MANUAL BÍBLICO SBB

M i s s ã o d a S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil:
D i f u n d i r a Bíblia c sua m e n s a g e m a todas as pessoas e a t o d o s os g r u p o s sociais c o m o i n s t r u m e n t o d e t r a n s f o r m a ç ã o e s p i r i t u a l , d e f o r t a l e c i m e n t o d e v a l o r e s éticos e m o r a i s e d e d e s e n v o l v i m e n t o c u l t u r a l e social.

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M a n u a l Bíblico S B B ; t r a d u ç ã o d e L a i l a h d e N o r o n h a . B a r u e r i , S P : S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil, 2 0 0 8 . 816 p. : il. ; 24,5 c m . T e x t o s bíblicos: A l m e i d a R e v i s t a e A t u a l i z a d a , 2 . e d . © 1 9 9 3 c N o v a T r a d u ç ã o n a L i n g u a g e m d e h o j e , © 2 0 0 0 , S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l . T í t u l o e m inglês: T h e N e w L i o n H a n d b o o k t o t h e Bible. 978-85-311-1118-1 1. Bíblia S a g r a d a 2. M a n u a i s Bíblicos 3. H i s t ó r i a d a Bíblia 4. T e r r a s Bíblicas I. S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l I I . N o r o n h a , L a y l a d e C D D - 220.9

C o p y r i g h t d o t e x t o © 1999 Pat e D a v i d A l e x a n d e r E d i ç ã o originalmente p u b l i c a d a e m inglês c o m o n o m e T h e N e w L i o n H a n d b o o k t o t h e Bible T r a d u z i d o para o p o r t u g u ê s a p a r t i r d a terceira e d i ç ã o e m inglês C o p y r i g h t d a edição inglesa © 1999 L i o n I I t i d s o n pie C o p y r i g h t desta t r a d u ç ã o 2008 S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l C o n s u l t o r e s : Rev. Dr. G . M i k e B u t t e r w o r t , Dr. D a v i d I n s t o n e - B r e w e r , Rev. Dr. R . T . F r a n c e , Dr. S u e G i l l i n g h a m , A l a n R. Millard, Rt. Rev. J o h n B. T a y l o r , Dr. S t e p h e n T r a v i s , Dr. B e n W i t h e r i n g t o n

O s direitos morais dos a u t o r e s f o r a m a s s e g u r a d o s P u b l i c a d o n o Brasil p o r S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil A v . Ceci, 706 - T a m b o r é B a r u e r i , SP - C E P 06460-120 C a i x a Postal 330 - C E P 0 6 4 5 3 - 9 7 0 w w w . s b b . o r g . b r - 0800-727-8888 T r a d u ç ã o : Lailah d e N o r o n h a e S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil R e v i s ã o , edição e d i a g r a m a ç ã o : S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil O s textos bíblicos c i t a d o s f o r a m e x t r a í d o s d a t r a d u ç ã o d e J o ã o F e r r e i r a d e A l m e i d a , R e v i s t a e A t u a l i z a d a , 2a edição © 1993 S o c i e d a d e B í b l i c a d o B r a s i l , e d a N o v a T r a d u ç ã o n a L i n g u a g e m d e H o j e , © 2 0 0 0 S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil Muitos dos t e x t o s s ã o a s s i n a d o s e r e p r e s e n t a m o p o n t o d e v i s t a d o s a u t o r e s . O c o n t e ú d o d o s textos é d e i n t e i r a r e s p o n s a b i l i d a d e d o s a u t o r e s e n ã o r e f l e t e , n e c e s s a r i a m e n t e , a p o s i ç ã o d a Sociedade Bíblica d o B r a s i l , q u e p u b l i c a a p r e s e n t e e d i ç ã o n o i n t u i t o d e s e r v i r o S e n h o r J e s u s Cristo e ajudar o l e i t o r a c o n h e c e r m e l h o r o L i v r o S a g r a d o .

Impresso e e n c a d e r n a d o na E s l o v é n i a E A 9 7 3 M B - 12.000 - 2008 - S B B

MANUAL BÍBLICO SBB
Editado por PAT E DAVID A L E X A N D E R

Sociedade Bíblica do Brasil

Lista de abreviaturas usadas

Prefácio

Abreviaturas gerais
d.C. a.C. cf. cap., caps, p. ex. etc. depois de Cristo antes de Cristo conferir capítulo(s) por exemplo et cetera 5., ss. NT AT v., vs. Pseguinte(s) Novo Testamento Antigo Testamento versiculo(s)
pagina

Livros bíblicos
Gn Êx Lv Nm Dl Js Jz Rt ISm 2Sm 1RS 2Rs lCr 2Cr Ed Ne Et Jó SI Pv Ec Ct Is Jr Lm Ez Dn Os
Jl

Am Ob Jn Mq

Gênesis Êxodo Levítico Números Deuteronômio Josué Juizes Rute lSamuel 2Samuel IReis 2Reis 1 Crônicas 2Crônicas Esdras Neemias Ester Jó Salmos Provérbios Eclesiastes Cântico dos Cânticos Isaías Jeremias Lamentações Ezequiel Daniel Oséias Jool Amos Obadias Jonas Miquéias

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Naum Habacuque Sofonias Ageu Zacarias Malaquias Mateus Marcos Lucas João Atos Romanos ICoríntios 2Corintios Gálatas Efésios Filipenses Colossenses ITessalonicenses 2Tessalonicenses ITimóteo 2Timóteo Tito Filemon Hebreus Tiago 1 Pedro 2Pedro Uoão 2João 3João Judas Apocalipse

A Bíblia é o livro mais distribuído e lido d o m u n d o . A l g u n s a l ê e m p o r curiosidade, alguns c o m o parte d e u m a busca espiritual, outros p o r causa d o seu rico l e g a d o cultural. Este Manual foi criado para ser u s a d o c o m a Bíblia; para estar j u n t o dela. N ã o é apenas para referência, falando a o leitor sobre a Bíblia. A intenção é reunir informação q u e antes só p o d i a ser encontrada e m vários livros d e referência d i f e r e n tes. Isto é feito tanto visualmente c o m o pela palavra escrita. As ilustrações, os mapas e diagramas são incluídos, n ã o para e m b e l e z a r o t e x t o , mas para esclarecer seu significado. O Manual p o d e ser usado c o m qualquer v e r s ã o o u tradução da Bíblia. ' A l é m d e ser u m livro para ser u s a d o c o m a Bíblia, o Manual t a m b é m estará j u n t o a o leitor, convidativo e acessível. A o editar o Manual tínham o s e m m e n t e as pessoas q u e estão c o m e ç a n d o a estudar a Bíblia. Assim, n e n h u m c o n h e c i m e n t o prévio é necessário. Os vários colaboradores especializados c o m u n i c a m d e f o r m a simples — n ã o simplista. T e r m o s técnicos são usados o m í n i m o possível. Q u a n d o são usados, são explicados. O o b j e t i v o principal é ajudar o s leitores a e n t e n d e r o próprio t e x t o da Bíblia. As seções-guia — Parte 2 sobre o A n t i g o T e s t a m e n t o e Parte 3 sobre o N o v o — analisam cada livro, parte p o r parte, r e s u m i n d o e f a z e n d o a n o t a ç õ e s o n d e e x p l i c a ç õ e s s ã o necessárias. P e q u e n o s a r t i g o s d e destaque, escritos p o r especialistas, p e r m i t e m q u e interesses específicos sejam investigados e m maior detalhe. O s passos seguintes são interpretar o q u e é lido e apreciar o q u e a Bíblia p o d e nos dizer hoje. Isto significa descobrir se u m d e t e r m i n a d o livro é escrito c o m o poesia o u prosa, história o u carta — e seu c o n t e x t o histórico. O s diagramas e artigos na Parte 1 foram projetados para ajudar nesta parte. E a Parte 4, o Auxílio Rápido, facilita e agiliza a localização d e informação sobre p e r s o n a g e n s , lugares, assuntos e ilustrações. Abrir a Bíblia e m Gênesis e ler direto até A p o calipse g e r a l m e n t e n ã o é a m e l h o r m a n e i r a d e começar! " C o m o Ler a Bíblia" (na Parte 1) o f e r e ce várias alternativas úteis. O Manual p o d e estar s e m p r e à mão, qualquer q u e seja o p o n t o d e partida d o leitor: u m livro da Bíblia, u m p e r s o n a g e m

bíblico, uma questão específica, arqueologia bíblica, cultura, literatura. A l g u m a s pessoas p r e f e r e m uma leitura mais superficial; outras g o s t a m d e ir a fundo.

Por que uma edição completamente nova?
0 Manual foi publicado pela primeira v e z e m 1973. E m 1983 foi revisado l e v a n d o e m consideração as novas traduções importantes q u e haviam surgido naquele p e r í o d o . E m 25 anos, as v e n d a s atingiram a marca d o s três milhões e o Manual já foi publicado e m 28 línguas e m t o d o o m u n d o . Nas palavras d e u m editor asiático, ele se t o r n o u uma "obra seminal". 0 p r o p ó s i t o desta revisão mais a m p l a é servir os leitores n o n o v o m i l ê n i o . S e n t i m o - n o s estimulados a reescrever o texto e reformular a o b r a c o m o u m t o d o . T e m o s muitas f o t o g r a fias novas para ajudar a imaginar o passado e o livro t e m mapas e diagramas n o v o s . O m a n u a l levou e m consideração as n o v i d a d e s na área d a pesquisa bíblica e coloca a Bíblia b e m d e n t r o de seu c o n t e x t o histórico. Ele t a m b é m reflete as preocupações mais recentes d o s leitores. C o n v i damos m u i t o s c o l a b o r a d o r e s n o v o s , h o m e n s e mulheres, para c o m p a r t i l h a r seu c o n h e c i m e n t o . Um poeta fala s o b r e Salmos, u m a autora t a l e n tosa c o m muitos anos d e e x p e r i ê n c i a n o O r i e n t e Médio e s c r e v e u e s t u d o s s o b r e as m u l h e r e s d a Bíblia. L e v a m o s e m conta os interesses tias pessoas — n o c u i d a d o c o m a criação, nas histórias (que t ê m u m papel t ã o i m p o r t a n t e na narrativa da Bíblia), na justiça, n o papel d a mulher, n u m a sociedade multirreligiosa, n o lugar d a Bíblia n o mundo atual... C o m o nas edições anteriores, o t e x t o bíblico foi considerado assim c o m o ele aparece e m nossas Bíblias, l e v a n d o e m conta seus tipos diferentes de literatura. A maior p r e o c u p a ç ã o é c o m o c o n teúdo e significado d a Bíblia, n ã o c o m questões de interesse m e r a m e n t e técnico. Nos assuntos e m que há controvérsias, tentamos mostrar isso, s e m necessariamente entrar n o debate. Somos gratos aos eruditos por compartilharem os frutos d o seu trabalho c o m u m público mais amplo. A s obras d e referência clássicas n o nível mais acadêmico f o r a m fonte vital d e informação.

A g r a d e c e m o s a todos q u e c o n t r i b u í r a m c o m este livro direta o u indiretamente, c o m p a r t i l h a n d o seu discernimento s o b r e o e n s i n a m e n t o bíblico, disp o n i b i l i z a n d o s e u p r ó p r i o material, o u simplesm e n t e p o r seu entusiasmo n o e s t u d o da Bíblia e sua convicção d e sua relevância e seu p o d e r para transformar vidas. T a m b é m s o m o s m u i t o gratos àqueles q u e ajud a r a m d e tantas outras formas. A l g u n s são m e n cionados e m "Agradecimentos", e m b o r a isto n ã o faça j u s a o valiosíssimo auxílio v i n d o d e várias fontes — d e s d e diretores d e m u s e u s e coleções àqueles q u e d e r a m h o s p e d a g e m , ajuda, informação e acima d e t u d o incentivo. Pessoalmente, n e n h u m o u t r o livro t e v e u m p a p e l tão significante e m nossas vidas q u a n t o a Bíblia. E s p e r a m o s q u e o Manual na sua n o v a forma ajude futuras gerações d e leitores a e n t e n der a Bíblia e m t o d a a sua atualidade.

Pat e David Oxford

Alexander

Conteúdo

INTRODUÇÃO O ANTIGO À BÍBLIA TESTAMENTO
Veja o índice completo a página 11 Veja o índice completo à página 97 Introdução 98 •••••• C O M E Ç A N D O A ESTUDAR A BÍBLIA 12 A BIBLIA N O SEU C O N T E X T O 24

OS "CINCO LIVROS" Gênesis a Deuteronômio 108 A HISTÓRIA DE ISRAEL Josué a Ester 220 POESIA E SABEDORIA Jó a Cântico dos Cânticos 344 OS PROFETAS Isaías a Malaquias 408

E N T E N D E N D O A BIBLIA 44

TRANSMITINDO A HISTORIA 60

A BIBLIA H O J E 78

O NOVO TESTAMENTO
Veja o índice completo à página 525 Introdução 527

AUXÍLIO RÁPIDO
Página 779

OS E V A N G E L H O S E A T O S Mateus a Atos 538 AS EPÍSTOLAS Romanos a Apocalipse

REFERÊNCIA RÁPIDA A MAPAS E DIAGRAMAS • Os livros da Bíblia 14 • Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo 26 • A Bíblia no seu tempo 28 • Entendendo a Bíblia 50 • A história do Antigo Testamento 100 • Israel nos tempos do Antigo Testamento 104 • Reis de Israel e Judá 306 • Os profetas no seu contexto 414 • Israel nos tempos do Novo Testamento 526 • A história do Novo Testamento 536

Rev. Dr. Gerald LBray, John H. Eaton, ex-Professor de Paula Gooder, Professora de Autores e C o l a b o r a d o r e s Professoranglicano de Divindade, Antigo Testamento, Universidade Estudos Bíblicos, Faculdade Escola de Divindade de Beeson, Universidade de Samfotd, Alabama; autor de Biblical interpretation, past and present: • Interpretando a Bíblia através dos séculos Rev. Dr. Richard A. Burridge, Deão do King's College, Londres, e Professor Honorário deTeologia; autor de What are the Gospels?, Four Gospels, One Jesus? eJohn na série People's Bible Commentary: • Estudando os evangelhos

David ePat Alexander, editores do Manual original; até 1994 respectivamente Diretor e Editora Chefe de Lion Publishing, Oxford: • Todos o$ íoiografíos (exceto aquelas descritas em Agradecimentos) íorom tirados especialmente por David Alexander • Esboço da Bíblia nas Panes 2 ei, com anotações eartigos por Pol Alexander, exceto aqueles atribuídos a outrem

Rev. Dr. Mike Butterworth, Diretor de St Albans e Oxford Ministry Course; especialista Rev. David Barton, Chefe em história do Antigo de Serviços de Informação, Diocese das Escolas de Oxford: Testamento e Profetas: • Os Profetas • laco, iosé, Davi, Retrato deleremias George Cansdale (in memorian), Rev. Dr.Craig Superintendente, Sociedade Bartholomew. . p s q u i s a d o i da Escola de Teologia e Estudos Zoológica de Londres: Religiosos, Escola Superior de • As codornizes, Pescando ChetenhameGloucester: no Lago da Galileia • 0 texto e a mensagem Rev. Colin Chapman, Professor de Estudos Islâmicos, Dr. Richard Bauckham, Professor de Estudos do Novo Escola de Teologia do Oriente Próximo, Beirute; escritor Testamento, Universidade sobre conflitos entre árabes de St Andrews: • Uma história do ponto de vista e israelenses e relações entre cristãos e muçulmanos: feminino (Bufe), Perspectivas • A terra prometida, "Guerra de mulheres nos Evangelhos, Santa" Entendendo o Apocalipse
;,

R.J.Berry, Professor de Genética, Universidade de Londres: • Comentários de um geneticistafsobre nascimento virginal) Dr. John Bimson, Diretor de Estudos e Professor de Antigo Testamento, FaculdadeTrinity, Bristol; autor de The World of theOld Testament; consultor, lllustrated Encyclopedia olBible Places: • Recriando o passado, Vida Nômade, Vida Sedentária

Rabino Dan Cohn-Sherbok, Professor de Judaísmo, Departamento deTeologia e Estudos Religiosos, Universidade de Wales, Lampeter: • A Bíblia Hebraica Rev. A. E. Cundall, ex-diretor, Faculdade Bíblica de Vitória, Austrália; autor de vários livros e estudos relacionados com o Antigo Testamento: • Examinando a cronologia dos reis

Dra. Katharine Dell, Professora de Divindade, Universidade de Cambridge; E.M.BIaiklockijn memorian) Professor Emérito Professora e Diretora de dos Clássicos, Universidade de Estudos na Faculdade St Catherine; especialista em Jó Auckland, Nova Zelândia: e literatura de sabedoria: • A família Herodes, Um historiadorovalia o Movo • Entendendo ló, Sabedoria Testamento em Provérbios eló

de Birmingham; autor de estudos Ripon, Cuddesdon, Oxford; sobre Salmoseos Profetas: estudos especializados: • Os Salmos em seu contexto evidência para crença no misticismojudaico no Novo Dr. Mark Elliot, Professor de Testamento, teologia feminista, Teologia Histórica e Sistemática, interpretação bíblica: Universidade de Nottingham: • Entendendo Cotossenses com Dr.StephenTravis: M Lista Aprovada Rev. Dr. Michael Green, o cânon das Escrituras, Estudioso do Novo Testamento, Livros deuterocanónicos autor e professor; Consultor de Evangelismo para os Arcebispos Dra. Grace I. Emmerson, de Canterbury e York: ex-membro do Departamento • "Boas Novas!"-dos primeiros deTeologia, Universidade cristãos, Dons espirituais de Birmingham: Rev.GeoffreyW.Grogan. • Entendendo Oséias ex-diretor, Instituto de Mary J. Evans, Diretor do Curso Treinamento Bíblico, Glasgow: de Vida e Ministério Cristãos e • 0 Espírito Santo em Atos Professora de Antigo Testamento, Faculdade Bíblica de Londres: Dr. P. DerynGuest, Professor de Bíblia Hebraica, • Profetas e profecia Universidade de Birmingham, Rev. David Field, exFaculdade Westhill: vice-presidente, Faculdade • Entendendo luízes Teológica de Oak Hill, Londres: Michele Guiness, Jornalista • 0 reino de Deus e escritora freelance judaicoRev. Dr. R. T. (Dick) France, cristã: ex-diretor de Wycliffe Hall, • Páscoa e a Última Ceia Oxford; estudioso do Novo Dr. Donald Guthrie Testamento e escritor: • Religião judaica no período (in memorian), Vice-diretor, Faculdade Bíblica de Londres: do Novo Testamento, Jesus • As Cartas (revisado para eo Antigo Testamento, "Deus esta edição pelo Rev. Dr. conosco" - a encarnação, StephenMotyer) 0 Antigo Testamento no Novo Testamento, A Dispersão judaica Richard S. Hess, Professor de Antigo Testamento, Seminário Frances Fuller, autora, editora e ex-diretora de Baptist de Denver, Colorado; Publicatioits, Beirute; residente do especialista em Bíblia e Oriente Médio por muitosanos: Oriente Próximo antigo: • Nomes de pessoas em • Sara, Agar, Retrato de Rute, Gnl—11 Ana, Retrato de Ester, Maria, Marta e Maria, Maria Madalena Colin Humphreys, Professor Dr. David Gill, Professor sênior de Ciência de Materiais, de História Antiga, Universidade Universidade de Cambridge: m A estrela de Belém, deWales, Swansea: 0 recenseamento • A provinda romana da ludéia, A cidade de Atenas, Dr. David historie Brewer, Governo romano, Cultura grega, Pesquisador, TyndaleHouse A cidade de Roma, A cidade de and Library for Biblical Corinto, A cidade de Éfeso Research, Cambridge: • lesus e dinheiro, iesus e as Dr. John Goldingay. cidades, lesus e as mulheres Professor de Antigo Testamento, Seminário Rev. Philip Jenson, Professor Teológico Fuller, Pasadena, de Antigo Testamento, Califórnia; autor de Models FaculdadeTrinity, Bristol: for Scripture e Models for • Um estilo de vida: Os Dez Interpretation of Scripture: Mandamentos, Sacerdócio no • Dicas para entender la Bíblia) Antigo Testamento

Dr. Philip Johnston, Professor de Antigo Testamento, Wycliffe Hall, Oxford: • PosiçõesdoAntigo Testamento com relação ao pós-morte Rev. F. D. Kidner, ex-Diretor de TyndaleHouse and Library for Biblical Research, Cambridge: • Poesia e sabedoria Dr.K.A. Kitchen, ex-Professor de Egípcio e Copta, Escola de Arqueologia e Estudos Orientais, Universidade de Liverpool: • Egito Dr. Nobuyoshi Kiuchi, Professor de Antigo Testamento, Universidade Cristã de Tóquio: • Sacrifício Dr. Todd E. Klutz, Seminário Teológico de Dallas e Faculdade de Wheaton; doutorado em demonologia antiga e exorcismo, Universidade de Sheffield; Professor de Novo Testamento, Universidade de Manchester: m Magia no Antigo Testamento J. Nelson Kraybill, Presidente do Seminário Bíblico Menonita.Elkhart, Indiana; autor de Imperial Cult and Commercein John s Apocalypse: • Adoração do imperador eApocalipse Dra. Melba Padilla Maggay, Presidente do Instituto de Estudos sobre Igreja e Cultura Asiáticas, Manila, Filipinas: • Perspectivas culturais: OrienteeOcidente Dr. I. Howard Marshall, Professor de Exegese do Novo Testamento, Universidade de Aberdeen; estudos especializados - Lucas-Atos, as Cartas de João e as Cartas Pastorais (Timóteo eTito): • Os Evangelhos e Jesus Cristo, Os milagres do Novo Testamento Rev. Dr. Andrew McGowan, Diretor, Instituto Teológico Highland, Elgin: • Os doze discípulos de Jesus

Alan R. Miilard, Professor de Hebraico e Línguas Semíticas, Universidade de Liverpool; Membro da Sociedade de Antiquários e palestrante internacional sobre arqueologia bíblica: • 0Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo, Histórias da criação, Histórias do dilúvio, Abraão, Onde ficavam Sodoma e Gomorra?, Moisés, (idades da conquista, Cananeus e filisteus, A arca perdida, 0 templo de Salomão e suas reconstruções, 0 escriba, Os assírios, Os babilónios, Os persas Evelyn Miranda Feliciano, escritora e Professora, Instituto de Estudossobrea Igreja e Cultura Asiáticas, Manila, Filipinas: m A justiça e os pobres Rev. J. A. Motyer, ex-Professor de Antigo Testamento: • Os nomes de Deus, A importância do tabernáculo. Os Profetas (com Dr. Mike Butterworth) Rev. Dr. Stephen Motyer, Professor de Novo Testamento e Hermenêutica, London Bible College: • As cartas, Paulo Rev. Dr. Stephen Motyer, Professor de Novo Testamento e Hermenêutica, London Bible College: • As Cartas, Paulo Rev. Dr. Michael Nazir-Ali, Bispo de Rochester, ex-diretor da Church Mission Society e exbispo de Raiwind, Paquistão: mO Cordoe a Biblia Dr. Stephen Noli, Professor de Estudos Bíblicos na Escola Ministerial Episcopal deTrinity, Amridge, Pensilvânia; autor de AnjosdeLuz, Poderes das Trevas: Pensando biblicamente sobre anjos, Satanás e principados: • Anjos no Bíblia Meie Pearse, Chefe de Departamento, Faculdade Bíblica de Londres; Professor convidado de História da Igreja, Seminário Teológico Evangélico, Osijek, Croácia: • Nosso mundo—o mundo deles

Rev. Dr. John Polkinghorne, ex-professor de Física Matemática, Universidade de Cambridge; Membro da Sociedade Real: • A Bíblia do ponto de vista de um cientista

Claire Powell, Professora de Novo Testamento, Grego, Cristologia, Hermenêutica e Gênero na Faculdade Cristã de Todas as Nações, Ware, Herts: Steve Turner, poeta, • Mulheres de fé, A Bíblia do jornalista e autor de vários ponto de vista feminino livros de poesia e biografia: • Salmos do ponto de vista Professor Sir Ghillean de um poeta Prance, Diretor do Jardim Botânico Real, Kew, Inglaterra: Rev. Dr. Peter Walker, • Pessoas como Professor de Novo Testamento, Wycliffe Hall, Oxford; autor administradoras de Deus de lesus and the Holy City: Dr.Vinoth • lerusalém no período Ramachandra, Secretário do Novo Testamento Regional da Associação Sul Asiática Dr. Steve Walton, de Estudantes Evangélicos, Professor de Novo Colombo, Sri Lanka; autor Testamento, Faculdade de Recovery ofMissions, Gods de St John, Nottingham; thatfail: especialista em Lucas-Atos. • lesus numa sociedade pluralista • 0 que é a Bíblia?, Divulgando a palavra - a tarefa Dr. Harolcl Rowdon da tradução Ex-professoreinstrutor residente, Faculdade Bíblica Walter WangerinJr., de Londres; editor-chefe Ocupante da cátedra e secretário internacional Jochum da Universidade de de Partnership, uma rede Valparaíso, Indiana; professor de igrejas independentes: de Literatura e Redação; • Soldados romanos no Novo teólogo e escritor; autor de 0 Livro de Deus: A Bíblia Testamento, Pilatos Romanceada: Rev. J. A. Simpson, Deão • A Bíblia como uma história de Canterbury: • 0 nascimento virginal Rev. Dr.JoBailey Wells. Deã, Faculdade Clare, Reva.VeraSinton, Cambridge: Ex-diretora de Estudos • Contadores de histórias Pastorais, Wycliffe Hall, a tradição oral, Os escribas, Oxford: O trabalho dos editores • Questões sexuais na igreja de Corinto Dr. Gordon Wenham, Professor de Estudos do Antigo Rev. John B.Taylor, Testamento, Escola Superior de Estudioso do Antigo Cheltenham e Gloucester; Testamento e ex-bispo de St • Alianças e tratados Albans: no Oriente Próximo • Introdução ao Antigo Testamento, Os "Cinco Livros" Rev. David Wheaton, História de Israel Cónego emérito da Catedral de St Alban; Dra. JoyTetley, Diretor ex-diretor da Faculdade do Curso Anglicano de Teológica Oak Hill, Londres; Treinamento Ministerial, Capelão honorário de Sua Cambridge: Majestade, A Rainha: • Entendendo Hebreus • A ressurreição de Jesus

Dr. Stephen Travis, Vice-reitor e diretor de Pesquisa, Faculdade de St lohn, Nottingham; especialista em Novo Testamento: • Lendo a Bíblia; comDr.MarkEIliot: • Lista aprovada o "cânon" das Escrituras, Livros deuterocanónicos

Rev.Dr.D.Wilkinson. Professor de Apologética Cristã e diretor do Centro de Comunicação Cristã, Faculdade de St John, Universidade de Durham; astrofísico teórico e Membro da Sociedade Astronômica Real; palestrante e radialista sobre questões relacionadas com ciência e religião; autor lieGod.theBigBangand Stephen Hawking eAlone in the Universe? • Deus e o universo HughG.M.Williamson, Ocupante da cátedra Regius de hebraico, Universidade de Oxford: • Entendendo Isaías RobertWilloughby, Professor de Novo Testamento, Faculdade Bíblica de Londres, especialista em Evangelhos e teologia política: MA paz de Deus, Amor

Introdução à Bíblia
COMEÇANDO A ESTUDAR A BÍBLIA 14 18 22 Os livros da Bíblia 0 que é a Bíblia? Lendo a Bíblia 26 A BÍBLIA NO SEU CONTEXTO Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo A Bíblia no seu tempo Recriando o passado A terra de Israel Animais e aves Arvores e planias 0 calendário de Israel ENTENDENDO A BÍBLIA TRANSMITINDO A HISTÓRIA A BÍBLIA H O J E 46 yj 52 53 58 28 30 36 38 40 42 Dicas para entender 62 Entendendo a Bíblia 64 A Bíblia como uma história 66 68 Interpretando a Bíblia através dos séculos 70 0 Texto e a mensagem 74 Contadores de histórias — a tradição oral Os escribas 0 trabalho dos editores A Bíblia Hebraica Uma lista aprovada — o "cânon" das Escrituras Divulgando a palavra — a tarefa da tradução 80 83 86 89 92 95 Perspectivas culturais — Oriente e Ocidente lesus numa sociedade pluralista 0 Corão e a Bíblia A Bíblia do ponto de vista feminino A Bíblia do ponto de vista de um cientista Nosso mundo — o mundo deles

COMEÇANDO A ESTUDAR A BÍBLIA

Introdução à Bíblia

livros da Bíblia
ANTIGO TESTAMENTO (39 livros) OS "CINCO LIVROS"

Gênesis Êxodo Levítico Números Deuteronõmio

Estes livros c o n t ê m histórias sobre a criação do m u n d o , o g r a n d e d i l ú v i o e o s pais ( c m ã e s ! ) d a nação d e Israel (Gênesis); a escravidão no Egito c o êxodo (Êxodo): e os 4 0 anos de p e r e g r i n a ç ã o n o "deserto" do Sinai (Números; Deuteronõmio). Eles t a m b é m r e g i s t r a m o d o m d a lei d e D e u s p a r a s e u p o v o r e s u m i d o nos D e z M a n d a m e n t o s ( Ê x o d o ; Deuteronõmio) e regras detalhadas para sacrifício e a d o r a ç ã o , c e n trados no tabernáculo ( t e n d a especial d e D e u s ) (Êxodo; Levítico).
Horus, simbolizado por este olho. era u m d o s deuses d o Egito, onde os israelitas foram escravizados.

Começando a estudar a Bíblia

15

HISTORIA DE ISRAEL

POESIA ESABEDORIA

OS PROFETAS

Josué Juízes Rute 1 e 2Samuel 1 e2Reis 1 e 2Crônlcas Esdras Neemias Ester

Jó Salmos Provérbios Eclesiastes Cântico dos Cânticos

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Isaías Jeremias Lamentações Ezequiel Daniel

O shqfar, feito de chifre j de carneiro, era roçado para chamar os israelitas à batalha.

12 "profetas menores": Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias

C o m e ç a n d o c o m a conquista da terra p r o m e t i d a ( J o s u é ) , estes l i v r o s dão continuidade à história da nação, de seus heróis e daqueles que falhar a m para c o m a nação a o desviá-la de Deus. O período de liderança dos "juízes" (Gideão, S a n s ã o e o u t r o s ) t e r m i n a com S a m u e l , q u e u n g i u os primeiros reis de Israel. D e p o i s d o s reis S a u l , Davi e Salomão (1 e 2 S a m u e l ; I R e i s ) , as dez tribos d o N o r t e se separaram e f o r m a r a m o R e i n o de Israel, e n q u a n to a l i n h a g e m de D a v i c o n t i n u o u e m Judá. A q u e d a d e S a m a r i a nas mãos da Assíria m a r c o u o f i m de Israel. Mas u m remanescente d c J u d á s o b r e v i v e u à destruição de J e r u s a l é m e r e t o r n o u do exílio n a Babilônia. R e n o v a n d o sua obediência à lei de D e u s , reconstruír a m o T e m p l o e as m u r a l h a s da cidade (Esdras; Neemias).

Estes livros c o n t ê m a m a i o r parte d a poesia da Bíblia e a "sabedor i a " ( g r a n d e parte c m f o r m a de provérbios: Provérbios, Eclesiastes) q u e e r a b a s t a n t e p o p u l a r no Oriente Próximo antigo por volta da época d o Rei S a l o m ã o . J ó é u m a dramatização poética sobre o sofrimento. Salmos é u m livro de hinos. Cântico dos Cânticos é poesia r o m â n t i c a lírica.

O s profetas t r a z i a m a palavra de Deus a seu povo: advertindo sobre o julgamento ( q u a n d o o p o v o se desviava de Deus) incentivando c o m esperança e promessas (nos m o m e n t o s difíceis). A m a i o r i a v i v e u nos séculos 8 e 7 a . C , q u a n d o a nação estava sob ameaça, prim e i r o dos assírios e depois dos babilônios. A m ó s falou pela justiça a favor dos O povo de Israel mulras vezes pobres. A l g u n s p e r t e n c e m trocou o Deus ao p e r í o d o d o retorno do verdadeiro por ídolos. Esta é e x í l i o . V á r i a s profecias (as uma imagem de m a i s c o n h e c i d a s estão e m Baal, deus dos cananeus. Isaías) p r e v ê e m a v i n d a do "Messias", que D e u s e n v i a r i a p a r a l i b e r t a r seu p o v o e r e i n a r c o m justiça e p a z .
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Introdução à Bíblia

LIVROS DEUTEROCANÔNICOS/APÓCRIFOS

NOVO TESTAMENTO (27 livros)

Incenso foi uni dos presentes que os magos trouxeram ^ p a r a o menino esus.

OS EVANGELHOSE ATOS

Tobias Judite Adições a Ester Sabedoria de Salomão Eclesiástico Baruque 1 e2Esdras Carta de Jeremias

Oração d e Azarias/Cântico dos três jovens Susana Bel e o D r a g ã o 1,2,3, e4Macabeus O r a ç ã o de Manasses

O mais antigo • fragmento do v ,p-. Evangelho de João K ^ J / V W>íá data de 125-130 . .,d.i.. • r ***lKt:V;;.iK • w :

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Mateus Marcos Lucas João Atos

A Judeia estava sob domínio romano n o período do NT.

G r a n d e parte deste material adic i o n a l , i n c l u í d o n a s Bíblias C a t ó l i c a s , mas, e m g e r a l , ausente nas edições protestantes, v e m da tradução g r e g a (Septuaginta) da Bíblia h e b r a i c a . Macabeus relata a luta j u d a i c a pela i n d e p e n d ê n c i a n a é p o c a " e n t r e os Testamentos". Veja t a m b é m "Livros deuterocanônicos".

p Evangelho de João registra como Jesus transformou em vinho a água de jarros como este.

Canetas, tinta e estojo d o período d o NT.

Póncio Pilatos o governador romano que mandou cunhar esta moeda, autorizou a crucificação de Jesus.

O Códice Sinaítico, que data d o século 4 d . C , contém todo o N T ,

Os quatro evangelhos registram a vida de Jesus, principalmente seus três a n o s c o m o p r e g a d o r itiner a n t e , e a s e m a n a f i n a l e m q u e foi crucificado. Sua ressurreição é considerada confirmação de sua reivindicação de ser o Messias/"Filho de Deus" prometido. Todos se b a s e i a m n a e v i d ê n c i a de testemunhas oculares dentre seus seguidores mais chegados: cada autor tem seu próprio propósito e m contar a história. Atos é a continuação do Evangel h o d e L u c a s , a h i s t ó r i a d e c o m o os primeiros cristãos, principalmente P e d r o e P a u l o , d i f u n d i r a m as " b o a s novas" de Jesus entre judeus e gentios, c h e g a n d o até a p r ó p r i a R o m a .

2e3João Judas Apocalipse A s 13 primeiras cartas — escritas para "novas igrejas" recém-formadas — l i d a m c o m situações específicas. d i r i g e m se a grupos mais amplos d e cristãos. Hebreus (mais parecido c o m u m sermão do que u m a carta) é u m livro a n ô n i m o . Todas são d e autoria d e Paulo. o m a l ser finalmente destruído. . A s outras. cartas "gerais". Escrita para cristãos perseguidos. questões q u e os cristãos e s t a v a m levantando. e as necessidades d c líderes. cuja conversão dramática é registrada e m Atos. até a história c h e g a r a o f i m . embora u m a carta circular. e o p o v o d e Deus g o z a r p a r a s e m p r e d a sua p r e sença nos " n o v o s céus e n o v a terra". Apocalipse.Começando a estudar a Bíblia 17 AS CARTAS E APOCALIPSE • Romanos • 1 e 2Coríntios a :: : i i: n • • a Gálatas Efésios Filipenses Colossenses 1 e2Tessalonicenses 1 e 2Timóteo Tito Filemom Hebreus • • • • • Tiago 1 e 2Pedro 1. o "apóstolo dos gentios". é o ú n i c o e x e m p l o n o N o v o Testamento d e u m a o b r a "apocalíptica". ela lhes assegura q u e os propósitos d e Deus estão s e n d o e serão realizados.

22-24). Queda D e u s d e u às p r i m e i r a s pessoas l i b e r d a d e p a r a e x p l o r a r o j a r d i m e m q u e as c o l o c o u . m a s proibiu-as d e c o m e r o f r u t o de uma determinada árvore (Gn 2.15-17). I n f l u e n c i a d o s p o r t i m a s e r p e n t e f a l a n t e (a p e r sonificação d o m a l ) . pois e x p l i c a q u e a r a ç a h u m a n a está d e relações cortadas c o m D e u s — e t o d a a criação foi afetada pelo r o m p i m e n t o deste relacionamento. A Bíblia começa c o m D e u s c r i a n d o os céus e a t e r r a .Introdução à Bíblia O que é a Bíblia? Steve Walton Para muitas pessoas a Bíblia é u m livro desconhecido. N o c e n t r o d a g r a n d e h i s t ó r i a está D e u s e o q u e ele está f a z e n d o c o m o m u n d o e a humanidade. e ouvi-la c o m o u m a t e s t e m u n h a . elas d e c i d i r a m n ã o f a z e r a v o n t a d e de D e u s ( G n 3. á r v o r e s e plantas. dando-lhes responsabilidade pelos animais. e o c h a m o u de " m u i t o b o m " ( G n 1. Esta g r a n d e história t e m seis partes principais. O que ela contém? D o que se trata? É m e l h o r v e r a Bíblia c o m o u m t o d o para não nos perdermos e m meios aos detalhes. e conta a história da sua relação c o m a h u m a n i d a d e até o d i a f u t u r o e m q u e as g u e r r a s . u m a coleção de histórias — h á u m a grande história contada pelo conj u n t o d e relatos i n d i v i d u a i s . " D e u s f i c o u satisfeito c o m o u n i v e r s o q u e c r i o u . M a s e l a é m a i s q u e 2. e a d o r d e i x a r ã o de existir.1-7) e D e u s r e a g i u expulsando-as do j a r d i m (Gn 3. 1. E s t a h i s t ó r i a ( g e r a l mente c h a m a d a de "queda da h u m a n i d a d e " ) é vital para compreendermos grande p a r t e d a B í b l i a . pássaros. A grande história A Bíblia é u m m a g n í f i c o l i v r o de histórias.31). Criação Deus criou o universo do nada. G n 1 r e g i s t r a seis o c a s i õ e s e m q u e D e u s falou e acrescenta: " E assim acont e c e u . as d o e n ç a s . pela sua simples p a l a v r a . a m o r t e . E l e c o l o c o u pessoas n o seu m u n d o para cuid a r dele e usar todo o seu potencial. A s duas maneiras mais eficazes de analisar a Bíblia são: considerá-la u m a história. c h e i o d e n a r r a t i v a s m u i t o b e m escritas. .

Diversos grupos de judeus tinham crenças diferentes com relação ao Messias. a capital da nação.3-5. Deus escolheu um homem. embora estivessem fisicamente na sua terra. 2 ) . Israel 19 Os mandamentos também diziam como o povo de Deus devia viver (Êx 2 0 . não conseguia viver consistentemente como Deus queria. Mas Deus não desistira do seu povo. Jesus se importava com os pobres e excluídos da sociedade — Ele ajudou até estrangeiros desprezados que o procuravam (p. inclusive liberdade para adorar e viver como povo de Deus e a oportunidade de envelhecer sem medo. para ser o meio de reparar o estrago que a rebelião humana contra Deus causara — um homem chamado Abr(a)ão que vivia na cidade de Ur. um mestre judeu que curava e falava do "reino" de Deus — afirmando que Deus ainda estava no controle. Deus deu a Abraão uma promessa tripla: uma descendência. No século 1 d.1 7 ) . A nação se dividiu após a morte do rei Salomão. tirándoos do Egito. Isto ficou ainda mais difícil quando o povo se tornou prisioneiro cm sua própria terra c foi oprimido por povos pagãos. Ele falava . Mas as histórias centrais que os definiam como povo de Deus eram histórias de Deus agindo para resgatá-los — Ele fizera isto no êxodo e no retorno da Babilônia. da casa da servidão" (Ex 2 0 . Eles se tornaram escravos no Egito. daí em diante. Posteriormente. mas Deus agiu para livrá-los por intermédio de Moisés. os sacrifícios passaram a ser oferecidos no Templo de Jerusalém. A nação era sua por causa da sua bondade em tirá-la do Egito: logo. tornou-se um momento marcante para a nação de Israel. e seus descendentes. ex. pois animais eram um grande sinal de riqueza na sociedade rural da Antiguidade. Durante três anos Jesus ensinou. pois. uma pessoa que os judeus chamavam de "Messias". Este ato maravilhoso. Enquanto estavam no deserto. até introduzi-los na terra onde Abraão tinha vivido antes deles. Os profetas prometeram mais que um simples retorno à terra. Deus fez outra coisa que seria muito importante para a vida da nação: deu-lhes sua lei. para demonstrar que este estava sendo sacrificado por ela. Os romanos os governavam e eles não tinham liberdade para viver como o povo de Deus devia viver. que Deus enviaria para libertar seu povo. eles se lembrariam desse episódio como o momento em que Deus os tinha salvado e os adotado.5-13). Quando o povo desobedecia à lei. trazendo boas novas do perdão de Deus. apesar de seu povo estar sofrendo e sendo oprimido. e que por meio da descendência de Abraão Deus abençoaria toda a humanidade (Gn 12. no entanto. Mt 8. porque abandonara sua fé cm Deus dando lugar a outras religiões.C.1-3). mas todos esperavam que ele trouxesse o reino de justiça da parte de Deus. anunciando que o poder de Deus podia ser visto no que Ele fazia e dizia (Lc 11. começam assim: "Eu sou o SENHOR. Eles falaram de outras coisas boas que Deus faria para seu povo. Nesse contexto aparece Jesus. sendo castigados por Deus. os "Dez Mandamentos". um resumo da idéia central da lei. e então outra parte crucial da lei era o sistema sacrificial. Is 40. A pessoa colocava uma das mãos na cabeça do animal.16-20). Ele restaurou o povo de Judá na sua própria terra cerca de meio século depois. chamado de êxodo. curou e libertou pessoas de forças opressivas. eles se sentiam como se ainda estivessem no exílio. para que Deus perdoasse sua desobediência.1-7). O povo. Até hoje. A vida de Israel continuou com muitos altos e baixos por mais de 1 0 0 0 anos. Os profetas também anunciaram um salvador vindouro.C. 3 . por exemplo. que te tirei da terra do Egito. o povo judeu celebra o êxodo na festa anual da Páscoa. Tratava-se de um procedimento caro. Após escolher esta nação. 4 . Jesus dizia oferecer renovação para a nação. Profetas — que transmitiam a palavra de Deus ao povo — interpretaram este retorno como um "novo êxodo" (veja. uma terra que Deus daria a seus descendentes. O povo do reino do sul (Judá) foi levado ao exílio na Babilônia cerca de 150 anos mais tarde. a maneira de "cobrir" seu erro e restaurar o relacionamento com Deus era o sacrifício de um animal no lugar da pessoa que desobedecera a lei. Deus a protegeu e cuidou dela. 43. e por isso eles criam que Deus o faria novamente. e a parte norte do reino (Israel) caiu nas mãos dos assírios no século 8 a. conduzindo-os numa peregrinação de 4 0 anos pelos desertos da Península do Sinai. Jesus Em seguida vem o período de Israel. por razões semelhantes. teu Deus.Começando a estudar a Biblia 3.

ajustando-se a um novo modo de vida que derrubava barreiras entre as pessoas — barreiras de gênero. os primeiros cristãos aguardavam um dia em que Jesus voltaria à terra para completar. era mais importante que suas pró- Como os primeiros cristãos lidavam com este sofrimento? Como entendiam o que Deus estava fazendo agora que Jesus deixara a terra? O último livro da Bíblia. 6 . Na noite em cjue foi preso e julgado. Pequenos grupos de cristãos começaram a formar-se. morte e ressurreição. Na festa judaica de Pentecostes.1-2). .1822. principalmente de outros cristãos. E os primeiros grupos cristãos tinham seus problemas! As cartas dos primeiros líderes cristãos demonstram os tipos de dificuldades que tinham. Ele deu ao pão e ao vinho da refeição um novo significado. Jesus morreu. algo que elevaria os espíritos dos cristãos perseguidos à presença do grande Deus que serviam. Jesus considerava sua morte a realização daquilo que os sacrifícios representavam: perdão e renovação para o povo. mostra que Deus tem o controle dos processos da história. Além disso. Aquele pequeno grupo rapidamente espalhou a mensagem sobre Jesus por todos os países ao redor do mar Mediterrâneo. Surpreendentemente. ele passou tempo com Seus amigos. entregues na morte (Lc 22. e depois pelos romanos (pois os judeus não podiam fazer execuções naquela época). Será também um dia em que o mal e o pecado serão removidos do mundo. Mc 13.1-8). Cuidar dos outros. um dia no qual aqueles que rejeitam a Deus serão julgados e aqueles que confiam em Jesus verão o Senhor face a face. Além disso. os cristãos esperam a renovação e restauração de todo o universo de volta ao plano original de Deus na criação (Ap 21. Três dias depois Seus seguidores ficaram totalmente maravilhados e alegres em vê-lo vivo novamente: a morte não fora capaz de derrotá-lo. Trevas cobriram a terra enquanto ele estava pendurado na cruz. Antes de voltar para Deus. quando receberam a capacidade dc falar em novas línguas.47-53). Pouco depois Jesus foi preso. Nesse dia. julgado e condenado à morte pelos líderes judeus.1-12). Esta mensagem não foi bem aceita pelos líderes judeus. finalmente. Jesus deu a seus seguidores a responsabilidade de contar aos outros sobre ele. Ele realmente era o Messias! 5. dc forma que uma grande multidão foi atraída para ouvi-los falar sobre Jesus. os seguidores de Jesus foram surpreendidos pelo envio do Espírito Santo. Eles tiveram de aprender o que significava ser seguidor de Jesus: não era mais possível viver do jeito que se quisesse. Jesus não resistiu a isto. pouco tempo mais tarde. outros morreram porque se comprometeram a segui-lo. a obra que começara na Sua vida. 0 fim dos tempos Após a sua ressurreição. Apocalipse.14-20). eles tinham de estar prontos para sofrer pela sua fé em Jesus — muitos foram excluídos socialmente. Ele parecia saber o que estava se passando e falava disso por meio de parábolas (Mc 12. ele prometeu dar-lhes poder para realizar esta grande tarefa. O s s e g u i d o r e s d e Cristo prias necessidades. Ele foi executado por crucificação. condição social e raça (Gl 3. Isto levou a uma trama para matar Jesus (Jo 11. Muitos deles estavam colaborando com os governantes romanos e não queriam a instabilidade que Jesus aparentemente trazia. celebrando a Páscoa que comemorava o êxodo do Egito.28).20 Introdução à Bíblia a respeito do Templo de uma forma que sugeria que este seria destruído e substituído de certa maneira por sua própria pessoa (Jo 2. cuja vida dependia da existência do Templo. mas que agora estava mais vivo que nunca. inicialmente entre o povo judeu. mas depois também entre não-judeus: a promessa feita a Abraão de que toda a humanidade seria abençoada por meio da sua descendência começava a se cumprir! Estes grupos reuniam-se na casa de algum membro do grupo. Ele era o mesmo Jesus que conheciam há três anos. Mais que isso. Jesus deu àquela refeição um novo significado. Ele interpretou o pão e o vinho da refeição como símbolos do seu corpo e sangue.

no século 16. ÀS vezes. e preferem u como a N o v aT r a d u ç ã o na Linguagem de Hoje. além do porTer mais de uma tradução na m e s m a língua. Traduções da Bíblia m a tradução m a i s atual. A Bíblia ou. recomenda-se ler trechos mais longos. j u d a a entender a outra. versículos uma três". não deveria ser determinante n ah o r a de ler o texto. capítulo 12. Alguns leitores preferem uma tradução mais Para maiores detalhes sobre diferentes traantiga como. 3 . são mais antigas. foi acrescentada posteriormente. pelo menos. 1 3 significa "livro de Gênesis. Logo em seguida aparece o n ú m e r o do capítulo.C. 2 1 2 6 significa "carta aos R o m a n o s . Este sistema permite localizar facilmente qualquer texto bíblico. e completos. Por mais útil que seja o sistema de capítulos e versículos. geral. O u t r o s têm dificuldade com a lin- Capítulos e versículos E m edições modernas da Bíblia. veja p. a edição Revista e Corri. essa divisão na faz parte do original. C a d a livro da Bíblia tem u m nome. existem várias traduções. E m outras palavras. que aparece por último. e ajudá-los a entender como segui-lo com outras pessoas. mais recentes. gida de Almeida.21 A Bíblia como testemunha A Bíblia não conta esta história dc forma distante. waiwai. versículo(s). foi traduzida p a r a mais de 2400 línguas. é melhor ler parágrafos e seções do que ler versículos e capítulos. para línguas minoritárias como. E escrita para convencer seus leitores a se tornarem seguidores de Jesus. capítulo três. as diferentes traduções se complementam. O sn ú m e r o s dos versículos f o r a m acrescentados posteriormente. uma referência bíblica normalmente tem a seguinte estrutura: livro. por exemplo. a divisão do capítulo ocorre no meio da história e o versículo termina com vírgula! Portanto. S e m p r e que se faz referência a u m a passagem. é a divisão do texto em capítulos e versículos. por exemplo. aparece em primeiro lugar. da N o v aT r a d u ç ã o na Linguagem de Hoje. em geral abreviado. é uma bênção. Algumas permitem uma leitura comparativa e uma melhor compreensão da mensagem da Bíblia. assim como em outras línguasou seja. a Bíblia completa já foi traduzida. U m sistema mais antigo. U m ponto separa o capítulo do versículo. longe de ser u m problema. uma parte dela já guagem arcaica. Além disso. versículos 2 1 a 26" (veja uma lista de abreviaturas no início do livro). como um historiador faria. tuguês. 77. No Brasil. Os n ú m e r o s dos capítulos c o m e ç a r a m a ser inseridos no texto bíblico no século 1 3 d. Afinal. uma a majoritárias. Ler a Bíblia é como receber um convite para uma festa — ela busca nossa resposta! Este grupo de jovens cristãos da Ásia representa os milhões que ao longo dos séculos ouviram a história da Bíblia c sc tornaram seguidores de Jesus. E m g u a j a j a r a e guarani-mbyá. E o caso. E m português. este nome.duções. Assim. ciiado em grande parte p a r a localizar textos bíblicos. o texto c o s t u m a ser disposto em parágrafos e seções. R m . Por exemplo: G n1 2 . . capítulo. outras. Ela é escrita para convidar aqueles que ouvem sua mensagem a confiar em Jesus também.

• Você pode lê-la para descobrir a história do mundo antigo. profecias e provérbios. visões do céu e conselhos práticos para o dia a dia. mensagens de profetas e apóstolos incentivando o povo a redescobrir o caminho de Deus. . Todas estas são razões positivas para estudar a Bíblia. O História Em primeiro lugar. Comunidade Em terceiro lugar. Mas às vezes ficamos perplexos.. • Ou você pode ler a Bíblia para descobrir os temas e histórias que inspiraram a obra de vários artistas. • Você pode lê-la como literatura. Sociedade Em quarto lugar. renovador. Há histórias sobre o povo tentando obedecer a Deus." Donald Coggan Ler a Bíblia pode ser uma tarefa difícil. dando direção a nossas vidas. A Bíblia é como uma bússola. Apesar da variedade de livros na Bíblia e da grande extensão de tempo durante a qual foi escrita. Ela dá milhares de exemplos do significado de "ame o SENHOR. músicos e escritores do mundo.. As pessoas lêem a Bíblia por várias razões diferentes. de forma que no final o mundo inteiro aprendesse a conhecê-lo e amá-lo. um indivíduo humildemente toma este livro escrito por pessoas comuns e que traz bem evidenciadas as marcas do tempo e as dificuldades causadas peio processo de transmissão. e o livro de Isaías são considerados dois dos melhores livros do mundo. se quisermos ouvir a mensagem da Bíblia. orações e poesias. Os Salmos. compuseram os salmos. Relacionamento Em segundo lugar. Como podemos começar e continuar lendo? É útil saber exatamente porque estamos lendo.22 Introdução à Bíblia Stephen Travis Lendo a Bíblia O que motivou as pessoas que contaram as histórias. • Você pode ler a Bíblia para estudar a base da fé e dos padrões éticos judaicos e cristãos. há uma linha de raciocínio em toda a obra que dá sentido às diversas partes. elas falam — principalmente no Antigo Testamento — sobre nosso relacionamento com a sociedade e o mundo. não para indivíduos. e ame o seu próximo como você ama a você mesmo". "Quando. Há histórias e parábolas. profetizaram o futuro? Como elas viam Deus atuando na vida das pessoas? Podemos resumir seu propósito em quatro categorias. A Bíblia não é um livro sobre uma religião que só se preocupa comigo como pessoa. elas contam a história de como Deus convidou um grupo específico de pessoas para conhecê-lo.. o Espírito Santo começa a agir e transmite Cristo por meio dele para a mente e o coração e a consciência do leitor. por exemplo. como devemos lê-la? • Reconheça a variedade q u e h á n a B í b l i a . Então veremos que sua mensagem se dirige a nós mais claramente quando estudamos a Bíblia com outras pessoas do que quando o fazemos sozinhos. escreveram as cartas. Então. orações de pessoas que anseiam receber a bênção de Deus. Mas só chegaremos ao cerne da questão se perguntarmos por que os livros bíblicos foram escritos. elas contam a história do nosso relacionamento com Deus. Às vezes é emocionante.. a igreja. Os livros da Bíblia foram escritos em grande parte para uma comunidade. Ela mostra como o povo de Deus devia refletir em suas próprias vidas o caráter de Deus e seu interesse por todo o mundo. seu Deus. cias falam sobre nosso relacionamento com o povo de Deus.

nosso comportamento e nossas prioridades. geralmente não é uma boa idéia tentar ler a Bíblia direto de Gênesis até o fim. de vez e m q u a n d o . Um bom plano c começar com um F. e com a sociedade c o mundo? É claro que nem toda passagem ensinará algo sobre cada uma destas quatro áreas da nossa vida. É melhor. • Precisamos também permitir q u e a B í b l i a n o s f a ç a p e r g u n t a s — deixar que ela questione nossos pressupostos. Leia toda a história de Davi em 1 c 2Samuel e terá uma noção melhor do envolvimento de Deus em todos os altos e baixos da vida dessa pessoa. Quando leio o Sermão do Monte (Mt 5 — 7 ) faço uma pausa a cada frase. lendo livros de educação física! Use os guias disponíveis. Mas não deixe que estes impeçam você de entrar em campo! Ler a Bíblia em pequenos grupos pode ser uma maneira estimulante de cslodn-la. A mensagem da Bíblia gradualmente transforma as pessoas no que elas deveriam ser. • À medida q u e lê. com o povo de Deus. 23 • Pergunte: "Que tipo de l i v r o e s t o u l e n d o ? " Não l e m o s um l i v r o de história como lemos o manual de m a n u t e n ç ã o d o c a r r o . Mas sempre há algo para ajudar você a refletir sobre sua vida com Deus.vangelho inteiro c você perceberá coisas sobre Jesus que jamais notara antes. tenho uma abordagem mais descontraída e me divirto com sua maneira estranha de ver a natureza humana. algo que você jamais compreenderia se lesse apenas alguns versículos de cada vez. Quando leio o livro de Eclesiastes no Antigo Testamento. Não lemos apenas duas páginas de um romance e depois o colocamos de lado até o dia seguinte. ler trechos mais longos de uma só vez. • N ã o d e s a n i m e se sentir que precisa fazer um curso intensivo de interpretação bíblica para poder começar a ler. Leia um F. A Bíblia faz o cristão c o cristão reage a Deus e às questões da vida como Cristo reagiria. • A Bíblia não é um livro de c u l i n á r i a com uma receita para cada circunstância da vida moderna. pergunte que ensinamento a passagem oferece sobre os quatro aspectos do propósito da Bíblia descritos acima: o que aprendo sobre o plano de Deus para o mundo.Começando a estudar a Bíblia Nossa vida encerra vários aspectos diferentes e Deus se interessa por cada um deles. Ela é parecida com uma bússola para nos guiar na direção certa. Ouviremos sua mensagem se a abordarmos com a reverencia adequada — não uma reverência pelo que está impresso no papel. e não tanto com um mapa que traz todos os detalhes anotados. . mas pelo Deus que fala conosco por meio da Bíblia. os vários tipos de livros bíblicos precisam de abordagens diferentes. pois os membros d o grupo podem compartilhar sua compreensão da mesma. por exemplo. variar de vez em quando entre o Antigo e o Novo Testamento. depois uma das cartas mais curtas do Novo Testamento.vangelho. depois ler alguns salmos. sobre meu relacionamento com Deus. especialmente se estiver estudando um livro narrativo. Por isso. Ninguém aprende a jogar futebol ou qualquer outro esporte sentado na poltrona. começando com este Manual. porque todas as palavras de Jesus são informações vitais para a vida cristã. Da mesma forma. • Tente. e depois um trecho de Gênesis (capítulos 1—11).

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C. cultura helírií! t'. filosofia gre$> Civilizações.profetas de Israel. quando o sistema dias de hoje.C. religiões primitivas Slonehenge. Pin impérios ocidentaleorienlil P sendoacapital Constantin. Sófocles. acontecimentos Egito. Eurípedes Sócrates. Platão Estoicismo Epicuroefilosofia "epicurista" Neoplatonismo. Império Romano e no Oriente. Judaísmo C r i a ç ã o d a s sinagogas Revolta dos m a c a b e u s Septuagínta ou tradução grega da Biblia hebraica P r i m e i r a rebelião j u d a i c a| T e m p l o de J e r u s a l é md e f f l Josefo. religiões asiáticas SicldhariliaGautama. idéias Politeísmo. —2000 d.C. ena índia ImperadorConstaniinoadola o Cristianismo HiWi Domingo setoma dia doSstafc Concilio de llicéia esta&eíeteovrJFJ^ CantodehinosdesenvorvKjo | por Ambrósio Budismo.ií Imperador Constantino reúne:. Inglaterra:quebrar Períododeadoracaoitionoleistado sol no Egito PaganisnwdáwiconaGiécia La o-Tsé. Horácio.i. religíõesétnicas. Império Romano Pompeu (aplura Jerusalém : Júlio César i Navios chineses chegam à índia . crenças. J t . o Grande.Bi!da Rígveda. acontecimentos Egilo antigo Mesopotâmia Hamuiábi dos códigos babilónicos Sele primeiros períodos da I iteratu ra chinesa Cultura mínoica em Creta ! Era do Bronze Hititasem Anatólia Cananeus Era do Ferro Irtiliíaçãoeiíuíca Dispersão do povo celta pela Europa (entrai eocidental Império Assírio Primeiros jocoso ímpícsrecjistfàdoi Império Babilónico Império Persa Civilização grega Ilíada e Odisséia de Homero Construção da Acrópole em Atenas Adoção da democracia em Atenas Início do Império Indiano Alexandre. filósofomoral Filosofia grega: Aristóteles. tendo sido mais tarde suprimido? As novas e ideologias que ajudam a mostrar o desenvolreligiões na Ásia surgiram na mesma época dos vimento das idéias desde 2000 a. filósofo chinês Religião pantefsta se desenvolve na índia coroasiio. Heródoto.fundador da religião persa Ésquilo. hinduísmo. Séneca Polinésios estabelecem colori): no Pacífico Civil Governo romano. updnishads: poesia e ensinamentos hindus Jainrsmofjndadona India Con ludo na China Taotsmo 1 Ideologias.^ Aial HunosinvademaEuropa :V. iemita: Igrejas fundadas no Impéiic fita. historiador j u d e uI S e g u n d a rebelião j u d a i t a s o t > Bar K o c h b a Jesus Mfe': Cristianismo | oslinl 0 período bíblico desde Abraão se sobre.26 introdução à Bíblia Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo 2000 a. Ovídio. pessoas. (enquista aPérsiaeinvadeaíndia Grande Muralha daChina Grécia sob controle romano . A mensagem de Jesus apapõe a cerca de metade de nossa história até os receu n u m a época singular. Este diagrama traz Será que os israelitas levaram o monoteísmo ao apenas alguns dos personagens. Como os acontecimentos bíblicos de comunicações do mundo romano e a língua se relacionam com o que se passava no resto grega possibilitaram sua rápida propagação no do mundo? Fazer ligações pode ser fascinante.

Jerusalém InketasCriuaias Evangelhos dei ncisfamf Gistcwáa Calcaba pane paia o Movo Mundo William Shakespeare .prriieroimcefjdordo LeonardodaVnõ Uesopctànuiigiio. reformador ingle's iariHiß. 1 'i 1 1 ' i ' ' ' m: 11 Holocausto judeu Estado judeu de Israel gostinho r e m i t a s do deserto loiustiosmo V' •:. criando a palavra 'ftníarwntalisü' : iisrenciaiis-Tic rva teoloçjia &#y (Vahan. Newton. filósofo Psicologia IFreud. Faraday Oiluminismo:rationallsmo. geriet« Monrnento ambienialrtU Movimento M o v a Era Civilizaçãoraaia. filósofo Misticismo <abalístko|udeu Perseguidos jtdeus BaEmopa llii'Oílirli.j ní-. : Mongóis invadem a Asia c a E u ropa AstetasnaAméricaCeniral F u ndaçáo do im p ério Otom ano Cultsia inca no Peri ry-}. i is . m arquiteturas na Iteraiva Mozart. evaocjefcsu Segunda Concilio do Vat k ano. reformas catõltcas Movimento carismático Islamismo Mioñé Império muçulmano da LspanhaáChina Mñbíossufistas Primeira unívrisidaot do mundo em Cairo DeverrvoNimenlodaShaiia. Hume. Spinoza. Kant por Seleção llatural' Boyle. Bach. Descartes. Período barroco Rembrandt. fundação de sociedades cientificas Copérnico afirma quea torra giraem torno do sol DesenvoU'imrntoda dent ia: Pasteur.A Bíblia no seu contexto 27 Judeusinstalanvsena Alemanha. Revolução Industrial Romantismo Eradas ferrovias Exploração e colonialismo Movineatos abolioontsus Telefone.'l . desenvolvem a ling uâ lldlthe 110 Ibn Eira. Linnaeus. Handel.• -1* 11 igreja Reamamento nos EUA: em Londres Moody eSankey Pietistas Critkada Biola lohn Wesley eos metodistas Movimento ecuménico p a raunir igrejas Publicação de "Os Fundamentos" nos EUA. estudioso Maimónides. teólogo JohnVíytliffe. prene-to porta crtsiào I hglès Divisão eniiekjrejas romana e oriental se torna permanente Construção de catedrais na Europa leotoçü escolástica Bernardo de Clarara L auto* dehn» Valdemes Francisco de Assis e os franciscanos Albigenses fundação da ordem dominicana Tomás de Aquino. BeMba*« . reformador na Botona Aoabatistas Seforau (Uteio. Herra üí*w9. leiíslàmica Mjrwnc^rtasr^comtradasoolrá inpe>toolànii(OBa(»*à em Império Otomana irnpaciodacGkura e lei ocidentais em vanas arras til. Rousseau. Jung) AlbertEinsteinearelatividadr Comunismo Teoria quântica na fiwa Positivismo lóg k o Existencialismo Feminrsno Mkrobwkrçia.erurucadisska .it-'t '• .'i. compositores Classicismo w leairo.!. eieinodaôe >->!• n v ü l ' f i " t -i da medicina Lançamento da Coca Cola Pn meiros íogos olimpiíos modernos Automóveis Primeira Guerra Mundial Fusão do átomo Invenção da tele-máo Segunda Guerra Mundial nVvoltçáoEletronka Maröa Luther King CuHuraspopeiock Pnmeiraviagrmálua Epidemia de AID internet 4 'M M.111.humanismo Filósofos: Hoboes. Charles Darwin.México E r a dourada da aitebuantina Prir*if3JC'nalinip(fivo err i OttofundaoSacioImpéiiollomannGermánico 'ii . • i • i 'i him Car1asUagno. cientistas Marxeingels. Catrinoi WiBiamTyndale traduzo NI para o inglés Inácio de Loyolaeos jesuítas Concilio de liento: Contra • reforma da Igreja Católica Romana Biblia do Rei Tiago ÍKincj lames Version) Fundações de sociedades missiona rias e bíblicas Presbiterianos e puritanos Inicio da escola dominical Puritanospartem no navio Mayflower Pernéeosla! ismo para a Amirica Primeira Coocfco do Vaticano Con? egacoru listas eaiffalifc*dade papal 5. Man ifesto Comunista Nietzsche.' Islãracos proroorem estados rr*ulmanos Propagação do império e das obw hindus Primeiros santuários shintoistas noJapão RanjitSingheos sikhs Rarnakrishna. mestre hindu liadouiadadocotihedri Renascença na a rir e no saber Nascea ciência.."AOrigemdasEspécies Loifce.! •: da ctCerr tendi Irra •SSÒttcetanal•. artista IS.

na Mesopotâmia nul Prainha de ouro. primeiro rei * de Roma Tutancámon I do Egito (morto eme.28 Introdução à Bíblia A Bíblia no seu tempo 2500 » C 2250 Reino Unido Êxodo e conquista Os patriarcas Israel no Egito Rei Davi faz de Jerusalém sua capital José Moisés Exílio Reino Dividido Abraão Reino de Israel no Norte Rei Acabe fiei Salomão constrói o Templo Profeta Elias Profeta Eliseu Dez Mandamentos/ Lei de Deus dada no Sinai Samaria conquistada pelo Assíria 722/1 Preparação do Tabernáculo/Tenda de Deus Reino deJudá no Sul Profeta Isaías Juizes Sansão Samuel Rei Ezequias Profeta Jeremii Jeru pela doT Batalha de Jericó I Construção das pirâmides do Egito I Criação de sepulturas reais em Ur I Primeiras bibliotecas do mundo. Primeiros Jogos Olímpicos | registrados c. 13381 pç ( m Império Assírio M ~\C I Civilização minóica em Creta Inicio da construçãotk Acrópole em Atena - . d e Ur. 776 Rómulo.

Novas abordagens Atualmente. i n c ê n d i o s o u terremotos. Na maioria dos casos ela dá um contexto no qual a Bíblia pode ser mais bem compreendida. muitas vezes após a d e s t r u i ç ã o p o r i n i m i g o s . . Estas abordagens aparentemente não estão relacionadas com a Bíblia (c alguns arqueólogos não gostam do termo "arqueologia bíblica"). Subseqüentemente as construções foram datadas d o reinado d c A c a b e . d e q u e S a l o m ã o reconstruiu M e g i d o e a s " c i d a d e s o n d e f i c a v a m o s seus carros d e guerra" mencionadas três versículos depois. O reíl (monte formado por ruínas) da cidade bíblica de Laquis. CERÂMICA AUXILIA A DATAÇÃO A s d a t a s d o s e s t r a t o s d e u m tell g e r a l m e n t e s ã o e s t a b e l e c i d a s p o r sua c e r â m i c a . A evidencia arqueológica n e m semp r e é fácil d e i n t e r p r e t a r . feita cm I R s 9. A descoberta d e u m a série d e longas construções retangulares e m M e g i d o e m 1928 ( a c i m a ) foi i n t e r p r e t a d a c o m o se f o s s e m e s t á b u l o s e foi d a t a d a d o p e r í o d o d e S a l o m ã o .15. m o n t e s f e i t o s d e r u í n a s d e c i d a d e s antigas. Levantamentos regionais podem nos ajudar a ver como cidades. um século depois d e S a l o m ã o . f r a g m e n t o s d e c e r â m i c a ( s e m p r e abundantes c m c a m a d a s d e o c u p a ç ã o ) são u m a b o a pista p a r a a d a t a e m q u e d e t e r m i n a d o estrato era uma cidade próspera. E m última análise. se elas nos capacitam a entender como a sociedade funcionava nos tempos bíblicos. assim. a produção de alimentos e os padrões mutantes de assentamento da antiguidade. as d a t a s d a c e r â m i c a d e p e n d e m d e ligações c o m o Egito ou a Mesopotâmia. Escavação e registro cuidadosos capacitam arqueólogos a comp o r a história d e u m a cidade. Na realidade a arqueologia raramente dá evidência deste tipo. Estilos d e c e r â m i c a e s t a v a m s e m p r e m u d a n do. podem indiretamente esclarecer a Bíblia para o leitor moderno. regiões nas quais l o n g o s p e r í o d o s de h i s t ó r i a a n t i g o s f o r a m r e c o n s t r u í d o s a partir d e listas d e r e i s . A g o r a se sugere q u e estas c o n s t r u ç õ e s s ã o a i n d a m a i s recentes e alguns arqueólogos duvidam q u e s e q u e r sejam estábulos. E s c a v a r u m tell significa c a v a r p o r várias c a m a d a s ( o u estratos). Uma cidade que é freqüentemente r e c o n s t r u í d a s o b r e s u a s p r ó p r i a s r u í n a s acabará f o r m a n d o um monte d e t a m a n h o c o n s i d e r á v e l e t a l m o n t e c u m tell e m á r a b e { o u lei e m h e b r a i c o ) . No detalhe: instrumentos DESENTERRANDO CIDADES ANTIGAS Ate recentemente grande parte da arqueologia bíblica envolvia a escavação d e tells. mas. A s cidades nos t e m p o s da Bíblia geralmente eram reconstruídas várias vezes no m e s m o local. e a entender o clima.30 Introdução à Bíblia Recriando o passado John Bimson "A arqueologia prova que a Bíblia é verdadeira?" Esta é uma pergunta feita freqüentemente a arqueólogos que também trabalham com a Bíblia. O indagador geralmente quer saber se há evidência arqueológica de que eventos específicos aconteceram. s e n d o q u e c a d a c a m a d a r e p r e s e n t a u m p e r í o d o d e ocupação. vilas e acampamentos nômades estavam relacionados. A d e s c o b e r t a l o g o foi l i g a d a a u m a r e f e r ê n c i a . a v e r mudança n o s e u s t a t u s e na s u a c u l t u r a . Isto d e v e n o s advertir contra estabelecer conexões precipitadas. a arqueologia envolve muito mais que a escavação de t e l h (sítios arqueológicos). I HISTORIA DE ADVERTÊNCIA As primeiras tentativas d e ligar descobertas a r q u e o l ó g i c a s à Bíblia l e v a r a m a algumas conclusões enganosas.

t e m s e m e l h a n ç a s c o m t e m p l o s c a n a n e u s d o f i n a l d a Gra do Bronze e c o m um templo p o s t e r i o r d o n o r t e da Síria. Calcula-se q u e as 115 prensas d e ó l e o d e Ecrom p o d i a m p r o d u z i r 5 0 0 toneladas. e t c ) . junto ao rio Nilo. I n s c r i . para fazer breves registros e escrever cartas. A prática de Salomao de revestir grand e p a r t e da d e c o r a ç ã o interior d o Templo com o u r o p o d e ser ilustrada por templos egípcios. pesos. Eles r e v e l a m que alguns indivíduos supriam em grandes q u a n t i d a d e s — u m sinal d e q u e e r a m prop r i e t á r i o s d c g r a n d e s f a z e n d a s . o u 652. o nome de seu dono I s 1 0 .-. palmeiras. As duas fotos acima mostram métodos diferentes dc extrair óleo de oliva: o mais antigo era a viga e o peso. A l g u n s nos e s c l a r e c e m indiretam e n t e acerca da sociedade israelita. p o i s isto o c o r r i a g e r a l m e n t e às custas d o s pobres ( A m 8.C. 8 ) . à direito: Estes jarros eram usados para armazenar óleo de oliva. Placas de marfim entalhado c m estilo fenício. Era u s a d o na c o z i n h a . c o m o a Bíblia s u g e r e ( v e j a . traz e x e m p l o . C . M q 2 .A Bíblia no seu contexto Esclarecendo o Antigo Testamento Era g e r a l a a r q u e o l o g i a e s c l a r e c e o contexto cultural. era comum usar fragmentos de cerâmica. PRODUÇÂO DE AZEITE DE OLIVA O azeite d e o l i v a era u m dos produtos mais i m p o r t a n t e s d o s t e m p o s b í b l i c o s ( O s 2. dos g o . A concentraç ã o d e t e r r a s nas m ã o s d o s r i c o s foi m u i t o c o n d e n a d a p e l o s p r o f e t a s d o s é c u l o 8.3 0 % d e ó l e o ) . U m a c o l e ç ã o d e óstracos (fragmentos de cerâmica c o m i n s c r i ç õ e s ) d a Samaria.C. finalmente. c o m o demonstrado por estes exemplos do A n t i g o Testamento. ções e m cerâmica e vasos d e pedra. E s c a v a ç õ e s e m E c r o m ( T e l M i q n e . hoje. C . A Pedra dc Roseta foi encontrada por soldados de Napoleão perto de Roseta. c o m sua d i v i s ã o t r i p l a . J z 8 . 1 4 . na f a b r i c a ç ã o d c c o s m é t i cos e c m v á r i o s r i t u a i s . 1 9 ) . que sempre estavam a mâo. H p. p o r séculos 8-7 a . marfins e selos f o r a m d e s c o b e r t a s e m diversas localidades. o T e m p l o d e S a l o m ã o tinha painéis d e madeira entalhados com querubins.8. em grego (parte inferior).4. na planície litorânea a o e s t e d e J e r u s a l é m ) t è m esclarecido a produção d e ó l e o d e oliva d o século sete a. são semelhantes a essas decorações do Templo de Salomão.em hebraico. cabaças e flores. Eles t a m b é m m o s t r a m que os detalhes da descrição são completamente plausíveis no seu d e v i d o c o n t e x t o . Ela foi a chave para decifrar a escrita egípcia antiga.) foram registradas nesta estela (mais dc 2 m de altura). Em seu i n t e r i o r . 31 INSCRIÇÕES Há. V á r i o s pesos d e p e d r a s d e 77 quilos e r a m usados n o p r o c e s s o d c prensagem. além da Bíblia. 2 . registra o p a g a m e n t o de impostos e m espécie (vinho e ó l e o ) aos a r m a z é n s d a c i d a d e . Bacias r e t a n g u l a r e s e c o m p r e s s o r e s d e pedra e r a m usados para a m a s s a r as a z e i t o nas e cada bacia tinha a seu l a d o d o i s t o n é i s para prensar a polpa a fim d e p r o d u z i r l í q u i d o ( 2 0 . Is 5 . ao invés do contexto histórico d e u m e v e n t o da B í b l i a . . Ela contém a referência mais antiga. Ela registra um decreto do rei Ptolomeu V do Egito. e. —v-V- Na antigüidade. e hieróglifos (parte superior). depois veio o pesado rolo de pedra. a prensa. e m túmulos. que data d o século 8 a . a um povo chamado Israel. TEMPLO DE SALOMÃO A planta d o T e m p l o d e S a l o m ã o . escrita demótien egípcia (no meio). na i l u m i nação d a s c a s a s .500 litros por a n o . As vitórias do Faraó Mcmcptá (cerca de 1208 a. E s t e s e x e m p l o s nos ajudam a imaginar o Templo de Jerusalém. encontradas e m Samaria (figura d e palmeiras à esquerd a ) e na S í r i a e A s s í r i a . várias evidências arqueológicas d e que certo nível de alfabetizaç ã o era comum no Israel antiEste anel.

Esclarecendo o Novo Testamento VIDA RELIGIOSA A descoberta dos Manuscritos d o M a r M o r t o c m 1 9 4 7 t r a n s f o r m o u nossa v i s ã o d o m u n d o d e Jesus.. . 1 >4 .Í.-.. • • 1 Escavações em Qumran descobriram o saiptoritim...32 Introdução à Bíblia Os rolos do mar Morto foram armazenados em jarros como estes e escondidos cm cavernas da região pela comunidade de Qumran quando esta foi destruída pelos romanos durante a revolta judaica....'j T . .--^v.. Os rolos nos r e v e l a r a m uma seita d o judaísmo (provavelmente a dos essênios) que tinha muitas características distintas c a b r i r a m o s nossos o l h o s p a r a o f a t o d e q u e o j u d a í s m o d o p r i m e i r o século não era uma fé uniforme e estática: ela estava m u d a n d o c continha g r a n d e v a r i e d a d e e m seu m e i o .I .. Í .. isro é.-.:.. a sala em que os rolos foram escritos. vl..

C ) . anfiteatro. Em Cesaréia ( t a m b é m n o m e a d a e m honra a o i m p e r a d o r ) . estádio e um t e m p l o c m honra a o I m p e r a d o r Augusto.4 a . b a n h o s públicos. c o m teatro. O palácio d o p r ó p r i o H e r o d e s e m Cesaréia mais tarde tornou-se residência d o s g o v e r n a d o r e s r o m a n o s da Judeia. cm Cesaréia. J e r i có e Samaria ( r e n o m e a d a Sebaste. À cidade foi construída e m escala. t a i s c o m o H e b r o m . O teatro d o rei Herodes. H e r o d e s foi responsável por muitas construções q u e alteraram o panorama d e Jerusalém c d e outras cidad e s d o seu r e i n o . inclusive P ô n c i o Pilatos. nome grego c m honra a A u g u s t o C é s a r ) . H e r o d e s f e z d e u m pequeno ancoradouro um p o r t o importante. o r d e n a n d o a seus e n g e n h e i r o s q u e c r i a s s e m u m p o r t o a r t i f i c i a l g r a n d e o suficiente para o s m a i o r e s n a v i o s m e r c a n t e s da é p o c a . . 33 Parte d e um m o n u m e n t o c o m o nome e título d e P i l a t o s foi d e s c o b e r t o c m Cesaréia e m 1961 (veja "Os j u d e u s s o b o g o v e r n o romano: a p r o v í n c i a da J u d e i a " ) .A Bíblia no seu contexto AS CONSTRUÇÕES DO REI HERODES Em v á r i o s a s p e c t o s o m u n d o q u e J e s u s conheceu fora m o l d a d o por H e r o d e s o Grande ( 3 7 .

e no p o r ã o h a v i a c i s t e r n a s e b a n h e i r a s p a r a a purificação ritual. q u e foram destruídas e m 70 d . Essas casas foram queimadas quando os romanos tomaram Jerusalém em 70 d . C . CAFARNAUM Em c o m p a r a ç ã o . . A l g u n s d o s p i s o s e r a m d e c o rados c o m mosaicos. U m a d a s salas d o t é r r e o tinha um s e g u n d o andar. agora conhecida simplesm e n t e c o m o a mansão. g r u p o s d e c a s a s e s c a v a d a s e m C a f a r n a u m i l u s t r a m as casas b e m mais simples das pessoas que v i v i a m nas províncias. c o m o na p a r á b o l a d a m o e d a perd i d a q u e Jesus c o n t o u ( L c 1 5 . A s p a r e d e s e r a m f e i t a s d e p e d r a s basálticas i r r e g u l a r e s . A l g u n s pisos e r a m d e pedra e p e q u e n o s objetos p o d a m ser facilmente perdidos e n t r e as p e d r a s .34 Introdução à Bíblia A JERUSALÉM DO PRIMEIRO SÉCULO Escavações no setor j u d a i c o d e Jerusalém d u r a n t e a d é c a d a d e 1970 r e v e l a r a m exemplos d e mansões. A l g u m a s casas tinham s e g u n d o andar. Estas d e s c o b e r t a s d ã o u m a i d é i a d a v i d a d e s f r u t a d a p e l o s r i c o s na é p o c a d e J e s u s . c o m p e d r a s m e n o r e s e argamassa para preencher os espaços. após a revolta judaica.18-23. cm Jerusalém. As paredes tinham r e b o c o d o s dois lados e os interiores t i n h a m o r n a m e n t a ç ã o rica em d e t a l h e s . O s telhados e r a m f e i t o s d e v i g a s q u e s u s t e n t a v a m galhos ou juncos. A s prin- cipais áreas d c estar f i c a v a m no t é r r e o . V i d r o s e cerâmica d e luxo b e m c o m o mesas d e pedra d e alta qualidade foram encontrados nessas casas. q u a n d o Jerus a l é m foi t o m a d a p e l o e x é r c i t o r o m a n o . cobertos c o m argila. C . foi c o n s t r u í d a e m d o i s n í v e i s n u m t e r r e n o i n c l i n a d o . Salas e objetos descobertos em escavações na Cidade Alta. 8 ) . ocupadas pela elite ( p o s s i v e l m e n t e s a c e r d o t e s ) no s é c u l o u m d a era c r i s t ã . em frente ao Templo de Herodes. Uma delas. tais c o m o o l í d e r j u d e u q u e é m e n c i o n a d o em Lc 18.

. sandálias.pratos e objetos domésticos de bronze encontrados em Massada. cestos. Estes o b j e t o s i l u s t r a m d e f o r m a i o d a e s p e c i a l o c o t i d i a n o na J u d é i a a n t i g a . iVo detalhe: As vezes. Um exemplo é este vaso de vidro. síío encontrados artefatos que revelam a habilidade de quem os fez. apenas 40 anos após a morte de Jesus. Um poço reconstruído nos ajuda a entender um aspecto importante do cotidiano nos tempos bíblicos. Seus móveis e piso em mosaico dão uma idéia do estilo de vida dos ricos.G e d i . esteiras c roupas s o b r e v i v e r a m d e s d e os séculos 1 e 2 nas l o c a l i d a d e s d e M a s s a d a e E n . Jarros.C.A Bíblia no seu contexto O COTIDIANO 35 N o c l i m a e x t r e m a m e n t e s e c o da bacia do M a r M o r t o . Para mais informações sobre a vida diária veja: 198 Vida nômade 242 Vida sedentária Reconsirução parcial de uma das casas de Jerusalém dcsiruídas em 70 d. que data de época próxima à de Jesus.

Dcslocando-sc para o interior. Cereais e grãos. são parte desta "espinha dorsal" d c montes acidencados e rochosos. Nos tempos bíblicos. Passando essas m o n t a n h a s . A PLANÍCIE LITORÂNEA A e x t r e m i d a d e sul d a p l a n í c i e l i t o r â n e a foi n o p a s s a d o a t e r r a d o s f i l i s t e u s . s e g u i d a d a r e g i ã o m o n t a n h o s a central. a planície é interrompida p e l a s e r r a d o C a r m e l o . A distância de Dã. não chega a 230 quilômetros. a altitude cai drasticamente até se c h e g a r ã o vale d o Jordão. mais a o Sul. no Sul. figos. a planície litorânea dá lugar a u m a cadeia d e pequenas c o l i n a s . provendo leite. ovelhas e cabras são criadas naquela região acidentada e pedregosa. q u e forma a "espinha dorsal" de t o d o o país. essas lutas eram travadas geralmente entre as grandes civilizações da Mesopotâmia. P e r t o de Haifa. carne e lã. Mas sua posição na estreita faixa de terra entre o mar e o deserto na parte oriental do Mar Mediterrâneo lhe confere importância especial. Para mais intormações veja: 38 Animais eaves 40 Árvores e plantas . A REGIÃO MONTANHOSA CENTRAL Os montes de Samaria e os montes da Judeia. Peixes são abundantes no Lago da Galileia. ao Norte. uvas. Asdode +42 m DIAGRAMA DA TERRA A s regiões g e o g r á f i c a s d e Israel estendem-se d e N o r t e a Sul. Mais ao Sul. no Norte. ao Sul. azeitonas e tâmaras são cultivados desde os tempos bíblicos. sendo que existem mais cadeias d e montanhas a leste. a Berseba. legumes. Agricultura e geografia Israel produz uma extensa variedade de alimentos. Desde a antiguidade até hoje a terra e seu povo têm sofrido com uma série de lutas. Pastos mais verdes possibilitam a criação de gado. cujas c o l i n a s s e e s t e n d e m p a r a o i n t e r i o r a t é se u n i r e m à região montanhosa central. O Mar Morto fornece sal e minérios. paralelas à costa. romãs. e do Egito. Desde a época de Abraão e mesmo antes disso.36 Introdução à Bíblia A terra de Israel Israel jamais foi um país grande ou muito poderoso. a Nordeste. é extraído cobre e o deserto é rico em minérios.

de Somaria = Mor Morto / - 0 DCUORDÃO Berseba Belém 1 .2 5 ° C .>-<. N o v e r ã o . A c i d a d e d e Dã e o monte H e r m o m . Aqui o índice pluviométrico é b a i x o .- Monie Hebo Morte Belém +760 m Berseba Mat Morto -390 m Monte Nebo +833 m +1000 m +500 m Nivél do mar -500 m -lOOOm DESERTO DONEGUEBE 0 VALE DO JORDÃO O Jordão c o m e ç a perco d o sopé d o monte Hermom e c o r r e para o Sul. 0 DESERTO A o sul d e B e r s e b a está o d e s e r t o d o N e g u e b e . N o i n v e r n o . e t u d o q u e se v ê s ã o p e q u e n a s m a n chas d e v e g e t a ç ã o e uma eventual acácia e n t r e o s m o n t e s á r i d o s . O v a l e é. A l é m d e l a e s t ã o os m o n t e s e vales q u e c e r c a m o l a g o da Galileia. m a r c a m a fronteira ao norte d o país. Estes ficam m a i s altos.-. m a i s d e 8 0 0 m a b a i x o d o n í v e l d o m a r ) . q u e foi c r i a d a p o r f a l h a s g e o l ó gicas nessa á r e a i n s t á v e l . frio e úmido: o verão. . pode nevar c m Jerusalém c cair c h u v a g e l a d a na G a l i leia. acidentados e imponentes à medida q u e s e v a i na d i r e ç ã o d o S i n a i .. o território se a b r e numa a m p l a c fértil p l a n í c i e . que é coberto de neve ( 2 8 4 0 m d e altura). í / delezréâ^A v ! Jerusalém Moptêsr-. na r e g i ã o d o Mar M o r t o s e m a n t é m u m a temperatura constante de 4 0 ° C d u r a n t e o d i a .: i . o vale de Esdraelom ou de Jezreel. a o Sul. Gaza índice pluviométtico Regiões de Israel 37 Mar Mediterrâneo Monte Heimm GALILEIA MtlLUA rlANALIO ORIENTAL :S . GALILEIA Ao norte d o monte C a r m e l o . Haifa-\ da Galileia MomeCotmeb • ra Nazaré' " \ Ptaakie . d e s c e n d o cerca d e mil m e t r o s a l é c h e g a r a o m a r M o r t o (a m e n o r a l t i t u d e d o m u n d o n o seu p o n t o mais b a i x o . u m a d e p r e s s ã o profunda. logo. a t e m p e r a t u r a m é d i a n o litoral e na r e g i ã o m o n t a n h o s a é d e 2 2 . A t e m p e r a t u r a v a r i a bastante d e uma r e g i ã o para o u t r a . e n q u a n t o a t e m p e r a tura m é d i a e m J e r i c ó n ã o baixa d e 15"C. o u seja.'_ . / PLANÍCIE COSTEIRA \tAar . P o s s u i u m c l i m a quente e ú m i d o b e m c a r a c t e r í s t i c o . quente e seco. são mais f o r t e s e m d e z e m bro/janeiro e terminam por v o l t a d e a b r i l .A Bíblia no seu contexto CHUVAS Israel t e m d u a s estações: o i n v e r n o . . A s chuvas c o m e ç a m e m o u t u b r o .

ovelhas e cabras já pastavam nos montes acidentados e rochosos de Israel. são inofensivas. etc.a víbora.12). Um número bem maior de animais selvagens habitava a terra de Israel nos tempos bíblicos do que acontece atualmente — lobos. lutando contra iodos (<. B t c é o lagarto Dabb. camundongos. bem como o tímido hiracoídeo que se esconde entre as rochas.38 Introdução à Bíblia Animais e aves Animais Antes da época de Abraão. a leste do rio Jordão. o jumento selvagem (onagro). fornecendo leite. A serpente mortífera de Nrn 21 provavelmente í. inclusive víboras. . Muitas. G a f a n h o t o s 165. seria como o jumento selvagem (foto).2). n. que foram. Havia também gafanhotos e ocasionalmente nuvens destruidoras de gafanhotos do deserto. Ovelhas e cabras 144. usada para fazer vestimentas.599 Gazelas 405 Deus disse que Ismael. mas algumas que podiam ser letais. ratos e outras criaturas pequenas. No lago da Galileia havia uma grande variedade de peixes (veja "A pesca no mar da Galileia"). Não é fiícil identificar as que são mencionadas na Bíblia. Cobras cxisletn em todas as regiões de Israel. possivelmente. Os campos mais férteis de Gileade e Basã. Camelos e jumentos são animais de carga e transporte de pessoas nos países do Oriente Médio desde os primórdios. A lã.489 Codornizes 196 J u m e n t o s 248. Os tnklianitas atacaram Israel montados cm camelos (. raposas e chacais. Mulas são uma cruza de jumento e cavalo. veados e faamhfmeinfonmaxsveja: Camelos são muito importantes em regiões dentro c ao redor do deserto. como a cobra de Clifford (abaixo). A rainha dc Sabá utilizou-os para transportar cargas ( l l t s 10. etc.259. o íbex. fizeram com que essas regiões ficassem famosas por seu gado. a maioria delas inofensiva. queijo e carne.1/. leões e ursos.S). sempre foi valiosa. semelhante à víbora dc chifres (acima).n 16. as que picaram os israelitas durante a jornada pelo deserto. Corvos 291 Arganazes 383 P o m b o s 405. gazelas. o filho de Abraão e Agar. Há mais de 40 tipos dc lagartos em [ m e l . Havia muitas cobras.269. Havia cavalos no Egito na época de José. Eles puxavam carruagens e eram montados por soldados na frente de batalha.

A Bíblia menciona muitos pássaros que não podemos identificar claramente.A Bíblia no seu contexto Nos tempos bíblicos. do semitropical ao árido. a rolinha. 0 "bode selvagem" mencionado em versões mais amigas da Bíblia é o íbex núbk>. . a gralha e o corvo. Pássaros Uma variedade de habitats. Além dos que são nativos. se não fosse criado em cativeiro. contribui para a riqueza de pássaros que podem ser encontrados em Israel. a garça. o pardal. Dentre os que podemos estão a águia. a coruja. a pomba. o abutre. v»V O órix ( d o deserto) estaria extinto. muitos pássaros passam pela região na primavera e no outono. a cegonha. Jesus entrou em Jerusalém montado 39 O raio do deserto è um dos vários roedores encontrados em diferentes habitais de Israel. o Ibcx é um animal montês. a maioria das pessoas simples usava jumentos para se locomover e fazer o transporte de cargas. Embora nesta foto apareça em terreno plano. a perdiz. numa im portante rota migratória da África para a Europa e a Ásia Ocidental. a andorinha. a codorniz. podendo ser visto ainda hoje nas arcas rochosas perto de En-Gcdi.

salgueiros. algumas áreas atualmente descampadas eram regiões de floresta nos tempos bíblicos. figueiras. tamargueiras e loureiros formavam densas moitas ao longo das margens do rio Jordão. Álamos. tamareiras e amendoeiras. usada pelos israelitas para construir a arca da aliança e partes do tabernáculo. As uvas amadurecem na vinha. Para mais fotos e informações veja: Acácia do deserto 174 Papoulas 391 R o m ã s 405 Videiras427.638 Figueira 623 i' h r . pés de romã.40 Introdução à Bíblia Arvores e plantas Árvores Embora seja provável que Israel jamais tenha tido florestas densas. As mais importantes eram as árvores frutíferas: vinhas e oliveiras. ísta palmeira cresce i subtropical. As olivas são um produto importante em Israel. ciprestes e pinheiros cresciam nos montes. O cedro usado para o palácio do rei Davi e o Templo de Salomão foi importado do Líbano. fl A n £ O O . A árvore do deserto é a acácia. Carvalhos. abetos. Figos crescem numa arvore que faz sombra perto de uma casa. tamarjmeira em flor.

Na antiguidade. papoulas.A Bíblia no seu contexto Plantas e ervas Os contrastes de clima resultam numa variedade incomum de plantas e flores silvestres. Uma exuberância de flores do campo adorna os montes da Galileia na primavera — os "lírios do campo" de que fala Jesus — açafrão. anis. hissopo. endro. anémona. menta e mostarda. outras pelo sabor que acrescentavam a uma dieta um tanto insossa. As papoulas florescem até nos lugares mais pnliey. arruda. A íris amarela é uma planta do brejo. Ervas e especiarias sempre foram valiosas. margaridas amarelas e muitas outras. . alho.i IMIS. Há também mais de 120 tipos de ervas daninhas e espinheiros em Israel! A Bíblia usa mais de 20 palavras para referir-se a espinheiro . o papel era feito do caule do papiro. narcisos. O crisantemo amarelo pode ser um dos "lirios do campo" de c|ue Jesus falou.! 1 A mais vivaz das flores da primavera é a anémona vermelha. algumas por seu uso medicinal. Entre as ervas comuns estão cominho. ciclamens.

os grandes impérios da Mesopotâmia e do vale do Nilo desenvolveram seus próprios sistemas com grande índice de precisão. O comércio e o governo também exigiam datação precisa. Ele continuou a ser usado junto com o calendário romano. Mas o Mishnah (a coleção de leis judaicas feita no final do século 2 da era cristã) faz uma descrição completa do sistema que os judeus criaram sob influência babilónica. MARÇO NISA LAR MAIO SIVÃ JUNHO T A M U Z JULHO A B E AGOSTO Mês 5 Mês 1 nome antigo: Abibe Mês 2 nome antigo. Por causa disto. sobrevive quase intacto ainda hoje. foram elaborados em função das estações do ano agrícola e dos ritos religiosos associados a essas estações. Durante o exílio. com exceção das festas. Assim. inclusive os do Israel antigo. que foi tão bem reformado por Júlio César.Zive Mês 3 Colheita de grãos Festas: Colheita/Semanas (Pentecostes) Mês 4 Cultivo das videiras Colheita de linho Festas: 14-21 Páscoa e Pães sem Fermento Colheita de linho e cevada Colheita de frutas de verão Colheita O de uvas e olira de uv >mbe "obeniác . os sacerdotes se tornaram especialistas na administração do calendário. eles usaram os antigos nomes cananeus para designar os meses. Sabemos pouco sobre o calendário israelita antigo. dois mil anos depois.42 Introdução à Bíblia O calendário de Israel O calendário é uma daquelas coisas essenciais à qual nem sempre se dá o devido valor. Os mais antigos calendários. esses nomes foram subsiiniídos pelos nomes babilónicos que aparecem nas colunas abaixo. Este. e porque era tudo tão complexo. Quando os israelitas chegaram a Canaã.

n e m um número inteiro d e meses. Paro mais iníormupes veja: 1 9 0 As g r a n d e s testas religiosas i: \ : A foto mostra uni auxilio simples para lembiat as estações d o ano agrícola. Mas até nisto não havia uniformidade absoluta. Ocasionalmente eles identificam datas fazendo referência a governantes nãojudeus. o s á b a d o d e sete c m s e t e d i a s passou a ser o b s e r v a d o com maior rigor e tornou-se independente d o c a l e n d á r i o l u n i s o l a r . em hebraico.v 2 3 ) .y m ' J i m OUTUBRO Tisri Mês 7 fit anrigo: Etanim NOVEMBRO Quisleu Mês 9 Mês 8 DEZEMBRO Tebete Mês JANEIRO Sebate Mês FEVEREIRO Adar Mês MARÇO 12 Marquesvã nome antigo: Bui 10 11 Colheita de uvas e olivas feras. este artefato <• conhecido <»i«<> o "Calendário de Gezer". Pentecostes. 43 UM PROBLEMA O sábado (dia dc descanso) semanal a p r e s e n t a v a seus p r ó p r i o s p r o b l e m a s . Encontrado em Gezer. As anotações.C. Lucas.A Bíblia no seu contexto NO N O V OT E S T A M E N T O A maioria dos autores d o N o v o Testam e n t o relaciona certos acontecimentos c o m o calendário judaico c m uso naquele tempo. por e x e m p l o . sn '. D e p o i s d o e x í l i o . Na a n t i g u i d a d e o s á b a d o p o s s i v e l m e n t e e r a a j u s t a d o p a r a c o i n c i d i r c o m as testas principais o u a t é m e s m o c o m o s d i a s d e lua n o v a ( v e j a l. T a b e r n á culos. refere-sc ao i m p e r a d o r r o m a n o T i b é r i o e m seu E v a n g e lho. foram gravadas sobre pedra calcária por volta de 900 a. Havia pequenas diferenças entre o calendário seguido pelos fariseus c o c a l e n d á r i o d o s saduceus. Os relatos eslão repletos d e referências às g r a n d e s festas a n u a i s : P á s c o a . p o i s o ano não contém um número inteiro de semanas. d c m o d o q u e o s judeus ortodoxos vieram a ler problemas com a relação e n t r e s á b a d o s e festas. Lavragem e plantio Chuvas de outono Lavragem e plantio Chuvas de outono Festas: Luzes (Dedicação do Templo) Lavragem e plantio Cultivo tardio Chuvas da primavera Cultivo tardio Chuvas da primavera Festas: Purim kmUuis (Ano Novo) imóculos (Bairacas) .

ENTENDENDO A BÍBLIA .

como nos Salmos. A natureza da história bíblica Precisamos ter três coisas cm mente para entendermos os livros históricos da Bíblia. não haveria evangelho. Se Deus jamais houvesse feito algo em benefício de Israel ou cm Jesus. Entretanto. você sabe o que significa sentir dor. uma carta de amor ou uma carta contendo uma oração. As histórias são eloqüentes. Assim. precisamos descobrir que tipo de material estamos lendo. Pode ser o povo falando com Deus. como podemos entendê-los? Normas diferentes se aplicam a tipos diferentes de literatura. mas de uma variedade de autores humanos que escreveram em mais de um continente. estar deprimido. tode ser uma hislória. Se você puder se colocar na situação de um líder de igreja que se preocupa com a sua congregação. Podemos até acreditar na propaganda quando lemos: "esta é uma oferta especial feita só para você!" Os livros da Bíblia vêm de culturas diferentes da nossa. Se vêm de outra cultura. Isto significa que entender as pessoas pode nos ajudar a entender a Bíblia. viveram em mais de um milênio e falaram em mais de uma língua. que foram dirigidas às primeiras igrejas cristãs. Mas se o objetivo da história bíblica fosse simplesmente inspirar-nos dessa maneira. Assim. Estas não são obra de um único autor. Ou pode ser pessoas falando para pessoas. por meio da história de Israel e dos relatos da vida de Jesus. Ela diz às pessoas. como pode ser unia cana. leremos cada uma à luz do que é — uma propaganda. Se as correspondências vêm da nossa própria cultura. eéa narrativa que faz dela uma religião sólida. como nas cartas do Novo Testamento escritas por Paulo. prestar culto. Que tipo de livro é esse? Para entender determinado livro da Bíblia. os fatos são essenciais para que se entenda a Bíblia. . Deus fala através de pessoas Em toda a Bíblia Deus fala por intermédio de pessoas. tentadas a ler a história da Bíblia principalmente para tirar exemplos de como devem viver." Jim C r a c c Se recebermos quatro correspondências. O fato de que a história da Bíblia está ligada à natureza da fé cristã como "evangelho" tem outra implicação. poemas. visões. parábolas. mais da metade da Bíblia é história. orações. sabemos instintivamente como lê-las. • Em primeiro lugar. Em primeiro lugar. e então é por aí que vamos começar. ela teria sido outro tipo de histó- Quando abrimos a Bíblia. muitas vezes. isto o ajudará a compreender as cartas do Novo Testamento. Mas não devemos impor à Bíblia nossas próprias expectativas quanto à sua natureza histórica. profecias e outros tipos de literatura. Ela abrange histórias. amar. Até mesmo nãocristãos e ateus reconhecem que elas penetram nosso ser. Assim sendo. ou de um membro da igreja que é repreendido pelo pastor. devemos perguntar o que eslamos lendo. Sc. o cristianismo é uma religião narrativa. "Acima de tudo. ter alegria. o que Deus fez por elas. As pessoas são. ficar com raiva. esta "mensagem de Deus" é diferente do que algumas outras religiões acreditam ter. Isto os aproxima bem mais da história do que da ficção. uma conta. ela é mais uma biblioteca que um único volume. na convicção de que estas coisas são decisivas para a maneira como as pessoas se relacionam com Deus. A maior parte da Bíblia não afirma ter sido "ditada" por Deus. é mais provável que as entendamos mal. Ela nem sempre é Deus falando para o povo. A história bíblica é uma combinação divinamente inspirada de fatos e criatividade literária.46 Introdução à Bíblia Dicas para entender John Goldingay A Bíblia não é o que a maioria de nós espera de um livro religioso ou texto sagrado. leis. por exemplo. cartas. a maioria deles tem u m interesse pelos fatos. entenderá e poderá sc identificar com muitos dos salmos. A fé cristã é fundamentalmente um "evangelho" — uma mensagem de "boas novas" da parte de Deus.

por exemplo). Judeus religiosos. nos dão duas versões da história de Israel no período dos reis. porque elas foram escritas para públicos em situações diferentes: . apreciaremos o motivo pelo qual a história é contada daquela maneira e entenderemos melhor o que cie procura transmitir. devemos ter uma pergunta em mente: "O que Deus está fazendo aqui. usando palavras e conceitos conhecidos por eles: 4. como os que aparecem neste relevo.7 Pessoas "no mercado". Assim. representados pelos dois h o m e n s l e n d o a Tora j u n t o a o M u r o d a s Lamentações. e por quê?" Uma segunda característica das histórias bíblicas. Os livros d o NT foram escritos para públicos diferentes. parece que os personagens da Bíblia nos mostram os dois lados: como se leva uma vida fiel e dedicada a Deus. Essas duas comunidades precisavam que lhes fossem apresentadas perspectivas diferentes da mesma história. Muitas vezes. à medida que as histórias sobre Jesus c a m e n s a g e m cristã sc difundiam. e Crônicas. quando de certa forma Deus o havia restaurado. com todas as características de uma boa história. como de qualquer história. de outro. Isto em si reflete o fato de que a história da Bíblia tem mais a ver com o que Deus fez com as pessoas do que com aquilo que as pessoas fizeram.Entendendo a Bíblia ria. como aqueles que debateram com Paulo em Atenas.e Israel um século mais tarde. Pessoas de fala grega no mundo helenista que havia colonizado grande parte daquela região .como a cidade de Jerash. Se entendermos para quem o livro foi escrito. Romanos. lendo rolos. Uma terceira característica de uma história bíblica é que ela é história. os livros de Samuel e Reis. e como. em Jerusalém. São versões diferentes da mesma história. . ao lermos a história da Bíblia. Tem começo. é que ela é escrita p a r a um público. meio e fim e um enredo cheio de surpresas (a história de José ou de Jesus. na atual Jordânia. Pensadores c filósofos. de um lado.Israel sob o castigo de Deus após a queda de Jerusalém . e como não se deve ser povo de Deus. Os eventos ocorrem apesar das pessoas tanto quanto por intermédio delas. Por exemplo.

lombadas eletrônicas ou redutores de velocidade podem ser uma forma semelhante de proteger a vida das pessoas. ou pelo qual as mulheres de Corinto no Novo Testamento deviam pôr um véu na cabeça quando estavam na igreja). Assim. as regras pelas quais Deus protege a liberdade do seu povo. Sua posição com relação a este problema específico pode ser aplicada de forma mais ampla. ou que perigo queriam evitar? Que convicções teológicas e morais tinham como base? Então podemos tentar descobrir se há problemas e perigos equivalentes que precisamos abordar dc maneiras equivalentes. Interpretar a Bíblia requer o exercício da nossa imaginação. Aqui podemos ver os ideais de Deus em conflito com situações reais de forma bem prática. ela precisa ser apreciada e compreendida como uma história. em si. fala sobre ligação entre o sexo e a violência). a Torá que este rabino está lendo. Ler na companhia de outras pessoas ajuda a evitar estas coisas e também é útil de outras maneiras. Afinal. a questão é: qual é o equivalente mais próximo do ideal de Deus. Isto implica várias coisas: Uma história precisa ser lida como um todo. por exemplo. Devemos nos deixar levar para dentro da história. Isto não significa que devemos impor à Bíblia nossas próprias idéias. ao falar sobre casamento e divórcio. assim que precisamos entender os motivos dessas instruções. Podemos perguntar. Em certas áreas das grandes cidades de hoje. por exemplo. Nem o Antigo nem o Novo Testamento estão interessados em obediência cega. O que fazer e o que não fazer Nas grandes histórias do Antigo e do Novo Testamento há longas seções de instrução sobre como viver. a Bíblia geralmente dá essas instruções. outras parecem aceitar sua opressão. Na verdade. Quando lemos a Bíblia com um grupo de pessoas e a discutimos com elas. ao passo que outros personagens menos expressivos não chegamos a conhecer tão bem (a história de Rute é um exemplo). por exemplo.48 Introdução à Bíblia Ela tem personagens: alguns personagens são tão complexos quanto nós mesmos e outras pessoas que conhecemos. qual era o objetivo dessas instruções. Isto porque seriam facilmente compreendidas na cultura da qual procedem (por exemplo. Outro tipo de questão surge dos padrões diferentes das instruções que aparecem nas várias partes da Bíblia. um contador de histórias não conta (nem consegue contar) tudo. como geralmente acontece nos cultos e nas leituras diárias. falou da tensão entre o que Deus queria na criação e o que Moisés permitiu por causa da teimosia do povo (Mc 10).henitsyn lo que seus autores tinham em mente. ou seja. Jesus. embora sejam vistas como algo natural ou que não precisa de muita explicação. embora façamos isto inconscientemente. e sabe que aprendemos quando nos identificamos com a história. e também sobre como Deus se preocupa com os gentios. não tem." A l e x a n d e r Sob. e possivelmente também fala sobre como Deus chama Israel ao arrependimento). levando em consideração a teimosia humana neste contexto com relação a este problema? . a história pode até nos convidar a fazer isto. "Uma palavra de verdade pesa mais que o mundo inteiro. Precisamos nos esforçar para entender as questões que estão por trás dessas instruções. é instrução. o motivo pelo qual os israelitas do Antigo Testamento não deviam cozinhar um cabrito no leite de sua mãe. Portanto. Algumas parecem dar liberdade a mulheres e escravos. pois a prática da leitura e do estudo silencioso e individual é algo típico dos tempos modernos. Que situação elas pressupunham? Que problema tentavam solucionar. Às vezes isto não importa. Mas é importante que não interpretemos a história com um significado que ela. para entender como devemos tomar a atitude equivalente no nosso próprio contexto. No antigo Israel. não apenas em pequenos episódios. por exemplo. Uma história interessante pode ter mais que um tema (a dc Jonas é sobre como não ser um profeta. A história tem um tema (Juízes. ficamos mais próximos daquiCirande parte da Biblia I lebraica. as pessoas tinham que construir uma mureta ao redor do telhado (plano) das casas para que as pessoas não caíssem de lá.

• dizer que ela é muito distante e difícil para os leigos: não é! • lê-la apenas como literatura ou geografia ou história: ela é isto._ ASSASSE •.... . A Bíblia nõoé uma caixinha mágica! • fundamentar uma doutrina num versículo que foi mal interpretado — como acontece freqüentemente com seitas e movimentos heréticos. ou contos de fadas. - Os estágios de compreensão e aplicação que aparecem nestas páginas nos ajudam a evitar erros como: • tirar um trecho do contexto. ANTIGO TESTAMENTO DE Q U E T I P O D E E S C R I T O SE TRATA? DE Q U E PARTE D A BÍBLIA F O I TIRADO? NOVO TESTAMENTO DE Q U E T I P O D E ESCRITO SE TRATA? SoHhhHíIIIHI^HHHÍ . mas também é mais do que isso: é a mensagem mais importante de todas. ou fábulas. • lê-la como mágica. a Bíblia foi escrita por pessoas em situações reais conforme eram inspiradas por Deus.• . r^.50 Introdução à Bíblia Entendendo a Bíblia A Bíblia foi escrita há muito tempo para pessoas que viviam numa cultura diferente da nossa.-R--._r.

válida para todas as épocas? Ou uma questão de lei social ou cerimonial? No segundo caso.Entendendo a Bíblia 51 LEI É uma lei moral.) Qual é o tema ou argumento principal da epístola como um todo? Como a passagem se encaixa nisso? No contexto da perseguição romana. o início da epístola. Em vez de usar rimas.. João usou o estilo literário apocalíptico: figuras tiradas do AT e simbolismo poético. APOCALIPSE . a poesia hebraica dizia a mesma coisa duas vezes com palavras diferentes. simbólico? Qual era o propósito original da profecia? 0 Q U E ESSA PASSAGEM SIGNIFICAVA PARA O S PRIMEIROS LEITORES O U OUVINTES? C O M O A MESMA M E N S A G E M SE APLICA A NÓS HOJE? EVANGELHO Quatro relatos dos ensinamentos e acontecimentos da vida de Jesus. que idéia ou princípio geral é expressado? HISTÓRIA O que aconteceu? Onde? Com quem? Por que essa história foi contada? Qual é o moral da história? POESIA/ SABEDORIA Não leia poesia como se fosse prosa! Espere encontrar simbolismo e linguagem figurada. A passagem é narrativa ou se trata de uma história com moral? HISTÓRIA (ATOS) O que aconteceu? A história foi incluída para transmitir uma lição? EPÍSTOLA Quem estava escrevendo a quem — e por quê? (Veja. ex. PROFECIA Qual é o contexto histórico por trás da passagem? Seu estilo é poético. Leia com imaginação e emoção para ter a perspectiva mais ampla. p.

é sentida de maneira tão forte que todos os outros objetos. naquilo que elas têm em comum. E a narrativa é o ponto dc encontro no qual os relacionamentos começam. mas tudo que vemos é o que foi construído em cima dele. acontecimentos. Mas nunca existiu uma religião sem uma narrativa. mas uma narrativa toma conta de todo o nosso ser — corpo. sua história. mas a vasta estrutura de doutrina que teólogos construíram sobre o texto. Ela se torna uma ilustração. Não é que a vida das pessoas lhes tenha sido explicada intelectualmente e elas conseguiram entender. detalhes e gestos. É isto que acontece: pessoas fragmentadas são restauradas outra vez de modo comovente. designados. lembrados c vividos. pelo fato de ela reconhecer e usar os elementos desta existência como elementos próprios e convidar o ouvinte a que entre no mundo dela. E esse contar da história é um dever crucial dos líderes da religião. razão. Os acontecimentos que envolveram o povo de Israel — seus ancestrais. Os pregadores — quando usam uma unidade narrativa — geralmente a usam para seus próprios fins. cia consola esse ouvinte com todo sofrimento que ele tem. porque é da natureza das religiões fazer uma narrativa acerca do mundo. a nosso favor ou contra nós. Ao contrário da doutrina. mas é como se um pai amoroso e poderoso viesse e as abraçasse e confortasse. Pelo fato de a forma narrativa apresentar um ordenamento. simplesmente. E uma narrativa ou história não é uma história enquanto não for contada. é uma coisa viva. emoção. reunidos. O ensino pode envolver a nossa mente.52 Introdução à BMia A Bíblia como uma história Walter Wangerin Jr. podem ser completamente conhecidos. Além disso. Ela admite tantas variedades dc interpretação quantos forem os seus leitores. algo inferior àquilo que querem ensinar. no fundo. impulsos involuntários. Elas descrevem e contêm uma quantidade enorme de sentimentos imediatos. . quando Martin Ltither King declama uma história para milhares dc pessoas engajadas no movimento contra a discriminação dos negros — "Eu estive no topo da montanha! Olhei e vi a Terra Prometida! Talvez não chegue lá com vocês" — evocando a imagem do velho Moisés no monte Nebo enquanto todo Israel. um relacionamento atemporal com Deus. ela não confina as pessoas num único pensamento explicável. aguardava. Estes são momentos da mais intensa interação. relacionamentos humanos instáveis. nas campinas de Moabe. e são lembrados e contados como narrativas. cada vez que são narrados. mas muito mais numa comovente narrativa. pois foram. formam a história da religião. A narrativa cria ordem onde só havia o caos. Existem e já existiram religiões sem teologias. não tanto em proposições de natureza sistemática. O problema da narrativa é sua ambigüidade. pronto. Ela quer um relacionamento com as pessoas que buscam um relacionamento com ela. Esses momentos. O que os pregadores geralmente não fazem com uma história é. A "verdade santa". É isto que acontece quando judeus recontam e revivem a história do êxodo na Páscoa. Personagens com personagens entram num relacionamento no qual certos acontecimentos se destacam por serem significantes e expressivos. a princípio. A história está escondida no alicerce. amadurecem. que é o objetivo de qualquer religião. riso e lágrimas. As narrativas são tão antigas quanto a própria religião. testificam. A Bíblia é. simplesmente ao ouvirem uma narração da história que lhes é comum. memória. reis e profetas — aparecem na forma de uma crônica histórica. uma narrativa. São significantes. os juízes. definindo unanimidade e não deixando que o indivíduo siga o seu próprio caminho. a hora de fazer a travessia. sentidos. num mundo organizado e significante." T r c v o r Dcnnis "Encontro" em si implica ação dramática. a narrativa insere as pessoas numa comunidade — no tempo presente e através dos tempos. quando cristãos recontam e revivem a história da paixão de Cristo na Santa Ceia. Mas estas mesmas histórias fundamentais também dão significado às experiências pelas quais as pessoas passam nos dias de hoje. anseios espirituais. são definidos por essa presença. A narrativa consola. E Jesus Cristo é revelado. quando a presença de Deus. contá-la — dar-lhe vida c expressão. O que a maioria das pessoas conhece não é o texto. A criação nos é apresentada como uma narrativa. Quais são as histórias que os líderes da fé cristã precisam narrar? Em quais narrativas se oferecem oportunidades de um encontro com Deus? "(A história da criação) é ao mesmo tempo a mais conhecida e a menos conhecida de todas as histórias do Antigo Testamento.

fez-se necessária uma nova aplicação desse antigo ensinamento. foram dadas como parte da aliança que Deus tez com Israel através de Moisés. quando foi suplementada e parcialmente substituída pelo que hoje chamamos de pensamento "histórico-crítico". Ele adota a ênfase histórica de Calvino. Não raras vezes a Itíblia foi usada como "livro mágico". em boa parte porque poucas pessoas sabiam ler grego ou hebraico. houve um ressurgimento do interesse pelo texto e alguns monges até aprenderam hebraico para poderem comentar o Antigo Testamento com mais precisão. na prática. não como a revelação de Deus para ela. ele nem sempre seguisse esse princípio. Esta abordagem detectou muitas opiniões teológicas diferentes na Bíblia. por exemAo lado ila ênfase escolástica na doutrina existe a tradição de literatura devocional. sendo que textos eram tirados de seu contexto para assustar os leitores ou para dar sustentação a religiões misteriosas compreendidas apenas por seus membros. assim. A partir de 1200. Ele também deu grande ênfase ao significado real das palavras c censurou as tentativas de alterar isto simplesmente para ajudar a estabelecer este ou aquele ponto doutrinário ou teológico. Isto não significa que essas leis não tenham vindo de Deus. ("Testamento" é o mesmo que "aliança" tanto no hebraico quanto no grego. mas vê a Bíblia essencialmente como registro da comunidade da aliança c sua visão de Deus. Interpretação "pactuai" Com base nesta convicção. embora. elas deixaram de ser relevantes e. João Calvino (1509-1564) adotou as posições de Lutero e as sistematizou numa série de comentários que continuam sendo clássicos do gênero. Mas quando Cristo veio. Esta aplicação foi fornecida por Jesus. Martinho Lutero (1483-1546) insistiu que este era o único método de interpretação confiável para transmitir a "Palavra de Deus" a nós. Aqui a Bíblia é vista como registro histórico do relacionamento salvador de Deus com o seu povo. Declínio e renovação Durante a Idade Média. que acabaria no que veio a ser conhecido como interpretação "pactuai". Este relacionamento cresceu c se desenvolveu com o passar do tempo. Mas ela não desapareceu. este lipu de interpretação entrou em declínio. A interpretação pactuai (ou aliancista) é uma maneira muito boa de demonstrar como o Antigo Testamento continua sendo a "Palavra de Deus" embora partes dele não se apliquem mais a nós atualmente. como as circunstâncias passaram a ser outras. O grande avivamento do estudo que ocorreu nos séculos 15 c 16 colocou essa abordagem em evidência outra vez. o que dificultou a tarefa de lê-la como unidade ou um só livro. pio. até ser cumprido em Cristo. houve uma reação contra este tipo de análise e . que reinterpretou a aliança de maneira radical. Mas. Pensamento histórico-crítico A interpretação histórica do tipo pactuai continuou a dominar o campo da teologia bíblica até o início do século 19.) As leis relativas a alimentos que aparecem em Levítico. aproximadamente. Esta ilustração é tirada de uma edição de 1689 dos "Kxcrclcios Espirituais" de Inicio de Loyola. puderam ser descartadas.54 Introdução à Bíblia Calvino acreditava que um texto deve sei lido no seu contexto histórico e como uma narrativa interligada. citando Jó 2 c Ap 9. Isto ajudou a manter uma noção da importância do significado histórico-literário do texto na mente das pessoas e as incentivou a estudá-lo com mais cuidado. Interpretação canónica Mais recentemente. 'IVatn dos Sete Pecados Mortais. desenvolveu-se um estudo bem mais profundo das partes históricas da Bíblia. c por muito tempo a igreja insistiu eme sua doutrina devia ser baseada em afirmações claras das Escrituras. cristalizado na "aliança" ou "pacto" que Deus fez com eles.

Um código secreto de números? Por exemplo. Orígcnes (cerca de 185-254 d. A numerologia. Alegoria? Na época de Jesus. havia três níveis de significado nas Escrituras: o literal. a igreja. em função disso. Como método de interpretação. No mundo moderno pode-se dizer que quase todos os intérpretes da Bíblia inseridos no contexto acadêmico adotam uma forma de interpretação histórico-literária. que seguiu a linha de Filo. A tradução de Tyndale foi a base para a Versão do Rei Tiago (King James Version). "interpretação canónica". no hebraico e no grego cada letra representa também um número. Com a prensa de Gutenberg. que muitos crentes viam como ilustração do relacionamento entre Cristo e sua noiva.C. mas um enigma que deve ser decifrado. era prática bastante comum em certos grupos judeus. e. embora atualmente nenhum estudioso ou teólogo respeitável leve tal prática a sério. a alegorização entrou na igreja cristã por intermédio de Clemente de Alexandria (falecido por volta de 215 d. reaparece entre os cristãos. o que une a Bíblia é mais importante que aquilo que nos lembra das origens diversas de parte do material que ela contém. Portanto. e. alma e O erudito holandês Desidério Erasmo 04*6-1536) aplicou seu conhecimento dc hebraico e grego à interpretação da Bíblia. ou entre Cristo e o crente individual. de tempos em tempos. Alegoria é uma forma literária na qual uma coisa representa outra. Ela concorda que a Bíblia pode ter várias fontes diferentes. a Bíblia saiu das bibliotecas e alcançou os mercados. Filo de Alexandria (falecido em 50 d. e que a maioria deles pode ser classificada como "críticos históricos". que trouxe o significado simples das Escrituras a todos. que foi discípulo de Clemente. Ela se tornou popular como forma de interpretar o Cântico dos Cânticos. foi apresentada.C). mesmo sem que haja ligação real entre as duas. 1 . surgiram teorias segundo as quais a Bíblia seria um código numérico secreto.C).) desenvolveu a teoria que o Antigo Testamento era em grande parte uma alegoria de coisas divinas. geralmente de forma altamente complexa e misteriosa. Segundo Orígenes. o moral e o espiritual.• • • • • Intendendo a Bíblia 55 uma nova proposta. a transformou numa forma sistemática de interpretação bíblica. Estes correspondiam às três "partes" do ser humano: corpo. que é como se chama isso. William Tyndale (1494-1536) foi outro que se voltou às línguas originais para fazer sua tradução pioneira para o inglês. Alegorização é o uso sistemático de alegoria como forma de interpretar um texto. Significado espiritual Sempre existiram aqueles que achavam que a Bíblia não é uma mensagem direta de Deus. mas diz que o que importa é o fato de que elas chegaram a nós como mensagem única num só livro.

Mais recentemente. Níveis diferentes de significado Em anos recentes. Juntamente com a interpretação histórico literaria. a alegorização foi um meio de encontrar referências ao Salvador em lugares que à primeira vista pareciam muito improváveis (como no exemplo de Cântico dos Cânticos). c assim por diante. principalmente no século 19. Grande parte das interpretações alegóricas é grosseira ou indubitavelmente errônea. A alegorização era muito popular na Idade Média. o "anagógico". mostrando. ela parecia oferecer uma maneira muito atraente de interpretar o Antigo Testamento. Na melhor das hipóteses. os pregadores gostavam muito de usar alegorias. As pessoas que adotaram esta abordagem geralmente acusavam os judeus de serem "literalistas" na sua leitura do Antigo Testamento. Muitos hinos usam a peregrinação do povo de Israel no deserto para representar a vida cristã. por exemplo. principalmente. muitos passaram a considerai o relato bíblico e a posição científica complementares. embora estudiosos sérios tenham feito o possível para mantê-la sob controle. o crescente interesse dos estudiosos pelos gêneros literários usados na Bíblia levou muitas pessoas a perceber diferentes níveis de significado no texto. ir além do que as palavras em si estão dizendo. como as profecias do AT se cumpriram no NT. Após a Reforma. O compositor Personagens importantes para o retomo à interpretação hislórico-literárin da lllblia foram Martinho Lutero (1483-1546) e João Calvino (1509-1564). a Terra Prometida. o uso espiritual e devocional da Bíblia teve continuidade. a alegorização cessou entre os intérpretes do mundo acadêmico. nos quais o rio Jordão representa a morte. o monge João Cassiano acrescentou outro sentido espiritual. mas continuou sondo popular em outros lugares. mas pelo menos a alegorização mostra que uma passagem pode ter um significado mais profundo do que. está trazendo de volta a antiga interpretação espiritual. e de aplicar passagens bíblicas obscuras ao cotidiano. Outros cientistas. à primeira vista. fazem uso freqüente de alegorias. mas sim como sinais. Alguns. para pessoas dc países subdesenvolvidos e para outros assuntos contemporâneos precisam sem dúvida. que é semelhante ao espiritual. à medida que as pessoas começam a apreciar as diferentes formas dc literatura na Bíblia. Algumas teorias modernas têm muito em comum com a alegorização e muitos esforços no sentido de tornar a Bíblia "relevante" para mulheres. Porém. Os acontecimentos que descreve — a matança dos amalequitas. no século 4. mas focaliza a vida futura do cristão no céu. São maneiras diferentes de ver a mesma coisa e responder perguntas diferentes. por exemplo. parece ter. usaram as "provas" cientificas de maneira positiva. o céu. . Este é um dos temas alegóricos favoritos da antiguidade. espírito. que não precisava mais ser interpretado literalmente. entre os pietistas.56 Introdução à Bíblia o que ei a considerado o motivo pelo qual não viam Jesus nele. Mais tarde. O desenvolvimento do método científico produziu varias abordagens de interpretação da Biblia. como Blaise Pascal (1623-1662). Os chamados "negro spirituals". por exemplo — não deviam ser entendidos como modelos para a conduta cristã. No século 19. especialmente entre os monges. o relato da Bíblia tem de estar errado). o que. por sua vez. indicando que devemos fazer morrer o pecado que se manifesta em nossa vida. usaram a abordagem "reducionista" (se a ciência demonstra que as origens humanas são evolutivas.

A vinda de Cristo alterou as condições em que um determinado texto do Antigo Testamento era aplicado originalmente? Neste caso. I loje em día ninguém acredita que estas palavras descrevem o que realmente acontece. Significados podem ser impostos à Bíblia que não estão de acordo com o texto original. eram oferecidos no Templo (que não são mais realizados) pode esclarecer o significado da morte de Cristo na cruz. houve uma ênfase à teologia feminista ou à teologia negra. Por exemplo. "Chaves que abrem o entendimento"). 57 N o século 20. Mas é melhor dar preferência à interpretação histórico-litcrária direta. Ela foi acolhida em muitas culturas e comunidades. Os cristãos acreditam que a aliança do Antigo Testamento entre Deus e seu povo se cumpre c. . porém. Isto deve ser levado em consideração quando tentamos aplicar uma passagem específica do Antigo Testamento aos dias atuais. E crucial que seja lida de maneira que leve em conta os diversos tipos de literatura que ela contém (veja também. Um coral de Soweto. aquilo que o Antigo Testamento diz sobre os sacrifícios que. não a torna menos "verdadeira". como sacrifício em nosso lugar. os cristãos são chamados para seguir o exemplo — para imitar — tanto Cristo quanto o apóstolo Paulo. O sol se põe". Canções populares fazem uso de uma rica tradição de imagens e figuras bíblicas para expressar a esperança c os temores de cristãos face às duras realidades da vida. Africa d o Sul. portanto. Isto. em tempos antigos. tem seu significado verdadeiro em Cristo. Em outros lugares. é provável que este texto deva ser usado de forma diferente hoje. e viver da forma que eles aprovariam — não se tornar carpinteiro ou fazedor de tendas! A Bíblia é o 1 ivro ma is importante na história da civilização ocidental. é importante distinguir o que o texto ensina como princípio teológico permanente daquilo que ele simplesmente registra como fato histórico (as duas coisas não são idênticas). Mesmo no Novo Testamento. Da mesma forma. O perigo está em reinterpretar as Escrituras para adequá-las à causa.Entendendo a Bíblia Aqueles que estudam a Bíblia não precisam escolher entre os dois tipos de interpretação: podem emprestar idéias de ambos. Isto significa compartilhar suas atitudes e convicções. Por exemplo. Cada uma aplica as Escrituras a áreas diferentes da vida. influenciando a fé e a prática. Um dos desafios da nossa época é usar nosso conhecimento das diferentes formas de literatura na Bíblia para determinar se o texto deve ser interpretado "literalmente" ou não. a linguagem poética não deve ser interpretada 1% literalmente. Elas simplesmente descrevem o que o observador vê. a preocupação com a justiça para os pobres na América Latina produziu a teologia da libertação.

procurar lugares num texto nos quais há tensão entre a mensagem geral e aquilo que um pequeno trecho do texto pode estar dizendo. • Crítica da forma — Preocupase com a forma ou o gênero dc pequenas unidades de texto e a origem do seu gênero na vida comunitária de Israel. • Crítica d a s fontes — Preocupa-se com as fontes por trás do texto. feministas. A forma narrativa que caracteriza a maior parte da Bíblia recebeu uma atenção renovada e novos assuntos. Essa nova ênfase focalizava os livros bíblicos como textos literários e os explorou deste ângulo. paia ajudar as pessoas entenderem e interpretarem a mensagem. não tanto pelo texto na sua forma atual quanto pela história do texto e dos acontecimentos a que se refere. Uma leitura feminista examinará como as mulheres são ou não são retratadas nos textos bíblicos. Desta forma o desconstrutivismo expõe contradições que procura localizar e espera encontrar em todos os textos. O método hislórico-crítico. E nos últimos anos estas novas questões foram aplicadas à Bíblia. O efeito do pós-modernismo sobre os estudos bíblicos foi minar a crítica histórica dominante.58 Introdução à Bíblia O texto e a mensagem Craig Bartholomew ^—' O estudo acadêmico da Bíblia ("crítica bíblica") tem sido dominado por várias ênfases diferentes que se revezam na posição de destaque. uma ênfase literária. a Não é de admirar que.. leitores e o mundo. A impressão que se tem atualmente é de uma variedade de abordagens interpretativas dentre as quais podemos escolher. Este método era crítico. • Crítica da r e d a ç ã o (do alemão redaktor. sem deixar nenhum método principal em seu lugar. que significa editor) — Preocupa-se com a maneira em que o texto foi editado na sua forma final. dos textos bíblicos. cm reação a esse problema. sugerindo que os textos não têm significados únicos e que seu significado depende em grande parte do(s) leitor(es). Movimentos como o "pós-estruturalismo" e o "desconstrutivismo" levantaram questões como: "Os textos possuem significados que podemos descobrir. era inevitável que estes novos movimentos na teoria da literatura logo se manifestariam também no campo da teologia bíblica. na década dc 1970. A primeira é a ênfase histórica. tenha surgido. — Preocupa-se com a origem e o desenvolvimento dos temas bíblicos na vida de Israel. ca. Uma leitura desconstrutivista irá. O pós-modernismo levantou questões complexas sobre textos. foi adotado por estudiosos da Inglaterra e dos Estados Unidos no início do século vinte. A interpretação bíblica está em crise! Os estudiosos analisam o rexto de várias maneirai. Na comunidade acadêmica mais ampla não há consenso com relação à maneira correta de ler a Bíblia ou de prosseguir nos estudos bíblicos. passaram a ser explorados. ou os leitores constroem estes significados. Também era histórico no seu interesse. porque lia e avaliava o texto bíblico do ponto de vista da cosmovisão moderna. simplesmente por questão de preferência pessoal. Os principais tipos de análise dos textos bíblicos que surgiram desta abordagem foram: • Crítica textual — Tem como objetivo definir os textos hebraicos e gregos mais confiáveis do Antigo e do Novo Testamento. a forma do enredo. autores. tais como o papel do narrador. estas novas abordagens geralmente são conhecidas como pós-modernismo. • Crítica da tradição. Era histórico. desenvolvido na Alemanha no século 19. Um grave problema do método histórico-crítico é sua incapacidade de focalizar os livros da Bíblia na sua forma atual. por exemplo. No final da década de 1970 algumas novas tendências radicais começaram a aparecer no campo da teoria literária. etc. Sob a categoria geral de pósmodernismo tornou-se comum os estudiosos fazerem leituras desconstrutivistas. Pelo fato de representarem uma reação a teorias modernas. e a descrição e o desenvolvimento dos personagens. porque usava ferramentas históricas desenvolvidas pela filosofia moderna da história. de forma que há tantos significados quantos forem os leitores?" Por causa da ênfase literária presente na área da pesquisa bíbli- .

