão militar e sensualidade que termina em idolatria — tornaram-se. Veja a lista completa em Lv 23 e "As grandes festas religiosas". O fato de serem procedentes de u m contexto pagão não impedia o casamento com essas mulheres. Tabernáculos (Barracas) — todos os homens israelitas deviam trazer uma oferta ao lugar nacional de adoração. Dt 14. testemunhas (15-21). 2 0 : justiça e julgamentos (Dt 16. 19). alimentos puros e i m p u r o s .10-14: o tratamento previsto para prisioneiras de guerra é bem diferente das práticas cruéis a que eram submetidas em nações vizinhas. O suborno não devia ser aceito.13). Dt 15: o sétimo ano.24-30. prisioneiras (10-14). Bezer.14-20). Afinal. C o m o d i z Dt 16. Siquém. 1 8 — 1 7 . os órfãos e as v i ú v a s que moram nas cidades onde vocês v i v e m " . A lista aparece em Js 20: Quedes. Dt 17.3.9-14: compare Lv 18.11. "todos deverão festejar e se alegrar: vocês. Três cidades de refúgio em Canaã foram acrescentadas às três que ficav a m a leste do J o r d ã o (4. pois ele "faz com que homens sábios e honestos fiquem cegos e dêem sentenças injustas" (v. Aqueles que acabaram de construir a sua casa o u plantar uma vinha. uma triste realidade na história de Israel. Veja em Lv 25. D t 19: cidades de refúgio (1-13). N m 18. o futuro rei (Dt 17. pois o p r i m e i r o era entregue aos levitas. as árvores frutíferas não deviam ser derrubadas. Os autores j u d e u s geralmente consideram este dízimo ( d e z p o r cento) um " s e g u n d o dízimo". V 19: A o cercarem uma cidade.14-22: o verdadeiro profeta seria como Moisés. Dt 21. ( E interessante observar. em . Dt 14.

regras sociais (9-25). um a um. onde se encontraram com José. e abençoar "todos os povos do mundo" (Gn 12. Na continuação da história. Por isso.) Dt 21. • • .29). Abraão não possuía um palmo de chão naquela terra. são desenvolvidos quatro temas principais relacionados com a terra: • A terra pertence a Deus. Deus se comprometeu a fazer quatro coisas: • • • fazer dos descendentes de Abraão uma grande nação (Gn 12. têm o direito de possuir aquela terra. No entanto. uma briga entre as famílias de Abraão e de seu sobrinho Ló quase levou à conclusão de que as duas famílias não podiam morar lado a lado na mesma região (Gn 13. por exemplo.7). chamando Abraão e pedindo que ele saísse de seu país (onde hoje fica o Iraque) e fosse morar numa nova terra (a região conhecida hoje como Israel/Palestina). alguns interpretam a promessa da terra "em possessão perpétua" de forma bem literal. prestes a morrer. e a bênção a todos os povos da terra — se cumprem na vinda do reino de Deus em Jesus. Deus apresenta a promessa de que um dia a terra seria transformada. pedindo a seus irmãos que.23). a terra. A c o m u n i d a d e d o S e n h o r era inclusi- A terra prometida Colin Chapman Se Deus tivesse que consertar algo que deu errado com a raça humana.1-18). Mais tarde. Depois.17-25). estabelecer um relacionamento especial com eles. em Israel (Gn 49. onde foi sepultada Sara. • A dádiva da terra é condicional. como descendentes de Abraão. como ele o faria? O livro de Gênesis explica que Deus deu início a seu plano. foram sendo vencidos os obstáculos que poderiam impedir o cumprimento da promessa.2-3). ( N o AT. Durante muito tempo.16). o livro de Gênesis mostra como. durante um tempo de exílio.1-5). 18-21 violava deliberada e repetidamente o mandamento que fala do dever de honrar pai e mãe (5.10-20). prometessem que também ele seria sepultado na terra de seus pais (Gn 50. obrigou Abraão a buscar abrigo temporário no Egito (Gn 12.2). até comprar uma área perto de Hebrom.24-26). Acreditam que os judeus de nossos dias. Estas regras incentivam atitudes de auxílio e cuidado mútuo. O filho desobediente dos vs. perderia o direito de morar ali e seria expulso da terra (Dt 4.8). Assim sendo. poderia outra vez voltará pátria {Dt 30. Hoje. Numa espécie de "aliança" especial. que o casamento de José com a filha de um sacerdote egípcio. agricultura. dar-lhes a terra de Canaã "em possessão perpétua" (Gn 17.) D t 2 2 : animais e objetos perdidos (1-4). e preocupação com a pureza sexual.214 Pentateuco termos da história da salvação. arrependido. na última cena do livro de Gênesis. voltasse para • Deus.15-17: o risco normal do favoritismo dentro da família era intensificado pela poligamia (veja a história de Jacó). E. relações sexuais (13-30). sua mulher (Gn 23. e de Moisés com a filha de um sacerdote midianita são apresentados com a maior naturalidade. A comunidade era responsável por lidar com ele.27). para fazer parte de "novos céuse nova terra" (Is 65. o povo. outra fome obrigou Jacó e sua família a descer ao Egito. Se o povo sempre de novo ficasse longe do padrão moral que Deus havia estabelecido. Paulo afirma que todos os que crêem em Jesus — qualquer que seja a sua nacionalidade — são "descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa" (Gl 3. fez com que os filhos prometessem que o enterrariam na sepultura da família. D t 2 3 : participação no povo de Deus (1-8). porque — diz Deus — "a terra é minha"(Lv 25. Uma fome naquela terra. Se. como membros dessa família. um direito que lhes teria sido dado por Deus. Os direitos do primeiro filho deviam ser protegidos. o relacionamento de aliança entre Deus e seu povo. Mas Jacó estava decidido a manter os laços familiares com aquela terra. vemos José. construção. para ser o Deus deles (Gn 17. mantendo a distinção entre os sexos (5). No restante do AT. a maioria dos teólogos cristãos acredita que todas as promessas contidas na aliança original que Deus fez com Abraão — promessas quanto ao povo. sem indício de censura. não há registro de que essa sentença tenha sido executada alguma vez.29-33). sob juramento. os cristãos se vêem como membros de uma família da fé espalhada por todo o mundo e entendem que a sua "herança".1-20). vestimenta (8-12). consiste em tudo aquilo que lhes é oferecido por Cristo Jesus.

é o cenário no qual Deus foi. nos quais habita justiça" (2Pe 3.17-18) e também por um senso humanitário prático (15-16.13). . A questão é o novo casamento e.1-12.19-20). também.Deuteronômio va (7-8) e exclusiva (1-6). Era caracterizada por pureza e santidade (10-14. Por e x e m p l o .1-4: Moises não estava instituindo o divórcio (que provavelmente era aceito como fato consumado). Rute e Noemi são exemplos 215 Do alto cio monte N e b o . D t 24. A "terra prometida" do período do AT. a proteção desse segundo casamento. . Dt 24: d i v ó r c i o c n o v o casamento (1-4). 19.31-32. Aponta.5-22: Mesmo no exercício de seus direitos. interpretada ã luz do que acaba de ser dito. leis humanitárias (5-22). o n d e Moises m o r r e u . o povo de Deus devia levar em consideração os outros. para a esperança de "novos céus e nova terra. aos poucos. crianças avistam a terra que Deus p r o m e t e u a o leu povo. aceitar como garantia de pagamento uma das pedras do moinho faria com que a outra se tornasse inútil. fazendo a revelação de si mesmo. Dl 24. uma revelação que teria seu ponto alto na manifestação e vinda de Jesus. Ninguém podia ser castigado pelos crimes de outra pessoa: nem pais n o lugar dos filhos nem filhos nos lugar de seus pais (16). a pessoa não poderia moer o trigo e morreria de fome. talvez. Compare com o ensinamento de Jesus sobre o divórcio em M t 5. embora devesse haver justa causa e a esposa rejeitada devesse receber um 'documento de divórcio".

para o costume da sandália.22-26). o p r ó p r i o Jesus (Jo 5. Não era conhecida apenas em Israel. G n 15.16 indica que Deus deu aos moradores de Canaã quatro séculos. • Poste d a d e u s a A s e r á . Jamais d e v e r i a m tirar a d i g n i d a d e humana ou o respeito p r ó p r i o . D t 25. Mais tarde. O N T vê nesta passagem uma referência ao profeta p o r excelência. não para arrancar uma confissão.21-22) Imagens dc madeira e símbolos de divindades pagãs. alguém passar do limite estabelecido de 40 (veja 2Co 11. Veja Rute ( c . para mudarem sua conduta. sem se dar conta. . A vocação de Israel era sublime: trazer louvor. • Retaliação (19. mas nenhum deles chegou à altura das expectativas criadas p o r esta previsão. D t 2 5 : castigo corporal ( 1 . •saws di' viúvas e estrangeiros que se beneficiaram das regras de colheita estabelecidas nos vs. At 3.216 Pentateuco E m sua caminhada pelo deserto. . fama e glória a Deus.6) O parente mais próximo da vítima de assassinato.3 ) . quando as belas promessas já se teriam tornado realidade. resumo (16-19). . coluna do deus Baal (16. compaixão por animais que trabalham ( 4 ) .46. Dt 25. • Marco d e divisa (19. A preocupação é o perigo que representavam para Israel as práticas religiosas corruptas e perversas dos povos cananeus. • Um p r o f e t a s e m e l h a n t e a m i m (18. • N ã o c o z i n h e m .14) Uma pedra sobre a qual estavam inscritos os limites da propriedade. esta regra parece incrivelmente severa. A cerimónia dos primeiros frutos incluía a recitação de uma bela oração de gratidão e louvor que resume a história de Israel. (14. • O v i n g a d o r d o s a n g u e (19. pesos e medidas certos (13-16). Rt 4.16-19: a bênção vem por meio de obediência. 19-22. cujo dever era vingar sua morte. "cunhado") era impedir a desgraça de um homem morrer sem deixar herdeiro. 19-20. as 40 chicotadas se tornaram 39. castigo dos amalequitas (17-19).21) Veja Lv 24.15) Deus levantou muitos profetas nos séculos seguintes. todo o tempo em que Israel estava na Egito. a lei do levirato (5-10). os israelitas acamparam c m lugares c o m o esie. Essas instruções t i n h a m em vista uma época em que o povo j á se encontraria na terra prometida.5-10: O propósito da lei do lcvirato (do latim kvir. Há registros de freqüentes conflitos com os amalequitas (17-19). de I S m 14 a 2Sm 8.1-3: as chicotadas serviam para castigar o culpado. brigas (11-12). p o r medo de. Dt 26. Estas regras foram criadas para impedir a escalada da violência ou uma mortandade sem fim.7). • D e s t r u i ç ã o total (20. 1-11 e o espírito conservacionista que aparece nos vs.24).21) Isto devia estar relacionado a um rito de fertilidade conhecido dos povos cananeus. . . D t 2 6 : primeiros frutos (primícias) e dízimos (1-15).17) E m contraste com a compaixão c bondade expressas nos vs.

12). localizados um dc cada lado de Siquém. respeito pelos pais. 2 3 Lv 18. • Lepra (24.14.30-35 traz um relato de como essa instrução foi colocada em prática. A carta de Paulo a Filemom. » 22. Êx 22.33-34. que é mais antigo eque previa pena de morte para quem desse abrigo e proteção a u m escravo fugitivo.9-11 As pessoas não deviam obliterar as distinções claras que Deus colocou na natureza.12) Sinal dc purificação do paganismo. 20.17.1. 1 ) Esta expressão é mais adequada do que "povo do S ENHOR ". 15 Este é um dos Dez Mandamentos (veja 5. As bênçãos deviam ser pronunciadas do monte Gerizim.4) Veja N m 22—24. • Ela rapará a cabeça (21. • É maldito de Deus (21. C o m seis tribos de cada lado. 20.9. a mulher de Isaque. Quatro dessas infrações (cinco. ao passo que ele prosseguiu viagem até Canaã.3-5. Por outro lado. que tinha normas rígidas de "pureza" ritual. » 23. Ê x 20.24 Os generosos princípios dc hospitalidade para com pessoas estranhas não deviam levar à prática de abusos. • V .15. • Miriã (24.2 O que se condena não é o indivíduo em questão. e o povo acrescentaria seu "Amém" ou "assim seja". e não grávida.5 Uma regra com a intenção cie impedir perversão c imoralidade. Veja Lv 13—14. • A s s e m b l é i a d o S E N H O R ( 2 3 . no NT. 20. Abraão ficou em Harã. 18 Veja Lv 19. se a remoção dos marcos de divisa for considerada roubo dc terras) esravam relacionadas com um ou outro dos Dez Mandamentos: idolatria.23. • V .3-14). Quatro tinham a ver com relações sexuais proibidas. Isto explica o risco de alguém cair dali.17. • V.8 Estas eram casas com telhados planos que formavam um terraço. Dt 27. as maldições.23) Paulo aplica isto á crucificação de Jesus (Gl 3. 22 Veja Lv 19. o u sinal de luto. • 23.9) Veja N m 12.4) .19-20) Diante dos riscos envolvidos.14. onde parte de sua família se estabeleceu (vindo por isso a ser conhecidos por arameus). • Arameu errante (26. » Borlas (22. Moisés aponta para dois montes distantes. Antes de qualquer coisa era necessário haver a renovação da aliança. assassinato (à traição o u contratando um matador profissional). constitui um interessante comentário desse trecho de Deuteronômio. • V.37-41. 1 com Is 56.13-14). • Não atar a boca ao boi q u e debulha (25. » As provas da v i r g i n d a d e (22. 16 O u t r o dos Dez Mandamentos (5. • 23. naquela época a taxa de juros podia chegar a 50 por cento.30. • V. veio desse ramo da família que havia ficado em Harã e os laços familiares foram estreitados ainda mais quando Jacó ficou exilado naquela região c casou com duas filhas de Labão. esse princípio é ampliado (veja I C o 9.15-16 Esta regra humanitária contrasta com o Código de Hamurábi. 17 Veja 19. • 23. uma prova de que estava menstruando. Js 8.Deuteronômio N o N T . p o r ocasião do casamento. Duas eram de caráter humanitário e a última é bem geral. a evidência podia estar relacionada com a condição apropriada para o casamento. Contrastar o v. • V. Dt 27. participar da adoração pública. 20 Veja 22. ou seja. na região montanhosa de Samaria. 19 Veja 24. • 22. A assembléia se reunia para.17-18. como traduções recentes deixam claro. mas a relação sexual ilícita em que ele foi concebido.9. » 22. As maldições c as bênçãos são parte integrante disso (veja "Alianças c tratados no Oriente Próximo"). Lv 19. 23.4).21. um espaço extra para trabalho e lazer. do monte Ebal.16. Dt 2 7 : Depois da entrada em Canaã Estas eram as instruções para o povo quando entrasse na terra. entre outras coisas.14) O pano manchado de sangue durante a noite de núpcias era a proteção da mulher inocente contra falsas acusações. • V. • Juros (23.17-18 Eunucos e prostitutas eram excluídos como forma dc protesto e prevenção contra práticas religiosas comuns entre os cananeus. i Balaão (23. talvez relacionada com uma inversão de papéis sexuais cm alguns ritos religiosos dos cananeus. • V. • V . Êx 20. Veja 6. 20.11.19. Lv 18. ou seja.8.14.21 Veja Êx 22. Lv 18.11-26: a cerimônia no monte Ebal.8) O termo inclui várias doenças de pele.8.1-10: a lei devia ser escrita em pedras.19.12) Veja N m 15. Rebeca.5) Depois de sair da cidade de Ur. os levitas deviam pronunciar a maldição dc Deus sobre 12 infrações da lei.

No nosso Deus.5-8.10. entre bênção e maldição (15-20). Êx 20. 3-6.12-23). Será que já houve um povo mais dependente que o povo de Israel? • 2 9 . Paulo usa este pensamento e o aplica a Cristo. fome. o Verbo que se fez carne. como Moisés em breve deixaria claro no seu discurso final. Durante toda sua história subseqüente. Palavras de Moisés Mais tarde. dependia do relacionamento correto com Deus. anima (30. o que os aguardava era a morte. Dt 29—30 Terceiro discurso: um convite a renovar o compromisso A vida de Moisés estava rapidamente chegando ao fim. Em comparação com isso.1-47: O c â n t i c o d e M o i s é s A f o r m a l i t e r á r i a q u e s u b j a z a esta canção é a de um processo j u d i c i a l relacionado com a aliança: trata-se de uma acusação (15-18). Sem esse relacionamento. exílio. ninguém é justificado diante de Deus" e que "Cristo nos resgatou da maldição da lei". • 2 9 . servo de Deus. E como Moisés havia entoado a canção de vitória na saída do Egito ( Ê x 15). • Coisas encobertas (29.2 5 O u t r o dos Dez Mandamentos (5. uma parte desse catálogo de . Israel prosperou enquanto ouviu a palavra de Deus e a levou a sério. Lm 2).. • V. A paz e o bem-estar de Israel.19) que deveria ser aprendido c memorizado. falando diretamente ao povo.. 9 ) . • 29.7). A q u i .5-6 A v o z de Deus entra na narrativa. este é o último versículo do cap. 28. argumentando que "pela lei. A lei foi entregue aos cuidados dos levitas. Dt 32.24-30. 15-19 têm o mesmo padrão ao que ele manda e fiquem ligados rítmico dos vs. As maldições são o contrácom ele. 1 Israel em h o r r o r e s acabaria se t o r n a n d o r e a l i d a d e Dt 30.218 Pentateuco • V s . "Eu lhes dou a oportunidade de escolherem entre a vida e a morte. rio das bênçãos: doença. na lei. e a leitura pública regular foi providenciada. obedeçam hebraico.17. D t 28: B ê n ç ã o s e m a l d i ç õ e s da aliança Estas e r a m as " s a n ç õ e s p a c t u a i s " d o tratado. • 3 0 . Será que alguém cuida tão bem como Deus cuida dos seus? . Ele pede (29. c provável que se refira a tudo que se enconira no livro de Deuteronômio. O importante aqui não é o que eles não sabiam.19) que tiveram um fim catastrófico. • J e s u r u m (15) Nome poético de Israel. terra fértil. 2 4 . Moisés confrontou o povo com a escolha entre a vida (amar a Deus e guardar seus mandamentos) e a morte (rejeitar a Deus). 1 4 ." e de todas as alegrias da vida. perda da terra natal continuarão a viver. "se vocês obedecerem".29) Algumas coisas sobre Deus e seus planos só são conhecidas por ele (veja At 1. 2 6 " L e i " (tora/t) significa ensinamento. entre a bênção e a maldição. prosperidade. para que vocês e os seus filhos. Eram bênçãos materiais de p a z .1 Na Bíblia Hebraica. os vs. Dt 28. e o cântico do C o r d e i r o " de A p 15 é o câniico dos fiéis que resistiram às forças do mal. Deus descendentes vivam faria deles seu " p o v o santo" (v. toda a vida enfim.1628). Paulo cita este versículo em G l 3. nesse momento ele entoou uma última canção que é um relato da desobediência. da qual o céu e a terra são testemunhas. adverte (29.2-15).1 4 Moisés mostra que a palavra de Deus é acessível. Acima de tudo. 1 1 . Ele fez seu apelo final de lodo coração. Escolham a vida. " o cântico de Moisés. tudo o que precisava saber.1 5 A aliança não era apenas com aquela geração.24-28 c Os 11. da qual depende a visão.13). Moisés disse a Josué: "Seja forte e corajoso. O S E N H O R Deus irá na sua frente" (31. Veja G n 19.8. mas com gerações finuras também. Dt 31—34 Últimas palavras e morte de Moisés D t 31: A s u c e s s ã o Josué foi formalmente designado e comissionado por Deus (14-23) como n o v o líder do povo (veja Nm 27.1-14: Foram pronunciadas seis bênçãos. Deus instruiu Moisés a advertir o povo de Israel sobre a futura deslealdade deles era forma de um cântico (31. derrota. sujeiAssim vocês ção a outros povos. vitória na guerra. • 29.15-68: O restante do capítulo desAmem o StMiOR. inclusive os h o r r o r e s d o cerco de Jerusalém (52-57: veja 2Rs 6. creve as conseqüências da desobediência. Em Rm 10.1-14: Deus está pronto a perdoar c restaurar até aqueles que o negaram).7-8). m u i t o s anos. mas o faio de que o povo de Deus tinha.19-20 na v i d a do p o v o . • Menina d o s seus o l h o s (10) A pupila. Dt 28. 2 3 Q u a i r o cidades na extremidade sul do mar Morto ( G n 10.

23-28. D t 34.9-12: C o n c l u s ã o Q u e m agora entre em ação é Josué. • José (13) Nenhuma tribo recebeu o nome de José. no alto de um monte. » Que Ruben viva (6) O número dos membros dessa tribo ficou reduzido após a revolta de Datã e Abirão ( N m 16). ou uma referência à casa de Deus em Jerusalém. » OTumim e o Urim (8) Dois objetos guardados no peitoral do sumo sacerdote pelos quais ele determinava a vontade de Deus (veja E x 28. • Frutas amadurecidas pelo sol (14) Os vales de Efraim e Manasses ficavam cheios de frutos.30). nunca se esqueçam dele. C o m base nas alusões históricas às diversas tribos. carregando seus cordeiros. Ele não poderia entrar nela porque deixara de honrar a Deus na questão da água da rocha em Meribá (Nm 20. Meribá (8) Veja Êx 17. que seria construída no território de Benjamim. mas o livro termina com um tributo simples e comovente ao maior dos líderes de Israel. que é a fonte de toda segurança e prosperidade do seu povo. ao passo que Issacar foi bem sucedido na agricultura e no que dizia respeito à vida dentro de Israel. I Massa.2-4). > Nos seus braços (12) Pode ser um retrato de . 2-5 A entrega da lei no monte Sinai é descrita como um nascer do sol no Oriente. talvez no século 11. ela parece enfatizar uma época em que as tribos já estavam estabelecidas. Dt 3 2 . D t 34. • V . Não houve outro profeta como ele. esta última bênção (embora difícil de interpretar) prevê um futuro grandioso e glorioso para Israel. Israel não o veria mais.5 2 : U m a ú l t i m a o l h a d a Deus mandou Moisés subir o monte Nebo. As tribos de Efraim e Manasses receberam os nomes dos filhos de José. Finalmente ele viu a terra na qual durante 40 anos havia desejado poder entrar. 4 8 .1-8: A m o r t e d e M o i s é s Nm 27. 23 A terra fértil ao sul e a oeste do mar da Galileia. 18 Zebulom obteve sucesso no comércio. ele aparece novamente nas Escrituras.) » Vs.Deuteronômio Deus como pastor. No entanto. 32. A bênção começa e termina com louvor a Deus. Lembrem-se de Moisés. u m incidente que se tomou exemplo perpétuo da obstinação do povo de Deus (SI 95. para contemplar a terra prometida. pois seu povo foi posteriormente absorvido por Judá.8). Nm 20.12-14 e Dt 3. Dt 3 3 : M o i s é s a b e n ç o a as t r i b o s Após todas as advertências.48-52 também falam dos últimos dias de Moisés. • V . ano após ano.1-13). falando com o Senhor ( M c 9. (Compare a bênção de Moisés com a bênção de Jacó em G n 49. • Azeite (24) O território de Aser era famoso por seus olivais. Simeão não é mencionado entre as tribos.

Compilando a "história profética" Se os livros são tratados como uma só uni. Jeremias. É provável que aqueles livros foram classificados como profecia porque o objetivo principal dos livros era ensinar ao invés de simplesmente fazer u m registro: ou porque eram a história não de Jasar (ou Livro do Justo. N o entanto. a narrativa histórica que vai de Josué a 2Reis recebeu. o registro da história de Israel estava em duas seções distintas: • Os Profetas. Entre as fontes citadas no texto estão o Livro John Taylor Na Bíblia hebraica. 1 c 2Samuel.C. o título de " O s Profetas Anteriores". Esse g r u p o de seis livros ( n ã o contando I Rute) é considerado p o r muitos estudiosos I uma única obra histórica completa. A maior parte do material é bem mais antiga e tirada. • Os Escritos. Juízes. a libertação d o Rei Joaquim da prisão em 561 a. mas da maneira como a pala-1 vra de Deus se cumpriu na vida da nação. o Livro dos Atos de . 1 e 2Reis. na festa de Purim. o Megilot. porque o ponto de vista teológico expresso é seme-1 lhante ao de Deuteronômio. Esdras e Neemias.) História Profética N o hebraico. de fato. de fontes contemporâneas dos acontecimentos que narram. que incluíam Josué. (Rute e Ester também fazem parte dessa seção. possivelmente um hinário antigo de Israel). isto se aplicaria apenas à atividade redacional mais recente. uma coleção de textos a serem lidos nas festas judaicas: Rute é lido n o Pentecostes. Alguns o chamam de "história deuteronomista". a data mais antiga que pode ser atribuí-1 da a toda a coleção deve ser pouco depois ( último acontecimento registrado em 2Reis. Isto servia para distinguir estes livros dos chamados Profetas Posteriores — Isaías. sendo incluídos entre "os cinco rolos". muitas vezes.j dade. Ester. que incluíam 1 e 2Crônicas.A J O S U É A E S T E R Sria de Israel tanto d o povo. Ezequiel — e dos doze profetas menores.

que foi o flagelo dos artigo "Egito"). até à metade do exílio babilónico. Recentemente a data antiga (eme os midianitas e amalequitas parece concordar com 1 Rs 6. que subjugou os apoio da cronologia revisada dos Faraós proamonitas duzida por David Rohl (veja comentário no • e Sansão. Na realidanão foram as únicas usadas. E justo supor que as fontes citadas havia focos de resistência inimiga.renovação da aliança em Siquém que uniu nicas na nossa Bíblia). durante todo o período Davi e uma coleção das histórias de Elias e dos juízes.1) recebeu forte • Jefté. durante a monarquia. O livro também apresenta uma descrição detalhada da divisão de Canaã entre as Eles ensinam duas coisas: • que em Israel. Estes eram os arquivos as tribos num pacto de lealdade ao Senhor da corte. A Entre os juízes se destacam os seguintes: maioria dos estudiosos prefere datar a entrada • Débora e Baraque que lideraram as forças em Canaã no século 13 ao invés do século 15. • e que os escritores bíblicos tinham à dis. foram destacados para liderar as tribos na luta contra eles. O livro termina com dois episódios bizarJosué abrange toda a vida do sucessor de Moisés e descreve a conquista de Canaã desde ros: o estabelecimento de um novo santuário O s livros históricos relatam a história de Israel na terra que Deus havia p r o m e t i d o ao povo. Deus. o gileadita. e que outras de.doze tribos (Js 13—21). J u í z e s começa lembrando ao leitor que a giu uma considerável quantidade de livros conquista sob Josué não foi completa e que em históricos. tanto em Os l i v r o s e s e u c o n t e ú d o Esses livros tratam de um período que vai batalhas em campo aberto como em atividades desde a entrada na terra de Canaã. .C. que derrotou e 1050 a.praticamente todos os territórios que haviam posição um bom número das fontes escri.Introdução 221 a travessia do rio Jordão até a cerimônia de Salomão e as Crônicas dos Reis de Judá e Israel (que não têm nada a ver com os livros de Crô. também foram livremente usadas. ou histórias populares baseadas neles. este é o contexto em que se passa a história obras. o danita. filisteus. juízes. ou "libertadores". pois. da tribo de Manasses. várias tribos israelitas foram atacadas por vizinhos (ou antigos residentes!) hostis e os Eliseu. ao tempo de guerrilha.sido demarcados para as diferentes tribos ainda tas. dos em Josué e Juízes ocorreram entre 1240 • Gideão. sur. tais como uma História da Corte de narrada no livro. de Josué. unidas de Zebulom e Naftali contra os Eles acreditam que os acontecimentos narracananeus chefiados por Sísera.

como se pode ver no caso do Sul) sobreviveu precariamente p o r mais um século. levada para Jerusano exílio na Babilônia. Depois disto. que é j u i z c profeta a o mesmo todos esses temores desapareceram. as perversidades daquela deles de fundo moralista. porque do Norte (Israel) e do Sul ( J u d á ) .m 1 Samuel. teocracia e o Senhor Deus era seu único rei legítimo. E. de volta para Quiriatenosor. como monarca hereditário em Siquém. Então veio o colapso diante das especial com a arca da aliança. C .Abimeleque.C. quarenta anos mais tarde. Mas quando D a v i subiu ao trono N o i n í c i o . um dos princisegundo o qual eram avaliados todos os reis. cada um fazia o que achava mais certo" ( J z 17. havia rei cm Israel. Agiam como conselheiros reais e fiscais com a divisão d o reino. Foi no contexto em que Davi manifestou só é aliviada pelas palavras finais d e 2Reis o desejo de construir uma morada mais definique narram a libertação d o rei J o a q u i m d o tiva para a arca que Natã lhe anunciou a procativeiro na Babilônia. em que o narrador época foram atribuídas ao fato de que "não revela sua arte de contador de histórias. Mas o interesse se concentra realmente na questão se Israel vai ter ou não um rei. começando com a coroação de Salova. alguns Em J z 17—21. E. (em Hebrom fético pode ser vista n o tratamento dispensadurante os sete primeiros anos e depois em do a Débora e Samuel. sem falar dos vários 1 e 2 R e i s dão continuidade a essa nar. mente foi construído o Templo como casa permanente para a arca da aliança. Desde o início de mas promovidas durante o reinado de Josias 1 Samuel podemos perceber uma preocupação (640-609). finaltinuidade à linhagem d o rei Davi. Saul provavelmente começou a reinar logo após a cumprimento dessa promessa. as figuras de Saul e Davi. sucessi. o padrão fixo M o n a r q u i a Como vimos. j á que Israel era considerado uma aplica de modo especial à história de Davi. Elias e Eliseu. assim. ataque d o exército assírio durante o reinado T e m p l o U m terceiro interesse d o autor de Ezequias e desfrutando das amplas reforé o templo em Jerusalém. Fica claro que isso se deu com cena mais cronológico dos acontecimentos. e a contínua rivalidade entre os reinos políticos. era benjamitas por um ultraje cometido pelo povo particular a dinastia do rei Davi.C. Com 1 e 2 S a m u e l (a divisão entre os dois li\ ros é artificial e prova\ cimente se deve apeF. culminando na queda de Jerusalém e Jearim. O ponto alto do reinado de Davi foi a e. F. p o r fim. até ser. d o pomo de vista do autor. de estabelecer-se ce nessas narrativas c relativamente pequeno. e isto se relutância. no tempo do rei Salomão. Temas principais A d o r a ç ã o Havia. C o n t i n u a v a v i v a a messa de um reino que duraria para sempre esperança de um sobrevivente que daria con(2Sm 7.6). Esta era uma . o p e r s o n a g e m d e destaque é Samuel.a palavra de Deus que controlava a história. cinco capítulos (8—12) são nas ao fato de o conteúdo de ambos não caber dedicados ao estabelecimento de uma monarnum único rolo) começamos a ter um registro quia.A história de Israel para a tribo de Dã ( J z 17—18) e o castigo dos tica ou "deuteronomista" é a monarquia. A tristeza da derrota lém. a palavra invariavelria e m 722 a. Natã c Gade. pois há uma concentração em episódios. J u d á ( o reino mente se cumpria. por mais que sua moralidade pessoal deixasse muito a lempo. derrota em Afeca e m 1050 a . pais pontos de interesse nesta história profétanto os bons como os maus.m J z 9. finalmente. e reinou até cerca de 1011 a.C. D a v i reinou A importância que o autor dá ao ofício prodesde aquela data ate 971 a. interesse é a profecia e a palavra d o Senhor. filho de Gideão. Aíase Jerusalém). Isto durou por sua vez eram controlados pela palavra de Deus.(2Rs 7). desejar. de Gibeá ( J z 19—20). Ela é levada forças babilónicas lideradas por Nabucodode Siló para a Filístia.16). quando a P r o f e c i a U m segundo tema de grande arca da aliança foi capturada pelos filisteus. Samuel fica em segundo plano n o promessa divina de uma sucessão duradoura momento em que entram em cena. Micaías. e a história de todos os reis de Judá que vieram depois dele pode ser vista como vamente. Uma vez pronunciada. houve uma tentativa fracassada de Até aqui o elemento histórico que apare. cr.! até Israel ( o reino d o N o r t e ) ser absorvido pelo Império Assírio após a queda de Sama. Eram os homens d o poder. sendo salvo milagrosamente d o da maldição sobre a casa de Acabe. Estes homens podiam designar c destituir mão como sucessor de Davi e continuando reis.profetas e homens de Deus anônimos que são mencionados de passagem nessa narratirativa.

Acontece que seu interesse principal era registrar aqueles aspectos e acontecimentos que se relacionavam com o Templo e suas origens mais remotas. depois que o mesmo se havia separado do reino de J u d á . que eram resultado do cruzamento inter-racial de israelitas c assírios. o u . Isto resultou naquilo que alguns consideram uma imagem idealizada de Davi. Ele era um fervoroso defensor da dinastia de Davi e entendeu que o reino do Norte. • 2Cr 1—9: o reinado de Salomão. mosna como aquela cidade era fortemente protegida. A princípio. Para destacar a continuidade que originalmente existia entre esses livros. que aparece na versão da história em Samuel-Reis. Nesse sentido o autor estava seguindo os passos do historiador deuteronomista. Israel. foi incluída nos "Escritos". as idéias haviam sido todas de Davi. 0 período anterior ao exílio c apresentado em 1 e 2Crônicas. 223 Ed 7—10: chegada de Esdras a Jerusalém e reformas. porque perpetuaram a adoração nos santuários de Betei e Dã que Jeroboão estabelecera para competir com Jerusalém. ele se dá ao trabalho de mostrar que os samaritanos. quando da reconstrução do Templo e dos muros de Jerusalém. apenas Ezequias e Josias receberam recomendação irrestrita. não mais fazia parte do verdadeiro povo de Deus. então. mais tarde também os livros de 1 e 2Crônicas foram admitidos. Com base nisto podemos ver que o reino do Norte. 0 período a b r a n g i d o Um resumo do conteúdo mostra claramente os interesses específicos do Cronista e os assuntos tratados nestes quatro livros: • ICr 1—9: genealogias de Adão a Saul. • 10' 10—29: o reinado de Davi. n o museu daquele lugar. e quase todo espaço é reservado a Davi e Salomão e questões relativas ao Templo de Jerusalém. foram impedidos de participar das obras. todos os reis de Israel (o reino do Norte) foram reprovados. o verdadeiro Deus (Yahweh) foi adorado de forma devida em Jerusalém. e que tem lá os seus problemas. vendo nele o principal arquiteto e idealizaclor do Templo. é ignorado. como símbolo de submissão a ele. Semelhantemente. A pergunta era esta: Durante o reinado daquele rei. • Ne 1—7: Reconstrução das muralhas de Jerusalém por Neemias. Esse lugar foi cenário de inúmeras batalhas na história d e Israel. apenas a segunda parte (Esdras-Neemias) foi incorporada à Bíblia hebraica. . • Ed 1—6: a reconstrução d o Templo após o exílio. assim como dois artistas fazem com o mesmo assunto. ou foi permitido também o ingresso de influências idólatras vindas de fora? O s altos (antigos centros de culto pagão que tinham mais o u menos sido adaptados para a adoração de Yahweh) foram destruídos ou continuaram a existir? Pela natureza da avaliação. que. os primeiros versículos de Esdras foram colocados no final de 2Crônicas. • Ne 8—13: A leitura da lei por Esdras e as reformas de Neemias. o Cronista se mostra fascinado com a função exercida pelos sacerdotes e levitas na condução do M c g i d o ficava situada na extremidade d a planície de Jezreel. na Bíblia hebraica. era considerada originalmente um único livro. j u n t o à entrada d a passagem pela cadeia de montanhas o n d e fica o monte Carmelo. se tentaram impedir a reconstrução. Embora vários tenham recebido crédito p o r "fazerem o que era correto". A obra d o C r o n i s t a A segunda parte do relato da história de Israel. embora não seja necessariamente obra de um único indivíduo. Não há dúvida de que o Cronista pinta um quadro u m pouco diferente. provavelmente porque Crônicas e Samuel-Reis tratam do mesmo p e r í o d o histórico. Embora Salomão tivesse construído o Templo. do seu culto e da sua organização. Os reis de J u d á também foram achados em falta quando p o r razões políticas incorporaram práticas religiosas de um soberano estrangeiro. • 2Cr 10—36: a história de J u d á desde Roboão até o exílio. • Os interesses d o Cronista O Cronista também admirava o rei Davi. bem diferente do "chefe da guerrilha que-acabou sendo rei". N o entanto. É por isso que na Bíblia hebraica Esdras-Neemias precede Crônicas. t s t e modelo. em Esdras e Neemias. Levando em conta esta ênfase.Introdução questão basicamente de adoração o u culto. O autor ou compilador geralmente é chamado de Cronista. e os primeiros cem anos após o exílio.

e que ele escreveu no final do século 5 ou início do século 4 antes de Cristo. como.A primeira grande vitória na conquista de Canaã foi obtida em J e r i c ó . culto no Templo. " o livro dos reis de Israel e J u d á " e muitos outros registros que não chegaram até nós). e não como historiador político. ele menciona especificamente a lepra do rei Uzias. O que podemos dizer com boa dose de segurança a respeito do Cronista.15 e Ne 1. ele também se valeu de coleções de citações de profetas como Samuel.6-31). p o r exemplo.1—7. Natã. Pois além de fazer uso extensivo dos anais (por exemplo. . se é que realmente existiu apenas um. a morte trágica do piedoso rei Josias e o longo reinado do perverso rei Manasses. causada pelo fato de ter ele entrado de forma ilícita no Templo para queimar incenso. ele deixa claro que isso foi feito somente por sacerdotes c levitas. É importante lembrar que ele estava escrevendo como historiador religioso.27—9. Na verdade. tratou de explicar alguns casos estranhos em que uma aplicação rígida do princípio da retribuição parecia não funcionar. e isto não é de todo impossível. N o entanto. Seu interesse p o r assuntos que diziam respeito aos sacerdotes não o levou a perder de vista os profetas c seu mundo. o compilador pôde usar as memórias de ambos (note o uso da primeira pessoa do singular em Ed 7. a tradição judaica afirma que o Cronista era o próprio Esdras. que era um homem de profunda devoção (veja as diversas e belas orações contidas era sua obra). na destituição de Atália (2Cr 23).5. Sua avaliação individual dos reis de J u d á corresponde à avaliação dada em 1 e 2Reis. é que ele provavelmente fazia parte do pessoal que trabalhava no Templo. Para o período de Esdras-Neemias. Isto nos incentiva a respeitar a forma cuidadosa c o m que r e u n i u e selecionou seu material. A "cidade das palmeiras" 6 um oásis subtropical nas proximidades d e montes descampados. 13. que também ocorreu dentro do Templo. Gade e Ido. E.

liderados por Josué. Ele era um excelente comandante militar (Êx 17. Josué estava com Moisés quando a lei foi dada no Sinai. que louva sua fé). em conseqüência.18-20. 1 —12 relatam o que se passou nos cinco ou seis primeiros anos após a morte de Moisés. Moisés havia morrido. passando pela conquista de Canaã. 5-6) • V . Ele tornou-se braço direito de Moisés durante o êxodo e as peregrinações no deserto. 12-15 Veja N m 32.31.9. de acordo com algumas evidências arqueológicas. É provável que este registro tenha sido escrito na época dos primeiros reis de Israel (1045 a. não porque estivesse com medo.5).13). Os caps. J s 2: A p r o s t i t u t a R a a b e salva os espias J e r i c ó .C.23).2426. • Três dias (11) O u os eventos d o cap. Dl 3. Nunca o abandonare Seja forte e corajoso. Js 22 descreve as duas tribos e meia voltando para casa. dando a entender que a luta continuava. Raabe deu abrigo aos espias. durante a vida de Samuel. 3 Veja Dt 11. Josué foi um dos 12 espias enviados por Moisés para fazer o reconhecimento da terra. c r i a n d o u m a espécie de brecha entre o Norte e o S u l . 23—24 Josué faz um apelo à nação Histórias mais conhecidas Raabe e os espias (cap. Caps.63). O livro de Josué dá a impressão de que a terra foi conquistada em pouco tempo e de forma total. encontrando um lar permanente entre o povo de Deus e tornandose parte da grande história de salvação. Veja "Cidades da conquista". e.JOSUÉ 0 livro de Josué conta a história de Israel desde a morte de Moisés. Raabe foi naturalizada.14-15.7. e. foram os únicos a sobreviver aos40 anos de peregrinação. tornou-se ancestral não só de Davi. até a morte de Josué. ele simplesmente conta a história. por intermédio de seu filho Boaz (veja Rt 2—4).6-9). Este é um notável exemplo da graça de Deus. J e r i c ó estava bem à sua frente.8-13). fica a oeste d o rio Jordão. Apenas ele e Calebe tiveram a fé e a coragem de sugerir o avanço (Nm 14." Js l . 1—12 2 A conquista de Canaã Caps. O narrador não tenta "salvar" a reputação de Raabe.9. 2 j á ocorreram. um alvo natural a ser atingido. Obedecer a Deus é a chave para o sucesso do povo sob a liderança de Josué. ou o sentido é apenas "em breve". a "cidade das palmeiras". Resumo Os Israelitas. O editor repetidamente acrescenta "até ao dia de hoje" referindo-se aos leitores do seu tempo (4.24-25 • Este Livro da Lei (8) Veja Dt 31. mas porque acreditava que o Deus de Israel é o verdadeiro Deus (veja H b 11. Muitas dessas histórias foram contadas e recontadas antes de serem coletadas e organizadas na sua forma atual. A conquista de Canaã provavelmente começou por volta de 1240 a. a designação formal para liderar o povo só veio diretamente de Deus quando Moisés estava prestes a morrer (Dt 31. • V s . O tema principal que se repete neste prelúdio à conquista é o convite a ser forte e corajoso (6. Ambos os livros enfatizam a importância de manter-se fiel a Deus. 2) A batalha de Jerico (caps.28-32. casou-se com Salmom. por exemplo). Os acontecimentos narrados nos dois últimos capítulos provavelmente ocorreram cerca de 20 anos mais tarde. A intenção de Josué era concentrar o primeiro ataque no centro d o território. Josué havia nascido no Egito. . Mesmo que a escolha para ser o sucessor de Moisés já houvesse sido feita há mais tempo. Como Raabe salvou as vidas dos espias. e antes de Davi tomar a cidade de Jerusalém (veja Js 15. mas o propósito de Deus para o seu povo continua de pé. conquistam a terra que Deus lhes prometera. ela e sua família passaram a ser protegidas por Deus. mas também do próprio Jesus ( M t 1. Na entrega da lei no Sinai ele acompanhou Moisés (Êx 24.C). " E n estarcí com vocc como estire com Moisés.S-6 J s 1—12 Israel entra na terra de Canaã Js 1: J o s u é é o n o v o l í d e r Este relato d o começo d o trabalho de Josué é um dos grandes capítulos da Bíblia. 13—21 Divisão da terra entre as tribos Caps. Juízes pinta um quadro um pouco diferente.18).

19). • A arca da aliança (3) Nela se encontravam as tábuas da lei.10) Veja Êx 14. pedras foram tiradas do leito do rio: 12 para marcar o lugar onde os sacerdotes haviam parado. A casa de uma prostituta era um lugar onde dois homens podiam ir sem dar satisfação a ninguém.) Como na travessia do mar Vermelho. c o m casas de lijolos. forças naturais foram empregadas para abrir caminho com precisão milagrosa. • Seom e O g u e (2. ( E m 1927.1 "Sitim" significa "acácias". deix a n d o o leito seco. e o mês era o de Nisa. Js 3 : A travessia do Jordão Era primavera. Estava próxima a colheita da cevada. 40 anos antes. . o primeiro mês do calendário hebraico (4. e sem dúvida um bom lugar para obter informações. linho. do qual obtinha o linho para fiar).22-26). quando os sacerdotes pisaram na água. pela purificação ritual e auto-avaliação à luz do que Deus exige. (Esta é a mesma área junto ao Jordão onde. devem ler oferecido pouca resistência a o exercito d e Josué. sua liderança e orientação.226 Cidades menores e vilarejos. A história de Israel A casa de Raabc estava construída sobre as muralhas da cidade (provavelmente fazendo uma ponte entre os dois muros fortificados que cercavam a cidade de Jericó havia já alguns séculos) e tinha um teto horizontal o u terraço sobre o qual era possível secar plantas ou cereais depois de colhidos (neste caso. Porém. mais tarde. uma obstrução em Adam. • Mar Vermelho (2. que corresponde mais o u menos a março/abril em nosso calendário (veja " O calendário de Israel"). • Santifiquem-se (5) Santificar-sc significava "preparar-se diante de Deus". e o Jordão ficou represado por mais de 21 horas.10) Veja N m 21. O rio estava cheio com a neve derretida do monte Hermom e não era a melhor época para uma travessia. ocorreriam o ministério de João Batista e o batismo de Jesus). J s 4: A s p e d r a s c o m e m o r a t i v a s Para que a travessia ficasse marcada para sempre. Ela era um símbolo visível da presença de Deus. • 2. em Gilgal. e 12 para marcar o primeiro acampamento dos israelitas na nova terra. represou o rio.21-35 e Js 12. tremores de terra causaram o desmoronamento das altas margens de argila no mesmo local.1-6. Os israelitas cumpriram sua promessa que fizeram a ela (6. cerca de 29 km rio acima.

perante nós (23) Nenhum dos adultos que atravessaram o mar Vermelho. o maná não era mais necessário.27: A c o n q u i s t a de Jericó A conquista de Canaã foi uma guerra santa (veja "Guerra Santa"). d e G a d e . Sempre que alguém entrava numa casa tirava as sandálias dos pés. Todos os outros.13—6. • V. mas para esse r i t o religioso f o r a m usados os utensílios tradicionais.13-15). Agora o sinal da dreuncisão deixaria claro que essa nova geração era o povo de Deus. Jamais haveria uma Páscoa como esta: pela primeira vez eles saborearam os frutos da sua própria terra. o shafar o u chifre dc c a r n e i r o . por causa da falta de fé e da desobediência do povo ( N m 14). • O m a n á c e s s o u (12) Veja Êx 16. . todos os que tinham mais de 20 anos na época do relatório dos espias a Moisés. o mês de Nisa. convocava o p o v o para a batalha. porém. porque a história da travessia do Jordão causara temor em todos eles.13-36. conduzindo o povo através do Jordão. Naquele dia ficou claro quem era Josué.Josué 227 y Os homens das tribos d e R u b e n . após seu encontro com " o comandante do exército de SENHOR" (5. Ninguém sabia disto melhor que Josué. Js 5. utensílios de b r o n z e j á haviam substituído os de p e d r a . J s 5.1-12: G i l g a l : Os i s r a e l i t a s s ã o c i r c u n c i d a d o s 0 ritual da circuncisão não fora praticado. . 14 A ação de Josué. Israel sabia A irontbcta d o Israel a m i g o .12.5). morreram no deserto por causa de sua desobediência. Durante os anos de peregrinação pelo deserto. . e o povo lhe deu o respeito que lhe era devido. sobreviveram para atravessar o Jordão. assemelha-se à travessia do mar Vermelho ao tempo de Moisés. Não havia risco de serem atacados por inimigos. isto c. com exceção de Josué c Calcbc. Deus estava liderando o exército. A partir daquele momento. > Diante de v o c ê s . Kie representou d e r r o t a para Jerico. . porque a aliança em si havia sido negligenciada durante 40 anos. Isso era muito mais importante e necessário ainda antes de entrar num "lugar santo". Deus jamais havia deixado que faltasse o maná. a data anual da Páscoa. Este era o dia 14 do primeiro mês. (12) Veja em 1. . • F a c a s d e p e d r a (2) Nessa época. • Tire as sandálias (15) Esta instrução ecoa as palavras que Deus disse a Moisés ( Ê x 3.

a l g u n s t o m a n d o a l g u m a s cidades. que destruiu a frota? bloqueou o avanço antes que atingisse a fronteira. Havia rebeliões periódicas que eram sufocadas por vizinhos leais ou por forças egípcias. A mudança de propriedade provavelmente deixou poucas marcas reconhecíveis exceto no âmbito religioso. Escavações nos sítios de Betei. Ramsés II. Os arqueólogos geralmente fazem a ligação entre esta invasão e níveis d e destruição encontrados e m cidades arruinadas. Seus g o v e r n a d o res e oficiais residiam nas cidades maiores (p. 0 Faraó d o Egito tinha o d o m í n i o sobre Canaã. Talvez c o m o resultado destas medidas rigorosas. e das evidências indiretas d o controle egípcio contínuo na região. cilado c o m o u m entre vários inimigos derrotados. depois que Ramsés fez u m acordo de paz c o m o rei hitita (por volta d e 1259 a. Mas muitos dos invasores permaneceram. tomaram Asdode.C. registra campanhas militares de maior proporção. enfatizam que Israel expulsou os antigos habitantes e assumiu (herdou) sua propriedade. talvez por serem focos de oposição. trouxeram pilhagem e destruição às cidades de Canaã na época da conquistaPríncipes vizinhos podiam causar tanta devastação quanto uma força invasora. Os filisteus. Num desses registros aparece a referência extra-bíblica mais antiga a Israel. Todos estes acontecimentos. Mas novamente estes foram casos excepcionais. não podemos esperar que nas ruínas de Canaã apareçam numerosos e inconfundíveis sinais de uma conquista especificamente israelita. que acabavam de sair de 40 anos de vida seminòmade. e outro g r u p o t o m o u Dor. embora. da costa d o Egito pelo mar. Após u m período de fraqueza egípcia.C). Merneptah havia contido uma onda de invasores vindos d o noroeste. Assim. o Faraó Seti I fez uma incursão e m Canaã e no leste d o Jordão por volta d e 1290 a. o Líbano. mas as datas são apenas aproximadas e é possível que as cidades não tenham sido destruídas ao mesmo tempo. A história d o século 13 a. no final. as cidades foram abandonadas. Em resumo.C. Ai e Hazor também foram saqueadas. O que devia ser destruído eram os templos pagãos dos cananeus com sua parafernália religiosa. restabelecendo seu coniro. ele avançou até o território de M o a b e (por volta de 1275 a. liwa!ia . invasões e u m declínio geral nos padrões culturais. também. Hazor e outros revelaram sinais de destruição violenta durante o século 13 a. Pouco se sabe além do fato da intervenção egípcia em Canaã. Gate e Gaza. filho d e Ramsés. Se levarmos a sério o testemunho bíblico. A cidade foi uma oferta a Deus. Esta onda foi contida por Ramsés III (por] volta de 1184-1153 a. tais como Hazor. 0 Egito estava seguro até que outra onda repetisse a ameaça. a missão de Israel Invasões dos egípcios e dos povos do mar Israel era apenas u m dos Inimigos dos cananeus. Após a destruição. ex. e Damasco. Nessa ocasião. Uma terra desolada com suas cidades em ruínas seria de pouco benefício para os israelitas. Em geral.C). teve que controlar uma revolta após uma derrota para os hititas na Síria. por e x e m p l o . mas os relatos bíblicos não exigem essa conclusão.228 A história de Israel Cidades da conquista Alan Millard Os relatos bíblicos sobre a entrada de Israel em Canaã registram a efetiva destruição de apenas algumas poucas cidades. " Jericó era um caso especial.C. Pouco depois. seu filho. É possível que tenham sido saqueadas mais cidades do que aquelas mencionadas nos livros de Josué e Juízes. tenha sido o pior.) não houve mais invasão dos egípcios por mais d e meio século. marchando através da Síria e de Canaã e aproximando-». Bete-Semes. ou povoadas outra vez em escala menor.C. Os problemas recomeçaram no reinado de Merneptah. e outros lugares serviam d e fortalezas. Gaza e Megido). e outros que desconhecemos. Ecrom. os assim chamados "povos do mar". não podemos esperar que haja muita evidência material da conquista israelita.« w » » le sobre Canaã por algum tempo. é um equívoco tentar associar à invasão israelita todos os sinais de destruição em cidades cananéias do final da Era do Bronze. Em todo o caso. as "primícias" da conquista. Asquelom.

ainoa é possível e poderem ocupá-la. em âmbito local. A analogia da infiltração de nômades é usada para encaixar Israel num modelo conhecido.s 16. que um grupo de cananeustenha usado as velhas fortificações desta cidadela Eles não poderiam ter estratégica na luta contra os israelitas. tativa oe explicai aquelas imponentes até os israelitas se ruínas. veja 1P. consideradas. de 2500 a. Mas todos os registros da nação afirmam que Israel era diferente. Associada a isto está a teoria de que o conceito de Israel como nação foi f o r m a d o muito depois da "conquista" e projetado sobre o . e não baseada em fatos.C. Suas ruínas teriam desapaiecido durante o longo período em que o lugar ficou desolado. em pane por MUS. ha evi(Kadi cs que a úlüma cidade cio final da Era óo Bronze foi violeniameme desiiiida durante o século 13 a. As muialhas da cidade. na verdade datam de um período bastante anterior. A idéia de um processo gradual é apoiada pela analogia com invasões e deslocamentos de outros povos.229 I. por exemplo. feito isto por completo lai ocupação temporária teria deixado enquanto eram ameapouco ou nenhum vestígio. até depois de 12CO a. Mas restou c lüiiciente para mostrar uma cidade de imponancia. até imaginam uma rebelião geral 3.C. desde o tempo de Josué a época de Acabe (cerca de 400 anos. (Jz 1. como Megido. Chama-se a atenção para o fato de que a ocupação foi limitada. Estas atribuem as histórias a várias fontes diferentes. na Galileia. e isto certamente se aplica ao caso da "conquista". O u . propondo assim origens separadas. As escavações mostram que a cidade já havia sido desiiuída e reconstruída varias vezes antes da época de Josué. Cidades p o d e m ter embora fcsse um centro importante em ficado desertas como épocas mais remotas. No entanto. f- Teorias divergentes Muitos estudiosos afirmam que Israel tomou posse da terra prometida através de uma gradual infiltração de grupos de pastores nômades. As ruínas da última cidade cananéia náo (ciam bem preservadas. nada foi encontrado para mostrar a existência dê uma cidade ali na metade do século 13 a. Ai não foi totalmente destrutiva. Ai e Hazor — foram incendiadas por Israel.C. evidencia do ataque de Josué. a relativa pobreza de sítios como Tell 8eit Mirsim fez COT que a atenção dos escavadores se concentrasse em detalhes de estilos ce cerâmica. çados pelos filisteus e por inimigos do outro lado do Jordão. Jericó do povo que vivia na Em lericó. Ou. Estas opiniões completamente divergentes estão todas ligadas a teorias relativas ã análise documentária do Pentateuco. Por isto. ou talvez parrece em Josué simplesmente uma tencialmente habitadas. mesmo que após seu apojeu. apresenta um problema. e muitos consideram a história cue apato geral. dá conta que as principais cidades cananéias que ficavam junto às estradas principais não foram conquistadas.) As histórias em Josué são atribuídas a fontes tribais ou religiosas. não pode ser descartada a possibilidade de que havia ali uma cidade fortificada no final daquele século. E havia outras que a cidade ficou abandonada de cerca causas de destruição. Todas eram temfortificadas.C. A intensa erosão das ruínas de tijolos deixou poucos vestígios de períodos mais remotos da história da cidade. e apoiando teorias de histórias tribais não relacionadas entre si. Rejeitar o relato bíblico só porque ele é diferente dos outros é atitude preconceituosa e pouco científica. talvez em várias ocasiões e durante várias gerações. que isso resultou de uma combinação de infiltração e um movimento de alguns grupos tribais vindos do Egito.embora as muralhas geialmente incorporassem (ou eram «ovações de) defesas anteriores. As cidades situadas ao longo das Ktra:as principais. tendiam a ser muito mais rcas. Por outro lado.'assim como Hazor. da exposição aos elementos e da danificação pela aragem. mesmo aceitando a estabelecerem na terra evidencia arqueológica.Hazor Lemos que três (idades — Jerlcò. ou lendas populares sobre a origem das cidades arruinadas cuja verdadeira história fora esquecida. esperar a evidencia mais clara do ataque de Israel. Na melhor das hipóteses. Em hazor. resultado de um tumulC nome Ai significa "riifna". o local onde se poderia terra. As escavações revelaram período inicial por historiadores israelitas de uma época posterior. no passado. dos quais a arqueologia pfciina depende para sua cronologia r 2. ou apenas foram ocupadas em conjunto com os cidadãos nativos. Ai. por (amplo. São consideradas descrições de acontecimentos de menor importância. Os restos escassos em diversos sítios pós-cananeus (início da Era do Ferro) atestam esta situação. tais abordagens devem ser consideradas experimentais. Outias cidades da mesma época sio bas:anle semelhantes.34). Sempre é bom ser cauteloso quando se argumenta com base em analogias.

ficava a cidade de A i . • Santificar (13) Veja 3. E os inimigos de Israel sabiam disso. 9.x 23. no entanto. • 30. E. portanto.5. J s 8: A d e s t r u i ç ã o d a c i d a d e d e A i É difícil de conciliar a evidência do outeiro em Et-Tell com o relato bíblico deste capítulo. Era uma guerra de nervos para os moradores de Jericó: dia após dia as tropas marchavam em volta da cidade. De A i . Deus não foi consultado nisso tudo (14). seria sacrilégio alguém pegar alguma coisa para si. Veja "Cidades da conquista".18) e por isso 36 homens morreram cm Ai e todo o povo foi humilhado diante de seus inimigos cananeus. • Sorteio (14) O homem culpado foi descoberto por meio de u m sorteio sagrado. • Betei (9) Este é o lugar onde Jacó leve a visão. • Não peguem em nada daquilo q u e vai ser destruído (6. seguindo a orientação de Moisés (Dt 27). Josué se deslocou 32 km ao Norte. para estabelecer-se em Siquém. Era uma cidade bem fortificada e próspera no tempo em os israelitas estavam no Egito. havia entrado em certo declínio. 25 Aparentemente.16). de fato. A estratégia de redradas e emboscadas utilizada por Josué foi uma lição aprendida da derrota anterior de Israel (7. em data posterior. 24 Acor significa "conturbação" ou "desgraça". "Cidades da conquista". quando H i e l reconstruiu Jericó e foi atingido pela maldição (veja l R s 16. Mas os números elevados que aparecem no AT representam um sério problema. e não só individual. a família de Acã também sabia de tudo e. E disso.10) que não só conseguiram um acordo de paz para si mesmos como também incluíram três outras cidades (17).32). a menos que tenha havido duas emboscadas (12). • V . até o reinado de Acabe. J s 9—10: J o s u é d e r r o t a os reis d o Sul Js 9: Gibeão era uma cidade importante que ficava cerca de 8 km ao norte de Jerusalém.9-11. e isso pode ter ocorrido durante esta campanha militar (Betei e Ai ficavam bem próximas) ou. após um período de purificação. Assim.16). em que foram usadas as duas pedras guardadas no peitoral do sumo sacerdote. Ver. A cidade de J e r i c ó tem uma história extraordinariamente longa de construção c destruição (veja "Cidades da conquista" para a história arqueológica). era culpada ( v e j a D t 24. Os israelitas haviam sido advertidos contra qualquer aliança com o povo local (F. tocavam trombetas.A história de Israel indivíduo afeta toda a comunidade. Js 7 : Acã desafia a proibição de D e u s Acã não deu ouvidos à proibição de Deus (veja 6.18) A cidade e tudo que havia nela foi dedicado totalmente a Deus. 5. o que sugere que este pode não ser o local onde. • V . O rei de Betei foi derrotado (12. a aliança foi renovada. Não se sabe exatamente como isto era feito. e tremiam (2. E m nome de Deus ele tomou posse da terra. A desobediência de um só . No entanto. se um erro foi cometido.2-5).000 (3) Isto pode referir-se ao número total de soldados. • Ai (2) "A Ruína". no tempo de Josué. no vale entre os montes Ebal e Gerizim. o exército em silêncio. à medida que a arca da presença de Deus liderava o exército. • Fora d o acampamento (23) Até ficarem "limpos". então. • A maldição (26) Aquele local ficou em ruínas durante 400 anos. Veja N m 1.34).1). preparando o grande clímax no sétimo dia. os gibeonitas foram tão espertos (a ponto de fingirem não ter ouvido as notícias das recentes vitórias em Jericó e A i . mas agora. a prestação de contas será geral.

