MANUAL BÍBLICO SBB

M i s s ã o d a S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil:
D i f u n d i r a Bíblia c sua m e n s a g e m a todas as pessoas e a t o d o s os g r u p o s sociais c o m o i n s t r u m e n t o d e t r a n s f o r m a ç ã o e s p i r i t u a l , d e f o r t a l e c i m e n t o d e v a l o r e s éticos e m o r a i s e d e d e s e n v o l v i m e n t o c u l t u r a l e social.

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M a n u a l Bíblico S B B ; t r a d u ç ã o d e L a i l a h d e N o r o n h a . B a r u e r i , S P : S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil, 2 0 0 8 . 816 p. : il. ; 24,5 c m . T e x t o s bíblicos: A l m e i d a R e v i s t a e A t u a l i z a d a , 2 . e d . © 1 9 9 3 c N o v a T r a d u ç ã o n a L i n g u a g e m d e h o j e , © 2 0 0 0 , S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l . T í t u l o e m inglês: T h e N e w L i o n H a n d b o o k t o t h e Bible. 978-85-311-1118-1 1. Bíblia S a g r a d a 2. M a n u a i s Bíblicos 3. H i s t ó r i a d a Bíblia 4. T e r r a s Bíblicas I. S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l I I . N o r o n h a , L a y l a d e C D D - 220.9

C o p y r i g h t d o t e x t o © 1999 Pat e D a v i d A l e x a n d e r E d i ç ã o originalmente p u b l i c a d a e m inglês c o m o n o m e T h e N e w L i o n H a n d b o o k t o t h e Bible T r a d u z i d o para o p o r t u g u ê s a p a r t i r d a terceira e d i ç ã o e m inglês C o p y r i g h t d a edição inglesa © 1999 L i o n I I t i d s o n pie C o p y r i g h t desta t r a d u ç ã o 2008 S o c i e d a d e Bíblica d o B r a s i l C o n s u l t o r e s : Rev. Dr. G . M i k e B u t t e r w o r t , Dr. D a v i d I n s t o n e - B r e w e r , Rev. Dr. R . T . F r a n c e , Dr. S u e G i l l i n g h a m , A l a n R. Millard, Rt. Rev. J o h n B. T a y l o r , Dr. S t e p h e n T r a v i s , Dr. B e n W i t h e r i n g t o n

O s direitos morais dos a u t o r e s f o r a m a s s e g u r a d o s P u b l i c a d o n o Brasil p o r S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil A v . Ceci, 706 - T a m b o r é B a r u e r i , SP - C E P 06460-120 C a i x a Postal 330 - C E P 0 6 4 5 3 - 9 7 0 w w w . s b b . o r g . b r - 0800-727-8888 T r a d u ç ã o : Lailah d e N o r o n h a e S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil R e v i s ã o , edição e d i a g r a m a ç ã o : S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil O s textos bíblicos c i t a d o s f o r a m e x t r a í d o s d a t r a d u ç ã o d e J o ã o F e r r e i r a d e A l m e i d a , R e v i s t a e A t u a l i z a d a , 2a edição © 1993 S o c i e d a d e B í b l i c a d o B r a s i l , e d a N o v a T r a d u ç ã o n a L i n g u a g e m d e H o j e , © 2 0 0 0 S o c i e d a d e Bíblica d o Brasil Muitos dos t e x t o s s ã o a s s i n a d o s e r e p r e s e n t a m o p o n t o d e v i s t a d o s a u t o r e s . O c o n t e ú d o d o s textos é d e i n t e i r a r e s p o n s a b i l i d a d e d o s a u t o r e s e n ã o r e f l e t e , n e c e s s a r i a m e n t e , a p o s i ç ã o d a Sociedade Bíblica d o B r a s i l , q u e p u b l i c a a p r e s e n t e e d i ç ã o n o i n t u i t o d e s e r v i r o S e n h o r J e s u s Cristo e ajudar o l e i t o r a c o n h e c e r m e l h o r o L i v r o S a g r a d o .

Impresso e e n c a d e r n a d o na E s l o v é n i a E A 9 7 3 M B - 12.000 - 2008 - S B B

MANUAL BÍBLICO SBB
Editado por PAT E DAVID A L E X A N D E R

Sociedade Bíblica do Brasil

Lista de abreviaturas usadas

Prefácio

Abreviaturas gerais
d.C. a.C. cf. cap., caps, p. ex. etc. depois de Cristo antes de Cristo conferir capítulo(s) por exemplo et cetera 5., ss. NT AT v., vs. Pseguinte(s) Novo Testamento Antigo Testamento versiculo(s)
pagina

Livros bíblicos
Gn Êx Lv Nm Dl Js Jz Rt ISm 2Sm 1RS 2Rs lCr 2Cr Ed Ne Et Jó SI Pv Ec Ct Is Jr Lm Ez Dn Os
Jl

Am Ob Jn Mq

Gênesis Êxodo Levítico Números Deuteronômio Josué Juizes Rute lSamuel 2Samuel IReis 2Reis 1 Crônicas 2Crônicas Esdras Neemias Ester Jó Salmos Provérbios Eclesiastes Cântico dos Cânticos Isaías Jeremias Lamentações Ezequiel Daniel Oséias Jool Amos Obadias Jonas Miquéias

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Naum Habacuque Sofonias Ageu Zacarias Malaquias Mateus Marcos Lucas João Atos Romanos ICoríntios 2Corintios Gálatas Efésios Filipenses Colossenses ITessalonicenses 2Tessalonicenses ITimóteo 2Timóteo Tito Filemon Hebreus Tiago 1 Pedro 2Pedro Uoão 2João 3João Judas Apocalipse

A Bíblia é o livro mais distribuído e lido d o m u n d o . A l g u n s a l ê e m p o r curiosidade, alguns c o m o parte d e u m a busca espiritual, outros p o r causa d o seu rico l e g a d o cultural. Este Manual foi criado para ser u s a d o c o m a Bíblia; para estar j u n t o dela. N ã o é apenas para referência, falando a o leitor sobre a Bíblia. A intenção é reunir informação q u e antes só p o d i a ser encontrada e m vários livros d e referência d i f e r e n tes. Isto é feito tanto visualmente c o m o pela palavra escrita. As ilustrações, os mapas e diagramas são incluídos, n ã o para e m b e l e z a r o t e x t o , mas para esclarecer seu significado. O Manual p o d e ser usado c o m qualquer v e r s ã o o u tradução da Bíblia. ' A l é m d e ser u m livro para ser u s a d o c o m a Bíblia, o Manual t a m b é m estará j u n t o a o leitor, convidativo e acessível. A o editar o Manual tínham o s e m m e n t e as pessoas q u e estão c o m e ç a n d o a estudar a Bíblia. Assim, n e n h u m c o n h e c i m e n t o prévio é necessário. Os vários colaboradores especializados c o m u n i c a m d e f o r m a simples — n ã o simplista. T e r m o s técnicos são usados o m í n i m o possível. Q u a n d o são usados, são explicados. O o b j e t i v o principal é ajudar o s leitores a e n t e n d e r o próprio t e x t o da Bíblia. As seções-guia — Parte 2 sobre o A n t i g o T e s t a m e n t o e Parte 3 sobre o N o v o — analisam cada livro, parte p o r parte, r e s u m i n d o e f a z e n d o a n o t a ç õ e s o n d e e x p l i c a ç õ e s s ã o necessárias. P e q u e n o s a r t i g o s d e destaque, escritos p o r especialistas, p e r m i t e m q u e interesses específicos sejam investigados e m maior detalhe. O s passos seguintes são interpretar o q u e é lido e apreciar o q u e a Bíblia p o d e nos dizer hoje. Isto significa descobrir se u m d e t e r m i n a d o livro é escrito c o m o poesia o u prosa, história o u carta — e seu c o n t e x t o histórico. O s diagramas e artigos na Parte 1 foram projetados para ajudar nesta parte. E a Parte 4, o Auxílio Rápido, facilita e agiliza a localização d e informação sobre p e r s o n a g e n s , lugares, assuntos e ilustrações. Abrir a Bíblia e m Gênesis e ler direto até A p o calipse g e r a l m e n t e n ã o é a m e l h o r m a n e i r a d e começar! " C o m o Ler a Bíblia" (na Parte 1) o f e r e ce várias alternativas úteis. O Manual p o d e estar s e m p r e à mão, qualquer q u e seja o p o n t o d e partida d o leitor: u m livro da Bíblia, u m p e r s o n a g e m

bíblico, uma questão específica, arqueologia bíblica, cultura, literatura. A l g u m a s pessoas p r e f e r e m uma leitura mais superficial; outras g o s t a m d e ir a fundo.

Por que uma edição completamente nova?
0 Manual foi publicado pela primeira v e z e m 1973. E m 1983 foi revisado l e v a n d o e m consideração as novas traduções importantes q u e haviam surgido naquele p e r í o d o . E m 25 anos, as v e n d a s atingiram a marca d o s três milhões e o Manual já foi publicado e m 28 línguas e m t o d o o m u n d o . Nas palavras d e u m editor asiático, ele se t o r n o u uma "obra seminal". 0 p r o p ó s i t o desta revisão mais a m p l a é servir os leitores n o n o v o m i l ê n i o . S e n t i m o - n o s estimulados a reescrever o texto e reformular a o b r a c o m o u m t o d o . T e m o s muitas f o t o g r a fias novas para ajudar a imaginar o passado e o livro t e m mapas e diagramas n o v o s . O m a n u a l levou e m consideração as n o v i d a d e s na área d a pesquisa bíblica e coloca a Bíblia b e m d e n t r o de seu c o n t e x t o histórico. Ele t a m b é m reflete as preocupações mais recentes d o s leitores. C o n v i damos m u i t o s c o l a b o r a d o r e s n o v o s , h o m e n s e mulheres, para c o m p a r t i l h a r seu c o n h e c i m e n t o . Um poeta fala s o b r e Salmos, u m a autora t a l e n tosa c o m muitos anos d e e x p e r i ê n c i a n o O r i e n t e Médio e s c r e v e u e s t u d o s s o b r e as m u l h e r e s d a Bíblia. L e v a m o s e m conta os interesses tias pessoas — n o c u i d a d o c o m a criação, nas histórias (que t ê m u m papel t ã o i m p o r t a n t e na narrativa da Bíblia), na justiça, n o papel d a mulher, n u m a sociedade multirreligiosa, n o lugar d a Bíblia n o mundo atual... C o m o nas edições anteriores, o t e x t o bíblico foi considerado assim c o m o ele aparece e m nossas Bíblias, l e v a n d o e m conta seus tipos diferentes de literatura. A maior p r e o c u p a ç ã o é c o m o c o n teúdo e significado d a Bíblia, n ã o c o m questões de interesse m e r a m e n t e técnico. Nos assuntos e m que há controvérsias, tentamos mostrar isso, s e m necessariamente entrar n o debate. Somos gratos aos eruditos por compartilharem os frutos d o seu trabalho c o m u m público mais amplo. A s obras d e referência clássicas n o nível mais acadêmico f o r a m fonte vital d e informação.

A g r a d e c e m o s a todos q u e c o n t r i b u í r a m c o m este livro direta o u indiretamente, c o m p a r t i l h a n d o seu discernimento s o b r e o e n s i n a m e n t o bíblico, disp o n i b i l i z a n d o s e u p r ó p r i o material, o u simplesm e n t e p o r seu entusiasmo n o e s t u d o da Bíblia e sua convicção d e sua relevância e seu p o d e r para transformar vidas. T a m b é m s o m o s m u i t o gratos àqueles q u e ajud a r a m d e tantas outras formas. A l g u n s são m e n cionados e m "Agradecimentos", e m b o r a isto n ã o faça j u s a o valiosíssimo auxílio v i n d o d e várias fontes — d e s d e diretores d e m u s e u s e coleções àqueles q u e d e r a m h o s p e d a g e m , ajuda, informação e acima d e t u d o incentivo. Pessoalmente, n e n h u m o u t r o livro t e v e u m p a p e l tão significante e m nossas vidas q u a n t o a Bíblia. E s p e r a m o s q u e o Manual na sua n o v a forma ajude futuras gerações d e leitores a e n t e n der a Bíblia e m t o d a a sua atualidade.

Pat e David Oxford

Alexander

Conteúdo

INTRODUÇÃO O ANTIGO À BÍBLIA TESTAMENTO
Veja o índice completo a página 11 Veja o índice completo à página 97 Introdução 98 •••••• C O M E Ç A N D O A ESTUDAR A BÍBLIA 12 A BIBLIA N O SEU C O N T E X T O 24

OS "CINCO LIVROS" Gênesis a Deuteronômio 108 A HISTÓRIA DE ISRAEL Josué a Ester 220 POESIA E SABEDORIA Jó a Cântico dos Cânticos 344 OS PROFETAS Isaías a Malaquias 408

E N T E N D E N D O A BIBLIA 44

TRANSMITINDO A HISTORIA 60

A BIBLIA H O J E 78

O NOVO TESTAMENTO
Veja o índice completo à página 525 Introdução 527

AUXÍLIO RÁPIDO
Página 779

OS E V A N G E L H O S E A T O S Mateus a Atos 538 AS EPÍSTOLAS Romanos a Apocalipse

REFERÊNCIA RÁPIDA A MAPAS E DIAGRAMAS • Os livros da Bíblia 14 • Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo 26 • A Bíblia no seu tempo 28 • Entendendo a Bíblia 50 • A história do Antigo Testamento 100 • Israel nos tempos do Antigo Testamento 104 • Reis de Israel e Judá 306 • Os profetas no seu contexto 414 • Israel nos tempos do Novo Testamento 526 • A história do Novo Testamento 536

Rev. Dr. Gerald LBray, John H. Eaton, ex-Professor de Paula Gooder, Professora de Autores e C o l a b o r a d o r e s Professoranglicano de Divindade, Antigo Testamento, Universidade Estudos Bíblicos, Faculdade Escola de Divindade de Beeson, Universidade de Samfotd, Alabama; autor de Biblical interpretation, past and present: • Interpretando a Bíblia através dos séculos Rev. Dr. Richard A. Burridge, Deão do King's College, Londres, e Professor Honorário deTeologia; autor de What are the Gospels?, Four Gospels, One Jesus? eJohn na série People's Bible Commentary: • Estudando os evangelhos

David ePat Alexander, editores do Manual original; até 1994 respectivamente Diretor e Editora Chefe de Lion Publishing, Oxford: • Todos o$ íoiografíos (exceto aquelas descritas em Agradecimentos) íorom tirados especialmente por David Alexander • Esboço da Bíblia nas Panes 2 ei, com anotações eartigos por Pol Alexander, exceto aqueles atribuídos a outrem

Rev. Dr. Mike Butterworth, Diretor de St Albans e Oxford Ministry Course; especialista Rev. David Barton, Chefe em história do Antigo de Serviços de Informação, Diocese das Escolas de Oxford: Testamento e Profetas: • Os Profetas • laco, iosé, Davi, Retrato deleremias George Cansdale (in memorian), Rev. Dr.Craig Superintendente, Sociedade Bartholomew. . p s q u i s a d o i da Escola de Teologia e Estudos Zoológica de Londres: Religiosos, Escola Superior de • As codornizes, Pescando ChetenhameGloucester: no Lago da Galileia • 0 texto e a mensagem Rev. Colin Chapman, Professor de Estudos Islâmicos, Dr. Richard Bauckham, Professor de Estudos do Novo Escola de Teologia do Oriente Próximo, Beirute; escritor Testamento, Universidade sobre conflitos entre árabes de St Andrews: • Uma história do ponto de vista e israelenses e relações entre cristãos e muçulmanos: feminino (Bufe), Perspectivas • A terra prometida, "Guerra de mulheres nos Evangelhos, Santa" Entendendo o Apocalipse
;,

R.J.Berry, Professor de Genética, Universidade de Londres: • Comentários de um geneticistafsobre nascimento virginal) Dr. John Bimson, Diretor de Estudos e Professor de Antigo Testamento, FaculdadeTrinity, Bristol; autor de The World of theOld Testament; consultor, lllustrated Encyclopedia olBible Places: • Recriando o passado, Vida Nômade, Vida Sedentária

Rabino Dan Cohn-Sherbok, Professor de Judaísmo, Departamento deTeologia e Estudos Religiosos, Universidade de Wales, Lampeter: • A Bíblia Hebraica Rev. A. E. Cundall, ex-diretor, Faculdade Bíblica de Vitória, Austrália; autor de vários livros e estudos relacionados com o Antigo Testamento: • Examinando a cronologia dos reis

Dra. Katharine Dell, Professora de Divindade, Universidade de Cambridge; E.M.BIaiklockijn memorian) Professor Emérito Professora e Diretora de dos Clássicos, Universidade de Estudos na Faculdade St Catherine; especialista em Jó Auckland, Nova Zelândia: e literatura de sabedoria: • A família Herodes, Um historiadorovalia o Movo • Entendendo ló, Sabedoria Testamento em Provérbios eló

de Birmingham; autor de estudos Ripon, Cuddesdon, Oxford; sobre Salmoseos Profetas: estudos especializados: • Os Salmos em seu contexto evidência para crença no misticismojudaico no Novo Dr. Mark Elliot, Professor de Testamento, teologia feminista, Teologia Histórica e Sistemática, interpretação bíblica: Universidade de Nottingham: • Entendendo Cotossenses com Dr.StephenTravis: M Lista Aprovada Rev. Dr. Michael Green, o cânon das Escrituras, Estudioso do Novo Testamento, Livros deuterocanónicos autor e professor; Consultor de Evangelismo para os Arcebispos Dra. Grace I. Emmerson, de Canterbury e York: ex-membro do Departamento • "Boas Novas!"-dos primeiros deTeologia, Universidade cristãos, Dons espirituais de Birmingham: Rev.GeoffreyW.Grogan. • Entendendo Oséias ex-diretor, Instituto de Mary J. Evans, Diretor do Curso Treinamento Bíblico, Glasgow: de Vida e Ministério Cristãos e • 0 Espírito Santo em Atos Professora de Antigo Testamento, Faculdade Bíblica de Londres: Dr. P. DerynGuest, Professor de Bíblia Hebraica, • Profetas e profecia Universidade de Birmingham, Rev. David Field, exFaculdade Westhill: vice-presidente, Faculdade • Entendendo luízes Teológica de Oak Hill, Londres: Michele Guiness, Jornalista • 0 reino de Deus e escritora freelance judaicoRev. Dr. R. T. (Dick) France, cristã: ex-diretor de Wycliffe Hall, • Páscoa e a Última Ceia Oxford; estudioso do Novo Dr. Donald Guthrie Testamento e escritor: • Religião judaica no período (in memorian), Vice-diretor, Faculdade Bíblica de Londres: do Novo Testamento, Jesus • As Cartas (revisado para eo Antigo Testamento, "Deus esta edição pelo Rev. Dr. conosco" - a encarnação, StephenMotyer) 0 Antigo Testamento no Novo Testamento, A Dispersão judaica Richard S. Hess, Professor de Antigo Testamento, Seminário Frances Fuller, autora, editora e ex-diretora de Baptist de Denver, Colorado; Publicatioits, Beirute; residente do especialista em Bíblia e Oriente Médio por muitosanos: Oriente Próximo antigo: • Nomes de pessoas em • Sara, Agar, Retrato de Rute, Gnl—11 Ana, Retrato de Ester, Maria, Marta e Maria, Maria Madalena Colin Humphreys, Professor Dr. David Gill, Professor sênior de Ciência de Materiais, de História Antiga, Universidade Universidade de Cambridge: m A estrela de Belém, deWales, Swansea: 0 recenseamento • A provinda romana da ludéia, A cidade de Atenas, Dr. David historie Brewer, Governo romano, Cultura grega, Pesquisador, TyndaleHouse A cidade de Roma, A cidade de and Library for Biblical Corinto, A cidade de Éfeso Research, Cambridge: • lesus e dinheiro, iesus e as Dr. John Goldingay. cidades, lesus e as mulheres Professor de Antigo Testamento, Seminário Rev. Philip Jenson, Professor Teológico Fuller, Pasadena, de Antigo Testamento, Califórnia; autor de Models FaculdadeTrinity, Bristol: for Scripture e Models for • Um estilo de vida: Os Dez Interpretation of Scripture: Mandamentos, Sacerdócio no • Dicas para entender la Bíblia) Antigo Testamento

Dr. Philip Johnston, Professor de Antigo Testamento, Wycliffe Hall, Oxford: • PosiçõesdoAntigo Testamento com relação ao pós-morte Rev. F. D. Kidner, ex-Diretor de TyndaleHouse and Library for Biblical Research, Cambridge: • Poesia e sabedoria Dr.K.A. Kitchen, ex-Professor de Egípcio e Copta, Escola de Arqueologia e Estudos Orientais, Universidade de Liverpool: • Egito Dr. Nobuyoshi Kiuchi, Professor de Antigo Testamento, Universidade Cristã de Tóquio: • Sacrifício Dr. Todd E. Klutz, Seminário Teológico de Dallas e Faculdade de Wheaton; doutorado em demonologia antiga e exorcismo, Universidade de Sheffield; Professor de Novo Testamento, Universidade de Manchester: m Magia no Antigo Testamento J. Nelson Kraybill, Presidente do Seminário Bíblico Menonita.Elkhart, Indiana; autor de Imperial Cult and Commercein John s Apocalypse: • Adoração do imperador eApocalipse Dra. Melba Padilla Maggay, Presidente do Instituto de Estudos sobre Igreja e Cultura Asiáticas, Manila, Filipinas: • Perspectivas culturais: OrienteeOcidente Dr. I. Howard Marshall, Professor de Exegese do Novo Testamento, Universidade de Aberdeen; estudos especializados - Lucas-Atos, as Cartas de João e as Cartas Pastorais (Timóteo eTito): • Os Evangelhos e Jesus Cristo, Os milagres do Novo Testamento Rev. Dr. Andrew McGowan, Diretor, Instituto Teológico Highland, Elgin: • Os doze discípulos de Jesus

Alan R. Miilard, Professor de Hebraico e Línguas Semíticas, Universidade de Liverpool; Membro da Sociedade de Antiquários e palestrante internacional sobre arqueologia bíblica: • 0Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo, Histórias da criação, Histórias do dilúvio, Abraão, Onde ficavam Sodoma e Gomorra?, Moisés, (idades da conquista, Cananeus e filisteus, A arca perdida, 0 templo de Salomão e suas reconstruções, 0 escriba, Os assírios, Os babilónios, Os persas Evelyn Miranda Feliciano, escritora e Professora, Instituto de Estudossobrea Igreja e Cultura Asiáticas, Manila, Filipinas: m A justiça e os pobres Rev. J. A. Motyer, ex-Professor de Antigo Testamento: • Os nomes de Deus, A importância do tabernáculo. Os Profetas (com Dr. Mike Butterworth) Rev. Dr. Stephen Motyer, Professor de Novo Testamento e Hermenêutica, London Bible College: • As cartas, Paulo Rev. Dr. Stephen Motyer, Professor de Novo Testamento e Hermenêutica, London Bible College: • As Cartas, Paulo Rev. Dr. Michael Nazir-Ali, Bispo de Rochester, ex-diretor da Church Mission Society e exbispo de Raiwind, Paquistão: mO Cordoe a Biblia Dr. Stephen Noli, Professor de Estudos Bíblicos na Escola Ministerial Episcopal deTrinity, Amridge, Pensilvânia; autor de AnjosdeLuz, Poderes das Trevas: Pensando biblicamente sobre anjos, Satanás e principados: • Anjos no Bíblia Meie Pearse, Chefe de Departamento, Faculdade Bíblica de Londres; Professor convidado de História da Igreja, Seminário Teológico Evangélico, Osijek, Croácia: • Nosso mundo—o mundo deles

Rev. Dr. John Polkinghorne, ex-professor de Física Matemática, Universidade de Cambridge; Membro da Sociedade Real: • A Bíblia do ponto de vista de um cientista

Claire Powell, Professora de Novo Testamento, Grego, Cristologia, Hermenêutica e Gênero na Faculdade Cristã de Todas as Nações, Ware, Herts: Steve Turner, poeta, • Mulheres de fé, A Bíblia do jornalista e autor de vários ponto de vista feminino livros de poesia e biografia: • Salmos do ponto de vista Professor Sir Ghillean de um poeta Prance, Diretor do Jardim Botânico Real, Kew, Inglaterra: Rev. Dr. Peter Walker, • Pessoas como Professor de Novo Testamento, Wycliffe Hall, Oxford; autor administradoras de Deus de lesus and the Holy City: Dr.Vinoth • lerusalém no período Ramachandra, Secretário do Novo Testamento Regional da Associação Sul Asiática Dr. Steve Walton, de Estudantes Evangélicos, Professor de Novo Colombo, Sri Lanka; autor Testamento, Faculdade de Recovery ofMissions, Gods de St John, Nottingham; thatfail: especialista em Lucas-Atos. • lesus numa sociedade pluralista • 0 que é a Bíblia?, Divulgando a palavra - a tarefa Dr. Harolcl Rowdon da tradução Ex-professoreinstrutor residente, Faculdade Bíblica Walter WangerinJr., de Londres; editor-chefe Ocupante da cátedra e secretário internacional Jochum da Universidade de de Partnership, uma rede Valparaíso, Indiana; professor de igrejas independentes: de Literatura e Redação; • Soldados romanos no Novo teólogo e escritor; autor de 0 Livro de Deus: A Bíblia Testamento, Pilatos Romanceada: Rev. J. A. Simpson, Deão • A Bíblia como uma história de Canterbury: • 0 nascimento virginal Rev. Dr.JoBailey Wells. Deã, Faculdade Clare, Reva.VeraSinton, Cambridge: Ex-diretora de Estudos • Contadores de histórias Pastorais, Wycliffe Hall, a tradição oral, Os escribas, Oxford: O trabalho dos editores • Questões sexuais na igreja de Corinto Dr. Gordon Wenham, Professor de Estudos do Antigo Rev. John B.Taylor, Testamento, Escola Superior de Estudioso do Antigo Cheltenham e Gloucester; Testamento e ex-bispo de St • Alianças e tratados Albans: no Oriente Próximo • Introdução ao Antigo Testamento, Os "Cinco Livros" Rev. David Wheaton, História de Israel Cónego emérito da Catedral de St Alban; Dra. JoyTetley, Diretor ex-diretor da Faculdade do Curso Anglicano de Teológica Oak Hill, Londres; Treinamento Ministerial, Capelão honorário de Sua Cambridge: Majestade, A Rainha: • Entendendo Hebreus • A ressurreição de Jesus

Dr. Stephen Travis, Vice-reitor e diretor de Pesquisa, Faculdade de St lohn, Nottingham; especialista em Novo Testamento: • Lendo a Bíblia; comDr.MarkEIliot: • Lista aprovada o "cânon" das Escrituras, Livros deuterocanónicos

Rev.Dr.D.Wilkinson. Professor de Apologética Cristã e diretor do Centro de Comunicação Cristã, Faculdade de St John, Universidade de Durham; astrofísico teórico e Membro da Sociedade Astronômica Real; palestrante e radialista sobre questões relacionadas com ciência e religião; autor lieGod.theBigBangand Stephen Hawking eAlone in the Universe? • Deus e o universo HughG.M.Williamson, Ocupante da cátedra Regius de hebraico, Universidade de Oxford: • Entendendo Isaías RobertWilloughby, Professor de Novo Testamento, Faculdade Bíblica de Londres, especialista em Evangelhos e teologia política: MA paz de Deus, Amor

Introdução à Bíblia
COMEÇANDO A ESTUDAR A BÍBLIA 14 18 22 Os livros da Bíblia 0 que é a Bíblia? Lendo a Bíblia 26 A BÍBLIA NO SEU CONTEXTO Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo A Bíblia no seu tempo Recriando o passado A terra de Israel Animais e aves Arvores e planias 0 calendário de Israel ENTENDENDO A BÍBLIA TRANSMITINDO A HISTÓRIA A BÍBLIA H O J E 46 yj 52 53 58 28 30 36 38 40 42 Dicas para entender 62 Entendendo a Bíblia 64 A Bíblia como uma história 66 68 Interpretando a Bíblia através dos séculos 70 0 Texto e a mensagem 74 Contadores de histórias — a tradição oral Os escribas 0 trabalho dos editores A Bíblia Hebraica Uma lista aprovada — o "cânon" das Escrituras Divulgando a palavra — a tarefa da tradução 80 83 86 89 92 95 Perspectivas culturais — Oriente e Ocidente lesus numa sociedade pluralista 0 Corão e a Bíblia A Bíblia do ponto de vista feminino A Bíblia do ponto de vista de um cientista Nosso mundo — o mundo deles

COMEÇANDO A ESTUDAR A BÍBLIA

Introdução à Bíblia

livros da Bíblia
ANTIGO TESTAMENTO (39 livros) OS "CINCO LIVROS"

Gênesis Êxodo Levítico Números Deuteronõmio

Estes livros c o n t ê m histórias sobre a criação do m u n d o , o g r a n d e d i l ú v i o e o s pais ( c m ã e s ! ) d a nação d e Israel (Gênesis); a escravidão no Egito c o êxodo (Êxodo): e os 4 0 anos de p e r e g r i n a ç ã o n o "deserto" do Sinai (Números; Deuteronõmio). Eles t a m b é m r e g i s t r a m o d o m d a lei d e D e u s p a r a s e u p o v o r e s u m i d o nos D e z M a n d a m e n t o s ( Ê x o d o ; Deuteronõmio) e regras detalhadas para sacrifício e a d o r a ç ã o , c e n trados no tabernáculo ( t e n d a especial d e D e u s ) (Êxodo; Levítico).
Horus, simbolizado por este olho. era u m d o s deuses d o Egito, onde os israelitas foram escravizados.

Começando a estudar a Bíblia

15

HISTORIA DE ISRAEL

POESIA ESABEDORIA

OS PROFETAS

Josué Juízes Rute 1 e 2Samuel 1 e2Reis 1 e 2Crônlcas Esdras Neemias Ester

Jó Salmos Provérbios Eclesiastes Cântico dos Cânticos

• • • • •

Isaías Jeremias Lamentações Ezequiel Daniel

O shqfar, feito de chifre j de carneiro, era roçado para chamar os israelitas à batalha.

12 "profetas menores": Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias

C o m e ç a n d o c o m a conquista da terra p r o m e t i d a ( J o s u é ) , estes l i v r o s dão continuidade à história da nação, de seus heróis e daqueles que falhar a m para c o m a nação a o desviá-la de Deus. O período de liderança dos "juízes" (Gideão, S a n s ã o e o u t r o s ) t e r m i n a com S a m u e l , q u e u n g i u os primeiros reis de Israel. D e p o i s d o s reis S a u l , Davi e Salomão (1 e 2 S a m u e l ; I R e i s ) , as dez tribos d o N o r t e se separaram e f o r m a r a m o R e i n o de Israel, e n q u a n to a l i n h a g e m de D a v i c o n t i n u o u e m Judá. A q u e d a d e S a m a r i a nas mãos da Assíria m a r c o u o f i m de Israel. Mas u m remanescente d c J u d á s o b r e v i v e u à destruição de J e r u s a l é m e r e t o r n o u do exílio n a Babilônia. R e n o v a n d o sua obediência à lei de D e u s , reconstruír a m o T e m p l o e as m u r a l h a s da cidade (Esdras; Neemias).

Estes livros c o n t ê m a m a i o r parte d a poesia da Bíblia e a "sabedor i a " ( g r a n d e parte c m f o r m a de provérbios: Provérbios, Eclesiastes) q u e e r a b a s t a n t e p o p u l a r no Oriente Próximo antigo por volta da época d o Rei S a l o m ã o . J ó é u m a dramatização poética sobre o sofrimento. Salmos é u m livro de hinos. Cântico dos Cânticos é poesia r o m â n t i c a lírica.

O s profetas t r a z i a m a palavra de Deus a seu povo: advertindo sobre o julgamento ( q u a n d o o p o v o se desviava de Deus) incentivando c o m esperança e promessas (nos m o m e n t o s difíceis). A m a i o r i a v i v e u nos séculos 8 e 7 a . C , q u a n d o a nação estava sob ameaça, prim e i r o dos assírios e depois dos babilônios. A m ó s falou pela justiça a favor dos O povo de Israel mulras vezes pobres. A l g u n s p e r t e n c e m trocou o Deus ao p e r í o d o d o retorno do verdadeiro por ídolos. Esta é e x í l i o . V á r i a s profecias (as uma imagem de m a i s c o n h e c i d a s estão e m Baal, deus dos cananeus. Isaías) p r e v ê e m a v i n d a do "Messias", que D e u s e n v i a r i a p a r a l i b e r t a r seu p o v o e r e i n a r c o m justiça e p a z .
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Introdução à Bíblia

LIVROS DEUTEROCANÔNICOS/APÓCRIFOS

NOVO TESTAMENTO (27 livros)

Incenso foi uni dos presentes que os magos trouxeram ^ p a r a o menino esus.

OS EVANGELHOSE ATOS

Tobias Judite Adições a Ester Sabedoria de Salomão Eclesiástico Baruque 1 e2Esdras Carta de Jeremias

Oração d e Azarias/Cântico dos três jovens Susana Bel e o D r a g ã o 1,2,3, e4Macabeus O r a ç ã o de Manasses

O mais antigo • fragmento do v ,p-. Evangelho de João K ^ J / V W>íá data de 125-130 . .,d.i.. • r ***lKt:V;;.iK • w :

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Mateus Marcos Lucas João Atos

A Judeia estava sob domínio romano n o período do NT.

G r a n d e parte deste material adic i o n a l , i n c l u í d o n a s Bíblias C a t ó l i c a s , mas, e m g e r a l , ausente nas edições protestantes, v e m da tradução g r e g a (Septuaginta) da Bíblia h e b r a i c a . Macabeus relata a luta j u d a i c a pela i n d e p e n d ê n c i a n a é p o c a " e n t r e os Testamentos". Veja t a m b é m "Livros deuterocanônicos".

p Evangelho de João registra como Jesus transformou em vinho a água de jarros como este.

Canetas, tinta e estojo d o período d o NT.

Póncio Pilatos o governador romano que mandou cunhar esta moeda, autorizou a crucificação de Jesus.

O Códice Sinaítico, que data d o século 4 d . C , contém todo o N T ,

Os quatro evangelhos registram a vida de Jesus, principalmente seus três a n o s c o m o p r e g a d o r itiner a n t e , e a s e m a n a f i n a l e m q u e foi crucificado. Sua ressurreição é considerada confirmação de sua reivindicação de ser o Messias/"Filho de Deus" prometido. Todos se b a s e i a m n a e v i d ê n c i a de testemunhas oculares dentre seus seguidores mais chegados: cada autor tem seu próprio propósito e m contar a história. Atos é a continuação do Evangel h o d e L u c a s , a h i s t ó r i a d e c o m o os primeiros cristãos, principalmente P e d r o e P a u l o , d i f u n d i r a m as " b o a s novas" de Jesus entre judeus e gentios, c h e g a n d o até a p r ó p r i a R o m a .

Começando a estudar a Bíblia 17 AS CARTAS E APOCALIPSE • Romanos • 1 e 2Coríntios a :: : i i: n • • a Gálatas Efésios Filipenses Colossenses 1 e2Tessalonicenses 1 e 2Timóteo Tito Filemom Hebreus • • • • • Tiago 1 e 2Pedro 1. . A s outras. e o p o v o d e Deus g o z a r p a r a s e m p r e d a sua p r e sença nos " n o v o s céus e n o v a terra". até a história c h e g a r a o f i m . cartas "gerais". o "apóstolo dos gentios". ela lhes assegura q u e os propósitos d e Deus estão s e n d o e serão realizados. questões q u e os cristãos e s t a v a m levantando. Escrita para cristãos perseguidos. o m a l ser finalmente destruído. Todas são d e autoria d e Paulo.2e3João Judas Apocalipse A s 13 primeiras cartas — escritas para "novas igrejas" recém-formadas — l i d a m c o m situações específicas. d i r i g e m se a grupos mais amplos d e cristãos. e as necessidades d c líderes. cuja conversão dramática é registrada e m Atos. Hebreus (mais parecido c o m u m sermão do que u m a carta) é u m livro a n ô n i m o . é o ú n i c o e x e m p l o n o N o v o Testamento d e u m a o b r a "apocalíptica". Apocalipse. embora u m a carta circular.

15-17). . m a s proibiu-as d e c o m e r o f r u t o de uma determinada árvore (Gn 2. e a d o r d e i x a r ã o de existir. O que ela contém? D o que se trata? É m e l h o r v e r a Bíblia c o m o u m t o d o para não nos perdermos e m meios aos detalhes. N o c e n t r o d a g r a n d e h i s t ó r i a está D e u s e o q u e ele está f a z e n d o c o m o m u n d o e a humanidade. " D e u s f i c o u satisfeito c o m o u n i v e r s o q u e c r i o u . Esta g r a n d e história t e m seis partes principais. M a s e l a é m a i s q u e 2. A s duas maneiras mais eficazes de analisar a Bíblia são: considerá-la u m a história. e o c h a m o u de " m u i t o b o m " ( G n 1.31). I n f l u e n c i a d o s p o r t i m a s e r p e n t e f a l a n t e (a p e r sonificação d o m a l ) . u m a coleção de histórias — h á u m a grande história contada pelo conj u n t o d e relatos i n d i v i d u a i s .22-24). e conta a história da sua relação c o m a h u m a n i d a d e até o d i a f u t u r o e m q u e as g u e r r a s .Introdução à Bíblia O que é a Bíblia? Steve Walton Para muitas pessoas a Bíblia é u m livro desconhecido.1-7) e D e u s r e a g i u expulsando-as do j a r d i m (Gn 3. E l e c o l o c o u pessoas n o seu m u n d o para cuid a r dele e usar todo o seu potencial. 1. pois e x p l i c a q u e a r a ç a h u m a n a está d e relações cortadas c o m D e u s — e t o d a a criação foi afetada pelo r o m p i m e n t o deste relacionamento. G n 1 r e g i s t r a seis o c a s i õ e s e m q u e D e u s falou e acrescenta: " E assim acont e c e u . Queda D e u s d e u às p r i m e i r a s pessoas l i b e r d a d e p a r a e x p l o r a r o j a r d i m e m q u e as c o l o c o u . A grande história A Bíblia é u m m a g n í f i c o l i v r o de histórias. c h e i o d e n a r r a t i v a s m u i t o b e m escritas. á r v o r e s e plantas. e ouvi-la c o m o u m a t e s t e m u n h a . E s t a h i s t ó r i a ( g e r a l mente c h a m a d a de "queda da h u m a n i d a d e " ) é vital para compreendermos grande p a r t e d a B í b l i a . pássaros. elas d e c i d i r a m n ã o f a z e r a v o n t a d e de D e u s ( G n 3. A Bíblia começa c o m D e u s c r i a n d o os céus e a t e r r a . Criação Deus criou o universo do nada. a m o r t e . as d o e n ç a s . dando-lhes responsabilidade pelos animais. pela sua simples p a l a v r a .

da casa da servidão" (Ex 2 0 . Durante três anos Jesus ensinou. O povo. 4 . Eles se tornaram escravos no Egito. Este ato maravilhoso.16-20). eles se lembrariam desse episódio como o momento em que Deus os tinha salvado e os adotado.C. daí em diante. Deus deu a Abraão uma promessa tripla: uma descendência. Deus escolheu um homem. para que Deus perdoasse sua desobediência. A nação se dividiu após a morte do rei Salomão. Ele falava .C. chamado de êxodo. Jesus se importava com os pobres e excluídos da sociedade — Ele ajudou até estrangeiros desprezados que o procuravam (p. pois. que te tirei da terra do Egito. inclusive liberdade para adorar e viver como povo de Deus e a oportunidade de envelhecer sem medo.1 7 ) . 43. e a parte norte do reino (Israel) caiu nas mãos dos assírios no século 8 a. os "Dez Mandamentos".5-13). mas todos esperavam que ele trouxesse o reino de justiça da parte de Deus. eles se sentiam como se ainda estivessem no exílio. Nesse contexto aparece Jesus. embora estivessem fisicamente na sua terra. A nação era sua por causa da sua bondade em tirá-la do Egito: logo. e que por meio da descendência de Abraão Deus abençoaria toda a humanidade (Gn 12. apesar de seu povo estar sofrendo e sendo oprimido. Após escolher esta nação. Mas as histórias centrais que os definiam como povo de Deus eram histórias de Deus agindo para resgatá-los — Ele fizera isto no êxodo e no retorno da Babilônia. Ele restaurou o povo de Judá na sua própria terra cerca de meio século depois. um mestre judeu que curava e falava do "reino" de Deus — afirmando que Deus ainda estava no controle. Os profetas prometeram mais que um simples retorno à terra. para ser o meio de reparar o estrago que a rebelião humana contra Deus causara — um homem chamado Abr(a)ão que vivia na cidade de Ur.3-5. Enquanto estavam no deserto.Começando a estudar a Biblia 3. Eles falaram de outras coisas boas que Deus faria para seu povo. trazendo boas novas do perdão de Deus. Mas Deus não desistira do seu povo. tirándoos do Egito. Deus fez outra coisa que seria muito importante para a vida da nação: deu-lhes sua lei. Is 40. e por isso eles criam que Deus o faria novamente. sendo castigados por Deus. Até hoje. Isto ficou ainda mais difícil quando o povo se tornou prisioneiro cm sua própria terra c foi oprimido por povos pagãos. começam assim: "Eu sou o SENHOR. o povo judeu celebra o êxodo na festa anual da Páscoa. ex. O povo do reino do sul (Judá) foi levado ao exílio na Babilônia cerca de 150 anos mais tarde. mas Deus agiu para livrá-los por intermédio de Moisés.1-7). Diversos grupos de judeus tinham crenças diferentes com relação ao Messias. uma pessoa que os judeus chamavam de "Messias". 3 . Os profetas também anunciaram um salvador vindouro. que Deus enviaria para libertar seu povo. Deus a protegeu e cuidou dela. Jesus Em seguida vem o período de Israel. tornou-se um momento marcante para a nação de Israel. até introduzi-los na terra onde Abraão tinha vivido antes deles. A vida de Israel continuou com muitos altos e baixos por mais de 1 0 0 0 anos. não conseguia viver consistentemente como Deus queria. curou e libertou pessoas de forças opressivas. por razões semelhantes. 2 ) . Mt 8. teu Deus. Profetas — que transmitiam a palavra de Deus ao povo — interpretaram este retorno como um "novo êxodo" (veja. uma terra que Deus daria a seus descendentes. Quando o povo desobedecia à lei. Tratava-se de um procedimento caro. e seus descendentes. os sacrifícios passaram a ser oferecidos no Templo de Jerusalém. Jesus dizia oferecer renovação para a nação. Israel 19 Os mandamentos também diziam como o povo de Deus devia viver (Êx 2 0 . porque abandonara sua fé cm Deus dando lugar a outras religiões. para demonstrar que este estava sendo sacrificado por ela. Os romanos os governavam e eles não tinham liberdade para viver como o povo de Deus devia viver. No século 1 d.1-3). um resumo da idéia central da lei. no entanto. a maneira de "cobrir" seu erro e restaurar o relacionamento com Deus era o sacrifício de um animal no lugar da pessoa que desobedecera a lei. por exemplo. Posteriormente. pois animais eram um grande sinal de riqueza na sociedade rural da Antiguidade. conduzindo-os numa peregrinação de 4 0 anos pelos desertos da Península do Sinai. a capital da nação. A pessoa colocava uma das mãos na cabeça do animal. e então outra parte crucial da lei era o sistema sacrificial. anunciando que o poder de Deus podia ser visto no que Ele fazia e dizia (Lc 11.

