MANUAL BÍBLICO SBB

M i s s ã o d a S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil:
D i f u n d i r a Bíblia c sua m e n s a g e m a todas as pessoas e a t o d o s os g r u p o s sociais c o m o i n s t r u m e n t o d e t r a n s f o r m a ç ã o e s p i r i t u a l , d e f o r t a l e c i m e n t o d e v a l o r e s éticos e m o r a i s e d e d e s e n v o l v i m e n t o c u l t u r a l e social.

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M a n u a l Bíblico S B B ; t r a d u ç ã o d e L a i l a h d e N o r o n h a . B a r u e r i , S P : S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil, 2 0 0 8 . 816 p. : il. ; 24,5 c m . T e x t o s bíblicos: A l m e i d a R e v i s t a e A t u a l i z a d a , 2 . e d . © 1 9 9 3 c N o v a T r a d u ç ã o n a L i n g u a g e m d e h o j e , © 2 0 0 0 , S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l . T í t u l o e m inglês: T h e N e w L i o n H a n d b o o k t o t h e Bible. 978-85-311-1118-1 1. Bíblia S a g r a d a 2. M a n u a i s Bíblicos 3. H i s t ó r i a d a Bíblia 4. T e r r a s Bíblicas I. S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l I I . N o r o n h a , L a y l a d e C D D - 220.9

C o p y r i g h t d o t e x t o © 1999 Pat e D a v i d A l e x a n d e r E d i ç ã o originalmente p u b l i c a d a e m inglês c o m o n o m e T h e N e w L i o n H a n d b o o k t o t h e Bible T r a d u z i d o para o p o r t u g u ê s a p a r t i r d a terceira e d i ç ã o e m inglês C o p y r i g h t d a edição inglesa © 1999 L i o n I I t i d s o n pie C o p y r i g h t desta t r a d u ç ã o 2008 S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l C o n s u l t o r e s : Rev. Dr. G . M i k e B u t t e r w o r t , Dr. D a v i d I n s t o n e - B r e w e r , Rev. Dr. R . T . F r a n c e , Dr. S u e G i l l i n g h a m , A l a n R. Millard, Rt. Rev. J o h n B. T a y l o r , Dr. S t e p h e n T r a v i s , Dr. B e n W i t h e r i n g t o n

O s direitos morais dos a u t o r e s f o r a m a s s e g u r a d o s P u b l i c a d o n o Brasil p o r S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil A v . Ceci, 706 - T a m b o r é B a r u e r i , SP - C E P 06460-120 C a i x a Postal 330 - C E P 0 6 4 5 3 - 9 7 0 w w w . s b b . o r g . b r - 0800-727-8888 T r a d u ç ã o : Lailah d e N o r o n h a e S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil R e v i s ã o , edição e d i a g r a m a ç ã o : S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil O s textos bíblicos c i t a d o s f o r a m e x t r a í d o s d a t r a d u ç ã o d e J o ã o F e r r e i r a d e A l m e i d a , R e v i s t a e A t u a l i z a d a , 2a edição © 1993 S o c i e d a d e B í b l i c a d o B r a s i l , e d a N o v a T r a d u ç ã o n a L i n g u a g e m d e H o j e , © 2 0 0 0 S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil Muitos dos t e x t o s s ã o a s s i n a d o s e r e p r e s e n t a m o p o n t o d e v i s t a d o s a u t o r e s . O c o n t e ú d o d o s textos é d e i n t e i r a r e s p o n s a b i l i d a d e d o s a u t o r e s e n ã o r e f l e t e , n e c e s s a r i a m e n t e , a p o s i ç ã o d a Sociedade Bíblica d o B r a s i l , q u e p u b l i c a a p r e s e n t e e d i ç ã o n o i n t u i t o d e s e r v i r o S e n h o r J e s u s Cristo e ajudar o l e i t o r a c o n h e c e r m e l h o r o L i v r o S a g r a d o .

Impresso e e n c a d e r n a d o na E s l o v é n i a E A 9 7 3 M B - 12.000 - 2008 - S B B

MANUAL BÍBLICO SBB
Editado por PAT E DAVID A L E X A N D E R

Sociedade Bíblica do Brasil

Lista de abreviaturas usadas

Prefácio

Abreviaturas gerais
d.C. a.C. cf. cap., caps, p. ex. etc. depois de Cristo antes de Cristo conferir capítulo(s) por exemplo et cetera 5., ss. NT AT v., vs. Pseguinte(s) Novo Testamento Antigo Testamento versiculo(s)
pagina

Livros bíblicos
Gn Êx Lv Nm Dl Js Jz Rt ISm 2Sm 1RS 2Rs lCr 2Cr Ed Ne Et Jó SI Pv Ec Ct Is Jr Lm Ez Dn Os
Jl

Am Ob Jn Mq

Gênesis Êxodo Levítico Números Deuteronômio Josué Juizes Rute lSamuel 2Samuel IReis 2Reis 1 Crônicas 2Crônicas Esdras Neemias Ester Jó Salmos Provérbios Eclesiastes Cântico dos Cânticos Isaías Jeremias Lamentações Ezequiel Daniel Oséias Jool Amos Obadias Jonas Miquéias

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Naum Habacuque Sofonias Ageu Zacarias Malaquias Mateus Marcos Lucas João Atos Romanos ICoríntios 2Corintios Gálatas Efésios Filipenses Colossenses ITessalonicenses 2Tessalonicenses ITimóteo 2Timóteo Tito Filemon Hebreus Tiago 1 Pedro 2Pedro Uoão 2João 3João Judas Apocalipse

A Bíblia é o livro mais distribuído e lido d o m u n d o . A l g u n s a l ê e m p o r curiosidade, alguns c o m o parte d e u m a busca espiritual, outros p o r causa d o seu rico l e g a d o cultural. Este Manual foi criado para ser u s a d o c o m a Bíblia; para estar j u n t o dela. N ã o é apenas para referência, falando a o leitor sobre a Bíblia. A intenção é reunir informação q u e antes só p o d i a ser encontrada e m vários livros d e referência d i f e r e n tes. Isto é feito tanto visualmente c o m o pela palavra escrita. As ilustrações, os mapas e diagramas são incluídos, n ã o para e m b e l e z a r o t e x t o , mas para esclarecer seu significado. O Manual p o d e ser usado c o m qualquer v e r s ã o o u tradução da Bíblia. ' A l é m d e ser u m livro para ser u s a d o c o m a Bíblia, o Manual t a m b é m estará j u n t o a o leitor, convidativo e acessível. A o editar o Manual tínham o s e m m e n t e as pessoas q u e estão c o m e ç a n d o a estudar a Bíblia. Assim, n e n h u m c o n h e c i m e n t o prévio é necessário. Os vários colaboradores especializados c o m u n i c a m d e f o r m a simples — n ã o simplista. T e r m o s técnicos são usados o m í n i m o possível. Q u a n d o são usados, são explicados. O o b j e t i v o principal é ajudar o s leitores a e n t e n d e r o próprio t e x t o da Bíblia. As seções-guia — Parte 2 sobre o A n t i g o T e s t a m e n t o e Parte 3 sobre o N o v o — analisam cada livro, parte p o r parte, r e s u m i n d o e f a z e n d o a n o t a ç õ e s o n d e e x p l i c a ç õ e s s ã o necessárias. P e q u e n o s a r t i g o s d e destaque, escritos p o r especialistas, p e r m i t e m q u e interesses específicos sejam investigados e m maior detalhe. O s passos seguintes são interpretar o q u e é lido e apreciar o q u e a Bíblia p o d e nos dizer hoje. Isto significa descobrir se u m d e t e r m i n a d o livro é escrito c o m o poesia o u prosa, história o u carta — e seu c o n t e x t o histórico. O s diagramas e artigos na Parte 1 foram projetados para ajudar nesta parte. E a Parte 4, o Auxílio Rápido, facilita e agiliza a localização d e informação sobre p e r s o n a g e n s , lugares, assuntos e ilustrações. Abrir a Bíblia e m Gênesis e ler direto até A p o calipse g e r a l m e n t e n ã o é a m e l h o r m a n e i r a d e começar! " C o m o Ler a Bíblia" (na Parte 1) o f e r e ce várias alternativas úteis. O Manual p o d e estar s e m p r e à mão, qualquer q u e seja o p o n t o d e partida d o leitor: u m livro da Bíblia, u m p e r s o n a g e m

bíblico, uma questão específica, arqueologia bíblica, cultura, literatura. A l g u m a s pessoas p r e f e r e m uma leitura mais superficial; outras g o s t a m d e ir a fundo.

Por que uma edição completamente nova?
0 Manual foi publicado pela primeira v e z e m 1973. E m 1983 foi revisado l e v a n d o e m consideração as novas traduções importantes q u e haviam surgido naquele p e r í o d o . E m 25 anos, as v e n d a s atingiram a marca d o s três milhões e o Manual já foi publicado e m 28 línguas e m t o d o o m u n d o . Nas palavras d e u m editor asiático, ele se t o r n o u uma "obra seminal". 0 p r o p ó s i t o desta revisão mais a m p l a é servir os leitores n o n o v o m i l ê n i o . S e n t i m o - n o s estimulados a reescrever o texto e reformular a o b r a c o m o u m t o d o . T e m o s muitas f o t o g r a fias novas para ajudar a imaginar o passado e o livro t e m mapas e diagramas n o v o s . O m a n u a l levou e m consideração as n o v i d a d e s na área d a pesquisa bíblica e coloca a Bíblia b e m d e n t r o de seu c o n t e x t o histórico. Ele t a m b é m reflete as preocupações mais recentes d o s leitores. C o n v i damos m u i t o s c o l a b o r a d o r e s n o v o s , h o m e n s e mulheres, para c o m p a r t i l h a r seu c o n h e c i m e n t o . Um poeta fala s o b r e Salmos, u m a autora t a l e n tosa c o m muitos anos d e e x p e r i ê n c i a n o O r i e n t e Médio e s c r e v e u e s t u d o s s o b r e as m u l h e r e s d a Bíblia. L e v a m o s e m conta os interesses tias pessoas — n o c u i d a d o c o m a criação, nas histórias (que t ê m u m papel t ã o i m p o r t a n t e na narrativa da Bíblia), na justiça, n o papel d a mulher, n u m a sociedade multirreligiosa, n o lugar d a Bíblia n o mundo atual... C o m o nas edições anteriores, o t e x t o bíblico foi considerado assim c o m o ele aparece e m nossas Bíblias, l e v a n d o e m conta seus tipos diferentes de literatura. A maior p r e o c u p a ç ã o é c o m o c o n teúdo e significado d a Bíblia, n ã o c o m questões de interesse m e r a m e n t e técnico. Nos assuntos e m que há controvérsias, tentamos mostrar isso, s e m necessariamente entrar n o debate. Somos gratos aos eruditos por compartilharem os frutos d o seu trabalho c o m u m público mais amplo. A s obras d e referência clássicas n o nível mais acadêmico f o r a m fonte vital d e informação.

A g r a d e c e m o s a todos q u e c o n t r i b u í r a m c o m este livro direta o u indiretamente, c o m p a r t i l h a n d o seu discernimento s o b r e o e n s i n a m e n t o bíblico, disp o n i b i l i z a n d o s e u p r ó p r i o material, o u simplesm e n t e p o r seu entusiasmo n o e s t u d o da Bíblia e sua convicção d e sua relevância e seu p o d e r para transformar vidas. T a m b é m s o m o s m u i t o gratos àqueles q u e ajud a r a m d e tantas outras formas. A l g u n s são m e n cionados e m "Agradecimentos", e m b o r a isto n ã o faça j u s a o valiosíssimo auxílio v i n d o d e várias fontes — d e s d e diretores d e m u s e u s e coleções àqueles q u e d e r a m h o s p e d a g e m , ajuda, informação e acima d e t u d o incentivo. Pessoalmente, n e n h u m o u t r o livro t e v e u m p a p e l tão significante e m nossas vidas q u a n t o a Bíblia. E s p e r a m o s q u e o Manual na sua n o v a forma ajude futuras gerações d e leitores a e n t e n der a Bíblia e m t o d a a sua atualidade.

Pat e David Oxford

Alexander

Conteúdo

INTRODUÇÃO O ANTIGO À BÍBLIA TESTAMENTO
Veja o índice completo a página 11 Veja o índice completo à página 97 Introdução 98 •••••• C O M E Ç A N D O A ESTUDAR A BÍBLIA 12 A BIBLIA N O SEU C O N T E X T O 24

OS "CINCO LIVROS" Gênesis a Deuteronômio 108 A HISTÓRIA DE ISRAEL Josué a Ester 220 POESIA E SABEDORIA Jó a Cântico dos Cânticos 344 OS PROFETAS Isaías a Malaquias 408

E N T E N D E N D O A BIBLIA 44

TRANSMITINDO A HISTORIA 60

A BIBLIA H O J E 78

O NOVO TESTAMENTO
Veja o índice completo à página 525 Introdução 527

AUXÍLIO RÁPIDO
Página 779

OS E V A N G E L H O S E A T O S Mateus a Atos 538 AS EPÍSTOLAS Romanos a Apocalipse

REFERÊNCIA RÁPIDA A MAPAS E DIAGRAMAS • Os livros da Bíblia 14 • Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo 26 • A Bíblia no seu tempo 28 • Entendendo a Bíblia 50 • A história do Antigo Testamento 100 • Israel nos tempos do Antigo Testamento 104 • Reis de Israel e Judá 306 • Os profetas no seu contexto 414 • Israel nos tempos do Novo Testamento 526 • A história do Novo Testamento 536

Rev. Dr. Gerald LBray, John H. Eaton, ex-Professor de Paula Gooder, Professora de Autores e C o l a b o r a d o r e s Professoranglicano de Divindade, Antigo Testamento, Universidade Estudos Bíblicos, Faculdade Escola de Divindade de Beeson, Universidade de Samfotd, Alabama; autor de Biblical interpretation, past and present: • Interpretando a Bíblia através dos séculos Rev. Dr. Richard A. Burridge, Deão do King's College, Londres, e Professor Honorário deTeologia; autor de What are the Gospels?, Four Gospels, One Jesus? eJohn na série People's Bible Commentary: • Estudando os evangelhos

David ePat Alexander, editores do Manual original; até 1994 respectivamente Diretor e Editora Chefe de Lion Publishing, Oxford: • Todos o$ íoiografíos (exceto aquelas descritas em Agradecimentos) íorom tirados especialmente por David Alexander • Esboço da Bíblia nas Panes 2 ei, com anotações eartigos por Pol Alexander, exceto aqueles atribuídos a outrem

Rev. Dr. Mike Butterworth, Diretor de St Albans e Oxford Ministry Course; especialista Rev. David Barton, Chefe em história do Antigo de Serviços de Informação, Diocese das Escolas de Oxford: Testamento e Profetas: • Os Profetas • laco, iosé, Davi, Retrato deleremias George Cansdale (in memorian), Rev. Dr.Craig Superintendente, Sociedade Bartholomew. . p s q u i s a d o i da Escola de Teologia e Estudos Zoológica de Londres: Religiosos, Escola Superior de • As codornizes, Pescando ChetenhameGloucester: no Lago da Galileia • 0 texto e a mensagem Rev. Colin Chapman, Professor de Estudos Islâmicos, Dr. Richard Bauckham, Professor de Estudos do Novo Escola de Teologia do Oriente Próximo, Beirute; escritor Testamento, Universidade sobre conflitos entre árabes de St Andrews: • Uma história do ponto de vista e israelenses e relações entre cristãos e muçulmanos: feminino (Bufe), Perspectivas • A terra prometida, "Guerra de mulheres nos Evangelhos, Santa" Entendendo o Apocalipse
;,

R.J.Berry, Professor de Genética, Universidade de Londres: • Comentários de um geneticistafsobre nascimento virginal) Dr. John Bimson, Diretor de Estudos e Professor de Antigo Testamento, FaculdadeTrinity, Bristol; autor de The World of theOld Testament; consultor, lllustrated Encyclopedia olBible Places: • Recriando o passado, Vida Nômade, Vida Sedentária

Rabino Dan Cohn-Sherbok, Professor de Judaísmo, Departamento deTeologia e Estudos Religiosos, Universidade de Wales, Lampeter: • A Bíblia Hebraica Rev. A. E. Cundall, ex-diretor, Faculdade Bíblica de Vitória, Austrália; autor de vários livros e estudos relacionados com o Antigo Testamento: • Examinando a cronologia dos reis

Dra. Katharine Dell, Professora de Divindade, Universidade de Cambridge; E.M.BIaiklockijn memorian) Professor Emérito Professora e Diretora de dos Clássicos, Universidade de Estudos na Faculdade St Catherine; especialista em Jó Auckland, Nova Zelândia: e literatura de sabedoria: • A família Herodes, Um historiadorovalia o Movo • Entendendo ló, Sabedoria Testamento em Provérbios eló

de Birmingham; autor de estudos Ripon, Cuddesdon, Oxford; sobre Salmoseos Profetas: estudos especializados: • Os Salmos em seu contexto evidência para crença no misticismojudaico no Novo Dr. Mark Elliot, Professor de Testamento, teologia feminista, Teologia Histórica e Sistemática, interpretação bíblica: Universidade de Nottingham: • Entendendo Cotossenses com Dr.StephenTravis: M Lista Aprovada Rev. Dr. Michael Green, o cânon das Escrituras, Estudioso do Novo Testamento, Livros deuterocanónicos autor e professor; Consultor de Evangelismo para os Arcebispos Dra. Grace I. Emmerson, de Canterbury e York: ex-membro do Departamento • "Boas Novas!"-dos primeiros deTeologia, Universidade cristãos, Dons espirituais de Birmingham: Rev.GeoffreyW.Grogan. • Entendendo Oséias ex-diretor, Instituto de Mary J. Evans, Diretor do Curso Treinamento Bíblico, Glasgow: de Vida e Ministério Cristãos e • 0 Espírito Santo em Atos Professora de Antigo Testamento, Faculdade Bíblica de Londres: Dr. P. DerynGuest, Professor de Bíblia Hebraica, • Profetas e profecia Universidade de Birmingham, Rev. David Field, exFaculdade Westhill: vice-presidente, Faculdade • Entendendo luízes Teológica de Oak Hill, Londres: Michele Guiness, Jornalista • 0 reino de Deus e escritora freelance judaicoRev. Dr. R. T. (Dick) France, cristã: ex-diretor de Wycliffe Hall, • Páscoa e a Última Ceia Oxford; estudioso do Novo Dr. Donald Guthrie Testamento e escritor: • Religião judaica no período (in memorian), Vice-diretor, Faculdade Bíblica de Londres: do Novo Testamento, Jesus • As Cartas (revisado para eo Antigo Testamento, "Deus esta edição pelo Rev. Dr. conosco" - a encarnação, StephenMotyer) 0 Antigo Testamento no Novo Testamento, A Dispersão judaica Richard S. Hess, Professor de Antigo Testamento, Seminário Frances Fuller, autora, editora e ex-diretora de Baptist de Denver, Colorado; Publicatioits, Beirute; residente do especialista em Bíblia e Oriente Médio por muitosanos: Oriente Próximo antigo: • Nomes de pessoas em • Sara, Agar, Retrato de Rute, Gnl—11 Ana, Retrato de Ester, Maria, Marta e Maria, Maria Madalena Colin Humphreys, Professor Dr. David Gill, Professor sênior de Ciência de Materiais, de História Antiga, Universidade Universidade de Cambridge: m A estrela de Belém, deWales, Swansea: 0 recenseamento • A provinda romana da ludéia, A cidade de Atenas, Dr. David historie Brewer, Governo romano, Cultura grega, Pesquisador, TyndaleHouse A cidade de Roma, A cidade de and Library for Biblical Corinto, A cidade de Éfeso Research, Cambridge: • lesus e dinheiro, iesus e as Dr. John Goldingay. cidades, lesus e as mulheres Professor de Antigo Testamento, Seminário Rev. Philip Jenson, Professor Teológico Fuller, Pasadena, de Antigo Testamento, Califórnia; autor de Models FaculdadeTrinity, Bristol: for Scripture e Models for • Um estilo de vida: Os Dez Interpretation of Scripture: Mandamentos, Sacerdócio no • Dicas para entender la Bíblia) Antigo Testamento

Dr. Philip Johnston, Professor de Antigo Testamento, Wycliffe Hall, Oxford: • PosiçõesdoAntigo Testamento com relação ao pós-morte Rev. F. D. Kidner, ex-Diretor de TyndaleHouse and Library for Biblical Research, Cambridge: • Poesia e sabedoria Dr.K.A. Kitchen, ex-Professor de Egípcio e Copta, Escola de Arqueologia e Estudos Orientais, Universidade de Liverpool: • Egito Dr. Nobuyoshi Kiuchi, Professor de Antigo Testamento, Universidade Cristã de Tóquio: • Sacrifício Dr. Todd E. Klutz, Seminário Teológico de Dallas e Faculdade de Wheaton; doutorado em demonologia antiga e exorcismo, Universidade de Sheffield; Professor de Novo Testamento, Universidade de Manchester: m Magia no Antigo Testamento J. Nelson Kraybill, Presidente do Seminário Bíblico Menonita.Elkhart, Indiana; autor de Imperial Cult and Commercein John s Apocalypse: • Adoração do imperador eApocalipse Dra. Melba Padilla Maggay, Presidente do Instituto de Estudos sobre Igreja e Cultura Asiáticas, Manila, Filipinas: • Perspectivas culturais: OrienteeOcidente Dr. I. Howard Marshall, Professor de Exegese do Novo Testamento, Universidade de Aberdeen; estudos especializados - Lucas-Atos, as Cartas de João e as Cartas Pastorais (Timóteo eTito): • Os Evangelhos e Jesus Cristo, Os milagres do Novo Testamento Rev. Dr. Andrew McGowan, Diretor, Instituto Teológico Highland, Elgin: • Os doze discípulos de Jesus

Alan R. Miilard, Professor de Hebraico e Línguas Semíticas, Universidade de Liverpool; Membro da Sociedade de Antiquários e palestrante internacional sobre arqueologia bíblica: • 0Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo, Histórias da criação, Histórias do dilúvio, Abraão, Onde ficavam Sodoma e Gomorra?, Moisés, (idades da conquista, Cananeus e filisteus, A arca perdida, 0 templo de Salomão e suas reconstruções, 0 escriba, Os assírios, Os babilónios, Os persas Evelyn Miranda Feliciano, escritora e Professora, Instituto de Estudossobrea Igreja e Cultura Asiáticas, Manila, Filipinas: m A justiça e os pobres Rev. J. A. Motyer, ex-Professor de Antigo Testamento: • Os nomes de Deus, A importância do tabernáculo. Os Profetas (com Dr. Mike Butterworth) Rev. Dr. Stephen Motyer, Professor de Novo Testamento e Hermenêutica, London Bible College: • As cartas, Paulo Rev. Dr. Stephen Motyer, Professor de Novo Testamento e Hermenêutica, London Bible College: • As Cartas, Paulo Rev. Dr. Michael Nazir-Ali, Bispo de Rochester, ex-diretor da Church Mission Society e exbispo de Raiwind, Paquistão: mO Cordoe a Biblia Dr. Stephen Noli, Professor de Estudos Bíblicos na Escola Ministerial Episcopal deTrinity, Amridge, Pensilvânia; autor de AnjosdeLuz, Poderes das Trevas: Pensando biblicamente sobre anjos, Satanás e principados: • Anjos no Bíblia Meie Pearse, Chefe de Departamento, Faculdade Bíblica de Londres; Professor convidado de História da Igreja, Seminário Teológico Evangélico, Osijek, Croácia: • Nosso mundo—o mundo deles

Rev. Dr. John Polkinghorne, ex-professor de Física Matemática, Universidade de Cambridge; Membro da Sociedade Real: • A Bíblia do ponto de vista de um cientista

Claire Powell, Professora de Novo Testamento, Grego, Cristologia, Hermenêutica e Gênero na Faculdade Cristã de Todas as Nações, Ware, Herts: Steve Turner, poeta, • Mulheres de fé, A Bíblia do jornalista e autor de vários ponto de vista feminino livros de poesia e biografia: • Salmos do ponto de vista Professor Sir Ghillean de um poeta Prance, Diretor do Jardim Botânico Real, Kew, Inglaterra: Rev. Dr. Peter Walker, • Pessoas como Professor de Novo Testamento, Wycliffe Hall, Oxford; autor administradoras de Deus de lesus and the Holy City: Dr.Vinoth • lerusalém no período Ramachandra, Secretário do Novo Testamento Regional da Associação Sul Asiática Dr. Steve Walton, de Estudantes Evangélicos, Professor de Novo Colombo, Sri Lanka; autor Testamento, Faculdade de Recovery ofMissions, Gods de St John, Nottingham; thatfail: especialista em Lucas-Atos. • lesus numa sociedade pluralista • 0 que é a Bíblia?, Divulgando a palavra - a tarefa Dr. Harolcl Rowdon da tradução Ex-professoreinstrutor residente, Faculdade Bíblica Walter WangerinJr., de Londres; editor-chefe Ocupante da cátedra e secretário internacional Jochum da Universidade de de Partnership, uma rede Valparaíso, Indiana; professor de igrejas independentes: de Literatura e Redação; • Soldados romanos no Novo teólogo e escritor; autor de 0 Livro de Deus: A Bíblia Testamento, Pilatos Romanceada: Rev. J. A. Simpson, Deão • A Bíblia como uma história de Canterbury: • 0 nascimento virginal Rev. Dr.JoBailey Wells. Deã, Faculdade Clare, Reva.VeraSinton, Cambridge: Ex-diretora de Estudos • Contadores de histórias Pastorais, Wycliffe Hall, a tradição oral, Os escribas, Oxford: O trabalho dos editores • Questões sexuais na igreja de Corinto Dr. Gordon Wenham, Professor de Estudos do Antigo Rev. John B.Taylor, Testamento, Escola Superior de Estudioso do Antigo Cheltenham e Gloucester; Testamento e ex-bispo de St • Alianças e tratados Albans: no Oriente Próximo • Introdução ao Antigo Testamento, Os "Cinco Livros" Rev. David Wheaton, História de Israel Cónego emérito da Catedral de St Alban; Dra. JoyTetley, Diretor ex-diretor da Faculdade do Curso Anglicano de Teológica Oak Hill, Londres; Treinamento Ministerial, Capelão honorário de Sua Cambridge: Majestade, A Rainha: • Entendendo Hebreus • A ressurreição de Jesus

Dr. Stephen Travis, Vice-reitor e diretor de Pesquisa, Faculdade de St lohn, Nottingham; especialista em Novo Testamento: • Lendo a Bíblia; comDr.MarkEIliot: • Lista aprovada o "cânon" das Escrituras, Livros deuterocanónicos

Rev.Dr.D.Wilkinson. Professor de Apologética Cristã e diretor do Centro de Comunicação Cristã, Faculdade de St John, Universidade de Durham; astrofísico teórico e Membro da Sociedade Astronômica Real; palestrante e radialista sobre questões relacionadas com ciência e religião; autor lieGod.theBigBangand Stephen Hawking eAlone in the Universe? • Deus e o universo HughG.M.Williamson, Ocupante da cátedra Regius de hebraico, Universidade de Oxford: • Entendendo Isaías RobertWilloughby, Professor de Novo Testamento, Faculdade Bíblica de Londres, especialista em Evangelhos e teologia política: MA paz de Deus, Amor

Introdução à Bíblia
COMEÇANDO A ESTUDAR A BÍBLIA 14 18 22 Os livros da Bíblia 0 que é a Bíblia? Lendo a Bíblia 26 A BÍBLIA NO SEU CONTEXTO Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo A Bíblia no seu tempo Recriando o passado A terra de Israel Animais e aves Arvores e planias 0 calendário de Israel ENTENDENDO A BÍBLIA TRANSMITINDO A HISTÓRIA A BÍBLIA H O J E 46 yj 52 53 58 28 30 36 38 40 42 Dicas para entender 62 Entendendo a Bíblia 64 A Bíblia como uma história 66 68 Interpretando a Bíblia através dos séculos 70 0 Texto e a mensagem 74 Contadores de histórias — a tradição oral Os escribas 0 trabalho dos editores A Bíblia Hebraica Uma lista aprovada — o "cânon" das Escrituras Divulgando a palavra — a tarefa da tradução 80 83 86 89 92 95 Perspectivas culturais — Oriente e Ocidente lesus numa sociedade pluralista 0 Corão e a Bíblia A Bíblia do ponto de vista feminino A Bíblia do ponto de vista de um cientista Nosso mundo — o mundo deles

COMEÇANDO A ESTUDAR A BÍBLIA

Introdução à Bíblia

livros da Bíblia
ANTIGO TESTAMENTO (39 livros) OS "CINCO LIVROS"

Gênesis Êxodo Levítico Números Deuteronõmio

Estes livros c o n t ê m histórias sobre a criação do m u n d o , o g r a n d e d i l ú v i o e o s pais ( c m ã e s ! ) d a nação d e Israel (Gênesis); a escravidão no Egito c o êxodo (Êxodo): e os 4 0 anos de p e r e g r i n a ç ã o n o "deserto" do Sinai (Números; Deuteronõmio). Eles t a m b é m r e g i s t r a m o d o m d a lei d e D e u s p a r a s e u p o v o r e s u m i d o nos D e z M a n d a m e n t o s ( Ê x o d o ; Deuteronõmio) e regras detalhadas para sacrifício e a d o r a ç ã o , c e n trados no tabernáculo ( t e n d a especial d e D e u s ) (Êxodo; Levítico).
Horus, simbolizado por este olho. era u m d o s deuses d o Egito, onde os israelitas foram escravizados.

Começando a estudar a Bíblia

15

HISTORIA DE ISRAEL

POESIA ESABEDORIA

OS PROFETAS

Josué Juízes Rute 1 e 2Samuel 1 e2Reis 1 e 2Crônlcas Esdras Neemias Ester

Jó Salmos Provérbios Eclesiastes Cântico dos Cânticos

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Isaías Jeremias Lamentações Ezequiel Daniel

O shqfar, feito de chifre j de carneiro, era roçado para chamar os israelitas à batalha.

12 "profetas menores": Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias

C o m e ç a n d o c o m a conquista da terra p r o m e t i d a ( J o s u é ) , estes l i v r o s dão continuidade à história da nação, de seus heróis e daqueles que falhar a m para c o m a nação a o desviá-la de Deus. O período de liderança dos "juízes" (Gideão, S a n s ã o e o u t r o s ) t e r m i n a com S a m u e l , q u e u n g i u os primeiros reis de Israel. D e p o i s d o s reis S a u l , Davi e Salomão (1 e 2 S a m u e l ; I R e i s ) , as dez tribos d o N o r t e se separaram e f o r m a r a m o R e i n o de Israel, e n q u a n to a l i n h a g e m de D a v i c o n t i n u o u e m Judá. A q u e d a d e S a m a r i a nas mãos da Assíria m a r c o u o f i m de Israel. Mas u m remanescente d c J u d á s o b r e v i v e u à destruição de J e r u s a l é m e r e t o r n o u do exílio n a Babilônia. R e n o v a n d o sua obediência à lei de D e u s , reconstruír a m o T e m p l o e as m u r a l h a s da cidade (Esdras; Neemias).

Estes livros c o n t ê m a m a i o r parte d a poesia da Bíblia e a "sabedor i a " ( g r a n d e parte c m f o r m a de provérbios: Provérbios, Eclesiastes) q u e e r a b a s t a n t e p o p u l a r no Oriente Próximo antigo por volta da época d o Rei S a l o m ã o . J ó é u m a dramatização poética sobre o sofrimento. Salmos é u m livro de hinos. Cântico dos Cânticos é poesia r o m â n t i c a lírica.

O s profetas t r a z i a m a palavra de Deus a seu povo: advertindo sobre o julgamento ( q u a n d o o p o v o se desviava de Deus) incentivando c o m esperança e promessas (nos m o m e n t o s difíceis). A m a i o r i a v i v e u nos séculos 8 e 7 a . C , q u a n d o a nação estava sob ameaça, prim e i r o dos assírios e depois dos babilônios. A m ó s falou pela justiça a favor dos O povo de Israel mulras vezes pobres. A l g u n s p e r t e n c e m trocou o Deus ao p e r í o d o d o retorno do verdadeiro por ídolos. Esta é e x í l i o . V á r i a s profecias (as uma imagem de m a i s c o n h e c i d a s estão e m Baal, deus dos cananeus. Isaías) p r e v ê e m a v i n d a do "Messias", que D e u s e n v i a r i a p a r a l i b e r t a r seu p o v o e r e i n a r c o m justiça e p a z .
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Introdução à Bíblia

LIVROS DEUTEROCANÔNICOS/APÓCRIFOS

NOVO TESTAMENTO (27 livros)

Incenso foi uni dos presentes que os magos trouxeram ^ p a r a o menino esus.

OS EVANGELHOSE ATOS

Tobias Judite Adições a Ester Sabedoria de Salomão Eclesiástico Baruque 1 e2Esdras Carta de Jeremias

Oração d e Azarias/Cântico dos três jovens Susana Bel e o D r a g ã o 1,2,3, e4Macabeus O r a ç ã o de Manasses

O mais antigo • fragmento do v ,p-. Evangelho de João K ^ J / V W>íá data de 125-130 . .,d.i.. • r ***lKt:V;;.iK • w :

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Mateus Marcos Lucas João Atos

A Judeia estava sob domínio romano n o período do NT.

G r a n d e parte deste material adic i o n a l , i n c l u í d o n a s Bíblias C a t ó l i c a s , mas, e m g e r a l , ausente nas edições protestantes, v e m da tradução g r e g a (Septuaginta) da Bíblia h e b r a i c a . Macabeus relata a luta j u d a i c a pela i n d e p e n d ê n c i a n a é p o c a " e n t r e os Testamentos". Veja t a m b é m "Livros deuterocanônicos".

p Evangelho de João registra como Jesus transformou em vinho a água de jarros como este.

Canetas, tinta e estojo d o período d o NT.

Póncio Pilatos o governador romano que mandou cunhar esta moeda, autorizou a crucificação de Jesus.

O Códice Sinaítico, que data d o século 4 d . C , contém todo o N T ,

Os quatro evangelhos registram a vida de Jesus, principalmente seus três a n o s c o m o p r e g a d o r itiner a n t e , e a s e m a n a f i n a l e m q u e foi crucificado. Sua ressurreição é considerada confirmação de sua reivindicação de ser o Messias/"Filho de Deus" prometido. Todos se b a s e i a m n a e v i d ê n c i a de testemunhas oculares dentre seus seguidores mais chegados: cada autor tem seu próprio propósito e m contar a história. Atos é a continuação do Evangel h o d e L u c a s , a h i s t ó r i a d e c o m o os primeiros cristãos, principalmente P e d r o e P a u l o , d i f u n d i r a m as " b o a s novas" de Jesus entre judeus e gentios, c h e g a n d o até a p r ó p r i a R o m a .

o m a l ser finalmente destruído. e o p o v o d e Deus g o z a r p a r a s e m p r e d a sua p r e sença nos " n o v o s céus e n o v a terra". cuja conversão dramática é registrada e m Atos. é o ú n i c o e x e m p l o n o N o v o Testamento d e u m a o b r a "apocalíptica". d i r i g e m se a grupos mais amplos d e cristãos. questões q u e os cristãos e s t a v a m levantando. ela lhes assegura q u e os propósitos d e Deus estão s e n d o e serão realizados. Hebreus (mais parecido c o m u m sermão do que u m a carta) é u m livro a n ô n i m o . cartas "gerais". e as necessidades d c líderes.2e3João Judas Apocalipse A s 13 primeiras cartas — escritas para "novas igrejas" recém-formadas — l i d a m c o m situações específicas. .Começando a estudar a Bíblia 17 AS CARTAS E APOCALIPSE • Romanos • 1 e 2Coríntios a :: : i i: n • • a Gálatas Efésios Filipenses Colossenses 1 e2Tessalonicenses 1 e 2Timóteo Tito Filemom Hebreus • • • • • Tiago 1 e 2Pedro 1. Todas são d e autoria d e Paulo. embora u m a carta circular. Apocalipse. Escrita para cristãos perseguidos. A s outras. até a história c h e g a r a o f i m . o "apóstolo dos gentios".

e o c h a m o u de " m u i t o b o m " ( G n 1. " D e u s f i c o u satisfeito c o m o u n i v e r s o q u e c r i o u . A grande história A Bíblia é u m m a g n í f i c o l i v r o de histórias. e conta a história da sua relação c o m a h u m a n i d a d e até o d i a f u t u r o e m q u e as g u e r r a s . A Bíblia começa c o m D e u s c r i a n d o os céus e a t e r r a . as d o e n ç a s . I n f l u e n c i a d o s p o r t i m a s e r p e n t e f a l a n t e (a p e r sonificação d o m a l ) . N o c e n t r o d a g r a n d e h i s t ó r i a está D e u s e o q u e ele está f a z e n d o c o m o m u n d o e a humanidade.31). O que ela contém? D o que se trata? É m e l h o r v e r a Bíblia c o m o u m t o d o para não nos perdermos e m meios aos detalhes. m a s proibiu-as d e c o m e r o f r u t o de uma determinada árvore (Gn 2. u m a coleção de histórias — h á u m a grande história contada pelo conj u n t o d e relatos i n d i v i d u a i s .15-17). E s t a h i s t ó r i a ( g e r a l mente c h a m a d a de "queda da h u m a n i d a d e " ) é vital para compreendermos grande p a r t e d a B í b l i a . elas d e c i d i r a m n ã o f a z e r a v o n t a d e de D e u s ( G n 3. Criação Deus criou o universo do nada. c h e i o d e n a r r a t i v a s m u i t o b e m escritas. M a s e l a é m a i s q u e 2. G n 1 r e g i s t r a seis o c a s i õ e s e m q u e D e u s falou e acrescenta: " E assim acont e c e u . e a d o r d e i x a r ã o de existir. . A s duas maneiras mais eficazes de analisar a Bíblia são: considerá-la u m a história. 1. pela sua simples p a l a v r a . dando-lhes responsabilidade pelos animais.22-24). Queda D e u s d e u às p r i m e i r a s pessoas l i b e r d a d e p a r a e x p l o r a r o j a r d i m e m q u e as c o l o c o u . a m o r t e . á r v o r e s e plantas. E l e c o l o c o u pessoas n o seu m u n d o para cuid a r dele e usar todo o seu potencial. Esta g r a n d e história t e m seis partes principais.Introdução à Bíblia O que é a Bíblia? Steve Walton Para muitas pessoas a Bíblia é u m livro desconhecido. pássaros. e ouvi-la c o m o u m a t e s t e m u n h a .1-7) e D e u s r e a g i u expulsando-as do j a r d i m (Gn 3. pois e x p l i c a q u e a r a ç a h u m a n a está d e relações cortadas c o m D e u s — e t o d a a criação foi afetada pelo r o m p i m e n t o deste relacionamento.

Profetas — que transmitiam a palavra de Deus ao povo — interpretaram este retorno como um "novo êxodo" (veja.1 7 ) . sendo castigados por Deus. pois animais eram um grande sinal de riqueza na sociedade rural da Antiguidade. Jesus dizia oferecer renovação para a nação. Após escolher esta nação. inclusive liberdade para adorar e viver como povo de Deus e a oportunidade de envelhecer sem medo. Deus deu a Abraão uma promessa tripla: uma descendência.5-13). conduzindo-os numa peregrinação de 4 0 anos pelos desertos da Península do Sinai. e então outra parte crucial da lei era o sistema sacrificial. a maneira de "cobrir" seu erro e restaurar o relacionamento com Deus era o sacrifício de um animal no lugar da pessoa que desobedecera a lei. 43. Nesse contexto aparece Jesus. tornou-se um momento marcante para a nação de Israel. teu Deus. Deus escolheu um homem. A vida de Israel continuou com muitos altos e baixos por mais de 1 0 0 0 anos. O povo do reino do sul (Judá) foi levado ao exílio na Babilônia cerca de 150 anos mais tarde. Tratava-se de um procedimento caro. Os romanos os governavam e eles não tinham liberdade para viver como o povo de Deus devia viver. da casa da servidão" (Ex 2 0 . eles se sentiam como se ainda estivessem no exílio. Mas Deus não desistira do seu povo. daí em diante. Is 40. para ser o meio de reparar o estrago que a rebelião humana contra Deus causara — um homem chamado Abr(a)ão que vivia na cidade de Ur. mas todos esperavam que ele trouxesse o reino de justiça da parte de Deus. pois.C.Começando a estudar a Biblia 3.16-20). e seus descendentes. Ele restaurou o povo de Judá na sua própria terra cerca de meio século depois. apesar de seu povo estar sofrendo e sendo oprimido. 4 . Mas as histórias centrais que os definiam como povo de Deus eram histórias de Deus agindo para resgatá-los — Ele fizera isto no êxodo e no retorno da Babilônia. Os profetas prometeram mais que um simples retorno à terra. mas Deus agiu para livrá-los por intermédio de Moisés. Mt 8. ex. Deus a protegeu e cuidou dela. o povo judeu celebra o êxodo na festa anual da Páscoa. Jesus Em seguida vem o período de Israel. Isto ficou ainda mais difícil quando o povo se tornou prisioneiro cm sua própria terra c foi oprimido por povos pagãos. começam assim: "Eu sou o SENHOR. para que Deus perdoasse sua desobediência. os "Dez Mandamentos". trazendo boas novas do perdão de Deus. por razões semelhantes. e por isso eles criam que Deus o faria novamente. Eles se tornaram escravos no Egito. 2 ) . Posteriormente. A nação era sua por causa da sua bondade em tirá-la do Egito: logo. No século 1 d. Durante três anos Jesus ensinou. A pessoa colocava uma das mãos na cabeça do animal. um resumo da idéia central da lei. eles se lembrariam desse episódio como o momento em que Deus os tinha salvado e os adotado. tirándoos do Egito. uma pessoa que os judeus chamavam de "Messias". e que por meio da descendência de Abraão Deus abençoaria toda a humanidade (Gn 12.3-5. Deus fez outra coisa que seria muito importante para a vida da nação: deu-lhes sua lei. Diversos grupos de judeus tinham crenças diferentes com relação ao Messias. que te tirei da terra do Egito. Eles falaram de outras coisas boas que Deus faria para seu povo. Enquanto estavam no deserto. A nação se dividiu após a morte do rei Salomão.C.1-7). por exemplo.1-3). chamado de êxodo. até introduzi-los na terra onde Abraão tinha vivido antes deles. uma terra que Deus daria a seus descendentes. Quando o povo desobedecia à lei. Israel 19 Os mandamentos também diziam como o povo de Deus devia viver (Êx 2 0 . um mestre judeu que curava e falava do "reino" de Deus — afirmando que Deus ainda estava no controle. embora estivessem fisicamente na sua terra. Ele falava . porque abandonara sua fé cm Deus dando lugar a outras religiões. 3 . os sacrifícios passaram a ser oferecidos no Templo de Jerusalém. Jesus se importava com os pobres e excluídos da sociedade — Ele ajudou até estrangeiros desprezados que o procuravam (p. e a parte norte do reino (Israel) caiu nas mãos dos assírios no século 8 a. Até hoje. Este ato maravilhoso. que Deus enviaria para libertar seu povo. curou e libertou pessoas de forças opressivas. não conseguia viver consistentemente como Deus queria. para demonstrar que este estava sendo sacrificado por ela. Os profetas também anunciaram um salvador vindouro. O povo. no entanto. anunciando que o poder de Deus podia ser visto no que Ele fazia e dizia (Lc 11. a capital da nação.

mostra que Deus tem o controle dos processos da história. cuja vida dependia da existência do Templo. celebrando a Páscoa que comemorava o êxodo do Egito. Ele foi executado por crucificação. . Antes de voltar para Deus. os seguidores de Jesus foram surpreendidos pelo envio do Espírito Santo. Mc 13. ajustando-se a um novo modo de vida que derrubava barreiras entre as pessoas — barreiras de gênero. mas depois também entre não-judeus: a promessa feita a Abraão de que toda a humanidade seria abençoada por meio da sua descendência começava a se cumprir! Estes grupos reuniam-se na casa de algum membro do grupo. Esta mensagem não foi bem aceita pelos líderes judeus. Apocalipse.47-53). mas que agora estava mais vivo que nunca. um dia no qual aqueles que rejeitam a Deus serão julgados e aqueles que confiam em Jesus verão o Senhor face a face. a obra que começara na Sua vida. Pequenos grupos de cristãos começaram a formar-se. Ele era o mesmo Jesus que conheciam há três anos. pouco tempo mais tarde. julgado e condenado à morte pelos líderes judeus.28).1-2).20 Introdução à Bíblia a respeito do Templo de uma forma que sugeria que este seria destruído e substituído de certa maneira por sua própria pessoa (Jo 2. Trevas cobriram a terra enquanto ele estava pendurado na cruz. Será também um dia em que o mal e o pecado serão removidos do mundo. Pouco depois Jesus foi preso. os cristãos esperam a renovação e restauração de todo o universo de volta ao plano original de Deus na criação (Ap 21. Jesus morreu.1-8). O s s e g u i d o r e s d e Cristo prias necessidades.1-12). 0 fim dos tempos Após a sua ressurreição. Muitos deles estavam colaborando com os governantes romanos e não queriam a instabilidade que Jesus aparentemente trazia. Surpreendentemente. e depois pelos romanos (pois os judeus não podiam fazer execuções naquela época). Eles tiveram de aprender o que significava ser seguidor de Jesus: não era mais possível viver do jeito que se quisesse. outros morreram porque se comprometeram a segui-lo. dc forma que uma grande multidão foi atraída para ouvi-los falar sobre Jesus. Na festa judaica de Pentecostes. quando receberam a capacidade dc falar em novas línguas. Na noite em cjue foi preso e julgado. era mais importante que suas pró- Como os primeiros cristãos lidavam com este sofrimento? Como entendiam o que Deus estava fazendo agora que Jesus deixara a terra? O último livro da Bíblia. principalmente de outros cristãos. Aquele pequeno grupo rapidamente espalhou a mensagem sobre Jesus por todos os países ao redor do mar Mediterrâneo. Cuidar dos outros. condição social e raça (Gl 3. Jesus considerava sua morte a realização daquilo que os sacrifícios representavam: perdão e renovação para o povo. ele prometeu dar-lhes poder para realizar esta grande tarefa. E os primeiros grupos cristãos tinham seus problemas! As cartas dos primeiros líderes cristãos demonstram os tipos de dificuldades que tinham. Mais que isso.1822. morte e ressurreição. Jesus não resistiu a isto. ele passou tempo com Seus amigos.14-20). Jesus deu a seus seguidores a responsabilidade de contar aos outros sobre ele. Isto levou a uma trama para matar Jesus (Jo 11. Jesus deu àquela refeição um novo significado. algo que elevaria os espíritos dos cristãos perseguidos à presença do grande Deus que serviam. Além disso. Além disso. 6 . Ele realmente era o Messias! 5. Ele deu ao pão e ao vinho da refeição um novo significado. eles tinham de estar prontos para sofrer pela sua fé em Jesus — muitos foram excluídos socialmente. Três dias depois Seus seguidores ficaram totalmente maravilhados e alegres em vê-lo vivo novamente: a morte não fora capaz de derrotá-lo. Ele interpretou o pão e o vinho da refeição como símbolos do seu corpo e sangue. Nesse dia. entregues na morte (Lc 22. os primeiros cristãos aguardavam um dia em que Jesus voltaria à terra para completar. Ele parecia saber o que estava se passando e falava disso por meio de parábolas (Mc 12. inicialmente entre o povo judeu. finalmente.

em geral abreviado. Alguns leitores preferem uma tradução mais Para maiores detalhes sobre diferentes traantiga como. E m outras palavras. Afinal. é uma bênção. E m português. e ajudá-los a entender como segui-lo com outras pessoas. A Bíblia ou. E o caso. e preferem u como a N o v aT r a d u ç ã o na Linguagem de Hoje.duções. C a d a livro da Bíblia tem u m nome. mais recentes. o texto c o s t u m a ser disposto em parágrafos e seções. por exemplo. O u t r o s têm dificuldade com a lin- Capítulos e versículos E m edições modernas da Bíblia. assim como em outras línguasou seja. são mais antigas. gida de Almeida. . outras. 1 3 significa "livro de Gênesis. versículos uma três". existem várias traduções. como um historiador faria. Logo em seguida aparece o n ú m e r o do capítulo. R m . foi traduzida p a r a mais de 2400 línguas. U m ponto separa o capítulo do versículo. veja p. da N o v aT r a d u ç ã o na Linguagem de Hoje. este nome. recomenda-se ler trechos mais longos. No Brasil. além do porTer mais de uma tradução na m e s m a língua. a divisão do capítulo ocorre no meio da história e o versículo termina com vírgula! Portanto. Por exemplo: G n1 2 . no século 16. Os n ú m e r o s dos capítulos c o m e ç a r a m a ser inseridos no texto bíblico no século 1 3 d. capítulo. capítulo 12. 77. uma a majoritárias. aparece em primeiro lugar.C. E escrita para convencer seus leitores a se tornarem seguidores de Jesus. Assim. tuguês. essa divisão na faz parte do original. que aparece por último. 2 1 2 6 significa "carta aos R o m a n o s . longe de ser u m problema. Por mais útil que seja o sistema de capítulos e versículos. as diferentes traduções se complementam. 3 . uma referência bíblica normalmente tem a seguinte estrutura: livro. é a divisão do texto em capítulos e versículos. Ela é escrita para convidar aqueles que ouvem sua mensagem a confiar em Jesus também. ÀS vezes. Ler a Bíblia é como receber um convite para uma festa — ela busca nossa resposta! Este grupo de jovens cristãos da Ásia representa os milhões que ao longo dos séculos ouviram a história da Bíblia c sc tornaram seguidores de Jesus. E m g u a j a j a r a e guarani-mbyá. por exemplo. para línguas minoritárias como. não deveria ser determinante n ah o r a de ler o texto. j u d a a entender a outra. Traduções da Bíblia m a tradução m a i s atual. pelo menos. Este sistema permite localizar facilmente qualquer texto bíblico. a edição Revista e Corri. geral. uma parte dela já guagem arcaica. S e m p r e que se faz referência a u m a passagem. foi acrescentada posteriormente. waiwai. e completos. U m sistema mais antigo. O sn ú m e r o s dos versículos f o r a m acrescentados posteriormente. Algumas permitem uma leitura comparativa e uma melhor compreensão da mensagem da Bíblia. capítulo três. versículos 2 1 a 26" (veja uma lista de abreviaturas no início do livro). ciiado em grande parte p a r a localizar textos bíblicos. versículo(s). Além disso. a Bíblia completa já foi traduzida. é melhor ler parágrafos e seções do que ler versículos e capítulos.21 A Bíblia como testemunha A Bíblia não conta esta história dc forma distante.

profecias e provérbios. "Quando. Comunidade Em terceiro lugar. a igreja. Então. escreveram as cartas. e o livro de Isaías são considerados dois dos melhores livros do mundo. • Você pode lê-la para descobrir a história do mundo antigo. compuseram os salmos. Mas às vezes ficamos perplexos. Os livros da Bíblia foram escritos em grande parte para uma comunidade. Às vezes é emocionante. As pessoas lêem a Bíblia por várias razões diferentes.. renovador. Há histórias sobre o povo tentando obedecer a Deus... dando direção a nossas vidas. orações de pessoas que anseiam receber a bênção de Deus. Mas só chegaremos ao cerne da questão se perguntarmos por que os livros bíblicos foram escritos. um indivíduo humildemente toma este livro escrito por pessoas comuns e que traz bem evidenciadas as marcas do tempo e as dificuldades causadas peio processo de transmissão. Apesar da variedade de livros na Bíblia e da grande extensão de tempo durante a qual foi escrita. A Bíblia é como uma bússola. orações e poesias. e ame o seu próximo como você ama a você mesmo". mensagens de profetas e apóstolos incentivando o povo a redescobrir o caminho de Deus. • Você pode lê-la como literatura. de forma que no final o mundo inteiro aprendesse a conhecê-lo e amá-lo.22 Introdução à Bíblia Stephen Travis Lendo a Bíblia O que motivou as pessoas que contaram as histórias. elas falam — principalmente no Antigo Testamento — sobre nosso relacionamento com a sociedade e o mundo. por exemplo. Todas estas são razões positivas para estudar a Bíblia. seu Deus. Como podemos começar e continuar lendo? É útil saber exatamente porque estamos lendo. visões do céu e conselhos práticos para o dia a dia. . • Ou você pode ler a Bíblia para descobrir os temas e histórias que inspiraram a obra de vários artistas. músicos e escritores do mundo. como devemos lê-la? • Reconheça a variedade q u e h á n a B í b l i a . Os Salmos. • Você pode ler a Bíblia para estudar a base da fé e dos padrões éticos judaicos e cristãos." Donald Coggan Ler a Bíblia pode ser uma tarefa difícil. se quisermos ouvir a mensagem da Bíblia. Relacionamento Em segundo lugar. o Espírito Santo começa a agir e transmite Cristo por meio dele para a mente e o coração e a consciência do leitor. elas contam a história do nosso relacionamento com Deus. Ela dá milhares de exemplos do significado de "ame o SENHOR. cias falam sobre nosso relacionamento com o povo de Deus. Sociedade Em quarto lugar. A Bíblia não é um livro sobre uma religião que só se preocupa comigo como pessoa. Há histórias e parábolas.. há uma linha de raciocínio em toda a obra que dá sentido às diversas partes. Ela mostra como o povo de Deus devia refletir em suas próprias vidas o caráter de Deus e seu interesse por todo o mundo. não para indivíduos. O História Em primeiro lugar. elas contam a história de como Deus convidou um grupo específico de pessoas para conhecê-lo. profetizaram o futuro? Como elas viam Deus atuando na vida das pessoas? Podemos resumir seu propósito em quatro categorias. Então veremos que sua mensagem se dirige a nós mais claramente quando estudamos a Bíblia com outras pessoas do que quando o fazemos sozinhos.

tenho uma abordagem mais descontraída e me divirto com sua maneira estranha de ver a natureza humana. depois uma das cartas mais curtas do Novo Testamento. nosso comportamento e nossas prioridades. Por isso. Ninguém aprende a jogar futebol ou qualquer outro esporte sentado na poltrona. especialmente se estiver estudando um livro narrativo. Um bom plano c começar com um F. Da mesma forma. • N ã o d e s a n i m e se sentir que precisa fazer um curso intensivo de interpretação bíblica para poder começar a ler. A mensagem da Bíblia gradualmente transforma as pessoas no que elas deveriam ser. Quando leio o livro de Eclesiastes no Antigo Testamento. Mas sempre há algo para ajudar você a refletir sobre sua vida com Deus. É melhor. Leia um F. e não tanto com um mapa que traz todos os detalhes anotados. começando com este Manual. por exemplo. mas pelo Deus que fala conosco por meio da Bíblia. variar de vez em quando entre o Antigo e o Novo Testamento. • À medida q u e lê.vangelho. sobre meu relacionamento com Deus. Não lemos apenas duas páginas de um romance e depois o colocamos de lado até o dia seguinte. • Precisamos também permitir q u e a B í b l i a n o s f a ç a p e r g u n t a s — deixar que ela questione nossos pressupostos. Ela é parecida com uma bússola para nos guiar na direção certa. com o povo de Deus. geralmente não é uma boa idéia tentar ler a Bíblia direto de Gênesis até o fim. pois os membros d o grupo podem compartilhar sua compreensão da mesma.vangelho inteiro c você perceberá coisas sobre Jesus que jamais notara antes. algo que você jamais compreenderia se lesse apenas alguns versículos de cada vez. • A Bíblia não é um livro de c u l i n á r i a com uma receita para cada circunstância da vida moderna. 23 • Pergunte: "Que tipo de l i v r o e s t o u l e n d o ? " Não l e m o s um l i v r o de história como lemos o manual de m a n u t e n ç ã o d o c a r r o . Leia toda a história de Davi em 1 c 2Samuel e terá uma noção melhor do envolvimento de Deus em todos os altos e baixos da vida dessa pessoa. e com a sociedade c o mundo? É claro que nem toda passagem ensinará algo sobre cada uma destas quatro áreas da nossa vida. lendo livros de educação física! Use os guias disponíveis. . porque todas as palavras de Jesus são informações vitais para a vida cristã. Ouviremos sua mensagem se a abordarmos com a reverencia adequada — não uma reverência pelo que está impresso no papel. e depois um trecho de Gênesis (capítulos 1—11).Começando a estudar a Bíblia Nossa vida encerra vários aspectos diferentes e Deus se interessa por cada um deles. ler trechos mais longos de uma só vez. de vez e m q u a n d o . A Bíblia faz o cristão c o cristão reage a Deus e às questões da vida como Cristo reagiria. os vários tipos de livros bíblicos precisam de abordagens diferentes. Mas não deixe que estes impeçam você de entrar em campo! Ler a Bíblia em pequenos grupos pode ser uma maneira estimulante de cslodn-la. Quando leio o Sermão do Monte (Mt 5 — 7 ) faço uma pausa a cada frase. pergunte que ensinamento a passagem oferece sobre os quatro aspectos do propósito da Bíblia descritos acima: o que aprendo sobre o plano de Deus para o mundo. • Tente. depois ler alguns salmos.

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—2000 d.i. Pin impérios ocidentaleorienlil P sendoacapital Constantin. Eurípedes Sócrates. Séneca Polinésios estabelecem colori): no Pacífico Civil Governo romano. Sófocles. A mensagem de Jesus apapõe a cerca de metade de nossa história até os receu n u m a época singular. Heródoto. J t . o Grande. Horácio. Platão Estoicismo Epicuroefilosofia "epicurista" Neoplatonismo. Como os acontecimentos bíblicos de comunicações do mundo romano e a língua se relacionam com o que se passava no resto grega possibilitaram sua rápida propagação no do mundo? Fazer ligações pode ser fascinante. Judaísmo C r i a ç ã o d a s sinagogas Revolta dos m a c a b e u s Septuagínta ou tradução grega da Biblia hebraica P r i m e i r a rebelião j u d a i c a| T e m p l o de J e r u s a l é md e f f l Josefo.ií Imperador Constantino reúne:. cultura helírií! t'.^ Aial HunosinvademaEuropa :V.Bi!da Rígveda. religiões asiáticas SicldhariliaGautama. acontecimentos Egilo antigo Mesopotâmia Hamuiábi dos códigos babilónicos Sele primeiros períodos da I iteratu ra chinesa Cultura mínoica em Creta ! Era do Bronze Hititasem Anatólia Cananeus Era do Ferro Irtiliíaçãoeiíuíca Dispersão do povo celta pela Europa (entrai eocidental Império Assírio Primeiros jocoso ímpícsrecjistfàdoi Império Babilónico Império Persa Civilização grega Ilíada e Odisséia de Homero Construção da Acrópole em Atenas Adoção da democracia em Atenas Início do Império Indiano Alexandre. pessoas. Império Romano e no Oriente.C. updnishads: poesia e ensinamentos hindus Jainrsmofjndadona India Con ludo na China Taotsmo 1 Ideologias. acontecimentos Egito.fundador da religião persa Ésquilo.profetas de Israel. filosofia gre$> Civilizações. Ovídio. Inglaterra:quebrar Períododeadoracaoitionoleistado sol no Egito PaganisnwdáwiconaGiécia La o-Tsé. ena índia ImperadorConstaniinoadola o Cristianismo HiWi Domingo setoma dia doSstafc Concilio de llicéia esta&eíeteovrJFJ^ CantodehinosdesenvorvKjo | por Ambrósio Budismo.C. (enquista aPérsiaeinvadeaíndia Grande Muralha daChina Grécia sob controle romano . historiador j u d e uI S e g u n d a rebelião j u d a i t a s o t > Bar K o c h b a Jesus Mfe': Cristianismo | oslinl 0 período bíblico desde Abraão se sobre. Império Romano Pompeu (aplura Jerusalém : Júlio César i Navios chineses chegam à índia . filósofomoral Filosofia grega: Aristóteles. crenças. filósofo chinês Religião pantefsta se desenvolve na índia coroasiio. religíõesétnicas. tendo sido mais tarde suprimido? As novas e ideologias que ajudam a mostrar o desenvolreligiões na Ásia surgiram na mesma época dos vimento das idéias desde 2000 a. Este diagrama traz Será que os israelitas levaram o monoteísmo ao apenas alguns dos personagens.C. idéias Politeísmo. iemita: Igrejas fundadas no Impéiic fita. quando o sistema dias de hoje.26 introdução à Bíblia Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo 2000 a. hinduísmo. religiões primitivas Slonehenge.

erurucadisska . Charles Darwin.. estudioso Maimónides. 1 'i 1 1 ' i ' ' ' m: 11 Holocausto judeu Estado judeu de Israel gostinho r e m i t a s do deserto loiustiosmo V' •:.111. Faraday Oiluminismo:rationallsmo. evaocjefcsu Segunda Concilio do Vat k ano.! •: da ctCerr tendi Irra •SSÒttcetanal•."AOrigemdasEspécies Loifce. reformas catõltcas Movimento carismático Islamismo Mioñé Império muçulmano da LspanhaáChina Mñbíossufistas Primeira unívrisidaot do mundo em Cairo DeverrvoNimenlodaShaiia. i is . compositores Classicismo w leairo.!. eieinodaôe >->!• n v ü l ' f i " t -i da medicina Lançamento da Coca Cola Pn meiros íogos olimpiíos modernos Automóveis Primeira Guerra Mundial Fusão do átomo Invenção da tele-máo Segunda Guerra Mundial nVvoltçáoEletronka Maröa Luther King CuHuraspopeiock Pnmeiraviagrmálua Epidemia de AID internet 4 'M M. Spinoza. leiíslàmica Mjrwnc^rtasr^comtradasoolrá inpe>toolànii(OBa(»*à em Império Otomana irnpaciodacGkura e lei ocidentais em vanas arras til. geriet« Monrnento ambienialrtU Movimento M o v a Era Civilizaçãoraaia. • i • i 'i him Car1asUagno. BeMba*« . Jung) AlbertEinsteinearelatividadr Comunismo Teoria quântica na fiwa Positivismo lóg k o Existencialismo Feminrsno Mkrobwkrçia.' Islãracos proroorem estados rr*ulmanos Propagação do império e das obw hindus Primeiros santuários shintoistas noJapão RanjitSingheos sikhs Rarnakrishna. teólogo JohnVíytliffe. Rousseau.A Bíblia no seu contexto 27 Judeusinstalanvsena Alemanha. Handel. Revolução Industrial Romantismo Eradas ferrovias Exploração e colonialismo Movineatos abolioontsus Telefone. Newton. Descartes.it-'t '• .j ní-. Hume.prriieroimcefjdordo LeonardodaVnõ Uesopctànuiigiio. fundação de sociedades cientificas Copérnico afirma quea torra giraem torno do sol DesenvoU'imrntoda dent ia: Pasteur. reformador na Botona Aoabatistas Seforau (Uteio. Man ifesto Comunista Nietzsche. : Mongóis invadem a Asia c a E u ropa AstetasnaAméricaCeniral F u ndaçáo do im p ério Otom ano Cultsia inca no Peri ry-}. criando a palavra 'ftníarwntalisü' : iisrenciaiis-Tic rva teoloçjia &#y (Vahan. filósofo Misticismo <abalístko|udeu Perseguidos jtdeus BaEmopa llii'Oílirli.'l . m arquiteturas na Iteraiva Mozart. cientistas Marxeingels. desenvolvem a ling uâ lldlthe 110 Ibn Eira. Jerusalém InketasCriuaias Evangelhos dei ncisfamf Gistcwáa Calcaba pane paia o Movo Mundo William Shakespeare . Kant por Seleção llatural' Boyle. reformador ingle's iariHiß.humanismo Filósofos: Hoboes.México E r a dourada da aitebuantina Prir*if3JC'nalinip(fivo err i OttofundaoSacioImpéiiollomannGermánico 'ii . filósofo Psicologia IFreud.• -1* 11 igreja Reamamento nos EUA: em Londres Moody eSankey Pietistas Critkada Biola lohn Wesley eos metodistas Movimento ecuménico p a raunir igrejas Publicação de "Os Fundamentos" nos EUA. Catrinoi WiBiamTyndale traduzo NI para o inglés Inácio de Loyolaeos jesuítas Concilio de liento: Contra • reforma da Igreja Católica Romana Biblia do Rei Tiago ÍKincj lames Version) Fundações de sociedades missiona rias e bíblicas Presbiterianos e puritanos Inicio da escola dominical Puritanospartem no navio Mayflower Pernéeosla! ismo para a Amirica Primeira Coocfco do Vaticano Con? egacoru listas eaiffalifc*dade papal 5. prene-to porta crtsiào I hglès Divisão eniiekjrejas romana e oriental se torna permanente Construção de catedrais na Europa leotoçü escolástica Bernardo de Clarara L auto* dehn» Valdemes Francisco de Assis e os franciscanos Albigenses fundação da ordem dominicana Tomás de Aquino. Bach. Linnaeus. Período barroco Rembrandt. artista IS. Herra üí*w9. mestre hindu liadouiadadocotihedri Renascença na a rir e no saber Nascea ciência.'i.

776 Rómulo. 13381 pç ( m Império Assírio M ~\C I Civilização minóica em Creta Inicio da construçãotk Acrópole em Atena - . d e Ur. na Mesopotâmia nul Prainha de ouro.28 Introdução à Bíblia A Bíblia no seu tempo 2500 » C 2250 Reino Unido Êxodo e conquista Os patriarcas Israel no Egito Rei Davi faz de Jerusalém sua capital José Moisés Exílio Reino Dividido Abraão Reino de Israel no Norte Rei Acabe fiei Salomão constrói o Templo Profeta Elias Profeta Eliseu Dez Mandamentos/ Lei de Deus dada no Sinai Samaria conquistada pelo Assíria 722/1 Preparação do Tabernáculo/Tenda de Deus Reino deJudá no Sul Profeta Isaías Juizes Sansão Samuel Rei Ezequias Profeta Jeremii Jeru pela doT Batalha de Jericó I Construção das pirâmides do Egito I Criação de sepulturas reais em Ur I Primeiras bibliotecas do mundo. Primeiros Jogos Olímpicos | registrados c. primeiro rei * de Roma Tutancámon I do Egito (morto eme.

E m última análise. f r a g m e n t o s d e c e r â m i c a ( s e m p r e abundantes c m c a m a d a s d e o c u p a ç ã o ) são u m a b o a pista p a r a a d a t a e m q u e d e t e r m i n a d o estrato era uma cidade próspera. s e n d o q u e c a d a c a m a d a r e p r e s e n t a u m p e r í o d o d e ocupação. Escavação e registro cuidadosos capacitam arqueólogos a comp o r a história d e u m a cidade. . A s cidades nos t e m p o s da Bíblia geralmente eram reconstruídas várias vezes no m e s m o local.15. m o n t e s f e i t o s d e r u í n a s d e c i d a d e s antigas. Levantamentos regionais podem nos ajudar a ver como cidades. Novas abordagens Atualmente. O reíl (monte formado por ruínas) da cidade bíblica de Laquis. CERÂMICA AUXILIA A DATAÇÃO A s d a t a s d o s e s t r a t o s d e u m tell g e r a l m e n t e s ã o e s t a b e l e c i d a s p o r sua c e r â m i c a . muitas vezes após a d e s t r u i ç ã o p o r i n i m i g o s . a arqueologia envolve muito mais que a escavação de t e l h (sítios arqueológicos). assim. Isto d e v e n o s advertir contra estabelecer conexões precipitadas. A evidencia arqueológica n e m semp r e é fácil d e i n t e r p r e t a r . regiões nas quais l o n g o s p e r í o d o s de h i s t ó r i a a n t i g o s f o r a m r e c o n s t r u í d o s a partir d e listas d e r e i s . i n c ê n d i o s o u terremotos. Uma cidade que é freqüentemente r e c o n s t r u í d a s o b r e s u a s p r ó p r i a s r u í n a s acabará f o r m a n d o um monte d e t a m a n h o c o n s i d e r á v e l e t a l m o n t e c u m tell e m á r a b e { o u lei e m h e b r a i c o ) . vilas e acampamentos nômades estavam relacionados. podem indiretamente esclarecer a Bíblia para o leitor moderno. No detalhe: instrumentos DESENTERRANDO CIDADES ANTIGAS Ate recentemente grande parte da arqueologia bíblica envolvia a escavação d e tells. Na realidade a arqueologia raramente dá evidência deste tipo. um século depois d e S a l o m ã o . e a entender o clima. A g o r a se sugere q u e estas c o n s t r u ç õ e s s ã o a i n d a m a i s recentes e alguns arqueólogos duvidam q u e s e q u e r sejam estábulos. as d a t a s d a c e r â m i c a d e p e n d e m d e ligações c o m o Egito ou a Mesopotâmia. Estas abordagens aparentemente não estão relacionadas com a Bíblia (c alguns arqueólogos não gostam do termo "arqueologia bíblica"). Subseqüentemente as construções foram datadas d o reinado d c A c a b e . I HISTORIA DE ADVERTÊNCIA As primeiras tentativas d e ligar descobertas a r q u e o l ó g i c a s à Bíblia l e v a r a m a algumas conclusões enganosas. feita cm I R s 9. A descoberta d e u m a série d e longas construções retangulares e m M e g i d o e m 1928 ( a c i m a ) foi i n t e r p r e t a d a c o m o se f o s s e m e s t á b u l o s e foi d a t a d a d o p e r í o d o d e S a l o m ã o . O indagador geralmente quer saber se há evidência arqueológica de que eventos específicos aconteceram. a v e r mudança n o s e u s t a t u s e na s u a c u l t u r a . a produção de alimentos e os padrões mutantes de assentamento da antiguidade. A d e s c o b e r t a l o g o foi l i g a d a a u m a r e f e r ê n c i a . Na maioria dos casos ela dá um contexto no qual a Bíblia pode ser mais bem compreendida. d e q u e S a l o m ã o reconstruiu M e g i d o e a s " c i d a d e s o n d e f i c a v a m o s seus carros d e guerra" mencionadas três versículos depois. Estilos d e c e r â m i c a e s t a v a m s e m p r e m u d a n do. se elas nos capacitam a entender como a sociedade funcionava nos tempos bíblicos. E s c a v a r u m tell significa c a v a r p o r várias c a m a d a s ( o u estratos). mas.30 Introdução à Bíblia Recriando o passado John Bimson "A arqueologia prova que a Bíblia é verdadeira?" Esta é uma pergunta feita freqüentemente a arqueólogos que também trabalham com a Bíblia.

várias evidências arqueológicas d e que certo nível de alfabetizaç ã o era comum no Israel antiEste anel. traz e x e m p l o . A prática de Salomao de revestir grand e p a r t e da d e c o r a ç ã o interior d o Templo com o u r o p o d e ser ilustrada por templos egípcios. t e m s e m e l h a n ç a s c o m t e m p l o s c a n a n e u s d o f i n a l d a Gra do Bronze e c o m um templo p o s t e r i o r d o n o r t e da Síria. M q 2 . em grego (parte inferior). registra o p a g a m e n t o de impostos e m espécie (vinho e ó l e o ) aos a r m a z é n s d a c i d a d e .C. Eles r e v e l a m que alguns indivíduos supriam em grandes q u a n t i d a d e s — u m sinal d e q u e e r a m prop r i e t á r i o s d c g r a n d e s f a z e n d a s .em hebraico. C . 1 4 . A Pedra dc Roseta foi encontrada por soldados de Napoleão perto de Roseta.C.8. 8 ) .3 0 % d e ó l e o ) . . Is 5 . 31 INSCRIÇÕES Há. marfins e selos f o r a m d e s c o b e r t a s e m diversas localidades. ções e m cerâmica e vasos d e pedra. são semelhantes a essas decorações do Templo de Salomão. hoje. e m túmulos. escrita demótien egípcia (no meio). a prensa.A Bíblia no seu contexto Esclarecendo o Antigo Testamento Era g e r a l a a r q u e o l o g i a e s c l a r e c e o contexto cultural. H p. 2 . na i l u m i nação d a s c a s a s . A l g u n s nos e s c l a r e c e m indiretam e n t e acerca da sociedade israelita. encontradas e m Samaria (figura d e palmeiras à esquerd a ) e na S í r i a e A s s í r i a . o nome de seu dono I s 1 0 . —v-V- Na antigüidade.) foram registradas nesta estela (mais dc 2 m de altura). As vitórias do Faraó Mcmcptá (cerca de 1208 a.-. Em seu i n t e r i o r . Era u s a d o na c o z i n h a . I n s c r i . além da Bíblia. que sempre estavam a mâo. p o i s isto o c o r r i a g e r a l m e n t e às custas d o s pobres ( A m 8. E s t e s e x e m p l o s nos ajudam a imaginar o Templo de Jerusalém. Placas de marfim entalhado c m estilo fenício. e t c ) . depois veio o pesado rolo de pedra. Ela contém a referência mais antiga. cabaças e flores. V á r i o s pesos d e p e d r a s d e 77 quilos e r a m usados n o p r o c e s s o d c prensagem. que data d o século 8 a . Bacias r e t a n g u l a r e s e c o m p r e s s o r e s d e pedra e r a m usados para a m a s s a r as a z e i t o nas e cada bacia tinha a seu l a d o d o i s t o n é i s para prensar a polpa a fim d e p r o d u z i r l í q u i d o ( 2 0 . Ela foi a chave para decifrar a escrita egípcia antiga. dos g o . para fazer breves registros e escrever cartas. pesos. J z 8 . PRODUÇÂO DE AZEITE DE OLIVA O azeite d e o l i v a era u m dos produtos mais i m p o r t a n t e s d o s t e m p o s b í b l i c o s ( O s 2. na planície litorânea a o e s t e d e J e r u s a l é m ) t è m esclarecido a produção d e ó l e o d e oliva d o século sete a. junto ao rio Nilo. c o m sua d i v i s ã o t r i p l a . na f a b r i c a ç ã o d c c o s m é t i cos e c m v á r i o s r i t u a i s . E s c a v a ç õ e s e m E c r o m ( T e l M i q n e . p o r séculos 8-7 a . ao invés do contexto histórico d e u m e v e n t o da B í b l i a . o T e m p l o d e S a l o m ã o tinha painéis d e madeira entalhados com querubins. A concentraç ã o d e t e r r a s nas m ã o s d o s r i c o s foi m u i t o c o n d e n a d a p e l o s p r o f e t a s d o s é c u l o 8. e. Eles t a m b é m m o s t r a m que os detalhes da descrição são completamente plausíveis no seu d e v i d o c o n t e x t o . e hieróglifos (parte superior). à direito: Estes jarros eram usados para armazenar óleo de oliva. C . As duas fotos acima mostram métodos diferentes dc extrair óleo de oliva: o mais antigo era a viga e o peso. TEMPLO DE SALOMÃO A planta d o T e m p l o d e S a l o m ã o . 1 9 ) . c o m o demonstrado por estes exemplos do A n t i g o Testamento. c o m o a Bíblia s u g e r e ( v e j a . a um povo chamado Israel. Ela registra um decreto do rei Ptolomeu V do Egito. o u 652. palmeiras.500 litros por a n o . Calcula-se q u e as 115 prensas d e ó l e o d e Ecrom p o d i a m p r o d u z i r 5 0 0 toneladas. U m a c o l e ç ã o d e óstracos (fragmentos de cerâmica c o m i n s c r i ç õ e s ) d a Samaria. era comum usar fragmentos de cerâmica.4. finalmente.

isro é.32 Introdução à Bíblia Os rolos do mar Morto foram armazenados em jarros como estes e escondidos cm cavernas da região pela comunidade de Qumran quando esta foi destruída pelos romanos durante a revolta judaica. . vl.-. 1 >4 ...-.. a sala em que os rolos foram escritos. Esclarecendo o Novo Testamento VIDA RELIGIOSA A descoberta dos Manuscritos d o M a r M o r t o c m 1 9 4 7 t r a n s f o r m o u nossa v i s ã o d o m u n d o d e Jesus... • • 1 Escavações em Qumran descobriram o saiptoritim.:.'j T . .I ..--^v..Í. Os rolos nos r e v e l a r a m uma seita d o judaísmo (provavelmente a dos essênios) que tinha muitas características distintas c a b r i r a m o s nossos o l h o s p a r a o f a t o d e q u e o j u d a í s m o d o p r i m e i r o século não era uma fé uniforme e estática: ela estava m u d a n d o c continha g r a n d e v a r i e d a d e e m seu m e i o ... Í ....

O palácio d o p r ó p r i o H e r o d e s e m Cesaréia mais tarde tornou-se residência d o s g o v e r n a d o r e s r o m a n o s da Judeia. . estádio e um t e m p l o c m honra a o I m p e r a d o r Augusto. O teatro d o rei Herodes. À cidade foi construída e m escala. c o m teatro.4 a .A Bíblia no seu contexto AS CONSTRUÇÕES DO REI HERODES Em v á r i o s a s p e c t o s o m u n d o q u e J e s u s conheceu fora m o l d a d o por H e r o d e s o Grande ( 3 7 . 33 Parte d e um m o n u m e n t o c o m o nome e título d e P i l a t o s foi d e s c o b e r t o c m Cesaréia e m 1961 (veja "Os j u d e u s s o b o g o v e r n o romano: a p r o v í n c i a da J u d e i a " ) . cm Cesaréia. J e r i có e Samaria ( r e n o m e a d a Sebaste. b a n h o s públicos. H e r o d e s foi responsável por muitas construções q u e alteraram o panorama d e Jerusalém c d e outras cidad e s d o seu r e i n o . inclusive P ô n c i o Pilatos. o r d e n a n d o a seus e n g e n h e i r o s q u e c r i a s s e m u m p o r t o a r t i f i c i a l g r a n d e o suficiente para o s m a i o r e s n a v i o s m e r c a n t e s da é p o c a . nome grego c m honra a A u g u s t o C é s a r ) . anfiteatro. t a i s c o m o H e b r o m . H e r o d e s f e z d e u m pequeno ancoradouro um p o r t o importante. Em Cesaréia ( t a m b é m n o m e a d a e m honra a o i m p e r a d o r ) . C ) .

ocupadas pela elite ( p o s s i v e l m e n t e s a c e r d o t e s ) no s é c u l o u m d a era c r i s t ã . Estas d e s c o b e r t a s d ã o u m a i d é i a d a v i d a d e s f r u t a d a p e l o s r i c o s na é p o c a d e J e s u s . Uma delas. g r u p o s d e c a s a s e s c a v a d a s e m C a f a r n a u m i l u s t r a m as casas b e m mais simples das pessoas que v i v i a m nas províncias. CAFARNAUM Em c o m p a r a ç ã o . V i d r o s e cerâmica d e luxo b e m c o m o mesas d e pedra d e alta qualidade foram encontrados nessas casas. c o m p e d r a s m e n o r e s e argamassa para preencher os espaços. O s telhados e r a m f e i t o s d e v i g a s q u e s u s t e n t a v a m galhos ou juncos. A l g u n s d o s p i s o s e r a m d e c o rados c o m mosaicos. A l g u m a s casas tinham s e g u n d o andar. As paredes tinham r e b o c o d o s dois lados e os interiores t i n h a m o r n a m e n t a ç ã o rica em d e t a l h e s . Salas e objetos descobertos em escavações na Cidade Alta. Essas casas foram queimadas quando os romanos tomaram Jerusalém em 70 d . q u a n d o Jerus a l é m foi t o m a d a p e l o e x é r c i t o r o m a n o . cobertos c o m argila. e no p o r ã o h a v i a c i s t e r n a s e b a n h e i r a s p a r a a purificação ritual. em frente ao Templo de Herodes. c o m o na p a r á b o l a d a m o e d a perd i d a q u e Jesus c o n t o u ( L c 1 5 . após a revolta judaica. C .18-23. agora conhecida simplesm e n t e c o m o a mansão. q u e foram destruídas e m 70 d . C . cm Jerusalém. A s prin- cipais áreas d c estar f i c a v a m no t é r r e o . A l g u n s pisos e r a m d e pedra e p e q u e n o s objetos p o d a m ser facilmente perdidos e n t r e as p e d r a s . 8 ) . A s p a r e d e s e r a m f e i t a s d e p e d r a s basálticas i r r e g u l a r e s . tais c o m o o l í d e r j u d e u q u e é m e n c i o n a d o em Lc 18.34 Introdução à Bíblia A JERUSALÉM DO PRIMEIRO SÉCULO Escavações no setor j u d a i c o d e Jerusalém d u r a n t e a d é c a d a d e 1970 r e v e l a r a m exemplos d e mansões. U m a d a s salas d o t é r r e o tinha um s e g u n d o andar. foi c o n s t r u í d a e m d o i s n í v e i s n u m t e r r e n o i n c l i n a d o . .

A Bíblia no seu contexto O COTIDIANO 35 N o c l i m a e x t r e m a m e n t e s e c o da bacia do M a r M o r t o . que data de época próxima à de Jesus. Um poço reconstruído nos ajuda a entender um aspecto importante do cotidiano nos tempos bíblicos. sandálias. síío encontrados artefatos que revelam a habilidade de quem os fez. Um exemplo é este vaso de vidro. Estes o b j e t o s i l u s t r a m d e f o r m a i o d a e s p e c i a l o c o t i d i a n o na J u d é i a a n t i g a . Para mais informações sobre a vida diária veja: 198 Vida nômade 242 Vida sedentária Reconsirução parcial de uma das casas de Jerusalém dcsiruídas em 70 d.C. apenas 40 anos após a morte de Jesus. Jarros. cestos. esteiras c roupas s o b r e v i v e r a m d e s d e os séculos 1 e 2 nas l o c a l i d a d e s d e M a s s a d a e E n . Seus móveis e piso em mosaico dão uma idéia do estilo de vida dos ricos.pratos e objetos domésticos de bronze encontrados em Massada. . iVo detalhe: As vezes.G e d i .

A distância de Dã. Agricultura e geografia Israel produz uma extensa variedade de alimentos. é extraído cobre e o deserto é rico em minérios. carne e lã. Para mais intormações veja: 38 Animais eaves 40 Árvores e plantas . Nos tempos bíblicos. ao Sul. provendo leite. uvas. romãs. A REGIÃO MONTANHOSA CENTRAL Os montes de Samaria e os montes da Judeia. Dcslocando-sc para o interior. a Nordeste.36 Introdução à Bíblia A terra de Israel Israel jamais foi um país grande ou muito poderoso. Mais ao Sul. Passando essas m o n t a n h a s . legumes. figos. não chega a 230 quilômetros. a altitude cai drasticamente até se c h e g a r ã o vale d o Jordão. Peixes são abundantes no Lago da Galileia. a Berseba. q u e forma a "espinha dorsal" de t o d o o país. Desde a época de Abraão e mesmo antes disso. O Mar Morto fornece sal e minérios. Pastos mais verdes possibilitam a criação de gado. Desde a antiguidade até hoje a terra e seu povo têm sofrido com uma série de lutas. azeitonas e tâmaras são cultivados desde os tempos bíblicos. essas lutas eram travadas geralmente entre as grandes civilizações da Mesopotâmia. a planície é interrompida p e l a s e r r a d o C a r m e l o . são parte desta "espinha dorsal" d c montes acidencados e rochosos. ovelhas e cabras são criadas naquela região acidentada e pedregosa. no Sul. Cereais e grãos. P e r t o de Haifa. paralelas à costa. A PLANÍCIE LITORÂNEA A e x t r e m i d a d e sul d a p l a n í c i e l i t o r â n e a foi n o p a s s a d o a t e r r a d o s f i l i s t e u s . e do Egito. a planície litorânea dá lugar a u m a cadeia d e pequenas c o l i n a s . Mas sua posição na estreita faixa de terra entre o mar e o deserto na parte oriental do Mar Mediterrâneo lhe confere importância especial. cujas c o l i n a s s e e s t e n d e m p a r a o i n t e r i o r a t é se u n i r e m à região montanhosa central. no Norte. Asdode +42 m DIAGRAMA DA TERRA A s regiões g e o g r á f i c a s d e Israel estendem-se d e N o r t e a Sul. sendo que existem mais cadeias d e montanhas a leste. mais a o Sul. ao Norte. s e g u i d a d a r e g i ã o m o n t a n h o s a central.

acidentados e imponentes à medida q u e s e v a i na d i r e ç ã o d o S i n a i . quente e seco.2 5 ° C . a t e m p e r a t u r a m é d i a n o litoral e na r e g i ã o m o n t a n h o s a é d e 2 2 . Gaza índice pluviométtico Regiões de Israel 37 Mar Mediterrâneo Monte Heimm GALILEIA MtlLUA rlANALIO ORIENTAL :S . que é coberto de neve ( 2 8 4 0 m d e altura). N o i n v e r n o . o u seja. a o Sul. frio e úmido: o verão.- Monie Hebo Morte Belém +760 m Berseba Mat Morto -390 m Monte Nebo +833 m +1000 m +500 m Nivél do mar -500 m -lOOOm DESERTO DONEGUEBE 0 VALE DO JORDÃO O Jordão c o m e ç a perco d o sopé d o monte Hermom e c o r r e para o Sul. na r e g i ã o d o Mar M o r t o s e m a n t é m u m a temperatura constante de 4 0 ° C d u r a n t e o d i a . e t u d o q u e se v ê s ã o p e q u e n a s m a n chas d e v e g e t a ç ã o e uma eventual acácia e n t r e o s m o n t e s á r i d o s ..A Bíblia no seu contexto CHUVAS Israel t e m d u a s estações: o i n v e r n o . GALILEIA Ao norte d o monte C a r m e l o . . m a r c a m a fronteira ao norte d o país. logo. O v a l e é. A t e m p e r a t u r a v a r i a bastante d e uma r e g i ã o para o u t r a . 0 DESERTO A o sul d e B e r s e b a está o d e s e r t o d o N e g u e b e .>-<. q u e foi c r i a d a p o r f a l h a s g e o l ó gicas nessa á r e a i n s t á v e l . o território se a b r e numa a m p l a c fértil p l a n í c i e .: i . u m a d e p r e s s ã o profunda. A s chuvas c o m e ç a m e m o u t u b r o . Haifa-\ da Galileia MomeCotmeb • ra Nazaré' " \ Ptaakie . N o v e r ã o .-. A c i d a d e d e Dã e o monte H e r m o m . m a i s d e 8 0 0 m a b a i x o d o n í v e l d o m a r ) . e n q u a n t o a t e m p e r a tura m é d i a e m J e r i c ó n ã o baixa d e 15"C. de Somaria = Mor Morto / - 0 DCUORDÃO Berseba Belém 1 . í / delezréâ^A v ! Jerusalém Moptêsr-.'_ . d e s c e n d o cerca d e mil m e t r o s a l é c h e g a r a o m a r M o r t o (a m e n o r a l t i t u d e d o m u n d o n o seu p o n t o mais b a i x o . P o s s u i u m c l i m a quente e ú m i d o b e m c a r a c t e r í s t i c o . A l é m d e l a e s t ã o os m o n t e s e vales q u e c e r c a m o l a g o da Galileia. são mais f o r t e s e m d e z e m bro/janeiro e terminam por v o l t a d e a b r i l . pode nevar c m Jerusalém c cair c h u v a g e l a d a na G a l i leia. o vale de Esdraelom ou de Jezreel. Aqui o índice pluviométrico é b a i x o . Estes ficam m a i s altos. / PLANÍCIE COSTEIRA \tAar . .

veados e faamhfmeinfonmaxsveja: Camelos são muito importantes em regiões dentro c ao redor do deserto. fizeram com que essas regiões ficassem famosas por seu gado. leões e ursos. Eles puxavam carruagens e eram montados por soldados na frente de batalha.a víbora. . a leste do rio Jordão. são inofensivas.489 Codornizes 196 J u m e n t o s 248.S). Camelos e jumentos são animais de carga e transporte de pessoas nos países do Oriente Médio desde os primórdios. A serpente mortífera de Nrn 21 provavelmente í. inclusive víboras. A rainha dc Sabá utilizou-os para transportar cargas ( l l t s 10. bem como o tímido hiracoídeo que se esconde entre as rochas. n. Mulas são uma cruza de jumento e cavalo. o jumento selvagem (onagro). camundongos.599 Gazelas 405 Deus disse que Ismael. ovelhas e cabras já pastavam nos montes acidentados e rochosos de Israel. a maioria delas inofensiva. Havia também gafanhotos e ocasionalmente nuvens destruidoras de gafanhotos do deserto.269. seria como o jumento selvagem (foto). Há mais de 40 tipos dc lagartos em [ m e l . Cobras cxisletn em todas as regiões de Israel. etc. Corvos 291 Arganazes 383 P o m b o s 405. usada para fazer vestimentas. ratos e outras criaturas pequenas. etc. queijo e carne. G a f a n h o t o s 165. o íbex.2).1/. Os tnklianitas atacaram Israel montados cm camelos (. Muitas. Não é fiícil identificar as que são mencionadas na Bíblia.12). que foram.n 16. No lago da Galileia havia uma grande variedade de peixes (veja "A pesca no mar da Galileia"). Havia cavalos no Egito na época de José. Um número bem maior de animais selvagens habitava a terra de Israel nos tempos bíblicos do que acontece atualmente — lobos. mas algumas que podiam ser letais. Os campos mais férteis de Gileade e Basã. raposas e chacais. possivelmente. semelhante à víbora dc chifres (acima). fornecendo leite. como a cobra de Clifford (abaixo). Havia muitas cobras.38 Introdução à Bíblia Animais e aves Animais Antes da época de Abraão. o filho de Abraão e Agar. sempre foi valiosa. as que picaram os israelitas durante a jornada pelo deserto. gazelas.259. Ovelhas e cabras 144. B t c é o lagarto Dabb. A lã. lutando contra iodos (<.

Embora nesta foto apareça em terreno plano. a pomba. o Ibcx é um animal montês. a cegonha. podendo ser visto ainda hoje nas arcas rochosas perto de En-Gcdi. a garça. a gralha e o corvo. o abutre. se não fosse criado em cativeiro. 0 "bode selvagem" mencionado em versões mais amigas da Bíblia é o íbex núbk>. o pardal. . a maioria das pessoas simples usava jumentos para se locomover e fazer o transporte de cargas. Dentre os que podemos estão a águia. a perdiz. Jesus entrou em Jerusalém montado 39 O raio do deserto è um dos vários roedores encontrados em diferentes habitais de Israel. contribui para a riqueza de pássaros que podem ser encontrados em Israel. a codorniz. A Bíblia menciona muitos pássaros que não podemos identificar claramente. a coruja. v»V O órix ( d o deserto) estaria extinto. numa im portante rota migratória da África para a Europa e a Ásia Ocidental. a andorinha. a rolinha. muitos pássaros passam pela região na primavera e no outono.A Bíblia no seu contexto Nos tempos bíblicos. do semitropical ao árido. Pássaros Uma variedade de habitats. Além dos que são nativos.

A árvore do deserto é a acácia. pés de romã. Carvalhos. algumas áreas atualmente descampadas eram regiões de floresta nos tempos bíblicos. ísta palmeira cresce i subtropical. usada pelos israelitas para construir a arca da aliança e partes do tabernáculo. As uvas amadurecem na vinha. tamareiras e amendoeiras. tamargueiras e loureiros formavam densas moitas ao longo das margens do rio Jordão. Para mais fotos e informações veja: Acácia do deserto 174 Papoulas 391 R o m ã s 405 Videiras427. Figos crescem numa arvore que faz sombra perto de uma casa. abetos. O cedro usado para o palácio do rei Davi e o Templo de Salomão foi importado do Líbano.638 Figueira 623 i' h r . ciprestes e pinheiros cresciam nos montes.40 Introdução à Bíblia Arvores e plantas Árvores Embora seja provável que Israel jamais tenha tido florestas densas. salgueiros. figueiras. Álamos. tamarjmeira em flor. As olivas são um produto importante em Israel. fl A n £ O O . As mais importantes eram as árvores frutíferas: vinhas e oliveiras.

Na antiguidade. narcisos. arruda. Uma exuberância de flores do campo adorna os montes da Galileia na primavera — os "lírios do campo" de que fala Jesus — açafrão. algumas por seu uso medicinal. anémona. O crisantemo amarelo pode ser um dos "lirios do campo" de c|ue Jesus falou. Há também mais de 120 tipos de ervas daninhas e espinheiros em Israel! A Bíblia usa mais de 20 palavras para referir-se a espinheiro . outras pelo sabor que acrescentavam a uma dieta um tanto insossa. endro. alho. ciclamens. A íris amarela é uma planta do brejo. As papoulas florescem até nos lugares mais pnliey.i IMIS. margaridas amarelas e muitas outras. Ervas e especiarias sempre foram valiosas. menta e mostarda. o papel era feito do caule do papiro. . Entre as ervas comuns estão cominho. anis.A Bíblia no seu contexto Plantas e ervas Os contrastes de clima resultam numa variedade incomum de plantas e flores silvestres. hissopo.! 1 A mais vivaz das flores da primavera é a anémona vermelha. papoulas.

Por causa disto. Sabemos pouco sobre o calendário israelita antigo. sobrevive quase intacto ainda hoje.42 Introdução à Bíblia O calendário de Israel O calendário é uma daquelas coisas essenciais à qual nem sempre se dá o devido valor. Assim. foram elaborados em função das estações do ano agrícola e dos ritos religiosos associados a essas estações.Zive Mês 3 Colheita de grãos Festas: Colheita/Semanas (Pentecostes) Mês 4 Cultivo das videiras Colheita de linho Festas: 14-21 Páscoa e Pães sem Fermento Colheita de linho e cevada Colheita de frutas de verão Colheita O de uvas e olira de uv >mbe "obeniác . Este. e porque era tudo tão complexo. Durante o exílio. inclusive os do Israel antigo. O comércio e o governo também exigiam datação precisa. com exceção das festas. MARÇO NISA LAR MAIO SIVÃ JUNHO T A M U Z JULHO A B E AGOSTO Mês 5 Mês 1 nome antigo: Abibe Mês 2 nome antigo. Ele continuou a ser usado junto com o calendário romano. os grandes impérios da Mesopotâmia e do vale do Nilo desenvolveram seus próprios sistemas com grande índice de precisão. dois mil anos depois. que foi tão bem reformado por Júlio César. os sacerdotes se tornaram especialistas na administração do calendário. Mas o Mishnah (a coleção de leis judaicas feita no final do século 2 da era cristã) faz uma descrição completa do sistema que os judeus criaram sob influência babilónica. Os mais antigos calendários. Quando os israelitas chegaram a Canaã. eles usaram os antigos nomes cananeus para designar os meses. esses nomes foram subsiiniídos pelos nomes babilónicos que aparecem nas colunas abaixo.

p o i s o ano não contém um número inteiro de semanas.A Bíblia no seu contexto NO N O V OT E S T A M E N T O A maioria dos autores d o N o v o Testam e n t o relaciona certos acontecimentos c o m o calendário judaico c m uso naquele tempo. foram gravadas sobre pedra calcária por volta de 900 a. Lavragem e plantio Chuvas de outono Lavragem e plantio Chuvas de outono Festas: Luzes (Dedicação do Templo) Lavragem e plantio Cultivo tardio Chuvas da primavera Cultivo tardio Chuvas da primavera Festas: Purim kmUuis (Ano Novo) imóculos (Bairacas) . refere-sc ao i m p e r a d o r r o m a n o T i b é r i o e m seu E v a n g e lho. Na a n t i g u i d a d e o s á b a d o p o s s i v e l m e n t e e r a a j u s t a d o p a r a c o i n c i d i r c o m as testas principais o u a t é m e s m o c o m o s d i a s d e lua n o v a ( v e j a l. sn '. d c m o d o q u e o s judeus ortodoxos vieram a ler problemas com a relação e n t r e s á b a d o s e festas. n e m um número inteiro d e meses. Paro mais iníormupes veja: 1 9 0 As g r a n d e s testas religiosas i: \ : A foto mostra uni auxilio simples para lembiat as estações d o ano agrícola. Pentecostes.v 2 3 ) . Havia pequenas diferenças entre o calendário seguido pelos fariseus c o c a l e n d á r i o d o s saduceus. T a b e r n á culos. D e p o i s d o e x í l i o . As anotações. este artefato <• conhecido <»i«<> o "Calendário de Gezer". em hebraico. Mas até nisto não havia uniformidade absoluta. por e x e m p l o . Encontrado em Gezer.C. Ocasionalmente eles identificam datas fazendo referência a governantes nãojudeus.y m ' J i m OUTUBRO Tisri Mês 7 fit anrigo: Etanim NOVEMBRO Quisleu Mês 9 Mês 8 DEZEMBRO Tebete Mês JANEIRO Sebate Mês FEVEREIRO Adar Mês MARÇO 12 Marquesvã nome antigo: Bui 10 11 Colheita de uvas e olivas feras. Lucas. Os relatos eslão repletos d e referências às g r a n d e s festas a n u a i s : P á s c o a . 43 UM PROBLEMA O sábado (dia dc descanso) semanal a p r e s e n t a v a seus p r ó p r i o s p r o b l e m a s . o s á b a d o d e sete c m s e t e d i a s passou a ser o b s e r v a d o com maior rigor e tornou-se independente d o c a l e n d á r i o l u n i s o l a r .

ENTENDENDO A BÍBLIA .

não haveria evangelho. viveram em mais de um milênio e falaram em mais de uma língua. Pode ser o povo falando com Deus. Se vêm de outra cultura. e então é por aí que vamos começar. Assim sendo. a maioria deles tem u m interesse pelos fatos. tentadas a ler a história da Bíblia principalmente para tirar exemplos de como devem viver. Deus fala através de pessoas Em toda a Bíblia Deus fala por intermédio de pessoas. "Acima de tudo. profecias e outros tipos de literatura. mas de uma variedade de autores humanos que escreveram em mais de um continente. precisamos descobrir que tipo de material estamos lendo. esta "mensagem de Deus" é diferente do que algumas outras religiões acreditam ter. mais da metade da Bíblia é história. • Em primeiro lugar. estar deprimido. sabemos instintivamente como lê-las. leis. ter alegria. por meio da história de Israel e dos relatos da vida de Jesus. ou de um membro da igreja que é repreendido pelo pastor. Até mesmo nãocristãos e ateus reconhecem que elas penetram nosso ser. Estas não são obra de um único autor. Sc. Assim. como nos Salmos. A maior parte da Bíblia não afirma ter sido "ditada" por Deus. O fato de que a história da Bíblia está ligada à natureza da fé cristã como "evangelho" tem outra implicação. o cristianismo é uma religião narrativa. ela teria sido outro tipo de histó- Quando abrimos a Bíblia. Ela diz às pessoas. As histórias são eloqüentes. tode ser uma hislória. visões. Isto os aproxima bem mais da história do que da ficção. prestar culto. Ou pode ser pessoas falando para pessoas. Se Deus jamais houvesse feito algo em benefício de Israel ou cm Jesus. você sabe o que significa sentir dor. como nas cartas do Novo Testamento escritas por Paulo. Se as correspondências vêm da nossa própria cultura. por exemplo. . ficar com raiva. como podemos entendê-los? Normas diferentes se aplicam a tipos diferentes de literatura." Jim C r a c c Se recebermos quatro correspondências. muitas vezes. Ela nem sempre é Deus falando para o povo. uma carta de amor ou uma carta contendo uma oração. uma conta. os fatos são essenciais para que se entenda a Bíblia. como pode ser unia cana. ela é mais uma biblioteca que um único volume. isto o ajudará a compreender as cartas do Novo Testamento. orações. Isto significa que entender as pessoas pode nos ajudar a entender a Bíblia. entenderá e poderá sc identificar com muitos dos salmos. parábolas. é mais provável que as entendamos mal. que foram dirigidas às primeiras igrejas cristãs. cartas. Se você puder se colocar na situação de um líder de igreja que se preocupa com a sua congregação. Que tipo de livro é esse? Para entender determinado livro da Bíblia.46 Introdução à Bíblia Dicas para entender John Goldingay A Bíblia não é o que a maioria de nós espera de um livro religioso ou texto sagrado. leremos cada uma à luz do que é — uma propaganda. As pessoas são. A fé cristã é fundamentalmente um "evangelho" — uma mensagem de "boas novas" da parte de Deus. amar. poemas. Assim. Ela abrange histórias. Podemos até acreditar na propaganda quando lemos: "esta é uma oferta especial feita só para você!" Os livros da Bíblia vêm de culturas diferentes da nossa. eéa narrativa que faz dela uma religião sólida. Entretanto. o que Deus fez por elas. Em primeiro lugar. A natureza da história bíblica Precisamos ter três coisas cm mente para entendermos os livros históricos da Bíblia. Mas se o objetivo da história bíblica fosse simplesmente inspirar-nos dessa maneira. devemos perguntar o que eslamos lendo. A história bíblica é uma combinação divinamente inspirada de fatos e criatividade literária. Mas não devemos impor à Bíblia nossas próprias expectativas quanto à sua natureza histórica. na convicção de que estas coisas são decisivas para a maneira como as pessoas se relacionam com Deus.

e Crônicas. . Tem começo. de um lado. devemos ter uma pergunta em mente: "O que Deus está fazendo aqui. Muitas vezes.Entendendo a Bíblia ria. lendo rolos. como aqueles que debateram com Paulo em Atenas. Os eventos ocorrem apesar das pessoas tanto quanto por intermédio delas.como a cidade de Jerash. porque elas foram escritas para públicos em situações diferentes: . Os livros d o NT foram escritos para públicos diferentes.Israel sob o castigo de Deus após a queda de Jerusalém . meio e fim e um enredo cheio de surpresas (a história de José ou de Jesus. nos dão duas versões da história de Israel no período dos reis. Romanos. como os que aparecem neste relevo. na atual Jordânia. Pensadores c filósofos. Judeus religiosos. por exemplo). Se entendermos para quem o livro foi escrito. de outro. como de qualquer história. Por exemplo. Uma terceira característica de uma história bíblica é que ela é história. ao lermos a história da Bíblia. à medida que as histórias sobre Jesus c a m e n s a g e m cristã sc difundiam.e Israel um século mais tarde. e como. e por quê?" Uma segunda característica das histórias bíblicas. representados pelos dois h o m e n s l e n d o a Tora j u n t o a o M u r o d a s Lamentações. Isto em si reflete o fato de que a história da Bíblia tem mais a ver com o que Deus fez com as pessoas do que com aquilo que as pessoas fizeram.7 Pessoas "no mercado". usando palavras e conceitos conhecidos por eles: 4. apreciaremos o motivo pelo qual a história é contada daquela maneira e entenderemos melhor o que cie procura transmitir. Pessoas de fala grega no mundo helenista que havia colonizado grande parte daquela região . em Jerusalém. os livros de Samuel e Reis. é que ela é escrita p a r a um público. parece que os personagens da Bíblia nos mostram os dois lados: como se leva uma vida fiel e dedicada a Deus. Assim. e como não se deve ser povo de Deus. com todas as características de uma boa história. São versões diferentes da mesma história. Essas duas comunidades precisavam que lhes fossem apresentadas perspectivas diferentes da mesma história. quando de certa forma Deus o havia restaurado.

ou que perigo queriam evitar? Que convicções teológicas e morais tinham como base? Então podemos tentar descobrir se há problemas e perigos equivalentes que precisamos abordar dc maneiras equivalentes. por exemplo. embora sejam vistas como algo natural ou que não precisa de muita explicação. levando em consideração a teimosia humana neste contexto com relação a este problema? . por exemplo. Isto implica várias coisas: Uma história precisa ser lida como um todo. embora façamos isto inconscientemente. por exemplo. No antigo Israel. Outro tipo de questão surge dos padrões diferentes das instruções que aparecem nas várias partes da Bíblia. O que fazer e o que não fazer Nas grandes histórias do Antigo e do Novo Testamento há longas seções de instrução sobre como viver. a questão é: qual é o equivalente mais próximo do ideal de Deus. e possivelmente também fala sobre como Deus chama Israel ao arrependimento). a história pode até nos convidar a fazer isto. Podemos perguntar. falou da tensão entre o que Deus queria na criação e o que Moisés permitiu por causa da teimosia do povo (Mc 10). Na verdade. outras parecem aceitar sua opressão. não apenas em pequenos episódios. como geralmente acontece nos cultos e nas leituras diárias. ela precisa ser apreciada e compreendida como uma história.48 Introdução à Bíblia Ela tem personagens: alguns personagens são tão complexos quanto nós mesmos e outras pessoas que conhecemos. a Bíblia geralmente dá essas instruções. Sua posição com relação a este problema específico pode ser aplicada de forma mais ampla. as pessoas tinham que construir uma mureta ao redor do telhado (plano) das casas para que as pessoas não caíssem de lá. as regras pelas quais Deus protege a liberdade do seu povo. Ler na companhia de outras pessoas ajuda a evitar estas coisas e também é útil de outras maneiras. por exemplo. assim que precisamos entender os motivos dessas instruções. "Uma palavra de verdade pesa mais que o mundo inteiro. Afinal. não tem. ou seja. para entender como devemos tomar a atitude equivalente no nosso próprio contexto. Portanto. ao falar sobre casamento e divórcio. pois a prática da leitura e do estudo silencioso e individual é algo típico dos tempos modernos. ou pelo qual as mulheres de Corinto no Novo Testamento deviam pôr um véu na cabeça quando estavam na igreja). Mas é importante que não interpretemos a história com um significado que ela. ao passo que outros personagens menos expressivos não chegamos a conhecer tão bem (a história de Rute é um exemplo).henitsyn lo que seus autores tinham em mente. Nem o Antigo nem o Novo Testamento estão interessados em obediência cega. Isto porque seriam facilmente compreendidas na cultura da qual procedem (por exemplo. a Torá que este rabino está lendo. qual era o objetivo dessas instruções. é instrução. Assim. Interpretar a Bíblia requer o exercício da nossa imaginação. e também sobre como Deus se preocupa com os gentios. Precisamos nos esforçar para entender as questões que estão por trás dessas instruções. Algumas parecem dar liberdade a mulheres e escravos. o motivo pelo qual os israelitas do Antigo Testamento não deviam cozinhar um cabrito no leite de sua mãe. Devemos nos deixar levar para dentro da história. ficamos mais próximos daquiCirande parte da Biblia I lebraica. Aqui podemos ver os ideais de Deus em conflito com situações reais de forma bem prática. Em certas áreas das grandes cidades de hoje. A história tem um tema (Juízes. e sabe que aprendemos quando nos identificamos com a história. Jesus. fala sobre ligação entre o sexo e a violência). lombadas eletrônicas ou redutores de velocidade podem ser uma forma semelhante de proteger a vida das pessoas. em si. Que situação elas pressupunham? Que problema tentavam solucionar. Quando lemos a Bíblia com um grupo de pessoas e a discutimos com elas. Isto não significa que devemos impor à Bíblia nossas próprias idéias. Uma história interessante pode ter mais que um tema (a dc Jonas é sobre como não ser um profeta. um contador de histórias não conta (nem consegue contar) tudo." A l e x a n d e r Sob. Às vezes isto não importa.

- Os estágios de compreensão e aplicação que aparecem nestas páginas nos ajudam a evitar erros como: • tirar um trecho do contexto. • lê-la como mágica._ ASSASSE •.. ANTIGO TESTAMENTO DE Q U E T I P O D E E S C R I T O SE TRATA? DE Q U E PARTE D A BÍBLIA F O I TIRADO? NOVO TESTAMENTO DE Q U E T I P O D E ESCRITO SE TRATA? SoHhhHíIIIHI^HHHÍ . ou contos de fadas.. A Bíblia nõoé uma caixinha mágica! • fundamentar uma doutrina num versículo que foi mal interpretado — como acontece freqüentemente com seitas e movimentos heréticos. . ou fábulas. mas também é mais do que isso: é a mensagem mais importante de todas. • dizer que ela é muito distante e difícil para os leigos: não é! • lê-la apenas como literatura ou geografia ou história: ela é isto.• . a Bíblia foi escrita por pessoas em situações reais conforme eram inspiradas por Deus._r.-R--.. r^.50 Introdução à Bíblia Entendendo a Bíblia A Bíblia foi escrita há muito tempo para pessoas que viviam numa cultura diferente da nossa.

simbólico? Qual era o propósito original da profecia? 0 Q U E ESSA PASSAGEM SIGNIFICAVA PARA O S PRIMEIROS LEITORES O U OUVINTES? C O M O A MESMA M E N S A G E M SE APLICA A NÓS HOJE? EVANGELHO Quatro relatos dos ensinamentos e acontecimentos da vida de Jesus. válida para todas as épocas? Ou uma questão de lei social ou cerimonial? No segundo caso. APOCALIPSE .Entendendo a Bíblia 51 LEI É uma lei moral. p. o início da epístola. a poesia hebraica dizia a mesma coisa duas vezes com palavras diferentes. Em vez de usar rimas. ex. Leia com imaginação e emoção para ter a perspectiva mais ampla. que idéia ou princípio geral é expressado? HISTÓRIA O que aconteceu? Onde? Com quem? Por que essa história foi contada? Qual é o moral da história? POESIA/ SABEDORIA Não leia poesia como se fosse prosa! Espere encontrar simbolismo e linguagem figurada.. PROFECIA Qual é o contexto histórico por trás da passagem? Seu estilo é poético.) Qual é o tema ou argumento principal da epístola como um todo? Como a passagem se encaixa nisso? No contexto da perseguição romana. João usou o estilo literário apocalíptico: figuras tiradas do AT e simbolismo poético. A passagem é narrativa ou se trata de uma história com moral? HISTÓRIA (ATOS) O que aconteceu? A história foi incluída para transmitir uma lição? EPÍSTOLA Quem estava escrevendo a quem — e por quê? (Veja.

sentidos. Mas nunca existiu uma religião sem uma narrativa. Mas estas mesmas histórias fundamentais também dão significado às experiências pelas quais as pessoas passam nos dias de hoje. reis e profetas — aparecem na forma de uma crônica histórica. pronto. emoção. . podem ser completamente conhecidos. Ela quer um relacionamento com as pessoas que buscam um relacionamento com ela. e são lembrados e contados como narrativas. que é o objetivo de qualquer religião. É isto que acontece: pessoas fragmentadas são restauradas outra vez de modo comovente. Não é que a vida das pessoas lhes tenha sido explicada intelectualmente e elas conseguiram entender. porque é da natureza das religiões fazer uma narrativa acerca do mundo. no fundo. E a narrativa é o ponto dc encontro no qual os relacionamentos começam. A narrativa cria ordem onde só havia o caos. Estes são momentos da mais intensa interação. é sentida de maneira tão forte que todos os outros objetos. algo inferior àquilo que querem ensinar. Além disso. Os acontecimentos que envolveram o povo de Israel — seus ancestrais. É isto que acontece quando judeus recontam e revivem a história do êxodo na Páscoa. O que a maioria das pessoas conhece não é o texto. anseios espirituais. Existem e já existiram religiões sem teologias. O ensino pode envolver a nossa mente. acontecimentos. E esse contar da história é um dever crucial dos líderes da religião. A história está escondida no alicerce. uma narrativa. um relacionamento atemporal com Deus. A criação nos é apresentada como uma narrativa. mas tudo que vemos é o que foi construído em cima dele. detalhes e gestos. memória. quando Martin Ltither King declama uma história para milhares dc pessoas engajadas no movimento contra a discriminação dos negros — "Eu estive no topo da montanha! Olhei e vi a Terra Prometida! Talvez não chegue lá com vocês" — evocando a imagem do velho Moisés no monte Nebo enquanto todo Israel. nas campinas de Moabe. testificam. A narrativa consola. são definidos por essa presença. definindo unanimidade e não deixando que o indivíduo siga o seu próprio caminho. riso e lágrimas. Elas descrevem e contêm uma quantidade enorme de sentimentos imediatos. sua história. Pelo fato de a forma narrativa apresentar um ordenamento. Ela admite tantas variedades dc interpretação quantos forem os seus leitores. a princípio. Os pregadores — quando usam uma unidade narrativa — geralmente a usam para seus próprios fins. formam a história da religião. cada vez que são narrados. A Bíblia é. lembrados c vividos. relacionamentos humanos instáveis. Quais são as histórias que os líderes da fé cristã precisam narrar? Em quais narrativas se oferecem oportunidades de um encontro com Deus? "(A história da criação) é ao mesmo tempo a mais conhecida e a menos conhecida de todas as histórias do Antigo Testamento. a narrativa insere as pessoas numa comunidade — no tempo presente e através dos tempos. Ao contrário da doutrina. os juízes. impulsos involuntários. num mundo organizado e significante. simplesmente. E uma narrativa ou história não é uma história enquanto não for contada. razão. amadurecem. aguardava. O problema da narrativa é sua ambigüidade. São significantes. ela não confina as pessoas num único pensamento explicável. mas uma narrativa toma conta de todo o nosso ser — corpo. mas a vasta estrutura de doutrina que teólogos construíram sobre o texto. Esses momentos. quando cristãos recontam e revivem a história da paixão de Cristo na Santa Ceia. reunidos. quando a presença de Deus. a hora de fazer a travessia. Personagens com personagens entram num relacionamento no qual certos acontecimentos se destacam por serem significantes e expressivos. naquilo que elas têm em comum.52 Introdução à BMia A Bíblia como uma história Walter Wangerin Jr. contá-la — dar-lhe vida c expressão. E Jesus Cristo é revelado. não tanto em proposições de natureza sistemática. A "verdade santa". cia consola esse ouvinte com todo sofrimento que ele tem. a nosso favor ou contra nós. Ela se torna uma ilustração. pelo fato de ela reconhecer e usar os elementos desta existência como elementos próprios e convidar o ouvinte a que entre no mundo dela. é uma coisa viva. mas é como se um pai amoroso e poderoso viesse e as abraçasse e confortasse. O que os pregadores geralmente não fazem com uma história é. pois foram. designados." T r c v o r Dcnnis "Encontro" em si implica ação dramática. As narrativas são tão antigas quanto a própria religião. mas muito mais numa comovente narrativa. simplesmente ao ouvirem uma narração da história que lhes é comum.

mas vê a Bíblia essencialmente como registro da comunidade da aliança c sua visão de Deus. aproximadamente. Este relacionamento cresceu c se desenvolveu com o passar do tempo. Esta ilustração é tirada de uma edição de 1689 dos "Kxcrclcios Espirituais" de Inicio de Loyola. embora. fez-se necessária uma nova aplicação desse antigo ensinamento. elas deixaram de ser relevantes e. Mas. 'IVatn dos Sete Pecados Mortais. Isto ajudou a manter uma noção da importância do significado histórico-literário do texto na mente das pessoas e as incentivou a estudá-lo com mais cuidado. o que dificultou a tarefa de lê-la como unidade ou um só livro. Esta aplicação foi fornecida por Jesus. Aqui a Bíblia é vista como registro histórico do relacionamento salvador de Deus com o seu povo. foram dadas como parte da aliança que Deus tez com Israel através de Moisés. quando foi suplementada e parcialmente substituída pelo que hoje chamamos de pensamento "histórico-crítico". houve uma reação contra este tipo de análise e .) As leis relativas a alimentos que aparecem em Levítico. João Calvino (1509-1564) adotou as posições de Lutero e as sistematizou numa série de comentários que continuam sendo clássicos do gênero. na prática. puderam ser descartadas. Isto não significa que essas leis não tenham vindo de Deus. Ele adota a ênfase histórica de Calvino. desenvolveu-se um estudo bem mais profundo das partes históricas da Bíblia. Interpretação "pactuai" Com base nesta convicção. não como a revelação de Deus para ela. Mas quando Cristo veio. que acabaria no que veio a ser conhecido como interpretação "pactuai". Pensamento histórico-crítico A interpretação histórica do tipo pactuai continuou a dominar o campo da teologia bíblica até o início do século 19. por exemAo lado ila ênfase escolástica na doutrina existe a tradição de literatura devocional. este lipu de interpretação entrou em declínio. Declínio e renovação Durante a Idade Média. houve um ressurgimento do interesse pelo texto e alguns monges até aprenderam hebraico para poderem comentar o Antigo Testamento com mais precisão. sendo que textos eram tirados de seu contexto para assustar os leitores ou para dar sustentação a religiões misteriosas compreendidas apenas por seus membros. Ele também deu grande ênfase ao significado real das palavras c censurou as tentativas de alterar isto simplesmente para ajudar a estabelecer este ou aquele ponto doutrinário ou teológico. Mas ela não desapareceu. ele nem sempre seguisse esse princípio. pio. Martinho Lutero (1483-1546) insistiu que este era o único método de interpretação confiável para transmitir a "Palavra de Deus" a nós. citando Jó 2 c Ap 9. c por muito tempo a igreja insistiu eme sua doutrina devia ser baseada em afirmações claras das Escrituras. que reinterpretou a aliança de maneira radical. cristalizado na "aliança" ou "pacto" que Deus fez com eles. O grande avivamento do estudo que ocorreu nos séculos 15 c 16 colocou essa abordagem em evidência outra vez. Esta abordagem detectou muitas opiniões teológicas diferentes na Bíblia. A partir de 1200. Interpretação canónica Mais recentemente. ("Testamento" é o mesmo que "aliança" tanto no hebraico quanto no grego.54 Introdução à Bíblia Calvino acreditava que um texto deve sei lido no seu contexto histórico e como uma narrativa interligada. em boa parte porque poucas pessoas sabiam ler grego ou hebraico. como as circunstâncias passaram a ser outras. A interpretação pactuai (ou aliancista) é uma maneira muito boa de demonstrar como o Antigo Testamento continua sendo a "Palavra de Deus" embora partes dele não se apliquem mais a nós atualmente. até ser cumprido em Cristo. assim. Não raras vezes a Itíblia foi usada como "livro mágico".

• • • • • Intendendo a Bíblia 55 uma nova proposta. a transformou numa forma sistemática de interpretação bíblica. Com a prensa de Gutenberg. que muitos crentes viam como ilustração do relacionamento entre Cristo e sua noiva. No mundo moderno pode-se dizer que quase todos os intérpretes da Bíblia inseridos no contexto acadêmico adotam uma forma de interpretação histórico-literária. a alegorização entrou na igreja cristã por intermédio de Clemente de Alexandria (falecido por volta de 215 d. reaparece entre os cristãos. que foi discípulo de Clemente. Filo de Alexandria (falecido em 50 d. mas um enigma que deve ser decifrado. o que une a Bíblia é mais importante que aquilo que nos lembra das origens diversas de parte do material que ela contém. Orígcnes (cerca de 185-254 d. o moral e o espiritual. Ela concorda que a Bíblia pode ter várias fontes diferentes. era prática bastante comum em certos grupos judeus. que trouxe o significado simples das Escrituras a todos.C). Ela se tornou popular como forma de interpretar o Cântico dos Cânticos. Significado espiritual Sempre existiram aqueles que achavam que a Bíblia não é uma mensagem direta de Deus. mesmo sem que haja ligação real entre as duas. a Bíblia saiu das bibliotecas e alcançou os mercados. Alegoria é uma forma literária na qual uma coisa representa outra. surgiram teorias segundo as quais a Bíblia seria um código numérico secreto. que é como se chama isso. Portanto. 1 . de tempos em tempos. A tradução de Tyndale foi a base para a Versão do Rei Tiago (King James Version). e que a maioria deles pode ser classificada como "críticos históricos". em função disso. a igreja. no hebraico e no grego cada letra representa também um número. "interpretação canónica". Como método de interpretação. foi apresentada. alma e O erudito holandês Desidério Erasmo 04*6-1536) aplicou seu conhecimento dc hebraico e grego à interpretação da Bíblia. Alegoria? Na época de Jesus. Alegorização é o uso sistemático de alegoria como forma de interpretar um texto. Estes correspondiam às três "partes" do ser humano: corpo.C. Um código secreto de números? Por exemplo. William Tyndale (1494-1536) foi outro que se voltou às línguas originais para fazer sua tradução pioneira para o inglês. Segundo Orígenes. ou entre Cristo e o crente individual. A numerologia. havia três níveis de significado nas Escrituras: o literal.) desenvolveu a teoria que o Antigo Testamento era em grande parte uma alegoria de coisas divinas. geralmente de forma altamente complexa e misteriosa. que seguiu a linha de Filo. e.C). embora atualmente nenhum estudioso ou teólogo respeitável leve tal prática a sério. e. mas diz que o que importa é o fato de que elas chegaram a nós como mensagem única num só livro.

a alegorização foi um meio de encontrar referências ao Salvador em lugares que à primeira vista pareciam muito improváveis (como no exemplo de Cântico dos Cânticos). por exemplo. Os chamados "negro spirituals". Mais tarde. Juntamente com a interpretação histórico literaria. As pessoas que adotaram esta abordagem geralmente acusavam os judeus de serem "literalistas" na sua leitura do Antigo Testamento. como Blaise Pascal (1623-1662). Algumas teorias modernas têm muito em comum com a alegorização e muitos esforços no sentido de tornar a Bíblia "relevante" para mulheres. indicando que devemos fazer morrer o pecado que se manifesta em nossa vida. está trazendo de volta a antiga interpretação espiritual. Níveis diferentes de significado Em anos recentes. usaram as "provas" cientificas de maneira positiva. usaram a abordagem "reducionista" (se a ciência demonstra que as origens humanas são evolutivas. c assim por diante. embora estudiosos sérios tenham feito o possível para mantê-la sob controle. Após a Reforma. o crescente interesse dos estudiosos pelos gêneros literários usados na Bíblia levou muitas pessoas a perceber diferentes níveis de significado no texto. No século 19. Os acontecimentos que descreve — a matança dos amalequitas. Outros cientistas. como as profecias do AT se cumpriram no NT. O compositor Personagens importantes para o retomo à interpretação hislórico-literárin da lllblia foram Martinho Lutero (1483-1546) e João Calvino (1509-1564). a alegorização cessou entre os intérpretes do mundo acadêmico. para pessoas dc países subdesenvolvidos e para outros assuntos contemporâneos precisam sem dúvida.56 Introdução à Bíblia o que ei a considerado o motivo pelo qual não viam Jesus nele. o relato da Bíblia tem de estar errado). mas continuou sondo popular em outros lugares. . muitos passaram a considerai o relato bíblico e a posição científica complementares. Muitos hinos usam a peregrinação do povo de Israel no deserto para representar a vida cristã. o céu. mas focaliza a vida futura do cristão no céu. nos quais o rio Jordão representa a morte. A alegorização era muito popular na Idade Média. mostrando. à medida que as pessoas começam a apreciar as diferentes formas dc literatura na Bíblia. à primeira vista. principalmente no século 19. que não precisava mais ser interpretado literalmente. Porém. fazem uso freqüente de alegorias. no século 4. Mais recentemente. os pregadores gostavam muito de usar alegorias. ir além do que as palavras em si estão dizendo. e de aplicar passagens bíblicas obscuras ao cotidiano. Este é um dos temas alegóricos favoritos da antiguidade. por exemplo. O desenvolvimento do método científico produziu varias abordagens de interpretação da Biblia. o uso espiritual e devocional da Bíblia teve continuidade. espírito. o monge João Cassiano acrescentou outro sentido espiritual. principalmente. mas sim como sinais. especialmente entre os monges. ela parecia oferecer uma maneira muito atraente de interpretar o Antigo Testamento. Grande parte das interpretações alegóricas é grosseira ou indubitavelmente errônea. por sua vez. São maneiras diferentes de ver a mesma coisa e responder perguntas diferentes. entre os pietistas. que é semelhante ao espiritual. por exemplo — não deviam ser entendidos como modelos para a conduta cristã. o "anagógico". Alguns. parece ter. o que. mas pelo menos a alegorização mostra que uma passagem pode ter um significado mais profundo do que. Na melhor das hipóteses. a Terra Prometida.

a linguagem poética não deve ser interpretada 1% literalmente. a preocupação com a justiça para os pobres na América Latina produziu a teologia da libertação. em tempos antigos. tem seu significado verdadeiro em Cristo. portanto. 57 N o século 20. Mesmo no Novo Testamento. Isto deve ser levado em consideração quando tentamos aplicar uma passagem específica do Antigo Testamento aos dias atuais. os cristãos são chamados para seguir o exemplo — para imitar — tanto Cristo quanto o apóstolo Paulo. não a torna menos "verdadeira". é importante distinguir o que o texto ensina como princípio teológico permanente daquilo que ele simplesmente registra como fato histórico (as duas coisas não são idênticas). é provável que este texto deva ser usado de forma diferente hoje. houve uma ênfase à teologia feminista ou à teologia negra. Mas é melhor dar preferência à interpretação histórico-litcrária direta. porém. Canções populares fazem uso de uma rica tradição de imagens e figuras bíblicas para expressar a esperança c os temores de cristãos face às duras realidades da vida. O sol se põe". Isto. Elas simplesmente descrevem o que o observador vê. Da mesma forma. influenciando a fé e a prática. E crucial que seja lida de maneira que leve em conta os diversos tipos de literatura que ela contém (veja também. Por exemplo. Um coral de Soweto. A vinda de Cristo alterou as condições em que um determinado texto do Antigo Testamento era aplicado originalmente? Neste caso. Os cristãos acreditam que a aliança do Antigo Testamento entre Deus e seu povo se cumpre c. Africa d o Sul. Em outros lugares. O perigo está em reinterpretar as Escrituras para adequá-las à causa. eram oferecidos no Templo (que não são mais realizados) pode esclarecer o significado da morte de Cristo na cruz. como sacrifício em nosso lugar.Entendendo a Bíblia Aqueles que estudam a Bíblia não precisam escolher entre os dois tipos de interpretação: podem emprestar idéias de ambos. e viver da forma que eles aprovariam — não se tornar carpinteiro ou fazedor de tendas! A Bíblia é o 1 ivro ma is importante na história da civilização ocidental. Um dos desafios da nossa época é usar nosso conhecimento das diferentes formas de literatura na Bíblia para determinar se o texto deve ser interpretado "literalmente" ou não. Isto significa compartilhar suas atitudes e convicções. Por exemplo. . I loje em día ninguém acredita que estas palavras descrevem o que realmente acontece. Significados podem ser impostos à Bíblia que não estão de acordo com o texto original. Ela foi acolhida em muitas culturas e comunidades. Cada uma aplica as Escrituras a áreas diferentes da vida. "Chaves que abrem o entendimento"). aquilo que o Antigo Testamento diz sobre os sacrifícios que.

paia ajudar as pessoas entenderem e interpretarem a mensagem. ou os leitores constroem estes significados. tenha surgido. leitores e o mundo. porque lia e avaliava o texto bíblico do ponto de vista da cosmovisão moderna. foi adotado por estudiosos da Inglaterra e dos Estados Unidos no início do século vinte. de forma que há tantos significados quantos forem os leitores?" Por causa da ênfase literária presente na área da pesquisa bíbli- . Essa nova ênfase focalizava os livros bíblicos como textos literários e os explorou deste ângulo. O pós-modernismo levantou questões complexas sobre textos. E nos últimos anos estas novas questões foram aplicadas à Bíblia. e a descrição e o desenvolvimento dos personagens. cm reação a esse problema. • Crítica da tradição. era inevitável que estes novos movimentos na teoria da literatura logo se manifestariam também no campo da teologia bíblica. Sob a categoria geral de pósmodernismo tornou-se comum os estudiosos fazerem leituras desconstrutivistas.. procurar lugares num texto nos quais há tensão entre a mensagem geral e aquilo que um pequeno trecho do texto pode estar dizendo. Movimentos como o "pós-estruturalismo" e o "desconstrutivismo" levantaram questões como: "Os textos possuem significados que podemos descobrir. A forma narrativa que caracteriza a maior parte da Bíblia recebeu uma atenção renovada e novos assuntos. não tanto pelo texto na sua forma atual quanto pela história do texto e dos acontecimentos a que se refere.58 Introdução à Bíblia O texto e a mensagem Craig Bartholomew ^—' O estudo acadêmico da Bíblia ("crítica bíblica") tem sido dominado por várias ênfases diferentes que se revezam na posição de destaque. Uma leitura feminista examinará como as mulheres são ou não são retratadas nos textos bíblicos. A interpretação bíblica está em crise! Os estudiosos analisam o rexto de várias maneirai. Pelo fato de representarem uma reação a teorias modernas. Este método era crítico. — Preocupa-se com a origem e o desenvolvimento dos temas bíblicos na vida de Israel. Uma leitura desconstrutivista irá. dos textos bíblicos. Desta forma o desconstrutivismo expõe contradições que procura localizar e espera encontrar em todos os textos. No final da década de 1970 algumas novas tendências radicais começaram a aparecer no campo da teoria literária. A impressão que se tem atualmente é de uma variedade de abordagens interpretativas dentre as quais podemos escolher. tais como o papel do narrador. Também era histórico no seu interesse. • Crítica da r e d a ç ã o (do alemão redaktor. que significa editor) — Preocupa-se com a maneira em que o texto foi editado na sua forma final. A primeira é a ênfase histórica. a forma do enredo. O método hislórico-crítico. por exemplo. autores. uma ênfase literária. simplesmente por questão de preferência pessoal. sem deixar nenhum método principal em seu lugar. sugerindo que os textos não têm significados únicos e que seu significado depende em grande parte do(s) leitor(es). na década dc 1970. porque usava ferramentas históricas desenvolvidas pela filosofia moderna da história. O efeito do pós-modernismo sobre os estudos bíblicos foi minar a crítica histórica dominante. Na comunidade acadêmica mais ampla não há consenso com relação à maneira correta de ler a Bíblia ou de prosseguir nos estudos bíblicos. passaram a ser explorados. etc. estas novas abordagens geralmente são conhecidas como pós-modernismo. Era histórico. ca. Um grave problema do método histórico-crítico é sua incapacidade de focalizar os livros da Bíblia na sua forma atual. • Crítica da forma — Preocupase com a forma ou o gênero dc pequenas unidades de texto e a origem do seu gênero na vida comunitária de Israel. Os principais tipos de análise dos textos bíblicos que surgiram desta abordagem foram: • Crítica textual — Tem como objetivo definir os textos hebraicos e gregos mais confiáveis do Antigo e do Novo Testamento. desenvolvido na Alemanha no século 19. a Não é de admirar que. • Crítica d a s fontes — Preocupa-se com as fontes por trás do texto. feministas.