Destes portos Saíam navios. deusa do amor e da guerra. 7. \!ü e v o K O A l g u m a s letras d o alfabeto latino ( A K O ) . cada qual governada por seu próprio rei e nominalmente sujeitas ao Egito. se tornou a "coisas de Biblos". exemplo. É por isso que os israelitas deveriam evitar todo tipo de contato com os cananeus (veja. quando os gregos viram rolos de papiro pela eles não necessitavam foram usados para as vogais. C Religião Os cananeus adoravam Baal. O cedro do Líbano foi transportado ao longo da costa. Na época da invasão israelita sob a liderança de Josué. Canaã era um conjunto de pequenas cidades.1-6). para ser usado na construção do Templo. saindo de Tiro. . o deus do clima e da fertilidade. encontrada e m Hazor. Os gregos o do Egito e porcelana do Chipre e da adotaram por volta de 800 a. vra "Bíblia". etc). não estabeleciam leis (como os Dez Mandamentos). E Hirão de Tiro projetou e decorou as colunas de bronze e outros objetos do Templo (1Rs 5. Cada cidade tinha seu deus padroeiro ou sua deusa padroeira. c o m seus ancestrais cananeus. no grego. em hebraico. usadas atualmente. azeite. consoante no hebraico. um escriba cios" pelos gregos. o que permitia às pessoas viver como bem entendiam. Também o papiro era levado sinais que representavam sons que do Egito a Biblos. Artesãos h a b i l i d o s o s Na época do rei Salomão. p.Josué 231 Cananeus e filisteus Alan Millard CANANEUS "Canaã" foi o nome dado.C. Depois do ano 1000 entanto. Os habitantes incluíam outros povos (heveus. (linha d e c i m a ) . escribas invena. Assim. aliado ao componente da fertilidade e das colheitas. em traziam de volta (por exemplo) linho Israel e outras regiões. Comerciantes O alfabeto Os cananeus que viviam Os sistemas de escrina costa eram grandes ta cuneiforme (na Babicomerciantes — tanto lónia) e hieroglífica (no assim que. e seus " p a i s " fenícios. toda a área que fica entre a costa e o rio Jordão recebeu esse nome. A desobediência acabaria lhes trazendo uma série de problemas. Os Grécia. assim que. d e cerca d e 1600 a . No 17.C. o alef (boi). depois de 2000 a. C . os cananeus que contaram outros sistemas tinuavam independentes para outras línguas. Dt 7. sua esposa.C. muitas vezes chamados coletivamente de cananeus. a Egito) dominaram o palavra "cananeu" passou Oriente Próximo entre a significar "negociante" (Ez 3000 e 1000 a. ¿3 <t A (linha d o meio). Além disso. Beirute e Biblos. representava sua letra inicial — "p". Eles amplamente usado na Fenícia. por mais que fizessem exigências cruéis. que nho de uma porta. Seus começou a usar um principais portos eram Tiro. A sala d e estar mobiliada d e uma típica casa cananéia. Creta e a Grécia. por hoje fazem parte do Líbano. d e cerca d e 1000 a . jebuseus.4). Esta p i a r a d e b r o n z e levando cedro. foram chamados de "feníEm Canaã. ex. dando-nos a palavogal "a". os chamaram de bíblia.13). à costa da região onde hoje ficam o Líbano e Israel. El era o deus principal. uma primeira vez.C. sistema no qual o deseSidom. Este fato. Por volta de 1000 a. tornava a religião cananéia atraente e fácil de seguir. como o sacrifício de crianças. e Astarote. Com o passar do tempo.C. o trabalho dos artesãos cananeus ou fenícios era famoso. em Jerusalém. Esses deuses.. havia uma legião de outros deuses. o e outras mercadorias para o alfabeto começou a ser Egito. vinho representando um c a n a n e u foi Assim nasceu o alfabeto.

A s c i n c o cidades d o s filisteus estão marcadas cm amarelo.C. d o E g i t o . Os israelitas precisavam levar ferramentas de ferro aos ferreiros filisteus para conserto e afiação e eram impedidos de obter armas de ferro. Por fim. Os filisteus foram dominados pelo rei Davi e por alguns de seus sucessores. O nome Golias e a palavra para governador podem indicar que falavam uma língua indo-européia. c . HHHHHHHBHHHnBS U m a casa filistéia c o m átrio central. I. que eram mais eficazes (1Sm 13. . o nome deles foi dado àquela terra: Palestina. U m navio do guerra filisteu. outros objetos indicam que os filisteus eram estrangeiros vindos do Norte. em 1175 a. e enfrentaram os israelitas na disputa pelo território. Além disso. Cerâmica. origens e ferro A cerâmica encontrada na região da Filístia revela fortes ligações com a cerâmica micènica da Grécia.^(Jope) Asdôde quelom Ga. de Creta e de Chipre.associa este p o v o a s u a '*pátria* na região ao norte d o M e d i t e r r â n e o . Quando o Egito finalmente os derrotou.19-22).C. os filisteus conseguiram assumir o controle de cinco cidades. I '• . c o m sua d e c o r a ç ã o ! característica. eles tentaram conquistar Canaã. aparece u m s o l d a d o c o m u m lípico enfeite filisteu n a cabeça. cada qual com seu próprio governante.zá / Gate Ecrom (Jcríísãlcm) Hfbrcw) .: urro filisteu (à e s q u e r d a ) . F I L Í S T I A Neste e n i a l h e . Finalmente. foi por volta de 1200 a.232 A história de Israel F I L I S T E U S Embora alguns tenham vindo antes. permanecendo um grupo distinto até o período persa. A fundição do ferro estava começando a se difundir e os filisteus tinham certo controle sobre essa tecnologia. que os "povos do mar" (como os egípcios os chamavam) invadiram ás regiões costeiras da parte oriental do Mediterrâneo...

o rei Saul tentou destruir os gibeonitas e Deus castigou o povo de Israel por não manter a palavra empenhada. J á houve quem sugerisse. Gale Eglom tê <-> P- Canaã. • Livro dos J u s t o s (13) U m livro de cânticos que celebrava heróis nacionais e que é mencionado novamente em 2Sm 1. para indicar sujeição total. e a chuva de granizo contribuiu para aumentar a escuridão e a conseqüente confusão. Todos os cinco reis amorreus foram mortos em Maqueda e suas cidades-estado (exceto Jerusalém) foram destruídas na campanha que se seguiu à luta em Bete-Horom. • Vale de Aijalom (12) Nele havia uma importante rota comercial que ia de leste a oeste. com o sol e a lua movendo-se ao redor dela. contando desde a entrada em Gaza Asdode. Ficava 16 km ao norte do mar da Galileia. • Gósen (41) Cidade ao sul de Hcbrom. reuniu um exército ainda mais numeroso do que a aliança dos reis do Sul. • 9.18. como explicação. nessa época. comandando seus vassalos. 0 pior que podiam fazer era reduzir os gibeonitas à condição de escravos (21). A cidade baixa que Josué destruiu jamais foi reconstruída. Esse vale foi palco de muitas batalhas ao longo dos séculos. Js 11: J o s u é d e r r o t a o s r e i s d o N o r t e 0 poderoso rei de Hazor. e. • Hazor (1) Esta era uma grande metrópole onde moravam 40.27 " N o local que Deus escolhesse". descrita no v. O rei Davi permitiu que os gibeonitas executassem sete filhos de Saul para fazer o acerto de contas. o que explica as palavras de Josué: " S o l . ou seja. mas pode ter sido um prolongamento da escuridão. até Gibeão. Todas as cidades estratégicas do Sul caíram diante do exército do Josué. no Sul. Veja "Cidades da conquista". um eclipse solar. Tiro ainda não era uma cidade importante. no Oeste. • 0 pé no p e s c o ç o (24) U m ato comum naquele tempo. no Norte. Jerusalém. Embora Israel tivesse se apossado das cidades estratégicas em pouco tempo. que não deve ser confundida com a Gósen que ficava no Egito. fique parado". Esse livro não foi preservado.'osue Israel não podia revogar um tratado selado com amizade (a refeição que tomaram em conjunto).) Js 10: O tratado com os gibeonitas logo envolveu Israel em guerra. • O longo d i a (10. a Gaza. • A grande Sidom (8) Tudo indica que. (Duzentos anos depois. O ataque surpresa de Josué foi ao amanhecer (algo que é confirmado pela posição do sol c da lua. • D o S E N H O R vinha o endurecimento do seu coração (20) Os autores da Bíblia geralmente atribuem coisas diretamente a Deus como .12-14) Geralmente se interpreta isto como um prolongamento da luz do dia. mas o resultado foi o mesmo: fracasso. 12). Na época as pessoas acreditavam que a terra ficava parada. a operação "limpeza" levou muito mais tempo (18).000 pessoas (tinha várias vezes o tamanho de Jerusalém na época de Davi). Israel agora controlava a terra de Cades-Barnéia.

para capacitar toda a humanidade a entender mais claramente a natureza do mundo em que vivemos. em sua reflexão sobre o tema recorrem. Quando não levavam a sério os padrões morais estabelecidos por Deus. • A derrota dos cananeus durante a conquista do território no tempo de Josué foi considerada juízo de Deus sobre pessoas cuja cultura e religião se haviam tornado absolutamente corruptas. os israelitas começa- ram a perceber que ele não podia ser um Deus meramente tribal. • Quando os reinos de Israel e Judá foram derrotados e perderam a sua independência. e. os profetas começaram a repensar radicalmente certas idéias populares sobre o relacionamento entre Deus e a nação. ao conceito de "guerra justa" ao invés de "guerra santa". • A guerra era empreendida como ato religioso e acompanhada por rituais religiosos. • A guerra não recebe aprovação irrestrita.45). embora o termo em si não seja encontrado no AT. em foices" (Is 2. e que seu Deus lutará com eles e por eles. é freqüentemente descrito como "o S E N H O R dos Exércitos". Josué encontrou-se com um homem que se apresentou como "comandante do exército do S E N H O R " ( J S 5 . e as suas lanças. o que se pode ver nas páginas da Bíblia é o processo gradual pelo qual Deus age na história de um povo específico para o qual a guerra era parte essencial da religião e da cultura. Quando se defrontam com o problema de guerras e conflitos entre povos e nações. e a carne (isto é. 1 4 ) . parece que ao longo dos séculos noções populares sobre "guerra santa" passaram a ser questionadas e gradualmente transformadas: • Embora Yahweh fosse considerado Deus de Israel. a natureza humana pecaminosa)". • Os profetas f r e q ü e n t e m e n t e tinham de explicar que os israelitas não podiam supor que Deus automaticamente estaria do seu lado em todos os conflitos com seus inimigos. como pedirorientaçâo de Deus com relação à estratégia. os israelitas às vezes dedicavam uma cidade inteira com seus habitantes e propriedades à destruição total. Perceberam que o domínio de Deus sobre o universo não pode ser identificado com o sucesso de um povo ou Estado específico. • Após a vitória na batalha. pensam na difusão pacífica das boas novas de Jesus Cristo. corr freqüência. Tais idéias eram amplamente difundidas no antigo Oriente Próximo. Foram estabelecidas regras claras para travar batalhas. . Tradicionalmente. há muitas indicações de que os israelitas tinham idéias semelhantes: • Yahweh. Ele julgaria as falhas deles com rigor maior do que no caso de seus inimigos. ele podia voltar-se contra eles e derrotá-los da mesma forma que ele derrotara seus inimigos. cristãos falam de sua luta contra "o diabo. oferecer sacrifícios e levar símbolos religiosos ao campo de batalha. Alguns anos mais tarde.234 A história de Israel "Guerra Santa" Colin Chapman Qualquer grupo de pessoas que trava uma "guerra santa" acredita que a causa pela qual está lutando é justa e "santa". • Os escritores do NT jamais consideram a conquista militar uma forma de estender a causa de Deus. Pelo contrário.4). porque também era Deus de toda raça humana. Ao fazer isto. No entanto. o mundo. • Estes mesmos profetas sonhavam com o dia em que toda guerra seria abolida. Portanto. o Deus de Israel. para demonstrar que o fruto da vitória pertencia a Deus e não a eles mesmos. e atos desnecessários de violência eram condenados. Quando Deus derrotasse todas as forças do mal numa grande batalha final. o jovem Davi acusou o gigante Golias de afrontar "o Deus dos exércitos de Israel" (ISm 17. ele transforma essas idéias. Antes de iniciar a conquista da terra. as nações transformariam "as suas espadas em arados.

Quarenta e cinco anos após o episódio dos espias ( N m 1 3 — 1 4 ) . Mas.21-27. Js 14. Essa lista conclui a seção sobre a conquista. O gigante Golias era de Gate (ISm 17. a exemplo do que fizera nos capítulos anteriores. e nem todas as tribos realizaram seu ideal de conquistar todo o território que lhes fora designado. 235 ISSACAR MANASSES EFRAIM GADE \ BENJAMIMÇs^-i DA / JUDÁ -RUBEN ! SIMEAO \ A-J Js 13—21 A divisão do território A divisão da terra e n t r e as t r i b o s Nem todo o território designado fora completamente conquistado. que ficava bem ao Sul. a leste do J o r d ã o . Js 19.14. centro e norte de Canaã que foram derrotados sob a liderança de Josué. Ele cumpriu tudo.14 . e. Dt 3. Foi o rei Davi quem finalmente conseguiu subjugar os filisteus. mas Calebe reteve o território circunvizinho e as aldeias.12-17. Js 18—19: Os israelitas se reuniram em Siló.Josué primeira causa sem.10.40-48: A tribo de Dã recebeu um território que a colocava em conflito com os filisteus "O SENHOR. indicarem que as pessoas envolvidas perdiam sua liberdade de escolha (veja Ê x 4. Veja Nm 32.28). Em vários momentos. foi feita uma descrição da terra. Js 13.63.14. Os v. Calebe c o n t i n u a v a sendo um homem de fé inabalável. Js 19.1-6. J z 1. e os sírios. Mas Israel jamais controlou a região da Fenícia (Tiro e Sidom). Gate e A s d o d e ( 2 2 ) Três fortalezas dos filisteus. No entanto.8-33 diz respeito ao território a leste do Jordão que. no Sudoeste. 14. Js 19. muito tempo depois. Parece que uma parte de Jerusalém ficava no território de Judá e a outra parte no território de Benjamim (15.13. pelo sumo sacerdote. o autor explica qual era a situação em sua própria época (13. a cidade ainda não havia sido conquistada (63). 15. que receberam cidades para morar. 16. os cavalos e as carruagens dos cananeus que viviam nas planícies as detiveram. A herança de cada tribo foi decidida por sorteio. ainda havia anaquins para enfrentar (15. e Josué distribuiu os territórios às sete tribos restantes. Js 13. Js 19. mas nenhum território).21). no Norte. Compare J z 3. H e b r o m tornou-se propriedade dos levitas (21. na época em que o livro de Josué foi escrito. Js 19. nosso Deus.33-42. 1-6 relembram as vitórias obtidas anteriormente.33). Gade (2428) e (metade de) Manasses (29-33). Estas tribos deveriam ter expandido seu território por meio de conquista. com isso. ou parte dela (18. na época de Moisés. • Os anaquins ( 2 1 ) A raça de gigantes que havia deixado amedrontados os espias mandados por Moises ( N m 13. • Gaza. Js 16—17: o território de Efraim (16) e Manasses (do Oeste) (17).11-13). j á havia sido destinado a Ruben (15-23). mais tarde.17-23: o território de Issacar." J s 23.1-5 fala do território a oeste do Jordão que foi dividido entre as nove tribos e meia restantes (exceto os levitas.24-31: o território de Aser.6-15: Calebe r e i v i n d i c a H e b r o m .32-39: o território de Naftali.20). Js 15: Na herança de J u d á estava incluído o território de Calebe e também Jerusalém.8. Js 18. no tempo de Moisés.11-28: o território de Benjamim. a tribo de Simeão foi absorvida pela de Judá.1-7: O território ainda por conquistar incluía o litoral do mar Mediterrâneo (as cidades-estado dos filisteus) e as terras no Norte (Fenícia e Líbano). 7-24 dão uma lista de 31 reis do sul.4).10-16: o território de Zebulom.21). J z 1. sobrepunha-se ao de Judá. Apesar de 10. Js 12: R e i s c a n a n e u s d e r r o t a d o s Os vs. Js 19. não falhou em nada.1-9:0 território de Simeão. lhes deu Iodas as coisas boas que havia prometido.63. Js 14.10).

44) Esta deve ser uma generalização (uma visão panorâmica) à luz de comentários anteriores (e J z 1). Dt 19. Js 20: Seis cidades. Veja também J z 1. liderou uma aliança que acabou dcrroiada pelo exérciio de Josué. cidade fortemcnic murada que ficava no norte de Israel. • U m altar para vocês (16) Deus havia dito que ele escolheria o lugar no qual deveriam adorá-lo (Dt 12. Os danitas não conseguiram conquistar aquele território e acabaram por se estabelecer no extremo norte do país. Agora essas tribos voltam para casa. O medo de que. Com isso.45). os líderes d a fé e adoração em Israel foram distribuídos o u espalhados p o r toda aquela terra. mantendo a aliança que Deus havia estabelecido.14. Aquele não era um sinal de idolatria. Js 24: U m a p r o m e s s a de lealdade J o s u é r e u n i u o p o v o em S i q u é m . o Deus que cumpria suas promessas (23. para renovar a aliança feita ali após suas primei- . tampouco um segundo santuário. Destinavam-se a proteger contra a vingança dos parentes aqueles que tivessem causado morte acidental. com a bênção de Josué e parte dos despojos. Portanto. Mas recebem das outras tribos 48 cida- Js 23: U m a p e l o à nação Alguns anos haviam se passado desde a divisão da terra.6-34.13-14). ao qual estavam ligados pela fé e adoração do único Deus. veja 21. Js 21: Os levitas não receberam nenhum território p o r herança. foram designadas "cidades de refúgio" (veja Nm 35.49-51: A divisão termina com a entrega de Timnate-Sera (chamada Timnaic-Heres em J z 2. era vital assegurar que os líderes mantivessem a lei e permanecessem fiéis a Deus. Portanto. • N e n h u m d o s i n i m i g o s (21. Js 22 As tribos do Leste vão para casa Ruben. cap. 36 homens morreram (cap. e usando os três nomes de Deus: El. • V. A foro mosira o "alto" da cidade no qual deuses cananeus eram adorados. Js 23—24 Os últimos O rei de 1 lazor. Israel viria a rejeitá-los no futuro fez com que construíssem um altar. 13 (Sansão pertencia à tribo de Dã). 22 Um juramento solene. Foi Deus quem lhes dera aquela terra. uma vez d o outro lado do Jordão. Era um símbolo de solidariedade com o resto de Israel. repetido duas vezes. Gade e Manasses cumpriram suas obrigações de ajudar na conquista. • A c ã (20) Por causa de pecado dele.9) a Josué.1-13). 18. Josué estava chegando ao fim de uma longa vida.236 A história de Israel des. todas pertencentes aos levitas. pois sua herança era Deus. Js 19. três a leste e três a Oeste do rio Jordão. Elohim. "fiquem ligados a Deus.34. com as pastagens circunvizinhas. o S K N H O R " . dias de Josué c outros inimigos poderosos no Sul. e não apontara um único sucessor. Foi Deus quem expulsara grandes e poderosas nações. o que não foi bem recebido pelas demais tribos. Yahweh (veja "Os nomes de Deus"). • O p e c a d o c o m e t i d o e m Peor (17) Quando Israel adorou Baal ( N m 25). 7).

tabuinhas encontradas e m "reli el-Amarna. Depois da apresentação do título do rei ( " S E N H O R ." Js 24. O v. • Balaque. > Enviei v e s p õ e s à s u a f r e n t e (12) Versões recentes traduzem esta imagem vívida por "pânico" ou "medo". enviadas p o r reis cananeus a o Faraó egípcio. Esta é uma boa conclusão para o livro. Será que estes e r a m os hebreus? • C e n t o e d e z a n o s (29) Esta pode ser uma idade ideal. especialmente porque é igual à de José (veja G n 50.ras vitórias na terra (8. " e u e a minha casa serviremos ao S E N H O R " .22). 2a).15 . 32. dá por encerrada a história dos patriarcas.19).. que se segue. As estipulações ou exigências são feitas em 14-15. Aqui. aparece um relato dos favores que ele prestou no passado (2b-13).. um tributo à liderança desse homem de Deus. seu pai (veja G n 33. A família que durante tantos anos só possuía sepulturas compradas de pessoas que moravam no local (veja G n 23 para a aquisição de Abraão) agora possuía todo o território de Canaã. e o v. o padrão da aliança segue o padrão dos tratados daquela época (veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo"). 31 indica quão poderosa foi a influência de Josué para o bem. É marcante o contraste entre este episódio e o livro de Juízes. Balaão (9) Veja N m 22—24. Deus de Israel". "Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. A promessa feita a José foi mantida. Ele foi enterrado na única propriedade que pertenceu a Jacó. 32. por si só. A disposição de Josué em dedicar-se inteiramente a Deus permaneceu inalterada até o fim de sua longa vida. mencionam o problema d o ataque d e bandos nómades estrangeiros . A ligação é reforçada pelo v. simbólica. com advertências a respeito do que aconteceria em caso de desobediência (19-20). Sua promessa.30-35). pois ele é o nosso Deus". n o Egito. que relata o enterro dos ossos de José na terra prometida.o s h a b i r u . como em Deuteronômio. O zelo do povo em acompanhá-lo na renovação da aliança é. encontrou eco na resposta do povo: "Nós também serviremos ao SENHOR.

por outro lado. e mesmo sabendo que tudo viria a se repetir no futuro. como a data mais provável da conquista é 1240 a. aproximadamente de 1220 a 1050 a. q u e quebrou todas as regras de hospitalidade: Eúde. ou seja. o escritor de Juízes não dá à cronologia e à ordem dos acontecimentos a mesma importância que lhe é atribuída por historiadores ocidentais do mundo de hoje. Sansão e Jefté. arrependimento. Resumo Os problemas que sobrevieram a Israel depois da morte de Josué: um padrão cíclico de desobediência a Deus. da ¡¿nena . Ele escreveu após a destruição do santuário em Slló (18. que recorreu ao assassinato. no g e r a l .C. Deus enviava um libertador. ganhando seus louros na frente de batalha.31). Outro fator a ser considerado é o uso freqüente de "40 anos" como número redondo para O cenário humano que aparece em Juízes é deprimente. A fidelidade a Deus trazia consigo um povo forte e unido. Sansão.7. Cronologia A exemplo de outros autores antigos. No seu todo.21). com base em 10. O que surpreende é o amor e cuidado constante de Deus. Estes "juízes" de Israel não eram apenas conselheiros em assuntos jurídicos. 13—16) povo que se gabava dos atos de vingança cruel contra o inimigo. representam um sério problema para os leitores de hoje (veja "Entendendo Juízes" e a anotação sobre o juramento de Jefté).31 Histórias dos líderes da nação que Deus levantou para libertar Israel de seus inimigos Caps. Sabemos. Uma das razões para esta aparente discrepância é a sobreposição entre os períodos dos diversos juízes. Sansão. 4—5) Gideào (caps. Israel trocava Deus pelos deuses locais. Jefté. que a opressão amonita no Leste e a opressão filistéia no Oeste ocorreram ao mesmo tempo. durante o qual as tribos dispersas ficaram sem liderança central. Representação d e u m baal cananeu. A idolatria. que se manifesta até mesmo na vida daqueles que conhecem a Deus. especificamente. Este é o relato bíblico que ilustra com maior clareza a tendência humana de seguir seu próprio caminho (pecado). Sofria nas mãos dos cananeus e clamava a Deus por socorro. (Houve mudanças editoriais posteriores. unidas apenas pela sua fé comum. Eles são exemplos a seguir apenas em termos da sua fé. Deus atendia . Seis dos 12 juízes mencionados são descritos com maiores detalhes: Otoniel.7). era fonte de fraqueza e divisão. É possível que tal sobreposição tenha ocorrido também em outros casos.• da fertilidade. por exemplo. 0 deus d o c l i m a . Eles livraram uma tribo ou todo o povo da opressão do inimigo. Gideão. 3. recordando a época em que Israel não tinha rei. 1. o envolvimento de Deus naquela ação. Esta é a mensagem central que o autor quer transmitir nesse relato centrado em histórias de heróis locais que foram contadas e recontadas com o passar dos anos. mas antes de Davi ter conquistado Jerusalém (1. o período dos Juízes compreende uns 390 anos. e. Baraque.6 Depois de Josué o p e d i d o de seu povo tão logo este clamava por socorro. 17—21 Um quadro dos tempos difíceis antes do surgimento de um rei Histórias mais bem conhecidas Débora e Baraque (caps. e. Apesar do passado de infidelidade de Israel. A história da nação se caracteriza por um ciclo que se repete de forma monótona. As questões morais que este livro levanta. Tudo ficava bem por algum tempo. e libertação dos inimigos. Na lista dos maiores exemplos de fé que aparece em Hb 11. Depois.1—3.JUÍZES Juízes abrange o período na história de Israel que vai da morte de Josué até o tempo de Samuel. o velho padrão de infidelidade tornava a se instalar.C. Porém. é considerado uma das primeiras partes do AT a serem colocadas por escrito. Foi um tempo difícil e instável. O cântico de Débora. um homem cuja vida sexual leva a marca da promiscuidade. são mencionados quatro deles: Gideão. celebrando a derrota de Sísera. As histórias não maquiam nem recomendam o comportamento dessas pessoas. 6—8) Sansão (caps. E Deus decidiu agir por intermédio de pessoas das quais não se poderia esperar m u i t o : Jael. como se observa claramente na sentença acrescentada a 1. Caps. Débora/ Baraque. a história apresentada no livro deve ter acontecido em menos de 200 anos. Eúde. um Caps.7—16.

6). A fortaleza de Sião só passou para o domínio dos israelitas quando o rei Davi a tomou algum tempo depois (2Sm 5 ) .8). Ele fala em nome de Deus. I b s ã . Gideão e Sansão) e e m outras passagens bíblicas (a história de Agar e o "sacrifício" de Isaque em Gênesis. • Polegares das mãos e dos pés (7) Para que esses reis não pudessem segurar uma espada ou ficar firmes sobre a planta dos pés. d e Z e b u l o m (12. / i da Mesopotâmia le Jz 1—2. que só é atenuado por outro sucesso das tribos de José relatado n o v. . geralmente na primeira pessoa como se fosse Deus. • Cidade das palmeiras ( 1 6 ) Jericó.22).11). 10.31): v i t ó r i a sobre o s filisteus. G i l g a l foi onde o povo acampou pela primeira vez e construiu um altar após atravessar o J o r d ã o . 12. tendo alcançado considerável sucesso. às vezes como ser celestial de aparência tremenda (veja 13. d e G i l e a d e (11. 8. 5.E. Elom. d e G i l e a d e (10. 19 A q u e l e era o i n í c i o d a I d a d e d o Ferro. Os filisteus i n t r o d u z i r a m a indústria do ferro na Palestina e tinham o controle d a produção. usando o Urim e Tumim (sorteio sagrado).13-19. 1 Era o sumo sacerdote quem dirigia a Deus essas perguntas d o tipo "sim o u n ã o " . Jz 2.11): vitória sobre os nmaletjuitns.3).11): vitória sobre os midianitas e amâlequitas.4-6): vitória sobre J a b i m e Sísera. 9 ) : vitória s o b r e Cusã-Risataim. de D ã (15. 11.5 Após a morte de Josué Midianitas Jz 1: S u c e s s o s e f r a c a s s o s Judá. • V.19-22). Débora (Efraim) e B a r a q u e (Naftalí) (4. d e Benjamim (3. 10-15: Veja Js 15. d e E f r a i m (12. S a n s ã o . 13. G i d e ã o .15): vitória sobre l i g l o m . 9. a tribo da qual v i r i a m Davi e sua linhagem de reis. 4.20): vitória sobre o s filisteus. Vs. A b d o m . O fracasso dos benjamitas em expulsar os jebuseus de Jerusalém qualifica a vitória descrita no v.1). d e J u d á ( 3 . d e Manasses (6. R E I . e não tanto um número exato de anos. Tola. Israel f i c o u e m desvantagem diante das armas e dos carros d e ferro usados p o r seus inimigos. 8. 7. segue-se u m catálogo de fracassos.JUIZES 239 indicar "uma geração". Jefté. de Moabe. • V. Depois do relato da conquista de Betei (2225) pelo "povo das tribos de José" (Efraim e Manasses). Otoniel. 3. o anjo sempre aparece como representante de Deus. foi a primeira a continuar a conquista após a morte de Josué. A localização d e Boquim é desconhecida. 35. d e issacar (10./ I Cusã-Risalaim. A. e é praticamente identificado com Deus por aqueles a quem aparece (veja. • O Anjo d o S E N H O R (1) Mencionado várias vezes em Juízes (aqui e nas histórias de Amalequita: 1. 1. Até a época de Davi. Às vezes revela-se como pessoa comum. 6.1-5: D e s o b e d i ê n c i a t r a z d e r r o t a Estes versículos são um comentário sobre os fracassos relatados n o cap. Moisés e a sarça ardente em Ê x 3 ) . Eúde. com uma mensagem especial de Deus.13). Mas todos que o vêem têm certeza da sua autoridade. p o r exemplo. d c Belém (12.'de Canaã 6 • | . Jair. g u a r d a n d o seus segredos a sete chaves (veja I S m 13. 2. Sangar (3. Cundall sugere a seguinte cronologia aproximada: 1200 Otoniel 1170 Eúde 1150 Sangar 1125 Débora e Baraque 1100 Gideão 1070 Jefté 1070 Sansão O s 12 j u í z e s e s u a s vitórias Jabim.

6-9 nos leva de volta ao ponto em que estávamos ao final do livro de Josué. Baraque. 11-23 apresentam o padrão de acontecimentos que passou a se repetir tão logo morreram as pessoas da geração que havia participado da conquista da terra prometida (10). do abandono de Deus cm troca dos deuses locais. de Moabe. 13—16.6—3. l C r 12. Jefté e Sansão. • 3. I S m 17. J z 4—5: A p r o f e t i s a D é b o r a conduz Baraque à batalha Nessa história impressionante aparecem com destaque duas mulheres extraordinárias: Débora. Como Eúde. • Veio sobre e l e o Espírito d o S E N H O R (10) A mesma frase é usada com relação a Gideão.31 Israel sob os juízes J z 2. um período ainda mais longo! J z 3. • Quarenta anos (11) Este número é usado freqüentemente no AT como número inteiro e significa "uma geração" ou "um longo período". Sangar eliminou 600 filisteus. acreditando que este deus local eslava DO controle ilo i l m u <• il. uma mulher de autoridade. com um ferrão de tocar bois (uma vara de uns 2. o que geralmente não agrada os leitores modernos. j J z 3. hoje seria a região leste da Síria. e Jael. Débora foi uma j u í z a no sentido jurídico (4.7-11: A v i t ó r i a d e O t o n i e l Se Cuchã-Risataim realmente era rei da Mesopotâmia (v. 13—16.5). para testar o povo e manter os soldados de Israel bem treinados nas habilidades de guerra (2.! fertilidade d a teria. Os vs. pois foi outra mulher. O poder desses heróis era um dom especial de Deus.6: I n t r o d u ç ã o J z 2. Este é o estilo de todo o livro. chefe de Temã" (em E d o m ) .20—3. e lhe deu instruções da parte de Deus. como também atravessaram o rio para estabelecer um posto avançado em Jericó.6—16. e vemos isto cm várias outras partes do AI'. muitos dos benjamitas eram canhotos ou ambidestros.13) Deus e deusa da fertilidade e da fecundidade do solo.6). J z 3.18). Elas continuariam como espinho na carne de Israel.5 m com um ferrão na ponta). esposa de Hébcr. Ecrom. Como resultado da desobediência.12-30: E ú d e a s s a s s i n a o rei Eglom O rei Eglom. as nações vizinheis não foram expulsas.31: S a n g a r p r o m o v e u m massacre N u m feito isolado. • I r a .2).3 As cinco cidades-cstado dos filisteus eram Asdode. expressa isto em termos diretos ("os entregou"). como Deus comanda os assuntos humanos. a J z 2. • Baal e Astarote (2. a história de Sansão nos caps. o que torna surpreendente sua . O domínio de Judá sobre as três cidades dos filisteus durou pouco tempo (1. derrota nas mãos de um herói ou líder militar do Sul. o fato de Eúde ser canhoto o colocava acima de qualquer suspeita. Baraque não ficou com as honras da vitória. 8. Asquclom. e n t r e g o u (8) O autor atribui sentimentos humanos a Deus c. Eles não só tomaram o território a leste do Jordão. o ataque deve ter vindo do Norte. mas não conseguiu deter esses inimigos por muito tempo. Gaza e Gate (veja "Cananeus e filisteus". • Oitenta a n o s (30) Duas vezes quarenta. a profetisa. como também se dispôs a fazer a jornada de 80 km ao Norte para ir com ele à batalha. . comandava uma aliança oriental que incluía os amonitas c amalequitas. o nômade queneu.240 A história de Israel Os israelitas e r a m consta manente tentados a acompanhar os canancus na adoração a Boal. .1-54).16. Mas alguns corrigem o nome dele para "Cuchã. Ela não só convocou o líder militar. Veja caps. Nessa ocasião. e os canhotos dessa tribo que atiravam com a funda tinham uma reputação formidável (veja 20. norte do Iraque).

'Armagedom". desde a sua órbita o fizeram.19 Taanaque ficava a apenas 8 km de Megido (onde rotas comerciais passavam pela serra do Carmelo).' Jz 5. num formato arredondado e com 400 m de altura. • Hazor (4. . mas o monte (tell) foi outra vez fortificado pelos cananeus c mais tarde por Salomão. O poeta-compositor usa todos os recursos de som. o retorno de seu filho. o 'ribeiro das batalhas. com grande efeito dramático. E. 0 cântico que celebra a batalha indica a chave da vitória. pode ser visto de longe. Esse monte.6) Uma boa escolha como local de reunião. apesar de alguns problemas decorrentes da idade do texto. passa diretamente do cenário em que Jael ainda está com o martelo na mão para o cenário em que a mãe de Sisera espera.2) Josué havia derrotado outro Jabim e destruíra a cidade. • Monte Tabor (4.20-22 (ARA) 0 "hino de batalha" se caracteriza por u m frescor característico de testemunho ocular e grande exultação. Uma tromba d'água transformou o Qttisom numa torrente impetuosa (5. em vão. Avante.corajosa Jacl.21). que matou o poderoso Sisera com uma estaca e um martelo que tinha à mão. 'Desde o céu pelejaram as estrelas Haroscte\_Hagoirn \ Baraque cananeus derrota Sisera e os contra Sisera. • 5. As águas ou o riacho de Megido é o rio Quisom. MoiileCarmelol 0 ribeiro Quisom os arrastou. no final. Muitas das carruagens foram arrastadas e o restante ficou atolado na lama. o galopar dos seus guerreiros. Quisom. ó minha alma. ritmo e repetição para descrever cenas rápidas e vívidas como um filme. A parte baixa jamais foi reconstruída. firme! Então as unhas dos cavalos socavam pelo galopar. cenário de tantas batalhas que deu seu nome ao local da batalha final.

25) refletem esta organização. IRs 12. e isto a partir de detalhes ocasionais e com o auxílio de estudos de sociedades semelhantes.1. uma fonte de água protegida (p. d e n t r o d e casa. Tudo que podemos fazer é imaginar como teriam sido. A Bíblia nunca descreve acordos políticos e econômicos feitos naquele tempo. e u m terceiro c ô m o d o que tinha o comprimento d o prédio c m s i .6-7). o que resultava n u m a estrutura conhecida c o m o "a casa d e quatro cómodos". várias aldeias agrícolas eram exploradas por uma cidade maior. E r a c o m u m agrupar duas o u três c a s a s .16). "e todas as suas aldeias" (p. . À s veies havia um segundo andar. ó Israel!" era. de forma lenta e gradual.. ainda. e m potes de barro o u cerâmica. Os israelitas que ficaram nas pla- nícies foram. ' reunindo duas ou Ires gerações dn mesma família. N m 21. um sótão onde as pessoas podiam dormir. as casas típicas dos israelitas e r a m bem parecidas. a transição de uma vida nômade para uma vida sedentária tenha ocorrido. os primeiros a se fixarem na terra. C ) . no caso dos israelitas. vinho e azeite de oliva. um palácio. ex.242 Vida sedentária John Bimson É possível que. Nos séculos8e 7 a. com acesso por um túnel). cercais c o u t r o s p r o d u t o s essenciais eram estocados. I-: p r o v á v e l que um cómodos laterais fosse um abrigo pata animais. L'm celeiro c o m u n i t á r i o e m M e g i d o . e o clã dos recabitas fez um juramento permanente contra o sedentarismo (Jr 35. Ó l e o .C. q u e data da época d o rei J e r o b o ã o II (793-753 a . A área e m que as pessoas passavam a maior p a n e d o tempo e r a um pátio aberto. um ditado comum no início da monarquia (2Sm 20.ex. Em troca do suprimento de grãos e outros produtos à cidade fortifica- Tanto nas cidades c o m o nas aldeias. ^ fortificada. A região montanhosa era mais difícil de cultivar e o assentamento ali exigia o nivelamento dos declives e a construção de cisternas para armazenar água. e depósitos para produtos básicos como grãos. provavelmente. após a saída do Egito e a conquista da terra prometida. A maioria dos assentamentos nas regiões montanhosas não passava de pequenas aldeias sem a proteção de muralhas. de formato retangular. Geralmente havia salas estreitas d e dois lados dessa área. "Às vossas tendas. As cidades israelitas geralmente tinham fortes muros e portões. Aparentemente. Referên^ ^ ^ ^ cias a uma cidade T o d a casa tinha sua lamparina de cerâmica cheia d e ó l e o d e oliva. o celeiro comunitário de Megido era um enorme silo subterrâneo.

para a prática a g r í c o l a . •quando os exércitos dos babilônios invadiram a região (Jr 35. N ã o era n a d a fácil c o n s t r u i r terraços nas encostas d o s montes. Nômades que tinham algum contato com determinada cidade também buscavam proteção dentro dela em momentos de crise. .Oi povoados na região m o n t a n h o s a e r a m pequenos. como os recabitas fizeram em Jerusalém. da. as cidades muradas e r a m o r e f ú g i o das pessoas q u e v i v i a m nas aldeias próximas. lím tempo d e p e r i g o .11). as aldeias vizinhas provavelmente recebiam proteção em tempos de guerra.

nos lugares onde se podia atravessar o rio Jordão. os nômades midianitas. A história da cidade remonta à antiguidade. mesmo se apresentada na forma de pagamento na mesma moeda (56-57). Agora. Gideão foi obrigado a malhar a sua escassa colheita de trigo no tanque de pisar uvas. não quis saber do assunto.25) Poste ( o u totem) sagrado.11. • V . • 7. Tola "julg o u " ou foi líder de Israel durante 23 anos. proibida pela lei (embora a N T L H traduza por "ídolo").21 Ornamentos cm forma de meia-lua ainda são populares entre os povos árabes de nossos dias. • 8. não manifestou os mesmos escrúpulos. J z 10. • 7 .27) Provavelmente uma imagem de Deus.244 A história de Israel "Uma espada pelo SBNllon e por Gideão!" J z 7.7: Jefté O território ao Sul de Israel estava sob o domínio dos filisteus. J z 9: A s c e n s ã o e q u e d a de Abimeleque Gideão.11 A localização de Ofra é desconhecida (não se trata de Ofra no território de Benjamim). redondas e pesadas. diferentemente de seu pai. isto é. • S i q u é m (1) Este era o santuário central de Israel na época de Josué. "jumentos" e "cidades" são palavras que têm som parecido. F. é vista na sua p r o n t i d ã o para enfrentar as hordas midianitas com u m exército de apenas 300 homens. Trata-se. .mbora tenha se mostrado à altura da situação n u m momento de provação. Mas Abimeleque. Jair.28: G i d e ã o Os midianitas. infelizmente a prosperidade " v e i o a ser uma armadilha para Gideão" (8. durante 22 anos. O terror espalhado por essa gente montada em camelos é descrito de forma bem vívida em 6. escondido dos midianitas. Abimeleque.1-5: T o l á e J a i r Estes não foram líderes militares. símbolo da deusa-mãe canancia.1-4.6—12.5-6 Aqueles que levaram a água à boca com suas mãos estavam mais alertas ao perigo que os que se ajoelharam. 4 E m hebraico. no tempo de Jeroboão I. Compare a parábola de Nata em 2Sm 12. havia ali um templo a Baal.1 acima com relação ao "Anjo d o SliNHOR".20 J z 6. que tinha alguma justificativa para> aceitar a autoridade real. • Vs. mas quando estas passavam a atração dos deuses que aproximavam Israel dos seus vizinhos (Baal da aliança / "Baal-berite") c davam boas colheitas era praticamente irresistível. O novo herói que se levantou para combater os amonitas foi o "bandoleiro" Jefté. a Oeste. neste caso.1—8.12-28. Veja comentário sobre 2. Jefté recorreu à espada. o sotaque dos efraimi- J z 8. com cerca de 45 cm de diâmetro. brutal e ambicioso filho de í Gideão. Assim. J z 10.1-4).27). 7-21 Este é um exemplo antigo de uma parábola ou história com moral. de um jogo de palavras. Quctura ( G n 25. ao tempo Jacó e mesmo antes dele. Enquanto Gideão usou palavras suaves para aplacar esses efraimitas indignados (8. os israelitas voltaram a adorar os baalins. beduínos vindos d o Leste e que eram descendentes de Abraão e sua segunda esposa. e dos amonitas. o lugar passou a competir com o santuário oficial de Israel. N a verdade ela foi reconstruída 151) anos depois. pois uma parte dela fora sua possessão até lhes ser tirada pelo rei Seom. • Aserá (6.1-3). mas a v i t ó r i a resultante daquela fuga desordenada v e i o de Deus. • Estola/Manto (8. Deus (e a justiça) tem a última palavra. apesar de toda sua cautela i n i c i a l . avançaram pelo s u l de Israel e chegaram até a cidade filistéia de Gaza. A Bíblia os menciona apenas aqui e em Is 3. A fé desse homem (veja também Hb 11. e o autor de Juízes percebe claramente os perigos da liderança hereditaria (em fornia de dinasria). Deus era lembrado em meio às crises. porém. a Leste. Na verdade. • Pedra d e moinho (53) Os grãos de trigo eram moídos entre duas placas de pedra. • Espalhou sal (45) Simbolicamente condenando a cidade a ficar em desolação permanente. Nada de maior importância aconteceu durante aquele período. G i d e ã o usou sua perspicácia para fazer u m ataque s u r p r e s a . Nos vaus do J o r d ã o . não era um escolhido de Deus. • 6. Jefté teve que lidar com a inveja dos membros da poderosa tribo de Efraim.29-35: Ú l t i m o s a n o s de Gideão Quando da morte de Gideão. N m 20—21 descreve os acontecimentos mencionados na discussão de 11. Após a vitória e a tragédia que aconteceu logo depois (veja abaixo). 1 3 O pão de cevada representa Israel (os moradores permanentes) e a tenda.32-33).18. os moabitas tinham mais direito àquela terra do que qualquer outro povo.

Porém. por causa dela.) Certamente não podemos descartar o fato de que os "heróis" A vitória de Gidcão sobre os midianitas G i d e à o conquistou a vitória c o m apenas 300 homens. ele com certeza valorizava sua casa e sua família. o voto foi feito de boa fé: Jefté entregaria "quem" (pessoa ou animal) saísse primeiro da casa dele para rir ao seu encontro. no sinal as trôs divisões fizeram u m barulho ensurdecedor. mas jamais ao Deus de Israel (Abraão havia aprendido isto há muito tempo. o pai quebrasse a promessa feita a Deus.) Mas como pode um Deus moral associar-se a ações como esta e com pessoas como Jefté.31). Sansão e outros? ("Entendendo Juízes" considera algumas possíveis respostas. e a lei de Deus o proibia: D t 12.i surpresa Elos iiiidianiuis fogem . Descendo pelo monte ( a o invés d e subir pelo vale) e à noite. que não conseguiam pronunciar a palavra "chibolete". embora isto tenha lhe custado a vida de sua filha única. denunciava quem eles eram. Um sacrifício humano podia agradar aos deuses pagãos. Seu sofrimento foi genuíno e a reação de sua filha é surpreendente: ela não permitiu que. Ufonlc de Harode: a bose de Gideãc- Hmoikc MonS HGideâo divide • o s homens de Gideflo execuiam • u. E ele cumpriu sua palavra. (Como Jefté era um filho ilegítimo que foi expulso de casa. > 0 voto de Jefté Esse voto mostra quão pouco os israelitas conheciam a Deus naquele tempo. O s midianitas pensaram que estavam cercados e fugiram atordoados. apesar da ignorância e da forma equivocada.245 tas.