mostra que Deus tem o controle dos processos da história. Jesus considerava sua morte a realização daquilo que os sacrifícios representavam: perdão e renovação para o povo. Ele foi executado por crucificação. Três dias depois Seus seguidores ficaram totalmente maravilhados e alegres em vê-lo vivo novamente: a morte não fora capaz de derrotá-lo. julgado e condenado à morte pelos líderes judeus. Antes de voltar para Deus. Jesus não resistiu a isto. ele prometeu dar-lhes poder para realizar esta grande tarefa. pouco tempo mais tarde. quando receberam a capacidade dc falar em novas línguas. Pouco depois Jesus foi preso. mas que agora estava mais vivo que nunca. eles tinham de estar prontos para sofrer pela sua fé em Jesus — muitos foram excluídos socialmente. Jesus deu a seus seguidores a responsabilidade de contar aos outros sobre ele. Apocalipse.47-53). Surpreendentemente.20 Introdução à Bíblia a respeito do Templo de uma forma que sugeria que este seria destruído e substituído de certa maneira por sua própria pessoa (Jo 2. morte e ressurreição. a obra que começara na Sua vida.1822. E os primeiros grupos cristãos tinham seus problemas! As cartas dos primeiros líderes cristãos demonstram os tipos de dificuldades que tinham. Aquele pequeno grupo rapidamente espalhou a mensagem sobre Jesus por todos os países ao redor do mar Mediterrâneo. celebrando a Páscoa que comemorava o êxodo do Egito. Eles tiveram de aprender o que significava ser seguidor de Jesus: não era mais possível viver do jeito que se quisesse. O s s e g u i d o r e s d e Cristo prias necessidades. um dia no qual aqueles que rejeitam a Deus serão julgados e aqueles que confiam em Jesus verão o Senhor face a face. Ele realmente era o Messias! 5. ajustando-se a um novo modo de vida que derrubava barreiras entre as pessoas — barreiras de gênero. dc forma que uma grande multidão foi atraída para ouvi-los falar sobre Jesus. outros morreram porque se comprometeram a segui-lo. entregues na morte (Lc 22. . Mais que isso.1-8). Além disso. Jesus morreu. 0 fim dos tempos Após a sua ressurreição. cuja vida dependia da existência do Templo. Cuidar dos outros. finalmente. os seguidores de Jesus foram surpreendidos pelo envio do Espírito Santo. mas depois também entre não-judeus: a promessa feita a Abraão de que toda a humanidade seria abençoada por meio da sua descendência começava a se cumprir! Estes grupos reuniam-se na casa de algum membro do grupo. os primeiros cristãos aguardavam um dia em que Jesus voltaria à terra para completar. Na noite em cjue foi preso e julgado. Trevas cobriram a terra enquanto ele estava pendurado na cruz. Muitos deles estavam colaborando com os governantes romanos e não queriam a instabilidade que Jesus aparentemente trazia. inicialmente entre o povo judeu. 6 . Isto levou a uma trama para matar Jesus (Jo 11. principalmente de outros cristãos. Esta mensagem não foi bem aceita pelos líderes judeus.1-12). condição social e raça (Gl 3. era mais importante que suas pró- Como os primeiros cristãos lidavam com este sofrimento? Como entendiam o que Deus estava fazendo agora que Jesus deixara a terra? O último livro da Bíblia. os cristãos esperam a renovação e restauração de todo o universo de volta ao plano original de Deus na criação (Ap 21.28). Ele parecia saber o que estava se passando e falava disso por meio de parábolas (Mc 12.1-2). Ele deu ao pão e ao vinho da refeição um novo significado. Será também um dia em que o mal e o pecado serão removidos do mundo. Ele era o mesmo Jesus que conheciam há três anos. Mc 13. Ele interpretou o pão e o vinho da refeição como símbolos do seu corpo e sangue. Nesse dia. Além disso. e depois pelos romanos (pois os judeus não podiam fazer execuções naquela época). ele passou tempo com Seus amigos. Jesus deu àquela refeição um novo significado. Na festa judaica de Pentecostes.14-20). algo que elevaria os espíritos dos cristãos perseguidos à presença do grande Deus que serviam. Pequenos grupos de cristãos começaram a formar-se.

além do porTer mais de uma tradução na m e s m a língua. e preferem u como a N o v aT r a d u ç ã o na Linguagem de Hoje. Afinal. Logo em seguida aparece o n ú m e r o do capítulo. essa divisão na faz parte do original. Os n ú m e r o s dos capítulos c o m e ç a r a m a ser inseridos no texto bíblico no século 1 3 d. este nome. geral. 2 1 2 6 significa "carta aos R o m a n o s . não deveria ser determinante n ah o r a de ler o texto. por exemplo. são mais antigas. aparece em primeiro lugar. foi traduzida p a r a mais de 2400 línguas.21 A Bíblia como testemunha A Bíblia não conta esta história dc forma distante. versículos 2 1 a 26" (veja uma lista de abreviaturas no início do livro). a edição Revista e Corri.C. mais recentes. uma parte dela já guagem arcaica. longe de ser u m problema. R m . assim como em outras línguasou seja. E m outras palavras. que aparece por último. U m ponto separa o capítulo do versículo. é a divisão do texto em capítulos e versículos. capítulo. uma a majoritárias. Além disso. 3 . j u d a a entender a outra. e ajudá-los a entender como segui-lo com outras pessoas. é melhor ler parágrafos e seções do que ler versículos e capítulos. E m g u a j a j a r a e guarani-mbyá. E m português. U m sistema mais antigo. como um historiador faria. é uma bênção. S e m p r e que se faz referência a u m a passagem. as diferentes traduções se complementam. uma referência bíblica normalmente tem a seguinte estrutura: livro. ÀS vezes.duções. C a d a livro da Bíblia tem u m nome. Por mais útil que seja o sistema de capítulos e versículos. existem várias traduções. A Bíblia ou. Ela é escrita para convidar aqueles que ouvem sua mensagem a confiar em Jesus também. Algumas permitem uma leitura comparativa e uma melhor compreensão da mensagem da Bíblia. 77. a divisão do capítulo ocorre no meio da história e o versículo termina com vírgula! Portanto. Por exemplo: G n1 2 . gida de Almeida. 1 3 significa "livro de Gênesis. veja p. no século 16. por exemplo. a Bíblia completa já foi traduzida. pelo menos. o texto c o s t u m a ser disposto em parágrafos e seções. capítulo 12. . Alguns leitores preferem uma tradução mais Para maiores detalhes sobre diferentes traantiga como. Traduções da Bíblia m a tradução m a i s atual. waiwai. em geral abreviado. versículo(s). O u t r o s têm dificuldade com a lin- Capítulos e versículos E m edições modernas da Bíblia. da N o v aT r a d u ç ã o na Linguagem de Hoje. tuguês. O sn ú m e r o s dos versículos f o r a m acrescentados posteriormente. E o caso. Ler a Bíblia é como receber um convite para uma festa — ela busca nossa resposta! Este grupo de jovens cristãos da Ásia representa os milhões que ao longo dos séculos ouviram a história da Bíblia c sc tornaram seguidores de Jesus. e completos. ciiado em grande parte p a r a localizar textos bíblicos. outras. para línguas minoritárias como. E escrita para convencer seus leitores a se tornarem seguidores de Jesus. recomenda-se ler trechos mais longos. foi acrescentada posteriormente. No Brasil. Este sistema permite localizar facilmente qualquer texto bíblico. Assim. versículos uma três". capítulo três.

As pessoas lêem a Bíblia por várias razões diferentes. A Bíblia não é um livro sobre uma religião que só se preocupa comigo como pessoa. Às vezes é emocionante. Os Salmos. há uma linha de raciocínio em toda a obra que dá sentido às diversas partes.. não para indivíduos. músicos e escritores do mundo. o Espírito Santo começa a agir e transmite Cristo por meio dele para a mente e o coração e a consciência do leitor.22 Introdução à Bíblia Stephen Travis Lendo a Bíblia O que motivou as pessoas que contaram as histórias. um indivíduo humildemente toma este livro escrito por pessoas comuns e que traz bem evidenciadas as marcas do tempo e as dificuldades causadas peio processo de transmissão. Os livros da Bíblia foram escritos em grande parte para uma comunidade. Ela mostra como o povo de Deus devia refletir em suas próprias vidas o caráter de Deus e seu interesse por todo o mundo. • Você pode lê-la como literatura. compuseram os salmos. orações de pessoas que anseiam receber a bênção de Deus. Comunidade Em terceiro lugar. A Bíblia é como uma bússola. elas falam — principalmente no Antigo Testamento — sobre nosso relacionamento com a sociedade e o mundo. Apesar da variedade de livros na Bíblia e da grande extensão de tempo durante a qual foi escrita. Então. e ame o seu próximo como você ama a você mesmo". Sociedade Em quarto lugar. escreveram as cartas. Todas estas são razões positivas para estudar a Bíblia. Mas só chegaremos ao cerne da questão se perguntarmos por que os livros bíblicos foram escritos. profecias e provérbios. Relacionamento Em segundo lugar.. dando direção a nossas vidas. "Quando. seu Deus. por exemplo. • Você pode ler a Bíblia para estudar a base da fé e dos padrões éticos judaicos e cristãos. • Você pode lê-la para descobrir a história do mundo antigo.. Há histórias e parábolas. elas contam a história de como Deus convidou um grupo específico de pessoas para conhecê-lo. Mas às vezes ficamos perplexos. de forma que no final o mundo inteiro aprendesse a conhecê-lo e amá-lo." Donald Coggan Ler a Bíblia pode ser uma tarefa difícil. Como podemos começar e continuar lendo? É útil saber exatamente porque estamos lendo. Ela dá milhares de exemplos do significado de "ame o SENHOR. renovador. Então veremos que sua mensagem se dirige a nós mais claramente quando estudamos a Bíblia com outras pessoas do que quando o fazemos sozinhos. cias falam sobre nosso relacionamento com o povo de Deus. como devemos lê-la? • Reconheça a variedade q u e h á n a B í b l i a . orações e poesias. elas contam a história do nosso relacionamento com Deus. a igreja. e o livro de Isaías são considerados dois dos melhores livros do mundo.. se quisermos ouvir a mensagem da Bíblia. mensagens de profetas e apóstolos incentivando o povo a redescobrir o caminho de Deus. Há histórias sobre o povo tentando obedecer a Deus. . O História Em primeiro lugar. profetizaram o futuro? Como elas viam Deus atuando na vida das pessoas? Podemos resumir seu propósito em quatro categorias. visões do céu e conselhos práticos para o dia a dia. • Ou você pode ler a Bíblia para descobrir os temas e histórias que inspiraram a obra de vários artistas.

nosso comportamento e nossas prioridades. Ela é parecida com uma bússola para nos guiar na direção certa. porque todas as palavras de Jesus são informações vitais para a vida cristã. sobre meu relacionamento com Deus. A mensagem da Bíblia gradualmente transforma as pessoas no que elas deveriam ser. Quando leio o livro de Eclesiastes no Antigo Testamento. 23 • Pergunte: "Que tipo de l i v r o e s t o u l e n d o ? " Não l e m o s um l i v r o de história como lemos o manual de m a n u t e n ç ã o d o c a r r o .Começando a estudar a Bíblia Nossa vida encerra vários aspectos diferentes e Deus se interessa por cada um deles. • N ã o d e s a n i m e se sentir que precisa fazer um curso intensivo de interpretação bíblica para poder começar a ler. • Precisamos também permitir q u e a B í b l i a n o s f a ç a p e r g u n t a s — deixar que ela questione nossos pressupostos.vangelho inteiro c você perceberá coisas sobre Jesus que jamais notara antes. mas pelo Deus que fala conosco por meio da Bíblia. • Tente. Ouviremos sua mensagem se a abordarmos com a reverencia adequada — não uma reverência pelo que está impresso no papel. depois uma das cartas mais curtas do Novo Testamento. • A Bíblia não é um livro de c u l i n á r i a com uma receita para cada circunstância da vida moderna. especialmente se estiver estudando um livro narrativo. começando com este Manual. Ninguém aprende a jogar futebol ou qualquer outro esporte sentado na poltrona. Leia toda a história de Davi em 1 c 2Samuel e terá uma noção melhor do envolvimento de Deus em todos os altos e baixos da vida dessa pessoa. algo que você jamais compreenderia se lesse apenas alguns versículos de cada vez. tenho uma abordagem mais descontraída e me divirto com sua maneira estranha de ver a natureza humana. lendo livros de educação física! Use os guias disponíveis. geralmente não é uma boa idéia tentar ler a Bíblia direto de Gênesis até o fim. ler trechos mais longos de uma só vez. e depois um trecho de Gênesis (capítulos 1—11). Não lemos apenas duas páginas de um romance e depois o colocamos de lado até o dia seguinte. É melhor. • À medida q u e lê. com o povo de Deus. pergunte que ensinamento a passagem oferece sobre os quatro aspectos do propósito da Bíblia descritos acima: o que aprendo sobre o plano de Deus para o mundo. e não tanto com um mapa que traz todos os detalhes anotados. Da mesma forma. por exemplo. variar de vez em quando entre o Antigo e o Novo Testamento. de vez e m q u a n d o . Quando leio o Sermão do Monte (Mt 5 — 7 ) faço uma pausa a cada frase. Mas não deixe que estes impeçam você de entrar em campo! Ler a Bíblia em pequenos grupos pode ser uma maneira estimulante de cslodn-la. Mas sempre há algo para ajudar você a refletir sobre sua vida com Deus. A Bíblia faz o cristão c o cristão reage a Deus e às questões da vida como Cristo reagiria. Por isso.vangelho. . depois ler alguns salmos. os vários tipos de livros bíblicos precisam de abordagens diferentes. pois os membros d o grupo podem compartilhar sua compreensão da mesma. Um bom plano c começar com um F. e com a sociedade c o mundo? É claro que nem toda passagem ensinará algo sobre cada uma destas quatro áreas da nossa vida. Leia um F.

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Séneca Polinésios estabelecem colori): no Pacífico Civil Governo romano. Império Romano Pompeu (aplura Jerusalém : Júlio César i Navios chineses chegam à índia . acontecimentos Egito.profetas de Israel. pessoas. Eurípedes Sócrates. tendo sido mais tarde suprimido? As novas e ideologias que ajudam a mostrar o desenvolreligiões na Ásia surgiram na mesma época dos vimento das idéias desde 2000 a. Inglaterra:quebrar Períododeadoracaoitionoleistado sol no Egito PaganisnwdáwiconaGiécia La o-Tsé. Heródoto. idéias Politeísmo. Este diagrama traz Será que os israelitas levaram o monoteísmo ao apenas alguns dos personagens. —2000 d. Pin impérios ocidentaleorienlil P sendoacapital Constantin. acontecimentos Egilo antigo Mesopotâmia Hamuiábi dos códigos babilónicos Sele primeiros períodos da I iteratu ra chinesa Cultura mínoica em Creta ! Era do Bronze Hititasem Anatólia Cananeus Era do Ferro Irtiliíaçãoeiíuíca Dispersão do povo celta pela Europa (entrai eocidental Império Assírio Primeiros jocoso ímpícsrecjistfàdoi Império Babilónico Império Persa Civilização grega Ilíada e Odisséia de Homero Construção da Acrópole em Atenas Adoção da democracia em Atenas Início do Império Indiano Alexandre. Sófocles. crenças.^ Aial HunosinvademaEuropa :V.C. iemita: Igrejas fundadas no Impéiic fita.i. Império Romano e no Oriente. Judaísmo C r i a ç ã o d a s sinagogas Revolta dos m a c a b e u s Septuagínta ou tradução grega da Biblia hebraica P r i m e i r a rebelião j u d a i c a| T e m p l o de J e r u s a l é md e f f l Josefo. (enquista aPérsiaeinvadeaíndia Grande Muralha daChina Grécia sob controle romano . religiões primitivas Slonehenge. o Grande.Bi!da Rígveda. religíõesétnicas. filósofomoral Filosofia grega: Aristóteles. Horácio.fundador da religião persa Ésquilo.ií Imperador Constantino reúne:. A mensagem de Jesus apapõe a cerca de metade de nossa história até os receu n u m a época singular. filósofo chinês Religião pantefsta se desenvolve na índia coroasiio. filosofia gre$> Civilizações.C. updnishads: poesia e ensinamentos hindus Jainrsmofjndadona India Con ludo na China Taotsmo 1 Ideologias. hinduísmo. cultura helírií! t'. ena índia ImperadorConstaniinoadola o Cristianismo HiWi Domingo setoma dia doSstafc Concilio de llicéia esta&eíeteovrJFJ^ CantodehinosdesenvorvKjo | por Ambrósio Budismo. Ovídio.C. historiador j u d e uI S e g u n d a rebelião j u d a i t a s o t > Bar K o c h b a Jesus Mfe': Cristianismo | oslinl 0 período bíblico desde Abraão se sobre. Platão Estoicismo Epicuroefilosofia "epicurista" Neoplatonismo. religiões asiáticas SicldhariliaGautama. J t . Como os acontecimentos bíblicos de comunicações do mundo romano e a língua se relacionam com o que se passava no resto grega possibilitaram sua rápida propagação no do mundo? Fazer ligações pode ser fascinante.26 introdução à Bíblia Fazendo associações — a Bíblia e a história do mundo 2000 a. quando o sistema dias de hoje.

humanismo Filósofos: Hoboes. Man ifesto Comunista Nietzsche.j ní-. eieinodaôe >->!• n v ü l ' f i " t -i da medicina Lançamento da Coca Cola Pn meiros íogos olimpiíos modernos Automóveis Primeira Guerra Mundial Fusão do átomo Invenção da tele-máo Segunda Guerra Mundial nVvoltçáoEletronka Maröa Luther King CuHuraspopeiock Pnmeiraviagrmálua Epidemia de AID internet 4 'M M. Bach. Faraday Oiluminismo:rationallsmo.! •: da ctCerr tendi Irra •SSÒttcetanal•. Descartes. • i • i 'i him Car1asUagno.. m arquiteturas na Iteraiva Mozart. mestre hindu liadouiadadocotihedri Renascença na a rir e no saber Nascea ciência. cientistas Marxeingels. Linnaeus. Período barroco Rembrandt."AOrigemdasEspécies Loifce. geriet« Monrnento ambienialrtU Movimento M o v a Era Civilizaçãoraaia.México E r a dourada da aitebuantina Prir*if3JC'nalinip(fivo err i OttofundaoSacioImpéiiollomannGermánico 'ii . Herra üí*w9. filósofo Misticismo <abalístko|udeu Perseguidos jtdeus BaEmopa llii'Oílirli.'i.A Bíblia no seu contexto 27 Judeusinstalanvsena Alemanha. reformas catõltcas Movimento carismático Islamismo Mioñé Império muçulmano da LspanhaáChina Mñbíossufistas Primeira unívrisidaot do mundo em Cairo DeverrvoNimenlodaShaiia. artista IS. reformador na Botona Aoabatistas Seforau (Uteio. Handel.!.'l . Kant por Seleção llatural' Boyle.111. estudioso Maimónides. Jerusalém InketasCriuaias Evangelhos dei ncisfamf Gistcwáa Calcaba pane paia o Movo Mundo William Shakespeare . evaocjefcsu Segunda Concilio do Vat k ano. Spinoza. BeMba*« . Catrinoi WiBiamTyndale traduzo NI para o inglés Inácio de Loyolaeos jesuítas Concilio de liento: Contra • reforma da Igreja Católica Romana Biblia do Rei Tiago ÍKincj lames Version) Fundações de sociedades missiona rias e bíblicas Presbiterianos e puritanos Inicio da escola dominical Puritanospartem no navio Mayflower Pernéeosla! ismo para a Amirica Primeira Coocfco do Vaticano Con? egacoru listas eaiffalifc*dade papal 5. : Mongóis invadem a Asia c a E u ropa AstetasnaAméricaCeniral F u ndaçáo do im p ério Otom ano Cultsia inca no Peri ry-}. compositores Classicismo w leairo. 1 'i 1 1 ' i ' ' ' m: 11 Holocausto judeu Estado judeu de Israel gostinho r e m i t a s do deserto loiustiosmo V' •:. fundação de sociedades cientificas Copérnico afirma quea torra giraem torno do sol DesenvoU'imrntoda dent ia: Pasteur.prriieroimcefjdordo LeonardodaVnõ Uesopctànuiigiio. reformador ingle's iariHiß.it-'t '• .erurucadisska . Jung) AlbertEinsteinearelatividadr Comunismo Teoria quântica na fiwa Positivismo lóg k o Existencialismo Feminrsno Mkrobwkrçia. criando a palavra 'ftníarwntalisü' : iisrenciaiis-Tic rva teoloçjia &#y (Vahan. Rousseau. filósofo Psicologia IFreud.• -1* 11 igreja Reamamento nos EUA: em Londres Moody eSankey Pietistas Critkada Biola lohn Wesley eos metodistas Movimento ecuménico p a raunir igrejas Publicação de "Os Fundamentos" nos EUA. Charles Darwin. i is . Revolução Industrial Romantismo Eradas ferrovias Exploração e colonialismo Movineatos abolioontsus Telefone. prene-to porta crtsiào I hglès Divisão eniiekjrejas romana e oriental se torna permanente Construção de catedrais na Europa leotoçü escolástica Bernardo de Clarara L auto* dehn» Valdemes Francisco de Assis e os franciscanos Albigenses fundação da ordem dominicana Tomás de Aquino.' Islãracos proroorem estados rr*ulmanos Propagação do império e das obw hindus Primeiros santuários shintoistas noJapão RanjitSingheos sikhs Rarnakrishna. Hume. leiíslàmica Mjrwnc^rtasr^comtradasoolrá inpe>toolànii(OBa(»*à em Império Otomana irnpaciodacGkura e lei ocidentais em vanas arras til. desenvolvem a ling uâ lldlthe 110 Ibn Eira. Newton. teólogo JohnVíytliffe.

28 Introdução à Bíblia A Bíblia no seu tempo 2500 » C 2250 Reino Unido Êxodo e conquista Os patriarcas Israel no Egito Rei Davi faz de Jerusalém sua capital José Moisés Exílio Reino Dividido Abraão Reino de Israel no Norte Rei Acabe fiei Salomão constrói o Templo Profeta Elias Profeta Eliseu Dez Mandamentos/ Lei de Deus dada no Sinai Samaria conquistada pelo Assíria 722/1 Preparação do Tabernáculo/Tenda de Deus Reino deJudá no Sul Profeta Isaías Juizes Sansão Samuel Rei Ezequias Profeta Jeremii Jeru pela doT Batalha de Jericó I Construção das pirâmides do Egito I Criação de sepulturas reais em Ur I Primeiras bibliotecas do mundo. 13381 pç ( m Império Assírio M ~\C I Civilização minóica em Creta Inicio da construçãotk Acrópole em Atena - . Primeiros Jogos Olímpicos | registrados c. 776 Rómulo. d e Ur. na Mesopotâmia nul Prainha de ouro. primeiro rei * de Roma Tutancámon I do Egito (morto eme.

Novas abordagens Atualmente. . A g o r a se sugere q u e estas c o n s t r u ç õ e s s ã o a i n d a m a i s recentes e alguns arqueólogos duvidam q u e s e q u e r sejam estábulos. A s cidades nos t e m p o s da Bíblia geralmente eram reconstruídas várias vezes no m e s m o local. um século depois d e S a l o m ã o . a v e r mudança n o s e u s t a t u s e na s u a c u l t u r a . Na maioria dos casos ela dá um contexto no qual a Bíblia pode ser mais bem compreendida. as d a t a s d a c e r â m i c a d e p e n d e m d e ligações c o m o Egito ou a Mesopotâmia. CERÂMICA AUXILIA A DATAÇÃO A s d a t a s d o s e s t r a t o s d e u m tell g e r a l m e n t e s ã o e s t a b e l e c i d a s p o r sua c e r â m i c a .30 Introdução à Bíblia Recriando o passado John Bimson "A arqueologia prova que a Bíblia é verdadeira?" Esta é uma pergunta feita freqüentemente a arqueólogos que também trabalham com a Bíblia. Uma cidade que é freqüentemente r e c o n s t r u í d a s o b r e s u a s p r ó p r i a s r u í n a s acabará f o r m a n d o um monte d e t a m a n h o c o n s i d e r á v e l e t a l m o n t e c u m tell e m á r a b e { o u lei e m h e b r a i c o ) . E s c a v a r u m tell significa c a v a r p o r várias c a m a d a s ( o u estratos). A d e s c o b e r t a l o g o foi l i g a d a a u m a r e f e r ê n c i a . d e q u e S a l o m ã o reconstruiu M e g i d o e a s " c i d a d e s o n d e f i c a v a m o s seus carros d e guerra" mencionadas três versículos depois. regiões nas quais l o n g o s p e r í o d o s de h i s t ó r i a a n t i g o s f o r a m r e c o n s t r u í d o s a partir d e listas d e r e i s . muitas vezes após a d e s t r u i ç ã o p o r i n i m i g o s . Subseqüentemente as construções foram datadas d o reinado d c A c a b e . e a entender o clima. Isto d e v e n o s advertir contra estabelecer conexões precipitadas. Estas abordagens aparentemente não estão relacionadas com a Bíblia (c alguns arqueólogos não gostam do termo "arqueologia bíblica"). vilas e acampamentos nômades estavam relacionados. E m última análise. s e n d o q u e c a d a c a m a d a r e p r e s e n t a u m p e r í o d o d e ocupação. A evidencia arqueológica n e m semp r e é fácil d e i n t e r p r e t a r . m o n t e s f e i t o s d e r u í n a s d e c i d a d e s antigas. a produção de alimentos e os padrões mutantes de assentamento da antiguidade. Escavação e registro cuidadosos capacitam arqueólogos a comp o r a história d e u m a cidade. A descoberta d e u m a série d e longas construções retangulares e m M e g i d o e m 1928 ( a c i m a ) foi i n t e r p r e t a d a c o m o se f o s s e m e s t á b u l o s e foi d a t a d a d o p e r í o d o d e S a l o m ã o . I HISTORIA DE ADVERTÊNCIA As primeiras tentativas d e ligar descobertas a r q u e o l ó g i c a s à Bíblia l e v a r a m a algumas conclusões enganosas. Levantamentos regionais podem nos ajudar a ver como cidades.15. a arqueologia envolve muito mais que a escavação de t e l h (sítios arqueológicos). mas. assim. f r a g m e n t o s d e c e r â m i c a ( s e m p r e abundantes c m c a m a d a s d e o c u p a ç ã o ) são u m a b o a pista p a r a a d a t a e m q u e d e t e r m i n a d o estrato era uma cidade próspera. O reíl (monte formado por ruínas) da cidade bíblica de Laquis. se elas nos capacitam a entender como a sociedade funcionava nos tempos bíblicos. feita cm I R s 9. O indagador geralmente quer saber se há evidência arqueológica de que eventos específicos aconteceram. i n c ê n d i o s o u terremotos. No detalhe: instrumentos DESENTERRANDO CIDADES ANTIGAS Ate recentemente grande parte da arqueologia bíblica envolvia a escavação d e tells. Na realidade a arqueologia raramente dá evidência deste tipo. podem indiretamente esclarecer a Bíblia para o leitor moderno. Estilos d e c e r â m i c a e s t a v a m s e m p r e m u d a n do.

Eles r e v e l a m que alguns indivíduos supriam em grandes q u a n t i d a d e s — u m sinal d e q u e e r a m prop r i e t á r i o s d c g r a n d e s f a z e n d a s . M q 2 . Placas de marfim entalhado c m estilo fenício. o u 652. e m túmulos. A Pedra dc Roseta foi encontrada por soldados de Napoleão perto de Roseta. A prática de Salomao de revestir grand e p a r t e da d e c o r a ç ã o interior d o Templo com o u r o p o d e ser ilustrada por templos egípcios. 8 ) . e hieróglifos (parte superior). que data d o século 8 a .) foram registradas nesta estela (mais dc 2 m de altura). encontradas e m Samaria (figura d e palmeiras à esquerd a ) e na S í r i a e A s s í r i a . 1 4 . E s c a v a ç õ e s e m E c r o m ( T e l M i q n e .3 0 % d e ó l e o ) . As vitórias do Faraó Mcmcptá (cerca de 1208 a. para fazer breves registros e escrever cartas.4. —v-V- Na antigüidade. Ela foi a chave para decifrar a escrita egípcia antiga. finalmente. era comum usar fragmentos de cerâmica. na i l u m i nação d a s c a s a s . na planície litorânea a o e s t e d e J e r u s a l é m ) t è m esclarecido a produção d e ó l e o d e oliva d o século sete a. a um povo chamado Israel.8. várias evidências arqueológicas d e que certo nível de alfabetizaç ã o era comum no Israel antiEste anel. H p. dos g o .-. c o m o demonstrado por estes exemplos do A n t i g o Testamento. V á r i o s pesos d e p e d r a s d e 77 quilos e r a m usados n o p r o c e s s o d c prensagem. 2 . Calcula-se q u e as 115 prensas d e ó l e o d e Ecrom p o d i a m p r o d u z i r 5 0 0 toneladas. junto ao rio Nilo. PRODUÇÂO DE AZEITE DE OLIVA O azeite d e o l i v a era u m dos produtos mais i m p o r t a n t e s d o s t e m p o s b í b l i c o s ( O s 2. e.A Bíblia no seu contexto Esclarecendo o Antigo Testamento Era g e r a l a a r q u e o l o g i a e s c l a r e c e o contexto cultural. C . escrita demótien egípcia (no meio). 1 9 ) . a prensa. ções e m cerâmica e vasos d e pedra. A concentraç ã o d e t e r r a s nas m ã o s d o s r i c o s foi m u i t o c o n d e n a d a p e l o s p r o f e t a s d o s é c u l o 8. e t c ) . TEMPLO DE SALOMÃO A planta d o T e m p l o d e S a l o m ã o . c o m o a Bíblia s u g e r e ( v e j a . marfins e selos f o r a m d e s c o b e r t a s e m diversas localidades. Era u s a d o na c o z i n h a . na f a b r i c a ç ã o d c c o s m é t i cos e c m v á r i o s r i t u a i s . 31 INSCRIÇÕES Há. hoje. As duas fotos acima mostram métodos diferentes dc extrair óleo de oliva: o mais antigo era a viga e o peso.C. que sempre estavam a mâo. em grego (parte inferior). A l g u n s nos e s c l a r e c e m indiretam e n t e acerca da sociedade israelita. à direito: Estes jarros eram usados para armazenar óleo de oliva. E s t e s e x e m p l o s nos ajudam a imaginar o Templo de Jerusalém. p o r séculos 8-7 a . C . cabaças e flores. o nome de seu dono I s 1 0 . Eles t a m b é m m o s t r a m que os detalhes da descrição são completamente plausíveis no seu d e v i d o c o n t e x t o .C. traz e x e m p l o . . Is 5 . são semelhantes a essas decorações do Templo de Salomão. p o i s isto o c o r r i a g e r a l m e n t e às custas d o s pobres ( A m 8. além da Bíblia. c o m sua d i v i s ã o t r i p l a . J z 8 . pesos. Ela registra um decreto do rei Ptolomeu V do Egito. U m a c o l e ç ã o d e óstracos (fragmentos de cerâmica c o m i n s c r i ç õ e s ) d a Samaria. t e m s e m e l h a n ç a s c o m t e m p l o s c a n a n e u s d o f i n a l d a Gra do Bronze e c o m um templo p o s t e r i o r d o n o r t e da Síria. o T e m p l o d e S a l o m ã o tinha painéis d e madeira entalhados com querubins. registra o p a g a m e n t o de impostos e m espécie (vinho e ó l e o ) aos a r m a z é n s d a c i d a d e . Em seu i n t e r i o r . palmeiras.500 litros por a n o . I n s c r i . Bacias r e t a n g u l a r e s e c o m p r e s s o r e s d e pedra e r a m usados para a m a s s a r as a z e i t o nas e cada bacia tinha a seu l a d o d o i s t o n é i s para prensar a polpa a fim d e p r o d u z i r l í q u i d o ( 2 0 . ao invés do contexto histórico d e u m e v e n t o da B í b l i a .em hebraico. Ela contém a referência mais antiga. depois veio o pesado rolo de pedra.

.--^v... • • 1 Escavações em Qumran descobriram o saiptoritim. vl....Í. Í .-. Os rolos nos r e v e l a r a m uma seita d o judaísmo (provavelmente a dos essênios) que tinha muitas características distintas c a b r i r a m o s nossos o l h o s p a r a o f a t o d e q u e o j u d a í s m o d o p r i m e i r o século não era uma fé uniforme e estática: ela estava m u d a n d o c continha g r a n d e v a r i e d a d e e m seu m e i o . a sala em que os rolos foram escritos...-. Esclarecendo o Novo Testamento VIDA RELIGIOSA A descoberta dos Manuscritos d o M a r M o r t o c m 1 9 4 7 t r a n s f o r m o u nossa v i s ã o d o m u n d o d e Jesus....32 Introdução à Bíblia Os rolos do mar Morto foram armazenados em jarros como estes e escondidos cm cavernas da região pela comunidade de Qumran quando esta foi destruída pelos romanos durante a revolta judaica. isro é.:. ..'j T .I . 1 >4 ..

33 Parte d e um m o n u m e n t o c o m o nome e título d e P i l a t o s foi d e s c o b e r t o c m Cesaréia e m 1961 (veja "Os j u d e u s s o b o g o v e r n o romano: a p r o v í n c i a da J u d e i a " ) . H e r o d e s foi responsável por muitas construções q u e alteraram o panorama d e Jerusalém c d e outras cidad e s d o seu r e i n o . À cidade foi construída e m escala. Em Cesaréia ( t a m b é m n o m e a d a e m honra a o i m p e r a d o r ) .4 a . b a n h o s públicos. J e r i có e Samaria ( r e n o m e a d a Sebaste. anfiteatro. c o m teatro.A Bíblia no seu contexto AS CONSTRUÇÕES DO REI HERODES Em v á r i o s a s p e c t o s o m u n d o q u e J e s u s conheceu fora m o l d a d o por H e r o d e s o Grande ( 3 7 . o r d e n a n d o a seus e n g e n h e i r o s q u e c r i a s s e m u m p o r t o a r t i f i c i a l g r a n d e o suficiente para o s m a i o r e s n a v i o s m e r c a n t e s da é p o c a . cm Cesaréia. estádio e um t e m p l o c m honra a o I m p e r a d o r Augusto. C ) . O teatro d o rei Herodes. t a i s c o m o H e b r o m . inclusive P ô n c i o Pilatos. O palácio d o p r ó p r i o H e r o d e s e m Cesaréia mais tarde tornou-se residência d o s g o v e r n a d o r e s r o m a n o s da Judeia. nome grego c m honra a A u g u s t o C é s a r ) . . H e r o d e s f e z d e u m pequeno ancoradouro um p o r t o importante.

q u a n d o Jerus a l é m foi t o m a d a p e l o e x é r c i t o r o m a n o . agora conhecida simplesm e n t e c o m o a mansão. em frente ao Templo de Herodes. após a revolta judaica. Salas e objetos descobertos em escavações na Cidade Alta. Estas d e s c o b e r t a s d ã o u m a i d é i a d a v i d a d e s f r u t a d a p e l o s r i c o s na é p o c a d e J e s u s . CAFARNAUM Em c o m p a r a ç ã o . cm Jerusalém. Uma delas. 8 ) . c o m o na p a r á b o l a d a m o e d a perd i d a q u e Jesus c o n t o u ( L c 1 5 . foi c o n s t r u í d a e m d o i s n í v e i s n u m t e r r e n o i n c l i n a d o . tais c o m o o l í d e r j u d e u q u e é m e n c i o n a d o em Lc 18. O s telhados e r a m f e i t o s d e v i g a s q u e s u s t e n t a v a m galhos ou juncos. e no p o r ã o h a v i a c i s t e r n a s e b a n h e i r a s p a r a a purificação ritual. q u e foram destruídas e m 70 d . A l g u m a s casas tinham s e g u n d o andar.34 Introdução à Bíblia A JERUSALÉM DO PRIMEIRO SÉCULO Escavações no setor j u d a i c o d e Jerusalém d u r a n t e a d é c a d a d e 1970 r e v e l a r a m exemplos d e mansões. c o m p e d r a s m e n o r e s e argamassa para preencher os espaços. As paredes tinham r e b o c o d o s dois lados e os interiores t i n h a m o r n a m e n t a ç ã o rica em d e t a l h e s . A l g u n s d o s p i s o s e r a m d e c o rados c o m mosaicos. cobertos c o m argila. Essas casas foram queimadas quando os romanos tomaram Jerusalém em 70 d . V i d r o s e cerâmica d e luxo b e m c o m o mesas d e pedra d e alta qualidade foram encontrados nessas casas.18-23. C . C . A s p a r e d e s e r a m f e i t a s d e p e d r a s basálticas i r r e g u l a r e s . ocupadas pela elite ( p o s s i v e l m e n t e s a c e r d o t e s ) no s é c u l o u m d a era c r i s t ã . g r u p o s d e c a s a s e s c a v a d a s e m C a f a r n a u m i l u s t r a m as casas b e m mais simples das pessoas que v i v i a m nas províncias. A l g u n s pisos e r a m d e pedra e p e q u e n o s objetos p o d a m ser facilmente perdidos e n t r e as p e d r a s . . A s prin- cipais áreas d c estar f i c a v a m no t é r r e o . U m a d a s salas d o t é r r e o tinha um s e g u n d o andar.

sandálias. Jarros. cestos. que data de época próxima à de Jesus. iVo detalhe: As vezes. . Um exemplo é este vaso de vidro. Um poço reconstruído nos ajuda a entender um aspecto importante do cotidiano nos tempos bíblicos. esteiras c roupas s o b r e v i v e r a m d e s d e os séculos 1 e 2 nas l o c a l i d a d e s d e M a s s a d a e E n .pratos e objetos domésticos de bronze encontrados em Massada. síío encontrados artefatos que revelam a habilidade de quem os fez. Para mais informações sobre a vida diária veja: 198 Vida nômade 242 Vida sedentária Reconsirução parcial de uma das casas de Jerusalém dcsiruídas em 70 d.A Bíblia no seu contexto O COTIDIANO 35 N o c l i m a e x t r e m a m e n t e s e c o da bacia do M a r M o r t o . Estes o b j e t o s i l u s t r a m d e f o r m a i o d a e s p e c i a l o c o t i d i a n o na J u d é i a a n t i g a . apenas 40 anos após a morte de Jesus. Seus móveis e piso em mosaico dão uma idéia do estilo de vida dos ricos.C.G e d i .

A REGIÃO MONTANHOSA CENTRAL Os montes de Samaria e os montes da Judeia.36 Introdução à Bíblia A terra de Israel Israel jamais foi um país grande ou muito poderoso. legumes. a planície é interrompida p e l a s e r r a d o C a r m e l o . carne e lã. P e r t o de Haifa. A PLANÍCIE LITORÂNEA A e x t r e m i d a d e sul d a p l a n í c i e l i t o r â n e a foi n o p a s s a d o a t e r r a d o s f i l i s t e u s . no Sul. romãs. figos. ovelhas e cabras são criadas naquela região acidentada e pedregosa. paralelas à costa. q u e forma a "espinha dorsal" de t o d o o país. ao Norte. Agricultura e geografia Israel produz uma extensa variedade de alimentos. Passando essas m o n t a n h a s . s e g u i d a d a r e g i ã o m o n t a n h o s a central. Mas sua posição na estreita faixa de terra entre o mar e o deserto na parte oriental do Mar Mediterrâneo lhe confere importância especial. Desde a antiguidade até hoje a terra e seu povo têm sofrido com uma série de lutas. azeitonas e tâmaras são cultivados desde os tempos bíblicos. Cereais e grãos. uvas. no Norte. Para mais intormações veja: 38 Animais eaves 40 Árvores e plantas . ao Sul. Asdode +42 m DIAGRAMA DA TERRA A s regiões g e o g r á f i c a s d e Israel estendem-se d e N o r t e a Sul. Desde a época de Abraão e mesmo antes disso. Dcslocando-sc para o interior. Pastos mais verdes possibilitam a criação de gado. cujas c o l i n a s s e e s t e n d e m p a r a o i n t e r i o r a t é se u n i r e m à região montanhosa central. a Berseba. Peixes são abundantes no Lago da Galileia. mais a o Sul. a altitude cai drasticamente até se c h e g a r ã o vale d o Jordão. não chega a 230 quilômetros. a planície litorânea dá lugar a u m a cadeia d e pequenas c o l i n a s . provendo leite. a Nordeste. Nos tempos bíblicos. é extraído cobre e o deserto é rico em minérios. e do Egito. sendo que existem mais cadeias d e montanhas a leste. Mais ao Sul. A distância de Dã. são parte desta "espinha dorsal" d c montes acidencados e rochosos. O Mar Morto fornece sal e minérios. essas lutas eram travadas geralmente entre as grandes civilizações da Mesopotâmia.