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Estudiosos da área da crítica da forma (veja "O texto e a mensagem") identificaram a influência da tradição oral que subjaz a várias partes da Bíblia. As narrativas relacionadas com os patriarcas preocupam-se com as promessas da terra. Josué e os livros de Samuel. cm relação a Deus. o anseio por descendentes e a correspondente necessidade de proteger a mulher do patriarca — preocupações importantes para um povo migratório. . • Os t e m a s d a s h i s t ó r i a s orais seguem padrões e temas típicos. As histórias são contadas como se — através dos olhos de Moisés — Israel estivesse relembrando sua pré-história. No Antigo Testamento estas incluem principalmente os livros de Gênesis. Isto levanta a questão de como Moisés — ou a pessoa que escreveu Gênesis — sabia sobre os eventos que aconteceram pelo menos 600 anos antes da sua época. A questão da sobrevivência era mais imediata. é contada de forma a inspirar o povo de Israel a ter. seguindo a instrução de Deus. até o ponto em que esta tradição viva também se desenvolveu em uma tradição escrita. não temos evidência delas. a tradição oral influenciou especialmente os Evangelhos. • As histórias s ã o contadas p a r a e n s i n a r u m a lição. rivalidades entre famílias. transmite a história para seus filhos. Assim como cada cultura tem gêneros característicos de narrativas populares (os brasileiros contam piadas sobre portugueses e vice-versa. Portanto. Porém as histórias sobre Abraão e os outros patriarcas que o seguiram — Isaque e Jacó — são contadas em Gênesis como uma retrospectiva. que as histórias em Gênesis vêm de fontes orais que circulavam entre o povo. enquanto otttervam um modelo do Templo.62 Introdução à Bíblia Contadores de histórias a tradição oral Jo Bailey Wells A história do povo de Deus no Antigo Testamento começa com Abraão em Gn 12. • Não podemos saber onde e quando elas se originaram. • A s histórias s ã o adaptadas p a r a as necessidades ou situação d o s ouvintes. Páginas anteriores: Esta pintura de Tony lludson mostra um contador de histórias africano e o fascínio dos seus ouvintes. Sem negar que Moisés tenha sido inspirado por Deus. Lemos sobre o chamado de Abraão para pôr-se a caminho da terra prometida pela fé a partir da posição fixa da chegada de Israel na terra prometida. quando foi solicitado a oferecer Isaque em sacrifício (Gn 22). podemos imaginar que ele possuía algumas fontes escritas a partir das quais formulou o registro. a história da obediência de Abraão. que pode ser bem diferente. Por exemplo. No entanto. estas narrativas não são material adequado para reconstruir uma história detalhada e precisa. a mesma dedicação e fidelidade que caracterizaram o patriarca. por meio de contos populares. é improvável que um povo nômade se preocupasse com leitura. Agora se reconhece. Histórias de viajantes As histórias que foram escritas a partir de fontes orais têm uma característica particular e é importante levar isso em conta quando se trata de interpretar essas histórias. é relevante perguntar: "Como esta história pode ser adaptada à minha situação?". uma lição moral. No Novo Testamento. A forma e o conteúdo de uma história podem mudar à medida que é contada e recontada. Êxodo. Portanto. os alemães narram romances entre príncipes e moças pobres. isto é. para avivar ou inspirar. Um judeu ortodoxo cm Jerusalém. Na realidade. escrita e preservação de registros. mais apropriadamente. histórias sobre os patriarcas foram transmitidas verbalmente de uma geração a outra. Em geral.

chegando até ao exa• Inversão — O tema do herói gero. Aqui. na parábola do filho pródigo Considere o tamanho da dívi(Lc 15. 6. o Grande. empenhavam-se na preservação de histórias. sua parábolas de Jesus: linguagem deve ser vívida e concreta.63 os quenianos explicam como o leopardo ficou malhado).19-20) — tem grande significado.21-35). lo. com os irmãos inadvertidamente encontrando José. que não queria perdoar (Mt • R e p e t i ç ã o — Na parábola 18. E contem aos seus filhos e netos" (Dt 4. Na história de José. Eles valorizavam o dom da memória — desenvolvendo técnicas sofisticadas de memorização — e assumiram a tarefa de recontar às novas gerações as histórias a respeito daquilo que o Deus fiel havia feito no passado: "Portanto.7. elas devem prender a atenção dos ouvintes. valorizaram e passaram adiante. que dependemos de arquivos e computadores.1. Além disso. pessoas que fazem parte de culturas onde predomina a oralidade têm uma memória mais confiável do que nós. e assim por diante). mas escritas para serem lidas (tais também os resmungos secretos como romances). um contador de histórias no atual Irã reconta a seus ouvintes as façanhas de Alexandre. ouvimos diferentes das histórias que são não só os apelos da viúva. Diante disso. porém mais tarde reina sobre eles (Gn 37—45). oral? • Concisão — O detalhe narEntender as origens prováveis rativo de uma história oral é do material bíblico nos ajuda a serconciso. Isto ajuda a aumentar a tensão e antecipar o clímax quando — finalmente — o Podemos confiar na tradição dono envia seu filho.9. é alta- Muilas das histórias da Bíblia foram contadas oralmente antes de serem escritas para serem lidas.11-32). embora possa ser aquilo que é narrado — o imprudente tentar reconstruir a nome de um personagem ou a história primitiva de Israel a parcor de uma roupa (o homem tir das histórias em Gênesis. o dono da vinha manda dinheiro para enfatizar alcance três empregados para receber a ilimitado do perdão de Deus. Um tema recorrente é o do herói que deixa seu lar e mais tarde retorna com uma fortuna: Jacó foge de seu irmão Esaú e retorna com esposas e riqueza (Gn 27—35) José é banido pelos seus irmãos. mente adequado usar as mesmas histórias como exemplos de fidelidade (e infidelidade). A intenção não é necesdeixando o lar e retornando sariamente que esses detalhes com uma fortuna é invertido sejam levados ao pé da letra.mos sábios no modo de lê-lo e usáção dos ouvintes. Para Jacó. sua parte. Para terem efeido juiz iníquo (Lc 18. to. dando asas à imagina. aconteceu o inverso.9uma quantia inimaginável de 16). Na parábola da viúva persistente As histórias que são conta(também conhecida como parádas (parábolas. veja também 5. Podemos identificar • L i n g u a g e m — Para que as algumas técnicas de narração nas histórias causem impacto. .1-8). tenham cuidado e sejam fiéis para que nunca esqueçam as coisas que viram. principalmente. Por exemplo. por exemplo) são bola do juiz iníquo). Elas exprimem verdades que provaram ser reveladoras e instrutivas para inúmeras gerações que as seguiram. Dez mil talentos são dos lavradores maus (Lc 20. mas na maneira sutil em que o tema é usado e adaptado para ensinar uma lição. Isto ocasiona da na parábola do empregado um final surpreendente. era difícil retomar porque primeiro ele precisava fazer as pazes com Esaú. rico que se vestia de púrpura e um pobre chamado Lázaro — Lc 16. • D i s c u r s o direto — O enredo de uma parábola freqüentemente se desenrola por meio A arte do contador de histórias do uso do discurso direto. Os israelitas. A importância destas histórias não esta no tema em si. existem também gêneros específicos de narrativas bíblicas.

Isto tornava a leitura e escrita relativamente simples. a lei podia ser preservada e continuar inaltemantidos em segurança na arca (e. em particular do Antigo Testamento.14-15). Registros sobre reis. Ela d á acessibilidade — Um trecho escrito pode ser copiado inúmeras vezes.C. Ou seja. A palavra escrita Embora muito tenha sido contado verbalmente e passado adiante de geração a geração através do relato oral (por exemplo. Embora qualquer pessoa com força de vontade pudesse aprender a ler e até mesmo escrever hebraico sem muito esforço. isso se deve unicamente ao fato de terem existido gerações de escribas judeus que copiaram e recopiaram partes das Escrituras durante mais de 1. o termo normalmente é usado para descrever um grupo designado de pessoas que cumpriam a tarefa especial de escrever — e copiar — os registros históricos e sagrados de Israel. comparada com os sistemas de escrita cuneiforme da Mesopotâmia e no Egito. "os escribas" se tornaram um partido político distinto formado por uma classe de pessoas aliamentc instruídas. era possível fazer cópias que podiam ser consultadas por pessoas que tinham perguntas ou dúvidas. por influência da escrita arantaica. afiliadas aos fariseus. e guardadas para verificação posterior (veja Dt 18. e até colocado nos batentes das portas da casa (Dt 6. o hebraico passou a ser escrito com len-as mais cheias. mais tarde. Se somos herdeiros da Bíblia. O alfabeto já existia na terra de Canaã quando os israelitas se tornaram uma nação. lRs 11. tradições orais e acontecimentos históricos.n » n u w î w wp hiír w riva» nfrra iVfflNv rvw rtá syr w^i ansos d " 3 rvan No período pró-exilio.C. A escrita tem um impacto significante numa cultura predominantemente oral: • Ela confere autoridade — A escrita dá poder às palavras de uma forma que as torna diferentes da palavra falada. e mais tarde usados como fontes pelos historiadores bíblicos (por exemplo. no santuário do Templo em Jerusalém). Enquanto os textos originais da lei eram . seus programas de ação e acontecimentos relacionados com os mesmos podiam ser mantidos e atualizados.9. onde seriam guardadas (Dt 10. o recebimento da lei no monte Sinai. Antes do exílio. por exemplo. o hebraico compartilhava uma escrita com os cananeus e fenícios. embora seja bastante provável que gerações anteriores de escribas israelitas também escreviam usando o alfabeto. mas também de forma escrita em tábuas de pedra. Esdras é descrito como o modelo de escriba (veja também "O escriba"). Após o exilio. Mais tarde. 2Rs 23. essas pessoas provavelmente formavam centros administrativos na corte real. Uma vez escrita.64 Introdução à Bíblia Os escribas Jo Bailey Wells O Israel antigo vivia num mundo que não dependia apenas da tradição oral. Assim. Este trabalho exigia cuidado c treinamento durante m'] wWw> -ífTíí iy aro n t f w \¿h m wrftò won D t o w v w n s w iron o r b shasn m j n z r w s s»róa retWw j e w a n s a t s S s í . Escribas como escritores Literalmente. ela se tornou uma fonte com autoridade. a assim chamada escrita "quadrática" que aparece acima. De acordo com os relatos em Êxodo e Deuteronômio. Isso lhes possibilitou uma forma simples de fazer o registro de revelações divinas. Considere. um escriba — no hebraico.28). • rada durante séculos. Ex 13.500 anos. ele era membro de uma classe de pessoas instruídas que se dedicavam a copiar. não apenas verbalmente. a existência da escrita significava que havia algo que permitia que se conferisse o que estava sendo contado. Moisés desceu do monte carregando estas tábuas e as colocou na arca.22). por volta do segundo século a. • Ela p o s s i b i l i t a p r e c i s ã o — As palavras de um profeta podiam ser escritas no dia em que foram pronunciadas. Os textos hebraicos mais antigos já encontrados datam do século 9 a.20). E altamente significativa a afirmação de que Moisés recebeu os mandamentos. 11. guardar e interpretar a lei.4-5). sopher — é qualquer pessoa que escreve. baseada num alfabeto de 22 letras. i w i .41.

ele ficará cheio do espírito de conhecimento. Presta serviços a pessoas importantes e é visto na companhia das autoridades. .. Mostrará como é sábia a instrução que ele recebeu e se sentirá orgulhoso por causa da Lei da aliança do Senhor. Ele estava intimamente ligado ao sacerdócio. não importa quantas vezes um trecho do Antigo Testamento tenha sido copiado. cópias essas que surgiram em eras diferentes. com base nas variações entre os textos ou manuscritos. Copiar A tarefa do copista era reproduzir o texto com o máximo de precisão possível.1. foram transmitidas por diferentes meios e até foram recebidas em línguas diferentes A descoberta dos Rolos do Mar Morto cm 1947 — sendo que foram descobertos manuscritos 1.. o processo de cópia incluía revisão e correção cuidadosa.000 anos mais antigos que quaisquer outros conhecidos anteriormente — deixou bem claro que a transmissão do texto se deu com uma precisão extraordinária. Antes da invenção da imprensa. Ed 7. Ele terá conhecimento e saberá julgar com justiça e meditará nos mistérios de Deus. desde que a cópia tenha sido bem feita. explicá-la e incentivar o povo a colocá-la em prática • Juiz: ouvir aqueles que tinham queixas e julgar questões específicas da lei judaica. que mais tarde resultamemerros de interpretação • inclusão no texto principal de uma nota explicativa originalmente incluída na margem • danos causados a um rolo. Podemos apenas identificar as ocasiões em que foram cometidos erros.24—39.Transmitindo a História vários anos (veja SI 45. Assim. feita para suavizar idéias consideradas ofensivas. • Instrutor: administrar escolas de escrita e treinar aprendizes de escribas. É impressionante o grau de semelhança que existe entre diferentes cópias do texto. Esdras tinha vários papéis a desempenhar. E. 65 A descrição d o escriba exemplar. • Acadêmico: estudar a lei e produzir obras c teorias em resposta. Ainda hoje os escribas judeus trabalham com a mesma atenção escrupulosa cm relação aos detalhes.8). Segundo a tradição.6) e era muito respeitado (Jr 8. Explica também o significado escondido dos provérbios e emende os segredos das comparações.. cies que viviam num mundo que geralmente não se importava tanto com a verdade. não deixando alternativa senão especular quais seriam as palavras ilegíveis ou ausentes • alteração de um escriba.11): • Pregador: reunir o povo a cada ano para ler a lei. Estes provavelmente aparecem de forma idealizada no livro de Eclesiástico (Eclesiástico 38. conforme Eclesiástico 39 Ele aprende de cor os ensinamentos de homens famosos e procura descobrir o que querem dizer as comparações. As diferenças entre textos ou manuscritos podem ser atribuídas a: • omissão ou adição de uma palavra • erros de ortografia.. se for da vontade do Senhor TodoPoderoso. Embora os copistas tenham cometido pequenos erros que entraram no texto escrito. os escribas hebreus fatiam cópias das Escrituras com um cuidado e uma precisão que nos impressionam.

66 Introdução à Bíblia Jo Bailey Wells O trabalho dos editores As Escrituras hebraicas. A importância dos editores O estudo do trabalho dos editores é conhecido como "crítica da redação" (veja "O texto e a mensagem"). é provável que tenhamos maiores chances de entender sua perspectiva e o caráter singular de sua mensagem. De acordo com o editor de Reis. o Cântico de Ana é inserido no início da história. .C. são testemunho de seus esforços. Nos livros históricos. Se pudermos entender como um livro veio a ser escrito da forma como o conhecemos hoje.10). ou "ungido" cm Israel (ISm 2. e o trabalho de editores é menos significativo. especialmente o de Manasses (2Rs 23. Em comparação. no norte de Israel. não haveria Bíblia. como as conhecemos. que a história vai enfatizar a identificação de um "rei".26). e a fidelidade de Deus para com ele. o Cronista fala do arrependimento de Manasses. Este processo de edição ou "redação".12-17). Por exemplo: • Nos livros de Samuel. Sem o trabalho dos editores que reuniram e organizaram os materiais. O Novo Testamento se tornou "fixo" muito mais rapidamente. para mostrar como Deus está sempre disposto a atender o pedido do penitente (2Cr 33. provaveimentesurgiram gradativamente. bem no início da narrativa. As fontes originais compõem a matéria-prima. Esta procura descobrir os propósitos teológicos por trás da organização do material num livro. • Em Reis e Crônicas há descri- ções diferentes do rei Manasses. para usar o termo técnico provavelmente ocorreu de algum ponto antes do exílio até o século II a. Isto diz ao leitor alerta. principalmente. já que a forma dos livros como os temos reflete o trabalho dos editores assim como dos autores e tradutores. julgamento e exílio caíram sobre Judá por causa do acúmulo de pecado. Estes rolos das Escrituras numa sinagoga de Tsefnl. os editores selecionaram suas histórias para destacar uma determinada interpretação dos acontecimentos. a partir da qual acredita-se que gerações de editores trabalharam para compilar estes "ingredientes" até os livros atingirem sua forma final no "cânon" (a lista oficial). A disposição de textos num livro afeta a compreensão ampla do significado do livro como um todo.

Zacarias e Malaquias) foram acrescentados. eles foram reunidos por um editor (conhecido como "o Cronista") para formar uma narrativa contínua. Esta narrativa. o material foi reavaliado à luz da experiência atual e livros pósexílicos (Ageu. enfatizada pela repetição no início de Esdras dos dois últimos versículos de 2Crônicas. os salmos são ordenados em cinco "livros". os "cânticos dos degraus". . Como no caso da história deuteronomista. sugeriu que havia quatro fontes. um estudioso alemão do século 19. Estes derivam da adoração do Israel antigo.. datada de 400 a. os Salmos de Asafe. ex. Assim. ex. E. em geral. É provável que estes "hinos" foram reunidos durante o exílio. que isto representa o trabalho final de compiladores que reuniram várias fontes. D e P. p. O relato de acontecimentos passados também é feito em retrospectiva: os editores refletem sobre o passado à luz de acontecimentos atuais (por volta da época do exílio). Juízes. Sua composição é complicada. os livros desta seção reúnem trabalho feito por várias gerações de historiadores. cada salmo recebe um título para auxiliar a meditação (veja. é provável que os registros dos profetas anteriores ao exílio e do período do exílio foram preservados durante este período e editados posteriormente. quando o povo foi privado da adoração normal no Templo. portanto. ou por diferentes autores. pois dá continuação aos mesmos temas e teologia da aliança. É possível que "o Cronista" tenha tido uma grande influência sobre a reunião e disposição de outros livros do Antigo Testamento para formar o cânon. Testamento Histórias posteriores: Crônicas — Esdras — Neemias Os primeiros cinco livros da Bíblia aparecem como história única e coerente — como se produzida por um único autor sem necessidade de um editor. Cada uma tratava as origens de Israel de forma distinta. que incluem coleções menores como unidades inteiras (p. Mas. Além disso. e algumas histórias são repetidas de perspectivas diferentes. conhecidas como J. Os Salmos Os Profetas: Isaías. 1 e 2Samuel. assim como as histórias de administrações reais desde a época de Davi até o exílio.67 Coletando e organizando asseções d o Antigo 0 Pentateuco: Gênesis a Deuteronômio A história deuteronomista: Josué. Esses "editores" eram. 1 e 2Reis Esta seção recebe seu título de Deuteronômio. Se isto for verdadeiro (e continua sendo uma teoria). Porém há muitos estilos diferentes de escrita. O processo de edição reuniu a coleção para criar um livro para estudo (o SI 1 estabelece esta idéia desde o início). SI 120—134). os 12 "profetas menores" É possível que Jeremias tenha sido responsável pela formação do livro que leva seu nome (veja Jr 36.C. Jeremias. Assim sendo. estudiosos e escritores sofisticados. o livro que a precede. E m geral acredita-se. Quer estes livros tenham ou não sido escritos pelo mesmo autor. portanto. SI 73—83. é feita para encorajar a pequena comunidade restaurada a acreditar que eles realmente são herdeiros das antigas promessas que Deus fez a Israel. aproximadamente (embora às vezes se atribua uma data mais recente). Wellhausen.32). SI 51). pois contém tradições do período primitivo de Israel como organização tribal na terra prometida. que teriam se originado em períodos e locais diferentes. a história que agora temos representa não só o trabalho de "reunião de fontes" feita pelos editores finais durante ou depois do exílio mas também o trabalho de "subeditores" anteriores sobre cada uma das fontes individuais. Ezequiel.

contém os livros de Josué. Assim. Neviim (profetas). Isto implica nossa crença de que toda a Torá que temos em nossas mãos hoje é a Torá que foi entregue por Deus a Moisés. os judeus escreveram vários outros livros cm hebraico. também as exposições e elaborações da lei escrita foram reveladas por Deus a Moisés no monte Sinai. A segunda divisão da Bíblia hebraica — Profetas — se divide em duas partes. o filósofo Namânides. o judaísmo tradicional afirma que a revelação de Deus é dupla e está em vigor para sempre. Namânides afirmava que os segredos da Torá foram revelados a Moisés e são sugeridos na Torá pelo uso de letras especiais. Jó. Ageu. argumentou que Deus ditou a Moisés e este escreveu os Cinco Livros de Moisés. Outras obras literárias do período do Segundo Templo sao conhecidas como os pseudepígrafos. Lamentações. Zacarias e Malaquias). Uma lista aprovada de livros A Torá consiste nos Cinco Livros de Moisés: Gênesis. Para Namânides. argumentou ele. Provérbios. e que ela é totalmente de origem divina. Nas fontes rabínicas. Entre as outras obras se incluem: a Sabedoria de Salomão. Por exemplo. • Profetas Posteriores — é composta dos profetas maiores (Isaías. as Escrituras são chamadas de Tanak. Para os judeus. Em geral sc diz que a Torá foi dada diretamente por Deus. Entre estes livros não-canônicos se encontram o Testamento dos Doze Patriarcas. mas a natureza real desta comunicação é desconhecida a todos exceto a Moisés a quem foi dada. Este termo é um acrônimo formado com a letra inicial das palavras que designam as três divisões da Bíblia hebraica: Torá (instrução). Números e Deuteronômio. Ester.ii I 'Torá do Sinai) é uma crença fundamental no judaísmo: "A Torá foi revelada do céu. do século 13. Daniel. Interpretação De acordo com os rabinos. A terceira divisão é feita de uma variedade de livros divinamente inspirados: Salmos. estes livros foram revelados por Deus a Moisés no monte Sinai. Por trás deste conceito está a idéia mística dc uma Torá primordial que contém as palavras que descrevem eventos muito antes de eles acontecerem. estes textos conquistaram status oficial na Igreja Católica Romana e nas igrejas ortodoxas orientais. a obra mística medieval conhecida como o Zohar afirma que a Torá contém mistérios que vão além da compreensão humana. É provável. Eclesiastes. vinda de Deus. no seu Comentário do Pentateuco. essas exposições foram transmitidas de geração em geração e por meio deste processo uma legislação adicional foi incorporada à lei. Jonas. Como o Zohar explica: . Conhecidos como livros deuterocanônicos ou apócrifos. Habacuque. faz-se uma distinção entre a revelação do Pentateuco (Torá no sentido restrito) e as escrituras proféticas. por meio do que é metaforicamente chamado de 'fala'." A exemplo de Maimônides. que a crença na Torá MiSin. Namânides observou que esta teoria segue a tradição rabínica de que a Torá foi dada rolo por rolo. Porém todas estas obras constituem o cânon das Escrituras. Levítico. O mais substancial desses livros se chama A Sabedoria de Jesus. filho de Siraque (também conhecido como Sirácida ou Eclesiástico). Joel. Naum. Ketuvim (escritos). Rute. Tobias e Judite. Posteriormente. Neemias e 1 e 2Crônicas. Durante o período do Segundo Templo (depois da volta do exílio na Babilônia). os valores numéricos de palavras e letras e os adornos dos caracteres hebraicos. Análoga à interpretação mística da Torá proposta por Namânides. • Profetas Anteriores . Jeremias e Ezequiel) c dos profetas menores (Oséias. Na Idade Média esta crença tradicional foi afirmada sempre de novo. mas que não foram incluídos na lista oficial ou cânon das Escrituras. Esdras. De acordo com a tradição. Moisés foi como um escriba que copiou uma obra mais antiga. aramaico e grego. 1 e 2Macabcus. Juízes. enquanto os livros jjroféticos foram dados por meio de profecia.68 Introdução à Bíblia A Bíblia Hebraica Dan Cohn-Sherbok A base da fé judaica é a Bíblia. que Moisés tenha escrito Gênesis e parte de Êxodo quando desceu do monte Sinai. No fim dos 40 anos no deserto ele teria completado o restante do Pentateuco. eles tiveram considerável impacto sobre o pensamento cristão. 1 e 2Enoqite e Jubileus. o filósofo judeu Moisés Maimônides declarou. Os livros restantes das Escrituras — os Hagiógrafos — foram transmitidos por intermédio do Espírito Santo ao invés de profecia. Cântico dos Cânticos. Sofonias. No entanto. Êxodo. Amós. 1 e 2Samuel e l e 2Reis. no século 12. Miquéias. Obadias. Com isto quero dizer que toda a Torá chegou a ele. Além disso. Todo este registro estava no céu antes da criação do mundo.

Sim. houve um afasta- . dois estudiosos alemães. O judaísmo ortodoxo permanece dedicado à teoria de que a Torá escrita e a oral foram transmitidas por Deus a Moisés no monte Sinai. o mundo não poderia resistir a ela. e quem olha para esta veste como sendo a Torá em si. fornece uma base racional para a alteração da lei e a reinterpretação da teologia das escrituras hebraicas à luz do conhecimento contemporâneo. Este ato de revelação serve como base para todo o sistema legal assim como para as crenças doutrinárias sobre Deus. Simeão: 'Ai do homem que considera a Torá um livro de simples lendas e questões do cotidiano! Se fosse. há um consenso entre os críticos bíblicos modernos.. Moisés. até os príncipes do mundo possuem livros de maior valor que poderíamos usar como modelo para compor tal Torá. Tal abordagem não fundamentalista. até nós poderíamos compor uma Torá sobre assuntos cotidianos. Portanto.'" O impacto da pesquisa moderna Na era moderna. Mesmo assim. No período moderno. há uma aceitação geral das descobertas da pesquisa acadêmica moderna. Karl Heinrich Graf e Julius Wellhausen. contém em todas as suas palavras verdades sobrenaturais e mistérios sublimes . Já no século 16. Pelo contrário. que considera as novidades acadêmicas recentes no campo dos estudos bíblicos. Entre os judeus não ortodoxos. Na metade do século 19. elimina a crença tradicional da infalibilidade das Escrituras e. no entanto.Transmitindo a História "Disse R. tanto os judeus ortodoxos quanto os não ortodoxos continuam a pensar que a Bíblia judaica é fundamental para a fé. Para os judeus ortodoxos. Um rolo da Bíblia hebraica 6 erguido numa sinagoga judaica. agora ele é visto como coleção de tradições originadas em períodos diferentes no Israel antigo. as histórias da Torá são apenas suas vestes exteriores. tal posição moderna é irrelevante. A lei é honrada como dom de Deus ao seu povo. se a Torá não tivesse colocado vestes deste mundo. no entanto. ao invés disso afirmam que tradições orais foram modificadas durante a história do Israel antigo e que só ao final desse processo é que foram compiladas para formar uma única narrativa. tornou-se cada vez mais difícil sustentar o conceito tradicional judaico de revelação divina à luz da investigação e descoberta acadêmica. A Torá. concluíram que os Cinco Livros de Moisés são compostos de quatro documentos principais que existiram separadamente mas depois foram reunidos por uma série de editores ou "redatores". conseqüentemente. portanto. ai dele — este não terá lugar no mundo vindouro.. porém. Logo. conservadores e reconstrucionistas que o Pentateuco não foi escrito por 69 mento do fundamentalismo do passado. por outro lado. uma obra de excelente qualidade. os estudiosos indicaram que os Cinco Livros de Moisés parecer ser compostos de fontes diferentes. Outros estudiosos rejeitaram a teoria de fontes distintas. inclusive judeus reformados. A despeito dessas teorias diferentes.

C-. Os cristãos aceitaram o cânon definido pelos judeus do primeiro século de nossa era principalmente porque Jesus e os escritores do Novo Testamento se referem a uma grande variedade de livros do Antigo Testamento como tendo autoridade divina.15.C. Ezequiel e os 12 "profetas menores". os judeus.) demonstra familiaridade com a Lei e os Profetas como os conhecemos. Jesus. De acordo com Lc 24. que ele chamava de "livros da antiga aliança" (Eusébio. incluiu vários desses livros (veja "Livros deuterocanônicos"). No quinto século a. Provavelmente o primeiro cristão a analisar criticamente que documentos judaicos deviam ser considerados como escrituras sagradas foi Melito. disse: "Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei dc Moisés. Jeremias. Esdras — Neemias. E os Rolos do Mar Morto incluem cópias ou pelo menos fragmentos de todos os livros da Bíblia judaica exceto Ester.70 Introdução à Bíblia Uma lista aprovada — o "cânon" das Escrituras Stephen Travis e Mark Elliott A Bíblia consiste em 66 livros. História Eclesiástica 4. At 13. Os escritores do Novo Testamento usam a frase "a Lei e os Profetas" como designação dessas escrituras (Mt 5. O método judaico de contagem considera 1 e 2Samuel como um livro só.C. e não mais nem menos? E por que as comunidades judaicas e cristãs dão tanta importância a esses livros? Estas são questões sobre o "cânon". os judeus já haviam categorizado suas escrituras em três partes — a Lei. c toda a comunidade a reconheceu como "o Livro da Lei de Moisés" (Ne 8.C. e 68 d." "Salmos" aqui pode referir-se aos Escritos como um todo. Rm 3.C. • O s P r o f e t a s é a seção que inclui os Profetas Anteriores (a seqüência narrativa de Josué a 2Reis. portanto um padrão ou regra. Excluíram a literatura considerada muito recente ou arriscada em sua teologia ou que estava associada a grupos dentro do judaísmo e não a toda a comunidade judaica. indicando que a comunidade que produziu esses manuscritos (entre cerca de 150 a.C. conhecida como Scptuaginta. Sua lista era idêntica aos 24 livros do cânon hebraico. depois de sua ressurreição. e o mesmo se aplica a l e 2Reis.) valorizava todos esses livros. conhecidos pelos judeus como "o Livro dos Doze" e agrupados num único rolo).13-14). os livros dos Profetas e os outros livros". Certamente Eclesiástico 44—49 (século 2 a. As escrituras judaicas Na época de Jesus. No grego. 1 e 2Crônicas. Mas por que estes livros específicos? Por que um livro judaico como a Sabedoria de Salomão não foi incluído no Antigo Testamento? Por que foram incluídos quatro Evangelhos.17. . optaram por um cânon mais enxuto de 24 livros. Duzentos anos antes. nos Profetas e nos Salmos. a palavra "cânon" significava uma vara ou régua. bispo de Sardes. Jo 1. É provável que estes também eram uma coleção reconhecida na época de Esdras ou pouco depois. A lista resultante é idêntica aos 39 livros que os cristãos chamam de Antigo Testamento.26. todavia. por volta de 170 d. eram valorizados por diversos grupos de judeus. Esdras a trouxe de volta cm sua forma escrita da Babilônia para Jerusalém.C.44. os Profetas e os Escritos.1). a 100 d. sob a liderança dos fariseus. Citações são freqüentemente introduzidas com frases como "Está escrito" ou até "Diz o Senhor". o prólogo de Eclesiástico já falava sobre "a Lei. Os cristãos passaram a usar essa palavra em referência a uma lista de livros inspirados por Deus que eles reconhecem como Escrituras com autoridade divina.21).C. Mas após a catástrofe da destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d. Estas três coleções foram reunidas cm estágios. pois nesta divisão da Bíblia hebraica os Salmos geralmente vêm em primeiro lugar. • A Lei ou Torá (Gênesis a Deuteronômio) foi a primeira a ser reconhecida como documento fundamental de Israel por causa da sua associação a Moisés. que interpretava a história do ponto de vista profético) e os Profetas Posteriores (Isaías. Outros livros escritos no período de 300 a. • O s E s c r i t o s consistiam em grande parte de documentos posteriores e sua aceitação geral como coleção definitiva provavelmente se deu no primeiro século da era cristã. Os 12 profetas menores também são vistos como um único livro. A tradução grega das Escrituras hebraicas.45.

perceberam que cada um trazia uma perspectiva diferente da história dc Jesus.fc. na fabricação do ftilF livro assim como o conhecemos hoje. cristãos egípcios a incluíam em sua coleção das cartas dc Paulo. l | Í ' P : f | caso.'••"" vimento do "códice". as páginas são dobradas e fixadas n u m a extremidade (a lombada). ou talvez apenas porque era tão diferente dos outros. isto passou a ser um problema.' i :. 0 Rolo do Templo (o maior dos rolos do mar Morto) tem 8 m e 20 começou a substituir o rolo durante o segundo cm de comprimento.. Os cilindros nas duas pontas permitiam ao leitor desenrolar e enrolar o texto à medida que ia lendo. C a d a folha tinha cerca de 30 cm de altura e 20 c m de largura. Esse códice data do século -I d. a manuscrito atais antigo dc todo o NT (mais uma parte do A T ) de que hoje dispomos. S . As folhas eram coladas umas nas outras. • ' " ' ' .C. ele foi descoberto no século 19 no Mosteiro de Santa Catarina. No início. e não de pergaminho.11. . Tudo indica :sr. O Evangelho de João demorou mais para ser aceito. passou-se a adicionar as feitos de pergaminho (couro).C. em comparação com os outros três — talvez porque era usado pelos gnósticos para promover sua própria versão da fé cristã. Mais tarde. Mas as vantagens de afirmar as contribuições distintas dos quatro Evangelhos acabaram prevalecendo. No tempo do NT.: . Justino já descrevia como os cristãos 71 reunidos para adoração liam as "memórias" dos apóstolos "que são chamadas Evangelhos" (Apologia 1. Mas antes do ano 200 Irineu argumentava que é tão natural haver quatro Evangelhos quanto há quatro ventos e quatro cantos da terra (Contra as heresias 3. • Os p r i m e i r o s d o c u m e n t o s a serem reunidos foram as c a r t a s d e P a u l o .8). Escrito em grego sobre pergaminho.C. Como acreditavam firmemente que havia uma única mensagem evangélica coerente. Esta forma do livro à esquerda: Um rolo escrito em hebraico. os rolos eram feitos de folhas de papiro. Mas os rolos eram . a maioria dos rolos (incluindo os documentos do NT) era feita de 53 papiro. • O s E v a n g e l h o s À medida que os cristãos se familiarizavam com mais de um Evangelho. '•'•'.difíceis de manusear e transportar. Rolos também podiam ser século d. O herege Marcião nos informa que antes de sua época (cerca de 140 d. já em 200 d. no sopé do monte Sinai. formando rolos de comprimento variado.C. isto é.66). originalmente.) já havia uma coleção fixa das dez cartas principais de Paulo. capas. A direita: Uma página cio Códice Sinaífico. que os cristãos íoram pioneiros no desenvolffii"-. Embora houvesse dúvidas freqüentes sobre a autoria da carta aos Hebreus. N u m rolo.' . Neste W^Mi J { . o texto era escrito e lido em colunas. Outros documentos semelhantes a evangelhos como o Evangelho de Pedro e o Evangelho dos Egípcios continuaram a ser usados nas igrejas orientais. embora fosse pouco comum u m rolo c o m mais de 20 folhas. para proteger o livro..Transmitindo o História O Novo Testamento A história do cânon do Novo '['estamento é mais a história de uma coleção de coleções que de uma coleção de documentos individuais. Do rolo ao livro O s documentos que entraram no cânone da Bíblia Hebraica foram colecionados. Por volta do ano 200 havia coleções que também incluíam 1 e 2Timóteo e Tito.'.-. num "livro" em formato de u m rolo.R. Por volta de 150 d.C. Os autores cristãos deste período os citavam freqüentemente como tendo a autoridade das Escrituras.v. S ^ . .•' £ ' = S ¡ = . Mas ela só teve maior aceitação na igreja ocidental a partir do quarto século.

M HM- .M K l £ ( O l I Ml'l I H M c t ) MIO " ¡' M C P C O O III IK11 MtífâtU P \ | < X m I " * .O I iii-oi-iií. embora as igrejas ortodoxa. No quarto século seu status como escritura foi reconhecido no Oriente — com a compreensão de que o milênio de Ap 20 não devia ser interpretado literalmente. de Tomé e de Matias e os Atos de André e de João.. o rei era Charles 1).V KM o i Ü f IMuV * 00©0-VCXMC*>>*<<X!*. X'. no período entre 400 e 450 d .-.. este códice é uma das cópias mais antigas da Bíblia.. Judas. W I . 2 e 3João. O livro de Apocalipse foi aceito mais rapidamente no O c i d e n t e que no O r i e n t e . 2Pedro. 1 O M "<Xi O O P X I í A M e U K .cn. Provavelmente a coleção surgiu do desejo de sc ter um testemunho comum dos apóstolos "tidos como colunas" (Gl 2. Assim.! l<M M < ri K*0 X M C KlXI i Xf *l -FWO ' ^ K O I M U i U » X M O X • Kl-CMCOHfcW ' KMMKOimiWil^MaiiHMUTflX YK4| k N > MMfXNPAYMWAiiTiC >. IPedro e também Apocalipse "se desejável" • livros contestados.*"' M O C * . as igrejas começaram a confirmar formalmente quais livros mereciam autoridade para determinar suas vidas e seus ensinamentos. Entre estas. • A t o s e A p o c a l i p s e ficaram fora destas três coleções. inclusive os Evangelhos de Pedro. no F. As cartas de Paulo. particularmente interessante é a classificação dos documentos em três grupos feita por Eusébio: • os livros aceitos nas igrejas sem qualquer restrição — quatro Evangelhos.. ainda hoje. A extensão do cânon. mas até no Ocidente esteve sob suspeita por causa do seu uso pelos montañistas com seu entusiasmo excessivo por especulações quanto ao fim do mundo. Na sua carta de páscoa de 367 d. Eusébio fez referência a uma coleção de sete "cartas católicas". Outros documentos foram incluídos porque vieram de uma pessoa diretamente relacionada c o m um apóstolo se não do próprio apóstolo. A mesma conclusão foi endossada no Ocidente por uma declaração papal cm 405 c no norte da África nos Sínodos de Hipona (393) e Cartago (397). a Carta de Barnabé e o üidaquê • os firmemente rejeitados. *"('V"HiiikxueNTe(.1X>¿.:uKiit . v l M». a igreja etíope tem um cânon de 38 livros. Uoão. OOI-IOYCYI i M f O M K M o r e i ' Y W .I ü v c t i I R 11 • M<>Y ^•YÍANEXEÍEENXVFM-I ikmi-m!. foram pouco usadas antes do quarto século. em grego.>i M MOV i v ' * K Y n . Atos. por exemplo. aqueles que ainda não eram universalmente aceitos — Tiago. podemos ver que quatro perguntas fundamentais foram feitas sobre cada documento em consideração. . jamais foi formalmente definida por um concílio ecumênico da igreja inteira.72 I m Introdução à Bíblia m - * <OCKXIXXC^OIIIXCI -^<|?*CI|füf I MHÍA. Pelo fato de não haver reconhecimento claro da sua autoria apostólica.C. Atos foi separado dele em data bem antiga e não é citado por autores cristãos antes do tempo de Justino.\Òn. os Atos de Paulo. exceto IPedro e Uoão. ao contrário dos esforços de Marcião e outros hereges de reivindicar Paulo para si e rejeitar os outros apóstolos. 14 cartas de Paulo. Um pouco depois do ano 300 d. o Pastor de Hermas.!X-Ol pc. i. Se revisarmos os critérios pelos quais os 27 livros alcançaram status canónico.Ul)|o)M<n * OYSCxifxOAMi>PüriiujMo. R * .»4 y M c i c o y w » .9) ao lado das cartas de Paulo.riV ' YMI M l .«. Assim. Mas por volta do ano 200 sua importância foi reconhecida como evidência de que Paulo e os outros apóstolos pregavam o mesmo evangelho.gito) ao rei da Inglaterra (quando o presente chegou. ' C'J-i'X. todas. Atanásio apresentou pela primeira vez uma lista de livros autorizados idêntica ao Novo Testamento que conhecemos e esta foi amplamente aprovada no Oriente.». os Evangelhos dc Marcos e Lucas foram reconhecidos como tendo autoridade ao lado de Mateus e João. Embora d o mesmo autor do Evangelho de Lucas.R E R O V U .e. n u : f i 11\' '1' U I M « ( N V Y \ O W C O \ K.\i«Vy" cl>MÇfrn|»«x>i|. enquanto Hebreus permaneceu em dúvida por mais tempo porque sua autoria era incerta.t)ei-Hic\H\o d > a m O Códice Alexandrino foi dado de presente pelo Patriarca de Constantinopla (que parece té-lo encontrado em Alexandria.i ( i C C T I M t l M T G M X H M Í ' O X X O X< V i w o t i OOTXJS.M'CpTv>Vvoix r . católica romana e protestante compartilhem o mesmo cânon do Novo Testamento. mas com o passar do tempo caíram em desuso porque expressavam doutrinas que tinham mais em comum com a heresia gnóstica que com a tradição recebida pela igreja. no entanto. • As Cartas Católicas (Tiago até Judas) formaram a última coleção a ser reunida. foram rapidamente aceitas com base nisto. em 1627. o Apocalipse de Pedro. • Ele é apostólico? Em vários casos esta era simplesmente uma questão de autoria. Após três séculos de uso.C. Listas de livros autorizados foram feitos em várias partes do mundo cristão.I AHay-"1"<4>mJs l O l M i l . C . ..' I I N . K X M e N ' í "O I C O d>0 .« > C l W n .»âC-f*J'N'KXfOKin-IXCMAY. f * í*. Escrito à mão.

Alguns sugeriram que o ceticismo que reina cm círculos acadêmicos quanto à autoria apostólica dc certos livros deveria levar a um questionamento de sua canonicidade.. • E católico? 0 livro comunica a palavra dc Deus à igreja em geral. apesar da dúvida com relação à autoria de Hebreus. Não devemos imaginar que o processo dc definição do cânon foi obra dc comissões que se reuniram para julgar os escritos cristãos e decidir se podiam fazer parte do cânon ou não. Nos tempos modernos já houve quem sugerisse. não apenas a um grupo seleto? Cartas originalmente dirigidas a uma igreja específica foram aceitas se sua mensagem pudesse ser comunicada a um público mais amplo. Por que não incluir outros documentos cristãos antigos tais como o Evangelho de Tomé ou os Atos de Paulo? Mas. o teste de apostolicidadc não foi aplicado de forma rígida. Seria mais exato dizer que os documentos que acabaram entrando no cânon demonstra- 73 ram sua autoridade intrínseca por meio do uso constante na igreja. No entanto. que o conteúdo do cânon deveria ser revisado. aqui e ali. dúvidas sobre autoria não são razão suficiente para excluir um documento. via — do manancial que é o Novo Testamento. não tem maior significado tornou-se canónica por causa da sua ênfase na defesa da verdade contra "enganadores . Kstas páginas de um evangelho desconhecido são bastante antigas. aparentemente. Sua mensagem é derivada — e às vezes se des- Não demorou muito e os lideres da Igreja tiveram dc decidir quais dos escritos em circulação eram genuínos e seriam benéficos para toda a Igreja. até uma carta como 2João que.. ele foi aceito porque atendia aos critérios seguintes. Os livros em questão provaram há muito tempo seu valor na vida cristã. que não confessam Jesus Cristo vindo em carne" (vs. Outros perguntaram por que o cânon do Novo Testamento deveria se limitar estritamente a esses 27 livros. • O livro alentou a vida das igrejas ao longo do tempo? No final das contas. Os livros do cânon do Novo Testamento se distinguem por darem testemunho em primeira mão da história de Jesus Cristo e do impacto que ele teve no período formativo da vida da igreja. • É ortodoxo? O livro combina com a compreensão da fé cristã que recebemos por meio da tradição viva da igreja? Com base nisto m u i t o s documentos com títulos aparentemente autênticos como o Evangelho de Tomé e os Atos de João foram rejeitados. Os quatro Evangelhos que aparecem no inicio do NT se destacavam do restante.Transmitindo a História Era crucial saber que cada documento provinha do período mais antigo da história da igreja. o teste mais importante que podia ser aplicado a um documento era se ele havia demonstrado seu valor divino através de sua habilidade de renovar. como vimos. Assim. Por exemplo. 7-11). O cânon é um caso de sobrevivência dos mais aptos. a verdade é que os documentos do Novo Testamento continuam sendo especiais. . porque seu ensinamento era de caráter gnóstico. ou seja. E embora alguém possa se beneficiar da leitura de outros livros que foram escritos nos primeiros tempos da igreja cristã. Provavelmente nenhum dos documentos que ocasionalmente são propostos para inclusão no cânon seja tão antigo quanto os documentos que integram o Novo Testamento. sustentar e guiar a igreja. da primeira metade do século 2.

C. pois os muçulmanos falam sobre a produção de comentários do Corão e interpretações do mesmo. no século 3 d .'.rM'"'-j --f" w s p o l i u i . o siríaco. a lín.7 4 Introdução à Bíblia Divulgando a palavra a tarefa da tradução A maioria das pessoas não lê a do. t i r . A Septuaginta era usada para leitura em voz alia nas sinagogas localizadas em cidades do Império Romano onde se falava grego..) e o copta.do Antigo Testamento usada antes to foi escrita em hebraico. Eles começaram com o latim.'>' • : . cidades como Corinto.mV. dedicada a ajudar os outros a encontrarem Deus por intermédio de Jesus Cristo. judeus a entender sua fé. Estas duas convicções os motivaram a tornar os livros do Novo Testamento acessíveis ao maior número possível de pessoas na língua que essas pessoas falavam — para que a vida delas também pudesse ser transformada pela mensagem de Jesus. produziu uma versão do Antigo Testamento em grego conhecida corno Septuaginta. O antigas: hebraico. O Antigo Testamento em grego O povo judeu do século 3 a. usavam a linguagem de seu público-alvo. "Targum" era uma versão aramaica A maior parte do Antigo Testamen. falado na Síria antiga (por volta de 160 d. Umn das primeiras línguas que recebeu uma tradução do N T foi o copta (no Kgito). . Os judeus que moravam nessas cidades muitas vezes não entendiam o Antigo Testamento em hebraico e então precisavam da Bíblia na língua que eles podiam compreender.C). . Neste ponto o cristianismo contrasta de forma interessante com o islamismo. a língua dos de e durante a época de Jesus — israelitas. e depois passaram a traduzir para as línguas do Oriente Médio. Antioquia e Roma. Isto tornou necessário o trabalho de tradução das Escrituras — uma tarefa que foi iniciada ainda antes do tempo de Jesus. . para que a mensagem começasse a ser levada a pessoas que não conheciam as línguas bíblicas. Estas primeiras traduções foram motivadas por dois fatores: eles acreditavam que os livros do Novo Testamento eram inspirados por Deus. Nos priOs autores dos livros bíblicos escreviam para comunicar e. no entanto. os cristãos produziram ver-1 soes do Novo Testamento numa variedade de línguas — para que pessoas que não sabiam grego pudessem ler sobre Jesus e crer nele. Algumas partes do Antigo uma versão bastante expandida e Testamento estão em aramaico.C. pois entendem que o original (em árabe) é estritamente intraduzível. o Novo Testamento foi escrito originalmente na língua comum daquele tempo e depois traduzido para as línguas de muitos povos. Novo Testamento O Novo Testamento foi escrito em Essas versões do Antigo Testagrego "comum" — a língua falada por mento foram feitas principalmenmuitas pessoas em todo o Império te para ajudar aqueles que já eram Romano na época de Jesus. gua que era usada em Israel na época de Jesus e que está relacionada com o As primeiras traduções do hebraico. . uma língua do Egito (por volta do terceiro século d.parafraseada do original hebraico. Pelo fato do cristianismo ser uma fé missionária. C Está c urna página do Evangelho de João. a língua dos romanos (por volta de 150-220 d ..TV> i-Pvjf". C ) .19). pois a maioria das pessoas falaBíblia em si. mV-. aramaico e grego. Algo semelhante acontecia em Israel por volta do mesmo períomeiros 300 anos após a morte de Jesus. pois os livros da assim não entendia muito do AntiBíblia foram escritos em três línguas go Testamento lido em hebraico. do Norte da África e da Europa. e assimilaram o chamado de Jesus de "fazer discípulos de todas as nações" (Mt 28. i r .r ^ (•TM 1 M 1 1 ) ' ' .í-:»í. . Não demorou muito. mas versões da Bíblia na va aramaico ao invés de hebraico e sua própria língua. <j < ' T v V t V ' >•". mas não de traduções.*:? ('. por isso.'i í.

as Sociedades para reduzir a língua à escrita. ciou um meio barato de tornar Assim. equipe de tradução e passam por Mas aqueles que queriam colo.quatro estágios antes de serem car a Bíblia na linguagem das pes..000 apenas do Novo Testamento). mas também pelos turcos e sarracenos. pouco antes desse tempo propiexistem apenas na forma oral. Bíblia completa. são necessários a muitas pessoas. muitos anos de trabalho árduo Atualmente." tos. Bíblicas Unidas e a Associação Este trabalho é feito em conWycliffc de Tradutores Bíblicos junto com falantes nativos. 75 O uso de computadores facilitou muito a tarefa dos tradutores em todo o mundo.publicadas. Eu gostaria que fossem traduzidos para todas as línguas de todo o povo cristão. espan-um livro da Bíblia traduzido. para que pudessem ser lidos e conhecidos. Juntar o cansaço da jornada. ou seja.Transmitindo a História O aumento do número de traduções No século 16. A ciência da crítica textual (veja "O texto e a mensagem") é usada para decidir qual cópia está mais próxima do original. Nenhum item essencial da fé cristã depende de uma diferença entre essas cópias antigas. a uma discussão com o grupo de tradutores. com suas narrativas. não apenas aos rascunho de tradução c levado eruditos. sendo que cada nas que o poder que a Bíblia tem tradutor trabalha com deterde transformar vidas estivesse minado número de livros.071 línguas conhecidas que o lavrador pudesse cantar parte mundialmente apenas 5% têm a deles enquanto vai arando o solo. são sobre quais textos gregos.. questões relacionadas com as línguas originais. esta con. Algumas línguas A invenção da imprensa um não têm forma escrita. outros 13% têm que o tecelão possa recitar esses texo Novo ou o Antigo Testamento e tos enquanto tece. ou simplesmente . temos uma grande quantidade de cópias antigas dos textos bíblicos (mais de 5. Não temos os manuscritos originais dos livros bíblicos escritos pelos primeiros autores. incluindo crítica textual. caso Como se faz uma tradução pudessem ler o texto em sua próVersões modernas da Bíblia pria língua. 0 estudioso holandês Erasmo escreveu: "Cristo quer que seus mistérios sejam amplamente divulgados. não apenas pelos escoceses e irlandeses. continuam o trabalho de produzir versões da Bíblia em línguas Este passo envolve uma decidiferentes. assuntos ligados à arqueologia. à medida que os cristãos se deram conta outra vez da importância dc levar a mensagem dc Jesus aos outros. soas simples não achavam que isto • Um rascunho de cada livro levaria à anarquia. especialmente àqueles que não conheciam latim. Esse acessível a todos. mas a tradução de uma passagem específica pode depender de qual cópia antiga está mais próxima do original. na Europa. antes de se poder fazer essas novas traduções disponíveis uma tradução. que o viajante ainda outros 14% têm pelo menos possa. Queriam apeé produzido.mais de 95% da população munvicção foi combatida por setores dial têm pelo menos uma parte tradicionalistas da igreja daquela da Bíblia numa língua conhecida. pois havia o temor de que Mas ainda existe muito por fazer! as pessoas formulariam suas próprias interpretações da Bíblia. a língua das pessoas cultas. houve um grande renascimento das traduções da Bíblia. Essa ciência leva em conta a idade das diferentes cópias e a disseminação de determinada formulação ou palavra no conjunto das cópias. Gostaria Das 6. época. mas as cópias nem sempre concordam entre si. hebraicos e aramaicos serão usados. Isto significaria que a geralmente são resultado do traigreja perderia o controle daquilo balho dc um grupo ou de uma em que as pessoas criam. estes números significam que Durante um tempo. • Um grupo de especialistas (consultores) dá orientações a respeito de certos assuntos.

"Ide poi lodo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura". • Foco n a l í n g u a . Tudo isto significa que é útil tere usar mais de uma versão da Bíblia. produzem uma versão literal (ou palavra por palavra) em que o texto da tradução se orienta pela maneira como a língua-fonte organiza palavras e sentenças. Versões diferentes darão nuances diferentes do origina]. Hoje essa boa nova alcança pessoas cm todos os continentes. quando se fizer uma leitura em voz alta na igreja. Versões diferentes Grupos diferentes de tradutores produzem versões diferentes — às vezes bem diferentes umas das outras. Outras línguas não têm este problema. a língua focalizada pode ser diferente. Uma versão para uso de pessoas eruditas e estudantes pode ser mais técnica. em comparação com uma versão feita para adultos. às vezes usando o texto em grupos de estudo bíblico para testar trechos ou livros inteiros que foram traduzidos. por exemplo. sua linguagem será mais simples c as frases mais curtas. • Finalmente. quando se estiver fazendo um estudo em particular. Na prática a maioria das versões fica entre os extremos do muito literal e da paráfrase. já que nelas existe um termo para "homens e mulheres" usado para grupos mistos. é importante usar linguagem "inclusiva". aramaico e grego. No caso de algumas versões modernas em certas línguas. por exemplo.a l v o Por outro lado. através de gestos de amor c dc ainda. ou quando se estiver ensinando a fé cristã às crianças. disse Jesus aos seus discípulos. • Foco n o p ú b l i c o alvo Um segundo fator que ajuda a explicar a variedade de versões é o público-alvo. lista tem sido a tarefa dos cristãos desde o princípio até agota: traduzir o evangelho para línguas locais. quando se estiver dirigindo uma discussão em grupo. Por que são tão diferentes? • Foco na língua original Em primeiro lugar. • Pessoas que representam a igreja e outras entidades farão uma revisão do rascunho da tradução. Em português. A alegria dessa boa nova se tomou real na sida desta mãe africana e de seu filho. se os tradutores focalizarem a língua-alvo. para publicação. para quem não lê hebraico. E haverá situações em que determinada versão será mais útil ou mais adequada do que as outras. e. . que são uma reformulação bastante livre do original na língua-alvo. às vezes eles tornam a consultar os especialistas para tirar dúvidas quanto a uma ou outra questão. mas que não é literalmente exata. pois permite ao leitor ver como o original foi estruturado. pela palavra falada. o que resulta é uma versão de leitura fácil. o estilo e a maneira de expressar o sentido do texto na língua alvo. Nesse processo. os tradutores originais "arrematam" o rascunho. por exemplo. Isto pode parecer um pouco estranho ou artificial para alguém que não conhece a língua original — mas pode ser uma vantagem. se uma versão é produzida tendo em mente as crianças. na Por exemplo.76 introdução à Bíblia os tradutores focalizam ou privilegiam a língua original (ou língua-fonte). isso significaria usar a palavra "pessoas" ao invés de "homens" quando o original claramente inclui também as mulheres nessa referência. como. geralmente com o uso de formulações surpreendentes ou interessantes. e pela palavra escrita. Se hora de traduzir a poesia hebraica (tal como aparece nos Salmos). os tradutores evitarão palavras mais raras ou frases peculiares. No ponto extremo desta abordagem se encontram as paráfrases. isto enriquecerá sua compreensão da mensagem da Bíblia. Se a versão é feita para pessoas para as quais a língua-alvo não é a língua materna. preparando uma versão final Boas notícias devem set compartilhadas.

feita a partir da Vulgata. a edição Revista e Atualizada surgiu no Brasil após o trabalho de mais de uma década. Editada originalmente em Portugal. E m 2 0 0 0 .0 primeiro a Tradução do Padre Matos Soares traduzir o Novo Testamento para o português a partir do original grego foi João Ferreira de Almeida.Traduções da Bíblia em português Eis um breve histórico da tradução da Bíblia para o português. missionário protestante na Ásia (especialmente na cidade de Batávtá. com alterações no texto do Antigo Testamento e uma revisão m a i sa p r o f u n d a d a da tradução do Novo Testamento. em 1864.21). aramaicos e gregos.Edição prepar a d a por uma equipe de exegetas católicos e protestantes.Tradução em Português Corrente . . Uma edição revista e ampliada foi publicada em 2002. Almeida Revista e Atualizada (ARA) - sete editoras católicas brasileiras. Foi preparada porbiblistas protestantes e católicos e sua linguagem é próxima à u s a d a pela maioria dos portugueses. protestantes e judeus. Tradução Ecumênica da Bíblia (TEB) da no B r a s i l em 2001. comparados com a Nova Vulgata. era a versão mais difundida entre os católicos.T r a d u ç ã o datada de 1932. Define-se c o m ot r a d u ç ã o evangélica.Publicada em 1994 e reeditada em 2002. A Boa Nova . foi várias vezes reimpressa no Brasil. baseia-se nos textos originais hebraicos. que foram incumbidos de dar ao texto uma feição mais brasileira. colega de Almeida.T r a d u ç ã o do . A Comissão tratou de atualizar a linguagem.Publicada em 2002 por um consórcio de I gem de Hoje (NTLH). à citação em documentos da Igreja Católica e à preparação de edições litúrgicas. Até há pouco tempo. aceitável às pessoas m a i s eruditas. 0 trabalho foi feito entre 1902 e 1917 e teve Rui B a r b o s a como um de seus consultores lingüísticos. Tradução de Almeida . entre os anos de 1772 e 1790. n a liba de Java). a S B Bl a n ç o u a Bíblia na L i n g u a g e m de Hoje (BLH). Nova Tradução na linguagem de Hoje tradução de Almeida foi trazida p a r a o Brasil pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira e entregue a uma comissão de tradutores brasileiros. ao m e s m o tempo. introduzidos e anotados por uma equipe de estudiosos católicos.E m 1988. Bíblia Sagrada . Almeida Revista e Corrigida (ARC) . m a s também levou em conta os últimos avanços da arqueologia e exegese bíblicas. Ela se destina. Página de rosto d o Novo Testamento de João Ferreira d e Almeida.P u b l i c a - P a d r e Antônio Pereira de Figueiredo a partir da Vulgata. A Bíblia toda só foi publicada em 1753.A p r i m e i r a (NTLH) . A Bíblia completa foi publicada em 1981. Era uma tradução bastante literal. a primeira t r a d u ç ã o completa da Bíblia feita por iniciativa da SBB. a N T L H emprega uma linguagem que é acessível às pessoas m e n o s instruídas e. Tradução Brasileira (TB) . Foi ap r i m e i r a Bíblia completa publicada no Brasil.L a n ç a d a pela Sociedade Bíblica de Portugal em 1993. O r i e n t a d a pelos princípios de tradução dinâmica. 0 trabalho foi concluído por Jacobus op den Akker. que caracterizam o texto de Almeida. uma s e g u n d a edição do texto da BLH. e parte do Antigo Testamento (quando faleceu e m 1691. * Versão de Figueiredo . Nova Versão Internacional (íWI) . A Bíblia completa foi lançada em 1959. a tradução estava em Ez 48. lançado em 1681. . foi l a n ç a d a a Nova Tradução na Lingua- Bíblia completa traduzida inteiramente no Brasil. Segue a filosofia de t r a d u ç ã od a New International Version. fiel e contemporânea. Bíblia de Jerusalém (BJ) . publicado em 1693.Tradução da CNBB . entre outros propósitos.A Fiel aos princípios de tradução de equivalência formal. Traduziu o Novo Testamento. Os livros bíblicos foram traduzidos.

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que tende a individualizar e personalizar o "pecado". desprovida do maravilhoso e do mágico. o sagrado e o secular. mitos e parábolas. Em reação. levou a uma rígida separação entre espiritualidade e envolvimento com o mundo. enigmas. embora não seja completamente irrelevante.. Elas pressupunham que sua leitura do evangelho registrada na Bíblia era relativamente objetiva. considerando-o.. Nas Filipinas. na cultura filipina préespanhola. Pensamento e expressão são geralmente altamente organizados. Eles consideram a realidade uma unidade. ainda se impressionam com "o poder. Esta pergunta. pelo poder das imagens ao invés de palavras abstratas. Mas o Ocidente defende a Bíblia na nossa cultura como se fôssemos todos racionalistas de uma era científica. por meio das coisas que foram criadas". As culturas ocidentais baseadas na cultura grega tendem a dividir a pessoa em corpo e alma. mas c apenas uma das possíveis leituras. Cada cultura tem um senso interno do que considera "errado". Porém o cristianismo ocidental se dirige a eles como se houvessem há muito passado a idade do misticismo e precisassem ser arduamente convencidos da existência dc um Deus sobrenatural. A noção ocidental de que a religião está relacionada com o "espírito" e não com as coisas materiais. como comida e bebida. Aqui. ocasionando certa introspecção ou reflexão. A tradição teológica ocidental é parte importante da herança da igreja em todo o mundo.80 Introdução à Bíblia Perspectivas culturais Oriente e Ocidente Melba Maggay Até recentemente. budista ou hindu. c sim um sistema interpessoal dinâmico dc encontros com pessoas e outros seres. O que está errado? Muitos estudiosos perceberam que o cristianismo como foi teologicamente desenvolvido no Ocidente focalizou as idéias complexas que envolvem o pecado e a culpa. antes de tudo. disso vem o senso de que o mundo não é fixo. e o que uma cultura considera essencial pode certamente ser diferente do que outra cultura considera importante. não como . o que explica a preferência por histórias ao invés de proposições. que pode ser claramente percebido. Experiências humanas concretas são destiladas em provérbios.. Nosso povo ainda não conhece a natureza "desmitificada". o mesmo "pacote" é levado de cultura a cultura. Os filipinos não fazem distinção rígida entre o natural e o sobrenatural. diferenciando o "espírito" e a "matéria". é pouco importante para os filipinos. para os quais o que importa mais é acesso ao centro do poder que governa sua vida e o universo. em sua cultura. uma questão de traição e mentira e sexo ilícito. mas de maneiras imaginativas e intuitivas ao invés de analíticas e abstratas. vozes cristãs do Terceiro Mundo levantaram a questão do contexto. Os filipinos. e se o público está imerso numa visão de mundo animista. a escrita era usada principalmente como forma dc comunicação social. Dupla personalidade O holismo filipino opõe-se à tendência ocidental de compartimentar a realidade. precisa aprender a levar em conta a dimensão social e cósmica do pecado. ou de coisas gerais relacionadas com violação da integridade interior c usurpação dos direitos de outras pessoas. o rompimento da harmonia no nosso relacionamento com a sociedade ou com o cosmos é uma falha considerável. Assim. as pessoas do Ocidente envolvidas diretamente na transmissão da mensagem cristã para outras culturas em geral não estavam cientes das pressuposições culturais por trás da sua própria leitura das Escrituras. A divisão entre "salvar as almas" e "alimentar os corpos" está longe da justiça e das dimensões nacionalistas dos movimentos religiosos nativos. A questão que mais preocupa a "consciência introspectiva do Ocidente" é se podemos ter certeza de que realmente iremos ao céu. Pensando e sentindo As pessoas numa sociedade amplamente oral como a filipina vêem a vida como realidade primária — eventos passados guardados na memória e reinterpretados com o passar do tempo. desafiando teologías e métodos de comunicação tipicamente ocidentais e chamando a atenção para a importância da cultura no ato de ler e ensinar a Bíblia. O Ocidente. sem levar em consideração se o contexto social é do Terceiro ou Primeiro Mundo. o público e o particular..

dc conflito entre culturas. em grande parte. Tanto o Oriente quanto o Ocidente podem contribuir para a compreensão da Bíblia e de sua mensagem. como habilidade dc demonstrar no ritual e na imagem. do altar para o púlpito. que é o contexto cultural da au deste artigo. ao intelectualismo abstrato. Esta cena no mercado é de Manila.da cultura nativa que valoriza a buição de Bíblias. no qual uma hora tem sempre 60 minutos na hora que podem ser perdidos ou ganhos. A noção de tempo como sendo linear — um tempo único e absoluto que pode ser medido pelo relógio. car tal conhecimento no cotidiaA invenção dc Gutenberg tor. a fé passa a A ênfase do protestantismo nas ser. ao invés da capacidade de aplie a invenção da imprensa. ou podem receber valor monetário — é muito diferente da noção nativa de tempo como algo orgânico. definida em expressões cognitivas. Expressões de fé Conseqüentemente. democratizando sabedoria ou a habilidade de intea leitura das Escrituras. ao invés de discipulado. que por grar vida e conhecimento. O centro litúrgico passou com pessoas e situações. As festas acontecem nas estações de colheita e . supondo que o que Deus estiver fazendo. Este etos fica muito distante nou possível a impressão e distri. dizeres sua vez levou a uma ampla alfabe. proposicio.no. Uma questão de tempo Após 400 anos dc alfabetizaO tempo como valor dominante ção. com a ênfase católica na emoção. O pescador observa a maré c espera por noites de lua nova. nas Filipinas. da Imagem para a Palavra.A Bíblia hoje forma dc acumular sabedoria e tradições antigas. O agricultor acorda com o nascer do sol para trabalhar c pára quando o sol está muito quente.termos de aquisição de informação nais e verbais de fé em contraste bíblica. data da aceitação de certas fórmulas de ligação histórica entre a Reforma fé. estará fazendo em sua mente. o Ocidente evoluiu para uma na organização da vida nas sociecultura religiosa fortemente ligada dades ocidentais é outro exemplo Somos todos condicionados pela nossa cultura. ligado às estações e aos movimentos lunares.sábios e relacionamentos eficazes tização.

ritual. mas se uma ação já terminou ou pertence ao "ainda não". É realmente difícil comunicar-se através de barreiras culturais. um momento amadurece até o tempo designado de construir ou plantar. ou arrancar e destruir. não no horário em que algo acontece. e medições de tempo variam dos ciclos climáticos ao período de tempo que se leva para fumar um cigarro. Pelo fato de o tempo nesta cultura estar ligado ao fluxo dos eventos ao invés do relógio. ou no fato de que um alvoroço de preparativos acontece em cima da hora porque o evento está prestes a começar. O filipino está interessado. é claro. Isto está. Embora haja um sentido cm que o tempo é linear — a Bíblia fala do tempo como tendo um princípio e um fim. diz Jesus. Isto pode ser visto no fato de eventos começarem somente quando os lugares na sala estão preenchidos e os próprios organizadores estarem prontos. da história com um propósito não um ciclo interminável de nascimento e morte. da ascensão e queda de impérios — há um sentido em que vivemos o tempo como um ciclo. de certa forma. as coisas começam quando estão prontas e terminam quando estão completas. Então começamos a nos abrir para outros discernimentos culturais. Mas estar ciente do nosso condicionamento cultural e reconhecê-lo é um progresso. Não adianta preocupar-se com um amanhã que não podemos controlar. O que chamamos de "horário filipino" é na verdade sincronia com o fluxo de eventos à medida que acontecem.82 Introdução à Bíblia mais próximo do sentido hebraico de tempo como "determinado" ou "oportuno". ao contrário da ilusão ocidental de que por mero planejamento e administração podemos nos proteger das incertezas do futuro. Estes. E as perspectivas combi nadas de Oriente e Ocidente trarão uma compreensão mais rica da Bíblia e de sua mensagem. não são os únicos exemplos das diferenças entre o pensamento ocidental e oriental. "Basta a cada dia o seu próprio mal". As pessoas discernem as estações e determinam se é tempo kairos (oportuno) ou apenas tempo chronos (que passa) c agem de acordo. mas é mais correto entendê-la como uma falta de futurismo ou de ansiedade com relação ao amanhã. A ênfase ao tempo como presente vivo foi mal interpretada como o hábito de se deixar para amanhã o que se poderia fazer hoje. .

como criador e soberano do mundo. sendo encontrado em forma humana. onde Pedro confessou que Jesus era o Messias enviado por Deus. Nichos escavados na rocha para abrigar estátuas dc deuses podem ser vistos ainda hoje. todo joelho se dobrará. para a glória de Deus Pai. a história de Israel alcança a sua verdadeira plenitude em Jesus de Nazaré. Mas aqui. considerou adequado falar dc Jesus na linguagem usada para Deus nas "A reivindicação não é tanto que Jesus é como Deus. Ele escreve sobre "Cristo Jesus" (Fp 2.83 Jesus numa sociedade pluralista Vinoih Ramachandra Os autores bíblicos viviam num ambiente social tão pluralista quanto o nosso em matéria de religião. "o nome que está acima de todo nome" é uma alusão clara a Is 45. suportando a ira de Deus para curar as nações. assumindo a forma de servo. é ao nome de Jesus que. Segundo os autores dos Evangelhos. e morte de cruz! Por isso também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome. Desde o início. quanto do "Filho do Homem" de Daniel.6-11): "o qual. Sempre que os israelitas pensavam que Deus era apenas mais uma divindade tribal ou tentavam adorar a Deus à maneira dos ritos de fertilidade comuns entre os cananeus. Ele é aquele sobre quem Moisés havia escrito. no final da história humana. A singularidade do etos social de Israel vinha da revelação única que Deus confiara a Israel. Um fragmento de um destes hinos primitivos provavelmente encontra-se nas palavras seguintes. não considerou que o ser igual a Deus era algo de que ele deveria tirar vantagem. O mundo inteiro reconhecerá que Jesus é o Senhor verdadeiro. para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho. ao ver o tempo da vinda dele. mais ou menos como a nossa. Deus.. E esta reivindicação surpreendente é feita sobre um criminoso judeu que fora recentemente executado! Igualmente surpreendente é o contexto literário em que isto aparece — uma exortação para imitar esse Cristo em sua mentalidade humilde e atitude dc servo! Na Palestina do icnipo dc Jesus. escritas cerca de 25 anos após a crucificação. a igreja cristã. eles estavam traindo a sua vocação no mundo. recebendo um reino eterno que abrange todos os povos. E parte de uma carta que Paulo. líder cristão de origem judaica. uma passagem na qual Deus declara ser o único Salvador universal. embora estando na forma de Deus. aquele que fez com que Abraão ficasse alegre." escrituras hebraicas. mas (pie Deus é como Jesus. e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor. estava agindo na história de todas as nações e culturas. Ele incorpora os propósitos dc Deus para as nações ao viver como o Filho que é fiel a Deus. Mas Jesus também traz a história de Deus a seu verdadeiro clímax. E. Nele converge o conjunto de imagens do Antigo Testamento. mas a si mesmo se esvaziou. havia um templo dedicado ao deus grego Pan. que também vivia num mundo religiosamente pluralista. tornando-se semelhante aos homens. Mas em nenhuma nação além de Israel Deus agiu por amor a todas as nações. Algumas das primeiras "cristologias" eram expressas em hinos de adoração coletiva. aquele que é Senhor até de Davi. a si mesmo se humilhou e foi obediente até a morte. Em Cesaréia de Filipe..22-24 na Bíblia hebraica. a sociedade era diversificada. . tanto do "Servo de Deus" de Isaías. Ele convoca todas as nações da terra a dobrarem os joelhos diante dele. Eles adoravam ou prestavam culto a Jesus. escreveu para uma das igrejas que fundara na colônia romana de Filipos. Israel foi chamado para andar nos caminhos do Senhor sob o olhar atento de outras nações." Nesta passagem.

I posta das nações a ele — expressas na sua resposta àqueles com quem cie se identificou. Como o Templo em Jerusalém representava a própria identidade de Israel como nação. Pessoas que haviam fracassado moralmente e não tinham vez na sociedade recebiam uma nova identidade e eram inseridos em novos relaeionamentos. Jesus apresentou-se também como aquele a quem todas as nações prestarão contas no fim da . Tanto o ensino de Jesus quanto seu estilo de vida implicam uma profunda autocompreensão. Na sua presença. e tomando forma em e por meio de suas palavras e ações. Ao declarar tal perdão Jesus deixava de lado o Templo com seu sacerdócio divinamente instituído e seu sistema sacrificiai. a ação de | Jesus era realmente radical.31. a base do julgamento será ares. Esta visão elevada de Jesus certamente veio da maneira como o próprio Jesus via sua relação com Deus e Israel. a igreja de judeus e gentios) proclama a singularidade de Deus/Cristo andando como Deus/Cristo andou.84 Introdução à Bíblia Aqui novamente.| 46. história. Na história extraordinária do julgamento final em Mt 25. como no Israel antigo. A forma positiva como Jesus muitas vezes assumia direitos e prerrogativas de Deus escandalizou seus contemporâneos e ri d a n u ci a o n u t( a . o "reino de Deus" — a grande esperança de Israel quanto à presença salvadora de Deus — estava irrompendo no mundo. Para Jesus. homens e mulheres recebiam perdão incondicional de seu pecado. o povo da aliança de Deus (neste caso.

Espírito e Deus ao mesmo tempo.18. e t c ) . Deus lhe deu seu próprio poder de levantar os mortos.dinárias sobre Jesus. o "espírito vivificante" (ICo 15. No centro da fé e da pregação sobre Deus. "aquele que vive" (Ap 1. . ou seja.15). Ao falarem de Jesus. SI 42." A esperança judaica de ressurreição agora se torna fé em Jesus que. um mundo em que diferentes religiões disputavam a preferência das pessoas. e ressuscitado por Deus: que durante especialmente Jesus na sua crucifium período de 40 dias após sua cru. na época de Jesus. "ressurreição" representava do que Deus.10.45).2. ficavam nas imediações da Galileia. mas afirmação de que Jesus havia sido que Deus é como Jesus. todo joelho se dobrará. Js 3. fizera por a derrota do mal. A reivindicação não é dos primeiros discípulos estava a tanto que Jesus é como Deus. Na crença judaica daquele eram testemunhas entre as nações tempo. Ele é o "Autor da vida" (At 3. o Deus Criador tiraria sua criação da sujeição ao mal e à morte e a elevaria para compartilhar sua própria vida. comparar com o uso desta expressão como título divino em Dt 5. é de certa forma a plenitude cificação ele apareceu a eles num da divindade numa personalidade corpo físico e depois continuou a humana. os apóstolos não só fazem declarações extraore provocou a indignação das auto. mas também fazem declarações surpreendentes ridade religiosas. em Jesus. Jesus. afirma ser "a ressurreição e a vida". em Jo 11. "É ao nome de Jesus que.25. a vinda de uma toda a humanidade. a "habitar" primeiros cristãos se negavam a neles e capacitá-los por meio de considerar-se apenas membros de uma "religião" entre várias: eles uma nova atuação do Espírito.21-26).cação. Ao ressuscitar Jesus. 85 nova ordem mundial. Com esta convicção os comunicar-se com eles. Por intermédio de Jesus.26. Jesus fez a afirmação de que ele é o único caminho que leva a Deus num mundo semelhante ao nosso.A Bíblia hoje Meninos posam ao lado das ruínas de uma antiga igreja em Gadara. aquele a quem o Pai concedeu "ter vida em si mesmo" para que também possa dar vida a outros (Jo 5. uma das Dez Cidades (gregas) que. Esta linguagem foi aplicada a Jesus após a sua ressurreição porque deu significado a suas palavras e obras anteriores à crucificação. no final da história humana.

136). já na época em que o Profeta do Islã ainda era vivo começava a ficar claro que as Escrituras dos judeus c cristãos eram bem diferentes da revelação que o Profeta alegava ter recebido. No que diz respeito à lei mosaica. mas principalmente pela alegação dc que o Corão "cumpre" as outras revelações mais parciais: que. Judeus e cristãos são exortados. Como explicar isto.50). nós as substituímos por outras.106). No que Corão e a Bíblia diferem No entanto. porque foi a Alá que nos submetemos" (Sura 2. sobre Abraão. se todos eram a Palavra de Deus? Esta dificuldade é contornada de maneiras diferentes. . "lemUm imnnic se dirige ¿ 1 um grupo de pessoas numa mesquita de Istambul. Jacó e as tribos de Israel e o que foi outorgado a Moisés e a Jesus e o que foi dado a todos os profetas vindo do seu Senhor.86 introdução à Biblia Michael Nazir-A!i O Corão e a Bíblia bra" seus leitores do que foi esquecido e que "abranda" ou ab-roga certas partes das escrituras mais antigas: "As revelações que ab-rogamos ou fazemos cair no esquecimento. Isaque. As outras escrituras são mencionadas com freqüência. os judeus também são desafiados a viver segundo a luz e orientação da Torá. iguais ou melhores" (2. o Corão. a viver segundo a vontade dc Deus como foi revelado nos seus livros: "Que o povo do Evangelho julgue de acordo com aquilo que Alá revelou nele c quem não julga pelo que Alá revelou é rebelde" (QS. Ismael. Este versículo foi muitas vezes usado não só para avaliar as outras escrituras em relação ao Corão mas também para determinar como certas passagens fundamentais no Corão se relacionam com outras partes do livro. a posição do Corão é que pelo O livro sagrado dos muçulmanos. Não fazemos distinção entre todos eles. especialmente o Tawrat (ou Torá). além disso. Alguns versículos antes. o Zalnir (Salmos) e o Injil (Evangelho). cm certos casos. alega repetidamente ser a continuação da revelação dada na tradição judaico-cristã e é considerado pelos muçulmanos a última de uma linhagem de escrituras dada aos profetas: "Cremos emAláeaquiloquedecima foi enviado sobre nós.

uma corrupção do significado do texto sem necessariamente envolver corrupção do texto em si. na visão muçulmana. É a crença que o "Povo do Livro" que viveu em período anterior mudaram ou corromperam seus livros de tal forma que estes não mais concordam com o Corão. são ab-rogadas.90). Muitos chegam a conclusões surpreendentes: concordam. deixa intacta a integridade de extensos trechos da Bíblia! . todavia. Isto. naquilo que estas contradizem o Corão. Assim o Corão.46.f menos algumas de suas cláusulas foram decretadas corno castigo por rebelião. por exemplo. A Bíblia hoje «7 mas apenas de "esquecer" o que receberam (cf.50. Gradativamente. é claro. Pode ser. O "Povo do Livro" é acusado de alterar as escrituras para seus próprios propósitos (2. muitos estudiosos muçulmanos referem-se à Bíblia quando tentam comentar o significado do Corão. eram da opinião que a alteração era tahrif bi'l ma'ni. pelo menos no Corão.75-79. Uso da Bíblia Embora os muçulmanos acreditem que o conteúdo do seu livro sagrado tenha sido recebido diretamente de Deus e.160.15). não depende de qualquer outro documento literário ou histórico. 4. que narrativa e comentário na Bíblia podem sofrer alteração. surgiu um consenso de que "o Povo do Livro" era culpado de tahrif bi'l lafz. Jesus supostamente revogou algumas delas e o Profeta do Islã abrandou outras (3. mas apenas que os textos foram mal usados e certas passagens. de alterar as escrituras. independentemente das interpretações a que foi submetido por judeus e cristãos. 4. Os conservadores também usam a Bíblia extensivamente como contexto histórico para o estudo do seu próprio livro. foram os principais propagadores desta teoria. é a revelação final e definitiva que "cumpre" as outras escrituras e. continuam a defender que o Corão não afirma corrupção geral das escrituras judaico-cristãs. Estes estudiosos não são apenas os que integram uma escola mais "liberal" de pensamento. portanto. mas que isto não se aplica às palavras inspiradas dos próprios profetas. Um texto corrompido? Outra maneira pela qual o islamismo procura fazer frente às discrepâncias entre suas escrituras e as dos judeus e cristãos é a acusação do Tahrif. porém. 5. Muitos estudiosos.14). 5. 5. O teólogo espanhol Ibn Hazm e o mestre itinerante na índia. a corrupção do próprio texto. Ao fazerem isto. o cientista Al-Biruni. que os cristãos não sejam acusados. Os primeiros comentaristas muçulmanos. ocultadas. precisam definir até que ponto houve alteração do texto. no entanto. tais como Tabari e Razi.

por outro lado. é muito importante explicar como os cristãos entendem que a revelação é mediada. "Barnabé" é. A idéia de uma obra predeterminada descendo do céu. às vezes em línguas diferentes. Para os muçulmanos. Todas as edições atuais do Corão são derivadas de uma única recensão (sendo que as variantes foram destruídas no decorrer da história).Como os muçulmanos entendem a revelação Para que cristãos entendam a visão muçulmana da Bíblia. enquanto os muçulmanos passam a apreciar algumas das escrituras às quais o Corão se refere. Estas são as formas diferentes de chegar àquilo que a comunidade considera um texto confiável. Isto é muito bem-vindo. na realidade. para a qual o profeta apenas serve de meio ou instrumento. nem a tradição muçulmana mais antiga. Em diálogo com muçulmanos. escrita na Espanha muçulmana. No que tange às escrituras judaico-cristãs. quão grande é a dificuldade que os muçulmanos tem com a noção cristã de como livros diferentes da Bíblia foram escritos e como a lista aprovada surgiu na sua forma atual. Entendimento mútuo O diálogo paciente entre muçulmanos e cristãos sobre as escrituras dc cada fé tem. há um grande número de manuscritos. que discorda do Corão em certos aspectos importantes! Tentativas de produzir tais obras demonstram. A confiabilidade é atingida não pela dependência de uma única linha dc evidência manuscrita. uma obra relativamente moderna. noentanto. segundo eles. Os cristãos compreendem a extensão da continuidade que existe entre o Corão e as escrituras que eles usam. nem o próprio Corão. faz qualquer referência a tais obras. de reflexão e edição por parte de comunidades e indivíduos. pois só pode levar a uma melhor compreensão do que se tem em comum e ao estabelecimento de uma base a partir da qual se pode lidar com as sérias diferenças que permanecem. No entanto. que são usados para elaborar a edição crítica de um texto. mas também por meio dc um processo dc acréscimo nas tradições. aprofundado a compreensão da posição do outro lado. é crucial que tenham alguma noção de como os muçulmanos vêem a revelação. não condiz com o conceito dc revelação para a maioria dos cristãos. A maneira em que a evidência manuscrita é tratada nas duas tradições é um exemplo disto. isto é um sinal da integridade e confiabilidade do livro. é o Evangelho autêntico. não só por meio das limitações de cultura c língua. . Livros fora do "cânon" oficial Ocasionalmente os muçulmanos produzem livros semelhantes ao assim chamado Evangelho de Barnabé que. na verdade. mas pela comparação de tradições manuscritas diferentes.

A educação das mulheres foi uma das chaves para abrir novas oportunidades no mercado de trabalho. apresenta a poligamia e ele." to das mulheres? E o patriarcado (no sentido mais amplo. a fé. ajuíza (Jz 4). A questão que que homens e mulheres foram isto levanta é se a narrativa afirma criados iguais à vista de Deus e a vontade de Deus para os papéis na presença um do outro. por mostrar que ela é semelhante a exemplo. o sistema de homens no poder) é justiRivalidade e competição Os problemas entre homem e ficado pelo próprio texto? Estaria mulher só começaram depois que Deus tratando as mulheres dessa a desobediência causou a "queda" forma? É bem mais provável que da humanidade em Gn 3. mas porque. toda a igreja. enquanto o exemplo de mulheres como Maria eram subconscientemente vistos como "apenas para as mulheres"! Portanto. a masculinidade se tornou a norma do que significa ser humano e era fácil marginalizar. Não há uma palavra inequívoca no assumem papéis responsáveis de e com a retificação do desequilíbrio no qual mulheres e o sexo feminino foram marginalizados nas traduções da Bíblia. . não porque as mulheres se relacionem com Deus ou vêem a Bíblia de forma diferente dos homens. quanda salvação no restante da Bíblia. O que está registrado aparece.homens. sentes e têm papéis importantes.tempos. A cria.11-12. as mulheres estão precias inevitáveis da queda. os papéis que elas exercem. para que possamos seres criados. e para dar maior respeito ao trabalho tradicionalmente feito por mulheres. res ficam longe do ideal divino de Dc Gn 4 em diante. to Hulda. ou se simplesmente desda a partir do homem. enquanto as mulheres. As EscriICo 11. em corrigindo o que não é. Há indicações suficiencomo cumprimento da previsão de tes disto no texto em si. também o homem rece os homens em detrimennasce da mulher. que o homem dominaria a mulher Embora grande parte da his(Gn 3. Teólogos focalizaram principalmente a maneira como Deus lida com os homens. a plementaridade do Eden. Tanto homens quanto mulheres acostumaram-se a aprender sobre fé a partir de exemplos bíblicos de homens como Pedro. até recentemente. na forma de Parceiros iguais Gênesis começa com o fato de narrativa descritiva. ou porque todas as mulheres pensem da mesma forma. nem a mulher é independente do homem. e para demonstrar aprender.e status de homens e mulheres ção de ambos é considerada muito em todas as culturas em todos os boa (Gn 1. mas parte das conseqüên. na teologia e na igreja.está para ilustrar como o status. nem o Deus e a Bíblia homem é independente da mulher. isto acontece igualdade.31). na maioria das vezes. o drama se desenrola na história Tanto Débora. mas para época (da mesma forma que. mesmo que inconscientemente. mas os homens prevalecem. a contribuição e importância das mulheres. a experiência e os interesses delas ficavam em segundo plano. Na cultura secular c na igreja. a profetisa (2Rs 22). liderança não c restrita a homens. A Se Gênesis estabelece o cenário. aquilo que encontramos descrito aí ao invés da mutualidade e com. não para creve o que estava acontecendo na mostrar subordinação. A mulher é cria. Então.A Bíblia hoje 89 A Bíblia do ponto de vista feminino Claire Powell O século 20 testemunhou grandes mudanças nas atitudes com relação ao status e papel das mulheres. assumem o poder até na vida religiosa e as mulheres parecem ser raramente vistas ou ouvidas. em contraste com os outros a escravidão). imitando o que é bom e a interdependência que Paulo. diz ser eternamente turas registram muitas coisas que característica da raça humana: "No não defendem! entanto. são preconceituosos? Porque assim como a mulher foi Será que a Bíblia como tal favofeita do homem. Este não era o ideal dc tória focalize as atividades dos Deus. mulheres e homens. Uma mudança de perspectiva da Bíblia também era necessária. se beneficia com a valorização da experiência de fé por intermédio das mulheres nas Escrituras. quase toda interpretação bíblica era feita por homens. no Senhor.16). tiveram função e a experiência das mulheinício a rivalidade e a competição. considerando mais importante na teologia e na história cristã as coisas que os homens fazem. com a recuperação da importância esquecida das mulheres na história da missão da igreja Antigo Testamento sobre a situação das mulheres.

precisa ser "marido dc uma só mulher". Mas com o nascimento da igreja surgiu um novo sinal. homens e mulheres! No Antigo Testamento. Febe era diaconisa em Cencréia (Rm 16. As mulheres foram excluídas do sacerdócio do Antigo Testamento. cjue mulheres eram proeminentes entre os líderes em quase todas as primeiras igrejas que se reuniam nos lares. Sabemos. Dada a cultura patriarcal da época. só podia ser colocado no corpo de homens. ele está se dirigindo a um problema específico de ensinamento falso e autoridade injusta em Éfeso. ex. Isto poderia indicara necessidade de ser casado e mono- .90 Introdução à Bíblia liderança que não são descritos no texto como algo excepcional. Há registro de Priscila ensinando Apolo (At 18. a circuncisão era o sinal de que se pertencia ao povo da aliança de Deus — um sinal que. Uma indicação disto pode sei vista em lTm 3. Ef 4) não especificam sexo. mas muitos homens também foram! E o Novo Testamento nos apresenta um sacerdócio de todos os crentes. Pelo contrário. Lídia era km Taçtoban. não um padrão. o princípio do ensinamento é que deve ser seguido. mas está é uma descrição.7). elas são respeitadas. mas não por isso proibidas de ensinar o que é correto! Nisto elas podem servir de exemplo de conduta para os homens. Nos casos em que há diferença entre detalhes de uma situação do primeiro século e do presente. As listas dc dons no Novo Testamento (p. Logo. um grupo de mulheres se reúne para estudara liíhlia.1). assim como os exemplos dos homens geralmente são aplicados a mulheres. Rm 12. Nas cartas do Novo Testamento há várias indicações de que quaisquer restrições sobre mulheres se aplicam dentro da cultura e do contexto específicos. Não há mandato divino para tal. líder em Filipos. quando Paulo indica em lTm 2 que as mulheres não devem ensinar ou ter autoridade sobre homens. judeus e gentios. O batismo incluía fisicamente homens e mulheres. Em tal contexto as mulheres deviam parar o que estavam fazendo de errado. para alguém ser candidato ao episcopado. Júnia (a evidência da maioria dos manuscritos indica que Júnia era uma mulher) era apóstola (Rm 16.26). Os crentes são recomendados por Paulo a ensinarem uns aos outros (p. ex. que diz que. não é de admirar que os líderes homens fossem mais numerosos que as mulheres. com base em Atos e nas epístolas. Cl 3. Do Antigo ao Novo O fato de a maioria dos líderes serem homens representa a cultura patriarcal desenvolvida na época.2. O princípio permanente para hoje é que as mulheres são proibidas de ensinar o que é errado.16) e nenhuma exceção aqui impede mulheres de ensinar homens. nas Filipinas. fisicamente. ICo 12.

Ultimamente as imagens femininas de Deus nas Escrituras (tais como dar a luz ou prover alimento) foram redescobertas.1. Dt 4. e à descrição de Deus como "ele" ou "pai". Não está relacionado com o sexo (àquilo que é biologicamente determinado) ou gênero (aquilo que c socialmente determinado). mas elas não transmitem necessariamente o ser ou a essência. assim como os homens. Ele ensinou mulheres.15-16 lembra Israel de que Deus não tem forma ou aparência. Porém ele claramente quebrou as regras do seu tempo. O mesmo aconteceu com o uso de termos femininos com relação a Deus. isto serve de regra para a situação de Éfeso naquela época. casados. então a redenção das mulheres fica em cheque ou pelo menos é secundária. p. E o Novo Testamento ensina nitidamente o sacerdócio de todos os crentes. A liderança e responsabilidade bíblica na igreja devem ser baseadas no caráter. Se encarnação significa que "Deus se fez um homem". mas foram atos notáveis na época e iam além do que era aceitável. Masculino c feminino são diferenças biológicas na humanidade criada. ex. o masculino ou o feminino deve ser usado para refletir o fato de que a natureza de Deus é pessoal. Esta não é a visão bíblica. Mas a Bíblia jamais usa a masculinidade de Jesus como instrumento de comparação. O uso de "ele" para Deus indica que Deus é uma pessoa. O exemplo de Jesus Jesus não introduziu um movimento revolucionário para derru- 91 bar a cultura judaica de dominação masculina da sua época. "Aquilo" não serve. elevou sua posição em discussões sobre divórcio. ou pelo menos mais masculino que feminino. discutiu teologia com elas. As mulheres. quando Deus era considerado masculino. Na encarnação Jesus representa um modelo de humanidade. o Espírito Santo e a sabedoria no Antigo Testamento.A Bíblia hoje gâmico ou. o erro estava em considerar a masculinidade como sendo mais semelhante a Deus. usa apenas sua humanidade. não de masculinidade. todos podem chegar a Jesus e todos podem rcprcscntá-lo na terra. não sendo uma proibição futura para todos os homens solteiros ou para as mulheres! lTm 3. quase com certeza. Também houve progresso no reconhecimento da valorização social do masculino que é inerente a muitas línguas e a conseqüente marginalização das mulheres — colocando-as dc lado. e tocou mulheres ritualmente "impuras".12 faz a mesma exigência no caso dos diáconos. já que Paulo chama Febe de diaconisa em Rm 16. No passado. ignorando-as ou considerando-as atípicas no que tange à experiência humana. Isto abriu caminho para seus seguidores fazerem o mesmo. não impessoal. aceitou adoração delas. Classificações gramaticais masculinas e femininas são usadas. Ambos os sexos refletem igualmente uma imagem do Criador. mais provavelmente. ter pureza e fidelidade no casamento. No passado. Nas línguas que não têm um pronome inclusivo. Deus masculino ou feminino? Muitas pessoas têm uma imagem mental de Deus como sendo homem. Isto se deve em grande parte às imagens de Deus na arte primitiva. Num contexto em que era provável que a maioria dos líderes fossem homens e. e Jesus é mais bem representado no sacerdócio por homens que por mulheres. mas isto não pode significar que todos os diáconos elevem ser homens. Eles não deviam fazer imagens de escultura (ou supostamente formar imagens mentais) de Deus como homem ou mulher. Tais ações não parecem grande coisa pelos padrões atuais. chamado e compromisso cristão. . não em questões de gênero ou sexo. o fato de Jesus ter nascido como homem era considerado vantajoso para os homens. que é comum a homens e mulheres. podem encontrar seu padrão nele e seguir seu exemplo em todos os aspectos.

No entanto. Meu lema é este: "Comece com casos específicos e só então tente entender o que está acontecendo em geral". No final das contas. não pode saber onde ele está! (Isto se chama princípio da incerteza de Heisenberg). tanto em situações de juízo como dc salvação. tentando usar a matemática para entender alguns dos padrões incríveis bem como a ordem que existe no mundo físico. Somente a experiência pode nos mostrar isto. mas também deixar que ela nos julgue. o registro mais importante de que dispomos e que trata de experiências religiosas é a Bíblia. por exemplo. Isto signifi- ." ca que c muito difícil prever de antemão quais serão as idéias gerais corretas. Devemos decidir se estamos lendo um relato histórico ou uma simples narrativa. até certo ponto. A abordagem de um cientista Não importa o que façamos. se sabe o que está fazendo. mas certamente precisamos lê-la também de outras maneiras. O elétron. não devemos apenas julgá-la. não pode saber o que está fazendo. Creio que precisamos lera Bíblia desta forma. • Estamos procurando idéias que têm razões que as sustentem. com coisas que aconteceram. por ambos ao mesmo tempo). Se você sabe onde ele está. a nosso julgamento. "Jamais poderemos confinar Deus dentro de nossas definições. e depois tentar criar uma explicação a partir disto. Gosto de começar com os fenômenos. Sabemos onde as coisas estão e o que estão fazendo. morte e ressurreição de Jesus. De modo especial. Quando lemos a Bíblia como um registro de experiências religiosas das quais podemos aprender sobre a relação de Deus com a humanidade — como evidência na nossa busca pela verdade — estamos necessariamente sujeitando-a. Seja num sentido positivo ou negativo (e sem dúvida. as experiências que temos afetam nossos pensamentos e influenciam nosso modo de pensar. isto afeta a maneira como penso sobre todo tipo de coisas. usando a matemática e o conjunto especial de idéias quânticas que aprendemos a partir de Um pesquisador científico fazendo seu trabalho ao microscópio de elétrons. essas razões vão estar na evidência que estamos considerando. se o que é dito reflete a vontade de Deus ou as tradições humanas. Esta teoria descreve como as coisas se comportam numa escala bem reduzida do tamanho de átomos ou menor ainda. Este tipo de pensamento indutivo é natural no caso do cientista. podemos entendê-lo. Passei 30 anos da minha vida trabalhando como físico teórico. temos que descobrir o que ele fez e como ele tem se manifestado. Não podemos imaginar em termos cotidianos como ele é. No Novo Testamento lemos como Deus agiu para revelar-se de maneira nova e mais clara. enquanto as outras obras (como as cartas de Paulo) — muitas das quais são anteriores aos evangelhos — contam como os primeiros cristãos estavam maravilhados com a nova vida que encontraram cm Cristo. Na realidade. Se queremos saber como Deus é. Tudo isto muda quando vamos ao nível dos átomos. A Bíblia como fonte de evidência A Bíblia hebraica — aquilo que os cristãos chamam de Antigo Testamento — trata de como Deus se revelou a alguns pastores nômades. os eventos que motivam nossa crença. como Deus libertou os descendentes dessa gente da escravidão no Egito. e isto por duas razões.92 Introdução à Bíblia A Bíblia do ponto de vista de um cientista John Polkinghorne A busca pela verdade religiosa é semelhante ã busca pela verdade científica. Parece que vivemos num mundo que é previsível e que pode ser descrito. • Aprendemos que o mundo é cheio de surpresas. como Abraão. Para nos ajudar nessa busca pela verdade. esse elemento de surpresa é uma das coisas que torna a pesquisa científica tão compensadora e interessante. todos os dias da minha vida como físico teórico usei as idéias da mecânica quântica. Por exemplo. como Deus estava envolvido com a história do povo de Israel. O mundo quântico é indefinido e indescritível. Nunca se sabe o que se vai descobrir no momento seguinte. é uma das partes que compõem o átomo. Os Evangelhos falam sobre a vida. o comportamento daquilo que é muito pequeno é totalmente diferente da maneira como nós experimentamos o mundo na escala "normal" de nosso dia a dia.

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para que se possa progredir e obter maior conhecimento e formular uma teoria melhor. Jamais poderemos confinar Deus dentro de nossas definições. com a maneira como as coisas se comportam. Sempre há mais para aprender. acima de tudo. Ele sempre excederá nossas expectativas e mostrará que é um Deus dc surpresas. vejo que há muito em comum entre a maneira em . em Jesus Cristo. Muito pelo contrário! O salto de fé é um salto para a luz não para a escuridão. A maneira de pensar ditada pelo bom senso não será adequada para nos dizer. ou talvez desonesta. leitor! No entanto. pessoas extremamente inteligentes levaram 25 anos para entender o que estava acontecendo. mas esta crença não ameaça mudar a minha vida dc forma significante. é preciso deixar o mundo físico mostrar como ela é. é uma estratégia natural a ser seguida por um pensador indutivo. Você deve começar por baixo. Esta última é muito mais exigente e perigosa. como Deus é. uma abordagem indutiva dos fenômenos atômicos. Sua surpresa ocorre porque não percebem que a verdade é tão importante na religião quanto na ciência. Deus não existe apenas para satisfazer minha curiosidade intelectual. Cuidado. por si mesma. E preciso confiar que o mundo físico faz sentido e que a teoria que você aceita hoje lhe dá alguma noção dc como ele é.! O mesmo é necessário na busca religiosa da verdade. Para entender a natureza.94 Introdução à Bíblia que busco a verdade na ciência e a maneira em que busco a verdade na religião. E preciso fazer isto na ciência. Pensam que é uma combinação estranha. há uma diferença importante entre crença científica e fé religiosa. Na realidade. Então cuidado! Ler a Bíblia pode mudar sua vida. Teremos que tentar ciescobrir com base no que ele realmente revelou a respeito de si mesmo. Creio plenamente na teoria quântica. As pessoas às vezes se surpreendem pelo fato de eu ser cientista e pastor. Ver a Bíblia como fonte de evidência sobre como Deus tem agido na história e. Ninguém podia imaginar anteriormente que a matéria se comportava desta maneira tão estranha quando observada subatómicamente. nunca conseguirá enxergar nada. Se não se arriscar. Acredita-se em geral que a fé é uma questão de fechar os olhos e fazer força para acreditar no impossível porque alguma autoridade que não pode ser questionada manda que você creia. Envolve compromisso com o que entendemos para que possamos aprender e entender mais. ele deve ser honrado e respeitado e amado como meu Criador e Salvador. Porém não posso acreditar em Deus sem saber que devo obedecer à sua vontade para mim à medida que esta me é revelada. Na verdade. e a partir daí ir avançando na formulação de uma teoria adequada.

temos todo tipo de idéias sobre o mundo e sobre a própria Bíblia antes mesmo dc começarmos a ler o texto. este é o mundo de muitos leitores da Bíblia hoje. sado. melhor. Há fronteiras a serem transpostas na compreensão da mensagem atemporal da Bíblia. mas pelo Deus de todas as eras. Aqueles que abordam a Bíblia confiantes de que ela apoiará suas próprias opiniões políticas. Na melhor das hipóteses. economia livre. socialismo — não significaria nada para pessoas nos tempos bíblicos (ou mesmo para pessoas que viveram antes do século 18). A palavra "liberdade" significava. ou. Em resumo. Pelo contrário. em deuses). que para ler a Bíblia muitos de nós precisamos de um esforço mental considerável para sairmos de nossa própria cultura e entendermos as pessoas da Bíblia como elas realmente são. ou seremos tocados. quer sejamos cristãos quer não. Um estilo de vida diferente Na Bíblia nos deparamos com pessoas e culturas totalmente diferentes das culturas dos países "desenvolvidos" modernos: era uma sociedade em grande parte agrícola e hierárquica. exceto algumas gerações do mundo moderno ocidental. ilustrada por uma mulher beduína junto a um poço nas proximidades de Belém. Mas podemos facilmente ignorar as implicações disto ao tentarmos entender o que estamos lendo. Elas aceitavam casamentos arranjados e até a escravidão. permitirá que compreendamos o restante da raça humana. podem aprender uma lição salutar com pessoas no passado que (equivocadamente) também pensaram assim! O próprio fundamento da cosmovisão ocidental — objetividade e subjetividade. talvez. direitos humanos. Em resumo. Mas o esforço compensa! No mínimo. não pelo deus desta era. Fica claro. então. Além disso. mas uma condição de não ser escravo ou. entre outras. exceção feita a algumas gerações do mundo moderno. não um princípio moral. : Dizer que a Bíblia é uma coleção de documentos históricos é afirmar o óbvio. eles viviam como a maioria das pessoas na história humana tem vivido. no caso das nações pagãs. a constante ameaça da fome por causa de colheitas frustradas e a probabilidade de uma morte relativamente precoce para a maior parte do povo podiam ser consideradas normais. Podemos facilmente chegar à Bíblia supondo que ela simplesmente refletirá as idéias que absorvemos na nossa própria época ou dentro de nossa tradição eclesiástica. Uma mentalidade diferente Raramente pensavam em Deus (ou. ou Amós.Bíblia hoje 95 Meie Pearse Nosso mundo — o mundo deles KÉjflT . Não entenderemos a Bíblia adequadamente se impusermos nossas idéias modernas à mente de Abraão — ou de Rute. ou dos presbíteros da igreja de Jerusalém. as pessoas da Bíblia pensavam como a maioria das pessoas na história humana tem pen- UMKI multidão multirracial numa via urbana. eram as maiores realidades a serem encaradas. teologia e desenvolvimento de doutrina entre o Novo Testamento e nossa época. feminismo.000 anos de reflexão. . na qual a mortalidade infantil. A "bagagem" que carregamos Precisamos estar cientes cie que. tocaremos. Precisamos permitir que a Bíblia fale para nossa situação — mas nos termos dela. Esta é uma realidade bem distante daquela que era vivida nos tempos bíblicos. de não passar fome ou necessidade. anjos e forças malignas como seres cuja existência podia ser questionada. há 2. influenciando toda a vida.

do Egito. até a época dos profetas — o povo de Israel teve muitas dificuldades para cumprir promessa de adorar somente o Deus verdadeiro.O ANTIGO TESTAMENTO PENTATEUCO A HISTORIA DE ISRAEL Josué a Ester POESIA E SABEDORIA OS PROFETAS Gênesis a Deuteronõmio Jó a Cântico dos Cânticos Isaias a Malaquias 185 Introdução ao Antigo Testamento A história do Antigo Testamento Mapa: Israel nos tempos do Antigo Testamento 0 Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo 108 Introdução 115 Génesis 220 Introdução 225 Josué 344 Introdução 349 359 Jó Salmos 117 Histórias da criação 228 119 Pessoas como 231 administradoras de 238 Deus 234 121 Nomes de pessoas em 242 Gênesis 1 — 1 1 247 123 Histórias sobre 251 dilúvios 252 131 Agar 254 132 Abraão 136 Onde situavam-se 255 Sodoma e Gomorra? 257 138 Sara 265 143 Mulheres de fé 144 Jacó 269 1 4 9 José 276 154 Egito 279 159 Êxodo Cidades da conquista Cananeus e filisteus Juízes 352 Entendendo Jó 408 Introdução 414 Os profetas no seu contexto 417 Isaías 162 Os nomes de D e u s 283 170 U m estilo de vida: os Dez Mandamentos 287 176 A importância do tabernáculo 296 180 Levitico 301 Durante todo o período do AT — desde o tempo do êxodo. <|u. Uma história do ponto maldição e vingança de vista feminino nos Salmos 1 e 2Samuel 388 Cristo nos Salmos Ana 393 Provérbios Magia no Antigo 395 Sabedoria em Testamento Provérbios e Jó Davi 397 Temas importantes 1 e 2Reis em Provérbios 0 Templo de Salomão 10—31 e suas reconstruções 400 Eclesiastes As cidades fortificadas 403 Cântico do rei Salomão dos Cânticos Examinando a cronologia dos reis 0 Obelisco Negro 0 Prisma de Senaqueribe 0 sítio de Laquis A arca perdida Reis de Israel e J u d á 420 Entendendo Isaías 423 Profetas e profecia 432 Os assírios 439 Jeremias 441 Retrato de Jeremias 456 Os babilónios 459 461 473 Lamentações Ezequiel Daniel 478 Posições do Antigo Testamento com relação ao pós-morte 480 Os persas 483 488 490 495 496 498 500 502 504 505 507 512 515 Oséias Joel Amós Obadias Jonas Miquéias Naum Habacuque Sofonlas Ageu Zacarias Malaquias Os livros 486 Entendendo Oséias 491 A justiça e os pobres deuterocanônlcos 521 Os gregos 206 Moisés 340 Ester 210 Alianças e tratados no 341 Retrato de Ester Oriente Próximo 214 A terra prometida . .indn o povo persuadiu Arão a fazer um bezerro semelhante aos que representavam o deus Ápis.l 182 Sacrifícios 185 Sacerdócio no Antigo 302 Testamento 305 190 As grandes festas 306 religiosas 308 1 e 2Crõnicas 193 Números 325 0 canal de Ezequias 196 As codornizes 328 Esdras 198 Vida nômade 332 0 escriba 205 Deuteronõmio 334 Neemias 363 Os Salmos no seu "Guerra Santa" contexto Vida sedentária 367 Salmos do ponto de Entendendo Juizes vista de um poeta Rute 379 Deus e o universo Retrato de Rute 382 Autojustificação.

Introdução ao Antigo Testamento
Os cristãos já se acostumaram a chamar a primeira parte da Bíblia, de Gênesis a Malaquias, de Antigo Testamento. Mas ele data de antes da época de Cristo e antes mesmo de haver um Novo Testamento. Por isso, é importante lembrar que antes ele era independente, e que era, e ainda é, a Bíblia completa do povo judeu. Não é de admirar que os judeus não gostem do nome 'Antigo Testamento" pois isto implica que é incompleto sem o "Novo Testamento" cristão. Para os judeus, ele é a revelação completa de Deus, a Bíblia Hebraica, que eles tratam com grande reverência e respeito. Eles o chamam de Tanak, que é um acrônimo formado a partir da letra inicial das palavras que designam cada uma das três partes: • a Torá ou Lei de Moisés • os Neviim, ou seja, os profetas • e os Ketuvim, ou os Escritos. Na Bíblia hebraica a ordem dos 39 livros é um pouco diferente daquela que é familiar aos cristãos, mas é aqui que devemos começar. A Torá A Lei, os Cinco Livros de Moisés — Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio — é a pedra fundamental das Escrituras hebraicas, a parte mais importante. Freqüentemente toda a Bíblia é descrita por judeus como "A Torá" Os Neviim Esta é uma palavra no plural que significa Profetas. Nada menos que 21 livros estão incluídos na segunda parte do Tanak, e para simplificar são divididos em Profetas Anteriores e Profetas Posteriores. Os Profetas Anteriores são o que nós chamaríamos de histórias: Josué, Juízes, 1 e 2Samuel e l e 2Reis. Veja "Introdução aos Livros Históricos" para entender melhor porque são descritos como Profetas. Em síntese, é porque estes livros não são história pura e factual nem anais enfadonhos. Pelo contrário, contam as histórias do desenvolvimento da vida de Israel como uma espécie de desdobramento da palavra e das promessas de Deus por intermédio de Abraão, Moisés e Davi. São mais que apenas história, pois apontam para o Deus de Israel e ilustram sua palavra e seu modo de agir. Os Profetas Posteriores são mais conhecidos: Isaías, Jeremias, Ezequiel e o "Livro dos Doze" ou "Profetas Menores": dc Oséias a Malaquias. O s Escritos Os Ketuvim incluem todo o restante na seguinte ordem: Salmos, Jó, Provérbios, os Cinco Megilot (veja abaixo), Daniel, Esdras, Neemias, 1 e 2Crônicas. E interessante observar que Daniel não está incluído nos Profetas, que é onde se encontra em nosso Antigo Testamento. Isto está correto, de certa forma, porque Daniel é uma obra de estilo diferente, de cunho mais apocalíptico (veja Apocalipse, introdução e características) do que profético. Além disso, Esdras e Neemias aparecem antes de 1 e 2Crônicas que historicamente os precedem. O Antigo Testamento, com razão, inverte a ordem. No entanto, a Bíblia hebraica pode refletir a seqüência em que os diversos livros foram aceitos no cânon das Escrituras autorizadas. Resta mencionar os Cinco Megilot (literalmente, "pequenos rolos"), os livros de Rute, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes, Lamentações e Ester. Estes foram reunidos e usados em conexão com cinco festas judaicas: a festa das Semanas (Rute), da Páscoa (Cântico dos Cânticos), dos Tabernáculos (Eclesiastes), o jejum comemorando a queda de Jerusalém em 587 a.C. (Lamentações) e Purim (Ester).

Os escribas copiavam o AT à mão. Escreviam coluna após coluna em pedaços de pergaminho que, como esic rolo, eram enrolados e guardados nas sinagogas.

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Introdução ao Antigo Testamento

99

Estas são as três subdivisões da Bíblia Hebraica. Elas remontam à antiguidade, certamente ao primeiro século da era cristã, e indícios delas são encontrados no ensino de Jesus. Por exemplo, já comentamos que os judeus freqüentemente se referiam às suas escrituras como a Torá, a lei. Mas também havia ocasiões em que eram chamadas "a lei e os profetas", refletindo as duas primeiras subdivisões principais do Tanak. Jesus referiu-se muitas vezes ao Antigo Testamento dessa maneira. A referência mais interessante é Lucas 24.44 quando, após ter ressuscitado dos mortos, Jesus disse a seus discípulos no cenáculo que "era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos". Para mostrar que todas as Escrituras hebraicas apontavam para ele como Messias de Israel, Jesus mencionou especificamente as três seções âoTanak. Isto justifica plenamente o novo nome que os cristãos deram à Bíblia hebraica, a saber, "Antigo Testamento" — preparando o caminho para o Novo Testamento que ainda viria. • Veja também "A Bíblia Hebraica" e 'Jesus e o Antigo Testamento".

O povo dc Deus aprendeu duras lições durante a peregrinação no deserto, onde as condições adversas ressaltavam que eles dependiam de Deus até para as necessidades básicas da vida.

O Antigo Testamento

A historia d oA n t i g o T e s t a m e n t o

ISRAEL

T e m p o d o s patriarcas

Israel no

Abraão
Abraão parte de Ur

Isaque

Jacó

ANTIGO ORIENTE PROXIMO
Reino Médio — segunda ¡•^ grande era da cultura egípcia 2134-1786 culture
Uma adaga e sua bainha

Fundação do Império Hitita

Código de Hamurábida Babilónia

^

Influência de Ur restringida pelos invasores

feitas de ouro revelam a atte refinada dos antigos ourives

Hicsos governam o ^ Egito 1710-1570

Introdução ao Antigo Testamento

101

Êxodo Levítico I Números | Deuteronômio j Josué Juízes

0 período de cada livro da Bíblia indica seu contexto histórico, não a data de autoria.

Ramesses

Peregrinação J u í z e s

Moisés

Josué

Escravidão no Egito
Faraó colocou feitores sobre os israelitas e fotçouos a trabalhar, construindo as cidades de Pitome Ramessés

Oêxodo do Egito Queda de Jericó: início da conquista de Canaã

r

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Colapso do Império Hitita

k k . Códigos ' deleishititas Início do Reino Novo— o melhor período do Egito

Filisteus e outros povos ' do mar se instalam no leste do Mediterrâneo 1300-1200 Dinastia) 9 no Egito — grande programa de construção no delta dos Faraós Seti I e Ramsés II

102

O Antigo Testamento

Juízes Rute ISamuel
2Samuel
1 Reis

2Reis
Krónicas

2Crônicas

Livros poéticos ed e sabedoria

Salmos, Provérbios, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes O s P r o f e t a s Veja gráfico dos profetas j

Primeiros reis de Israel Construção do Templo em Jerusalém
Rei Salomão

ISRAEL Reino do Norte
Acabe

Jeroboão II Profetas Elias 722/1 a.C. Q u e d ad e

Gideão

Rei Saul

e Eliseu

Samaria. Israelitas levados à A s s í r i a

fro dourada de Israel

filisteus e outros povos do mar se instalam no leste do Mediterrâneo

Colapso do Império Hitita

Era dourada de Tiro (Fenícia) Damasco começa U a ter poder" Surgimento ¡ da Assíria Derrota de Damasco para Tiglate-Pileset da Assíria

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Israel nos tempos do Antigo Testamento

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Deserto do Heguebe

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Introdução ao Antigo Testamento

105

O Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo
Alan Millard

A Bíblia é um texto antigo, um relato histórico. Assim sendo, é importante que se estude esse texto à luz do conhecimento que temos a respeito do mundo em que ele foi escrito. Isto é importante, porque a fé cristã se baseia em acontecimentos históricos, fatos que realmente aconteceram.

Testando, testando...
Os acontecimentos registrados e explicados na Bíblia podem ser comparados com outros acontecimentos que são conhecidos de outras fontes históricas. A própria Bíblia é feita de documentos tão antigos e tão sujeitos à análise histórica quanto esses outros textos daquele tempo. A precisão do relato bíblico pode, também, ser conferida à luz de outras fontes históricas conhecidas. No entanto, isto nem sempre é tão simples quanto poderia parecer. Muitas vezes os documentos são fragmentários. E, em muitos casos, a evidência arqueológica se presta a mais de u m a interpretação. Temos em mãos só um pequeno número de escritos antigos que descrevem os mesmos acontecimentos que aparecem na Bíblia. E, quando temos dois relatos, ainda é preciso levar em conta que muito raramente dois observadores descreverão o mesmo acontecimento sob um mesmo ponto de vista. Os hebreus eram um povo relativamente insignificante. A história deles não causou maior impacto sobre as grandes potências daquela época, cujos registros históricos chegaram até nós. São raríssimos os personagens bíblicos que aparecem em outros escritos, ficando as exceções por conta de alguns dos últimos reis de Israel e Judá. Não obstante, sempre que é possível fazer uma comparação, a precisão do relato bíblico é impressionante. Embora raramente encontremos relatos paralelos sobre o

mesmo acontecimento, muitas vezes temos exemplos de costumes e fenômenos bastante semelhantes aos que são descritos no AT, mesmo que não exista conexão direta entre eles. É claro que uma semelhança superficial pode ser aparente, o que requer cuidado da parte de quem quer estabelecer o paralelo. Mesmo que não nos dê evidência direta ou circunstancial da fidedignidade histórica da Bíblia, o conhecimento a respeito do Antigo Oriente Próximo ajuda a entender a Bíblia, pois o estudo dos costumes, da cultura, da literatura e da história dos vizinhos de Israel nos dá uma idéia do que podemos esperar no caso dos próprios israelitas. Precisamos considerar três tipos de evidência que podem ajudar a entender a Bíblia: a evidências direta; a evidência circunstancial; e a evidência da analogia.

Evidência direta

Como vimos, referências diretas a Israel são raras e quase que restritas a nomes de reis. Entre os relatos que temos se encontra um sobre a invasão de Sisaque, que foi rei do Egito de 945 a 924 a.C. (1Rs 14.25-26). Uma inscrição em Tebas, que se encontra em péssimo estado de conservação, lista uma série de cidades conquistadas na Palestina, o que é uma clara evidência Evidência circunstancial de que houve a tal invasão. A maioria das descobertas que Israel entrou em contato com os aparecem em livros de arqueologia assírios, pela primeira vez, por volta bíblica se inscreve no item "evidência de 853 a.C, quando forças de "Acabe, circunstancial". Trata-se de questões o israelita", em aliança com Damasco que não têm relação direta com acone outras cidades, enfrentaram as tro- tecimentos bíblicos, mas nos fornecem pas de Salmaneser III (858-824 a.C). exemplos de práticas ou registram inciE, alguns anos depois, "Jeú, filho de dentes que, aparentemente, são comOnri", pagou tributo ao mesmo rei paráveis com textos bíblicos. assírio. Assim, aprendemos que o casaDepois de algumas décadas de mento de Abraão com a escrava enfraquecimento, durante as quais Agar — motivado pela esterilidade Israel chegou a prosperar sob Jero- de Sara — e a subseqüente recusa do ^ W .

boão II e Uzias fortaleceu o reino de Judá, Tiglate-Pileser III (745-727 a.C.) restabeleceu o controle assírio na Síria e na Palestina. O rei assírio registra o tributo que lhe foi pago por Menaém, de Samaria, e afirma ter sido responsável pela substituição de Peca por Oséias (2Rs 15.19-20,30). Em 2Rs 15.19 (veja também ICr 5.26), Tiglate-Pileser é chamado de Pui. Este nome era conhecido também dos cronistas babilônios do século 6 a.C, época em que, se acredita, os livros de 1 e 2Reis receberam sua redação final. Depois disso, o dominio assírio na Samaria fez de Judá um estado vassalo. No entanto, os reis de Judá preferiam lutar por independência, buscando, para tanto, a ajuda do Egito. Assim, Ezequias se rebelou, e Senaqueribe invadiu Judá e sitiou Jerusalém. O rei assírio fala sobre isso em várias inscrições. Relata que Ezequias enviou tributo a Nínive (a quantia parece não ser exatamente a mesma que aparece em 2Rs 18.14-16), mas em momento algum afirma ter tomado Jerusalém. Também não menciona — fato compreensível — o que aconteceu com o seu exército! A Crônica Babilónica registra a primeira tomada de Jerusalém por Nabucodonosor (2Rs 24.8-17), datando-a precisamente de 15 ou 16 de março de 597 a.C.

106

O Antigo Testamento

k.^. patriarca em mandá-la embora (só mudou de idéia por orientação divina) concordam com os ditames das Leis de Hamurábi, da Babilônia, que vigoravam no tempo de Abraão. Os nomes dos patriarcas de Israel também concordam com nomes geralmente usados na primeira metade do segundo milênio antes de Cristo, como revelaram milhares de documentos daquele tempo que chegaram até nós. A glória de Salomão é confirmada por fontes egípcias. Segundo 1 Rs 9.16, ele casou com a filha do Faraó. Isso teria sido impossível dois ou três séculos antes, durante o apogeu egípcio. Naquele tempo, as princesas do Egito não deixavam a corte, e os pedidos de reis estrangeiros que quisessem casar com uma princesa egípcia eram indeferidos. No entanto, no século 10 a.C, quando o Egito era governado pela enfraquecida 21 dinastia (e pela que viria depois desta), essa regra foi quebrada. E foi assim que Salomão casou com a filha do Faraó! Para revestir o interior do Templo (IRs 6.21-22), Salomão fez uso de grande quantidade de ouro. Isto condiz com a esplêndida decoração dos interiores de templos egípcios, babilônios e assírios. Um pouco antes da época de Salomão, Gideão pediu a um moço, aparentemente alguém que estava ali à disposição, que lhe desse por escrito os nomes dos líderes de Sucote (Jz 8.14). Hoje, sabe-se que nomes podiam ser facilmente escritos e lidos naquela época. Nas imediações de Belém e em outros lugares foram encontradas pontas de flechas feitas de cobre e que traziam o nome dos seus donos. Esses artefatos são dos séculos 12 e 11 a.C. e mostram que escrever e ler eram fenômenos comuns naquele tempo.
a

hebreus. Isto significa que não temos acesso a muitos aspectos da vida deles. O processo natural de decomposição dos materiais levou ã destruição de todos os documentos em papiro ou pergaminho que porventura tenham sido soterrados em cidades e lugares da Palestina. O mesmo se aplica a móveis e peças de vestuário.

A evidência da analogia
Afora o AT, não temos praticamente nenhum relato escrito sobre a vida, o pensamento e a história dos antigos

dido por qualquer pessoa interessada. Isto fez com que a escrita fosse mais comum em Israel, mesmo que os escribas profissionais ainda tivessem um importante papel a desempenhar. A evidência que nos vem de vários documentos escritos menos importantes mostra que isso era de fato assim no Israel antigo. Se as pessoas se utilizavam da escrita na vida diária, é fácil concluir que poderia ser usada também para produzir obras de literatura. A palavra escrita era tratada com respeito. Livros antigos de grande valor eram copiados com muito cuidado. Podiam ser revisados ou editados, mas raramente se consegue detectar como isso era feito, a menos que se tenha acesso a cópias antigas para fazer a comparação. Os egípcios, assírios, babilônios, hititas e cananeus — todos tinham ritos religiosos, sacrifícios e ordens sacerdotais bem estruturados. Seus templos eram bem construídos e luxuosamente decorados, em especial Uma pintura encontrada num túmulo egípcio por reis bem sucedidos. Tivessem os mostra a fabricação de tijolos e nos ajuda a visualizar o trabalho dos escravos israelitas no israelitas sido diferentes neste partiEgito. cular, teriam sido os únicos excêntricos naquele contexto. Mas este não Sempre que itens como esses foi o caso. As analogias mostram que foram preservados em culturas vizi- o tabernáculo, o templo de Salomão e nhas, pode-se, por vezes, afirmar a legislação levítica eram o equivalenque algo semelhante era conhecido te israelita ao que se podia encontrar também no Israel antigo. Cada caso entre os povos vizinhos. precisa ser examinado com cuidado, Além disso, a exemplo do que se para que se tenha certeza de que as passava nas nações vizinhas, a maiocircunstâncias são de fato paralelas, ria da população tinha que trabalhar mas alguns deles são suficientemente duro e sofria para satisfazer as exiclaros e nos ajudam a entender o AT. gências do rei, que vivia no luxo e Nenhuma literatura das cidades israe- na fartura. litas chegou até nós, mas não se pode Seria de se esperar que em Israel, duvidar de sua existência. O próprio que era uma nação em meio a outras AT dá testemunho disso, por mais que nações, houvesse formas de pensaos eruditos ainda discutam a antigui- mento e de expressão semelhantes dade de sua forma escrita. às das nações vizinhas. Quando, no No Egito e na Babilônia, os siste- exame da literatura babilónica ou mas de escrita eram complicados, o egípcia, encontramos detalhes que que resultava num monopólio dos soam estranhos aos nossos ouvidos escribas. Em Israel (e estados vizi- modernos, nos esforçamos ao máxinhos), o descomplicado alfabeto de mo para entendê-los. Procuramos 22 letras podia ser facilmente apren- explicar inconsistências, paradoxos

Introdução ao Antigo Testamento

107

e aparentes contradições, sem colocar em dúvida a fidedignidade dos textos que são nossa única fonte de informações (a menos que tenhamos razões objetivas bem fundamentadas para fazê-lo). É de esperar que a literatura de Israel tenha características semelhantes àquelas, e também estas deveriam ser tratadas com respeito. Algumas delas são claras, como, por exemplo, a narração dos acontecimentos fora de ordem cronológica ou a inserção de dados que não têm uma conexão óbvia com o contexto.

Semelhanças e diferenças
Esses exemplos já bastam para mostrar o valor da coleta, do estudo e da aplicação de tudo que o antigo Oriente Próximo nos fornece em termos de pano de fundo da Bíblia. Existe uma impressionante convergência entre essa evidência direta e indireta e o AT, a ponto de se poder classificar como suspeita qualquer tentativa de questionar o quadro que o AT pinta da cultura e da história de Israel. Não se conseguiu mostrar que qualquer dessas descobertas contradiga os relatos da Bíblia hebraica. Pode haver discrepâncias, incertezas, questões por responder. Isto é inevitável diante do caráter incompleto da evidência disponível. Novas descobertas solucionam problemas antigos, revelando, muitas vezes, as premissas falsas em que se baseiam algumas teorias modernas. Ao mesmo tempo, podem levantar novas questões e servem de estímulo a um estudo mais aprofundado, à busca de novos enfoques e uma melhor compreensão. Se a maior contribuição da arqueologia bíblica tem sido na área das semelhanças entre Israel e as nações vizinhas, isto não significa que se podem ignorar as diferenças. O AT proclama que essas diferenças são intransponíveis. Embora tivesse muito em comum com os povos vizinhos em termos de língua e cultura, Israel era bem diferente em termos de fé. É difícil de encontrar evidência material da fé monoteísta de Israel, do culto sem o emprego de imagens, da centralização do templo. Os vizinhos dos israelitas, sem se darem conta da singularidade do Deus de Israel, pensavam que não passava de um deus nacional ou local como os seus deuses (Quemos, no caso dos moabitas; Milcom, no caso dos amonitas). Para complicar a situação, os israelitas nunca foram totalmente fiéis a Deus. Assim, artefatos religiosos pagãos são encontrados em ruínas das cidades israelitas. As diferenças aparecem de forma mais nítida quando se compara o ensino bíblico com outros textos daquela época. Alguns aspectos não têm nada que lhes seja semelhante no contexto ao redor de Israel, como, por exemplo, as exigências absolutas dos Dez Mandamentos, a dedicação exclusiva do povo ao Deus que os havia escolhido, a igualdade dos indivíduos em equilíbrio com a responsabilidade corporativa, e o altruísmo dos profetas. Embora alguns pensem que é impossível crer neles, o fato é que possuímos manuscritos que lhes garantem uma antiguidade de mais de 2 mil anos. Embora alguns os considerem inaceitáveis, o fato é que, apesar da sua antiguidade, eles ainda fazem sentido em nosso mundo de hoje.
Uma placa cananéia de marfim, encontrada em Medido, mostra o tipo de harpa que Davi tocava. O trono de Salomão e .1 mobília no palácio do rei Acabe haviam sido ricamente decorados com marfim entalhado.