A foto a direita mostra minas lie "Vsquclum. J z 12. em que as pessoas viviam distantes do padrão estabelecido na lei de Deus. uma "idade de trevas" como a de Juízes pode ser seguida de um período de verdadeiro progresso espiritual. na esperança d e tirar-lhe a força. fraquezas e imoralidade são apenas registradas. horizontais. imperfeitos por natureza. J z 13.8-15: I b s ã . E por causa disto. mesmo numa época de decadência que aparentemente não tem volta. não havendo nada alem disso que fosse digno de registro.31: S a n s ã o O herói na luta contra o inimigo do Oeste (veja 10. o Hebrom . não glorificadas. Tudo que se louva é a fé e a coragem desses homens. Eles servem como intcrlúdio antes da grande história seguinte. Os teares eram verticais. Essas pessoas não são apresentadas como modelos: suas falhas.6) H á uma questão com relação ao significado de "mil" no hebraico que pode explicar os números surpreendentemente altos que encontramos em panes do AT. como a Bíblia deixa bem claro. do livro de Juízes eram pessoas de seu tempo. mesmo quando não tem ao seu dispor as pessoas "adequadas". Ele age. a cidade filistéia onde Sansão matou 30 homens. também. conto este da foto. Para Sansão.7) foi escolhido para a tarefa desde o momento da sua concepção. Deus age por meio de homens As façanhas de Sansão e mulheres. uma época. A estátua e as colunas datam principalmente d o período romano. mas podiam ser.1—16. • Quarenta e dois mil (12. Deus não se isola nem ignora um pedido de socorro. aprovadas ou maquiadas. caracterizada por decadência religiosa. E l o m e A b d o m Dois destes juízes ficaram conhecidos por causa de suas famílias.246 A história de Israel Dalila teceu num tear as trancas d o cabelo de Sansão.

quando foram dominados). e não leva em consideração a data de composição do livro (posterior aos acontecimentos descritos) e sua importância para um público posterior. Pode-se lamentar. A ameaça era que. É simplista demais. com imagens proibidas e um sacerdote mercenário. menciona lugares e fatos relacionados com Saul: Gibeá (sua terra natal). Ao contrário das campanhas dos outros juízes. até certo ponto.7). Juízes serve de lição de história para um público posterior. Mas os filisteus avançavam sobre o território de Israel (eles continuariam a ser uma grande ameaça a Israel até o tempo de Davi.3 Dos vizinhos de Israel. A fraqueza moral privou esse valente da estatura espiritual e da força física. o povo perdesse a sua identidade. o que explica. a inversão está completa. seria inevitável que houvesse luta por causa de terras. Disto pode-se deduzir que o autor tinha interesse político em destacar a monarquia davídica e interesse teo- lógico em incentivar uma monarquia que reconhecia a ampla soberania de Deus. Deryn Guest Juízes contém algumas das histórias mais bem conhecidas da Bíblia. possibilitou a Dalila cortar-lhe a longa cabeleira que era o sinal de sua dedicação a Deus. já que sua força lhe havia sido dada por Deus para um propósito específico. Líderes por conta própria. Ele. sendo que Sansão era um dos poucos que haviam permanecido no território que a tribo recebera originalmente. quando um local de culto pagão é estabelecido em Israel. No entanto. ISm 11. social e religiosa. estar envolvido em algum desses episódios. Chegados apenas recentemente à terra prometida. Ao casar-se com uma filistéia. mas deixa o leitor incomodado com o seu conteúdo. O avanço dos filisteus se dava por infiltração ao invés de guerra declarada. a liderança deveria estar baseada na iniciativa de Deus. trazendo vários crimes de sangue e narrativas de traição e violência. então.Juízes 247 Entendendo Juízes P. ele chama a atenção. em especial. os filisteus eram . Mas suas façanhas subseqüentes trazem o perigo à tona e a inimizade ao ponto de confrontação. tratou esse voto com uma negligênda que quase poderia ser caracterizada como desprezo. muitos membros da dibo de Dã já haviam se mudado para o Norte (Jz 18). Alguns também vêem no livro e seu desenvolvimento um forte preconceito contra a liderança do Norte. • 14. mais adiante. e recaídas no paganismo. infelizmente. algo que. A narrativa se passa numa época em que Israel vivia rodeado por estrangeiros. Começa com a repreensão que Débora faz a certas tribos por não ingressarem na coalizão e termina com uma guerra civil. O livro de Juízes mostra como essa ameaça se tornou realidade. como Jefté. essa explicação dos elementos questionáveis do texto. Nos capítulos finais. Assim. o livro apresenta um desafio éticoe teológico para todo e qualquer aspirante a intérprete da Bíblia. muitas vezes. mas estas eram. • As narrativas advertem contraaassimilação. porém. surgem várias questões interessantes. como Abimeleque. é esquartejada (cap. pelo contato com estes. O cap. já não convence alguns leitores. a unidade tribal e a pureza religiosa. 19. Até seu próprio povo ficou contra cie (15. Numa época turbulenta assim. tinham dificuldades para manter o controle israelita. Nesse tempo. após um estupro coletivo. a luta de Sansão foi a batalha de um homem só. Porém. os atos macabros que ocorreram. para voto de nazireu (veja Nm 6) era vitalício. benjamitas (a tribo de Saul). conflitos tribais. • O livro descreve a desintegração da unidade tribal. Isto se vê no controle que Deus exerce sobre os juízes fracos e às vezes indignos. Sansão parece entrar no jogo dos inimigos. O que fazer com a história de uma mulher que. Como um livro repleto de ação. Para ser bem sucedida. as condições vigentes naquela época. a concubina cortada em pedaços (Saul fez o mesmo com bois. ou oportunistas. • O texto tem um claro interesse em liderança. Uma resposta comum é dizer que esses fatos aconteceram numa época em que os israelitas estavam em crise política.42-49)? Talvez o que mais perturba as pessoas é o fato de Deus. Portanto.11). • O autor defende a liberdade soberana de Deus. situando-os num "período difícil de adaptação" para Israel. Assim o autor mostra à sua própria geração o que não fazer para viver bem naquela terra. 19)? Ou. quando consideramos o texto sob este ponto de vista. são retratados negativamente. advertindo contra tais erros. a desunião tribal é identificada como a característica principal deste período de fracasso. a história de várias pessoas queimadas vivas dentro de uma fortaleza (9. Certamente. O autor conta as suas histórias de uma maneira desfavorável às tribos do Norte e principalmente à dinastia de Saul.

ao enviar mais de 40. A persmas a preocupação principal em tudo isso é a questão de identidade. a personagem de Dalila faz parte do imaginário cultural como uma femmefatale ou mulher sedutora e traiçoeira. É um tanto incômodo ver Deus envolvido em tal ato.16) ou desrespeitar seus pais (Êx 20. O autor mostra como Israel tentou usar Deus para seus próprios fins. • O casamento d e S a n s ã o Esse casamento foi formalmente arranjado pelos pais de Sansão. Uma é a abordagem feminista. Porém. • 14. história é mantida e reforçada. E. as práticas e os preconceiAs questões problemáticas levantos (contra os estrangeiros. este comportamento ambíguo demonstra que não se pode esperar que Deus aja automaticamente de acordo com as exigências e expectativas humanas. como normalmente se fazia. as pinturas de Moreau. que não concorda com a ideologia transmitida nem tenta justificar os fatos que descritos. tão e ainda tem.12). sua condição de prostituta. 20. também. e este é um avanço bem-vindo e estimulante à medidt que a interpretação desse texto desafiador está sendo reconsiderada e m nossos dias. mesmo que se trate presente no mundo antigo. já que Deus é soberano. ao invés da noiva mudar-se para a casa de Sansão. Mas isto não justifica o fato de Sansão desobedecer a lei de Deus e casar-se com tuna pagã (Êx 34. Deus não lhe tirou liberdade de escolha. Como observou Cheryl Exum. outras nada forma de identidade nacional. não se pode ignorar Alguns estudos levam em conta a a influência cultural que a Bíblia teve dinâmica de honra e vergonha. e isto levanta questões morais significativas. Na tentativa de lidar com tais questões. no cap. tempo os seus ideais de como Israel deveria valorizar e preservar determiEstão surgindo. e que somente viram que a palavra de Deus éfiel quando reconheceram a escolha de Deus naquela situação.248 A história de Israel um problema. contra tadas pela leitura do livro de Juízes mulheres) no texto continuam sendo estão sendo expostas de maneiras atingir os seus próprios objetivos. que o intérprete moderno enfrenta. surgiram diferentes estratégias de leitura. seus sentimentos de triunfo quando Sansão é capturado. A história transmite a mensagem de que a mulher estrangeira e sexualmente independente é uma armadilha para os homens bons. Por exemplo. outras possibilidades de leitura. . os únicos que não praticavam a circuncisão (geralmente feita na puberdade). Rubens e Solomon basearam-se neste difundido preconceito contra a personagem sedutora ao acrescentarem à narrativa bíblica detalhes como a sedução carnal de Dalila.000 homens à morte. por exemplo. Assim. pectiva feminista resiste à tendência de "concordar com" o texto e levanta Através de cada uma das narrativas. abordagens. Tentar fazer com que Deus "defenda a nossa causa" é um erro que o livro de Juízes desmascara. Isto também é expresso na sua capacidade de agir ambiguamente. a mensagem negativa da Há outras características.4 O comentário do editor atribui a responsabilidade a Deus. e muito bem. é claro. Outros de estupro e assassinato em nível articulam uma resposta masculina. que reconhecem pleInterpretar Juízes desta maneira pode namente que se trata de atos repugdiminuir o impacto de várias das hisnantes e levam a sério o desafio ético tórias chocantes. literário. novas e criativas. No entanto. o autor transmite aos leitores do seu outras questões. No entanto.

4) A exemplo dos outros amores de Sansão. uma mulher não valia nada. num segundo caso de atrocidade. que caçam em bandos e seriam mais fáceis de capturar em grande número. o Norte O autor não tem necessidade de tirar uma Esta história ocorreu n u m período em que lição moral: basta a simples afirmação d o v. os benjamitas são castigados A tradicional e calorosa hospitalidade d o pai da concubina contrasta c o m a falta de hospitalidade e m Gibeá. Tratase.Juízes ela ficou com sua própria família e seu marido ia visitá-la.25). deles. estritamente p r o i b i d a era usar uma "esto• 1 9 . Dalila provavelmente era uma mulher filisteia. 1 7 Veja a nota anterior sobre números e egoístas quanto o resto d o p o v o .4) É mais provável que se tratasse de chacais. e grande luto nacional. de uma inserção posterior feita por um editor d o texto. o verdadeiro centro religioso de Israel nessa época. o reino de Israel. e não tanto d e raposas.s e p a r a Mispa (21. Q u a n d o os benjamitas se recusaram a entregar seus companheiros (os homens de Gibeá). ao que parece. bém faziam o que bem queriam.4). assim como "Sansão" representa um "homem forte".4 0 Os detalhes da batalha lembram a Os levitas h a v i a m recebido cidades só estratégia usada na conquista de A i (Js 8). > Dalila (16. • 18. A l i também. Ele vendeu seus serviços a Mica. e a seguinte. haviam se tornado tão corruptos • 2 0 .1 A expressão "desde Dã até Berseba" (do Esta história. ao S u l . • Trezentas raposas (15. Mas. do um lugar para morar" (17. 3 6 . J z 19—21: E s t u p r o e m G i b e á . Tanto ele quanto ela eram igualmente inescrupulosos na sua maneira de usar as outras pessoas. o marido cortou o corpo da concubina em doze pedaços. neste caso.8). que vivem isoladas umas das outras. levando-lhe presentes. mas aqui estava um levita "procuran- . Jz 17—21 Um tempo em que cada um o que bem queria fazia Este seção final difere d o restante de Juízes. 20). explodiu uma guerra civil. ram para reparar o voto precipitado feito em a tribo d e D ã m u d a . depois roubou os objetos sagrados d o patrão e os repassou à tribo de D ã . mostram que os extremo Norte ao extremo Sul) passou a ser levitas. Devido ao engano por causa do enigma. que foram usados para convocar as doze tribos para executar vingança (cap. rem a Deus. 21 mostra até onde as tribos chegaJz 1 7 — 1 8 : O í d o l o d e M i c a . especialmente escolhidos para serviuma forma de referir-se a todo o território. • 20. quanmo norte de Israel. Eles tamaltos. sacerdote. para competir com Siló. E M i c a não tinha letras (no texto grego da Septuaginta. A imagem feita p o r Mica do as pessoas se tornam a lei para si mesmas. Numa tentativa de diminuir a vergonha da noiva. causou uma 25. há um o direito de escolher o j o v e m levita para ser acréscimo que deixa isso bem claro). O cap. "Dalila" veio a ser o nome dado àfemmefatale ou mulher irresistível ("Entendendo Juízes").30 O "cativeiro" é supostamente uma referência à destruição do reino d o Norte. a pressão dos filisteus. 2 8 Supõe-se que a concubina estivesse la" (veja o comentário sobre 8. 0 autor deixa de lado os heróis de Israel e focaliza dois incidentes que ilustram o baixo nível da religião e moralidade nos dias sem lei durante os quais Israel não tinha governo central e "cada u m fazia o que achava mais reto" (21. Então. não houve nenhuma presença de anjos que pudesse salvar a concubina do terrível estupro coletivo. era estritamente proibida pela lei que os leviestabelecendo seus próprios padrões de toletas deveriam aplicar ( Ê x 20.27) e ídolos morta.1). que estabeleceu um novo templo no Norte. o casamento não foi consumado ao final da festa de sete dias. O resultado foi a quase extinção da tribo de Benjamim. Justa ou injustamente. O livro no seu todo mostra as conseqüênmigração cm massa dos danitas para o extrecias desastrosas da falta de autoridade. comparada com o respeito devido a um convidado de honra. O u t r a coisa rância e permissividade. embora isto não seja dito com todas as do lar para adivinhação. no tempo dos assírios. • 2 0 . foi arranjado às pressas um segundo casamento com o companheiro de honra ou padrinho de casamento de Sansão. A bondade daquele velho e o que se passou e m seguida tem muitas semelhanças com a história de Ló e os homens de Sodoma ( G n 19).

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" chegaram a Belém em abril. esta narrativa começa com três mulheres que. Na sociedade da época. acabou cedendo à pressão de Noemi e. o livro de Rute deixa claro que a fé pessoal de muitos em Israel permanecia vigorosa. O que essa história revela. MOABE Píígina oposta: Enquanto a cevada era cortada. e para nossa surpresa. Rute é especial por nos dar o ponto de vista da mulher. logo sentimos o impacto dos fatos terríveis descritos neste livro. Rt 1. era de aproximadamente 80 km. Assim. . Longe de casa. possivelmente casar-se pousíires. de Rute descendeu o rei Davi. mas elas não Rt 1. R t 1. em termos de sustento a mulher era completamente dependente do pai ou do seu marido. A possibilidade de morrer de fome levou esta família de refugiados a deixar sua terra natal. a hora de dizer adeus. ali pousarei eu. • Vs. em termos humanos. RUTE Este calmo relato da vida cotidiana difere em muito da guerra e dos conflitos que aparecem em Juízes. E embora a religião geralmente estivesse em baixa. i r atrás dos t r a b a l h a d o r e s e catar As viagens de Rclcm a Moabe e de volta a Belém. isto é. É ele quem ordena todas as circunstâncias do cotidiano. onde quer que e voltou para casa.16-17 tinham campos para ceifar. pois se passa num contexto em que religião era sinônimo de poder. em seguida. "Onde então. Afinal. o chefe da família e seus dois filhos morreram. não quis deixar que o teu povo é Noemi enfrentasse a velhice sozinha. na linhagem do rei Davi. irei cu tristeza. Onde quer que tante do que isso. muitas pessoas daquele tempo levaram uma vida normal e pacífica como a que é descrita neste livro.1-5: " F a m í l i a f o g e para e s c a p a r d a f o m e ! " Quando damos uma manchete moderna para esta história.251 Resumo A história de uma jovem estrangeira cuja coragem e devoção lhe renderam um lugar na história de Israel. Aqui Deus está intimamente preocupado com questões menos importantes. estavam desamparadas e dependiam da caridade dos outros. Rute recolhia as espigas que ficavam caídas no chão. Mas a lei ( L v 19. deixando três viúvas desamparadas. morrerei eu e ai serei sepultada. é a forma especial como Deus cuida dos "necessitados".9-10) determinava que os pobres podiam rebuscar espigas. Rute. Chegou. porém. que é o período em que se passa a história de Rute. até para as pessoas mais insignificantes. E assim a fé recente de uma jovem moabita e o amor sacrificial que teve pela sua sogra são inseridos no grande quadro do plano divino de salvação. Ela só podia herdar propriedade em circunstâncias excepcionais e sob regras bem rígidas (Nm 36). de novo. o Deus de Noemi. o teu Deus é o meu escolheu o povo de Noemi e. d o outro lado do mar M o r t o (mais para o S u l ) . De todos os livros da Bíblia. cheia de quer que fores. As duas morreres.6-22: A v o l t a para Belém Chegaram notícias de que a fome havia acabado. Ela o meu povo. A colheita de cevada parecia promissora. e Rute e N o e m i eram pobres. e da linhagem de Davi veio o próprio Messias. Sem dúvida. especialmente para Noemi. As noras de Noemi a acompanharam na saída. Orfa. R t 2: R u t e e n c o n t r a u m p r o t e t o r V i ú v a s não tinham muitas opções de g a n h a r a v i d a . mais imporDeus. Era uma situação desesperadora. 1-2 A distância de Belém a Moabe.

11-13). Este viria a ser o pai de Jessé e avô de Davi. porém. Então Rute. deixando três viúvas. quando um homem morria sem filhos. ficar perto de outras mulheres e jamais olhar para os jovens que trabalhavam por perto. U m complicador era o fato de que Boaz. evocando os nomes das matriarcas Raquel ei Lia e conectando.j le casamento e os abençoou. Ela teria que se adaptar a novos costumes. Rute era de uma linhagem que trazia a marca da vergonha. Acontece que os três homens morreram. Em Belém. assim. Rute apanhava as espigas na parte que pertencia a Boaz. as belas palavras que Rute disse a Noemi não têm paralelo na literatura judaica e cristã. A emoção contida nestas palavras revela que Rute entendia o risco que estava correndo. precisava ter cuidado. Em razão disso. com humildade e coragem. e ofereceu-se para ser espos. mudou-se para a terra de Moabe. não arredou pé e jurou ficar ao lado de Noemi para sempre. Para conseguir comida para si e Noemi. como Rute se responsabilizou pela sua vida. na verdade. de Boaz. entrou na árvore genea-1 lógica de Jesus. Portanto. Rute. Por fim. Moabe. Rute e Orfa. seu irmão devia gerar um herdeiro para ele. chorando. sua mãe Noemi. Rute tornou-se respigadeira. Ela amava profundamente e sabia que poderia ser leal ao que lhe era mais importante na vida. ela e Noemi não teriam segurança nem status social. A história de Rute tinha tudo para ser uma história triste. Noemi tinha amigos em Belém. amavam Noemi profundamente e decidiram ir com ela. Rute como povo de Israel. Noemi insistiu com as duas para que voltassem para casa. Queria adorar o Deus dela. Rute. Rute. uma moabita. um hebreu que. aos olhos dos hebreus. as espigas que fossem caindo. para Noemi. Essas mulheres deram nome ao menino. ela era melhor do que sete filhos. num campo aberto e comum. II . Sendo uma mulher estrangeira e sozinha. Deu um beijo na sogra e voltou. um parente. e pediu para ser enterrada ao lado da sogra. Em se tratando do compromisso que uma pessoa assume em relação a outra. Não havia nada que forçasse Rute a enfrentar essas dificuldades. Toda a comunidade aprovou aque. catava as espigas deixadas nos campos pelos ceifadores. Orfa concordou. e daí veio o plano de Noemi. onde poderiam encontrar um novo marido e uma nova vida. as amigas de Noemi ficararr felizes com ela. dizendo que. embora arriscado. Rute colhera cerca de 25 kg d e cevada ( N T L H ) com seu próprio esforço e a generosidade de Boaz. E certamente teria saudades de casa. Ao ouvir isto. com o gesto mencionado no v. Ele decidiu protege: Rute e mandou que seus empregados deixassem cair espigas para ela. porquec nobre Boaz fez o que era certo come parente mais próximo do esposo ds uma viúva. as noras. Quando já estavam a caminho. Noemi agora não tinha como sobreviver em Moabe e decidiu voltar para Belém. em Moabe. estava reivindicando esse direito. a história acabou tendo um dos finais mais felizes em todo o AT. casando com a viúva. a não ser o relacionamento com Noemi. Esta lei estendia-se ao parente mais próximo. 7. Por não terem marido. 9. • Um efa d e c e v a d a (17) O efa era uma medida grande com capacidade para cerca de 22 litros. primeiro na colheita de cevada c depois na colheita do trigo.14-16) e de abril até j u n h o . A generosidade de Boaz foi além do que a lei prescrevia ( v s . Noemi formulou u m plano. juntamente com o seu pai Elimeleque. Porém. parente de Elimeleque. durante um período de fome em Judá. era moabita de nascença.252 A história de Israel Um retrato de Rute Frances Fuller Rute. e seu irmão Quiliom. Esses elogios chegaram a Boaz. a sua terra natal. O plano deu certo. Ela seria uma estrangeira em Judá. é bom lembrar. Quando o casal teve um filho. e falou-lhes sobre sua nora formidável. Rt 3 : U m marido para Rute Pela lei do levirato (mencionada por Noemi em 1. Rute prometeu morar onde Noemi fosse morar. a heroína de uma história amada por milhares de pessoas. nasceu de um relacionamento incestuoso que Ló teve com a filha dele. Por "acaso". Rute colheu o cereal de que precisava para fazer pão. seguiu o plano de Noemi culturalmente correto. que ela tanto prezava. chamandoo de Obede. Rute casou com Malom. Elogiaram Rute. o Messias.

Tamar. n o u t r o nascimento ocorrido em Belém. • V. • Perez (12) Este antepassado de Boaz era o filho que Tamar teve com J u d á .12) se tornaram realidade. O parente mais próximo (que não era Boaz) estava disposto a comprar as terras. a linhagem real Este é u m verdadeiro final feliz para uma história que teve um começo tão triste. veio a ser. seu sogro. para Rute e seu filho e que ele teria que cuidar de Rute. D e z pessoas importantes da cidade (v. depois. 2) formavam um " j ú r i " adequado que poderia decidir questões legais. da qual viria o Cristo. oração. q u a n d o Rute podia recolher espigas tios c a m p o s . declarou-se incapaz de fazer a compra. estrangeira como Rute. mas ele prometeu interessar-se pelo caso. para mantê-las na família. a o l a d o d o monte d e c e v a d a . para acrescentálas a sua própria herança. em Rute e N o e m i c h e g a r a m a Belém n a época d a colheita d a c e v a d a . como o caso presente. 1 . O próprio Boaz ajudou a cumprir aquilo que ele. Mas quando soube que elas passariam.2 2 : O f i l h o d e R u t e . Rt 4 . os acontecimentos comuns do dia a dia passam a ter um significado extraordinário. Quando Deus intervém. havia pedido para Rute em 2.8). recorreu a isto porque J u d á negou-lhe n o v o casamento e recusou-se a obedecer ao costume mais tarde formalizado como a lei do levirato ( G n 38). Obede. como ser h u m a n o . 1 3 . E Noemi encontrou consolo para sua tristeza naquele neto. o avô do fundador da linhagem real de Israel ( D a v i ) .1 2 : O a c o r d o A porta da cidade era o local onde se realizavam reuniões importantes. filho de Boaz e Rute.não era o parente mais próximo de Elimeleque. a questão da v i ú v a . Além desta obrigação de gerar um herdeiro para d a r continuidade ao nome do falecido. o parente mais p r ó x i m o também devia comprar suas terras. Também era o lugar onde eram concluídas publicamente transações de natureza jurídica. 9 "Estender a capa" sobre alguém simbolizava compromisso de casamento (veja Ez 16. Os votos de felicidade das autoridades (4. 7) Este costume antigo não vigorava mais na época em que o livro foi escrito. Ela se a p r o x i m o u d e lloaz e n q u a n t o ele d o r m i a na e i r a . na verdade. Deus recompensou Rute com um marido e um filho. Boaz discutiu primeiro a questão das terras. . • Antigamente (v.12. Rt 4 .

E o livro de Rute é a história da solidariedade entre duas mulheres e de sua inteligência para assegurar um futuro. e dar filhos ao próprio Boaz. retratando principalmente aspectos da sociedade em que aparecia a liderança dos homens. O exemplo mais claro é o livro de Rute. podemos ver o resto da história . Foi Rute. assim como já as vemos através dos olhos dos homens. Começamos a perceber que uma: história contada do ponto de vista masculino. e até corrige. A dedicação de Rute a Noemi ("tua nora que te ama e que te é melhor do que sete filhos") resultou no nascimento de um filho que seria o sustento de Noemi na sua velhice. no Israel antigo. mas foi a iniciativa das mulheres que levou ao acontecimento que assegu- raria o futuro delas: o nascimento do filho de Rute. dentro das opções limitadas disponíveis na sociedade em que viviam. Ele aceitou a proposta de bom grado. Israel. Homens e mulheres exerciam papéis sociais diferentes no Israel antigo. apesar de tudo o que parecia conspirar contra elas. A transação legal que possibilita a Boaz casar-se com Rute e dar um herdeiro ao falecido Elimeleque. e aquela transação reflete preocupações tipicamente masculinas: dar um herdeiro homem a Elimeleque. com responsabilidade e cuidado de uns para com os outros.254 A história de Israel Uma história do ponto de vista feminino Richard llauckham Em tempos recentes. O livro de Rute nos dá uma visãc diferente do Israel antigo. visão esta que complementa. e as estruturas de autoridade eram dominadas pelos homens. As leis formuladas para ajudar viúvas e estrangeiros (Rute era viúva e estrangeira) foram colocadas em prática como se esperava que fossem. uma perspectiva unilateral das coisas. Somente j do ponto de vista feminino podemos I perceber até que ponto as mulheres eram as verdadeiras protagonistas de I acontecimentos significativos. numa cena cheia de emoção e sentimento. Mesmo onde a perspectiva masculina é dominante. devia funcionar para beneficio dos desamparados. interpretações feministas da Bíblia têm chamado a atenção para o fato de que a Bíblia é escrita do ponto de vista masculino. sendo esta a dedicada nora daquela. Mas. Questões legais eram responsabilidade dos homens. a independência e a iniciativa que tiveram. se valeram dessas leis para benefício de Noemi e Rute. Ele conta história de duas viúvas. Noemi e Rute.31—30. a perspectiva essencialmente masculi. 29. como é o caso da guerra e da política. Somente numa ocasião a perspectiva predominantemente feminina em todo o livro é deixada de lado. Deste modo.13-17). tende a fazer com que a própria socieda-1 de pareça ser mais dominada pelos homens do que realmente é. do AT também através dos olhos das I mulheres. O leitor vê os acontecimentos — e as mulheres que aparecem nas histórias — através dos olhos dos homens israelitas. com este ponto de par. Isto aconteceu porque os três personagens principais. mas na qual as mulheres exercem poder considerável na esfera do lar — a principal unidade social e econômica da sociedade. : . A história de Rute nos mostra urra» sociedade na qual as estruturas for-i mais de autoridade são masculinas. seguindo a sugestão de Noemi. I podemos suprir a perspectiva feminina ao ler nas entrelinhas e preencher as lacunas. Percebe-se nitidamente a lealdade mútua. é realizada numa reunião dos homens de Belém (4. Temos. assegurar a herança da terra através da descendência masculina. Mas há pontos em que esta perspectiva predominantemente masculina é interrompida por uma perspectiva autenticamente feminina. Como acontecia com a maioria das viúvas. por exemplo.24). Esta justaposição das duas perspectivas no mesmo incidente mostra quão diferentes são as perspectivas masculina e feminina.[ na que aparece nas outras histórias do AT. elas não tinham nenhum suporte econômico. que poderia herdar a pequena propriedade da família. A história ilustra como a sociedade da aliança de Deus. Podemos identificar passagens em Gênesis nas quais a perspectiva das matriar.. não podemos supor que as preocupações e os interesses das mulheres eram idênticos aos deles.1-12). a maioria dos personagens é homens. e a maior parte do espaço é ocupada por atividades que.| cas substitui a dos patriarcas (Gn 16. Mas essa cena em que predominam os homens é seguida por outra dominada pelas mulheres (4.6-21. em grande parte. e destaca o fato de que esta história como um todo foi contada do ponto de vista feminino. quem acabou pedindo Boaz em casamento. Logo. I 21. na qual o nascimento do filho de Rute é visto não em termos legais. Rute pode ter para todos nós — homens e mulheres — a importante função de revelar novas maneiras de ler o resto da história bíblica. Nas narrativas do AT.I tida. mas em termos práticos. envolviam primordialmente homens.

e esse manuscrito é mil anos mais antigo que o texto massorético que conhecemos.2-51. relatados para enfatizar certos temas. mas u m p r é d i o que podia ser chamado d e "templo" (muito antes d o Templo de Jerusalém ser construído). sendo a repetição usada como técnica literária. com a tradução grega da Septuaginta e não com o texto hebraico tradicional (massorético) pode indicar que. Ana não foi a única a sofrer por causa da infertilidade. ou. por vezes. Portanto. para ser mais exato. o último dos juízes. e não antes disso. Os dois livros se chamam pelo nome de Samuel. que não é necessariamente o autor. no Novo. vários relatos do mesmo acontecimento (p. hão era simplesmente a Tenda d o período e m que peregrinaram pelo deserto. mas o povo ainda não estava no exílio: veja. 22. deu também a Israel .. Há momentos em que parece haver certa duplicação. Eles relatam a história de Israel do final do período dos juízes ao final do reinado de Davi. Q u a n d o Deus deu a Ana o filho que ela tanto queria.25) e pelos profetas que vieram depois dele (1 Cr 29. o homem encarregado por Deus de ungir os primeiros reis de Israel. o segundo e maior rei de Israel. O fato de esse texto encontrado junto ao mar Morto concordar. T u d o que hoje se p o d e v e r n o lugar Í S m 1—7 0 profeta o n d e ficava Siló é u m montão d e Samuel pedras. mas o personagem principal dos primeiros capítulos. é provável que os livros assim como os conhecemos tenham sido escritos por volta de 900 a.C. Foi ele quem ungiu primeiro Saul e depois Davi.1 E2SAMUEL Na Bíblia hebraica. Resumo A transição de juízes para reis: os reinados de Saul e Davi. E m outras palavras. N o tempo de E l i .6). o santuário de S i l ó era uma estrutura mais ampla .2-7. Os livros de Samuel são cheios de drama e mostram que o autor era um grande contador de histórias. Devem ter sido escritos e compilados algum tempo após a divisão do reino (há várias referências ao reino separado de Judá. as duas ocasiões em que Samuel anunciou que Deus havia rejeitado Saul). a exemplo de Samuel. duas vezes a vida de Saul é poupada. geralmente há algo especial relacionado ao nascimento dela. abre o caminho para os reis. Jacó e João Batista. a história de Deus e dos líderes do povo. Esta é essencialmente uma história religiosa: a história de Deus e seu povo. ou seja. Isto corresponde a um período aproximadamente 100 anos (cerca de 1075-975 a. 23. ex. Também é possível que sejam acontecimentos diferentes. o texto grego está mais próximo do original hebraico do que o texto massorético. por exemplo. Os poemas de Davi são citados em 2Sm 1.onde os israelitas se reuniam para o culto. Isaque. É possível que o autor (ou os editores) se baseou em material escrito pelo próprio Samuel (ÍSm 10. no AT. nasceram como resposta de Deus a muitos anos de oração. embora semelhantes.29).C).19-27. 1Sm8—31 O reinado de Saul Histórias mais bem conhecidas Ana e seu filho (ÍSm 1—2) O menino Samuel (ÍSm 3) A escolha de Davi (ÍSm 16) Davi e Golias (ÍSm 17) 2Samuel O reinado de Davi Passagens e histórias mais bem conhecidas A lamentação de Davi (2Sm 1) Deus promete uma dinastia eterna (2Sm 7) Bate-Seba QSm 11) O texto hebraico (massorético) e o texto grego (Septuaginta) nem sempre estão de acordo. quando Deus tem um propósito especial para uma pessoa. Entre os rolos do mar Morto foi encontrado um manuscrito hebraico de parte de 1 Samuel. e Isabel. A fidelidade a Deus é vista como a chave do sucesso. ÍSm 27. em alguns pontos. 1 S m 1: A t r i s t e z a d e A n a Na Bíblia. Cada um teve um papel especial no grande plano de Deus. Sara e Rebeca. íSm 1—7 Samuel. passaram pelo mesmo problema. e os problemas começam quando se desobedece a Deus. estes dois livros eram originalmente um volume só.

Daquele momento em diante. honra. Quando Eli morresse. I S m 3: S a m u e l r e s p o n d e ao chamado de Deus De madrugada (antes do óleo da lamparina acabar. ARA) só viria a ser construído na época de Salomão. 0 vazio.52. e todo o povo sabia Ana expressou seu anseio e sua angústia e m oração n o santuário de Deus. A Bíblia não vê conflito entre a soberania de Deus e nosso livre arbítrio. Veja Êx 4. Samuel ouviu pela primeira vez a v o z de Deus. Também é verdade que a morte deles foi resultado direto da decisão de desobedecer a Deus. No pequeno espelho de sua própria vida Ana viu o refle- . 9. Deus havia mudado a sorte dela (1).11-36: O e s c â n d a l o dos filhos de Eli Os sacerdotes tinham direito a uma parte das ofertas sacrificiais (veja Nm 18.1-5). • Estola sacerdotal d e linho (18) U m manto usado pelos sacerdotes (veja v. E o que Deus pode fazer por uma pessoa. N a foto aparece u m a mulher solitária na área d o T e m p l o d e Jerusalém. o primeiro grande profeta após Moisés. As provocações de Penina foram silenciadas (3. No tempo de D a v i . • V . estavam introduzindo a prostituição no culto a Deus. quando estava de serviço perto da arca da aliança. e compare com a ordem dada aos pais de Sansão em J z 13). esses dois seriam os "líderes religiosos" da nação.256 A história de Israel xo de todo o esplendor do caráter de Deus. no N T (Lc 1. I S m 2.5). e tudo que Eli conseguia fazer era refletir c reclamar com eles! I S m 2. Também é possível que os vs.8-20. 2 6 Compare I. para dar lugar a vida. porque Deus é soberano em todas as circunstâncias. 28). O "templo" como tal (v. Além disso. • Seus lábios se m e x i a m (13) Era comum orar em voz alta.17).40. Samuel foi o mensageiro de Deus.1-10: O c â n t i c o d e A n a O cântico de A n a encontra eco no cântico de Maria. • V . I S m 2. Mas o que acontecia neste caso era uma perversão da lei.12-17). 2 4 Os filhos eram desmamados aos 2 ou 3 anos de idade. se os fiéis vinham ao tabernáculo embriagados.46-55). • O S E N H O R queria matá-los ( 2 5 ) O autor se expressa desta forma. Dt 18. Eli imediatamente tirou a conclusão errada. segundo a pior tradição da religião dos cananeus (22). como acontecia ao amanhecer).1). • Sepultura ( 6 ) O sombrio mundo dos mortos (NTLH). • S e u u n g i d o / seu rei (10) Palavras proféticas inspiradas que foram ditas por Ana. dentro da Tenda Sagrada. o sacerdócio passou da família de Eli para a linhagem de Zadoque (2Sm 8. Era uma mensagem de j u í z o para Eli. • V .11). alegria. e o homem que introduziria a monarquia em Israel. ele pode fazer e fará por todo o seu povo. A vida religiosa devia estalem franca decadência. 3 Siló. Os filhos de Eli tomavam para si os melhores cortes antes mesmo da oferta ser entregue a Deus (15). 2-10 sejam parte de um salmo acrescentado pelo autor do livro.c 2. • O voto d e A n a ( 1 1 ) 0 menino foi dedicado a Deus por toda a vida pelo voto de nazircu (veja N m 6. a miséria e a vergonha se foram. que viu nele u m texto de modo especial adequado à situação de Ana.27-36: a previsão do profeta se cumpriu com a morte dos filhos de Eli na batalha em Afeca (4. foi o centro de adoração no período de Juízes. Compare com a conduta dos próprios filhos de Eli (2.21. o lugar onde Josué erguera o tabernáculo de Deus (Js 18. o último e o maior de todos os juízes.

mas isto só era exigido a partir dos 25 anos de idade. Especialmente naqueles momentos ela sentia que Deus lhe negara uma necessidade básica. Elcana deve ter reconhecido que aquele menino era. Quando Deus respondeu a oração de Ana. rogou a Deus. Silenciosamente. Certa vez. "Deus ouve". mas por toda a sua vida. trazendo a palavra de Deus a seu povo e ungindo reis. com alegria. e todas as vezes levava para seu filho em fase de crescimento um novo manto de linho que fizera. local de culto desde a infância. para estar ciente da presença de Deus e ser totalmente dedicado a ele. E disse a Elcana que quando desmamasse o menino ela o levaria a Siló e o deixaria ali para sempre. e explicou: "Do SENHOR o pedi". Ana conseguiu orar e prestar culto. E a criança que ela colocou no caminho espiritual tornou-se um grande profeta. E embora Ana não tivesse pedido mais nada a Deus. mais cedo ou mais tarde seu filho serviria no sacerdócio. mas Ana chorava e não tinha vontade de comer. E o deixou ali aos cuidados do velho sacerdote. Eles estavam no tabernáculo. de forma toda especial. ele lhe deu mais três filhos e duas filhas. a repreendeu. ao observála.25-26). Elcana era levita (ICr 6. para oferecer um sacrifício a Deus e fazer uma refeição de celebração. intensificando o ciúme. Ela lhe deu o nome de Samuel. Assim. Elcana. e ele também orou por ela. aquilo que de mais precioso tinha em sua vida. Levavam consigo um boi. e não de amargura. sabia disto e zombava dela. Elcana foi com ela e a criança a Siló. quando Samuel tinha cerca de três anos. não por um período de tempo. talvez auxiliado pelas mulheres que serviam no tabernáculo. Penina. Seu comportamento foi tal que Eli. depois desses acontecimentos. seu marido. em Siló. o sacerdote. mas a penas para q ue a natureza agisse. Ana se afastou para um lugar onde pudesse expor a sua amargura diante de Deus. Ana queria que ele vivesse no va devolvendo. Assim. Regularmente ela retornava à casa do Senhor. que seria sacrificado no culto de dedicação de Samuel a Deus. E ela prometeu que devolveria este filho a Deus. naquele exato momento. Ele deixou que ela tomasse todas as decisões com relação a ele. que significa.I e 2Samuel 257 Ana Frances Fuller Ana desejava tanto ter um filho que isto a atrapalhava em suas oportunidades de cultuar a Deus. não por um milagre. demonstrava seu amor por Ana na frente de Penina e isto só piorava as coisas. dizendo que estava bêbada. Orou com grande emoção. Tendo dedicado. Ana defendeu-se e contou a Eli seu sofrimento. para que da semente de seu marido lhe nascesse um filho. Então Ana encontrou paz e pôde comer. o filho de Ana. chorando e movendo seus lábios. Ela explicou a Eli que este era o menino que pedira a Deus e que ela o esta- . Agora ela transbordava de júbilo. que tinha filhos.

Mas Dagom não podia competir com o Deus de Israel. • B e t e . foi Dagom.6). I S m 7. 10 Deus estava tão perto que se pode dizer. D e n t r o dela ficava uma cópia da lei. veja o v: 6: 6.| ros. a proteção suprema contra o inimigo. como se faria com um rei capturado. Era pouco provável que duas vacas que ainda não haviam I sido treinadas para puxar uma carroça fossem [ juntas na mesma direção. que morreu quando dava à luz u m filho. Estes versículos registram o cumprimento do j u í z o de Deus sobre a família de Eli (2. Assim. como num ato de adoração. deuses cananeus da fertilidade. O texto não diz. o poder de Deus saiu do templo e caiu sobre o povo na forma de peste (peste bubó. guardada no Lugar Santíssimo da Tenda S a g r a d a . Mas é claro que Samuel não o viu literalmente. como se fossem uma junta de bois bem treinada.19 A morte de 70 homens que I "olharam para dentro da arca" dá um tom de tristeza àquela celebração.1-11: O s filisteus tomam a arca da aliança A arca da aliança (veja F.2-17: S a m u e l e x e r c e autoridade de juiz Vinte anos depois. I S m 5: U m t r o f é u p e r i g o s o Para os filisteus. o instin. j e lotam diretamente à divisa com Israel I S m 6. • V. com a perda da arca da aliança. Mas elas se adaptaram muito bem à canga. I S m 6.I tribuiu para espalhar a doença. j Mas os dois últimos. a ima. no extremo norte. • J o v e m (ARA) / M e n i n o ( N T L H ) ( 1 ) Samuel ainda não era adulto. Depois. no extremo sul. I quem lhes dera a vitória.4). foram líderes religiosos c administradores de justiça. foram . • Filisteus (1) Veja "Cananeus e filisteus". I S m 4. I S m 4. O resultado foi u m desastre total: o exército foi derrotado e a arca caiu nas mãos dos filisteus. símbolo da presença de Deus. transmitida pela pulga do rato. A maior parte dos juízes de Israel pode ser í descrita como chefes militares (veja Juízes).27-36. 3. Depois de uma noite. • V . de uma vez por todas.1—7. se o Deus de Israel era ou não responsável por aqueles desastres. • V.1: A v o l t a da arca da aliança Depois de sete meses de sofrimento.I nica.A história de Israel disso. mas é provável que.12-22: E l i m o r r e ao ouvir notícia r u i m A Arca nunca mais retornou a Siló. dar toda a dimensão da tragédia: "foise a glória de Israel".| gem de Dagom foi encontrada caída com o rosto [ no chão. Mas nesta ocasião o povo quis fazer dela um talismã. o deus deles.I teus estavam fartos de tudo aquilo. os filis. Deus não é um ídolo. A nação ficou desolada. um I objcio inanimado. houve u m avivamento nacional genuíno (v. 18 O portão da cidade era o local onde I o "tribunal" se reunia e pronunciava as suas sentenças. desde Dã.x 25—27) era o bem mais precioso de Israel.S e m e s Esta era uma das cidades dos I levitas. após sua vitória. i-cvar a arca para outros lugares apenas con. que ele "ficou ali" ( N T L H ) . Até Israel teve que aprender a respeitar os limites.[ to faria com que ficassem perto de seus bezer. a Berseba. como um I troféu de guerra. Alem disso. mas de uma forma que demonstrasse. As imagens de Baale Astarote. a imagem apareceu sem a cabeça e os dois braços. Eli e Samuel. mas a palavra hebraica não indica qual era exatamente a idade dele. colocaram a arca da aliança peno da imagem desse deus. j u n t o ao deserto. Não é seguro tratar Deus como objeto de vã curiosidade. os filisteus tenham destruído a cidade de Siló (veja J r 26. Os líderes I religiosos aconselharam que a arca fosse devolvida. em termos humanos. 12 A distância era de 32 km aproxi-1 madamcnte. Depois da segunda noite. Sua tampa era o p r o piciatório. Coube à mulher de Finéias. 2).11-14).

Israel só precisou terminar o serviço. Mispa. liderou o povo num ato de arrependimento c purificação. Todos os israelitas conheciam o profeta. 1 — 1 0 .J c a r i n i . como as nações vizinhas. Na verdade. mas todo o conceito de teocracia. Samuel sentiu-se rejeitado e não acatou o pedido do povo. juiz e líder religioso no lugar de Eli (veja 15-17).12) Essa forma de expressão ainda não assumira as conotações idólatras que viria a ter mais tarde. O nome do lugar onde anteriormente haviam sido denotados (4. que não foram muito melhores que os de Eli (2.1) separou Saul para seu alto ofício. Mas nem isto os dissuadiu. O cumprimento detalhado das previsões de Samuel convenceu Saul da autoridade do profeta. Samuel não escondeu nada. Só precisavam olhar para os países vizinhos para se convencerem que ter um rei significava alistamento militar. . não era o profeta que estava sendo rejeitado. ao que parece. E Samuel.12). Saul v o l t o u para casa com o coração transformado (10. A o procurar as jumentas perdidas d e seu p a i . 12 Ebenézer significa "Pedra de Ajuda". 13). Logo veio a provação. Mas Deus aconselhou Samuel a ouvi-los. A ajuda de Deus tornou possível essa dramática reviravolta. Saul encontrou o profeta Samuel e acabou sendo escolhido o primeiro rei de Israel. mas. > Betei. mas Saul c Davi mantiveram os filisteus sob controle ate a grande batalha de Gilboa quando Saul c Jonatas foram mortos (lSm31). Q u a n d o isto aconteceu (cap.9). trabalhos forçados.25) O telhado em forma de terraço era um local fresco e agradável para se dormir nas noites quentes de verão. R a m á (16-17) Samuel fazia um circuito anual pelas quatro ridades-santuário.1) foi escolhido para marcar a presente vitória (12). aquele jovem provinciano nunca ouvira falar dele. A arai permaneceu durante vinte anos e m Q u i n a u . 1Sm 8—31 Saul: O primeiro rei de Israel ISm 8: " Q u e r e m o s u m r e i ! " A história se repetiu no caso dos filhos de Samuel. 1 6 : S a u l é e s c o l h i d o Por incrível que pareça. Gilgal. > Desde Ecrom até G a t e (14) As duas cidadeseslado dos filisteus que ficavam mais afastadas do litoral. A guerra continuou. • E i r a d o / t e r r a ç o (9. c|ue geralmente c identificada com a aldeia de A b u G h o s h . E eles deviam ser advertidos das conseqüências. disse Deus. • A l t o / a l t a r d o m o n t e (9. A unção com azeite (10. impostos e perda de liberdades pessoais. • Para G i l g a l (10. "Dê a eles u m rei". foi quando estava procurando algumas jumentas que se haviam perdido que o futuro rei de Israel teve seu pri- meiro encontro com Samuel. > V. Os filisteus estavam avançando c Deus usou a ocasião para demonstrar a Israel o que ele faria por um povo que tivesse fé nele. O fato de aceitarem suborno e não decidirem os casos com justiça deu ao povo uma boa desculpa para convencei' o idoso Samuel a lhes conseguir um rei.J e 2Samuel 259 destruídas. Israel recuperou suas cidades fronteiriças. Saul desobedeceu. > Enquanto S a m u e l v i v e u (13) Isto inclui a maior parte do reinado de Saul. ISm 9 . a cerca de 16 km de Jerusalém.8) A instrução parece estar relacionada à convocação para a batalha.

um distanciamen. e não d o p o v o . E Saul não teve paciência para esperar o final do sétimo dia. N ã o precisava ter ficado c o m m e d o . 1 0 ) Saul teve aquele êxtase profético e m sua própria cidade natal. desde os dias de Josué. outros acreditam que "mil" seja na verdade uma unidade militar.12-30). • V. 9 Sísera foi derrotado por Débora e Baraque ( J z 4—5). da família. I S m 13—14: G u e r r a c o m os filisteus Saul reuniu suas tropas e esperou sete dias. i I S m 12: O d u r o d i s c u r s o d e Samuel Este discurso de despedida marca o fim I do regime dos j u í z e s . que o I povo estava unido. sem d ú v i d a . e.12)? I S m 1 1 : A p r i m e i r a v i t ó r i a d e Saul Deus levou Saul a fazer seu apelo (6) e o I povo. Quanto a Jefté. Saul ficou c o m medo ( c o m o Moises ficara) e teve que ser tirado de seu esconderijo n o meio d a bagagem. No lugar da referência ao próprio Samuel.11-13. Tremores de terra aumentaram o pânico e a confusão. d e i x o u bem claro que a escolha d o rei de Israel era um ato d e Deus. Alguns consideram isto u m exagero para impressionar. apesar d e tudo. tanto a nação como a monarquia seriam destruídas (25).17-27: " V i v a o r e i ! " O sorteio d a t r i b o . tempo suficiente para v e r seu exército ficar cada vez mais reduzido. E quando chegou a hora. uma decisão sábia. | tanto assim que. 11 Jerubaal ( A R A ) era outro nome de Gideão ( J z 6—8). Esta foi possivelmente I a primeira vez. a esco-1 lha de um rei havia sido. Sua desobediência e arrogância ao assumir a função de sacerdote custaram-lhe a perda da dinastia. que foi assassinado por Eúde ( J z 3. | agora j á idoso. U m r e i que sobressaía de t o d o o p o v o d o ombro para cima teve aprovação instantânea de todos.i 3 Campanha contra os amonitas . ISm 14: Parece que Jonatas e seu escudeiro foram tomados por desertores. a responder (7). Teria sido este livro que foi lido novamente na coroação de Joás (2Rs 11. D o ponto de vista político. O "rei de Moabe" era Eglom. seria equivalente a I "300 unidades" (número exato desconhecido). este homem de Deus. Mas. etc. e os desertores israelitas ajudaram Saul a conseguir a vitória. • V . E Samuel falou francamente: se Deus deixasse de ser rei d o seu povo. I S m 10. neste caso.j lo d o ideal de que somente Deus era o rei de l Israel. Samuel sempre este.260 A história de Israel • C h e g a n d o eles a G i b e á ( 1 0 . j 10. • J a b e s (1) A ajuda oportuna de Saul criou nos moradores dessa cidade um sentimento de inesquecível gratidão.17-19).f ve consciente dos perigos da monarquia (8. 2 5 As instruções de Samuel foram cuidadosamente registradas num livro. fez o que sempre fazia: orou | pelo povo e ensinou-lhes o que era correto. • Trezentos mil (8) O problema dos números extremamente altos j á foi mencionado e m ocasião anterior. era a sittiação ideal para | o início d o governo de um novo rei. veja J z 1112. Veja 31. tanto assim que conseguiram pegar os filisteus desprevenidos. foi f um passo na direção errada. • V . Jonatas é descrito como 1 Campanhas militares d c Saul . ao final da lista de nomes. D o ponto de vista religioso. algumas versões colocam Sansão ( J z 13—16).

10).39-45 O povo interveio para salvar Jonatas das conseqüências do voto precipitado de seu pai (compare a J z 11). Isbosete. (Deus não precisa dc muita gente para obter uma vitória. foi para casa triste.iil.8-16.II) A harpa d c Davi era u m h u m o r . Sabemos. Mas a música podia "Você vem contra mim com espada. Trata-se da túnica com o peitoral que continha o Urim e Tumim (14. seu coração era reto. 3 Tudo fora interditado ao povo e não devia ser tocado porque fora dedicado a Deus para destruição. Possivelmente uma dezena foi tirada nesta passagem (22 o u 32 anos). Saul estava à mercê do seu próprio temperamento incontrolável. um filho mais jovem. a unção confere poder espiritual (13).10-14.49) U m a forma abreviada de Isbosete. a sorte que era lançada para descobrir a vontade de Deus.) Em comparação. » Amaleque (2) Os amalequitas eram inimigos de longa data cujo castigo fora profetizado anteriormente ( Ê x 17.8 acima). quando o povo vivia com medo dos midianitas ( J z 6. No mundo mais realista c menos individualista da época de Saul. lança e dardo. • Trinta mil (13. já tinha 40 anos (2Sm 2.2. • 14. Sua mente desordenada o lançou em sombria depressão e fez com que ficasse violento. essa declaração de Samuel se tornaria um dos temas preferidos dos profetas.19 Os filisteus detinham o monopólio da tecnologia do ferro.21 informa que o reinado de Saul durou exatos 40 anos. I S m 16.5) Provavelmente três mil (veja 11.17-19). Mesmo assim.50) Mais tarde Abner coroou Isbosete em oposição a Davi (2Sm 2. a desobediência de Saul foi deliberada (9).1-13: U m a e s c o l h a improvável Se a escolha do primeiro rei servisse dc critério. Ele até poderia ter se alegrado com a queda dc Saul. • V .33 Comer carne com sangue foi proibido emLv 17. no entanto.1 e homem de fé c coragem impressionantes. que Saul era jovem quando se tornou rei.1 O texto está incompleto. A desobediência de Saul (pelos piores motivos) deixou seu povo à mercê d o contínuo assedio dos amalequitas. • Esconderam-se (13. Mas desta vez Deus deixou claro que examinava o coração das pessoas. algumas versões colocam "manto" no lugar dc "arca".39). parece texto inspirado cm Davi. por mais que tenhamos conhecimento dc atrocidades sem precedentes 2Samuel 261 cometidas em nossos dias. com todas aquelas imagens tiradas do mundo do pastoreio. • Isvi (14. • Vs. em vez disso. já que tinha um filho com idade para ir à guerra. Mas cu vou contra você em nome do s i •• IHIR TodoPoderoso. • Queneus (6) Uma tribo midianita nômade à qual havia pertencido a mulher de Moisés. S ) . Veja "Guerra Santa". Novamente Deus escolheu a pessoa certa e a preparou para a tarefa muito antes de ela tornar-se uma figura conhecida nacionalmente. • 14.8—3.2). toda a comunidade era responsável pelos crimes de seus membros e sofria as conseqüências. O profeta havia previsto esse problema. forças malignas se apoderaram dele. I S m 16. . ISm 1 5 : A d e s o b e d i ê n c i a d e S a u l Desta vez. At 13. temos dificuldade em aceitar a ordem paia que lodos fossem mortos. • 13. Davi podia ter brilho nos olhos e saúde de ferro. a narrativa começa a ressaltar os defeitos no caráter de Saul que mais tarde se transfoiTnariam em sério distúrbio mental.i 1. • 13.211.41). Dt 25.2 Ocupar as cidades de Micmás e Gibcá (localizadas em dois declives. Aprender a cuidar de um rebanho desgarrado é uma ótima preparação para ser líder! E z 34.14-23: Davi n opalácio real Quando o Espírito de Deus deixou Saul. com base em 9. semelhante a o desta reconstrução d o M u s e u d a Música de ll.6) O ambiente era parecido com o da época de Gideão. " f a lavras q u e Davi dirigiu a Golias I S m 1 7 . « (NT1.29-32). 22-23 Mais tarde. o rci-pastor. Ele foi rejeitado por Deus como rei e Samuel não lhe fez mais nenhuma visita oficial. • 13. • Traga aqui a arca (14. Samuel podia estar à procura de um homem alto e bonito para ser o futuro rei. Como no caso de Saul. o novo metal que lhes dava tanta vantagem em comparação com o bronze. o primeiro instrumento musical mencionado na Bíblia ( G n 4. A harpa d e Davi era feita d e madeira d e cipreste <2Sm 6 . mas. mas era o menos importante membro de sua família. Quando Saul morreu.18) Talvez por causa da ordem de Saul ao sacerdote em 14. uma cm frente à outra) significava controlar todo o vale que ficava no meio. como o autor deixa claro com esta história.19. Os queneus serviram de guias para Israel no deserto ( N m 10. Nesta ocasião ele devia ter mais de 30 anos. • Abner (14.