-. acidentados e imponentes à medida q u e s e v a i na d i r e ç ã o d o S i n a i . Haifa-\ da Galileia MomeCotmeb • ra Nazaré' " \ Ptaakie . / PLANÍCIE COSTEIRA \tAar . logo. O v a l e é. . a t e m p e r a t u r a m é d i a n o litoral e na r e g i ã o m o n t a n h o s a é d e 2 2 . 0 DESERTO A o sul d e B e r s e b a está o d e s e r t o d o N e g u e b e . P o s s u i u m c l i m a quente e ú m i d o b e m c a r a c t e r í s t i c o . o território se a b r e numa a m p l a c fértil p l a n í c i e .>-<. í / delezréâ^A v ! Jerusalém Moptêsr-. Gaza índice pluviométtico Regiões de Israel 37 Mar Mediterrâneo Monte Heimm GALILEIA MtlLUA rlANALIO ORIENTAL :S . o vale de Esdraelom ou de Jezreel. N o v e r ã o . e t u d o q u e se v ê s ã o p e q u e n a s m a n chas d e v e g e t a ç ã o e uma eventual acácia e n t r e o s m o n t e s á r i d o s .A Bíblia no seu contexto CHUVAS Israel t e m d u a s estações: o i n v e r n o . Aqui o índice pluviométrico é b a i x o . a o Sul. A l é m d e l a e s t ã o os m o n t e s e vales q u e c e r c a m o l a g o da Galileia. frio e úmido: o verão. na r e g i ã o d o Mar M o r t o s e m a n t é m u m a temperatura constante de 4 0 ° C d u r a n t e o d i a . que é coberto de neve ( 2 8 4 0 m d e altura). N o i n v e r n o . m a r c a m a fronteira ao norte d o país.2 5 ° C . u m a d e p r e s s ã o profunda. pode nevar c m Jerusalém c cair c h u v a g e l a d a na G a l i leia. . A c i d a d e d e Dã e o monte H e r m o m . são mais f o r t e s e m d e z e m bro/janeiro e terminam por v o l t a d e a b r i l . GALILEIA Ao norte d o monte C a r m e l o .: i . d e s c e n d o cerca d e mil m e t r o s a l é c h e g a r a o m a r M o r t o (a m e n o r a l t i t u d e d o m u n d o n o seu p o n t o mais b a i x o . Estes ficam m a i s altos.. A s chuvas c o m e ç a m e m o u t u b r o .- Monie Hebo Morte Belém +760 m Berseba Mat Morto -390 m Monte Nebo +833 m +1000 m +500 m Nivél do mar -500 m -lOOOm DESERTO DONEGUEBE 0 VALE DO JORDÃO O Jordão c o m e ç a perco d o sopé d o monte Hermom e c o r r e para o Sul. de Somaria = Mor Morto / - 0 DCUORDÃO Berseba Belém 1 . A t e m p e r a t u r a v a r i a bastante d e uma r e g i ã o para o u t r a . q u e foi c r i a d a p o r f a l h a s g e o l ó gicas nessa á r e a i n s t á v e l . quente e seco. e n q u a n t o a t e m p e r a tura m é d i a e m J e r i c ó n ã o baixa d e 15"C.'_ . m a i s d e 8 0 0 m a b a i x o d o n í v e l d o m a r ) . o u seja.

são inofensivas. seria como o jumento selvagem (foto). a leste do rio Jordão. ratos e outras criaturas pequenas. Os tnklianitas atacaram Israel montados cm camelos (. sempre foi valiosa.a víbora. o íbex. gazelas. B t c é o lagarto Dabb. Havia também gafanhotos e ocasionalmente nuvens destruidoras de gafanhotos do deserto. possivelmente. etc. Ovelhas e cabras 144. usada para fazer vestimentas. Mulas são uma cruza de jumento e cavalo. semelhante à víbora dc chifres (acima). o jumento selvagem (onagro).599 Gazelas 405 Deus disse que Ismael. que foram. mas algumas que podiam ser letais. Havia muitas cobras. Cobras cxisletn em todas as regiões de Israel. etc. Não é fiícil identificar as que são mencionadas na Bíblia. a maioria delas inofensiva.S). Muitas. Eles puxavam carruagens e eram montados por soldados na frente de batalha. fornecendo leite. como a cobra de Clifford (abaixo). Corvos 291 Arganazes 383 P o m b o s 405. veados e faamhfmeinfonmaxsveja: Camelos são muito importantes em regiões dentro c ao redor do deserto. A lã. Havia cavalos no Egito na época de José. G a f a n h o t o s 165. bem como o tímido hiracoídeo que se esconde entre as rochas. Os campos mais férteis de Gileade e Basã.2). leões e ursos. fizeram com que essas regiões ficassem famosas por seu gado.38 Introdução à Bíblia Animais e aves Animais Antes da época de Abraão. A serpente mortífera de Nrn 21 provavelmente í. No lago da Galileia havia uma grande variedade de peixes (veja "A pesca no mar da Galileia"). as que picaram os israelitas durante a jornada pelo deserto. queijo e carne. .1/. o filho de Abraão e Agar. n.n 16. A rainha dc Sabá utilizou-os para transportar cargas ( l l t s 10. ovelhas e cabras já pastavam nos montes acidentados e rochosos de Israel. Um número bem maior de animais selvagens habitava a terra de Israel nos tempos bíblicos do que acontece atualmente — lobos.269.489 Codornizes 196 J u m e n t o s 248. inclusive víboras. camundongos.12). lutando contra iodos (<. raposas e chacais. Camelos e jumentos são animais de carga e transporte de pessoas nos países do Oriente Médio desde os primórdios.259. Há mais de 40 tipos dc lagartos em [ m e l .

Jesus entrou em Jerusalém montado 39 O raio do deserto è um dos vários roedores encontrados em diferentes habitais de Israel. podendo ser visto ainda hoje nas arcas rochosas perto de En-Gcdi. numa im portante rota migratória da África para a Europa e a Ásia Ocidental.A Bíblia no seu contexto Nos tempos bíblicos. Embora nesta foto apareça em terreno plano. a maioria das pessoas simples usava jumentos para se locomover e fazer o transporte de cargas. se não fosse criado em cativeiro. a andorinha. a gralha e o corvo. muitos pássaros passam pela região na primavera e no outono. a cegonha. v»V O órix ( d o deserto) estaria extinto. a rolinha. contribui para a riqueza de pássaros que podem ser encontrados em Israel. . A Bíblia menciona muitos pássaros que não podemos identificar claramente. 0 "bode selvagem" mencionado em versões mais amigas da Bíblia é o íbex núbk>. a garça. Pássaros Uma variedade de habitats. Dentre os que podemos estão a águia. o abutre. o Ibcx é um animal montês. Além dos que são nativos. do semitropical ao árido. a coruja. a pomba. a perdiz. a codorniz. o pardal.

algumas áreas atualmente descampadas eram regiões de floresta nos tempos bíblicos. Álamos. abetos. tamareiras e amendoeiras. Para mais fotos e informações veja: Acácia do deserto 174 Papoulas 391 R o m ã s 405 Videiras427. ciprestes e pinheiros cresciam nos montes. pés de romã. figueiras. Carvalhos. tamarjmeira em flor. usada pelos israelitas para construir a arca da aliança e partes do tabernáculo. As mais importantes eram as árvores frutíferas: vinhas e oliveiras.40 Introdução à Bíblia Arvores e plantas Árvores Embora seja provável que Israel jamais tenha tido florestas densas. Figos crescem numa arvore que faz sombra perto de uma casa. As olivas são um produto importante em Israel. salgueiros. O cedro usado para o palácio do rei Davi e o Templo de Salomão foi importado do Líbano. ísta palmeira cresce i subtropical. As uvas amadurecem na vinha. tamargueiras e loureiros formavam densas moitas ao longo das margens do rio Jordão. A árvore do deserto é a acácia. fl A n £ O O .638 Figueira 623 i' h r .

papoulas. Ervas e especiarias sempre foram valiosas. endro. algumas por seu uso medicinal. o papel era feito do caule do papiro. anémona. Na antiguidade. Entre as ervas comuns estão cominho. O crisantemo amarelo pode ser um dos "lirios do campo" de c|ue Jesus falou. arruda. hissopo. alho. menta e mostarda.i IMIS. margaridas amarelas e muitas outras. As papoulas florescem até nos lugares mais pnliey. Uma exuberância de flores do campo adorna os montes da Galileia na primavera — os "lírios do campo" de que fala Jesus — açafrão. . anis. Há também mais de 120 tipos de ervas daninhas e espinheiros em Israel! A Bíblia usa mais de 20 palavras para referir-se a espinheiro . outras pelo sabor que acrescentavam a uma dieta um tanto insossa. A íris amarela é uma planta do brejo.A Bíblia no seu contexto Plantas e ervas Os contrastes de clima resultam numa variedade incomum de plantas e flores silvestres. narcisos.! 1 A mais vivaz das flores da primavera é a anémona vermelha. ciclamens.

eles usaram os antigos nomes cananeus para designar os meses. Ele continuou a ser usado junto com o calendário romano. Por causa disto. Sabemos pouco sobre o calendário israelita antigo. com exceção das festas. Quando os israelitas chegaram a Canaã. e porque era tudo tão complexo. MARÇO NISA LAR MAIO SIVÃ JUNHO T A M U Z JULHO A B E AGOSTO Mês 5 Mês 1 nome antigo: Abibe Mês 2 nome antigo. dois mil anos depois. esses nomes foram subsiiniídos pelos nomes babilónicos que aparecem nas colunas abaixo. Os mais antigos calendários. os grandes impérios da Mesopotâmia e do vale do Nilo desenvolveram seus próprios sistemas com grande índice de precisão. inclusive os do Israel antigo. Durante o exílio. sobrevive quase intacto ainda hoje.42 Introdução à Bíblia O calendário de Israel O calendário é uma daquelas coisas essenciais à qual nem sempre se dá o devido valor. Este. os sacerdotes se tornaram especialistas na administração do calendário. foram elaborados em função das estações do ano agrícola e dos ritos religiosos associados a essas estações. Mas o Mishnah (a coleção de leis judaicas feita no final do século 2 da era cristã) faz uma descrição completa do sistema que os judeus criaram sob influência babilónica. O comércio e o governo também exigiam datação precisa. que foi tão bem reformado por Júlio César. Assim.Zive Mês 3 Colheita de grãos Festas: Colheita/Semanas (Pentecostes) Mês 4 Cultivo das videiras Colheita de linho Festas: 14-21 Páscoa e Pães sem Fermento Colheita de linho e cevada Colheita de frutas de verão Colheita O de uvas e olira de uv >mbe "obeniác .

d c m o d o q u e o s judeus ortodoxos vieram a ler problemas com a relação e n t r e s á b a d o s e festas. n e m um número inteiro d e meses. As anotações. Lavragem e plantio Chuvas de outono Lavragem e plantio Chuvas de outono Festas: Luzes (Dedicação do Templo) Lavragem e plantio Cultivo tardio Chuvas da primavera Cultivo tardio Chuvas da primavera Festas: Purim kmUuis (Ano Novo) imóculos (Bairacas) . em hebraico. por e x e m p l o . Encontrado em Gezer.A Bíblia no seu contexto NO N O V OT E S T A M E N T O A maioria dos autores d o N o v o Testam e n t o relaciona certos acontecimentos c o m o calendário judaico c m uso naquele tempo.C. Pentecostes.v 2 3 ) . p o i s o ano não contém um número inteiro de semanas. foram gravadas sobre pedra calcária por volta de 900 a. refere-sc ao i m p e r a d o r r o m a n o T i b é r i o e m seu E v a n g e lho. D e p o i s d o e x í l i o . o s á b a d o d e sete c m s e t e d i a s passou a ser o b s e r v a d o com maior rigor e tornou-se independente d o c a l e n d á r i o l u n i s o l a r .y m ' J i m OUTUBRO Tisri Mês 7 fit anrigo: Etanim NOVEMBRO Quisleu Mês 9 Mês 8 DEZEMBRO Tebete Mês JANEIRO Sebate Mês FEVEREIRO Adar Mês MARÇO 12 Marquesvã nome antigo: Bui 10 11 Colheita de uvas e olivas feras. Na a n t i g u i d a d e o s á b a d o p o s s i v e l m e n t e e r a a j u s t a d o p a r a c o i n c i d i r c o m as testas principais o u a t é m e s m o c o m o s d i a s d e lua n o v a ( v e j a l. Os relatos eslão repletos d e referências às g r a n d e s festas a n u a i s : P á s c o a . T a b e r n á culos. Havia pequenas diferenças entre o calendário seguido pelos fariseus c o c a l e n d á r i o d o s saduceus. sn '. 43 UM PROBLEMA O sábado (dia dc descanso) semanal a p r e s e n t a v a seus p r ó p r i o s p r o b l e m a s . este artefato <• conhecido <»i«<> o "Calendário de Gezer". Ocasionalmente eles identificam datas fazendo referência a governantes nãojudeus. Paro mais iníormupes veja: 1 9 0 As g r a n d e s testas religiosas i: \ : A foto mostra uni auxilio simples para lembiat as estações d o ano agrícola. Mas até nisto não havia uniformidade absoluta. Lucas.

ENTENDENDO A BÍBLIA .

esta "mensagem de Deus" é diferente do que algumas outras religiões acreditam ter. A natureza da história bíblica Precisamos ter três coisas cm mente para entendermos os livros históricos da Bíblia. O fato de que a história da Bíblia está ligada à natureza da fé cristã como "evangelho" tem outra implicação. prestar culto. Ela nem sempre é Deus falando para o povo. o cristianismo é uma religião narrativa. Ela diz às pessoas. a maioria deles tem u m interesse pelos fatos. uma conta. na convicção de que estas coisas são decisivas para a maneira como as pessoas se relacionam com Deus. Sc. Ou pode ser pessoas falando para pessoas. Ela abrange histórias. "Acima de tudo. Até mesmo nãocristãos e ateus reconhecem que elas penetram nosso ser. Assim. profecias e outros tipos de literatura. Podemos até acreditar na propaganda quando lemos: "esta é uma oferta especial feita só para você!" Os livros da Bíblia vêm de culturas diferentes da nossa. Se vêm de outra cultura. e então é por aí que vamos começar. Estas não são obra de um único autor." Jim C r a c c Se recebermos quatro correspondências. tode ser uma hislória. devemos perguntar o que eslamos lendo. como nas cartas do Novo Testamento escritas por Paulo. • Em primeiro lugar. Em primeiro lugar. ou de um membro da igreja que é repreendido pelo pastor. cartas. como pode ser unia cana. Mas se o objetivo da história bíblica fosse simplesmente inspirar-nos dessa maneira. Que tipo de livro é esse? Para entender determinado livro da Bíblia. parábolas. A maior parte da Bíblia não afirma ter sido "ditada" por Deus. Deus fala através de pessoas Em toda a Bíblia Deus fala por intermédio de pessoas. como podemos entendê-los? Normas diferentes se aplicam a tipos diferentes de literatura. Assim. ela é mais uma biblioteca que um único volume. . é mais provável que as entendamos mal.46 Introdução à Bíblia Dicas para entender John Goldingay A Bíblia não é o que a maioria de nós espera de um livro religioso ou texto sagrado. As pessoas são. Se as correspondências vêm da nossa própria cultura. por exemplo. ter alegria. por meio da história de Israel e dos relatos da vida de Jesus. estar deprimido. como nos Salmos. ficar com raiva. orações. mais da metade da Bíblia é história. uma carta de amor ou uma carta contendo uma oração. Entretanto. ela teria sido outro tipo de histó- Quando abrimos a Bíblia. entenderá e poderá sc identificar com muitos dos salmos. As histórias são eloqüentes. os fatos são essenciais para que se entenda a Bíblia. o que Deus fez por elas. Mas não devemos impor à Bíblia nossas próprias expectativas quanto à sua natureza histórica. tentadas a ler a história da Bíblia principalmente para tirar exemplos de como devem viver. visões. amar. Assim sendo. muitas vezes. viveram em mais de um milênio e falaram em mais de uma língua. Se Deus jamais houvesse feito algo em benefício de Israel ou cm Jesus. A história bíblica é uma combinação divinamente inspirada de fatos e criatividade literária. leremos cada uma à luz do que é — uma propaganda. leis. Pode ser o povo falando com Deus. mas de uma variedade de autores humanos que escreveram em mais de um continente. que foram dirigidas às primeiras igrejas cristãs. não haveria evangelho. poemas. isto o ajudará a compreender as cartas do Novo Testamento. A fé cristã é fundamentalmente um "evangelho" — uma mensagem de "boas novas" da parte de Deus. eéa narrativa que faz dela uma religião sólida. Se você puder se colocar na situação de um líder de igreja que se preocupa com a sua congregação. Isto significa que entender as pessoas pode nos ajudar a entender a Bíblia. precisamos descobrir que tipo de material estamos lendo. Isto os aproxima bem mais da história do que da ficção. você sabe o que significa sentir dor. sabemos instintivamente como lê-las.

Romanos. Essas duas comunidades precisavam que lhes fossem apresentadas perspectivas diferentes da mesma história. Muitas vezes. Judeus religiosos. de outro. parece que os personagens da Bíblia nos mostram os dois lados: como se leva uma vida fiel e dedicada a Deus. quando de certa forma Deus o havia restaurado. Assim. e como. como os que aparecem neste relevo.como a cidade de Jerash. Se entendermos para quem o livro foi escrito. ao lermos a história da Bíblia. com todas as características de uma boa história. nos dão duas versões da história de Israel no período dos reis. como de qualquer história. porque elas foram escritas para públicos em situações diferentes: . e por quê?" Uma segunda característica das histórias bíblicas. os livros de Samuel e Reis. Tem começo. devemos ter uma pergunta em mente: "O que Deus está fazendo aqui.7 Pessoas "no mercado". São versões diferentes da mesma história. Pensadores c filósofos.Entendendo a Bíblia ria. Uma terceira característica de uma história bíblica é que ela é história. lendo rolos. Os eventos ocorrem apesar das pessoas tanto quanto por intermédio delas. . Os livros d o NT foram escritos para públicos diferentes. apreciaremos o motivo pelo qual a história é contada daquela maneira e entenderemos melhor o que cie procura transmitir. Pessoas de fala grega no mundo helenista que havia colonizado grande parte daquela região . e como não se deve ser povo de Deus. usando palavras e conceitos conhecidos por eles: 4. à medida que as histórias sobre Jesus c a m e n s a g e m cristã sc difundiam. em Jerusalém.e Israel um século mais tarde. como aqueles que debateram com Paulo em Atenas. e Crônicas. representados pelos dois h o m e n s l e n d o a Tora j u n t o a o M u r o d a s Lamentações. é que ela é escrita p a r a um público. por exemplo).Israel sob o castigo de Deus após a queda de Jerusalém . Isto em si reflete o fato de que a história da Bíblia tem mais a ver com o que Deus fez com as pessoas do que com aquilo que as pessoas fizeram. meio e fim e um enredo cheio de surpresas (a história de José ou de Jesus. na atual Jordânia. de um lado. Por exemplo.

Mas é importante que não interpretemos a história com um significado que ela. a questão é: qual é o equivalente mais próximo do ideal de Deus. Nem o Antigo nem o Novo Testamento estão interessados em obediência cega. ao passo que outros personagens menos expressivos não chegamos a conhecer tão bem (a história de Rute é um exemplo). levando em consideração a teimosia humana neste contexto com relação a este problema? . Uma história interessante pode ter mais que um tema (a dc Jonas é sobre como não ser um profeta. "Uma palavra de verdade pesa mais que o mundo inteiro. a Bíblia geralmente dá essas instruções. ou seja. Na verdade. Isto porque seriam facilmente compreendidas na cultura da qual procedem (por exemplo. embora sejam vistas como algo natural ou que não precisa de muita explicação. por exemplo. Algumas parecem dar liberdade a mulheres e escravos. e também sobre como Deus se preocupa com os gentios. e possivelmente também fala sobre como Deus chama Israel ao arrependimento). por exemplo. outras parecem aceitar sua opressão. embora façamos isto inconscientemente. as regras pelas quais Deus protege a liberdade do seu povo. não apenas em pequenos episódios. ela precisa ser apreciada e compreendida como uma história. e sabe que aprendemos quando nos identificamos com a história. a história pode até nos convidar a fazer isto. um contador de histórias não conta (nem consegue contar) tudo. Outro tipo de questão surge dos padrões diferentes das instruções que aparecem nas várias partes da Bíblia.48 Introdução à Bíblia Ela tem personagens: alguns personagens são tão complexos quanto nós mesmos e outras pessoas que conhecemos. ou pelo qual as mulheres de Corinto no Novo Testamento deviam pôr um véu na cabeça quando estavam na igreja). Que situação elas pressupunham? Que problema tentavam solucionar. qual era o objetivo dessas instruções. é instrução. Precisamos nos esforçar para entender as questões que estão por trás dessas instruções. o motivo pelo qual os israelitas do Antigo Testamento não deviam cozinhar um cabrito no leite de sua mãe. ou que perigo queriam evitar? Que convicções teológicas e morais tinham como base? Então podemos tentar descobrir se há problemas e perigos equivalentes que precisamos abordar dc maneiras equivalentes." A l e x a n d e r Sob. Isto implica várias coisas: Uma história precisa ser lida como um todo. assim que precisamos entender os motivos dessas instruções. Isto não significa que devemos impor à Bíblia nossas próprias idéias. lombadas eletrônicas ou redutores de velocidade podem ser uma forma semelhante de proteger a vida das pessoas. Sua posição com relação a este problema específico pode ser aplicada de forma mais ampla. falou da tensão entre o que Deus queria na criação e o que Moisés permitiu por causa da teimosia do povo (Mc 10). O que fazer e o que não fazer Nas grandes histórias do Antigo e do Novo Testamento há longas seções de instrução sobre como viver. a Torá que este rabino está lendo.henitsyn lo que seus autores tinham em mente. em si. A história tem um tema (Juízes. ao falar sobre casamento e divórcio. não tem. Interpretar a Bíblia requer o exercício da nossa imaginação. por exemplo. as pessoas tinham que construir uma mureta ao redor do telhado (plano) das casas para que as pessoas não caíssem de lá. Afinal. para entender como devemos tomar a atitude equivalente no nosso próprio contexto. ficamos mais próximos daquiCirande parte da Biblia I lebraica. fala sobre ligação entre o sexo e a violência). Devemos nos deixar levar para dentro da história. Aqui podemos ver os ideais de Deus em conflito com situações reais de forma bem prática. pois a prática da leitura e do estudo silencioso e individual é algo típico dos tempos modernos. Quando lemos a Bíblia com um grupo de pessoas e a discutimos com elas. Jesus. Ler na companhia de outras pessoas ajuda a evitar estas coisas e também é útil de outras maneiras. Podemos perguntar. Assim. Em certas áreas das grandes cidades de hoje. por exemplo. Às vezes isto não importa. Portanto. No antigo Israel. como geralmente acontece nos cultos e nas leituras diárias.

ANTIGO TESTAMENTO DE Q U E T I P O D E E S C R I T O SE TRATA? DE Q U E PARTE D A BÍBLIA F O I TIRADO? NOVO TESTAMENTO DE Q U E T I P O D E ESCRITO SE TRATA? SoHhhHíIIIHI^HHHÍ . - Os estágios de compreensão e aplicação que aparecem nestas páginas nos ajudam a evitar erros como: • tirar um trecho do contexto.-R--. • dizer que ela é muito distante e difícil para os leigos: não é! • lê-la apenas como literatura ou geografia ou história: ela é isto. . • lê-la como mágica._ ASSASSE •._r. ou contos de fadas. r^.• .. mas também é mais do que isso: é a mensagem mais importante de todas. ou fábulas...50 Introdução à Bíblia Entendendo a Bíblia A Bíblia foi escrita há muito tempo para pessoas que viviam numa cultura diferente da nossa. A Bíblia nõoé uma caixinha mágica! • fundamentar uma doutrina num versículo que foi mal interpretado — como acontece freqüentemente com seitas e movimentos heréticos. a Bíblia foi escrita por pessoas em situações reais conforme eram inspiradas por Deus.

Entendendo a Bíblia 51 LEI É uma lei moral. simbólico? Qual era o propósito original da profecia? 0 Q U E ESSA PASSAGEM SIGNIFICAVA PARA O S PRIMEIROS LEITORES O U OUVINTES? C O M O A MESMA M E N S A G E M SE APLICA A NÓS HOJE? EVANGELHO Quatro relatos dos ensinamentos e acontecimentos da vida de Jesus. Em vez de usar rimas. ex. que idéia ou princípio geral é expressado? HISTÓRIA O que aconteceu? Onde? Com quem? Por que essa história foi contada? Qual é o moral da história? POESIA/ SABEDORIA Não leia poesia como se fosse prosa! Espere encontrar simbolismo e linguagem figurada. Leia com imaginação e emoção para ter a perspectiva mais ampla. o início da epístola. a poesia hebraica dizia a mesma coisa duas vezes com palavras diferentes. A passagem é narrativa ou se trata de uma história com moral? HISTÓRIA (ATOS) O que aconteceu? A história foi incluída para transmitir uma lição? EPÍSTOLA Quem estava escrevendo a quem — e por quê? (Veja. p.) Qual é o tema ou argumento principal da epístola como um todo? Como a passagem se encaixa nisso? No contexto da perseguição romana. PROFECIA Qual é o contexto histórico por trás da passagem? Seu estilo é poético. João usou o estilo literário apocalíptico: figuras tiradas do AT e simbolismo poético. APOCALIPSE .. válida para todas as épocas? Ou uma questão de lei social ou cerimonial? No segundo caso.

reunidos. A Bíblia é. no fundo. O ensino pode envolver a nossa mente. Ela quer um relacionamento com as pessoas que buscam um relacionamento com ela. Existem e já existiram religiões sem teologias. ela não confina as pessoas num único pensamento explicável. Além disso. E esse contar da história é um dever crucial dos líderes da religião. porque é da natureza das religiões fazer uma narrativa acerca do mundo. designados. amadurecem. A história está escondida no alicerce. mas é como se um pai amoroso e poderoso viesse e as abraçasse e confortasse. O que os pregadores geralmente não fazem com uma história é. A "verdade santa". impulsos involuntários. pronto. As narrativas são tão antigas quanto a própria religião. mas uma narrativa toma conta de todo o nosso ser — corpo. lembrados c vividos. cada vez que são narrados. O problema da narrativa é sua ambigüidade. podem ser completamente conhecidos." T r c v o r Dcnnis "Encontro" em si implica ação dramática. relacionamentos humanos instáveis. Mas estas mesmas histórias fundamentais também dão significado às experiências pelas quais as pessoas passam nos dias de hoje. Não é que a vida das pessoas lhes tenha sido explicada intelectualmente e elas conseguiram entender. simplesmente. algo inferior àquilo que querem ensinar. quando Martin Ltither King declama uma história para milhares dc pessoas engajadas no movimento contra a discriminação dos negros — "Eu estive no topo da montanha! Olhei e vi a Terra Prometida! Talvez não chegue lá com vocês" — evocando a imagem do velho Moisés no monte Nebo enquanto todo Israel. São significantes. anseios espirituais. A criação nos é apresentada como uma narrativa. Ela admite tantas variedades dc interpretação quantos forem os seus leitores. é sentida de maneira tão forte que todos os outros objetos. não tanto em proposições de natureza sistemática. Pelo fato de a forma narrativa apresentar um ordenamento. simplesmente ao ouvirem uma narração da história que lhes é comum. riso e lágrimas. mas a vasta estrutura de doutrina que teólogos construíram sobre o texto. a nosso favor ou contra nós. são definidos por essa presença. reis e profetas — aparecem na forma de uma crônica histórica. Personagens com personagens entram num relacionamento no qual certos acontecimentos se destacam por serem significantes e expressivos. A narrativa cria ordem onde só havia o caos. a hora de fazer a travessia. num mundo organizado e significante. Os acontecimentos que envolveram o povo de Israel — seus ancestrais. É isto que acontece quando judeus recontam e revivem a história do êxodo na Páscoa. Elas descrevem e contêm uma quantidade enorme de sentimentos imediatos. E uma narrativa ou história não é uma história enquanto não for contada. emoção. contá-la — dar-lhe vida c expressão. a narrativa insere as pessoas numa comunidade — no tempo presente e através dos tempos. uma narrativa. mas muito mais numa comovente narrativa. A narrativa consola. naquilo que elas têm em comum. E Jesus Cristo é revelado. Ao contrário da doutrina. . pois foram.52 Introdução à BMia A Bíblia como uma história Walter Wangerin Jr. a princípio. acontecimentos. sua história. um relacionamento atemporal com Deus. Estes são momentos da mais intensa interação. quando a presença de Deus. sentidos. testificam. aguardava. E a narrativa é o ponto dc encontro no qual os relacionamentos começam. é uma coisa viva. Quais são as histórias que os líderes da fé cristã precisam narrar? Em quais narrativas se oferecem oportunidades de um encontro com Deus? "(A história da criação) é ao mesmo tempo a mais conhecida e a menos conhecida de todas as histórias do Antigo Testamento. nas campinas de Moabe. Os pregadores — quando usam uma unidade narrativa — geralmente a usam para seus próprios fins. os juízes. Esses momentos. razão. mas tudo que vemos é o que foi construído em cima dele. Ela se torna uma ilustração. que é o objetivo de qualquer religião. pelo fato de ela reconhecer e usar os elementos desta existência como elementos próprios e convidar o ouvinte a que entre no mundo dela. formam a história da religião. cia consola esse ouvinte com todo sofrimento que ele tem. Mas nunca existiu uma religião sem uma narrativa. memória. definindo unanimidade e não deixando que o indivíduo siga o seu próprio caminho. e são lembrados e contados como narrativas. É isto que acontece: pessoas fragmentadas são restauradas outra vez de modo comovente. quando cristãos recontam e revivem a história da paixão de Cristo na Santa Ceia. detalhes e gestos. O que a maioria das pessoas conhece não é o texto.

Não raras vezes a Itíblia foi usada como "livro mágico". desenvolveu-se um estudo bem mais profundo das partes históricas da Bíblia. sendo que textos eram tirados de seu contexto para assustar os leitores ou para dar sustentação a religiões misteriosas compreendidas apenas por seus membros. Esta aplicação foi fornecida por Jesus. pio. cristalizado na "aliança" ou "pacto" que Deus fez com eles. Este relacionamento cresceu c se desenvolveu com o passar do tempo. 'IVatn dos Sete Pecados Mortais. não como a revelação de Deus para ela. A interpretação pactuai (ou aliancista) é uma maneira muito boa de demonstrar como o Antigo Testamento continua sendo a "Palavra de Deus" embora partes dele não se apliquem mais a nós atualmente. na prática. houve uma reação contra este tipo de análise e . aproximadamente. houve um ressurgimento do interesse pelo texto e alguns monges até aprenderam hebraico para poderem comentar o Antigo Testamento com mais precisão. por exemAo lado ila ênfase escolástica na doutrina existe a tradição de literatura devocional. assim. Mas quando Cristo veio. Declínio e renovação Durante a Idade Média. ("Testamento" é o mesmo que "aliança" tanto no hebraico quanto no grego. Pensamento histórico-crítico A interpretação histórica do tipo pactuai continuou a dominar o campo da teologia bíblica até o início do século 19. citando Jó 2 c Ap 9. mas vê a Bíblia essencialmente como registro da comunidade da aliança c sua visão de Deus. Esta ilustração é tirada de uma edição de 1689 dos "Kxcrclcios Espirituais" de Inicio de Loyola. que acabaria no que veio a ser conhecido como interpretação "pactuai". Interpretação canónica Mais recentemente. João Calvino (1509-1564) adotou as posições de Lutero e as sistematizou numa série de comentários que continuam sendo clássicos do gênero. fez-se necessária uma nova aplicação desse antigo ensinamento. puderam ser descartadas. que reinterpretou a aliança de maneira radical. Mas ela não desapareceu. O grande avivamento do estudo que ocorreu nos séculos 15 c 16 colocou essa abordagem em evidência outra vez. Interpretação "pactuai" Com base nesta convicção. até ser cumprido em Cristo. o que dificultou a tarefa de lê-la como unidade ou um só livro. A partir de 1200. Mas. Esta abordagem detectou muitas opiniões teológicas diferentes na Bíblia. embora. em boa parte porque poucas pessoas sabiam ler grego ou hebraico. este lipu de interpretação entrou em declínio.) As leis relativas a alimentos que aparecem em Levítico. como as circunstâncias passaram a ser outras. quando foi suplementada e parcialmente substituída pelo que hoje chamamos de pensamento "histórico-crítico". foram dadas como parte da aliança que Deus tez com Israel através de Moisés. elas deixaram de ser relevantes e. ele nem sempre seguisse esse princípio. Aqui a Bíblia é vista como registro histórico do relacionamento salvador de Deus com o seu povo. Isto ajudou a manter uma noção da importância do significado histórico-literário do texto na mente das pessoas e as incentivou a estudá-lo com mais cuidado. Ele também deu grande ênfase ao significado real das palavras c censurou as tentativas de alterar isto simplesmente para ajudar a estabelecer este ou aquele ponto doutrinário ou teológico.54 Introdução à Bíblia Calvino acreditava que um texto deve sei lido no seu contexto histórico e como uma narrativa interligada. Isto não significa que essas leis não tenham vindo de Deus. Ele adota a ênfase histórica de Calvino. c por muito tempo a igreja insistiu eme sua doutrina devia ser baseada em afirmações claras das Escrituras. Martinho Lutero (1483-1546) insistiu que este era o único método de interpretação confiável para transmitir a "Palavra de Deus" a nós.

No mundo moderno pode-se dizer que quase todos os intérpretes da Bíblia inseridos no contexto acadêmico adotam uma forma de interpretação histórico-literária. de tempos em tempos. Estes correspondiam às três "partes" do ser humano: corpo. William Tyndale (1494-1536) foi outro que se voltou às línguas originais para fazer sua tradução pioneira para o inglês.C). mas um enigma que deve ser decifrado. surgiram teorias segundo as quais a Bíblia seria um código numérico secreto. Alegorização é o uso sistemático de alegoria como forma de interpretar um texto. em função disso. Alegoria? Na época de Jesus. no hebraico e no grego cada letra representa também um número. embora atualmente nenhum estudioso ou teólogo respeitável leve tal prática a sério. mesmo sem que haja ligação real entre as duas. que foi discípulo de Clemente. a alegorização entrou na igreja cristã por intermédio de Clemente de Alexandria (falecido por volta de 215 d. Alegoria é uma forma literária na qual uma coisa representa outra. o moral e o espiritual. Orígcnes (cerca de 185-254 d. Ela se tornou popular como forma de interpretar o Cântico dos Cânticos. A tradução de Tyndale foi a base para a Versão do Rei Tiago (King James Version). Segundo Orígenes. Portanto. reaparece entre os cristãos. que é como se chama isso.C). que seguiu a linha de Filo. Com a prensa de Gutenberg. que trouxe o significado simples das Escrituras a todos. Significado espiritual Sempre existiram aqueles que achavam que a Bíblia não é uma mensagem direta de Deus.) desenvolveu a teoria que o Antigo Testamento era em grande parte uma alegoria de coisas divinas. Ela concorda que a Bíblia pode ter várias fontes diferentes. ou entre Cristo e o crente individual. mas diz que o que importa é o fato de que elas chegaram a nós como mensagem única num só livro. e. a Bíblia saiu das bibliotecas e alcançou os mercados. A numerologia. geralmente de forma altamente complexa e misteriosa. era prática bastante comum em certos grupos judeus.• • • • • Intendendo a Bíblia 55 uma nova proposta. havia três níveis de significado nas Escrituras: o literal. Um código secreto de números? Por exemplo. foi apresentada. o que une a Bíblia é mais importante que aquilo que nos lembra das origens diversas de parte do material que ela contém. que muitos crentes viam como ilustração do relacionamento entre Cristo e sua noiva.C. e que a maioria deles pode ser classificada como "críticos históricos". 1 . a igreja. "interpretação canónica". Filo de Alexandria (falecido em 50 d. alma e O erudito holandês Desidério Erasmo 04*6-1536) aplicou seu conhecimento dc hebraico e grego à interpretação da Bíblia. Como método de interpretação. a transformou numa forma sistemática de interpretação bíblica. e.

que é semelhante ao espiritual. parece ter. como Blaise Pascal (1623-1662). mostrando. São maneiras diferentes de ver a mesma coisa e responder perguntas diferentes. por exemplo. mas pelo menos a alegorização mostra que uma passagem pode ter um significado mais profundo do que. A alegorização era muito popular na Idade Média. mas focaliza a vida futura do cristão no céu. por sua vez. principalmente no século 19.56 Introdução à Bíblia o que ei a considerado o motivo pelo qual não viam Jesus nele. o uso espiritual e devocional da Bíblia teve continuidade. Juntamente com a interpretação histórico literaria. os pregadores gostavam muito de usar alegorias. o céu. no século 4. à medida que as pessoas começam a apreciar as diferentes formas dc literatura na Bíblia. o crescente interesse dos estudiosos pelos gêneros literários usados na Bíblia levou muitas pessoas a perceber diferentes níveis de significado no texto. o monge João Cassiano acrescentou outro sentido espiritual. por exemplo — não deviam ser entendidos como modelos para a conduta cristã. Mais recentemente. principalmente. o "anagógico". indicando que devemos fazer morrer o pecado que se manifesta em nossa vida. a alegorização cessou entre os intérpretes do mundo acadêmico. Grande parte das interpretações alegóricas é grosseira ou indubitavelmente errônea. Algumas teorias modernas têm muito em comum com a alegorização e muitos esforços no sentido de tornar a Bíblia "relevante" para mulheres. As pessoas que adotaram esta abordagem geralmente acusavam os judeus de serem "literalistas" na sua leitura do Antigo Testamento. Porém. c assim por diante. muitos passaram a considerai o relato bíblico e a posição científica complementares. fazem uso freqüente de alegorias. mas sim como sinais. por exemplo. ela parecia oferecer uma maneira muito atraente de interpretar o Antigo Testamento. ir além do que as palavras em si estão dizendo. embora estudiosos sérios tenham feito o possível para mantê-la sob controle. mas continuou sondo popular em outros lugares. está trazendo de volta a antiga interpretação espiritual. Os acontecimentos que descreve — a matança dos amalequitas. O compositor Personagens importantes para o retomo à interpretação hislórico-literárin da lllblia foram Martinho Lutero (1483-1546) e João Calvino (1509-1564). Muitos hinos usam a peregrinação do povo de Israel no deserto para representar a vida cristã. Este é um dos temas alegóricos favoritos da antiguidade. para pessoas dc países subdesenvolvidos e para outros assuntos contemporâneos precisam sem dúvida. entre os pietistas. a Terra Prometida. O desenvolvimento do método científico produziu varias abordagens de interpretação da Biblia. usaram as "provas" cientificas de maneira positiva. Níveis diferentes de significado Em anos recentes. espírito. No século 19. como as profecias do AT se cumpriram no NT. Mais tarde. e de aplicar passagens bíblicas obscuras ao cotidiano. o que. Na melhor das hipóteses. que não precisava mais ser interpretado literalmente. Os chamados "negro spirituals". o relato da Bíblia tem de estar errado). à primeira vista. especialmente entre os monges. Outros cientistas. Alguns. usaram a abordagem "reducionista" (se a ciência demonstra que as origens humanas são evolutivas. a alegorização foi um meio de encontrar referências ao Salvador em lugares que à primeira vista pareciam muito improváveis (como no exemplo de Cântico dos Cânticos). nos quais o rio Jordão representa a morte. Após a Reforma. .

"Chaves que abrem o entendimento"). houve uma ênfase à teologia feminista ou à teologia negra. aquilo que o Antigo Testamento diz sobre os sacrifícios que. Em outros lugares. não a torna menos "verdadeira". Um dos desafios da nossa época é usar nosso conhecimento das diferentes formas de literatura na Bíblia para determinar se o texto deve ser interpretado "literalmente" ou não. os cristãos são chamados para seguir o exemplo — para imitar — tanto Cristo quanto o apóstolo Paulo. é provável que este texto deva ser usado de forma diferente hoje. a preocupação com a justiça para os pobres na América Latina produziu a teologia da libertação. Cada uma aplica as Escrituras a áreas diferentes da vida. a linguagem poética não deve ser interpretada 1% literalmente. Africa d o Sul. Da mesma forma. tem seu significado verdadeiro em Cristo. O perigo está em reinterpretar as Escrituras para adequá-las à causa. Os cristãos acreditam que a aliança do Antigo Testamento entre Deus e seu povo se cumpre c. Mesmo no Novo Testamento. Mas é melhor dar preferência à interpretação histórico-litcrária direta. Um coral de Soweto. E crucial que seja lida de maneira que leve em conta os diversos tipos de literatura que ela contém (veja também. Ela foi acolhida em muitas culturas e comunidades. e viver da forma que eles aprovariam — não se tornar carpinteiro ou fazedor de tendas! A Bíblia é o 1 ivro ma is importante na história da civilização ocidental. Significados podem ser impostos à Bíblia que não estão de acordo com o texto original. Isto deve ser levado em consideração quando tentamos aplicar uma passagem específica do Antigo Testamento aos dias atuais. Por exemplo. A vinda de Cristo alterou as condições em que um determinado texto do Antigo Testamento era aplicado originalmente? Neste caso. porém.Entendendo a Bíblia Aqueles que estudam a Bíblia não precisam escolher entre os dois tipos de interpretação: podem emprestar idéias de ambos. . Isto significa compartilhar suas atitudes e convicções. 57 N o século 20. O sol se põe". Canções populares fazem uso de uma rica tradição de imagens e figuras bíblicas para expressar a esperança c os temores de cristãos face às duras realidades da vida. Elas simplesmente descrevem o que o observador vê. Isto. portanto. I loje em día ninguém acredita que estas palavras descrevem o que realmente acontece. em tempos antigos. Por exemplo. é importante distinguir o que o texto ensina como princípio teológico permanente daquilo que ele simplesmente registra como fato histórico (as duas coisas não são idênticas). como sacrifício em nosso lugar. eram oferecidos no Templo (que não são mais realizados) pode esclarecer o significado da morte de Cristo na cruz. influenciando a fé e a prática.

dos textos bíblicos. era inevitável que estes novos movimentos na teoria da literatura logo se manifestariam também no campo da teologia bíblica. Este método era crítico. Essa nova ênfase focalizava os livros bíblicos como textos literários e os explorou deste ângulo. • Crítica da r e d a ç ã o (do alemão redaktor. paia ajudar as pessoas entenderem e interpretarem a mensagem. O efeito do pós-modernismo sobre os estudos bíblicos foi minar a crítica histórica dominante. porque lia e avaliava o texto bíblico do ponto de vista da cosmovisão moderna. por exemplo. E nos últimos anos estas novas questões foram aplicadas à Bíblia. leitores e o mundo. A interpretação bíblica está em crise! Os estudiosos analisam o rexto de várias maneirai.58 Introdução à Bíblia O texto e a mensagem Craig Bartholomew ^—' O estudo acadêmico da Bíblia ("crítica bíblica") tem sido dominado por várias ênfases diferentes que se revezam na posição de destaque. • Crítica da forma — Preocupase com a forma ou o gênero dc pequenas unidades de texto e a origem do seu gênero na vida comunitária de Israel. na década dc 1970. ou os leitores constroem estes significados. a Não é de admirar que. O pós-modernismo levantou questões complexas sobre textos. • Crítica d a s fontes — Preocupa-se com as fontes por trás do texto. sugerindo que os textos não têm significados únicos e que seu significado depende em grande parte do(s) leitor(es). Era histórico. simplesmente por questão de preferência pessoal. e a descrição e o desenvolvimento dos personagens. desenvolvido na Alemanha no século 19.. Um grave problema do método histórico-crítico é sua incapacidade de focalizar os livros da Bíblia na sua forma atual. tais como o papel do narrador. Movimentos como o "pós-estruturalismo" e o "desconstrutivismo" levantaram questões como: "Os textos possuem significados que podemos descobrir. Uma leitura desconstrutivista irá. foi adotado por estudiosos da Inglaterra e dos Estados Unidos no início do século vinte. autores. No final da década de 1970 algumas novas tendências radicais começaram a aparecer no campo da teoria literária. O método hislórico-crítico. não tanto pelo texto na sua forma atual quanto pela história do texto e dos acontecimentos a que se refere. estas novas abordagens geralmente são conhecidas como pós-modernismo. Pelo fato de representarem uma reação a teorias modernas. • Crítica da tradição. A primeira é a ênfase histórica. feministas. Desta forma o desconstrutivismo expõe contradições que procura localizar e espera encontrar em todos os textos. Também era histórico no seu interesse. A impressão que se tem atualmente é de uma variedade de abordagens interpretativas dentre as quais podemos escolher. a forma do enredo. de forma que há tantos significados quantos forem os leitores?" Por causa da ênfase literária presente na área da pesquisa bíbli- . Sob a categoria geral de pósmodernismo tornou-se comum os estudiosos fazerem leituras desconstrutivistas. passaram a ser explorados. porque usava ferramentas históricas desenvolvidas pela filosofia moderna da história. cm reação a esse problema. — Preocupa-se com a origem e o desenvolvimento dos temas bíblicos na vida de Israel. Os principais tipos de análise dos textos bíblicos que surgiram desta abordagem foram: • Crítica textual — Tem como objetivo definir os textos hebraicos e gregos mais confiáveis do Antigo e do Novo Testamento. ca. etc. procurar lugares num texto nos quais há tensão entre a mensagem geral e aquilo que um pequeno trecho do texto pode estar dizendo. Na comunidade acadêmica mais ampla não há consenso com relação à maneira correta de ler a Bíblia ou de prosseguir nos estudos bíblicos. tenha surgido. que significa editor) — Preocupa-se com a maneira em que o texto foi editado na sua forma final. sem deixar nenhum método principal em seu lugar. A forma narrativa que caracteriza a maior parte da Bíblia recebeu uma atenção renovada e novos assuntos. Uma leitura feminista examinará como as mulheres são ou não são retratadas nos textos bíblicos. uma ênfase literária.