Se os aspectos históricos e culturais estão em harmonia com nosso conhecimento dos tempos antigos, como de fato é o caso, as diferenças de natureza religiosa e ética requerem explicação. O AT tem uma explicação: Deus falou.

Os Cinco Livros
GÊNESIS A DEUTERONÔMIO John Taylor O nome dado aos cinco primeiros livros da Bíblia é "Pentateuco". Vem de duas palavras gregas que significam "cinco rolos". Mas é melhor considerar o Pentateuco um só livro dividido em cinco partes, ao invés de cinco livros reunidos num só rolo. Desta forma respeita-se sua origem hebraica — os judeus o chamam de "Torá" (Lei) ou "Cinco quintos de Moisés" — e também a própria unidade que lhe é inerente. Isto não quer dizer que o Pentateuco é uma extensa narrativa colocada numa ordem cronológica rígida. Logo fica óbvio ao leitor que ele contém uma grande variedade de material literário — narrativas, leis, instruções rituais, sermões, genealogias, poesia — que foram reunidas de fontes diferentes. No entanto, significa que o material foi cuidadosamente inserido numa estrutura narrativa, com um propósito definido em mente e com objetivos identificáveis por parte do autor ou editor. O Prólogo A história começa com o chamado de Abraão em Gn 1 2 , mas primeiro há um Prólogo feito de antigos registros e tradições que se destina não só a introduzir os temas principais da narrativa como também para relacioná-los com os propósitos de Deus neste mundo de seres humanos caídos, de nações divididas e de uma ordem criada que era originalmente boa. Estes capítulos ainda deixam muitos leitores modernos perplexos, graças a sua linguagem pré-científica, à estupenda longevidade de seus personagens e à grande dificuldade de colocá-los num contexto histórico identificável. E, é claro, diferem muito das descrições científicas das origens do universo e da vida que são atualmente ensinados nas escolas. Gn 1—11 contém material escrito numa variedade de estilos, que muitos estudiosos atribuem a fontes diferentes reunidas num só documento por um autor ou editor. Não obs-

Introdução
tante, seu foco principal não é fornecer um tratado científico de como as coisas começaram e como a vida se originou, mas oferecer ao leitor o contexto religioso, social e geográfico da história que começa com Gn 12. Parte do material foi descrito como "mito", mas este pode ser um termo enganoso, mesmo quando "mito" é considerado no seu sentido técnico de um "texto religioso criado para explicar uma tradição, instituição ou outro fenômeno". Ele dá a impressão de que aquilo que está escrito não é nem histórico nem verdadeiro. Mas na verdade estes primeiros capítulos de Gênesis dão testemunho das seguintes realidades religiosas • que o mundo que conhecemos foi criado pela vontade de Deus • que homens e mulheres foram criados à imagem de Deus • que o pecado entrou na vida humana por meio de uma desobediência moral • e que toda a raça humana está sofrendo as conseqüências do pecado. Inevitavelmente há muita linguagem e expressão simbólica usada para descrever estas características e eventos, mas elas contêm algumas das verdades mais profundas de toda a Bíblia e não devem ser facilmente descartadas por uma apreciação inadequada do que os textos estão dizendo. É a estes capítulos que nos voltamos quando buscamos orientação bíblica sobre questões fundamentais relativas a Deus, à humanidade e ao mundo. Em cada estágio Deus está presente — não apenas pressuposto, mas agindo constante e ativamente. Este mundo é o mundo de Deus. A história humana é um desdobramento do plano de Deus. Ele é totalmente responsável pelo mundo e tudo que nele há. Todos os povos são criação de Deus, feitos à sua imagem, com capacidades espirituais para bondade, adoração e comunhão com Deus. Não há lugar nenhum para outros deuses. Gn 1 é totalmente abrangente: sol, lua e estrelas são obra de Deus, com funções a desempenhar num universo ordenado, e até os monstros marinhos (os tanninim da mitologia antiga) foram criados por Deus
(Gn 1.21).

Os seres humanos formam o clímax da criação, superiores a todas as outras criaturas, mas subordinados a seu Criador. Só que quando buscaram uma posição superior e quiseram ser como Deus, caíram a uma posição inferior e descobriram que todos os seus relacionamentos se deterioraram. • Ao invés de ser uma relação boa, amigável, livre de vergonha, o sexo passou a ser secreto, luxurioso e anômalo. • O parto se tornou doloroso e perigoso.

• O cuidado pela terra se tornou penoso. • Até a própria terra foi afetada c, ao invés de produzir alimento em abundância, precisa ser dominada e manuseada e trabalhada. Não há nada que o pecado não tenha arruinado. Sua corrupção atinge a vida familiar, na qual a religião logo gera rivalidade, o amor fraternal se transforma em assassinato e a justiça deteriora-se em vingança (Gn 4 ) . A resposta de Deus ao pecado é, de forma consistente, uma mistura de julgamento e misericórdia. Começando com a provisão de roupas para Adão c Eva, passando pela vigilância da árvore da vida, e chegando à confusão das línguas em Babel, Deus abranda sua justiça com generosidade. Para além do castigo imediato de expulsar Adão do jardim do Eden e de expulsar Caim da sociedade humana; para além da destruição causada pelo dilúvio e da dispersão das nações, sempre existe a intenção última dc Deus que é trazer bemestar e bênção para a humanidade. Logo, num mundo de desordem c corrupção, condiz inteiramente com a natureza de Deus que ele chame um homem, Abraão, e, por intermédio dele, seus descendentes, os judeus, para serem o canal da graça e da revelação para todo o mundo. É esta história que o Pentateuco conta. A história é dividida em duas partes: • A primeira parte (Gn 12—50) é dominada pelas quatro gerações dos patriarcas — Abraão, Isaque, Jacó c José. • A segunda parte (Êxodo — Deuteronômio) é dominada pela figura altaneira de Moisés. • Embora seja extremamente difícil saber com certeza as datas nesse estágio inicial da história de Israel, uma estimativa razoável permite um período de cerca de 600 anos para estes eventos, isto é, de 1900 a.C. a 1250 a.C. aproximadamente. Antes de lermos a história contada nos Cinco Livros, devemos observar os quatro temas principais. O p o v o escolhido de Deus O Antigo Testamento foi escrito para o povo de Israel — o povo que via em Jacó (=Israel) seu ancestral comum e Abraão como fundador da sua nação. Os cristãos, igualmente, consideram Abraão o pai de todos aqueles que dependem de Deus pela fé c não de si mesmos (veja Rm 4.16). Portanto, lemos a história em que Deus chamou Abraão para se tornar pai

do povo escolhido de Deus, não apenas como um acontecimento num passado distante, mas como algo importante para todos hoje. A idéia da escolha (eleição) divina especial de indivíduos traz consigo duas características subsidiárias: promessa e responsabilidade. Gn 12—22 está repleto de promessas que Deus fez a Abraão. • Abraão recebe a promessa de uma descendência tão numerosa como as estrelas do céu. • Ele recebe a terra de Canaã como herança para seus filhos. • Ele recebe promessa de um grande nome no futuro. E o favor especial do Senhor Deus seria demonstrado não só a Abraão c sua família, mas a todas as pessoas por intermédio dele. Assim, as promessas de Deus a Abraão não foram apenas para o proveito egoísta de poucos escolhidos. Elas deviam ser usadas com responsabilidade para que outros pudessem compartilhar dos benefícios. No cerne da escolha de Israel por Deus há um propósito missionário. A história de Israel deve ser lida como a longa história das tentativas desse povo de cumprir suas responsabilidades — com alguns sucessos, mas com muitos fracassos bem evidentes. A aliança de Deus A palavra "aliança" sugere restrições legais, documentos selados, e coisas do gênero. Mas segundo a mentalidade hebraica a idéia de aliança abrangia todo tipo dc relacionamento humano. Era o vínculo que unia pessoas em obrigações recíprocas, seja por meio de um contrato de casamento, um empreendimento comercial ou um compromisso verbal. Era natural que o relacionamento do povo com Deus também fosse expresso cm termos de uma aliança. No Pentateuco, essa terminologia de aliança é usada em três ocasiões diferentes: • quando Deus promete a Noé que não mais destruirá a terra por águas dc dilúvio (Gn 9.9-11). • quando Deus faz suas promessas a Abraão (Gn 15.18; 17.4). • quando a aliança do Sinai é estabelecida com Moisés e resumida no "livro da aliança" (Êx24.7). Embora no cotidiano as alianças fossem feitas entre semelhantes, no uso religioso esse termo sempre se referia a um relacionamento

111 entre um participante superior e outro inferior. A forma da aliança entre Deus e Israel em Éxodo e Dcutcronômio foi esclarecida pelas descobertas de tratados hititas de suserania feitos entre um rei e seu vassalo. Esses tratados consistiam em • uma introdução histórica • uma lista de estipulações • maldições e bênçãos invocadas sobre as duas partes • um juramento solene • e uma cerimónia religiosa para ratificar a aliança. A maior parte destas características pode ser encontrada no modelo de alianças do Antigo Testamento. (Veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo".) Mais importante que a forma da aliança, porém, era seu significado teológico. Baseava-se n a iniciativa d e D e u s . Deus agiu cm misericórdia e soberania, fazendo uma promessa incondicional dc jamais castigar a humanidade com outro dilúvio (Gn 9.11). Deus escolheu Abraão e seus descendentes para serem os canais da sua misericórdia a um mundo caído. Ele firmou esta escolha ao comprometer-se com a nação israelita com as seguintes palavras: "Farei com que vocês sejam o meu povo c cu serei o Deus de voces" (Êx 6.7). Implicava u m a nova r e v e l a ç ã o d e Deus. Deus apareceu a Abraão como seu escudo (Gn 15.1) e como o Deus Tõdo-Podcroso ("El Shaddai", Gn 17.1). Apareceu a Moises como "Yahwch" ("Eu Sou o que Sou", Ex 3.14), e mais tarde como "Yahwch, o teu Deus, que tc tirei da terra do Egito") (Êx 20.2). (Veja "Os nomes de Deus"). Fazia exigências m o r a i s e rituais ao povo. As estipulações da aliança incluíam essas duas características. O ritual era representado pelo costume da circuncisão dado a Abraão (Gênesis 17.10), pelo sábado, o dia de descanso (Êxodo 20.8-11), e por todas as exigências relativas à adoração e ao sacrifício encontradas no Pentateuco. Ao mesmo tempo as exigências éticas foram apresentadas nos Dez Mandamentos e outras leis. Apesar dc parecer, à primeira vista, que essas duas exigências não têm nada em
Os Cinco Livros ( o Pentateuco) relíiram a criação do mundo e a entrega da Lei. O tecelão (na foto, trabalhando com um tear vertical) revela o dom da criatividade e nos lembra que a Lei de Deus está relacionada com o cotidiano.

comum, elas convergem na idéia da santidade dc Deus. Um Deus santo exige que seu povo reflita seu caráter tanto na adoração quanto no comportamento. A Lei d e D e u s A idéia de lei é central aos Cinco Livros e, como vimos, deu seu nome (Torá) ao livro como um todo. Na forma mais simples, abrangia os Dez Mandamentos (Êx 20; Dt 5), mas ligados a estes havia várias coleções de leis que foram classificadas como: • o livro da aliança (Êx 21—23) • o código de santidade (Lv 17—26) • a lei de Deuteronômio (Dt 12—26). Comparações feitas com outros códigos legais do antigo Oriente Próximo, especialmente o Código de Hamurábi, revelaram vários pontos de contato. Isto era de se esperar, pois Israel fazia parte da cultura mediterrânea oriental e compartilhava as idéias e experiências dos seus vizinhos. O que é mais significativo não são as semelhanças, mas as diferenças que dão um caráter todo especial às leis de Israel. Estas podem ser resumidas como: • seu monoteísmo rígido (tudo está relacionado com um só Deus) • sua preocupação notável com os desfavorecidos: escravos, estrangeiros, mulheres e órfãos

Deus para o seu povo que ele tirou do Egito. Não se tratava de coisas genéricas, mas de ordens específicas para situações específicas: adoração, trabalho, vida familiar, casamento, respeito pela vida e propriedade, justiça elementar e o âmbito pessoal da vontade. Para todas estas áreas da vida humana Deus tinha um mandamento que era explícito e inevitável. Cristo não o destruiu: antes, o cumpriu e ampliou. E as outras regras? Grande parte de Levítico e outras partes do Pcntateuco são compostas de leis cerimoniais e rituais. O propósito destas leis era dar instruções para a administração cotidiana da comunidade israelita e também ensinar como um Deus santo devia ser adorado por um povo santo. Assim, além de instruções relativas ao culto ou à adoração (festas, sacrifícios, e t c ) , foram dadas instruções detalhadas com vistas à preservação da pureza ritual. O povo israelita devia permanecer livre de contaminação de fontes externas, principalmente a influência depravadora da religião dos cananeus. Eles deviam aproximar-se de Deus devidamente cientes da sua distinção moral e ritual. Estas regras não se aplicam mais à igreja cristã, embora os princípios subjacentes ainda tenham muito a nos ensinar. E o elaborado sistema de sacrifícios cumpriu-se no sacrifício único de Cristo, o cordeiro perfeito de Deus, por intermédio de quem os pecados são perdoados e foi feita a expiação em favor dc todos para sempre (veja Hb 10.1-18). Ê x o d o : D e u s sai e m s o c o r r o O quarto tema principal encontrado nos Cinco Livros e recorrente em toda a Bíblia é o êxodo do Egito, descrito em Êx 1—12. Para todos os judeus este foi e é o grande ato salvador dc Deus, que gerações futuras lembram com gratidão. • Foi uma intervenção milagrosa de Deus em resposta ao clamor de seu povo escravizado (Êx 3.7) • Foi essencialmente o ato de Deus — "com mão poderosa e braço estendido". • Foi uma grande vitória sobre os deuses do Egito que demonstrou a supremacia total de Deus. • Foi um momento na história lembrado e recontado anualmente na Festa da Páscoa.

O êxodo narra o resgate do povo de Deus: eomo Deus tirou o seu povo do £gito e o guiou pelo "deserto" inóspito do Sinai para unia nova terra.

• seu espírito de comunidade, baseado no relacionamento de aliança compartilhado por todo Israel com o Senhor Deus. Também se notou que as leis no Antigo Testamento são expressas de duas formas: "não matarás..." / "não furtarás..." (lei apodíctica) e "se alguém... / aquele que..., terá que..." (lei casuística). Como a maioria dos antigos códigos dc lei era do tipo casuístico, é possível que a legislação apodíctica fosse uma forma peculiarmente israelita, e neste caso os Dez Mandamentos eram algo peculiar a Israel. Jesus rejeitou a Lei? Alguns cristãos acreditam equivocadamente que, no Sermão do Monte, Jesus rejeitou a lei judaica dando preferência a sua nova lei do amor. Mas as críticas de Jesus não foram dirigidas contras as leis, mas contra a maneira em que os rabinos as interpretavam. ("Vocês ouviram o que foi dito" era a frase rabínica tradicional para introduzir sua interpretação). Ele estava revelando a motivação interna por trás dos mandamentos, que os intérpretes não conseguiram detectar e valorizar. U m a lista d e "nãos"? Algumas pessoas também criticam os Dez Mandamentos por serem negativos. Mas eles seguem uma afirmação positiva: "Eu sou o SENHOR, o teu Deus..." Aqueles que testemunharam a libertação que Deus operou e que vivem sob a soberania de Deus, devem demonstrar isto através de um comportamento distinto. Os Dez Mandamentos, portanto, começaram como a constituição de

Introdução
Com freqüência lembrava-se às gerações finuras que houve um tempo em que eram membros de uma comunidade escrava que Deus, em sua misericórdia, havia redimido da escravidão. Elas eram incentivadas a sc lembrarem do passado e advertidas contra o perigo de esquecer o que Deus fizera por elas (p. ex„ Dt 6.12). Como evento histórico o êxodo foi definitivo. O fato de que Deus fizera isto antes significava que poderia fazê-lo novamente. Quando Israel estava no exílio na Babilônia, a nação esperava por um segundo êxodo (Is 51.9-11). E quando Cristo veio, sua obra de libertação foi descrita com a linguagem do êxodo (p. ex., Lc 9.31). Estes, portanto, são os quatro temas que estão sempre próximos da superfície, como constante preocupação destes cinco livros. O único outro tema que se repete com regularidade desanimadora é o pecado persistente do povo de Israel. Este demorou a aceitar Moisés como seu libertador. Reclamou das dificuldades da viagem. Até tiveram saudades da vida que tinham levado no Egito (devidamente romanceada, Nm 11.5). Intimidaram-sc diante da possibilidade de entrar na terra de Canaã e peregrinaram durante 40 anos no deserto da indecisão. Nem Moisés estava imune e foi castigado, sendo impedido de conduzir o povo para dentro da terra prometida. Mas o pecado não era novidade. Os capítulos introdutórios de Gn 1—11 deixaram isto claro, como vimos anteriormente. De forma notável, em sua soberana providência, Deus conseguiu lidar com a desobediência humana e encontrar um caminho através dela e para alem dela.

113

Jacó e José se volta para um único indivíduo. ordenada e moldada num padrão lógico. Desde o início. 12. É importante analisar os primeiros capítulos especialmente como u m a narrativa: uma história preocupada com a verdade e o significado no sentido mais profundo. truindo tudo.• Deus fez tudo que existe. A boa criação de Deus deteriora-se progressivamente como resul.. O mundo não melhorou depois de Noé. capítulos terminam Caps. Abraão. Porém estes . há um Criador. O título significa "princípio" e este éo livro dos começos na Bíblia — o princípio do mundo e o princípio de uma nação. E ainda assim a história do grandioso propósito de Deus para a humanidade mal começou. seguidos de um "dia" de descanso. ignorar suas advertências. uma coleção de histórias grandiosas. assim como o conhecemos.• em meio a toda a criação maravilhosa de Deus. mas não há dúvida de que estas histórias expressam as convicções mais profundas do povo de Deus de que este mundo é obra de um Deus Criador. u m a história cujo narrador tem prazer em pintar quadros e mostrar padrões. a saber. resgatados. passando por Isaque e Jacó e culminando com a morte de José no Egito. Mais do que isso." Gn 1. i — Jí com o erro de Babel: as A criação nações são divididas e A queda humana dispersas. 12—50 mais amplo da história Histórias de Abraão. começou a escrevê-las? Uma antiga tradição associa seu nome aos cinco primeiros livros da Bíblia. tado do pecado humano de rejeitar o Criador e • tudo que Deus fez era bom. começando com o que era sem forma e vazio e culminando numa exuberância de vida. Como estes livros atingiram sua forma atual pode ser questão de debate. por intermédio de uma pessoa e nação específica. deixase de lado o cenário Caps. não em pedaços. Deus age para julgamento e também para salvação. com sua formação na corte egípcia. humana e a atenção Isaque. Deus criou os céus e a terra. Há um novo começo. ocorreu o grande dilúvio.1—2. havia trevas sobre a face do abismo.3 "Alo princípio. muitos "problemas" simplesmente desaparecerão. as pes. mas Deus não irá destruí-lo. 1—11) passa rapidamente deixa claro que do mundo como Deus o criou para o mundo • a origem do mundo e da vida não foram acidentais. com eles foram feitos à "semelhança" de Deus resultados desastrosos. A terra eslava sem forma e vazia. mas vívida. Deus começa. e que ama e se importa com sua criação. O chamado e a promessa de Deus a Abraão e seus descendentes. A história. Muitos povos antigos tinham suas próprias histórias da criação e podemos imaginar estas histórias sendo contadas e recontadas de geração em geração. esse relato nos dá a chave que abre o entendimento a respeito de nós mesmos e do mundo à nossa volta. com a possibilidade de que ainda houve algum trabalho editorial até 400 a. Conteúdo 0 "prólogo" (caps. Então Deus disse: 'Haja luz'. Gênesis leva adiante essa narrativa. Muitos estudiosos acreditam que as primeiras coleções do material do AT provavelmente foram feitas na época do rei Davi ou do rei Salomão. a executar seu plano de "redimir" o mundo e recuperar relacionamentos rompidos. O povo de Deus não precisava defender a existência de Deus: eles o conheciam por experiência própria. descriaturas. Ao invés disso. G n 1. A criação do mundo e sua deterioração. Suas histórias foram contadas oralmente muito antes de serem reunidas e escritas.115 RESUMO GÊNESIS Gênesis é uma epopéia. Deus. A formação d o livro Gênesis não tem um autor ou data de autoria definidos. Se levarmos em conta a natureza do material. A linguagem é simples. Uma narrativa deve ser considerada no seu todo. os seres humanos são especiais: só soas decidiram seguir seu próprio caminho.C. que é totalmente bom.1-3 Uma boa criação O grande drama do princípio de todas as coisas começa com Deus. Será que Moisés.. Noé e sua família são • os seis "dias" de atividade criativa de Deus. Ela continua através das páginas da Bíblia até as últimas palavras do livro de Apocalipse. e seus descendentes. O grande dilúvio No cap. e receberam autoridade sobre as demais Em seguida. Ela evoca a maravilha c variedade da criação.

Deus o Criador. Em 2.2). E uma afirmação que separa as pessoas dos animais. • A " i m a g e m " o u " s e m e l h a n ç a " d e D e u s (1. E tudo era perfeito. A "semelhança" é tão básica à natureza humana que até a posterior decadência da humanidade — a "Queda" — não a destruiu. moralmente responsáveis e criativas de maneira que os animais não são: podemos imaginar. Oito vezes Deus fala e algo novo é criado: Dia 1 A luz é separada das trevas: há dia e noite Dia 2 A separação dos "céus" (atmosfera da terra) Dia 3 Há separação entre terra e mares e começa a "produção" ou "formação": plantas e árvores Dia 4 Sol. Também temos liberdade para escolher. Estavam nus. colocando-as num relacionamento especial com Deus. os rios Tigre e Eufrates desaguam no Golfo Pérsico.3. Nem temos detalhes de como Deus fez surgir a terra e a vida — nem quanto tempo isto levou. no Oriente. Destaca os dois seres humanos e seu relacionamento com Deus. é osso dos meus ossos e carne da minha carne" exclamou Adão com alegria. a organização e majestade simples da maneira pela qual cie criou todas as coisas. sonhar. e ele não foi criado para levar uma vida solitária e auto-suficiente. Então Deus cria a mulher. "Esta. Mas ainda resta uma esperança. Esses dois foram literalmente "feitos um para o outro". Mas nem pássaros nem animais fornecem o companheirismo de que o homem precisa. Ele lhes dá controle sobre o mundo recém-formado e todas as suas criaturas. mas as pessoas ainda são racionais. embora esta liberdade agora tenha uma inclinação enganosa. Podemos ser responsáveis pelo nosso ambiente e cuidar dele de forma adequada. O pecado certamente a deteriorou e manchou. Verão a morte. planejar e moldar nosso futuro. o escritor reforça a idéia: o verdadeiro casamento é um relacionamento todo especial e exclusivo. explica tanto as coisas ruins como as boas no nossi mundo. Ele se preocupa com coisas mais importantes.24 A degradação Gn 2. • U m rio (2.24. Deus forma o primeiro ser humano e planta para ele um jardim no Eden. o Altíssimo. A criação é descrita como tendo acontecido em seis dias.10) Este é um lugar real e geográfico. Na primeira história era Elohim. Eles serão afastados da presença de Deus. apenas o homem e a mulher são descritos como sendo criados à semelhança de Deus.27) De toda a criação. lua e estrelas Dia 5 Criaturas marinhas e aves Dia 6 Animais que vivem na terra Pessoas Dia 7 A criação está completa. • Dias Estes são mais bem entendidos como um padrão escolhido como meio mais vívido de expressar a energia criativa e satisfação de Deus. o conhecimento proibido? Será que a locução "do bem e do mal" é uma expressão idiomática hebraica que significa "tudo" — todo conhecimento? Ou será que a importância real das árvores está na oportunidade que apresentam ao homem e à mulher de dizer "sim" ou "não" a Deus? Sua escolha fatal os separou da "árvore da vida". São usados para ensinar uma lição: 2. após a criação.4-25: H o m e m e m u l h e r Se o mundo que Deus fez era bom. dando-nos os primeiros versos de poesia da Bíblia. que compartilha a própria natureza do homem. Deus descansa Este não é um registro cronológico. . "Adão" é tanto um nome pessoal quanto uma palavra que significa "humanidade". a árvore da vida aparece às margens do rio na "nova Jerusalém". Aqui está a parceira ideal. O contador de histórias não compartilha as preocupações de uma era científica. Agora ele é Yahweh Elohim [SF. Podemos desfrutar de uma variedade de relacionamentos.NHOR Deus] o nome pessoal pelo qual cie pode ser conhecido (veja "Os nomes de Deus"). E significativo que agora Deus tem um nome diferente. Embora Pisoni e Giom não sejam conhecidos. como ficou do jeito que é agora? Esta segunda história. G n 2. Em hebraico.Pentateuco estabelecem o padrão para a vida de trabalho dos seres humanos. em perfeita transparência de um para o outro.4—3. Nunca mais seria assim. Não nos é dito quando a criação ocorreu. No último livro da Bíblia. • A s d u a s á r v o r e s O que será que significam essas imagens tão poderosas? Será que uma árvore representa a vida e a outra. afinal. onde Deus e seu povo viverão juntos novamente — e as folhas dessa árvore servem para "curar as nações" (Ap 22. As "separações" dos três primeiros dias criam os "espaços" que Deus preenche em seguida.

tenham uma fonte única. seguido de uma descrição mais detalhada da criação do ser humano. É improvável que todas essas diferentes histórias. u m a figura materna das águas.Histórias da criação Alan Millard Como o mundo começou? Esta é uma pergunta que a maioria das pessoas faz. Na visão de alguns povos. o conceito do ser humano como "pó" pode ser facilmente deduzido do ciclo de morte e corrupção. . 0 Gênesis Babilónico 0 famoso Gênesis Babilónico. assim. Por exemplo. mas se baseia em outras histórias que remontam ao terceiro milênio a. que é o herói dessa história.2 e em outras passagens que falam do poder de Deus sobre as águas. Quase todas as religiões politeístas têm árvores genealógicas de seus deuses. U m casal original ou até mesmo um só deus que se criou a si mesmo e se auto-propagou chefia a família divina. Nesta tahuinha de argila está inscrita uma parte do relato babilónico da criação.) Tiamat foi morta por Marduque numa batalha entre ela e seus filhos. e do cadáver dela foi formado o mundo. cujo barulho a deixara irritada. Estes relatos têm vários pontos em comum com outras histórias da criação do cosmos e do homem: • uma divindade pré-existente.C. sendo que estes podem fazer parte de suas histórias de criação. E muitos povos em diferentes partes do mundo têm suas próprias histórias de criação. Significa isto que as histórias do Gênesis são apenas mais uma versão. A luta entre os deuses. Escrito ao final do segundo milênio antes de Cristo em honra de Marduque.2. Isto se deve a conexões lingüísticas pré-históricas entre as línguas babilónica e hebraica. baseados em observação e lógica elementar. e não era nem a mais antiga nem a mais popular. geralmente relacionado com a história bíblica da criação. • o ser humano como o ponto alto da criação. o universo é obra de um deus ou deuses. foram encontradas narrativas mais antigas que contêm alguns desses elementos. Estes são conceitos simples. e. idéias comuns não derivam necessariamente de uma fonte comum. Só um tema reaparece com freqüência. (0 nome "Tiamat" tem alguma relação com a palavra hebraica para "abismo" que aparece em Gn 1. adaptada às crenças dos hebreus? Entretanto. não tem equivalente no AT. o relato começa com Tiamat. • a criação como resultado de uma ordem divina. a saber. formado do pó da terra como se molda um vaso. deus dos babilónios. Foi copiado por volta do século 7 a . que aparece no Gênesis Babilónico. a criação da humanidade com u m a centelha divina para que os deuses ficassem livres de seus trabalhos. Fonte c o m u m a todas Em Gn 1—2 temos um relato mais amplo da criação dos céus e da terra. É enganoso reduzir histórias diferentes trazidas das várias partes do mundo aos fatores que têm em comum para afirmar que todas têm uma fonte comum. na tentativa de dar uma resposta. Muito antes de histórias como aquelas nos primeiros capítulos de Gênesis serem registradas por escrito cias eram contadas e recontadas ao redor de fogueiras nos acampamentos de povos nômades e no seio das famílias. cujos membros representam ou controlam elementos ou forças naturais. o universo físico ou um elemento fundamental como a água ou a terra sempre existiu. contadas e recontadas ao longo dos anos. que dá origem aos deuses. éu m a história entre várias. Há indícios claros de que essa história foi formulada a partir de relatos anteriores. apesar das tentativas de muitos eruditos no sentido de descobrirem referências implícitas a essa luta no texto de G n 1. As pessoas foram criadas para aliviar os deuses do trabalho de manter a terra em ordem. De fato. Para outros. os deuses têm descanso. e os deuses tiveram sua origem a partir disso. C . mas também de certa forma um reflexo da divindade. ou uma grande parte delas.

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Pentateuco

Gênesis e outros relatos do antigo Oriente Próximo
É mais interessante, e mais correto, colocar o relato do Gênesis ao lado de outros relatos do antigo Oriente Próximo, que é o mundo do AT, Ao fazermos isso, notamos que são poucas as antigas histórias de criação que têm mais do que um ou dois conceitos básicos em comum, como a separação entre céus e terra e a criação do homem a partir do barro. Porém as histórias dos babilônios têm algumas notáveis semelhanças com o relato hebraico. Desde que o primeiro dos relatos babilónicos foi traduzido para línguas modernas, ao longo do último século, afirmava-se, com freqüência, que os relatos babilónicos eram a fonte mais remota da crença dos hebreus. Todavia, recentemente, com a descoberta de

mais textos e a reavaliação dos mais antigos, ficou claro que muitas das supostas semelhanças são, de fato, aparentes ou ilusórias. Por exemplo, não existe qualquer relação entre os sete dias da criação no Gênesis e o fato de a história babilónica da criação aparecer em sete tabuinhas de argila. A segmentação da história dos babilônios não tem nada a ver com o seu conteúdo ou com fases ou estágios no poema em si. Essas semelhanças quanto aos fatos mencionados servem apenas para enfatizar a vasta diferença de perspectiva moral e espiritual entre o Gênesis bíblico e as narrativas análogas que mais se aproximam dele. Não se pode afirmar, como alguns o fazem, que o Gênesis foi derivado dessas outras histórias. As diferenças de ponto de vista e de conteúdo são,

na verdade, tão acentuadas que ajudam a destacar o caráter de "revelação" do Gênesis, que o distingue tão claramente de narrativas folclóricas.

A Epopéia de Atrakhasis
Um poema babilónico em particular • Toda a raça humana acabaria sendo dessugere uma comparação com o relato do truída num dilúvio, exceção feita a uma Gênesis. Trata-se da Epopéia de Atrakhasis, família. que se relaciona com os primórdios da humaPor outro lado, em Atrakhasis as pessoas nidade e o começo da vida em sociedade, têm trabalho árduo a realizar desde o início, fazendo alusão à ordem existente no mundo não existe um "Adão" único, e nada se diz sem descrever a sua criação. No começo da sobre uma formação separada da mulher, narrativa, os deuses inferiores trabalham na um jardim chamado Eden, e uma queda em irrigação da terra e decidem se rebelar conpecado. Na verdade, não existe ensino moral tra a sua sorte. Para aliviar esses deuses de nenhum. Ao contrário, o significado é que sua estafante tarefa, foram criados os seres esta é a origem de nossa sorte e cabe-nos humanos. Estes são uma solução satisfatória aceitá-la. até o momento em que o barulho que fazem Uma versão suméria menciona cinco irrita os deuses, levando-os a destruí-los no importantes cidades que existiram no períodilúvio. do pré-diluviano, e esses nomes se conectam Em geral, Atrakhasis (conhecido a parcom listas de reis pré-diluvianos, preservadas tir de cópias feitas por volta de 1600 a.C.) em relatos separados. A idade desses reis tem algumas semelhanças com trechos de ultrapassa em muito a dos patriarcas que Gn 2—8: aparecem em Gn 5. Os escritores babilóni• Os seres humanos são feitos de barro e cos consideravam o dilúvio uma importante de um elemento divino (o "sopro" em interrupção ocorrida na história de seu pais. Gênesis; a carne e o sangue de um deus, (Veja "Histórias sobre dilúvios".) em Atrakhasis). Portanto, na cobertura ampla dos fatos, • A tarefa dos seres humanos é manter a terra Gênesis e a tradição que aparece em Alrokhosis em ordem (trabalho árduo em Atrakhasis; se referem aos mesmos acontecimentos. guarda de um paraíso em Génesis). Alguns dos temas que aparecem na
v

história babilónica — em especial a condição dos seres humanos como substitutos dos deuses no que diz respeito ao trabalho — remontam a um poema sumeriano, Enki e NinmakJ), escrito no período anterior ao ano 2000 a.C.

J19

O nome Cuxc (descendente de Noé) está ligado a Babilônia em 10.8,10. Assim, a descrição pode ser de quatro rios, todos correndo na direção do golfo, com o "Éden" em algum lugar acima dele. Gn 3: U m a e s c o l h a fatal Entra em cena a serpente — criatura de Deus, porém rebelde. De onde vem o mal

neste mundo bom? A narrativa não explica. Mas claramente Deus assumiu um risco enorme ao dar a suas criaturas a liberdade de escolher. O que ocorre em seguida é um impressionante discernimento da psicologia da tentação e do pecado: a tentativa dc passar adiante a culpa c, no final, a vergonha. A serpente questiona aquilo que Deus disse, depois o chama de mentiroso. A mulher

Pessoas como administradoras de Deus
Chulean Prance

0 relato do Gênesis deixa bem daro que os seres humanos foram criados para cuidarem da Terra, e não para destrui-la. E m meio à terrível destruição do meio ambiente, à poluição e ao extermínio de espécies que se verificam em nossos dias, é bom voltar ao Gênesis e ver como as coisas eram no princípio: "Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar" (Gn 2.15). 0 verbo hebraico abad, traduzido por "cultivar", também pode significar "servir", e o verbo shamar, traduzido por "guardar", dá a idéia de observar ou preservar. A instrução dada às primeiras pessoas foi no sentido de servir e preservar o solo. Deus deu à humanidade domínio sobre o resto da criação, para cuidar dela, e não para destrui-la. Segue-se que cuidar da criação é u m a responsabilidade cristã em nossos dias, pois aqueles que conhecem o Criador deveriam ser os primeiros a tomarem a dianteira na proteção daquilo que ele criou. Gn 2.9 diz: "Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento". É significativo que, neste texto, o aspecto utilitário não aparece em primeiro lugar. O propósito das árvores era, em primeiro lugar, estético, pois elas deviam ser agradáveis à vista.

Hoje, parece que não somos afetados pelo fato de hectares e mais hectares de floresta tropical serem derrubados a cada dia que passa. No entanto, o texto também indica que as árvores se destinavam à alimentação, e nisto podemos, com certeza, incluir a madeira, o látex e muitos outros produtos que elas nos fornecem. Não devemos fazer uso exagerado ou além da conta desses recursos, mas também deixar árvores de pé para que formem uma paisagem bonita e nos dêem sombra. A responsabilidade que a humanidade tem por todas as criaturas foi re-enfatizada na aliança que Deus fez com Noé após o dilúvio. Este pacto não foi feito apenas entre seres humanos e Deus, mas incluía "todos os seres viventes que estão convosco, para perpétuas gera-

ções" (Gn 9.12). "Eis que estabeleço a minha aliança convosco, e com a vossa descendência.e com todos os seres viventes que estão convosco: tanto as aves, os animais domésticos e os animais selváticos que saíram da arca como todos os animais da terra" (Gn 9.9-10). Visto que esta aliança foi feita com todas as criaturas, temos a responsabilidade de zelar por elas, tratando de evitar que espécies sejam extintas por abuso ou destruição de seu habitat. Temos de cuidar da criação porque ela pertence a Deus, não a nós. "Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém": assim começa o SI 24. Devemos, igualmente, cuidar da criação porque Cristo é "o primogênito de toda a criação" (Cl 1.15) e "nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra... Tudo foi criado por meio dele e para ele". Somos, hoje, conclamados a sermos seus curadores ou mordomos de sua criação — até que ele venha.

Estii samambaia gigante, em Piji. é apenas um exemplo do crescimento exuberante c extraordinário das plantas desde o inicio da criação.

1 2 0
Mm

Pentateuco
estabelece um contraste entre Adão e Cristo: como descendentes de Adão todos morremos, separados dc Deus; Cristo, por outro lado, nos restaura à vida eterna, conectando-nos outra vez com Deus (Rm 5; ICo 1 5 ) . • A d ã o e E v a Competição e dominação surgem no momento da queda em pecado. No início os dois foram criados igualmente "à imagem de Deus". Eram independentes e co-dependentes, juntamente responsáveis pelo bem-estar do mundo c dos seusfilhos.A maldição de Gn 3.161 9 é uma descrição de como o relacionamento humano mais íntimo foi arruinado por causa da desobediência a Deus: vemos isto no relacionamento entre homens c mulheres no restante das Escrituras e na história do mundo desde aquele tempo até os nossos dias. Segundo Gn I. Adan c F.va foram criados juntos, Em Gn2, Adão foi criado primeiro, mas isto não se reveste de nenhum significado especial. Eva é descrita como "auxiliadora" dc Adão em relacionamento compatível c casamento, não no sentido de inferioridade, visto que, no AT, essa mesma palavra ("ajudador") é usada, na maioria das vezes, quando se está falando sobre Deus.

(•A

O jardim do Éden A história do jardim do Éden está ambientada nos vales bem irrigados da antiga Mesopotámta.

precisa contrapor ao claro mandamento de Deus o fruto tentador, o desejo de ter conhecimento como o dc Deus. Eva exagera ao falar da rigidez da proibição divina e aproxima perigosamente da tentação. Será que ela quer simplesmente conhecer assim como Deus conhece ou será que pretende ser igual a Deus (em contraste com o Filho de Deus, disposto a se humilhar: Fp 2.6-8)? A decisão c deliberada e fatal. Adão, em silencio, não protesta. Também ele come do fruto. O homem e a mulher decidiram seguir seu próprio caminho, ignorar o Deus que lhes havia dado a vida. Mas a bondade de Deus c o pecado humano são como óleo c água. A separação c inevitável. O relacionamento de Deus com as pessoas e das pessoas umas com as outras é arruinado. O homem e a mulher não ficam mais à vontade juntos. A serpente agora é inimiga dos seres humanos. A mulher sofrerá no parto, que é o processo humano mais fundamental. O desejo e a dominação prejudicarão o relacionamento entre os sexos. O trabalho de Adão será marcado por suor e fadiga. Por causa de sua transgressão voluntária, o acesso à "árvore da vida" agora lhes é vedado. Eles devem deixar o jardim para sempre. Estão sozinhos, separados de Deus. Estão vivos, porém apenas pela metade, na medida em que estão sem Deus. A morte é apenas uma questão de tempo. Deus havia falado a verdade. Mas ele ainda é bondoso e tem para com eles um cuidado paterno (3.21). • A d ã o No restante do AT essa palavra significa humanidade. Também é muito parecida com a palavra hebraica para "solo" (um jogo de palavras semelhante a "humano" e "húmus"). No NT, Adão é nosso ancestral, o fundador da raça à qual todos nós pertencemos. Paulo

Gn4—5 De Adão

a Noé

Gn 4: C a i m e Abel Após sua expulsão do jardim, Adão e Eva tiveram dois filhos: Caim, o lavrador, e Abel, o pastor. No momento adequado cada um deles trouxe sua oferta a Deus. A dc Abel foi aceita, mas não a de Caim. Não foi o que Abel ofereceu, mas sua fé (Hb 11.4) que tornou sua oferta aceitável. O ressentimento amargurado de Caim demonstra uma atitude bastante diferente. Como os profetas dirão sempre de novo: Deus não pode ser comprado por sacrifícios. Eli' quer que o ofertante também faça "o que é certo" (v. 7). A fé verdadeira não pode ser separada do comportamento correto. Caim matou Abel (não se precisa muito para passar da rebelião ao assassinato) e Deus o condenou a uma vida nômade, dando-lhe, porém, proteção contra a morte. Os vs. 17-24 alistam alguns descendentes de Caim e demonstram o início da vida civilizada. Enoque construiu a primeira cidade. Seus sucessores aprenderam a tocar c apreciar música — e a trabalhar com ferro e bronze. Mas as habilidades criativas não foram acompanhadas por pro-

Genesis

121

Nomes de pessoas em Gênesis 1—11
Richard S. Hess

No mundo bíblico, os nomes das pessoas muitas vezes têm uma origem ou um significado que nos diz algo a respeito do caráter ou das convicções da pessoa nomeada. Em Gênesis, como no restante da Bíblia, os nomes de muitos dos personagens principais das narrativas têm um significado especial.

N i n r o d e ("nós vamos nos rebelar" ou "vamos nos rebelar!") descreve o personagem que aparece em Gn 10, especialmente se ele tiver, também, alguma conexão com o episódio da torre de Babel, em Gn 11. S e m significa "o nome", aquele através do quem viria Abrão, cujo nome Deus engrandeceria.

0 nome significa...
0 nome A d ã o significa "humanidade'^ se aplica muito bem ao primeiro ser humano e também representante da raça humana. O nome tem este significado em Gn 1.26-28 e aparece com o sentido correlato de "homem" nos caps. 2—3 e na maior parte do cap. 4. Somente em Gn 4.25 A d ã o passa a ser nome próprio. 0 nome E v a pode ser entendido no sentido de "aquela que dá a vida". Descreve o papel da primeira mulher, como sugerido em Gn 3. Vale lembrar que o nome dela só aparece ao final do capítulo. C A I M pode ter relação com o trabalho de beneficiar metais, na medida em que este foi um ofício que se desenvolveu entre seus descendentes, em especial Tubalcaim. A B E L é uma palavra hebraica usada para descrever algo que é efêmero ou passageiro. Em Eclesiastes, é traduzido por "vaidade". Sugere a brevidade da vida daquele que foi assassinado por seu irmão sem deixar descendentes, sem nada que pudesse dar continuidade ao seu nome ou torná-lo permanente. S E T E , por outro lado, pode significar "pôr" ou "colocar", ou, em Gn 1—11, "fazer a vez de substituto". É claro que este nome se aplica muito bem àquele que substituiu Abel na função de pessoa através da qual se cumpriria a esperança de Adão e Eva. E N O Q U E significa "dedicação" e pode ser uma forma de descrever a consagração desse homem a Deus.

O n o m e soa parecido c o m . . .
Além do significado direto das palavras hebraicas que são usadas como nomes nesses primeiros capítulos de Gênesis, aparecem também trocadilhos. Palavras parecidas no som estabelecem uma conexão entre o nome da pessoa e algum acontecimento da história. A palavra A d ã o soa como "solo" ou "terra", a a d a m a h que Deus usou para criá-lo. C a i m soa como o verbo q a n a h , "criar", "adquirir". Eva emprega esse verbo em Gn 4.1, ao descrever o envolvimento divino no nascimento de Caim. N o é se parece com n a c h a m , o "consolo" que, segundo palavras de seu pai Lameque, esse homem traria.

Nomes semelhantes
Existem nomes perecidos quanto ao som nas genealogias de Caim e Sete (e nas genealogias de Enoque e Lameque chegam a ser nomes idênticos), mas isto não significa necessariamente que temos duas versões diferentes da mesma genealogia original. Isso serve para mostrar que, apesar das semelhanças externas (nomes semelhantes), as pessoas podem ser totalmente diferentes quanto ao seu verdadeiro caráter. No caso de Caim e Sete, trata-se de duas linhas genealógicas que seguem em direções opostas: a de Caim leva ao assassinato e ao orgulho; a de Sete leva à justiça e à salvação de Noé das águas

do dilúvio. Essa semelhança entre os nomes é uma característica que aparece também em outras genealogias do antigo Oriente Próximo. A figura de Enoque (o homem justo que Deus removeu deste mundo, em Gênesis) aparece também em listas de sábios pré-diluvianos encontradas no antigo Oriente Próximo. Mais interessante é o fato de aparecerem, no antigo Oriente Próximo, nomes semelhantes aos que ocorrem nos capítulos iniciais de Gênesis. Alguns nomes e partes desses nomes integram nomes pessoais usados em diferentes períodos históricos daquela região. Por exemplo, as raízes semíticas que subjazem aos nomes de "Eva" e de "Sem" aparecem com freqüência em nomes próprios. Outras raízes, como as de Lameque e Arfaxade, não aparecem nunca. Algumas, como o nome Adão e a primeira parte dos nomes de Metusalém e Metusael, ocorrem em épocas e lugares específicos apenas durante o segundo milênio antes de Cristo ou em período anterior a ele. Não fazem parte de nomes próprios usados durante o primeiro milênio, o período dos reis israelitas, o que mostra que remontam a um período mais antigo, e não a um período mais recente.

Pentateuco
gresso moral. Lamcque tomou duas esposas. A dor e os problemas que isto trouxe são evidentes em histórias posteriores. E ele gabou-se do assassinato que cometeu, excedendo Caim. Os dois últimos versículos dão um vislumbre de esperança. Adão e Eva tiveram Sete e as pessoas começaram a "invocar o nome do Senhor". • A e s p o s a d e C a i m Os vs. 14-15,17 dão a impressão de uma terra, até certo ponto, povoada. A maneira mais simples de explicar isto é supor que havia outros filhos de Adão c Eva que não são mencionados. Outros argumentam com base no fato de a palavra "adão" significar homem, ou humanidade, que toda uma raça foi criada, e não um único casal.

G n 6—11
O dilúvio e Babel Gn 6.1-8: U m a r a ç a p e r d i d a A raça humana, imersa em violência e corrupção, traz destruição sobre si mesma. Deus reduz a longevidade para 120 anos. Mas apenas isto não traz resultados. Apenas um ato de julgamento livrará o mundo do pecado. • 6.2 Versões diferentes falam dc "filhos de deuses" ou "filhos de Deus" (i.e. anjos) ou ; "seres sobrenaturais". • 6.4 "Gigantes" (no hebraico, nefilim): os "valentes" (heróis) do passado.

Gn 6.9—9.29: A história d e N o é Como na criação, devemos abordar este relato como uma narrativa, esperando imagens, símbolos e padrões, buscando o motivo "fcíKílianfo Gn 5: G e n e a l o g i a pelo qual cia está sendo contada, a "a mensadurar a ferra, A Bíblia traz com freqüência genealo- gem (ou mensagens) da história". não deixarão dc haver gias semelhantes a esta de Gn 5 para defiNo princípio. Deus estabeleceu os limites semeadura nir uma importante linha dc descendentes. da terra e das águas, tirando ordem do meio e colheita, frio e calor, Muitas dessas genealogias são seletivas, às do caos. Agora, corno resultado do pecado verão e inverno, vezes para criar um padrão de certo número humano, as forças dc destruição são liberadia t noite." de nomes (p. cx., Mt 1). A idéia não c somar- das. Mas nem tudo está perdido. (Promessa de Deus mos todos os números e calcular o tempo Num cenário de julgamento, a narratiapós o dilúvio, em Cn 8.22) decorrido. ( 0 Arcebispo James Ussher fez va enfatiza o ato divino de salvação. Noé, isto e datou Adão dc 4004 a.C. Entretanto, "o único homem íntegro daquele tempo", o com base em Jericó e outras cidades, temos único que "andava com Deus", não seria conconhecimento dc uma civilização que data de denado com os outros. Deus tinha um plano 7000 a.C, e este ainda não é o princípio da dc resgate bem elaborado. Ele arranjaria um história humana.) lugar de segurança e refúgio. Uma vida inteiNo Oriente Próximo antigo, os núme- ra de conhecimento c de confiança em Deus ros geralmente eram usados para demons- havia preparado Noé para esse momento. E trar importância em vez de quantidade real. ele fez exatamente o que Deus ordenara. As idades decrescentes de Matusalén! a José Infelizmente, mesmo um novo começo nãu podem ser interpretadas como os efeitos restaura o Éden nem altera a natureza humacumulativos do pecado. na. A "imagem de Deus" (9.6) permanece, A longevidade atribuída a esses ances- mas permanece também a disfunção na criatrais é impressionante. Varia dos 777 anos ção. Os animais agora passam a ser alimende Lameque aos 969 anos de Matusalém. to para os humanos. E a própria história de Cada um dos dez registros segue o mesmo Noé termina mal. (É significativo que a Bíblia nos conta as falhas até dc seus maiores persopadrão: Quando fulano tinha tantos anos, nasceu o nagens.) Noé ficou bêbado, Cam desonrou o seu filho beltrano. Viveu mais tantos anos e teve seu pai e o patriarca amaldiçoou Canaã, filho outros filhos e filhas. Viveu mais tantos anos e (mais novo?) de Cam. Teria Canaã agravado o desrespeito dc Cam? Não sabemos. Mas os moireu. A nota melancólica da frase final "e mor- canancus foram, mais tarde, subjugados pelos reu" só varia no caso de Enoque, o homem descendentes dc Sem, os israelitas. que "andou com Deus". Para ele Deus linha Histórias de um dilúvio foram transmitioutros planos. E o último dos dez, Noé, tam- das em diversas línguas em muitas partes do bém "andava com Deus" (6.9). Ele também, mundo. Os relatos babilónicos (sumérios e, embora de forma diferente, foi salvo da em especial, acádios) se assemelham muito morte. à história registrada aqui. Isto não deveria

Gênesis

123

Histórias sobre dilúvios
Alan Millard

Reminiscências de um dilúvio ou de vários dilúvios podem ser encontradas em todo o mundo. Como seria de esperar, apresentam vários aspectos em comum: pessoas são salvas dentro de um navio; animais foram levados a bordo; o navio "atracou" no alto de um monte. Da Babilônia (e só de lá, entre as histórias antigas de dilúvio) nos vem um relato tão parecido com o de Gênesis que as pessoas se perguntam se não houve empréstimos ou influência de u m sobre o outro. Já faz um século que conhecemos a Epopéia de Gilgamés, tabuinha 11. Otema da narrativa é o seguinte: os seres humanos não podem ter nenhum a esperança de imortalidade, pois o único que a alcançou foi o Noé babilónico. Essa narrativa foi inserida no ciclo de Gilgamés a partir de uma obra anterior, a Epopéia de Atrakhasis (veja "Histórias da criação"), onde faz parte de um relato mais longo sobre a história humana desde a criação, como no Gênesis.

0 " N o é " babilónico

S e g u n d oa n a r r a t i v ab a b i l ó n i c ad od i l ú v c i o é , u ,a t éq u ep a s s a s s e mo ss e t ed i a sd et e m d e p o i sd ac r i a ç ã od o sp r i m e i r o ss e r e sh u m a p n o e s , t a d e .F o ie n t ã oq u eA t r a k h a s i sm a n d o u ob a r u l h oq u eo sfilhosd e s t e sf a z i a me r at a p n á t s o s a r o sp a r af o r ad ob a r c o ,p a r av e r i f i c a rs e q u eod e u sd at e r r an ã oc o n s e g u i ad o r m i r . aS e t e u r s r ae r ad en o v oh a b i t á v e l( u me p i s ó d i op r e p l a n o sd ea c a b a rc o mob a r u l h od e r a ms e r e m v a d ou n i c a m e n t en av e r s ã od eG i l g a m é s ) ,e n a d a ,q u a n d oop i e d o s oA t r a k h a s i sc o n s e g u o i u f e r e c e uu ms a c r i f í c i on oa l t od am o n t a n h a , a s s e g u r a raa j u d ad od e u sq u eh a v i ac r o i a n d d o eob a r c oh a v i ae s t a c i o n a d o .C o mm u i t a o sh o m e n s .P o rf i m ,o sd e u s e so p t a r a ma p v o i d r e z ,o sd e u s e ss er e u n i r a m" c o m om o s c a s " , u md i l ú v i oc a t a s t r ó f i c o ,et o d o sj u r a r a mq a o u es e n t i r e moc h e i r od os a c r i f í c i o ,ej u r a r a m m a n t e r i a mop l a n oe ms e g r e d o .M a st a m b n é m u n c am a i sp r o v o c a rs e m e l h a n t ed e s t r u i ç ã o .A d e s t av e zA t r a k h a s i sf o ia d v e r t i d o .N u ms o n d h e o u ,s am ã ej u r o up o ru mc o l a rd ep e d r a sa z u i s od e u so r i e n t o u oac o n s t r u i ru mb a r c oe M l e a v s a r od e u sc u j os o n oh a v i as i d op e r t u r b a d o p a r ad e n t r od e l ea s u af a m í l i a et a m b é ma a l g i n u d n a sn ã os ed a v ap o rs a t i s f e i t o .Ed e p o i sd e a n i m a i s .D e v e r i a ,i g u a l m e n t e ,e x p l i c a rs u aa ç ã u o m ad i s c u s s ã oe mt o r n od ai n j u s t i ç ai n e r e n t e a o so u t r o ss e r e sh u m a n o s ,d i z e n d oq u en u s m e c a s t i g oi n d i s c r i m i n a d o ,f o io r g a n i z a d ou m t r a t a v ad eu mc a s t i g oq u el h es o b r e v i r i as p i s t a e r m aa e mq u ea l g u m a sm u l h e r e sd e i x a r i a m q u ee l e sp u d e s s e ms e rb e n e f i c i a d o s .Q u a n d o ed a ràl u z ,e n t r a n d oe mo r d e n sr e l i g i o s a s ,a o t o d o se s t a v a mab o r d o ,c o m e ç o uat e m p e s t a p d a e s s oq u eo u t r a st e r i a ms e u sf i l h o sv i t i m a d o s et o d aah u m a n i d a d ef o id e s t r u í d a . p o rd o e n ç a s ,i m p o n d o ,d e s s am a n e i r a ,l i m i t e s a oc r e s c i m e n t op o p u l a c i o n a l .( O st e r m o su s a O sp r ó p r i o sd e u s e sf o r a ma f e t a d o sp e l a d o sd e i x a mc l a r oq u ee s s an a r r a t i v ae r au m a t r a g é d i a .C o m on ã oh a v i as o b r a d on i n g u é m e x p l i c a ç ã op a r aos i s t e m as o c i a lq u ev i g o r a v a q u ep u d e s s es e r v i l o s ,ficarams e mac o m i d a n o e m p od oa u t o r . ) eb e b i d aq u el h e se r aa p r e s e n t a d an o ss a c r i -t f í c i o s .As o l u ç ã of o ia g ü e n t a ros o f r i m e n t on o

0 moral da história
A história do dilúvio na Babilônia aparece também num texto sumeriano, que conta praticamente a mesma história, só que de forma mais abreviada. E muitas outras composições sumerianas se referem à época do dilúvio, num passado remoto, ou até mesmo a um tempo pré-diluviano. A história do dilúvio no Gênesis está, claramente, ambientada na Mesopotâmia, e as numerosas semelhanças encontradas dão a entender que se trata de um relato sobre o mesmo acontecimento mencionado n a narrativa babilónica. Temos, neste caso, pessoas de diferentes lugares que guardaram reminiscências do mesmo desastre natural. Mas o moral da história e o conteúdo teológico

Esta tabuinha de argila que remonta ao século 7 a . C , proveniente de Nínive, é a 1 1 tabuinha da Epopéia de Gilgamés e contém o registro babüónico d o dilúvio.
a

124

Pentateuco

das duas narrativas são muito diferentes entre si. A revelação de Deus se encontra, não apenas na narração dos acontecimentos, mas também na interpretação dos fatos.

0 dilúvio sob uma nova luz?

O final d o dilúvio na narrativa babilónica
Eu ofereci uma libação no alto da montanha, Os deuses sentiram o cheiro. Os deuses sentiram o cheiro suave, Os deuses se ajuntaram como moscas ao redor do que oferecia o sacrifício. Quando finalmente a grande deusa (Ishtar) apareceu (ela disse): "Todos vocês deuses aqui, como nunca esquecerei meu colar de lápis-lazúli, Eu vou me lembrar desses dias, e deles nunca me esquecerei".

O final do dilúvio no relato do Gênesis
Levantou Noé um altar ao SENHOR e, tomando de animais limpos e de aves limpas, ofereceu holocaustos sobre o altar. E o SENHOR aspirou o suave cheiro e disse consigo mesmo: Não tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque é mau o designio íntimo do homem desde a sua mocidade; nem tornarei a ferir todo vivente, como fiz. (Gn 8.20-21)

Não deveria nos surpreender que existam tantas reminiscências de histórias de dilúvios em várias partes do mundo. Os Drs. William Ryan e Walter Pitman, especializados em geologia marítima, ficaram em especial intrigados com as narrativas que aparecem na Bíblia e no relato babilónico. Segundo o Dr. Ryan, "se, como a descrição parece sugerir, o dilúvio fez com que comunidades inteiras se deslocassem para outros lugares, era de se esperar que a história do dilúvio fosse transmitida às gerações futuras". Os geólogos descobriram que o mar Negro já foi um lago de água doce, mas que, uns 9 mil anos atrás, repentinamente as águas ficaram salgadas. Pesquisas adicionais revelaram que o nível das águas subiu uns 60 m. Mais elementos foram reunidos a partir de uma avaliação sismográfica do leito do mar. A aplicação de testes de carbono 14 adiantou a data do dilúvio para 7550 anos atrás. Eles ventilaram a hipótese de que o final de uma Era do Gelo traria uma dramática elevação do nível dos mares, e concluíram que o lugar mais provável para uma corrente catastrófica seria uma bacia num formato de garrafa que tivesse conexão com o mar através de uma passagem estreita. 0

mar Negro se encaixa perfeitamente nestas características. Será que isso poderia ser a origem das histórias sobre dilúvios? Será que essas histórias foram levadas à Mesopotâmia por povos que migraram para lá, saindo das imediações do mar Negro, e depois foram levadas da Mesopotâmia para Canaã por Abraão? Isto explicaria a referência ao Ararate como a montanha mais alta da região. Afirma o Dr. Ryan: "Temos evidência conclusiva de que houve um dilúvio no mar Negro. A evidência de que se trata do mesmo que aparece na Bíblia e no Épico de Gtgamés é circunstancial, e isso levou a uma amigável disputa entre nós e os arqueólogos". Entretanto, ha uma série de perguntas sem resposta. A tradição babilónica não concorda com isso. Não sabemos com certeza se havia gente morando nas imediações do mar Negro naquele tempo. E, no relato bíblico, as águas do dilúvio diminuem.

Gênesis
causar surpresa, se todos esses relatos refletem lembranças de um acontecimento que de fato ocorreu naquela mesma região. Não há necessidade de supor que o autor de Gênesis tenha-se baseado nas histórias babilónicas para obter esta informação. Na realidade, a natureza crassa dessas histórias babilónicas (com seus deuses excêntricos e briguemos) torna isto improvável. A história de Gênesis pode ter sido reunida de mais de uma fonte para chegar à sua unidade atual. • O n d e e q u a n d o ? Com base na linguagem usada no cap. 7, fica claro que o autor quer que vejamos o dilúvio como um evento cósmico, um ato de julgamento que reverte o ato criador. O que segue é um novo começo. Mas o autor não compartilha nosso conceito do mundo global. "A terra" do autor é a terra da história da humanidade antiga relatada em Gn 2 e seguintes. (Compare Gn 41.57; também At 2.5). Não temos como saber com certeza quando o grande dilúvio que inspirou essas histórias realmente aconteceu. A lista de nações descendentes dos filhos de Noé (Gn 10) sugere uma data bastante antiga — alguns milhares de anos antes dos dilúvios do sul da Mesopotâmia por volta de 4000 a.C, cujos vestígios foram encontrados em escavações. E possível que esta história remonte ao fim da Era Glacial, por volta de 10.000 a.C. • A aliança (6.18) é um terna recorrente e importante. É um acordo formal entre Deus e seu povo, estabelecido sucessivamente com Noé, Abraão, a nação de Israel (por intermédio de Moisés) e o rei Davi. A cada estágio a aliança se torna mais densa em termos de promessa, até a vinda dc Cristo, que introduz a "nova aliança". (A palavra "testamento", usada nos títulos Antigo Testamento e Novo Testamento, tem o mesmo significado). Em cada uma dessas instâncias, Deus toma a iniciativa. Ele estabelece os termos e os torna conhecidos. Somente Deus garante seu cumprimento. As pessoas desfrutam das bênçãos da aliança à medida que obedecem aos mandamentos dc Deus. Veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo". • Quarenta d i a s A Bíblia freqüentemente associa importância especial a certos números. "Quarenta" é usado sempre de novo para indicar algo importante, uma nova etapa, uma ação de Deus, ou apenas para indicar "um longo período de tempo".

125

Navio dos puritanos: 27.5 m

Clíper: 64,5 m

Navio dc cruzeiro moderno: 262 m

Gn 10: O s d e s c e n d e n t e s de N o é As nações do mundo bíblico são todas descendentes dos três filhos de Noé: Sem, Cam e Jafé. A genealogia é organizada conforme o seguinte padrão: Título (1) Descendentes de Jafé (2-4) Detalhe extra sobre Java (5a) Resumo (5b) Descendentes de Cam (6-7,13-18a) Detalhe extra sobre Ninrode (8-12) e Canaã (18b-19) Resumo (20) Descendentes de Sem (22-29a) Detalhe extra sobre Sem (21) c Joctã (29b-30) Resumo (31) Resumo da lista inteira (32) A família de Sem vem por último: estas são as nações em torno das quais o próximo estágio da narrativa se desenvolve. "Hêber" é da mesma raiz que o adjetivo pátrio "hebreu". Gn 11.1-9: A t o r r e d e B a b e l Aqui está outra história antiga que explica as condições atuais. Por que a humanidade está dividida? Por que existem tantas línguas diferentes? A história da queda da humanidade não explica tudo. Esta história tenta explicar.

A arca A palavra hebraica para "arca" significa "caixa" ou "baú", e ajuda a entender o formato da mesma. As medidas mostram que ela era enorme. Se um côvado tiver uns 45 cm. as dimensões da arca são 133 m de comprimento, por 22 m dc largura por 13 m de altura. Ela foi projetada para flutuar, não velejar e não houve problemas para zarpar! Fora da história do dilúvio, a palavra '"arca" só ocorre na história em que Moisés lói tirado Isão c salvo!) das águas d o Nilo. Naquele contexto, a palavra significa "cesto" ou "cesta".

Pentateuco

Mizraim Cuxe Nações que descenderam d o s filhos de N o é Cin 10 apresenta um quadro dos povos do mundo antigo que Israel conheceu, estendendo-se do Sudão Oto Sul) às montanhas do Cáucaso (no Norte), e das ilhas gregas (no Oeste) ao Irá ( n o Leste). Muitos desses nomes são encontrados em outros escritos antigos e podem ser situados num mapa. mas outros ainda são desconhecidos. Nomes que, a princípio, foram dados a indivíduos tornaram-se nomes que passaram a identificar rodos os seus descendentes (como no caso • de Israel). Os relacionamentos que a história registra entre algum I dos povos diferem dos de Gênesis, mas migrações, guerras de conquista e casamentos inter-raciais podem ocultar as verdadeira • origens.

Uma reconstrução artística do templo em fornia de torre (zigurate) da cidade de Ur.

Em Sinar ( = Suméria, antiga Babilônia), reino de Ninrode, o caçador (10.10), as pessoas se reuniram para realizar um grande projeto arquitetônico — uma cidade e uma torre que chegasse ao céu. Deus observa este esforço cooperativo e o considera o início de uma terrível rebelião contra ele. Então divide o povo por meio da linguagem (compare com At 2, quando estas barreiras começam a ser derrubadas), e o dispersa — exatamente o que as pessoas estavam querendo evitar. A grande torre fica inacabada.

Babel (Babilônia) provavelmente era um templo cm forma de torre piramidal ou zigurate, semelhante àqueles que foram construídos na Babilônia no terceiro milênio a.C. Há ura jogo de palavras entre Babel c balai, "confu-1 são" ou "mistura". Uma inscrição relacionada a um zigurate posterior na Babilônia o des- \ creve como "o prédio cujo topo está no céu". O templo no topo era o local para o deus des-; cer e encontrar aqueles que o serviam. G n 11.10-32: D e S e m a A b r a ã o Aqui novamente a lista de nomes é sele-1 tiva, provavelmente abreviando a extensão F total de tempo envolvida. Os ancestrais de I Noé viveram muito mais tempo que os de | Terá, e a idade de paternidade passou a ser I bem menor. Quando chegamos ao nome de Tera, a lista | se torna mais detalhada. Esta é a família na çjual devemos nos concentrar. Os três filhos de Tera são alistados e sua cidade natal é Ur dos caldeus. Após a morte de Harã, Tera partiu J em direção a Canaã, com seu neto Ló, Abrão j e Sarai. A jornada os levou 900 km a noroeste

WÊÊBÊBSBBÊÊÊBÊBBM seguindo o rio Eufrates, até Harã — que era, como Ur, um centro de adoração à lua. (Js 24.2 registra que Tera "adorava outros deuses".) Ali eles se instalaram. Tera morreu, e o cenário está pronto para a história de Abraão, que, segundo At 7.2-4, ouvira o chamado de Deus antes de partir. Seu novo nome registra a promessa de Deus de tomar este homem pai de muitas nações, Gn 17.5. • Ur Veja "Abraão". > Harã A rota de Ur a Canaã via Harã era bastante comum para os viajantes nesta época. Harã era uma cidade importante no ponto de encontro de rotas de caravanas entre a Mesopotâmia e o ocidente. O nome significa "encruzilhada" ou "estrada".

A viagem de Abraão d e Ur a Canaã

Gn 12.1—25.18
História de Abraão G n 12.1-9: A c o n v o c a ç ã o para a j o r n a d a Gn 12.1-4 registra a ordem e promessa Deus a um homem, Abrão, e a resposta obediente da parte deste. As conseqüências deste simples ato, todavia, se espalhariam progressivamente, levando ao nascimento de uma nova nação e, com o passar do tempo, beneficiariam todo o mundo. "Partiu Abrão..." Ele já partira de Ur, cidade próspera com segurança e um alto padrão de vida. Agora ele partiu na segunda etapa da jornada, viajando outros 700 km a sudoeste até Canaã (Palestina), com Sarai, sua mulher estéril, seu sobrinho Ló e seus rebanhos. Em Siquém, no meio do território cananeu, Deus falou novamente em resposta ao chamado de Abraão. "Esta terra" seria herança dos descendentes de Abrão. Porém a jornada continuou na direção do Neguebe, região que se estende ao Sul, desde Berseba até o planalto do Sinai — hoje semi-árida, porém mais habitável na época de Abraão. 0 estilo de vida de Abraão representa a vida de peregrinação: o altar e a tenda testemunham a sua fé e a falta de uma moradia fixa. • Nômades As histórias de Abraão, Isaque e Jacó nos dão uma idéia da vida seminômade na Palestina antiga, de pessoas que passavam parte do tempo deslocando-se com seus rebanhos em busca de pastagens, e parte do tempo assentados, cultivando a terra.

Sodoma, Gomorra, Admá, ZeboimeovaledeSidim provavelmente se situem

Abraão e a guerra dos r e i s : Gn 14

Naquele tempo, grupos como estes podiam viajar livremente de um país a outro, sem maiores problemas com as línguas. Veja "Vida nômade". • " S e r ã o a b e n ç o a d o s / s e a b e n ç o a r ã o " (12.3) Ambos os sentidos são possíveis, mas o NT, seguindo a versão grega do AT (a Septuaginta), favorece "serão abençoados". Gn 12.10-20: F o m e A fome levou Abrão ao Egito. Pressionado pelo medo e pela insegurança, este homem de fé tratou de defender-se com uma perigosa

••Saia da sua
terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai e vá para uma terra que eu lhe mostrarei. Os seus descendentes vão formar uma grande nação." (Palavras que Deus disse a Abraão em Gn 12.1-2)

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Pentateuco
meia-verdade (veja 20.12) que colocou cm risco todo o projeto de Deus. Deus interveio com pragas. Sarai foi salva e Abrão foi vergonhosamente deportado. • A i d a d e d e S a r a i Parece surpreendente que Sarai, aos 65 anos, seja descrita como "muito bonita" (12.14). Porém, como ela viveu até os 127 anos, seus 60 anos equivaliam, quem sabe, aos nossos 30 ou 40 anos. Gn 13: A e s c o l h a d e L ó Rebanhos cada vez maiores provocaram a última quebra de vínculos familiares. Ló, a quem o generoso Abrão deu o privilégio de escolher, selecionou os pastos férteis do vale do Jordão. • M e l q u i s e d e q u e (18) Esta c n única aparição do misterioso rei/sacerdote de Salérn (provavelmente Jerusalém; o nome significa I "paz" — shalom, salaam). A autoridade dei Melquiscdeque (um décimo — o "dízimo" — | era a parte de Deus, de modo que Abrão trata este homem como representante de Deus), [ a falta de informação sobre ancestrais ej descendentes (extremamente importante para i qualquer homem que reivindicasse realeza ou status sacerdotal), e seu papel duplo de sacerdote e rei, levaram autores posteriores a j considerá-lo um prenúncio do Messias (veja SI 110.4; Hb 7.1-10). "Deus Altíssimo", veja "Os I nomes de Deus". Gn 15: A a l i a n ç a c o n f i r m a d a Desta vez a aliança não é introduzida por uma ordem. Deus ouviu as dúvidas e os medos de Abrão — "Continuo sem filho" (v. 2); "como posso ter certeza...?" (v. 8) — e a resposta de Deus tranqüiliza Abrão, na medida em que é uma repetição das promessas. • O h e r d e i r o Era prática comum na época que I casais estéreis adotassem um herdeiro, às vezes, j como neste caso, um escravo. O contrato de adoção podia conter uma cláusula no sentido \ de que, se o casal viesse a ter um filho, este teria precedência como herdeiro legal. • V . 6 'Abrão creu (depositou sua fé/confiou) no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça (o Senhor se agradou dele e o aceitou)". Este é u m dos versículos mais significativos das Escrituras, e, naquelas circunstâncias, uma resposta de fé surpreendente. Paulo (em Gl 3.6-9) argumenta com base nisto que judeus e gentios são reconciliados com Deus pela fé, e não por obedecerem às leis de Deus (já que nenhum de nós pode levar uma vida perfeita). "Abrão creu e foi abençoado; portanto, todos os que crêem são abençoados como ele foi" (Gl 3.9, NTLH). • O r i t u a l d a a l i a n ç a Desta maneira é que se confirmavam acordos na época (veja Jr 34.18). O castigo por violar o contrato era a morte — simbolizada pelo abate c divisão dos animais. Aqui, significativamente, apenas Deus se comprometeu ao passar entre as partes. Trevas, fumaça e fogo marcaram a presença de Deus como aconteceria também no monte Sinai (veja Èx 19.18; Hb 12.18). • Q u a t r o c e n t o s a n o s (13)... n a q u a r t a geração (16) A palavra "geração" também pode significar "vida". Abrão supostamente viveu bem mais que um século. Logo, quatro gerações podem equivaler a quatrocentos anos.

Depois de denotar os reis tribais, Abraão reuniu-se numa refeição de comunhão com Melquiscdeque, rei de Salem. O "estandarte" que aparece abaixo, e que havia sido
'.meu,i,In n u m

túmulo real de Ur alguns séculos antes da época de Abraão, apresenta cenas de guerra de um lado, e. aqui. o banquete da vitória e o desfile dos despojos. Este estandarte é um mosaico de conchas, calcário vermelho e lápis-lazúli.

Gn 14: O misterioso Melquisedeque Embora a vida seminômade fosse comum na época de Abrão, também havia muita gente que vivia em aldeias e "cidades" muradas (pequenas cidades; veja "Vida sedentária"). Estas eram governadas por "sheiks" locais, que por sua vez geralmente eram vassalos de reis mais poderosos. Os suseranos (v. 1) das cinco cidades da região do mar Morto (v. 2 ) vinham do distante Elão c da Babilônia (Sinar) e da Anatólia (rei Tidal). Rotas comerciais tornavam relativamente fáceis as viagens e a comunicação entre a terra natal de Abrão e Canaã. (Os elamitas exerceram poder considerável na Babilônia. Ur foi uma das cidades que conquistaram e saquearam naquela época).

• A m o r r e u s (7) Os aliados de Abrão penenciam a uma tribo que compartilhava a terra com os cananeus. Eles tinham bons motivos para apoiar Abrão, já que seu próprio povo fora vítima do ataque. Uma perseguição rápida e um ataque de surpresa deram a vitória a Abrão.

Gênesis

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Agar
Frances Fuller Agar era uma escrava. Quando Sara a entregou a Abraão para que ela lhes desse um filho, Agar não teve escolha. Porém, estar grávida de um filho de Abraão lhe deu certa vantagem. Ela havia adquirido valor, pois era capaz de algo que era vedado a Sara. Ela se tornou insolente, e isso era perceptível no seu jeito de olhar e no modo de agir. Sara, porém, reagiu de forma tão severa que Agar teve de fugir. É provável que o plano de Agar fosse seguir pela longa estrada do deserto, rumo ao Egito. Um anjo do Senhor "encontrou-a" junto a uma fonte, ao longo dessa estrada. 0 anjo chamou Agar pelo nome e lhe disse coisas admiráveis. A descendência dela seria multiplicada, a ponto de não se poder contá-la — a mesma promessa que havia sido feita a Abraão e Sara! Deus conhecia a opressão de Agar e prometeu que o filho dela seria "como um jumento selvagem", difícil de domar, hostil, independente, difícil de oprimir. O anjo disse a ela que voltasse para a sua senhora, e ela obedeceu. Esse encontro deve ter sido uma experiência espiritual e tanto! Agar disse o seguinte a respeito dele: "Agora eu vi o Deus que me vê". (O leitor, lembrado de que Sara descobriu que Deus tinha ouvido o riso dela, por mais que ela tivesse rido baixinho, se pergunta o que teria acontecido se Agar e Sara tivessem decidido compartilhar suas experiências!) Por mais 13 anos Agar se colocou a serviço de Sara. Quando Deus tornou a falar, enfatizando que o filho da promessa nasceria de Sara, e Sara de fato teve um filho, as coisas mais uma vez se complicaram para Agar. No dia em que Isaque foi desmamado. Sara pediu a Abraão que ele mandasse embora a escrava e o filho dela. E Abraão atendeu ao pedido de Sara. Agar e o filho saíram, andando errantes pelo deserto, levando consigo um pouco de comida e um odre de água. A água logo acabou e Agar, desesperada, deixou o menino debaixo duns arbustos, esperando que morresse. Mas Deus interveio, chamando do céu, lembrando a Agar que ele faria de Ismael uma grande nação. A mãe e o filho sobreviveram, vivendo na região montanhosa e deserta conhecida como o Sinai. Deus cuidou de Ismael e cumpriu as promessas feitas a Agar. A história dessas duas pessoas ainda é atual, pois trata da preocupação de Deus com os fracos, os desprezados, os pobres, os oprimidos. Ela mostra como Deus cuida daqueles que não fazem parte da aliança, e até mesmo dos que estão, quem sabe, bem longe da fé.

A história de Agar é contada em Gn 16.1-16; 21.9-21; 25.12. Veja também Gl 4.21-31

> V. 16b A NTLH traduz: "não expulsarei os amorreus até que eles se tornem tão maus, que mereçam ser castigados". Isto ajuda a entender a ordem dc destruir os povos cananeus na conquista da terra prometida. Deus lhes deu mais de quatro séculos para mudar de caráter. Na época de Josué, esses povos haviam chegado ao ponto em que não havia volta. Como no caso de Sodoma e Gomorra, o julgamento não podia mais ser adiado. Gn 16: C o n c e s s ã o Sarai encontrou sua maneira de fazer com que a promessa de Deus se realizasse. Sendo estéril, ela recorre à tradição e entrega sua escrava a Abrão. (Esta cláusula podia estar incluída no contrato matrimonial: o filho

resultante seria da esposa). Mas as emoções humanas em tal situação são complexas, c o resultado infeliz não é surpreendente. • A n j o d o S e n h o r (16.7) Veja Jz 2.1. Gn 17: O sinal d a circuncisão Deus confirmou a aliança mais uma vez, dando novos nomes a Abrão e Sarai. A maioria dos povos antigos, inclusive os hebreus, dava muita importância aos nomes das pessoas e dos lugares. Os nomes das pessoas geralmente diziam algo sobre a sua origem ou expressavam uma súplica ("Que Deus..."). A mudança de nome, neste caso, indica um novo começo. Assim, Abrão ("pai exaltado") foi mudado para Abraão ("pai de muitos"). E Sarai sc tornou Sara.

"'Olhe para o céu e conte as estrelas se puder... Será esse o número dos seus descendentes'. Abrão creu em Deus, o

Senhor."

Gn 15.S-6

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Pentateuco

Abraão
Alan Millard

Os judeus do tempo de Jesus tinham orgulho em afirmar: "Somos descendência de Abraão". Essa afirmação ainda é repetida por judeus e muçulmanos de nossos dias. Abraão é Importante por ser o homem a quem Deus prometeu a terra de Canaã e também por ser o modelo de fé: ele creu em Deus e levou Deus a sério. Na verdade, Abraão foi o primeiro a ter em mãos os títulos de uma propriedade material e de segurança espiritual. Em qualquer época as pessoas querem ter sua identidade, buscando-a, muitas vezes, no passado, em

genealogias e na história do próprio povo. Famílias que possuíam terras faziam um registro dos descendentes, para provar que eram os verdadeiros proprietários. Assim, o Israel antigo fazia o título de propriedade da terra em que morava remontar a Abraão, por mais que este nunca tivesse, ele próprio, tomado posse da terra.

liste documento sumeriano com seu envelope, da terra natal de Abraão, a cidade de Ur, e a tflbuldl em cuneiforme (nu página aposta) mostram o tipo de civilização desenvolvida que Abraão deixou para trás quando Deus o chamou.

Um h o m e m de fé
O pai de Abraão levou a sua família de Ur, na Babilônia, para Harã, na região onde hoje fica o sul da Turquia. Foi ali que Deus chamou Abraão, e este respondeu com fé. O texto não

diz como Abraão reconheceu Deus, o Deus verdadeiro, pois sua família adorava "outros deuses" (Js 24.2), incluindo, talvez, o deus lua, que era o patrono tanto de Ur quanto | de Harã. Num mundo em que se adoravam muitos deuses e deusas,

Ur
Ur já era uma cidade bem antiga quando Abraão nasceu. Escavações no "Cemitério Real", que data de cerca de 2500 a.C, revelaram uma série de tesouros: xícaras decoradas, utensílios feitos de ouro, e o "Estandarte Real de Ur" no qual aparecem cenas de guerra e paz (v<' época de seu apogeu, por volta de 2100 a.C, Ur era uma metrópole. 0 poder

O povo de Ur apreciava a música c a arte. Esta harpa reconstruída è um dos tesouros recuperados dos Túmulos Reais.

Gênesis

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crer num único Deus que pudesse suprir todas as suas necessidades era algo que faria de Abraão uma pessoa diferente de todas as outras. No entanto, esta era claramente a sua convicção. Embora, em conexão com Abraão, apareçam vários nomes para Deus, os mais freqüentes são "Javé" !o SENHOR) e "Deus". Outros nomes aparecem uma única vez: Deus Todo-Poderoso (£/ Shaddai, Gn 17.1; veja Êx 6.3), Javé, Deus Eterno (Gn 21.33), Deus Altíssimo (Gn 14.18-22). Fica claro que todas essas designações se referem à mesma Divindade. Abraão também podia identificá-lo com "o Criador do céu e da terra" a quem Melquisedeque, rei de Salém, servia (Gn 14.18-22). Em vários lugares d a terra de Canaã, Abraão ofereceu sacrifícios e fez orações, sem ritos elaborados ou sacerdotes que servissem

de intermediários, numa religião simples e pessoal. Tão logo Abraão chegou ã região central de Canaã, Deus lhe prometeu que aquela terra seria de seus descendentes (Gn 12.7), promessa que foi repetida em 13.15-17, no cap. 15 (de forma solene), e em 17.8. A história de Israel se baseava nessa promessa. Sem esperar que pudesse tomar posse daquela terra, era necessário que Deus reafirmasse a promessa anteriormente feita. O próprio Abraão deixou claro, diante de Deus, que necessitava dessa reafirmação (Gn 15.2,3). Os altares que ele edificou e as árvores que plantou eram, talvez,

um sinal de sua intenção de ficar na terra. No entanto, eram, acima de tudo, sinais de sua dedicação a Deus. Os lugares onde Abraão edificou altares não se tornaram lugares sagrados para sempre. O único pedaço de chão que Abraão possuiu naquela terra foi a caverna do campo de Macpela, perto de Hebrom, onde Sara foi sepultada. Deixar a sua casa, a sociedade que ele conhecia tão bem, e dirigir-se a uma terra desconhecida por ordem de Deus era um ato de fé. Saber que ele nunca possuiria a terra aumentou a sua fé. Os 25 anos de espera pelo nascimento do descendente foi outro teste, um teste que ele e Sara tentaram superar pela conexão de Abraão com Agar,

O maior teste de todos
Por fim, Abraão enfrentou o teste mais duro para a sua fé quando Deus pediu que ele sacrificasse o seu filho, uma ordem que Abraão acatou, ciente de que Deus proveria para si o cordeiro para o holocausto (Gn 22.8; veja Hb 11.17-19). Sacrifício de seres humanos era algo raro no mundo bíblico, de sorte que o pedido de Deus deve ter soado muito importante aos ouvidos de Abraão. Segundo uma tradição posterior, Salomão construiu o Templo no mesmo local onde Isaque foi amarrado. O fato de isso não ser mencionado pode ser indício de que o Gênesis é um relato mais antigo, enfatizando simplesmente que Deus provê. Quando Isaque tinha idade para casar e gerar um filho, a quem seria repassada a promessa da terra, Abraão, convencido de que Deus o guiaria, mandou seu servo de volta para Harã com a tarefa de encontrar uma noiva entre os seus familiares. Esta história é contada de forma magnífica em Gn 24. Uma família de poucas pessoas seria presa fácil dos inimigos. Mas

Estes bolos vasos de ouro estavam entre os tesouros descobertos nos Túmulos Reais, em Ur.

de seus reis se estendia para o Ocidente, chegando à costa do Mediterrâneo. Nesse período foi construído o grande zigurate (templo em forma de torre piramidal) em honra a Sin, o deus-lua que era adorado pelo povo de Ur. A cidade era um centro de comércio internacional e tinha dois portos bem movimentados, que se conectavam com o rio Eufrates através de canais. A maior parte da população morava e m casas de um piso, feitas com tijolos de barro, embota houvesse também algumas casas de dois andares. A maioria das casas era relativamente espaçosa, sendo que havia várias salas

ou quartos dispostos ao redor de um áttio central (veja a reconstrução d esquerda). Ao ser invadida por gente vinda do Elão, a oeste, lá pelo ano 2000 a.C, a cidade de Ur entrou em decadência, mas as ruínas do grande zigurate sobrevivem até os nossos dias.

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Pentateuco

U m personagem histórico?
A partir da Bíblia, podemos situar Abraão por volta do ano 2000 a.C. Como seria de esperar, não há nenhuma referência a ele em relatos extra-bíblicos. O estilo de vida do patriarca e os nomes dos membros de sua família refletem bem a cultura dos pastores semi-nômades que os eruditos modernos chamam de amoritas (e que eram encontrados em todo o Oriente Próximo no período que vai de 2000 a 1600 a.C). Embora alguns episódios da vida de Abraão (como recorrer a uma escrava para ser mãe substituta) pudessem ter ocorrido mais adiante na história dos israelitas, o quadro geral se encaixa melhor no tempo dos amoritas. A maneira como Deus é apresentado e a maneira como ele se relaciona com Abraão têm importância vital, desafiando os leitores a terem a mesma fé que teve Abraão.

^ > Abraão era um homem rico e tinha um grupo de homens encarregados de sua segurança. Assim, teve como resgatar seu sobrinho Ló, quando este foi levado embora por inimigos, além de auxiliar outra pessoas da região que tinham sofrido o mesmo ataque. Neste caso, foi positivo o relacionamento de Abraão com os chefes dos cananeus. Todavia, houve momentos em que, por motivos de segurança pessoal (Gn 12 e Gn 20), ele criou situações constrangedoras, fazendo com que Sara, sua mulher, se passasse por irmã (era, na verdade, sua meia-irmã).

Este xeque beduíno das imediações de lierseha ilustra o tipo de vida de um líder tribal do deserto. Vivendo em lendas amplas, eles têm a liberdade para conduzir os seus rebanhos aos melhores pastos.

Na história de Sodoma e Gomorra (Gn 18—19), Abraão se mostrou compassivo para com os seus vizinhos, por mais que Deus já os tivesse condenado por causa de seus pecados. Em seu famoso diálogo com Deus, ele estabeleceu o princípio de que Deus não destruiria a cidade, se nela fossem encontrados dez justos. Infelizmente, nem dez foram encontrados e as cidades e seus habitantes foram destruídos.

A história de Abraão é contada em Gênesis, desde 11.26 até 25.11. Veja também lo 8.33-59; Rm 4; Hb 11.8-19. MOMENTOS MARCANTES O chamado de Deus — Gn 12.1-5 A aliança — Gn 15 A oração por Sodoma — Gn 18 O nascimento de Isaque — Gn 21 O "sacrifício" de Isaque — Gn 22

Gênesis O sinal físico da circuncisão traz não só Abraão mas também Ismael e toda a comunidade multirracial da casa de Abraão para dentro da aliança. Vinte e quatro anos após deixarem I l a r ã , é anunciado o nascimento de Isaque, filho de Sara. • Circuncisão Não se tratava de um ritual novo. Nas nações vizinhas representava admissão ao status de adulto dentro da tribo. No caso de Israel, era um sinal exterior — desde o nascimento — de um relacionamento especial com Deus; não apenas um sinal de propriedade, mas um símbolo da realidade de todas as promessas de Deus expressas repetidas vezes nesses versículos. A circuncisão também significava obediência a Deus por parte do seu povo. Gn 1 8 . 1 - 1 5 : O s m e n s a g e i r o s Abraão acolheu u m estranho e, sem se dar conta, recebeu o próprio Senhor na sua casa. As efusivas boas-vindas e a preparação da comida (apesar da inconveniência da chegada dos visitantes durante o descanso do meio-dia) são elementos típicos da hospitalidade entre povos nômades do deserto até hoje. Aquele "um pouco de comida" (v. 6) acabou se transformando numa refeição de pães frescos, coalhada, leite c carne da melhor qualidade. As palavras "Será que para o S E N H O R há alguma coisa impossível?" revelam a verdadeira identidade do visitante c o riso incrédulo de Sara transforma-se em temor. Gn 1 8 . 1 6 - 3 3 : U m a s ú p l i c a por S o d o m a 0 pedido de Abraão demonstra a qualidade do seu relacionamento com Deus. Não é de admirar que 2Cr 20.7 o descreve como "amigo" de Deus. Deus precisava conhecer pessoalmente (v. 21) a verdade sobre Sodoma e Gomorra: rumores não eram suficientes. Abraão chegou à conclusão de que o julgamento era inevitável, porém sabia que era contra a natureza de Deus condenar os inocentes. Falou cautelosamente, sem tentar fazer Deus mudar de idéia, mas cada vez mais certo de que o "juiz de toda a terra" agiria "com justiça". Na ocasião, embora não tivessem sido encontrados nem dez "justos" em Sodoma, Deus salvou quatro pessoas — Ló, a mulher dele, c suas duas filhas. Gn 19: D e s t r u i ç ã o e r e s g a t e "Onde estão os homens que entraram na sua casa esta noite? Traga-os aqui fora para nós, pois queremos ter relações com eles" (v. 5 ) . Todos os homens da cidade estavam envolvidos nessa terrível tentativa de estupro — nenhum deles se junta ao protesto dc Ló contra a infração dos mais sagrados princípios da hospitalidade, para não dizer de civilidade. Deus tinha evidências claras de que o clamor contra Sodoma tinha a sua razão de ser (18.20-21). • O que aconteceu? A catástrofe provavelmente foi um terremoto acompanhado pela explosão de gases naquela região instável do Vale da Grande Fenda. O julgamento de Deus assumiu a forma de u m desastre "natural", mas para o bem de Ló Deus poupou a cidade de Zoar. "Está bem; concordo. E u não destruirei aquela cidade. Agora vá depressa, pois cu não poderei fazer nada enquanto você não chegar l á " (19.21-22). Mesmo assim, a mulher de Ló ficou para trás, parando para olhar, e morreu — v i r o u uma "estátua de sal", não num passe de mágica, mas ao ser sufocada pelo enxofre e pelos destroços que caíram sobre ela. • Moabe e Amom (37-38) Aparentadas com Israel, estas duas tribos que ocupavam as terras a leste do Jordão e do mar Morto adoravam outros deuses (veja Nm 25) e foram freqüentemente denunciadas pelos profetas. Apesar do caráter sórdido da origem dessas tribos, sua alienação em relação a Israel não era inevitável, como a história de Rute deixa muito claro. G n 20: H u m i l h a d o p o r u m r e i p a g ã o Muitos consideram esta história uma simples repetição de G n 12.10-20. Entretanto, Abraão, com certeza, não foi o primeiro nem o último a repetir o mesmo pecado q u a n d o se encontra sob pressão. Tampouco foi a única pessoa a ser humilhada duas vezes na presença daqueles que não têm o "temor de Deus" (v. 11) a orientar suas ações. Abimeleque (veja 26.1) saiu dessa situação com mais honra que Abraão, o homem de fé. Mais uma vez ficamos no suspense. Será que Deus permitirá que a insensatez de Abraão arruine seu plano no último momento? • Gerar Uma cidade antiga perto do litoral, ao sul de Gaza. G n 21.1-21: I s a q u e e I s m a e l Vinte e cinco anos se passaram desde que a promessa fora feita. Os pais idosos de Isaque ficaram naturalmente radiantes com seu nascimento. A exigência de Sara de expulsar

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a localização nunca foi confirmada. d e i x a n d o n i n a a l i a concentração d e sal q u e e l i m i n a i o d a s as formas de vida.10. Na verdade. por isso. A á g u a e v a p o r a . Betume também é encontrado naquela região. Ueálaróntc 1 • i | / Jerusalém • Mm Possível localizarão de Sodoma o Gomorra (ho|e coberta por águas rasas) fes Mono .JO Pentateuco \\>i ficar l á o abaixo d o nível d o mar ( o u d o s Onde situavam-se Sodoma e Gomorra? Alan Millard m u r o s mares). o mar M o n o não lem v a / ã n OU saída. Geólogos sugerem que um terremoto. onde há estranhas formações de sal. comum nessa região volátil. poderia ter causado um grande incêndio e a liquefação d o betume numa escala grande suficiente para engolir Sodoma e Gomorra. o que se encaixa com os "poços de betume" mencionados em Gn 14. Acredita-se que Sodoma e Gomorra foram submersas após o cataclismo que as destruiu e que as cidades agora se encontram submersas na parte sul do mar Morto. Mas nenhuma ruína foi encontrada para Mor identificar essas cidades e. as cidades poderiam ter existido em qualquer lugar no vale próximo ao mar Morto.

são os seres humanos que (equivocadamente) colocam Deus à prova. ele havia deixado de confiar em Deus para sua própria segurança: duas vezes o vimos de forma egofsia colocar em risco a vida de Sara. as palavras devastadoras com que a história começa são chocantes: "Pegue agora Isaque. Mais uma vez aparece o cuidado de Deus por Ismael. o patriarca ofereceu como sacrifício um carneiro. não ativo: uma aceitação do sofrimento — como o servo do Senhor em Is 53. Deus não quer um sacrifício humano. Mas agora ele confia mesmo sem entender.12-15). 9: "brincando com" / "provocando". Gl 4. Como Deus podia exigir sua morte? No final da história podemos respirar aliviados. "Abimeleque" pode ser um título filisteu para "rei" (como o "Faraó" egípcio). E ao oferecer seu próprio filho. ele não foi abandonado por Deus. e os dois retornam juntos (v.10 e a alegoria de Paulo em G l 4). toda a área litorânea do Sul era habitada por filisteus.3 4 : U m a r i x a por c a u s a d e u m p o ç o A água sempre foi preciosa para os pastores no clima seco do sul da Palestina. Ksln representação d a cabeça d c um carneiro data d a época de A b r a ã o .Gênesis Agar c Ismael contrariava o costume da época e Abraão precisou de uma palavra de Deus antes de concordar. 5). há conflitos por causa de água desde o t e m p o de A b r a ã o até o presente.12-18. o menino cresceu" (20).17-19). O índice pluviométrico mensal nesta área cai de 100 mm. Mas as palavras do v.22-25 mostra porque o rompimento era inevitável. A palavra surge novamente no v.9. 28. Será que Abraão está disposto a oferecer aquele que lhe é mais importante que tudo no mundo? Será que ele confiará em Deus no que diz respeito a Isaque? No passado. Assim sendo. Q u e tipo de Deus é este Deus que pensávamos conhecer? A instrução é ainda mais intrigante. (Veja também 25. possivelmente. E Isaque? Será que esperneou o u discutiu? Na narrativa. o seu filho. Gn 2 2 : U m a m a n e i r a c h o c a n t e de t e s t a r a f é 0 que Abraão sabia a respeito de Deus certamente jamais o levaria a imaginar que Deus poderia querer um sacrifício humano. Na Palestina.17-33). Pelo contrário. ele reflete a oferta muito mais preciosa de Deus em Jesus. em vez de um nome pessoal. foi assim que Abraão a interpretou. 26. • Vs. 2 2 .9 "Isaque" em hebraico significa riso (veja 17.3. num poço nas colinas . Gn 2 1 . não nos surpreende que tenha havido um rixa por causa de um poço em Berscba (veja os problemas de Isaque. 1 são claras: é assim que o autor interpretou a situação. em janeiro. ( I C o 10. Para cie. seu papel é passivo. A questão é claramente apresentada como de confiança (veja Mb 11. "Não nos deixes cair em tentação". Em outras passagens da Bíblia é Satanás quem testa o u . rebanhos bebem á^ua da J u d e i a . Q u a n d o os israelitas saíram do Egito.9. 36.17. assim como para leitores de todos os tempos. • Filisteus Abimeleque e o povo de Gerar podem ter sido antigos colonizadores filisteus naquela região. "protegido por Deus. 18. e m lunar d e seu filho.il d a história e m q u e DeUS pós A b n l o I prova. como Jesus que foi s u b misso até a nu irte. o seu único filho. • "Deus pôs Abraão à prova" ( 1 ) 0 termo antigo "tentou" tem o mesmo significado de provar o u testar. 6. embora este não fosse filho da promessa. Aqui. • 0 menino ( 1 4 ) Ismael já devia ter 14 anos ou mais. Expulso por Sara e Abraão. e a renovação do pacto. naquela parte do mundo). então. a quem você tanto ama". E desde o período dos Juízes houve conflitos entre os dois povos. já que todas as promessas de Deus convergiam em Isaque. Jesus ensinou seus discípulos a orar no Pai-Nosso. Deus provê. para zero nos quatro meses do verão (junho a setembro.13 137 A o fin.

e Sara pediu a Abraão que mandasse Agar e Ismael embora. tendo em mente a fidelidade de Sara em relação a seu marido e relevando os seus defeitos. num mundo em que as mulheres não eram senhoras do seu destino. Sarai ficou tudo menos realizada e feliz. Deus também não estava contente com a situação. foi que a escrava. mudando o nome do patriarca de Abrão para Abraão. Ela era bonita. Veja. ele também deu um novo nome a Sarai. O apóstolo Pedro.3-6.Pentateuco Sara Frances Fuller Lá na Mesopotâmia ela era Sarai. caps. por sua vez. do Faraó do Egito. Isso salvou a pele de Abrão. ela se deu conta de que para Deus não havia impossíveis e começou a rir de alegria. 1Pe 3. sempre uma pessoa de fora em culturas estranhas. escreveu que ela é modelo da beleza interior que caracteriza as mulheres dedicadas a Deus. houve ciumeira entre Sara e Agar por causa dos filhos. meia-irmã e esposa de Abrão. escrito séculos mais tarde. Deus havia prometido a Abrão uma descendência tão numerosa quanto as estrelas. "Deus me deu motivo para rir". Alguém poderia matá-lo para ficar com ela.11. Abraão chorou a morte de Sara e comprou a caverna de Macpela para sepultar a mulher. Sarai. Tratou de maltratar a escrava Agar e. grávida. por fim. Quando tornou a falar com eles. ele combinou com ela o seguinte: "É assim Sarai era estéril. Sarai decidiu resolver a situação à sua maneira. o filho de Abrão com a escrava de Sarai seria filho de Sarai e reconhecido como herdeiro. disse ela. Isaque não se deixou consolar. Por fim. depois. seguindo a orientação de Deus. morando em tendas. Sara acompanhou sen m a r i d o numa vida n ô m a d e . Depois disso. Sara riu também. a beleza física de Sara. que conhecia todos os motivos de riso que Sara tinha. triunfo e satisfação. Poderia uma mulher ter um filho estando já na menopausa? Será que um camelo conseguiria voar? Quando. quando nasceu o menino Ismael. Sarai entregou a escrava a Abrão. Deram ao menino o nome de "Riso". 12—23. Ela passaria a se chamar Sara. enfatiza. E Deus prometeu que ela teria um filho e que ela seria a mãe de nações e de reis. ficou braba com Abrão. e assim ela passou a acompanhá-lo numa vida nômade. Traída? Usada? Violada? Nas duas vezes Deus interferiu para resgatá-la. que significa "princesa". imaginando que todos os que ouvissem essa história passariam a rir com ela. Assim. Abraão encostou o rosto no chão e começou a rir diante da idéia de Sara ter um filho aos 90 anos de idade. diga sempre a respeito de mim que eu sou apenas um irmão". Sara viveu 127 anos e morreu em Hebrom. O S E N H O R mandou que Abrão saísse à procura de uma terra que Deus lhe daria. Assim. e ela própria. Durante três anos. mas deixou Sarai exposta. que você pode mostrar que me ama: aonde quer que cheguemos. e mês após mês era a mesma frustração e o mesmo recado a Abrão: "Ainda não foi desta vez". também. mandando pragas sobre o Faraó e levando Abimeleque a ter pesadelos — e assim Abrão foi solicitado a buscá-la de volta. Duas vezes ele foi levada para fazer parte do harém de homens poderosos: primeiro. do rei Abimeleque. tão bonita que o marido se sentia inseguro. de Gerar. . em detalhes. Sara tinha o filhinho em seus braços. Um documento encontrado entre os Pergaminhos do Mar Morto. indo d e lugar e m l u g a r e v i v e n d o e m tendas c o m o estas mulheres. Hb 11. Ao que tudo indica. passou a desprezá-la. mostrando-se descren- A história de Sara é narrada em Gênesis. Escutando a conversa na entrada da tenda. Segundo o costume. O resultado te. A Bíblia não diz como Sarai se sentiu nessa situação.

vam o Sinai e a parte to em todas as suas etapas.1).) > A t e r r a d e M o r i á (2) Abraão fez a sua oferta num dos montes sobre os quais Jerusalém se situa atualmente (possivelmente o próprio monte d o T e m p l o — veja 2 C r 3. e. • Família d e Naor (20-24) Esta rápida atualização d o outro ramo da família de Abraão serve para apresentar Rebeca. G n 25. estrangeiro na terra. não tinha direito a propriedade. no Neguebe. Ela reflete o cos. A história narrada Isaque.1-11: O s ú l t i m o s d i a s de Abraão Os filhos d e Q u e t u r a são os ancestrais Gn 2 4 : R e b e c a de vários povos d o norte da Arábia. Todos Abraão j á era idoso.Gênesis oferece outro comentário sobre provação e a provisão de Deus.13) e teve que negociar até para ter u m local para enterrar sua esposa. 11 Beer-Laai-Roi. Mas Isaque cumprimento d a promessa depende de uma c o n t i n u o u sendo o único h e r d e i r o de seu esposa e de filhos para Isaque: uma esposa pai. Este capítulo c o 21 registram os primeiros direitos legais da família de Abraão cm Canaã. c o poço tume do casamento arranjado. 18). pois os muçulmanos têm Abraão em alta conta. (v.C. .12-18: ca destacam-se na narrativa. Gn 2 3 : U m t ú m u l o p a r a S a r a Abraão. na região onde hoje fica a Turquia). pesagem da prata pelos padrões da época e a proclamação na presença de testemunhas à porta da cidade). conforme detalhes da lei hitita ( a menção das árvores. Túmulos familiares. Os heteus que ocupavam a área de Hebrom devem ter sido imigrantes do reino hitita (fundado por volta de 1800 a. também eram comuns. com a morte de Abraão. O foram sustentados p o r Abraão. (Isaque é novamente colocado n u m papel passivo.14). que será foco de atenção no cap. O acordo entre A b r a ã o e os heteus d a região de H e b r o m poderia l e r sido registrado c m cuneiforme sobre u m a lalniiiiiia de argila semelhante a esta. que guiou tão claramente esse casamen. coloca o seu selo noroeste da Arábia — sobre o casamento n o amor profundo de Isa"desde Havilá até Sur" que por esta jovem extraordinária. Acordos importantes podiam s e r registrados p o r escrito desde os tempos amigos. tradicional no de Agar (16. 53 selam o noivado. O pequeno g r u p o d e pessoas levou três dias para fazer a viagem d e cerca de 80 km. 139 Rebeca recebeu jóias d e o u r o e prata. Isaque era solteiro. A negociação é descrita v i v i damente. Nenhuma conde Ismael clusão podia ser mais adequada d o que esta: Essas tribos ocupaDeus. geralmente cavernas ou escavações n a rocha. Ele viveu sem receber "as coisas que Deus tinha p r o m e t i d o " ( H b 11..• V . é uma das mais belas d o AT. Esla moça judia icmcniia que v i v e em Israel se a d o r n o u com um tradicional c o l a r de prata e uma tiara d e prata. 24. as posses e essencialmente escolhida por Deus. uma jovem promessas tornaram-se suas: Deus abençoou da família do povo de Deus. Oriente. Atualmente n o local tradicional d o túmulo em H e b r o m aparece uma mesquita. que foram atraídos ao Sul pelo comércio. Os presentes do O s d e s c e n d e n t e s servo no v.) O servo fiel e a própria RebeG n 25.

N u n c a houve gêmeos c o m personalidades tão diferentes. que gostava de ficar em casa. porque estou com você. f o i d a d a d e forma genuína reconheceu Jacó como real herdeiro da promessa d e Deus. A fome faz com que Isaque se retire d o Neguebe. Quando vendeu seu direito de primogenitura. Esaú fez outra escolha errada. desta v e z . fica n o alto. Esaú e J a c ó nascem depois de vinte anos de espera. Esaú haveria de suceder Isaque como chefe da família e herdaria o dobro em relação a seu irmão Jacó. filha de um heteu. como Deus sempre quis — mas por um alto preço. mas na casa d o patriarca há motivo para amargura. J a c ó partiu e em Betei ("casa d e D e u s " . G n 28: O s o n h o A bênção de despedida que Isaque proferiu e q u e . O N T acrescenta uma dimensão espiritual ao conceito de bênção. E Rebeca jamais tornou a ver seu filho predileto. na Síria. não se referiram a Deus. ao concordar com o plano.16-17 censura a G n 27: Jacó e Esaú N e n h u m personagem se saiu bem nesta história. 26 se assemelha a incidentes na vida dc Abraão. .35 A história de Isaque Mais uma vez a linhagem continua pela ação direta d e D e u s . ao Norte. J a c ó respondeu com sua própria promessa." Abimeleque propõe a paz com honra. A terra natal de Rebeca ficava entre os rios Eufrates e Habur.22-34. Deus sc fez presente com ele. nos montes d a Judeia. local d o tradicional túmulo dos patriarcas. A construção maior. n u m momento de profunda solidão. porém é distinta de relatos anteriores. mas ele vai para Gerar. . A história n o cap. A bênção foi de Jacó. 100 km ao norte de B e r s e b a ) . • V. Mais tarde encontramos os arameus estabelecidos mais ao sul. não honrou sua palavra (25.1) Veja 21. ele perdeu todo direito à herança e à bênção que a acompanhava.31) Como filho mais velho. Ele adota com Rebeca o mesmo artifício que seu pai usara (mais verdadeiramente) com Sara: mas Rebeca não é tirada dele. A o casar-se com Judite. mas trapacearam c mentiram para alcançar seus objetivos. O plano dc Isaque foi contra aquilo que Deus revelara antes d e os meninos nascerem (25.33): a bênção acompanhava o direito de filho mais velho. Como a maioria de nós.) A trama calculista de Jacó é descrita sem comentários — mas H b 12. não acreditou. c o m adições posteriores no período bizantino e n a época das Cruzadas. . acrescentando u m a garantia pessoal: "Eu estarei c o m você e o p r o t e g e r e i .23).Pentateuco IflHflHBi atitude de Esaú: ele era "profano". e não para o Egito. G n 27—35 A história de Jacó H e b r o m . foi para o exílio. no Sul. Jacó. precisando sempre ser tranqüilizado por Deus: "Não tema. embora estivessem do lado do direito. ( N o AI^ a bênção proferida pelo pai comunica prosperidade material a seu filho — as palavras têm poder. Isaque vacila entre a fé e o medo. • Abimeleque/filisteus (26. "por uma refeição vendeu seus direitos dc herança como filho mais velho". Quando seus ouvidos revelaram a verdade ("a v o z é de Jacó"). E farei com que v o c ê volte para esta t e r r a . a o anoitecer. O relacionamento entre Isaque e Rebeca foi prejudicado. sobre tuna caverna usadn como túmulo. Deus repetiu a este homem pouco promissor a promessa feita a Abraão e Isaque. Esaú. e também na direção leste. Esaú estava disposto a matar seu irmão. G n 25. • O direito de primogenitura (25. " Mal acreditando. 2 Padã-Arã ("planície de Arã") é a mesma região que Arã-Naaraim ('Ara dos rios"). data da época d e Herodes. Jacó e Rebeca. "assim Esaú desprezou o seu direito de filho mais velho". Isaque confiou totalmente nos seus sentidos e todos eles falharam — até o paladar do qual tanto se orgulhava.19—26. a Mesopotâmia grega (atual leste da Síria — norte do Iraque).

28 Após a semana de festas. A "coluna" — não muito grande — consagrada com óleo foi posta de pé para celebrar a visão.31 Por mais que Jacó tenha.18 Jacó ofereceu seus serviços em lugar do presente de casamento habitual. pois isso criaria inimizade entre as duas irmãs: Lv 18.> O sonho (12-15) No Egito mitigo (veja Gn 4 0 . ( . Deus não a desprezou. A escrava dada a sua filha (v. O logro no casamento de Jacó com Lia causou uma vida familiar intolerável. N ã o foram anos muito alegres para Jacó. E na viagem d e v o l t a . E Jacó acabou por ser negociado entre as duas. Pedras ou montes de pedras geralmente eram usados desta maneira (veja 31. • 29. Ela veio a ser a mãe de Levi (a linhagem dos sacerdotes) e de J u d á (a linhagem real). Gn 2 9 — 3 1 : J a c ó e n c o n t r a a l g u é m à sua a l t u r a Estes três capítulos abrangem os 20 anos do exílio de J a c ó : 14 anos de serviço para obter as duas esposas. os camelos haviam se t o r n a d o um dos principais meios d e transporre.51-52). A esposa mal-amada esperava a cada novo filho ganhar a afeição do marido. • 30.1-2). que encontrou no tio Labão alguém à sua altura em termos de trapaça nos negócios. • 30. Labão aproveitou a oportunidade para explorar a generosidade da oferta. bela e amada.3 Isto reflete o mesmo costume que Sara seguiu (16. desprezado Lia.18).51). talvez. 24) pode ter sido parte do dote. Raquel foi dada a Jacó. tanto e m períodos d e p a z como c m tempos de guerra. Rebeca veio montada mim camelo. com a condição de que deveria trabalhar mais sete anos por ela. A "escada" que aparece em algumas traduções era uma escadaria (será que as histórias do grande zigurate de U r foram transmitidas a Jacó?). o servo d e A b r a ã o levou unia tropa d e d e z camelos. Mas não há necessidade de um interprete especial: Deus fala claramente. (Posteriormente a lei impediria que o homem tomasse por mulher a cunhada. Raquel. vivia amargurada por continuar estéril. N a época d e Salomão.^ 1 ) e na Babilônia dava-se muita importância aos sonhos.14 Acreditava-se que mandrágoras induziam A o sair c o m a tarefa d c encontrar uma esposa para [saque. e seis para que pudesse ter seus próprios rebanhos. • 29. com anjos subindo e descendo por ela (veja também J o 1. 0 significado vem com o sonho. H á sonhos importantes no A T também —como é o caso deste. • 29.

A refeição sela a aliança. a favor d e Jacó. • 31. mas era u m novo homem.20). 34. mas a "Deus. Mas desta vez ele planejou e orou. A notícia de que Esaú se aproximava depressa. Sozinho e sem sono. 33. e sua aceitação por parte de Esaú. A pedra q u e aparece n a foto encontra-se nas ruínas d a antiga S i q u e m . culminar nessa estranha luta. o encontro entre os dois irmãos era inevitável. como fica claro no estágio seguinte da viagem.19 Raquel agiu. foi Lia quem ficou grávida outra vez. • 31. • V . • 30. selam a reconciliação. Gn 32:Jacó luta com Deus Embora Esaú tivesse se estabelecido em Seir.21 A história d o trágico estupro dc Diná é contada no cap. Mas ele não conseguiu dizer isso com franqueza. Sumte Penuel IMaanaim • 31. Jacó v i u o conflito com Deus. primeiro lutou com Deus para depois se apegar a ele com fé renovada. Ele não foi nem o primeiro nem o último que. numa crise. G n 33: O s reencontro dos irmãos As boas-vindas dc Esaú a o irmão que o enganara foram i n c r i v e l m e n t e efusivas e generosas. p o r e x e m p l o . segundo pensava.45). aterrorizou Jacó. e com u m pequeno exército.14 Lia e Raquel tinham direito a parte da riqueza que seus presentes de casamento haviam trazido a Labão.44 O pacto de não agressão feito por Labão c Jacó tem muitos paralelos contemporâneos. Na realidade ele devia seus rebanhos ao poder de Deus e à prática de cruzamento seletivo que o sonho revelou. Jacó saiu mancando d o confronto. . 14 Jacó não tinha a intenção de ir a Seir. O próximo altar que edificou não foi ao Deus de seus pais. • 30. que havia marcado toda a sua v i d a . A posse dos ídolos d o lar poderia ajudá-lo a reivindicar a herança. c o m o .42 Pentateuco Padã-Arà A viagem dc Jacó: ida c v o l t a P o r u m a p e d r a d c pé c o m o se fosse u m pilar e r a u m a m a n e i r a de " m a r c a r " u m acontecimento importante. O presente de Jacó. no extremo sul. Esaú vindo dc Seit a fertilidade. o t r a t o entre J a c ó e Labão (31. (Júntale Albo .37-43 Jacó acreditava que a observação dos galhos durante a gestação afetaria os cordeiros n o ventre. o Deus ele Israel" (El Elohe Israel. Por ironia. Belfl Mula (Belém) Ht'hrom.

Agar é maltratada por Abraão e Sara. tê-los. Há mais histórias sobre homens. tecnicamente. no passado. dentro da aliança.27. no NT. É claro que a Bíblia nos vem eme por meio de uma cultura e uma história. mas no cômputo final de setenta pessoas (é provável que esta cifra não seja literal. Mas essa aliança não foi feita unicamente com Abraão. mas. As experiências tanto de mulheres quanto de homens são vistas como modelos de fé para todo o povo de Deus. indícios de que Deus tem um conceito mais elevado das mulheres do que transparece na maneira como elas eram tratadas pelos outros. A pesquisa bíblica mais recente tende a chamar a atenção para esses detalhes e procura descobrir.2). o texto deixa claro que é Deus quem dá ou retém o dom de filhos.7. o antigo preconceito cultural em relação às mulheres foi perpetuado. o filho da promessa (Is 51. nas culturas do antigo Oriente Próximo.. ao passo que o anjo do S E N H O R a chama pelo nome. acusadas de serem as únicas culpadas por isso. em termos de missão mundial. Diante disso. um status mais eleva- do para as mulheres. Rebeca e Raquel é a decepção da falta de filhos (Gn 16.Gênesis 143 Mulheres de fé Claire Powell Durante séculos. Marginalização Segundo Gn 46. Mas. as mulheres eram. Mulheres que não podiam ter filhos No AT. mesmo quando suas histórias apareciam no texto bíblico. para todas as nações. Isso nos diz algo sobre o silêncio a que foram reduzidas as mulheres e sua condição de marginalizadas na cultura dos tempos bíblicos. mas uma forma de expressar a totalidade) são incluídos especificamente os homens. mas não significa que é assim que elas deveriam ser tratadas..1-2. sempre foi a base bíblica para alguém ser aceito por Deus. nas histórias dos patriarcas. literalmente. De uns tempos para cá.5. elas deveriam ser consideradas. como membros de segunda categoria. . houve uma redescoberta das histórias das mulheres de fé e de sua centralidade no desenvolvimento da história da salvação. não há nenhum indício de que. a interpretação de Gênesis esteve relacionada com a vida dos grandes homens de fé. mas. no entanto.2). ou prescrevendo o que deveria ser um padrão cultural de nossos dias.21. A aliança q u e Deus fez O relato da aliança que Deus estabeleceu (Gn 15—17) ocupa um lugar central na promessa de salvação. uma grande família era considerada uma grande bênção de Deus. os pais ou patriarcas do povo de Israel. injustamente. Desse modo. a família de Jacó teria sido muito mais numerosa do que aquelas setenta pessoas. 'As experiências tanto de mulheres quanto de homens são vistas como modelos de fé. as mulheres não contavam. marginalizadas ou ignoradas. eram elas que não podiam conceber. e não a circuncisão. Ela foi feita também com Sara. ao passo que a situação de Rebeca e Isaque é um tanto ambígua." Entretanto. se o AT está apresentando atitudes que pessoas daquele tempo tinham em relação ao papel das mulheres. as filhas e netas. Entretanto. 30. a exemplo de Abraão. ou se está defendendo abertamente sua adoção em todos os tempos e em todos os lugares. Jacó levou consigo para o Egito os filhos e netos. muitas vezes. que. Em Gn 16. O sinal dessa aliança era a circuncisão (dos homens). embora não houvesse circuncisão para as mulheres. com a possível exceção de duas mulheres: Diná e Sera. E o NT enfatiza que a fé. Em muitas culturas. O rito do batismo. mesmo que o marido ou a mulher não possa. Se todas as mulheres tivessem sido contadas. insere os homens e as mulheres na igreja cristã. tanto para os descendentes de Abraão quanto. um padrão que se repete nas histórias das matriarcas Sara. as mulheres são. dentro dos próprios textos. recebeu um novo nome e sem a qual Abraão não poderia ter tido Isaque. Eles a tinham na conta de uma simples escrava. é preciso verificar constantemente se as histórias dos patriarcas estão descrevendo a cultura daquele tempo. devido a isso. As experiências e oportunidades na vida das mulheres de hoje parecem bem diferentes daquelas que aparecem no Gênesis.1. Nos casos de Sara e Raquel. 25. As três matriarcas devem ter sofrido com esse estigma. por exemplo. Sempre de novo aparecem.

. Jacó não era farinha do mesmo saco. E Jacó. Isaque tinha predileção por Esaú.Jacó David Barton Jacó era filho de Isaque e Rebeca. concluiu que era uma boa idéia ficar tão longe quanto possível de seu irmão furioso. desde o início. Novas áreas a explorar Jacó. pouco importando os protestos de Esaú. As constantes desavenças entre Raquel e Lia. Jacó teve de trabalhar sete anos para pode casar com ela. o primogênito. neto de Abraão. Os dois devem ter "lutado" muito durante a gestação. igualandose ao próprio Labão. o típico homem do contra. A história das ovelhas e das cabras (Gn 30. conseguiu fazer com que o faminto e exausto Esaú abrisse mão do direito de primogenitura em troca de um prato de comida. Mas o fato de. sempre disposto a obedecer. Não é de surpreender. preferindo o ambiente caseiro do acampamento familiar. Labão era bem diferente do sereno Isaque e do infeliz Esaú. e Jacó saiu da barriga da mãe segurando o calcanhar do primogênito Esaú. Jacó trabalhou 14 anos para o tio Labão. a linhagem que recebeu a promessa de vir a ser uma grande nação (sendo que tudo isso já estava implícito nas palavras que Deus havia dito a Rebeca em Gn 25. portanto. na hora H. a filha mais velha. o astuto Labão entregou Lia. Não obstante. Uma vez proferida. Jacó passou a fazer parte da linhagem de Abraão e Isaque. a hábil e manipuladora Rebeca. aproveitando a ausência temporária de Labão. A história do nascimento já sinaliza o que ele viria a ser. juntamente com a preferência de Jacó por Raquel.23). de volta ã terra de Canaã. Labão estava furioso. aliado a seu sucesso como pastor de ovelhas. tratou de fugir. independentemente do preço a ser pago. O homem d o contra Esperto e sempre disposto a levar vantagem pessoal. Aquele era um momento crucial. c u i d a n d o b e m d o s rebanhos d e seu sogro. vendo que a vida lhe chegava ao fim. Ao todo. Jacó parece ser. Mas. Nessa mesma época a família de Jacó aumentou. assim. como prelúdio para a bênção que daria ao filho o direito à herança da família. Foi a prontidão e vigilância de Rebeca que permitiu a Jacó sair em vantagem. que temia ser amaldiçoado pelo pai. que se chamava Raquel. Jacó era calmo e introspectivo. para que ele se parecesse com Esaú e também para vencer a resistência de Jacó. Isaque pediu a Esaú que lhe preparasse sua comida predileta. Rebeca teve gêmeos. Se Esaú era caçador e homem de ação. muito perspicaz. se Abraão era o fiel servo de Deus. prepararam o terreno para uma disputa familiar que. acabaria trazendo problemas para José. Assim. que vivia em Harã. o fato de ter tantos filhos. Mas aqueles não foram anos perdidos. Jacó ficou rico. E Jacó se valeu desse conhecimento para tirar uma grande vantagem. mas Jacó era o favorito de sua mãe.25-43) dá a entender que Jacó entendia o processo de procriação de animais de uma maneira que escapava a seu tio. mudou-se para a casa de um tio. para só então oferecer a Jacó a filha mais moça. que Labão passe a tratar o sobrinho e ex-dependente com frieza. o irmão de Rebeca. Rebeca escutou 0 que Isaque disse a Esaú e elaborou o plano de cobrir as mãos e o pescoço de Jacó com pele de cabrito. Jacó acumulou riquezas e conhecimento. mais tarde. Mas. Num primeiro momento. Apaixonado pela filha mais moça de Labão. e. e ele foi o segundo a nascer. fez de Jacó alguém que merecia respeito. a bênção não poderia ser revogada. Idoso e cego. nele Jacó encontrou alguém à sua altura.

ele se mudou para Betei. Jacó havia tido um sonho fantástico em que aparecia uma escada cujo topo atingia o céu (Gn 28. Jacó havia feito o possível para tentar impressionar Esaú com as riquezas que havia acumulado e. e isto está implícito na história. confirmadas para ele também. De volta ao lar O encontro com Esaú foi tranqüilo. por assim dizer. Aquela luta. no final. na história de seus filhos. por mais que um senso de destino tenha influenciado seu modo de agir em Harã. Deus nos toma assim como somos.10-22). o velho e astuto Jacó.no final. Mas ao longo de sua vida ele procurou levar vantagem em tudo. e sua tristeza diante da suposta morte de José foi profunda. a pisar os outros para alcançar seus objetivos. ao afastar-se do ribeiro na hora do amanhecer. com razoável quantia de bens. o motivo condutor de toda essa narrativa: Deus realiza os seus propósitos.29-34 A bênção — Gn 27 O sonho .Gn 28. Jacó tem o seu lado bom. ele havia "lutado com Deus e com os homens" e saído com a vitória. Mas Deus lhe apareceu mais uma vez.. A história de Jacó se inicia em Gn 25. Anteriormente. (Mais tarde Jesus faria referência a essa visão.laboque. porque HHHHHHH U m m o m e n t o decisivo na v i d a de J a c ó Foi o d a q u e l a noite e m que l u t o u c o m um estranho misterioso n o vau d o rio . o Deus de Israel. ser transformado por um encontro com o mistério de Deus.3-4). partindo em direções opostas. Vemo-lo enfraquecido. pois agora ele tinha um novo nome. Ele amava Raquel com amor sincero.) Ele marcou o lugar e lhe deu um nome. talvez. onde construiu um altar para El. pediu-lhe. e ainda estou vivo". No entanto. e acabariam por se separar. vendo-se em desvantagem diante de um opositor tão poderoso. quando fugia do irado Esaú. Aquele era. agota. Agora. Jacó percebeu que mancava. assegurando-lhe que a promessa continuava de pé. não apenas por meio da extraordinária fidelidade de Abraão. Gn 50 registra a sua morte. com uma fraqueza nunca antes vista. Mas quando o misterioso estranho o havia abençoado (sem revelar seu nome). retratado acima. parece que as implicações morais daquela visão tiveram pouco efeito sobre ele. com certeza. Jacó se deparou com um estranho. porém. As promessas feitas anteriormente a Abraão e Isaque foram. que durou a noite toda. e eleé o personagem principal da narrativa até o final do cap. Na noite que antecedia o encontro.22. nem sempre devidamente lembrado. para ele e as gerações subseqüentes. Depois. Dessa vez Jacó ficou admirado: "Eu vi Deus face a face. Jacó comprou terras em Siquém.12-22 O casamento — Gn 29—30 O encontro com Deus — Gn 32. disposto. Mas. 35. Até mesmo um ardiloso trapaceiro como Jacó tem seu lugar no estabelecimento da vontade de Deus e pode. inclusive. a saber. Só então ele o deixaria ir. deu início a uma nova etapa na vida de Jacó. agora. acima de tudo na história de José. mas a sua bênção.23 A primogenitura — Gn 25. Ao mesmo tempo. fazerem um acordo no sentido de cada um respeitar o território do outro mostra claramente o novo status que Jacó havia alcançado: ele era. o seu relacionamento com Deus. ao transpor o vau do Jaboque. em sua viagem de volta à terra natal. antes de tudo.22-32 . nascido da amada Raquel. mais por respeito do que por afeição. Ele saía ferido daquele encontro. negociar um acordo de paz. pois aquele era um ponto de encontro entre Deus e a humanidade. MOMENTOS MARCANTES A promessa — Gn 25. seu filho predileto. como seria de esperar. A virada É nesse momento que começa a aparecer o outro lado de Jacó. e que teria todo aquele sucesso no Egito. mas também através de coisas mais suspeitas como o inte- resse próprio e a ambição pessoal. um homem independente. Nesse ponto a história de Jacó se dissolve. não o nome. que. onde havia tido aquele primeiro sonho. Os dois se abraçaram. E ali a sua condição de patriarca foi definitivamente estabelecida através de nova manifestação de Deus. Jo 1. quando estava de mudança para o Egito (Gn 46. Deus agindo Este é. Jacó era maior do que havia sido até então. Também este havia prosperado. se necessário. Jacó teve seu caminho literalmente barrado pelo mistério de Deus.51. onde possivelmente teria de encarar a fúria de seu irmão. Israel.

28 e 36. • Elifaz e Temã (11) Compare J ó 4. 5)? Mais uma vez o autor conta os "podres". antes do início da história de José. portanto. importante G n 37: D e filho predileto a escravo Aqui começa a parte final de Gênesis. o Vermelho (por causa do caldo vermelho pelo qual trocou seu direito de p r i m o g e n i t u r a ) .24). 23). Posteriormente houve inimizade entre Edom e Israel. Jz 8. 30 Se Jacó queria conciliação. Isaque. Esaú/Edom. A estrada real. enquanto um registro ocidental moderno teria enfatizado a vítima e seus sentimentos. caso seu pai decidisse fazer dc José o herdeiro — não está a favor da violência. Eram todos pecadores. G n 35: R e t o r n o a Betei Quando Jacó retorna ao lugar da promessa de Deus.1. As especiarias tinham muitas utilidades — na preparação de alimentos e na manufatura de incenso e cosméticos. no túmulo da família (veja cap. cometido pelos irmãos de Diná. Raquel morreu perto de Belém (Errata). com o vale de Arabá estendendose ao golfo de Acaba e a região montanhosa de ambos os lados. Este capítulo é uma conclusão. O "bálsamo" de Gileade (área a leste do Jordão e norte do Jaboque) era famoso e o comércio de especiarias era importante desde a antiguidade. 24 A "cisterna" era uma espécie de poço seco. • V . rota comercial. por que não fez nada (v. centrada em José. • Siquém (12) Será que Jacó estava preocupado com o bem-estar dos seus filhos que se encontravam na região onde Diná havia sido estuprada c os irmãos dela haviam vingado a honra da irmã (cap.5-7 procura compensar a ausência de qualquer comentário de ordem moral a respeito de Simcão e Levi neste caso. o mais velho — que teria mais a perder. • A túnica especial (3) Q u e r ela fosse de mangas longas ( c . Deuses estrangeiros foram eliminados.22-26).Pentateuco G n 34: E s t u p r o e v i n g a n ç a Diná foi violentada por Siquém. é a sobrevivência tribal e nacional. 21 Ruben. Esaú c Jacó. antes de começar u m novo capítulo da história. os irmãos de José a viram como sinal dc que Jacó pretendia tornar José seu herdeiro (veja 48.28) Esses dois grupos de habitantes do deserto descendiam de Abraão. quando eles enterram seu pai idoso. Sua conduta foi errada e isto não foi esquecido. Deus reafirmou sua aliança. 23)? O u não suspeitaram dc nada porque o rito de circuncisão estava ligado à preparação para o casamento? O relato em G n 49. ao dar à luz a Benjamim. • Edom (8) O território de Esaú fica a leste do mar Morto. • V . mostra a necessidade da lei que limita a vingança ("olho por olho" — e nada mais). A história apresenta Diná em silêncio e sem poder algum. o último dos 12 filhos de Jacó. A rota comercial que ia de Damasco até a costa passava por Dotã. não para trabalho) quer multicolorida (como as pinturas egípcias de vestes asiáticas). Alguns consideram o uso dos dois nomes um indício de fontes diferentes usadas pelo editor. A terrível vingança perpetrada pelos irmãos de Diná. deu seu nome à terra de Seir que tomara dos horeus (20-30). em resposta ao insulto sofrido pela irmã. Seria Edom o contexto o u ambiente em que se passa a história de J ó ? • V . para lazer. Mas a questão que interessa ao autor/editor. passava pelo planalto oriental. o autor oferece urna atualização do outro ramo da família. esta seção da narrativa chega ao seu final. 34)? • V. • Caravana de ismaelitas/midianitas (25. . sem tentar encobrir as falhas dos antepassados da nação. de assassinato. x G n 37—50 A história de José Gn36 A linhagem de Esaú Mais uma vez. Mas o uso de nomes alternativos é uma característica da literatura do Oriente Próximo e os nomes aqui são permutáveis (compare os vs. Esta é a última das histórias de família. levando a um crime ainda mais grave. neste caso. assumindo responsabilidade por seu irmão mais novo. 31 Esta passagem parece ter sido escrita na época dos reis de Israel. A cortina se fecha sobre os dois irmãos. Será que o povo dc Hamor aceitou os termos propostos por ganância (v. Nos livros de Êxodo a Dcuteronômio vai aparecer a história de uma nação.21-22. 49.