8 Aqui há uma referência a I S m 18. quando Saul tinha seus surtos ou suas crises.18-24).10-13. trazer um pouco de luz e. crescia a suspeita invejosa de Saul.18-23. para transmitir a D a v i a mensagem de que d e c o r r i a p c n R o de v i d a . A pobreza de Davi deu a Saul a oportunidade de sugerii um dote o u pagamento pela noiva que possivelmente faria com que Davi fosse morto. A exemplo dos mensageiros que ha\ ia enviado. armas.A história de Israel U m j o v e m pasioi de ovelhas gira . virou profeta. m a n d a d o por Deus (15) Para quem olhava de fora. pelo menos por algum tempo.11-19). A exigência de Saul (cem prepúcios) só podia ser obtida j u n t o aos filisteus. Afinal o vencedor receberia como recompensa a filha do rei em casamento (17. e o único povo vizinho que não praticava a circuncisão. 55-58 I'. O u .25). • Está t a m b é m Saul entre os profetas? (19. c o m o seu arco. apare pensa kmatas se valeu da prática de tiro an alvo. Saul.5) 0 primeiro dia de cada mês era dia de festa. I S m 21: S a c e r d o t e a j u d a D a v i a fugir Aimeleque pagou caro por ter acreditado na mentira de Davi (22.21-22 se refere a um período posterior. I S m 19—20: D a v i foge da c o r t e A primeira tentativa de reconciliação pot pai te de Jonatas foi bem sucedida (19. que lutara valentemente contra os filisteus. Por u m tempo D a v i ficou cora Samuel e sua escola de profetas em Ramá (19. • Pã fresc doze sacer • V. difícil de harmonizar islo com 16.35-42). mas seu pai ficou irritado. 16. I S m 18: S a u l f i c a c o m i n v e j a de Davi A simpatia de Jonatas transforma-se em profunda amizade por Davi. O poder do Espírito de Deus é tão irresistível que. os maiores inimigos de Israel. 17 podem ter ocorrido quando Davi ainda freqüentava a corte ocasionalmente. Davi fingiu-se de louco.3. além do plano maligno de Saul ser frustrado. • 20. lhe roubaria o trono. e este se lembraria dessa amizade como uma das melhores coisas de toda a sua vida (2Sm 1. Mas Davi recebeu comida. e fez isso com tanta I Davi fez quando c n l i e n i o u G o I kis. sem falar que lhe deu uma pontaria letal no manejo da funda. Jonatas tentou fazer com que Davi retornasse em segurança. nos montes. ele própt io. I S m 17: D a v i e G o l i a s O campeão filisteu tinha 3 m ele altura. Como Deus é soberano.8-17). tanto o bem quanto o mal são atribuídos diretamente a ele. avtim c o m o relação à família da qual provinha Davi. Mas o tempo que Davi passara sozinho. e ele passou a tramar a morte de Davi. Nada poderia abalara forte ligação entre o filho do rei e o homem que humanamente falando. • A m a n h ã é a Festa d a L u a Nova (20.1 H M (unda para • • i: u m a p e d r a . havia permitido agregar fé à sua coragem. a necessidade de Saul passou a ser a oportunidade que Davi precisava. Os acontecimentos do cap.1-7). A medida que o prestígio de Davi aumentava. • U m espírito m a u .19. V. Vs. O gigante não teve chance nenhum a Mais uma vez Deus aparece como protetor do seu povo: tudo que requer dele é confiança e coragem para obedecer. Davi cumpriu a exigência em dobro e voltou para casa sãot salvo para exigir a princesa que lhe havia sido | prometida. e conseguiu fugir para a cidade lilisteia de (iate. e os dois amigos foram obrigados a se separarem (20. mas logo em seguida Saul teve outro surto e Davi só foi salvo graças à astúcia de Mical (19.26).241 Compare 10. de n milití ritual rigorc que I (2Sm • Vs. perfe ma a • No époc. estava com tanto medo quanto seus soldados face ao desafio do gigante. 50 Veja 2Sm 21. também é possível que a indagação de Saul fosse algo puramente formal com . cuidando das ovelhas. estava armado e protegido com armadura da cabeça aos pés. Correndo o risco de sei reconhecido. Saul estava "possuído" por um espírito que Deus enviou para castigá-lo. assim. o próprio rei foi "contagiado". Neste caso.

Quando Davi ficou sabendo disso. 12-13 De acordo com os títulos que aparecem no hebraico. 1 Os títulos dos SI 57. Abigail era tão inteligente quanto era bela. Além disso. • Pão sagrado (4) A cada sábado. que foi vitimado por um duplo ataque (do coração).18. 263 Os títulos dos SI 57. O pedido que Davi fez a Nabal (8. aceitando com humildade um papel secundário para si mesmo (16-18). ISm 24: D a v i p o u p a a v i d a d e S a u l Na caverna perto de En-Gedi. ele ordenou o massacre dos sacerdotes de Deus e. recusando-se a ferir o rei S a u l I S m 24. Mas a palavra de Saul era tão instável quanto seu humor: não se podia levá-la a serio. doze pães frescos eram colocados sobre o altar e os doze pães velhos eram retirados. fazem a conexão entre os dois Salmos e este período da vida de Davi. inóspita c deserta. que são duas orações pedindo a ajuda de Deus. Davi deixou os pais com o rei de Moabc. informam que eles foram escritos neste período. ISm 22: A v i n g a n ç a d o r e i S a u l Davi e toda sua família estavam foragidos ou exilados. Mas Saul ainda não estava satisfeito. podia se esconder. 4 Davi tinha sangue moabita em suas veias (veja Rute).11). ISm 2 3 : " V o u c a p t u r á .5-12). • V.I e 2Samuel perfeição que o rei Aquis não teve dúvida nenhuma a respeito disso (veja também 27. mas morreu antes de ver o início do seu reinado. A água fresca que sai da fonte corre na ditecão do mar Morto." D a v i . • A estola sacerdotal (6) Veja 14. E m tais circunstâncias. Apenas os sacerdotes podiam comer esses pães. em g l a n d e parte. Só com Elias o povo de Israel teria outro líder religioso d o mesmo nível de Samuel. O autor considera a morte de Nabal. Por motivo de segurança. os SI 34. Ignorando a voz da verdade e da razão (14-15). como castigo de Deus. kste capacete assírio é u m a das peças da armadura usada naquele tempo. o incentivo de um amigo é sempre bem-vindo. que eu estenda a mão contra ele. mandou matar todos os moradores de Nobe. " O SENHOR me guarde de. depois. faz referência a este episódio. • V. Ele não eslava exigindo dinheiro em troca de proteção. É notável que Jonatas reconheceu o direito de Davi ao trono. • Nobe (1) O santuário central de Israel na época. I S m 25: A b i g a i l i n t e r v é m O capítulo começa com a morte de Samuel. o nome significa "tolo") não foi exagerado. 39). pois uma guerra santa exigia pureza ritual. 142. O velho profeta ungira o maior rei de Israel. sentiu o terrível peso da responsabilidade. 5 Os soldados israelitas se abstinham de relações sexuais durante as campanhas militares. n o hebraico. 142. O fato de Davi não tomar um atalho para chegar ao trono fez com que Saul reconhecesse seu erro. Ela evidentemente causou uma boa impressão em Davi (veja v. Mais tarde. no hebraico. o fato de Urias ter sido tão rigoroso no cumprimento dessa norma fez com que Davi tivesse que recorrer ao assassinato (2Sm 11. . produzindo uma vegetação exuberante numa região que é .. Foi o fim de uma era. uma época de festa. 56 refletem os pensamentos de Davi nesta ocasião. No entanto.. Sua rápida intervenção salvou a vida de seu marido e dos homens daquela casa (22). • Doegue (9-10) O título d o SI 52. • Vs. Saul estava totalmente nas mãos de Davi. • V. fugindo d o rei Saul.l o ! " Davi transformou seu bando de foragidos numa força militar eficaz. Nabal era rico e era tempo de tosquia. pois é o ungido do SENHOR.6 ( A R A ) N o s montes c nas cavernas p e n o d e En-Gedi havia vários lugares e m que um homem como D a v i . mas pedindo compensação por serviços prestados no passado (15-16). a perseguição implacável de Saul os forçava a se deslocarem continuamente. Pode-se notar a paranóia n o seu acesso de raiva (7-8).

que também haviam sido vítimas do ataque (14). I S m 28.10-15). No entanto. • V. p o u p a a vida d e Saul Os zifeus.. chegando perto d o acampamento inimigo em Suném. Este pode ter adaptado o relato a seus próprios fins. Depois que os amalequitas haviam saqueado a cidade de Ziclague (ISm 30).10). O lamento p o r Saul e Jonatas é um dos poemas mais belos e comoventes que Davi compôs.. meu irmãol" lamento de Davi em 2Sm 1. Ainda não haviam se deslocado para o Norte.2: A salvo e m território inimigo Davi refugiou-se pela segunda vez entre os filisteus. 6 Zeruia. estes líderes militares causaram grande transtorno a Davi durante seu reinado (2Sm 3. disfarçado. Sua tristeza pela perda d o rei parece ser completamente sincera e sua angústia com a perda de Jonatas. sabia que Deus não precisava de sua ajuda para colocá-lo no trono. c assim Davi foi poupado do apuro de enfrentar seus próprios compatriotas no campo de batalha. I S m 2 9 : O s filisteus d e s c o n f i a m de Davi Os outros líderes filisteus eram menos ingénuos que Aquis. era meio-irmã de Davi. Embora valentes. Em outras palavras.. mas sua firme convicção de que a vida do rei era sagrada (14. 26). Davi tinha Saul em suas mãos.23. Joabe e Asael.26 INTUI) O reinado de Davi O reinado de Davi também é registrado em l C r 11—29. meu irmão Jónalas. F. No seu desespero. O autor de Crônicas considerou este relato da morte de Saul mais confiável que a história d o amalequita (2Sm 1. 18.'. foram incluídos na repartição dos despojos. Porém. juntos na morte! Eram mais rápidos do que as águias c mais fortes do que os leões. o que o levou a decretar a pena de morte não foi descriminação racial. mãe de Abisai. profunda e genuína. I S m 31: A ú l t i m a b a t a l h a d e Saul Veja também l C r 10.. Davi não tinha motivo especial para amar essa gente. Se ele alterou os fatos esperando uma recompensa. a exemplo do que havia ocorrido 2Sm1—20 "Síttií e Jónaíos. Davi na verdade destruía cidades inimigas (8). não conhecia Davi. sendo este forçado a reconhecer seu erro. Nada mais adequado do que ver o povo de Jabes resgatar os corpos de Saul e dos seus três filhos. Este capítulo fala de acontecimentos anteriores aos do cap. 28. outra vez.14. numa viagem perigosa. . descobriu que a mensagem de Samuel não havia mudado.1—28. Mais uma vez o rei Aquis foi redondamente enganado por Davi (veja 21. O povo de Jabes não havia esquecido o quanto deviam à primeira grande vitória de Saul (cap. Saiu à noite. 20. I S m 30: A i n v a s ã o d o s amalequitas D a v i voltou n o momento oportuno e as informações dadas pelo escravo foram mais do que um lance de sorte.264 A história de Israel enquanto Samuel estava vivo. juntos na vida.3-25: S a u l c o n s u l t a uma médium Saul não recebia resposta de Deus (6). fez o que sempre fora proibido em Israel (Lv 19. não havia nada naquelas palavras que pudesse deixá-lo tranqüilo. que. Sem dúvida. recorrendo a uma médium. Davi se esconde de Saul U Davi foge de Saul Q Davi leva seus pais Moabe por motivos <le seguAnça 1 1 esconderijo nu região montanhosa D Davi loee para a região dos filisteus AMALEQUITAS I S m 26: Davi. E u choro por você. sem deixar nenhum sobrevivente para denunciá-lo (11).4-10). O título hebraico do SI 54 faz conexão entre o salmo e este episódio. embora ele próprio tivesse expulsado essa gente de seu território. para consultar a médium de En-Dor. no entanto. Os filisteus reuniram-se em Afeca.39. pela segunda vez. veja I S m 24..31). 2 S m 1: O l a m e n t o d e D a v i A narrativa da morte de Saul feita pelo amalequita difere d o registro em I S m 31. que eram pró-Saul. Fingindo atacar Israel e seus aliados (10). voltaram a dar informações a respeito do paradeiro de Davi. A sorte de Saul estava selada. rumo a Suném. Macbeth teria considerado esta uma grande oportunidade para realizar seu intento! Davi. 11). I S m 27. Tudo foi recuperado e Judá e Calebe.

1 -49. Acredilnva-se que espíriros o u demônios femininos amarrados (chamados "Liliths" nos textos araniuicos) atormentavam os homens e as mulheres. Além de estarem baseadas em desejos egocêntricos de controlar a realidade. e as narrativas que apresentam os heróis bíblicos José e Daniel como sendo superiores a seus oponentes pagãos na transmissão de conhecimento provindo do âmbito espiritual (Gn 41 . e por causa disto eram tabu. nem necromante. mas também inferior em força ao maior poder espiritual disponível. A gravura acima vem d a antiga Mesopotâmia. estas preocupações às vezes se transformam em obsessões nocivas. E tudo indica.913. nem prognosticados nem agoureiro. nem adivinhador. • . ali. relacionamentos e proteção contra infortúnios têm sido comuns em toda a história e em todas as sociedades conhecidas do mundo. existe. a magia pode ser considerada uma forma ilegítima de suprir uma necessidade legitima — a necessidade humana quase universal de ter comunhão com um mundo que está além daquilo que limita a existência diária. Logo. Moisés e Arão serviam um Deus cujo objetivo último era livrar e salvar. nem mágico. O que distingue as práticas mágicas da autêntica profecia é a sua falibilidade (14-22). a magia é representada nestas narrativas não só como sendo contrária à vontade de Deus. A magia não só é proibida por mandamentos transmitidos aos israelitas.4-33). nem encantador.3-25). Por exemplo. Atitudes muitos semelhantes àquelas descritas em Ê X 7—9 podem ser encontradas em outras histórias do AT que envolvem magia. que relata como o Deus de Israel libertou o seu povo escolhido da escravi- dão no Egito. dois aspectos que aparecem no contexto desta história são esclarecedores: • enquanto os mágicosegípciosestavam a serviço de um regime que oprimia o povo de Deus. nem quem consulte os mortos" (10-11). boa parte do que podemos chamar de magia consistia em fórmulas e rituais para remover doenças e proteger contra influências malignas. para obter informação dos mortos (1 Sm 28. ou seja. 4. No miintln antigo. rituais ou práticas ocultas. por exemplo. os agentes humanos de Deus (Moisés e Arão) se opuseram aos "magos" do Egito. ao menos numa leitura superficial. reputação.17-20. As mais instrutivas delas são: • o relato em que o rei Saul consulta uma médium. que bom número das maldições e dos feitiços que aparecem em tabuinhas escritas em grego e encontradas em várias partes do Mediterrâneo antigo tinha a intenção de prejudicar os inimigos de determinada pessoa. videntes costumavam analisar o fígado de animais. portanto. numa competição entre o poder do Deus de Israel e a mágica dos feiticeiros egípcios (Êx 7— 9). 1 -57.I e 2Samuel 265 Magia no Antigo Testamento Todd Klutz Preocupações com saúde. No livro de Êxodo. • nessa disputa. que podem levar a tentativas ansiosas de alterar a realidade através de fórmulas mágicas. finanças. e Dn 1. as práticas aqui descritas eram rotineiras entre os inimigos de Israel. purificações mágicas eram realizadas para obter sucesso na guerra. o poder e os propósitos do Deus de Moisés e Arão saíram claramente vitoriosos. 2. Em alguns casos. Com base nisto. nas quais essas tentativas são avaliadas de forma totalmente negativa. uma proibição total de qualquer prática que seja essencialmente mágica: "Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha. nem feiticeiro. como também é desaconselhada por exemplos encontrados em várias narrativas bíblicas. porém. Embora a diferença exata entre as técnicas dos mágicos egípcios e dos servos de Deus não fosse óbvia. embora a palavra "magia" não seja usada em Dt 18. Fora d o AT e entre os antigos vizinhos dos israelitas. aquele que é dado por Deus aos que o servem e o adoram. Esta forma de reagir às dificuldades é retratada em várias passagens do AT. na tentativa de prever acontecimentos fururos. Infelizmente.

22). . .6 m de profundidade. 9) apesar de não haver menção de que tivesse esposa. A tentativa de resolver a questão com um combate entre dois grupos representativos em Gibeão (14) terminou sem resultado definido. Quem de fato mandava era Abner. a mancha do assassinato pennaneceu com ele por toda sua vida ( l R s 2. Escavações revelaram uma cavidade de 11. As palavras não sugerem mais que amizade. 9 A razão pela qual Deus tirou o trono de Saul fica clara em I S m 13. ( 1 4 ) Veja I S m 18. Compare com a ação de Absalão em 2Sm 16. ARA) Isto é. A s armas d e Saul foram colocadas num dos templos. A história de Israel • No terceiro d i a (2) A distância entre Gilboa e Ziclague era de 160 km. • C a b e ç a d e cão para J u d á (8. • Filhos d e Z e r u i a (18) Veja I S m 26. Seus corpos foram trazidos para Bete-Seã (em primeiro plano. Além do mais. na foto). e juraram fidelidade a Isbosete. H e b r o m foi a capital d e D a v i antes de ele conquistar J e r u s a l é m . • A planície (29) O vale cio rio Jordão.13). Sc transferisse seu apoio a Davi. o que.. na foto ao l a d o ) . diga-se de passagem. sobrinho de Davi e comandante de seu exercito. j a m a i s será u n g i d o c o m óleo (21 ) Os escudos eram de couro. • V. 13 O açude armazenava'a preciosa água da chuva. e um desses pode ter sido aquele e m que ficou exposta a armadura d e Saul. "um daqueles miseráveis partidários de Davi. A morte de Abner foi vantajosa para Davi. Mas a ponta de sua lança era tão afiada que podia ficar cravada | no chão. a vingança de Joabe Isbosete não era em nada parecido com o seu pai. filho de Saul. • A p o n t a d a lança (23) Abner não tinha a intenção de matar Asael. Apesar da declaração pública de inocência. . 21. nunca lhe faltava.20-23. Saul havia entregue a esposa de Davi a outro homem. • Minha esposa Mical. o óleo impedia que secassem e rachassem.. incluía a tribo de Simeão) aclamou Davi como rei. 15. provavelmente. 2 S m 3: A b n e r f a z u m a c o r d o com Davi. assim como mais tarde (cap.266 Saul e Jonatas foram monos pelos filisteus nos montes de Gilboa ( a o f u n d o . • O e s c u d o .6. a ação de Abner equivalia a uma reivindicação do trono.22-28. • Teve Saul u m a c o n c u b i n a (7) Normalmente o harém do rei passava para seu herdeiro. 2 6 Essa era uma amizade singular que Davi valorizava mais que o amor de mulheres. Davi tomou a frente no luto nacional pela morte de Abner. comandante do exército de Saul. Durante dois anos a nação ficou dividida. Abner mata Asael Apenas a tribo de Judá (que nesta época. • V. 4) seria a de Isbosete: ambas enfraqueceram o apoio à família de Saul. 2 S m 2: G u e r r a c i v i l . e na seqüência houve guerra civil generalizada. Sabemos que Jonatas tinha um filho (cap. Esta vista aérea mostra o "túmulo de Abraão".5)." • V. ííuínas d e templos foram encontradas em escavações arqueológicas. práticas homossexuais eram proibidas em Israel ( L v 18. e perdurados nas muralhas. Diante disso. • D ã a Berseba (10) O país inteiro. Rispa aparece novamente no cap. • O Livro d o J u s t o (18) Uma antologia que se perdeu (veja Js 10.20-27.13-14. Mas ele não contava com o ódio implacável de Joabe.3 m de largura por 10. e o golpe foi fatal. As outras dez tribos seguiram a liderança de Abner. de Norte a Sul. levaria a nação consigo.

18-20).i cidade. podia funcionar como pólo unificador das 12 tribos. em função disso. 29 Um fluxo ("gonorréia") desqualificava o homem para o serviço religioso.H).:rii<-. Os jebuseus tinham motivo para se vangloriarem de que sua fortaleza podia ser defendida por uma guarnição de cegos c aleijados (6). fato este reconhecido por Saul (ISm 24. I. " Q u e se apoie em muleta" (ARA) representa um texto hebraico que pode ser traduzido tamlxím por "que é capaz de fazer somente trabalho de mulher" (NTI. a fortaleza como tal jamais havia sido tomada ( J s 15. não estava ligada a nenhuma tribo cm particular. tinha uma história notável desde a época de Abraão e. por Abner (2Sm 3.8).1-16) os partidários de Davi foram completamente incapazes de entender sua atitude com relação a Saul c a família real.63. Isbosete foi sepultado com honras e os dois assassinos foram executados e humilhados em público. Embora parte de Jerusalém tivesse sido destinada à tribo de Judá por ocasião da conquista ( J z 1.ilógica d e D a v i 267 Boaz CO Rute l! Jessé Eliabe Abinadabe Siméia Natanael Radai Ozém DaviOÄL Zeruia Abigail Abiqail Ainoà Maaca Hagite Adonias Fniá L Bate-Seba (viúva delirias! y l a Qui eabe <? Daniel) Itreão Sefatias Abisai Joabe Asael Amnom Absalão Tamar I Salomão (+ Î outros filhos) • V.2).9-10) c.21).1 e 2Samuel \ r v o r f .1-9. Deus lhe dera direito ao trono. 2Sm 5: D a v i r e i n a e m J e r u s a l é m Veja também 1 Cr 11. Jerusalém era uma escolha excelente para a capital. J z 1. finalmente. . Ela ficou O s soldados dc Davi chegaram à cidadela de lenisaléni através . 2Sm 4: I s b o s e t e é a s s a s s i n a d o Mais uma vez (veja 1. O autor deixa claro que Davi não era usurpador. Sua localização era central. por toda a nação (5. 14. Mas eles subestimaram Davi. uni ninei que levava água di' unia fome externa para dentro d.

O anjo disse a Maria: "Deus. no território de Judá. mas Deus construiria uma casa para ele. • Milo (9) Parte das fortificações. . 2 S m 8: D i v e r s a s v i t ó r i a s d e D a v i Veja também l C r 18.268 A história de Israel em poder do reino de Jndá até ser destruída. O reinado de H i r ã o foi um período áureo de expansão política e prosperidade comercial. Mas a frustração de Davi foi seguida por uma promessa que foi muito alem de tudo que ele poderia pedir. • U m dos seus f i l h o s . As conseqüências para a vida familiar falam por si mesmas. 400 anos depois. Agora Davi a trouxe para sua nova capital.2-5). ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó. 7 (veja 7. Apenas Mical ficou ornando de longe. e o seu reinado não terá fim" (Lc 1. N T L H traduz p o r "o aterro que ficava no lado leste da cidade". ou seja. 2Sm 7 : A aliança de Deus c o m Davi Veja também l C r 17. • V . o Senhor. ela ficou em Quiriate-Jearim (Baalá. Este capítulo antedata os acontecimentos do cap. 2 Antes disso. fria e insensível à presença de Deus.3-4). O porto de T i r o era a capital do reino fenício. Mais tarde. 22. Na tentativa seguinte. • V. os levitas carregaram a arca pelos cabos. o que torna difícil de entender o que aconteceu aqui. seu pai. . Jerusalém / . • U z á . Belém. 2 S m 6: A a r c a é l e v a d a p a r a Jerusalém Veja também l C r 13. aproximadamente. um homem de paz c não um guerreiro ( l C r 22. E quando Cristo veio. .1).fc<laanaim Gibeão \ B '3s Raba . inclusive música e adoração ( l C r 28. mas Davi contribuiu em muito: fez os planos. • Vs. Até o rei dançou de alegria. Sião tornou-se sinônimo de Jerusalém.¿ '-y -\ t . //" • / ^ MOABITAS Henrorri EDOMITAS AMAtEQUITAS Campanhas contra i osedomitas . . 18-29). mas não condenada. Depois que os filisteus devolveram a arca ( I S m 4—6). Isto explica o castigo severo. . 17-19 Consultar a Deus parece ter sido algo bem natural na vida de Davi (veja 2. . Jerusalem! denota Israel ¿ ¿ . Deus não permitiu que Davi realizasse seu sonho de construir o Templo: isto seria tarefa de seu filho.4). lhe dará o trono de Davi. Ele nasceu na cidade natal de D a v i . H i r ã o reinou de 979 a 945 a. . • Sião (7) Mais tarde. 13 A poligamia de Davi e Salomão é registrada. ~ . segurou a arca (6) A arca era sagrada e nem os levitas podiam tocá-la. Conseqüentemente.2-15). sugeriu-se a possibilidade de que os moabitas mataram os pais de Davi. 15—16. • Hirão. não houve neto de Saul por intermédio de Mical que pudesse reivindicar o trono real. As g u e r r a s de Davi veja l C r 13. Os artesãos de H i r ã o ajudaram a construir o Templo. Davi estivera em paz com os moabitas ( I S m 22. que duraria "para sempre" (16).32-33).6).C. embora não fique claro como Davi perguntava e como Deus respondia.7-10).11-21. a promessa se cumpriu. organizou e delegou tarefas relacionadas com o Templo. rei de T i r o (11) Contemporâneo de Davi e Salomão ( l R s 5 ) . por Nabucodonosor.-. Hela Confronto com Israel 1 ^ . uma dinastia. com o florescimento das artes e dos ofícios.1). Davi podia não ter autorização para construir uma casa para Deus. Esse acontecimento foi celebrado com toda a exuberância do culto dos hebreus. construirá (12-13) Salomão construiu ( l R s 5—7). e era " d a casa e família de Davi" (Lc 2. ajuntou o material. • V . levando-o a responder com uma notável oração de louv o r e agradecimento (vs. Davi assumiu a culpa por não seguir as instruções de Moisés ( l C r 15.. Sobre esta promessa se baseia a esperança que reaparece no restante do AT: a esperança de um Messias. 23 Este versículo parece indicar u m rompimento no relacionamento.

26 mostra a lealdade de Davi a seu rei e sogro. 6 ) . a exemplo de Melquisedeque. 9 Hamate é A m ã . Mas a tristeza de Davi foi instantânea e genuína. desconhecidas por sua família. Neste caso. Juventude No início. o filho de Saul. Davi estava acertando as contas com os amalequitas em Ziclague. • Queretitas. 17 Foi Zadoque quem ungiu Salomão (lRs 1).42). Israel eJudá.1 e 2Samuel 269 • V. igualmente. 2 S m 9: A b o n d a d e d e D a v i p a r a c o m o filho aleijado de Jonatas Os acontecimentos narrados no cap. atraente e talentoso. Revela. embora Saul tentasse matá-lo. • a rivalidade entre os dois reinos. A vida pública de Davi começou quando ele enfrentou o herói filisteu. na Síria. é possível detectar diversas correntes: • o surgimento da monarquia diante da pressão dos filisteus. somos informados sobre a unção secreta do futuro rei. T e m p o s Difíceis Seguiu-se um período de dificuldades. Mas as intenções de Davi eram as melhores. Um dia Davi também precisaria deste mesmo respeito. foram reconhecidas por Deus e reveladas ao profeta Samuel. Ele se tornou grande amigo de Jonatas. Quando Saul e Jonatas morreram em Gilboa. alguém que sabia esperar o seu próprio futuro. Davi até se arriscou a viver entre os odiosos filisteus. vivendo na caverna de Adulão. peletitas (18) Mercenários filisteus.. • Vale do Sal ( 1 3 ) Provavelmente a região desabitada do grande vale que fica ao sul do mar Mono. ele não reagiu com ódio. no final.18). mentindo sobre sua participação nos incidentes. Valente. Não deixa de ser irônico que foi um amalequita quem trouxe a notícia a Davi.. o jovem Davi passou a ter livre acesso à corte de Saul. Mical. Isto dava duas razões para matar o mensageiro. não há de que a convocação do rei amedrontou Meíibosete. o próprio Davi era um tipo de rei-sacerdote (veja cap. O rei D a v i Os anos de declínio do reinado de Saul trouxeram o caos a Israel. Mas. ao norte de Damasco. ganhando batalhas contra os filisteus e tocando a harpa para acalmar o humor cada vez mais azedo do rei. A coragem impulsiva e a confiança em Deus que ele demonstrou neste episódio seriam uma constante em sua vida. 21 podem ter ocorrido antes d o que é relatado neste capítulo. e casou com •vi era um jovem pastor de ovelhas que cuidava is rebanhos de seu pai nos arredores de Belém. Muitas vezes somos atraídos a ele por suas lágrimas. Ele devolveu a Davi David Barton Davi foi o segundo rei de Israel. e seu lamento por Saul e Jonatas é um dos grandes poemas do AT. Quando . da qual Davi emerge como personagem vivo. um rei de Jerusalém que viveu muito tempo antes de Davi ( G n 14. Tudo isto é unido numa narrativa extensa e maravilhosamente trabalhada. Ele não devia fazer nada contra Saul. • o estabelecimento de Jerusalém e da dinastia de Davi. Mas fazia parte da grandeza do caráter de Davi que. O jogo de gato e rato que aparece em ISm 24. • V. "por causa de Jonatas" (veja I S m 20. lando foi escolhido para ser rei. a filha do rei. • Filhos de Davi eram sacerdotes (18) Embora não fosse de família sacerdotal. Durante algum tempo. porque era o rei ungido por Deus. a inveja de Saul tornou impossível a sua permanência no palácio e ele passou a ser um fora-da-lei em sua própria terra. As qualidades de Davi. Por baixo da superfície do relato bíblico. Golias.

• V . se voltou a Deus em oração.G e d i . 0 que redimiu Davi nesse episódio foi que. Em meio à guerra. a sua dinastia. Ao levar a arca da aliança para Jerusalém. Davi foi aclamado rei. Seu próprio palácio refletia seu novo poder. ele admitiu seu duplo pecado. Mas de agora em diante a história passou a ser bem diferente do que havia sido antes. na região onde D a v i ficou f o r a g i d o . mesmo recebendo as refeições. Numa ação política astuta. ele fez um plano para que o marido dela fosse morto na batalha. 2 S m 10: D a v i v e n c e a a l i a n ç a s i r o amonita Veja também I C r 19. NTLH) Atualmente Amã. perto de Jabes. 10 Isto parece contraditório. para expressar a sua profunda gratidão. que estava nas mãos dos jebuseus. Esta vitória representa outra significativa ampliação do reino e do poder de Davi sobre as nações vizinhas. capital da Jordânia. Não . • Rabá (8. localizado entre as duas metades do seu reino. o profeta Nata não o permitiu. diante da repreensão do profeta Nata. isto é. Mas quando quis construir um templo para abrigar a arca. a i n d a é c h a m a d a ele "cáscala de Davi". Ele viu Bate-Seba de longe e teve o desejo de possuí-la. e depois casou com Bate-Seba. • Lo-Debar (4) No nono de Gileade. Davi tomou a cidade de Jerusalém. Davi. ele era o rei apenas da pequena tribo de Judá. A bela cachoeira e m F n . e fez dela a sua capital. Mefibosete as terras que eram da família de Saul (7) e tratou o jovem como se fosse seu próprio filho (11). 16-18 pode ser aquela mencionada em 8. Deus estabeleceria a "casa" de Davi. importante para poder se tornar um poder independente. ele se assegurou de que Jerusalém se tornaria tanto um centro religioso quanto político.i guerra foi Ha num. no Sul. Em vez disso. Agora ele podia ser imparcial. Davi começou a agir como um tirano. A campanha descrita nos v s .270 A história de Israel Quem provocou . ai dar um tratamento vergonhoso aos mensageiros de Davi. mas estar na corte significava um aumento nos gastos. maravilhado ante a extraordinária autoridade que havia adquirido. Mas sem dúvida nações vizinhas olhavam com suspeita e tinham medo do poderoso rei de Israel. Somente mais tarde ele se tornaria rei de Israel. Após seu adultério.3-8.

em seu relato da vida de Davi. Agora elementos dissonantes. meu filho. fugindo de seu filho. Davi estava chorando. Davi aparece ao lado de Abraão e Moisés como um dos grandes arquitetos de Israel. Parte do enredo destes capítulos tem a ver com o caráter ambíguo de Joabe. incapaz de se manter aquecido. o assassino de Absalão. De agora em diante ele começaria a colher frutos amargos. Passando por situações de pecado. agora precisou ouvir que a sua tristeza era um insulto para os soldados que lhe haviam dado a vitória e o tinham salvado da morte certa. Dali. Parte do poder da história de Davi reside no fato de que elà é contada. apesar do calor da bela Abisague. no pátio interno de uma casa próxima ao palácio a deslumbrante Bate-Seba fazia o ritual mensal de purificação após a menstruação. não conseguiu estabelecer a paz e a ordem em sua própria família. Além disso. Por isso Deus permaneceu ao lado dele. para ele. o rei morreu de velhice. e que a sua vitória se havia tornado em terrível perda. Veja também IO 11—29. Enquanto subia o monte das Oliveiras. Percebemos sua ansiedade enquanto aguardava notícias do campo de batalha e se esforçava por descobrir a verdade na linguagem complicada daquele mensageiro. podia o l h a r para baixo e v e r o que se passava nas redondezas. Pois. e Davi corria risco de vida. braço direito de Davi. Davi vive no paradoxo de pecado perdoado e um mundo de sofrimentos. Porém. Ele convocou Salomão e fez com que fosse ungido rei em público. em 1Rs 1. Os títulos de muitos dos salmos fazem a conexão entre os mesmos e Davi: o mais famoso de todos é o SI 23. O fio condutor que dá unidade a essa narrativa é a confiança que Davi tinha em Deus. Embora tudo parecesse correr de acordo com o planejado ( 2 7 ) . O grande comandante cuja principal preocupação sempre fora seus soldados. Aquilo que havia o que desculpar. com todos os seus A história de Davi está em 1Sm 16— 1Rs 2.1 e 2Samuel 271 2Sm 11: D a v i c o m e t e a d u l t é r i o com B a t e . A disputa familiar se transformou em guerra civil. o salmo do pastor. Mas mesmo havendo perdão. quando Absalão foi morto. notando que o rei está às portas da morte. Davi se impôs uma última vez. Pois. " o S E N H O R não gostou do que Davi tinha leito. não há como evitar as conseqüências do seu erro. À sua volta a corte conspira. Daquele momento em diante ele só colheria os frutos amargos do seu pecado. crime e arrependimento. O ciclo estava completo. meu filho aconteceu depois — adultério e assassinato — foi um divisor de águas na vida de D a v i . Nunca se sabe ao certo se o que ele faz deriva de uma lealdade cega ou de ambição pessoal. poucas palavras de profunda tristeza — "Meu filho Absalão. 2Sm 13—18 registra a conspiração e rebelião de Absalão. Depois disso. os últimos capítulos de 2Samuel são uma espécie de alívio. que conseguiu trazer unidade política e religiosa a um grupo de tribos tão diferentes entre si. Talvez seja por isso que suas lágrimas nos tocam tão profundamente. Na cena final. lembrando-nos do poeta Davi. Mas a valentia irresistível e a confiança do jovem Davi se perderam para sempre. Dele vieram idéias que ainda estão conosco. Davi estava passeando no terraço do palácio. acertou algumas contas. O hábil estadista. filho mimado de Davi. ele nunca vacilou. apesar de ser um herói com os seus defeitos. 2 ) . quando o clima j á era mais agradável. Absalão!" — revelam que a família era. do comandante Davi. como um verdadeiro patriarca. desta vez sozinho. MOMENTOS MARCANTES A unção — 1Sm 16 Davi e Golias — Í S m 17 O Lamento por Saul — 2 S m 1 A promessa de Deus — 2Sm 7 Bate-Seba — 2 S m 11—12 A rebelião de Absalão — 2 S m 15—18 Salomão é o sucessor e a morte de Davi — 1 Rs 1—2 . Davi ficou outra vez arrasado em sua angústia. Herói c o m os seus defeitos Como seria de esperar. por mais fraco que estivesse. Davi está velho. entre elas a que tinha com Joabe. mais importante do que o seu trono. e lhe estendeu o perdão." ( É significativo que o C r o n i s t a não faz qualquer referência a esse episódio. mas naquela primavera o rei decidiu não acompanhar as suas tropas. em sua própria cama. e nos tristes versículos seguintes vemos novamente a grandeza daquele homem. Depois da sesta. É uma história marcada por tramas e sub-tramas complexas. e do Davi que tinha o desejo de construir o templo. Colheita a m a r g a Davi se arrependeu.S e b a 0 exército de D a v i guerreava os amonitas. seu sucessor. Então. No entanto. sem juízos de valor. e Bate-Seba deu à luz Salomão.) • Joabe (1) Davi não havia feito nada contra Joabe pelo assassinato de Abner (cap.

à frente de suas tropas. pois da tristeza e do consolo (v. o autor nos permite ver a agonia de Tamar.3). . teria ido para casa dormir com Bate-Seba. mas o fez com pleito judicial inventado. E ainda não havia uma clara doutrina da ressurreição que pudesse confortálo naquele momento de dor. O poderoso rei mostra ser um pai (veja l R s 1. ( O relato do Cronista omite o estupro e a revolta de Absalão. tomasse a cidade de Rabá/Amã (26-31). precisassem de autorização especial). Deus o perdoou. 0 peso de duzentos siclos ( A R A ) equivale a mais j de 2 kg ( N T L H ) . 10-11 A profecia se cumpriu. "Baal" era um nome pagão que os escribas mais tarde substituíram pela palavra "bosete" o u "besete". 2 S m 12: A h i s t ó r i a a c u s a d o r a de Natã Urias foi morto na guerra.5). 13 Tamar pensava na possibilidade de um casamento (embora. porem. participando da guerra promovida pelo rei. não revela como ela se sentiu em meio a tudo aquilo.6). Mas dois longos e frustrantes anos se passaram até que fosse admitidoà presença de seu pai. D a v i . • V.11. Neste caso. A mensagem para Davi era óbvia. que significa 'Vergonha". conforme Lv 18. ate que Natã chegou. 2 diz respeito à cuidadosa reclusão de Tamar. 2 S m 14: D a v i a b r e as p o r t a s para Absalão J o a b e venceu a resistência d o rei assim como Natã fizera (cap. logo. e ele não teria sido morto. Então. o heteu (3) Urias integrava a guarda pessoal de Davi (23.) • P a g a r quatro vezes (6) Veja Êx 22. A historinha contada pelo profeta pegou Davi desprevenido e repentinamente Davi se viu como Deus o via. Jerubaal tornou-se Jerubesete. Mas é possível que eleja suspeitasse do ocorrido. Mcíibosete.22). • Gesur (37) Absalão foi para a terra natal de sua mãe (2Sm 3. e logo nasceu um filho. Isbaal tornou-se Isbosete.1-3. • U m talento d e o u r o (30) Aquela coroa pesava mais de 30 kg (veja N T L H ) . Assim. por meio de uma história bem simples com uma crítica final. Três dos filhos de Davi foram assassinados. 26 Seria essa cabeleira que acabaria | provocando a morte de Absalão (2Sm 18. Neste caso. 17. Davi casou com Bate-Seba. pelo valor que isso tem em si e / o u para explicar o ódio. Durante todo esse tempo o exército de Davi estava em guerra contra os amonitas. 24) nasceu um menino (Salomão). Amnom não estava pensando em casamento. A história do estupro de D i n á . 2 5 Supostamente Deus encarregou o profeta de dar u m nome ao menino para que Davi tivesse a certeza de que este filho não morreria. Absalão apossou-se do harém de seu pai (2Sm 16. 12). A "impossibilidade" do v. O relacionamento entre os dois havia sofrido danos consideráveis. a quem "Deus amou" (24-25). em G n 34. (Veja também I C r 20. • V s . Se Urias tivesse sido um homem menos escrupuloso. o filho poderia ter sido considerado dele. não tomou nenhuma atitude. durante a sua revolta. a criança morreu. • V. praticado por A m n o m .9). vivendo em tendas. a vingança e futura revolta de Absalão contra o seu pai.1. 11 O exército estava em guerra. 24). dois pelos seus próprios irmãos.20 Discernir entre o bem e o mal pode ser equivalente a conhecer todas as coisas (compare G n 3.272 A história de Israel Joabe teria que provocar a morte de Urias por ordem do rei. Ele estava disposto a passar por cima da lei no caso de um dos seus súditos.39). que era meioirmão da moça. e a regra era que os homens se abstivessem de relações sexuais. apesar da oração angustiada de Davi. mas Davi foi castigado. Ela também não foi rejeitada. indo diretamente ao censo j do cap. Desta vez o apelo foi para que o rei anulasse o dever do parente mais próximo de vingar seu parente assassinado. • Jerubesete (21) O mesmo que Jerubaal/ Gideão ( J z 9). Estava longe de casa. • V. Se Davi tivesse agido. talvez tivesse impedido tanto o assassinato quanto a revolta posterior. • V. e assim por diante. • Urias. E. Mas este não foi o fim do relacionamento com Bate-Seba. E esta foi uma experiência humilhante para aquele rei (veja SI 51). Meribaal. embora furioso. aquele sórdido episódio foi trazido às claras. Joabe deixou tudo preparado para que Davi chegasse e. • V s . 2 S m 13: E s t u p r o n a f a m í l i a do rei Davi A o ficar sabendo do estupro de sua filha Tamar. por que não fazê-lo il no caso do seu próprio herdeiro? Joabe conseguiu o que queria e Absalão voltou do exílio. Tudo parecia ter acabado bem. O que ela tem a dizer é ouvido claramente. e. queria apenas satisfazer seu I desejo.

cujo conselho perspicaz poderia dar a vitória a Absalão. e ganhar tempo. Assim. 273 2Sm 15: O r e i f o g e d e J e r u s a l é m Amnom havia sido assassinado. • Porta (2) Ali era feitos os negócios c resolvidas as questões legais (veja Rt 4. com uma boa refeição que foi servida para ele e as pessoas que com ele estavam. ele estava no seu pior momento. conseguiu convencer Absalão de sua lealdade. então. 2 S m 17: O s u i c í d i o d e A i t o f e l O conselho de Aitofel era agir com rapidez e atacar somente o rei D a v i . 25-26 Isto era apenas submissão à vontade de Deus. assim. 14b O autor indica a mensagem. e. Joabe era primo dele. • Hebrom (7) A antiga capital de Davi.31).24-30). lentamente ganhando a simpatia do povo. o mais sábio dos conselheiros de Davi.1 e 2Samuel to público. com isso. • Maanaim (27) Um cidade da tribo de Gadc. Nenhum rei perdoaria tamanho insul- A rebelião de Absalão 2 S m 18. passaria sua noite de angústia no monte das Oliveiras (Lc 22. Mas Husai ganhou tempo para Davi com um plano que apelava à vaidade de Absalão (11-13). a leste do Jordão.8: O r e i s a i v i t o r i o s o D a v i derrotou Absalão e aquela foi uma vitória que Deus lhe deu (18. num episódio que lembra Js 2. 2Sm 1 6 .11-12). • Vs. a morte do rei. quando Raabc salvou os dois espias. Entrementes.28. Absalão era o próximo na linha de sucessão ao trono. Jonatas e Aimaás (que estavam levando informações para Davi) escaparam de serem descobertos pela ação protetora de uma mulher (17-20).1-12). • Aitofel (31) Avô de Bate-Seba. Mas organizou uma rede de espionagem. tudo aconteceu como Natã havia previsto (2Sm 12. 1 5 . Q u a n d o o plano se tornou público (7-12). uma guerra civil. 20-23 dão um exemplo da estratégia política de Aitofel. • Amasa (25) Sua mãe Abigail era meia-irmã de Davi. Durante quatro anos Absalão arquitetou seu plano (1-6). 0 rei foi pego de surpresa. Para salvar a cidade. o u . Mefibosete mais tarde negou as acusações feitas contra ele (2Sm 19. Davi jamais se sentira tão desprezível (9-14). Aitofel teve a perspicácia de perceber quais seriam as prováveis conseqüências. O que aconteceria em seguida dependia de Deus. H u s a i . fugindo do seu próprio filho como fugira de Saul. A caminho do Jordão. evitando. Os vs. no território de J u d á . 1 . • V .30 Jesus.1 4 : A u x í l i o p a r a o r e i —e uma maldição 0 obsequioso Ziba (1-4) claramente tinha em vista os seus próprios interesses.2 3 : A b s a l ã o t e m relações c o m a s c o n c u b i n a s de D a v i De volta a Jerusalém (15-19). As ordens de Joabe eram no sentido de poupar o filho de Davi. o agente de Davi. Mas o herdeiro escolhido p o r Davi era Salomão. poderia . na região de Gileade. Absalão convenceria seus seguidores de que a reconciliação com seu pai era impossível. 2Sm 1 6 . o que explica seu suicídio (23). ou uma crise de consciência/ confiança por parte de Davi? • V.1—19. E Husai foi enviado de volta para enganar Aitofel. A o tomar posse do harém de Davi. Simei (5-8) via com sádico prazer a queda do homem que havia roubado o trono de sua família. o filho de Abigail morreu. traído como Davi. ele deixou Jerusalém. A vontade de Deus se concretiza por meio de seres humanos até nos detalhes: Davi seria restaurado. A advertência deu ao rei tempo suficiente para escapar e ser recebido. o desafio que isso representou para Davi foi extremamente sério. mas ele era inteligente o suficiente para saber que apenas a morte do pretendente ao trono.39-46). finalmente.

27. Jerusalém: a cidade de Davi 0 povoamento originai fitava no (Imo do mente.17) U m montão de pedras indicava o lúmulo de um criminoso. • Pilha d e p e d r a s (18. • Adonirão (24) Numa posição na qual se tem poucos amigos.23 Embora Davi tenha usado de misericórdia com Simei nesta ocasião. As palavras duras de Joabe o trouxeram de volta à realidade e o salvaram do desastre político. e a nomeação de Amasa (comandante do exército de Absalão. 3 Estas eram as concubinas que Absalão havia tomado para si. O beijo e o golpe de espada lembram a traição de Judas.26) se enroscasse no carvalho e o tornasse uma vítima indefesa. com a mesma rapidez que havia demonstrado ao matar Abner. pela perda do comando. Mefibosetc. algumas pessoas estavam ansiosas em conquistar seu favor (Simei 16-22. mais tarde. 20). 20 e dividiria o reino após a morte de Salomão. A conseqüência para elas foi terrível. • V.8-9). Tn. 2. Mas o caminho em linha reta que passava pelas colinas acabou sendo o caminho mais longo. • N e n h u m f i l h o (18. o templo W erguido naquele local Segundo a uidifâo. Joabe matou Amasa (membro dc sua própria família). tantas assim (14-22).. e Aimaás. O rei naturalmente teria suposto (como fez em 27) que o filho d o sacerdote traria boas notícias. 40-43: a disputa entre os homens de Judá e as dez tribos causou uma divisão que aumentaria no cap. Agora que o rei havia retomado o poder. cap. 2Sm 18. 2 S m 20: A r e v o l t a l i d e r a d a por Seba Apesar da afirmação no v. na «tire • (So da fome de Giom A ""pataúrma" no a::o do monte eia um lugar fácil de ser defendido e. mais tarde ele mandaria Salomão matá-lo ( l R s 2.274 A história de Israel resolver a questão. Mutoatual da .5-14. 24-30. idade Velha í x t e n s » posterior Ja c dace e li. ele foi apedrejado até a morte no reinado do filho de Salomão. A tentativa de Davi de conquistá-lo de volta.9-12). guando Deus lhe pediu que sacrllicasse seu ptóprto fího Hoje.8: grande tristeza e remorso (veja 12. Davi não esqueceu nem perdoou (veja l R s 2. as pessoas que apoiaram Seba ativamente nesta rebelião não eram. veja 16. acabou chegando antes do escravo etíope (23). 2 S m 19.33—19. Davi estava na verdade castigando a lealdade e recompensando a rebelião. 4. Em ambos os casos sua traição foi um infame.18) Isto parece contradizer 14. Eles morreram ainda jovens? • Aimaás e o etíope (18.dodeSabmác ausate A/C . ali Abraio foi testado em sua lé..1-4. que apatete na loto abaixo (que é uma vista dc sudoeste). V s . • V. o local é ocupado por uma mesquita. no final das contas.19-32) Joabe escolher o escravo sudanes/etíope para levar as más notícias. Davi não perdoou Joabe pela morte de Absalão (veja 19. sobre Simei e Barzilai. e seu próprio sobrinho) no lugai de Joabe causou mais problemas (41-43.10) cegaram o rei para o efeito da sua conduta sobre o povo. veja 16. Joabe também poderá estar pensando no destino dos mensageiros anteriores (1. quando sua própria posição estava ameaçada.5-6).11-16.13) Foi irônico que o belo cabelo do j o v e m (14. que foi pelo vale do Jordão. veja também lRs 2). estendendose paia baixo.9-43: O r e s c a l d o da revolta A tribo de Judá havia ficado do lado de Absalão.-:á-eãíolempionr.

Depois aparecem as façanhas de dois líderes (Abisai. • Elanã. > Merabe (8) A filha de Saul que havia sido prometida a Davi como esposa. • V. e os que h a v i a m sido mortos ( p o r exemplo. o que concorda com l C r 20. Harrison sugere que se deve ler: "Elanã. 1-14 provavelmente aconteceu antes de Mefibosete ser recebido na corte real (cap. Em outras palavras.. 6 O. seguidos de uma lista de soldados famosos. matou o irmão de Golias". e ajudou Davi a conquistar o trono ( l C r 12.1. foi "um homem segundo o coração de Deus". e Benaia ou Benaías. 9). 2Sm 21—24 Acontecimentos durante o reinado de Davi 2Sm 2 1 : O s g i b e o n i t a s são v i n g a d o s 0 que é relato nos vs. O Cronista ( l C r 21.] e 2Samuel > Vs. T a l v e z porque indicaria confiança nos n ú m e r o s . 15-22 pertence ao período dos acontecimentos narrados em 2Sm 5. Mais de 30 nomes são citados. Isso contrasta com o grande número de oficiais de Salomão ( l R s 4 ) .17-25 (13-17. um final adequado para a vida d o rei que. e m lugar de confiança em Deus. • Para que abençoem (3) Removendo assim a maldição que trouxera a fome. Vs. Saul aparentemente havia desrespeitado esse pacto (embora isso não seja mencionado em outro lugar). Asael. N ã o se sabe ao certo o que havia de errado com a realização d o censo. . perto d o local onde Abraão esteve prestes a oferecer Isaque em sacrifício (2Cr 3. 21-25 contrastam com um conhecimento mais aprofundado de si mesmo que Davi passou a ter a partir d o episódio de Bate-Seba e Urias e que ele expressou no SI 51. R.1-7: A s ú l t i m a s p a l a v r a s de Davi Estas podem ser as últimas palavras que o "cantor dos salmos de Israel" escreveu em forma de poesia (veja 1 Rs 2 para suas últimas ordens a Salomão). 2 S m 23. 16 Em vários momentos os escritores do AT afirmam que Deus se arrependeu ou resolveu não mais fazer determinada coisa (geralmente para adotar um procedimento mais misericordioso). texto hebraico não d i z se aqueles homens foram enforcados. A história do pacto de Israel com os gibeonitas é contada em Js 9.2).29-32).1. K. de Belém. líder d o g r u p o chamado " O s T r i n t a " . 23-26 Impressiona o reduzido número de oficiais o u ministros de Davi. A chegada da chuva trouxe o fim da fome.10). Belém e r a a cidade natal de D a v i ) . apesar de todas as suas falhas. explicitamente mencionada em l C r 21. • V ..8-39: A g u a r d a e s p e c i a l de Davi Depois d o relato das façanhas d o g r u p o chamado " O s T r ê s " e m sua luta contra os filisteus (8-12) aparece u m i n c i d e n t e d a c a m p a n h a d e s c r i t a e m 5. l í d e r dos mercenários filisteus). G n 22.1.5. filho de Jaaré-Oregim.1). talvez ciente d e que seus leitores n ã o e n t e n d e r i a m c o m o Deus p r i m e i r o incitou D a v i a fazer o censo e depois o castigou p o r fazê-lo. Aquela era uma monarquia sem burocracia. 2 S m 23. O texto parece ter problemas. O Templo foi construído sobre aquela eira ou terreno de malhar cereais. 0 relato dos vs. na sua posição diante de Deus e na dinastia prometida. e pode ser comparado com o cântico de Moisés em Dt 32. Outra possibilidade é que um novo herói havia tomado o nome daquele que foi morto por Davi. e da maldição. Ele pertence ao período das primeiras grandes vitórias de Davi. não era necessário explicar a tremenda importância da aquisição de Davi. menciona Satanás como instigador.17-25. Os vs.3-27. 8-25: Para os primeiros leitores. apesar dos estreitos laços de parentesco com os moradores da cidade ( l C r 8. apesar d o que algumas traduções sugerem.18—22. 11. > Pano de saco grosseiro para fazer um abrigo (10) Rispa deve ter ficado ali por cerca de seis meses. 2Sm 2 2 : O h i n o d e v i t ó r i a de D a v i Este cântico é praticamente idêntico ao SI 18. Seus pensamentos estão centrados naquilo que constitui um bom rei. matou Golias (19) Isto parece conflitar com I S m 17. deixando Davi livre para agir. 2 S m 24: O c e n s o e a p r a g a Veja também l C r 21. O g r u p o provavelmente foi formad o e m Ziclague. Urias) foram substituídos por outros.