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enquanto otttervam um modelo do Templo. é improvável que um povo nômade se preocupasse com leitura. mais apropriadamente. A questão da sobrevivência era mais imediata. que pode ser bem diferente. Êxodo. As narrativas relacionadas com os patriarcas preocupam-se com as promessas da terra. por meio de contos populares. até o ponto em que esta tradição viva também se desenvolveu em uma tradição escrita. podemos imaginar que ele possuía algumas fontes escritas a partir das quais formulou o registro. rivalidades entre famílias. Sem negar que Moisés tenha sido inspirado por Deus. histórias sobre os patriarcas foram transmitidas verbalmente de uma geração a outra. • Não podemos saber onde e quando elas se originaram. Por exemplo. Lemos sobre o chamado de Abraão para pôr-se a caminho da terra prometida pela fé a partir da posição fixa da chegada de Israel na terra prometida. No entanto. No Novo Testamento.62 Introdução à Bíblia Contadores de histórias a tradição oral Jo Bailey Wells A história do povo de Deus no Antigo Testamento começa com Abraão em Gn 12. A forma e o conteúdo de uma história podem mudar à medida que é contada e recontada. Páginas anteriores: Esta pintura de Tony lludson mostra um contador de histórias africano e o fascínio dos seus ouvintes. a tradição oral influenciou especialmente os Evangelhos. Assim como cada cultura tem gêneros característicos de narrativas populares (os brasileiros contam piadas sobre portugueses e vice-versa. Estudiosos da área da crítica da forma (veja "O texto e a mensagem") identificaram a influência da tradição oral que subjaz a várias partes da Bíblia. estas narrativas não são material adequado para reconstruir uma história detalhada e precisa. . Histórias de viajantes As histórias que foram escritas a partir de fontes orais têm uma característica particular e é importante levar isso em conta quando se trata de interpretar essas histórias. Um judeu ortodoxo cm Jerusalém. • A s histórias s ã o adaptadas p a r a as necessidades ou situação d o s ouvintes. seguindo a instrução de Deus. Josué e os livros de Samuel. isto é. Portanto. o anseio por descendentes e a correspondente necessidade de proteger a mulher do patriarca — preocupações importantes para um povo migratório. para avivar ou inspirar. Na realidade. As histórias são contadas como se — através dos olhos de Moisés — Israel estivesse relembrando sua pré-história. quando foi solicitado a oferecer Isaque em sacrifício (Gn 22). • Os t e m a s d a s h i s t ó r i a s orais seguem padrões e temas típicos. é relevante perguntar: "Como esta história pode ser adaptada à minha situação?". escrita e preservação de registros. a mesma dedicação e fidelidade que caracterizaram o patriarca. transmite a história para seus filhos. • As histórias s ã o contadas p a r a e n s i n a r u m a lição. Em geral. a história da obediência de Abraão. que as histórias em Gênesis vêm de fontes orais que circulavam entre o povo. Isto levanta a questão de como Moisés — ou a pessoa que escreveu Gênesis — sabia sobre os eventos que aconteceram pelo menos 600 anos antes da sua época. No Antigo Testamento estas incluem principalmente os livros de Gênesis. Agora se reconhece. os alemães narram romances entre príncipes e moças pobres. é contada de forma a inspirar o povo de Israel a ter. uma lição moral. cm relação a Deus. não temos evidência delas. Porém as histórias sobre Abraão e os outros patriarcas que o seguiram — Isaque e Jacó — são contadas em Gênesis como uma retrospectiva. Portanto.

ouvimos diferentes das histórias que são não só os apelos da viúva.7. Diante disso. veja também 5. o Grande. A importância destas histórias não esta no tema em si. Na história de José. valorizaram e passaram adiante. Os israelitas. A intenção não é necesdeixando o lar e retornando sariamente que esses detalhes com uma fortuna é invertido sejam levados ao pé da letra. é alta- Muilas das histórias da Bíblia foram contadas oralmente antes de serem escritas para serem lidas.mos sábios no modo de lê-lo e usáção dos ouvintes. um contador de histórias no atual Irã reconta a seus ouvintes as façanhas de Alexandre. chegando até ao exa• Inversão — O tema do herói gero. Eles valorizavam o dom da memória — desenvolvendo técnicas sofisticadas de memorização — e assumiram a tarefa de recontar às novas gerações as histórias a respeito daquilo que o Deus fiel havia feito no passado: "Portanto. Um tema recorrente é o do herói que deixa seu lar e mais tarde retorna com uma fortuna: Jacó foge de seu irmão Esaú e retorna com esposas e riqueza (Gn 27—35) José é banido pelos seus irmãos. principalmente. lo. Por exemplo. era difícil retomar porque primeiro ele precisava fazer as pazes com Esaú. Além disso.1-8). Aqui. sua parte. Isto ajuda a aumentar a tensão e antecipar o clímax quando — finalmente — o Podemos confiar na tradição dono envia seu filho. Podemos identificar • L i n g u a g e m — Para que as algumas técnicas de narração nas histórias causem impacto. empenhavam-se na preservação de histórias. oral? • Concisão — O detalhe narEntender as origens prováveis rativo de uma história oral é do material bíblico nos ajuda a serconciso. tenham cuidado e sejam fiéis para que nunca esqueçam as coisas que viram. Na parábola da viúva persistente As histórias que são conta(também conhecida como parádas (parábolas. que dependemos de arquivos e computadores. na parábola do filho pródigo Considere o tamanho da dívi(Lc 15.9. pessoas que fazem parte de culturas onde predomina a oralidade têm uma memória mais confiável do que nós. Elas exprimem verdades que provaram ser reveladoras e instrutivas para inúmeras gerações que as seguiram.9uma quantia inimaginável de 16). mente adequado usar as mesmas histórias como exemplos de fidelidade (e infidelidade). por exemplo) são bola do juiz iníquo). existem também gêneros específicos de narrativas bíblicas. to. dando asas à imagina. embora possa ser aquilo que é narrado — o imprudente tentar reconstruir a nome de um personagem ou a história primitiva de Israel a parcor de uma roupa (o homem tir das histórias em Gênesis.19-20) — tem grande significado. e assim por diante).11-32). Para Jacó. aconteceu o inverso.63 os quenianos explicam como o leopardo ficou malhado). mas na maneira sutil em que o tema é usado e adaptado para ensinar uma lição. E contem aos seus filhos e netos" (Dt 4. Isto ocasiona da na parábola do empregado um final surpreendente. o dono da vinha manda dinheiro para enfatizar alcance três empregados para receber a ilimitado do perdão de Deus. mas escritas para serem lidas (tais também os resmungos secretos como romances). • D i s c u r s o direto — O enredo de uma parábola freqüentemente se desenrola por meio A arte do contador de histórias do uso do discurso direto.1. rico que se vestia de púrpura e um pobre chamado Lázaro — Lc 16. . porém mais tarde reina sobre eles (Gn 37—45). Dez mil talentos são dos lavradores maus (Lc 20. sua parábolas de Jesus: linguagem deve ser vívida e concreta. elas devem prender a atenção dos ouvintes. 6.21-35). que não queria perdoar (Mt • R e p e t i ç ã o — Na parábola 18. Para terem efeido juiz iníquo (Lc 18. com os irmãos inadvertidamente encontrando José.

onde seriam guardadas (Dt 10. A escrita tem um impacto significante numa cultura predominantemente oral: • Ela confere autoridade — A escrita dá poder às palavras de uma forma que as torna diferentes da palavra falada. A palavra escrita Embora muito tenha sido contado verbalmente e passado adiante de geração a geração através do relato oral (por exemplo.4-5). mais tarde. Registros sobre reis. Considere. embora seja bastante provável que gerações anteriores de escribas israelitas também escreviam usando o alfabeto. Se somos herdeiros da Bíblia. Os textos hebraicos mais antigos já encontrados datam do século 9 a. sopher — é qualquer pessoa que escreve. ele era membro de uma classe de pessoas instruídas que se dedicavam a copiar. Após o exilio. o hebraico compartilhava uma escrita com os cananeus e fenícios. a existência da escrita significava que havia algo que permitia que se conferisse o que estava sendo contado.28). "os escribas" se tornaram um partido político distinto formado por uma classe de pessoas aliamentc instruídas. e mais tarde usados como fontes pelos historiadores bíblicos (por exemplo. guardar e interpretar a lei. no santuário do Templo em Jerusalém). O alfabeto já existia na terra de Canaã quando os israelitas se tornaram uma nação. Este trabalho exigia cuidado c treinamento durante m'] wWw> -ífTíí iy aro n t f w \¿h m wrftò won D t o w v w n s w iron o r b shasn m j n z r w s s»róa retWw j e w a n s a t s S s í . Isso lhes possibilitou uma forma simples de fazer o registro de revelações divinas. mas também de forma escrita em tábuas de pedra. o termo normalmente é usado para descrever um grupo designado de pessoas que cumpriam a tarefa especial de escrever — e copiar — os registros históricos e sagrados de Israel. essas pessoas provavelmente formavam centros administrativos na corte real. E altamente significativa a afirmação de que Moisés recebeu os mandamentos. 2Rs 23. a lei podia ser preservada e continuar inaltemantidos em segurança na arca (e. Ela d á acessibilidade — Um trecho escrito pode ser copiado inúmeras vezes. baseada num alfabeto de 22 letras. afiliadas aos fariseus. Isto tornava a leitura e escrita relativamente simples.500 anos. ela se tornou uma fonte com autoridade. lRs 11. Assim. por volta do segundo século a. comparada com os sistemas de escrita cuneiforme da Mesopotâmia e no Egito. Moisés desceu do monte carregando estas tábuas e as colocou na arca. por influência da escrita arantaica. tradições orais e acontecimentos históricos. o hebraico passou a ser escrito com len-as mais cheias. Enquanto os textos originais da lei eram . De acordo com os relatos em Êxodo e Deuteronômio. não apenas verbalmente. • rada durante séculos.9. Esdras é descrito como o modelo de escriba (veja também "O escriba"). por exemplo. a assim chamada escrita "quadrática" que aparece acima. • Ela p o s s i b i l i t a p r e c i s ã o — As palavras de um profeta podiam ser escritas no dia em que foram pronunciadas.C. e guardadas para verificação posterior (veja Dt 18. Ou seja.C. Escribas como escritores Literalmente. um escriba — no hebraico.64 Introdução à Bíblia Os escribas Jo Bailey Wells O Israel antigo vivia num mundo que não dependia apenas da tradição oral.n » n u w î w wp hiír w riva» nfrra iVfflNv rvw rtá syr w^i ansos d " 3 rvan No período pró-exilio. era possível fazer cópias que podiam ser consultadas por pessoas que tinham perguntas ou dúvidas.41. Embora qualquer pessoa com força de vontade pudesse aprender a ler e até mesmo escrever hebraico sem muito esforço. em particular do Antigo Testamento. isso se deve unicamente ao fato de terem existido gerações de escribas judeus que copiaram e recopiaram partes das Escrituras durante mais de 1. 11. Ex 13. seus programas de ação e acontecimentos relacionados com os mesmos podiam ser mantidos e atualizados. Antes do exílio. i w i .20). e até colocado nos batentes das portas da casa (Dt 6. Mais tarde. Uma vez escrita.14-15). o recebimento da lei no monte Sinai.22).

com base nas variações entre os textos ou manuscritos.000 anos mais antigos que quaisquer outros conhecidos anteriormente — deixou bem claro que a transmissão do texto se deu com uma precisão extraordinária. Ele estava intimamente ligado ao sacerdócio. os escribas hebreus fatiam cópias das Escrituras com um cuidado e uma precisão que nos impressionam. Embora os copistas tenham cometido pequenos erros que entraram no texto escrito. que mais tarde resultamemerros de interpretação • inclusão no texto principal de uma nota explicativa originalmente incluída na margem • danos causados a um rolo. não deixando alternativa senão especular quais seriam as palavras ilegíveis ou ausentes • alteração de um escriba. • Instrutor: administrar escolas de escrita e treinar aprendizes de escribas. cies que viviam num mundo que geralmente não se importava tanto com a verdade. É impressionante o grau de semelhança que existe entre diferentes cópias do texto.11): • Pregador: reunir o povo a cada ano para ler a lei. ele ficará cheio do espírito de conhecimento. se for da vontade do Senhor TodoPoderoso. Podemos apenas identificar as ocasiões em que foram cometidos erros. Ele terá conhecimento e saberá julgar com justiça e meditará nos mistérios de Deus. Estes provavelmente aparecem de forma idealizada no livro de Eclesiástico (Eclesiástico 38. • Acadêmico: estudar a lei e produzir obras c teorias em resposta.8).. Esdras tinha vários papéis a desempenhar. As diferenças entre textos ou manuscritos podem ser atribuídas a: • omissão ou adição de uma palavra • erros de ortografia.1.24—39. não importa quantas vezes um trecho do Antigo Testamento tenha sido copiado. Explica também o significado escondido dos provérbios e emende os segredos das comparações. Presta serviços a pessoas importantes e é visto na companhia das autoridades.. feita para suavizar idéias consideradas ofensivas.Transmitindo a História vários anos (veja SI 45.. Assim.6) e era muito respeitado (Jr 8. o processo de cópia incluía revisão e correção cuidadosa. explicá-la e incentivar o povo a colocá-la em prática • Juiz: ouvir aqueles que tinham queixas e julgar questões específicas da lei judaica. Ainda hoje os escribas judeus trabalham com a mesma atenção escrupulosa cm relação aos detalhes. . Mostrará como é sábia a instrução que ele recebeu e se sentirá orgulhoso por causa da Lei da aliança do Senhor. Ed 7. Segundo a tradição.. cópias essas que surgiram em eras diferentes. 65 A descrição d o escriba exemplar. conforme Eclesiástico 39 Ele aprende de cor os ensinamentos de homens famosos e procura descobrir o que querem dizer as comparações. foram transmitidas por diferentes meios e até foram recebidas em línguas diferentes A descoberta dos Rolos do Mar Morto cm 1947 — sendo que foram descobertos manuscritos 1. Copiar A tarefa do copista era reproduzir o texto com o máximo de precisão possível. E. desde que a cópia tenha sido bem feita. Antes da invenção da imprensa.

. Por exemplo: • Nos livros de Samuel.26). e a fidelidade de Deus para com ele. A importância dos editores O estudo do trabalho dos editores é conhecido como "crítica da redação" (veja "O texto e a mensagem"). Este processo de edição ou "redação". no norte de Israel. é provável que tenhamos maiores chances de entender sua perspectiva e o caráter singular de sua mensagem. para mostrar como Deus está sempre disposto a atender o pedido do penitente (2Cr 33. principalmente. As fontes originais compõem a matéria-prima. para usar o termo técnico provavelmente ocorreu de algum ponto antes do exílio até o século II a.C. o Cronista fala do arrependimento de Manasses. são testemunho de seus esforços. Estes rolos das Escrituras numa sinagoga de Tsefnl. provaveimentesurgiram gradativamente. e o trabalho de editores é menos significativo. o Cântico de Ana é inserido no início da história. que a história vai enfatizar a identificação de um "rei". Nos livros históricos. Isto diz ao leitor alerta. • Em Reis e Crônicas há descri- ções diferentes do rei Manasses.12-17). Esta procura descobrir os propósitos teológicos por trás da organização do material num livro. já que a forma dos livros como os temos reflete o trabalho dos editores assim como dos autores e tradutores. como as conhecemos. Em comparação. os editores selecionaram suas histórias para destacar uma determinada interpretação dos acontecimentos. Se pudermos entender como um livro veio a ser escrito da forma como o conhecemos hoje. não haveria Bíblia. a partir da qual acredita-se que gerações de editores trabalharam para compilar estes "ingredientes" até os livros atingirem sua forma final no "cânon" (a lista oficial). julgamento e exílio caíram sobre Judá por causa do acúmulo de pecado. Sem o trabalho dos editores que reuniram e organizaram os materiais. especialmente o de Manasses (2Rs 23.66 Introdução à Bíblia Jo Bailey Wells O trabalho dos editores As Escrituras hebraicas. O Novo Testamento se tornou "fixo" muito mais rapidamente. ou "ungido" cm Israel (ISm 2.10). De acordo com o editor de Reis. A disposição de textos num livro afeta a compreensão ampla do significado do livro como um todo. bem no início da narrativa.

Esta narrativa. SI 51). Juízes. ex. Porém há muitos estilos diferentes de escrita. Cada uma tratava as origens de Israel de forma distinta. Se isto for verdadeiro (e continua sendo uma teoria). os "cânticos dos degraus". p. quando o povo foi privado da adoração normal no Templo. E. ou por diferentes autores. é provável que os registros dos profetas anteriores ao exílio e do período do exílio foram preservados durante este período e editados posteriormente. portanto. Assim sendo. Sua composição é complicada. O relato de acontecimentos passados também é feito em retrospectiva: os editores refletem sobre o passado à luz de acontecimentos atuais (por volta da época do exílio). pois dá continuação aos mesmos temas e teologia da aliança. eles foram reunidos por um editor (conhecido como "o Cronista") para formar uma narrativa contínua. em geral. os 12 "profetas menores" É possível que Jeremias tenha sido responsável pela formação do livro que leva seu nome (veja Jr 36. os salmos são ordenados em cinco "livros". Quer estes livros tenham ou não sido escritos pelo mesmo autor. Assim. sugeriu que havia quatro fontes. que incluem coleções menores como unidades inteiras (p.C. assim como as histórias de administrações reais desde a época de Davi até o exílio. Além disso. pois contém tradições do período primitivo de Israel como organização tribal na terra prometida.32). um estudioso alemão do século 19. que isto representa o trabalho final de compiladores que reuniram várias fontes. 1 e 2Samuel. o livro que a precede. O processo de edição reuniu a coleção para criar um livro para estudo (o SI 1 estabelece esta idéia desde o início). enfatizada pela repetição no início de Esdras dos dois últimos versículos de 2Crônicas. é feita para encorajar a pequena comunidade restaurada a acreditar que eles realmente são herdeiros das antigas promessas que Deus fez a Israel. Esses "editores" eram. estudiosos e escritores sofisticados. Os Salmos Os Profetas: Isaías. datada de 400 a. a história que agora temos representa não só o trabalho de "reunião de fontes" feita pelos editores finais durante ou depois do exílio mas também o trabalho de "subeditores" anteriores sobre cada uma das fontes individuais. SI 120—134). D e P. e algumas histórias são repetidas de perspectivas diferentes. Jeremias. conhecidas como J. SI 73—83. É possível que "o Cronista" tenha tido uma grande influência sobre a reunião e disposição de outros livros do Antigo Testamento para formar o cânon. aproximadamente (embora às vezes se atribua uma data mais recente).67 Coletando e organizando asseções d o Antigo 0 Pentateuco: Gênesis a Deuteronômio A história deuteronomista: Josué. Estes derivam da adoração do Israel antigo. E m geral acredita-se. Zacarias e Malaquias) foram acrescentados. Mas. Wellhausen. que teriam se originado em períodos e locais diferentes. . Testamento Histórias posteriores: Crônicas — Esdras — Neemias Os primeiros cinco livros da Bíblia aparecem como história única e coerente — como se produzida por um único autor sem necessidade de um editor. 1 e 2Reis Esta seção recebe seu título de Deuteronômio. ex. os Salmos de Asafe.. Como no caso da história deuteronomista. o material foi reavaliado à luz da experiência atual e livros pósexílicos (Ageu. portanto. É provável que estes "hinos" foram reunidos durante o exílio. os livros desta seção reúnem trabalho feito por várias gerações de historiadores. Ezequiel. cada salmo recebe um título para auxiliar a meditação (veja.

Miquéias. Neemias e 1 e 2Crônicas. Outras obras literárias do período do Segundo Templo sao conhecidas como os pseudepígrafos. filho de Siraque (também conhecido como Sirácida ou Eclesiástico). mas que não foram incluídos na lista oficial ou cânon das Escrituras. A terceira divisão é feita de uma variedade de livros divinamente inspirados: Salmos. aramaico e grego." A exemplo de Maimônides. Rute. Posteriormente. No entanto. que a crença na Torá MiSin. Ketuvim (escritos). Habacuque. Esdras. no século 12. e que ela é totalmente de origem divina. A segunda divisão da Bíblia hebraica — Profetas — se divide em duas partes. Interpretação De acordo com os rabinos. Jeremias e Ezequiel) c dos profetas menores (Oséias. a obra mística medieval conhecida como o Zohar afirma que a Torá contém mistérios que vão além da compreensão humana. Todo este registro estava no céu antes da criação do mundo. o filósofo judeu Moisés Maimônides declarou. Com isto quero dizer que toda a Torá chegou a ele. faz-se uma distinção entre a revelação do Pentateuco (Torá no sentido restrito) e as escrituras proféticas. Para Namânides. Este termo é um acrônimo formado com a letra inicial das palavras que designam as três divisões da Bíblia hebraica: Torá (instrução). Durante o período do Segundo Templo (depois da volta do exílio na Babilônia). Joel. o filósofo Namânides. Entre as outras obras se incluem: a Sabedoria de Salomão. Como o Zohar explica: . Levítico. Neviim (profetas). Zacarias e Malaquias). Nas fontes rabínicas. Por trás deste conceito está a idéia mística dc uma Torá primordial que contém as palavras que descrevem eventos muito antes de eles acontecerem. Obadias. Êxodo. Para os judeus. Provérbios. Eclesiastes. Uma lista aprovada de livros A Torá consiste nos Cinco Livros de Moisés: Gênesis. eles tiveram considerável impacto sobre o pensamento cristão. Em geral sc diz que a Torá foi dada diretamente por Deus. Jonas. Lamentações. essas exposições foram transmitidas de geração em geração e por meio deste processo uma legislação adicional foi incorporada à lei. Ester. 1 e 2Enoqite e Jubileus. o judaísmo tradicional afirma que a revelação de Deus é dupla e está em vigor para sempre. do século 13.68 Introdução à Bíblia A Bíblia Hebraica Dan Cohn-Sherbok A base da fé judaica é a Bíblia. 1 e 2Samuel e l e 2Reis. Moisés foi como um escriba que copiou uma obra mais antiga. Cântico dos Cânticos. mas a natureza real desta comunicação é desconhecida a todos exceto a Moisés a quem foi dada. Daniel. Porém todas estas obras constituem o cânon das Escrituras. No fim dos 40 anos no deserto ele teria completado o restante do Pentateuco. 1 e 2Macabcus. Por exemplo. também as exposições e elaborações da lei escrita foram reveladas por Deus a Moisés no monte Sinai. Jó. as Escrituras são chamadas de Tanak. • Profetas Anteriores . no seu Comentário do Pentateuco. De acordo com a tradição. Entre estes livros não-canônicos se encontram o Testamento dos Doze Patriarcas. • Profetas Posteriores — é composta dos profetas maiores (Isaías. Análoga à interpretação mística da Torá proposta por Namânides. Além disso.ii I 'Torá do Sinai) é uma crença fundamental no judaísmo: "A Torá foi revelada do céu. Namânides observou que esta teoria segue a tradição rabínica de que a Torá foi dada rolo por rolo. Os livros restantes das Escrituras — os Hagiógrafos — foram transmitidos por intermédio do Espírito Santo ao invés de profecia. Naum. enquanto os livros jjroféticos foram dados por meio de profecia. Tobias e Judite. Namânides afirmava que os segredos da Torá foram revelados a Moisés e são sugeridos na Torá pelo uso de letras especiais. estes livros foram revelados por Deus a Moisés no monte Sinai. estes textos conquistaram status oficial na Igreja Católica Romana e nas igrejas ortodoxas orientais. argumentou que Deus ditou a Moisés e este escreveu os Cinco Livros de Moisés. Ageu. os judeus escreveram vários outros livros cm hebraico. É provável. Assim. Números e Deuteronômio. vinda de Deus. Juízes. Na Idade Média esta crença tradicional foi afirmada sempre de novo. Isto implica nossa crença de que toda a Torá que temos em nossas mãos hoje é a Torá que foi entregue por Deus a Moisés.contém os livros de Josué. os valores numéricos de palavras e letras e os adornos dos caracteres hebraicos. Sofonias. por meio do que é metaforicamente chamado de 'fala'. Amós. argumentou ele. Conhecidos como livros deuterocanônicos ou apócrifos. O mais substancial desses livros se chama A Sabedoria de Jesus. que Moisés tenha escrito Gênesis e parte de Êxodo quando desceu do monte Sinai.

Moisés.. até nós poderíamos compor uma Torá sobre assuntos cotidianos. ai dele — este não terá lugar no mundo vindouro. o mundo não poderia resistir a ela. No período moderno. e quem olha para esta veste como sendo a Torá em si. que considera as novidades acadêmicas recentes no campo dos estudos bíblicos. os estudiosos indicaram que os Cinco Livros de Moisés parecer ser compostos de fontes diferentes. há uma aceitação geral das descobertas da pesquisa acadêmica moderna. Portanto.Transmitindo a História "Disse R. A Torá. agora ele é visto como coleção de tradições originadas em períodos diferentes no Israel antigo. tornou-se cada vez mais difícil sustentar o conceito tradicional judaico de revelação divina à luz da investigação e descoberta acadêmica. portanto. Na metade do século 19. concluíram que os Cinco Livros de Moisés são compostos de quatro documentos principais que existiram separadamente mas depois foram reunidos por uma série de editores ou "redatores". houve um afasta- . A lei é honrada como dom de Deus ao seu povo. Logo. A despeito dessas teorias diferentes. dois estudiosos alemães. porém. por outro lado. Um rolo da Bíblia hebraica 6 erguido numa sinagoga judaica. se a Torá não tivesse colocado vestes deste mundo. fornece uma base racional para a alteração da lei e a reinterpretação da teologia das escrituras hebraicas à luz do conhecimento contemporâneo. no entanto. as histórias da Torá são apenas suas vestes exteriores. conseqüentemente. Para os judeus ortodoxos. Outros estudiosos rejeitaram a teoria de fontes distintas. Entre os judeus não ortodoxos. Sim. no entanto. Já no século 16. contém em todas as suas palavras verdades sobrenaturais e mistérios sublimes . Este ato de revelação serve como base para todo o sistema legal assim como para as crenças doutrinárias sobre Deus. uma obra de excelente qualidade. ao invés disso afirmam que tradições orais foram modificadas durante a história do Israel antigo e que só ao final desse processo é que foram compiladas para formar uma única narrativa.'" O impacto da pesquisa moderna Na era moderna. Pelo contrário. Tal abordagem não fundamentalista. inclusive judeus reformados. elimina a crença tradicional da infalibilidade das Escrituras e. até os príncipes do mundo possuem livros de maior valor que poderíamos usar como modelo para compor tal Torá. O judaísmo ortodoxo permanece dedicado à teoria de que a Torá escrita e a oral foram transmitidas por Deus a Moisés no monte Sinai. conservadores e reconstrucionistas que o Pentateuco não foi escrito por 69 mento do fundamentalismo do passado. há um consenso entre os críticos bíblicos modernos. Karl Heinrich Graf e Julius Wellhausen.. Mesmo assim. tanto os judeus ortodoxos quanto os não ortodoxos continuam a pensar que a Bíblia judaica é fundamental para a fé. tal posição moderna é irrelevante. Simeão: 'Ai do homem que considera a Torá um livro de simples lendas e questões do cotidiano! Se fosse.

nos Profetas e nos Salmos. Os escritores do Novo Testamento usam a frase "a Lei e os Profetas" como designação dessas escrituras (Mt 5.C. • A Lei ou Torá (Gênesis a Deuteronômio) foi a primeira a ser reconhecida como documento fundamental de Israel por causa da sua associação a Moisés. Os cristãos aceitaram o cânon definido pelos judeus do primeiro século de nossa era principalmente porque Jesus e os escritores do Novo Testamento se referem a uma grande variedade de livros do Antigo Testamento como tendo autoridade divina. Mas por que estes livros específicos? Por que um livro judaico como a Sabedoria de Salomão não foi incluído no Antigo Testamento? Por que foram incluídos quatro Evangelhos. De acordo com Lc 24. O método judaico de contagem considera 1 e 2Samuel como um livro só. História Eclesiástica 4. Sua lista era idêntica aos 24 livros do cânon hebraico. A lista resultante é idêntica aos 39 livros que os cristãos chamam de Antigo Testamento.1). o prólogo de Eclesiástico já falava sobre "a Lei. os judeus já haviam categorizado suas escrituras em três partes — a Lei.C. .) valorizava todos esses livros.26. e 68 d. Citações são freqüentemente introduzidas com frases como "Está escrito" ou até "Diz o Senhor". 1 e 2Crônicas.15.C. Excluíram a literatura considerada muito recente ou arriscada em sua teologia ou que estava associada a grupos dentro do judaísmo e não a toda a comunidade judaica. É provável que estes também eram uma coleção reconhecida na época de Esdras ou pouco depois. • O s P r o f e t a s é a seção que inclui os Profetas Anteriores (a seqüência narrativa de Josué a 2Reis. bispo de Sardes. optaram por um cânon mais enxuto de 24 livros.C. A tradução grega das Escrituras hebraicas. Os 12 profetas menores também são vistos como um único livro. Certamente Eclesiástico 44—49 (século 2 a. Rm 3. portanto um padrão ou regra.70 Introdução à Bíblia Uma lista aprovada — o "cânon" das Escrituras Stephen Travis e Mark Elliott A Bíblia consiste em 66 livros. e não mais nem menos? E por que as comunidades judaicas e cristãs dão tanta importância a esses livros? Estas são questões sobre o "cânon"." "Salmos" aqui pode referir-se aos Escritos como um todo.C. os livros dos Profetas e os outros livros".17. que ele chamava de "livros da antiga aliança" (Eusébio. E os Rolos do Mar Morto incluem cópias ou pelo menos fragmentos de todos os livros da Bíblia judaica exceto Ester. Esdras a trouxe de volta cm sua forma escrita da Babilônia para Jerusalém. a palavra "cânon" significava uma vara ou régua. todavia. No quinto século a. eram valorizados por diversos grupos de judeus. Jesus. conhecidos pelos judeus como "o Livro dos Doze" e agrupados num único rolo). Os cristãos passaram a usar essa palavra em referência a uma lista de livros inspirados por Deus que eles reconhecem como Escrituras com autoridade divina. por volta de 170 d. Jo 1.44. conhecida como Scptuaginta. Outros livros escritos no período de 300 a. disse: "Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei dc Moisés. Provavelmente o primeiro cristão a analisar criticamente que documentos judaicos deviam ser considerados como escrituras sagradas foi Melito. e o mesmo se aplica a l e 2Reis.13-14). Mas após a catástrofe da destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d. No grego. Estas três coleções foram reunidas cm estágios. sob a liderança dos fariseus. Esdras — Neemias. indicando que a comunidade que produziu esses manuscritos (entre cerca de 150 a. incluiu vários desses livros (veja "Livros deuterocanônicos"). que interpretava a história do ponto de vista profético) e os Profetas Posteriores (Isaías.C. Ezequiel e os 12 "profetas menores".21). c toda a comunidade a reconheceu como "o Livro da Lei de Moisés" (Ne 8. depois de sua ressurreição.C.45. pois nesta divisão da Bíblia hebraica os Salmos geralmente vêm em primeiro lugar. os Profetas e os Escritos. As escrituras judaicas Na época de Jesus.) demonstra familiaridade com a Lei e os Profetas como os conhecemos. a 100 d. Duzentos anos antes. os judeus. Jeremias. At 13.C-. • O s E s c r i t o s consistiam em grande parte de documentos posteriores e sua aceitação geral como coleção definitiva provavelmente se deu no primeiro século da era cristã.

as páginas são dobradas e fixadas n u m a extremidade (a lombada). ele foi descoberto no século 19 no Mosteiro de Santa Catarina. • ' " ' ' . S ^ . Do rolo ao livro O s documentos que entraram no cânone da Bíblia Hebraica foram colecionados. ou talvez apenas porque era tão diferente dos outros. capas. perceberam que cada um trazia uma perspectiva diferente da história dc Jesus. Escrito em grego sobre pergaminho. Justino já descrevia como os cristãos 71 reunidos para adoração liam as "memórias" dos apóstolos "que são chamadas Evangelhos" (Apologia 1.C. a maioria dos rolos (incluindo os documentos do NT) era feita de 53 papiro.8). que os cristãos íoram pioneiros no desenvolffii"-.•' £ ' = S ¡ = . o texto era escrito e lido em colunas. Como acreditavam firmemente que havia uma única mensagem evangélica coerente.-. em comparação com os outros três — talvez porque era usado pelos gnósticos para promover sua própria versão da fé cristã. passou-se a adicionar as feitos de pergaminho (couro).v. isto é. N u m rolo.C.difíceis de manusear e transportar. A direita: Uma página cio Códice Sinaífico. embora fosse pouco comum u m rolo c o m mais de 20 folhas. isto passou a ser um problema.R.C. Mais tarde. Tudo indica :sr.fc.. os rolos eram feitos de folhas de papiro. e não de pergaminho. Mas antes do ano 200 Irineu argumentava que é tão natural haver quatro Evangelhos quanto há quatro ventos e quatro cantos da terra (Contra as heresias 3. No tempo do NT. já em 200 d. Mas ela só teve maior aceitação na igreja ocidental a partir do quarto século. formando rolos de comprimento variado. Esse códice data do século -I d. No início. • O s E v a n g e l h o s À medida que os cristãos se familiarizavam com mais de um Evangelho.: . . • Os p r i m e i r o s d o c u m e n t o s a serem reunidos foram as c a r t a s d e P a u l o . Embora houvesse dúvidas freqüentes sobre a autoria da carta aos Hebreus. C a d a folha tinha cerca de 30 cm de altura e 20 c m de largura.) já havia uma coleção fixa das dez cartas principais de Paulo. Os autores cristãos deste período os citavam freqüentemente como tendo a autoridade das Escrituras. Neste W^Mi J { . .C. para proteger o livro. Rolos também podiam ser século d. a manuscrito atais antigo dc todo o NT (mais uma parte do A T ) de que hoje dispomos. Os cilindros nas duas pontas permitiam ao leitor desenrolar e enrolar o texto à medida que ia lendo.'.66). S . 0 Rolo do Templo (o maior dos rolos do mar Morto) tem 8 m e 20 começou a substituir o rolo durante o segundo cm de comprimento.C. Esta forma do livro à esquerda: Um rolo escrito em hebraico..11.' i :. Mas as vantagens de afirmar as contribuições distintas dos quatro Evangelhos acabaram prevalecendo.' . l | Í ' P : f | caso. num "livro" em formato de u m rolo. na fabricação do ftilF livro assim como o conhecemos hoje. '•'•'. originalmente. As folhas eram coladas umas nas outras.Transmitindo o História O Novo Testamento A história do cânon do Novo '['estamento é mais a história de uma coleção de coleções que de uma coleção de documentos individuais. cristãos egípcios a incluíam em sua coleção das cartas dc Paulo. Outros documentos semelhantes a evangelhos como o Evangelho de Pedro e o Evangelho dos Egípcios continuaram a ser usados nas igrejas orientais. O Evangelho de João demorou mais para ser aceito. Por volta de 150 d. Por volta do ano 200 havia coleções que também incluíam 1 e 2Timóteo e Tito. Mas os rolos eram .'••"" vimento do "códice". O herege Marcião nos informa que antes de sua época (cerca de 140 d. no sopé do monte Sinai.