3. Tera I Agar KOfKlbülál Noar ( T ) Sara CD Abraão lea Abraão. Mas conforme o v. Mas nos caps. 43—44 apareceu de modo mais favorável. procedeu mal nesta situação e no capítulo seguinte. Isaque. 27 c G n 45. aparece c o m freqüência nas histórias d e Gênesis. 28 A Bíblia de Jerusalém e outras traduções entendem que "eles" (que aparece no texto hebraico) são os midianitas. A q u i . ßctsi'lw. Ao colocá-la aqui. 26 J u d á . 39. Gn 38: L i n h a g e m d e J u d á Esta história extraordinária provavelmente foi incluída porque ela forma parte da genealogia da futura casa real.Gênesis 14- • V . da qual o próprio Messias descenderia ( M t 1. Zilpa InmubiM' I Dã Naftali Gade Aser José (T)Asenate Benjamim Efraim Manasses . e também a história de Rute). d e cuja linhagem vieram os reis de Israel. legumes são vendidos n u m m e r c a d o b e d u i n o d e B c r s c b a . Jacó e a s 12 t r i b o s d e I s r a e l Betuel Labão Isaque ( Q R e b e c a Esaú Jacó (D Lia Ruben Simeão Levi Judá Issacar Zebulom Diná Ismael Raquel :JÜ!jL.33. Lc 3. E e m 49. o escritor estabelece um contraste mais acentuado com o comportamento de José no cap.4 é mais provável que as outras versões estejam corretas: José foi vendido por seus irmãos. uni oásis na extremidade d o deserto do Negue be.8-12 Judá recebe a bênção de seu pai. • V .

dava-se muita importância aos sonhos. Ele agora assume a liderança. "Isso não depende de mim. 17 A língua egípcia tinha nomes para 38 tipos de bolos e 57 tipos de pão.-148 Pentateuco Se um homem morresse sem filhos. 46 José tinha 17 anos quando a história começou (37. subordinado apenas ao Faraó. e. • V . no sucesso e na desgraça. foi comparada com uma obra egípcia intitulada (. Intérpretes profissionais tinham manuais que descreviam sonhos c seus significados.5. Q u a n d o o copeiro finalmente se lembrou de José. os irmãos mostraram uma genuína mudança de atitude com relação ao passado. G n 41: D a p r i s ã o a o p a l á c i o Dois anos depois o próprio Faraó teve um sonho que seus mágicos e sábios não conseguiram decifrar. da reunião de José com todos eles.2). mais importante ainda. ficava 15 km a nordeste do Cairo. G n 40: O s s o n h o s dos prisioneiros Nesta época. 54 Períodos de intensa fome eram comuns no F. que equivale a lleliópolis. • 42. roupas de linho fino (vestimenta da corte) e um colar de ouro em recompensa pelos seus serviços. • Vs. Deus se manteve leal a José. o próprio Cristo. Diante de cada novo desafio que aparece em seu caminho.. ao final. • V. . Vinte anos não conseguiram apagar seu sentimento de culpa (42.. Dt 25. 51-52 "Manasses" e "Efraim" são nomes hebraicos. Esta história de sedução. recusa e difamação. capaz de chorar de tristeza e de alegria. tendo sua capital (Avaris) na parte oriental do delta do Nilo.37/43. de Levir= cunhado). Judá envolveu-se com tudo isso. c uma profunda compreensão da forma como Deus guia a vida das pessoas (45. É Deus quem vai dar uma resposta. " E Deus quem dá à gente a capacidade de explicar os sonhos". Eles reinaram de cerca de 1710 a 1570 a . • V.Vwtfos dos üois Irmãos. Mas era raro que houvesse fome no Egito e na Palestina simultaneamente. da prova à qual ele os submete. que começa de forma semelhante. O importante aqui é que José manteve a fé em Deus c. Eles não fariam com Benjamim.45 O m . o mesmo que haviam feito com José. Por trás de sua aparente rispidez. Gosém também se encontrava nessa mesma região. Após 13 anos na condição de escravo. seu irmão linha a obrigação de gerar herdeiros para ele. 40-43 A investidura de José seguiu a tradição egípcia: o anel (símbolo de sua autoridade).gilo. 38). 14 O véu com que Tamar cobriu o rosto fez com que ela parecesse uma prostituta (casada) que servia num templo dos cananeus. c mais nove anos se passariam até a família ser reunida outra v e z . • Vs. A ação (e o castigo) de O n ã não tem nada a ver com controle de natalidade ou masturbação. ele não só mostrou que podia explicar a mensagem de Deus como ofereceu um plano definido de ação. disse José. era o centro da adoração egípcia ao sol. casando-se com a viúva (a lei do levirato. Cavalos e carros haviam ajudado os Faraós hiesos a conquistar a supremacia no Egito. E Deus revelou o significado.3 Judá tem sucesso onde Ruben fracassou. no Egito. • V . Mas a mágica e o milagre que aparecem nesse conto são nitidamente diferentes da história de José e não há motiv o real para ligar as duas obras. Mas o copeiro de Faraó e seu padeiro não tinham a quem recorrer.21-22)." disse José. que agora era o filho predileto de Jacó. José tornou-se governador de todo Egito. As festas estavam ligadas a rituais de fertilidade na religião de povos que moravam em Canaã — e. E Earaó elogiou esle homem "em quem está o Espírito de Deus" (v. 39—50 encaixa-se perfeitamente no contexto do Egito sob os Faraós hiesos. G n 39: J o s é : s u c e s s o e d e s g r a ç a O relato sobre a vida de José no Egito que aparece nos caps. José escondia uma disposição de perdoar de forma total c generosa o mal que tinham feito contra ele. • Perez (29) Foi de sua linhagem que veio Davi c. José era certamente um homem bastante sensível. 14 A tradição egípcia exigia que José fizesse a barba e colocasse roupa de linho antes de se apresentar na corte. C . apesar de todo seu treinamento e ioda uma biblioteca de livros de referência. • V. mas tem tudo a ver com suscitar o u não herdeiros segundo a lei do levirato. através de seu casamento.5-8). mais tarde. que eram semitas. G n 42—45: A fome propicia a reunião da família Estes capítulos apresentam um relato comovente do encontro de Jose com seus irmãos. • V.

O pedido foi atendido. foi dois dos antigos servidores do Faraó. Ele acabaria saindo da prisão da C o m o g o v e r n a d o r d o rei n o E g i t o . Naquelas circunstâncias. mas o nascimento de Benjamim acabaria lhe custando a vida. ficaria até morrer. de mangas compridas. é descrito de forma bem plástica. qualquer modo. Potifar. e ninguém conseguia interpretá-los. registrados em Gn 37. e sava no íntimo desse jovem que tinha essa força interior impressionou o uma clara compreensão do que viria chefe dos carcereiros. que estavam apascentando os rebanhos nas colinas distantes dali. Jacó deu ao filho uma túnica longa. mercadores. diz o narrador. Quando José nasceu. filho de obscuro pastor de ovelhas. mas xado tão furiosos os seus irmãos? De Ruben (o mais velho) não o permitiu. o que dor seria morto. O Faraó teve vários sonhos. levado ao mundo rentemente. com certeza. Ria data d o p e r í o d o e m q u e Israel estava n o E g i t o . José ficou todo trouxe grande tristeza ao patriarca esperançoso. 0sonhador José era um sonhador. são a chave para compreensão da vida dele. e José soube aproveitar a oportunidade que isso propiciava para chegar à realização de seus sonhos. lá longe. E assim aconteceu. nem mesmo o direito de resposta.7-20). ele tem uma sensação interior do poderoso destino que lhe estava reservado. o homem que encontrou José (37. o outro. A interpretação que ele deu aos sonhos foi precisa: um serviEntrementes. Isto criou um profundo vínculo entre José e Benjamim e fez com que ele fosse especialmente amado pelo pai. desta vez que ele sairia da prisão. era. José teria se forma mais dramática que se poderia vestido c o m o o oficial e g í p c i o retratado nesta imaginar. robusto e bem articulado. estatueta. o oficial egípcio a quem ele foi vendido. O relacionamento entre os dois. Os mercadores que compraram José sabiam completamente de José. vendido como escravo a uma caravana de lançado na prisão. dos sonhos. de repente. chefe de uma grande casa. outra vez. Seja como for. tendo acima dele apenas o próprio Potifar. Ele nasceu após longos anos de espera e depois do nascimento de dez meios-irmãos.5-11. Raquel expressou o desejo de ter outro filho. Com 17 anos de idade. um ato de ingenuidade ou da mais pura cegueira da parte de Jacó mandar que José fosse verificar como estavam seus irmãos. reabilitado. foi um escravo não tem direitos. mas nos irmãos isso só conseguiu despertar ódio por alguém que era tão diferente deles. . por mais que exista uma ponta de arrogância na maneira como José se esquiva dela (Gn 39. e os dois sonhos sobre a sua própria importância. naquela tentativa de sedução por parte da mulher. que havia em seu interior.31-36). O pai ficou pensando no caso. ao verem o irmão sozinho. que fica ao Sul. e No gozo de sua própria liberdade. e foi jogado num poço. a Jacó foi noticiado que seu filho era morto. o volúvel chefe dos copeiros esqueceu com o Egito. mas ainda não seria (Gn 37. que era o primeiro amor de Jacó. Não demorou muito e ele passou a administrar tudo que Potifar tinha. Segundo uma tradição rabinica.15) era um anjo que o guardava. apaJosé foi. O prisioneiro Mas sua carreira foi interrompida bruscamente pela intervenção da mulher de Potifar. " O S E N H O R mas podemos imaginar o que se pasestava com ele". A pedido de a ser no futuro e que. os irmãos entenderam que aquela era a hora da vingança: o quanto valia um jovem escravo. Canaã ficava na rota de comércio entre as nações ao Norte e a Oeste. Será que se tratava da mesma atitude esnobe que havia deiO escravo A idéia inicial era matá-lo. A aflição de José só será Ele se volta outra vez aos recursos mencionada mais tarde (Gn 42. José aprendeu que José acabou ficando sem a túnica. no final. e.21). Como sinal de apreço.Gênesis José David Barton José era filho de Jacó e Raquel. era um homem próspero. jogado num poço escuro onde.

José se retirou para chorar. mas para outros povos também. Nas histórias anteriores. vindos de longe. enquanto os outros voltaram a Canaã. Ao fazer a distribuição dos mantimentos. O s sonhos eram considerados altamente significativos n o E g i t o a n t i g o . Ali. Casou com a filha de um sacerdote.22-24 A túnica. e o impasse estava criado. c o m suas a-spectívas interpretações. José era um homem vulnerável. na segunda metade de Isaías. Desta vez Simeáo ficou preso. mas disse ao Faraó o que deveria ser feito à luz do mesmo (Gn 41. havia alimentos para sobreviver. Isaque e Jacó. bem óbvio. acima de tudo. Ao ver o querido irmão Benjamim. para buscar Benjamim. mas os irmãos sabiam agora que estavam totalmente à mercê daquele senhor egípcio. A fome foi severa e longa. A história de José é narrada em Gn 37—50. Porém foi através dele que Deus trouxe salvação. Os irmãos. Seus sonhos se tornaram realidade. Afetou não apenas o Egito. S o n h o s bons e r u i n s são listados e m colunas. Mas com José tem início uma nova compreensão da maneira como Deus lida com as pessoas. quando Judá se ofereceu para ficar em lugar de Benjamim. O administrador de José foi atrás deles. MOMENTOS MARCANTES Nascimento — Gn 30. e o Faraó delegou a ele a responsabilidade de administrar a distribuição dos cereais armazenados. foram bater à porta do palácio de José. por sua vez. não somente para o seu povo. Uma atuação impressionante! Braço direito d o Faraó O resultado de tudo isso foi que José se tornou um homem livre e ficou encarregado de fazer frente à fome prenunciada pelo pesadelo do Faraó. p r o v a v e l m e n t e c o m p o s t o na é p o c a d e J o s é . trata-se de uma narra tiva contínua. mas José é simplesmente alguém que tem sonhos. Diferentemente das histórias de Abraão. pôde reencontrar seu filho. José estava no auge do poder. e. agora poderoso. quando já estavam a caminho de Canaã. à medida que a história se desenrola. mas também as regiões vizinhas. de tão emocionado que ficou. exigiu a presença do irmão mais moço como prova da inocência deles. mas estes viram nele apenas um homem poderoso a quem eles vieram pedir ajuda. Nem sempre um sonhador é também uma pessoa de ação. o chefe dos copeiros lembrou. os irmãos do próprio. finalmente. O ponto alto da história de José é a cena do perdão. não apenas interpretou o sonho. foi trazido de Canaã ao Egito. José pediu que seu copo de prata fosse colocado na boca do saco de mantimentos de Benjamim. Entre eles. Agora ele podia dizer quem era e dar-lhes o seu perdão. em terras que lhe foram entregues pelo Faraó e protegido por José contra as agruras dos restantes anos de fome.1-36). A c i m a aparece u m a porte d e u m " m a n u a l d e s o n h o s " das egípcios. houve reconciliação na família. Depois de certificar-se de que Jacó e Benjamim estavam bem. os sonhos e a traição dos irmãos — Gn 37 Escravo de Potifar — Gn 39 Na prisão — os sonhos do padeiro e do copeiro — Gn 40 O sonho do Faraó e o novo status de José — Gn 41 Os irmãos: provações e reencontro — Gn 42—45 . e esta compreensão passará a ter maior importância nos capítulos seguintes da história que a Bíblia conta. quando chegaram os anos de escassez. no ministério de Cristo. Equilibrando a balança As ironias se multiplicam. Podia ser um truque O moral da história A história de José é diferente das histórias anteriores. Ali. Deus se revela a cada um dos patriarcas. José nunca foi acrescentado à lista. José foi levado da prisão à sala do trono. Mas ele tinha mais uma surpresa para eles. e acabou fixando residência. Apesar de sua fama e importância. já avançado em dias. Deus é sempre o Deus de Abraão. e interpretaram aquela situação como castigo pela sua maldade. no Gênesis.Foi então que. lembraram o que haviam feito com José. acusando-os de espionagem. Mas José agrega à sua notável percepção da realidade medidas práticas de armazenamento de cereais durante os anos de fartura. Isaque e Jacó. José reconheceu seus irmãos. E esses são temas que reaparecem no livro de Jó. Jacó. Assim. José só se deu por satisfeito. vendo que a balança da justiça estava equilibrada. Não demorou muito e mercadores famintos. José foi ríspido com eles. Assim. Ele foi rejeitado.

2. mostra alguns oficiais pesando grãos para o pagamento d e impostos. na medida em que manteve a família como unidade isolada. a antipatia teve um efeito benéfico.• 43. a casa de Jacó. como algumas versões sugerem. Neste caso. I 45.5. Caso contrário. • 46. partiu para o Egito com a promessa tranquilizadora de Deus de que os acompanharia e os traria de volta — como nação. a oeste de TeD M . lista pintura do T ú m u l o d e M e n n a . A escravidão que ele sofrera serviu para salvar vidas.8 " N ã o foram vocês. o Faraó se tornou dono da terra e o povo tornouse seu arrendatário. G n 46—47: Descendo ao Egito O povo de Israel.16-19 Graças à política econômica de José. • 47. Por esta mesma razão..34 A aversão dos egípcios pelos pastores nômades provavelmente não difere muito do sentimento que muitas pessoas de residência fixa ou sedentária têm em relação aos ciganos errantes. Não havia ressentimento no coração de José: ludo que havia acontecido fora parte do plano providencial de Deus. G n 48—49: A bênção de Jacó Mais uma vez um ciclo se completa: desde a bênção que Jacó recebe de seu pai cego até Josó ordenou n pesagem e estoeugein de grãos n o r. mas foi Deus".10 Em tempos de fome.j-ilo. que data de 1400 a. .5 Jose pode ter usado seu copo de prata para fazer adivinhações (interpretando eventos conforme o movimento das gotas de óleo sobre a água). » 44.. posteriormente os judeus passariam a não comer com não-judeus. Outra possibilidade é que o administrador estava dizendo que era impossível não ser descoberto por esse mestre sábio e poderoso que se chamava José. aproximadamente. a identidade do grupo poderia ser rapidamente perdida.C. os nômades da Palestina tinham permissão de levar seus rebanhos para as pastagens que ficavam na parte oriental do delta do Nilo.32 Os egípcios provavelmente acreditavam que a presença de estranhos à mesa contaminaria a comida. Apenas os sacerdotes mantiveram suas propriedades. t 45.

U m nobre o r d e n o u que essa cena fosse pintada na parede de seu túmulo. I fazendo com que Jose desfrutasse de ume herança dupla. 13—22 e mapa. sendo apresentado a corte egípcia.22 custou a Ruben seu direito de filho mais velho.21 como ato de fé). veja Josué caps.4 O ultraje registrado em 35. 27. em acentuado contraste com a história [ de Jacó e Esaú no cap. I as mãos de Jacó se cruzaram para expressar I que a bênção de Deus recaía sobre o filho mais l novo. de fato. Efraim c Manas-1 sés foram considerados filhos do próprio Jacó. . As duas tribos seriam espalhadas [ (mas a de Levi como sacerdotes da nação).5-7 Fica claro que Jacó pronuncia juízo i sobre a conduta de Slmeão e Levi cm Siquém j (34. I • 49.13-31). quando os descendentes des-1 tes doze ocupariam a terra prometida.13 Embora próximo o suficiente do mar com a possibilidade de explorar o comércio marítimo. até o litoral.C. José e sua família vão ao Egito Jose p vendido aos midianitas em Dota e l e v a d o ao Egilo para ser vendido como Heliópolis (OmJ • i'Ménfis Jacó e seus filhos vão ter com José n o Egito para fugir da fome EGITO Q u a n d o a família de J o s e se m u d o u para o fcgiio. • 49. A benção proferida por Jacó se dirige a um l futuro distante. em Beni-Hasã. Sem maior dificuldade.152 Pentateuco o momento em que ele próprio abençoa os I filhos de José (acontecimento descrito em Hbl 11. • 49. • 49.10 üe Judá veio a linhagem real dc Israel e também o Messias. d u m período anterior a o de J o s e . • 49. Paraos i territórios. a cena d e v e ter sido semelhante à que aparece na pintura a o lado e q u e mostra u m g r u p o d e visitantes d o sul d e C a n a ã .19 Tais ataques são registrados na Pedra Moabita do nono século a. o território de Zebulom não chegava.

finalmente.2-3 Era normal recorreraembalsamadores profissionais. começando com as vigorosas pinceladas que retratam a criação e a vida exuberante no Eden. 22 José viveu 110 anos. um sinal da bênção de Deus. J o s é teve ( l i m i t o a um funeral reservado p a r a egípcios importantes o u famosos. • V .Gn 5 0 : O f i m d e u m a e r a José c o n s e g u i u . termina com a morte de José no Egito. de modo geral. mas talvez José quisesse evitar comprometimentos religiosos. A seqüência de quadros pintados no Gênesis. O modelo de b a r c o funeral q u e aparece na foro acima foi e n c o n t r a d o n u m t ú m u l o egípcio. O luto guardado por Jacó (oi apenas dois dias mais breve do que o tempo de luto observado quando morria um Faraó. cheio de confiança e esperança ate o final. . 26 O caixão normalmente era feito de madeira. retornar a Canaã. 70 dias. mas apenas para enterrar seu pai no :úmulo da família em H e b r o m — ainda sua única propriedade na terra prometida. esse ritual incluía detalhados preparativos p a r a a v i d a depois d a morte. Seu último pedido resume a fé que ele teve ao longo de toda a vida (v. Dois séculos nais tarde. > Vs. • V . que era o ideal egípcio de longevidade. N a religião egípcia. a promessa e o surgimento de uma nova nação em Canaã. trazendo uma cabeça pintada. Porém ainda há mais a contar. disse José. "Deus virá ajudá-los e os levará deste país para a terra que ele jurou dar". um embalsamamento levaria. 25). continuando com a queda.

No Reino Novo. onde elas não chegam. em santuários menores. existe viçosa e exuberante vegetação.154 Pentateuco Egito K. Mas é mais fácil dividir o período que vai de 3000 a 300 a. pois trazia água e m abundância para as plantações e depositai» uma nova camada de solo aluvial. em parte. das populações vizinhas. Para fora do país. foram feitas tentativas de diminuir essas datas em até 300 anos (identificando o Faraó Ramsés II com o Sisaque do relato bíblico. separadas pelo primeiro e segundo períodos intermediários de dissensão. e outra que. a lua). o delta e o vale formam uma figura semelhante à flor de lótus na extremidade de um caule curvado. Nos grandes templos era realizado o culto oficial (o ritual diário das oferendas). 0 território do Egito 0 verdadeiro Egito não é aquele quadrado vazio que aparece nos mapas modernos. levavam a o mar Vermelho. seco. iniciando em Assuã e terminando na região do delta. . Durante toda essa história. um "bom Nilo' significava prosperidade. em sete etapas ou eras: a inicial (era arcaica).. como a cidade do deus Amun.C. É. Mênfis teve que dividir a condição de capital com várias cidades localizadas no delta. e em "oratórios" colocados na entra- N o caso d e j ó i a s d o E g i l o a m i g o . isto sim. Kitchen Assim como a história da Suméria e da Babilônia. ao qual tinham acesso unicamente o Faraó.. Um rii baixo. cuja bênção sobre o Egito se implorava através dos ritos nos templos. Os egípcios ficavam afastados. passando pelo norte da península do Sinai. a corporificação de forças da natureza ou de suas manifestações (o sol. c o m o esre d e faiança azul. e das regiões desertas e r a m trazidas pedras e outros metais. mal haviam sido inventados. As pessoas simples adoravam deuses domésticos. onde orioNilo deságua no mar Mediterrâneo. o vale estreito que se estende ao longo de mais de 900 km. No período final. que trouxe a derradeira decadência. veio a ser a capital meridional. etc). por sua vez. a principal via de comunicação ' era o Nilo. de ideogramas. (Veja o diagrama) Em tempos mais recentes. A. Premida pelo deserto. Durante a maior parte da história egípcia. quando não de certos conceitos (como uma ordem justa. levava à Palestina. porém não isolados. também a história do Egito é muito rica e se estende ao longo de 30 séculos. Ela seria por muito tempo um importante centro religioso. Somente por ocasião das espetaculares procissões festivas é que o povo em geral podia honrar os grandes deuses. o que s e vê é um deserto. Reino Médio. u m a das peças preferidas e r a m o s colares. No mapa. um sistema de escrita feito.C. e o período final. Antes da construção das barragens em tempos modernos. havia uma raia que. Tudo começou por volta de 3000 a. o pivô da sociedade era o Faraó. geralmente em Mênfis. a população do se concentrava na estreita faixa de terra cultivável ao longo do vale e nas amplas planícies c < região do delta. três eras de grandeza (Reino Antigo. de coloraçãt amarelada ou marrom. uns 500 km mais para o Sul. ao passo que o excesso de água deixava um ras tro de destruição generalizada. mas a evidência mais ampla que nos vem do Egito e da Mesopotâmia confirma a datação tradicional. Os hieróglifos. sendo que o pequeno "broto" é a província do lago de Faium. quando o vale e o delta foram unidos sob o governo de um só rei. Internamente. A longa série de reis ou "Faraós" compreende 30 famílias reais ou dinastias. . e assim por diante). e Reino Novo). representava carestia e. passando pelos vales desertos da região oriental. a cidade de Tebas. 0 rio Nilo propiciava uma economia agrícola. muitas vezes. sem vida. EGITO . na condição de intermediário entre os deuses e os homens. Mênfis f 4 m e SINAI f 1' catarata CUXE 2 catarata a '-. o sacerdote e altos dignitários. Os deuses eram. a verdadeira capital ficava na junção entre o vale e o delta. Onde as á g u a s do Nilo alcançam. 0 que mantém o Egito vivo é a enchente anual do Nilo.

era um crime passível de punição. Os Faraós do tempo de Abraão e de José integravam. Graças ao Nilo. e manterem com vida os seus rebanhos. Vista de forma positiva. a 12 e a 13 (ou 15 ) dinastias respectivamente (Reino Médio em diante). tesoureiros. Gn 42—47).20). superintendentes de silos. "um braço que se podia usar para manter à distância os golpes da vida". ao que tudo indica. nas palavras do mestre do rei Merikare. (cerca de 1210 a. "para se manterem vivos. graças à grande provisão do Faraó". algumas cenas em esculturas retratam estrangeiros esfomeados. E não foram somente os patriarcas hebreus que se refugiaram no Egito durante períodos de carestia.C). o Egito não dependia das chuvas mediterrâneas que eram de vital importância na Síria e na Palestina. que atuava na capital e nas províncias. I a a a .Gênesis A história do Egito antigo Romanos I (Império Persa) I Greg os m raão OlOa. A partir do Reino Novo. sendo que algumas dessas obras se tornaram clássicas e obrigatórias para alunos. e inclusive chefes de cobradores de impostos! Esses departamentos eram apoiados por uma burocracia de escribas. por outro lado. para fora (como aconteceu com Abraão. O Egito teve uma rica produção literária de histórias. poesia lírica e religiosa. As grandes ordens sacerdotais tinham as suas propriedades e sistemas administrativos. na prática. Um dos aspectos mais salientes da religião era a magia. em G n 12. Os magníficos monumentos — desde as gigantescas pirâmides e os templos até os delicados afrescos e minúsculos anéis sinetes — foram produzidos por um grande número de artistas e artesãos que estavam a serviço do Faraó. e das pessoas importantes de cada um daqueles períodos. uns mil anos depois O o l h o sagrado d o deus egípcio H o r u s era pintado sobre barcos para afastar o mal. A magia "negra". e. O Egito mantinha guardas e oficiais de fronteira ao longo da divisa oriental.20. compartilhadas e executadas por altos oficiais de estado: governadores para o sul e o norte. tribos edomitas receberam permissão para se dirigir aos lagos de Pitom. então. Durante o Reino Antigo. dos templos. O trabalho dos camponeses era a base da pirâmide social. o Faraó também mantinha e chefiava um exército permanente de carros de guerra e divisões de infantaria. ela era. A educação se baseava no treinamento de escribas na administração civil e nas escolas anexas a o s templos. livros de sabedoria (semelhantes ao livro de Provérbios). e às vezes os visitantes eram escoltados para dentro (como Sinuhe. O Egito e a Bíblia De Abraão a José O Egito aparece pela primeira vez na Bíblia como o lugar onde os patriarcas se refugiaram durante períodos de fome (Gn 12. As atribuições seculares do Faraó eram.C : losc Moisés «Salomão ¡2700 JJ400 p 100 |l8(10 i h soo 1200 900 «I0 300 da dos grandes templos. na História de Sinuhe) ou.10.

a tal ponto de escribas elaborarem manuais para ajudar a interpretação deles. Seiscentos carros (Êx 14.34).11) eram sacerdotes e escribas eruditos. na aldeia A s imponentes colunas d o T e m p l o d e A m u n . que eram os "blocos de notas" daquele tempo. uma vez que se têm noticias de destacamentos bem maiores naquele tempo. onde Moisés pede uma folga para os hebreus. (Compare com Êx 5.16). Além disso. na parte oriental do delta. mas perfeitamente verossímil. Que Israel já havia saído do Egito e estava instalado na região ocidental da Palestina ao final do século 13 a. Na parte ocidental de Tebas. e. Num sistema desses não era difícil pôr em prática as medidas propostas por José (Gn 41. desde escravos até altos oficiais (como José que estava a serviço de Potifar. o cântico de vitória de Merneptah (cerca de 1210 a. são dadas razões específicas para a ausência de alguns: "a mulher dele está doente".C. Mais interessantes são os registros sobre um homem "fazendo sacrifícios ao seu deus".18. As roupas de linho fino que José vestia na sua condição de alto oficial (Gn 41. ou (que pena!) "picado por um escorpião". e m Karnak. ilustram o p o d e r d o s Rwaós egípcios.23-26). que fala sobre a alimentação no além. 47. "que arrastam pedras para a construção do grande pórtico de pilonos de.1-5. e isto em vários níveis. sendo esta última a residência oficial e sede governamental de Ramsés II..156 Pentateuco período em que muitos estrangeiros encontraram trabalho no Egito.1821).7). desde o mais insignificante escravo até o copeiro à direita do Faraó. 8.C). Sabemos que crianças oriundas de Canaã eram criadas em haréns de outras partes do mundo. mediam ou avaliavam as plantações para fins de taxação. No plano económico.7) era uma força considerável. provavelmente Ramsés II. 1 1 . 0 tema das sete vacas não aparece apenas no sonho do Faraó (Gn 41.. Tudo indi- . uma estrutura pré-fabricada). muitos hebreus eram escravos nas olarias egípcias do Reino Novo. sobre funcionários que não têm nem homens nem palha para fazer tijolos" (veja Êx 5. trabalhando para os grandes projetos de construção daquele tempo. Salomão casou com a filha de um Faraó que conquistou Gezer e fez dela o dote da princesa (1Rs 9.34-35. E. mas o Faraó afirma desco- nhecer o Deus de Moisés e não está disposto a fazer mais um feriado.1-4).) O fato de uma princesa de ura harém que ficava na região oriental do delta acolher uma criança estrangeira.26). ou "ajudando o chefe a fazer cerveja". As condições descritas em ÊX 5 são confirmadas por documentos egípcios daquela época. o Faraó.11). sobre homens "que fabricam cada dia sua quota de tijolos". mas também na Fórmula mágica 148 do Livro dos Mortos. Períodos posteriores O Egito reaparece na história bíblica do tempo de Davi e Salomão. eram e continuam proverbiais até hoje. (um templo de) Ramsés II". Havia estrangeiros em todos os segmentos da sociedade. algo que é evidenciado por uma inscrição datada de cerca de 1600 a. por vezes. Os mágicos e sábios (Êx 7 .C. Quando os israelitas deixaram o Egito.48-49. O ponto alto desse trabalho foi a construção das cidades de Pitom e Ramessés (Éx 1. não é nada surpreendente na sociedade egípcia cosmopolita do Reino Novo. como em Éx 2. tanto para uso profano quanto para fins religiosos. em essência. Ali aparece um registro de dias trabalhados e dias de "folga". No período de peregrinação pelo deserto. Em toda a parte e em todas as classes sociais. à semelhança do que foi feito com José. foram utilizadas técnicas conhecidas desde longa data no Egito para a construção de estruturas que precisassem ser montadas e desmontadas rapidamente. 9. é um dado confirmado pela única referência egípcia a Israel (num contexto em que se fala também sobre Gezer e Asquelom). sucessor de Ramsés II. bem como os sepulcros (Êx 14.11). quando da construção do tabernáculo (que era. ou sobre todo o grupo tendo vários dia de folga para participar de uma festa religiosa local. Já o processo de mumificação e os caixões do Egito (Gn 50. a região do delta era propícia para a criação de gado (Gn 46. Gn 39.42) são conhecidas de inúmeras pinturas egípcias. Os próprios egípcios contavam histórias divertidas sobre as façanhas desses homens. em véspera de colheita. as autoridades egípcias mantinham um detalhado registro das propriedades rurais e. foram encontrados "relatórios de trabalho" gravados sobre cacos de cerâmica.7. Um Moisés não era nenhuma exceção naquele contexto. Moisés e o ê x o d o Quatro séculos mais tarde. muitos de seus contemporâneos que não eram egípcios receberam um segundo nome egípcio. acreditava-se que os sonhos eram significativos. Papiros daquele tempo falam sobre os Apiru (povos que incluíam os hebreus). em que moravam os trabalhadores nas tumbas reais.2-3. mandou seus carros de guerra atrás deles.

40. prateada e a z u l . fundador da 22 dinastia. sujeitou a monarquia dividida dos hebreus a seus próprios interesses materiais. Os profetas de Israel censuraram seus reis O Iraje d e u m a princesa egípcia ( c o m o a q u e aparece na história d e M o i s é s ) é ilustrado neste afresco d a rainha A h m é s . Verso: U m dos maiores tesouros d o Kgito: o rei T u t a n c a m o n e sua esposa. fez incursões na região dos filisteus e no sudoeste da Palestina. 14.C). a reiterada afirmação de que Provérbios deriva em parte diretamente de uma obra egípcia escrita por Amenemope carece de fundamentação mais sólida. a dinastia de Siamun deu lugar a um novo rei e uma nova dinastia: Sheshonq I. A estrutura literária do livro de Provérbios — em grande parte um "livro sapiencial" de Salomão — revela afinidades com outras obras do gênero escritas na região do Oriente Próximo.por esperarem ajuda do Egito (veja Is 30—31.15). na p a n e posterior d o trono d o rei.N e f e n a r i (cerca d e 1S0O a . « m ú m i a s d o E g i t o a n t i g o são m u n d i a l m e n t e famosas. se tornou realmente um "reino humilde" (Ez 29.25). Entretanto. O Egito não era adversário à altura para assírios e babilônios. o Sisaque da Bíblia (IRs 11. e também em inscrições encontradas em Karnak e em Megido (na própria Palestina). e. o Faraó valeu-se de Jeroboáo para dividir aquele reino em duas facções inimigas. que. Jr 46). Depois disso. por um breve tempo. retratados e m faiança d o u r a d a . ca que esse Faraó era Siamun (cerca de 9 7 0 a. e. a julgar pelo fragmento de um baixo-relevo encontrado em Tànis (a Zoã da Bíblia). ) . . a em Karnak. Este considerava o Israel do tempo de Salomão um rival na política e no comércio. Esta p i n t u r a mostra o processo d a RHimiíicacáo. d e Tebas. perdendo sua independência durante os séculos seguintes. Essa campanha na Palestina foi registrada numa grande cena de triunfo que se encontra no templo de Amun. Em pouco tempo. E quando Roboão sucedeu a Salomão. C . várias delas no Egito. O c o r p o d e J o s é foi preservado desta •nua. com o surgimento do Império persa. o poderio egípcio entrou em rápido declínio. capital dessa dinastia.

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que era de matar todos os meninos recém-nascidos. (Ramsés I I teve cerca de 60 filhas!) Ela deve ter levado Moisés ao harém Êx 1. As coisas haviam mudado no Egito. Um novo cálculo das datas da história de Israel.1 ele ocorreu 480 anos antes da construção do templo de Salomão (inaugurado por volta de 970 a. O poder dos Faraós hiesos havia sido quebrado e os reinos do Alto e Baixo Egito estavam novamente unidos.11-12).37) deixara o Faraó inquieto. O povo foi organizado em equipes de trabalho. É uma epopéia em que quase tudo gira em torno de Moisés. mas essa tentativa acabou em desastre. Mas quando Seri I (provavelmente o "novo rei" do v. Ê x 7. Agora eles são uma nação escrava sob um novo Faraó. U m a levav a o nome do sucessor de Seti.159 ' ÊXODO O livro de Êxodo é a história do nascimento de Israel como nação. Revela um Deus que pode ser conhecido. chegamos ao ano de 1450 a. • A filha d e Faraó provavelmente era filha dele com uma concubina. Mas a água que afoga pode também ser usada para fazer flutuar um cesto impermeável (a palavra hebraica usada aqui é a mesma que designa a "arca" de N o é ) . O comentário histórico que se seque é baseado nesta teoria. Êxodo mostra Deus no controle da história. 19—40 O povo de Deus Os dez mandamentos Lei e aliança O tabernáculo de Deus e adoração uma mão-dc-obra disponível e barata residente na área: os israelitas. de uma dinastia que há muito esqueceu o que José fez pelo Egito (veja G n 41). Ou seja.7). A. 3 (At 7. feito recentemente com base nas listas de reis egípcios. Foi ele quem tirou o povo do Egito.C). 8) chegou ao poder. Mas apesar da opressão crescente a explosão demográfica c o n t i n u o u . mas de acordo com 1 Rs 6. apoia esse ano como data do êxodo. Ê x 2: M o i s é s . sob a liderança de uma nova dinastia de Faraós. O povo de Jacó vivera no Egito cerca de 370 anos.23.C. Mas a maioria ainda favorece uma data mais recente. Outros 40 anos se passaram até os acontecimentos narrados no cap. A história egípcia não menciona o êxodo. somando tudo. o "êxodo" (a saída) que dá nome ao livro. o livro que mais vale à pena estudar com atenção è este livro do Êxodo. não uma princesa de sangue real. E havia Resumo Como Deus resgatou os israelitas da escravidão no Egito e fez deles o seu povo. que resgata os oprimidos. A nação estava no apogeu do seu poder militar. Mas as parteiras hebréias não concordaram com o plano do rei. o personagem central. Este era o decreto de Faraó. A presença desse grande número de estrangeiros em seu território (veja 12. e a vida de Moisés foi salva pela ação criativa de sua mãe. 1—11 Israel no Egito Moisés Caps. voltou-se n o v a m e n te à região fértil do delta. Seu status privilegiado era coisa do passado. 25 anos por "geração".36 Israel no Egito Êx 1: U m a n a ç ã o e s c r a v a Quase 300 anos haviam se passado desde a morte de José e o final de Gênesis. 12—18 O êxodo A páscoa Do Egito ao Sinai Caps. Moisés tinha 40 anos quando fez a primeira tentativa de libertar o povo (2. Teve início um grande programa de construção. Faraó decidiu intervir diretamente ( Ê x 1. do século 13. um Deus "santo" cuja bondade e justiça são impressionantes. Deus deu a seu povo a norma de vida — a lei — dando-se a eles e fazendo deles o seu próprio povo num contrato duradouro (a aliança).1—12. A q u i estava sua chance de assegurar que não causassem problemas. para a qual há boas evidências. subordinadas a capatazes. Por intermédio de Moisés. p r í n c i p e d o E g i t o Todos os meninos hebreus recém-nascidos deveriam ser lançados no Nilo." R. a atenção " S e quisermos entender a mensagem central do NT. O número arredondado de 480 (12 x 40) possivelmente significava 12 "gerações". como se faz atualmente. incluindo as cidades-armazém do Faraó. com a sede do governo em Tebas e Mênfis. chega-se à data do século 13. Se calcularmos. O poder de Faraó não conseguiu vencer a fé e a coragem das parteiras. Ramsés II (que foi o principal responsável por sua construção).15-22). que deviam j u n tar barro e fazer tijolos para a construção de novas cidades. C o l e . Caps.

Moisés fugiu para o deserto. cujas histórias eles conhecem. Ele é o Deus de A b r a ã o c dos outros. • 4. • 3.244 m de altura) na parte sul da península ] do Sinai. E a resposta de Deus não foi: Página oposta: Tendo matado um cruel capataz egípcio. • As riquezas dos egípcios (3.13: "Por favor. veja comentário sobre! J z 2. " Deus d e u a Moisés três sinais — demonstrações d o poder de Deus — cora os quais poderia convencê-los de que ele realmente se encontrara com Deus. . como príncipe.20-29). • Mídia (15) Os midianitas eram descendentes de Abraão por meio de sua segunda esposa. quando Deus o chamou. Este é o tipo de mágica que conheciam. agravada pela rejeição de seu povo. E Deus se conecta com aquilo que o povo j á sabia: ele não é um estranho para seu p o v o . o que daria autoridade a Moisés. criado como egípcio. Moisés enfrentava sua própria crise de identidade.1: " O s israelitas não vão acreditar era m i m .10: " N u n c a tive facilidade para falar!" Mas o Deus que o criou lhe d a r i a condições de falar. • O A n j o d o S E N H O R (3. manda outra pessoa". o porta-voz. Nascido hebreu. me perguntarem : Qual é o nome dele? Q u e lhes d i r e i ? " Moises não podia v o l t a r apenas c o m uma experiência subjetiva que ele havia tido. • 4. Era real? Era uma visão? Ele se aproximou. o mesmo lugar onde viria a receber a lei. Deus se encontrou com ele.160 Moisés roí adorado p o r uma princesa egípcia e criado.2) Praticamente! identificado com Deus. parou ao perceber uma sarça em chamas. Ê x 3—4: A s a r ç a a r d e n t e Moisés estava no Sinai (Horebe). na casa real. Eles moravam no deserto.2-3. mas um uso extraordinário dela por parte do Deus que criou o mundo. • 4. e Deus se dirigiu a ele com uma comissão assustadora: " E u o enviarei ao Faraó para que você tire do Egito o meu povo". • 4. . .14 onde foi criado com outros. • M o n t e H o r e b e (3. estudando leis c adquirindo conhecimento em vários ofícios e esportes (veja At 7. Deus se descreveu mais claramente: " E u Sou! é o Deus v i v o . Ele levantou uma objeção depois da outra e todas elas foram rebatidas por Deus: • 3. que o Faraó endureceu . Mas o emissário se mostrou muito relutante. no hebraico " Y H W H " .13: " Q u a n d o . Enquanto andava pelo deserto. pois estava associada à religião do Egito (cap. mas uma antiga tradição o identifica com Gebel Musa (2. Ali. mostra a rainha Tawarisas segurando seu príncipe. seu irmão. mas " E u Sou". Isso Deus não faria. (Veja "Os nomes de Deus". C .15) As letras maiúsculas usadas na maioria das Bíblias indicam o "nome pessoal" de Deus. Elas seriam usadas para mobiliar e enfeitar o tabernáculo de Deus (35. a presença dele: " E u estarei com você". 12. Isso era bem mais complicado do que d i z e r " N ã o me sinto qualificado para essa tarefa". Moisés teve um bom treinamento para a futura peregrinação com Israel através do deserto. " ou "você tem.. de modo que.1.. A distinção que hoje geralmente se faz entre modos "naturais" e "sobrenaturais" de agir é estranha ao pensamento do autor. • 4.21 A Bíblia diz que Deus endureceu o coração do Faraó. na dramática experiência d a sarça ardente.20) No pensamento hebraico.) • Prodígios (3.1) Não se sabe com certeza onde ficava localizado.19 A morte de Faraó foi registrada em 2. 7).11: "Quem sou eu?" Este era o dilema de Moisés. aprendendo a ler e escrever os hieróglifos e as letras cursivas egípcias.21-22) Veja 11. era a identidade de Deus. Não foi 'Você é . 'Eu S o u o que Sou'" ÉX3. • O SENHOR (3. nesses anos de vida nômade. século 8 a .35-36.23. O que nos dá identidade. prova-1 velmente pronunciado " Y a h w e h " o u "Javé"j tradicionalmente lido como "Jeová". Não era inédito na época criar meninos estrangeiros dessa maneira e treinálos para ocupar posições de destaque no exército. . mas permitiu que Moisés fizesse de Arão. do qual deriva tudo o que existe. no sacerdócio o u na administração civil.". Quetura. U m a escultura e m relevo d e Carquemis. Pentateuco "Deus d i s s e (t Moisés.! um prodígio ou milagre não é uma inversão! da ordem natural. 'Você reúne todas as qualificações".22).

Éxodo .

Deus de t o d a a humanidade Mas o Deus que se revela de modo especial a um povo. Jr 32. o Deus de Israel". Deus no poder e na singularidade da sua natureza divina. esse nome só foi revelado a Moisés. Em outras palavras. ou teria usado um dos outros títulos de Deus conhecidos dos patriarcas: "Deus Altíssimo". Por reverência e para evitar que esse nome fosse pronunciado. "Senhor". essa riqueza de significado é adicionada à revelação do Redentor santo. o nome divino era conhecido desde o início.12. Segundo uma tradição. pois se encontravam na situação de escravos condenados. Sua ocorrência mostra que o nome era não só conhecido como usado (p. diziam Adonai. em Êx 3 (vs. meu Deus" onde o hebraico traz Adonai Yahweh (o Soberano Yahweh). "Deus. se tinha sobre o caráter que esse nome revela.2-3 é confirmada pelo Gênesis. segundo outra.27). Yahweh é o Deus ativamente presente entre o seu povo. não significa "deuses". um epíteto para Deus ou uma forma de se dirigir a ele. Na base de sua auto-revelação como Yahweh (Êx 3. • Elohitn. envolve desfrutar ativamente de comunhão com a pessoa conhecida.26. Por exemplo.16).12-13).22). "Deus Eterno". Além destes. Mq 7. Gn 4. Revelação progressiva O nome Yahweh aparece na Bíblia desde o início (Gn 4. Como pôde. ex. então. "conhecer" vai além do simples acesso a informações. Se alguém tivesse perguntado a Abraão. os judeus. No AT. Deus queria revelar-lhes o seu caráter mais íntimo. As traduções em grande parte ainda seguem essa prática. quando.7. Ao declarar o seu nome ao povo. S I 111. no tempo do AT. Mas Deus decidiu revelar isso numa ocasião em que eles precisavam ser redimidos. Yahweh se identificou como o Deus que salva o seu povo e derrota os seus adversários. 14. Por mais influente que seja essa teoria.25) e "Rei" (Jr 10. Êx 33. em leitura pública. traduzindo Yahweh por " S E N H O R " ou colocando " S E N H O R Deus" ou " S E N H O R . Ele é o "Criador" (Is 40.28). Assim. Esta interpretação de Êx 6.2-3 nos diz aquilo que até aquele momento tinha apenas o significado de um "identificador". SI 103. quando chegavam a esse nome. mas não nos diz que tipo de Deus ele é.5) está a santidade de Deus. o nome Yahweh se relaciona com o verbo "ser/existir". o Deus que é "meu Deus" para as pessoas que fazem parte da nação escolhida. "quem é Yahweh?". Assim sendo. "Juiz" (Gn 18. O S E N H O R . que se manifesta em santo resgate e ira santa por ocasião da Páscoa (ÊX 12). . uma forma plural que.15.13. Deus dizer a Moisés (Êx 6. se diz que Yahweh é "o Deus de vossos pais". mas Aquele que possui de modo completo todos os atributos divinos. havia assumido o significado de uma afirmação a respeito do caráter desse Deus que tinha esse nome. aos patriarcas)? Os especialistas no estudo do AT responderam essa questão. os filhos de Eli com certeza conheciam o nome como maneira de "identificar" Deus. mas "estar ativamente presente". ela não é nem irrefutável nem necessária.2-3) que "pelo meu nome. Muito se tem a ganhar quando se percebe que por trás da forma S E N H O R está o nome pessoal de Deus.162 Pentateuco Os nomes de Deus Alec Motyer Dois termos hebraicos são traduzidos por "Deus": • El. no entanto. Êx 6.. dizendo que temos várias tradições da história primitiva do povo de Deus. ele com certeza teria respondido: "o Deus Todo-Poderoso". Ao escolher a tempo do êxodo para revelar o significado do seu nome. Textos como Êx 34. oposta à anterior. S I 146. que ele é o santo Redentor e o Juiz santo. etc. "A Divindade". existe o nome pessoal Yahweh ou Javé. Em termos lingüísticos. a saber. aquele que sempre se faz presente entre o povo. mas "não se importavam (literalmente "nãoconheciam") o S E N H O R " (ISm 2. 6.7) — o Deus de toda a humanidade (Nm 16.18-20 mostram de forma bem clara a compreensão que.22. compare 1Sm 3. Este verbo não significa simplesmente "existir".1). o "Santo de Israel" não pode ficar restrito a esse povo.6-7. não lhes fui conhecido" (isto é. a noção de "presença ativa" nos diz que Deus está conosco.

Moisés. sua força vital. 1 . 1 3 : P r i m e i r a v i t ó r i a de F a r a ó 0 primeiro pedido a Faraó apenas agravou a situação. "o S E N H O R se encontrou com Moisés c procurou matá-lo" pode ser outro exemplo de Deus como a primeira causa — talvez a ameaça fosse u m acidente o u uma doença. mais tarde.15). mas não eram capazes de impedir. centro da economia e do culto da nação. 1 4 . "transformouse em sangue": os peixes não podiam viver na água vermelha e grossa ( 7 . f u g i n d o das margens d o r i o e dos peixes em d e c o m p o s i ç ã o . sabe-se que ele recebia também pessoas (confira 5 .5-7 3 . 2 8 — 1 0 . 7. 2 2 . . Assim. O Nilo. O s animais foram atingidos p o r uma peste. lembrando a Moisés quem Deus era e dizendo o que pretendia fazer. 9. e não v o u d e i x a r que os israelitas saiam daqui" ( 5 .2 0 ) . 1 7 . ? E u não conheço o A foto mostra u m a mistura d e lama d o Nilo c o m palha s e n d o colocada e m moldes d e madeira para fazer tijolos. escreveram as histórias. . 2 6 ) . 2 9 : P r a g a s a t i n g e m o Egito Faraó o u v i u e rejeitou o pedido de M o i sés. mas serve como u m teste. seus magos e todos os deuses do Egito foram incapazes de reverter o j u í z o de Deus. q u e é secada ao s o l .2 4 ) . > 4 . Para o escritor hebreu. rãs. 1 0 .2 7 : G e n e a l o g i a Quem eram Moisés e Arão? A genealogia os identifica como descendentes de Jacó por meio da linhagem de seu filho Levi. Deus dá início a uma série de castigos para ensinar a Faraó e seu povo quem era o S E N H O R e qual era o alcance do poder de Deus SENHOR sobre toda a criação ( 7 . Vou livrá-los da escravidão do Egito. A palha m o í d a reforça o tijolo.. Ê x 6. A família de Moisés agora estava ligada aos antepassados de Israel — o povo de Deus — p o r meio do sinal da aliança. Palavra d e Deus a Moisés. 9. e Faraó. mas é claro que era conhecido p o r aqueles que. o país foi infestado. A reação de Faraó revelou sua hostilidade implacável. E Deus renovou seu chamado. Êx 5 . Êx 6 .1 2 ) . já prevista por Deus ( 3 . O vento trouxe uma nuvem de gafanhotos da Etiópia que destruiu toda a vegetação do país ( 1 0 . > 6.3 O nome Y H W H ( S E N H O R ) é usado em Génesis de 2 . C h u v a de pedra e tempestades destruíram as safras de linho e cevada. A lista é um trecho da lista mais longa de Nm 2 6 . Farei com que vocês seja o meu povo e eu serei o seu Deus". 7 ) . mas não as de trigo c cspclta. 5 . "Agora eu ouvi os gemidos dos israelitas. y 0 pedido (5. 1 . > Acesso ao Faraó Se esse Faraó era Ramsés II. 5-6. 2 .16-32). 4 em diante. Demonstrou que tipo de pessoa ele era: "Quem é o S E N H O R .1 8 ) . diga aos israelitas o seguinte: Eu sou o SJÍ. De qualquer modo. 8. criado no harém. Sete dias mais tarde. 1 — 6 . E os e g í p c i o s q u e d e r a m o u v i dos às advertências de Deus foram salvos (9. 1 9 ) . Êx 6 . Miriã era a irmã mais velha de ambos. isto é. 2 4 . Depois. T i j o l o s q u e i m a d o s a o sol sao material d e construção b o m e b a r a t o amplamente usado na Á f r i c a e na Á s i a . 2 4 .. 2 ) .25—8. o fato de ser Deus é a primeira causa de tudo não conflita com a responsabilidade humana. Durante três dias a luz do sol permaneceu . e não a Moisés. F r u s t r a d o . 1. ele supostamente nasceu antes do edito do Faraó.seu coração e que o coração do Faraó se endureceu: três verbos diferentes sem diferença real no significado. e lembrei da aliança que fiz com eles. Israel deveria deixar o Egito para oferecer sacrifícios. Os magos podiam imitar.4 .13-35). Portanto. Moisés recorreu a Deus novamente. Nove vezes Deus agiu. p r o c u r a r a m r e f ú g i o nas casas (7.14). 8 .V/ÍOK. primeiro por mosquitos e depois por moscas que se criaram entre as carcaças dos peixes e das rãs (8. e tumores apareceram nas pessoas e nos animais ( 9 . O povo se voltou contra seu "libertador". que estão sendo escravizados pelos egípcios. que ainda não haviam c r e s c i d o . sabia como chamar a atenção do Faraó. 1 4 . porque a natureza destes seria ofensiva aos egípcios ( 8 . 1 5 . > Arão (4.2 6 No v. a circuncisão.1 ) Isto parece ser menos que toda a verdade. o pronome objetivo "-lo" (em "matá-lo") pode ser uma referência a Gérson.14) Três anos mais velho que Moisés ( 7 .

Ele controlou a extensão e as áreas afetadas por cada praga. Ele fez distinção entre seu povo e os egípcios.1—12. • 9. mas poupou e libertou seu p r ó p r i o p o v o . representa a proteção e provisão de Deus por seu povo: Israel é o primogênito de Deus. Mas os egípcios foram devastados.16-17 "Mosquitos". ou apenas os jovens das famílias mais importantes. a cheia anual ocorria entre junho e outubro. pois Deus estava em ação. trazendo lama vermelha c espessa ou algas vermelhas que poluíram a água. Foi do " p ó da terra" que eles saíram.164 Pentateuco encoberta por "trevas espessas" (provavelmente uma tempestade de areia provocada pelo vento conhecido como cansim) (10. realmente amadurece um mês ou dois após a cevada.24 O solo arenoso filtra a água. Mas o povo não partiu de mãos vazias. Este era o fim da linha para Faraó e seu povo. Os anos de escravidão são. "piolhos": a palavra ocorre apenas aqui.12). O trigo. o deus sol. • 8.21. Esta estátua colossal d o Faraó Ramsés 11 (provavelmente o Faraó de Ê x o d o ) é um dos vários monumentos e construções que díío conta d o seu poder no Egito antigo. que poderia ter começado com uma inundação acima do normal. • 7. Este foi um dia que seria lembrado ao longo dos séculos. inclusive o filho do próprio Faraó? De que instrumento Deus se valeu: a peste bubônica ou a poliomielite? Não sabemos.31-32 Este é um detalhe que revela conhecimento da situação local. • 7. As pragas ocorreram durante u m período de seis meses a u m ano. o dia em que feriu mortalmente os primogênitos dos egípcios. Ele fez com que o "deus N i l o " trouxesse ruína em lugar de prosperidade. Anunciou a vinda de cada uma c podia fazê-las cessara qualquer momento em resposta a oração. deixando-o tomar suas próprias decisões. • A dureza de coração d o Faraó Veja em 4. Deus não interferiu. . mais que ansiosos em vê-los partir. E m cada caso Deus d e c i d i u valer-se de desastres naturais para c o n f u n d i r o Faraó e os deuses do Egito (12. Os pães sem fermento evocam a rapidez da sua partida (não havia tempo para usar fermento c deixar o pão crescer). As ervas amargas representam todo o sofrimento que suportaram no Egito. ( F o r a m literalmente "todos" os primogênitos.36: A m o r t e r o n d a a terra A preliminar havia terminado: a advertência de Deus em 4. de modo que no final o poder de Deus ficou evidente para todos.21-29). assado sobre o fogo. O s acontecimentos seguem uma ordem lógica. Ê x 11. foi eliminado.25 Antes da construção da grande represa de Assuã. de certa forma. importante item de exportação.22-23 estava prestes a se realizar. (A época é março/ abril. pagos pelas roupas e jóias entregues pelos egípcios. Não importa como aconteceu. o fato é que não se tratava de m e r o " a c a s o " . O linho era vital para a importante indústria de tecelagem egípcia. Veja "A Páscoa e a Última Ceia". demonstrando seu controle absoluto. Mas para Israel era o início. E o poder de Rá.) O cordeiro o u cabrito da páscoa.) U m a nova festa foi instituída c um novo ano (religioso) começou. As rãs (associadas aos deuses egípcios da fertilidade) trouxeram doença ao invés de fecundidade.

foram dadas instruções adicionais sobre a celebração da Páscoa: quem poderia participar e onde deveria ser comemorada. Em capítulos subseqüentes fica claro que isso era gente demais para uma sobrevivência no deserto. os israelitas enfrentaram seu primeiro grande teste de fé. • 13. As vezes também faltava água. Primeiro Moisés conduziu o povo num grande hino de triunfo: Deus salvou Israel.21 dá o mesmo número. • 600. 2 5 O êxodo do Egito Êx 1 2 . 3 7 — 1 3 . 165: Ex 1 2 . mas o grande fato indiscutível é que Deus libertou o seu povo. com água pela frente e o exército do Faraó vindo ao encalço deles. fica claro que Deus jamais exigiu o sacrifício de um filho. Começa a viagem em direção à fronteira.14). • 13. Ê x 15. Quando os israelitas d e i x a r a m o Egito.Êxodo do deserto? A nuvem e o fogo eram fenômenos sobrenaturais? Na Bíblia. Pode-se questionar o tempo exato que o povo ficou no Egito ( G n 15. onde Deus forneceu um carneiro para ser sacrificado no lugar de Isaque. apesar da tradição que havia em Canaã. e nem todos os carros de guerra se perderam. É possível que se usasse um número alto simplesmente para indicar "muitos".000 homens ( 1 2 . porém. embora o povo tivesse aprendido a sobreviver com pouca água e seus acampamentos tenham se espalhado para que se pudesse usar várias fontes de água a cada parada da viagem. 3 7 ) N m 11. afastando-se do delta do Nilo. A vitória foi ganha às custas de Faraó. • Os ossos de José (13. 17-18 Não há menção do afogamento de Faraó. clamando a Deus e acusando Moisés de traição. Deus concedeu o maná.21 A coluna de nuvem era um redemoinho A oitava praga foi uma nuvem de gafanhotos que devastou o Egito. seus "despojos" incluíam jóias d e prata e o u r o .11-13 Deus escolheu os levitas para representar todos os primogênitos de Israel: "são meus". Esses acontecimentos deveriam ser comemorados de duas maneiras: • Durante um p e r í o d o de sete dias após a Páscoa as pessoas d e v e r i a m comer pães sem fermento. Contando mulheres e crianças. em l e m b r a n ç a da f o r m a apressada como saíram do Egito. Ê x 14: P e r s e g u i ç ã o ^ e desastre Presos entre o mar e as montanhas. • Como a l i b e r d a d e de Israel h a v i a s i d o comprada com a morte dos primogênitos dos egípcios. 3 7 — 1 9 . • 13. O "mar Vermelho". 166).24-25. Mas Deus fez as águas retrocederem para que pudessem atravessar sãos e salvos. esta certamente era ela. é "mar de Juncos" (veja mapa na p. • 13.16 Veja texto e ilustração de Dt 6.16 diz "quarta geração"). E assim Israel entendeu que eram verdadeiras as palavras de Moisés: "Vocês não terão de fazer nada: o S K N H O R lutará por vocês" (14.15 A partir de G n 22. • Vs. E em Nm 3.1-21: O c â n t i c o d e v i t ó r i a Sc houve uma vitória que merecia ser contada às gerações futuras. sem que se tivesse feito um censo exato. tanto a nuvem quanto o fogo são símbolos associados a Deus.13-14). introdução).8. destruiu seu inimigo. Depois Miriã e todas as mulheres cantaram o refrão e dançaram de alegria. fazendo as paredes de água desabar sobre as tropas de Faraó. 2 2 : F u g a n o t u r n a Como Deus havia previsto ( G n 15. Antes disso. numa tradução mais exata. O povo estava indo para o leste. Assim. após quatro séculos numa terra estranha Israel estava livre. . E entraram em pânico. Estes colares egípcios datam d a época d e Moisés. o total seria de 2 a 3 milhões de pessoas — um número bastante alto. os p r i m o g ê n i t o s da nação pertenceriam de forma especial a Deus e deveriam ser "resgatados".19) Veja G n 50. A canção é um belo exemplo de poesia semítica antiga (veja "Poesia e Sabedoria".18 O "deserto" era uma região de estepes na qual os animais podiam pastar. e o destacamento que perseguiu os escravos foragidos foi destruído — um golpe duro o bastante.

uma profetisa posterior (Jz 4.7: C o n d i ç õ e s adversas No deserto. uma obra que não foi preservada. enquanto Moisés levantava seus braços em oração.8-16: A t a c a d o s ! Josué (o homem que seria sucessor de Moisés) liderou u m g r u p o seleto contra os amalequitas.7-11).16 É possível que esse relato fizesse parte do Livro das Guerras do S E N H O R (Nm 21. embora não fosse israelita. v o l t a r a m para o norte antes d e atravessar e. Este incidente. Mas foi Deus quem deu a vitória. assustados tom os relatos de gigantes na terra.s e . Monte Sinai/Hcxebe .7-9. terrível.22 Os sacerdotes só passaram a existi! c o m o o r d e m após estes acontecimentos no Sinai.. . p o r q u e não estavam p r o n t o s para e n c o n t r a r as forças d o s filisteus. N ã o fica claro quando Zípora retornou para casa. A travessia provavelmente aconteceu e m a l g u m l u g a r entre Q a n t a r a (46 km a o sul d c Porto S a i d ) e o norte d e Suez. falou. Mas em questões religiosas. a o s u l .33 Veja também H b 9. • 19.18-25). BK Moisés envia homens para espionai a letra de Canaã — eles vão até Hebrom e voltafn. como j u i z .20 e x p l i c a porquê.16) U m j a r r o c o m capacidade de 2 litros. o povo logo ficou sedento e faminto — c rebelde. (¡alto de Suez. Mas eles marcham para Canaã — e são denotados. foram para Sucote.22—17.13) Veja " C o d o r n i z e s " em Números.4. • 18.4).8-12 — e o contraste feito em H b 12. os amalequitas são pouco mencionados. O " m a r V e r m e l h o " ( o u mar d e J u n c o s ) p o d e se referir à região d o s lagos A m a r g o s o u a o golfo d c S u e z . . T r o v õ e s . Moisés levou o p o v o de Deus ao monte Sinai.2). Jetro. f o g o e terremoto anunciaram a presença de Deus e demonst r a r a m seu p o d e r (20. se rebelam. os requerentes ficavam cm pé. em L v 15. Ê x 19: O a c a m p a m e n t o n o Sinai C o m o Deus p r o m e t e r a ( 3 . descendo pelo oeste d a península • d o S i n a i . Êx 15.31) Não podemos saber com certeza o que era esse "maná". 1 2 ) . tornaram-se sinônimo de rebeldia (veja H b 3. para o s u l . Ali Deus estabeleceria sua aliança com a nação. era considerado um homem piedoso. Oeos dii que deverão ficar no deserto. Aqui Deus proveria uma maneira de ensinar ao p o v o obediência e dependência diária dele. Ê x 17. N o Egito havia abundância de peixe.por 40 anos. e os nomes Massa e M e r i b á . Depois da "guerra santa" de Saul ( I S m 15). • 17. ele aprendeu com Moisés (8-11). c cessou de repente quando entraram em Canaã. Sabe-se que a rocha calcária d o Sinai retém umidade. • Á g u a da rocha (17.13 Moisés. Ele foi bem recebido e seu conselho foi seguido. Ê x 18: S á b i o c o n s e l h o O fardo da liderança era pesado e a sugestão prática de Jetro no sentido de reorganizar e delegar tarefas foi sábia. i I Miriá" pegou seu tamborim e liderou a dança após a travessia triunfal d o mar •Vermelho". H f J s israelitas. mesmo q u e mais p r ó x i m a ( 1 3 .24-26.6) Deus mostrou a Moisés o local. • Maná (16.15 " P r e p a r e m . mas é possível que tenha acontecido logo após o incidente registrado em Ê x 4. ficava sentado. Os amalequitas possivelmente tentavam expulsar os israelitas de um oásis fértil.14. novamente. O s israelitas n ã o p e g a r a m a rota costeira. • G ô m e r (16. • 19. e começaram as reclamações.Pentateuco • A profetisa (20) Miriã certamente alegava ter sido a porta-voz de Deus ( N m 12. embora vários fenômenos naturais tenham sido sugeridos. O a v a n ç o d e v e ler sido lento: n o m á x i m o entre I S e 2S km p o r dia. E m vez disso. a exemplo de Débora. O S e n h o r D e u s . não se acheguem a m u l h e r " — v e j a " p u r o e i m p u r o " . Fora do Egito: as peregrinações no deserto N ã o há certeza quanto aos locais mencionados nem q u a n t o à rota. Não demorou. t r i b o n ô m a d e descendente de Esaú.14). • 16. de frutas e legumes — e não havia falta de água. santo. compare a experiência de Elias no mesmo local — l R s 19. Esta substância foi o alimento básico dos israelitas durante 40 anos. 1 7 ) . Outra descrição aparece em Nm 11. • Codornizes (16. inacessível. r e l â m p a g o s .

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a palavra e o pensamento. Na Bíblia. o sexo.12b) e "maldições" (5. As primeiras três "palavras" dizem respeito ao relacionamento d o povo com Deus. teu Deus. Este resumo e ponto culminante d o pacto ou da aliança de Deus com seu povo estabelece uma norma ética básica que se aplica a todos os povos de todos os tempos (já que estas são as instruções d o "Fabricante". Ê x 20. Deus estabelece os padrões para os relacionamentos familiares. Na forma elas seguem o padrão dos tratados conhecidos n o Oriente Médio no século 13 a . conhecida como "o livro da aliança". Êx 20.33: O c ó d i g o d e leis Esta seção. • Não há divisão entre a lei civil e religiosa. Agora Deus pronuncia as palavras que orientam o viver. ex. do Criador). 6. leis casuísticas. leis civis. Não terás outros deuses diante de mim. O b r i g a ç õ e s impostas a o vassalo (3-17). que te tirei do Egito. morais e religiosas são inseparáveis."' Palavras iniciais d o s Dez M a n d a m e n t o s .168 Pentateuco Êx 20—40 Leis e um tabernáculo para Deus • • • "Então. principalmente os tratados entre suseranos e seus vassalos (veja 'Alianças e tratados no Oriente Próximo"): T í t u l o : identifica o autor da aliança (2a). impõe respeito pela vida humana. e as sete restantes. estrangeiros). o código judaico tem várias características distintas: • O código como um todo se baseia na autoridade de Deus. demonstrando a preocupação de Deus pela vida toda. e "estatutos" o u ordens diretas. não de um rei. a propriedade. órfãos. o u seja. A maioria dos códigos orientais lida apenas com questões legais: a religião e amoral são tratadas em outro lugar. a c o m p a n h a d a s p o r " b ê n ç ã o s " ( p .7b). essas dez "palavras" constituíram a base da lei de Israel. P r ó l o g o h i s t ó r i c o : descreve as relações passadas entre as duas partes (2b). Ê x 20.. preservadas na arca da aliança. Embora semelhante cm forma a outros códigos de lei da Ásia ocidental antiga. C . • H á uma só lei para todos.22—23. da terra da escravidão. revela um conceito elevado da vida humana. Merecem destaque especial as leis que protegem os fracos c indefesos (escravos.37-40). Deus falou Iodas estas palavras: 'Eli SOU O SliNHOR.1-3 Este é local d o acampamento israelita diante d o monte Sinai. Como Jesus disse. viúvas. ao relacionamento das pessoas entre si. os mandamentos se resumem a amar a Deus e ao nosso "próximo" (Mt 22. . isto c. Deus pronunciou as palavras que deram origem à v i d a . Consiste em "julgamentos". Deus nos fez: quem mais pode determinar a melhor maneira de viver? Escritas em tábuas de pedra.1-21: O s D e z M a n d a m e n t o s No princípio.. • O fato de haver penalidades fixas. é o registro mais antigo que temos da lei judaica. pouco importando a posição social do indivíduo. delimitadas (para cada crime um castigo específico). Os mandamentos demonstram a preocupação de Deus com todos os aspectos da vida humana.

O autor quase não tem palavras para descrever a comunhão indescritível que se seguiu ao sacrifício e completou a aliança. Muitos dos materiais usados foram trazidos '•Ilido que Israel precisava inicialmente para ser salvo tio Egito era aceitar a liberttição que Deus estava operando." K. em outras palavras. A ilustração à p..22) eram crimes para os quais estava prevista a pena dc morte. ofensa.1-17. 1 3 ) : os direitos dos escravos (21. Ele e Arão seguraram os braços de Moisés em oração durante a batalha com os amalequitas (17. Aqui.1-2). obrigações sociais c religiosas (22. homicídio c ameaças à vida humana (21. a bestialidade (característica da religião cananéia) c a prática da aios homossexuais (veja Lv 20. c no período entre sua ressurreição e ascensão. Êx 24: S e l a n d o a a l i a n ç a 0 povo aceitou a aliança e esta aprovação foi formalmente selada por um sacrifício especial e por uma refeição tomada pelos representantes do povo na presença de Deus." . A estrutura da tenda propriamente dita era revestida com cortinas de linho. roubo e dano à p r o p r i e d a d e ( 2 1 .. • As intervenções de Deus em favor de seu povo obediente (23. na jornada de Elias ao Horebe. a vida sedentária e agrícola que Israel teria na terra de Canaã. do Sinai ao rio Eufrates — foram atingidas por um breve período na época de Davi e Salomão. e eles saberiam que Deus não era uma divindade local cujo poder se limitava ao Sinai. não se trata de uma planta completa. • Ela não ficará livre (21.23-24 A vingança ou retaliação tem limites rígidos: uma vida por uma vida. 3 3 — 2 2 . o "mar Vermelho (ou mar dos Juncos)" é claramente o golfo de Acaba. Agora é introduzida a idéia tie que a obediência é necessária assim como a/é.19). • 23.20-33). • Viram o Deus de Israel (9-11) N o Oriente Médio. • 22. Estes regulamentos ampliam. • 21. 1 — 2 3 . da colheita dos primeiros frutos e do encerramento da colheita (23. encimada por dois revestimentos impermeáveis (feitos de peles de carneiro tingidas de vermelho e de couro fino). • 22. Jesus excluiu por inteiro a possibilidade de vingança ( M t 5. 19.7) O senhor dela ainda é responsável por sua escrava-esposa. mas a pena de morte era a sentença a ser aplicada naqueles tempos do AT. não uma carnificina sem fim. prefabricados. semelhantes à tenda dc Deus (o tabernáculo). Por exemplo.16-31). • Nadabe e A b i ú (1) Dois dos filhos de Arão. • Leis relativas às três festas principais — festa dos pães sem fermento. no episódio dos espias em Canaã.1-11). desonrados ( L v 10. A .19 No Israel antigo. O sangue aspergido sobre o povo e sobre o altar uniu as duas partes no acordo. A passagem pode ser resumida da seguinte forma: • Instruções gerais sobre culto o u adoração (20.12-32). Agora.1-13). C o l e " O decálogo. O número 40 aparece em praticamente cada nova etapa da história de Israel: no relato do dilúvio.22-26) • Leis civis ( 2 1 . Na área dos relacionamentos pessoais. 'Icmplos |x>rtáteis. • Hur (14) Obviamente trata-se dc uma pessoa importante cm Israel. com detalhes. o resumo de Èx 20. que mais tarde acabariam morrendo.18 A feitiçaria é condenada também no NT (At 13. Deus deu a Moisés instruções para construir uma tenda especial: Deus devia ter uma morada como as dc seu povo e viver entre eles.38-42). o teto dessa tenda podia ser horizontal ou erguido com uma estaca. Êx 25—27: O t a b e r n á c u l o Deus havia tirado o povo do Egito. foi sobre a ruchu Saltclu IÍIIS Tábuas ida leij que a civilização <H illcilllll loi edificada.27).10. embora a descrição seja minuciosa. fazer uma refeição com alguém é uma forma toda especial dc se (cr comunhão com essa pessoa. • Quarenta dias e quarenta noites (18) Certos números têm significado especial na Bíblia. cada uma das partes estava jurando mantê-lo sob pena dc morte. deu forma. justiça e direitos humanos (23. 177 mostra a estrutura básica c a posição da mobília.12).31 Aqui. propósito e um plano para a vida. A legislação tem em vista o futuro. Estas fronteiras "ideais" — do golfo dc Acaba ao mar Mediterrâneo.13 e nota em Lv 18. Deus os guiaria e acompanharia aonde quer que fossem.Estas são as leis de um Deus que se importa. pois a rebeldia de Israel ainda não havia condenado o povo a passar 40 anos na península do Sinai. Esta é a famosa Lei do Talião: um regulamento que se destina aos juízes no tribunal.14-19). faltam alguns pontos ou detalhes. na tentação dc Jesus no deserto.11 A terra também merece descanso: Deus preserva e alimenta os animais selvagens assim como cuida da humanidade. já eram construídos no Egito no período anterior ao êxodo. Embora culturas orientais anteriores tivessem tido temporariamente a noção de que a justiça agradava aos deuses. como sinal visível de que este era seu p o v o . • 23. sobre as quais havia uma cobertura de pano feito de pêlos de cabra. Estabelecera os termos da sua aliança e estes foram aceitos. 1 5 ) . De fato. um Deus que é "misericordioso" (22.

170 Pentateuco Um estilo de vida: os Dez Mandamentos Philip Jenson Tendo saído do Egito. Entretanto. Na comparação entre as versões de Êxodo e Deuteronômio.28. por causa de desobediência (Êx 20.1.5). Oito dos mandamentos têm formulação negativa ("não. Maimónides ciai. dizendo quem é Deus e como o povo deveria viver. "Se guardardes os meus mandamentos.1-17. No AT. Nas palavras d o salmista. a palavra veio a ser usada como título do Pentateuco." A forma positiva do primeiro dos Dez Mandamentos é esta: "Não terás outros deuses diante de mim" (Dt 5.22). Em termos de genérico e específico. por graça. Primeiro Deus salva. Outras leis são bem específicas. Amarás o S E N H O R teu Deus de todo o teu coração. mas estes simplesmente definem o espaço ou os limites dentro dos quais os israelitas podiam viver com segurança. dizendo-lhe como deve viver. onde fizeram uma aliança com Deus. "A Torá é verdade. então. o SENHOR é um. para sermos mais exatos. Vários mandamentos aparecem em outros documentos de natureza ética ou em códigos de leis. geralmente. 10. Era possível incorrerem castigo. de bom grado. são válidos para sempre. e de graça.1). Deus entregou os Dez Mandamentos. "Torá" é. pois as histórias e também as leis nele contidas eram instrução para o povo. que te tirei da terra do Egito" (Êx 20. Ali. onde se enfatiza que esses são os mandamentos e que não haveria outros (Dt 5. não apenas u m a lista de regras. teu Deus.4). Agora. em princípio.19). havia também a necessidade de ser sele- Sua importância se deve ao fato de terem sido as únicas "palavras" faladas diretamente por Deus. e dez é o número que simboliza aquilo que é completo. Eles têm por objetivo apresentar um quadro abrangente da vida de obediência a Deus. que aparecem em Êx 20. São dez ao todo.13. Deuteronômio faz distinção entre "o mandamento" e "os estatutos e juízos" (Dt 6. os membros do povo de Deus. Todas as outras leis vieram por meio de Moisés (Êx 20. e o objetivo de conhecê-la é viver segundo ela". mas isto é reflexo da flexibilidade com que a Bíblia em seu todo trata dessa questão da lei. lei é muitas vezes considerado algo universal e impessoal. É a palavra bem pessoal que Deus fala ao seu povo.7).. Israel. mas o Pentateuco insere os mandamentos num contexto histórico e teológico todo espe- . que o povo de Deus viva de maneira que agrade a ele. aparecem pequenas variações.. só então ele conclama o povo a mostrarse agradecido e ser o b e d i e n t e ."). Diante do que Deus havia feito por eles. o S E N H O R nosso Deus. os Dez Mandamentos são. com a finalidade de possibilitar ao povo cumprir a sua parte do acordo (ÊX 19. A forma positiva do "mandamento" é o famoso Shemá (Dt 6. traduzida por "lei". Existe outra passagem que traz os Dez Mandamentos na íntegra: Dt 5. o Decálogo (Êx 34. para todos. Mais tarde. literalmente. e estas se encontram em Êx 21—23 e Dt 12—26.. mas este não era o propósito maior do mandamento. disse Jesus aos seus discípulos (Jo 15.. mas requer-se. A lei que Deus d e u a seu p o v o era um eslilo d e v i d a . é lâmpada para os pés e l u z p a r a o caminho d e rodos que p r o c u r a m segui-la. Foram gravados em pedra para mostrar que. as "dez palavras". Dt 4. Diferentes t i p o s d e lei Algumas leis são mais amplas e universais do que outras. permanecereis no meu amor".10).5). os Dez Mandamentos constituem um meio-termo. "instrução" ou "ensino". Oqueéa"Torá"? A palavra hebraica "torá" é. acolhem a lei e prometem cumpri-la. os israelitas chegaram ao monte Sinai.4-9): "Ouve.6-21. No NT aparece o mesmo padrão: a nova vida em Cristo está disponível.2): esta é a base para tudo o que segue. O d o m d e Deus ao seu p o v o "Eu sou o SENHOR.

pois nem mesmo a um escravo se permitia que trabalhasse no dia que Deus santificou. 0 nome do Senhor 4 . A interpretação dos mandamentos 0 que significa "não matarás"? Nem sempre está claro o que um mandamento significa. Não roubar 8.Sábado 4.36-40). não havia diferenças de classe. Não matar 6. ou uma ovelha.15). As leis mais específicas examinam casos mais difíceis e estabelec e m diferentes níveis de desobediência e castigo. Não matar 6. Estes introduzem os mandamentos seguintes. • 0 mandamento do sábado já faz a conexão entre a atitude em relação a Deus e a atitude em relação ao próximo. há diferença entre crime culposo (involuntário) e crime doloso (intencional). em parte alguma se encontra a mesma concentração de mandamentos num mesmo texto. 0 nome do Senhor 3.Sábado 4 . Não roubar 8. Ornais i m p o r t a n t e em p r i m e i r o l u g a r A ordem dos mandamentos é altamente significativa. Não fazer imagens 3. que dizem respeito ao comportamento na comunidade. Êx 20. Não dar falso testemunho 10. Não ter outros deuses 2. •iò tradição reformada (seguida neste artigo). Honrar os pais 5. se for propriedade do templo ou da coroa. ou um barco. em grande parte. deverá restituir dez vezes mais. e já podemos ver isso em andamento nos mandamentos mais longos. Não malar 7. à mudança das circunstâncias. Não dar falso 9. mas todos aceilavam a autoridade mais ampla e abrangente dos mandamentos. Não cobiçar 10. (Lei 8) Em Israel. Não adulterar 8. Introdução 1. Por exemplo. Não dar falso testemunho testemunho 9. no código do rei babilônio Hamurábi {foto ao lado) aparece o seguinte: "Se um cidadão roubou um boi. como se vê em Êx 21. não fazer imagens não fazer imagens 2 . e o duplo "não cobiçarás" forma um único mandamento. de tempos em tempos. Não ter outros deuses. Não cobiçar a casa 10. Mão cobiçar 1.10) como no êxodo (Dt 5. se a propriedade é de um vassalo. Códigos de lei no mundo antigo Há vários paralelos entre os mandamentos da Bíblia e as leis que aparecem em códigos elaborados por vizinhos do povo de Israel. ou um jumento. pois esse quadro só podia ser apresentado de forma esquemática.2 é visto como o prólogo. se chegasse a conclusões diferentes. Por exemplo. Não adulterar 7. Não adulterar 7. e não havia previsão de pena de morte por causa de roubo (Èx 22. No contexto israelita. a necessidade de matar no contexto das guerras era tão evidente que nem era preciso discutir essa questão! É possível que. Em muitos casos também há significativas diferenças no que diz respeito a detalhes. Não cobiçar a mulher .•ocio 171 tivo. Sábado 5. • Os primeiros quatro (na contagem reformada) tratam da questão fundamental da atitude do povo de Israel em relação a Deus. Entretanto. se o ladrão não tiver como restituir. mas. 0 nome do Senhor 3.1). ao passo que. devido. ou um porco. Honrar os pais 6. Jesus reafirmou esse vínculo em seu resumo da lei em dois mandamentos (Mt 22. Não roubar 9. Há diferentes sistemas denumeração dos mandamentos. a proibição das imagens é um mandamento distinto. 2 . Os mandamentos pedem para serem interpretados e aplicados.12-14. Não ter outros deuses. Abaixo aparecem algumas das opções de numeração: Judaica Católica/Luterana Reformada 1. Honrar os pais 5. A lei do sábado se fundamenta tanto na criação (Êx 20. deverá ser morto". ele deverá restituir trinta vezes mais.

trazendo salvação.5-6). procuram estabelecer um reino de justiça e paz..23). No final. de modo geral. Já atravessamos o mar Vermelho.. Letra e espírito O contexto.172 Pentateuco "A Lei foi dada depois que Deus havia salvo o seu povo. Os cristãos não tentam ser bonzinhos para chegarem ao céu. a lei. e não um pré-requisito para a mesma". Os profetas fizeram severa crítica àqueles que tentavam subverter ou descartar os mandamentos (Am 8. Deus já agiu. fundamentado no amor a Deus e ao próximo. o décimo mandamento vai além da ação externa e trata da motivação interior. Israel não procurava cumprir a Lei para obter salvação. .21 -48). Cristo já morreu e ressuscitou. Em consonância com outros textos bíblicos. não antes. e os Dez Mandamentos. Marcus Maxwell Depois do mandamento do sábado. Este aponta para o valor fundamental no desdobramento da lei: estabilidade e harmonia na família. o único outro mandamento positivo é o que manda honrar os pais. Ser obediente a Deus é uma resposta à salvação.2). pois. sem honra.5). o conteúdo e o tom dos Dez Mandamentos refletem uma consciência de que o espírito da lei era tão importante quanto a sua letra. Também Jesus criticou seus contemporâneos por interpretarem os mandamentos de forma muita restrita (Mt 23. É o único mandamento que vem acompanhado de promessa (Ef 6. uma ênfase que Jesus aplicou também a outros mandamentos (Mt 5. de forma especial. a sociedade entraria em colapso e os objetivos que Deus tem para a família de Abraão não seriam alcançados (Êx 19.

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13 O imposto era uma pequena quantidade de prata (6g). não por causa dele. O pecado desqualifica todos de entrar na presença de Deus.2). para que o tabernáculo de Deus fosse o mais digno possível o u estivesse à altura de Deus. a didraema (duas dracmas) tornou-se o imposto anual do templo ( M t 17. . Deus mobilizou todas essas habilidades para a construção do seu tabernáculo. e a figura do sumo sacerdote e a legenda em " O Sacerdócio no A T " . mas como convém àquele a quem ele serve e representa. mas não podia haver familiaridade. • Arca da aliança (ou d o testemunho) Esta era uma caixa de madeira transportada com varas. O v. era prático converter as riquezas em jóias. fazendo expiação pelo seu pecado. Ele estaria com seu povo. além disso u m pote de maná. a de representante do seu povo. a p ú r p u r a . • 28.30) Dois objetos que representavam "sim" e "não". E x 28—30: O s sacerdotes e seus deveres Se o tabernáculo de Deus devia ser um lugar de beleza e esplendor.J o y Davidman "O conceito bíblico de sociedade se baseia. • Os sininhos na barra da sobrepeliz de Arão (28.20 A orelha para ouvir e obedecer a Deus. 0 homem só poderia aproximar-se de Deus nos termos que Deus havia estabelecido. que as pessoas podem adorar do jeito que bem entenderem. do Egito (11. revestida de ouro e medindo cerca de l. A madeira é escassa no deserto do Sinai. Também eram p r o d u z i d o s b o r d a dos finos. O s sacerdotes e todo o equipamento deviam ser separados especialmente para o serviço do Senhor. polidas e gravadas (como as de A r ã o ) . Suas vestes tinham o propósito de lhe conferir "dignidade e beleza" (28.1-11: H a b i l i d a d e s especiais Q u a n d o Deus escolhe as pessoas para um trabalho específico ele também as capacita para essa tarefa. • Estola sacerdotal (25.22m x 76cm x 76cm. e ter seus pecados expiados por sacrifício para poderem assumir seu cargo.6-14. • 25. • 29. a mão e o pé para trabalhar para ele. Arão e seus filhos deviam ser purificados e vestidos. Q u a n d o não havia bancos. era extraída do molusco m ú r e x ) .24).7) Veja 28. Deus estabeleceu os termos que possibilitariam sua morada entre seu povo. Ao tempo do NT. As peles provinham dos rebanhos dos próprios israelitas. O u r o e prata eram forjados e deles se faziam padrões bastante elaborados. Enfatizam o bem comum ao invés do benefício pessoal. e mais tarde a vara de Arão.2-3) e voluntariamente ofertados pelos israelitas. usada pelos ricos. tecer e no uso de corantes naturais (o escarlate era obtido do inseto conhecido como cochonilha. a acácia é uma das poucas árvores que cresce ali. Nela eram guardadas as duas pequenas tábuas de pedra em que estavam escritas as "dez palavras". O Deus vivo não é um ídolo impotente." J o n a t h a n Sacks A arca da aliança era feita de acácia. que podiam ser usadas e transportadas com facilidade. o sacerdote também devia estar vestido adequadamente.. Pedras preciosas e semipreciosas eram lapidadas. As pedras preciosas gravadas com os nomes das doze tribos indicam sua outra função. Os "querubins" provavelmente eram esfinges aladas com semblantes humanos que representavam os espíritos mensageiros de Deus. • O Urim e o Tumim (28. não nos contratos. • 30.33-34) Provavelmente para garantir que ele não entrasse na presença de Deus sem se anunciar. Ê x 31.. Não se sabe exatamente como eram usados para descobrir a vontade de Deus. A arca era o símbolo visível da presença de Deus.37 As lâmpadas do candelabro eram a única fonte de luz no tabernáculo: o santo dos santos ficava completamente escuro. • A consagração Cada elemento dessa elaborada cerimônia indicava a "alteridade" o u "distância" de Deus. mas na aliança. Assim.42 A exigência de roupa de baixo para os sacerdotes contrastava com a nudez ritual de outras religiões. Os povos do O r i e n t e M é d i o antigo eram hábeis na arte de fiar. 3 é uma das primeiras referências ao "Espírito de Deus". Alianças tem a ver com deveres em vez de direitos. As habilidades destes artesãos são dons espirituais para o serviço de Deus e os nomes dos dois entraram para a história. que é uma das poucas áivores que cresce no clima seco d o "deserto" d o Sinai.

mas seres humanos só podem ver Deus em sua passagem. " I r m ã o " significa compatriota.is.18) Moises queria ver Deus como ele é. mais provavelmente adoradores pegos ao acaso. sem a presença de Deus.simbolo d e fertilidade e foiça n o Egito. o povo pediu uma réplica dos antigos deuses do Egito. não só fez o bezerro. mas Israel foi salvo pela oração altruísta de Moisés. e não p o r enigmas". foi recentemente rinonlrado em Israel. o dia do descanso. • Peço-te que me mostres a tua glória (33.46-50).8 acrescenta como explicação: "claramente. talvez alguns líderes. Cole). O que se seguiu foi uma "guerra santa": alguns foram castigados como exemplo. a terra prometida não seria nada.A.17: Cansadas de esperei por Moises. mas Israel perdeu a presença dele e.14 Deus levou em consideração a reação humana. como também o identificou com Deus. Mais uma vez Moisés intercedeu pelo povo num momento de crise. • Face a face (33. "Eles eram um povo escravo. Êx 3 2 : U m b e z e r r o d e o u r o para a d o r a r Apenas seis semanas após fazerem o voto solene da aliança com Deus. com sua '"casa".1 8 : U m d i a d e d e s c a n s o A maneira como o sábado. As tábuas quebradas p r o c l a m a v a m dramaticamente que a aliança havia sido rompida. • 32. Tal pecado não podia deixar de ser castigado.26-29 " Q u e m é do SüNHOR?" A própria tribo de Moisés. se colocou do lado de Moisés. A morte era a penalidade para aqueles que violassem a aliança. Êx 3 1 . somente nas coisas que ele fez. mas agindo de maneira diferente.11) N m 12. nem tanto "arrependendo-sc". que lhes truriu a lei d e Deus. os israelitas persuadiram A r ã o a fazer-lhes um b e z e r r o de o u r o . Este pequeno bezerro (foto). o sumo sacerdote de Deus. que ainda tinha a mentalidade de escravos. A resposta de Deus o incentivou a pedir que Deus se revelasse a ele em todo o seu esplendor. é observado é um indicador da saúde espiritual do povo. os levitas. Mas até laços de família eram menos importantes que lealdade a Deus (veja as palavras de Jesus: Mt 12. por mais que Deus os tivesse libenado" (R. • 32. A obediência nisto c uma prova da sua obediência a üeus também em outras áre. Ê x 33: A g l ó r i a d e D e u s Deus não voltaria atrás na sua promessa. . 1 2 . E Arão.

C . eles providenciaram materiais que seriam usados na construção de uma complexa tenda que viria a ser chamada de "tabernáculo". O tabernáculo representa a plenitude e o ponto alto da redenção do povo de Deus. o monte Sinai representa o cumprimento de metade da promessa de aliança feita em Ê X 6.7: "Farei com que vocês sejam o meu povo". c o m dou i c o m p a r t i m e n t o s . Ali Deus havia habitado no meio deles e eles viram a manifestação visível da presença dele. É ela que é o padrão de obediência que Deus requer do povo comprado com sangue (v. deu-lhes um meio de viverem e andarem com ele. Este é o significado maior do tabernáculo. Mas uma vez feita expiação do pecado.6) significa que é por meio do sangue derramado que o povo pode chegar ã presença de Deus. "a nuvem cobriu a tenda da congregação. com suas 12 colunas (v. ex. de fato. Deus queria que o seu povo sempre levasse consigo os valores aprendidos no monte Sinai. A presença d e Deus E que dizer da outra metade da promessa de aliança? Deus havia dito também: "e eu serei o seu Deus" (ÊX 6. O s exemplos qur I \ f o r a m e n c o n t r a d o s possuem unia estrutura d e viga*! f . Tudo o que Deus havia feito tinha em vista este propósito final: "habitarei no meio dos filhos de Israel" (ÊX 29.34). m o n t a d a d e n t r o d e u m espaço f e c h a d o o n d e e r a m o f e r e c i d o s o s sacrifícios. criando uma identidade entre eles e o sacrifício feito por eles tanto inicialmente como pelas fraquezas e pecados do dia a dia. No dia em que essa estrutura finalmente ficou pronta e foi erguida. Ao fixar residência entre eles. esse relacionamento deveria ser permanente. armando a sua Tenda entre as tendas deles. Eles não ficaram A idéia básica d e u m a estrutura portátil é atestada n o lígito desde antes d e 20üt) a . 40. simboliza que todo o p o v o de Deus estava na presença dele (pois havia 12 tribos de Israel). instruídos por Moisés.7). Ê X 25. • O povo se compromete com uma vida de obediência. Assim.8). Foi durante a permanência naquele lugar que.34-38). q u e m e s t a v a n o c o m a n d o e r a m o s s a c c r d o u l e levitas. o Deus deles.42-46.7). Naqtxi tj espaço.4). o Senhor realiza esse segundo tipo de identificação com o seu povo. no sangue derramado. e a glória do S E N H O R encheu o tabernáculo" (Êx 40. e Moisés bor- rifa o povo com a outra metade do sangue (v. Moisés apresenta ao povo a lei de Deus. • A seguir. as pessoas podem ser trazidas a Deus e desfrutar da sua presença. O tabernáculo representa algo ainda mais intenso ou profundo do que a experiência no Sinai (compare 24. a grande ênfase é a presença de Deus. • Mas Deus não estava apenas dando-lhes algo que pudessem lembrar.43-46).18 com 40. A cerimônia A cerimônia descrita em Êx 24 coloca a entrega da lei em seu devido contexto. O Senhor de fato tinha vindo para habitar entre o seu povo. caminhar com eles.16-22). Ele é. O pecado inevitavelmente significa morte. Todos os dias eles olhavam com temor para a nuvem que cobria a monte (Êx 19.22. • Derramar a metade do sangue do sacrifício no altar (v. 0 povo de Deus estava acampado junto ao monte Sinai.8. pois isto significava que Deus estava chegando para falar com eles. Esta ênfase é expressa de duas maneiras: • Há uma série de textos que tratam deste assunto (p. 29. ele traz afastamento da presença de Deus. ou seja.35).176 entateuco A importância do tabernáculo Alee Motyer O t a b e r n á c u l o o r a u m a t e n d a p a r a D e u s . Deus os trouxera para junto de si e. Em toda a narrativa que trata do tabernáculo. A verdade foi expressa numa pedra. Dela faziam parte os seguintes elementos: • O altar.. Ele decidiu habitar entre eles.

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aparecem. se a religião não corresponder com a vontade de Deus. 27. oração e a eficácia do sangue derramado. que Deus quer que seu povo o adore segundo a vontade dele e não como o povo imagina que deveria ser (veja Mc 7. o altar do incenso (30. em última análise. a descrição deixa de lado o interior e se volta para o exterior: a mobília. É uma narrativa bem ordenada. seguido pelas coisas que estavam dentro dele.10. Is 29. e o propiciatório (a tampa da arca). mas.11-18. e a vontade de Deus determina todo o plano da grande Tenda e de sua construção. Ele decidiu fazer isto segundo o que ele mesmo havia planejado e nada poderia leválo a mudar de idéia.13). Agora. Dentro da arca estavam as tábuas da Lei. não os homens e suas necessidades. com o passar do tempo. pensando bem. o tabernáculo existia como o indispensável "invólucro" para o Deus invisível. pois o propósito de se entrar no pátio do tabernáculo era ter acesso à presença de Deus. A arca d a a l i a n ç a Bem no centro dessa religião teocêntrica ou dirigida pela vontade de Deus estava a arca. quando este descia para estar com o seu povo. a ordem é surpreendente e inesperada. Ao contrário. Mas isso seria o mesmo que começar pelo que é visível. o altar e o pátio (27. Depois dele. Tudo apontava para ela. vã e sem sentido (veja. Ef 2. sobre o qual era derramado o sangue do sacrifício (Êx 25. o projeto do tabernáculo (Êx 25—31). o tabernáculo resume uma verdade bíblica fundamental sobre religião: ela precisa ser moldada pela natureza e vontade de Deus. os detalhes da execução do projeto (Êx 35—40). e que somente através de sacrifício e sangue derramado é que os pecadores podem ter comunhão com o santo Deus (veja Ef 2.31-32.1-8).14). Por que temos de acompanhar o processo de construção do tabernáculo nos mínimos detalhes? Não bastaria o resumo que aparece em Ê X 40. Ao longo do caminho que levava à arca ficava o altar dos holocaustos (Êx 27. depois a cobertura (26. Desta forma. O fator determinante é Deus e sua natureza. Hb 10. para mostrar que o ser humano somente podia se aproximar de Deus por meio de sacrifício. se tornaria cada vez menos importante. quando.78 Pentateuco com o brilho desvanéceme de uma experiência que. Nós até podemos ficar impacientes e nos rebelar. a mesa e o candelabro (25.17-22. toda a estrutura do tabernáculo expressa verdades claras e maravilhosas. O tabernáculo é um resumo visível das afirmações centrais da Bíblia: que Deus habita em seu povo (ICo 3. na verdade. . p.16). Uma r e l i g i ã o c e n t r a d a e m Deus Portanto.. ex. mas Deus é paciente e insiste em continuar. Sempre de novo a Bíblia desmascara a tendência humana de adaptar a religião às suas próprias necessidades e expectativas.10-40).6-13).16-33? Por que dar destaque a cada nova fase do projeto? Certamente para enfatizar esta grande verdade: que nem mesmo os mais audaciosos e obstinados atos de rebeiião humana podem levar o Senhor a desistir de seu propósito de morar entre o seu povo. Esta santidade era a razão por que Deus habitava sozinho (pois ninguém está à altura da santidade dele) e também a razão por que por meio de sangue um pecador podia chegar à presença dele (pois o sangue mostra que uma vida foi entregue em pagamento pelo pecado).19-22).1-6). Portanto. Lv 16. Três entradas correspondentes (Êx 26. A narrativa do tabernáculo é interrompida e manchada pelo episódio do bezerro de ouro (Êx 32—34). A partir de Êx 25. no texto. em todos os detalhes.19-25). Seria de esperar que o "edifício" viesse em primeiro lugar.1-37). o próprio Deus garantia a realidade sempre atual e constante de sua presença.1-19). habitando entre eles. passo a passo. a declaração verbal suprema da santidade de Deus (ÊX 25. Antes desse ato de rebeldia aparece.16-17) levavam até ela. ela será.16.36-37. o tabernáculo expressa a verdade de que o Senhor decidiu morar entre o seu povo. a arca.

Deus demonstrou sua satisfação. simbolizando a renovação da aliança p o r parte de Deus. Quando tudo ficou pronto. O s artesãos foram ao trabalho. A longa comunhão de Moisés com Deus foi demonstrada em sua face quando ele voltou para junto do povo: ele começou a refletir um pouco da glória de Deus (veja 2 C o 3. até ser substituído pelo Templo na época de Salomão. rumo à rerra prometida. Deus instruiu Moisés a que armasse e organizasse o tabernáculo. já que era ele quem tornava a terra fértil. para que fosse consagrado. Durante 300 anos. Q u a n d o a obra terminou. símbolo visível da presença de Deus. N o futuro. Esta seleção específica de leis foi influenciada pela recente idolatria de Israel e também pelas futuras tentações representadas pela religião dos povos canancus. guiando-os pela região montanhosa e semi-árida da península d o Sinai. A nuvem. Êx 3 5 — 4 0 : M o n t a n d o o tabernáculo de Deus Estes capítulos registram como as instruções dadas nos caps. O s primogênitos de Israel pertencem a Deus. o povo entregou suas ofertas e o tabernáculo. eles não deviam esquecer a lei do sábado. 179 suas decorações. o tabernáculo de Deus foi o centro da adoração do povo de Israel. 25—31 foram cumpridas ao pé da letra. .18). e as vestes dos sacerdotes ficaram exatamente como Deus havia prescrito.êxodo Ex 34: A r e n o v a ç ã o d a a l i a n ç a As tábuas foram gravadas novamente. Deus t i r o u seu p o v o d o Egito. ao estarem muito ocupados com o plantio e a colheita. Israel não deveria lançar mão da prática comum entre os cananeus de cozinhar o cabrito no leite de sua mãe com o propósito aumentar a fertilidade. e o lugar ficou cheio da luz resplandecente da glória de Deus. mas seriam "comprados de volta" o u resgatados — não deveria haver sacrifício de crianças como em Canaã. Os primeiros frutos deviam ser trazidos a Deus. Arão e seus filhos foram ungidos para o serviço. cobriu a tenda.

O povo de Deus deve ser distinOs sacrifícios to e diferente das nações à sua volta. unia os ofertantes como família e / o u comuou seja. que acompanhava o holocausto o u a oferta "ame o seu próximo como você ama a si mesmo". sacerdotes (6.13. 6. E.1—5. A famosa afirmação de Jesus. Um livro de regras para sacerdotes do Israel antigo parece despertar apenas o interesse de 1. Elas dizem respeito a Levítico não é muito lido pelos cristãos de cinco tipos de sacrifícios: hoje.24-30): feita para obter Mas que partes de Levítico ainda são válidas? o perdão. eram feitos entre um rei poderoso e uma nação de menor O que permanece e tem valor perene são os importância (Éx 20—23). vem deste livro. e a própria descrição de sacrifíoferta em que o animal inteiro era queimai cios de sangue é repulsiva para muitos.6). 6. o caráter imutável de Deus. naquele tempo. 2. do mundo".8-13): a única alguns curiosos. O h o l o c a u s t o (cap. 7 ) . baseia-se nos uma oferta de ação de graças. A o f e r t a p e l o p e c a d o p o r ignorânc i a (4. foi organizado por um escritor as boas novas começaram a ser pregadas entre os que viveu depois do tempo de Moisés. É mais se aplicam. conceitos estabelecidos em Levítico. cuja religião Essas instruções se d i r i g e m . Muitas das detalhadas regras de saúde No Sinai. na forma em que apóstolos resolveram esta questão. 1—15 Sacrifícios para removei o pecado e renovar a comunhão com Deus Os sacerdotes Puro e impuro Levítico é o livro das leis derivado diretamendo tabernáculo não Caps. a expiação e a restauração do relacionamen"Sejam santos. pois eu. Caos. vocês. essencialmente um texto destinado aos sacerdoo "único sacrifício que moralidade e santidade tes. o livro foi escrito aos cristãos as antigas por Moisés.2) É por isso que os pecados devem ser levados a sério. o povo de Israel entrou num relacioe higiene também pertencem. à medida que se encontra hoje.11-36): restabee pela terra. Também não mais se aplicam na tradição judaica e cristã. Levítico tem muito a dizer sobre 3. 1.. Sempre de novo aparece o refrão: " O S E N H O R disse a Moisés.14-18): geralmente uma oferta povo seja santo. 4. estrangeiros c i o s p a c í f i c o s (cap. a namento todo especial com Deus. 6.8—7. A o f e r t a d e c o m u n h ã o o u o s sacrifío cuidado adequado pelos pobres. Jesus ofereceu uma só O dia da expiação vez" é suficiente para Levítico é apresentado como as instruções perdoar "os pecados de Deus a Moisés. mais importante ainda." (Lv 19. do com acordos que. 7. pois Questões de conduta. a de vida e adoração estabelecidas em Levítico são necessidade que os seres humanos têm do percentradas numa única afirmação: dão. aliança" substituiu a antiga. e isto explica a leis a respeito de pureza. O Deus de to com Deus que se cumpriria em Cristo. Porém. e. à pessoa que ia oferecer u m sacrifício namento íntimo com Deus significa uma vida de ( 1 . n u m segundo momento. 1 — 6 . sou santo. muito pareciuma era e um estilo de vida do passado. É claro que as regras e os rituais . aos obediência e fé. não-judeus. o S E N H O R .. 3. 2. As regras detalhadas princípios básicos. A o f e r t a d e c e r e a i s o u d e m a n j a r e s Porém Deus ainda é santo e exige que seu (cap. e preensão da morte de Cristo que aparece no NT. ou poderia ser Cristo tomou o nosso lugar na cruz. que deverão instruir o povo. não há um autor declarado e leis sobre alimentos. de comunhão. 16—27 te da aliança de Deus com seu povo no Sinai. em grande parte. que Cristo remove o nosso pecado. Os muitos pensam que o material. um símbolo de dedicação. a comlecia a comunhão entre o ofertante e Deus. A "nova do.LEVÍTICO Resumo O livro das leis de Deus para o seu povo. inicialmennão exigia moralidade e santidade. Não está claro qual o relacionaAqui a Carta aos Hebreus ajuda (e serve de excemento entre esta oferta e a oferta pela culpa lente "comentário"). L v l — 7 saúde e higiene. Um relaciote." Para muitos. que nidade enquanto festejavam.

Em geral. c o m um chifre e m cada canto. certas características são singulares: • 0 monoteísmo absoluto de Israel. . 5. a necessidade de arrependimento e expiação. Foi encontrado em Megido e é provavelmente u m altar d e incenso. ritos de fertilidade. como 6. A r ã o e seus filhos são consagrados sacerdotes. rolinhas ou pombas) até o átrio do tabernáculo.11-13) Fermento o u mel causavam fermentação. • 0 alto padrão do sistema sacrificai: nada de delírios. o u ( n o caso da oferta de comunhão) pelos sacerdotes e adoradores juntos. O povo sabia eme Deus não precisava ser alimentado por eles. no caso dos pobres. data da época e m que o s israelitas conquistaram Canaã. t e m p e r e com sal (2. N o tabernáculo havia um altar para os sacrifícios e um altar para o incenso. O restante era comido pelos sacerdotes. . feito d e pedra calcária. • Nem f e r m e n t o n e m m e l .. Colocava a mão sobre a oferta.(item 5). prostituição ritual. 7. é conservante e lembrava a aliança de Deus com o seu povo. e a oferta pela culpa a ofensas contra o próximo. sacrifícios humanos. o u v i n d o e colocando em prática as instruções de Deus. N u m ritual complexo c impressionante.14—6. o pecado como barreira que impede a c o m u n h ã o . O sangue na orelha. o u pelos sacerdotes e suas famílias. etc. A pessoa que oferecia o sacrifício trazia a sua oferta (um animal sem defeito físico tirado do próprio rebanho. e o ritual como instrução vinda diretamente de Deus. • A ênfase d a d a à ética e à m o r a l i d a d e .2 afirma claramente). No entanto. 9 ) Esta é a forma humana de expressar a satisfação de Deus com a oferta.26) A razão disso é dada em 17. Moisés e x e r ceu as funções sacerdotais em lugar deles. a insistência na obediência à lei de Deus ( m o r a l e cerimonial). para indicar que esta era sua propriedade e se destinava a ser um substituto.. (Em caso de oferta pública.10-14 (veja nota).1-10). orgias. A o f e r t a p e l a c u l p a o u p e l o s a c r i l é g i o (5.7. nada de magia o u de feitiçaria (veja "Magia no A T " ) . na mão e no dedão d o pé direito de A r ã o indicava a consagração do homem todo ao serviço de Deus. A prática de oferecer algum tipo de sacrifício era como que universal entre os povos antigos e os sacrifícios de Israel têm algumas semelhanças com os de seus vizinhos. • . 0 ritual seguia um padrão definido. a vítima era imolada. ou seja.23) Esta parte "especial" o u "nobre" do animal era oferecida a Deus. . quem fazia isso era o sacerdote. O sal. por outro lado. • Aroma a g r a d á v e l a o S E N H O R ( 1 . Este altar. ou. a oferta pelo pecado parece referir-se a ofensas contra Deus.) O sacerdote pegava a vasilha com o sangue do sacrifício e o respingava no altar. (Mas mesmo os pecados contra os outros são considerados pecado contra Deus. Depois. p r o i b i d o s de comer o sangue (7. • A completa a u s ê n c i a (e p r o i b i ç ã o ) de práticas associadas que eram comuns em outras religiões. • Não comam g o r d u r a (7. Por detrás desta regra talvez estivesse o papel desempenhado pelo v i n h o (bebida fermentada) nos excessos cometidos na religião dos cananeus. Lv8—10 A consagração dos sacerdotes L v 8: A c e r i m ô n i a Terminada a descrição dos deveres sacrificiais do sacerdote. a crença num único Deus verdadeiro. decorrente da p r ó p r i a s a n t i d a d e moral absoluta dc Deus. Moisés implementou as instruções dadas em E x 29. pois era Deus quem os alimentava com o maná. Queimava uma determinada parte do animal com certas porções de gordura (ou o animal inteiro no caso do holocausto).

A segunda vez que chega é logo após o dilúvio. mas esta idéia é enfaticamente rejeitada na Bíblia. Contexto Precisamos imaginar como era a vida numa pequena aldeia onde praticamente todos tinham um pedaço de terra.5-7). então. um sacrifício era uma refeição especial preparada em honra do Criador. esse "cheiro suave". Estas histórias Nesse contexto. mas porque não podia se dar ao luxo de carnear seus valiosos animais. isto é algo que intriga os leitores de hoje. muitas vezes se menciona tenha rejeitado o sacrifício de Caim. como. e ainda por cima perdoar pecados? No entanto. que era cultivado para conseguir o sustento da família. ou seja. Assim. por que a atitude de Deus 8. prometendo nunca mais terra. ela também mostra que cada um desses sacrifícios era acompanhado por uma oferta de cereais (seja o grão em si. das atitudos fiéis são perdoados e eles estão des certas e das ações adequadas. seja a farinha ou o pão) e por uma libação de vinho (que era derramado no chão. Embora a humanidade continuasse em relação aos pecadores é mudada tâo pecadora quanto era antes do através dos sacrifícios? . Como podia essa prática tão rude e cruel aproximar uma pessoa de Deus. oferecendo apenas alguns produtos da de atitude..Pentateuco Sacrificios Nobuyoshi Kiuchi Oferecer sacrifícios era o aspecto central do culto no AT. Outros povos viam nos sacrifícios uma maneira de alimentar os deuses. ele é quem alimenta os seres humanos (Gn 1. Era uma agricultura de subsistência. Não admira que Deus sacrifícios. por exemplo. precisamos fazer um esforço para entender a função dos sacrifícios na cultura dos adoradores do tempo do AT. Adão e Eva ter algum defeito (p. no caso dos sacrifícios.8-13).. Ao contrário. por ocasião de um casamento. se fala sobre sacrifícios é imediatamente após Adão e Eva serem expulsos Só o melhor era b o m do jardim do Éden. Deus é o criador: ele não precisa ser alimentado pelas suas criaturas. A maioria dos moradores da aldeia teria um rebanho de ovelhas ou de cabras. O que se oferecia em sacrifício era a comida que se daria a um convidado de honra. ao passo que Abel ofereceu as tornar a destruir a sua criação. Ainda em sociedades mais ricas de nossos dias pode-se ver um reflexo dessa atitude. Na verdade. ao serem uma grande falta de respeito querer afastados de Deus. os pecados cia. No entanto. Qual. na festa do Natal.29-30. ao lado do altar — Nm 15. não por convicção ou decisão pessoal. enganar Deus com algo de qualidade a maioria dos homens pereceu no inferior (2Sm 24. Seria morreram espiritualmente. Restaurando a paz Disto passamos ao conceito de expiação. e as pessoas se consideravam felizes se conseguiam chegar ao final do ano com algum cereal de sobra para a semeadura do ano seguinte. Lv 1. que ocupa um lugar central na visão bíblica dos sacrifícios. Foi o suave cheiro do sacrifício de Noé que levou Deus a mudar Foi o que Caim tentou fazer. além de fornecer carne e leite. Nos dias de Noé. primícias do seu rebanho e a gorduNas passagens que falam sobre ra (Gn 4.24).1-12). que destrói a paz que deveria existir entre Deus e a humanidade. a pessoa estava. Esta mensagem é reforçada em Gn Agora. outra vez em paz com Deus. ex. e todas as pessoas daquele tempo sabiam do que se tratava. dilúvio. Portanto. SI 50. Também se diz A colocação desta história bem no que os sacrifícios são oferecidos para começo da Bíblia mostra a importân"fazer expiação". tanto o AT como o NT indicam que isso de fato era assim. no NT a morte de Cristo na cruz é vista como o ponto alto e cumprimento de todos os sacrifícios de animais no AT. animais de grande valor porque puxavam o arado e as carroças. acolhendo o convidado mais importante que se poderia imaginar: o próprio Deus. Ao oferecer um sacrifício.3-5). dilúvio (compare 8. 0 sacrifício é uma forma de lidar com os problemas criados pelo pecado. podemos entender mostram o que é o pecado e quais por que nenhum desses animais podia as suas conseqüências.ex. por assim dizer. 2Sm 12.3). quando as pessoas discutem o que deveriam comer numa ocasião especial. Os bens mais preciosos que se tinha eram os animais. as pessoas matavam um animal para comer carne quando queriam sinalizar que o momento exigia uma celebração especial. Os mais ricos teriam alguns bois e algumas vacas. a razão dos sacrifícios? P o r q u e o s sacrifícios? A primeira vez que. A maioria das pessoas era semivegetariana. As pessoas comiam carne quando recebiam uma visita importante (p. na Bíblia. Embora a Bíblia dê bastante atenção à forma como os diferentes sacrifícios de animais deviam ser oferecidos. Portanto. ou nas grandes festas religiosas como a Páscoa.1-6).21-22 com 6. o sacrifício de Noé fez com que a atitude de Deus em relação à sua criação passasse de uma ira destruidora a uma promessa de preservação futura. Fazer isso envolvia um custo considerável.

ex. C . A vida do animal era entregue em lugar da vida do ofertante. que restabelecia a paz entre Deus e as pessoas (Lv 17. Outras vezes era visto como pagamento de uma dívida (a oferta pela culpa). Seu sangue nos purifica de todo pecado ( U o 1. que é totalmente puro e santo. ainda queira fazer sejam desnecessários.. ou se dedicando a Deus (provavelmente um aspecto central no caso dos holocaustos). possibilitando a Deus. Trazendo essas ofertas. merecia morrer e que o animal estava morrendo em seu lugar (p. a pessoa devolvia a Deus os dons mais preciosos que havia recebido.11). Eram coisas essenciais à vida dessa pessoa. Por fim. porventura. ser visto (no caso de oferta pelo pecado) como uma forma de purificar tanto pessoas como lugares e objetos. bem como o vinho e os cereais. • A vítima sacrificial representava a pessoa que oferecia o sacrifício. E podia.ex.29). • Isto nos traz à idéia de que o sangue faz expiação. por causa dos seus pecados.45). o livro de Hebreus (caps. ou reconhecendo que. • Ele deu a sua vida em resgate por muitos (Mc 10. O sangue representa a vida. E era a vida do animal. . O s j u d e u s d e i x a r a m d e oferecer sacrifícios q u a n d o seu T e m p l o foi d e s i r u í d o pelos romanos e m 70 d . • Ele é o verdadeiro cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jol.Vários "modelos" são usados para interpretar os sacrifícios. • A morte d e Cristo Todas estas imagens são reunidas no NT. em sacrifícios para tirar a culpa de pecados). Às vezes esse sangue era visto como o pagamento de um resgate. 8. pois a morte dele faz com que todos os sacrifícios de animais que alguém. na interpretação da morte de Cristo. Quem oferecia o sacrifício estava. nos holocaustos). representavam o que de mais precioso tinha a pessoa que trazia o sacrifício. "derramada" na morte. se fazer presente entre o povo. Colocar a mão sobre a cabeça da vítima era uma forma que o ofertante tinha de dizer "este sou eu".. ainda.7). 10) deixa claro que Cristo é tanto o sacerdote perfeito quanto o último sacrifício. mas os samaritanos a i n d a c o n t i n u a m c o m o sistema sacrificial d a antiga a l i a n ç a . e a maioria deles tem alguns pontos em comum: • Todos os animais oferecidos em sacrifício. a vida do animal substituindo a vida do pecador (p.

L v 9: A r ã o e s e u s f i l h o s assumem o cargo É significativa a ordem dos primeiros sacrifícios que eles ofereceram: 1. • Criaturas do mar que possuem barbatanas e escamas. poderemos compreender e apreciar os princípios sensatos de dieta. assim que os animais • Alimentos neutros. decidiram fazer as coisas do seu jeito. portanto. precisam ser degolados e é necessário deixar cereais. Israel podia comer: • A n i m a i s q u e r u m i n a m e t ê m o casco fendido. higiene e medicina que mui- Alimentos puros (ou kosher) Estas são as leis alimentares (kosimit) usar o mesmo vasilhame e os mesmos talheobservadas nos lares de judeus praticantes: res para carne e lacticínios. qualquer coisa sexual ou sensual era estritamente banida da adoração a Deus. A desculpa de Arão não é clara. como este capítulo e o 1 5 deixam claro. teto é. Deus age em e através dos processos que ele embutiu no mundo natural. a santidade de Deus exigia respeito absoluto daqueles que o servem. Porque "se a carne que você consome precisa vir de um animal abatido de um jeite especial. e se você não pode comer uma série de alimentos ou não pode fazer a mistura K muitos deles. L v 10: F o g o ! A alegria durou pouco. ridos tanto com carne quanto com produtos • Somente podem ser comidos peixes que à base de leite. têm barbatanas e escamas. • Carne de porco (muito perigoso pelo mesmo motivo). Os porcos também são hospedeiros de vários parasitas. Não se pode distinta. mentares foi a constituição e preservação. filhos de Arão. Suas ordens deviam ser obedecidas. Possivelmente estavam sob a influência de bebida alcoólica (10. • Moluscos (estes ainda são causa comum de intoxicação alimentar e enterite). você fica impedido de comer (ora de sua casa e de sua comunidade. • V . ao • Numa refeição e no seu preparo. • Insetos e aves de rapina (igualmente hospedeiros de doenças). tas delas expressam. por outro lado.9). reduzindo o sacerdócio a três pessoas. L v 12: O p a r t o Em Canaã. não manipuladas. deve haver longo dos tempos. 32-40 estabelecem normas para prevenir a contaminação de alimentos e água. a prostituição c os ritos de fertilidade faziam parte do culto. e Deus respondeu ao fogo com fogo. é preciso esperar algumas têm unhasfendidaseque ruminam. 16 A oferta pelo pecado do povo devia ser comida pelos sacerdotes na área do santuário como sinal de que Deus aceitara a oferta. 2. Após uma refeição • Podem ser consumidos apenas animais que que inclua carne. se conseguirmos ir além dos detalhes de algumas dessas leis quanto à pureza. mas Moisés ficou satisfeito com a resposta. 9 Os sacerdotes de Deus deviam evitar os excessos de Canaã. Em Israel. 6 O cabelo despenteado c as roupas rasgadas eram sinais de luto. legumes e frutas podem ser ingeque se escoe o máximo de sangue possível. Entre os alimentos proibidos estavam: • A n i m a i s c a r n í v o r o s (estes transmitem f a c i l m e n t e infecções n u m c l i m a quente onde a carne se d e c o m p õ e cm pouco tempo). Princípios semelhantes regem normas governamentais modernas de saúde pública. uma arma que protege contra a ameaça da assimilação" (Stanley Price). • V. como peixe. U m a oferta pelo pecado: obtendo purificação e perdão. Crustáceos não 0 resultado da observância dessas leis alipodem ser consumidos. A Lv 11—15 Puro e impuro Hoje. Logo Nadabe e Abiú. de uma comunidade judaica total separação entre carne e leite. Os vs. É proibido horas antes de ingerir produtos lácteos. • Insetos pertencentes a quatro classes da família dos gafanhotos. U m holocausto de dedicação a Deus. ovos. onde a bebedeira fazia parte dos ritos religiosos. 3 . • V. Seja lá qual tenha sido a razão. . L v 11: L e i s s o b r e a l i m e n t o s As regras para a dieta do povo foram claramente estruturadas: casos duvidosos foram excluídos. U m a oferta pacífica: a c o m u n h ã o c o m Deus é restaurada e desfrutada. o consumo de sangue. • Aves que não aparecem na lista daquilo que é proibido.

um levita). Esse texto se refere à tribo de Levi. Esta estampa d o s u m o sacerdote é baseada na descrição e m F. um importante líder político.C.26-29). Mostra a sobrepeliz azu) c o m o s s i n i n h o s e m volta d a b o r d a .. o meio oficial de se lançar sortes. Diante disso. Desenvolvimento histórico O desenvolvimento do sacerdócio ao longo da história de Israel é um tanto complexo. não apenas instruções éticas mais amplas (Os 4. Israel não era diferente neste particular. • Eles cuidavam. Deus pediu aos levitas que fossem um exemplo e se tornassem líderes religiosos: • Deveriam ensinara Lei de Deus aos demais israelitas.54). • Um grande conflito entre levitas que queriam o mesmo status dos sacerdotes (Nm 16—17). mas também decisões sobre casos difíceis de natureza ritual e legal (Dt 17. u m a para cada u m a das tribos. encontrada e m Carquemis. levando a uma resposta de Deus em forma de "sim" ou "não". O sumo sacerdote era. Datar e interpretar os textos de que dispomos nem sempre é tarefa fácil. • Um grupo de levitas compondo salmos para o uso do povo (SI 50 e SI 73—83 são da autoria de Asafe. Os lideres religiosos de Israel eram os sacerdotes e os levitas. • Arão e seus filhos são consagrados sacerdotes. • Um levita peregrino de caráter duvidoso é apontado para ser especialista religioso (Jz 17—18). • Eli e seus filhos: uma pequena "empresa" familiar tomando conta d o templo em Siló (1Sm 1—2). • Vários grupos de levitas cantores. que o povo tem de Deus e até mesmo o nível de vida em sociedade. em comparação com outros povos. eram usadas pelo s u m o sacerdote.8-10 aparece uma antiga descrição dessas tarefas. a estola sacerdotal a m a r r a d a c o m u m c i n t o . e os demais clãs levíticos são seus auxiliares (veja abaixo). responsáveis pelo bom relacionamento entre Deus e o povo. instrumentistas e porteiros participando do culto noTemplo(1Cr15). Nisto se incluíam. c o m o esta d o século 14 a. Os sacerdotes e levitas eram responsáveis pelo relacionamento pessoal e cúltico do povo com Deus. dos lugares sagrados e santuários. m a i s ou menos positiva.26-29). • Um sacerdócio que cresce em número e prestígio juntamente com o crescimento da monarquia. e o peitoral c o m as 12 pedras preciosas. além de ser um líder religioso (2Rs 11). • A t r i b o de Levi r e c e b e um ministério sacerdotal específico (Êx 32. também.• • • • • • B B Sacerdócio no Antigo Testamento Philip Jenson Em todas as religiões existem líderes que exercem uma função especial no relacionamento com a divindade.1-6).x 28. em d e t e r m i n a d o s momentos. Eles eram especialistas em religião. que havia revelado um zelo todo especial por Deus (confira Êx 32. Em Dt 33.9-12:28. Vários textos nos dão vislumbres do sacerdócio em vários momentos do AT: • Os próprios patriarcas exercem a função sacerdotal de oferecer sacrifícios (Gn 31.6). . As funções d o s s a c e r d o t e s Deus chamava sacerdotes para o exercício de uma série de importantes tarefas. Borlas d o u r a d a s . O Urim e o Tumim ficavam no peitoral do sacerdote. N a m a o d o s u m o sacerdote está o bastão de A r ã o ( N m 17). e eram usados por solicitação de pessoas ou do rei (1 Sm 23. Da qualidade e honestidade do trabalho dos sacerdotes depende a experiência. embora houvesse também algumas diferenças significativas.8-12). onde eram oferecidos incenso e sacrifícios em favor do povo. • Outra responsabilidade era o Urim eTumim.

a igreja apostólica evitou descrever os seus líderes usando linguagem sacerdotal. também. Esses textos são. Entretanto. é possível que um texto mais recente inclua material mais antigo. Assim. nesses lugares muitas vezes se adorava deuses estranhos.. era função dos sacerdotes possibilitar que o povo crescesse em conhecimento e santidade. eles ofereciam a Deus sacrifícios que tinham a finalidade de resolver o problema do pecado e da impureza. U m sacerdócio fora d o padrão Nos primeiros tempos. Arão e seus filhos usavam vestes suntuosas que refletiam a santidade e função especial que desempenhavam. Este foi um dos objetivos da reforma de Josias (2Rs 23). Depois da destruição de Jerusalém. U m reino de sacerdotes É possível que o sacerdócio como grupo distinto tenha surgido no momento em que foi organizada a nação. se utiliza de linguagem e figuras do âmbito sacerdotal. onde ficava o templo nacional. outros eruditos sustentam que o núcleo fundamental dessas instruções de natureza sacerdotal é. pois era quem chegava mais próximo de Deus. fortaleciam os laços de comunhão dentro da comunidade e com Deus. Este conceito de missão e testemunho corporativo foi retomado no NT (1Pe 2. Apesar da ruptura ou descontinuidade trazida pela morte e ressurreição de Cristo. antigo. com o passar do tempo. A função sacerdotal específica de oferecer sacrifícios pelos pecados se tornou obsoleta diante da morte de Cristo. suas promessas de salvação e a visão do futuro que ele projeta estão relacionadas com a reconstrução do templo e o restabelecimento do sacerdócio (Ez 40—48). No entanto. os textos sacerdotais nos propiciam uma visão fundamental de como devia ser organizado o culto a Deus na vida do povo. O propósito dos fariseus era fazer com que um grupo maior de pessoas observasse níveis de santidade sacerdotal. No Dia da Expiação. ex. Mas o NT descreve. As ofertas pacíficas. ensinando às outras nações o conhecimento de Deus. Uma dessas tentações era preocupar-se tanto com a manutenção da ordem vigente que tudo que lhes interessava era seu próprio conforto. desta maneira. liderar e orientar. Em nome do povo. mas todo o Israel foi chamado para ser um "reino de sacerdotes e nação santa" (Êx 19. Seja como for. que eram outro tipo de sacrifício. que Deus habitasse entre o seu povo (Lv 15.9). muitas vezes. porque estes desviavam o povo do caminho e não ensinavam a Torá (Jr 18. de fato. Nem mesmo em Jerusalém os sacerdotes estavam imunes às tentações que acompanhavam os privilégios do ofício que Deus lhes havia dado. Diante disto. Levítico e Números. Assim. os sacerdotes serviam a Deus em lugares altos e santuários locais (p. No entanto. ele oferecia sacrifícios por seus pecados e pela impureza de todo o povo (Lv 16. É claro que havia exceções. Ez 22.6). Os levitas estavam encarregados de ajudar os sacerdotes nas funções deles e zelar pelo tabernáculo (Nm 8). como pessoas especializadas assumiram as outras funções sacerdotais de ensinar. levando-os a ignorar a situação espiritual desesperadora do povo. Em muitos momentos os profetas condenaram os sacerdotes. mas. a tendência era aplicar isto acima de tudo ao âmbito cúltico.26). e não o SENHOR. Quando oficiavam. O povo deveria fazer o que os sacerdotes faziam. O sumo sacerdote tinha de observar normas rigorosas de santidade. tinham de seguir padrões elevadíssimos de pureza e santidade.18). 1Sm 21). atribuídos a uma fonte sacerdotal (P).186 Pentateuco ^ Uma visão fundamental para o culto A descrição mais detalhada do sacerdócio se encontra em Êxodo.31. que.10). Em nome de Deus. e Jesus os censurou severamente por negligenciarem pontos mais importantes da Lei (Mt 23). _ . No AT. Uma solução para este problema foi centralizar tudo em Jerusalém. por mais que admitam a possibilidade de que. este continuou sendo um ideal para a igreja e a sua | liderança no NT. veja também "As grandes festas religiosas"). os sacerdotes instruíam o povo em assuntos relacionados com o culto (Lv 10. Arão e sua família foram consagrados por Deus para oficiarem no santuário. assumiu uma forma escrita num período mais recente da história do povo de Deus do AT. que era ao mesmo tempo profeta e sacerdote. segundo muitos eruditos. esse material foi retrabalhado e interpretado por vários editores. possibilitando. Ele censura os sacerdotes negligentes e apóstatas (Ez 8. O autor da carta aos Hebreus examina a fundo o significado da pessoa e obra de Cristo em relação com a figura do sumo sacerdote que aparece no AT. ao fazê-lo. como podemos ver no caso de Ezequiel. veja "Sacrifícios").

trata-se de um livro-icxio profissional que e da necessidade de expiação para trazer perajuda o sacerdote-medico a fazer diagnósticos. (veja. Os detaformulação mais antiga de normas de quaren. 17. como no caso do nascimento de um filho) se explica. Lv 16 O dia da expiação O dia anual de expiação para toda a nação foi marcado para o décimo dia do sétimo mês (o mês de tisri — setembro/outubro). semelhantes de inspeção e tratamento para • Azazel (8. "ao se cumprirem os tempos. . mas o fluxo de sangue. o pecado" (26). que tornava a mulher "impura" no tocante à adoração a Deus de maneira pura. possivelmente fluxos malignos. simbolicamente > Cedro (14. 12. onde ficava a arca da aliança. Esta é a o Levítico foi cumprido cm Cristo.i menstruação feminina (ou o contato com um destes) tornavam o homem ou a mulher ritualmente impuros. e não 40. Os bebês em si não eram impuros. > Impureza após o parto Estas leis são 187 intrigantes. dão c restaurar relacionamentos.lhes da primeira aliança são "um símbolo para tena c medicina preventiva relacionadas com hoje" (Hb 9. como alguns de pele. Em outras palavras.. (O cap. 6 Veja Lc 2. Com relação a roupas e construções. entre docu. 15 tem regras semelhantes relacionadas ao fluxo masculino e ao fluido seminal. • Puro e impuro O fluxo de sêmen do homem c . a verdadeira lepra é apenas pecados do povo. 13 foi escrito em linguagem técnica. para aniquilar. pelo > 14. No judaísmo posterior. se mani"doença" é um mofo ou um fungo. talvez.) Em Cristo estas desqualificações não têm mais importância alguma. algo que é confirmado por outras passagens das Escrituras. Assim. mas não pode referirse a uma oferta a um demônio. > V. naquela época. era enviado o bode expiatório. > Hissopo (14. sem poluição. ano após ano. que continha um anti-séptico suave.49) Essa madeira contém uma levando embora os pecados de Israel. não num "santuário mentos provindos do antigo Oliente Próximo. O período mais longo de impureza no caso do nascimento de uma filha (80 dias. o sumo sacerdote da essas doenças. Só então poderia purifiEmbora a palavra "lepra" seja usada cm car o tabernáculo e oferecer sacrifício pelos várias versões. pela crença de que havia um fluxo de sangue mais longo após o nascimento de uma filha. nenhuma mulher deveria ter medo de ler a Bíblia e de participar dos cultos de adoração. ex. Nenhum destes era em si pecaminoso e não havia necessidade de oferecer sacrifícios. apenas as regras relativas à menstruação continuaram em vigor. essas restrições não mais se aplicam.9). mas "entrou não existe nenhum texto mais antigo do que no próprio céu. O substância usada na medicina para doenças significado é incerto. em especial porque o parto é elemento necessário no ciclo da vida que o próprio Deus criou e ordenou. Foram prescritos banhos tanto para prevenir infecções como para esterilizar. ou do pecado que os tirava da presença de Deus seja. efetivamente barrando as mulheres da adoração ou do contato com homens."nova aliança". Em Cristo. em nossos dias. uma das doenças de pele mencionadas aqui. Israel era lembrado Ocap. festou uma vez por todas. Primeiro ele Lv 13—14: Suspeita de doença devia obter perdão e purificação dos seus de pele próprios pecados. entrou. a carta aos Hebreus entende que das" e "crônicas" das várias doenças. capacitando-o a distinguir entre formas "aguNo NT.34-53 Atualmente existem sistemas sacrifício de si mesmo. E não era o pano. onde agora aparece na preseneste a tratar dessas questões. O propósito era assegurar que isso não fizesse parte da adoração a Deus. Somente nesse dia Arão podia entrar no Lugar Santíssimo do tabernáculo de Deus. construído por seres humanos".22-24. A regra de pureza absoluta em todas as questões sexuais era também uma forma de proteger a saúde das pessoas. pois o sacrifício perfeito que ele ofereceu faz com que homens e mulheres que nele crêem sejam perdoados e estejam habilitados a entrar na presença de Deus a qualquer momento.7). e.Levítico intenção não era tachar de "suja" este aspecto da vida humana. pois isto era estritamente proibido manjerona. p.10) Um lugar no deserto para onde mofo.24). ça de Deus para pedir em nosso favor" (9. Foram dadas normas a respeito de fluxos normais (seminal e menstrual) e fluxos anormais. possivelmente sugerem. a ele que. Cristo.49) Uma eiva. Lv 15: Fluxos Veja o cap.