Ele escreveu seu registro como um único volume. inicialmente como co-regente de Davi. O registro começa com um reino estável e unido sob a liderança firme de um rei e termina com o colapso total e a deportação em massa para a Babilônia. É uma história sombria. Essas questões são discutidas em "Examinando a cronologia dos reis". mas não há fundamento real para isto. passando pela separação entre as tribos do Norte e do Sul que acabou dividindo o povo em dois reinos separados — Israel e Judá — até a queda de Samaria (722/1 a. especialmente Elias e Eliseu. . Isto significa que ele "não a possuiu" ( A R A ) .C. Grande parte do material tem paralelos em Crônicas. Mas o trono fora prometido ao meio irmão dc Adonias Salomão (1. ex. 1 R s 1: A l u t a p e l o t r o n o O rei Davi já era idoso.C. Diante da morte de seus três irmãos mais velhos. resultavam paz e prosperidade. Ele provavelmente foi um profeta que viveu na Babilônia durante o exílio. que ficava perto de Nazaré. Os pensamentos se voltavam para seu sucessor. 1RS3—1I O reinado de Salomão 1Rs 12—2RS 25 Reis de Israel e Judá Histórias mais conhecidas ou passagens principais OJempío (1 Rs 5—8) A rainha de Sabá (lRs 10) A divisão do reino (lRs 12—14) Elias (IRs 17—19) Eliseu (2Rs 2—8) Há alguns problemas envolvendo datas e cronologia. e à ação mais rápida ainda do velho rei D a v i . como Almeida Revista e Corrigida. Ele menciona várias das suas fontes (p. Quando o povo e seus líderes o buscavam e obedeciam às suas leis. O desastre político e econômico tomou conta de Israel e Judá como conseqüência direta do enfraquecimento da moral e da religiosidade da nação. por volta de 550 a. ativamente envolvido nos assuntos humanos. cuja tarefa era chamar o povo de volta para Deus.9). Os pilares de pedra faziam parte de um dos "ahos" da religião dos canancus. Um elemento importante nessa história é o surgimento dos profetas. 4 Versões mais antigas. Essa história nos leva do final do reinado de Davi e do período áureo de Salomão. após ter sido destruída pelos egípcios. um dos principais sacerdotes.31): registros oficiais da corte e coleções de histórias sobre os profetas. graças à astúcia do profeta Natã. e o autor sabe muito bem qual o moral que ela transmite: Deus é o Senhor da história. para ser lido do começo ao fim. • A b i s a g u e (3) Ela era de Suném. quando o Templo foi construído. IRs 1—2 Quem será o sucessor do rei Davi? G e z c r foi nua das cidades reconstruídas e tonificadas por Salomão. Salomão foi coroado rei. O autor desta coleção de histórias é desconhecido. dizem que o rei "não a conheceu". e Abiatar.C). e veja l C r 22.1 E2REIS Reis (originalmente um livro.41. não dois) dá continuidade à história de Israel.) e a destruição de Jerusalém (587 a. comandante do exército. começando no ponto em que terminou 2Samuel e abrangendo os quatro séculos seguintes.13. 15. Adonias aparcnicmente era o herdeiro. As vezes é identificada com a heroína de Cântico dos Cânticos. "não teve relações (sexuais) com ela" (Mim. Assim. IRs 11. Adonias foi posio de lado. Ele tinha o apoio dc Joabe. Resumo A história da nação desde o rei Salomão até o exílio. • V .

já que.31-39. no vale do Cedrom. era necessário discernimento especial da natureza humana ("sabedoria de Deus".6-7. Sua fama se espalharia pelo mundo. • Giom (33) Uma fonte que ficava do lado de fora do muro oriental de Jerusalém. 13 Essa promessa não está registrada em nenhum outro lugar. Benaia. o sonho de Jacó. veja 2Sm 15. 28) para descobrir a verdade. assim. lRs 2. 19. Veja 2Sm 16.m e s a b e d o r i a " Veja também 2Cr 1. . • Pontas do altar (50) Saliências em forma de chifre que ficavam na parte superior. sobre a família d e Eli (27) Veja I S m 2. • Queretitas e peletitas (38) Mercenários estrangeiros (filisteus).20-23. 1). Em pouco tempo. Em outras palavras. por exemplo. N u m a situação em que se tinha a palavra de uma mulher contra a palavra de outra. 7-8 Zadoque e Abiatar. Simei.8-39. Natã. o profeta Jeremias. Salomão obedeceu às instruções de seu pai (veja 2. O incidente também mostra que o povo simples.28-34). ele recebeu mais do que pedira. veja Lv 1—7. Salomão não devia se sentir obrigado pela promessa que Davi havia feito. Salomão ficaria famoso por seu sábio discernimento. para que ficasse longe dos seus companheiros benjamitas. mas nem sempre. nos quatro cantos do altar. . embora p o r razão justificável. 2Sm 16). mais tarde.13-46: A o p o s i ç ã o é eliminada Adonias. 5 Veja 2Sm 18. Abiatar foi despedido e expulso (embora pareça ter sido readmitido. foi mantido em liberdade condicional em Jerusalém. localizados no alto dos montes) que passaram ao controle dos israelitas. tinha acesso ao rei.4) e Joabe sofreu a morte violenta que causara a outros. • V. A desonra de Abiatar deixou uma sensação duradoura de vergonha. a mensagem a Abraão em G n 20. 4.1-12: M o r r e o r e i D a v i Vendo a morte chegar. Desta vez ele pagou caro pelo que poderia ter sido um pedido feito com leviandade.16-28: " C o r t e m a c r i a n ç a viva pelo meio" Este caso extremamente difícil ilustra o dom da sabedoria que Deus havia dado a Salomão. • Simei (8) Davi entendeu que a promessa que ele havia feito a Simei não seria transferida a Salomão. Salomão considerou isto uma segunda reivindicação do trono.27-29. Foi a escolha de um homem cujo coração era reto diante de Deus e. • Joabe (5) Veja 2Sm 3.1-15: " D á .12-15. apoiado pelo sacerdote Abiatar e pelo comandante Joabe. Veja também o artigo "Egito".3-12. 1 A "Cidade de D a v i " era a fortaleza do monte Sião. Os valentes eram a guarda especial: 2Sm 23. Ele pediu sabedoria para governar seu povo com justiça. l R s 3. • Anatote (26) Esta cidade ao noite de Jerusalém pertencia aos levitas. • A p a l a v r a . cidade que ficava 10 km a noroeste de Jerusalém.8-10. 19. E seu reino desfrutaria de prosperidade econômica como nunca houvera antes. • V.2429. 1 Rs 3—11 O reinado glorioso de Salomão l R s 3. • A Tenda ( 3 9 ) O local onde era guardada a arca da aliança. a adoração de Deus nestes lugares foi contaminada por grosseiras práticas pagãs. Davi deu a Salomão as últimas instruções. • O s o n h o (5) Na antiguidade acreditava-se que os sonhos tinham significado real e o A T registra vários sonhos nos quais Deus revela sua vontade (veja. Depois de conselhos da mais alta importância (1-4) aparecem. que seriam condenadas por profetas posteriores. outro desordeiro em potencial. sem qualquer transição. Salomão estava oferecendo sacrifícios em Gibeão. 2Sm 23. Foi lá que nasceria. • Fonte de Rogel (9) Ficava na fronteira entre os territórios de Benjamim e Judá.26-30. instruções derivadas da sabedoria mundana e de moralidade dúbia (5-9). já havia reivindicado o trono anteriormente (cap. quando Deus lhe apareceu num sonho oferecendo um presente que ele poderia escolher. G n 28.5-14. lRs 2. a posse do harém do predecessor era um dos elementos que dava direito ao trono (compare o gesto de Absalão. 2Sm 12. os sonhos de José e o dom de interpretação dado por Deus).27-36. inclusive duas prostitutas. • Vs. v.I e 2Reis • V. • Barzilai (7) Veja 2Sm 17. • V. • H o l o c a u s t o s (4) Para sacrifícios em geral. Q u a n d o Simei violou sua condicional.16-23. no Oriente. 2 Os "altos" (ARA) eram os antigos santuários cananeus (geralmente. 20. Salomão ordenou que ele fosse morto. .

e Pv 10. Biblos era famosa po: seus artesãos. l R s 4: A s e r v i ç o d o s á b i o r e i Salomão E m c o i m a s t e com a s i m p l i c i d a d e da estrutura administrativa do rei D a v i . d a sua figueira (25. l R s 6: C o n s t r u i n d o o t e m p l o Veja também 2Cr 3. U m coro de óleo equivalia a 48 galões. a o Norte (veja 2Sm 5. por nove de largura e 13. que são atribuídos: Salomão. • Biblos (18. restam. com parte da seção interior separada do santuário por uma cortina. A N T L H diz "duas mil toneladas dc trigo e quatrocentos mil litros dc azeite de oliva puro". • D e b a i x o d a sua videira e . • Vs.1—22. que ele cxpress. A corte incluía não só a família real (11. Salomão i n t r o d u z i u uma vasta burocracia para administrar seu reino. poucas dessas árvore: imponentes. SI 72. e devia chegar a vários milhares de pessoas. hoje.16). Dividia-se em duas seções. uns 32 km ao norte de Beirute. foi fortalecida através de um acordo comercial: H i r ã o suprirá a matéria prima para a construção do Templo em troca de alimentos. a cidade onde se fazia papel com o papiro que vinha do Egito. Onde naquele tempo havia uma grande floresta. após contínuo desmatamento. mas ministros.NTLH) l/>calizadajunto â costa. • Cedros d o Líbano (6) "Líbano" era a cadeia de montanhas e esses cedros eram a melhoi madeira disponível. . Foi projetado para ser uma casa dc Deus. 127.3 dá a dimensão do seu harém).) O Templo media mais ou menos 27 m de comprimento. 5. va. Não é de admirar que fosse necessária uma elaborada organização para manter isso em funcionamento (7-28).5 de altura. ARA) O "coro" era uma medida de capacidade. No v. não um edifício para abrigar grandes agrupamentos de pessoas. A amizade com o reino fenício de Tiro.i grega biblos = livro (que resulta em "Bíblia") vem dc "Biblos".5 x 9 m. em provérbios e cânticost ditos baseados na vida natural e animal (veja por exemplo. e dos lados ficavam salas que serviam dc armazém. "amigo do rei" (ARA) signifcl "conselheiro particular do r e i " ( N T I . U m coro de trigo equivalia a uma carga de jumento.A história de Israel destacados em sabedoria. A palavr. Na frente havia um pórtico que media 4.11). funcionários civis c servos domésticos. H ) . (0 clima permitia que as pessoas se reunissem nos pátios ao redor do prédio nas épocas das festas. . O rei excedia seus contemporâneos mais . tal como eles. ARA) Um provérbio indicando condições! idílicas de paz e prosperidade. • Coros (11. 1-6 Azarias era chefe da receita intentsi encarregado dos coletores dc impostos (er_ espécie). Em tamanho o Templo era mais uma capela que uma catedral. l R s 5: P r e p a r a t i v o s para a construção do Templo Veja também 2Cr 2.

1 e 2Reis 279 O templo de Salomão e suas reconstruções Allan Millard 0 grande desejo de Davi era construir um templo para Deus. portas e rava com duas portas dobradiças na mobília revestidas de ouro. Antes de subir os degraus para entrar no santuário. e o tabernáculo existente proporcionava o padrão para um santuário centralizado. talvez de bronze para os sacrifícios (cerca de 10 m'. A crosta rochosa bem no centro talvez fosse o local onde ficava o altar dos holocaustos. a mesa dos pães da proposição. Isto pode ter sido obra dos construtores fenícios que foram contratados por Salomão. E se ele pudesse marfim q u e pertence a u m p e r í o d o u m p o u c o olhar para dentro no Lugar Santíssimo. e revestidas de ouro. ex. a exemplo das demais paredes de madeira. Este bosque d e cedros é u m d o s poucos q u e ainda restam hoje no Líbano. os artífices d e S a l o m ã o usaram padrões semelhantes a esta escultura d e revestido com ouro. passado ao lado do grande altar vés da porta de entrada. Nas laterais da entrada havia duas colunas cuja função é desconhecida. Mas o sacerdote se depa. Mas esta era aberta apenas raramente.. em Jerusalém. todo dourado. A planta do tabernáculo foi ampliada pelo acréscimo de um pórtico. Neste recinto ele podia ver o altar do incenso. 3 m de altura) e o enorme somente para a cerimônia anual da tanque de bronze apoiado sobre os expiação. Isto é complementado pela evidência das descobertas arqueológicas. entalhadas com flores. o sacerdote em O T e m p l o foi c o n s t r u í d o c o m pedras e madeira de c e d r o t r a z i d a das florestas d o L í b a n o . este lhe apareceria todo reluzente de exercício teria que ter atravessado o ouro. A comparação com o templo de Ezequiel sugere que o prédio inteiro ficava numa plataforma elevada em relação ao nível do pátio. jri)m «inwiMiii ii Os pés do oficiante pisavam um chão A o d e c o r a r e m o T e m p l o . feitas de madeira de cipreste. mas isto só viria a ser realidade no tempo de seu filho Salomão. Era natural que um rei poderoso honrasse seu Deus desta forma. O terreno que Davi comprou para essa finalidade ficava onde hoje se encontra a mesquita de OmarfHaram es-Sherif"). Aparentemente o pórtico de fenícios em marfim e bronze dos séculos anteriores e posteriores à época de entrada não tinha portas. entrada do Lugar Santo. 0 templo de Salomão As descrições detalhadas em IRs 6-7 e 2Cr 3—4 dão um retrato quase completo do templo. palmeiras e querubins. Luz adicional entrava por uma série de janelas no alto da parede. Estas eram . em Hazor e Ras Shamra).nios se orgulhavam de ornamentar seus templos com paredes. posrerior. Os motivos decorativos são bem conhecidos a partir dos entalhes doze touros. Uma série de depósitos em três andares cercava o Lugar Santíssimo e o Lugar Santo. É possível que houvesse portões que impediam Salomão. com a luz que penetrava atrapátio. sendo que os três cômodos resultantes formavam uma estrutura semelhante a alguns dos templos dos cananeus (p. E os reis egípcios e babilôa passagem. e cinco pares de candelabros.

Grande parte das suas riquezas já havia sido tirada anteriormente e entregue como tributo a conquistadores estrangeiros que ameaçavam Judá.280 A história de Israel O templo de Salomão foi destruído por Nabucodonosor em 587 a. .C.

Quanto ao esplendor. ossibilitandoanão-judeusfácil acesso ao recinto sagrado (Ne 13. e m barcos fenícios. e que o rei Herodes incorporou nos muros de sua construção. Ezequiel faz uma descrição minuciosa desse templo. foi consolado e animado com a visão que Ezequiel teve de um novo templo (Ez 40—44). Essa B9 divisão existia. . na Babilônia. O templo reconstruído O povo desanimado que se encontrava no exílio. no lado leste. Foram e n c o n t r a d o s dois blocos de pedra contendo inscrições de advertência aos gentios: se passassem daquele ponto. seria p o r sua própria conta e risco (veja também At 21. Nada sobreviveu do primeiro templo. feito d e bronze. com m& certeza. no templo de Herodes.C.17-36). O pouco que sabemos sobre ele mostra que seguia de perto a planta do templo anterior.4-9). C . Este santuário jamais foi construído. Mas um muro de pedra que se ergue no alto do vale do Cedrom.C. W ficando o acesso ao pátio interior restripB to aos judeus. pode ser parte da plataforma sobre a qual foi erguido o segundo templo. era uma pálida imitação do templo de Salomão. Isto provavelmen• te resultou na separação p de um pátio externo.1 e2Rás 281 A madeira a ser usada na construção d o T e m p l o foi transportada a o l o n g o d a costa. que remonta a 1200-1100 a . incluindo detalhes a respeito do pátio que não aparecem no relato da obra de Salomão. O altar d e incenso sobre rodas p o d e ter sido semelhante a este. mas os exilados que retornaram por volta de 537 a. completaram a reconstrução do antigo em 515 a. O caráter cosmopolita da Jerusalém do período após o exílio trouxe dificuldades a Neemias. após alguma demora.

de dez carretas para apoiar outros recipientes (27-39) e de vários itens menores de equipamento (40-50.000 litros de água (23-26. de T i r o . l R s 7: C o n s t r u ç õ e s s u n t u o s a s p a r a Salomão. Os vs. forneceu • Salomão materiais c artesãos para a construção d o Templo. que m o r a v a m nas cidades-esiado d e T i r o (foto) e S i d o m . o Salão das Colunas. Ele pediu que Deus ouvisse as orações e perdoasse o pecado do seu povo quando se voltasse para o Templo. de um enorme ianque com capacidade para quase 40. 15-36 nos descrevem as belas decorações. • Não se ouvisse o barulho (7) Mesmo nesta fase o lugar era considerado santo. mas num subterrâneo tão profundo que todo som era abafado. um grande salão forrado de cedro onde eram guardadas armas c taças de ouro (veja 10.17.1). depois da bênção. 1-12: Salomão construiu o Salão da Floresta do Líbano. Os vs.34-38). lembra a linguagem usada por Moisés.8). a Sala do Trono e palácios para si e para a filha do Faraó (sua rainha). Provavelmente o palácio da filha do Faraó abrigava também o resto do harém. e r a m marinheiros e desempenhavam um papel importante no comércio internacional. • Quatrocentos e oitenta anos ( 1 ) O êxodo provavelmente ocorreu cerca de 300 anos antes de Salomão construir o Templo.15-17).10. l R s 8: A g l ó r i a d e D e u s e n c h e o Templo Veja também 2Cr 5.2—7. o sacrifício (62-64). a arca da aliança foi trazida da Cidade de Davi e instalada no Lugar Santíssimo. as criaturas cujas enormes asas douradas se estendiam de uma parede a outra do santuário (veja Êx 25. 11-13 destacam o motivo de tudo isso: Deus habitando no meio do seu povo. Depois da oração veio a bênção (54-61). 2Cr 4.11—5. veja 2Cr 7 ) . . as paredes douradas. embora nenhum prédio na terra pudesse conter o Deus do céu. cobria a Tenda de Deus ( Ê x 40. festa e alegria para todo o povo (65. supcrvisou a fundição em bronze de duas colunas ornadas para a entrada do Templo (15-22. Sete anos. pela casa real (23-26) e pelo povo (27-53). O s fenícios. os painéis de cedro entalhados e decorados. veja também 2Cr 3. Vs. bronze para o Templo Vs. 2Cr 4. o artesão que Salomão trouxe de Tiro. n o deserto. O número arredondado aqui (12 x 40) pode indicar 12 gerações em vez de um número preciso de anos. E todo o prédio d o Templo brilhou com a luz da presença de Deus. e tudo estava concluído conforme planejado. a mesma nuvem brilhante que.21. depois do sacrifício. A oração de Salomão. Terminada a obra. Is 22.1820). ao norte da terra de Israel. As pedras eram preparadas perto do local da construção.2-6). 13-51: Hurã.282 A história de Israel O rei Hirào.

mais importante ainda. Marca. mamos isto de parede mas o da Bílolia aumentou Uma expedição americana de casamata: parede dupla com como nunca. uma área construída de uns 6 8 hectares. é claro. foram encontradas fortie Hazor. mais antigo.. Salomão. segundo do três cidades: as escavações que Macalister havia a Bíblia. em Megido e Hazor. do Hebrew Union Collegefoi uma parede exterior e interior divi. com o fato de que era muito seme." no primeiro volume descobri do portão de Megido antes de continuar a escavação.o que Macalister classificou como planta de um castelo do período mos no chão e dissemos dos macabeus. Cavem aqui M e g i d o e G e z e r c o n f i r m a m a exatidão histórica ma cidade cananéia.C.C. ChaNosso prestígio caiu muito. onde ram exatamente o que dissemos. mas encontraram de Salomão. Foram muito tramos o portão da cidade tinham exatamente a mesma estru. Mas. da ficava..10).rio em três volumes sobre nas três cidades que.. então. Os campos de hoje I l a z o r e as plantas baixas encontradas também e m apenas cobrem as ruínas da últi. Assim..cautelosos. muito tempo atrás.? o portão encontraram peças atrás em Megido e também atribuí. o portão as fortificações de Salomão. provável evidência da destruição da cidade por Josué na segunda metade do século 13 a. na realidade..' d o s relatos bíblicos.que Salomão reconstruiu a É claro que. e as fortificações de Salomão. descobrimos este era. E que a segunda metade do portão. Isto se deve. e um de seus objetivos era dida em cômodos. disto ele não era visível.. decidi tirar da prateleira o relatóque é a época de Salomão. de cerâmica do século 10 a.publiquei um artigo sugerindo que gado a esta solução. Assim. o arqueólogo Yigael Yadin usou os textos bíblicos para ajudá-lo a recuperar sua história. foram reconstruídas por Gezer. Megido feito ali. ficações e portões idênticos. que parecia idêntia nossos operários: . ao fato de Salomão ter reconstruí. "A cidade baixa jamais foi 'Cavem aqui e vocês encontrarão A s ruínas da porta d a cidade d e Salomão e m reconstruída.Por causa da passagem bíblica.? pensaram que éramos adivinhos! co ao do nosso portão e da nossa No entanto. e por causa novamente a passagem para eles a colina (o tell) propriamente. Perto dali encon-foram encontrados portões que testar minha teoria. Ficamos surpresos tura e as mesmas dimensões. a maior cidade da Terra Santa que remonta ao tempo dos cananeus. Havia ali uma grossa camada de cinzas.dizer da terceira cidade — Gezer E.Assim. sobre só metade do portão. nos diz. quando encontraádade.1 e 2Reis 283 As cidades fortificadas do rei Salomão Ao escavar a cidade perdida ou esquecida de Hazor. a Gezer. Yadin desenterrou a cidade baixa. os operários que Na verdade. Ele escavara conheciam a Bíblia — quando li arídadede Salomão. Mas a Bíblia e vocês encontrarão uma sala. encontramos parede de casamata. lhante estruturalmente — mencionada naquela passagem no piso da área onde ficava ao portão descoberto muitos anos no livro de Reis. copiamos a planta Para minha surpresa e alegria. Mas eu Quando escavamos sob o estrato — perceberam como havíamos che. Aos pés da grande colina (ou tell). a cidade que a Bíblia descreve como "capital de todos esses reinos" (Js 11.um muro. perto de Jerusalém. do a Salomão.

• Ofir (28) Sugestões quanto à localização incluem o sul da Arábia. I esta mulher estava disposta a fazer uma longa viagem para descobrir por si mesma a verdade s o b r e o que tinha ouvido.000 kg. Relatos intrigantes a respeito da sabedoria I e do esplendor de Salomão fizeram com que I a rainha do lêmen fosse a Jerusalém. 26-28: Salomão foi o primeiro rei de Israel a criar uma marinha mercante. em Gibeão (2) Ocasião em que Salomão recebeu o dom da sabedoria (lRs 3. assim como estivera na Tenda ou Tabernáculo. Primícias/Festa das Semanas (Pentecostes) e na Festa das Barracas (Tabernáculos).1-9: D e u s f a l a o u t r a v e z c o m Salomão Veja também 2Cr 7. ARA)/Entre nuvens escuras (NTLH) O Lugar Santíssimo (ou Santo dos Santos) não tinha janelas nem iluminação. • V. • Madeira de sândalo ( 1 1 . Vs..14-29: R i q u e z a impressionante Veja também 2 C r 9.11-22 "Se você me servir. 1 • Trevas espessas (12. 11 Os navios de Hirão: Veja 9. ARA) O u "micos" ( N T L H ) . • Meu nome (16. 11). l R s 10. veja mapa comercial em 2Crônicas). Ao contrário do povo da época de Cristo (Mt 12. Mas o Templo de Israel. o leste da África e até a índia. Salomão teve problemas com a balança comercial. não tinha estátua para representar seu Deus. Megido. Estas eram as três festas de peregrinação. • Como. 24-25).10-28: C o m é r c i o e t r a b a l h o forçado Veja também 2Cr 8. ARA) O próprio Deus estava presente de fonna especial no Templo.. vinte cidades como garantia de um empréstimo.17 diz que todos os homens I judeus se reuniam para adorar na Páscoa/' Festa dos Pães Asmos. l R s 9. Seus l R s 10. • Lhe for exigido que jure (31) Isto é. de Tiro. • 6 0 0 sidos de o u r o (16. 1-13: Os casamentos de Salomão por interesse político sem dúvida contribuíram para a paz c segurança do país.13-28. l R s 9. Mesmo com toda a riqueza. 14 A N T L H diz 23.1-14). Os cananous que moravam na região proporcionavam trabalho escravo permanente. ele deu a Hirão. mas as esposas estrangeiras trouxeram consigo deuses estrangeiros (conforme advertência cm Ex 34. os israelitas foram recrutados para trabalho forçado temporário. 15-22: a mão-de-obra necessária para as obras de construção e defesa foi obtida de duas fontes.1-12. embora Deus não tenha quebrado sua promessa de uma linhagem duradoura. Veja "As cidades fortificadas do rei Salomão". Foi enorme o lucro que Salomão obteve por meio do comércio e dos impostos (inclusive um lucrativo comércio ligado ao turismo. e acrescentou uma advertência (6-9). • Hazor.16).. . ARA) Quase 7 kg (NTLH). Veja mapa comercial e m 2Crônicas. ao contrário dos templos pagãos. Nesta ocasião (10-14). que jure ser inocente (veja N T L H ) . • Pavões (22. se você deixar de me seguir" — Deus repetiu a promessa feita a Davi (3-5). 2 5 Êx 23. A situação geográfica do país fazia dele um intermediário na compra e venda de carros do Egito e cavalos da Cilicia (Turquia. • V. l R s 11: A d e c a d ê n c i a d e S a l o m ã o Vs. Salomão ignorou isto e sofreu as conseqüências (cap.27-28. • V. F.. Vs. Gezer (15) Salomão fortificot estas cidades.42). • Três arráteis de ouro (17) Quase 2 kg (NTLH).1-13: A r a i n h a d e S a b á visita Salomão Veja também 2Cr 9. N ã o se sabe qual era o p o d e r cie compra do ouro naquele tempo. Mas o consumo também era alto.1 2 ) Possivelmente o sândalo vermelho do Ceilão e da índia.A história de Israel navios fizeram comércio com a Arábia e outra j locais mais distantes.

também contribuiu para isto).14-15). O segredo da unidade e força nacional sempre esteve no vínculo da adoração comum ao único Deus. M o l o q u e (Milcom). Deus r e d u z i u o reino porque Salomão quebrara a aliança e desobedecera a seus mandamentos (embo- .21). . história semelhante à de José).) Modelo de b r o n z e . ritos de fertilidade. com um 1 estado constante de guerra efetiva o u de guerra fria entre os reinos. l R s 12. Apenas nos r e i n a d o s de A c a b e . Q u e m o s (5. a situação ficava cada vez pior. com a seguinte inscrição: "Pertencente a Sema. Já no tempo de Davi houve uma ameaça de divisão (2Sm 20).1 e 2Reis 2S5 E Salomão n a velhice substituiu Deus pelos ídolos.7) O culto a esses deuses era abominação ("nojento") porque envolvia sacrifício de crianças. .4. A monarquia em si não substituía isto.29-31). acabou sendo absorvida pelas grandes potências. No Sul houve dificuldades causadas pelo edomita Hadade (14-22. E m l R s 11. especialmente. ao final de cada reinado. E à medida que Israel se afastava cada vez mais da lei c da adoração a Deus.J o r ã o em Israel c Josafá-Jeorão-Acazias e m J u d á a união foi temporariamente restabelecida por meio de uma aliança de casamento. também incluía a pequena tribo de Benjamim (12. t •••-¿¿••-. se obedecerem às suas ordens. A história da nação relatada em Reis confirma isto. • História de S a l o m ã o (41 ) Obra desconhecida. Supostamente se tratavam de registros oficiais da corte. servo d e Jeroboão". é repetida nos livros de Reis. 4 1 .A c a z i a s . invejava o poder de Judá. rei d e Israel.l o s c o m correias". rei epovo naufragariam juntos. E o povo trouxe as suas queixas. As tribos d o Norte encontraram um líder e portav o z em Jeroboão. E disto O "selo de Sema". . t i r a d o d o original de jaspe. d i zo filho de Salomão Veja 2 C r 10. A nação se tornou alvo de vizinhos mais poderosos. Salomão havia morrido e o rei agora era Roboão. ele ficará contra vocês e contra o seu rei" ( I S m 12. Disputas internas enfraqueceram ambos os reinos. com pequenas variações. • Vs. IRS 12—14 0 reino se divide em dois Nunca foi fácil manter as 12 tribos unidas. o homem destinado por Deus a reinar sobre as dez tribos separatistas após a morte de Salomão. Sem o vínculo religioso. A divisão d o rei no /.1-24: " V o u s u r r á .1—11. embora o reino d o Norte jamais conquistasse (como J u d á ) a estabilidade d e uma dinastia única. Porém. . • Astarote. ao Norte. A divisão foi permanente. • Casa de José (28. As outras dez tribos se separaram para formar o Reino de Israel. E interessante que o Cronista omite de seu registro os aspectos negativos d o reinado d e Salomão (veja 2Cr 9.4 3 Esta fórmula. • Uma t r i b o (13) O Reino de J u d á . como Samuel havia previsto claramente por ocasião da coroação de Said: 'Tudo correrá bem para vocês se temerem o S E N H O R . ao S u l . se não ouvirem o S E N H O R . ARA) As tribos de Manasses e Efraim ( N T L H ) . um pecado que custaria a seu filho a maior parte de seu reino e dividiria a nação em duas.13. n o final. e dentro de suas próprias fronteiras havia Jeroboão (26-40). e se vocês e o seu rei o seguirem. por Rezom de Damasco (23-25). Mas as negociações falharam diante da tática opressora de Roboão. no Norte. ISRAEL Siquém ¡ "feiiuel ir HP S Jerusalém / / . e. principalmente pela imposição de trabalhos forçados a seu próprio povo. (Trata-se de J e r o b o ã o I I . prostituição e práticas sexuais proibidas em Israel.'as / ^ \ * ra a má administração. 0 reinado de Salomão não era totalmente isento de problemas. As tribos rebeldes proclamaram a sua independência c fizeram de Jeroboão o rei de Israel. Efraim.

ficava cm D à . para impedir que o povo p e r e g r i n a j e a Jerusalem.N aparece nesta gravação assíria em marfim. . Jeroboão trouxe ruína e destruição a sua dinastia. • V. por exemplo) eram chicotes com farpas usados para surrar os escravos. que derrotou Koboâo e l e v o u embora o o u r o que havia n o Templo. aquele que fez Israd desviar-se pelo caminho do pecado contra Deus. 0 velho profeta de Betel fot m o n o por um leão. • A d o r ã o (18. Pertencia a Nemoreth. com o passar do tempo. ARA) O Adonirão de 4.25-33: J e r o b o ã o r o m p e c o m o Templo Jerusalém fora o centro religioso do reino unido. para o povo adorar (como Arão fizera desastrosamente após o êxodo do Egito). Também criou um sacerdócio ilegal (não eram levitas) e fez bezerros. temendo que a visita a Jerusalém para as festas de peregrinação levasse seu povo a desertar. criou dois novos santuários no reino do noite. • V. O que o autor quer enfatizar é que é preciso ser obediente a Deus. O profeta de Judá errou ao aceitar a palavra do velho profeta que estava em contradição com o que o próprio Deus lhe havia dito. n o extremo n o n e lio país. 11 Os "escorpiões" que são mencionados em algumas versões ( A R A . U m a cena horripílame . Para o autor de Reis. A necessidade de discernir entre o que é verdade e o que é mentira é mais premente no caso daqueles que afirmam que falam em nome de Deus. resultou a quase extinção da casa real de J u d á nas mãos da rainha Atália.13. Mas até um profeta mentiroso (18) às vezes fala (21-22) e reconhece a verdade (32).000 (21) O número que parece exagerado.14 (veja N T L H ) . Mas não há pessoa mais cega que aquela que não quer ver (33). rei de Israel. Veja 2Rs 23. • V. proveniente d o palácio de N i i n r u d e (sec.i . C ) . 32 Isto era uma substimição da peregrinação da Festa dos Tabernáculos que começava no décimo quinto dia do sétimo mês. • V.6. • S e c o u ( 4 ) Ficou paralisado. • 180. a adoração israelita tomou-se mais e mais depravada. l R s 12. 15 U m comentário do autor.los . 5. 9 a . 20 Veja 11. A morte do profeta foi um sinal para Jeroboão e Israel da severidade com que Deus lida com a desobediência. os símbolos da fertilidade. • J o s i a s (2) O rei que iniciou a reforma mais completa cm Judá. liste bracelete pode ter s i d o feito com o o u r o roubado d o Templo.286 A história de Israel U m dos sanmários 01 ix ¡dos por Jeroboão. Assim. l R s 13: A v o z d o p r o f e t a Neste período crítico para Israel e Judá. Suas ações incentivaram a idolatria e. filho d o Faraó Sisaque. o papel dos profetas foi vital. Jeroboão. ele é sempre "o mau rei Jeroboão".

Há. De acordo com 2Rs 21. No período inicial da monarquia dividida. Pistas Quatro fatores. como quando Jeú assassinou Jorão de Israel e Acazias de Judá (2Rs 9. e Ezequias e Manasses. Levar em conta que existia esse costume permite que se reduza a duração de cada reinado e ajuda. em Israel. é possível que houvesse vários reis "governando" ao mesmo tempo. as cronologias . após a morte de Jeroboão II. seu pai. A discrepância nos totais entre os dois reinos corresponde a um número maior de reis israelitas neste período. • Foram usados dois métodos diferentes de calcular a duração dos reinados: o método do "ano antes da entronização" e o método do "ano da entronização". um exame mais detalhado revela problemas aparentes. o período que vai de Roboão até a morte de Acazias é de95 anos. ele reinou 55 anos. no entanto. Josafá e Jeorão. historicamente o período foi de cerca de 24 anos. Ezequias) foi mais brilhante do que o pai (Acaz) e os acontecimentos foram datados por meio de referência ao co-regente. Problemas No entanto. para depois dedicarse aos soberanos do outro reino. Acaz e Ezequias. enquanto o mesmo período em Israel. conforme o relato bíblico. A prática de co-regências significa que alguns reinados se "sobrepõem". A rainha Atália. quando o assassinato de Jorão e Acazias por Jeú tornou necessário mencionar Jeorão e Acazias de Judá (2Rs 8. a interpretar os números bíblicos. o que se pode chamar de "pontos de controle". o número menor que se consegue alcançar é de 372 anos aproximadamente. O sistema do ano da entronização não incluía nenhuma porção de um ano no total de anos do reinado do rei.17. • Deve-se levar em consideração o fato de que o calendário de Judá. No período que vai do golpe de Jeú até a queda de Samaria. somando o tempo dos diferentes reis.9-10). Porém.21).C. Com a exceção de Saul. durante as últimas décadas de turbulência. é de 98 anos. Assim. A porção do ano passada antes do primeiro ano completo do rei era considerada seu ano de entronização. algo bem plausível tendo-se em vista a doença grave de Ezequias. para se obter uma cronologia exata. o mesmo período não passa de 144 anos. uma parte do ano era contada como um ano inteiro para o rei falecido e o restante do ano era contado como um ano inteiro para o seu sucessor. o texto indica claramente a duração do reinado de cada um deles. 346 anos antes da queda de Jerusalém em 586 a.1). 3. o filho (por exemplo. de Jeroboão à morte de Jorão. mas não foi incluída no esquem a normal da cronologia. Por exemplo. Isto nos leva a supor uma coregência de 697 a 687.1. Outro exemplo diz respeito a Jotão. tratando do reinado completo de um rei.C. quando um acontecimento afetou simultaneamente os dois reinos. Amazias e Azarias/Uzias. Em Israel. Temos outra dificuldade com as datas aparentemente conflitantes da entronização de Jorão de Israel (2Rs 1. a soma dos reinados em Judá resulta em 1 6 5 anos. O precedente para isto é encontrado no caso de Davi e Salomão. Manasses reinou de 687 a 642 a. o segundo. o começo do reinado de cada um é relacionado com o reinado do soberano do outro Estado. enquanto em Israel começava no mês de nisã (março/abril). o reino do Norte. cujos reinados começaram durante esse período. começava no mês de tisri • (setembro/outubro). certamente no p e r í o d o inicial. desde o início até a morte desse rei.1 e 2Reis 287 Examinando a cronologia dos reis Arthur Cundall À primeira vista.21-28). Em outras palavras. Está mais ou menos claro que Salomão morreu em 932 a. é preciso descontar um ano do reinado de cada rei. a morte de um rei significava que determinado ano era contado duas vezes. parece haver dados suficientes sobre os reis de Israel e Judá para montar uma cronologia precisa. e não ao rei em si (2Rs 18. ficou leproso (2Cr 26. também. em Judá. após a divisão entre Israel e Judá. No entanto. em partes diferentes do reino. No sistema do ano antes da entronização. que governou como co-regente quando Uzias. Israel usou o primeiro método e Judá.3). • Parâmetros externos Através de uma aplicação cuidadosa destes fatores. que usurpou o trono. O historiador integrou as cronologias de ambos os reinos. Em certos casos. que abafaram a tentativa de golpe de Adonias (1Rs 1). também. que normalmente só seriam mencionados após a morte de Jorão de Israel.16-29). ajudam muito na solução definitiva destes problemas. Uma exceção está em 2Rs 8—9. ao passo que. Outras co-regências geralmente aceitas são as de Asa e Josafá. Somando o tempo de reinado dos seis reis deste período chega-se à cifra de 41 anos e 7 meses. Por exemplo.C. reinou durante seis anos (2Rs 11. e.

a maioria dos estudiosos acredita que um número que indicava a dezena foi omitido. Tais registros fornecem pontos de contato confiáveis que nos per- mitem datar os acontecimentos bíblicos. Já que "2" é o único número restante no texto hebraico de 1Sm 13. tais como o período dos Juízes. tais como: • a batalha de Qarqar. Estas tabuinhas tratam da história babilónica durante o periodo que vai de Ezequias à queda de Jerusalém e são de grande interesse para quem estuda os anos em que Judá esteve sujeita à Babilônia. Foram preservadas listas notavelmente completas desses oficiais. Vinte e dois parece ser a alternativa mais aceitável. abrangendo o período de 892 a 648 a. O reinado de Saul permanece uma exceção.C. entre eles Israel. • o tributo que Jeú pagou a Salmaneserlll. • ou a tomada de Samaria pelos assírios. nosso conhecimento das relações entre os dois reinos foi bastante ampliado. • A Crônica Babilónica. Como a história bíblica e a história dos assírios convergem em vários pontos. com vistas à obtenção de uma cronologia absoluta e não só relativa. incluindo acontecimentos significativos durante o mandato de cada um.21 são.1. Os 40 anos que aparecem em At 13. provavelmente. podemos estabelecer uma cronologia bíblica absoluta com uma margem de erro de apenas um ano para a maior parte da monarquia. Como resultado. Mas não se sabe ao certo se o ano civil hebraico segue uniformemente o padrão babilónico. isto é.C. pode-se obter uma data precisa. Na Assíria. o que resulta numa diferença de um ano nas datas durante o reinado de Zedequias.288 A história de Israel de Judá e Israel podem ser integradas.C. No entanto. o período após 605 a. Os achados mais significativos são os seguintes: • As listas dos "limmu" ou epôni- mos assírios.C. em 853 a. travada entre a Assíria e uma coalizão de Estados menores. um número arredondado. descobertas arqueológicas permitiram que se fizessem progressos no processo de relacionar a cronologia resultante com os acontecimentos do mundo circunvizinho.C. Aplicando os princípios que norteiam as cronologias bíblicas e correlacionando-as com a cronologia fixa possibilitada pelo contato de Israel e Judá com as potências mundiais daquele tempo. o último rei de Judá. um oficial que exercia um cargo anual dava seu nome àquele ano especifico.em 841 a. • . Várias inscrições contemporâneas estão relacionadas com acontecimentos específicos. em 723 a. já que combina com outros dados cronológicos.

28 Reis de Israel e Judá As datas d o s reis d e J u d á nesta seção incluem vários períodos de co-regência entre .1-24: A b i a s e A s a . 0 estado enfraquecido perdeu os tesouros do Templo na invasão do Faraó egípcio. Asa o derrota em Maressa e o persegue até Gerar (2Cr14). Ele deixou u m registro da sua campanha entalhado n u m templo em Karnak. em Israel. como Davi fora. para atacar Israel a pattir do norte (1 Rs 15|. 0 reinado de Jeroboão. pode enxergar o fingimento (5-6). por não ter sido leal a Deus. > O espalhará p a r a a l é m d o Eufrates (15) Israel foi levado ao exílio pela Assíria após a queda de Samaria (2Rs 17). que (assim como o " O Livro da História dos Reis de Judá") não foi preservado. Egito.29). > Sisaque (25) Este é Sheshonq. • R a m á (17) Ficava alguns quilômetros ao norte de Jerusalém. o heteu (5) Veja 2Sm 11. Asa contrata Ben-Hadade. foi um rei bom.28: Reis d e I s r a e l Segundo a definição d o autor de Reis (veja acima). Foi um "sinal" para Israel. Aías previra a ascensão de Jeroboão (11. lRs 1 4 . r e i d e J u d á (930-913) Veja2Cr 11. o reinado de três anos de Abias (913-911 aproximadamente) foi mau (veja 2Cr 13). 21). é mencionado 18 vezes em Reis. O autor de Reis define como bom um rei que promovia a adoração de Deus. em comparação. ainda na Idade Média. Segundo esta definição. • O c a s o d e Urias. O reinado dc A s a . mas desviou a atenção de Baasa e deu a Asa algum tempo para melhorar as suas próprias defesas. o etíope.15. e como mau um rei que se envolvia em práticas idólatras. Asa.1 e 2Reis 289 > U m leão (24) Leões podiam ser encontrados na Palestina.13) Avó d c Asa.1-20: O v i d e n t e c e g o Até um profeta cego. A guerra com Israel continuou até que ele conseguiu persuadir a Síria a ficar do seu lado. > Só este d a r á e n t r a d a e m s e p u l t u r a (13) Todos os outros sofreriam morte violenta.1—16. Quase todas as dacas que são fornecidas devem ser aproximações. a estranha cena do leão ao lado de sua caça. Também em Judá a religião pagã floresceu nos dias de Roboão (filho de uma das esposas estrangeiras de Salomão. • Maaca (10. ) Ao ser atacado por Baasa.29-39). u m rei e seu predecessor. l R s 15. fundador líbio da 22-' dinastia egípcia. abrange os reinados de três reis — Roboão.3 1 : R o b o ã o . N o entanto. ao sul. deixou claro que esse acontecimento tinha u m significado especial. d e Judá M Zerá. embora alguns fossem 1Rs 15. Aqui. de Damasco. Veja "Examinando a cronologia dos reis". l R s 15.33). principalmente no vale do Jordão. o Senhor lançaria fora toda a dinastia de Jeroboão "como se lança fora o esterco" (veja 15. invade )udá vindo do sul.5—12. Reinou durante 41 anos. Isto lhe custou toda a prata e o ouro de seu palácio e do Templo. mas deixando o corpo do profeta e o jumento intocados. t Histórias dos Reis (19) Não equivalem aos livros do Reis que estão na Bíblia. A esposa de Jeroboão nem teve chance de fazer sua pergunta. O autor não estava interessado na história política ou social: lealdade ou não a Deus e à verdadeira religião era a única medida do sucesso ou fracasso de um rei. rei de Israel. lRs 14.25—16. e o norte e o sul estavam constantemente em guerra. Abias e Asa — no reino de Judá. > Tirza (17) Capital de Israel na época de Baasa (15. quando é profeta verdadeiro. reis d e Judá Veja 2Cr 13—16. 2 1 . todos os reis de Israel foram automaticamente maus. de 911 a 870 aproximadamente. O Livro da História dos Reis de Israel.

em Israel (874-853) Do ponto de vista do autor. 17-24: este é o primeiro registro na Bíblia a As viagens de Elias à ' Sarepta y f f w j ã ^ . l R s 17: Elias p r e v ê a seca Num período crítico. a Assíria referiu-se a Israel como " a terra de O n r i " . não o rei posterior. A história de Israel Israel.290 Pouco abaixo do topo do mome Carmelo íica um anfueari-o nnrural. Elá.C. Mais abaixo ainda existe uma torrente. Psscs detalhes condizem com o local onde Klias enfrentou os profetas de Baal. • J e ú (16. cerca de 885 a 874. cerca de 909-886 a. (Veja as palavras de Jesus em Lc 4. Baal era adorado como um deus do clima que podia dar ou impedir a produção da terra.i iicava bem no m e i o tio território que t i : considerado de Baal! Ao alimentar Elias dessa forma. e Sarept. de forma repentina o profeta de Deus entra em cena. Ttsbe Modn òtQuerite * Berseba Pata Horebe (Sinai) . 34 Veja Js 6. O cenário estava pronto para o surgimento de Elias eo início de um conflito clássico de "igreja versus estado".26. Elias ficaria conhecido como maior de todos os profetas (veja Mt 17. Deus também mostrou que cuida dos mais pobres dentre os pobres. Depois de reinar p o r dois anos (910-909). assim como mostrara seu poder sobre os "deuses" do Egito por meio das pragas. Nadabe (15. O n r i foi. um dos reis mais poderosos d e l R s 16. 1Rs 16. reinou durante dois anos (886-885) antes de ser assassinado por Zinri. Deus cuidou de Elias primeiramente por meio da natureza e depois por intermédio de uma pessoa da qual nada se poderia esperar. • V . • 1 6 .29) Veja 14. O casamento do rei com a princesa Jezabel. 16. 16. Mas Jezabel era extremamente ligada a sua própria religião e persuadiu Acabe a fazer "o que era mau perante o S K N I lOR".29-34: O r e i A c a b e .7: Baasa f u n d o u u m a n o v a dinastia e reinou sobre Israel durante 24 anos.29—2Rs 1 O Rei Acabe e o profeta Elias piores que outros. formando uma aliança entre Israel e a vizinha Fenícia a o norte. 2 1 .25-32) foi assassinado por Baasa.15-20: Zinri fundou uma nova dinastia de breve duração (885). • S e g u n d o a palavra d o S E N H O R (15. Durante os 150 anos seguintes. A viúva era uma estrangeira que não tinha quem tomasse conta dela.25-26). Ele cometeu suicídio ao ver que estava cercado pelas tropas de Onri.3. sem os quais nada cresceria.6-16.2 8 Apesar da breve menção neste relato de Reis. Deus provaria ao rei e ao povo que só ele tinha poder sobre o sol e a chuva. a vida religiosa em Israel atingiu seu pior momento durante os 22 anos do reinado de Acabe. Vs.8-14: seu sucessor. coberto de pedras. 15. Ele fundou uma nova dinastia e reinou durante 12 anos.1) U m profeta.10-13). trouxe força política e benefícios comerciais. Fortificou Samaria e fez dela a sua nova capital.33—16. que vivia n u m lugar que não tinha muito a oferecer. de Tiro. Portanto. impondo ao povo a adoração d o deus fenício Melcartc (o "Baal" mencionado nestes capítulos). d o ponto de vista político.

19 O Monte Carmelo. não houve uma reforma religiosa profunda nem duradoura. lRs 18: O d e s a f i o d e E l i a s : Deus o u B a a l ? Jezabel era fanática por sua religião. Normalmente. Isto ate que a torrente secou. Mas apesar de tudo isto. não apenas p o r u m método específico de ressuscitação. espera-se que a chuva caia entre o final de outubro e o início de janeiro e. Agora Elias estava de volta. d e u s d o t e m p o . 46 Elias correu 27 km até o palácio de verão em Jczrccl. Durante três anos ela fizera tudo em seu poder para eliminar a adoração a Deus em Israel ( 4 ) . mas a reanimação veio em resposta à sua oração. lRs 19: E l i a s f o g e para s a l v a r s u a v i d a 0 entusiasmo se acabou. do medo e da decepção. 291 S e g u n d o o relato b í b l i c o . um conira 450. Baal se mostrou impotente. antes da chegada de Elias. "Não cairá orvalho nem chuva": a razão para a seca era o pecado (veja Dt 11. Jezabel ainda queria 0 desafio de Elias aos profetas d e Bani foi feito n o próprio terreno deles: Baal ( f o t o a c i m a ) . que felizmente termina com uma impressionante confissão de fé vinda de uma pessoa que. e trazia um desafio: vamos tirar isso a limpo e ver quem é Deus de verdade. tão incapaz de produzir fogo quanto de enviar a chuva necessária. Gileade fica a nordeste. O povo gritou: " O SENHOR é Deus!" Os profetas de Baal foram mortos e a seca terminou. .21 Elias pode ter usado a respiração boca a boca. do outro lado do Jordão.1 e 2Reis de um morto que torna a viver. faz parte de uma cadeia de montanhas que atinge 530 m de altura. • V. • V. novamente. perto da atual Haifa e junto ao mar Mediterrâneo. não conhecia nada sobre Deus. O fogo queimou a oferta encharcada. 1 O nome de Elias significa "meu Deus é Yah(weh)". de abril ao início de maio. não deveria ter t i d o problemas para m a n d a r fogo! A q u i . • V .17). O desgaste físico e espiritual deixou Elias à beira da depressão. de aparece tendo na m ã o u n i m a c h a d o e um raio. É uma história comovente também para o leitor. Deus e n v i o u corvos para alimentar Elias j u n t o à torrente de Q u e n t e . O Deus de Israel era o Senhor vivo. • V.