Embora d o mesmo autor do Evangelho de Lucas. X'. Mas por volta do ano 200 sua importância foi reconhecida como evidência de que Paulo e os outros apóstolos pregavam o mesmo evangelho. Assim. Escrito à mão. ainda hoje.M'CpTv>Vvoix r .V KM o i Ü f IMuV * 00©0-VCXMC*>>*<<X!*. no F.C. a Carta de Barnabé e o üidaquê • os firmemente rejeitados. . OOI-IOYCYI i M f O M K M o r e i ' Y W .72 I m Introdução à Bíblia m - * <OCKXIXXC^OIIIXCI -^<|?*CI|füf I MHÍA. os Atos de Paulo. Eusébio fez referência a uma coleção de sete "cartas católicas". foram rapidamente aceitas com base nisto. a igreja etíope tem um cânon de 38 livros. de Tomé e de Matias e os Atos de André e de João.9) ao lado das cartas de Paulo. K X M e N ' í "O I C O d>0 . em grego.Ul)|o)M<n * OYSCxifxOAMi>PüriiujMo.-. Provavelmente a coleção surgiu do desejo de sc ter um testemunho comum dos apóstolos "tidos como colunas" (Gl 2. .M K l £ ( O l I Ml'l I H M c t ) MIO " ¡' M C P C O O III IK11 MtífâtU P \ | < X m I " * . mas com o passar do tempo caíram em desuso porque expressavam doutrinas que tinham mais em comum com a heresia gnóstica que com a tradição recebida pela igreja.cn. jamais foi formalmente definida por um concílio ecumênico da igreja inteira.C.t)ei-Hic\H\o d > a m O Códice Alexandrino foi dado de presente pelo Patriarca de Constantinopla (que parece té-lo encontrado em Alexandria.»âC-f*J'N'KXfOKin-IXCMAY.\Òn.:uKiit . *"('V"HiiikxueNTe(. embora as igrejas ortodoxa. Assim. exceto IPedro e Uoão.»4 y M c i c o y w » .>i M MOV i v ' * K Y n . por exemplo. 14 cartas de Paulo. A extensão do cânon. todas. 2Pedro. • As Cartas Católicas (Tiago até Judas) formaram a última coleção a ser reunida. católica romana e protestante compartilhem o mesmo cânon do Novo Testamento. as igrejas começaram a confirmar formalmente quais livros mereciam autoridade para determinar suas vidas e seus ensinamentos. Uoão.. IPedro e também Apocalipse "se desejável" • livros contestados. f * í*. Atos. • A t o s e A p o c a l i p s e ficaram fora destas três coleções. As cartas de Paulo. no entanto. foram pouco usadas antes do quarto século. Se revisarmos os critérios pelos quais os 27 livros alcançaram status canónico..O I iii-oi-iií..M HM- .1X>¿.riV ' YMI M l .*"' M O C * . Entre estas. ' C'J-i'X.' I I N . 2 e 3João. Judas. Após três séculos de uso. R * . aqueles que ainda não eram universalmente aceitos — Tiago. Atanásio apresentou pela primeira vez uma lista de livros autorizados idêntica ao Novo Testamento que conhecemos e esta foi amplamente aprovada no Oriente. Um pouco depois do ano 300 d. n u : f i 11\' '1' U I M « ( N V Y \ O W C O \ K. no período entre 400 e 450 d . os Evangelhos dc Marcos e Lucas foram reconhecidos como tendo autoridade ao lado de Mateus e João. No quarto século seu status como escritura foi reconhecido no Oriente — com a compreensão de que o milênio de Ap 20 não devia ser interpretado literalmente. em 1627.». O livro de Apocalipse foi aceito mais rapidamente no O c i d e n t e que no O r i e n t e . mas até no Ocidente esteve sob suspeita por causa do seu uso pelos montañistas com seu entusiasmo excessivo por especulações quanto ao fim do mundo.R E R O V U . Atos foi separado dele em data bem antiga e não é citado por autores cristãos antes do tempo de Justino. este códice é uma das cópias mais antigas da Bíblia.. particularmente interessante é a classificação dos documentos em três grupos feita por Eusébio: • os livros aceitos nas igrejas sem qualquer restrição — quatro Evangelhos.«. Na sua carta de páscoa de 367 d. Pelo fato de não haver reconhecimento claro da sua autoria apostólica.I ü v c t i I R 11 • M<>Y ^•YÍANEXEÍEENXVFM-I ikmi-m!. • Ele é apostólico? Em vários casos esta era simplesmente uma questão de autoria.! l<M M < ri K*0 X M C KlXI i Xf *l -FWO ' ^ K O I M U i U » X M O X • Kl-CMCOHfcW ' KMMKOimiWil^MaiiHMUTflX YK4| k N > MMfXNPAYMWAiiTiC >.e. i. W I . inclusive os Evangelhos de Pedro. 1 O M "<Xi O O P X I í A M e U K . ao contrário dos esforços de Marcião e outros hereges de reivindicar Paulo para si e rejeitar os outros apóstolos.I AHay-"1"<4>mJs l O l M i l . o Apocalipse de Pedro. podemos ver que quatro perguntas fundamentais foram feitas sobre cada documento em consideração. o rei era Charles 1). o Pastor de Hermas.. v l M».« > C l W n . Outros documentos foram incluídos porque vieram de uma pessoa diretamente relacionada c o m um apóstolo se não do próprio apóstolo.!X-Ol pc. Listas de livros autorizados foram feitos em várias partes do mundo cristão.gito) ao rei da Inglaterra (quando o presente chegou. enquanto Hebreus permaneceu em dúvida por mais tempo porque sua autoria era incerta. A mesma conclusão foi endossada no Ocidente por uma declaração papal cm 405 c no norte da África nos Sínodos de Hipona (393) e Cartago (397). C .\i«Vy" cl>MÇfrn|»«x>i|.i ( i C C T I M t l M T G M X H M Í ' O X X O X< V i w o t i OOTXJS.

sustentar e guiar a igreja. Assim. 7-11). que o conteúdo do cânon deveria ser revisado. O cânon é um caso de sobrevivência dos mais aptos. Kstas páginas de um evangelho desconhecido são bastante antigas. E embora alguém possa se beneficiar da leitura de outros livros que foram escritos nos primeiros tempos da igreja cristã. o teste de apostolicidadc não foi aplicado de forma rígida. que não confessam Jesus Cristo vindo em carne" (vs. . Seria mais exato dizer que os documentos que acabaram entrando no cânon demonstra- 73 ram sua autoridade intrínseca por meio do uso constante na igreja. Por exemplo. Alguns sugeriram que o ceticismo que reina cm círculos acadêmicos quanto à autoria apostólica dc certos livros deveria levar a um questionamento de sua canonicidade. dúvidas sobre autoria não são razão suficiente para excluir um documento. Por que não incluir outros documentos cristãos antigos tais como o Evangelho de Tomé ou os Atos de Paulo? Mas. não tem maior significado tornou-se canónica por causa da sua ênfase na defesa da verdade contra "enganadores . Sua mensagem é derivada — e às vezes se des- Não demorou muito e os lideres da Igreja tiveram dc decidir quais dos escritos em circulação eram genuínos e seriam benéficos para toda a Igreja. o teste mais importante que podia ser aplicado a um documento era se ele havia demonstrado seu valor divino através de sua habilidade de renovar. • E católico? 0 livro comunica a palavra dc Deus à igreja em geral. ou seja.. aparentemente. até uma carta como 2João que. apesar da dúvida com relação à autoria de Hebreus. porque seu ensinamento era de caráter gnóstico. Os livros em questão provaram há muito tempo seu valor na vida cristã. a verdade é que os documentos do Novo Testamento continuam sendo especiais.Transmitindo a História Era crucial saber que cada documento provinha do período mais antigo da história da igreja. ele foi aceito porque atendia aos critérios seguintes. No entanto. Nos tempos modernos já houve quem sugerisse. • É ortodoxo? O livro combina com a compreensão da fé cristã que recebemos por meio da tradição viva da igreja? Com base nisto m u i t o s documentos com títulos aparentemente autênticos como o Evangelho de Tomé e os Atos de João foram rejeitados. via — do manancial que é o Novo Testamento. Os quatro Evangelhos que aparecem no inicio do NT se destacavam do restante. como vimos. Não devemos imaginar que o processo dc definição do cânon foi obra dc comissões que se reuniram para julgar os escritos cristãos e decidir se podiam fazer parte do cânon ou não.. aqui e ali. Outros perguntaram por que o cânon do Novo Testamento deveria se limitar estritamente a esses 27 livros. não apenas a um grupo seleto? Cartas originalmente dirigidas a uma igreja específica foram aceitas se sua mensagem pudesse ser comunicada a um público mais amplo. da primeira metade do século 2. • O livro alentou a vida das igrejas ao longo do tempo? No final das contas. Os livros do cânon do Novo Testamento se distinguem por darem testemunho em primeira mão da história de Jesus Cristo e do impacto que ele teve no período formativo da vida da igreja. Provavelmente nenhum dos documentos que ocasionalmente são propostos para inclusão no cânon seja tão antigo quanto os documentos que integram o Novo Testamento.

pois entendem que o original (em árabe) é estritamente intraduzível. gua que era usada em Israel na época de Jesus e que está relacionada com o As primeiras traduções do hebraico. no século 3 d . C Está c urna página do Evangelho de João.'>' • : . Novo Testamento O Novo Testamento foi escrito em Essas versões do Antigo Testagrego "comum" — a língua falada por mento foram feitas principalmenmuitas pessoas em todo o Império te para ajudar aqueles que já eram Romano na época de Jesus. C ) . uma língua do Egito (por volta do terceiro século d. Não demorou muito. Estas primeiras traduções foram motivadas por dois fatores: eles acreditavam que os livros do Novo Testamento eram inspirados por Deus. por isso.19).mV. pois os muçulmanos falam sobre a produção de comentários do Corão e interpretações do mesmo. pois os livros da assim não entendia muito do AntiBíblia foram escritos em três línguas go Testamento lido em hebraico. produziu uma versão do Antigo Testamento em grego conhecida corno Septuaginta. usavam a linguagem de seu público-alvo.. o siríaco. a língua dos de e durante a época de Jesus — israelitas.rM'"'-j --f" w s p o l i u i . . O antigas: hebraico. Os judeus que moravam nessas cidades muitas vezes não entendiam o Antigo Testamento em hebraico e então precisavam da Bíblia na língua que eles podiam compreender. do Norte da África e da Europa. Eles começaram com o latim.7 4 Introdução à Bíblia Divulgando a palavra a tarefa da tradução A maioria das pessoas não lê a do. O Antigo Testamento em grego O povo judeu do século 3 a.*:? ('.TV> i-Pvjf". Umn das primeiras línguas que recebeu uma tradução do N T foi o copta (no Kgito). "Targum" era uma versão aramaica A maior parte do Antigo Testamen. mV-.r ^ (•TM 1 M 1 1 ) ' ' . Estas duas convicções os motivaram a tornar os livros do Novo Testamento acessíveis ao maior número possível de pessoas na língua que essas pessoas falavam — para que a vida delas também pudesse ser transformada pela mensagem de Jesus. pois a maioria das pessoas falaBíblia em si. mas não de traduções. para que a mensagem começasse a ser levada a pessoas que não conheciam as línguas bíblicas. cidades como Corinto. Algumas partes do Antigo uma versão bastante expandida e Testamento estão em aramaico. .do Antigo Testamento usada antes to foi escrita em hebraico. os cristãos produziram ver-1 soes do Novo Testamento numa variedade de línguas — para que pessoas que não sabiam grego pudessem ler sobre Jesus e crer nele. Pelo fato do cristianismo ser uma fé missionária.C). e assimilaram o chamado de Jesus de "fazer discípulos de todas as nações" (Mt 28. . .. Algo semelhante acontecia em Israel por volta do mesmo períomeiros 300 anos após a morte de Jesus. <j < ' T v V t V ' >•". Isto tornou necessário o trabalho de tradução das Escrituras — uma tarefa que foi iniciada ainda antes do tempo de Jesus. e depois passaram a traduzir para as línguas do Oriente Médio.'i í. Antioquia e Roma. o Novo Testamento foi escrito originalmente na língua comum daquele tempo e depois traduzido para as línguas de muitos povos. falado na Síria antiga (por volta de 160 d. dedicada a ajudar os outros a encontrarem Deus por intermédio de Jesus Cristo.parafraseada do original hebraico. Neste ponto o cristianismo contrasta de forma interessante com o islamismo. no entanto. Nos priOs autores dos livros bíblicos escreviam para comunicar e. t i r .C. mas versões da Bíblia na va aramaico ao invés de hebraico e sua própria língua. A Septuaginta era usada para leitura em voz alia nas sinagogas localizadas em cidades do Império Romano onde se falava grego. aramaico e grego.) e o copta. a lín. i r . a língua dos romanos (por volta de 150-220 d . judeus a entender sua fé. .'.C.í-:»í.

à medida que os cristãos se deram conta outra vez da importância dc levar a mensagem dc Jesus aos outros. Bíblia completa. na Europa. outros 13% têm que o tecelão possa recitar esses texo Novo ou o Antigo Testamento e tos enquanto tece.. ou simplesmente . não apenas aos rascunho de tradução c levado eruditos. pouco antes desse tempo propiexistem apenas na forma oral. Juntar o cansaço da jornada. ciou um meio barato de tornar Assim. pois havia o temor de que Mas ainda existe muito por fazer! as pessoas formulariam suas próprias interpretações da Bíblia. houve um grande renascimento das traduções da Bíblia. incluindo crítica textual. que o viajante ainda outros 14% têm pelo menos possa. Esse acessível a todos.publicadas.071 línguas conhecidas que o lavrador pudesse cantar parte mundialmente apenas 5% têm a deles enquanto vai arando o solo. Queriam apeé produzido.mais de 95% da população munvicção foi combatida por setores dial têm pelo menos uma parte tradicionalistas da igreja daquela da Bíblia numa língua conhecida. 75 O uso de computadores facilitou muito a tarefa dos tradutores em todo o mundo. mas também pelos turcos e sarracenos. Nenhum item essencial da fé cristã depende de uma diferença entre essas cópias antigas. a uma discussão com o grupo de tradutores. são necessários a muitas pessoas. Algumas línguas A invenção da imprensa um não têm forma escrita. soas simples não achavam que isto • Um rascunho de cada livro levaria à anarquia. continuam o trabalho de produzir versões da Bíblia em línguas Este passo envolve uma decidiferentes. estes números significam que Durante um tempo. caso Como se faz uma tradução pudessem ler o texto em sua próVersões modernas da Bíblia pria língua. antes de se poder fazer essas novas traduções disponíveis uma tradução." tos. temos uma grande quantidade de cópias antigas dos textos bíblicos (mais de 5. com suas narrativas. esta con. espan-um livro da Bíblia traduzido. A ciência da crítica textual (veja "O texto e a mensagem") é usada para decidir qual cópia está mais próxima do original. • Um grupo de especialistas (consultores) dá orientações a respeito de certos assuntos. não apenas pelos escoceses e irlandeses. mas as cópias nem sempre concordam entre si.quatro estágios antes de serem car a Bíblia na linguagem das pes. Bíblicas Unidas e a Associação Este trabalho é feito em conWycliffc de Tradutores Bíblicos junto com falantes nativos. época. as Sociedades para reduzir a língua à escrita.000 apenas do Novo Testamento).Transmitindo a História O aumento do número de traduções No século 16. muitos anos de trabalho árduo Atualmente. hebraicos e aramaicos serão usados. Não temos os manuscritos originais dos livros bíblicos escritos pelos primeiros autores. assuntos ligados à arqueologia. Gostaria Das 6. especialmente àqueles que não conheciam latim. para que pudessem ser lidos e conhecidos. são sobre quais textos gregos. equipe de tradução e passam por Mas aqueles que queriam colo.. mas a tradução de uma passagem específica pode depender de qual cópia antiga está mais próxima do original. Eu gostaria que fossem traduzidos para todas as línguas de todo o povo cristão. questões relacionadas com as línguas originais. sendo que cada nas que o poder que a Bíblia tem tradutor trabalha com deterde transformar vidas estivesse minado número de livros. Essa ciência leva em conta a idade das diferentes cópias e a disseminação de determinada formulação ou palavra no conjunto das cópias. 0 estudioso holandês Erasmo escreveu: "Cristo quer que seus mistérios sejam amplamente divulgados. Isto significaria que a geralmente são resultado do traigreja perderia o controle daquilo balho dc um grupo ou de uma em que as pessoas criam. a língua das pessoas cultas. ou seja.

Tudo isto significa que é útil tere usar mais de uma versão da Bíblia. já que nelas existe um termo para "homens e mulheres" usado para grupos mistos.76 introdução à Bíblia os tradutores focalizam ou privilegiam a língua original (ou língua-fonte). • Pessoas que representam a igreja e outras entidades farão uma revisão do rascunho da tradução. que são uma reformulação bastante livre do original na língua-alvo. às vezes usando o texto em grupos de estudo bíblico para testar trechos ou livros inteiros que foram traduzidos. sua linguagem será mais simples c as frases mais curtas. Outras línguas não têm este problema. Isto pode parecer um pouco estranho ou artificial para alguém que não conhece a língua original — mas pode ser uma vantagem. . isto enriquecerá sua compreensão da mensagem da Bíblia. aramaico e grego. para publicação. através de gestos de amor c dc ainda. Nesse processo. No ponto extremo desta abordagem se encontram as paráfrases. o que resulta é uma versão de leitura fácil. Na prática a maioria das versões fica entre os extremos do muito literal e da paráfrase. disse Jesus aos seus discípulos. geralmente com o uso de formulações surpreendentes ou interessantes. e. se uma versão é produzida tendo em mente as crianças. por exemplo. • Foco n a l í n g u a . na Por exemplo. para quem não lê hebraico. e pela palavra escrita. em comparação com uma versão feita para adultos. Uma versão para uso de pessoas eruditas e estudantes pode ser mais técnica. Em português. No caso de algumas versões modernas em certas línguas. produzem uma versão literal (ou palavra por palavra) em que o texto da tradução se orienta pela maneira como a língua-fonte organiza palavras e sentenças. os tradutores originais "arrematam" o rascunho. Se a versão é feita para pessoas para as quais a língua-alvo não é a língua materna. • Finalmente. Versões diferentes darão nuances diferentes do origina]. é importante usar linguagem "inclusiva". "Ide poi lodo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura". pois permite ao leitor ver como o original foi estruturado.a l v o Por outro lado. quando se estiver dirigindo uma discussão em grupo. os tradutores evitarão palavras mais raras ou frases peculiares. ou quando se estiver ensinando a fé cristã às crianças. Versões diferentes Grupos diferentes de tradutores produzem versões diferentes — às vezes bem diferentes umas das outras. isso significaria usar a palavra "pessoas" ao invés de "homens" quando o original claramente inclui também as mulheres nessa referência. quando se fizer uma leitura em voz alta na igreja. mas que não é literalmente exata. se os tradutores focalizarem a língua-alvo. por exemplo. lista tem sido a tarefa dos cristãos desde o princípio até agota: traduzir o evangelho para línguas locais. Se hora de traduzir a poesia hebraica (tal como aparece nos Salmos). pela palavra falada. Hoje essa boa nova alcança pessoas cm todos os continentes. como. às vezes eles tornam a consultar os especialistas para tirar dúvidas quanto a uma ou outra questão. Por que são tão diferentes? • Foco na língua original Em primeiro lugar. E haverá situações em que determinada versão será mais útil ou mais adequada do que as outras. o estilo e a maneira de expressar o sentido do texto na língua alvo. por exemplo. a língua focalizada pode ser diferente. preparando uma versão final Boas notícias devem set compartilhadas. quando se estiver fazendo um estudo em particular. A alegria dessa boa nova se tomou real na sida desta mãe africana e de seu filho. • Foco n o p ú b l i c o alvo Um segundo fator que ajuda a explicar a variedade de versões é o público-alvo.

Traduziu o Novo Testamento.Publicada em 2002 por um consórcio de I gem de Hoje (NTLH). lançado em 1681. 0 trabalho foi concluído por Jacobus op den Akker.Tradução da CNBB .P u b l i c a - P a d r e Antônio Pereira de Figueiredo a partir da Vulgata. Nova Versão Internacional (íWI) .21). era a versão mais difundida entre os católicos. E m 2 0 0 0 . publicado em 1693. missionário protestante na Ásia (especialmente na cidade de Batávtá. Foi preparada porbiblistas protestantes e católicos e sua linguagem é próxima à u s a d a pela maioria dos portugueses. Até há pouco tempo. a N T L H emprega uma linguagem que é acessível às pessoas m e n o s instruídas e. aramaicos e gregos. a primeira t r a d u ç ã o completa da Bíblia feita por iniciativa da SBB.T r a d u ç ã o datada de 1932. Segue a filosofia de t r a d u ç ã od a New International Version. Bíblia de Jerusalém (BJ) . protestantes e judeus. comparados com a Nova Vulgata. Página de rosto d o Novo Testamento de João Ferreira d e Almeida. a edição Revista e Atualizada surgiu no Brasil após o trabalho de mais de uma década. 0 trabalho foi feito entre 1902 e 1917 e teve Rui B a r b o s a como um de seus consultores lingüísticos.0 primeiro a Tradução do Padre Matos Soares traduzir o Novo Testamento para o português a partir do original grego foi João Ferreira de Almeida. n a liba de Java). colega de Almeida. Bíblia Sagrada . ao m e s m o tempo. Foi ap r i m e i r a Bíblia completa publicada no Brasil. introduzidos e anotados por uma equipe de estudiosos católicos. Define-se c o m ot r a d u ç ã o evangélica. Editada originalmente em Portugal. Era uma tradução bastante literal. . Ela se destina. A Bíblia completa foi publicada em 1981. entre os anos de 1772 e 1790. Tradução de Almeida .A p r i m e i r a (NTLH) . baseia-se nos textos originais hebraicos. . com alterações no texto do Antigo Testamento e uma revisão m a i sa p r o f u n d a d a da tradução do Novo Testamento. e parte do Antigo Testamento (quando faleceu e m 1691.Traduções da Bíblia em português Eis um breve histórico da tradução da Bíblia para o português. * Versão de Figueiredo .A Fiel aos princípios de tradução de equivalência formal. foi l a n ç a d a a Nova Tradução na Lingua- Bíblia completa traduzida inteiramente no Brasil.Publicada em 1994 e reeditada em 2002. A Comissão tratou de atualizar a linguagem. Tradução Ecumênica da Bíblia (TEB) da no B r a s i l em 2001. Uma edição revista e ampliada foi publicada em 2002. que caracterizam o texto de Almeida. Os livros bíblicos foram traduzidos. m a s também levou em conta os últimos avanços da arqueologia e exegese bíblicas.Tradução em Português Corrente . em 1864.E m 1988. feita a partir da Vulgata. uma s e g u n d a edição do texto da BLH.Edição prepar a d a por uma equipe de exegetas católicos e protestantes.L a n ç a d a pela Sociedade Bíblica de Portugal em 1993. foi várias vezes reimpressa no Brasil. A Bíblia toda só foi publicada em 1753. Almeida Revista e Atualizada (ARA) - sete editoras católicas brasileiras. Nova Tradução na linguagem de Hoje tradução de Almeida foi trazida p a r a o Brasil pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira e entregue a uma comissão de tradutores brasileiros.T r a d u ç ã o do . entre outros propósitos. O r i e n t a d a pelos princípios de tradução dinâmica. aceitável às pessoas m a i s eruditas. que foram incumbidos de dar ao texto uma feição mais brasileira. A Boa Nova . à citação em documentos da Igreja Católica e à preparação de edições litúrgicas. Almeida Revista e Corrigida (ARC) . A Bíblia completa foi lançada em 1959. fiel e contemporânea. Tradução Brasileira (TB) . a S B Bl a n ç o u a Bíblia na L i n g u a g e m de Hoje (BLH). a tradução estava em Ez 48.

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embora não seja completamente irrelevante. é pouco importante para os filipinos. Elas pressupunham que sua leitura do evangelho registrada na Bíblia era relativamente objetiva. mas de maneiras imaginativas e intuitivas ao invés de analíticas e abstratas. considerando-o. Os filipinos. Aqui. na cultura filipina préespanhola. O Ocidente. Experiências humanas concretas são destiladas em provérbios. uma questão de traição e mentira e sexo ilícito. o sagrado e o secular. Nosso povo ainda não conhece a natureza "desmitificada". budista ou hindu. Dupla personalidade O holismo filipino opõe-se à tendência ocidental de compartimentar a realidade. Em reação. Porém o cristianismo ocidental se dirige a eles como se houvessem há muito passado a idade do misticismo e precisassem ser arduamente convencidos da existência dc um Deus sobrenatural. A divisão entre "salvar as almas" e "alimentar os corpos" está longe da justiça e das dimensões nacionalistas dos movimentos religiosos nativos. pelo poder das imagens ao invés de palavras abstratas. e o que uma cultura considera essencial pode certamente ser diferente do que outra cultura considera importante. por meio das coisas que foram criadas". diferenciando o "espírito" e a "matéria".. sem levar em consideração se o contexto social é do Terceiro ou Primeiro Mundo. em sua cultura. A noção ocidental de que a religião está relacionada com o "espírito" e não com as coisas materiais.80 Introdução à Bíblia Perspectivas culturais Oriente e Ocidente Melba Maggay Até recentemente. levou a uma rígida separação entre espiritualidade e envolvimento com o mundo. o público e o particular. que pode ser claramente percebido. Pensando e sentindo As pessoas numa sociedade amplamente oral como a filipina vêem a vida como realidade primária — eventos passados guardados na memória e reinterpretados com o passar do tempo. a escrita era usada principalmente como forma dc comunicação social. Nas Filipinas. ocasionando certa introspecção ou reflexão. vozes cristãs do Terceiro Mundo levantaram a questão do contexto.. não como . c sim um sistema interpessoal dinâmico dc encontros com pessoas e outros seres. disso vem o senso de que o mundo não é fixo. Esta pergunta. Mas o Ocidente defende a Bíblia na nossa cultura como se fôssemos todos racionalistas de uma era científica. antes de tudo. que tende a individualizar e personalizar o "pecado". ainda se impressionam com "o poder. O que está errado? Muitos estudiosos perceberam que o cristianismo como foi teologicamente desenvolvido no Ocidente focalizou as idéias complexas que envolvem o pecado e a culpa.. Assim. Cada cultura tem um senso interno do que considera "errado". Pensamento e expressão são geralmente altamente organizados. o mesmo "pacote" é levado de cultura a cultura. e se o público está imerso numa visão de mundo animista. desafiando teologías e métodos de comunicação tipicamente ocidentais e chamando a atenção para a importância da cultura no ato de ler e ensinar a Bíblia. desprovida do maravilhoso e do mágico. o que explica a preferência por histórias ao invés de proposições. mitos e parábolas. As culturas ocidentais baseadas na cultura grega tendem a dividir a pessoa em corpo e alma. para os quais o que importa mais é acesso ao centro do poder que governa sua vida e o universo. como comida e bebida. A tradição teológica ocidental é parte importante da herança da igreja em todo o mundo.. mas c apenas uma das possíveis leituras. as pessoas do Ocidente envolvidas diretamente na transmissão da mensagem cristã para outras culturas em geral não estavam cientes das pressuposições culturais por trás da sua própria leitura das Escrituras. enigmas. Os filipinos não fazem distinção rígida entre o natural e o sobrenatural. precisa aprender a levar em conta a dimensão social e cósmica do pecado. A questão que mais preocupa a "consciência introspectiva do Ocidente" é se podemos ter certeza de que realmente iremos ao céu. o rompimento da harmonia no nosso relacionamento com a sociedade ou com o cosmos é uma falha considerável. ou de coisas gerais relacionadas com violação da integridade interior c usurpação dos direitos de outras pessoas. Eles consideram a realidade uma unidade.

data da aceitação de certas fórmulas de ligação histórica entre a Reforma fé. estará fazendo em sua mente. que é o contexto cultural da au deste artigo. ao invés da capacidade de aplie a invenção da imprensa. que por grar vida e conhecimento. car tal conhecimento no cotidiaA invenção dc Gutenberg tor. a fé passa a A ênfase do protestantismo nas ser. Tanto o Oriente quanto o Ocidente podem contribuir para a compreensão da Bíblia e de sua mensagem.termos de aquisição de informação nais e verbais de fé em contraste bíblica. As festas acontecem nas estações de colheita e . proposicio. ao intelectualismo abstrato. O agricultor acorda com o nascer do sol para trabalhar c pára quando o sol está muito quente. ao invés de discipulado. em grande parte. dizeres sua vez levou a uma ampla alfabe. A noção de tempo como sendo linear — um tempo único e absoluto que pode ser medido pelo relógio.no. do altar para o púlpito. democratizando sabedoria ou a habilidade de intea leitura das Escrituras. Expressões de fé Conseqüentemente. O pescador observa a maré c espera por noites de lua nova. Uma questão de tempo Após 400 anos dc alfabetizaO tempo como valor dominante ção. definida em expressões cognitivas.A Bíblia hoje forma dc acumular sabedoria e tradições antigas. ligado às estações e aos movimentos lunares. dc conflito entre culturas. no qual uma hora tem sempre 60 minutos na hora que podem ser perdidos ou ganhos.da cultura nativa que valoriza a buição de Bíblias. nas Filipinas. com a ênfase católica na emoção. da Imagem para a Palavra. Esta cena no mercado é de Manila. O centro litúrgico passou com pessoas e situações. o Ocidente evoluiu para uma na organização da vida nas sociecultura religiosa fortemente ligada dades ocidentais é outro exemplo Somos todos condicionados pela nossa cultura. Este etos fica muito distante nou possível a impressão e distri. supondo que o que Deus estiver fazendo. como habilidade dc demonstrar no ritual e na imagem.sábios e relacionamentos eficazes tização. ou podem receber valor monetário — é muito diferente da noção nativa de tempo como algo orgânico.

é claro. As pessoas discernem as estações e determinam se é tempo kairos (oportuno) ou apenas tempo chronos (que passa) c agem de acordo. Mas estar ciente do nosso condicionamento cultural e reconhecê-lo é um progresso. não no horário em que algo acontece. "Basta a cada dia o seu próprio mal". Isto pode ser visto no fato de eventos começarem somente quando os lugares na sala estão preenchidos e os próprios organizadores estarem prontos. mas se uma ação já terminou ou pertence ao "ainda não". O que chamamos de "horário filipino" é na verdade sincronia com o fluxo de eventos à medida que acontecem. ao contrário da ilusão ocidental de que por mero planejamento e administração podemos nos proteger das incertezas do futuro. E as perspectivas combi nadas de Oriente e Ocidente trarão uma compreensão mais rica da Bíblia e de sua mensagem. as coisas começam quando estão prontas e terminam quando estão completas. . Pelo fato de o tempo nesta cultura estar ligado ao fluxo dos eventos ao invés do relógio.82 Introdução à Bíblia mais próximo do sentido hebraico de tempo como "determinado" ou "oportuno". É realmente difícil comunicar-se através de barreiras culturais. ou no fato de que um alvoroço de preparativos acontece em cima da hora porque o evento está prestes a começar. ou arrancar e destruir. ritual. Isto está. diz Jesus. O filipino está interessado. Então começamos a nos abrir para outros discernimentos culturais. não são os únicos exemplos das diferenças entre o pensamento ocidental e oriental. Estes. da ascensão e queda de impérios — há um sentido em que vivemos o tempo como um ciclo. mas é mais correto entendê-la como uma falta de futurismo ou de ansiedade com relação ao amanhã. da história com um propósito não um ciclo interminável de nascimento e morte. A ênfase ao tempo como presente vivo foi mal interpretada como o hábito de se deixar para amanhã o que se poderia fazer hoje. um momento amadurece até o tempo designado de construir ou plantar. de certa forma. Embora haja um sentido cm que o tempo é linear — a Bíblia fala do tempo como tendo um princípio e um fim. Não adianta preocupar-se com um amanhã que não podemos controlar. e medições de tempo variam dos ciclos climáticos ao período de tempo que se leva para fumar um cigarro.

Ele é aquele sobre quem Moisés havia escrito. Segundo os autores dos Evangelhos.. Israel foi chamado para andar nos caminhos do Senhor sob o olhar atento de outras nações. Nichos escavados na rocha para abrigar estátuas dc deuses podem ser vistos ainda hoje. aquele que fez com que Abraão ficasse alegre. suportando a ira de Deus para curar as nações. Em Cesaréia de Filipe. E parte de uma carta que Paulo.6-11): "o qual. estava agindo na história de todas as nações e culturas. e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor. todo joelho se dobrará. no final da história humana. mais ou menos como a nossa. escritas cerca de 25 anos após a crucificação. quanto do "Filho do Homem" de Daniel. O mundo inteiro reconhecerá que Jesus é o Senhor verdadeiro. Ele convoca todas as nações da terra a dobrarem os joelhos diante dele. eles estavam traindo a sua vocação no mundo. para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho. e morte de cruz! Por isso também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome. aquele que é Senhor até de Davi. Mas em nenhuma nação além de Israel Deus agiu por amor a todas as nações. escreveu para uma das igrejas que fundara na colônia romana de Filipos. não considerou que o ser igual a Deus era algo de que ele deveria tirar vantagem.. embora estando na forma de Deus. Mas aqui.22-24 na Bíblia hebraica. recebendo um reino eterno que abrange todos os povos. havia um templo dedicado ao deus grego Pan. como criador e soberano do mundo. a sociedade era diversificada. E. Um fragmento de um destes hinos primitivos provavelmente encontra-se nas palavras seguintes. para a glória de Deus Pai. mas a si mesmo se esvaziou. Nele converge o conjunto de imagens do Antigo Testamento. . a igreja cristã. "o nome que está acima de todo nome" é uma alusão clara a Is 45. considerou adequado falar dc Jesus na linguagem usada para Deus nas "A reivindicação não é tanto que Jesus é como Deus. E esta reivindicação surpreendente é feita sobre um criminoso judeu que fora recentemente executado! Igualmente surpreendente é o contexto literário em que isto aparece — uma exortação para imitar esse Cristo em sua mentalidade humilde e atitude dc servo! Na Palestina do icnipo dc Jesus. Desde o início. tanto do "Servo de Deus" de Isaías. Ele incorpora os propósitos dc Deus para as nações ao viver como o Filho que é fiel a Deus. que também vivia num mundo religiosamente pluralista. assumindo a forma de servo. uma passagem na qual Deus declara ser o único Salvador universal. a história de Israel alcança a sua verdadeira plenitude em Jesus de Nazaré. tornando-se semelhante aos homens. Algumas das primeiras "cristologias" eram expressas em hinos de adoração coletiva. Mas Jesus também traz a história de Deus a seu verdadeiro clímax. mas (pie Deus é como Jesus. Ele escreve sobre "Cristo Jesus" (Fp 2. A singularidade do etos social de Israel vinha da revelação única que Deus confiara a Israel. líder cristão de origem judaica." escrituras hebraicas. a si mesmo se humilhou e foi obediente até a morte. onde Pedro confessou que Jesus era o Messias enviado por Deus.83 Jesus numa sociedade pluralista Vinoih Ramachandra Os autores bíblicos viviam num ambiente social tão pluralista quanto o nosso em matéria de religião. Deus. Sempre que os israelitas pensavam que Deus era apenas mais uma divindade tribal ou tentavam adorar a Deus à maneira dos ritos de fertilidade comuns entre os cananeus. ao ver o tempo da vinda dele. Eles adoravam ou prestavam culto a Jesus. é ao nome de Jesus que." Nesta passagem. sendo encontrado em forma humana.

como no Israel antigo. Esta visão elevada de Jesus certamente veio da maneira como o próprio Jesus via sua relação com Deus e Israel. história.I posta das nações a ele — expressas na sua resposta àqueles com quem cie se identificou. o povo da aliança de Deus (neste caso.84 Introdução à Bíblia Aqui novamente. e tomando forma em e por meio de suas palavras e ações.| 46. o "reino de Deus" — a grande esperança de Israel quanto à presença salvadora de Deus — estava irrompendo no mundo. Na história extraordinária do julgamento final em Mt 25. Pessoas que haviam fracassado moralmente e não tinham vez na sociedade recebiam uma nova identidade e eram inseridos em novos relaeionamentos. a igreja de judeus e gentios) proclama a singularidade de Deus/Cristo andando como Deus/Cristo andou. Para Jesus. Jesus apresentou-se também como aquele a quem todas as nações prestarão contas no fim da . A forma positiva como Jesus muitas vezes assumia direitos e prerrogativas de Deus escandalizou seus contemporâneos e ri d a n u ci a o n u t( a . a ação de | Jesus era realmente radical. Na sua presença. Ao declarar tal perdão Jesus deixava de lado o Templo com seu sacerdócio divinamente instituído e seu sistema sacrificiai. homens e mulheres recebiam perdão incondicional de seu pecado. Como o Templo em Jerusalém representava a própria identidade de Israel como nação.31. Tanto o ensino de Jesus quanto seu estilo de vida implicam uma profunda autocompreensão. a base do julgamento será ares.

18.25. 85 nova ordem mundial. o Deus Criador tiraria sua criação da sujeição ao mal e à morte e a elevaria para compartilhar sua própria vida. Jesus.A Bíblia hoje Meninos posam ao lado das ruínas de uma antiga igreja em Gadara. Ele é o "Autor da vida" (At 3.45). todo joelho se dobrará. mas também fazem declarações surpreendentes ridade religiosas. SI 42. na época de Jesus. Espírito e Deus ao mesmo tempo.cação. ou seja. No centro da fé e da pregação sobre Deus. no final da história humana. a "habitar" primeiros cristãos se negavam a neles e capacitá-los por meio de considerar-se apenas membros de uma "religião" entre várias: eles uma nova atuação do Espírito. afirma ser "a ressurreição e a vida".21-26).10. Ao falarem de Jesus. em Jo 11.dinárias sobre Jesus. Js 3. Deus lhe deu seu próprio poder de levantar os mortos." A esperança judaica de ressurreição agora se torna fé em Jesus que. "aquele que vive" (Ap 1. e t c ) .2. Jesus fez a afirmação de que ele é o único caminho que leva a Deus num mundo semelhante ao nosso. Por intermédio de Jesus. uma das Dez Cidades (gregas) que. é de certa forma a plenitude cificação ele apareceu a eles num da divindade numa personalidade corpo físico e depois continuou a humana.15). e ressuscitado por Deus: que durante especialmente Jesus na sua crucifium período de 40 dias após sua cru. um mundo em que diferentes religiões disputavam a preferência das pessoas. em Jesus. o "espírito vivificante" (ICo 15. "ressurreição" representava do que Deus. fizera por a derrota do mal.26. a vinda de uma toda a humanidade. comparar com o uso desta expressão como título divino em Dt 5. ficavam nas imediações da Galileia. os apóstolos não só fazem declarações extraore provocou a indignação das auto. "É ao nome de Jesus que. Ao ressuscitar Jesus. mas afirmação de que Jesus havia sido que Deus é como Jesus. Com esta convicção os comunicar-se com eles. aquele a quem o Pai concedeu "ter vida em si mesmo" para que também possa dar vida a outros (Jo 5. Na crença judaica daquele eram testemunhas entre as nações tempo. A reivindicação não é dos primeiros discípulos estava a tanto que Jesus é como Deus. Esta linguagem foi aplicada a Jesus após a sua ressurreição porque deu significado a suas palavras e obras anteriores à crucificação. .

. já na época em que o Profeta do Islã ainda era vivo começava a ficar claro que as Escrituras dos judeus c cristãos eram bem diferentes da revelação que o Profeta alegava ter recebido. além disso. especialmente o Tawrat (ou Torá). Não fazemos distinção entre todos eles. os judeus também são desafiados a viver segundo a luz e orientação da Torá. No que Corão e a Bíblia diferem No entanto. Como explicar isto. Isaque. a posição do Corão é que pelo O livro sagrado dos muçulmanos.106). "lemUm imnnic se dirige ¿ 1 um grupo de pessoas numa mesquita de Istambul. o Corão. Jacó e as tribos de Israel e o que foi outorgado a Moisés e a Jesus e o que foi dado a todos os profetas vindo do seu Senhor.86 introdução à Biblia Michael Nazir-A!i O Corão e a Bíblia bra" seus leitores do que foi esquecido e que "abranda" ou ab-roga certas partes das escrituras mais antigas: "As revelações que ab-rogamos ou fazemos cair no esquecimento. o Zalnir (Salmos) e o Injil (Evangelho). iguais ou melhores" (2. cm certos casos.136). Judeus e cristãos são exortados. nós as substituímos por outras. alega repetidamente ser a continuação da revelação dada na tradição judaico-cristã e é considerado pelos muçulmanos a última de uma linhagem de escrituras dada aos profetas: "Cremos emAláeaquiloquedecima foi enviado sobre nós. sobre Abraão. mas principalmente pela alegação dc que o Corão "cumpre" as outras revelações mais parciais: que. Alguns versículos antes. Este versículo foi muitas vezes usado não só para avaliar as outras escrituras em relação ao Corão mas também para determinar como certas passagens fundamentais no Corão se relacionam com outras partes do livro. a viver segundo a vontade dc Deus como foi revelado nos seus livros: "Que o povo do Evangelho julgue de acordo com aquilo que Alá revelou nele c quem não julga pelo que Alá revelou é rebelde" (QS.50). se todos eram a Palavra de Deus? Esta dificuldade é contornada de maneiras diferentes. As outras escrituras são mencionadas com freqüência. No que diz respeito à lei mosaica. Ismael. porque foi a Alá que nos submetemos" (Sura 2.

o cientista Al-Biruni. deixa intacta a integridade de extensos trechos da Bíblia! . Os primeiros comentaristas muçulmanos. eram da opinião que a alteração era tahrif bi'l ma'ni. Os conservadores também usam a Bíblia extensivamente como contexto histórico para o estudo do seu próprio livro. Muitos estudiosos. Estes estudiosos não são apenas os que integram uma escola mais "liberal" de pensamento. 4. Assim o Corão. todavia. 5. porém. Ao fazerem isto. que narrativa e comentário na Bíblia podem sofrer alteração.50. O "Povo do Livro" é acusado de alterar as escrituras para seus próprios propósitos (2. Muitos chegam a conclusões surpreendentes: concordam. tais como Tabari e Razi.15). não depende de qualquer outro documento literário ou histórico. de alterar as escrituras. 5.75-79.14).90). Uso da Bíblia Embora os muçulmanos acreditem que o conteúdo do seu livro sagrado tenha sido recebido diretamente de Deus e. precisam definir até que ponto houve alteração do texto. Gradativamente. continuam a defender que o Corão não afirma corrupção geral das escrituras judaico-cristãs. Jesus supostamente revogou algumas delas e o Profeta do Islã abrandou outras (3. a corrupção do próprio texto. 5. Pode ser. muitos estudiosos muçulmanos referem-se à Bíblia quando tentam comentar o significado do Corão. na visão muçulmana.160. surgiu um consenso de que "o Povo do Livro" era culpado de tahrif bi'l lafz. é claro. É a crença que o "Povo do Livro" que viveu em período anterior mudaram ou corromperam seus livros de tal forma que estes não mais concordam com o Corão. mas apenas que os textos foram mal usados e certas passagens. são ab-rogadas. Um texto corrompido? Outra maneira pela qual o islamismo procura fazer frente às discrepâncias entre suas escrituras e as dos judeus e cristãos é a acusação do Tahrif.46. portanto. por exemplo. ocultadas. A Bíblia hoje «7 mas apenas de "esquecer" o que receberam (cf. no entanto.f menos algumas de suas cláusulas foram decretadas corno castigo por rebelião. independentemente das interpretações a que foi submetido por judeus e cristãos. mas que isto não se aplica às palavras inspiradas dos próprios profetas. Isto. que os cristãos não sejam acusados. é a revelação final e definitiva que "cumpre" as outras escrituras e. naquilo que estas contradizem o Corão. pelo menos no Corão. uma corrupção do significado do texto sem necessariamente envolver corrupção do texto em si. foram os principais propagadores desta teoria. 4. O teólogo espanhol Ibn Hazm e o mestre itinerante na índia.

não condiz com o conceito dc revelação para a maioria dos cristãos. pois só pode levar a uma melhor compreensão do que se tem em comum e ao estabelecimento de uma base a partir da qual se pode lidar com as sérias diferenças que permanecem. A maneira em que a evidência manuscrita é tratada nas duas tradições é um exemplo disto. por outro lado. No entanto. isto é um sinal da integridade e confiabilidade do livro.Como os muçulmanos entendem a revelação Para que cristãos entendam a visão muçulmana da Bíblia. é muito importante explicar como os cristãos entendem que a revelação é mediada. noentanto. Para os muçulmanos. mas também por meio dc um processo dc acréscimo nas tradições. uma obra relativamente moderna. na realidade. Os cristãos compreendem a extensão da continuidade que existe entre o Corão e as escrituras que eles usam. faz qualquer referência a tais obras. há um grande número de manuscritos. A idéia de uma obra predeterminada descendo do céu. Entendimento mútuo O diálogo paciente entre muçulmanos e cristãos sobre as escrituras dc cada fé tem. Todas as edições atuais do Corão são derivadas de uma única recensão (sendo que as variantes foram destruídas no decorrer da história). para a qual o profeta apenas serve de meio ou instrumento. Livros fora do "cânon" oficial Ocasionalmente os muçulmanos produzem livros semelhantes ao assim chamado Evangelho de Barnabé que. nem o próprio Corão. mas pela comparação de tradições manuscritas diferentes. é o Evangelho autêntico. escrita na Espanha muçulmana. aprofundado a compreensão da posição do outro lado. "Barnabé" é. enquanto os muçulmanos passam a apreciar algumas das escrituras às quais o Corão se refere. A confiabilidade é atingida não pela dependência de uma única linha dc evidência manuscrita. segundo eles. No que tange às escrituras judaico-cristãs. na verdade. Isto é muito bem-vindo. Em diálogo com muçulmanos. que discorda do Corão em certos aspectos importantes! Tentativas de produzir tais obras demonstram. de reflexão e edição por parte de comunidades e indivíduos. Estas são as formas diferentes de chegar àquilo que a comunidade considera um texto confiável. quão grande é a dificuldade que os muçulmanos tem com a noção cristã de como livros diferentes da Bíblia foram escritos e como a lista aprovada surgiu na sua forma atual. não só por meio das limitações de cultura c língua. nem a tradição muçulmana mais antiga. às vezes em línguas diferentes. . que são usados para elaborar a edição crítica de um texto. é crucial que tenham alguma noção de como os muçulmanos vêem a revelação.

nem a mulher é independente do homem. nem o Deus e a Bíblia homem é independente da mulher. A mulher é cria. Tanto homens quanto mulheres acostumaram-se a aprender sobre fé a partir de exemplos bíblicos de homens como Pedro. com a recuperação da importância esquecida das mulheres na história da missão da igreja Antigo Testamento sobre a situação das mulheres. O que está registrado aparece. mas para época (da mesma forma que. para que possamos seres criados. não porque as mulheres se relacionem com Deus ou vêem a Bíblia de forma diferente dos homens. ou se simplesmente desda a partir do homem. a masculinidade se tornou a norma do que significa ser humano e era fácil marginalizar. to Hulda. enquanto as mulheres. o drama se desenrola na história Tanto Débora. se beneficia com a valorização da experiência de fé por intermédio das mulheres nas Escrituras.31). tiveram função e a experiência das mulheinício a rivalidade e a competição. a profetisa (2Rs 22). As EscriICo 11.A Bíblia hoje 89 A Bíblia do ponto de vista feminino Claire Powell O século 20 testemunhou grandes mudanças nas atitudes com relação ao status e papel das mulheres. não para creve o que estava acontecendo na mostrar subordinação. isto acontece igualdade. A questão que que homens e mulheres foram isto levanta é se a narrativa afirma criados iguais à vista de Deus e a vontade de Deus para os papéis na presença um do outro. quanda salvação no restante da Bíblia. ajuíza (Jz 4). Há indicações suficiencomo cumprimento da previsão de tes disto no texto em si.tempos. em corrigindo o que não é. mulheres e homens.16). apresenta a poligamia e ele. toda a igreja. mas os homens prevalecem. a plementaridade do Eden. mesmo que inconscientemente. as mulheres estão precias inevitáveis da queda. e para demonstrar aprender. quase toda interpretação bíblica era feita por homens. a contribuição e importância das mulheres. mas parte das conseqüên. na forma de Parceiros iguais Gênesis começa com o fato de narrativa descritiva. os papéis que elas exercem. também o homem rece os homens em detrimennasce da mulher. sentes e têm papéis importantes. são preconceituosos? Porque assim como a mulher foi Será que a Bíblia como tal favofeita do homem. aquilo que encontramos descrito aí ao invés da mutualidade e com. res ficam longe do ideal divino de Dc Gn 4 em diante. considerando mais importante na teologia e na história cristã as coisas que os homens fazem. Uma mudança de perspectiva da Bíblia também era necessária. liderança não c restrita a homens. o sistema de homens no poder) é justiRivalidade e competição Os problemas entre homem e ficado pelo próprio texto? Estaria mulher só começaram depois que Deus tratando as mulheres dessa a desobediência causou a "queda" forma? É bem mais provável que da humanidade em Gn 3. A cria. mas porque. imitando o que é bom e a interdependência que Paulo. diz ser eternamente turas registram muitas coisas que característica da raça humana: "No não defendem! entanto. por mostrar que ela é semelhante a exemplo. que o homem dominaria a mulher Embora grande parte da his(Gn 3.e status de homens e mulheres ção de ambos é considerada muito em todas as culturas em todos os boa (Gn 1. Este não era o ideal dc tória focalize as atividades dos Deus. A educação das mulheres foi uma das chaves para abrir novas oportunidades no mercado de trabalho. no Senhor. e para dar maior respeito ao trabalho tradicionalmente feito por mulheres." to das mulheres? E o patriarcado (no sentido mais amplo.homens. em contraste com os outros a escravidão). na maioria das vezes. . assumem o poder até na vida religiosa e as mulheres parecem ser raramente vistas ou ouvidas.11-12. a experiência e os interesses delas ficavam em segundo plano. a fé. ou porque todas as mulheres pensem da mesma forma. A Se Gênesis estabelece o cenário. enquanto o exemplo de mulheres como Maria eram subconscientemente vistos como "apenas para as mulheres"! Portanto. Na cultura secular c na igreja. até recentemente.está para ilustrar como o status. na teologia e na igreja. Então. Teólogos focalizaram principalmente a maneira como Deus lida com os homens. Não há uma palavra inequívoca no assumem papéis responsáveis de e com a retificação do desequilíbrio no qual mulheres e o sexo feminino foram marginalizados nas traduções da Bíblia.