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uma lição moral. Um judeu ortodoxo cm Jerusalém. Portanto. No entanto. os alemães narram romances entre príncipes e moças pobres. não temos evidência delas. . até o ponto em que esta tradição viva também se desenvolveu em uma tradição escrita. A forma e o conteúdo de uma história podem mudar à medida que é contada e recontada. • Os t e m a s d a s h i s t ó r i a s orais seguem padrões e temas típicos. enquanto otttervam um modelo do Templo.62 Introdução à Bíblia Contadores de histórias a tradição oral Jo Bailey Wells A história do povo de Deus no Antigo Testamento começa com Abraão em Gn 12. Em geral. • Não podemos saber onde e quando elas se originaram. Por exemplo. por meio de contos populares. a tradição oral influenciou especialmente os Evangelhos. Sem negar que Moisés tenha sido inspirado por Deus. estas narrativas não são material adequado para reconstruir uma história detalhada e precisa. que pode ser bem diferente. • A s histórias s ã o adaptadas p a r a as necessidades ou situação d o s ouvintes. • As histórias s ã o contadas p a r a e n s i n a r u m a lição. Êxodo. podemos imaginar que ele possuía algumas fontes escritas a partir das quais formulou o registro. No Antigo Testamento estas incluem principalmente os livros de Gênesis. Agora se reconhece. Isto levanta a questão de como Moisés — ou a pessoa que escreveu Gênesis — sabia sobre os eventos que aconteceram pelo menos 600 anos antes da sua época. A questão da sobrevivência era mais imediata. Na realidade. Lemos sobre o chamado de Abraão para pôr-se a caminho da terra prometida pela fé a partir da posição fixa da chegada de Israel na terra prometida. Porém as histórias sobre Abraão e os outros patriarcas que o seguiram — Isaque e Jacó — são contadas em Gênesis como uma retrospectiva. histórias sobre os patriarcas foram transmitidas verbalmente de uma geração a outra. escrita e preservação de registros. transmite a história para seus filhos. para avivar ou inspirar. Josué e os livros de Samuel. o anseio por descendentes e a correspondente necessidade de proteger a mulher do patriarca — preocupações importantes para um povo migratório. As narrativas relacionadas com os patriarcas preocupam-se com as promessas da terra. é relevante perguntar: "Como esta história pode ser adaptada à minha situação?". é improvável que um povo nômade se preocupasse com leitura. Estudiosos da área da crítica da forma (veja "O texto e a mensagem") identificaram a influência da tradição oral que subjaz a várias partes da Bíblia. seguindo a instrução de Deus. As histórias são contadas como se — através dos olhos de Moisés — Israel estivesse relembrando sua pré-história. cm relação a Deus. rivalidades entre famílias. é contada de forma a inspirar o povo de Israel a ter. Portanto. que as histórias em Gênesis vêm de fontes orais que circulavam entre o povo. Páginas anteriores: Esta pintura de Tony lludson mostra um contador de histórias africano e o fascínio dos seus ouvintes. No Novo Testamento. a mesma dedicação e fidelidade que caracterizaram o patriarca. mais apropriadamente. isto é. quando foi solicitado a oferecer Isaque em sacrifício (Gn 22). Assim como cada cultura tem gêneros característicos de narrativas populares (os brasileiros contam piadas sobre portugueses e vice-versa. a história da obediência de Abraão. Histórias de viajantes As histórias que foram escritas a partir de fontes orais têm uma característica particular e é importante levar isso em conta quando se trata de interpretar essas histórias.

to. Isto ajuda a aumentar a tensão e antecipar o clímax quando — finalmente — o Podemos confiar na tradição dono envia seu filho. elas devem prender a atenção dos ouvintes.9uma quantia inimaginável de 16). lo. por exemplo) são bola do juiz iníquo).63 os quenianos explicam como o leopardo ficou malhado). Além disso. dando asas à imagina. mas escritas para serem lidas (tais também os resmungos secretos como romances). Elas exprimem verdades que provaram ser reveladoras e instrutivas para inúmeras gerações que as seguiram. tenham cuidado e sejam fiéis para que nunca esqueçam as coisas que viram. Dez mil talentos são dos lavradores maus (Lc 20. sua parte.9. oral? • Concisão — O detalhe narEntender as origens prováveis rativo de uma história oral é do material bíblico nos ajuda a serconciso. sua parábolas de Jesus: linguagem deve ser vívida e concreta. mas na maneira sutil em que o tema é usado e adaptado para ensinar uma lição. Por exemplo. principalmente. Aqui. aconteceu o inverso. Isto ocasiona da na parábola do empregado um final surpreendente. Eles valorizavam o dom da memória — desenvolvendo técnicas sofisticadas de memorização — e assumiram a tarefa de recontar às novas gerações as histórias a respeito daquilo que o Deus fiel havia feito no passado: "Portanto. rico que se vestia de púrpura e um pobre chamado Lázaro — Lc 16. A importância destas histórias não esta no tema em si. Na parábola da viúva persistente As histórias que são conta(também conhecida como parádas (parábolas.11-32). e assim por diante). Para Jacó. empenhavam-se na preservação de histórias. na parábola do filho pródigo Considere o tamanho da dívi(Lc 15.mos sábios no modo de lê-lo e usáção dos ouvintes. era difícil retomar porque primeiro ele precisava fazer as pazes com Esaú.19-20) — tem grande significado. embora possa ser aquilo que é narrado — o imprudente tentar reconstruir a nome de um personagem ou a história primitiva de Israel a parcor de uma roupa (o homem tir das histórias em Gênesis. um contador de histórias no atual Irã reconta a seus ouvintes as façanhas de Alexandre.7. porém mais tarde reina sobre eles (Gn 37—45). A intenção não é necesdeixando o lar e retornando sariamente que esses detalhes com uma fortuna é invertido sejam levados ao pé da letra. Para terem efeido juiz iníquo (Lc 18. existem também gêneros específicos de narrativas bíblicas. com os irmãos inadvertidamente encontrando José. o Grande. é alta- Muilas das histórias da Bíblia foram contadas oralmente antes de serem escritas para serem lidas. E contem aos seus filhos e netos" (Dt 4.21-35). • D i s c u r s o direto — O enredo de uma parábola freqüentemente se desenrola por meio A arte do contador de histórias do uso do discurso direto. chegando até ao exa• Inversão — O tema do herói gero. ouvimos diferentes das histórias que são não só os apelos da viúva. Diante disso. que não queria perdoar (Mt • R e p e t i ç ã o — Na parábola 18. . Um tema recorrente é o do herói que deixa seu lar e mais tarde retorna com uma fortuna: Jacó foge de seu irmão Esaú e retorna com esposas e riqueza (Gn 27—35) José é banido pelos seus irmãos. valorizaram e passaram adiante. Podemos identificar • L i n g u a g e m — Para que as algumas técnicas de narração nas histórias causem impacto.1-8). que dependemos de arquivos e computadores. 6.1. mente adequado usar as mesmas histórias como exemplos de fidelidade (e infidelidade). veja também 5. Os israelitas. Na história de José. o dono da vinha manda dinheiro para enfatizar alcance três empregados para receber a ilimitado do perdão de Deus. pessoas que fazem parte de culturas onde predomina a oralidade têm uma memória mais confiável do que nós.

ela se tornou uma fonte com autoridade. seus programas de ação e acontecimentos relacionados com os mesmos podiam ser mantidos e atualizados.28). Mais tarde. comparada com os sistemas de escrita cuneiforme da Mesopotâmia e no Egito. Após o exilio. a lei podia ser preservada e continuar inaltemantidos em segurança na arca (e. afiliadas aos fariseus. 2Rs 23. Esdras é descrito como o modelo de escriba (veja também "O escriba"). Antes do exílio. isso se deve unicamente ao fato de terem existido gerações de escribas judeus que copiaram e recopiaram partes das Escrituras durante mais de 1. e até colocado nos batentes das portas da casa (Dt 6. Ela d á acessibilidade — Um trecho escrito pode ser copiado inúmeras vezes. o recebimento da lei no monte Sinai. sopher — é qualquer pessoa que escreve. Ex 13.500 anos. o hebraico passou a ser escrito com len-as mais cheias. Ou seja. • rada durante séculos.64 Introdução à Bíblia Os escribas Jo Bailey Wells O Israel antigo vivia num mundo que não dependia apenas da tradição oral. Considere. em particular do Antigo Testamento. Uma vez escrita. mais tarde. mas também de forma escrita em tábuas de pedra.C. De acordo com os relatos em Êxodo e Deuteronômio. • Ela p o s s i b i l i t a p r e c i s ã o — As palavras de um profeta podiam ser escritas no dia em que foram pronunciadas. i w i .C. por volta do segundo século a. A palavra escrita Embora muito tenha sido contado verbalmente e passado adiante de geração a geração através do relato oral (por exemplo. no santuário do Templo em Jerusalém). Os textos hebraicos mais antigos já encontrados datam do século 9 a. ele era membro de uma classe de pessoas instruídas que se dedicavam a copiar. A escrita tem um impacto significante numa cultura predominantemente oral: • Ela confere autoridade — A escrita dá poder às palavras de uma forma que as torna diferentes da palavra falada. Registros sobre reis. E altamente significativa a afirmação de que Moisés recebeu os mandamentos. e mais tarde usados como fontes pelos historiadores bíblicos (por exemplo.n » n u w î w wp hiír w riva» nfrra iVfflNv rvw rtá syr w^i ansos d " 3 rvan No período pró-exilio. a assim chamada escrita "quadrática" que aparece acima. Isto tornava a leitura e escrita relativamente simples. 11.9. baseada num alfabeto de 22 letras.4-5). "os escribas" se tornaram um partido político distinto formado por uma classe de pessoas aliamentc instruídas. o termo normalmente é usado para descrever um grupo designado de pessoas que cumpriam a tarefa especial de escrever — e copiar — os registros históricos e sagrados de Israel. O alfabeto já existia na terra de Canaã quando os israelitas se tornaram uma nação. a existência da escrita significava que havia algo que permitia que se conferisse o que estava sendo contado.14-15). Enquanto os textos originais da lei eram . tradições orais e acontecimentos históricos. Embora qualquer pessoa com força de vontade pudesse aprender a ler e até mesmo escrever hebraico sem muito esforço. não apenas verbalmente. essas pessoas provavelmente formavam centros administrativos na corte real. o hebraico compartilhava uma escrita com os cananeus e fenícios. Assim. por influência da escrita arantaica. lRs 11. era possível fazer cópias que podiam ser consultadas por pessoas que tinham perguntas ou dúvidas. Escribas como escritores Literalmente.20). Moisés desceu do monte carregando estas tábuas e as colocou na arca.22). por exemplo. embora seja bastante provável que gerações anteriores de escribas israelitas também escreviam usando o alfabeto. Se somos herdeiros da Bíblia. um escriba — no hebraico.41. Este trabalho exigia cuidado c treinamento durante m'] wWw> -ífTíí iy aro n t f w \¿h m wrftò won D t o w v w n s w iron o r b shasn m j n z r w s s»róa retWw j e w a n s a t s S s í . Isso lhes possibilitou uma forma simples de fazer o registro de revelações divinas. e guardadas para verificação posterior (veja Dt 18. guardar e interpretar a lei. onde seriam guardadas (Dt 10.

Presta serviços a pessoas importantes e é visto na companhia das autoridades. Ainda hoje os escribas judeus trabalham com a mesma atenção escrupulosa cm relação aos detalhes. Ele terá conhecimento e saberá julgar com justiça e meditará nos mistérios de Deus.1. se for da vontade do Senhor TodoPoderoso. desde que a cópia tenha sido bem feita. E.Transmitindo a História vários anos (veja SI 45. cópias essas que surgiram em eras diferentes. os escribas hebreus fatiam cópias das Escrituras com um cuidado e uma precisão que nos impressionam. Antes da invenção da imprensa. 65 A descrição d o escriba exemplar. As diferenças entre textos ou manuscritos podem ser atribuídas a: • omissão ou adição de uma palavra • erros de ortografia. conforme Eclesiástico 39 Ele aprende de cor os ensinamentos de homens famosos e procura descobrir o que querem dizer as comparações. que mais tarde resultamemerros de interpretação • inclusão no texto principal de uma nota explicativa originalmente incluída na margem • danos causados a um rolo. • Acadêmico: estudar a lei e produzir obras c teorias em resposta. . Podemos apenas identificar as ocasiões em que foram cometidos erros. cies que viviam num mundo que geralmente não se importava tanto com a verdade. com base nas variações entre os textos ou manuscritos. o processo de cópia incluía revisão e correção cuidadosa..000 anos mais antigos que quaisquer outros conhecidos anteriormente — deixou bem claro que a transmissão do texto se deu com uma precisão extraordinária. • Instrutor: administrar escolas de escrita e treinar aprendizes de escribas.24—39. É impressionante o grau de semelhança que existe entre diferentes cópias do texto.. Copiar A tarefa do copista era reproduzir o texto com o máximo de precisão possível..6) e era muito respeitado (Jr 8. foram transmitidas por diferentes meios e até foram recebidas em línguas diferentes A descoberta dos Rolos do Mar Morto cm 1947 — sendo que foram descobertos manuscritos 1. ele ficará cheio do espírito de conhecimento. explicá-la e incentivar o povo a colocá-la em prática • Juiz: ouvir aqueles que tinham queixas e julgar questões específicas da lei judaica. Estes provavelmente aparecem de forma idealizada no livro de Eclesiástico (Eclesiástico 38. não importa quantas vezes um trecho do Antigo Testamento tenha sido copiado. Segundo a tradição.8). Assim. Explica também o significado escondido dos provérbios e emende os segredos das comparações. não deixando alternativa senão especular quais seriam as palavras ilegíveis ou ausentes • alteração de um escriba.. Ele estava intimamente ligado ao sacerdócio.11): • Pregador: reunir o povo a cada ano para ler a lei. Mostrará como é sábia a instrução que ele recebeu e se sentirá orgulhoso por causa da Lei da aliança do Senhor. Esdras tinha vários papéis a desempenhar. Embora os copistas tenham cometido pequenos erros que entraram no texto escrito. Ed 7. feita para suavizar idéias consideradas ofensivas.

como as conhecemos. . Estes rolos das Escrituras numa sinagoga de Tsefnl. julgamento e exílio caíram sobre Judá por causa do acúmulo de pecado. o Cronista fala do arrependimento de Manasses.26). A importância dos editores O estudo do trabalho dos editores é conhecido como "crítica da redação" (veja "O texto e a mensagem"). Por exemplo: • Nos livros de Samuel.66 Introdução à Bíblia Jo Bailey Wells O trabalho dos editores As Escrituras hebraicas. • Em Reis e Crônicas há descri- ções diferentes do rei Manasses. Esta procura descobrir os propósitos teológicos por trás da organização do material num livro. é provável que tenhamos maiores chances de entender sua perspectiva e o caráter singular de sua mensagem. Se pudermos entender como um livro veio a ser escrito da forma como o conhecemos hoje. Sem o trabalho dos editores que reuniram e organizaram os materiais. Nos livros históricos. não haveria Bíblia. para mostrar como Deus está sempre disposto a atender o pedido do penitente (2Cr 33. Este processo de edição ou "redação". especialmente o de Manasses (2Rs 23. que a história vai enfatizar a identificação de um "rei". A disposição de textos num livro afeta a compreensão ampla do significado do livro como um todo. são testemunho de seus esforços. Em comparação. bem no início da narrativa. provaveimentesurgiram gradativamente. ou "ungido" cm Israel (ISm 2. e a fidelidade de Deus para com ele. a partir da qual acredita-se que gerações de editores trabalharam para compilar estes "ingredientes" até os livros atingirem sua forma final no "cânon" (a lista oficial). no norte de Israel.10). já que a forma dos livros como os temos reflete o trabalho dos editores assim como dos autores e tradutores. De acordo com o editor de Reis. As fontes originais compõem a matéria-prima. e o trabalho de editores é menos significativo. principalmente.C. para usar o termo técnico provavelmente ocorreu de algum ponto antes do exílio até o século II a. Isto diz ao leitor alerta. o Cântico de Ana é inserido no início da história.12-17). os editores selecionaram suas histórias para destacar uma determinada interpretação dos acontecimentos. O Novo Testamento se tornou "fixo" muito mais rapidamente.

O relato de acontecimentos passados também é feito em retrospectiva: os editores refletem sobre o passado à luz de acontecimentos atuais (por volta da época do exílio). É possível que "o Cronista" tenha tido uma grande influência sobre a reunião e disposição de outros livros do Antigo Testamento para formar o cânon. Assim sendo. SI 51). que incluem coleções menores como unidades inteiras (p. SI 73—83. e algumas histórias são repetidas de perspectivas diferentes. SI 120—134). eles foram reunidos por um editor (conhecido como "o Cronista") para formar uma narrativa contínua. ex. E.67 Coletando e organizando asseções d o Antigo 0 Pentateuco: Gênesis a Deuteronômio A história deuteronomista: Josué. Se isto for verdadeiro (e continua sendo uma teoria). estudiosos e escritores sofisticados. Jeremias. Como no caso da história deuteronomista. o material foi reavaliado à luz da experiência atual e livros pósexílicos (Ageu. Mas. O processo de edição reuniu a coleção para criar um livro para estudo (o SI 1 estabelece esta idéia desde o início). os "cânticos dos degraus". Wellhausen. Além disso. enfatizada pela repetição no início de Esdras dos dois últimos versículos de 2Crônicas. é provável que os registros dos profetas anteriores ao exílio e do período do exílio foram preservados durante este período e editados posteriormente. em geral. a história que agora temos representa não só o trabalho de "reunião de fontes" feita pelos editores finais durante ou depois do exílio mas também o trabalho de "subeditores" anteriores sobre cada uma das fontes individuais. É provável que estes "hinos" foram reunidos durante o exílio. p. ex. Juízes. os 12 "profetas menores" É possível que Jeremias tenha sido responsável pela formação do livro que leva seu nome (veja Jr 36. Estes derivam da adoração do Israel antigo. 1 e 2Reis Esta seção recebe seu título de Deuteronômio. pois contém tradições do período primitivo de Israel como organização tribal na terra prometida. D e P. assim como as histórias de administrações reais desde a época de Davi até o exílio. ou por diferentes autores. que isto representa o trabalho final de compiladores que reuniram várias fontes. Esta narrativa. 1 e 2Samuel. . é feita para encorajar a pequena comunidade restaurada a acreditar que eles realmente são herdeiros das antigas promessas que Deus fez a Israel. E m geral acredita-se. portanto. os Salmos de Asafe. Ezequiel. aproximadamente (embora às vezes se atribua uma data mais recente). conhecidas como J. pois dá continuação aos mesmos temas e teologia da aliança. os salmos são ordenados em cinco "livros". Os Salmos Os Profetas: Isaías. Zacarias e Malaquias) foram acrescentados.C. Testamento Histórias posteriores: Crônicas — Esdras — Neemias Os primeiros cinco livros da Bíblia aparecem como história única e coerente — como se produzida por um único autor sem necessidade de um editor. cada salmo recebe um título para auxiliar a meditação (veja. Porém há muitos estilos diferentes de escrita. quando o povo foi privado da adoração normal no Templo. um estudioso alemão do século 19. o livro que a precede. Esses "editores" eram.. os livros desta seção reúnem trabalho feito por várias gerações de historiadores. Cada uma tratava as origens de Israel de forma distinta. portanto. Quer estes livros tenham ou não sido escritos pelo mesmo autor. sugeriu que havia quatro fontes.32). Sua composição é complicada. Assim. datada de 400 a. que teriam se originado em períodos e locais diferentes.

no século 12. Todo este registro estava no céu antes da criação do mundo. Jeremias e Ezequiel) c dos profetas menores (Oséias. argumentou ele. 1 e 2Samuel e l e 2Reis. e que ela é totalmente de origem divina. Rute. que a crença na Torá MiSin. que Moisés tenha escrito Gênesis e parte de Êxodo quando desceu do monte Sinai. De acordo com a tradição. eles tiveram considerável impacto sobre o pensamento cristão. Levítico. Habacuque. Nas fontes rabínicas. Daniel. também as exposições e elaborações da lei escrita foram reveladas por Deus a Moisés no monte Sinai. Sofonias. Neviim (profetas). Ketuvim (escritos). enquanto os livros jjroféticos foram dados por meio de profecia. no seu Comentário do Pentateuco. o filósofo judeu Moisés Maimônides declarou. Ageu. Posteriormente. No entanto. O mais substancial desses livros se chama A Sabedoria de Jesus. aramaico e grego." A exemplo de Maimônides. • Profetas Anteriores .ii I 'Torá do Sinai) é uma crença fundamental no judaísmo: "A Torá foi revelada do céu. Jó. Porém todas estas obras constituem o cânon das Escrituras. Uma lista aprovada de livros A Torá consiste nos Cinco Livros de Moisés: Gênesis. Joel. vinda de Deus.contém os livros de Josué. Ester. Namânides afirmava que os segredos da Torá foram revelados a Moisés e são sugeridos na Torá pelo uso de letras especiais. o judaísmo tradicional afirma que a revelação de Deus é dupla e está em vigor para sempre. • Profetas Posteriores — é composta dos profetas maiores (Isaías. É provável. Outras obras literárias do período do Segundo Templo sao conhecidas como os pseudepígrafos. Como o Zohar explica: . Juízes. Por exemplo. Tobias e Judite. Interpretação De acordo com os rabinos. Zacarias e Malaquias). 1 e 2Enoqite e Jubileus. Moisés foi como um escriba que copiou uma obra mais antiga. Miquéias. Entre estes livros não-canônicos se encontram o Testamento dos Doze Patriarcas. Isto implica nossa crença de que toda a Torá que temos em nossas mãos hoje é a Torá que foi entregue por Deus a Moisés. Na Idade Média esta crença tradicional foi afirmada sempre de novo. Com isto quero dizer que toda a Torá chegou a ele. Namânides observou que esta teoria segue a tradição rabínica de que a Torá foi dada rolo por rolo. 1 e 2Macabcus. faz-se uma distinção entre a revelação do Pentateuco (Torá no sentido restrito) e as escrituras proféticas. Eclesiastes. as Escrituras são chamadas de Tanak. filho de Siraque (também conhecido como Sirácida ou Eclesiástico). do século 13. Cântico dos Cânticos. Números e Deuteronômio. estes livros foram revelados por Deus a Moisés no monte Sinai. Análoga à interpretação mística da Torá proposta por Namânides. Provérbios. Além disso. estes textos conquistaram status oficial na Igreja Católica Romana e nas igrejas ortodoxas orientais. A terceira divisão é feita de uma variedade de livros divinamente inspirados: Salmos. Naum. Por trás deste conceito está a idéia mística dc uma Torá primordial que contém as palavras que descrevem eventos muito antes de eles acontecerem. Assim. o filósofo Namânides. os judeus escreveram vários outros livros cm hebraico. mas que não foram incluídos na lista oficial ou cânon das Escrituras. por meio do que é metaforicamente chamado de 'fala'. Esdras. Em geral sc diz que a Torá foi dada diretamente por Deus. Obadias. Entre as outras obras se incluem: a Sabedoria de Salomão. A segunda divisão da Bíblia hebraica — Profetas — se divide em duas partes. Jonas. Os livros restantes das Escrituras — os Hagiógrafos — foram transmitidos por intermédio do Espírito Santo ao invés de profecia. Este termo é um acrônimo formado com a letra inicial das palavras que designam as três divisões da Bíblia hebraica: Torá (instrução). essas exposições foram transmitidas de geração em geração e por meio deste processo uma legislação adicional foi incorporada à lei. mas a natureza real desta comunicação é desconhecida a todos exceto a Moisés a quem foi dada. Amós. Para os judeus. Lamentações. a obra mística medieval conhecida como o Zohar afirma que a Torá contém mistérios que vão além da compreensão humana. Para Namânides. Êxodo. No fim dos 40 anos no deserto ele teria completado o restante do Pentateuco. Durante o período do Segundo Templo (depois da volta do exílio na Babilônia).68 Introdução à Bíblia A Bíblia Hebraica Dan Cohn-Sherbok A base da fé judaica é a Bíblia. Neemias e 1 e 2Crônicas. os valores numéricos de palavras e letras e os adornos dos caracteres hebraicos. argumentou que Deus ditou a Moisés e este escreveu os Cinco Livros de Moisés. Conhecidos como livros deuterocanônicos ou apócrifos.

fornece uma base racional para a alteração da lei e a reinterpretação da teologia das escrituras hebraicas à luz do conhecimento contemporâneo. se a Torá não tivesse colocado vestes deste mundo. agora ele é visto como coleção de tradições originadas em períodos diferentes no Israel antigo. Entre os judeus não ortodoxos. e quem olha para esta veste como sendo a Torá em si. houve um afasta- . Logo. concluíram que os Cinco Livros de Moisés são compostos de quatro documentos principais que existiram separadamente mas depois foram reunidos por uma série de editores ou "redatores". contém em todas as suas palavras verdades sobrenaturais e mistérios sublimes .. Mesmo assim. tornou-se cada vez mais difícil sustentar o conceito tradicional judaico de revelação divina à luz da investigação e descoberta acadêmica. Já no século 16. elimina a crença tradicional da infalibilidade das Escrituras e. Outros estudiosos rejeitaram a teoria de fontes distintas.'" O impacto da pesquisa moderna Na era moderna. No período moderno. porém. portanto. no entanto. A lei é honrada como dom de Deus ao seu povo. tal posição moderna é irrelevante. uma obra de excelente qualidade. que considera as novidades acadêmicas recentes no campo dos estudos bíblicos. Pelo contrário.Transmitindo a História "Disse R. Um rolo da Bíblia hebraica 6 erguido numa sinagoga judaica. os estudiosos indicaram que os Cinco Livros de Moisés parecer ser compostos de fontes diferentes. O judaísmo ortodoxo permanece dedicado à teoria de que a Torá escrita e a oral foram transmitidas por Deus a Moisés no monte Sinai. Para os judeus ortodoxos. inclusive judeus reformados.. Sim. dois estudiosos alemães. há um consenso entre os críticos bíblicos modernos. Na metade do século 19. o mundo não poderia resistir a ela. no entanto. Este ato de revelação serve como base para todo o sistema legal assim como para as crenças doutrinárias sobre Deus. até nós poderíamos compor uma Torá sobre assuntos cotidianos. as histórias da Torá são apenas suas vestes exteriores. Moisés. A despeito dessas teorias diferentes. Simeão: 'Ai do homem que considera a Torá um livro de simples lendas e questões do cotidiano! Se fosse. Tal abordagem não fundamentalista. conseqüentemente. ai dele — este não terá lugar no mundo vindouro. Karl Heinrich Graf e Julius Wellhausen. conservadores e reconstrucionistas que o Pentateuco não foi escrito por 69 mento do fundamentalismo do passado. A Torá. por outro lado. ao invés disso afirmam que tradições orais foram modificadas durante a história do Israel antigo e que só ao final desse processo é que foram compiladas para formar uma única narrativa. tanto os judeus ortodoxos quanto os não ortodoxos continuam a pensar que a Bíblia judaica é fundamental para a fé. Portanto. até os príncipes do mundo possuem livros de maior valor que poderíamos usar como modelo para compor tal Torá. há uma aceitação geral das descobertas da pesquisa acadêmica moderna.

C.13-14). indicando que a comunidade que produziu esses manuscritos (entre cerca de 150 a. Esdras a trouxe de volta cm sua forma escrita da Babilônia para Jerusalém.C. • O s E s c r i t o s consistiam em grande parte de documentos posteriores e sua aceitação geral como coleção definitiva provavelmente se deu no primeiro século da era cristã. • A Lei ou Torá (Gênesis a Deuteronômio) foi a primeira a ser reconhecida como documento fundamental de Israel por causa da sua associação a Moisés. bispo de Sardes. que ele chamava de "livros da antiga aliança" (Eusébio.C. Certamente Eclesiástico 44—49 (século 2 a. e não mais nem menos? E por que as comunidades judaicas e cristãs dão tanta importância a esses livros? Estas são questões sobre o "cânon".45.C.17. Os 12 profetas menores também são vistos como um único livro. os judeus. Mas por que estes livros específicos? Por que um livro judaico como a Sabedoria de Salomão não foi incluído no Antigo Testamento? Por que foram incluídos quatro Evangelhos. a 100 d. Excluíram a literatura considerada muito recente ou arriscada em sua teologia ou que estava associada a grupos dentro do judaísmo e não a toda a comunidade judaica. Estas três coleções foram reunidas cm estágios. por volta de 170 d. os Profetas e os Escritos. Jesus.C-. a palavra "cânon" significava uma vara ou régua. Outros livros escritos no período de 300 a. que interpretava a história do ponto de vista profético) e os Profetas Posteriores (Isaías. conhecidos pelos judeus como "o Livro dos Doze" e agrupados num único rolo).1). 1 e 2Crônicas. Duzentos anos antes. eram valorizados por diversos grupos de judeus. Os escritores do Novo Testamento usam a frase "a Lei e os Profetas" como designação dessas escrituras (Mt 5. Citações são freqüentemente introduzidas com frases como "Está escrito" ou até "Diz o Senhor". Provavelmente o primeiro cristão a analisar criticamente que documentos judaicos deviam ser considerados como escrituras sagradas foi Melito. disse: "Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei dc Moisés. conhecida como Scptuaginta. sob a liderança dos fariseus. incluiu vários desses livros (veja "Livros deuterocanônicos"). No grego. Jo 1. todavia.) demonstra familiaridade com a Lei e os Profetas como os conhecemos. e 68 d.C. • O s P r o f e t a s é a seção que inclui os Profetas Anteriores (a seqüência narrativa de Josué a 2Reis. Ezequiel e os 12 "profetas menores". depois de sua ressurreição. c toda a comunidade a reconheceu como "o Livro da Lei de Moisés" (Ne 8. e o mesmo se aplica a l e 2Reis. Os cristãos passaram a usar essa palavra em referência a uma lista de livros inspirados por Deus que eles reconhecem como Escrituras com autoridade divina. Os cristãos aceitaram o cânon definido pelos judeus do primeiro século de nossa era principalmente porque Jesus e os escritores do Novo Testamento se referem a uma grande variedade de livros do Antigo Testamento como tendo autoridade divina.21). História Eclesiástica 4. portanto um padrão ou regra. os judeus já haviam categorizado suas escrituras em três partes — a Lei. A tradução grega das Escrituras hebraicas. os livros dos Profetas e os outros livros".C.C. o prólogo de Eclesiástico já falava sobre "a Lei." "Salmos" aqui pode referir-se aos Escritos como um todo.15. E os Rolos do Mar Morto incluem cópias ou pelo menos fragmentos de todos os livros da Bíblia judaica exceto Ester. pois nesta divisão da Bíblia hebraica os Salmos geralmente vêm em primeiro lugar. Esdras — Neemias. De acordo com Lc 24.70 Introdução à Bíblia Uma lista aprovada — o "cânon" das Escrituras Stephen Travis e Mark Elliott A Bíblia consiste em 66 livros. A lista resultante é idêntica aos 39 livros que os cristãos chamam de Antigo Testamento. No quinto século a.44.26. Jeremias. At 13.) valorizava todos esses livros. Sua lista era idêntica aos 24 livros do cânon hebraico. optaram por um cânon mais enxuto de 24 livros. nos Profetas e nos Salmos. As escrituras judaicas Na época de Jesus. Mas após a catástrofe da destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d. . O método judaico de contagem considera 1 e 2Samuel como um livro só. É provável que estes também eram uma coleção reconhecida na época de Esdras ou pouco depois. Rm 3.

já em 200 d. S ^ .66). Neste W^Mi J { .. Os autores cristãos deste período os citavam freqüentemente como tendo a autoridade das Escrituras. em comparação com os outros três — talvez porque era usado pelos gnósticos para promover sua própria versão da fé cristã.difíceis de manusear e transportar.' . Do rolo ao livro O s documentos que entraram no cânone da Bíblia Hebraica foram colecionados. Justino já descrevia como os cristãos 71 reunidos para adoração liam as "memórias" dos apóstolos "que são chamadas Evangelhos" (Apologia 1.fc. • ' " ' ' . • O s E v a n g e l h o s À medida que os cristãos se familiarizavam com mais de um Evangelho.•' £ ' = S ¡ = .' i :. no sopé do monte Sinai.C. e não de pergaminho.C. Por volta de 150 d.C.C. na fabricação do ftilF livro assim como o conhecemos hoje.8). Mais tarde. . As folhas eram coladas umas nas outras.. os rolos eram feitos de folhas de papiro. ele foi descoberto no século 19 no Mosteiro de Santa Catarina. Por volta do ano 200 havia coleções que também incluíam 1 e 2Timóteo e Tito. Embora houvesse dúvidas freqüentes sobre a autoria da carta aos Hebreus.11.) já havia uma coleção fixa das dez cartas principais de Paulo. . a maioria dos rolos (incluindo os documentos do NT) era feita de 53 papiro.'. l | Í ' P : f | caso. isto passou a ser um problema. Mas os rolos eram . S . ou talvez apenas porque era tão diferente dos outros. Como acreditavam firmemente que havia uma única mensagem evangélica coerente. perceberam que cada um trazia uma perspectiva diferente da história dc Jesus. as páginas são dobradas e fixadas n u m a extremidade (a lombada). N u m rolo. No início. Outros documentos semelhantes a evangelhos como o Evangelho de Pedro e o Evangelho dos Egípcios continuaram a ser usados nas igrejas orientais. • Os p r i m e i r o s d o c u m e n t o s a serem reunidos foram as c a r t a s d e P a u l o . para proteger o livro. O Evangelho de João demorou mais para ser aceito. Escrito em grego sobre pergaminho.-.v. originalmente. Mas ela só teve maior aceitação na igreja ocidental a partir do quarto século.: . Mas antes do ano 200 Irineu argumentava que é tão natural haver quatro Evangelhos quanto há quatro ventos e quatro cantos da terra (Contra as heresias 3. No tempo do NT.R. '•'•'. 0 Rolo do Templo (o maior dos rolos do mar Morto) tem 8 m e 20 começou a substituir o rolo durante o segundo cm de comprimento. Tudo indica :sr. a manuscrito atais antigo dc todo o NT (mais uma parte do A T ) de que hoje dispomos. Os cilindros nas duas pontas permitiam ao leitor desenrolar e enrolar o texto à medida que ia lendo. Mas as vantagens de afirmar as contribuições distintas dos quatro Evangelhos acabaram prevalecendo. A direita: Uma página cio Códice Sinaífico.C. capas. isto é.Transmitindo o História O Novo Testamento A história do cânon do Novo '['estamento é mais a história de uma coleção de coleções que de uma coleção de documentos individuais. num "livro" em formato de u m rolo. formando rolos de comprimento variado. embora fosse pouco comum u m rolo c o m mais de 20 folhas. o texto era escrito e lido em colunas. C a d a folha tinha cerca de 30 cm de altura e 20 c m de largura. Esta forma do livro à esquerda: Um rolo escrito em hebraico. cristãos egípcios a incluíam em sua coleção das cartas dc Paulo. que os cristãos íoram pioneiros no desenvolffii"-. Rolos também podiam ser século d. Esse códice data do século -I d. O herege Marcião nos informa que antes de sua época (cerca de 140 d.'••"" vimento do "códice". passou-se a adicionar as feitos de pergaminho (couro).

Listas de livros autorizados foram feitos em várias partes do mundo cristão. Na sua carta de páscoa de 367 d. .t)ei-Hic\H\o d > a m O Códice Alexandrino foi dado de presente pelo Patriarca de Constantinopla (que parece té-lo encontrado em Alexandria. exceto IPedro e Uoão.*"' M O C * . por exemplo. o rei era Charles 1). Atos foi separado dele em data bem antiga e não é citado por autores cristãos antes do tempo de Justino.M HM- . no entanto.M K l £ ( O l I Ml'l I H M c t ) MIO " ¡' M C P C O O III IK11 MtífâtU P \ | < X m I " * . Assim. Embora d o mesmo autor do Evangelho de Lucas.Ul)|o)M<n * OYSCxifxOAMi>PüriiujMo.C. embora as igrejas ortodoxa. este códice é uma das cópias mais antigas da Bíblia. Outros documentos foram incluídos porque vieram de uma pessoa diretamente relacionada c o m um apóstolo se não do próprio apóstolo.-. • Ele é apostólico? Em vários casos esta era simplesmente uma questão de autoria. 2 e 3João.i ( i C C T I M t l M T G M X H M Í ' O X X O X< V i w o t i OOTXJS. mas até no Ocidente esteve sob suspeita por causa do seu uso pelos montañistas com seu entusiasmo excessivo por especulações quanto ao fim do mundo. todas. particularmente interessante é a classificação dos documentos em três grupos feita por Eusébio: • os livros aceitos nas igrejas sem qualquer restrição — quatro Evangelhos. f * í*. Entre estas. o Pastor de Hermas. A mesma conclusão foi endossada no Ocidente por uma declaração papal cm 405 c no norte da África nos Sínodos de Hipona (393) e Cartago (397). Se revisarmos os critérios pelos quais os 27 livros alcançaram status canónico. Após três séculos de uso. enquanto Hebreus permaneceu em dúvida por mais tempo porque sua autoria era incerta. foram rapidamente aceitas com base nisto. Um pouco depois do ano 300 d.C. A extensão do cânon. Escrito à mão. Atanásio apresentou pela primeira vez uma lista de livros autorizados idêntica ao Novo Testamento que conhecemos e esta foi amplamente aprovada no Oriente. i. C . O livro de Apocalipse foi aceito mais rapidamente no O c i d e n t e que no O r i e n t e . católica romana e protestante compartilhem o mesmo cânon do Novo Testamento. a igreja etíope tem um cânon de 38 livros. podemos ver que quatro perguntas fundamentais foram feitas sobre cada documento em consideração.cn.e.9) ao lado das cartas de Paulo. o Apocalipse de Pedro. • A t o s e A p o c a l i p s e ficaram fora destas três coleções.! l<M M < ri K*0 X M C KlXI i Xf *l -FWO ' ^ K O I M U i U » X M O X • Kl-CMCOHfcW ' KMMKOimiWil^MaiiHMUTflX YK4| k N > MMfXNPAYMWAiiTiC >.\i«Vy" cl>MÇfrn|»«x>i|. As cartas de Paulo.. Uoão. n u : f i 11\' '1' U I M « ( N V Y \ O W C O \ K.. . 14 cartas de Paulo. Mas por volta do ano 200 sua importância foi reconhecida como evidência de que Paulo e os outros apóstolos pregavam o mesmo evangelho. foram pouco usadas antes do quarto século. X'. 2Pedro.I AHay-"1"<4>mJs l O l M i l .gito) ao rei da Inglaterra (quando o presente chegou.1X>¿. Eusébio fez referência a uma coleção de sete "cartas católicas". inclusive os Evangelhos de Pedro. Assim. os Atos de Paulo. Pelo fato de não haver reconhecimento claro da sua autoria apostólica. R * .«. Judas. 1 O M "<Xi O O P X I í A M e U K .»4 y M c i c o y w » . Provavelmente a coleção surgiu do desejo de sc ter um testemunho comum dos apóstolos "tidos como colunas" (Gl 2. no período entre 400 e 450 d .« > C l W n .M'CpTv>Vvoix r .!X-Ol pc. ainda hoje.O I iii-oi-iií. IPedro e também Apocalipse "se desejável" • livros contestados. OOI-IOYCYI i M f O M K M o r e i ' Y W .' I I N .\Òn.>i M MOV i v ' * K Y n .. a Carta de Barnabé e o üidaquê • os firmemente rejeitados. no F.I ü v c t i I R 11 • M<>Y ^•YÍANEXEÍEENXVFM-I ikmi-m!. • As Cartas Católicas (Tiago até Judas) formaram a última coleção a ser reunida.:uKiit .»âC-f*J'N'KXfOKin-IXCMAY. ' C'J-i'X.72 I m Introdução à Bíblia m - * <OCKXIXXC^OIIIXCI -^<|?*CI|füf I MHÍA. os Evangelhos dc Marcos e Lucas foram reconhecidos como tendo autoridade ao lado de Mateus e João..V KM o i Ü f IMuV * 00©0-VCXMC*>>*<<X!*. as igrejas começaram a confirmar formalmente quais livros mereciam autoridade para determinar suas vidas e seus ensinamentos. em grego.. mas com o passar do tempo caíram em desuso porque expressavam doutrinas que tinham mais em comum com a heresia gnóstica que com a tradição recebida pela igreja. ao contrário dos esforços de Marcião e outros hereges de reivindicar Paulo para si e rejeitar os outros apóstolos. de Tomé e de Matias e os Atos de André e de João. *"('V"HiiikxueNTe(. Atos.riV ' YMI M l . em 1627. W I . v l M».». jamais foi formalmente definida por um concílio ecumênico da igreja inteira.R E R O V U . aqueles que ainda não eram universalmente aceitos — Tiago. K X M e N ' í "O I C O d>0 . No quarto século seu status como escritura foi reconhecido no Oriente — com a compreensão de que o milênio de Ap 20 não devia ser interpretado literalmente.

Nos tempos modernos já houve quem sugerisse. Alguns sugeriram que o ceticismo que reina cm círculos acadêmicos quanto à autoria apostólica dc certos livros deveria levar a um questionamento de sua canonicidade. Provavelmente nenhum dos documentos que ocasionalmente são propostos para inclusão no cânon seja tão antigo quanto os documentos que integram o Novo Testamento. Sua mensagem é derivada — e às vezes se des- Não demorou muito e os lideres da Igreja tiveram dc decidir quais dos escritos em circulação eram genuínos e seriam benéficos para toda a Igreja. não apenas a um grupo seleto? Cartas originalmente dirigidas a uma igreja específica foram aceitas se sua mensagem pudesse ser comunicada a um público mais amplo.. não tem maior significado tornou-se canónica por causa da sua ênfase na defesa da verdade contra "enganadores . que o conteúdo do cânon deveria ser revisado. dúvidas sobre autoria não são razão suficiente para excluir um documento. aparentemente. até uma carta como 2João que. ele foi aceito porque atendia aos critérios seguintes. • O livro alentou a vida das igrejas ao longo do tempo? No final das contas. porque seu ensinamento era de caráter gnóstico. como vimos. aqui e ali.. • E católico? 0 livro comunica a palavra dc Deus à igreja em geral. apesar da dúvida com relação à autoria de Hebreus. da primeira metade do século 2. ou seja. Os livros do cânon do Novo Testamento se distinguem por darem testemunho em primeira mão da história de Jesus Cristo e do impacto que ele teve no período formativo da vida da igreja. Não devemos imaginar que o processo dc definição do cânon foi obra dc comissões que se reuniram para julgar os escritos cristãos e decidir se podiam fazer parte do cânon ou não. Por exemplo.Transmitindo a História Era crucial saber que cada documento provinha do período mais antigo da história da igreja. No entanto. o teste mais importante que podia ser aplicado a um documento era se ele havia demonstrado seu valor divino através de sua habilidade de renovar. Assim. O cânon é um caso de sobrevivência dos mais aptos. . E embora alguém possa se beneficiar da leitura de outros livros que foram escritos nos primeiros tempos da igreja cristã. o teste de apostolicidadc não foi aplicado de forma rígida. que não confessam Jesus Cristo vindo em carne" (vs. Kstas páginas de um evangelho desconhecido são bastante antigas. a verdade é que os documentos do Novo Testamento continuam sendo especiais. Os quatro Evangelhos que aparecem no inicio do NT se destacavam do restante. sustentar e guiar a igreja. Outros perguntaram por que o cânon do Novo Testamento deveria se limitar estritamente a esses 27 livros. Seria mais exato dizer que os documentos que acabaram entrando no cânon demonstra- 73 ram sua autoridade intrínseca por meio do uso constante na igreja. via — do manancial que é o Novo Testamento. • É ortodoxo? O livro combina com a compreensão da fé cristã que recebemos por meio da tradição viva da igreja? Com base nisto m u i t o s documentos com títulos aparentemente autênticos como o Evangelho de Tomé e os Atos de João foram rejeitados. Por que não incluir outros documentos cristãos antigos tais como o Evangelho de Tomé ou os Atos de Paulo? Mas. Os livros em questão provaram há muito tempo seu valor na vida cristã. 7-11).

Algumas partes do Antigo uma versão bastante expandida e Testamento estão em aramaico. a língua dos de e durante a época de Jesus — israelitas... A Septuaginta era usada para leitura em voz alia nas sinagogas localizadas em cidades do Império Romano onde se falava grego. Eles começaram com o latim. cidades como Corinto. <j < ' T v V t V ' >•". produziu uma versão do Antigo Testamento em grego conhecida corno Septuaginta.mV. do Norte da África e da Europa. no século 3 d . a lín. pois os livros da assim não entendia muito do AntiBíblia foram escritos em três línguas go Testamento lido em hebraico. . Umn das primeiras línguas que recebeu uma tradução do N T foi o copta (no Kgito). Não demorou muito.C. dedicada a ajudar os outros a encontrarem Deus por intermédio de Jesus Cristo.'>' • : . O Antigo Testamento em grego O povo judeu do século 3 a. C Está c urna página do Evangelho de João.r ^ (•TM 1 M 1 1 ) ' ' .*:? ('.C).19). t i r . Estas duas convicções os motivaram a tornar os livros do Novo Testamento acessíveis ao maior número possível de pessoas na língua que essas pessoas falavam — para que a vida delas também pudesse ser transformada pela mensagem de Jesus. pois a maioria das pessoas falaBíblia em si. os cristãos produziram ver-1 soes do Novo Testamento numa variedade de línguas — para que pessoas que não sabiam grego pudessem ler sobre Jesus e crer nele.rM'"'-j --f" w s p o l i u i . mV-. Pelo fato do cristianismo ser uma fé missionária. gua que era usada em Israel na época de Jesus e que está relacionada com o As primeiras traduções do hebraico.í-:»í. . Antioquia e Roma.7 4 Introdução à Bíblia Divulgando a palavra a tarefa da tradução A maioria das pessoas não lê a do. "Targum" era uma versão aramaica A maior parte do Antigo Testamen. Neste ponto o cristianismo contrasta de forma interessante com o islamismo. e depois passaram a traduzir para as línguas do Oriente Médio.TV> i-Pvjf". .C. Algo semelhante acontecia em Israel por volta do mesmo períomeiros 300 anos após a morte de Jesus. mas não de traduções.) e o copta. O antigas: hebraico. Estas primeiras traduções foram motivadas por dois fatores: eles acreditavam que os livros do Novo Testamento eram inspirados por Deus. pois os muçulmanos falam sobre a produção de comentários do Corão e interpretações do mesmo. uma língua do Egito (por volta do terceiro século d. aramaico e grego.parafraseada do original hebraico. .'i í.'. Os judeus que moravam nessas cidades muitas vezes não entendiam o Antigo Testamento em hebraico e então precisavam da Bíblia na língua que eles podiam compreender. mas versões da Bíblia na va aramaico ao invés de hebraico e sua própria língua. judeus a entender sua fé. por isso. pois entendem que o original (em árabe) é estritamente intraduzível. falado na Síria antiga (por volta de 160 d. e assimilaram o chamado de Jesus de "fazer discípulos de todas as nações" (Mt 28. C ) . o Novo Testamento foi escrito originalmente na língua comum daquele tempo e depois traduzido para as línguas de muitos povos. Novo Testamento O Novo Testamento foi escrito em Essas versões do Antigo Testagrego "comum" — a língua falada por mento foram feitas principalmenmuitas pessoas em todo o Império te para ajudar aqueles que já eram Romano na época de Jesus. para que a mensagem começasse a ser levada a pessoas que não conheciam as línguas bíblicas. Isto tornou necessário o trabalho de tradução das Escrituras — uma tarefa que foi iniciada ainda antes do tempo de Jesus. usavam a linguagem de seu público-alvo. no entanto. o siríaco. Nos priOs autores dos livros bíblicos escreviam para comunicar e. a língua dos romanos (por volta de 150-220 d .do Antigo Testamento usada antes to foi escrita em hebraico. . i r .

pouco antes desse tempo propiexistem apenas na forma oral. questões relacionadas com as línguas originais. antes de se poder fazer essas novas traduções disponíveis uma tradução. Queriam apeé produzido. hebraicos e aramaicos serão usados. esta con. são necessários a muitas pessoas. que o viajante ainda outros 14% têm pelo menos possa.mais de 95% da população munvicção foi combatida por setores dial têm pelo menos uma parte tradicionalistas da igreja daquela da Bíblia numa língua conhecida. mas a tradução de uma passagem específica pode depender de qual cópia antiga está mais próxima do original. Não temos os manuscritos originais dos livros bíblicos escritos pelos primeiros autores. Algumas línguas A invenção da imprensa um não têm forma escrita. não apenas aos rascunho de tradução c levado eruditos. Essa ciência leva em conta a idade das diferentes cópias e a disseminação de determinada formulação ou palavra no conjunto das cópias.. Bíblicas Unidas e a Associação Este trabalho é feito em conWycliffc de Tradutores Bíblicos junto com falantes nativos. especialmente àqueles que não conheciam latim.quatro estágios antes de serem car a Bíblia na linguagem das pes. pois havia o temor de que Mas ainda existe muito por fazer! as pessoas formulariam suas próprias interpretações da Bíblia. A ciência da crítica textual (veja "O texto e a mensagem") é usada para decidir qual cópia está mais próxima do original. à medida que os cristãos se deram conta outra vez da importância dc levar a mensagem dc Jesus aos outros. continuam o trabalho de produzir versões da Bíblia em línguas Este passo envolve uma decidiferentes. a uma discussão com o grupo de tradutores. incluindo crítica textual. • Um grupo de especialistas (consultores) dá orientações a respeito de certos assuntos.. Juntar o cansaço da jornada. Isto significaria que a geralmente são resultado do traigreja perderia o controle daquilo balho dc um grupo ou de uma em que as pessoas criam." tos. para que pudessem ser lidos e conhecidos. a língua das pessoas cultas. 0 estudioso holandês Erasmo escreveu: "Cristo quer que seus mistérios sejam amplamente divulgados. 75 O uso de computadores facilitou muito a tarefa dos tradutores em todo o mundo. equipe de tradução e passam por Mas aqueles que queriam colo. não apenas pelos escoceses e irlandeses. Gostaria Das 6. espan-um livro da Bíblia traduzido. soas simples não achavam que isto • Um rascunho de cada livro levaria à anarquia. assuntos ligados à arqueologia. são sobre quais textos gregos. houve um grande renascimento das traduções da Bíblia. sendo que cada nas que o poder que a Bíblia tem tradutor trabalha com deterde transformar vidas estivesse minado número de livros. Nenhum item essencial da fé cristã depende de uma diferença entre essas cópias antigas.000 apenas do Novo Testamento).publicadas. mas também pelos turcos e sarracenos. muitos anos de trabalho árduo Atualmente. ou seja. época. outros 13% têm que o tecelão possa recitar esses texo Novo ou o Antigo Testamento e tos enquanto tece. temos uma grande quantidade de cópias antigas dos textos bíblicos (mais de 5.Transmitindo a História O aumento do número de traduções No século 16. na Europa. ciou um meio barato de tornar Assim. Esse acessível a todos. com suas narrativas. caso Como se faz uma tradução pudessem ler o texto em sua próVersões modernas da Bíblia pria língua. ou simplesmente . Bíblia completa. as Sociedades para reduzir a língua à escrita. Eu gostaria que fossem traduzidos para todas as línguas de todo o povo cristão. mas as cópias nem sempre concordam entre si. estes números significam que Durante um tempo.071 línguas conhecidas que o lavrador pudesse cantar parte mundialmente apenas 5% têm a deles enquanto vai arando o solo.

a língua focalizada pode ser diferente. Uma versão para uso de pessoas eruditas e estudantes pode ser mais técnica. E haverá situações em que determinada versão será mais útil ou mais adequada do que as outras. Se hora de traduzir a poesia hebraica (tal como aparece nos Salmos). às vezes eles tornam a consultar os especialistas para tirar dúvidas quanto a uma ou outra questão. e pela palavra escrita. o que resulta é uma versão de leitura fácil. é importante usar linguagem "inclusiva". isso significaria usar a palavra "pessoas" ao invés de "homens" quando o original claramente inclui também as mulheres nessa referência. disse Jesus aos seus discípulos. Hoje essa boa nova alcança pessoas cm todos os continentes. Outras línguas não têm este problema. Se a versão é feita para pessoas para as quais a língua-alvo não é a língua materna. na Por exemplo. . através de gestos de amor c dc ainda. aramaico e grego. quando se fizer uma leitura em voz alta na igreja. já que nelas existe um termo para "homens e mulheres" usado para grupos mistos. • Finalmente. • Pessoas que representam a igreja e outras entidades farão uma revisão do rascunho da tradução. "Ide poi lodo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura". No caso de algumas versões modernas em certas línguas. Versões diferentes Grupos diferentes de tradutores produzem versões diferentes — às vezes bem diferentes umas das outras. que são uma reformulação bastante livre do original na língua-alvo. • Foco n o p ú b l i c o alvo Um segundo fator que ajuda a explicar a variedade de versões é o público-alvo. ou quando se estiver ensinando a fé cristã às crianças. os tradutores originais "arrematam" o rascunho. sua linguagem será mais simples c as frases mais curtas. e. Na prática a maioria das versões fica entre os extremos do muito literal e da paráfrase. se uma versão é produzida tendo em mente as crianças. para quem não lê hebraico. às vezes usando o texto em grupos de estudo bíblico para testar trechos ou livros inteiros que foram traduzidos. em comparação com uma versão feita para adultos. Em português. isto enriquecerá sua compreensão da mensagem da Bíblia. por exemplo. pois permite ao leitor ver como o original foi estruturado. os tradutores evitarão palavras mais raras ou frases peculiares. A alegria dessa boa nova se tomou real na sida desta mãe africana e de seu filho. quando se estiver dirigindo uma discussão em grupo. Por que são tão diferentes? • Foco na língua original Em primeiro lugar. pela palavra falada.a l v o Por outro lado. Versões diferentes darão nuances diferentes do origina]. Isto pode parecer um pouco estranho ou artificial para alguém que não conhece a língua original — mas pode ser uma vantagem. geralmente com o uso de formulações surpreendentes ou interessantes. por exemplo. por exemplo. preparando uma versão final Boas notícias devem set compartilhadas. Tudo isto significa que é útil tere usar mais de uma versão da Bíblia.76 introdução à Bíblia os tradutores focalizam ou privilegiam a língua original (ou língua-fonte). se os tradutores focalizarem a língua-alvo. • Foco n a l í n g u a . Nesse processo. quando se estiver fazendo um estudo em particular. lista tem sido a tarefa dos cristãos desde o princípio até agota: traduzir o evangelho para línguas locais. No ponto extremo desta abordagem se encontram as paráfrases. mas que não é literalmente exata. para publicação. como. produzem uma versão literal (ou palavra por palavra) em que o texto da tradução se orienta pela maneira como a língua-fonte organiza palavras e sentenças. o estilo e a maneira de expressar o sentido do texto na língua alvo.

O r i e n t a d a pelos princípios de tradução dinâmica.21). uma s e g u n d a edição do texto da BLH. baseia-se nos textos originais hebraicos. 0 trabalho foi feito entre 1902 e 1917 e teve Rui B a r b o s a como um de seus consultores lingüísticos. 0 trabalho foi concluído por Jacobus op den Akker.Publicada em 1994 e reeditada em 2002. Define-se c o m ot r a d u ç ã o evangélica. feita a partir da Vulgata. publicado em 1693. Foi preparada porbiblistas protestantes e católicos e sua linguagem é próxima à u s a d a pela maioria dos portugueses.0 primeiro a Tradução do Padre Matos Soares traduzir o Novo Testamento para o português a partir do original grego foi João Ferreira de Almeida. Era uma tradução bastante literal. a edição Revista e Atualizada surgiu no Brasil após o trabalho de mais de uma década. Os livros bíblicos foram traduzidos.T r a d u ç ã o do . colega de Almeida. a primeira t r a d u ç ã o completa da Bíblia feita por iniciativa da SBB. em 1864. Nova Versão Internacional (íWI) . Bíblia de Jerusalém (BJ) . Almeida Revista e Atualizada (ARA) - sete editoras católicas brasileiras. A Bíblia completa foi lançada em 1959. Almeida Revista e Corrigida (ARC) . Tradução de Almeida .L a n ç a d a pela Sociedade Bíblica de Portugal em 1993. ao m e s m o tempo. fiel e contemporânea.Publicada em 2002 por um consórcio de I gem de Hoje (NTLH). Bíblia Sagrada .E m 1988.T r a d u ç ã o datada de 1932. comparados com a Nova Vulgata. m a s também levou em conta os últimos avanços da arqueologia e exegese bíblicas. Nova Tradução na linguagem de Hoje tradução de Almeida foi trazida p a r a o Brasil pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira e entregue a uma comissão de tradutores brasileiros. foi l a n ç a d a a Nova Tradução na Lingua- Bíblia completa traduzida inteiramente no Brasil. A Bíblia toda só foi publicada em 1753. A Comissão tratou de atualizar a linguagem. aramaicos e gregos. .Edição prepar a d a por uma equipe de exegetas católicos e protestantes.A p r i m e i r a (NTLH) . entre os anos de 1772 e 1790. Tradução Brasileira (TB) . missionário protestante na Ásia (especialmente na cidade de Batávtá. A Boa Nova . n a liba de Java). Página de rosto d o Novo Testamento de João Ferreira d e Almeida. lançado em 1681.A Fiel aos princípios de tradução de equivalência formal. * Versão de Figueiredo . Foi ap r i m e i r a Bíblia completa publicada no Brasil. Segue a filosofia de t r a d u ç ã od a New International Version. Ela se destina.Tradução da CNBB . protestantes e judeus.Traduções da Bíblia em português Eis um breve histórico da tradução da Bíblia para o português. que foram incumbidos de dar ao texto uma feição mais brasileira. e parte do Antigo Testamento (quando faleceu e m 1691. introduzidos e anotados por uma equipe de estudiosos católicos. E m 2 0 0 0 . era a versão mais difundida entre os católicos. a N T L H emprega uma linguagem que é acessível às pessoas m e n o s instruídas e.P u b l i c a - P a d r e Antônio Pereira de Figueiredo a partir da Vulgata. que caracterizam o texto de Almeida. A Bíblia completa foi publicada em 1981. Até há pouco tempo.Tradução em Português Corrente . Tradução Ecumênica da Bíblia (TEB) da no B r a s i l em 2001. Traduziu o Novo Testamento. . foi várias vezes reimpressa no Brasil. à citação em documentos da Igreja Católica e à preparação de edições litúrgicas. Editada originalmente em Portugal. Uma edição revista e ampliada foi publicada em 2002. entre outros propósitos. aceitável às pessoas m a i s eruditas. com alterações no texto do Antigo Testamento e uma revisão m a i sa p r o f u n d a d a da tradução do Novo Testamento. a S B Bl a n ç o u a Bíblia na L i n g u a g e m de Hoje (BLH). a tradução estava em Ez 48.

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mas de maneiras imaginativas e intuitivas ao invés de analíticas e abstratas. enigmas. Experiências humanas concretas são destiladas em provérbios. e se o público está imerso numa visão de mundo animista. O que está errado? Muitos estudiosos perceberam que o cristianismo como foi teologicamente desenvolvido no Ocidente focalizou as idéias complexas que envolvem o pecado e a culpa. Esta pergunta. Pensamento e expressão são geralmente altamente organizados. budista ou hindu. Os filipinos. Em reação. sem levar em consideração se o contexto social é do Terceiro ou Primeiro Mundo. antes de tudo. diferenciando o "espírito" e a "matéria". as pessoas do Ocidente envolvidas diretamente na transmissão da mensagem cristã para outras culturas em geral não estavam cientes das pressuposições culturais por trás da sua própria leitura das Escrituras.. disso vem o senso de que o mundo não é fixo. que tende a individualizar e personalizar o "pecado". não como . embora não seja completamente irrelevante. Os filipinos não fazem distinção rígida entre o natural e o sobrenatural. na cultura filipina préespanhola.80 Introdução à Bíblia Perspectivas culturais Oriente e Ocidente Melba Maggay Até recentemente. é pouco importante para os filipinos. por meio das coisas que foram criadas".. para os quais o que importa mais é acesso ao centro do poder que governa sua vida e o universo. Nosso povo ainda não conhece a natureza "desmitificada". Mas o Ocidente defende a Bíblia na nossa cultura como se fôssemos todos racionalistas de uma era científica. mitos e parábolas. o rompimento da harmonia no nosso relacionamento com a sociedade ou com o cosmos é uma falha considerável. Cada cultura tem um senso interno do que considera "errado". Porém o cristianismo ocidental se dirige a eles como se houvessem há muito passado a idade do misticismo e precisassem ser arduamente convencidos da existência dc um Deus sobrenatural. Assim. Eles consideram a realidade uma unidade.. ocasionando certa introspecção ou reflexão. A tradição teológica ocidental é parte importante da herança da igreja em todo o mundo. desprovida do maravilhoso e do mágico. e o que uma cultura considera essencial pode certamente ser diferente do que outra cultura considera importante. Elas pressupunham que sua leitura do evangelho registrada na Bíblia era relativamente objetiva. ou de coisas gerais relacionadas com violação da integridade interior c usurpação dos direitos de outras pessoas. considerando-o. c sim um sistema interpessoal dinâmico dc encontros com pessoas e outros seres. o sagrado e o secular. o público e o particular. levou a uma rígida separação entre espiritualidade e envolvimento com o mundo. Nas Filipinas. o mesmo "pacote" é levado de cultura a cultura. em sua cultura. As culturas ocidentais baseadas na cultura grega tendem a dividir a pessoa em corpo e alma. ainda se impressionam com "o poder. Dupla personalidade O holismo filipino opõe-se à tendência ocidental de compartimentar a realidade. A noção ocidental de que a religião está relacionada com o "espírito" e não com as coisas materiais. que pode ser claramente percebido. Pensando e sentindo As pessoas numa sociedade amplamente oral como a filipina vêem a vida como realidade primária — eventos passados guardados na memória e reinterpretados com o passar do tempo. O Ocidente. uma questão de traição e mentira e sexo ilícito. Aqui. vozes cristãs do Terceiro Mundo levantaram a questão do contexto.. o que explica a preferência por histórias ao invés de proposições. A divisão entre "salvar as almas" e "alimentar os corpos" está longe da justiça e das dimensões nacionalistas dos movimentos religiosos nativos. como comida e bebida. desafiando teologías e métodos de comunicação tipicamente ocidentais e chamando a atenção para a importância da cultura no ato de ler e ensinar a Bíblia. precisa aprender a levar em conta a dimensão social e cósmica do pecado. a escrita era usada principalmente como forma dc comunicação social. A questão que mais preocupa a "consciência introspectiva do Ocidente" é se podemos ter certeza de que realmente iremos ao céu. pelo poder das imagens ao invés de palavras abstratas. mas c apenas uma das possíveis leituras.

Esta cena no mercado é de Manila. A noção de tempo como sendo linear — um tempo único e absoluto que pode ser medido pelo relógio. Este etos fica muito distante nou possível a impressão e distri. Tanto o Oriente quanto o Ocidente podem contribuir para a compreensão da Bíblia e de sua mensagem. a fé passa a A ênfase do protestantismo nas ser. ao invés de discipulado.termos de aquisição de informação nais e verbais de fé em contraste bíblica.no. o Ocidente evoluiu para uma na organização da vida nas sociecultura religiosa fortemente ligada dades ocidentais é outro exemplo Somos todos condicionados pela nossa cultura. no qual uma hora tem sempre 60 minutos na hora que podem ser perdidos ou ganhos. estará fazendo em sua mente. que por grar vida e conhecimento. definida em expressões cognitivas. ligado às estações e aos movimentos lunares. O centro litúrgico passou com pessoas e situações.A Bíblia hoje forma dc acumular sabedoria e tradições antigas. ao intelectualismo abstrato. proposicio. car tal conhecimento no cotidiaA invenção dc Gutenberg tor. dizeres sua vez levou a uma ampla alfabe. ou podem receber valor monetário — é muito diferente da noção nativa de tempo como algo orgânico. ao invés da capacidade de aplie a invenção da imprensa. como habilidade dc demonstrar no ritual e na imagem. da Imagem para a Palavra.da cultura nativa que valoriza a buição de Bíblias. Expressões de fé Conseqüentemente. nas Filipinas.sábios e relacionamentos eficazes tização. democratizando sabedoria ou a habilidade de intea leitura das Escrituras. do altar para o púlpito. em grande parte. Uma questão de tempo Após 400 anos dc alfabetizaO tempo como valor dominante ção. que é o contexto cultural da au deste artigo. com a ênfase católica na emoção. O agricultor acorda com o nascer do sol para trabalhar c pára quando o sol está muito quente. As festas acontecem nas estações de colheita e . data da aceitação de certas fórmulas de ligação histórica entre a Reforma fé. supondo que o que Deus estiver fazendo. dc conflito entre culturas. O pescador observa a maré c espera por noites de lua nova.

É realmente difícil comunicar-se através de barreiras culturais. ou no fato de que um alvoroço de preparativos acontece em cima da hora porque o evento está prestes a começar. As pessoas discernem as estações e determinam se é tempo kairos (oportuno) ou apenas tempo chronos (que passa) c agem de acordo. E as perspectivas combi nadas de Oriente e Ocidente trarão uma compreensão mais rica da Bíblia e de sua mensagem. Estes. Não adianta preocupar-se com um amanhã que não podemos controlar. Isto pode ser visto no fato de eventos começarem somente quando os lugares na sala estão preenchidos e os próprios organizadores estarem prontos. e medições de tempo variam dos ciclos climáticos ao período de tempo que se leva para fumar um cigarro. ao contrário da ilusão ocidental de que por mero planejamento e administração podemos nos proteger das incertezas do futuro. da ascensão e queda de impérios — há um sentido em que vivemos o tempo como um ciclo. Mas estar ciente do nosso condicionamento cultural e reconhecê-lo é um progresso. Então começamos a nos abrir para outros discernimentos culturais. . da história com um propósito não um ciclo interminável de nascimento e morte. O que chamamos de "horário filipino" é na verdade sincronia com o fluxo de eventos à medida que acontecem. é claro.82 Introdução à Bíblia mais próximo do sentido hebraico de tempo como "determinado" ou "oportuno". ou arrancar e destruir. Pelo fato de o tempo nesta cultura estar ligado ao fluxo dos eventos ao invés do relógio. não no horário em que algo acontece. mas se uma ação já terminou ou pertence ao "ainda não". de certa forma. Isto está. as coisas começam quando estão prontas e terminam quando estão completas. diz Jesus. um momento amadurece até o tempo designado de construir ou plantar. O filipino está interessado. não são os únicos exemplos das diferenças entre o pensamento ocidental e oriental. A ênfase ao tempo como presente vivo foi mal interpretada como o hábito de se deixar para amanhã o que se poderia fazer hoje. ritual. "Basta a cada dia o seu próprio mal". mas é mais correto entendê-la como uma falta de futurismo ou de ansiedade com relação ao amanhã. Embora haja um sentido cm que o tempo é linear — a Bíblia fala do tempo como tendo um princípio e um fim.

"o nome que está acima de todo nome" é uma alusão clara a Is 45." escrituras hebraicas. para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho. todo joelho se dobrará. suportando a ira de Deus para curar as nações. havia um templo dedicado ao deus grego Pan. sendo encontrado em forma humana. E parte de uma carta que Paulo. escreveu para uma das igrejas que fundara na colônia romana de Filipos. Desde o início. Mas em nenhuma nação além de Israel Deus agiu por amor a todas as nações. . Algumas das primeiras "cristologias" eram expressas em hinos de adoração coletiva. E. Mas Jesus também traz a história de Deus a seu verdadeiro clímax. Segundo os autores dos Evangelhos. Ele convoca todas as nações da terra a dobrarem os joelhos diante dele. mas a si mesmo se esvaziou. a sociedade era diversificada. Deus. tanto do "Servo de Deus" de Isaías. uma passagem na qual Deus declara ser o único Salvador universal. que também vivia num mundo religiosamente pluralista. recebendo um reino eterno que abrange todos os povos. assumindo a forma de servo. estava agindo na história de todas as nações e culturas. Israel foi chamado para andar nos caminhos do Senhor sob o olhar atento de outras nações. E esta reivindicação surpreendente é feita sobre um criminoso judeu que fora recentemente executado! Igualmente surpreendente é o contexto literário em que isto aparece — uma exortação para imitar esse Cristo em sua mentalidade humilde e atitude dc servo! Na Palestina do icnipo dc Jesus. Nele converge o conjunto de imagens do Antigo Testamento. e morte de cruz! Por isso também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome. embora estando na forma de Deus. Ele escreve sobre "Cristo Jesus" (Fp 2. a igreja cristã.83 Jesus numa sociedade pluralista Vinoih Ramachandra Os autores bíblicos viviam num ambiente social tão pluralista quanto o nosso em matéria de religião. ao ver o tempo da vinda dele. é ao nome de Jesus que. Ele incorpora os propósitos dc Deus para as nações ao viver como o Filho que é fiel a Deus. para a glória de Deus Pai. onde Pedro confessou que Jesus era o Messias enviado por Deus. como criador e soberano do mundo. Nichos escavados na rocha para abrigar estátuas dc deuses podem ser vistos ainda hoje. aquele que é Senhor até de Davi. a história de Israel alcança a sua verdadeira plenitude em Jesus de Nazaré.22-24 na Bíblia hebraica.. O mundo inteiro reconhecerá que Jesus é o Senhor verdadeiro. no final da história humana.6-11): "o qual. mais ou menos como a nossa. Um fragmento de um destes hinos primitivos provavelmente encontra-se nas palavras seguintes. e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor. considerou adequado falar dc Jesus na linguagem usada para Deus nas "A reivindicação não é tanto que Jesus é como Deus. aquele que fez com que Abraão ficasse alegre. tornando-se semelhante aos homens. escritas cerca de 25 anos após a crucificação. A singularidade do etos social de Israel vinha da revelação única que Deus confiara a Israel. líder cristão de origem judaica. não considerou que o ser igual a Deus era algo de que ele deveria tirar vantagem. mas (pie Deus é como Jesus." Nesta passagem. quanto do "Filho do Homem" de Daniel.. a si mesmo se humilhou e foi obediente até a morte. Mas aqui. Em Cesaréia de Filipe. Ele é aquele sobre quem Moisés havia escrito. eles estavam traindo a sua vocação no mundo. Sempre que os israelitas pensavam que Deus era apenas mais uma divindade tribal ou tentavam adorar a Deus à maneira dos ritos de fertilidade comuns entre os cananeus. Eles adoravam ou prestavam culto a Jesus.

e tomando forma em e por meio de suas palavras e ações. Pessoas que haviam fracassado moralmente e não tinham vez na sociedade recebiam uma nova identidade e eram inseridos em novos relaeionamentos. Ao declarar tal perdão Jesus deixava de lado o Templo com seu sacerdócio divinamente instituído e seu sistema sacrificiai. a igreja de judeus e gentios) proclama a singularidade de Deus/Cristo andando como Deus/Cristo andou. Tanto o ensino de Jesus quanto seu estilo de vida implicam uma profunda autocompreensão.31. Esta visão elevada de Jesus certamente veio da maneira como o próprio Jesus via sua relação com Deus e Israel. o "reino de Deus" — a grande esperança de Israel quanto à presença salvadora de Deus — estava irrompendo no mundo. Jesus apresentou-se também como aquele a quem todas as nações prestarão contas no fim da . o povo da aliança de Deus (neste caso.| 46.84 Introdução à Bíblia Aqui novamente. Para Jesus. Na sua presença. a ação de | Jesus era realmente radical. história. como no Israel antigo. homens e mulheres recebiam perdão incondicional de seu pecado. a base do julgamento será ares. Como o Templo em Jerusalém representava a própria identidade de Israel como nação.I posta das nações a ele — expressas na sua resposta àqueles com quem cie se identificou. Na história extraordinária do julgamento final em Mt 25. A forma positiva como Jesus muitas vezes assumia direitos e prerrogativas de Deus escandalizou seus contemporâneos e ri d a n u ci a o n u t( a .

. Espírito e Deus ao mesmo tempo. Jesus fez a afirmação de que ele é o único caminho que leva a Deus num mundo semelhante ao nosso. No centro da fé e da pregação sobre Deus.A Bíblia hoje Meninos posam ao lado das ruínas de uma antiga igreja em Gadara. "É ao nome de Jesus que. A reivindicação não é dos primeiros discípulos estava a tanto que Jesus é como Deus." A esperança judaica de ressurreição agora se torna fé em Jesus que. Ele é o "Autor da vida" (At 3.2. "ressurreição" representava do que Deus. fizera por a derrota do mal. o Deus Criador tiraria sua criação da sujeição ao mal e à morte e a elevaria para compartilhar sua própria vida. SI 42. ou seja. todo joelho se dobrará.10. a vinda de uma toda a humanidade.21-26). e ressuscitado por Deus: que durante especialmente Jesus na sua crucifium período de 40 dias após sua cru.25. Com esta convicção os comunicar-se com eles.15). Na crença judaica daquele eram testemunhas entre as nações tempo. Esta linguagem foi aplicada a Jesus após a sua ressurreição porque deu significado a suas palavras e obras anteriores à crucificação.cação. o "espírito vivificante" (ICo 15. mas afirmação de que Jesus havia sido que Deus é como Jesus. em Jo 11.18. aquele a quem o Pai concedeu "ter vida em si mesmo" para que também possa dar vida a outros (Jo 5. uma das Dez Cidades (gregas) que. Deus lhe deu seu próprio poder de levantar os mortos. comparar com o uso desta expressão como título divino em Dt 5. Ao ressuscitar Jesus. ficavam nas imediações da Galileia. Por intermédio de Jesus. mas também fazem declarações surpreendentes ridade religiosas. afirma ser "a ressurreição e a vida".26. Js 3. em Jesus. é de certa forma a plenitude cificação ele apareceu a eles num da divindade numa personalidade corpo físico e depois continuou a humana. a "habitar" primeiros cristãos se negavam a neles e capacitá-los por meio de considerar-se apenas membros de uma "religião" entre várias: eles uma nova atuação do Espírito. um mundo em que diferentes religiões disputavam a preferência das pessoas.45). no final da história humana. 85 nova ordem mundial. e t c ) . "aquele que vive" (Ap 1.dinárias sobre Jesus. Jesus. Ao falarem de Jesus. na época de Jesus. os apóstolos não só fazem declarações extraore provocou a indignação das auto.

50). já na época em que o Profeta do Islã ainda era vivo começava a ficar claro que as Escrituras dos judeus c cristãos eram bem diferentes da revelação que o Profeta alegava ter recebido. porque foi a Alá que nos submetemos" (Sura 2. Judeus e cristãos são exortados. Como explicar isto. Alguns versículos antes. o Zalnir (Salmos) e o Injil (Evangelho). a posição do Corão é que pelo O livro sagrado dos muçulmanos. . especialmente o Tawrat (ou Torá). mas principalmente pela alegação dc que o Corão "cumpre" as outras revelações mais parciais: que. a viver segundo a vontade dc Deus como foi revelado nos seus livros: "Que o povo do Evangelho julgue de acordo com aquilo que Alá revelou nele c quem não julga pelo que Alá revelou é rebelde" (QS. além disso. No que Corão e a Bíblia diferem No entanto. sobre Abraão.136). alega repetidamente ser a continuação da revelação dada na tradição judaico-cristã e é considerado pelos muçulmanos a última de uma linhagem de escrituras dada aos profetas: "Cremos emAláeaquiloquedecima foi enviado sobre nós. No que diz respeito à lei mosaica. se todos eram a Palavra de Deus? Esta dificuldade é contornada de maneiras diferentes. Jacó e as tribos de Israel e o que foi outorgado a Moisés e a Jesus e o que foi dado a todos os profetas vindo do seu Senhor. iguais ou melhores" (2. cm certos casos. As outras escrituras são mencionadas com freqüência.86 introdução à Biblia Michael Nazir-A!i O Corão e a Bíblia bra" seus leitores do que foi esquecido e que "abranda" ou ab-roga certas partes das escrituras mais antigas: "As revelações que ab-rogamos ou fazemos cair no esquecimento. Isaque. Este versículo foi muitas vezes usado não só para avaliar as outras escrituras em relação ao Corão mas também para determinar como certas passagens fundamentais no Corão se relacionam com outras partes do livro. "lemUm imnnic se dirige ¿ 1 um grupo de pessoas numa mesquita de Istambul. os judeus também são desafiados a viver segundo a luz e orientação da Torá. o Corão. Ismael. Não fazemos distinção entre todos eles. nós as substituímos por outras.106).

Os primeiros comentaristas muçulmanos. o cientista Al-Biruni.90). não depende de qualquer outro documento literário ou histórico. O teólogo espanhol Ibn Hazm e o mestre itinerante na índia.14). foram os principais propagadores desta teoria. 5.46. continuam a defender que o Corão não afirma corrupção geral das escrituras judaico-cristãs. são ab-rogadas. Jesus supostamente revogou algumas delas e o Profeta do Islã abrandou outras (3. Isto. Pode ser. O "Povo do Livro" é acusado de alterar as escrituras para seus próprios propósitos (2. porém. Estes estudiosos não são apenas os que integram uma escola mais "liberal" de pensamento. Os conservadores também usam a Bíblia extensivamente como contexto histórico para o estudo do seu próprio livro. ocultadas. Ao fazerem isto. que narrativa e comentário na Bíblia podem sofrer alteração. Gradativamente. de alterar as escrituras.f menos algumas de suas cláusulas foram decretadas corno castigo por rebelião. 4. Muitos chegam a conclusões surpreendentes: concordam.50. no entanto. deixa intacta a integridade de extensos trechos da Bíblia! . independentemente das interpretações a que foi submetido por judeus e cristãos. Assim o Corão. Uso da Bíblia Embora os muçulmanos acreditem que o conteúdo do seu livro sagrado tenha sido recebido diretamente de Deus e. eram da opinião que a alteração era tahrif bi'l ma'ni. pelo menos no Corão. 5. É a crença que o "Povo do Livro" que viveu em período anterior mudaram ou corromperam seus livros de tal forma que estes não mais concordam com o Corão.75-79. surgiu um consenso de que "o Povo do Livro" era culpado de tahrif bi'l lafz. Muitos estudiosos. por exemplo. é claro. mas apenas que os textos foram mal usados e certas passagens. Um texto corrompido? Outra maneira pela qual o islamismo procura fazer frente às discrepâncias entre suas escrituras e as dos judeus e cristãos é a acusação do Tahrif. todavia. 5. é a revelação final e definitiva que "cumpre" as outras escrituras e. A Bíblia hoje «7 mas apenas de "esquecer" o que receberam (cf. tais como Tabari e Razi. mas que isto não se aplica às palavras inspiradas dos próprios profetas. uma corrupção do significado do texto sem necessariamente envolver corrupção do texto em si.15). muitos estudiosos muçulmanos referem-se à Bíblia quando tentam comentar o significado do Corão. precisam definir até que ponto houve alteração do texto. na visão muçulmana. a corrupção do próprio texto. portanto. 4. que os cristãos não sejam acusados. naquilo que estas contradizem o Corão.160.

às vezes em línguas diferentes. Entendimento mútuo O diálogo paciente entre muçulmanos e cristãos sobre as escrituras dc cada fé tem. No que tange às escrituras judaico-cristãs. "Barnabé" é. é crucial que tenham alguma noção de como os muçulmanos vêem a revelação. A confiabilidade é atingida não pela dependência de uma única linha dc evidência manuscrita. uma obra relativamente moderna. na verdade. Estas são as formas diferentes de chegar àquilo que a comunidade considera um texto confiável. que discorda do Corão em certos aspectos importantes! Tentativas de produzir tais obras demonstram. No entanto. mas também por meio dc um processo dc acréscimo nas tradições. Livros fora do "cânon" oficial Ocasionalmente os muçulmanos produzem livros semelhantes ao assim chamado Evangelho de Barnabé que. para a qual o profeta apenas serve de meio ou instrumento. Os cristãos compreendem a extensão da continuidade que existe entre o Corão e as escrituras que eles usam. quão grande é a dificuldade que os muçulmanos tem com a noção cristã de como livros diferentes da Bíblia foram escritos e como a lista aprovada surgiu na sua forma atual. segundo eles. escrita na Espanha muçulmana. isto é um sinal da integridade e confiabilidade do livro. há um grande número de manuscritos. A idéia de uma obra predeterminada descendo do céu.Como os muçulmanos entendem a revelação Para que cristãos entendam a visão muçulmana da Bíblia. A maneira em que a evidência manuscrita é tratada nas duas tradições é um exemplo disto. faz qualquer referência a tais obras. Todas as edições atuais do Corão são derivadas de uma única recensão (sendo que as variantes foram destruídas no decorrer da história). aprofundado a compreensão da posição do outro lado. pois só pode levar a uma melhor compreensão do que se tem em comum e ao estabelecimento de uma base a partir da qual se pode lidar com as sérias diferenças que permanecem. noentanto. por outro lado. nem o próprio Corão. Isto é muito bem-vindo. mas pela comparação de tradições manuscritas diferentes. Para os muçulmanos. . não condiz com o conceito dc revelação para a maioria dos cristãos. enquanto os muçulmanos passam a apreciar algumas das escrituras às quais o Corão se refere. é muito importante explicar como os cristãos entendem que a revelação é mediada. na realidade. não só por meio das limitações de cultura c língua. que são usados para elaborar a edição crítica de um texto. Em diálogo com muçulmanos. de reflexão e edição por parte de comunidades e indivíduos. é o Evangelho autêntico. nem a tradição muçulmana mais antiga.

a contribuição e importância das mulheres.homens. Tanto homens quanto mulheres acostumaram-se a aprender sobre fé a partir de exemplos bíblicos de homens como Pedro. não porque as mulheres se relacionem com Deus ou vêem a Bíblia de forma diferente dos homens. aquilo que encontramos descrito aí ao invés da mutualidade e com. tiveram função e a experiência das mulheinício a rivalidade e a competição. isto acontece igualdade. Teólogos focalizaram principalmente a maneira como Deus lida com os homens. considerando mais importante na teologia e na história cristã as coisas que os homens fazem. imitando o que é bom e a interdependência que Paulo. a masculinidade se tornou a norma do que significa ser humano e era fácil marginalizar. a experiência e os interesses delas ficavam em segundo plano. em contraste com os outros a escravidão). mas porque. Há indicações suficiencomo cumprimento da previsão de tes disto no texto em si. e para demonstrar aprender. Na cultura secular c na igreja. mulheres e homens. que o homem dominaria a mulher Embora grande parte da his(Gn 3. A Se Gênesis estabelece o cenário. na teologia e na igreja. não para creve o que estava acontecendo na mostrar subordinação. A mulher é cria. O que está registrado aparece. A questão que que homens e mulheres foram isto levanta é se a narrativa afirma criados iguais à vista de Deus e a vontade de Deus para os papéis na presença um do outro. são preconceituosos? Porque assim como a mulher foi Será que a Bíblia como tal favofeita do homem. mesmo que inconscientemente. ajuíza (Jz 4).está para ilustrar como o status. a fé.tempos.A Bíblia hoje 89 A Bíblia do ponto de vista feminino Claire Powell O século 20 testemunhou grandes mudanças nas atitudes com relação ao status e papel das mulheres. liderança não c restrita a homens. A educação das mulheres foi uma das chaves para abrir novas oportunidades no mercado de trabalho. sentes e têm papéis importantes. As EscriICo 11. Não há uma palavra inequívoca no assumem papéis responsáveis de e com a retificação do desequilíbrio no qual mulheres e o sexo feminino foram marginalizados nas traduções da Bíblia. com a recuperação da importância esquecida das mulheres na história da missão da igreja Antigo Testamento sobre a situação das mulheres. mas parte das conseqüên. Este não era o ideal dc tória focalize as atividades dos Deus. e para dar maior respeito ao trabalho tradicionalmente feito por mulheres. por mostrar que ela é semelhante a exemplo.16). na forma de Parceiros iguais Gênesis começa com o fato de narrativa descritiva. a plementaridade do Eden. assumem o poder até na vida religiosa e as mulheres parecem ser raramente vistas ou ouvidas. diz ser eternamente turas registram muitas coisas que característica da raça humana: "No não defendem! entanto. enquanto o exemplo de mulheres como Maria eram subconscientemente vistos como "apenas para as mulheres"! Portanto. as mulheres estão precias inevitáveis da queda. os papéis que elas exercem. a profetisa (2Rs 22). até recentemente. quanda salvação no restante da Bíblia. . Então. quase toda interpretação bíblica era feita por homens.11-12. mas para época (da mesma forma que.e status de homens e mulheres ção de ambos é considerada muito em todas as culturas em todos os boa (Gn 1. Uma mudança de perspectiva da Bíblia também era necessária." to das mulheres? E o patriarcado (no sentido mais amplo. o sistema de homens no poder) é justiRivalidade e competição Os problemas entre homem e ficado pelo próprio texto? Estaria mulher só começaram depois que Deus tratando as mulheres dessa a desobediência causou a "queda" forma? É bem mais provável que da humanidade em Gn 3. na maioria das vezes. também o homem rece os homens em detrimennasce da mulher. no Senhor. mas os homens prevalecem. em corrigindo o que não é. para que possamos seres criados. enquanto as mulheres. se beneficia com a valorização da experiência de fé por intermédio das mulheres nas Escrituras. A cria. nem o Deus e a Bíblia homem é independente da mulher. ou porque todas as mulheres pensem da mesma forma. res ficam longe do ideal divino de Dc Gn 4 em diante. toda a igreja. apresenta a poligamia e ele. nem a mulher é independente do homem. to Hulda. o drama se desenrola na história Tanto Débora.31). ou se simplesmente desda a partir do homem.

que diz que. assim como os exemplos dos homens geralmente são aplicados a mulheres. mas está é uma descrição. ele está se dirigindo a um problema específico de ensinamento falso e autoridade injusta em Éfeso. para alguém ser candidato ao episcopado. só podia ser colocado no corpo de homens. Mas com o nascimento da igreja surgiu um novo sinal.1). Do Antigo ao Novo O fato de a maioria dos líderes serem homens representa a cultura patriarcal desenvolvida na época.26). ex. O batismo incluía fisicamente homens e mulheres. As listas dc dons no Novo Testamento (p. Nas cartas do Novo Testamento há várias indicações de que quaisquer restrições sobre mulheres se aplicam dentro da cultura e do contexto específicos. Febe era diaconisa em Cencréia (Rm 16. mas não por isso proibidas de ensinar o que é correto! Nisto elas podem servir de exemplo de conduta para os homens. Nos casos em que há diferença entre detalhes de uma situação do primeiro século e do presente. o princípio do ensinamento é que deve ser seguido. elas são respeitadas. Lídia era km Taçtoban. Em tal contexto as mulheres deviam parar o que estavam fazendo de errado. Isto poderia indicara necessidade de ser casado e mono- . Ef 4) não especificam sexo. As mulheres foram excluídas do sacerdócio do Antigo Testamento. nas Filipinas. precisa ser "marido dc uma só mulher".90 Introdução à Bíblia liderança que não são descritos no texto como algo excepcional. a circuncisão era o sinal de que se pertencia ao povo da aliança de Deus — um sinal que.2. Dada a cultura patriarcal da época. mas muitos homens também foram! E o Novo Testamento nos apresenta um sacerdócio de todos os crentes.16) e nenhuma exceção aqui impede mulheres de ensinar homens. Não há mandato divino para tal. Rm 12. quando Paulo indica em lTm 2 que as mulheres não devem ensinar ou ter autoridade sobre homens. Pelo contrário. um grupo de mulheres se reúne para estudara liíhlia. Sabemos. ex. Logo. não é de admirar que os líderes homens fossem mais numerosos que as mulheres. judeus e gentios. líder em Filipos. cjue mulheres eram proeminentes entre os líderes em quase todas as primeiras igrejas que se reuniam nos lares.7). Os crentes são recomendados por Paulo a ensinarem uns aos outros (p. com base em Atos e nas epístolas. Júnia (a evidência da maioria dos manuscritos indica que Júnia era uma mulher) era apóstola (Rm 16. O princípio permanente para hoje é que as mulheres são proibidas de ensinar o que é errado. fisicamente. não um padrão. Há registro de Priscila ensinando Apolo (At 18. Uma indicação disto pode sei vista em lTm 3. ICo 12. homens e mulheres! No Antigo Testamento. Cl 3.

Isto abriu caminho para seus seguidores fazerem o mesmo. Nas línguas que não têm um pronome inclusivo. o erro estava em considerar a masculinidade como sendo mais semelhante a Deus. ex. casados. Dt 4. E o Novo Testamento ensina nitidamente o sacerdócio de todos os crentes. O mesmo aconteceu com o uso de termos femininos com relação a Deus. "Aquilo" não serve. Mas a Bíblia jamais usa a masculinidade de Jesus como instrumento de comparação. não impessoal. podem encontrar seu padrão nele e seguir seu exemplo em todos os aspectos. Ele ensinou mulheres. Porém ele claramente quebrou as regras do seu tempo. . todos podem chegar a Jesus e todos podem rcprcscntá-lo na terra. Ultimamente as imagens femininas de Deus nas Escrituras (tais como dar a luz ou prover alimento) foram redescobertas. chamado e compromisso cristão. o masculino ou o feminino deve ser usado para refletir o fato de que a natureza de Deus é pessoal. Deus masculino ou feminino? Muitas pessoas têm uma imagem mental de Deus como sendo homem. quando Deus era considerado masculino. Tais ações não parecem grande coisa pelos padrões atuais. No passado. Eles não deviam fazer imagens de escultura (ou supostamente formar imagens mentais) de Deus como homem ou mulher. Ambos os sexos refletem igualmente uma imagem do Criador. Classificações gramaticais masculinas e femininas são usadas. mas foram atos notáveis na época e iam além do que era aceitável. Masculino c feminino são diferenças biológicas na humanidade criada. O uso de "ele" para Deus indica que Deus é uma pessoa. ou pelo menos mais masculino que feminino. mais provavelmente. Isto se deve em grande parte às imagens de Deus na arte primitiva. e tocou mulheres ritualmente "impuras". então a redenção das mulheres fica em cheque ou pelo menos é secundária.A Bíblia hoje gâmico ou. usa apenas sua humanidade. o fato de Jesus ter nascido como homem era considerado vantajoso para os homens. Na encarnação Jesus representa um modelo de humanidade. e à descrição de Deus como "ele" ou "pai". Esta não é a visão bíblica. ter pureza e fidelidade no casamento. não em questões de gênero ou sexo. e Jesus é mais bem representado no sacerdócio por homens que por mulheres. discutiu teologia com elas. quase com certeza. No passado. Não está relacionado com o sexo (àquilo que é biologicamente determinado) ou gênero (aquilo que c socialmente determinado). aceitou adoração delas. ignorando-as ou considerando-as atípicas no que tange à experiência humana.12 faz a mesma exigência no caso dos diáconos.1. mas isto não pode significar que todos os diáconos elevem ser homens. não sendo uma proibição futura para todos os homens solteiros ou para as mulheres! lTm 3. Se encarnação significa que "Deus se fez um homem". mas elas não transmitem necessariamente o ser ou a essência. que é comum a homens e mulheres. o Espírito Santo e a sabedoria no Antigo Testamento. As mulheres. elevou sua posição em discussões sobre divórcio. p.15-16 lembra Israel de que Deus não tem forma ou aparência. não de masculinidade. A liderança e responsabilidade bíblica na igreja devem ser baseadas no caráter. O exemplo de Jesus Jesus não introduziu um movimento revolucionário para derru- 91 bar a cultura judaica de dominação masculina da sua época. já que Paulo chama Febe de diaconisa em Rm 16. Também houve progresso no reconhecimento da valorização social do masculino que é inerente a muitas línguas e a conseqüente marginalização das mulheres — colocando-as dc lado. Num contexto em que era provável que a maioria dos líderes fossem homens e. assim como os homens. isto serve de regra para a situação de Éfeso naquela época.

Se queremos saber como Deus é. Meu lema é este: "Comece com casos específicos e só então tente entender o que está acontecendo em geral". se o que é dito reflete a vontade de Deus ou as tradições humanas. podemos entendê-lo.92 Introdução à Bíblia A Bíblia do ponto de vista de um cientista John Polkinghorne A busca pela verdade religiosa é semelhante ã busca pela verdade científica. a nosso julgamento. até certo ponto. Quando lemos a Bíblia como um registro de experiências religiosas das quais podemos aprender sobre a relação de Deus com a humanidade — como evidência na nossa busca pela verdade — estamos necessariamente sujeitando-a. O mundo quântico é indefinido e indescritível. Devemos decidir se estamos lendo um relato histórico ou uma simples narrativa. mas também deixar que ela nos julgue. não devemos apenas julgá-la. Na realidade. Sabemos onde as coisas estão e o que estão fazendo. se sabe o que está fazendo. No final das contas. Para nos ajudar nessa busca pela verdade. como Deus estava envolvido com a história do povo de Israel. Parece que vivemos num mundo que é previsível e que pode ser descrito. usando a matemática e o conjunto especial de idéias quânticas que aprendemos a partir de Um pesquisador científico fazendo seu trabalho ao microscópio de elétrons. tentando usar a matemática para entender alguns dos padrões incríveis bem como a ordem que existe no mundo físico. No entanto. Por exemplo. isto afeta a maneira como penso sobre todo tipo de coisas. O elétron. A abordagem de um cientista Não importa o que façamos. De modo especial. todos os dias da minha vida como físico teórico usei as idéias da mecânica quântica. os eventos que motivam nossa crença. Este tipo de pensamento indutivo é natural no caso do cientista. e depois tentar criar uma explicação a partir disto. Nunca se sabe o que se vai descobrir no momento seguinte. e isto por duas razões. Não podemos imaginar em termos cotidianos como ele é. por ambos ao mesmo tempo). Tudo isto muda quando vamos ao nível dos átomos. Passei 30 anos da minha vida trabalhando como físico teórico. Se você sabe onde ele está. esse elemento de surpresa é uma das coisas que torna a pesquisa científica tão compensadora e interessante. mas certamente precisamos lê-la também de outras maneiras. • Estamos procurando idéias que têm razões que as sustentem. Creio que precisamos lera Bíblia desta forma. com coisas que aconteceram. Somente a experiência pode nos mostrar isto. Gosto de começar com os fenômenos. Seja num sentido positivo ou negativo (e sem dúvida. Os Evangelhos falam sobre a vida. tanto em situações de juízo como dc salvação. Esta teoria descreve como as coisas se comportam numa escala bem reduzida do tamanho de átomos ou menor ainda. temos que descobrir o que ele fez e como ele tem se manifestado. morte e ressurreição de Jesus. No Novo Testamento lemos como Deus agiu para revelar-se de maneira nova e mais clara. o registro mais importante de que dispomos e que trata de experiências religiosas é a Bíblia. essas razões vão estar na evidência que estamos considerando. as experiências que temos afetam nossos pensamentos e influenciam nosso modo de pensar." ca que c muito difícil prever de antemão quais serão as idéias gerais corretas. por exemplo. como Abraão. • Aprendemos que o mundo é cheio de surpresas. é uma das partes que compõem o átomo. enquanto as outras obras (como as cartas de Paulo) — muitas das quais são anteriores aos evangelhos — contam como os primeiros cristãos estavam maravilhados com a nova vida que encontraram cm Cristo. não pode saber onde ele está! (Isto se chama princípio da incerteza de Heisenberg). A Bíblia como fonte de evidência A Bíblia hebraica — aquilo que os cristãos chamam de Antigo Testamento — trata de como Deus se revelou a alguns pastores nômades. como Deus libertou os descendentes dessa gente da escravidão no Egito. não pode saber o que está fazendo. Isto signifi- . "Jamais poderemos confinar Deus dentro de nossas definições. o comportamento daquilo que é muito pequeno é totalmente diferente da maneira como nós experimentamos o mundo na escala "normal" de nosso dia a dia.

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As pessoas às vezes se surpreendem pelo fato de eu ser cientista e pastor. Deus não existe apenas para satisfazer minha curiosidade intelectual. Se não se arriscar. é uma estratégia natural a ser seguida por um pensador indutivo. Teremos que tentar ciescobrir com base no que ele realmente revelou a respeito de si mesmo. por si mesma. Ver a Bíblia como fonte de evidência sobre como Deus tem agido na história e. Envolve compromisso com o que entendemos para que possamos aprender e entender mais. ele deve ser honrado e respeitado e amado como meu Criador e Salvador. E preciso fazer isto na ciência. para que se possa progredir e obter maior conhecimento e formular uma teoria melhor. Cuidado. Na realidade. como Deus é. em Jesus Cristo. Ninguém podia imaginar anteriormente que a matéria se comportava desta maneira tão estranha quando observada subatómicamente. leitor! No entanto. mas esta crença não ameaça mudar a minha vida dc forma significante. pessoas extremamente inteligentes levaram 25 anos para entender o que estava acontecendo. e a partir daí ir avançando na formulação de uma teoria adequada. Esta última é muito mais exigente e perigosa. A maneira de pensar ditada pelo bom senso não será adequada para nos dizer. Sua surpresa ocorre porque não percebem que a verdade é tão importante na religião quanto na ciência. vejo que há muito em comum entre a maneira em . Creio plenamente na teoria quântica. Pensam que é uma combinação estranha. é preciso deixar o mundo físico mostrar como ela é. E preciso confiar que o mundo físico faz sentido e que a teoria que você aceita hoje lhe dá alguma noção dc como ele é. Sempre há mais para aprender. Você deve começar por baixo. Muito pelo contrário! O salto de fé é um salto para a luz não para a escuridão. Acredita-se em geral que a fé é uma questão de fechar os olhos e fazer força para acreditar no impossível porque alguma autoridade que não pode ser questionada manda que você creia. Ele sempre excederá nossas expectativas e mostrará que é um Deus dc surpresas. Então cuidado! Ler a Bíblia pode mudar sua vida.! O mesmo é necessário na busca religiosa da verdade. há uma diferença importante entre crença científica e fé religiosa. acima de tudo. uma abordagem indutiva dos fenômenos atômicos. com a maneira como as coisas se comportam. Porém não posso acreditar em Deus sem saber que devo obedecer à sua vontade para mim à medida que esta me é revelada. Na verdade. nunca conseguirá enxergar nada.94 Introdução à Bíblia que busco a verdade na ciência e a maneira em que busco a verdade na religião. Jamais poderemos confinar Deus dentro de nossas definições. ou talvez desonesta. Para entender a natureza.

mas uma condição de não ser escravo ou. ou Amós. .000 anos de reflexão. talvez. tocaremos. teologia e desenvolvimento de doutrina entre o Novo Testamento e nossa época. em deuses). Não entenderemos a Bíblia adequadamente se impusermos nossas idéias modernas à mente de Abraão — ou de Rute. A "bagagem" que carregamos Precisamos estar cientes cie que. podem aprender uma lição salutar com pessoas no passado que (equivocadamente) também pensaram assim! O próprio fundamento da cosmovisão ocidental — objetividade e subjetividade. influenciando toda a vida. feminismo. anjos e forças malignas como seres cuja existência podia ser questionada. sado. mas pelo Deus de todas as eras. eles viviam como a maioria das pessoas na história humana tem vivido. melhor. socialismo — não significaria nada para pessoas nos tempos bíblicos (ou mesmo para pessoas que viveram antes do século 18). A palavra "liberdade" significava. Em resumo. Há fronteiras a serem transpostas na compreensão da mensagem atemporal da Bíblia. ou. a constante ameaça da fome por causa de colheitas frustradas e a probabilidade de uma morte relativamente precoce para a maior parte do povo podiam ser consideradas normais. Pelo contrário. Uma mentalidade diferente Raramente pensavam em Deus (ou. entre outras. Precisamos permitir que a Bíblia fale para nossa situação — mas nos termos dela. economia livre. na qual a mortalidade infantil. ilustrada por uma mulher beduína junto a um poço nas proximidades de Belém. no caso das nações pagãs. Esta é uma realidade bem distante daquela que era vivida nos tempos bíblicos. Fica claro. Aqueles que abordam a Bíblia confiantes de que ela apoiará suas próprias opiniões políticas. Mas o esforço compensa! No mínimo. eram as maiores realidades a serem encaradas. então. as pessoas da Bíblia pensavam como a maioria das pessoas na história humana tem pen- UMKI multidão multirracial numa via urbana. direitos humanos. exceto algumas gerações do mundo moderno ocidental. não pelo deus desta era. de não passar fome ou necessidade. ou seremos tocados. Em resumo. : Dizer que a Bíblia é uma coleção de documentos históricos é afirmar o óbvio. exceção feita a algumas gerações do mundo moderno. não um princípio moral.Bíblia hoje 95 Meie Pearse Nosso mundo — o mundo deles KÉjflT . temos todo tipo de idéias sobre o mundo e sobre a própria Bíblia antes mesmo dc começarmos a ler o texto. Elas aceitavam casamentos arranjados e até a escravidão. ou dos presbíteros da igreja de Jerusalém. permitirá que compreendamos o restante da raça humana. Além disso. este é o mundo de muitos leitores da Bíblia hoje. quer sejamos cristãos quer não. Na melhor das hipóteses. Um estilo de vida diferente Na Bíblia nos deparamos com pessoas e culturas totalmente diferentes das culturas dos países "desenvolvidos" modernos: era uma sociedade em grande parte agrícola e hierárquica. há 2. que para ler a Bíblia muitos de nós precisamos de um esforço mental considerável para sairmos de nossa própria cultura e entendermos as pessoas da Bíblia como elas realmente são. Podemos facilmente chegar à Bíblia supondo que ela simplesmente refletirá as idéias que absorvemos na nossa própria época ou dentro de nossa tradição eclesiástica. Mas podemos facilmente ignorar as implicações disto ao tentarmos entender o que estamos lendo.

<|u. do Egito. .l 182 Sacrifícios 185 Sacerdócio no Antigo 302 Testamento 305 190 As grandes festas 306 religiosas 308 1 e 2Crõnicas 193 Números 325 0 canal de Ezequias 196 As codornizes 328 Esdras 198 Vida nômade 332 0 escriba 205 Deuteronõmio 334 Neemias 363 Os Salmos no seu "Guerra Santa" contexto Vida sedentária 367 Salmos do ponto de Entendendo Juizes vista de um poeta Rute 379 Deus e o universo Retrato de Rute 382 Autojustificação.indn o povo persuadiu Arão a fazer um bezerro semelhante aos que representavam o deus Ápis.O ANTIGO TESTAMENTO PENTATEUCO A HISTORIA DE ISRAEL Josué a Ester POESIA E SABEDORIA OS PROFETAS Gênesis a Deuteronõmio Jó a Cântico dos Cânticos Isaias a Malaquias 185 Introdução ao Antigo Testamento A história do Antigo Testamento Mapa: Israel nos tempos do Antigo Testamento 0 Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo 108 Introdução 115 Génesis 220 Introdução 225 Josué 344 Introdução 349 359 Jó Salmos 117 Histórias da criação 228 119 Pessoas como 231 administradoras de 238 Deus 234 121 Nomes de pessoas em 242 Gênesis 1 — 1 1 247 123 Histórias sobre 251 dilúvios 252 131 Agar 254 132 Abraão 136 Onde situavam-se 255 Sodoma e Gomorra? 257 138 Sara 265 143 Mulheres de fé 144 Jacó 269 1 4 9 José 276 154 Egito 279 159 Êxodo Cidades da conquista Cananeus e filisteus Juízes 352 Entendendo Jó 408 Introdução 414 Os profetas no seu contexto 417 Isaías 162 Os nomes de D e u s 283 170 U m estilo de vida: os Dez Mandamentos 287 176 A importância do tabernáculo 296 180 Levitico 301 Durante todo o período do AT — desde o tempo do êxodo. até a época dos profetas — o povo de Israel teve muitas dificuldades para cumprir promessa de adorar somente o Deus verdadeiro. Uma história do ponto maldição e vingança de vista feminino nos Salmos 1 e 2Samuel 388 Cristo nos Salmos Ana 393 Provérbios Magia no Antigo 395 Sabedoria em Testamento Provérbios e Jó Davi 397 Temas importantes 1 e 2Reis em Provérbios 0 Templo de Salomão 10—31 e suas reconstruções 400 Eclesiastes As cidades fortificadas 403 Cântico do rei Salomão dos Cânticos Examinando a cronologia dos reis 0 Obelisco Negro 0 Prisma de Senaqueribe 0 sítio de Laquis A arca perdida Reis de Israel e J u d á 420 Entendendo Isaías 423 Profetas e profecia 432 Os assírios 439 Jeremias 441 Retrato de Jeremias 456 Os babilónios 459 461 473 Lamentações Ezequiel Daniel 478 Posições do Antigo Testamento com relação ao pós-morte 480 Os persas 483 488 490 495 496 498 500 502 504 505 507 512 515 Oséias Joel Amós Obadias Jonas Miquéias Naum Habacuque Sofonlas Ageu Zacarias Malaquias Os livros 486 Entendendo Oséias 491 A justiça e os pobres deuterocanônlcos 521 Os gregos 206 Moisés 340 Ester 210 Alianças e tratados no 341 Retrato de Ester Oriente Próximo 214 A terra prometida .

Introdução ao Antigo Testamento
Os cristãos já se acostumaram a chamar a primeira parte da Bíblia, de Gênesis a Malaquias, de Antigo Testamento. Mas ele data de antes da época de Cristo e antes mesmo de haver um Novo Testamento. Por isso, é importante lembrar que antes ele era independente, e que era, e ainda é, a Bíblia completa do povo judeu. Não é de admirar que os judeus não gostem do nome 'Antigo Testamento" pois isto implica que é incompleto sem o "Novo Testamento" cristão. Para os judeus, ele é a revelação completa de Deus, a Bíblia Hebraica, que eles tratam com grande reverência e respeito. Eles o chamam de Tanak, que é um acrônimo formado a partir da letra inicial das palavras que designam cada uma das três partes: • a Torá ou Lei de Moisés • os Neviim, ou seja, os profetas • e os Ketuvim, ou os Escritos. Na Bíblia hebraica a ordem dos 39 livros é um pouco diferente daquela que é familiar aos cristãos, mas é aqui que devemos começar. A Torá A Lei, os Cinco Livros de Moisés — Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio — é a pedra fundamental das Escrituras hebraicas, a parte mais importante. Freqüentemente toda a Bíblia é descrita por judeus como "A Torá" Os Neviim Esta é uma palavra no plural que significa Profetas. Nada menos que 21 livros estão incluídos na segunda parte do Tanak, e para simplificar são divididos em Profetas Anteriores e Profetas Posteriores. Os Profetas Anteriores são o que nós chamaríamos de histórias: Josué, Juízes, 1 e 2Samuel e l e 2Reis. Veja "Introdução aos Livros Históricos" para entender melhor porque são descritos como Profetas. Em síntese, é porque estes livros não são história pura e factual nem anais enfadonhos. Pelo contrário, contam as histórias do desenvolvimento da vida de Israel como uma espécie de desdobramento da palavra e das promessas de Deus por intermédio de Abraão, Moisés e Davi. São mais que apenas história, pois apontam para o Deus de Israel e ilustram sua palavra e seu modo de agir. Os Profetas Posteriores são mais conhecidos: Isaías, Jeremias, Ezequiel e o "Livro dos Doze" ou "Profetas Menores": dc Oséias a Malaquias. O s Escritos Os Ketuvim incluem todo o restante na seguinte ordem: Salmos, Jó, Provérbios, os Cinco Megilot (veja abaixo), Daniel, Esdras, Neemias, 1 e 2Crônicas. E interessante observar que Daniel não está incluído nos Profetas, que é onde se encontra em nosso Antigo Testamento. Isto está correto, de certa forma, porque Daniel é uma obra de estilo diferente, de cunho mais apocalíptico (veja Apocalipse, introdução e características) do que profético. Além disso, Esdras e Neemias aparecem antes de 1 e 2Crônicas que historicamente os precedem. O Antigo Testamento, com razão, inverte a ordem. No entanto, a Bíblia hebraica pode refletir a seqüência em que os diversos livros foram aceitos no cânon das Escrituras autorizadas. Resta mencionar os Cinco Megilot (literalmente, "pequenos rolos"), os livros de Rute, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes, Lamentações e Ester. Estes foram reunidos e usados em conexão com cinco festas judaicas: a festa das Semanas (Rute), da Páscoa (Cântico dos Cânticos), dos Tabernáculos (Eclesiastes), o jejum comemorando a queda de Jerusalém em 587 a.C. (Lamentações) e Purim (Ester).

Os escribas copiavam o AT à mão. Escreviam coluna após coluna em pedaços de pergaminho que, como esic rolo, eram enrolados e guardados nas sinagogas.

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Introdução ao Antigo Testamento

99

Estas são as três subdivisões da Bíblia Hebraica. Elas remontam à antiguidade, certamente ao primeiro século da era cristã, e indícios delas são encontrados no ensino de Jesus. Por exemplo, já comentamos que os judeus freqüentemente se referiam às suas escrituras como a Torá, a lei. Mas também havia ocasiões em que eram chamadas "a lei e os profetas", refletindo as duas primeiras subdivisões principais do Tanak. Jesus referiu-se muitas vezes ao Antigo Testamento dessa maneira. A referência mais interessante é Lucas 24.44 quando, após ter ressuscitado dos mortos, Jesus disse a seus discípulos no cenáculo que "era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos". Para mostrar que todas as Escrituras hebraicas apontavam para ele como Messias de Israel, Jesus mencionou especificamente as três seções âoTanak. Isto justifica plenamente o novo nome que os cristãos deram à Bíblia hebraica, a saber, "Antigo Testamento" — preparando o caminho para o Novo Testamento que ainda viria. • Veja também "A Bíblia Hebraica" e 'Jesus e o Antigo Testamento".

O povo dc Deus aprendeu duras lições durante a peregrinação no deserto, onde as condições adversas ressaltavam que eles dependiam de Deus até para as necessidades básicas da vida.

O Antigo Testamento

A historia d oA n t i g o T e s t a m e n t o

ISRAEL

T e m p o d o s patriarcas

Israel no

Abraão
Abraão parte de Ur

Isaque

Jacó

ANTIGO ORIENTE PROXIMO
Reino Médio — segunda ¡•^ grande era da cultura egípcia 2134-1786 culture
Uma adaga e sua bainha

Fundação do Império Hitita

Código de Hamurábida Babilónia

^

Influência de Ur restringida pelos invasores

feitas de ouro revelam a atte refinada dos antigos ourives

Hicsos governam o ^ Egito 1710-1570

Introdução ao Antigo Testamento

101

Êxodo Levítico I Números | Deuteronômio j Josué Juízes

0 período de cada livro da Bíblia indica seu contexto histórico, não a data de autoria.

Ramesses

Peregrinação J u í z e s

Moisés

Josué

Escravidão no Egito
Faraó colocou feitores sobre os israelitas e fotçouos a trabalhar, construindo as cidades de Pitome Ramessés

Oêxodo do Egito Queda de Jericó: início da conquista de Canaã

r

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Colapso do Império Hitita

k k . Códigos ' deleishititas Início do Reino Novo— o melhor período do Egito

Filisteus e outros povos ' do mar se instalam no leste do Mediterrâneo 1300-1200 Dinastia) 9 no Egito — grande programa de construção no delta dos Faraós Seti I e Ramsés II

102

O Antigo Testamento

Juízes Rute ISamuel
2Samuel
1 Reis

2Reis
Krónicas

2Crônicas

Livros poéticos ed e sabedoria

Salmos, Provérbios, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes O s P r o f e t a s Veja gráfico dos profetas j

Primeiros reis de Israel Construção do Templo em Jerusalém
Rei Salomão

ISRAEL Reino do Norte
Acabe

Jeroboão II Profetas Elias 722/1 a.C. Q u e d ad e

Gideão

Rei Saul

e Eliseu

Samaria. Israelitas levados à A s s í r i a

fro dourada de Israel

filisteus e outros povos do mar se instalam no leste do Mediterrâneo

Colapso do Império Hitita

Era dourada de Tiro (Fenícia) Damasco começa U a ter poder" Surgimento ¡ da Assíria Derrota de Damasco para Tiglate-Pileset da Assíria

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Israel nos tempos do Antigo Testamento

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Deserto do Heguebe

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Introdução ao Antigo Testamento

105

O Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo
Alan Millard

A Bíblia é um texto antigo, um relato histórico. Assim sendo, é importante que se estude esse texto à luz do conhecimento que temos a respeito do mundo em que ele foi escrito. Isto é importante, porque a fé cristã se baseia em acontecimentos históricos, fatos que realmente aconteceram.

Testando, testando...
Os acontecimentos registrados e explicados na Bíblia podem ser comparados com outros acontecimentos que são conhecidos de outras fontes históricas. A própria Bíblia é feita de documentos tão antigos e tão sujeitos à análise histórica quanto esses outros textos daquele tempo. A precisão do relato bíblico pode, também, ser conferida à luz de outras fontes históricas conhecidas. No entanto, isto nem sempre é tão simples quanto poderia parecer. Muitas vezes os documentos são fragmentários. E, em muitos casos, a evidência arqueológica se presta a mais de u m a interpretação. Temos em mãos só um pequeno número de escritos antigos que descrevem os mesmos acontecimentos que aparecem na Bíblia. E, quando temos dois relatos, ainda é preciso levar em conta que muito raramente dois observadores descreverão o mesmo acontecimento sob um mesmo ponto de vista. Os hebreus eram um povo relativamente insignificante. A história deles não causou maior impacto sobre as grandes potências daquela época, cujos registros históricos chegaram até nós. São raríssimos os personagens bíblicos que aparecem em outros escritos, ficando as exceções por conta de alguns dos últimos reis de Israel e Judá. Não obstante, sempre que é possível fazer uma comparação, a precisão do relato bíblico é impressionante. Embora raramente encontremos relatos paralelos sobre o

mesmo acontecimento, muitas vezes temos exemplos de costumes e fenômenos bastante semelhantes aos que são descritos no AT, mesmo que não exista conexão direta entre eles. É claro que uma semelhança superficial pode ser aparente, o que requer cuidado da parte de quem quer estabelecer o paralelo. Mesmo que não nos dê evidência direta ou circunstancial da fidedignidade histórica da Bíblia, o conhecimento a respeito do Antigo Oriente Próximo ajuda a entender a Bíblia, pois o estudo dos costumes, da cultura, da literatura e da história dos vizinhos de Israel nos dá uma idéia do que podemos esperar no caso dos próprios israelitas. Precisamos considerar três tipos de evidência que podem ajudar a entender a Bíblia: a evidências direta; a evidência circunstancial; e a evidência da analogia.

Evidência direta

Como vimos, referências diretas a Israel são raras e quase que restritas a nomes de reis. Entre os relatos que temos se encontra um sobre a invasão de Sisaque, que foi rei do Egito de 945 a 924 a.C. (1Rs 14.25-26). Uma inscrição em Tebas, que se encontra em péssimo estado de conservação, lista uma série de cidades conquistadas na Palestina, o que é uma clara evidência Evidência circunstancial de que houve a tal invasão. A maioria das descobertas que Israel entrou em contato com os aparecem em livros de arqueologia assírios, pela primeira vez, por volta bíblica se inscreve no item "evidência de 853 a.C, quando forças de "Acabe, circunstancial". Trata-se de questões o israelita", em aliança com Damasco que não têm relação direta com acone outras cidades, enfrentaram as tro- tecimentos bíblicos, mas nos fornecem pas de Salmaneser III (858-824 a.C). exemplos de práticas ou registram inciE, alguns anos depois, "Jeú, filho de dentes que, aparentemente, são comOnri", pagou tributo ao mesmo rei paráveis com textos bíblicos. assírio. Assim, aprendemos que o casaDepois de algumas décadas de mento de Abraão com a escrava enfraquecimento, durante as quais Agar — motivado pela esterilidade Israel chegou a prosperar sob Jero- de Sara — e a subseqüente recusa do ^ W .

boão II e Uzias fortaleceu o reino de Judá, Tiglate-Pileser III (745-727 a.C.) restabeleceu o controle assírio na Síria e na Palestina. O rei assírio registra o tributo que lhe foi pago por Menaém, de Samaria, e afirma ter sido responsável pela substituição de Peca por Oséias (2Rs 15.19-20,30). Em 2Rs 15.19 (veja também ICr 5.26), Tiglate-Pileser é chamado de Pui. Este nome era conhecido também dos cronistas babilônios do século 6 a.C, época em que, se acredita, os livros de 1 e 2Reis receberam sua redação final. Depois disso, o dominio assírio na Samaria fez de Judá um estado vassalo. No entanto, os reis de Judá preferiam lutar por independência, buscando, para tanto, a ajuda do Egito. Assim, Ezequias se rebelou, e Senaqueribe invadiu Judá e sitiou Jerusalém. O rei assírio fala sobre isso em várias inscrições. Relata que Ezequias enviou tributo a Nínive (a quantia parece não ser exatamente a mesma que aparece em 2Rs 18.14-16), mas em momento algum afirma ter tomado Jerusalém. Também não menciona — fato compreensível — o que aconteceu com o seu exército! A Crônica Babilónica registra a primeira tomada de Jerusalém por Nabucodonosor (2Rs 24.8-17), datando-a precisamente de 15 ou 16 de março de 597 a.C.

106

O Antigo Testamento

k.^. patriarca em mandá-la embora (só mudou de idéia por orientação divina) concordam com os ditames das Leis de Hamurábi, da Babilônia, que vigoravam no tempo de Abraão. Os nomes dos patriarcas de Israel também concordam com nomes geralmente usados na primeira metade do segundo milênio antes de Cristo, como revelaram milhares de documentos daquele tempo que chegaram até nós. A glória de Salomão é confirmada por fontes egípcias. Segundo 1 Rs 9.16, ele casou com a filha do Faraó. Isso teria sido impossível dois ou três séculos antes, durante o apogeu egípcio. Naquele tempo, as princesas do Egito não deixavam a corte, e os pedidos de reis estrangeiros que quisessem casar com uma princesa egípcia eram indeferidos. No entanto, no século 10 a.C, quando o Egito era governado pela enfraquecida 21 dinastia (e pela que viria depois desta), essa regra foi quebrada. E foi assim que Salomão casou com a filha do Faraó! Para revestir o interior do Templo (IRs 6.21-22), Salomão fez uso de grande quantidade de ouro. Isto condiz com a esplêndida decoração dos interiores de templos egípcios, babilônios e assírios. Um pouco antes da época de Salomão, Gideão pediu a um moço, aparentemente alguém que estava ali à disposição, que lhe desse por escrito os nomes dos líderes de Sucote (Jz 8.14). Hoje, sabe-se que nomes podiam ser facilmente escritos e lidos naquela época. Nas imediações de Belém e em outros lugares foram encontradas pontas de flechas feitas de cobre e que traziam o nome dos seus donos. Esses artefatos são dos séculos 12 e 11 a.C. e mostram que escrever e ler eram fenômenos comuns naquele tempo.
a

hebreus. Isto significa que não temos acesso a muitos aspectos da vida deles. O processo natural de decomposição dos materiais levou ã destruição de todos os documentos em papiro ou pergaminho que porventura tenham sido soterrados em cidades e lugares da Palestina. O mesmo se aplica a móveis e peças de vestuário.

A evidência da analogia
Afora o AT, não temos praticamente nenhum relato escrito sobre a vida, o pensamento e a história dos antigos

dido por qualquer pessoa interessada. Isto fez com que a escrita fosse mais comum em Israel, mesmo que os escribas profissionais ainda tivessem um importante papel a desempenhar. A evidência que nos vem de vários documentos escritos menos importantes mostra que isso era de fato assim no Israel antigo. Se as pessoas se utilizavam da escrita na vida diária, é fácil concluir que poderia ser usada também para produzir obras de literatura. A palavra escrita era tratada com respeito. Livros antigos de grande valor eram copiados com muito cuidado. Podiam ser revisados ou editados, mas raramente se consegue detectar como isso era feito, a menos que se tenha acesso a cópias antigas para fazer a comparação. Os egípcios, assírios, babilônios, hititas e cananeus — todos tinham ritos religiosos, sacrifícios e ordens sacerdotais bem estruturados. Seus templos eram bem construídos e luxuosamente decorados, em especial Uma pintura encontrada num túmulo egípcio por reis bem sucedidos. Tivessem os mostra a fabricação de tijolos e nos ajuda a visualizar o trabalho dos escravos israelitas no israelitas sido diferentes neste partiEgito. cular, teriam sido os únicos excêntricos naquele contexto. Mas este não Sempre que itens como esses foi o caso. As analogias mostram que foram preservados em culturas vizi- o tabernáculo, o templo de Salomão e nhas, pode-se, por vezes, afirmar a legislação levítica eram o equivalenque algo semelhante era conhecido te israelita ao que se podia encontrar também no Israel antigo. Cada caso entre os povos vizinhos. precisa ser examinado com cuidado, Além disso, a exemplo do que se para que se tenha certeza de que as passava nas nações vizinhas, a maiocircunstâncias são de fato paralelas, ria da população tinha que trabalhar mas alguns deles são suficientemente duro e sofria para satisfazer as exiclaros e nos ajudam a entender o AT. gências do rei, que vivia no luxo e Nenhuma literatura das cidades israe- na fartura. litas chegou até nós, mas não se pode Seria de se esperar que em Israel, duvidar de sua existência. O próprio que era uma nação em meio a outras AT dá testemunho disso, por mais que nações, houvesse formas de pensaos eruditos ainda discutam a antigui- mento e de expressão semelhantes dade de sua forma escrita. às das nações vizinhas. Quando, no No Egito e na Babilônia, os siste- exame da literatura babilónica ou mas de escrita eram complicados, o egípcia, encontramos detalhes que que resultava num monopólio dos soam estranhos aos nossos ouvidos escribas. Em Israel (e estados vizi- modernos, nos esforçamos ao máxinhos), o descomplicado alfabeto de mo para entendê-los. Procuramos 22 letras podia ser facilmente apren- explicar inconsistências, paradoxos

Introdução ao Antigo Testamento

107

e aparentes contradições, sem colocar em dúvida a fidedignidade dos textos que são nossa única fonte de informações (a menos que tenhamos razões objetivas bem fundamentadas para fazê-lo). É de esperar que a literatura de Israel tenha características semelhantes àquelas, e também estas deveriam ser tratadas com respeito. Algumas delas são claras, como, por exemplo, a narração dos acontecimentos fora de ordem cronológica ou a inserção de dados que não têm uma conexão óbvia com o contexto.

Semelhanças e diferenças
Esses exemplos já bastam para mostrar o valor da coleta, do estudo e da aplicação de tudo que o antigo Oriente Próximo nos fornece em termos de pano de fundo da Bíblia. Existe uma impressionante convergência entre essa evidência direta e indireta e o AT, a ponto de se poder classificar como suspeita qualquer tentativa de questionar o quadro que o AT pinta da cultura e da história de Israel. Não se conseguiu mostrar que qualquer dessas descobertas contradiga os relatos da Bíblia hebraica. Pode haver discrepâncias, incertezas, questões por responder. Isto é inevitável diante do caráter incompleto da evidência disponível. Novas descobertas solucionam problemas antigos, revelando, muitas vezes, as premissas falsas em que se baseiam algumas teorias modernas. Ao mesmo tempo, podem levantar novas questões e servem de estímulo a um estudo mais aprofundado, à busca de novos enfoques e uma melhor compreensão. Se a maior contribuição da arqueologia bíblica tem sido na área das semelhanças entre Israel e as nações vizinhas, isto não significa que se podem ignorar as diferenças. O AT proclama que essas diferenças são intransponíveis. Embora tivesse muito em comum com os povos vizinhos em termos de língua e cultura, Israel era bem diferente em termos de fé. É difícil de encontrar evidência material da fé monoteísta de Israel, do culto sem o emprego de imagens, da centralização do templo. Os vizinhos dos israelitas, sem se darem conta da singularidade do Deus de Israel, pensavam que não passava de um deus nacional ou local como os seus deuses (Quemos, no caso dos moabitas; Milcom, no caso dos amonitas). Para complicar a situação, os israelitas nunca foram totalmente fiéis a Deus. Assim, artefatos religiosos pagãos são encontrados em ruínas das cidades israelitas. As diferenças aparecem de forma mais nítida quando se compara o ensino bíblico com outros textos daquela época. Alguns aspectos não têm nada que lhes seja semelhante no contexto ao redor de Israel, como, por exemplo, as exigências absolutas dos Dez Mandamentos, a dedicação exclusiva do povo ao Deus que os havia escolhido, a igualdade dos indivíduos em equilíbrio com a responsabilidade corporativa, e o altruísmo dos profetas. Embora alguns pensem que é impossível crer neles, o fato é que possuímos manuscritos que lhes garantem uma antiguidade de mais de 2 mil anos. Embora alguns os considerem inaceitáveis, o fato é que, apesar da sua antiguidade, eles ainda fazem sentido em nosso mundo de hoje.
Uma placa cananéia de marfim, encontrada em Medido, mostra o tipo de harpa que Davi tocava. O trono de Salomão e .1 mobília no palácio do rei Acabe haviam sido ricamente decorados com marfim entalhado.