Veja a referencia dei Paulo a este episódio em Rm 11.) • Unja H a z a e l . e as terras do "criminoso" foram confiscadas. Elias. 2Rs 9.o s sírios tf^y 7 . C . tirando novo alento da comida e da água fornecidos por um anjo com um senso prático. chamado para tornar-se proferi pelo ato simbólico de Elias de jogar sua capai sobre ele. mas depois se desentenderam. . • T o d o o p o v o . Elias se sentira terrivelmente solitário.2-5. c claro. e o caminho à frente foi mapeado com clareza. 18 O número provavelmente é simbólico: 7 (da perfeição) x 1000. foi "ungido". mas isto viria a traz: problemas para Israel. não o próprio pai. Acabe poupou ii vida dc Ben lladade. Esta guerra deveria demonstrar que! não somente os montes. . ate o deserto c o Sinai (Monte H o r e b e ) . K% 2' ataque sírio a Israel ^ " % / Israel derrota ' " . Ela só precisou inventar uma acusação de blasfêmia. tramava a eliminação de Nabote. A herança de uma pessoa tinha que ser passada à geração . • RamoteCileade Jerusalém / Acabe e Josafá partem para tomar RamoteGüeade. c por isso Elias fugiu para o sul. o confisco ou a venda forçada de terras era ilegal. l R s 20: I s r a e l e Síria e m g u e r r a Ben-Hadade da Síria e os reis aliados de 3 2 1 cidades-estados atacaram Samaria.30-37) e desta vez o rei pres- A viúva de Sarepla. Deus lhe deu um companheiro e sucessotl Eliseu. acre- Guerras a Síria com SIRCA 1"ataque sirio» Israel. 19.1-2). . pelo número de testemunhas exigido por lei. Mas Jezabd | não estava nem um pouco preocupada comos direitos das outras pessoas. Vejaf 22. Ele cometeu o mesmol erro de Saul. ela.seguinte. 21 vecl depois do cap. A obra de Deus teria continuidade. ele tornou a ver as coisas na sua devida proporção. . . t o d o s o s f i l h o s d e Israel (151 O exército israelita. confirmada. vinte e sete mil (29-30) 0< números parecem exageradamente altos. . • Meu p a i . Veja I observação sobre Ex 12. Masi Ben-Hadade leve que retirar o que disse diante da vitória dupla dc Israel.37. que alimentou Elias durante a longa seca. J e ú . mas sáo derrotados pelos sírios (1 Rs 221 í JUDÁ \ (ß . matá-lo.292 A história de Israel ditando que seu trabalho havia chegado ai fim. teria usado um forno destes pata fazer pão. A interal ção diplomática (2-9) é difícil de seguir. Eliseu (15-16) Elise. • C e m m i l . l R s 21: R o u b o e a s s a s s i n a t o — o rei Acabe é condenado Em Israel.37. ( N a tradução grega do AT. mas também os valesj estavam sob o domínio de Deus (28). mas cm meio ao silêncio. o velho profeta do juízo. No lugar em que se revelara a Moisés. t e u p a i (34) Significa ancestral. Enquanto seu marido tinha a reação típica de uma criança mimada. esquecendo que numa "guerríj santa" tudo precisa ser entregue a Deus eu sacrifício. era a única mosca nessa sopa. o cap. . Deus falou com Elias. (Israel c Síria lutaram como aliados conül Salmanescr III da Assíria em Qarqar no ano dei 853 a . não de forma espetacular. . Mas Elias falou a verdade (veja 22. A autocomiseração chegou ao fim. em silêncio. r • V . o único empecilho.. Mas a unção de Hazael e Jeú foi feita por Eliseu (2Rs 8—9).

mas nada pôde alterar a sentença do profeta. .1—8. > Baal-Zebube(1. rei d e J u d á ( 8 7 3 . • Ele (o Senhor) resolveu (23) Aqui como em todo o A i .5 0 : J o s a f á . foram inseridas no texto hebraico a partir de uma anotação marginal feita por algum escriba que confundiu Micaías com Miquéias. Ruinas d o palácio d o rei Acabe no alto d a colina fortificada d c Samaria. d á uma idéia d o estilo d a tainha Jezabel. veja 2Cr 18). Os fortes ventos que sopravam do norte podem ter lançado a frota contra as rochas. Acabe não podia enganar a morte usando disfarces: morreu n o campo de batalha em Ramote-Gileade. Esta v i n h a se parece c o m a pequena 293 propriedade d e Nahote. O IRs 22. casou-se com a filha de Acabe. Estas palavras. Mas Eliseu ficou com ele até o fim d o caminho. • V. Micaías foi trazido ao rei e anunciou sua profecia fatal (uma única voz verdadeira contra 400). Foram necessárias três escoltas militares para fazer com que Elias fosse ao r e i . ganhando uma suspensão de juízo durante sua vida. 48 Veja caps. aliados contra a Síria. • V. 2 Rs 2: Elias é l e v a d o a o c é u Parece que Elias tinha a intenção de enfrentar a sós esta última experiência. 28 " O u v i isto. como Deus dissera. a leste d o J o r d ã o . todos os povos". que foi cobiçada pelo rei Acabe e acabaria sendo tirada d e Nabote pela rainha J e z a b e l . A vestimenta d o profeta era rústica c simples.15 Histórias de Eliseu Esta escultura d e marfim.2. tiradas de M q 1. A cena final — o redemoinho que leva o profeta para o céu e a visão que Eliseu teve de uma carruagem cie fogo e cavalos — se passou a leste do J o r d ã o .) lRs 2 2 .8 4 8 ) Veja 2Cr 17—20. Jeorão.18 Acazias. A advertência foi ignorada. 1 . N ã o são muitas as "correções" desse tipo de texto hebraico. Israel e J u d á se tornaram. (Para profetas verdadeiros e falsos. cleduz-se que seja um acréscimo porque esse texto não aparece na Septuaginta.8 João Batista viria a usar roupas semelhantes a estas (Mc 1. perto d o lugar onde Moisés morr e u . rei de Israel (853-852) Acazias reinou dois anos. Baalzebul.3) Significa "senhor das moscas". Acazias consultou o deus filisteu após uma queda do terraço d o seu palácio e Elias pronunciou ojuízo de Deus sobre a idolatria do rei. A vida de um homem excepcional chegou ao fim de uma forma extraordinária. temporariamente. a vontade de Deus é vista como a causa imediata dos acontecimentos. Ele não precisava impressionar sua audiência com roupas finas. q u e é daquela época. 4 1 .4 0 : O p r o f e t a p r e v ê a morte d o r e i Veja também 2Cr 18. e os estudiosos conseguem identificar todas elas. A mensagem era suficiente. filho de Josafá.6). Atália. lRs 2 2 . • 1. Josafá foi um rei "bom". A pedido de Josafá. vós. 9—10. (Neste caso. durante os quais Moabe conquistou a sua independência. Ele reinou durante 25 anos.1 e 2Reis tou atenção. 2Rs 2.51—2Rs 1. Trata-se de um jogo de palavras depreciativo com o nome real do deus.

quando seria natural visitar um homem de Deus. assumiu a sua tarefa imediatamente. • Uns rapazinhos (23. giravam sobre a cabeça e depois arremessavam. J o r d ã o (4. o fogo muitas vezes indica a presença de Deus.294 A história de Israel reaparecimcnio de Elias na transfiguração de Jesus ( M l 17) enfatiza a posição singular deste homem entre todos os profetas de Deus. A mulher não contou a seu marido que a criança estava morta. • Vs. Uma expedição punitiva das forças aliadas de Israel. possivelmente para ressaltar que Deus havia escolhido Eliseu como verdadeiro sucessor do grande profeta. Judá e Edom contra Moabe foi posta em risco por causa da seca. • Frutas a m a r g a s (39. 1-7: a v i ú v a cujos filhos se tornariam escravos para pagar suas d í v i d a s . • A l g u m profeta (11) Assim como as outras nações consultavam a vontade de seus deuses por meio de adivinhos. . Davi matou Golias desta forma. Israel também buscava a vontade de Deus antes da batalha. O registro não está necessariamente em ordem cronológica. e íoi curado. Rira a nação. 8-37: a mulher de Suném que não tinha filhos c que se mostrou muito hospitaleira em relação a Eliseu (sua história continua no cap. como Elias. como os de Jesus. u m laxante poderoso. Os dois primeiros se assemelham aos de Elias ( I R s 17). delinqüentes daquele lugar que Insultaram o profeta e seu Deus. por orientação d e Eliseu. ARA) A palavra hebraica traduzida por "rapazinhos" pode designar meninos ou rapazes de várias idades. Estes eram rapazes ( N T L H ) . que herdava o duplo em relação aos outros. . mas a porção que o marcaria como sucessor do profeta. Eliseu. • J e r i c ó . isso era feito através de sacerdotes. Mas. por intermédio dc profetas. Portanto. 38-44: a alimentação dos famintos. . mostram o cuidado de Deus pelas pessoas comuns e suas necessidades.6) 0 rio fica 5 km a leste da cidade. nem sempre pessoas de grande estatura espiritual. • Profetas (3) Grupos que possuíam dons extáticos. o general sírio. E m tempos mais antigos. A R A ) O defensor de Israel. 2 R s 4: E l i s e u f a z m i l a g r e s Os milagres de Eliseu. com seus sentidos estimulados pela música (um costume comum entre os profetas). N T L H ) Durante a fome u m homem colheu colocíntidas. como no Sinai. • V. • Pães das primícias (42) Esta era uma oferia Naaniã. • Q u e d o r d e c a b e ç a ! (19) A criança teve insolação. a porção que cabia ao herdeiro. 11 No AT. o filho mais velho. ARA) Isto significa que ele era o assistente dc Elias. muito. • C a r r o s d e Israel (12. achava que o rio J o r d ã o ( f o r o tirada na Galileia) era insignificante. • S á b a d o / F e s t a d a L u a Nova (23) Estas era ocasiões especiais de caráter religioso. nessa época. Elias linha mais valor do que as suas forças armadas. • Porção dobrada (9) Isto é. ele se lavou nas águas do Jordão. r e i d e Israel (852-841) Jorão reinou 12 anos. dizendo a ele que "subisse". • V. se comparado com os rios que havia e m sua terra. prometeu um fim à seca. Eliseu. V s . • A t i r a d o r e s d e f u n d a (25) tinham a habilidade de lançar pedras com as suas fundas que eles seguravam com a mão. • V. • Deitava á g u a sobreas mãos d e Elias (11. 19 Dt 20. 8). 27 O sacrifício do filho do rei comovei os moabitas de tal forma ou chocou tanto o s israelitas que o ataque foi interrompido. que ficou sozinho. 2Rs 3 : J o r ã o . Eliseu pediu não o dobro do poder espiritual de Elias. soltando uma das pontas. 19-24 Estes milagres deixam claro para o leitor que Deus realmente deu poder a Eliseu.19 proibia o corte dc árvores frutíferas. bem como a vitória no campo de batalha. amargo e venenoso quando consumido em grandes quantidades.

Eliseu os tinha na palma da sua mão enquanto os guiava para casa. Dota Eliseu se envolve na marcha contra Mesa.le2Reis normalmente feita para os sacerdotes no início da colheita. como muitas outras no A T e no N T . da Síria. 17 Ele pegou o solo da terra do Deus de Israel porque na época acreditava-se que um deus só podia ser adorado na sua própria terra (veja as palavras de Davi em I S m 26. Jorão) mostrou que Eliseu era um verdadeiro profeta de Deus.15). ao invés de continuarem. o chefe do exército da Síria tornou-se seguidor do Deus de Israel. 2Rs 6 . O exército sírio fugiu por pensar que reforços militares se aproximavam. Mas seus servos o persuadiram a tentar. 8-23: seu conselho ao rei (provavelmente. 2Rs 5: A c u r a d o g e n e r a l s í r i o Esta história.2 3 : O e x é r c i t o d e D e u s protege E l i s e u Vs. Os leprosos. Ela pertence ao período anterior à lepra de Geazi. 1 Várias doenças de pele são classificadas como "lepra" no AT. como Macbeth. O rei.25 O jumento era um animal "impuro". 1-6: a segunda parte da história contada em 4. 2 0 : A c a p i t a l d e I s r a e l é sitiada A paz conseguida por Eliseu (23) não durou muito. chegaram ao fim. capturada num ataque à fronteira. rei de Moabe (2Rs3| sitiar Samaria e o povo passou fome e teve que recorrer ao canibalismo. estavam em situação pior. ( U m destino semelhante aguardava Jerusalém: Lm 4. alimento proibido. algo real para aqueles que têm olhos para ver (17). a que Jesus se refere em Lc 4. que dependiam de esmolas para comer. • 7. Sua fome terrível fez deles os primeiros a descobrir a verdade sobre a previsão de Eliseu.8-37. ambos atingiram preços astronômicos. .27.2. • V. mostra que o cuidado de Deus não se limita a Israel. Uma j o v e m escrava israelita. • 6. Vs. estes eram pesos. falou a sua patroa síria sobre o poder de Eliseu. previsão de Eliseu Vs. 1-7: o machado flutuante. • V. Vs. A ganância deGeazi poderia ter arruinado tudo e teve de ser castigada. • 6.30 Pano de saco ou roupa de pano grosseiro era usada para demonstrar tristeza e luto. Hazael.\ O encontro tom Hazael de Damasco (2Rs8) - '. Hoje a palavra se aplica apenas à hanseníase. 5.25-27.10. Durante a fome. Os bosques densos do vale do Jordão eram uma boa fonte de madeira para a nova construção comunitária de que os profetas necessitavam. também. 2Rs 8. 7-15: Eliseu executou a tarefa que havia sido entregue a Elias ( l R s 19. j Dota (13) 16 km ao norte de Samaria. e ele foi curado. ARA) Ainda não existiam moedas naquele tempo. As instruções do profeta não foram nada do que Naamã esperava. ' (2Rs4) ( !'X \ \ I \ \ \ \.19 'Janelas no céu" parece ser uma referência a chuva. Profundamente impressionado com a cura e por Eliseu recusar o pagamento. 1 . A Síria freqüentemente estava em guerra com Israel.19). 2 4 — 7 . Isto explica a tradução da NTLH: "uma terrível doença de pele". leve de ser misericordioso. retornou para 2951 SIRIA As v i a g e n s tte Eliseu /Eliseu (e a mulher de Stiném Monie Canudo'. Ao invés de estar perdido ou sem saída (15). E então os ataques. Sua confiança estava na proteção de Deus. Uma visita foi preparada através dos canais diplomáticos. Ben-Hadade. "esterco de pomba" pode ser o nome de algum tipo de planta ou vegetal. O milagre de Eliseu foi apenas um ato de bondade. e Naamã era comandante do exército inimigo.1-15: U m p e d i d o a o r e i . • Talentos/sidos (5. recorre ao assassinato para realizar uma previsão c assumir o trono.) O rei culpou Eliseu por haver dado o conselho de resistir e por haver prometido libertação (33). 2Rs 6 .

filho de tlumri (Onri). Esta parte da inscrição diz: Yaua (Jeú). que registra o triunfo do rei assírio Salmaneser III. taças de ouro. um cetro real.A história de Israel O Obelisco Negro Este texto no "Obelisco Negro". menciona Jeú. " O tributo de Jeú. filho de OnrL Prata. um vaso de ouro. uma lança". O segundo painel deste lado mostra o rei ou seu representante em atitude de reverência diante do soberano assírio. estanho. rei de Israel. jarros de ouro. ouro. m . um cálice de ouro. W nu O Obelisco Negro é o único monumento descoberto aié hoje que mostra israelitas (abaixo) pagando tributo a um rei assírio.

Ele reinou durante um ano apenas. 1 6 . r e i d e J u d á ( 8 4 1 ) Veja também 2Cr 22. a invasão Síria. a rainha Jezabel. 11). 2Rs 9: J e ú .8 1 4 ) Eliseu desincumbiu-se da última missão que Elias lhe havia deixado ( l R s 19. e aquele era o momento perfeito para o golpe de J e ú . e nesse tempo revoltas bem-sucedidas de Edom (a sudeste) e Libna (na fronteira com os filisteus a sudoeste) enfraqueceram Judá. de Juiirt G a | e ' Bete-Semesl f / Ht» . 2Rs 8. ucupado por tropas sírias no tempo d o profeta Eliseu. finalmente. Mas Hazael não estava disposto a esperar.1 e 2Reis 297 As defesas de Samaría. 10 O engano supostamente deveria dar ao rei uma falsa sensação de segurança e capacitar Hazael a tomar o trono com a morte dele. Este não perdeu tempo e matou Jorão. a 65 km de distância. O rei estava se recuperando dos ferimentos em JezreeI. Acazias foi o u t r o rei que abandonou o Senhor c seguiu seu próprio caminho. num tempo em que os exércitos de Israel e Judá defendiam Ramote Gileade contra o ataque da Síria.23). Jeorão foi um rei "mau". um pouco acima d o território circunvizinho. filha de Acabe e Jezabel (veja cap.41 Reis de Israel e Judá até a queda de Samaria 0 autor volta à história dos reis que fora interrompida pelas histórias de Eliseu. e. o rei de Judá que estava com ele.16—17. 2Rs 8. Ele reinou oito anos mais uma co-regenda. > V. r e i d e J u d á (853-841) Veja também 2Cr 21. Cc Judá. influenciado por sua esposa Atália. r e i d e I s r a e l p o r m e i o de u m g o l p e d e e s t a d o ( 8 4 1 . 2Rs 8 . de [srad. denota os edomias Q Joái. cumpriu-se a profecia de Elias ( l R s 21. guerras de Judá com Fdom e Israel SÍRIA RamoteGleade Q Jet] mata Jorão.25-29: A c a z i a s . O golpe de Jeú.16). ptfMgiH ftnfffmi e continua ali* Samaria Q Ilazad invade Iwarl e Judá fcj Alturas. Assim. rei de Israel. Acazias. denota Amarias.2 4 : J e o r ã o .

Seu rein» do durou 40 anos. que o desafiava para uma batalha. • V . • J e z a b e l . • U m s a l v a d o r (5) Várias sugestões foram| feitas: Adade-Nirari. • Carros d e Israel (14) Veja 2. . O sacerdote Joiada (marido da princesa Jcoscba.25)? 2Rs 12: R e s t a u r a ç ã o d o t e m p l o no reinado de Joás.16. 2 R s 1 3 . moral e religioso ( 2 C r 24. 1 . se cumpriu. A vitória sobre Edom subiulhe à cabeça. A monarquia constitucional foi restaurada e a lealdade a Deus reafirmada no juramento de uma nova aliança.15. Segundo o autor de Reis (por mais que o Cronista não esteja tão convencido disso). Outra conspiração contra Amazias resultou n a sua morte em Laquis.12. • Vale d o Sal (7) A área ao sul do m a t Mono.000 carros d e Acabe. r a i n h a d e J u d á (841-835) Veja também 2Cr 22. Durante seu reinado. muitos da casa real de Judá (12-14). e nesse tempo Israel passou a ser dominado pelos sírios. Jeroboão I I . • C a m p o q u e havia s i d o d e N a b o t e (21) A vinha confiscada por Acabe ( l R s 21). 12 Será que neste Livro do Testemunho estavam contidas as "leis do reino" estabelecidas pelo profeta Samuel na época dos primeiros reis da nação ( I S m 10. começando uma nova dinastia. Eliseu. pintou os olhos (30) Mesmo nesta época. Estes foram alguns dos anos mais sombrios da história da nação. OreiI foi morto p o r seus oficiais (veja também 2Ct| 24.A história de Israel • A q u e l e louco (11) Pelo estado extático do homem os oficiais perceberam que ele era profeta. Ex 30.10-25: J e o á s . A última previsão dc Eliseu. .9 : J e o a c a z . Houve guerra contra Judá. da Assíria.11-16) e de ofertas voluntárias. 2 R s 1 4 . • Zinri (31) Assassino do rei Elá. l R s 16. cochonilha moída servia de batom vermelho. Também havia pós e uma variedade de perfumes e unguentos. 2 R s 13. Mas durante alguns anos o dinheiro destinado à restauração d o Templo ficou todo nas mãos dos sacerdotes i U m novo método de coleta foi esquematizado e teve início o trabalho de restauração. permaneceram intactos e a lei de Deus foi negligenciada. • V. 2 R s 10: O e x p u r g o f e i t o p o r J e ú O reinado de Jeú começou com um massacre no qual muita gente perdeu a vida: toda a família de Acabe (1-11. apenas o pequeno Joás conseguiu escapar. AI Síria invadiu Judá e ameaçou Jerusalém. A rainha Atália. que falava de vitória sobre a Síria. sombra azul obtida do lápis-lazúli.23. O profeta morreu. o território a leste do Jordão caiu nas mãos da Síria.2 2 : A m a z i a s . foi uma parábola sarcástica. O desafio desastroso lançado a Jeoás trouxe as forças de Israel para dentro d e Jerusalém. . • V. mas mesmo na morte seu corpo reteve poder dado por Deus (21). que recebeu' tributos de Damasco e de Jeoás de Israel. A m a z i a s foi u m r e i " b o m " que reinou durante 29 anos. sacerdotes e adoradores de Baal (18-27). 2 6 Veja l R s 21. Por pouco a linhagem real dc Davi não foi exterminada. O povo fez de Azarias o co-regente. r e i d e Israel (798-782) Jeoás reinou 16 anos. Jeú reinou durante 28 anos.15-17). 2 R s 11: A t á l i a . p o r i n t e r m é d i o d e Elias (36) l R s 21..25-26 para maiores detalhes). • O e s p i n h e i r o d o s m o n t e s Líbano (9) A resposta de Jeoás ao desafio irrefletido d e Amazias. mãe de Acazias e filha de Acabe e Jezabel.10—23. e hena escarlate para pintar as unhas. reinou seis anos.6. de J u d á (835-796) Veja também 2Cr 24. 1 Os últimos anos do reinado de Joás teste-1 munharam um declínio nos âmbitos político I (17-18). o primeiro rei de Israel. O s| fundos necessários vinham de impostos (2ftl 24. Sob a orientação de Joiada.17-19).19. mas os templos construídos em Betei e Dã por J e r o boão. Joás fez um bom governo. e os profetas. a maquiagem feminina era sofisticada: lápis preto para delinear os olhos. 1 .. Objetos ligados à adoração de Báal foram destruídos. onde saquearam o Templo e outros tesouros. r e i d e Judá (796-767) Veja também 2Cr 25. 7 Compare isso com os 2. r e i d e Israel (814-798) Jeoacaz reinou 17 anos. Jcé foi um dos melhores reis de Judá. • No Livro d a Lei d e Moisés (6) Dt 24.8-10. que resgatou Joás) liderou um golpe bem planejado e praticamente pacífico que colocou Joás no trono. • A palavra d o SENHOR.

1 e 2Reis > Elate (22) Trata-se de Eziom-Gcbcr. que j á estava enfraquecida. está representado de Nimrude. de Nimrude. r e i d e J u d á 2Rs 1 5 . 23-26: Pecaías. r e i d e J u d á ( 7 3 5 . Durante seu Vs. Uzias morreu" (Is 6).7 1 6 ) pois foi assassinado por Menaém.2 9 : J e r o b o ã o I I .te seu reinado e sua co-regência de 16 anos nou-se vassalo do poderoso Tiglate-Pileser III J u d á foi atacada de todos os lados: da Síria (Pui) da Assíria.7 : A z a r i a s ( U z i a s ) . Azarias. 17-22: Menaém fundou outra dinastia Acaz foi um dos piores reis de Judá. Teve muita força política. . 1 . o reinado de Jeroboão foi a calmaria antes da tempestade. Vs. filho de Menaém. Acaz ignorou Menaém subiu ao trono. u m rei " b o m " . mas foi recuperado pela vitória de Amazias. 5 V e j a i s 7. reinou durante 10 anos (752-742) c tor. filho de Jeroboão. depois da morte dele. O s profetas Amós ( A m 2. datar seu reinado desde o momento cm que • V . em 740. 2Cr 26. Is 7. rei d e I s r a e l ( 7 9 3 . caso se • V .16-23).6 em diante) e Oséias revelaram a corrupção que havia em Israel: extremos de riqueza e pobreza. atual Hama na Síria) até o mar M o r t o (mar deArabá). O t r i b u t o pago por Menaém. Sua política de opoo conselho de Isaías (Is 7). Veja também 2Cr 28. na parede d o palácio . Para Israel. 2Rs 1 5 . Durannova. foi registrado por escribas. 7 Ao pedir ajuda à Assíria. 2 R s 16: A c a z .3 1 : O u t r o s r e i s d e I s r a e l (750-732) (753-732) J o t ã o foi u m rei piedoso. 2 3 . Algumas das Vs. O profeta Isaías recebeu cm massa da população por parte de Tiglateo chamado de Deus " n o ano em que o rei Pileser. o rei assírio que i n v a d i u Israel. ao norte. d o m i n a n d o o território desde o norte do Líbano (Hamate. 2Rs 15. incluindo um período como co-regente. porque. 1 . Peca foi assassinado p o r Oséias. 8 . c o m o mostra esre baixorelevo assírio que ilustra as conquistas d e Tiglate-Pileser 111. de Edom e dos filisteus.7 4 0 ) Veja também 2 C r 26. 13-16: Salum reinou apenas um mês. rei d e Israel. Azarias foi um rei forte que derrotou os filisteus e árabes e fez de A m o m um estado vassalo. 27-31: Peca fundou uma nova dinastia profecias de Isaías datam deste período. e de Israel. Derrotou a S í r i a . rei d e J u d á ( 7 9 1 . a opressão dos pobres e fracos.7 5 3 ) Jeroboão I I r e i n o u d u r a n t e 41 anos. reiao sul. Vs. Vs.32-38: J o t ã o . incluindo-se u m tempo em que foi co-regente. por Salum.1. > Jonas (25) Esta c a única menção ao profeta no AT fora do livro que leva seu nome. ^ 299 / f 2Rs 1 4 . Mas o o r g u l h o lhe trouxe um triste fim sição aos assírios resultou numa deportação (5. que ficava na extremidade norte do golfo de Acaba e servia de base naval da frota de Salomão no mar Vermelho. a nação entrou em decadência. O porto havia caído nas mãos dos edomitas. r e i n o u 52 anos. 8-12: Zacarias. ereinou durante 20 anos (752-732). Tiglate-Pileser 111. O Templo foi despojado da prata e do nou durante dois anos e foi deposto num ouro para pagar os altos impostos exigidos golpe liderado por Peca. pela Assíria em troca de ajuda. reireinado (e sua co-regência) de 16 anos ele nou seis meses (753-752) e foi assassinado enfrentou oposição da Síria e de Israel.

C. que. para que todos entendessem. 2Rs 17: O s é i a s . Goza. O destino de Israel foi considerado conseqüência direta da idolatria persistente. remonta ao séc. depois que o mesmo j á serviij aos seus propósitos. Após lidar com Israel. falando em hebraico (e não em aramaico.4-9. 6 O povo foi deportado para a o norte e o leste da Mesopotâmia (Hala. 8 a. Is 36 relata a invasão assíria e M q 1. e um sacerdote israelita foi enviado de volta como missionário. Laquis. d a desobediência à lei de Deus e do desprezo pelos profetas (7-18). que ficava na planície. uns 50 km a sudoeste de Jerusalém. Ezequias foi um dos melhores reis de Judá. No decorrer de alguns anos. Média). das práticas pagãs. o ú l t i m o r e i de Israel (732-723) Oséias reinou nove anos como vassalo da Assíria. Uma tentativa de obter apoio egípcio foi fatal: Samaria caiu após um terrível sítio de três anos e toda a população restante foi deportada. Isto I demonstra a facilidade com que um objeto I em si inocente pode ser usado de formal inadequada. Os três mais altos oficiais assírios (17. Recusaram-se a ter uma conversa particular no gabinete de Ezequias e insistiram em fazer uma discussão cm público.V captura Samaria e kra os israelitas ao exílio junto a Habar e nas cidades dns medos (2Rs 17—18) R Senaqueribc ataca n cidades ton ficadas de Judá . foram persona non grata para os judeus — veja J o 4 ) . • Serpente de bronze (4) Veja N m 21. a Assíria r e p o v o o u a região com outros g r u pos étnicos que h a v i a m sido subjugados. e mensageiros foram enviados a Ezequias (701 a . A invasão assíria Veja também 2Cr 29—32. Reinou durante 29 anos. até o período d o N T .300 A história de Israel Este "selo de calcedonia". Meteram medo no povo. traz. As invasões assírias Tiglate-Pilcscr 1 1 1 invade Israel e dejxma o povo nu reinado de Peca (2Rs 15) 0 Salmaiiesc. além de um período de co-regência.10-16 provavelmente também se refere a ela. com o scu estojo dourado. o nome d o rei Oséias. os samaritanos (que. Mas sua ostentação de que nem Deus poderia salvar J u d á da Assíria j selou o destino deles. o que corresponde ao nordeste de Síria/Turquia e ao Irã. no reinado de Ezequias os assírios voltaram sua atenção à rebelde J u d á . • V. foi sitiada. 2Rs 18—25 Reis de Judá até a de Jerusalém queda 2Rs 18: E z e q u i a s (729-687). Desta estranha mistura de religiões emergiu uma forma mais pura de adoração entre seus descendentes ( 4 1 ) . cada um com sua própria religião. eram mestres em fazer guerra psicológica. C ) . que era a língua diplomática). Mas os problemas que tiveram que enfrentar foram atribuídos à sua incapacidade de aplacar o deus local. entretanto. por incrível que pareça.

O Prisma de Senaqueribe 0 rei Senaqueribe da Assíria fez seu próprio registro sobre o ataque a Ezequias em prismas de argila como este.1. eu o prendi em Jerusalém. Além dos pagamentos de tributo anteriores. A Nínive. ébano. abrindo brechas na muralha e escavando. Este exemplo. grandes blocos de cornalina. sua cidade real. » Libna (8) Dezesseis km ao nonc de Laquis. Eden: cidade-estado araméia de Bit-Adini. o que explica o fato de não mencionarem nenhuma derrota ou qualquer coisa ruim sobre o rei. como reforços. Veja também o livro de Isaías. Cerquei-o com postos de vigia e não deixei que saísse da cidade pelo portão. ele havia trazido 30 talentos de ouro. A crise revelou o que Ezequias tinha de melhor.J e 2Ms 2Rs 1 9 : O r e i e o p r o f e t a Veja também Is 36—39. cavalos. aríetes. marfim.9-23. • Goza (12) N o nordeste da Síria. cantores." . sitiei e conquistei 46 de suas cidades fortificadas. camas de marfim.5 cm de altura. e assim reduzi seu território. cadeiras de marfim. e incontáveis vilarejos das redondezas. rei de Asdode. minha cidade real. camelos. soterrados nas fundações dos seus palácios. As cidades dele que capturei eu separei de seu reino e as entreguei a Mitin- ti. e Sil-Bei. inúmeros bóis e ovelhas. mas ainda não tinha subido ao trono. Aquele Ezequias — o medo do meu esplendor real surpreendeu e ele e à elite. pedras preciosas. suas filhas. antimonio. e suas tropas. Era o comandante do exército. Enviou seu mensageiro para pagar tributo e mostrar sua submissão. impus a eles outro pagamento como imposto pelo meu senhorio. sua cidade real. desertaram. Jotão. jovens e velhos. chamado de "Prisma de Taylor". e os considerei despojos de guerra. 2Cr 32. De acordo com Is 1. que havia trazido a Jerusalém. que não se submeteu a meu jugo. Esperava-se que futuros reis lessem esses relatos. ele profetizou durante os reinados de Azarias ( U z i a s ) .150 pessoas. Acaz e Ezequias. A profecia de Isaías se cumpriu e Jerusalém foi salva. Fiz sair de lá 200. Deus respondeu sua oração e v i n dicou sua confiança. Padi. tudo de valioso. como um pássaro na gaiola. a infantaria. homens e mulheres. suas concubinas. peles de elefante. jumentos. junto ao Eufrates. Era natural de Jerusalém. 800 talentos de prata. utilizando rampas de sítio. Quanto a ele mesmo. tem 37. • Tiraca ( 9 ) O Faraó T i r a c a que era de descendência etíope o u sudanesa. as fortalezas. rei de Ecrom. > Isaías (2) U m dos grandes profetas de Judá. homens e mulheres. rei de Gaza. B i a escultura 301 e m baixo-relevo mostra arqueiros e ftindeíros assírios. mulas. "Quanto a Ezequias de Judá.

O rei Senaqueribe registrou sua vitória nas paredes de seu palácio em Nínive.302 A história de Israel O sítio de Laquis Em 701 a . foi atacada e captura­ da pelos assírios. que ficavam uns 48 km a sudoeste de Jerusalém. na época do rei Eze­ quias de Judá. C . . a cidade de Laquis.

1 . Veja 2Cr 32. capital da Assíria. (Samaria representa o reino do norte. 2 0 Embora Josias tenha morrido na batalha (23.7. foi assassinado por seus próprios oficiais. A limpeza se estendeu além de J u d á até o antigo território israelita (1520). C o m as suas asas eles cobriam a arca da aliança que ficava no Lugar Santíssimo da Tenda o u do Templo de Deus. • H u l d a (14) Outras profetisas mencionadas no A T são Miriã (Êx 15. A R A ) Deus o conduziria como um cativo humilhado. O s profetas declaram o inevitável juízo de Deus. registrado cm Is 38.20-21).1-10). A festa da Páscoa. > Meu a n z o l ( 2 8 .36. procurando aliados. U m livro da lei ( p r o v a v e l m e n t e uma cópia de D c u t e r o n ô mio) foi encontrado durante a restauração do Templo. Jerusalém e a terra ainda estavam a salvo. assim como uma pessoa conduz um touro ou um cavalo. parte do tempo como co-regente. e levou J u d á ao fundo do poço: uma degradação pior que a dos povos cananeus que os israelitas haviam destruído. 2Rs 2 1 .3). 2Rs 2 0 : A d o e n ç a d e E z e q u i a s . Esta é uma das várias histórias no A T em que Deus "muda de idéia". Mas a fidelidade do rei foi levada em consideração. Depois de reinar durante dois anos. Vs.10-17).) Muitas estatuetas d e cerâmica c o m o esta foram encontradas e m J u d á . mas não revertido: o coração do p o v o não mudou com as reformas d o r e i . em resposta ao pedido da pessoa. 13 Veja l R s 11. E Deus levou em conta a aflição do rei.6 4 0 ) Veja também 2 C r 33. Então veio uma purificação dos lugares públicos. 2Rs 23. 1 6 . havia sido tomada pela B a b i l ô n i a (a potência emergente daquela época). Josias reinou 31 anos.10-14). Tratava-se de uma escada usada como um tipo de relógio solar.21.21-25. Isaías prevê seu futuro poder e o destino de Judá. A leitura pública da lei de Deus foi seguida pela renovação da aliança com Deus (1-3). > Uma p a s t a d e f i g o s (7) O tratamento rotineiro para úlceras e feridas naquela época. Is 37.9-20). Débora ( J z 4. incorrendo nas sanções previstas em lei para tal deslealdade. veja 2 C r 3 5 ) . > 0 a n j o d o SENHOR f o i (35) Não fica claro o que aconteceu. o r e i b o m (640-609) Veja também 2Cr 34—35. a esperança de vida após a morte era vaga. • V. A possibilidade da morte d e i x o u Ezequias em prantos (veja também seu poema. e outras práticas p r o i b i d a s foram eliminadas (24-25). São exemplos das superstições que o rei Josias tentou erradicar com as suas reformas. > V . um homem leal a Deus e suas leis que p r o m o v e u uma profunda reforma religiosa. Veja também 2Cr 33.29-30). possivelmente u m surto de peste bubônica.6 4 2 ) Manasses foi para J u d á o que o rei Acabe havia sido para Israel. 1 9 . veja l R s 13.1 e2Reis 303 > Querubins (15) Veja Ex 25. 12 Estes eram altares pagãos. 12-19: nesta época a Babilônia era um pequeno estado ao sul da Assíria. ( C o m o teria ele se perdido dentro d o próprio Templo?) A sua leitura revelou q u e a nação h a v i a quebrado a aliança com Deus. Reinou 55 anos. J o s i a s morreu num conflito fútil com o Faraó N e c o . que passava pela r e g i ã o p a r a se j u n t a r às forças da Assíria depois que N í n i v e .8 : M a n a s s e s ( 6 9 6 . O autor o descreve como o melhor dos reis de J u d á .22.1-30: A s r e f o r m a s de Josias Josias não perdeu tempo e tratou de agir de acordo com a mensagem de Deus por intermédio da profetisa H u l d a . Noadia ( N e 6. • V. 11 : "Fez a sombra voltar dez degraus na escadaria feita pelo rei Acaz". • V s . O s assírios colocavam argolas no nariz dos reis que aprisionavam.2 6 : A m o n i ( 6 4 2 . 1-11: para o p o v o do AT. decidindo ser mais tolerante. Amom foi outro rei "mau".1 8 Para o profeta que veio de J u d á e o profeta que veio de Betei. Jerusalém teria o mesmo destino de Samaria. 2Rs 2 2 : J o s i a s . que h a v i a sido n e g l i g e n c i a d a . O j u l g a m e n t o de D e u s foi adiado. com a remoção dos objetos associados à adoração pagã (414). 2Rs 2 1 . embaixada d a Babilônia Vs. • V . que registra uma mudança completa de atitude antes do final da vida de Manasses (33. . Manasses adorava as estrelas (21. voltou a ser celebrada (2123.

Isto resultou em mais ataques dos babilônios. e capturou o rei. foi solto da prisão c tratado com bondade. J o a q u i m . foi um rei "mau".C. no mês de quisleu.30: A q u e d a d e J e r u s a l é m . recebeu três meses antes de ser deposto por Nabucoseu pesado tributo e (os) donosor. sitiou a cidade de Judá.1-4.1 A data é janeiro de 588 a. Reinou 11 anos. Veja J r 22.27-30 traz u m vislumbre de esperança." todos os líderes de J u d á . reinou só nomeou então um rei de sua escolha. cujo nome foi mudado para Jeoaquim como sinal de sua sujeição. T o d o s . para escapar da i n e v i t á v e l ira dos babilônios.35—24. J r 37—39. Ele J o a q u i m . exceto os mais p o b r e s que f i c a r a m sob a autor i d a d e d o g o v e r n a d o r G e d a l i a s . A princípio sujeito ao Egito. C . 35 anos depois. filho de Josias. l e v a n d o c o n s i g o o profeta Jeremias ( J r 4 3 ) . o rei babilónico reuniu suas tropas. o filho de Josias. . dos quais 18 foram encontrados n a torre j u n t o a o portão da cidade. 34 A alteração do nome indicava sua sujeição ao rei egípcio.304 A história de Israel Registro babilónico da queda de Jerusalém e m m a r ç o d e 597 a. M a s G e d a l i a s foi assassinado e o p o v o f u g i u para o Egito. e. A conquista de Jerusalém é descrita assim nesta tabuinha babilónica: "No sétimo ano. e m 587 a . Em 597. filho de J e o a q u i m . O profeta Jeremias pronunciou o j u í z o de Deus sobre Joaquim ( J r 22.11-21.10-11 para a mensagem do profeta sobre Jeoacaz. Pouco iinics d e N a b u c o d o n o s o r saquear a cidade d e Jerusalém.5-8. foram escritos sobre fragmentos d e cerâmica. mas depois aliou-se de novo ao Egito.13-19. • 25. o rei deposto de J u d á . Jeoacaz. q u e estava e m l a q u i s . consta que eles estavam o b s e r v a n d o para vet se e n x e r g a v a m o sinal l u m i n o s o d a cidade.31-34: J e o a c a z (609) Veja também 2Cr 36.8-17: J o a q u i m (597) adar tomou a cidade Veja também 2Cr 36. 2Rs 23. 2Rs 25. Depois foi deportado para o Egito por Neco.7: J e o a q u i m (609-597) Veja também 2 C r 36. e repetidas advertências do profeta Jeremias. um j o v e m oficial d e J u d á enviava relatórios a seu c o m a n d a n t e . sendo pilhada e completamente d e s t r u í d a . A cidade caiu nas mãos d o exército b a b i l ô n i o . 2Rs 23. J e r u s a l é m foi submetida a um terrível sítio que d u r o u 18 meses. • V. em 605. Esses relatórios. tendo marchado para a leira de Hatti. foram l e v a d o s para o e x í l i o .C.9-10. Sob um n o v o rei na Babilônia. Veja J r 22. ele foi levado à Babilônia juntamente com os tesouros de Jerusalém e enviou à Babilônia. Z e d e q u i a s (597-587) Veja também 2Cr 36. Jeoaquim sujeitou-se à Babilônia depois do Egito ser derrotado cm Carquemis. N u m desses. Judá continuou sendo vassala de Nabucodonosor durante três anos.24-27). mas foi capturado e l e v a d o para a B a b i l ô n i a . e no segundo dia do mês de 2Rs 24. 2Rs 24.18—25. talvez o último a ser e n v i a d o . foi colocado no trono por Faraó Neco. O n o v o rei f a n t o c h e t a m b é m se rebelou. e reinou só três meses. Eliaquim. Zedequias tent o u f u g i r para o s u l . • Jeremias (31) Não o profeta.

. • 25. Não havia nenhuma arca nos templos posteriores (templos de Zorobabel e de Herodes).2 587 a. após o retorno dos exilados judeus.C.16). em suas procissões. Desta forma. É provável que soldados babilónios a destruíram quando saquearam o templo em 586 a. ou seja. supostamente. aara simbolizar o arrependimento de Israel pelos pecados cometidos no ano anterior. Era mantida no santuário mais interior (Lugar Santíssimo) do tabernáculo e do templo. também folheada a ouro. Assim. Mas estes e outros elementos judaicos em seus costumes são de origem mais recente. também. que já estava no exílio na Babilônia ( F z 33. onde. Era carregada diante do povo quando este se deslocava. • 25.9-10 O Templo seria reconstruído em 520-515 a . estaria escondida numa igreja em Aksum. Os cristãos etíopes. a arca desapareceu.C. o lugar onde ele se encontrava com aqueles que o serviam. em Jerusalém. Foi Neemias quem restaurou as muralhas da cidade. No dia da expiação.21). o filho de Salomão com a rainha de Sabá a teria levado para a Etiópia. o castigo que o povo merecia por desobedecer i lei de Deus era transferido para o animal. carregam caixas contendo tábuas com os Dez Mandamentos. Depois da época de Jeremias (veja Jr 3. ou que o rei Josias a escondeu numa caverna que fica no subsolo de Jerusalém. era conhecida como "propiciatório". • 25. considerada o "escabelo dos pés" de Deus. os termos da aliança — a lei — eram conservados no lugar sagrado. C . como sinal da presença de Deus. sangue do sacrifício era derramado sobre ela. a exemplo do que acontecia com os termos de um tratado feito entre líderes humanos. feita para conter as duas tábuas da lei que Moisés havia trazido do alto do monte Sinai. Mas é assim que surgem as lendas! A tradição judaica diz que Jeremias a escondeu numa caverna no monte Nebo.4 Um dos que escaparam levou notícias da queda da cidade para Ezequiel.A arca perdida Alan Millard A arca da aliança era uma caixa de madeira folheada a ouro. A arca era. A tampa da arca. Segundo uma lenda etíope.

A historia de Israel Reis de Israel e Judá S Ruinas do palacio do rei Acabe no alio da colina fortificada de Samaria P r i m e i r o s reis d e Israel ISRAEL tliseu manda utigitkú O n r i 885-874 Z i n n 885 Z a c a r i a s 753-752 Jeroboãolin: Jeoás 798-782 J e o a c a z 814-798 J e ú 841-814 M e n a é m 752-7« SalumNI Peca 752-73! Elá 886-885 Baasa 909-886 Saul 1050-1010 Um barco da frota mercantil do rei. N a d a b e 910-909 J e r o b o ã o l 928-910 Disputade Bios com osproletai J o r ã o 852-841 Acazias 853-852 Acabe 874-853 Davi!010-970 Divisão do reino 5/iesíiono (¡¡¡aquel do Cgito aloca lemsalém e remore os tesouros do A t á l i a 841-835 Acazias 841 Ezequias 7 J e o r ã o 853-841 Manasse 696-642 templo S a l o m ã o 970-928 J o s a f á 873-848 (OnStlUÇÔO do templo deleiuíalém Asa 911-870 Abias 913-911 R o b o ã o 928-913 A rainha Maliamata todoi da linhagem real deluda exceto um J o t ã o 74 0-73! Acaz 735-716 Azarias (Uriïl 791-740 Amazias796-7Í! JUDÁ Joás 835-796 .

não a data de autoria. traz o nome do rei Oséias O deus babilonio Marduque. a. Datas sobrepostas indicam períodos de co-regência. 414 100 Para o contexto geral veja: A história d o A n t i g o Testamento Para maiores detalhes veja: O s profetas e m seu contexto Wl Samaria é (tspstado pela Assíria -tmiomnodelsrael Este "selo de calcedonia". caracterizado como um dragão Judá em exilio 0 retorno Descoberto do livio da lei —reforma religiosa de losias Ezequias 729-687 Zedequias 597-587 Joaquim 597 Jeoaquim 609-507 51S Quedada Babilônia nas mãos dos medos e persas: (iropeimite o retomodosjudeus 587Habacodtmosoi II destrói leiosaléme o íemplo—o maioria do povo deludá é levada ao exílio 597Itabucodoaosor II toma lerusolém — o rei loaqtilme o povo são exilados 605 Daniel e outros são le/odos ao catimro l m n S 7 1 6 Seaaqaeribe ataca kmsolém Josias 640-609 Amom 642-640 Jeoacaz609 .C. do séc.1 e2Rás 30 O período de cada livro da Bíblia indica seu contexto histórico.

Embora obviamente interessado pelo passado. Descreve como suas fontes vários registros da corte mencionados em Samuel e Reis. Mas por que esta nova narrativa? O que o Cronista tem em mente? O que está por trás da escolha do material que ele fez (ou eles fizeram. Ele espera que seus leitores conheçam esta história que ele abrevia. por exemplo. a ortografia padronizada se deve aos dicionários. • Resumo História seletiva que se concentra na linhagem real de Judá. problemas que nós mesmos criamos para nós. lCr 1—9 (Ele deve ter escrito por volta de 400 (CrlO a. Êxodo. na nossa língua. Esquecemos que. que são invenções relativamente recentes. números citados geralmente parecera muito altos. a história do povo de Israel desde a época dos juízes ao exílio. Josué. Para a maior parte de Crônicas (1Cr 10—2Cr 36) o autor se baseia em Samuel e Reis. Desobedecer é brincar com fogo. de acordo com seu propósito geral. Números. após sua oração na dedicação do Templo (2Cr 7. Precisava da garantia de q u e Deus ainda estava com eles. Uma é a tendência do Cronista de "modernizar" ou seja. que é altamente seletiva? Como ele não nos conta isto. Mas ele também tem temas próprios. 1—9) focaliza as tribos do sul. o Cronista se preocupa menos com o que aconteceu e mais com o significado dos acontecimentos. especialmente: a a d o r a ç ã o v e r d a d e i r a (centrada no Templo) • e a realeza verdadeira (a linhagem de Davi). Mas estes são. ignorando o reino do norte completamente. Os dois temas se unem em seu relato sobre Davi e Salomão. Os leitores de nossos dias têm suas dificuldades com os livros de Crônicas. Rute e alguns dos Salmos. a saber. Judá e Benjamim. Crônicas freqüentemente dá um número mais alto que seu correspondente em Samuel ou Reis. principalmente Gênesis. Ela faz incursões por outros livros do AT. Os nomes também geralmente são grafados de forma diferente em Crônicas que nos livros anteriores e alguns sem dúvida são erros de cópia. Ele é um intérprete da história. e não fornecer estatísticas exatas.3-14) e a mensagem de Deus a Salomão.11-22). no qual se concentra muito mais no Templo do que em outros aspectos dos seus reinados. A razão disto é desconhecida. A nova comunidade não tinha rei: os sacerdotes eram seus líderes. realizando seus propósitos. expande e modifica.) Estes eram as 2Cr 1—9 pessoas que O reinado de Salomão voltaram do exílio para reconstruir 2Cr 10—36 Jerusalém sob O Reino de Judá Esdras e Neemias. No cerne de seu registro está a promessa divina feita a Davi de uma dinastia duradoura (1 Cr 17. O mundo antigo não se preocupava tanto com estatísticas exatas e ortografia padronizada. Provavelmente a intenção é enfatizar a grandeza de uma vitória dada por Deus. Como em outros livros do AT (veja. notas sobre Êx 12. No período . Sua introdução (caps. e a tribo sacerdotal de Levi. Por causa disto ele se concentra nos reis da linhagem de Davi. descrever acontecimentos com palavras que o povo de sua própria época entenderia. é pedir para ser castigado. O Cronista escolheu seus temas para transmitir uma mensagem específica a seus leitores originais. Ele compartilha com os autores de Samuel e Reis a convicção de que a chave da paz e prosperidade da nação está na obediência a Deus.1 E2CRÔNICAS À primeira vista. CrônicasICr 11—29 O reinado de Davi Esdras-Neemias. que se dedicava exclusivamente ao serviço de Deus. Precisava conhecer a melhor maneira de restabelecer o culto de adoração. e sua obra faz A morte de Saul parte da série mais longa.C. parece que os livros de Crônicas repetem de forma mais monótona e moralista o que já foi registrado nos livros de Samuel e Reis. • • • • Genealogias: Adão até após o exílio Essa gente precisava ser conectada come passado do povo. devemos tirar as conclusões com base em seu trabalho literário. se esta não for obra de um único indivíduo). Essa história não devio se repetir nunca mais. por exemplo. Precisava lembrar que seu bem-estar futuro dependia da sua fidelidade a Deus. e m parte.37). O povo havia e x p e r i m e n t a d o o j u í z o d e Deus n a destruição de Jerusalém e d o Templo e nos longos anos de exílio.

• V. no cap.6. Também preparam o caminho para a história específica que ele quer contar. e às tribos de J u d á . Não têm a intenção de serem completas. • Z o r o b a b e l (3. e que o v. • Pai d e Q u i r i a t e .17 Jotão. I C r 4. 6-11 referem-se a Z e b u l o m . começando com o cap.17-24: a linhagem real do exílio em diante.) . • Levi (1) Note o espaço dado à tribo sacerdotal. pois dá maior atenção e reserva muito mais espaço a J u d á . por exemplo. a linhagem sacerdotal).11) Veja Rt 2—4. • Tiglate-Pileser (5. ARA) Elisua ( N T L H ) .S e b a (3.23-24).28-54: Abraão. a linhagem real (e. 10. descendentes de Ismael e Esaú. e meia tribo de Manasses (5. • E l i s a m a (3. lista de cidade levíticas (54-81).2: D e A d ã o a t é I s r a e l (Jacó) e s e u s 12 f i l h o s l C r 1. • Acar (2 . Veja Js 7.1-16: a dinastia de Davi até o exílio. (Isto não se reflete em algumas versões modernas que miiformizam a grafia dos nomes.1-2: os doze filhos de Israel.1-26: as duas tribos e meia que se estabeleceram a leste do rio J o r d ã o : Ruben (5. a Levi.) I C r 1. Cam e Sem. Jeroboão I I .15) Não foi rei de Judá. A lista é derivada de Gênesis. que.22.5) No texto hebraico. e sugeriu-se que os vs. As genealogias são importantes para o Cronista e para os seus leitores originais porque conectam aquelas pessoas com tudo que se realizou anteriormente no plano de Deus.J e a r i m (2. • B a t e . I C r 5. Não necessariamente o contemporâneo dc Josué. De acordo com seu propósito. ICrl— 9 De Adão até à volta do exílio As listas nestes capítulos fornecem apenas um esqueleto da genealogia. 5 7 Veja Js 20.50) Isto é.] e 2Crônicas elisabetano. embora muitos nomes sejam grafados de forma um pouco diferente aqui. • Judá (2. (Isto não confere com o cap.41) Reinou de 729 a 687 a . Benjamim (6-12). 9 .1-9 para cidade de refúgio. Israel (Jacó).19) Líder no retorno do exílio.3).C. l C r 1. C . Benjamim e Levi (veja introdução acima). • E z e q u i a s (4.1—2. oito filhos. A atenção se concentra no pai da nação. descendentes de A r ã o (49-53). • Filhos d e Z e r u i a (2. o Cronista dá mais atenção à família de Davi. veja 2Rs 18—20.1-27: De Adão até Abrão. as famílias de Gérson. na qual o Cronista tem interesse especial (veja 2. ancestrais de Davi. 8.24: J u d á : a l i n h a g e m r e a l I C r 2. ARA) Calebe ( N T L H ) . • Tamar (2. Veja Esdras.13) Segundo I S m 16—17. • J o a n a (3. 2 7 A partir da Septuaginta. G a d e (5. seria omitida completamente. algumas traduções acrescentam "que foi o pai de Samuel" após Elcana.24—5. a grafia é Tiglate-Pilneser. 49. do que ao restante.3) A q u i começam a aparecer os interesses especiais do Cronista. • Quelubai ( 2 .1) Veja G n 35.26: S i m e ã o e as tribos d o l a d o leste d o J o r d ã o I C r 4. A referência é ao profeta Samuel. I C r 3. fundador daquela da cidade (veja N T L H ) . I C r 2.11-22). • R u b e n (5. de outra forma. (veja 2Rs 15). 750-732 a.C. • 5. que focalizará a linhagem real de Davi e o Templo como centro de culto da nação.3-55: os descendentes de J u d á . descendentes de Noé através de Jafé. I C r 6: A t r i b o s a c e r d o t a l de Levi A linhagem dos sumo sacerdotes (1-15).5) No texto hebraico a grafia é Bate-Sua.3—3. 6.1-23: mais clãs da tribo de Judá.16) O s três filhos de Zaruia ganham destaque na história de Davi (veja 2Sm 2—3 e outras passagens). I C r 4. o nome "Shakespeare" podia ser grafado de várias maneiras e ninguém se importava com isto. Coate e M e r a r i (1630). famílias de cantores (31-48). Isaque. • Boaz (2. I C r 7: A s t r i b o s d o l a d o o e s t e do Jordão Issacar (1-5).1-10). • V.4) Veja G n 38. I C r 3. I C r 2. que não era israelita embora tivesse sido adotado pela tribo de Judá.7) Acã. 793-753 a.12-30. (veja 2Rs 14).26 Pui e Tiglate-Pileser são a mesma pessoa. como algumas versões modernas deixam claro (veja N T L H ) . 12 é o final de uma lista perdida dc Dã.24-43: Simeão.3-4. • Sete filhos (2. • 5.