33-34 • V . Para os cristãos. isto é. 6-18: em Israel. era algo associado com o culto a fvloloque. Deus dá valor ao nosso corpo e não é indiferente para cora J aquilo que fazemos com ele.10-16 E o "sangue".) • Vs. • V .. todos os sacrifícios deviam ser oferecidos no lugar adequado. Compare Rm 5. onde não existia uma legislação sobre o casamento.24-27): ele entende que a prática homossexual de homens e mulheres é contrária j ao propósito de Deus na criação. No Egito. L v 20: P e n a l i d a d e s Os v s . tanto p o r vínculos de sangue como por casamento. a exploração dos outros. E f 1. ou seja. 19-30: o adultério. ( N o cap. e Arão identifica-se com o povo na oferta pelo pecado deles. Lv 17—26 Leis para a vida e para a adoração L v 17: O s a n g u e é s a g r a d o O c o n t e x t o sugere que matar animais domésticos era considerado um tipo de sacrifício.7.11-14. Assim. • V . Deus não quer a desonestidade. seja no âmbito da Í sexualidade. queimar uma criança enquanto ainda estava viva. mas com a prática desses atos.18 "Os estrangeiros que vivem na terra de vocês. que não mais se aplicam (como o N T deixa claro)? Paulo obviamente acredita que j sim (Rm 1. paga o preço da liberdade de outros.20). 2 está no centro da lei moral de judeus e cristãos (veja IPe 1. é evidente que muitas dessas leis foram dirigidas contra as práticas específicas dos vizinhos de Israel.15). o que foi causa de muita infelicidade ( G n 29—31. Deus cuida dos pobres. | Dificilmente alguém defenderia a aplicação da j pena de morte.) • 17.16). tais uniões eram comuns. se manifesta na atenção dada aos menos favorecidos (9-10. das pessoas com necessidades especiais." L v 19.3 é a chave que abre o entendimento desses capítulos. 0 v. isto é. o animal entra como substituto da pessoa que cometeu a ofensa. 26b-31 Estas são todas práticas pagãs. Com base no que conhecemos sobre a religião dos cananeus e dos egípcios. já que ninguém devia comer de sua própria oferta pelo pecado. Ambos os textos ocorrem no contexto de ser santo e como parte de toda uma lista de proibições." Lv 19. o casamento entre parentes próximos.. Mas será que princípio envolvido não se aplica ainda hoje. Uma vida preciosa. o deus adorado pelos amonitase j outros. Ter paciência enquanto a árvore vai ficando mais velha significa aumento da produção a longo prazo (23-25). no caso de tais ofensas. L v 18: T a b u s s e x u a i s Lv 18. e à Pessoa adequada.13.7). Em Lv 20. Israel devia evitar todo comportamento que trazia o j u í z o de Deus sobre a terra (compare G n 15. o SENHOR. se o salário atrasa. era proibido. L v 19: S a n t i d a d e e j u s t i ç a Este capítulo ecoa os dez mandamentos. entregue. Em outras palavras. em contraste com as leis alimentares. a vida que foi entregue o u "derramada" na morte. Paulo lida com o problema que isto causava aos cristãos daquela cidade. sou santo. e a bestialidade (possivelmente um remanescente da adoração a animais) — tudo isso fazia das religiões indescritivelmente depravadas que os habitantes da terra de Canaã praticavam.13.) "Sejam santos. que devemos refletir. c a perversão da justiça (11. Ele quer que respeite a vida e a reputação dos outros (16-18).14. com a maneira como cuidamos de | sua criação. a penalidade prevista é morte. as relações homossexuais. a maioria da carne vendida nos mercados havia sido "sacrificada aos ídolos". (Em Corinto.1 "Ame os outros como você ama a você mesmo. 25 esse tema é ampliado em termos de cuidado pela terra. j a atividade sexual era quase que divinizada: j prostitutas cultuais eram chamadas de "sagradas" ou "santas" e a prática homossexual e a prostituição feminina faziam parte do culto. 18 Jacó havia feito justamente o que este texto proíbe. que consegue o perdão. o Deus de vocês. Deus também se preocupa com o mundo natural. vocês devem amá-los como vocês amam a vocês mesmos.8-9. para impedir que fossem oferecidos sacrifícios a demônios do deserto (17. " U19. É " n o corpo" que devemos glorificar a Deus e conhecer seu Espírito que em nós habita. E m I C o 8. em nossos dias.Pentateuco • Fora do acampamento (27) Nenhuma destas ofertas podia ser comida. a ligação com a morte expiatória de Cristo é inevitável. Compare H b 13. dos estrangeiros. 22 Entre os antigos egípcios e cananeus. isso interessa a Deus. seja em qualquer outra atividade. o sacrifício de crianças. pois eu.15-16). 21 Parece que o sacrifício de crianças. Esta lei não está relacionada com predisposição. no N T . 6-21 descrevem as penalidades pela desobediência a leis que aparecem nos . A santidade de Deus.

pois vocês são para mim estrangeiros e peregrinos. O fato de se permitir legalmente uma retaliação na forma de mutilação do corpo não significa necessariamente que essa era a prática. ou seja. 2.) L v 24: O c a n d e l a b r o . aplicar a pena de morte a uma grande gama de ofensas parece u m castigo demasiadamente severo. o pecado de blasfêmia O cap. seguida. que reverteria a seu d o n o original. • 20.20). O Ano do J u b i l e u . Para o leitor moderno. de ofensas contra pessoas.22. ÍS9 "A terra é minha. A o exemplo do sábado semanal. é digno de Deus. Nenhum homem que tivesse defeito físico poderia exercer o ofício de sacerdote. Seria um ano no qual o povo. 10 c o m 18. seria outro ano de repouso para a terra. após o sétimo período de sete anos. s e g u i d a dos sete dias da Festa d o s P ã e s s e m F e r m e n t o ( e m março/abril). pela 4. Esses pães lembravam às tribos sua dependência completa da provisão de Deus. em lembrança perpetua dos dias vividos em tendas após a libertação do Egito. isto é.31. Apenas o melhor que podemos oferecer. A P á s c o a .13 Veja 18. O qüinquagésimo ano. esta festa foi associada à colheita da uva. um dia de descanso de sete em sete dias.Levítico caps. a vindima.. o u A n o da Libertação. A Festa d a s S e m a n a s ( P e n t e c o s t e s ) . os sacerdotes estavam sujeitos a rigorosas normas de p u r e z a r i t u a l . mandando-os para a prisão. sete semanas depois.10-13). A F e s t a d a P r i m e i r a C o l h e i t a (em abril). Lv 23: F e s t a s e c e l e b r a ç õ e s As estações do ano. 24 passa das festas especiais para dois deveres r e g u l a r e s : as lâmpadas que deviam ficar acesas na tenda de Deus. O sétimo ano seria u m ano de descanso para a terra. 3. 9 com 19. 6 com 19. Os vs. Não eram colocados ali para Deus comer (como nas religiões pagãs). essas leis tratavam de removê-los p o r meio da morte: um tipo de cirurgia moral/judicial. 23). isso significava que não podiam tocar em nada d e n t r o do santo templo de Deus. O D i a d a E x p i a ç ã o .' Lv 25. elas refletem um padrão com o número sete e evocam o fato de Deus. As regras para o sumo sacerdote (21. A F e s t a d o s T a b e r n á c u l o s ou d a s B a r r a c a s . 13-14 com 7 ) . aqueles que passaram por dificuldades poderiam readquirir a liberdade e recuperar as suas propriedades. e a oferta semanal de doze pães. A compensação por ferimento grave geralmente era feita na forma de multa (como implica a exceção feita no caso de assassinato — Nm 35. devia ser instruído e treinado na lei de Deus ( D t 31. isto é. que proibia a vingança pessoal c a matança ilimitada. ou seja. p. 18—19 (compare.10-15) eram ainda mais rígidas (compare 11 com 1-2. • O l h o p o r olho (20) O princípio expresso por esta lei é o de uma justiça pública precisa e limitada. seja no sacerdócio ou nas ofertas sacrificiais. ex. ( N o s casos em que nós tiramos os delinqüentes d o convívio social. O s á b a d o . Festa d a s T r o m b e t a s . é estendido à terra. Nessa ocasião. O padrão do número sete.31-34). na criação. embora pudesse comer daquilo que era oferecido em sacrifício. o u . o plantio e a colheita eram marcados p o r festas especiais. Lv 21—22: L e i s p a r a o s s a c e r d o t e s Por causa da sua posição c de seus deveres. tinha um duplo propósito: lembrava ao povo que a terra pertence a Deus. então. L v 25: A n o d e D e s c a n s o e Ano do Jubileu Este capítulo prevê o tempo em que o povo ocuparia a "terra prometida".2» . não haveria plantio. 1.3. e impedia os ricos de se apossarem de todas as terras. Nenhuma delas diz respeito a questões de bens o u propriedades.) Em todos os casos — e é bom que se observe isto — trata-se de oposição deliberada à santa lei de Deus. Se alguma coisas os tornasse "impuros". ter dado um destaque especial ao sétimo dia. sendo as outras 6. 5. c 7. 10-23 registram a lei sobre a violação d o mandamento que trata do nome de Deus. Dá-se ênfase ao fato de que a mesma lei vale tanto para os israelitas corno para os estrangeiros residentes. refletido nas festas (cap. (Mais tarde. Havia uma clara orientação no sentido de que Arão e os sacerdotes deveriam comer esses pães. a festa da colheita (junho). o p ã o sagrado. que era a primeira das três festas no sétimo mês ( s e t e m b r o / o u t u b r o ) . liberado de grande parte do seu trabalho normal. a Festa do Novo A n o .

isto é. momentos em que Deus os havia resgatado de forma memorável. Atualmente. Nos t e m p o s d o AT e d o NT. 23. o p o v o era lembrado d e que a terras tudo o que ela produzia era dádiva de Deus. Hoje. . a p e n a s se podia comer "pães asmos". 0 c a r d á p i o s i m b o l i z a diferentes aspectos da escravidão n o Egito e d o ê x o d o . somente os' samaritanos ainda sacrificam cordeiros como nos v e l h o s tempos. na noite em q u e f o r a m m o r t o s os p r i m o g ê n i t o s d o Egito (veja "A Páscoa e a última ceia"). e d u r a n t e todaj s e m a n a s e g u i n t e . Mas a refeição da Páscoa era — e ainda é — uma c e l e b r a ç ã o em f a m í l i a . Os j u d e u s deixaram de f a z ê . p o r q u e as m u l h e r e s não tiveram: t e m p o de deixar o pão crescer por ocasião da saída d o Egito. e m Israel. lembrando ao povo como Deus cuidava deles. v i n h a . cada família sacrificava u m cordeiro na v é s p e r a da Pásc o a . a Páscoa é essencialmente uma celebração familiar nos lares j u d e u s . sob a liderança d e Moisés. Algumas dessas festas comemoravam os grandes acontecimentos da história do povo.1-20. por ocasião da Páscoa.15 A Páscoa era celebrada no primeiro mês d o ano (março/abril). Festa das Semanas. havia três momentos marcantes ou festas nacionais das quais todos os "homens de Israel" deviam participar: Páscoa. Na festa da Páscoa. Páscoa e Pães Asmos Êx 12.190 Pentateuco As grandes festas religiosas As principais festas religiosas de Israel estavam intimamente relacionadas com as diferentes estações e com o ano agrícola (Veja "O calendário de Israel".C. da de Pentecostes. Este era um tempo de profunda gratidão. 50 diai (sete semanas) depois da Páscoa. Esta celebração c o m e mora a saída d o p o v o d o Egito. Assim. posteriormente chama-. na Parte 1). combinavam celebração festiva com pensamentos mais sérios sobre a necessidade que tinham do perdão e da ajuda de Deus. E cada a n o se r e c o n t a a h i s tória d e c o m o o a n j o de Deus " p a s s o u p o r c i m a " das casas dos israelitas. pães feitos sem feri m e n t o . Para esta festa.l o q u a n d o os r o m a n o s destruíram o t e m p l o e m 70 d. Cada ano. Trazendo suas ofertas p Deus. d e i x a n d o . t o d o s os q u e p o d i a m se d e s l o c a v a m a J e r u s a l é m . A o final da colheita dos cereais. Dançarinos celebram a c o l h e i t a n u m kibutz ( f a z e n d a c o l e t i v a ) . Colheita e "Tabernáculos".o s c o m v i d a .

As leis d o sábad o passaram e ser rigorosamente observadas depois d o exílio {Jesus e seus discípulos tiveram problemas e m relação a isso). L v 23.C.22) celebrava a purificação e dedicação d o templo após sua profanação no tempo de Antíoco Epifanes. u m m o m e n t o em que todos confessavam o seu pecado e pediam a Deus q u e lhes concedesse perdão e purificação. havia ainda outras. No primeiro dia d o mês (depois d o exílio. mais tarde.1). Desde os tempos antigos. . 0 povo morava e m abrigos feitos c o m ramos. todos paravam de trabalhar. e a guarda do sábado se tornou u m a espécie de marca registrada d o judaísmo até os nossos dias. Esta era a única oportunidade e m q u e o s u m o sacerdote podia entrar no Lugar Santíssimo d o tabernáculo ( o u .Levítico "Tabernáculos" Êx 23. 0 sumo sacerdote colocava suas vestes especiais. Ele matava u m boi e m sacrifício pelos seus pecados e os pecados d e sua família. Uma oferta de cereais era oferecida a Deus e n i n g u é m podia trabalhar naquele dia (Festa das Trombetas.16. Correspondia a necessidade que todos os seres humanos têm de descanso regular para reporem energias. no deserto. (época do Império grego). borrifando parte do sangue diante da arca da aliança. Â esquerda: C h a n u k a h (Dedicação). e m dezembro. No décimo dia daquele mês. à esquerda: Crianças e n c e n a m a história d e Ester na festa d e P u r i m . d o templo). Ele sacrificava u m bode pelos pecados d o p o v o e um segundo bode era mandado para o deserto. u m toque de t r o m b e tas sinalizava o início d o mês mais importante do calendário d e Israel. a Festa do Ano Novo). O a t o d e a c e n d e r as velas marca o início d o sábado. Acima. O modelo para isto era a criação d o m u n d o e m seis dias. ocorrendo ao final da colheita das uvas e das olivas. Havia jejum desde o pôr d o sol d o nono dia até o p ô r d o sol d o dia seguinte. A Festa da Dedicação (Jo 10.33-43 Purim e Festa da Dedicação Essas duas festas n ã o estão previstas na Lei. No sétimo dia da semana. As trombetas eram tocadas para anunciar essa festa. Hm 29. Sábado e lua nova Além das "três grandes festas". Purim (Et 9) comemora a libertação dos judeus da sanha assassina de Hamã na época d o Império persa. era observado i Dia da Expiação (Lv 16). Um segundo g r u p o de festas importantes ocorria no sétimo mês d o calendário judaico (setembro/outubro). lembrando o t e m p o e m q u e viveram em tendas. em 168 a. è a festa das l u z e s . seguido pelo descanso n o sétimo. Indicando que os pecados d o p o v o haviam sido levados embora. havia refeições especiais e sacrifícios e m família q u e marcavam a festa da lua nova. Esta era a lei. Era uma festa q u e durava sete dias e celebrava o final da colheita das frutas. A Festa dos Tabernáculos (Barracas) caia no dia 15.

dados por intermédio dc Moisés. portanto. A desobediência. . as primeiras crias dos rebanhos e os primeiros frutos d o campo seriam de Deus p o r direito (ele aceita parte pelo t o d o ) . 34 Remete-nos à fonte de autoridade destas e todas as leis em Levítico. Porém. feras devastando a terra e guerra levando ao exílio (como realmente aconteceu mais tarde na história de Israel). Deus promete atender o pedido que brota de arrependimento sincero. • " C o n s a g r a d o " a o S E N H O R ( 2 8 ) Trata-se de algo deliberadamente dedicado e separado para Deus. no monte Sinai. o medo p r o d u z uma reação mais rápida que o amor. traria calamidades à nação: doenças fatais. fome. o p o v o podia consagrar indivíduos o u bens a Deus em sinal de dedicação o u ação dc graças. Esses mandamentos são de Deus. 29 provavelmente se refere a uma pessoa "consagrada" na forma de uma sentença dc morte. As maldições são mais detalhadas que as bênçãos: com a natureza humana. U m décimo de todo gado e dos p r o d u t o s da terra também são devidos a Deus. Normalmente estes seriam resgatados pelo v a l o r determinado mais um quinto. não estava mais ao dispor da pessoa. É a restauração do jardim do Éden. O v. A l é m disso. mesmo depois de toda a desobediência.Pentateuco L v 26: B ê n ç ã o s e c a s t i g o s A recompensa pela obediência é retratada como um idílio de paz e abundância. L v 27: Votos e d í z i m o s Os primogênitos. como andara com os primeiros seres humanos no jardim. O melhor é que Deus andaria entre seu povo. • V. p o r outro lado.

Números é uma longa e triste história de insatisfação e murmurações. contendo as instruções de Deus (torá) para seu povo. Si meão e Gade c coatitas com a mobília e os objetos sagrados. após a morte de Arão.7. Moisés e Arão.550 ( v . Ele começa dois anos após a fuga do Egito e termina na véspera da entrada em Canaã. Aser e Naftali formavam a retaguarda. • 603. usou esta mesma formação retangular na sua campanha na Síria. comandaram a contagem. o Faraó do Egito contemporâneo de Moisés. 46) Resumo O diário de viagem da jornada de Israel desde o monte Sinai ao rio Jordão Histórias mais conhecidas Os doze espias (cap. apenas Moisés. operada por Deus na terra do Egito. N m 2: O a c a m p a m e n t o A organização cm quatro grupos de três tribos era igual tanto na hora de acampar como na hora de marchar. mas outras passagens dão a entender que os cananeus eram mais numerosos que os israelitas ( D t 7.17. lideradas p o r J u d á . seu filho Eleazar assume seu lugar. feito 38 anos mais tarde. as três tribos d o leste.37. Nml—9 Preparando-se para partir Nm 1: O c e n s o 0 propósito do censo é alistar todos os homens de mais de 20 anos para o serviço militar. somente três homens chegam até o final do livro e o ponto de entrada na terra prometida. Q u a n d o o p o v o se deslocava. Mas Deus permanece constante. auxiliados por um representante de cada tribo. ra civil e religiosa. Números narra 38 anos da história de Israel.NÚMEROS Este é o quarto dos "Cinco Livros de Moisés". Dã. 26). iam à frente.22). Os líderes tribais eram os mesmos que ajudaram com o censo. o período da peregrinação no deserto da península d o Sinai. 26. Nem o próprio Moisés entrou para desfrutar dela. sempre presente com seu povo. As tribos d o norte. N m 10. De toda uma geração que havia presenciado as maravilhas da libertação do povo. a saber. Os levitas. e as lições difíceis que foram aprendidas capacitaram Josué a conduzir a nova geração para seu novo lar.17 dá uma ordem um pouco diferente para a seção d o meio: os filho de Gérson e os filho de Merari carregavam a 'lenda de Deus. 13) A serpente de bronze (cap. Ramsés I I . 21) Balaão e o anjo (cap. 0 livro poderia ser chamado "As murmurações de um povo". A confiança dos israelitas no Deus que os tirou do Egito evaporou-se quando começaram as dificuldades da vida no deserto. Assim. uma distância de cerca de 350 km tornou-se a viagem de uma vida. é possível que Moisés estava fazendo bom uso d o treinamento militar que anteriormente havia recebido no Egito. Ou seja. Uma população total de cerca de 2 a 3 milhões equivaleria a toda a população de Canaã. O título vem da "numeração" (censo) de Israel nos primeiros capítulos e no cap. Por causa da desobediência do povo. estavam isentos. os líderes do povo na esfeManasses | Efraim | Benjamim Levitas carregando atenda de Deus Zebulom . 22) Um novo líder: Josué (cap. Josué e Calebe sobreviveram aos 40 anos de peregrinação. No segundo censo (cap. por virtude dos seus outros deveres. seguidos pelas tribos de Ruben. 27) Este é um número bastante alto: veja em Êx 12.

Os vs. uma águia para Dã. . Gade. estacas e cordas — também sob a supervisão de Itamar.2) A tradição judaica suplementa os símbolos: um leão para J u d á .7-8). não se tratava. 21) ficavam de quarentena. Zebulom. Agora os levitas substituem os primogênitos de todo Israel na missão especial de auxiliar os sacerdotes no serviço d o Senhor. 5-10 estipulam a compensação quando alguém prejudicava outra pessoa. Os vs. • S i d o para o santuário (3. • O s estandartes/bandeiras (2. um boi para Efraim. Nafiali. Os levitas — a tribo de sacerdotes de Israel — eram separados. Uma pintura tumular egípcia mostra homens caçando aves nos banhados. Mas o censo mostrou que os primogênitos de Israel excediam os levitas cm número (273) c para redimir esse grupo excedente foi necessário fazer um pagamento. com seus legumes frescos. Ruben. 21-28: os f i l h o s d e G é r s o n estavam encarregados de transportar as cortinas e os revestimentos da Tenda e do pátio sob a supervisão de Iiamar. N i n 5: J u l g a m e n t o p e l a p r o v a V s . Aser. C . Comparado com outros. V s .194 Pentateuco • As 12 tribos Trata-se dos filhos de Jacó ( J u d á . Na ausência de evidência devia haver um julgamento por prova. Dã. uma cabeça humana para Ruben. N m 3: U m a m i s s ã o e s p e c i a l A reivindicação dos primogênitos por parte de Deus começou na noite da Páscoa (Êx 12). Issacar.47) Uma quantidade de prata equivalente a 12 g. Julgamentos deste tipo eram comuns na antiguidade. Simeão. 29-33: os f i l h o s d e M e r a r i deviam proteger e transportar a estrutura — colunas. 15. N m 4: O p a p e l d o s levitas O s e g u n d o censo dos levitas alista i n d i v í duos entre 30 e 50 anos. pois. e são bem conhecidos ainda em partes da África e índia. Os filhos de Gérson e de Merari dispunham de carroças puxadas por bois (7. V s . de uma moeda. 11-31 dizem respeito às mulheres suspeitas de infidelidade. qualificados para cuidar da Tenda de Deus. Benjamim) e dos dois filhos de Jose (Efraim c Manasses). no Egito. pois pertenciam a Deus. 1-4: aqueles que eram "impuros" (veja Lv 13. (Os limites de idade v a r i a r a m depois que os sacerdotes os desmontavam e cobriam. peixes e aves. Os dois peixes numa lança remontam ao segundo milênio a . N o inóspito deserto d o Sinai o s israelitas tiveram saudades d o E g i t o fértil.

20-21. mas Sansão ( u m nazireu pouco ortodoxo) tinha um voto vitalício ( J z 13—16). Aqueles que serviam a Deus deviam ser completamente puros. E possível que Samuel também fosse nazireu. ofertas pelo pecado e de comunhão (veja Lv 1—7). Trombetas longas como essas eram comuns no Egito por volta de 1400-1300 a. Nm 6 .36.C. Nm 6 . Nm 7: A s t r i b o s t r a z e m as s u a s o f e r t a s A dedicação do altar havia acontecido um mês antes dos acontecimentos narrados em Nm 1. " O SENHOR tc abençoe e te guarde. 2.1-10: A o s o a r d a t r o m b e t a Duas trombetas especiais de prata davam o alarme.2 7 : A b ê n ç ã o d e A r ã o Esta bênção tem sido usada p o r judeus e cristãos na sua adoração. N m 6.15-23: O s i n a l para partir A orientação de Deus no deserto era uma realidade clara e visível. A cada dia.11-36: A j o r n a d a c o m e ç a Cerca de três semanas após o censo. 2 2 .2 1 : O n a z i r e u Um voto especial dava ao nazireu (que não deve ser confundido com nazareno. durante 12 dias. L v 24. um prato dourado com incenso e animais para holocausto. Algumas foram enterradas com o Faraó Tutancâmon (por volta de 1350 a . O restante do capítulo trata dos levitas. mas os nazireus continuaram a existir durante o exílio c até nos tempos do NT (veja At 21. I C o 5.1-14: A s e g u n d a P á s c o a N i n g u é m podia deixar de celebrar a Páscoa (veja E x 12).12) Compare J o 19. • Não quebrarão nenhum osso (9. 1-4 d i z e m respeito às lâmpadas para a sala externa da Tenda de Deus (veja Êx 27. 19). O sangue do sacrifício limpava a mancha interna do pecado.24-26 N m 10—21 Em movimento: do Sinai a Moabe N m 10. . Não é claro se a água continha alguma erva que provocaria aborto caso a mulher fosse culpada e estava grávida. A o se lavarem c raparem o corpo. convocar o povo c para levantar acampamento. Mas quem estivesse ausente o u a pessoa que fosse ritualmente impura na época p o d i a c e l e b r a r a festa um mês depois. Não se sabe como ou quando estas práticas se originaram. eles garantiam a pureza externa. • cuidado especial para evitar impureza pelo contato com cadáveres (veja cap. N m 8: A d e d i c a ç ã o d o s l e v i t a s Os vs. na ordem descrita no cap. Onde ela parava. C ) . ou se funcionava apenas por sugestão psicológica.1-4). isto também pode r e f l e t i r u m compromisso c o m a simplicidade da vida nômade. Ela reconhece que é Deus quem dá todas as coisas boas.18)." Bênção d e A r ã o sobre Israel.Números 195 Troniberas de praia eram rocadas para este chega a ser brando c está menos orientado para um veredicto de culpa. Os sinais externos da consagração a Deus são: • abstinência do v i n h o o u qualquer outra bebida f o r t e ( o s s a c e r d o t e s t a m b é m deviam ser a b s t e m i o s . natural de Nazaré) seu status espiritual. • cabelos sem corte. c pede especificamente o dom da paz de Deus. em contraste com as influências corruptoras da civilização). N m 9. eles levantaram acampamento e deixaram o monte Sinai. c o m o p a r t e da adequação para se apresentarem diante de Deus. eles acampavam: se a n u v e m não se movesse. o SENHOR sobre ti levante o rosto c tc dê a paz.7 descreve Cristo como "nosso cordeiro da Páscoa. o SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti. 1 . 0 voto geralmente era por um tempo limitado. convocavam a assembléia e anunciavam as festas e o início dos meses. A nuvem durante o dia e o fogo à noite acima da Tenda no centro do acampamento sinalizavam a presença de Deus no meio do povo. o povo não se movia.23-26 e o v o t o de Paulo em At 18." N m 9. N m 10. Q u a n d o a nuvem se levantava eles partiam. u m líder de cada uma das tribos trouxe uma bandeja e uma bacia de prata cheios de uma oferta de cereais.

Será que Deus percebeu a exaustão p o r trás da queixa d o p r ó p r i o Moisés ( 1 1 . e a terra boa. se reproduz em várias partes da Ásia o c i dental e da Europa. 2 1 . 1 6 . as codornizes migram para o Sul. n a s e g u n d a metade d e abril. o p o v o recolheu as codornizes. Sem dúvida Moisés se arrependeu de ter dado ouvidos a eles. escolhido para dar apoio a M o i sés. Em 1924. houve momentos em que se abateu de 2 a 3 milhões de aves por ano.. aves que são caçadas). Mas ali estava ele. Deus. Exaustas em razão do longo vôo. 2 5 ) . q u a n d o as aves se dirigiam para o Norte. 1 4 . claramente. essa matança contínua havia reduzido o número d e aves d e tal maneira. O efeito disto foi dramático. Agora a monotonia o tomava intragável.6.39-45).2 5 dá a e n t e n d e r que. • V . mas sua posição de liderança. Umas seis semanas depois que os israelitas haviam saído d o Egito. Apenas a intervenção de Deus o salvara da morte p o r apedrejamento. Deus o r d e n o u que fossem para o leste até j Acaba (o " m a r V e r m e l h o " . Moisés pretendia ir diretamente à terra prometida.1 4 . um p o u c o d o " e s p í r i t o " ( p a l a v r a que t a m b é m s i g n i f i c a " v e n t o " . a m e n o r das aves cinegéticas (isto é. a princípio delicioso. mas a resposta de Deus foi um notável tributo prestado a esse líder ( 6 . Dez ômeres ("mil quilos". . pedindo misericórdia para o povo teimoso que só lhe causava problemas! Ele se dirigiu a Deus para lembrarlhe quem ele (Deus) era. 3 ) . 3 0 ) . onde as codornizes eram limpas e secadas ao sol para fins d e exportação.9-13). Neste caso. E assim. T e n d o chegad o tão perto do objetivo.3 6 ) . que a migração anual. a revolta de Israel Os israelitas e s t a v a m acampados em Cades-Barnéia. o fenômeno se repetiu um ano depois. durante dois dias.9 ) .7-8 O cunhado de Moisés foi com eles como guia. 3 1 ) d a d o a Moisés. cessou por completo. toda uma geração abriu mão de tudo que lhe fora prometido. e não por enigmas. fez c o m que recaísse t a m b é m sobre ele o j castigo que Deus trouxe sobre o povo. foram esquecidos. usando as próprias palavras de Deus ( N m 1 4 . v. Os dois homens de fé deram a interpretação correta dos fatos ( N m 1 3 . Os números apresentados são altos e as cifras criam algumas dificuldades. Segundo N m 11.196 Pentateuco "Meu servo Moisés. do maná (veja E x 1 6 ) era parecido com biscoitos de mel. N m 11. O motivo real da discussão não era a esposa de Moisés ( 1 ) . é fiel em toda a minha casa. c o m suas histórias de gigantes e gafanhotos. 1 8 ) . registrada desde o tempo d e Moisés." Resposta dc Deus a Arão e Miriã. Sempre de n o v o Moisés se colocou entre Israel e sua d e s t r u i ç ã o total ( Ê x 3 2 . D t 1 . naquele momento. Ao invés de irem para o n o r t e . Saul v i v e n c i o u algo semelhante após sua unção (ISm 10. Com ele falo face a face. N m 12: D e s a f i o à l i d e r a n ç a de Moisés A murmuração seguinte veio de Miriã e Arão. Mas n o Egito. 1 9 . Saudades da abundância de peixes e legumes do delta do Nilo logo produziram um desejo irresistível. irmãos de Moisés. A direção e companhia do S E N H O R eram algo muito real ( 3 3 . mas o p o v o preferiu o u v i r os dez "profetas da catástrofe". Moisés ficou em silêncio. • Ômer (32) " U m a carga de jumento".. 7 .4 8 . elas foram a resposta d e Deus a o clamor d o povo por carne.1-2. sua súplica As codornizes A c o d o r n i z . A oração de Moisés naquele momento foi surpreendente. 5 . C o m o Miriã foi a única pessoa castigada. • Cuxita ( 1 ) pode ser midianita o u etíope (NTLH). para Canaã. 29 Moisés demonstrou uma atitude notável num líder: poder sem qualquer sinal de corrupção (veja 1 2 . 4 1 . as aves chegaram c o m o vento da tarde e pousaram para descansar. atravessando duas vezes por ano a região n a qual o s israelitas peregrinaram depois d o êxodo. N m 13—14: O s espias d ã o s e u relatório. N m 11: R e c l a m a ç ã o p o r c a u s a da comida O gosto. Deus lhes deu o que queriam até não poderem mais! E com a fartura veio o j u í z o pela atitude p o r trás da reclamação.1 5 ) ? Sua resposta f o i d a r a u m g r u p o de 7 0 líderes. foi sugestão do povo enviar espias. No inverno. e ele vê a forma do SENHOR. supostamente essa contestação partiu dela. Mas foi necessária uma derrota terrível para fazer o p o v o se dar conta do que estava acontecendo (14. segundo a N T L H ) dão a medida da glutonaria do povo.8 ) . e m N m 12.

mas são evidentemente uma raça de gigantes a exemplo de Golias. 1-31: sacrifícios a serem oferecidos após a conquista de Canaã.. Não foi apenas a desobediência daquele homem.22). A NT1. Nm 15: L e i s d i v e r s a s 0 primeiro versículo deste capítulo é totalmente oposto ao anterior. d e v e ler dado uma excelente idéia d o que encontrariam na terra prometida. o vale fértil encontrado pelos espiões. As instruções que se seguem são para "quando entrarem na terra". mas mais provavelmente "enganar" (NTLH). sempre prontos a se esquecerem de Deus. • Calebe jamais perdeu sua confiança absoluta em Deus. se lembrassem dele e de seus mandamentos. c o m suas uvas.6-15). Datã e Abirão teve em vista um ataque duplo: contra Moisés e também contra Arão. N m 16: A r e b e l i ã o d e C o r á A aliança nada santa entre C o r á . mas também a sua arrogância. • Onde manam leite e mel (13-14) Descrição vívida de uma terra fértil.4. que fez com que fosse expulso da comunidade do povo da aliança de Deus. mas foram novamente salvos por Moisés e Arão. 37-41: os pingentes nas pontas das capas serviriam para que os israelitas. Quarenta e cinco anos mais tarde. A razão da queixa de Corá (e da sua companhia de 250 levitas) é o monopólio do sacerdócio por parte de Arão. Vs. "Agora vocês querem também ser sacerdotes?" (10b). Porém no dia seguinte toda a comunidade se opôs à liderança e ficou sujeita ao juízo de Deus. e foi Deus quem pôs fim à rebelião. Na verdade esta acusação era contra Deus (11). n o lado norte d o deserto d o Kejiuebe.. Nada se sabe sobre eles fora da Bíblia. A p ó s os lundus anos n o deserio.H traduz por "uma terra boa e rica". Essa entrada podia ter sido adiada. mas certamente aconteceria! Vs. 32-36: a seriedade da transgressão do sábado. descendentes de Enaque (13. • Lançar pó aos olhos (14) Talvez torná-los escravos. lista foto é de Kin A v d a i . Vs.» Anaquins (13.33) Veja G n 6. "Será que não basta para vocês" s e r v i r como levitas? ( 9 ) . ele escolheu o território dos descendentes de Enaque para conquistar para si (Js 14. . Deus aceitou o argumento embutido na súplica de Moisés e Arão (22) e não destruiu o povo. aos 85 anos. romãs e figos. Datã e Abirão (da tribo de Ruben) acusaram Moisés de ser prepotente e de ter falhado da missão de levá-los à terra prometida (1314).

26.1. a maioria das cidades ficava nas planícies e nos vales.17-18). Durante o inverno (a estação das chuvas). não nos surpreen- . Estes fatos se populações que se estabeleceram de encaixam muito bem naquilo que forma definitiva num certo local. Estudos recentes revelaram que os estilos de vida nômade são.13. e os animais. mas nos longos meses do verão. flexíveis e que mudanças econômicas. 18. E. 23.12). que a situação é mais complexa do Abraão acampou nas proximidades que isso.27. Houve seus rebanhos e que tinham contato um tempo em que se pensava que os regular com as populações sedentánômades e os agricultores sedentários rias.18-19). climáticas ou políticas em determinada região podem levar as pessoas a adotar um estilo de vida sedentário. geralmente seco. Assim. onde era fácil de plantar e colher.12. Levavam os seus animais para pastarem nos campos ceifados. Em várias ocasiões. como a compra e venda recíproca de bens e produtos (Gn 34.tores seminômades que se deslocatagens para seus rebanhos. 14. numa terra onde as chuvas são escassas. 26. sabemos sobre a vida dos nômades pastores daquele tempo. às vezes seguindo o famílias são retratados como pasritmo das estações. Assim. Tanto Abraão da Arábia até o estilo seminômade mis.20). ajudavam a fertilizar o solo. Aqui duas meninas beduínas pastoreiam os rebanhos.198 Pentateuco Vida nômade John Bimson Os nômades se deslocam de um Abraão. os nômades entravam em contato com a população sedentária. muitas vezes. Além disso. Isaque e Jacó e suas lugar a outro. chegando a comprar nómade. deslocam com camelos pelo deserto 14. Nos tempos do AT. Jacó ria. ao se deslocarem por ocasião do verão.10!.quanto Isaque fizeram tratos com o turado com períodos de vida sedentárei de Gerar (Gn 21.25. Há diferentes estilos de vida de Hebrom. Normalvam de um lugar para outro com os mente eles vivem em tendas. em busca d e novas pastagens para seus rebanhos. desde os nômades que se terras da população local (Gn 13. a disputa por causa de poços era uma cena freqüente (Gn 21. os nômades criadores de gado encontravam boas pastagens nas regiões montanhosas da Palestina. por sua vez.31). Os nômades m u d a m d e u m l u g a r para o o u t r o . em busca de pas. tinham de procurar água e pastagens nos vales.18. Muitas vezes a vida dos nómades comprou terras dos moradores de se relaciona de perto com a vida das Siquém (Gn 33. havia outros benefícios mútuos. Os direitos sobre as pastagens e os poços de água tinham de ser negociados. Ló deslocou os seus rebanhos e tinham estilos de vida conflitantes e foi acampando até chegar a Sodoma nunca se misturavam. Hoje sabemos (Gn 13.

os túmulos posteriormente passaram a ser pintados de branco (veja Mt 23. Num mesmo ano. de que Ló tenha ido morar em Sodom a (Gn 14. florescer e frutificar do bastão de Arão tinha uma lição prática. Deus deu aos sacerdotes a sobra de todas as ofertas sacrificiais.. é p r o v á v e l q u e sejam semelhantes àquelas e m q u e o s patriarcas e suas famílias viveram.1-13: A m o r t e de M i r i ã . N m 20. 19. E m Cades. quando estavam prestes a entrar em Canaã. a falha de Moisés A maior parte dos 38 anos j á se passara desde 13. 2-13 lembra algo semelhante que ocorreu no monte Sinai (Êx 17.?". O que eles davam deveria ser o melhor. que Acredita-se que as lendas que os beduínos usam ainda hoje foram desenvolvidas lia milhares d e anos.27). Para minimizar o risco de contaminação acidental.5-8). São feitas de tiras tecidas m a n u a l m e n t e c o m pêlos de bode. U m deles é a sala de visitas.1-7).25-29. Os levitas recebiam os dízimos do povo (dez por cento de todos os rebanhos e safra.1-10) era a solução para casos de profanação pelo contato com um cadáver. onde este incidente ocorreu.12.1. . Neste caso. como dádiva a Deus. morreu Miriã. Estavam reclamando quando saíram do Egito e ainda reclamavam após todos os anos de provisão de Deus. O bastão foi g u a r d a d o no santuário de Deus como advertência permanente. na fronteira com E d o m . Eles por sua vez davam dez p o r cento aos sacerdotes.. descrita nos vs. com as cortinas laterais abertas. N o interior. Em lugar de herança. 1122.12).1) e que Isaque tenha ficado em Gerar o tempo suficiente para plantar e colher o que havia plantado (Gn 26. N m 18—19: D e v e r e s . Nada parecia c u r a r as murmurações do povo. O u t r a s cortinas o u divisórias podem ser levantadas q u a n d o la/. A s s i m . 33. morreram M i r i ã . calor. o fenômeno pode ter sido o rompimento (talvez provocado p o r uma tempestade) da superfície dura e irregular que se forma sobre profundos lagos de lama líquida no vale de Arabá. A s tendas são íi prova d'água. A r ã o (20. o que significa que são igualmente adequadas para a estacão das chuvas. Não havia mais possibilidade de contestação. dos primeiros frutos e das primeiras crias.38-39) e Moisés (Dt 34. O incidente nos vs. N m 17: D e u s e s c o l h e A r ã o Como todos os milagres bíblicos.Números 199 • A terra a b r i u a s u a boca e o s e n g o l i u (32) Deus fez uso de forças naturais para executar seu j u í z o (como nas pragas do Egito). t r i b u t o s e ritual N e m os sacerdotes nem os levitas receberam herança na terra prometida: Deus era a porção deles. costuradas umas nas outras p a r a fazer longas faixas. Todos podiam ver sobre quem recaiu a escolha de Deus. O pecado de Moisés parece estar nas palavras "será que vamos ter de fazer sair água. dados a Deus). o germinar. cortinas d i v i d e m a tenda c m c ô m o d o s . O ritual com a novilha vermelha (19.

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á . ao Jaboque. va ^ • .35: D e s v i a n d o de E d o m N m 20. no Norte. 23.. Jesus lembrou esse incidente a Nicodemos. perto da fronteira de lídom. havia tomado as terras de Moabe e ser reino se estendia do Arnom. O que é surpreendente é a revelação de que a fonte do conhecimento de Balaão era o próprio Deus. após toda uma vida de confiança e obediência. A recusa edomita de permitir a passagem de Israel resultou num longo desvio para o Sul e ao redor de Edom. página anterior: Os israelitas foram obrigados a pegar um desvio por região inóspita. • Atarim (21. de leste a oeste. fica perto de Pefra e bem distante de Cades. rei de Moabe. O local tradicional (veja foto). Mas os edomitas não abriram passap o v o se deslocava para o Sul até o golfo de Acaba (o " m a r V e r m e l h o " aqui) para evitar o território de E d o m . para contratarem Balaão. não Deus.17) Em algumas partes da península do Sinai e no sul da Jordânia a água fica perto da superfície.9).1) Não se sabe onde ficava este lugar. para desespero e irri- . As serpentes venenosas são consideradas u m castigo.14-21: E d o m n ã o d e i x a q u e os israelitas passem Os israelitas h a v i a m tentado i r para o Norte. especialmente palavras solenes de "bênção" e "maldição". Por causa disto. • Água da rocha Sabe-se que a rocha calcária do Sinai retém água (veja Ex 17.33) levam a pessoa a se arrepender mais tarde.10. um lugar difícil de transpor. Moisés não entraria na terra com o povo como tanto desejava. perto de Carquemis). • Poço (21. Três vezes repetiram o mesmo ritual (22. -V. o rio Arnom esculpiu um enorme desfiladeiro. P'"! W Nm 2 2 — 3 6 Nas planícies gem. Até o maior dos servos de Deus. que foi negada. tendo sua capital em Hesbom.13 Correndo na direção do mar Morto.202 Pentateuco dão a entender que ele e Arão..14-15). tiraram a água da rocha. 23. ^--. a fim de vir e amaldiçoar seus inimigos. para que o deslocamento para o Norte se desse d o lado oriental o u leste do mar Morto. fazendo pouco caso das promessas e da diplomacia de Moises. para que todos que tivessem fé nele tivessem vida eterna ( J o 3. O s israelitas geralmente só precisavam cavar poços rasos para encontrá-la. pode cair. • 21. E nem suborno nem ameaça o impediam de dizer a verdade assim como Deus a revelava a ele. . o rei dos amorreus. • Teu irmão Israel (14) Isto não era apenas um modo de falar. diretamente a Canaã. rapidamente enviou mensageiros a Pctor (provavelmente Pitru. e n q u a n t o o de Moabe N m 22—24: B a l a q u e e B a l a ã o Os israelitas vitoriosos tornaram a acampar junto à fronteira do reino de Balaque. Seguindo para o Norte.. q u a n d o o s edomitas barraram seu cantinho para a terra prometida. N m 20.v-. mas um antídoto foi providenciado.. os israelitas derrotaram Õgue de Basã (nordeste do lago da Galileia) em Edrei. A vitória sobre o rei de A r a d e foi rapidamente seguida de q u e i x a s .22—21. Era uma atividade rotineira para o profeta.. que. a nordeste de Cades. numa época em que todos acreditavam no poder que as palavras têm de influenciar os acontecimentos. pois os edomitas eram descendentes de Esaú. e sofreram uma t e r r í v e l derrota (14. na fronteira noroeste de Edom.27—24. o adivinho. • Estrada real/estrada principal (17) Ela ligava o norte do golfo de Acaba com a Síria.21-25.13-24. E m N m 21.41— 23. mais uma vez Israel pediu passagem. com apoio midianita. Atualmente. passando a leste do mar Morto. Três vezes Balaão abençoou Israel. Mas desta vez eles partiram para o ataque e saíram vitoriosos. Acontece com freqüência que palavras ditas de forma precipitada (veja SI 106. apoiado por Joscfo. irmão de Jacó. Arão morreu n o monte Hor. Moisés bateu na rocha no local onde Deus indicou.25. contra as ordens de Deus. A g o r a deveriam na direção leste. O monte H o r deve ser Jebel Madeira.. há um monumento chamado t ú m u l o de A r ã o n o t o p o desse monte. ' • . O p o v o só precisava olhar para a serpente de bronze para ser curado. N m 20. dizendo que ele também devia ser levantado.6). Scom.39-45). junto ao rio Eufrates. no Sul.22-29 registra a morte de Arão.

• A origem destes oráculos Não se sabe como estes oráculos foram incluídos em Números. 1 .C. • Monte Abarim (12) Este era o nome de uma serra o u cadeia de montanhas. N m 11. V s . veja L v 23. das Semanas (primeiros frutos).2-13. 3"medanira".14-15 relaciona isto com a o b r a d e salvação realizada p o r C r i s t o . • Baal-Peor (3) A divindade adorada naqueCap.12-23: J o s u é é o novo líder do povo A vida de Moisés estava chegando ao fim.13. sempre dissesse a verdade.1 1 : O d i r e i t o d e h e r a n ç a das f i l h a s A lei dizia que a terra era passada do pai ao filho mais velho. 12-38: para a Festa dos próprio do grande deus da fertilidade dos Tabernáculos (Barracas).Números tacão de Balaque. C o m respeito a e religiosas. indicam que os oráculos foram escritos por volta do século 12 a. J o 3. Esta Nm 26: O s e g u n d o c e n s o Os números são ligeiramente menores que no primeiro censo (uma geração inteira foi substituída por outra. mas desde o final dos devem ser mantidas.. morreu o restante da geração que saíra d o N m 28—30: Regras p a r a o culto Egito. A rigor. O motivo do censo. 1 Relações sexuais com mulheres moabitas do sábado.. 64-65). foi para que a terra pudesse ser dividida proporcionalmente. levantou n o deserto era salvo. braço direito de Moisés (Êx 17. Nm 25: I d o l a t r i a e m P e o r Foi por ordem de Balaão (31. Mas fatores lingüísticos. . "Baal" (que significa "senhor" o u ofertas para a Festa das Trombetas: 7-11: para "mestre") gradativamente tornou-se o nome o Dia da Expiação. 203 casar-se com homens da própria tribo para assegurar a herança tribal (veja cap. na c r u z . Nesta ocasião ele recebeu autoridade para liderar a nação no lugar de Moisés. ele pagou por isto com sua vida (31. Os vs. as mulheres normalmente não podiam receber herança. Promessas feitas a Deus termos parece confusa.16) que as mulheres midianitas corromperam os israelitas em Peor. Josué. Josué e Calepúblico. mantendo-a na tribo. 26-31: a Festa Deus e adorar Baal. 33. na falta de filhos.1-8: ofertas de cada dia. 36). a rota principal para o norte. de onde se via Jericó. mas em Israel foi decidido que. às portas da terra prometida. juramentos de qualquer natureza (2). Moisés avistou a terra do alto do monte Nebo. Em outros países do Oriente Próximo. 29: as festas do sétimo mes. e "As já revelam uma mistura de práticas sexuais grandes festas religiosas". p o r ordem d e Deus. com a exceção de Moisés. "ismaelita". • Moabita. F. Mas elas deviam O s israelitas pediram aos edomitas permissão para seguir viagem pela Estrada d o Rei ( f o t o a b a i x o ) . entre outros. Com a morte daqueles que adoraram Baal.11. votos be (26. • 0 incidente da j u m e n t a O propósito de Deus parece ter sido impressionar Balaão. apesar dos esforços de Balaque. de tal modo que. 9-10: ofertas • V. 30: votos. ofertas.9-13.15-19 prevê um futuro rei vitorioso que derrotará todos os inimigos de Israel. 28. Nm 24. U m a escultura moderna de b r o n z e n o monte N e b o representa uma serpente enrolada na c r u z . O s israelitas rebeldes foram picados p o r serpentes venenosas e muitos morreram. 24. cananeus. "moabita". Mas quem o l h a v a para a serpente d e b r o n z e que Moisés. Os edomitas não d e r a m permissão. veja Lv 1—7 e "Sacrifícios". midianita A alternância entre os Cap.6-9). desta vez.65). Nm 2 7 . Os acontecimentos descritos aqui C o m respeito a festas. ali. as filhas podiam receber a herança. 52-56). Os homens em Israel estatempos patriarcais havia muita superposição vam incondicionalmente comprometidos por no uso dos termos "midianita". foi escolhido por Deus para ser o sucessor de Moisés. 1-6: le local. 15 estabelecem os termos sob os quais os juramentos feitos por mulheres são obrigatórios. • Vocês d o i s se revoltaram contra a m i n h a o r d e m (14) Veja 20. de acordo com o tamanho dos vários grupos (vs. O quarto oráculo superou a todos. 11-15: ofertas para a Páscoa e e a levaram os homens de Israel a desobedecer a Festa dos Pães sem Fermento. Mas Zelofeacle só tivera filhas.28) e um dos dois espias fiéis (14.8). N m 27.

pela metade. O exército deu a quingentésima parte (1/500) dos seus despojos de guerra aos sacerdotes. Esta geração se mostrou obediente a Deus. cidades de refúgio Veja também Js 20—21. na retaguarda. Mais adiante. São listados quarenta lugares de acampamento. do Egito às planícies de Moabe.Pentateuco era uma sociedade patriarcal na qual os homens asseguravam seu controle sobre as mulheres. . 52b A intenção era eliminar tudo que tivesse qualquer relação com as religiões idólatras: as imagens de escultura e os locais de adoração ("lugares altos" onde eram construídos santuários). em Ê x o d o . N m 35: P r o v i s ã o p a r a o s levitas. foi traçado um plano para permitir que a força militar dessas tri- bos deixasse seus rebanhos e seus dependentes a salvo. Parte da tribo de Manasses conquistou Gileade e Moisés deulhes esta terra.1-11. N m 31: G u e r r a s a n t a c o n t r a os midianitas Os midianitas foram punidos pelo seu pecado de induzir Israel a adorar deuses falsos (veja cap. 25 e notas). N m 33: Estágios d a j o r n a d a Este capítulo é um resumo de toda a jornada. N m 34: A s f r o n t e i r a s d o país Veja também Js 1 3 — 1 9 . Assim. a maioria agora desconhecida. N m 32: T r i b o s a leste d o J o r d ã o As tribos de Ruben e de Gade queriam assentar-se nas terras boas para a criação de gado que ficavam a leste do J o r d ã o . • V. Os vs. O exército e o povo dividiram os despojos entre si. os midianitas surgirão novamente na história de Israel (veja J z 6—8). porém. o povo deu a qüinquagésima parte (1/50) do seu despojo aos levitas. N m 36: A h e r a n ç a das m u l h e r e s Veja 27. mas apenas sob condição de que ajudassem na conquista de Canaã primeiro. Seu pedido foi concedido. Veja o mapa "Fuga do Egito: as peregrinações no deserto". e foi vitoriosa. 48-54 registram a oferta especial do exército dada cm gratidão pelo retorno em segurança.

Prólogo histórico 1.1-5: I n t r o d u ç ã o O tempo e o lugar foram cuidadosamente especificados. • V . ficou livre do peso de ser o único líder do povo.C).6-46: D o S i n a i a C a d e s Vs.6—3. independentemente do destino do resto do mundo. "Lembrem-se do amor de Deus".18-21. nas planícies de Moabe a leste do rio Jordão. Cláusula de documento 27 5.1-8: veja N m 20. Jetro (veja Ê x 18.22—23. os israelitas estavam acampados nas planícies de Moabe e prestes a entrar na terra prometida (cerca de 1260 a. Moisés disse ao povo: "Lembrem-se de que vocês foram escravos no Egito". O chamado de Abraão foi feito para desfazer o pecado de Adão. no final das peregrinações do deserto. o propósito da aliança jamais foi apenas que o criador queria Israel como povo especitd. Os Dez Mandamentos de Êx 20 são repetidos em Dt 5. Moisés anunciou a mensagem de Deus a Israel. O título do livro.. O foco passa a ser a vida fixa ou sedentária numa nova terra.14-21. Caos. 31—34 As últimas palavras de Moisés Dtl— 4 Primeiro discurso: recapitulação da jornada D t 1. mas na verdade o livro contém uma reafirmação da aliança do Sinai. 19 "Deserto" significa simplesmente região desabitada.68 Os dez mandamentos A lei de Deus Instruções para a vida na nova terra Caps. 2 Horebe é outro nome do monte Sinai. D t 2. D t 1. Os vs.29 2.1—4. Resumo Moisés se dirige ao povo de Israel que estava em vias de entrar na terra prometida. que vem da tradução grega. Quem lhe deu o sábio conselho de delegar tarefas foi o seu sogro... por meio dela. Isto exigia uma resposta: "Lembrem-se de. obedecer.19 têm paralelos em Deuteronômio. Estipulações básicas 4—11 3.15-68 7. implica uma segunda doação da lei.43 usa o termo mais amplo "cananeus".13-26). 4. os espias e seu relatório: Veja Nm 13—14.1—4. o livro continua firmemente arraigado neste grande personagem histórico que foi Moisés. Até os estudos críticos dos séculos 18 e 19." Tom Wright . • V . Maldições 28. Recapitulação 29—30 Muitas das leis registradas em Êx 20. Embora os edomitas tivessem negado passagem aos israelitas " A i a Bíblia hebraica. o criador se revelttsse ao mundo e o salvasse na sua íntegra. Na ocasião.44—22. com terreno acidentado e pedregoso. Estipulações detalhadas 12—26 4. Mas há oásis. com algumas pequenas variações. judeus e cristãos geralmente consideravam Deuteronômio as palavras exatas de Moisés. No entanto. Atualmente os estudiosos querem reconhecer a contribuição de editores posteriores e não há acordo quanto à data da composição final. o que mostra a sua importância para os primeiros cristãos.14-25): Moisés relembra do alívio que sentiu quando. • Amorreus (44) Nm 14.. 9-18 (veja N m 11.43 205 Recapitulando a jornada pelo deserto Cops. A estrutura de Deuteronômio (a forma de aliança do AT) é muito parecida com a de um tratado daquele tempo (veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo"): 1. Este seria o segredo para receberem as bênçãos de D e u s .DEUTERONÔMIO 0 primeiro versículo de Deuteronômio diz: "São estas as palavras que Moisés falou a todo o Israel". A terra e a aliança de Deus com seu povo são os grandes temas de Deuteronômio. com quantidade surpreendente de vegetação após as chuvas do inverno. 1.43: D e A c a b a às planícies d e M o a b e 2. 19-46. Este livro é citado mais de 80 vezes no NT. Ao norte do Sinai a terra é estéril e desolada. ao delegar responsabilidade. 29—30 Escolham a vida! A Tenda e adoração de Deus Caps. Bênçãos 28. Quarenta anos após o êxodo do Egito.1-14 6. E s q u e c e r Deus nessa nova etapa da vida seria desastre na certa. • V. É uma "exposição" da lei." — permanecer fiéis. que levaram a uma visão bastante fragmentada do Pentateuco. 7 A terra que Deus prometeu a Abraão: Veja G n 15. Ele recapitula a jornada e lembra ao povo a aliança que eles têm com Deus. o coração da antiga aliança. Pois era a Deus que deviam sua liberdade e todas as coisas boas prometidas a eles. O propósito da aliança era que.

Dt 34). etc). O rei do Egito se recusou a deixar o povo de Israel ir embora e. fazendo deles uma nação.1-10. libertando-o da escravidão e dos trabalhos forçados (Êx 3—4). Isto condiz com o realismo bíblico. Moisés teve um encontro com Deus na "sarça ardente". na beira do rio. onde foi resgatado por uma princesa. .24-26) parecem indicar que ele não tinha certeza quanto à sua identidade durante aquele período no exílio. foi aumentando. o rei do Egito decretou que todos os meninos hebreus recém-nascidos deviam ser mortos.3 ele é descrito como "um homem humilde". até ser vista como uma ameaça para os egípcios.23-25. Moisés guiou o povo pelo deserto durante quarenta anos. mas não como um super-homem. colocou-o numa cesta entre os juncos. Moisés morreu no alto do monte Nebo. ele foi o mediador da aliança que Deus lhes propôs. teve de fugir do Egito. Vivendo no deserto. No entanto. no monte Sinai. Durante a caminhada pelo deserto. Mesmo relutante. No entanto. depois da apostasia de Israel no episódio do bezerro de ouro. Suas tentativas de livrar-se da missão que Deus estava lhe dando e o fato de necessitar de um porta-voz na pessoa de Arão. casado com uma moça do local. não sem antes ter visto de longe a terra prometida (Dt 32. em razão disso. Ali. não podendo mais escondê-lo em casa.48-52. A mãe dele. e educado no palácio real (ÊX 2. voltou ao Egito para conduzir o seu povo para fora do Egito. Homem o u super-homem? Moisés é apresentado como um grande homem. antes de ele se tornar o líder de Israel. seu irmão. até que estivessem preparados para entrar na terra que Deus havia prometido a Abraão (Gn 15). uma jovem midianita.206 Pentateuco Moisés Alan Millard A família de Jacó que se reuniu com José. sugerem que se tratava de uma pessoa tímida (Êx 4). Diante disso. A última delas trouxe consigo a instituição da Páscoa e precipitou o êxodo do Egito (ÊX 5—14). e o fato de não ter circuncidado o seu filho (ÊX 4. Em Nm 12. veja At 7. as freqüentes queixas do povo fizeram com que sempre de novo ele se voltasse para o Deus que havia prometido estar com ele (Êx 15. criado pela própria mãe. no Egito. na condição de pastor nômade. essa questão tinha de ser resolvida. Deus fez a proposta para que ele viesse a ser o fundador de uma nova nação. desencadeou as dez pragas. U m resumo da vida d e Moisés Foi nesse período que nasceu Moisés. Ele recebeu de Deus as leis morais e religiosas que seriam a constituição de Israel. o povo de Israel. Apesar das rebeliões e da desobediência. na Transjordãnia. Moisés socorreu um patrício hebreu. Conhecedor de suas origens. quando. desse modo. e.22). Seu casamento com Zípora. Moisés guiou o povo através do mar Vermelho para dentro da região do Sinai.

207 Moisés. Acima de tudo estava a reverência ao mesmo Deus único. mas sabese que o Faraó egípcio Akhenaten. mostrou que Deus se agradava dele e fez com que o povo o aceitasse e respeitasse. chegando ao monte. Sem essa descoberta. com a descoberta da capital desse Faraó.7-29). impôs em todo o Egito o culto a um único deus (Aten. o disco solar). pouco saberíamos a respeito de sua revolução. Este fato só veio a ser conhecido nos tempos modernos. Merneptah (cerca de 1213-1203 a. Aos poucos. A possibilidade de que existiu um Moisés e um ensino como o que ele transmitiu pode ser defendida a partir dessa analogia com Akhenaten. seu profeta (Dt 18. desde o Egito até o momento em que o povo se preparava para entrar na terra santa. ao contrário. se ofereceu para sofrer o castigo em lugar do povo (Êx 32. Outras eram semelhantes às de outros povos. E. quando Ramsés II governava o Egito (cerca de 1279-1213 a.ex. especialmente os vs. Moisés era o porta-voz de Deus. C o n t e x t o histórico A evidência histórica e arqueológica dá sólida sustentação ã tese de que Moisés atuou no século 13 a. as leis fizeram de Israel uma nação.C) e dominava a região de Canaã. 30-33. o sucessor de Ramsés II.35. permitindo que filisteus e outros povos ali se instalassem. a lei de Israel. Aquele foi um período de grandes mudanças. e todas as referências a ele e ao seu deus foram eliminadas dos registros egípcios.36). Tudo indica que se tratava de alguma das tribos que. na terra de Canaã. Um só D e u s : a lei p a r a Israel Moisés julgava questões entre o povo ainda antes da chegada ao monte Sinai (Êx 18. Não existe evidência direta da época do próprio Moisés. visto que elas pressupõem uma autoridade final única. creditou a sl a vitória sobre um povo chamado Israel. estava tomando posse da terra.C. e em lugar das cidades-estado (como em Js 9—12) estavam surgindo .13-26).1. ele recebeu de Deus a Torá. por volta de 1340 a. que se tornaram a base da sociedade judaica e ocidental.. Vale lembrar que essa capital foi abandonada depois da morte de Akhenaten. Êx 21.C). a assumirem em conjunto a tarefa de proverem pelo santuário comunitário. o tabernáculo. ensinando as tribos até então desorganizadas a viverem em união. 0t 9. a fundição do ferro estava começando a difundir a sua nova tecnologia.2. tornando ilegal o culto a qualquer outra divindade. Entre as leis estão algumas que já eram observadas e endossadas pelos povos vizinhos que tinham um modo de vida semelhante ao de Israel (p. e a lutarem para defender todo o povo. O monoteísmo que Moisés proclamava (Êx 20. Sob a firme liderança de Moisés. embora o ensino de Moisés seja muito superior ao de Akhenaten.C. os Faraós foram perdendo o controle sobre aquela região. Dt 6.C. mas adaptadas especialmente à realidade de Israel.15-18). Seu envolvimento nos atos poderosos de Deus.4) é tão diferente de todas as outras idéias religiosas conhecidas no antigo Oriente Próximo que muitos eruditos acreditam que tal monoteísmo não poderia ter surgido antes do século 7 ou do século 6 a. Esta inclui os Dez Mandamentos. As exigências absolutas expressas nos Dez Mandamentos não tém paralelo em outras culturas daquele tempo e é difícil de imaginar que sociedades politeístas pudessem chegar a formular leis definitivas como essas. naquela ocasião. que apresentava a palavra de Deus ao povo e a interpretava.

não podemos precisar as datas destes acontecimentos. . que pudesse ter ficado nas ruínas de alguma cidade daquela região teria apodrecido há muito tempo. feito em folhas de papiro. Os reis egípcios não costumavam registrar a ocorrência de desastres e derrotas em seus monumentos. A o sopé desse m o n t e existe u m a fonte q u e leva o nome d e Moisés. nada foi encontrado. Moisés m o r r e u n o m o n i c N e b o . em relatos fora da Bíblia. a respeito da morte dos primogênitos ou da destruição de tropas egípcias no mar Vermelho. Os israelitas moravam na região do delta do Nilo. É possível que as narrativas bíblicas tenham sido concluídas algum tempo depois dos acontecimentos que registram. e praticamente nenhum documento administrativo daquele tempo sobreviveu. o fundador da nação de Israel. Qualquer registro sobre a fabricação de tijolos. Moabe e. um pouco mais tarde. Esses textos são o testemunho da carreira notável de um grande homem. Israel. seja em egípcio. mas é perfeitamente possível que Moisés tenha feito algum registro sobre os mesmos e que as leis foram preservadas por escrito.Pentateuco estados ou nações como Edom. babilônio ou cananeu (uma forma primitiva do hebraico). Por não haver nenhum registro egípcio a respeito da permanência de Israel naquele pais ou a respeito do êxodo. Apesar de várias afirmações neste sentido. d o n d e p o d i a v e r a terra p r o m e t i d a .

os seus estatutos e os seus mandamentos. e 32). Gade e Manasses. A lei do sábado Moisés acrescentou "para que o teu servo e a tua serva descansem como t u " (5.30) O AT não vê conflito algum entre a soberania de Deus e a liberdade humana.27) U m ponto elevado no monte Nebo.11) provavelmente era um caixão. o caixão tinha 4 m x 2 m.16—20. N m 20). o sábado se baseia no descanso de Deus após a criação. Moisés relembrou a história dos feitos de Deus em favor de Israel nos 40 anos passados.3) Veja Nm 25. • Pisga (3.Deuteronomio 209 pela estrada principal ou estrada real. 2. logo. famosa por seu gado.21.15) ( E m Êx 20. Basã. • Seir(2. A terra de Ogue era parte do reino amorreu. • 4. pois.1-20: guerra contra o rei Ogue.44-49: I n t r o d u ç ã o Estes versículos introduzem a reafirmação da aliança que Moisés fez ao povo antes de atravessarem o J o r d ã o . " P o r causa de vocês'" não é apenas uma tentativa de transferir a culpa. Guarda.26-37: veja N m 21." 4. a terra a leste do rio Jordão ocupada pelas tribos (veja Nm 21.) N o mandamento que trata da honra devida a pai e mãe.. parece que estavam dispostos a vender-lhes alimento.17. e espera que seu povo faça o mesmo. Deus mantém a sua palavra através dos séculos.14). H á algumas pequenas alterações interessantes aqui. 3. • Baal-Peor (4. Dt 4 .36-38) por causa do parentesco era característica do tempo dos patriarcas e do tempo de Moisés. o castigo de Moisés (veja 4. Foi a provocação do povo que levou Moisés à ira. notas em Êx 20 e " U m estilo de vida: os Dez Mandamentos".8) As montanhas de "Seir" ( E d o m ) encontram-se ao sul e leste do mar Morto. .21-35. Moisés queria conduzir seu povo para dentro da terra p r o m e t i d a . e a região em torno..8 Regras permanentes de conduta. 6 8 Segundo discurso: a lei D t 4. para que te vá bem. Veja Êx 4. e "lembrarás que foste escravo no E g i t o . D t 5—11: O s D e z M a n d a m e n t o s Dt 5: veja também Ê x 19.41-43: três cidades de refúgio a leste do Jordão. 4 4 — 2 8 . 3. 4. Jamais se diz que Deus "endureceu o coração" de uma pessoa boa. • Arabá (3. após "para que se prolonguem os teus dias". Acima de qualquer outra coisa.21. para lembrar-lhes a fidelidade de Deus bem como as responsabilidades deles para com a aliança. A simpatia demonstrada a Edom (os descendentes de Esaú). O "côvado comum" media cerca de 45 km. O "mar Salgado" é o mar Morto.21-29: um novo líder. Veja Nm 35.6-29. Moisés acrescenta " c para Israel a leste do Jordão: vitória sobre Seom e Ogue .17) é o vale que vai do mar da Galileia em direção ao sul até o golfo de Acaba. Moabe e Amom (descendentes de Ló. veja Gn 19.33-35. . naturalmente se mostraram atraentes para os criadores de gado das tribos de Ruben. Agora lembra-lhes o caráter que Deus demonstrou em seus atos c adverte a respeito das inevitáveis conseqüências da desobediência: "Só o S E N H O R é Deus em cima no céu e embaixo na terra. nenhum outro há. " (5. cerca de 15 km a leste da extremidade norte do mar Morto.1-40: Moisés pede ao povo que seja obediente e adverte contra a idolatria. • Sua cama (3. "Quinerete" é Galileia: a palavra vem do formato de harpa que o lago tem. O preço da desobediência foi alto.21-22. • Fizera o b s t i n a d o o s e u c o r a ç ã o (2. decretos e decisões judiciais.

com certeza. o relacionamento entre as partes que faziam um acordo ou tratado era uma descrição adequada do relacionamento entre Deus e o seu povo. dedicada exclusivamente ao S E N H O R . capaz i mexer com as emoções do vassalo e I deixá-lo consciente da importância da i obediência.2). 5 e L v 19. todavia. | aparecem certos termos que descrevem o comportamento de um vassalo j obediente. o risco de um falso orgulho (cap. 17). Muito se aprendeu sobre as características das alianças do AT. D t 6: o grande mandamento e instruções para ensinar as futuras gerações. descrito como a ocasião em que Deus revelou a sua lei. A forma da aliança A semelhança mais marcante entre as alianças do AT e os tratados . a lembrança do passado os manteria no trilho certo também em dias futuros. aproximadamente. o risco de esquecer-se de Deus. Esse novo relacionamento foi chamado de aliança.21 coloca a mulher em primeiro lugar. 9 ) . o fato de usarem termos e conceitos derivados desses tratados mostra que. segundo eles. E no último mandamento. Deus estava expulsando as nações por causa da perversidade delas e não por causa Alianças e tratados no Oriente Próximo Gordon Wenham A mesma palavra hebraica pode ser usada tanto para designar um tratado internacional como uma aliança entre Deus e o seu povo. E todas i estas coisas trazem consigo alguns riscos: o risco de perder a identidade como povo de Deus. Essa terminologia aparece repetidamente no AT. Todas as alianças firmadas posteriormente se reportavam àquela L i n g u a g e m d e aliança O objetivo de um tratado era I assegurar total lealdade da parte de | um rei ou Estado vassalo a outro rei I ou Império. Desde muito se notou o estilo retórico que caracteriza o livro de Deute. Se permitissem. forma. 8). Neste momento Moisés passou do passado para o presente e o futuro. Assim. A aliança feita no Sinai foi um passo decisivo na formação da nação de Israel. separando-a dos bens listados a seguir. a verdade é que essa revelação era simplesmente uma parte de um acontecimento muito mais amplo: o chamado de Israel para que fosse uma nação santa. através dessa comparação com os tratados que eram feitos naquele tempo. também. o risco de\ pensar que tudo que se tem é fruto de esforço próprio. "não esqueçam". que era vista como o modelo. Jesus disse que toda a lei podia ser resumida nas palavras do v.I 210 Pentateuco que te vá bem". Embora aquele acontecimento seja. em geral. Alianças foram feitas. e sobre o AT em geral. em três aspectos principais: linguagem. Num certo sentido. . Estudos mostraram que os pontos de contato entre tratados que eram feitos no antigo Oriente Próximo e as alianças que aparecem no AT não se limitam ao uso do mesmo termo. Moisés exorta: "Lembrem-se". "ouvir a voz de" seu senhor. que é o período durante o qual a maior parte do AT foi escrita. se empregava linguagem j pomposa e cheia de retórica. Mas. Lembrem-se do Egito (7. Em tratados.C. nos I tratados. todas as alianças posteriores foram simples renovações da aliança do Sinal. A aliança mais antiga que aparece na Bíblia é a que foi feita com Noé (Gn 9). 7). Alianças são semelhantes a tratados.18 (veja M t 22.| ronômio. Um vassalo rebelde era culpado de "pecado". Ele deveria "seguir". a aliança mais importante no AT do Sinai. O m e s m o p a d r ã o aparece n o registro d a aliança d e Deus c o m Israel. A prosperidade traria uma melhora inédita no padrão de vida. é a aliança do Sinai (Êx 19 em diante). Lembrem-se dos anos no deserto (8.18). Dt 7—11: Moisés conclamou o povo à fé c à obediencia. Os tratados em si datam do período que vai de 1500 a 600 a.37-40). Haveria muito mais a desfrutar (cap. É neste sentido que. e conceito. Israel logo estaria entre as nações pagãs e provaria a gloria inebriante da vitória (cap. Além do mais. uma obra que em outros j aspectos se parece muito com um tratado feito com um vassalo. Di 5. com Abraão (Gn 15. A maior parte desses tratados antigos foi descoberta no século 20. Logo. ! I I j O c ó d i g o d e leis d o s hititas inscrito nesta tábua seguia o p a d r ã o cost umei ro dos tratados daquela é p o c a . é provável que os escritores ao AT soubessem como se formulava um tratado ou uma aliança. "temer' "amar".

sua providência. ainda que não idêntica. 2. Assim. usado pelos hititas. Também está claro que. também no AT.11) Cisternas ou reservatórios para armazenar água coletada da chuva ou de uma nascente. exílio. ser escrita em pedras caiadas que seriam colocadas e m lugares públicos (veja 27. 11. • Poços (6. Lembrem-se do amor de Deus. Os judeus ortodoxos literalmente atam no braço direito e na testa cópias miniaturizadas de versículos de Êxodo e Deuteronomio que são colocadas em pequenas caixas chamadas tefilim ("filactérios"). Lembrado da maneira como Deus havia resgatado o povo.7).15-68). que te tirei da terra do Egito" (ÊX 20. O interior era coberto com c o único SESHOR. pois Israel tinha que s e lembrar também das suas próprias falhas (9. mas também responsabilidades (p. mas maldição repousa sobre ele. 4. Um rei hitita podia lembrar ao vassalo como ele estava sendo generoso. > Amarrem. De modo semelhante. por gratidão. Permitam que a lembrança disso os mantenha humildes.4-S daquela época diz respeito à forma ou estrutura básica.24). permitindo-lhe continuar no trono daquele reino anexado. 3. citando o autor do tratado. por parte do vassalo. caso não levassem a sério as exigências da aliança (veja Dt 28. descobertos pela arqueologia. m a s prometendo-lhe prosperidade e bênção. bons conhecedores do coração humano. caso o vassalo for fiel. descrevendo o documento que contém o tratado e prevendo a leitura do mesmo. Bênçãos e maldições. Tanto nos tratados como nas alianças. têm a tendência de enfatizar mais as maldições do que as bênçãos. descrevendo o relacionamento entre as duas partes antes da assinatura do tratado. caso rompesse o tratado.2). da justiça de Israel (9. São pin- tados quadros horríveis. Jesus estava pressupondo que seus discípulos estavam familiarizados com essa noção de aliança. seu poder. esse conceito de aliança ocupava um lugar importante na teologia judaica. seus j u í z o s . caso fosse fiel. logo. Filactérios datados do período do NT. a lei vem depois da graça. de toda a saa alma <• </i todas as suas forças. Entretanto. caso se rebelar. As e s t i p u l a ç õ e s . 6. Os formuladores de tratados e os escritores do AT. nosso Deus.18-20) As pessoas comuns não possuíam uma cópia da lei. ela devia ser ensinada oralmente. Um preâmbulo.Deuteronômk 211 "/. Os profetas lembraram ao povo que o relacionamento de aliança trazia consigo. Js 24. Esperava-se que. Uma lista d e deuses testemunhas do tratado." Dt 6. tinha seis partes: 1.. fiéis. 5.4).. Uma c l á u s u l a d o c u m e n t a l . Israel é encorajado a ser fiel a Deus. ameaçando o vassalo com doenças.. também. apesar da recente rebelião.2). e partes importantes anotadas onde estivessem bem visíveis. descrições dos terríveis sofrimentos que sobreviriam ao povo. Os Pergaminhos do Mar Morto revelaram que.1-10. não apenas privilégios.. nestes casos a forma está um pouco alterada devido ao fato de estar inserida em narrativas. Am 3. Js 8. Ame o SENHOR. o vassalo cumprisse o que havia sido estipulado. muitas vezes estavam ecoando essas ameaças contidas na aliança..9. obedientes (caps. teu Deus. Por exemplo. sua lei.32). etc. repitam. Um tratado típico do Oriente Próximo. Bênçãos e prosperidade são prometidas.ex. de todo o seu coração. 1 0 — 1 1 ) . As estipulações ou leis são apresentadas depois que o vassalo ouviu do suserano tudo que este havia feito por aquele. Um p r ó l o g o histórico. ISm 12. As alianças do AT têm uma estrutura semelhante. o fato de se crer em Deus fazia com que fosse omitida a lista de deuses como testemunhas. escrevam (6. aparecem em Êx 19—24. embora mais breves.senti'. Israel: o SESHOR. morte. Os judeus também afixam pequenos cilindros contendo versículos bíblicos nas ombreiras das portas de suas casas. Deus lembra ao povo de Israel a sua grande misericórdia: "Eu sou o S E N H O R . Toda a lei deveria. . as estipulações estão baseadas no favor imerecido do suserano. O conceito d e aliança Tratados e alianças começam com relatos históricos e enfatizam a graça e misericórdia do autor da aliança. seu Deu». Quando os profetas anunciavam o juízo vindouro. eram bem menores que os atuais. em intervalos regulares. ainda na época do NT. A maioria dos elementos que fazem parte de um tratado aparece em Deuteronomio: Dt 1—3 Prólogo histórico Dt 4—26 Estipulações Dt 27 Cláusula documental Dt 28 Bênçãos e maldições Outros exemplos dessa forma de tratado no AT. ao apontar para a sua morte como a inauguração da nova aliança (Mc 14. explicando a s responsabilidades mútuas dos parceiros.

Mas porque o M . O " n l n c t é r l o " q u e uni j u d e u o r t o d o x o usa sobre a teslti contém trechos importantes d a L e i .6-7. Dt 12.15-28: a carne não fazia parte da dieta básica do israelita c o m u m . Quanto à questão do sangue. . • A n a q u i m (9. • 10.22) Veja G n 46.19-20 e "Guerra Santa". embora após a morte de Salomão as tribos dissidentes tenham estabelecido dois santuários rivais para o reino do Norte.711 c / u r u d e casa. com seu Templo.2-5 "Não façam acordo de paz com eles. D t 12—26: Leis d e t a l h a d a s D t 1 2 — 1 3 : ídolos. mais tarde. A partir da época de Davi e Salomão.6) Veja N m 16.. • 7. Ebal (11. Nem todos devem ter sido mortos. a fonte não é conhecida. N a c e r i m ô n i a d o Bar Mitzvah.22.6-7 " T a m b é m as atarás t o m o sinal na tua m ã o . j á que os israelitas foram advertidos a não se casarem com gente desses povos. lauto o pensamento q u a n t o as ações estão sujeitos á v o n t a d e d e Deus.tO/t os amou. mas todos a comiam nas festas e nos sacrifícios. Este número não incluía as esposas e filhas dos filhos de Jacó.10-16 e "Sacrifícios". a mudança para a terceira pessoa parece indicar uma inserção posterior no texto. os cativos c todos os despojos eram de Deus. quando se deituivm equando se levantarem. Dt 12. tratamento de infratores.26-27. Deus traria juízo sobre os cananeus. n ã o porque vocês são mais tfo que outros povos. Quando a nação estivesse estabelecida. veja L v 17..7-8 argamassa ã prova d'água.. Veja 8. 27—28. Qualquer um que comprovadamente encorajasse a adoração de outros deuses (13. Siló foi o primeiro centro religioso da nação. Os poços eram mais estreitos na parte de cima para reduzir a evaporação. q u a n d o o j o v e m j u d e u passa a ser considerado " a d u l t o " . • Bènçãoe maldiçào:Gerizim. "O SFXHOR os atuou esto/fien. B i a i n s t r u ç ã o é seguida ao pé da letra p o r judeus aitlda hoje. Adotar as práticas religiosas que trouxeram destruição sobre os povos de Canaã seria uma atitude fatal para o povo de Israel.V. • D a t ã e A b i r ã o (11. Israel não deveria usá-los. a Lei é atada n o b r a ç o dele. Sendo Senhor da história. no tempo de Eli e Samuel. Repitam essas leis .16) Veja Êx 17. passou a ser a cidade santa de Deus. usando água do Nilo.18: a sedução das religiões pagãs era um perigo bem real." Dt 7.29—13.6-9 Aqui. sacrifícios. nem tenham pena deles".. • N ã o é c o m o a terra d o E g i t o (11.2) Veja Nm 13. Nesse caso. para salvar ou destruir. Deus escolheria um lugar específico para os sacrifícios.10) Lá as colheitas dependiam da irrigação. e tc serão p o r frontal entre o s o l h o s " . traria juízo sobre o seu próprio povo. assim como. Jerusalém.212 Pentateuco "Guardem scnqire no coração as leis que eu lhes estou (Ituulo hoje c não tleixeni de ensiná-las aos seus filhos.1-14: todos os lugares em que os cananeus praticavam seus ritos depravados deviam ser eliminados." Dt 6. • Massa (6. Dt 12.14) devia ser eliminado para servir de exemplo.26-32) Veja caps. Como Deus era responsável pela vitória numa guerra santa. • Setenta (10.

uma triste realidade na história de Israel. os recém-casados e os medrosos eram dispensados do serviço militar. 20. animais. ritos pagãos (9-13). pois o p r i m e i r o era entregue aos levitas. A lista aparece em Js 20: Quedes. os seus filhos e as suas filhas. De sete em sete anos as dívidas de compatriotas israelitas deviam ser canceladas e todos os escravos israelitas deviam ser libertos. D t 19: cidades de refúgio (1-13). V 19: A o cercarem uma cidade.3-21: Veja Lv 11. uma parte dos bens devia ser regularmente posta de lado. Semanas (Pentecostes). Os anciãos juravam que sua cidade era inocente. o futuro profeta (14-22). C o m o d i z Dt 16. Dt 15: o sétimo ano. Os v s . alimentos puros e i m p u r o s . Veja em Lv 25. ( E interessante observar.3. "todos deverão festejar e se alegrar: vocês. Afinal.14-20).1-17: as três festas principais. O s sacrifícios não deviam ser uma forma de livrar-se de animais defeituosos.13). Tabernáculos (Barracas) — todos os homens israelitas deviam trazer uma oferta ao lugar nacional de adoração.41-43). Dt 18. A lei de Deus seria o guia infalível do rei.18—17. O fato de serem procedentes de u m contexto pagão não impedia o casamento com essas mulheres. os órfãos e as v i ú v a s que moram nas cidades onde vocês v i v e m " .1-9 e 10-14: Toda vida humana tem um valor e uma dignidade fundamental diante de Deus. Ele oferece ao p o v o a o p o r t u n i d a de de desfrutar dos resultados d o seu trabalho e de compartilhar generosamente com os outros. D t 21: o homicídio não desvendado (1-9). N m 18. Dt 1 6 . Ele defende aqueles eme não têm voz nem vez. Dt 15. "será que elas são seus inimigos?" ( N T L H ) . mas a culpa e a responsabilidade corporativas eram algo real. Ramote e Golã. os estrangeiros. 1 8 — 1 7 . Deus exige um p o d e r j u d i c i á r i o j u s t o c imparcial.14-22: o verdadeiro profeta seria como Moisés. mais tarde. divisas (14). D t 2 0 : leis de guerra. Dt 17. Dt 14. Dt 21. Três cidades de refúgio em Canaã foram acrescentadas às três que ficav a m a leste do J o r d ã o (4. Bezer. Três vezes ao ano — Páscoa. Mas estas não eram festas só para homens.1-8: veja também N m 18.9-14: compare Lv 18. Juízes locais deviam levar casos difíceis a autoridades superiores no local de adoração da nação: este julgamento seria final. Os perigos previstos aqui — agressão militar e sensualidade que termina em idolatria — tornaram-se.Deuteronômio Dt 14: luto. Dt 21. Siquém.22-29: o d í z i m o — veja também Lv 27.1-6. pois ele "faz com que homens sábios e honestos fiquem cegos e dêem sentenças injustas" (v. testemunhas (15-21). as árvores frutíferas não deviam ser derrubadas. prisioneiras (10-14). o futuro rei (Dt 17. O suborno não devia ser aceito. Uma sentença de morte só podia ser executada com o testemunho claro de duas ou mais testemunhas (o que lança dúvida sobre a legalidade do julgamento de Jesus). Aqueles que acabaram de construir a sua casa o u plantar uma vinha. O texto contempla uma situação de guerra santa (veja artigo em J o s u é ) . mas não a estabeleceu.14-20: Deus permitiu a monarquia. os seus escravos e as suas escravas e os levitas. direitos do filho mais velho (15-17). em . Dt 14. dízimos. filhos desobedientes (18-21). Veja a lista completa em Lv 23 e "As grandes festas religiosas". Dt 14. 10-18 fazem distinção entre o tratamento a ser dispensado aos povos cananeus e aos povos mais distantes. Dt 16.19-23: veja Lv 27. Dt 18. Os autores j u d e u s geralmente consideram este dízimo ( d e z p o r cento) um " s e g u n d o dízimo".11. 2 0 : justiça e julgamentos (Dt 16. suas palavras seriam comprovadas pelo seu cumprimento. C o m o l e m b r a n ç a de que toda riqueza é dom de Deus.24-30. Q u i riate-Arba. Deus v a i com o exército e dá vitória. execução p o r enforcamento (22-23). D t 1 8 : r e n d a para sacerdotes e levitas (1-8). O significado do ritual em 1-8 é incerto.1-2: práticas pagãs de l u t o são proibidas. Dt 18.10-14: o tratamento previsto para prisioneiras de guerra é bem diferente das práticas cruéis a que eram submetidas em nações vizinhas. 19).

1-20). como ele o faria? O livro de Gênesis explica que Deus deu início a seu plano.1-5). para fazer parte de "novos céuse nova terra" (Is 65. estabelecer um relacionamento especial com eles.2). sem indício de censura. • • . o relacionamento de aliança entre Deus e seu povo.27). chamando Abraão e pedindo que ele saísse de seu país (onde hoje fica o Iraque) e fosse morar numa nova terra (a região conhecida hoje como Israel/Palestina). mantendo a distinção entre os sexos (5). foram sendo vencidos os obstáculos que poderiam impedir o cumprimento da promessa. construção. A comunidade era responsável por lidar com ele. Acreditam que os judeus de nossos dias. obrigou Abraão a buscar abrigo temporário no Egito (Gn 12.17-25). Depois. prestes a morrer. • A dádiva da terra é condicional. fez com que os filhos prometessem que o enterrariam na sepultura da família. ( N o AT. vemos José. Paulo afirma que todos os que crêem em Jesus — qualquer que seja a sua nacionalidade — são "descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa" (Gl 3. e preocupação com a pureza sexual. Mais tarde. os cristãos se vêem como membros de uma família da fé espalhada por todo o mundo e entendem que a sua "herança". durante um tempo de exílio.1-18). um a um. Os direitos do primeiro filho deviam ser protegidos. uma briga entre as famílias de Abraão e de seu sobrinho Ló quase levou à conclusão de que as duas famílias não podiam morar lado a lado na mesma região (Gn 13. E.8). Deus se comprometeu a fazer quatro coisas: • • • fazer dos descendentes de Abraão uma grande nação (Gn 12. têm o direito de possuir aquela terra. Se o povo sempre de novo ficasse longe do padrão moral que Deus havia estabelecido.29-33). poderia outra vez voltará pátria {Dt 30. em Israel (Gn 49. e abençoar "todos os povos do mundo" (Gn 12. dar-lhes a terra de Canaã "em possessão perpétua" (Gn 17. O filho desobediente dos vs. sob juramento. 18-21 violava deliberada e repetidamente o mandamento que fala do dever de honrar pai e mãe (5. A c o m u n i d a d e d o S e n h o r era inclusi- A terra prometida Colin Chapman Se Deus tivesse que consertar algo que deu errado com a raça humana. Na continuação da história. consiste em tudo aquilo que lhes é oferecido por Cristo Jesus.214 Pentateuco termos da história da salvação.15-17: o risco normal do favoritismo dentro da família era intensificado pela poligamia (veja a história de Jacó).23). voltasse para • Deus. Estas regras incentivam atitudes de auxílio e cuidado mútuo. perderia o direito de morar ali e seria expulso da terra (Dt 4. No entanto. como descendentes de Abraão. D t 2 3 : participação no povo de Deus (1-8).29). que o casamento de José com a filha de um sacerdote egípcio. um direito que lhes teria sido dado por Deus. Hoje. sua mulher (Gn 23. prometessem que também ele seria sepultado na terra de seus pais (Gn 50. na última cena do livro de Gênesis. relações sexuais (13-30). pedindo a seus irmãos que. a terra. Durante muito tempo. porque — diz Deus — "a terra é minha"(Lv 25. outra fome obrigou Jacó e sua família a descer ao Egito.) Dt 21. No restante do AT.) D t 2 2 : animais e objetos perdidos (1-4).10-20). agricultura. Mas Jacó estava decidido a manter os laços familiares com aquela terra. e a bênção a todos os povos da terra — se cumprem na vinda do reino de Deus em Jesus. Uma fome naquela terra. Assim sendo. Se.2-3). Abraão não possuía um palmo de chão naquela terra. regras sociais (9-25). são desenvolvidos quatro temas principais relacionados com a terra: • A terra pertence a Deus. não há registro de que essa sentença tenha sido executada alguma vez. onde foi sepultada Sara.24-26). para ser o Deus deles (Gn 17. por exemplo. Numa espécie de "aliança" especial. até comprar uma área perto de Hebrom. alguns interpretam a promessa da terra "em possessão perpétua" de forma bem literal. vestimenta (8-12). Deus apresenta a promessa de que um dia a terra seria transformada. onde se encontraram com José.7). como membros dessa família. o povo. e de Moisés com a filha de um sacerdote midianita são apresentados com a maior naturalidade. o livro de Gênesis mostra como. arrependido. Por isso.16). a maioria dos teólogos cristãos acredita que todas as promessas contidas na aliança original que Deus fez com Abraão — promessas quanto ao povo.

Dl 24. talvez. o n d e Moises m o r r e u . leis humanitárias (5-22). embora devesse haver justa causa e a esposa rejeitada devesse receber um 'documento de divórcio". é o cenário no qual Deus foi. uma revelação que teria seu ponto alto na manifestação e vinda de Jesus. Rute e Noemi são exemplos 215 Do alto cio monte N e b o . nos quais habita justiça" (2Pe 3.19-20). também. Dt 24: d i v ó r c i o c n o v o casamento (1-4). a pessoa não poderia moer o trigo e morreria de fome. fazendo a revelação de si mesmo. aos poucos. A "terra prometida" do período do AT.17-18) e também por um senso humanitário prático (15-16.13). a proteção desse segundo casamento. aceitar como garantia de pagamento uma das pedras do moinho faria com que a outra se tornasse inútil. . D t 24. Por e x e m p l o .1-12.Deuteronômio va (7-8) e exclusiva (1-6). Compare com o ensinamento de Jesus sobre o divórcio em M t 5.31-32. interpretada ã luz do que acaba de ser dito. A questão é o novo casamento e. Era caracterizada por pureza e santidade (10-14. Ninguém podia ser castigado pelos crimes de outra pessoa: nem pais n o lugar dos filhos nem filhos nos lugar de seus pais (16). Aponta. para a esperança de "novos céus e nova terra. o povo de Deus devia levar em consideração os outros. crianças avistam a terra que Deus p r o m e t e u a o leu povo.1-4: Moises não estava instituindo o divórcio (que provavelmente era aceito como fato consumado). . 19.5-22: Mesmo no exercício de seus direitos.

Veja Rute ( c . . •saws di' viúvas e estrangeiros que se beneficiaram das regras de colheita estabelecidas nos vs. as 40 chicotadas se tornaram 39. • D e s t r u i ç ã o total (20. o p r ó p r i o Jesus (Jo 5. cujo dever era vingar sua morte. . (14. brigas (11-12). . • Retaliação (19. fama e glória a Deus. de I S m 14 a 2Sm 8.21-22) Imagens dc madeira e símbolos de divindades pagãs. • N ã o c o z i n h e m . O N T vê nesta passagem uma referência ao profeta p o r excelência.3 ) . mas nenhum deles chegou à altura das expectativas criadas p o r esta previsão. para mudarem sua conduta. Dt 26. . para o costume da sandália.16 indica que Deus deu aos moradores de Canaã quatro séculos. . pesos e medidas certos (13-16). D t 2 6 : primeiros frutos (primícias) e dízimos (1-15). os israelitas acamparam c m lugares c o m o esie. Há registros de freqüentes conflitos com os amalequitas (17-19). "cunhado") era impedir a desgraça de um homem morrer sem deixar herdeiro. • O v i n g a d o r d o s a n g u e (19. a lei do levirato (5-10). Estas regras foram criadas para impedir a escalada da violência ou uma mortandade sem fim. G n 15.16-19: a bênção vem por meio de obediência.24).1-3: as chicotadas serviam para castigar o culpado.216 Pentateuco E m sua caminhada pelo deserto. Não era conhecida apenas em Israel.5-10: O propósito da lei do lcvirato (do latim kvir. D t 2 5 : castigo corporal ( 1 . At 3. Jamais d e v e r i a m tirar a d i g n i d a d e humana ou o respeito p r ó p r i o . 19-20.7).22-26). Mais tarde. esta regra parece incrivelmente severa. não para arrancar uma confissão.21) Veja Lv 24. 19-22. • Um p r o f e t a s e m e l h a n t e a m i m (18.14) Uma pedra sobre a qual estavam inscritos os limites da propriedade. castigo dos amalequitas (17-19). Rt 4.21) Isto devia estar relacionado a um rito de fertilidade conhecido dos povos cananeus. • Marco d e divisa (19. A preocupação é o perigo que representavam para Israel as práticas religiosas corruptas e perversas dos povos cananeus. coluna do deus Baal (16. Dt 25. 1-11 e o espírito conservacionista que aparece nos vs. p o r medo de.17) E m contraste com a compaixão c bondade expressas nos vs. A vocação de Israel era sublime: trazer louvor. resumo (16-19). alguém passar do limite estabelecido de 40 (veja 2Co 11. A cerimónia dos primeiros frutos incluía a recitação de uma bela oração de gratidão e louvor que resume a história de Israel. Essas instruções t i n h a m em vista uma época em que o povo j á se encontraria na terra prometida.15) Deus levantou muitos profetas nos séculos seguintes.46. compaixão por animais que trabalham ( 4 ) . D t 25. todo o tempo em que Israel estava na Egito. quando as belas promessas já se teriam tornado realidade. sem se dar conta.6) O parente mais próximo da vítima de assassinato. • Poste d a d e u s a A s e r á .

21. Contrastar o v.9-11 As pessoas não deviam obliterar as distinções claras que Deus colocou na natureza. • V . Lv 18. uma prova de que estava menstruando. » 22.4) .8 Estas eram casas com telhados planos que formavam um terraço.14.19.14. do monte Ebal. • V . Veja Lv 13—14.24 Os generosos princípios dc hospitalidade para com pessoas estranhas não deviam levar à prática de abusos. na região montanhosa de Samaria. Veja 6.2 O que se condena não é o indivíduo em questão. 20 Veja 22.12) Veja N m 15. Duas eram de caráter humanitário e a última é bem geral.8) O termo inclui várias doenças de pele. • V.5) Depois de sair da cidade de Ur. o u sinal de luto.14. ao passo que ele prosseguiu viagem até Canaã.23. Abraão ficou em Harã. 17 Veja 19. um espaço extra para trabalho e lazer. como traduções recentes deixam claro.4) Veja N m 22—24.16. Ê x 20. Êx 20.3-5.9. A carta de Paulo a Filemom. esse princípio é ampliado (veja I C o 9.21 Veja Êx 22. • Miriã (24.4). • A s s e m b l é i a d o S E N H O R ( 2 3 . mas a relação sexual ilícita em que ele foi concebido. 2 3 Lv 18. As maldições c as bênçãos são parte integrante disso (veja "Alianças c tratados no Oriente Próximo"). Js 8. A assembléia se reunia para. Rebeca.37-41. que é mais antigo eque previa pena de morte para quem desse abrigo e proteção a u m escravo fugitivo. respeito pelos pais. no NT.14) O pano manchado de sangue durante a noite de núpcias era a proteção da mulher inocente contra falsas acusações. » 23.19-20) Diante dos riscos envolvidos. Quatro dessas infrações (cinco.15-16 Esta regra humanitária contrasta com o Código de Hamurábi. 20.17-18. e o povo acrescentaria seu "Amém" ou "assim seja".30-35 traz um relato de como essa instrução foi colocada em prática. 23. os levitas deviam pronunciar a maldição dc Deus sobre 12 infrações da lei. 1 ) Esta expressão é mais adequada do que "povo do S ENHOR ". Antes de qualquer coisa era necessário haver a renovação da aliança. assassinato (à traição o u contratando um matador profissional). As bênçãos deviam ser pronunciadas do monte Gerizim. a evidência podia estar relacionada com a condição apropriada para o casamento. » 22. ou seja. Dt 27. 19 Veja 24. • Não atar a boca ao boi q u e debulha (25. constitui um interessante comentário desse trecho de Deuteronômio. talvez relacionada com uma inversão de papéis sexuais cm alguns ritos religiosos dos cananeus. Dt 27. e não grávida. 20. • V. localizados um dc cada lado de Siquém.17. p o r ocasião do casamento. Êx 22.Deuteronômio N o N T . • V. Lv 19.9) Veja N m 12.17.8. • 23. Lv 18.33-34.8. • V.3-14). 22 Veja Lv 19.11-26: a cerimônia no monte Ebal. • 22. participar da adoração pública.13-14). • V .1-10: a lei devia ser escrita em pedras.15. ou seja. • Ela rapará a cabeça (21. • V. Moisés aponta para dois montes distantes. 16 O u t r o dos Dez Mandamentos (5. veio desse ramo da família que havia ficado em Harã e os laços familiares foram estreitados ainda mais quando Jacó ficou exilado naquela região c casou com duas filhas de Labão. Dt 2 7 : Depois da entrada em Canaã Estas eram as instruções para o povo quando entrasse na terra. entre outras coisas. • É maldito de Deus (21. 18 Veja Lv 19. • Juros (23.12). as maldições. que tinha normas rígidas de "pureza" ritual. se a remoção dos marcos de divisa for considerada roubo dc terras) esravam relacionadas com um ou outro dos Dez Mandamentos: idolatria.11. 20.23) Paulo aplica isto á crucificação de Jesus (Gl 3. Por outro lado. » As provas da v i r g i n d a d e (22. C o m seis tribos de cada lado. • 23. naquela época a taxa de juros podia chegar a 50 por cento.30. Isto explica o risco de alguém cair dali.1. • Arameu errante (26. a mulher de Isaque.5 Uma regra com a intenção cie impedir perversão c imoralidade. 20. 1 com Is 56. • V.19.17-18 Eunucos e prostitutas eram excluídos como forma dc protesto e prevenção contra práticas religiosas comuns entre os cananeus. • 23. 15 Este é um dos Dez Mandamentos (veja 5. i Balaão (23.9.12) Sinal dc purificação do paganismo. Quatro tinham a ver com relações sexuais proibidas. » Borlas (22. • Lepra (24. onde parte de sua família se estabeleceu (vindo por isso a ser conhecidos por arameus).

8. ninguém é justificado diante de Deus" e que "Cristo nos resgatou da maldição da lei".29) Algumas coisas sobre Deus e seus planos só são conhecidas por ele (veja At 1.1-47: O c â n t i c o d e M o i s é s A f o r m a l i t e r á r i a q u e s u b j a z a esta canção é a de um processo j u d i c i a l relacionado com a aliança: trata-se de uma acusação (15-18). "Eu lhes dou a oportunidade de escolherem entre a vida e a morte. D t 28: B ê n ç ã o s e m a l d i ç õ e s da aliança Estas e r a m as " s a n ç õ e s p a c t u a i s " d o tratado. Ele pede (29. Paulo usa este pensamento e o aplica a Cristo. Veja G n 19. " o cântico de Moisés. Em comparação com isso. e o cântico do C o r d e i r o " de A p 15 é o câniico dos fiéis que resistiram às forças do mal. 1 4 . • 29. o que os aguardava era a morte. Em Rm 10. anima (30.. • 2 9 . O S E N H O R Deus irá na sua frente" (31. Eram bênçãos materiais de p a z . A lei foi entregue aos cuidados dos levitas." e de todas as alegrias da vida.1 5 A aliança não era apenas com aquela geração. 2 6 " L e i " (tora/t) significa ensinamento. para que vocês e os seus filhos. entre a bênção e a maldição. Durante toda sua história subseqüente. • 29. Escolham a vida. "se vocês obedecerem".7). 28. 2 4 .19) que tiveram um fim catastrófico. creve as conseqüências da desobediência.19) que deveria ser aprendido c memorizado.1 4 Moisés mostra que a palavra de Deus é acessível. 2 3 Q u a i r o cidades na extremidade sul do mar Morto ( G n 10. da qual depende a visão. tudo o que precisava saber. Dt 31—34 Últimas palavras e morte de Moisés D t 31: A s u c e s s ã o Josué foi formalmente designado e comissionado por Deus (14-23) como n o v o líder do povo (veja Nm 27. na lei.17. Dt 28.1 Na Bíblia Hebraica. este é o último versículo do cap. 1 Israel em h o r r o r e s acabaria se t o r n a n d o r e a l i d a d e Dt 30. 15-19 têm o mesmo padrão ao que ele manda e fiquem ligados rítmico dos vs. O importante aqui não é o que eles não sabiam. • Menina d o s seus o l h o s (10) A pupila. da qual o céu e a terra são testemunhas. servo de Deus. 1 1 . Moisés disse a Josué: "Seja forte e corajoso. os vs. argumentando que "pela lei. m u i t o s anos. • J e s u r u m (15) Nome poético de Israel. Paulo cita este versículo em G l 3. falando diretamente ao povo. Dt 28. vitória na guerra. Deus instruiu Moisés a advertir o povo de Israel sobre a futura deslealdade deles era forma de um cântico (31. Êx 20. • V.1628). Palavras de Moisés Mais tarde.1-14: Foram pronunciadas seis bênçãos. sujeiAssim vocês ção a outros povos. 9 ) . Deus descendentes vivam faria deles seu " p o v o santo" (v. Sem esse relacionamento. Lm 2). Moisés confrontou o povo com a escolha entre a vida (amar a Deus e guardar seus mandamentos) e a morte (rejeitar a Deus). como Moisés em breve deixaria claro no seu discurso final.2-15).5-6 A v o z de Deus entra na narrativa. Será que já houve um povo mais dependente que o povo de Israel? • 2 9 .13).5-8. 3-6. mas o faio de que o povo de Deus tinha. c provável que se refira a tudo que se enconira no livro de Deuteronômio. terra fértil. Será que alguém cuida tão bem como Deus cuida dos seus? . fome. nesse momento ele entoou uma última canção que é um relato da desobediência.7-8). E como Moisés havia entoado a canção de vitória na saída do Egito ( Ê x 15). Israel prosperou enquanto ouviu a palavra de Deus e a levou a sério.2 5 O u t r o dos Dez Mandamentos (5. dependia do relacionamento correto com Deus. o Verbo que se fez carne. Dt 32. • Coisas encobertas (29.12-23). A q u i . adverte (29. Ele fez seu apelo final de lodo coração.10. derrota.1-14: Deus está pronto a perdoar c restaurar até aqueles que o negaram).15-68: O restante do capítulo desAmem o StMiOR. Acima de tudo. prosperidade. No nosso Deus.19-20 na v i d a do p o v o . entre bênção e maldição (15-20).24-30. rio das bênçãos: doença. perda da terra natal continuarão a viver. exílio. obedeçam hebraico. A paz e o bem-estar de Israel.. • 3 0 .24-28 c Os 11. inclusive os h o r r o r e s d o cerco de Jerusalém (52-57: veja 2Rs 6. e a leitura pública regular foi providenciada. Dt 29—30 Terceiro discurso: um convite a renovar o compromisso A vida de Moisés estava rapidamente chegando ao fim. uma parte desse catálogo de . As maldições são o contrácom ele.218 Pentateuco • V s . toda a vida enfim. mas com gerações finuras também.

Israel não o veria mais.9-12: C o n c l u s ã o Q u e m agora entre em ação é Josué. • Frutas amadurecidas pelo sol (14) Os vales de Efraim e Manasses ficavam cheios de frutos.23-28. Dt 3 3 : M o i s é s a b e n ç o a as t r i b o s Após todas as advertências. Simeão não é mencionado entre as tribos. Nm 20.1-8: A m o r t e d e M o i s é s Nm 27. Dt 3 2 . mas o livro termina com um tributo simples e comovente ao maior dos líderes de Israel. No entanto. • José (13) Nenhuma tribo recebeu o nome de José. 32.8).48-52 também falam dos últimos dias de Moisés. • V . nunca se esqueçam dele.5 2 : U m a ú l t i m a o l h a d a Deus mandou Moisés subir o monte Nebo.) » Vs. ou uma referência à casa de Deus em Jerusalém. C o m base nas alusões históricas às diversas tribos. Ele não poderia entrar nela porque deixara de honrar a Deus na questão da água da rocha em Meribá (Nm 20. 4 8 . » OTumim e o Urim (8) Dois objetos guardados no peitoral do sumo sacerdote pelos quais ele determinava a vontade de Deus (veja E x 28. u m incidente que se tomou exemplo perpétuo da obstinação do povo de Deus (SI 95. falando com o Senhor ( M c 9. esta última bênção (embora difícil de interpretar) prevê um futuro grandioso e glorioso para Israel. 18 Zebulom obteve sucesso no comércio. A bênção começa e termina com louvor a Deus. I Massa. talvez no século 11. • Azeite (24) O território de Aser era famoso por seus olivais. D t 34.Deuteronômio Deus como pastor. 2-5 A entrega da lei no monte Sinai é descrita como um nascer do sol no Oriente. para contemplar a terra prometida. pois seu povo foi posteriormente absorvido por Judá. no alto de um monte.12-14 e Dt 3. • V . que seria construída no território de Benjamim. ano após ano.30). Lembrem-se de Moisés. 23 A terra fértil ao sul e a oeste do mar da Galileia. D t 34. que é a fonte de toda segurança e prosperidade do seu povo. » Que Ruben viva (6) O número dos membros dessa tribo ficou reduzido após a revolta de Datã e Abirão ( N m 16). Finalmente ele viu a terra na qual durante 40 anos havia desejado poder entrar. Meribá (8) Veja Êx 17. ele aparece novamente nas Escrituras. carregando seus cordeiros. As tribos de Efraim e Manasses receberam os nomes dos filhos de José. Não houve outro profeta como ele.1-13). > Nos seus braços (12) Pode ser um retrato de . ao passo que Issacar foi bem sucedido na agricultura e no que dizia respeito à vida dentro de Israel. ela parece enfatizar uma época em que as tribos já estavam estabelecidas.2-4). (Compare a bênção de Moisés com a bênção de Jacó em G n 49.

Esdras e Neemias. N o entanto. Esse g r u p o de seis livros ( n ã o contando I Rute) é considerado p o r muitos estudiosos I uma única obra histórica completa. Ezequiel — e dos doze profetas menores. • Os Escritos. (Rute e Ester também fazem parte dessa seção. a data mais antiga que pode ser atribuí-1 da a toda a coleção deve ser pouco depois ( último acontecimento registrado em 2Reis. Compilando a "história profética" Se os livros são tratados como uma só uni. uma coleção de textos a serem lidos nas festas judaicas: Rute é lido n o Pentecostes. o título de " O s Profetas Anteriores".j dade. isto se aplicaria apenas à atividade redacional mais recente. na festa de Purim. mas da maneira como a pala-1 vra de Deus se cumpriu na vida da nação. É provável que aqueles livros foram classificados como profecia porque o objetivo principal dos livros era ensinar ao invés de simplesmente fazer u m registro: ou porque eram a história não de Jasar (ou Livro do Justo. de fato. o Megilot. Ester. o registro da história de Israel estava em duas seções distintas: • Os Profetas. porque o ponto de vista teológico expresso é seme-1 lhante ao de Deuteronômio. a narrativa histórica que vai de Josué a 2Reis recebeu. que incluíam 1 e 2Crônicas. de fontes contemporâneas dos acontecimentos que narram. muitas vezes. Entre as fontes citadas no texto estão o Livro John Taylor Na Bíblia hebraica.A J O S U É A E S T E R Sria de Israel tanto d o povo. 1 c 2Samuel. Isto servia para distinguir estes livros dos chamados Profetas Posteriores — Isaías. a libertação d o Rei Joaquim da prisão em 561 a. o Livro dos Atos de . A maior parte do material é bem mais antiga e tirada. possivelmente um hinário antigo de Israel). que incluíam Josué.) História Profética N o hebraico. Alguns o chamam de "história deuteronomista".C. Juízes. 1 e 2Reis. sendo incluídos entre "os cinco rolos". Jeremias.

pois.Introdução 221 a travessia do rio Jordão até a cerimônia de Salomão e as Crônicas dos Reis de Judá e Israel (que não têm nada a ver com os livros de Crô.doze tribos (Js 13—21). sur. . juízes.sido demarcados para as diferentes tribos ainda tas. durante todo o período Davi e uma coleção das histórias de Elias e dos juízes. dos em Josué e Juízes ocorreram entre 1240 • Gideão.1) recebeu forte • Jefté. o gileadita. Recentemente a data antiga (eme os midianitas e amalequitas parece concordar com 1 Rs 6. O livro termina com dois episódios bizarJosué abrange toda a vida do sucessor de Moisés e descreve a conquista de Canaã desde ros: o estabelecimento de um novo santuário O s livros históricos relatam a história de Israel na terra que Deus havia p r o m e t i d o ao povo. que subjugou os apoio da cronologia revisada dos Faraós proamonitas duzida por David Rohl (veja comentário no • e Sansão.C.renovação da aliança em Siquém que uniu nicas na nossa Bíblia).praticamente todos os territórios que haviam posição um bom número das fontes escri. tais como uma História da Corte de narrada no livro. ou histórias populares baseadas neles. • e que os escritores bíblicos tinham à dis. de Josué. este é o contexto em que se passa a história obras. Deus. filisteus. que derrotou e 1050 a. várias tribos israelitas foram atacadas por vizinhos (ou antigos residentes!) hostis e os Eliseu. ou "libertadores". Na realidanão foram as únicas usadas. e que outras de. O livro também apresenta uma descrição detalhada da divisão de Canaã entre as Eles ensinam duas coisas: • que em Israel. também foram livremente usadas. da tribo de Manasses. E justo supor que as fontes citadas havia focos de resistência inimiga. até à metade do exílio babilónico. ao tempo de guerrilha. A Entre os juízes se destacam os seguintes: maioria dos estudiosos prefere datar a entrada • Débora e Baraque que lideraram as forças em Canaã no século 13 ao invés do século 15. unidas de Zebulom e Naftali contra os Eles acreditam que os acontecimentos narracananeus chefiados por Sísera. que foi o flagelo dos artigo "Egito"). J u í z e s começa lembrando ao leitor que a giu uma considerável quantidade de livros conquista sob Josué não foi completa e que em históricos. o danita. tanto em Os l i v r o s e s e u c o n t e ú d o Esses livros tratam de um período que vai batalhas em campo aberto como em atividades desde a entrada na terra de Canaã. Estes eram os arquivos as tribos num pacto de lealdade ao Senhor da corte. foram destacados para liderar as tribos na luta contra eles. durante a monarquia.

C o n t i n u a v a v i v a a messa de um reino que duraria para sempre esperança de um sobrevivente que daria con(2Sm 7. em que o narrador época foram atribuídas ao fato de que "não revela sua arte de contador de histórias. p o r fim.C. Mas o interesse se concentra realmente na questão se Israel vai ter ou não um rei. Desde o início de mas promovidas durante o reinado de Josias 1 Samuel podemos perceber uma preocupação (640-609). A tristeza da derrota lém. (em Hebrom fético pode ser vista n o tratamento dispensadurante os sete primeiros anos e depois em do a Débora e Samuel. D a v i reinou A importância que o autor dá ao ofício prodesde aquela data ate 971 a. e a contínua rivalidade entre os reinos políticos. derrota em Afeca e m 1050 a . como monarca hereditário em Siquém.(2Rs 7). cinco capítulos (8—12) são nas ao fato de o conteúdo de ambos não caber dedicados ao estabelecimento de uma monarnum único rolo) começamos a ter um registro quia.profetas e homens de Deus anônimos que são mencionados de passagem nessa narratirativa. começando com a coroação de Salova. havia rei cm Israel. desejar. de estabelecer-se ce nessas narrativas c relativamente pequeno. sem falar dos vários 1 e 2 R e i s dão continuidade a essa nar. era benjamitas por um ultraje cometido pelo povo particular a dinastia do rei Davi.6). E. por mais que sua moralidade pessoal deixasse muito a lempo. assim. Fica claro que isso se deu com cena mais cronológico dos acontecimentos. O ponto alto do reinado de Davi foi a e. o padrão fixo M o n a r q u i a Como vimos. Esta era uma . Saul provavelmente começou a reinar logo após a cumprimento dessa promessa. Foi no contexto em que Davi manifestou só é aliviada pelas palavras finais d e 2Reis o desejo de construir uma morada mais definique narram a libertação d o rei J o a q u i m d o tiva para a arca que Natã lhe anunciou a procativeiro na Babilônia. Mas quando D a v i subiu ao trono N o i n í c i o . Então veio o colapso diante das especial com a arca da aliança.a palavra de Deus que controlava a história. Eram os homens d o poder. porque do Norte (Israel) e do Sul ( J u d á ) . a palavra invariavelria e m 722 a. teocracia e o Senhor Deus era seu único rei legítimo. Temas principais A d o r a ç ã o Havia.Abimeleque.C. Estes homens podiam designar c destituir mão como sucessor de Davi e continuando reis. houve uma tentativa fracassada de Até aqui o elemento histórico que apare. Ela é levada forças babilónicas lideradas por Nabucodode Siló para a Filístia. um dos princisegundo o qual eram avaliados todos os reis. quarenta anos mais tarde. como se pode ver no caso do Sul) sobreviveu precariamente p o r mais um século. j á que Israel era considerado uma aplica de modo especial à história de Davi. até ser. pais pontos de interesse nesta história profétanto os bons como os maus. sendo salvo milagrosamente d o da maldição sobre a casa de Acabe. Micaías. d o pomo de vista do autor. ataque d o exército assírio durante o reinado T e m p l o U m terceiro interesse d o autor de Ezequias e desfrutando das amplas reforé o templo em Jerusalém. finalmente. e reinou até cerca de 1011 a. no tempo do rei Salomão. de volta para Quiriatenosor. C . F. Com 1 e 2 S a m u e l (a divisão entre os dois li\ ros é artificial e prova\ cimente se deve apeF. as perversidades daquela deles de fundo moralista. levada para Jerusano exílio na Babilônia.A história de Israel para a tribo de Dã ( J z 17—18) e o castigo dos tica ou "deuteronomista" é a monarquia. sucessi. Samuel fica em segundo plano n o promessa divina de uma sucessão duradoura momento em que entram em cena. mente foi construído o Templo como casa permanente para a arca da aliança.m J z 9. cada um fazia o que achava mais certo" ( J z 17. Natã c Gade. Aíase Jerusalém). E.16). Agiam como conselheiros reais e fiscais com a divisão d o reino. Depois disto. que é j u i z c profeta a o mesmo todos esses temores desapareceram. J u d á ( o reino mente se cumpria. cr. quando a P r o f e c i a U m segundo tema de grande arca da aliança foi capturada pelos filisteus. pois há uma concentração em episódios. Elias e Eliseu. Uma vez pronunciada. culminando na queda de Jerusalém e Jearim.! até Israel ( o reino d o N o r t e ) ser absorvido pelo Império Assírio após a queda de Sama.m 1 Samuel. de Gibeá ( J z 19—20). e a história de todos os reis de Judá que vieram depois dele pode ser vista como vamente. o p e r s o n a g e m d e destaque é Samuel. e isto se relutância. as figuras de Saul e Davi. filho de Gideão. interesse é a profecia e a palavra d o Senhor. alguns Em J z 17—21.C. finaltinuidade à linhagem d o rei Davi. Isto durou por sua vez eram controlados pela palavra de Deus.

Esse lugar foi cenário de inúmeras batalhas na história d e Israel. em Esdras e Neemias. que. 0 período a b r a n g i d o Um resumo do conteúdo mostra claramente os interesses específicos do Cronista e os assuntos tratados nestes quatro livros: • ICr 1—9: genealogias de Adão a Saul. os primeiros versículos de Esdras foram colocados no final de 2Crônicas. assim como dois artistas fazem com o mesmo assunto. e quase todo espaço é reservado a Davi e Salomão e questões relativas ao Templo de Jerusalém. é ignorado. apenas Ezequias e Josias receberam recomendação irrestrita. o verdadeiro Deus (Yahweh) foi adorado de forma devida em Jerusalém. não mais fazia parte do verdadeiro povo de Deus. vendo nele o principal arquiteto e idealizaclor do Templo. e que tem lá os seus problemas. A princípio. Acontece que seu interesse principal era registrar aqueles aspectos e acontecimentos que se relacionavam com o Templo e suas origens mais remotas. Israel. • 2Cr 10—36: a história de J u d á desde Roboão até o exílio. era considerada originalmente um único livro. quando da reconstrução do Templo e dos muros de Jerusalém. Os reis de J u d á também foram achados em falta quando p o r razões políticas incorporaram práticas religiosas de um soberano estrangeiro. apenas a segunda parte (Esdras-Neemias) foi incorporada à Bíblia hebraica. que aparece na versão da história em Samuel-Reis. embora não seja necessariamente obra de um único indivíduo. 223 Ed 7—10: chegada de Esdras a Jerusalém e reformas. • 10' 10—29: o reinado de Davi. t s t e modelo. então. se tentaram impedir a reconstrução. • Os interesses d o Cronista O Cronista também admirava o rei Davi. N o entanto. . É por isso que na Bíblia hebraica Esdras-Neemias precede Crônicas. bem diferente do "chefe da guerrilha que-acabou sendo rei". n o museu daquele lugar. A pergunta era esta: Durante o reinado daquele rei. porque perpetuaram a adoração nos santuários de Betei e Dã que Jeroboão estabelecera para competir com Jerusalém. A obra d o C r o n i s t a A segunda parte do relato da história de Israel. ou foi permitido também o ingresso de influências idólatras vindas de fora? O s altos (antigos centros de culto pagão que tinham mais o u menos sido adaptados para a adoração de Yahweh) foram destruídos ou continuaram a existir? Pela natureza da avaliação. O autor ou compilador geralmente é chamado de Cronista. depois que o mesmo se havia separado do reino de J u d á . Nesse sentido o autor estava seguindo os passos do historiador deuteronomista. como símbolo de submissão a ele. • Ed 1—6: a reconstrução d o Templo após o exílio. • 2Cr 1—9: o reinado de Salomão. j u n t o à entrada d a passagem pela cadeia de montanhas o n d e fica o monte Carmelo. Levando em conta esta ênfase. mosna como aquela cidade era fortemente protegida. 0 período anterior ao exílio c apresentado em 1 e 2Crônicas. ele se dá ao trabalho de mostrar que os samaritanos. o u . Embora vários tenham recebido crédito p o r "fazerem o que era correto". que eram resultado do cruzamento inter-racial de israelitas c assírios. Para destacar a continuidade que originalmente existia entre esses livros. provavelmente porque Crônicas e Samuel-Reis tratam do mesmo p e r í o d o histórico.Introdução questão basicamente de adoração o u culto. do seu culto e da sua organização. o Cronista se mostra fascinado com a função exercida pelos sacerdotes e levitas na condução do M c g i d o ficava situada na extremidade d a planície de Jezreel. Ele era um fervoroso defensor da dinastia de Davi e entendeu que o reino do Norte. na Bíblia hebraica. • Ne 8—13: A leitura da lei por Esdras e as reformas de Neemias. as idéias haviam sido todas de Davi. Com base nisto podemos ver que o reino do Norte. Isto resultou naquilo que alguns consideram uma imagem idealizada de Davi. foi incluída nos "Escritos". • Ne 1—7: Reconstrução das muralhas de Jerusalém por Neemias. Embora Salomão tivesse construído o Templo. Semelhantemente. todos os reis de Israel (o reino do Norte) foram reprovados. foram impedidos de participar das obras. mais tarde também os livros de 1 e 2Crônicas foram admitidos. Não há dúvida de que o Cronista pinta um quadro u m pouco diferente. e os primeiros cem anos após o exílio.

culto no Templo. Natã. e não como historiador político.A primeira grande vitória na conquista de Canaã foi obtida em J e r i c ó . E. e que ele escreveu no final do século 5 ou início do século 4 antes de Cristo. na destituição de Atália (2Cr 23). e isto não é de todo impossível. O que podemos dizer com boa dose de segurança a respeito do Cronista.6-31). Pois além de fazer uso extensivo dos anais (por exemplo. 13. Sua avaliação individual dos reis de J u d á corresponde à avaliação dada em 1 e 2Reis. Para o período de Esdras-Neemias. é que ele provavelmente fazia parte do pessoal que trabalhava no Templo. que também ocorreu dentro do Templo. Na verdade. . " o livro dos reis de Israel e J u d á " e muitos outros registros que não chegaram até nós). que era um homem de profunda devoção (veja as diversas e belas orações contidas era sua obra). se é que realmente existiu apenas um. como. causada pelo fato de ter ele entrado de forma ilícita no Templo para queimar incenso.27—9. a morte trágica do piedoso rei Josias e o longo reinado do perverso rei Manasses. ele deixa claro que isso foi feito somente por sacerdotes c levitas.5. ele menciona especificamente a lepra do rei Uzias. p o r exemplo. ele também se valeu de coleções de citações de profetas como Samuel. tratou de explicar alguns casos estranhos em que uma aplicação rígida do princípio da retribuição parecia não funcionar. A "cidade das palmeiras" 6 um oásis subtropical nas proximidades d e montes descampados. N o entanto. o compilador pôde usar as memórias de ambos (note o uso da primeira pessoa do singular em Ed 7. É importante lembrar que ele estava escrevendo como historiador religioso.15 e Ne 1. Isto nos incentiva a respeitar a forma cuidadosa c o m que r e u n i u e selecionou seu material. Seu interesse p o r assuntos que diziam respeito aos sacerdotes não o levou a perder de vista os profetas c seu mundo. a tradição judaica afirma que o Cronista era o próprio Esdras. Gade e Ido.1—7.

que louva sua fé). c r i a n d o u m a espécie de brecha entre o Norte e o S u l .14-15. Veja "Cidades da conquista". mas também do próprio Jesus ( M t 1. foram os únicos a sobreviver aos40 anos de peregrinação. não porque estivesse com medo. Juízes pinta um quadro um pouco diferente. por exemplo). O editor repetidamente acrescenta "até ao dia de hoje" referindo-se aos leitores do seu tempo (4. Como Raabe salvou as vidas dos espias. O livro de Josué dá a impressão de que a terra foi conquistada em pouco tempo e de forma total. dando a entender que a luta continuava. • V s . Moisés havia morrido. ele simplesmente conta a história. mas o propósito de Deus para o seu povo continua de pé. 1—12 2 A conquista de Canaã Caps. O narrador não tenta "salvar" a reputação de Raabe." Js l . Nunca o abandonare Seja forte e corajoso.8-13). J s 2: A p r o s t i t u t a R a a b e salva os espias J e r i c ó . 2) A batalha de Jerico (caps.S-6 J s 1—12 Israel entra na terra de Canaã Js 1: J o s u é é o n o v o l í d e r Este relato d o começo d o trabalho de Josué é um dos grandes capítulos da Bíblia. por intermédio de seu filho Boaz (veja Rt 2—4).63). Josué havia nascido no Egito. Este é um notável exemplo da graça de Deus. fica a oeste d o rio Jordão. 13—21 Divisão da terra entre as tribos Caps. Ambos os livros enfatizam a importância de manter-se fiel a Deus. É provável que este registro tenha sido escrito na época dos primeiros reis de Israel (1045 a.9.23). 12-15 Veja N m 32. 1 —12 relatam o que se passou nos cinco ou seis primeiros anos após a morte de Moisés. 2 j á ocorreram.JOSUÉ 0 livro de Josué conta a história de Israel desde a morte de Moisés.C). Ele tornou-se braço direito de Moisés durante o êxodo e as peregrinações no deserto. um alvo natural a ser atingido. passando pela conquista de Canaã. a "cidade das palmeiras". ou o sentido é apenas "em breve". 3 Veja Dt 11. Josué foi um dos 12 espias enviados por Moisés para fazer o reconhecimento da terra. . casou-se com Salmom. • Três dias (11) O u os eventos d o cap. 5-6) • V . de acordo com algumas evidências arqueológicas. " E n estarcí com vocc como estire com Moisés.C. conquistam a terra que Deus lhes prometera.31. Obedecer a Deus é a chave para o sucesso do povo sob a liderança de Josué. e. A intenção de Josué era concentrar o primeiro ataque no centro d o território. ela e sua família passaram a ser protegidas por Deus. Josué estava com Moisés quando a lei foi dada no Sinai. Caps. encontrando um lar permanente entre o povo de Deus e tornandose parte da grande história de salvação. mas porque acreditava que o Deus de Israel é o verdadeiro Deus (veja H b 11.6-9). Js 22 descreve as duas tribos e meia voltando para casa. Muitas dessas histórias foram contadas e recontadas antes de serem coletadas e organizadas na sua forma atual. e antes de Davi tomar a cidade de Jerusalém (veja Js 15. durante a vida de Samuel. Os caps.18). Dl 3. Na entrega da lei no Sinai ele acompanhou Moisés (Êx 24. J e r i c ó estava bem à sua frente.9. liderados por Josué. O tema principal que se repete neste prelúdio à conquista é o convite a ser forte e corajoso (6. até a morte de Josué. Raabe foi naturalizada.7. Apenas ele e Calebe tiveram a fé e a coragem de sugerir o avanço (Nm 14.18-20. 23—24 Josué faz um apelo à nação Histórias mais conhecidas Raabe e os espias (cap. Ele era um excelente comandante militar (Êx 17.13). Os acontecimentos narrados nos dois últimos capítulos provavelmente ocorreram cerca de 20 anos mais tarde.2426. e.5). Resumo Os Israelitas. Mesmo que a escolha para ser o sucessor de Moisés já houvesse sido feita há mais tempo. a designação formal para liderar o povo só veio diretamente de Deus quando Moisés estava prestes a morrer (Dt 31. em conseqüência.24-25 • Este Livro da Lei (8) Veja Dt 31. Raabe deu abrigo aos espias. A conquista de Canaã provavelmente começou por volta de 1240 a.28-32. tornou-se ancestral não só de Davi.

o primeiro mês do calendário hebraico (4. O rio estava cheio com a neve derretida do monte Hermom e não era a melhor época para uma travessia.1-6.22-26).) Como na travessia do mar Vermelho. Os israelitas cumpriram sua promessa que fizeram a ela (6. . c o m casas de lijolos.226 Cidades menores e vilarejos. represou o rio. (Esta é a mesma área junto ao Jordão onde. sua liderança e orientação. • 2.1 "Sitim" significa "acácias". Js 3 : A travessia do Jordão Era primavera. devem ler oferecido pouca resistência a o exercito d e Josué. mais tarde. uma obstrução em Adam.21-35 e Js 12. e o Jordão ficou represado por mais de 21 horas.10) Veja Êx 14. • Seom e O g u e (2. e sem dúvida um bom lugar para obter informações. pedras foram tiradas do leito do rio: 12 para marcar o lugar onde os sacerdotes haviam parado. e 12 para marcar o primeiro acampamento dos israelitas na nova terra. Estava próxima a colheita da cevada. do qual obtinha o linho para fiar). pela purificação ritual e auto-avaliação à luz do que Deus exige. forças naturais foram empregadas para abrir caminho com precisão milagrosa. • A arca da aliança (3) Nela se encontravam as tábuas da lei. tremores de terra causaram o desmoronamento das altas margens de argila no mesmo local. quando os sacerdotes pisaram na água. e o mês era o de Nisa. • Santifiquem-se (5) Santificar-sc significava "preparar-se diante de Deus". que corresponde mais o u menos a março/abril em nosso calendário (veja " O calendário de Israel"). linho. ( E m 1927. A história de Israel A casa de Raabc estava construída sobre as muralhas da cidade (provavelmente fazendo uma ponte entre os dois muros fortificados que cercavam a cidade de Jericó havia já alguns séculos) e tinha um teto horizontal o u terraço sobre o qual era possível secar plantas ou cereais depois de colhidos (neste caso.10) Veja N m 21. cerca de 29 km rio acima. J s 4: A s p e d r a s c o m e m o r a t i v a s Para que a travessia ficasse marcada para sempre. A casa de uma prostituta era um lugar onde dois homens podiam ir sem dar satisfação a ninguém. Ela era um símbolo visível da presença de Deus. • Mar Vermelho (2. em Gilgal. 40 anos antes.19). Porém. deix a n d o o leito seco. ocorreriam o ministério de João Batista e o batismo de Jesus).