só podia ser colocado no corpo de homens. ex. não é de admirar que os líderes homens fossem mais numerosos que as mulheres. Febe era diaconisa em Cencréia (Rm 16. ICo 12. Logo. Uma indicação disto pode sei vista em lTm 3. mas muitos homens também foram! E o Novo Testamento nos apresenta um sacerdócio de todos os crentes. para alguém ser candidato ao episcopado. líder em Filipos. quando Paulo indica em lTm 2 que as mulheres não devem ensinar ou ter autoridade sobre homens. O batismo incluía fisicamente homens e mulheres.26). que diz que. ex. não um padrão. mas não por isso proibidas de ensinar o que é correto! Nisto elas podem servir de exemplo de conduta para os homens. O princípio permanente para hoje é que as mulheres são proibidas de ensinar o que é errado. Rm 12.1). Do Antigo ao Novo O fato de a maioria dos líderes serem homens representa a cultura patriarcal desenvolvida na época. Lídia era km Taçtoban.2. fisicamente. Em tal contexto as mulheres deviam parar o que estavam fazendo de errado. com base em Atos e nas epístolas. precisa ser "marido dc uma só mulher". elas são respeitadas. Dada a cultura patriarcal da época. Sabemos. Cl 3. assim como os exemplos dos homens geralmente são aplicados a mulheres. Nos casos em que há diferença entre detalhes de uma situação do primeiro século e do presente. Júnia (a evidência da maioria dos manuscritos indica que Júnia era uma mulher) era apóstola (Rm 16. o princípio do ensinamento é que deve ser seguido. nas Filipinas. um grupo de mulheres se reúne para estudara liíhlia. Ef 4) não especificam sexo. As mulheres foram excluídas do sacerdócio do Antigo Testamento. Os crentes são recomendados por Paulo a ensinarem uns aos outros (p. ele está se dirigindo a um problema específico de ensinamento falso e autoridade injusta em Éfeso. As listas dc dons no Novo Testamento (p. a circuncisão era o sinal de que se pertencia ao povo da aliança de Deus — um sinal que. Isto poderia indicara necessidade de ser casado e mono- . Mas com o nascimento da igreja surgiu um novo sinal. cjue mulheres eram proeminentes entre os líderes em quase todas as primeiras igrejas que se reuniam nos lares. judeus e gentios. homens e mulheres! No Antigo Testamento. mas está é uma descrição. Nas cartas do Novo Testamento há várias indicações de que quaisquer restrições sobre mulheres se aplicam dentro da cultura e do contexto específicos. Não há mandato divino para tal.90 Introdução à Bíblia liderança que não são descritos no texto como algo excepcional.7).16) e nenhuma exceção aqui impede mulheres de ensinar homens. Pelo contrário. Há registro de Priscila ensinando Apolo (At 18.

então a redenção das mulheres fica em cheque ou pelo menos é secundária. e à descrição de Deus como "ele" ou "pai". . discutiu teologia com elas. quando Deus era considerado masculino. ignorando-as ou considerando-as atípicas no que tange à experiência humana. Ambos os sexos refletem igualmente uma imagem do Criador. Porém ele claramente quebrou as regras do seu tempo. "Aquilo" não serve. mas elas não transmitem necessariamente o ser ou a essência. podem encontrar seu padrão nele e seguir seu exemplo em todos os aspectos. Tais ações não parecem grande coisa pelos padrões atuais. mais provavelmente. Dt 4. o masculino ou o feminino deve ser usado para refletir o fato de que a natureza de Deus é pessoal. elevou sua posição em discussões sobre divórcio. E o Novo Testamento ensina nitidamente o sacerdócio de todos os crentes. o erro estava em considerar a masculinidade como sendo mais semelhante a Deus.15-16 lembra Israel de que Deus não tem forma ou aparência. Isto abriu caminho para seus seguidores fazerem o mesmo. quase com certeza. mas isto não pode significar que todos os diáconos elevem ser homens. Se encarnação significa que "Deus se fez um homem". Masculino c feminino são diferenças biológicas na humanidade criada. não sendo uma proibição futura para todos os homens solteiros ou para as mulheres! lTm 3. mas foram atos notáveis na época e iam além do que era aceitável. Não está relacionado com o sexo (àquilo que é biologicamente determinado) ou gênero (aquilo que c socialmente determinado). aceitou adoração delas. ex. Num contexto em que era provável que a maioria dos líderes fossem homens e. Deus masculino ou feminino? Muitas pessoas têm uma imagem mental de Deus como sendo homem. ter pureza e fidelidade no casamento. ou pelo menos mais masculino que feminino. No passado. Eles não deviam fazer imagens de escultura (ou supostamente formar imagens mentais) de Deus como homem ou mulher. Na encarnação Jesus representa um modelo de humanidade. casados. usa apenas sua humanidade. isto serve de regra para a situação de Éfeso naquela época. Nas línguas que não têm um pronome inclusivo. Esta não é a visão bíblica. O exemplo de Jesus Jesus não introduziu um movimento revolucionário para derru- 91 bar a cultura judaica de dominação masculina da sua época.1. não impessoal. Ultimamente as imagens femininas de Deus nas Escrituras (tais como dar a luz ou prover alimento) foram redescobertas. o Espírito Santo e a sabedoria no Antigo Testamento. e Jesus é mais bem representado no sacerdócio por homens que por mulheres. não de masculinidade.12 faz a mesma exigência no caso dos diáconos. No passado. As mulheres. chamado e compromisso cristão. não em questões de gênero ou sexo. Mas a Bíblia jamais usa a masculinidade de Jesus como instrumento de comparação. O mesmo aconteceu com o uso de termos femininos com relação a Deus. que é comum a homens e mulheres. assim como os homens. e tocou mulheres ritualmente "impuras". o fato de Jesus ter nascido como homem era considerado vantajoso para os homens. p. Também houve progresso no reconhecimento da valorização social do masculino que é inerente a muitas línguas e a conseqüente marginalização das mulheres — colocando-as dc lado. A liderança e responsabilidade bíblica na igreja devem ser baseadas no caráter. Isto se deve em grande parte às imagens de Deus na arte primitiva. todos podem chegar a Jesus e todos podem rcprcscntá-lo na terra. Ele ensinou mulheres. O uso de "ele" para Deus indica que Deus é uma pessoa.A Bíblia hoje gâmico ou. já que Paulo chama Febe de diaconisa em Rm 16. Classificações gramaticais masculinas e femininas são usadas.

não pode saber o que está fazendo. e depois tentar criar uma explicação a partir disto. a nosso julgamento. Devemos decidir se estamos lendo um relato histórico ou uma simples narrativa. usando a matemática e o conjunto especial de idéias quânticas que aprendemos a partir de Um pesquisador científico fazendo seu trabalho ao microscópio de elétrons. o registro mais importante de que dispomos e que trata de experiências religiosas é a Bíblia. essas razões vão estar na evidência que estamos considerando. por exemplo. se o que é dito reflete a vontade de Deus ou as tradições humanas. esse elemento de surpresa é uma das coisas que torna a pesquisa científica tão compensadora e interessante. "Jamais poderemos confinar Deus dentro de nossas definições. Não podemos imaginar em termos cotidianos como ele é. • Estamos procurando idéias que têm razões que as sustentem. Se você sabe onde ele está. No entanto. como Abraão. é uma das partes que compõem o átomo. mas também deixar que ela nos julgue. morte e ressurreição de Jesus. No Novo Testamento lemos como Deus agiu para revelar-se de maneira nova e mais clara. Na realidade. se sabe o que está fazendo. A abordagem de um cientista Não importa o que façamos. Isto signifi- . Somente a experiência pode nos mostrar isto. Sabemos onde as coisas estão e o que estão fazendo. com coisas que aconteceram. Seja num sentido positivo ou negativo (e sem dúvida. Quando lemos a Bíblia como um registro de experiências religiosas das quais podemos aprender sobre a relação de Deus com a humanidade — como evidência na nossa busca pela verdade — estamos necessariamente sujeitando-a. Meu lema é este: "Comece com casos específicos e só então tente entender o que está acontecendo em geral". Esta teoria descreve como as coisas se comportam numa escala bem reduzida do tamanho de átomos ou menor ainda. Passei 30 anos da minha vida trabalhando como físico teórico. O mundo quântico é indefinido e indescritível. Gosto de começar com os fenômenos. A Bíblia como fonte de evidência A Bíblia hebraica — aquilo que os cristãos chamam de Antigo Testamento — trata de como Deus se revelou a alguns pastores nômades. tentando usar a matemática para entender alguns dos padrões incríveis bem como a ordem que existe no mundo físico. Os Evangelhos falam sobre a vida. Para nos ajudar nessa busca pela verdade. como Deus estava envolvido com a história do povo de Israel. No final das contas. Nunca se sabe o que se vai descobrir no momento seguinte. tanto em situações de juízo como dc salvação. Creio que precisamos lera Bíblia desta forma. por ambos ao mesmo tempo). De modo especial. como Deus libertou os descendentes dessa gente da escravidão no Egito. e isto por duas razões. o comportamento daquilo que é muito pequeno é totalmente diferente da maneira como nós experimentamos o mundo na escala "normal" de nosso dia a dia. até certo ponto. as experiências que temos afetam nossos pensamentos e influenciam nosso modo de pensar. • Aprendemos que o mundo é cheio de surpresas. temos que descobrir o que ele fez e como ele tem se manifestado. os eventos que motivam nossa crença." ca que c muito difícil prever de antemão quais serão as idéias gerais corretas.92 Introdução à Bíblia A Bíblia do ponto de vista de um cientista John Polkinghorne A busca pela verdade religiosa é semelhante ã busca pela verdade científica. não devemos apenas julgá-la. Por exemplo. não pode saber onde ele está! (Isto se chama princípio da incerteza de Heisenberg). todos os dias da minha vida como físico teórico usei as idéias da mecânica quântica. Se queremos saber como Deus é. O elétron. enquanto as outras obras (como as cartas de Paulo) — muitas das quais são anteriores aos evangelhos — contam como os primeiros cristãos estavam maravilhados com a nova vida que encontraram cm Cristo. Este tipo de pensamento indutivo é natural no caso do cientista. podemos entendê-lo. isto afeta a maneira como penso sobre todo tipo de coisas. Parece que vivemos num mundo que é previsível e que pode ser descrito. Tudo isto muda quando vamos ao nível dos átomos. mas certamente precisamos lê-la também de outras maneiras.

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ele deve ser honrado e respeitado e amado como meu Criador e Salvador. com a maneira como as coisas se comportam. nunca conseguirá enxergar nada. Ele sempre excederá nossas expectativas e mostrará que é um Deus dc surpresas. em Jesus Cristo. A maneira de pensar ditada pelo bom senso não será adequada para nos dizer. Cuidado. Então cuidado! Ler a Bíblia pode mudar sua vida. uma abordagem indutiva dos fenômenos atômicos. Creio plenamente na teoria quântica. Você deve começar por baixo.! O mesmo é necessário na busca religiosa da verdade. Acredita-se em geral que a fé é uma questão de fechar os olhos e fazer força para acreditar no impossível porque alguma autoridade que não pode ser questionada manda que você creia. Ninguém podia imaginar anteriormente que a matéria se comportava desta maneira tão estranha quando observada subatómicamente. por si mesma. Envolve compromisso com o que entendemos para que possamos aprender e entender mais. é preciso deixar o mundo físico mostrar como ela é. As pessoas às vezes se surpreendem pelo fato de eu ser cientista e pastor. pessoas extremamente inteligentes levaram 25 anos para entender o que estava acontecendo. há uma diferença importante entre crença científica e fé religiosa. e a partir daí ir avançando na formulação de uma teoria adequada. Se não se arriscar. Jamais poderemos confinar Deus dentro de nossas definições. Para entender a natureza. Teremos que tentar ciescobrir com base no que ele realmente revelou a respeito de si mesmo. E preciso fazer isto na ciência. Sempre há mais para aprender. ou talvez desonesta. é uma estratégia natural a ser seguida por um pensador indutivo. Ver a Bíblia como fonte de evidência sobre como Deus tem agido na história e. acima de tudo.94 Introdução à Bíblia que busco a verdade na ciência e a maneira em que busco a verdade na religião. Na realidade. Sua surpresa ocorre porque não percebem que a verdade é tão importante na religião quanto na ciência. Muito pelo contrário! O salto de fé é um salto para a luz não para a escuridão. mas esta crença não ameaça mudar a minha vida dc forma significante. Na verdade. leitor! No entanto. para que se possa progredir e obter maior conhecimento e formular uma teoria melhor. Esta última é muito mais exigente e perigosa. Pensam que é uma combinação estranha. vejo que há muito em comum entre a maneira em . como Deus é. E preciso confiar que o mundo físico faz sentido e que a teoria que você aceita hoje lhe dá alguma noção dc como ele é. Deus não existe apenas para satisfazer minha curiosidade intelectual. Porém não posso acreditar em Deus sem saber que devo obedecer à sua vontade para mim à medida que esta me é revelada.

A "bagagem" que carregamos Precisamos estar cientes cie que. ou dos presbíteros da igreja de Jerusalém. eram as maiores realidades a serem encaradas. em deuses). na qual a mortalidade infantil. Aqueles que abordam a Bíblia confiantes de que ela apoiará suas próprias opiniões políticas. exceto algumas gerações do mundo moderno ocidental. A palavra "liberdade" significava. influenciando toda a vida. no caso das nações pagãs. as pessoas da Bíblia pensavam como a maioria das pessoas na história humana tem pen- UMKI multidão multirracial numa via urbana. Na melhor das hipóteses. mas pelo Deus de todas as eras. podem aprender uma lição salutar com pessoas no passado que (equivocadamente) também pensaram assim! O próprio fundamento da cosmovisão ocidental — objetividade e subjetividade. Elas aceitavam casamentos arranjados e até a escravidão. a constante ameaça da fome por causa de colheitas frustradas e a probabilidade de uma morte relativamente precoce para a maior parte do povo podiam ser consideradas normais. mas uma condição de não ser escravo ou.000 anos de reflexão. exceção feita a algumas gerações do mundo moderno. entre outras. não pelo deus desta era. feminismo. sado. melhor. quer sejamos cristãos quer não. economia livre. eles viviam como a maioria das pessoas na história humana tem vivido. Em resumo. direitos humanos. Mas podemos facilmente ignorar as implicações disto ao tentarmos entender o que estamos lendo. Não entenderemos a Bíblia adequadamente se impusermos nossas idéias modernas à mente de Abraão — ou de Rute. permitirá que compreendamos o restante da raça humana. teologia e desenvolvimento de doutrina entre o Novo Testamento e nossa época. Um estilo de vida diferente Na Bíblia nos deparamos com pessoas e culturas totalmente diferentes das culturas dos países "desenvolvidos" modernos: era uma sociedade em grande parte agrícola e hierárquica. Uma mentalidade diferente Raramente pensavam em Deus (ou. ou Amós. ou seremos tocados. Em resumo. . Precisamos permitir que a Bíblia fale para nossa situação — mas nos termos dela. Esta é uma realidade bem distante daquela que era vivida nos tempos bíblicos. Podemos facilmente chegar à Bíblia supondo que ela simplesmente refletirá as idéias que absorvemos na nossa própria época ou dentro de nossa tradição eclesiástica. há 2. Há fronteiras a serem transpostas na compreensão da mensagem atemporal da Bíblia. socialismo — não significaria nada para pessoas nos tempos bíblicos (ou mesmo para pessoas que viveram antes do século 18). não um princípio moral. então. este é o mundo de muitos leitores da Bíblia hoje.Bíblia hoje 95 Meie Pearse Nosso mundo — o mundo deles KÉjflT . Fica claro. tocaremos. ou. que para ler a Bíblia muitos de nós precisamos de um esforço mental considerável para sairmos de nossa própria cultura e entendermos as pessoas da Bíblia como elas realmente são. ilustrada por uma mulher beduína junto a um poço nas proximidades de Belém. Pelo contrário. : Dizer que a Bíblia é uma coleção de documentos históricos é afirmar o óbvio. anjos e forças malignas como seres cuja existência podia ser questionada. temos todo tipo de idéias sobre o mundo e sobre a própria Bíblia antes mesmo dc começarmos a ler o texto. Além disso. de não passar fome ou necessidade. talvez. Mas o esforço compensa! No mínimo.

<|u. do Egito. Uma história do ponto maldição e vingança de vista feminino nos Salmos 1 e 2Samuel 388 Cristo nos Salmos Ana 393 Provérbios Magia no Antigo 395 Sabedoria em Testamento Provérbios e Jó Davi 397 Temas importantes 1 e 2Reis em Provérbios 0 Templo de Salomão 10—31 e suas reconstruções 400 Eclesiastes As cidades fortificadas 403 Cântico do rei Salomão dos Cânticos Examinando a cronologia dos reis 0 Obelisco Negro 0 Prisma de Senaqueribe 0 sítio de Laquis A arca perdida Reis de Israel e J u d á 420 Entendendo Isaías 423 Profetas e profecia 432 Os assírios 439 Jeremias 441 Retrato de Jeremias 456 Os babilónios 459 461 473 Lamentações Ezequiel Daniel 478 Posições do Antigo Testamento com relação ao pós-morte 480 Os persas 483 488 490 495 496 498 500 502 504 505 507 512 515 Oséias Joel Amós Obadias Jonas Miquéias Naum Habacuque Sofonlas Ageu Zacarias Malaquias Os livros 486 Entendendo Oséias 491 A justiça e os pobres deuterocanônlcos 521 Os gregos 206 Moisés 340 Ester 210 Alianças e tratados no 341 Retrato de Ester Oriente Próximo 214 A terra prometida .l 182 Sacrifícios 185 Sacerdócio no Antigo 302 Testamento 305 190 As grandes festas 306 religiosas 308 1 e 2Crõnicas 193 Números 325 0 canal de Ezequias 196 As codornizes 328 Esdras 198 Vida nômade 332 0 escriba 205 Deuteronõmio 334 Neemias 363 Os Salmos no seu "Guerra Santa" contexto Vida sedentária 367 Salmos do ponto de Entendendo Juizes vista de um poeta Rute 379 Deus e o universo Retrato de Rute 382 Autojustificação. .O ANTIGO TESTAMENTO PENTATEUCO A HISTORIA DE ISRAEL Josué a Ester POESIA E SABEDORIA OS PROFETAS Gênesis a Deuteronõmio Jó a Cântico dos Cânticos Isaias a Malaquias 185 Introdução ao Antigo Testamento A história do Antigo Testamento Mapa: Israel nos tempos do Antigo Testamento 0 Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo 108 Introdução 115 Génesis 220 Introdução 225 Josué 344 Introdução 349 359 Jó Salmos 117 Histórias da criação 228 119 Pessoas como 231 administradoras de 238 Deus 234 121 Nomes de pessoas em 242 Gênesis 1 — 1 1 247 123 Histórias sobre 251 dilúvios 252 131 Agar 254 132 Abraão 136 Onde situavam-se 255 Sodoma e Gomorra? 257 138 Sara 265 143 Mulheres de fé 144 Jacó 269 1 4 9 José 276 154 Egito 279 159 Êxodo Cidades da conquista Cananeus e filisteus Juízes 352 Entendendo Jó 408 Introdução 414 Os profetas no seu contexto 417 Isaías 162 Os nomes de D e u s 283 170 U m estilo de vida: os Dez Mandamentos 287 176 A importância do tabernáculo 296 180 Levitico 301 Durante todo o período do AT — desde o tempo do êxodo. até a época dos profetas — o povo de Israel teve muitas dificuldades para cumprir promessa de adorar somente o Deus verdadeiro.indn o povo persuadiu Arão a fazer um bezerro semelhante aos que representavam o deus Ápis.

Introdução ao Antigo Testamento
Os cristãos já se acostumaram a chamar a primeira parte da Bíblia, de Gênesis a Malaquias, de Antigo Testamento. Mas ele data de antes da época de Cristo e antes mesmo de haver um Novo Testamento. Por isso, é importante lembrar que antes ele era independente, e que era, e ainda é, a Bíblia completa do povo judeu. Não é de admirar que os judeus não gostem do nome 'Antigo Testamento" pois isto implica que é incompleto sem o "Novo Testamento" cristão. Para os judeus, ele é a revelação completa de Deus, a Bíblia Hebraica, que eles tratam com grande reverência e respeito. Eles o chamam de Tanak, que é um acrônimo formado a partir da letra inicial das palavras que designam cada uma das três partes: • a Torá ou Lei de Moisés • os Neviim, ou seja, os profetas • e os Ketuvim, ou os Escritos. Na Bíblia hebraica a ordem dos 39 livros é um pouco diferente daquela que é familiar aos cristãos, mas é aqui que devemos começar. A Torá A Lei, os Cinco Livros de Moisés — Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio — é a pedra fundamental das Escrituras hebraicas, a parte mais importante. Freqüentemente toda a Bíblia é descrita por judeus como "A Torá" Os Neviim Esta é uma palavra no plural que significa Profetas. Nada menos que 21 livros estão incluídos na segunda parte do Tanak, e para simplificar são divididos em Profetas Anteriores e Profetas Posteriores. Os Profetas Anteriores são o que nós chamaríamos de histórias: Josué, Juízes, 1 e 2Samuel e l e 2Reis. Veja "Introdução aos Livros Históricos" para entender melhor porque são descritos como Profetas. Em síntese, é porque estes livros não são história pura e factual nem anais enfadonhos. Pelo contrário, contam as histórias do desenvolvimento da vida de Israel como uma espécie de desdobramento da palavra e das promessas de Deus por intermédio de Abraão, Moisés e Davi. São mais que apenas história, pois apontam para o Deus de Israel e ilustram sua palavra e seu modo de agir. Os Profetas Posteriores são mais conhecidos: Isaías, Jeremias, Ezequiel e o "Livro dos Doze" ou "Profetas Menores": dc Oséias a Malaquias. O s Escritos Os Ketuvim incluem todo o restante na seguinte ordem: Salmos, Jó, Provérbios, os Cinco Megilot (veja abaixo), Daniel, Esdras, Neemias, 1 e 2Crônicas. E interessante observar que Daniel não está incluído nos Profetas, que é onde se encontra em nosso Antigo Testamento. Isto está correto, de certa forma, porque Daniel é uma obra de estilo diferente, de cunho mais apocalíptico (veja Apocalipse, introdução e características) do que profético. Além disso, Esdras e Neemias aparecem antes de 1 e 2Crônicas que historicamente os precedem. O Antigo Testamento, com razão, inverte a ordem. No entanto, a Bíblia hebraica pode refletir a seqüência em que os diversos livros foram aceitos no cânon das Escrituras autorizadas. Resta mencionar os Cinco Megilot (literalmente, "pequenos rolos"), os livros de Rute, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes, Lamentações e Ester. Estes foram reunidos e usados em conexão com cinco festas judaicas: a festa das Semanas (Rute), da Páscoa (Cântico dos Cânticos), dos Tabernáculos (Eclesiastes), o jejum comemorando a queda de Jerusalém em 587 a.C. (Lamentações) e Purim (Ester).

Os escribas copiavam o AT à mão. Escreviam coluna após coluna em pedaços de pergaminho que, como esic rolo, eram enrolados e guardados nas sinagogas.

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Introdução ao Antigo Testamento

99

Estas são as três subdivisões da Bíblia Hebraica. Elas remontam à antiguidade, certamente ao primeiro século da era cristã, e indícios delas são encontrados no ensino de Jesus. Por exemplo, já comentamos que os judeus freqüentemente se referiam às suas escrituras como a Torá, a lei. Mas também havia ocasiões em que eram chamadas "a lei e os profetas", refletindo as duas primeiras subdivisões principais do Tanak. Jesus referiu-se muitas vezes ao Antigo Testamento dessa maneira. A referência mais interessante é Lucas 24.44 quando, após ter ressuscitado dos mortos, Jesus disse a seus discípulos no cenáculo que "era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos". Para mostrar que todas as Escrituras hebraicas apontavam para ele como Messias de Israel, Jesus mencionou especificamente as três seções âoTanak. Isto justifica plenamente o novo nome que os cristãos deram à Bíblia hebraica, a saber, "Antigo Testamento" — preparando o caminho para o Novo Testamento que ainda viria. • Veja também "A Bíblia Hebraica" e 'Jesus e o Antigo Testamento".

O povo dc Deus aprendeu duras lições durante a peregrinação no deserto, onde as condições adversas ressaltavam que eles dependiam de Deus até para as necessidades básicas da vida.

O Antigo Testamento

A historia d oA n t i g o T e s t a m e n t o

ISRAEL

T e m p o d o s patriarcas

Israel no

Abraão
Abraão parte de Ur

Isaque

Jacó

ANTIGO ORIENTE PROXIMO
Reino Médio — segunda ¡•^ grande era da cultura egípcia 2134-1786 culture
Uma adaga e sua bainha

Fundação do Império Hitita

Código de Hamurábida Babilónia

^

Influência de Ur restringida pelos invasores

feitas de ouro revelam a atte refinada dos antigos ourives

Hicsos governam o ^ Egito 1710-1570

Introdução ao Antigo Testamento

101

Êxodo Levítico I Números | Deuteronômio j Josué Juízes

0 período de cada livro da Bíblia indica seu contexto histórico, não a data de autoria.

Ramesses

Peregrinação J u í z e s

Moisés

Josué

Escravidão no Egito
Faraó colocou feitores sobre os israelitas e fotçouos a trabalhar, construindo as cidades de Pitome Ramessés

Oêxodo do Egito Queda de Jericó: início da conquista de Canaã

r

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Colapso do Império Hitita

k k . Códigos ' deleishititas Início do Reino Novo— o melhor período do Egito

Filisteus e outros povos ' do mar se instalam no leste do Mediterrâneo 1300-1200 Dinastia) 9 no Egito — grande programa de construção no delta dos Faraós Seti I e Ramsés II

102

O Antigo Testamento

Juízes Rute ISamuel
2Samuel
1 Reis

2Reis
Krónicas

2Crônicas

Livros poéticos ed e sabedoria

Salmos, Provérbios, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes O s P r o f e t a s Veja gráfico dos profetas j

Primeiros reis de Israel Construção do Templo em Jerusalém
Rei Salomão

ISRAEL Reino do Norte
Acabe

Jeroboão II Profetas Elias 722/1 a.C. Q u e d ad e

Gideão

Rei Saul

e Eliseu

Samaria. Israelitas levados à A s s í r i a

fro dourada de Israel

filisteus e outros povos do mar se instalam no leste do Mediterrâneo

Colapso do Império Hitita

Era dourada de Tiro (Fenícia) Damasco começa U a ter poder" Surgimento ¡ da Assíria Derrota de Damasco para Tiglate-Pileset da Assíria

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Israel nos tempos do Antigo Testamento

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Introdução ao Antigo Testamento

105

O Antigo Testamento e o Antigo Oriente Próximo
Alan Millard

A Bíblia é um texto antigo, um relato histórico. Assim sendo, é importante que se estude esse texto à luz do conhecimento que temos a respeito do mundo em que ele foi escrito. Isto é importante, porque a fé cristã se baseia em acontecimentos históricos, fatos que realmente aconteceram.

Testando, testando...
Os acontecimentos registrados e explicados na Bíblia podem ser comparados com outros acontecimentos que são conhecidos de outras fontes históricas. A própria Bíblia é feita de documentos tão antigos e tão sujeitos à análise histórica quanto esses outros textos daquele tempo. A precisão do relato bíblico pode, também, ser conferida à luz de outras fontes históricas conhecidas. No entanto, isto nem sempre é tão simples quanto poderia parecer. Muitas vezes os documentos são fragmentários. E, em muitos casos, a evidência arqueológica se presta a mais de u m a interpretação. Temos em mãos só um pequeno número de escritos antigos que descrevem os mesmos acontecimentos que aparecem na Bíblia. E, quando temos dois relatos, ainda é preciso levar em conta que muito raramente dois observadores descreverão o mesmo acontecimento sob um mesmo ponto de vista. Os hebreus eram um povo relativamente insignificante. A história deles não causou maior impacto sobre as grandes potências daquela época, cujos registros históricos chegaram até nós. São raríssimos os personagens bíblicos que aparecem em outros escritos, ficando as exceções por conta de alguns dos últimos reis de Israel e Judá. Não obstante, sempre que é possível fazer uma comparação, a precisão do relato bíblico é impressionante. Embora raramente encontremos relatos paralelos sobre o

mesmo acontecimento, muitas vezes temos exemplos de costumes e fenômenos bastante semelhantes aos que são descritos no AT, mesmo que não exista conexão direta entre eles. É claro que uma semelhança superficial pode ser aparente, o que requer cuidado da parte de quem quer estabelecer o paralelo. Mesmo que não nos dê evidência direta ou circunstancial da fidedignidade histórica da Bíblia, o conhecimento a respeito do Antigo Oriente Próximo ajuda a entender a Bíblia, pois o estudo dos costumes, da cultura, da literatura e da história dos vizinhos de Israel nos dá uma idéia do que podemos esperar no caso dos próprios israelitas. Precisamos considerar três tipos de evidência que podem ajudar a entender a Bíblia: a evidências direta; a evidência circunstancial; e a evidência da analogia.

Evidência direta

Como vimos, referências diretas a Israel são raras e quase que restritas a nomes de reis. Entre os relatos que temos se encontra um sobre a invasão de Sisaque, que foi rei do Egito de 945 a 924 a.C. (1Rs 14.25-26). Uma inscrição em Tebas, que se encontra em péssimo estado de conservação, lista uma série de cidades conquistadas na Palestina, o que é uma clara evidência Evidência circunstancial de que houve a tal invasão. A maioria das descobertas que Israel entrou em contato com os aparecem em livros de arqueologia assírios, pela primeira vez, por volta bíblica se inscreve no item "evidência de 853 a.C, quando forças de "Acabe, circunstancial". Trata-se de questões o israelita", em aliança com Damasco que não têm relação direta com acone outras cidades, enfrentaram as tro- tecimentos bíblicos, mas nos fornecem pas de Salmaneser III (858-824 a.C). exemplos de práticas ou registram inciE, alguns anos depois, "Jeú, filho de dentes que, aparentemente, são comOnri", pagou tributo ao mesmo rei paráveis com textos bíblicos. assírio. Assim, aprendemos que o casaDepois de algumas décadas de mento de Abraão com a escrava enfraquecimento, durante as quais Agar — motivado pela esterilidade Israel chegou a prosperar sob Jero- de Sara — e a subseqüente recusa do ^ W .

boão II e Uzias fortaleceu o reino de Judá, Tiglate-Pileser III (745-727 a.C.) restabeleceu o controle assírio na Síria e na Palestina. O rei assírio registra o tributo que lhe foi pago por Menaém, de Samaria, e afirma ter sido responsável pela substituição de Peca por Oséias (2Rs 15.19-20,30). Em 2Rs 15.19 (veja também ICr 5.26), Tiglate-Pileser é chamado de Pui. Este nome era conhecido também dos cronistas babilônios do século 6 a.C, época em que, se acredita, os livros de 1 e 2Reis receberam sua redação final. Depois disso, o dominio assírio na Samaria fez de Judá um estado vassalo. No entanto, os reis de Judá preferiam lutar por independência, buscando, para tanto, a ajuda do Egito. Assim, Ezequias se rebelou, e Senaqueribe invadiu Judá e sitiou Jerusalém. O rei assírio fala sobre isso em várias inscrições. Relata que Ezequias enviou tributo a Nínive (a quantia parece não ser exatamente a mesma que aparece em 2Rs 18.14-16), mas em momento algum afirma ter tomado Jerusalém. Também não menciona — fato compreensível — o que aconteceu com o seu exército! A Crônica Babilónica registra a primeira tomada de Jerusalém por Nabucodonosor (2Rs 24.8-17), datando-a precisamente de 15 ou 16 de março de 597 a.C.

106

O Antigo Testamento

k.^. patriarca em mandá-la embora (só mudou de idéia por orientação divina) concordam com os ditames das Leis de Hamurábi, da Babilônia, que vigoravam no tempo de Abraão. Os nomes dos patriarcas de Israel também concordam com nomes geralmente usados na primeira metade do segundo milênio antes de Cristo, como revelaram milhares de documentos daquele tempo que chegaram até nós. A glória de Salomão é confirmada por fontes egípcias. Segundo 1 Rs 9.16, ele casou com a filha do Faraó. Isso teria sido impossível dois ou três séculos antes, durante o apogeu egípcio. Naquele tempo, as princesas do Egito não deixavam a corte, e os pedidos de reis estrangeiros que quisessem casar com uma princesa egípcia eram indeferidos. No entanto, no século 10 a.C, quando o Egito era governado pela enfraquecida 21 dinastia (e pela que viria depois desta), essa regra foi quebrada. E foi assim que Salomão casou com a filha do Faraó! Para revestir o interior do Templo (IRs 6.21-22), Salomão fez uso de grande quantidade de ouro. Isto condiz com a esplêndida decoração dos interiores de templos egípcios, babilônios e assírios. Um pouco antes da época de Salomão, Gideão pediu a um moço, aparentemente alguém que estava ali à disposição, que lhe desse por escrito os nomes dos líderes de Sucote (Jz 8.14). Hoje, sabe-se que nomes podiam ser facilmente escritos e lidos naquela época. Nas imediações de Belém e em outros lugares foram encontradas pontas de flechas feitas de cobre e que traziam o nome dos seus donos. Esses artefatos são dos séculos 12 e 11 a.C. e mostram que escrever e ler eram fenômenos comuns naquele tempo.
a

hebreus. Isto significa que não temos acesso a muitos aspectos da vida deles. O processo natural de decomposição dos materiais levou ã destruição de todos os documentos em papiro ou pergaminho que porventura tenham sido soterrados em cidades e lugares da Palestina. O mesmo se aplica a móveis e peças de vestuário.

A evidência da analogia
Afora o AT, não temos praticamente nenhum relato escrito sobre a vida, o pensamento e a história dos antigos

dido por qualquer pessoa interessada. Isto fez com que a escrita fosse mais comum em Israel, mesmo que os escribas profissionais ainda tivessem um importante papel a desempenhar. A evidência que nos vem de vários documentos escritos menos importantes mostra que isso era de fato assim no Israel antigo. Se as pessoas se utilizavam da escrita na vida diária, é fácil concluir que poderia ser usada também para produzir obras de literatura. A palavra escrita era tratada com respeito. Livros antigos de grande valor eram copiados com muito cuidado. Podiam ser revisados ou editados, mas raramente se consegue detectar como isso era feito, a menos que se tenha acesso a cópias antigas para fazer a comparação. Os egípcios, assírios, babilônios, hititas e cananeus — todos tinham ritos religiosos, sacrifícios e ordens sacerdotais bem estruturados. Seus templos eram bem construídos e luxuosamente decorados, em especial Uma pintura encontrada num túmulo egípcio por reis bem sucedidos. Tivessem os mostra a fabricação de tijolos e nos ajuda a visualizar o trabalho dos escravos israelitas no israelitas sido diferentes neste partiEgito. cular, teriam sido os únicos excêntricos naquele contexto. Mas este não Sempre que itens como esses foi o caso. As analogias mostram que foram preservados em culturas vizi- o tabernáculo, o templo de Salomão e nhas, pode-se, por vezes, afirmar a legislação levítica eram o equivalenque algo semelhante era conhecido te israelita ao que se podia encontrar também no Israel antigo. Cada caso entre os povos vizinhos. precisa ser examinado com cuidado, Além disso, a exemplo do que se para que se tenha certeza de que as passava nas nações vizinhas, a maiocircunstâncias são de fato paralelas, ria da população tinha que trabalhar mas alguns deles são suficientemente duro e sofria para satisfazer as exiclaros e nos ajudam a entender o AT. gências do rei, que vivia no luxo e Nenhuma literatura das cidades israe- na fartura. litas chegou até nós, mas não se pode Seria de se esperar que em Israel, duvidar de sua existência. O próprio que era uma nação em meio a outras AT dá testemunho disso, por mais que nações, houvesse formas de pensaos eruditos ainda discutam a antigui- mento e de expressão semelhantes dade de sua forma escrita. às das nações vizinhas. Quando, no No Egito e na Babilônia, os siste- exame da literatura babilónica ou mas de escrita eram complicados, o egípcia, encontramos detalhes que que resultava num monopólio dos soam estranhos aos nossos ouvidos escribas. Em Israel (e estados vizi- modernos, nos esforçamos ao máxinhos), o descomplicado alfabeto de mo para entendê-los. Procuramos 22 letras podia ser facilmente apren- explicar inconsistências, paradoxos

Introdução ao Antigo Testamento

107

e aparentes contradições, sem colocar em dúvida a fidedignidade dos textos que são nossa única fonte de informações (a menos que tenhamos razões objetivas bem fundamentadas para fazê-lo). É de esperar que a literatura de Israel tenha características semelhantes àquelas, e também estas deveriam ser tratadas com respeito. Algumas delas são claras, como, por exemplo, a narração dos acontecimentos fora de ordem cronológica ou a inserção de dados que não têm uma conexão óbvia com o contexto.

Semelhanças e diferenças
Esses exemplos já bastam para mostrar o valor da coleta, do estudo e da aplicação de tudo que o antigo Oriente Próximo nos fornece em termos de pano de fundo da Bíblia. Existe uma impressionante convergência entre essa evidência direta e indireta e o AT, a ponto de se poder classificar como suspeita qualquer tentativa de questionar o quadro que o AT pinta da cultura e da história de Israel. Não se conseguiu mostrar que qualquer dessas descobertas contradiga os relatos da Bíblia hebraica. Pode haver discrepâncias, incertezas, questões por responder. Isto é inevitável diante do caráter incompleto da evidência disponível. Novas descobertas solucionam problemas antigos, revelando, muitas vezes, as premissas falsas em que se baseiam algumas teorias modernas. Ao mesmo tempo, podem levantar novas questões e servem de estímulo a um estudo mais aprofundado, à busca de novos enfoques e uma melhor compreensão. Se a maior contribuição da arqueologia bíblica tem sido na área das semelhanças entre Israel e as nações vizinhas, isto não significa que se podem ignorar as diferenças. O AT proclama que essas diferenças são intransponíveis. Embora tivesse muito em comum com os povos vizinhos em termos de língua e cultura, Israel era bem diferente em termos de fé. É difícil de encontrar evidência material da fé monoteísta de Israel, do culto sem o emprego de imagens, da centralização do templo. Os vizinhos dos israelitas, sem se darem conta da singularidade do Deus de Israel, pensavam que não passava de um deus nacional ou local como os seus deuses (Quemos, no caso dos moabitas; Milcom, no caso dos amonitas). Para complicar a situação, os israelitas nunca foram totalmente fiéis a Deus. Assim, artefatos religiosos pagãos são encontrados em ruínas das cidades israelitas. As diferenças aparecem de forma mais nítida quando se compara o ensino bíblico com outros textos daquela época. Alguns aspectos não têm nada que lhes seja semelhante no contexto ao redor de Israel, como, por exemplo, as exigências absolutas dos Dez Mandamentos, a dedicação exclusiva do povo ao Deus que os havia escolhido, a igualdade dos indivíduos em equilíbrio com a responsabilidade corporativa, e o altruísmo dos profetas. Embora alguns pensem que é impossível crer neles, o fato é que possuímos manuscritos que lhes garantem uma antiguidade de mais de 2 mil anos. Embora alguns os considerem inaceitáveis, o fato é que, apesar da sua antiguidade, eles ainda fazem sentido em nosso mundo de hoje.
Uma placa cananéia de marfim, encontrada em Medido, mostra o tipo de harpa que Davi tocava. O trono de Salomão e .1 mobília no palácio do rei Acabe haviam sido ricamente decorados com marfim entalhado.

Se os aspectos históricos e culturais estão em harmonia com nosso conhecimento dos tempos antigos, como de fato é o caso, as diferenças de natureza religiosa e ética requerem explicação. O AT tem uma explicação: Deus falou.

Os Cinco Livros
GÊNESIS A DEUTERONÔMIO John Taylor O nome dado aos cinco primeiros livros da Bíblia é "Pentateuco". Vem de duas palavras gregas que significam "cinco rolos". Mas é melhor considerar o Pentateuco um só livro dividido em cinco partes, ao invés de cinco livros reunidos num só rolo. Desta forma respeita-se sua origem hebraica — os judeus o chamam de "Torá" (Lei) ou "Cinco quintos de Moisés" — e também a própria unidade que lhe é inerente. Isto não quer dizer que o Pentateuco é uma extensa narrativa colocada numa ordem cronológica rígida. Logo fica óbvio ao leitor que ele contém uma grande variedade de material literário — narrativas, leis, instruções rituais, sermões, genealogias, poesia — que foram reunidas de fontes diferentes. No entanto, significa que o material foi cuidadosamente inserido numa estrutura narrativa, com um propósito definido em mente e com objetivos identificáveis por parte do autor ou editor. O Prólogo A história começa com o chamado de Abraão em Gn 1 2 , mas primeiro há um Prólogo feito de antigos registros e tradições que se destina não só a introduzir os temas principais da narrativa como também para relacioná-los com os propósitos de Deus neste mundo de seres humanos caídos, de nações divididas e de uma ordem criada que era originalmente boa. Estes capítulos ainda deixam muitos leitores modernos perplexos, graças a sua linguagem pré-científica, à estupenda longevidade de seus personagens e à grande dificuldade de colocá-los num contexto histórico identificável. E, é claro, diferem muito das descrições científicas das origens do universo e da vida que são atualmente ensinados nas escolas. Gn 1—11 contém material escrito numa variedade de estilos, que muitos estudiosos atribuem a fontes diferentes reunidas num só documento por um autor ou editor. Não obs-

Introdução
tante, seu foco principal não é fornecer um tratado científico de como as coisas começaram e como a vida se originou, mas oferecer ao leitor o contexto religioso, social e geográfico da história que começa com Gn 12. Parte do material foi descrito como "mito", mas este pode ser um termo enganoso, mesmo quando "mito" é considerado no seu sentido técnico de um "texto religioso criado para explicar uma tradição, instituição ou outro fenômeno". Ele dá a impressão de que aquilo que está escrito não é nem histórico nem verdadeiro. Mas na verdade estes primeiros capítulos de Gênesis dão testemunho das seguintes realidades religiosas • que o mundo que conhecemos foi criado pela vontade de Deus • que homens e mulheres foram criados à imagem de Deus • que o pecado entrou na vida humana por meio de uma desobediência moral • e que toda a raça humana está sofrendo as conseqüências do pecado. Inevitavelmente há muita linguagem e expressão simbólica usada para descrever estas características e eventos, mas elas contêm algumas das verdades mais profundas de toda a Bíblia e não devem ser facilmente descartadas por uma apreciação inadequada do que os textos estão dizendo. É a estes capítulos que nos voltamos quando buscamos orientação bíblica sobre questões fundamentais relativas a Deus, à humanidade e ao mundo. Em cada estágio Deus está presente — não apenas pressuposto, mas agindo constante e ativamente. Este mundo é o mundo de Deus. A história humana é um desdobramento do plano de Deus. Ele é totalmente responsável pelo mundo e tudo que nele há. Todos os povos são criação de Deus, feitos à sua imagem, com capacidades espirituais para bondade, adoração e comunhão com Deus. Não há lugar nenhum para outros deuses. Gn 1 é totalmente abrangente: sol, lua e estrelas são obra de Deus, com funções a desempenhar num universo ordenado, e até os monstros marinhos (os tanninim da mitologia antiga) foram criados por Deus
(Gn 1.21).