Se os aspectos históricos e culturais estão em harmonia com nosso conhecimento dos tempos antigos, como de fato é o caso, as diferenças de natureza religiosa e ética requerem explicação. O AT tem uma explicação: Deus falou.

Os Cinco Livros
GÊNESIS A DEUTERONÔMIO John Taylor O nome dado aos cinco primeiros livros da Bíblia é "Pentateuco". Vem de duas palavras gregas que significam "cinco rolos". Mas é melhor considerar o Pentateuco um só livro dividido em cinco partes, ao invés de cinco livros reunidos num só rolo. Desta forma respeita-se sua origem hebraica — os judeus o chamam de "Torá" (Lei) ou "Cinco quintos de Moisés" — e também a própria unidade que lhe é inerente. Isto não quer dizer que o Pentateuco é uma extensa narrativa colocada numa ordem cronológica rígida. Logo fica óbvio ao leitor que ele contém uma grande variedade de material literário — narrativas, leis, instruções rituais, sermões, genealogias, poesia — que foram reunidas de fontes diferentes. No entanto, significa que o material foi cuidadosamente inserido numa estrutura narrativa, com um propósito definido em mente e com objetivos identificáveis por parte do autor ou editor. O Prólogo A história começa com o chamado de Abraão em Gn 1 2 , mas primeiro há um Prólogo feito de antigos registros e tradições que se destina não só a introduzir os temas principais da narrativa como também para relacioná-los com os propósitos de Deus neste mundo de seres humanos caídos, de nações divididas e de uma ordem criada que era originalmente boa. Estes capítulos ainda deixam muitos leitores modernos perplexos, graças a sua linguagem pré-científica, à estupenda longevidade de seus personagens e à grande dificuldade de colocá-los num contexto histórico identificável. E, é claro, diferem muito das descrições científicas das origens do universo e da vida que são atualmente ensinados nas escolas. Gn 1—11 contém material escrito numa variedade de estilos, que muitos estudiosos atribuem a fontes diferentes reunidas num só documento por um autor ou editor. Não obs-

Introdução
tante, seu foco principal não é fornecer um tratado científico de como as coisas começaram e como a vida se originou, mas oferecer ao leitor o contexto religioso, social e geográfico da história que começa com Gn 12. Parte do material foi descrito como "mito", mas este pode ser um termo enganoso, mesmo quando "mito" é considerado no seu sentido técnico de um "texto religioso criado para explicar uma tradição, instituição ou outro fenômeno". Ele dá a impressão de que aquilo que está escrito não é nem histórico nem verdadeiro. Mas na verdade estes primeiros capítulos de Gênesis dão testemunho das seguintes realidades religiosas • que o mundo que conhecemos foi criado pela vontade de Deus • que homens e mulheres foram criados à imagem de Deus • que o pecado entrou na vida humana por meio de uma desobediência moral • e que toda a raça humana está sofrendo as conseqüências do pecado. Inevitavelmente há muita linguagem e expressão simbólica usada para descrever estas características e eventos, mas elas contêm algumas das verdades mais profundas de toda a Bíblia e não devem ser facilmente descartadas por uma apreciação inadequada do que os textos estão dizendo. É a estes capítulos que nos voltamos quando buscamos orientação bíblica sobre questões fundamentais relativas a Deus, à humanidade e ao mundo. Em cada estágio Deus está presente — não apenas pressuposto, mas agindo constante e ativamente. Este mundo é o mundo de Deus. A história humana é um desdobramento do plano de Deus. Ele é totalmente responsável pelo mundo e tudo que nele há. Todos os povos são criação de Deus, feitos à sua imagem, com capacidades espirituais para bondade, adoração e comunhão com Deus. Não há lugar nenhum para outros deuses. Gn 1 é totalmente abrangente: sol, lua e estrelas são obra de Deus, com funções a desempenhar num universo ordenado, e até os monstros marinhos (os tanninim da mitologia antiga) foram criados por Deus
(Gn 1.21).

Os seres humanos formam o clímax da criação, superiores a todas as outras criaturas, mas subordinados a seu Criador. Só que quando buscaram uma posição superior e quiseram ser como Deus, caíram a uma posição inferior e descobriram que todos os seus relacionamentos se deterioraram. • Ao invés de ser uma relação boa, amigável, livre de vergonha, o sexo passou a ser secreto, luxurioso e anômalo. • O parto se tornou doloroso e perigoso.

• O cuidado pela terra se tornou penoso. • Até a própria terra foi afetada c, ao invés de produzir alimento em abundância, precisa ser dominada e manuseada e trabalhada. Não há nada que o pecado não tenha arruinado. Sua corrupção atinge a vida familiar, na qual a religião logo gera rivalidade, o amor fraternal se transforma em assassinato e a justiça deteriora-se em vingança (Gn 4 ) . A resposta de Deus ao pecado é, de forma consistente, uma mistura de julgamento e misericórdia. Começando com a provisão de roupas para Adão c Eva, passando pela vigilância da árvore da vida, e chegando à confusão das línguas em Babel, Deus abranda sua justiça com generosidade. Para além do castigo imediato de expulsar Adão do jardim do Eden e de expulsar Caim da sociedade humana; para além da destruição causada pelo dilúvio e da dispersão das nações, sempre existe a intenção última dc Deus que é trazer bemestar e bênção para a humanidade. Logo, num mundo de desordem c corrupção, condiz inteiramente com a natureza de Deus que ele chame um homem, Abraão, e, por intermédio dele, seus descendentes, os judeus, para serem o canal da graça e da revelação para todo o mundo. É esta história que o Pentateuco conta. A história é dividida em duas partes: • A primeira parte (Gn 12—50) é dominada pelas quatro gerações dos patriarcas — Abraão, Isaque, Jacó c José. • A segunda parte (Êxodo — Deuteronômio) é dominada pela figura altaneira de Moisés. • Embora seja extremamente difícil saber com certeza as datas nesse estágio inicial da história de Israel, uma estimativa razoável permite um período de cerca de 600 anos para estes eventos, isto é, de 1900 a.C. a 1250 a.C. aproximadamente. Antes de lermos a história contada nos Cinco Livros, devemos observar os quatro temas principais. O p o v o escolhido de Deus O Antigo Testamento foi escrito para o povo de Israel — o povo que via em Jacó (=Israel) seu ancestral comum e Abraão como fundador da sua nação. Os cristãos, igualmente, consideram Abraão o pai de todos aqueles que dependem de Deus pela fé c não de si mesmos (veja Rm 4.16). Portanto, lemos a história em que Deus chamou Abraão para se tornar pai

do povo escolhido de Deus, não apenas como um acontecimento num passado distante, mas como algo importante para todos hoje. A idéia da escolha (eleição) divina especial de indivíduos traz consigo duas características subsidiárias: promessa e responsabilidade. Gn 12—22 está repleto de promessas que Deus fez a Abraão. • Abraão recebe a promessa de uma descendência tão numerosa como as estrelas do céu. • Ele recebe a terra de Canaã como herança para seus filhos. • Ele recebe promessa de um grande nome no futuro. E o favor especial do Senhor Deus seria demonstrado não só a Abraão c sua família, mas a todas as pessoas por intermédio dele. Assim, as promessas de Deus a Abraão não foram apenas para o proveito egoísta de poucos escolhidos. Elas deviam ser usadas com responsabilidade para que outros pudessem compartilhar dos benefícios. No cerne da escolha de Israel por Deus há um propósito missionário. A história de Israel deve ser lida como a longa história das tentativas desse povo de cumprir suas responsabilidades — com alguns sucessos, mas com muitos fracassos bem evidentes. A aliança de Deus A palavra "aliança" sugere restrições legais, documentos selados, e coisas do gênero. Mas segundo a mentalidade hebraica a idéia de aliança abrangia todo tipo dc relacionamento humano. Era o vínculo que unia pessoas em obrigações recíprocas, seja por meio de um contrato de casamento, um empreendimento comercial ou um compromisso verbal. Era natural que o relacionamento do povo com Deus também fosse expresso cm termos de uma aliança. No Pentateuco, essa terminologia de aliança é usada em três ocasiões diferentes: • quando Deus promete a Noé que não mais destruirá a terra por águas dc dilúvio (Gn 9.9-11). • quando Deus faz suas promessas a Abraão (Gn 15.18; 17.4). • quando a aliança do Sinai é estabelecida com Moisés e resumida no "livro da aliança" (Êx24.7). Embora no cotidiano as alianças fossem feitas entre semelhantes, no uso religioso esse termo sempre se referia a um relacionamento

111 entre um participante superior e outro inferior. A forma da aliança entre Deus e Israel em Éxodo e Dcutcronômio foi esclarecida pelas descobertas de tratados hititas de suserania feitos entre um rei e seu vassalo. Esses tratados consistiam em • uma introdução histórica • uma lista de estipulações • maldições e bênçãos invocadas sobre as duas partes • um juramento solene • e uma cerimónia religiosa para ratificar a aliança. A maior parte destas características pode ser encontrada no modelo de alianças do Antigo Testamento. (Veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo".) Mais importante que a forma da aliança, porém, era seu significado teológico. Baseava-se n a iniciativa d e D e u s . Deus agiu cm misericórdia e soberania, fazendo uma promessa incondicional dc jamais castigar a humanidade com outro dilúvio (Gn 9.11). Deus escolheu Abraão e seus descendentes para serem os canais da sua misericórdia a um mundo caído. Ele firmou esta escolha ao comprometer-se com a nação israelita com as seguintes palavras: "Farei com que vocês sejam o meu povo c cu serei o Deus de voces" (Êx 6.7). Implicava u m a nova r e v e l a ç ã o d e Deus. Deus apareceu a Abraão como seu escudo (Gn 15.1) e como o Deus Tõdo-Podcroso ("El Shaddai", Gn 17.1). Apareceu a Moises como "Yahwch" ("Eu Sou o que Sou", Ex 3.14), e mais tarde como "Yahwch, o teu Deus, que tc tirei da terra do Egito") (Êx 20.2). (Veja "Os nomes de Deus"). Fazia exigências m o r a i s e rituais ao povo. As estipulações da aliança incluíam essas duas características. O ritual era representado pelo costume da circuncisão dado a Abraão (Gênesis 17.10), pelo sábado, o dia de descanso (Êxodo 20.8-11), e por todas as exigências relativas à adoração e ao sacrifício encontradas no Pentateuco. Ao mesmo tempo as exigências éticas foram apresentadas nos Dez Mandamentos e outras leis. Apesar dc parecer, à primeira vista, que essas duas exigências não têm nada em
Os Cinco Livros ( o Pentateuco) relíiram a criação do mundo e a entrega da Lei. O tecelão (na foto, trabalhando com um tear vertical) revela o dom da criatividade e nos lembra que a Lei de Deus está relacionada com o cotidiano.

comum, elas convergem na idéia da santidade dc Deus. Um Deus santo exige que seu povo reflita seu caráter tanto na adoração quanto no comportamento. A Lei d e D e u s A idéia de lei é central aos Cinco Livros e, como vimos, deu seu nome (Torá) ao livro como um todo. Na forma mais simples, abrangia os Dez Mandamentos (Êx 20; Dt 5), mas ligados a estes havia várias coleções de leis que foram classificadas como: • o livro da aliança (Êx 21—23) • o código de santidade (Lv 17—26) • a lei de Deuteronômio (Dt 12—26). Comparações feitas com outros códigos legais do antigo Oriente Próximo, especialmente o Código de Hamurábi, revelaram vários pontos de contato. Isto era de se esperar, pois Israel fazia parte da cultura mediterrânea oriental e compartilhava as idéias e experiências dos seus vizinhos. O que é mais significativo não são as semelhanças, mas as diferenças que dão um caráter todo especial às leis de Israel. Estas podem ser resumidas como: • seu monoteísmo rígido (tudo está relacionado com um só Deus) • sua preocupação notável com os desfavorecidos: escravos, estrangeiros, mulheres e órfãos

Deus para o seu povo que ele tirou do Egito. Não se tratava de coisas genéricas, mas de ordens específicas para situações específicas: adoração, trabalho, vida familiar, casamento, respeito pela vida e propriedade, justiça elementar e o âmbito pessoal da vontade. Para todas estas áreas da vida humana Deus tinha um mandamento que era explícito e inevitável. Cristo não o destruiu: antes, o cumpriu e ampliou. E as outras regras? Grande parte de Levítico e outras partes do Pcntateuco são compostas de leis cerimoniais e rituais. O propósito destas leis era dar instruções para a administração cotidiana da comunidade israelita e também ensinar como um Deus santo devia ser adorado por um povo santo. Assim, além de instruções relativas ao culto ou à adoração (festas, sacrifícios, e t c ) , foram dadas instruções detalhadas com vistas à preservação da pureza ritual. O povo israelita devia permanecer livre de contaminação de fontes externas, principalmente a influência depravadora da religião dos cananeus. Eles deviam aproximar-se de Deus devidamente cientes da sua distinção moral e ritual. Estas regras não se aplicam mais à igreja cristã, embora os princípios subjacentes ainda tenham muito a nos ensinar. E o elaborado sistema de sacrifícios cumpriu-se no sacrifício único de Cristo, o cordeiro perfeito de Deus, por intermédio de quem os pecados são perdoados e foi feita a expiação em favor dc todos para sempre (veja Hb 10.1-18). Ê x o d o : D e u s sai e m s o c o r r o O quarto tema principal encontrado nos Cinco Livros e recorrente em toda a Bíblia é o êxodo do Egito, descrito em Êx 1—12. Para todos os judeus este foi e é o grande ato salvador dc Deus, que gerações futuras lembram com gratidão. • Foi uma intervenção milagrosa de Deus em resposta ao clamor de seu povo escravizado (Êx 3.7) • Foi essencialmente o ato de Deus — "com mão poderosa e braço estendido". • Foi uma grande vitória sobre os deuses do Egito que demonstrou a supremacia total de Deus. • Foi um momento na história lembrado e recontado anualmente na Festa da Páscoa.

O êxodo narra o resgate do povo de Deus: eomo Deus tirou o seu povo do £gito e o guiou pelo "deserto" inóspito do Sinai para unia nova terra.

• seu espírito de comunidade, baseado no relacionamento de aliança compartilhado por todo Israel com o Senhor Deus. Também se notou que as leis no Antigo Testamento são expressas de duas formas: "não matarás..." / "não furtarás..." (lei apodíctica) e "se alguém... / aquele que..., terá que..." (lei casuística). Como a maioria dos antigos códigos dc lei era do tipo casuístico, é possível que a legislação apodíctica fosse uma forma peculiarmente israelita, e neste caso os Dez Mandamentos eram algo peculiar a Israel. Jesus rejeitou a Lei? Alguns cristãos acreditam equivocadamente que, no Sermão do Monte, Jesus rejeitou a lei judaica dando preferência a sua nova lei do amor. Mas as críticas de Jesus não foram dirigidas contras as leis, mas contra a maneira em que os rabinos as interpretavam. ("Vocês ouviram o que foi dito" era a frase rabínica tradicional para introduzir sua interpretação). Ele estava revelando a motivação interna por trás dos mandamentos, que os intérpretes não conseguiram detectar e valorizar. U m a lista d e "nãos"? Algumas pessoas também criticam os Dez Mandamentos por serem negativos. Mas eles seguem uma afirmação positiva: "Eu sou o SENHOR, o teu Deus..." Aqueles que testemunharam a libertação que Deus operou e que vivem sob a soberania de Deus, devem demonstrar isto através de um comportamento distinto. Os Dez Mandamentos, portanto, começaram como a constituição de

Introdução
Com freqüência lembrava-se às gerações finuras que houve um tempo em que eram membros de uma comunidade escrava que Deus, em sua misericórdia, havia redimido da escravidão. Elas eram incentivadas a sc lembrarem do passado e advertidas contra o perigo de esquecer o que Deus fizera por elas (p. ex„ Dt 6.12). Como evento histórico o êxodo foi definitivo. O fato de que Deus fizera isto antes significava que poderia fazê-lo novamente. Quando Israel estava no exílio na Babilônia, a nação esperava por um segundo êxodo (Is 51.9-11). E quando Cristo veio, sua obra de libertação foi descrita com a linguagem do êxodo (p. ex., Lc 9.31). Estes, portanto, são os quatro temas que estão sempre próximos da superfície, como constante preocupação destes cinco livros. O único outro tema que se repete com regularidade desanimadora é o pecado persistente do povo de Israel. Este demorou a aceitar Moisés como seu libertador. Reclamou das dificuldades da viagem. Até tiveram saudades da vida que tinham levado no Egito (devidamente romanceada, Nm 11.5). Intimidaram-sc diante da possibilidade de entrar na terra de Canaã e peregrinaram durante 40 anos no deserto da indecisão. Nem Moisés estava imune e foi castigado, sendo impedido de conduzir o povo para dentro da terra prometida. Mas o pecado não era novidade. Os capítulos introdutórios de Gn 1—11 deixaram isto claro, como vimos anteriormente. De forma notável, em sua soberana providência, Deus conseguiu lidar com a desobediência humana e encontrar um caminho através dela e para alem dela.

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que é totalmente bom. Suas histórias foram contadas oralmente muito antes de serem reunidas e escritas. A linguagem é simples. deixase de lado o cenário Caps. ordenada e moldada num padrão lógico. e que ama e se importa com sua criação. O mundo não melhorou depois de Noé. Noé e sua família são • os seis "dias" de atividade criativa de Deus. truindo tudo. Como estes livros atingiram sua forma atual pode ser questão de debate. Gênesis leva adiante essa narrativa. há um Criador. passando por Isaque e Jacó e culminando com a morte de José no Egito. E ainda assim a história do grandioso propósito de Deus para a humanidade mal começou. O povo de Deus não precisava defender a existência de Deus: eles o conheciam por experiência própria. uma coleção de histórias grandiosas. G n 1. tado do pecado humano de rejeitar o Criador e • tudo que Deus fez era bom.1-3 Uma boa criação O grande drama do princípio de todas as coisas começa com Deus. Porém estes . não em pedaços. começando com o que era sem forma e vazio e culminando numa exuberância de vida. esse relato nos dá a chave que abre o entendimento a respeito de nós mesmos e do mundo à nossa volta. as pes. O título significa "princípio" e este éo livro dos começos na Bíblia — o princípio do mundo e o princípio de uma nação. e receberam autoridade sobre as demais Em seguida. Abraão. descriaturas. humana e a atenção Isaque. Então Deus disse: 'Haja luz'. os seres humanos são especiais: só soas decidiram seguir seu próprio caminho. mas Deus não irá destruí-lo.3 "Alo princípio. A terra eslava sem forma e vazia.115 RESUMO GÊNESIS Gênesis é uma epopéia.• em meio a toda a criação maravilhosa de Deus." Gn 1. 12—50 mais amplo da história Histórias de Abraão. Deus começa. A história. Deus age para julgamento e também para salvação.• Deus fez tudo que existe. a executar seu plano de "redimir" o mundo e recuperar relacionamentos rompidos.1—2. assim como o conhecemos. u m a história cujo narrador tem prazer em pintar quadros e mostrar padrões. 1—11) passa rapidamente deixa claro que do mundo como Deus o criou para o mundo • a origem do mundo e da vida não foram acidentais. capítulos terminam Caps. a saber. mas vívida. Ao invés disso. com sua formação na corte egípcia. Uma narrativa deve ser considerada no seu todo. É importante analisar os primeiros capítulos especialmente como u m a narrativa: uma história preocupada com a verdade e o significado no sentido mais profundo. Mais do que isso. Ela continua através das páginas da Bíblia até as últimas palavras do livro de Apocalipse. Deus criou os céus e a terra. 12. e seus descendentes. começou a escrevê-las? Uma antiga tradição associa seu nome aos cinco primeiros livros da Bíblia. A boa criação de Deus deteriora-se progressivamente como resul. Muitos estudiosos acreditam que as primeiras coleções do material do AT provavelmente foram feitas na época do rei Davi ou do rei Salomão. havia trevas sobre a face do abismo. ocorreu o grande dilúvio.C. Ela evoca a maravilha c variedade da criação. Há um novo começo. Será que Moisés. com a possibilidade de que ainda houve algum trabalho editorial até 400 a. muitos "problemas" simplesmente desaparecerão. resgatados. O chamado e a promessa de Deus a Abraão e seus descendentes. com eles foram feitos à "semelhança" de Deus resultados desastrosos. ignorar suas advertências. A formação d o livro Gênesis não tem um autor ou data de autoria definidos. Muitos povos antigos tinham suas próprias histórias da criação e podemos imaginar estas histórias sendo contadas e recontadas de geração em geração. por intermédio de uma pessoa e nação específica. Conteúdo 0 "prólogo" (caps. Deus. i — Jí com o erro de Babel: as A criação nações são divididas e A queda humana dispersas. Jacó e José se volta para um único indivíduo. seguidos de um "dia" de descanso. mas não há dúvida de que estas histórias expressam as convicções mais profundas do povo de Deus de que este mundo é obra de um Deus Criador.. Se levarmos em conta a natureza do material. O grande dilúvio No cap. Desde o início.. A criação do mundo e sua deterioração.

que compartilha a própria natureza do homem. E tudo era perfeito. O contador de histórias não compartilha as preocupações de uma era científica. o conhecimento proibido? Será que a locução "do bem e do mal" é uma expressão idiomática hebraica que significa "tudo" — todo conhecimento? Ou será que a importância real das árvores está na oportunidade que apresentam ao homem e à mulher de dizer "sim" ou "não" a Deus? Sua escolha fatal os separou da "árvore da vida". e ele não foi criado para levar uma vida solitária e auto-suficiente. Deus descansa Este não é um registro cronológico. Mas ainda resta uma esperança. • U m rio (2. Também temos liberdade para escolher. como ficou do jeito que é agora? Esta segunda história. apenas o homem e a mulher são descritos como sendo criados à semelhança de Deus.10) Este é um lugar real e geográfico. o escritor reforça a idéia: o verdadeiro casamento é um relacionamento todo especial e exclusivo. moralmente responsáveis e criativas de maneira que os animais não são: podemos imaginar. embora esta liberdade agora tenha uma inclinação enganosa. explica tanto as coisas ruins como as boas no nossi mundo. • A s d u a s á r v o r e s O que será que significam essas imagens tão poderosas? Será que uma árvore representa a vida e a outra. São usados para ensinar uma lição: 2.4-25: H o m e m e m u l h e r Se o mundo que Deus fez era bom. • A " i m a g e m " o u " s e m e l h a n ç a " d e D e u s (1. onde Deus e seu povo viverão juntos novamente — e as folhas dessa árvore servem para "curar as nações" (Ap 22. A "semelhança" é tão básica à natureza humana que até a posterior decadência da humanidade — a "Queda" — não a destruiu.3. Estavam nus. Aqui está a parceira ideal. Deus o Criador. Agora ele é Yahweh Elohim [SF. em perfeita transparência de um para o outro. "Esta. os rios Tigre e Eufrates desaguam no Golfo Pérsico. lua e estrelas Dia 5 Criaturas marinhas e aves Dia 6 Animais que vivem na terra Pessoas Dia 7 A criação está completa. As "separações" dos três primeiros dias criam os "espaços" que Deus preenche em seguida.4—3. Embora Pisoni e Giom não sejam conhecidos. dando-nos os primeiros versos de poesia da Bíblia.Pentateuco estabelecem o padrão para a vida de trabalho dos seres humanos. G n 2. Eles serão afastados da presença de Deus. A criação é descrita como tendo acontecido em seis dias. a organização e majestade simples da maneira pela qual cie criou todas as coisas. Em hebraico. E uma afirmação que separa as pessoas dos animais. Não nos é dito quando a criação ocorreu. Destaca os dois seres humanos e seu relacionamento com Deus.24 A degradação Gn 2. Deus forma o primeiro ser humano e planta para ele um jardim no Eden. Ele lhes dá controle sobre o mundo recém-formado e todas as suas criaturas. colocando-as num relacionamento especial com Deus.2). planejar e moldar nosso futuro. afinal. o Altíssimo. mas as pessoas ainda são racionais.NHOR Deus] o nome pessoal pelo qual cie pode ser conhecido (veja "Os nomes de Deus"). é osso dos meus ossos e carne da minha carne" exclamou Adão com alegria. "Adão" é tanto um nome pessoal quanto uma palavra que significa "humanidade". a árvore da vida aparece às margens do rio na "nova Jerusalém". Então Deus cria a mulher. sonhar. Oito vezes Deus fala e algo novo é criado: Dia 1 A luz é separada das trevas: há dia e noite Dia 2 A separação dos "céus" (atmosfera da terra) Dia 3 Há separação entre terra e mares e começa a "produção" ou "formação": plantas e árvores Dia 4 Sol. Podemos desfrutar de uma variedade de relacionamentos. Nunca mais seria assim. O pecado certamente a deteriorou e manchou. Na primeira história era Elohim. Verão a morte. Podemos ser responsáveis pelo nosso ambiente e cuidar dele de forma adequada. após a criação. Mas nem pássaros nem animais fornecem o companheirismo de que o homem precisa. Em 2. Esses dois foram literalmente "feitos um para o outro".24. E significativo que agora Deus tem um nome diferente. Nem temos detalhes de como Deus fez surgir a terra e a vida — nem quanto tempo isto levou.27) De toda a criação. . No último livro da Bíblia. Ele se preocupa com coisas mais importantes. no Oriente. • Dias Estes são mais bem entendidos como um padrão escolhido como meio mais vívido de expressar a energia criativa e satisfação de Deus.

(0 nome "Tiamat" tem alguma relação com a palavra hebraica para "abismo" que aparece em Gn 1. É enganoso reduzir histórias diferentes trazidas das várias partes do mundo aos fatores que têm em comum para afirmar que todas têm uma fonte comum. Só um tema reaparece com freqüência. . o universo físico ou um elemento fundamental como a água ou a terra sempre existiu. Quase todas as religiões politeístas têm árvores genealógicas de seus deuses. e do cadáver dela foi formado o mundo. 0 Gênesis Babilónico 0 famoso Gênesis Babilónico. na tentativa de dar uma resposta. que é o herói dessa história. U m casal original ou até mesmo um só deus que se criou a si mesmo e se auto-propagou chefia a família divina. o universo é obra de um deus ou deuses. o relato começa com Tiamat. seguido de uma descrição mais detalhada da criação do ser humano. deus dos babilónios. E muitos povos em diferentes partes do mundo têm suas próprias histórias de criação. Estes são conceitos simples. • o ser humano como o ponto alto da criação. formado do pó da terra como se molda um vaso. C . u m a figura materna das águas. • a criação como resultado de uma ordem divina. ou uma grande parte delas. Escrito ao final do segundo milênio antes de Cristo em honra de Marduque. Significa isto que as histórias do Gênesis são apenas mais uma versão. a saber. É improvável que todas essas diferentes histórias. e não era nem a mais antiga nem a mais popular. mas se baseia em outras histórias que remontam ao terceiro milênio a.2. adaptada às crenças dos hebreus? Entretanto. Por exemplo. contadas e recontadas ao longo dos anos. assim. foram encontradas narrativas mais antigas que contêm alguns desses elementos. não tem equivalente no AT. geralmente relacionado com a história bíblica da criação. Isto se deve a conexões lingüísticas pré-históricas entre as línguas babilónica e hebraica. que dá origem aos deuses.C. idéias comuns não derivam necessariamente de uma fonte comum. os deuses têm descanso. e. Fonte c o m u m a todas Em Gn 1—2 temos um relato mais amplo da criação dos céus e da terra. Para outros. apesar das tentativas de muitos eruditos no sentido de descobrirem referências implícitas a essa luta no texto de G n 1. Na visão de alguns povos. cujos membros representam ou controlam elementos ou forças naturais. a criação da humanidade com u m a centelha divina para que os deuses ficassem livres de seus trabalhos. Nesta tahuinha de argila está inscrita uma parte do relato babilónico da criação. Muito antes de histórias como aquelas nos primeiros capítulos de Gênesis serem registradas por escrito cias eram contadas e recontadas ao redor de fogueiras nos acampamentos de povos nômades e no seio das famílias. que aparece no Gênesis Babilónico. baseados em observação e lógica elementar. Há indícios claros de que essa história foi formulada a partir de relatos anteriores.Histórias da criação Alan Millard Como o mundo começou? Esta é uma pergunta que a maioria das pessoas faz. e os deuses tiveram sua origem a partir disso. tenham uma fonte única. De fato. o conceito do ser humano como "pó" pode ser facilmente deduzido do ciclo de morte e corrupção. cujo barulho a deixara irritada. mas também de certa forma um reflexo da divindade.2 e em outras passagens que falam do poder de Deus sobre as águas. sendo que estes podem fazer parte de suas histórias de criação. Estes relatos têm vários pontos em comum com outras histórias da criação do cosmos e do homem: • uma divindade pré-existente. As pessoas foram criadas para aliviar os deuses do trabalho de manter a terra em ordem.) Tiamat foi morta por Marduque numa batalha entre ela e seus filhos. A luta entre os deuses. éu m a história entre várias. Foi copiado por volta do século 7 a .

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Pentateuco

Gênesis e outros relatos do antigo Oriente Próximo
É mais interessante, e mais correto, colocar o relato do Gênesis ao lado de outros relatos do antigo Oriente Próximo, que é o mundo do AT, Ao fazermos isso, notamos que são poucas as antigas histórias de criação que têm mais do que um ou dois conceitos básicos em comum, como a separação entre céus e terra e a criação do homem a partir do barro. Porém as histórias dos babilônios têm algumas notáveis semelhanças com o relato hebraico. Desde que o primeiro dos relatos babilónicos foi traduzido para línguas modernas, ao longo do último século, afirmava-se, com freqüência, que os relatos babilónicos eram a fonte mais remota da crença dos hebreus. Todavia, recentemente, com a descoberta de

mais textos e a reavaliação dos mais antigos, ficou claro que muitas das supostas semelhanças são, de fato, aparentes ou ilusórias. Por exemplo, não existe qualquer relação entre os sete dias da criação no Gênesis e o fato de a história babilónica da criação aparecer em sete tabuinhas de argila. A segmentação da história dos babilônios não tem nada a ver com o seu conteúdo ou com fases ou estágios no poema em si. Essas semelhanças quanto aos fatos mencionados servem apenas para enfatizar a vasta diferença de perspectiva moral e espiritual entre o Gênesis bíblico e as narrativas análogas que mais se aproximam dele. Não se pode afirmar, como alguns o fazem, que o Gênesis foi derivado dessas outras histórias. As diferenças de ponto de vista e de conteúdo são,

na verdade, tão acentuadas que ajudam a destacar o caráter de "revelação" do Gênesis, que o distingue tão claramente de narrativas folclóricas.

A Epopéia de Atrakhasis
Um poema babilónico em particular • Toda a raça humana acabaria sendo dessugere uma comparação com o relato do truída num dilúvio, exceção feita a uma Gênesis. Trata-se da Epopéia de Atrakhasis, família. que se relaciona com os primórdios da humaPor outro lado, em Atrakhasis as pessoas nidade e o começo da vida em sociedade, têm trabalho árduo a realizar desde o início, fazendo alusão à ordem existente no mundo não existe um "Adão" único, e nada se diz sem descrever a sua criação. No começo da sobre uma formação separada da mulher, narrativa, os deuses inferiores trabalham na um jardim chamado Eden, e uma queda em irrigação da terra e decidem se rebelar conpecado. Na verdade, não existe ensino moral tra a sua sorte. Para aliviar esses deuses de nenhum. Ao contrário, o significado é que sua estafante tarefa, foram criados os seres esta é a origem de nossa sorte e cabe-nos humanos. Estes são uma solução satisfatória aceitá-la. até o momento em que o barulho que fazem Uma versão suméria menciona cinco irrita os deuses, levando-os a destruí-los no importantes cidades que existiram no períodilúvio. do pré-diluviano, e esses nomes se conectam Em geral, Atrakhasis (conhecido a parcom listas de reis pré-diluvianos, preservadas tir de cópias feitas por volta de 1600 a.C.) em relatos separados. A idade desses reis tem algumas semelhanças com trechos de ultrapassa em muito a dos patriarcas que Gn 2—8: aparecem em Gn 5. Os escritores babilóni• Os seres humanos são feitos de barro e cos consideravam o dilúvio uma importante de um elemento divino (o "sopro" em interrupção ocorrida na história de seu pais. Gênesis; a carne e o sangue de um deus, (Veja "Histórias sobre dilúvios".) em Atrakhasis). Portanto, na cobertura ampla dos fatos, • A tarefa dos seres humanos é manter a terra Gênesis e a tradição que aparece em Alrokhosis em ordem (trabalho árduo em Atrakhasis; se referem aos mesmos acontecimentos. guarda de um paraíso em Génesis). Alguns dos temas que aparecem na
v

história babilónica — em especial a condição dos seres humanos como substitutos dos deuses no que diz respeito ao trabalho — remontam a um poema sumeriano, Enki e NinmakJ), escrito no período anterior ao ano 2000 a.C.

J19

O nome Cuxc (descendente de Noé) está ligado a Babilônia em 10.8,10. Assim, a descrição pode ser de quatro rios, todos correndo na direção do golfo, com o "Éden" em algum lugar acima dele. Gn 3: U m a e s c o l h a fatal Entra em cena a serpente — criatura de Deus, porém rebelde. De onde vem o mal

neste mundo bom? A narrativa não explica. Mas claramente Deus assumiu um risco enorme ao dar a suas criaturas a liberdade de escolher. O que ocorre em seguida é um impressionante discernimento da psicologia da tentação e do pecado: a tentativa dc passar adiante a culpa c, no final, a vergonha. A serpente questiona aquilo que Deus disse, depois o chama de mentiroso. A mulher

Pessoas como administradoras de Deus
Chulean Prance

0 relato do Gênesis deixa bem daro que os seres humanos foram criados para cuidarem da Terra, e não para destrui-la. E m meio à terrível destruição do meio ambiente, à poluição e ao extermínio de espécies que se verificam em nossos dias, é bom voltar ao Gênesis e ver como as coisas eram no princípio: "Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar" (Gn 2.15). 0 verbo hebraico abad, traduzido por "cultivar", também pode significar "servir", e o verbo shamar, traduzido por "guardar", dá a idéia de observar ou preservar. A instrução dada às primeiras pessoas foi no sentido de servir e preservar o solo. Deus deu à humanidade domínio sobre o resto da criação, para cuidar dela, e não para destrui-la. Segue-se que cuidar da criação é u m a responsabilidade cristã em nossos dias, pois aqueles que conhecem o Criador deveriam ser os primeiros a tomarem a dianteira na proteção daquilo que ele criou. Gn 2.9 diz: "Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento". É significativo que, neste texto, o aspecto utilitário não aparece em primeiro lugar. O propósito das árvores era, em primeiro lugar, estético, pois elas deviam ser agradáveis à vista.

Hoje, parece que não somos afetados pelo fato de hectares e mais hectares de floresta tropical serem derrubados a cada dia que passa. No entanto, o texto também indica que as árvores se destinavam à alimentação, e nisto podemos, com certeza, incluir a madeira, o látex e muitos outros produtos que elas nos fornecem. Não devemos fazer uso exagerado ou além da conta desses recursos, mas também deixar árvores de pé para que formem uma paisagem bonita e nos dêem sombra. A responsabilidade que a humanidade tem por todas as criaturas foi re-enfatizada na aliança que Deus fez com Noé após o dilúvio. Este pacto não foi feito apenas entre seres humanos e Deus, mas incluía "todos os seres viventes que estão convosco, para perpétuas gera-

ções" (Gn 9.12). "Eis que estabeleço a minha aliança convosco, e com a vossa descendência.e com todos os seres viventes que estão convosco: tanto as aves, os animais domésticos e os animais selváticos que saíram da arca como todos os animais da terra" (Gn 9.9-10). Visto que esta aliança foi feita com todas as criaturas, temos a responsabilidade de zelar por elas, tratando de evitar que espécies sejam extintas por abuso ou destruição de seu habitat. Temos de cuidar da criação porque ela pertence a Deus, não a nós. "Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém": assim começa o SI 24. Devemos, igualmente, cuidar da criação porque Cristo é "o primogênito de toda a criação" (Cl 1.15) e "nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra... Tudo foi criado por meio dele e para ele". Somos, hoje, conclamados a sermos seus curadores ou mordomos de sua criação — até que ele venha.

Estii samambaia gigante, em Piji. é apenas um exemplo do crescimento exuberante c extraordinário das plantas desde o inicio da criação.

1 2 0
Mm

Pentateuco
estabelece um contraste entre Adão e Cristo: como descendentes de Adão todos morremos, separados dc Deus; Cristo, por outro lado, nos restaura à vida eterna, conectando-nos outra vez com Deus (Rm 5; ICo 1 5 ) . • A d ã o e E v a Competição e dominação surgem no momento da queda em pecado. No início os dois foram criados igualmente "à imagem de Deus". Eram independentes e co-dependentes, juntamente responsáveis pelo bem-estar do mundo c dos seusfilhos.A maldição de Gn 3.161 9 é uma descrição de como o relacionamento humano mais íntimo foi arruinado por causa da desobediência a Deus: vemos isto no relacionamento entre homens c mulheres no restante das Escrituras e na história do mundo desde aquele tempo até os nossos dias. Segundo Gn I. Adan c F.va foram criados juntos, Em Gn2, Adão foi criado primeiro, mas isto não se reveste de nenhum significado especial. Eva é descrita como "auxiliadora" dc Adão em relacionamento compatível c casamento, não no sentido de inferioridade, visto que, no AT, essa mesma palavra ("ajudador") é usada, na maioria das vezes, quando se está falando sobre Deus.

(•A

O jardim do Éden A história do jardim do Éden está ambientada nos vales bem irrigados da antiga Mesopotámta.

precisa contrapor ao claro mandamento de Deus o fruto tentador, o desejo de ter conhecimento como o dc Deus. Eva exagera ao falar da rigidez da proibição divina e aproxima perigosamente da tentação. Será que ela quer simplesmente conhecer assim como Deus conhece ou será que pretende ser igual a Deus (em contraste com o Filho de Deus, disposto a se humilhar: Fp 2.6-8)? A decisão c deliberada e fatal. Adão, em silencio, não protesta. Também ele come do fruto. O homem e a mulher decidiram seguir seu próprio caminho, ignorar o Deus que lhes havia dado a vida. Mas a bondade de Deus c o pecado humano são como óleo c água. A separação c inevitável. O relacionamento de Deus com as pessoas e das pessoas umas com as outras é arruinado. O homem e a mulher não ficam mais à vontade juntos. A serpente agora é inimiga dos seres humanos. A mulher sofrerá no parto, que é o processo humano mais fundamental. O desejo e a dominação prejudicarão o relacionamento entre os sexos. O trabalho de Adão será marcado por suor e fadiga. Por causa de sua transgressão voluntária, o acesso à "árvore da vida" agora lhes é vedado. Eles devem deixar o jardim para sempre. Estão sozinhos, separados de Deus. Estão vivos, porém apenas pela metade, na medida em que estão sem Deus. A morte é apenas uma questão de tempo. Deus havia falado a verdade. Mas ele ainda é bondoso e tem para com eles um cuidado paterno (3.21). • A d ã o No restante do AT essa palavra significa humanidade. Também é muito parecida com a palavra hebraica para "solo" (um jogo de palavras semelhante a "humano" e "húmus"). No NT, Adão é nosso ancestral, o fundador da raça à qual todos nós pertencemos. Paulo

Gn4—5 De Adão

a Noé

Gn 4: C a i m e Abel Após sua expulsão do jardim, Adão e Eva tiveram dois filhos: Caim, o lavrador, e Abel, o pastor. No momento adequado cada um deles trouxe sua oferta a Deus. A dc Abel foi aceita, mas não a de Caim. Não foi o que Abel ofereceu, mas sua fé (Hb 11.4) que tornou sua oferta aceitável. O ressentimento amargurado de Caim demonstra uma atitude bastante diferente. Como os profetas dirão sempre de novo: Deus não pode ser comprado por sacrifícios. Eli' quer que o ofertante também faça "o que é certo" (v. 7). A fé verdadeira não pode ser separada do comportamento correto. Caim matou Abel (não se precisa muito para passar da rebelião ao assassinato) e Deus o condenou a uma vida nômade, dando-lhe, porém, proteção contra a morte. Os vs. 17-24 alistam alguns descendentes de Caim e demonstram o início da vida civilizada. Enoque construiu a primeira cidade. Seus sucessores aprenderam a tocar c apreciar música — e a trabalhar com ferro e bronze. Mas as habilidades criativas não foram acompanhadas por pro-

Genesis

121

Nomes de pessoas em Gênesis 1—11
Richard S. Hess

No mundo bíblico, os nomes das pessoas muitas vezes têm uma origem ou um significado que nos diz algo a respeito do caráter ou das convicções da pessoa nomeada. Em Gênesis, como no restante da Bíblia, os nomes de muitos dos personagens principais das narrativas têm um significado especial.

N i n r o d e ("nós vamos nos rebelar" ou "vamos nos rebelar!") descreve o personagem que aparece em Gn 10, especialmente se ele tiver, também, alguma conexão com o episódio da torre de Babel, em Gn 11. S e m significa "o nome", aquele através do quem viria Abrão, cujo nome Deus engrandeceria.

0 nome significa...
0 nome A d ã o significa "humanidade'^ se aplica muito bem ao primeiro ser humano e também representante da raça humana. O nome tem este significado em Gn 1.26-28 e aparece com o sentido correlato de "homem" nos caps. 2—3 e na maior parte do cap. 4. Somente em Gn 4.25 A d ã o passa a ser nome próprio. 0 nome E v a pode ser entendido no sentido de "aquela que dá a vida". Descreve o papel da primeira mulher, como sugerido em Gn 3. Vale lembrar que o nome dela só aparece ao final do capítulo. C A I M pode ter relação com o trabalho de beneficiar metais, na medida em que este foi um ofício que se desenvolveu entre seus descendentes, em especial Tubalcaim. A B E L é uma palavra hebraica usada para descrever algo que é efêmero ou passageiro. Em Eclesiastes, é traduzido por "vaidade". Sugere a brevidade da vida daquele que foi assassinado por seu irmão sem deixar descendentes, sem nada que pudesse dar continuidade ao seu nome ou torná-lo permanente. S E T E , por outro lado, pode significar "pôr" ou "colocar", ou, em Gn 1—11, "fazer a vez de substituto". É claro que este nome se aplica muito bem àquele que substituiu Abel na função de pessoa através da qual se cumpriria a esperança de Adão e Eva. E N O Q U E significa "dedicação" e pode ser uma forma de descrever a consagração desse homem a Deus.

O n o m e soa parecido c o m . . .
Além do significado direto das palavras hebraicas que são usadas como nomes nesses primeiros capítulos de Gênesis, aparecem também trocadilhos. Palavras parecidas no som estabelecem uma conexão entre o nome da pessoa e algum acontecimento da história. A palavra A d ã o soa como "solo" ou "terra", a a d a m a h que Deus usou para criá-lo. C a i m soa como o verbo q a n a h , "criar", "adquirir". Eva emprega esse verbo em Gn 4.1, ao descrever o envolvimento divino no nascimento de Caim. N o é se parece com n a c h a m , o "consolo" que, segundo palavras de seu pai Lameque, esse homem traria.

Nomes semelhantes
Existem nomes perecidos quanto ao som nas genealogias de Caim e Sete (e nas genealogias de Enoque e Lameque chegam a ser nomes idênticos), mas isto não significa necessariamente que temos duas versões diferentes da mesma genealogia original. Isso serve para mostrar que, apesar das semelhanças externas (nomes semelhantes), as pessoas podem ser totalmente diferentes quanto ao seu verdadeiro caráter. No caso de Caim e Sete, trata-se de duas linhas genealógicas que seguem em direções opostas: a de Caim leva ao assassinato e ao orgulho; a de Sete leva à justiça e à salvação de Noé das águas

do dilúvio. Essa semelhança entre os nomes é uma característica que aparece também em outras genealogias do antigo Oriente Próximo. A figura de Enoque (o homem justo que Deus removeu deste mundo, em Gênesis) aparece também em listas de sábios pré-diluvianos encontradas no antigo Oriente Próximo. Mais interessante é o fato de aparecerem, no antigo Oriente Próximo, nomes semelhantes aos que ocorrem nos capítulos iniciais de Gênesis. Alguns nomes e partes desses nomes integram nomes pessoais usados em diferentes períodos históricos daquela região. Por exemplo, as raízes semíticas que subjazem aos nomes de "Eva" e de "Sem" aparecem com freqüência em nomes próprios. Outras raízes, como as de Lameque e Arfaxade, não aparecem nunca. Algumas, como o nome Adão e a primeira parte dos nomes de Metusalém e Metusael, ocorrem em épocas e lugares específicos apenas durante o segundo milênio antes de Cristo ou em período anterior a ele. Não fazem parte de nomes próprios usados durante o primeiro milênio, o período dos reis israelitas, o que mostra que remontam a um período mais antigo, e não a um período mais recente.

Pentateuco
gresso moral. Lamcque tomou duas esposas. A dor e os problemas que isto trouxe são evidentes em histórias posteriores. E ele gabou-se do assassinato que cometeu, excedendo Caim. Os dois últimos versículos dão um vislumbre de esperança. Adão e Eva tiveram Sete e as pessoas começaram a "invocar o nome do Senhor". • A e s p o s a d e C a i m Os vs. 14-15,17 dão a impressão de uma terra, até certo ponto, povoada. A maneira mais simples de explicar isto é supor que havia outros filhos de Adão c Eva que não são mencionados. Outros argumentam com base no fato de a palavra "adão" significar homem, ou humanidade, que toda uma raça foi criada, e não um único casal.

G n 6—11
O dilúvio e Babel Gn 6.1-8: U m a r a ç a p e r d i d a A raça humana, imersa em violência e corrupção, traz destruição sobre si mesma. Deus reduz a longevidade para 120 anos. Mas apenas isto não traz resultados. Apenas um ato de julgamento livrará o mundo do pecado. • 6.2 Versões diferentes falam dc "filhos de deuses" ou "filhos de Deus" (i.e. anjos) ou ; "seres sobrenaturais". • 6.4 "Gigantes" (no hebraico, nefilim): os "valentes" (heróis) do passado.

Gn 6.9—9.29: A história d e N o é Como na criação, devemos abordar este relato como uma narrativa, esperando imagens, símbolos e padrões, buscando o motivo "fcíKílianfo Gn 5: G e n e a l o g i a pelo qual cia está sendo contada, a "a mensadurar a ferra, A Bíblia traz com freqüência genealo- gem (ou mensagens) da história". não deixarão dc haver gias semelhantes a esta de Gn 5 para defiNo princípio. Deus estabeleceu os limites semeadura nir uma importante linha dc descendentes. da terra e das águas, tirando ordem do meio e colheita, frio e calor, Muitas dessas genealogias são seletivas, às do caos. Agora, corno resultado do pecado verão e inverno, vezes para criar um padrão de certo número humano, as forças dc destruição são liberadia t noite." de nomes (p. cx., Mt 1). A idéia não c somar- das. Mas nem tudo está perdido. (Promessa de Deus mos todos os números e calcular o tempo Num cenário de julgamento, a narratiapós o dilúvio, em Cn 8.22) decorrido. ( 0 Arcebispo James Ussher fez va enfatiza o ato divino de salvação. Noé, isto e datou Adão dc 4004 a.C. Entretanto, "o único homem íntegro daquele tempo", o com base em Jericó e outras cidades, temos único que "andava com Deus", não seria conconhecimento dc uma civilização que data de denado com os outros. Deus tinha um plano 7000 a.C, e este ainda não é o princípio da dc resgate bem elaborado. Ele arranjaria um história humana.) lugar de segurança e refúgio. Uma vida inteiNo Oriente Próximo antigo, os núme- ra de conhecimento c de confiança em Deus ros geralmente eram usados para demons- havia preparado Noé para esse momento. E trar importância em vez de quantidade real. ele fez exatamente o que Deus ordenara. As idades decrescentes de Matusalén! a José Infelizmente, mesmo um novo começo nãu podem ser interpretadas como os efeitos restaura o Éden nem altera a natureza humacumulativos do pecado. na. A "imagem de Deus" (9.6) permanece, A longevidade atribuída a esses ances- mas permanece também a disfunção na criatrais é impressionante. Varia dos 777 anos ção. Os animais agora passam a ser alimende Lameque aos 969 anos de Matusalém. to para os humanos. E a própria história de Cada um dos dez registros segue o mesmo Noé termina mal. (É significativo que a Bíblia nos conta as falhas até dc seus maiores persopadrão: Quando fulano tinha tantos anos, nasceu o nagens.) Noé ficou bêbado, Cam desonrou o seu filho beltrano. Viveu mais tantos anos e teve seu pai e o patriarca amaldiçoou Canaã, filho outros filhos e filhas. Viveu mais tantos anos e (mais novo?) de Cam. Teria Canaã agravado o desrespeito dc Cam? Não sabemos. Mas os moireu. A nota melancólica da frase final "e mor- canancus foram, mais tarde, subjugados pelos reu" só varia no caso de Enoque, o homem descendentes dc Sem, os israelitas. que "andou com Deus". Para ele Deus linha Histórias de um dilúvio foram transmitioutros planos. E o último dos dez, Noé, tam- das em diversas línguas em muitas partes do bém "andava com Deus" (6.9). Ele também, mundo. Os relatos babilónicos (sumérios e, embora de forma diferente, foi salvo da em especial, acádios) se assemelham muito morte. à história registrada aqui. Isto não deveria

Gênesis

123

Histórias sobre dilúvios
Alan Millard

Reminiscências de um dilúvio ou de vários dilúvios podem ser encontradas em todo o mundo. Como seria de esperar, apresentam vários aspectos em comum: pessoas são salvas dentro de um navio; animais foram levados a bordo; o navio "atracou" no alto de um monte. Da Babilônia (e só de lá, entre as histórias antigas de dilúvio) nos vem um relato tão parecido com o de Gênesis que as pessoas se perguntam se não houve empréstimos ou influência de u m sobre o outro. Já faz um século que conhecemos a Epopéia de Gilgamés, tabuinha 11. Otema da narrativa é o seguinte: os seres humanos não podem ter nenhum a esperança de imortalidade, pois o único que a alcançou foi o Noé babilónico. Essa narrativa foi inserida no ciclo de Gilgamés a partir de uma obra anterior, a Epopéia de Atrakhasis (veja "Histórias da criação"), onde faz parte de um relato mais longo sobre a história humana desde a criação, como no Gênesis.

0 " N o é " babilónico

S e g u n d oa n a r r a t i v ab a b i l ó n i c ad od i l ú v c i o é , u ,a t éq u ep a s s a s s e mo ss e t ed i a sd et e m d e p o i sd ac r i a ç ã od o sp r i m e i r o ss e r e sh u m a p n o e s , t a d e .F o ie n t ã oq u eA t r a k h a s i sm a n d o u ob a r u l h oq u eo sfilhosd e s t e sf a z i a me r at a p n á t s o s a r o sp a r af o r ad ob a r c o ,p a r av e r i f i c a rs e q u eod e u sd at e r r an ã oc o n s e g u i ad o r m i r . aS e t e u r s r ae r ad en o v oh a b i t á v e l( u me p i s ó d i op r e p l a n o sd ea c a b a rc o mob a r u l h od e r a ms e r e m v a d ou n i c a m e n t en av e r s ã od eG i l g a m é s ) ,e n a d a ,q u a n d oop i e d o s oA t r a k h a s i sc o n s e g u o i u f e r e c e uu ms a c r i f í c i on oa l t od am o n t a n h a , a s s e g u r a raa j u d ad od e u sq u eh a v i ac r o i a n d d o eob a r c oh a v i ae s t a c i o n a d o .C o mm u i t a o sh o m e n s .P o rf i m ,o sd e u s e so p t a r a ma p v o i d r e z ,o sd e u s e ss er e u n i r a m" c o m om o s c a s " , u md i l ú v i oc a t a s t r ó f i c o ,et o d o sj u r a r a mq a o u es e n t i r e moc h e i r od os a c r i f í c i o ,ej u r a r a m m a n t e r i a mop l a n oe ms e g r e d o .M a st a m b n é m u n c am a i sp r o v o c a rs e m e l h a n t ed e s t r u i ç ã o .A d e s t av e zA t r a k h a s i sf o ia d v e r t i d o .N u ms o n d h e o u ,s am ã ej u r o up o ru mc o l a rd ep e d r a sa z u i s od e u so r i e n t o u oac o n s t r u i ru mb a r c oe M l e a v s a r od e u sc u j os o n oh a v i as i d op e r t u r b a d o p a r ad e n t r od e l ea s u af a m í l i a et a m b é ma a l g i n u d n a sn ã os ed a v ap o rs a t i s f e i t o .Ed e p o i sd e a n i m a i s .D e v e r i a ,i g u a l m e n t e ,e x p l i c a rs u aa ç ã u o m ad i s c u s s ã oe mt o r n od ai n j u s t i ç ai n e r e n t e a o so u t r o ss e r e sh u m a n o s ,d i z e n d oq u en u s m e c a s t i g oi n d i s c r i m i n a d o ,f o io r g a n i z a d ou m t r a t a v ad eu mc a s t i g oq u el h es o b r e v i r i as p i s t a e r m aa e mq u ea l g u m a sm u l h e r e sd e i x a r i a m q u ee l e sp u d e s s e ms e rb e n e f i c i a d o s .Q u a n d o ed a ràl u z ,e n t r a n d oe mo r d e n sr e l i g i o s a s ,a o t o d o se s t a v a mab o r d o ,c o m e ç o uat e m p e s t a p d a e s s oq u eo u t r a st e r i a ms e u sf i l h o sv i t i m a d o s et o d aah u m a n i d a d ef o id e s t r u í d a . p o rd o e n ç a s ,i m p o n d o ,d e s s am a n e i r a ,l i m i t e s a oc r e s c i m e n t op o p u l a c i o n a l .( O st e r m o su s a O sp r ó p r i o sd e u s e sf o r a ma f e t a d o sp e l a d o sd e i x a mc l a r oq u ee s s an a r r a t i v ae r au m a t r a g é d i a .C o m on ã oh a v i as o b r a d on i n g u é m e x p l i c a ç ã op a r aos i s t e m as o c i a lq u ev i g o r a v a q u ep u d e s s es e r v i l o s ,ficarams e mac o m i d a n o e m p od oa u t o r . ) eb e b i d aq u el h e se r aa p r e s e n t a d an o ss a c r i -t f í c i o s .As o l u ç ã of o ia g ü e n t a ros o f r i m e n t on o

0 moral da história
A história do dilúvio na Babilônia aparece também num texto sumeriano, que conta praticamente a mesma história, só que de forma mais abreviada. E muitas outras composições sumerianas se referem à época do dilúvio, num passado remoto, ou até mesmo a um tempo pré-diluviano. A história do dilúvio no Gênesis está, claramente, ambientada na Mesopotâmia, e as numerosas semelhanças encontradas dão a entender que se trata de um relato sobre o mesmo acontecimento mencionado n a narrativa babilónica. Temos, neste caso, pessoas de diferentes lugares que guardaram reminiscências do mesmo desastre natural. Mas o moral da história e o conteúdo teológico

Esta tabuinha de argila que remonta ao século 7 a . C , proveniente de Nínive, é a 1 1 tabuinha da Epopéia de Gilgamés e contém o registro babüónico d o dilúvio.
a

124

Pentateuco

das duas narrativas são muito diferentes entre si. A revelação de Deus se encontra, não apenas na narração dos acontecimentos, mas também na interpretação dos fatos.

0 dilúvio sob uma nova luz?

O final d o dilúvio na narrativa babilónica
Eu ofereci uma libação no alto da montanha, Os deuses sentiram o cheiro. Os deuses sentiram o cheiro suave, Os deuses se ajuntaram como moscas ao redor do que oferecia o sacrifício. Quando finalmente a grande deusa (Ishtar) apareceu (ela disse): "Todos vocês deuses aqui, como nunca esquecerei meu colar de lápis-lazúli, Eu vou me lembrar desses dias, e deles nunca me esquecerei".

O final do dilúvio no relato do Gênesis
Levantou Noé um altar ao SENHOR e, tomando de animais limpos e de aves limpas, ofereceu holocaustos sobre o altar. E o SENHOR aspirou o suave cheiro e disse consigo mesmo: Não tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque é mau o designio íntimo do homem desde a sua mocidade; nem tornarei a ferir todo vivente, como fiz. (Gn 8.20-21)

Não deveria nos surpreender que existam tantas reminiscências de histórias de dilúvios em várias partes do mundo. Os Drs. William Ryan e Walter Pitman, especializados em geologia marítima, ficaram em especial intrigados com as narrativas que aparecem na Bíblia e no relato babilónico. Segundo o Dr. Ryan, "se, como a descrição parece sugerir, o dilúvio fez com que comunidades inteiras se deslocassem para outros lugares, era de se esperar que a história do dilúvio fosse transmitida às gerações futuras". Os geólogos descobriram que o mar Negro já foi um lago de água doce, mas que, uns 9 mil anos atrás, repentinamente as águas ficaram salgadas. Pesquisas adicionais revelaram que o nível das águas subiu uns 60 m. Mais elementos foram reunidos a partir de uma avaliação sismográfica do leito do mar. A aplicação de testes de carbono 14 adiantou a data do dilúvio para 7550 anos atrás. Eles ventilaram a hipótese de que o final de uma Era do Gelo traria uma dramática elevação do nível dos mares, e concluíram que o lugar mais provável para uma corrente catastrófica seria uma bacia num formato de garrafa que tivesse conexão com o mar através de uma passagem estreita. 0

mar Negro se encaixa perfeitamente nestas características. Será que isso poderia ser a origem das histórias sobre dilúvios? Será que essas histórias foram levadas à Mesopotâmia por povos que migraram para lá, saindo das imediações do mar Negro, e depois foram levadas da Mesopotâmia para Canaã por Abraão? Isto explicaria a referência ao Ararate como a montanha mais alta da região. Afirma o Dr. Ryan: "Temos evidência conclusiva de que houve um dilúvio no mar Negro. A evidência de que se trata do mesmo que aparece na Bíblia e no Épico de Gtgamés é circunstancial, e isso levou a uma amigável disputa entre nós e os arqueólogos". Entretanto, ha uma série de perguntas sem resposta. A tradição babilónica não concorda com isso. Não sabemos com certeza se havia gente morando nas imediações do mar Negro naquele tempo. E, no relato bíblico, as águas do dilúvio diminuem.

Gênesis
causar surpresa, se todos esses relatos refletem lembranças de um acontecimento que de fato ocorreu naquela mesma região. Não há necessidade de supor que o autor de Gênesis tenha-se baseado nas histórias babilónicas para obter esta informação. Na realidade, a natureza crassa dessas histórias babilónicas (com seus deuses excêntricos e briguemos) torna isto improvável. A história de Gênesis pode ter sido reunida de mais de uma fonte para chegar à sua unidade atual. • O n d e e q u a n d o ? Com base na linguagem usada no cap. 7, fica claro que o autor quer que vejamos o dilúvio como um evento cósmico, um ato de julgamento que reverte o ato criador. O que segue é um novo começo. Mas o autor não compartilha nosso conceito do mundo global. "A terra" do autor é a terra da história da humanidade antiga relatada em Gn 2 e seguintes. (Compare Gn 41.57; também At 2.5). Não temos como saber com certeza quando o grande dilúvio que inspirou essas histórias realmente aconteceu. A lista de nações descendentes dos filhos de Noé (Gn 10) sugere uma data bastante antiga — alguns milhares de anos antes dos dilúvios do sul da Mesopotâmia por volta de 4000 a.C, cujos vestígios foram encontrados em escavações. E possível que esta história remonte ao fim da Era Glacial, por volta de 10.000 a.C. • A aliança (6.18) é um terna recorrente e importante. É um acordo formal entre Deus e seu povo, estabelecido sucessivamente com Noé, Abraão, a nação de Israel (por intermédio de Moisés) e o rei Davi. A cada estágio a aliança se torna mais densa em termos de promessa, até a vinda dc Cristo, que introduz a "nova aliança". (A palavra "testamento", usada nos títulos Antigo Testamento e Novo Testamento, tem o mesmo significado). Em cada uma dessas instâncias, Deus toma a iniciativa. Ele estabelece os termos e os torna conhecidos. Somente Deus garante seu cumprimento. As pessoas desfrutam das bênçãos da aliança à medida que obedecem aos mandamentos dc Deus. Veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo". • Quarenta d i a s A Bíblia freqüentemente associa importância especial a certos números. "Quarenta" é usado sempre de novo para indicar algo importante, uma nova etapa, uma ação de Deus, ou apenas para indicar "um longo período de tempo".

125

Navio dos puritanos: 27.5 m

Clíper: 64,5 m

Navio dc cruzeiro moderno: 262 m

Gn 10: O s d e s c e n d e n t e s de N o é As nações do mundo bíblico são todas descendentes dos três filhos de Noé: Sem, Cam e Jafé. A genealogia é organizada conforme o seguinte padrão: Título (1) Descendentes de Jafé (2-4) Detalhe extra sobre Java (5a) Resumo (5b) Descendentes de Cam (6-7,13-18a) Detalhe extra sobre Ninrode (8-12) e Canaã (18b-19) Resumo (20) Descendentes de Sem (22-29a) Detalhe extra sobre Sem (21) c Joctã (29b-30) Resumo (31) Resumo da lista inteira (32) A família de Sem vem por último: estas são as nações em torno das quais o próximo estágio da narrativa se desenvolve. "Hêber" é da mesma raiz que o adjetivo pátrio "hebreu". Gn 11.1-9: A t o r r e d e B a b e l Aqui está outra história antiga que explica as condições atuais. Por que a humanidade está dividida? Por que existem tantas línguas diferentes? A história da queda da humanidade não explica tudo. Esta história tenta explicar.

A arca A palavra hebraica para "arca" significa "caixa" ou "baú", e ajuda a entender o formato da mesma. As medidas mostram que ela era enorme. Se um côvado tiver uns 45 cm. as dimensões da arca são 133 m de comprimento, por 22 m dc largura por 13 m de altura. Ela foi projetada para flutuar, não velejar e não houve problemas para zarpar! Fora da história do dilúvio, a palavra '"arca" só ocorre na história em que Moisés lói tirado Isão c salvo!) das águas d o Nilo. Naquele contexto, a palavra significa "cesto" ou "cesta".

Pentateuco

Mizraim Cuxe Nações que descenderam d o s filhos de N o é Cin 10 apresenta um quadro dos povos do mundo antigo que Israel conheceu, estendendo-se do Sudão Oto Sul) às montanhas do Cáucaso (no Norte), e das ilhas gregas (no Oeste) ao Irá ( n o Leste). Muitos desses nomes são encontrados em outros escritos antigos e podem ser situados num mapa. mas outros ainda são desconhecidos. Nomes que, a princípio, foram dados a indivíduos tornaram-se nomes que passaram a identificar rodos os seus descendentes (como no caso • de Israel). Os relacionamentos que a história registra entre algum I dos povos diferem dos de Gênesis, mas migrações, guerras de conquista e casamentos inter-raciais podem ocultar as verdadeira • origens.

Uma reconstrução artística do templo em fornia de torre (zigurate) da cidade de Ur.

Em Sinar ( = Suméria, antiga Babilônia), reino de Ninrode, o caçador (10.10), as pessoas se reuniram para realizar um grande projeto arquitetônico — uma cidade e uma torre que chegasse ao céu. Deus observa este esforço cooperativo e o considera o início de uma terrível rebelião contra ele. Então divide o povo por meio da linguagem (compare com At 2, quando estas barreiras começam a ser derrubadas), e o dispersa — exatamente o que as pessoas estavam querendo evitar. A grande torre fica inacabada.

Babel (Babilônia) provavelmente era um templo cm forma de torre piramidal ou zigurate, semelhante àqueles que foram construídos na Babilônia no terceiro milênio a.C. Há ura jogo de palavras entre Babel c balai, "confu-1 são" ou "mistura". Uma inscrição relacionada a um zigurate posterior na Babilônia o des- \ creve como "o prédio cujo topo está no céu". O templo no topo era o local para o deus des-; cer e encontrar aqueles que o serviam. G n 11.10-32: D e S e m a A b r a ã o Aqui novamente a lista de nomes é sele-1 tiva, provavelmente abreviando a extensão F total de tempo envolvida. Os ancestrais de I Noé viveram muito mais tempo que os de | Terá, e a idade de paternidade passou a ser I bem menor. Quando chegamos ao nome de Tera, a lista | se torna mais detalhada. Esta é a família na çjual devemos nos concentrar. Os três filhos de Tera são alistados e sua cidade natal é Ur dos caldeus. Após a morte de Harã, Tera partiu J em direção a Canaã, com seu neto Ló, Abrão j e Sarai. A jornada os levou 900 km a noroeste

WÊÊBÊBSBBÊÊÊBÊBBM seguindo o rio Eufrates, até Harã — que era, como Ur, um centro de adoração à lua. (Js 24.2 registra que Tera "adorava outros deuses".) Ali eles se instalaram. Tera morreu, e o cenário está pronto para a história de Abraão, que, segundo At 7.2-4, ouvira o chamado de Deus antes de partir. Seu novo nome registra a promessa de Deus de tomar este homem pai de muitas nações, Gn 17.5. • Ur Veja "Abraão". > Harã A rota de Ur a Canaã via Harã era bastante comum para os viajantes nesta época. Harã era uma cidade importante no ponto de encontro de rotas de caravanas entre a Mesopotâmia e o ocidente. O nome significa "encruzilhada" ou "estrada".

A viagem de Abraão d e Ur a Canaã

Gn 12.1—25.18
História de Abraão G n 12.1-9: A c o n v o c a ç ã o para a j o r n a d a Gn 12.1-4 registra a ordem e promessa Deus a um homem, Abrão, e a resposta obediente da parte deste. As conseqüências deste simples ato, todavia, se espalhariam progressivamente, levando ao nascimento de uma nova nação e, com o passar do tempo, beneficiariam todo o mundo. "Partiu Abrão..." Ele já partira de Ur, cidade próspera com segurança e um alto padrão de vida. Agora ele partiu na segunda etapa da jornada, viajando outros 700 km a sudoeste até Canaã (Palestina), com Sarai, sua mulher estéril, seu sobrinho Ló e seus rebanhos. Em Siquém, no meio do território cananeu, Deus falou novamente em resposta ao chamado de Abraão. "Esta terra" seria herança dos descendentes de Abrão. Porém a jornada continuou na direção do Neguebe, região que se estende ao Sul, desde Berseba até o planalto do Sinai — hoje semi-árida, porém mais habitável na época de Abraão. 0 estilo de vida de Abraão representa a vida de peregrinação: o altar e a tenda testemunham a sua fé e a falta de uma moradia fixa. • Nômades As histórias de Abraão, Isaque e Jacó nos dão uma idéia da vida seminômade na Palestina antiga, de pessoas que passavam parte do tempo deslocando-se com seus rebanhos em busca de pastagens, e parte do tempo assentados, cultivando a terra.

Sodoma, Gomorra, Admá, ZeboimeovaledeSidim provavelmente se situem

Abraão e a guerra dos r e i s : Gn 14

Naquele tempo, grupos como estes podiam viajar livremente de um país a outro, sem maiores problemas com as línguas. Veja "Vida nômade". • " S e r ã o a b e n ç o a d o s / s e a b e n ç o a r ã o " (12.3) Ambos os sentidos são possíveis, mas o NT, seguindo a versão grega do AT (a Septuaginta), favorece "serão abençoados". Gn 12.10-20: F o m e A fome levou Abrão ao Egito. Pressionado pelo medo e pela insegurança, este homem de fé tratou de defender-se com uma perigosa

••Saia da sua
terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai e vá para uma terra que eu lhe mostrarei. Os seus descendentes vão formar uma grande nação." (Palavras que Deus disse a Abraão em Gn 12.1-2)

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Pentateuco
meia-verdade (veja 20.12) que colocou cm risco todo o projeto de Deus. Deus interveio com pragas. Sarai foi salva e Abrão foi vergonhosamente deportado. • A i d a d e d e S a r a i Parece surpreendente que Sarai, aos 65 anos, seja descrita como "muito bonita" (12.14). Porém, como ela viveu até os 127 anos, seus 60 anos equivaliam, quem sabe, aos nossos 30 ou 40 anos. Gn 13: A e s c o l h a d e L ó Rebanhos cada vez maiores provocaram a última quebra de vínculos familiares. Ló, a quem o generoso Abrão deu o privilégio de escolher, selecionou os pastos férteis do vale do Jordão. • M e l q u i s e d e q u e (18) Esta c n única aparição do misterioso rei/sacerdote de Salérn (provavelmente Jerusalém; o nome significa I "paz" — shalom, salaam). A autoridade dei Melquiscdeque (um décimo — o "dízimo" — | era a parte de Deus, de modo que Abrão trata este homem como representante de Deus), [ a falta de informação sobre ancestrais ej descendentes (extremamente importante para i qualquer homem que reivindicasse realeza ou status sacerdotal), e seu papel duplo de sacerdote e rei, levaram autores posteriores a j considerá-lo um prenúncio do Messias (veja SI 110.4; Hb 7.1-10). "Deus Altíssimo", veja "Os I nomes de Deus". Gn 15: A a l i a n ç a c o n f i r m a d a Desta vez a aliança não é introduzida por uma ordem. Deus ouviu as dúvidas e os medos de Abrão — "Continuo sem filho" (v. 2); "como posso ter certeza...?" (v. 8) — e a resposta de Deus tranqüiliza Abrão, na medida em que é uma repetição das promessas. • O h e r d e i r o Era prática comum na época que I casais estéreis adotassem um herdeiro, às vezes, j como neste caso, um escravo. O contrato de adoção podia conter uma cláusula no sentido \ de que, se o casal viesse a ter um filho, este teria precedência como herdeiro legal. • V . 6 'Abrão creu (depositou sua fé/confiou) no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça (o Senhor se agradou dele e o aceitou)". Este é u m dos versículos mais significativos das Escrituras, e, naquelas circunstâncias, uma resposta de fé surpreendente. Paulo (em Gl 3.6-9) argumenta com base nisto que judeus e gentios são reconciliados com Deus pela fé, e não por obedecerem às leis de Deus (já que nenhum de nós pode levar uma vida perfeita). "Abrão creu e foi abençoado; portanto, todos os que crêem são abençoados como ele foi" (Gl 3.9, NTLH). • O r i t u a l d a a l i a n ç a Desta maneira é que se confirmavam acordos na época (veja Jr 34.18). O castigo por violar o contrato era a morte — simbolizada pelo abate c divisão dos animais. Aqui, significativamente, apenas Deus se comprometeu ao passar entre as partes. Trevas, fumaça e fogo marcaram a presença de Deus como aconteceria também no monte Sinai (veja Èx 19.18; Hb 12.18). • Q u a t r o c e n t o s a n o s (13)... n a q u a r t a geração (16) A palavra "geração" também pode significar "vida". Abrão supostamente viveu bem mais que um século. Logo, quatro gerações podem equivaler a quatrocentos anos.

Depois de denotar os reis tribais, Abraão reuniu-se numa refeição de comunhão com Melquiscdeque, rei de Salem. O "estandarte" que aparece abaixo, e que havia sido
'.meu,i,In n u m

túmulo real de Ur alguns séculos antes da época de Abraão, apresenta cenas de guerra de um lado, e. aqui. o banquete da vitória e o desfile dos despojos. Este estandarte é um mosaico de conchas, calcário vermelho e lápis-lazúli.

Gn 14: O misterioso Melquisedeque Embora a vida seminômade fosse comum na época de Abrão, também havia muita gente que vivia em aldeias e "cidades" muradas (pequenas cidades; veja "Vida sedentária"). Estas eram governadas por "sheiks" locais, que por sua vez geralmente eram vassalos de reis mais poderosos. Os suseranos (v. 1) das cinco cidades da região do mar Morto (v. 2 ) vinham do distante Elão c da Babilônia (Sinar) e da Anatólia (rei Tidal). Rotas comerciais tornavam relativamente fáceis as viagens e a comunicação entre a terra natal de Abrão e Canaã. (Os elamitas exerceram poder considerável na Babilônia. Ur foi uma das cidades que conquistaram e saquearam naquela época).

• A m o r r e u s (7) Os aliados de Abrão penenciam a uma tribo que compartilhava a terra com os cananeus. Eles tinham bons motivos para apoiar Abrão, já que seu próprio povo fora vítima do ataque. Uma perseguição rápida e um ataque de surpresa deram a vitória a Abrão.

Gênesis

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Agar
Frances Fuller Agar era uma escrava. Quando Sara a entregou a Abraão para que ela lhes desse um filho, Agar não teve escolha. Porém, estar grávida de um filho de Abraão lhe deu certa vantagem. Ela havia adquirido valor, pois era capaz de algo que era vedado a Sara. Ela se tornou insolente, e isso era perceptível no seu jeito de olhar e no modo de agir. Sara, porém, reagiu de forma tão severa que Agar teve de fugir. É provável que o plano de Agar fosse seguir pela longa estrada do deserto, rumo ao Egito. Um anjo do Senhor "encontrou-a" junto a uma fonte, ao longo dessa estrada. 0 anjo chamou Agar pelo nome e lhe disse coisas admiráveis. A descendência dela seria multiplicada, a ponto de não se poder contá-la — a mesma promessa que havia sido feita a Abraão e Sara! Deus conhecia a opressão de Agar e prometeu que o filho dela seria "como um jumento selvagem", difícil de domar, hostil, independente, difícil de oprimir. O anjo disse a ela que voltasse para a sua senhora, e ela obedeceu. Esse encontro deve ter sido uma experiência espiritual e tanto! Agar disse o seguinte a respeito dele: "Agora eu vi o Deus que me vê". (O leitor, lembrado de que Sara descobriu que Deus tinha ouvido o riso dela, por mais que ela tivesse rido baixinho, se pergunta o que teria acontecido se Agar e Sara tivessem decidido compartilhar suas experiências!) Por mais 13 anos Agar se colocou a serviço de Sara. Quando Deus tornou a falar, enfatizando que o filho da promessa nasceria de Sara, e Sara de fato teve um filho, as coisas mais uma vez se complicaram para Agar. No dia em que Isaque foi desmamado. Sara pediu a Abraão que ele mandasse embora a escrava e o filho dela. E Abraão atendeu ao pedido de Sara. Agar e o filho saíram, andando errantes pelo deserto, levando consigo um pouco de comida e um odre de água. A água logo acabou e Agar, desesperada, deixou o menino debaixo duns arbustos, esperando que morresse. Mas Deus interveio, chamando do céu, lembrando a Agar que ele faria de Ismael uma grande nação. A mãe e o filho sobreviveram, vivendo na região montanhosa e deserta conhecida como o Sinai. Deus cuidou de Ismael e cumpriu as promessas feitas a Agar. A história dessas duas pessoas ainda é atual, pois trata da preocupação de Deus com os fracos, os desprezados, os pobres, os oprimidos. Ela mostra como Deus cuida daqueles que não fazem parte da aliança, e até mesmo dos que estão, quem sabe, bem longe da fé.

A história de Agar é contada em Gn 16.1-16; 21.9-21; 25.12. Veja também Gl 4.21-31

> V. 16b A NTLH traduz: "não expulsarei os amorreus até que eles se tornem tão maus, que mereçam ser castigados". Isto ajuda a entender a ordem dc destruir os povos cananeus na conquista da terra prometida. Deus lhes deu mais de quatro séculos para mudar de caráter. Na época de Josué, esses povos haviam chegado ao ponto em que não havia volta. Como no caso de Sodoma e Gomorra, o julgamento não podia mais ser adiado. Gn 16: C o n c e s s ã o Sarai encontrou sua maneira de fazer com que a promessa de Deus se realizasse. Sendo estéril, ela recorre à tradição e entrega sua escrava a Abrão. (Esta cláusula podia estar incluída no contrato matrimonial: o filho

resultante seria da esposa). Mas as emoções humanas em tal situação são complexas, c o resultado infeliz não é surpreendente. • A n j o d o S e n h o r (16.7) Veja Jz 2.1. Gn 17: O sinal d a circuncisão Deus confirmou a aliança mais uma vez, dando novos nomes a Abrão e Sarai. A maioria dos povos antigos, inclusive os hebreus, dava muita importância aos nomes das pessoas e dos lugares. Os nomes das pessoas geralmente diziam algo sobre a sua origem ou expressavam uma súplica ("Que Deus..."). A mudança de nome, neste caso, indica um novo começo. Assim, Abrão ("pai exaltado") foi mudado para Abraão ("pai de muitos"). E Sarai sc tornou Sara.

"'Olhe para o céu e conte as estrelas se puder... Será esse o número dos seus descendentes'. Abrão creu em Deus, o

Senhor."

Gn 15.S-6

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Pentateuco

Abraão
Alan Millard

Os judeus do tempo de Jesus tinham orgulho em afirmar: "Somos descendência de Abraão". Essa afirmação ainda é repetida por judeus e muçulmanos de nossos dias. Abraão é Importante por ser o homem a quem Deus prometeu a terra de Canaã e também por ser o modelo de fé: ele creu em Deus e levou Deus a sério. Na verdade, Abraão foi o primeiro a ter em mãos os títulos de uma propriedade material e de segurança espiritual. Em qualquer época as pessoas querem ter sua identidade, buscando-a, muitas vezes, no passado, em

genealogias e na história do próprio povo. Famílias que possuíam terras faziam um registro dos descendentes, para provar que eram os verdadeiros proprietários. Assim, o Israel antigo fazia o título de propriedade da terra em que morava remontar a Abraão, por mais que este nunca tivesse, ele próprio, tomado posse da terra.

liste documento sumeriano com seu envelope, da terra natal de Abraão, a cidade de Ur, e a tflbuldl em cuneiforme (nu página aposta) mostram o tipo de civilização desenvolvida que Abraão deixou para trás quando Deus o chamou.

Um h o m e m de fé
O pai de Abraão levou a sua família de Ur, na Babilônia, para Harã, na região onde hoje fica o sul da Turquia. Foi ali que Deus chamou Abraão, e este respondeu com fé. O texto não

diz como Abraão reconheceu Deus, o Deus verdadeiro, pois sua família adorava "outros deuses" (Js 24.2), incluindo, talvez, o deus lua, que era o patrono tanto de Ur quanto | de Harã. Num mundo em que se adoravam muitos deuses e deusas,

Ur
Ur já era uma cidade bem antiga quando Abraão nasceu. Escavações no "Cemitério Real", que data de cerca de 2500 a.C, revelaram uma série de tesouros: xícaras decoradas, utensílios feitos de ouro, e o "Estandarte Real de Ur" no qual aparecem cenas de guerra e paz (v<' época de seu apogeu, por volta de 2100 a.C, Ur era uma metrópole. 0 poder

O povo de Ur apreciava a música c a arte. Esta harpa reconstruída è um dos tesouros recuperados dos Túmulos Reais.

Gênesis

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crer num único Deus que pudesse suprir todas as suas necessidades era algo que faria de Abraão uma pessoa diferente de todas as outras. No entanto, esta era claramente a sua convicção. Embora, em conexão com Abraão, apareçam vários nomes para Deus, os mais freqüentes são "Javé" !o SENHOR) e "Deus". Outros nomes aparecem uma única vez: Deus Todo-Poderoso (£/ Shaddai, Gn 17.1; veja Êx 6.3), Javé, Deus Eterno (Gn 21.33), Deus Altíssimo (Gn 14.18-22). Fica claro que todas essas designações se referem à mesma Divindade. Abraão também podia identificá-lo com "o Criador do céu e da terra" a quem Melquisedeque, rei de Salém, servia (Gn 14.18-22). Em vários lugares d a terra de Canaã, Abraão ofereceu sacrifícios e fez orações, sem ritos elaborados ou sacerdotes que servissem

de intermediários, numa religião simples e pessoal. Tão logo Abraão chegou ã região central de Canaã, Deus lhe prometeu que aquela terra seria de seus descendentes (Gn 12.7), promessa que foi repetida em 13.15-17, no cap. 15 (de forma solene), e em 17.8. A história de Israel se baseava nessa promessa. Sem esperar que pudesse tomar posse daquela terra, era necessário que Deus reafirmasse a promessa anteriormente feita. O próprio Abraão deixou claro, diante de Deus, que necessitava dessa reafirmação (Gn 15.2,3). Os altares que ele edificou e as árvores que plantou eram, talvez,

um sinal de sua intenção de ficar na terra. No entanto, eram, acima de tudo, sinais de sua dedicação a Deus. Os lugares onde Abraão edificou altares não se tornaram lugares sagrados para sempre. O único pedaço de chão que Abraão possuiu naquela terra foi a caverna do campo de Macpela, perto de Hebrom, onde Sara foi sepultada. Deixar a sua casa, a sociedade que ele conhecia tão bem, e dirigir-se a uma terra desconhecida por ordem de Deus era um ato de fé. Saber que ele nunca possuiria a terra aumentou a sua fé. Os 25 anos de espera pelo nascimento do descendente foi outro teste, um teste que ele e Sara tentaram superar pela conexão de Abraão com Agar,

O maior teste de todos
Por fim, Abraão enfrentou o teste mais duro para a sua fé quando Deus pediu que ele sacrificasse o seu filho, uma ordem que Abraão acatou, ciente de que Deus proveria para si o cordeiro para o holocausto (Gn 22.8; veja Hb 11.17-19). Sacrifício de seres humanos era algo raro no mundo bíblico, de sorte que o pedido de Deus deve ter soado muito importante aos ouvidos de Abraão. Segundo uma tradição posterior, Salomão construiu o Templo no mesmo local onde Isaque foi amarrado. O fato de isso não ser mencionado pode ser indício de que o Gênesis é um relato mais antigo, enfatizando simplesmente que Deus provê. Quando Isaque tinha idade para casar e gerar um filho, a quem seria repassada a promessa da terra, Abraão, convencido de que Deus o guiaria, mandou seu servo de volta para Harã com a tarefa de encontrar uma noiva entre os seus familiares. Esta história é contada de forma magnífica em Gn 24. Uma família de poucas pessoas seria presa fácil dos inimigos. Mas

Estes bolos vasos de ouro estavam entre os tesouros descobertos nos Túmulos Reais, em Ur.

de seus reis se estendia para o Ocidente, chegando à costa do Mediterrâneo. Nesse período foi construído o grande zigurate (templo em forma de torre piramidal) em honra a Sin, o deus-lua que era adorado pelo povo de Ur. A cidade era um centro de comércio internacional e tinha dois portos bem movimentados, que se conectavam com o rio Eufrates através de canais. A maior parte da população morava e m casas de um piso, feitas com tijolos de barro, embota houvesse também algumas casas de dois andares. A maioria das casas era relativamente espaçosa, sendo que havia várias salas

ou quartos dispostos ao redor de um áttio central (veja a reconstrução d esquerda). Ao ser invadida por gente vinda do Elão, a oeste, lá pelo ano 2000 a.C, a cidade de Ur entrou em decadência, mas as ruínas do grande zigurate sobrevivem até os nossos dias.

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Pentateuco

U m personagem histórico?
A partir da Bíblia, podemos situar Abraão por volta do ano 2000 a.C. Como seria de esperar, não há nenhuma referência a ele em relatos extra-bíblicos. O estilo de vida do patriarca e os nomes dos membros de sua família refletem bem a cultura dos pastores semi-nômades que os eruditos modernos chamam de amoritas (e que eram encontrados em todo o Oriente Próximo no período que vai de 2000 a 1600 a.C). Embora alguns episódios da vida de Abraão (como recorrer a uma escrava para ser mãe substituta) pudessem ter ocorrido mais adiante na história dos israelitas, o quadro geral se encaixa melhor no tempo dos amoritas. A maneira como Deus é apresentado e a maneira como ele se relaciona com Abraão têm importância vital, desafiando os leitores a terem a mesma fé que teve Abraão.

^ > Abraão era um homem rico e tinha um grupo de homens encarregados de sua segurança. Assim, teve como resgatar seu sobrinho Ló, quando este foi levado embora por inimigos, além de auxiliar outra pessoas da região que tinham sofrido o mesmo ataque. Neste caso, foi positivo o relacionamento de Abraão com os chefes dos cananeus. Todavia, houve momentos em que, por motivos de segurança pessoal (Gn 12 e Gn 20), ele criou situações constrangedoras, fazendo com que Sara, sua mulher, se passasse por irmã (era, na verdade, sua meia-irmã).

Este xeque beduíno das imediações de lierseha ilustra o tipo de vida de um líder tribal do deserto. Vivendo em lendas amplas, eles têm a liberdade para conduzir os seus rebanhos aos melhores pastos.

Na história de Sodoma e Gomorra (Gn 18—19), Abraão se mostrou compassivo para com os seus vizinhos, por mais que Deus já os tivesse condenado por causa de seus pecados. Em seu famoso diálogo com Deus, ele estabeleceu o princípio de que Deus não destruiria a cidade, se nela fossem encontrados dez justos. Infelizmente, nem dez foram encontrados e as cidades e seus habitantes foram destruídos.

A história de Abraão é contada em Gênesis, desde 11.26 até 25.11. Veja também lo 8.33-59; Rm 4; Hb 11.8-19. MOMENTOS MARCANTES O chamado de Deus — Gn 12.1-5 A aliança — Gn 15 A oração por Sodoma — Gn 18 O nascimento de Isaque — Gn 21 O "sacrifício" de Isaque — Gn 22

Gênesis O sinal físico da circuncisão traz não só Abraão mas também Ismael e toda a comunidade multirracial da casa de Abraão para dentro da aliança. Vinte e quatro anos após deixarem I l a r ã , é anunciado o nascimento de Isaque, filho de Sara. • Circuncisão Não se tratava de um ritual novo. Nas nações vizinhas representava admissão ao status de adulto dentro da tribo. No caso de Israel, era um sinal exterior — desde o nascimento — de um relacionamento especial com Deus; não apenas um sinal de propriedade, mas um símbolo da realidade de todas as promessas de Deus expressas repetidas vezes nesses versículos. A circuncisão também significava obediência a Deus por parte do seu povo. Gn 1 8 . 1 - 1 5 : O s m e n s a g e i r o s Abraão acolheu u m estranho e, sem se dar conta, recebeu o próprio Senhor na sua casa. As efusivas boas-vindas e a preparação da comida (apesar da inconveniência da chegada dos visitantes durante o descanso do meio-dia) são elementos típicos da hospitalidade entre povos nômades do deserto até hoje. Aquele "um pouco de comida" (v. 6) acabou se transformando numa refeição de pães frescos, coalhada, leite c carne da melhor qualidade. As palavras "Será que para o S E N H O R há alguma coisa impossível?" revelam a verdadeira identidade do visitante c o riso incrédulo de Sara transforma-se em temor. Gn 1 8 . 1 6 - 3 3 : U m a s ú p l i c a por S o d o m a 0 pedido de Abraão demonstra a qualidade do seu relacionamento com Deus. Não é de admirar que 2Cr 20.7 o descreve como "amigo" de Deus. Deus precisava conhecer pessoalmente (v. 21) a verdade sobre Sodoma e Gomorra: rumores não eram suficientes. Abraão chegou à conclusão de que o julgamento era inevitável, porém sabia que era contra a natureza de Deus condenar os inocentes. Falou cautelosamente, sem tentar fazer Deus mudar de idéia, mas cada vez mais certo de que o "juiz de toda a terra" agiria "com justiça". Na ocasião, embora não tivessem sido encontrados nem dez "justos" em Sodoma, Deus salvou quatro pessoas — Ló, a mulher dele, c suas duas filhas. Gn 19: D e s t r u i ç ã o e r e s g a t e "Onde estão os homens que entraram na sua casa esta noite? Traga-os aqui fora para nós, pois queremos ter relações com eles" (v. 5 ) . Todos os homens da cidade estavam envolvidos nessa terrível tentativa de estupro — nenhum deles se junta ao protesto dc Ló contra a infração dos mais sagrados princípios da hospitalidade, para não dizer de civilidade. Deus tinha evidências claras de que o clamor contra Sodoma tinha a sua razão de ser (18.20-21). • O que aconteceu? A catástrofe provavelmente foi um terremoto acompanhado pela explosão de gases naquela região instável do Vale da Grande Fenda. O julgamento de Deus assumiu a forma de u m desastre "natural", mas para o bem de Ló Deus poupou a cidade de Zoar. "Está bem; concordo. E u não destruirei aquela cidade. Agora vá depressa, pois cu não poderei fazer nada enquanto você não chegar l á " (19.21-22). Mesmo assim, a mulher de Ló ficou para trás, parando para olhar, e morreu — v i r o u uma "estátua de sal", não num passe de mágica, mas ao ser sufocada pelo enxofre e pelos destroços que caíram sobre ela. • Moabe e Amom (37-38) Aparentadas com Israel, estas duas tribos que ocupavam as terras a leste do Jordão e do mar Morto adoravam outros deuses (veja Nm 25) e foram freqüentemente denunciadas pelos profetas. Apesar do caráter sórdido da origem dessas tribos, sua alienação em relação a Israel não era inevitável, como a história de Rute deixa muito claro. G n 20: H u m i l h a d o p o r u m r e i p a g ã o Muitos consideram esta história uma simples repetição de G n 12.10-20. Entretanto, Abraão, com certeza, não foi o primeiro nem o último a repetir o mesmo pecado q u a n d o se encontra sob pressão. Tampouco foi a única pessoa a ser humilhada duas vezes na presença daqueles que não têm o "temor de Deus" (v. 11) a orientar suas ações. Abimeleque (veja 26.1) saiu dessa situação com mais honra que Abraão, o homem de fé. Mais uma vez ficamos no suspense. Será que Deus permitirá que a insensatez de Abraão arruine seu plano no último momento? • Gerar Uma cidade antiga perto do litoral, ao sul de Gaza. G n 21.1-21: I s a q u e e I s m a e l Vinte e cinco anos se passaram desde que a promessa fora feita. Os pais idosos de Isaque ficaram naturalmente radiantes com seu nascimento. A exigência de Sara de expulsar

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10. onde há estranhas formações de sal. a localização nunca foi confirmada. comum nessa região volátil. por isso. o que se encaixa com os "poços de betume" mencionados em Gn 14. d e i x a n d o n i n a a l i a concentração d e sal q u e e l i m i n a i o d a s as formas de vida. Ueálaróntc 1 • i | / Jerusalém • Mm Possível localizarão de Sodoma o Gomorra (ho|e coberta por águas rasas) fes Mono . Acredita-se que Sodoma e Gomorra foram submersas após o cataclismo que as destruiu e que as cidades agora se encontram submersas na parte sul do mar Morto. A á g u a e v a p o r a . as cidades poderiam ter existido em qualquer lugar no vale próximo ao mar Morto. Betume também é encontrado naquela região.JO Pentateuco \\>i ficar l á o abaixo d o nível d o mar ( o u d o s Onde situavam-se Sodoma e Gomorra? Alan Millard m u r o s mares). Geólogos sugerem que um terremoto. poderia ter causado um grande incêndio e a liquefação d o betume numa escala grande suficiente para engolir Sodoma e Gomorra. Mas nenhuma ruína foi encontrada para Mor identificar essas cidades e. Na verdade. o mar M o n o não lem v a / ã n OU saída.

Assim sendo.17-33).9. Jesus ensinou seus discípulos a orar no Pai-Nosso. "protegido por Deus. Aqui. o menino cresceu" (20). • 0 menino ( 1 4 ) Ismael já devia ter 14 anos ou mais.il d a história e m q u e DeUS pós A b n l o I prova. 28. E Isaque? Será que esperneou o u discutiu? Na narrativa. toda a área litorânea do Sul era habitada por filisteus. então. há conflitos por causa de água desde o t e m p o de A b r a ã o até o presente. Em outras passagens da Bíblia é Satanás quem testa o u .9 "Isaque" em hebraico significa riso (veja 17. E desde o período dos Juízes houve conflitos entre os dois povos. assim como para leitores de todos os tempos. são os seres humanos que (equivocadamente) colocam Deus à prova. Gn 2 2 : U m a m a n e i r a c h o c a n t e de t e s t a r a f é 0 que Abraão sabia a respeito de Deus certamente jamais o levaria a imaginar que Deus poderia querer um sacrifício humano. Na Palestina. embora este não fosse filho da promessa. Deus provê.12-18. • Filisteus Abimeleque e o povo de Gerar podem ter sido antigos colonizadores filisteus naquela região. Gl 4. e os dois retornam juntos (v. o seu filho. 5). não nos surpreende que tenha havido um rixa por causa de um poço em Berscba (veja os problemas de Isaque. 1 são claras: é assim que o autor interpretou a situação.17-19). (Veja também 25. as palavras devastadoras com que a história começa são chocantes: "Pegue agora Isaque. Mas as palavras do v.22-25 mostra porque o rompimento era inevitável.3 4 : U m a r i x a por c a u s a d e u m p o ç o A água sempre foi preciosa para os pastores no clima seco do sul da Palestina. • Vs. Q u a n d o os israelitas saíram do Egito. seu papel é passivo. Mas agora ele confia mesmo sem entender. Pelo contrário.10 e a alegoria de Paulo em G l 4). A palavra surge novamente no v. o seu único filho. ele reflete a oferta muito mais preciosa de Deus em Jesus. "Não nos deixes cair em tentação". Será que Abraão está disposto a oferecer aquele que lhe é mais importante que tudo no mundo? Será que ele confiará em Deus no que diz respeito a Isaque? No passado. a quem você tanto ama". Deus não quer um sacrifício humano. "Abimeleque" pode ser um título filisteu para "rei" (como o "Faraó" egípcio). em vez de um nome pessoal. Gn 2 1 . 2 2 . o patriarca ofereceu como sacrifício um carneiro. Ksln representação d a cabeça d c um carneiro data d a época de A b r a ã o . Mais uma vez aparece o cuidado de Deus por Ismael. num poço nas colinas . Expulso por Sara e Abraão. 6. Q u e tipo de Deus é este Deus que pensávamos conhecer? A instrução é ainda mais intrigante.Gênesis Agar c Ismael contrariava o costume da época e Abraão precisou de uma palavra de Deus antes de concordar.13 137 A o fin. e m lunar d e seu filho. naquela parte do mundo). 36. possivelmente. para zero nos quatro meses do verão (junho a setembro. • "Deus pôs Abraão à prova" ( 1 ) 0 termo antigo "tentou" tem o mesmo significado de provar o u testar. ele não foi abandonado por Deus. Para cie.3.9. O índice pluviométrico mensal nesta área cai de 100 mm. 18. foi assim que Abraão a interpretou. rebanhos bebem á^ua da J u d e i a . 9: "brincando com" / "provocando". ele havia deixado de confiar em Deus para sua própria segurança: duas vezes o vimos de forma egofsia colocar em risco a vida de Sara. em janeiro.17. e a renovação do pacto. já que todas as promessas de Deus convergiam em Isaque. ( I C o 10. não ativo: uma aceitação do sofrimento — como o servo do Senhor em Is 53. E ao oferecer seu próprio filho. como Jesus que foi s u b misso até a nu irte. Como Deus podia exigir sua morte? No final da história podemos respirar aliviados. 26. A questão é claramente apresentada como de confiança (veja Mb 11.12-15).

que você pode mostrar que me ama: aonde quer que cheguemos. Um documento encontrado entre os Pergaminhos do Mar Morto. ele também deu um novo nome a Sarai. Alguém poderia matá-lo para ficar com ela. caps. grávida. enfatiza. por fim. e ela própria. em detalhes. "Deus me deu motivo para rir". E Deus prometeu que ela teria um filho e que ela seria a mãe de nações e de reis. Isso salvou a pele de Abrão. Sara riu também. do Faraó do Egito. imaginando que todos os que ouvissem essa história passariam a rir com ela. de Gerar. Duas vezes ele foi levada para fazer parte do harém de homens poderosos: primeiro. Sarai. passou a desprezá-la. foi que a escrava. Quando tornou a falar com eles. O resultado te. Deus também não estava contente com a situação. e mês após mês era a mesma frustração e o mesmo recado a Abrão: "Ainda não foi desta vez". ela se deu conta de que para Deus não havia impossíveis e começou a rir de alegria. que conhecia todos os motivos de riso que Sara tinha. depois. Hb 11. ele combinou com ela o seguinte: "É assim Sarai era estéril. que significa "princesa". O S E N H O R mandou que Abrão saísse à procura de uma terra que Deus lhe daria. disse ela. ficou braba com Abrão. Durante três anos. 12—23. Sarai ficou tudo menos realizada e feliz. Ela passaria a se chamar Sara. mas deixou Sarai exposta. Depois disso. 1Pe 3. Abraão encostou o rosto no chão e começou a rir diante da idéia de Sara ter um filho aos 90 anos de idade. seguindo a orientação de Deus. Veja. morando em tendas. por sua vez. tão bonita que o marido se sentia inseguro. tendo em mente a fidelidade de Sara em relação a seu marido e relevando os seus defeitos. Poderia uma mulher ter um filho estando já na menopausa? Será que um camelo conseguiria voar? Quando. Assim. . diga sempre a respeito de mim que eu sou apenas um irmão". escreveu que ela é modelo da beleza interior que caracteriza as mulheres dedicadas a Deus. triunfo e satisfação. Deram ao menino o nome de "Riso". O apóstolo Pedro. Sarai entregou a escrava a Abrão. Sara viveu 127 anos e morreu em Hebrom. e assim ela passou a acompanhá-lo numa vida nômade. do rei Abimeleque. Sarai decidiu resolver a situação à sua maneira. Por fim. meia-irmã e esposa de Abrão. indo d e lugar e m l u g a r e v i v e n d o e m tendas c o m o estas mulheres. quando nasceu o menino Ismael. Assim. Traída? Usada? Violada? Nas duas vezes Deus interferiu para resgatá-la. A Bíblia não diz como Sarai se sentiu nessa situação. mostrando-se descren- A história de Sara é narrada em Gênesis. e Sara pediu a Abraão que mandasse Agar e Ismael embora. escrito séculos mais tarde. Deus havia prometido a Abrão uma descendência tão numerosa quanto as estrelas. Isaque não se deixou consolar.3-6. Escutando a conversa na entrada da tenda. Abraão chorou a morte de Sara e comprou a caverna de Macpela para sepultar a mulher. Ao que tudo indica. também. sempre uma pessoa de fora em culturas estranhas. Ela era bonita. Sara tinha o filhinho em seus braços.11. a beleza física de Sara. houve ciumeira entre Sara e Agar por causa dos filhos. o filho de Abrão com a escrava de Sarai seria filho de Sarai e reconhecido como herdeiro. mandando pragas sobre o Faraó e levando Abimeleque a ter pesadelos — e assim Abrão foi solicitado a buscá-la de volta. Sara acompanhou sen m a r i d o numa vida n ô m a d e . Segundo o costume. num mundo em que as mulheres não eram senhoras do seu destino.Pentateuco Sara Frances Fuller Lá na Mesopotâmia ela era Sarai. mudando o nome do patriarca de Abrão para Abraão. Tratou de maltratar a escrava Agar e.

que será foco de atenção no cap.12-18: ca destacam-se na narrativa.14).Gênesis oferece outro comentário sobre provação e a provisão de Deus. (v. conforme detalhes da lei hitita ( a menção das árvores. Mas Isaque cumprimento d a promessa depende de uma c o n t i n u o u sendo o único h e r d e i r o de seu esposa e de filhos para Isaque: uma esposa pai. A negociação é descrita v i v i damente. Os heteus que ocupavam a área de Hebrom devem ter sido imigrantes do reino hitita (fundado por volta de 1800 a.) > A t e r r a d e M o r i á (2) Abraão fez a sua oferta num dos montes sobre os quais Jerusalém se situa atualmente (possivelmente o próprio monte d o T e m p l o — veja 2 C r 3.) O servo fiel e a própria RebeG n 25. no Neguebe. Os presentes do O s d e s c e n d e n t e s servo no v. Ele viveu sem receber "as coisas que Deus tinha p r o m e t i d o " ( H b 11. (Isaque é novamente colocado n u m papel passivo.1). 139 Rebeca recebeu jóias d e o u r o e prata. Oriente. na região onde hoje fica a Turquia).• V . geralmente cavernas ou escavações n a rocha. 24. uma jovem promessas tornaram-se suas: Deus abençoou da família do povo de Deus. Ela reflete o cos. é uma das mais belas d o AT. que foram atraídos ao Sul pelo comércio. tradicional no de Agar (16.13) e teve que negociar até para ter u m local para enterrar sua esposa. O acordo entre A b r a ã o e os heteus d a região de H e b r o m poderia l e r sido registrado c m cuneiforme sobre u m a lalniiiiiia de argila semelhante a esta. Isaque era solteiro. Todos Abraão j á era idoso. 53 selam o noivado. com a morte de Abraão. A história narrada Isaque. pois os muçulmanos têm Abraão em alta conta. e. 11 Beer-Laai-Roi. Nenhuma conde Ismael clusão podia ser mais adequada d o que esta: Essas tribos ocupaDeus. 18). também eram comuns. Este capítulo c o 21 registram os primeiros direitos legais da família de Abraão cm Canaã. Esla moça judia icmcniia que v i v e em Israel se a d o r n o u com um tradicional c o l a r de prata e uma tiara d e prata. G n 25.1-11: O s ú l t i m o s d i a s de Abraão Os filhos d e Q u e t u r a são os ancestrais Gn 2 4 : R e b e c a de vários povos d o norte da Arábia. Atualmente n o local tradicional d o túmulo em H e b r o m aparece uma mesquita. não tinha direito a propriedade.vam o Sinai e a parte to em todas as suas etapas. Túmulos familiares.. pesagem da prata pelos padrões da época e a proclamação na presença de testemunhas à porta da cidade). coloca o seu selo noroeste da Arábia — sobre o casamento n o amor profundo de Isa"desde Havilá até Sur" que por esta jovem extraordinária. O foram sustentados p o r Abraão. O pequeno g r u p o d e pessoas levou três dias para fazer a viagem d e cerca de 80 km. • Família d e Naor (20-24) Esta rápida atualização d o outro ramo da família de Abraão serve para apresentar Rebeca.C. . Acordos importantes podiam s e r registrados p o r escrito desde os tempos amigos. Gn 2 3 : U m t ú m u l o p a r a S a r a Abraão. as posses e essencialmente escolhida por Deus. c o poço tume do casamento arranjado. que guiou tão claramente esse casamen. estrangeiro na terra.

26 se assemelha a incidentes na vida dc Abraão.31) Como filho mais velho. data da época d e Herodes. e também na direção leste. • O direito de primogenitura (25. acrescentando u m a garantia pessoal: "Eu estarei c o m você e o p r o t e g e r e i . ao Norte.23).22-34. • V.35 A história de Isaque Mais uma vez a linhagem continua pela ação direta d e D e u s . G n 28: O s o n h o A bênção de despedida que Isaque proferiu e q u e . G n 27—35 A história de Jacó H e b r o m . O relacionamento entre Isaque e Rebeca foi prejudicado. como Deus sempre quis — mas por um alto preço. 2 Padã-Arã ("planície de Arã") é a mesma região que Arã-Naaraim ('Ara dos rios").33): a bênção acompanhava o direito de filho mais velho. Jacó. no Sul. a o anoitecer. A terra natal de Rebeca ficava entre os rios Eufrates e Habur. Ele adota com Rebeca o mesmo artifício que seu pai usara (mais verdadeiramente) com Sara: mas Rebeca não é tirada dele. desta v e z . • Abimeleque/filisteus (26. E farei com que v o c ê volte para esta t e r r a . filha de um heteu. ele perdeu todo direito à herança e à bênção que a acompanhava. local d o tradicional túmulo dos patriarcas. . Esaú estava disposto a matar seu irmão. f o i d a d a d e forma genuína reconheceu Jacó como real herdeiro da promessa d e Deus. A o casar-se com Judite. que gostava de ficar em casa. O N T acrescenta uma dimensão espiritual ao conceito de bênção. . A fome faz com que Isaque se retire d o Neguebe. Esaú. Como a maioria de nós. porém é distinta de relatos anteriores. não se referiram a Deus. fica n o alto. ( N o AI^ a bênção proferida pelo pai comunica prosperidade material a seu filho — as palavras têm poder.) A trama calculista de Jacó é descrita sem comentários — mas H b 12. 100 km ao norte de B e r s e b a ) .16-17 censura a G n 27: Jacó e Esaú N e n h u m personagem se saiu bem nesta história. Mais tarde encontramos os arameus estabelecidos mais ao sul. não acreditou. Isaque vacila entre a fé e o medo. ao concordar com o plano.1) Veja 21. Quando vendeu seu direito de primogenitura. embora estivessem do lado do direito. c o m adições posteriores no período bizantino e n a época das Cruzadas.Pentateuco IflHflHBi atitude de Esaú: ele era "profano". mas trapacearam c mentiram para alcançar seus objetivos. G n 25. A bênção foi de Jacó. a Mesopotâmia grega (atual leste da Síria — norte do Iraque). n u m momento de profunda solidão. "assim Esaú desprezou o seu direito de filho mais velho"." Abimeleque propõe a paz com honra. O plano dc Isaque foi contra aquilo que Deus revelara antes d e os meninos nascerem (25. nos montes d a Judeia. na Síria. J a c ó partiu e em Betei ("casa d e D e u s " . Deus repetiu a este homem pouco promissor a promessa feita a Abraão e Isaque. . sobre tuna caverna usadn como túmulo. Deus sc fez presente com ele.19—26. Jacó e Rebeca. porque estou com você. precisando sempre ser tranqüilizado por Deus: "Não tema. E Rebeca jamais tornou a ver seu filho predileto. Esaú e J a c ó nascem depois de vinte anos de espera. mas ele vai para Gerar. não honrou sua palavra (25. A construção maior. "por uma refeição vendeu seus direitos dc herança como filho mais velho". J a c ó respondeu com sua própria promessa. A história n o cap. mas na casa d o patriarca há motivo para amargura. " Mal acreditando. Esaú fez outra escolha errada. foi para o exílio. Isaque confiou totalmente nos seus sentidos e todos eles falharam — até o paladar do qual tanto se orgulhava. Quando seus ouvidos revelaram a verdade ("a v o z é de Jacó"). e não para o Egito. Esaú haveria de suceder Isaque como chefe da família e herdaria o dobro em relação a seu irmão Jacó. N u n c a houve gêmeos c o m personalidades tão diferentes.

bela e amada. com anjos subindo e descendo por ela (veja também J o 1.51). Raquel foi dada a Jacó. Mas não há necessidade de um interprete especial: Deus fala claramente. ( .18). • 29. desprezado Lia.31 Por mais que Jacó tenha. A "escada" que aparece em algumas traduções era uma escadaria (será que as histórias do grande zigurate de U r foram transmitidas a Jacó?). Pedras ou montes de pedras geralmente eram usados desta maneira (veja 31. N a época d e Salomão.3 Isto reflete o mesmo costume que Sara seguiu (16. • 29. N ã o foram anos muito alegres para Jacó. Ela veio a ser a mãe de Levi (a linhagem dos sacerdotes) e de J u d á (a linhagem real).18 Jacó ofereceu seus serviços em lugar do presente de casamento habitual. vivia amargurada por continuar estéril. que encontrou no tio Labão alguém à sua altura em termos de trapaça nos negócios. E na viagem d e v o l t a . e seis para que pudesse ter seus próprios rebanhos. A escrava dada a sua filha (v. os camelos haviam se t o r n a d o um dos principais meios d e transporre. (Posteriormente a lei impediria que o homem tomasse por mulher a cunhada. Raquel. • 30. A esposa mal-amada esperava a cada novo filho ganhar a afeição do marido. com a condição de que deveria trabalhar mais sete anos por ela. Gn 2 9 — 3 1 : J a c ó e n c o n t r a a l g u é m à sua a l t u r a Estes três capítulos abrangem os 20 anos do exílio de J a c ó : 14 anos de serviço para obter as duas esposas.1-2). • 29.^ 1 ) e na Babilônia dava-se muita importância aos sonhos.51-52). A "coluna" — não muito grande — consagrada com óleo foi posta de pé para celebrar a visão. H á sonhos importantes no A T também —como é o caso deste. Deus não a desprezou. O logro no casamento de Jacó com Lia causou uma vida familiar intolerável. talvez. • 30. o servo d e A b r a ã o levou unia tropa d e d e z camelos. 0 significado vem com o sonho. 24) pode ter sido parte do dote. tanto e m períodos d e p a z como c m tempos de guerra.28 Após a semana de festas.14 Acreditava-se que mandrágoras induziam A o sair c o m a tarefa d c encontrar uma esposa para [saque. E Jacó acabou por ser negociado entre as duas. pois isso criaria inimizade entre as duas irmãs: Lv 18. Labão aproveitou a oportunidade para explorar a generosidade da oferta. Rebeca veio montada mim camelo.> O sonho (12-15) No Egito mitigo (veja Gn 4 0 .

A notícia de que Esaú se aproximava depressa.21 A história d o trágico estupro dc Diná é contada no cap. como fica claro no estágio seguinte da viagem. G n 33: O s reencontro dos irmãos As boas-vindas dc Esaú a o irmão que o enganara foram i n c r i v e l m e n t e efusivas e generosas. Na realidade ele devia seus rebanhos ao poder de Deus e à prática de cruzamento seletivo que o sonho revelou. selam a reconciliação. aterrorizou Jacó. Jacó v i u o conflito com Deus. segundo pensava. 34.44 O pacto de não agressão feito por Labão c Jacó tem muitos paralelos contemporâneos. Por ironia. o t r a t o entre J a c ó e Labão (31. c o m o . 14 Jacó não tinha a intenção de ir a Seir. primeiro lutou com Deus para depois se apegar a ele com fé renovada. • 31. o encontro entre os dois irmãos era inevitável. A pedra q u e aparece n a foto encontra-se nas ruínas d a antiga S i q u e m . (Júntale Albo . que havia marcado toda a sua v i d a . Gn 32:Jacó luta com Deus Embora Esaú tivesse se estabelecido em Seir. Jacó saiu mancando d o confronto. a favor d e Jacó. O próximo altar que edificou não foi ao Deus de seus pais. • 30. • V . mas era u m novo homem. Belfl Mula (Belém) Ht'hrom. o Deus ele Israel" (El Elohe Israel. • 30. mas a "Deus. • 31. p o r e x e m p l o . A posse dos ídolos d o lar poderia ajudá-lo a reivindicar a herança. Sozinho e sem sono. Ele não foi nem o primeiro nem o último que.37-43 Jacó acreditava que a observação dos galhos durante a gestação afetaria os cordeiros n o ventre. O presente de Jacó.45).14 Lia e Raquel tinham direito a parte da riqueza que seus presentes de casamento haviam trazido a Labão. Mas ele não conseguiu dizer isso com franqueza. foi Lia quem ficou grávida outra vez. numa crise. e com u m pequeno exército. e sua aceitação por parte de Esaú. A refeição sela a aliança.42 Pentateuco Padã-Arà A viagem dc Jacó: ida c v o l t a P o r u m a p e d r a d c pé c o m o se fosse u m pilar e r a u m a m a n e i r a de " m a r c a r " u m acontecimento importante. Mas desta vez ele planejou e orou. culminar nessa estranha luta.19 Raquel agiu. . no extremo sul. 33.20). Esaú vindo dc Seit a fertilidade. Sumte Penuel IMaanaim • 31.

As três matriarcas devem ter sofrido com esse estigma. e não a circuncisão. Mas. as filhas e netas. no entanto. Mas essa aliança não foi feita unicamente com Abraão. dentro da aliança. como membros de segunda categoria. 'As experiências tanto de mulheres quanto de homens são vistas como modelos de fé. as mulheres eram." Entretanto. Em muitas culturas. um padrão que se repete nas histórias das matriarcas Sara. sempre foi a base bíblica para alguém ser aceito por Deus.Gênesis 143 Mulheres de fé Claire Powell Durante séculos. ou se está defendendo abertamente sua adoção em todos os tempos e em todos os lugares.2).1. Agar é maltratada por Abraão e Sara.27. injustamente. que. no NT. devido a isso. Ela foi feita também com Sara.. mesmo quando suas histórias apareciam no texto bíblico. O rito do batismo.2). o filho da promessa (Is 51. Nos casos de Sara e Raquel. Rebeca e Raquel é a decepção da falta de filhos (Gn 16. Eles a tinham na conta de uma simples escrava. Se todas as mulheres tivessem sido contadas.21. mas uma forma de expressar a totalidade) são incluídos especificamente os homens. uma grande família era considerada uma grande bênção de Deus. eram elas que não podiam conceber. Diante disso. nas histórias dos patriarcas. mas não significa que é assim que elas deveriam ser tratadas. Há mais histórias sobre homens. elas deveriam ser consideradas. dentro dos próprios textos. literalmente. As experiências e oportunidades na vida das mulheres de hoje parecem bem diferentes daquelas que aparecem no Gênesis. Desse modo. muitas vezes. embora não houvesse circuncisão para as mulheres. a exemplo de Abraão. recebeu um novo nome e sem a qual Abraão não poderia ter tido Isaque. o texto deixa claro que é Deus quem dá ou retém o dom de filhos. um status mais eleva- do para as mulheres.. indícios de que Deus tem um conceito mais elevado das mulheres do que transparece na maneira como elas eram tratadas pelos outros. 25. para todas as nações. no passado. A pesquisa bíblica mais recente tende a chamar a atenção para esses detalhes e procura descobrir. ao passo que a situação de Rebeca e Isaque é um tanto ambígua. nas culturas do antigo Oriente Próximo. os pais ou patriarcas do povo de Israel. mesmo que o marido ou a mulher não possa. Jacó levou consigo para o Egito os filhos e netos. É claro que a Bíblia nos vem eme por meio de uma cultura e uma história. O sinal dessa aliança era a circuncisão (dos homens). De uns tempos para cá. marginalizadas ou ignoradas. com a possível exceção de duas mulheres: Diná e Sera. As experiências tanto de mulheres quanto de homens são vistas como modelos de fé para todo o povo de Deus. A aliança q u e Deus fez O relato da aliança que Deus estabeleceu (Gn 15—17) ocupa um lugar central na promessa de salvação. em termos de missão mundial. . Sempre de novo aparecem. Mulheres que não podiam ter filhos No AT. mas. tê-los. por exemplo. não há nenhum indício de que. a interpretação de Gênesis esteve relacionada com a vida dos grandes homens de fé. 30. ou prescrevendo o que deveria ser um padrão cultural de nossos dias. ao passo que o anjo do S E N H O R a chama pelo nome. mas no cômputo final de setenta pessoas (é provável que esta cifra não seja literal. Em Gn 16. as mulheres são. mas.5. acusadas de serem as únicas culpadas por isso.1-2. houve uma redescoberta das histórias das mulheres de fé e de sua centralidade no desenvolvimento da história da salvação. Isso nos diz algo sobre o silêncio a que foram reduzidas as mulheres e sua condição de marginalizadas na cultura dos tempos bíblicos. o antigo preconceito cultural em relação às mulheres foi perpetuado.7. Entretanto. E o NT enfatiza que a fé. é preciso verificar constantemente se as histórias dos patriarcas estão descrevendo a cultura daquele tempo. insere os homens e as mulheres na igreja cristã. tanto para os descendentes de Abraão quanto. a família de Jacó teria sido muito mais numerosa do que aquelas setenta pessoas. Marginalização Segundo Gn 46. as mulheres não contavam. se o AT está apresentando atitudes que pessoas daquele tempo tinham em relação ao papel das mulheres. tecnicamente.

Uma vez proferida. e Jacó saiu da barriga da mãe segurando o calcanhar do primogênito Esaú. Não é de surpreender. tratou de fugir. conseguiu fazer com que o faminto e exausto Esaú abrisse mão do direito de primogenitura em troca de um prato de comida. preferindo o ambiente caseiro do acampamento familiar. Jacó não era farinha do mesmo saco. O homem d o contra Esperto e sempre disposto a levar vantagem pessoal. c u i d a n d o b e m d o s rebanhos d e seu sogro. o astuto Labão entregou Lia. o irmão de Rebeca. independentemente do preço a ser pago. Isaque pediu a Esaú que lhe preparasse sua comida predileta. para só então oferecer a Jacó a filha mais moça. assim. Jacó ficou rico. Se Esaú era caçador e homem de ação. Jacó parece ser. A história das ovelhas e das cabras (Gn 30. mas Jacó era o favorito de sua mãe. Não obstante.25-43) dá a entender que Jacó entendia o processo de procriação de animais de uma maneira que escapava a seu tio. acabaria trazendo problemas para José. Jacó passou a fazer parte da linhagem de Abraão e Isaque. sempre disposto a obedecer. e.23). na hora H. se Abraão era o fiel servo de Deus. Apaixonado pela filha mais moça de Labão. que vivia em Harã. Labão estava furioso. Mas aqueles não foram anos perdidos. vendo que a vida lhe chegava ao fim. Jacó acumulou riquezas e conhecimento. muito perspicaz. e ele foi o segundo a nascer. o primogênito. a bênção não poderia ser revogada. que se chamava Raquel.Jacó David Barton Jacó era filho de Isaque e Rebeca. Ao todo. Rebeca escutou 0 que Isaque disse a Esaú e elaborou o plano de cobrir as mãos e o pescoço de Jacó com pele de cabrito. juntamente com a preferência de Jacó por Raquel. Jacó trabalhou 14 anos para o tio Labão. Isaque tinha predileção por Esaú. concluiu que era uma boa idéia ficar tão longe quanto possível de seu irmão furioso. Mas. aproveitando a ausência temporária de Labão. igualandose ao próprio Labão. E Jacó. como prelúdio para a bênção que daria ao filho o direito à herança da família. de volta ã terra de Canaã. Foi a prontidão e vigilância de Rebeca que permitiu a Jacó sair em vantagem. prepararam o terreno para uma disputa familiar que. Jacó teve de trabalhar sete anos para pode casar com ela. Assim. a filha mais velha. Jacó era calmo e introspectivo. Mas o fato de. Labão era bem diferente do sereno Isaque e do infeliz Esaú. Os dois devem ter "lutado" muito durante a gestação. Mas. que Labão passe a tratar o sobrinho e ex-dependente com frieza. nele Jacó encontrou alguém à sua altura. . As constantes desavenças entre Raquel e Lia. o fato de ter tantos filhos. neto de Abraão. portanto. a linhagem que recebeu a promessa de vir a ser uma grande nação (sendo que tudo isso já estava implícito nas palavras que Deus havia dito a Rebeca em Gn 25. desde o início. aliado a seu sucesso como pastor de ovelhas. Aquele era um momento crucial. Novas áreas a explorar Jacó. Num primeiro momento. E Jacó se valeu desse conhecimento para tirar uma grande vantagem. a hábil e manipuladora Rebeca. Nessa mesma época a família de Jacó aumentou. mais tarde. para que ele se parecesse com Esaú e também para vencer a resistência de Jacó. mudou-se para a casa de um tio. Rebeca teve gêmeos. A história do nascimento já sinaliza o que ele viria a ser. pouco importando os protestos de Esaú. que temia ser amaldiçoado pelo pai. o típico homem do contra. Idoso e cego. fez de Jacó alguém que merecia respeito.

No entanto. disposto. onde possivelmente teria de encarar a fúria de seu irmão. e eleé o personagem principal da narrativa até o final do cap. Jacó se deparou com um estranho. Ao mesmo tempo. inclusive.no final. Ele saía ferido daquele encontro. talvez. com certeza. por mais que um senso de destino tenha influenciado seu modo de agir em Harã. Nesse ponto a história de Jacó se dissolve. Deus nos toma assim como somos. Anteriormente. Aquele era. a pisar os outros para alcançar seus objetivos. mas a sua bênção.29-34 A bênção — Gn 27 O sonho . A virada É nesse momento que começa a aparecer o outro lado de Jacó. negociar um acordo de paz. não o nome. se necessário. Jacó comprou terras em Siquém.22-32 . Também este havia prosperado. onde construiu um altar para El. Mas ao longo de sua vida ele procurou levar vantagem em tudo. E ali a sua condição de patriarca foi definitivamente estabelecida através de nova manifestação de Deus.. Dessa vez Jacó ficou admirado: "Eu vi Deus face a face. em sua viagem de volta à terra natal. não apenas por meio da extraordinária fidelidade de Abraão.10-22). confirmadas para ele também. ele havia "lutado com Deus e com os homens" e saído com a vitória. o velho e astuto Jacó. A história de Jacó se inicia em Gn 25. partindo em direções opostas. pois aquele era um ponto de encontro entre Deus e a humanidade. com razoável quantia de bens.laboque. Até mesmo um ardiloso trapaceiro como Jacó tem seu lugar no estabelecimento da vontade de Deus e pode. seu filho predileto. acima de tudo na história de José. Agora. assegurando-lhe que a promessa continuava de pé. ao transpor o vau do Jaboque. por assim dizer. a saber.) Ele marcou o lugar e lhe deu um nome. o motivo condutor de toda essa narrativa: Deus realiza os seus propósitos. Aquela luta. Israel.3-4). Vemo-lo enfraquecido. Só então ele o deixaria ir. Ele amava Raquel com amor sincero.51. Mas Deus lhe apareceu mais uma vez. que durou a noite toda. retratado acima.Gn 28. na história de seus filhos. um homem independente. que. mais por respeito do que por afeição. Jacó havia tido um sonho fantástico em que aparecia uma escada cujo topo atingia o céu (Gn 28. Deus agindo Este é. onde havia tido aquele primeiro sonho. com uma fraqueza nunca antes vista. deu início a uma nova etapa na vida de Jacó. e acabariam por se separar. As promessas feitas anteriormente a Abraão e Isaque foram. Jacó percebeu que mancava. MOMENTOS MARCANTES A promessa — Gn 25.22. Mas. parece que as implicações morais daquela visão tiveram pouco efeito sobre ele. o Deus de Israel. Gn 50 registra a sua morte. e isto está implícito na história. ao afastar-se do ribeiro na hora do amanhecer. Jacó tem o seu lado bom. quando fugia do irado Esaú. Depois. como seria de esperar. Jacó havia feito o possível para tentar impressionar Esaú com as riquezas que havia acumulado e. Jacó teve seu caminho literalmente barrado pelo mistério de Deus. 35. pediu-lhe. De volta ao lar O encontro com Esaú foi tranqüilo. Jacó era maior do que havia sido até então. quando estava de mudança para o Egito (Gn 46. vendo-se em desvantagem diante de um opositor tão poderoso. Na noite que antecedia o encontro. porém. o seu relacionamento com Deus. Jo 1. ser transformado por um encontro com o mistério de Deus. nascido da amada Raquel. para ele e as gerações subseqüentes. mas também através de coisas mais suspeitas como o inte- resse próprio e a ambição pessoal. Os dois se abraçaram. Mas quando o misterioso estranho o havia abençoado (sem revelar seu nome). porque HHHHHHH U m m o m e n t o decisivo na v i d a de J a c ó Foi o d a q u e l a noite e m que l u t o u c o m um estranho misterioso n o vau d o rio . pois agora ele tinha um novo nome. agota. (Mais tarde Jesus faria referência a essa visão.12-22 O casamento — Gn 29—30 O encontro com Deus — Gn 32. agora.23 A primogenitura — Gn 25. antes de tudo. e ainda estou vivo". ele se mudou para Betei. fazerem um acordo no sentido de cada um respeitar o território do outro mostra claramente o novo status que Jacó havia alcançado: ele era. e que teria todo aquele sucesso no Egito. e sua tristeza diante da suposta morte de José foi profunda. nem sempre devidamente lembrado. no final.

A história apresenta Diná em silêncio e sem poder algum. em resposta ao insulto sofrido pela irmã. x G n 37—50 A história de José Gn36 A linhagem de Esaú Mais uma vez. de assassinato. 28 e 36. Mas a questão que interessa ao autor/editor. • Siquém (12) Será que Jacó estava preocupado com o bem-estar dos seus filhos que se encontravam na região onde Diná havia sido estuprada c os irmãos dela haviam vingado a honra da irmã (cap. 49. Seria Edom o contexto o u ambiente em que se passa a história de J ó ? • V . caso seu pai decidisse fazer dc José o herdeiro — não está a favor da violência. Isaque. Esaú c Jacó. Jz 8. Será que o povo dc Hamor aceitou os termos propostos por ganância (v. • V . Mas o uso de nomes alternativos é uma característica da literatura do Oriente Próximo e os nomes aqui são permutáveis (compare os vs. importante G n 37: D e filho predileto a escravo Aqui começa a parte final de Gênesis. • A túnica especial (3) Q u e r ela fosse de mangas longas ( c . ao dar à luz a Benjamim. • Caravana de ismaelitas/midianitas (25. Esta é a última das histórias de família. no túmulo da família (veja cap. assumindo responsabilidade por seu irmão mais novo. levando a um crime ainda mais grave. o autor oferece urna atualização do outro ramo da família. antes de começar u m novo capítulo da história.Pentateuco G n 34: E s t u p r o e v i n g a n ç a Diná foi violentada por Siquém. 31 Esta passagem parece ter sido escrita na época dos reis de Israel. . enquanto um registro ocidental moderno teria enfatizado a vítima e seus sentimentos. Posteriormente houve inimizade entre Edom e Israel. Eram todos pecadores. o Vermelho (por causa do caldo vermelho pelo qual trocou seu direito de p r i m o g e n i t u r a ) . passava pelo planalto oriental. os irmãos de José a viram como sinal dc que Jacó pretendia tornar José seu herdeiro (veja 48. Esaú/Edom. não para trabalho) quer multicolorida (como as pinturas egípcias de vestes asiáticas). O "bálsamo" de Gileade (área a leste do Jordão e norte do Jaboque) era famoso e o comércio de especiarias era importante desde a antiguidade. 5)? Mais uma vez o autor conta os "podres". portanto. As especiarias tinham muitas utilidades — na preparação de alimentos e na manufatura de incenso e cosméticos. Nos livros de Êxodo a Dcuteronômio vai aparecer a história de uma nação. centrada em José. cometido pelos irmãos de Diná. Deuses estrangeiros foram eliminados. por que não fez nada (v. 23). 21 Ruben. 34)? • V. • V .21-22. antes do início da história de José. sem tentar encobrir as falhas dos antepassados da nação.5-7 procura compensar a ausência de qualquer comentário de ordem moral a respeito de Simcão e Levi neste caso.1. o mais velho — que teria mais a perder. o último dos 12 filhos de Jacó. A terrível vingança perpetrada pelos irmãos de Diná. com o vale de Arabá estendendose ao golfo de Acaba e a região montanhosa de ambos os lados.22-26).28) Esses dois grupos de habitantes do deserto descendiam de Abraão. neste caso. Este capítulo é uma conclusão. Alguns consideram o uso dos dois nomes um indício de fontes diferentes usadas pelo editor. Sua conduta foi errada e isto não foi esquecido. A cortina se fecha sobre os dois irmãos.24). rota comercial. A rota comercial que ia de Damasco até a costa passava por Dotã. G n 35: R e t o r n o a Betei Quando Jacó retorna ao lugar da promessa de Deus. para lazer. quando eles enterram seu pai idoso. • Edom (8) O território de Esaú fica a leste do mar Morto. mostra a necessidade da lei que limita a vingança ("olho por olho" — e nada mais). • Elifaz e Temã (11) Compare J ó 4. é a sobrevivência tribal e nacional. deu seu nome à terra de Seir que tomara dos horeus (20-30). Deus reafirmou sua aliança. Raquel morreu perto de Belém (Errata). 24 A "cisterna" era uma espécie de poço seco. 30 Se Jacó queria conciliação. 23)? O u não suspeitaram dc nada porque o rito de circuncisão estava ligado à preparação para o casamento? O relato em G n 49. A estrada real. esta seção da narrativa chega ao seu final.