12. assemelha-se à travessia do mar Vermelho ao tempo de Moisés. por causa da falta de fé e da desobediência do povo ( N m 14). o mês de Nisa. após seu encontro com " o comandante do exército de SENHOR" (5. Este era o dia 14 do primeiro mês. Não havia risco de serem atacados por inimigos. d e G a d e . Ninguém sabia disto melhor que Josué. o maná não era mais necessário. Sempre que alguém entrava numa casa tirava as sandálias dos pés. com exceção de Josué c Calcbc.13—6. perante nós (23) Nenhum dos adultos que atravessaram o mar Vermelho. . a data anual da Páscoa. utensílios de b r o n z e j á haviam substituído os de p e d r a . todos os que tinham mais de 20 anos na época do relatório dos espias a Moisés. Agora o sinal da dreuncisão deixaria claro que essa nova geração era o povo de Deus. sobreviveram para atravessar o Jordão. porque a aliança em si havia sido negligenciada durante 40 anos. . J s 5. • Tire as sandálias (15) Esta instrução ecoa as palavras que Deus disse a Moisés ( Ê x 3. porém. Israel sabia A irontbcta d o Israel a m i g o . mas para esse r i t o religioso f o r a m usados os utensílios tradicionais. e o povo lhe deu o respeito que lhe era devido. morreram no deserto por causa de sua desobediência. > Diante de v o c ê s .Josué 227 y Os homens das tribos d e R u b e n .5). A partir daquele momento. Durante os anos de peregrinação pelo deserto. conduzindo o povo através do Jordão.1-12: G i l g a l : Os i s r a e l i t a s s ã o c i r c u n c i d a d o s 0 ritual da circuncisão não fora praticado. convocava o p o v o para a batalha. Naquele dia ficou claro quem era Josué.13-15). Isso era muito mais importante e necessário ainda antes de entrar num "lugar santo". . Todos os outros. Jamais haveria uma Páscoa como esta: pela primeira vez eles saborearam os frutos da sua própria terra. • V. . Deus jamais havia deixado que faltasse o maná.27: A c o n q u i s t a de Jericó A conquista de Canaã foi uma guerra santa (veja "Guerra Santa"). • O m a n á c e s s o u (12) Veja Êx 16. • F a c a s d e p e d r a (2) Nessa época. (12) Veja em 1. o shafar o u chifre dc c a r n e i r o . Kie representou d e r r o t a para Jerico. isto c. Deus estava liderando o exército. . porque a história da travessia do Jordão causara temor em todos eles.13-36. 14 A ação de Josué. Js 5.

Esta onda foi contida por Ramsés III (por] volta de 1184-1153 a. as "primícias" da conquista. e outros lugares serviam d e fortalezas. ex. Se levarmos a sério o testemunho bíblico. e das evidências indiretas d o controle egípcio contínuo na região. e outro g r u p o t o m o u Dor. filho d e Ramsés. que destruiu a frota? bloqueou o avanço antes que atingisse a fronteira. Seus g o v e r n a d o res e oficiais residiam nas cidades maiores (p.C. enfatizam que Israel expulsou os antigos habitantes e assumiu (herdou) sua propriedade. tenha sido o pior.« w » » le sobre Canaã por algum tempo.C. teve que controlar uma revolta após uma derrota para os hititas na Síria. não podemos esperar que haja muita evidência material da conquista israelita. o Líbano. mas as datas são apenas aproximadas e é possível que as cidades não tenham sido destruídas ao mesmo tempo. ele avançou até o território de M o a b e (por volta de 1275 a. Pouco se sabe além do fato da intervenção egípcia em Canaã.C). A história d o século 13 a. É possível que tenham sido saqueadas mais cidades do que aquelas mencionadas nos livros de Josué e Juízes. restabelecendo seu coniro. registra campanhas militares de maior proporção. Ecrom. também. Pouco depois. Ramsés II. Nessa ocasião. O que devia ser destruído eram os templos pagãos dos cananeus com sua parafernália religiosa. Num desses registros aparece a referência extra-bíblica mais antiga a Israel. os assim chamados "povos do mar". a missão de Israel Invasões dos egípcios e dos povos do mar Israel era apenas u m dos Inimigos dos cananeus. Escavações nos sítios de Betei. Uma terra desolada com suas cidades em ruínas seria de pouco benefício para os israelitas. Em geral. no final. 0 Faraó d o Egito tinha o d o m í n i o sobre Canaã. Hazor e outros revelaram sinais de destruição violenta durante o século 13 a. cilado c o m o u m entre vários inimigos derrotados. Os arqueólogos geralmente fazem a ligação entre esta invasão e níveis d e destruição encontrados e m cidades arruinadas. talvez por serem focos de oposição. é um equívoco tentar associar à invasão israelita todos os sinais de destruição em cidades cananéias do final da Era do Bronze. 0 Egito estava seguro até que outra onda repetisse a ameaça. depois que Ramsés fez u m acordo de paz c o m o rei hitita (por volta d e 1259 a. Talvez c o m o resultado destas medidas rigorosas.C. Após u m período de fraqueza egípcia. não podemos esperar que nas ruínas de Canaã apareçam numerosos e inconfundíveis sinais de uma conquista especificamente israelita. Mas novamente estes foram casos excepcionais. embora. Após a destruição. a l g u n s t o m a n d o a l g u m a s cidades. o Faraó Seti I fez uma incursão e m Canaã e no leste d o Jordão por volta d e 1290 a. Em todo o caso. A cidade foi uma oferta a Deus. Ai e Hazor também foram saqueadas. A mudança de propriedade provavelmente deixou poucas marcas reconhecíveis exceto no âmbito religioso. Em resumo. Todos estes acontecimentos. Os filisteus.228 A história de Israel Cidades da conquista Alan Millard Os relatos bíblicos sobre a entrada de Israel em Canaã registram a efetiva destruição de apenas algumas poucas cidades.C. " Jericó era um caso especial. as cidades foram abandonadas. Merneptah havia contido uma onda de invasores vindos d o noroeste. Assim. Havia rebeliões periódicas que eram sufocadas por vizinhos leais ou por forças egípcias. por e x e m p l o . Mas muitos dos invasores permaneceram. tais como Hazor. ou povoadas outra vez em escala menor. e Damasco. Os problemas recomeçaram no reinado de Merneptah. mas os relatos bíblicos não exigem essa conclusão.) não houve mais invasão dos egípcios por mais d e meio século. Bete-Semes. que acabavam de sair de 40 anos de vida seminòmade. Gaza e Megido). Gate e Gaza. marchando através da Síria e de Canaã e aproximando-». da costa d o Egito pelo mar. e outros que desconhecemos.C). seu filho. Asquelom. liwa!ia . invasões e u m declínio geral nos padrões culturais. tomaram Asdode. trouxeram pilhagem e destruição às cidades de Canaã na época da conquistaPríncipes vizinhos podiam causar tanta devastação quanto uma força invasora.

Estas atribuem as histórias a várias fontes diferentes. As escavações revelaram período inicial por historiadores israelitas de uma época posterior. desde o tempo de Josué a época de Acabe (cerca de 400 anos. As cidades situadas ao longo das Ktra:as principais. A analogia da infiltração de nômades é usada para encaixar Israel num modelo conhecido. mesmo aceitando a estabelecerem na terra evidencia arqueológica. Chama-se a atenção para o fato de que a ocupação foi limitada. não pode ser descartada a possibilidade de que havia ali uma cidade fortificada no final daquele século. Suas ruínas teriam desapaiecido durante o longo período em que o lugar ficou desolado. como Megido. Por isto. Rejeitar o relato bíblico só porque ele é diferente dos outros é atitude preconceituosa e pouco científica.229 I. Estas opiniões completamente divergentes estão todas ligadas a teorias relativas ã análise documentária do Pentateuco. As escavações mostram que a cidade já havia sido desiiuída e reconstruída varias vezes antes da época de Josué. a relativa pobreza de sítios como Tell 8eit Mirsim fez COT que a atenção dos escavadores se concentrasse em detalhes de estilos ce cerâmica. o local onde se poderia terra.C. dos quais a arqueologia pfciina depende para sua cronologia r 2. Mas todos os registros da nação afirmam que Israel era diferente. Associada a isto está a teoria de que o conceito de Israel como nação foi f o r m a d o muito depois da "conquista" e projetado sobre o .Hazor Lemos que três (idades — Jerlcò. Na melhor das hipóteses. Ou. no passado. ha evi(Kadi cs que a úlüma cidade cio final da Era óo Bronze foi violeniameme desiiiida durante o século 13 a. As ruínas da última cidade cananéia náo (ciam bem preservadas.C. que um grupo de cananeustenha usado as velhas fortificações desta cidadela Eles não poderiam ter estratégica na luta contra os israelitas. Ai não foi totalmente destrutiva. consideradas.) As histórias em Josué são atribuídas a fontes tribais ou religiosas. ainoa é possível e poderem ocupá-la. resultado de um tumulC nome Ai significa "riifna". Ai. propondo assim origens separadas.C. mesmo que após seu apojeu. e isto certamente se aplica ao caso da "conquista". esperar a evidencia mais clara do ataque de Israel.C. e não baseada em fatos. f- Teorias divergentes Muitos estudiosos afirmam que Israel tomou posse da terra prometida através de uma gradual infiltração de grupos de pastores nômades. ou talvez parrece em Josué simplesmente uma tencialmente habitadas. Jericó do povo que vivia na Em lericó. e muitos consideram a história cue apato geral. na verdade datam de um período bastante anterior. tais abordagens devem ser consideradas experimentais. No entanto. veja 1P. Cidades p o d e m ter embora fcsse um centro importante em ficado desertas como épocas mais remotas. (Jz 1. Por outro lado. dá conta que as principais cidades cananéias que ficavam junto às estradas principais não foram conquistadas.embora as muralhas geialmente incorporassem (ou eram «ovações de) defesas anteriores. çados pelos filisteus e por inimigos do outro lado do Jordão. apresenta um problema. As muialhas da cidade. que isso resultou de uma combinação de infiltração e um movimento de alguns grupos tribais vindos do Egito. Sempre é bom ser cauteloso quando se argumenta com base em analogias. na Galileia. até imaginam uma rebelião geral 3.34). e apoiando teorias de histórias tribais não relacionadas entre si.'assim como Hazor. nada foi encontrado para mostrar a existência dê uma cidade ali na metade do século 13 a. Mas restou c lüiiciente para mostrar uma cidade de imponancia. Em hazor. E havia outras que a cidade ficou abandonada de cerca causas de destruição. talvez em várias ocasiões e durante várias gerações.s 16. até depois de 12CO a. ou apenas foram ocupadas em conjunto com os cidadãos nativos. Ai e Hazor — foram incendiadas por Israel. Os restos escassos em diversos sítios pós-cananeus (início da Era do Ferro) atestam esta situação. Todas eram temfortificadas. O u . da exposição aos elementos e da danificação pela aragem. A intensa erosão das ruínas de tijolos deixou poucos vestígios de períodos mais remotos da história da cidade. ou lendas populares sobre a origem das cidades arruinadas cuja verdadeira história fora esquecida. feito isto por completo lai ocupação temporária teria deixado enquanto eram ameapouco ou nenhum vestígio. A idéia de um processo gradual é apoiada pela analogia com invasões e deslocamentos de outros povos. em âmbito local. Outias cidades da mesma época sio bas:anle semelhantes. por (amplo. por exemplo. em pane por MUS. São consideradas descrições de acontecimentos de menor importância. tativa oe explicai aquelas imponentes até os israelitas se ruínas. tendiam a ser muito mais rcas. evidencia do ataque de Josué. de 2500 a.

A desobediência de um só . quando H i e l reconstruiu Jericó e foi atingido pela maldição (veja l R s 16. E. 9. Assim. • A maldição (26) Aquele local ficou em ruínas durante 400 anos. Os israelitas haviam sido advertidos contra qualquer aliança com o povo local (F. mas agora. em que foram usadas as duas pedras guardadas no peitoral do sumo sacerdote. 25 Aparentemente. J s 8: A d e s t r u i ç ã o d a c i d a d e d e A i É difícil de conciliar a evidência do outeiro em Et-Tell com o relato bíblico deste capítulo. a prestação de contas será geral. portanto. o exército em silêncio. A estratégia de redradas e emboscadas utilizada por Josué foi uma lição aprendida da derrota anterior de Israel (7. era culpada ( v e j a D t 24.16). no tempo de Josué. e isso pode ter ocorrido durante esta campanha militar (Betei e Ai ficavam bem próximas) ou. a família de Acã também sabia de tudo e.9-11. Não se sabe exatamente como isto era feito. os gibeonitas foram tão espertos (a ponto de fingirem não ter ouvido as notícias das recentes vitórias em Jericó e A i .18) A cidade e tudo que havia nela foi dedicado totalmente a Deus.2-5). Era uma guerra de nervos para os moradores de Jericó: dia após dia as tropas marchavam em volta da cidade. • 30. e não só individual. à medida que a arca da presença de Deus liderava o exército. • Sorteio (14) O homem culpado foi descoberto por meio de u m sorteio sagrado. seria sacrilégio alguém pegar alguma coisa para si.16). havia entrado em certo declínio. Era uma cidade bem fortificada e próspera no tempo em os israelitas estavam no Egito. • V .10) que não só conseguiram um acordo de paz para si mesmos como também incluíram três outras cidades (17). a aliança foi renovada. Ver. no vale entre os montes Ebal e Gerizim. E os inimigos de Israel sabiam disso. preparando o grande clímax no sétimo dia. Js 7 : Acã desafia a proibição de D e u s Acã não deu ouvidos à proibição de Deus (veja 6. • V . 5. E m nome de Deus ele tomou posse da terra.5. O rei de Betei foi derrotado (12. De A i . ficava a cidade de A i .18) e por isso 36 homens morreram cm Ai e todo o povo foi humilhado diante de seus inimigos cananeus. e tremiam (2. se um erro foi cometido. Veja "Cidades da conquista". para estabelecer-se em Siquém.34). E disso. J s 9—10: J o s u é d e r r o t a os reis d o Sul Js 9: Gibeão era uma cidade importante que ficava cerca de 8 km ao norte de Jerusalém. até o reinado de Acabe.32).A história de Israel indivíduo afeta toda a comunidade. o que sugere que este pode não ser o local onde. de fato. no entanto. "Cidades da conquista". Veja N m 1. a menos que tenha havido duas emboscadas (12). A cidade de J e r i c ó tem uma história extraordinariamente longa de construção c destruição (veja "Cidades da conquista" para a história arqueológica). Deus não foi consultado nisso tudo (14). • Ai (2) "A Ruína". • Betei (9) Este é o lugar onde Jacó leve a visão. tocavam trombetas. Josué se deslocou 32 km ao Norte. em data posterior. após um período de purificação. seguindo a orientação de Moisés (Dt 27). No entanto. • Não peguem em nada daquilo q u e vai ser destruído (6. então. 24 Acor significa "conturbação" ou "desgraça". • Santificar (13) Veja 3.1).000 (3) Isto pode referir-se ao número total de soldados.x 23. Mas os números elevados que aparecem no AT representam um sério problema. • Fora d o acampamento (23) Até ficarem "limpos".

Depois do ano 1000 entanto. Os habitantes incluíam outros povos (heveus. Creta e a Grécia. Beirute e Biblos. Por volta de 1000 a. sistema no qual o deseSidom. O cedro do Líbano foi transportado ao longo da costa. Assim. . toda a área que fica entre a costa e o rio Jordão recebeu esse nome. Esses deuses. vinho representando um c a n a n e u foi Assim nasceu o alfabeto. os chamaram de bíblia.1-6). ¿3 <t A (linha d o meio).Josué 231 Cananeus e filisteus Alan Millard CANANEUS "Canaã" foi o nome dado. em hebraico. Eles amplamente usado na Fenícia. Também o papiro era levado sinais que representavam sons que do Egito a Biblos. quando os gregos viram rolos de papiro pela eles não necessitavam foram usados para as vogais. sua esposa. Na época da invasão israelita sob a liderança de Josué. 7. Destes portos Saíam navios. A sala d e estar mobiliada d e uma típica casa cananéia. Esta p i a r a d e b r o n z e levando cedro. por mais que fizessem exigências cruéis. o e outras mercadorias para o alfabeto começou a ser Egito. Os gregos o do Egito e porcelana do Chipre e da adotaram por volta de 800 a. tornava a religião cananéia atraente e fácil de seguir. cada qual governada por seu próprio rei e nominalmente sujeitas ao Egito. \!ü e v o K O A l g u m a s letras d o alfabeto latino ( A K O ) .C. ex. aliado ao componente da fertilidade e das colheitas. assim que. o que permitia às pessoas viver como bem entendiam. A desobediência acabaria lhes trazendo uma série de problemas. etc). azeite. foram chamados de "feníEm Canaã. d e cerca d e 1000 a . o deus do clima e da fertilidade. d e cerca d e 1600 a .C. no grego. e Astarote. encontrada e m Hazor. Artesãos h a b i l i d o s o s Na época do rei Salomão. Com o passar do tempo.C. muitas vezes chamados coletivamente de cananeus. Os Grécia.. o trabalho dos artesãos cananeus ou fenícios era famoso. como o sacrifício de crianças. depois de 2000 a. saindo de Tiro. a Egito) dominaram o palavra "cananeu" passou Oriente Próximo entre a significar "negociante" (Ez 3000 e 1000 a. deusa do amor e da guerra. representava sua letra inicial — "p". p. que nho de uma porta. É por isso que os israelitas deveriam evitar todo tipo de contato com os cananeus (veja.C. Dt 7. para ser usado na construção do Templo. C . jebuseus. havia uma legião de outros deuses. em traziam de volta (por exemplo) linho Israel e outras regiões. Além disso. Seus começou a usar um principais portos eram Tiro. o alef (boi). uma primeira vez. E Hirão de Tiro projetou e decorou as colunas de bronze e outros objetos do Templo (1Rs 5. consoante no hebraico. os cananeus que contaram outros sistemas tinuavam independentes para outras línguas. c o m seus ancestrais cananeus. Comerciantes O alfabeto Os cananeus que viviam Os sistemas de escrina costa eram grandes ta cuneiforme (na Babicomerciantes — tanto lónia) e hieroglífica (no assim que. vra "Bíblia".4). El era o deus principal.C. No 17. Canaã era um conjunto de pequenas cidades. e seus " p a i s " fenícios. exemplo. C Religião Os cananeus adoravam Baal. Cada cidade tinha seu deus padroeiro ou sua deusa padroeira. não estabeleciam leis (como os Dez Mandamentos). à costa da região onde hoje ficam o Líbano e Israel. se tornou a "coisas de Biblos". por hoje fazem parte do Líbano. escribas invena. usadas atualmente.13). um escriba cios" pelos gregos. Este fato. dando-nos a palavogal "a". (linha d e c i m a ) . em Jerusalém.

C. A fundição do ferro estava começando a se difundir e os filisteus tinham certo controle sobre essa tecnologia. eles tentaram conquistar Canaã.. Cerâmica. I. que eram mais eficazes (1Sm 13. HHHHHHHBHHHnBS U m a casa filistéia c o m átrio central.19-22). foi por volta de 1200 a. Finalmente. O nome Golias e a palavra para governador podem indicar que falavam uma língua indo-européia. o nome deles foi dado àquela terra: Palestina.associa este p o v o a s u a '*pátria* na região ao norte d o M e d i t e r r â n e o . c .C. Quando o Egito finalmente os derrotou. Os israelitas precisavam levar ferramentas de ferro aos ferreiros filisteus para conserto e afiação e eram impedidos de obter armas de ferro. e enfrentaram os israelitas na disputa pelo território.: urro filisteu (à e s q u e r d a ) .. permanecendo um grupo distinto até o período persa.232 A história de Israel F I L I S T E U S Embora alguns tenham vindo antes. . A s c i n c o cidades d o s filisteus estão marcadas cm amarelo. outros objetos indicam que os filisteus eram estrangeiros vindos do Norte. em 1175 a. Os filisteus foram dominados pelo rei Davi e por alguns de seus sucessores. que os "povos do mar" (como os egípcios os chamavam) invadiram ás regiões costeiras da parte oriental do Mediterrâneo. I '• . os filisteus conseguiram assumir o controle de cinco cidades. de Creta e de Chipre. U m navio do guerra filisteu.^(Jope) Asdôde quelom Ga. cada qual com seu próprio governante. c o m sua d e c o r a ç ã o ! característica. d o E g i t o . Além disso. Por fim. origens e ferro A cerâmica encontrada na região da Filístia revela fortes ligações com a cerâmica micènica da Grécia.zá / Gate Ecrom (Jcríísãlcm) Hfbrcw) . F I L Í S T I A Neste e n i a l h e . aparece u m s o l d a d o c o m u m lípico enfeite filisteu n a cabeça.

• Hazor (1) Esta era uma grande metrópole onde moravam 40. no Norte. • Gósen (41) Cidade ao sul de Hcbrom. como explicação. o rei Saul tentou destruir os gibeonitas e Deus castigou o povo de Israel por não manter a palavra empenhada. Jerusalém. com o sol e a lua movendo-se ao redor dela. mas o resultado foi o mesmo: fracasso. e. Js 11: J o s u é d e r r o t a o s r e i s d o N o r t e 0 poderoso rei de Hazor. a operação "limpeza" levou muito mais tempo (18). Todos os cinco reis amorreus foram mortos em Maqueda e suas cidades-estado (exceto Jerusalém) foram destruídas na campanha que se seguiu à luta em Bete-Horom. Ficava 16 km ao norte do mar da Galileia. Tiro ainda não era uma cidade importante. no Sul. • A grande Sidom (8) Tudo indica que.27 " N o local que Deus escolhesse". O ataque surpresa de Josué foi ao amanhecer (algo que é confirmado pela posição do sol c da lua. descrita no v.'osue Israel não podia revogar um tratado selado com amizade (a refeição que tomaram em conjunto). a Gaza. Na época as pessoas acreditavam que a terra ficava parada. contando desde a entrada em Gaza Asdode. 0 pior que podiam fazer era reduzir os gibeonitas à condição de escravos (21). O rei Davi permitiu que os gibeonitas executassem sete filhos de Saul para fazer o acerto de contas. • O longo d i a (10. Todas as cidades estratégicas do Sul caíram diante do exército do Josué. Veja "Cidades da conquista". Esse vale foi palco de muitas batalhas ao longo dos séculos.000 pessoas (tinha várias vezes o tamanho de Jerusalém na época de Davi). • 9. • Livro dos J u s t o s (13) U m livro de cânticos que celebrava heróis nacionais e que é mencionado novamente em 2Sm 1. o que explica as palavras de Josué: " S o l . comandando seus vassalos. • Vale de Aijalom (12) Nele havia uma importante rota comercial que ia de leste a oeste. até Gibeão. fique parado". Israel agora controlava a terra de Cades-Barnéia. Embora Israel tivesse se apossado das cidades estratégicas em pouco tempo. J á houve quem sugerisse. um eclipse solar. para indicar sujeição total. mas pode ter sido um prolongamento da escuridão. Gale Eglom tê <-> P- Canaã. (Duzentos anos depois. • D o S E N H O R vinha o endurecimento do seu coração (20) Os autores da Bíblia geralmente atribuem coisas diretamente a Deus como .12-14) Geralmente se interpreta isto como um prolongamento da luz do dia.18.) Js 10: O tratado com os gibeonitas logo envolveu Israel em guerra. Esse livro não foi preservado. no Oeste. reuniu um exército ainda mais numeroso do que a aliança dos reis do Sul. A cidade baixa que Josué destruiu jamais foi reconstruída. 12). • 0 pé no p e s c o ç o (24) U m ato comum naquele tempo. ou seja. nessa época. e a chuva de granizo contribuiu para aumentar a escuridão e a conseqüente confusão. que não deve ser confundida com a Gósen que ficava no Egito.

o que se pode ver nas páginas da Bíblia é o processo gradual pelo qual Deus age na história de um povo específico para o qual a guerra era parte essencial da religião e da cultura. como pedirorientaçâo de Deus com relação à estratégia. em foices" (Is 2. oferecer sacrifícios e levar símbolos religiosos ao campo de batalha. Tradicionalmente. No entanto.45). é freqüentemente descrito como "o S E N H O R dos Exércitos". as nações transformariam "as suas espadas em arados. ele transforma essas idéias. Josué encontrou-se com um homem que se apresentou como "comandante do exército do S E N H O R " ( J S 5 . e as suas lanças. a natureza humana pecaminosa)". Antes de iniciar a conquista da terra. os israelitas às vezes dedicavam uma cidade inteira com seus habitantes e propriedades à destruição total. • A guerra não recebe aprovação irrestrita. • A derrota dos cananeus durante a conquista do território no tempo de Josué foi considerada juízo de Deus sobre pessoas cuja cultura e religião se haviam tornado absolutamente corruptas. ao conceito de "guerra justa" ao invés de "guerra santa". Pelo contrário.4). e atos desnecessários de violência eram condenados. os israelitas começa- ram a perceber que ele não podia ser um Deus meramente tribal. 1 4 ) . • Os profetas f r e q ü e n t e m e n t e tinham de explicar que os israelitas não podiam supor que Deus automaticamente estaria do seu lado em todos os conflitos com seus inimigos. • Quando os reinos de Israel e Judá foram derrotados e perderam a sua independência. Ao fazer isto. Quando Deus derrotasse todas as forças do mal numa grande batalha final. Alguns anos mais tarde. o jovem Davi acusou o gigante Golias de afrontar "o Deus dos exércitos de Israel" (ISm 17. e que seu Deus lutará com eles e por eles. Perceberam que o domínio de Deus sobre o universo não pode ser identificado com o sucesso de um povo ou Estado específico. . há muitas indicações de que os israelitas tinham idéias semelhantes: • Yahweh. ele podia voltar-se contra eles e derrotá-los da mesma forma que ele derrotara seus inimigos. Tais idéias eram amplamente difundidas no antigo Oriente Próximo.234 A história de Israel "Guerra Santa" Colin Chapman Qualquer grupo de pessoas que trava uma "guerra santa" acredita que a causa pela qual está lutando é justa e "santa". o Deus de Israel. em sua reflexão sobre o tema recorrem. • Os escritores do NT jamais consideram a conquista militar uma forma de estender a causa de Deus. • A guerra era empreendida como ato religioso e acompanhada por rituais religiosos. cristãos falam de sua luta contra "o diabo. corr freqüência. e. pensam na difusão pacífica das boas novas de Jesus Cristo. Quando não levavam a sério os padrões morais estabelecidos por Deus. embora o termo em si não seja encontrado no AT. Foram estabelecidas regras claras para travar batalhas. parece que ao longo dos séculos noções populares sobre "guerra santa" passaram a ser questionadas e gradualmente transformadas: • Embora Yahweh fosse considerado Deus de Israel. Ele julgaria as falhas deles com rigor maior do que no caso de seus inimigos. porque também era Deus de toda raça humana. • Após a vitória na batalha. • Estes mesmos profetas sonhavam com o dia em que toda guerra seria abolida. para capacitar toda a humanidade a entender mais claramente a natureza do mundo em que vivemos. para demonstrar que o fruto da vitória pertencia a Deus e não a eles mesmos. os profetas começaram a repensar radicalmente certas idéias populares sobre o relacionamento entre Deus e a nação. Portanto. o mundo. Quando se defrontam com o problema de guerras e conflitos entre povos e nações. e a carne (isto é.

Calebe c o n t i n u a v a sendo um homem de fé inabalável.24-31: o território de Aser.63. Foi o rei Davi quem finalmente conseguiu subjugar os filisteus. O gigante Golias era de Gate (ISm 17. foi feita uma descrição da terra. na época de Moisés.28). na época em que o livro de Josué foi escrito. 15. mais tarde. muito tempo depois. Parece que uma parte de Jerusalém ficava no território de Judá e a outra parte no território de Benjamim (15. Gade (2428) e (metade de) Manasses (29-33).10). no tempo de Moisés. não falhou em nada. H e b r o m tornou-se propriedade dos levitas (21." J s 23. Estas tribos deveriam ter expandido seu território por meio de conquista.17-23: o território de Issacar.21-27. Js 19. que receberam cidades para morar. e.63. pelo sumo sacerdote. sobrepunha-se ao de Judá. Js 19. Essa lista conclui a seção sobre a conquista. J z 1. • Os anaquins ( 2 1 ) A raça de gigantes que havia deixado amedrontados os espias mandados por Moises ( N m 13. Quarenta e cinco anos após o episódio dos espias ( N m 1 3 — 1 4 ) .1-5 fala do território a oeste do Jordão que foi dividido entre as nove tribos e meia restantes (exceto os levitas. Js 18. A herança de cada tribo foi decidida por sorteio. e Josué distribuiu os territórios às sete tribos restantes. ainda havia anaquins para enfrentar (15. 235 ISSACAR MANASSES EFRAIM GADE \ BENJAMIMÇs^-i DA / JUDÁ -RUBEN ! SIMEAO \ A-J Js 13—21 A divisão do território A divisão da terra e n t r e as t r i b o s Nem todo o território designado fora completamente conquistado. Js 15: Na herança de J u d á estava incluído o território de Calebe e também Jerusalém. Js 12: R e i s c a n a n e u s d e r r o t a d o s Os vs. Mas.6-15: Calebe r e i v i n d i c a H e b r o m . Js 13. Ele cumpriu tudo.8-33 diz respeito ao território a leste do Jordão que. • Gaza.4). Compare J z 3.11-28: o território de Benjamim. que ficava bem ao Sul.20).8. Js 19. Js 19. No entanto. Mas Israel jamais controlou a região da Fenícia (Tiro e Sidom). e nem todas as tribos realizaram seu ideal de conquistar todo o território que lhes fora designado. Os v. a leste do J o r d ã o .32-39: o território de Naftali. com isso. Js 13.12-17. lhes deu Iodas as coisas boas que havia prometido.10-16: o território de Zebulom. Veja Nm 32. 14. indicarem que as pessoas envolvidas perdiam sua liberdade de escolha (veja Ê x 4.Josué primeira causa sem. 1-6 relembram as vitórias obtidas anteriormente. Gate e A s d o d e ( 2 2 ) Três fortalezas dos filisteus. Js 19.14. Js 14. Js 18—19: Os israelitas se reuniram em Siló. a cidade ainda não havia sido conquistada (63).14 . no Norte. 7-24 dão uma lista de 31 reis do sul.1-9:0 território de Simeão.11-13). Js 14.1-7: O território ainda por conquistar incluía o litoral do mar Mediterrâneo (as cidades-estado dos filisteus) e as terras no Norte (Fenícia e Líbano). Js 16—17: o território de Efraim (16) e Manasses (do Oeste) (17).33-42. a exemplo do que fizera nos capítulos anteriores.1-6.13. Apesar de 10. e os sírios. Js 19.21). no Sudoeste.14.21). o autor explica qual era a situação em sua própria época (13. nosso Deus. a tribo de Simeão foi absorvida pela de Judá.40-48: A tribo de Dã recebeu um território que a colocava em conflito com os filisteus "O SENHOR. Dt 3. ou parte dela (18. centro e norte de Canaã que foram derrotados sob a liderança de Josué. Em vários momentos.10. mas nenhum território).33). j á havia sido destinado a Ruben (15-23). J z 1. os cavalos e as carruagens dos cananeus que viviam nas planícies as detiveram. mas Calebe reteve o território circunvizinho e as aldeias. 16.

Israel viria a rejeitá-los no futuro fez com que construíssem um altar. Js 21: Os levitas não receberam nenhum território p o r herança. Yahweh (veja "Os nomes de Deus"). O medo de que. Js 24: U m a p r o m e s s a de lealdade J o s u é r e u n i u o p o v o em S i q u é m . • A c ã (20) Por causa de pecado dele. Js 19. cap. para renovar a aliança feita ali após suas primei- . repetido duas vezes. dias de Josué c outros inimigos poderosos no Sul. o Deus que cumpria suas promessas (23.9) a Josué.6-34. Elohim. Josué estava chegando ao fim de uma longa vida. Js 23—24 Os últimos O rei de 1 lazor.1-13). veja 21. três a leste e três a Oeste do rio Jordão. "fiquem ligados a Deus. o que não foi bem recebido pelas demais tribos. • O p e c a d o c o m e t i d o e m Peor (17) Quando Israel adorou Baal ( N m 25).44) Esta deve ser uma generalização (uma visão panorâmica) à luz de comentários anteriores (e J z 1). os líderes d a fé e adoração em Israel foram distribuídos o u espalhados p o r toda aquela terra. • V. com a bênção de Josué e parte dos despojos. mantendo a aliança que Deus havia estabelecido.45).49-51: A divisão termina com a entrega de Timnate-Sera (chamada Timnaic-Heres em J z 2. Agora essas tribos voltam para casa. 22 Um juramento solene. A foro mosira o "alto" da cidade no qual deuses cananeus eram adorados. era vital assegurar que os líderes mantivessem a lei e permanecessem fiéis a Deus. Foi Deus quem lhes dera aquela terra. e usando os três nomes de Deus: El. foram designadas "cidades de refúgio" (veja Nm 35. Js 22 As tribos do Leste vão para casa Ruben. Gade e Manasses cumpriram suas obrigações de ajudar na conquista. todas pertencentes aos levitas. ao qual estavam ligados pela fé e adoração do único Deus. Foi Deus quem expulsara grandes e poderosas nações. Portanto. com as pastagens circunvizinhas. Destinavam-se a proteger contra a vingança dos parentes aqueles que tivessem causado morte acidental. 18. 13 (Sansão pertencia à tribo de Dã).14. Era um símbolo de solidariedade com o resto de Israel. Js 20: Seis cidades. tampouco um segundo santuário. Mas recebem das outras tribos 48 cida- Js 23: U m a p e l o à nação Alguns anos haviam se passado desde a divisão da terra. e não apontara um único sucessor. o S K N H O R " . Aquele não era um sinal de idolatria. Portanto. cidade fortemcnic murada que ficava no norte de Israel. 36 homens morreram (cap. Com isso. uma vez d o outro lado do Jordão. • N e n h u m d o s i n i m i g o s (21. Veja também J z 1. liderou uma aliança que acabou dcrroiada pelo exérciio de Josué. pois sua herança era Deus. Dt 19. • U m altar para vocês (16) Deus havia dito que ele escolheria o lugar no qual deveriam adorá-lo (Dt 12. Os danitas não conseguiram conquistar aquele território e acabaram por se estabelecer no extremo norte do país. 7).34.13-14).236 A história de Israel des.

seu pai (veja G n 33.15 . • Balaque. pois ele é o nosso Deus". aparece um relato dos favores que ele prestou no passado (2b-13). e o v.ras vitórias na terra (8. As estipulações ou exigências são feitas em 14-15. > Enviei v e s p õ e s à s u a f r e n t e (12) Versões recentes traduzem esta imagem vívida por "pânico" ou "medo". mencionam o problema d o ataque d e bandos nómades estrangeiros . "Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. simbólica. Sua promessa. A disposição de Josué em dedicar-se inteiramente a Deus permaneceu inalterada até o fim de sua longa vida. Será que estes e r a m os hebreus? • C e n t o e d e z a n o s (29) Esta pode ser uma idade ideal. " e u e a minha casa serviremos ao S E N H O R " . por si só. É marcante o contraste entre este episódio e o livro de Juízes." Js 24. Aqui. como em Deuteronômio. que relata o enterro dos ossos de José na terra prometida. Balaão (9) Veja N m 22—24. A família que durante tantos anos só possuía sepulturas compradas de pessoas que moravam no local (veja G n 23 para a aquisição de Abraão) agora possuía todo o território de Canaã. Ele foi enterrado na única propriedade que pertenceu a Jacó. encontrou eco na resposta do povo: "Nós também serviremos ao SENHOR. especialmente porque é igual à de José (veja G n 50. um tributo à liderança desse homem de Deus.30-35). O v. o padrão da aliança segue o padrão dos tratados daquela época (veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo"). Deus de Israel". Depois da apresentação do título do rei ( " S E N H O R . que se segue. A promessa feita a José foi mantida. A ligação é reforçada pelo v.. tabuinhas encontradas e m "reli el-Amarna.19). Esta é uma boa conclusão para o livro. dá por encerrada a história dos patriarcas.. 2a). enviadas p o r reis cananeus a o Faraó egípcio. com advertências a respeito do que aconteceria em caso de desobediência (19-20).22). 32. 31 indica quão poderosa foi a influência de Josué para o bem. n o Egito. 32.o s h a b i r u . O zelo do povo em acompanhá-lo na renovação da aliança é.

com base em 10. Baraque. o escritor de Juízes não dá à cronologia e à ordem dos acontecimentos a mesma importância que lhe é atribuída por historiadores ocidentais do mundo de hoje. Sabemos. que recorreu ao assassinato. e libertação dos inimigos.31 Histórias dos líderes da nação que Deus levantou para libertar Israel de seus inimigos Caps. Sansão. no g e r a l . Sofria nas mãos dos cananeus e clamava a Deus por socorro. 17—21 Um quadro dos tempos difíceis antes do surgimento de um rei Histórias mais bem conhecidas Débora e Baraque (caps. As questões morais que este livro levanta. 13—16) povo que se gabava dos atos de vingança cruel contra o inimigo. As histórias não maquiam nem recomendam o comportamento dessas pessoas. Tudo ficava bem por algum tempo. o velho padrão de infidelidade tornava a se instalar.C.31). Deus atendia . a história apresentada no livro deve ter acontecido em menos de 200 anos. Resumo Os problemas que sobrevieram a Israel depois da morte de Josué: um padrão cíclico de desobediência a Deus.7). Depois.21). Eles são exemplos a seguir apenas em termos da sua fé. Porém. que a opressão amonita no Leste e a opressão filistéia no Oeste ocorreram ao mesmo tempo. Ele escreveu após a destruição do santuário em Slló (18. celebrando a derrota de Sísera. arrependimento. 4—5) Gideào (caps. 3. Foi um tempo difícil e instável. aproximadamente de 1220 a 1050 a. o período dos Juízes compreende uns 390 anos. como a data mais provável da conquista é 1240 a. A idolatria. Deus enviava um libertador. Eúde. Seis dos 12 juízes mencionados são descritos com maiores detalhes: Otoniel. Na lista dos maiores exemplos de fé que aparece em Hb 11.6 Depois de Josué o p e d i d o de seu povo tão logo este clamava por socorro. Jefté. e mesmo sabendo que tudo viria a se repetir no futuro. e. O cântico de Débora. especificamente. Caps. O que surpreende é o amor e cuidado constante de Deus. era fonte de fraqueza e divisão. por outro lado.C. Sansão e Jefté. recordando a época em que Israel não tinha rei. A história da nação se caracteriza por um ciclo que se repete de forma monótona. 6—8) Sansão (caps. Este é o relato bíblico que ilustra com maior clareza a tendência humana de seguir seu próprio caminho (pecado). Débora/ Baraque. Sansão.7—16. são mencionados quatro deles: Gideão. Israel trocava Deus pelos deuses locais. A fidelidade a Deus trazia consigo um povo forte e unido.7.JUÍZES Juízes abrange o período na história de Israel que vai da morte de Josué até o tempo de Samuel. ou seja. é considerado uma das primeiras partes do AT a serem colocadas por escrito. Apesar do passado de infidelidade de Israel. durante o qual as tribos dispersas ficaram sem liderança central. Representação d e u m baal cananeu. da ¡¿nena . unidas apenas pela sua fé comum. No seu todo. Uma das razões para esta aparente discrepância é a sobreposição entre os períodos dos diversos juízes. mas antes de Davi ter conquistado Jerusalém (1. Estes "juízes" de Israel não eram apenas conselheiros em assuntos jurídicos. um Caps. 1. representam um sério problema para os leitores de hoje (veja "Entendendo Juízes" e a anotação sobre o juramento de Jefté). 0 deus d o c l i m a . É possível que tal sobreposição tenha ocorrido também em outros casos. o envolvimento de Deus naquela ação. e. (Houve mudanças editoriais posteriores. por exemplo. Outro fator a ser considerado é o uso freqüente de "40 anos" como número redondo para O cenário humano que aparece em Juízes é deprimente. Gideão. ganhando seus louros na frente de batalha. Cronologia A exemplo de outros autores antigos. q u e quebrou todas as regras de hospitalidade: Eúde. como se observa claramente na sentença acrescentada a 1. que se manifesta até mesmo na vida daqueles que conhecem a Deus. Esta é a mensagem central que o autor quer transmitir nesse relato centrado em histórias de heróis locais que foram contadas e recontadas com o passar dos anos. E Deus decidiu agir por intermédio de pessoas das quais não se poderia esperar m u i t o : Jael.• da fertilidade.1—3. Eles livraram uma tribo ou todo o povo da opressão do inimigo. um homem cuja vida sexual leva a marca da promiscuidade.

6). • O Anjo d o S E N H O R (1) Mencionado várias vezes em Juízes (aqui e nas histórias de Amalequita: 1.31): v i t ó r i a sobre o s filisteus.3).E. • V. I b s ã . tendo alcançado considerável sucesso.'de Canaã 6 • | . Mas todos que o vêem têm certeza da sua autoridade.4-6): vitória sobre J a b i m e Sísera. 2. S a n s ã o . 11. A localização d e Boquim é desconhecida. Cundall sugere a seguinte cronologia aproximada: 1200 Otoniel 1170 Eúde 1150 Sangar 1125 Débora e Baraque 1100 Gideão 1070 Jefté 1070 Sansão O s 12 j u í z e s e s u a s vitórias Jabim. d e G i l e a d e (11. d e G i l e a d e (10.1-5: D e s o b e d i ê n c i a t r a z d e r r o t a Estes versículos são um comentário sobre os fracassos relatados n o cap.13). . com uma mensagem especial de Deus. de D ã (15. Eúde. geralmente na primeira pessoa como se fosse Deus. • Polegares das mãos e dos pés (7) Para que esses reis não pudessem segurar uma espada ou ficar firmes sobre a planta dos pés. p o r exemplo. Depois do relato da conquista de Betei (2225) pelo "povo das tribos de José" (Efraim e Manasses). d e issacar (10. d e Benjamim (3. Vs. 1 Era o sumo sacerdote quem dirigia a Deus essas perguntas d o tipo "sim o u n ã o " . Jz 2.1). 8. 35. e não tanto um número exato de anos. 8. Moisés e a sarça ardente em Ê x 3 ) . Às vezes revela-se como pessoa comum.11): vitória sobre os midianitas e amâlequitas. 9 ) : vitória s o b r e Cusã-Risataim. d e E f r a i m (12. / i da Mesopotâmia le Jz 1—2.JUIZES 239 indicar "uma geração". Débora (Efraim) e B a r a q u e (Naftalí) (4. G i d e ã o . Tola. 13. • Cidade das palmeiras ( 1 6 ) Jericó. Gideão e Sansão) e e m outras passagens bíblicas (a história de Agar e o "sacrifício" de Isaque em Gênesis. Otoniel.19-22). A b d o m . Os filisteus i n t r o d u z i r a m a indústria do ferro na Palestina e tinham o controle d a produção. d e Manasses (6. A fortaleza de Sião só passou para o domínio dos israelitas quando o rei Davi a tomou algum tempo depois (2Sm 5 ) .20): vitória sobre o s filisteus. 10. Jefté.22). O fracasso dos benjamitas em expulsar os jebuseus de Jerusalém qualifica a vitória descrita no v. 4. usando o Urim e Tumim (sorteio sagrado). a tribo da qual v i r i a m Davi e sua linhagem de reis. segue-se u m catálogo de fracassos. que só é atenuado por outro sucesso das tribos de José relatado n o v. 1.13-19. 12. • V. 6. Sangar (3. foi a primeira a continuar a conquista após a morte de Josué./ I Cusã-Risalaim. às vezes como ser celestial de aparência tremenda (veja 13.11). o anjo sempre aparece como representante de Deus. G i l g a l foi onde o povo acampou pela primeira vez e construiu um altar após atravessar o J o r d ã o . e é praticamente identificado com Deus por aqueles a quem aparece (veja. d c Belém (12. Elom. A. 9. d e Z e b u l o m (12. 7. Até a época de Davi.5 Após a morte de Josué Midianitas Jz 1: S u c e s s o s e f r a c a s s o s Judá. d e J u d á ( 3 .15): vitória sobre l i g l o m .11): vitória sobre os nmaletjuitns. Israel f i c o u e m desvantagem diante das armas e dos carros d e ferro usados p o r seus inimigos. R E I . de Moabe. Ele fala em nome de Deus. 10-15: Veja Js 15. Jair. 19 A q u e l e era o i n í c i o d a I d a d e d o Ferro.8). g u a r d a n d o seus segredos a sete chaves (veja I S m 13. 3. 5.

derrota nas mãos de um herói ou líder militar do Sul. 13—16. um período ainda mais longo! J z 3. l C r 12. o que torna surpreendente sua . 8.20—3.31: S a n g a r p r o m o v e u m massacre N u m feito isolado. uma mulher de autoridade. pois foi outra mulher. Elas continuariam como espinho na carne de Israel. • Veio sobre e l e o Espírito d o S E N H O R (10) A mesma frase é usada com relação a Gideão.! fertilidade d a teria. Ecrom. 11-23 apresentam o padrão de acontecimentos que passou a se repetir tão logo morreram as pessoas da geração que havia participado da conquista da terra prometida (10). a história de Sansão nos caps.5).31 Israel sob os juízes J z 2.13) Deus e deusa da fertilidade e da fecundidade do solo. . Este é o estilo de todo o livro. com um ferrão de tocar bois (uma vara de uns 2. o ataque deve ter vindo do Norte.6—3. • Oitenta a n o s (30) Duas vezes quarenta.6-9 nos leva de volta ao ponto em que estávamos ao final do livro de Josué. Asquclom. e vemos isto cm várias outras partes do AI'.16. I S m 17. • 3.6: I n t r o d u ç ã o J z 2. e n t r e g o u (8) O autor atribui sentimentos humanos a Deus c. chefe de Temã" (em E d o m ) . muitos dos benjamitas eram canhotos ou ambidestros. o nômade queneu. o fato de Eúde ser canhoto o colocava acima de qualquer suspeita. mas não conseguiu deter esses inimigos por muito tempo. Ela não só convocou o líder militar. do abandono de Deus cm troca dos deuses locais. Mas alguns corrigem o nome dele para "Cuchã. de Moabe. para testar o povo e manter os soldados de Israel bem treinados nas habilidades de guerra (2. • Quarenta anos (11) Este número é usado freqüentemente no AT como número inteiro e significa "uma geração" ou "um longo período". hoje seria a região leste da Síria. e os canhotos dessa tribo que atiravam com a funda tinham uma reputação formidável (veja 20.12-30: E ú d e a s s a s s i n a o rei Eglom O rei Eglom. Débora foi uma j u í z a no sentido jurídico (4. Como Eúde.7-11: A v i t ó r i a d e O t o n i e l Se Cuchã-Risataim realmente era rei da Mesopotâmia (v. O poder desses heróis era um dom especial de Deus. e lhe deu instruções da parte de Deus. acreditando que este deus local eslava DO controle ilo i l m u <• il. Os vs. expressa isto em termos diretos ("os entregou"). Baraque.6). a profetisa. Nessa ocasião. O domínio de Judá sobre as três cidades dos filisteus durou pouco tempo (1.3 As cinco cidades-cstado dos filisteus eram Asdode.5 m com um ferrão na ponta). a J z 2. j J z 3. como também se dispôs a fazer a jornada de 80 km ao Norte para ir com ele à batalha.240 A história de Israel Os israelitas e r a m consta manente tentados a acompanhar os canancus na adoração a Boal. norte do Iraque).1-54). Como resultado da desobediência. Eles não só tomaram o território a leste do Jordão. • I r a . como Deus comanda os assuntos humanos. o que geralmente não agrada os leitores modernos. J z 4—5: A p r o f e t i s a D é b o r a conduz Baraque à batalha Nessa história impressionante aparecem com destaque duas mulheres extraordinárias: Débora. Baraque não ficou com as honras da vitória. esposa de Hébcr. • Baal e Astarote (2.18). as nações vizinheis não foram expulsas. comandava uma aliança oriental que incluía os amonitas c amalequitas. Sangar eliminou 600 filisteus. J z 3. 13—16. e Jael.6—16.2). Jefté e Sansão. Gaza e Gate (veja "Cananeus e filisteus". Veja caps. . como também atravessaram o rio para estabelecer um posto avançado em Jericó.

com grande efeito dramático. cenário de tantas batalhas que deu seu nome ao local da batalha final. . Avante. • Monte Tabor (4. Esse monte. passa diretamente do cenário em que Jael ainda está com o martelo na mão para o cenário em que a mãe de Sisera espera. Quisom. Muitas das carruagens foram arrastadas e o restante ficou atolado na lama.6) Uma boa escolha como local de reunião. O poeta-compositor usa todos os recursos de som. o 'ribeiro das batalhas.20-22 (ARA) 0 "hino de batalha" se caracteriza por u m frescor característico de testemunho ocular e grande exultação. que matou o poderoso Sisera com uma estaca e um martelo que tinha à mão. 'Desde o céu pelejaram as estrelas Haroscte\_Hagoirn \ Baraque cananeus derrota Sisera e os contra Sisera.21). • 5.' Jz 5. A parte baixa jamais foi reconstruída. em vão. pode ser visto de longe. 0 cântico que celebra a batalha indica a chave da vitória. o retorno de seu filho. mas o monte (tell) foi outra vez fortificado pelos cananeus c mais tarde por Salomão. o galopar dos seus guerreiros.corajosa Jacl. Uma tromba d'água transformou o Qttisom numa torrente impetuosa (5. no final. firme! Então as unhas dos cavalos socavam pelo galopar. ó minha alma. desde a sua órbita o fizeram. As águas ou o riacho de Megido é o rio Quisom. MoiileCarmelol 0 ribeiro Quisom os arrastou. num formato arredondado e com 400 m de altura. • Hazor (4. ritmo e repetição para descrever cenas rápidas e vívidas como um filme. 'Armagedom". E.2) Josué havia derrotado outro Jabim e destruíra a cidade.19 Taanaque ficava a apenas 8 km de Megido (onde rotas comerciais passavam pela serra do Carmelo). apesar de alguns problemas decorrentes da idade do texto.

um palácio. Referên^ ^ ^ ^ cias a uma cidade T o d a casa tinha sua lamparina de cerâmica cheia d e ó l e o d e oliva. e u m terceiro c ô m o d o que tinha o comprimento d o prédio c m s i . ' reunindo duas ou Ires gerações dn mesma família. de formato retangular. várias aldeias agrícolas eram exploradas por uma cidade maior. N m 21. de forma lenta e gradual. Geralmente havia salas estreitas d e dois lados dessa área.C. a transição de uma vida nômade para uma vida sedentária tenha ocorrido. cercais c o u t r o s p r o d u t o s essenciais eram estocados. um sótão onde as pessoas podiam dormir. os primeiros a se fixarem na terra. as casas típicas dos israelitas e r a m bem parecidas. com acesso por um túnel). e isto a partir de detalhes ocasionais e com o auxílio de estudos de sociedades semelhantes. L'm celeiro c o m u n i t á r i o e m M e g i d o . "Às vossas tendas. "e todas as suas aldeias" (p. o celeiro comunitário de Megido era um enorme silo subterrâneo. um ditado comum no início da monarquia (2Sm 20. após a saída do Egito e a conquista da terra prometida. ^ fortificada. e depósitos para produtos básicos como grãos. d e n t r o d e casa. As cidades israelitas geralmente tinham fortes muros e portões. C ) . provavelmente. Tudo que podemos fazer é imaginar como teriam sido.ex. I-: p r o v á v e l que um cómodos laterais fosse um abrigo pata animais. ó Israel!" era. no caso dos israelitas. ainda. Em troca do suprimento de grãos e outros produtos à cidade fortifica- Tanto nas cidades c o m o nas aldeias. vinho e azeite de oliva. e m potes de barro o u cerâmica.. . o que resultava n u m a estrutura conhecida c o m o "a casa d e quatro cómodos". À s veies havia um segundo andar.6-7). A área e m que as pessoas passavam a maior p a n e d o tempo e r a um pátio aberto.16). A maioria dos assentamentos nas regiões montanhosas não passava de pequenas aldeias sem a proteção de muralhas.1. E r a c o m u m agrupar duas o u três c a s a s . Os israelitas que ficaram nas pla- nícies foram. uma fonte de água protegida (p. Nos séculos8e 7 a. A região montanhosa era mais difícil de cultivar e o assentamento ali exigia o nivelamento dos declives e a construção de cisternas para armazenar água.25) refletem esta organização. e o clã dos recabitas fez um juramento permanente contra o sedentarismo (Jr 35. A Bíblia nunca descreve acordos políticos e econômicos feitos naquele tempo. q u e data da época d o rei J e r o b o ã o II (793-753 a . Aparentemente.242 Vida sedentária John Bimson É possível que. ex. Ó l e o . IRs 12.

as cidades muradas e r a m o r e f ú g i o das pessoas q u e v i v i a m nas aldeias próximas. N ã o era n a d a fácil c o n s t r u i r terraços nas encostas d o s montes. para a prática a g r í c o l a . como os recabitas fizeram em Jerusalém.Oi povoados na região m o n t a n h o s a e r a m pequenos. da. lím tempo d e p e r i g o . as aldeias vizinhas provavelmente recebiam proteção em tempos de guerra. . Nômades que tinham algum contato com determinada cidade também buscavam proteção dentro dela em momentos de crise. •quando os exércitos dos babilônios invadiram a região (Jr 35.11).

Jair. porém. A Bíblia os menciona apenas aqui e em Is 3. escondido dos midianitas. • Estola/Manto (8. • 6. proibida pela lei (embora a N T L H traduza por "ídolo"). • 7 . nos lugares onde se podia atravessar o rio Jordão. • 8.20 J z 6. Trata-se. Jefté recorreu à espada. mesmo se apresentada na forma de pagamento na mesma moeda (56-57). havia ali um templo a Baal.28: G i d e ã o Os midianitas. Compare a parábola de Nata em 2Sm 12. os nômades midianitas. ao tempo Jacó e mesmo antes dele. não era um escolhido de Deus. pois uma parte dela fora sua possessão até lhes ser tirada pelo rei Seom. Deus (e a justiça) tem a última palavra. Assim.1—8. a Oeste.1-5: T o l á e J a i r Estes não foram líderes militares. símbolo da deusa-mãe canancia. que tinha alguma justificativa para> aceitar a autoridade real. Na verdade.11. e o autor de Juízes percebe claramente os perigos da liderança hereditaria (em fornia de dinasria). 7-21 Este é um exemplo antigo de uma parábola ou história com moral. Agora.1-4). 1 3 O pão de cevada representa Israel (os moradores permanentes) e a tenda. Mas Abimeleque. infelizmente a prosperidade " v e i o a ser uma armadilha para Gideão" (8. • Espalhou sal (45) Simbolicamente condenando a cidade a ficar em desolação permanente. não quis saber do assunto. os moabitas tinham mais direito àquela terra do que qualquer outro povo. a Leste.27) Provavelmente uma imagem de Deus.29-35: Ú l t i m o s a n o s de Gideão Quando da morte de Gideão. J z 10.25) Poste ( o u totem) sagrado. o lugar passou a competir com o santuário oficial de Israel. Veja comentário sobre 2.18.12-28. Quctura ( G n 25.6—12. Após a vitória e a tragédia que aconteceu logo depois (veja abaixo). Nada de maior importância aconteceu durante aquele período. A fé desse homem (veja também Hb 11. F. apesar de toda sua cautela i n i c i a l .244 A história de Israel "Uma espada pelo SBNllon e por Gideão!" J z 7. • Pedra d e moinho (53) Os grãos de trigo eram moídos entre duas placas de pedra. os israelitas voltaram a adorar os baalins. no tempo de Jeroboão I. O terror espalhado por essa gente montada em camelos é descrito de forma bem vívida em 6. .11 A localização de Ofra é desconhecida (não se trata de Ofra no território de Benjamim). diferentemente de seu pai. o sotaque dos efraimi- J z 8. O novo herói que se levantou para combater os amonitas foi o "bandoleiro" Jefté.mbora tenha se mostrado à altura da situação n u m momento de provação. com cerca de 45 cm de diâmetro. • Vs. • Aserá (6. Deus era lembrado em meio às crises. Jefté teve que lidar com a inveja dos membros da poderosa tribo de Efraim.1-3).27). J z 10. beduínos vindos d o Leste e que eram descendentes de Abraão e sua segunda esposa.1 acima com relação ao "Anjo d o SliNHOR". N a verdade ela foi reconstruída 151) anos depois. isto é. N m 20—21 descreve os acontecimentos mencionados na discussão de 11.5-6 Aqueles que levaram a água à boca com suas mãos estavam mais alertas ao perigo que os que se ajoelharam. mas a v i t ó r i a resultante daquela fuga desordenada v e i o de Deus. neste caso.1-4. Enquanto Gideão usou palavras suaves para aplacar esses efraimitas indignados (8. de um jogo de palavras. Abimeleque. • S i q u é m (1) Este era o santuário central de Israel na época de Josué. "jumentos" e "cidades" são palavras que têm som parecido.21 Ornamentos cm forma de meia-lua ainda são populares entre os povos árabes de nossos dias. J z 9: A s c e n s ã o e q u e d a de Abimeleque Gideão. Nos vaus do J o r d ã o . 4 E m hebraico. A história da cidade remonta à antiguidade. mas quando estas passavam a atração dos deuses que aproximavam Israel dos seus vizinhos (Baal da aliança / "Baal-berite") c davam boas colheitas era praticamente irresistível. durante 22 anos. Tola "julg o u " ou foi líder de Israel durante 23 anos.32-33). não manifestou os mesmos escrúpulos. avançaram pelo s u l de Israel e chegaram até a cidade filistéia de Gaza. redondas e pesadas. Gideão foi obrigado a malhar a sua escassa colheita de trigo no tanque de pisar uvas. G i d e ã o usou sua perspicácia para fazer u m ataque s u r p r e s a .7: Jefté O território ao Sul de Israel estava sob o domínio dos filisteus. • 7. e dos amonitas. é vista na sua p r o n t i d ã o para enfrentar as hordas midianitas com u m exército de apenas 300 homens. brutal e ambicioso filho de í Gideão. • V .

31). (Como Jefté era um filho ilegítimo que foi expulso de casa.245 tas. denunciava quem eles eram. embora isto tenha lhe custado a vida de sua filha única. Descendo pelo monte ( a o invés d e subir pelo vale) e à noite. Um sacrifício humano podia agradar aos deuses pagãos. o voto foi feito de boa fé: Jefté entregaria "quem" (pessoa ou animal) saísse primeiro da casa dele para rir ao seu encontro. o pai quebrasse a promessa feita a Deus. E ele cumpriu sua palavra.i surpresa Elos iiiidianiuis fogem . Ufonlc de Harode: a bose de Gideãc- Hmoikc MonS HGideâo divide • o s homens de Gideflo execuiam • u. e a lei de Deus o proibia: D t 12. ele com certeza valorizava sua casa e sua família. Porém. O s midianitas pensaram que estavam cercados e fugiram atordoados. no sinal as trôs divisões fizeram u m barulho ensurdecedor. mas jamais ao Deus de Israel (Abraão havia aprendido isto há muito tempo. > 0 voto de Jefté Esse voto mostra quão pouco os israelitas conheciam a Deus naquele tempo. apesar da ignorância e da forma equivocada. por causa dela. Sansão e outros? ("Entendendo Juízes" considera algumas possíveis respostas.) Certamente não podemos descartar o fato de que os "heróis" A vitória de Gidcão sobre os midianitas G i d e à o conquistou a vitória c o m apenas 300 homens. que não conseguiam pronunciar a palavra "chibolete". Seu sofrimento foi genuíno e a reação de sua filha é surpreendente: ela não permitiu que.) Mas como pode um Deus moral associar-se a ações como esta e com pessoas como Jefté.

fraquezas e imoralidade são apenas registradas. Deus não se isola nem ignora um pedido de socorro.7) foi escolhido para a tarefa desde o momento da sua concepção. Deus age por meio de homens As façanhas de Sansão e mulheres. imperfeitos por natureza.246 A história de Israel Dalila teceu num tear as trancas d o cabelo de Sansão. Tudo que se louva é a fé e a coragem desses homens. uma "idade de trevas" como a de Juízes pode ser seguida de um período de verdadeiro progresso espiritual.6) H á uma questão com relação ao significado de "mil" no hebraico que pode explicar os números surpreendentemente altos que encontramos em panes do AT.31: S a n s ã o O herói na luta contra o inimigo do Oeste (veja 10. do livro de Juízes eram pessoas de seu tempo.8-15: I b s ã . como a Bíblia deixa bem claro. Os teares eram verticais. mas podiam ser. A estátua e as colunas datam principalmente d o período romano. o Hebrom . em que as pessoas viviam distantes do padrão estabelecido na lei de Deus. não havendo nada alem disso que fosse digno de registro. a cidade filistéia onde Sansão matou 30 homens. caracterizada por decadência religiosa. Eles servem como intcrlúdio antes da grande história seguinte. mesmo quando não tem ao seu dispor as pessoas "adequadas". uma época. Essas pessoas não são apresentadas como modelos: suas falhas. Para Sansão. E l o m e A b d o m Dois destes juízes ficaram conhecidos por causa de suas famílias. • Quarenta e dois mil (12. A foto a direita mostra minas lie "Vsquclum. J z 12. conto este da foto.1—16. J z 13. não glorificadas. mesmo numa época de decadência que aparentemente não tem volta. na esperança d e tirar-lhe a força. E por causa disto. aprovadas ou maquiadas. Ele age. também. horizontais.

algo que. ISm 11. Uma resposta comum é dizer que esses fatos aconteceram numa época em que os israelitas estavam em crise política. quando foram dominados). pelo contato com estes. Como um livro repleto de ação. possibilitou a Dalila cortar-lhe a longa cabeleira que era o sinal de sua dedicação a Deus. • 14. são retratados negativamente. Mas suas façanhas subseqüentes trazem o perigo à tona e a inimizade ao ponto de confrontação. Até seu próprio povo ficou contra cie (15. quando um local de culto pagão é estabelecido em Israel. advertindo contra tais erros.7). Portanto. tratou esse voto com uma negligênda que quase poderia ser caracterizada como desprezo. estar envolvido em algum desses episódios. a liderança deveria estar baseada na iniciativa de Deus. Ao contrário das campanhas dos outros juízes. já não convence alguns leitores. a unidade tribal e a pureza religiosa. sendo que Sansão era um dos poucos que haviam permanecido no território que a tribo recebera originalmente.11). Ele.3 Dos vizinhos de Israel. Sansão parece entrar no jogo dos inimigos. muitas vezes. quando consideramos o texto sob este ponto de vista. Ao casar-se com uma filistéia. tinham dificuldades para manter o controle israelita. essa explicação dos elementos questionáveis do texto. O autor conta as suas histórias de uma maneira desfavorável às tribos do Norte e principalmente à dinastia de Saul. é esquartejada (cap. muitos membros da dibo de Dã já haviam se mudado para o Norte (Jz 18). menciona lugares e fatos relacionados com Saul: Gibeá (sua terra natal). Isto se vê no controle que Deus exerce sobre os juízes fracos e às vezes indignos. e recaídas no paganismo. A fraqueza moral privou esse valente da estatura espiritual e da força física. o povo perdesse a sua identidade. Chegados apenas recentemente à terra prometida. a concubina cortada em pedaços (Saul fez o mesmo com bois. em especial. Porém.42-49)? Talvez o que mais perturba as pessoas é o fato de Deus. os filisteus eram . O cap. Certamente. mas deixa o leitor incomodado com o seu conteúdo. e não leva em consideração a data de composição do livro (posterior aos acontecimentos descritos) e sua importância para um público posterior. com imagens proibidas e um sacerdote mercenário. Nesse tempo. o que explica. A narrativa se passa numa época em que Israel vivia rodeado por estrangeiros. ele chama a atenção. infelizmente. então. Deryn Guest Juízes contém algumas das histórias mais bem conhecidas da Bíblia. O livro de Juízes mostra como essa ameaça se tornou realidade. O que fazer com a história de uma mulher que. • As narrativas advertem contraaassimilação. • O texto tem um claro interesse em liderança. Assim o autor mostra à sua própria geração o que não fazer para viver bem naquela terra. Nos capítulos finais. O avanço dos filisteus se dava por infiltração ao invés de guerra declarada. 19. 19)? Ou. porém. o livro apresenta um desafio éticoe teológico para todo e qualquer aspirante a intérprete da Bíblia. já que sua força lhe havia sido dada por Deus para um propósito específico. Pode-se lamentar. Numa época turbulenta assim. surgem várias questões interessantes. Alguns também vêem no livro e seu desenvolvimento um forte preconceito contra a liderança do Norte. ou oportunistas. Para ser bem sucedida. as condições vigentes naquela época. trazendo vários crimes de sangue e narrativas de traição e violência. social e religiosa. a história de várias pessoas queimadas vivas dentro de uma fortaleza (9. os atos macabros que ocorreram. após um estupro coletivo. benjamitas (a tribo de Saul). No entanto. Assim. Líderes por conta própria. mas estas eram. conflitos tribais. para voto de nazireu (veja Nm 6) era vitalício. A ameaça era que. como Jefté. mais adiante. a luta de Sansão foi a batalha de um homem só. como Abimeleque. Juízes serve de lição de história para um público posterior. É simplista demais. Começa com a repreensão que Débora faz a certas tribos por não ingressarem na coalizão e termina com uma guerra civil. • O livro descreve a desintegração da unidade tribal. situando-os num "período difícil de adaptação" para Israel. seria inevitável que houvesse luta por causa de terras. a desunião tribal é identificada como a característica principal deste período de fracasso. Disto pode-se deduzir que o autor tinha interesse político em destacar a monarquia davídica e interesse teo- lógico em incentivar uma monarquia que reconhecia a ampla soberania de Deus. a inversão está completa. até certo ponto. Mas os filisteus avançavam sobre o território de Israel (eles continuariam a ser uma grande ameaça a Israel até o tempo de Davi. • O autor defende a liberdade soberana de Deus.Juízes 247 Entendendo Juízes P.

e muito bem. as práticas e os preconceiAs questões problemáticas levantos (contra os estrangeiros. história é mantida e reforçada. e isto levanta questões morais significativas. É um tanto incômodo ver Deus envolvido em tal ato. A história transmite a mensagem de que a mulher estrangeira e sexualmente independente é uma armadilha para os homens bons. este comportamento ambíguo demonstra que não se pode esperar que Deus aja automaticamente de acordo com as exigências e expectativas humanas. A persmas a preocupação principal em tudo isso é a questão de identidade. a mensagem negativa da Há outras características. Rubens e Solomon basearam-se neste difundido preconceito contra a personagem sedutora ao acrescentarem à narrativa bíblica detalhes como a sedução carnal de Dalila. a personagem de Dalila faz parte do imaginário cultural como uma femmefatale ou mulher sedutora e traiçoeira. Por exemplo.4 O comentário do editor atribui a responsabilidade a Deus. abordagens. literário. e este é um avanço bem-vindo e estimulante à medidt que a interpretação desse texto desafiador está sendo reconsiderada e m nossos dias. 20. contra tadas pela leitura do livro de Juízes mulheres) no texto continuam sendo estão sendo expostas de maneiras atingir os seus próprios objetivos. O autor mostra como Israel tentou usar Deus para seus próprios fins.000 homens à morte. e que somente viram que a palavra de Deus éfiel quando reconheceram a escolha de Deus naquela situação. No entanto.12). já que Deus é soberano. E. tempo os seus ideais de como Israel deveria valorizar e preservar determiEstão surgindo.248 A história de Israel um problema. outras possibilidades de leitura. Mas isto não justifica o fato de Sansão desobedecer a lei de Deus e casar-se com tuna pagã (Êx 34. as pinturas de Moreau. no cap. por exemplo. pectiva feminista resiste à tendência de "concordar com" o texto e levanta Através de cada uma das narrativas. que reconhecem pleInterpretar Juízes desta maneira pode namente que se trata de atos repugdiminuir o impacto de várias das hisnantes e levam a sério o desafio ético tórias chocantes. surgiram diferentes estratégias de leitura. . Outros de estupro e assassinato em nível articulam uma resposta masculina. No entanto. ao enviar mais de 40. sua condição de prostituta. ao invés da noiva mudar-se para a casa de Sansão. Isto também é expresso na sua capacidade de agir ambiguamente. mesmo que se trate presente no mundo antigo. Assim. Deus não lhe tirou liberdade de escolha. o autor transmite aos leitores do seu outras questões. também. não se pode ignorar Alguns estudos levam em conta a a influência cultural que a Bíblia teve dinâmica de honra e vergonha. que não concorda com a ideologia transmitida nem tenta justificar os fatos que descritos. Uma é a abordagem feminista. novas e criativas. seus sentimentos de triunfo quando Sansão é capturado. como normalmente se fazia. Como observou Cheryl Exum.16) ou desrespeitar seus pais (Êx 20. • 14. tão e ainda tem. os únicos que não praticavam a circuncisão (geralmente feita na puberdade). outras nada forma de identidade nacional. • O casamento d e S a n s ã o Esse casamento foi formalmente arranjado pelos pais de Sansão. Porém. é claro. Tentar fazer com que Deus "defenda a nossa causa" é um erro que o livro de Juízes desmascara. Na tentativa de lidar com tais questões. que o intérprete moderno enfrenta.

o verdadeiro centro religioso de Israel nessa época. 21 mostra até onde as tribos chegaJz 1 7 — 1 8 : O í d o l o d e M i c a .8). O cap. • Trezentas raposas (15. 2 8 Supõe-se que a concubina estivesse la" (veja o comentário sobre 8. o marido cortou o corpo da concubina em doze pedaços. rem a Deus. estritamente p r o i b i d a era usar uma "esto• 1 9 . ao que parece.1). Jz 17—21 Um tempo em que cada um o que bem queria fazia Este seção final difere d o restante de Juízes. Tratase. A l i também. para competir com Siló. assim como "Sansão" representa um "homem forte". > Dalila (16. Numa tentativa de diminuir a vergonha da noiva. bém faziam o que bem queriam. no tempo dos assírios. depois roubou os objetos sagrados d o patrão e os repassou à tribo de D ã . Devido ao engano por causa do enigma. J z 19—21: E s t u p r o e m G i b e á .s e p a r a Mispa (21.30 O "cativeiro" é supostamente uma referência à destruição do reino d o Norte. foi arranjado às pressas um segundo casamento com o companheiro de honra ou padrinho de casamento de Sansão.Juízes ela ficou com sua própria família e seu marido ia visitá-la. ram para reparar o voto precipitado feito em a tribo d e D ã m u d a . há um o direito de escolher o j o v e m levita para ser acréscimo que deixa isso bem claro). haviam se tornado tão corruptos • 2 0 . 0 autor deixa de lado os heróis de Israel e focaliza dois incidentes que ilustram o baixo nível da religião e moralidade nos dias sem lei durante os quais Israel não tinha governo central e "cada u m fazia o que achava mais reto" (21. os benjamitas são castigados A tradicional e calorosa hospitalidade d o pai da concubina contrasta c o m a falta de hospitalidade e m Gibeá.1 A expressão "desde Dã até Berseba" (do Esta história. A bondade daquele velho e o que se passou e m seguida tem muitas semelhanças com a história de Ló e os homens de Sodoma ( G n 19). Justa ou injustamente.25). quanmo norte de Israel. • 2 0 . e a seguinte. o casamento não foi consumado ao final da festa de sete dias. Q u a n d o os benjamitas se recusaram a entregar seus companheiros (os homens de Gibeá). mostram que os extremo Norte ao extremo Sul) passou a ser levitas. a pressão dos filisteus.4) A exemplo dos outros amores de Sansão. comparada com o respeito devido a um convidado de honra. causou uma 25. e não tanto d e raposas. que estabeleceu um novo templo no Norte. num segundo caso de atrocidade. o Norte O autor não tem necessidade de tirar uma Esta história ocorreu n u m período em que lição moral: basta a simples afirmação d o v. embora isto não seja dito com todas as do lar para adivinhação. Então. era estritamente proibida pela lei que os leviestabelecendo seus próprios padrões de toletas deveriam aplicar ( Ê x 20. deles. Tanto ele quanto ela eram igualmente inescrupulosos na sua maneira de usar as outras pessoas. não houve nenhuma presença de anjos que pudesse salvar a concubina do terrível estupro coletivo. explodiu uma guerra civil. E M i c a não tinha letras (no texto grego da Septuaginta. ao S u l . 1 7 Veja a nota anterior sobre números e egoístas quanto o resto d o p o v o . especialmente escolhidos para serviuma forma de referir-se a todo o território.4) É mais provável que se tratasse de chacais. e grande luto nacional. levando-lhe presentes. Ele vendeu seus serviços a Mica.4).4 0 Os detalhes da batalha lembram a Os levitas h a v i a m recebido cidades só estratégia usada na conquista de A i (Js 8). "Dalila" veio a ser o nome dado àfemmefatale ou mulher irresistível ("Entendendo Juízes"). O resultado foi a quase extinção da tribo de Benjamim. o reino de Israel. O livro no seu todo mostra as conseqüênmigração cm massa dos danitas para o extrecias desastrosas da falta de autoridade.27) e ídolos morta. Eles tamaltos. A imagem feita p o r Mica do as pessoas se tornam a lei para si mesmas. neste caso. Dalila provavelmente era uma mulher filisteia. que caçam em bandos e seriam mais fáceis de capturar em grande número. de uma inserção posterior feita por um editor d o texto. que vivem isoladas umas das outras. que foram usados para convocar as doze tribos para executar vingança (cap. mas aqui estava um levita "procuran- . Mas. sacerdote. 20). 3 6 . • 18. O u t r a coisa rância e permissividade. uma mulher não valia nada. • 20. do um lugar para morar" (17.

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Ela só podia herdar propriedade em circunstâncias excepcionais e sob regras bem rígidas (Nm 36). logo sentimos o impacto dos fatos terríveis descritos neste livro.16-17 tinham campos para ceifar. e da linhagem de Davi veio o próprio Messias. RUTE Este calmo relato da vida cotidiana difere em muito da guerra e dos conflitos que aparecem em Juízes. d o outro lado do mar M o r t o (mais para o S u l ) . em termos de sustento a mulher era completamente dependente do pai ou do seu marido. até para as pessoas mais insignificantes. Era uma situação desesperadora. pois se passa num contexto em que religião era sinônimo de poder. deixando três viúvas desamparadas. • Vs. A colheita de cevada parecia promissora. E embora a religião geralmente estivesse em baixa. É ele quem ordena todas as circunstâncias do cotidiano. Longe de casa. mas elas não Rt 1. a hora de dizer adeus. 1-2 A distância de Belém a Moabe. R t 1. o Deus de Noemi. que é o período em que se passa a história de Rute. o teu Deus é o meu escolheu o povo de Noemi e. é a forma especial como Deus cuida dos "necessitados". E assim a fé recente de uma jovem moabita e o amor sacrificial que teve pela sua sogra são inseridos no grande quadro do plano divino de salvação. possivelmente casar-se pousíires. Chegou. em termos humanos. e para nossa surpresa. R t 2: R u t e e n c o n t r a u m p r o t e t o r V i ú v a s não tinham muitas opções de g a n h a r a v i d a . era de aproximadamente 80 km. Sem dúvida. "Onde então. mais imporDeus." chegaram a Belém em abril. irei cu tristeza. Rute é especial por nos dar o ponto de vista da mulher. De todos os livros da Bíblia.251 Resumo A história de uma jovem estrangeira cuja coragem e devoção lhe renderam um lugar na história de Israel. porém. onde quer que e voltou para casa. em seguida. de novo. Orfa. na linhagem do rei Davi. A possibilidade de morrer de fome levou esta família de refugiados a deixar sua terra natal. O que essa história revela. esta narrativa começa com três mulheres que. o livro de Rute deixa claro que a fé pessoal de muitos em Israel permanecia vigorosa. i r atrás dos t r a b a l h a d o r e s e catar As viagens de Rclcm a Moabe e de volta a Belém. Onde quer que tante do que isso. de Rute descendeu o rei Davi. estavam desamparadas e dependiam da caridade dos outros. Rute. As duas morreres. Aqui Deus está intimamente preocupado com questões menos importantes. cheia de quer que fores. Afinal. não quis deixar que o teu povo é Noemi enfrentasse a velhice sozinha. Assim. e Rute e N o e m i eram pobres.1-5: " F a m í l i a f o g e para e s c a p a r d a f o m e ! " Quando damos uma manchete moderna para esta história.9-10) determinava que os pobres podiam rebuscar espigas. Mas a lei ( L v 19. MOABE Píígina oposta: Enquanto a cevada era cortada. isto é. morrerei eu e ai serei sepultada. As noras de Noemi a acompanharam na saída. o chefe da família e seus dois filhos morreram. Rute recolhia as espigas que ficavam caídas no chão. muitas pessoas daquele tempo levaram uma vida normal e pacífica como a que é descrita neste livro. Ela o meu povo. . Na sociedade da época. acabou cedendo à pressão de Noemi e. ali pousarei eu. especialmente para Noemi. Rt 1.6-22: A v o l t a para Belém Chegaram notícias de que a fome havia acabado.

parente de Elimeleque. Ela amava profundamente e sabia que poderia ser leal ao que lhe era mais importante na vida. nasceu de um relacionamento incestuoso que Ló teve com a filha dele. dizendo que. a heroína de uma história amada por milhares de pessoas.14-16) e de abril até j u n h o . as belas palavras que Rute disse a Noemi não têm paralelo na literatura judaica e cristã. E certamente teria saudades de casa. • Um efa d e c e v a d a (17) O efa era uma medida grande com capacidade para cerca de 22 litros. Rute apanhava as espigas na parte que pertencia a Boaz. assim. para Noemi. embora arriscado. Porém. onde poderiam encontrar um novo marido e uma nova vida. Quando o casal teve um filho. II . Ao ouvir isto. com o gesto mencionado no v. A generosidade de Boaz foi além do que a lei prescrevia ( v s . e ofereceu-se para ser espos. as espigas que fossem caindo. evocando os nomes das matriarcas Raquel ei Lia e conectando. Por "acaso". de Boaz. ela e Noemi não teriam segurança nem status social. na verdade. que ela tanto prezava. durante um período de fome em Judá. Rute era de uma linhagem que trazia a marca da vergonha. a sua terra natal. a não ser o relacionamento com Noemi. Rute como povo de Israel. A história de Rute tinha tudo para ser uma história triste. com humildade e coragem. U m complicador era o fato de que Boaz. chamandoo de Obede. ficar perto de outras mulheres e jamais olhar para os jovens que trabalhavam por perto. e seu irmão Quiliom. Queria adorar o Deus dela. não arredou pé e jurou ficar ao lado de Noemi para sempre. Para conseguir comida para si e Noemi. Moabe. Rute. deixando três viúvas. Em Belém. precisava ter cuidado. Portanto. Esta lei estendia-se ao parente mais próximo. 7. as amigas de Noemi ficararr felizes com ela. A emoção contida nestas palavras revela que Rute entendia o risco que estava correndo. como Rute se responsabilizou pela sua vida. casando com a viúva. uma moabita. Rute. Ela teria que se adaptar a novos costumes. mudou-se para a terra de Moabe. Rute e Orfa. Por não terem marido. Acontece que os três homens morreram.11-13). Rute casou com Malom. chorando. primeiro na colheita de cevada c depois na colheita do trigo. Ela seria uma estrangeira em Judá. Rute colhera cerca de 25 kg d e cevada ( N T L H ) com seu próprio esforço e a generosidade de Boaz. entrou na árvore genea-1 lógica de Jesus. um hebreu que. Deu um beijo na sogra e voltou. Noemi tinha amigos em Belém. porém. Toda a comunidade aprovou aque. Ele decidiu protege: Rute e mandou que seus empregados deixassem cair espigas para ela. Noemi formulou u m plano. Esses elogios chegaram a Boaz. juntamente com o seu pai Elimeleque. Noemi agora não tinha como sobreviver em Moabe e decidiu voltar para Belém. Não havia nada que forçasse Rute a enfrentar essas dificuldades. é bom lembrar. Por fim. Essas mulheres deram nome ao menino. amavam Noemi profundamente e decidiram ir com ela. o Messias. 9. Em se tratando do compromisso que uma pessoa assume em relação a outra. a história acabou tendo um dos finais mais felizes em todo o AT. Elogiaram Rute. em Moabe. Rute tornou-se respigadeira. Em razão disso. Rute prometeu morar onde Noemi fosse morar. quando um homem morria sem filhos. as noras.j le casamento e os abençoou. e pediu para ser enterrada ao lado da sogra. um parente. Este viria a ser o pai de Jessé e avô de Davi. e daí veio o plano de Noemi. ela era melhor do que sete filhos. catava as espigas deixadas nos campos pelos ceifadores. Noemi insistiu com as duas para que voltassem para casa.252 A história de Israel Um retrato de Rute Frances Fuller Rute. estava reivindicando esse direito. Rt 3 : U m marido para Rute Pela lei do levirato (mencionada por Noemi em 1. Então Rute. aos olhos dos hebreus. Orfa concordou. seu irmão devia gerar um herdeiro para ele. Rute colheu o cereal de que precisava para fazer pão. porquec nobre Boaz fez o que era certo come parente mais próximo do esposo ds uma viúva. num campo aberto e comum. era moabita de nascença. e falou-lhes sobre sua nora formidável. seguiu o plano de Noemi culturalmente correto. Rute. sua mãe Noemi. Quando já estavam a caminho. O plano deu certo. Sendo uma mulher estrangeira e sozinha.

declarou-se incapaz de fazer a compra. Mas quando soube que elas passariam. em Rute e N o e m i c h e g a r a m a Belém n a época d a colheita d a c e v a d a .8). • V. o avô do fundador da linhagem real de Israel ( D a v i ) . o parente mais p r ó x i m o também devia comprar suas terras. veio a ser. 9 "Estender a capa" sobre alguém simbolizava compromisso de casamento (veja Ez 16. havia pedido para Rute em 2. Obede. Também era o lugar onde eram concluídas publicamente transações de natureza jurídica. a questão da v i ú v a . como ser h u m a n o . para mantê-las na família. • Antigamente (v. para acrescentálas a sua própria herança. • Perez (12) Este antepassado de Boaz era o filho que Tamar teve com J u d á . n o u t r o nascimento ocorrido em Belém. estrangeira como Rute. oração. Os votos de felicidade das autoridades (4. para Rute e seu filho e que ele teria que cuidar de Rute. depois. 1 3 . E Noemi encontrou consolo para sua tristeza naquele neto. 2) formavam um " j ú r i " adequado que poderia decidir questões legais.não era o parente mais próximo de Elimeleque. 1 . a o l a d o d o monte d e c e v a d a . filho de Boaz e Rute. Rt 4 . O próprio Boaz ajudou a cumprir aquilo que ele. a linhagem real Este é u m verdadeiro final feliz para uma história que teve um começo tão triste. como o caso presente. O parente mais próximo (que não era Boaz) estava disposto a comprar as terras. Rt 4 . seu sogro. na verdade. Tamar. q u a n d o Rute podia recolher espigas tios c a m p o s .2 2 : O f i l h o d e R u t e .1 2 : O a c o r d o A porta da cidade era o local onde se realizavam reuniões importantes. D e z pessoas importantes da cidade (v. . os acontecimentos comuns do dia a dia passam a ter um significado extraordinário. Deus recompensou Rute com um marido e um filho. 7) Este costume antigo não vigorava mais na época em que o livro foi escrito. da qual viria o Cristo. Quando Deus intervém.12) se tornaram realidade. mas ele prometeu interessar-se pelo caso. Ela se a p r o x i m o u d e lloaz e n q u a n t o ele d o r m i a na e i r a . recorreu a isto porque J u d á negou-lhe n o v o casamento e recusou-se a obedecer ao costume mais tarde formalizado como a lei do levirato ( G n 38). Boaz discutiu primeiro a questão das terras. Além desta obrigação de gerar um herdeiro para d a r continuidade ao nome do falecido.12.

não podemos supor que as preocupações e os interesses das mulheres eram idênticos aos deles. mas foi a iniciativa das mulheres que levou ao acontecimento que assegu- raria o futuro delas: o nascimento do filho de Rute.1-12). que poderia herdar a pequena propriedade da família. assegurar a herança da terra através da descendência masculina. numa cena cheia de emoção e sentimento. Somente j do ponto de vista feminino podemos I perceber até que ponto as mulheres eram as verdadeiras protagonistas de I acontecimentos significativos. 29. a maioria dos personagens é homens.I tida. A transação legal que possibilita a Boaz casar-se com Rute e dar um herdeiro ao falecido Elimeleque. do AT também através dos olhos das I mulheres. e dar filhos ao próprio Boaz. dentro das opções limitadas disponíveis na sociedade em que viviam. Esta justaposição das duas perspectivas no mesmo incidente mostra quão diferentes são as perspectivas masculina e feminina. Mas essa cena em que predominam os homens é seguida por outra dominada pelas mulheres (4. Questões legais eram responsabilidade dos homens. I 21. a independência e a iniciativa que tiveram.| cas substitui a dos patriarcas (Gn 16. Nas narrativas do AT. e aquela transação reflete preocupações tipicamente masculinas: dar um herdeiro homem a Elimeleque. Ele conta história de duas viúvas. Mesmo onde a perspectiva masculina é dominante. e as estruturas de autoridade eram dominadas pelos homens. mas em termos práticos. Ele aceitou a proposta de bom grado. podemos ver o resto da história . Temos.24). com responsabilidade e cuidado de uns para com os outros. Logo. Mas.. no Israel antigo. Começamos a perceber que uma: história contada do ponto de vista masculino. As leis formuladas para ajudar viúvas e estrangeiros (Rute era viúva e estrangeira) foram colocadas em prática como se esperava que fossem.13-17). A dedicação de Rute a Noemi ("tua nora que te ama e que te é melhor do que sete filhos") resultou no nascimento de um filho que seria o sustento de Noemi na sua velhice. e destaca o fato de que esta história como um todo foi contada do ponto de vista feminino. é realizada numa reunião dos homens de Belém (4. e a maior parte do espaço é ocupada por atividades que. retratando principalmente aspectos da sociedade em que aparecia a liderança dos homens. : . Percebe-se nitidamente a lealdade mútua. Podemos identificar passagens em Gênesis nas quais a perspectiva das matriar. Como acontecia com a maioria das viúvas. O exemplo mais claro é o livro de Rute. interpretações feministas da Bíblia têm chamado a atenção para o fato de que a Bíblia é escrita do ponto de vista masculino. elas não tinham nenhum suporte econômico. uma perspectiva unilateral das coisas. Mas há pontos em que esta perspectiva predominantemente masculina é interrompida por uma perspectiva autenticamente feminina. apesar de tudo o que parecia conspirar contra elas. assim como já as vemos através dos olhos dos homens. tende a fazer com que a própria socieda-1 de pareça ser mais dominada pelos homens do que realmente é.[ na que aparece nas outras histórias do AT. O livro de Rute nos dá uma visãc diferente do Israel antigo. A história ilustra como a sociedade da aliança de Deus. Deste modo. O leitor vê os acontecimentos — e as mulheres que aparecem nas histórias — através dos olhos dos homens israelitas. Foi Rute.6-21. quem acabou pedindo Boaz em casamento. com este ponto de par. Rute pode ter para todos nós — homens e mulheres — a importante função de revelar novas maneiras de ler o resto da história bíblica. mas na qual as mulheres exercem poder considerável na esfera do lar — a principal unidade social e econômica da sociedade. Israel. visão esta que complementa. seguindo a sugestão de Noemi. A história de Rute nos mostra urra» sociedade na qual as estruturas for-i mais de autoridade são masculinas. como é o caso da guerra e da política. Noemi e Rute. Somente numa ocasião a perspectiva predominantemente feminina em todo o livro é deixada de lado. por exemplo. na qual o nascimento do filho de Rute é visto não em termos legais. a perspectiva essencialmente masculi. se valeram dessas leis para benefício de Noemi e Rute. Isto aconteceu porque os três personagens principais.31—30. I podemos suprir a perspectiva feminina ao ler nas entrelinhas e preencher as lacunas. em grande parte. envolviam primordialmente homens. e até corrige. devia funcionar para beneficio dos desamparados.254 A história de Israel Uma história do ponto de vista feminino Richard llauckham Em tempos recentes. sendo esta a dedicada nora daquela. Homens e mulheres exerciam papéis sociais diferentes no Israel antigo. E o livro de Rute é a história da solidariedade entre duas mulheres e de sua inteligência para assegurar um futuro.

o segundo e maior rei de Israel. T u d o que hoje se p o d e v e r n o lugar Í S m 1—7 0 profeta o n d e ficava Siló é u m montão d e Samuel pedras. E m outras palavras. Entre os rolos do mar Morto foi encontrado um manuscrito hebraico de parte de 1 Samuel.. Cada um teve um papel especial no grande plano de Deus. ou. Os livros de Samuel são cheios de drama e mostram que o autor era um grande contador de histórias. sendo a repetição usada como técnica literária. Esta é essencialmente uma história religiosa: a história de Deus e seu povo.19-27. por exemplo. 1Sm8—31 O reinado de Saul Histórias mais bem conhecidas Ana e seu filho (ÍSm 1—2) O menino Samuel (ÍSm 3) A escolha de Davi (ÍSm 16) Davi e Golias (ÍSm 17) 2Samuel O reinado de Davi Passagens e histórias mais bem conhecidas A lamentação de Davi (2Sm 1) Deus promete uma dinastia eterna (2Sm 7) Bate-Seba QSm 11) O texto hebraico (massorético) e o texto grego (Septuaginta) nem sempre estão de acordo. relatados para enfatizar certos temas.C). as duas ocasiões em que Samuel anunciou que Deus havia rejeitado Saul). em alguns pontos. ex. ÍSm 27. no Novo. Eles relatam a história de Israel do final do período dos juízes ao final do reinado de Davi. no AT. Sara e Rebeca. 22.2-51. mas o personagem principal dos primeiros capítulos. É possível que o autor (ou os editores) se baseou em material escrito pelo próprio Samuel (ÍSm 10. Ana não foi a única a sofrer por causa da infertilidade. Resumo A transição de juízes para reis: os reinados de Saul e Davi. duas vezes a vida de Saul é poupada. íSm 1—7 Samuel. e Isabel. ou seja. a exemplo de Samuel.2-7. 1 S m 1: A t r i s t e z a d e A n a Na Bíblia. com a tradução grega da Septuaginta e não com o texto hebraico tradicional (massorético) pode indicar que. e os problemas começam quando se desobedece a Deus. abre o caminho para os reis.onde os israelitas se reuniam para o culto. vários relatos do mesmo acontecimento (p. estes dois livros eram originalmente um volume só. Devem ter sido escritos e compilados algum tempo após a divisão do reino (há várias referências ao reino separado de Judá. hão era simplesmente a Tenda d o período e m que peregrinaram pelo deserto. Os poemas de Davi são citados em 2Sm 1. é provável que os livros assim como os conhecemos tenham sido escritos por volta de 900 a. Q u a n d o Deus deu a Ana o filho que ela tanto queria. o texto grego está mais próximo do original hebraico do que o texto massorético. O fato de esse texto encontrado junto ao mar Morto concordar. mas o povo ainda não estava no exílio: veja.25) e pelos profetas que vieram depois dele (1 Cr 29. por vezes. o santuário de S i l ó era uma estrutura mais ampla . quando Deus tem um propósito especial para uma pessoa. passaram pelo mesmo problema. deu também a Israel . Também é possível que sejam acontecimentos diferentes. 23. nasceram como resposta de Deus a muitos anos de oração. Isto corresponde a um período aproximadamente 100 anos (cerca de 1075-975 a. o homem encarregado por Deus de ungir os primeiros reis de Israel. o último dos juízes. Há momentos em que parece haver certa duplicação. Foi ele quem ungiu primeiro Saul e depois Davi.6). mas u m p r é d i o que podia ser chamado d e "templo" (muito antes d o Templo de Jerusalém ser construído).C. Portanto. que não é necessariamente o autor. a história de Deus e dos líderes do povo. e esse manuscrito é mil anos mais antigo que o texto massorético que conhecemos. Isaque. N o tempo de E l i . e não antes disso. geralmente há algo especial relacionado ao nascimento dela. para ser mais exato. embora semelhantes.29).1 E2SAMUEL Na Bíblia hebraica. A fidelidade a Deus é vista como a chave do sucesso. Os dois livros se chamam pelo nome de Samuel. Jacó e João Batista.

2 6 Compare I. No tempo de D a v i . Também é verdade que a morte deles foi resultado direto da decisão de desobedecer a Deus. Deus havia mudado a sorte dela (1). I S m 2. o sacerdócio passou da família de Eli para a linhagem de Zadoque (2Sm 8. A Bíblia não vê conflito entre a soberania de Deus e nosso livre arbítrio. 28). estavam introduzindo a prostituição no culto a Deus.17). Compare com a conduta dos próprios filhos de Eli (2. • S e u u n g i d o / seu rei (10) Palavras proféticas inspiradas que foram ditas por Ana. I S m 2. e todo o povo sabia Ana expressou seu anseio e sua angústia e m oração n o santuário de Deus.27-36: a previsão do profeta se cumpriu com a morte dos filhos de Eli na batalha em Afeca (4. 2-10 sejam parte de um salmo acrescentado pelo autor do livro.40. • O voto d e A n a ( 1 1 ) 0 menino foi dedicado a Deus por toda a vida pelo voto de nazircu (veja N m 6. como acontecia ao amanhecer). e tudo que Eli conseguia fazer era refletir c reclamar com eles! I S m 2. dentro da Tenda Sagrada. honra.11). no N T (Lc 1. que viu nele u m texto de modo especial adequado à situação de Ana. • Seus lábios se m e x i a m (13) Era comum orar em voz alta.5). • Sepultura ( 6 ) O sombrio mundo dos mortos (NTLH). • V . alegria. o último e o maior de todos os juízes.256 A história de Israel xo de todo o esplendor do caráter de Deus. • O S E N H O R queria matá-los ( 2 5 ) O autor se expressa desta forma. 2 4 Os filhos eram desmamados aos 2 ou 3 anos de idade. No pequeno espelho de sua própria vida Ana viu o refle- . N a foto aparece u m a mulher solitária na área d o T e m p l o d e Jerusalém.1). Samuel ouviu pela primeira vez a v o z de Deus. • V . o primeiro grande profeta após Moisés.11-36: O e s c â n d a l o dos filhos de Eli Os sacerdotes tinham direito a uma parte das ofertas sacrificiais (veja Nm 18. E o que Deus pode fazer por uma pessoa.1-5). • V . esses dois seriam os "líderes religiosos" da nação. se os fiéis vinham ao tabernáculo embriagados. 3 Siló.46-55). Mas o que acontecia neste caso era uma perversão da lei.21. Veja Êx 4. Quando Eli morresse. 0 vazio. Era uma mensagem de j u í z o para Eli. Dt 18.c 2. o lugar onde Josué erguera o tabernáculo de Deus (Js 18. A vida religiosa devia estalem franca decadência. Daquele momento em diante. segundo a pior tradição da religião dos cananeus (22). ele pode fazer e fará por todo o seu povo. para dar lugar a vida. As provocações de Penina foram silenciadas (3. a miséria e a vergonha se foram. e compare com a ordem dada aos pais de Sansão em J z 13). 9. e o homem que introduziria a monarquia em Israel. O "templo" como tal (v. I S m 3: S a m u e l r e s p o n d e ao chamado de Deus De madrugada (antes do óleo da lamparina acabar. • Estola sacerdotal d e linho (18) U m manto usado pelos sacerdotes (veja v. foi o centro de adoração no período de Juízes. Os filhos de Eli tomavam para si os melhores cortes antes mesmo da oferta ser entregue a Deus (15). quando estava de serviço perto da arca da aliança. ARA) só viria a ser construído na época de Salomão.52.8-20. Samuel foi o mensageiro de Deus.12-17). Também é possível que os vs. Além disso. porque Deus é soberano em todas as circunstâncias.1-10: O c â n t i c o d e A n a O cântico de A n a encontra eco no cântico de Maria. Eli imediatamente tirou a conclusão errada.

E a criança que ela colocou no caminho espiritual tornou-se um grande profeta. sabia disto e zombava dela.25-26). Ela lhe deu o nome de Samuel. aquilo que de mais precioso tinha em sua vida. Regularmente ela retornava à casa do Senhor. E o deixou ali aos cuidados do velho sacerdote. a repreendeu. dizendo que estava bêbada. Elcana deve ter reconhecido que aquele menino era. Quando Deus respondeu a oração de Ana. Eles estavam no tabernáculo. quando Samuel tinha cerca de três anos. Especialmente naqueles momentos ela sentia que Deus lhe negara uma necessidade básica. mas Ana chorava e não tinha vontade de comer. Elcana foi com ela e a criança a Siló. ao observála. não por um milagre. para estar ciente da presença de Deus e ser totalmente dedicado a ele. o sacerdote. com alegria. demonstrava seu amor por Ana na frente de Penina e isto só piorava as coisas. Orou com grande emoção. intensificando o ciúme. E disse a Elcana que quando desmamasse o menino ela o levaria a Siló e o deixaria ali para sempre. que significa. e ele também orou por ela. não por um período de tempo. talvez auxiliado pelas mulheres que serviam no tabernáculo. "Deus ouve". Assim. e todas as vezes levava para seu filho em fase de crescimento um novo manto de linho que fizera. Penina. seu marido. depois desses acontecimentos. Ana queria que ele vivesse no va devolvendo. em Siló. Assim. que tinha filhos. Agora ela transbordava de júbilo. Ana conseguiu orar e prestar culto. o filho de Ana. Então Ana encontrou paz e pôde comer. mas por toda a sua vida. Elcana era levita (ICr 6. Levavam consigo um boi. e não de amargura.I e 2Samuel 257 Ana Frances Fuller Ana desejava tanto ter um filho que isto a atrapalhava em suas oportunidades de cultuar a Deus. E embora Ana não tivesse pedido mais nada a Deus. de forma toda especial. Tendo dedicado. mas isto só era exigido a partir dos 25 anos de idade. Seu comportamento foi tal que Eli. chorando e movendo seus lábios. naquele exato momento. para que da semente de seu marido lhe nascesse um filho. trazendo a palavra de Deus a seu povo e ungindo reis. local de culto desde a infância. Ele deixou que ela tomasse todas as decisões com relação a ele. para oferecer um sacrifício a Deus e fazer uma refeição de celebração. rogou a Deus. ele lhe deu mais três filhos e duas filhas. E ela prometeu que devolveria este filho a Deus. e explicou: "Do SENHOR o pedi". Ana defendeu-se e contou a Eli seu sofrimento. Ana se afastou para um lugar onde pudesse expor a sua amargura diante de Deus. mas a penas para q ue a natureza agisse. mais cedo ou mais tarde seu filho serviria no sacerdócio. Certa vez. Elcana. Silenciosamente. que seria sacrificado no culto de dedicação de Samuel a Deus. Ela explicou a Eli que este era o menino que pedira a Deus e que ela o esta- .

18 O portão da cidade era o local onde I o "tribunal" se reunia e pronunciava as suas sentenças. guardada no Lugar Santíssimo da Tenda S a g r a d a . no extremo sul. Mas Dagom não podia competir com o Deus de Israel.2-17: S a m u e l e x e r c e autoridade de juiz Vinte anos depois. Até Israel teve que aprender a respeitar os limites. • V . símbolo da presença de Deus. j u n t o ao deserto.x 25—27) era o bem mais precioso de Israel. • V. a ima. que morreu quando dava à luz u m filho. os filisteus tenham destruído a cidade de Siló (veja J r 26. • B e t e .I nica. I S m 6. a imagem apareceu sem a cabeça e os dois braços.12-22: E l i m o r r e ao ouvir notícia r u i m A Arca nunca mais retornou a Siló.A história de Israel disso. I S m 7. o poder de Deus saiu do templo e caiu sobre o povo na forma de peste (peste bubó. mas a palavra hebraica não indica qual era exatamente a idade dele. • V.1: A v o l t a da arca da aliança Depois de sete meses de sofrimento. os filis. Eli e Samuel. o instin.| ros.4).11-14). Coube à mulher de Finéias. Mas é claro que Samuel não o viu literalmente. foram líderes religiosos c administradores de justiça. o deus deles. I S m 4. j e lotam diretamente à divisa com Israel I S m 6. Estes versículos registram o cumprimento do j u í z o de Deus sobre a família de Eli (2.I teus estavam fartos de tudo aquilo. Mas elas se adaptaram muito bem à canga. O texto não diz. após sua vitória. • Filisteus (1) Veja "Cananeus e filisteus". foram .1-11: O s filisteus tomam a arca da aliança A arca da aliança (veja F. como se fossem uma junta de bois bem treinada. I quem lhes dera a vitória. houve u m avivamento nacional genuíno (v. no extremo norte. D e n t r o dela ficava uma cópia da lei. um I objcio inanimado. como um I troféu de guerra. O resultado foi u m desastre total: o exército foi derrotado e a arca caiu nas mãos dos filisteus. I S m 4.S e m e s Esta era uma das cidades dos I levitas.1—7. Não é seguro tratar Deus como objeto de vã curiosidade. 3. foi Dagom. veja o v: 6: 6.27-36. dar toda a dimensão da tragédia: "foise a glória de Israel". i-cvar a arca para outros lugares apenas con. se o Deus de Israel era ou não responsável por aqueles desastres.19 A morte de 70 homens que I "olharam para dentro da arca" dá um tom de tristeza àquela celebração. I S m 5: U m t r o f é u p e r i g o s o Para os filisteus. Era pouco provável que duas vacas que ainda não haviam I sido treinadas para puxar uma carroça fossem [ juntas na mesma direção. • J o v e m (ARA) / M e n i n o ( N T L H ) ( 1 ) Samuel ainda não era adulto. a proteção suprema contra o inimigo. como se faria com um rei capturado.I tribuiu para espalhar a doença. com a perda da arca da aliança. Os líderes I religiosos aconselharam que a arca fosse devolvida. Assim. Depois de uma noite. Deus não é um ídolo.| gem de Dagom foi encontrada caída com o rosto [ no chão. Depois da segunda noite. em termos humanos.6). 10 Deus estava tão perto que se pode dizer. A nação ficou desolada. transmitida pela pulga do rato. que ele "ficou ali" ( N T L H ) . As imagens de Baale Astarote. deuses cananeus da fertilidade. j Mas os dois últimos. Depois. Alem disso. mas de uma forma que demonstrasse. Mas nesta ocasião o povo quis fazer dela um talismã. de uma vez por todas. como num ato de adoração. colocaram a arca da aliança peno da imagem desse deus. mas é provável que. A maior parte dos juízes de Israel pode ser í descrita como chefes militares (veja Juízes).[ to faria com que ficassem perto de seus bezer. desde Dã. 2). 12 A distância era de 32 km aproxi-1 madamcnte. a Berseba. Sua tampa era o p r o piciatório.

Israel recuperou suas cidades fronteiriças. mas Saul c Davi mantiveram os filisteus sob controle ate a grande batalha de Gilboa quando Saul c Jonatas foram mortos (lSm31). Israel só precisou terminar o serviço. E eles deviam ser advertidos das conseqüências. impostos e perda de liberdades pessoais. Samuel não escondeu nada. 1 — 1 0 . > Desde Ecrom até G a t e (14) As duas cidadeseslado dos filisteus que ficavam mais afastadas do litoral. Gilgal.J e 2Samuel 259 destruídas. • Para G i l g a l (10. não era o profeta que estava sendo rejeitado. A o procurar as jumentas perdidas d e seu p a i . foi quando estava procurando algumas jumentas que se haviam perdido que o futuro rei de Israel teve seu pri- meiro encontro com Samuel. O nome do lugar onde anteriormente haviam sido denotados (4. O fato de aceitarem suborno e não decidirem os casos com justiça deu ao povo uma boa desculpa para convencei' o idoso Samuel a lhes conseguir um rei. a cerca de 16 km de Jerusalém. juiz e líder religioso no lugar de Eli (veja 15-17). liderou o povo num ato de arrependimento c purificação. Saul v o l t o u para casa com o coração transformado (10.J c a r i n i . • A l t o / a l t a r d o m o n t e (9. Mispa. R a m á (16-17) Samuel fazia um circuito anual pelas quatro ridades-santuário. > Enquanto S a m u e l v i v e u (13) Isto inclui a maior parte do reinado de Saul. Mas nem isto os dissuadiu. 13). mas todo o conceito de teocracia. Logo veio a provação.8) A instrução parece estar relacionada à convocação para a batalha. Samuel sentiu-se rejeitado e não acatou o pedido do povo. Saul encontrou o profeta Samuel e acabou sendo escolhido o primeiro rei de Israel. . aquele jovem provinciano nunca ouvira falar dele. c|ue geralmente c identificada com a aldeia de A b u G h o s h . O cumprimento detalhado das previsões de Samuel convenceu Saul da autoridade do profeta. • E i r a d o / t e r r a ç o (9. > V. Todos os israelitas conheciam o profeta. Só precisavam olhar para os países vizinhos para se convencerem que ter um rei significava alistamento militar. mas. A ajuda de Deus tornou possível essa dramática reviravolta.25) O telhado em forma de terraço era um local fresco e agradável para se dormir nas noites quentes de verão. trabalhos forçados. E Samuel. como as nações vizinhas. Saul desobedeceu.12) Essa forma de expressão ainda não assumira as conotações idólatras que viria a ter mais tarde.12). 1Sm 8—31 Saul: O primeiro rei de Israel ISm 8: " Q u e r e m o s u m r e i ! " A história se repetiu no caso dos filhos de Samuel. Na verdade. A unção com azeite (10. A guerra continuou. 1 6 : S a u l é e s c o l h i d o Por incrível que pareça. 12 Ebenézer significa "Pedra de Ajuda". "Dê a eles u m rei". ISm 9 .1) foi escolhido para marcar a presente vitória (12). Os filisteus estavam avançando c Deus usou a ocasião para demonstrar a Israel o que ele faria por um povo que tivesse fé nele.1) separou Saul para seu alto ofício.9). A arai permaneceu durante vinte anos e m Q u i n a u . Q u a n d o isto aconteceu (cap. disse Deus. Mas Deus aconselhou Samuel a ouvi-los. ao que parece. > Betei. que não foram muito melhores que os de Eli (2.

• V .260 A história de Israel • C h e g a n d o eles a G i b e á ( 1 0 .17-27: " V i v a o r e i ! " O sorteio d a t r i b o . outros acreditam que "mil" seja na verdade uma unidade militar. Saul ficou c o m medo ( c o m o Moises ficara) e teve que ser tirado de seu esconderijo n o meio d a bagagem.17-19). E Samuel falou francamente: se Deus deixasse de ser rei d o seu povo. E quando chegou a hora. j 10. da família. veja J z 1112. e não d o p o v o . Teria sido este livro que foi lido novamente na coroação de Joás (2Rs 11. desde os dias de Josué.11-13. tempo suficiente para v e r seu exército ficar cada vez mais reduzido. Alguns consideram isto u m exagero para impressionar.f ve consciente dos perigos da monarquia (8. era a sittiação ideal para | o início d o governo de um novo rei. N ã o precisava ter ficado c o m m e d o . Sua desobediência e arrogância ao assumir a função de sacerdote custaram-lhe a perda da dinastia.j lo d o ideal de que somente Deus era o rei de l Israel. foi f um passo na direção errada. • J a b e s (1) A ajuda oportuna de Saul criou nos moradores dessa cidade um sentimento de inesquecível gratidão. neste caso. apesar d e tudo. 11 Jerubaal ( A R A ) era outro nome de Gideão ( J z 6—8). Jonatas é descrito como 1 Campanhas militares d c Saul . este homem de Deus. seria equivalente a I "300 unidades" (número exato desconhecido). d e i x o u bem claro que a escolha d o rei de Israel era um ato d e Deus. sem d ú v i d a . Samuel sempre este. a responder (7). D o ponto de vista político. 9 Sísera foi derrotado por Débora e Baraque ( J z 4—5).12-30). i I S m 12: O d u r o d i s c u r s o d e Samuel Este discurso de despedida marca o fim I do regime dos j u í z e s . U m r e i que sobressaía de t o d o o p o v o d o ombro para cima teve aprovação instantânea de todos. tanto assim que conseguiram pegar os filisteus desprevenidos. um distanciamen. Veja 31. uma decisão sábia. O "rei de Moabe" era Eglom. e os desertores israelitas ajudaram Saul a conseguir a vitória. • V. D o ponto de vista religioso. I S m 13—14: G u e r r a c o m os filisteus Saul reuniu suas tropas e esperou sete dias. que o I povo estava unido. ISm 14: Parece que Jonatas e seu escudeiro foram tomados por desertores. • V . que foi assassinado por Eúde ( J z 3. | agora j á idoso. 2 5 As instruções de Samuel foram cuidadosamente registradas num livro. algumas versões colocam Sansão ( J z 13—16). I S m 10. Esta foi possivelmente I a primeira vez. 1 0 ) Saul teve aquele êxtase profético e m sua própria cidade natal. | tanto assim que. • Trezentos mil (8) O problema dos números extremamente altos j á foi mencionado e m ocasião anterior. Quanto a Jefté. etc. a esco-1 lha de um rei havia sido.12)? I S m 1 1 : A p r i m e i r a v i t ó r i a d e Saul Deus levou Saul a fazer seu apelo (6) e o I povo. Tremores de terra aumentaram o pânico e a confusão. No lugar da referência ao próprio Samuel. tanto a nação como a monarquia seriam destruídas (25). fez o que sempre fazia: orou | pelo povo e ensinou-lhes o que era correto.i 3 Campanha contra os amonitas . e. Mas. E Saul não teve paciência para esperar o final do sétimo dia. ao final da lista de nomes.

« (NT1. já tinha 40 anos (2Sm 2. a narrativa começa a ressaltar os defeitos no caráter de Saul que mais tarde se transfoiTnariam em sério distúrbio mental.19.50) Mais tarde Abner coroou Isbosete em oposição a Davi (2Sm 2. o novo metal que lhes dava tanta vantagem em comparação com o bronze. • Traga aqui a arca (14.1-13: U m a e s c o l h a improvável Se a escolha do primeiro rei servisse dc critério. o rci-pastor. Quando Saul morreu.) Em comparação.2 Ocupar as cidades de Micmás e Gibcá (localizadas em dois declives.211. No mundo mais realista c menos individualista da época de Saul. Nesta ocasião ele devia ter mais de 30 anos. Ele até poderia ter se alegrado com a queda dc Saul. O profeta havia previsto esse problema.II) A harpa d c Davi era u m h u m o r .8—3. foi para casa triste. • Trinta mil (13. que Saul era jovem quando se tornou rei. A harpa d e Davi era feita d e madeira d e cipreste <2Sm 6 .29-32). At 13. semelhante a o desta reconstrução d o M u s e u d a Música de ll. Mas a música podia "Você vem contra mim com espada. A desobediência de Saul (pelos piores motivos) deixou seu povo à mercê d o contínuo assedio dos amalequitas. Isbosete.6) O ambiente era parecido com o da época de Gideão. Sabemos. • Isvi (14. Mas cu vou contra você em nome do s i •• IHIR TodoPoderoso. • Abner (14. mas era o menos importante membro de sua família.10-14. a sorte que era lançada para descobrir a vontade de Deus. mas. Saul estava à mercê do seu próprio temperamento incontrolável. a desobediência de Saul foi deliberada (9). 3 Tudo fora interditado ao povo e não devia ser tocado porque fora dedicado a Deus para destruição.i 1. (Deus não precisa dc muita gente para obter uma vitória. Possivelmente uma dezena foi tirada nesta passagem (22 o u 32 anos). temos dificuldade em aceitar a ordem paia que lodos fossem mortos. uma cm frente à outra) significava controlar todo o vale que ficava no meio. Aprender a cuidar de um rebanho desgarrado é uma ótima preparação para ser líder! E z 34. seu coração era reto. S ) . Sua mente desordenada o lançou em sombria depressão e fez com que ficasse violento.2). já que tinha um filho com idade para ir à guerra.39-45 O povo interveio para salvar Jonatas das conseqüências do voto precipitado de seu pai (compare a J z 11). em vez disso. • V . • 13. Dt 25. um filho mais jovem. Mesmo assim.17-19). com todas aquelas imagens tiradas do mundo do pastoreio. Mas desta vez Deus deixou claro que examinava o coração das pessoas.19 Os filisteus detinham o monopólio da tecnologia do ferro.8 acima). » Amaleque (2) Os amalequitas eram inimigos de longa data cujo castigo fora profetizado anteriormente ( Ê x 17. • 14. ISm 1 5 : A d e s o b e d i ê n c i a d e S a u l Desta vez. Davi podia ter brilho nos olhos e saúde de ferro. Novamente Deus escolheu a pessoa certa e a preparou para a tarefa muito antes de ela tornar-se uma figura conhecida nacionalmente. toda a comunidade era responsável pelos crimes de seus membros e sofria as conseqüências. Veja "Guerra Santa". • 13.39).18) Talvez por causa da ordem de Saul ao sacerdote em 14. • Vs. parece texto inspirado cm Davi.1 e homem de fé c coragem impressionantes. por mais que tenhamos conhecimento dc atrocidades sem precedentes 2Samuel 261 cometidas em nossos dias. Os queneus serviram de guias para Israel no deserto ( N m 10.21 informa que o reinado de Saul durou exatos 40 anos. • Esconderam-se (13. Trata-se da túnica com o peitoral que continha o Urim e Tumim (14. Como no caso de Saul.1 O texto está incompleto.33 Comer carne com sangue foi proibido emLv 17. • 14. • Queneus (6) Uma tribo midianita nômade à qual havia pertencido a mulher de Moisés.41). como o autor deixa claro com esta história. o primeiro instrumento musical mencionado na Bíblia ( G n 4. Ele foi rejeitado por Deus como rei e Samuel não lhe fez mais nenhuma visita oficial.49) U m a forma abreviada de Isbosete. I S m 16. quando o povo vivia com medo dos midianitas ( J z 6. a unção confere poder espiritual (13). I S m 16.5) Provavelmente três mil (veja 11. no entanto. com base em 9. essa declaração de Samuel se tornaria um dos temas preferidos dos profetas.iil. Samuel podia estar à procura de um homem alto e bonito para ser o futuro rei.2. algumas versões colocam "manto" no lugar dc "arca". • 13. lança e dardo.8-16.10). forças malignas se apoderaram dele. . " f a lavras q u e Davi dirigiu a Golias I S m 1 7 . 22-23 Mais tarde.14-23: Davi n opalácio real Quando o Espírito de Deus deixou Saul.

nos montes. para transmitir a D a v i a mensagem de que d e c o r r i a p c n R o de v i d a . A pobreza de Davi deu a Saul a oportunidade de sugerii um dote o u pagamento pela noiva que possivelmente faria com que Davi fosse morto. pelo menos por algum tempo. o próprio rei foi "contagiado". estava com tanto medo quanto seus soldados face ao desafio do gigante. Davi cumpriu a exigência em dobro e voltou para casa sãot salvo para exigir a princesa que lhe havia sido | prometida. m a n d a d o por Deus (15) Para quem olhava de fora. e este se lembraria dessa amizade como uma das melhores coisas de toda a sua vida (2Sm 1. que lutara valentemente contra os filisteus.11-19).35-42). Por u m tempo D a v i ficou cora Samuel e sua escola de profetas em Ramá (19. e os dois amigos foram obrigados a se separarem (20. avtim c o m o relação à família da qual provinha Davi.26). • Está t a m b é m Saul entre os profetas? (19. e o único povo vizinho que não praticava a circuncisão. A exigência de Saul (cem prepúcios) só podia ser obtida j u n t o aos filisteus. A exemplo dos mensageiros que ha\ ia enviado. armas. mas logo em seguida Saul teve outro surto e Davi só foi salvo graças à astúcia de Mical (19.8 Aqui há uma referência a I S m 18. assim. Neste caso. havia permitido agregar fé à sua coragem.8-17). estava armado e protegido com armadura da cabeça aos pés. 16. I S m 19—20: D a v i foge da c o r t e A primeira tentativa de reconciliação pot pai te de Jonatas foi bem sucedida (19. perfe ma a • No époc. e ele passou a tramar a morte de Davi.25). Mas o tempo que Davi passara sozinho. O u . I S m 17: D a v i e G o l i a s O campeão filisteu tinha 3 m ele altura. O poder do Espírito de Deus é tão irresistível que.21-22 se refere a um período posterior.1 H M (unda para • • i: u m a p e d r a .18-23. virou profeta. c o m o seu arco. ele própt io. Saul estava "possuído" por um espírito que Deus enviou para castigá-lo.10-13.5) 0 primeiro dia de cada mês era dia de festa. Correndo o risco de sei reconhecido.19. trazer um pouco de luz e. Jonatas tentou fazer com que Davi retornasse em segurança. Afinal o vencedor receberia como recompensa a filha do rei em casamento (17. apare pensa kmatas se valeu da prática de tiro an alvo. Vs. Saul. tanto o bem quanto o mal são atribuídos diretamente a ele. e conseguiu fugir para a cidade lilisteia de (iate. Os acontecimentos do cap. além do plano maligno de Saul ser frustrado. • A m a n h ã é a Festa d a L u a Nova (20. I S m 18: S a u l f i c a c o m i n v e j a de Davi A simpatia de Jonatas transforma-se em profunda amizade por Davi. I S m 21: S a c e r d o t e a j u d a D a v i a fugir Aimeleque pagou caro por ter acreditado na mentira de Davi (22. O gigante não teve chance nenhum a Mais uma vez Deus aparece como protetor do seu povo: tudo que requer dele é confiança e coragem para obedecer. • U m espírito m a u . Como Deus é soberano.241 Compare 10. Mas Davi recebeu comida.A história de Israel U m j o v e m pasioi de ovelhas gira . mas seu pai ficou irritado.18-24). Davi fingiu-se de louco. 50 Veja 2Sm 21. V.1-7). também é possível que a indagação de Saul fosse algo puramente formal com . quando Saul tinha seus surtos ou suas crises. 17 podem ter ocorrido quando Davi ainda freqüentava a corte ocasionalmente. A medida que o prestígio de Davi aumentava. 55-58 I'. os maiores inimigos de Israel. difícil de harmonizar islo com 16. a necessidade de Saul passou a ser a oportunidade que Davi precisava. crescia a suspeita invejosa de Saul. Nada poderia abalara forte ligação entre o filho do rei e o homem que humanamente falando. e fez isso com tanta I Davi fez quando c n l i e n i o u G o I kis. • 20. sem falar que lhe deu uma pontaria letal no manejo da funda. • Pã fresc doze sacer • V. de n milití ritual rigorc que I (2Sm • Vs.3. cuidando das ovelhas. lhe roubaria o trono.

No entanto. que foi vitimado por um duplo ataque (do coração). doze pães frescos eram colocados sobre o altar e os doze pães velhos eram retirados. 39). Foi o fim de uma era. produzindo uma vegetação exuberante numa região que é . A água fresca que sai da fonte corre na ditecão do mar Morto. Sua rápida intervenção salvou a vida de seu marido e dos homens daquela casa (22). informam que eles foram escritos neste período.18. ISm 2 3 : " V o u c a p t u r á . uma época de festa. O autor considera a morte de Nabal. E m tais circunstâncias. os SI 34. mas morreu antes de ver o início do seu reinado. Ele não eslava exigindo dinheiro em troca de proteção.6 ( A R A ) N o s montes c nas cavernas p e n o d e En-Gedi havia vários lugares e m que um homem como D a v i . em g l a n d e parte. mas pedindo compensação por serviços prestados no passado (15-16).I e 2Samuel perfeição que o rei Aquis não teve dúvida nenhuma a respeito disso (veja também 27. 1 Os títulos dos SI 57. " O SENHOR me guarde de. podia se esconder. Além disso. depois.5-12). Ignorando a voz da verdade e da razão (14-15). o incentivo de um amigo é sempre bem-vindo. 56 refletem os pensamentos de Davi nesta ocasião. • Pão sagrado (4) A cada sábado. faz referência a este episódio. . Mas a palavra de Saul era tão instável quanto seu humor: não se podia levá-la a serio. O fato de Davi não tomar um atalho para chegar ao trono fez com que Saul reconhecesse seu erro. 5 Os soldados israelitas se abstinham de relações sexuais durante as campanhas militares. Mas Saul ainda não estava satisfeito. O velho profeta ungira o maior rei de Israel. Abigail era tão inteligente quanto era bela. Davi deixou os pais com o rei de Moabc. Por motivo de segurança. 4 Davi tinha sangue moabita em suas veias (veja Rute). no hebraico. É notável que Jonatas reconheceu o direito de Davi ao trono. Mais tarde. 12-13 De acordo com os títulos que aparecem no hebraico. inóspita c deserta. Apenas os sacerdotes podiam comer esses pães. ISm 24: D a v i p o u p a a v i d a d e S a u l Na caverna perto de En-Gedi.l o ! " Davi transformou seu bando de foragidos numa força militar eficaz. pois é o ungido do SENHOR. 142. Ela evidentemente causou uma boa impressão em Davi (veja v. O pedido que Davi fez a Nabal (8." D a v i . a perseguição implacável de Saul os forçava a se deslocarem continuamente. o nome significa "tolo") não foi exagerado. como castigo de Deus. ele ordenou o massacre dos sacerdotes de Deus e. • V. • A estola sacerdotal (6) Veja 14. que são duas orações pedindo a ajuda de Deus.11). • Doegue (9-10) O título d o SI 52. Só com Elias o povo de Israel teria outro líder religioso d o mesmo nível de Samuel. kste capacete assírio é u m a das peças da armadura usada naquele tempo. Nabal era rico e era tempo de tosquia. • Vs. o fato de Urias ter sido tão rigoroso no cumprimento dessa norma fez com que Davi tivesse que recorrer ao assassinato (2Sm 11. ISm 22: A v i n g a n ç a d o r e i S a u l Davi e toda sua família estavam foragidos ou exilados. • V.. I S m 25: A b i g a i l i n t e r v é m O capítulo começa com a morte de Samuel. aceitando com humildade um papel secundário para si mesmo (16-18). sentiu o terrível peso da responsabilidade. mandou matar todos os moradores de Nobe. • V. Pode-se notar a paranóia n o seu acesso de raiva (7-8). Saul estava totalmente nas mãos de Davi. 142. que eu estenda a mão contra ele. n o hebraico.. 263 Os títulos dos SI 57. fugindo d o rei Saul. Quando Davi ficou sabendo disso. fazem a conexão entre os dois Salmos e este período da vida de Davi. pois uma guerra santa exigia pureza ritual. recusando-se a ferir o rei S a u l I S m 24. • Nobe (1) O santuário central de Israel na época.

voltaram a dar informações a respeito do paradeiro de Davi. meu irmão Jónalas. Este capítulo fala de acontecimentos anteriores aos do cap. Saiu à noite.'. 28. mas sua firme convicção de que a vida do rei era sagrada (14. Sua tristeza pela perda d o rei parece ser completamente sincera e sua angústia com a perda de Jonatas. descobriu que a mensagem de Samuel não havia mudado. outra vez. I S m 31: A ú l t i m a b a t a l h a d e Saul Veja também l C r 10. Depois que os amalequitas haviam saqueado a cidade de Ziclague (ISm 30). Este pode ter adaptado o relato a seus próprios fins. sabia que Deus não precisava de sua ajuda para colocá-lo no trono. que. Davi se esconde de Saul U Davi foge de Saul Q Davi leva seus pais Moabe por motivos <le seguAnça 1 1 esconderijo nu região montanhosa D Davi loee para a região dos filisteus AMALEQUITAS I S m 26: Davi. pela segunda vez. numa viagem perigosa. E u choro por você. .2: A salvo e m território inimigo Davi refugiou-se pela segunda vez entre os filisteus. sendo este forçado a reconhecer seu erro. c assim Davi foi poupado do apuro de enfrentar seus próprios compatriotas no campo de batalha. A sorte de Saul estava selada. 11). recorrendo a uma médium. sem deixar nenhum sobrevivente para denunciá-lo (11).. Davi não tinha motivo especial para amar essa gente. No seu desespero. foram incluídos na repartição dos despojos. F.23. a exemplo do que havia ocorrido 2Sm1—20 "Síttií e Jónaíos. chegando perto d o acampamento inimigo em Suném.4-10). disfarçado.. O povo de Jabes não havia esquecido o quanto deviam à primeira grande vitória de Saul (cap. rumo a Suném. estes líderes militares causaram grande transtorno a Davi durante seu reinado (2Sm 3. Davi tinha Saul em suas mãos. para consultar a médium de En-Dor.1—28. 26). não havia nada naquelas palavras que pudesse deixá-lo tranqüilo.3-25: S a u l c o n s u l t a uma médium Saul não recebia resposta de Deus (6). não conhecia Davi. Fingindo atacar Israel e seus aliados (10). Ainda não haviam se deslocado para o Norte. I S m 27. Os filisteus reuniram-se em Afeca.. I S m 2 9 : O s filisteus d e s c o n f i a m de Davi Os outros líderes filisteus eram menos ingénuos que Aquis. que também haviam sido vítimas do ataque (14). era meio-irmã de Davi.10). profunda e genuína.. 18. Em outras palavras. Tudo foi recuperado e Judá e Calebe. I S m 28. juntos na vida. Porém. fez o que sempre fora proibido em Israel (Lv 19. no entanto. Davi na verdade destruía cidades inimigas (8). Embora valentes. Se ele alterou os fatos esperando uma recompensa. No entanto..31). 2 S m 1: O l a m e n t o d e D a v i A narrativa da morte de Saul feita pelo amalequita difere d o registro em I S m 31.14.264 A história de Israel enquanto Samuel estava vivo. juntos na morte! Eram mais rápidos do que as águias c mais fortes do que os leões.10-15).26 INTUI) O reinado de Davi O reinado de Davi também é registrado em l C r 11—29. mãe de Abisai. I S m 30: A i n v a s ã o d o s amalequitas D a v i voltou n o momento oportuno e as informações dadas pelo escravo foram mais do que um lance de sorte.39. O autor de Crônicas considerou este relato da morte de Saul mais confiável que a história d o amalequita (2Sm 1. Joabe e Asael. O título hebraico do SI 54 faz conexão entre o salmo e este episódio. 20. Macbeth teria considerado esta uma grande oportunidade para realizar seu intento! Davi. veja I S m 24. Nada mais adequado do que ver o povo de Jabes resgatar os corpos de Saul e dos seus três filhos. Sem dúvida. O lamento p o r Saul e Jonatas é um dos poemas mais belos e comoventes que Davi compôs. embora ele próprio tivesse expulsado essa gente de seu território. meu irmãol" lamento de Davi em 2Sm 1. o que o levou a decretar a pena de morte não foi descriminação racial. que eram pró-Saul. • V. Mais uma vez o rei Aquis foi redondamente enganado por Davi (veja 21. p o u p a a vida d e Saul Os zifeus. 6 Zeruia.

nem encantador.913. As mais instrutivas delas são: • o relato em que o rei Saul consulta uma médium.4-33). Atitudes muitos semelhantes àquelas descritas em Ê X 7—9 podem ser encontradas em outras histórias do AT que envolvem magia. Esta forma de reagir às dificuldades é retratada em várias passagens do AT. para obter informação dos mortos (1 Sm 28. o poder e os propósitos do Deus de Moisés e Arão saíram claramente vitoriosos. O que distingue as práticas mágicas da autêntica profecia é a sua falibilidade (14-22). uma proibição total de qualquer prática que seja essencialmente mágica: "Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha. Fora d o AT e entre os antigos vizinhos dos israelitas. Em alguns casos. dois aspectos que aparecem no contexto desta história são esclarecedores: • enquanto os mágicosegípciosestavam a serviço de um regime que oprimia o povo de Deus. por exemplo. nem mágico. os agentes humanos de Deus (Moisés e Arão) se opuseram aos "magos" do Egito. ali. Acredilnva-se que espíriros o u demônios femininos amarrados (chamados "Liliths" nos textos araniuicos) atormentavam os homens e as mulheres. 2. No miintln antigo. • nessa disputa. a magia é representada nestas narrativas não só como sendo contrária à vontade de Deus. reputação. E tudo indica. existe. 4. nem necromante. rituais ou práticas ocultas. No livro de Êxodo. Por exemplo. porém. aquele que é dado por Deus aos que o servem e o adoram. relacionamentos e proteção contra infortúnios têm sido comuns em toda a história e em todas as sociedades conhecidas do mundo.1 -49. e as narrativas que apresentam os heróis bíblicos José e Daniel como sendo superiores a seus oponentes pagãos na transmissão de conhecimento provindo do âmbito espiritual (Gn 41 . estas preocupações às vezes se transformam em obsessões nocivas. embora a palavra "magia" não seja usada em Dt 18. mas também inferior em força ao maior poder espiritual disponível. Logo. videntes costumavam analisar o fígado de animais. Com base nisto. Embora a diferença exata entre as técnicas dos mágicos egípcios e dos servos de Deus não fosse óbvia. nem quem consulte os mortos" (10-11).3-25). e por causa disto eram tabu. que podem levar a tentativas ansiosas de alterar a realidade através de fórmulas mágicas. purificações mágicas eram realizadas para obter sucesso na guerra. A magia não só é proibida por mandamentos transmitidos aos israelitas.I e 2Samuel 265 Magia no Antigo Testamento Todd Klutz Preocupações com saúde. a magia pode ser considerada uma forma ilegítima de suprir uma necessidade legitima — a necessidade humana quase universal de ter comunhão com um mundo que está além daquilo que limita a existência diária. numa competição entre o poder do Deus de Israel e a mágica dos feiticeiros egípcios (Êx 7— 9). Moisés e Arão serviam um Deus cujo objetivo último era livrar e salvar. A gravura acima vem d a antiga Mesopotâmia. as práticas aqui descritas eram rotineiras entre os inimigos de Israel. portanto. nem adivinhador. nas quais essas tentativas são avaliadas de forma totalmente negativa. que bom número das maldições e dos feitiços que aparecem em tabuinhas escritas em grego e encontradas em várias partes do Mediterrâneo antigo tinha a intenção de prejudicar os inimigos de determinada pessoa. nem feiticeiro. 1 -57. Além de estarem baseadas em desejos egocêntricos de controlar a realidade.17-20. como também é desaconselhada por exemplos encontrados em várias narrativas bíblicas. Infelizmente. • . que relata como o Deus de Israel libertou o seu povo escolhido da escravi- dão no Egito. nem prognosticados nem agoureiro. ou seja. na tentativa de prever acontecimentos fururos. e Dn 1. boa parte do que podemos chamar de magia consistia em fórmulas e rituais para remover doenças e proteger contra influências malignas. ao menos numa leitura superficial. finanças.