10. 1Cr 1 1 — 29 O reinado de Davi A história do reinado de Davi ocupa o restante de lCrônicas. Conta como os próprios parentes de Saul passaram para o lado dele. ligada ao registro da morte StNHORl. 3 3 .8-39).1-10. a meia tribo de Manasses (14-19). l C r 11. 1 0 . • G i b e ã o (29) Importante cidade falem tios seus atos maravilhosos. cantem louvores a ele. os guardas ou porteiros (17-27). Veja nota I O 16. sendo que as duas representam as demais). cidade que os filisteus lhe concederam como base. Mas se o Cronista omite.3 4 Esbaal = Isboscte. para sempre". e descreve os guerreiros de Gadc que. • " P o r isso. Assim. Ele enfatiza a recolonização de Jerusalém (3). introduz a história que se inicia no capítulo seguinte.10-47: a guarda especial de Davi (veja 2Sm 23. principalmente os planos e preparativos detalhados para a construção do Templo (caps. l C r 9. Meribe-Baal = Mefibosete. apresentados a Deus e colocados numa mesa especial no Templo. neste texto. o Santo Deus tem feito. que acabou de começar. como causa primeira. Efraim (20-29). • V s . sua preocupação era com toda a nação como povo de Deus (as 12 tribos. C . 2Sm 11. A R A ) Doze pães. l C r 9. foi por causa da ação do Deus onipotente.9-10. Todas as tribos voltaram a ser um só povo. que diz respeito ao século 6 a . atravessaram o rio Jordão durante a cheia.2 7 Estas listas têm p a r a l e l o em Ne 11. É uma história seletiva. menciona Benjamim e J u d á (o reino do sul. O s vs. Para o Cronista. unindo-se a Judá. 8.4-9). Dêem graças de Saul que começa no cap.34 ( M T 1 J I ) sobre Jerubesete. 2 9 . • Pães d a p r o p o s i ç ã o (32. O Cronista quer enfatizar continuidade: esta é a história dos próprios exilados.35-40. interrompe a narrativa sobre Saul e Davi (séculos 11 e 10). Deus o m a t o u " (14) Para os leitores modernos este é u m dos exemplos mais chocantes da maneira como os autores do A T atribuem a Deus uma participação direta nos aconiecimentos. primeiro rei de Israel (da tribo de Benjamim. tornando-a capital do seu reino (11.35-44: A l i n h a g e m d e Saul Esta lista. • V. 29-40).. ao SENHOR porque ele é bom. a história da monarquia começa com Davi. um para cada tribo. 22—29). ' • C a n t e m a Deus. se comparada com 2Samuel. governado pela linhagem de Davi) juntamente com Efraim e Manasses (as duas mais importantes dentre as dez tribos do norte que se separaram. os levitas (14-16). eles pertencem à história e fazem parte dela. A história da ascensão e queda de Saul é contada a partir de I S m 9. e o seu amor dura • V s . • V. A história começa no momento cm que Davi se tornou rei de toda a nação (11. 11 O povo de Jabes sentia-se devedor em relação a Saul (veja I S m 11). a cidade de Davi. 2Sm 1. omitindo o adultério de Davi com Bate-Seba. as pessoas encarregadas dos utensílios e do estoque (28-32) e os músicos (33). não apenas duas). de tão ansiosos para se juntarem a Davi. o estupro de Tamai e a dissensão familiar que culminou na rebelião de Absalão. A s e r (30-40).1-22: Partidários de Davi em Ziclague. l C r 11—12: D a v i é coroado rei Veja2Sm 5.21. Benjamim tornou-se parte do reino do sul. Este capítulo não tem paralelo. 13-14 são tudo que ele tem a dizer sobre o primeiro rei de Israel. Que fique alegre • V s .1-3) e conquistou Jerusalém. 0 Cronista enfatiza o apoio que toda a nação deu a Davi. relacionando as pessoas por tribo e família (3-9). l C r 10: O r e i S a u l m o r r e no campo de batalha Veja em 1 Sm 31. repetida do cap..1-34: E x i l a d o s que retornaram da Babilônia Esta seção. Se algo aconteceu. 3 Embora o Cronista não relate a história do reino do norte. a genealogia de Saul. l C r 12. os sacerdotes (10-13). Tenham benjamita. l C r 8: B e n j a m i m e o rei Saul As famílias de Benjamim (1-28). . ficava 8 km a noroeste de orgulho daquilo que Jerusalém.310 A história de Israel Nafrali (13). também é verdade que ele acrescenta detalhes ao que sabemos de outros livros. Quando as dez tribos do norte se separaram para formar o reino de Israel.3 8 A lista é repetida em o coração de todos os que adoram ao 9.

mas a santidade incrível de tudo associado a ele.16 Belém era a cidade natal de Davi. D a v i e os levitas vestiam as roupas especiais exigidas (15. é a moderna A m ã ) . Cronologicamente. C ) . Q u a n d o Jerusalém foi tomada e o povo foi exilado na Babilônia (587 a . não um Deus irado. o Cronista inicia a história do reinado de Davi com este acontecimento. • 11. que veio da família de Davi e reinará para sempre ( M t 1—2).7-43: U m h i n o d e l o u v o r a Deus Nos vs. ICr 16. que o coral de Asafe cantava diante da arca. Ficava a cerca de 8 km ao sul de Jerusalém.26-31 (Rabá. Após ficar durante três meses na casa de Obede-Edom (13. como os outros registros deixam claro (2Sm 13 e capítulos seguintes.1—16. I C r 18—20: V i t ó r i a s de Davi levam à expansão do reino Veja 2Sm 8 (filisteus).7). ele ocorreu um pouco depois. mas expressou seu amor e sua aprovação a Davi na promessa de u m a dinastia que jamais acabaria.4). ICr 15. Fiel ao seu propósito de delinear a história religiosa da nação.6: A a r c a é l e v a d a para J e r u s a l é m Veja também 2Sm 6 ( I C r 15. a promessa foi cumprida em Jesus. pois. Davi tinha todas as condições de lidar com as nações à sua volta.27.21 Veja I S m 30. l C r 13: O t r a n s p o r t e d a a r c a : uma a d v e r t ê n c i a t e r r í v e l Veja 2Sm 6. Desde os tempos mais remotos. • H i r ã o d ) Veja 2Sm 5. • Filhos de Davi (4-7) A lista em Samuel não menciona Elpelete nem Nogá. não tem paralelo em outro livro bíblico).1 e l C r 12.19. E sua atitude estava correta (compare com A g 1. e ao permitir que Salomão construísse o Templo. capital amonita. • 12.11. sobre o papel dos sacerdotes e levitas. n o passado. Compare com 1 Sm 6. O Cronista queria reavivar esta esperança e essa confiança em Deus. a linhagem de reis da família de Davi chegou ao fim. a música teve um papel especial na adoração (veja 16. depois para . tudo parecia perdido. D a v i não d e i x o u que sua decepção ofuscasse a aceitação alegre da resposta que havia recebido de Deus. Deus recusou seu pedido. Pareceu errado a Davi o fato de ele ter um palácio para morar enquanto a arca de Deus ainda estava abrigada numa tenda. I C r 14: R e l a ç õ e s i n t e r n a c i o n a i s Veja 2Sm 5. E m Jerusalém e em Gibeão eram apresentados sacrifícios diários e Deus era l o u vado com palavras e música.13-14). apesar da promessa. O Cronista descreve o papel dos levitas na cerimônia. Beeliada é o mesmo que Eliada.27).29 Sibecai é o Mebunai de 2Sm 23. 8-36 foram reunidos trechos de diversos salmos.6). l R s 1.1-24. Para os autores do N T . A intenção era mostrar. a arca foi levada para Jerusalém. Talvez seja um exemplo do 2Crônicas 31 N c s i a área d a J e r u s a l é m m o d e r n a ficava. primeiro para o oeste. e não exatamente o que foi cantado naquele dia. As fronteiras foram ampliadas. Seu ponto fraco era a sua vida familiar. I C r 17: O p l a n o d e D a v i e a promessa de Deus Veja 2Sm 7. 2Sm 10 (amonitas e sírios) e 2Sm 12. Nenhuma pessoa não-autorizada poderia sequer tocar a arca sagrada. Estes relatos não estão em o r d e m cronológica. '• Da promessa que Deus fez a Davi nasceu a esperança de um Messias (o futuro rei supremo: Is 9 ) . • 11. a cidade d e Davi.23-40: as tropas que fizeram Davi rei em Hebrom. onde Davi a instalou na tenda que fizera para Deus. A tenda original (o Tabernáculo) e o altar permaneciam em Gibeão. O culto adequado se caracteriza por ordem e alegria. • Perez-Uzá (11 ) Isto significa "castigo de U z á " (10). O escriba confundiu duas letras hebraicas.

4 O problema dos números muito altos não c e x c l u s i v o do AT. o censo (avaliação do poderio militar de Israel sugere falta de confiança em Deus) e a peste eram significativos apenas como acontecimentos que levaram D a v i à decisão (22.um lugar plano. • Filhos d e Davi (18.17) O autor de Samuel os chamou de "sacerdotes".1) 2Samuel traz "Deus". o p o v o sofria. A infantaria aqui são os "cavaleiros" mencionados em Samuel.19.1) de c o n s t r u i r o Templo no local onde ficava a eira de O r n a . • 18. e a razão para Deus permitir que ele aja. principalmente porque ela j á era conhecida de registros anteriores. aberto. Portanto. Quando o rei como líder pecava. • 20. O mesmo acontece c o m líderes e nações atualmente.18 traz 700 carros. que nesta época no A n t i g o O r i e n t e Próximo a cavalaria desmontava para lutar. um número mais p r o v á v e l . Mas a palavra carro aqui pode significar apenas "homens montados". apropriado para a construção desse tipo. isto não é necessariamente uma tentativa de encobrir o u maquiar essa história. fato sequer mencionado em Samuel.1: C e n s o e castigo. As estatísticas dadas pelos lados opostos numa guerra raramente correspondem à verdade — mesmo atualmente! Veja Introdução.3) A solidariedade nacional é u m fato.5 Este números diferem de 2Sm 24. ••••• .0 Cronista provavelmente obtev v estes número' de outra fonte. u m local para o Templo Veja 2Sm 24. • S a t a n á s (21. Para o C r o n i s t a . • T o d a a n a ç ã o s e t o r n o u c u l p a d a (21 . continuam sendo um mistério. conforme seu propósito de enfatizar a verdadeira realeza e a correta adoração.1—22. O u t r o s documentos contemporâneos também dão números altos de soldados e carros de guerra. j á O lugar u u terreno que Davi c o m p r o u para a futura construção d o T e m p l o t-ia uma eira . 1 8 ) 2Sm 10.2.5 Veja 2Sm 21. l C r 21. Veja mapa cias guerras de Davi (2Sm 8 ) .9.1 e 20.A história de Israel o norte e para o leste. mas na época do Cronista a palavra sacerdote assumira u m significado técnico. O episódio de Bate-Seba e Urias (relatado em 2Sm 11—12) se encaixa entre 20. Sua existência no mundo de Deus. O Cronista regularmente omite detalhes da vida privada. • 21. • Sete mil c a r r o s ( 1 9 . É Deus quem estabelece os limites do podet de Satanás (veja J ó 1—2).

e propiciaram ao rei e à nação a liberdade de. isto faria Davi muito mais rico que Salomão. Eles também ajudavam os sacerdotes. O m ã é o mesmo que Araúna no relato de Samuel. e a assistência geral aos sacerdotes.8) Isto não significa que Salomão fosse moralmente melhor do que Davi. A dificuldade deve ter surgido porque era um nome estrangeiro.20) Talvez na caverna sob o chão de pedra. em seguida. reunir o material.18 A eira era um espaço aberto e plano no qual os feixes podiam ser espalhados. entrassem no serviço aos 20 anos.1 O Cronista não menciona as lutas pela sucessão registradas em l R s 1.2—23. l C r 23. elaborar o projeto.2-32: O s levitas e seus deveres Os cinco capítulos seguintes registram como Davi organizou a administração religiosa (23—26) e civil (27) da nação. . e a adoração devia ser centralizada no Templo de Jerusalém. Agora a arca devia ter uma sede permanente. O foco em todos estes capítulos é o Templo e o culto de adoração a Deus. eram qualificados para ingressar no serviço de Deus. uma vez terminada a construção do Templo.1. Davi deu novos deveres aos levitas: o cuidado e a manutenção do Templo. Foram essas guerras que possibilitaram o governo de paz de Salomão num reino fortalecido. • 2 2 . Davi ordenou que.20-31) dá uma lista daqueles que pertenciam à tribo de Levi e que. algo que nos últimos tempos faziam nos muitos santuários espalhados pelo país. lRs 1). músicos e coristas. O significado é evidente: Davi acumulou muitos suprimentos. se concentrarem na grande tarefa de construir o Templo de Deus. finalmente. eram separados ao serem lançados ao vento.6-24 (com 24. Bois puxando pranchas com cravos debulhavam os grãos que. • Estrangeiros (22. que agora está sob a mesquita do Domo da Rocha.25 2Samuel registra o preço pago pela eira. • 23. lCr 22. • Muito s a n g u e tens d e r r a m a d o (22. Assim. e este versículo aparentemente dá o preço pago pelo terreno inteiro. muitas vezes se afirma que Deus estava com ele em suas campanhas). l C r 23. zeladores.1 e 2Crônicas 313 • 21.1: P r e p a r a t i v o s p a r a a construção d o Templo Esta seção não tem paralelo em Samuel. 1 4 Tomado literalmente. que deve ter durado alguns anos. Desde os primeiros dias da peregrinação no deserto. erguida no local do Templo.27 Os levitas começavam o seu trabalho com a idade de 30 anos. 3.2) Os canancus que permaneceram na terra foram permanentemente obrigados a fazer trabalhos forçados como escravos. Provavelmente pertence ao período da co-regência de Salomão com seu pai (23. • 2 2 . Ele aceitou o revés da recusa de Deus e direcionou todas as suas energias c seu entusiasmo para o que podia fazer: escolher o local. 1. 9 O nome Salomão vem da palavra hebraica para paz: "shalom". uma fortuna em ouro. • Vs. • Se e s c o n d e r a m (21. Davi jamais abandonou o desejo de construir uma casa digna de Deus. portanto. as funções de magistrados. o u que as guerras de Davi não tinham justificativa (ao contrário. Ela segue naturalmente a menção do Templo no v. bem como muito bronze c ferro. uma riqueza fantástica em prata. o dever dos levitas fora manter e transportar o Tabernáculo. • 21.

ii grandeza. irmão de Moisés "Teu. cada nos céus e na terra. é o reino." grupo servindo duas semanas do ano. "pátio".1. teu. 6 ) . l C r 25: O s m ú s i c o s d o T e m p l o A música. é o podei. Também recebiam as ofertas e contribuições ( 2 C r 31. mostra um grupo de músicos. • Nadabe. certamente gostava desta parte da organização.30-36). C .15-18. "pavilhão".314 A história de Israel do T e m p l o t i n h a m o m i n i s t é r i o de profetizar.10). e p r i m e i r o sumo sacerdote. assim como na v i d a social em geral. Davi. Os músicos . Asafe. 4 O fato de a família de RH ser descendente de Itamar explica em pane o número reduzido de sacerdotes. l C r 24: O s s a c e r d o t e s e seus deveres Os v i n t e e q u a t r o g r u p o s de sacerdotes. ser. c traduzido por "átrio". estavam e n c a r r e g a d o s dos porque teu é tudo quanto há sacrifícios no T e m p l o . 2Sm 23.11 por sorteio. "colunata". Supostamente d e v i a m manter a ordem. Vs. 8 a . a honra.1-19: O s p o r t e i r o s de T e m p l o Vários levitas deviam atuar como porteiros. 20-31: outra lista de levitas (veja acima). a n u n c i a n d o as mensagens de Deus (25. que supervisionava pessoalmente ( 2 . • V . SENHOR. T o d o serviço no Templo de Deus era uma grande h o n r a . instrumental e v o c a l . que l a m b e m era músico h a b i l i d o s o (ISm 16. todos d e s c e n d e n tes de A l ã o . Mas o status não era importante no s e r v i ç o d o T e m p l o . l C r 26. tocando vários insttiiineutos. A b i ú (1) Veja L v 10. culto no Templo. i C r 29. revezando-se na guarda do Templo e do depósito. inclusive para esses "porteiros" (veja SI 84. a vitória c a majestade. • V. Por causa dos pecados dos filhos de E l i . M e s t r e s e discípulos o c u p a v a m as mesmas posições ( 8 ) . muitos de seus descendentes A música era uma parte impoilanlc cio tiveram morte violenta (veja I S m 2. 18 O significado exata da palavra hebraica "parbar" é desconhecido. I r Carquemla.3). A ordem era decidida Ultima oração de D a v i . Hemã e J e d u t u m estavam entre os famosos: são n o m e a d o s nos Salmos. iMr lelcvii . SENHOR.1). era i m p o r t a n t e na a d o r a ç ã o j u d a i c a .14).

11). não chegaram até nós. e as ofertas voluntárias afluíram (6-9). 23 Para o censo veja cap. lCr 2 8 — 2 9 : S a l o m ã o f i c a no l u g a r d e D a v i l C r 28: A história que havia sido interrompida pelas listas.7. A o mesmo tempo. Os homens abaixo de 20 anos não eram qualificados para o serviço militar c então jamais eram contados. "Amigo do rei" (ARA) era um título oficial. após o breve incidente registrado em l R s 1 (veja 29. em U r . Davi apresentou seu filho ao povo (1-8). deulhe importantes conselhos (9-10) e. A promessa foi feita a Abraão ( G n 15. O s tesouros do Templo — contribuições e impostos do povo.24) Anteriormente. • 29. os administradores das p r o priedades d o rei (depósitos. l C r 27. Davi fez uma última contribuição pessoal c generosa para o fundo de construção do Templo (1-5). 2Crônicas 315 l C r 29: A l é m de tudo que havia juntado ao longo dos anos. do contrário.1 e lCr 2 6 . e os despojos de guerra — eram vastos. 25-31). e seus conselheiros pessoais (32-34). Abner e Joabe morreram antes da construção do Templo. O projeto seguia as instruções dadas por Deus. Profundamente comovido. produtos agrícolas e rebanhos. esses presentes haviam sido entregues na Tenda anterior. • V. 23—26).4 Veja 22.3 2 : O u t r o s o f i c i a i s do T e m p l o Tesoureiros. mais que qualquer outra passagem.16-34: os oficiais encarregados das tribos (16-22).5. D a v i entregou as listas dos deveres do Templo (21. • V. G n 22. anacrônica para a época de Davi.2-15: Todos os 12 comandantes aparentemente vieram da guarda especial de "homens valentes" de Davi (veja cap. por fim. lCr 2 7 : O e x é r c i t o e o s e r v i ç o c i v i l de D a v i l C r 27. ARA) Moeda persa de ouro.2.14. Logo. c era bem parecido com o padrão dado a Moisés para a construção do Tabernáculo. • V. Davi agradeceu a Deus de coração p o r tal dádiva ser possível para pessoas que sem a bondade de Deus não teriam nada. • Crônicas (29. em 23.31-32.17. Mas neste momento havia paz. Adonias tentara tirar o trono de Salomão ( l R s 1).29) Estes podem ser os registros que aparecem em 1 e 2Samuel. veja caps. porque este homem podia ser considerado "um homem segundo o coração de Deus".22). mais tarde. Salomão o condenou à morte. • V. 28 Samuel. Ela demonstra. Seu exemplo e apelo (5) inspirou uma reação pronta e alegre do povo. é retomada. Uma assembleia formal pública marcou a coroação oficial de Salomão. 32 Jonatas e Jeiel estavam encarregados da educação dos filhos do rei.5. entregou-lhe a planta de todos os prédios do Templo (11-19). Saul. . • Todos os filhos d o rei Davi (29. Sua oração é uma das mais grandiosas em todo o AT.4). após a provação com Isaque) e foi repetida para Isaque ( G n 26. 2 0 . 21. 33 Aitofel e Husai aparecem na história da rebelião de Absalão (2Sm 1. bem como de lazer os registros. administradores e magistrados eram designados para cuidar das finanças do Templo e das questões legais. • Daricos (29. mas uma pista para a data em que o Cronista escreveu.

Os vs. Deus lhe d e u a sabedoria que pedira. 2 C r 3: C o m e ç a a c o n s t r u ç ã o do Templo Veja l R s 6 — 7 . Veja também 2Sm 5. uma região de pequenas elevações entre a Judeia e a planície litorânea filistéia. • MonU deoferec dos mor • Parva velmení • Véu/c santuári prédio ( anterioi fala sob oliveira O reinado de Salomão 2 C r 1: S a l o m ã o r e i n a c o m a sabedoria de Deus O período é o século 10 a. riqueza e fama. que é uma variante de Hirão. 13 Hirão-Abi: A forma abreviada do nome era Hurã ou Hirão. mais poder. • V.C. 4-6 complementam o relato de Reis. • Planícies (15) Literalmente. 10. L m ' m J s ^ B i . • V. "Sefelá". Veja l R s 3.316 A história de Israel 2Cr1— 9 2 C r 2: P r e p a r a t i v o s p a r a a construção d o Templo Veja 1R S 5. 3 N o texto hebraico aparece o nome "Hurão". Salomão agora estava no comando d o reino de seu pai Davi. 16 Veja "Comércio de Salomão". • V.

2 C r 6. 2Cr 4 . O local o n d e ficava a cidade d e D a v i aparece em primeiro plano.11: A c e r i m ô n i a c o m e ç a Veja lRs 8. l R s 6. o tabernáculo (Êx 26.000 b a t o s (4.31-32 fala sobre mna porta dupla feita de madeira de oliveira.6 Veja Êx 30.12-42: A o r a ç ã o d e S a l o m ã o Veja l R s 8. Salomão fala ao povo (6. • 6. e de todas as orações. A arca foi levada ao Templo em meio a música alegre. À direita. lRs 7. • Levitas que eram cantores (5. • 4. O Cronista acrescenta o v.31).1 e 2Crônicas 317 • Monte Moriá (1 ) Abraão havia recebido a ordem de oferecer sen filho Isaque em sacrifício sobre um dos montes da terra de Moriá ( G n 22. cerca de 60. o Templo foi construído como casa para Deus. 1 : E q u i p a n d o o T e m p l o Veja l R s 7.2—6. possivelmente na Arábia. o povo fez uma tenda paia Deus (o Tabernáculo). diante do Templo. onde ficavam o altar e o tanque. 2 C r 5. 6. Agora que se instalaram em casas. da parte maior do prédio do Templo.000 litros na medida usual de 22 litros por bato. A glória da presença de Deus encheu o Templo (2-14). Os pedidos se baseiam em outros O m u r o que dá para o S u l .000 batos. é o fato de que Deus e suas promessas são confiáveis.12) Veja l C r 25. • 3. • Véu/cortina (14) Esta cortina separava o santuário. • Parvaim (6) U m lugar desconhecido. . Já havia sido assim na Tenda anterior.2). existe um acentuado declive q u e leva a o vale d o Cedrom.26 traz 2. A base desta oração. em que ficava a arca. As assembléias aconteciam ao ar livre.3-11). Não era uma catedral em que se reuniam para adorar.2 Enquanto caminhava pelo deserto e vivia em tendas. 1 — 5 . cânticos e ação de graças.17-21.5) O u seja. na área d o T e m p l o em J e r u s a l é m .

318 A história de Israel festa se estenderam até a semana da Festa das Barracas (Tabernáculos). sua prontidão em o u v i r e perdoar aqueles que genuinamente abandonam o pecado. 2 As cidades de l R s 9.10-14. Deus c o n c o r d o u com todos os pedidos de Salomão. para os sacrifícios. 21 N ã o é muito provável que esses "navios que iam a Társis" (Tartessos) fossem até a Espanha. em Jerusalém. 2 C r 9. 2 C r 8: A s c o n s t r u ç õ e s e o comércio de Salomão Veja l R s 9. > Vs. V s . 5. Duas U m pórtico que dá acesso à a m i g a área d o Templo. fatos importantes sobre Deus: seu amor pelo seu povo.23. 2. • V . • V. 2Cr 7 : A festa de consagração Veja l R s 8—9. O s leitores d o Cronista. Mas em troca ele esperava obediênda leal.41-42 Citação livre de SI 132. A extensão do reino de Salomão (26) era o cumprimento da promessa que Deus havia feito a Abraão ( G n 15. Os sete dias de . 11 Compare l R s 11. • O preceito d e Moisés (13) Para as festas I fixas anuais veja L v 23.18). O fogo queimou os sacrifícios em sinal da presença e aprovação de Deus. 11-22: numa segunda aparição.14-29.16. | L v 1—7. • V . porque apenas os sacerdotes podiam entrar no Templo. seus padrões morais absolutos.12-15. • V .300 de l R s 9. 10 O s 250 oficiais mais 3. sendo o último u m dia de reunião solene antes de todos se dispersarem (isto esclarece l R s 8. o "almugue" de l R s 10. • V .8-10 que o Cronista acrescentou. que Salomão resgatou de Hirão. • A l g u m i n s (10.10-28. além do que pode ser deduzido aqui. hoje ocupada p o r uma mesquita. ao se lembrarem da queda de Jerusalém e dos anos de exílio seguintes.11. NTLH) Isso tinha que ser assim.0 Cronista não fala das várias mulheres estrangeiras e sua influência. 14 As orientações de Davi estão em lCr 23—26.65-66).13-31: A s r i q u e z a s e a glória de Salomão Veja l R s 10. • Em frente d o Templo (12. ARC) Palavra estrangeira. A R A e NTLH traduzem por "sândalo".1-13. O Cronista inclui essa visita como ilustração da ampla fama e reputação de Salomão. a exemplo do que ocorre nos livros de Reis.11.1-12: A v i s i t a d a r a i n h a de Sabá Veja l R s 10. 2 C r 9.18) são o mesmo total que os 550 mais 3. veriam nestes versículos de advertência a razão daqueles acontecimentos trágicos. Este relato difere de Reis nos vs. Talvez a expressão se refira a navios de grande calado. 29 Todas estas fontes se perderam.600 capatazes (2. • V .

desde o t e m p o d o rei Salomão até o p e r í o d o r o m a n o (e a l é m ) .le2Crônkas das profecias de Aías foram registradas em lRs 11. existe uma sobreposição. seu acordo com o rei Hirão de Tiro trouxe o comércio marítimo.•-. Mesmo assim. t Isto vinha d e Deus (15) Esta é uma das várias ocasiões no A T em que um fato é atribuído diretamente a Deus sem referência à liberdade de escolha do ser humano. e o gráfico "Reis de Israel e J u d á " .G e b e r . 2Cr 1 1 : R o b o ã o f o r t i f i c a J u d á Uma palavra oportuna de Semaías evitou a guerra civil (1-4). o silonita": Veja l R s 11. prata. n o local. as dez tribos ainda eram consideradas parte da nação israelita. 2Cr 10—36 Os reis de Judá As datas e a duração do reinado de cada rei são dadas nas seções paralelas de 1 e 2Reis.14. ele praticamente ignora o reino do Norte. semelhantes a bodes. A i n d a hoje se p o d e m v e r . .7. marfim e jóias . Veja l C r 10. 18 Adorão é o mesmo que Adonirão no relato de Reis. madeira. forneceu cedro paraas jj. a o norte d e E z i o m . e continham elementos que continuavam leais a Deus e ao tei legítimo. i No Egito (2) Veja l R s 11. Sacerdotes refugiados de Israel afluíram para Judá após as medidas de Jeroboão no sentido de romper qualquer ligação religiosa com Jerusalém (veja l R s 12. t V. O c o b r e e r a e x t r a í d o d e minas e m T i m n a . Um n a v i o d a froia mércame d o rei Salomão. ARA) Demônios do deserto. rei de Tito.26-40. 14. e freqüentemente refere-se a J u d á como "Israel". construções de Salomão O Egito forneceu \ cavalos e carruagens Cavalose . Roboão. • Sátiros (15.26-33).5.29. 2Cr 1 0 : C o m R o b o ã o o r e i n o se d i v i d e e m d o i s Veja também l R s 12. \feja "Examinando a cronologia dos reis".-.30-39. Muitas delas incluem u m período de co-regência com um predecessor. lomão pertotíeEziom d e S a A frota do mar Vermelho (operação conjunta com Hirão) trocava cobre porouro de Ofir. Além de adquirir riquezas com o comércio terrestre. o que significa que. 319 0 comércio de Salomão A posição estratégica do reino de Salomão possibilitou o controle das principais rotas de comércio n o sentido nortesul utilizadas pelos mercadores. se concentrou em fortificar seu pequeno reino contra ataques de seus v i z i n h o s maiores e mais fortes. carruagens foram exportados para os hitítas e sírios A posição estratégica do reino de Salomão possibilitou o controle das principais rotas de caravanas no eixo norte-sul N /' V Minas de cobre . Roboão recebeu das mãos de Salomão um reino rico que começava a dar sinais de fraqueza. Apenas os descendentes de Davi são os verdadeiros reis da nação. etc.15. Cue forneceu cavalos a Salomão Hirão. principalmente Israel e o Egito. em muitos casos. "Por intermédio de Aías. n o g o l f o d e A c a b a . apenas uma fração dessa terra e daquela riqueza foram passadas para seu sucessor. t Semaías (2) Veja 12. por sua v e z . Veja l C r 29. a partir da divisão em reino do Sul e reino do Norte. Ao morrer. A s s i m . o s túneis dos mineiros e os depósitos d e cobre. 0 Cronista não reconhece os reis de Israel.•.

mas aos "médicos". forças a t o d o s • Aliança desal (5. Na to mais crítico ao rei. . • T o d o o Israel (1) O Cronista se refere ao verdadeiro Israel. • Efraim. • Q u e i m a (14) Não se tratava de cremação. As invasões como esta e tantas outras eram vistas como conseqüência direta da desobediência a Deus. • Z e r á (9) F.9-24.. próximas o suficiente ( 0 profeta H a n a t i i i n c e n t i v a n d o o rei A s a . "filha d e " n o sentido mais amplo de "descendente". amplo complementa aquilo que era conside. Asa recebeu honras do seu Abias devia ser considerada sinal da povo. o reino de Judá.3. lealdade norte d o reino de J u d á . no sul.000 (17) Melhor se for conside mas da queima de especiarias (veja J r 34. e a tribo fora assimilada por Judá havia muito tempo. não a Deus. No da vitória de Judá. Nas proximidades de um pórtico. E ao ficar doente. 15. N T L H construção. no território d e tudo o que acontece • Micaía (2) Maaca (11. fundador da 22 dinastia d o Egito. "Deus está sempre vigiando bênção d e Deus. Sisaque mandou colocar uma placa de pedra em Megido. e durabilidade (principalmente nos a Ramá para o transporte d e material de em 2 C r 16. Veja 11. 2 0 Veja 10. Para que os conquistados não se esquecessem de sua vitória.320 A história de Israel rado apenas como indicação de "um grande número". 500. ao morrer. • A c a b o u c o m t o d o s os ídolos (8. A q u i . um total de 150 cidades e aldeias. Mispa (6) Duas cidades da fronteira Representava fidelidade. 14—15) e coisas ruins (cap. • R a m á (1) Esta cidade. 16) n o reinado dele. Ameaçado por Israel. Manasses e S i m e ã o (9) Homens fiéis das duas tribos d o norte migraram para Judá. no norte. Zerá provavelmente era um chefe egípcio o u árabe (a antiga associação com o Faraó Osorkon j á foi abandonada). trazendo o nome de Sisaque. Ao seu lado aparecem os nomes das cidades e aldeias conquistadas em Israel." cerimonial na ratificação de tratados. NTLH) Mas veja 14. 2 C r 14: Paz e v i t ó r i a durante o reinado deAsa Veja também l R s 15. O arrependimento nacional (não mencionado n o relato de Reis) limitou seus efeitos.2). às vezes destruindo. • U m m i l h ã o (9) M e l h o r se for considerado apenas como indicação de " u m número enorme".j á que esta é a única v e z na Bíblia em que rado adoração "adequada". Já o Cronista viu coisas boas (caps. que era uma das tribos do norte.1-18.17. O autor de Reis aprovou o reinado de Asa." Alan Millard • Filha d e A b s a l ã o (20) N o AT. Veja também l R s 15. isto é. A grande vitória. o registro mais verdade. os que são fiéis a ele com todo o coração. • 2 C r 15 As reformas religiosas d e Asa • Azarias (1 ) c mencionado apenas aqui no AT Sua profecia foi o estímulo que impulsionou as reformas de Asa. traduziu por "aliança eterna". • Maaca (16) Avó de Asa. Ali. Asa provavelmente destruiu os templos em que deuses de outros povos eram adorados e deixou os outros. e em Tebas (Karnak). • V. que é um relarecorreu.20. • G e b a . ARA) O saltinhauso ficava apenas a 8 km ao norte de Jerusalém. e dá a razão consultar médicos é considerado pecado. A paz (v. a 2 C r 16: A c o n f i a n ç a do rei vacila Sob pressão. l R s 15. 6) era o dom de Deus ao rei e povo obedientes. • Sisaque (2) O líbio Shcshonq I. com seu nome e títulos gravados nela. Só resta o de Tebas. Sisaque começou a construir templos em Mênfis.9 I N T L H T ) "pactos" feitos c o m Deus). multas vezes se usa "filho d e " . 2Cr 12: O Egito invade J u d á Veja também l R s 14. Mas o território de Simeão ficava no sul. 2 C r 13: O r e i A b i a s Asa enfraqueceu na fé. Maaca era neta de Absalão (veja 13. Retornando v i t o rioso para casa.15 acima... ainda há uma parede ao redor de um grande pátio. também. era obra de Deus. deviam ser médiuns o u curandeiros.20. A invasão de Sisaque "Os homens de Sisaque marcharam pela terra. A grande família de entanto. as pedras foram entalhadas com um enorme retrato do Faraó em triunfo. nos seus últimos anos de vida. no mundo a fim de dar Efraim.5). castigando. e a guerra contra Israel pediu o auxílio da Síria.. Um fragmento dessa pedra foi encontrado nas ruínas de Megido.2). mas Judá continuou sob domínio egípcio durante alguns anos.liópia/Cuxe corresponde ao atual Sudão.

Josafá percebeu que esses profetas estavam apenas dizendo a Acabe o que ele queria ouvir. como seu pai fizera. > Vs. ARA) Vfeja 9. > Árabes (11) Antigos nômades que se estabeleceram em Edom c Moabc. Nenhum profeta verdadeiro jamais fez uma previsão que não tenha se cumprido. 14-19 C o m o estão. • V. 22. estabeleceu tribunais profanação feita mais tarde por Josias poderia locais e uma cone mista de apelação em Jcrti impedir o povo de usá-los. 2Cr 18: U m a a l i a n ç a quase f a t a l Veja lRs 22.imote-Gilcadc d.. .32. . Compare com Dt 16. 2 C r 20: Ataque d o leste Não há registro desta guerra em Reis. A q u i . • Aliado. A adoração de deuses estrangeiros claramente continuava no reino. não por métodos o u modos (veja l)t 18.18-20. esta ligação quase destruiu Judá posteriormente (22. salém. > Vs.17-22). 17. nlha de Acabe. • Como ovelhas sem pastor (16) Isto é. Os altos (que 2Cr 19: A s r e f o r m a s l e g i s l a t i v a s nem sempre ficavam nos montes) eram de J o s a f á simples plataformas nas quais ficavam os Após a batalha de Ramote-Gileade. pastor de ovelhas e profeta. • Tecoa (20) Amós. • Vossos irmãos (10) Concidadãos e compatrioias. era desta cidade que ficava 16 km ao sul de Jerusalém.17). mas contradiz 17. por laços de casamento (1. • Jeú (2) Provavelmente neto do J c ú cm I Rs • Társis (36. pelo otimismo superficial de sua mensagem. • Meunitas (1) Habitantes de um disiriio de Edom perto do monte Sen. 33 Isto confere com l R s 22.43. Era comum os nomes sc alternarem assim nas famílias. > 0 Livro da Lei (9) O Pentateuco ("cinco livros") o u uma parte dele. Os invasores lutaram entre si c deixaram os despojos para J u d á . • O mar (2. NTLH) Jeorão.24. j á que Josafá destruiu seus santuários ( 6 ) .. não irmãos no sentido literal. Como os lugares cm si eram considerados sagrados. que narra a mesma história. O r d e n o u que a lei fosse ensinada a o p o v o ( 7 ) . os números dos diferentes grupos de soldados são muito altos. O verdadeiro c o falso só podem ser distinguidos pela sua vida e mensagem. objetos de culto..37. Veja também 20.bjcl • J u U t u c a n D Jouft ! . etc. E foi muito rcspei tado pelas nações vizinhas. recebe grande destaque da parte tio Cronista. 17 Sempre de novo o Cronista enfatiza que a vitória vem por meio da confiança em Deus. É possível que o termo "mil" sc refira a u m grupo e não a um número. H. 4-27 Nunca foi fácil distinguir entre falsos profetas e profetas verdadeiros.10).21.italha em K. Josafá o r g a n i z o u u m f o r t e e x é r c i t o e reforçou as defesas. s Iffusalém 1 16. M B Sámana. A confiança de J u d á em Deus foi amplamente recompensada.1.8-13. somente algo como a Nomeou j u í z e s civis. praticou ou incentivou a imoralidade. Josafá concentrou-se nas questões domésticas. „ . • V. A única mancha no histórico do reinado de Josafá foi aquela aliança com Israel (35).6 (Veja 15. um rei reformador como Asa havia sido.1-50. E m v e z d e reunificar o reino. sem liderança. Josafá.] e 2Crônicas null' 2Cr 1 7 : J o s a f á : um r e i f o r t e Veja também l R s 15.. casou-se com Atália. Veja notas em Kx 12. filho de Josafá. o u desviou o povo de Deus e de sua l e i . ARA) O mar M o n o ( N T L H ) .

A maioria dos reis de J u d á tem nomes compostos dessa forma. e o rei Acazias. Talvez. 2Cr 22.21: M a s s a c r e e revolta no reinado da rainha Atália Veja também 2Rs 11. segundo o qual Acazias morreu em Megido. 2 Em v e z de quarenta e dois (algumas versões. Após seis anos.10—23.1).25-29.25). como A R C ) a idade de Acazias deve ser vinte e dois. e levou a nação à idolatria. como sufixo).16-24.26. n o g o l f o de Acaba. "Samaria" designe o reino e não a cidade cm si. e -iaú o u ias. embora não possamos ter certeza.1-9: O r e i A c a z i a s Veja também 2Rs 8. Ambos são compostos de "acaz". . O pequeno Joás. Elias já não estava mais v i v o . como 2Rs 8. d e Israel. • Carta d o profeta Elias (12) C o m base em 2Rs 3. A R A ) O u t r a maneira de se escrever Acazias (22. Azarias ( U z i a s ) . era o herdeiro legítimo. Talvez o profeta. 9 Isto parece ser diferente do relato de 2Rs 9—10. neste caso. • Jeoacaz (17. que significa "ele detém" o u "ele possui". d e J u d á . "Se foi sem deixar de si saudades" ( 2 0 ) : u m terrível epitáfio. q u e fica ali perto. • Não nos sepulcros d o s reis (20) Supostamente porque desagradou a Deus.como prefixo. Joás. a rainha-mãe pôde assumir o trono sem resistência. • V .A foto mostra o ancoradouro na ilha de Farun. 2 C r 21: O r e i J e o r ã o Veja também 2Rs 8.11 Talvez esse " L i v r o do Testemunho" fosse o texto escrito por Samuel (veja ISm 10. J e o r ã o perdeu o controle sobre E d o m e Libna (na fronteira com os filisteus). a usurpadora foi deposta. A má i n f l u ê n c i a da esposa de J e o r ã o (Atália era filha de Acabe e Jezabel) p r o v o u ser mais forte do que o bom exemplo de seu pai. • V .17.ou Jo. A amizade com Israel resultou diretamente em sua morte no expurgo realizado por Jeú. o nome completo significa "Deus possui". ao prever o que viria a acontecer. filho de Acazias. e o nome de Deus (escrito Jeo.1 ' -I • » 1 . Acaz. Assim.A história de Israel / ' . Mas como tantos membros da família real haviam sido mortos (21. se aliaram n u m mal-sucedido projeto d e construção de navios mercantes e m Eziom-Geber (lílate). Morte violenta ou doenças de pele ("lepra") impediram que isso fosse feito. Outros reis não sepultados nos túmulos reais foram Acazias. 22. 1 O rc¡ Josafá. Acazias não aprendeu nada com o terrível T—r—r— fim de seu pai.11 ( n o reinado de Josafá). O Cronista enfatiza o papel dos sacerdotes e levitas na recondução do monarca legítimo ao trono. d e i x o u uma mensagem escrita que foi entregue por um sucessor. e antes das mortes de seus sobrinhos.8). 2Cr 22. • 23.

chegando até o mar Vermelho. d e m o d o que todos toram esmigalhados. Amazias foi morto numa conspiração.32-38. Uzias (auxiliad o p o r Zacarias. Sob a influência de Joiada.1-7. (Os vs. o "Azarias" de 2Reis. Jotão provou ser um " b o m " rei. o rei foi derrotado e morto como castigo por ter adorado os deuses de Edom. * V. Sendo u m rei poderoso. > 0 imposto ( 6 ) Veja Ê x 30. tomou-se co-regente. o rei ficou sob influencias menos saudáveis. Parece que Uzias. Segundo o Cronista.12-16. O povo foi conclamado a ser fiel aos termos da aliança e o Templo danificado (7) foi restaurado. Após reinar por 29 anos. precipitando d e z mil homens d o alto d o penhasco e m Seir (mais tarde Petra). [ v . Ele trouxe para casa os deuses estrangeiros c em seu orgulho desafiou o poderoso reino de Israel (17). de J u d á .5) teve um bom começo. 2 C r 27: O r e i J o t ã o Veja também 2Rs 15. Joás começou bem.25. o poder e o sucesso o levaram à ruína. 4 D t 24.. Como conseqüência. chegando ao ponto de mandar matar o filho de Joiada que o havia criticado em público. . no entanto.1 e 2Crônicas 323 2Cr 2 4 : O r e i J o á s r e s t a u r a 0 Templo Veja também 2Rs 11. 2Cr 2 5 : O r e i A m a z i a s Veja também 2Rs 14.) Deus o atingiu com lepra. Mas como acontece com muitas pessoas boas antes e depois dele. sinal visível do pecado invisível que o impedia de ficar na presença de Deus. • V . v. fiel a Deus (2). Após a morte d o sacerdote. A cmel vitória de Amazias sobre Edom (5-16.. E m seu orgulho. 1 Israel. 21 E m M t 23. Ele manteve e aumentou o reino que havia recebido de seu pai. trucidou os edomitas. A derrota fez o povo se voltar contra ele.1-15) e o lado ruim (26. A O rei Amazias. complementando o relato em Reis) foi o início de sua mina.21—12. Buscou a Deus e estendeu os limites do seu reino para o sul. Certificava-se que seu exército estivesse bem equipado e armado com máquinas de última geração (14-15). Jesus faz referência à morte de Zacarias.21. assumiu o papel de sacerdote. acrescentando Amom à lista dos estados que lhe pagavam tributo.16-23) do reinado de Uzias (como fizera com Asa e Joás). O Cronista descreveu o lado bom (26. 16-20 complementam o registro de Reis. > Cem mil ( 6 ) Melhor se considerado um número arredondado para indicar u m grande grupo. o rei sofreu uma vergonhosa derrota e acabou sendo assassinado. seu conselheiro religioso. Efraim (7) O Cronista deixa claro que está se referindo ao reino do norte (veja NTLIT). Era amigo da agricultura e protegia os rebanhos dos invasores do deserto (10). 23 Isaías recebeu seu chamado de Deus (Is 6) no ano da morte do rei Uzias.16. 2 C r 26: O r e i U z i a s ( A z a r i a s ) Veja também 2Rs 15.

O tema é familiar. 12 O emissário assírio não entendeu as reformas de Ezequias. 2 C r 33. Quando o prédio estava pronto. mas este não foi o caso de Acaz (22-27). Durante quase todo o seu longo reinado. 2Cr 32: O s assírios invadem Judá Veja também 2Rs 18—19. • Altares ( 2 4 ) Para deuses pagãos. • O cântico ao S E N H O R ( 2 7 . O povo não teria entendido aramaico. deixou claro que o mais importante era a atitude do coração. continuava contaminada pela idolatria. 2 C r 31: R e f o r m a s r e l i g i o s a s promovidas por Ezequias Todo este capítulo é um acréscimo ao registro de Reis. • V . cujo povo demonstrava sinais de independência.1-18. 2 C r 29: O r e i E z e q u i a s Veja também 2Rs 18—20. mas a imposição de impostos altíssimos. 25 Veja l C r 25. todavia. • V .34). Após varrerem do mapa o reino do norte. Todos ficaram suipresos com o volume das ofertas para os sacerdotes e dos dízimos para os levitas (10). 19 O Cronista. Manasses foi um dos reis menos piedosos de Judá. ARA) Muitos dos salmos foram escritos para uso no Templo em várias ocasiões. • V . havia destruído os objetos e fechado o Templo: 28. O ataque assírio a Laquis é retratado nas paredes do palácio de Senaqueribe em Nínive. Possivelmente Manasses se envolveu na revolta do irmão de Assurbanípal. • V . Samaria caiu nas mãos da Assíria durante o reinado de Acaz (quando Ezequias era co-regente) — veja 2Rs 17. 2 C r 30: A c e l e b r a ç ã o da Páscoa (Para a origem e o significado da Páscoa veja Ex 11—13). • V. e foi convocado para dar explica- . Q u a n d o "Deus o desamparou". com a colheita de grãos. • O rei sírio (5) Rezim (veja 2Rs 16). não houvera Páscoa como esta desde a época de Salomão. Apesar da péssima reação. • V. Senaqueribe não conseguiu tomar Jerusalém. (Acaz. • V . • V. e continuou até o final das safras de frutos e vinho.324 A história de Israel religião do povo. C . A principal preocupação de Ezequias foi restaurar o T e m p l o a seu uso a d e q u a d o . segundo o Cronista. A alegria foi tanta que a festa foi prolongada por mais uma semana. 3 A data normal da Páscoa era o dia 14 do primeiro mês. • V. rei-vassalo da Babilônia. que dava muito valor às formas adequadas de adoração. A razão. A maioria dos israelitas do norte foi para o exílio e a terra deles foi repovoada. Gade e Nata haviam sido profetas na época de Davi. 15 Muitos sacerdotes e levitas demorarait em aderir à forma reformada do culto (29. Deus até usou o reino idólatra do norte para castigar seu povo e revelarlhes uma clemência quase inédita para com os prisioneiros de guerra. Ainda havia resquícios de bondade em Israel. Ele profanou o Templo c praticou sacrifício humano (6-7). Hinorn (Geena) passou a ter uma reputação sinistra. As reformas se estenderam até ao reino do norte ( 1 ) .24). embora N m 9 também permita a outra data. Mas o Cronista comenta uma mudança de atitude não mencionada em Reis. Cuidados especiais foram tomados para garantir que tudo seria distribuído apropriadamente. Ezequias convidou os poucos israelitas restantes para se unirem a Judá na celebração da Páscoa (9). o rei. os assírios invadiram Judá.1-20: O d e s a s t r o s o reinado de Manasses Veja também 2Rs 21. A terrível apostasia de Acaz quase levou Judá à destruição. é que | na crise o rei de Judá confiou totalmente e m Deus.12-19. mais tarde passou a ser local onde o lixo da cidade era queimado. os sacerdotes e o povo também foram purificados do pecado pela oferta de sacrifícios. 2 C r 28: O r e i A c a z Veja também 2Rs 16. Mas na sua campanha de 701 a . A crise levou algumas pessoas a uma fé mais profunda. a língua diplomática. 18 Eles falaram em hebraico. • Vale de Ben-Hinom (3) Um pouco ao sul de Jerusalém. 7 O povo começou a contribuir em maio. O relato detalhado da purificação e da reconsagração do Templo profanado é característico do Cronista. Is 7. 31 Veja 2Rs 20. era setembro/outubro. o pai dele. Is 36—37. As leis que regiam o culto e a manutenção dos sacerdotes foram reintroduzidas (2-10). 20 Esta não foi uma invasão. Ezequias exibiu seus tesouros com orgulho tolo. j u n h o .

(ouviu-se) a voz de um homem chamando seus companheiros.. E l a mostra c o m o e r a a escrita hebraica a o t e m p o d e Isaias.] e 2Crônicas 325 O canal de Ezequias Para garantir o abastecimento de água em caso de invasão. u m túnel que leva água da f o m e até o tanque. JERUSALEM NA ÉPOCA DE EZEQUIAS U m detalhe d a inscrição q u e registra a conclusão d o canal d e E z e q u i a s . picareta contra picareta. e quando ainda havia três cavados a serem perfurados. . Isto g a r a n t i a o abastecimento d e água d e J e r u s a l é m d u r a n t e u m cerco. E esta é a história da perfuração. cada um na direção de seu companheiro. acompanhando o formato da rocha. um menino que se banhava no tanque de Siloé encontrou uma inscrição que conta a seguinte história: ". através d o canal d e Ezequias.. Então a água escorreu da fonte ao tanque por 1200 cavados.a fonte d e G i o m . O canal d e Ezequias.." Á g u a e r a canalizada desta fonte .. e a altura da rocha acima da cabeça dos operários era de 100 cavados. cada um encontrando seu companheiro. Ezequias canalizou a água da fonte de Giom ao tanque de Siloé. Enquanto (os operários manejavam suas) picaretas. O túnel tem mais de 620 m de comprimento e é tortuoso. Em 1880. os operários atravessaram. até o tanque d e Siloé. E no dia da perfuração. q u e passava p o r b a i x o d a m u r a l h a d a cidade.para d e n t r o d a cidade. pois havia uma fenda (?) à direita.

21-30. 2Cr 34: Josias: u mr e i q u e promoveu reformas Veja também 2Rs 22—23..C. Josias estava cada vez mais livre para tomar medidas politicamente perigosas. embora Ezequias a tivesse reavivado (cap. o sucessor de Josias.'IHI . O rei Josias. • Vs. • Vale d e B e n . O povo lembrou-se de seu livramento da escravidão no Egito. Deus atendeu a oração desesperada d o rei.'!" representava o clímax das reformas (Ir Josias. e isso se deu poucos anos antes de uma segunda escravidão. ao tentar impedir que o Faraó continuasse MIA mau lia IIIMII ao none. Joaquim foi deposto e levado ao cativeiro na Babilô- Esta tabuinha de argila. 2 C r 36. sua morte trágica Veja 2Rs 23. ao norte.. em 605. ape- sar da iniciativa d o rei. que está na Bíblia. Mas em 605 a.. . • Hulda (22) Veja 2Rs 22. 18 Há u ma "Oração de Manasses" entre as obras deuterocanônicas. Mas. c m Carquemis. traz o regfftro «la dei ima dos egípcios na batalha de Girquemis.1. L J JOMJS INTUCCPU o cutt un rgipcio em M'. 2 C r 33. Neste momento a sua celebrai. 4 Estes eram altares construídos pelo avô de Josias. 2 C r 36. 2Cr 36. a reação d o povo foi muito pequena e tardia demais para evitar o castigo. ele foi derrotado por Nabucodonosor.19-26. Jeoaquim começou como vassalo do Egito e acalxni como cativo na Babilônia.C (que 6 pane da Crónica Babilónica). e reformou o Templo. Essa lamentação de Jeremias não nos foi preservada. na Babilônia.i innn. • V. hahili'ni i:. Ultima batalha de Josias U Faixi N i .7. de Judá.1-4: J o a c a z ( J e o a c a z ) Veja também 2Rs 23. • Vs. foi mono.20 acima. Durante seu reinado foi descoberto o livro da Lei (provavelmente Deuteronômio. Josias profanou e d e m o l i u os lugares e objetos de adoração pagã. 3 . principalmente na ordem dos acontecimentos.7 O poder assírio estava em declínio. Após apenas três meses no poder.35—24.it. resultando em atos de arrependimento sincero. rei da Babilônia. » marcho ui drqmnrii pan ajuitar os assírios :ia sua b.32b A história de Israel ções na Assíria após a vitória de Assurbanípal. o rei Manasses. Ao retornar para casa. Assim. ele depôs e deportou Joacaz. 2 0 Em 609 a .H i n o m (6) O vale da Geena (veja 28. talvez numa forma mais antiga).3.8-17. mas nenhum dos dois autores tinha como preocupação maior a cronologia. de 642 a 640 a.9-10: J o a q u i m Veja também 2Rs 24. 2Cr 35: A Páscoa d e Josias. A m o m reinou durante dois anos. C .14. • G a n c h o s (11 ) Os assírios colocavam ganchos ou argolas no nariz de um rei derrotado por eles.1 D Ao moinai. acima). A Páscoa fora negligenciada no período da monarquia. Há algumas diferenças entre os registros em Reis c Crônicas.5-8: J e o a q u i m Veja também 2Rs 23.i i>. do séc.31-34.C. • V. Ncco cli-pOr JNAOU • o leva 1. como realizar reformas religiosas também no território d o antigo reino de Israel.21-25: A m o m Veja também 2Rs 21.C mucre N A tsilalh. Neco estava marchando para o norte com o objetivo de ajudar a Assíria a se defender d o ataque dos babilônios. 6 a.ilh. 30). O verdadeiro significado dos fatos está no que eles ensinam.. Veja 35. • Jeremias c o m p ô s u m a lamentação (25) Não se trata do livro de Lamentações. e sua libertação e seu retorno fizeram com que mudasse de vida. Ele seguiu o mau exemplo de Manasses e foi assassinado por seus oficiais. embora isso não tenha afetado o povo.

rei da Assim.11-21: Z e d e q u i a s .1-7. mas elas foram todas ignoradas. servindo aos deuses. e Zedequias era tio dele.1. 2Cr 36. Mas também falara sobre como Deus continuava a amar o seu povo em exílio e que. J r 37. não oito. O exílio durou cerca de 70 anos. A destruição da cidade e do Templo foi considerada j u í z o de Deus. Veja Lv 25. E z 17. Deus não havia abandonado completamente o seu povo. estes versículos foram retidos no final de Crônicas c repetidos no início de Esdras. Jeremias havia falado palavras duras de juízo e condenação da parte de Deus. até os persas conquistarem o império babilónico. a destruição de Jerusalém Veja também 2Rs 24. nia. • Sábados (21) O Cronista dá a entender que esses descansos sabáticos não foram respeitados no tempo dos reis. Deus deu a Zedequias e à nação muitas advertências por intermédio de Jeremias e dos outros profetas. (Tinha 18 anos quando se tornou rei. num aio ritual em que ele faz o irabalhu de um escravo. 26.34-35. 21.4-7).) . Nesie relevo da Babilônia aparece Assurbanípal.30.22-23: U m a n o v a e s p e r a n ç a Quando o livro de Esdras foi separado do livro de Crônicas.18—25. Crônicas não poderia terminar com o v. o traria de volta à sua terra ( J r 24.3.J e 2Crônicas 3271 2 C r 36. por fim. um castigo que representava morte o u exílio para todo o povo.

que terminou com a destruição de Jerusalém por Nabucodonosor. Mas agora (539 a. 80 anos mais tarde. o que é um grupo pequeno. de 538 a 433 a.C. encontraremos no NT" (Derek Kidner).22-23 e Ed 1. preferindo colocar Esdras com Artaxerxes II. rei da Pérsia. Naquele momento houve uma mudança na política governamental vigente até então. chamado Esdras) abrange um período de aproximadamente 100 anos. Puderam reconstruir seu Templo em Jerusalém (a obra começou em 538 e foi retomada em 520. já dá sinais de transformação no judaísmo que. sua ''cidade santa". da Pérsia. O retorno de Esdras Este é o foco d o livro de Esdras.) . esses acontecimentos da história dos judeus se inserem no período após a queda do império babilónico. 1—2 A volta dos primeiros exilados quando os profetas Caps. quer gostemos dele ou não. Esdras é continuação de Crônicas (2Cr 36. "O que vemos em Esdras e Neemias é um Israel cortado quase até a raiz. Caps. e o grupo de Neemias que voltou em 445.C. 3—6 A g e u e Zacarias A reconstrução do Templo começaram a pregar) e restabelecer Caps.1-13. 7—10 seu próprio culto. que foi conquistado por Ciro. a lei mosaica. e o povo sendo levado ao exílio na Babilônia. mas que recebe novo vigor da 'fonte de nutrientes' que havia negligenciado. Seja quem for. reconstroem o Templo em Jerusalém e restabelecem a lei de Deus.C. pela sua nova preocupação com a pureza. que retornou com Zorobabel em 538 ou 537 a. Esdras e Neemias abrangem os reinados de cinco reis persas. Não se sabe quem escreveu os livros. os exilados que retornaram com Esdras. embora totalmente sujeitos à Pérsia.) a Babilônia caíra nas mãos dos persas (como os profetas haviam predito). a saber. (Veja a profecia surpreendente de Isaías em Is 44.C. 45. Esdras e Neemias descrevem um retorno em três etapas: o grupo principal. Porém a sobrevivência deste "remanescente" era sinal de que Deus continuava a amar o seu povo. Dario II (423-404). Resumo Os judeus retornam do exílio.C. o r d e n a a repatriação dos exilados A política dos reis babilónicos era deportar os povos conquistados. d a P é r s i a . Os judeus puderam voltar a ser judeus. permitiu que os exilados voltassem á sua terra e a J e r u s a l é m . ELÃO PÉRSIA m m E d 1: O r e i C i r o . No plano mais amplo. Entre os que se beneficiaram da mudança de política estavam os judeus. se comparado com o que o povo havia sido antes do exílio. 464-423). O compilador pode ter sido o Cronista ou alguém relacionado com ele.C. Aqui termina a história da nação judaica narrada no AT.22. ou quando foram escritos. Uma das primeiras ações de Ciro foi repatriar os povos exilados e permitir que reinstituíssem o culto aos seus próprios deuses. e um sexto. Página oposta: O decreto d o rei C i r o .ESDRAS Esdras e Neemias (um só livro na Bíblia hebraica. Por causa da dificuldade com a cronologia dos dois livros. O r e t o r n o dosexilados sob Zorobabel e Esdras Ed 1—2 Os exilados judeus a Jerusalém retornam MÉDIA 1 Ecbatana BABItONIA\ - : í S u â . ele parece ter se baseado em memórias pessoais de Esdras e Neemias na edição dos livros que levam seus nomes.000 judeus voltaram do exílio.26-28. em 539 a. e que. em 587 a. que não só permitiu o retorno dos povos exilados a seu local de origem como também os incentivou à prática de sua própria religião. que tem forte apoio arqueológico). em 458 (esta é a data tradicional.1-3 são idênticos). Quase 50. num período posterior (403-357). A data mais antiga seria por volta de 400 a. algumas pessoas questionam o retomo de Esdras e Neemias a Jerusalém durante o reinado d o mesmo monarca (Artaxerxes I. é mencionado em Ne 12..