• V . 43—44 apareceu de modo mais favorável.3. Mas nos caps. Tera I Agar KOfKlbülál Noar ( T ) Sara CD Abraão lea Abraão. ßctsi'lw. E e m 49. Ao colocá-la aqui. 28 A Bíblia de Jerusalém e outras traduções entendem que "eles" (que aparece no texto hebraico) são os midianitas. d e cuja linhagem vieram os reis de Israel. Jacó e a s 12 t r i b o s d e I s r a e l Betuel Labão Isaque ( Q R e b e c a Esaú Jacó (D Lia Ruben Simeão Levi Judá Issacar Zebulom Diná Ismael Raquel :JÜ!jL. Isaque. A q u i . uni oásis na extremidade d o deserto do Negue be. Gn 38: L i n h a g e m d e J u d á Esta história extraordinária provavelmente foi incluída porque ela forma parte da genealogia da futura casa real.8-12 Judá recebe a bênção de seu pai. e também a história de Rute).Gênesis 14- • V . procedeu mal nesta situação e no capítulo seguinte. o escritor estabelece um contraste mais acentuado com o comportamento de José no cap. Zilpa InmubiM' I Dã Naftali Gade Aser José (T)Asenate Benjamim Efraim Manasses .33. 39. da qual o próprio Messias descenderia ( M t 1. Lc 3. legumes são vendidos n u m m e r c a d o b e d u i n o d e B c r s c b a . aparece c o m freqüência nas histórias d e Gênesis. 26 J u d á . 27 c G n 45.4 é mais provável que as outras versões estejam corretas: José foi vendido por seus irmãos. Mas conforme o v.

Mas a mágica e o milagre que aparecem nesse conto são nitidamente diferentes da história de José e não há motiv o real para ligar as duas obras. E Deus revelou o significado. mais importante ainda.. 46 José tinha 17 anos quando a história começou (37. • Vs. Mas era raro que houvesse fome no Egito e na Palestina simultaneamente.37/43.gilo.5-8). Gosém também se encontrava nessa mesma região. 14 O véu com que Tamar cobriu o rosto fez com que ela parecesse uma prostituta (casada) que servia num templo dos cananeus. • V. que agora era o filho predileto de Jacó. G n 42—45: A fome propicia a reunião da família Estes capítulos apresentam um relato comovente do encontro de Jose com seus irmãos. através de seu casamento. • V. Q u a n d o o copeiro finalmente se lembrou de José. recusa e difamação. o mesmo que haviam feito com José. c mais nove anos se passariam até a família ser reunida outra v e z .45 O m .3 Judá tem sucesso onde Ruben fracassou. José tornou-se governador de todo Egito. 38). Intérpretes profissionais tinham manuais que descreviam sonhos c seus significados. dava-se muita importância aos sonhos. da reunião de José com todos eles. 51-52 "Manasses" e "Efraim" são nomes hebraicos. no sucesso e na desgraça. 54 Períodos de intensa fome eram comuns no F. tendo sua capital (Avaris) na parte oriental do delta do Nilo.Vwtfos dos üois Irmãos. subordinado apenas ao Faraó. E Earaó elogiou esle homem "em quem está o Espírito de Deus" (v. que eram semitas. que equivale a lleliópolis. Judá envolveu-se com tudo isso. • Vs. • 42. capaz de chorar de tristeza e de alegria. Dt 25. que começa de forma semelhante. "Isso não depende de mim. José escondia uma disposição de perdoar de forma total c generosa o mal que tinham feito contra ele. o próprio Cristo. Diante de cada novo desafio que aparece em seu caminho. ao final.5. foi comparada com uma obra egípcia intitulada (. c uma profunda compreensão da forma como Deus guia a vida das pessoas (45. disse José. Mas o copeiro de Faraó e seu padeiro não tinham a quem recorrer. Eles reinaram de cerca de 1710 a 1570 a . mais tarde. 39—50 encaixa-se perfeitamente no contexto do Egito sob os Faraós hiesos. Eles não fariam com Benjamim. G n 41: D a p r i s ã o a o p a l á c i o Dois anos depois o próprio Faraó teve um sonho que seus mágicos e sábios não conseguiram decifrar. mas tem tudo a ver com suscitar o u não herdeiros segundo a lei do levirato. Vinte anos não conseguiram apagar seu sentimento de culpa (42. Por trás de sua aparente rispidez. e. da prova à qual ele os submete.21-22).2). 40-43 A investidura de José seguiu a tradição egípcia: o anel (símbolo de sua autoridade). roupas de linho fino (vestimenta da corte) e um colar de ouro em recompensa pelos seus serviços. Ele agora assume a liderança. apesar de todo seu treinamento e ioda uma biblioteca de livros de referência. . Deus se manteve leal a José. • V . A ação (e o castigo) de O n ã não tem nada a ver com controle de natalidade ou masturbação. os irmãos mostraram uma genuína mudança de atitude com relação ao passado. O importante aqui é que José manteve a fé em Deus c. ficava 15 km a nordeste do Cairo.-148 Pentateuco Se um homem morresse sem filhos. • V. As festas estavam ligadas a rituais de fertilidade na religião de povos que moravam em Canaã — e. • V. • V . no Egito. 14 A tradição egípcia exigia que José fizesse a barba e colocasse roupa de linho antes de se apresentar na corte." disse José. Cavalos e carros haviam ajudado os Faraós hiesos a conquistar a supremacia no Egito. G n 40: O s s o n h o s dos prisioneiros Nesta época. casando-se com a viúva (a lei do levirato. É Deus quem vai dar uma resposta. " E Deus quem dá à gente a capacidade de explicar os sonhos". • Perez (29) Foi de sua linhagem que veio Davi c. ele não só mostrou que podia explicar a mensagem de Deus como ofereceu um plano definido de ação. C . Após 13 anos na condição de escravo. José era certamente um homem bastante sensível. Esta história de sedução. seu irmão linha a obrigação de gerar herdeiros para ele. 17 A língua egípcia tinha nomes para 38 tipos de bolos e 57 tipos de pão. era o centro da adoração egípcia ao sol. G n 39: J o s é : s u c e s s o e d e s g r a ç a O relato sobre a vida de José no Egito que aparece nos caps. de Levir= cunhado)..

Com 17 anos de idade. diz o narrador. Segundo uma tradição rabinica. no final. A pedido de a ser no futuro e que. ficaria até morrer. chefe de uma grande casa.7-20). Naquelas circunstâncias. Ria data d o p e r í o d o e m q u e Israel estava n o E g i t o . nem mesmo o direito de resposta. o que dor seria morto. dos sonhos.15) era um anjo que o guardava. que estavam apascentando os rebanhos nas colinas distantes dali. e foi jogado num poço. Será que se tratava da mesma atitude esnobe que havia deiO escravo A idéia inicial era matá-lo. e. ele tem uma sensação interior do poderoso destino que lhe estava reservado. mas o nascimento de Benjamim acabaria lhe custando a vida. Isto criou um profundo vínculo entre José e Benjamim e fez com que ele fosse especialmente amado pelo pai. mas xado tão furiosos os seus irmãos? De Ruben (o mais velho) não o permitiu. Raquel expressou o desejo de ter outro filho. José ficou todo trouxe grande tristeza ao patriarca esperançoso. o homem que encontrou José (37. A aflição de José só será Ele se volta outra vez aos recursos mencionada mais tarde (Gn 42. um ato de ingenuidade ou da mais pura cegueira da parte de Jacó mandar que José fosse verificar como estavam seus irmãos. Como sinal de apreço. mas nos irmãos isso só conseguiu despertar ódio por alguém que era tão diferente deles. " O S E N H O R mas podemos imaginar o que se pasestava com ele". com certeza. ao verem o irmão sozinho. Ele acabaria saindo da prisão da C o m o g o v e r n a d o r d o rei n o E g i t o . Canaã ficava na rota de comércio entre as nações ao Norte e a Oeste. O prisioneiro Mas sua carreira foi interrompida bruscamente pela intervenção da mulher de Potifar. e sava no íntimo desse jovem que tinha essa força interior impressionou o uma clara compreensão do que viria chefe dos carcereiros. robusto e bem articulado. que fica ao Sul. tendo acima dele apenas o próprio Potifar. filho de obscuro pastor de ovelhas. estatueta. e ninguém conseguia interpretá-los. qualquer modo. 0sonhador José era um sonhador. O pai ficou pensando no caso. O relacionamento entre os dois.5-11. mas ainda não seria (Gn 37. foi dois dos antigos servidores do Faraó. reabilitado. jogado num poço escuro onde. Os mercadores que compraram José sabiam completamente de José. apaJosé foi. Seja como for. Quando José nasceu. são a chave para compreensão da vida dele. Jacó deu ao filho uma túnica longa. desta vez que ele sairia da prisão. que era o primeiro amor de Jacó. registrados em Gn 37. o oficial egípcio a quem ele foi vendido. e José soube aproveitar a oportunidade que isso propiciava para chegar à realização de seus sonhos. Ele nasceu após longos anos de espera e depois do nascimento de dez meios-irmãos. e os dois sonhos sobre a sua própria importância. a Jacó foi noticiado que seu filho era morto. de mangas compridas. que havia em seu interior. O Faraó teve vários sonhos. o outro. levado ao mundo rentemente. José aprendeu que José acabou ficando sem a túnica.Gênesis José David Barton José era filho de Jacó e Raquel. O pedido foi atendido. A interpretação que ele deu aos sonhos foi precisa: um serviEntrementes. Não demorou muito e ele passou a administrar tudo que Potifar tinha. naquela tentativa de sedução por parte da mulher. vendido como escravo a uma caravana de lançado na prisão. é descrito de forma bem plástica. lá longe. era um homem próspero.31-36). e No gozo de sua própria liberdade. Potifar. os irmãos entenderam que aquela era a hora da vingança: o quanto valia um jovem escravo. o volúvel chefe dos copeiros esqueceu com o Egito. E assim aconteceu.21). foi um escravo não tem direitos. . outra vez. por mais que exista uma ponta de arrogância na maneira como José se esquiva dela (Gn 39. mercadores. de repente. era. José teria se forma mais dramática que se poderia vestido c o m o o oficial e g í p c i o retratado nesta imaginar.

e. exigiu a presença do irmão mais moço como prova da inocência deles. Agora ele podia dizer quem era e dar-lhes o seu perdão. Equilibrando a balança As ironias se multiplicam. vindos de longe. e acabou fixando residência. e o Faraó delegou a ele a responsabilidade de administrar a distribuição dos cereais armazenados. havia alimentos para sobreviver. trata-se de uma narra tiva contínua. José foi levado da prisão à sala do trono. c o m suas a-spectívas interpretações. não somente para o seu povo. Isaque e Jacó. enquanto os outros voltaram a Canaã. Diferentemente das histórias de Abraão. Assim. por sua vez. os sonhos e a traição dos irmãos — Gn 37 Escravo de Potifar — Gn 39 Na prisão — os sonhos do padeiro e do copeiro — Gn 40 O sonho do Faraó e o novo status de José — Gn 41 Os irmãos: provações e reencontro — Gn 42—45 . Ele foi rejeitado. O s sonhos eram considerados altamente significativos n o E g i t o a n t i g o . José se retirou para chorar. em terras que lhe foram entregues pelo Faraó e protegido por José contra as agruras dos restantes anos de fome. Ao ver o querido irmão Benjamim. Jacó. Isaque e Jacó. finalmente.1-36). agora poderoso. Desta vez Simeáo ficou preso. mas para outros povos também. quando Judá se ofereceu para ficar em lugar de Benjamim. José reconheceu seus irmãos. A fome foi severa e longa. mas disse ao Faraó o que deveria ser feito à luz do mesmo (Gn 41. José nunca foi acrescentado à lista. Mas José agrega à sua notável percepção da realidade medidas práticas de armazenamento de cereais durante os anos de fartura. Assim. pôde reencontrar seu filho.22-24 A túnica. Depois de certificar-se de que Jacó e Benjamim estavam bem. Não demorou muito e mercadores famintos. quando já estavam a caminho de Canaã. José era um homem vulnerável. foram bater à porta do palácio de José. Porém foi através dele que Deus trouxe salvação. Os irmãos. Uma atuação impressionante! Braço direito d o Faraó O resultado de tudo isso foi que José se tornou um homem livre e ficou encarregado de fazer frente à fome prenunciada pelo pesadelo do Faraó. Apesar de sua fama e importância. e interpretaram aquela situação como castigo pela sua maldade. Nem sempre um sonhador é também uma pessoa de ação. e esta compreensão passará a ter maior importância nos capítulos seguintes da história que a Bíblia conta. O administrador de José foi atrás deles. já avançado em dias. bem óbvio. MOMENTOS MARCANTES Nascimento — Gn 30. Afetou não apenas o Egito. p r o v a v e l m e n t e c o m p o s t o na é p o c a d e J o s é . mas os irmãos sabiam agora que estavam totalmente à mercê daquele senhor egípcio. Nas histórias anteriores. foi trazido de Canaã ao Egito. mas José é simplesmente alguém que tem sonhos. no ministério de Cristo. José só se deu por satisfeito.Foi então que. Podia ser um truque O moral da história A história de José é diferente das histórias anteriores. Casou com a filha de um sacerdote. José estava no auge do poder. à medida que a história se desenrola. acusando-os de espionagem. Ali. os irmãos do próprio. mas também as regiões vizinhas. para buscar Benjamim. Deus se revela a cada um dos patriarcas. na segunda metade de Isaías. não apenas interpretou o sonho. lembraram o que haviam feito com José. Ali. e o impasse estava criado. Mas ele tinha mais uma surpresa para eles. A c i m a aparece u m a porte d e u m " m a n u a l d e s o n h o s " das egípcios. S o n h o s bons e r u i n s são listados e m colunas. vendo que a balança da justiça estava equilibrada. quando chegaram os anos de escassez. no Gênesis. houve reconciliação na família. Mas com José tem início uma nova compreensão da maneira como Deus lida com as pessoas. Deus é sempre o Deus de Abraão. de tão emocionado que ficou. José foi ríspido com eles. José pediu que seu copo de prata fosse colocado na boca do saco de mantimentos de Benjamim. E esses são temas que reaparecem no livro de Jó. Ao fazer a distribuição dos mantimentos. A história de José é narrada em Gn 37—50. O ponto alto da história de José é a cena do perdão. o chefe dos copeiros lembrou. acima de tudo. Seus sonhos se tornaram realidade. Entre eles. mas estes viram nele apenas um homem poderoso a quem eles vieram pedir ajuda.

G n 46—47: Descendo ao Egito O povo de Israel.2.C. • 46. aproximadamente. a oeste de TeD M . .10 Em tempos de fome. a identidade do grupo poderia ser rapidamente perdida. A escravidão que ele sofrera serviu para salvar vidas. Por esta mesma razão. partiu para o Egito com a promessa tranquilizadora de Deus de que os acompanharia e os traria de volta — como nação. posteriormente os judeus passariam a não comer com não-judeus. a antipatia teve um efeito benéfico. I 45. Neste caso.j-ilo. G n 48—49: A bênção de Jacó Mais uma vez um ciclo se completa: desde a bênção que Jacó recebe de seu pai cego até Josó ordenou n pesagem e estoeugein de grãos n o r..8 " N ã o foram vocês. a casa de Jacó.. o Faraó se tornou dono da terra e o povo tornouse seu arrendatário.34 A aversão dos egípcios pelos pastores nômades provavelmente não difere muito do sentimento que muitas pessoas de residência fixa ou sedentária têm em relação aos ciganos errantes. » 44. t 45. Apenas os sacerdotes mantiveram suas propriedades. que data de 1400 a.5 Jose pode ter usado seu copo de prata para fazer adivinhações (interpretando eventos conforme o movimento das gotas de óleo sobre a água). Caso contrário. Outra possibilidade é que o administrador estava dizendo que era impossível não ser descoberto por esse mestre sábio e poderoso que se chamava José.5.16-19 Graças à política econômica de José. como algumas versões sugerem. os nômades da Palestina tinham permissão de levar seus rebanhos para as pastagens que ficavam na parte oriental do delta do Nilo. mas foi Deus".32 Os egípcios provavelmente acreditavam que a presença de estranhos à mesa contaminaria a comida.• 43. Não havia ressentimento no coração de José: ludo que havia acontecido fora parte do plano providencial de Deus. mostra alguns oficiais pesando grãos para o pagamento d e impostos. na medida em que manteve a família como unidade isolada. • 47. lista pintura do T ú m u l o d e M e n n a .

21 como ato de fé).C. As duas tribos seriam espalhadas [ (mas a de Levi como sacerdotes da nação). . o território de Zebulom não chegava.10 üe Judá veio a linhagem real dc Israel e também o Messias. d u m período anterior a o de J o s e . sendo apresentado a corte egípcia.5-7 Fica claro que Jacó pronuncia juízo i sobre a conduta de Slmeão e Levi cm Siquém j (34. 13—22 e mapa. quando os descendentes des-1 tes doze ocupariam a terra prometida. U m nobre o r d e n o u que essa cena fosse pintada na parede de seu túmulo.13 Embora próximo o suficiente do mar com a possibilidade de explorar o comércio marítimo. em acentuado contraste com a história [ de Jacó e Esaú no cap. • 49. em Beni-Hasã. José e sua família vão ao Egito Jose p vendido aos midianitas em Dota e l e v a d o ao Egilo para ser vendido como Heliópolis (OmJ • i'Ménfis Jacó e seus filhos vão ter com José n o Egito para fugir da fome EGITO Q u a n d o a família de J o s e se m u d o u para o fcgiio. I fazendo com que Jose desfrutasse de ume herança dupla. • 49.13-31). veja Josué caps. • 49.19 Tais ataques são registrados na Pedra Moabita do nono século a.22 custou a Ruben seu direito de filho mais velho. Sem maior dificuldade. de fato. I • 49. I as mãos de Jacó se cruzaram para expressar I que a bênção de Deus recaía sobre o filho mais l novo.152 Pentateuco o momento em que ele próprio abençoa os I filhos de José (acontecimento descrito em Hbl 11. A benção proferida por Jacó se dirige a um l futuro distante. a cena d e v e ter sido semelhante à que aparece na pintura a o lado e q u e mostra u m g r u p o d e visitantes d o sul d e C a n a ã . 27. Paraos i territórios. até o litoral. Efraim c Manas-1 sés foram considerados filhos do próprio Jacó.4 O ultraje registrado em 35. • 49.

> Vs. Dois séculos nais tarde. que era o ideal egípcio de longevidade. continuando com a queda.Gn 5 0 : O f i m d e u m a e r a José c o n s e g u i u . mas talvez José quisesse evitar comprometimentos religiosos. disse José. 25). cheio de confiança e esperança ate o final. O luto guardado por Jacó (oi apenas dois dias mais breve do que o tempo de luto observado quando morria um Faraó.2-3 Era normal recorreraembalsamadores profissionais. termina com a morte de José no Egito. um embalsamamento levaria. um sinal da bênção de Deus. trazendo uma cabeça pintada. O modelo de b a r c o funeral q u e aparece na foro acima foi e n c o n t r a d o n u m t ú m u l o egípcio. J o s é teve ( l i m i t o a um funeral reservado p a r a egípcios importantes o u famosos. retornar a Canaã. de modo geral. 70 dias. 26 O caixão normalmente era feito de madeira. • V . começando com as vigorosas pinceladas que retratam a criação e a vida exuberante no Eden. "Deus virá ajudá-los e os levará deste país para a terra que ele jurou dar". 22 José viveu 110 anos. A seqüência de quadros pintados no Gênesis. a promessa e o surgimento de uma nova nação em Canaã. • V . esse ritual incluía detalhados preparativos p a r a a v i d a depois d a morte. . finalmente. mas apenas para enterrar seu pai no :úmulo da família em H e b r o m — ainda sua única propriedade na terra prometida. N a religião egípcia. Seu último pedido resume a fé que ele teve ao longo de toda a vida (v. Porém ainda há mais a contar.

um sistema de escrita feito. o pivô da sociedade era o Faraó. sem vida. em sete etapas ou eras: a inicial (era arcaica). Mênfis f 4 m e SINAI f 1' catarata CUXE 2 catarata a '-. havia uma raia que. Antes da construção das barragens em tempos modernos. Durante a maior parte da história egípcia. a principal via de comunicação ' era o Nilo. existe viçosa e exuberante vegetação. Internamente. Tudo começou por volta de 3000 a. cuja bênção sobre o Egito se implorava através dos ritos nos templos.C. representava carestia e. Os deuses eram. e outra que. de ideogramas. a população do se concentrava na estreita faixa de terra cultivável ao longo do vale e nas amplas planícies c < região do delta. No período final. Kitchen Assim como a história da Suméria e da Babilônia.. EGITO . e em "oratórios" colocados na entra- N o caso d e j ó i a s d o E g i l o a m i g o . por sua vez. c o m o esre d e faiança azul. Os hieróglifos. Mênfis teve que dividir a condição de capital com várias cidades localizadas no delta. e das regiões desertas e r a m trazidas pedras e outros metais. em parte. como a cidade do deus Amun. passando pelos vales desertos da região oriental. onde orioNilo deságua no mar Mediterrâneo. . o delta e o vale formam uma figura semelhante à flor de lótus na extremidade de um caule curvado. das populações vizinhas. seco. levavam a o mar Vermelho. muitas vezes. porém não isolados. (Veja o diagrama) Em tempos mais recentes. a verdadeira capital ficava na junção entre o vale e o delta. e Reino Novo). onde elas não chegam. 0 rio Nilo propiciava uma economia agrícola. quando não de certos conceitos (como uma ordem justa. uns 500 km mais para o Sul. veio a ser a capital meridional. A. mas a evidência mais ampla que nos vem do Egito e da Mesopotâmia confirma a datação tradicional. geralmente em Mênfis. No mapa. e o período final. Um rii baixo. também a história do Egito é muito rica e se estende ao longo de 30 séculos. a cidade de Tebas. o que s e vê é um deserto. e assim por diante). a lua). Onde as á g u a s do Nilo alcançam. passando pelo norte da península do Sinai. um "bom Nilo' significava prosperidade. A longa série de reis ou "Faraós" compreende 30 famílias reais ou dinastias. foram feitas tentativas de diminuir essas datas em até 300 anos (identificando o Faraó Ramsés II com o Sisaque do relato bíblico. na condição de intermediário entre os deuses e os homens. Durante toda essa história. sendo que o pequeno "broto" é a província do lago de Faium. quando o vale e o delta foram unidos sob o governo de um só rei.C. ao qual tinham acesso unicamente o Faraó. o sacerdote e altos dignitários. Ela seria por muito tempo um importante centro religioso. u m a das peças preferidas e r a m o s colares. Reino Médio. Os egípcios ficavam afastados.154 Pentateuco Egito K. . pois trazia água e m abundância para as plantações e depositai» uma nova camada de solo aluvial. 0 território do Egito 0 verdadeiro Egito não é aquele quadrado vazio que aparece nos mapas modernos. Premida pelo deserto. o vale estreito que se estende ao longo de mais de 900 km. mal haviam sido inventados. No Reino Novo. que trouxe a derradeira decadência. a corporificação de forças da natureza ou de suas manifestações (o sol. Somente por ocasião das espetaculares procissões festivas é que o povo em geral podia honrar os grandes deuses. em santuários menores. Para fora do país. As pessoas simples adoravam deuses domésticos. separadas pelo primeiro e segundo períodos intermediários de dissensão. ao passo que o excesso de água deixava um ras tro de destruição generalizada.. três eras de grandeza (Reino Antigo. Nos grandes templos era realizado o culto oficial (o ritual diário das oferendas). É. Mas é mais fácil dividir o período que vai de 3000 a 300 a. levava à Palestina. de coloraçãt amarelada ou marrom. etc). iniciando em Assuã e terminando na região do delta. 0 que mantém o Egito vivo é a enchente anual do Nilo. isto sim.

era um crime passível de punição. o Egito não dependia das chuvas mediterrâneas que eram de vital importância na Síria e na Palestina. Durante o Reino Antigo. A educação se baseava no treinamento de escribas na administração civil e nas escolas anexas a o s templos. para fora (como aconteceu com Abraão. e. livros de sabedoria (semelhantes ao livro de Provérbios). uns mil anos depois O o l h o sagrado d o deus egípcio H o r u s era pintado sobre barcos para afastar o mal. compartilhadas e executadas por altos oficiais de estado: governadores para o sul e o norte. A magia "negra". sendo que algumas dessas obras se tornaram clássicas e obrigatórias para alunos. O Egito e a Bíblia De Abraão a José O Egito aparece pela primeira vez na Bíblia como o lugar onde os patriarcas se refugiaram durante períodos de fome (Gn 12. e inclusive chefes de cobradores de impostos! Esses departamentos eram apoiados por uma burocracia de escribas. E não foram somente os patriarcas hebreus que se refugiaram no Egito durante períodos de carestia.20). O Egito teve uma rica produção literária de histórias. poesia lírica e religiosa. As atribuições seculares do Faraó eram. a 12 e a 13 (ou 15 ) dinastias respectivamente (Reino Médio em diante). superintendentes de silos. e manterem com vida os seus rebanhos. ela era. Vista de forma positiva. por outro lado.C). tesoureiros.Gênesis A história do Egito antigo Romanos I (Império Persa) I Greg os m raão OlOa.C : losc Moisés «Salomão ¡2700 JJ400 p 100 |l8(10 i h soo 1200 900 «I0 300 da dos grandes templos. e das pessoas importantes de cada um daqueles períodos. em G n 12. tribos edomitas receberam permissão para se dirigir aos lagos de Pitom.20. (cerca de 1210 a.10. ao que tudo indica. que atuava na capital e nas províncias. algumas cenas em esculturas retratam estrangeiros esfomeados. na História de Sinuhe) ou. I a a a . Os Faraós do tempo de Abraão e de José integravam. graças à grande provisão do Faraó". O Egito mantinha guardas e oficiais de fronteira ao longo da divisa oriental. Os magníficos monumentos — desde as gigantescas pirâmides e os templos até os delicados afrescos e minúsculos anéis sinetes — foram produzidos por um grande número de artistas e artesãos que estavam a serviço do Faraó. O trabalho dos camponeses era a base da pirâmide social. e às vezes os visitantes eram escoltados para dentro (como Sinuhe. Gn 42—47). "para se manterem vivos. na prática. o Faraó também mantinha e chefiava um exército permanente de carros de guerra e divisões de infantaria. Um dos aspectos mais salientes da religião era a magia. nas palavras do mestre do rei Merikare. "um braço que se podia usar para manter à distância os golpes da vida". dos templos. Graças ao Nilo. As grandes ordens sacerdotais tinham as suas propriedades e sistemas administrativos. então. A partir do Reino Novo.

156 Pentateuco período em que muitos estrangeiros encontraram trabalho no Egito. 0 tema das sete vacas não aparece apenas no sonho do Faraó (Gn 41. Períodos posteriores O Egito reaparece na história bíblica do tempo de Davi e Salomão.. Seiscentos carros (Êx 14. (Compare com Êx 5. Os mágicos e sábios (Êx 7 .2-3.1821). o Faraó.1-4). mandou seus carros de guerra atrás deles. 9. e.C. acreditava-se que os sonhos eram significativos. Quando os israelitas deixaram o Egito. foram utilizadas técnicas conhecidas desde longa data no Egito para a construção de estruturas que precisassem ser montadas e desmontadas rapidamente.) O fato de uma princesa de ura harém que ficava na região oriental do delta acolher uma criança estrangeira. trabalhando para os grandes projetos de construção daquele tempo. No plano económico. sucessor de Ramsés II. Em toda a parte e em todas as classes sociais.26). mas perfeitamente verossímil.C. tanto para uso profano quanto para fins religiosos. Além disso. O ponto alto desse trabalho foi a construção das cidades de Pitom e Ramessés (Éx 1. em essência. E. em que moravam os trabalhadores nas tumbas reais. algo que é evidenciado por uma inscrição datada de cerca de 1600 a.34). ou sobre todo o grupo tendo vários dia de folga para participar de uma festa religiosa local. mas também na Fórmula mágica 148 do Livro dos Mortos.7). Já o processo de mumificação e os caixões do Egito (Gn 50. eram e continuam proverbiais até hoje. Papiros daquele tempo falam sobre os Apiru (povos que incluíam os hebreus). bem como os sepulcros (Êx 14. Gn 39. na aldeia A s imponentes colunas d o T e m p l o d e A m u n . uma estrutura pré-fabricada).7. sobre homens "que fabricam cada dia sua quota de tijolos". "que arrastam pedras para a construção do grande pórtico de pilonos de. em véspera de colheita. a região do delta era propícia para a criação de gado (Gn 46.48-49. por vezes. Sabemos que crianças oriundas de Canaã eram criadas em haréns de outras partes do mundo. provavelmente Ramsés II. onde Moisés pede uma folga para os hebreus. e m Karnak. 1 1 . mas o Faraó afirma desco- nhecer o Deus de Moisés e não está disposto a fazer mais um feriado. o cântico de vitória de Merneptah (cerca de 1210 a. As roupas de linho fino que José vestia na sua condição de alto oficial (Gn 41.42) são conhecidas de inúmeras pinturas egípcias.18. as autoridades egípcias mantinham um detalhado registro das propriedades rurais e. sendo esta última a residência oficial e sede governamental de Ramsés II. Num sistema desses não era difícil pôr em prática as medidas propostas por José (Gn 41.34-35. Salomão casou com a filha de um Faraó que conquistou Gezer e fez dela o dote da princesa (1Rs 9. que eram os "blocos de notas" daquele tempo. Um Moisés não era nenhuma exceção naquele contexto. na parte oriental do delta. foram encontrados "relatórios de trabalho" gravados sobre cacos de cerâmica. Na parte ocidental de Tebas. à semelhança do que foi feito com José. 8.11). a tal ponto de escribas elaborarem manuais para ajudar a interpretação deles.11) eram sacerdotes e escribas eruditos. ou "ajudando o chefe a fazer cerveja". Moisés e o ê x o d o Quatro séculos mais tarde. quando da construção do tabernáculo (que era.. No período de peregrinação pelo deserto. e isto em vários níveis. muitos hebreus eram escravos nas olarias egípcias do Reino Novo. As condições descritas em ÊX 5 são confirmadas por documentos egípcios daquela época. uma vez que se têm noticias de destacamentos bem maiores naquele tempo. muitos de seus contemporâneos que não eram egípcios receberam um segundo nome egípcio. Havia estrangeiros em todos os segmentos da sociedade. são dadas razões específicas para a ausência de alguns: "a mulher dele está doente".16). desde o mais insignificante escravo até o copeiro à direita do Faraó. como em Éx 2.23-26). Ali aparece um registro de dias trabalhados e dias de "folga".1-5. sobre funcionários que não têm nem homens nem palha para fazer tijolos" (veja Êx 5. mediam ou avaliavam as plantações para fins de taxação. ilustram o p o d e r d o s Rwaós egípcios. ou (que pena!) "picado por um escorpião". que fala sobre a alimentação no além. desde escravos até altos oficiais (como José que estava a serviço de Potifar. (um templo de) Ramsés II".C). é um dado confirmado pela única referência egípcia a Israel (num contexto em que se fala também sobre Gezer e Asquelom). não é nada surpreendente na sociedade egípcia cosmopolita do Reino Novo. Mais interessantes são os registros sobre um homem "fazendo sacrifícios ao seu deus". Tudo indi- .11). 47. Os próprios egípcios contavam histórias divertidas sobre as façanhas desses homens.7) era uma força considerável. Que Israel já havia saído do Egito e estava instalado na região ocidental da Palestina ao final do século 13 a.

na p a n e posterior d o trono d o rei.15). A estrutura literária do livro de Provérbios — em grande parte um "livro sapiencial" de Salomão — revela afinidades com outras obras do gênero escritas na região do Oriente Próximo. o poderio egípcio entrou em rápido declínio. o Faraó valeu-se de Jeroboáo para dividir aquele reino em duas facções inimigas.40. várias delas no Egito. perdendo sua independência durante os séculos seguintes. C .C). Essa campanha na Palestina foi registrada numa grande cena de triunfo que se encontra no templo de Amun. « m ú m i a s d o E g i t o a n t i g o são m u n d i a l m e n t e famosas. Em pouco tempo. O Egito não era adversário à altura para assírios e babilônios. sujeitou a monarquia dividida dos hebreus a seus próprios interesses materiais. a reiterada afirmação de que Provérbios deriva em parte diretamente de uma obra egípcia escrita por Amenemope carece de fundamentação mais sólida. se tornou realmente um "reino humilde" (Ez 29. a julgar pelo fragmento de um baixo-relevo encontrado em Tànis (a Zoã da Bíblia). com o surgimento do Império persa. E quando Roboão sucedeu a Salomão. Os profetas de Israel censuraram seus reis O Iraje d e u m a princesa egípcia ( c o m o a q u e aparece na história d e M o i s é s ) é ilustrado neste afresco d a rainha A h m é s .25). ca que esse Faraó era Siamun (cerca de 9 7 0 a. fez incursões na região dos filisteus e no sudoeste da Palestina. e. Depois disso. . retratados e m faiança d o u r a d a . a dinastia de Siamun deu lugar a um novo rei e uma nova dinastia: Sheshonq I. o Sisaque da Bíblia (IRs 11.N e f e n a r i (cerca d e 1S0O a . ) . Este considerava o Israel do tempo de Salomão um rival na política e no comércio. a em Karnak. 14. Entretanto. e.por esperarem ajuda do Egito (veja Is 30—31. capital dessa dinastia. por um breve tempo. Verso: U m dos maiores tesouros d o Kgito: o rei T u t a n c a m o n e sua esposa. Jr 46). prateada e a z u l . Esta p i n t u r a mostra o processo d a RHimiíicacáo. d e Tebas. e também em inscrições encontradas em Karnak e em Megido (na própria Palestina). O c o r p o d e J o s é foi preservado desta •nua. fundador da 22 dinastia. que.

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1—12. Ramsés II (que foi o principal responsável por sua construção). Ê x 2: M o i s é s . Deus deu a seu povo a norma de vida — a lei — dando-se a eles e fazendo deles o seu próprio povo num contrato duradouro (a aliança). O povo de Jacó vivera no Egito cerca de 370 anos. A q u i estava sua chance de assegurar que não causassem problemas. Por intermédio de Moisés. Revela um Deus que pode ser conhecido. subordinadas a capatazes. Mas a água que afoga pode também ser usada para fazer flutuar um cesto impermeável (a palavra hebraica usada aqui é a mesma que designa a "arca" de N o é ) . um Deus "santo" cuja bondade e justiça são impressionantes. A história egípcia não menciona o êxodo. mas essa tentativa acabou em desastre. e a vida de Moisés foi salva pela ação criativa de sua mãe. É uma epopéia em que quase tudo gira em torno de Moisés. p r í n c i p e d o E g i t o Todos os meninos hebreus recém-nascidos deveriam ser lançados no Nilo. o "êxodo" (a saída) que dá nome ao livro." R. C o l e . O número arredondado de 480 (12 x 40) possivelmente significava 12 "gerações".11-12). que era de matar todos os meninos recém-nascidos. Foi ele quem tirou o povo do Egito. mas de acordo com 1 Rs 6. Ou seja.23. Moisés tinha 40 anos quando fez a primeira tentativa de libertar o povo (2. que deviam j u n tar barro e fazer tijolos para a construção de novas cidades. de uma dinastia que há muito esqueceu o que José fez pelo Egito (veja G n 41). A. para a qual há boas evidências. O comentário histórico que se seque é baseado nesta teoria. 12—18 O êxodo A páscoa Do Egito ao Sinai Caps. Agora eles são uma nação escrava sob um novo Faraó. 19—40 O povo de Deus Os dez mandamentos Lei e aliança O tabernáculo de Deus e adoração uma mão-dc-obra disponível e barata residente na área: os israelitas. voltou-se n o v a m e n te à região fértil do delta. Êxodo mostra Deus no controle da história. Seu status privilegiado era coisa do passado. O poder de Faraó não conseguiu vencer a fé e a coragem das parteiras. 25 anos por "geração". com a sede do governo em Tebas e Mênfis. chegamos ao ano de 1450 a. feito recentemente com base nas listas de reis egípcios. O poder dos Faraós hiesos havia sido quebrado e os reinos do Alto e Baixo Egito estavam novamente unidos. 1—11 Israel no Egito Moisés Caps.37) deixara o Faraó inquieto. Um novo cálculo das datas da história de Israel. Mas a maioria ainda favorece uma data mais recente. As coisas haviam mudado no Egito. 8) chegou ao poder. E havia Resumo Como Deus resgatou os israelitas da escravidão no Egito e fez deles o seu povo. não uma princesa de sangue real.7). que resgata os oprimidos. Este era o decreto de Faraó. sob a liderança de uma nova dinastia de Faraós. Ê x 7. Caps.C. A nação estava no apogeu do seu poder militar. Se calcularmos. o livro que mais vale à pena estudar com atenção è este livro do Êxodo.C).36 Israel no Egito Êx 1: U m a n a ç ã o e s c r a v a Quase 300 anos haviam se passado desde a morte de José e o final de Gênesis. O povo foi organizado em equipes de trabalho. U m a levav a o nome do sucessor de Seti. 3 (At 7. Mas apesar da opressão crescente a explosão demográfica c o n t i n u o u .159 ' ÊXODO O livro de Êxodo é a história do nascimento de Israel como nação. como se faz atualmente.1 ele ocorreu 480 anos antes da construção do templo de Salomão (inaugurado por volta de 970 a. apoia esse ano como data do êxodo. incluindo as cidades-armazém do Faraó. Mas as parteiras hebréias não concordaram com o plano do rei. a atenção " S e quisermos entender a mensagem central do NT. o personagem central. • A filha d e Faraó provavelmente era filha dele com uma concubina. Teve início um grande programa de construção. somando tudo.15-22). A presença desse grande número de estrangeiros em seu território (veja 12. (Ramsés I I teve cerca de 60 filhas!) Ela deve ter levado Moisés ao harém Êx 1. Mas quando Seri I (provavelmente o "novo rei" do v. Outros 40 anos se passaram até os acontecimentos narrados no cap. do século 13. chega-se à data do século 13. Faraó decidiu intervir diretamente ( Ê x 1.

15) As letras maiúsculas usadas na maioria das Bíblias indicam o "nome pessoal" de Deus. mas um uso extraordinário dela por parte do Deus que criou o mundo.) • Prodígios (3. Isso era bem mais complicado do que d i z e r " N ã o me sinto qualificado para essa tarefa". • 4. agravada pela rejeição de seu povo. como príncipe.1) Não se sabe com certeza onde ficava localizado. parou ao perceber uma sarça em chamas. U m a escultura e m relevo d e Carquemis.2-3. mas " E u Sou". • 4. Moisés fugiu para o deserto. Não foi 'Você é . " ou "você tem. Quetura.! um prodígio ou milagre não é uma inversão! da ordem natural. criado como egípcio. C .160 Moisés roí adorado p o r uma princesa egípcia e criado. Elas seriam usadas para mobiliar e enfeitar o tabernáculo de Deus (35. pois estava associada à religião do Egito (cap. me perguntarem : Qual é o nome dele? Q u e lhes d i r e i ? " Moises não podia v o l t a r apenas c o m uma experiência subjetiva que ele havia tido. E a resposta de Deus não foi: Página oposta: Tendo matado um cruel capataz egípcio. Não era inédito na época criar meninos estrangeiros dessa maneira e treinálos para ocupar posições de destaque no exército. no sacerdócio o u na administração civil. veja comentário sobre! J z 2. Pentateuco "Deus d i s s e (t Moisés.23. Ele levantou uma objeção depois da outra e todas elas foram rebatidas por Deus: • 3.20-29). 7). estudando leis c adquirindo conhecimento em vários ofícios e esportes (veja At 7. no hebraico " Y H W H " . nesses anos de vida nômade.35-36.21 A Bíblia diz que Deus endureceu o coração do Faraó. A distinção que hoje geralmente se faz entre modos "naturais" e "sobrenaturais" de agir é estranha ao pensamento do autor. Deus se descreveu mais claramente: " E u Sou! é o Deus v i v o . prova-1 velmente pronunciado " Y a h w e h " o u "Javé"j tradicionalmente lido como "Jeová". Este é o tipo de mágica que conheciam. mostra a rainha Tawarisas segurando seu príncipe. • 4.10: " N u n c a tive facilidade para falar!" Mas o Deus que o criou lhe d a r i a condições de falar. Ê x 3—4: A s a r ç a a r d e n t e Moisés estava no Sinai (Horebe).19 A morte de Faraó foi registrada em 2. Enquanto andava pelo deserto. " Deus d e u a Moisés três sinais — demonstrações d o poder de Deus — cora os quais poderia convencê-los de que ele realmente se encontrara com Deus. • 3. Deus se encontrou com ele. .14 onde foi criado com outros.". • As riquezas dos egípcios (3. e Deus se dirigiu a ele com uma comissão assustadora: " E u o enviarei ao Faraó para que você tire do Egito o meu povo".11: "Quem sou eu?" Este era o dilema de Moisés. Moisés enfrentava sua própria crise de identidade. • 4.1: " O s israelitas não vão acreditar era m i m .1. 'Eu S o u o que Sou'" ÉX3. O que nos dá identidade. cujas histórias eles conhecem. o mesmo lugar onde viria a receber a lei. E Deus se conecta com aquilo que o povo j á sabia: ele não é um estranho para seu p o v o .22). mas uma antiga tradição o identifica com Gebel Musa (2. aprendendo a ler e escrever os hieróglifos e as letras cursivas egípcias. na casa real. Ele é o Deus de A b r a ã o c dos outros. Nascido hebreu.. o porta-voz. • O SENHOR (3.. manda outra pessoa".13: " Q u a n d o . do qual deriva tudo o que existe. era a identidade de Deus. . Eles moravam no deserto. Ali. 'Você reúne todas as qualificações". Isso Deus não faria.13: "Por favor. de modo que. Moisés teve um bom treinamento para a futura peregrinação com Israel através do deserto. • O A n j o d o S E N H O R (3. a presença dele: " E u estarei com você". mas permitiu que Moisés fizesse de Arão. o que daria autoridade a Moisés. 12. quando Deus o chamou. • Mídia (15) Os midianitas eram descendentes de Abraão por meio de sua segunda esposa.21-22) Veja 11. • 4. Era real? Era uma visão? Ele se aproximou.2) Praticamente! identificado com Deus. que o Faraó endureceu . na dramática experiência d a sarça ardente. . seu irmão.20) No pensamento hebraico. • M o n t e H o r e b e (3.244 m de altura) na parte sul da península ] do Sinai. século 8 a . . (Veja "Os nomes de Deus". Mas o emissário se mostrou muito relutante.

Éxodo .

oposta à anterior. Gn 4. Mq 7.1). "Juiz" (Gn 18. Deus dizer a Moisés (Êx 6. Esta interpretação de Êx 6.22. o Deus de Israel". Yahweh se identificou como o Deus que salva o seu povo e derrota os seus adversários. Sua ocorrência mostra que o nome era não só conhecido como usado (p. quando chegavam a esse nome. ou teria usado um dos outros títulos de Deus conhecidos dos patriarcas: "Deus Altíssimo". Por exemplo. envolve desfrutar ativamente de comunhão com a pessoa conhecida. Ao escolher a tempo do êxodo para revelar o significado do seu nome. "Deus. meu Deus" onde o hebraico traz Adonai Yahweh (o Soberano Yahweh).2-3 é confirmada pelo Gênesis. um epíteto para Deus ou uma forma de se dirigir a ele. traduzindo Yahweh por " S E N H O R " ou colocando " S E N H O R Deus" ou " S E N H O R . no tempo do AT. Ele é o "Criador" (Is 40. S I 111. Por mais influente que seja essa teoria. a noção de "presença ativa" nos diz que Deus está conosco.28). dizendo que temos várias tradições da história primitiva do povo de Deus.2-3) que "pelo meu nome.6-7. não lhes fui conhecido" (isto é. diziam Adonai. o "Santo de Israel" não pode ficar restrito a esse povo. ele com certeza teria respondido: "o Deus Todo-Poderoso". que ele é o santo Redentor e o Juiz santo. Além destes. mas não nos diz que tipo de Deus ele é.5) está a santidade de Deus. "conhecer" vai além do simples acesso a informações. "Deus Eterno". As traduções em grande parte ainda seguem essa prática. "quem é Yahweh?".15. "A Divindade". Ao declarar o seu nome ao povo. esse nome só foi revelado a Moisés. existe o nome pessoal Yahweh ou Javé.26. essa riqueza de significado é adicionada à revelação do Redentor santo.12.13. ela não é nem irrefutável nem necessária. mas Aquele que possui de modo completo todos os atributos divinos.18-20 mostram de forma bem clara a compreensão que. Textos como Êx 34. Como pôde. S I 146. Deus no poder e na singularidade da sua natureza divina.162 Pentateuco Os nomes de Deus Alec Motyer Dois termos hebraicos são traduzidos por "Deus": • El. mas "estar ativamente presente". se diz que Yahweh é "o Deus de vossos pais". Jr 32. . a saber. Mas Deus decidiu revelar isso numa ocasião em que eles precisavam ser redimidos. Êx 6. o nome divino era conhecido desde o início. Revelação progressiva O nome Yahweh aparece na Bíblia desde o início (Gn 4. 14. não significa "deuses". Em termos lingüísticos. ex. em Êx 3 (vs. Em outras palavras. pois se encontravam na situação de escravos condenados. No AT. Assim. havia assumido o significado de uma afirmação a respeito do caráter desse Deus que tinha esse nome. quando. no entanto. mas "não se importavam (literalmente "nãoconheciam") o S E N H O R " (ISm 2.22).2-3 nos diz aquilo que até aquele momento tinha apenas o significado de um "identificador". Deus queria revelar-lhes o seu caráter mais íntimo.12-13). o nome Yahweh se relaciona com o verbo "ser/existir". Na base de sua auto-revelação como Yahweh (Êx 3. aos patriarcas)? Os especialistas no estudo do AT responderam essa questão. aquele que sempre se faz presente entre o povo.25) e "Rei" (Jr 10. Se alguém tivesse perguntado a Abraão. • Elohitn..27). se tinha sobre o caráter que esse nome revela. compare 1Sm 3. Por reverência e para evitar que esse nome fosse pronunciado. 6. Deus de t o d a a humanidade Mas o Deus que se revela de modo especial a um povo. segundo outra. "Senhor". Muito se tem a ganhar quando se percebe que por trás da forma S E N H O R está o nome pessoal de Deus. O S E N H O R . os filhos de Eli com certeza conheciam o nome como maneira de "identificar" Deus. SI 103. o Deus que é "meu Deus" para as pessoas que fazem parte da nação escolhida. então. Segundo uma tradição. Êx 33. Este verbo não significa simplesmente "existir".7. uma forma plural que. em leitura pública. os judeus. que se manifesta em santo resgate e ira santa por ocasião da Páscoa (ÊX 12).7) — o Deus de toda a humanidade (Nm 16.16). etc. Assim sendo. Yahweh é o Deus ativamente presente entre o seu povo.

Êx 6 . 7. 1 — 6 . Sete dias mais tarde. O s animais foram atingidos p o r uma peste. Palavra d e Deus a Moisés. diga aos israelitas o seguinte: Eu sou o SJÍ.4 .. sabia como chamar a atenção do Faraó. rãs. a circuncisão. 7 ) .V/ÍOK. 1 . mas é claro que era conhecido p o r aqueles que. mas não as de trigo c cspclta. Demonstrou que tipo de pessoa ele era: "Quem é o S E N H O R . e não v o u d e i x a r que os israelitas saiam daqui" ( 5 . e Faraó.16-32). criado no harém. Os magos podiam imitar. p r o c u r a r a m r e f ú g i o nas casas (7. e tumores apareceram nas pessoas e nos animais ( 9 . q u e é secada ao s o l . A reação de Faraó revelou sua hostilidade implacável.1 ) Isto parece ser menos que toda a verdade.. O Nilo. 1 7 . O povo se voltou contra seu "libertador". e lembrei da aliança que fiz com eles. 2 8 — 1 0 . 9. sua força vital. T i j o l o s q u e i m a d o s a o sol sao material d e construção b o m e b a r a t o amplamente usado na Á f r i c a e na Á s i a . isto é. . De qualquer modo. > Acesso ao Faraó Se esse Faraó era Ramsés II. "Agora eu ouvi os gemidos dos israelitas. que estão sendo escravizados pelos egípcios. o país foi infestado. 2 4 . O vento trouxe uma nuvem de gafanhotos da Etiópia que destruiu toda a vegetação do país ( 1 0 .2 6 No v.14) Três anos mais velho que Moisés ( 7 .1 8 ) . mas não eram capazes de impedir. lembrando a Moisés quem Deus era e dizendo o que pretendia fazer. Nove vezes Deus agiu. Depois. 1 5 . > Arão (4. E os e g í p c i o s q u e d e r a m o u v i dos às advertências de Deus foram salvos (9. 1 9 ) . 4 em diante. 1 0 . > 4 . 9. > 6. 5-6. Moisés recorreu a Deus novamente.13-35). Êx 6 . que ainda não haviam c r e s c i d o . Portanto. Moisés. A família de Moisés agora estava ligada aos antepassados de Israel — o povo de Deus — p o r meio do sinal da aliança. 2 9 : P r a g a s a t i n g e m o Egito Faraó o u v i u e rejeitou o pedido de M o i sés. Vou livrá-los da escravidão do Egito. primeiro por mosquitos e depois por moscas que se criaram entre as carcaças dos peixes e das rãs (8. Israel deveria deixar o Egito para oferecer sacrifícios. ? E u não conheço o A foto mostra u m a mistura d e lama d o Nilo c o m palha s e n d o colocada e m moldes d e madeira para fazer tijolos. 2 . A lista é um trecho da lista mais longa de Nm 2 6 . 8 . Farei com que vocês seja o meu povo e eu serei o seu Deus".2 4 ) .14).seu coração e que o coração do Faraó se endureceu: três verbos diferentes sem diferença real no significado. y 0 pedido (5.5-7 3 . Deus dá início a uma série de castigos para ensinar a Faraó e seu povo quem era o S E N H O R e qual era o alcance do poder de Deus SENHOR sobre toda a criação ( 7 . centro da economia e do culto da nação. 1 4 . 1 3 : P r i m e i r a v i t ó r i a de F a r a ó 0 primeiro pedido a Faraó apenas agravou a situação. F r u s t r a d o . f u g i n d o das margens d o r i o e dos peixes em d e c o m p o s i ç ã o .3 O nome Y H W H ( S E N H O R ) é usado em Génesis de 2 . 1 . 2 6 ) . sabe-se que ele recebia também pessoas (confira 5 . 1 4 . e não a Moisés. 1. Ê x 6.1 2 ) . Durante três dias a luz do sol permaneceu . A palha m o í d a reforça o tijolo. porque a natureza destes seria ofensiva aos egípcios ( 8 . E Deus renovou seu chamado. ele supostamente nasceu antes do edito do Faraó. mais tarde. "o S E N H O R se encontrou com Moisés c procurou matá-lo" pode ser outro exemplo de Deus como a primeira causa — talvez a ameaça fosse u m acidente o u uma doença. C h u v a de pedra e tempestades destruíram as safras de linho e cevada.2 7 : G e n e a l o g i a Quem eram Moisés e Arão? A genealogia os identifica como descendentes de Jacó por meio da linhagem de seu filho Levi.2 0 ) . 8.15). 2 2 . . Para o escritor hebreu.25—8. o fato de ser Deus é a primeira causa de tudo não conflita com a responsabilidade humana. "transformouse em sangue": os peixes não podiam viver na água vermelha e grossa ( 7 . seus magos e todos os deuses do Egito foram incapazes de reverter o j u í z o de Deus. já prevista por Deus ( 3 . Êx 5 . Miriã era a irmã mais velha de ambos. o pronome objetivo "-lo" (em "matá-lo") pode ser uma referência a Gérson. Assim. 5 . 2 4 . escreveram as histórias. 2 ) . mas serve como u m teste.

E m cada caso Deus d e c i d i u valer-se de desastres naturais para c o n f u n d i r o Faraó e os deuses do Egito (12. "piolhos": a palavra ocorre apenas aqui. Ê x 11. foi eliminado. inclusive o filho do próprio Faraó? De que instrumento Deus se valeu: a peste bubônica ou a poliomielite? Não sabemos. assado sobre o fogo. Esta estátua colossal d o Faraó Ramsés 11 (provavelmente o Faraó de Ê x o d o ) é um dos vários monumentos e construções que díío conta d o seu poder no Egito antigo. o fato é que não se tratava de m e r o " a c a s o " . • 7.21-29). Os anos de escravidão são. Não importa como aconteceu.12). Anunciou a vinda de cada uma c podia fazê-las cessara qualquer momento em resposta a oração.1—12. O linho era vital para a importante indústria de tecelagem egípcia. • 7.24 O solo arenoso filtra a água. a cheia anual ocorria entre junho e outubro. Veja "A Páscoa e a Última Ceia".36: A m o r t e r o n d a a terra A preliminar havia terminado: a advertência de Deus em 4. Este foi um dia que seria lembrado ao longo dos séculos. Ele fez com que o "deus N i l o " trouxesse ruína em lugar de prosperidade. (A época é março/ abril. deixando-o tomar suas próprias decisões. mas poupou e libertou seu p r ó p r i o p o v o . Ele controlou a extensão e as áreas afetadas por cada praga. . o deus sol. Deus não interferiu. • 9.21. E o poder de Rá. mais que ansiosos em vê-los partir. pois Deus estava em ação. o dia em que feriu mortalmente os primogênitos dos egípcios. As rãs (associadas aos deuses egípcios da fertilidade) trouxeram doença ao invés de fecundidade.16-17 "Mosquitos". de modo que no final o poder de Deus ficou evidente para todos. importante item de exportação. Os pães sem fermento evocam a rapidez da sua partida (não havia tempo para usar fermento c deixar o pão crescer). ( F o r a m literalmente "todos" os primogênitos. de certa forma.25 Antes da construção da grande represa de Assuã. O trigo. realmente amadurece um mês ou dois após a cevada. As ervas amargas representam todo o sofrimento que suportaram no Egito. pagos pelas roupas e jóias entregues pelos egípcios. representa a proteção e provisão de Deus por seu povo: Israel é o primogênito de Deus.) O cordeiro o u cabrito da páscoa.) U m a nova festa foi instituída c um novo ano (religioso) começou. As pragas ocorreram durante u m período de seis meses a u m ano. O s acontecimentos seguem uma ordem lógica. trazendo lama vermelha c espessa ou algas vermelhas que poluíram a água.31-32 Este é um detalhe que revela conhecimento da situação local. Mas o povo não partiu de mãos vazias. • A dureza de coração d o Faraó Veja em 4. Este era o fim da linha para Faraó e seu povo. Ele fez distinção entre seu povo e os egípcios. • 8. demonstrando seu controle absoluto. ou apenas os jovens das famílias mais importantes. Mas para Israel era o início. Foi do " p ó da terra" que eles saíram. que poderia ter começado com uma inundação acima do normal.22-23 estava prestes a se realizar. Mas os egípcios foram devastados.164 Pentateuco encoberta por "trevas espessas" (provavelmente uma tempestade de areia provocada pelo vento conhecido como cansim) (10.

E em Nm 3. embora o povo tivesse aprendido a sobreviver com pouca água e seus acampamentos tenham se espalhado para que se pudesse usar várias fontes de água a cada parada da viagem.11-13 Deus escolheu os levitas para representar todos os primogênitos de Israel: "são meus". . Em capítulos subseqüentes fica claro que isso era gente demais para uma sobrevivência no deserto. seus "despojos" incluíam jóias d e prata e o u r o . com água pela frente e o exército do Faraó vindo ao encalço deles. numa tradução mais exata. • Os ossos de José (13. Estes colares egípcios datam d a época d e Moisés. Assim. Começa a viagem em direção à fronteira.8. em l e m b r a n ç a da f o r m a apressada como saíram do Egito. 2 2 : F u g a n o t u r n a Como Deus havia previsto ( G n 15. clamando a Deus e acusando Moisés de traição. 166). Contando mulheres e crianças. Pode-se questionar o tempo exato que o povo ficou no Egito ( G n 15. • 13. O "mar Vermelho". onde Deus forneceu um carneiro para ser sacrificado no lugar de Isaque. porém. Antes disso.13-14). após quatro séculos numa terra estranha Israel estava livre. E assim Israel entendeu que eram verdadeiras as palavras de Moisés: "Vocês não terão de fazer nada: o S K N H O R lutará por vocês" (14.24-25.16 Veja texto e ilustração de Dt 6. • 13. 3 7 ) N m 11. É possível que se usasse um número alto simplesmente para indicar "muitos". A canção é um belo exemplo de poesia semítica antiga (veja "Poesia e Sabedoria". • Vs.21 dá o mesmo número. • 13. As vezes também faltava água. apesar da tradição que havia em Canaã.16 diz "quarta geração"). Ê x 14: P e r s e g u i ç ã o ^ e desastre Presos entre o mar e as montanhas.15 A partir de G n 22. fica claro que Deus jamais exigiu o sacrifício de um filho.19) Veja G n 50. tanto a nuvem quanto o fogo são símbolos associados a Deus. Ê x 15. • 600. os israelitas enfrentaram seu primeiro grande teste de fé. introdução).000 homens ( 1 2 . sem que se tivesse feito um censo exato. 165: Ex 1 2 . 3 7 — 1 3 . 3 7 — 1 9 .18 O "deserto" era uma região de estepes na qual os animais podiam pastar.1-21: O c â n t i c o d e v i t ó r i a Sc houve uma vitória que merecia ser contada às gerações futuras. destruiu seu inimigo.21 A coluna de nuvem era um redemoinho A oitava praga foi uma nuvem de gafanhotos que devastou o Egito. os p r i m o g ê n i t o s da nação pertenceriam de forma especial a Deus e deveriam ser "resgatados". Deus concedeu o maná. Mas Deus fez as águas retrocederem para que pudessem atravessar sãos e salvos. E entraram em pânico. Primeiro Moisés conduziu o povo num grande hino de triunfo: Deus salvou Israel.Êxodo do deserto? A nuvem e o fogo eram fenômenos sobrenaturais? Na Bíblia. 2 5 O êxodo do Egito Êx 1 2 . • Como a l i b e r d a d e de Israel h a v i a s i d o comprada com a morte dos primogênitos dos egípcios. fazendo as paredes de água desabar sobre as tropas de Faraó. Esses acontecimentos deveriam ser comemorados de duas maneiras: • Durante um p e r í o d o de sete dias após a Páscoa as pessoas d e v e r i a m comer pães sem fermento. e nem todos os carros de guerra se perderam. foram dadas instruções adicionais sobre a celebração da Páscoa: quem poderia participar e onde deveria ser comemorada. • 13. Depois Miriã e todas as mulheres cantaram o refrão e dançaram de alegria. e o destacamento que perseguiu os escravos foragidos foi destruído — um golpe duro o bastante. 17-18 Não há menção do afogamento de Faraó. O povo estava indo para o leste. A vitória foi ganha às custas de Faraó. esta certamente era ela. o total seria de 2 a 3 milhões de pessoas — um número bastante alto.14). é "mar de Juncos" (veja mapa na p. Quando os israelitas d e i x a r a m o Egito. mas o grande fato indiscutível é que Deus libertou o seu povo. afastando-se do delta do Nilo.

Fora do Egito: as peregrinações no deserto N ã o há certeza quanto aos locais mencionados nem q u a n t o à rota. H f J s israelitas. Monte Sinai/Hcxebe . em L v 15. ele aprendeu com Moisés (8-11). 1 7 ) . N o Egito havia abundância de peixe. embora não fosse israelita. novamente. Ê x 18: S á b i o c o n s e l h o O fardo da liderança era pesado e a sugestão prática de Jetro no sentido de reorganizar e delegar tarefas foi sábia. ficava sentado. • Codornizes (16. Ele foi bem recebido e seu conselho foi seguido. Êx 15. O a v a n ç o d e v e ler sido lento: n o m á x i m o entre I S e 2S km p o r dia.4. Não demorou. Ê x 19: O a c a m p a m e n t o n o Sinai C o m o Deus p r o m e t e r a ( 3 .14. Esta substância foi o alimento básico dos israelitas durante 40 anos.31) Não podemos saber com certeza o que era esse "maná". r e l â m p a g o s . O " m a r V e r m e l h o " ( o u mar d e J u n c o s ) p o d e se referir à região d o s lagos A m a r g o s o u a o golfo d c S u e z .24-26. . compare a experiência de Elias no mesmo local — l R s 19. descendo pelo oeste d a península • d o S i n a i . • 17. v o l t a r a m para o norte antes d e atravessar e. mas é possível que tenha acontecido logo após o incidente registrado em Ê x 4. a o s u l . t r i b o n ô m a d e descendente de Esaú. assustados tom os relatos de gigantes na terra. e começaram as reclamações. terrível.15 " P r e p a r e m . A travessia provavelmente aconteceu e m a l g u m l u g a r entre Q a n t a r a (46 km a o sul d c Porto S a i d ) e o norte d e Suez. e os nomes Massa e M e r i b á . • Maná (16. (¡alto de Suez. os amalequitas são pouco mencionados. f o g o e terremoto anunciaram a presença de Deus e demonst r a r a m seu p o d e r (20. c cessou de repente quando entraram em Canaã..16) U m j a r r o c o m capacidade de 2 litros. .por 40 anos. • G ô m e r (16. • 16. tornaram-se sinônimo de rebeldia (veja H b 3. era considerado um homem piedoso. para o s u l . Outra descrição aparece em Nm 11. uma profetisa posterior (Jz 4. santo.22 Os sacerdotes só passaram a existi! c o m o o r d e m após estes acontecimentos no Sinai.s e . • Á g u a da rocha (17.2). Ali Deus estabeleceria sua aliança com a nação. enquanto Moisés levantava seus braços em oração. Os amalequitas possivelmente tentavam expulsar os israelitas de um oásis fértil. os requerentes ficavam cm pé. • 19. Aqui Deus proveria uma maneira de ensinar ao p o v o obediência e dependência diária dele. embora vários fenômenos naturais tenham sido sugeridos. como j u i z .13 Moisés. Mas em questões religiosas. O S e n h o r D e u s . • 19. i I Miriá" pegou seu tamborim e liderou a dança após a travessia triunfal d o mar •Vermelho".22—17.14). • 18. Jetro.8-16: A t a c a d o s ! Josué (o homem que seria sucessor de Moisés) liderou u m g r u p o seleto contra os amalequitas. 1 2 ) . O s israelitas n ã o p e g a r a m a rota costeira. BK Moisés envia homens para espionai a letra de Canaã — eles vão até Hebrom e voltafn.13) Veja " C o d o r n i z e s " em Números.8-12 — e o contraste feito em H b 12. Oeos dii que deverão ficar no deserto. N ã o fica claro quando Zípora retornou para casa. se rebelam.16 É possível que esse relato fizesse parte do Livro das Guerras do S E N H O R (Nm 21.Pentateuco • A profetisa (20) Miriã certamente alegava ter sido a porta-voz de Deus ( N m 12.20 e x p l i c a porquê. o povo logo ficou sedento e faminto — c rebelde. não se acheguem a m u l h e r " — v e j a " p u r o e i m p u r o " .7: C o n d i ç õ e s adversas No deserto.4). uma obra que não foi preservada. Mas foi Deus quem deu a vitória.18-25). foram para Sucote. T r o v õ e s .6) Deus mostrou a Moisés o local. Este incidente. de frutas e legumes — e não havia falta de água. Mas eles marcham para Canaã — e são denotados.7-11). Sabe-se que a rocha calcária d o Sinai retém umidade. Depois da "guerra santa" de Saul ( I S m 15). mesmo q u e mais p r ó x i m a ( 1 3 . falou. E m vez disso. inacessível. a exemplo de Débora. Ê x 17.33 Veja também H b 9.7-9. Moisés levou o p o v o de Deus ao monte Sinai. p o r q u e não estavam p r o n t o s para e n c o n t r a r as forças d o s filisteus.

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principalmente os tratados entre suseranos e seus vassalos (veja 'Alianças e tratados no Oriente Próximo"): T í t u l o : identifica o autor da aliança (2a). ex. • O fato de haver penalidades fixas. A maioria dos códigos orientais lida apenas com questões legais: a religião e amoral são tratadas em outro lugar. preservadas na arca da aliança.1-21: O s D e z M a n d a m e n t o s No princípio. • H á uma só lei para todos. a c o m p a n h a d a s p o r " b ê n ç ã o s " ( p . Na Bíblia. viúvas. do Criador). demonstrando a preocupação de Deus pela vida toda. da terra da escravidão. teu Deus. Consiste em "julgamentos". Êx 20. pouco importando a posição social do indivíduo. Merecem destaque especial as leis que protegem os fracos c indefesos (escravos. O b r i g a ç õ e s impostas a o vassalo (3-17). Deus estabelece os padrões para os relacionamentos familiares. impõe respeito pela vida humana. 6. P r ó l o g o h i s t ó r i c o : descreve as relações passadas entre as duas partes (2b). o código judaico tem várias características distintas: • O código como um todo se baseia na autoridade de Deus. essas dez "palavras" constituíram a base da lei de Israel. revela um conceito elevado da vida humana.37-40). • Não há divisão entre a lei civil e religiosa..7b). a palavra e o pensamento. leis casuísticas. e "estatutos" o u ordens diretas. não de um rei.. os mandamentos se resumem a amar a Deus e ao nosso "próximo" (Mt 22. estrangeiros). Ê x 20. Como Jesus disse. Os mandamentos demonstram a preocupação de Deus com todos os aspectos da vida humana. Este resumo e ponto culminante d o pacto ou da aliança de Deus com seu povo estabelece uma norma ética básica que se aplica a todos os povos de todos os tempos (já que estas são as instruções d o "Fabricante". Deus pronunciou as palavras que deram origem à v i d a . Na forma elas seguem o padrão dos tratados conhecidos n o Oriente Médio no século 13 a . morais e religiosas são inseparáveis. leis civis.12b) e "maldições" (5. Ê x 20. a propriedade. C . isto c. é o registro mais antigo que temos da lei judaica. e as sete restantes. Deus falou Iodas estas palavras: 'Eli SOU O SliNHOR. o u seja.1-3 Este é local d o acampamento israelita diante d o monte Sinai.22—23."' Palavras iniciais d o s Dez M a n d a m e n t o s .168 Pentateuco Êx 20—40 Leis e um tabernáculo para Deus • • • "Então. Não terás outros deuses diante de mim. Deus nos fez: quem mais pode determinar a melhor maneira de viver? Escritas em tábuas de pedra. ao relacionamento das pessoas entre si. órfãos. conhecida como "o livro da aliança". Embora semelhante cm forma a outros códigos de lei da Ásia ocidental antiga. Agora Deus pronuncia as palavras que orientam o viver.33: O c ó d i g o d e leis Esta seção. . o sexo. As primeiras três "palavras" dizem respeito ao relacionamento d o povo com Deus. delimitadas (para cada crime um castigo específico). que te tirei do Egito.

Ele e Arão seguraram os braços de Moisés em oração durante a batalha com os amalequitas (17. embora a descrição seja minuciosa. Esta é a famosa Lei do Talião: um regulamento que se destina aos juízes no tribunal. no episódio dos espias em Canaã. Embora culturas orientais anteriores tivessem tido temporariamente a noção de que a justiça agradava aos deuses.Estas são as leis de um Deus que se importa.11 A terra também merece descanso: Deus preserva e alimenta os animais selvagens assim como cuida da humanidade. e eles saberiam que Deus não era uma divindade local cujo poder se limitava ao Sinai.. um Deus que é "misericordioso" (22. Agora.1-2)." . Estas fronteiras "ideais" — do golfo dc Acaba ao mar Mediterrâneo. encimada por dois revestimentos impermeáveis (feitos de peles de carneiro tingidas de vermelho e de couro fino). • Quarenta dias e quarenta noites (18) Certos números têm significado especial na Bíblia. C o l e " O decálogo. em outras palavras. • 23. c no período entre sua ressurreição e ascensão.19 No Israel antigo. Deus deu a Moisés instruções para construir uma tenda especial: Deus devia ter uma morada como as dc seu povo e viver entre eles. justiça e direitos humanos (23. 177 mostra a estrutura básica c a posição da mobília. da colheita dos primeiros frutos e do encerramento da colheita (23. A ilustração à p. 19. • Hur (14) Obviamente trata-se dc uma pessoa importante cm Israel. Agora é introduzida a idéia tie que a obediência é necessária assim como a/é. como sinal visível de que este era seu p o v o . • 23. a vida sedentária e agrícola que Israel teria na terra de Canaã. Aqui.12). A .23-24 A vingança ou retaliação tem limites rígidos: uma vida por uma vida. A passagem pode ser resumida da seguinte forma: • Instruções gerais sobre culto o u adoração (20. não se trata de uma planta completa. o resumo de Èx 20. Muitos dos materiais usados foram trazidos '•Ilido que Israel precisava inicialmente para ser salvo tio Egito era aceitar a liberttição que Deus estava operando. o "mar Vermelho (ou mar dos Juncos)" é claramente o golfo de Acaba. A estrutura da tenda propriamente dita era revestida com cortinas de linho.13 e nota em Lv 18.14-19). mas a pena de morte era a sentença a ser aplicada naqueles tempos do AT. • Viram o Deus de Israel (9-11) N o Oriente Médio. desonrados ( L v 10.22) eram crimes para os quais estava prevista a pena dc morte.12-32). pois a rebeldia de Israel ainda não havia condenado o povo a passar 40 anos na península do Sinai. Na área dos relacionamentos pessoais. obrigações sociais c religiosas (22. o teto dessa tenda podia ser horizontal ou erguido com uma estaca. na jornada de Elias ao Horebe. Êx 24: S e l a n d o a a l i a n ç a 0 povo aceitou a aliança e esta aprovação foi formalmente selada por um sacrifício especial e por uma refeição tomada pelos representantes do povo na presença de Deus. Estes regulamentos ampliam." K. • 21. • Nadabe e A b i ú (1) Dois dos filhos de Arão.16-31). ofensa. já eram construídos no Egito no período anterior ao êxodo. do Sinai ao rio Eufrates — foram atingidas por um breve período na época de Davi e Salomão.19).27). O autor quase não tem palavras para descrever a comunhão indescritível que se seguiu ao sacrifício e completou a aliança. Por exemplo. • 22. que mais tarde acabariam morrendo. 1 5 ) . Jesus excluiu por inteiro a possibilidade de vingança ( M t 5. a bestialidade (característica da religião cananéia) c a prática da aios homossexuais (veja Lv 20.1-17. homicídio c ameaças à vida humana (21. na tentação dc Jesus no deserto.22-26) • Leis civis ( 2 1 . 1 — 2 3 .10. De fato.1-11). deu forma. • Ela não ficará livre (21.7) O senhor dela ainda é responsável por sua escrava-esposa.1-13). Êx 25—27: O t a b e r n á c u l o Deus havia tirado o povo do Egito. propósito e um plano para a vida. • Leis relativas às três festas principais — festa dos pães sem fermento. Estabelecera os termos da sua aliança e estes foram aceitos. sobre as quais havia uma cobertura de pano feito de pêlos de cabra.38-42).20-33). semelhantes à tenda dc Deus (o tabernáculo). não uma carnificina sem fim. com detalhes. • As intervenções de Deus em favor de seu povo obediente (23. • 22. fazer uma refeição com alguém é uma forma toda especial dc se (cr comunhão com essa pessoa. 'Icmplos |x>rtáteis.18 A feitiçaria é condenada também no NT (At 13. cada uma das partes estava jurando mantê-lo sob pena dc morte. A legislação tem em vista o futuro. 1 3 ) : os direitos dos escravos (21. O sangue aspergido sobre o povo e sobre o altar uniu as duas partes no acordo.31 Aqui. foi sobre a ruchu Saltclu IÍIIS Tábuas ida leij que a civilização <H illcilllll loi edificada. Deus os guiaria e acompanharia aonde quer que fossem.. 3 3 — 2 2 . faltam alguns pontos ou detalhes. roubo e dano à p r o p r i e d a d e ( 2 1 . O número 40 aparece em praticamente cada nova etapa da história de Israel: no relato do dilúvio. prefabricados.

Em termos de genérico e específico. geralmente. permanecereis no meu amor".5). os Dez Mandamentos são. Todas as outras leis vieram por meio de Moisés (Êx 20. No NT aparece o mesmo padrão: a nova vida em Cristo está disponível. então.6-21. disse Jesus aos seus discípulos (Jo 15. Amarás o S E N H O R teu Deus de todo o teu coração. Ali.28. e de graça. Existe outra passagem que traz os Dez Mandamentos na íntegra: Dt 5.. Outras leis são bem específicas. onde fizeram uma aliança com Deus. em princípio.7). literalmente.10). Vários mandamentos aparecem em outros documentos de natureza ética ou em códigos de leis. Deus entregou os Dez Mandamentos. e estas se encontram em Êx 21—23 e Dt 12—26. Diferentes t i p o s d e lei Algumas leis são mais amplas e universais do que outras. "Torá" é. por causa de desobediência (Êx 20. que te tirei da terra do Egito" (Êx 20. dizendo quem é Deus e como o povo deveria viver. para todos. o SENHOR é um. teu Deus. Israel. acolhem a lei e prometem cumpri-la. Deuteronômio faz distinção entre "o mandamento" e "os estatutos e juízos" (Dt 6. são válidos para sempre. pois as histórias e também as leis nele contidas eram instrução para o povo. o S E N H O R nosso Deus. e o objetivo de conhecê-la é viver segundo ela".19)."). onde se enfatiza que esses são os mandamentos e que não haveria outros (Dt 5. mas requer-se.4-9): "Ouve. Oqueéa"Torá"? A palavra hebraica "torá" é.13. "A Torá é verdade.4). Foram gravados em pedra para mostrar que. Dt 4.1.1-17..22). os Dez Mandamentos constituem um meio-termo. "Se guardardes os meus mandamentos. mas isto é reflexo da flexibilidade com que a Bíblia em seu todo trata dessa questão da lei. A forma positiva do "mandamento" é o famoso Shemá (Dt 6. Entretanto. só então ele conclama o povo a mostrarse agradecido e ser o b e d i e n t e . havia também a necessidade de ser sele- Sua importância se deve ao fato de terem sido as únicas "palavras" faladas diretamente por Deus. o Decálogo (Êx 34. os israelitas chegaram ao monte Sinai. que o povo de Deus viva de maneira que agrade a ele. Agora. mas estes simplesmente definem o espaço ou os limites dentro dos quais os israelitas podiam viver com segurança.5).. Na comparação entre as versões de Êxodo e Deuteronômio. os membros do povo de Deus. Mais tarde. mas o Pentateuco insere os mandamentos num contexto histórico e teológico todo espe- . "instrução" ou "ensino". traduzida por "lei"." A forma positiva do primeiro dos Dez Mandamentos é esta: "Não terás outros deuses diante de mim" (Dt 5. A lei que Deus d e u a seu p o v o era um eslilo d e v i d a . Era possível incorrerem castigo. as "dez palavras". Oito dos mandamentos têm formulação negativa ("não. Nas palavras d o salmista.2): esta é a base para tudo o que segue. Maimónides ciai.. São dez ao todo. No AT. aparecem pequenas variações.170 Pentateuco Um estilo de vida: os Dez Mandamentos Philip Jenson Tendo saído do Egito. 10. mas este não era o propósito maior do mandamento. dizendo-lhe como deve viver. é lâmpada para os pés e l u z p a r a o caminho d e rodos que p r o c u r a m segui-la. para sermos mais exatos. Eles têm por objetivo apresentar um quadro abrangente da vida de obediência a Deus. É a palavra bem pessoal que Deus fala ao seu povo. não apenas u m a lista de regras. lei é muitas vezes considerado algo universal e impessoal. de bom grado. com a finalidade de possibilitar ao povo cumprir a sua parte do acordo (ÊX 19. Diante do que Deus havia feito por eles. Primeiro Deus salva. e dez é o número que simboliza aquilo que é completo.1). O d o m d e Deus ao seu p o v o "Eu sou o SENHOR. a palavra veio a ser usada como título do Pentateuco. que aparecem em Êx 20. por graça.

Mão cobiçar 1.15). Por exemplo. a necessidade de matar no contexto das guerras era tão evidente que nem era preciso discutir essa questão! É possível que. se for propriedade do templo ou da coroa. pois nem mesmo a um escravo se permitia que trabalhasse no dia que Deus santificou. à mudança das circunstâncias. em grande parte. ou um jumento. deverá ser morto". ou um barco. Não roubar 8. Honrar os pais 5. As leis mais específicas examinam casos mais difíceis e estabelec e m diferentes níveis de desobediência e castigo. como se vê em Êx 21. pois esse quadro só podia ser apresentado de forma esquemática. A interpretação dos mandamentos 0 que significa "não matarás"? Nem sempre está claro o que um mandamento significa. mas. Êx 20. e já podemos ver isso em andamento nos mandamentos mais longos. Não malar 7. se chegasse a conclusões diferentes. Códigos de lei no mundo antigo Há vários paralelos entre os mandamentos da Bíblia e as leis que aparecem em códigos elaborados por vizinhos do povo de Israel.12-14. Não ter outros deuses. de tempos em tempos. no código do rei babilônio Hamurábi {foto ao lado) aparece o seguinte: "Se um cidadão roubou um boi. a proibição das imagens é um mandamento distinto. mas todos aceilavam a autoridade mais ampla e abrangente dos mandamentos. Não adulterar 8. (Lei 8) Em Israel. Abaixo aparecem algumas das opções de numeração: Judaica Católica/Luterana Reformada 1. Não ter outros deuses 2. que dizem respeito ao comportamento na comunidade. Não cobiçar 10. Há diferentes sistemas denumeração dos mandamentos. Em muitos casos também há significativas diferenças no que diz respeito a detalhes. ou um porco. Não dar falso 9. deverá restituir dez vezes mais. 0 nome do Senhor 3. se a propriedade é de um vassalo. Ornais i m p o r t a n t e em p r i m e i r o l u g a r A ordem dos mandamentos é altamente significativa. Jesus reafirmou esse vínculo em seu resumo da lei em dois mandamentos (Mt 22. Introdução 1. Por exemplo. Sábado 5. Entretanto. há diferença entre crime culposo (involuntário) e crime doloso (intencional). Não adulterar 7. Não dar falso testemunho 10. Não dar falso testemunho testemunho 9. • 0 mandamento do sábado já faz a conexão entre a atitude em relação a Deus e a atitude em relação ao próximo.2 é visto como o prólogo.•ocio 171 tivo. Não cobiçar a casa 10. Honrar os pais 5.Sábado 4. ele deverá restituir trinta vezes mais.Sábado 4 . 0 nome do Senhor 4 . em parte alguma se encontra a mesma concentração de mandamentos num mesmo texto. Não cobiçar a mulher . ou uma ovelha. Não fazer imagens 3. 0 nome do Senhor 3. Os mandamentos pedem para serem interpretados e aplicados. • Os primeiros quatro (na contagem reformada) tratam da questão fundamental da atitude do povo de Israel em relação a Deus.10) como no êxodo (Dt 5. Não roubar 9. ao passo que.1). Não matar 6. e o duplo "não cobiçarás" forma um único mandamento. se o ladrão não tiver como restituir. Honrar os pais 6. •iò tradição reformada (seguida neste artigo). 2 . A lei do sábado se fundamenta tanto na criação (Êx 20. e não havia previsão de pena de morte por causa de roubo (Èx 22. No contexto israelita. Não roubar 8. Não matar 6. não fazer imagens não fazer imagens 2 .36-40). Não ter outros deuses. Estes introduzem os mandamentos seguintes. Não adulterar 7. não havia diferenças de classe. devido.

. o conteúdo e o tom dos Dez Mandamentos refletem uma consciência de que o espírito da lei era tão importante quanto a sua letra.5). Também Jesus criticou seus contemporâneos por interpretarem os mandamentos de forma muita restrita (Mt 23. Deus já agiu. Cristo já morreu e ressuscitou. Ser obediente a Deus é uma resposta à salvação. de forma especial. Os cristãos não tentam ser bonzinhos para chegarem ao céu. Os profetas fizeram severa crítica àqueles que tentavam subverter ou descartar os mandamentos (Am 8. e os Dez Mandamentos. É o único mandamento que vem acompanhado de promessa (Ef 6. . trazendo salvação.21 -48).5-6)..23). o décimo mandamento vai além da ação externa e trata da motivação interior. a sociedade entraria em colapso e os objetivos que Deus tem para a família de Abraão não seriam alcançados (Êx 19. No final. o único outro mandamento positivo é o que manda honrar os pais. e não um pré-requisito para a mesma". procuram estabelecer um reino de justiça e paz.2). uma ênfase que Jesus aplicou também a outros mandamentos (Mt 5.172 Pentateuco "A Lei foi dada depois que Deus havia salvo o seu povo. Letra e espírito O contexto. Já atravessamos o mar Vermelho. fundamentado no amor a Deus e ao próximo. a lei. Marcus Maxwell Depois do mandamento do sábado. sem honra. Este aponta para o valor fundamental no desdobramento da lei: estabilidade e harmonia na família. de modo geral. não antes. pois. Israel não procurava cumprir a Lei para obter salvação. Em consonância com outros textos bíblicos.

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que as pessoas podem adorar do jeito que bem entenderem. A madeira é escassa no deserto do Sinai. polidas e gravadas (como as de A r ã o ) ." J o n a t h a n Sacks A arca da aliança era feita de acácia. Arão e seus filhos deviam ser purificados e vestidos. • 30. • Os sininhos na barra da sobrepeliz de Arão (28.2). A arca era o símbolo visível da presença de Deus. usada pelos ricos. E x 28—30: O s sacerdotes e seus deveres Se o tabernáculo de Deus devia ser um lugar de beleza e esplendor. Enfatizam o bem comum ao invés do benefício pessoal. a didraema (duas dracmas) tornou-se o imposto anual do templo ( M t 17. As habilidades destes artesãos são dons espirituais para o serviço de Deus e os nomes dos dois entraram para a história. o sacerdote também devia estar vestido adequadamente. a mão e o pé para trabalhar para ele. Ê x 31. a p ú r p u r a .42 A exigência de roupa de baixo para os sacerdotes contrastava com a nudez ritual de outras religiões.33-34) Provavelmente para garantir que ele não entrasse na presença de Deus sem se anunciar. que é uma das poucas áivores que cresce no clima seco d o "deserto" d o Sinai. Alianças tem a ver com deveres em vez de direitos. • O Urim e o Tumim (28. além disso u m pote de maná. Q u a n d o não havia bancos. • A consagração Cada elemento dessa elaborada cerimônia indicava a "alteridade" o u "distância" de Deus. Deus estabeleceu os termos que possibilitariam sua morada entre seu povo. Os "querubins" provavelmente eram esfinges aladas com semblantes humanos que representavam os espíritos mensageiros de Deus. revestida de ouro e medindo cerca de l. fazendo expiação pelo seu pecado. • Estola sacerdotal (25. Assim.13 O imposto era uma pequena quantidade de prata (6g)..24). . Os povos do O r i e n t e M é d i o antigo eram hábeis na arte de fiar. Suas vestes tinham o propósito de lhe conferir "dignidade e beleza" (28. O pecado desqualifica todos de entrar na presença de Deus. O Deus vivo não é um ídolo impotente.37 As lâmpadas do candelabro eram a única fonte de luz no tabernáculo: o santo dos santos ficava completamente escuro. não por causa dele. Também eram p r o d u z i d o s b o r d a dos finos.22m x 76cm x 76cm. para que o tabernáculo de Deus fosse o mais digno possível o u estivesse à altura de Deus.30) Dois objetos que representavam "sim" e "não". e ter seus pecados expiados por sacrifício para poderem assumir seu cargo. não nos contratos. Ao tempo do NT. As peles provinham dos rebanhos dos próprios israelitas. do Egito (11. • Arca da aliança (ou d o testemunho) Esta era uma caixa de madeira transportada com varas..6-14. O v. O s sacerdotes e todo o equipamento deviam ser separados especialmente para o serviço do Senhor. Nela eram guardadas as duas pequenas tábuas de pedra em que estavam escritas as "dez palavras". e a figura do sumo sacerdote e a legenda em " O Sacerdócio no A T " . 0 homem só poderia aproximar-se de Deus nos termos que Deus havia estabelecido. 3 é uma das primeiras referências ao "Espírito de Deus". e mais tarde a vara de Arão. era extraída do molusco m ú r e x ) . mas como convém àquele a quem ele serve e representa.1-11: H a b i l i d a d e s especiais Q u a n d o Deus escolhe as pessoas para um trabalho específico ele também as capacita para essa tarefa. mas não podia haver familiaridade. • 28.20 A orelha para ouvir e obedecer a Deus.J o y Davidman "O conceito bíblico de sociedade se baseia. • 25. mas na aliança. a de representante do seu povo. As pedras preciosas gravadas com os nomes das doze tribos indicam sua outra função. O u r o e prata eram forjados e deles se faziam padrões bastante elaborados. Pedras preciosas e semipreciosas eram lapidadas. que podiam ser usadas e transportadas com facilidade. • 29. Deus mobilizou todas essas habilidades para a construção do seu tabernáculo. a acácia é uma das poucas árvores que cresce ali.7) Veja 28. tecer e no uso de corantes naturais (o escarlate era obtido do inseto conhecido como cochonilha. Ele estaria com seu povo. Não se sabe exatamente como eram usados para descobrir a vontade de Deus. era prático converter as riquezas em jóias.2-3) e voluntariamente ofertados pelos israelitas.

• 32. somente nas coisas que ele fez. A morte era a penalidade para aqueles que violassem a aliança. talvez alguns líderes. o dia do descanso.18) Moises queria ver Deus como ele é.17: Cansadas de esperei por Moises. 1 2 . sem a presença de Deus. Mais uma vez Moisés intercedeu pelo povo num momento de crise. os levitas. que lhes truriu a lei d e Deus. como também o identificou com Deus. Tal pecado não podia deixar de ser castigado. A resposta de Deus o incentivou a pedir que Deus se revelasse a ele em todo o seu esplendor. O que se seguiu foi uma "guerra santa": alguns foram castigados como exemplo. não só fez o bezerro. o povo pediu uma réplica dos antigos deuses do Egito.simbolo d e fertilidade e foiça n o Egito. As tábuas quebradas p r o c l a m a v a m dramaticamente que a aliança havia sido rompida. com sua '"casa". Cole). • 32. nem tanto "arrependendo-sc".1 8 : U m d i a d e d e s c a n s o A maneira como o sábado.8 acrescenta como explicação: "claramente. • Peço-te que me mostres a tua glória (33.A.14 Deus levou em consideração a reação humana. . o sumo sacerdote de Deus. é observado é um indicador da saúde espiritual do povo. mas agindo de maneira diferente. e não p o r enigmas". A obediência nisto c uma prova da sua obediência a üeus também em outras áre.11) N m 12. Ê x 33: A g l ó r i a d e D e u s Deus não voltaria atrás na sua promessa. " I r m ã o " significa compatriota. mais provavelmente adoradores pegos ao acaso. Este pequeno bezerro (foto). mas seres humanos só podem ver Deus em sua passagem. Mas até laços de família eram menos importantes que lealdade a Deus (veja as palavras de Jesus: Mt 12. se colocou do lado de Moisés.26-29 " Q u e m é do SüNHOR?" A própria tribo de Moisés.is. mas Israel foi salvo pela oração altruísta de Moisés. que ainda tinha a mentalidade de escravos. foi recentemente rinonlrado em Israel.46-50). • Face a face (33. "Eles eram um povo escravo. os israelitas persuadiram A r ã o a fazer-lhes um b e z e r r o de o u r o . a terra prometida não seria nada. mas Israel perdeu a presença dele e. por mais que Deus os tivesse libenado" (R. Êx 3 2 : U m b e z e r r o d e o u r o para a d o r a r Apenas seis semanas após fazerem o voto solene da aliança com Deus. Êx 3 1 . E Arão.

Deus os trouxera para junto de si e. Deus queria que o seu povo sempre levasse consigo os valores aprendidos no monte Sinai. ou seja. com suas 12 colunas (v.16-22).43-46).18 com 40. o Senhor realiza esse segundo tipo de identificação com o seu povo.4). eles providenciaram materiais que seriam usados na construção de uma complexa tenda que viria a ser chamada de "tabernáculo".34-38).42-46. O tabernáculo representa algo ainda mais intenso ou profundo do que a experiência no Sinai (compare 24. simboliza que todo o p o v o de Deus estava na presença dele (pois havia 12 tribos de Israel).8. Esta ênfase é expressa de duas maneiras: • Há uma série de textos que tratam deste assunto (p. • Derramar a metade do sangue do sacrifício no altar (v. no sangue derramado. Todos os dias eles olhavam com temor para a nuvem que cobria a monte (Êx 19.6) significa que é por meio do sangue derramado que o povo pode chegar ã presença de Deus. • O povo se compromete com uma vida de obediência.22. deu-lhes um meio de viverem e andarem com ele. as pessoas podem ser trazidas a Deus e desfrutar da sua presença. 0 povo de Deus estava acampado junto ao monte Sinai. Este é o significado maior do tabernáculo. pois isto significava que Deus estava chegando para falar com eles. Ele decidiu habitar entre eles. É ela que é o padrão de obediência que Deus requer do povo comprado com sangue (v. Eles não ficaram A idéia básica d e u m a estrutura portátil é atestada n o lígito desde antes d e 20üt) a . Tudo o que Deus havia feito tinha em vista este propósito final: "habitarei no meio dos filhos de Israel" (ÊX 29. Foi durante a permanência naquele lugar que. q u e m e s t a v a n o c o m a n d o e r a m o s s a c c r d o u l e levitas. O tabernáculo representa a plenitude e o ponto alto da redenção do povo de Deus.7: "Farei com que vocês sejam o meu povo".35). A presença d e Deus E que dizer da outra metade da promessa de aliança? Deus havia dito também: "e eu serei o seu Deus" (ÊX 6.7). criando uma identidade entre eles e o sacrifício feito por eles tanto inicialmente como pelas fraquezas e pecados do dia a dia. c o m dou i c o m p a r t i m e n t o s . caminhar com eles. de fato. • A seguir. ex. instruídos por Moisés. o monte Sinai representa o cumprimento de metade da promessa de aliança feita em Ê X 6. No dia em que essa estrutura finalmente ficou pronta e foi erguida. ele traz afastamento da presença de Deus. Assim. armando a sua Tenda entre as tendas deles. a grande ênfase é a presença de Deus. Mas uma vez feita expiação do pecado. m o n t a d a d e n t r o d e u m espaço f e c h a d o o n d e e r a m o f e r e c i d o s o s sacrifícios. Naqtxi tj espaço.7). C . O s exemplos qur I \ f o r a m e n c o n t r a d o s possuem unia estrutura d e viga*! f . • Mas Deus não estava apenas dando-lhes algo que pudessem lembrar. Em toda a narrativa que trata do tabernáculo. Ê X 25. "a nuvem cobriu a tenda da congregação.8).176 entateuco A importância do tabernáculo Alee Motyer O t a b e r n á c u l o o r a u m a t e n d a p a r a D e u s . Ele é. Ao fixar residência entre eles. Ali Deus havia habitado no meio deles e eles viram a manifestação visível da presença dele. esse relacionamento deveria ser permanente. O Senhor de fato tinha vindo para habitar entre o seu povo.34). 29.. e Moisés bor- rifa o povo com a outra metade do sangue (v. A cerimônia A cerimônia descrita em Êx 24 coloca a entrega da lei em seu devido contexto. Moisés apresenta ao povo a lei de Deus. Dela faziam parte os seguintes elementos: • O altar. O pecado inevitavelmente significa morte. 40. e a glória do S E N H O R encheu o tabernáculo" (Êx 40. A verdade foi expressa numa pedra. o Deus deles.

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pensando bem. o próprio Deus garantia a realidade sempre atual e constante de sua presença. o projeto do tabernáculo (Êx 25—31).16).19-22).1-8). no texto. Esta santidade era a razão por que Deus habitava sozinho (pois ninguém está à altura da santidade dele) e também a razão por que por meio de sangue um pecador podia chegar à presença dele (pois o sangue mostra que uma vida foi entregue em pagamento pelo pecado). p. Uma r e l i g i ã o c e n t r a d a e m Deus Portanto.31-32. se tornaria cada vez menos importante. a arca.36-37. Ao contrário. Depois dele. e a vontade de Deus determina todo o plano da grande Tenda e de sua construção. Por que temos de acompanhar o processo de construção do tabernáculo nos mínimos detalhes? Não bastaria o resumo que aparece em Ê X 40. O fator determinante é Deus e sua natureza. Ao longo do caminho que levava à arca ficava o altar dos holocaustos (Êx 27.. a descrição deixa de lado o interior e se volta para o exterior: a mobília.6-13). ela será. . mas. quando. Portanto. se a religião não corresponder com a vontade de Deus. mas Deus é paciente e insiste em continuar.1-19). ex. vã e sem sentido (veja. A arca d a a l i a n ç a Bem no centro dessa religião teocêntrica ou dirigida pela vontade de Deus estava a arca. em última análise. para mostrar que o ser humano somente podia se aproximar de Deus por meio de sacrifício. Ele decidiu fazer isto segundo o que ele mesmo havia planejado e nada poderia leválo a mudar de idéia. oração e a eficácia do sangue derramado. A partir de Êx 25. não os homens e suas necessidades. que Deus quer que seu povo o adore segundo a vontade dele e não como o povo imagina que deveria ser (veja Mc 7. Antes desse ato de rebeldia aparece. os detalhes da execução do projeto (Êx 35—40). Tudo apontava para ela. Is 29. em todos os detalhes. Seria de esperar que o "edifício" viesse em primeiro lugar. passo a passo.78 Pentateuco com o brilho desvanéceme de uma experiência que. A narrativa do tabernáculo é interrompida e manchada pelo episódio do bezerro de ouro (Êx 32—34). Nós até podemos ficar impacientes e nos rebelar.19-25).16-33? Por que dar destaque a cada nova fase do projeto? Certamente para enfatizar esta grande verdade: que nem mesmo os mais audaciosos e obstinados atos de rebeiião humana podem levar o Senhor a desistir de seu propósito de morar entre o seu povo.11-18. a mesa e o candelabro (25. 27. o tabernáculo expressa a verdade de que o Senhor decidiu morar entre o seu povo.1-6). Mas isso seria o mesmo que começar pelo que é visível. Três entradas correspondentes (Êx 26. o altar do incenso (30. e que somente através de sacrifício e sangue derramado é que os pecadores podem ter comunhão com o santo Deus (veja Ef 2. pois o propósito de se entrar no pátio do tabernáculo era ter acesso à presença de Deus. Ef 2. aparecem. na verdade. Agora. a ordem é surpreendente e inesperada. o altar e o pátio (27.16. a declaração verbal suprema da santidade de Deus (ÊX 25.14).1-37). seguido pelas coisas que estavam dentro dele. quando este descia para estar com o seu povo. Dentro da arca estavam as tábuas da Lei. o tabernáculo existia como o indispensável "invólucro" para o Deus invisível.16-17) levavam até ela. Desta forma. e o propiciatório (a tampa da arca).10. depois a cobertura (26. Sempre de novo a Bíblia desmascara a tendência humana de adaptar a religião às suas próprias necessidades e expectativas.17-22. habitando entre eles. Lv 16. o tabernáculo resume uma verdade bíblica fundamental sobre religião: ela precisa ser moldada pela natureza e vontade de Deus. Hb 10. toda a estrutura do tabernáculo expressa verdades claras e maravilhosas.10-40).13). sobre o qual era derramado o sangue do sacrifício (Êx 25. O tabernáculo é um resumo visível das afirmações centrais da Bíblia: que Deus habita em seu povo (ICo 3. com o passar do tempo. É uma narrativa bem ordenada.

O s artesãos foram ao trabalho. Os primeiros frutos deviam ser trazidos a Deus. símbolo visível da presença de Deus. . até ser substituído pelo Templo na época de Salomão. Êx 3 5 — 4 0 : M o n t a n d o o tabernáculo de Deus Estes capítulos registram como as instruções dadas nos caps. guiando-os pela região montanhosa e semi-árida da península d o Sinai. rumo à rerra prometida. e o lugar ficou cheio da luz resplandecente da glória de Deus. Q u a n d o a obra terminou. Deus t i r o u seu p o v o d o Egito. N o futuro. O s primogênitos de Israel pertencem a Deus. Esta seleção específica de leis foi influenciada pela recente idolatria de Israel e também pelas futuras tentações representadas pela religião dos povos canancus. 25—31 foram cumpridas ao pé da letra. já que era ele quem tornava a terra fértil. Durante 300 anos. Arão e seus filhos foram ungidos para o serviço. 179 suas decorações. mas seriam "comprados de volta" o u resgatados — não deveria haver sacrifício de crianças como em Canaã.êxodo Ex 34: A r e n o v a ç ã o d a a l i a n ç a As tábuas foram gravadas novamente. ao estarem muito ocupados com o plantio e a colheita. eles não deviam esquecer a lei do sábado. o povo entregou suas ofertas e o tabernáculo. Israel não deveria lançar mão da prática comum entre os cananeus de cozinhar o cabrito no leite de sua mãe com o propósito aumentar a fertilidade. Quando tudo ficou pronto. para que fosse consagrado. o tabernáculo de Deus foi o centro da adoração do povo de Israel.18). Deus instruiu Moisés a que armasse e organizasse o tabernáculo. cobriu a tenda. simbolizando a renovação da aliança p o r parte de Deus. A nuvem. A longa comunhão de Moisés com Deus foi demonstrada em sua face quando ele voltou para junto do povo: ele começou a refletir um pouco da glória de Deus (veja 2 C o 3. e as vestes dos sacerdotes ficaram exatamente como Deus havia prescrito. Deus demonstrou sua satisfação.

1. à medida que se encontra hoje. As regras detalhadas princípios básicos. não há um autor declarado e leis sobre alimentos. vem deste livro. que acompanhava o holocausto o u a oferta "ame o seu próximo como você ama a si mesmo". e isto explica a leis a respeito de pureza. vocês.13. n u m segundo momento. aos obediência e fé. A "nova do.. e a própria descrição de sacrifíoferta em que o animal inteiro era queimai cios de sangue é repulsiva para muitos. 3. Um relaciote. em grande parte.1—5. de comunhão. Sempre de novo aparece o refrão: " O S E N H O R disse a Moisés. 1—15 Sacrifícios para removei o pecado e renovar a comunhão com Deus Os sacerdotes Puro e impuro Levítico é o livro das leis derivado diretamendo tabernáculo não Caps.11-36): restabee pela terra. do mundo". Jesus ofereceu uma só O dia da expiação vez" é suficiente para Levítico é apresentado como as instruções perdoar "os pecados de Deus a Moisés. a comlecia a comunhão entre o ofertante e Deus. E. A o f e r t a d e c o m u n h ã o o u o s sacrifío cuidado adequado pelos pobres. 1 — 6 . que deverão instruir o povo. o S E N H O R ." (Lv 19. sou santo. sacerdotes (6." Para muitos. eram feitos entre um rei poderoso e uma nação de menor O que permanece e tem valor perene são os importância (Éx 20—23). Os muitos pensam que o material. a expiação e a restauração do relacionamen"Sejam santos. o livro foi escrito aos cristãos as antigas por Moisés.8-13): a única alguns curiosos. estrangeiros c i o s p a c í f i c o s (cap. o povo de Israel entrou num relacioe higiene também pertencem. baseia-se nos uma oferta de ação de graças. 4. pois eu. muito pareciuma era e um estilo de vida do passado.14-18): geralmente uma oferta povo seja santo.24-30): feita para obter Mas que partes de Levítico ainda são válidas? o perdão. ou poderia ser Cristo tomou o nosso lugar na cruz. É mais se aplicam. do com acordos que. 6. Um livro de regras para sacerdotes do Israel antigo parece despertar apenas o interesse de 1. O h o l o c a u s t o (cap.8—7. Muitas das detalhadas regras de saúde No Sinai. 2. L v l — 7 saúde e higiene. Também não mais se aplicam na tradição judaica e cristã. e. o caráter imutável de Deus. mais importante ainda. 6. Levítico tem muito a dizer sobre 3. pois Questões de conduta. A o f e r t a d e c e r e a i s o u d e m a n j a r e s Porém Deus ainda é santo e exige que seu (cap. foi organizado por um escritor as boas novas começaram a ser pregadas entre os que viveu depois do tempo de Moisés. a namento todo especial com Deus. naquele tempo. à pessoa que ia oferecer u m sacrifício namento íntimo com Deus significa uma vida de ( 1 . na forma em que apóstolos resolveram esta questão. É claro que as regras e os rituais . a de vida e adoração estabelecidas em Levítico são necessidade que os seres humanos têm do percentradas numa única afirmação: dão. 7 ) . O Deus de to com Deus que se cumpriria em Cristo.LEVÍTICO Resumo O livro das leis de Deus para o seu povo. 7. Não está claro qual o relacionaAqui a Carta aos Hebreus ajuda (e serve de excemento entre esta oferta e a oferta pela culpa lente "comentário"). não-judeus. que Cristo remove o nosso pecado. conceitos estabelecidos em Levítico. A famosa afirmação de Jesus. um símbolo de dedicação. 2.2) É por isso que os pecados devem ser levados a sério. Caos. 6. Porém. aliança" substituiu a antiga.6).. essencialmente um texto destinado aos sacerdoo "único sacrifício que moralidade e santidade tes. que nidade enquanto festejavam. e preensão da morte de Cristo que aparece no NT. unia os ofertantes como família e / o u comuou seja. inicialmennão exigia moralidade e santidade. 16—27 te da aliança de Deus com seu povo no Sinai. Elas dizem respeito a Levítico não é muito lido pelos cristãos de cinco tipos de sacrifícios: hoje. O povo de Deus deve ser distinOs sacrifícios to e diferente das nações à sua volta. cuja religião Essas instruções se d i r i g e m . A o f e r t a p e l o p e c a d o p o r ignorânc i a (4.

orgias. ou. 5. o u ( n o caso da oferta de comunhão) pelos sacerdotes e adoradores juntos. Por detrás desta regra talvez estivesse o papel desempenhado pelo v i n h o (bebida fermentada) nos excessos cometidos na religião dos cananeus. t e m p e r e com sal (2.10-14 (veja nota). quem fazia isso era o sacerdote. Lv8—10 A consagração dos sacerdotes L v 8: A c e r i m ô n i a Terminada a descrição dos deveres sacrificiais do sacerdote.1-10). Colocava a mão sobre a oferta. A prática de oferecer algum tipo de sacrifício era como que universal entre os povos antigos e os sacrifícios de Israel têm algumas semelhanças com os de seus vizinhos. • Nem f e r m e n t o n e m m e l . e a oferta pela culpa a ofensas contra o próximo. Moisés implementou as instruções dadas em E x 29. 0 ritual seguia um padrão definido. 7. nada de magia o u de feitiçaria (veja "Magia no A T " ) . (Mas mesmo os pecados contra os outros são considerados pecado contra Deus.14—6. O sangue na orelha. feito d e pedra calcária. ou seja. c o m um chifre e m cada canto. Queimava uma determinada parte do animal com certas porções de gordura (ou o animal inteiro no caso do holocausto).) O sacerdote pegava a vasilha com o sangue do sacrifício e o respingava no altar. O povo sabia eme Deus não precisava ser alimentado por eles. • 0 alto padrão do sistema sacrificai: nada de delírios. Depois. • A ênfase d a d a à ética e à m o r a l i d a d e . a vítima era imolada. sacrifícios humanos. A r ã o e seus filhos são consagrados sacerdotes. N u m ritual complexo c impressionante. (Em caso de oferta pública. pois era Deus quem os alimentava com o maná.. é conservante e lembrava a aliança de Deus com o seu povo. ritos de fertilidade. O restante era comido pelos sacerdotes.23) Esta parte "especial" o u "nobre" do animal era oferecida a Deus. o pecado como barreira que impede a c o m u n h ã o . • Não comam g o r d u r a (7.7.2 afirma claramente). decorrente da p r ó p r i a s a n t i d a d e moral absoluta dc Deus. Foi encontrado em Megido e é provavelmente u m altar d e incenso. a oferta pelo pecado parece referir-se a ofensas contra Deus. para indicar que esta era sua propriedade e se destinava a ser um substituto. .(item 5). por outro lado. . e o ritual como instrução vinda diretamente de Deus. • A completa a u s ê n c i a (e p r o i b i ç ã o ) de práticas associadas que eram comuns em outras religiões. O sal. na mão e no dedão d o pé direito de A r ã o indicava a consagração do homem todo ao serviço de Deus. data da época e m que o s israelitas conquistaram Canaã.. a necessidade de arrependimento e expiação. Em geral. Moisés e x e r ceu as funções sacerdotais em lugar deles. como 6. A pessoa que oferecia o sacrifício trazia a sua oferta (um animal sem defeito físico tirado do próprio rebanho. N o tabernáculo havia um altar para os sacrifícios e um altar para o incenso. rolinhas ou pombas) até o átrio do tabernáculo. No entanto. a crença num único Deus verdadeiro. certas características são singulares: • 0 monoteísmo absoluto de Israel. . • Aroma a g r a d á v e l a o S E N H O R ( 1 . 9 ) Esta é a forma humana de expressar a satisfação de Deus com a oferta. etc. • . A o f e r t a p e l a c u l p a o u p e l o s a c r i l é g i o (5.11-13) Fermento o u mel causavam fermentação. Este altar. a insistência na obediência à lei de Deus ( m o r a l e cerimonial). prostituição ritual. o u v i n d o e colocando em prática as instruções de Deus.26) A razão disso é dada em 17. o u pelos sacerdotes e suas famílias. p r o i b i d o s de comer o sangue (7. no caso dos pobres.

SI 50. Ao oferecer um sacrifício. no caso dos sacrifícios. As pessoas comiam carne quando recebiam uma visita importante (p. Era uma agricultura de subsistência. Fazer isso envolvia um custo considerável. ele é quem alimenta os seres humanos (Gn 1. quando as pessoas discutem o que deveriam comer numa ocasião especial. dilúvio (compare 8. por assim dizer. outra vez em paz com Deus. além de fornecer carne e leite. o sacrifício de Noé fez com que a atitude de Deus em relação à sua criação passasse de uma ira destruidora a uma promessa de preservação futura. ex. por que a atitude de Deus 8. se fala sobre sacrifícios é imediatamente após Adão e Eva serem expulsos Só o melhor era b o m do jardim do Éden. então. esse "cheiro suave". Os bens mais preciosos que se tinha eram os animais. Qual. na Bíblia. tanto o AT como o NT indicam que isso de fato era assim. por ocasião de um casamento. e as pessoas se consideravam felizes se conseguiam chegar ao final do ano com algum cereal de sobra para a semeadura do ano seguinte. Outros povos viam nos sacrifícios uma maneira de alimentar os deuses. acolhendo o convidado mais importante que se poderia imaginar: o próprio Deus.8-13).1-12). Adão e Eva ter algum defeito (p. e todas as pessoas daquele tempo sabiam do que se tratava. como.5-7). oferecendo apenas alguns produtos da de atitude. Assim. ao lado do altar — Nm 15. Portanto. O que se oferecia em sacrifício era a comida que se daria a um convidado de honra. dilúvio. Seria morreram espiritualmente. a razão dos sacrifícios? P o r q u e o s sacrifícios? A primeira vez que. e ainda por cima perdoar pecados? No entanto. isto é algo que intriga os leitores de hoje.21-22 com 6. precisamos fazer um esforço para entender a função dos sacrifícios na cultura dos adoradores do tempo do AT. Embora a humanidade continuasse em relação aos pecadores é mudada tâo pecadora quanto era antes do através dos sacrifícios? .. as pessoas matavam um animal para comer carne quando queriam sinalizar que o momento exigia uma celebração especial.3). No entanto. das atitudos fiéis são perdoados e eles estão des certas e das ações adequadas. Na verdade. Nos dias de Noé.ex. Não admira que Deus sacrifícios. Portanto.Pentateuco Sacrificios Nobuyoshi Kiuchi Oferecer sacrifícios era o aspecto central do culto no AT. A maioria das pessoas era semivegetariana. seja a farinha ou o pão) e por uma libação de vinho (que era derramado no chão. 0 sacrifício é uma forma de lidar com os problemas criados pelo pecado.29-30. na festa do Natal. Ainda em sociedades mais ricas de nossos dias pode-se ver um reflexo dessa atitude. A maioria dos moradores da aldeia teria um rebanho de ovelhas ou de cabras. ao passo que Abel ofereceu as tornar a destruir a sua criação. 2Sm 12. Contexto Precisamos imaginar como era a vida numa pequena aldeia onde praticamente todos tinham um pedaço de terra. os pecados cia. no NT a morte de Cristo na cruz é vista como o ponto alto e cumprimento de todos os sacrifícios de animais no AT. que era cultivado para conseguir o sustento da família. Lv 1.24). Como podia essa prática tão rude e cruel aproximar uma pessoa de Deus. prometendo nunca mais terra. enganar Deus com algo de qualidade a maioria dos homens pereceu no inferior (2Sm 24. ou nas grandes festas religiosas como a Páscoa. Embora a Bíblia dê bastante atenção à forma como os diferentes sacrifícios de animais deviam ser oferecidos. podemos entender mostram o que é o pecado e quais por que nenhum desses animais podia as suas conseqüências.1-6). ou seja. ela também mostra que cada um desses sacrifícios era acompanhado por uma oferta de cereais (seja o grão em si. por exemplo. Deus é o criador: ele não precisa ser alimentado pelas suas criaturas.3-5). mas porque não podia se dar ao luxo de carnear seus valiosos animais. Os mais ricos teriam alguns bois e algumas vacas. ao serem uma grande falta de respeito querer afastados de Deus. Ao contrário. não por convicção ou decisão pessoal.. Estas histórias Nesse contexto. Restaurando a paz Disto passamos ao conceito de expiação. que ocupa um lugar central na visão bíblica dos sacrifícios. a pessoa estava. primícias do seu rebanho e a gorduNas passagens que falam sobre ra (Gn 4. muitas vezes se menciona tenha rejeitado o sacrifício de Caim. mas esta idéia é enfaticamente rejeitada na Bíblia. Também se diz A colocação desta história bem no que os sacrifícios são oferecidos para começo da Bíblia mostra a importân"fazer expiação". animais de grande valor porque puxavam o arado e as carroças. que destrói a paz que deveria existir entre Deus e a humanidade. Esta mensagem é reforçada em Gn Agora. Foi o suave cheiro do sacrifício de Noé que levou Deus a mudar Foi o que Caim tentou fazer. um sacrifício era uma refeição especial preparada em honra do Criador. A segunda vez que chega é logo após o dilúvio.

• Isto nos traz à idéia de que o sangue faz expiação. 10) deixa claro que Cristo é tanto o sacerdote perfeito quanto o último sacrifício. se fazer presente entre o povo. merecia morrer e que o animal estava morrendo em seu lugar (p. Eram coisas essenciais à vida dessa pessoa. por causa dos seus pecados. ou reconhecendo que. Às vezes esse sangue era visto como o pagamento de um resgate. C . e a maioria deles tem alguns pontos em comum: • Todos os animais oferecidos em sacrifício. • Ele deu a sua vida em resgate por muitos (Mc 10. • A morte d e Cristo Todas estas imagens são reunidas no NT. que restabelecia a paz entre Deus e as pessoas (Lv 17.Vários "modelos" são usados para interpretar os sacrifícios. Por fim.29).ex. bem como o vinho e os cereais. . E podia. pois a morte dele faz com que todos os sacrifícios de animais que alguém. Trazendo essas ofertas. nos holocaustos). a vida do animal substituindo a vida do pecador (p. • Ele é o verdadeiro cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jol. A vida do animal era entregue em lugar da vida do ofertante. 8. ainda. ou se dedicando a Deus (provavelmente um aspecto central no caso dos holocaustos). que é totalmente puro e santo. Colocar a mão sobre a cabeça da vítima era uma forma que o ofertante tinha de dizer "este sou eu". O sangue representa a vida.45). E era a vida do animal. O s j u d e u s d e i x a r a m d e oferecer sacrifícios q u a n d o seu T e m p l o foi d e s i r u í d o pelos romanos e m 70 d . Quem oferecia o sacrifício estava. Seu sangue nos purifica de todo pecado ( U o 1. mas os samaritanos a i n d a c o n t i n u a m c o m o sistema sacrificial d a antiga a l i a n ç a . possibilitando a Deus. em sacrifícios para tirar a culpa de pecados). na interpretação da morte de Cristo. porventura. Outras vezes era visto como pagamento de uma dívida (a oferta pela culpa). ainda queira fazer sejam desnecessários. representavam o que de mais precioso tinha a pessoa que trazia o sacrifício. "derramada" na morte. ser visto (no caso de oferta pelo pecado) como uma forma de purificar tanto pessoas como lugares e objetos.. o livro de Hebreus (caps. ex.11).. • A vítima sacrificial representava a pessoa que oferecia o sacrifício. a pessoa devolvia a Deus os dons mais preciosos que havia recebido.7).

• V. reduzindo o sacerdócio a três pessoas. U m a oferta pelo pecado: obtendo purificação e perdão. e se você não pode comer uma série de alimentos ou não pode fazer a mistura K muitos deles. • Moluscos (estes ainda são causa comum de intoxicação alimentar e enterite). L v 10: F o g o ! A alegria durou pouco. uma arma que protege contra a ameaça da assimilação" (Stanley Price). Crustáceos não 0 resultado da observância dessas leis alipodem ser consumidos. Os vs. se conseguirmos ir além dos detalhes de algumas dessas leis quanto à pureza. por outro lado. Seja lá qual tenha sido a razão. L v 11: L e i s s o b r e a l i m e n t o s As regras para a dieta do povo foram claramente estruturadas: casos duvidosos foram excluídos. onde a bebedeira fazia parte dos ritos religiosos. têm barbatanas e escamas. Suas ordens deviam ser obedecidas. deve haver longo dos tempos. você fica impedido de comer (ora de sua casa e de sua comunidade. não manipuladas. • Aves que não aparecem na lista daquilo que é proibido. U m holocausto de dedicação a Deus. Porque "se a carne que você consome precisa vir de um animal abatido de um jeite especial. Princípios semelhantes regem normas governamentais modernas de saúde pública. o consumo de sangue. 9 Os sacerdotes de Deus deviam evitar os excessos de Canaã. • Carne de porco (muito perigoso pelo mesmo motivo). A Lv 11—15 Puro e impuro Hoje. Deus age em e através dos processos que ele embutiu no mundo natural. Os porcos também são hospedeiros de vários parasitas. Logo Nadabe e Abiú. assim que os animais • Alimentos neutros. qualquer coisa sexual ou sensual era estritamente banida da adoração a Deus. 3 . • V. A desculpa de Arão não é clara. Em Israel. U m a oferta pacífica: a c o m u n h ã o c o m Deus é restaurada e desfrutada. precisam ser degolados e é necessário deixar cereais. • V . tas delas expressam. Possivelmente estavam sob a influência de bebida alcoólica (10. Israel podia comer: • A n i m a i s q u e r u m i n a m e t ê m o casco fendido. mas Moisés ficou satisfeito com a resposta. teto é. .9). • Insetos e aves de rapina (igualmente hospedeiros de doenças). 16 A oferta pelo pecado do povo devia ser comida pelos sacerdotes na área do santuário como sinal de que Deus aceitara a oferta. filhos de Arão. 2. a santidade de Deus exigia respeito absoluto daqueles que o servem. como este capítulo e o 1 5 deixam claro. ovos. como peixe. a prostituição c os ritos de fertilidade faziam parte do culto. Após uma refeição • Podem ser consumidos apenas animais que que inclua carne. L v 12: O p a r t o Em Canaã. Não se pode distinta. É proibido horas antes de ingerir produtos lácteos. ao • Numa refeição e no seu preparo. Entre os alimentos proibidos estavam: • A n i m a i s c a r n í v o r o s (estes transmitem f a c i l m e n t e infecções n u m c l i m a quente onde a carne se d e c o m p õ e cm pouco tempo). • Insetos pertencentes a quatro classes da família dos gafanhotos. mentares foi a constituição e preservação. legumes e frutas podem ser ingeque se escoe o máximo de sangue possível. 6 O cabelo despenteado c as roupas rasgadas eram sinais de luto. • Criaturas do mar que possuem barbatanas e escamas. e Deus respondeu ao fogo com fogo.L v 9: A r ã o e s e u s f i l h o s assumem o cargo É significativa a ordem dos primeiros sacrifícios que eles ofereceram: 1. poderemos compreender e apreciar os princípios sensatos de dieta. de uma comunidade judaica total separação entre carne e leite. decidiram fazer as coisas do seu jeito. higiene e medicina que mui- Alimentos puros (ou kosher) Estas são as leis alimentares (kosimit) usar o mesmo vasilhame e os mesmos talheobservadas nos lares de judeus praticantes: res para carne e lacticínios. é preciso esperar algumas têm unhasfendidaseque ruminam. ridos tanto com carne quanto com produtos • Somente podem ser comidos peixes que à base de leite. 32-40 estabelecem normas para prevenir a contaminação de alimentos e água. portanto.

Da qualidade e honestidade do trabalho dos sacerdotes depende a experiência. Borlas d o u r a d a s . N a m a o d o s u m o sacerdote está o bastão de A r ã o ( N m 17). As funções d o s s a c e r d o t e s Deus chamava sacerdotes para o exercício de uma série de importantes tarefas. • Um grupo de levitas compondo salmos para o uso do povo (SI 50 e SI 73—83 são da autoria de Asafe.8-12). mas também decisões sobre casos difíceis de natureza ritual e legal (Dt 17. . em comparação com outros povos. além de ser um líder religioso (2Rs 11). • A t r i b o de Levi r e c e b e um ministério sacerdotal específico (Êx 32. o meio oficial de se lançar sortes. Vários textos nos dão vislumbres do sacerdócio em vários momentos do AT: • Os próprios patriarcas exercem a função sacerdotal de oferecer sacrifícios (Gn 31. Deus pediu aos levitas que fossem um exemplo e se tornassem líderes religiosos: • Deveriam ensinara Lei de Deus aos demais israelitas. Em Dt 33. • Outra responsabilidade era o Urim eTumim. onde eram oferecidos incenso e sacrifícios em favor do povo. Nisto se incluíam. também. levando a uma resposta de Deus em forma de "sim" ou "não".. Mostra a sobrepeliz azu) c o m o s s i n i n h o s e m volta d a b o r d a . que havia revelado um zelo todo especial por Deus (confira Êx 32.C. Eles eram especialistas em religião.6). responsáveis pelo bom relacionamento entre Deus e o povo.8-10 aparece uma antiga descrição dessas tarefas.54). u m a para cada u m a das tribos.x 28. a estola sacerdotal a m a r r a d a c o m u m c i n t o . c o m o esta d o século 14 a. eram usadas pelo s u m o sacerdote. Esse texto se refere à tribo de Levi. O Urim e o Tumim ficavam no peitoral do sacerdote. • Um levita peregrino de caráter duvidoso é apontado para ser especialista religioso (Jz 17—18). instrumentistas e porteiros participando do culto noTemplo(1Cr15). que o povo tem de Deus e até mesmo o nível de vida em sociedade. Os sacerdotes e levitas eram responsáveis pelo relacionamento pessoal e cúltico do povo com Deus. embora houvesse também algumas diferenças significativas. • Eles cuidavam. • Um sacerdócio que cresce em número e prestígio juntamente com o crescimento da monarquia.9-12:28. O sumo sacerdote era. um levita). • Arão e seus filhos são consagrados sacerdotes. em d e t e r m i n a d o s momentos.26-29). dos lugares sagrados e santuários. Diante disso. e eram usados por solicitação de pessoas ou do rei (1 Sm 23. encontrada e m Carquemis. Israel não era diferente neste particular. Desenvolvimento histórico O desenvolvimento do sacerdócio ao longo da história de Israel é um tanto complexo. m a i s ou menos positiva. • Vários grupos de levitas cantores. • Eli e seus filhos: uma pequena "empresa" familiar tomando conta d o templo em Siló (1Sm 1—2). um importante líder político. • Um grande conflito entre levitas que queriam o mesmo status dos sacerdotes (Nm 16—17).1-6). e os demais clãs levíticos são seus auxiliares (veja abaixo). Esta estampa d o s u m o sacerdote é baseada na descrição e m F.26-29).• • • • • • B B Sacerdócio no Antigo Testamento Philip Jenson Em todas as religiões existem líderes que exercem uma função especial no relacionamento com a divindade. Datar e interpretar os textos de que dispomos nem sempre é tarefa fácil. e o peitoral c o m as 12 pedras preciosas. não apenas instruções éticas mais amplas (Os 4. Os lideres religiosos de Israel eram os sacerdotes e os levitas.

tinham de seguir padrões elevadíssimos de pureza e santidade. pois era quem chegava mais próximo de Deus. outros eruditos sustentam que o núcleo fundamental dessas instruções de natureza sacerdotal é.. que. Os levitas estavam encarregados de ajudar os sacerdotes nas funções deles e zelar pelo tabernáculo (Nm 8). É claro que havia exceções. U m reino de sacerdotes É possível que o sacerdócio como grupo distinto tenha surgido no momento em que foi organizada a nação. Levítico e Números. porque estes desviavam o povo do caminho e não ensinavam a Torá (Jr 18. Este conceito de missão e testemunho corporativo foi retomado no NT (1Pe 2. possibilitando. O sumo sacerdote tinha de observar normas rigorosas de santidade. Arão e sua família foram consagrados por Deus para oficiarem no santuário. Esses textos são.31. os textos sacerdotais nos propiciam uma visão fundamental de como devia ser organizado o culto a Deus na vida do povo. eles ofereciam a Deus sacrifícios que tinham a finalidade de resolver o problema do pecado e da impureza. ele oferecia sacrifícios por seus pecados e pela impureza de todo o povo (Lv 16. _ . Quando oficiavam. de fato. No entanto. U m sacerdócio fora d o padrão Nos primeiros tempos. a igreja apostólica evitou descrever os seus líderes usando linguagem sacerdotal. No entanto. fortaleciam os laços de comunhão dentro da comunidade e com Deus. que eram outro tipo de sacrifício.18). Este foi um dos objetivos da reforma de Josias (2Rs 23). 1Sm 21). Assim. Em nome do povo. O povo deveria fazer o que os sacerdotes faziam. também. desta maneira. este continuou sendo um ideal para a igreja e a sua | liderança no NT. Uma solução para este problema foi centralizar tudo em Jerusalém. A função sacerdotal específica de oferecer sacrifícios pelos pecados se tornou obsoleta diante da morte de Cristo. assumiu uma forma escrita num período mais recente da história do povo de Deus do AT. era função dos sacerdotes possibilitar que o povo crescesse em conhecimento e santidade. No AT. como podemos ver no caso de Ezequiel. antigo. levando-os a ignorar a situação espiritual desesperadora do povo. atribuídos a uma fonte sacerdotal (P). Apesar da ruptura ou descontinuidade trazida pela morte e ressurreição de Cristo. que era ao mesmo tempo profeta e sacerdote. esse material foi retrabalhado e interpretado por vários editores. ex. ensinando às outras nações o conhecimento de Deus. Em muitos momentos os profetas condenaram os sacerdotes. Seja como for. As ofertas pacíficas. os sacerdotes instruíam o povo em assuntos relacionados com o culto (Lv 10. com o passar do tempo. muitas vezes. suas promessas de salvação e a visão do futuro que ele projeta estão relacionadas com a reconstrução do templo e o restabelecimento do sacerdócio (Ez 40—48). ao fazê-lo. se utiliza de linguagem e figuras do âmbito sacerdotal. mas.186 Pentateuco ^ Uma visão fundamental para o culto A descrição mais detalhada do sacerdócio se encontra em Êxodo.9).26). Ez 22. que Deus habitasse entre o seu povo (Lv 15. Ele censura os sacerdotes negligentes e apóstatas (Ez 8. veja também "As grandes festas religiosas"). Diante disto.10). Depois da destruição de Jerusalém. nesses lugares muitas vezes se adorava deuses estranhos. Nem mesmo em Jerusalém os sacerdotes estavam imunes às tentações que acompanhavam os privilégios do ofício que Deus lhes havia dado. O propósito dos fariseus era fazer com que um grupo maior de pessoas observasse níveis de santidade sacerdotal. liderar e orientar. Em nome de Deus. veja "Sacrifícios"). onde ficava o templo nacional. O autor da carta aos Hebreus examina a fundo o significado da pessoa e obra de Cristo em relação com a figura do sumo sacerdote que aparece no AT. e não o SENHOR. Mas o NT descreve. os sacerdotes serviam a Deus em lugares altos e santuários locais (p. e Jesus os censurou severamente por negligenciarem pontos mais importantes da Lei (Mt 23). é possível que um texto mais recente inclua material mais antigo. mas todo o Israel foi chamado para ser um "reino de sacerdotes e nação santa" (Êx 19.6). Assim. como pessoas especializadas assumiram as outras funções sacerdotais de ensinar. por mais que admitam a possibilidade de que. No Dia da Expiação. Uma dessas tentações era preocupar-se tanto com a manutenção da ordem vigente que tudo que lhes interessava era seu próprio conforto. segundo muitos eruditos. a tendência era aplicar isto acima de tudo ao âmbito cúltico. Arão e seus filhos usavam vestes suntuosas que refletiam a santidade e função especial que desempenhavam. Entretanto.

lhes da primeira aliança são "um símbolo para tena c medicina preventiva relacionadas com hoje" (Hb 9. Primeiro ele Lv 13—14: Suspeita de doença devia obter perdão e purificação dos seus de pele próprios pecados."nova aliança". > V. apenas as regras relativas à menstruação continuaram em vigor. O propósito era assegurar que isso não fizesse parte da adoração a Deus. E não era o pano. semelhantes de inspeção e tratamento para • Azazel (8. nenhuma mulher deveria ter medo de ler a Bíblia e de participar dos cultos de adoração.24). . 6 Veja Lc 2. ano após ano.. se mani"doença" é um mofo ou um fungo. era enviado o bode expiatório.49) Essa madeira contém uma levando embora os pecados de Israel. como no caso do nascimento de um filho) se explica. Somente nesse dia Arão podia entrar no Lugar Santíssimo do tabernáculo de Deus. como alguns de pele. Com relação a roupas e construções. (veja. ou do pecado que os tirava da presença de Deus seja. capacitando-o a distinguir entre formas "aguNo NT. em especial porque o parto é elemento necessário no ciclo da vida que o próprio Deus criou e ordenou. e não 40.i menstruação feminina (ou o contato com um destes) tornavam o homem ou a mulher ritualmente impuros. entre docu.49) Uma eiva. > Impureza após o parto Estas leis são 187 intrigantes. ça de Deus para pedir em nosso favor" (9. Lv 16 O dia da expiação O dia anual de expiação para toda a nação foi marcado para o décimo dia do sétimo mês (o mês de tisri — setembro/outubro). pois o sacrifício perfeito que ele ofereceu faz com que homens e mulheres que nele crêem sejam perdoados e estejam habilitados a entrar na presença de Deus a qualquer momento. talvez. que tornava a mulher "impura" no tocante à adoração a Deus de maneira pura. o sumo sacerdote da essas doenças. (O cap. 12. mas o fluxo de sangue. Foram prescritos banhos tanto para prevenir infecções como para esterilizar. • Puro e impuro O fluxo de sêmen do homem c . trata-se de um livro-icxio profissional que e da necessidade de expiação para trazer perajuda o sacerdote-medico a fazer diagnósticos. uma das doenças de pele mencionadas aqui. 17. construído por seres humanos". Em outras palavras. mas não pode referirse a uma oferta a um demônio. O substância usada na medicina para doenças significado é incerto. pois isto era estritamente proibido manjerona. não num "santuário mentos provindos do antigo Oliente Próximo. a ele que. Os bebês em si não eram impuros. que continha um anti-séptico suave. naquela época. sem poluição. possivelmente sugerem. festou uma vez por todas. onde agora aparece na preseneste a tratar dessas questões. Israel era lembrado Ocap. dão c restaurar relacionamentos. efetivamente barrando as mulheres da adoração ou do contato com homens. simbolicamente > Cedro (14. Foram dadas normas a respeito de fluxos normais (seminal e menstrual) e fluxos anormais. No judaísmo posterior. para aniquilar. a carta aos Hebreus entende que das" e "crônicas" das várias doenças.Levítico intenção não era tachar de "suja" este aspecto da vida humana. Em Cristo. O período mais longo de impureza no caso do nascimento de uma filha (80 dias. 13 foi escrito em linguagem técnica.34-53 Atualmente existem sistemas sacrifício de si mesmo. Cristo. essas restrições não mais se aplicam. entrou.) Em Cristo estas desqualificações não têm mais importância alguma. pela crença de que havia um fluxo de sangue mais longo após o nascimento de uma filha.10) Um lugar no deserto para onde mofo. onde ficava a arca da aliança. algo que é confirmado por outras passagens das Escrituras. ex. > Hissopo (14. pelo > 14. em nossos dias. Lv 15: Fluxos Veja o cap. p. Só então poderia purifiEmbora a palavra "lepra" seja usada cm car o tabernáculo e oferecer sacrifício pelos várias versões.7). a verdadeira lepra é apenas pecados do povo. A regra de pureza absoluta em todas as questões sexuais era também uma forma de proteger a saúde das pessoas. e. "ao se cumprirem os tempos. o pecado" (26). Os detaformulação mais antiga de normas de quaren. possivelmente fluxos malignos. 15 tem regras semelhantes relacionadas ao fluxo masculino e ao fluido seminal. Assim.9). Esta é a o Levítico foi cumprido cm Cristo. Nenhum destes era em si pecaminoso e não havia necessidade de oferecer sacrifícios. mas "entrou não existe nenhum texto mais antigo do que no próprio céu.22-24.