Os seres humanos formam o clímax da criação, superiores a todas as outras criaturas, mas subordinados a seu Criador. Só que quando buscaram uma posição superior e quiseram ser como Deus, caíram a uma posição inferior e descobriram que todos os seus relacionamentos se deterioraram. • Ao invés de ser uma relação boa, amigável, livre de vergonha, o sexo passou a ser secreto, luxurioso e anômalo. • O parto se tornou doloroso e perigoso.

• O cuidado pela terra se tornou penoso. • Até a própria terra foi afetada c, ao invés de produzir alimento em abundância, precisa ser dominada e manuseada e trabalhada. Não há nada que o pecado não tenha arruinado. Sua corrupção atinge a vida familiar, na qual a religião logo gera rivalidade, o amor fraternal se transforma em assassinato e a justiça deteriora-se em vingança (Gn 4 ) . A resposta de Deus ao pecado é, de forma consistente, uma mistura de julgamento e misericórdia. Começando com a provisão de roupas para Adão c Eva, passando pela vigilância da árvore da vida, e chegando à confusão das línguas em Babel, Deus abranda sua justiça com generosidade. Para além do castigo imediato de expulsar Adão do jardim do Eden e de expulsar Caim da sociedade humana; para além da destruição causada pelo dilúvio e da dispersão das nações, sempre existe a intenção última dc Deus que é trazer bemestar e bênção para a humanidade. Logo, num mundo de desordem c corrupção, condiz inteiramente com a natureza de Deus que ele chame um homem, Abraão, e, por intermédio dele, seus descendentes, os judeus, para serem o canal da graça e da revelação para todo o mundo. É esta história que o Pentateuco conta. A história é dividida em duas partes: • A primeira parte (Gn 12—50) é dominada pelas quatro gerações dos patriarcas — Abraão, Isaque, Jacó c José. • A segunda parte (Êxodo — Deuteronômio) é dominada pela figura altaneira de Moisés. • Embora seja extremamente difícil saber com certeza as datas nesse estágio inicial da história de Israel, uma estimativa razoável permite um período de cerca de 600 anos para estes eventos, isto é, de 1900 a.C. a 1250 a.C. aproximadamente. Antes de lermos a história contada nos Cinco Livros, devemos observar os quatro temas principais. O p o v o escolhido de Deus O Antigo Testamento foi escrito para o povo de Israel — o povo que via em Jacó (=Israel) seu ancestral comum e Abraão como fundador da sua nação. Os cristãos, igualmente, consideram Abraão o pai de todos aqueles que dependem de Deus pela fé c não de si mesmos (veja Rm 4.16). Portanto, lemos a história em que Deus chamou Abraão para se tornar pai

do povo escolhido de Deus, não apenas como um acontecimento num passado distante, mas como algo importante para todos hoje. A idéia da escolha (eleição) divina especial de indivíduos traz consigo duas características subsidiárias: promessa e responsabilidade. Gn 12—22 está repleto de promessas que Deus fez a Abraão. • Abraão recebe a promessa de uma descendência tão numerosa como as estrelas do céu. • Ele recebe a terra de Canaã como herança para seus filhos. • Ele recebe promessa de um grande nome no futuro. E o favor especial do Senhor Deus seria demonstrado não só a Abraão c sua família, mas a todas as pessoas por intermédio dele. Assim, as promessas de Deus a Abraão não foram apenas para o proveito egoísta de poucos escolhidos. Elas deviam ser usadas com responsabilidade para que outros pudessem compartilhar dos benefícios. No cerne da escolha de Israel por Deus há um propósito missionário. A história de Israel deve ser lida como a longa história das tentativas desse povo de cumprir suas responsabilidades — com alguns sucessos, mas com muitos fracassos bem evidentes. A aliança de Deus A palavra "aliança" sugere restrições legais, documentos selados, e coisas do gênero. Mas segundo a mentalidade hebraica a idéia de aliança abrangia todo tipo dc relacionamento humano. Era o vínculo que unia pessoas em obrigações recíprocas, seja por meio de um contrato de casamento, um empreendimento comercial ou um compromisso verbal. Era natural que o relacionamento do povo com Deus também fosse expresso cm termos de uma aliança. No Pentateuco, essa terminologia de aliança é usada em três ocasiões diferentes: • quando Deus promete a Noé que não mais destruirá a terra por águas dc dilúvio (Gn 9.9-11). • quando Deus faz suas promessas a Abraão (Gn 15.18; 17.4). • quando a aliança do Sinai é estabelecida com Moisés e resumida no "livro da aliança" (Êx24.7). Embora no cotidiano as alianças fossem feitas entre semelhantes, no uso religioso esse termo sempre se referia a um relacionamento

111 entre um participante superior e outro inferior. A forma da aliança entre Deus e Israel em Éxodo e Dcutcronômio foi esclarecida pelas descobertas de tratados hititas de suserania feitos entre um rei e seu vassalo. Esses tratados consistiam em • uma introdução histórica • uma lista de estipulações • maldições e bênçãos invocadas sobre as duas partes • um juramento solene • e uma cerimónia religiosa para ratificar a aliança. A maior parte destas características pode ser encontrada no modelo de alianças do Antigo Testamento. (Veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo".) Mais importante que a forma da aliança, porém, era seu significado teológico. Baseava-se n a iniciativa d e D e u s . Deus agiu cm misericórdia e soberania, fazendo uma promessa incondicional dc jamais castigar a humanidade com outro dilúvio (Gn 9.11). Deus escolheu Abraão e seus descendentes para serem os canais da sua misericórdia a um mundo caído. Ele firmou esta escolha ao comprometer-se com a nação israelita com as seguintes palavras: "Farei com que vocês sejam o meu povo c cu serei o Deus de voces" (Êx 6.7). Implicava u m a nova r e v e l a ç ã o d e Deus. Deus apareceu a Abraão como seu escudo (Gn 15.1) e como o Deus Tõdo-Podcroso ("El Shaddai", Gn 17.1). Apareceu a Moises como "Yahwch" ("Eu Sou o que Sou", Ex 3.14), e mais tarde como "Yahwch, o teu Deus, que tc tirei da terra do Egito") (Êx 20.2). (Veja "Os nomes de Deus"). Fazia exigências m o r a i s e rituais ao povo. As estipulações da aliança incluíam essas duas características. O ritual era representado pelo costume da circuncisão dado a Abraão (Gênesis 17.10), pelo sábado, o dia de descanso (Êxodo 20.8-11), e por todas as exigências relativas à adoração e ao sacrifício encontradas no Pentateuco. Ao mesmo tempo as exigências éticas foram apresentadas nos Dez Mandamentos e outras leis. Apesar dc parecer, à primeira vista, que essas duas exigências não têm nada em
Os Cinco Livros ( o Pentateuco) relíiram a criação do mundo e a entrega da Lei. O tecelão (na foto, trabalhando com um tear vertical) revela o dom da criatividade e nos lembra que a Lei de Deus está relacionada com o cotidiano.

comum, elas convergem na idéia da santidade dc Deus. Um Deus santo exige que seu povo reflita seu caráter tanto na adoração quanto no comportamento. A Lei d e D e u s A idéia de lei é central aos Cinco Livros e, como vimos, deu seu nome (Torá) ao livro como um todo. Na forma mais simples, abrangia os Dez Mandamentos (Êx 20; Dt 5), mas ligados a estes havia várias coleções de leis que foram classificadas como: • o livro da aliança (Êx 21—23) • o código de santidade (Lv 17—26) • a lei de Deuteronômio (Dt 12—26). Comparações feitas com outros códigos legais do antigo Oriente Próximo, especialmente o Código de Hamurábi, revelaram vários pontos de contato. Isto era de se esperar, pois Israel fazia parte da cultura mediterrânea oriental e compartilhava as idéias e experiências dos seus vizinhos. O que é mais significativo não são as semelhanças, mas as diferenças que dão um caráter todo especial às leis de Israel. Estas podem ser resumidas como: • seu monoteísmo rígido (tudo está relacionado com um só Deus) • sua preocupação notável com os desfavorecidos: escravos, estrangeiros, mulheres e órfãos

Deus para o seu povo que ele tirou do Egito. Não se tratava de coisas genéricas, mas de ordens específicas para situações específicas: adoração, trabalho, vida familiar, casamento, respeito pela vida e propriedade, justiça elementar e o âmbito pessoal da vontade. Para todas estas áreas da vida humana Deus tinha um mandamento que era explícito e inevitável. Cristo não o destruiu: antes, o cumpriu e ampliou. E as outras regras? Grande parte de Levítico e outras partes do Pcntateuco são compostas de leis cerimoniais e rituais. O propósito destas leis era dar instruções para a administração cotidiana da comunidade israelita e também ensinar como um Deus santo devia ser adorado por um povo santo. Assim, além de instruções relativas ao culto ou à adoração (festas, sacrifícios, e t c ) , foram dadas instruções detalhadas com vistas à preservação da pureza ritual. O povo israelita devia permanecer livre de contaminação de fontes externas, principalmente a influência depravadora da religião dos cananeus. Eles deviam aproximar-se de Deus devidamente cientes da sua distinção moral e ritual. Estas regras não se aplicam mais à igreja cristã, embora os princípios subjacentes ainda tenham muito a nos ensinar. E o elaborado sistema de sacrifícios cumpriu-se no sacrifício único de Cristo, o cordeiro perfeito de Deus, por intermédio de quem os pecados são perdoados e foi feita a expiação em favor dc todos para sempre (veja Hb 10.1-18). Ê x o d o : D e u s sai e m s o c o r r o O quarto tema principal encontrado nos Cinco Livros e recorrente em toda a Bíblia é o êxodo do Egito, descrito em Êx 1—12. Para todos os judeus este foi e é o grande ato salvador dc Deus, que gerações futuras lembram com gratidão. • Foi uma intervenção milagrosa de Deus em resposta ao clamor de seu povo escravizado (Êx 3.7) • Foi essencialmente o ato de Deus — "com mão poderosa e braço estendido". • Foi uma grande vitória sobre os deuses do Egito que demonstrou a supremacia total de Deus. • Foi um momento na história lembrado e recontado anualmente na Festa da Páscoa.

O êxodo narra o resgate do povo de Deus: eomo Deus tirou o seu povo do £gito e o guiou pelo "deserto" inóspito do Sinai para unia nova terra.

• seu espírito de comunidade, baseado no relacionamento de aliança compartilhado por todo Israel com o Senhor Deus. Também se notou que as leis no Antigo Testamento são expressas de duas formas: "não matarás..." / "não furtarás..." (lei apodíctica) e "se alguém... / aquele que..., terá que..." (lei casuística). Como a maioria dos antigos códigos dc lei era do tipo casuístico, é possível que a legislação apodíctica fosse uma forma peculiarmente israelita, e neste caso os Dez Mandamentos eram algo peculiar a Israel. Jesus rejeitou a Lei? Alguns cristãos acreditam equivocadamente que, no Sermão do Monte, Jesus rejeitou a lei judaica dando preferência a sua nova lei do amor. Mas as críticas de Jesus não foram dirigidas contras as leis, mas contra a maneira em que os rabinos as interpretavam. ("Vocês ouviram o que foi dito" era a frase rabínica tradicional para introduzir sua interpretação). Ele estava revelando a motivação interna por trás dos mandamentos, que os intérpretes não conseguiram detectar e valorizar. U m a lista d e "nãos"? Algumas pessoas também criticam os Dez Mandamentos por serem negativos. Mas eles seguem uma afirmação positiva: "Eu sou o SENHOR, o teu Deus..." Aqueles que testemunharam a libertação que Deus operou e que vivem sob a soberania de Deus, devem demonstrar isto através de um comportamento distinto. Os Dez Mandamentos, portanto, começaram como a constituição de

Introdução
Com freqüência lembrava-se às gerações finuras que houve um tempo em que eram membros de uma comunidade escrava que Deus, em sua misericórdia, havia redimido da escravidão. Elas eram incentivadas a sc lembrarem do passado e advertidas contra o perigo de esquecer o que Deus fizera por elas (p. ex„ Dt 6.12). Como evento histórico o êxodo foi definitivo. O fato de que Deus fizera isto antes significava que poderia fazê-lo novamente. Quando Israel estava no exílio na Babilônia, a nação esperava por um segundo êxodo (Is 51.9-11). E quando Cristo veio, sua obra de libertação foi descrita com a linguagem do êxodo (p. ex., Lc 9.31). Estes, portanto, são os quatro temas que estão sempre próximos da superfície, como constante preocupação destes cinco livros. O único outro tema que se repete com regularidade desanimadora é o pecado persistente do povo de Israel. Este demorou a aceitar Moisés como seu libertador. Reclamou das dificuldades da viagem. Até tiveram saudades da vida que tinham levado no Egito (devidamente romanceada, Nm 11.5). Intimidaram-sc diante da possibilidade de entrar na terra de Canaã e peregrinaram durante 40 anos no deserto da indecisão. Nem Moisés estava imune e foi castigado, sendo impedido de conduzir o povo para dentro da terra prometida. Mas o pecado não era novidade. Os capítulos introdutórios de Gn 1—11 deixaram isto claro, como vimos anteriormente. De forma notável, em sua soberana providência, Deus conseguiu lidar com a desobediência humana e encontrar um caminho através dela e para alem dela.

113

Desde o início. Deus começa. descriaturas. Conteúdo 0 "prólogo" (caps. seguidos de um "dia" de descanso. que é totalmente bom. i — Jí com o erro de Babel: as A criação nações são divididas e A queda humana dispersas. 1—11) passa rapidamente deixa claro que do mundo como Deus o criou para o mundo • a origem do mundo e da vida não foram acidentais. E ainda assim a história do grandioso propósito de Deus para a humanidade mal começou. havia trevas sobre a face do abismo. Então Deus disse: 'Haja luz'. mas não há dúvida de que estas histórias expressam as convicções mais profundas do povo de Deus de que este mundo é obra de um Deus Criador. u m a história cujo narrador tem prazer em pintar quadros e mostrar padrões. esse relato nos dá a chave que abre o entendimento a respeito de nós mesmos e do mundo à nossa volta.C. O mundo não melhorou depois de Noé. O título significa "princípio" e este éo livro dos começos na Bíblia — o princípio do mundo e o princípio de uma nação.. tado do pecado humano de rejeitar o Criador e • tudo que Deus fez era bom. começou a escrevê-las? Uma antiga tradição associa seu nome aos cinco primeiros livros da Bíblia. capítulos terminam Caps. 12. truindo tudo. Como estes livros atingiram sua forma atual pode ser questão de debate. a saber. assim como o conhecemos. passando por Isaque e Jacó e culminando com a morte de José no Egito. 12—50 mais amplo da história Histórias de Abraão. mas Deus não irá destruí-lo.1—2. Suas histórias foram contadas oralmente muito antes de serem reunidas e escritas. com eles foram feitos à "semelhança" de Deus resultados desastrosos.3 "Alo princípio. com a possibilidade de que ainda houve algum trabalho editorial até 400 a. Gênesis leva adiante essa narrativa. G n 1. Muitos povos antigos tinham suas próprias histórias da criação e podemos imaginar estas histórias sendo contadas e recontadas de geração em geração. Ela continua através das páginas da Bíblia até as últimas palavras do livro de Apocalipse. por intermédio de uma pessoa e nação específica. Noé e sua família são • os seis "dias" de atividade criativa de Deus. uma coleção de histórias grandiosas. ignorar suas advertências. Muitos estudiosos acreditam que as primeiras coleções do material do AT provavelmente foram feitas na época do rei Davi ou do rei Salomão. A criação do mundo e sua deterioração. A formação d o livro Gênesis não tem um autor ou data de autoria definidos. O chamado e a promessa de Deus a Abraão e seus descendentes. Abraão. O povo de Deus não precisava defender a existência de Deus: eles o conheciam por experiência própria. e receberam autoridade sobre as demais Em seguida. A terra eslava sem forma e vazia. a executar seu plano de "redimir" o mundo e recuperar relacionamentos rompidos.• Deus fez tudo que existe. não em pedaços. Deus age para julgamento e também para salvação. Será que Moisés. Uma narrativa deve ser considerada no seu todo.115 RESUMO GÊNESIS Gênesis é uma epopéia.1-3 Uma boa criação O grande drama do princípio de todas as coisas começa com Deus. O grande dilúvio No cap. e seus descendentes. humana e a atenção Isaque. Mais do que isso. Deus criou os céus e a terra." Gn 1. Deus. Se levarmos em conta a natureza do material. há um Criador. A boa criação de Deus deteriora-se progressivamente como resul. Porém estes . com sua formação na corte egípcia. deixase de lado o cenário Caps..• em meio a toda a criação maravilhosa de Deus. os seres humanos são especiais: só soas decidiram seguir seu próprio caminho. A história. mas vívida. resgatados. É importante analisar os primeiros capítulos especialmente como u m a narrativa: uma história preocupada com a verdade e o significado no sentido mais profundo. começando com o que era sem forma e vazio e culminando numa exuberância de vida. Há um novo começo. ordenada e moldada num padrão lógico. Ao invés disso. ocorreu o grande dilúvio. as pes. e que ama e se importa com sua criação. muitos "problemas" simplesmente desaparecerão. A linguagem é simples. Jacó e José se volta para um único indivíduo. Ela evoca a maravilha c variedade da criação.

e ele não foi criado para levar uma vida solitária e auto-suficiente. O pecado certamente a deteriorou e manchou. • Dias Estes são mais bem entendidos como um padrão escolhido como meio mais vívido de expressar a energia criativa e satisfação de Deus. Também temos liberdade para escolher. Eles serão afastados da presença de Deus. Não nos é dito quando a criação ocorreu. o Altíssimo. sonhar. Ele se preocupa com coisas mais importantes. A "semelhança" é tão básica à natureza humana que até a posterior decadência da humanidade — a "Queda" — não a destruiu. que compartilha a própria natureza do homem. onde Deus e seu povo viverão juntos novamente — e as folhas dessa árvore servem para "curar as nações" (Ap 22. E tudo era perfeito. Podemos desfrutar de uma variedade de relacionamentos. Estavam nus.2). o escritor reforça a idéia: o verdadeiro casamento é um relacionamento todo especial e exclusivo. apenas o homem e a mulher são descritos como sendo criados à semelhança de Deus. Em 2. Ele lhes dá controle sobre o mundo recém-formado e todas as suas criaturas. Mas ainda resta uma esperança. "Adão" é tanto um nome pessoal quanto uma palavra que significa "humanidade".NHOR Deus] o nome pessoal pelo qual cie pode ser conhecido (veja "Os nomes de Deus"). embora esta liberdade agora tenha uma inclinação enganosa. o conhecimento proibido? Será que a locução "do bem e do mal" é uma expressão idiomática hebraica que significa "tudo" — todo conhecimento? Ou será que a importância real das árvores está na oportunidade que apresentam ao homem e à mulher de dizer "sim" ou "não" a Deus? Sua escolha fatal os separou da "árvore da vida".4—3. • U m rio (2. afinal. E significativo que agora Deus tem um nome diferente.10) Este é um lugar real e geográfico. Verão a morte. moralmente responsáveis e criativas de maneira que os animais não são: podemos imaginar. mas as pessoas ainda são racionais. A criação é descrita como tendo acontecido em seis dias.27) De toda a criação. os rios Tigre e Eufrates desaguam no Golfo Pérsico. a árvore da vida aparece às margens do rio na "nova Jerusalém". Deus descansa Este não é um registro cronológico. Destaca os dois seres humanos e seu relacionamento com Deus. Deus o Criador.24 A degradação Gn 2. . Então Deus cria a mulher. como ficou do jeito que é agora? Esta segunda história. a organização e majestade simples da maneira pela qual cie criou todas as coisas. Em hebraico. lua e estrelas Dia 5 Criaturas marinhas e aves Dia 6 Animais que vivem na terra Pessoas Dia 7 A criação está completa. Deus forma o primeiro ser humano e planta para ele um jardim no Eden. • A s d u a s á r v o r e s O que será que significam essas imagens tão poderosas? Será que uma árvore representa a vida e a outra. Embora Pisoni e Giom não sejam conhecidos. no Oriente. G n 2.Pentateuco estabelecem o padrão para a vida de trabalho dos seres humanos.24. em perfeita transparência de um para o outro. São usados para ensinar uma lição: 2. explica tanto as coisas ruins como as boas no nossi mundo. após a criação. E uma afirmação que separa as pessoas dos animais. "Esta.4-25: H o m e m e m u l h e r Se o mundo que Deus fez era bom. As "separações" dos três primeiros dias criam os "espaços" que Deus preenche em seguida. Na primeira história era Elohim. O contador de histórias não compartilha as preocupações de uma era científica. Oito vezes Deus fala e algo novo é criado: Dia 1 A luz é separada das trevas: há dia e noite Dia 2 A separação dos "céus" (atmosfera da terra) Dia 3 Há separação entre terra e mares e começa a "produção" ou "formação": plantas e árvores Dia 4 Sol.3. Mas nem pássaros nem animais fornecem o companheirismo de que o homem precisa. planejar e moldar nosso futuro. • A " i m a g e m " o u " s e m e l h a n ç a " d e D e u s (1. Aqui está a parceira ideal. Esses dois foram literalmente "feitos um para o outro". colocando-as num relacionamento especial com Deus. é osso dos meus ossos e carne da minha carne" exclamou Adão com alegria. Podemos ser responsáveis pelo nosso ambiente e cuidar dele de forma adequada. No último livro da Bíblia. Nem temos detalhes de como Deus fez surgir a terra e a vida — nem quanto tempo isto levou. Nunca mais seria assim. dando-nos os primeiros versos de poesia da Bíblia. Agora ele é Yahweh Elohim [SF.

mas se baseia em outras histórias que remontam ao terceiro milênio a. Só um tema reaparece com freqüência. 0 Gênesis Babilónico 0 famoso Gênesis Babilónico. contadas e recontadas ao longo dos anos. geralmente relacionado com a história bíblica da criação. cujo barulho a deixara irritada. tenham uma fonte única. A luta entre os deuses. não tem equivalente no AT. De fato. (0 nome "Tiamat" tem alguma relação com a palavra hebraica para "abismo" que aparece em Gn 1. ou uma grande parte delas. que dá origem aos deuses.C. o relato começa com Tiamat. e não era nem a mais antiga nem a mais popular. o universo é obra de um deus ou deuses. e os deuses tiveram sua origem a partir disso. formado do pó da terra como se molda um vaso. Quase todas as religiões politeístas têm árvores genealógicas de seus deuses. É improvável que todas essas diferentes histórias. o conceito do ser humano como "pó" pode ser facilmente deduzido do ciclo de morte e corrupção. Muito antes de histórias como aquelas nos primeiros capítulos de Gênesis serem registradas por escrito cias eram contadas e recontadas ao redor de fogueiras nos acampamentos de povos nômades e no seio das famílias. Isto se deve a conexões lingüísticas pré-históricas entre as línguas babilónica e hebraica. Fonte c o m u m a todas Em Gn 1—2 temos um relato mais amplo da criação dos céus e da terra. . assim. Para outros. Nesta tahuinha de argila está inscrita uma parte do relato babilónico da criação. sendo que estes podem fazer parte de suas histórias de criação. Por exemplo. e do cadáver dela foi formado o mundo. seguido de uma descrição mais detalhada da criação do ser humano. e. na tentativa de dar uma resposta. Na visão de alguns povos. a criação da humanidade com u m a centelha divina para que os deuses ficassem livres de seus trabalhos. idéias comuns não derivam necessariamente de uma fonte comum. mas também de certa forma um reflexo da divindade. foram encontradas narrativas mais antigas que contêm alguns desses elementos. baseados em observação e lógica elementar. adaptada às crenças dos hebreus? Entretanto. U m casal original ou até mesmo um só deus que se criou a si mesmo e se auto-propagou chefia a família divina. os deuses têm descanso. E muitos povos em diferentes partes do mundo têm suas próprias histórias de criação. É enganoso reduzir histórias diferentes trazidas das várias partes do mundo aos fatores que têm em comum para afirmar que todas têm uma fonte comum. o universo físico ou um elemento fundamental como a água ou a terra sempre existiu. que aparece no Gênesis Babilónico. éu m a história entre várias. • o ser humano como o ponto alto da criação. Há indícios claros de que essa história foi formulada a partir de relatos anteriores.2 e em outras passagens que falam do poder de Deus sobre as águas.Histórias da criação Alan Millard Como o mundo começou? Esta é uma pergunta que a maioria das pessoas faz. Significa isto que as histórias do Gênesis são apenas mais uma versão. As pessoas foram criadas para aliviar os deuses do trabalho de manter a terra em ordem. que é o herói dessa história. u m a figura materna das águas. deus dos babilónios. Foi copiado por volta do século 7 a . Estes são conceitos simples. Estes relatos têm vários pontos em comum com outras histórias da criação do cosmos e do homem: • uma divindade pré-existente. Escrito ao final do segundo milênio antes de Cristo em honra de Marduque. a saber. cujos membros representam ou controlam elementos ou forças naturais.) Tiamat foi morta por Marduque numa batalha entre ela e seus filhos. apesar das tentativas de muitos eruditos no sentido de descobrirem referências implícitas a essa luta no texto de G n 1. C . • a criação como resultado de uma ordem divina.2.

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Pentateuco

Gênesis e outros relatos do antigo Oriente Próximo
É mais interessante, e mais correto, colocar o relato do Gênesis ao lado de outros relatos do antigo Oriente Próximo, que é o mundo do AT, Ao fazermos isso, notamos que são poucas as antigas histórias de criação que têm mais do que um ou dois conceitos básicos em comum, como a separação entre céus e terra e a criação do homem a partir do barro. Porém as histórias dos babilônios têm algumas notáveis semelhanças com o relato hebraico. Desde que o primeiro dos relatos babilónicos foi traduzido para línguas modernas, ao longo do último século, afirmava-se, com freqüência, que os relatos babilónicos eram a fonte mais remota da crença dos hebreus. Todavia, recentemente, com a descoberta de

mais textos e a reavaliação dos mais antigos, ficou claro que muitas das supostas semelhanças são, de fato, aparentes ou ilusórias. Por exemplo, não existe qualquer relação entre os sete dias da criação no Gênesis e o fato de a história babilónica da criação aparecer em sete tabuinhas de argila. A segmentação da história dos babilônios não tem nada a ver com o seu conteúdo ou com fases ou estágios no poema em si. Essas semelhanças quanto aos fatos mencionados servem apenas para enfatizar a vasta diferença de perspectiva moral e espiritual entre o Gênesis bíblico e as narrativas análogas que mais se aproximam dele. Não se pode afirmar, como alguns o fazem, que o Gênesis foi derivado dessas outras histórias. As diferenças de ponto de vista e de conteúdo são,

na verdade, tão acentuadas que ajudam a destacar o caráter de "revelação" do Gênesis, que o distingue tão claramente de narrativas folclóricas.

A Epopéia de Atrakhasis
Um poema babilónico em particular • Toda a raça humana acabaria sendo dessugere uma comparação com o relato do truída num dilúvio, exceção feita a uma Gênesis. Trata-se da Epopéia de Atrakhasis, família. que se relaciona com os primórdios da humaPor outro lado, em Atrakhasis as pessoas nidade e o começo da vida em sociedade, têm trabalho árduo a realizar desde o início, fazendo alusão à ordem existente no mundo não existe um "Adão" único, e nada se diz sem descrever a sua criação. No começo da sobre uma formação separada da mulher, narrativa, os deuses inferiores trabalham na um jardim chamado Eden, e uma queda em irrigação da terra e decidem se rebelar conpecado. Na verdade, não existe ensino moral tra a sua sorte. Para aliviar esses deuses de nenhum. Ao contrário, o significado é que sua estafante tarefa, foram criados os seres esta é a origem de nossa sorte e cabe-nos humanos. Estes são uma solução satisfatória aceitá-la. até o momento em que o barulho que fazem Uma versão suméria menciona cinco irrita os deuses, levando-os a destruí-los no importantes cidades que existiram no períodilúvio. do pré-diluviano, e esses nomes se conectam Em geral, Atrakhasis (conhecido a parcom listas de reis pré-diluvianos, preservadas tir de cópias feitas por volta de 1600 a.C.) em relatos separados. A idade desses reis tem algumas semelhanças com trechos de ultrapassa em muito a dos patriarcas que Gn 2—8: aparecem em Gn 5. Os escritores babilóni• Os seres humanos são feitos de barro e cos consideravam o dilúvio uma importante de um elemento divino (o "sopro" em interrupção ocorrida na história de seu pais. Gênesis; a carne e o sangue de um deus, (Veja "Histórias sobre dilúvios".) em Atrakhasis). Portanto, na cobertura ampla dos fatos, • A tarefa dos seres humanos é manter a terra Gênesis e a tradição que aparece em Alrokhosis em ordem (trabalho árduo em Atrakhasis; se referem aos mesmos acontecimentos. guarda de um paraíso em Génesis). Alguns dos temas que aparecem na
v

história babilónica — em especial a condição dos seres humanos como substitutos dos deuses no que diz respeito ao trabalho — remontam a um poema sumeriano, Enki e NinmakJ), escrito no período anterior ao ano 2000 a.C.

J19

O nome Cuxc (descendente de Noé) está ligado a Babilônia em 10.8,10. Assim, a descrição pode ser de quatro rios, todos correndo na direção do golfo, com o "Éden" em algum lugar acima dele. Gn 3: U m a e s c o l h a fatal Entra em cena a serpente — criatura de Deus, porém rebelde. De onde vem o mal

neste mundo bom? A narrativa não explica. Mas claramente Deus assumiu um risco enorme ao dar a suas criaturas a liberdade de escolher. O que ocorre em seguida é um impressionante discernimento da psicologia da tentação e do pecado: a tentativa dc passar adiante a culpa c, no final, a vergonha. A serpente questiona aquilo que Deus disse, depois o chama de mentiroso. A mulher

Pessoas como administradoras de Deus
Chulean Prance

0 relato do Gênesis deixa bem daro que os seres humanos foram criados para cuidarem da Terra, e não para destrui-la. E m meio à terrível destruição do meio ambiente, à poluição e ao extermínio de espécies que se verificam em nossos dias, é bom voltar ao Gênesis e ver como as coisas eram no princípio: "Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar" (Gn 2.15). 0 verbo hebraico abad, traduzido por "cultivar", também pode significar "servir", e o verbo shamar, traduzido por "guardar", dá a idéia de observar ou preservar. A instrução dada às primeiras pessoas foi no sentido de servir e preservar o solo. Deus deu à humanidade domínio sobre o resto da criação, para cuidar dela, e não para destrui-la. Segue-se que cuidar da criação é u m a responsabilidade cristã em nossos dias, pois aqueles que conhecem o Criador deveriam ser os primeiros a tomarem a dianteira na proteção daquilo que ele criou. Gn 2.9 diz: "Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento". É significativo que, neste texto, o aspecto utilitário não aparece em primeiro lugar. O propósito das árvores era, em primeiro lugar, estético, pois elas deviam ser agradáveis à vista.

Hoje, parece que não somos afetados pelo fato de hectares e mais hectares de floresta tropical serem derrubados a cada dia que passa. No entanto, o texto também indica que as árvores se destinavam à alimentação, e nisto podemos, com certeza, incluir a madeira, o látex e muitos outros produtos que elas nos fornecem. Não devemos fazer uso exagerado ou além da conta desses recursos, mas também deixar árvores de pé para que formem uma paisagem bonita e nos dêem sombra. A responsabilidade que a humanidade tem por todas as criaturas foi re-enfatizada na aliança que Deus fez com Noé após o dilúvio. Este pacto não foi feito apenas entre seres humanos e Deus, mas incluía "todos os seres viventes que estão convosco, para perpétuas gera-

ções" (Gn 9.12). "Eis que estabeleço a minha aliança convosco, e com a vossa descendência.e com todos os seres viventes que estão convosco: tanto as aves, os animais domésticos e os animais selváticos que saíram da arca como todos os animais da terra" (Gn 9.9-10). Visto que esta aliança foi feita com todas as criaturas, temos a responsabilidade de zelar por elas, tratando de evitar que espécies sejam extintas por abuso ou destruição de seu habitat. Temos de cuidar da criação porque ela pertence a Deus, não a nós. "Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém": assim começa o SI 24. Devemos, igualmente, cuidar da criação porque Cristo é "o primogênito de toda a criação" (Cl 1.15) e "nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra... Tudo foi criado por meio dele e para ele". Somos, hoje, conclamados a sermos seus curadores ou mordomos de sua criação — até que ele venha.

Estii samambaia gigante, em Piji. é apenas um exemplo do crescimento exuberante c extraordinário das plantas desde o inicio da criação.

1 2 0
Mm

Pentateuco
estabelece um contraste entre Adão e Cristo: como descendentes de Adão todos morremos, separados dc Deus; Cristo, por outro lado, nos restaura à vida eterna, conectando-nos outra vez com Deus (Rm 5; ICo 1 5 ) . • A d ã o e E v a Competição e dominação surgem no momento da queda em pecado. No início os dois foram criados igualmente "à imagem de Deus". Eram independentes e co-dependentes, juntamente responsáveis pelo bem-estar do mundo c dos seusfilhos.A maldição de Gn 3.161 9 é uma descrição de como o relacionamento humano mais íntimo foi arruinado por causa da desobediência a Deus: vemos isto no relacionamento entre homens c mulheres no restante das Escrituras e na história do mundo desde aquele tempo até os nossos dias. Segundo Gn I. Adan c F.va foram criados juntos, Em Gn2, Adão foi criado primeiro, mas isto não se reveste de nenhum significado especial. Eva é descrita como "auxiliadora" dc Adão em relacionamento compatível c casamento, não no sentido de inferioridade, visto que, no AT, essa mesma palavra ("ajudador") é usada, na maioria das vezes, quando se está falando sobre Deus.

(•A

O jardim do Éden A história do jardim do Éden está ambientada nos vales bem irrigados da antiga Mesopotámta.

precisa contrapor ao claro mandamento de Deus o fruto tentador, o desejo de ter conhecimento como o dc Deus. Eva exagera ao falar da rigidez da proibição divina e aproxima perigosamente da tentação. Será que ela quer simplesmente conhecer assim como Deus conhece ou será que pretende ser igual a Deus (em contraste com o Filho de Deus, disposto a se humilhar: Fp 2.6-8)? A decisão c deliberada e fatal. Adão, em silencio, não protesta. Também ele come do fruto. O homem e a mulher decidiram seguir seu próprio caminho, ignorar o Deus que lhes havia dado a vida. Mas a bondade de Deus c o pecado humano são como óleo c água. A separação c inevitável. O relacionamento de Deus com as pessoas e das pessoas umas com as outras é arruinado. O homem e a mulher não ficam mais à vontade juntos. A serpente agora é inimiga dos seres humanos. A mulher sofrerá no parto, que é o processo humano mais fundamental. O desejo e a dominação prejudicarão o relacionamento entre os sexos. O trabalho de Adão será marcado por suor e fadiga. Por causa de sua transgressão voluntária, o acesso à "árvore da vida" agora lhes é vedado. Eles devem deixar o jardim para sempre. Estão sozinhos, separados de Deus. Estão vivos, porém apenas pela metade, na medida em que estão sem Deus. A morte é apenas uma questão de tempo. Deus havia falado a verdade. Mas ele ainda é bondoso e tem para com eles um cuidado paterno (3.21). • A d ã o No restante do AT essa palavra significa humanidade. Também é muito parecida com a palavra hebraica para "solo" (um jogo de palavras semelhante a "humano" e "húmus"). No NT, Adão é nosso ancestral, o fundador da raça à qual todos nós pertencemos. Paulo

Gn4—5 De Adão

a Noé

Gn 4: C a i m e Abel Após sua expulsão do jardim, Adão e Eva tiveram dois filhos: Caim, o lavrador, e Abel, o pastor. No momento adequado cada um deles trouxe sua oferta a Deus. A dc Abel foi aceita, mas não a de Caim. Não foi o que Abel ofereceu, mas sua fé (Hb 11.4) que tornou sua oferta aceitável. O ressentimento amargurado de Caim demonstra uma atitude bastante diferente. Como os profetas dirão sempre de novo: Deus não pode ser comprado por sacrifícios. Eli' quer que o ofertante também faça "o que é certo" (v. 7). A fé verdadeira não pode ser separada do comportamento correto. Caim matou Abel (não se precisa muito para passar da rebelião ao assassinato) e Deus o condenou a uma vida nômade, dando-lhe, porém, proteção contra a morte. Os vs. 17-24 alistam alguns descendentes de Caim e demonstram o início da vida civilizada. Enoque construiu a primeira cidade. Seus sucessores aprenderam a tocar c apreciar música — e a trabalhar com ferro e bronze. Mas as habilidades criativas não foram acompanhadas por pro-

Genesis

121

Nomes de pessoas em Gênesis 1—11
Richard S. Hess

No mundo bíblico, os nomes das pessoas muitas vezes têm uma origem ou um significado que nos diz algo a respeito do caráter ou das convicções da pessoa nomeada. Em Gênesis, como no restante da Bíblia, os nomes de muitos dos personagens principais das narrativas têm um significado especial.

N i n r o d e ("nós vamos nos rebelar" ou "vamos nos rebelar!") descreve o personagem que aparece em Gn 10, especialmente se ele tiver, também, alguma conexão com o episódio da torre de Babel, em Gn 11. S e m significa "o nome", aquele através do quem viria Abrão, cujo nome Deus engrandeceria.

0 nome significa...
0 nome A d ã o significa "humanidade'^ se aplica muito bem ao primeiro ser humano e também representante da raça humana. O nome tem este significado em Gn 1.26-28 e aparece com o sentido correlato de "homem" nos caps. 2—3 e na maior parte do cap. 4. Somente em Gn 4.25 A d ã o passa a ser nome próprio. 0 nome E v a pode ser entendido no sentido de "aquela que dá a vida". Descreve o papel da primeira mulher, como sugerido em Gn 3. Vale lembrar que o nome dela só aparece ao final do capítulo. C A I M pode ter relação com o trabalho de beneficiar metais, na medida em que este foi um ofício que se desenvolveu entre seus descendentes, em especial Tubalcaim. A B E L é uma palavra hebraica usada para descrever algo que é efêmero ou passageiro. Em Eclesiastes, é traduzido por "vaidade". Sugere a brevidade da vida daquele que foi assassinado por seu irmão sem deixar descendentes, sem nada que pudesse dar continuidade ao seu nome ou torná-lo permanente. S E T E , por outro lado, pode significar "pôr" ou "colocar", ou, em Gn 1—11, "fazer a vez de substituto". É claro que este nome se aplica muito bem àquele que substituiu Abel na função de pessoa através da qual se cumpriria a esperança de Adão e Eva. E N O Q U E significa "dedicação" e pode ser uma forma de descrever a consagração desse homem a Deus.

O n o m e soa parecido c o m . . .
Além do significado direto das palavras hebraicas que são usadas como nomes nesses primeiros capítulos de Gênesis, aparecem também trocadilhos. Palavras parecidas no som estabelecem uma conexão entre o nome da pessoa e algum acontecimento da história. A palavra A d ã o soa como "solo" ou "terra", a a d a m a h que Deus usou para criá-lo. C a i m soa como o verbo q a n a h , "criar", "adquirir". Eva emprega esse verbo em Gn 4.1, ao descrever o envolvimento divino no nascimento de Caim. N o é se parece com n a c h a m , o "consolo" que, segundo palavras de seu pai Lameque, esse homem traria.

Nomes semelhantes
Existem nomes perecidos quanto ao som nas genealogias de Caim e Sete (e nas genealogias de Enoque e Lameque chegam a ser nomes idênticos), mas isto não significa necessariamente que temos duas versões diferentes da mesma genealogia original. Isso serve para mostrar que, apesar das semelhanças externas (nomes semelhantes), as pessoas podem ser totalmente diferentes quanto ao seu verdadeiro caráter. No caso de Caim e Sete, trata-se de duas linhas genealógicas que seguem em direções opostas: a de Caim leva ao assassinato e ao orgulho; a de Sete leva à justiça e à salvação de Noé das águas

do dilúvio. Essa semelhança entre os nomes é uma característica que aparece também em outras genealogias do antigo Oriente Próximo. A figura de Enoque (o homem justo que Deus removeu deste mundo, em Gênesis) aparece também em listas de sábios pré-diluvianos encontradas no antigo Oriente Próximo. Mais interessante é o fato de aparecerem, no antigo Oriente Próximo, nomes semelhantes aos que ocorrem nos capítulos iniciais de Gênesis. Alguns nomes e partes desses nomes integram nomes pessoais usados em diferentes períodos históricos daquela região. Por exemplo, as raízes semíticas que subjazem aos nomes de "Eva" e de "Sem" aparecem com freqüência em nomes próprios. Outras raízes, como as de Lameque e Arfaxade, não aparecem nunca. Algumas, como o nome Adão e a primeira parte dos nomes de Metusalém e Metusael, ocorrem em épocas e lugares específicos apenas durante o segundo milênio antes de Cristo ou em período anterior a ele. Não fazem parte de nomes próprios usados durante o primeiro milênio, o período dos reis israelitas, o que mostra que remontam a um período mais antigo, e não a um período mais recente.