. A morte de Abner foi vantajosa para Davi. A s armas d e Saul foram colocadas num dos templos. H e b r o m foi a capital d e D a v i antes de ele conquistar J e r u s a l é m . sobrinho de Davi e comandante de seu exercito. Mas a ponta de sua lança era tão afiada que podia ficar cravada | no chão. As outras dez tribos seguiram a liderança de Abner. . • A p o n t a d a lança (23) Abner não tinha a intenção de matar Asael.20-23. a vingança de Joabe Isbosete não era em nada parecido com o seu pai. Diante disso. j a m a i s será u n g i d o c o m óleo (21 ) Os escudos eram de couro. . e um desses pode ter sido aquele e m que ficou exposta a armadura d e Saul. • O e s c u d o . Sabemos que Jonatas tinha um filho (cap. na foto). A tentativa de resolver a questão com um combate entre dois grupos representativos em Gibeão (14) terminou sem resultado definido. • V. 21. • O Livro d o J u s t o (18) Uma antologia que se perdeu (veja Js 10. 9) apesar de não haver menção de que tivesse esposa. ARA) Isto é. 13 O açude armazenava'a preciosa água da chuva. Sc transferisse seu apoio a Davi. o que. Escavações revelaram uma cavidade de 11. ííuínas d e templos foram encontradas em escavações arqueológicas. de Norte a Sul. e o golpe foi fatal. e juraram fidelidade a Isbosete. comandante do exército de Saul." • V. ( 1 4 ) Veja I S m 18. filho de Saul. • D ã a Berseba (10) O país inteiro. Apesar da declaração pública de inocência. "um daqueles miseráveis partidários de Davi. Quem de fato mandava era Abner. 9 A razão pela qual Deus tirou o trono de Saul fica clara em I S m 13. a mancha do assassinato pennaneceu com ele por toda sua vida ( l R s 2. Rispa aparece novamente no cap.20-27. • A planície (29) O vale cio rio Jordão. • Teve Saul u m a c o n c u b i n a (7) Normalmente o harém do rei passava para seu herdeiro. assim como mais tarde (cap.3 m de largura por 10. 2 S m 2: G u e r r a c i v i l ..5).266 Saul e Jonatas foram monos pelos filisteus nos montes de Gilboa ( a o f u n d o . e na seqüência houve guerra civil generalizada. Abner mata Asael Apenas a tribo de Judá (que nesta época.6 m de profundidade. Saul havia entregue a esposa de Davi a outro homem. • V.. 4) seria a de Isbosete: ambas enfraqueceram o apoio à família de Saul.6. e perdurados nas muralhas. provavelmente. incluía a tribo de Simeão) aclamou Davi como rei. Davi tomou a frente no luto nacional pela morte de Abner. Seus corpos foram trazidos para Bete-Seã (em primeiro plano. na foto ao l a d o ) . Além do mais. 2 6 Essa era uma amizade singular que Davi valorizava mais que o amor de mulheres. diga-se de passagem. Compare com a ação de Absalão em 2Sm 16.13-14. 15. As palavras não sugerem mais que amizade.13). Durante dois anos a nação ficou dividida. • C a b e ç a d e cão para J u d á (8. nunca lhe faltava. práticas homossexuais eram proibidas em Israel ( L v 18. levaria a nação consigo. • Filhos d e Z e r u i a (18) Veja I S m 26. o óleo impedia que secassem e rachassem. 2 S m 3: A b n e r f a z u m a c o r d o com Davi. • Minha esposa Mical. Esta vista aérea mostra o "túmulo de Abraão".22). A história de Israel • No terceiro d i a (2) A distância entre Gilboa e Ziclague era de 160 km. a ação de Abner equivalia a uma reivindicação do trono.22-28. Mas ele não contava com o ódio implacável de Joabe.

fato este reconhecido por Saul (ISm 24. a fortaleza como tal jamais havia sido tomada ( J s 15.:rii<-. por Abner (2Sm 3. 2Sm 4: I s b o s e t e é a s s a s s i n a d o Mais uma vez (veja 1.8). uni ninei que levava água di' unia fome externa para dentro d.ilógica d e D a v i 267 Boaz CO Rute l! Jessé Eliabe Abinadabe Siméia Natanael Radai Ozém DaviOÄL Zeruia Abigail Abiqail Ainoà Maaca Hagite Adonias Fniá L Bate-Seba (viúva delirias! y l a Qui eabe <? Daniel) Itreão Sefatias Abisai Joabe Asael Amnom Absalão Tamar I Salomão (+ Î outros filhos) • V. em função disso. Sua localização era central.18-20).1 e 2Samuel \ r v o r f . Mas eles subestimaram Davi.2).9-10) c. 29 Um fluxo ("gonorréia") desqualificava o homem para o serviço religioso.H). tinha uma história notável desde a época de Abraão e. J z 1. por toda a nação (5. Os jebuseus tinham motivo para se vangloriarem de que sua fortaleza podia ser defendida por uma guarnição de cegos c aleijados (6). . Deus lhe dera direito ao trono.63. Isbosete foi sepultado com honras e os dois assassinos foram executados e humilhados em público. não estava ligada a nenhuma tribo cm particular.1-16) os partidários de Davi foram completamente incapazes de entender sua atitude com relação a Saul c a família real. Embora parte de Jerusalém tivesse sido destinada à tribo de Judá por ocasião da conquista ( J z 1. podia funcionar como pólo unificador das 12 tribos.21).i cidade.1-9. 14. finalmente. 2Sm 5: D a v i r e i n a e m J e r u s a l é m Veja também 1 Cr 11. O autor deixa claro que Davi não era usurpador. I. Jerusalém era uma escolha excelente para a capital. Ela ficou O s soldados dc Davi chegaram à cidadela de lenisaléni através . " Q u e se apoie em muleta" (ARA) representa um texto hebraico que pode ser traduzido tamlxím por "que é capaz de fazer somente trabalho de mulher" (NTI.

. ou seja. • V . . embora não fique claro como Davi perguntava e como Deus respondia. e o seu reinado não terá fim" (Lc 1. . O anjo disse a Maria: "Deus. 2 S m 8: D i v e r s a s v i t ó r i a s d e D a v i Veja também l C r 18. 2 S m 6: A a r c a é l e v a d a p a r a Jerusalém Veja também l C r 13.3-4).2-5). e era " d a casa e família de Davi" (Lc 2. 17-19 Consultar a Deus parece ter sido algo bem natural na vida de Davi (veja 2. Hela Confronto com Israel 1 ^ . com o florescimento das artes e dos ofícios. rei de T i r o (11) Contemporâneo de Davi e Salomão ( l R s 5 ) .fc<laanaim Gibeão \ B '3s Raba . Davi podia não ter autorização para construir uma casa para Deus. 7 (veja 7. Ele nasceu na cidade natal de D a v i . 13 A poligamia de Davi e Salomão é registrada.32-33).7-10). 2Sm 7 : A aliança de Deus c o m Davi Veja também l C r 17. E quando Cristo veio. Davi assumiu a culpa por não seguir as instruções de Moisés ( l C r 15.2-15).268 A história de Israel em poder do reino de Jndá até ser destruída. Apenas Mical ficou ornando de longe. Os artesãos de H i r ã o ajudaram a construir o Templo.6). o que torna difícil de entender o que aconteceu aqui. Mais tarde. o Senhor. que duraria "para sempre" (16).11-21. mas Deus construiria uma casa para ele. segurou a arca (6) A arca era sagrada e nem os levitas podiam tocá-la. por Nabucodonosor. 400 anos depois.1). As g u e r r a s de Davi veja l C r 13.4). Mas a frustração de Davi foi seguida por uma promessa que foi muito alem de tudo que ele poderia pedir. N T L H traduz p o r "o aterro que ficava no lado leste da cidade". • Sião (7) Mais tarde. O reinado de H i r ã o foi um período áureo de expansão política e prosperidade comercial. sugeriu-se a possibilidade de que os moabitas mataram os pais de Davi. • Vs.1). levando-o a responder com uma notável oração de louv o r e agradecimento (vs. os levitas carregaram a arca pelos cabos. Na tentativa seguinte. Até o rei dançou de alegria. . inclusive música e adoração ( l C r 28. . As conseqüências para a vida familiar falam por si mesmas. Sobre esta promessa se baseia a esperança que reaparece no restante do AT: a esperança de um Messias. • Milo (9) Parte das fortificações. . 15—16. 18-29). ela ficou em Quiriate-Jearim (Baalá. Jerusalém / . 2 Antes disso. Conseqüentemente. . • V .-. mas Davi contribuiu em muito: fez os planos. uma dinastia. • V. aproximadamente. 22. lhe dará o trono de Davi.. • Hirão. seu pai. Belém.¿ '-y -\ t . ~ . 23 Este versículo parece indicar u m rompimento no relacionamento. mas não condenada. Isto explica o castigo severo. Agora Davi a trouxe para sua nova capital. a promessa se cumpriu. ajuntou o material. Sião tornou-se sinônimo de Jerusalém. Jerusalem! denota Israel ¿ ¿ . Davi estivera em paz com os moabitas ( I S m 22. fria e insensível à presença de Deus. O porto de T i r o era a capital do reino fenício. ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó. Deus não permitiu que Davi realizasse seu sonho de construir o Templo: isto seria tarefa de seu filho. Este capítulo antedata os acontecimentos do cap.C. //" • / ^ MOABITAS Henrorri EDOMITAS AMAtEQUITAS Campanhas contra i osedomitas . H i r ã o reinou de 979 a 945 a. Esse acontecimento foi celebrado com toda a exuberância do culto dos hebreus. Depois que os filisteus devolveram a arca ( I S m 4—6). organizou e delegou tarefas relacionadas com o Templo. construirá (12-13) Salomão construiu ( l R s 5—7). • U z á . • U m dos seus f i l h o s . um homem de paz c não um guerreiro ( l C r 22. no território de Judá. não houve neto de Saul por intermédio de Mical que pudesse reivindicar o trono real.

A coragem impulsiva e a confiança em Deus que ele demonstrou neste episódio seriam uma constante em sua vida. Golias. T e m p o s Difíceis Seguiu-se um período de dificuldades. atraente e talentoso. Ele devolveu a Davi David Barton Davi foi o segundo rei de Israel. ganhando batalhas contra os filisteus e tocando a harpa para acalmar o humor cada vez mais azedo do rei. o filho de Saul. não há de que a convocação do rei amedrontou Meíibosete. O jogo de gato e rato que aparece em ISm 24. um rei de Jerusalém que viveu muito tempo antes de Davi ( G n 14. Mas as intenções de Davi eram as melhores. • Queretitas. a exemplo de Melquisedeque. da qual Davi emerge como personagem vivo.1 e 2Samuel 269 • V. Juventude No início. A vida pública de Davi começou quando ele enfrentou o herói filisteu.42). ele não reagiu com ódio. Davi até se arriscou a viver entre os odiosos filisteus. "por causa de Jonatas" (veja I S m 20. a filha do rei. e casou com •vi era um jovem pastor de ovelhas que cuidava is rebanhos de seu pai nos arredores de Belém.. no final. 17 Foi Zadoque quem ungiu Salomão (lRs 1). Mas fazia parte da grandeza do caráter de Davi que. Isto dava duas razões para matar o mensageiro. 6 ) . na Síria. • Vale do Sal ( 1 3 ) Provavelmente a região desabitada do grande vale que fica ao sul do mar Mono. • V. vivendo na caverna de Adulão. Quando Saul e Jonatas morreram em Gilboa. embora Saul tentasse matá-lo. • o estabelecimento de Jerusalém e da dinastia de Davi. somos informados sobre a unção secreta do futuro rei. igualmente.18).. desconhecidas por sua família. Quando . Neste caso. porque era o rei ungido por Deus. Ele não devia fazer nada contra Saul. o jovem Davi passou a ter livre acesso à corte de Saul. Não deixa de ser irônico que foi um amalequita quem trouxe a notícia a Davi. Israel eJudá. foram reconhecidas por Deus e reveladas ao profeta Samuel. a inveja de Saul tornou impossível a sua permanência no palácio e ele passou a ser um fora-da-lei em sua própria terra. Mical. Um dia Davi também precisaria deste mesmo respeito. alguém que sabia esperar o seu próprio futuro. peletitas (18) Mercenários filisteus. 26 mostra a lealdade de Davi a seu rei e sogro. Mas a tristeza de Davi foi instantânea e genuína. é possível detectar diversas correntes: • o surgimento da monarquia diante da pressão dos filisteus. lando foi escolhido para ser rei. mentindo sobre sua participação nos incidentes. o próprio Davi era um tipo de rei-sacerdote (veja cap. e seu lamento por Saul e Jonatas é um dos grandes poemas do AT. 21 podem ter ocorrido antes d o que é relatado neste capítulo. Muitas vezes somos atraídos a ele por suas lágrimas. 2 S m 9: A b o n d a d e d e D a v i p a r a c o m o filho aleijado de Jonatas Os acontecimentos narrados no cap. Durante algum tempo. • Filhos de Davi eram sacerdotes (18) Embora não fosse de família sacerdotal. 9 Hamate é A m ã . Davi estava acertando as contas com os amalequitas em Ziclague. Ele se tornou grande amigo de Jonatas. • a rivalidade entre os dois reinos. Por baixo da superfície do relato bíblico. Tudo isto é unido numa narrativa extensa e maravilhosamente trabalhada. As qualidades de Davi. Revela. Mas. Valente. ao norte de Damasco. O rei D a v i Os anos de declínio do reinado de Saul trouxeram o caos a Israel.

3-8. Mas de agora em diante a história passou a ser bem diferente do que havia sido antes. Não . Ao levar a arca da aliança para Jerusalém. ai dar um tratamento vergonhoso aos mensageiros de Davi. A campanha descrita nos v s . • Rabá (8. Deus estabeleceria a "casa" de Davi. maravilhado ante a extraordinária autoridade que havia adquirido. ele admitiu seu duplo pecado. 2 S m 10: D a v i v e n c e a a l i a n ç a s i r o amonita Veja também I C r 19. a sua dinastia. Numa ação política astuta. Davi começou a agir como um tirano. a i n d a é c h a m a d a ele "cáscala de Davi". importante para poder se tornar um poder independente. ele era o rei apenas da pequena tribo de Judá. Esta vitória representa outra significativa ampliação do reino e do poder de Davi sobre as nações vizinhas. Agora ele podia ser imparcial. 16-18 pode ser aquela mencionada em 8. Somente mais tarde ele se tornaria rei de Israel. Davi foi aclamado rei. mesmo recebendo as refeições. 10 Isto parece contraditório. Em meio à guerra.G e d i . na região onde D a v i ficou f o r a g i d o . • V .i guerra foi Ha num. para expressar a sua profunda gratidão. Mas quando quis construir um templo para abrigar a arca. ele fez um plano para que o marido dela fosse morto na batalha. e fez dela a sua capital.270 A história de Israel Quem provocou . que estava nas mãos dos jebuseus. capital da Jordânia. Mas sem dúvida nações vizinhas olhavam com suspeita e tinham medo do poderoso rei de Israel. mas estar na corte significava um aumento nos gastos. e depois casou com Bate-Seba. localizado entre as duas metades do seu reino. Davi. Ele viu Bate-Seba de longe e teve o desejo de possuí-la. diante da repreensão do profeta Nata. Após seu adultério. perto de Jabes. Seu próprio palácio refletia seu novo poder. ele se assegurou de que Jerusalém se tornaria tanto um centro religioso quanto político. se voltou a Deus em oração. Mefibosete as terras que eram da família de Saul (7) e tratou o jovem como se fosse seu próprio filho (11). A bela cachoeira e m F n . NTLH) Atualmente Amã. 0 que redimiu Davi nesse episódio foi que. o profeta Nata não o permitiu. Em vez disso. • Lo-Debar (4) No nono de Gileade. Davi tomou a cidade de Jerusalém. isto é. no Sul.

Davi se impôs uma última vez. Aquilo que havia o que desculpar. como um verdadeiro patriarca. No entanto. Nunca se sabe ao certo se o que ele faz deriva de uma lealdade cega ou de ambição pessoal. poucas palavras de profunda tristeza — "Meu filho Absalão. desta vez sozinho. Agora elementos dissonantes. Daquele momento em diante ele só colheria os frutos amargos do seu pecado. e Bate-Seba deu à luz Salomão. Então. sem juízos de valor. Davi aparece ao lado de Abraão e Moisés como um dos grandes arquitetos de Israel. MOMENTOS MARCANTES A unção — 1Sm 16 Davi e Golias — Í S m 17 O Lamento por Saul — 2 S m 1 A promessa de Deus — 2Sm 7 Bate-Seba — 2 S m 11—12 A rebelião de Absalão — 2 S m 15—18 Salomão é o sucessor e a morte de Davi — 1 Rs 1—2 . com todos os seus A história de Davi está em 1Sm 16— 1Rs 2. A disputa familiar se transformou em guerra civil. apesar do calor da bela Abisague. Pois. no pátio interno de uma casa próxima ao palácio a deslumbrante Bate-Seba fazia o ritual mensal de purificação após a menstruação. o salmo do pastor. filho mimado de Davi. para ele. O grande comandante cuja principal preocupação sempre fora seus soldados. Passando por situações de pecado. Percebemos sua ansiedade enquanto aguardava notícias do campo de batalha e se esforçava por descobrir a verdade na linguagem complicada daquele mensageiro. meu filho aconteceu depois — adultério e assassinato — foi um divisor de águas na vida de D a v i . Parte do enredo destes capítulos tem a ver com o caráter ambíguo de Joabe. apesar de ser um herói com os seus defeitos." ( É significativo que o C r o n i s t a não faz qualquer referência a esse episódio. acertou algumas contas. 2 ) . seu sucessor. mais importante do que o seu trono. crime e arrependimento. mas naquela primavera o rei decidiu não acompanhar as suas tropas. O fio condutor que dá unidade a essa narrativa é a confiança que Davi tinha em Deus. " o S E N H O R não gostou do que Davi tinha leito. O hábil estadista. Além disso. Embora tudo parecesse correr de acordo com o planejado ( 2 7 ) . Herói c o m os seus defeitos Como seria de esperar.) • Joabe (1) Davi não havia feito nada contra Joabe pelo assassinato de Abner (cap. Na cena final. quando o clima j á era mais agradável. Mas mesmo havendo perdão. Enquanto subia o monte das Oliveiras. Dele vieram idéias que ainda estão conosco. Ele convocou Salomão e fez com que fosse ungido rei em público. não há como evitar as conseqüências do seu erro. ele nunca vacilou. agora precisou ouvir que a sua tristeza era um insulto para os soldados que lhe haviam dado a vitória e o tinham salvado da morte certa. 2Sm 13—18 registra a conspiração e rebelião de Absalão. em sua própria cama. Talvez seja por isso que suas lágrimas nos tocam tão profundamente. fugindo de seu filho. em 1Rs 1. Colheita a m a r g a Davi se arrependeu. e lhe estendeu o perdão. os últimos capítulos de 2Samuel são uma espécie de alívio.1 e 2Samuel 271 2Sm 11: D a v i c o m e t e a d u l t é r i o com B a t e . lembrando-nos do poeta Davi. De agora em diante ele começaria a colher frutos amargos. em seu relato da vida de Davi. e do Davi que tinha o desejo de construir o templo. o rei morreu de velhice. À sua volta a corte conspira. Absalão!" — revelam que a família era. incapaz de se manter aquecido. Davi vive no paradoxo de pecado perdoado e um mundo de sofrimentos. O ciclo estava completo. do comandante Davi. e Davi corria risco de vida. Davi está velho. meu filho. entre elas a que tinha com Joabe. Veja também IO 11—29. braço direito de Davi. por mais fraco que estivesse. que conseguiu trazer unidade política e religiosa a um grupo de tribos tão diferentes entre si.S e b a 0 exército de D a v i guerreava os amonitas. Depois da sesta. Porém. e que a sua vitória se havia tornado em terrível perda. Os títulos de muitos dos salmos fazem a conexão entre os mesmos e Davi: o mais famoso de todos é o SI 23. Davi estava chorando. Por isso Deus permaneceu ao lado dele. podia o l h a r para baixo e v e r o que se passava nas redondezas. Dali. Pois. Parte do poder da história de Davi reside no fato de que elà é contada. notando que o rei está às portas da morte. Mas a valentia irresistível e a confiança do jovem Davi se perderam para sempre. quando Absalão foi morto. É uma história marcada por tramas e sub-tramas complexas. Davi estava passeando no terraço do palácio. Depois disso. e nos tristes versículos seguintes vemos novamente a grandeza daquele homem. o assassino de Absalão. não conseguiu estabelecer a paz e a ordem em sua própria família. Davi ficou outra vez arrasado em sua angústia.

(Veja também I C r 20. o heteu (3) Urias integrava a guarda pessoal de Davi (23. embora furioso. indo diretamente ao censo j do cap. E ainda não havia uma clara doutrina da ressurreição que pudesse confortálo naquele momento de dor. dois pelos seus próprios irmãos. 10-11 A profecia se cumpriu. • Urias. pelo valor que isso tem em si e / o u para explicar o ódio. A historinha contada pelo profeta pegou Davi desprevenido e repentinamente Davi se viu como Deus o via. pois da tristeza e do consolo (v. Deus o perdoou. praticado por A m n o m . Estava longe de casa. Joabe deixou tudo preparado para que Davi chegasse e. E esta foi uma experiência humilhante para aquele rei (veja SI 51).20 Discernir entre o bem e o mal pode ser equivalente a conhecer todas as coisas (compare G n 3. queria apenas satisfazer seu I desejo. Tudo parecia ter acabado bem. Durante todo esse tempo o exército de Davi estava em guerra contra os amonitas. ate que Natã chegou. Mas dois longos e frustrantes anos se passaram até que fosse admitidoà presença de seu pai. A história do estupro de D i n á . Isbaal tornou-se Isbosete. a criança morreu. 2 diz respeito à cuidadosa reclusão de Tamar. • V s . • V. teria ido para casa dormir com Bate-Seba. Neste caso. Mas é possível que eleja suspeitasse do ocorrido.5). "Baal" era um nome pagão que os escribas mais tarde substituíram pela palavra "bosete" o u "besete". a quem "Deus amou" (24-25). tomasse a cidade de Rabá/Amã (26-31). Desta vez o apelo foi para que o rei anulasse o dever do parente mais próximo de vingar seu parente assassinado. e ele não teria sido morto. 24). • V. talvez tivesse impedido tanto o assassinato quanto a revolta posterior. 11 O exército estava em guerra. 2 S m 12: A h i s t ó r i a a c u s a d o r a de Natã Urias foi morto na guerra. • Jerubesete (21) O mesmo que Jerubaal/ Gideão ( J z 9). e. O relacionamento entre os dois havia sofrido danos consideráveis.1. mas Davi foi castigado. a vingança e futura revolta de Absalão contra o seu pai. O poderoso rei mostra ser um pai (veja l R s 1. • V.39). • Gesur (37) Absalão foi para a terra natal de sua mãe (2Sm 3. D a v i . ( O relato do Cronista omite o estupro e a revolta de Absalão.) • P a g a r quatro vezes (6) Veja Êx 22. vivendo em tendas. A mensagem para Davi era óbvia. Neste caso. por que não fazê-lo il no caso do seu próprio herdeiro? Joabe conseguiu o que queria e Absalão voltou do exílio.1-3. aquele sórdido episódio foi trazido às claras. 24) nasceu um menino (Salomão).6). 2 S m 14: D a v i a b r e as p o r t a s para Absalão J o a b e venceu a resistência d o rei assim como Natã fizera (cap. conforme Lv 18. Mcíibosete. Então. Se Davi tivesse agido. Meribaal. 12). não tomou nenhuma atitude. 26 Seria essa cabeleira que acabaria | provocando a morte de Absalão (2Sm 18.11. • V. O que ela tem a dizer é ouvido claramente.272 A história de Israel Joabe teria que provocar a morte de Urias por ordem do rei. logo. • U m talento d e o u r o (30) Aquela coroa pesava mais de 30 kg (veja N T L H ) . Absalão apossou-se do harém de seu pai (2Sm 16. 2 S m 13: E s t u p r o n a f a m í l i a do rei Davi A o ficar sabendo do estupro de sua filha Tamar. Ela também não foi rejeitada. e a regra era que os homens se abstivessem de relações sexuais. não revela como ela se sentiu em meio a tudo aquilo. 2 5 Supostamente Deus encarregou o profeta de dar u m nome ao menino para que Davi tivesse a certeza de que este filho não morreria. 17. mas o fez com pleito judicial inventado. Três dos filhos de Davi foram assassinados. apesar da oração angustiada de Davi. e assim por diante. que era meioirmão da moça. 13 Tamar pensava na possibilidade de um casamento (embora. por meio de uma história bem simples com uma crítica final. Davi casou com Bate-Seba. Amnom não estava pensando em casamento.9). que significa 'Vergonha". Se Urias tivesse sido um homem menos escrupuloso. Mas este não foi o fim do relacionamento com Bate-Seba. Jerubaal tornou-se Jerubesete.3). Assim. o autor nos permite ver a agonia de Tamar. . e logo nasceu um filho.22). o filho poderia ter sido considerado dele. A "impossibilidade" do v. participando da guerra promovida pelo rei. 0 peso de duzentos siclos ( A R A ) equivale a mais j de 2 kg ( N T L H ) . precisassem de autorização especial). à frente de suas tropas. porem. Ele estava disposto a passar por cima da lei no caso de um dos seus súditos. • V s . E. durante a sua revolta. em G n 34.

a leste do Jordão. com uma boa refeição que foi servida para ele e as pessoas que com ele estavam. na região de Gileade. Mas o herdeiro escolhido p o r Davi era Salomão. • Aitofel (31) Avô de Bate-Seba. 1 5 . O que aconteceria em seguida dependia de Deus. 25-26 Isto era apenas submissão à vontade de Deus. traído como Davi. quando Raabc salvou os dois espias.2 3 : A b s a l ã o t e m relações c o m a s c o n c u b i n a s de D a v i De volta a Jerusalém (15-19). o que explica seu suicídio (23). Mas organizou uma rede de espionagem. o agente de Davi.24-30). o mais sábio dos conselheiros de Davi. 273 2Sm 15: O r e i f o g e d e J e r u s a l é m Amnom havia sido assassinado. fugindo do seu próprio filho como fugira de Saul.39-46). A vontade de Deus se concretiza por meio de seres humanos até nos detalhes: Davi seria restaurado. a morte do rei. Absalão convenceria seus seguidores de que a reconciliação com seu pai era impossível.31). mas ele era inteligente o suficiente para saber que apenas a morte do pretendente ao trono.1 e 2Samuel to público. evitando. no território de J u d á . uma guerra civil. Mas Husai ganhou tempo para Davi com um plano que apelava à vaidade de Absalão (11-13). e. As ordens de Joabe eram no sentido de poupar o filho de Davi. Durante quatro anos Absalão arquitetou seu plano (1-6). Jonatas e Aimaás (que estavam levando informações para Davi) escaparam de serem descobertos pela ação protetora de uma mulher (17-20). Q u a n d o o plano se tornou público (7-12). • Maanaim (27) Um cidade da tribo de Gadc. 2Sm 1 6 . • Vs. A advertência deu ao rei tempo suficiente para escapar e ser recebido. passaria sua noite de angústia no monte das Oliveiras (Lc 22. conseguiu convencer Absalão de sua lealdade. o desafio que isso representou para Davi foi extremamente sério. Para salvar a cidade. 0 rei foi pego de surpresa. 2Sm 1 6 . 20-23 dão um exemplo da estratégia política de Aitofel. Simei (5-8) via com sádico prazer a queda do homem que havia roubado o trono de sua família.11-12). o u .1—19.1 4 : A u x í l i o p a r a o r e i —e uma maldição 0 obsequioso Ziba (1-4) claramente tinha em vista os seus próprios interesses. • Amasa (25) Sua mãe Abigail era meia-irmã de Davi. com isso. e ganhar tempo. Mefibosete mais tarde negou as acusações feitas contra ele (2Sm 19. lentamente ganhando a simpatia do povo. poderia . A caminho do Jordão. Nenhum rei perdoaria tamanho insul- A rebelião de Absalão 2 S m 18. Joabe era primo dele. Os vs. Entrementes.30 Jesus. ele estava no seu pior momento. H u s a i .28. • Porta (2) Ali era feitos os negócios c resolvidas as questões legais (veja Rt 4. ele deixou Jerusalém. E Husai foi enviado de volta para enganar Aitofel. • V .8: O r e i s a i v i t o r i o s o D a v i derrotou Absalão e aquela foi uma vitória que Deus lhe deu (18.1-12). Assim. finalmente. ou uma crise de consciência/ confiança por parte de Davi? • V. Aitofel teve a perspicácia de perceber quais seriam as prováveis conseqüências. o filho de Abigail morreu. 2 S m 17: O s u i c í d i o d e A i t o f e l O conselho de Aitofel era agir com rapidez e atacar somente o rei D a v i . 14b O autor indica a mensagem. num episódio que lembra Js 2. Davi jamais se sentira tão desprezível (9-14). cujo conselho perspicaz poderia dar a vitória a Absalão. então. assim. Absalão era o próximo na linha de sucessão ao trono. • Hebrom (7) A antiga capital de Davi. 1 . tudo aconteceu como Natã havia previsto (2Sm 12. A o tomar posse do harém de Davi.

• Adonirão (24) Numa posição na qual se tem poucos amigos. no final das contas. 40-43: a disputa entre os homens de Judá e as dez tribos causou uma divisão que aumentaria no cap. Mefibosetc. estendendose paia baixo. o local é ocupado por uma mesquita. Eles morreram ainda jovens? • Aimaás e o etíope (18. mais tarde.274 A história de Israel resolver a questão. sobre Simei e Barzilai.27. • V.8-9). Mutoatual da . que foi pelo vale do Jordão. Davi estava na verdade castigando a lealdade e recompensando a rebelião. Joabe matou Amasa (membro dc sua própria família). Em ambos os casos sua traição foi um infame. 2 S m 20: A r e v o l t a l i d e r a d a por Seba Apesar da afirmação no v. as pessoas que apoiaram Seba ativamente nesta rebelião não eram. 20)..19-32) Joabe escolher o escravo sudanes/etíope para levar as más notícias. 3 Estas eram as concubinas que Absalão havia tomado para si.23 Embora Davi tenha usado de misericórdia com Simei nesta ocasião. e seu próprio sobrinho) no lugai de Joabe causou mais problemas (41-43. Agora que o rei havia retomado o poder. na «tire • (So da fome de Giom A ""pataúrma" no a::o do monte eia um lugar fácil de ser defendido e.. • V. Tn. guando Deus lhe pediu que sacrllicasse seu ptóprto fího Hoje. cap. algumas pessoas estavam ansiosas em conquistar seu favor (Simei 16-22. Davi não perdoou Joabe pela morte de Absalão (veja 19. veja 16. ali Abraio foi testado em sua lé. 20 e dividiria o reino após a morte de Salomão.5-6).-:á-eãíolempionr. Joabe também poderá estar pensando no destino dos mensageiros anteriores (1. A conseqüência para elas foi terrível. As palavras duras de Joabe o trouxeram de volta à realidade e o salvaram do desastre político. quando sua própria posição estava ameaçada.dodeSabmác ausate A/C . tantas assim (14-22).9-43: O r e s c a l d o da revolta A tribo de Judá havia ficado do lado de Absalão. V s . idade Velha í x t e n s » posterior Ja c dace e li.10) cegaram o rei para o efeito da sua conduta sobre o povo. o templo W erguido naquele local Segundo a uidifâo. O rei naturalmente teria suposto (como fez em 27) que o filho d o sacerdote traria boas notícias. Mas o caminho em linha reta que passava pelas colinas acabou sendo o caminho mais longo.33—19. 24-30. ele foi apedrejado até a morte no reinado do filho de Salomão. mais tarde ele mandaria Salomão matá-lo ( l R s 2.11-16.1-4. 2 S m 19. 2Sm 18. O beijo e o golpe de espada lembram a traição de Judas. com a mesma rapidez que havia demonstrado ao matar Abner. • N e n h u m f i l h o (18.17) U m montão de pedras indicava o lúmulo de um criminoso. e a nomeação de Amasa (comandante do exército de Absalão. veja 16. • Pilha d e p e d r a s (18.8: grande tristeza e remorso (veja 12. Davi não esqueceu nem perdoou (veja l R s 2.9-12). e Aimaás.26) se enroscasse no carvalho e o tornasse uma vítima indefesa.13) Foi irônico que o belo cabelo do j o v e m (14. acabou chegando antes do escravo etíope (23). veja também lRs 2). Jerusalém: a cidade de Davi 0 povoamento originai fitava no (Imo do mente. 4. que apatete na loto abaixo (que é uma vista dc sudoeste).5-14. pela perda do comando. A tentativa de Davi de conquistá-lo de volta.18) Isto parece contradizer 14. 2.

0 relato dos vs. Saul aparentemente havia desrespeitado esse pacto (embora isso não seja mencionado em outro lugar).17-25.8-39: A g u a r d a e s p e c i a l de Davi Depois d o relato das façanhas d o g r u p o chamado " O s T r ê s " e m sua luta contra os filisteus (8-12) aparece u m i n c i d e n t e d a c a m p a n h a d e s c r i t a e m 5. Asael. talvez ciente d e que seus leitores n ã o e n t e n d e r i a m c o m o Deus p r i m e i r o incitou D a v i a fazer o censo e depois o castigou p o r fazê-lo. texto hebraico não d i z se aqueles homens foram enforcados. matou Golias (19) Isto parece conflitar com I S m 17. e ajudou Davi a conquistar o trono ( l C r 12. O texto parece ter problemas. na sua posição diante de Deus e na dinastia prometida. menciona Satanás como instigador. Vs. 6 O.2). A história do pacto de Israel com os gibeonitas é contada em Js 9. um final adequado para a vida d o rei que.1-7: A s ú l t i m a s p a l a v r a s de Davi Estas podem ser as últimas palavras que o "cantor dos salmos de Israel" escreveu em forma de poesia (veja 1 Rs 2 para suas últimas ordens a Salomão). 15-22 pertence ao período dos acontecimentos narrados em 2Sm 5. 11. K. Em outras palavras. e pode ser comparado com o cântico de Moisés em Dt 32. filho de Jaaré-Oregim. N ã o se sabe ao certo o que havia de errado com a realização d o censo.1. l í d e r dos mercenários filisteus). e Benaia ou Benaías.1. 1-14 provavelmente aconteceu antes de Mefibosete ser recebido na corte real (cap. Belém e r a a cidade natal de D a v i ) . e m lugar de confiança em Deus. apesar d o que algumas traduções sugerem. T a l v e z porque indicaria confiança nos n ú m e r o s . de Belém. R. apesar de todas as suas falhas. 2 S m 23. Mais de 30 nomes são citados. A chegada da chuva trouxe o fim da fome.. > Pano de saco grosseiro para fazer um abrigo (10) Rispa deve ter ficado ali por cerca de seis meses. Seus pensamentos estão centrados naquilo que constitui um bom rei. deixando Davi livre para agir. e os que h a v i a m sido mortos ( p o r exemplo. G n 22. líder d o g r u p o chamado " O s T r i n t a " . • Elanã.29-32). foi "um homem segundo o coração de Deus". Outra possibilidade é que um novo herói havia tomado o nome daquele que foi morto por Davi. 16 Em vários momentos os escritores do AT afirmam que Deus se arrependeu ou resolveu não mais fazer determinada coisa (geralmente para adotar um procedimento mais misericordioso). > Merabe (8) A filha de Saul que havia sido prometida a Davi como esposa.1). apesar dos estreitos laços de parentesco com os moradores da cidade ( l C r 8. Aquela era uma monarquia sem burocracia.18—22. 8-25: Para os primeiros leitores. Os vs. o que concorda com l C r 20. Harrison sugere que se deve ler: "Elanã. não era necessário explicar a tremenda importância da aquisição de Davi. • V. 2 S m 24: O c e n s o e a p r a g a Veja também l C r 21. 2Sm 21—24 Acontecimentos durante o reinado de Davi 2Sm 2 1 : O s g i b e o n i t a s são v i n g a d o s 0 que é relato nos vs. seguidos de uma lista de soldados famosos. 23-26 Impressiona o reduzido número de oficiais o u ministros de Davi.] e 2Samuel > Vs. perto d o local onde Abraão esteve prestes a oferecer Isaque em sacrifício (2Cr 3.10). matou o irmão de Golias". O Cronista ( l C r 21. 2Sm 2 2 : O h i n o d e v i t ó r i a de D a v i Este cântico é praticamente idêntico ao SI 18. Ele pertence ao período das primeiras grandes vitórias de Davi. O g r u p o provavelmente foi formad o e m Ziclague. Urias) foram substituídos por outros.5. O Templo foi construído sobre aquela eira ou terreno de malhar cereais. • V . explicitamente mencionada em l C r 21. Depois aparecem as façanhas de dois líderes (Abisai. . 9). 2 S m 23.. • Para que abençoem (3) Removendo assim a maldição que trouxera a fome.3-27.1.17-25 (13-17. e da maldição. 21-25 contrastam com um conhecimento mais aprofundado de si mesmo que Davi passou a ter a partir d o episódio de Bate-Seba e Urias e que ele expressou no SI 51. Isso contrasta com o grande número de oficiais de Salomão ( l R s 4 ) .

"não teve relações (sexuais) com ela" (Mim. • A b i s a g u e (3) Ela era de Suném. mas não há fundamento real para isto. resultavam paz e prosperidade. Adonias aparcnicmente era o herdeiro. 15.41. • V . como Almeida Revista e Corrigida. Diante da morte de seus três irmãos mais velhos. após ter sido destruída pelos egípcios.1 E2REIS Reis (originalmente um livro. graças à astúcia do profeta Natã. Ele escreveu seu registro como um único volume. 4 Versões mais antigas. O registro começa com um reino estável e unido sob a liderança firme de um rei e termina com o colapso total e a deportação em massa para a Babilônia.31): registros oficiais da corte e coleções de histórias sobre os profetas. Essas questões são discutidas em "Examinando a cronologia dos reis".13. IRs 11. comandante do exército. Os pilares de pedra faziam parte de um dos "ahos" da religião dos canancus. As vezes é identificada com a heroína de Cântico dos Cânticos. para ser lido do começo ao fim. Os pensamentos se voltavam para seu sucessor. Quando o povo e seus líderes o buscavam e obedeciam às suas leis. e veja l C r 22. Adonias foi posio de lado. inicialmente como co-regente de Davi. . e à ação mais rápida ainda do velho rei D a v i . não dois) dá continuidade à história de Israel. especialmente Elias e Eliseu. começando no ponto em que terminou 2Samuel e abrangendo os quatro séculos seguintes. Ele provavelmente foi um profeta que viveu na Babilônia durante o exílio. Ele tinha o apoio dc Joabe. ex. que ficava perto de Nazaré. IRs 1—2 Quem será o sucessor do rei Davi? G e z c r foi nua das cidades reconstruídas e tonificadas por Salomão. passando pela separação entre as tribos do Norte e do Sul que acabou dividindo o povo em dois reinos separados — Israel e Judá — até a queda de Samaria (722/1 a. dizem que o rei "não a conheceu". por volta de 550 a. Um elemento importante nessa história é o surgimento dos profetas. O desastre político e econômico tomou conta de Israel e Judá como conseqüência direta do enfraquecimento da moral e da religiosidade da nação. cuja tarefa era chamar o povo de volta para Deus. ativamente envolvido nos assuntos humanos.C. Isto significa que ele "não a possuiu" ( A R A ) . e Abiatar.C. e o autor sabe muito bem qual o moral que ela transmite: Deus é o Senhor da história. quando o Templo foi construído. Grande parte do material tem paralelos em Crônicas.C). É uma história sombria.) e a destruição de Jerusalém (587 a. Mas o trono fora prometido ao meio irmão dc Adonias Salomão (1. O autor desta coleção de histórias é desconhecido. Essa história nos leva do final do reinado de Davi e do período áureo de Salomão. Ele menciona várias das suas fontes (p. 1 R s 1: A l u t a p e l o t r o n o O rei Davi já era idoso. um dos principais sacerdotes.9). Resumo A história da nação desde o rei Salomão até o exílio. Assim. 1RS3—1I O reinado de Salomão 1Rs 12—2RS 25 Reis de Israel e Judá Histórias mais conhecidas ou passagens principais OJempío (1 Rs 5—8) A rainha de Sabá (lRs 10) A divisão do reino (lRs 12—14) Elias (IRs 17—19) Eliseu (2Rs 2—8) Há alguns problemas envolvendo datas e cronologia. Salomão foi coroado rei.

16-28: " C o r t e m a c r i a n ç a viva pelo meio" Este caso extremamente difícil ilustra o dom da sabedoria que Deus havia dado a Salomão. • A p a l a v r a . 2Sm 23. Sua fama se espalharia pelo mundo. N u m a situação em que se tinha a palavra de uma mulher contra a palavra de outra. 1 Rs 3—11 O reinado glorioso de Salomão l R s 3.1-12: M o r r e o r e i D a v i Vendo a morte chegar. lRs 2. nos quatro cantos do altar. a posse do harém do predecessor era um dos elementos que dava direito ao trono (compare o gesto de Absalão.12-15. sobre a família d e Eli (27) Veja I S m 2.27-36.8-39.31-39. sem qualquer transição. assim. • Giom (33) Uma fonte que ficava do lado de fora do muro oriental de Jerusalém.16-23. o profeta Jeremias. Natã. Veja 2Sm 16. para que ficasse longe dos seus companheiros benjamitas. 4. G n 28. O incidente também mostra que o povo simples. Davi deu a Salomão as últimas instruções.26-30.1-15: " D á . cidade que ficava 10 km a noroeste de Jerusalém. Ele pediu sabedoria para governar seu povo com justiça. • Simei (8) Davi entendeu que a promessa que ele havia feito a Simei não seria transferida a Salomão.4) e Joabe sofreu a morte violenta que causara a outros. Os valentes eram a guarda especial: 2Sm 23. . A desonra de Abiatar deixou uma sensação duradoura de vergonha. a mensagem a Abraão em G n 20. • Pontas do altar (50) Saliências em forma de chifre que ficavam na parte superior. Abiatar foi despedido e expulso (embora pareça ter sido readmitido. • A Tenda ( 3 9 ) O local onde era guardada a arca da aliança. Salomão ficaria famoso por seu sábio discernimento.13-46: A o p o s i ç ã o é eliminada Adonias.3-12. Foi a escolha de um homem cujo coração era reto diante de Deus e. instruções derivadas da sabedoria mundana e de moralidade dúbia (5-9).28-34). localizados no alto dos montes) que passaram ao controle dos israelitas. veja Lv 1—7. ele recebeu mais do que pedira. 7-8 Zadoque e Abiatar. por exemplo. os sonhos de José e o dom de interpretação dado por Deus).27-29. que seriam condenadas por profetas posteriores. l R s 3. 1). 2Sm 16).6-7. • Vs. 2Sm 12. quando Deus lhe apareceu num sonho oferecendo um presente que ele poderia escolher. outro desordeiro em potencial. • Anatote (26) Esta cidade ao noite de Jerusalém pertencia aos levitas. . • V. embora p o r razão justificável. Salomão considerou isto uma segunda reivindicação do trono.2429. 19. Salomão estava oferecendo sacrifícios em Gibeão. Foi lá que nasceria. inclusive duas prostitutas. Simei. no vale do Cedrom. lRs 2. • Joabe (5) Veja 2Sm 3. Depois de conselhos da mais alta importância (1-4) aparecem. • Fonte de Rogel (9) Ficava na fronteira entre os territórios de Benjamim e Judá. 28) para descobrir a verdade. mais tarde. 2 Os "altos" (ARA) eram os antigos santuários cananeus (geralmente. Em outras palavras. o sonho de Jacó. • V. . foi mantido em liberdade condicional em Jerusalém. veja 2Sm 15. 13 Essa promessa não está registrada em nenhum outro lugar.m e s a b e d o r i a " Veja também 2Cr 1. • Queretitas e peletitas (38) Mercenários estrangeiros (filisteus). 20. 5 Veja 2Sm 18. E seu reino desfrutaria de prosperidade econômica como nunca houvera antes.20-23. 19. • H o l o c a u s t o s (4) Para sacrifícios em geral. a adoração de Deus nestes lugares foi contaminada por grosseiras práticas pagãs. • V.5-14. Salomão obedeceu às instruções de seu pai (veja 2.I e 2Reis • V. 1 A "Cidade de D a v i " era a fortaleza do monte Sião. Q u a n d o Simei violou sua condicional. já que. apoiado pelo sacerdote Abiatar e pelo comandante Joabe. Salomão ordenou que ele fosse morto. no Oriente. • Barzilai (7) Veja 2Sm 17. mas nem sempre. tinha acesso ao rei. Benaia. Desta vez ele pagou caro pelo que poderia ter sido um pedido feito com leviandade. já havia reivindicado o trono anteriormente (cap. v.8-10. • O s o n h o (5) Na antiguidade acreditava-se que os sonhos tinham significado real e o A T registra vários sonhos nos quais Deus revela sua vontade (veja. Em pouco tempo. era necessário discernimento especial da natureza humana ("sabedoria de Deus". Salomão não devia se sentir obrigado pela promessa que Davi havia feito. Veja também o artigo "Egito".

a o Norte (veja 2Sm 5.A história de Israel destacados em sabedoria. 127. Onde naquele tempo havia uma grande floresta. l R s 5: P r e p a r a t i v o s para a construção do Templo Veja também 2Cr 2. d a sua figueira (25. em provérbios e cânticost ditos baseados na vida natural e animal (veja por exemplo. "amigo do rei" (ARA) signifcl "conselheiro particular do r e i " ( N T I . • Vs. . e devia chegar a vários milhares de pessoas. por nove de largura e 13. . (0 clima permitia que as pessoas se reunissem nos pátios ao redor do prédio nas épocas das festas. U m coro de óleo equivalia a 48 galões. • D e b a i x o d a sua videira e . que são atribuídos: Salomão. A corte incluía não só a família real (11. após contínuo desmatamento. l R s 4: A s e r v i ç o d o s á b i o r e i Salomão E m c o i m a s t e com a s i m p l i c i d a d e da estrutura administrativa do rei D a v i . uns 32 km ao norte de Beirute. O rei excedia seus contemporâneos mais . Salomão i n t r o d u z i u uma vasta burocracia para administrar seu reino.16). com parte da seção interior separada do santuário por uma cortina. • Coros (11. restam. Dividia-se em duas seções. A amizade com o reino fenício de Tiro. A N T L H diz "duas mil toneladas dc trigo e quatrocentos mil litros dc azeite de oliva puro". H ) . hoje. Na frente havia um pórtico que media 4. Em tamanho o Templo era mais uma capela que uma catedral. e dos lados ficavam salas que serviam dc armazém. a cidade onde se fazia papel com o papiro que vinha do Egito.NTLH) l/>calizadajunto â costa. va.3 dá a dimensão do seu harém).5 x 9 m. Foi projetado para ser uma casa dc Deus.11). No v.1—22. não um edifício para abrigar grandes agrupamentos de pessoas. SI 72. A palavr. funcionários civis c servos domésticos. l R s 6: C o n s t r u i n d o o t e m p l o Veja também 2Cr 3. 5. e Pv 10.5 de altura. mas ministros. ARA) Um provérbio indicando condições! idílicas de paz e prosperidade. 1-6 Azarias era chefe da receita intentsi encarregado dos coletores dc impostos (er_ espécie). que ele cxpress.i grega biblos = livro (que resulta em "Bíblia") vem dc "Biblos". • Cedros d o Líbano (6) "Líbano" era a cadeia de montanhas e esses cedros eram a melhoi madeira disponível. U m coro de trigo equivalia a uma carga de jumento. poucas dessas árvore: imponentes.) O Templo media mais ou menos 27 m de comprimento. • Biblos (18. tal como eles. foi fortalecida através de um acordo comercial: H i r ã o suprirá a matéria prima para a construção do Templo em troca de alimentos. Biblos era famosa po: seus artesãos. ARA) O "coro" era uma medida de capacidade. Não é de admirar que fosse necessária uma elaborada organização para manter isso em funcionamento (7-28).

0 templo de Salomão As descrições detalhadas em IRs 6-7 e 2Cr 3—4 dão um retrato quase completo do templo. entrada do Lugar Santo. Nas laterais da entrada havia duas colunas cuja função é desconhecida. com a luz que penetrava atrapátio. Isto é complementado pela evidência das descobertas arqueológicas. mas isto só viria a ser realidade no tempo de seu filho Salomão. todo dourado. ex. Era natural que um rei poderoso honrasse seu Deus desta forma. A crosta rochosa bem no centro talvez fosse o local onde ficava o altar dos holocaustos. Neste recinto ele podia ver o altar do incenso. Antes de subir os degraus para entrar no santuário. entalhadas com flores. A comparação com o templo de Ezequiel sugere que o prédio inteiro ficava numa plataforma elevada em relação ao nível do pátio. a mesa dos pães da proposição. 3 m de altura) e o enorme somente para a cerimônia anual da tanque de bronze apoiado sobre os expiação. sendo que os três cômodos resultantes formavam uma estrutura semelhante a alguns dos templos dos cananeus (p. passado ao lado do grande altar vés da porta de entrada. o sacerdote em O T e m p l o foi c o n s t r u í d o c o m pedras e madeira de c e d r o t r a z i d a das florestas d o L í b a n o . É possível que houvesse portões que impediam Salomão. e cinco pares de candelabros. Luz adicional entrava por uma série de janelas no alto da parede. em Jerusalém. os artífices d e S a l o m ã o usaram padrões semelhantes a esta escultura d e revestido com ouro. Isto pode ter sido obra dos construtores fenícios que foram contratados por Salomão. E se ele pudesse marfim q u e pertence a u m p e r í o d o u m p o u c o olhar para dentro no Lugar Santíssimo. E os reis egípcios e babilôa passagem. Mas o sacerdote se depa.. Aparentemente o pórtico de fenícios em marfim e bronze dos séculos anteriores e posteriores à época de entrada não tinha portas. a exemplo das demais paredes de madeira. posrerior. Estas eram . este lhe apareceria todo reluzente de exercício teria que ter atravessado o ouro.nios se orgulhavam de ornamentar seus templos com paredes. talvez de bronze para os sacrifícios (cerca de 10 m'. Os motivos decorativos são bem conhecidos a partir dos entalhes doze touros. portas e rava com duas portas dobradiças na mobília revestidas de ouro. jri)m «inwiMiii ii Os pés do oficiante pisavam um chão A o d e c o r a r e m o T e m p l o . A planta do tabernáculo foi ampliada pelo acréscimo de um pórtico. Este bosque d e cedros é u m d o s poucos q u e ainda restam hoje no Líbano. O terreno que Davi comprou para essa finalidade ficava onde hoje se encontra a mesquita de OmarfHaram es-Sherif"). e revestidas de ouro. palmeiras e querubins.1 e 2Reis 279 O templo de Salomão e suas reconstruções Allan Millard 0 grande desejo de Davi era construir um templo para Deus. em Hazor e Ras Shamra). Mas esta era aberta apenas raramente. feitas de madeira de cipreste. e o tabernáculo existente proporcionava o padrão para um santuário centralizado. Uma série de depósitos em três andares cercava o Lugar Santíssimo e o Lugar Santo.

.C. Grande parte das suas riquezas já havia sido tirada anteriormente e entregue como tributo a conquistadores estrangeiros que ameaçavam Judá.280 A história de Israel O templo de Salomão foi destruído por Nabucodonosor em 587 a.

4-9). era uma pálida imitação do templo de Salomão. e que o rei Herodes incorporou nos muros de sua construção. O caráter cosmopolita da Jerusalém do período após o exílio trouxe dificuldades a Neemias. O templo reconstruído O povo desanimado que se encontrava no exílio. W ficando o acesso ao pátio interior restripB to aos judeus.1 e2Rás 281 A madeira a ser usada na construção d o T e m p l o foi transportada a o l o n g o d a costa. com m& certeza. pode ser parte da plataforma sobre a qual foi erguido o segundo templo. no lado leste. incluindo detalhes a respeito do pátio que não aparecem no relato da obra de Salomão.C. O altar d e incenso sobre rodas p o d e ter sido semelhante a este. no templo de Herodes. O pouco que sabemos sobre ele mostra que seguia de perto a planta do templo anterior. e m barcos fenícios. na Babilônia.17-36). Essa B9 divisão existia. seria p o r sua própria conta e risco (veja também At 21. que remonta a 1200-1100 a . Foram e n c o n t r a d o s dois blocos de pedra contendo inscrições de advertência aos gentios: se passassem daquele ponto. Mas um muro de pedra que se ergue no alto do vale do Cedrom. Ezequiel faz uma descrição minuciosa desse templo. mas os exilados que retornaram por volta de 537 a. feito d e bronze. C . . Este santuário jamais foi construído.C. Isto provavelmen• te resultou na separação p de um pátio externo. completaram a reconstrução do antigo em 515 a. após alguma demora. Nada sobreviveu do primeiro templo. foi consolado e animado com a visão que Ezequiel teve de um novo templo (Ez 40—44). ossibilitandoanão-judeusfácil acesso ao recinto sagrado (Ne 13. Quanto ao esplendor.

as criaturas cujas enormes asas douradas se estendiam de uma parede a outra do santuário (veja Êx 25.11—5. E todo o prédio d o Templo brilhou com a luz da presença de Deus. O s fenícios. de um enorme ianque com capacidade para quase 40.15-17). um grande salão forrado de cedro onde eram guardadas armas c taças de ouro (veja 10. pela casa real (23-26) e pelo povo (27-53). o Salão das Colunas. Ele pediu que Deus ouvisse as orações e perdoasse o pecado do seu povo quando se voltasse para o Templo.21. As pedras eram preparadas perto do local da construção. e r a m marinheiros e desempenhavam um papel importante no comércio internacional. n o deserto. .10. Os vs. O número arredondado aqui (12 x 40) pode indicar 12 gerações em vez de um número preciso de anos. • Não se ouvisse o barulho (7) Mesmo nesta fase o lugar era considerado santo.282 A história de Israel O rei Hirào. a arca da aliança foi trazida da Cidade de Davi e instalada no Lugar Santíssimo. Os vs.34-38). l R s 8: A g l ó r i a d e D e u s e n c h e o Templo Veja também 2Cr 5. Vs. o artesão que Salomão trouxe de Tiro. ao norte da terra de Israel. A oração de Salomão. Provavelmente o palácio da filha do Faraó abrigava também o resto do harém. Depois da oração veio a bênção (54-61). mas num subterrâneo tão profundo que todo som era abafado. • Quatrocentos e oitenta anos ( 1 ) O êxodo provavelmente ocorreu cerca de 300 anos antes de Salomão construir o Templo. a Sala do Trono e palácios para si e para a filha do Faraó (sua rainha). festa e alegria para todo o povo (65.8). 11-13 destacam o motivo de tudo isso: Deus habitando no meio do seu povo. os painéis de cedro entalhados e decorados. Is 22. Terminada a obra. veja 2Cr 7 ) . bronze para o Templo Vs. de dez carretas para apoiar outros recipientes (27-39) e de vários itens menores de equipamento (40-50.17. Sete anos. 15-36 nos descrevem as belas decorações. embora nenhum prédio na terra pudesse conter o Deus do céu. de T i r o . lembra a linguagem usada por Moisés.000 litros de água (23-26. cobria a Tenda de Deus ( Ê x 40.2-6). l R s 7: C o n s t r u ç õ e s s u n t u o s a s p a r a Salomão. forneceu • Salomão materiais c artesãos para a construção d o Templo. e tudo estava concluído conforme planejado. depois do sacrifício. supcrvisou a fundição em bronze de duas colunas ornadas para a entrada do Templo (15-22. o sacrifício (62-64). veja também 2Cr 3. as paredes douradas. a mesma nuvem brilhante que.1820). que m o r a v a m nas cidades-esiado d e T i r o (foto) e S i d o m . 2Cr 4.2—7. 13-51: Hurã.1). depois da bênção. 2Cr 4. 1-12: Salomão construiu o Salão da Floresta do Líbano.

onde ram exatamente o que dissemos. Isto se deve. ao fato de Salomão ter reconstruí.. quando encontraádade.cautelosos.Assim. Salomão. então. e por causa novamente a passagem para eles a colina (o tell) propriamente. uma área construída de uns 6 8 hectares. de cerâmica do século 10 a. encontramos parede de casamata. com o fato de que era muito seme. e um de seus objetivos era dida em cômodos.dizer da terceira cidade — Gezer E. do Hebrew Union Collegefoi uma parede exterior e interior divi. Megido feito ali. disto ele não era visível.. Ficamos surpresos tura e as mesmas dimensões. Assim. Havia ali uma grossa camada de cinzas. Marca. do a Salomão. Foram muito tramos o portão da cidade tinham exatamente a mesma estru. Mas a Bíblia e vocês encontrarão uma sala. foram reconstruídas por Gezer. mais importante ainda. a maior cidade da Terra Santa que remonta ao tempo dos cananeus. na realidade. a Gezer. e as fortificações de Salomão.' d o s relatos bíblicos.o que Macalister classificou como planta de um castelo do período mos no chão e dissemos dos macabeus.C. mamos isto de parede mas o da Bílolia aumentou Uma expedição americana de casamata: parede dupla com como nunca. é claro.. Ele escavara conheciam a Bíblia — quando li arídadede Salomão. segundo do três cidades: as escavações que Macalister havia a Bíblia... que parecia idêntia nossos operários: . perto de Jerusalém. Aos pés da grande colina (ou tell). provável evidência da destruição da cidade por Josué na segunda metade do século 13 a. mais antigo. em Megido e Hazor. copiamos a planta Para minha surpresa e alegria. Assim. o arqueólogo Yigael Yadin usou os textos bíblicos para ajudá-lo a recuperar sua história. Os campos de hoje I l a z o r e as plantas baixas encontradas também e m apenas cobrem as ruínas da últi. o portão as fortificações de Salomão.Por causa da passagem bíblica.rio em três volumes sobre nas três cidades que. E que a segunda metade do portão. a cidade que a Bíblia descreve como "capital de todos esses reinos" (Js 11. Perto dali encon-foram encontrados portões que testar minha teoria. lhante estruturalmente — mencionada naquela passagem no piso da área onde ficava ao portão descoberto muitos anos no livro de Reis. ChaNosso prestígio caiu muito. os operários que Na verdade.. nos diz. muito tempo atrás. sobre só metade do portão. decidi tirar da prateleira o relatóque é a época de Salomão. mas encontraram de Salomão. da ficava.que Salomão reconstruiu a É claro que.C.publiquei um artigo sugerindo que gado a esta solução. Yadin desenterrou a cidade baixa.1 e 2Reis 283 As cidades fortificadas do rei Salomão Ao escavar a cidade perdida ou esquecida de Hazor.10). Mas eu Quando escavamos sob o estrato — perceberam como havíamos che." no primeiro volume descobri do portão de Megido antes de continuar a escavação. descobrimos este era. foram encontradas fortie Hazor. "A cidade baixa jamais foi 'Cavem aqui e vocês encontrarão A s ruínas da porta d a cidade d e Salomão e m reconstruída. Mas.? o portão encontraram peças atrás em Megido e também atribuí. ficações e portões idênticos. Cavem aqui M e g i d o e G e z e r c o n f i r m a m a exatidão histórica ma cidade cananéia.um muro.? pensaram que éramos adivinhos! co ao do nosso portão e da nossa No entanto.

ARA) O u "micos" ( N T L H ) . • Madeira de sândalo ( 1 1 . 15-22: a mão-de-obra necessária para as obras de construção e defesa foi obtida de duas fontes.. Mas o Templo de Israel. .17 diz que todos os homens I judeus se reuniam para adorar na Páscoa/' Festa dos Pães Asmos. o leste da África e até a índia. vinte cidades como garantia de um empréstimo. Nesta ocasião (10-14). Relatos intrigantes a respeito da sabedoria I e do esplendor de Salomão fizeram com que I a rainha do lêmen fosse a Jerusalém. Mesmo com toda a riqueza. veja mapa comercial em 2Crônicas). Veja mapa comercial e m 2Crônicas. embora Deus não tenha quebrado sua promessa de uma linhagem duradoura.. Gezer (15) Salomão fortificot estas cidades. l R s 9. Veja "As cidades fortificadas do rei Salomão". de Tiro. Seus l R s 10. Salomão ignorou isto e sofreu as conseqüências (cap.1 2 ) Possivelmente o sândalo vermelho do Ceilão e da índia. • Como. • Hazor.1-13: A r a i n h a d e S a b á visita Salomão Veja também 2Cr 9.11-22 "Se você me servir.000 kg. mas as esposas estrangeiras trouxeram consigo deuses estrangeiros (conforme advertência cm Ex 34.27-28. Vs. Foi enorme o lucro que Salomão obteve por meio do comércio e dos impostos (inclusive um lucrativo comércio ligado ao turismo. ele deu a Hirão. 24-25). e acrescentou uma advertência (6-9).1-12. N ã o se sabe qual era o p o d e r cie compra do ouro naquele tempo. não tinha estátua para representar seu Deus. 1-13: Os casamentos de Salomão por interesse político sem dúvida contribuíram para a paz c segurança do país. assim como estivera na Tenda ou Tabernáculo. que jure ser inocente (veja N T L H ) . • Lhe for exigido que jure (31) Isto é. ARA) O próprio Deus estava presente de fonna especial no Templo. l R s 10. A situação geográfica do país fazia dele um intermediário na compra e venda de carros do Egito e cavalos da Cilicia (Turquia. Vs. • V.16).10-28: C o m é r c i o e t r a b a l h o forçado Veja também 2Cr 8. • Pavões (22.. • Três arráteis de ouro (17) Quase 2 kg (NTLH). ARA)/Entre nuvens escuras (NTLH) O Lugar Santíssimo (ou Santo dos Santos) não tinha janelas nem iluminação. l R s 11: A d e c a d ê n c i a d e S a l o m ã o Vs. Os cananous que moravam na região proporcionavam trabalho escravo permanente. se você deixar de me seguir" — Deus repetiu a promessa feita a Davi (3-5). • 6 0 0 sidos de o u r o (16. Estas eram as três festas de peregrinação. os israelitas foram recrutados para trabalho forçado temporário.1-9: D e u s f a l a o u t r a v e z c o m Salomão Veja também 2Cr 7. 14 A N T L H diz 23.13-28. em Gibeão (2) Ocasião em que Salomão recebeu o dom da sabedoria (lRs 3. F.14-29: R i q u e z a impressionante Veja também 2 C r 9. Primícias/Festa das Semanas (Pentecostes) e na Festa das Barracas (Tabernáculos). • Ofir (28) Sugestões quanto à localização incluem o sul da Arábia. 1 • Trevas espessas (12. l R s 9. Ao contrário do povo da época de Cristo (Mt 12. • V. Mas o consumo também era alto. 11 Os navios de Hirão: Veja 9. I esta mulher estava disposta a fazer uma longa viagem para descobrir por si mesma a verdade s o b r e o que tinha ouvido. Salomão teve problemas com a balança comercial.42).1-14). • Meu nome (16. ARA) Quase 7 kg (NTLH).. • V.A história de Israel navios fizeram comércio com a Arábia e outra j locais mais distantes. ao contrário dos templos pagãos. 26-28: Salomão foi o primeiro rei de Israel a criar uma marinha mercante. 11). 2 5 Êx 23. Megido.

e se vocês e o seu rei o seguirem. ao final de cada reinado. Sem o vínculo religioso. E m l R s 11.21). Mas as negociações falharam diante da tática opressora de Roboão. rei epovo naufragariam juntos. Já no tempo de Davi houve uma ameaça de divisão (2Sm 20).1—11. ritos de fertilidade.29-31). o homem destinado por Deus a reinar sobre as dez tribos separatistas após a morte de Salomão. No Sul houve dificuldades causadas pelo edomita Hadade (14-22. Disputas internas enfraqueceram ambos os reinos.A c a z i a s . Apenas nos r e i n a d o s de A c a b e . ARA) As tribos de Manasses e Efraim ( N T L H ) . no Norte. e. ele ficará contra vocês e contra o seu rei" ( I S m 12. ao S u l . servo d e Jeroboão". A história da nação relatada em Reis confirma isto. rei d e Israel. • História de S a l o m ã o (41 ) Obra desconhecida. invejava o poder de Judá. E o povo trouxe as suas queixas. com um 1 estado constante de guerra efetiva o u de guerra fria entre os reinos. Q u e m o s (5. A divisão foi permanente. principalmente pela imposição de trabalhos forçados a seu próprio povo.) Modelo de b r o n z e . IRS 12—14 0 reino se divide em dois Nunca foi fácil manter as 12 tribos unidas.14-15). é repetida nos livros de Reis. e dentro de suas próprias fronteiras havia Jeroboão (26-40). Porém.1 e 2Reis 2S5 E Salomão n a velhice substituiu Deus pelos ídolos. . O segredo da unidade e força nacional sempre esteve no vínculo da adoração comum ao único Deus. M o l o q u e (Milcom). prostituição e práticas sexuais proibidas em Israel. As tribos d o Norte encontraram um líder e portav o z em Jeroboão. história semelhante à de José). Supostamente se tratavam de registros oficiais da corte. 4 1 . como Samuel havia previsto claramente por ocasião da coroação de Said: 'Tudo correrá bem para vocês se temerem o S E N H O R .7) O culto a esses deuses era abominação ("nojento") porque envolvia sacrifício de crianças. (Trata-se de J e r o b o ã o I I .13. Deus r e d u z i u o reino porque Salomão quebrara a aliança e desobedecera a seus mandamentos (embo- . • Vs. As tribos rebeldes proclamaram a sua independência c fizeram de Jeroboão o rei de Israel.'as / ^ \ * ra a má administração.4 3 Esta fórmula. acabou sendo absorvida pelas grandes potências. ISRAEL Siquém ¡ "feiiuel ir HP S Jerusalém / / . um pecado que custaria a seu filho a maior parte de seu reino e dividiria a nação em duas.l o s c o m correias". ao Norte. A monarquia em si não substituía isto.1-24: " V o u s u r r á . t i r a d o d o original de jaspe. por Rezom de Damasco (23-25). . A divisão d o rei no /.4. l R s 12. se não ouvirem o S E N H O R . Efraim. n o final. A nação se tornou alvo de vizinhos mais poderosos. também contribuiu para isto). embora o reino d o Norte jamais conquistasse (como J u d á ) a estabilidade d e uma dinastia única. . E interessante que o Cronista omite de seu registro os aspectos negativos d o reinado d e Salomão (veja 2Cr 9. se obedecerem às suas ordens. d i zo filho de Salomão Veja 2 C r 10. com a seguinte inscrição: "Pertencente a Sema. também incluía a pequena tribo de Benjamim (12.J o r ã o em Israel c Josafá-Jeorão-Acazias e m J u d á a união foi temporariamente restabelecida por meio de uma aliança de casamento. E à medida que Israel se afastava cada vez mais da lei c da adoração a Deus. As outras dez tribos se separaram para formar o Reino de Israel. 0 reinado de Salomão não era totalmente isento de problemas. t •••-¿¿••-. especialmente. . • Uma t r i b o (13) O Reino de J u d á . • Astarote. com pequenas variações. E disto O "selo de Sema". a situação ficava cada vez pior. Salomão havia morrido e o rei agora era Roboão. • Casa de José (28.

para o povo adorar (como Arão fizera desastrosamente após o êxodo do Egito).los . Suas ações incentivaram a idolatria e. temendo que a visita a Jerusalém para as festas de peregrinação levasse seu povo a desertar. aquele que fez Israd desviar-se pelo caminho do pecado contra Deus. ele é sempre "o mau rei Jeroboão". 0 velho profeta de Betel fot m o n o por um leão. l R s 13: A v o z d o p r o f e t a Neste período crítico para Israel e Judá. Mas não há pessoa mais cega que aquela que não quer ver (33). l R s 12. C ) . Mas até um profeta mentiroso (18) às vezes fala (21-22) e reconhece a verdade (32). os símbolos da fertilidade. Também criou um sacerdócio ilegal (não eram levitas) e fez bezerros.i . 15 U m comentário do autor. que derrotou Koboâo e l e v o u embora o o u r o que havia n o Templo. por exemplo) eram chicotes com farpas usados para surrar os escravos. n o extremo n o n e lio país. • V. Para o autor de Reis. a adoração israelita tomou-se mais e mais depravada. . ficava cm D à . A morte do profeta foi um sinal para Jeroboão e Israel da severidade com que Deus lida com a desobediência. • J o s i a s (2) O rei que iniciou a reforma mais completa cm Judá. • V.6. proveniente d o palácio de N i i n r u d e (sec. 5. criou dois novos santuários no reino do noite. Jeroboão trouxe ruína e destruição a sua dinastia. O profeta de Judá errou ao aceitar a palavra do velho profeta que estava em contradição com o que o próprio Deus lhe havia dito. O que o autor quer enfatizar é que é preciso ser obediente a Deus. • V. liste bracelete pode ter s i d o feito com o o u r o roubado d o Templo. filho d o Faraó Sisaque. U m a cena horripílame . 9 a . Pertencia a Nemoreth. A necessidade de discernir entre o que é verdade e o que é mentira é mais premente no caso daqueles que afirmam que falam em nome de Deus. com o passar do tempo. 11 Os "escorpiões" que são mencionados em algumas versões ( A R A . rei de Israel. o papel dos profetas foi vital.N aparece nesta gravação assíria em marfim. para impedir que o povo p e r e g r i n a j e a Jerusalem. 20 Veja 11. • S e c o u ( 4 ) Ficou paralisado. • V. Jeroboão.14 (veja N T L H ) . ARA) O Adonirão de 4. Veja 2Rs 23.13. • 180.286 A história de Israel U m dos sanmários 01 ix ¡dos por Jeroboão.000 (21) O número que parece exagerado. Assim. • A d o r ã o (18.25-33: J e r o b o ã o r o m p e c o m o Templo Jerusalém fora o centro religioso do reino unido. resultou a quase extinção da casa real de J u d á nas mãos da rainha Atália. 32 Isto era uma substimição da peregrinação da Festa dos Tabernáculos que começava no décimo quinto dia do sétimo mês.

C. No entanto. em Judá. de Jeroboão à morte de Jorão. Isto nos leva a supor uma coregência de 697 a 687. e não ao rei em si (2Rs 18. somando o tempo dos diferentes reis. historicamente o período foi de cerca de 24 anos. em partes diferentes do reino. Por exemplo. O historiador integrou as cronologias de ambos os reinos. a soma dos reinados em Judá resulta em 1 6 5 anos. e. Está mais ou menos claro que Salomão morreu em 932 a. o mesmo período não passa de 144 anos. Outro exemplo diz respeito a Jotão. a morte de um rei significava que determinado ano era contado duas vezes.C.C. quando um acontecimento afetou simultaneamente os dois reinos. começava no mês de tisri • (setembro/outubro).3). Ezequias) foi mais brilhante do que o pai (Acaz) e os acontecimentos foram datados por meio de referência ao co-regente. uma parte do ano era contada como um ano inteiro para o rei falecido e o restante do ano era contado como um ano inteiro para o seu sucessor. como quando Jeú assassinou Jorão de Israel e Acazias de Judá (2Rs 9. Em certos casos. durante as últimas décadas de turbulência. De acordo com 2Rs 21.1. reinou durante seis anos (2Rs 11. o que se pode chamar de "pontos de controle". Há. quando o assassinato de Jorão e Acazias por Jeú tornou necessário mencionar Jeorão e Acazias de Judá (2Rs 8. No período inicial da monarquia dividida. o número menor que se consegue alcançar é de 372 anos aproximadamente.1 e 2Reis 287 Examinando a cronologia dos reis Arthur Cundall À primeira vista. que usurpou o trono. Uma exceção está em 2Rs 8—9. Em Israel. após a morte de Jeroboão II. Pistas Quatro fatores. no entanto. Temos outra dificuldade com as datas aparentemente conflitantes da entronização de Jorão de Israel (2Rs 1. ele reinou 55 anos. o período que vai de Roboão até a morte de Acazias é de95 anos. enquanto em Israel começava no mês de nisã (março/abril). No período que vai do golpe de Jeú até a queda de Samaria. o filho (por exemplo. • Parâmetros externos Através de uma aplicação cuidadosa destes fatores. a interpretar os números bíblicos. Manasses reinou de 687 a 642 a. O precedente para isto é encontrado no caso de Davi e Salomão. Com a exceção de Saul. tratando do reinado completo de um rei. No sistema do ano antes da entronização.17. A prática de co-regências significa que alguns reinados se "sobrepõem". Amazias e Azarias/Uzias. 346 anos antes da queda de Jerusalém em 586 a. certamente no p e r í o d o inicial. o texto indica claramente a duração do reinado de cada um deles. 3. mas não foi incluída no esquem a normal da cronologia. Levar em conta que existia esse costume permite que se reduza a duração de cada reinado e ajuda.21). algo bem plausível tendo-se em vista a doença grave de Ezequias. ajudam muito na solução definitiva destes problemas. cujos reinados começaram durante esse período. • Deve-se levar em consideração o fato de que o calendário de Judá. que abafaram a tentativa de golpe de Adonias (1Rs 1). Acaz e Ezequias. o reino do Norte.1). Porém. ao passo que. para se obter uma cronologia exata. ficou leproso (2Cr 26. A rainha Atália. O sistema do ano da entronização não incluía nenhuma porção de um ano no total de anos do reinado do rei. que governou como co-regente quando Uzias. Por exemplo. é possível que houvesse vários reis "governando" ao mesmo tempo. que normalmente só seriam mencionados após a morte de Jorão de Israel.9-10). desde o início até a morte desse rei.21-28). Somando o tempo de reinado dos seis reis deste período chega-se à cifra de 41 anos e 7 meses. em Israel. também. Outras co-regências geralmente aceitas são as de Asa e Josafá. é de 98 anos. um exame mais detalhado revela problemas aparentes. também. • Foram usados dois métodos diferentes de calcular a duração dos reinados: o método do "ano antes da entronização" e o método do "ano da entronização". Problemas No entanto. Israel usou o primeiro método e Judá. A porção do ano passada antes do primeiro ano completo do rei era considerada seu ano de entronização. Em outras palavras. parece haver dados suficientes sobre os reis de Israel e Judá para montar uma cronologia precisa. Josafá e Jeorão. seu pai. para depois dedicarse aos soberanos do outro reino. e Ezequias e Manasses.16-29). conforme o relato bíblico. A discrepância nos totais entre os dois reinos corresponde a um número maior de reis israelitas neste período. as cronologias . Assim. após a divisão entre Israel e Judá. o começo do reinado de cada um é relacionado com o reinado do soberano do outro Estado. o segundo. enquanto o mesmo período em Israel. é preciso descontar um ano do reinado de cada rei.

Tais registros fornecem pontos de contato confiáveis que nos per- mitem datar os acontecimentos bíblicos. abrangendo o período de 892 a 648 a. incluindo acontecimentos significativos durante o mandato de cada um. Várias inscrições contemporâneas estão relacionadas com acontecimentos específicos. • . O reinado de Saul permanece uma exceção.21 são. • A Crônica Babilónica. o período após 605 a.288 A história de Israel de Judá e Israel podem ser integradas. entre eles Israel. isto é. o que resulta numa diferença de um ano nas datas durante o reinado de Zedequias. travada entre a Assíria e uma coalizão de Estados menores. Mas não se sabe ao certo se o ano civil hebraico segue uniformemente o padrão babilónico.C.em 841 a. Já que "2" é o único número restante no texto hebraico de 1Sm 13. Na Assíria. tais como o período dos Juízes. a maioria dos estudiosos acredita que um número que indicava a dezena foi omitido. Vinte e dois parece ser a alternativa mais aceitável.C. com vistas à obtenção de uma cronologia absoluta e não só relativa. • o tributo que Jeú pagou a Salmaneserlll.C. Como a história bíblica e a história dos assírios convergem em vários pontos. Aplicando os princípios que norteiam as cronologias bíblicas e correlacionando-as com a cronologia fixa possibilitada pelo contato de Israel e Judá com as potências mundiais daquele tempo. em 723 a. um oficial que exercia um cargo anual dava seu nome àquele ano especifico. Os 40 anos que aparecem em At 13. nosso conhecimento das relações entre os dois reinos foi bastante ampliado. o último rei de Judá. já que combina com outros dados cronológicos. No entanto. em 853 a. pode-se obter uma data precisa. Como resultado.C. Os achados mais significativos são os seguintes: • As listas dos "limmu" ou epôni- mos assírios. podemos estabelecer uma cronologia bíblica absoluta com uma margem de erro de apenas um ano para a maior parte da monarquia.C. provavelmente. um número arredondado. Estas tabuinhas tratam da história babilónica durante o periodo que vai de Ezequias à queda de Jerusalém e são de grande interesse para quem estuda os anos em que Judá esteve sujeita à Babilônia. Foram preservadas listas notavelmente completas desses oficiais. descobertas arqueológicas permitiram que se fizessem progressos no processo de relacionar a cronologia resultante com os acontecimentos do mundo circunvizinho. • ou a tomada de Samaria pelos assírios.1. tais como: • a batalha de Qarqar.

O autor de Reis define como bom um rei que promovia a adoração de Deus. o reinado de três anos de Abias (913-911 aproximadamente) foi mau (veja 2Cr 13). l R s 15.13) Avó d c Asa. r e i d e J u d á (930-913) Veja2Cr 11. que (assim como o " O Livro da História dos Reis de Judá") não foi preservado.33). 21). invade )udá vindo do sul.3 1 : R o b o ã o . > Só este d a r á e n t r a d a e m s e p u l t u r a (13) Todos os outros sofreriam morte violenta. > O espalhará p a r a a l é m d o Eufrates (15) Israel foi levado ao exílio pela Assíria após a queda de Samaria (2Rs 17). embora alguns fossem 1Rs 15. principalmente no vale do Jordão. abrange os reinados de três reis — Roboão. como Davi fora. Também em Judá a religião pagã floresceu nos dias de Roboão (filho de uma das esposas estrangeiras de Salomão. pode enxergar o fingimento (5-6). A esposa de Jeroboão nem teve chance de fazer sua pergunta. em Israel. 2 1 . Asa. e como mau um rei que se envolvia em práticas idólatras. Isto lhe custou toda a prata e o ouro de seu palácio e do Templo. O Livro da História dos Reis de Israel. mas desviou a atenção de Baasa e deu a Asa algum tempo para melhorar as suas próprias defesas. todos os reis de Israel foram automaticamente maus. ao sul. Abias e Asa — no reino de Judá. reis d e Judá Veja 2Cr 13—16. A guerra com Israel continuou até que ele conseguiu persuadir a Síria a ficar do seu lado. e o norte e o sul estavam constantemente em guerra.28 Reis de Israel e Judá As datas d o s reis d e J u d á nesta seção incluem vários períodos de co-regência entre . Egito. t Histórias dos Reis (19) Não equivalem aos livros do Reis que estão na Bíblia.15. N o entanto.1-20: O v i d e n t e c e g o Até um profeta cego. u m rei e seu predecessor. lRs 14. Foi um "sinal" para Israel. ) Ao ser atacado por Baasa.5—12.25—16. rei de Israel. é mencionado 18 vezes em Reis. d e Judá M Zerá. • Maaca (10. fundador líbio da 22-' dinastia egípcia. o Senhor lançaria fora toda a dinastia de Jeroboão "como se lança fora o esterco" (veja 15. mas deixando o corpo do profeta e o jumento intocados. > Sisaque (25) Este é Sheshonq. quando é profeta verdadeiro. Aías previra a ascensão de Jeroboão (11. l R s 15. para atacar Israel a pattir do norte (1 Rs 15|. o heteu (5) Veja 2Sm 11. lRs 1 4 . em comparação. Reinou durante 41 anos. • O c a s o d e Urias.1—16. a estranha cena do leão ao lado de sua caça.28: Reis d e I s r a e l Segundo a definição d o autor de Reis (veja acima). Asa o derrota em Maressa e o persegue até Gerar (2Cr14). o etíope. Ele deixou u m registro da sua campanha entalhado n u m templo em Karnak. foi um rei bom. • R a m á (17) Ficava alguns quilômetros ao norte de Jerusalém. Aqui. O reinado dc A s a .1-24: A b i a s e A s a . > Tirza (17) Capital de Israel na época de Baasa (15. Quase todas as dacas que são fornecidas devem ser aproximações.29-39). Veja "Examinando a cronologia dos reis". de Damasco.1 e 2Reis 289 > U m leão (24) Leões podiam ser encontrados na Palestina. O autor não estava interessado na história política ou social: lealdade ou não a Deus e à verdadeira religião era a única medida do sucesso ou fracasso de um rei. Asa contrata Ben-Hadade. Segundo esta definição. por não ter sido leal a Deus. deixou claro que esse acontecimento tinha u m significado especial. 0 reinado de Jeroboão. 0 estado enfraquecido perdeu os tesouros do Templo na invasão do Faraó egípcio. ainda na Idade Média.29). de 911 a 870 aproximadamente.

6-16. de Tiro.1) U m profeta. assim como mostrara seu poder sobre os "deuses" do Egito por meio das pragas.7: Baasa f u n d o u u m a n o v a dinastia e reinou sobre Israel durante 24 anos. • S e g u n d o a palavra d o S E N H O R (15. Vs. um dos reis mais poderosos d e l R s 16. coberto de pedras. Deus provaria ao rei e ao povo que só ele tinha poder sobre o sol e a chuva. Mais abaixo ainda existe uma torrente. impondo ao povo a adoração d o deus fenício Melcartc (o "Baal" mencionado nestes capítulos).25-26).29—2Rs 1 O Rei Acabe e o profeta Elias piores que outros.26. sem os quais nada cresceria. e Sarept.33—16. 34 Veja Js 6. • J e ú (16. Durante os 150 anos seguintes. cerca de 885 a 874. Psscs detalhes condizem com o local onde Klias enfrentou os profetas de Baal. 16. O cenário estava pronto para o surgimento de Elias eo início de um conflito clássico de "igreja versus estado". Depois de reinar p o r dois anos (910-909). O casamento do rei com a princesa Jezabel. que vivia n u m lugar que não tinha muito a oferecer.3. trouxe força política e benefícios comerciais. a Assíria referiu-se a Israel como " a terra de O n r i " . Ttsbe Modn òtQuerite * Berseba Pata Horebe (Sinai) . l R s 17: Elias p r e v ê a seca Num período crítico. em Israel (874-853) Do ponto de vista do autor. não o rei posterior.C. Portanto. de forma repentina o profeta de Deus entra em cena. 1Rs 16.290 Pouco abaixo do topo do mome Carmelo íica um anfueari-o nnrural. formando uma aliança entre Israel e a vizinha Fenícia a o norte. Deus também mostrou que cuida dos mais pobres dentre os pobres. A viúva era uma estrangeira que não tinha quem tomasse conta dela. Mas Jezabel era extremamente ligada a sua própria religião e persuadiu Acabe a fazer "o que era mau perante o S K N I lOR".15-20: Zinri fundou uma nova dinastia de breve duração (885).29) Veja 14. • V .25-32) foi assassinado por Baasa. d o ponto de vista político. Baal era adorado como um deus do clima que podia dar ou impedir a produção da terra. Elias ficaria conhecido como maior de todos os profetas (veja Mt 17. (Veja as palavras de Jesus em Lc 4. Deus cuidou de Elias primeiramente por meio da natureza e depois por intermédio de uma pessoa da qual nada se poderia esperar.i iicava bem no m e i o tio território que t i : considerado de Baal! Ao alimentar Elias dessa forma. cerca de 909-886 a. • 1 6 . 2 1 . Ele cometeu suicídio ao ver que estava cercado pelas tropas de Onri.8-14: seu sucessor.29-34: O r e i A c a b e .2 8 Apesar da breve menção neste relato de Reis. Elá. 17-24: este é o primeiro registro na Bíblia a As viagens de Elias à ' Sarepta y f f w j ã ^ . a vida religiosa em Israel atingiu seu pior momento durante os 22 anos do reinado de Acabe. Ele fundou uma nova dinastia e reinou durante 12 anos. O n r i foi. A história de Israel Israel. reinou durante dois anos (886-885) antes de ser assassinado por Zinri. 15. Fortificou Samaria e fez dela a sua nova capital. Nadabe (15. 16.10-13).

não apenas p o r u m método específico de ressuscitação. lRs 18: O d e s a f i o d e E l i a s : Deus o u B a a l ? Jezabel era fanática por sua religião. Agora Elias estava de volta. Normalmente. Jezabel ainda queria 0 desafio de Elias aos profetas d e Bani foi feito n o próprio terreno deles: Baal ( f o t o a c i m a ) . Deus e n v i o u corvos para alimentar Elias j u n t o à torrente de Q u e n t e . • V . de aparece tendo na m ã o u n i m a c h a d o e um raio. O fogo queimou a oferta encharcada. do outro lado do Jordão. um conira 450. mas a reanimação veio em resposta à sua oração. O desgaste físico e espiritual deixou Elias à beira da depressão. • V. perto da atual Haifa e junto ao mar Mediterrâneo. não conhecia nada sobre Deus. lRs 19: E l i a s f o g e para s a l v a r s u a v i d a 0 entusiasmo se acabou.1 e 2Reis de um morto que torna a viver. • V. Durante três anos ela fizera tudo em seu poder para eliminar a adoração a Deus em Israel ( 4 ) . "Não cairá orvalho nem chuva": a razão para a seca era o pecado (veja Dt 11. Isto ate que a torrente secou. de abril ao início de maio. . 46 Elias correu 27 km até o palácio de verão em Jczrccl. O Deus de Israel era o Senhor vivo. novamente. não houve uma reforma religiosa profunda nem duradoura. antes da chegada de Elias. 1 O nome de Elias significa "meu Deus é Yah(weh)". faz parte de uma cadeia de montanhas que atinge 530 m de altura. d e u s d o t e m p o . Gileade fica a nordeste. não deveria ter t i d o problemas para m a n d a r fogo! A q u i . • V. O povo gritou: " O SENHOR é Deus!" Os profetas de Baal foram mortos e a seca terminou. Mas apesar de tudo isto. do medo e da decepção. 19 O Monte Carmelo. Baal se mostrou impotente. É uma história comovente também para o leitor.17). espera-se que a chuva caia entre o final de outubro e o início de janeiro e.21 Elias pode ter usado a respiração boca a boca. tão incapaz de produzir fogo quanto de enviar a chuva necessária. e trazia um desafio: vamos tirar isso a limpo e ver quem é Deus de verdade. que felizmente termina com uma impressionante confissão de fé vinda de uma pessoa que. 291 S e g u n d o o relato b í b l i c o .

( N a tradução grega do AT. Ela só precisou inventar uma acusação de blasfêmia. Mas a unção de Hazael e Jeú foi feita por Eliseu (2Rs 8—9). Eliseu (15-16) Elise. J e ú . t o d o s o s f i l h o s d e Israel (151 O exército israelita. . • T o d o o p o v o . Masi Ben-Hadade leve que retirar o que disse diante da vitória dupla dc Israel. mas sáo derrotados pelos sírios (1 Rs 221 í JUDÁ \ (ß . Veja I observação sobre Ex 12. teria usado um forno destes pata fazer pão. Mas Jezabd | não estava nem um pouco preocupada comos direitos das outras pessoas. foi "ungido". c por isso Elias fugiu para o sul. A interal ção diplomática (2-9) é difícil de seguir. . A herança de uma pessoa tinha que ser passada à geração . em silêncio. No lugar em que se revelara a Moisés. confirmada. 2Rs 9. ele tornou a ver as coisas na sua devida proporção. (Israel c Síria lutaram como aliados conül Salmanescr III da Assíria em Qarqar no ano dei 853 a .37. A autocomiseração chegou ao fim. c claro. • C e m m i l . tramava a eliminação de Nabote. r • V .seguinte. 21 vecl depois do cap. t e u p a i (34) Significa ancestral. não de forma espetacular. • Meu p a i . mas isto viria a traz: problemas para Israel. não o próprio pai. Ele cometeu o mesmol erro de Saul. Esta guerra deveria demonstrar que! não somente os montes. tirando novo alento da comida e da água fornecidos por um anjo com um senso prático.1-2). 19. Enquanto seu marido tinha a reação típica de uma criança mimada. . Elias se sentira terrivelmente solitário. . Mas Elias falou a verdade (veja 22. mas também os valesj estavam sob o domínio de Deus (28).2-5. ate o deserto c o Sinai (Monte H o r e b e ) . A obra de Deus teria continuidade. . mas cm meio ao silêncio. Veja a referencia dei Paulo a este episódio em Rm 11. pelo número de testemunhas exigido por lei. o cap. matá-lo. • RamoteCileade Jerusalém / Acabe e Josafá partem para tomar RamoteGüeade. .30-37) e desta vez o rei pres- A viúva de Sarepla. mas depois se desentenderam. l R s 21: R o u b o e a s s a s s i n a t o — o rei Acabe é condenado Em Israel. que alimentou Elias durante a longa seca. era a única mosca nessa sopa. o único empecilho. Acabe poupou ii vida dc Ben lladade. K% 2' ataque sírio a Israel ^ " % / Israel derrota ' " . ela. o confisco ou a venda forçada de terras era ilegal. o velho profeta do juízo. . 18 O número provavelmente é simbólico: 7 (da perfeição) x 1000. e as terras do "criminoso" foram confiscadas.. l R s 20: I s r a e l e Síria e m g u e r r a Ben-Hadade da Síria e os reis aliados de 3 2 1 cidades-estados atacaram Samaria. Elias. esquecendo que numa "guerríj santa" tudo precisa ser entregue a Deus eu sacrifício. acre- Guerras a Síria com SIRCA 1"ataque sirio» Israel. Vejaf 22. .o s sírios tf^y 7 . Deus falou com Elias.37. vinte e sete mil (29-30) 0< números parecem exageradamente altos. Deus lhe deu um companheiro e sucessotl Eliseu.292 A história de Israel ditando que seu trabalho havia chegado ai fim. e o caminho à frente foi mapeado com clareza.) • Unja H a z a e l . chamado para tornar-se proferi pelo ato simbólico de Elias de jogar sua capai sobre ele. C .

15 Histórias de Eliseu Esta escultura d e marfim. todos os povos". 28 " O u v i isto. N ã o são muitas as "correções" desse tipo de texto hebraico. A pedido de Josafá. Josafá foi um rei "bom". vós. A cena final — o redemoinho que leva o profeta para o céu e a visão que Eliseu teve de uma carruagem cie fogo e cavalos — se passou a leste do J o r d ã o . 2 Rs 2: Elias é l e v a d o a o c é u Parece que Elias tinha a intenção de enfrentar a sós esta última experiência. que foi cobiçada pelo rei Acabe e acabaria sendo tirada d e Nabote pela rainha J e z a b e l . A vestimenta d o profeta era rústica c simples. Atália. lRs 2 2 . ganhando uma suspensão de juízo durante sua vida. filho de Josafá.1—8. d á uma idéia d o estilo d a tainha Jezabel. • 1. • V. a leste d o J o r d ã o . Micaías foi trazido ao rei e anunciou sua profecia fatal (uma única voz verdadeira contra 400). casou-se com a filha de Acabe. A mensagem era suficiente. Mas Eliseu ficou com ele até o fim d o caminho. Estas palavras. (Para profetas verdadeiros e falsos. Acabe não podia enganar a morte usando disfarces: morreu n o campo de batalha em Ramote-Gileade. Os fortes ventos que sopravam do norte podem ter lançado a frota contra as rochas. durante os quais Moabe conquistou a sua independência. aliados contra a Síria.8 4 8 ) Veja 2Cr 17—20. perto d o lugar onde Moisés morr e u .8 João Batista viria a usar roupas semelhantes a estas (Mc 1. 9—10. A advertência foi ignorada. foram inseridas no texto hebraico a partir de uma anotação marginal feita por algum escriba que confundiu Micaías com Miquéias. A vida de um homem excepcional chegou ao fim de uma forma extraordinária. Israel e J u d á se tornaram. . Trata-se de um jogo de palavras depreciativo com o nome real do deus. rei d e J u d á ( 8 7 3 . q u e é daquela época. Baalzebul. > Baal-Zebube(1.18 Acazias. 48 Veja caps. veja 2Cr 18).5 0 : J o s a f á .6). Foram necessárias três escoltas militares para fazer com que Elias fosse ao r e i . Jeorão. 1 .3) Significa "senhor das moscas". 2Rs 2. Acazias consultou o deus filisteu após uma queda do terraço d o seu palácio e Elias pronunciou ojuízo de Deus sobre a idolatria do rei.2. como Deus dissera. Ele reinou durante 25 anos. e os estudiosos conseguem identificar todas elas.51—2Rs 1. • Ele (o Senhor) resolveu (23) Aqui como em todo o A i . Ruinas d o palácio d o rei Acabe no alto d a colina fortificada d c Samaria. mas nada pôde alterar a sentença do profeta. cleduz-se que seja um acréscimo porque esse texto não aparece na Septuaginta.4 0 : O p r o f e t a p r e v ê a morte d o r e i Veja também 2Cr 18. O IRs 22. • V. temporariamente. (Neste caso. rei de Israel (853-852) Acazias reinou dois anos.1 e 2Reis tou atenção. a vontade de Deus é vista como a causa imediata dos acontecimentos.) lRs 2 2 . 4 1 . tiradas de M q 1. Esta v i n h a se parece c o m a pequena 293 propriedade d e Nahote. Ele não precisava impressionar sua audiência com roupas finas.

• A t i r a d o r e s d e f u n d a (25) tinham a habilidade de lançar pedras com as suas fundas que eles seguravam com a mão. 2Rs 3 : J o r ã o . prometeu um fim à seca. Eliseu. Eliseu pediu não o dobro do poder espiritual de Elias. 11 No AT. . ARA) A palavra hebraica traduzida por "rapazinhos" pode designar meninos ou rapazes de várias idades. N T L H ) Durante a fome u m homem colheu colocíntidas. Uma expedição punitiva das forças aliadas de Israel. quando seria natural visitar um homem de Deus. a porção que cabia ao herdeiro. . • C a r r o s d e Israel (12. ele se lavou nas águas do Jordão. • S á b a d o / F e s t a d a L u a Nova (23) Estas era ocasiões especiais de caráter religioso. Mas. Israel também buscava a vontade de Deus antes da batalha. amargo e venenoso quando consumido em grandes quantidades. Davi matou Golias desta forma.6) 0 rio fica 5 km a leste da cidade. se comparado com os rios que havia e m sua terra. por intermédio dc profetas. V s . 19-24 Estes milagres deixam claro para o leitor que Deus realmente deu poder a Eliseu. como os de Jesus. o filho mais velho. assumiu a sua tarefa imediatamente. • V. • Deitava á g u a sobreas mãos d e Elias (11. bem como a vitória no campo de batalha. nessa época. e íoi curado. como no Sinai. delinqüentes daquele lugar que Insultaram o profeta e seu Deus. Estes eram rapazes ( N T L H ) . soltando uma das pontas. Elias linha mais valor do que as suas forças armadas. E m tempos mais antigos. nem sempre pessoas de grande estatura espiritual. • A l g u m profeta (11) Assim como as outras nações consultavam a vontade de seus deuses por meio de adivinhos. Portanto. 8-37: a mulher de Suném que não tinha filhos c que se mostrou muito hospitaleira em relação a Eliseu (sua história continua no cap. mas a porção que o marcaria como sucessor do profeta. • V. como Elias. dizendo a ele que "subisse". 19 Dt 20. com seus sentidos estimulados pela música (um costume comum entre os profetas). Os dois primeiros se assemelham aos de Elias ( I R s 17). • Profetas (3) Grupos que possuíam dons extáticos. muito. isso era feito através de sacerdotes. achava que o rio J o r d ã o ( f o r o tirada na Galileia) era insignificante. ARA) Isto significa que ele era o assistente dc Elias. r e i d e Israel (852-841) Jorão reinou 12 anos. Eliseu. A mulher não contou a seu marido que a criança estava morta. o general sírio. 8).294 A história de Israel reaparecimcnio de Elias na transfiguração de Jesus ( M l 17) enfatiza a posição singular deste homem entre todos os profetas de Deus. • V. 38-44: a alimentação dos famintos. giravam sobre a cabeça e depois arremessavam. que herdava o duplo em relação aos outros. Judá e Edom contra Moabe foi posta em risco por causa da seca. . 2 R s 4: E l i s e u f a z m i l a g r e s Os milagres de Eliseu. • J e r i c ó . J o r d ã o (4. o fogo muitas vezes indica a presença de Deus. mostram o cuidado de Deus pelas pessoas comuns e suas necessidades. A R A ) O defensor de Israel. 1-7: a v i ú v a cujos filhos se tornariam escravos para pagar suas d í v i d a s . u m laxante poderoso. 27 O sacrifício do filho do rei comovei os moabitas de tal forma ou chocou tanto o s israelitas que o ataque foi interrompido. • Pães das primícias (42) Esta era uma oferia Naaniã. O registro não está necessariamente em ordem cronológica. • Frutas a m a r g a s (39.19 proibia o corte dc árvores frutíferas. por orientação d e Eliseu. • Q u e d o r d e c a b e ç a ! (19) A criança teve insolação. • Vs. Rira a nação. • Uns rapazinhos (23. possivelmente para ressaltar que Deus havia escolhido Eliseu como verdadeiro sucessor do grande profeta. • Porção dobrada (9) Isto é. que ficou sozinho.

le2Reis normalmente feita para os sacerdotes no início da colheita. chegaram ao fim. Profundamente impressionado com a cura e por Eliseu recusar o pagamento. Os bosques densos do vale do Jordão eram uma boa fonte de madeira para a nova construção comunitária de que os profetas necessitavam. Vs. como muitas outras no A T e no N T . ' (2Rs4) ( !'X \ \ I \ \ \ \. Ela pertence ao período anterior à lepra de Geazi. "esterco de pomba" pode ser o nome de algum tipo de planta ou vegetal. Uma visita foi preparada através dos canais diplomáticos. 1-6: a segunda parte da história contada em 4. ambos atingiram preços astronômicos.1-15: U m p e d i d o a o r e i . capturada num ataque à fronteira. previsão de Eliseu Vs.2 3 : O e x é r c i t o d e D e u s protege E l i s e u Vs. e ele foi curado. que dependiam de esmolas para comer. • Talentos/sidos (5.2. Os leprosos. falou a sua patroa síria sobre o poder de Eliseu. Ao invés de estar perdido ou sem saída (15). como Macbeth.8-37. Vs. 1 . 5. Sua fome terrível fez deles os primeiros a descobrir a verdade sobre a previsão de Eliseu. O milagre de Eliseu foi apenas um ato de bondade. estes eram pesos. da Síria.19). estavam em situação pior. também. j Dota (13) 16 km ao norte de Samaria. O exército sírio fugiu por pensar que reforços militares se aproximavam.19 'Janelas no céu" parece ser uma referência a chuva. mostra que o cuidado de Deus não se limita a Israel. Eliseu os tinha na palma da sua mão enquanto os guiava para casa. Sua confiança estava na proteção de Deus.\ O encontro tom Hazael de Damasco (2Rs8) - '.10. algo real para aqueles que têm olhos para ver (17). leve de ser misericordioso. Hazael.) O rei culpou Eliseu por haver dado o conselho de resistir e por haver prometido libertação (33). 2 4 — 7 . • 6. 2Rs 6 . • 6. recorre ao assassinato para realizar uma previsão c assumir o trono.30 Pano de saco ou roupa de pano grosseiro era usada para demonstrar tristeza e luto. o chefe do exército da Síria tornou-se seguidor do Deus de Israel. • V. • 7.15). Isto explica a tradução da NTLH: "uma terrível doença de pele". A ganância deGeazi poderia ter arruinado tudo e teve de ser castigada. 2Rs 8. Dota Eliseu se envolve na marcha contra Mesa. O rei.25-27. alimento proibido. ARA) Ainda não existiam moedas naquele tempo. A Síria freqüentemente estava em guerra com Israel. 2Rs 6 . 8-23: seu conselho ao rei (provavelmente.25 O jumento era um animal "impuro". . Uma j o v e m escrava israelita.27. Ben-Hadade. a que Jesus se refere em Lc 4. 1-7: o machado flutuante. e Naamã era comandante do exército inimigo. 1 Várias doenças de pele são classificadas como "lepra" no AT. Mas seus servos o persuadiram a tentar. 2Rs 5: A c u r a d o g e n e r a l s í r i o Esta história. rei de Moabe (2Rs3| sitiar Samaria e o povo passou fome e teve que recorrer ao canibalismo. Jorão) mostrou que Eliseu era um verdadeiro profeta de Deus. E então os ataques. 7-15: Eliseu executou a tarefa que havia sido entregue a Elias ( l R s 19. retornou para 2951 SIRIA As v i a g e n s tte Eliseu /Eliseu (e a mulher de Stiném Monie Canudo'. • V. Hoje a palavra se aplica apenas à hanseníase. ( U m destino semelhante aguardava Jerusalém: Lm 4. As instruções do profeta não foram nada do que Naamã esperava. ao invés de continuarem. Durante a fome. 2 0 : A c a p i t a l d e I s r a e l é sitiada A paz conseguida por Eliseu (23) não durou muito. 17 Ele pegou o solo da terra do Deus de Israel porque na época acreditava-se que um deus só podia ser adorado na sua própria terra (veja as palavras de Davi em I S m 26.

menciona Jeú. estanho. um cetro real. m . um vaso de ouro.A história de Israel O Obelisco Negro Este texto no "Obelisco Negro". ouro. que registra o triunfo do rei assírio Salmaneser III. O segundo painel deste lado mostra o rei ou seu representante em atitude de reverência diante do soberano assírio. uma lança". filho de tlumri (Onri). taças de ouro. jarros de ouro. rei de Israel. W nu O Obelisco Negro é o único monumento descoberto aié hoje que mostra israelitas (abaixo) pagando tributo a um rei assírio. " O tributo de Jeú. filho de OnrL Prata. Esta parte da inscrição diz: Yaua (Jeú). um cálice de ouro.

r e i d e I s r a e l p o r m e i o de u m g o l p e d e e s t a d o ( 8 4 1 . denota Amarias. a 65 km de distância. Assim. finalmente. O golpe de Jeú. filha de Acabe e Jezabel (veja cap. num tempo em que os exércitos de Israel e Judá defendiam Ramote Gileade contra o ataque da Síria. 11). a rainha Jezabel. 2Rs 8. O rei estava se recuperando dos ferimentos em JezreeI. > V. Mas Hazael não estava disposto a esperar. cumpriu-se a profecia de Elias ( l R s 21.8 1 4 ) Eliseu desincumbiu-se da última missão que Elias lhe havia deixado ( l R s 19. 1 6 . Acazias foi o u t r o rei que abandonou o Senhor c seguiu seu próprio caminho. o rei de Judá que estava com ele.41 Reis de Israel e Judá até a queda de Samaria 0 autor volta à história dos reis que fora interrompida pelas histórias de Eliseu. de [srad. ucupado por tropas sírias no tempo d o profeta Eliseu. um pouco acima d o território circunvizinho. de Juiirt G a | e ' Bete-Semesl f / Ht» .25-29: A c a z i a s . ptfMgiH ftnfffmi e continua ali* Samaria Q Ilazad invade Iwarl e Judá fcj Alturas. 2Rs 9: J e ú . Acazias. e aquele era o momento perfeito para o golpe de J e ú . Cc Judá. influenciado por sua esposa Atália. 10 O engano supostamente deveria dar ao rei uma falsa sensação de segurança e capacitar Hazael a tomar o trono com a morte dele. Jeorão foi um rei "mau".16—17. 2Rs 8.16). Este não perdeu tempo e matou Jorão. e. e nesse tempo revoltas bem-sucedidas de Edom (a sudeste) e Libna (na fronteira com os filisteus a sudoeste) enfraqueceram Judá. denota os edomias Q Joái. rei de Israel. 2Rs 8 .2 4 : J e o r ã o . a invasão Síria. guerras de Judá com Fdom e Israel SÍRIA RamoteGleade Q Jet] mata Jorão.1 e 2Reis 297 As defesas de Samaría. r e i d e J u d á ( 8 4 1 ) Veja também 2Cr 22. Ele reinou durante um ano apenas. r e i d e J u d á (853-841) Veja também 2Cr 21.23). Ele reinou oito anos mais uma co-regenda.

2 R s 1 4 . foi uma parábola sarcástica. Durante seu reinado.25)? 2Rs 12: R e s t a u r a ç ã o d o t e m p l o no reinado de Joás. onde saquearam o Templo e outros tesouros. mas os templos construídos em Betei e Dã por J e r o boão. r e i d e Israel (798-782) Jeoás reinou 16 anos.. cochonilha moída servia de batom vermelho. A última previsão dc Eliseu. de J u d á (835-796) Veja também 2Cr 24. • U m s a l v a d o r (5) Várias sugestões foram| feitas: Adade-Nirari. r e i d e Judá (796-767) Veja também 2Cr 25. 12 Será que neste Livro do Testemunho estavam contidas as "leis do reino" estabelecidas pelo profeta Samuel na época dos primeiros reis da nação ( I S m 10.16. que recebeu' tributos de Damasco e de Jeoás de Israel. O sacerdote Joiada (marido da princesa Jcoscba. Seu rein» do durou 40 anos. e os profetas. 2 R s 1 3 . Também havia pós e uma variedade de perfumes e unguentos. 2 6 Veja l R s 21. 7 Compare isso com os 2. A monarquia constitucional foi restaurada e a lealdade a Deus reafirmada no juramento de uma nova aliança. Ex 30. da Assíria. Jeroboão I I .A história de Israel • A q u e l e louco (11) Pelo estado extático do homem os oficiais perceberam que ele era profeta.8-10. mãe de Acazias e filha de Acabe e Jezabel. 1 . • No Livro d a Lei d e Moisés (6) Dt 24. Segundo o autor de Reis (por mais que o Cronista não esteja tão convencido disso). Outra conspiração contra Amazias resultou n a sua morte em Laquis. 2 R s 10: O e x p u r g o f e i t o p o r J e ú O reinado de Jeú começou com um massacre no qual muita gente perdeu a vida: toda a família de Acabe (1-11.. l R s 16. p o r i n t e r m é d i o d e Elias (36) l R s 21. r e i d e Israel (814-798) Jeoacaz reinou 17 anos.6. a maquiagem feminina era sofisticada: lápis preto para delinear os olhos. Estes foram alguns dos anos mais sombrios da história da nação.10-25: J e o á s . apenas o pequeno Joás conseguiu escapar. O s| fundos necessários vinham de impostos (2ftl 24. . 2 R s 13. r a i n h a d e J u d á (841-835) Veja também 2Cr 22. mas mesmo na morte seu corpo reteve poder dado por Deus (21). moral e religioso ( 2 C r 24.9 : J e o a c a z . • Carros d e Israel (14) Veja 2. Houve guerra contra Judá. O profeta morreu. Mas durante alguns anos o dinheiro destinado à restauração d o Templo ficou todo nas mãos dos sacerdotes i U m novo método de coleta foi esquematizado e teve início o trabalho de restauração. Objetos ligados à adoração de Báal foram destruídos. Jcé foi um dos melhores reis de Judá. que resgatou Joás) liderou um golpe bem planejado e praticamente pacífico que colocou Joás no trono. • Zinri (31) Assassino do rei Elá. começando uma nova dinastia. O desafio desastroso lançado a Jeoás trouxe as forças de Israel para dentro d e Jerusalém. • A palavra d o SENHOR. AI Síria invadiu Judá e ameaçou Jerusalém. sacerdotes e adoradores de Baal (18-27). pintou os olhos (30) Mesmo nesta época. reinou seis anos. Jeú reinou durante 28 anos. que falava de vitória sobre a Síria.17-19). Eliseu. e nesse tempo Israel passou a ser dominado pelos sírios. 1 Os últimos anos do reinado de Joás teste-1 munharam um declínio nos âmbitos político I (17-18). • V.25-26 para maiores detalhes).000 carros d e Acabe. se cumpriu. que o desafiava para uma batalha. Por pouco a linhagem real dc Davi não foi exterminada.11-16) e de ofertas voluntárias. sombra azul obtida do lápis-lazúli. muitos da casa real de Judá (12-14). A vitória sobre Edom subiulhe à cabeça. 1 . • J e z a b e l .15. . 2 R s 11: A t á l i a . OreiI foi morto p o r seus oficiais (veja também 2Ct| 24.2 2 : A m a z i a s . o território a leste do Jordão caiu nas mãos da Síria. • V . A m a z i a s foi u m r e i " b o m " que reinou durante 29 anos. • Vale d o Sal (7) A área ao sul do m a t Mono. permaneceram intactos e a lei de Deus foi negligenciada. A rainha Atália.15-17).12. • C a m p o q u e havia s i d o d e N a b o t e (21) A vinha confiscada por Acabe ( l R s 21). Sob a orientação de Joiada.23. e hena escarlate para pintar as unhas. Joás fez um bom governo.10—23. . O povo fez de Azarias o co-regente. • V. • O e s p i n h e i r o d o s m o n t e s Líbano (9) A resposta de Jeoás ao desafio irrefletido d e Amazias. o primeiro rei de Israel.19.

Tiglate-Pileser 111. Durannova.7 5 3 ) Jeroboão I I r e i n o u d u r a n t e 41 anos. Veja também 2Cr 28. Vs. que ficava na extremidade norte do golfo de Acaba e servia de base naval da frota de Salomão no mar Vermelho. 5 V e j a i s 7. 8 . rei d e Israel. a opressão dos pobres e fracos. o reinado de Jeroboão foi a calmaria antes da tempestade. depois da morte dele. 7 Ao pedir ajuda à Assíria. que j á estava enfraquecida. atual Hama na Síria) até o mar M o r t o (mar deArabá). Derrotou a S í r i a . incluindo-se u m tempo em que foi co-regente. a nação entrou em decadência. Vs.6 em diante) e Oséias revelaram a corrupção que havia em Israel: extremos de riqueza e pobreza. r e i n o u 52 anos. 1 . e de Israel. d o m i n a n d o o território desde o norte do Líbano (Hamate. porque. rei d e I s r a e l ( 7 9 3 . 2Rs 15. de Edom e dos filisteus.7 4 0 ) Veja também 2 C r 26. O s profetas Amós ( A m 2. filho de Menaém. 2 3 . na parede d o palácio . O porto havia caído nas mãos dos edomitas. rei d e J u d á ( 7 9 1 . 23-26: Pecaías. pela Assíria em troca de ajuda. reireinado (e sua co-regência) de 16 anos ele nou seis meses (753-752) e foi assassinado enfrentou oposição da Síria e de Israel. Mas o o r g u l h o lhe trouxe um triste fim sição aos assírios resultou numa deportação (5. ereinou durante 20 anos (752-732).te seu reinado e sua co-regência de 16 anos nou-se vassalo do poderoso Tiglate-Pileser III J u d á foi atacada de todos os lados: da Síria (Pui) da Assíria. Acaz ignorou Menaém subiu ao trono. Uzias morreu" (Is 6). 17-22: Menaém fundou outra dinastia Acaz foi um dos piores reis de Judá. reiao sul. datar seu reinado desde o momento cm que • V .7 1 6 ) pois foi assassinado por Menaém. reinou durante 10 anos (752-742) c tor. O profeta Isaías recebeu cm massa da população por parte de Tiglateo chamado de Deus " n o ano em que o rei Pileser.1 e 2Reis > Elate (22) Trata-se de Eziom-Gcbcr. está representado de Nimrude. Teve muita força política. > Jonas (25) Esta c a única menção ao profeta no AT fora do livro que leva seu nome. Azarias. Azarias foi um rei forte que derrotou os filisteus e árabes e fez de A m o m um estado vassalo. 2Cr 26. 13-16: Salum reinou apenas um mês. Sua política de opoo conselho de Isaías (Is 7).1. por Salum. r e i d e J u d á ( 7 3 5 .32-38: J o t ã o . 2 R s 16: A c a z . Durante seu Vs. r e i d e J u d á 2Rs 1 5 . Is 7. em 740. c o m o mostra esre baixorelevo assírio que ilustra as conquistas d e Tiglate-Pileser 111. ao norte.3 1 : O u t r o s r e i s d e I s r a e l (750-732) (753-732) J o t ã o foi u m rei piedoso. O Templo foi despojado da prata e do nou durante dois anos e foi deposto num ouro para pagar os altos impostos exigidos golpe liderado por Peca. O t r i b u t o pago por Menaém. Para Israel. foi registrado por escribas.7 : A z a r i a s ( U z i a s ) . caso se • V . 27-31: Peca fundou uma nova dinastia profecias de Isaías datam deste período. 1 . de Nimrude.2 9 : J e r o b o ã o I I . filho de Jeroboão. ^ 299 / f 2Rs 1 4 . Algumas das Vs. Peca foi assassinado p o r Oséias. o rei assírio que i n v a d i u Israel. 8-12: Zacarias. u m rei " b o m " .16-23). incluindo um período como co-regente. mas foi recuperado pela vitória de Amazias. 2Rs 1 5 . . Vs.

o nome d o rei Oséias. 2Rs 18—25 Reis de Judá até a de Jerusalém queda 2Rs 18: E z e q u i a s (729-687). No decorrer de alguns anos. foram persona non grata para os judeus — veja J o 4 ) . A invasão assíria Veja também 2Cr 29—32. e mensageiros foram enviados a Ezequias (701 a . C ) . 6 O povo foi deportado para a o norte e o leste da Mesopotâmia (Hala. os samaritanos (que. uns 50 km a sudoeste de Jerusalém. eram mestres em fazer guerra psicológica. Ezequias foi um dos melhores reis de Judá. o que corresponde ao nordeste de Síria/Turquia e ao Irã. das práticas pagãs. O destino de Israel foi considerado conseqüência direta da idolatria persistente. cada um com sua própria religião. Reinou durante 29 anos. Meteram medo no povo. Mas sua ostentação de que nem Deus poderia salvar J u d á da Assíria j selou o destino deles. falando em hebraico (e não em aramaico. que ficava na planície. Após lidar com Israel. Os três mais altos oficiais assírios (17. Goza. Mas os problemas que tiveram que enfrentar foram atribuídos à sua incapacidade de aplacar o deus local. e um sacerdote israelita foi enviado de volta como missionário.4-9. além de um período de co-regência. com o scu estojo dourado.300 A história de Israel Este "selo de calcedonia". Is 36 relata a invasão assíria e M q 1. Uma tentativa de obter apoio egípcio foi fatal: Samaria caiu após um terrível sítio de três anos e toda a população restante foi deportada. foi sitiada.C. no reinado de Ezequias os assírios voltaram sua atenção à rebelde J u d á . Laquis. a Assíria r e p o v o o u a região com outros g r u pos étnicos que h a v i a m sido subjugados. que.V captura Samaria e kra os israelitas ao exílio junto a Habar e nas cidades dns medos (2Rs 17—18) R Senaqueribc ataca n cidades ton ficadas de Judá .10-16 provavelmente também se refere a ela. o ú l t i m o r e i de Israel (732-723) Oséias reinou nove anos como vassalo da Assíria. por incrível que pareça. 8 a. Desta estranha mistura de religiões emergiu uma forma mais pura de adoração entre seus descendentes ( 4 1 ) . Isto I demonstra a facilidade com que um objeto I em si inocente pode ser usado de formal inadequada. Recusaram-se a ter uma conversa particular no gabinete de Ezequias e insistiram em fazer uma discussão cm público. traz. até o período d o N T . que era a língua diplomática). • V. para que todos entendessem. 2Rs 17: O s é i a s . • Serpente de bronze (4) Veja N m 21. remonta ao séc. entretanto. As invasões assírias Tiglate-Pilcscr 1 1 1 invade Israel e dejxma o povo nu reinado de Peca (2Rs 15) 0 Salmaiiesc. d a desobediência à lei de Deus e do desprezo pelos profetas (7-18). Média). depois que o mesmo j á serviij aos seus propósitos.

A profecia de Isaías se cumpriu e Jerusalém foi salva. Cerquei-o com postos de vigia e não deixei que saísse da cidade pelo portão. suas concubinas. chamado de "Prisma de Taylor". Veja também o livro de Isaías. mas ainda não tinha subido ao trono. soterrados nas fundações dos seus palácios.9-23. Aquele Ezequias — o medo do meu esplendor real surpreendeu e ele e à elite. o que explica o fato de não mencionarem nenhuma derrota ou qualquer coisa ruim sobre o rei. suas filhas. tem 37. > Isaías (2) U m dos grandes profetas de Judá. "Quanto a Ezequias de Judá. As cidades dele que capturei eu separei de seu reino e as entreguei a Mitin- ti. cadeiras de marfim. inúmeros bóis e ovelhas. a infantaria. rei de Asdode. Além dos pagamentos de tributo anteriores. homens e mulheres. cavalos. junto ao Eufrates. e suas tropas. jumentos.J e 2Ms 2Rs 1 9 : O r e i e o p r o f e t a Veja também Is 36—39. tudo de valioso." . minha cidade real.5 cm de altura. Acaz e Ezequias. sua cidade real. camelos. marfim. Este exemplo. e incontáveis vilarejos das redondezas. rei de Ecrom. homens e mulheres. Enviou seu mensageiro para pagar tributo e mostrar sua submissão. abrindo brechas na muralha e escavando. Jotão. jovens e velhos. Eden: cidade-estado araméia de Bit-Adini. 800 talentos de prata. 2Cr 32. O Prisma de Senaqueribe 0 rei Senaqueribe da Assíria fez seu próprio registro sobre o ataque a Ezequias em prismas de argila como este. • Tiraca ( 9 ) O Faraó T i r a c a que era de descendência etíope o u sudanesa. • Goza (12) N o nordeste da Síria. sitiei e conquistei 46 de suas cidades fortificadas. sua cidade real. B i a escultura 301 e m baixo-relevo mostra arqueiros e ftindeíros assírios. mulas. De acordo com Is 1. cantores. A crise revelou o que Ezequias tinha de melhor. impus a eles outro pagamento como imposto pelo meu senhorio. as fortalezas. pedras preciosas. Fiz sair de lá 200. ébano. ele havia trazido 30 talentos de ouro. utilizando rampas de sítio. Esperava-se que futuros reis lessem esses relatos. camas de marfim. peles de elefante. aríetes. A Nínive. eu o prendi em Jerusalém. Era o comandante do exército. Padi. Quanto a ele mesmo. como um pássaro na gaiola. que havia trazido a Jerusalém. Deus respondeu sua oração e v i n dicou sua confiança. » Libna (8) Dezesseis km ao nonc de Laquis.150 pessoas. e Sil-Bei. grandes blocos de cornalina.1. e assim reduzi seu território. rei de Gaza. como reforços. e os considerei despojos de guerra. que não se submeteu a meu jugo. antimonio. Era natural de Jerusalém. ele profetizou durante os reinados de Azarias ( U z i a s ) . desertaram.

foi atacada e captura­ da pelos assírios. O rei Senaqueribe registrou sua vitória nas paredes de seu palácio em Nínive.302 A história de Israel O sítio de Laquis Em 701 a . . a cidade de Laquis. que ficavam uns 48 km a sudoeste de Jerusalém. C . na época do rei Eze­ quias de Judá.

) Muitas estatuetas d e cerâmica c o m o esta foram encontradas e m J u d á .10-14). J o s i a s morreu num conflito fútil com o Faraó N e c o . 12 Estes eram altares pagãos. > Meu a n z o l ( 2 8 . com a remoção dos objetos associados à adoração pagã (414).8 : M a n a s s e s ( 6 9 6 .1-30: A s r e f o r m a s de Josias Josias não perdeu tempo e tratou de agir de acordo com a mensagem de Deus por intermédio da profetisa H u l d a . 2Rs 2 0 : A d o e n ç a d e E z e q u i a s . C o m as suas asas eles cobriam a arca da aliança que ficava no Lugar Santíssimo da Tenda o u do Templo de Deus. mas não revertido: o coração do p o v o não mudou com as reformas d o r e i .1 8 Para o profeta que veio de J u d á e o profeta que veio de Betei. Amom foi outro rei "mau". Então veio uma purificação dos lugares públicos. Esta é uma das várias histórias no A T em que Deus "muda de idéia". 1 6 . U m livro da lei ( p r o v a v e l m e n t e uma cópia de D c u t e r o n ô mio) foi encontrado durante a restauração do Templo. voltou a ser celebrada (2123. Veja 2Cr 32.9-20). Débora ( J z 4. > 0 a n j o d o SENHOR f o i (35) Não fica claro o que aconteceu.6 4 2 ) Manasses foi para J u d á o que o rei Acabe havia sido para Israel. ( C o m o teria ele se perdido dentro d o próprio Templo?) A sua leitura revelou q u e a nação h a v i a quebrado a aliança com Deus.21-25.10-17). incorrendo nas sanções previstas em lei para tal deslealdade. Mas a fidelidade do rei foi levada em consideração. A leitura pública da lei de Deus foi seguida pela renovação da aliança com Deus (1-3). O s assírios colocavam argolas no nariz dos reis que aprisionavam. O s profetas declaram o inevitável juízo de Deus.3). Veja também 2Cr 33. Tratava-se de uma escada usada como um tipo de relógio solar. registrado cm Is 38. Is 37. Jerusalém teria o mesmo destino de Samaria. A possibilidade da morte d e i x o u Ezequias em prantos (veja também seu poema. e outras práticas p r o i b i d a s foram eliminadas (24-25). A R A ) Deus o conduziria como um cativo humilhado. . e levou J u d á ao fundo do poço: uma degradação pior que a dos povos cananeus que os israelitas haviam destruído. foi assassinado por seus próprios oficiais. A limpeza se estendeu além de J u d á até o antigo território israelita (1520). Josias reinou 31 anos. Manasses adorava as estrelas (21. Noadia ( N e 6. A festa da Páscoa. havia sido tomada pela B a b i l ô n i a (a potência emergente daquela época). Reinou 55 anos. parte do tempo como co-regente. • H u l d a (14) Outras profetisas mencionadas no A T são Miriã (Êx 15.36. assim como uma pessoa conduz um touro ou um cavalo.21. • V . o r e i b o m (640-609) Veja também 2Cr 34—35. 2Rs 2 1 .1 e2Reis 303 > Querubins (15) Veja Ex 25. 1-11: para o p o v o do AT. Vs. veja 2 C r 3 5 ) .22.2 6 : A m o n i ( 6 4 2 . 11 : "Fez a sombra voltar dez degraus na escadaria feita pelo rei Acaz".7.1-10). que registra uma mudança completa de atitude antes do final da vida de Manasses (33. embaixada d a Babilônia Vs. a esperança de vida após a morte era vaga. • V.6 4 0 ) Veja também 2 C r 33. 1 9 . que h a v i a sido n e g l i g e n c i a d a . possivelmente u m surto de peste bubônica. decidindo ser mais tolerante. 13 Veja l R s 11. capital da Assíria. Depois de reinar durante dois anos. Jerusalém e a terra ainda estavam a salvo.29-30). um homem leal a Deus e suas leis que p r o m o v e u uma profunda reforma religiosa. 2 0 Embora Josias tenha morrido na batalha (23. procurando aliados. (Samaria representa o reino do norte. O autor o descreve como o melhor dos reis de J u d á . • V s . que passava pela r e g i ã o p a r a se j u n t a r às forças da Assíria depois que N í n i v e . veja l R s 13. O j u l g a m e n t o de D e u s foi adiado.20-21). > V . 2Rs 2 1 . • V. 2Rs 23. > Uma p a s t a d e f i g o s (7) O tratamento rotineiro para úlceras e feridas naquela época. E Deus levou em conta a aflição do rei. em resposta ao pedido da pessoa. 2Rs 2 2 : J o s i a s . São exemplos das superstições que o rei Josias tentou erradicar com as suas reformas. 1 . Isaías prevê seu futuro poder e o destino de Judá. 12-19: nesta época a Babilônia era um pequeno estado ao sul da Assíria.