E m I C o 8. a exploração dos outros.) • Vs. o que foi causa de muita infelicidade ( G n 29—31.1 "Ame os outros como você ama a você mesmo.3 é a chave que abre o entendimento desses capítulos. das pessoas com necessidades especiais.7).) • 17. que devemos refletir. Em Lv 20. entregue. a penalidade prevista é morte. 6-21 descrevem as penalidades pela desobediência a leis que aparecem nos . era algo associado com o culto a fvloloque. isso interessa a Deus. o SENHOR. 22 Entre os antigos egípcios e cananeus. j a atividade sexual era quase que divinizada: j prostitutas cultuais eram chamadas de "sagradas" ou "santas" e a prática homossexual e a prostituição feminina faziam parte do culto. no N T . 21 Parece que o sacrifício de crianças. | Dificilmente alguém defenderia a aplicação da j pena de morte. e Arão identifica-se com o povo na oferta pelo pecado deles.13. Lv 17—26 Leis para a vida e para a adoração L v 17: O s a n g u e é s a g r a d o O c o n t e x t o sugere que matar animais domésticos era considerado um tipo de sacrifício. pois eu. e a bestialidade (possivelmente um remanescente da adoração a animais) — tudo isso fazia das religiões indescritivelmente depravadas que os habitantes da terra de Canaã praticavam.Pentateuco • Fora do acampamento (27) Nenhuma destas ofertas podia ser comida. L v 20: P e n a l i d a d e s Os v s . era proibido.13.10-16 E o "sangue". Compare Rm 5. c a perversão da justiça (11. tanto p o r vínculos de sangue como por casamento. (Em Corinto. Deus dá valor ao nosso corpo e não é indiferente para cora J aquilo que fazemos com ele. 0 v. vocês devem amá-los como vocês amam a vocês mesmos. o deus adorado pelos amonitase j outros. o animal entra como substituto da pessoa que cometeu a ofensa. para impedir que fossem oferecidos sacrifícios a demônios do deserto (17. Assim.. ou seja. L v 18: T a b u s s e x u a i s Lv 18.14. 18 Jacó havia feito justamente o que este texto proíbe.33-34 • V . Uma vida preciosa.15-16). Compare H b 13. as relações homossexuais. ( N o cap. Em outras palavras. paga o preço da liberdade de outros.15). Paulo lida com o problema que isto causava aos cristãos daquela cidade. Deus também se preocupa com o mundo natural. a maioria da carne vendida nos mercados havia sido "sacrificada aos ídolos". tais uniões eram comuns. • V . Ter paciência enquanto a árvore vai ficando mais velha significa aumento da produção a longo prazo (23-25). No Egito. que consegue o perdão.. Deus cuida dos pobres.11-14. " U19. em nossos dias." L v 19. que não mais se aplicam (como o N T deixa claro)? Paulo obviamente acredita que j sim (Rm 1. é evidente que muitas dessas leis foram dirigidas contra as práticas específicas dos vizinhos de Israel. o Deus de vocês." Lv 19. mas com a prática desses atos. 19-30: o adultério. seja em qualquer outra atividade. o sacrifício de crianças. a vida que foi entregue o u "derramada" na morte. em contraste com as leis alimentares. Com base no que conhecemos sobre a religião dos cananeus e dos egípcios. 6-18: em Israel.7. 2 está no centro da lei moral de judeus e cristãos (veja IPe 1. Israel devia evitar todo comportamento que trazia o j u í z o de Deus sobre a terra (compare G n 15. 26b-31 Estas são todas práticas pagãs.8-9. isto é. 25 esse tema é ampliado em termos de cuidado pela terra. a ligação com a morte expiatória de Cristo é inevitável. Para os cristãos. todos os sacrifícios deviam ser oferecidos no lugar adequado.20). Deus não quer a desonestidade. Mas será que princípio envolvido não se aplica ainda hoje. o casamento entre parentes próximos. Ele quer que respeite a vida e a reputação dos outros (16-18). Esta lei não está relacionada com predisposição.) "Sejam santos. com a maneira como cuidamos de | sua criação.16). E f 1.18 "Os estrangeiros que vivem na terra de vocês. dos estrangeiros. Ambos os textos ocorrem no contexto de ser santo e como parte de toda uma lista de proibições. queimar uma criança enquanto ainda estava viva. e à Pessoa adequada. se o salário atrasa. • V . seja no âmbito da Í sexualidade. se manifesta na atenção dada aos menos favorecidos (9-10. L v 19: S a n t i d a d e e j u s t i ç a Este capítulo ecoa os dez mandamentos. no caso de tais ofensas. onde não existia uma legislação sobre o casamento. já que ninguém devia comer de sua própria oferta pelo pecado. A santidade de Deus.24-27): ele entende que a prática homossexual de homens e mulheres é contrária j ao propósito de Deus na criação. sou santo. É " n o corpo" que devemos glorificar a Deus e conhecer seu Espírito que em nós habita. isto é.

é digno de Deus. elas refletem um padrão com o número sete e evocam o fato de Deus. a vindima. O sétimo ano seria u m ano de descanso para a terra. embora pudesse comer daquilo que era oferecido em sacrifício. após o sétimo período de sete anos.13 Veja 18. ( N o s casos em que nós tiramos os delinqüentes d o convívio social. A o exemplo do sábado semanal. de ofensas contra pessoas. e a oferta semanal de doze pães. 9 com 19. Não eram colocados ali para Deus comer (como nas religiões pagãs). 24 passa das festas especiais para dois deveres r e g u l a r e s : as lâmpadas que deviam ficar acesas na tenda de Deus.) L v 24: O c a n d e l a b r o .) Em todos os casos — e é bom que se observe isto — trata-se de oposição deliberada à santa lei de Deus. refletido nas festas (cap.31-34). liberado de grande parte do seu trabalho normal. Os vs. o u A n o da Libertação. a festa da colheita (junho). c 7. sete semanas depois. que era a primeira das três festas no sétimo mês ( s e t e m b r o / o u t u b r o ) . ÍS9 "A terra é minha. é estendido à terra. tinha um duplo propósito: lembrava ao povo que a terra pertence a Deus.. e impedia os ricos de se apossarem de todas as terras. A F e s t a d a P r i m e i r a C o l h e i t a (em abril). 2. isso significava que não podiam tocar em nada d e n t r o do santo templo de Deus. Nessa ocasião. O fato de se permitir legalmente uma retaliação na forma de mutilação do corpo não significa necessariamente que essa era a prática. 6 com 19. pela 4. seja no sacerdócio ou nas ofertas sacrificiais. na criação.2» .31. aplicar a pena de morte a uma grande gama de ofensas parece u m castigo demasiadamente severo. p. devia ser instruído e treinado na lei de Deus ( D t 31. isto é. 5.Levítico caps. 18—19 (compare. (Mais tarde. aqueles que passaram por dificuldades poderiam readquirir a liberdade e recuperar as suas propriedades. O Ano do J u b i l e u .22. 10-23 registram a lei sobre a violação d o mandamento que trata do nome de Deus. 10 c o m 18.10-15) eram ainda mais rígidas (compare 11 com 1-2. A F e s t a d o s T a b e r n á c u l o s ou d a s B a r r a c a s . Esses pães lembravam às tribos sua dependência completa da provisão de Deus.10-13). • O l h o p o r olho (20) O princípio expresso por esta lei é o de uma justiça pública precisa e limitada. os sacerdotes estavam sujeitos a rigorosas normas de p u r e z a r i t u a l . ter dado um destaque especial ao sétimo dia. isto é. seguida. L v 25: A n o d e D e s c a n s o e Ano do Jubileu Este capítulo prevê o tempo em que o povo ocuparia a "terra prometida". O D i a d a E x p i a ç ã o . pois vocês são para mim estrangeiros e peregrinos. O s á b a d o . 1. então. Nenhuma delas diz respeito a questões de bens o u propriedades. que proibia a vingança pessoal c a matança ilimitada. em lembrança perpetua dos dias vividos em tendas após a libertação do Egito. A compensação por ferimento grave geralmente era feita na forma de multa (como implica a exceção feita no caso de assassinato — Nm 35.' Lv 25. • 20. As regras para o sumo sacerdote (21. Apenas o melhor que podemos oferecer. seria outro ano de repouso para a terra. essas leis tratavam de removê-los p o r meio da morte: um tipo de cirurgia moral/judicial. Lv 23: F e s t a s e c e l e b r a ç õ e s As estações do ano. 23). O padrão do número sete. O qüinquagésimo ano. mandando-os para a prisão. Lv 21—22: L e i s p a r a o s s a c e r d o t e s Por causa da sua posição c de seus deveres. 3. Dá-se ênfase ao fato de que a mesma lei vale tanto para os israelitas corno para os estrangeiros residentes.20). ou seja. Seria um ano no qual o povo. Festa d a s T r o m b e t a s . o p ã o sagrado. sendo as outras 6. A P á s c o a . que reverteria a seu d o n o original. 13-14 com 7 ) . a Festa do Novo A n o . Para o leitor moderno. s e g u i d a dos sete dias da Festa d o s P ã e s s e m F e r m e n t o ( e m março/abril). ou seja. um dia de descanso de sete em sete dias. Se alguma coisas os tornasse "impuros". o pecado de blasfêmia O cap. não haveria plantio. A Festa d a s S e m a n a s ( P e n t e c o s t e s ) . o u . esta festa foi associada à colheita da uva. o plantio e a colheita eram marcados p o r festas especiais. Nenhum homem que tivesse defeito físico poderia exercer o ofício de sacerdote.3. ex. Havia uma clara orientação no sentido de que Arão e os sacerdotes deveriam comer esses pães.

d e i x a n d o . na Parte 1). Na festa da Páscoa. por ocasião da Páscoa. Mas a refeição da Páscoa era — e ainda é — uma c e l e b r a ç ã o em f a m í l i a . Páscoa e Pães Asmos Êx 12. e d u r a n t e todaj s e m a n a s e g u i n t e . a p e n a s se podia comer "pães asmos". Festa das Semanas. havia três momentos marcantes ou festas nacionais das quais todos os "homens de Israel" deviam participar: Páscoa. 50 diai (sete semanas) depois da Páscoa. combinavam celebração festiva com pensamentos mais sérios sobre a necessidade que tinham do perdão e da ajuda de Deus. momentos em que Deus os havia resgatado de forma memorável. pães feitos sem feri m e n t o . Para esta festa. da de Pentecostes. E cada a n o se r e c o n t a a h i s tória d e c o m o o a n j o de Deus " p a s s o u p o r c i m a " das casas dos israelitas. p o r q u e as m u l h e r e s não tiveram: t e m p o de deixar o pão crescer por ocasião da saída d o Egito.l o q u a n d o os r o m a n o s destruíram o t e m p l o e m 70 d. 23. o p o v o era lembrado d e que a terras tudo o que ela produzia era dádiva de Deus. Nos t e m p o s d o AT e d o NT. Cada ano.C. Trazendo suas ofertas p Deus. A o final da colheita dos cereais. somente os' samaritanos ainda sacrificam cordeiros como nos v e l h o s tempos.1-20. Assim. Este era um tempo de profunda gratidão. Colheita e "Tabernáculos". isto é. Hoje. 0 c a r d á p i o s i m b o l i z a diferentes aspectos da escravidão n o Egito e d o ê x o d o . na noite em q u e f o r a m m o r t o s os p r i m o g ê n i t o s d o Egito (veja "A Páscoa e a última ceia").15 A Páscoa era celebrada no primeiro mês d o ano (março/abril). posteriormente chama-.190 Pentateuco As grandes festas religiosas As principais festas religiosas de Israel estavam intimamente relacionadas com as diferentes estações e com o ano agrícola (Veja "O calendário de Israel". cada família sacrificava u m cordeiro na v é s p e r a da Pásc o a . v i n h a .o s c o m v i d a . . t o d o s os q u e p o d i a m se d e s l o c a v a m a J e r u s a l é m . sob a liderança d e Moisés. Os j u d e u s deixaram de f a z ê . Atualmente. Esta celebração c o m e mora a saída d o p o v o d o Egito. a Páscoa é essencialmente uma celebração familiar nos lares j u d e u s . lembrando ao povo como Deus cuidava deles. e m Israel. Dançarinos celebram a c o l h e i t a n u m kibutz ( f a z e n d a c o l e t i v a ) . Algumas dessas festas comemoravam os grandes acontecimentos da história do povo.

L v 23. Indicando que os pecados d o p o v o haviam sido levados embora. havia refeições especiais e sacrifícios e m família q u e marcavam a festa da lua nova. No sétimo dia da semana. mais tarde. No décimo dia daquele mês. u m toque de t r o m b e tas sinalizava o início d o mês mais importante do calendário d e Israel. Havia jejum desde o pôr d o sol d o nono dia até o p ô r d o sol d o dia seguinte. Esta era a lei. A Festa dos Tabernáculos (Barracas) caia no dia 15. havia ainda outras. Â esquerda: C h a n u k a h (Dedicação). u m m o m e n t o em que todos confessavam o seu pecado e pediam a Deus q u e lhes concedesse perdão e purificação. em 168 a. no deserto. Era uma festa q u e durava sete dias e celebrava o final da colheita das frutas.16. borrifando parte do sangue diante da arca da aliança. lembrando o t e m p o e m q u e viveram em tendas. seguido pelo descanso n o sétimo.33-43 Purim e Festa da Dedicação Essas duas festas n ã o estão previstas na Lei. As trombetas eram tocadas para anunciar essa festa. As leis d o sábad o passaram e ser rigorosamente observadas depois d o exílio {Jesus e seus discípulos tiveram problemas e m relação a isso). 0 sumo sacerdote colocava suas vestes especiais. e m dezembro. Ele sacrificava u m bode pelos pecados d o p o v o e um segundo bode era mandado para o deserto.22) celebrava a purificação e dedicação d o templo após sua profanação no tempo de Antíoco Epifanes. Sábado e lua nova Além das "três grandes festas".C. Uma oferta de cereais era oferecida a Deus e n i n g u é m podia trabalhar naquele dia (Festa das Trombetas. . No primeiro dia d o mês (depois d o exílio. O modelo para isto era a criação d o m u n d o e m seis dias. era observado i Dia da Expiação (Lv 16). Um segundo g r u p o de festas importantes ocorria no sétimo mês d o calendário judaico (setembro/outubro).Levítico "Tabernáculos" Êx 23. ocorrendo ao final da colheita das uvas e das olivas. e a guarda do sábado se tornou u m a espécie de marca registrada d o judaísmo até os nossos dias. Desde os tempos antigos. A Festa da Dedicação (Jo 10. Correspondia a necessidade que todos os seres humanos têm de descanso regular para reporem energias. Purim (Et 9) comemora a libertação dos judeus da sanha assassina de Hamã na época d o Império persa. O a t o d e a c e n d e r as velas marca o início d o sábado. d o templo). todos paravam de trabalhar. 0 povo morava e m abrigos feitos c o m ramos.1). è a festa das l u z e s . Acima. Hm 29. a Festa do Ano Novo). (época do Império grego). Ele matava u m boi e m sacrifício pelos seus pecados e os pecados d e sua família. Esta era a única oportunidade e m q u e o s u m o sacerdote podia entrar no Lugar Santíssimo d o tabernáculo ( o u . à esquerda: Crianças e n c e n a m a história d e Ester na festa d e P u r i m .

traria calamidades à nação: doenças fatais. Esses mandamentos são de Deus.Pentateuco L v 26: B ê n ç ã o s e c a s t i g o s A recompensa pela obediência é retratada como um idílio de paz e abundância. U m décimo de todo gado e dos p r o d u t o s da terra também são devidos a Deus. feras devastando a terra e guerra levando ao exílio (como realmente aconteceu mais tarde na história de Israel). portanto. Porém. no monte Sinai. o p o v o podia consagrar indivíduos o u bens a Deus em sinal de dedicação o u ação dc graças. Deus promete atender o pedido que brota de arrependimento sincero. p o r outro lado. É a restauração do jardim do Éden. L v 27: Votos e d í z i m o s Os primogênitos. A l é m disso. dados por intermédio dc Moisés. • V. • " C o n s a g r a d o " a o S E N H O R ( 2 8 ) Trata-se de algo deliberadamente dedicado e separado para Deus. 34 Remete-nos à fonte de autoridade destas e todas as leis em Levítico. . O melhor é que Deus andaria entre seu povo. o medo p r o d u z uma reação mais rápida que o amor. como andara com os primeiros seres humanos no jardim. as primeiras crias dos rebanhos e os primeiros frutos d o campo seriam de Deus p o r direito (ele aceita parte pelo t o d o ) . O v. mesmo depois de toda a desobediência. não estava mais ao dispor da pessoa. As maldições são mais detalhadas que as bênçãos: com a natureza humana. Normalmente estes seriam resgatados pelo v a l o r determinado mais um quinto. fome. A desobediência. 29 provavelmente se refere a uma pessoa "consagrada" na forma de uma sentença dc morte.

46) Resumo O diário de viagem da jornada de Israel desde o monte Sinai ao rio Jordão Histórias mais conhecidas Os doze espias (cap. 22) Um novo líder: Josué (cap.22). a saber. A confiança dos israelitas no Deus que os tirou do Egito evaporou-se quando começaram as dificuldades da vida no deserto. Ou seja.17. Uma população total de cerca de 2 a 3 milhões equivaleria a toda a população de Canaã.550 ( v . sempre presente com seu povo. Mas Deus permanece constante. N m 10. 0 livro poderia ser chamado "As murmurações de um povo". O título vem da "numeração" (censo) de Israel nos primeiros capítulos e no cap. No segundo censo (cap.7. Números é uma longa e triste história de insatisfação e murmurações. Ramsés I I . operada por Deus na terra do Egito. usou esta mesma formação retangular na sua campanha na Síria. por virtude dos seus outros deveres. Os levitas. Si meão e Gade c coatitas com a mobília e os objetos sagrados. ra civil e religiosa. Assim. as três tribos d o leste. lideradas p o r J u d á . os líderes do povo na esfeManasses | Efraim | Benjamim Levitas carregando atenda de Deus Zebulom . Nml—9 Preparando-se para partir Nm 1: O c e n s o 0 propósito do censo é alistar todos os homens de mais de 20 anos para o serviço militar.NÚMEROS Este é o quarto dos "Cinco Livros de Moisés". estavam isentos. contendo as instruções de Deus (torá) para seu povo. Os líderes tribais eram os mesmos que ajudaram com o censo. e as lições difíceis que foram aprendidas capacitaram Josué a conduzir a nova geração para seu novo lar.17 dá uma ordem um pouco diferente para a seção d o meio: os filho de Gérson e os filho de Merari carregavam a 'lenda de Deus. Ele começa dois anos após a fuga do Egito e termina na véspera da entrada em Canaã. Josué e Calebe sobreviveram aos 40 anos de peregrinação. Aser e Naftali formavam a retaguarda. o período da peregrinação no deserto da península d o Sinai. apenas Moisés. Por causa da desobediência do povo. Moisés e Arão. iam à frente. 26. auxiliados por um representante de cada tribo. As tribos d o norte. 27) Este é um número bastante alto: veja em Êx 12. 26). mas outras passagens dão a entender que os cananeus eram mais numerosos que os israelitas ( D t 7. feito 38 anos mais tarde. • 603. De toda uma geração que havia presenciado as maravilhas da libertação do povo. Números narra 38 anos da história de Israel. seu filho Eleazar assume seu lugar. Q u a n d o o p o v o se deslocava. Dã. 13) A serpente de bronze (cap. o Faraó do Egito contemporâneo de Moisés. N m 2: O a c a m p a m e n t o A organização cm quatro grupos de três tribos era igual tanto na hora de acampar como na hora de marchar. após a morte de Arão. comandaram a contagem. somente três homens chegam até o final do livro e o ponto de entrada na terra prometida. Nem o próprio Moisés entrou para desfrutar dela. 21) Balaão e o anjo (cap. seguidos pelas tribos de Ruben. uma distância de cerca de 350 km tornou-se a viagem de uma vida. é possível que Moisés estava fazendo bom uso d o treinamento militar que anteriormente havia recebido no Egito.37.

11-31 dizem respeito às mulheres suspeitas de infidelidade. pois. N o inóspito deserto d o Sinai o s israelitas tiveram saudades d o E g i t o fértil. 1-4: aqueles que eram "impuros" (veja Lv 13. Benjamim) e dos dois filhos de Jose (Efraim c Manasses). uma cabeça humana para Ruben. Julgamentos deste tipo eram comuns na antiguidade. Nafiali. uma águia para Dã. Simeão. Na ausência de evidência devia haver um julgamento por prova. no Egito. V s . Uma pintura tumular egípcia mostra homens caçando aves nos banhados. 21) ficavam de quarentena. Gade. Aser. C . Mas o censo mostrou que os primogênitos de Israel excediam os levitas cm número (273) c para redimir esse grupo excedente foi necessário fazer um pagamento. qualificados para cuidar da Tenda de Deus. • S i d o para o santuário (3. Os filhos de Gérson e de Merari dispunham de carroças puxadas por bois (7. N i n 5: J u l g a m e n t o p e l a p r o v a V s . Issacar. Dã. Os vs. 15. N m 3: U m a m i s s ã o e s p e c i a l A reivindicação dos primogênitos por parte de Deus começou na noite da Páscoa (Êx 12). (Os limites de idade v a r i a r a m depois que os sacerdotes os desmontavam e cobriam. V s .7-8). com seus legumes frescos. um boi para Efraim. pois pertenciam a Deus. . Agora os levitas substituem os primogênitos de todo Israel na missão especial de auxiliar os sacerdotes no serviço d o Senhor. 29-33: os f i l h o s d e M e r a r i deviam proteger e transportar a estrutura — colunas. 21-28: os f i l h o s d e G é r s o n estavam encarregados de transportar as cortinas e os revestimentos da Tenda e do pátio sob a supervisão de Iiamar. não se tratava. • O s estandartes/bandeiras (2. de uma moeda. Comparado com outros.2) A tradição judaica suplementa os símbolos: um leão para J u d á . e são bem conhecidos ainda em partes da África e índia. Os dois peixes numa lança remontam ao segundo milênio a .194 Pentateuco • As 12 tribos Trata-se dos filhos de Jacó ( J u d á . 5-10 estipulam a compensação quando alguém prejudicava outra pessoa. Zebulom.47) Uma quantidade de prata equivalente a 12 g. Os levitas — a tribo de sacerdotes de Israel — eram separados. Ruben. N m 4: O p a p e l d o s levitas O s e g u n d o censo dos levitas alista i n d i v í duos entre 30 e 50 anos. estacas e cordas — também sob a supervisão de Itamar. peixes e aves. Os vs.

23-26 e o v o t o de Paulo em At 18. u m líder de cada uma das tribos trouxe uma bandeja e uma bacia de prata cheios de uma oferta de cereais. mas os nazireus continuaram a existir durante o exílio c até nos tempos do NT (veja At 21. eles acampavam: se a n u v e m não se movesse. durante 12 dias. convocar o povo c para levantar acampamento.11-36: A j o r n a d a c o m e ç a Cerca de três semanas após o censo.C. Aqueles que serviam a Deus deviam ser completamente puros.24-26 N m 10—21 Em movimento: do Sinai a Moabe N m 10. 0 voto geralmente era por um tempo limitado. 1 .20-21. Não é claro se a água continha alguma erva que provocaria aborto caso a mulher fosse culpada e estava grávida. • Não quebrarão nenhum osso (9. 2 2 . N m 9. Nm 6 .Números 195 Troniberas de praia eram rocadas para este chega a ser brando c está menos orientado para um veredicto de culpa. I C o 5. A o se lavarem c raparem o corpo. O restante do capítulo trata dos levitas.7 descreve Cristo como "nosso cordeiro da Páscoa. Não se sabe como ou quando estas práticas se originaram. A cada dia. 2. Ela reconhece que é Deus quem dá todas as coisas boas. A nuvem durante o dia e o fogo à noite acima da Tenda no centro do acampamento sinalizavam a presença de Deus no meio do povo.15-23: O s i n a l para partir A orientação de Deus no deserto era uma realidade clara e visível. na ordem descrita no cap. • cuidado especial para evitar impureza pelo contato com cadáveres (veja cap. c pede especificamente o dom da paz de Deus. N m 6." Bênção d e A r ã o sobre Israel. Os sinais externos da consagração a Deus são: • abstinência do v i n h o o u qualquer outra bebida f o r t e ( o s s a c e r d o t e s t a m b é m deviam ser a b s t e m i o s . Mas quem estivesse ausente o u a pessoa que fosse ritualmente impura na época p o d i a c e l e b r a r a festa um mês depois." N m 9.36. C ) .2 1 : O n a z i r e u Um voto especial dava ao nazireu (que não deve ser confundido com nazareno. E possível que Samuel também fosse nazireu.1-14: A s e g u n d a P á s c o a N i n g u é m podia deixar de celebrar a Páscoa (veja E x 12). " O SENHOR tc abençoe e te guarde. Algumas foram enterradas com o Faraó Tutancâmon (por volta de 1350 a . o SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti. O sangue do sacrifício limpava a mancha interna do pecado. L v 24. ofertas pelo pecado e de comunhão (veja Lv 1—7). c o m o p a r t e da adequação para se apresentarem diante de Deus. Nm 6 . o SENHOR sobre ti levante o rosto c tc dê a paz. • cabelos sem corte. 19).12) Compare J o 19. Nm 7: A s t r i b o s t r a z e m as s u a s o f e r t a s A dedicação do altar havia acontecido um mês antes dos acontecimentos narrados em Nm 1. eles garantiam a pureza externa. convocavam a assembléia e anunciavam as festas e o início dos meses. Trombetas longas como essas eram comuns no Egito por volta de 1400-1300 a. um prato dourado com incenso e animais para holocausto.18). em contraste com as influências corruptoras da civilização). ou se funcionava apenas por sugestão psicológica. N m 8: A d e d i c a ç ã o d o s l e v i t a s Os vs. Onde ela parava. eles levantaram acampamento e deixaram o monte Sinai. mas Sansão ( u m nazireu pouco ortodoxo) tinha um voto vitalício ( J z 13—16).1-4).1-10: A o s o a r d a t r o m b e t a Duas trombetas especiais de prata davam o alarme. Q u a n d o a nuvem se levantava eles partiam. . 1-4 d i z e m respeito às lâmpadas para a sala externa da Tenda de Deus (veja Êx 27.2 7 : A b ê n ç ã o d e A r ã o Esta bênção tem sido usada p o r judeus e cristãos na sua adoração. isto também pode r e f l e t i r u m compromisso c o m a simplicidade da vida nômade. N m 10. o povo não se movia. natural de Nazaré) seu status espiritual.

foi sugestão do povo enviar espias. Saul v i v e n c i o u algo semelhante após sua unção (ISm 10. Umas seis semanas depois que os israelitas haviam saído d o Egito. N m 12: D e s a f i o à l i d e r a n ç a de Moisés A murmuração seguinte veio de Miriã e Arão. registrada desde o tempo d e Moisés. a princípio delicioso. Os dois homens de fé deram a interpretação correta dos fatos ( N m 1 3 . T e n d o chegad o tão perto do objetivo. elas foram a resposta d e Deus a o clamor d o povo por carne. a m e n o r das aves cinegéticas (isto é. 4 1 . Apenas a intervenção de Deus o salvara da morte p o r apedrejamento. Os números apresentados são altos e as cifras criam algumas dificuldades. 2 1 .1 5 ) ? Sua resposta f o i d a r a u m g r u p o de 7 0 líderes. se reproduz em várias partes da Ásia o c i dental e da Europa. mas sua posição de liderança. onde as codornizes eram limpas e secadas ao sol para fins d e exportação. . N m 11: R e c l a m a ç ã o p o r c a u s a da comida O gosto. Mas ali estava ele. as aves chegaram c o m o vento da tarde e pousaram para descansar. Moisés ficou em silêncio. Agora a monotonia o tomava intragável.2 5 dá a e n t e n d e r que.6. Deus. irmãos de Moisés.. 1 8 ) . Deus o r d e n o u que fossem para o leste até j Acaba (o " m a r V e r m e l h o " . Exaustas em razão do longo vôo. N m 11. Neste caso. que a migração anual. as codornizes migram para o Sul. A oração de Moisés naquele momento foi surpreendente. mas a resposta de Deus foi um notável tributo prestado a esse líder ( 6 . Mas n o Egito. O efeito disto foi dramático. Segundo N m 11.1 4 . • Ômer (32) " U m a carga de jumento". 29 Moisés demonstrou uma atitude notável num líder: poder sem qualquer sinal de corrupção (veja 1 2 . naquele momento. Será que Deus percebeu a exaustão p o r trás da queixa d o p r ó p r i o Moisés ( 1 1 . 7 . Dez ômeres ("mil quilos". v.7-8 O cunhado de Moisés foi com eles como guia. claramente.39-45). supostamente essa contestação partiu dela. Com ele falo face a face. sua súplica As codornizes A c o d o r n i z . escolhido para dar apoio a M o i sés.3 6 ) . 2 5 ) . a revolta de Israel Os israelitas e s t a v a m acampados em Cades-Barnéia. 1 4 . E assim. houve momentos em que se abateu de 2 a 3 milhões de aves por ano. Mas foi necessária uma derrota terrível para fazer o p o v o se dar conta do que estava acontecendo (14. do maná (veja E x 1 6 ) era parecido com biscoitos de mel. c o m suas histórias de gigantes e gafanhotos. o p o v o recolheu as codornizes. mas o p o v o preferiu o u v i r os dez "profetas da catástrofe". toda uma geração abriu mão de tudo que lhe fora prometido. e m N m 12. atravessando duas vezes por ano a região n a qual o s israelitas peregrinaram depois d o êxodo. • V . segundo a N T L H ) dão a medida da glutonaria do povo. e não por enigmas." Resposta dc Deus a Arão e Miriã. Moisés pretendia ir diretamente à terra prometida. Em 1924. Ao invés de irem para o n o r t e . um p o u c o d o " e s p í r i t o " ( p a l a v r a que t a m b é m s i g n i f i c a " v e n t o " . fez c o m que recaísse t a m b é m sobre ele o j castigo que Deus trouxe sobre o povo. 3 ) . pedindo misericórdia para o povo teimoso que só lhe causava problemas! Ele se dirigiu a Deus para lembrarlhe quem ele (Deus) era. A direção e companhia do S E N H O R eram algo muito real ( 3 3 . 5 .. • Cuxita ( 1 ) pode ser midianita o u etíope (NTLH). n a s e g u n d a metade d e abril. o fenômeno se repetiu um ano depois. Saudades da abundância de peixes e legumes do delta do Nilo logo produziram um desejo irresistível. para Canaã.4 8 .9 ) . Sempre de n o v o Moisés se colocou entre Israel e sua d e s t r u i ç ã o total ( Ê x 3 2 .196 Pentateuco "Meu servo Moisés. Sem dúvida Moisés se arrependeu de ter dado ouvidos a eles.8 ) . 3 0 ) . usando as próprias palavras de Deus ( N m 1 4 . D t 1 . e ele vê a forma do SENHOR. No inverno. 1 9 . q u a n d o as aves se dirigiam para o Norte.9-13). aves que são caçadas). é fiel em toda a minha casa. Deus lhes deu o que queriam até não poderem mais! E com a fartura veio o j u í z o pela atitude p o r trás da reclamação. essa matança contínua havia reduzido o número d e aves d e tal maneira. C o m o Miriã foi a única pessoa castigada. cessou por completo. durante dois dias. e a terra boa. 3 1 ) d a d o a Moisés. N m 13—14: O s espias d ã o s e u relatório.1-2. O motivo real da discussão não era a esposa de Moisés ( 1 ) . 1 6 . foram esquecidos.

• Lançar pó aos olhos (14) Talvez torná-los escravos. 37-41: os pingentes nas pontas das capas serviriam para que os israelitas. mas também a sua arrogância. d e v e ler dado uma excelente idéia d o que encontrariam na terra prometida. Essa entrada podia ter sido adiada. A razão da queixa de Corá (e da sua companhia de 250 levitas) é o monopólio do sacerdócio por parte de Arão.» Anaquins (13. aos 85 anos. lista foto é de Kin A v d a i . sempre prontos a se esquecerem de Deus. "Agora vocês querem também ser sacerdotes?" (10b). A p ó s os lundus anos n o deserio. 32-36: a seriedade da transgressão do sábado. N m 16: A r e b e l i ã o d e C o r á A aliança nada santa entre C o r á . descendentes de Enaque (13. Nada se sabe sobre eles fora da Bíblia. Porém no dia seguinte toda a comunidade se opôs à liderança e ficou sujeita ao juízo de Deus. Datã e Abirão teve em vista um ataque duplo: contra Moisés e também contra Arão. Na verdade esta acusação era contra Deus (11). que fez com que fosse expulso da comunidade do povo da aliança de Deus. Vs. Vs. o vale fértil encontrado pelos espiões. se lembrassem dele e de seus mandamentos.H traduz por "uma terra boa e rica". ele escolheu o território dos descendentes de Enaque para conquistar para si (Js 14. 1-31: sacrifícios a serem oferecidos após a conquista de Canaã. mas certamente aconteceria! Vs. Datã e Abirão (da tribo de Ruben) acusaram Moisés de ser prepotente e de ter falhado da missão de levá-los à terra prometida (1314). Quarenta e cinco anos mais tarde. "Será que não basta para vocês" s e r v i r como levitas? ( 9 ) . Não foi apenas a desobediência daquele homem. n o lado norte d o deserto d o Kejiuebe. Deus aceitou o argumento embutido na súplica de Moisés e Arão (22) e não destruiu o povo. mas são evidentemente uma raça de gigantes a exemplo de Golias.22)..33) Veja G n 6. Nm 15: L e i s d i v e r s a s 0 primeiro versículo deste capítulo é totalmente oposto ao anterior. . mas mais provavelmente "enganar" (NTLH). romãs e figos. e foi Deus quem pôs fim à rebelião. c o m suas uvas. • Onde manam leite e mel (13-14) Descrição vívida de uma terra fértil. A NT1.6-15). • Calebe jamais perdeu sua confiança absoluta em Deus. mas foram novamente salvos por Moisés e Arão.4.. As instruções que se seguem são para "quando entrarem na terra".

Normalvam de um lugar para outro com os mente eles vivem em tendas. 26. que a situação é mais complexa do Abraão acampou nas proximidades que isso.12). sabemos sobre a vida dos nômades pastores daquele tempo. como a compra e venda recíproca de bens e produtos (Gn 34.198 Pentateuco Vida nômade John Bimson Os nômades se deslocam de um Abraão. Há diferentes estilos de vida de Hebrom. geralmente seco. onde era fácil de plantar e colher. E. chegando a comprar nómade.quanto Isaque fizeram tratos com o turado com períodos de vida sedentárei de Gerar (Gn 21.13. flexíveis e que mudanças econômicas. por sua vez. Hoje sabemos (Gn 13. 26.12. muitas vezes.1. numa terra onde as chuvas são escassas. às vezes seguindo o famílias são retratados como pasritmo das estações. Aqui duas meninas beduínas pastoreiam os rebanhos. tinham de procurar água e pastagens nos vales.31).18. Estudos recentes revelaram que os estilos de vida nômade são.20). 18. Além disso. Os direitos sobre as pastagens e os poços de água tinham de ser negociados. Assim. Jacó ria. em busca d e novas pastagens para seus rebanhos. os nômades entravam em contato com a população sedentária.25. Muitas vezes a vida dos nómades comprou terras dos moradores de se relaciona de perto com a vida das Siquém (Gn 33. Durante o inverno (a estação das chuvas).18-19).10!. Estes fatos se populações que se estabeleceram de encaixam muito bem naquilo que forma definitiva num certo local. Os nômades m u d a m d e u m l u g a r para o o u t r o . Tanto Abraão da Arábia até o estilo seminômade mis. Nos tempos do AT. mas nos longos meses do verão. 23.17-18). Em várias ocasiões. os nômades criadores de gado encontravam boas pastagens nas regiões montanhosas da Palestina. ajudavam a fertilizar o solo. deslocam com camelos pelo deserto 14. Isaque e Jacó e suas lugar a outro. 14. Levavam os seus animais para pastarem nos campos ceifados. desde os nômades que se terras da população local (Gn 13. Houve seus rebanhos e que tinham contato um tempo em que se pensava que os regular com as populações sedentánômades e os agricultores sedentários rias. em busca de pas.tores seminômades que se deslocatagens para seus rebanhos. a disputa por causa de poços era uma cena freqüente (Gn 21. Assim. climáticas ou políticas em determinada região podem levar as pessoas a adotar um estilo de vida sedentário. havia outros benefícios mútuos.27. e os animais. ao se deslocarem por ocasião do verão. não nos surpreen- . a maioria das cidades ficava nas planícies e nos vales. Ló deslocou os seus rebanhos e tinham estilos de vida conflitantes e foi acampando até chegar a Sodoma nunca se misturavam.

O pecado de Moisés parece estar nas palavras "será que vamos ter de fazer sair água. 19. Nada parecia c u r a r as murmurações do povo. N m 17: D e u s e s c o l h e A r ã o Como todos os milagres bíblicos. de que Ló tenha ido morar em Sodom a (Gn 14. N m 20. o fenômeno pode ter sido o rompimento (talvez provocado p o r uma tempestade) da superfície dura e irregular que se forma sobre profundos lagos de lama líquida no vale de Arabá. o que significa que são igualmente adequadas para a estacão das chuvas.?".5-8). como dádiva a Deus. O u t r a s cortinas o u divisórias podem ser levantadas q u a n d o la/. Em lugar de herança. florescer e frutificar do bastão de Arão tinha uma lição prática. O que eles davam deveria ser o melhor. E m Cades. é p r o v á v e l q u e sejam semelhantes àquelas e m q u e o s patriarcas e suas famílias viveram.1-10) era a solução para casos de profanação pelo contato com um cadáver.38-39) e Moisés (Dt 34. os túmulos posteriormente passaram a ser pintados de branco (veja Mt 23. O bastão foi g u a r d a d o no santuário de Deus como advertência permanente. onde este incidente ocorreu. Todos podiam ver sobre quem recaiu a escolha de Deus. Num mesmo ano. N o interior.27).Números 199 • A terra a b r i u a s u a boca e o s e n g o l i u (32) Deus fez uso de forças naturais para executar seu j u í z o (como nas pragas do Egito). 2-13 lembra algo semelhante que ocorreu no monte Sinai (Êx 17. dos primeiros frutos e das primeiras crias. que Acredita-se que as lendas que os beduínos usam ainda hoje foram desenvolvidas lia milhares d e anos. morreram M i r i ã . . cortinas d i v i d e m a tenda c m c ô m o d o s . com as cortinas laterais abertas. 1122. dados a Deus). N m 18—19: D e v e r e s .1-13: A m o r t e de M i r i ã . morreu Miriã.1) e que Isaque tenha ficado em Gerar o tempo suficiente para plantar e colher o que havia plantado (Gn 26.1-7). Neste caso. t r i b u t o s e ritual N e m os sacerdotes nem os levitas receberam herança na terra prometida: Deus era a porção deles. A s tendas são íi prova d'água.25-29.1. na fronteira com E d o m . O ritual com a novilha vermelha (19.12. 33. O incidente nos vs. U m deles é a sala de visitas. o germinar. Deus deu aos sacerdotes a sobra de todas as ofertas sacrificiais. Eles por sua vez davam dez p o r cento aos sacerdotes. a falha de Moisés A maior parte dos 38 anos j á se passara desde 13. Os levitas recebiam os dízimos do povo (dez por cento de todos os rebanhos e safra. São feitas de tiras tecidas m a n u a l m e n t e c o m pêlos de bode. descrita nos vs.. A r ã o (20.12). quando estavam prestes a entrar em Canaã.. Não havia mais possibilidade de contestação. costuradas umas nas outras p a r a fazer longas faixas. calor. Estavam reclamando quando saíram do Egito e ainda reclamavam após todos os anos de provisão de Deus. A s s i m . Para minimizar o risco de contaminação acidental.

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A recusa edomita de permitir a passagem de Israel resultou num longo desvio para o Sul e ao redor de Edom. 23.25. N m 20.14-15). Acontece com freqüência que palavras ditas de forma precipitada (veja SI 106. tiraram a água da rocha. Era uma atividade rotineira para o profeta. o rio Arnom esculpiu um enorme desfiladeiro. fica perto de Pefra e bem distante de Cades. a fim de vir e amaldiçoar seus inimigos. junto ao rio Eufrates. ' • . Moisés bateu na rocha no local onde Deus indicou. 23.41— 23. os israelitas derrotaram Õgue de Basã (nordeste do lago da Galileia) em Edrei. • Poço (21. A g o r a deveriam na direção leste.35: D e s v i a n d o de E d o m N m 20. Atualmente. passando a leste do mar Morto. O p o v o só precisava olhar para a serpente de bronze para ser curado. O monte H o r deve ser Jebel Madeira. na fronteira noroeste de Edom. com apoio midianita. O s israelitas geralmente só precisavam cavar poços rasos para encontrá-la.17) Em algumas partes da península do Sinai e no sul da Jordânia a água fica perto da superfície. . va ^ • .v-. As serpentes venenosas são consideradas u m castigo. rei de Moabe.. Por causa disto. Scom. não Deus. perto da fronteira de lídom.13 Correndo na direção do mar Morto. pois os edomitas eram descendentes de Esaú. pode cair.. ao Jaboque. o rei dos amorreus. O que é surpreendente é a revelação de que a fonte do conhecimento de Balaão era o próprio Deus. a nordeste de Cades. no Norte.39-45). á . mas um antídoto foi providenciado.1) Não se sabe onde ficava este lugar. um lugar difícil de transpor. rapidamente enviou mensageiros a Pctor (provavelmente Pitru. após toda uma vida de confiança e obediência.13-24.9). há um monumento chamado t ú m u l o de A r ã o n o t o p o desse monte.. para desespero e irri- . • Teu irmão Israel (14) Isto não era apenas um modo de falar. Seguindo para o Norte. Até o maior dos servos de Deus.22—21. de leste a oeste. e sofreram uma t e r r í v e l derrota (14.21-25. e n q u a n t o o de Moabe N m 22—24: B a l a q u e e B a l a ã o Os israelitas vitoriosos tornaram a acampar junto à fronteira do reino de Balaque. havia tomado as terras de Moabe e ser reino se estendia do Arnom. que. apoiado por Joscfo.27—24. Três vezes Balaão abençoou Israel.22-29 registra a morte de Arão. • Atarim (21. • Água da rocha Sabe-se que a rocha calcária do Sinai retém água (veja Ex 17. para que todos que tivessem fé nele tivessem vida eterna ( J o 3. para contratarem Balaão. E m N m 21. O local tradicional (veja foto). no Sul. • 21.. mais uma vez Israel pediu passagem.33) levam a pessoa a se arrepender mais tarde.202 Pentateuco dão a entender que ele e Arão. N m 20. que foi negada.. numa época em que todos acreditavam no poder que as palavras têm de influenciar os acontecimentos. fazendo pouco caso das promessas e da diplomacia de Moises. o adivinho. Mas os edomitas não abriram passap o v o se deslocava para o Sul até o golfo de Acaba (o " m a r V e r m e l h o " aqui) para evitar o território de E d o m . para que o deslocamento para o Norte se desse d o lado oriental o u leste do mar Morto. • Estrada real/estrada principal (17) Ela ligava o norte do golfo de Acaba com a Síria. Jesus lembrou esse incidente a Nicodemos. Mas desta vez eles partiram para o ataque e saíram vitoriosos. especialmente palavras solenes de "bênção" e "maldição".. P'"! W Nm 2 2 — 3 6 Nas planícies gem. ^--. página anterior: Os israelitas foram obrigados a pegar um desvio por região inóspita. E nem suborno nem ameaça o impediam de dizer a verdade assim como Deus a revelava a ele. -V. q u a n d o o s edomitas barraram seu cantinho para a terra prometida. A vitória sobre o rei de A r a d e foi rapidamente seguida de q u e i x a s . contra as ordens de Deus. Arão morreu n o monte Hor.6). dizendo que ele também devia ser levantado. perto de Carquemis). Moisés não entraria na terra com o povo como tanto desejava.14-21: E d o m n ã o d e i x a q u e os israelitas passem Os israelitas h a v i a m tentado i r para o Norte. tendo sua capital em Hesbom.10. irmão de Jacó. Três vezes repetiram o mesmo ritual (22. diretamente a Canaã.

V s . as mulheres normalmente não podiam receber herança.6-9).1 1 : O d i r e i t o d e h e r a n ç a das f i l h a s A lei dizia que a terra era passada do pai ao filho mais velho. Josué.C. C o m respeito a e religiosas.. • Moabita. veja Lv 1—7 e "Sacrifícios". foi escolhido por Deus para ser o sucessor de Moisés. na falta de filhos.28) e um dos dois espias fiéis (14. e "As já revelam uma mistura de práticas sexuais grandes festas religiosas". Em outros países do Oriente Próximo. O motivo do censo.13. 9-10: ofertas • V. de acordo com o tamanho dos vários grupos (vs. Josué e Calepúblico. • Monte Abarim (12) Este era o nome de uma serra o u cadeia de montanhas. "Baal" (que significa "senhor" o u ofertas para a Festa das Trombetas: 7-11: para "mestre") gradativamente tornou-se o nome o Dia da Expiação. levantou n o deserto era salvo. Nm 24.16) que as mulheres midianitas corromperam os israelitas em Peor. Mas elas deviam O s israelitas pediram aos edomitas permissão para seguir viagem pela Estrada d o Rei ( f o t o a b a i x o ) . • A origem destes oráculos Não se sabe como estes oráculos foram incluídos em Números.Números tacão de Balaque. ele pagou por isto com sua vida (31. U m a escultura moderna de b r o n z e n o monte N e b o representa uma serpente enrolada na c r u z .65). ofertas. O s israelitas rebeldes foram picados p o r serpentes venenosas e muitos morreram. sempre dissesse a verdade. mas desde o final dos devem ser mantidas. indicam que os oráculos foram escritos por volta do século 12 a. 3"medanira". 29: as festas do sétimo mes. p o r ordem d e Deus. 36). de tal modo que. Mas quem o l h a v a para a serpente d e b r o n z e que Moisés.14-15 relaciona isto com a o b r a d e salvação realizada p o r C r i s t o . • 0 incidente da j u m e n t a O propósito de Deus parece ter sido impressionar Balaão. a rota principal para o norte. Promessas feitas a Deus termos parece confusa. N m 27. 30: votos. "moabita". 12-38: para a Festa dos próprio do grande deus da fertilidade dos Tabernáculos (Barracas). na c r u z .9-13.. Os vs. N m 11. cananeus. ali. desta vez. midianita A alternância entre os Cap. às portas da terra prometida. Nesta ocasião ele recebeu autoridade para liderar a nação no lugar de Moisés. 11-15: ofertas para a Páscoa e e a levaram os homens de Israel a desobedecer a Festa dos Pães sem Fermento.1-8: ofertas de cada dia.8). Com a morte daqueles que adoraram Baal. 203 casar-se com homens da própria tribo para assegurar a herança tribal (veja cap. Os homens em Israel estatempos patriarcais havia muita superposição vam incondicionalmente comprometidos por no uso dos termos "midianita". apesar dos esforços de Balaque. braço direito de Moisés (Êx 17. 28. 15 estabelecem os termos sob os quais os juramentos feitos por mulheres são obrigatórios. Moisés avistou a terra do alto do monte Nebo. foi para que a terra pudesse ser dividida proporcionalmente. morreu o restante da geração que saíra d o N m 28—30: Regras p a r a o culto Egito. entre outros. F. 24. Esta Nm 26: O s e g u n d o c e n s o Os números são ligeiramente menores que no primeiro censo (uma geração inteira foi substituída por outra. "ismaelita". juramentos de qualquer natureza (2). Mas fatores lingüísticos. com a exceção de Moisés. as filhas podiam receber a herança. 52-56). de onde se via Jericó. Mas Zelofeacle só tivera filhas. 1-6: le local. J o 3. das Semanas (primeiros frutos). 64-65). 1 Relações sexuais com mulheres moabitas do sábado. 33. • Vocês d o i s se revoltaram contra a m i n h a o r d e m (14) Veja 20.2-13. A rigor. votos be (26. 26-31: a Festa Deus e adorar Baal. .15-19 prevê um futuro rei vitorioso que derrotará todos os inimigos de Israel. O quarto oráculo superou a todos.12-23: J o s u é é o novo líder do povo A vida de Moisés estava chegando ao fim. mantendo-a na tribo. veja L v 23.11. Nm 25: I d o l a t r i a e m P e o r Foi por ordem de Balaão (31. Os acontecimentos descritos aqui C o m respeito a festas. Os edomitas não d e r a m permissão. 1 . mas em Israel foi decidido que. Nm 2 7 . • Baal-Peor (3) A divindade adorada naqueCap.

Mais adiante. cidades de refúgio Veja também Js 20—21. N m 31: G u e r r a s a n t a c o n t r a os midianitas Os midianitas foram punidos pelo seu pecado de induzir Israel a adorar deuses falsos (veja cap. O exército e o povo dividiram os despojos entre si. N m 34: A s f r o n t e i r a s d o país Veja também Js 1 3 — 1 9 . pela metade. N m 35: P r o v i s ã o p a r a o s levitas. N m 32: T r i b o s a leste d o J o r d ã o As tribos de Ruben e de Gade queriam assentar-se nas terras boas para a criação de gado que ficavam a leste do J o r d ã o . Assim. 48-54 registram a oferta especial do exército dada cm gratidão pelo retorno em segurança. do Egito às planícies de Moabe. Seu pedido foi concedido. Os vs. e foi vitoriosa.Pentateuco era uma sociedade patriarcal na qual os homens asseguravam seu controle sobre as mulheres. Veja o mapa "Fuga do Egito: as peregrinações no deserto". Parte da tribo de Manasses conquistou Gileade e Moisés deulhes esta terra. a maioria agora desconhecida. 52b A intenção era eliminar tudo que tivesse qualquer relação com as religiões idólatras: as imagens de escultura e os locais de adoração ("lugares altos" onde eram construídos santuários). .1-11. o povo deu a qüinquagésima parte (1/50) do seu despojo aos levitas. N m 33: Estágios d a j o r n a d a Este capítulo é um resumo de toda a jornada. São listados quarenta lugares de acampamento. em Ê x o d o . na retaguarda. foi traçado um plano para permitir que a força militar dessas tri- bos deixasse seus rebanhos e seus dependentes a salvo. os midianitas surgirão novamente na história de Israel (veja J z 6—8). O exército deu a quingentésima parte (1/500) dos seus despojos de guerra aos sacerdotes. 25 e notas). mas apenas sob condição de que ajudassem na conquista de Canaã primeiro. N m 36: A h e r a n ç a das m u l h e r e s Veja 27. Esta geração se mostrou obediente a Deus. porém. • V.

Isto exigia uma resposta: "Lembrem-se de. Até os estudos críticos dos séculos 18 e 19.14-25): Moisés relembra do alívio que sentiu quando. Estipulações básicas 4—11 3. Jetro (veja Ê x 18. O foco passa a ser a vida fixa ou sedentária numa nova terra. 19-46. no final das peregrinações do deserto.6-46: D o S i n a i a C a d e s Vs.DEUTERONÔMIO 0 primeiro versículo de Deuteronômio diz: "São estas as palavras que Moisés falou a todo o Israel". 1. Estipulações detalhadas 12—26 4. 9-18 (veja N m 11.44—22. Ele recapitula a jornada e lembra ao povo a aliança que eles têm com Deus. os espias e seu relatório: Veja Nm 13—14. por meio dela.C). judeus e cristãos geralmente consideravam Deuteronômio as palavras exatas de Moisés. E s q u e c e r Deus nessa nova etapa da vida seria desastre na certa. 19 "Deserto" significa simplesmente região desabitada. ficou livre do peso de ser o único líder do povo. com algumas pequenas variações. ao delegar responsabilidade. que levaram a uma visão bastante fragmentada do Pentateuco.43: D e A c a b a às planícies d e M o a b e 2. Quarenta anos após o êxodo do Egito. o criador se revelttsse ao mundo e o salvasse na sua íntegra. com quantidade surpreendente de vegetação após as chuvas do inverno. Resumo Moisés se dirige ao povo de Israel que estava em vias de entrar na terra prometida. "Lembrem-se do amor de Deus". 29—30 Escolham a vida! A Tenda e adoração de Deus Caps.68 Os dez mandamentos A lei de Deus Instruções para a vida na nova terra Caps. Moisés disse ao povo: "Lembrem-se de que vocês foram escravos no Egito". D t 2. Mas há oásis.13-26). No entanto. Prólogo histórico 1. Este livro é citado mais de 80 vezes no NT. os israelitas estavam acampados nas planícies de Moabe e prestes a entrar na terra prometida (cerca de 1260 a. Pois era a Deus que deviam sua liberdade e todas as coisas boas prometidas a eles. • V . que vem da tradução grega. 7 A terra que Deus prometeu a Abraão: Veja G n 15. A terra e a aliança de Deus com seu povo são os grandes temas de Deuteronômio. 31—34 As últimas palavras de Moisés Dtl— 4 Primeiro discurso: recapitulação da jornada D t 1. implica uma segunda doação da lei. Ao norte do Sinai a terra é estéril e desolada. 4. Atualmente os estudiosos querem reconhecer a contribuição de editores posteriores e não há acordo quanto à data da composição final.19 têm paralelos em Deuteronômio. É uma "exposição" da lei.1-5: I n t r o d u ç ã o O tempo e o lugar foram cuidadosamente especificados. o que mostra a sua importância para os primeiros cristãos. Cláusula de documento 27 5. Este seria o segredo para receberem as bênçãos de D e u s . Embora os edomitas tivessem negado passagem aos israelitas " A i a Bíblia hebraica.22—23.14-21. • V .29 2. Maldições 28." Tom Wright . O propósito da aliança era que. O título do livro. O chamado de Abraão foi feito para desfazer o pecado de Adão.1—4.1-8: veja N m 20.43 usa o termo mais amplo "cananeus". com terreno acidentado e pedregoso. Quem lhe deu o sábio conselho de delegar tarefas foi o seu sogro.6—3.1—4." — permanecer fiéis.1-14 6. o propósito da aliança jamais foi apenas que o criador queria Israel como povo especitd. nas planícies de Moabe a leste do rio Jordão. Recapitulação 29—30 Muitas das leis registradas em Êx 20.. Moisés anunciou a mensagem de Deus a Israel.15-68 7. 2 Horebe é outro nome do monte Sinai.. Na ocasião. mas na verdade o livro contém uma reafirmação da aliança do Sinai.. • V. obedecer. Caos. D t 1.43 205 Recapitulando a jornada pelo deserto Cops.18-21. Os vs. o coração da antiga aliança. Os Dez Mandamentos de Êx 20 são repetidos em Dt 5. Bênçãos 28. o livro continua firmemente arraigado neste grande personagem histórico que foi Moisés. A estrutura de Deuteronômio (a forma de aliança do AT) é muito parecida com a de um tratado daquele tempo (veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo"): 1.. independentemente do destino do resto do mundo. • Amorreus (44) Nm 14.

A última delas trouxe consigo a instituição da Páscoa e precipitou o êxodo do Egito (ÊX 5—14). Moisés morreu no alto do monte Nebo.206 Pentateuco Moisés Alan Millard A família de Jacó que se reuniu com José. quando. sugerem que se tratava de uma pessoa tímida (Êx 4). Suas tentativas de livrar-se da missão que Deus estava lhe dando e o fato de necessitar de um porta-voz na pessoa de Arão. as freqüentes queixas do povo fizeram com que sempre de novo ele se voltasse para o Deus que havia prometido estar com ele (Êx 15. casado com uma moça do local. não sem antes ter visto de longe a terra prometida (Dt 32. onde foi resgatado por uma princesa. Vivendo no deserto. Homem o u super-homem? Moisés é apresentado como um grande homem. essa questão tinha de ser resolvida. Moisés guiou o povo pelo deserto durante quarenta anos. A mãe dele. Em Nm 12. criado pela própria mãe. O rei do Egito se recusou a deixar o povo de Israel ir embora e. Diante disso. desencadeou as dez pragas. mas não como um super-homem. colocou-o numa cesta entre os juncos. uma jovem midianita. No entanto. até que estivessem preparados para entrar na terra que Deus havia prometido a Abraão (Gn 15).3 ele é descrito como "um homem humilde". o povo de Israel. veja At 7. Deus fez a proposta para que ele viesse a ser o fundador de uma nova nação. seu irmão. ele foi o mediador da aliança que Deus lhes propôs. teve de fugir do Egito. desse modo. e. antes de ele se tornar o líder de Israel. na beira do rio. na condição de pastor nômade. Ele recebeu de Deus as leis morais e religiosas que seriam a constituição de Israel. Moisés teve um encontro com Deus na "sarça ardente". Apesar das rebeliões e da desobediência. em razão disso. não podendo mais escondê-lo em casa. depois da apostasia de Israel no episódio do bezerro de ouro. até ser vista como uma ameaça para os egípcios. na Transjordãnia. No entanto. Moisés guiou o povo através do mar Vermelho para dentro da região do Sinai. Ali. Moisés socorreu um patrício hebreu. Durante a caminhada pelo deserto. e educado no palácio real (ÊX 2.1-10.24-26) parecem indicar que ele não tinha certeza quanto à sua identidade durante aquele período no exílio.22). . fazendo deles uma nação. libertando-o da escravidão e dos trabalhos forçados (Êx 3—4). U m resumo da vida d e Moisés Foi nesse período que nasceu Moisés. foi aumentando. no Egito.48-52. Isto condiz com o realismo bíblico. no monte Sinai. Mesmo relutante. etc). Conhecedor de suas origens. Seu casamento com Zípora. voltou ao Egito para conduzir o seu povo para fora do Egito.23-25. e o fato de não ter circuncidado o seu filho (ÊX 4. Dt 34). o rei do Egito decretou que todos os meninos hebreus recém-nascidos deviam ser mortos.

desde o Egito até o momento em que o povo se preparava para entrar na terra santa.C.C) e dominava a região de Canaã. a assumirem em conjunto a tarefa de proverem pelo santuário comunitário.C. a fundição do ferro estava começando a difundir a sua nova tecnologia. o sucessor de Ramsés II. mas adaptadas especialmente à realidade de Israel. as leis fizeram de Israel uma nação. Não existe evidência direta da época do próprio Moisés. com a descoberta da capital desse Faraó. creditou a sl a vitória sobre um povo chamado Israel. na terra de Canaã.4) é tão diferente de todas as outras idéias religiosas conhecidas no antigo Oriente Próximo que muitos eruditos acreditam que tal monoteísmo não poderia ter surgido antes do século 7 ou do século 6 a. impôs em todo o Egito o culto a um único deus (Aten.2. quando Ramsés II governava o Egito (cerca de 1279-1213 a. A possibilidade de que existiu um Moisés e um ensino como o que ele transmitiu pode ser defendida a partir dessa analogia com Akhenaten. por volta de 1340 a. Êx 21. que apresentava a palavra de Deus ao povo e a interpretava. ensinando as tribos até então desorganizadas a viverem em união. Esta inclui os Dez Mandamentos.13-26). pouco saberíamos a respeito de sua revolução. Vale lembrar que essa capital foi abandonada depois da morte de Akhenaten. Moisés era o porta-voz de Deus. Este fato só veio a ser conhecido nos tempos modernos. Seu envolvimento nos atos poderosos de Deus. que se tornaram a base da sociedade judaica e ocidental. Aos poucos. 0t 9.35. Merneptah (cerca de 1213-1203 a. Outras eram semelhantes às de outros povos. naquela ocasião. estava tomando posse da terra. ao contrário. C o n t e x t o histórico A evidência histórica e arqueológica dá sólida sustentação ã tese de que Moisés atuou no século 13 a. seu profeta (Dt 18. ele recebeu de Deus a Torá. visto que elas pressupõem uma autoridade final única. Aquele foi um período de grandes mudanças.C). mas sabese que o Faraó egípcio Akhenaten. o tabernáculo.ex.15-18). embora o ensino de Moisés seja muito superior ao de Akhenaten. a lei de Israel. Um só D e u s : a lei p a r a Israel Moisés julgava questões entre o povo ainda antes da chegada ao monte Sinai (Êx 18. Acima de tudo estava a reverência ao mesmo Deus único.207 Moisés. E. mostrou que Deus se agradava dele e fez com que o povo o aceitasse e respeitasse.. e em lugar das cidades-estado (como em Js 9—12) estavam surgindo . Dt 6. O monoteísmo que Moisés proclamava (Êx 20. os Faraós foram perdendo o controle sobre aquela região. Sem essa descoberta. se ofereceu para sofrer o castigo em lugar do povo (Êx 32.1. o disco solar). e todas as referências a ele e ao seu deus foram eliminadas dos registros egípcios. tornando ilegal o culto a qualquer outra divindade. As exigências absolutas expressas nos Dez Mandamentos não tém paralelo em outras culturas daquele tempo e é difícil de imaginar que sociedades politeístas pudessem chegar a formular leis definitivas como essas. 30-33. Tudo indica que se tratava de alguma das tribos que. especialmente os vs.7-29).C. Entre as leis estão algumas que já eram observadas e endossadas pelos povos vizinhos que tinham um modo de vida semelhante ao de Israel (p. permitindo que filisteus e outros povos ali se instalassem. chegando ao monte. Sob a firme liderança de Moisés. e a lutarem para defender todo o povo.36).

A o sopé desse m o n t e existe u m a fonte q u e leva o nome d e Moisés. Moabe e.Pentateuco estados ou nações como Edom. mas é perfeitamente possível que Moisés tenha feito algum registro sobre os mesmos e que as leis foram preservadas por escrito. É possível que as narrativas bíblicas tenham sido concluídas algum tempo depois dos acontecimentos que registram. Os reis egípcios não costumavam registrar a ocorrência de desastres e derrotas em seus monumentos. Apesar de várias afirmações neste sentido. . um pouco mais tarde. Moisés m o r r e u n o m o n i c N e b o . babilônio ou cananeu (uma forma primitiva do hebraico). que pudesse ter ficado nas ruínas de alguma cidade daquela região teria apodrecido há muito tempo. nada foi encontrado. d o n d e p o d i a v e r a terra p r o m e t i d a . em relatos fora da Bíblia. e praticamente nenhum documento administrativo daquele tempo sobreviveu. Israel. a respeito da morte dos primogênitos ou da destruição de tropas egípcias no mar Vermelho. Esses textos são o testemunho da carreira notável de um grande homem. Por não haver nenhum registro egípcio a respeito da permanência de Israel naquele pais ou a respeito do êxodo. seja em egípcio. o fundador da nação de Israel. feito em folhas de papiro. não podemos precisar as datas destes acontecimentos. Qualquer registro sobre a fabricação de tijolos. Os israelitas moravam na região do delta do Nilo.

os seus estatutos e os seus mandamentos. para que te vá bem. notas em Êx 20 e " U m estilo de vida: os Dez Mandamentos". D t 5—11: O s D e z M a n d a m e n t o s Dt 5: veja também Ê x 19.1-40: Moisés pede ao povo que seja obediente e adverte contra a idolatria.3) Veja Nm 25. decretos e decisões judiciais. O preço da desobediência foi alto. . a terra a leste do rio Jordão ocupada pelas tribos (veja Nm 21. parece que estavam dispostos a vender-lhes alimento. • Baal-Peor (4. . cerca de 15 km a leste da extremidade norte do mar Morto. 2. • Fizera o b s t i n a d o o s e u c o r a ç ã o (2. Guarda. Foi a provocação do povo que levou Moisés à ira. Moisés acrescenta " c para Israel a leste do Jordão: vitória sobre Seom e Ogue . • Seir(2.26-37: veja N m 21. o castigo de Moisés (veja 4. Moisés queria conduzir seu povo para dentro da terra p r o m e t i d a .16—20. 4 4 — 2 8 .41-43: três cidades de refúgio a leste do Jordão.15) ( E m Êx 20. 6 8 Segundo discurso: a lei D t 4. "Quinerete" é Galileia: a palavra vem do formato de harpa que o lago tem.1-20: guerra contra o rei Ogue. e espera que seu povo faça o mesmo.21-22. Moisés relembrou a história dos feitos de Deus em favor de Israel nos 40 anos passados.21-35.30) O AT não vê conflito algum entre a soberania de Deus e a liberdade humana.33-35. Acima de qualquer outra coisa.8 Regras permanentes de conduta.36-38) por causa do parentesco era característica do tempo dos patriarcas e do tempo de Moisés. O "côvado comum" media cerca de 45 km.. após "para que se prolonguem os teus dias".Deuteronomio 209 pela estrada principal ou estrada real.21.17) é o vale que vai do mar da Galileia em direção ao sul até o golfo de Acaba. A terra de Ogue era parte do reino amorreu. 3. o sábado se baseia no descanso de Deus após a criação. O "mar Salgado" é o mar Morto. • Arabá (3. N m 20). famosa por seu gado. 4. e a região em torno. Veja Êx 4. e "lembrarás que foste escravo no E g i t o .6-29. • Sua cama (3. Basã. Jamais se diz que Deus "endureceu o coração" de uma pessoa boa. " (5." 4. Agora lembra-lhes o caráter que Deus demonstrou em seus atos c adverte a respeito das inevitáveis conseqüências da desobediência: "Só o S E N H O R é Deus em cima no céu e embaixo na terra. pois.8) As montanhas de "Seir" ( E d o m ) encontram-se ao sul e leste do mar Morto. " P o r causa de vocês'" não é apenas uma tentativa de transferir a culpa. veja Gn 19. A lei do sábado Moisés acrescentou "para que o teu servo e a tua serva descansem como t u " (5. A simpatia demonstrada a Edom (os descendentes de Esaú).44-49: I n t r o d u ç ã o Estes versículos introduzem a reafirmação da aliança que Moisés fez ao povo antes de atravessarem o J o r d ã o . Deus mantém a sua palavra através dos séculos.) N o mandamento que trata da honra devida a pai e mãe. naturalmente se mostraram atraentes para os criadores de gado das tribos de Ruben. Moabe e Amom (descendentes de Ló. 3. Dt 4 . H á algumas pequenas alterações interessantes aqui. logo.11) provavelmente era um caixão. Gade e Manasses. para lembrar-lhes a fidelidade de Deus bem como as responsabilidades deles para com a aliança.14).27) U m ponto elevado no monte Nebo.. e 32). • Pisga (3. Veja Nm 35.17. nenhum outro há.21.21-29: um novo líder. • 4. o caixão tinha 4 m x 2 m.

dedicada exclusivamente ao S E N H O R . o risco de\ pensar que tudo que se tem é fruto de esforço próprio. "ouvir a voz de" seu senhor. Israel logo estaria entre as nações pagãs e provaria a gloria inebriante da vitória (cap. A aliança mais antiga que aparece na Bíblia é a que foi feita com Noé (Gn 9). também. Lembrem-se dos anos no deserto (8. que era vista como o modelo. O m e s m o p a d r ã o aparece n o registro d a aliança d e Deus c o m Israel. Desde muito se notou o estilo retórico que caracteriza o livro de Deute. Mas. E no último mandamento. a verdade é que essa revelação era simplesmente uma parte de um acontecimento muito mais amplo: o chamado de Israel para que fosse uma nação santa. a aliança mais importante no AT do Sinai. "não esqueçam". Esse novo relacionamento foi chamado de aliança. Moisés exorta: "Lembrem-se". uma obra que em outros j aspectos se parece muito com um tratado feito com um vassalo. todas as alianças posteriores foram simples renovações da aliança do Sinal. "temer' "amar". Deus estava expulsando as nações por causa da perversidade delas e não por causa Alianças e tratados no Oriente Próximo Gordon Wenham A mesma palavra hebraica pode ser usada tanto para designar um tratado internacional como uma aliança entre Deus e o seu povo. Jesus disse que toda a lei podia ser resumida nas palavras do v. 7). Dt 7—11: Moisés conclamou o povo à fé c à obediencia. A aliança feita no Sinai foi um passo decisivo na formação da nação de Israel. Embora aquele acontecimento seja. Lembrem-se do Egito (7. Em tratados. 17). Além do mais. A maior parte desses tratados antigos foi descoberta no século 20. Assim. em geral. descrito como a ocasião em que Deus revelou a sua lei. segundo eles. . aproximadamente. o fato de usarem termos e conceitos derivados desses tratados mostra que. através dessa comparação com os tratados que eram feitos naquele tempo. A forma da aliança A semelhança mais marcante entre as alianças do AT e os tratados . Se permitissem. Di 5. se empregava linguagem j pomposa e cheia de retórica. | aparecem certos termos que descrevem o comportamento de um vassalo j obediente. separando-a dos bens listados a seguir. com Abraão (Gn 15. com certeza. Haveria muito mais a desfrutar (cap. o risco de esquecer-se de Deus. 5 e L v 19. D t 6: o grande mandamento e instruções para ensinar as futuras gerações. todavia.C.| ronômio.18). A prosperidade traria uma melhora inédita no padrão de vida.18 (veja M t 22.21 coloca a mulher em primeiro lugar. Ele deveria "seguir". em três aspectos principais: linguagem. Estudos mostraram que os pontos de contato entre tratados que eram feitos no antigo Oriente Próximo e as alianças que aparecem no AT não se limitam ao uso do mesmo termo. Num certo sentido. a lembrança do passado os manteria no trilho certo também em dias futuros. Os tratados em si datam do período que vai de 1500 a 600 a. o risco de um falso orgulho (cap. e sobre o AT em geral. o relacionamento entre as partes que faziam um acordo ou tratado era uma descrição adequada do relacionamento entre Deus e o seu povo. 9 ) .37-40). Muito se aprendeu sobre as características das alianças do AT. capaz i mexer com as emoções do vassalo e I deixá-lo consciente da importância da i obediência. E todas i estas coisas trazem consigo alguns riscos: o risco de perder a identidade como povo de Deus. Todas as alianças firmadas posteriormente se reportavam àquela L i n g u a g e m d e aliança O objetivo de um tratado era I assegurar total lealdade da parte de | um rei ou Estado vassalo a outro rei I ou Império.I 210 Pentateuco que te vá bem". Logo. 8). Alianças foram feitas. nos I tratados. é a aliança do Sinai (Êx 19 em diante). que é o período durante o qual a maior parte do AT foi escrita. Um vassalo rebelde era culpado de "pecado". ! I I j O c ó d i g o d e leis d o s hititas inscrito nesta tábua seguia o p a d r ã o cost umei ro dos tratados daquela é p o c a . Neste momento Moisés passou do passado para o presente e o futuro. Essa terminologia aparece repetidamente no AT. é provável que os escritores ao AT soubessem como se formulava um tratado ou uma aliança. Alianças são semelhantes a tratados. forma.2). e conceito. É neste sentido que.

nestes casos a forma está um pouco alterada devido ao fato de estar inserida em narrativas. Js 24. 11. Tanto nos tratados como nas alianças. As e s t i p u l a ç õ e s . Ame o SENHOR. Os formuladores de tratados e os escritores do AT. não apenas privilégios. ao apontar para a sua morte como a inauguração da nova aliança (Mc 14. caso fosse fiel. Também está claro que. ISm 12. 4. esse conceito de aliança ocupava um lugar importante na teologia judaica. também no AT.11) Cisternas ou reservatórios para armazenar água coletada da chuva ou de uma nascente. As alianças do AT têm uma estrutura semelhante. por gratidão. m a s prometendo-lhe prosperidade e bênção. Israel é encorajado a ser fiel a Deus. Am 3. Jesus estava pressupondo que seus discípulos estavam familiarizados com essa noção de aliança. seu Deu». ser escrita em pedras caiadas que seriam colocadas e m lugares públicos (veja 27. Por exemplo. 3. pois Israel tinha que s e lembrar também das suas próprias falhas (9.. caso não levassem a sério as exigências da aliança (veja Dt 28. obedientes (caps. morte. Os Pergaminhos do Mar Morto revelaram que. Permitam que a lembrança disso os mantenha humildes. citando o autor do tratado. Os profetas lembraram ao povo que o relacionamento de aliança trazia consigo. permitindo-lhe continuar no trono daquele reino anexado. também. seu poder. mas maldição repousa sobre ele. Toda a lei deveria. que te tirei da terra do Egito" (ÊX 20.Deuteronômk 211 "/. > Amarrem. de toda a saa alma <• </i todas as suas forças. Bênçãos e maldições. 6. São pin- tados quadros horríveis." Dt 6. Js 8. Um rei hitita podia lembrar ao vassalo como ele estava sendo generoso. as estipulações estão baseadas no favor imerecido do suserano. Uma lista d e deuses testemunhas do tratado. descrevendo o relacionamento entre as duas partes antes da assinatura do tratado.2).32). As estipulações ou leis são apresentadas depois que o vassalo ouviu do suserano tudo que este havia feito por aquele.. em intervalos regulares.2). Israel: o SESHOR. Quando os profetas anunciavam o juízo vindouro. explicando a s responsabilidades mútuas dos parceiros. Um preâmbulo. teu Deus. Os judeus ortodoxos literalmente atam no braço direito e na testa cópias miniaturizadas de versículos de Êxodo e Deuteronomio que são colocadas em pequenas caixas chamadas tefilim ("filactérios").15-68). exílio. Entretanto. de todo o seu coração. 2. eram bem menores que os atuais. Um p r ó l o g o histórico. por parte do vassalo. fiéis.9. Esperava-se que. muitas vezes estavam ecoando essas ameaças contidas na aliança. 1 0 — 1 1 ) . ela devia ser ensinada oralmente. De modo semelhante. O interior era coberto com c o único SESHOR.. caso rompesse o tratado. apesar da recente rebelião. descobertos pela arqueologia. repitam. Filactérios datados do período do NT. logo.1-10.. escrevam (6. nosso Deus. tinha seis partes: 1. têm a tendência de enfatizar mais as maldições do que as bênçãos. ainda que não idêntica. Bênçãos e prosperidade são prometidas. embora mais breves. O conceito d e aliança Tratados e alianças começam com relatos históricos e enfatizam a graça e misericórdia do autor da aliança. aparecem em Êx 19—24.ex. Assim. a lei vem depois da graça. o vassalo cumprisse o que havia sido estipulado. Os judeus também afixam pequenos cilindros contendo versículos bíblicos nas ombreiras das portas de suas casas. descrições dos terríveis sofrimentos que sobreviriam ao povo. Lembrado da maneira como Deus havia resgatado o povo. e partes importantes anotadas onde estivessem bem visíveis.18-20) As pessoas comuns não possuíam uma cópia da lei. descrevendo o documento que contém o tratado e prevendo a leitura do mesmo. usado pelos hititas. sua lei. caso se rebelar. mas também responsabilidades (p..4). • Poços (6.24). da justiça de Israel (9. A maioria dos elementos que fazem parte de um tratado aparece em Deuteronomio: Dt 1—3 Prólogo histórico Dt 4—26 Estipulações Dt 27 Cláusula documental Dt 28 Bênçãos e maldições Outros exemplos dessa forma de tratado no AT.7). ameaçando o vassalo com doenças. o fato de se crer em Deus fazia com que fosse omitida a lista de deuses como testemunhas. 5. Deus lembra ao povo de Israel a sua grande misericórdia: "Eu sou o S E N H O R . caso o vassalo for fiel. Lembrem-se do amor de Deus. Uma c l á u s u l a d o c u m e n t a l . Um tratado típico do Oriente Próximo.senti'.4-S daquela época diz respeito à forma ou estrutura básica. ainda na época do NT. . bons conhecedores do coração humano. etc. sua providência. seus j u í z o s .

. nem tenham pena deles". • Massa (6. • 7. traria juízo sobre o seu próprio povo. j á que os israelitas foram advertidos a não se casarem com gente desses povos.V.18: a sedução das religiões pagãs era um perigo bem real. lauto o pensamento q u a n t o as ações estão sujeitos á v o n t a d e d e Deus.6-7. 27—28.29—13. veja L v 17.26-27. Os poços eram mais estreitos na parte de cima para reduzir a evaporação.711 c / u r u d e casa. Israel não deveria usá-los. Quanto à questão do sangue.tO/t os amou.19-20 e "Guerra Santa". mas todos a comiam nas festas e nos sacrifícios.10-16 e "Sacrifícios".14) devia ser eliminado para servir de exemplo. sacrifícios. quando se deituivm equando se levantarem. Adotar as práticas religiosas que trouxeram destruição sobre os povos de Canaã seria uma atitude fatal para o povo de Israel.6-7 " T a m b é m as atarás t o m o sinal na tua m ã o . Dt 12. Veja 8. passou a ser a cidade santa de Deus. Dt 12.6-9 Aqui. Repitam essas leis . os cativos c todos os despojos eram de Deus. "O SFXHOR os atuou esto/fien. Este número não incluía as esposas e filhas dos filhos de Jacó.22.10) Lá as colheitas dependiam da irrigação. Como Deus era responsável pela vitória numa guerra santa.15-28: a carne não fazia parte da dieta básica do israelita c o m u m .. B i a i n s t r u ç ã o é seguida ao pé da letra p o r judeus aitlda hoje. O " n l n c t é r l o " q u e uni j u d e u o r t o d o x o usa sobre a teslti contém trechos importantes d a L e i . • A n a q u i m (9. no tempo de Eli e Samuel.1-14: todos os lugares em que os cananeus praticavam seus ritos depravados deviam ser eliminados. Qualquer um que comprovadamente encorajasse a adoração de outros deuses (13. a mudança para a terceira pessoa parece indicar uma inserção posterior no texto. Deus escolheria um lugar específico para os sacrifícios. • 10. assim como. Nesse caso. Sendo Senhor da história. Quando a nação estivesse estabelecida. A partir da época de Davi e Salomão. Ebal (11. a fonte não é conhecida. tratamento de infratores.7-8 argamassa ã prova d'água.22) Veja G n 46. Jerusalém. • D a t ã e A b i r ã o (11. usando água do Nilo.. Siló foi o primeiro centro religioso da nação. n ã o porque vocês são mais tfo que outros povos.212 Pentateuco "Guardem scnqire no coração as leis que eu lhes estou (Ituulo hoje c não tleixeni de ensiná-las aos seus filhos. Dt 12.26-32) Veja caps. a Lei é atada n o b r a ç o dele.16) Veja Êx 17.2) Veja Nm 13. • Setenta (10. mais tarde. Deus traria juízo sobre os cananeus. para salvar ou destruir.2-5 "Não façam acordo de paz com eles. Nem todos devem ter sido mortos.6) Veja N m 16.. • N ã o é c o m o a terra d o E g i t o (11. com seu Templo. N a c e r i m ô n i a d o Bar Mitzvah. ." Dt 7. • Bènçãoe maldiçào:Gerizim. embora após a morte de Salomão as tribos dissidentes tenham estabelecido dois santuários rivais para o reino do Norte. e tc serão p o r frontal entre o s o l h o s " ." Dt 6. D t 12—26: Leis d e t a l h a d a s D t 1 2 — 1 3 : ídolos. q u a n d o o j o v e m j u d e u passa a ser considerado " a d u l t o " . Mas porque o M .

Os v s . uma parte dos bens devia ser regularmente posta de lado. Dt 21. alimentos puros e i m p u r o s . Dt 14. os estrangeiros. O fato de serem procedentes de u m contexto pagão não impedia o casamento com essas mulheres. o futuro rei (Dt 17. D t 21: o homicídio não desvendado (1-9). Dt 17. os recém-casados e os medrosos eram dispensados do serviço militar. divisas (14). Tabernáculos (Barracas) — todos os homens israelitas deviam trazer uma oferta ao lugar nacional de adoração. filhos desobedientes (18-21). Deus exige um p o d e r j u d i c i á r i o j u s t o c imparcial. Siquém. Deus v a i com o exército e dá vitória. as árvores frutíferas não deviam ser derrubadas. Dt 14. ritos pagãos (9-13). Os perigos previstos aqui — agressão militar e sensualidade que termina em idolatria — tornaram-se. Dt 16. suas palavras seriam comprovadas pelo seu cumprimento. em .14-20: Deus permitiu a monarquia. D t 19: cidades de refúgio (1-13). O significado do ritual em 1-8 é incerto. mas a culpa e a responsabilidade corporativas eram algo real. Dt 18.18—17.24-30.1-6. V 19: A o cercarem uma cidade.10-14: o tratamento previsto para prisioneiras de guerra é bem diferente das práticas cruéis a que eram submetidas em nações vizinhas. uma triste realidade na história de Israel. Dt 18.11. Uma sentença de morte só podia ser executada com o testemunho claro de duas ou mais testemunhas (o que lança dúvida sobre a legalidade do julgamento de Jesus).1-9 e 10-14: Toda vida humana tem um valor e uma dignidade fundamental diante de Deus. 1 8 — 1 7 . Mas estas não eram festas só para homens. mais tarde. o futuro profeta (14-22).1-17: as três festas principais. execução p o r enforcamento (22-23). os órfãos e as v i ú v a s que moram nas cidades onde vocês v i v e m " . prisioneiras (10-14). 19). 10-18 fazem distinção entre o tratamento a ser dispensado aos povos cananeus e aos povos mais distantes. Ele defende aqueles eme não têm voz nem vez. Juízes locais deviam levar casos difíceis a autoridades superiores no local de adoração da nação: este julgamento seria final. O texto contempla uma situação de guerra santa (veja artigo em J o s u é ) .9-14: compare Lv 18.19-23: veja Lv 27.41-43). O suborno não devia ser aceito. pois ele "faz com que homens sábios e honestos fiquem cegos e dêem sentenças injustas" (v. C o m o d i z Dt 16. Afinal. Dt 1 6 . Dt 15. Três vezes ao ano — Páscoa. Dt 18. os seus escravos e as suas escravas e os levitas.3-21: Veja Lv 11.22-29: o d í z i m o — veja também Lv 27.1-8: veja também N m 18. C o m o l e m b r a n ç a de que toda riqueza é dom de Deus.Deuteronômio Dt 14: luto. O s sacrifícios não deviam ser uma forma de livrar-se de animais defeituosos. "todos deverão festejar e se alegrar: vocês. N m 18.3.14-22: o verdadeiro profeta seria como Moisés. pois o p r i m e i r o era entregue aos levitas. direitos do filho mais velho (15-17). De sete em sete anos as dívidas de compatriotas israelitas deviam ser canceladas e todos os escravos israelitas deviam ser libertos. A lista aparece em Js 20: Quedes. Os anciãos juravam que sua cidade era inocente. Três cidades de refúgio em Canaã foram acrescentadas às três que ficav a m a leste do J o r d ã o (4. Veja em Lv 25. Dt 15: o sétimo ano. Ramote e Golã. testemunhas (15-21). D t 2 0 : leis de guerra. Bezer. Dt 21. mas não a estabeleceu. os seus filhos e as suas filhas. D t 1 8 : r e n d a para sacerdotes e levitas (1-8). Semanas (Pentecostes). Ele oferece ao p o v o a o p o r t u n i d a de de desfrutar dos resultados d o seu trabalho e de compartilhar generosamente com os outros. 2 0 : justiça e julgamentos (Dt 16.13). 20.14-20). Q u i riate-Arba. dízimos. "será que elas são seus inimigos?" ( N T L H ) . Aqueles que acabaram de construir a sua casa o u plantar uma vinha. ( E interessante observar. Veja a lista completa em Lv 23 e "As grandes festas religiosas". A lei de Deus seria o guia infalível do rei. animais.1-2: práticas pagãs de l u t o são proibidas. Dt 14. Os autores j u d e u s geralmente consideram este dízimo ( d e z p o r cento) um " s e g u n d o dízimo".

voltasse para • Deus. A c o m u n i d a d e d o S e n h o r era inclusi- A terra prometida Colin Chapman Se Deus tivesse que consertar algo que deu errado com a raça humana. Assim sendo. e de Moisés com a filha de um sacerdote midianita são apresentados com a maior naturalidade.1-18).15-17: o risco normal do favoritismo dentro da família era intensificado pela poligamia (veja a história de Jacó). vemos José. fez com que os filhos prometessem que o enterrariam na sepultura da família. D t 2 3 : participação no povo de Deus (1-8). Estas regras incentivam atitudes de auxílio e cuidado mútuo. Mas Jacó estava decidido a manter os laços familiares com aquela terra.29-33).2). Abraão não possuía um palmo de chão naquela terra. os cristãos se vêem como membros de uma família da fé espalhada por todo o mundo e entendem que a sua "herança". No entanto. o relacionamento de aliança entre Deus e seu povo. prestes a morrer. perderia o direito de morar ali e seria expulso da terra (Dt 4. têm o direito de possuir aquela terra. onde foi sepultada Sara. arrependido. obrigou Abraão a buscar abrigo temporário no Egito (Gn 12. porque — diz Deus — "a terra é minha"(Lv 25. A comunidade era responsável por lidar com ele. prometessem que também ele seria sepultado na terra de seus pais (Gn 50. durante um tempo de exílio. regras sociais (9-25). pedindo a seus irmãos que. dar-lhes a terra de Canaã "em possessão perpétua" (Gn 17. uma briga entre as famílias de Abraão e de seu sobrinho Ló quase levou à conclusão de que as duas famílias não podiam morar lado a lado na mesma região (Gn 13. poderia outra vez voltará pátria {Dt 30.8). que o casamento de José com a filha de um sacerdote egípcio. até comprar uma área perto de Hebrom. sem indício de censura.27). estabelecer um relacionamento especial com eles. Uma fome naquela terra. • A dádiva da terra é condicional.17-25). um direito que lhes teria sido dado por Deus. e a bênção a todos os povos da terra — se cumprem na vinda do reino de Deus em Jesus. e abençoar "todos os povos do mundo" (Gn 12. O filho desobediente dos vs. Deus apresenta a promessa de que um dia a terra seria transformada. outra fome obrigou Jacó e sua família a descer ao Egito. chamando Abraão e pedindo que ele saísse de seu país (onde hoje fica o Iraque) e fosse morar numa nova terra (a região conhecida hoje como Israel/Palestina). Paulo afirma que todos os que crêem em Jesus — qualquer que seja a sua nacionalidade — são "descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa" (Gl 3. como ele o faria? O livro de Gênesis explica que Deus deu início a seu plano. No restante do AT.) D t 2 2 : animais e objetos perdidos (1-4). por exemplo. para fazer parte de "novos céuse nova terra" (Is 65. o povo.29).10-20). Na continuação da história. Mais tarde.1-5). ( N o AT. Deus se comprometeu a fazer quatro coisas: • • • fazer dos descendentes de Abraão uma grande nação (Gn 12.1-20). como membros dessa família.7). como descendentes de Abraão. sob juramento.) Dt 21. Hoje.2-3). Numa espécie de "aliança" especial. são desenvolvidos quatro temas principais relacionados com a terra: • A terra pertence a Deus. E. Se o povo sempre de novo ficasse longe do padrão moral que Deus havia estabelecido. alguns interpretam a promessa da terra "em possessão perpétua" de forma bem literal.16). construção. um a um.214 Pentateuco termos da história da salvação.23). 18-21 violava deliberada e repetidamente o mandamento que fala do dever de honrar pai e mãe (5. relações sexuais (13-30). Acreditam que os judeus de nossos dias. em Israel (Gn 49. mantendo a distinção entre os sexos (5). agricultura. • • . a terra. vestimenta (8-12). e preocupação com a pureza sexual. sua mulher (Gn 23. o livro de Gênesis mostra como. Os direitos do primeiro filho deviam ser protegidos. não há registro de que essa sentença tenha sido executada alguma vez. foram sendo vencidos os obstáculos que poderiam impedir o cumprimento da promessa. onde se encontraram com José. para ser o Deus deles (Gn 17. Depois. Se. na última cena do livro de Gênesis. Por isso. a maioria dos teólogos cristãos acredita que todas as promessas contidas na aliança original que Deus fez com Abraão — promessas quanto ao povo.24-26). Durante muito tempo. consiste em tudo aquilo que lhes é oferecido por Cristo Jesus.

crianças avistam a terra que Deus p r o m e t e u a o leu povo. Dt 24: d i v ó r c i o c n o v o casamento (1-4). a pessoa não poderia moer o trigo e morreria de fome. Compare com o ensinamento de Jesus sobre o divórcio em M t 5.5-22: Mesmo no exercício de seus direitos.Deuteronômio va (7-8) e exclusiva (1-6). Aponta. A questão é o novo casamento e. também.17-18) e também por um senso humanitário prático (15-16. Ninguém podia ser castigado pelos crimes de outra pessoa: nem pais n o lugar dos filhos nem filhos nos lugar de seus pais (16). nos quais habita justiça" (2Pe 3. D t 24. .1-12.1-4: Moises não estava instituindo o divórcio (que provavelmente era aceito como fato consumado). interpretada ã luz do que acaba de ser dito. a proteção desse segundo casamento.13). embora devesse haver justa causa e a esposa rejeitada devesse receber um 'documento de divórcio".31-32. aos poucos. 19. fazendo a revelação de si mesmo.19-20). o povo de Deus devia levar em consideração os outros. uma revelação que teria seu ponto alto na manifestação e vinda de Jesus. A "terra prometida" do período do AT. é o cenário no qual Deus foi. . aceitar como garantia de pagamento uma das pedras do moinho faria com que a outra se tornasse inútil. Dl 24. o n d e Moises m o r r e u . Era caracterizada por pureza e santidade (10-14. Rute e Noemi são exemplos 215 Do alto cio monte N e b o . para a esperança de "novos céus e nova terra. leis humanitárias (5-22). Por e x e m p l o . talvez.

D t 2 6 : primeiros frutos (primícias) e dízimos (1-15). •saws di' viúvas e estrangeiros que se beneficiaram das regras de colheita estabelecidas nos vs. • O v i n g a d o r d o s a n g u e (19. todo o tempo em que Israel estava na Egito. • D e s t r u i ç ã o total (20. • N ã o c o z i n h e m . para o costume da sandália. 19-22. Não era conhecida apenas em Israel.216 Pentateuco E m sua caminhada pelo deserto. Estas regras foram criadas para impedir a escalada da violência ou uma mortandade sem fim. . castigo dos amalequitas (17-19).46. "cunhado") era impedir a desgraça de um homem morrer sem deixar herdeiro. • Um p r o f e t a s e m e l h a n t e a m i m (18. 19-20. resumo (16-19). quando as belas promessas já se teriam tornado realidade.14) Uma pedra sobre a qual estavam inscritos os limites da propriedade. 1-11 e o espírito conservacionista que aparece nos vs.6) O parente mais próximo da vítima de assassinato.16-19: a bênção vem por meio de obediência. Veja Rute ( c .21) Isto devia estar relacionado a um rito de fertilidade conhecido dos povos cananeus. p o r medo de.16 indica que Deus deu aos moradores de Canaã quatro séculos. A vocação de Israel era sublime: trazer louvor. brigas (11-12). D t 25. pesos e medidas certos (13-16). . .17) E m contraste com a compaixão c bondade expressas nos vs. • Poste d a d e u s a A s e r á . Mais tarde. . A preocupação é o perigo que representavam para Israel as práticas religiosas corruptas e perversas dos povos cananeus. (14. os israelitas acamparam c m lugares c o m o esie. coluna do deus Baal (16.5-10: O propósito da lei do lcvirato (do latim kvir. não para arrancar uma confissão. sem se dar conta. • Marco d e divisa (19.21-22) Imagens dc madeira e símbolos de divindades pagãs. fama e glória a Deus. D t 2 5 : castigo corporal ( 1 . G n 15. Essas instruções t i n h a m em vista uma época em que o povo j á se encontraria na terra prometida.22-26). esta regra parece incrivelmente severa. alguém passar do limite estabelecido de 40 (veja 2Co 11. a lei do levirato (5-10).1-3: as chicotadas serviam para castigar o culpado. Rt 4. cujo dever era vingar sua morte. Jamais d e v e r i a m tirar a d i g n i d a d e humana ou o respeito p r ó p r i o . Dt 25.21) Veja Lv 24.7). A cerimónia dos primeiros frutos incluía a recitação de uma bela oração de gratidão e louvor que resume a história de Israel. compaixão por animais que trabalham ( 4 ) . para mudarem sua conduta. Dt 26. as 40 chicotadas se tornaram 39.24). • Retaliação (19. de I S m 14 a 2Sm 8. O N T vê nesta passagem uma referência ao profeta p o r excelência.15) Deus levantou muitos profetas nos séculos seguintes. mas nenhum deles chegou à altura das expectativas criadas p o r esta previsão.3 ) . . At 3. o p r ó p r i o Jesus (Jo 5. Há registros de freqüentes conflitos com os amalequitas (17-19).

20 Veja 22. a evidência podia estar relacionada com a condição apropriada para o casamento. naquela época a taxa de juros podia chegar a 50 por cento. Quatro dessas infrações (cinco. Dt 27. Êx 22. • 23. 18 Veja Lv 19. As maldições c as bênçãos são parte integrante disso (veja "Alianças c tratados no Oriente Próximo"). Js 8.8 Estas eram casas com telhados planos que formavam um terraço. que tinha normas rígidas de "pureza" ritual. 16 O u t r o dos Dez Mandamentos (5.8) O termo inclui várias doenças de pele. como traduções recentes deixam claro.19. e não grávida. 17 Veja 19. • Juros (23. 2 3 Lv 18. • Lepra (24. Isto explica o risco de alguém cair dali. • 23. o u sinal de luto. as maldições. • V.17-18 Eunucos e prostitutas eram excluídos como forma dc protesto e prevenção contra práticas religiosas comuns entre os cananeus. • V.8. Dt 27. 20.4) Veja N m 22—24. uma prova de que estava menstruando. • V . • V . » 22. • V.2 O que se condena não é o indivíduo em questão. Moisés aponta para dois montes distantes.23.17-18. Por outro lado.Deuteronômio N o N T .11.33-34.12) Veja N m 15.12) Sinal dc purificação do paganismo.21 Veja Êx 22. e o povo acrescentaria seu "Amém" ou "assim seja". um espaço extra para trabalho e lazer. participar da adoração pública.17. » Borlas (22. no NT. 20.15. ao passo que ele prosseguiu viagem até Canaã.13-14). • V. talvez relacionada com uma inversão de papéis sexuais cm alguns ritos religiosos dos cananeus. 22 Veja Lv 19.24 Os generosos princípios dc hospitalidade para com pessoas estranhas não deviam levar à prática de abusos. As bênçãos deviam ser pronunciadas do monte Gerizim.9) Veja N m 12. • É maldito de Deus (21. 19 Veja 24.12).8. Lv 18.3-5.15-16 Esta regra humanitária contrasta com o Código de Hamurábi.4) .30-35 traz um relato de como essa instrução foi colocada em prática. que é mais antigo eque previa pena de morte para quem desse abrigo e proteção a u m escravo fugitivo. i Balaão (23. 20. A assembléia se reunia para.17. Veja Lv 13—14. assassinato (à traição o u contratando um matador profissional). • 23. 15 Este é um dos Dez Mandamentos (veja 5. 1 com Is 56. entre outras coisas.37-41.19-20) Diante dos riscos envolvidos. se a remoção dos marcos de divisa for considerada roubo dc terras) esravam relacionadas com um ou outro dos Dez Mandamentos: idolatria. Quatro tinham a ver com relações sexuais proibidas. 20. na região montanhosa de Samaria. Lv 18. » 22.11-26: a cerimônia no monte Ebal. 1 ) Esta expressão é mais adequada do que "povo do S ENHOR ". • Não atar a boca ao boi q u e debulha (25. esse princípio é ampliado (veja I C o 9.14. localizados um dc cada lado de Siquém. Êx 20.14) O pano manchado de sangue durante a noite de núpcias era a proteção da mulher inocente contra falsas acusações. • Ela rapará a cabeça (21. Abraão ficou em Harã.1-10: a lei devia ser escrita em pedras. ou seja. Lv 19.21. Rebeca. do monte Ebal. respeito pelos pais.16.9.30. • Arameu errante (26.23) Paulo aplica isto á crucificação de Jesus (Gl 3. constitui um interessante comentário desse trecho de Deuteronômio. Ê x 20.9-11 As pessoas não deviam obliterar as distinções claras que Deus colocou na natureza. » As provas da v i r g i n d a d e (22. » 23.5 Uma regra com a intenção cie impedir perversão c imoralidade. Contrastar o v. • V. Duas eram de caráter humanitário e a última é bem geral. A carta de Paulo a Filemom. • V . onde parte de sua família se estabeleceu (vindo por isso a ser conhecidos por arameus).5) Depois de sair da cidade de Ur. C o m seis tribos de cada lado. p o r ocasião do casamento.1. Veja 6.9.14. ou seja. mas a relação sexual ilícita em que ele foi concebido. Antes de qualquer coisa era necessário haver a renovação da aliança. veio desse ramo da família que havia ficado em Harã e os laços familiares foram estreitados ainda mais quando Jacó ficou exilado naquela região c casou com duas filhas de Labão. • 22. • A s s e m b l é i a d o S E N H O R ( 2 3 .19. a mulher de Isaque. 23.14. • Miriã (24.4). • V.3-14). os levitas deviam pronunciar a maldição dc Deus sobre 12 infrações da lei. Dt 2 7 : Depois da entrada em Canaã Estas eram as instruções para o povo quando entrasse na terra.

m u i t o s anos. e o cântico do C o r d e i r o " de A p 15 é o câniico dos fiéis que resistiram às forças do mal. mas o faio de que o povo de Deus tinha. A paz e o bem-estar de Israel. Dt 28. prosperidade. As maldições são o contrácom ele. Sem esse relacionamento. Dt 31—34 Últimas palavras e morte de Moisés D t 31: A s u c e s s ã o Josué foi formalmente designado e comissionado por Deus (14-23) como n o v o líder do povo (veja Nm 27." e de todas as alegrias da vida.. Paulo cita este versículo em G l 3. 2 4 . uma parte desse catálogo de .19-20 na v i d a do p o v o . O S E N H O R Deus irá na sua frente" (31. servo de Deus. vitória na guerra. 15-19 têm o mesmo padrão ao que ele manda e fiquem ligados rítmico dos vs. D t 28: B ê n ç ã o s e m a l d i ç õ e s da aliança Estas e r a m as " s a n ç õ e s p a c t u a i s " d o tratado. entre bênção e maldição (15-20). falando diretamente ao povo. • 2 9 . fome.12-23).15-68: O restante do capítulo desAmem o StMiOR. 1 Israel em h o r r o r e s acabaria se t o r n a n d o r e a l i d a d e Dt 30. Lm 2). 2 6 " L e i " (tora/t) significa ensinamento.13).7-8). Veja G n 19. inclusive os h o r r o r e s d o cerco de Jerusalém (52-57: veja 2Rs 6. Ele fez seu apelo final de lodo coração. adverte (29.29) Algumas coisas sobre Deus e seus planos só são conhecidas por ele (veja At 1. obedeçam hebraico. A lei foi entregue aos cuidados dos levitas. "se vocês obedecerem". • 3 0 . Acima de tudo.. tudo o que precisava saber. terra fértil. A q u i . Em Rm 10.1 Na Bíblia Hebraica. • 29.24-28 c Os 11. na lei. 9 ) . Moisés confrontou o povo com a escolha entre a vida (amar a Deus e guardar seus mandamentos) e a morte (rejeitar a Deus).2 5 O u t r o dos Dez Mandamentos (5. creve as conseqüências da desobediência.5-8.218 Pentateuco • V s . o Verbo que se fez carne. Em comparação com isso.17. Deus instruiu Moisés a advertir o povo de Israel sobre a futura deslealdade deles era forma de um cântico (31. O importante aqui não é o que eles não sabiam. Dt 28. Dt 32. 1 1 .19) que deveria ser aprendido c memorizado. 3-6. • J e s u r u m (15) Nome poético de Israel. E como Moisés havia entoado a canção de vitória na saída do Egito ( Ê x 15). 28. • V. toda a vida enfim.1 4 Moisés mostra que a palavra de Deus é acessível. o que os aguardava era a morte. e a leitura pública regular foi providenciada. Eram bênçãos materiais de p a z . Durante toda sua história subseqüente. derrota. • 29. anima (30. para que vocês e os seus filhos. perda da terra natal continuarão a viver. da qual depende a visão. Palavras de Moisés Mais tarde.10. Será que alguém cuida tão bem como Deus cuida dos seus? . como Moisés em breve deixaria claro no seu discurso final. rio das bênçãos: doença.1 5 A aliança não era apenas com aquela geração. ninguém é justificado diante de Deus" e que "Cristo nos resgatou da maldição da lei".1-14: Deus está pronto a perdoar c restaurar até aqueles que o negaram). dependia do relacionamento correto com Deus. c provável que se refira a tudo que se enconira no livro de Deuteronômio. 1 4 . argumentando que "pela lei. 2 3 Q u a i r o cidades na extremidade sul do mar Morto ( G n 10. Escolham a vida.1-47: O c â n t i c o d e M o i s é s A f o r m a l i t e r á r i a q u e s u b j a z a esta canção é a de um processo j u d i c i a l relacionado com a aliança: trata-se de uma acusação (15-18). Será que já houve um povo mais dependente que o povo de Israel? • 2 9 . • Menina d o s seus o l h o s (10) A pupila. Êx 20.1628). Paulo usa este pensamento e o aplica a Cristo. Dt 29—30 Terceiro discurso: um convite a renovar o compromisso A vida de Moisés estava rapidamente chegando ao fim. No nosso Deus.24-30. este é o último versículo do cap.19) que tiveram um fim catastrófico. • Coisas encobertas (29.1-14: Foram pronunciadas seis bênçãos. Deus descendentes vivam faria deles seu " p o v o santo" (v.5-6 A v o z de Deus entra na narrativa. os vs. nesse momento ele entoou uma última canção que é um relato da desobediência. sujeiAssim vocês ção a outros povos. exílio. entre a bênção e a maldição.8.7). Israel prosperou enquanto ouviu a palavra de Deus e a levou a sério. Ele pede (29.2-15). da qual o céu e a terra são testemunhas. "Eu lhes dou a oportunidade de escolherem entre a vida e a morte. Moisés disse a Josué: "Seja forte e corajoso. mas com gerações finuras também. " o cântico de Moisés.

(Compare a bênção de Moisés com a bênção de Jacó em G n 49. A bênção começa e termina com louvor a Deus. falando com o Senhor ( M c 9. que seria construída no território de Benjamim.9-12: C o n c l u s ã o Q u e m agora entre em ação é Josué. Não houve outro profeta como ele. mas o livro termina com um tributo simples e comovente ao maior dos líderes de Israel.8). nunca se esqueçam dele. 2-5 A entrega da lei no monte Sinai é descrita como um nascer do sol no Oriente. > Nos seus braços (12) Pode ser um retrato de . que é a fonte de toda segurança e prosperidade do seu povo. No entanto. 32.1-13). Dt 3 2 .48-52 também falam dos últimos dias de Moisés. » Que Ruben viva (6) O número dos membros dessa tribo ficou reduzido após a revolta de Datã e Abirão ( N m 16). Meribá (8) Veja Êx 17. Israel não o veria mais.30). I Massa. • V . 4 8 . Lembrem-se de Moisés. Simeão não é mencionado entre as tribos. ano após ano. • José (13) Nenhuma tribo recebeu o nome de José. D t 34. • Frutas amadurecidas pelo sol (14) Os vales de Efraim e Manasses ficavam cheios de frutos. » OTumim e o Urim (8) Dois objetos guardados no peitoral do sumo sacerdote pelos quais ele determinava a vontade de Deus (veja E x 28. ela parece enfatizar uma época em que as tribos já estavam estabelecidas.12-14 e Dt 3. esta última bênção (embora difícil de interpretar) prevê um futuro grandioso e glorioso para Israel. no alto de um monte. Finalmente ele viu a terra na qual durante 40 anos havia desejado poder entrar. • Azeite (24) O território de Aser era famoso por seus olivais. • V . 23 A terra fértil ao sul e a oeste do mar da Galileia. C o m base nas alusões históricas às diversas tribos. ou uma referência à casa de Deus em Jerusalém. ele aparece novamente nas Escrituras.1-8: A m o r t e d e M o i s é s Nm 27.) » Vs. talvez no século 11. ao passo que Issacar foi bem sucedido na agricultura e no que dizia respeito à vida dentro de Israel. Dt 3 3 : M o i s é s a b e n ç o a as t r i b o s Após todas as advertências. D t 34. pois seu povo foi posteriormente absorvido por Judá.Deuteronômio Deus como pastor.5 2 : U m a ú l t i m a o l h a d a Deus mandou Moisés subir o monte Nebo. As tribos de Efraim e Manasses receberam os nomes dos filhos de José. carregando seus cordeiros. u m incidente que se tomou exemplo perpétuo da obstinação do povo de Deus (SI 95. Ele não poderia entrar nela porque deixara de honrar a Deus na questão da água da rocha em Meribá (Nm 20.23-28. 18 Zebulom obteve sucesso no comércio. para contemplar a terra prometida. Nm 20.2-4).

o registro da história de Israel estava em duas seções distintas: • Os Profetas. a data mais antiga que pode ser atribuí-1 da a toda a coleção deve ser pouco depois ( último acontecimento registrado em 2Reis. a narrativa histórica que vai de Josué a 2Reis recebeu. Compilando a "história profética" Se os livros são tratados como uma só uni. que incluíam Josué. Juízes.C. porque o ponto de vista teológico expresso é seme-1 lhante ao de Deuteronômio. 1 e 2Reis. • Os Escritos. muitas vezes. A maior parte do material é bem mais antiga e tirada. Esdras e Neemias. N o entanto. Esse g r u p o de seis livros ( n ã o contando I Rute) é considerado p o r muitos estudiosos I uma única obra histórica completa. de fontes contemporâneas dos acontecimentos que narram. Isto servia para distinguir estes livros dos chamados Profetas Posteriores — Isaías. o Megilot. mas da maneira como a pala-1 vra de Deus se cumpriu na vida da nação. o Livro dos Atos de . 1 c 2Samuel. É provável que aqueles livros foram classificados como profecia porque o objetivo principal dos livros era ensinar ao invés de simplesmente fazer u m registro: ou porque eram a história não de Jasar (ou Livro do Justo. Ester.A J O S U É A E S T E R Sria de Israel tanto d o povo. Jeremias. de fato.j dade. na festa de Purim. sendo incluídos entre "os cinco rolos". (Rute e Ester também fazem parte dessa seção. Alguns o chamam de "história deuteronomista". a libertação d o Rei Joaquim da prisão em 561 a. que incluíam 1 e 2Crônicas. uma coleção de textos a serem lidos nas festas judaicas: Rute é lido n o Pentecostes. possivelmente um hinário antigo de Israel). Entre as fontes citadas no texto estão o Livro John Taylor Na Bíblia hebraica. isto se aplicaria apenas à atividade redacional mais recente. Ezequiel — e dos doze profetas menores.) História Profética N o hebraico. o título de " O s Profetas Anteriores".

durante todo o período Davi e uma coleção das histórias de Elias e dos juízes. durante a monarquia.doze tribos (Js 13—21).sido demarcados para as diferentes tribos ainda tas. da tribo de Manasses. pois. Recentemente a data antiga (eme os midianitas e amalequitas parece concordar com 1 Rs 6. dos em Josué e Juízes ocorreram entre 1240 • Gideão. ao tempo de guerrilha. tais como uma História da Corte de narrada no livro. que derrotou e 1050 a.1) recebeu forte • Jefté. filisteus. até à metade do exílio babilónico. sur. foram destacados para liderar as tribos na luta contra eles.C.praticamente todos os territórios que haviam posição um bom número das fontes escri. que foi o flagelo dos artigo "Egito"). J u í z e s começa lembrando ao leitor que a giu uma considerável quantidade de livros conquista sob Josué não foi completa e que em históricos. Deus. ou histórias populares baseadas neles. o danita. que subjugou os apoio da cronologia revisada dos Faraós proamonitas duzida por David Rohl (veja comentário no • e Sansão. o gileadita. juízes. este é o contexto em que se passa a história obras. ou "libertadores". várias tribos israelitas foram atacadas por vizinhos (ou antigos residentes!) hostis e os Eliseu. e que outras de.Introdução 221 a travessia do rio Jordão até a cerimônia de Salomão e as Crônicas dos Reis de Judá e Israel (que não têm nada a ver com os livros de Crô. A Entre os juízes se destacam os seguintes: maioria dos estudiosos prefere datar a entrada • Débora e Baraque que lideraram as forças em Canaã no século 13 ao invés do século 15. O livro também apresenta uma descrição detalhada da divisão de Canaã entre as Eles ensinam duas coisas: • que em Israel. de Josué. unidas de Zebulom e Naftali contra os Eles acreditam que os acontecimentos narracananeus chefiados por Sísera. • e que os escritores bíblicos tinham à dis. tanto em Os l i v r o s e s e u c o n t e ú d o Esses livros tratam de um período que vai batalhas em campo aberto como em atividades desde a entrada na terra de Canaã. O livro termina com dois episódios bizarJosué abrange toda a vida do sucessor de Moisés e descreve a conquista de Canaã desde ros: o estabelecimento de um novo santuário O s livros históricos relatam a história de Israel na terra que Deus havia p r o m e t i d o ao povo. Na realidanão foram as únicas usadas. E justo supor que as fontes citadas havia focos de resistência inimiga. Estes eram os arquivos as tribos num pacto de lealdade ao Senhor da corte.renovação da aliança em Siquém que uniu nicas na nossa Bíblia). também foram livremente usadas. .

Temas principais A d o r a ç ã o Havia. E. e reinou até cerca de 1011 a. a palavra invariavelria e m 722 a. Estes homens podiam designar c destituir mão como sucessor de Davi e continuando reis. as figuras de Saul e Davi. d o pomo de vista do autor. alguns Em J z 17—21. Depois disto. Então veio o colapso diante das especial com a arca da aliança. Samuel fica em segundo plano n o promessa divina de uma sucessão duradoura momento em que entram em cena. Aíase Jerusalém). por mais que sua moralidade pessoal deixasse muito a lempo. finaltinuidade à linhagem d o rei Davi. Esta era uma . sem falar dos vários 1 e 2 R e i s dão continuidade a essa nar. p o r fim. Mas o interesse se concentra realmente na questão se Israel vai ter ou não um rei. e a história de todos os reis de Judá que vieram depois dele pode ser vista como vamente. desejar. de Gibeá ( J z 19—20). no tempo do rei Salomão. cinco capítulos (8—12) são nas ao fato de o conteúdo de ambos não caber dedicados ao estabelecimento de uma monarnum único rolo) começamos a ter um registro quia. mente foi construído o Templo como casa permanente para a arca da aliança. de volta para Quiriatenosor. O ponto alto do reinado de Davi foi a e. de estabelecer-se ce nessas narrativas c relativamente pequeno.C. ataque d o exército assírio durante o reinado T e m p l o U m terceiro interesse d o autor de Ezequias e desfrutando das amplas reforé o templo em Jerusalém. Saul provavelmente começou a reinar logo após a cumprimento dessa promessa. interesse é a profecia e a palavra d o Senhor. E. até ser. houve uma tentativa fracassada de Até aqui o elemento histórico que apare. quarenta anos mais tarde. e isto se relutância.profetas e homens de Deus anônimos que são mencionados de passagem nessa narratirativa.A história de Israel para a tribo de Dã ( J z 17—18) e o castigo dos tica ou "deuteronomista" é a monarquia. Micaías. quando a P r o f e c i a U m segundo tema de grande arca da aliança foi capturada pelos filisteus. Uma vez pronunciada. pois há uma concentração em episódios. Elias e Eliseu. havia rei cm Israel. F. C o n t i n u a v a v i v a a messa de um reino que duraria para sempre esperança de um sobrevivente que daria con(2Sm 7. Fica claro que isso se deu com cena mais cronológico dos acontecimentos.m 1 Samuel.a palavra de Deus que controlava a história.m J z 9.C. teocracia e o Senhor Deus era seu único rei legítimo. A tristeza da derrota lém. C . cr.! até Israel ( o reino d o N o r t e ) ser absorvido pelo Império Assírio após a queda de Sama. j á que Israel era considerado uma aplica de modo especial à história de Davi.6). Isto durou por sua vez eram controlados pela palavra de Deus. Agiam como conselheiros reais e fiscais com a divisão d o reino. o padrão fixo M o n a r q u i a Como vimos. pais pontos de interesse nesta história profétanto os bons como os maus. era benjamitas por um ultraje cometido pelo povo particular a dinastia do rei Davi. como se pode ver no caso do Sul) sobreviveu precariamente p o r mais um século.C. J u d á ( o reino mente se cumpria. derrota em Afeca e m 1050 a .Abimeleque. filho de Gideão. Desde o início de mas promovidas durante o reinado de Josias 1 Samuel podemos perceber uma preocupação (640-609). que é j u i z c profeta a o mesmo todos esses temores desapareceram. sucessi. Foi no contexto em que Davi manifestou só é aliviada pelas palavras finais d e 2Reis o desejo de construir uma morada mais definique narram a libertação d o rei J o a q u i m d o tiva para a arca que Natã lhe anunciou a procativeiro na Babilônia.16). porque do Norte (Israel) e do Sul ( J u d á ) . culminando na queda de Jerusalém e Jearim. um dos princisegundo o qual eram avaliados todos os reis. Natã c Gade. começando com a coroação de Salova. Mas quando D a v i subiu ao trono N o i n í c i o . em que o narrador época foram atribuídas ao fato de que "não revela sua arte de contador de histórias. as perversidades daquela deles de fundo moralista. D a v i reinou A importância que o autor dá ao ofício prodesde aquela data ate 971 a. (em Hebrom fético pode ser vista n o tratamento dispensadurante os sete primeiros anos e depois em do a Débora e Samuel. finalmente. sendo salvo milagrosamente d o da maldição sobre a casa de Acabe. Com 1 e 2 S a m u e l (a divisão entre os dois li\ ros é artificial e prova\ cimente se deve apeF. como monarca hereditário em Siquém. Eram os homens d o poder. levada para Jerusano exílio na Babilônia. e a contínua rivalidade entre os reinos políticos. assim. Ela é levada forças babilónicas lideradas por Nabucodode Siló para a Filístia. o p e r s o n a g e m d e destaque é Samuel. cada um fazia o que achava mais certo" ( J z 17.(2Rs 7).

Embora Salomão tivesse construído o Templo. então. A obra d o C r o n i s t a A segunda parte do relato da história de Israel. mais tarde também os livros de 1 e 2Crônicas foram admitidos. que. é ignorado. embora não seja necessariamente obra de um único indivíduo. Ele era um fervoroso defensor da dinastia de Davi e entendeu que o reino do Norte. . foram impedidos de participar das obras. e quase todo espaço é reservado a Davi e Salomão e questões relativas ao Templo de Jerusalém. do seu culto e da sua organização. • Os interesses d o Cronista O Cronista também admirava o rei Davi. que eram resultado do cruzamento inter-racial de israelitas c assírios. Israel. como símbolo de submissão a ele. j u n t o à entrada d a passagem pela cadeia de montanhas o n d e fica o monte Carmelo. • Ne 8—13: A leitura da lei por Esdras e as reformas de Neemias. o verdadeiro Deus (Yahweh) foi adorado de forma devida em Jerusalém. que aparece na versão da história em Samuel-Reis. assim como dois artistas fazem com o mesmo assunto. Com base nisto podemos ver que o reino do Norte. apenas Ezequias e Josias receberam recomendação irrestrita. todos os reis de Israel (o reino do Norte) foram reprovados. o Cronista se mostra fascinado com a função exercida pelos sacerdotes e levitas na condução do M c g i d o ficava situada na extremidade d a planície de Jezreel. • 10' 10—29: o reinado de Davi. Nesse sentido o autor estava seguindo os passos do historiador deuteronomista. 0 período a b r a n g i d o Um resumo do conteúdo mostra claramente os interesses específicos do Cronista e os assuntos tratados nestes quatro livros: • ICr 1—9: genealogias de Adão a Saul. em Esdras e Neemias. Isto resultou naquilo que alguns consideram uma imagem idealizada de Davi. foi incluída nos "Escritos". Levando em conta esta ênfase. bem diferente do "chefe da guerrilha que-acabou sendo rei". Para destacar a continuidade que originalmente existia entre esses livros. • 2Cr 10—36: a história de J u d á desde Roboão até o exílio. depois que o mesmo se havia separado do reino de J u d á . na Bíblia hebraica. se tentaram impedir a reconstrução. era considerada originalmente um único livro.Introdução questão basicamente de adoração o u culto. É por isso que na Bíblia hebraica Esdras-Neemias precede Crônicas. ele se dá ao trabalho de mostrar que os samaritanos. as idéias haviam sido todas de Davi. Os reis de J u d á também foram achados em falta quando p o r razões políticas incorporaram práticas religiosas de um soberano estrangeiro. apenas a segunda parte (Esdras-Neemias) foi incorporada à Bíblia hebraica. 0 período anterior ao exílio c apresentado em 1 e 2Crônicas. O autor ou compilador geralmente é chamado de Cronista. t s t e modelo. • Ed 1—6: a reconstrução d o Templo após o exílio. Embora vários tenham recebido crédito p o r "fazerem o que era correto". n o museu daquele lugar. Esse lugar foi cenário de inúmeras batalhas na história d e Israel. • 2Cr 1—9: o reinado de Salomão. o u . não mais fazia parte do verdadeiro povo de Deus. Semelhantemente. porque perpetuaram a adoração nos santuários de Betei e Dã que Jeroboão estabelecera para competir com Jerusalém. A pergunta era esta: Durante o reinado daquele rei. Não há dúvida de que o Cronista pinta um quadro u m pouco diferente. Acontece que seu interesse principal era registrar aqueles aspectos e acontecimentos que se relacionavam com o Templo e suas origens mais remotas. provavelmente porque Crônicas e Samuel-Reis tratam do mesmo p e r í o d o histórico. ou foi permitido também o ingresso de influências idólatras vindas de fora? O s altos (antigos centros de culto pagão que tinham mais o u menos sido adaptados para a adoração de Yahweh) foram destruídos ou continuaram a existir? Pela natureza da avaliação. vendo nele o principal arquiteto e idealizaclor do Templo. 223 Ed 7—10: chegada de Esdras a Jerusalém e reformas. quando da reconstrução do Templo e dos muros de Jerusalém. • Ne 1—7: Reconstrução das muralhas de Jerusalém por Neemias. A princípio. N o entanto. os primeiros versículos de Esdras foram colocados no final de 2Crônicas. mosna como aquela cidade era fortemente protegida. e que tem lá os seus problemas. e os primeiros cem anos após o exílio.

culto no Templo. É importante lembrar que ele estava escrevendo como historiador religioso. " o livro dos reis de Israel e J u d á " e muitos outros registros que não chegaram até nós). p o r exemplo. Isto nos incentiva a respeitar a forma cuidadosa c o m que r e u n i u e selecionou seu material.5. ele deixa claro que isso foi feito somente por sacerdotes c levitas. a morte trágica do piedoso rei Josias e o longo reinado do perverso rei Manasses. Gade e Ido.15 e Ne 1. causada pelo fato de ter ele entrado de forma ilícita no Templo para queimar incenso. Para o período de Esdras-Neemias. E. é que ele provavelmente fazia parte do pessoal que trabalhava no Templo. e não como historiador político. na destituição de Atália (2Cr 23). . como. a tradição judaica afirma que o Cronista era o próprio Esdras. ele também se valeu de coleções de citações de profetas como Samuel. Sua avaliação individual dos reis de J u d á corresponde à avaliação dada em 1 e 2Reis. se é que realmente existiu apenas um.A primeira grande vitória na conquista de Canaã foi obtida em J e r i c ó . Na verdade. e isto não é de todo impossível. Pois além de fazer uso extensivo dos anais (por exemplo. Natã.1—7. 13. N o entanto. O que podemos dizer com boa dose de segurança a respeito do Cronista. ele menciona especificamente a lepra do rei Uzias. o compilador pôde usar as memórias de ambos (note o uso da primeira pessoa do singular em Ed 7. A "cidade das palmeiras" 6 um oásis subtropical nas proximidades d e montes descampados.27—9. e que ele escreveu no final do século 5 ou início do século 4 antes de Cristo. Seu interesse p o r assuntos que diziam respeito aos sacerdotes não o levou a perder de vista os profetas c seu mundo. tratou de explicar alguns casos estranhos em que uma aplicação rígida do princípio da retribuição parecia não funcionar. que também ocorreu dentro do Templo.6-31). que era um homem de profunda devoção (veja as diversas e belas orações contidas era sua obra).

em conseqüência. 1 —12 relatam o que se passou nos cinco ou seis primeiros anos após a morte de Moisés. a designação formal para liderar o povo só veio diretamente de Deus quando Moisés estava prestes a morrer (Dt 31. Veja "Cidades da conquista".C). 2 j á ocorreram. O tema principal que se repete neste prelúdio à conquista é o convite a ser forte e corajoso (6. conquistam a terra que Deus lhes prometera. Ele era um excelente comandante militar (Êx 17. ou o sentido é apenas "em breve".S-6 J s 1—12 Israel entra na terra de Canaã Js 1: J o s u é é o n o v o l í d e r Este relato d o começo d o trabalho de Josué é um dos grandes capítulos da Bíblia. Apenas ele e Calebe tiveram a fé e a coragem de sugerir o avanço (Nm 14.18-20. Resumo Os Israelitas. e. Josué foi um dos 12 espias enviados por Moisés para fazer o reconhecimento da terra.24-25 • Este Livro da Lei (8) Veja Dt 31.23). " E n estarcí com vocc como estire com Moisés. Juízes pinta um quadro um pouco diferente.JOSUÉ 0 livro de Josué conta a história de Israel desde a morte de Moisés.6-9). O editor repetidamente acrescenta "até ao dia de hoje" referindo-se aos leitores do seu tempo (4. Dl 3.14-15.31.9. Os caps. 12-15 Veja N m 32. dando a entender que a luta continuava. O livro de Josué dá a impressão de que a terra foi conquistada em pouco tempo e de forma total.63). encontrando um lar permanente entre o povo de Deus e tornandose parte da grande história de salvação.28-32. Ambos os livros enfatizam a importância de manter-se fiel a Deus. c r i a n d o u m a espécie de brecha entre o Norte e o S u l . passando pela conquista de Canaã. Os acontecimentos narrados nos dois últimos capítulos provavelmente ocorreram cerca de 20 anos mais tarde. Raabe deu abrigo aos espias. que louva sua fé).13). liderados por Josué.9.5). 23—24 Josué faz um apelo à nação Histórias mais conhecidas Raabe e os espias (cap. Caps. 5-6) • V . A intenção de Josué era concentrar o primeiro ataque no centro d o território. 13—21 Divisão da terra entre as tribos Caps. a "cidade das palmeiras". A conquista de Canaã provavelmente começou por volta de 1240 a. O narrador não tenta "salvar" a reputação de Raabe. Josué havia nascido no Egito. Ele tornou-se braço direito de Moisés durante o êxodo e as peregrinações no deserto. 3 Veja Dt 11. durante a vida de Samuel. Obedecer a Deus é a chave para o sucesso do povo sob a liderança de Josué. mas também do próprio Jesus ( M t 1. Na entrega da lei no Sinai ele acompanhou Moisés (Êx 24. mas o propósito de Deus para o seu povo continua de pé. até a morte de Josué. um alvo natural a ser atingido. por intermédio de seu filho Boaz (veja Rt 2—4). tornou-se ancestral não só de Davi. Este é um notável exemplo da graça de Deus. J s 2: A p r o s t i t u t a R a a b e salva os espias J e r i c ó .C.7. Moisés havia morrido. de acordo com algumas evidências arqueológicas. • V s . Josué estava com Moisés quando a lei foi dada no Sinai. Js 22 descreve as duas tribos e meia voltando para casa. Como Raabe salvou as vidas dos espias. e. Mesmo que a escolha para ser o sucessor de Moisés já houvesse sido feita há mais tempo. ela e sua família passaram a ser protegidas por Deus. Muitas dessas histórias foram contadas e recontadas antes de serem coletadas e organizadas na sua forma atual.2426. por exemplo). foram os únicos a sobreviver aos40 anos de peregrinação.8-13). 1—12 2 A conquista de Canaã Caps. fica a oeste d o rio Jordão. mas porque acreditava que o Deus de Israel é o verdadeiro Deus (veja H b 11. É provável que este registro tenha sido escrito na época dos primeiros reis de Israel (1045 a. e antes de Davi tomar a cidade de Jerusalém (veja Js 15.18). ." Js l . casou-se com Salmom. 2) A batalha de Jerico (caps. Raabe foi naturalizada. Nunca o abandonare Seja forte e corajoso. J e r i c ó estava bem à sua frente. não porque estivesse com medo. ele simplesmente conta a história. • Três dias (11) O u os eventos d o cap.