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representando as 12 tribos (isto é. Ed 3—6 A reconstrução do Templo Ed 3 : Lançados os alicerces do Templo A primeira coisa a ser reconstruída foi o altar. para que a adoração e os sacrifícios recomeçassem. questão de vital importância para os sacerdotes (61-62). 6 Deus garantiu que os exilados. filho de J c o z a d a q u e . 1 Veja 2Cr 36. o cedro selecionado que seria usado na construção deste Templo foi trazido do Líbano. • N e e m i a s (2) Não o mesmo indivíduo que mais tarde seria governador. os clãs de I s r a e l . por volta de setembro/outubro. Zorobabel era neto do rei exilado Joaquim (2Rs 24. Até reis estrangeiros agem conforme a vontade do "Rei dos reis".15). • V. os sacerdotes c levitas. o sumo sacerdote. também deportado de Jerusalém pelo rei Nabucodonosor ( I C r 6. Registros c o m o estes eram p r o v a i m p o r t a n t e de a s c e n d ê n c i a . • V. 19.27. mas de restaurar a antiga e autêntica tradição. 1 Este era o início do novo ano religioso. • V. toda a nação). Este é o Josué que aparece em A g 1.22-23. 6 4 Os números dados não resultam neste total.3536). Mas o trabalho não foi muito i além da colocação dos alicerces. E d 2: U m a lista d e e x i l a d o s repatriados Veja também N e 7. inclusive o Dia da Expiação. não voltassem de mãos vazias. conforme o padrão estabelecido por Moisés ( L v 1—7).31-40. Tudo devia ser feito de modo correto: não se tratava de criar algo novo. os servidores do Templo e os servos de Salomão. 6 3 O sacerdote faria o sorteio sagrado (com o Urim c Tu mim) para saber de Deus se estes sacerdotes eram aceitáveis. Alista as cidades às quais o povo retornou. A exemplo do que havia ocorrido na época de Salomão (veja 2Cr 2). Este capítulo alista os líderes. . A ação de C i r o é estimulada por Deus.1 e Z c 3.15). a exemplo dos israelitas que saíram do Egito ( Ê x 12. • Barzilai (61) 2Sm 17. J o s u é / J e s u a . A frase "como está escrito na Lei de Moisés" é quase um refrão no livro de Esdras. 2 N e 7 alista 12 líderes. • V. os lugares onde suas famílias haviam v i v i d o . Pode ter havido erros na cópia ou na interpretação dos números. quando eram celebradas as festas principais.A história de Israel • V. • V.

na prática.12-26 foram escritos em aramaico. U m povo separado. u m sacerdote que podia traçar sua genealogia na volta a Jerusalém. Dario conferiu os registros da corte. 331 • Vs. da qual faziam parte toda a Palestina c a Síria. • Judá e Benjamim (1) A maioria dos exilados repatriados era do reino do sul. Dario. • V. mas junto com outros "deuses" (2Rs 17. Eles também ofereciam sacrifícios ao Deus daquela terra.18. que l i d e r o u o primeiro g r u p o d e exilados Ed 7 —10 Esdras O restante d o l i v r o focaliza Esdras. E d 5—6: A c o n c l u s ã o d a o b r a Incentivado pelos profetas Ageu e Zacarias. o rei do que fora o território assírio. Para uma nação que passara recentemente p o r um segundo êxodo. liberto p o r Deus do seu cativeiro na Babilónia. Seus "inimigos" eram o povo miscigenado que o Rei EsarHadom. "Aquém do Eufrates"/ "Eufrates-Oeste": este era o nome da quinta "satrapía" ou província persa. O s trechos de Ed 4. Mas os judeus não aceitaram a ajuda.19 A Páscoa é celebrada em março/abril. 1-5: os colonos ofereceram ajuda. Os judeus tiveram autorização oficial para seu Templo. trazendo outros para dentro do relacionamento de aliança com Deus. • Rei da Assíria (22) Isto é. Os vs.8—6. A R A ) Versão aramaica de Assurbanípal ( N T L H ) . Em quatro anos o T e m p l o foi completado c o povo pôde celebrar a Páscoa. o que levou os colonos a causar problemas.3. 12 Os mais velhos choraram ao se lembrarem das glórias do Templo que fora destruído. Desta vez a tentativa de levar o novo rei.24-41). colocara na terra e que mais tarde viria a ser conhecido pelo nome de samaritanos. • Osnapar (10. até para as dimensões e materiais usados. o povo reinicia a construção. • 6. e não em hebraico como o restante do AT. Eles adoravam a Deus. a embargar as obras teve o efeito contrário. crucificação. Em contraste com 4. mas tam- Escavações j u n i o a o ângulo sudeste d a esplanada d o T e m p l o revelaram pedras que provas'elmente remontam ao tempo de Z o r o b a b e l .11 Uma forma comum de execução na Pérsia. o Deus de Israel" ( N T L H ) . Aqui o pomo da discórdia era a reconstrução dos muros (12). • 6. 7 O aramaico era a língua diplomática internacional do império persa. quase 100 anos mais tarde.Esdras bém "todos aqueles que haviam abandonado os costumes pagãos dos povos da terra de Canaã e tinham passado a adorar o SENHOR. 10-11 Veja l C r 25. Este era o "remanescente" de Israel. da Assíria. .3. Ed 4: O s i n i m i g o s p a r a l i s a m a obra Vs. fiel à sua identidade. Havia dois coros (ou coro e solista) cantando alternadamente. até Dario subir ao trono (24). 6-23 interrompem a seqüência cronológica para completar o relato da oposição até a época de Esdras e Neemias. 7. • V.21 registra que comeram da carne dos sacrifícios não só os judeus repatriados. E d 6. e descobriu o rolo em que o decreto do rei Ciro fora escrito. Conseguiram paralisar a obra por 15 longos anos. mas não fechado sobre si mesmo. 23 Esta é a situação descrita em Ne 1. • V. isto teve um significado muito especial.

os escribas j u d e u s passaram a desempenhar uma tarefa mais especializada. para que não repetisse os erros passados. Veja Introdução. e lhe pagavam para formular o documento. Pedaços de cerâmica quebrada eram usados para fazer anotações e foram recuperados dezenas destes. • V. Para fazer um contrato ou escrever uma carta. 27. o primeiro sumo sacerdote (7. Provavelmente um número maior de pessoas sabia ler. a rainha que salvou o povo judeu do extermínio. O hebraico e o aramaico geralmente eram escritos com pena e tinta sobre folhas ou rolos de papiro ou pergaminho. também. Esdras era um estudioso da lei de Deus. Esta era a posição de Esdras: posição que aumentara de importância na sua época. embora muitos conhecessem a escrita. o que dificultava a compreensão da lei. era o escriba quem geralmente lia — e interpretava. mas não sabia escrever. • Sétimo ano (7) O u possivelmente o trigésimo sétimo ano. e nas cavernas do mar Morto é que puderam sobreviver algumas amostras.22. os escribas haviam se tornado especialistas nesta tarefa. onde o texto muda do aramaico cm que foi escrita a carta do rei persa para o hebraico. o novo rei da Pérsia. Artaxerxes. Mas alguns dizem ser Artaxerxes I I . 9 A jornada de 1. . Mesmo assim.500 km levava quatro meses.1-5). A p a r t i r d a época de Esdras. e Esdras recebeu sanção oficial para ensinar a lei e designar magis- trados na sua terra natal. se necessário. O número de pessoas que falavam hebraico havia diminuído em relação ao período anterior ao exílio. que remontam ao Israel e Judá dos tempos antigos. E d 7: M a i s e x i l a d o s r e t o r n a m com Esdras A história de Ester. 1 Segundo a tradição. simpatizava com os judeus. por exemplo. Anotações e registros podiam. Todos estes materiais de escrita se decompõem no solo úmido da maioria das regiões do mundo bíblico. São em grande parte anotações curtas e listas que não tinham muito valor ou foram descartadas após sua informação ser incluída em registros maiores. a A r ã o . Somente em locais muito secos do Egito. ser feitos em placas de madeira cobertas com cera.332 A história de Israel O escriba Alan Millard A maioria das pessoas no mundo bíblico não precisava aprender a ler ou escrever. pois coletores de impostos faziam cobranças ou o rei alistava seus soldados. Este "escriba". realiza basicamente a mesma tarefa dos escribas d o passado. sentado d o lado dc fora d e u m banco d o O r i e n t e Médio. Artaxerxes I.) • V . No período do NT. se encaixa neste intervalo de quase 60 anos que separa 7. (As próprias memórias de Esdras parecem ser citadas a partir do v. as pessoas iam ao escriba que ficava sentado na rua ou junto ao portão da cidade. oferecer sacrifícios e embelezar o Templo.1 de 6. Ele a ensinaria à nova comunidade do povo de Deus.

aqueles que deviam ter dado exemplo moral.18 Esta lista. quando o povo se reúne outra v e z . Esdras reaparece. O fato de Esdras se identificar de perto com os transgressores e a grande tristeza expressa em sua oração ferem a consciência do povo. mas nem os horrores da derrota e do exílio haviam levado o povo a aprender a lição. sem intervalo. com vários subordinados.36 (um livro apócrifo o u pseudepígrafe) supre os detalhes do (provável) divórcio e da expulsão de mulher e filhos. Ed 9 — 1 0 : A q u e s t ã o dos c a s a m e n t o s m i s t o s Desde seu retorno. > Sátrapas (36) Governadores. • 10. num papel mais positivo. Alguns deles (como M l 2. mas sobre as pessoas alistadas em 10. Podemos vê-los. ( A maneira como Deus. Esdras enfrentou uma longa e perigosa jornada num momento de grande instabilidade. Veja também Ne 13. sacerdotes e levitas. onde está a conclusão da história. tremendo. mas porque isso levava à idolatria.) Esses casamentos mistos e a idolatria resultante haviam sido um fator importante na ruína da nação no tempo dos reis.Esdras Ed 8: A l i s t a d o s q u e v o l t a r a m c o m Esdras 0 grupo que acompanhou Esdras — mais de 1. A culpa por toda a tristeza dos casamentos desfeitos não caiu sobre Esdras. em Neemias cap. Trouxeram consigo contribuições de 22 toneladas de prata e 3.44.18-44.1-5).400 kg de ouro. • 10.10-15). por mais doloroso que fosse. 2. Deus havia proibido isso ( D t 7. Geralmente havia apenas um em cada "satrapia" o u província. e aqueles que são fiéis a ele. Assim. se preocupa com os não-judeus j á foi vista em 6. não é de surpreender que Esdras tenha ficado muito angustiado ao saber da situação. Na Bíblia Hebraica. não podia pedir uma escolta ao rei! Sua oração foi sincera e sua fé recompensada pelo salvo-conduto do próprio Deus. 333 . os homens que se casaram em desobediência à lei de Deus. sob a chuva de dezembro e quase podemos o u v i r a discussão que se seguiu (10. levando-nos às palavras iniciais d o livro de Ncemias. o relato não termina com Ed 10. 8. gente do povo e alguns relutantes levitas. por vontade própria. ao contrário da lista do cap. mas continua. não p o r preconceito racial.44 O texto da segunda parte da sentença foi danificado. líderes e pessoas do povo haviam se casado com pagãos daquele lugar.21 e é característica marcante dos livros de Rute e Jonas. Pediram que ele tomasse uma atitude. Assim. tendo afirmado sua confiança em Deus. E. lEsdras 9. toda a assembléia se reuniu para ouvir a sentença de Esdras.10-16 deixa claro) haviam até desfeito o casamento anterior com uma mulher do povo j u d e u para se casarem com uma estrangeira. começa com os nomes dos sacerdotes culpados.700 pessoas — incluía sacerdotes. para ouvir a lei de Deus.

u m o r g a n i z a d o r e líder. A história d o governador Neemias. estava na cidade de Susã. ele. o rei consente O estado lamentável em que se encontrava Jerusalém era conseqüência direta do decreto de Artaxerxes de que a construção devia cessar (Ed 4. era um ninho de rebeldes. Corria o ano d e 445 a. Sua responsabilidade era provar o vinho do rei. q u e c o m e ç o u em Esdras.27 a o final. ele tinha um plano prático para apresentar ao rei. Então. 6. 10 Refere-se ao êxodo. 3—7 a preocupação de A reconstrução dos Neemias p o r seu muros de Jerusalém p o v o era m a i o r Caps. um homem de coragem e determinação com vastos recursos espirituais ao seu dispor. 6 Neemias voltaria após 12 anos como governador (5. Deus resp o n d e u sua oraCaps. 11—13 ção. foi reconstruído no mesmo local dos muros anteriores. ao começar a sua viagem (cerca de 320 km mais longa que a de Esdras. e o nome judaico Tobias seria usado por uma família poderosa em Amora durante os séculos seguintes" (Kidncr). Neemias arriscou sua própria vida para defender uma cidade que.Assíria.6) era um chefe tribal de Quedar no norte da Arábia.Resumo NEEMIAS A história d o retomo dos exilados.C. Mesmo ao deixar sua tristeza transparecer na presença do rei.1-9.23). Portanto. embora a maior parte das pedras antigas fosse inútil (veja 4. d i z Neemias ( N e 1. Estes dois eram homens importantes. teve ao seu dispor uma escolta militar. trouxe más notícias dos israelitas que moravam em Jerusalém (veja E d 4. N e 1: M á s n o t í c i a s d e c a s a . em segredo. e a ação foi intensa nos meses seguintes. N e 2: A m i s s ã o d e N e e m i a s . num total de aproximadamente 1. Neemias é a t i v o d e s d e o início — u m h o m e m prático. D t 30.2 abaix o ) . A g r a v u r a mostra um copeiro que serve o rei Assurbanípal II. Caps. Ao contrário dc Esdras ( E d 8. .2).75 m de espessura). segundo as informações repassadas ao rei. quando surgiu a oportunidade. apesar de toda oposição. que reconstruiu a cidade d e Jerusalém. quando Deus resgatou Israel do Egito. a oração de Neemias Em dezembro de 446. Isto sem falar que. durante um banquete. ARA) O rei persa. com certeza.1-5. Neemias ocupava uma posição de confiança: era copeiro na corte persa e. Neemias não mencionou seus planos a ninguém antes de fazer. mas o período combinado nesta ocasião provavelmente era menor. 8—10 que seu bem-estar A lei e aliança de Deus pessoal.19) Veja lambem 4.1-18. • V . naquela ocasião. A o c o n t r á r i o d o q u i e t o e retraído Esdras. Tobias (10. ele estava Ne 3—6 "Nesse l e m p o e u era copeiro d o r e i " . da . A o chegar em J e r u s a l é m . o irmão de Neemias (veja 7. 1—2 Neemias retorna da Pérsia Ne 1—2 Neemias retorna a Jerusalém se arriscando. boa parte fora saqueada para uso cm outras construções nos 150 anos desde a destruição babilónica. para verificar se estava ou não envenenado. • Sambalate. 13. 1—7. a capital de inverno. referindo-se a o rei da Pérsia. e d e 12. para construir aproximadamente 2. como lhe era característico. continua em Neemias. " U m documento de 407 a. O muro leste era novo (com 2. Quanto ao restante. Neemias c o n t a sua p r ó p r i a história na primeira pessoa n o s caps. ele estava tão preocupado com seu povo que durante quatro meses lamentou e o r o u pela situação.14).11). Embora distante de sua terra natal. • V. A reconstrução de Jerusalém dos muros Sob a liderança dinâmica e inspiradora de Neemias foram necessários apenas 52 dias. • L e m b r a .760 km).C q u a n d o o Rei Artaxerxes I d e u a Neemias p e r m i s s ã o para r e t o r n a r a J e r u s a l é m .4-9. Mas Caps. Hanani.7-23). (38 anos após os acontecimentos deste capítulo) refere-se a Sambalate como 'governador de Samaria'. " G c s é m " (6.4 km de muro.22).t e d a p a l a v r a (8) Por exemplo. uma inspeção pessoal da cidade. e Artaxerxes A dedicação dos muros atendeu seu pedida cidade do. • Este h o m e m (11.

no entanto. A lista menciona sacerdotes c perfumistas. A maioria dos lugares mencionados não pode ser identificada atualmente. No entanto. c também mulheres. astuto como sempre. Veja o mapa. a Porta do Peixe (3). extremidade leste. Os líderes mencionados eram cidadãos estabelecidos há mais tempo. c possuía u m líder dinâmico. no canto noroeste da cidade de Davi. depois o terrorismo de oponentes poderosos. pôs as pessoas para trabalharem perto de suas próprias casas. nem Esdras nem os homens de seu grupo são mencionados. ficava no muro norte. no canto noroeste. N e 4: N e e m i a s v e n c e a o p o s i ç ã o O povo tinira vontade de trabalhar. tiveram que enfrentar primeiro o ridículo. Pessoas de todo tipo se u n i r a m para a reconstrução. A Porta das Ovelhas ( 1 ) . a Torre dos Fornos (11). A resposta de Neemias . Neemias. pelas quais naturalmente se preocupavam mais. Alguns se encar- regaram de duas seções. governantes. ourives e comerciantes.Ne 3: O r g a n i z a n d o o t r a b a l h o Este capítulo descreve a obra como tendo começado do lado noite e indo no sentido antihorário.

o trabalho foi realizado no calor do verão) os muros ficaram prontos. Eu. E em menos de dois meses (por volta de agosto/setembro. vamos perdoar essa que " o nosso Deus lutará por nós!" (20). Neemias tomou medidas enérgicas para corrigir isto. 17-19 O cap. o seu estilo pessoal de governador. cobrando juros de seus compatriotas e vendendo-os como escravos para estrangeiros.. A CIDADE DE JERUSALEM NA ÉPOCA DE NEEMIAS KA A/f (büHan ftrucsäft*JÄ ci.. • V . do Lixo Porta da Fonte Templo ICidädecflBv E/C to . os seus campos.336 A história de Israel. N e 6: C o m o a s c o n s p i r a ç õ e s não deram e m nada. mas zelo pela honra de Deus que Neemias. dívida. Ele não deixou que nada o desviasse da realização da tarefa que havia recebido de Deus. Portanto.. • V . Mas e as suas casas!" a razão que subjaz a elas não era vingança (Reformas sociais d e pessoal. 4-5 Orações d o A T como esta não e de oliveiras condizem com os padrões de Cristo.. 14-19 nos transportam 12 anos para o futuro.. Os inimigos de Neemias Jerusalém 1 ¿>C3^> t AMOM f ÁRABES Fu} foi oração e fé. grande e temível e pelejai" (14). aliadas com ação prática: "oramos. 10 Apenas sacerdotes podiam entrar no Templo como tal.. "lembrai-vos v o c ê s estão do Senhor. "O que NTLH) N e 5: O e s c â n d a l o d e j u d e u s reduzidos à condição d e escravos E n q u a n t o Neemias resgatava escravos hebreus e emprestava d i n h e i r o e oferecia comida aos pobres (inclusive entregando o dinheiro a que tinha direito como governador). vocês também. os judeus ricos desobedeciam à lei (Èx 22. e o fogo fez com que as pedras d o local E devolvam agora mesmo se desintegrassem. Os vs. tentaram fazer chantagem (5-7) e apelar para a intimidação (10). 5 revelou uma "ameaça interna". estava em jogo quando seu povo era atacado. Quando isto falhou. Ele agia desta forma p o r respeito a Deus e suas leis (15).11) foram fora de série. queriam levar Neemias a violar a lei. N e 7: O s e x i l a d o s q u e r e t o r n a r a m Concluída a obra...9-11. e neles Neemias descreve. s e g u n d o Ne 5.25).8. As respostas de Neemias (3.. e os meus Sua confiança inabalável vinha da certeza de companheiros. Até os inimigos de Israel foram forçados a reconhecer que num feito extraordinário desses só podia estar presente a mão de Deus. u m fato que colocava em risco todo o empreendimento. as suas plantações de uvas • Vs. 2 Os muros haviam sido queimados. Tentando fazer medo. perdoem iodas as dividas deles. • T r i b u t o d o rei (4) Os persas impunham aos povos conquistados pesados impostos sobre o uso da terra. • Vale d e O n o (2) Ficava cerca de 40 km a noroeste de Jerusalém. a obra foi t e r m i n a d a A oposição percebeu que sua única chance de fazer parar a obra era livrar-se de Neemias. descobrindo que j á existia uma listagem anterior. dadas as ordens e distribuídas as tarefas (1-3). • Vs. Neemias decidiu criar um registro de todas as famílias presentes. bem como tributos de outra natureza. Estes versículos revelam deslealdade por parte dos líderes judeus. e pusemos guardas" (9). Sua primeira tentativa foi tentar persuadi-lo a deixar Jerusalém para i r conversar com eles (2). fazendo é errado!. a seu favor.

7—10 d o livro de Esdras. Aquele era o "sétimo mês". passa a recordar suas demonstrações de amor e fidelidade para com U m a poria tia antiga cidade de Jerusalém. Erros foram corrigidos e o povo se voltou a Deus com confissão e adoração. como indica o v. d u r a n te sete dias eles moraram em cabanas feitas de ramos. O arrependimento da nação foi genuíno. consciente d a extensão das suas falhas (assim como havia sucedido ao rei Josias. Ne 9 . após o decreto de Ciro. A o ser notificado de tudo aquilo que Deus espera. veja notas) referem-se ao primeiro e principal grupo de judeus que voltou em 538 a .Os vs. por tristeza. 2Rs 22). escritos n a terceira pessoa. 8). a obra da criação de Deus. o povo mencionou. 6-73a (quase idênticos à lista dc Ed 2. reaparece para assumir a liderança nas questões religiosas. que foi o prelúdio para a renovação da aliança. Ne 8: E s d r a s l ê o L i v r o d a L e i O povo pediu para Esdras trazer o Livro da Lei ( 1 ) . Ne 8—10 A lei de Deus: a é renovada aliança O que é descrito nesses capítulos ocorreu poucos dias após o término da restauração dos muros. 1 . Estes capítulos.3 7 : O p o v o s e a r r e p e n d e Aqui. E pela primeira v e z desde Josué ( o líder que sucedeu Moisés). muito tempo atrás. após o êxodo d o Egito. o sacerdote e mestre da Lei dos caps. Depois. interrompem as memórias d e Neemias que serão retomadas a partir de Ne 12. o início do ano novo com suas importantes festas religiosas. em primeiro lugar. o p o v o se entristeceu.27. C . a festa foi seguida por um jejum. Na oração. redescobriram as instruções originais para a Festa dos Tabernáculos ou das Barracas. em lembrança da peregrinação de seus ancestrais pelo deserto. invertendo a ordem normal. (Talvez também tenham traduzido para alguns que falavam aramaico c não entendiam hebraico. . Esdras. e a alegria. Esdras leu e os levitas explicaram para uma audiência paciente e atenta. Durante a leitura.

O p o v o j u r o u manter. desejo de assinar novamente a aliança só tu és o SENHOR! com Deus. especificamente. depois os chefes dos grupos de famílias de sacerdotes. cada uma liderada por um coro.27-47: A d e d i c a ç ã o dos muros da cidade Agora retornamos às memórias de Neemias narradas c m primeira pessoa. moravam em . • 12.1—12. O sumo sacerdote. tas e líderes assinaram em nome do o mar e tudo o que há neles. onde ficou por algum tempo.6) mento (de lealdade a D e u s ) .3 é como as anotações de um editor. O propósito é que estas pessoas e seu cronista estavam cientes de suas raízes e sua estrutura como povo de Deus. tantas vezes quebrada. 1 Vestir roupas feitas de pano grosseiro e pôr terra na cabeça eram sinais de tristeza. de lamemação pelo pecado (veja J n 3.1-26 relaciona primeiro os sacerdotes e levitas que retornaram com Zorobabel. os impostos. • 11.38—10. o governador. por causa do seu pecado. deparou-se com abusos que ameaçavam a Lei de Deus (15-22). p o r incrível que pareça. O acordo foi ratificado no estilo tu conservas a lodos com vida. NeeTu fizeste o s c é i r s e as estrelas.44—13.338 A história de Israel Ne11—13 A obra de Neemias continua Hsravaçõcs arqi lógicas revelaram parle dos muros d e Jerusalém d a época de Neemias. os dízimos e as ofertas para manter os serviços do Templo. Duas procissões. "Obedeceremos a tudo o que o SENHOR.23 Veja l C r 25.2-17). os sacerdotes. mias. 12.' tradicional com uma maldição (sobre aqueles que o quebrassem) e um jura(O início d a oração d o p o v o e m N e 9. . nosso Deus. encerrando com os deveres em relação ao Templo.6-37) p r o d u z i u u m "O « e u s . Neemias retomou à cone do rei Artaxerxcs. leviTu fizeste a terra. Foi um momento de ruidosa alegria e efusiva celebração. e registros das famílias de sacerdotes c levitas. No v. "Não foi o pedantismo burocrático que conservou estes nomes. as exigências da Lei em relação ao casamento. 11. encontrando-se na área do Templo para o ato final de ação de graças e os sacrifícios. o sábado. O povo já havia quebrado muitas das promessas que recentemente fizera a Deus (cap. Em 433. N e 13: A b u s o s e r e f o r m a s O trecho de Ne 12. instalando-se num lugar qualquer" (Kidncr). 10). depois os descendentes do sumo sacerdote Josué. Nós não abandonaremos a casa do nosso Deus" (39).26: R e g i s t r o s do povo Ne 11.3-19 provavelmente c uma lista daqueles que |. os sacerdotes e os levitas.25-36 relaciona as vilas ocupadas. 0 número aumentou através cie uma convocação compulsória de 10 por cento da população das vilas circunvizinhas.39: A r a t i f i c a ç ã o da aliança A recapitulação da história do p o v o na grande confissão (9. povo. Ao voltar a Jerusalém. a identidade da nação (23-27) e o sacerdócio (28-29). desde a época de Abraão até aquele momento. . . • V . Isto não é uma turba de refugiados.9 Havia dois coros que cantavam ou recitavam em resposta um ao outro. uma nação rebelde. Ne 12. após ocupar o posto de governador por 12 anos. 4 Neemias recomeça o seu relato.Jerusalém lc substancialmente a mesma lista de l C r 9. N e 11. quando se achegam de Deus na condição de escravos em sua própria terra.6). havia permitido que Tobias (provavelmen- N e 9. nos manda ( 2 9 ) . avançaram em sentidos opostos ao longo do topo largo do muro.

sem a fé inabalável e a ação destemida desses dois líderes. poderia levar a fé judaica rapidamente à beira da extinção. e segurança para o p o v o de Jerusalém. Para este fim sua rigidez com relação a casamentos mistos foi essencial.Neemías te um amonita. São notáveis os feitos de Esdras e Neemias nos anos cruciais eme se seguiram ao retorno de um p o v o dizimado do exílio. mas era conseqüência de suas religiões depravadas. para o sustento deles. (0 AT não condena casamentos inter-raciais. A i n d a hoje se podem v e r muros eomo estes. n o tempo d e Neemias. E mais uma vez (veja E d 9 —10. 24 Neemias preocupava-se com a nova geração. que há de mais baixo na natureza humana. significava pa?. O que aconteceria com a identidade da nação — recentemente recuperada — se isto continuasse? . As leis do sábado eram violadas de forma descarada. cerca de 30 anos antes disto) os israelitas casaram-se com mulheres estrangeiras. quando ambos os cônjuges adoram o Deus de Israel: o casamento da moabita Rute com Boaz é um dos vários exemplos de "estrangeiros" aceitos na família de Deus. O projeio cie reconstrução dos muros. A manutenção dos levitas não estava em dia. um inimigo de Neemias de longa data. • V . A oposição às mulheres estrangeiras não era baseada na raça. apesar de seu nome j u d e u ) . talvez não teríamos tido a sobrevivência de uma religião e de uma comunidade judaica bem distintas — com tudo que isso significa para o mundo (especialmente à luz da obra de Cristo). usasse uma sala grande do Templo. Sem o ensinamento da lei. construídos n o tempo das cruzadas. Neemias reagiu com palavras duras e rapidamente entrou em ação para corrigir estas situações. com sua permissividade e seu apelo a tudo Jerusalém era u m a cidade f o n i lirada 339 desde tempos remólos. porque o povo não estava dando o suficiente.) A história lhes ensinara que a mistura do paganismo.

Era filho de Dario I. . O historiador grego I leródoto o descreve como um homem cruel. estejam eles onde estiverem. o harém c um "paraíso" (jardim). e mostra como ela foi frustrada. a execução por enforcamento — expressam de forma precisa o mundo persa da época. inclusive referências a Resumo A história de uma jovem judia que se torna rainha da Pérsia e. o clímax de uma demonstração de seu poder e riqueza que se estendeu p o r seis meses. Assuero é mencionado cm Ed 4. um império que se estendia do Indo ao norte do Sudão. porém. Para os judeus. Quem é o autor? Não sabemos. uma das paredes do palácio de inverno. Alguns cristãos o consideram pura ficção. em Susíi. (Elas podem ser encontradas nas edições católicas da Bíblia. O u talvez houvesse outras rainhas que desconhecemos. Há seis adições principais. C . cidade no Elão. As opiniões sobre o livro variam. frustra um plano de exterminar o povo judeu. Na época eni que o rei Assuero se divorciou da sua rainha e Kstcr foi levada para a cone real. Também explica a origem da festa judaica de Purim. em grande parte por causa da aparente improbabilidade dos acontecimentos. excêntrico e sensual — o que corresponde a seu caráter neste livro. acreditam que o conhecimento que temos sobre a vida no Império Persa no século 5 a. o uso de mensageiros. Mas sua rainha (não sabemos por que razão) recusou-se a atender seu desejo de torná-la parte da exposição. • Rainha Vasti (9) Heródoto diz que Amestris era a rainha de Assuero. cerca de 320 km a leste da Babilônia. Assuero (Xerxes I).ESTER O livro de Ester conta a história de uma tentativa de extermínio do povo judeu que se passa nos dias do rei persa. Certamente muitos detalhes contextuais — costumes da corte. A Bíblia de Jerusalém insere essas adições no texto.C. de inscrições persas e tabletes de Persépolis — nos dá boas razões para considerarmos o livro de Ester como obra essencialmente histórica. Escavações revelaram a sala do trono. e nos Apócrifos da Bíblia protestante). Outros. Et 2 : Ester se t o r n a E n t r e os caps. as .-i lamina.6. o livro pressupõe a convicção de que Deus tem como interferir nos planos dos homens. • Enviou cartas (22) Dario estabeleceu um serviço |X)StaI excelente que operava em todo o império. Qtiaii• persa. É possível que Vasti ("melhor" ou "amada") seja seu nome persa. Outros o consideram um romance histórico ou conto baseado em fatos reais. trazia esta decoração na qual aparece um gualda Deus (e às vezes omite material do texto hebraico). o rei depôs a rainha Vasti. — tirado das obras do historiador grego Heródoto. Embora não mencione o nome de Deus. 1—2 do da desastrosa guerra batalhas de Termópilas rainha se encaixa o períocontra os gregos. com a ajuda de seu primo Mordecai. Adições g r e g a s a Ester 0 texto grego da Septuaginta acrescenta parágrafos inteiros ao livro. Ester é um livro de instrução (lei) e história (narrativa). Mas seu nacionalismo e conhecimento preciso das tradições persas indicam que ele provavelmente era um judeu que viveu na Pérsia antes do império cair nas mãos dos gregos. a proibição do luto. X e r x e s ) g o v e r n o u de 486 a 465 a . confirmando o que o autor diz sobre a origem do Purím. Recentemente a palavra puru foi encontrada inscrita num dado. E seguindo o conselho de seus astrólogos. que lhe deixou vasta riqueza e u m n o v o complexo de palácios luxuosos em Susã. A Vulgata latina de Jerônimo {século 4) tornou estas passagens parte dos livros deuterocanônicos. num total de 107 versículos. usando tipos itálicos para distinguir essas seções do restante do texto. E t 1: A s s u e r o d e s t r o n a s u a r a i n h a 0 imperador persa Assuero ( n o grego. Em 483 ele deu um grande banquete.• S . e de que ele nunca se esquece de seu povo em suas necessidades. Sua capital de inverno (insuportavelmente quente no verão) era Susã.

há fortes indícios de precisão histórica. veja 6. embora nâo tivesse acesso direto ao rei. substituindo a rainha Vasti que. Entre as belas jovens selecionadas para irem à capital para 12 meses de tratamento de beleza. capital da Pérsia durante o reinado do rei Xerxes (Assuero). Como resultado. • V s . Hadassa . o rei da Pérsia razia uso de louça l u x u o s a . o rei estendeu seu cetro para recebê-la. verificar se Ester estava bem e lhe enviar mensagens. se recusara a comparecer diante do rei. Ela pediu que jejuassem durante três dias. anos se passaram até o rei conseguir escolher uma nova rainha. ela agradou o rei e ele a tornou sua rainha. Ester. que manteve em segredo sua identidade estrangeira. c o m o esta tigela d e o u r o batido. Mas isto não deveria causar espanto. e ao mesmo tempo demonstrando respeito. seus bens foram repassados a Ester. Eles viviam em Susâ. Dentre as mais belas virgens do reino. Hamã ficou furioso e quando descobriu que Mordecai era judeu. Isto provavelmente significa que sua família estava entre os cativos. prima de Mordecai. e dividia as atenções do rei com centenas de outras mulheres. a não ser que fosse convocada por ele. serem examinadas pelo rei. Quando Xerxes nomeou um homem mau chamado Hamã para o posto mais elevado entre os seus nobres. e os outros começaram a se prostrar diante dele. era. Seu nome judaico era Hadassa." Quando o momento potencialmente perigoso chegou. c isto é importante para o enredo à medida que a história vai se desenrolando. pedindo ao rei o que ela queria. Os judeus fizeram uma grande celebração. Embora a história de Ester pareça um conto de fadas. Isto lhe permitia ficar perto dos portões. prometendo abordar o rei no final deste periodo. entre os exilados que haviam sido levados de Jerusalém por Nabucodonosor. após a morte de seus pais. Ester.1-2). mesmo sabendo que eram ordens do rei. Outro elemento importante é a descoberta de um plano para assassinar o rei. e os judeus atribuem a origem da Festa de Purim (veja "As grandes festas religiosas") aos acontecimentos registrados nesse livro. planejou acertar as conlas ordenando a morte de todos os judeus. Ele até persuadiu Xerxes a transformar seu plano em decreto real. pois foram nomes dados no cativeiro. Mais tarde perdeu a paciência e construiu uma forca para matar Mordecai. A identidade judaica de Ester é mantida em segredo (10). Ele não podia sequer aproximar-se do rei sem correr risco de vida. morrerei. e Mordecai foi elevado à posição de segundo homem mais importante do reino. Um relatório desse fato foi inserido nos registros da corte (23. e depois em grande parte esquecidas. Tudo indica que Mordecai era um oficial subalterno que trabalhava no palácio. Mas Ester era uma rainha sem poder nem privilégios. N o seu b a n q u e t e . que se tornou um evento anual por decreto de Ester e Mordecai. Mordecai se recusou a honrá-lo dessa forma. e em vários encontros Ester agiu com astúcia e coragem. os judeus foram salvos. Quando chegou sua vez. "Se eu tiver que morrer. Seu comportamento é um impressionante exemplo do uso do charme feminino e até da fraqueza para conseguir apoio e autoridade para uma causa. feita por Mordecai. estava um jovem j u d i a .C.Ester 341 Retrato de Ester Frances Fuller Ester era uma bela jovem judia que fora criada por seu primo Mordecai. Hamã foi morto na forca que construíra para Mordecai. o rei Xerxes escolheu Ester para ser sua rainha. a única esperança dos judeus. q u e faz parle d o T e s o u r o d e O x u s . 5-6 Mordecai teria quase 120 anos se ele próprio tivesse sido exilado em 597 a. ao ser convocada. como este versículo informa a respeito do nome de Ester. • H a d a s s a / E s t e r (7) Algumas pessoas se incomodam com o fato de os nomes "Ester" e " M o r d e c a i " serem semelhantes aos dos deuses babilónicos "lstar" e "Marduque". agora.

Ela convidou o rei e seu favorito para um jantar. Aqui. o que agravou ainda mais as acusações feitas contra ele. Sua esposa e seus amigos. E continuou: "Você vai perder na ceita". como uma semente fé.i ao convencer Ester e m Et 4. E t 8: M o r d e c a i é p r o m o v i d o . na qual pretendia enforcar seu inimigo. mas não há meio de saber se era Mordccai. • C o b r i r a m o rosto d e H a m ã (8) Isto era um sinal da sentença de morte. disse a esposa de Hamã. A comunidade judaica deveria apoiá-la em jejum (e supos- .342 A história de Israel Ester arriscou a sua v i d a . sem ser convidada. sem saber do parentesco entre Ester e Mordecai — ficou muito honrado. um novo decreto Ainda restava o problema d o decreto de Hamã. quando. mas sua fé lhe dava a certeza de que a ajuda viria. Possivelmente ele achou que a exigência de Hamã ia "Tendo prendido nossa jrnasimiçcio. Hamã na mente do leitor. Foi para casa e construiu uma forca mais alta que os muros da cidade. "Mordecai é j u d e u " . baseado num equívoco. descobriu sua dívida para com Mordecai. • Tebete (16) Dezembro/janeiro de 479 a. Mordecai fez pressão sobre pressão. supersticiosos. A única alternativa era arriscar-se e ir sem ser convidada. Hamã planepara ajudar java conseguir esses recursos tomando os bens mima situaçtio como estai" dos judeus e confiscando suas terras. Mesmo preocupada. pediu que lhe fossem lidos os anais da corte. Ester fez seu pedido.. foi a pergunta que o rei dirigiu a Hamã. E t 7: A m a l d a d e d e H a m ã é revelada Após o jantar na segunda noite. • Meu p o v o (4) Quase casualmente. foi a presença d o rei. "Que se fará ao homem a quem o rei deseja honrar?". Hamã resolveu transplantada para solo fazer uma "limpeza étnica". além da reverência normal da corte e exiuma história gia certa adoração que violava sua própria pode "decolar" c. O consentimento do rei foi facilmen"Talvez você te obtido: bastou acusar os judeus de rebelião tenha sido e prometer um aporte extra de 342. Ester revelou seu segredo. Mordei . o rei Dario. Sua ação de lançar-se aos pés da rainha estendida no divã foi interpretada como tentativa de estupro. a grande ironia é que Hamã acabou morrendo na forca que ele mesmo havia construído. acabaria dando a seu inimigo as honras que acreditava seriam suas. Felizmente para os judeus.000 kg de feita rainha justamente prata para o orçamento do Estado. Hamã — sem desconfiar de nada. mesmo se Ester se recusasse a interceder E se ela se recusasse. ele viria dentro de 11 meses. Mas ela não era convocada por ele havia um mês. tamente com as orações que acompanham o jejum). F. ele não podia ser revogado significa "murta". não encontrou conforto cm casa. U m oficial chamado Marduca aparece num texto deste período. O rei não conseguia dormir.C. e. C o m o fora emitido no nome do rei e com seu selo. aparece sentado no seu trono. da Pérsia. Envergonhado e humilhado. Assim. No ambiente tranqüilo após a refeição ela fez um segundo convite. assim. E t 5: U m c o n v i t e p a r a j a n t a r O rei concedeu a audiência. I Iamã. ele precisava escolher um "dia dc sorte". e Ester agiu com astúcia. viram nisto o início de sua derrota. Na sua furia irracional. Só ela tinha acesso ao rei." vivia numa sociedade que se orientava pelo Joyce Baldwin destino e em que o diário da corte para os eventos do ano era determinado por sorteio. Hamã ficou chocado.14) E t 4: E s t e r r e c e b e a n o t í c i a O destino dos judeus agora dependia de Ester.m i n i s t r o H a m ã trama a destruição dos judeus Não sabemos por que Mordecai se recusou a se prostrar diante de Hamã. Et 3 : O p r i m e i r o . • Vs. destruindo receptivo. ainda assim ela poderia ser morta. começar uma vida própria todos os judeus que havia na Pérsia. 14-16 Mordecai não mencionou Deus. aceitou correr o risco. D o palácio e m Persépolis. F. E t 6: O r e i r e c o m p e n s a M o r d e c a i Neste momento se dá a guinada na história.

Não há desculpa para o pedido vingativo de Ester (a não ser que esta seja apenas uma explicação para a festa celebrada em dias diferentes em Susã c no interior). e seu retato fascinou de tal forma os leitores judeus que o livro de tornou um best-seller. os dias 14 e 15 de adar se tornaram dias festivos que seriam observados todos os anos. Ela mostrou ser filha de seu tempo. • V . Os corpos dos filhos de Hamã foram enforcados (ou empalados) para tornar público o fim que tiveram. os judeus livraram-se de seus inimigos. permitindo que os judeus reagissem. tornando-o o segundo homem mais poderoso do império.e s c r i t o As últimas observações históricas. • V . -im de rei do . Efe continua a ser o livro favorito nas comunidades judaicas. lendo em v o z alta o livro de Ester e recordando muitos outros milagres recentes de livramento. • V . Mas.. inclusive os dez filhos de Hamã. e é tido cm família todo ano na festa de Purim. precedidos de jejum no dia 13. em resposta ao pedido de Ester. a feste d e P u r i m Q u a n d o o dia d e t e r m i n a d o c h e g o u .. 9 Maio/junho. que mostram como Mordecai fez bom uso do seu poder. é possível que um número dez vezes maior de judeus teria morrido. Et 9 : V i n g a n ç a j u d a i c a . o rei autorizou um segundo decreto.bster 343 Este bracelete de o u r o d e c o r a d o com grifos ( d o Tesouro d e O x u s o procedente d a Pérsia) d á idéia da riqueza e d o l u x o que lister e n c o n t r o u . 11 Os judeus tiveram permissão de tratar seus inimigos exatamente como teriam sido tratados (veja 3. 2 No passado." Joyce Baldwin (8). mas não houve saques. mas se o plano de H a m ã tivesse dado certo.13). Agora entregou-o a Mordecai. Certamente é alto. E t 10: P ó s . ao chegar à c o r t e do rei persa. Para celebrar o livramento do povo. parecem ser adições posteriores. "A dramática inversão de um destino funesto que parecia determinado a eliminar toda a raça judaica impressionoit o autor de tal forma que ele se dedicou com todo seu potencial artístico a transmitir os acontecimentos por meio da escrita. o rei havia dado seu anclsinete a Hamã. Algumas pessoas consideram o número dos mortos um exagero proposital para entreter os leitores. Até hoje os judeus celebram o Purim.

U m equivalente moderno mais próximo seria a oratória rítmica de Winston Churchill.ie não de rjjjmero m ff vi /l T «t* •i 1 B m . cullivado p o r uma minoria para o benefício de poucos. embora seu uso não esteja restrito a esses temas. e que a distingue da nossa. Geralmente fmverá três acentos numa linha ou verso. é uma questão flexível de <J«centos o u sílabas tônicas. não o fará? I T O r i t m o . Lutaremos nas pistas de aterrissagem. Um OU dois estofos bordados. tendo ele prometido. estofos de várias cores.30 fixo de sílabas. ^estofos de várias cores de bordados. sendo que os dois versos se juntam para formar um dístico ou uma parelha de versos. ou por um conjunto de três versos na mesma passagem. Lutaremos nos campos e nas ruas. com o qual forma um conjunto: Porventura. A r e p e t i ç ã o era uma técnica muito usada pelos cananeus. para o pescoço da esposa? J z 5. Mas este seria um termo inadequado para qualquer parte d o AT.Poesia e Literatura de Sabedoria DE J Ó A C Â N T I C O DOS CÂNTICOS Derek Kidner Poesia A palavra "poesia" poderia sugerir um ramo altamente especializado da arte literária. é usado muitas vezes nos s a r c a s m o s o u l a m e n t o s (como no livro de Lamentações). Por isso essa forma poética recebeu o nome de Qinah (lamento). A q u i . e é também uma característica de algumas das primeiras poesias bíblicas: Para Sísera. com sua nota de descaimento o u diminuição. Mas este padrão pode ser variado ocasionalmente por uma parelha mais longa ou mais curta. embora mais marcado do que isso (no original hebraico. é o paral e l i s m o : a repetição do pensamento de uma linha ou verso numa segunda linha ou verso. a repetição (ou outros recursos) e o ritmo se unem para tornar uma mensagem duplamente memorável e comovente. Outra possibilidade é que o ritmo predominante seja um dístico ou uma parelha em que um verso de três batidas ou acentos é seguido por um verso com apenas duas batidas: Como os guerreiros caíram no meio da batalha! Este último ritmo. combinados com outros três no verso seguinte. por exemplo: Lutaremos nas praias. O que é quase marca registrada da poesia bíblica.

Três livros do AT. Sobre J ó . pode ser traduzida para prosa em qualquer língua com muito pouca perda. ARA) uma dignidade e uma amplitude que dão ao pensamento o tempo necessário para fazer efeito no leitor. . acima foram tirados de livros que Ou. Portanto. S a l m o s e P r o v é r b i o s . Na realidade quase todos os pronunciamentos proféticos estão nesta forma. para destacá-los como sendo distintamente poéticos. não o cumprirá? (Mm 23J 9. baseada no significado. e. ao contrário da poesia que depende de métrica complexa o u vocabulário especial. e. esse livro já foi considerado uma das obras primas da literatura mundial. refrões. do ponto de vista puramente poético. A essência desta poesia é que ela tem questões importantes a transmitir de maneira enérgica a pessoas de todos os tipos. muitas vezes. mais será dito quando se falar sobre a Sabedoria. sem dúvida. jogos de palavras e acrósticos que são difíceis de traduzir. A nosso ver. rima. é mais espontânea podemos classificar como históricos (mas os j u d e u s os chamavam de " P r o fetas Anteriores" e " a Lei") e proféticos. receberam um sistema de acentuação mais elaborado que os demais livros. nem os vossos caminhos. mais adiante. a poesia é colocada em prática para ser " o caminho que conduz às portas do céu" no culto e no ensino. o que indica claramente que os salmos e r a m poemas compostos para serem cantados. ocasionalmente.Introdução 345 "A essência e notadamente livre dos artifícios de desta poesia linguagem. ARA) O bispo L o w t h . q u e . e foram corretamente estruturados como poesia em traduções recentes da Bíblia. Nos S a l m o s . o Cântico dos Cânticos seria um candidato melhor que Provérbios. Há. a poesia não Há vários tipos de paralelismo. foi o primeiro a dar o nome de "paralelismo" a esse estilo poético. é que ela tem Por esta r a z ã o . pela riqueza e energia da sua linguagem e pelo poder das idéias que expressa. um dos instrumentos favoritos para acompanhar o canto era a harpa. mas surge em vários cona transmitir dita à amplificação (desenvolvide maneira enérgica textos em momentos de grande mento) e à antítese (apresentação a pessoas de todos importância. os meus caminhos.8. no entanto. diz o SENHOR. em suas preleções sobre poesia hebraica em 1741. fornecendo palavras inspiradas O texto hebraico d e alguns salmos traz o nome da melodia e indica o instrumento a ser usado. Essa forma poética tem os tipos. (Is 55. questões importantes aparece separada em alguns livros desde a repetição propriamente poéticos. mostrou que esta estrutura. Nos tempos d o AT. no entanto. também a oportunidade de apresentar mais de uma faceta de uma questão: Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos. pois sua brica pura é um terceiro exemplo de poesia hebraica a ser colocado ao lado da rica eloqüência de J ó e dos versos dos Salmos que se destinam ao canto. mas trata-se de casos secundários. questões de estilo na poesia do AT. tendo falado. O s exemplos citados do oposto). Estes são J ó . recursos como assonância.

a Sabedoria não csiá restrita aos livros que classificamos sob esta categoria ( n o AT." A s a b e d o r i a d o Orient e A literatura de Sabedoria de Israel jamais deu a entender que se desenvolveu num vácuo intelectual.9). mas 4. SI 1. Eclesiast e s ) . Salomão é o que mais se destaca. por outro lado. para se tornar um sábio o indivíduo precisa ser poupado de outrus tarefas.18). a sobriedade. por mais que o material bíblico estej a num nível consistentemente mais elevado de fé esclarecida. Nas narrativas temos. nem o conselho ao sábio. e não um simples mandamento o u uma pregação. por breve tempo. mas também reis. um sábio experimentado ensina aos jovens u m a sabedoria que se baseia n o temor de Deus. visitantes que afluíram a Israel para ouvi-lo e pô-lo à prova.5-11. O que confirma a identificação da sabedoria como ingrediente distinto nas Escrituras é que o próprio Israel a ouvia como uma terceira voz ao lado da Lei c dos Profetas. pode ser indiferente à beleza. Qualquer uma dessas três pode ser designada pela palavra hebraica inashal. J r 17. a magnanimidade e a amizade. S a l o m ã o De todas as pessoas que tiveram reputação dc sábio. Nos Salmos e oráculos proféticos. Essa abertura para eruditos o dom d o amor entre homem e mulher. que também pode ser traduzida por provérbio o u sarcasmo. o enigma de Sansão. tal em Jerusalém. às vezes expandida em parábola o u alegoria. mas boa parte lambem é ensino sadio e baseado em princípios elevados. V a r i e d a d e d e f o r m a s A sabedoria assume várias formas. Aqui aparece uma boa dose de mera sabedoria secular. Algumas de suas fábulas e alguns de seus ditos populares e preceitos foram conservados. a confiança no auxílio divino. Is 28. ex. que são. Somos persuadidos. a ver a ligação entre a ordem divina no mundo e as ordens que Deus dá às pessoas. e sagrado. pois provérbios e