Veja J r 22. 34 A alteração do nome indicava sua sujeição ao rei egípcio. talvez o último a ser e n v i a d o . 2Rs 25.18—25. J r 37—39. filho de J e o a q u i m . J e r u s a l é m foi submetida a um terrível sítio que d u r o u 18 meses. um j o v e m oficial d e J u d á enviava relatórios a seu c o m a n d a n t e . foi colocado no trono por Faraó Neco. cujo nome foi mudado para Jeoaquim como sinal de sua sujeição. o filho de Josias. • V.9-10. Isto resultou em mais ataques dos babilônios. foi solto da prisão c tratado com bondade. em 605. tendo marchado para a leira de Hatti. o rei deposto de J u d á . Esses relatórios. J o a q u i m .C. • Jeremias (31) Não o profeta.31-34: J e o a c a z (609) Veja também 2Cr 36. e repetidas advertências do profeta Jeremias. recebeu três meses antes de ser deposto por Nabucoseu pesado tributo e (os) donosor. e capturou o rei. Z e d e q u i a s (597-587) Veja também 2Cr 36. foi um rei "mau". para escapar da i n e v i t á v e l ira dos babilônios. N u m desses. e. Jeoaquim sujeitou-se à Babilônia depois do Egito ser derrotado cm Carquemis. A princípio sujeito ao Egito.8-17: J o a q u i m (597) adar tomou a cidade Veja também 2Cr 36. o rei babilónico reuniu suas tropas. 35 anos depois. Sob um n o v o rei na Babilônia. l e v a n d o c o n s i g o o profeta Jeremias ( J r 4 3 ) .27-30 traz u m vislumbre de esperança. mas depois aliou-se de novo ao Egito. exceto os mais p o b r e s que f i c a r a m sob a autor i d a d e d o g o v e r n a d o r G e d a l i a s . Judá continuou sendo vassala de Nabucodonosor durante três anos.35—24. sitiou a cidade de Judá.C. M a s G e d a l i a s foi assassinado e o p o v o f u g i u para o Egito. foram escritos sobre fragmentos d e cerâmica. foram l e v a d o s para o e x í l i o . . mas foi capturado e l e v a d o para a B a b i l ô n i a .7: J e o a q u i m (609-597) Veja também 2 C r 36. e no segundo dia do mês de 2Rs 24.13-19. Veja J r 22. T o d o s . Pouco iinics d e N a b u c o d o n o s o r saquear a cidade d e Jerusalém. A cidade caiu nas mãos d o exército b a b i l ô n i o .1 A data é janeiro de 588 a. q u e estava e m l a q u i s . e m 587 a .304 A história de Israel Registro babilónico da queda de Jerusalém e m m a r ç o d e 597 a. Jeoacaz. Depois foi deportado para o Egito por Neco. dos quais 18 foram encontrados n a torre j u n t o a o portão da cidade. O profeta Jeremias pronunciou o j u í z o de Deus sobre Joaquim ( J r 22.11-21. no mês de quisleu. • 25.1-4.5-8. e reinou só três meses." todos os líderes de J u d á . sendo pilhada e completamente d e s t r u í d a . 2Rs 23.30: A q u e d a d e J e r u s a l é m . C .10-11 para a mensagem do profeta sobre Jeoacaz. Ele J o a q u i m . Reinou 11 anos. A conquista de Jerusalém é descrita assim nesta tabuinha babilónica: "No sétimo ano. ele foi levado à Babilônia juntamente com os tesouros de Jerusalém e enviou à Babilônia. 2Rs 24. filho de Josias. Em 597. consta que eles estavam o b s e r v a n d o para vet se e n x e r g a v a m o sinal l u m i n o s o d a cidade. Eliaquim. reinou só nomeou então um rei de sua escolha. 2Rs 23. Zedequias tent o u f u g i r para o s u l .24-27). O n o v o rei f a n t o c h e t a m b é m se rebelou.

supostamente. ou que o rei Josias a escondeu numa caverna que fica no subsolo de Jerusalém. • 25. C . Depois da época de Jeremias (veja Jr 3.C.9-10 O Templo seria reconstruído em 520-515 a . Era mantida no santuário mais interior (Lugar Santíssimo) do tabernáculo e do templo. Mas estes e outros elementos judaicos em seus costumes são de origem mais recente. . onde. Os cristãos etíopes. também. É provável que soldados babilónios a destruíram quando saquearam o templo em 586 a. Mas é assim que surgem as lendas! A tradição judaica diz que Jeremias a escondeu numa caverna no monte Nebo. A arca era. Desta forma. Foi Neemias quem restaurou as muralhas da cidade. estaria escondida numa igreja em Aksum. como sinal da presença de Deus. carregam caixas contendo tábuas com os Dez Mandamentos. ou seja. considerada o "escabelo dos pés" de Deus. Não havia nenhuma arca nos templos posteriores (templos de Zorobabel e de Herodes).4 Um dos que escaparam levou notícias da queda da cidade para Ezequiel. o lugar onde ele se encontrava com aqueles que o serviam. No dia da expiação. após o retorno dos exilados judeus.21).A arca perdida Alan Millard A arca da aliança era uma caixa de madeira folheada a ouro. em Jerusalém. a exemplo do que acontecia com os termos de um tratado feito entre líderes humanos.2 587 a. A tampa da arca. o castigo que o povo merecia por desobedecer i lei de Deus era transferido para o animal. o filho de Salomão com a rainha de Sabá a teria levado para a Etiópia. • 25. sangue do sacrifício era derramado sobre ela. a arca desapareceu. em suas procissões. que já estava no exílio na Babilônia ( F z 33. Assim.C.16). era conhecida como "propiciatório". os termos da aliança — a lei — eram conservados no lugar sagrado. aara simbolizar o arrependimento de Israel pelos pecados cometidos no ano anterior. também folheada a ouro. feita para conter as duas tábuas da lei que Moisés havia trazido do alto do monte Sinai. • 25. Era carregada diante do povo quando este se deslocava. Segundo uma lenda etíope.

N a d a b e 910-909 J e r o b o ã o l 928-910 Disputade Bios com osproletai J o r ã o 852-841 Acazias 853-852 Acabe 874-853 Davi!010-970 Divisão do reino 5/iesíiono (¡¡¡aquel do Cgito aloca lemsalém e remore os tesouros do A t á l i a 841-835 Acazias 841 Ezequias 7 J e o r ã o 853-841 Manasse 696-642 templo S a l o m ã o 970-928 J o s a f á 873-848 (OnStlUÇÔO do templo deleiuíalém Asa 911-870 Abias 913-911 R o b o ã o 928-913 A rainha Maliamata todoi da linhagem real deluda exceto um J o t ã o 74 0-73! Acaz 735-716 Azarias (Uriïl 791-740 Amazias796-7Í! JUDÁ Joás 835-796 .A historia de Israel Reis de Israel e Judá S Ruinas do palacio do rei Acabe no alio da colina fortificada de Samaria P r i m e i r o s reis d e Israel ISRAEL tliseu manda utigitkú O n r i 885-874 Z i n n 885 Z a c a r i a s 753-752 Jeroboãolin: Jeoás 798-782 J e o a c a z 814-798 J e ú 841-814 M e n a é m 752-7« SalumNI Peca 752-73! Elá 886-885 Baasa 909-886 Saul 1050-1010 Um barco da frota mercantil do rei.

caracterizado como um dragão Judá em exilio 0 retorno Descoberto do livio da lei —reforma religiosa de losias Ezequias 729-687 Zedequias 597-587 Joaquim 597 Jeoaquim 609-507 51S Quedada Babilônia nas mãos dos medos e persas: (iropeimite o retomodosjudeus 587Habacodtmosoi II destrói leiosaléme o íemplo—o maioria do povo deludá é levada ao exílio 597Itabucodoaosor II toma lerusolém — o rei loaqtilme o povo são exilados 605 Daniel e outros são le/odos ao catimro l m n S 7 1 6 Seaaqaeribe ataca kmsolém Josias 640-609 Amom 642-640 Jeoacaz609 .C. do séc. 414 100 Para o contexto geral veja: A história d o A n t i g o Testamento Para maiores detalhes veja: O s profetas e m seu contexto Wl Samaria é (tspstado pela Assíria -tmiomnodelsrael Este "selo de calcedonia". a. traz o nome do rei Oséias O deus babilonio Marduque.1 e2Rás 30 O período de cada livro da Bíblia indica seu contexto histórico. Datas sobrepostas indicam períodos de co-regência. não a data de autoria.

Embora obviamente interessado pelo passado. O Cronista escolheu seus temas para transmitir uma mensagem específica a seus leitores originais. após sua oração na dedicação do Templo (2Cr 7. Josué. Números. A nova comunidade não tinha rei: os sacerdotes eram seus líderes. Ele espera que seus leitores conheçam esta história que ele abrevia. principalmente Gênesis. e sua obra faz A morte de Saul parte da série mais longa. no qual se concentra muito mais no Templo do que em outros aspectos dos seus reinados. • • • • Genealogias: Adão até após o exílio Essa gente precisava ser conectada come passado do povo.3-14) e a mensagem de Deus a Salomão. Como em outros livros do AT (veja. O mundo antigo não se preocupava tanto com estatísticas exatas e ortografia padronizada. No período . Os nomes também geralmente são grafados de forma diferente em Crônicas que nos livros anteriores e alguns sem dúvida são erros de cópia. devemos tirar as conclusões com base em seu trabalho literário. Sua introdução (caps. de acordo com seu propósito geral. Para a maior parte de Crônicas (1Cr 10—2Cr 36) o autor se baseia em Samuel e Reis. Por causa disto ele se concentra nos reis da linhagem de Davi. a ortografia padronizada se deve aos dicionários. a história do povo de Israel desde a época dos juízes ao exílio. Êxodo. Descreve como suas fontes vários registros da corte mencionados em Samuel e Reis. Crônicas freqüentemente dá um número mais alto que seu correspondente em Samuel ou Reis. CrônicasICr 11—29 O reinado de Davi Esdras-Neemias. Mas por que esta nova narrativa? O que o Cronista tem em mente? O que está por trás da escolha do material que ele fez (ou eles fizeram. e a tribo sacerdotal de Levi. 1—9) focaliza as tribos do sul. que são invenções relativamente recentes. ignorando o reino do norte completamente. Essa história não devio se repetir nunca mais. lCr 1—9 (Ele deve ter escrito por volta de 400 (CrlO a. Uma é a tendência do Cronista de "modernizar" ou seja. notas sobre Êx 12. Os leitores de nossos dias têm suas dificuldades com os livros de Crônicas. especialmente: a a d o r a ç ã o v e r d a d e i r a (centrada no Templo) • e a realeza verdadeira (a linhagem de Davi). Precisava lembrar que seu bem-estar futuro dependia da sua fidelidade a Deus. Mas ele também tem temas próprios. que é altamente seletiva? Como ele não nos conta isto. números citados geralmente parecera muito altos. Precisava conhecer a melhor maneira de restabelecer o culto de adoração. Ele é um intérprete da história. parece que os livros de Crônicas repetem de forma mais monótona e moralista o que já foi registrado nos livros de Samuel e Reis. por exemplo. Ela faz incursões por outros livros do AT.) Estes eram as 2Cr 1—9 pessoas que O reinado de Salomão voltaram do exílio para reconstruir 2Cr 10—36 Jerusalém sob O Reino de Judá Esdras e Neemias. se esta não for obra de um único indivíduo). por exemplo. • Resumo História seletiva que se concentra na linhagem real de Judá. o Cronista se preocupa menos com o que aconteceu e mais com o significado dos acontecimentos.1 E2CRÔNICAS À primeira vista. Esquecemos que. a saber. problemas que nós mesmos criamos para nós. Ele compartilha com os autores de Samuel e Reis a convicção de que a chave da paz e prosperidade da nação está na obediência a Deus. Os dois temas se unem em seu relato sobre Davi e Salomão. expande e modifica.C. descrever acontecimentos com palavras que o povo de sua própria época entenderia. na nossa língua. e não fornecer estatísticas exatas.11-22). O povo havia e x p e r i m e n t a d o o j u í z o d e Deus n a destruição de Jerusalém e d o Templo e nos longos anos de exílio.37). Desobedecer é brincar com fogo. é pedir para ser castigado. A razão disto é desconhecida. Judá e Benjamim. realizando seus propósitos. No cerne de seu registro está a promessa divina feita a Davi de uma dinastia duradoura (1 Cr 17. Provavelmente a intenção é enfatizar a grandeza de uma vitória dada por Deus. Mas estes são. e m parte. Rute e alguns dos Salmos. Precisava da garantia de q u e Deus ainda estava com eles. que se dedicava exclusivamente ao serviço de Deus.

6-11 referem-se a Z e b u l o m .11) Veja Rt 2—4. Cam e Sem. 793-753 a. Coate e M e r a r i (1630). por exemplo. I C r 4. lista de cidade levíticas (54-81). o Cronista dá mais atenção à família de Davi. o nome "Shakespeare" podia ser grafado de várias maneiras e ninguém se importava com isto. Também preparam o caminho para a história específica que ele quer contar. a grafia é Tiglate-Pilneser.2: D e A d ã o a t é I s r a e l (Jacó) e s e u s 12 f i l h o s l C r 1.22. C .1-23: mais clãs da tribo de Judá. (Isto não se reflete em algumas versões modernas que miiformizam a grafia dos nomes. • Sete filhos (2.1-16: a dinastia de Davi até o exílio. do que ao restante. que. Israel (Jacó). • Tamar (2. 12 é o final de uma lista perdida dc Dã. • Quelubai ( 2 . Benjamim e Levi (veja introdução acima). • 5. • J o a n a (3. a linhagem real (e. ARA) Calebe ( N T L H ) . 10. a linhagem sacerdotal). • V. Isaque.1-9 para cidade de refúgio.15) Não foi rei de Judá.4) Veja G n 38.J e a r i m (2. A referência é ao profeta Samuel. e sugeriu-se que os vs. • Tiglate-Pileser (5. seria omitida completamente. • E z e q u i a s (4. • Judá (2. Não necessariamente o contemporâneo dc Josué. I C r 2. Não têm a intenção de serem completas. no cap.50) Isto é. e às tribos de J u d á . A lista é derivada de Gênesis.19) Líder no retorno do exílio. • Z o r o b a b e l (3. como algumas versões modernas deixam claro (veja N T L H ) .13) Segundo I S m 16—17. ancestrais de Davi.C.17-24: a linhagem real do exílio em diante. De acordo com seu propósito. • Filhos d e Z e r u i a (2. 49. (veja 2Rs 15). descendentes de Ismael e Esaú. • Boaz (2. Veja Js 7. as famílias de Gérson. I C r 6: A t r i b o s a c e r d o t a l de Levi A linhagem dos sumo sacerdotes (1-15).12-30. 9 .1-2: os doze filhos de Israel. pois dá maior atenção e reserva muito mais espaço a J u d á . As genealogias são importantes para o Cronista e para os seus leitores originais porque conectam aquelas pessoas com tudo que se realizou anteriormente no plano de Deus. 2 7 A partir da Septuaginta.) . que não era israelita embora tivesse sido adotado pela tribo de Judá.1—2. descendentes de Noé através de Jafé. I C r 5. 6. ARA) Elisua ( N T L H ) .] e 2Crônicas elisabetano. (veja 2Rs 14). Jeroboão I I .24-43: Simeão.5) No texto hebraico.1) Veja G n 35.24—5.3) A q u i começam a aparecer os interesses especiais do Cronista.1-10).6.17 Jotão. • V. I C r 3. (Isto não confere com o cap. G a d e (5. algumas traduções acrescentam "que foi o pai de Samuel" após Elcana. l C r 1. • Pai d e Q u i r i a t e . ICrl— 9 De Adão até à volta do exílio As listas nestes capítulos fornecem apenas um esqueleto da genealogia.S e b a (3. 5 7 Veja Js 20.26: S i m e ã o e as tribos d o l a d o leste d o J o r d ã o I C r 4. começando com o cap.16) O s três filhos de Zaruia ganham destaque na história de Davi (veja 2Sm 2—3 e outras passagens). I C r 3.41) Reinou de 729 a 687 a .3-55: os descendentes de J u d á . 750-732 a. • 5. na qual o Cronista tem interesse especial (veja 2.24: J u d á : a l i n h a g e m r e a l I C r 2. A atenção se concentra no pai da nação. veja 2Rs 18—20. • B a t e .23-24). Veja Esdras. • E l i s a m a (3.11-22).C. I C r 2.28-54: Abraão.5) No texto hebraico a grafia é Bate-Sua. de outra forma.1-27: De Adão até Abrão. oito filhos.3—3.1-26: as duas tribos e meia que se estabeleceram a leste do rio J o r d ã o : Ruben (5. a Levi. I C r 7: A s t r i b o s d o l a d o o e s t e do Jordão Issacar (1-5).7) Acã.26 Pui e Tiglate-Pileser são a mesma pessoa.3). que focalizará a linhagem real de Davi e o Templo como centro de culto da nação. Benjamim (6-12). embora muitos nomes sejam grafados de forma um pouco diferente aqui. descendentes de A r ã o (49-53).) I C r 1. • R u b e n (5. • Acar (2 . • Levi (1) Note o espaço dado à tribo sacerdotal. I C r 4.3-4. famílias de cantores (31-48). e que o v. fundador daquela da cidade (veja N T L H ) . 8. e meia tribo de Manasses (5.

Ele enfatiza a recolonização de Jerusalém (3).1-22: Partidários de Davi em Ziclague. Para o Cronista. Benjamim tornou-se parte do reino do sul.310 A história de Israel Nafrali (13). l C r 9. Deus o m a t o u " (14) Para os leitores modernos este é u m dos exemplos mais chocantes da maneira como os autores do A T atribuem a Deus uma participação direta nos aconiecimentos. ' • C a n t e m a Deus. cidade que os filisteus lhe concederam como base. 13-14 são tudo que ele tem a dizer sobre o primeiro rei de Israel.34 ( M T 1 J I ) sobre Jerubesete. Quando as dez tribos do norte se separaram para formar o reino de Israel. • Pães d a p r o p o s i ç ã o (32. apresentados a Deus e colocados numa mesa especial no Templo. l C r 11.4-9).. como causa primeira. tornando-a capital do seu reino (11. que diz respeito ao século 6 a . C . foi por causa da ação do Deus onipotente. ligada ao registro da morte StNHORl. cantem louvores a ele. A R A ) Doze pães. o Santo Deus tem feito. a meia tribo de Manasses (14-19). e o seu amor dura • V s . 2Sm 11. Efraim (20-29). Este capítulo não tem paralelo. A história começa no momento cm que Davi se tornou rei de toda a nação (11.35-44: A l i n h a g e m d e Saul Esta lista. 1Cr 1 1 — 29 O reinado de Davi A história do reinado de Davi ocupa o restante de lCrônicas. • " P o r isso. atravessaram o rio Jordão durante a cheia. l C r 8: B e n j a m i m e o rei Saul As famílias de Benjamim (1-28). l C r 11—12: D a v i é coroado rei Veja2Sm 5. É uma história seletiva. • V. sendo que as duas representam as demais). não apenas duas). l C r 10: O r e i S a u l m o r r e no campo de batalha Veja em 1 Sm 31. relacionando as pessoas por tribo e família (3-9).. l C r 12. a cidade de Davi. também é verdade que ele acrescenta detalhes ao que sabemos de outros livros.3 8 A lista é repetida em o coração de todos os que adoram ao 9. A história da ascensão e queda de Saul é contada a partir de I S m 9. 3 3 . a genealogia de Saul. que acabou de começar. Todas as tribos voltaram a ser um só povo.8-39). sua preocupação era com toda a nação como povo de Deus (as 12 tribos. Se algo aconteceu. l C r 9. e descreve os guerreiros de Gadc que. Tenham benjamita. eles pertencem à história e fazem parte dela. ficava 8 km a noroeste de orgulho daquilo que Jerusalém. 2Sm 1. governado pela linhagem de Davi) juntamente com Efraim e Manasses (as duas mais importantes dentre as dez tribos do norte que se separaram. Meribe-Baal = Mefibosete.1-3) e conquistou Jerusalém.9-10. se comparada com 2Samuel. introduz a história que se inicia no capítulo seguinte. 11 O povo de Jabes sentia-se devedor em relação a Saul (veja I S m 11). menciona Benjamim e J u d á (o reino do sul. Dêem graças de Saul que começa no cap. 29-40). Mas se o Cronista omite.3 4 Esbaal = Isboscte.1-10. 22—29). O s vs. de tão ansiosos para se juntarem a Davi. • G i b e ã o (29) Importante cidade falem tios seus atos maravilhosos. 8. as pessoas encarregadas dos utensílios e do estoque (28-32) e os músicos (33). um para cada tribo. unindo-se a Judá. . Conta como os próprios parentes de Saul passaram para o lado dele. primeiro rei de Israel (da tribo de Benjamim. A s e r (30-40). 10.35-40. • V. omitindo o adultério de Davi com Bate-Seba. 2 9 . repetida do cap. o estupro de Tamai e a dissensão familiar que culminou na rebelião de Absalão.2 7 Estas listas têm p a r a l e l o em Ne 11. interrompe a narrativa sobre Saul e Davi (séculos 11 e 10). ao SENHOR porque ele é bom.10-47: a guarda especial de Davi (veja 2Sm 23. 1 0 . neste texto.21. para sempre". Veja nota I O 16. Assim. O Cronista quer enfatizar continuidade: esta é a história dos próprios exilados.1-34: E x i l a d o s que retornaram da Babilônia Esta seção. principalmente os planos e preparativos detalhados para a construção do Templo (caps. 0 Cronista enfatiza o apoio que toda a nação deu a Davi. os levitas (14-16). • V s . a história da monarquia começa com Davi. os guardas ou porteiros (17-27). Que fique alegre • V s . os sacerdotes (10-13). 3 Embora o Cronista não relate a história do reino do norte.

Davi tinha todas as condições de lidar com as nações à sua volta.27).6: A a r c a é l e v a d a para J e r u s a l é m Veja também 2Sm 6 ( I C r 15. Fiel ao seu propósito de delinear a história religiosa da nação. n o passado. • 12. As fronteiras foram ampliadas. Compare com 1 Sm 6. '• Da promessa que Deus fez a Davi nasceu a esperança de um Messias (o futuro rei supremo: Is 9 ) .1-24.4). primeiro para o oeste. Cronologicamente. sobre o papel dos sacerdotes e levitas. tudo parecia perdido. A tenda original (o Tabernáculo) e o altar permaneciam em Gibeão. Talvez seja um exemplo do 2Crônicas 31 N c s i a área d a J e r u s a l é m m o d e r n a ficava. Beeliada é o mesmo que Eliada. que o coral de Asafe cantava diante da arca. • Filhos de Davi (4-7) A lista em Samuel não menciona Elpelete nem Nogá. a música teve um papel especial na adoração (veja 16. 8-36 foram reunidos trechos de diversos salmos.16 Belém era a cidade natal de Davi. capital amonita.7). E sua atitude estava correta (compare com A g 1. não um Deus irado. a linhagem de reis da família de Davi chegou ao fim. ICr 16. Desde os tempos mais remotos. • H i r ã o d ) Veja 2Sm 5.13-14).1—16. a arca foi levada para Jerusalém.29 Sibecai é o Mebunai de 2Sm 23. Estes relatos não estão em o r d e m cronológica. não tem paralelo em outro livro bíblico).7-43: U m h i n o d e l o u v o r a Deus Nos vs. O Cronista queria reavivar esta esperança e essa confiança em Deus.23-40: as tropas que fizeram Davi rei em Hebrom. apesar da promessa. Q u a n d o Jerusalém foi tomada e o povo foi exilado na Babilônia (587 a . I C r 14: R e l a ç õ e s i n t e r n a c i o n a i s Veja 2Sm 5. I C r 17: O p l a n o d e D a v i e a promessa de Deus Veja 2Sm 7. Após ficar durante três meses na casa de Obede-Edom (13. 2Sm 10 (amonitas e sírios) e 2Sm 12.1 e l C r 12. • Perez-Uzá (11 ) Isto significa "castigo de U z á " (10). mas a santidade incrível de tudo associado a ele. e não exatamente o que foi cantado naquele dia. O escriba confundiu duas letras hebraicas. o Cronista inicia a história do reinado de Davi com este acontecimento.19. é a moderna A m ã ) .27. l R s 1. D a v i e os levitas vestiam as roupas especiais exigidas (15. Pareceu errado a Davi o fato de ele ter um palácio para morar enquanto a arca de Deus ainda estava abrigada numa tenda. O Cronista descreve o papel dos levitas na cerimônia.26-31 (Rabá. depois para . ele ocorreu um pouco depois. Deus recusou seu pedido. • 11. Para os autores do N T .21 Veja I S m 30. mas expressou seu amor e sua aprovação a Davi na promessa de u m a dinastia que jamais acabaria. Nenhuma pessoa não-autorizada poderia sequer tocar a arca sagrada. I C r 18—20: V i t ó r i a s de Davi levam à expansão do reino Veja 2Sm 8 (filisteus). e ao permitir que Salomão construísse o Templo. C ) . l C r 13: O t r a n s p o r t e d a a r c a : uma a d v e r t ê n c i a t e r r í v e l Veja 2Sm 6. como os outros registros deixam claro (2Sm 13 e capítulos seguintes. ICr 15. onde Davi a instalou na tenda que fizera para Deus.11. D a v i não d e i x o u que sua decepção ofuscasse a aceitação alegre da resposta que havia recebido de Deus. pois. O culto adequado se caracteriza por ordem e alegria. • 11. E m Jerusalém e em Gibeão eram apresentados sacrifícios diários e Deus era l o u vado com palavras e música. a promessa foi cumprida em Jesus. Ficava a cerca de 8 km ao sul de Jerusalém. Seu ponto fraco era a sua vida familiar.6). A intenção era mostrar. que veio da família de Davi e reinará para sempre ( M t 1—2). a cidade d e Davi.

• Sete mil c a r r o s ( 1 9 . apropriado para a construção desse tipo. Portanto. u m local para o Templo Veja 2Sm 24. Para o C r o n i s t a .1 e 20.5 Veja 2Sm 21. conforme seu propósito de enfatizar a verdadeira realeza e a correta adoração. Quando o rei como líder pecava. É Deus quem estabelece os limites do podet de Satanás (veja J ó 1—2).9. e a razão para Deus permitir que ele aja.A história de Israel o norte e para o leste.5 Este números diferem de 2Sm 24. j á O lugar u u terreno que Davi c o m p r o u para a futura construção d o T e m p l o t-ia uma eira .17) O autor de Samuel os chamou de "sacerdotes". um número mais p r o v á v e l .0 Cronista provavelmente obtev v estes número' de outra fonte. que nesta época no A n t i g o O r i e n t e Próximo a cavalaria desmontava para lutar.1) 2Samuel traz "Deus". Veja mapa cias guerras de Davi (2Sm 8 ) . O Cronista regularmente omite detalhes da vida privada.1) de c o n s t r u i r o Templo no local onde ficava a eira de O r n a . • T o d a a n a ç ã o s e t o r n o u c u l p a d a (21 .3) A solidariedade nacional é u m fato. principalmente porque ela j á era conhecida de registros anteriores. • 18. • 21. l C r 21.1—22. As estatísticas dadas pelos lados opostos numa guerra raramente correspondem à verdade — mesmo atualmente! Veja Introdução. isto não é necessariamente uma tentativa de encobrir o u maquiar essa história. O u t r o s documentos contemporâneos também dão números altos de soldados e carros de guerra.um lugar plano. o censo (avaliação do poderio militar de Israel sugere falta de confiança em Deus) e a peste eram significativos apenas como acontecimentos que levaram D a v i à decisão (22. A infantaria aqui são os "cavaleiros" mencionados em Samuel.19. O mesmo acontece c o m líderes e nações atualmente. fato sequer mencionado em Samuel.2.4 O problema dos números muito altos não c e x c l u s i v o do AT. Sua existência no mundo de Deus. • 20. O episódio de Bate-Seba e Urias (relatado em 2Sm 11—12) se encaixa entre 20.18 traz 700 carros. 1 8 ) 2Sm 10. mas na época do Cronista a palavra sacerdote assumira u m significado técnico. • S a t a n á s (21. aberto.1: C e n s o e castigo. o p o v o sofria. Mas a palavra carro aqui pode significar apenas "homens montados". • Filhos d e Davi (18. ••••• . continuam sendo um mistério.

Desde os primeiros dias da peregrinação no deserto. • 23. e a adoração devia ser centralizada no Templo de Jerusalém. 9 O nome Salomão vem da palavra hebraica para paz: "shalom". 1 4 Tomado literalmente. lRs 1). uma riqueza fantástica em prata.1: P r e p a r a t i v o s p a r a a construção d o Templo Esta seção não tem paralelo em Samuel. O m ã é o mesmo que Araúna no relato de Samuel. A dificuldade deve ter surgido porque era um nome estrangeiro. elaborar o projeto.1 e 2Crônicas 313 • 21. o dever dos levitas fora manter e transportar o Tabernáculo. Bois puxando pranchas com cravos debulhavam os grãos que. • 21. • 2 2 . erguida no local do Templo. • Estrangeiros (22. músicos e coristas.2-32: O s levitas e seus deveres Os cinco capítulos seguintes registram como Davi organizou a administração religiosa (23—26) e civil (27) da nação. l C r 23. e propiciaram ao rei e à nação a liberdade de. isto faria Davi muito mais rico que Salomão. Ela segue naturalmente a menção do Templo no v. Agora a arca devia ter uma sede permanente. e a assistência geral aos sacerdotes.1 O Cronista não menciona as lutas pela sucessão registradas em l R s 1. reunir o material.20-31) dá uma lista daqueles que pertenciam à tribo de Levi e que. O foco em todos estes capítulos é o Templo e o culto de adoração a Deus.20) Talvez na caverna sob o chão de pedra.25 2Samuel registra o preço pago pela eira. em seguida. Davi ordenou que.6-24 (com 24. Provavelmente pertence ao período da co-regência de Salomão com seu pai (23. Davi deu novos deveres aos levitas: o cuidado e a manutenção do Templo. muitas vezes se afirma que Deus estava com ele em suas campanhas). O significado é evidente: Davi acumulou muitos suprimentos. eram separados ao serem lançados ao vento. bem como muito bronze c ferro. . eram qualificados para ingressar no serviço de Deus. entrassem no serviço aos 20 anos. l C r 23. 3. e este versículo aparentemente dá o preço pago pelo terreno inteiro. zeladores. que agora está sob a mesquita do Domo da Rocha. • 2 2 . uma fortuna em ouro.27 Os levitas começavam o seu trabalho com a idade de 30 anos. • Vs. algo que nos últimos tempos faziam nos muitos santuários espalhados pelo país. • Se e s c o n d e r a m (21. se concentrarem na grande tarefa de construir o Templo de Deus. Foram essas guerras que possibilitaram o governo de paz de Salomão num reino fortalecido.8) Isto não significa que Salomão fosse moralmente melhor do que Davi. as funções de magistrados. Eles também ajudavam os sacerdotes. finalmente.2) Os canancus que permaneceram na terra foram permanentemente obrigados a fazer trabalhos forçados como escravos. Ele aceitou o revés da recusa de Deus e direcionou todas as suas energias c seu entusiasmo para o que podia fazer: escolher o local.18 A eira era um espaço aberto e plano no qual os feixes podiam ser espalhados. o u que as guerras de Davi não tinham justificativa (ao contrário.1. • Muito s a n g u e tens d e r r a m a d o (22. que deve ter durado alguns anos. lCr 22. 1. Assim. Davi jamais abandonou o desejo de construir uma casa digna de Deus. uma vez terminada a construção do Templo. portanto.2—23.

C .11 por sorteio. ser. SENHOR. M e s t r e s e discípulos o c u p a v a m as mesmas posições ( 8 ) . ii grandeza. c traduzido por "átrio". Asafe. l C r 25: O s m ú s i c o s d o T e m p l o A música.3). Supostamente d e v i a m manter a ordem. "colunata".14). muitos de seus descendentes A música era uma parte impoilanlc cio tiveram morte violenta (veja I S m 2. tocando vários insttiiineutos. que l a m b e m era músico h a b i l i d o s o (ISm 16. Também recebiam as ofertas e contribuições ( 2 C r 31. a honra. inclusive para esses "porteiros" (veja SI 84. é o podei. l C r 26. Os músicos . A b i ú (1) Veja L v 10. a vitória c a majestade. assim como na v i d a social em geral.1-19: O s p o r t e i r o s de T e m p l o Vários levitas deviam atuar como porteiros. revezando-se na guarda do Templo e do depósito. Davi. certamente gostava desta parte da organização. que supervisionava pessoalmente ( 2 .10). iMr lelcvii . Por causa dos pecados dos filhos de E l i . estavam e n c a r r e g a d o s dos porque teu é tudo quanto há sacrifícios no T e m p l o . "pavilhão". • V. A ordem era decidida Ultima oração de D a v i . 4 O fato de a família de RH ser descendente de Itamar explica em pane o número reduzido de sacerdotes. teu.15-18. "pátio". 18 O significado exata da palavra hebraica "parbar" é desconhecido. instrumental e v o c a l . SENHOR. Mas o status não era importante no s e r v i ç o d o T e m p l o . • Nadabe. Hemã e J e d u t u m estavam entre os famosos: são n o m e a d o s nos Salmos." grupo servindo duas semanas do ano. Vs. culto no Templo. mostra um grupo de músicos. I r Carquemla. • V . cada nos céus e na terra.1). 6 ) . é o reino. era i m p o r t a n t e na a d o r a ç ã o j u d a i c a . T o d o serviço no Templo de Deus era uma grande h o n r a . l C r 24: O s s a c e r d o t e s e seus deveres Os v i n t e e q u a t r o g r u p o s de sacerdotes.314 A história de Israel do T e m p l o t i n h a m o m i n i s t é r i o de profetizar. irmão de Moisés "Teu. a n u n c i a n d o as mensagens de Deus (25.30-36). 2Sm 23. e p r i m e i r o sumo sacerdote.1. 8 a . todos d e s c e n d e n tes de A l ã o . i C r 29. 20-31: outra lista de levitas (veja acima).

anacrônica para a época de Davi. e as ofertas voluntárias afluíram (6-9). Saul. Ela demonstra. porque este homem podia ser considerado "um homem segundo o coração de Deus". administradores e magistrados eram designados para cuidar das finanças do Templo e das questões legais. esses presentes haviam sido entregues na Tenda anterior. D a v i entregou as listas dos deveres do Templo (21.4). Profundamente comovido.3 2 : O u t r o s o f i c i a i s do T e m p l o Tesoureiros.1 e lCr 2 6 .29) Estes podem ser os registros que aparecem em 1 e 2Samuel. 28 Samuel. Salomão o condenou à morte. "Amigo do rei" (ARA) era um título oficial. entregou-lhe a planta de todos os prédios do Templo (11-19). • V. . 25-31). e seus conselheiros pessoais (32-34). • Crônicas (29. após o breve incidente registrado em l R s 1 (veja 29. Sua oração é uma das mais grandiosas em todo o AT. Abner e Joabe morreram antes da construção do Templo. após a provação com Isaque) e foi repetida para Isaque ( G n 26. e os despojos de guerra — eram vastos. Adonias tentara tirar o trono de Salomão ( l R s 1). • V. 23—26). 32 Jonatas e Jeiel estavam encarregados da educação dos filhos do rei. em 23. c era bem parecido com o padrão dado a Moisés para a construção do Tabernáculo. Mas neste momento havia paz. • 29. ARA) Moeda persa de ouro. O s tesouros do Templo — contribuições e impostos do povo. 2Crônicas 315 l C r 29: A l é m de tudo que havia juntado ao longo dos anos.4 Veja 22. • V. não chegaram até nós. veja caps. deulhe importantes conselhos (9-10) e. Uma assembleia formal pública marcou a coroação oficial de Salomão. Seu exemplo e apelo (5) inspirou uma reação pronta e alegre do povo. em U r .14. bem como de lazer os registros.16-34: os oficiais encarregados das tribos (16-22). mais tarde. mais que qualquer outra passagem.2-15: Todos os 12 comandantes aparentemente vieram da guarda especial de "homens valentes" de Davi (veja cap. • V. do contrário. Davi fez uma última contribuição pessoal c generosa para o fundo de construção do Templo (1-5). Logo.24) Anteriormente.31-32.22). A o mesmo tempo.5. l C r 27. 21.7. Davi agradeceu a Deus de coração p o r tal dádiva ser possível para pessoas que sem a bondade de Deus não teriam nada. 23 Para o censo veja cap. Davi apresentou seu filho ao povo (1-8).2. é retomada. 33 Aitofel e Husai aparecem na história da rebelião de Absalão (2Sm 1. 2 0 . por fim.17. mas uma pista para a data em que o Cronista escreveu. lCr 2 8 — 2 9 : S a l o m ã o f i c a no l u g a r d e D a v i l C r 28: A história que havia sido interrompida pelas listas. G n 22. • Daricos (29. lCr 2 7 : O e x é r c i t o e o s e r v i ç o c i v i l de D a v i l C r 27. A promessa foi feita a Abraão ( G n 15. • Todos os filhos d o rei Davi (29. 11).5. os administradores das p r o priedades d o rei (depósitos. produtos agrícolas e rebanhos. O projeto seguia as instruções dadas por Deus. Os homens abaixo de 20 anos não eram qualificados para o serviço militar c então jamais eram contados.

"Sefelá". Veja também 2Sm 5. mais poder. L m ' m J s ^ B i . Veja l R s 3. • V. 10. • MonU deoferec dos mor • Parva velmení • Véu/c santuári prédio ( anterioi fala sob oliveira O reinado de Salomão 2 C r 1: S a l o m ã o r e i n a c o m a sabedoria de Deus O período é o século 10 a. 2 C r 3: C o m e ç a a c o n s t r u ç ã o do Templo Veja l R s 6 — 7 . riqueza e fama. que é uma variante de Hirão.C. 16 Veja "Comércio de Salomão". uma região de pequenas elevações entre a Judeia e a planície litorânea filistéia. 4-6 complementam o relato de Reis. 13 Hirão-Abi: A forma abreviada do nome era Hurã ou Hirão. Deus lhe d e u a sabedoria que pedira. Os vs. 3 N o texto hebraico aparece o nome "Hurão".316 A história de Israel 2Cr1— 9 2 C r 2: P r e p a r a t i v o s p a r a a construção d o Templo Veja 1R S 5. • V. Salomão agora estava no comando d o reino de seu pai Davi. • V. • Planícies (15) Literalmente.

existe um acentuado declive q u e leva a o vale d o Cedrom. . A base desta oração. • 3.11: A c e r i m ô n i a c o m e ç a Veja lRs 8.000 litros na medida usual de 22 litros por bato.6 Veja Êx 30. O Cronista acrescenta o v. cânticos e ação de graças. 1 — 5 .3-11). possivelmente na Arábia.2). À direita. • 4. As assembléias aconteciam ao ar livre. o tabernáculo (Êx 26. 2Cr 4 . • Levitas que eram cantores (5. A glória da presença de Deus encheu o Templo (2-14). Salomão fala ao povo (6.12) Veja l C r 25. • 6.17-21. Já havia sido assim na Tenda anterior.12-42: A o r a ç ã o d e S a l o m ã o Veja l R s 8.2—6. Não era uma catedral em que se reuniam para adorar.26 traz 2.2 Enquanto caminhava pelo deserto e vivia em tendas. O local o n d e ficava a cidade d e D a v i aparece em primeiro plano. diante do Templo. em que ficava a arca. • Parvaim (6) U m lugar desconhecido. 1 : E q u i p a n d o o T e m p l o Veja l R s 7. 2 C r 5. l R s 6. na área d o T e m p l o em J e r u s a l é m .000 batos.5) O u seja. lRs 7. 6. • Véu/cortina (14) Esta cortina separava o santuário. onde ficavam o altar e o tanque. Os pedidos se baseiam em outros O m u r o que dá para o S u l . cerca de 60. é o fato de que Deus e suas promessas são confiáveis.1 e 2Crônicas 317 • Monte Moriá (1 ) Abraão havia recebido a ordem de oferecer sen filho Isaque em sacrifício sobre um dos montes da terra de Moriá ( G n 22. 2 C r 6. da parte maior do prédio do Templo.31-32 fala sobre mna porta dupla feita de madeira de oliveira.31). o Templo foi construído como casa para Deus. e de todas as orações. o povo fez uma tenda paia Deus (o Tabernáculo). A arca foi levada ao Templo em meio a música alegre.000 b a t o s (4. Agora que se instalaram em casas.

10-14. • V . • Em frente d o Templo (12. sendo o último u m dia de reunião solene antes de todos se dispersarem (isto esclarece l R s 8. Este relato difere de Reis nos vs. • V. 21 N ã o é muito provável que esses "navios que iam a Társis" (Tartessos) fossem até a Espanha. em Jerusalém. Deus c o n c o r d o u com todos os pedidos de Salomão.318 A história de Israel festa se estenderam até a semana da Festa das Barracas (Tabernáculos). O fogo queimou os sacrifícios em sinal da presença e aprovação de Deus. A R A e NTLH traduzem por "sândalo". Os sete dias de . 2 C r 9.11. 2 As cidades de l R s 9.10-28. • O preceito d e Moisés (13) Para as festas I fixas anuais veja L v 23. ao se lembrarem da queda de Jerusalém e dos anos de exílio seguintes. O Cronista inclui essa visita como ilustração da ampla fama e reputação de Salomão. • V . • A l g u m i n s (10.8-10 que o Cronista acrescentou.23. 29 Todas estas fontes se perderam. > Vs.1-13. V s . 14 As orientações de Davi estão em lCr 23—26. | L v 1—7. fatos importantes sobre Deus: seu amor pelo seu povo. veriam nestes versículos de advertência a razão daqueles acontecimentos trágicos. Duas U m pórtico que dá acesso à a m i g a área d o Templo. seus padrões morais absolutos. porque apenas os sacerdotes podiam entrar no Templo. 5. A extensão do reino de Salomão (26) era o cumprimento da promessa que Deus havia feito a Abraão ( G n 15.300 de l R s 9. 2. 11-22: numa segunda aparição. que Salomão resgatou de Hirão. sua prontidão em o u v i r e perdoar aqueles que genuinamente abandonam o pecado.41-42 Citação livre de SI 132. 2 C r 8: A s c o n s t r u ç õ e s e o comércio de Salomão Veja l R s 9. • V . 11 Compare l R s 11.16. além do que pode ser deduzido aqui.11. Talvez a expressão se refira a navios de grande calado.65-66). a exemplo do que ocorre nos livros de Reis. hoje ocupada p o r uma mesquita. • V . ARC) Palavra estrangeira.600 capatazes (2. • V .18). para os sacrifícios. 10 O s 250 oficiais mais 3.14-29. NTLH) Isso tinha que ser assim.13-31: A s r i q u e z a s e a glória de Salomão Veja l R s 10. Mas em troca ele esperava obediênda leal. o "almugue" de l R s 10. O s leitores d o Cronista.1-12: A v i s i t a d a r a i n h a de Sabá Veja l R s 10.18) são o mesmo total que os 550 mais 3.0 Cronista não fala das várias mulheres estrangeiras e sua influência.12-15. 2 C r 9. 2Cr 7 : A festa de consagração Veja l R s 8—9.

18 Adorão é o mesmo que Adonirão no relato de Reis. 2Cr 1 1 : R o b o ã o f o r t i f i c a J u d á Uma palavra oportuna de Semaías evitou a guerra civil (1-4). a o norte d e E z i o m .7.26-33). Veja l C r 29. ele praticamente ignora o reino do Norte. 319 0 comércio de Salomão A posição estratégica do reino de Salomão possibilitou o controle das principais rotas de comércio n o sentido nortesul utilizadas pelos mercadores. 0 Cronista não reconhece os reis de Israel. em muitos casos. prata. ARA) Demônios do deserto. Apenas os descendentes de Davi são os verdadeiros reis da nação. o silonita": Veja l R s 11.le2Crônkas das profecias de Aías foram registradas em lRs 11. \feja "Examinando a cronologia dos reis". . • Sátiros (15. marfim e jóias . Ao morrer. Veja l C r 10. O c o b r e e r a e x t r a í d o d e minas e m T i m n a . se concentrou em fortificar seu pequeno reino contra ataques de seus v i z i n h o s maiores e mais fortes. carruagens foram exportados para os hitítas e sírios A posição estratégica do reino de Salomão possibilitou o controle das principais rotas de caravanas no eixo norte-sul N /' V Minas de cobre .5. t Semaías (2) Veja 12. Roboão recebeu das mãos de Salomão um reino rico que começava a dar sinais de fraqueza. existe uma sobreposição. Roboão. etc.-. desde o t e m p o d o rei Salomão até o p e r í o d o r o m a n o (e a l é m ) . A i n d a hoje se p o d e m v e r . lomão pertotíeEziom d e S a A frota do mar Vermelho (operação conjunta com Hirão) trocava cobre porouro de Ofir. 2Cr 10—36 Os reis de Judá As datas e a duração do reinado de cada rei são dadas nas seções paralelas de 1 e 2Reis. Sacerdotes refugiados de Israel afluíram para Judá após as medidas de Jeroboão no sentido de romper qualquer ligação religiosa com Jerusalém (veja l R s 12.29. t V. i No Egito (2) Veja l R s 11.14. Cue forneceu cavalos a Salomão Hirão. n o local. seu acordo com o rei Hirão de Tiro trouxe o comércio marítimo. 14. por sua v e z . o s túneis dos mineiros e os depósitos d e cobre.•-. t Isto vinha d e Deus (15) Esta é uma das várias ocasiões no A T em que um fato é atribuído diretamente a Deus sem referência à liberdade de escolha do ser humano.30-39.•. construções de Salomão O Egito forneceu \ cavalos e carruagens Cavalose . A s s i m . n o g o l f o d e A c a b a . a partir da divisão em reino do Sul e reino do Norte. Um n a v i o d a froia mércame d o rei Salomão. as dez tribos ainda eram consideradas parte da nação israelita. forneceu cedro paraas jj. principalmente Israel e o Egito. madeira. 2Cr 1 0 : C o m R o b o ã o o r e i n o se d i v i d e e m d o i s Veja também l R s 12. Muitas delas incluem u m período de co-regência com um predecessor. e freqüentemente refere-se a J u d á como "Israel". semelhantes a bodes. apenas uma fração dessa terra e daquela riqueza foram passadas para seu sucessor. Além de adquirir riquezas com o comércio terrestre. e o gráfico "Reis de Israel e J u d á " . e continham elementos que continuavam leais a Deus e ao tei legítimo. "Por intermédio de Aías.26-40.G e b e r . rei de Tito. o que significa que.15. Mesmo assim.

320 A história de Israel rado apenas como indicação de "um grande número". Asa recebeu honras do seu Abias devia ser considerada sinal da povo. A grande vitória. e a tribo fora assimilada por Judá havia muito tempo. também. a 2 C r 16: A c o n f i a n ç a do rei vacila Sob pressão. As invasões como esta e tantas outras eram vistas como conseqüência direta da desobediência a Deus. e dá a razão consultar médicos é considerado pecado. no território d e tudo o que acontece • Micaía (2) Maaca (11. castigando. O autor de Reis aprovou o reinado de Asa. um total de 150 cidades e aldeias. Veja 11.000 (17) Melhor se for conside mas da queima de especiarias (veja J r 34. • U m m i l h ã o (9) M e l h o r se for considerado apenas como indicação de " u m número enorme". 6) era o dom de Deus ao rei e povo obedientes. • Sisaque (2) O líbio Shcshonq I.5). nos seus últimos anos de vida. deviam ser médiuns o u curandeiros. amplo complementa aquilo que era conside. fundador da 22 dinastia d o Egito." cerimonial na ratificação de tratados. • A c a b o u c o m t o d o s os ídolos (8. A grande família de entanto. A paz (v. Já o Cronista viu coisas boas (caps. não a Deus. • G e b a . traduziu por "aliança eterna". mas Judá continuou sob domínio egípcio durante alguns anos.17. • 2 C r 15 As reformas religiosas d e Asa • Azarias (1 ) c mencionado apenas aqui no AT Sua profecia foi o estímulo que impulsionou as reformas de Asa.20. Mas o território de Simeão ficava no sul. Zerá provavelmente era um chefe egípcio o u árabe (a antiga associação com o Faraó Osorkon j á foi abandonada). No da vitória de Judá. Ameaçado por Israel. Maaca era neta de Absalão (veja 13. • T o d o o Israel (1) O Cronista se refere ao verdadeiro Israel. o registro mais verdade. Sisaque mandou colocar uma placa de pedra em Megido.. próximas o suficiente ( 0 profeta H a n a t i i i n c e n t i v a n d o o rei A s a .3. l R s 15.2). que é um relarecorreu. A invasão de Sisaque "Os homens de Sisaque marcharam pela terra. lealdade norte d o reino de J u d á . Ao seu lado aparecem os nomes das cidades e aldeias conquistadas em Israel. e a guerra contra Israel pediu o auxílio da Síria. Retornando v i t o rioso para casa. e durabilidade (principalmente nos a Ramá para o transporte d e material de em 2 C r 16. N T L H construção. com seu nome e títulos gravados nela. às vezes destruindo. A q u i . ainda há uma parede ao redor de um grande pátio. 2 C r 14: Paz e v i t ó r i a durante o reinado deAsa Veja também l R s 15.9-24." Alan Millard • Filha d e A b s a l ã o (20) N o AT. os que são fiéis a ele com todo o coração. no norte. no sul. • Q u e i m a (14) Não se tratava de cremação. Manasses e S i m e ã o (9) Homens fiéis das duas tribos d o norte migraram para Judá. • Efraim. trazendo o nome de Sisaque.liópia/Cuxe corresponde ao atual Sudão. ARA) O saltinhauso ficava apenas a 8 km ao norte de Jerusalém. • R a m á (1) Esta cidade.. 2 0 Veja 10. Para que os conquistados não se esquecessem de sua vitória. Um fragmento dessa pedra foi encontrado nas ruínas de Megido. era obra de Deus.1-18. 2Cr 12: O Egito invade J u d á Veja também l R s 14. multas vezes se usa "filho d e " . isto é. no mundo a fim de dar Efraim.9 I N T L H T ) "pactos" feitos c o m Deus). 16) n o reinado dele. 2 C r 13: O r e i A b i a s Asa enfraqueceu na fé. e em Tebas (Karnak). "Deus está sempre vigiando bênção d e Deus. Veja também l R s 15. Mispa (6) Duas cidades da fronteira Representava fidelidade. "filha d e " n o sentido mais amplo de "descendente". 15. NTLH) Mas veja 14. Só resta o de Tebas. Sisaque começou a construir templos em Mênfis. • Z e r á (9) F.2). 500. as pedras foram entalhadas com um enorme retrato do Faraó em triunfo. Asa provavelmente destruiu os templos em que deuses de outros povos eram adorados e deixou os outros.15 acima. Ali.. Na to mais crítico ao rei. que era uma das tribos do norte. forças a t o d o s • Aliança desal (5.j á que esta é a única v e z na Bíblia em que rado adoração "adequada". 14—15) e coisas ruins (cap. ao morrer. o reino de Judá. • V.. mas aos "médicos". O arrependimento nacional (não mencionado n o relato de Reis) limitou seus efeitos. Nas proximidades de um pórtico. . • Maaca (16) Avó de Asa. E ao ficar doente.20.

Era comum os nomes sc alternarem assim nas famílias. ARA) Vfeja 9. A q u i . Josafá o r g a n i z o u u m f o r t e e x é r c i t o e reforçou as defesas. Veja também 20. E m v e z d e reunificar o reino.21. Os invasores lutaram entre si c deixaram os despojos para J u d á . nlha de Acabe. 17 Sempre de novo o Cronista enfatiza que a vitória vem por meio da confiança em Deus. recebe grande destaque da parte tio Cronista.17-22). H. • V. filho de Josafá. E foi muito rcspei tado pelas nações vizinhas.10). 33 Isto confere com l R s 22.bjcl • J u U t u c a n D Jouft ! ... pastor de ovelhas e profeta.37. não irmãos no sentido literal.italha em K.32. O r d e n o u que a lei fosse ensinada a o p o v o ( 7 ) . É possível que o termo "mil" sc refira a u m grupo e não a um número. 17.8-13. por laços de casamento (1.24. 2Cr 18: U m a a l i a n ç a quase f a t a l Veja lRs 22. > 0 Livro da Lei (9) O Pentateuco ("cinco livros") o u uma parte dele. A única mancha no histórico do reinado de Josafá foi aquela aliança com Israel (35). 4-27 Nunca foi fácil distinguir entre falsos profetas e profetas verdadeiros. • Meunitas (1) Habitantes de um disiriio de Edom perto do monte Sen. O verdadeiro c o falso só podem ser distinguidos pela sua vida e mensagem. 2 C r 20: Ataque d o leste Não há registro desta guerra em Reis. estabeleceu tribunais profanação feita mais tarde por Josias poderia locais e uma cone mista de apelação em Jcrti impedir o povo de usá-los. • V. > Árabes (11) Antigos nômades que se estabeleceram em Edom c Moabc. sem liderança. que narra a mesma história.6 (Veja 15. . pelo otimismo superficial de sua mensagem. M B Sámana. etc. como seu pai fizera. • Como ovelhas sem pastor (16) Isto é. os números dos diferentes grupos de soldados são muito altos.imote-Gilcadc d. Os altos (que 2Cr 19: A s r e f o r m a s l e g i s l a t i v a s nem sempre ficavam nos montes) eram de J o s a f á simples plataformas nas quais ficavam os Após a batalha de Ramote-Gileade. s Iffusalém 1 16. .1. esta ligação quase destruiu Judá posteriormente (22. mas contradiz 17. 14-19 C o m o estão. Josafá percebeu que esses profetas estavam apenas dizendo a Acabe o que ele queria ouvir. • O mar (2. Josafá. > Vs. A adoração de deuses estrangeiros claramente continuava no reino. NTLH) Jeorão. „ . • Jeú (2) Provavelmente neto do J c ú cm I Rs • Társis (36. A confiança de J u d á em Deus foi amplamente recompensada. j á que Josafá destruiu seus santuários ( 6 ) .. • Aliado. casou-se com Atália.] e 2Crônicas null' 2Cr 1 7 : J o s a f á : um r e i f o r t e Veja também l R s 15.43. era desta cidade que ficava 16 km ao sul de Jerusalém. salém. um rei reformador como Asa havia sido. • Tecoa (20) Amós. o u desviou o povo de Deus e de sua l e i . Nenhum profeta verdadeiro jamais fez uma previsão que não tenha se cumprido. ARA) O mar M o n o ( N T L H ) . somente algo como a Nomeou j u í z e s civis. não por métodos o u modos (veja l)t 18. Compare com Dt 16. > Vs. Veja notas em Kx 12. praticou ou incentivou a imoralidade. objetos de culto. Josafá concentrou-se nas questões domésticas.1-50. 22.17). • Vossos irmãos (10) Concidadãos e compatrioias. Como os lugares cm si eram considerados sagrados..18-20.

que significa "ele detém" o u "ele possui". "Se foi sem deixar de si saudades" ( 2 0 ) : u m terrível epitáfio.como prefixo. se aliaram n u m mal-sucedido projeto d e construção de navios mercantes e m Eziom-Geber (lílate). Ambos são compostos de "acaz". Azarias ( U z i a s ) . e antes das mortes de seus sobrinhos.1 ' -I • » 1 .25). a rainha-mãe pôde assumir o trono sem resistência. 2 C r 21: O r e i J e o r ã o Veja também 2Rs 8. A má i n f l u ê n c i a da esposa de J e o r ã o (Atália era filha de Acabe e Jezabel) p r o v o u ser mais forte do que o bom exemplo de seu pai. • 23. d e Israel. "Samaria" designe o reino e não a cidade cm si. O Cronista enfatiza o papel dos sacerdotes e levitas na recondução do monarca legítimo ao trono.A história de Israel / ' .25-29. • V .1). como 2Rs 8. ao prever o que viria a acontecer. A amizade com Israel resultou diretamente em sua morte no expurgo realizado por Jeú. Elias já não estava mais v i v o . o nome completo significa "Deus possui". Após seis anos. neste caso. segundo o qual Acazias morreu em Megido. Outros reis não sepultados nos túmulos reais foram Acazias. Assim. • Jeoacaz (17. d e i x o u uma mensagem escrita que foi entregue por um sucessor.10—23.21: M a s s a c r e e revolta no reinado da rainha Atália Veja também 2Rs 11.ou Jo.8). como A R C ) a idade de Acazias deve ser vinte e dois. A maioria dos reis de J u d á tem nomes compostos dessa forma. 22. filho de Acazias. Morte violenta ou doenças de pele ("lepra") impediram que isso fosse feito.11 Talvez esse " L i v r o do Testemunho" fosse o texto escrito por Samuel (veja ISm 10. 1 O rc¡ Josafá. e levou a nação à idolatria.17. Talvez o profeta.26. Acaz. Acazias não aprendeu nada com o terrível T—r—r— fim de seu pai. . • Carta d o profeta Elias (12) C o m base em 2Rs 3. J e o r ã o perdeu o controle sobre E d o m e Libna (na fronteira com os filisteus). A R A ) O u t r a maneira de se escrever Acazias (22. 2Cr 22. 9 Isto parece ser diferente do relato de 2Rs 9—10.16-24. e -iaú o u ias. 2Cr 22. a usurpadora foi deposta. embora não possamos ter certeza. q u e fica ali perto. e o rei Acazias. • Não nos sepulcros d o s reis (20) Supostamente porque desagradou a Deus. d e J u d á .A foto mostra o ancoradouro na ilha de Farun. Joás.11 ( n o reinado de Josafá). • V . 2 Em v e z de quarenta e dois (algumas versões. e o nome de Deus (escrito Jeo. n o g o l f o de Acaba. O pequeno Joás. Talvez. era o herdeiro legítimo. como sufixo). Mas como tantos membros da família real haviam sido mortos (21.1-9: O r e i A c a z i a s Veja também 2Rs 8.

16. sinal visível do pecado invisível que o impedia de ficar na presença de Deus. 2 C r 26: O r e i U z i a s ( A z a r i a s ) Veja também 2Rs 15. complementando o relato em Reis) foi o início de sua mina. Ele trouxe para casa os deuses estrangeiros c em seu orgulho desafiou o poderoso reino de Israel (17).. chegando ao ponto de mandar matar o filho de Joiada que o havia criticado em público.21—12. Ele manteve e aumentou o reino que havia recebido de seu pai. chegando até o mar Vermelho. Efraim (7) O Cronista deixa claro que está se referindo ao reino do norte (veja NTLIT). Mas como acontece com muitas pessoas boas antes e depois dele. 21 E m M t 23. d e m o d o que todos toram esmigalhados. Certificava-se que seu exército estivesse bem equipado e armado com máquinas de última geração (14-15). Joás começou bem. (Os vs. Parece que Uzias. 1 Israel. Sob a influência de Joiada. Jotão provou ser um " b o m " rei. 2Cr 2 5 : O r e i A m a z i a s Veja também 2Rs 14.5) teve um bom começo. .25. [ v . seu conselheiro religioso. de J u d á . Buscou a Deus e estendeu os limites do seu reino para o sul.1-15) e o lado ruim (26. assumiu o papel de sacerdote. 2 C r 27: O r e i J o t ã o Veja também 2Rs 15. acrescentando Amom à lista dos estados que lhe pagavam tributo. Como conseqüência. Amazias foi morto numa conspiração. o rei ficou sob influencias menos saudáveis. tomou-se co-regente. v. Após reinar por 29 anos. > Cem mil ( 6 ) Melhor se considerado um número arredondado para indicar u m grande grupo. precipitando d e z mil homens d o alto d o penhasco e m Seir (mais tarde Petra). 4 D t 24. o rei foi derrotado e morto como castigo por ter adorado os deuses de Edom. > 0 imposto ( 6 ) Veja Ê x 30.1 e 2Crônicas 323 2Cr 2 4 : O r e i J o á s r e s t a u r a 0 Templo Veja também 2Rs 11.12-16.21. o poder e o sucesso o levaram à ruína. A cmel vitória de Amazias sobre Edom (5-16. 16-20 complementam o registro de Reis.1-7. • V . Uzias (auxiliad o p o r Zacarias.32-38. fiel a Deus (2). * V. Segundo o Cronista. Após a morte d o sacerdote. E m seu orgulho. o "Azarias" de 2Reis..) Deus o atingiu com lepra. 23 Isaías recebeu seu chamado de Deus (Is 6) no ano da morte do rei Uzias. O Cronista descreveu o lado bom (26. A derrota fez o povo se voltar contra ele. A O rei Amazias. trucidou os edomitas. O povo foi conclamado a ser fiel aos termos da aliança e o Templo danificado (7) foi restaurado. Sendo u m rei poderoso. o rei sofreu uma vergonhosa derrota e acabou sendo assassinado. Jesus faz referência à morte de Zacarias. no entanto.16-23) do reinado de Uzias (como fizera com Asa e Joás). Era amigo da agricultura e protegia os rebanhos dos invasores do deserto (10).

1-20: O d e s a s t r o s o reinado de Manasses Veja também 2Rs 21. • V . 15 Muitos sacerdotes e levitas demorarait em aderir à forma reformada do culto (29. 2 C r 33. é que | na crise o rei de Judá confiou totalmente e m Deus. os assírios invadiram Judá. Samaria caiu nas mãos da Assíria durante o reinado de Acaz (quando Ezequias era co-regente) — veja 2Rs 17. com a colheita de grãos. Mas o Cronista comenta uma mudança de atitude não mencionada em Reis. havia destruído os objetos e fechado o Templo: 28. • V. Is 7. 25 Veja l C r 25. Ezequias convidou os poucos israelitas restantes para se unirem a Judá na celebração da Páscoa (9). O relato detalhado da purificação e da reconsagração do Templo profanado é característico do Cronista.34). A terrível apostasia de Acaz quase levou Judá à destruição. 20 Esta não foi uma invasão.1-18. 3 A data normal da Páscoa era o dia 14 do primeiro mês. A principal preocupação de Ezequias foi restaurar o T e m p l o a seu uso a d e q u a d o . 19 O Cronista.12-19. A crise levou algumas pessoas a uma fé mais profunda. 2 C r 28: O r e i A c a z Veja também 2Rs 16. O ataque assírio a Laquis é retratado nas paredes do palácio de Senaqueribe em Nínive. embora N m 9 também permita a outra data. O povo não teria entendido aramaico. Q u a n d o "Deus o desamparou". Durante quase todo o seu longo reinado. rei-vassalo da Babilônia. mas a imposição de impostos altíssimos. segundo o Cronista. 2Cr 32: O s assírios invadem Judá Veja também 2Rs 18—19. o rei. Após varrerem do mapa o reino do norte. • V . 18 Eles falaram em hebraico. ARA) Muitos dos salmos foram escritos para uso no Templo em várias ocasiões. A razão. • Altares ( 2 4 ) Para deuses pagãos. A maioria dos israelitas do norte foi para o exílio e a terra deles foi repovoada. As reformas se estenderam até ao reino do norte ( 1 ) . Gade e Nata haviam sido profetas na época de Davi. • O cântico ao S E N H O R ( 2 7 . Quando o prédio estava pronto. deixou claro que o mais importante era a atitude do coração. Possivelmente Manasses se envolveu na revolta do irmão de Assurbanípal. 2 C r 29: O r e i E z e q u i a s Veja também 2Rs 18—20. cujo povo demonstrava sinais de independência. Senaqueribe não conseguiu tomar Jerusalém.24). Is 36—37. Cuidados especiais foram tomados para garantir que tudo seria distribuído apropriadamente. 31 Veja 2Rs 20. mais tarde passou a ser local onde o lixo da cidade era queimado. C . • O rei sírio (5) Rezim (veja 2Rs 16). • V. A alegria foi tanta que a festa foi prolongada por mais uma semana. Mas na sua campanha de 701 a . continuava contaminada pela idolatria. Ele profanou o Templo c praticou sacrifício humano (6-7). Todos ficaram suipresos com o volume das ofertas para os sacerdotes e dos dízimos para os levitas (10). 7 O povo começou a contribuir em maio. As leis que regiam o culto e a manutenção dos sacerdotes foram reintroduzidas (2-10). Manasses foi um dos reis menos piedosos de Judá. • V . • V. não houvera Páscoa como esta desde a época de Salomão. Deus até usou o reino idólatra do norte para castigar seu povo e revelarlhes uma clemência quase inédita para com os prisioneiros de guerra. 12 O emissário assírio não entendeu as reformas de Ezequias. era setembro/outubro. O tema é familiar. • V. 2 C r 30: A c e l e b r a ç ã o da Páscoa (Para a origem e o significado da Páscoa veja Ex 11—13). • V . Ainda havia resquícios de bondade em Israel. a língua diplomática. e continuou até o final das safras de frutos e vinho. Hinorn (Geena) passou a ter uma reputação sinistra. • Vale de Ben-Hinom (3) Um pouco ao sul de Jerusalém. e foi convocado para dar explica- . (Acaz. os sacerdotes e o povo também foram purificados do pecado pela oferta de sacrifícios. • V . j u n h o . todavia. Apesar da péssima reação. que dava muito valor às formas adequadas de adoração.324 A história de Israel religião do povo. o pai dele. 2 C r 31: R e f o r m a s r e l i g i o s a s promovidas por Ezequias Todo este capítulo é um acréscimo ao registro de Reis. Ezequias exibiu seus tesouros com orgulho tolo. mas este não foi o caso de Acaz (22-27).

O canal d e Ezequias.. acompanhando o formato da rocha. E no dia da perfuração. um menino que se banhava no tanque de Siloé encontrou uma inscrição que conta a seguinte história: "." Á g u a e r a canalizada desta fonte . os operários atravessaram.. Então a água escorreu da fonte ao tanque por 1200 cavados. e a altura da rocha acima da cabeça dos operários era de 100 cavados. cada um encontrando seu companheiro. Enquanto (os operários manejavam suas) picaretas. O túnel tem mais de 620 m de comprimento e é tortuoso. q u e passava p o r b a i x o d a m u r a l h a d a cidade. E l a mostra c o m o e r a a escrita hebraica a o t e m p o d e Isaias. JERUSALEM NA ÉPOCA DE EZEQUIAS U m detalhe d a inscrição q u e registra a conclusão d o canal d e E z e q u i a s .] e 2Crônicas 325 O canal de Ezequias Para garantir o abastecimento de água em caso de invasão.para d e n t r o d a cidade. Isto g a r a n t i a o abastecimento d e água d e J e r u s a l é m d u r a n t e u m cerco. através d o canal d e Ezequias. (ouviu-se) a voz de um homem chamando seus companheiros. . até o tanque d e Siloé. e quando ainda havia três cavados a serem perfurados. pois havia uma fenda (?) à direita. E esta é a história da perfuração.a fonte d e G i o m . Ezequias canalizou a água da fonte de Giom ao tanque de Siloé. picareta contra picareta. Em 1880. cada um na direção de seu companheiro.. u m túnel que leva água da f o m e até o tanque..

Ultima batalha de Josias U Faixi N i . na Babilônia. A m o m reinou durante dois anos. o sucessor de Josias. A Páscoa fora negligenciada no período da monarquia. acima). • V.9-10: J o a q u i m Veja também 2Rs 24. • Hulda (22) Veja 2Rs 22. 2 C r 33. Após apenas três meses no poder.14.8-17. ao norte.1. 2Cr 34: Josias: u mr e i q u e promoveu reformas Veja também 2Rs 22—23.20 acima. » marcho ui drqmnrii pan ajuitar os assírios :ia sua b. L J JOMJS INTUCCPU o cutt un rgipcio em M'.19-26. 2 C r 36. 4 Estes eram altares construídos pelo avô de Josias..32b A história de Israel ções na Assíria após a vitória de Assurbanípal. em 605. Neco estava marchando para o norte com o objetivo de ajudar a Assíria a se defender d o ataque dos babilônios. Deus atendeu a oração desesperada d o rei. de Judá.. e sua libertação e seu retorno fizeram com que mudasse de vida.i innn. • Vale d e B e n . Joaquim foi deposto e levado ao cativeiro na Babilô- Esta tabuinha de argila.7 O poder assírio estava em declínio. traz o regfftro «la dei ima dos egípcios na batalha de Girquemis. embora isso não tenha afetado o povo.21-25: A m o m Veja também 2Rs 21.7. hahili'ni i:. a reação d o povo foi muito pequena e tardia demais para evitar o castigo. Assim. resultando em atos de arrependimento sincero. 3 . • V. Essa lamentação de Jeremias não nos foi preservada.21-30. o rei Manasses. . 2Cr 36.'!" representava o clímax das reformas (Ir Josias.1 D Ao moinai.'IHI . como realizar reformas religiosas também no território d o antigo reino de Israel. 6 a. O rei Josias. C .C (que 6 pane da Crónica Babilónica). Ele seguiu o mau exemplo de Manasses e foi assassinado por seus oficiais.31-34.35—24. rei da Babilônia. Mas em 605 a. Mas. Ncco cli-pOr JNAOU • o leva 1. • Jeremias c o m p ô s u m a lamentação (25) Não se trata do livro de Lamentações. do séc. embora Ezequias a tivesse reavivado (cap.it. e isso se deu poucos anos antes de uma segunda escravidão. ape- sar da iniciativa d o rei. mas nenhum dos dois autores tinha como preocupação maior a cronologia.3. ele foi derrotado por Nabucodonosor. c m Carquemis.. Neste momento a sua celebrai. • Vs. Veja 35. Josias profanou e d e m o l i u os lugares e objetos de adoração pagã. ele depôs e deportou Joacaz.C.i i>. foi mono. sua morte trágica Veja 2Rs 23. Ao retornar para casa. O verdadeiro significado dos fatos está no que eles ensinam. • G a n c h o s (11 ) Os assírios colocavam ganchos ou argolas no nariz de um rei derrotado por eles.. principalmente na ordem dos acontecimentos. de 642 a 640 a.H i n o m (6) O vale da Geena (veja 28. que está na Bíblia.5-8: J e o a q u i m Veja também 2Rs 23. Há algumas diferenças entre os registros em Reis c Crônicas. talvez numa forma mais antiga). 18 Há u ma "Oração de Manasses" entre as obras deuterocanônicas.C mucre N A tsilalh. ao tentar impedir que o Faraó continuasse MIA mau lia IIIMII ao none. 2Cr 35: A Páscoa d e Josias.C.ilh. Josias estava cada vez mais livre para tomar medidas politicamente perigosas. 30). • Vs. Durante seu reinado foi descoberto o livro da Lei (provavelmente Deuteronômio. Jeoaquim começou como vassalo do Egito e acalxni como cativo na Babilônia. 2 0 Em 609 a . O povo lembrou-se de seu livramento da escravidão no Egito. 2 C r 36. e reformou o Templo.1-4: J o a c a z ( J e o a c a z ) Veja também 2Rs 23.

22-23: U m a n o v a e s p e r a n ç a Quando o livro de Esdras foi separado do livro de Crônicas.J e 2Crônicas 3271 2 C r 36. a destruição de Jerusalém Veja também 2Rs 24.1-7. rei da Assim.1. E z 17. Nesie relevo da Babilônia aparece Assurbanípal. Deus deu a Zedequias e à nação muitas advertências por intermédio de Jeremias e dos outros profetas. 21.) .30. O exílio durou cerca de 70 anos. Deus não havia abandonado completamente o seu povo.3. Jeremias havia falado palavras duras de juízo e condenação da parte de Deus. Veja Lv 25.11-21: Z e d e q u i a s . por fim. até os persas conquistarem o império babilónico. 2Cr 36.18—25. e Zedequias era tio dele. não oito. um castigo que representava morte o u exílio para todo o povo. nia. • Sábados (21) O Cronista dá a entender que esses descansos sabáticos não foram respeitados no tempo dos reis. Crônicas não poderia terminar com o v. Mas também falara sobre como Deus continuava a amar o seu povo em exílio e que. estes versículos foram retidos no final de Crônicas c repetidos no início de Esdras. 26. servindo aos deuses.4-7). A destruição da cidade e do Templo foi considerada j u í z o de Deus. (Tinha 18 anos quando se tornou rei.34-35. mas elas foram todas ignoradas. num aio ritual em que ele faz o irabalhu de um escravo. o traria de volta à sua terra ( J r 24. J r 37.

ELÃO PÉRSIA m m E d 1: O r e i C i r o . Esdras é continuação de Crônicas (2Cr 36. Resumo Os judeus retornam do exílio.1-3 são idênticos). num período posterior (403-357). Puderam reconstruir seu Templo em Jerusalém (a obra começou em 538 e foi retomada em 520. Uma das primeiras ações de Ciro foi repatriar os povos exilados e permitir que reinstituíssem o culto aos seus próprios deuses. encontraremos no NT" (Derek Kidner). Esdras e Neemias descrevem um retorno em três etapas: o grupo principal. que foi conquistado por Ciro. embora totalmente sujeitos à Pérsia. permitiu que os exilados voltassem á sua terra e a J e r u s a l é m . Esdras e Neemias abrangem os reinados de cinco reis persas. que não só permitiu o retorno dos povos exilados a seu local de origem como também os incentivou à prática de sua própria religião. Seja quem for. chamado Esdras) abrange um período de aproximadamente 100 anos.) .C. (Veja a profecia surpreendente de Isaías em Is 44. pela sua nova preocupação com a pureza. que terminou com a destruição de Jerusalém por Nabucodonosor. que tem forte apoio arqueológico). Entre os que se beneficiaram da mudança de política estavam os judeus. No plano mais amplo. quer gostemos dele ou não.26-28. "O que vemos em Esdras e Neemias é um Israel cortado quase até a raiz. 464-423). O r e t o r n o dosexilados sob Zorobabel e Esdras Ed 1—2 Os exilados judeus a Jerusalém retornam MÉDIA 1 Ecbatana BABItONIA\ - : í S u â .22-23 e Ed 1. mas que recebe novo vigor da 'fonte de nutrientes' que havia negligenciado. 3—6 A g e u e Zacarias A reconstrução do Templo começaram a pregar) e restabelecer Caps. Os judeus puderam voltar a ser judeus. Caps. a lei mosaica. o que é um grupo pequeno.. Não se sabe quem escreveu os livros. Aqui termina a história da nação judaica narrada no AT. 80 anos mais tarde.C. os exilados que retornaram com Esdras. Mas agora (539 a. 7—10 seu próprio culto. em 458 (esta é a data tradicional. esses acontecimentos da história dos judeus se inserem no período após a queda do império babilónico.1-13. e o grupo de Neemias que voltou em 445. a saber. já dá sinais de transformação no judaísmo que. e o povo sendo levado ao exílio na Babilônia. e um sexto. e que. sua ''cidade santa". em 539 a. que retornou com Zorobabel em 538 ou 537 a.) a Babilônia caíra nas mãos dos persas (como os profetas haviam predito). 1—2 A volta dos primeiros exilados quando os profetas Caps. é mencionado em Ne 12. Por causa da dificuldade com a cronologia dos dois livros. reconstroem o Templo em Jerusalém e restabelecem a lei de Deus.C. preferindo colocar Esdras com Artaxerxes II. ele parece ter se baseado em memórias pessoais de Esdras e Neemias na edição dos livros que levam seus nomes. A data mais antiga seria por volta de 400 a. o r d e n a a repatriação dos exilados A política dos reis babilónicos era deportar os povos conquistados. Porém a sobrevivência deste "remanescente" era sinal de que Deus continuava a amar o seu povo.000 judeus voltaram do exílio.C. 45. Dario II (423-404). se comparado com o que o povo havia sido antes do exílio. d a P é r s i a .C. Naquele momento houve uma mudança na política governamental vigente até então. Página oposta: O decreto d o rei C i r o . O compilador pode ter sido o Cronista ou alguém relacionado com ele. ou quando foram escritos.ESDRAS Esdras e Neemias (um só livro na Bíblia hebraica. da Pérsia. rei da Pérsia.22. Quase 50.C. algumas pessoas questionam o retomo de Esdras e Neemias a Jerusalém durante o reinado d o mesmo monarca (Artaxerxes I. O retorno de Esdras Este é o foco d o livro de Esdras. de 538 a 433 a. em 587 a.

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não voltassem de mãos vazias.A história de Israel • V. os lugares onde suas famílias haviam v i v i d o .15). representando as 12 tribos (isto é. para que a adoração e os sacrifícios recomeçassem. Mas o trabalho não foi muito i além da colocação dos alicerces. inclusive o Dia da Expiação.15). A frase "como está escrito na Lei de Moisés" é quase um refrão no livro de Esdras. Alista as cidades às quais o povo retornou. 6 Deus garantiu que os exilados. E d 2: U m a lista d e e x i l a d o s repatriados Veja também N e 7. 1 Veja 2Cr 36.1 e Z c 3. Registros c o m o estes eram p r o v a i m p o r t a n t e de a s c e n d ê n c i a . toda a nação).27. • V. A ação de C i r o é estimulada por Deus. Ed 3—6 A reconstrução do Templo Ed 3 : Lançados os alicerces do Templo A primeira coisa a ser reconstruída foi o altar.22-23. Este capítulo alista os líderes.31-40. 2 N e 7 alista 12 líderes. questão de vital importância para os sacerdotes (61-62). 1 Este era o início do novo ano religioso. 6 3 O sacerdote faria o sorteio sagrado (com o Urim c Tu mim) para saber de Deus se estes sacerdotes eram aceitáveis. 6 4 Os números dados não resultam neste total. os sacerdotes c levitas. filho de J c o z a d a q u e . Zorobabel era neto do rei exilado Joaquim (2Rs 24. Este é o Josué que aparece em A g 1. o sumo sacerdote. • V. A exemplo do que havia ocorrido na época de Salomão (veja 2Cr 2). a exemplo dos israelitas que saíram do Egito ( Ê x 12.3536). 19. Pode ter havido erros na cópia ou na interpretação dos números. o cedro selecionado que seria usado na construção deste Templo foi trazido do Líbano. • Barzilai (61) 2Sm 17. os clãs de I s r a e l . os servidores do Templo e os servos de Salomão. • V. • V. Tudo devia ser feito de modo correto: não se tratava de criar algo novo. mas de restaurar a antiga e autêntica tradição. . Até reis estrangeiros agem conforme a vontade do "Rei dos reis". quando eram celebradas as festas principais. J o s u é / J e s u a . • V. conforme o padrão estabelecido por Moisés ( L v 1—7). • N e e m i a s (2) Não o mesmo indivíduo que mais tarde seria governador. também deportado de Jerusalém pelo rei Nabucodonosor ( I C r 6. por volta de setembro/outubro.

mas junto com outros "deuses" (2Rs 17. Em contraste com 4.21 registra que comeram da carne dos sacrifícios não só os judeus repatriados. "Aquém do Eufrates"/ "Eufrates-Oeste": este era o nome da quinta "satrapía" ou província persa. da Assíria. Dario. 331 • Vs. isto teve um significado muito especial. Aqui o pomo da discórdia era a reconstrução dos muros (12). E d 5—6: A c o n c l u s ã o d a o b r a Incentivado pelos profetas Ageu e Zacarias. • 6. 23 Esta é a situação descrita em Ne 1. o que levou os colonos a causar problemas. Havia dois coros (ou coro e solista) cantando alternadamente. até Dario subir ao trono (24). O s trechos de Ed 4.11 Uma forma comum de execução na Pérsia. que l i d e r o u o primeiro g r u p o d e exilados Ed 7 —10 Esdras O restante d o l i v r o focaliza Esdras. colocara na terra e que mais tarde viria a ser conhecido pelo nome de samaritanos.3. Os vs. 12 Os mais velhos choraram ao se lembrarem das glórias do Templo que fora destruído.19 A Páscoa é celebrada em março/abril. u m sacerdote que podia traçar sua genealogia na volta a Jerusalém. Os judeus tiveram autorização oficial para seu Templo. a embargar as obras teve o efeito contrário. • V. o povo reinicia a construção. U m povo separado. crucificação. o Deus de Israel" ( N T L H ) .3. mas não fechado sobre si mesmo.Esdras bém "todos aqueles que haviam abandonado os costumes pagãos dos povos da terra de Canaã e tinham passado a adorar o SENHOR. Em quatro anos o T e m p l o foi completado c o povo pôde celebrar a Páscoa. Desta vez a tentativa de levar o novo rei. Para uma nação que passara recentemente p o r um segundo êxodo. • V. trazendo outros para dentro do relacionamento de aliança com Deus. 7 O aramaico era a língua diplomática internacional do império persa. Dario conferiu os registros da corte. fiel à sua identidade.12-26 foram escritos em aramaico. • 6.18. Este era o "remanescente" de Israel. quase 100 anos mais tarde. A R A ) Versão aramaica de Assurbanípal ( N T L H ) . na prática. liberto p o r Deus do seu cativeiro na Babilónia.8—6. • Judá e Benjamim (1) A maioria dos exilados repatriados era do reino do sul. 1-5: os colonos ofereceram ajuda. Conseguiram paralisar a obra por 15 longos anos. Ed 4: O s i n i m i g o s p a r a l i s a m a obra Vs. E d 6. o rei do que fora o território assírio. e não em hebraico como o restante do AT.24-41). da qual faziam parte toda a Palestina c a Síria. . Mas os judeus não aceitaram a ajuda. 6-23 interrompem a seqüência cronológica para completar o relato da oposição até a época de Esdras e Neemias. Seus "inimigos" eram o povo miscigenado que o Rei EsarHadom. Eles também ofereciam sacrifícios ao Deus daquela terra. 10-11 Veja l C r 25. • Osnapar (10. • V. Eles adoravam a Deus. até para as dimensões e materiais usados. mas tam- Escavações j u n i o a o ângulo sudeste d a esplanada d o T e m p l o revelaram pedras que provas'elmente remontam ao tempo de Z o r o b a b e l . e descobriu o rolo em que o decreto do rei Ciro fora escrito. • Rei da Assíria (22) Isto é. 7.

1-5). as pessoas iam ao escriba que ficava sentado na rua ou junto ao portão da cidade. A p a r t i r d a época de Esdras. o que dificultava a compreensão da lei. mas não sabia escrever. oferecer sacrifícios e embelezar o Templo. E d 7: M a i s e x i l a d o s r e t o r n a m com Esdras A história de Ester. 27. também. simpatizava com os judeus. realiza basicamente a mesma tarefa dos escribas d o passado. por exemplo. Provavelmente um número maior de pessoas sabia ler. Todos estes materiais de escrita se decompõem no solo úmido da maioria das regiões do mundo bíblico.500 km levava quatro meses.) • V . Pedaços de cerâmica quebrada eram usados para fazer anotações e foram recuperados dezenas destes. o primeiro sumo sacerdote (7. se necessário. São em grande parte anotações curtas e listas que não tinham muito valor ou foram descartadas após sua informação ser incluída em registros maiores. Artaxerxes I. Mas alguns dizem ser Artaxerxes I I .332 A história de Israel O escriba Alan Millard A maioria das pessoas no mundo bíblico não precisava aprender a ler ou escrever. os escribas haviam se tornado especialistas nesta tarefa. No período do NT. para que não repetisse os erros passados. 9 A jornada de 1. O número de pessoas que falavam hebraico havia diminuído em relação ao período anterior ao exílio.1 de 6. (As próprias memórias de Esdras parecem ser citadas a partir do v. Este "escriba". pois coletores de impostos faziam cobranças ou o rei alistava seus soldados. Esdras era um estudioso da lei de Deus. • V. o novo rei da Pérsia. os escribas j u d e u s passaram a desempenhar uma tarefa mais especializada. que remontam ao Israel e Judá dos tempos antigos. sentado d o lado dc fora d e u m banco d o O r i e n t e Médio. . onde o texto muda do aramaico cm que foi escrita a carta do rei persa para o hebraico. • Sétimo ano (7) O u possivelmente o trigésimo sétimo ano. Somente em locais muito secos do Egito. Esta era a posição de Esdras: posição que aumentara de importância na sua época. e Esdras recebeu sanção oficial para ensinar a lei e designar magis- trados na sua terra natal. Ele a ensinaria à nova comunidade do povo de Deus. e nas cavernas do mar Morto é que puderam sobreviver algumas amostras. Mesmo assim. Artaxerxes. embora muitos conhecessem a escrita. ser feitos em placas de madeira cobertas com cera. Veja Introdução. se encaixa neste intervalo de quase 60 anos que separa 7. 1 Segundo a tradição. Anotações e registros podiam. a rainha que salvou o povo judeu do extermínio. e lhe pagavam para formular o documento. Para fazer um contrato ou escrever uma carta. a A r ã o . era o escriba quem geralmente lia — e interpretava. O hebraico e o aramaico geralmente eram escritos com pena e tinta sobre folhas ou rolos de papiro ou pergaminho.22.

sob a chuva de dezembro e quase podemos o u v i r a discussão que se seguiu (10. o relato não termina com Ed 10. toda a assembléia se reuniu para ouvir a sentença de Esdras. líderes e pessoas do povo haviam se casado com pagãos daquele lugar. ao contrário da lista do cap. mas porque isso levava à idolatria. tendo afirmado sua confiança em Deus. Veja também Ne 13. lEsdras 9. tremendo.10-15). Ed 9 — 1 0 : A q u e s t ã o dos c a s a m e n t o s m i s t o s Desde seu retorno. por vontade própria. gente do povo e alguns relutantes levitas. sacerdotes e levitas. Assim. mas nem os horrores da derrota e do exílio haviam levado o povo a aprender a lição.) Esses casamentos mistos e a idolatria resultante haviam sido um fator importante na ruína da nação no tempo dos reis. Geralmente havia apenas um em cada "satrapia" o u província. E. Alguns deles (como M l 2. não podia pedir uma escolta ao rei! Sua oração foi sincera e sua fé recompensada pelo salvo-conduto do próprio Deus. A culpa por toda a tristeza dos casamentos desfeitos não caiu sobre Esdras. se preocupa com os não-judeus j á foi vista em 6. Deus havia proibido isso ( D t 7.700 pessoas — incluía sacerdotes. Assim.44. 333 .36 (um livro apócrifo o u pseudepígrafe) supre os detalhes do (provável) divórcio e da expulsão de mulher e filhos. por mais doloroso que fosse. mas sobre as pessoas alistadas em 10.1-5). mas continua. > Sátrapas (36) Governadores. 2. onde está a conclusão da história. • 10.Esdras Ed 8: A l i s t a d o s q u e v o l t a r a m c o m Esdras 0 grupo que acompanhou Esdras — mais de 1. Esdras enfrentou uma longa e perigosa jornada num momento de grande instabilidade.18 Esta lista.18-44. aqueles que deviam ter dado exemplo moral. quando o povo se reúne outra v e z . com vários subordinados. Na Bíblia Hebraica. os homens que se casaram em desobediência à lei de Deus. Trouxeram consigo contribuições de 22 toneladas de prata e 3.21 e é característica marcante dos livros de Rute e Jonas. 8. começa com os nomes dos sacerdotes culpados. num papel mais positivo. em Neemias cap. Esdras reaparece. Podemos vê-los. não é de surpreender que Esdras tenha ficado muito angustiado ao saber da situação. não p o r preconceito racial. e aqueles que são fiéis a ele.400 kg de ouro.10-16 deixa claro) haviam até desfeito o casamento anterior com uma mulher do povo j u d e u para se casarem com uma estrangeira. levando-nos às palavras iniciais d o livro de Ncemias. O fato de Esdras se identificar de perto com os transgressores e a grande tristeza expressa em sua oração ferem a consciência do povo. ( A maneira como Deus. Pediram que ele tomasse uma atitude. sem intervalo. • 10.44 O texto da segunda parte da sentença foi danificado. para ouvir a lei de Deus.

embora a maior parte das pedras antigas fosse inútil (veja 4.23). Caps.1-5.4-9.760 km). Tobias (10. Neemias arriscou sua própria vida para defender uma cidade que. 8—10 que seu bem-estar A lei e aliança de Deus pessoal. ele estava Ne 3—6 "Nesse l e m p o e u era copeiro d o r e i " . N e 1: M á s n o t í c i a s d e c a s a . 1—2 Neemias retorna da Pérsia Ne 1—2 Neemias retorna a Jerusalém se arriscando. • L e m b r a .C q u a n d o o Rei Artaxerxes I d e u a Neemias p e r m i s s ã o para r e t o r n a r a J e r u s a l é m . ao começar a sua viagem (cerca de 320 km mais longa que a de Esdras. segundo as informações repassadas ao rei. • V . 11—13 ção. Mas Caps.t e d a p a l a v r a (8) Por exemplo.27 a o final. foi reconstruído no mesmo local dos muros anteriores. Ao contrário dc Esdras ( E d 8.2 abaix o ) . 13. • V. 10 Refere-se ao êxodo. q u e c o m e ç o u em Esdras. ARA) O rei persa. Mesmo ao deixar sua tristeza transparecer na presença do rei.1-18. e a ação foi intensa nos meses seguintes. a capital de inverno. da .19) Veja lambem 4. " G c s é m " (6. Isto sem falar que. A g r a v u r a mostra um copeiro que serve o rei Assurbanípal II. o rei consente O estado lamentável em que se encontrava Jerusalém era conseqüência direta do decreto de Artaxerxes de que a construção devia cessar (Ed 4. num total de aproximadamente 1. Neemias não mencionou seus planos a ninguém antes de fazer. Sua responsabilidade era provar o vinho do rei. u m o r g a n i z a d o r e líder.2). (38 anos após os acontecimentos deste capítulo) refere-se a Sambalate como 'governador de Samaria'. para verificar se estava ou não envenenado. referindo-se a o rei da Pérsia.22). N e 2: A m i s s ã o d e N e e m i a s . um homem de coragem e determinação com vastos recursos espirituais ao seu dispor. • Sambalate. Hanani. ele estava tão preocupado com seu povo que durante quatro meses lamentou e o r o u pela situação. O muro leste era novo (com 2. Corria o ano d e 445 a. Neemias ocupava uma posição de confiança: era copeiro na corte persa e. e Artaxerxes A dedicação dos muros atendeu seu pedida cidade do. D t 30.7-23).Resumo NEEMIAS A história d o retomo dos exilados. o irmão de Neemias (veja 7. em segredo. a oração de Neemias Em dezembro de 446. 1—7. d i z Neemias ( N e 1. como lhe era característico. 3—7 a preocupação de A reconstrução dos Neemias p o r seu muros de Jerusalém p o v o era m a i o r Caps. quando surgiu a oportunidade. 6. e o nome judaico Tobias seria usado por uma família poderosa em Amora durante os séculos seguintes" (Kidncr). Portanto.1-9.75 m de espessura). trouxe más notícias dos israelitas que moravam em Jerusalém (veja E d 4. e d e 12. . durante um banquete. era um ninho de rebeldes. Embora distante de sua terra natal.C.Assíria. mas o período combinado nesta ocasião provavelmente era menor. Neemias é a t i v o d e s d e o início — u m h o m e m prático. com certeza. uma inspeção pessoal da cidade. " U m documento de 407 a. A história d o governador Neemias.4 km de muro. boa parte fora saqueada para uso cm outras construções nos 150 anos desde a destruição babilónica.11). Estes dois eram homens importantes.14). Então.6) era um chefe tribal de Quedar no norte da Arábia. Neemias c o n t a sua p r ó p r i a história na primeira pessoa n o s caps. ele. 6 Neemias voltaria após 12 anos como governador (5. naquela ocasião. para construir aproximadamente 2. apesar de toda oposição. teve ao seu dispor uma escolta militar. quando Deus resgatou Israel do Egito. continua em Neemias. A o chegar em J e r u s a l é m . A reconstrução de Jerusalém dos muros Sob a liderança dinâmica e inspiradora de Neemias foram necessários apenas 52 dias. que reconstruiu a cidade d e Jerusalém. ele tinha um plano prático para apresentar ao rei. Quanto ao restante. A o c o n t r á r i o d o q u i e t o e retraído Esdras. • Este h o m e m (11. Deus resp o n d e u sua oraCaps. estava na cidade de Susã.

A lista menciona sacerdotes c perfumistas. astuto como sempre. nem Esdras nem os homens de seu grupo são mencionados. A maioria dos lugares mencionados não pode ser identificada atualmente. no entanto. extremidade leste. pelas quais naturalmente se preocupavam mais. A resposta de Neemias . a Porta do Peixe (3). depois o terrorismo de oponentes poderosos. ourives e comerciantes. pôs as pessoas para trabalharem perto de suas próprias casas. no canto noroeste. N e 4: N e e m i a s v e n c e a o p o s i ç ã o O povo tinira vontade de trabalhar. governantes. Veja o mapa. Pessoas de todo tipo se u n i r a m para a reconstrução. Os líderes mencionados eram cidadãos estabelecidos há mais tempo. Neemias.Ne 3: O r g a n i z a n d o o t r a b a l h o Este capítulo descreve a obra como tendo começado do lado noite e indo no sentido antihorário. Alguns se encar- regaram de duas seções. a Torre dos Fornos (11). c também mulheres. tiveram que enfrentar primeiro o ridículo. No entanto. c possuía u m líder dinâmico. ficava no muro norte. no canto noroeste da cidade de Davi. A Porta das Ovelhas ( 1 ) .

. queriam levar Neemias a violar a lei. Neemias decidiu criar um registro de todas as famílias presentes. do Lixo Porta da Fonte Templo ICidädecflBv E/C to .. a obra foi t e r m i n a d a A oposição percebeu que sua única chance de fazer parar a obra era livrar-se de Neemias. e pusemos guardas" (9).. o trabalho foi realizado no calor do verão) os muros ficaram prontos. e o fogo fez com que as pedras d o local E devolvam agora mesmo se desintegrassem. mas zelo pela honra de Deus que Neemias. 14-19 nos transportam 12 anos para o futuro.9-11. bem como tributos de outra natureza.336 A história de Israel. Mas e as suas casas!" a razão que subjaz a elas não era vingança (Reformas sociais d e pessoal. os seus campos.. • V . Até os inimigos de Israel foram forçados a reconhecer que num feito extraordinário desses só podia estar presente a mão de Deus. N e 7: O s e x i l a d o s q u e r e t o r n a r a m Concluída a obra. • Vale d e O n o (2) Ficava cerca de 40 km a noroeste de Jerusalém. dívida.11) foram fora de série. cobrando juros de seus compatriotas e vendendo-os como escravos para estrangeiros. vocês também. E em menos de dois meses (por volta de agosto/setembro. aliadas com ação prática: "oramos. Os vs. e neles Neemias descreve. As respostas de Neemias (3. Eu. dadas as ordens e distribuídas as tarefas (1-3). s e g u n d o Ne 5. • T r i b u t o d o rei (4) Os persas impunham aos povos conquistados pesados impostos sobre o uso da terra. "lembrai-vos v o c ê s estão do Senhor. Ele não deixou que nada o desviasse da realização da tarefa que havia recebido de Deus. Quando isto falhou. grande e temível e pelejai" (14). Estes versículos revelam deslealdade por parte dos líderes judeus.. e os meus Sua confiança inabalável vinha da certeza de companheiros. Ele agia desta forma p o r respeito a Deus e suas leis (15).25). as suas plantações de uvas • Vs. Neemias tomou medidas enérgicas para corrigir isto. 10 Apenas sacerdotes podiam entrar no Templo como tal. Os inimigos de Neemias Jerusalém 1 ¿>C3^> t AMOM f ÁRABES Fu} foi oração e fé. tentaram fazer chantagem (5-7) e apelar para a intimidação (10). descobrindo que j á existia uma listagem anterior..8. A CIDADE DE JERUSALEM NA ÉPOCA DE NEEMIAS KA A/f (büHan ftrucsäft*JÄ ci. 4-5 Orações d o A T como esta não e de oliveiras condizem com os padrões de Cristo. N e 6: C o m o a s c o n s p i r a ç õ e s não deram e m nada. Tentando fazer medo. • V . estava em jogo quando seu povo era atacado. Portanto. 2 Os muros haviam sido queimados. a seu favor. fazendo é errado!. 17-19 O cap. u m fato que colocava em risco todo o empreendimento... vamos perdoar essa que " o nosso Deus lutará por nós!" (20). • Vs. o seu estilo pessoal de governador. 5 revelou uma "ameaça interna". "O que NTLH) N e 5: O e s c â n d a l o d e j u d e u s reduzidos à condição d e escravos E n q u a n t o Neemias resgatava escravos hebreus e emprestava d i n h e i r o e oferecia comida aos pobres (inclusive entregando o dinheiro a que tinha direito como governador).. Sua primeira tentativa foi tentar persuadi-lo a deixar Jerusalém para i r conversar com eles (2). perdoem iodas as dividas deles. os judeus ricos desobedeciam à lei (Èx 22.

consciente d a extensão das suas falhas (assim como havia sucedido ao rei Josias. como indica o v. Estes capítulos. A o ser notificado de tudo aquilo que Deus espera. Ne 8: E s d r a s l ê o L i v r o d a L e i O povo pediu para Esdras trazer o Livro da Lei ( 1 ) . o p o v o se entristeceu. invertendo a ordem normal. a obra da criação de Deus. escritos n a terceira pessoa. Aquele era o "sétimo mês". redescobriram as instruções originais para a Festa dos Tabernáculos ou das Barracas. o início do ano novo com suas importantes festas religiosas. Ne 9 . interrompem as memórias d e Neemias que serão retomadas a partir de Ne 12. em primeiro lugar. Na oração. passa a recordar suas demonstrações de amor e fidelidade para com U m a poria tia antiga cidade de Jerusalém. . muito tempo atrás. 7—10 d o livro de Esdras. 1 . após o êxodo d o Egito. Durante a leitura. O arrependimento da nação foi genuíno. 6-73a (quase idênticos à lista dc Ed 2. o povo mencionou. reaparece para assumir a liderança nas questões religiosas. C . Ne 8—10 A lei de Deus: a é renovada aliança O que é descrito nesses capítulos ocorreu poucos dias após o término da restauração dos muros. E pela primeira v e z desde Josué ( o líder que sucedeu Moisés). 8). veja notas) referem-se ao primeiro e principal grupo de judeus que voltou em 538 a . Esdras leu e os levitas explicaram para uma audiência paciente e atenta. Esdras. que foi o prelúdio para a renovação da aliança. por tristeza. d u r a n te sete dias eles moraram em cabanas feitas de ramos. a festa foi seguida por um jejum. o sacerdote e mestre da Lei dos caps. Depois.3 7 : O p o v o s e a r r e p e n d e Aqui.Os vs.27. em lembrança da peregrinação de seus ancestrais pelo deserto. Erros foram corrigidos e o povo se voltou a Deus com confissão e adoração. e a alegria. 2Rs 22). (Talvez também tenham traduzido para alguns que falavam aramaico c não entendiam hebraico. após o decreto de Ciro.

depois os chefes dos grupos de famílias de sacerdotes. a identidade da nação (23-27) e o sacerdócio (28-29). desejo de assinar novamente a aliança só tu és o SENHOR! com Deus. as exigências da Lei em relação ao casamento. tas e líderes assinaram em nome do o mar e tudo o que há neles. após ocupar o posto de governador por 12 anos. onde ficou por algum tempo. os impostos.3 é como as anotações de um editor.1—12. quando se achegam de Deus na condição de escravos em sua própria terra. "Obedeceremos a tudo o que o SENHOR. • V . O p o v o j u r o u manter. os sacerdotes. os sacerdotes e os levitas. o sábado. O sumo sacerdote. 0 número aumentou através cie uma convocação compulsória de 10 por cento da população das vilas circunvizinhas. p o r incrível que pareça. e registros das famílias de sacerdotes c levitas. uma nação rebelde. Isto não é uma turba de refugiados.26: R e g i s t r o s do povo Ne 11. N e 11. moravam em . depois os descendentes do sumo sacerdote Josué. N e 13: A b u s o s e r e f o r m a s O trecho de Ne 12. o governador. desde a época de Abraão até aquele momento. O acordo foi ratificado no estilo tu conservas a lodos com vida. Em 433. mias. . • 12. leviTu fizeste a terra. "Não foi o pedantismo burocrático que conservou estes nomes.Jerusalém lc substancialmente a mesma lista de l C r 9. Ne 12. especificamente. Nós não abandonaremos a casa do nosso Deus" (39).9 Havia dois coros que cantavam ou recitavam em resposta um ao outro.6) mento (de lealdade a D e u s ) . 10).6). os dízimos e as ofertas para manter os serviços do Templo.6-37) p r o d u z i u u m "O « e u s . . 4 Neemias recomeça o seu relato. avançaram em sentidos opostos ao longo do topo largo do muro. No v. Neemias retomou à cone do rei Artaxerxcs. O propósito é que estas pessoas e seu cronista estavam cientes de suas raízes e sua estrutura como povo de Deus. NeeTu fizeste o s c é i r s e as estrelas. povo. 11. Foi um momento de ruidosa alegria e efusiva celebração.44—13.23 Veja l C r 25. . cada uma liderada por um coro. de lamemação pelo pecado (veja J n 3. encontrando-se na área do Templo para o ato final de ação de graças e os sacrifícios.' tradicional com uma maldição (sobre aqueles que o quebrassem) e um jura(O início d a oração d o p o v o e m N e 9. encerrando com os deveres em relação ao Templo.27-47: A d e d i c a ç ã o dos muros da cidade Agora retornamos às memórias de Neemias narradas c m primeira pessoa. nosso Deus. havia permitido que Tobias (provavelmen- N e 9. 1 Vestir roupas feitas de pano grosseiro e pôr terra na cabeça eram sinais de tristeza. deparou-se com abusos que ameaçavam a Lei de Deus (15-22). por causa do seu pecado. nos manda ( 2 9 ) . tantas vezes quebrada.1-26 relaciona primeiro os sacerdotes e levitas que retornaram com Zorobabel. Duas procissões.3-19 provavelmente c uma lista daqueles que |. • 11.38—10. Ao voltar a Jerusalém.2-17). O povo já havia quebrado muitas das promessas que recentemente fizera a Deus (cap.25-36 relaciona as vilas ocupadas.338 A história de Israel Ne11—13 A obra de Neemias continua Hsravaçõcs arqi lógicas revelaram parle dos muros d e Jerusalém d a época de Neemias. 12.39: A r a t i f i c a ç ã o da aliança A recapitulação da história do p o v o na grande confissão (9. instalando-se num lugar qualquer" (Kidncr).

um inimigo de Neemias de longa data. A oposição às mulheres estrangeiras não era baseada na raça. construídos n o tempo das cruzadas. A i n d a hoje se podem v e r muros eomo estes. São notáveis os feitos de Esdras e Neemias nos anos cruciais eme se seguiram ao retorno de um p o v o dizimado do exílio. Para este fim sua rigidez com relação a casamentos mistos foi essencial. que há de mais baixo na natureza humana. As leis do sábado eram violadas de forma descarada. mas era conseqüência de suas religiões depravadas. 24 Neemias preocupava-se com a nova geração. e segurança para o p o v o de Jerusalém. A manutenção dos levitas não estava em dia. n o tempo d e Neemias.) A história lhes ensinara que a mistura do paganismo. para o sustento deles. (0 AT não condena casamentos inter-raciais. talvez não teríamos tido a sobrevivência de uma religião e de uma comunidade judaica bem distintas — com tudo que isso significa para o mundo (especialmente à luz da obra de Cristo). E mais uma vez (veja E d 9 —10. Sem o ensinamento da lei. poderia levar a fé judaica rapidamente à beira da extinção. sem a fé inabalável e a ação destemida desses dois líderes. com sua permissividade e seu apelo a tudo Jerusalém era u m a cidade f o n i lirada 339 desde tempos remólos. significava pa?. O que aconteceria com a identidade da nação — recentemente recuperada — se isto continuasse? . • V . O projeio cie reconstrução dos muros. Neemias reagiu com palavras duras e rapidamente entrou em ação para corrigir estas situações. cerca de 30 anos antes disto) os israelitas casaram-se com mulheres estrangeiras. quando ambos os cônjuges adoram o Deus de Israel: o casamento da moabita Rute com Boaz é um dos vários exemplos de "estrangeiros" aceitos na família de Deus.Neemías te um amonita. apesar de seu nome j u d e u ) . usasse uma sala grande do Templo. porque o povo não estava dando o suficiente.

o livro pressupõe a convicção de que Deus tem como interferir nos planos dos homens. Ester é um livro de instrução (lei) e história (narrativa). . — tirado das obras do historiador grego Heródoto. Outros o consideram um romance histórico ou conto baseado em fatos reais. Certamente muitos detalhes contextuais — costumes da corte.• S . • Rainha Vasti (9) Heródoto diz que Amestris era a rainha de Assuero. e de que ele nunca se esquece de seu povo em suas necessidades. a proibição do luto.ESTER O livro de Ester conta a história de uma tentativa de extermínio do povo judeu que se passa nos dias do rei persa. Adições g r e g a s a Ester 0 texto grego da Septuaginta acrescenta parágrafos inteiros ao livro. Assuero é mencionado cm Ed 4. Sua capital de inverno (insuportavelmente quente no verão) era Susã.6. O historiador grego I leródoto o descreve como um homem cruel. cidade no Elão. porém. de inscrições persas e tabletes de Persépolis — nos dá boas razões para considerarmos o livro de Ester como obra essencialmente histórica. Et 2 : Ester se t o r n a E n t r e os caps. um império que se estendia do Indo ao norte do Sudão. Era filho de Dario I. E t 1: A s s u e r o d e s t r o n a s u a r a i n h a 0 imperador persa Assuero ( n o grego. E seguindo o conselho de seus astrólogos. Quem é o autor? Não sabemos. X e r x e s ) g o v e r n o u de 486 a 465 a . Outros. É possível que Vasti ("melhor" ou "amada") seja seu nome persa. trazia esta decoração na qual aparece um gualda Deus (e às vezes omite material do texto hebraico). Mas seu nacionalismo e conhecimento preciso das tradições persas indicam que ele provavelmente era um judeu que viveu na Pérsia antes do império cair nas mãos dos gregos. Para os judeus. Mas sua rainha (não sabemos por que razão) recusou-se a atender seu desejo de torná-la parte da exposição. A Vulgata latina de Jerônimo {século 4) tornou estas passagens parte dos livros deuterocanônicos. e mostra como ela foi frustrada. Qtiaii• persa. o uso de mensageiros. A Bíblia de Jerusalém insere essas adições no texto. Embora não mencione o nome de Deus. o clímax de uma demonstração de seu poder e riqueza que se estendeu p o r seis meses. C . O u talvez houvesse outras rainhas que desconhecemos. uma das paredes do palácio de inverno. acreditam que o conhecimento que temos sobre a vida no Império Persa no século 5 a. Há seis adições principais. a execução por enforcamento — expressam de forma precisa o mundo persa da época.C. Alguns cristãos o consideram pura ficção. 1—2 do da desastrosa guerra batalhas de Termópilas rainha se encaixa o períocontra os gregos. Assuero (Xerxes I). inclusive referências a Resumo A história de uma jovem judia que se torna rainha da Pérsia e. Recentemente a palavra puru foi encontrada inscrita num dado. • Enviou cartas (22) Dario estabeleceu um serviço |X)StaI excelente que operava em todo o império. o harém c um "paraíso" (jardim). frustra um plano de exterminar o povo judeu. Escavações revelaram a sala do trono. num total de 107 versículos. em grande parte por causa da aparente improbabilidade dos acontecimentos. as . e nos Apócrifos da Bíblia protestante). o rei depôs a rainha Vasti. excêntrico e sensual — o que corresponde a seu caráter neste livro. estejam eles onde estiverem. em Susíi. (Elas podem ser encontradas nas edições católicas da Bíblia. As opiniões sobre o livro variam. cerca de 320 km a leste da Babilônia. usando tipos itálicos para distinguir essas seções do restante do texto.-i lamina. Também explica a origem da festa judaica de Purim. Em 483 ele deu um grande banquete. com a ajuda de seu primo Mordecai. confirmando o que o autor diz sobre a origem do Purím. que lhe deixou vasta riqueza e u m n o v o complexo de palácios luxuosos em Susã. Na época eni que o rei Assuero se divorciou da sua rainha e Kstcr foi levada para a cone real.

capital da Pérsia durante o reinado do rei Xerxes (Assuero). e em vários encontros Ester agiu com astúcia e coragem. Ela pediu que jejuassem durante três dias. Outro elemento importante é a descoberta de um plano para assassinar o rei. e dividia as atenções do rei com centenas de outras mulheres. Como resultado. e os judeus atribuem a origem da Festa de Purim (veja "As grandes festas religiosas") aos acontecimentos registrados nesse livro. prometendo abordar o rei no final deste periodo. Os judeus fizeram uma grande celebração.1-2). serem examinadas pelo rei. Mais tarde perdeu a paciência e construiu uma forca para matar Mordecai. Ele não podia sequer aproximar-se do rei sem correr risco de vida. Isto provavelmente significa que sua família estava entre os cativos. 5-6 Mordecai teria quase 120 anos se ele próprio tivesse sido exilado em 597 a. N o seu b a n q u e t e . pedindo ao rei o que ela queria. Mordecai se recusou a honrá-lo dessa forma. morrerei. os judeus foram salvos.C. Entre as belas jovens selecionadas para irem à capital para 12 meses de tratamento de beleza. Eles viviam em Susâ. q u e faz parle d o T e s o u r o d e O x u s . planejou acertar as conlas ordenando a morte de todos os judeus. Hamã foi morto na forca que construíra para Mordecai. Seu comportamento é um impressionante exemplo do uso do charme feminino e até da fraqueza para conseguir apoio e autoridade para uma causa. feita por Mordecai. Um relatório desse fato foi inserido nos registros da corte (23. se recusara a comparecer diante do rei. como este versículo informa a respeito do nome de Ester. • H a d a s s a / E s t e r (7) Algumas pessoas se incomodam com o fato de os nomes "Ester" e " M o r d e c a i " serem semelhantes aos dos deuses babilónicos "lstar" e "Marduque". entre os exilados que haviam sido levados de Jerusalém por Nabucodonosor. Ester. que se tornou um evento anual por decreto de Ester e Mordecai. c o m o esta tigela d e o u r o batido. Mas isto não deveria causar espanto. e os outros começaram a se prostrar diante dele. estava um jovem j u d i a . o rei Xerxes escolheu Ester para ser sua rainha. há fortes indícios de precisão histórica. e ao mesmo tempo demonstrando respeito." Quando o momento potencialmente perigoso chegou. ao ser convocada. Mas Ester era uma rainha sem poder nem privilégios. ela agradou o rei e ele a tornou sua rainha. A identidade judaica de Ester é mantida em segredo (10). a não ser que fosse convocada por ele. após a morte de seus pais. mesmo sabendo que eram ordens do rei. c isto é importante para o enredo à medida que a história vai se desenrolando. o rei estendeu seu cetro para recebê-la. prima de Mordecai. Hamã ficou furioso e quando descobriu que Mordecai era judeu. e Mordecai foi elevado à posição de segundo homem mais importante do reino. Dentre as mais belas virgens do reino. Tudo indica que Mordecai era um oficial subalterno que trabalhava no palácio. seus bens foram repassados a Ester. que manteve em segredo sua identidade estrangeira. Quando chegou sua vez. embora nâo tivesse acesso direto ao rei. o rei da Pérsia razia uso de louça l u x u o s a . substituindo a rainha Vasti que. Isto lhe permitia ficar perto dos portões. anos se passaram até o rei conseguir escolher uma nova rainha. e depois em grande parte esquecidas. • V s . Ester. Hadassa . Ele até persuadiu Xerxes a transformar seu plano em decreto real. a única esperança dos judeus. pois foram nomes dados no cativeiro.Ester 341 Retrato de Ester Frances Fuller Ester era uma bela jovem judia que fora criada por seu primo Mordecai. agora. "Se eu tiver que morrer. veja 6. verificar se Ester estava bem e lhe enviar mensagens. era. Seu nome judaico era Hadassa. Quando Xerxes nomeou um homem mau chamado Hamã para o posto mais elevado entre os seus nobres. Embora a história de Ester pareça um conto de fadas.

foi a presença d o rei. Ester fez seu pedido. Hamã na mente do leitor. D o palácio e m Persépolis. sem saber do parentesco entre Ester e Mordecai — ficou muito honrado. Assim.000 kg de feita rainha justamente prata para o orçamento do Estado. acabaria dando a seu inimigo as honras que acreditava seriam suas. tamente com as orações que acompanham o jejum). descobriu sua dívida para com Mordecai. F. • Vs. não encontrou conforto cm casa. Ester revelou seu segredo. "Mordecai é j u d e u " . E t 6: O r e i r e c o m p e n s a M o r d e c a i Neste momento se dá a guinada na história. mas não há meio de saber se era Mordccai. foi a pergunta que o rei dirigiu a Hamã. e. Mordei .i ao convencer Ester e m Et 4. No ambiente tranqüilo após a refeição ela fez um segundo convite. o que agravou ainda mais as acusações feitas contra ele. E t 5: U m c o n v i t e p a r a j a n t a r O rei concedeu a audiência. E t 7: A m a l d a d e d e H a m ã é revelada Após o jantar na segunda noite. na qual pretendia enforcar seu inimigo. Possivelmente ele achou que a exigência de Hamã ia "Tendo prendido nossa jrnasimiçcio. Hamã ficou chocado. além da reverência normal da corte e exiuma história gia certa adoração que violava sua própria pode "decolar" c. destruindo receptivo. aparece sentado no seu trono.m i n i s t r o H a m ã trama a destruição dos judeus Não sabemos por que Mordecai se recusou a se prostrar diante de Hamã. Mesmo preocupada. pediu que lhe fossem lidos os anais da corte. • C o b r i r a m o rosto d e H a m ã (8) Isto era um sinal da sentença de morte. disse a esposa de Hamã. I Iamã. Mordecai fez pressão sobre pressão. um novo decreto Ainda restava o problema d o decreto de Hamã. 14-16 Mordecai não mencionou Deus. A única alternativa era arriscar-se e ir sem ser convidada. Hamã — sem desconfiar de nada. Foi para casa e construiu uma forca mais alta que os muros da cidade. quando. mas sua fé lhe dava a certeza de que a ajuda viria. da Pérsia.14) E t 4: E s t e r r e c e b e a n o t í c i a O destino dos judeus agora dependia de Ester. assim.342 A história de Israel Ester arriscou a sua v i d a . • Meu p o v o (4) Quase casualmente. começar uma vida própria todos os judeus que havia na Pérsia. mesmo se Ester se recusasse a interceder E se ela se recusasse. ele viria dentro de 11 meses. O rei não conseguia dormir. e Ester agiu com astúcia. "Que se fará ao homem a quem o rei deseja honrar?". F. Hamã resolveu transplantada para solo fazer uma "limpeza étnica". Hamã planepara ajudar java conseguir esses recursos tomando os bens mima situaçtio como estai" dos judeus e confiscando suas terras. Na sua furia irracional. Sua esposa e seus amigos. Aqui. ele precisava escolher um "dia dc sorte". supersticiosos." vivia numa sociedade que se orientava pelo Joyce Baldwin destino e em que o diário da corte para os eventos do ano era determinado por sorteio. o rei Dario. a grande ironia é que Hamã acabou morrendo na forca que ele mesmo havia construído.C. Sua ação de lançar-se aos pés da rainha estendida no divã foi interpretada como tentativa de estupro. Ela convidou o rei e seu favorito para um jantar. A comunidade judaica deveria apoiá-la em jejum (e supos- . Envergonhado e humilhado. E t 8: M o r d e c a i é p r o m o v i d o .. aceitou correr o risco. Felizmente para os judeus. ainda assim ela poderia ser morta. como uma semente fé. sem ser convidada. C o m o fora emitido no nome do rei e com seu selo. O consentimento do rei foi facilmen"Talvez você te obtido: bastou acusar os judeus de rebelião tenha sido e prometer um aporte extra de 342. ele não podia ser revogado significa "murta". Mas ela não era convocada por ele havia um mês. baseado num equívoco. U m oficial chamado Marduca aparece num texto deste período. • Tebete (16) Dezembro/janeiro de 479 a. E continuou: "Você vai perder na ceita". Só ela tinha acesso ao rei. Et 3 : O p r i m e i r o . viram nisto o início de sua derrota.

bster 343 Este bracelete de o u r o d e c o r a d o com grifos ( d o Tesouro d e O x u s o procedente d a Pérsia) d á idéia da riqueza e d o l u x o que lister e n c o n t r o u . mas não houve saques. 2 No passado. os dias 14 e 15 de adar se tornaram dias festivos que seriam observados todos os anos. Algumas pessoas consideram o número dos mortos um exagero proposital para entreter os leitores.13). lendo em v o z alta o livro de Ester e recordando muitos outros milagres recentes de livramento. ao chegar à c o r t e do rei persa. Mas.. que mostram como Mordecai fez bom uso do seu poder. Para celebrar o livramento do povo. os judeus livraram-se de seus inimigos. Certamente é alto. o rei havia dado seu anclsinete a Hamã. e é tido cm família todo ano na festa de Purim. e seu retato fascinou de tal forma os leitores judeus que o livro de tornou um best-seller. Não há desculpa para o pedido vingativo de Ester (a não ser que esta seja apenas uma explicação para a festa celebrada em dias diferentes em Susã c no interior). • V . a feste d e P u r i m Q u a n d o o dia d e t e r m i n a d o c h e g o u . "A dramática inversão de um destino funesto que parecia determinado a eliminar toda a raça judaica impressionoit o autor de tal forma que ele se dedicou com todo seu potencial artístico a transmitir os acontecimentos por meio da escrita. Ela mostrou ser filha de seu tempo. Até hoje os judeus celebram o Purim. Efe continua a ser o livro favorito nas comunidades judaicas. é possível que um número dez vezes maior de judeus teria morrido. inclusive os dez filhos de Hamã. em resposta ao pedido de Ester. • V . Agora entregou-o a Mordecai. • V . Et 9 : V i n g a n ç a j u d a i c a . o rei autorizou um segundo decreto. permitindo que os judeus reagissem. E t 10: P ó s . precedidos de jejum no dia 13. Os corpos dos filhos de Hamã foram enforcados (ou empalados) para tornar público o fim que tiveram. 9 Maio/junho. mas se o plano de H a m ã tivesse dado certo. parecem ser adições posteriores. tornando-o o segundo homem mais poderoso do império..e s c r i t o As últimas observações históricas." Joyce Baldwin (8). -im de rei do . 11 Os judeus tiveram permissão de tratar seus inimigos exatamente como teriam sido tratados (veja 3.

^estofos de várias cores de bordados. é uma questão flexível de <J«centos o u sílabas tônicas. Um OU dois estofos bordados. para o pescoço da esposa? J z 5. embora mais marcado do que isso (no original hebraico. Outra possibilidade é que o ritmo predominante seja um dístico ou uma parelha em que um verso de três batidas ou acentos é seguido por um verso com apenas duas batidas: Como os guerreiros caíram no meio da batalha! Este último ritmo. Por isso essa forma poética recebeu o nome de Qinah (lamento). e que a distingue da nossa. estofos de várias cores. Lutaremos nas pistas de aterrissagem. A q u i . é usado muitas vezes nos s a r c a s m o s o u l a m e n t o s (como no livro de Lamentações). Geralmente fmverá três acentos numa linha ou verso. U m equivalente moderno mais próximo seria a oratória rítmica de Winston Churchill.Poesia e Literatura de Sabedoria DE J Ó A C Â N T I C O DOS CÂNTICOS Derek Kidner Poesia A palavra "poesia" poderia sugerir um ramo altamente especializado da arte literária. Mas este seria um termo inadequado para qualquer parte d o AT.ie não de rjjjmero m ff vi /l T «t* •i 1 B m . a repetição (ou outros recursos) e o ritmo se unem para tornar uma mensagem duplamente memorável e comovente. ou por um conjunto de três versos na mesma passagem. Lutaremos nos campos e nas ruas. Mas este padrão pode ser variado ocasionalmente por uma parelha mais longa ou mais curta. A r e p e t i ç ã o era uma técnica muito usada pelos cananeus. cullivado p o r uma minoria para o benefício de poucos. com o qual forma um conjunto: Porventura.30 fixo de sílabas. é o paral e l i s m o : a repetição do pensamento de uma linha ou verso numa segunda linha ou verso. sendo que os dois versos se juntam para formar um dístico ou uma parelha de versos. O que é quase marca registrada da poesia bíblica. tendo ele prometido. embora seu uso não esteja restrito a esses temas. e é também uma característica de algumas das primeiras poesias bíblicas: Para Sísera. não o fará? I T O r i t m o . por exemplo: Lutaremos nas praias. combinados com outros três no verso seguinte. com sua nota de descaimento o u diminuição.

baseada no significado. Nos tempos d o AT. no entanto. os meus caminhos. Nos S a l m o s . muitas vezes. sem dúvida. mas trata-se de casos secundários. Essa forma poética tem os tipos. foi o primeiro a dar o nome de "paralelismo" a esse estilo poético.Introdução 345 "A essência e notadamente livre dos artifícios de desta poesia linguagem. pode ser traduzida para prosa em qualquer língua com muito pouca perda. S a l m o s e P r o v é r b i o s . A essência desta poesia é que ela tem questões importantes a transmitir de maneira enérgica a pessoas de todos os tipos. (Is 55. mas surge em vários cona transmitir dita à amplificação (desenvolvide maneira enérgica textos em momentos de grande mento) e à antítese (apresentação a pessoas de todos importância. acima foram tirados de livros que Ou. e. é mais espontânea podemos classificar como históricos (mas os j u d e u s os chamavam de " P r o fetas Anteriores" e " a Lei") e proféticos. Três livros do AT. pela riqueza e energia da sua linguagem e pelo poder das idéias que expressa. questões de estilo na poesia do AT. nem os vossos caminhos. o Cântico dos Cânticos seria um candidato melhor que Provérbios. é que ela tem Por esta r a z ã o . a poesia é colocada em prática para ser " o caminho que conduz às portas do céu" no culto e no ensino. o que indica claramente que os salmos e r a m poemas compostos para serem cantados. esse livro já foi considerado uma das obras primas da literatura mundial. Sobre J ó . questões importantes aparece separada em alguns livros desde a repetição propriamente poéticos. O s exemplos citados do oposto). tendo falado. ARA) O bispo L o w t h . q u e . Na realidade quase todos os pronunciamentos proféticos estão nesta forma. mais será dito quando se falar sobre a Sabedoria.8. a poesia não Há vários tipos de paralelismo. . Estes são J ó . ARA) uma dignidade e uma amplitude que dão ao pensamento o tempo necessário para fazer efeito no leitor. rima. refrões. para destacá-los como sendo distintamente poéticos. também a oportunidade de apresentar mais de uma faceta de uma questão: Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos. em suas preleções sobre poesia hebraica em 1741. mostrou que esta estrutura. ocasionalmente. e foram corretamente estruturados como poesia em traduções recentes da Bíblia. recursos como assonância. fornecendo palavras inspiradas O texto hebraico d e alguns salmos traz o nome da melodia e indica o instrumento a ser usado. A nosso ver. Portanto. receberam um sistema de acentuação mais elaborado que os demais livros. um dos instrumentos favoritos para acompanhar o canto era a harpa. mais adiante. do ponto de vista puramente poético. jogos de palavras e acrósticos que são difíceis de traduzir. não o cumprirá? (Mm 23J 9. Há. no entanto. pois sua brica pura é um terceiro exemplo de poesia hebraica a ser colocado ao lado da rica eloqüência de J ó e dos versos dos Salmos que se destinam ao canto. diz o SENHOR. ao contrário da poesia que depende de métrica complexa o u vocabulário especial. e.

até provocados. que são. e Israel não era exceção.5-11. nem o conselho ao sábio. Somos persuadidos. ao que o mundo de Deus não pode ser „ que parece. a confiança no auxílio divino. a sobriedade. Salomão é o que mais se destaca. teve sua capina e ao que constitui a sua glória máxima. Algumas de suas fábulas e alguns de seus ditos populares e preceitos foram conservados.1-9. ou pedirem cura. às vezes expandida em parábola o u alegoria. a ver a ligação entre a ordem divina no mundo e as ordens que Deus dá às pessoas. por outro lado. Is 28. SI 1. U m enigma ou dito enigmático é outro meio de levar a pessoa a pensar. J r 17. um sábio experimentado ensina aos jovens u m a sabedoria que se baseia n o temor de Deus. a sabedoria no falar. Aqui aparece uma boa dose de mera sabedoria secular. ex. o estilo didático da sabedoria aparece de tempos cm tempos (p. ou se regozijarem com um A rainha de Sabá foi apenas um dos muitos salvamento ou uma revelação. A riqueza das culturas vizinhas está sendo revelada com as descobertas relacionadas à sabedoria do Egito e da Mesopotâmia. Nas narrativas temos. Num nível mais profundo haverá reflexão penetrante sobre a maneira como Deus governa o mundo e sobre o propósito da vida humana. Qualquer uma dessas três pode ser designada pela palavra hebraica inashal. Havia até um provérbio neste sentido: " N ã o há de faltar a lei ao sacerdote. V a r i e d a d e d e f o r m a s A sabedoria assume várias formas. e não um simples mandamento o u uma pregação. O que confirma a identificação da sabedoria como ingrediente distinto nas Escrituras é que o próprio Israel a ouvia como uma terceira voz ao lado da Lei c dos Profetas. e dizem respeito em grande parle às questões comuns da vida de que tratam os provérbios bíblicos: a disposição dc aprendei. a Sabedoria não csiá restrita aos livros que classificamos sob esta categoria ( n o AT. O s 14. pode ser indiferente à beleza. a Sabedoria c a v o z da reflexão e da experiência. que também pode ser traduzida por provérbio o u sarcasmo. a magnanimidade e a amizade. e que a santidade não N q E m Provérbios. por mais que o material bíblico estej a num níve