• A arca da aliança (3) Nela se encontravam as tábuas da lei. em Gilgal. ocorreriam o ministério de João Batista e o batismo de Jesus).) Como na travessia do mar Vermelho. J s 4: A s p e d r a s c o m e m o r a t i v a s Para que a travessia ficasse marcada para sempre. • Mar Vermelho (2. Porém. deix a n d o o leito seco.22-26). • Santifiquem-se (5) Santificar-sc significava "preparar-se diante de Deus". A história de Israel A casa de Raabc estava construída sobre as muralhas da cidade (provavelmente fazendo uma ponte entre os dois muros fortificados que cercavam a cidade de Jericó havia já alguns séculos) e tinha um teto horizontal o u terraço sobre o qual era possível secar plantas ou cereais depois de colhidos (neste caso.1 "Sitim" significa "acácias".226 Cidades menores e vilarejos. e sem dúvida um bom lugar para obter informações. uma obstrução em Adam. quando os sacerdotes pisaram na água. • Seom e O g u e (2. c o m casas de lijolos. 40 anos antes. (Esta é a mesma área junto ao Jordão onde. do qual obtinha o linho para fiar). .19). pela purificação ritual e auto-avaliação à luz do que Deus exige.10) Veja N m 21. Os israelitas cumpriram sua promessa que fizeram a ela (6. Js 3 : A travessia do Jordão Era primavera. forças naturais foram empregadas para abrir caminho com precisão milagrosa. tremores de terra causaram o desmoronamento das altas margens de argila no mesmo local. ( E m 1927. Ela era um símbolo visível da presença de Deus. A casa de uma prostituta era um lugar onde dois homens podiam ir sem dar satisfação a ninguém.21-35 e Js 12. mais tarde. • 2. sua liderança e orientação. O rio estava cheio com a neve derretida do monte Hermom e não era a melhor época para uma travessia. que corresponde mais o u menos a março/abril em nosso calendário (veja " O calendário de Israel").10) Veja Êx 14. linho. Estava próxima a colheita da cevada.1-6. pedras foram tiradas do leito do rio: 12 para marcar o lugar onde os sacerdotes haviam parado. cerca de 29 km rio acima. e 12 para marcar o primeiro acampamento dos israelitas na nova terra. e o Jordão ficou represado por mais de 21 horas. represou o rio. o primeiro mês do calendário hebraico (4. devem ler oferecido pouca resistência a o exercito d e Josué. e o mês era o de Nisa.

• V. mas para esse r i t o religioso f o r a m usados os utensílios tradicionais. isto c.27: A c o n q u i s t a de Jericó A conquista de Canaã foi uma guerra santa (veja "Guerra Santa"). Kie representou d e r r o t a para Jerico. (12) Veja em 1. por causa da falta de fé e da desobediência do povo ( N m 14).5). convocava o p o v o para a batalha. Ninguém sabia disto melhor que Josué. porque a aliança em si havia sido negligenciada durante 40 anos. d e G a d e . . Não havia risco de serem atacados por inimigos. o shafar o u chifre dc c a r n e i r o . assemelha-se à travessia do mar Vermelho ao tempo de Moisés.13-15). porém. Isso era muito mais importante e necessário ainda antes de entrar num "lugar santo". Jamais haveria uma Páscoa como esta: pela primeira vez eles saborearam os frutos da sua própria terra.Josué 227 y Os homens das tribos d e R u b e n . sobreviveram para atravessar o Jordão. e o povo lhe deu o respeito que lhe era devido. . Deus estava liderando o exército. 14 A ação de Josué. . utensílios de b r o n z e j á haviam substituído os de p e d r a .12. porque a história da travessia do Jordão causara temor em todos eles. > Diante de v o c ê s . . Este era o dia 14 do primeiro mês. • F a c a s d e p e d r a (2) Nessa época. o mês de Nisa. o maná não era mais necessário. Deus jamais havia deixado que faltasse o maná. morreram no deserto por causa de sua desobediência. • O m a n á c e s s o u (12) Veja Êx 16. Durante os anos de peregrinação pelo deserto.1-12: G i l g a l : Os i s r a e l i t a s s ã o c i r c u n c i d a d o s 0 ritual da circuncisão não fora praticado. após seu encontro com " o comandante do exército de SENHOR" (5. Todos os outros. com exceção de Josué c Calcbc. Sempre que alguém entrava numa casa tirava as sandálias dos pés. a data anual da Páscoa.13—6. J s 5. . Js 5. todos os que tinham mais de 20 anos na época do relatório dos espias a Moisés. Naquele dia ficou claro quem era Josué. conduzindo o povo através do Jordão.13-36. A partir daquele momento. • Tire as sandálias (15) Esta instrução ecoa as palavras que Deus disse a Moisés ( Ê x 3. perante nós (23) Nenhum dos adultos que atravessaram o mar Vermelho. Israel sabia A irontbcta d o Israel a m i g o . Agora o sinal da dreuncisão deixaria claro que essa nova geração era o povo de Deus.

depois que Ramsés fez u m acordo de paz c o m o rei hitita (por volta d e 1259 a. restabelecendo seu coniro. Merneptah havia contido uma onda de invasores vindos d o noroeste. Em resumo. Em geral. não podemos esperar que haja muita evidência material da conquista israelita. Todos estes acontecimentos. registra campanhas militares de maior proporção. ex. mas as datas são apenas aproximadas e é possível que as cidades não tenham sido destruídas ao mesmo tempo. o Líbano. Os filisteus. " Jericó era um caso especial. filho d e Ramsés. Pouco depois. Uma terra desolada com suas cidades em ruínas seria de pouco benefício para os israelitas. Num desses registros aparece a referência extra-bíblica mais antiga a Israel. ele avançou até o território de M o a b e (por volta de 1275 a.) não houve mais invasão dos egípcios por mais d e meio século. Escavações nos sítios de Betei. A mudança de propriedade provavelmente deixou poucas marcas reconhecíveis exceto no âmbito religioso.C. e das evidências indiretas d o controle egípcio contínuo na região. liwa!ia . Asquelom. os assim chamados "povos do mar".« w » » le sobre Canaã por algum tempo. a l g u n s t o m a n d o a l g u m a s cidades. Hazor e outros revelaram sinais de destruição violenta durante o século 13 a. Após u m período de fraqueza egípcia. cilado c o m o u m entre vários inimigos derrotados. no final. tomaram Asdode. Gaza e Megido). a missão de Israel Invasões dos egípcios e dos povos do mar Israel era apenas u m dos Inimigos dos cananeus. marchando através da Síria e de Canaã e aproximando-». talvez por serem focos de oposição. 0 Faraó d o Egito tinha o d o m í n i o sobre Canaã. enfatizam que Israel expulsou os antigos habitantes e assumiu (herdou) sua propriedade. tenha sido o pior. A cidade foi uma oferta a Deus. ou povoadas outra vez em escala menor. é um equívoco tentar associar à invasão israelita todos os sinais de destruição em cidades cananéias do final da Era do Bronze. não podemos esperar que nas ruínas de Canaã apareçam numerosos e inconfundíveis sinais de uma conquista especificamente israelita. Mas novamente estes foram casos excepcionais. seu filho. Pouco se sabe além do fato da intervenção egípcia em Canaã. que destruiu a frota? bloqueou o avanço antes que atingisse a fronteira. O que devia ser destruído eram os templos pagãos dos cananeus com sua parafernália religiosa. Havia rebeliões periódicas que eram sufocadas por vizinhos leais ou por forças egípcias. as cidades foram abandonadas. e outros lugares serviam d e fortalezas. Assim. 0 Egito estava seguro até que outra onda repetisse a ameaça. Gate e Gaza. tais como Hazor. Nessa ocasião. embora. Seus g o v e r n a d o res e oficiais residiam nas cidades maiores (p. Mas muitos dos invasores permaneceram. o Faraó Seti I fez uma incursão e m Canaã e no leste d o Jordão por volta d e 1290 a.C. que acabavam de sair de 40 anos de vida seminòmade. mas os relatos bíblicos não exigem essa conclusão.C. Após a destruição. Os problemas recomeçaram no reinado de Merneptah. e outros que desconhecemos. e outro g r u p o t o m o u Dor. teve que controlar uma revolta após uma derrota para os hititas na Síria. É possível que tenham sido saqueadas mais cidades do que aquelas mencionadas nos livros de Josué e Juízes. da costa d o Egito pelo mar. Ramsés II. as "primícias" da conquista.C). trouxeram pilhagem e destruição às cidades de Canaã na época da conquistaPríncipes vizinhos podiam causar tanta devastação quanto uma força invasora. Talvez c o m o resultado destas medidas rigorosas. por e x e m p l o .C. invasões e u m declínio geral nos padrões culturais. Os arqueólogos geralmente fazem a ligação entre esta invasão e níveis d e destruição encontrados e m cidades arruinadas. Esta onda foi contida por Ramsés III (por] volta de 1184-1153 a. A história d o século 13 a.228 A história de Israel Cidades da conquista Alan Millard Os relatos bíblicos sobre a entrada de Israel em Canaã registram a efetiva destruição de apenas algumas poucas cidades. Em todo o caso. e Damasco. também. Ecrom. Se levarmos a sério o testemunho bíblico.C). Ai e Hazor também foram saqueadas. Bete-Semes.

resultado de um tumulC nome Ai significa "riifna". por (amplo. ou apenas foram ocupadas em conjunto com os cidadãos nativos. não pode ser descartada a possibilidade de que havia ali uma cidade fortificada no final daquele século. No entanto. As cidades situadas ao longo das Ktra:as principais. tendiam a ser muito mais rcas. (Jz 1. Mas restou c lüiiciente para mostrar uma cidade de imponancia. tativa oe explicai aquelas imponentes até os israelitas se ruínas. mesmo que após seu apojeu. Ai não foi totalmente destrutiva.Hazor Lemos que três (idades — Jerlcò. e isto certamente se aplica ao caso da "conquista". mesmo aceitando a estabelecerem na terra evidencia arqueológica. que isso resultou de uma combinação de infiltração e um movimento de alguns grupos tribais vindos do Egito. por exemplo. que um grupo de cananeustenha usado as velhas fortificações desta cidadela Eles não poderiam ter estratégica na luta contra os israelitas. As escavações mostram que a cidade já havia sido desiiuída e reconstruída varias vezes antes da época de Josué. na Galileia. As escavações revelaram período inicial por historiadores israelitas de uma época posterior. da exposição aos elementos e da danificação pela aragem. e apoiando teorias de histórias tribais não relacionadas entre si. a relativa pobreza de sítios como Tell 8eit Mirsim fez COT que a atenção dos escavadores se concentrasse em detalhes de estilos ce cerâmica. no passado. çados pelos filisteus e por inimigos do outro lado do Jordão. Em hazor. A idéia de um processo gradual é apoiada pela analogia com invasões e deslocamentos de outros povos. e muitos consideram a história cue apato geral. talvez em várias ocasiões e durante várias gerações. Por outro lado. Cidades p o d e m ter embora fcsse um centro importante em ficado desertas como épocas mais remotas.C. evidencia do ataque de Josué. Estas atribuem as histórias a várias fontes diferentes.C.embora as muralhas geialmente incorporassem (ou eram «ovações de) defesas anteriores. Todas eram temfortificadas. Estas opiniões completamente divergentes estão todas ligadas a teorias relativas ã análise documentária do Pentateuco. apresenta um problema. ou talvez parrece em Josué simplesmente uma tencialmente habitadas. Na melhor das hipóteses. e não baseada em fatos. As ruínas da última cidade cananéia náo (ciam bem preservadas. até imaginam uma rebelião geral 3. ou lendas populares sobre a origem das cidades arruinadas cuja verdadeira história fora esquecida. Outias cidades da mesma época sio bas:anle semelhantes. f- Teorias divergentes Muitos estudiosos afirmam que Israel tomou posse da terra prometida através de uma gradual infiltração de grupos de pastores nômades. até depois de 12CO a. esperar a evidencia mais clara do ataque de Israel. em pane por MUS. Mas todos os registros da nação afirmam que Israel era diferente. dos quais a arqueologia pfciina depende para sua cronologia r 2. A intensa erosão das ruínas de tijolos deixou poucos vestígios de períodos mais remotos da história da cidade.C. tais abordagens devem ser consideradas experimentais. E havia outras que a cidade ficou abandonada de cerca causas de destruição.) As histórias em Josué são atribuídas a fontes tribais ou religiosas. O u . Associada a isto está a teoria de que o conceito de Israel como nação foi f o r m a d o muito depois da "conquista" e projetado sobre o . As muialhas da cidade. na verdade datam de um período bastante anterior. Jericó do povo que vivia na Em lericó. ha evi(Kadi cs que a úlüma cidade cio final da Era óo Bronze foi violeniameme desiiiida durante o século 13 a.'assim como Hazor. Ai.34). de 2500 a. Ou. desde o tempo de Josué a época de Acabe (cerca de 400 anos. Suas ruínas teriam desapaiecido durante o longo período em que o lugar ficou desolado. Rejeitar o relato bíblico só porque ele é diferente dos outros é atitude preconceituosa e pouco científica. Chama-se a atenção para o fato de que a ocupação foi limitada. São consideradas descrições de acontecimentos de menor importância.229 I. o local onde se poderia terra. dá conta que as principais cidades cananéias que ficavam junto às estradas principais não foram conquistadas. Ai e Hazor — foram incendiadas por Israel.s 16. ainoa é possível e poderem ocupá-la. Sempre é bom ser cauteloso quando se argumenta com base em analogias. Os restos escassos em diversos sítios pós-cananeus (início da Era do Ferro) atestam esta situação. em âmbito local.C. feito isto por completo lai ocupação temporária teria deixado enquanto eram ameapouco ou nenhum vestígio. consideradas. A analogia da infiltração de nômades é usada para encaixar Israel num modelo conhecido. como Megido. propondo assim origens separadas. veja 1P. Por isto. nada foi encontrado para mostrar a existência dê uma cidade ali na metade do século 13 a.

x 23. E. • A maldição (26) Aquele local ficou em ruínas durante 400 anos. os gibeonitas foram tão espertos (a ponto de fingirem não ter ouvido as notícias das recentes vitórias em Jericó e A i .18) A cidade e tudo que havia nela foi dedicado totalmente a Deus. a menos que tenha havido duas emboscadas (12). Veja "Cidades da conquista". para estabelecer-se em Siquém. • Ai (2) "A Ruína". 25 Aparentemente. De A i . • Fora d o acampamento (23) Até ficarem "limpos". o exército em silêncio.9-11. Assim. Ver.5. • Betei (9) Este é o lugar onde Jacó leve a visão.10) que não só conseguiram um acordo de paz para si mesmos como também incluíram três outras cidades (17). era culpada ( v e j a D t 24.16). e não só individual. de fato.1). havia entrado em certo declínio. e tremiam (2. Era uma cidade bem fortificada e próspera no tempo em os israelitas estavam no Egito. à medida que a arca da presença de Deus liderava o exército.16). após um período de purificação. a prestação de contas será geral. Deus não foi consultado nisso tudo (14). J s 9—10: J o s u é d e r r o t a os reis d o Sul Js 9: Gibeão era uma cidade importante que ficava cerca de 8 km ao norte de Jerusalém. em que foram usadas as duas pedras guardadas no peitoral do sumo sacerdote. No entanto. 5. O rei de Betei foi derrotado (12. tocavam trombetas. até o reinado de Acabe. então. E os inimigos de Israel sabiam disso.32). a aliança foi renovada. seria sacrilégio alguém pegar alguma coisa para si. "Cidades da conquista". mas agora. • V . seguindo a orientação de Moisés (Dt 27). no vale entre os montes Ebal e Gerizim. • 30. Veja N m 1. Js 7 : Acã desafia a proibição de D e u s Acã não deu ouvidos à proibição de Deus (veja 6. Não se sabe exatamente como isto era feito. Era uma guerra de nervos para os moradores de Jericó: dia após dia as tropas marchavam em volta da cidade. em data posterior. no tempo de Josué.18) e por isso 36 homens morreram cm Ai e todo o povo foi humilhado diante de seus inimigos cananeus. e isso pode ter ocorrido durante esta campanha militar (Betei e Ai ficavam bem próximas) ou. a família de Acã também sabia de tudo e. Os israelitas haviam sido advertidos contra qualquer aliança com o povo local (F. no entanto. 9. • Não peguem em nada daquilo q u e vai ser destruído (6. Josué se deslocou 32 km ao Norte. quando H i e l reconstruiu Jericó e foi atingido pela maldição (veja l R s 16.2-5). E m nome de Deus ele tomou posse da terra. J s 8: A d e s t r u i ç ã o d a c i d a d e d e A i É difícil de conciliar a evidência do outeiro em Et-Tell com o relato bíblico deste capítulo.000 (3) Isto pode referir-se ao número total de soldados.A história de Israel indivíduo afeta toda a comunidade. portanto. A desobediência de um só . ficava a cidade de A i . 24 Acor significa "conturbação" ou "desgraça". A estratégia de redradas e emboscadas utilizada por Josué foi uma lição aprendida da derrota anterior de Israel (7. A cidade de J e r i c ó tem uma história extraordinariamente longa de construção c destruição (veja "Cidades da conquista" para a história arqueológica). o que sugere que este pode não ser o local onde.34). Mas os números elevados que aparecem no AT representam um sério problema. E disso. • Sorteio (14) O homem culpado foi descoberto por meio de u m sorteio sagrado. preparando o grande clímax no sétimo dia. se um erro foi cometido. • V . • Santificar (13) Veja 3.

No 17. Comerciantes O alfabeto Os cananeus que viviam Os sistemas de escrina costa eram grandes ta cuneiforme (na Babicomerciantes — tanto lónia) e hieroglífica (no assim que. os cananeus que contaram outros sistemas tinuavam independentes para outras línguas. Eles amplamente usado na Fenícia. o alef (boi). como o sacrifício de crianças. Creta e a Grécia. quando os gregos viram rolos de papiro pela eles não necessitavam foram usados para as vogais. cada qual governada por seu próprio rei e nominalmente sujeitas ao Egito. foram chamados de "feníEm Canaã. ex. Seus começou a usar um principais portos eram Tiro. A desobediência acabaria lhes trazendo uma série de problemas. o que permitia às pessoas viver como bem entendiam. Esta p i a r a d e b r o n z e levando cedro. a Egito) dominaram o palavra "cananeu" passou Oriente Próximo entre a significar "negociante" (Ez 3000 e 1000 a. etc). e Astarote. consoante no hebraico. É por isso que os israelitas deveriam evitar todo tipo de contato com os cananeus (veja. por mais que fizessem exigências cruéis. \!ü e v o K O A l g u m a s letras d o alfabeto latino ( A K O ) . El era o deus principal. que nho de uma porta. E Hirão de Tiro projetou e decorou as colunas de bronze e outros objetos do Templo (1Rs 5. Depois do ano 1000 entanto. azeite. 7.13). deusa do amor e da guerra. usadas atualmente.C. saindo de Tiro. uma primeira vez. sistema no qual o deseSidom. Assim. d e cerca d e 1600 a . Canaã era um conjunto de pequenas cidades. p. c o m seus ancestrais cananeus. Também o papiro era levado sinais que representavam sons que do Egito a Biblos. d e cerca d e 1000 a . Destes portos Saíam navios. dando-nos a palavogal "a". o deus do clima e da fertilidade. Os Grécia.C. toda a área que fica entre a costa e o rio Jordão recebeu esse nome. assim que. à costa da região onde hoje ficam o Líbano e Israel. C . por hoje fazem parte do Líbano. se tornou a "coisas de Biblos". . O cedro do Líbano foi transportado ao longo da costa.Josué 231 Cananeus e filisteus Alan Millard CANANEUS "Canaã" foi o nome dado.4). Beirute e Biblos. (linha d e c i m a ) . Na época da invasão israelita sob a liderança de Josué. sua esposa. Esses deuses. em traziam de volta (por exemplo) linho Israel e outras regiões. ¿3 <t A (linha d o meio). escribas invena. jebuseus. no grego. Os habitantes incluíam outros povos (heveus. Além disso. Artesãos h a b i l i d o s o s Na época do rei Salomão. em Jerusalém. vra "Bíblia". havia uma legião de outros deuses.1-6). Cada cidade tinha seu deus padroeiro ou sua deusa padroeira. e seus " p a i s " fenícios. C Religião Os cananeus adoravam Baal. o e outras mercadorias para o alfabeto começou a ser Egito. Os gregos o do Egito e porcelana do Chipre e da adotaram por volta de 800 a. Este fato. representava sua letra inicial — "p". vinho representando um c a n a n e u foi Assim nasceu o alfabeto. encontrada e m Hazor.C.. o trabalho dos artesãos cananeus ou fenícios era famoso.C. exemplo. para ser usado na construção do Templo. Dt 7. Com o passar do tempo. aliado ao componente da fertilidade e das colheitas. não estabeleciam leis (como os Dez Mandamentos).C. muitas vezes chamados coletivamente de cananeus. depois de 2000 a. em hebraico. tornava a religião cananéia atraente e fácil de seguir. um escriba cios" pelos gregos. os chamaram de bíblia. Por volta de 1000 a. A sala d e estar mobiliada d e uma típica casa cananéia.

. eles tentaram conquistar Canaã. de Creta e de Chipre.C.19-22). permanecendo um grupo distinto até o período persa.zá / Gate Ecrom (Jcríísãlcm) Hfbrcw) . d o E g i t o .. Quando o Egito finalmente os derrotou. c o m sua d e c o r a ç ã o ! característica. Os filisteus foram dominados pelo rei Davi e por alguns de seus sucessores. que eram mais eficazes (1Sm 13. Por fim. que os "povos do mar" (como os egípcios os chamavam) invadiram ás regiões costeiras da parte oriental do Mediterrâneo. o nome deles foi dado àquela terra: Palestina.: urro filisteu (à e s q u e r d a ) . Além disso. A s c i n c o cidades d o s filisteus estão marcadas cm amarelo. aparece u m s o l d a d o c o m u m lípico enfeite filisteu n a cabeça. HHHHHHHBHHHnBS U m a casa filistéia c o m átrio central.C. . origens e ferro A cerâmica encontrada na região da Filístia revela fortes ligações com a cerâmica micènica da Grécia. cada qual com seu próprio governante. I '• . outros objetos indicam que os filisteus eram estrangeiros vindos do Norte. I. A fundição do ferro estava começando a se difundir e os filisteus tinham certo controle sobre essa tecnologia. O nome Golias e a palavra para governador podem indicar que falavam uma língua indo-européia. F I L Í S T I A Neste e n i a l h e . c . Os israelitas precisavam levar ferramentas de ferro aos ferreiros filisteus para conserto e afiação e eram impedidos de obter armas de ferro.232 A história de Israel F I L I S T E U S Embora alguns tenham vindo antes.associa este p o v o a s u a '*pátria* na região ao norte d o M e d i t e r r â n e o . U m navio do guerra filisteu. os filisteus conseguiram assumir o controle de cinco cidades.^(Jope) Asdôde quelom Ga. e enfrentaram os israelitas na disputa pelo território. em 1175 a. Finalmente. Cerâmica. foi por volta de 1200 a.

como explicação.'osue Israel não podia revogar um tratado selado com amizade (a refeição que tomaram em conjunto). com o sol e a lua movendo-se ao redor dela. Israel agora controlava a terra de Cades-Barnéia. • Vale de Aijalom (12) Nele havia uma importante rota comercial que ia de leste a oeste. • 9. Ficava 16 km ao norte do mar da Galileia. mas o resultado foi o mesmo: fracasso. (Duzentos anos depois. a Gaza. Js 11: J o s u é d e r r o t a o s r e i s d o N o r t e 0 poderoso rei de Hazor.18. • O longo d i a (10. • 0 pé no p e s c o ç o (24) U m ato comum naquele tempo. Embora Israel tivesse se apossado das cidades estratégicas em pouco tempo. J á houve quem sugerisse. contando desde a entrada em Gaza Asdode. Todos os cinco reis amorreus foram mortos em Maqueda e suas cidades-estado (exceto Jerusalém) foram destruídas na campanha que se seguiu à luta em Bete-Horom. Tiro ainda não era uma cidade importante. o que explica as palavras de Josué: " S o l . descrita no v. Todas as cidades estratégicas do Sul caíram diante do exército do Josué. 12). e. a operação "limpeza" levou muito mais tempo (18). no Norte. nessa época.27 " N o local que Deus escolhesse". Jerusalém. ou seja. Veja "Cidades da conquista". no Oeste. Esse vale foi palco de muitas batalhas ao longo dos séculos. fique parado". • A grande Sidom (8) Tudo indica que. • Gósen (41) Cidade ao sul de Hcbrom. Gale Eglom tê <-> P- Canaã. 0 pior que podiam fazer era reduzir os gibeonitas à condição de escravos (21). O rei Davi permitiu que os gibeonitas executassem sete filhos de Saul para fazer o acerto de contas.000 pessoas (tinha várias vezes o tamanho de Jerusalém na época de Davi). que não deve ser confundida com a Gósen que ficava no Egito. o rei Saul tentou destruir os gibeonitas e Deus castigou o povo de Israel por não manter a palavra empenhada.) Js 10: O tratado com os gibeonitas logo envolveu Israel em guerra.12-14) Geralmente se interpreta isto como um prolongamento da luz do dia. • D o S E N H O R vinha o endurecimento do seu coração (20) Os autores da Bíblia geralmente atribuem coisas diretamente a Deus como . • Livro dos J u s t o s (13) U m livro de cânticos que celebrava heróis nacionais e que é mencionado novamente em 2Sm 1. reuniu um exército ainda mais numeroso do que a aliança dos reis do Sul. Esse livro não foi preservado. para indicar sujeição total. mas pode ter sido um prolongamento da escuridão. Na época as pessoas acreditavam que a terra ficava parada. A cidade baixa que Josué destruiu jamais foi reconstruída. • Hazor (1) Esta era uma grande metrópole onde moravam 40. no Sul. um eclipse solar. até Gibeão. comandando seus vassalos. O ataque surpresa de Josué foi ao amanhecer (algo que é confirmado pela posição do sol c da lua. e a chuva de granizo contribuiu para aumentar a escuridão e a conseqüente confusão.

os israelitas às vezes dedicavam uma cidade inteira com seus habitantes e propriedades à destruição total. Pelo contrário. o Deus de Israel. os profetas começaram a repensar radicalmente certas idéias populares sobre o relacionamento entre Deus e a nação. as nações transformariam "as suas espadas em arados. o que se pode ver nas páginas da Bíblia é o processo gradual pelo qual Deus age na história de um povo específico para o qual a guerra era parte essencial da religião e da cultura. o jovem Davi acusou o gigante Golias de afrontar "o Deus dos exércitos de Israel" (ISm 17. Perceberam que o domínio de Deus sobre o universo não pode ser identificado com o sucesso de um povo ou Estado específico. • A guerra era empreendida como ato religioso e acompanhada por rituais religiosos. Antes de iniciar a conquista da terra. 1 4 ) . em sua reflexão sobre o tema recorrem. • A derrota dos cananeus durante a conquista do território no tempo de Josué foi considerada juízo de Deus sobre pessoas cuja cultura e religião se haviam tornado absolutamente corruptas. Ele julgaria as falhas deles com rigor maior do que no caso de seus inimigos. parece que ao longo dos séculos noções populares sobre "guerra santa" passaram a ser questionadas e gradualmente transformadas: • Embora Yahweh fosse considerado Deus de Israel. ele transforma essas idéias. ele podia voltar-se contra eles e derrotá-los da mesma forma que ele derrotara seus inimigos. para demonstrar que o fruto da vitória pertencia a Deus e não a eles mesmos. Ao fazer isto.234 A história de Israel "Guerra Santa" Colin Chapman Qualquer grupo de pessoas que trava uma "guerra santa" acredita que a causa pela qual está lutando é justa e "santa". os israelitas começa- ram a perceber que ele não podia ser um Deus meramente tribal. Foram estabelecidas regras claras para travar batalhas. • Estes mesmos profetas sonhavam com o dia em que toda guerra seria abolida. e atos desnecessários de violência eram condenados. Quando Deus derrotasse todas as forças do mal numa grande batalha final.4). em foices" (Is 2. e. pensam na difusão pacífica das boas novas de Jesus Cristo. Quando não levavam a sério os padrões morais estabelecidos por Deus. a natureza humana pecaminosa)". Tradicionalmente. No entanto. • Os profetas f r e q ü e n t e m e n t e tinham de explicar que os israelitas não podiam supor que Deus automaticamente estaria do seu lado em todos os conflitos com seus inimigos. o mundo. Quando se defrontam com o problema de guerras e conflitos entre povos e nações. • Quando os reinos de Israel e Judá foram derrotados e perderam a sua independência.45). • Após a vitória na batalha. • Os escritores do NT jamais consideram a conquista militar uma forma de estender a causa de Deus. ao conceito de "guerra justa" ao invés de "guerra santa". oferecer sacrifícios e levar símbolos religiosos ao campo de batalha. há muitas indicações de que os israelitas tinham idéias semelhantes: • Yahweh. Alguns anos mais tarde. . é freqüentemente descrito como "o S E N H O R dos Exércitos". para capacitar toda a humanidade a entender mais claramente a natureza do mundo em que vivemos. corr freqüência. embora o termo em si não seja encontrado no AT. Tais idéias eram amplamente difundidas no antigo Oriente Próximo. cristãos falam de sua luta contra "o diabo. como pedirorientaçâo de Deus com relação à estratégia. Josué encontrou-se com um homem que se apresentou como "comandante do exército do S E N H O R " ( J S 5 . • A guerra não recebe aprovação irrestrita. e que seu Deus lutará com eles e por eles. porque também era Deus de toda raça humana. Portanto. e as suas lanças. e a carne (isto é.

1-9:0 território de Simeão. pelo sumo sacerdote.21-27. Calebe c o n t i n u a v a sendo um homem de fé inabalável. e nem todas as tribos realizaram seu ideal de conquistar todo o território que lhes fora designado. o autor explica qual era a situação em sua própria época (13.8. Estas tribos deveriam ter expandido seu território por meio de conquista. Js 19. j á havia sido destinado a Ruben (15-23). Compare J z 3. No entanto. ainda havia anaquins para enfrentar (15.20). Os v. sobrepunha-se ao de Judá. J z 1.32-39: o território de Naftali. Mas Israel jamais controlou a região da Fenícia (Tiro e Sidom). centro e norte de Canaã que foram derrotados sob a liderança de Josué. 235 ISSACAR MANASSES EFRAIM GADE \ BENJAMIMÇs^-i DA / JUDÁ -RUBEN ! SIMEAO \ A-J Js 13—21 A divisão do território A divisão da terra e n t r e as t r i b o s Nem todo o território designado fora completamente conquistado. Ele cumpriu tudo. Js 18. Foi o rei Davi quem finalmente conseguiu subjugar os filisteus.14. Js 15: Na herança de J u d á estava incluído o território de Calebe e também Jerusalém. Parece que uma parte de Jerusalém ficava no território de Judá e a outra parte no território de Benjamim (15. mais tarde. A herança de cada tribo foi decidida por sorteio. Js 16—17: o território de Efraim (16) e Manasses (do Oeste) (17).4). Quarenta e cinco anos após o episódio dos espias ( N m 1 3 — 1 4 ) . Js 19.10). H e b r o m tornou-se propriedade dos levitas (21. Js 14. na época em que o livro de Josué foi escrito. Js 19. Essa lista conclui a seção sobre a conquista.6-15: Calebe r e i v i n d i c a H e b r o m . no Norte. e.1-7: O território ainda por conquistar incluía o litoral do mar Mediterrâneo (as cidades-estado dos filisteus) e as terras no Norte (Fenícia e Líbano). 7-24 dão uma lista de 31 reis do sul.33)." J s 23.17-23: o território de Issacar.28).1-5 fala do território a oeste do Jordão que foi dividido entre as nove tribos e meia restantes (exceto os levitas.21). 16.63. Js 13. Js 19. nosso Deus. Js 12: R e i s c a n a n e u s d e r r o t a d o s Os vs. a cidade ainda não havia sido conquistada (63). no Sudoeste.40-48: A tribo de Dã recebeu um território que a colocava em conflito com os filisteus "O SENHOR. • Gaza. Gate e A s d o d e ( 2 2 ) Três fortalezas dos filisteus. ou parte dela (18.1-6. foi feita uma descrição da terra. Apesar de 10. Mas. a exemplo do que fizera nos capítulos anteriores. Js 18—19: Os israelitas se reuniram em Siló.11-28: o território de Benjamim. Js 19. 14. • Os anaquins ( 2 1 ) A raça de gigantes que havia deixado amedrontados os espias mandados por Moises ( N m 13. J z 1. a tribo de Simeão foi absorvida pela de Judá.10-16: o território de Zebulom.8-33 diz respeito ao território a leste do Jordão que. Gade (2428) e (metade de) Manasses (29-33). mas Calebe reteve o território circunvizinho e as aldeias. Em vários momentos.12-17.13. não falhou em nada. Js 13. e os sírios. mas nenhum território). Js 19. na época de Moisés. os cavalos e as carruagens dos cananeus que viviam nas planícies as detiveram.24-31: o território de Aser. indicarem que as pessoas envolvidas perdiam sua liberdade de escolha (veja Ê x 4. Dt 3. Veja Nm 32. muito tempo depois.33-42. e Josué distribuiu os territórios às sete tribos restantes. a leste do J o r d ã o .21). 15. que ficava bem ao Sul. com isso.Josué primeira causa sem. O gigante Golias era de Gate (ISm 17.14.11-13).63.14 . no tempo de Moisés. lhes deu Iodas as coisas boas que havia prometido. Js 14. que receberam cidades para morar. 1-6 relembram as vitórias obtidas anteriormente.10.

o S K N H O R " . • A c ã (20) Por causa de pecado dele. A foro mosira o "alto" da cidade no qual deuses cananeus eram adorados.45). • U m altar para vocês (16) Deus havia dito que ele escolheria o lugar no qual deveriam adorá-lo (Dt 12. Js 22 As tribos do Leste vão para casa Ruben. Foi Deus quem expulsara grandes e poderosas nações. Agora essas tribos voltam para casa. Mas recebem das outras tribos 48 cida- Js 23: U m a p e l o à nação Alguns anos haviam se passado desde a divisão da terra.49-51: A divisão termina com a entrega de Timnate-Sera (chamada Timnaic-Heres em J z 2. o que não foi bem recebido pelas demais tribos. Elohim. tampouco um segundo santuário. cidade fortemcnic murada que ficava no norte de Israel. os líderes d a fé e adoração em Israel foram distribuídos o u espalhados p o r toda aquela terra. Foi Deus quem lhes dera aquela terra. Js 19. Com isso. Josué estava chegando ao fim de uma longa vida. com as pastagens circunvizinhas. Destinavam-se a proteger contra a vingança dos parentes aqueles que tivessem causado morte acidental. três a leste e três a Oeste do rio Jordão. Portanto. e não apontara um único sucessor. Era um símbolo de solidariedade com o resto de Israel. repetido duas vezes. uma vez d o outro lado do Jordão. 13 (Sansão pertencia à tribo de Dã).1-13). 18. • N e n h u m d o s i n i m i g o s (21. para renovar a aliança feita ali após suas primei- . mantendo a aliança que Deus havia estabelecido. Portanto. • O p e c a d o c o m e t i d o e m Peor (17) Quando Israel adorou Baal ( N m 25). 36 homens morreram (cap. dias de Josué c outros inimigos poderosos no Sul. com a bênção de Josué e parte dos despojos. Os danitas não conseguiram conquistar aquele território e acabaram por se estabelecer no extremo norte do país. Js 20: Seis cidades.14. Js 23—24 Os últimos O rei de 1 lazor. pois sua herança era Deus.13-14). Aquele não era um sinal de idolatria.9) a Josué. Veja também J z 1. Yahweh (veja "Os nomes de Deus"). Israel viria a rejeitá-los no futuro fez com que construíssem um altar. ao qual estavam ligados pela fé e adoração do único Deus.236 A história de Israel des. O medo de que. liderou uma aliança que acabou dcrroiada pelo exérciio de Josué. 7). 22 Um juramento solene. e usando os três nomes de Deus: El. cap. todas pertencentes aos levitas. "fiquem ligados a Deus.34. • V. Dt 19. Js 24: U m a p r o m e s s a de lealdade J o s u é r e u n i u o p o v o em S i q u é m .6-34. Js 21: Os levitas não receberam nenhum território p o r herança.44) Esta deve ser uma generalização (uma visão panorâmica) à luz de comentários anteriores (e J z 1). foram designadas "cidades de refúgio" (veja Nm 35. Gade e Manasses cumpriram suas obrigações de ajudar na conquista. o Deus que cumpria suas promessas (23. veja 21. era vital assegurar que os líderes mantivessem a lei e permanecessem fiéis a Deus.

por si só. que relata o enterro dos ossos de José na terra prometida..15 . É marcante o contraste entre este episódio e o livro de Juízes.ras vitórias na terra (8. o padrão da aliança segue o padrão dos tratados daquela época (veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo"). e o v. Deus de Israel". dá por encerrada a história dos patriarcas. aparece um relato dos favores que ele prestou no passado (2b-13). enviadas p o r reis cananeus a o Faraó egípcio. mencionam o problema d o ataque d e bandos nómades estrangeiros . pois ele é o nosso Deus".22). "Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. O v." Js 24. com advertências a respeito do que aconteceria em caso de desobediência (19-20).30-35). especialmente porque é igual à de José (veja G n 50. 32. n o Egito. A promessa feita a José foi mantida. As estipulações ou exigências são feitas em 14-15. Balaão (9) Veja N m 22—24. encontrou eco na resposta do povo: "Nós também serviremos ao SENHOR. A disposição de Josué em dedicar-se inteiramente a Deus permaneceu inalterada até o fim de sua longa vida. Esta é uma boa conclusão para o livro. como em Deuteronômio. que se segue. " e u e a minha casa serviremos ao S E N H O R " . A família que durante tantos anos só possuía sepulturas compradas de pessoas que moravam no local (veja G n 23 para a aquisição de Abraão) agora possuía todo o território de Canaã. Sua promessa. Aqui. 31 indica quão poderosa foi a influência de Josué para o bem. um tributo à liderança desse homem de Deus. A ligação é reforçada pelo v.o s h a b i r u .. tabuinhas encontradas e m "reli el-Amarna. seu pai (veja G n 33. Ele foi enterrado na única propriedade que pertenceu a Jacó. Será que estes e r a m os hebreus? • C e n t o e d e z a n o s (29) Esta pode ser uma idade ideal. 32. O zelo do povo em acompanhá-lo na renovação da aliança é. Depois da apresentação do título do rei ( " S E N H O R . • Balaque.19). 2a). > Enviei v e s p õ e s à s u a f r e n t e (12) Versões recentes traduzem esta imagem vívida por "pânico" ou "medo". simbólica.

3. Sansão. 4—5) Gideào (caps. O cântico de Débora. Israel trocava Deus pelos deuses locais. é considerado uma das primeiras partes do AT a serem colocadas por escrito. O que surpreende é o amor e cuidado constante de Deus. Sansão.31).31 Histórias dos líderes da nação que Deus levantou para libertar Israel de seus inimigos Caps.7—16.6 Depois de Josué o p e d i d o de seu povo tão logo este clamava por socorro.C.JUÍZES Juízes abrange o período na história de Israel que vai da morte de Josué até o tempo de Samuel. por outro lado. mas antes de Davi ter conquistado Jerusalém (1. e. Eles são exemplos a seguir apenas em termos da sua fé. como a data mais provável da conquista é 1240 a. Outro fator a ser considerado é o uso freqüente de "40 anos" como número redondo para O cenário humano que aparece em Juízes é deprimente. q u e quebrou todas as regras de hospitalidade: Eúde.7). A fidelidade a Deus trazia consigo um povo forte e unido. Eúde. o período dos Juízes compreende uns 390 anos. A idolatria. As questões morais que este livro levanta. As histórias não maquiam nem recomendam o comportamento dessas pessoas. Baraque. no g e r a l . 13—16) povo que se gabava dos atos de vingança cruel contra o inimigo. Sabemos. Depois. Foi um tempo difícil e instável. o envolvimento de Deus naquela ação. Ele escreveu após a destruição do santuário em Slló (18. por exemplo. ou seja. Na lista dos maiores exemplos de fé que aparece em Hb 11. Porém. celebrando a derrota de Sísera.C.1—3. representam um sério problema para os leitores de hoje (veja "Entendendo Juízes" e a anotação sobre o juramento de Jefté). A história da nação se caracteriza por um ciclo que se repete de forma monótona. da ¡¿nena . que recorreu ao assassinato. e mesmo sabendo que tudo viria a se repetir no futuro. durante o qual as tribos dispersas ficaram sem liderança central. Resumo Os problemas que sobrevieram a Israel depois da morte de Josué: um padrão cíclico de desobediência a Deus. Esta é a mensagem central que o autor quer transmitir nesse relato centrado em histórias de heróis locais que foram contadas e recontadas com o passar dos anos. E Deus decidiu agir por intermédio de pessoas das quais não se poderia esperar m u i t o : Jael. como se observa claramente na sentença acrescentada a 1. Tudo ficava bem por algum tempo. Jefté. Deus enviava um libertador. são mencionados quatro deles: Gideão. Débora/ Baraque. 1.7. Representação d e u m baal cananeu. Cronologia A exemplo de outros autores antigos. Gideão. Deus atendia . a história apresentada no livro deve ter acontecido em menos de 200 anos. que a opressão amonita no Leste e a opressão filistéia no Oeste ocorreram ao mesmo tempo. especificamente. Estes "juízes" de Israel não eram apenas conselheiros em assuntos jurídicos. um homem cuja vida sexual leva a marca da promiscuidade. (Houve mudanças editoriais posteriores. o velho padrão de infidelidade tornava a se instalar. 17—21 Um quadro dos tempos difíceis antes do surgimento de um rei Histórias mais bem conhecidas Débora e Baraque (caps.21). 0 deus d o c l i m a . e. arrependimento. 6—8) Sansão (caps. Caps. É possível que tal sobreposição tenha ocorrido também em outros casos. e libertação dos inimigos. Sansão e Jefté. Uma das razões para esta aparente discrepância é a sobreposição entre os períodos dos diversos juízes. aproximadamente de 1220 a 1050 a. Eles livraram uma tribo ou todo o povo da opressão do inimigo.• da fertilidade. era fonte de fraqueza e divisão. com base em 10. unidas apenas pela sua fé comum. No seu todo. Sofria nas mãos dos cananeus e clamava a Deus por socorro. ganhando seus louros na frente de batalha. um Caps. que se manifesta até mesmo na vida daqueles que conhecem a Deus. Seis dos 12 juízes mencionados são descritos com maiores detalhes: Otoniel. o escritor de Juízes não dá à cronologia e à ordem dos acontecimentos a mesma importância que lhe é atribuída por historiadores ocidentais do mundo de hoje. Este é o relato bíblico que ilustra com maior clareza a tendência humana de seguir seu próprio caminho (pecado). recordando a época em que Israel não tinha rei. Apesar do passado de infidelidade de Israel.

d e Benjamim (3. d e G i l e a d e (11.19-22). 4. Otoniel. o anjo sempre aparece como representante de Deus. g u a r d a n d o seus segredos a sete chaves (veja I S m 13. de Moabe. 1 Era o sumo sacerdote quem dirigia a Deus essas perguntas d o tipo "sim o u n ã o " .11). tendo alcançado considerável sucesso. • Polegares das mãos e dos pés (7) Para que esses reis não pudessem segurar uma espada ou ficar firmes sobre a planta dos pés. 9 ) : vitória s o b r e Cusã-Risataim.6). • Cidade das palmeiras ( 1 6 ) Jericó.31): v i t ó r i a sobre o s filisteus.13).3). 13. Elom. Ele fala em nome de Deus. Às vezes revela-se como pessoa comum. e não tanto um número exato de anos. Até a época de Davi.1). I b s ã . Tola. A fortaleza de Sião só passou para o domínio dos israelitas quando o rei Davi a tomou algum tempo depois (2Sm 5 ) . R E I . d e E f r a i m (12. A localização d e Boquim é desconhecida. 35.22).11): vitória sobre os midianitas e amâlequitas.4-6): vitória sobre J a b i m e Sísera. às vezes como ser celestial de aparência tremenda (veja 13. a tribo da qual v i r i a m Davi e sua linhagem de reis. 2. Eúde. 1. geralmente na primeira pessoa como se fosse Deus. Cundall sugere a seguinte cronologia aproximada: 1200 Otoniel 1170 Eúde 1150 Sangar 1125 Débora e Baraque 1100 Gideão 1070 Jefté 1070 Sansão O s 12 j u í z e s e s u a s vitórias Jabim.5 Após a morte de Josué Midianitas Jz 1: S u c e s s o s e f r a c a s s o s Judá. 10.11): vitória sobre os nmaletjuitns. d e issacar (10. S a n s ã o . • V. 9. 12. d e J u d á ( 3 . Vs. e é praticamente identificado com Deus por aqueles a quem aparece (veja. 10-15: Veja Js 15. 11. A. Moisés e a sarça ardente em Ê x 3 ) . • V.1-5: D e s o b e d i ê n c i a t r a z d e r r o t a Estes versículos são um comentário sobre os fracassos relatados n o cap. com uma mensagem especial de Deus. que só é atenuado por outro sucesso das tribos de José relatado n o v. 19 A q u e l e era o i n í c i o d a I d a d e d o Ferro. A b d o m . Jair. foi a primeira a continuar a conquista após a morte de Josué.20): vitória sobre o s filisteus. p o r exemplo.E./ I Cusã-Risalaim. 5.8). Gideão e Sansão) e e m outras passagens bíblicas (a história de Agar e o "sacrifício" de Isaque em Gênesis. d c Belém (12. Os filisteus i n t r o d u z i r a m a indústria do ferro na Palestina e tinham o controle d a produção. d e Z e b u l o m (12. • O Anjo d o S E N H O R (1) Mencionado várias vezes em Juízes (aqui e nas histórias de Amalequita: 1. O fracasso dos benjamitas em expulsar os jebuseus de Jerusalém qualifica a vitória descrita no v.13-19. d e G i l e a d e (10. G i l g a l foi onde o povo acampou pela primeira vez e construiu um altar após atravessar o J o r d ã o .JUIZES 239 indicar "uma geração". 8. segue-se u m catálogo de fracassos. Israel f i c o u e m desvantagem diante das armas e dos carros d e ferro usados p o r seus inimigos. 8. d e Manasses (6. de D ã (15. 3. G i d e ã o . Sangar (3. Débora (Efraim) e B a r a q u e (Naftalí) (4.15): vitória sobre l i g l o m . 7. Depois do relato da conquista de Betei (2225) pelo "povo das tribos de José" (Efraim e Manasses).'de Canaã 6 • | . / i da Mesopotâmia le Jz 1—2. Jefté. 6. usando o Urim e Tumim (sorteio sagrado). . Jz 2. Mas todos que o vêem têm certeza da sua autoridade.

6—16.2).3 As cinco cidades-cstado dos filisteus eram Asdode. com um ferrão de tocar bois (uma vara de uns 2. Jefté e Sansão. como também se dispôs a fazer a jornada de 80 km ao Norte para ir com ele à batalha. j J z 3.31: S a n g a r p r o m o v e u m massacre N u m feito isolado. derrota nas mãos de um herói ou líder militar do Sul. esposa de Hébcr. para testar o povo e manter os soldados de Israel bem treinados nas habilidades de guerra (2. J z 4—5: A p r o f e t i s a D é b o r a conduz Baraque à batalha Nessa história impressionante aparecem com destaque duas mulheres extraordinárias: Débora. I S m 17. Sangar eliminou 600 filisteus.13) Deus e deusa da fertilidade e da fecundidade do solo. chefe de Temã" (em E d o m ) . .7-11: A v i t ó r i a d e O t o n i e l Se Cuchã-Risataim realmente era rei da Mesopotâmia (v.12-30: E ú d e a s s a s s i n a o rei Eglom O rei Eglom. mas não conseguiu deter esses inimigos por muito tempo. e os canhotos dessa tribo que atiravam com a funda tinham uma reputação formidável (veja 20. Os vs. l C r 12. Como resultado da desobediência. Eles não só tomaram o território a leste do Jordão. comandava uma aliança oriental que incluía os amonitas c amalequitas. O domínio de Judá sobre as três cidades dos filisteus durou pouco tempo (1. • Baal e Astarote (2. Baraque. .31 Israel sob os juízes J z 2. e vemos isto cm várias outras partes do AI'. • Quarenta anos (11) Este número é usado freqüentemente no AT como número inteiro e significa "uma geração" ou "um longo período". a profetisa. Baraque não ficou com as honras da vitória. a J z 2.! fertilidade d a teria. e Jael. o ataque deve ter vindo do Norte. Mas alguns corrigem o nome dele para "Cuchã. de Moabe. Como Eúde. um período ainda mais longo! J z 3. as nações vizinheis não foram expulsas. muitos dos benjamitas eram canhotos ou ambidestros. O poder desses heróis era um dom especial de Deus.1-54). norte do Iraque). do abandono de Deus cm troca dos deuses locais. como também atravessaram o rio para estabelecer um posto avançado em Jericó. Asquclom.16. Nessa ocasião.6: I n t r o d u ç ã o J z 2. Débora foi uma j u í z a no sentido jurídico (4.6-9 nos leva de volta ao ponto em que estávamos ao final do livro de Josué. 13—16. Ecrom. o fato de Eúde ser canhoto o colocava acima de qualquer suspeita. • 3. o nômade queneu.6—3. Elas continuariam como espinho na carne de Israel. como Deus comanda os assuntos humanos.6). • Oitenta a n o s (30) Duas vezes quarenta. uma mulher de autoridade. 8. acreditando que este deus local eslava DO controle ilo i l m u <• il. a história de Sansão nos caps. expressa isto em termos diretos ("os entregou"). pois foi outra mulher. e n t r e g o u (8) O autor atribui sentimentos humanos a Deus c. • Veio sobre e l e o Espírito d o S E N H O R (10) A mesma frase é usada com relação a Gideão. J z 3. 13—16. e lhe deu instruções da parte de Deus.5 m com um ferrão na ponta). Ela não só convocou o líder militar. Gaza e Gate (veja "Cananeus e filisteus".240 A história de Israel Os israelitas e r a m consta manente tentados a acompanhar os canancus na adoração a Boal.18). o que torna surpreendente sua . 11-23 apresentam o padrão de acontecimentos que passou a se repetir tão logo morreram as pessoas da geração que havia participado da conquista da terra prometida (10). Veja caps. hoje seria a região leste da Síria. Este é o estilo de todo o livro. o que geralmente não agrada os leitores modernos. • I r a .20—3.5).

' Jz 5. que matou o poderoso Sisera com uma estaca e um martelo que tinha à mão. apesar de alguns problemas decorrentes da idade do texto. no final. Avante.21). A parte baixa jamais foi reconstruída. Muitas das carruagens foram arrastadas e o restante ficou atolado na lama. o retorno de seu filho. passa diretamente do cenário em que Jael ainda está com o martelo na mão para o cenário em que a mãe de Sisera espera. mas o monte (tell) foi outra vez fortificado pelos cananeus c mais tarde por Salomão. pode ser visto de longe. • Hazor (4. o 'ribeiro das batalhas. com grande efeito dramático. Uma tromba d'água transformou o Qttisom numa torrente impetuosa (5.2) Josué havia derrotado outro Jabim e destruíra a cidade.19 Taanaque ficava a apenas 8 km de Megido (onde rotas comerciais passavam pela serra do Carmelo).6) Uma boa escolha como local de reunião.20-22 (ARA) 0 "hino de batalha" se caracteriza por u m frescor característico de testemunho ocular e grande exultação. 0 cântico que celebra a batalha indica a chave da vitória. cenário de tantas batalhas que deu seu nome ao local da batalha final. num formato arredondado e com 400 m de altura. desde a sua órbita o fizeram. Esse monte.corajosa Jacl. firme! Então as unhas dos cavalos socavam pelo galopar. em vão. ó minha alma. o galopar dos seus guerreiros. O poeta-compositor usa todos os recursos de som. 'Armagedom". • 5. . 'Desde o céu pelejaram as estrelas Haroscte\_Hagoirn \ Baraque cananeus derrota Sisera e os contra Sisera. • Monte Tabor (4. MoiileCarmelol 0 ribeiro Quisom os arrastou. As águas ou o riacho de Megido é o rio Quisom. Quisom. ritmo e repetição para descrever cenas rápidas e vívidas como um filme. E.

A área e m que as pessoas passavam a maior p a n e d o tempo e r a um pátio aberto.1. uma fonte de água protegida (p. q u e data da época d o rei J e r o b o ã o II (793-753 a .C. e o clã dos recabitas fez um juramento permanente contra o sedentarismo (Jr 35. Em troca do suprimento de grãos e outros produtos à cidade fortifica- Tanto nas cidades c o m o nas aldeias. de forma lenta e gradual. o que resultava n u m a estrutura conhecida c o m o "a casa d e quatro cómodos". L'm celeiro c o m u n i t á r i o e m M e g i d o . de formato retangular.. As cidades israelitas geralmente tinham fortes muros e portões. ^ fortificada. cercais c o u t r o s p r o d u t o s essenciais eram estocados. IRs 12. ainda.25) refletem esta organização. . os primeiros a se fixarem na terra. À s veies havia um segundo andar. C ) . I-: p r o v á v e l que um cómodos laterais fosse um abrigo pata animais. A maioria dos assentamentos nas regiões montanhosas não passava de pequenas aldeias sem a proteção de muralhas. Ó l e o . várias aldeias agrícolas eram exploradas por uma cidade maior. a transição de uma vida nômade para uma vida sedentária tenha ocorrido. no caso dos israelitas. Referên^ ^ ^ ^ cias a uma cidade T o d a casa tinha sua lamparina de cerâmica cheia d e ó l e o d e oliva. um ditado comum no início da monarquia (2Sm 20. vinho e azeite de oliva.ex. "Às vossas tendas. E r a c o m u m agrupar duas o u três c a s a s . e u m terceiro c ô m o d o que tinha o comprimento d o prédio c m s i . A região montanhosa era mais difícil de cultivar e o assentamento ali exigia o nivelamento dos declives e a construção de cisternas para armazenar água. N m 21. um palácio. d e n t r o d e casa.242 Vida sedentária John Bimson É possível que. o celeiro comunitário de Megido era um enorme silo subterrâneo. e depósitos para produtos básicos como grãos. ó Israel!" era. Tudo que podemos fazer é imaginar como teriam sido. ex. com acesso por um túnel).6-7). Aparentemente. e m potes de barro o u cerâmica. Geralmente havia salas estreitas d e dois lados dessa área.16). e isto a partir de detalhes ocasionais e com o auxílio de estudos de sociedades semelhantes. um sótão onde as pessoas podiam dormir. ' reunindo duas ou Ires gerações dn mesma família. "e todas as suas aldeias" (p. Os israelitas que ficaram nas pla- nícies foram. após a saída do Egito e a conquista da terra prometida. Nos séculos8e 7 a. A Bíblia nunca descreve acordos políticos e econômicos feitos naquele tempo. provavelmente. as casas típicas dos israelitas e r a m bem parecidas.

11). Nômades que tinham algum contato com determinada cidade também buscavam proteção dentro dela em momentos de crise. da. as cidades muradas e r a m o r e f ú g i o das pessoas q u e v i v i a m nas aldeias próximas. •quando os exércitos dos babilônios invadiram a região (Jr 35. lím tempo d e p e r i g o . para a prática a g r í c o l a . N ã o era n a d a fácil c o n s t r u i r terraços nas encostas d o s montes.Oi povoados na região m o n t a n h o s a e r a m pequenos. . as aldeias vizinhas provavelmente recebiam proteção em tempos de guerra. como os recabitas fizeram em Jerusalém.

N m 20—21 descreve os acontecimentos mencionados na discussão de 11. diferentemente de seu pai. proibida pela lei (embora a N T L H traduza por "ídolo"). • 8.1 acima com relação ao "Anjo d o SliNHOR". • Estola/Manto (8. Deus (e a justiça) tem a última palavra. Na verdade. F. que tinha alguma justificativa para> aceitar a autoridade real. • Espalhou sal (45) Simbolicamente condenando a cidade a ficar em desolação permanente.1-4. não manifestou os mesmos escrúpulos.7: Jefté O território ao Sul de Israel estava sob o domínio dos filisteus. o sotaque dos efraimi- J z 8. Nos vaus do J o r d ã o . Tola "julg o u " ou foi líder de Israel durante 23 anos. Compare a parábola de Nata em 2Sm 12. com cerca de 45 cm de diâmetro. • 7 . • Vs. ao tempo Jacó e mesmo antes dele. 4 E m hebraico.27). escondido dos midianitas.32-33). • V . • 7.1-3).28: G i d e ã o Os midianitas. isto é. Abimeleque. não quis saber do assunto. Trata-se. os nômades midianitas. mas a v i t ó r i a resultante daquela fuga desordenada v e i o de Deus. O terror espalhado por essa gente montada em camelos é descrito de forma bem vívida em 6. Jair. e o autor de Juízes percebe claramente os perigos da liderança hereditaria (em fornia de dinasria). apesar de toda sua cautela i n i c i a l . de um jogo de palavras. infelizmente a prosperidade " v e i o a ser uma armadilha para Gideão" (8. durante 22 anos. pois uma parte dela fora sua possessão até lhes ser tirada pelo rei Seom.12-28. Veja comentário sobre 2.1—8. no tempo de Jeroboão I.21 Ornamentos cm forma de meia-lua ainda são populares entre os povos árabes de nossos dias. • Pedra d e moinho (53) Os grãos de trigo eram moídos entre duas placas de pedra.25) Poste ( o u totem) sagrado. os moabitas tinham mais direito àquela terra do que qualquer outro povo. 7-21 Este é um exemplo antigo de uma parábola ou história com moral. nos lugares onde se podia atravessar o rio Jordão.1-4). mesmo se apresentada na forma de pagamento na mesma moeda (56-57). O novo herói que se levantou para combater os amonitas foi o "bandoleiro" Jefté. J z 9: A s c e n s ã o e q u e d a de Abimeleque Gideão. e dos amonitas. Jefté teve que lidar com a inveja dos membros da poderosa tribo de Efraim. J z 10. o lugar passou a competir com o santuário oficial de Israel. Quctura ( G n 25. A história da cidade remonta à antiguidade.5-6 Aqueles que levaram a água à boca com suas mãos estavam mais alertas ao perigo que os que se ajoelharam. • Aserá (6.mbora tenha se mostrado à altura da situação n u m momento de provação.27) Provavelmente uma imagem de Deus. A fé desse homem (veja também Hb 11. G i d e ã o usou sua perspicácia para fazer u m ataque s u r p r e s a . • 6. 1 3 O pão de cevada representa Israel (os moradores permanentes) e a tenda. porém.244 A história de Israel "Uma espada pelo SBNllon e por Gideão!" J z 7. • S i q u é m (1) Este era o santuário central de Israel na época de Josué. não era um escolhido de Deus. Enquanto Gideão usou palavras suaves para aplacar esses efraimitas indignados (8. a Oeste. Nada de maior importância aconteceu durante aquele período. brutal e ambicioso filho de í Gideão. neste caso. A Bíblia os menciona apenas aqui e em Is 3. beduínos vindos d o Leste e que eram descendentes de Abraão e sua segunda esposa.29-35: Ú l t i m o s a n o s de Gideão Quando da morte de Gideão. Mas Abimeleque. é vista na sua p r o n t i d ã o para enfrentar as hordas midianitas com u m exército de apenas 300 homens. avançaram pelo s u l de Israel e chegaram até a cidade filistéia de Gaza. a Leste. havia ali um templo a Baal. Deus era lembrado em meio às crises. N a verdade ela foi reconstruída 151) anos depois.11 A localização de Ofra é desconhecida (não se trata de Ofra no território de Benjamim).11. Após a vitória e a tragédia que aconteceu logo depois (veja abaixo). Gideão foi obrigado a malhar a sua escassa colheita de trigo no tanque de pisar uvas. mas quando estas passavam a atração dos deuses que aproximavam Israel dos seus vizinhos (Baal da aliança / "Baal-berite") c davam boas colheitas era praticamente irresistível. Assim. J z 10. os israelitas voltaram a adorar os baalins.20 J z 6. "jumentos" e "cidades" são palavras que têm som parecido.6—12.18. redondas e pesadas. Agora. Jefté recorreu à espada. símbolo da deusa-mãe canancia.1-5: T o l á e J a i r Estes não foram líderes militares. .

mas jamais ao Deus de Israel (Abraão havia aprendido isto há muito tempo. Um sacrifício humano podia agradar aos deuses pagãos.245 tas. e a lei de Deus o proibia: D t 12. Descendo pelo monte ( a o invés d e subir pelo vale) e à noite. ele com certeza valorizava sua casa e sua família. o pai quebrasse a promessa feita a Deus.) Mas como pode um Deus moral associar-se a ações como esta e com pessoas como Jefté. denunciava quem eles eram. o voto foi feito de boa fé: Jefté entregaria "quem" (pessoa ou animal) saísse primeiro da casa dele para rir ao seu encontro.31). Porém. Sansão e outros? ("Entendendo Juízes" considera algumas possíveis respostas. Ufonlc de Harode: a bose de Gideãc- Hmoikc MonS HGideâo divide • o s homens de Gideflo execuiam • u.) Certamente não podemos descartar o fato de que os "heróis" A vitória de Gidcão sobre os midianitas G i d e à o conquistou a vitória c o m apenas 300 homens. (Como Jefté era um filho ilegítimo que foi expulso de casa. por causa dela. > 0 voto de Jefté Esse voto mostra quão pouco os israelitas conheciam a Deus naquele tempo. O s midianitas pensaram que estavam cercados e fugiram atordoados.i surpresa Elos iiiidianiuis fogem . no sinal as trôs divisões fizeram u m barulho ensurdecedor. apesar da ignorância e da forma equivocada. que não conseguiam pronunciar a palavra "chibolete". Seu sofrimento foi genuíno e a reação de sua filha é surpreendente: ela não permitiu que. E ele cumpriu sua palavra. embora isto tenha lhe custado a vida de sua filha única.

246 A história de Israel Dalila teceu num tear as trancas d o cabelo de Sansão. mas podiam ser. J z 12. conto este da foto. uma "idade de trevas" como a de Juízes pode ser seguida de um período de verdadeiro progresso espiritual. em que as pessoas viviam distantes do padrão estabelecido na lei de Deus.7) foi escolhido para a tarefa desde o momento da sua concepção. também. a cidade filistéia onde Sansão matou 30 homens. J z 13. Para Sansão. Deus age por meio de homens As façanhas de Sansão e mulheres. Os teares eram verticais. • Quarenta e dois mil (12. horizontais. Deus não se isola nem ignora um pedido de socorro. na esperança d e tirar-lhe a força. fraquezas e imoralidade são apenas registradas. não havendo nada alem disso que fosse digno de registro.31: S a n s ã o O herói na luta contra o inimigo do Oeste (veja 10. Essas pessoas não são apresentadas como modelos: suas falhas.8-15: I b s ã . aprovadas ou maquiadas. A foto a direita mostra minas lie "Vsquclum.1—16. Ele age. mesmo quando não tem ao seu dispor as pessoas "adequadas".6) H á uma questão com relação ao significado de "mil" no hebraico que pode explicar os números surpreendentemente altos que encontramos em panes do AT. imperfeitos por natureza. A estátua e as colunas datam principalmente d o período romano. como a Bíblia deixa bem claro. Tudo que se louva é a fé e a coragem desses homens. Eles servem como intcrlúdio antes da grande história seguinte. o Hebrom . E l o m e A b d o m Dois destes juízes ficaram conhecidos por causa de suas famílias. uma época. não glorificadas. mesmo numa época de decadência que aparentemente não tem volta. do livro de Juízes eram pessoas de seu tempo. E por causa disto. caracterizada por decadência religiosa.

Deryn Guest Juízes contém algumas das histórias mais bem conhecidas da Bíblia. Porém. o livro apresenta um desafio éticoe teológico para todo e qualquer aspirante a intérprete da Bíblia. Disto pode-se deduzir que o autor tinha interesse político em destacar a monarquia davídica e interesse teo- lógico em incentivar uma monarquia que reconhecia a ampla soberania de Deus. com imagens proibidas e um sacerdote mercenário. os filisteus eram .Juízes 247 Entendendo Juízes P. quando consideramos o texto sob este ponto de vista. Assim. Certamente. quando um local de culto pagão é estabelecido em Israel. No entanto. Ao casar-se com uma filistéia. a concubina cortada em pedaços (Saul fez o mesmo com bois. seria inevitável que houvesse luta por causa de terras. Isto se vê no controle que Deus exerce sobre os juízes fracos e às vezes indignos. Chegados apenas recentemente à terra prometida. Pode-se lamentar. Sansão parece entrar no jogo dos inimigos. mais adiante. • O livro descreve a desintegração da unidade tribal. 19. Alguns também vêem no livro e seu desenvolvimento um forte preconceito contra a liderança do Norte. como Abimeleque. mas estas eram. para voto de nazireu (veja Nm 6) era vitalício. Como um livro repleto de ação. trazendo vários crimes de sangue e narrativas de traição e violência. Nesse tempo. e não leva em consideração a data de composição do livro (posterior aos acontecimentos descritos) e sua importância para um público posterior. então. Até seu próprio povo ficou contra cie (15. O cap. após um estupro coletivo. a desunião tribal é identificada como a característica principal deste período de fracasso. possibilitou a Dalila cortar-lhe a longa cabeleira que era o sinal de sua dedicação a Deus. estar envolvido em algum desses episódios. como Jefté. algo que. é esquartejada (cap. Uma resposta comum é dizer que esses fatos aconteceram numa época em que os israelitas estavam em crise política. pelo contato com estes. Portanto. A ameaça era que. 19)? Ou. os atos macabros que ocorreram. Assim o autor mostra à sua própria geração o que não fazer para viver bem naquela terra. quando foram dominados). Mas os filisteus avançavam sobre o território de Israel (eles continuariam a ser uma grande ameaça a Israel até o tempo de Davi. A fraqueza moral privou esse valente da estatura espiritual e da força física. conflitos tribais. menciona lugares e fatos relacionados com Saul: Gibeá (sua terra natal). a unidade tribal e a pureza religiosa. o que explica. até certo ponto. as condições vigentes naquela época. Ao contrário das campanhas dos outros juízes. são retratados negativamente.7). benjamitas (a tribo de Saul). É simplista demais. o povo perdesse a sua identidade. situando-os num "período difícil de adaptação" para Israel. surgem várias questões interessantes. muitas vezes. advertindo contra tais erros. A narrativa se passa numa época em que Israel vivia rodeado por estrangeiros. ele chama a atenção. • 14. e recaídas no paganismo.11). O que fazer com a história de uma mulher que. porém. social e religiosa. Numa época turbulenta assim. ISm 11. já não convence alguns leitores. muitos membros da dibo de Dã já haviam se mudado para o Norte (Jz 18). em especial. Para ser bem sucedida. tinham dificuldades para manter o controle israelita. Líderes por conta própria. Mas suas façanhas subseqüentes trazem o perigo à tona e a inimizade ao ponto de confrontação. mas deixa o leitor incomodado com o seu conteúdo. a inversão está completa. a luta de Sansão foi a batalha de um homem só. já que sua força lhe havia sido dada por Deus para um propósito específico. Começa com a repreensão que Débora faz a certas tribos por não ingressarem na coalizão e termina com uma guerra civil. O autor conta as suas histórias de uma maneira desfavorável às tribos do Norte e principalmente à dinastia de Saul. • O autor defende a liberdade soberana de Deus. Ele. infelizmente. a liderança deveria estar baseada na iniciativa de Deus. O livro de Juízes mostra como essa ameaça se tornou realidade.3 Dos vizinhos de Israel. Juízes serve de lição de história para um público posterior. sendo que Sansão era um dos poucos que haviam permanecido no território que a tribo recebera originalmente. Nos capítulos finais.42-49)? Talvez o que mais perturba as pessoas é o fato de Deus. • As narrativas advertem contraaassimilação. • O texto tem um claro interesse em liderança. tratou esse voto com uma negligênda que quase poderia ser caracterizada como desprezo. essa explicação dos elementos questionáveis do texto. a história de várias pessoas queimadas vivas dentro de uma fortaleza (9. O avanço dos filisteus se dava por infiltração ao invés de guerra declarada. ou oportunistas.

já que Deus é soberano. A história transmite a mensagem de que a mulher estrangeira e sexualmente independente é uma armadilha para os homens bons. tão e ainda tem. a mensagem negativa da Há outras características. os únicos que não praticavam a circuncisão (geralmente feita na puberdade). Na tentativa de lidar com tais questões. literário. as pinturas de Moreau. Deus não lhe tirou liberdade de escolha. e isto levanta questões morais significativas. Assim. abordagens. • O casamento d e S a n s ã o Esse casamento foi formalmente arranjado pelos pais de Sansão.248 A história de Israel um problema. também. contra tadas pela leitura do livro de Juízes mulheres) no texto continuam sendo estão sendo expostas de maneiras atingir os seus próprios objetivos. sua condição de prostituta.16) ou desrespeitar seus pais (Êx 20. o autor transmite aos leitores do seu outras questões. este comportamento ambíguo demonstra que não se pode esperar que Deus aja automaticamente de acordo com as exigências e expectativas humanas. Outros de estupro e assassinato em nível articulam uma resposta masculina. e este é um avanço bem-vindo e estimulante à medidt que a interpretação desse texto desafiador está sendo reconsiderada e m nossos dias. Mas isto não justifica o fato de Sansão desobedecer a lei de Deus e casar-se com tuna pagã (Êx 34. mesmo que se trate presente no mundo antigo. ao invés da noiva mudar-se para a casa de Sansão. É um tanto incômodo ver Deus envolvido em tal ato. Porém.000 homens à morte. as práticas e os preconceiAs questões problemáticas levantos (contra os estrangeiros. 20. • 14. e que somente viram que a palavra de Deus éfiel quando reconheceram a escolha de Deus naquela situação. pectiva feminista resiste à tendência de "concordar com" o texto e levanta Através de cada uma das narrativas. Como observou Cheryl Exum. Uma é a abordagem feminista. No entanto.12). No entanto. novas e criativas. que reconhecem pleInterpretar Juízes desta maneira pode namente que se trata de atos repugdiminuir o impacto de várias das hisnantes e levam a sério o desafio ético tórias chocantes.4 O comentário do editor atribui a responsabilidade a Deus. Por exemplo. no cap. outras nada forma de identidade nacional. história é mantida e reforçada. como normalmente se fazia. é claro. a personagem de Dalila faz parte do imaginário cultural como uma femmefatale ou mulher sedutora e traiçoeira. A persmas a preocupação principal em tudo isso é a questão de identidade. ao enviar mais de 40. que o intérprete moderno enfrenta. que não concorda com a ideologia transmitida nem tenta justificar os fatos que descritos. por exemplo. O autor mostra como Israel tentou usar Deus para seus próprios fins. seus sentimentos de triunfo quando Sansão é capturado. . Tentar fazer com que Deus "defenda a nossa causa" é um erro que o livro de Juízes desmascara. Isto também é expresso na sua capacidade de agir ambiguamente. tempo os seus ideais de como Israel deveria valorizar e preservar determiEstão surgindo. outras possibilidades de leitura. E. não se pode ignorar Alguns estudos levam em conta a a influência cultural que a Bíblia teve dinâmica de honra e vergonha. Rubens e Solomon basearam-se neste difundido preconceito contra a personagem sedutora ao acrescentarem à narrativa bíblica detalhes como a sedução carnal de Dalila. e muito bem. surgiram diferentes estratégias de leitura.

30 O "cativeiro" é supostamente uma referência à destruição do reino d o Norte. o Norte O autor não tem necessidade de tirar uma Esta história ocorreu n u m período em que lição moral: basta a simples afirmação d o v.27) e ídolos morta. sacerdote. neste caso.1). uma mulher não valia nada. O resultado foi a quase extinção da tribo de Benjamim. 0 autor deixa de lado os heróis de Israel e focaliza dois incidentes que ilustram o baixo nível da religião e moralidade nos dias sem lei durante os quais Israel não tinha governo central e "cada u m fazia o que achava mais reto" (21. 1 7 Veja a nota anterior sobre números e egoístas quanto o resto d o p o v o .s e p a r a Mispa (21. o verdadeiro centro religioso de Israel nessa época. que foram usados para convocar as doze tribos para executar vingança (cap. no tempo dos assírios. bém faziam o que bem queriam. era estritamente proibida pela lei que os leviestabelecendo seus próprios padrões de toletas deveriam aplicar ( Ê x 20. o reino de Israel. não houve nenhuma presença de anjos que pudesse salvar a concubina do terrível estupro coletivo. Tanto ele quanto ela eram igualmente inescrupulosos na sua maneira de usar as outras pessoas. Então. ao S u l . estritamente p r o i b i d a era usar uma "esto• 1 9 . Tratase. • 18. > Dalila (16. Justa ou injustamente. quanmo norte de Israel. causou uma 25.8). que estabeleceu um novo templo no Norte. "Dalila" veio a ser o nome dado àfemmefatale ou mulher irresistível ("Entendendo Juízes"). e grande luto nacional. para competir com Siló. ao que parece. de uma inserção posterior feita por um editor d o texto.1 A expressão "desde Dã até Berseba" (do Esta história. A bondade daquele velho e o que se passou e m seguida tem muitas semelhanças com a história de Ló e os homens de Sodoma ( G n 19). 3 6 . rem a Deus. do um lugar para morar" (17. A l i também. 2 8 Supõe-se que a concubina estivesse la" (veja o comentário sobre 8. especialmente escolhidos para serviuma forma de referir-se a todo o território. Mas. levando-lhe presentes. 20). mas aqui estava um levita "procuran- . depois roubou os objetos sagrados d o patrão e os repassou à tribo de D ã . e não tanto d e raposas. foi arranjado às pressas um segundo casamento com o companheiro de honra ou padrinho de casamento de Sansão.Juízes ela ficou com sua própria família e seu marido ia visitá-la. comparada com o respeito devido a um convidado de honra. • 2 0 . deles. e a seguinte. O cap. Ele vendeu seus serviços a Mica. os benjamitas são castigados A tradicional e calorosa hospitalidade d o pai da concubina contrasta c o m a falta de hospitalidade e m Gibeá. mostram que os extremo Norte ao extremo Sul) passou a ser levitas.4) A exemplo dos outros amores de Sansão. Q u a n d o os benjamitas se recusaram a entregar seus companheiros (os homens de Gibeá). O livro no seu todo mostra as conseqüênmigração cm massa dos danitas para o extrecias desastrosas da falta de autoridade. E M i c a não tinha letras (no texto grego da Septuaginta. o marido cortou o corpo da concubina em doze pedaços.4 0 Os detalhes da batalha lembram a Os levitas h a v i a m recebido cidades só estratégia usada na conquista de A i (Js 8). Numa tentativa de diminuir a vergonha da noiva. num segundo caso de atrocidade. • Trezentas raposas (15. Devido ao engano por causa do enigma. A imagem feita p o r Mica do as pessoas se tornam a lei para si mesmas. o casamento não foi consumado ao final da festa de sete dias. explodiu uma guerra civil. a pressão dos filisteus. Dalila provavelmente era uma mulher filisteia. Jz 17—21 Um tempo em que cada um o que bem queria fazia Este seção final difere d o restante de Juízes. J z 19—21: E s t u p r o e m G i b e á . que caçam em bandos e seriam mais fáceis de capturar em grande número.4) É mais provável que se tratasse de chacais. haviam se tornado tão corruptos • 2 0 .4). ram para reparar o voto precipitado feito em a tribo d e D ã m u d a . que vivem isoladas umas das outras. Eles tamaltos. assim como "Sansão" representa um "homem forte". embora isto não seja dito com todas as do lar para adivinhação. há um o direito de escolher o j o v e m levita para ser acréscimo que deixa isso bem claro). 21 mostra até onde as tribos chegaJz 1 7 — 1 8 : O í d o l o d e M i c a . • 20. O u t r a coisa rância e permissividade.25).

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Rt 1. morrerei eu e ai serei sepultada. e Rute e N o e m i eram pobres. De todos os livros da Bíblia. R t 2: R u t e e n c o n t r a u m p r o t e t o r V i ú v a s não tinham muitas opções de g a n h a r a v i d a . mas elas não Rt 1. em termos de sustento a mulher era completamente dependente do pai ou do seu marido.6-22: A v o l t a para Belém Chegaram notícias de que a fome havia acabado. O que essa história revela. o teu Deus é o meu escolheu o povo de Noemi e. era de aproximadamente 80 km.16-17 tinham campos para ceifar. pois se passa num contexto em que religião era sinônimo de poder. estavam desamparadas e dependiam da caridade dos outros. . é a forma especial como Deus cuida dos "necessitados". e para nossa surpresa. Rute recolhia as espigas que ficavam caídas no chão. o livro de Rute deixa claro que a fé pessoal de muitos em Israel permanecia vigorosa. Onde quer que tante do que isso. a hora de dizer adeus. R t 1. Mas a lei ( L v 19. não quis deixar que o teu povo é Noemi enfrentasse a velhice sozinha. de novo. • Vs. isto é. Afinal. Orfa. deixando três viúvas desamparadas. Sem dúvida. acabou cedendo à pressão de Noemi e. até para as pessoas mais insignificantes. ali pousarei eu. em seguida. Ela só podia herdar propriedade em circunstâncias excepcionais e sob regras bem rígidas (Nm 36). As duas morreres. A possibilidade de morrer de fome levou esta família de refugiados a deixar sua terra natal. o chefe da família e seus dois filhos morreram. porém." chegaram a Belém em abril. Chegou. d o outro lado do mar M o r t o (mais para o S u l ) . muitas pessoas daquele tempo levaram uma vida normal e pacífica como a que é descrita neste livro. Rute é especial por nos dar o ponto de vista da mulher. logo sentimos o impacto dos fatos terríveis descritos neste livro. em termos humanos. As noras de Noemi a acompanharam na saída. A colheita de cevada parecia promissora. Longe de casa. Na sociedade da época. "Onde então. que é o período em que se passa a história de Rute. Assim. Rute. o Deus de Noemi. irei cu tristeza. mais imporDeus. Aqui Deus está intimamente preocupado com questões menos importantes. na linhagem do rei Davi.1-5: " F a m í l i a f o g e para e s c a p a r d a f o m e ! " Quando damos uma manchete moderna para esta história. Ela o meu povo.251 Resumo A história de uma jovem estrangeira cuja coragem e devoção lhe renderam um lugar na história de Israel. MOABE Píígina oposta: Enquanto a cevada era cortada. esta narrativa começa com três mulheres que. RUTE Este calmo relato da vida cotidiana difere em muito da guerra e dos conflitos que aparecem em Juízes.9-10) determinava que os pobres podiam rebuscar espigas. de Rute descendeu o rei Davi. Era uma situação desesperadora. possivelmente casar-se pousíires. cheia de quer que fores. E embora a religião geralmente estivesse em baixa. onde quer que e voltou para casa. i r atrás dos t r a b a l h a d o r e s e catar As viagens de Rclcm a Moabe e de volta a Belém. especialmente para Noemi. E assim a fé recente de uma jovem moabita e o amor sacrificial que teve pela sua sogra são inseridos no grande quadro do plano divino de salvação. 1-2 A distância de Belém a Moabe. É ele quem ordena todas as circunstâncias do cotidiano. e da linhagem de Davi veio o próprio Messias.

em Moabe. primeiro na colheita de cevada c depois na colheita do trigo. Ele decidiu protege: Rute e mandou que seus empregados deixassem cair espigas para ela. um parente. Este viria a ser o pai de Jessé e avô de Davi. Por não terem marido. Deu um beijo na sogra e voltou. o Messias. entrou na árvore genea-1 lógica de Jesus. Portanto. uma moabita. Quando o casal teve um filho. Ela seria uma estrangeira em Judá. 9. ela era melhor do que sete filhos. Rute colhera cerca de 25 kg d e cevada ( N T L H ) com seu próprio esforço e a generosidade de Boaz. Essas mulheres deram nome ao menino. a heroína de uma história amada por milhares de pessoas. aos olhos dos hebreus. Noemi agora não tinha como sobreviver em Moabe e decidiu voltar para Belém. mudou-se para a terra de Moabe. assim. quando um homem morria sem filhos. a história acabou tendo um dos finais mais felizes em todo o AT. Quando já estavam a caminho. era moabita de nascença. com humildade e coragem. as noras. que ela tanto prezava. Sendo uma mulher estrangeira e sozinha. estava reivindicando esse direito. Esta lei estendia-se ao parente mais próximo. parente de Elimeleque. U m complicador era o fato de que Boaz. A generosidade de Boaz foi além do que a lei prescrevia ( v s . chamandoo de Obede. dizendo que. Porém. Rute colheu o cereal de que precisava para fazer pão.j le casamento e os abençoou. seu irmão devia gerar um herdeiro para ele. nasceu de um relacionamento incestuoso que Ló teve com a filha dele. as amigas de Noemi ficararr felizes com ela. Queria adorar o Deus dela. Rute. é bom lembrar. Em Belém. Então Rute. e pediu para ser enterrada ao lado da sogra. • Um efa d e c e v a d a (17) O efa era uma medida grande com capacidade para cerca de 22 litros. Acontece que os três homens morreram. A emoção contida nestas palavras revela que Rute entendia o risco que estava correndo. II . Ela amava profundamente e sabia que poderia ser leal ao que lhe era mais importante na vida. Orfa concordou. ela e Noemi não teriam segurança nem status social. Toda a comunidade aprovou aque. Em se tratando do compromisso que uma pessoa assume em relação a outra. Ao ouvir isto. Rute. Noemi formulou u m plano. Noemi insistiu com as duas para que voltassem para casa. Rute apanhava as espigas na parte que pertencia a Boaz.252 A história de Israel Um retrato de Rute Frances Fuller Rute. Rute. Elogiaram Rute. Por fim. Rute como povo de Israel. Rute prometeu morar onde Noemi fosse morar. porquec nobre Boaz fez o que era certo come parente mais próximo do esposo ds uma viúva. porém. e falou-lhes sobre sua nora formidável. precisava ter cuidado. sua mãe Noemi. Noemi tinha amigos em Belém. ficar perto de outras mulheres e jamais olhar para os jovens que trabalhavam por perto. a não ser o relacionamento com Noemi. 7. as espigas que fossem caindo. deixando três viúvas. Para conseguir comida para si e Noemi. Esses elogios chegaram a Boaz. a sua terra natal. casando com a viúva. Rute casou com Malom. Rute e Orfa. com o gesto mencionado no v.14-16) e de abril até j u n h o . embora arriscado. Rute tornou-se respigadeira. e daí veio o plano de Noemi. e seu irmão Quiliom. durante um período de fome em Judá. juntamente com o seu pai Elimeleque. não arredou pé e jurou ficar ao lado de Noemi para sempre. A história de Rute tinha tudo para ser uma história triste. Não havia nada que forçasse Rute a enfrentar essas dificuldades. como Rute se responsabilizou pela sua vida. Moabe. as belas palavras que Rute disse a Noemi não têm paralelo na literatura judaica e cristã. E certamente teria saudades de casa. O plano deu certo. evocando os nomes das matriarcas Raquel ei Lia e conectando. de Boaz. chorando. Rt 3 : U m marido para Rute Pela lei do levirato (mencionada por Noemi em 1. Rute era de uma linhagem que trazia a marca da vergonha. amavam Noemi profundamente e decidiram ir com ela. na verdade. Em razão disso. onde poderiam encontrar um novo marido e uma nova vida.11-13). seguiu o plano de Noemi culturalmente correto. Por "acaso". um hebreu que. para Noemi. Ela teria que se adaptar a novos costumes. catava as espigas deixadas nos campos pelos ceifadores. e ofereceu-se para ser espos. num campo aberto e comum.

Também era o lugar onde eram concluídas publicamente transações de natureza jurídica.12) se tornaram realidade. declarou-se incapaz de fazer a compra. Os votos de felicidade das autoridades (4. mas ele prometeu interessar-se pelo caso. 9 "Estender a capa" sobre alguém simbolizava compromisso de casamento (veja Ez 16. Tamar. Mas quando soube que elas passariam. n o u t r o nascimento ocorrido em Belém.8). 1 . em Rute e N o e m i c h e g a r a m a Belém n a época d a colheita d a c e v a d a . O próprio Boaz ajudou a cumprir aquilo que ele. veio a ser. Rt 4 . recorreu a isto porque J u d á negou-lhe n o v o casamento e recusou-se a obedecer ao costume mais tarde formalizado como a lei do levirato ( G n 38).não era o parente mais próximo de Elimeleque.12. 7) Este costume antigo não vigorava mais na época em que o livro foi escrito. • Perez (12) Este antepassado de Boaz era o filho que Tamar teve com J u d á . o avô do fundador da linhagem real de Israel ( D a v i ) . • V. Quando Deus intervém. para mantê-las na família.1 2 : O a c o r d o A porta da cidade era o local onde se realizavam reuniões importantes. como ser h u m a n o . Boaz discutiu primeiro a questão das terras. q u a n d o Rute podia recolher espigas tios c a m p o s . depois. . 1 3 . E Noemi encontrou consolo para sua tristeza naquele neto. D e z pessoas importantes da cidade (v. a linhagem real Este é u m verdadeiro final feliz para uma história que teve um começo tão triste. 2) formavam um " j ú r i " adequado que poderia decidir questões legais. Além desta obrigação de gerar um herdeiro para d a r continuidade ao nome do falecido. Obede. Rt 4 . os acontecimentos comuns do dia a dia passam a ter um significado extraordinário. da qual viria o Cristo. o parente mais p r ó x i m o também devia comprar suas terras. Ela se a p r o x i m o u d e lloaz e n q u a n t o ele d o r m i a na e i r a . O parente mais próximo (que não era Boaz) estava disposto a comprar as terras. • Antigamente (v. como o caso presente. para acrescentálas a sua própria herança. a questão da v i ú v a . a o l a d o d o monte d e c e v a d a . Deus recompensou Rute com um marido e um filho. seu sogro.2 2 : O f i l h o d e R u t e . oração. na verdade. havia pedido para Rute em 2. para Rute e seu filho e que ele teria que cuidar de Rute. estrangeira como Rute. filho de Boaz e Rute.

a maioria dos personagens é homens. e até corrige. é realizada numa reunião dos homens de Belém (4. O livro de Rute nos dá uma visãc diferente do Israel antigo. e a maior parte do espaço é ocupada por atividades que. I 21. Ele conta história de duas viúvas. Somente numa ocasião a perspectiva predominantemente feminina em todo o livro é deixada de lado.31—30.| cas substitui a dos patriarcas (Gn 16. A transação legal que possibilita a Boaz casar-se com Rute e dar um herdeiro ao falecido Elimeleque. Podemos identificar passagens em Gênesis nas quais a perspectiva das matriar. Logo. a independência e a iniciativa que tiveram. E o livro de Rute é a história da solidariedade entre duas mulheres e de sua inteligência para assegurar um futuro. Mas.[ na que aparece nas outras histórias do AT.1-12). Mas essa cena em que predominam os homens é seguida por outra dominada pelas mulheres (4.24). Deste modo. O leitor vê os acontecimentos — e as mulheres que aparecem nas histórias — através dos olhos dos homens israelitas. com responsabilidade e cuidado de uns para com os outros. assegurar a herança da terra através da descendência masculina. Percebe-se nitidamente a lealdade mútua. 29. elas não tinham nenhum suporte econômico. dentro das opções limitadas disponíveis na sociedade em que viviam. Temos.13-17). Somente j do ponto de vista feminino podemos I perceber até que ponto as mulheres eram as verdadeiras protagonistas de I acontecimentos significativos. Esta justaposição das duas perspectivas no mesmo incidente mostra quão diferentes são as perspectivas masculina e feminina. devia funcionar para beneficio dos desamparados. a perspectiva essencialmente masculi. mas em termos práticos. Israel. Noemi e Rute. podemos ver o resto da história . Homens e mulheres exerciam papéis sociais diferentes no Israel antigo. interpretações feministas da Bíblia têm chamado a atenção para o fato de que a Bíblia é escrita do ponto de vista masculino. e destaca o fato de que esta história como um todo foi contada do ponto de vista feminino. e as estruturas de autoridade eram dominadas pelos homens. Mesmo onde a perspectiva masculina é dominante. com este ponto de par. e dar filhos ao próprio Boaz. sendo esta a dedicada nora daquela. e aquela transação reflete preocupações tipicamente masculinas: dar um herdeiro homem a Elimeleque.I tida.254 A história de Israel Uma história do ponto de vista feminino Richard llauckham Em tempos recentes. numa cena cheia de emoção e sentimento. como é o caso da guerra e da política. mas na qual as mulheres exercem poder considerável na esfera do lar — a principal unidade social e econômica da sociedade. A história de Rute nos mostra urra» sociedade na qual as estruturas for-i mais de autoridade são masculinas. I podemos suprir a perspectiva feminina ao ler nas entrelinhas e preencher as lacunas. A história ilustra como a sociedade da aliança de Deus. apesar de tudo o que parecia conspirar contra elas.6-21. envolviam primordialmente homens. Como acontecia com a maioria das viúvas. O exemplo mais claro é o livro de Rute. mas foi a iniciativa das mulheres que levou ao acontecimento que assegu- raria o futuro delas: o nascimento do filho de Rute. no Israel antigo. que poderia herdar a pequena propriedade da família. do AT também através dos olhos das I mulheres. As leis formuladas para ajudar viúvas e estrangeiros (Rute era viúva e estrangeira) foram colocadas em prática como se esperava que fossem. se valeram dessas leis para benefício de Noemi e Rute.. uma perspectiva unilateral das coisas. seguindo a sugestão de Noemi. A dedicação de Rute a Noemi ("tua nora que te ama e que te é melhor do que sete filhos") resultou no nascimento de um filho que seria o sustento de Noemi na sua velhice. retratando principalmente aspectos da sociedade em que aparecia a liderança dos homens. Mas há pontos em que esta perspectiva predominantemente masculina é interrompida por uma perspectiva autenticamente feminina. não podemos supor que as preocupações e os interesses das mulheres eram idênticos aos deles. em grande parte. assim como já as vemos através dos olhos dos homens. Ele aceitou a proposta de bom grado. Começamos a perceber que uma: história contada do ponto de vista masculino. tende a fazer com que a própria socieda-1 de pareça ser mais dominada pelos homens do que realmente é. Rute pode ter para todos nós — homens e mulheres — a importante função de revelar novas maneiras de ler o resto da história bíblica. Foi Rute. : . Isto aconteceu porque os três personagens principais. visão esta que complementa. Nas narrativas do AT. na qual o nascimento do filho de Rute é visto não em termos legais. quem acabou pedindo Boaz em casamento. por exemplo. Questões legais eram responsabilidade dos homens.

N o tempo de E l i . Ana não foi a única a sofrer por causa da infertilidade. hão era simplesmente a Tenda d o período e m que peregrinaram pelo deserto. Foi ele quem ungiu primeiro Saul e depois Davi. Sara e Rebeca. Q u a n d o Deus deu a Ana o filho que ela tanto queria. abre o caminho para os reis. Devem ter sido escritos e compilados algum tempo após a divisão do reino (há várias referências ao reino separado de Judá. A fidelidade a Deus é vista como a chave do sucesso. O fato de esse texto encontrado junto ao mar Morto concordar. embora semelhantes. Cada um teve um papel especial no grande plano de Deus. ou seja. relatados para enfatizar certos temas. mas o personagem principal dos primeiros capítulos. Resumo A transição de juízes para reis: os reinados de Saul e Davi. Jacó e João Batista. em alguns pontos.. Há momentos em que parece haver certa duplicação. quando Deus tem um propósito especial para uma pessoa. sendo a repetição usada como técnica literária.19-27. que não é necessariamente o autor. estes dois livros eram originalmente um volume só. e os problemas começam quando se desobedece a Deus. a exemplo de Samuel. 22.1 E2SAMUEL Na Bíblia hebraica. geralmente há algo especial relacionado ao nascimento dela. Esta é essencialmente uma história religiosa: a história de Deus e seu povo. Portanto. por exemplo. o segundo e maior rei de Israel. e esse manuscrito é mil anos mais antigo que o texto massorético que conhecemos. ÍSm 27. é provável que os livros assim como os conhecemos tenham sido escritos por volta de 900 a. T u d o que hoje se p o d e v e r n o lugar Í S m 1—7 0 profeta o n d e ficava Siló é u m montão d e Samuel pedras. o santuário de S i l ó era uma estrutura mais ampla . íSm 1—7 Samuel. 1Sm8—31 O reinado de Saul Histórias mais bem conhecidas Ana e seu filho (ÍSm 1—2) O menino Samuel (ÍSm 3) A escolha de Davi (ÍSm 16) Davi e Golias (ÍSm 17) 2Samuel O reinado de Davi Passagens e histórias mais bem conhecidas A lamentação de Davi (2Sm 1) Deus promete uma dinastia eterna (2Sm 7) Bate-Seba QSm 11) O texto hebraico (massorético) e o texto grego (Septuaginta) nem sempre estão de acordo. Isto corresponde a um período aproximadamente 100 anos (cerca de 1075-975 a. nasceram como resposta de Deus a muitos anos de oração.2-51. 23. no AT. e não antes disso. Também é possível que sejam acontecimentos diferentes. e Isabel. Os dois livros se chamam pelo nome de Samuel.onde os israelitas se reuniam para o culto. E m outras palavras. o texto grego está mais próximo do original hebraico do que o texto massorético. Entre os rolos do mar Morto foi encontrado um manuscrito hebraico de parte de 1 Samuel. por vezes.C. o último dos juízes. 1 S m 1: A t r i s t e z a d e A n a Na Bíblia. vários relatos do mesmo acontecimento (p. Isaque. ex. no Novo. Os livros de Samuel são cheios de drama e mostram que o autor era um grande contador de histórias.29). as duas ocasiões em que Samuel anunciou que Deus havia rejeitado Saul).25) e pelos profetas que vieram depois dele (1 Cr 29. com a tradução grega da Septuaginta e não com o texto hebraico tradicional (massorético) pode indicar que. duas vezes a vida de Saul é poupada. Eles relatam a história de Israel do final do período dos juízes ao final do reinado de Davi.6). deu também a Israel . passaram pelo mesmo problema. o homem encarregado por Deus de ungir os primeiros reis de Israel.C). a história de Deus e dos líderes do povo. Os poemas de Davi são citados em 2Sm 1. mas o povo ainda não estava no exílio: veja. mas u m p r é d i o que podia ser chamado d e "templo" (muito antes d o Templo de Jerusalém ser construído). É possível que o autor (ou os editores) se baseou em material escrito pelo próprio Samuel (ÍSm 10. ou. para ser mais exato.2-7.

e todo o povo sabia Ana expressou seu anseio e sua angústia e m oração n o santuário de Deus. Veja Êx 4. porque Deus é soberano em todas as circunstâncias. Também é possível que os vs. • S e u u n g i d o / seu rei (10) Palavras proféticas inspiradas que foram ditas por Ana. • O S E N H O R queria matá-los ( 2 5 ) O autor se expressa desta forma. Deus havia mudado a sorte dela (1). 0 vazio.12-17). e compare com a ordem dada aos pais de Sansão em J z 13). I S m 3: S a m u e l r e s p o n d e ao chamado de Deus De madrugada (antes do óleo da lamparina acabar. segundo a pior tradição da religião dos cananeus (22).40. dentro da Tenda Sagrada. Quando Eli morresse.21. honra. esses dois seriam os "líderes religiosos" da nação. o lugar onde Josué erguera o tabernáculo de Deus (Js 18. As provocações de Penina foram silenciadas (3. • V . como acontecia ao amanhecer).1). o primeiro grande profeta após Moisés. 2-10 sejam parte de um salmo acrescentado pelo autor do livro.11). • V . ele pode fazer e fará por todo o seu povo. 28).52. • O voto d e A n a ( 1 1 ) 0 menino foi dedicado a Deus por toda a vida pelo voto de nazircu (veja N m 6. para dar lugar a vida. I S m 2. e o homem que introduziria a monarquia em Israel. • Sepultura ( 6 ) O sombrio mundo dos mortos (NTLH). Dt 18.17). ARA) só viria a ser construído na época de Salomão. Também é verdade que a morte deles foi resultado direto da decisão de desobedecer a Deus. O "templo" como tal (v. Era uma mensagem de j u í z o para Eli. e tudo que Eli conseguia fazer era refletir c reclamar com eles! I S m 2.27-36: a previsão do profeta se cumpriu com a morte dos filhos de Eli na batalha em Afeca (4.46-55). quando estava de serviço perto da arca da aliança. foi o centro de adoração no período de Juízes. E o que Deus pode fazer por uma pessoa. a miséria e a vergonha se foram. A Bíblia não vê conflito entre a soberania de Deus e nosso livre arbítrio. No tempo de D a v i .8-20.256 A história de Israel xo de todo o esplendor do caráter de Deus. Mas o que acontecia neste caso era uma perversão da lei. Daquele momento em diante.11-36: O e s c â n d a l o dos filhos de Eli Os sacerdotes tinham direito a uma parte das ofertas sacrificiais (veja Nm 18. A vida religiosa devia estalem franca decadência. se os fiéis vinham ao tabernáculo embriagados. estavam introduzindo a prostituição no culto a Deus. que viu nele u m texto de modo especial adequado à situação de Ana. Os filhos de Eli tomavam para si os melhores cortes antes mesmo da oferta ser entregue a Deus (15). • Estola sacerdotal d e linho (18) U m manto usado pelos sacerdotes (veja v.5). alegria. N a foto aparece u m a mulher solitária na área d o T e m p l o d e Jerusalém. 9. no N T (Lc 1. • Seus lábios se m e x i a m (13) Era comum orar em voz alta.1-5). 2 4 Os filhos eram desmamados aos 2 ou 3 anos de idade. 2 6 Compare I. Samuel ouviu pela primeira vez a v o z de Deus.1-10: O c â n t i c o d e A n a O cântico de A n a encontra eco no cântico de Maria. Samuel foi o mensageiro de Deus. No pequeno espelho de sua própria vida Ana viu o refle- . Eli imediatamente tirou a conclusão errada. 3 Siló. o último e o maior de todos os juízes. Compare com a conduta dos próprios filhos de Eli (2. o sacerdócio passou da família de Eli para a linhagem de Zadoque (2Sm 8. Além disso. • V . I S m 2.c 2.

Silenciosamente. demonstrava seu amor por Ana na frente de Penina e isto só piorava as coisas. Ana conseguiu orar e prestar culto. intensificando o ciúme. e explicou: "Do SENHOR o pedi". sabia disto e zombava dela. para estar ciente da presença de Deus e ser totalmente dedicado a ele. e todas as vezes levava para seu filho em fase de crescimento um novo manto de linho que fizera. Elcana deve ter reconhecido que aquele menino era. e ele também orou por ela. que significa. mais cedo ou mais tarde seu filho serviria no sacerdócio.25-26). Ana defendeu-se e contou a Eli seu sofrimento. Especialmente naqueles momentos ela sentia que Deus lhe negara uma necessidade básica. Elcana era levita (ICr 6. Agora ela transbordava de júbilo. para que da semente de seu marido lhe nascesse um filho. Tendo dedicado. Assim. que tinha filhos. seu marido. E embora Ana não tivesse pedido mais nada a Deus. Ana se afastou para um lugar onde pudesse expor a sua amargura diante de Deus. Assim. Certa vez. ao observála. não por um período de tempo. Levavam consigo um boi. Elcana foi com ela e a criança a Siló. não por um milagre.I e 2Samuel 257 Ana Frances Fuller Ana desejava tanto ter um filho que isto a atrapalhava em suas oportunidades de cultuar a Deus. Então Ana encontrou paz e pôde comer. Seu comportamento foi tal que Eli. com alegria. mas Ana chorava e não tinha vontade de comer. Ana queria que ele vivesse no va devolvendo. E ela prometeu que devolveria este filho a Deus. talvez auxiliado pelas mulheres que serviam no tabernáculo. E disse a Elcana que quando desmamasse o menino ela o levaria a Siló e o deixaria ali para sempre. e não de amargura. Ela lhe deu o nome de Samuel. Quando Deus respondeu a oração de Ana. o filho de Ana. em Siló. depois desses acontecimentos. E a criança que ela colocou no caminho espiritual tornou-se um grande profeta. de forma toda especial. rogou a Deus. E o deixou ali aos cuidados do velho sacerdote. Orou com grande emoção. para oferecer um sacrifício a Deus e fazer uma refeição de celebração. trazendo a palavra de Deus a seu povo e ungindo reis. chorando e movendo seus lábios. que seria sacrificado no culto de dedicação de Samuel a Deus. Penina. quando Samuel tinha cerca de três anos. naquele exato momento. local de culto desde a infância. Ela explicou a Eli que este era o menino que pedira a Deus e que ela o esta- . ele lhe deu mais três filhos e duas filhas. aquilo que de mais precioso tinha em sua vida. a repreendeu. "Deus ouve". dizendo que estava bêbada. mas a penas para q ue a natureza agisse. o sacerdote. Elcana. mas por toda a sua vida. Regularmente ela retornava à casa do Senhor. Eles estavam no tabernáculo. mas isto só era exigido a partir dos 25 anos de idade. Ele deixou que ela tomasse todas as decisões com relação a ele.

Mas elas se adaptaram muito bem à canga. Deus não é um ídolo. a Berseba. • Filisteus (1) Veja "Cananeus e filisteus". foi Dagom. como se fossem uma junta de bois bem treinada. a ima. j u n t o ao deserto.2-17: S a m u e l e x e r c e autoridade de juiz Vinte anos depois. i-cvar a arca para outros lugares apenas con. Mas nesta ocasião o povo quis fazer dela um talismã. mas de uma forma que demonstrasse. 18 O portão da cidade era o local onde I o "tribunal" se reunia e pronunciava as suas sentenças.I teus estavam fartos de tudo aquilo. • J o v e m (ARA) / M e n i n o ( N T L H ) ( 1 ) Samuel ainda não era adulto. Até Israel teve que aprender a respeitar os limites. como um I troféu de guerra. • V. Mas Dagom não podia competir com o Deus de Israel. o poder de Deus saiu do templo e caiu sobre o povo na forma de peste (peste bubó.1-11: O s filisteus tomam a arca da aliança A arca da aliança (veja F. a imagem apareceu sem a cabeça e os dois braços. transmitida pela pulga do rato. em termos humanos. houve u m avivamento nacional genuíno (v. 12 A distância era de 32 km aproxi-1 madamcnte. foram . Mas é claro que Samuel não o viu literalmente.x 25—27) era o bem mais precioso de Israel. D e n t r o dela ficava uma cópia da lei. com a perda da arca da aliança. 2).4). j Mas os dois últimos.S e m e s Esta era uma das cidades dos I levitas.1: A v o l t a da arca da aliança Depois de sete meses de sofrimento. Eli e Samuel. Alem disso. j e lotam diretamente à divisa com Israel I S m 6.19 A morte de 70 homens que I "olharam para dentro da arca" dá um tom de tristeza àquela celebração. dar toda a dimensão da tragédia: "foise a glória de Israel". Era pouco provável que duas vacas que ainda não haviam I sido treinadas para puxar uma carroça fossem [ juntas na mesma direção. O resultado foi u m desastre total: o exército foi derrotado e a arca caiu nas mãos dos filisteus. no extremo sul. I S m 4. deuses cananeus da fertilidade. O texto não diz. um I objcio inanimado. o deus deles. mas a palavra hebraica não indica qual era exatamente a idade dele. como se faria com um rei capturado. colocaram a arca da aliança peno da imagem desse deus. veja o v: 6: 6.27-36.[ to faria com que ficassem perto de seus bezer. Depois da segunda noite.| gem de Dagom foi encontrada caída com o rosto [ no chão. se o Deus de Israel era ou não responsável por aqueles desastres. guardada no Lugar Santíssimo da Tenda S a g r a d a . I S m 4. a proteção suprema contra o inimigo.I nica. como num ato de adoração. após sua vitória. de uma vez por todas. Não é seguro tratar Deus como objeto de vã curiosidade. 10 Deus estava tão perto que se pode dizer. mas é provável que. os filisteus tenham destruído a cidade de Siló (veja J r 26. Depois.1—7. que ele "ficou ali" ( N T L H ) . Depois de uma noite.| ros. A maior parte dos juízes de Israel pode ser í descrita como chefes militares (veja Juízes). • B e t e . • V.6). I quem lhes dera a vitória. Coube à mulher de Finéias. 3.12-22: E l i m o r r e ao ouvir notícia r u i m A Arca nunca mais retornou a Siló. I S m 5: U m t r o f é u p e r i g o s o Para os filisteus. desde Dã. que morreu quando dava à luz u m filho. I S m 6. Os líderes I religiosos aconselharam que a arca fosse devolvida. Assim. A nação ficou desolada. símbolo da presença de Deus. foram líderes religiosos c administradores de justiça. I S m 7. As imagens de Baale Astarote.I tribuiu para espalhar a doença.11-14). os filis. o instin. Estes versículos registram o cumprimento do j u í z o de Deus sobre a família de Eli (2. Sua tampa era o p r o piciatório. • V . no extremo norte.A história de Israel disso.

> V. Na verdade. E eles deviam ser advertidos das conseqüências. liderou o povo num ato de arrependimento c purificação. A guerra continuou. > Enquanto S a m u e l v i v e u (13) Isto inclui a maior parte do reinado de Saul. A arai permaneceu durante vinte anos e m Q u i n a u . Todos os israelitas conheciam o profeta. aquele jovem provinciano nunca ouvira falar dele. como as nações vizinhas. Os filisteus estavam avançando c Deus usou a ocasião para demonstrar a Israel o que ele faria por um povo que tivesse fé nele. • A l t o / a l t a r d o m o n t e (9. ISm 9 . O nome do lugar onde anteriormente haviam sido denotados (4. que não foram muito melhores que os de Eli (2. Só precisavam olhar para os países vizinhos para se convencerem que ter um rei significava alistamento militar. mas. 1 — 1 0 . a cerca de 16 km de Jerusalém. • Para G i l g a l (10. Mas Deus aconselhou Samuel a ouvi-los. A ajuda de Deus tornou possível essa dramática reviravolta.25) O telhado em forma de terraço era um local fresco e agradável para se dormir nas noites quentes de verão. • E i r a d o / t e r r a ç o (9. 12 Ebenézer significa "Pedra de Ajuda". Saul encontrou o profeta Samuel e acabou sendo escolhido o primeiro rei de Israel. Israel recuperou suas cidades fronteiriças.9). O fato de aceitarem suborno e não decidirem os casos com justiça deu ao povo uma boa desculpa para convencei' o idoso Samuel a lhes conseguir um rei. "Dê a eles u m rei". impostos e perda de liberdades pessoais. mas Saul c Davi mantiveram os filisteus sob controle ate a grande batalha de Gilboa quando Saul c Jonatas foram mortos (lSm31). mas todo o conceito de teocracia. Mas nem isto os dissuadiu. . trabalhos forçados. juiz e líder religioso no lugar de Eli (veja 15-17). 13). > Betei. A unção com azeite (10. Gilgal. > Desde Ecrom até G a t e (14) As duas cidadeseslado dos filisteus que ficavam mais afastadas do litoral.12). Mispa.1) separou Saul para seu alto ofício. Logo veio a provação.1) foi escolhido para marcar a presente vitória (12).J c a r i n i .J e 2Samuel 259 destruídas. R a m á (16-17) Samuel fazia um circuito anual pelas quatro ridades-santuário. Samuel sentiu-se rejeitado e não acatou o pedido do povo. ao que parece. Saul desobedeceu. E Samuel. Israel só precisou terminar o serviço. disse Deus. A o procurar as jumentas perdidas d e seu p a i . 1Sm 8—31 Saul: O primeiro rei de Israel ISm 8: " Q u e r e m o s u m r e i ! " A história se repetiu no caso dos filhos de Samuel. O cumprimento detalhado das previsões de Samuel convenceu Saul da autoridade do profeta. 1 6 : S a u l é e s c o l h i d o Por incrível que pareça.8) A instrução parece estar relacionada à convocação para a batalha. não era o profeta que estava sendo rejeitado.12) Essa forma de expressão ainda não assumira as conotações idólatras que viria a ter mais tarde. foi quando estava procurando algumas jumentas que se haviam perdido que o futuro rei de Israel teve seu pri- meiro encontro com Samuel. Saul v o l t o u para casa com o coração transformado (10. Samuel não escondeu nada. Q u a n d o isto aconteceu (cap. c|ue geralmente c identificada com a aldeia de A b u G h o s h .

tempo suficiente para v e r seu exército ficar cada vez mais reduzido. tanto a nação como a monarquia seriam destruídas (25). E Samuel falou francamente: se Deus deixasse de ser rei d o seu povo.i 3 Campanha contra os amonitas . j 10. uma decisão sábia. • J a b e s (1) A ajuda oportuna de Saul criou nos moradores dessa cidade um sentimento de inesquecível gratidão. 2 5 As instruções de Samuel foram cuidadosamente registradas num livro. fez o que sempre fazia: orou | pelo povo e ensinou-lhes o que era correto. • V . d e i x o u bem claro que a escolha d o rei de Israel era um ato d e Deus. era a sittiação ideal para | o início d o governo de um novo rei. Samuel sempre este. I S m 13—14: G u e r r a c o m os filisteus Saul reuniu suas tropas e esperou sete dias.11-13. Jonatas é descrito como 1 Campanhas militares d c Saul . seria equivalente a I "300 unidades" (número exato desconhecido). que foi assassinado por Eúde ( J z 3. | agora j á idoso. Teria sido este livro que foi lido novamente na coroação de Joás (2Rs 11. E Saul não teve paciência para esperar o final do sétimo dia. U m r e i que sobressaía de t o d o o p o v o d o ombro para cima teve aprovação instantânea de todos. e não d o p o v o . • Trezentos mil (8) O problema dos números extremamente altos j á foi mencionado e m ocasião anterior. I S m 10. que o I povo estava unido.12)? I S m 1 1 : A p r i m e i r a v i t ó r i a d e Saul Deus levou Saul a fazer seu apelo (6) e o I povo. O "rei de Moabe" era Eglom. ao final da lista de nomes. apesar d e tudo. Veja 31. a esco-1 lha de um rei havia sido. D o ponto de vista religioso. 1 0 ) Saul teve aquele êxtase profético e m sua própria cidade natal. N ã o precisava ter ficado c o m m e d o . D o ponto de vista político. E quando chegou a hora. Sua desobediência e arrogância ao assumir a função de sacerdote custaram-lhe a perda da dinastia.j lo d o ideal de que somente Deus era o rei de l Israel. neste caso. foi f um passo na direção errada. Esta foi possivelmente I a primeira vez. Alguns consideram isto u m exagero para impressionar.12-30). etc.260 A história de Israel • C h e g a n d o eles a G i b e á ( 1 0 . outros acreditam que "mil" seja na verdade uma unidade militar. Tremores de terra aumentaram o pânico e a confusão. ISm 14: Parece que Jonatas e seu escudeiro foram tomados por desertores.17-27: " V i v a o r e i ! " O sorteio d a t r i b o . veja J z 1112. algumas versões colocam Sansão ( J z 13—16). da família. 11 Jerubaal ( A R A ) era outro nome de Gideão ( J z 6—8). i I S m 12: O d u r o d i s c u r s o d e Samuel Este discurso de despedida marca o fim I do regime dos j u í z e s .f ve consciente dos perigos da monarquia (8. tanto assim que conseguiram pegar os filisteus desprevenidos. desde os dias de Josué. • V . e. e os desertores israelitas ajudaram Saul a conseguir a vitória. um distanciamen. este homem de Deus. 9 Sísera foi derrotado por Débora e Baraque ( J z 4—5). | tanto assim que. Mas. Quanto a Jefté. sem d ú v i d a . a responder (7). Saul ficou c o m medo ( c o m o Moises ficara) e teve que ser tirado de seu esconderijo n o meio d a bagagem. No lugar da referência ao próprio Samuel.17-19). • V.

uma cm frente à outra) significava controlar todo o vale que ficava no meio. . • Trinta mil (13. • Isvi (14. em vez disso.) Em comparação.II) A harpa d c Davi era u m h u m o r .49) U m a forma abreviada de Isbosete. toda a comunidade era responsável pelos crimes de seus membros e sofria as conseqüências. como o autor deixa claro com esta história. • 14. quando o povo vivia com medo dos midianitas ( J z 6.1 e homem de fé c coragem impressionantes. o novo metal que lhes dava tanta vantagem em comparação com o bronze. Mesmo assim.17-19). At 13. semelhante a o desta reconstrução d o M u s e u d a Música de ll. Mas a música podia "Você vem contra mim com espada. Saul estava à mercê do seu próprio temperamento incontrolável. essa declaração de Samuel se tornaria um dos temas preferidos dos profetas.i 1. o rci-pastor. a desobediência de Saul foi deliberada (9). • 13.10-14. Novamente Deus escolheu a pessoa certa e a preparou para a tarefa muito antes de ela tornar-se uma figura conhecida nacionalmente. Dt 25.1 O texto está incompleto. Isbosete.33 Comer carne com sangue foi proibido emLv 17. • Traga aqui a arca (14.39). A harpa d e Davi era feita d e madeira d e cipreste <2Sm 6 . parece texto inspirado cm Davi. • 13.8 acima). forças malignas se apoderaram dele.19.1-13: U m a e s c o l h a improvável Se a escolha do primeiro rei servisse dc critério. Quando Saul morreu. Os queneus serviram de guias para Israel no deserto ( N m 10. Mas cu vou contra você em nome do s i •• IHIR TodoPoderoso. com todas aquelas imagens tiradas do mundo do pastoreio. A desobediência de Saul (pelos piores motivos) deixou seu povo à mercê d o contínuo assedio dos amalequitas. O profeta havia previsto esse problema. I S m 16.8-16. Como no caso de Saul. a sorte que era lançada para descobrir a vontade de Deus. por mais que tenhamos conhecimento dc atrocidades sem precedentes 2Samuel 261 cometidas em nossos dias.2.14-23: Davi n opalácio real Quando o Espírito de Deus deixou Saul. I S m 16. lança e dardo. • 13. « (NT1.19 Os filisteus detinham o monopólio da tecnologia do ferro. Ele até poderia ter se alegrado com a queda dc Saul. o primeiro instrumento musical mencionado na Bíblia ( G n 4. a unção confere poder espiritual (13). Trata-se da túnica com o peitoral que continha o Urim e Tumim (14. Davi podia ter brilho nos olhos e saúde de ferro. Sabemos.5) Provavelmente três mil (veja 11. • Abner (14. Aprender a cuidar de um rebanho desgarrado é uma ótima preparação para ser líder! E z 34.50) Mais tarde Abner coroou Isbosete em oposição a Davi (2Sm 2. algumas versões colocam "manto" no lugar dc "arca". • Queneus (6) Uma tribo midianita nômade à qual havia pertencido a mulher de Moisés. mas. um filho mais jovem. a narrativa começa a ressaltar os defeitos no caráter de Saul que mais tarde se transfoiTnariam em sério distúrbio mental.18) Talvez por causa da ordem de Saul ao sacerdote em 14.6) O ambiente era parecido com o da época de Gideão. ISm 1 5 : A d e s o b e d i ê n c i a d e S a u l Desta vez.2 Ocupar as cidades de Micmás e Gibcá (localizadas em dois declives. 22-23 Mais tarde.iil. seu coração era reto. • Esconderam-se (13. mas era o menos importante membro de sua família.8—3.39-45 O povo interveio para salvar Jonatas das conseqüências do voto precipitado de seu pai (compare a J z 11). com base em 9.2).211. " f a lavras q u e Davi dirigiu a Golias I S m 1 7 .41). • V . que Saul era jovem quando se tornou rei. Samuel podia estar à procura de um homem alto e bonito para ser o futuro rei. No mundo mais realista c menos individualista da época de Saul. foi para casa triste. • 14.29-32). • Vs. S ) . Mas desta vez Deus deixou claro que examinava o coração das pessoas. no entanto. Veja "Guerra Santa". temos dificuldade em aceitar a ordem paia que lodos fossem mortos. » Amaleque (2) Os amalequitas eram inimigos de longa data cujo castigo fora profetizado anteriormente ( Ê x 17. Nesta ocasião ele devia ter mais de 30 anos.10). Ele foi rejeitado por Deus como rei e Samuel não lhe fez mais nenhuma visita oficial. Sua mente desordenada o lançou em sombria depressão e fez com que ficasse violento. já tinha 40 anos (2Sm 2. já que tinha um filho com idade para ir à guerra. (Deus não precisa dc muita gente para obter uma vitória. 3 Tudo fora interditado ao povo e não devia ser tocado porque fora dedicado a Deus para destruição. Possivelmente uma dezena foi tirada nesta passagem (22 o u 32 anos).21 informa que o reinado de Saul durou exatos 40 anos.

A história de Israel U m j o v e m pasioi de ovelhas gira . I S m 21: S a c e r d o t e a j u d a D a v i a fugir Aimeleque pagou caro por ter acreditado na mentira de Davi (22. perfe ma a • No époc.19.1-7). avtim c o m o relação à família da qual provinha Davi. m a n d a d o por Deus (15) Para quem olhava de fora. O gigante não teve chance nenhum a Mais uma vez Deus aparece como protetor do seu povo: tudo que requer dele é confiança e coragem para obedecer. e este se lembraria dessa amizade como uma das melhores coisas de toda a sua vida (2Sm 1. além do plano maligno de Saul ser frustrado. tanto o bem quanto o mal são atribuídos diretamente a ele. 17 podem ter ocorrido quando Davi ainda freqüentava a corte ocasionalmente. ele própt io.18-24).241 Compare 10. pelo menos por algum tempo.25).26). Mas o tempo que Davi passara sozinho. A exemplo dos mensageiros que ha\ ia enviado. e ele passou a tramar a morte de Davi. apare pensa kmatas se valeu da prática de tiro an alvo.18-23.8-17). Davi cumpriu a exigência em dobro e voltou para casa sãot salvo para exigir a princesa que lhe havia sido | prometida.1 H M (unda para • • i: u m a p e d r a . Saul estava "possuído" por um espírito que Deus enviou para castigá-lo.11-19). • Pã fresc doze sacer • V. mas logo em seguida Saul teve outro surto e Davi só foi salvo graças à astúcia de Mical (19. Afinal o vencedor receberia como recompensa a filha do rei em casamento (17. o próprio rei foi "contagiado". também é possível que a indagação de Saul fosse algo puramente formal com . I S m 17: D a v i e G o l i a s O campeão filisteu tinha 3 m ele altura. 50 Veja 2Sm 21. O poder do Espírito de Deus é tão irresistível que. • 20. A medida que o prestígio de Davi aumentava. Saul. lhe roubaria o trono. • U m espírito m a u . havia permitido agregar fé à sua coragem. c o m o seu arco. e os dois amigos foram obrigados a se separarem (20. e conseguiu fugir para a cidade lilisteia de (iate. I S m 18: S a u l f i c a c o m i n v e j a de Davi A simpatia de Jonatas transforma-se em profunda amizade por Davi. crescia a suspeita invejosa de Saul.10-13. cuidando das ovelhas. e fez isso com tanta I Davi fez quando c n l i e n i o u G o I kis. virou profeta. A exigência de Saul (cem prepúcios) só podia ser obtida j u n t o aos filisteus.8 Aqui há uma referência a I S m 18. de n milití ritual rigorc que I (2Sm • Vs. os maiores inimigos de Israel. quando Saul tinha seus surtos ou suas crises. A pobreza de Davi deu a Saul a oportunidade de sugerii um dote o u pagamento pela noiva que possivelmente faria com que Davi fosse morto. que lutara valentemente contra os filisteus. nos montes. Mas Davi recebeu comida. e o único povo vizinho que não praticava a circuncisão. Correndo o risco de sei reconhecido. difícil de harmonizar islo com 16. I S m 19—20: D a v i foge da c o r t e A primeira tentativa de reconciliação pot pai te de Jonatas foi bem sucedida (19.3.5) 0 primeiro dia de cada mês era dia de festa. assim. a necessidade de Saul passou a ser a oportunidade que Davi precisava.35-42). 16.21-22 se refere a um período posterior. estava armado e protegido com armadura da cabeça aos pés. O u . armas. mas seu pai ficou irritado. Por u m tempo D a v i ficou cora Samuel e sua escola de profetas em Ramá (19. Nada poderia abalara forte ligação entre o filho do rei e o homem que humanamente falando. • A m a n h ã é a Festa d a L u a Nova (20. estava com tanto medo quanto seus soldados face ao desafio do gigante. Neste caso. Os acontecimentos do cap. Jonatas tentou fazer com que Davi retornasse em segurança. V. para transmitir a D a v i a mensagem de que d e c o r r i a p c n R o de v i d a . Vs. trazer um pouco de luz e. 55-58 I'. sem falar que lhe deu uma pontaria letal no manejo da funda. Davi fingiu-se de louco. Como Deus é soberano. • Está t a m b é m Saul entre os profetas? (19.

" O SENHOR me guarde de. pois uma guerra santa exigia pureza ritual. I S m 25: A b i g a i l i n t e r v é m O capítulo começa com a morte de Samuel. No entanto. o fato de Urias ter sido tão rigoroso no cumprimento dessa norma fez com que Davi tivesse que recorrer ao assassinato (2Sm 11. faz referência a este episódio. Por motivo de segurança. Quando Davi ficou sabendo disso. recusando-se a ferir o rei S a u l I S m 24. ISm 24: D a v i p o u p a a v i d a d e S a u l Na caverna perto de En-Gedi. • V. fugindo d o rei Saul. n o hebraico. • Pão sagrado (4) A cada sábado. 142.11). • A estola sacerdotal (6) Veja 14. kste capacete assírio é u m a das peças da armadura usada naquele tempo.. que eu estenda a mão contra ele. Ele não eslava exigindo dinheiro em troca de proteção. Mas a palavra de Saul era tão instável quanto seu humor: não se podia levá-la a serio. O velho profeta ungira o maior rei de Israel. A água fresca que sai da fonte corre na ditecão do mar Morto. mas morreu antes de ver o início do seu reinado. • Doegue (9-10) O título d o SI 52.18. como castigo de Deus. doze pães frescos eram colocados sobre o altar e os doze pães velhos eram retirados. Sua rápida intervenção salvou a vida de seu marido e dos homens daquela casa (22). informam que eles foram escritos neste período. mandou matar todos os moradores de Nobe. Mas Saul ainda não estava satisfeito. É notável que Jonatas reconheceu o direito de Davi ao trono. Pode-se notar a paranóia n o seu acesso de raiva (7-8). podia se esconder. Mais tarde. Apenas os sacerdotes podiam comer esses pães. 142. a perseguição implacável de Saul os forçava a se deslocarem continuamente. pois é o ungido do SENHOR. O autor considera a morte de Nabal. Ela evidentemente causou uma boa impressão em Davi (veja v. ISm 2 3 : " V o u c a p t u r á . 39). • V. 12-13 De acordo com os títulos que aparecem no hebraico." D a v i . • V. 56 refletem os pensamentos de Davi nesta ocasião. Além disso. ISm 22: A v i n g a n ç a d o r e i S a u l Davi e toda sua família estavam foragidos ou exilados. que são duas orações pedindo a ajuda de Deus. uma época de festa. . inóspita c deserta. Só com Elias o povo de Israel teria outro líder religioso d o mesmo nível de Samuel. 5 Os soldados israelitas se abstinham de relações sexuais durante as campanhas militares. Saul estava totalmente nas mãos de Davi. no hebraico. que foi vitimado por um duplo ataque (do coração). depois. Ignorando a voz da verdade e da razão (14-15). Nabal era rico e era tempo de tosquia. • Nobe (1) O santuário central de Israel na época.I e 2Samuel perfeição que o rei Aquis não teve dúvida nenhuma a respeito disso (veja também 27. aceitando com humildade um papel secundário para si mesmo (16-18). mas pedindo compensação por serviços prestados no passado (15-16). produzindo uma vegetação exuberante numa região que é .l o ! " Davi transformou seu bando de foragidos numa força militar eficaz.6 ( A R A ) N o s montes c nas cavernas p e n o d e En-Gedi havia vários lugares e m que um homem como D a v i . O pedido que Davi fez a Nabal (8. Foi o fim de uma era. o incentivo de um amigo é sempre bem-vindo.5-12). O fato de Davi não tomar um atalho para chegar ao trono fez com que Saul reconhecesse seu erro. fazem a conexão entre os dois Salmos e este período da vida de Davi. 4 Davi tinha sangue moabita em suas veias (veja Rute). os SI 34. • Vs. o nome significa "tolo") não foi exagerado. 1 Os títulos dos SI 57. E m tais circunstâncias. ele ordenou o massacre dos sacerdotes de Deus e. Abigail era tão inteligente quanto era bela. sentiu o terrível peso da responsabilidade. Davi deixou os pais com o rei de Moabc.. 263 Os títulos dos SI 57. em g l a n d e parte.

O povo de Jabes não havia esquecido o quanto deviam à primeira grande vitória de Saul (cap. I S m 28. Saiu à noite. disfarçado. voltaram a dar informações a respeito do paradeiro de Davi.23. sendo este forçado a reconhecer seu erro. profunda e genuína. chegando perto d o acampamento inimigo em Suném. No entanto. Sem dúvida.3-25: S a u l c o n s u l t a uma médium Saul não recebia resposta de Deus (6). Mais uma vez o rei Aquis foi redondamente enganado por Davi (veja 21. Tudo foi recuperado e Judá e Calebe. juntos na vida. Em outras palavras. numa viagem perigosa. não conhecia Davi. Davi na verdade destruía cidades inimigas (8). fez o que sempre fora proibido em Israel (Lv 19. I S m 2 9 : O s filisteus d e s c o n f i a m de Davi Os outros líderes filisteus eram menos ingénuos que Aquis. sem deixar nenhum sobrevivente para denunciá-lo (11).14. mãe de Abisai.10-15). meu irmão Jónalas. F. recorrendo a uma médium.. Este pode ter adaptado o relato a seus próprios fins.... 6 Zeruia. Joabe e Asael. Sua tristeza pela perda d o rei parece ser completamente sincera e sua angústia com a perda de Jonatas. Este capítulo fala de acontecimentos anteriores aos do cap. Porém. foram incluídos na repartição dos despojos.1—28. juntos na morte! Eram mais rápidos do que as águias c mais fortes do que os leões.31). rumo a Suném. veja I S m 24.39. O lamento p o r Saul e Jonatas é um dos poemas mais belos e comoventes que Davi compôs. 11). o que o levou a decretar a pena de morte não foi descriminação racial. I S m 30: A i n v a s ã o d o s amalequitas D a v i voltou n o momento oportuno e as informações dadas pelo escravo foram mais do que um lance de sorte.'. Davi não tinha motivo especial para amar essa gente. Se ele alterou os fatos esperando uma recompensa. . O autor de Crônicas considerou este relato da morte de Saul mais confiável que a história d o amalequita (2Sm 1. não havia nada naquelas palavras que pudesse deixá-lo tranqüilo. Depois que os amalequitas haviam saqueado a cidade de Ziclague (ISm 30).4-10). era meio-irmã de Davi. outra vez.2: A salvo e m território inimigo Davi refugiou-se pela segunda vez entre os filisteus. Ainda não haviam se deslocado para o Norte. que eram pró-Saul. no entanto. pela segunda vez. 20.264 A história de Israel enquanto Samuel estava vivo. Nada mais adequado do que ver o povo de Jabes resgatar os corpos de Saul e dos seus três filhos. I S m 27. 2 S m 1: O l a m e n t o d e D a v i A narrativa da morte de Saul feita pelo amalequita difere d o registro em I S m 31.10). 28. I S m 31: A ú l t i m a b a t a l h a d e Saul Veja também l C r 10. p o u p a a vida d e Saul Os zifeus. Macbeth teria considerado esta uma grande oportunidade para realizar seu intento! Davi. • V. Fingindo atacar Israel e seus aliados (10). Davi se esconde de Saul U Davi foge de Saul Q Davi leva seus pais Moabe por motivos <le seguAnça 1 1 esconderijo nu região montanhosa D Davi loee para a região dos filisteus AMALEQUITAS I S m 26: Davi.. Embora valentes. 18. a exemplo do que havia ocorrido 2Sm1—20 "Síttií e Jónaíos.26 INTUI) O reinado de Davi O reinado de Davi também é registrado em l C r 11—29. A sorte de Saul estava selada. c assim Davi foi poupado do apuro de enfrentar seus próprios compatriotas no campo de batalha. No seu desespero. descobriu que a mensagem de Samuel não havia mudado. O título hebraico do SI 54 faz conexão entre o salmo e este episódio. Os filisteus reuniram-se em Afeca. sabia que Deus não precisava de sua ajuda para colocá-lo no trono. que. para consultar a médium de En-Dor. meu irmãol" lamento de Davi em 2Sm 1. embora ele próprio tivesse expulsado essa gente de seu território. mas sua firme convicção de que a vida do rei era sagrada (14. E u choro por você. 26). que também haviam sido vítimas do ataque (14). estes líderes militares causaram grande transtorno a Davi durante seu reinado (2Sm 3. Davi tinha Saul em suas mãos.

rituais ou práticas ocultas. 2. estas preocupações às vezes se transformam em obsessões nocivas. 4. e Dn 1. nem adivinhador. aquele que é dado por Deus aos que o servem e o adoram. dois aspectos que aparecem no contexto desta história são esclarecedores: • enquanto os mágicosegípciosestavam a serviço de um regime que oprimia o povo de Deus. As mais instrutivas delas são: • o relato em que o rei Saul consulta uma médium. • .3-25). relacionamentos e proteção contra infortúnios têm sido comuns em toda a história e em todas as sociedades conhecidas do mundo. Além de estarem baseadas em desejos egocêntricos de controlar a realidade. 1 -57.1 -49.913. as práticas aqui descritas eram rotineiras entre os inimigos de Israel. A gravura acima vem d a antiga Mesopotâmia. como também é desaconselhada por exemplos encontrados em várias narrativas bíblicas. a magia pode ser considerada uma forma ilegítima de suprir uma necessidade legitima — a necessidade humana quase universal de ter comunhão com um mundo que está além daquilo que limita a existência diária. Atitudes muitos semelhantes àquelas descritas em Ê X 7—9 podem ser encontradas em outras histórias do AT que envolvem magia. A magia não só é proibida por mandamentos transmitidos aos israelitas.17-20. Esta forma de reagir às dificuldades é retratada em várias passagens do AT.I e 2Samuel 265 Magia no Antigo Testamento Todd Klutz Preocupações com saúde. ao menos numa leitura superficial. nem mágico. boa parte do que podemos chamar de magia consistia em fórmulas e rituais para remover doenças e proteger contra influências malignas. No miintln antigo. nem quem consulte os mortos" (10-11). No livro de Êxodo. reputação. O que distingue as práticas mágicas da autêntica profecia é a sua falibilidade (14-22). Infelizmente. Embora a diferença exata entre as técnicas dos mágicos egípcios e dos servos de Deus não fosse óbvia. Em alguns casos. nas quais essas tentativas são avaliadas de forma totalmente negativa. purificações mágicas eram realizadas para obter sucesso na guerra. porém. nem necromante. numa competição entre o poder do Deus de Israel e a mágica dos feiticeiros egípcios (Êx 7— 9). E tudo indica. e as narrativas que apresentam os heróis bíblicos José e Daniel como sendo superiores a seus oponentes pagãos na transmissão de conhecimento provindo do âmbito espiritual (Gn 41 . ali. o poder e os propósitos do Deus de Moisés e Arão saíram claramente vitoriosos. que bom número das maldições e dos feitiços que aparecem em tabuinhas escritas em grego e encontradas em várias partes do Mediterrâneo antigo tinha a intenção de prejudicar os inimigos de determinada pessoa. uma proibição total de qualquer prática que seja essencialmente mágica: "Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha. finanças.4-33). que podem levar a tentativas ansiosas de alterar a realidade através de fórmulas mágicas. e por causa disto eram tabu. por exemplo. nem feiticeiro. Acredilnva-se que espíriros o u demônios femininos amarrados (chamados "Liliths" nos textos araniuicos) atormentavam os homens e as mulheres. os agentes humanos de Deus (Moisés e Arão) se opuseram aos "magos" do Egito. na tentativa de prever acontecimentos fururos. videntes costumavam analisar o fígado de animais. portanto. mas também inferior em força ao maior poder espiritual disponível. • nessa disputa. Fora d o AT e entre os antigos vizinhos dos israelitas. Logo. para obter informação dos mortos (1 Sm 28. nem encantador. embora a palavra "magia" não seja usada em Dt 18. Por exemplo. nem prognosticados nem agoureiro. Moisés e Arão serviam um Deus cujo objetivo último era livrar e salvar. a magia é representada nestas narrativas não só como sendo contrária à vontade de Deus. existe. que relata como o Deus de Israel libertou o seu povo escolhido da escravi- dão no Egito. ou seja. Com base nisto.

Davi tomou a frente no luto nacional pela morte de Abner. Diante disso.13-14. assim como mais tarde (cap. filho de Saul. e o golpe foi fatal. sobrinho de Davi e comandante de seu exercito. H e b r o m foi a capital d e D a v i antes de ele conquistar J e r u s a l é m . A morte de Abner foi vantajosa para Davi. Mas ele não contava com o ódio implacável de Joabe. As outras dez tribos seguiram a liderança de Abner. o óleo impedia que secassem e rachassem. • Teve Saul u m a c o n c u b i n a (7) Normalmente o harém do rei passava para seu herdeiro. comandante do exército de Saul. • A p o n t a d a lança (23) Abner não tinha a intenção de matar Asael. A história de Israel • No terceiro d i a (2) A distância entre Gilboa e Ziclague era de 160 km.6 m de profundidade. e um desses pode ter sido aquele e m que ficou exposta a armadura d e Saul.3 m de largura por 10. Seus corpos foram trazidos para Bete-Seã (em primeiro plano. Sc transferisse seu apoio a Davi. 15. . práticas homossexuais eram proibidas em Israel ( L v 18. nunca lhe faltava.6. • D ã a Berseba (10) O país inteiro. diga-se de passagem. a ação de Abner equivalia a uma reivindicação do trono. • O e s c u d o . A tentativa de resolver a questão com um combate entre dois grupos representativos em Gibeão (14) terminou sem resultado definido. a mancha do assassinato pennaneceu com ele por toda sua vida ( l R s 2. e juraram fidelidade a Isbosete.13).5). • C a b e ç a d e cão para J u d á (8. • Filhos d e Z e r u i a (18) Veja I S m 26. . e perdurados nas muralhas. • O Livro d o J u s t o (18) Uma antologia que se perdeu (veja Js 10. de Norte a Sul. Mas a ponta de sua lança era tão afiada que podia ficar cravada | no chão. na foto ao l a d o ) .22). As palavras não sugerem mais que amizade. 2 S m 3: A b n e r f a z u m a c o r d o com Davi. • V. Durante dois anos a nação ficou dividida. 4) seria a de Isbosete: ambas enfraqueceram o apoio à família de Saul.. e na seqüência houve guerra civil generalizada. a vingança de Joabe Isbosete não era em nada parecido com o seu pai. incluía a tribo de Simeão) aclamou Davi como rei. ííuínas d e templos foram encontradas em escavações arqueológicas. 9) apesar de não haver menção de que tivesse esposa. Além do mais. provavelmente. na foto). A s armas d e Saul foram colocadas num dos templos. Escavações revelaram uma cavidade de 11." • V. 9 A razão pela qual Deus tirou o trono de Saul fica clara em I S m 13. 13 O açude armazenava'a preciosa água da chuva. ARA) Isto é. Rispa aparece novamente no cap.20-23. • V. Esta vista aérea mostra o "túmulo de Abraão". o que.. 2 6 Essa era uma amizade singular que Davi valorizava mais que o amor de mulheres. Quem de fato mandava era Abner.22-28. • A planície (29) O vale cio rio Jordão. 21. Sabemos que Jonatas tinha um filho (cap. Apesar da declaração pública de inocência. Saul havia entregue a esposa de Davi a outro homem. j a m a i s será u n g i d o c o m óleo (21 ) Os escudos eram de couro. .20-27.266 Saul e Jonatas foram monos pelos filisteus nos montes de Gilboa ( a o f u n d o . • Minha esposa Mical. 2 S m 2: G u e r r a c i v i l . ( 1 4 ) Veja I S m 18. Compare com a ação de Absalão em 2Sm 16. levaria a nação consigo. Abner mata Asael Apenas a tribo de Judá (que nesta época. "um daqueles miseráveis partidários de Davi.

fato este reconhecido por Saul (ISm 24. finalmente. Isbosete foi sepultado com honras e os dois assassinos foram executados e humilhados em público.21).63. " Q u e se apoie em muleta" (ARA) representa um texto hebraico que pode ser traduzido tamlxím por "que é capaz de fazer somente trabalho de mulher" (NTI. O autor deixa claro que Davi não era usurpador. por toda a nação (5. em função disso. Sua localização era central. Mas eles subestimaram Davi.2).18-20). 29 Um fluxo ("gonorréia") desqualificava o homem para o serviço religioso. Ela ficou O s soldados dc Davi chegaram à cidadela de lenisaléni através . tinha uma história notável desde a época de Abraão e.ilógica d e D a v i 267 Boaz CO Rute l! Jessé Eliabe Abinadabe Siméia Natanael Radai Ozém DaviOÄL Zeruia Abigail Abiqail Ainoà Maaca Hagite Adonias Fniá L Bate-Seba (viúva delirias! y l a Qui eabe <? Daniel) Itreão Sefatias Abisai Joabe Asael Amnom Absalão Tamar I Salomão (+ Î outros filhos) • V. Jerusalém era uma escolha excelente para a capital.:rii<-.8). Deus lhe dera direito ao trono. 2Sm 4: I s b o s e t e é a s s a s s i n a d o Mais uma vez (veja 1. a fortaleza como tal jamais havia sido tomada ( J s 15. uni ninei que levava água di' unia fome externa para dentro d. 2Sm 5: D a v i r e i n a e m J e r u s a l é m Veja também 1 Cr 11. podia funcionar como pólo unificador das 12 tribos.i cidade.9-10) c.H). 14. .1 e 2Samuel \ r v o r f . Embora parte de Jerusalém tivesse sido destinada à tribo de Judá por ocasião da conquista ( J z 1. não estava ligada a nenhuma tribo cm particular. por Abner (2Sm 3.1-9. Os jebuseus tinham motivo para se vangloriarem de que sua fortaleza podia ser defendida por uma guarnição de cegos c aleijados (6). I.1-16) os partidários de Davi foram completamente incapazes de entender sua atitude com relação a Saul c a família real. J z 1.

lhe dará o trono de Davi.4). • Hirão. mas Deus construiria uma casa para ele. inclusive música e adoração ( l C r 28. 15—16. Os artesãos de H i r ã o ajudaram a construir o Templo. ou seja. Mas a frustração de Davi foi seguida por uma promessa que foi muito alem de tudo que ele poderia pedir. .3-4). Até o rei dançou de alegria. . e era " d a casa e família de Davi" (Lc 2. rei de T i r o (11) Contemporâneo de Davi e Salomão ( l R s 5 ) . .11-21. levando-o a responder com uma notável oração de louv o r e agradecimento (vs. Agora Davi a trouxe para sua nova capital. Hela Confronto com Israel 1 ^ . fria e insensível à presença de Deus. N T L H traduz p o r "o aterro que ficava no lado leste da cidade". . O reinado de H i r ã o foi um período áureo de expansão política e prosperidade comercial. que duraria "para sempre" (16). 22. construirá (12-13) Salomão construiu ( l R s 5—7). Sobre esta promessa se baseia a esperança que reaparece no restante do AT: a esperança de um Messias.fc<laanaim Gibeão \ B '3s Raba . As g u e r r a s de Davi veja l C r 13. a promessa se cumpriu. sugeriu-se a possibilidade de que os moabitas mataram os pais de Davi. ela ficou em Quiriate-Jearim (Baalá.32-33). • Sião (7) Mais tarde. Isto explica o castigo severo. ajuntou o material. Davi estivera em paz com os moabitas ( I S m 22.C. Conseqüentemente. . ~ . os levitas carregaram a arca pelos cabos.6). . 17-19 Consultar a Deus parece ter sido algo bem natural na vida de Davi (veja 2. . • U m dos seus f i l h o s .268 A história de Israel em poder do reino de Jndá até ser destruída. Belém. mas não condenada. Sião tornou-se sinônimo de Jerusalém. Davi podia não ter autorização para construir uma casa para Deus. mas Davi contribuiu em muito: fez os planos. E quando Cristo veio. 23 Este versículo parece indicar u m rompimento no relacionamento. As conseqüências para a vida familiar falam por si mesmas.. por Nabucodonosor. ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó. • Milo (9) Parte das fortificações. com o florescimento das artes e dos ofícios. 18-29). Mais tarde. 7 (veja 7. segurou a arca (6) A arca era sagrada e nem os levitas podiam tocá-la. no território de Judá.-. Ele nasceu na cidade natal de D a v i . Davi assumiu a culpa por não seguir as instruções de Moisés ( l C r 15. aproximadamente. Este capítulo antedata os acontecimentos do cap. Deus não permitiu que Davi realizasse seu sonho de construir o Templo: isto seria tarefa de seu filho. o que torna difícil de entender o que aconteceu aqui. uma dinastia. 2 Antes disso. e o seu reinado não terá fim" (Lc 1. O anjo disse a Maria: "Deus. organizou e delegou tarefas relacionadas com o Templo. 2 S m 6: A a r c a é l e v a d a p a r a Jerusalém Veja também l C r 13. • U z á . um homem de paz c não um guerreiro ( l C r 22. não houve neto de Saul por intermédio de Mical que pudesse reivindicar o trono real. Jerusalém / .¿ '-y -\ t .7-10).2-15). • V. seu pai. 13 A poligamia de Davi e Salomão é registrada. Esse acontecimento foi celebrado com toda a exuberância do culto dos hebreus. 2Sm 7 : A aliança de Deus c o m Davi Veja também l C r 17. • V .2-5). Na tentativa seguinte.1). Depois que os filisteus devolveram a arca ( I S m 4—6). H i r ã o reinou de 979 a 945 a. //" • / ^ MOABITAS Henrorri EDOMITAS AMAtEQUITAS Campanhas contra i osedomitas . O porto de T i r o era a capital do reino fenício. • Vs. • V . o Senhor. embora não fique claro como Davi perguntava e como Deus respondia.1). 400 anos depois. Apenas Mical ficou ornando de longe. Jerusalem! denota Israel ¿ ¿ . 2 S m 8: D i v e r s a s v i t ó r i a s d e D a v i Veja também l C r 18.

Muitas vezes somos atraídos a ele por suas lágrimas. Revela. O jogo de gato e rato que aparece em ISm 24. Davi estava acertando as contas com os amalequitas em Ziclague. Mas. "por causa de Jonatas" (veja I S m 20. T e m p o s Difíceis Seguiu-se um período de dificuldades.1 e 2Samuel 269 • V. Golias. Ele devolveu a Davi David Barton Davi foi o segundo rei de Israel. Não deixa de ser irônico que foi um amalequita quem trouxe a notícia a Davi. somos informados sobre a unção secreta do futuro rei. no final. 2 S m 9: A b o n d a d e d e D a v i p a r a c o m o filho aleijado de Jonatas Os acontecimentos narrados no cap. o próprio Davi era um tipo de rei-sacerdote (veja cap. é possível detectar diversas correntes: • o surgimento da monarquia diante da pressão dos filisteus.. a filha do rei. • o estabelecimento de Jerusalém e da dinastia de Davi. • a rivalidade entre os dois reinos. Israel eJudá.. Juventude No início. ele não reagiu com ódio. 6 ) . • V. Por baixo da superfície do relato bíblico. peletitas (18) Mercenários filisteus. Quando . porque era o rei ungido por Deus. ao norte de Damasco. a exemplo de Melquisedeque. da qual Davi emerge como personagem vivo. alguém que sabia esperar o seu próprio futuro. não há de que a convocação do rei amedrontou Meíibosete. • Queretitas. 21 podem ter ocorrido antes d o que é relatado neste capítulo. Um dia Davi também precisaria deste mesmo respeito. 26 mostra a lealdade de Davi a seu rei e sogro. 17 Foi Zadoque quem ungiu Salomão (lRs 1). igualmente.18). e seu lamento por Saul e Jonatas é um dos grandes poemas do AT. embora Saul tentasse matá-lo. vivendo na caverna de Adulão. Isto dava duas razões para matar o mensageiro. 9 Hamate é A m ã . Mas a tristeza de Davi foi instantânea e genuína. mentindo sobre sua participação nos incidentes. um rei de Jerusalém que viveu muito tempo antes de Davi ( G n 14. Durante algum tempo. A coragem impulsiva e a confiança em Deus que ele demonstrou neste episódio seriam uma constante em sua vida. Mas as intenções de Davi eram as melhores. e casou com •vi era um jovem pastor de ovelhas que cuidava is rebanhos de seu pai nos arredores de Belém. A vida pública de Davi começou quando ele enfrentou o herói filisteu. Mical. As qualidades de Davi. Neste caso. na Síria. o jovem Davi passou a ter livre acesso à corte de Saul. Ele não devia fazer nada contra Saul. Ele se tornou grande amigo de Jonatas. desconhecidas por sua família. ganhando batalhas contra os filisteus e tocando a harpa para acalmar o humor cada vez mais azedo do rei. Tudo isto é unido numa narrativa extensa e maravilhosamente trabalhada. Mas fazia parte da grandeza do caráter de Davi que. a inveja de Saul tornou impossível a sua permanência no palácio e ele passou a ser um fora-da-lei em sua própria terra. foram reconhecidas por Deus e reveladas ao profeta Samuel. Quando Saul e Jonatas morreram em Gilboa. atraente e talentoso. • Vale do Sal ( 1 3 ) Provavelmente a região desabitada do grande vale que fica ao sul do mar Mono. Davi até se arriscou a viver entre os odiosos filisteus. Valente. o filho de Saul. O rei D a v i Os anos de declínio do reinado de Saul trouxeram o caos a Israel. • Filhos de Davi eram sacerdotes (18) Embora não fosse de família sacerdotal.42). lando foi escolhido para ser rei.

e depois casou com Bate-Seba. diante da repreensão do profeta Nata. perto de Jabes. ele admitiu seu duplo pecado.3-8. o profeta Nata não o permitiu. • Lo-Debar (4) No nono de Gileade. Davi. Ele viu Bate-Seba de longe e teve o desejo de possuí-la. capital da Jordânia. Em meio à guerra. importante para poder se tornar um poder independente. se voltou a Deus em oração. Mas sem dúvida nações vizinhas olhavam com suspeita e tinham medo do poderoso rei de Israel. Esta vitória representa outra significativa ampliação do reino e do poder de Davi sobre as nações vizinhas. ele fez um plano para que o marido dela fosse morto na batalha. Ao levar a arca da aliança para Jerusalém. na região onde D a v i ficou f o r a g i d o . ele era o rei apenas da pequena tribo de Judá. Mas de agora em diante a história passou a ser bem diferente do que havia sido antes. A bela cachoeira e m F n . no Sul. 2 S m 10: D a v i v e n c e a a l i a n ç a s i r o amonita Veja também I C r 19.270 A história de Israel Quem provocou . • Rabá (8. Agora ele podia ser imparcial. Em vez disso. NTLH) Atualmente Amã. • V . Seu próprio palácio refletia seu novo poder. 16-18 pode ser aquela mencionada em 8. Não . Davi foi aclamado rei. Deus estabeleceria a "casa" de Davi. a sua dinastia. 10 Isto parece contraditório. localizado entre as duas metades do seu reino. 0 que redimiu Davi nesse episódio foi que. Mas quando quis construir um templo para abrigar a arca. Davi começou a agir como um tirano. maravilhado ante a extraordinária autoridade que havia adquirido.G e d i . e fez dela a sua capital. Numa ação política astuta. Após seu adultério. Mefibosete as terras que eram da família de Saul (7) e tratou o jovem como se fosse seu próprio filho (11).i guerra foi Ha num. isto é. Davi tomou a cidade de Jerusalém. ele se assegurou de que Jerusalém se tornaria tanto um centro religioso quanto político. ai dar um tratamento vergonhoso aos mensageiros de Davi. A campanha descrita nos v s . para expressar a sua profunda gratidão. a i n d a é c h a m a d a ele "cáscala de Davi". mesmo recebendo as refeições. que estava nas mãos dos jebuseus. Somente mais tarde ele se tornaria rei de Israel. mas estar na corte significava um aumento nos gastos.

sem juízos de valor. os últimos capítulos de 2Samuel são uma espécie de alívio. apesar de ser um herói com os seus defeitos. o rei morreu de velhice. No entanto. De agora em diante ele começaria a colher frutos amargos. braço direito de Davi. mas naquela primavera o rei decidiu não acompanhar as suas tropas. poucas palavras de profunda tristeza — "Meu filho Absalão. Enquanto subia o monte das Oliveiras. O hábil estadista. Mas a valentia irresistível e a confiança do jovem Davi se perderam para sempre. não conseguiu estabelecer a paz e a ordem em sua própria família. Davi aparece ao lado de Abraão e Moisés como um dos grandes arquitetos de Israel. Daquele momento em diante ele só colheria os frutos amargos do seu pecado. não há como evitar as conseqüências do seu erro. Davi estava chorando. Davi estava passeando no terraço do palácio. e nos tristes versículos seguintes vemos novamente a grandeza daquele homem. em 1Rs 1. Davi ficou outra vez arrasado em sua angústia. Aquilo que havia o que desculpar. seu sucessor. Dali. em seu relato da vida de Davi. Dele vieram idéias que ainda estão conosco. incapaz de se manter aquecido. Colheita a m a r g a Davi se arrependeu. Pois. ele nunca vacilou. Davi está velho. Davi se impôs uma última vez. Davi vive no paradoxo de pecado perdoado e um mundo de sofrimentos. notando que o rei está às portas da morte. desta vez sozinho. o salmo do pastor. O grande comandante cuja principal preocupação sempre fora seus soldados. Percebemos sua ansiedade enquanto aguardava notícias do campo de batalha e se esforçava por descobrir a verdade na linguagem complicada daquele mensageiro. O ciclo estava completo. lembrando-nos do poeta Davi. meu filho.1 e 2Samuel 271 2Sm 11: D a v i c o m e t e a d u l t é r i o com B a t e . e Davi corria risco de vida. que conseguiu trazer unidade política e religiosa a um grupo de tribos tão diferentes entre si. e lhe estendeu o perdão. Por isso Deus permaneceu ao lado dele. entre elas a que tinha com Joabe. Então." ( É significativo que o C r o n i s t a não faz qualquer referência a esse episódio. quando Absalão foi morto. Agora elementos dissonantes.S e b a 0 exército de D a v i guerreava os amonitas. para ele. MOMENTOS MARCANTES A unção — 1Sm 16 Davi e Golias — Í S m 17 O Lamento por Saul — 2 S m 1 A promessa de Deus — 2Sm 7 Bate-Seba — 2 S m 11—12 A rebelião de Absalão — 2 S m 15—18 Salomão é o sucessor e a morte de Davi — 1 Rs 1—2 . O fio condutor que dá unidade a essa narrativa é a confiança que Davi tinha em Deus. Parte do enredo destes capítulos tem a ver com o caráter ambíguo de Joabe. no pátio interno de uma casa próxima ao palácio a deslumbrante Bate-Seba fazia o ritual mensal de purificação após a menstruação. Mas mesmo havendo perdão. 2 ) . Ele convocou Salomão e fez com que fosse ungido rei em público. Os títulos de muitos dos salmos fazem a conexão entre os mesmos e Davi: o mais famoso de todos é o SI 23. como um verdadeiro patriarca. " o S E N H O R não gostou do que Davi tinha leito. Depois disso. Absalão!" — revelam que a família era. Parte do poder da história de Davi reside no fato de que elà é contada. Na cena final. agora precisou ouvir que a sua tristeza era um insulto para os soldados que lhe haviam dado a vitória e o tinham salvado da morte certa. filho mimado de Davi. podia o l h a r para baixo e v e r o que se passava nas redondezas. É uma história marcada por tramas e sub-tramas complexas. fugindo de seu filho.) • Joabe (1) Davi não havia feito nada contra Joabe pelo assassinato de Abner (cap. acertou algumas contas. do comandante Davi. Pois. Porém. crime e arrependimento. Embora tudo parecesse correr de acordo com o planejado ( 2 7 ) . com todos os seus A história de Davi está em 1Sm 16— 1Rs 2. apesar do calor da bela Abisague. em sua própria cama. Depois da sesta. Herói c o m os seus defeitos Como seria de esperar. Passando por situações de pecado. Veja também IO 11—29. por mais fraco que estivesse. e do Davi que tinha o desejo de construir o templo. quando o clima j á era mais agradável. o assassino de Absalão. À sua volta a corte conspira. e Bate-Seba deu à luz Salomão. 2Sm 13—18 registra a conspiração e rebelião de Absalão. Nunca se sabe ao certo se o que ele faz deriva de uma lealdade cega ou de ambição pessoal. meu filho aconteceu depois — adultério e assassinato — foi um divisor de águas na vida de D a v i . e que a sua vitória se havia tornado em terrível perda. Talvez seja por isso que suas lágrimas nos tocam tão profundamente. A disputa familiar se transformou em guerra civil. mais importante do que o seu trono. Além disso.

Três dos filhos de Davi foram assassinados. 2 5 Supostamente Deus encarregou o profeta de dar u m nome ao menino para que Davi tivesse a certeza de que este filho não morreria. apesar da oração angustiada de Davi. Mas este não foi o fim do relacionamento com Bate-Seba.20 Discernir entre o bem e o mal pode ser equivalente a conhecer todas as coisas (compare G n 3. • V s . A mensagem para Davi era óbvia. o filho poderia ter sido considerado dele. Desta vez o apelo foi para que o rei anulasse o dever do parente mais próximo de vingar seu parente assassinado. Joabe deixou tudo preparado para que Davi chegasse e. o autor nos permite ver a agonia de Tamar. e. não revela como ela se sentiu em meio a tudo aquilo. • V. durante a sua revolta. dois pelos seus próprios irmãos. Meribaal. que era meioirmão da moça. Estava longe de casa. 2 diz respeito à cuidadosa reclusão de Tamar. mas Davi foi castigado. • Gesur (37) Absalão foi para a terra natal de sua mãe (2Sm 3. O poderoso rei mostra ser um pai (veja l R s 1. 12). aquele sórdido episódio foi trazido às claras. E esta foi uma experiência humilhante para aquele rei (veja SI 51). o heteu (3) Urias integrava a guarda pessoal de Davi (23.39). conforme Lv 18. Amnom não estava pensando em casamento. participando da guerra promovida pelo rei. A história do estupro de D i n á . Ele estava disposto a passar por cima da lei no caso de um dos seus súditos. logo. a quem "Deus amou" (24-25). • V. A historinha contada pelo profeta pegou Davi desprevenido e repentinamente Davi se viu como Deus o via. à frente de suas tropas. 2 S m 14: D a v i a b r e as p o r t a s para Absalão J o a b e venceu a resistência d o rei assim como Natã fizera (cap. 0 peso de duzentos siclos ( A R A ) equivale a mais j de 2 kg ( N T L H ) . teria ido para casa dormir com Bate-Seba. e logo nasceu um filho. O relacionamento entre os dois havia sofrido danos consideráveis. Mas é possível que eleja suspeitasse do ocorrido. 24). e ele não teria sido morto. Ela também não foi rejeitada. tomasse a cidade de Rabá/Amã (26-31). não tomou nenhuma atitude. Deus o perdoou. Tudo parecia ter acabado bem.9). Então. pelo valor que isso tem em si e / o u para explicar o ódio. E. O que ela tem a dizer é ouvido claramente. praticado por A m n o m . "Baal" era um nome pagão que os escribas mais tarde substituíram pela palavra "bosete" o u "besete". talvez tivesse impedido tanto o assassinato quanto a revolta posterior. Jerubaal tornou-se Jerubesete. a criança morreu.1. e a regra era que os homens se abstivessem de relações sexuais.272 A história de Israel Joabe teria que provocar a morte de Urias por ordem do rei. Absalão apossou-se do harém de seu pai (2Sm 16.1-3. Se Urias tivesse sido um homem menos escrupuloso. • V s . E ainda não havia uma clara doutrina da ressurreição que pudesse confortálo naquele momento de dor. precisassem de autorização especial).) • P a g a r quatro vezes (6) Veja Êx 22. 2 S m 13: E s t u p r o n a f a m í l i a do rei Davi A o ficar sabendo do estupro de sua filha Tamar. Assim. embora furioso. 2 S m 12: A h i s t ó r i a a c u s a d o r a de Natã Urias foi morto na guerra. a vingança e futura revolta de Absalão contra o seu pai. Neste caso. indo diretamente ao censo j do cap. 11 O exército estava em guerra. queria apenas satisfazer seu I desejo. Isbaal tornou-se Isbosete.11. 13 Tamar pensava na possibilidade de um casamento (embora. pois da tristeza e do consolo (v. • V. mas o fez com pleito judicial inventado. 24) nasceu um menino (Salomão). • Urias. (Veja também I C r 20.3). . • U m talento d e o u r o (30) Aquela coroa pesava mais de 30 kg (veja N T L H ) . porem. por que não fazê-lo il no caso do seu próprio herdeiro? Joabe conseguiu o que queria e Absalão voltou do exílio. Mas dois longos e frustrantes anos se passaram até que fosse admitidoà presença de seu pai. ( O relato do Cronista omite o estupro e a revolta de Absalão. em G n 34. vivendo em tendas.5). Se Davi tivesse agido. • V. ate que Natã chegou. por meio de uma história bem simples com uma crítica final. 10-11 A profecia se cumpriu.6). • Jerubesete (21) O mesmo que Jerubaal/ Gideão ( J z 9). e assim por diante. 26 Seria essa cabeleira que acabaria | provocando a morte de Absalão (2Sm 18. que significa 'Vergonha". 17. A "impossibilidade" do v. Neste caso.22). D a v i . Mcíibosete. Durante todo esse tempo o exército de Davi estava em guerra contra os amonitas. Davi casou com Bate-Seba.

Durante quatro anos Absalão arquitetou seu plano (1-6). 2 S m 17: O s u i c í d i o d e A i t o f e l O conselho de Aitofel era agir com rapidez e atacar somente o rei D a v i . com uma boa refeição que foi servida para ele e as pessoas que com ele estavam. 2Sm 1 6 . 2Sm 1 6 . E Husai foi enviado de volta para enganar Aitofel. 1 5 . cujo conselho perspicaz poderia dar a vitória a Absalão. evitando. • Porta (2) Ali era feitos os negócios c resolvidas as questões legais (veja Rt 4.30 Jesus. poderia .1-12). o agente de Davi.11-12).2 3 : A b s a l ã o t e m relações c o m a s c o n c u b i n a s de D a v i De volta a Jerusalém (15-19). A advertência deu ao rei tempo suficiente para escapar e ser recebido. 25-26 Isto era apenas submissão à vontade de Deus. As ordens de Joabe eram no sentido de poupar o filho de Davi. fugindo do seu próprio filho como fugira de Saul. Q u a n d o o plano se tornou público (7-12). o mais sábio dos conselheiros de Davi.31). lentamente ganhando a simpatia do povo.8: O r e i s a i v i t o r i o s o D a v i derrotou Absalão e aquela foi uma vitória que Deus lhe deu (18. a morte do rei. Davi jamais se sentira tão desprezível (9-14). a leste do Jordão. Mefibosete mais tarde negou as acusações feitas contra ele (2Sm 19. passaria sua noite de angústia no monte das Oliveiras (Lc 22.24-30). 20-23 dão um exemplo da estratégia política de Aitofel. Mas Husai ganhou tempo para Davi com um plano que apelava à vaidade de Absalão (11-13). 273 2Sm 15: O r e i f o g e d e J e r u s a l é m Amnom havia sido assassinado. • Maanaim (27) Um cidade da tribo de Gadc. • Aitofel (31) Avô de Bate-Seba. Mas organizou uma rede de espionagem. então. Aitofel teve a perspicácia de perceber quais seriam as prováveis conseqüências. e ganhar tempo. o que explica seu suicídio (23). mas ele era inteligente o suficiente para saber que apenas a morte do pretendente ao trono. • Amasa (25) Sua mãe Abigail era meia-irmã de Davi. na região de Gileade. quando Raabc salvou os dois espias. 1 . assim.1 4 : A u x í l i o p a r a o r e i —e uma maldição 0 obsequioso Ziba (1-4) claramente tinha em vista os seus próprios interesses. Simei (5-8) via com sádico prazer a queda do homem que havia roubado o trono de sua família. ele estava no seu pior momento. conseguiu convencer Absalão de sua lealdade. Nenhum rei perdoaria tamanho insul- A rebelião de Absalão 2 S m 18. Para salvar a cidade. ou uma crise de consciência/ confiança por parte de Davi? • V. • V . o u . Absalão era o próximo na linha de sucessão ao trono. com isso. no território de J u d á . Joabe era primo dele. e. Mas o herdeiro escolhido p o r Davi era Salomão. o filho de Abigail morreu.1 e 2Samuel to público.28. finalmente.39-46). Entrementes. H u s a i . A vontade de Deus se concretiza por meio de seres humanos até nos detalhes: Davi seria restaurado. 0 rei foi pego de surpresa. • Vs. • Hebrom (7) A antiga capital de Davi.1—19. Jonatas e Aimaás (que estavam levando informações para Davi) escaparam de serem descobertos pela ação protetora de uma mulher (17-20). tudo aconteceu como Natã havia previsto (2Sm 12. uma guerra civil. A caminho do Jordão. traído como Davi. Os vs. ele deixou Jerusalém. Assim. A o tomar posse do harém de Davi. Absalão convenceria seus seguidores de que a reconciliação com seu pai era impossível. 14b O autor indica a mensagem. o desafio que isso representou para Davi foi extremamente sério. num episódio que lembra Js 2. O que aconteceria em seguida dependia de Deus.

mais tarde. que apatete na loto abaixo (que é uma vista dc sudoeste). Mas o caminho em linha reta que passava pelas colinas acabou sendo o caminho mais longo. e seu próprio sobrinho) no lugai de Joabe causou mais problemas (41-43. as pessoas que apoiaram Seba ativamente nesta rebelião não eram.13) Foi irônico que o belo cabelo do j o v e m (14. veja também lRs 2). o local é ocupado por uma mesquita. o templo W erguido naquele local Segundo a uidifâo. cap.10) cegaram o rei para o efeito da sua conduta sobre o povo. na «tire • (So da fome de Giom A ""pataúrma" no a::o do monte eia um lugar fácil de ser defendido e. acabou chegando antes do escravo etíope (23).23 Embora Davi tenha usado de misericórdia com Simei nesta ocasião. • Pilha d e p e d r a s (18.8: grande tristeza e remorso (veja 12. ali Abraio foi testado em sua lé. Mutoatual da . Davi estava na verdade castigando a lealdade e recompensando a rebelião.1-4.17) U m montão de pedras indicava o lúmulo de um criminoso.9-43: O r e s c a l d o da revolta A tribo de Judá havia ficado do lado de Absalão.dodeSabmác ausate A/C . O rei naturalmente teria suposto (como fez em 27) que o filho d o sacerdote traria boas notícias. no final das contas. 4. que foi pelo vale do Jordão. Mefibosetc.26) se enroscasse no carvalho e o tornasse uma vítima indefesa. 20). V s . 24-30. veja 16. sobre Simei e Barzilai.. algumas pessoas estavam ansiosas em conquistar seu favor (Simei 16-22.27. tantas assim (14-22). Joabe também poderá estar pensando no destino dos mensageiros anteriores (1. 2. quando sua própria posição estava ameaçada. • Adonirão (24) Numa posição na qual se tem poucos amigos.-:á-eãíolempionr. Jerusalém: a cidade de Davi 0 povoamento originai fitava no (Imo do mente. e Aimaás. Tn. 20 e dividiria o reino após a morte de Salomão. e a nomeação de Amasa (comandante do exército de Absalão.9-12). O beijo e o golpe de espada lembram a traição de Judas. pela perda do comando. Agora que o rei havia retomado o poder. mais tarde ele mandaria Salomão matá-lo ( l R s 2. idade Velha í x t e n s » posterior Ja c dace e li. As palavras duras de Joabe o trouxeram de volta à realidade e o salvaram do desastre político. 2 S m 20: A r e v o l t a l i d e r a d a por Seba Apesar da afirmação no v.18) Isto parece contradizer 14. • V.11-16. 3 Estas eram as concubinas que Absalão havia tomado para si. • N e n h u m f i l h o (18. 2Sm 18. Davi não perdoou Joabe pela morte de Absalão (veja 19. A conseqüência para elas foi terrível. Eles morreram ainda jovens? • Aimaás e o etíope (18.33—19.8-9).274 A história de Israel resolver a questão. estendendose paia baixo.5-6). Joabe matou Amasa (membro dc sua própria família). 40-43: a disputa entre os homens de Judá e as dez tribos causou uma divisão que aumentaria no cap. veja 16.19-32) Joabe escolher o escravo sudanes/etíope para levar as más notícias. • V.5-14. A tentativa de Davi de conquistá-lo de volta. 2 S m 19. com a mesma rapidez que havia demonstrado ao matar Abner. Davi não esqueceu nem perdoou (veja l R s 2. ele foi apedrejado até a morte no reinado do filho de Salomão.. guando Deus lhe pediu que sacrllicasse seu ptóprto fího Hoje. Em ambos os casos sua traição foi um infame.

1).29-32). Vs. O Templo foi construído sobre aquela eira ou terreno de malhar cereais. Outra possibilidade é que um novo herói havia tomado o nome daquele que foi morto por Davi. 23-26 Impressiona o reduzido número de oficiais o u ministros de Davi. Belém e r a a cidade natal de D a v i ) . e da maldição. 2 S m 23.2). G n 22.8-39: A g u a r d a e s p e c i a l de Davi Depois d o relato das façanhas d o g r u p o chamado " O s T r ê s " e m sua luta contra os filisteus (8-12) aparece u m i n c i d e n t e d a c a m p a n h a d e s c r i t a e m 5. não era necessário explicar a tremenda importância da aquisição de Davi. > Merabe (8) A filha de Saul que havia sido prometida a Davi como esposa. • V. Urias) foram substituídos por outros.18—22. O g r u p o provavelmente foi formad o e m Ziclague. 16 Em vários momentos os escritores do AT afirmam que Deus se arrependeu ou resolveu não mais fazer determinada coisa (geralmente para adotar um procedimento mais misericordioso). l í d e r dos mercenários filisteus). filho de Jaaré-Oregim.1. de Belém. e pode ser comparado com o cântico de Moisés em Dt 32. 2 S m 24: O c e n s o e a p r a g a Veja também l C r 21. e ajudou Davi a conquistar o trono ( l C r 12..1. 15-22 pertence ao período dos acontecimentos narrados em 2Sm 5. 1-14 provavelmente aconteceu antes de Mefibosete ser recebido na corte real (cap. R. A história do pacto de Israel com os gibeonitas é contada em Js 9. 0 relato dos vs. 2Sm 2 2 : O h i n o d e v i t ó r i a de D a v i Este cântico é praticamente idêntico ao SI 18. o que concorda com l C r 20.] e 2Samuel > Vs. perto d o local onde Abraão esteve prestes a oferecer Isaque em sacrifício (2Cr 3. e os que h a v i a m sido mortos ( p o r exemplo. Saul aparentemente havia desrespeitado esse pacto (embora isso não seja mencionado em outro lugar). apesar dos estreitos laços de parentesco com os moradores da cidade ( l C r 8. Seus pensamentos estão centrados naquilo que constitui um bom rei. Isso contrasta com o grande número de oficiais de Salomão ( l R s 4 ) . .5.1-7: A s ú l t i m a s p a l a v r a s de Davi Estas podem ser as últimas palavras que o "cantor dos salmos de Israel" escreveu em forma de poesia (veja 1 Rs 2 para suas últimas ordens a Salomão). Harrison sugere que se deve ler: "Elanã. • V . Mais de 30 nomes são citados. 9).10).17-25. N ã o se sabe ao certo o que havia de errado com a realização d o censo.. K. na sua posição diante de Deus e na dinastia prometida. texto hebraico não d i z se aqueles homens foram enforcados. 6 O. apesar d o que algumas traduções sugerem. matou o irmão de Golias". Asael. talvez ciente d e que seus leitores n ã o e n t e n d e r i a m c o m o Deus p r i m e i r o incitou D a v i a fazer o censo e depois o castigou p o r fazê-lo. > Pano de saco grosseiro para fazer um abrigo (10) Rispa deve ter ficado ali por cerca de seis meses. 21-25 contrastam com um conhecimento mais aprofundado de si mesmo que Davi passou a ter a partir d o episódio de Bate-Seba e Urias e que ele expressou no SI 51. seguidos de uma lista de soldados famosos. Em outras palavras.17-25 (13-17. apesar de todas as suas falhas. 2Sm 21—24 Acontecimentos durante o reinado de Davi 2Sm 2 1 : O s g i b e o n i t a s são v i n g a d o s 0 que é relato nos vs. líder d o g r u p o chamado " O s T r i n t a " . O texto parece ter problemas. T a l v e z porque indicaria confiança nos n ú m e r o s . Aquela era uma monarquia sem burocracia. • Elanã. foi "um homem segundo o coração de Deus". matou Golias (19) Isto parece conflitar com I S m 17. explicitamente mencionada em l C r 21. Depois aparecem as façanhas de dois líderes (Abisai. 2 S m 23. A chegada da chuva trouxe o fim da fome. deixando Davi livre para agir. Ele pertence ao período das primeiras grandes vitórias de Davi. 11. 8-25: Para os primeiros leitores.1. um final adequado para a vida d o rei que. e Benaia ou Benaías. O Cronista ( l C r 21. e m lugar de confiança em Deus.3-27. • Para que abençoem (3) Removendo assim a maldição que trouxera a fome. menciona Satanás como instigador. Os vs.

inicialmente como co-regente de Davi.C). O autor desta coleção de histórias é desconhecido. especialmente Elias e Eliseu. Os pilares de pedra faziam parte de um dos "ahos" da religião dos canancus. 4 Versões mais antigas. • V . O desastre político e econômico tomou conta de Israel e Judá como conseqüência direta do enfraquecimento da moral e da religiosidade da nação. .C. quando o Templo foi construído. Adonias foi posio de lado. ativamente envolvido nos assuntos humanos. Resumo A história da nação desde o rei Salomão até o exílio. Ele escreveu seu registro como um único volume.) e a destruição de Jerusalém (587 a. "não teve relações (sexuais) com ela" (Mim. Quando o povo e seus líderes o buscavam e obedeciam às suas leis. 1RS3—1I O reinado de Salomão 1Rs 12—2RS 25 Reis de Israel e Judá Histórias mais conhecidas ou passagens principais OJempío (1 Rs 5—8) A rainha de Sabá (lRs 10) A divisão do reino (lRs 12—14) Elias (IRs 17—19) Eliseu (2Rs 2—8) Há alguns problemas envolvendo datas e cronologia. Ele provavelmente foi um profeta que viveu na Babilônia durante o exílio. comandante do exército. após ter sido destruída pelos egípcios.1 E2REIS Reis (originalmente um livro. não dois) dá continuidade à história de Israel. 1 R s 1: A l u t a p e l o t r o n o O rei Davi já era idoso. dizem que o rei "não a conheceu". graças à astúcia do profeta Natã.C. Ele menciona várias das suas fontes (p. começando no ponto em que terminou 2Samuel e abrangendo os quatro séculos seguintes. 15. Os pensamentos se voltavam para seu sucessor. por volta de 550 a. Ele tinha o apoio dc Joabe.13. passando pela separação entre as tribos do Norte e do Sul que acabou dividindo o povo em dois reinos separados — Israel e Judá — até a queda de Samaria (722/1 a. Adonias aparcnicmente era o herdeiro. IRs 1—2 Quem será o sucessor do rei Davi? G e z c r foi nua das cidades reconstruídas e tonificadas por Salomão. IRs 11. Isto significa que ele "não a possuiu" ( A R A ) . Assim. e veja l C r 22. O registro começa com um reino estável e unido sob a liderança firme de um rei e termina com o colapso total e a deportação em massa para a Babilônia. Essas questões são discutidas em "Examinando a cronologia dos reis". e Abiatar. cuja tarefa era chamar o povo de volta para Deus. ex.41. As vezes é identificada com a heroína de Cântico dos Cânticos. resultavam paz e prosperidade. Um elemento importante nessa história é o surgimento dos profetas. Diante da morte de seus três irmãos mais velhos.9). para ser lido do começo ao fim. Essa história nos leva do final do reinado de Davi e do período áureo de Salomão. que ficava perto de Nazaré. É uma história sombria. Grande parte do material tem paralelos em Crônicas. Mas o trono fora prometido ao meio irmão dc Adonias Salomão (1. e o autor sabe muito bem qual o moral que ela transmite: Deus é o Senhor da história. • A b i s a g u e (3) Ela era de Suném. mas não há fundamento real para isto. e à ação mais rápida ainda do velho rei D a v i . um dos principais sacerdotes.31): registros oficiais da corte e coleções de histórias sobre os profetas. Salomão foi coroado rei. como Almeida Revista e Corrigida.

no vale do Cedrom. Benaia.8-10. • Pontas do altar (50) Saliências em forma de chifre que ficavam na parte superior. Salomão obedeceu às instruções de seu pai (veja 2. 19.1-12: M o r r e o r e i D a v i Vendo a morte chegar.m e s a b e d o r i a " Veja também 2Cr 1. outro desordeiro em potencial.12-15. localizados no alto dos montes) que passaram ao controle dos israelitas. era necessário discernimento especial da natureza humana ("sabedoria de Deus". • Simei (8) Davi entendeu que a promessa que ele havia feito a Simei não seria transferida a Salomão. quando Deus lhe apareceu num sonho oferecendo um presente que ele poderia escolher.27-36. por exemplo. a mensagem a Abraão em G n 20. para que ficasse longe dos seus companheiros benjamitas.I e 2Reis • V. v. E seu reino desfrutaria de prosperidade econômica como nunca houvera antes. 2Sm 16). já havia reivindicado o trono anteriormente (cap. 5 Veja 2Sm 18.26-30. . Foi a escolha de um homem cujo coração era reto diante de Deus e. sobre a família d e Eli (27) Veja I S m 2.5-14. Salomão não devia se sentir obrigado pela promessa que Davi havia feito. 19. ele recebeu mais do que pedira. • Joabe (5) Veja 2Sm 3. Salomão ordenou que ele fosse morto. 1 A "Cidade de D a v i " era a fortaleza do monte Sião. • V. A desonra de Abiatar deixou uma sensação duradoura de vergonha. veja Lv 1—7. Salomão ficaria famoso por seu sábio discernimento. sem qualquer transição. • Vs.13-46: A o p o s i ç ã o é eliminada Adonias. a adoração de Deus nestes lugares foi contaminada por grosseiras práticas pagãs. Veja também o artigo "Egito". G n 28. Abiatar foi despedido e expulso (embora pareça ter sido readmitido. cidade que ficava 10 km a noroeste de Jerusalém. • Giom (33) Uma fonte que ficava do lado de fora do muro oriental de Jerusalém. o sonho de Jacó. • Anatote (26) Esta cidade ao noite de Jerusalém pertencia aos levitas. Em pouco tempo.31-39. Salomão estava oferecendo sacrifícios em Gibeão. tinha acesso ao rei. Simei. • Fonte de Rogel (9) Ficava na fronteira entre os territórios de Benjamim e Judá. • Barzilai (7) Veja 2Sm 17. • O s o n h o (5) Na antiguidade acreditava-se que os sonhos tinham significado real e o A T registra vários sonhos nos quais Deus revela sua vontade (veja.4) e Joabe sofreu a morte violenta que causara a outros. Em outras palavras.1-15: " D á . apoiado pelo sacerdote Abiatar e pelo comandante Joabe.27-29. a posse do harém do predecessor era um dos elementos que dava direito ao trono (compare o gesto de Absalão. mais tarde. os sonhos de José e o dom de interpretação dado por Deus).20-23. lRs 2.3-12. 2Sm 12.6-7. • Queretitas e peletitas (38) Mercenários estrangeiros (filisteus). nos quatro cantos do altar. embora p o r razão justificável. Ele pediu sabedoria para governar seu povo com justiça. . lRs 2. assim. já que. no Oriente.2429. 1 Rs 3—11 O reinado glorioso de Salomão l R s 3. Natã. • H o l o c a u s t o s (4) Para sacrifícios em geral.16-28: " C o r t e m a c r i a n ç a viva pelo meio" Este caso extremamente difícil ilustra o dom da sabedoria que Deus havia dado a Salomão. Salomão considerou isto uma segunda reivindicação do trono. o profeta Jeremias. 20. que seriam condenadas por profetas posteriores. • V. foi mantido em liberdade condicional em Jerusalém. mas nem sempre. 2Sm 23. Davi deu a Salomão as últimas instruções.28-34). • V. Foi lá que nasceria. • A p a l a v r a . instruções derivadas da sabedoria mundana e de moralidade dúbia (5-9). Depois de conselhos da mais alta importância (1-4) aparecem. Desta vez ele pagou caro pelo que poderia ter sido um pedido feito com leviandade. . 2 Os "altos" (ARA) eram os antigos santuários cananeus (geralmente. Veja 2Sm 16. 13 Essa promessa não está registrada em nenhum outro lugar. l R s 3.8-39. N u m a situação em que se tinha a palavra de uma mulher contra a palavra de outra. Sua fama se espalharia pelo mundo. 4.16-23. inclusive duas prostitutas. Os valentes eram a guarda especial: 2Sm 23. Q u a n d o Simei violou sua condicional. 1). veja 2Sm 15. O incidente também mostra que o povo simples. 28) para descobrir a verdade. • A Tenda ( 3 9 ) O local onde era guardada a arca da aliança. 7-8 Zadoque e Abiatar.

l R s 6: C o n s t r u i n d o o t e m p l o Veja também 2Cr 3. • Vs. Na frente havia um pórtico que media 4. . hoje. A N T L H diz "duas mil toneladas dc trigo e quatrocentos mil litros dc azeite de oliva puro". e dos lados ficavam salas que serviam dc armazém. ARA) Um provérbio indicando condições! idílicas de paz e prosperidade.3 dá a dimensão do seu harém). Em tamanho o Templo era mais uma capela que uma catedral. U m coro de trigo equivalia a uma carga de jumento. O rei excedia seus contemporâneos mais . em provérbios e cânticost ditos baseados na vida natural e animal (veja por exemplo. 5. Não é de admirar que fosse necessária uma elaborada organização para manter isso em funcionamento (7-28). que ele cxpress. Biblos era famosa po: seus artesãos. 127. e Pv 10. SI 72. . uns 32 km ao norte de Beirute. por nove de largura e 13. Onde naquele tempo havia uma grande floresta. A palavr. poucas dessas árvore: imponentes. mas ministros. funcionários civis c servos domésticos. restam. "amigo do rei" (ARA) signifcl "conselheiro particular do r e i " ( N T I .A história de Israel destacados em sabedoria. não um edifício para abrigar grandes agrupamentos de pessoas.5 de altura. Dividia-se em duas seções. • D e b a i x o d a sua videira e . U m coro de óleo equivalia a 48 galões.i grega biblos = livro (que resulta em "Bíblia") vem dc "Biblos".NTLH) l/>calizadajunto â costa. 1-6 Azarias era chefe da receita intentsi encarregado dos coletores dc impostos (er_ espécie). A amizade com o reino fenício de Tiro. H ) . a o Norte (veja 2Sm 5. l R s 5: P r e p a r a t i v o s para a construção do Templo Veja também 2Cr 2. No v.16). A corte incluía não só a família real (11.5 x 9 m. ARA) O "coro" era uma medida de capacidade. tal como eles. va. • Coros (11. Foi projetado para ser uma casa dc Deus.) O Templo media mais ou menos 27 m de comprimento.1—22. (0 clima permitia que as pessoas se reunissem nos pátios ao redor do prédio nas épocas das festas. • Biblos (18. • Cedros d o Líbano (6) "Líbano" era a cadeia de montanhas e esses cedros eram a melhoi madeira disponível. foi fortalecida através de um acordo comercial: H i r ã o suprirá a matéria prima para a construção do Templo em troca de alimentos. e devia chegar a vários milhares de pessoas. a cidade onde se fazia papel com o papiro que vinha do Egito. d a sua figueira (25. l R s 4: A s e r v i ç o d o s á b i o r e i Salomão E m c o i m a s t e com a s i m p l i c i d a d e da estrutura administrativa do rei D a v i . após contínuo desmatamento. com parte da seção interior separada do santuário por uma cortina. Salomão i n t r o d u z i u uma vasta burocracia para administrar seu reino.11). que são atribuídos: Salomão.

este lhe apareceria todo reluzente de exercício teria que ter atravessado o ouro. em Hazor e Ras Shamra). e cinco pares de candelabros. Os motivos decorativos são bem conhecidos a partir dos entalhes doze touros. e revestidas de ouro. Este bosque d e cedros é u m d o s poucos q u e ainda restam hoje no Líbano. Aparentemente o pórtico de fenícios em marfim e bronze dos séculos anteriores e posteriores à época de entrada não tinha portas. 3 m de altura) e o enorme somente para a cerimônia anual da tanque de bronze apoiado sobre os expiação. ex. posrerior. Mas esta era aberta apenas raramente. É possível que houvesse portões que impediam Salomão. E se ele pudesse marfim q u e pertence a u m p e r í o d o u m p o u c o olhar para dentro no Lugar Santíssimo.. Neste recinto ele podia ver o altar do incenso.nios se orgulhavam de ornamentar seus templos com paredes. jri)m «inwiMiii ii Os pés do oficiante pisavam um chão A o d e c o r a r e m o T e m p l o .1 e 2Reis 279 O templo de Salomão e suas reconstruções Allan Millard 0 grande desejo de Davi era construir um templo para Deus. portas e rava com duas portas dobradiças na mobília revestidas de ouro. a mesa dos pães da proposição. em Jerusalém. Mas o sacerdote se depa. Nas laterais da entrada havia duas colunas cuja função é desconhecida. 0 templo de Salomão As descrições detalhadas em IRs 6-7 e 2Cr 3—4 dão um retrato quase completo do templo. feitas de madeira de cipreste. Isto pode ter sido obra dos construtores fenícios que foram contratados por Salomão. O terreno que Davi comprou para essa finalidade ficava onde hoje se encontra a mesquita de OmarfHaram es-Sherif"). A planta do tabernáculo foi ampliada pelo acréscimo de um pórtico. os artífices d e S a l o m ã o usaram padrões semelhantes a esta escultura d e revestido com ouro. entrada do Lugar Santo. e o tabernáculo existente proporcionava o padrão para um santuário centralizado. Isto é complementado pela evidência das descobertas arqueológicas. mas isto só viria a ser realidade no tempo de seu filho Salomão. Luz adicional entrava por uma série de janelas no alto da parede. talvez de bronze para os sacrifícios (cerca de 10 m'. Antes de subir os degraus para entrar no santuário. o sacerdote em O T e m p l o foi c o n s t r u í d o c o m pedras e madeira de c e d r o t r a z i d a das florestas d o L í b a n o . palmeiras e querubins. Estas eram . sendo que os três cômodos resultantes formavam uma estrutura semelhante a alguns dos templos dos cananeus (p. Uma série de depósitos em três andares cercava o Lugar Santíssimo e o Lugar Santo. passado ao lado do grande altar vés da porta de entrada. com a luz que penetrava atrapátio. A comparação com o templo de Ezequiel sugere que o prédio inteiro ficava numa plataforma elevada em relação ao nível do pátio. entalhadas com flores. todo dourado. A crosta rochosa bem no centro talvez fosse o local onde ficava o altar dos holocaustos. a exemplo das demais paredes de madeira. Era natural que um rei poderoso honrasse seu Deus desta forma. E os reis egípcios e babilôa passagem.

Grande parte das suas riquezas já havia sido tirada anteriormente e entregue como tributo a conquistadores estrangeiros que ameaçavam Judá.280 A história de Israel O templo de Salomão foi destruído por Nabucodonosor em 587 a. .C.

era uma pálida imitação do templo de Salomão. O altar d e incenso sobre rodas p o d e ter sido semelhante a este. C . Quanto ao esplendor. W ficando o acesso ao pátio interior restripB to aos judeus.17-36).1 e2Rás 281 A madeira a ser usada na construção d o T e m p l o foi transportada a o l o n g o d a costa. e que o rei Herodes incorporou nos muros de sua construção. Foram e n c o n t r a d o s dois blocos de pedra contendo inscrições de advertência aos gentios: se passassem daquele ponto. após alguma demora. Isto provavelmen• te resultou na separação p de um pátio externo. completaram a reconstrução do antigo em 515 a. feito d e bronze.C. Mas um muro de pedra que se ergue no alto do vale do Cedrom. seria p o r sua própria conta e risco (veja também At 21. O pouco que sabemos sobre ele mostra que seguia de perto a planta do templo anterior.4-9). incluindo detalhes a respeito do pátio que não aparecem no relato da obra de Salomão. Essa B9 divisão existia. que remonta a 1200-1100 a . no templo de Herodes. Nada sobreviveu do primeiro templo. O caráter cosmopolita da Jerusalém do período após o exílio trouxe dificuldades a Neemias. Ezequiel faz uma descrição minuciosa desse templo. pode ser parte da plataforma sobre a qual foi erguido o segundo templo. ossibilitandoanão-judeusfácil acesso ao recinto sagrado (Ne 13. Este santuário jamais foi construído. e m barcos fenícios. no lado leste. com m& certeza. mas os exilados que retornaram por volta de 537 a. na Babilônia. foi consolado e animado com a visão que Ezequiel teve de um novo templo (Ez 40—44). .C. O templo reconstruído O povo desanimado que se encontrava no exílio.

as paredes douradas. o artesão que Salomão trouxe de Tiro. embora nenhum prédio na terra pudesse conter o Deus do céu. n o deserto. 2Cr 4.11—5. depois da bênção. 1-12: Salomão construiu o Salão da Floresta do Líbano.34-38). de um enorme ianque com capacidade para quase 40. Os vs. veja também 2Cr 3. depois do sacrifício. festa e alegria para todo o povo (65. a mesma nuvem brilhante que. pela casa real (23-26) e pelo povo (27-53). Sete anos. cobria a Tenda de Deus ( Ê x 40. E todo o prédio d o Templo brilhou com a luz da presença de Deus. os painéis de cedro entalhados e decorados.282 A história de Israel O rei Hirào. O s fenícios. e r a m marinheiros e desempenhavam um papel importante no comércio internacional.17.000 litros de água (23-26. a arca da aliança foi trazida da Cidade de Davi e instalada no Lugar Santíssimo. supcrvisou a fundição em bronze de duas colunas ornadas para a entrada do Templo (15-22. Vs. forneceu • Salomão materiais c artesãos para a construção d o Templo. um grande salão forrado de cedro onde eram guardadas armas c taças de ouro (veja 10. as criaturas cujas enormes asas douradas se estendiam de uma parede a outra do santuário (veja Êx 25. Is 22. de T i r o . As pedras eram preparadas perto do local da construção. ao norte da terra de Israel. a Sala do Trono e palácios para si e para a filha do Faraó (sua rainha). e tudo estava concluído conforme planejado. que m o r a v a m nas cidades-esiado d e T i r o (foto) e S i d o m . bronze para o Templo Vs. o Salão das Colunas. . 13-51: Hurã.2-6). de dez carretas para apoiar outros recipientes (27-39) e de vários itens menores de equipamento (40-50.15-17). Terminada a obra. • Quatrocentos e oitenta anos ( 1 ) O êxodo provavelmente ocorreu cerca de 300 anos antes de Salomão construir o Templo.1). A oração de Salomão.8). Depois da oração veio a bênção (54-61). 15-36 nos descrevem as belas decorações.1820). Os vs.21. o sacrifício (62-64). l R s 7: C o n s t r u ç õ e s s u n t u o s a s p a r a Salomão. lembra a linguagem usada por Moisés. • Não se ouvisse o barulho (7) Mesmo nesta fase o lugar era considerado santo. 2Cr 4. mas num subterrâneo tão profundo que todo som era abafado. Ele pediu que Deus ouvisse as orações e perdoasse o pecado do seu povo quando se voltasse para o Templo.2—7. Provavelmente o palácio da filha do Faraó abrigava também o resto do harém.10. O número arredondado aqui (12 x 40) pode indicar 12 gerações em vez de um número preciso de anos. veja 2Cr 7 ) . l R s 8: A g l ó r i a d e D e u s e n c h e o Templo Veja também 2Cr 5. 11-13 destacam o motivo de tudo isso: Deus habitando no meio do seu povo.

e as fortificações de Salomão. mamos isto de parede mas o da Bílolia aumentou Uma expedição americana de casamata: parede dupla com como nunca. quando encontraádade. ChaNosso prestígio caiu muito.1 e 2Reis 283 As cidades fortificadas do rei Salomão Ao escavar a cidade perdida ou esquecida de Hazor. na realidade. é claro.o que Macalister classificou como planta de um castelo do período mos no chão e dissemos dos macabeus. do a Salomão. segundo do três cidades: as escavações que Macalister havia a Bíblia. Mas. Havia ali uma grossa camada de cinzas. lhante estruturalmente — mencionada naquela passagem no piso da área onde ficava ao portão descoberto muitos anos no livro de Reis. e por causa novamente a passagem para eles a colina (o tell) propriamente. Aos pés da grande colina (ou tell). sobre só metade do portão. do Hebrew Union Collegefoi uma parede exterior e interior divi.C. os operários que Na verdade.rio em três volumes sobre nas três cidades que.' d o s relatos bíblicos. o arqueólogo Yigael Yadin usou os textos bíblicos para ajudá-lo a recuperar sua história. encontramos parede de casamata. Yadin desenterrou a cidade baixa. uma área construída de uns 6 8 hectares.10). muito tempo atrás. mais antigo.? pensaram que éramos adivinhos! co ao do nosso portão e da nossa No entanto." no primeiro volume descobri do portão de Megido antes de continuar a escavação. nos diz. Cavem aqui M e g i d o e G e z e r c o n f i r m a m a exatidão histórica ma cidade cananéia. com o fato de que era muito seme.. Foram muito tramos o portão da cidade tinham exatamente a mesma estru. foram encontradas fortie Hazor. descobrimos este era. provável evidência da destruição da cidade por Josué na segunda metade do século 13 a. Marca. que parecia idêntia nossos operários: .Por causa da passagem bíblica. Assim. da ficava. Assim. foram reconstruídas por Gezer. ao fato de Salomão ter reconstruí.? o portão encontraram peças atrás em Megido e também atribuí. copiamos a planta Para minha surpresa e alegria. e um de seus objetivos era dida em cômodos. Mas eu Quando escavamos sob o estrato — perceberam como havíamos che.. Ele escavara conheciam a Bíblia — quando li arídadede Salomão. mas encontraram de Salomão.publiquei um artigo sugerindo que gado a esta solução. Isto se deve. "A cidade baixa jamais foi 'Cavem aqui e vocês encontrarão A s ruínas da porta d a cidade d e Salomão e m reconstruída. E que a segunda metade do portão.C. de cerâmica do século 10 a.. Megido feito ali. Ficamos surpresos tura e as mesmas dimensões. Perto dali encon-foram encontrados portões que testar minha teoria.Assim. então. onde ram exatamente o que dissemos. Mas a Bíblia e vocês encontrarão uma sala.um muro. a maior cidade da Terra Santa que remonta ao tempo dos cananeus. mais importante ainda..cautelosos. a cidade que a Bíblia descreve como "capital de todos esses reinos" (Js 11.. perto de Jerusalém. Salomão. decidi tirar da prateleira o relatóque é a época de Salomão. ficações e portões idênticos. disto ele não era visível.. em Megido e Hazor. o portão as fortificações de Salomão.que Salomão reconstruiu a É claro que. Os campos de hoje I l a z o r e as plantas baixas encontradas também e m apenas cobrem as ruínas da últi.dizer da terceira cidade — Gezer E. a Gezer.

27-28. 11). Veja mapa comercial e m 2Crônicas.. Relatos intrigantes a respeito da sabedoria I e do esplendor de Salomão fizeram com que I a rainha do lêmen fosse a Jerusalém. A situação geográfica do país fazia dele um intermediário na compra e venda de carros do Egito e cavalos da Cilicia (Turquia. Veja "As cidades fortificadas do rei Salomão". 11 Os navios de Hirão: Veja 9. l R s 10. l R s 9.13-28. Ao contrário do povo da época de Cristo (Mt 12. se você deixar de me seguir" — Deus repetiu a promessa feita a Davi (3-5). N ã o se sabe qual era o p o d e r cie compra do ouro naquele tempo. l R s 9. os israelitas foram recrutados para trabalho forçado temporário. • V.11-22 "Se você me servir. ele deu a Hirão. vinte cidades como garantia de um empréstimo. • Hazor. • V. Nesta ocasião (10-14).1-13: A r a i n h a d e S a b á visita Salomão Veja também 2Cr 9. ARA) Quase 7 kg (NTLH). Mas o Templo de Israel. Gezer (15) Salomão fortificot estas cidades.17 diz que todos os homens I judeus se reuniam para adorar na Páscoa/' Festa dos Pães Asmos.16). • Como. ARA) O u "micos" ( N T L H ) .1 2 ) Possivelmente o sândalo vermelho do Ceilão e da índia. Megido. Salomão ignorou isto e sofreu as conseqüências (cap. Estas eram as três festas de peregrinação.. Mas o consumo também era alto. de Tiro.1-9: D e u s f a l a o u t r a v e z c o m Salomão Veja também 2Cr 7. Mesmo com toda a riqueza. • Três arráteis de ouro (17) Quase 2 kg (NTLH).1-14). 26-28: Salomão foi o primeiro rei de Israel a criar uma marinha mercante. Foi enorme o lucro que Salomão obteve por meio do comércio e dos impostos (inclusive um lucrativo comércio ligado ao turismo. F. I esta mulher estava disposta a fazer uma longa viagem para descobrir por si mesma a verdade s o b r e o que tinha ouvido. • V. em Gibeão (2) Ocasião em que Salomão recebeu o dom da sabedoria (lRs 3. l R s 11: A d e c a d ê n c i a d e S a l o m ã o Vs. • Pavões (22. • Ofir (28) Sugestões quanto à localização incluem o sul da Arábia. • Meu nome (16. ARA) O próprio Deus estava presente de fonna especial no Templo. mas as esposas estrangeiras trouxeram consigo deuses estrangeiros (conforme advertência cm Ex 34. o leste da África e até a índia. Salomão teve problemas com a balança comercial. 2 5 Êx 23. • Madeira de sândalo ( 1 1 . Vs. assim como estivera na Tenda ou Tabernáculo. 1-13: Os casamentos de Salomão por interesse político sem dúvida contribuíram para a paz c segurança do país. ARA)/Entre nuvens escuras (NTLH) O Lugar Santíssimo (ou Santo dos Santos) não tinha janelas nem iluminação. 24-25). não tinha estátua para representar seu Deus..10-28: C o m é r c i o e t r a b a l h o forçado Veja também 2Cr 8. • 6 0 0 sidos de o u r o (16.42). ao contrário dos templos pagãos.14-29: R i q u e z a impressionante Veja também 2 C r 9. Primícias/Festa das Semanas (Pentecostes) e na Festa das Barracas (Tabernáculos). .A história de Israel navios fizeram comércio com a Arábia e outra j locais mais distantes. veja mapa comercial em 2Crônicas). Os cananous que moravam na região proporcionavam trabalho escravo permanente. que jure ser inocente (veja N T L H ) . Vs.. • Lhe for exigido que jure (31) Isto é. embora Deus não tenha quebrado sua promessa de uma linhagem duradoura. e acrescentou uma advertência (6-9). 14 A N T L H diz 23. 1 • Trevas espessas (12.000 kg. Seus l R s 10. 15-22: a mão-de-obra necessária para as obras de construção e defesa foi obtida de duas fontes.1-12.

também incluía a pequena tribo de Benjamim (12. ele ficará contra vocês e contra o seu rei" ( I S m 12. rei epovo naufragariam juntos. E m l R s 11. prostituição e práticas sexuais proibidas em Israel. M o l o q u e (Milcom). Efraim.1—11. t i r a d o d o original de jaspe. como Samuel havia previsto claramente por ocasião da coroação de Said: 'Tudo correrá bem para vocês se temerem o S E N H O R . com pequenas variações. t •••-¿¿••-.A c a z i a s . também contribuiu para isto). principalmente pela imposição de trabalhos forçados a seu próprio povo. E à medida que Israel se afastava cada vez mais da lei c da adoração a Deus. com um 1 estado constante de guerra efetiva o u de guerra fria entre os reinos. é repetida nos livros de Reis. ao S u l . Sem o vínculo religioso. um pecado que custaria a seu filho a maior parte de seu reino e dividiria a nação em duas. a situação ficava cada vez pior. Porém.21). E interessante que o Cronista omite de seu registro os aspectos negativos d o reinado d e Salomão (veja 2Cr 9. A história da nação relatada em Reis confirma isto. . • Vs. Disputas internas enfraqueceram ambos os reinos. No Sul houve dificuldades causadas pelo edomita Hadade (14-22. por Rezom de Damasco (23-25). E disto O "selo de Sema".7) O culto a esses deuses era abominação ("nojento") porque envolvia sacrifício de crianças. A nação se tornou alvo de vizinhos mais poderosos. Q u e m o s (5. Deus r e d u z i u o reino porque Salomão quebrara a aliança e desobedecera a seus mandamentos (embo- . • Casa de José (28.13. com a seguinte inscrição: "Pertencente a Sema. invejava o poder de Judá. A divisão foi permanente. . A monarquia em si não substituía isto.'as / ^ \ * ra a má administração. ao Norte. acabou sendo absorvida pelas grandes potências. Mas as negociações falharam diante da tática opressora de Roboão. e.l o s c o m correias". ao final de cada reinado.14-15).4.1-24: " V o u s u r r á .1 e 2Reis 2S5 E Salomão n a velhice substituiu Deus pelos ídolos. n o final.4 3 Esta fórmula. ISRAEL Siquém ¡ "feiiuel ir HP S Jerusalém / / . 0 reinado de Salomão não era totalmente isento de problemas. d i zo filho de Salomão Veja 2 C r 10. se obedecerem às suas ordens. e se vocês e o seu rei o seguirem.29-31). E o povo trouxe as suas queixas. • Uma t r i b o (13) O Reino de J u d á . As outras dez tribos se separaram para formar o Reino de Israel. • Astarote. ritos de fertilidade. e dentro de suas próprias fronteiras havia Jeroboão (26-40). • História de S a l o m ã o (41 ) Obra desconhecida. As tribos rebeldes proclamaram a sua independência c fizeram de Jeroboão o rei de Israel.) Modelo de b r o n z e . Supostamente se tratavam de registros oficiais da corte. Já no tempo de Davi houve uma ameaça de divisão (2Sm 20). l R s 12. A divisão d o rei no /. . especialmente. embora o reino d o Norte jamais conquistasse (como J u d á ) a estabilidade d e uma dinastia única.J o r ã o em Israel c Josafá-Jeorão-Acazias e m J u d á a união foi temporariamente restabelecida por meio de uma aliança de casamento. IRS 12—14 0 reino se divide em dois Nunca foi fácil manter as 12 tribos unidas. As tribos d o Norte encontraram um líder e portav o z em Jeroboão. no Norte. . o homem destinado por Deus a reinar sobre as dez tribos separatistas após a morte de Salomão. (Trata-se de J e r o b o ã o I I . se não ouvirem o S E N H O R . ARA) As tribos de Manasses e Efraim ( N T L H ) . 4 1 . rei d e Israel. servo d e Jeroboão". história semelhante à de José). Apenas nos r e i n a d o s de A c a b e . Salomão havia morrido e o rei agora era Roboão. O segredo da unidade e força nacional sempre esteve no vínculo da adoração comum ao único Deus.

O profeta de Judá errou ao aceitar a palavra do velho profeta que estava em contradição com o que o próprio Deus lhe havia dito. C ) . A morte do profeta foi um sinal para Jeroboão e Israel da severidade com que Deus lida com a desobediência. por exemplo) eram chicotes com farpas usados para surrar os escravos. para impedir que o povo p e r e g r i n a j e a Jerusalem. o papel dos profetas foi vital. U m a cena horripílame . ficava cm D à . O que o autor quer enfatizar é que é preciso ser obediente a Deus.000 (21) O número que parece exagerado.los . Mas não há pessoa mais cega que aquela que não quer ver (33).14 (veja N T L H ) . 9 a .13. • A d o r ã o (18. ele é sempre "o mau rei Jeroboão". 5. • V.N aparece nesta gravação assíria em marfim. criou dois novos santuários no reino do noite. Pertencia a Nemoreth. a adoração israelita tomou-se mais e mais depravada.286 A história de Israel U m dos sanmários 01 ix ¡dos por Jeroboão. 0 velho profeta de Betel fot m o n o por um leão. os símbolos da fertilidade. resultou a quase extinção da casa real de J u d á nas mãos da rainha Atália. Para o autor de Reis. que derrotou Koboâo e l e v o u embora o o u r o que havia n o Templo. proveniente d o palácio de N i i n r u d e (sec. liste bracelete pode ter s i d o feito com o o u r o roubado d o Templo. l R s 13: A v o z d o p r o f e t a Neste período crítico para Israel e Judá.i . ARA) O Adonirão de 4. • S e c o u ( 4 ) Ficou paralisado. • J o s i a s (2) O rei que iniciou a reforma mais completa cm Judá. Também criou um sacerdócio ilegal (não eram levitas) e fez bezerros. Assim. Mas até um profeta mentiroso (18) às vezes fala (21-22) e reconhece a verdade (32). 15 U m comentário do autor.25-33: J e r o b o ã o r o m p e c o m o Templo Jerusalém fora o centro religioso do reino unido. com o passar do tempo. 20 Veja 11. . filho d o Faraó Sisaque. Suas ações incentivaram a idolatria e. temendo que a visita a Jerusalém para as festas de peregrinação levasse seu povo a desertar. • V. para o povo adorar (como Arão fizera desastrosamente após o êxodo do Egito). Veja 2Rs 23. • V. • 180. Jeroboão trouxe ruína e destruição a sua dinastia. 32 Isto era uma substimição da peregrinação da Festa dos Tabernáculos que começava no décimo quinto dia do sétimo mês. n o extremo n o n e lio país. Jeroboão. rei de Israel.6. l R s 12. 11 Os "escorpiões" que são mencionados em algumas versões ( A R A . • V. aquele que fez Israd desviar-se pelo caminho do pecado contra Deus. A necessidade de discernir entre o que é verdade e o que é mentira é mais premente no caso daqueles que afirmam que falam em nome de Deus.

que usurpou o trono. enquanto o mesmo período em Israel. ficou leproso (2Cr 26. seu pai. um exame mais detalhado revela problemas aparentes. Está mais ou menos claro que Salomão morreu em 932 a. Israel usou o primeiro método e Judá. Problemas No entanto. que abafaram a tentativa de golpe de Adonias (1Rs 1). é de 98 anos. Por exemplo. Manasses reinou de 687 a 642 a. 3. Em Israel. o reino do Norte. mas não foi incluída no esquem a normal da cronologia. ajudam muito na solução definitiva destes problemas. somando o tempo dos diferentes reis. cujos reinados começaram durante esse período. que normalmente só seriam mencionados após a morte de Jorão de Israel. Amazias e Azarias/Uzias. historicamente o período foi de cerca de 24 anos. certamente no p e r í o d o inicial. O sistema do ano da entronização não incluía nenhuma porção de um ano no total de anos do reinado do rei. também. e Ezequias e Manasses. • Foram usados dois métodos diferentes de calcular a duração dos reinados: o método do "ano antes da entronização" e o método do "ano da entronização". No sistema do ano antes da entronização. algo bem plausível tendo-se em vista a doença grave de Ezequias. Acaz e Ezequias. o texto indica claramente a duração do reinado de cada um deles.C. quando um acontecimento afetou simultaneamente os dois reinos.1). A porção do ano passada antes do primeiro ano completo do rei era considerada seu ano de entronização. No entanto. para depois dedicarse aos soberanos do outro reino. para se obter uma cronologia exata. o mesmo período não passa de 144 anos. Isto nos leva a supor uma coregência de 697 a 687. A discrepância nos totais entre os dois reinos corresponde a um número maior de reis israelitas neste período.21-28). a interpretar os números bíblicos.21).1. como quando Jeú assassinou Jorão de Israel e Acazias de Judá (2Rs 9. Com a exceção de Saul. após a divisão entre Israel e Judá. em Judá. o que se pode chamar de "pontos de controle". conforme o relato bíblico.3). é possível que houvesse vários reis "governando" ao mesmo tempo. reinou durante seis anos (2Rs 11. Em outras palavras.9-10). o começo do reinado de cada um é relacionado com o reinado do soberano do outro Estado. Assim. • Parâmetros externos Através de uma aplicação cuidadosa destes fatores. começava no mês de tisri • (setembro/outubro). é preciso descontar um ano do reinado de cada rei.16-29). o número menor que se consegue alcançar é de 372 anos aproximadamente. em partes diferentes do reino. no entanto. uma parte do ano era contada como um ano inteiro para o rei falecido e o restante do ano era contado como um ano inteiro para o seu sucessor. Josafá e Jeorão. que governou como co-regente quando Uzias.17. Levar em conta que existia esse costume permite que se reduza a duração de cada reinado e ajuda. o filho (por exemplo. Há. em Israel. durante as últimas décadas de turbulência. e. ele reinou 55 anos. também. Em certos casos. No período inicial da monarquia dividida. Outro exemplo diz respeito a Jotão. Somando o tempo de reinado dos seis reis deste período chega-se à cifra de 41 anos e 7 meses. De acordo com 2Rs 21. Uma exceção está em 2Rs 8—9. A rainha Atália. quando o assassinato de Jorão e Acazias por Jeú tornou necessário mencionar Jeorão e Acazias de Judá (2Rs 8. o segundo. Pistas Quatro fatores. parece haver dados suficientes sobre os reis de Israel e Judá para montar uma cronologia precisa.C. enquanto em Israel começava no mês de nisã (março/abril). O precedente para isto é encontrado no caso de Davi e Salomão. Por exemplo. as cronologias . Ezequias) foi mais brilhante do que o pai (Acaz) e os acontecimentos foram datados por meio de referência ao co-regente. • Deve-se levar em consideração o fato de que o calendário de Judá.1 e 2Reis 287 Examinando a cronologia dos reis Arthur Cundall À primeira vista.C. desde o início até a morte desse rei. após a morte de Jeroboão II. A prática de co-regências significa que alguns reinados se "sobrepõem". de Jeroboão à morte de Jorão. a morte de um rei significava que determinado ano era contado duas vezes. Outras co-regências geralmente aceitas são as de Asa e Josafá. O historiador integrou as cronologias de ambos os reinos. Temos outra dificuldade com as datas aparentemente conflitantes da entronização de Jorão de Israel (2Rs 1. tratando do reinado completo de um rei. 346 anos antes da queda de Jerusalém em 586 a. a soma dos reinados em Judá resulta em 1 6 5 anos. Porém. No período que vai do golpe de Jeú até a queda de Samaria. e não ao rei em si (2Rs 18. ao passo que. o período que vai de Roboão até a morte de Acazias é de95 anos.

O reinado de Saul permanece uma exceção. em 853 a. incluindo acontecimentos significativos durante o mandato de cada um. tais como o período dos Juízes. Como a história bíblica e a história dos assírios convergem em vários pontos. entre eles Israel. Estas tabuinhas tratam da história babilónica durante o periodo que vai de Ezequias à queda de Jerusalém e são de grande interesse para quem estuda os anos em que Judá esteve sujeita à Babilônia. um oficial que exercia um cargo anual dava seu nome àquele ano especifico. nosso conhecimento das relações entre os dois reinos foi bastante ampliado. já que combina com outros dados cronológicos. Os achados mais significativos são os seguintes: • As listas dos "limmu" ou epôni- mos assírios. abrangendo o período de 892 a 648 a. travada entre a Assíria e uma coalizão de Estados menores. Os 40 anos que aparecem em At 13. com vistas à obtenção de uma cronologia absoluta e não só relativa.C. podemos estabelecer uma cronologia bíblica absoluta com uma margem de erro de apenas um ano para a maior parte da monarquia. • o tributo que Jeú pagou a Salmaneserlll. Já que "2" é o único número restante no texto hebraico de 1Sm 13.288 A história de Israel de Judá e Israel podem ser integradas. a maioria dos estudiosos acredita que um número que indicava a dezena foi omitido. o que resulta numa diferença de um ano nas datas durante o reinado de Zedequias. provavelmente.C. pode-se obter uma data precisa. um número arredondado. • . o período após 605 a.C. Aplicando os princípios que norteiam as cronologias bíblicas e correlacionando-as com a cronologia fixa possibilitada pelo contato de Israel e Judá com as potências mundiais daquele tempo. • A Crônica Babilónica. Vinte e dois parece ser a alternativa mais aceitável.1. Várias inscrições contemporâneas estão relacionadas com acontecimentos específicos. tais como: • a batalha de Qarqar. descobertas arqueológicas permitiram que se fizessem progressos no processo de relacionar a cronologia resultante com os acontecimentos do mundo circunvizinho. Foram preservadas listas notavelmente completas desses oficiais. • ou a tomada de Samaria pelos assírios. No entanto. Mas não se sabe ao certo se o ano civil hebraico segue uniformemente o padrão babilónico. isto é.C. Na Assíria. Como resultado. em 723 a. o último rei de Judá. Tais registros fornecem pontos de contato confiáveis que nos per- mitem datar os acontecimentos bíblicos.em 841 a.21 são.C.

13) Avó d c Asa. todos os reis de Israel foram automaticamente maus. para atacar Israel a pattir do norte (1 Rs 15|. que (assim como o " O Livro da História dos Reis de Judá") não foi preservado. Também em Judá a religião pagã floresceu nos dias de Roboão (filho de uma das esposas estrangeiras de Salomão. A esposa de Jeroboão nem teve chance de fazer sua pergunta.28: Reis d e I s r a e l Segundo a definição d o autor de Reis (veja acima). invade )udá vindo do sul. Egito. Veja "Examinando a cronologia dos reis". N o entanto. ao sul. deixou claro que esse acontecimento tinha u m significado especial.28 Reis de Israel e Judá As datas d o s reis d e J u d á nesta seção incluem vários períodos de co-regência entre . 0 estado enfraquecido perdeu os tesouros do Templo na invasão do Faraó egípcio. t Histórias dos Reis (19) Não equivalem aos livros do Reis que estão na Bíblia. e como mau um rei que se envolvia em práticas idólatras. O reinado dc A s a . Foi um "sinal" para Israel.1 e 2Reis 289 > U m leão (24) Leões podiam ser encontrados na Palestina. o reinado de três anos de Abias (913-911 aproximadamente) foi mau (veja 2Cr 13).5—12. d e Judá M Zerá. O autor de Reis define como bom um rei que promovia a adoração de Deus. mas desviou a atenção de Baasa e deu a Asa algum tempo para melhorar as suas próprias defesas. > Só este d a r á e n t r a d a e m s e p u l t u r a (13) Todos os outros sofreriam morte violenta. 0 reinado de Jeroboão.29-39). • Maaca (10. em comparação. mas deixando o corpo do profeta e o jumento intocados. em Israel. rei de Israel.1-24: A b i a s e A s a . l R s 15. Ele deixou u m registro da sua campanha entalhado n u m templo em Karnak. ) Ao ser atacado por Baasa. Reinou durante 41 anos. abrange os reinados de três reis — Roboão.1-20: O v i d e n t e c e g o Até um profeta cego. Aías previra a ascensão de Jeroboão (11. 2 1 . fundador líbio da 22-' dinastia egípcia. como Davi fora. l R s 15. A guerra com Israel continuou até que ele conseguiu persuadir a Síria a ficar do seu lado. ainda na Idade Média. • R a m á (17) Ficava alguns quilômetros ao norte de Jerusalém.3 1 : R o b o ã o . foi um rei bom. > O espalhará p a r a a l é m d o Eufrates (15) Israel foi levado ao exílio pela Assíria após a queda de Samaria (2Rs 17). lRs 14. o Senhor lançaria fora toda a dinastia de Jeroboão "como se lança fora o esterco" (veja 15.1—16. embora alguns fossem 1Rs 15. > Tirza (17) Capital de Israel na época de Baasa (15. é mencionado 18 vezes em Reis. de 911 a 870 aproximadamente. o etíope. 21). • O c a s o d e Urias. e o norte e o sul estavam constantemente em guerra.33). r e i d e J u d á (930-913) Veja2Cr 11. Segundo esta definição.25—16. O autor não estava interessado na história política ou social: lealdade ou não a Deus e à verdadeira religião era a única medida do sucesso ou fracasso de um rei. Abias e Asa — no reino de Judá. Quase todas as dacas que são fornecidas devem ser aproximações. reis d e Judá Veja 2Cr 13—16. de Damasco. quando é profeta verdadeiro. Asa. por não ter sido leal a Deus. u m rei e seu predecessor. o heteu (5) Veja 2Sm 11. principalmente no vale do Jordão. pode enxergar o fingimento (5-6). Asa o derrota em Maressa e o persegue até Gerar (2Cr14). Isto lhe custou toda a prata e o ouro de seu palácio e do Templo.15. Aqui. lRs 1 4 . O Livro da História dos Reis de Israel. > Sisaque (25) Este é Sheshonq. Asa contrata Ben-Hadade. a estranha cena do leão ao lado de sua caça.29).

reinou durante dois anos (886-885) antes de ser assassinado por Zinri. O cenário estava pronto para o surgimento de Elias eo início de um conflito clássico de "igreja versus estado". cerca de 909-886 a. Baal era adorado como um deus do clima que podia dar ou impedir a produção da terra.33—16.3. 17-24: este é o primeiro registro na Bíblia a As viagens de Elias à ' Sarepta y f f w j ã ^ . coberto de pedras. d o ponto de vista político. 16. A viúva era uma estrangeira que não tinha quem tomasse conta dela. cerca de 885 a 874. não o rei posterior.6-16. Elias ficaria conhecido como maior de todos os profetas (veja Mt 17. 2 1 . O n r i foi.29-34: O r e i A c a b e . assim como mostrara seu poder sobre os "deuses" do Egito por meio das pragas.29) Veja 14. • J e ú (16. O casamento do rei com a princesa Jezabel. trouxe força política e benefícios comerciais. em Israel (874-853) Do ponto de vista do autor. de Tiro. a Assíria referiu-se a Israel como " a terra de O n r i " . Depois de reinar p o r dois anos (910-909).25-26).1) U m profeta. sem os quais nada cresceria. l R s 17: Elias p r e v ê a seca Num período crítico. Fortificou Samaria e fez dela a sua nova capital.26. Mais abaixo ainda existe uma torrente. impondo ao povo a adoração d o deus fenício Melcartc (o "Baal" mencionado nestes capítulos). Mas Jezabel era extremamente ligada a sua própria religião e persuadiu Acabe a fazer "o que era mau perante o S K N I lOR". Durante os 150 anos seguintes. de forma repentina o profeta de Deus entra em cena. Ele cometeu suicídio ao ver que estava cercado pelas tropas de Onri. Portanto. 16.8-14: seu sucessor. • S e g u n d o a palavra d o S E N H O R (15. formando uma aliança entre Israel e a vizinha Fenícia a o norte. Deus também mostrou que cuida dos mais pobres dentre os pobres. • 1 6 . A história de Israel Israel.29—2Rs 1 O Rei Acabe e o profeta Elias piores que outros.2 8 Apesar da breve menção neste relato de Reis. Nadabe (15. Elá. a vida religiosa em Israel atingiu seu pior momento durante os 22 anos do reinado de Acabe. 1Rs 16. Vs. Ele fundou uma nova dinastia e reinou durante 12 anos. 15.25-32) foi assassinado por Baasa. 34 Veja Js 6.290 Pouco abaixo do topo do mome Carmelo íica um anfueari-o nnrural. Deus provaria ao rei e ao povo que só ele tinha poder sobre o sol e a chuva.10-13).7: Baasa f u n d o u u m a n o v a dinastia e reinou sobre Israel durante 24 anos. Ttsbe Modn òtQuerite * Berseba Pata Horebe (Sinai) .15-20: Zinri fundou uma nova dinastia de breve duração (885). e Sarept. um dos reis mais poderosos d e l R s 16.i iicava bem no m e i o tio território que t i : considerado de Baal! Ao alimentar Elias dessa forma. Psscs detalhes condizem com o local onde Klias enfrentou os profetas de Baal.C. Deus cuidou de Elias primeiramente por meio da natureza e depois por intermédio de uma pessoa da qual nada se poderia esperar. que vivia n u m lugar que não tinha muito a oferecer. • V . (Veja as palavras de Jesus em Lc 4.

17). antes da chegada de Elias. mas a reanimação veio em resposta à sua oração. É uma história comovente também para o leitor. novamente. Mas apesar de tudo isto.21 Elias pode ter usado a respiração boca a boca. não deveria ter t i d o problemas para m a n d a r fogo! A q u i . de aparece tendo na m ã o u n i m a c h a d o e um raio. de abril ao início de maio.1 e 2Reis de um morto que torna a viver. • V. O fogo queimou a oferta encharcada. O povo gritou: " O SENHOR é Deus!" Os profetas de Baal foram mortos e a seca terminou. faz parte de uma cadeia de montanhas que atinge 530 m de altura. lRs 18: O d e s a f i o d e E l i a s : Deus o u B a a l ? Jezabel era fanática por sua religião. lRs 19: E l i a s f o g e para s a l v a r s u a v i d a 0 entusiasmo se acabou. tão incapaz de produzir fogo quanto de enviar a chuva necessária. não apenas p o r u m método específico de ressuscitação. Agora Elias estava de volta. que felizmente termina com uma impressionante confissão de fé vinda de uma pessoa que. não conhecia nada sobre Deus. 46 Elias correu 27 km até o palácio de verão em Jczrccl. Normalmente. Baal se mostrou impotente. • V. O desgaste físico e espiritual deixou Elias à beira da depressão. Isto ate que a torrente secou. • V. Gileade fica a nordeste. do outro lado do Jordão. . e trazia um desafio: vamos tirar isso a limpo e ver quem é Deus de verdade. do medo e da decepção. 291 S e g u n d o o relato b í b l i c o . Jezabel ainda queria 0 desafio de Elias aos profetas d e Bani foi feito n o próprio terreno deles: Baal ( f o t o a c i m a ) . d e u s d o t e m p o . um conira 450. espera-se que a chuva caia entre o final de outubro e o início de janeiro e. "Não cairá orvalho nem chuva": a razão para a seca era o pecado (veja Dt 11. perto da atual Haifa e junto ao mar Mediterrâneo. • V . Deus e n v i o u corvos para alimentar Elias j u n t o à torrente de Q u e n t e . Durante três anos ela fizera tudo em seu poder para eliminar a adoração a Deus em Israel ( 4 ) . não houve uma reforma religiosa profunda nem duradoura. O Deus de Israel era o Senhor vivo. 19 O Monte Carmelo. 1 O nome de Elias significa "meu Deus é Yah(weh)".

e o caminho à frente foi mapeado com clareza. C . 18 O número provavelmente é simbólico: 7 (da perfeição) x 1000. mas isto viria a traz: problemas para Israel. teria usado um forno destes pata fazer pão.2-5. . ( N a tradução grega do AT. . em silêncio. K% 2' ataque sírio a Israel ^ " % / Israel derrota ' " . Ela só precisou inventar uma acusação de blasfêmia.37. Eliseu (15-16) Elise. A interal ção diplomática (2-9) é difícil de seguir. pelo número de testemunhas exigido por lei. r • V . Esta guerra deveria demonstrar que! não somente os montes. esquecendo que numa "guerríj santa" tudo precisa ser entregue a Deus eu sacrifício. t o d o s o s f i l h o s d e Israel (151 O exército israelita. l R s 21: R o u b o e a s s a s s i n a t o — o rei Acabe é condenado Em Israel. . Mas a unção de Hazael e Jeú foi feita por Eliseu (2Rs 8—9). ela. (Israel c Síria lutaram como aliados conül Salmanescr III da Assíria em Qarqar no ano dei 853 a . acre- Guerras a Síria com SIRCA 1"ataque sirio» Israel. tramava a eliminação de Nabote. Enquanto seu marido tinha a reação típica de uma criança mimada. que alimentou Elias durante a longa seca. o velho profeta do juízo.o s sírios tf^y 7 . tirando novo alento da comida e da água fornecidos por um anjo com um senso prático. . A obra de Deus teria continuidade.) • Unja H a z a e l . . mas sáo derrotados pelos sírios (1 Rs 221 í JUDÁ \ (ß . l R s 20: I s r a e l e Síria e m g u e r r a Ben-Hadade da Síria e os reis aliados de 3 2 1 cidades-estados atacaram Samaria..37. Ele cometeu o mesmol erro de Saul. o cap. mas depois se desentenderam. c claro. No lugar em que se revelara a Moisés. e as terras do "criminoso" foram confiscadas. vinte e sete mil (29-30) 0< números parecem exageradamente altos. ele tornou a ver as coisas na sua devida proporção. A herança de uma pessoa tinha que ser passada à geração . não de forma espetacular. matá-lo. . confirmada. ate o deserto c o Sinai (Monte H o r e b e ) . • Meu p a i . o confisco ou a venda forçada de terras era ilegal. Vejaf 22. t e u p a i (34) Significa ancestral. c por isso Elias fugiu para o sul. era a única mosca nessa sopa. 21 vecl depois do cap. Veja I observação sobre Ex 12.30-37) e desta vez o rei pres- A viúva de Sarepla. Masi Ben-Hadade leve que retirar o que disse diante da vitória dupla dc Israel. . • RamoteCileade Jerusalém / Acabe e Josafá partem para tomar RamoteGüeade. Acabe poupou ii vida dc Ben lladade. Mas Elias falou a verdade (veja 22. J e ú . foi "ungido". Deus lhe deu um companheiro e sucessotl Eliseu. 19.seguinte. mas também os valesj estavam sob o domínio de Deus (28). Veja a referencia dei Paulo a este episódio em Rm 11. o único empecilho. Mas Jezabd | não estava nem um pouco preocupada comos direitos das outras pessoas. mas cm meio ao silêncio.292 A história de Israel ditando que seu trabalho havia chegado ai fim. Elias se sentira terrivelmente solitário. Elias. não o próprio pai. chamado para tornar-se proferi pelo ato simbólico de Elias de jogar sua capai sobre ele.1-2). • C e m m i l . A autocomiseração chegou ao fim. 2Rs 9. Deus falou com Elias. • T o d o o p o v o . .

Acazias consultou o deus filisteu após uma queda do terraço d o seu palácio e Elias pronunciou ojuízo de Deus sobre a idolatria do rei. 2 Rs 2: Elias é l e v a d o a o c é u Parece que Elias tinha a intenção de enfrentar a sós esta última experiência. aliados contra a Síria. rei de Israel (853-852) Acazias reinou dois anos. Trata-se de um jogo de palavras depreciativo com o nome real do deus. • Ele (o Senhor) resolveu (23) Aqui como em todo o A i .15 Histórias de Eliseu Esta escultura d e marfim. • V. que foi cobiçada pelo rei Acabe e acabaria sendo tirada d e Nabote pela rainha J e z a b e l . (Para profetas verdadeiros e falsos. (Neste caso. foram inseridas no texto hebraico a partir de uma anotação marginal feita por algum escriba que confundiu Micaías com Miquéias. temporariamente. casou-se com a filha de Acabe. q u e é daquela época. 9—10. 28 " O u v i isto. mas nada pôde alterar a sentença do profeta. Acabe não podia enganar a morte usando disfarces: morreu n o campo de batalha em Ramote-Gileade. A vestimenta d o profeta era rústica c simples. durante os quais Moabe conquistou a sua independência. A cena final — o redemoinho que leva o profeta para o céu e a visão que Eliseu teve de uma carruagem cie fogo e cavalos — se passou a leste do J o r d ã o . Josafá foi um rei "bom". Foram necessárias três escoltas militares para fazer com que Elias fosse ao r e i . Ele não precisava impressionar sua audiência com roupas finas. tiradas de M q 1. Atália. filho de Josafá.18 Acazias. rei d e J u d á ( 8 7 3 . Israel e J u d á se tornaram. N ã o são muitas as "correções" desse tipo de texto hebraico.8 4 8 ) Veja 2Cr 17—20. a vontade de Deus é vista como a causa imediata dos acontecimentos. 1 . A advertência foi ignorada.6). ganhando uma suspensão de juízo durante sua vida. Mas Eliseu ficou com ele até o fim d o caminho. Micaías foi trazido ao rei e anunciou sua profecia fatal (uma única voz verdadeira contra 400). 4 1 . 48 Veja caps. O IRs 22.3) Significa "senhor das moscas". como Deus dissera. Estas palavras.4 0 : O p r o f e t a p r e v ê a morte d o r e i Veja também 2Cr 18. vós. a leste d o J o r d ã o . perto d o lugar onde Moisés morr e u . d á uma idéia d o estilo d a tainha Jezabel. > Baal-Zebube(1. A vida de um homem excepcional chegou ao fim de uma forma extraordinária. e os estudiosos conseguem identificar todas elas. 2Rs 2. cleduz-se que seja um acréscimo porque esse texto não aparece na Septuaginta.5 0 : J o s a f á . Ruinas d o palácio d o rei Acabe no alto d a colina fortificada d c Samaria. . Os fortes ventos que sopravam do norte podem ter lançado a frota contra as rochas. Baalzebul. Esta v i n h a se parece c o m a pequena 293 propriedade d e Nahote. Jeorão.) lRs 2 2 .8 João Batista viria a usar roupas semelhantes a estas (Mc 1. • 1. Ele reinou durante 25 anos. A mensagem era suficiente.2. • V. veja 2Cr 18).1—8. A pedido de Josafá.51—2Rs 1. lRs 2 2 .1 e 2Reis tou atenção. todos os povos".

. Estes eram rapazes ( N T L H ) . N T L H ) Durante a fome u m homem colheu colocíntidas. o general sírio. que herdava o duplo em relação aos outros. • Pães das primícias (42) Esta era uma oferia Naaniã. • C a r r o s d e Israel (12. J o r d ã o (4. Davi matou Golias desta forma. Uma expedição punitiva das forças aliadas de Israel. ARA) Isto significa que ele era o assistente dc Elias. 2Rs 3 : J o r ã o . e íoi curado. mas a porção que o marcaria como sucessor do profeta. o fogo muitas vezes indica a presença de Deus. amargo e venenoso quando consumido em grandes quantidades. bem como a vitória no campo de batalha. • Q u e d o r d e c a b e ç a ! (19) A criança teve insolação. u m laxante poderoso. achava que o rio J o r d ã o ( f o r o tirada na Galileia) era insignificante. soltando uma das pontas. quando seria natural visitar um homem de Deus. ele se lavou nas águas do Jordão. 11 No AT. r e i d e Israel (852-841) Jorão reinou 12 anos. • Deitava á g u a sobreas mãos d e Elias (11. delinqüentes daquele lugar que Insultaram o profeta e seu Deus. • V. • A l g u m profeta (11) Assim como as outras nações consultavam a vontade de seus deuses por meio de adivinhos. • S á b a d o / F e s t a d a L u a Nova (23) Estas era ocasiões especiais de caráter religioso. se comparado com os rios que havia e m sua terra. por orientação d e Eliseu. • V. 38-44: a alimentação dos famintos. Eliseu pediu não o dobro do poder espiritual de Elias. nem sempre pessoas de grande estatura espiritual. 27 O sacrifício do filho do rei comovei os moabitas de tal forma ou chocou tanto o s israelitas que o ataque foi interrompido. como no Sinai. . que ficou sozinho. .19 proibia o corte dc árvores frutíferas. Portanto. ARA) A palavra hebraica traduzida por "rapazinhos" pode designar meninos ou rapazes de várias idades. E m tempos mais antigos. isso era feito através de sacerdotes. a porção que cabia ao herdeiro. • Uns rapazinhos (23. • Porção dobrada (9) Isto é. 8). 2 R s 4: E l i s e u f a z m i l a g r e s Os milagres de Eliseu. com seus sentidos estimulados pela música (um costume comum entre os profetas). o filho mais velho. A mulher não contou a seu marido que a criança estava morta. 1-7: a v i ú v a cujos filhos se tornariam escravos para pagar suas d í v i d a s . 8-37: a mulher de Suném que não tinha filhos c que se mostrou muito hospitaleira em relação a Eliseu (sua história continua no cap. • Vs. • J e r i c ó . • Profetas (3) Grupos que possuíam dons extáticos. Mas. muito. mostram o cuidado de Deus pelas pessoas comuns e suas necessidades. O registro não está necessariamente em ordem cronológica. Rira a nação.6) 0 rio fica 5 km a leste da cidade. 19 Dt 20. Eliseu. Elias linha mais valor do que as suas forças armadas. V s . A R A ) O defensor de Israel. • A t i r a d o r e s d e f u n d a (25) tinham a habilidade de lançar pedras com as suas fundas que eles seguravam com a mão. Eliseu. Judá e Edom contra Moabe foi posta em risco por causa da seca. por intermédio dc profetas. giravam sobre a cabeça e depois arremessavam. assumiu a sua tarefa imediatamente.294 A história de Israel reaparecimcnio de Elias na transfiguração de Jesus ( M l 17) enfatiza a posição singular deste homem entre todos os profetas de Deus. dizendo a ele que "subisse". Israel também buscava a vontade de Deus antes da batalha. como os de Jesus. • Frutas a m a r g a s (39. 19-24 Estes milagres deixam claro para o leitor que Deus realmente deu poder a Eliseu. • V. possivelmente para ressaltar que Deus havia escolhido Eliseu como verdadeiro sucessor do grande profeta. nessa época. prometeu um fim à seca. Os dois primeiros se assemelham aos de Elias ( I R s 17). como Elias.

j Dota (13) 16 km ao norte de Samaria. Hazael. ambos atingiram preços astronômicos. ( U m destino semelhante aguardava Jerusalém: Lm 4.27. Os leprosos. Vs. • 6. 2 0 : A c a p i t a l d e I s r a e l é sitiada A paz conseguida por Eliseu (23) não durou muito.1-15: U m p e d i d o a o r e i . Ao invés de estar perdido ou sem saída (15). • 6. A Síria freqüentemente estava em guerra com Israel. Isto explica a tradução da NTLH: "uma terrível doença de pele". algo real para aqueles que têm olhos para ver (17). 1-6: a segunda parte da história contada em 4. capturada num ataque à fronteira. Jorão) mostrou que Eliseu era um verdadeiro profeta de Deus. Ben-Hadade. e Naamã era comandante do exército inimigo. também. estavam em situação pior.2. falou a sua patroa síria sobre o poder de Eliseu.) O rei culpou Eliseu por haver dado o conselho de resistir e por haver prometido libertação (33). da Síria. o chefe do exército da Síria tornou-se seguidor do Deus de Israel. Sua fome terrível fez deles os primeiros a descobrir a verdade sobre a previsão de Eliseu. • V. como Macbeth. ' (2Rs4) ( !'X \ \ I \ \ \ \. Durante a fome. O rei. 2Rs 8. A ganância deGeazi poderia ter arruinado tudo e teve de ser castigada. como muitas outras no A T e no N T . Dota Eliseu se envolve na marcha contra Mesa. • V. recorre ao assassinato para realizar uma previsão c assumir o trono. 7-15: Eliseu executou a tarefa que havia sido entregue a Elias ( l R s 19. que dependiam de esmolas para comer.19 'Janelas no céu" parece ser uma referência a chuva. 2Rs 6 . 2Rs 6 . • 7. O exército sírio fugiu por pensar que reforços militares se aproximavam. 1-7: o machado flutuante.25-27. a que Jesus se refere em Lc 4. E então os ataques.30 Pano de saco ou roupa de pano grosseiro era usada para demonstrar tristeza e luto. Mas seus servos o persuadiram a tentar. 1 . 17 Ele pegou o solo da terra do Deus de Israel porque na época acreditava-se que um deus só podia ser adorado na sua própria terra (veja as palavras de Davi em I S m 26. "esterco de pomba" pode ser o nome de algum tipo de planta ou vegetal. 8-23: seu conselho ao rei (provavelmente. 2Rs 5: A c u r a d o g e n e r a l s í r i o Esta história. O milagre de Eliseu foi apenas um ato de bondade. mostra que o cuidado de Deus não se limita a Israel. Uma j o v e m escrava israelita. ARA) Ainda não existiam moedas naquele tempo.25 O jumento era um animal "impuro".2 3 : O e x é r c i t o d e D e u s protege E l i s e u Vs. retornou para 2951 SIRIA As v i a g e n s tte Eliseu /Eliseu (e a mulher de Stiném Monie Canudo'.15). Eliseu os tinha na palma da sua mão enquanto os guiava para casa. ao invés de continuarem. Ela pertence ao período anterior à lepra de Geazi.19). alimento proibido. Os bosques densos do vale do Jordão eram uma boa fonte de madeira para a nova construção comunitária de que os profetas necessitavam. . estes eram pesos. 2 4 — 7 . Hoje a palavra se aplica apenas à hanseníase. Vs. rei de Moabe (2Rs3| sitiar Samaria e o povo passou fome e teve que recorrer ao canibalismo. Sua confiança estava na proteção de Deus. chegaram ao fim.10. 1 Várias doenças de pele são classificadas como "lepra" no AT. e ele foi curado. Uma visita foi preparada através dos canais diplomáticos. leve de ser misericordioso. Profundamente impressionado com a cura e por Eliseu recusar o pagamento.8-37.le2Reis normalmente feita para os sacerdotes no início da colheita. 5. As instruções do profeta não foram nada do que Naamã esperava.\ O encontro tom Hazael de Damasco (2Rs8) - '. • Talentos/sidos (5. previsão de Eliseu Vs.

um cálice de ouro. que registra o triunfo do rei assírio Salmaneser III. um vaso de ouro. O segundo painel deste lado mostra o rei ou seu representante em atitude de reverência diante do soberano assírio. estanho. menciona Jeú. " O tributo de Jeú. ouro. filho de OnrL Prata. taças de ouro. uma lança". filho de tlumri (Onri). um cetro real. rei de Israel. jarros de ouro. W nu O Obelisco Negro é o único monumento descoberto aié hoje que mostra israelitas (abaixo) pagando tributo a um rei assírio.A história de Israel O Obelisco Negro Este texto no "Obelisco Negro". m . Esta parte da inscrição diz: Yaua (Jeú).

cumpriu-se a profecia de Elias ( l R s 21. de Juiirt G a | e ' Bete-Semesl f / Ht» . Ele reinou durante um ano apenas. r e i d e J u d á ( 8 4 1 ) Veja também 2Cr 22. r e i d e J u d á (853-841) Veja também 2Cr 21. finalmente.1 e 2Reis 297 As defesas de Samaría. e aquele era o momento perfeito para o golpe de J e ú . Acazias foi o u t r o rei que abandonou o Senhor c seguiu seu próprio caminho. 2Rs 8. 2Rs 8. num tempo em que os exércitos de Israel e Judá defendiam Ramote Gileade contra o ataque da Síria. O rei estava se recuperando dos ferimentos em JezreeI.25-29: A c a z i a s . Ele reinou oito anos mais uma co-regenda. filha de Acabe e Jezabel (veja cap. denota Amarias. Acazias.41 Reis de Israel e Judá até a queda de Samaria 0 autor volta à história dos reis que fora interrompida pelas histórias de Eliseu. rei de Israel.8 1 4 ) Eliseu desincumbiu-se da última missão que Elias lhe havia deixado ( l R s 19. de [srad.16—17. Cc Judá. 10 O engano supostamente deveria dar ao rei uma falsa sensação de segurança e capacitar Hazael a tomar o trono com a morte dele. o rei de Judá que estava com ele. um pouco acima d o território circunvizinho. ucupado por tropas sírias no tempo d o profeta Eliseu. a 65 km de distância.2 4 : J e o r ã o . 11). Este não perdeu tempo e matou Jorão. Jeorão foi um rei "mau". a invasão Síria. 1 6 . influenciado por sua esposa Atália. a rainha Jezabel. guerras de Judá com Fdom e Israel SÍRIA RamoteGleade Q Jet] mata Jorão. 2Rs 9: J e ú . e. > V.16). e nesse tempo revoltas bem-sucedidas de Edom (a sudeste) e Libna (na fronteira com os filisteus a sudoeste) enfraqueceram Judá. denota os edomias Q Joái. r e i d e I s r a e l p o r m e i o de u m g o l p e d e e s t a d o ( 8 4 1 . O golpe de Jeú. Mas Hazael não estava disposto a esperar. ptfMgiH ftnfffmi e continua ali* Samaria Q Ilazad invade Iwarl e Judá fcj Alturas. 2Rs 8 .23). Assim.

foi uma parábola sarcástica. • U m s a l v a d o r (5) Várias sugestões foram| feitas: Adade-Nirari. p o r i n t e r m é d i o d e Elias (36) l R s 21. apenas o pequeno Joás conseguiu escapar. se cumpriu. l R s 16. de J u d á (835-796) Veja também 2Cr 24. • V . r e i d e Judá (796-767) Veja também 2Cr 25. Por pouco a linhagem real dc Davi não foi exterminada. Durante seu reinado.11-16) e de ofertas voluntárias. Outra conspiração contra Amazias resultou n a sua morte em Laquis. Jeú reinou durante 28 anos. A monarquia constitucional foi restaurada e a lealdade a Deus reafirmada no juramento de uma nova aliança. AI Síria invadiu Judá e ameaçou Jerusalém. sacerdotes e adoradores de Baal (18-27). A última previsão dc Eliseu.17-19). O profeta morreu. que resgatou Joás) liderou um golpe bem planejado e praticamente pacífico que colocou Joás no trono. 2 R s 11: A t á l i a . 12 Será que neste Livro do Testemunho estavam contidas as "leis do reino" estabelecidas pelo profeta Samuel na época dos primeiros reis da nação ( I S m 10. r e i d e Israel (798-782) Jeoás reinou 16 anos. O povo fez de Azarias o co-regente. 2 R s 13. • A palavra d o SENHOR.10-25: J e o á s . muitos da casa real de Judá (12-14). Joás fez um bom governo. OreiI foi morto p o r seus oficiais (veja também 2Ct| 24.16. • Zinri (31) Assassino do rei Elá. Houve guerra contra Judá. .15. O s| fundos necessários vinham de impostos (2ftl 24. 2 6 Veja l R s 21. 1 . 2 R s 10: O e x p u r g o f e i t o p o r J e ú O reinado de Jeú começou com um massacre no qual muita gente perdeu a vida: toda a família de Acabe (1-11. • V. • J e z a b e l . Ex 30.. permaneceram intactos e a lei de Deus foi negligenciada. • Carros d e Israel (14) Veja 2. Também havia pós e uma variedade de perfumes e unguentos. da Assíria.12. • Vale d o Sal (7) A área ao sul do m a t Mono. A vitória sobre Edom subiulhe à cabeça. que falava de vitória sobre a Síria. Estes foram alguns dos anos mais sombrios da história da nação. A m a z i a s foi u m r e i " b o m " que reinou durante 29 anos. O sacerdote Joiada (marido da princesa Jcoscba. mãe de Acazias e filha de Acabe e Jezabel.2 2 : A m a z i a s . 2 R s 1 3 . mas os templos construídos em Betei e Dã por J e r o boão. A rainha Atália. • V.9 : J e o a c a z . Eliseu. Mas durante alguns anos o dinheiro destinado à restauração d o Templo ficou todo nas mãos dos sacerdotes i U m novo método de coleta foi esquematizado e teve início o trabalho de restauração. • C a m p o q u e havia s i d o d e N a b o t e (21) A vinha confiscada por Acabe ( l R s 21). moral e religioso ( 2 C r 24. 1 Os últimos anos do reinado de Joás teste-1 munharam um declínio nos âmbitos político I (17-18). e nesse tempo Israel passou a ser dominado pelos sírios. pintou os olhos (30) Mesmo nesta época. Jeroboão I I .A história de Israel • A q u e l e louco (11) Pelo estado extático do homem os oficiais perceberam que ele era profeta. . que recebeu' tributos de Damasco e de Jeoás de Israel. reinou seis anos. . r e i d e Israel (814-798) Jeoacaz reinou 17 anos. onde saquearam o Templo e outros tesouros. mas mesmo na morte seu corpo reteve poder dado por Deus (21). o território a leste do Jordão caiu nas mãos da Síria.15-17). • No Livro d a Lei d e Moisés (6) Dt 24. cochonilha moída servia de batom vermelho. 1 .6.10—23. Segundo o autor de Reis (por mais que o Cronista não esteja tão convencido disso). • O e s p i n h e i r o d o s m o n t e s Líbano (9) A resposta de Jeoás ao desafio irrefletido d e Amazias.25-26 para maiores detalhes). e hena escarlate para pintar as unhas. sombra azul obtida do lápis-lazúli. r a i n h a d e J u d á (841-835) Veja também 2Cr 22. começando uma nova dinastia. Jcé foi um dos melhores reis de Judá. 7 Compare isso com os 2. a maquiagem feminina era sofisticada: lápis preto para delinear os olhos. 2 R s 1 4 . O desafio desastroso lançado a Jeoás trouxe as forças de Israel para dentro d e Jerusalém. o primeiro rei de Israel. que o desafiava para uma batalha.25)? 2Rs 12: R e s t a u r a ç ã o d o t e m p l o no reinado de Joás.23.8-10.19.000 carros d e Acabe.. Objetos ligados à adoração de Báal foram destruídos. Sob a orientação de Joiada. e os profetas. Seu rein» do durou 40 anos.

depois da morte dele. 8 . 7 Ao pedir ajuda à Assíria. O porto havia caído nas mãos dos edomitas. reinou durante 10 anos (752-742) c tor. O s profetas Amós ( A m 2. ereinou durante 20 anos (752-732).1 e 2Reis > Elate (22) Trata-se de Eziom-Gcbcr. Sua política de opoo conselho de Isaías (Is 7). de Nimrude. 2 R s 16: A c a z .7 4 0 ) Veja também 2 C r 26.6 em diante) e Oséias revelaram a corrupção que havia em Israel: extremos de riqueza e pobreza. reireinado (e sua co-regência) de 16 anos ele nou seis meses (753-752) e foi assassinado enfrentou oposição da Síria e de Israel. e de Israel. reiao sul. rei d e I s r a e l ( 7 9 3 . Veja também 2Cr 28. Peca foi assassinado p o r Oséias. Mas o o r g u l h o lhe trouxe um triste fim sição aos assírios resultou numa deportação (5. o reinado de Jeroboão foi a calmaria antes da tempestade. u m rei " b o m " . Vs.7 1 6 ) pois foi assassinado por Menaém. pela Assíria em troca de ajuda. 1 . filho de Menaém. ao norte. d o m i n a n d o o território desde o norte do Líbano (Hamate. em 740. foi registrado por escribas.32-38: J o t ã o . r e i n o u 52 anos. 23-26: Pecaías. de Edom e dos filisteus. o rei assírio que i n v a d i u Israel. na parede d o palácio . r e i d e J u d á ( 7 3 5 . a opressão dos pobres e fracos. incluindo-se u m tempo em que foi co-regente.1. está representado de Nimrude. 17-22: Menaém fundou outra dinastia Acaz foi um dos piores reis de Judá. 27-31: Peca fundou uma nova dinastia profecias de Isaías datam deste período. Uzias morreu" (Is 6). datar seu reinado desde o momento cm que • V . Azarias. O t r i b u t o pago por Menaém. caso se • V . Algumas das Vs. rei d e J u d á ( 7 9 1 . > Jonas (25) Esta c a única menção ao profeta no AT fora do livro que leva seu nome. porque. c o m o mostra esre baixorelevo assírio que ilustra as conquistas d e Tiglate-Pileser 111. atual Hama na Síria) até o mar M o r t o (mar deArabá). Is 7. 13-16: Salum reinou apenas um mês. 1 . filho de Jeroboão. . Durannova. 8-12: Zacarias. 2Rs 15. que ficava na extremidade norte do golfo de Acaba e servia de base naval da frota de Salomão no mar Vermelho. Vs. mas foi recuperado pela vitória de Amazias. O profeta Isaías recebeu cm massa da população por parte de Tiglateo chamado de Deus " n o ano em que o rei Pileser. 2Rs 1 5 . Durante seu Vs.7 : A z a r i a s ( U z i a s ) .te seu reinado e sua co-regência de 16 anos nou-se vassalo do poderoso Tiglate-Pileser III J u d á foi atacada de todos os lados: da Síria (Pui) da Assíria.16-23). Teve muita força política. Derrotou a S í r i a . rei d e Israel. Para Israel. que j á estava enfraquecida. 2 3 . a nação entrou em decadência. 5 V e j a i s 7. Azarias foi um rei forte que derrotou os filisteus e árabes e fez de A m o m um estado vassalo.7 5 3 ) Jeroboão I I r e i n o u d u r a n t e 41 anos. incluindo um período como co-regente.3 1 : O u t r o s r e i s d e I s r a e l (750-732) (753-732) J o t ã o foi u m rei piedoso.2 9 : J e r o b o ã o I I . por Salum. Vs. O Templo foi despojado da prata e do nou durante dois anos e foi deposto num ouro para pagar os altos impostos exigidos golpe liderado por Peca. 2Cr 26. Tiglate-Pileser 111. r e i d e J u d á 2Rs 1 5 . ^ 299 / f 2Rs 1 4 . Acaz ignorou Menaém subiu ao trono.

para que todos entendessem. Is 36 relata a invasão assíria e M q 1. Desta estranha mistura de religiões emergiu uma forma mais pura de adoração entre seus descendentes ( 4 1 ) . uns 50 km a sudoeste de Jerusalém.4-9. o nome d o rei Oséias. e um sacerdote israelita foi enviado de volta como missionário. no reinado de Ezequias os assírios voltaram sua atenção à rebelde J u d á . Reinou durante 29 anos. depois que o mesmo j á serviij aos seus propósitos. 2Rs 18—25 Reis de Judá até a de Jerusalém queda 2Rs 18: E z e q u i a s (729-687). 2Rs 17: O s é i a s . entretanto. traz. das práticas pagãs. No decorrer de alguns anos.300 A história de Israel Este "selo de calcedonia". A invasão assíria Veja também 2Cr 29—32. Os três mais altos oficiais assírios (17. cada um com sua própria religião. Isto I demonstra a facilidade com que um objeto I em si inocente pode ser usado de formal inadequada. Ezequias foi um dos melhores reis de Judá. o ú l t i m o r e i de Israel (732-723) Oséias reinou nove anos como vassalo da Assíria. Mas sua ostentação de que nem Deus poderia salvar J u d á da Assíria j selou o destino deles.C. por incrível que pareça. até o período d o N T . d a desobediência à lei de Deus e do desprezo pelos profetas (7-18). que era a língua diplomática). • V. • Serpente de bronze (4) Veja N m 21. C ) .V captura Samaria e kra os israelitas ao exílio junto a Habar e nas cidades dns medos (2Rs 17—18) R Senaqueribc ataca n cidades ton ficadas de Judá . remonta ao séc. Recusaram-se a ter uma conversa particular no gabinete de Ezequias e insistiram em fazer uma discussão cm público. Goza.10-16 provavelmente também se refere a ela. que. As invasões assírias Tiglate-Pilcscr 1 1 1 invade Israel e dejxma o povo nu reinado de Peca (2Rs 15) 0 Salmaiiesc. além de um período de co-regência. foi sitiada. Meteram medo no povo. Mas os problemas que tiveram que enfrentar foram atribuídos à sua incapacidade de aplacar o deus local. Uma tentativa de obter apoio egípcio foi fatal: Samaria caiu após um terrível sítio de três anos e toda a população restante foi deportada. Média). a Assíria r e p o v o o u a região com outros g r u pos étnicos que h a v i a m sido subjugados. Após lidar com Israel. O destino de Israel foi considerado conseqüência direta da idolatria persistente. o que corresponde ao nordeste de Síria/Turquia e ao Irã. 6 O povo foi deportado para a o norte e o leste da Mesopotâmia (Hala. eram mestres em fazer guerra psicológica. que ficava na planície. foram persona non grata para os judeus — veja J o 4 ) . 8 a. com o scu estojo dourado. Laquis. falando em hebraico (e não em aramaico. os samaritanos (que. e mensageiros foram enviados a Ezequias (701 a .

> Isaías (2) U m dos grandes profetas de Judá. ele profetizou durante os reinados de Azarias ( U z i a s ) . como um pássaro na gaiola. abrindo brechas na muralha e escavando. inúmeros bóis e ovelhas. Veja também o livro de Isaías. e incontáveis vilarejos das redondezas. Além dos pagamentos de tributo anteriores. Era natural de Jerusalém. cavalos. ele havia trazido 30 talentos de ouro. e Sil-Bei. Este exemplo. A profecia de Isaías se cumpriu e Jerusalém foi salva.J e 2Ms 2Rs 1 9 : O r e i e o p r o f e t a Veja também Is 36—39. 800 talentos de prata. • Goza (12) N o nordeste da Síria. De acordo com Is 1. jovens e velhos. jumentos. que não se submeteu a meu jugo. • Tiraca ( 9 ) O Faraó T i r a c a que era de descendência etíope o u sudanesa. desertaram. Eden: cidade-estado araméia de Bit-Adini. as fortalezas. pedras preciosas. As cidades dele que capturei eu separei de seu reino e as entreguei a Mitin- ti. "Quanto a Ezequias de Judá. grandes blocos de cornalina. homens e mulheres. ébano. Era o comandante do exército. cadeiras de marfim. Enviou seu mensageiro para pagar tributo e mostrar sua submissão. eu o prendi em Jerusalém. e assim reduzi seu território. Deus respondeu sua oração e v i n dicou sua confiança." . marfim. suas concubinas. minha cidade real. antimonio. O Prisma de Senaqueribe 0 rei Senaqueribe da Assíria fez seu próprio registro sobre o ataque a Ezequias em prismas de argila como este. 2Cr 32. o que explica o fato de não mencionarem nenhuma derrota ou qualquer coisa ruim sobre o rei. camelos. sua cidade real. Acaz e Ezequias. chamado de "Prisma de Taylor". utilizando rampas de sítio. junto ao Eufrates.1. soterrados nas fundações dos seus palácios. impus a eles outro pagamento como imposto pelo meu senhorio. Quanto a ele mesmo. Fiz sair de lá 200. mas ainda não tinha subido ao trono. peles de elefante. e suas tropas. aríetes. tem 37. Jotão. e os considerei despojos de guerra. cantores. rei de Gaza. que havia trazido a Jerusalém. rei de Ecrom. a infantaria.5 cm de altura. sitiei e conquistei 46 de suas cidades fortificadas. tudo de valioso. A Nínive.150 pessoas. » Libna (8) Dezesseis km ao nonc de Laquis. mulas. Padi. camas de marfim. B i a escultura 301 e m baixo-relevo mostra arqueiros e ftindeíros assírios. suas filhas. Aquele Ezequias — o medo do meu esplendor real surpreendeu e ele e à elite. Esperava-se que futuros reis lessem esses relatos.9-23. A crise revelou o que Ezequias tinha de melhor. Cerquei-o com postos de vigia e não deixei que saísse da cidade pelo portão. sua cidade real. rei de Asdode. homens e mulheres. como reforços.

que ficavam uns 48 km a sudoeste de Jerusalém. a cidade de Laquis. na época do rei Eze­ quias de Judá. O rei Senaqueribe registrou sua vitória nas paredes de seu palácio em Nínive. foi atacada e captura­ da pelos assírios. C .302 A história de Israel O sítio de Laquis Em 701 a . .

que passava pela r e g i ã o p a r a se j u n t a r às forças da Assíria depois que N í n i v e . > 0 a n j o d o SENHOR f o i (35) Não fica claro o que aconteceu. Veja também 2Cr 33. 2Rs 2 0 : A d o e n ç a d e E z e q u i a s . Esta é uma das várias histórias no A T em que Deus "muda de idéia". A leitura pública da lei de Deus foi seguida pela renovação da aliança com Deus (1-3). 11 : "Fez a sombra voltar dez degraus na escadaria feita pelo rei Acaz". O s profetas declaram o inevitável juízo de Deus. A limpeza se estendeu além de J u d á até o antigo território israelita (1520). que registra uma mudança completa de atitude antes do final da vida de Manasses (33. Débora ( J z 4. registrado cm Is 38. • V. embaixada d a Babilônia Vs. a esperança de vida após a morte era vaga. que h a v i a sido n e g l i g e n c i a d a . foi assassinado por seus próprios oficiais. voltou a ser celebrada (2123. 1 6 . 12 Estes eram altares pagãos. assim como uma pessoa conduz um touro ou um cavalo. havia sido tomada pela B a b i l ô n i a (a potência emergente daquela época).21-25. Jerusalém teria o mesmo destino de Samaria. Isaías prevê seu futuro poder e o destino de Judá. 2 0 Embora Josias tenha morrido na batalha (23.22. com a remoção dos objetos associados à adoração pagã (414).6 4 2 ) Manasses foi para J u d á o que o rei Acabe havia sido para Israel. veja l R s 13. J o s i a s morreu num conflito fútil com o Faraó N e c o . > Meu a n z o l ( 2 8 . Vs. • V s . 2Rs 2 1 . Josias reinou 31 anos. Amom foi outro rei "mau". E Deus levou em conta a aflição do rei. C o m as suas asas eles cobriam a arca da aliança que ficava no Lugar Santíssimo da Tenda o u do Templo de Deus. • H u l d a (14) Outras profetisas mencionadas no A T são Miriã (Êx 15. 1 . 1-11: para o p o v o do AT. e outras práticas p r o i b i d a s foram eliminadas (24-25). incorrendo nas sanções previstas em lei para tal deslealdade. possivelmente u m surto de peste bubônica. 13 Veja l R s 11.10-14). A possibilidade da morte d e i x o u Ezequias em prantos (veja também seu poema.10-17). (Samaria representa o reino do norte.1-10). Noadia ( N e 6. Veja 2Cr 32. capital da Assíria. • V . • V. 2Rs 2 1 . Reinou 55 anos.6 4 0 ) Veja também 2 C r 33.1 e2Reis 303 > Querubins (15) Veja Ex 25. 12-19: nesta época a Babilônia era um pequeno estado ao sul da Assíria. Jerusalém e a terra ainda estavam a salvo.) Muitas estatuetas d e cerâmica c o m o esta foram encontradas e m J u d á . procurando aliados. O autor o descreve como o melhor dos reis de J u d á . parte do tempo como co-regente. 2Rs 23. O s assírios colocavam argolas no nariz dos reis que aprisionavam. São exemplos das superstições que o rei Josias tentou erradicar com as suas reformas.3). Manasses adorava as estrelas (21. um homem leal a Deus e suas leis que p r o m o v e u uma profunda reforma religiosa.1-30: A s r e f o r m a s de Josias Josias não perdeu tempo e tratou de agir de acordo com a mensagem de Deus por intermédio da profetisa H u l d a . Depois de reinar durante dois anos. Então veio uma purificação dos lugares públicos.20-21).21.8 : M a n a s s e s ( 6 9 6 . Tratava-se de uma escada usada como um tipo de relógio solar. o r e i b o m (640-609) Veja também 2Cr 34—35. em resposta ao pedido da pessoa. A R A ) Deus o conduziria como um cativo humilhado. > Uma p a s t a d e f i g o s (7) O tratamento rotineiro para úlceras e feridas naquela época.9-20). mas não revertido: o coração do p o v o não mudou com as reformas d o r e i . Is 37. .7.36. > V . A festa da Páscoa.29-30). veja 2 C r 3 5 ) . U m livro da lei ( p r o v a v e l m e n t e uma cópia de D c u t e r o n ô mio) foi encontrado durante a restauração do Templo. 1 9 . 2Rs 2 2 : J o s i a s . decidindo ser mais tolerante.1 8 Para o profeta que veio de J u d á e o profeta que veio de Betei.2 6 : A m o n i ( 6 4 2 . e levou J u d á ao fundo do poço: uma degradação pior que a dos povos cananeus que os israelitas haviam destruído. ( C o m o teria ele se perdido dentro d o próprio Templo?) A sua leitura revelou q u e a nação h a v i a quebrado a aliança com Deus. Mas a fidelidade do rei foi levada em consideração. O j u l g a m e n t o de D e u s foi adiado.

O n o v o rei f a n t o c h e t a m b é m se rebelou.1-4. e reinou só três meses. mas foi capturado e l e v a d o para a B a b i l ô n i a . A princípio sujeito ao Egito. 2Rs 23.C. no mês de quisleu. e. filho de J e o a q u i m . A cidade caiu nas mãos d o exército b a b i l ô n i o . Depois foi deportado para o Egito por Neco. foi solto da prisão c tratado com bondade. recebeu três meses antes de ser deposto por Nabucoseu pesado tributo e (os) donosor. Z e d e q u i a s (597-587) Veja também 2Cr 36. reinou só nomeou então um rei de sua escolha. . o rei babilónico reuniu suas tropas. Esses relatórios. e m 587 a . foram escritos sobre fragmentos d e cerâmica. sendo pilhada e completamente d e s t r u í d a .8-17: J o a q u i m (597) adar tomou a cidade Veja também 2Cr 36.27-30 traz u m vislumbre de esperança. foi colocado no trono por Faraó Neco. • V.10-11 para a mensagem do profeta sobre Jeoacaz. sitiou a cidade de Judá. Veja J r 22.1 A data é janeiro de 588 a. l e v a n d o c o n s i g o o profeta Jeremias ( J r 4 3 ) . e no segundo dia do mês de 2Rs 24. q u e estava e m l a q u i s . C . cujo nome foi mudado para Jeoaquim como sinal de sua sujeição.35—24. J e r u s a l é m foi submetida a um terrível sítio que d u r o u 18 meses. exceto os mais p o b r e s que f i c a r a m sob a autor i d a d e d o g o v e r n a d o r G e d a l i a s . em 605. 34 A alteração do nome indicava sua sujeição ao rei egípcio. ele foi levado à Babilônia juntamente com os tesouros de Jerusalém e enviou à Babilônia.31-34: J e o a c a z (609) Veja também 2Cr 36." todos os líderes de J u d á . Sob um n o v o rei na Babilônia. para escapar da i n e v i t á v e l ira dos babilônios. 2Rs 25. N u m desses. e capturou o rei. dos quais 18 foram encontrados n a torre j u n t o a o portão da cidade.11-21. 2Rs 24. e repetidas advertências do profeta Jeremias.7: J e o a q u i m (609-597) Veja também 2 C r 36.24-27). Isto resultou em mais ataques dos babilônios. o rei deposto de J u d á . Eliaquim.9-10. T o d o s . foram l e v a d o s para o e x í l i o . 35 anos depois. • Jeremias (31) Não o profeta. um j o v e m oficial d e J u d á enviava relatórios a seu c o m a n d a n t e . M a s G e d a l i a s foi assassinado e o p o v o f u g i u para o Egito. Pouco iinics d e N a b u c o d o n o s o r saquear a cidade d e Jerusalém. Em 597. O profeta Jeremias pronunciou o j u í z o de Deus sobre Joaquim ( J r 22. Ele J o a q u i m . consta que eles estavam o b s e r v a n d o para vet se e n x e r g a v a m o sinal l u m i n o s o d a cidade. A conquista de Jerusalém é descrita assim nesta tabuinha babilónica: "No sétimo ano. Zedequias tent o u f u g i r para o s u l . Veja J r 22. J r 37—39. foi um rei "mau". Jeoacaz. Reinou 11 anos.304 A história de Israel Registro babilónico da queda de Jerusalém e m m a r ç o d e 597 a. talvez o último a ser e n v i a d o . • 25.13-19. o filho de Josias. Jeoaquim sujeitou-se à Babilônia depois do Egito ser derrotado cm Carquemis.C.18—25. 2Rs 23. Judá continuou sendo vassala de Nabucodonosor durante três anos. mas depois aliou-se de novo ao Egito. filho de Josias.5-8. tendo marchado para a leira de Hatti.30: A q u e d a d e J e r u s a l é m . J o a q u i m .

Não havia nenhuma arca nos templos posteriores (templos de Zorobabel e de Herodes). ou seja. É provável que soldados babilónios a destruíram quando saquearam o templo em 586 a. os termos da aliança — a lei — eram conservados no lugar sagrado. que já estava no exílio na Babilônia ( F z 33. sangue do sacrifício era derramado sobre ela. Segundo uma lenda etíope. Mas estes e outros elementos judaicos em seus costumes são de origem mais recente. C .16). feita para conter as duas tábuas da lei que Moisés havia trazido do alto do monte Sinai. onde. também. Foi Neemias quem restaurou as muralhas da cidade. Era mantida no santuário mais interior (Lugar Santíssimo) do tabernáculo e do templo. também folheada a ouro. a exemplo do que acontecia com os termos de um tratado feito entre líderes humanos. Depois da época de Jeremias (veja Jr 3. A arca era. como sinal da presença de Deus. considerada o "escabelo dos pés" de Deus. ou que o rei Josias a escondeu numa caverna que fica no subsolo de Jerusalém.C. era conhecida como "propiciatório". A tampa da arca. Assim. estaria escondida numa igreja em Aksum. • 25. a arca desapareceu. Os cristãos etíopes. em suas procissões. o castigo que o povo merecia por desobedecer i lei de Deus era transferido para o animal. carregam caixas contendo tábuas com os Dez Mandamentos.A arca perdida Alan Millard A arca da aliança era uma caixa de madeira folheada a ouro. supostamente.9-10 O Templo seria reconstruído em 520-515 a . Mas é assim que surgem as lendas! A tradição judaica diz que Jeremias a escondeu numa caverna no monte Nebo.21). . • 25. aara simbolizar o arrependimento de Israel pelos pecados cometidos no ano anterior. o lugar onde ele se encontrava com aqueles que o serviam. No dia da expiação. o filho de Salomão com a rainha de Sabá a teria levado para a Etiópia. em Jerusalém.4 Um dos que escaparam levou notícias da queda da cidade para Ezequiel. Desta forma. após o retorno dos exilados judeus.C. Era carregada diante do povo quando este se deslocava.2 587 a. • 25.

N a d a b e 910-909 J e r o b o ã o l 928-910 Disputade Bios com osproletai J o r ã o 852-841 Acazias 853-852 Acabe 874-853 Davi!010-970 Divisão do reino 5/iesíiono (¡¡¡aquel do Cgito aloca lemsalém e remore os tesouros do A t á l i a 841-835 Acazias 841 Ezequias 7 J e o r ã o 853-841 Manasse 696-642 templo S a l o m ã o 970-928 J o s a f á 873-848 (OnStlUÇÔO do templo deleiuíalém Asa 911-870 Abias 913-911 R o b o ã o 928-913 A rainha Maliamata todoi da linhagem real deluda exceto um J o t ã o 74 0-73! Acaz 735-716 Azarias (Uriïl 791-740 Amazias796-7Í! JUDÁ Joás 835-796 .A historia de Israel Reis de Israel e Judá S Ruinas do palacio do rei Acabe no alio da colina fortificada de Samaria P r i m e i r o s reis d e Israel ISRAEL tliseu manda utigitkú O n r i 885-874 Z i n n 885 Z a c a r i a s 753-752 Jeroboãolin: Jeoás 798-782 J e o a c a z 814-798 J e ú 841-814 M e n a é m 752-7« SalumNI Peca 752-73! Elá 886-885 Baasa 909-886 Saul 1050-1010 Um barco da frota mercantil do rei.

414 100 Para o contexto geral veja: A história d o A n t i g o Testamento Para maiores detalhes veja: O s profetas e m seu contexto Wl Samaria é (tspstado pela Assíria -tmiomnodelsrael Este "selo de calcedonia". a.C. traz o nome do rei Oséias O deus babilonio Marduque. do séc.1 e2Rás 30 O período de cada livro da Bíblia indica seu contexto histórico. caracterizado como um dragão Judá em exilio 0 retorno Descoberto do livio da lei —reforma religiosa de losias Ezequias 729-687 Zedequias 597-587 Joaquim 597 Jeoaquim 609-507 51S Quedada Babilônia nas mãos dos medos e persas: (iropeimite o retomodosjudeus 587Habacodtmosoi II destrói leiosaléme o íemplo—o maioria do povo deludá é levada ao exílio 597Itabucodoaosor II toma lerusolém — o rei loaqtilme o povo são exilados 605 Daniel e outros são le/odos ao catimro l m n S 7 1 6 Seaaqaeribe ataca kmsolém Josias 640-609 Amom 642-640 Jeoacaz609 . não a data de autoria. Datas sobrepostas indicam períodos de co-regência.

) Estes eram as 2Cr 1—9 pessoas que O reinado de Salomão voltaram do exílio para reconstruir 2Cr 10—36 Jerusalém sob O Reino de Judá Esdras e Neemias. expande e modifica. Mas estes são. Descreve como suas fontes vários registros da corte mencionados em Samuel e Reis. CrônicasICr 11—29 O reinado de Davi Esdras-Neemias. realizando seus propósitos. Para a maior parte de Crônicas (1Cr 10—2Cr 36) o autor se baseia em Samuel e Reis. que se dedicava exclusivamente ao serviço de Deus. problemas que nós mesmos criamos para nós. por exemplo. Embora obviamente interessado pelo passado. é pedir para ser castigado. Precisava conhecer a melhor maneira de restabelecer o culto de adoração. números citados geralmente parecera muito altos. Crônicas freqüentemente dá um número mais alto que seu correspondente em Samuel ou Reis. Ele espera que seus leitores conheçam esta história que ele abrevia.3-14) e a mensagem de Deus a Salomão. Josué. principalmente Gênesis. Os dois temas se unem em seu relato sobre Davi e Salomão. Números. Rute e alguns dos Salmos. Os nomes também geralmente são grafados de forma diferente em Crônicas que nos livros anteriores e alguns sem dúvida são erros de cópia. e a tribo sacerdotal de Levi. e não fornecer estatísticas exatas. notas sobre Êx 12. ignorando o reino do norte completamente. Por causa disto ele se concentra nos reis da linhagem de Davi.1 E2CRÔNICAS À primeira vista. Provavelmente a intenção é enfatizar a grandeza de uma vitória dada por Deus. a história do povo de Israel desde a época dos juízes ao exílio. Êxodo. especialmente: a a d o r a ç ã o v e r d a d e i r a (centrada no Templo) • e a realeza verdadeira (a linhagem de Davi). Uma é a tendência do Cronista de "modernizar" ou seja. que é altamente seletiva? Como ele não nos conta isto. Essa história não devio se repetir nunca mais. A nova comunidade não tinha rei: os sacerdotes eram seus líderes. Ela faz incursões por outros livros do AT. No cerne de seu registro está a promessa divina feita a Davi de uma dinastia duradoura (1 Cr 17. • Resumo História seletiva que se concentra na linhagem real de Judá.37). Os leitores de nossos dias têm suas dificuldades com os livros de Crônicas. A razão disto é desconhecida. parece que os livros de Crônicas repetem de forma mais monótona e moralista o que já foi registrado nos livros de Samuel e Reis. O povo havia e x p e r i m e n t a d o o j u í z o d e Deus n a destruição de Jerusalém e d o Templo e nos longos anos de exílio. O mundo antigo não se preocupava tanto com estatísticas exatas e ortografia padronizada.C. Judá e Benjamim. e m parte. Sua introdução (caps. se esta não for obra de um único indivíduo). devemos tirar as conclusões com base em seu trabalho literário. a ortografia padronizada se deve aos dicionários. após sua oração na dedicação do Templo (2Cr 7. o Cronista se preocupa menos com o que aconteceu e mais com o significado dos acontecimentos. O Cronista escolheu seus temas para transmitir uma mensagem específica a seus leitores originais. por exemplo. a saber. 1—9) focaliza as tribos do sul. no qual se concentra muito mais no Templo do que em outros aspectos dos seus reinados. Ele compartilha com os autores de Samuel e Reis a convicção de que a chave da paz e prosperidade da nação está na obediência a Deus. na nossa língua. Precisava lembrar que seu bem-estar futuro dependia da sua fidelidade a Deus. descrever acontecimentos com palavras que o povo de sua própria época entenderia. que são invenções relativamente recentes. • • • • Genealogias: Adão até após o exílio Essa gente precisava ser conectada come passado do povo. Mas ele também tem temas próprios. Como em outros livros do AT (veja. Ele é um intérprete da história. Desobedecer é brincar com fogo. Esquecemos que. Precisava da garantia de q u e Deus ainda estava com eles. de acordo com seu propósito geral. lCr 1—9 (Ele deve ter escrito por volta de 400 (CrlO a.11-22). Mas por que esta nova narrativa? O que o Cronista tem em mente? O que está por trás da escolha do material que ele fez (ou eles fizeram. e sua obra faz A morte de Saul parte da série mais longa. No período .

) I C r 1. ICrl— 9 De Adão até à volta do exílio As listas nestes capítulos fornecem apenas um esqueleto da genealogia. (veja 2Rs 14). • 5. C . • Quelubai ( 2 . Não necessariamente o contemporâneo dc Josué.24: J u d á : a l i n h a g e m r e a l I C r 2. • Z o r o b a b e l (3. I C r 3.1) Veja G n 35.) . • Boaz (2.15) Não foi rei de Judá.24-43: Simeão.17-24: a linhagem real do exílio em diante. por exemplo. no cap. Benjamim e Levi (veja introdução acima). Isaque. • Tiglate-Pileser (5.41) Reinou de 729 a 687 a . I C r 4. seria omitida completamente. 49. A atenção se concentra no pai da nação. o nome "Shakespeare" podia ser grafado de várias maneiras e ninguém se importava com isto. De acordo com seu propósito.11-22).J e a r i m (2.5) No texto hebraico a grafia é Bate-Sua. 5 7 Veja Js 20.19) Líder no retorno do exílio. pois dá maior atenção e reserva muito mais espaço a J u d á . • Acar (2 . • Sete filhos (2. algumas traduções acrescentam "que foi o pai de Samuel" após Elcana. • E z e q u i a s (4. (veja 2Rs 15). • Tamar (2.C. I C r 2.12-30. • V. descendentes de Ismael e Esaú. I C r 7: A s t r i b o s d o l a d o o e s t e do Jordão Issacar (1-5). descendentes de A r ã o (49-53).C.1-10). • Levi (1) Note o espaço dado à tribo sacerdotal. • J o a n a (3.1-16: a dinastia de Davi até o exílio. • B a t e . Veja Esdras.11) Veja Rt 2—4.3-55: os descendentes de J u d á .3). a linhagem sacerdotal). As genealogias são importantes para o Cronista e para os seus leitores originais porque conectam aquelas pessoas com tudo que se realizou anteriormente no plano de Deus. 6-11 referem-se a Z e b u l o m . 793-753 a. do que ao restante.7) Acã. lista de cidade levíticas (54-81). famílias de cantores (31-48). • Pai d e Q u i r i a t e . 2 7 A partir da Septuaginta. descendentes de Noé através de Jafé. I C r 2. oito filhos. A referência é ao profeta Samuel. • Judá (2.3—3. as famílias de Gérson. de outra forma. 750-732 a. e que o v. ARA) Elisua ( N T L H ) .S e b a (3.3) A q u i começam a aparecer os interesses especiais do Cronista. Israel (Jacó). o Cronista dá mais atenção à família de Davi.26 Pui e Tiglate-Pileser são a mesma pessoa.1-23: mais clãs da tribo de Judá.] e 2Crônicas elisabetano. que não era israelita embora tivesse sido adotado pela tribo de Judá. a linhagem real (e.13) Segundo I S m 16—17. Veja Js 7. 10.1—2. 6.1-9 para cidade de refúgio. embora muitos nomes sejam grafados de forma um pouco diferente aqui. Cam e Sem. e às tribos de J u d á .1-2: os doze filhos de Israel.16) O s três filhos de Zaruia ganham destaque na história de Davi (veja 2Sm 2—3 e outras passagens).26: S i m e ã o e as tribos d o l a d o leste d o J o r d ã o I C r 4. I C r 5.17 Jotão. I C r 3. fundador daquela da cidade (veja N T L H ) . que focalizará a linhagem real de Davi e o Templo como centro de culto da nação. a Levi.1-26: as duas tribos e meia que se estabeleceram a leste do rio J o r d ã o : Ruben (5.50) Isto é.1-27: De Adão até Abrão.5) No texto hebraico.3-4. como algumas versões modernas deixam claro (veja N T L H ) .6. Benjamim (6-12). na qual o Cronista tem interesse especial (veja 2. • V.2: D e A d ã o a t é I s r a e l (Jacó) e s e u s 12 f i l h o s l C r 1. 12 é o final de uma lista perdida dc Dã. • R u b e n (5. 8. Também preparam o caminho para a história específica que ele quer contar. • E l i s a m a (3. • Filhos d e Z e r u i a (2. • 5. l C r 1. I C r 6: A t r i b o s a c e r d o t a l de Levi A linhagem dos sumo sacerdotes (1-15). Não têm a intenção de serem completas.23-24). ARA) Calebe ( N T L H ) .4) Veja G n 38. (Isto não confere com o cap. veja 2Rs 18—20. I C r 4. ancestrais de Davi. e sugeriu-se que os vs.22.24—5. que. começando com o cap. Coate e M e r a r i (1630). e meia tribo de Manasses (5. Jeroboão I I .28-54: Abraão. a grafia é Tiglate-Pilneser. G a d e (5. (Isto não se reflete em algumas versões modernas que miiformizam a grafia dos nomes. 9 . A lista é derivada de Gênesis.

cantem louvores a ele. l C r 8: B e n j a m i m e o rei Saul As famílias de Benjamim (1-28). a meia tribo de Manasses (14-19). Quando as dez tribos do norte se separaram para formar o reino de Israel. A R A ) Doze pães. Meribe-Baal = Mefibosete. foi por causa da ação do Deus onipotente. Para o Cronista. não apenas duas). repetida do cap. Que fique alegre • V s . Mas se o Cronista omite. um para cada tribo. • V s . 0 Cronista enfatiza o apoio que toda a nação deu a Davi. 3 Embora o Cronista não relate a história do reino do norte. Ele enfatiza a recolonização de Jerusalém (3). primeiro rei de Israel (da tribo de Benjamim.1-22: Partidários de Davi em Ziclague. sendo que as duas representam as demais). 2Sm 11. Deus o m a t o u " (14) Para os leitores modernos este é u m dos exemplos mais chocantes da maneira como os autores do A T atribuem a Deus uma participação direta nos aconiecimentos. • G i b e ã o (29) Importante cidade falem tios seus atos maravilhosos.8-39). 11 O povo de Jabes sentia-se devedor em relação a Saul (veja I S m 11). que acabou de começar. • V. e descreve os guerreiros de Gadc que. neste texto. l C r 10: O r e i S a u l m o r r e no campo de batalha Veja em 1 Sm 31. A s e r (30-40).9-10. relacionando as pessoas por tribo e família (3-9). Tenham benjamita. ' • C a n t e m a Deus.10-47: a guarda especial de Davi (veja 2Sm 23. Este capítulo não tem paralelo. que diz respeito ao século 6 a . 8. como causa primeira. os guardas ou porteiros (17-27). os sacerdotes (10-13). l C r 9. 22—29). os levitas (14-16). de tão ansiosos para se juntarem a Davi. a história da monarquia começa com Davi.3 8 A lista é repetida em o coração de todos os que adoram ao 9. l C r 11—12: D a v i é coroado rei Veja2Sm 5. 2Sm 1. governado pela linhagem de Davi) juntamente com Efraim e Manasses (as duas mais importantes dentre as dez tribos do norte que se separaram.35-44: A l i n h a g e m d e Saul Esta lista. 1Cr 1 1 — 29 O reinado de Davi A história do reinado de Davi ocupa o restante de lCrônicas. A história da ascensão e queda de Saul é contada a partir de I S m 9.34 ( M T 1 J I ) sobre Jerubesete. se comparada com 2Samuel. para sempre".310 A história de Israel Nafrali (13). Se algo aconteceu.1-10. ao SENHOR porque ele é bom. apresentados a Deus e colocados numa mesa especial no Templo. É uma história seletiva. também é verdade que ele acrescenta detalhes ao que sabemos de outros livros. Benjamim tornou-se parte do reino do sul. O s vs. o estupro de Tamai e a dissensão familiar que culminou na rebelião de Absalão. Conta como os próprios parentes de Saul passaram para o lado dele. Efraim (20-29). l C r 11. as pessoas encarregadas dos utensílios e do estoque (28-32) e os músicos (33). interrompe a narrativa sobre Saul e Davi (séculos 11 e 10).1-34: E x i l a d o s que retornaram da Babilônia Esta seção. e o seu amor dura • V s . introduz a história que se inicia no capítulo seguinte. o Santo Deus tem feito. ligada ao registro da morte StNHORl. A história começa no momento cm que Davi se tornou rei de toda a nação (11. principalmente os planos e preparativos detalhados para a construção do Templo (caps. Dêem graças de Saul que começa no cap. eles pertencem à história e fazem parte dela. Assim. O Cronista quer enfatizar continuidade: esta é a história dos próprios exilados. • Pães d a p r o p o s i ç ã o (32. 13-14 são tudo que ele tem a dizer sobre o primeiro rei de Israel. l C r 9. atravessaram o rio Jordão durante a cheia. omitindo o adultério de Davi com Bate-Seba. cidade que os filisteus lhe concederam como base. unindo-se a Judá. 3 3 .2 7 Estas listas têm p a r a l e l o em Ne 11.21..1-3) e conquistou Jerusalém. • V. ficava 8 km a noroeste de orgulho daquilo que Jerusalém. tornando-a capital do seu reino (11. Veja nota I O 16. a genealogia de Saul. • " P o r isso. a cidade de Davi. 29-40). 1 0 .4-9). sua preocupação era com toda a nação como povo de Deus (as 12 tribos.. Todas as tribos voltaram a ser um só povo. l C r 12. 10. menciona Benjamim e J u d á (o reino do sul. . 2 9 . C .35-40.3 4 Esbaal = Isboscte.

Desde os tempos mais remotos.1-24. • H i r ã o d ) Veja 2Sm 5. • Perez-Uzá (11 ) Isto significa "castigo de U z á " (10). Ficava a cerca de 8 km ao sul de Jerusalém. E m Jerusalém e em Gibeão eram apresentados sacrifícios diários e Deus era l o u vado com palavras e música.13-14). O culto adequado se caracteriza por ordem e alegria. '• Da promessa que Deus fez a Davi nasceu a esperança de um Messias (o futuro rei supremo: Is 9 ) . como os outros registros deixam claro (2Sm 13 e capítulos seguintes. I C r 18—20: V i t ó r i a s de Davi levam à expansão do reino Veja 2Sm 8 (filisteus). 8-36 foram reunidos trechos de diversos salmos. ICr 16. A intenção era mostrar. não tem paralelo em outro livro bíblico). tudo parecia perdido.21 Veja I S m 30. apesar da promessa. a linhagem de reis da família de Davi chegou ao fim.7). onde Davi a instalou na tenda que fizera para Deus. • 11. a arca foi levada para Jerusalém. Beeliada é o mesmo que Eliada. Q u a n d o Jerusalém foi tomada e o povo foi exilado na Babilônia (587 a . I C r 17: O p l a n o d e D a v i e a promessa de Deus Veja 2Sm 7. • Filhos de Davi (4-7) A lista em Samuel não menciona Elpelete nem Nogá.16 Belém era a cidade natal de Davi. Pareceu errado a Davi o fato de ele ter um palácio para morar enquanto a arca de Deus ainda estava abrigada numa tenda. a promessa foi cumprida em Jesus. Fiel ao seu propósito de delinear a história religiosa da nação. n o passado.26-31 (Rabá. e não exatamente o que foi cantado naquele dia. • 12. Deus recusou seu pedido. Talvez seja um exemplo do 2Crônicas 31 N c s i a área d a J e r u s a l é m m o d e r n a ficava.11. • 11. ele ocorreu um pouco depois. O Cronista queria reavivar esta esperança e essa confiança em Deus. E sua atitude estava correta (compare com A g 1.23-40: as tropas que fizeram Davi rei em Hebrom. As fronteiras foram ampliadas.1 e l C r 12. capital amonita.19. ICr 15. I C r 14: R e l a ç õ e s i n t e r n a c i o n a i s Veja 2Sm 5.4). não um Deus irado. depois para . l R s 1. D a v i não d e i x o u que sua decepção ofuscasse a aceitação alegre da resposta que havia recebido de Deus. O escriba confundiu duas letras hebraicas. Após ficar durante três meses na casa de Obede-Edom (13. é a moderna A m ã ) .6: A a r c a é l e v a d a para J e r u s a l é m Veja também 2Sm 6 ( I C r 15. sobre o papel dos sacerdotes e levitas.1—16. Cronologicamente. o Cronista inicia a história do reinado de Davi com este acontecimento. D a v i e os levitas vestiam as roupas especiais exigidas (15. primeiro para o oeste. l C r 13: O t r a n s p o r t e d a a r c a : uma a d v e r t ê n c i a t e r r í v e l Veja 2Sm 6. a música teve um papel especial na adoração (veja 16. A tenda original (o Tabernáculo) e o altar permaneciam em Gibeão.27). mas expressou seu amor e sua aprovação a Davi na promessa de u m a dinastia que jamais acabaria. 2Sm 10 (amonitas e sírios) e 2Sm 12. Davi tinha todas as condições de lidar com as nações à sua volta.6). Seu ponto fraco era a sua vida familiar. Compare com 1 Sm 6. que veio da família de Davi e reinará para sempre ( M t 1—2). O Cronista descreve o papel dos levitas na cerimônia. C ) . mas a santidade incrível de tudo associado a ele. pois. Estes relatos não estão em o r d e m cronológica. que o coral de Asafe cantava diante da arca. Para os autores do N T .29 Sibecai é o Mebunai de 2Sm 23. a cidade d e Davi. Nenhuma pessoa não-autorizada poderia sequer tocar a arca sagrada. e ao permitir que Salomão construísse o Templo.27.7-43: U m h i n o d e l o u v o r a Deus Nos vs.

As estatísticas dadas pelos lados opostos numa guerra raramente correspondem à verdade — mesmo atualmente! Veja Introdução.0 Cronista provavelmente obtev v estes número' de outra fonte.um lugar plano. principalmente porque ela j á era conhecida de registros anteriores. mas na época do Cronista a palavra sacerdote assumira u m significado técnico. • T o d a a n a ç ã o s e t o r n o u c u l p a d a (21 .9. O u t r o s documentos contemporâneos também dão números altos de soldados e carros de guerra. e a razão para Deus permitir que ele aja. • 20. O Cronista regularmente omite detalhes da vida privada. u m local para o Templo Veja 2Sm 24. continuam sendo um mistério. que nesta época no A n t i g o O r i e n t e Próximo a cavalaria desmontava para lutar. apropriado para a construção desse tipo. A infantaria aqui são os "cavaleiros" mencionados em Samuel. um número mais p r o v á v e l .A história de Israel o norte e para o leste. O episódio de Bate-Seba e Urias (relatado em 2Sm 11—12) se encaixa entre 20. Mas a palavra carro aqui pode significar apenas "homens montados".1 e 20.5 Este números diferem de 2Sm 24.1) 2Samuel traz "Deus". • S a t a n á s (21. ••••• .2.17) O autor de Samuel os chamou de "sacerdotes".3) A solidariedade nacional é u m fato. Sua existência no mundo de Deus.5 Veja 2Sm 21. Para o C r o n i s t a . É Deus quem estabelece os limites do podet de Satanás (veja J ó 1—2). fato sequer mencionado em Samuel.1: C e n s o e castigo.4 O problema dos números muito altos não c e x c l u s i v o do AT.1—22. o p o v o sofria. o censo (avaliação do poderio militar de Israel sugere falta de confiança em Deus) e a peste eram significativos apenas como acontecimentos que levaram D a v i à decisão (22. l C r 21. 1 8 ) 2Sm 10. conforme seu propósito de enfatizar a verdadeira realeza e a correta adoração. • 18.1) de c o n s t r u i r o Templo no local onde ficava a eira de O r n a . isto não é necessariamente uma tentativa de encobrir o u maquiar essa história. Portanto. O mesmo acontece c o m líderes e nações atualmente. aberto. Quando o rei como líder pecava. • 21. j á O lugar u u terreno que Davi c o m p r o u para a futura construção d o T e m p l o t-ia uma eira .19.18 traz 700 carros. Veja mapa cias guerras de Davi (2Sm 8 ) . • Filhos d e Davi (18. • Sete mil c a r r o s ( 1 9 .

27 Os levitas começavam o seu trabalho com a idade de 30 anos. 1 4 Tomado literalmente. muitas vezes se afirma que Deus estava com ele em suas campanhas). elaborar o projeto. Ele aceitou o revés da recusa de Deus e direcionou todas as suas energias c seu entusiasmo para o que podia fazer: escolher o local. • Vs. Agora a arca devia ter uma sede permanente. algo que nos últimos tempos faziam nos muitos santuários espalhados pelo país. eram qualificados para ingressar no serviço de Deus. • 2 2 . Desde os primeiros dias da peregrinação no deserto.2) Os canancus que permaneceram na terra foram permanentemente obrigados a fazer trabalhos forçados como escravos. Ela segue naturalmente a menção do Templo no v. as funções de magistrados. Foram essas guerras que possibilitaram o governo de paz de Salomão num reino fortalecido. e este versículo aparentemente dá o preço pago pelo terreno inteiro. Davi deu novos deveres aos levitas: o cuidado e a manutenção do Templo. e a assistência geral aos sacerdotes.18 A eira era um espaço aberto e plano no qual os feixes podiam ser espalhados. 3. lCr 22. músicos e coristas. eram separados ao serem lançados ao vento. Provavelmente pertence ao período da co-regência de Salomão com seu pai (23.20) Talvez na caverna sob o chão de pedra. O significado é evidente: Davi acumulou muitos suprimentos.1. Assim. l C r 23. lRs 1). isto faria Davi muito mais rico que Salomão. bem como muito bronze c ferro. Davi ordenou que. • Se e s c o n d e r a m (21. entrassem no serviço aos 20 anos. Eles também ajudavam os sacerdotes. • Muito s a n g u e tens d e r r a m a d o (22. uma riqueza fantástica em prata. O m ã é o mesmo que Araúna no relato de Samuel. • 23. Davi jamais abandonou o desejo de construir uma casa digna de Deus.6-24 (com 24. erguida no local do Templo.20-31) dá uma lista daqueles que pertenciam à tribo de Levi e que. o u que as guerras de Davi não tinham justificativa (ao contrário. que deve ter durado alguns anos. uma vez terminada a construção do Templo. portanto. • 21.2—23. • Estrangeiros (22. em seguida. • 2 2 . l C r 23. o dever dos levitas fora manter e transportar o Tabernáculo. A dificuldade deve ter surgido porque era um nome estrangeiro. reunir o material. e a adoração devia ser centralizada no Templo de Jerusalém.25 2Samuel registra o preço pago pela eira. zeladores.2-32: O s levitas e seus deveres Os cinco capítulos seguintes registram como Davi organizou a administração religiosa (23—26) e civil (27) da nação. uma fortuna em ouro. se concentrarem na grande tarefa de construir o Templo de Deus.1 O Cronista não menciona as lutas pela sucessão registradas em l R s 1. que agora está sob a mesquita do Domo da Rocha. O foco em todos estes capítulos é o Templo e o culto de adoração a Deus. e propiciaram ao rei e à nação a liberdade de.8) Isto não significa que Salomão fosse moralmente melhor do que Davi. finalmente. 1.1: P r e p a r a t i v o s p a r a a construção d o Templo Esta seção não tem paralelo em Samuel. .1 e 2Crônicas 313 • 21. Bois puxando pranchas com cravos debulhavam os grãos que. 9 O nome Salomão vem da palavra hebraica para paz: "shalom".

"pavilhão". mostra um grupo de músicos. 20-31: outra lista de levitas (veja acima). Asafe. Por causa dos pecados dos filhos de E l i . Os músicos . Mas o status não era importante no s e r v i ç o d o T e m p l o . é o podei. a vitória c a majestade. que l a m b e m era músico h a b i l i d o s o (ISm 16. certamente gostava desta parte da organização. A b i ú (1) Veja L v 10.10). 6 ) . • V . Vs. ser. muitos de seus descendentes A música era uma parte impoilanlc cio tiveram morte violenta (veja I S m 2. assim como na v i d a social em geral. Supostamente d e v i a m manter a ordem. l C r 24: O s s a c e r d o t e s e seus deveres Os v i n t e e q u a t r o g r u p o s de sacerdotes. Davi. instrumental e v o c a l .15-18. ii grandeza. "colunata". cada nos céus e na terra. SENHOR. tocando vários insttiiineutos. A ordem era decidida Ultima oração de D a v i . irmão de Moisés "Teu.1-19: O s p o r t e i r o s de T e m p l o Vários levitas deviam atuar como porteiros. l C r 26. era i m p o r t a n t e na a d o r a ç ã o j u d a i c a . a honra.1. 8 a . todos d e s c e n d e n tes de A l ã o . • V. I r Carquemla. c traduzido por "átrio". C .30-36).1). teu. Também recebiam as ofertas e contribuições ( 2 C r 31. T o d o serviço no Templo de Deus era uma grande h o n r a . estavam e n c a r r e g a d o s dos porque teu é tudo quanto há sacrifícios no T e m p l o . 2Sm 23. SENHOR. • Nadabe.11 por sorteio. 18 O significado exata da palavra hebraica "parbar" é desconhecido. e p r i m e i r o sumo sacerdote. a n u n c i a n d o as mensagens de Deus (25." grupo servindo duas semanas do ano.3).14). iMr lelcvii .314 A história de Israel do T e m p l o t i n h a m o m i n i s t é r i o de profetizar. i C r 29. inclusive para esses "porteiros" (veja SI 84. culto no Templo. Hemã e J e d u t u m estavam entre os famosos: são n o m e a d o s nos Salmos. l C r 25: O s m ú s i c o s d o T e m p l o A música. M e s t r e s e discípulos o c u p a v a m as mesmas posições ( 8 ) . 4 O fato de a família de RH ser descendente de Itamar explica em pane o número reduzido de sacerdotes. que supervisionava pessoalmente ( 2 . "pátio". revezando-se na guarda do Templo e do depósito. é o reino.

após o breve incidente registrado em l R s 1 (veja 29. é retomada.22). e as ofertas voluntárias afluíram (6-9). em U r . por fim. produtos agrícolas e rebanhos. mas uma pista para a data em que o Cronista escreveu. • Crônicas (29. porque este homem podia ser considerado "um homem segundo o coração de Deus". 11). • V. e seus conselheiros pessoais (32-34). deulhe importantes conselhos (9-10) e. G n 22.2. anacrônica para a época de Davi. Davi fez uma última contribuição pessoal c generosa para o fundo de construção do Templo (1-5). bem como de lazer os registros.4). entregou-lhe a planta de todos os prédios do Templo (11-19). Davi apresentou seu filho ao povo (1-8). Logo. D a v i entregou as listas dos deveres do Templo (21. administradores e magistrados eram designados para cuidar das finanças do Templo e das questões legais. Adonias tentara tirar o trono de Salomão ( l R s 1).5. 33 Aitofel e Husai aparecem na história da rebelião de Absalão (2Sm 1.14. Davi agradeceu a Deus de coração p o r tal dádiva ser possível para pessoas que sem a bondade de Deus não teriam nada. O s tesouros do Templo — contribuições e impostos do povo. Salomão o condenou à morte. 2Crônicas 315 l C r 29: A l é m de tudo que havia juntado ao longo dos anos.3 2 : O u t r o s o f i c i a i s do T e m p l o Tesoureiros. após a provação com Isaque) e foi repetida para Isaque ( G n 26.31-32. em 23. veja caps. Uma assembleia formal pública marcou a coroação oficial de Salomão. Seu exemplo e apelo (5) inspirou uma reação pronta e alegre do povo. 23 Para o censo veja cap. lCr 2 7 : O e x é r c i t o e o s e r v i ç o c i v i l de D a v i l C r 27. • V. os administradores das p r o priedades d o rei (depósitos. 2 0 . Profundamente comovido. A o mesmo tempo. c era bem parecido com o padrão dado a Moisés para a construção do Tabernáculo. ARA) Moeda persa de ouro.7. 23—26). mais tarde. Mas neste momento havia paz. A promessa foi feita a Abraão ( G n 15. mais que qualquer outra passagem. • V. 28 Samuel. esses presentes haviam sido entregues na Tenda anterior. Ela demonstra. 21.2-15: Todos os 12 comandantes aparentemente vieram da guarda especial de "homens valentes" de Davi (veja cap. Os homens abaixo de 20 anos não eram qualificados para o serviço militar c então jamais eram contados. lCr 2 8 — 2 9 : S a l o m ã o f i c a no l u g a r d e D a v i l C r 28: A história que havia sido interrompida pelas listas. e os despojos de guerra — eram vastos. Saul. • 29. • V. Abner e Joabe morreram antes da construção do Templo.5.1 e lCr 2 6 . Sua oração é uma das mais grandiosas em todo o AT.24) Anteriormente. não chegaram até nós. do contrário. . "Amigo do rei" (ARA) era um título oficial.29) Estes podem ser os registros que aparecem em 1 e 2Samuel. • Daricos (29.17. l C r 27. • Todos os filhos d o rei Davi (29.16-34: os oficiais encarregados das tribos (16-22).4 Veja 22. O projeto seguia as instruções dadas por Deus. 32 Jonatas e Jeiel estavam encarregados da educação dos filhos do rei. 25-31).

riqueza e fama. • V. 2 C r 3: C o m e ç a a c o n s t r u ç ã o do Templo Veja l R s 6 — 7 . • MonU deoferec dos mor • Parva velmení • Véu/c santuári prédio ( anterioi fala sob oliveira O reinado de Salomão 2 C r 1: S a l o m ã o r e i n a c o m a sabedoria de Deus O período é o século 10 a. 4-6 complementam o relato de Reis. Os vs. 3 N o texto hebraico aparece o nome "Hurão". L m ' m J s ^ B i . mais poder. Salomão agora estava no comando d o reino de seu pai Davi. 13 Hirão-Abi: A forma abreviada do nome era Hurã ou Hirão.316 A história de Israel 2Cr1— 9 2 C r 2: P r e p a r a t i v o s p a r a a construção d o Templo Veja 1R S 5. Deus lhe d e u a sabedoria que pedira. "Sefelá". que é uma variante de Hirão. Veja l R s 3. 10. uma região de pequenas elevações entre a Judeia e a planície litorânea filistéia. • V. • V. 16 Veja "Comércio de Salomão".C. Veja também 2Sm 5. • Planícies (15) Literalmente.

A base desta oração.11: A c e r i m ô n i a c o m e ç a Veja lRs 8.26 traz 2. o Templo foi construído como casa para Deus. onde ficavam o altar e o tanque.3-11).000 litros na medida usual de 22 litros por bato. • Véu/cortina (14) Esta cortina separava o santuário. 1 — 5 . A arca foi levada ao Templo em meio a música alegre.17-21. e de todas as orações. 6. 2Cr 4 . o povo fez uma tenda paia Deus (o Tabernáculo). lRs 7. Os pedidos se baseiam em outros O m u r o que dá para o S u l . • Levitas que eram cantores (5. é o fato de que Deus e suas promessas são confiáveis. em que ficava a arca. 2 C r 6.2—6. O Cronista acrescenta o v. Já havia sido assim na Tenda anterior. • 4. cânticos e ação de graças. diante do Templo. • 3. .2 Enquanto caminhava pelo deserto e vivia em tendas.1 e 2Crônicas 317 • Monte Moriá (1 ) Abraão havia recebido a ordem de oferecer sen filho Isaque em sacrifício sobre um dos montes da terra de Moriá ( G n 22. cerca de 60. existe um acentuado declive q u e leva a o vale d o Cedrom. na área d o T e m p l o em J e r u s a l é m . A glória da presença de Deus encheu o Templo (2-14). Agora que se instalaram em casas.2).12-42: A o r a ç ã o d e S a l o m ã o Veja l R s 8.6 Veja Êx 30. 2 C r 5.12) Veja l C r 25. • 6.000 batos. 1 : E q u i p a n d o o T e m p l o Veja l R s 7. À direita. O local o n d e ficava a cidade d e D a v i aparece em primeiro plano.000 b a t o s (4. o tabernáculo (Êx 26. da parte maior do prédio do Templo. • Parvaim (6) U m lugar desconhecido. possivelmente na Arábia. As assembléias aconteciam ao ar livre.5) O u seja. l R s 6. Não era uma catedral em que se reuniam para adorar.31-32 fala sobre mna porta dupla feita de madeira de oliveira. Salomão fala ao povo (6.31).

5. NTLH) Isso tinha que ser assim. 2 C r 9. 2 C r 9. • V . > Vs. ao se lembrarem da queda de Jerusalém e dos anos de exílio seguintes.1-13. • V.13-31: A s r i q u e z a s e a glória de Salomão Veja l R s 10. sua prontidão em o u v i r e perdoar aqueles que genuinamente abandonam o pecado. O fogo queimou os sacrifícios em sinal da presença e aprovação de Deus.16.41-42 Citação livre de SI 132. Mas em troca ele esperava obediênda leal.18) são o mesmo total que os 550 mais 3. 14 As orientações de Davi estão em lCr 23—26. porque apenas os sacerdotes podiam entrar no Templo. 2 As cidades de l R s 9. veriam nestes versículos de advertência a razão daqueles acontecimentos trágicos. Duas U m pórtico que dá acesso à a m i g a área d o Templo. a exemplo do que ocorre nos livros de Reis. que Salomão resgatou de Hirão.8-10 que o Cronista acrescentou.18). fatos importantes sobre Deus: seu amor pelo seu povo. A R A e NTLH traduzem por "sândalo". 2Cr 7 : A festa de consagração Veja l R s 8—9.65-66). • V . • Em frente d o Templo (12. sendo o último u m dia de reunião solene antes de todos se dispersarem (isto esclarece l R s 8. 11-22: numa segunda aparição.1-12: A v i s i t a d a r a i n h a de Sabá Veja l R s 10.11.10-14. 11 Compare l R s 11.23.600 capatazes (2. Este relato difere de Reis nos vs.14-29.10-28. 2. • O preceito d e Moisés (13) Para as festas I fixas anuais veja L v 23. • V . para os sacrifícios. o "almugue" de l R s 10.0 Cronista não fala das várias mulheres estrangeiras e sua influência. ARC) Palavra estrangeira. • V .318 A história de Israel festa se estenderam até a semana da Festa das Barracas (Tabernáculos). em Jerusalém.300 de l R s 9. 21 N ã o é muito provável que esses "navios que iam a Társis" (Tartessos) fossem até a Espanha. seus padrões morais absolutos. hoje ocupada p o r uma mesquita. • V . 10 O s 250 oficiais mais 3. Deus c o n c o r d o u com todos os pedidos de Salomão.11. O s leitores d o Cronista. 29 Todas estas fontes se perderam. Os sete dias de .12-15. V s . Talvez a expressão se refira a navios de grande calado. A extensão do reino de Salomão (26) era o cumprimento da promessa que Deus havia feito a Abraão ( G n 15. além do que pode ser deduzido aqui. 2 C r 8: A s c o n s t r u ç õ e s e o comércio de Salomão Veja l R s 9. | L v 1—7. • A l g u m i n s (10. O Cronista inclui essa visita como ilustração da ampla fama e reputação de Salomão.

madeira. lomão pertotíeEziom d e S a A frota do mar Vermelho (operação conjunta com Hirão) trocava cobre porouro de Ofir.le2Crônkas das profecias de Aías foram registradas em lRs 11.5.•. t Isto vinha d e Deus (15) Esta é uma das várias ocasiões no A T em que um fato é atribuído diretamente a Deus sem referência à liberdade de escolha do ser humano. o silonita": Veja l R s 11.14. e o gráfico "Reis de Israel e J u d á " . as dez tribos ainda eram consideradas parte da nação israelita. . 14. t V. Mesmo assim. "Por intermédio de Aías. carruagens foram exportados para os hitítas e sírios A posição estratégica do reino de Salomão possibilitou o controle das principais rotas de caravanas no eixo norte-sul N /' V Minas de cobre . se concentrou em fortificar seu pequeno reino contra ataques de seus v i z i n h o s maiores e mais fortes. Além de adquirir riquezas com o comércio terrestre.G e b e r . construções de Salomão O Egito forneceu \ cavalos e carruagens Cavalose . ARA) Demônios do deserto. principalmente Israel e o Egito. em muitos casos. 18 Adorão é o mesmo que Adonirão no relato de Reis. semelhantes a bodes. O c o b r e e r a e x t r a í d o d e minas e m T i m n a . 2Cr 1 1 : R o b o ã o f o r t i f i c a J u d á Uma palavra oportuna de Semaías evitou a guerra civil (1-4). e continham elementos que continuavam leais a Deus e ao tei legítimo.29. Muitas delas incluem u m período de co-regência com um predecessor.7. 0 Cronista não reconhece os reis de Israel. o s túneis dos mineiros e os depósitos d e cobre. 319 0 comércio de Salomão A posição estratégica do reino de Salomão possibilitou o controle das principais rotas de comércio n o sentido nortesul utilizadas pelos mercadores.30-39. A s s i m . 2Cr 1 0 : C o m R o b o ã o o r e i n o se d i v i d e e m d o i s Veja também l R s 12. A i n d a hoje se p o d e m v e r . Um n a v i o d a froia mércame d o rei Salomão.•-.26-40. a o norte d e E z i o m . • Sátiros (15. Roboão. a partir da divisão em reino do Sul e reino do Norte. apenas uma fração dessa terra e daquela riqueza foram passadas para seu sucessor. 2Cr 10—36 Os reis de Judá As datas e a duração do reinado de cada rei são dadas nas seções paralelas de 1 e 2Reis. ele praticamente ignora o reino do Norte. e freqüentemente refere-se a J u d á como "Israel". Cue forneceu cavalos a Salomão Hirão.-. Ao morrer. n o local. marfim e jóias . n o g o l f o d e A c a b a . o que significa que. seu acordo com o rei Hirão de Tiro trouxe o comércio marítimo. existe uma sobreposição. forneceu cedro paraas jj. por sua v e z . desde o t e m p o d o rei Salomão até o p e r í o d o r o m a n o (e a l é m ) . t Semaías (2) Veja 12. Apenas os descendentes de Davi são os verdadeiros reis da nação. prata. etc. rei de Tito. Sacerdotes refugiados de Israel afluíram para Judá após as medidas de Jeroboão no sentido de romper qualquer ligação religiosa com Jerusalém (veja l R s 12. \feja "Examinando a cronologia dos reis". Veja l C r 10.15. i No Egito (2) Veja l R s 11. Veja l C r 29. Roboão recebeu das mãos de Salomão um reino rico que começava a dar sinais de fraqueza.26-33).

próximas o suficiente ( 0 profeta H a n a t i i i n c e n t i v a n d o o rei A s a . amplo complementa aquilo que era conside. • Efraim. Manasses e S i m e ã o (9) Homens fiéis das duas tribos d o norte migraram para Judá. 16) n o reinado dele.. um total de 150 cidades e aldeias. • Q u e i m a (14) Não se tratava de cremação. Asa provavelmente destruiu os templos em que deuses de outros povos eram adorados e deixou os outros. e dá a razão consultar médicos é considerado pecado. • R a m á (1) Esta cidade. Mas o território de Simeão ficava no sul. multas vezes se usa "filho d e " ." Alan Millard • Filha d e A b s a l ã o (20) N o AT. o registro mais verdade. mas aos "médicos".000 (17) Melhor se for conside mas da queima de especiarias (veja J r 34. a 2 C r 16: A c o n f i a n ç a do rei vacila Sob pressão. no sul.. fundador da 22 dinastia d o Egito. e a guerra contra Israel pediu o auxílio da Síria. lealdade norte d o reino de J u d á . • Maaca (16) Avó de Asa. e em Tebas (Karnak).9 I N T L H T ) "pactos" feitos c o m Deus). 500. Retornando v i t o rioso para casa. 15. não a Deus. mas Judá continuou sob domínio egípcio durante alguns anos. 2 C r 13: O r e i A b i a s Asa enfraqueceu na fé.20. Veja também l R s 15. no território d e tudo o que acontece • Micaía (2) Maaca (11. e durabilidade (principalmente nos a Ramá para o transporte d e material de em 2 C r 16. A invasão de Sisaque "Os homens de Sisaque marcharam pela terra.2). ao morrer. A grande família de entanto. A grande vitória.. Na to mais crítico ao rei. nos seus últimos anos de vida.320 A história de Israel rado apenas como indicação de "um grande número". forças a t o d o s • Aliança desal (5. também. no mundo a fim de dar Efraim. que é um relarecorreu. Só resta o de Tebas. "Deus está sempre vigiando bênção d e Deus. os que são fiéis a ele com todo o coração.. Ali.2). 2 0 Veja 10. 6) era o dom de Deus ao rei e povo obedientes. O arrependimento nacional (não mencionado n o relato de Reis) limitou seus efeitos. • 2 C r 15 As reformas religiosas d e Asa • Azarias (1 ) c mencionado apenas aqui no AT Sua profecia foi o estímulo que impulsionou as reformas de Asa.j á que esta é a única v e z na Bíblia em que rado adoração "adequada". Asa recebeu honras do seu Abias devia ser considerada sinal da povo. Ao seu lado aparecem os nomes das cidades e aldeias conquistadas em Israel. era obra de Deus. A paz (v. Já o Cronista viu coisas boas (caps. l R s 15. com seu nome e títulos gravados nela. no norte. 14—15) e coisas ruins (cap. que era uma das tribos do norte. • Z e r á (9) F. 2 C r 14: Paz e v i t ó r i a durante o reinado deAsa Veja também l R s 15.17. deviam ser médiuns o u curandeiros. Zerá provavelmente era um chefe egípcio o u árabe (a antiga associação com o Faraó Osorkon j á foi abandonada). Sisaque começou a construir templos em Mênfis. No da vitória de Judá.5).15 acima. 2Cr 12: O Egito invade J u d á Veja também l R s 14. as pedras foram entalhadas com um enorme retrato do Faraó em triunfo.20. Sisaque mandou colocar uma placa de pedra em Megido. Mispa (6) Duas cidades da fronteira Representava fidelidade. O autor de Reis aprovou o reinado de Asa. castigando. Um fragmento dessa pedra foi encontrado nas ruínas de Megido. • T o d o o Israel (1) O Cronista se refere ao verdadeiro Israel.liópia/Cuxe corresponde ao atual Sudão.3. • V. Maaca era neta de Absalão (veja 13. Ameaçado por Israel. traduziu por "aliança eterna". • G e b a . o reino de Judá. Nas proximidades de um pórtico. As invasões como esta e tantas outras eram vistas como conseqüência direta da desobediência a Deus. e a tribo fora assimilada por Judá havia muito tempo. NTLH) Mas veja 14. isto é. • A c a b o u c o m t o d o s os ídolos (8. ARA) O saltinhauso ficava apenas a 8 km ao norte de Jerusalém. E ao ficar doente. • U m m i l h ã o (9) M e l h o r se for considerado apenas como indicação de " u m número enorme". às vezes destruindo. trazendo o nome de Sisaque. • Sisaque (2) O líbio Shcshonq I.1-18. ainda há uma parede ao redor de um grande pátio. N T L H construção." cerimonial na ratificação de tratados. "filha d e " n o sentido mais amplo de "descendente". . A q u i .9-24. Para que os conquistados não se esquecessem de sua vitória. Veja 11.

É possível que o termo "mil" sc refira a u m grupo e não a um número.18-20. • Jeú (2) Provavelmente neto do J c ú cm I Rs • Társis (36. O verdadeiro c o falso só podem ser distinguidos pela sua vida e mensagem. estabeleceu tribunais profanação feita mais tarde por Josias poderia locais e uma cone mista de apelação em Jcrti impedir o povo de usá-los. „ . Era comum os nomes sc alternarem assim nas famílias.1.. • Tecoa (20) Amós. nlha de Acabe.. não irmãos no sentido literal. que narra a mesma história. pastor de ovelhas e profeta.. Os altos (que 2Cr 19: A s r e f o r m a s l e g i s l a t i v a s nem sempre ficavam nos montes) eram de J o s a f á simples plataformas nas quais ficavam os Após a batalha de Ramote-Gileade. > Vs. 22. NTLH) Jeorão. • V.17-22). • Meunitas (1) Habitantes de um disiriio de Edom perto do monte Sen. Josafá percebeu que esses profetas estavam apenas dizendo a Acabe o que ele queria ouvir. Josafá concentrou-se nas questões domésticas. Como os lugares cm si eram considerados sagrados.24. 4-27 Nunca foi fácil distinguir entre falsos profetas e profetas verdadeiros. era desta cidade que ficava 16 km ao sul de Jerusalém. . A confiança de J u d á em Deus foi amplamente recompensada. • Aliado. > Vs. • V. A q u i . Veja também 20. objetos de culto. sem liderança.1-50.. não por métodos o u modos (veja l)t 18. s Iffusalém 1 16. esta ligação quase destruiu Judá posteriormente (22. O r d e n o u que a lei fosse ensinada a o p o v o ( 7 ) . E m v e z d e reunificar o reino. M B Sámana. Veja notas em Kx 12. 17 Sempre de novo o Cronista enfatiza que a vitória vem por meio da confiança em Deus. . Nenhum profeta verdadeiro jamais fez uma previsão que não tenha se cumprido. Compare com Dt 16. Josafá o r g a n i z o u u m f o r t e e x é r c i t o e reforçou as defesas. E foi muito rcspei tado pelas nações vizinhas. como seu pai fizera. recebe grande destaque da parte tio Cronista.imote-Gilcadc d. 17. 2Cr 18: U m a a l i a n ç a quase f a t a l Veja lRs 22.10). > 0 Livro da Lei (9) O Pentateuco ("cinco livros") o u uma parte dele. H.21. 33 Isto confere com l R s 22. o u desviou o povo de Deus e de sua l e i . mas contradiz 17. 2 C r 20: Ataque d o leste Não há registro desta guerra em Reis. ARA) O mar M o n o ( N T L H ) . os números dos diferentes grupos de soldados são muito altos. A adoração de deuses estrangeiros claramente continuava no reino. A única mancha no histórico do reinado de Josafá foi aquela aliança com Israel (35). • Como ovelhas sem pastor (16) Isto é.] e 2Crônicas null' 2Cr 1 7 : J o s a f á : um r e i f o r t e Veja também l R s 15. salém. casou-se com Atália. j á que Josafá destruiu seus santuários ( 6 ) .43. por laços de casamento (1. somente algo como a Nomeou j u í z e s civis. Os invasores lutaram entre si c deixaram os despojos para J u d á . > Árabes (11) Antigos nômades que se estabeleceram em Edom c Moabc.32.37.8-13. 14-19 C o m o estão.17). pelo otimismo superficial de sua mensagem. • O mar (2.italha em K. praticou ou incentivou a imoralidade. Josafá.bjcl • J u U t u c a n D Jouft ! . ARA) Vfeja 9. • Vossos irmãos (10) Concidadãos e compatrioias.6 (Veja 15. filho de Josafá. um rei reformador como Asa havia sido. etc.

Assim.21: M a s s a c r e e revolta no reinado da rainha Atália Veja também 2Rs 11. Mas como tantos membros da família real haviam sido mortos (21. filho de Acazias. A maioria dos reis de J u d á tem nomes compostos dessa forma. era o herdeiro legítimo. • Não nos sepulcros d o s reis (20) Supostamente porque desagradou a Deus. neste caso. como A R C ) a idade de Acazias deve ser vinte e dois. d e i x o u uma mensagem escrita que foi entregue por um sucessor.A história de Israel / ' . d e J u d á . A má i n f l u ê n c i a da esposa de J e o r ã o (Atália era filha de Acabe e Jezabel) p r o v o u ser mais forte do que o bom exemplo de seu pai. Acaz.25).8). e -iaú o u ias. Ambos são compostos de "acaz".1-9: O r e i A c a z i a s Veja também 2Rs 8. • 23. q u e fica ali perto. a rainha-mãe pôde assumir o trono sem resistência. • Carta d o profeta Elias (12) C o m base em 2Rs 3. . segundo o qual Acazias morreu em Megido. e o nome de Deus (escrito Jeo. 2 C r 21: O r e i J e o r ã o Veja também 2Rs 8. 1 O rc¡ Josafá. "Se foi sem deixar de si saudades" ( 2 0 ) : u m terrível epitáfio.11 ( n o reinado de Josafá). 2 Em v e z de quarenta e dois (algumas versões. a usurpadora foi deposta. o nome completo significa "Deus possui". Outros reis não sepultados nos túmulos reais foram Acazias. n o g o l f o de Acaba. Joás.como prefixo.26.25-29. como sufixo). que significa "ele detém" o u "ele possui". "Samaria" designe o reino e não a cidade cm si.1 ' -I • » 1 . embora não possamos ter certeza. O pequeno Joás. • V . A amizade com Israel resultou diretamente em sua morte no expurgo realizado por Jeú. d e Israel.A foto mostra o ancoradouro na ilha de Farun. Acazias não aprendeu nada com o terrível T—r—r— fim de seu pai.10—23. • V . 9 Isto parece ser diferente do relato de 2Rs 9—10.11 Talvez esse " L i v r o do Testemunho" fosse o texto escrito por Samuel (veja ISm 10. Morte violenta ou doenças de pele ("lepra") impediram que isso fosse feito. A R A ) O u t r a maneira de se escrever Acazias (22. e o rei Acazias. Talvez o profeta.1). Azarias ( U z i a s ) . 22. Após seis anos. como 2Rs 8. 2Cr 22.17. ao prever o que viria a acontecer. O Cronista enfatiza o papel dos sacerdotes e levitas na recondução do monarca legítimo ao trono.16-24. J e o r ã o perdeu o controle sobre E d o m e Libna (na fronteira com os filisteus).ou Jo. Talvez. Elias já não estava mais v i v o . 2Cr 22. • Jeoacaz (17. e antes das mortes de seus sobrinhos. e levou a nação à idolatria. se aliaram n u m mal-sucedido projeto d e construção de navios mercantes e m Eziom-Geber (lílate).

Ele manteve e aumentou o reino que havia recebido de seu pai. E m seu orgulho. 2Cr 2 5 : O r e i A m a z i a s Veja também 2Rs 14. chegando até o mar Vermelho. Como conseqüência. Ele trouxe para casa os deuses estrangeiros c em seu orgulho desafiou o poderoso reino de Israel (17).25. Jotão provou ser um " b o m " rei. 2 C r 27: O r e i J o t ã o Veja também 2Rs 15.12-16.32-38. A cmel vitória de Amazias sobre Edom (5-16. Uzias (auxiliad o p o r Zacarias. v. > Cem mil ( 6 ) Melhor se considerado um número arredondado para indicar u m grande grupo.) Deus o atingiu com lepra. Após a morte d o sacerdote.16. .5) teve um bom começo.21. o rei sofreu uma vergonhosa derrota e acabou sendo assassinado. 2 C r 26: O r e i U z i a s ( A z a r i a s ) Veja também 2Rs 15. Após reinar por 29 anos. acrescentando Amom à lista dos estados que lhe pagavam tributo. seu conselheiro religioso.16-23) do reinado de Uzias (como fizera com Asa e Joás). Certificava-se que seu exército estivesse bem equipado e armado com máquinas de última geração (14-15). o rei foi derrotado e morto como castigo por ter adorado os deuses de Edom. Mas como acontece com muitas pessoas boas antes e depois dele. Segundo o Cronista. [ v .. 16-20 complementam o registro de Reis. O Cronista descreveu o lado bom (26. o poder e o sucesso o levaram à ruína.. Parece que Uzias. de J u d á . O povo foi conclamado a ser fiel aos termos da aliança e o Templo danificado (7) foi restaurado.1 e 2Crônicas 323 2Cr 2 4 : O r e i J o á s r e s t a u r a 0 Templo Veja também 2Rs 11. assumiu o papel de sacerdote. o rei ficou sob influencias menos saudáveis. no entanto.21—12. Jesus faz referência à morte de Zacarias.1-15) e o lado ruim (26. o "Azarias" de 2Reis. • V . precipitando d e z mil homens d o alto d o penhasco e m Seir (mais tarde Petra). Buscou a Deus e estendeu os limites do seu reino para o sul. Sob a influência de Joiada. A derrota fez o povo se voltar contra ele. A O rei Amazias. tomou-se co-regente. (Os vs. sinal visível do pecado invisível que o impedia de ficar na presença de Deus. trucidou os edomitas. 23 Isaías recebeu seu chamado de Deus (Is 6) no ano da morte do rei Uzias. 21 E m M t 23.1-7. fiel a Deus (2). Era amigo da agricultura e protegia os rebanhos dos invasores do deserto (10). Amazias foi morto numa conspiração. complementando o relato em Reis) foi o início de sua mina. Joás começou bem. > 0 imposto ( 6 ) Veja Ê x 30. * V. Sendo u m rei poderoso. 1 Israel. 4 D t 24. Efraim (7) O Cronista deixa claro que está se referindo ao reino do norte (veja NTLIT). d e m o d o que todos toram esmigalhados. chegando ao ponto de mandar matar o filho de Joiada que o havia criticado em público.

2Cr 32: O s assírios invadem Judá Veja também 2Rs 18—19. C . As reformas se estenderam até ao reino do norte ( 1 ) . 12 O emissário assírio não entendeu as reformas de Ezequias. Mas o Cronista comenta uma mudança de atitude não mencionada em Reis. havia destruído os objetos e fechado o Templo: 28. Is 7.324 A história de Israel religião do povo. com a colheita de grãos. 2 C r 31: R e f o r m a s r e l i g i o s a s promovidas por Ezequias Todo este capítulo é um acréscimo ao registro de Reis. 18 Eles falaram em hebraico. continuava contaminada pela idolatria. Gade e Nata haviam sido profetas na época de Davi. • V . j u n h o . O ataque assírio a Laquis é retratado nas paredes do palácio de Senaqueribe em Nínive. rei-vassalo da Babilônia. • V. Após varrerem do mapa o reino do norte. Todos ficaram suipresos com o volume das ofertas para os sacerdotes e dos dízimos para os levitas (10). 2 C r 29: O r e i E z e q u i a s Veja também 2Rs 18—20. • O rei sírio (5) Rezim (veja 2Rs 16). 2 C r 33. (Acaz. os sacerdotes e o povo também foram purificados do pecado pela oferta de sacrifícios. Hinorn (Geena) passou a ter uma reputação sinistra. 31 Veja 2Rs 20. mais tarde passou a ser local onde o lixo da cidade era queimado. cujo povo demonstrava sinais de independência. os assírios invadiram Judá. 2 C r 30: A c e l e b r a ç ã o da Páscoa (Para a origem e o significado da Páscoa veja Ex 11—13). era setembro/outubro. Q u a n d o "Deus o desamparou". A maioria dos israelitas do norte foi para o exílio e a terra deles foi repovoada. • V. • V . 3 A data normal da Páscoa era o dia 14 do primeiro mês. A crise levou algumas pessoas a uma fé mais profunda. Samaria caiu nas mãos da Assíria durante o reinado de Acaz (quando Ezequias era co-regente) — veja 2Rs 17. 19 O Cronista. Ezequias exibiu seus tesouros com orgulho tolo. Quando o prédio estava pronto. Ezequias convidou os poucos israelitas restantes para se unirem a Judá na celebração da Páscoa (9). A terrível apostasia de Acaz quase levou Judá à destruição. é que | na crise o rei de Judá confiou totalmente e m Deus. Deus até usou o reino idólatra do norte para castigar seu povo e revelarlhes uma clemência quase inédita para com os prisioneiros de guerra. 20 Esta não foi uma invasão. As leis que regiam o culto e a manutenção dos sacerdotes foram reintroduzidas (2-10).34). e continuou até o final das safras de frutos e vinho.1-20: O d e s a s t r o s o reinado de Manasses Veja também 2Rs 21. • V . A alegria foi tanta que a festa foi prolongada por mais uma semana. Senaqueribe não conseguiu tomar Jerusalém. Is 36—37. mas este não foi o caso de Acaz (22-27). ARA) Muitos dos salmos foram escritos para uso no Templo em várias ocasiões. 15 Muitos sacerdotes e levitas demorarait em aderir à forma reformada do culto (29. a língua diplomática. • V. • Altares ( 2 4 ) Para deuses pagãos. Possivelmente Manasses se envolveu na revolta do irmão de Assurbanípal. o rei. • V. 2 C r 28: O r e i A c a z Veja também 2Rs 16.24). A razão. O relato detalhado da purificação e da reconsagração do Templo profanado é característico do Cronista. O tema é familiar. Ele profanou o Templo c praticou sacrifício humano (6-7). deixou claro que o mais importante era a atitude do coração. • V . embora N m 9 também permita a outra data. • O cântico ao S E N H O R ( 2 7 . 7 O povo começou a contribuir em maio. Apesar da péssima reação. todavia. segundo o Cronista. Durante quase todo o seu longo reinado. Cuidados especiais foram tomados para garantir que tudo seria distribuído apropriadamente. o pai dele. Manasses foi um dos reis menos piedosos de Judá. • V . e foi convocado para dar explica- . Mas na sua campanha de 701 a .12-19. • Vale de Ben-Hinom (3) Um pouco ao sul de Jerusalém. não houvera Páscoa como esta desde a época de Salomão. A principal preocupação de Ezequias foi restaurar o T e m p l o a seu uso a d e q u a d o . O povo não teria entendido aramaico. 25 Veja l C r 25. Ainda havia resquícios de bondade em Israel. que dava muito valor às formas adequadas de adoração.1-18. mas a imposição de impostos altíssimos.

JERUSALEM NA ÉPOCA DE EZEQUIAS U m detalhe d a inscrição q u e registra a conclusão d o canal d e E z e q u i a s . Ezequias canalizou a água da fonte de Giom ao tanque de Siloé. um menino que se banhava no tanque de Siloé encontrou uma inscrição que conta a seguinte história: ". cada um na direção de seu companheiro. (ouviu-se) a voz de um homem chamando seus companheiros. E no dia da perfuração. O canal d e Ezequias. através d o canal d e Ezequias. picareta contra picareta. E l a mostra c o m o e r a a escrita hebraica a o t e m p o d e Isaias. até o tanque d e Siloé.. Enquanto (os operários manejavam suas) picaretas.. pois havia uma fenda (?) à direita. q u e passava p o r b a i x o d a m u r a l h a d a cidade.para d e n t r o d a cidade. cada um encontrando seu companheiro. Isto g a r a n t i a o abastecimento d e água d e J e r u s a l é m d u r a n t e u m cerco.a fonte d e G i o m . Em 1880.] e 2Crônicas 325 O canal de Ezequias Para garantir o abastecimento de água em caso de invasão. . acompanhando o formato da rocha.. E esta é a história da perfuração. Então a água escorreu da fonte ao tanque por 1200 cavados. O túnel tem mais de 620 m de comprimento e é tortuoso. e a altura da rocha acima da cabeça dos operários era de 100 cavados. e quando ainda havia três cavados a serem perfurados." Á g u a e r a canalizada desta fonte . os operários atravessaram. u m túnel que leva água da f o m e até o tanque..

7 O poder assírio estava em declínio.C mucre N A tsilalh. foi mono. • Jeremias c o m p ô s u m a lamentação (25) Não se trata do livro de Lamentações. e sua libertação e seu retorno fizeram com que mudasse de vida. Durante seu reinado foi descoberto o livro da Lei (provavelmente Deuteronômio.i innn. o rei Manasses. Há algumas diferenças entre os registros em Reis c Crônicas. Josias profanou e d e m o l i u os lugares e objetos de adoração pagã. ele foi derrotado por Nabucodonosor.i i>. Neco estava marchando para o norte com o objetivo de ajudar a Assíria a se defender d o ataque dos babilônios. 2 C r 36.31-34.1. o sucessor de Josias.1-4: J o a c a z ( J e o a c a z ) Veja também 2Rs 23. 3 . principalmente na ordem dos acontecimentos. • Hulda (22) Veja 2Rs 22. A Páscoa fora negligenciada no período da monarquia. Após apenas três meses no poder.32b A história de Israel ções na Assíria após a vitória de Assurbanípal. ape- sar da iniciativa d o rei.'!" representava o clímax das reformas (Ir Josias. embora Ezequias a tivesse reavivado (cap. L J JOMJS INTUCCPU o cutt un rgipcio em M'.21-25: A m o m Veja também 2Rs 21.20 acima.3. que está na Bíblia. a reação d o povo foi muito pequena e tardia demais para evitar o castigo. do séc. 6 a. Ncco cli-pOr JNAOU • o leva 1. na Babilônia.it. • Vs. » marcho ui drqmnrii pan ajuitar os assírios :ia sua b.'IHI .. 2Cr 34: Josias: u mr e i q u e promoveu reformas Veja também 2Rs 22—23.H i n o m (6) O vale da Geena (veja 28. Ultima batalha de Josias U Faixi N i . Deus atendeu a oração desesperada d o rei. mas nenhum dos dois autores tinha como preocupação maior a cronologia. c m Carquemis. ele depôs e deportou Joacaz.C. de 642 a 640 a. embora isso não tenha afetado o povo. ao tentar impedir que o Faraó continuasse MIA mau lia IIIMII ao none. Mas em 605 a. resultando em atos de arrependimento sincero.9-10: J o a q u i m Veja também 2Rs 24.C (que 6 pane da Crónica Babilónica). 4 Estes eram altares construídos pelo avô de Josias.. traz o regfftro «la dei ima dos egípcios na batalha de Girquemis. Jeoaquim começou como vassalo do Egito e acalxni como cativo na Babilônia.ilh. e isso se deu poucos anos antes de uma segunda escravidão.35—24. Joaquim foi deposto e levado ao cativeiro na Babilô- Esta tabuinha de argila. • V.C. . 2 0 Em 609 a . talvez numa forma mais antiga).19-26.14. 2 C r 33. Neste momento a sua celebrai. Essa lamentação de Jeremias não nos foi preservada. Mas. O povo lembrou-se de seu livramento da escravidão no Egito. Josias estava cada vez mais livre para tomar medidas politicamente perigosas.8-17. 2Cr 36.5-8: J e o a q u i m Veja também 2Rs 23. Ao retornar para casa. acima). Assim. 2 C r 36. 18 Há u ma "Oração de Manasses" entre as obras deuterocanônicas. Ele seguiu o mau exemplo de Manasses e foi assassinado por seus oficiais. de Judá. Veja 35. A m o m reinou durante dois anos. • Vs. em 605. 2Cr 35: A Páscoa d e Josias. • G a n c h o s (11 ) Os assírios colocavam ganchos ou argolas no nariz de um rei derrotado por eles. rei da Babilônia. • V. 30). • Vale d e B e n .21-30. hahili'ni i:. e reformou o Templo.1 D Ao moinai. O rei Josias. C .7. ao norte. O verdadeiro significado dos fatos está no que eles ensinam. sua morte trágica Veja 2Rs 23.. como realizar reformas religiosas também no território d o antigo reino de Israel..

4-7). estes versículos foram retidos no final de Crônicas c repetidos no início de Esdras. nia. rei da Assim. J r 37.22-23: U m a n o v a e s p e r a n ç a Quando o livro de Esdras foi separado do livro de Crônicas. Jeremias havia falado palavras duras de juízo e condenação da parte de Deus. • Sábados (21) O Cronista dá a entender que esses descansos sabáticos não foram respeitados no tempo dos reis. por fim. 21. até os persas conquistarem o império babilónico. Deus deu a Zedequias e à nação muitas advertências por intermédio de Jeremias e dos outros profetas. Deus não havia abandonado completamente o seu povo. a destruição de Jerusalém Veja também 2Rs 24. (Tinha 18 anos quando se tornou rei. Mas também falara sobre como Deus continuava a amar o seu povo em exílio e que. num aio ritual em que ele faz o irabalhu de um escravo. e Zedequias era tio dele. um castigo que representava morte o u exílio para todo o povo.34-35.18—25. não oito. A destruição da cidade e do Templo foi considerada j u í z o de Deus.1-7.1. Crônicas não poderia terminar com o v. o traria de volta à sua terra ( J r 24.) . 2Cr 36. mas elas foram todas ignoradas. Nesie relevo da Babilônia aparece Assurbanípal.11-21: Z e d e q u i a s . E z 17.3.30. Veja Lv 25. servindo aos deuses.J e 2Crônicas 3271 2 C r 36. 26. O exílio durou cerca de 70 anos.

esses acontecimentos da história dos judeus se inserem no período após a queda do império babilónico. e que. O r e t o r n o dosexilados sob Zorobabel e Esdras Ed 1—2 Os exilados judeus a Jerusalém retornam MÉDIA 1 Ecbatana BABItONIA\ - : í S u â . já dá sinais de transformação no judaísmo que. em 458 (esta é a data tradicional.ESDRAS Esdras e Neemias (um só livro na Bíblia hebraica. ou quando foram escritos. mas que recebe novo vigor da 'fonte de nutrientes' que havia negligenciado. "O que vemos em Esdras e Neemias é um Israel cortado quase até a raiz. 3—6 A g e u e Zacarias A reconstrução do Templo começaram a pregar) e restabelecer Caps. se comparado com o que o povo havia sido antes do exílio. 45. Página oposta: O decreto d o rei C i r o .000 judeus voltaram do exílio. e um sexto. que tem forte apoio arqueológico). Uma das primeiras ações de Ciro foi repatriar os povos exilados e permitir que reinstituíssem o culto aos seus próprios deuses. e o grupo de Neemias que voltou em 445. 1—2 A volta dos primeiros exilados quando os profetas Caps. Puderam reconstruir seu Templo em Jerusalém (a obra começou em 538 e foi retomada em 520. Caps. algumas pessoas questionam o retomo de Esdras e Neemias a Jerusalém durante o reinado d o mesmo monarca (Artaxerxes I. Os judeus puderam voltar a ser judeus. a saber. Não se sabe quem escreveu os livros. preferindo colocar Esdras com Artaxerxes II. ELÃO PÉRSIA m m E d 1: O r e i C i r o . que retornou com Zorobabel em 538 ou 537 a. 464-423).. o r d e n a a repatriação dos exilados A política dos reis babilónicos era deportar os povos conquistados. num período posterior (403-357). 7—10 seu próprio culto. os exilados que retornaram com Esdras. chamado Esdras) abrange um período de aproximadamente 100 anos. Porém a sobrevivência deste "remanescente" era sinal de que Deus continuava a amar o seu povo. que não só permitiu o retorno dos povos exilados a seu local de origem como também os incentivou à prática de sua própria religião.C. o que é um grupo pequeno. sua ''cidade santa". rei da Pérsia. Esdras é continuação de Crônicas (2Cr 36. O compilador pode ter sido o Cronista ou alguém relacionado com ele.22. em 587 a.22-23 e Ed 1.) . Resumo Os judeus retornam do exílio. Por causa da dificuldade com a cronologia dos dois livros. Aqui termina a história da nação judaica narrada no AT. Quase 50. e o povo sendo levado ao exílio na Babilônia.1-13. reconstroem o Templo em Jerusalém e restabelecem a lei de Deus. Dario II (423-404). permitiu que os exilados voltassem á sua terra e a J e r u s a l é m . embora totalmente sujeitos à Pérsia. 80 anos mais tarde. ele parece ter se baseado em memórias pessoais de Esdras e Neemias na edição dos livros que levam seus nomes.C. A data mais antiga seria por volta de 400 a. d a P é r s i a .) a Babilônia caíra nas mãos dos persas (como os profetas haviam predito).1-3 são idênticos). Seja quem for.26-28.C. encontraremos no NT" (Derek Kidner). quer gostemos dele ou não. Entre os que se beneficiaram da mudança de política estavam os judeus. Esdras e Neemias descrevem um retorno em três etapas: o grupo principal. No plano mais amplo. Esdras e Neemias abrangem os reinados de cinco reis persas. Naquele momento houve uma mudança na política governamental vigente até então.C. que terminou com a destruição de Jerusalém por Nabucodonosor. é mencionado em Ne 12.C. de 538 a 433 a. O retorno de Esdras Este é o foco d o livro de Esdras. que foi conquistado por Ciro. em 539 a. a lei mosaica.C. pela sua nova preocupação com a pureza. Mas agora (539 a. (Veja a profecia surpreendente de Isaías em Is 44. da Pérsia.

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31-40. Este é o Josué que aparece em A g 1. 6 4 Os números dados não resultam neste total. Pode ter havido erros na cópia ou na interpretação dos números. questão de vital importância para os sacerdotes (61-62). conforme o padrão estabelecido por Moisés ( L v 1—7).15). • V. • V. os clãs de I s r a e l . A frase "como está escrito na Lei de Moisés" é quase um refrão no livro de Esdras. Registros c o m o estes eram p r o v a i m p o r t a n t e de a s c e n d ê n c i a . os sacerdotes c levitas. • V. os lugares onde suas famílias haviam v i v i d o .22-23. não voltassem de mãos vazias. Zorobabel era neto do rei exilado Joaquim (2Rs 24.A história de Israel • V.27. o sumo sacerdote. 1 Este era o início do novo ano religioso. • V. A exemplo do que havia ocorrido na época de Salomão (veja 2Cr 2). Ed 3—6 A reconstrução do Templo Ed 3 : Lançados os alicerces do Templo A primeira coisa a ser reconstruída foi o altar. • Barzilai (61) 2Sm 17. • V. A ação de C i r o é estimulada por Deus. também deportado de Jerusalém pelo rei Nabucodonosor ( I C r 6. Este capítulo alista os líderes. . 1 Veja 2Cr 36. J o s u é / J e s u a . 6 3 O sacerdote faria o sorteio sagrado (com o Urim c Tu mim) para saber de Deus se estes sacerdotes eram aceitáveis. quando eram celebradas as festas principais. a exemplo dos israelitas que saíram do Egito ( Ê x 12. representando as 12 tribos (isto é. 2 N e 7 alista 12 líderes. toda a nação). por volta de setembro/outubro.15). mas de restaurar a antiga e autêntica tradição.3536). os servidores do Templo e os servos de Salomão. 6 Deus garantiu que os exilados.1 e Z c 3. • N e e m i a s (2) Não o mesmo indivíduo que mais tarde seria governador. Mas o trabalho não foi muito i além da colocação dos alicerces. inclusive o Dia da Expiação. Alista as cidades às quais o povo retornou. Tudo devia ser feito de modo correto: não se tratava de criar algo novo. filho de J c o z a d a q u e . o cedro selecionado que seria usado na construção deste Templo foi trazido do Líbano. para que a adoração e os sacrifícios recomeçassem. E d 2: U m a lista d e e x i l a d o s repatriados Veja também N e 7. 19. Até reis estrangeiros agem conforme a vontade do "Rei dos reis".

• V. o rei do que fora o território assírio. o que levou os colonos a causar problemas. Conseguiram paralisar a obra por 15 longos anos. trazendo outros para dentro do relacionamento de aliança com Deus. liberto p o r Deus do seu cativeiro na Babilónia. da Assíria. Os judeus tiveram autorização oficial para seu Templo. na prática. Seus "inimigos" eram o povo miscigenado que o Rei EsarHadom. • V. Este era o "remanescente" de Israel. 6-23 interrompem a seqüência cronológica para completar o relato da oposição até a época de Esdras e Neemias.24-41). isto teve um significado muito especial. • 6.18.21 registra que comeram da carne dos sacrifícios não só os judeus repatriados. 7 O aramaico era a língua diplomática internacional do império persa.12-26 foram escritos em aramaico. Mas os judeus não aceitaram a ajuda. Em quatro anos o T e m p l o foi completado c o povo pôde celebrar a Páscoa. fiel à sua identidade. U m povo separado. • Rei da Assíria (22) Isto é. 12 Os mais velhos choraram ao se lembrarem das glórias do Templo que fora destruído. Ed 4: O s i n i m i g o s p a r a l i s a m a obra Vs. até para as dimensões e materiais usados. mas junto com outros "deuses" (2Rs 17.Esdras bém "todos aqueles que haviam abandonado os costumes pagãos dos povos da terra de Canaã e tinham passado a adorar o SENHOR. 10-11 Veja l C r 25. colocara na terra e que mais tarde viria a ser conhecido pelo nome de samaritanos. 331 • Vs. • Osnapar (10. 23 Esta é a situação descrita em Ne 1. e descobriu o rolo em que o decreto do rei Ciro fora escrito. mas não fechado sobre si mesmo. A R A ) Versão aramaica de Assurbanípal ( N T L H ) .3. 1-5: os colonos ofereceram ajuda.3. mas tam- Escavações j u n i o a o ângulo sudeste d a esplanada d o T e m p l o revelaram pedras que provas'elmente remontam ao tempo de Z o r o b a b e l . o povo reinicia a construção. da qual faziam parte toda a Palestina c a Síria. • V.19 A Páscoa é celebrada em março/abril. Os vs. até Dario subir ao trono (24). Dario. que l i d e r o u o primeiro g r u p o d e exilados Ed 7 —10 Esdras O restante d o l i v r o focaliza Esdras.11 Uma forma comum de execução na Pérsia. Havia dois coros (ou coro e solista) cantando alternadamente. . 7. O s trechos de Ed 4. quase 100 anos mais tarde. • 6. Dario conferiu os registros da corte. "Aquém do Eufrates"/ "Eufrates-Oeste": este era o nome da quinta "satrapía" ou província persa. u m sacerdote que podia traçar sua genealogia na volta a Jerusalém. o Deus de Israel" ( N T L H ) . E d 6. Aqui o pomo da discórdia era a reconstrução dos muros (12). a embargar as obras teve o efeito contrário. E d 5—6: A c o n c l u s ã o d a o b r a Incentivado pelos profetas Ageu e Zacarias. e não em hebraico como o restante do AT. Desta vez a tentativa de levar o novo rei. Eles também ofereciam sacrifícios ao Deus daquela terra.8—6. • Judá e Benjamim (1) A maioria dos exilados repatriados era do reino do sul. Eles adoravam a Deus. Para uma nação que passara recentemente p o r um segundo êxodo. crucificação. Em contraste com 4.

332 A história de Israel O escriba Alan Millard A maioria das pessoas no mundo bíblico não precisava aprender a ler ou escrever. A p a r t i r d a época de Esdras.1 de 6. ser feitos em placas de madeira cobertas com cera. a rainha que salvou o povo judeu do extermínio. o primeiro sumo sacerdote (7. Somente em locais muito secos do Egito. 9 A jornada de 1. pois coletores de impostos faziam cobranças ou o rei alistava seus soldados. Este "escriba". as pessoas iam ao escriba que ficava sentado na rua ou junto ao portão da cidade. O hebraico e o aramaico geralmente eram escritos com pena e tinta sobre folhas ou rolos de papiro ou pergaminho. Ele a ensinaria à nova comunidade do povo de Deus. o que dificultava a compreensão da lei.22. por exemplo. para que não repetisse os erros passados. simpatizava com os judeus. Todos estes materiais de escrita se decompõem no solo úmido da maioria das regiões do mundo bíblico. embora muitos conhecessem a escrita. No período do NT. Artaxerxes I. e nas cavernas do mar Morto é que puderam sobreviver algumas amostras. os escribas haviam se tornado especialistas nesta tarefa. a A r ã o . onde o texto muda do aramaico cm que foi escrita a carta do rei persa para o hebraico. Mas alguns dizem ser Artaxerxes I I . e Esdras recebeu sanção oficial para ensinar a lei e designar magis- trados na sua terra natal. Para fazer um contrato ou escrever uma carta. Provavelmente um número maior de pessoas sabia ler. sentado d o lado dc fora d e u m banco d o O r i e n t e Médio. . O número de pessoas que falavam hebraico havia diminuído em relação ao período anterior ao exílio. Anotações e registros podiam. era o escriba quem geralmente lia — e interpretava. mas não sabia escrever. os escribas j u d e u s passaram a desempenhar uma tarefa mais especializada.1-5). que remontam ao Israel e Judá dos tempos antigos. se necessário.500 km levava quatro meses. Esta era a posição de Esdras: posição que aumentara de importância na sua época. 1 Segundo a tradição.) • V . também. Veja Introdução. • Sétimo ano (7) O u possivelmente o trigésimo sétimo ano. realiza basicamente a mesma tarefa dos escribas d o passado. E d 7: M a i s e x i l a d o s r e t o r n a m com Esdras A história de Ester. • V. Artaxerxes. Mesmo assim. e lhe pagavam para formular o documento. (As próprias memórias de Esdras parecem ser citadas a partir do v. oferecer sacrifícios e embelezar o Templo. o novo rei da Pérsia. se encaixa neste intervalo de quase 60 anos que separa 7. Esdras era um estudioso da lei de Deus. São em grande parte anotações curtas e listas que não tinham muito valor ou foram descartadas após sua informação ser incluída em registros maiores. Pedaços de cerâmica quebrada eram usados para fazer anotações e foram recuperados dezenas destes. 27.

Assim.44 O texto da segunda parte da sentença foi danificado. mas continua. levando-nos às palavras iniciais d o livro de Ncemias.18-44.21 e é característica marcante dos livros de Rute e Jonas. aqueles que deviam ter dado exemplo moral. Ed 9 — 1 0 : A q u e s t ã o dos c a s a m e n t o s m i s t o s Desde seu retorno. não p o r preconceito racial. Na Bíblia Hebraica. com vários subordinados. não é de surpreender que Esdras tenha ficado muito angustiado ao saber da situação.10-15). tremendo. sob a chuva de dezembro e quase podemos o u v i r a discussão que se seguiu (10.700 pessoas — incluía sacerdotes. 8. Podemos vê-los.44. sem intervalo. começa com os nomes dos sacerdotes culpados. mas sobre as pessoas alistadas em 10. ( A maneira como Deus. sacerdotes e levitas. Pediram que ele tomasse uma atitude. O fato de Esdras se identificar de perto com os transgressores e a grande tristeza expressa em sua oração ferem a consciência do povo.18 Esta lista. e aqueles que são fiéis a ele. se preocupa com os não-judeus j á foi vista em 6. • 10.10-16 deixa claro) haviam até desfeito o casamento anterior com uma mulher do povo j u d e u para se casarem com uma estrangeira. Trouxeram consigo contribuições de 22 toneladas de prata e 3. Alguns deles (como M l 2.36 (um livro apócrifo o u pseudepígrafe) supre os detalhes do (provável) divórcio e da expulsão de mulher e filhos. 333 . o relato não termina com Ed 10. Assim. > Sátrapas (36) Governadores. • 10. mas porque isso levava à idolatria. lEsdras 9. E. gente do povo e alguns relutantes levitas. Geralmente havia apenas um em cada "satrapia" o u província. onde está a conclusão da história. para ouvir a lei de Deus. em Neemias cap. 2. quando o povo se reúne outra v e z . mas nem os horrores da derrota e do exílio haviam levado o povo a aprender a lição. Esdras reaparece.400 kg de ouro. Esdras enfrentou uma longa e perigosa jornada num momento de grande instabilidade.1-5). Deus havia proibido isso ( D t 7. não podia pedir uma escolta ao rei! Sua oração foi sincera e sua fé recompensada pelo salvo-conduto do próprio Deus. toda a assembléia se reuniu para ouvir a sentença de Esdras. por vontade própria. os homens que se casaram em desobediência à lei de Deus. ao contrário da lista do cap. por mais doloroso que fosse. líderes e pessoas do povo haviam se casado com pagãos daquele lugar. Veja também Ne 13. tendo afirmado sua confiança em Deus. A culpa por toda a tristeza dos casamentos desfeitos não caiu sobre Esdras.Esdras Ed 8: A l i s t a d o s q u e v o l t a r a m c o m Esdras 0 grupo que acompanhou Esdras — mais de 1. num papel mais positivo.) Esses casamentos mistos e a idolatria resultante haviam sido um fator importante na ruína da nação no tempo dos reis.

6. quando Deus resgatou Israel do Egito. como lhe era característico. D t 30. 8—10 que seu bem-estar A lei e aliança de Deus pessoal.11). e d e 12. Mesmo ao deixar sua tristeza transparecer na presença do rei. • Este h o m e m (11. mas o período combinado nesta ocasião provavelmente era menor. d i z Neemias ( N e 1.Resumo NEEMIAS A história d o retomo dos exilados. A o c o n t r á r i o d o q u i e t o e retraído Esdras.760 km). 13.22). referindo-se a o rei da Pérsia.27 a o final. era um ninho de rebeldes. para verificar se estava ou não envenenado.1-18. e Artaxerxes A dedicação dos muros atendeu seu pedida cidade do. Neemias arriscou sua própria vida para defender uma cidade que.C. A reconstrução de Jerusalém dos muros Sob a liderança dinâmica e inspiradora de Neemias foram necessários apenas 52 dias. Mas Caps. durante um banquete. " G c s é m " (6. A história d o governador Neemias. Sua responsabilidade era provar o vinho do rei. Embora distante de sua terra natal.2 abaix o ) .2). para construir aproximadamente 2. segundo as informações repassadas ao rei.4 km de muro. u m o r g a n i z a d o r e líder. • Sambalate. ele tinha um plano prático para apresentar ao rei. Corria o ano d e 445 a. embora a maior parte das pedras antigas fosse inútil (veja 4. ARA) O rei persa.1-5.t e d a p a l a v r a (8) Por exemplo. (38 anos após os acontecimentos deste capítulo) refere-se a Sambalate como 'governador de Samaria'. Neemias ocupava uma posição de confiança: era copeiro na corte persa e. um homem de coragem e determinação com vastos recursos espirituais ao seu dispor. Isto sem falar que. 11—13 ção. o irmão de Neemias (veja 7. • V . ele. N e 1: M á s n o t í c i a s d e c a s a . 10 Refere-se ao êxodo. em segredo.4-9. • V. . da . que reconstruiu a cidade d e Jerusalém. Hanani. 3—7 a preocupação de A reconstrução dos Neemias p o r seu muros de Jerusalém p o v o era m a i o r Caps.C q u a n d o o Rei Artaxerxes I d e u a Neemias p e r m i s s ã o para r e t o r n a r a J e r u s a l é m . num total de aproximadamente 1.1-9. e a ação foi intensa nos meses seguintes. teve ao seu dispor uma escolta militar. 6 Neemias voltaria após 12 anos como governador (5. • L e m b r a . quando surgiu a oportunidade. Ao contrário dc Esdras ( E d 8. 1—7. q u e c o m e ç o u em Esdras. A o chegar em J e r u s a l é m .6) era um chefe tribal de Quedar no norte da Arábia. foi reconstruído no mesmo local dos muros anteriores. Deus resp o n d e u sua oraCaps. 1—2 Neemias retorna da Pérsia Ne 1—2 Neemias retorna a Jerusalém se arriscando. Quanto ao restante. estava na cidade de Susã.19) Veja lambem 4. O muro leste era novo (com 2. Caps.23).7-23).Assíria. boa parte fora saqueada para uso cm outras construções nos 150 anos desde a destruição babilónica. N e 2: A m i s s ã o d e N e e m i a s . uma inspeção pessoal da cidade. Neemias c o n t a sua p r ó p r i a história na primeira pessoa n o s caps. Portanto. a oração de Neemias Em dezembro de 446. ele estava Ne 3—6 "Nesse l e m p o e u era copeiro d o r e i " . ao começar a sua viagem (cerca de 320 km mais longa que a de Esdras.75 m de espessura). com certeza. Estes dois eram homens importantes. Neemias é a t i v o d e s d e o início — u m h o m e m prático. Então. ele estava tão preocupado com seu povo que durante quatro meses lamentou e o r o u pela situação. naquela ocasião. Neemias não mencionou seus planos a ninguém antes de fazer. continua em Neemias. apesar de toda oposição. " U m documento de 407 a. Tobias (10.14). o rei consente O estado lamentável em que se encontrava Jerusalém era conseqüência direta do decreto de Artaxerxes de que a construção devia cessar (Ed 4. trouxe más notícias dos israelitas que moravam em Jerusalém (veja E d 4. A g r a v u r a mostra um copeiro que serve o rei Assurbanípal II. a capital de inverno. e o nome judaico Tobias seria usado por uma família poderosa em Amora durante os séculos seguintes" (Kidncr).

a Torre dos Fornos (11). governantes. Alguns se encar- regaram de duas seções.Ne 3: O r g a n i z a n d o o t r a b a l h o Este capítulo descreve a obra como tendo começado do lado noite e indo no sentido antihorário. no canto noroeste. Os líderes mencionados eram cidadãos estabelecidos há mais tempo. nem Esdras nem os homens de seu grupo são mencionados. tiveram que enfrentar primeiro o ridículo. A lista menciona sacerdotes c perfumistas. pôs as pessoas para trabalharem perto de suas próprias casas. ourives e comerciantes. Veja o mapa. c também mulheres. No entanto. pelas quais naturalmente se preocupavam mais. A Porta das Ovelhas ( 1 ) . no entanto. Pessoas de todo tipo se u n i r a m para a reconstrução. astuto como sempre. c possuía u m líder dinâmico. N e 4: N e e m i a s v e n c e a o p o s i ç ã o O povo tinira vontade de trabalhar. A maioria dos lugares mencionados não pode ser identificada atualmente. no canto noroeste da cidade de Davi. extremidade leste. depois o terrorismo de oponentes poderosos. a Porta do Peixe (3). ficava no muro norte. A resposta de Neemias . Neemias.

s e g u n d o Ne 5.. "lembrai-vos v o c ê s estão do Senhor. 10 Apenas sacerdotes podiam entrar no Templo como tal. Sua primeira tentativa foi tentar persuadi-lo a deixar Jerusalém para i r conversar com eles (2). e pusemos guardas" (9). dadas as ordens e distribuídas as tarefas (1-3). As respostas de Neemias (3... E em menos de dois meses (por volta de agosto/setembro. a obra foi t e r m i n a d a A oposição percebeu que sua única chance de fazer parar a obra era livrar-se de Neemias. vamos perdoar essa que " o nosso Deus lutará por nós!" (20). bem como tributos de outra natureza.11) foram fora de série. Portanto. • V . Eu.. tentaram fazer chantagem (5-7) e apelar para a intimidação (10). • Vs. Ele agia desta forma p o r respeito a Deus e suas leis (15). Até os inimigos de Israel foram forçados a reconhecer que num feito extraordinário desses só podia estar presente a mão de Deus. Os vs. • Vale d e O n o (2) Ficava cerca de 40 km a noroeste de Jerusalém. fazendo é errado!.9-11. descobrindo que j á existia uma listagem anterior. o seu estilo pessoal de governador... Os inimigos de Neemias Jerusalém 1 ¿>C3^> t AMOM f ÁRABES Fu} foi oração e fé. o trabalho foi realizado no calor do verão) os muros ficaram prontos. estava em jogo quando seu povo era atacado. vocês também. 14-19 nos transportam 12 anos para o futuro. queriam levar Neemias a violar a lei. 5 revelou uma "ameaça interna". Ele não deixou que nada o desviasse da realização da tarefa que havia recebido de Deus. 17-19 O cap. do Lixo Porta da Fonte Templo ICidädecflBv E/C to . mas zelo pela honra de Deus que Neemias. as suas plantações de uvas • Vs. N e 7: O s e x i l a d o s q u e r e t o r n a r a m Concluída a obra. 2 Os muros haviam sido queimados. N e 6: C o m o a s c o n s p i r a ç õ e s não deram e m nada. e os meus Sua confiança inabalável vinha da certeza de companheiros. e o fogo fez com que as pedras d o local E devolvam agora mesmo se desintegrassem. Neemias decidiu criar um registro de todas as famílias presentes. • V .8. u m fato que colocava em risco todo o empreendimento.. a seu favor. aliadas com ação prática: "oramos. Mas e as suas casas!" a razão que subjaz a elas não era vingança (Reformas sociais d e pessoal.25). os seus campos.336 A história de Israel. os judeus ricos desobedeciam à lei (Èx 22. Quando isto falhou. Estes versículos revelam deslealdade por parte dos líderes judeus. Tentando fazer medo. • T r i b u t o d o rei (4) Os persas impunham aos povos conquistados pesados impostos sobre o uso da terra. e neles Neemias descreve. A CIDADE DE JERUSALEM NA ÉPOCA DE NEEMIAS KA A/f (büHan ftrucsäft*JÄ ci. cobrando juros de seus compatriotas e vendendo-os como escravos para estrangeiros.. perdoem iodas as dividas deles. 4-5 Orações d o A T como esta não e de oliveiras condizem com os padrões de Cristo.. "O que NTLH) N e 5: O e s c â n d a l o d e j u d e u s reduzidos à condição d e escravos E n q u a n t o Neemias resgatava escravos hebreus e emprestava d i n h e i r o e oferecia comida aos pobres (inclusive entregando o dinheiro a que tinha direito como governador). Neemias tomou medidas enérgicas para corrigir isto. dívida. grande e temível e pelejai" (14).

Esdras. a obra da criação de Deus. invertendo a ordem normal. 1 . e a alegria. Aquele era o "sétimo mês". interrompem as memórias d e Neemias que serão retomadas a partir de Ne 12. veja notas) referem-se ao primeiro e principal grupo de judeus que voltou em 538 a . o sacerdote e mestre da Lei dos caps. A o ser notificado de tudo aquilo que Deus espera. escritos n a terceira pessoa. Durante a leitura. Ne 8: E s d r a s l ê o L i v r o d a L e i O povo pediu para Esdras trazer o Livro da Lei ( 1 ) . por tristeza. (Talvez também tenham traduzido para alguns que falavam aramaico c não entendiam hebraico. o p o v o se entristeceu. 8). Depois. 2Rs 22). reaparece para assumir a liderança nas questões religiosas.Os vs. d u r a n te sete dias eles moraram em cabanas feitas de ramos. 7—10 d o livro de Esdras. Ne 8—10 A lei de Deus: a é renovada aliança O que é descrito nesses capítulos ocorreu poucos dias após o término da restauração dos muros. Estes capítulos. como indica o v.27. 6-73a (quase idênticos à lista dc Ed 2. consciente d a extensão das suas falhas (assim como havia sucedido ao rei Josias.3 7 : O p o v o s e a r r e p e n d e Aqui. o povo mencionou. O arrependimento da nação foi genuíno. . passa a recordar suas demonstrações de amor e fidelidade para com U m a poria tia antiga cidade de Jerusalém. Erros foram corrigidos e o povo se voltou a Deus com confissão e adoração. Na oração. que foi o prelúdio para a renovação da aliança. em primeiro lugar. após o decreto de Ciro. E pela primeira v e z desde Josué ( o líder que sucedeu Moisés). redescobriram as instruções originais para a Festa dos Tabernáculos ou das Barracas. muito tempo atrás. C . a festa foi seguida por um jejum. o início do ano novo com suas importantes festas religiosas. Esdras leu e os levitas explicaram para uma audiência paciente e atenta. após o êxodo d o Egito. em lembrança da peregrinação de seus ancestrais pelo deserto. Ne 9 .

deparou-se com abusos que ameaçavam a Lei de Deus (15-22). cada uma liderada por um coro.6). instalando-se num lugar qualquer" (Kidncr). leviTu fizeste a terra. N e 13: A b u s o s e r e f o r m a s O trecho de Ne 12. nos manda ( 2 9 ) . . uma nação rebelde. e registros das famílias de sacerdotes c levitas. Foi um momento de ruidosa alegria e efusiva celebração. por causa do seu pecado. após ocupar o posto de governador por 12 anos. moravam em .38—10.6) mento (de lealdade a D e u s ) . avançaram em sentidos opostos ao longo do topo largo do muro. povo. Duas procissões. tantas vezes quebrada. Isto não é uma turba de refugiados.44—13. o sábado. as exigências da Lei em relação ao casamento. desde a época de Abraão até aquele momento. .' tradicional com uma maldição (sobre aqueles que o quebrassem) e um jura(O início d a oração d o p o v o e m N e 9. p o r incrível que pareça.1—12. • V . os sacerdotes e os levitas. 11. de lamemação pelo pecado (veja J n 3. os sacerdotes. O acordo foi ratificado no estilo tu conservas a lodos com vida. • 12. nosso Deus. Em 433. o governador.1-26 relaciona primeiro os sacerdotes e levitas que retornaram com Zorobabel. 0 número aumentou através cie uma convocação compulsória de 10 por cento da população das vilas circunvizinhas. . 1 Vestir roupas feitas de pano grosseiro e pôr terra na cabeça eram sinais de tristeza. 12.3-19 provavelmente c uma lista daqueles que |. a identidade da nação (23-27) e o sacerdócio (28-29). tas e líderes assinaram em nome do o mar e tudo o que há neles. Ne 12. mias. os dízimos e as ofertas para manter os serviços do Templo. depois os chefes dos grupos de famílias de sacerdotes. havia permitido que Tobias (provavelmen- N e 9. • 11. N e 11. NeeTu fizeste o s c é i r s e as estrelas.Jerusalém lc substancialmente a mesma lista de l C r 9. Nós não abandonaremos a casa do nosso Deus" (39). Neemias retomou à cone do rei Artaxerxcs. depois os descendentes do sumo sacerdote Josué. quando se achegam de Deus na condição de escravos em sua própria terra. encerrando com os deveres em relação ao Templo. O povo já havia quebrado muitas das promessas que recentemente fizera a Deus (cap.6-37) p r o d u z i u u m "O « e u s .39: A r a t i f i c a ç ã o da aliança A recapitulação da história do p o v o na grande confissão (9.26: R e g i s t r o s do povo Ne 11.3 é como as anotações de um editor. O sumo sacerdote. O p o v o j u r o u manter. os impostos. especificamente. No v. "Obedeceremos a tudo o que o SENHOR.9 Havia dois coros que cantavam ou recitavam em resposta um ao outro. 4 Neemias recomeça o seu relato.338 A história de Israel Ne11—13 A obra de Neemias continua Hsravaçõcs arqi lógicas revelaram parle dos muros d e Jerusalém d a época de Neemias. Ao voltar a Jerusalém. encontrando-se na área do Templo para o ato final de ação de graças e os sacrifícios. desejo de assinar novamente a aliança só tu és o SENHOR! com Deus. onde ficou por algum tempo.2-17).25-36 relaciona as vilas ocupadas. 10). "Não foi o pedantismo burocrático que conservou estes nomes.23 Veja l C r 25. O propósito é que estas pessoas e seu cronista estavam cientes de suas raízes e sua estrutura como povo de Deus.27-47: A d e d i c a ç ã o dos muros da cidade Agora retornamos às memórias de Neemias narradas c m primeira pessoa.

O projeio cie reconstrução dos muros. porque o povo não estava dando o suficiente. que há de mais baixo na natureza humana. A oposição às mulheres estrangeiras não era baseada na raça. (0 AT não condena casamentos inter-raciais. para o sustento deles. São notáveis os feitos de Esdras e Neemias nos anos cruciais eme se seguiram ao retorno de um p o v o dizimado do exílio. As leis do sábado eram violadas de forma descarada.Neemías te um amonita. apesar de seu nome j u d e u ) . E mais uma vez (veja E d 9 —10. cerca de 30 anos antes disto) os israelitas casaram-se com mulheres estrangeiras. com sua permissividade e seu apelo a tudo Jerusalém era u m a cidade f o n i lirada 339 desde tempos remólos. 24 Neemias preocupava-se com a nova geração. A i n d a hoje se podem v e r muros eomo estes. n o tempo d e Neemias. Neemias reagiu com palavras duras e rapidamente entrou em ação para corrigir estas situações. • V . mas era conseqüência de suas religiões depravadas. e segurança para o p o v o de Jerusalém. sem a fé inabalável e a ação destemida desses dois líderes. Para este fim sua rigidez com relação a casamentos mistos foi essencial. quando ambos os cônjuges adoram o Deus de Israel: o casamento da moabita Rute com Boaz é um dos vários exemplos de "estrangeiros" aceitos na família de Deus. construídos n o tempo das cruzadas. O que aconteceria com a identidade da nação — recentemente recuperada — se isto continuasse? .) A história lhes ensinara que a mistura do paganismo. significava pa?. A manutenção dos levitas não estava em dia. Sem o ensinamento da lei. um inimigo de Neemias de longa data. usasse uma sala grande do Templo. talvez não teríamos tido a sobrevivência de uma religião e de uma comunidade judaica bem distintas — com tudo que isso significa para o mundo (especialmente à luz da obra de Cristo). poderia levar a fé judaica rapidamente à beira da extinção.

Ester é um livro de instrução (lei) e história (narrativa).• S .-i lamina. A Bíblia de Jerusalém insere essas adições no texto. Alguns cristãos o consideram pura ficção. que lhe deixou vasta riqueza e u m n o v o complexo de palácios luxuosos em Susã. o rei depôs a rainha Vasti. Para os judeus. o livro pressupõe a convicção de que Deus tem como interferir nos planos dos homens. 1—2 do da desastrosa guerra batalhas de Termópilas rainha se encaixa o períocontra os gregos. excêntrico e sensual — o que corresponde a seu caráter neste livro. A Vulgata latina de Jerônimo {século 4) tornou estas passagens parte dos livros deuterocanônicos. e de que ele nunca se esquece de seu povo em suas necessidades. frustra um plano de exterminar o povo judeu. confirmando o que o autor diz sobre a origem do Purím. trazia esta decoração na qual aparece um gualda Deus (e às vezes omite material do texto hebraico).6. É possível que Vasti ("melhor" ou "amada") seja seu nome persa. e nos Apócrifos da Bíblia protestante). o clímax de uma demonstração de seu poder e riqueza que se estendeu p o r seis meses. Outros. de inscrições persas e tabletes de Persépolis — nos dá boas razões para considerarmos o livro de Ester como obra essencialmente histórica. • Rainha Vasti (9) Heródoto diz que Amestris era a rainha de Assuero. Mas seu nacionalismo e conhecimento preciso das tradições persas indicam que ele provavelmente era um judeu que viveu na Pérsia antes do império cair nas mãos dos gregos. estejam eles onde estiverem. e mostra como ela foi frustrada. Mas sua rainha (não sabemos por que razão) recusou-se a atender seu desejo de torná-la parte da exposição. Adições g r e g a s a Ester 0 texto grego da Septuaginta acrescenta parágrafos inteiros ao livro. cerca de 320 km a leste da Babilônia. usando tipos itálicos para distinguir essas seções do restante do texto. • Enviou cartas (22) Dario estabeleceu um serviço |X)StaI excelente que operava em todo o império. E t 1: A s s u e r o d e s t r o n a s u a r a i n h a 0 imperador persa Assuero ( n o grego. Na época eni que o rei Assuero se divorciou da sua rainha e Kstcr foi levada para a cone real. a proibição do luto. Era filho de Dario I. Certamente muitos detalhes contextuais — costumes da corte. em Susíi. O historiador grego I leródoto o descreve como um homem cruel.C. Recentemente a palavra puru foi encontrada inscrita num dado. Sua capital de inverno (insuportavelmente quente no verão) era Susã. em grande parte por causa da aparente improbabilidade dos acontecimentos. o harém c um "paraíso" (jardim). o uso de mensageiros. um império que se estendia do Indo ao norte do Sudão. Assuero é mencionado cm Ed 4. cidade no Elão. a execução por enforcamento — expressam de forma precisa o mundo persa da época. Qtiaii• persa. Também explica a origem da festa judaica de Purim. Escavações revelaram a sala do trono. num total de 107 versículos. E seguindo o conselho de seus astrólogos. com a ajuda de seu primo Mordecai.ESTER O livro de Ester conta a história de uma tentativa de extermínio do povo judeu que se passa nos dias do rei persa. as . Assuero (Xerxes I). Embora não mencione o nome de Deus. Et 2 : Ester se t o r n a E n t r e os caps. inclusive referências a Resumo A história de uma jovem judia que se torna rainha da Pérsia e. acreditam que o conhecimento que temos sobre a vida no Império Persa no século 5 a. porém. Há seis adições principais. Quem é o autor? Não sabemos. Outros o consideram um romance histórico ou conto baseado em fatos reais. C . . Em 483 ele deu um grande banquete. — tirado das obras do historiador grego Heródoto. X e r x e s ) g o v e r n o u de 486 a 465 a . (Elas podem ser encontradas nas edições católicas da Bíblia. As opiniões sobre o livro variam. O u talvez houvesse outras rainhas que desconhecemos. uma das paredes do palácio de inverno.

os judeus foram salvos." Quando o momento potencialmente perigoso chegou. Mas isto não deveria causar espanto. a única esperança dos judeus. Entre as belas jovens selecionadas para irem à capital para 12 meses de tratamento de beleza. Dentre as mais belas virgens do reino. mesmo sabendo que eram ordens do rei.1-2). • V s . o rei Xerxes escolheu Ester para ser sua rainha. Ele não podia sequer aproximar-se do rei sem correr risco de vida. feita por Mordecai. Como resultado. era. A identidade judaica de Ester é mantida em segredo (10). anos se passaram até o rei conseguir escolher uma nova rainha. Quando chegou sua vez. Seu comportamento é um impressionante exemplo do uso do charme feminino e até da fraqueza para conseguir apoio e autoridade para uma causa. seus bens foram repassados a Ester. como este versículo informa a respeito do nome de Ester. Mais tarde perdeu a paciência e construiu uma forca para matar Mordecai. planejou acertar as conlas ordenando a morte de todos os judeus. Hadassa . Tudo indica que Mordecai era um oficial subalterno que trabalhava no palácio. Outro elemento importante é a descoberta de um plano para assassinar o rei. ela agradou o rei e ele a tornou sua rainha. que se tornou um evento anual por decreto de Ester e Mordecai. • H a d a s s a / E s t e r (7) Algumas pessoas se incomodam com o fato de os nomes "Ester" e " M o r d e c a i " serem semelhantes aos dos deuses babilónicos "lstar" e "Marduque". e depois em grande parte esquecidas. N o seu b a n q u e t e . ao ser convocada. verificar se Ester estava bem e lhe enviar mensagens. se recusara a comparecer diante do rei. estava um jovem j u d i a . q u e faz parle d o T e s o u r o d e O x u s . prima de Mordecai. agora. Quando Xerxes nomeou um homem mau chamado Hamã para o posto mais elevado entre os seus nobres. veja 6. o rei estendeu seu cetro para recebê-la. Os judeus fizeram uma grande celebração. Isto provavelmente significa que sua família estava entre os cativos. Eles viviam em Susâ. "Se eu tiver que morrer. c isto é importante para o enredo à medida que a história vai se desenrolando. Seu nome judaico era Hadassa. entre os exilados que haviam sido levados de Jerusalém por Nabucodonosor. c o m o esta tigela d e o u r o batido. Ester. Ela pediu que jejuassem durante três dias. e dividia as atenções do rei com centenas de outras mulheres. Mordecai se recusou a honrá-lo dessa forma. Hamã ficou furioso e quando descobriu que Mordecai era judeu. e os outros começaram a se prostrar diante dele. substituindo a rainha Vasti que. pois foram nomes dados no cativeiro. capital da Pérsia durante o reinado do rei Xerxes (Assuero). Embora a história de Ester pareça um conto de fadas. serem examinadas pelo rei. e os judeus atribuem a origem da Festa de Purim (veja "As grandes festas religiosas") aos acontecimentos registrados nesse livro. e ao mesmo tempo demonstrando respeito. pedindo ao rei o que ela queria. e em vários encontros Ester agiu com astúcia e coragem. prometendo abordar o rei no final deste periodo. após a morte de seus pais.C.Ester 341 Retrato de Ester Frances Fuller Ester era uma bela jovem judia que fora criada por seu primo Mordecai. que manteve em segredo sua identidade estrangeira. Hamã foi morto na forca que construíra para Mordecai. Isto lhe permitia ficar perto dos portões. Um relatório desse fato foi inserido nos registros da corte (23. Ester. o rei da Pérsia razia uso de louça l u x u o s a . há fortes indícios de precisão histórica. a não ser que fosse convocada por ele. embora nâo tivesse acesso direto ao rei. morrerei. e Mordecai foi elevado à posição de segundo homem mais importante do reino. Mas Ester era uma rainha sem poder nem privilégios. 5-6 Mordecai teria quase 120 anos se ele próprio tivesse sido exilado em 597 a. Ele até persuadiu Xerxes a transformar seu plano em decreto real.

descobriu sua dívida para com Mordecai. C o m o fora emitido no nome do rei e com seu selo. E t 5: U m c o n v i t e p a r a j a n t a r O rei concedeu a audiência. ele não podia ser revogado significa "murta". Mesmo preocupada. na qual pretendia enforcar seu inimigo.m i n i s t r o H a m ã trama a destruição dos judeus Não sabemos por que Mordecai se recusou a se prostrar diante de Hamã. Possivelmente ele achou que a exigência de Hamã ia "Tendo prendido nossa jrnasimiçcio. E continuou: "Você vai perder na ceita". mas sua fé lhe dava a certeza de que a ajuda viria. um novo decreto Ainda restava o problema d o decreto de Hamã. A única alternativa era arriscar-se e ir sem ser convidada. aceitou correr o risco. o rei Dario. Ester fez seu pedido. sem ser convidada.. "Mordecai é j u d e u " .C. F. não encontrou conforto cm casa. Mordecai fez pressão sobre pressão. pediu que lhe fossem lidos os anais da corte. Hamã ficou chocado. Hamã resolveu transplantada para solo fazer uma "limpeza étnica". mesmo se Ester se recusasse a interceder E se ela se recusasse. No ambiente tranqüilo após a refeição ela fez um segundo convite. • Tebete (16) Dezembro/janeiro de 479 a. I Iamã. supersticiosos.000 kg de feita rainha justamente prata para o orçamento do Estado. A comunidade judaica deveria apoiá-la em jejum (e supos- . disse a esposa de Hamã. E t 7: A m a l d a d e d e H a m ã é revelada Após o jantar na segunda noite.342 A história de Israel Ester arriscou a sua v i d a . Mordei . Sua esposa e seus amigos. viram nisto o início de sua derrota. E t 8: M o r d e c a i é p r o m o v i d o . começar uma vida própria todos os judeus que havia na Pérsia. o que agravou ainda mais as acusações feitas contra ele. assim. Hamã — sem desconfiar de nada. foi a pergunta que o rei dirigiu a Hamã. Sua ação de lançar-se aos pés da rainha estendida no divã foi interpretada como tentativa de estupro." vivia numa sociedade que se orientava pelo Joyce Baldwin destino e em que o diário da corte para os eventos do ano era determinado por sorteio. e Ester agiu com astúcia. Ela convidou o rei e seu favorito para um jantar. O rei não conseguia dormir. destruindo receptivo. F. O consentimento do rei foi facilmen"Talvez você te obtido: bastou acusar os judeus de rebelião tenha sido e prometer um aporte extra de 342. Ester revelou seu segredo. tamente com as orações que acompanham o jejum). U m oficial chamado Marduca aparece num texto deste período. 14-16 Mordecai não mencionou Deus. quando. ainda assim ela poderia ser morta. E t 6: O r e i r e c o m p e n s a M o r d e c a i Neste momento se dá a guinada na história. Foi para casa e construiu uma forca mais alta que os muros da cidade. • Meu p o v o (4) Quase casualmente. Só ela tinha acesso ao rei. foi a presença d o rei. "Que se fará ao homem a quem o rei deseja honrar?". aparece sentado no seu trono. D o palácio e m Persépolis. ele viria dentro de 11 meses. Aqui. Mas ela não era convocada por ele havia um mês. como uma semente fé. mas não há meio de saber se era Mordccai. acabaria dando a seu inimigo as honras que acreditava seriam suas.14) E t 4: E s t e r r e c e b e a n o t í c i a O destino dos judeus agora dependia de Ester. Envergonhado e humilhado. ele precisava escolher um "dia dc sorte". Felizmente para os judeus. Na sua furia irracional. da Pérsia. Hamã planepara ajudar java conseguir esses recursos tomando os bens mima situaçtio como estai" dos judeus e confiscando suas terras. sem saber do parentesco entre Ester e Mordecai — ficou muito honrado. Assim. Et 3 : O p r i m e i r o . • C o b r i r a m o rosto d e H a m ã (8) Isto era um sinal da sentença de morte. a grande ironia é que Hamã acabou morrendo na forca que ele mesmo havia construído. Hamã na mente do leitor.i ao convencer Ester e m Et 4. além da reverência normal da corte e exiuma história gia certa adoração que violava sua própria pode "decolar" c. baseado num equívoco. e. • Vs.

o rei autorizou um segundo decreto. e é tido cm família todo ano na festa de Purim." Joyce Baldwin (8).13). Mas. o rei havia dado seu anclsinete a Hamã. inclusive os dez filhos de Hamã. Os corpos dos filhos de Hamã foram enforcados (ou empalados) para tornar público o fim que tiveram.. lendo em v o z alta o livro de Ester e recordando muitos outros milagres recentes de livramento. os judeus livraram-se de seus inimigos. parecem ser adições posteriores. mas não houve saques. 2 No passado. ao chegar à c o r t e do rei persa. e seu retato fascinou de tal forma os leitores judeus que o livro de tornou um best-seller. permitindo que os judeus reagissem. -im de rei do . Não há desculpa para o pedido vingativo de Ester (a não ser que esta seja apenas uma explicação para a festa celebrada em dias diferentes em Susã c no interior). Agora entregou-o a Mordecai. Et 9 : V i n g a n ç a j u d a i c a . Algumas pessoas consideram o número dos mortos um exagero proposital para entreter os leitores. • V . 9 Maio/junho. tornando-o o segundo homem mais poderoso do império. Certamente é alto.e s c r i t o As últimas observações históricas. 11 Os judeus tiveram permissão de tratar seus inimigos exatamente como teriam sido tratados (veja 3. precedidos de jejum no dia 13. "A dramática inversão de um destino funesto que parecia determinado a eliminar toda a raça judaica impressionoit o autor de tal forma que ele se dedicou com todo seu potencial artístico a transmitir os acontecimentos por meio da escrita.. em resposta ao pedido de Ester. Para celebrar o livramento do povo. a feste d e P u r i m Q u a n d o o dia d e t e r m i n a d o c h e g o u . E t 10: P ó s . Até hoje os judeus celebram o Purim.bster 343 Este bracelete de o u r o d e c o r a d o com grifos ( d o Tesouro d e O x u s o procedente d a Pérsia) d á idéia da riqueza e d o l u x o que lister e n c o n t r o u . Efe continua a ser o livro favorito nas comunidades judaicas. que mostram como Mordecai fez bom uso do seu poder. os dias 14 e 15 de adar se tornaram dias festivos que seriam observados todos os anos. • V . Ela mostrou ser filha de seu tempo. • V . mas se o plano de H a m ã tivesse dado certo. é possível que um número dez vezes maior de judeus teria morrido.

é uma questão flexível de <J«centos o u sílabas tônicas. Mas este padrão pode ser variado ocasionalmente por uma parelha mais longa ou mais curta. embora seu uso não esteja restrito a esses temas. U m equivalente moderno mais próximo seria a oratória rítmica de Winston Churchill.ie não de rjjjmero m ff vi /l T «t* •i 1 B m . Lutaremos nos campos e nas ruas. com o qual forma um conjunto: Porventura. embora mais marcado do que isso (no original hebraico. tendo ele prometido. sendo que os dois versos se juntam para formar um dístico ou uma parelha de versos. ^estofos de várias cores de bordados. é usado muitas vezes nos s a r c a s m o s o u l a m e n t o s (como no livro de Lamentações). e que a distingue da nossa. Mas este seria um termo inadequado para qualquer parte d o AT. O que é quase marca registrada da poesia bíblica. A r e p e t i ç ã o era uma técnica muito usada pelos cananeus. estofos de várias cores. ou por um conjunto de três versos na mesma passagem. a repetição (ou outros recursos) e o ritmo se unem para tornar uma mensagem duplamente memorável e comovente. cullivado p o r uma minoria para o benefício de poucos. para o pescoço da esposa? J z 5. Um OU dois estofos bordados. Por isso essa forma poética recebeu o nome de Qinah (lamento). combinados com outros três no verso seguinte. e é também uma característica de algumas das primeiras poesias bíblicas: Para Sísera. com sua nota de descaimento o u diminuição.Poesia e Literatura de Sabedoria DE J Ó A C Â N T I C O DOS CÂNTICOS Derek Kidner Poesia A palavra "poesia" poderia sugerir um ramo altamente especializado da arte literária. por exemplo: Lutaremos nas praias. Lutaremos nas pistas de aterrissagem. A q u i . é o paral e l i s m o : a repetição do pensamento de uma linha ou verso numa segunda linha ou verso. não o fará? I T O r i t m o . Outra possibilidade é que o ritmo predominante seja um dístico ou uma parelha em que um verso de três batidas ou acentos é seguido por um verso com apenas duas batidas: Como os guerreiros caíram no meio da batalha! Este último ritmo. Geralmente fmverá três acentos numa linha ou verso.30 fixo de sílabas.

muitas vezes. mostrou que esta estrutura. mas trata-se de casos secundários. nem os vossos caminhos. Três livros do AT. para destacá-los como sendo distintamente poéticos. pela riqueza e energia da sua linguagem e pelo poder das idéias que expressa. Essa forma poética tem os tipos. do ponto de vista puramente poético. q u e . baseada no significado. ao contrário da poesia que depende de métrica complexa o u vocabulário especial. em suas preleções sobre poesia hebraica em 1741. foi o primeiro a dar o nome de "paralelismo" a esse estilo poético.8. recursos como assonância. a poesia não Há vários tipos de paralelismo. jogos de palavras e acrósticos que são difíceis de traduzir. O s exemplos citados do oposto). é que ela tem Por esta r a z ã o . também a oportunidade de apresentar mais de uma faceta de uma questão: Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos. Portanto. um dos instrumentos favoritos para acompanhar o canto era a harpa. A essência desta poesia é que ela tem questões importantes a transmitir de maneira enérgica a pessoas de todos os tipos. questões de estilo na poesia do AT. a poesia é colocada em prática para ser " o caminho que conduz às portas do céu" no culto e no ensino. questões importantes aparece separada em alguns livros desde a repetição propriamente poéticos. no entanto. os meus caminhos. ocasionalmente. ARA) O bispo L o w t h . e foram corretamente estruturados como poesia em traduções recentes da Bíblia. não o cumprirá? (Mm 23J 9. rima. ARA) uma dignidade e uma amplitude que dão ao pensamento o tempo necessário para fazer efeito no leitor. Nos tempos d o AT. mais adiante. A nosso ver. pois sua brica pura é um terceiro exemplo de poesia hebraica a ser colocado ao lado da rica eloqüência de J ó e dos versos dos Salmos que se destinam ao canto. sem dúvida.Introdução 345 "A essência e notadamente livre dos artifícios de desta poesia linguagem. diz o SENHOR. o que indica claramente que os salmos e r a m poemas compostos para serem cantados. Nos S a l m o s . Há. é mais espontânea podemos classificar como históricos (mas os j u d e u s os chamavam de " P r o fetas Anteriores" e " a Lei") e proféticos. acima foram tirados de livros que Ou. receberam um sistema de acentuação mais elaborado que os demais livros. no entanto. refrões. mas surge em vários cona transmitir dita à amplificação (desenvolvide maneira enérgica textos em momentos de grande mento) e à antítese (apresentação a pessoas de todos importância. o Cântico dos Cânticos seria um candidato melhor que Provérbios. e. Sobre J ó . fornecendo palavras inspiradas O texto hebraico d e alguns salmos traz o nome da melodia e indica o instrumento a ser usado. pode ser traduzida para prosa em qualquer língua com muito pouca perda. . e. Estes são J ó . S a l m o s e P r o v é r b i o s . mais será dito quando se falar sobre a Sabedoria. esse livro já foi considerado uma das obras primas da literatura mundial. tendo falado. (Is 55. Na realidade quase todos os pronunciamentos proféticos estão nesta forma.

Aqui aparece uma boa dose de mera sabedoria secular. mas boa parte lambem é ensino sadio e baseado em princípios elevados. Essa abertura para eruditos o dom d o amor entre homem e mulher.23-29." Eclesiástico 38. a confiança no auxílio divino. a Sabedoria é a voz da reflexão e da experiência. c diversos provérbios. e Israel não era exceção. visitantes que afluíram a Israel para ouvi-lo e pô-lo à prova. "A sabedoria do erudito se adquire nas horas de lazer. um sábio experimentado ensina aos jovens u m a sabedoria que se baseia n o temor de Deus. para pessoas confessarem seus pecados no fato de ter patrocinado o estudo e as anes. P r o v é r b i o s . A riqueza das culturas vizinhas está sendo revelada com as descobertas relacionadas à sabedoria do Egito e da Mesopotâmia.1-9. O que confirma a identificação da sabedoria como ingrediente distinto nas Escrituras é que o próprio Israel a ouvia como uma terceira voz ao lado da Lei c dos Profetas. 31. obra de convertidos propriamente dividido em secular Antigo Testamento. Algumas de suas fábulas e alguns de seus ditos populares e preceitos foram conservados. J r 17. e que a santidade não N q E m Provérbios. que também pode ser traduzida por provérbio o u sarcasmo. a fábula de Jotão (sobre as três árvores). Sua estrangeiros é refletida em parte na autopresença na Bíblia é o sinal mais sutil de ria de Pv 30. J ó . Qualquer uma dessas três pode ser designada pela palavra hebraica inashal. e sagrado. pode ser indiferente à beleza. por mais que o material bíblico estej a num nível consistentemente mais elevado de fé esclarecida. para se tornar um sábio o indivíduo precisa ser poupado de outrus tarefas. por outro lado. Essa reputação não se baseia somenpara as festas públicas e ocasiões na vida dos te em suas qualidades pessoais. Salomão é o que mais se destaca. o estilo didático da sabedoria aparece de tempos cm tempos (p.9). Os nomes e lugares dc lRs quase não menciona o nome de Deus. e não um simples mandamento o u uma pregação.30-33 nos dão uma idéia do mundo inteé uma resposta arrebatadora à criação divilectual que. SI 1. até provocados. O u t r o tipo de literatura destes países lida com os problemas do sofrimento e do sentido da existência. nem o conselho ao sábio. Is 28. o enigma de Sansão. mas 4. Nos Salmos e oráculos proféticos.24 Sabedoria N o AT. U m dos recursos favoritos é a comparação vivaz. ou pedirem cura. mas também reis. a Sabedoria c a v o z da reflexão e da experiência. e dizem respeito em grande parle às questões comuns da vida de que tratam os provérbios bíbl