Pentateuco
gresso moral. Lamcque tomou duas esposas. A dor e os problemas que isto trouxe são evidentes em histórias posteriores. E ele gabou-se do assassinato que cometeu, excedendo Caim. Os dois últimos versículos dão um vislumbre de esperança. Adão e Eva tiveram Sete e as pessoas começaram a "invocar o nome do Senhor". • A e s p o s a d e C a i m Os vs. 14-15,17 dão a impressão de uma terra, até certo ponto, povoada. A maneira mais simples de explicar isto é supor que havia outros filhos de Adão c Eva que não são mencionados. Outros argumentam com base no fato de a palavra "adão" significar homem, ou humanidade, que toda uma raça foi criada, e não um único casal.

G n 6—11
O dilúvio e Babel Gn 6.1-8: U m a r a ç a p e r d i d a A raça humana, imersa em violência e corrupção, traz destruição sobre si mesma. Deus reduz a longevidade para 120 anos. Mas apenas isto não traz resultados. Apenas um ato de julgamento livrará o mundo do pecado. • 6.2 Versões diferentes falam dc "filhos de deuses" ou "filhos de Deus" (i.e. anjos) ou ; "seres sobrenaturais". • 6.4 "Gigantes" (no hebraico, nefilim): os "valentes" (heróis) do passado.

Gn 6.9—9.29: A história d e N o é Como na criação, devemos abordar este relato como uma narrativa, esperando imagens, símbolos e padrões, buscando o motivo "fcíKílianfo Gn 5: G e n e a l o g i a pelo qual cia está sendo contada, a "a mensadurar a ferra, A Bíblia traz com freqüência genealo- gem (ou mensagens) da história". não deixarão dc haver gias semelhantes a esta de Gn 5 para defiNo princípio. Deus estabeleceu os limites semeadura nir uma importante linha dc descendentes. da terra e das águas, tirando ordem do meio e colheita, frio e calor, Muitas dessas genealogias são seletivas, às do caos. Agora, corno resultado do pecado verão e inverno, vezes para criar um padrão de certo número humano, as forças dc destruição são liberadia t noite." de nomes (p. cx., Mt 1). A idéia não c somar- das. Mas nem tudo está perdido. (Promessa de Deus mos todos os números e calcular o tempo Num cenário de julgamento, a narratiapós o dilúvio, em Cn 8.22) decorrido. ( 0 Arcebispo James Ussher fez va enfatiza o ato divino de salvação. Noé, isto e datou Adão dc 4004 a.C. Entretanto, "o único homem íntegro daquele tempo", o com base em Jericó e outras cidades, temos único que "andava com Deus", não seria conconhecimento dc uma civilização que data de denado com os outros. Deus tinha um plano 7000 a.C, e este ainda não é o princípio da dc resgate bem elaborado. Ele arranjaria um história humana.) lugar de segurança e refúgio. Uma vida inteiNo Oriente Próximo antigo, os núme- ra de conhecimento c de confiança em Deus ros geralmente eram usados para demons- havia preparado Noé para esse momento. E trar importância em vez de quantidade real. ele fez exatamente o que Deus ordenara. As idades decrescentes de Matusalén! a José Infelizmente, mesmo um novo começo nãu podem ser interpretadas como os efeitos restaura o Éden nem altera a natureza humacumulativos do pecado. na. A "imagem de Deus" (9.6) permanece, A longevidade atribuída a esses ances- mas permanece também a disfunção na criatrais é impressionante. Varia dos 777 anos ção. Os animais agora passam a ser alimende Lameque aos 969 anos de Matusalém. to para os humanos. E a própria história de Cada um dos dez registros segue o mesmo Noé termina mal. (É significativo que a Bíblia nos conta as falhas até dc seus maiores persopadrão: Quando fulano tinha tantos anos, nasceu o nagens.) Noé ficou bêbado, Cam desonrou o seu filho beltrano. Viveu mais tantos anos e teve seu pai e o patriarca amaldiçoou Canaã, filho outros filhos e filhas. Viveu mais tantos anos e (mais novo?) de Cam. Teria Canaã agravado o desrespeito dc Cam? Não sabemos. Mas os moireu. A nota melancólica da frase final "e mor- canancus foram, mais tarde, subjugados pelos reu" só varia no caso de Enoque, o homem descendentes dc Sem, os israelitas. que "andou com Deus". Para ele Deus linha Histórias de um dilúvio foram transmitioutros planos. E o último dos dez, Noé, tam- das em diversas línguas em muitas partes do bém "andava com Deus" (6.9). Ele também, mundo. Os relatos babilónicos (sumérios e, embora de forma diferente, foi salvo da em especial, acádios) se assemelham muito morte. à história registrada aqui. Isto não deveria

Gênesis

123

Histórias sobre dilúvios
Alan Millard

Reminiscências de um dilúvio ou de vários dilúvios podem ser encontradas em todo o mundo. Como seria de esperar, apresentam vários aspectos em comum: pessoas são salvas dentro de um navio; animais foram levados a bordo; o navio "atracou" no alto de um monte. Da Babilônia (e só de lá, entre as histórias antigas de dilúvio) nos vem um relato tão parecido com o de Gênesis que as pessoas se perguntam se não houve empréstimos ou influência de u m sobre o outro. Já faz um século que conhecemos a Epopéia de Gilgamés, tabuinha 11. Otema da narrativa é o seguinte: os seres humanos não podem ter nenhum a esperança de imortalidade, pois o único que a alcançou foi o Noé babilónico. Essa narrativa foi inserida no ciclo de Gilgamés a partir de uma obra anterior, a Epopéia de Atrakhasis (veja "Histórias da criação"), onde faz parte de um relato mais longo sobre a história humana desde a criação, como no Gênesis.

0 " N o é " babilónico

S e g u n d oa n a r r a t i v ab a b i l ó n i c ad od i l ú v c i o é , u ,a t éq u ep a s s a s s e mo ss e t ed i a sd et e m d e p o i sd ac r i a ç ã od o sp r i m e i r o ss e r e sh u m a p n o e s , t a d e .F o ie n t ã oq u eA t r a k h a s i sm a n d o u ob a r u l h oq u eo sfilhosd e s t e sf a z i a me r at a p n á t s o s a r o sp a r af o r ad ob a r c o ,p a r av e r i f i c a rs e q u eod e u sd at e r r an ã oc o n s e g u i ad o r m i r . aS e t e u r s r ae r ad en o v oh a b i t á v e l( u me p i s ó d i op r e p l a n o sd ea c a b a rc o mob a r u l h od e r a ms e r e m v a d ou n i c a m e n t en av e r s ã od eG i l g a m é s ) ,e n a d a ,q u a n d oop i e d o s oA t r a k h a s i sc o n s e g u o i u f e r e c e uu ms a c r i f í c i on oa l t od am o n t a n h a , a s s e g u r a raa j u d ad od e u sq u eh a v i ac r o i a n d d o eob a r c oh a v i ae s t a c i o n a d o .C o mm u i t a o sh o m e n s .P o rf i m ,o sd e u s e so p t a r a ma p v o i d r e z ,o sd e u s e ss er e u n i r a m" c o m om o s c a s " , u md i l ú v i oc a t a s t r ó f i c o ,et o d o sj u r a r a mq a o u es e n t i r e moc h e i r od os a c r i f í c i o ,ej u r a r a m m a n t e r i a mop l a n oe ms e g r e d o .M a st a m b n é m u n c am a i sp r o v o c a rs e m e l h a n t ed e s t r u i ç ã o .A d e s t av e zA t r a k h a s i sf o ia d v e r t i d o .N u ms o n d h e o u ,s am ã ej u r o up o ru mc o l a rd ep e d r a sa z u i s od e u so r i e n t o u oac o n s t r u i ru mb a r c oe M l e a v s a r od e u sc u j os o n oh a v i as i d op e r t u r b a d o p a r ad e n t r od e l ea s u af a m í l i a et a m b é ma a l g i n u d n a sn ã os ed a v ap o rs a t i s f e i t o .Ed e p o i sd e a n i m a i s .D e v e r i a ,i g u a l m e n t e ,e x p l i c a rs u aa ç ã u o m ad i s c u s s ã oe mt o r n od ai n j u s t i ç ai n e r e n t e a o so u t r o ss e r e sh u m a n o s ,d i z e n d oq u en u s m e c a s t i g oi n d i s c r i m i n a d o ,f o io r g a n i z a d ou m t r a t a v ad eu mc a s t i g oq u el h es o b r e v i r i as p i s t a e r m aa e mq u ea l g u m a sm u l h e r e sd e i x a r i a m q u ee l e sp u d e s s e ms e rb e n e f i c i a d o s .Q u a n d o ed a ràl u z ,e n t r a n d oe mo r d e n sr e l i g i o s a s ,a o t o d o se s t a v a mab o r d o ,c o m e ç o uat e m p e s t a p d a e s s oq u eo u t r a st e r i a ms e u sf i l h o sv i t i m a d o s et o d aah u m a n i d a d ef o id e s t r u í d a . p o rd o e n ç a s ,i m p o n d o ,d e s s am a n e i r a ,l i m i t e s a oc r e s c i m e n t op o p u l a c i o n a l .( O st e r m o su s a O sp r ó p r i o sd e u s e sf o r a ma f e t a d o sp e l a d o sd e i x a mc l a r oq u ee s s an a r r a t i v ae r au m a t r a g é d i a .C o m on ã oh a v i as o b r a d on i n g u é m e x p l i c a ç ã op a r aos i s t e m as o c i a lq u ev i g o r a v a q u ep u d e s s es e r v i l o s ,ficarams e mac o m i d a n o e m p od oa u t o r . ) eb e b i d aq u el h e se r aa p r e s e n t a d an o ss a c r i -t f í c i o s .As o l u ç ã of o ia g ü e n t a ros o f r i m e n t on o

0 moral da história
A história do dilúvio na Babilônia aparece também num texto sumeriano, que conta praticamente a mesma história, só que de forma mais abreviada. E muitas outras composições sumerianas se referem à época do dilúvio, num passado remoto, ou até mesmo a um tempo pré-diluviano. A história do dilúvio no Gênesis está, claramente, ambientada na Mesopotâmia, e as numerosas semelhanças encontradas dão a entender que se trata de um relato sobre o mesmo acontecimento mencionado n a narrativa babilónica. Temos, neste caso, pessoas de diferentes lugares que guardaram reminiscências do mesmo desastre natural. Mas o moral da história e o conteúdo teológico

Esta tabuinha de argila que remonta ao século 7 a . C , proveniente de Nínive, é a 1 1 tabuinha da Epopéia de Gilgamés e contém o registro babüónico d o dilúvio.
a

124

Pentateuco

das duas narrativas são muito diferentes entre si. A revelação de Deus se encontra, não apenas na narração dos acontecimentos, mas também na interpretação dos fatos.

0 dilúvio sob uma nova luz?

O final d o dilúvio na narrativa babilónica
Eu ofereci uma libação no alto da montanha, Os deuses sentiram o cheiro. Os deuses sentiram o cheiro suave, Os deuses se ajuntaram como moscas ao redor do que oferecia o sacrifício. Quando finalmente a grande deusa (Ishtar) apareceu (ela disse): "Todos vocês deuses aqui, como nunca esquecerei meu colar de lápis-lazúli, Eu vou me lembrar desses dias, e deles nunca me esquecerei".

O final do dilúvio no relato do Gênesis
Levantou Noé um altar ao SENHOR e, tomando de animais limpos e de aves limpas, ofereceu holocaustos sobre o altar. E o SENHOR aspirou o suave cheiro e disse consigo mesmo: Não tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque é mau o designio íntimo do homem desde a sua mocidade; nem tornarei a ferir todo vivente, como fiz. (Gn 8.20-21)

Não deveria nos surpreender que existam tantas reminiscências de histórias de dilúvios em várias partes do mundo. Os Drs. William Ryan e Walter Pitman, especializados em geologia marítima, ficaram em especial intrigados com as narrativas que aparecem na Bíblia e no relato babilónico. Segundo o Dr. Ryan, "se, como a descrição parece sugerir, o dilúvio fez com que comunidades inteiras se deslocassem para outros lugares, era de se esperar que a história do dilúvio fosse transmitida às gerações futuras". Os geólogos descobriram que o mar Negro já foi um lago de água doce, mas que, uns 9 mil anos atrás, repentinamente as águas ficaram salgadas. Pesquisas adicionais revelaram que o nível das águas subiu uns 60 m. Mais elementos foram reunidos a partir de uma avaliação sismográfica do leito do mar. A aplicação de testes de carbono 14 adiantou a data do dilúvio para 7550 anos atrás. Eles ventilaram a hipótese de que o final de uma Era do Gelo traria uma dramática elevação do nível dos mares, e concluíram que o lugar mais provável para uma corrente catastrófica seria uma bacia num formato de garrafa que tivesse conexão com o mar através de uma passagem estreita. 0

mar Negro se encaixa perfeitamente nestas características. Será que isso poderia ser a origem das histórias sobre dilúvios? Será que essas histórias foram levadas à Mesopotâmia por povos que migraram para lá, saindo das imediações do mar Negro, e depois foram levadas da Mesopotâmia para Canaã por Abraão? Isto explicaria a referência ao Ararate como a montanha mais alta da região. Afirma o Dr. Ryan: "Temos evidência conclusiva de que houve um dilúvio no mar Negro. A evidência de que se trata do mesmo que aparece na Bíblia e no Épico de Gtgamés é circunstancial, e isso levou a uma amigável disputa entre nós e os arqueólogos". Entretanto, ha uma série de perguntas sem resposta. A tradição babilónica não concorda com isso. Não sabemos com certeza se havia gente morando nas imediações do mar Negro naquele tempo. E, no relato bíblico, as águas do dilúvio diminuem.

Gênesis
causar surpresa, se todos esses relatos refletem lembranças de um acontecimento que de fato ocorreu naquela mesma região. Não há necessidade de supor que o autor de Gênesis tenha-se baseado nas histórias babilónicas para obter esta informação. Na realidade, a natureza crassa dessas histórias babilónicas (com seus deuses excêntricos e briguemos) torna isto improvável. A história de Gênesis pode ter sido reunida de mais de uma fonte para chegar à sua unidade atual. • O n d e e q u a n d o ? Com base na linguagem usada no cap. 7, fica claro que o autor quer que vejamos o dilúvio como um evento cósmico, um ato de julgamento que reverte o ato criador. O que segue é um novo começo. Mas o autor não compartilha nosso conceito do mundo global. "A terra" do autor é a terra da história da humanidade antiga relatada em Gn 2 e seguintes. (Compare Gn 41.57; também At 2.5). Não temos como saber com certeza quando o grande dilúvio que inspirou essas histórias realmente aconteceu. A lista de nações descendentes dos filhos de Noé (Gn 10) sugere uma data bastante antiga — alguns milhares de anos antes dos dilúvios do sul da Mesopotâmia por volta de 4000 a.C, cujos vestígios foram encontrados em escavações. E possível que esta história remonte ao fim da Era Glacial, por volta de 10.000 a.C. • A aliança (6.18) é um terna recorrente e importante. É um acordo formal entre Deus e seu povo, estabelecido sucessivamente com Noé, Abraão, a nação de Israel (por intermédio de Moisés) e o rei Davi. A cada estágio a aliança se torna mais densa em termos de promessa, até a vinda dc Cristo, que introduz a "nova aliança". (A palavra "testamento", usada nos títulos Antigo Testamento e Novo Testamento, tem o mesmo significado). Em cada uma dessas instâncias, Deus toma a iniciativa. Ele estabelece os termos e os torna conhecidos. Somente Deus garante seu cumprimento. As pessoas desfrutam das bênçãos da aliança à medida que obedecem aos mandamentos dc Deus. Veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo". • Quarenta d i a s A Bíblia freqüentemente associa importância especial a certos números. "Quarenta" é usado sempre de novo para indicar algo importante, uma nova etapa, uma ação de Deus, ou apenas para indicar "um longo período de tempo".

125

Navio dos puritanos: 27.5 m

Clíper: 64,5 m

Navio dc cruzeiro moderno: 262 m

Gn 10: O s d e s c e n d e n t e s de N o é As nações do mundo bíblico são todas descendentes dos três filhos de Noé: Sem, Cam e Jafé. A genealogia é organizada conforme o seguinte padrão: Título (1) Descendentes de Jafé (2-4) Detalhe extra sobre Java (5a) Resumo (5b) Descendentes de Cam (6-7,13-18a) Detalhe extra sobre Ninrode (8-12) e Canaã (18b-19) Resumo (20) Descendentes de Sem (22-29a) Detalhe extra sobre Sem (21) c Joctã (29b-30) Resumo (31) Resumo da lista inteira (32) A família de Sem vem por último: estas são as nações em torno das quais o próximo estágio da narrativa se desenvolve. "Hêber" é da mesma raiz que o adjetivo pátrio "hebreu". Gn 11.1-9: A t o r r e d e B a b e l Aqui está outra história antiga que explica as condições atuais. Por que a humanidade está dividida? Por que existem tantas línguas diferentes? A história da queda da humanidade não explica tudo. Esta história tenta explicar.

A arca A palavra hebraica para "arca" significa "caixa" ou "baú", e ajuda a entender o formato da mesma. As medidas mostram que ela era enorme. Se um côvado tiver uns 45 cm. as dimensões da arca são 133 m de comprimento, por 22 m dc largura por 13 m de altura. Ela foi projetada para flutuar, não velejar e não houve problemas para zarpar! Fora da história do dilúvio, a palavra '"arca" só ocorre na história em que Moisés lói tirado Isão c salvo!) das águas d o Nilo. Naquele contexto, a palavra significa "cesto" ou "cesta".

Pentateuco

Mizraim Cuxe Nações que descenderam d o s filhos de N o é Cin 10 apresenta um quadro dos povos do mundo antigo que Israel conheceu, estendendo-se do Sudão Oto Sul) às montanhas do Cáucaso (no Norte), e das ilhas gregas (no Oeste) ao Irá ( n o Leste). Muitos desses nomes são encontrados em outros escritos antigos e podem ser situados num mapa. mas outros ainda são desconhecidos. Nomes que, a princípio, foram dados a indivíduos tornaram-se nomes que passaram a identificar rodos os seus descendentes (como no caso • de Israel). Os relacionamentos que a história registra entre algum I dos povos diferem dos de Gênesis, mas migrações, guerras de conquista e casamentos inter-raciais podem ocultar as verdadeira • origens.

Uma reconstrução artística do templo em fornia de torre (zigurate) da cidade de Ur.

Em Sinar ( = Suméria, antiga Babilônia), reino de Ninrode, o caçador (10.10), as pessoas se reuniram para realizar um grande projeto arquitetônico — uma cidade e uma torre que chegasse ao céu. Deus observa este esforço cooperativo e o considera o início de uma terrível rebelião contra ele. Então divide o povo por meio da linguagem (compare com At 2, quando estas barreiras começam a ser derrubadas), e o dispersa — exatamente o que as pessoas estavam querendo evitar. A grande torre fica inacabada.

Babel (Babilônia) provavelmente era um templo cm forma de torre piramidal ou zigurate, semelhante àqueles que foram construídos na Babilônia no terceiro milênio a.C. Há ura jogo de palavras entre Babel c balai, "confu-1 são" ou "mistura". Uma inscrição relacionada a um zigurate posterior na Babilônia o des- \ creve como "o prédio cujo topo está no céu". O templo no topo era o local para o deus des-; cer e encontrar aqueles que o serviam. G n 11.10-32: D e S e m a A b r a ã o Aqui novamente a lista de nomes é sele-1 tiva, provavelmente abreviando a extensão F total de tempo envolvida. Os ancestrais de I Noé viveram muito mais tempo que os de | Terá, e a idade de paternidade passou a ser I bem menor. Quando chegamos ao nome de Tera, a lista | se torna mais detalhada. Esta é a família na çjual devemos nos concentrar. Os três filhos de Tera são alistados e sua cidade natal é Ur dos caldeus. Após a morte de Harã, Tera partiu J em direção a Canaã, com seu neto Ló, Abrão j e Sarai. A jornada os levou 900 km a noroeste

WÊÊBÊBSBBÊÊÊBÊBBM seguindo o rio Eufrates, até Harã — que era, como Ur, um centro de adoração à lua. (Js 24.2 registra que Tera "adorava outros deuses".) Ali eles se instalaram. Tera morreu, e o cenário está pronto para a história de Abraão, que, segundo At 7.2-4, ouvira o chamado de Deus antes de partir. Seu novo nome registra a promessa de Deus de tomar este homem pai de muitas nações, Gn 17.5. • Ur Veja "Abraão". > Harã A rota de Ur a Canaã via Harã era bastante comum para os viajantes nesta época. Harã era uma cidade importante no ponto de encontro de rotas de caravanas entre a Mesopotâmia e o ocidente. O nome significa "encruzilhada" ou "estrada".

A viagem de Abraão d e Ur a Canaã

Gn 12.1—25.18
História de Abraão G n 12.1-9: A c o n v o c a ç ã o para a j o r n a d a Gn 12.1-4 registra a ordem e promessa Deus a um homem, Abrão, e a resposta obediente da parte deste. As conseqüências deste simples ato, todavia, se espalhariam progressivamente, levando ao nascimento de uma nova nação e, com o passar do tempo, beneficiariam todo o mundo. "Partiu Abrão..." Ele já partira de Ur, cidade próspera com segurança e um alto padrão de vida. Agora ele partiu na segunda etapa da jornada, viajando outros 700 km a sudoeste até Canaã (Palestina), com Sarai, sua mulher estéril, seu sobrinho Ló e seus rebanhos. Em Siquém, no meio do território cananeu, Deus falou novamente em resposta ao chamado de Abraão. "Esta terra" seria herança dos descendentes de Abrão. Porém a jornada continuou na direção do Neguebe, região que se estende ao Sul, desde Berseba até o planalto do Sinai — hoje semi-árida, porém mais habitável na época de Abraão. 0 estilo de vida de Abraão representa a vida de peregrinação: o altar e a tenda testemunham a sua fé e a falta de uma moradia fixa. • Nômades As histórias de Abraão, Isaque e Jacó nos dão uma idéia da vida seminômade na Palestina antiga, de pessoas que passavam parte do tempo deslocando-se com seus rebanhos em busca de pastagens, e parte do tempo assentados, cultivando a terra.

Sodoma, Gomorra, Admá, ZeboimeovaledeSidim provavelmente se situem

Abraão e a guerra dos r e i s : Gn 14

Naquele tempo, grupos como estes podiam viajar livremente de um país a outro, sem maiores problemas com as línguas. Veja "Vida nômade". • " S e r ã o a b e n ç o a d o s / s e a b e n ç o a r ã o " (12.3) Ambos os sentidos são possíveis, mas o NT, seguindo a versão grega do AT (a Septuaginta), favorece "serão abençoados". Gn 12.10-20: F o m e A fome levou Abrão ao Egito. Pressionado pelo medo e pela insegurança, este homem de fé tratou de defender-se com uma perigosa

••Saia da sua
terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai e vá para uma terra que eu lhe mostrarei. Os seus descendentes vão formar uma grande nação." (Palavras que Deus disse a Abraão em Gn 12.1-2)

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Pentateuco
meia-verdade (veja 20.12) que colocou cm risco todo o projeto de Deus. Deus interveio com pragas. Sarai foi salva e Abrão foi vergonhosamente deportado. • A i d a d e d e S a r a i Parece surpreendente que Sarai, aos 65 anos, seja descrita como "muito bonita" (12.14). Porém, como ela viveu até os 127 anos, seus 60 anos equivaliam, quem sabe, aos nossos 30 ou 40 anos. Gn 13: A e s c o l h a d e L ó Rebanhos cada vez maiores provocaram a última quebra de vínculos familiares. Ló, a quem o generoso Abrão deu o privilégio de escolher, selecionou os pastos férteis do vale do Jordão. • M e l q u i s e d e q u e (18) Esta c n única aparição do misterioso rei/sacerdote de Salérn (provavelmente Jerusalém; o nome significa I "paz" — shalom, salaam). A autoridade dei Melquiscdeque (um décimo — o "dízimo" — | era a parte de Deus, de modo que Abrão trata este homem como representante de Deus), [ a falta de informação sobre ancestrais ej descendentes (extremamente importante para i qualquer homem que reivindicasse realeza ou status sacerdotal), e seu papel duplo de sacerdote e rei, levaram autores posteriores a j considerá-lo um prenúncio do Messias (veja SI 110.4; Hb 7.1-10). "Deus Altíssimo", veja "Os I nomes de Deus". Gn 15: A a l i a n ç a c o n f i r m a d a Desta vez a aliança não é introduzida por uma ordem. Deus ouviu as dúvidas e os medos de Abrão — "Continuo sem filho" (v. 2); "como posso ter certeza...?" (v. 8) — e a resposta de Deus tranqüiliza Abrão, na medida em que é uma repetição das promessas. • O h e r d e i r o Era prática comum na época que I casais estéreis adotassem um herdeiro, às vezes, j como neste caso, um escravo. O contrato de adoção podia conter uma cláusula no sentido \ de que, se o casal viesse a ter um filho, este teria precedência como herdeiro legal. • V . 6 'Abrão creu (depositou sua fé/confiou) no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça (o Senhor se agradou dele e o aceitou)". Este é u m dos versículos mais significativos das Escrituras, e, naquelas circunstâncias, uma resposta de fé surpreendente. Paulo (em Gl 3.6-9) argumenta com base nisto que judeus e gentios são reconciliados com Deus pela fé, e não por obedecerem às leis de Deus (já que nenhum de nós pode levar uma vida perfeita). "Abrão creu e foi abençoado; portanto, todos os que crêem são abençoados como ele foi" (Gl 3.9, NTLH). • O r i t u a l d a a l i a n ç a Desta maneira é que se confirmavam acordos na época (veja Jr 34.18). O castigo por violar o contrato era a morte — simbolizada pelo abate c divisão dos animais. Aqui, significativamente, apenas Deus se comprometeu ao passar entre as partes. Trevas, fumaça e fogo marcaram a presença de Deus como aconteceria também no monte Sinai (veja Èx 19.18; Hb 12.18). • Q u a t r o c e n t o s a n o s (13)... n a q u a r t a geração (16) A palavra "geração" também pode significar "vida". Abrão supostamente viveu bem mais que um século. Logo, quatro gerações podem equivaler a quatrocentos anos.

Depois de denotar os reis tribais, Abraão reuniu-se numa refeição de comunhão com Melquiscdeque, rei de Salem. O "estandarte" que aparece abaixo, e que havia sido
'.meu,i,In n u m

túmulo real de Ur alguns séculos antes da época de Abraão, apresenta cenas de guerra de um lado, e. aqui. o banquete da vitória e o desfile dos despojos. Este estandarte é um mosaico de conchas, calcário vermelho e lápis-lazúli.

Gn 14: O misterioso Melquisedeque Embora a vida seminômade fosse comum na época de Abrão, também havia muita gente que vivia em aldeias e "cidades" muradas (pequenas cidades; veja "Vida sedentária"). Estas eram governadas por "sheiks" locais, que por sua vez geralmente eram vassalos de reis mais poderosos. Os suseranos (v. 1) das cinco cidades da região do mar Morto (v. 2 ) vinham do distante Elão c da Babilônia (Sinar) e da Anatólia (rei Tidal). Rotas comerciais tornavam relativamente fáceis as viagens e a comunicação entre a terra natal de Abrão e Canaã. (Os elamitas exerceram poder considerável na Babilônia. Ur foi uma das cidades que conquistaram e saquearam naquela época).

• A m o r r e u s (7) Os aliados de Abrão penenciam a uma tribo que compartilhava a terra com os cananeus. Eles tinham bons motivos para apoiar Abrão, já que seu próprio povo fora vítima do ataque. Uma perseguição rápida e um ataque de surpresa deram a vitória a Abrão.

Gênesis

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Agar
Frances Fuller Agar era uma escrava. Quando Sara a entregou a Abraão para que ela lhes desse um filho, Agar não teve escolha. Porém, estar grávida de um filho de Abraão lhe deu certa vantagem. Ela havia adquirido valor, pois era capaz de algo que era vedado a Sara. Ela se tornou insolente, e isso era perceptível no seu jeito de olhar e no modo de agir. Sara, porém, reagiu de forma tão severa que Agar teve de fugir. É provável que o plano de Agar fosse seguir pela longa estrada do deserto, rumo ao Egito. Um anjo do Senhor "encontrou-a" junto a uma fonte, ao longo dessa estrada. 0 anjo chamou Agar pelo nome e lhe disse coisas admiráveis. A descendência dela seria multiplicada, a ponto de não se poder contá-la — a mesma promessa que havia sido feita a Abraão e Sara! Deus conhecia a opressão de Agar e prometeu que o filho dela seria "como um jumento selvagem", difícil de domar, hostil, independente, difícil de oprimir. O anjo disse a ela que voltasse para a sua senhora, e ela obedeceu. Esse encontro deve ter sido uma experiência espiritual e tanto! Agar disse o seguinte a respeito dele: "Agora eu vi o Deus que me vê". (O leitor, lembrado de que Sara descobriu que Deus tinha ouvido o riso dela, por mais que ela tivesse rido baixinho, se pergunta o que teria acontecido se Agar e Sara tivessem decidido compartilhar suas experiências!) Por mais 13 anos Agar se colocou a serviço de Sara. Quando Deus tornou a falar, enfatizando que o filho da promessa nasceria de Sara, e Sara de fato teve um filho, as coisas mais uma vez se complicaram para Agar. No dia em que Isaque foi desmamado. Sara pediu a Abraão que ele mandasse embora a escrava e o filho dela. E Abraão atendeu ao pedido de Sara. Agar e o filho saíram, andando errantes pelo deserto, levando consigo um pouco de comida e um odre de água. A água logo acabou e Agar, desesperada, deixou o menino debaixo duns arbustos, esperando que morresse. Mas Deus interveio, chamando do céu, lembrando a Agar que ele faria de Ismael uma grande nação. A mãe e o filho sobreviveram, vivendo na região montanhosa e deserta conhecida como o Sinai. Deus cuidou de Ismael e cumpriu as promessas feitas a Agar. A história dessas duas pessoas ainda é atual, pois trata da preocupação de Deus com os fracos, os desprezados, os pobres, os oprimidos. Ela mostra como Deus cuida daqueles que não fazem parte da aliança, e até mesmo dos que estão, quem sabe, bem longe da fé.

A história de Agar é contada em Gn 16.1-16; 21.9-21; 25.12. Veja também Gl 4.21-31

> V. 16b A NTLH traduz: "não expulsarei os amorreus até que eles se tornem tão maus, que mereçam ser castigados". Isto ajuda a entender a ordem dc destruir os povos cananeus na conquista da terra prometida. Deus lhes deu mais de quatro séculos para mudar de caráter. Na época de Josué, esses povos haviam chegado ao ponto em que não havia volta. Como no caso de Sodoma e Gomorra, o julgamento não podia mais ser adiado. Gn 16: C o n c e s s ã o Sarai encontrou sua maneira de fazer com que a promessa de Deus se realizasse. Sendo estéril, ela recorre à tradição e entrega sua escrava a Abrão. (Esta cláusula podia estar incluída no contrato matrimonial: o filho

resultante seria da esposa). Mas as emoções humanas em tal situação são complexas, c o resultado infeliz não é surpreendente. • A n j o d o S e n h o r (16.7) Veja Jz 2.1. Gn 17: O sinal d a circuncisão Deus confirmou a aliança mais uma vez, dando novos nomes a Abrão e Sarai. A maioria dos povos antigos, inclusive os hebreus, dava muita importância aos nomes das pessoas e dos lugares. Os nomes das pessoas geralmente diziam algo sobre a sua origem ou expressavam uma súplica ("Que Deus..."). A mudança de nome, neste caso, indica um novo começo. Assim, Abrão ("pai exaltado") foi mudado para Abraão ("pai de muitos"). E Sarai sc tornou Sara.

"'Olhe para o céu e conte as estrelas se puder... Será esse o número dos seus descendentes'. Abrão creu em Deus, o

Senhor."

Gn 15.S-6

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Pentateuco

Abraão
Alan Millard

Os judeus do tempo de Jesus tinham orgulho em afirmar: "Somos descendência de Abraão". Essa afirmação ainda é repetida por judeus e muçulmanos de nossos dias. Abraão é Importante por ser o homem a quem Deus prometeu a terra de Canaã e também por ser o modelo de fé: ele creu em Deus e levou Deus a sério. Na verdade, Abraão foi o primeiro a ter em mãos os títulos de uma propriedade material e de segurança espiritual. Em qualquer época as pessoas querem ter sua identidade, buscando-a, muitas vezes, no passado, em

genealogias e na história do próprio povo. Famílias que possuíam terras faziam um registro dos descendentes, para provar que eram os verdadeiros proprietários. Assim, o Israel antigo fazia o título de propriedade da terra em que morava remontar a Abraão, por mais que este nunca tivesse, ele próprio, tomado posse da terra.

liste documento sumeriano com seu envelope, da terra natal de Abraão, a cidade de Ur, e a tflbuldl em cuneiforme (nu página aposta) mostram o tipo de civilização desenvolvida que Abraão deixou para trás quando Deus o chamou.

Um h o m e m de fé
O pai de Abraão levou a sua família de Ur, na Babilônia, para Harã, na região onde hoje fica o sul da Turquia. Foi ali que Deus chamou Abraão, e este respondeu com fé. O texto não

diz como Abraão reconheceu Deus, o Deus verdadeiro, pois sua família adorava "outros deuses" (Js 24.2), incluindo, talvez, o deus lua, que era o patrono tanto de Ur quanto | de Harã. Num mundo em que se adoravam muitos deuses e deusas,

Ur
Ur já era uma cidade bem antiga quando Abraão nasceu. Escavações no "Cemitério Real", que data de cerca de 2500 a.C, revelaram uma série de tesouros: xícaras decoradas, utensílios feitos de ouro, e o "Estandarte Real de Ur" no qual aparecem cenas de guerra e paz (v<' época de seu apogeu, por volta de 2100 a.C, Ur era uma metrópole. 0 poder

O povo de Ur apreciava a música c a arte. Esta harpa reconstruída è um dos tesouros recuperados dos Túmulos Reais.

Gênesis

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crer num único Deus que pudesse suprir todas as suas necessidades era algo que faria de Abraão uma pessoa diferente de todas as outras. No entanto, esta era claramente a sua convicção. Embora, em conexão com Abraão, apareçam vários nomes para Deus, os mais freqüentes são "Javé" !o SENHOR) e "Deus". Outros nomes aparecem uma única vez: Deus Todo-Poderoso (£/ Shaddai, Gn 17.1; veja Êx 6.3), Javé, Deus Eterno (Gn 21.33), Deus Altíssimo (Gn 14.18-22). Fica claro que todas essas designações se referem à mesma Divindade. Abraão também podia identificá-lo com "o Criador do céu e da terra" a quem Melquisedeque, rei de Salém, servia (Gn 14.18-22). Em vários lugares d a terra de Canaã, Abraão ofereceu sacrifícios e fez orações, sem ritos elaborados ou sacerdotes que servissem

de intermediários, numa religião simples e pessoal. Tão logo Abraão chegou ã região central de Canaã, Deus lhe prometeu que aquela terra seria de seus descendentes (Gn 12.7), promessa que foi repetida em 13.15-17, no cap. 15 (de forma solene), e em 17.8. A história de Israel se baseava nessa promessa. Sem esperar que pudesse tomar posse daquela terra, era necessário que Deus reafirmasse a promessa anteriormente feita. O próprio Abraão deixou claro, diante de Deus, que necessitava dessa reafirmação (Gn 15.2,3). Os altares que ele edificou e as árvores que plantou eram, talvez,

um sinal de sua intenção de ficar na terra. No entanto, eram, acima de tudo, sinais de sua dedicação a Deus. Os lugares onde Abraão edificou altares não se tornaram lugares sagrados para sempre. O único pedaço de chão que Abraão possuiu naquela terra foi a caverna do campo de Macpela, perto de Hebrom, onde Sara foi sepultada. Deixar a sua casa, a sociedade que ele conhecia tão bem, e dirigir-se a uma terra desconhecida por ordem de Deus era um ato de fé. Saber que ele nunca possuiria a terra aumentou a sua fé. Os 25 anos de espera pelo nascimento do descendente foi outro teste, um teste que ele e Sara tentaram superar pela conexão de Abraão com Agar,

O maior teste de todos
Por fim, Abraão enfrentou o teste mais duro para a sua fé quando Deus pediu que ele sacrificasse o seu filho, uma ordem que Abraão acatou, ciente de que Deus proveria para si o cordeiro para o holocausto (Gn 22.8; veja Hb 11.17-19). Sacrifício de seres humanos era algo raro no mundo bíblico, de sorte que o pedido de Deus deve ter soado muito importante aos ouvidos de Abraão. Segundo uma tradição posterior, Salomão construiu o Templo no mesmo local onde Isaque foi amarrado. O fato de isso não ser mencionado pode ser indício de que o Gênesis é um relato mais antigo, enfatizando simplesmente que Deus provê. Quando Isaque tinha idade para casar e gerar um filho, a quem seria repassada a promessa da terra, Abraão, convencido de que Deus o guiaria, mandou seu servo de volta para Harã com a tarefa de encontrar uma noiva entre os seus familiares. Esta história é contada de forma magnífica em Gn 24. Uma família de poucas pessoas seria presa fácil dos inimigos. Mas

Estes bolos vasos de ouro estavam entre os tesouros descobertos nos Túmulos Reais, em Ur.

de seus reis se estendia para o Ocidente, chegando à costa do Mediterrâneo. Nesse período foi construído o grande zigurate (templo em forma de torre piramidal) em honra a Sin, o deus-lua que era adorado pelo povo de Ur. A cidade era um centro de comércio internacional e tinha dois portos bem movimentados, que se conectavam com o rio Eufrates através de canais. A maior parte da população morava e m casas de um piso, feitas com tijolos de barro, embota houvesse também algumas casas de dois andares. A maioria das casas era relativamente espaçosa, sendo que havia várias salas

ou quartos dispostos ao redor de um áttio central (veja a reconstrução d esquerda). Ao ser invadida por gente vinda do Elão, a oeste, lá pelo ano 2000 a.C, a cidade de Ur entrou em decadência, mas as ruínas do grande zigurate sobrevivem até os nossos dias.

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Pentateuco

U m personagem histórico?
A partir da Bíblia, podemos situar Abraão por volta do ano 2000 a.C. Como seria de esperar, não há nenhuma referência a ele em relatos extra-bíblicos. O estilo de vida do patriarca e os nomes dos membros de sua família refletem bem a cultura dos pastores semi-nômades que os eruditos modernos chamam de amoritas (e que eram encontrados em todo o Oriente Próximo no período que vai de 2000 a 1600 a.C). Embora alguns episódios da vida de Abraão (como recorrer a uma escrava para ser mãe substituta) pudessem ter ocorrido mais adiante na história dos israelitas, o quadro geral se encaixa melhor no tempo dos amoritas. A maneira como Deus é apresentado e a maneira como ele se relaciona com Abraão têm importância vital, desafiando os leitores a terem a mesma fé que teve Abraão.

^ > Abraão era um homem rico e tinha um grupo de homens encarregados de sua segurança. Assim, teve como resgatar seu sobrinho Ló, quando este foi levado embora por inimigos, além de auxiliar outra pessoas da região que tinham sofrido o mesmo ataque. Neste caso, foi positivo o relacionamento de Abraão com os chefes dos cananeus. Todavia, houve momentos em que, por motivos de segurança pessoal (Gn 12 e Gn 20), ele criou situações constrangedoras, fazendo com que Sara, sua mulher, se passasse por irmã (era, na verdade, sua meia-irmã).

Este xeque beduíno das imediações de lierseha ilustra o tipo de vida de um líder tribal do deserto. Vivendo em lendas amplas, eles têm a liberdade para conduzir os seus rebanhos aos melhores pastos.

Na história de Sodoma e Gomorra (Gn 18—19), Abraão se mostrou compassivo para com os seus vizinhos, por mais que Deus já os tivesse condenado por causa de seus pecados. Em seu famoso diálogo com Deus, ele estabeleceu o princípio de que Deus não destruiria a cidade, se nela fossem encontrados dez justos. Infelizmente, nem dez foram encontrados e as cidades e seus habitantes foram destruídos.

A história de Abraão é contada em Gênesis, desde 11.26 até 25.11. Veja também lo 8.33-59; Rm 4; Hb 11.8-19. MOMENTOS MARCANTES O chamado de Deus — Gn 12.1-5 A aliança — Gn 15 A oração por Sodoma — Gn 18 O nascimento de Isaque — Gn 21 O "sacrifício" de Isaque — Gn 22

Gênesis O sinal físico da circuncisão traz não só Abraão mas também Ismael e toda a comunidade multirracial da casa de Abraão para dentro da aliança. Vinte e quatro anos após deixarem I l a r ã , é anunciado o nascimento de Isaque, filho de Sara. • Circuncisão Não se tratava de um ritual novo. Nas nações vizinhas representava admissão ao status de adulto dentro da tribo. No caso de Israel, era um sinal exterior — desde o nascimento — de um relacionamento especial com Deus; não apenas um sinal de propriedade, mas um símbolo da realidade de todas as promessas de Deus expressas repetidas vezes nesses versículos. A circuncisão também significava obediência a Deus por parte do seu povo. Gn 1 8 . 1 - 1 5 : O s m e n s a g e i r o s Abraão acolheu u m estranho e, sem se dar conta, recebeu o próprio Senhor na sua casa. As efusivas boas-vindas e a preparação da comida (apesar da inconveniência da chegada dos visitantes durante o descanso do meio-dia) são elementos típicos da hospitalidade entre povos nômades do deserto até hoje. Aquele "um pouco de comida" (v. 6) acabou se transformando numa refeição de pães frescos, coalhada, leite c carne da melhor qualidade. As palavras "Será que para o S E N H O R há alguma coisa impossível?" revelam a verdadeira identidade do visitante c o riso incrédulo de Sara transforma-se em temor. Gn 1 8 . 1 6 - 3 3 : U m a s ú p l i c a por S o d o m a 0 pedido de Abraão demonstra a qualidade do seu relacionamento com Deus. Não é de admirar que 2Cr 20.7 o descreve como "amigo" de Deus. Deus precisava conhecer pessoalmente (v. 21) a verdade sobre Sodoma e Gomorra: rumores não eram suficientes. Abraão chegou à conclusão de que o julgamento era inevitável, porém sabia que era contra a natureza de Deus condenar os inocentes. Falou cautelosamente, sem tentar fazer Deus mudar de idéia, mas cada vez mais certo de que o "juiz de toda a terra" agiria "com justiça". Na ocasião, embora não tivessem sido encontrados nem dez "justos" em Sodoma, Deus salvou quatro pessoas — Ló, a mulher dele, c suas duas filhas. Gn 19: D e s t r u i ç ã o e r e s g a t e "Onde estão os homens que entraram na sua casa esta noite? Traga-os aqui fora para nós, pois queremos ter relações com eles" (v. 5 ) . Todos os homens da cidade estavam envolvidos nessa terrível tentativa de estupro — nenhum deles se junta ao protesto dc Ló contra a infração dos mais sagrados princípios da hospitalidade, para não dizer de civilidade. Deus tinha evidências claras de que o clamor contra Sodoma tinha a sua razão de ser (18.20-21). • O que aconteceu? A catástrofe provavelmente foi um terremoto acompanhado pela explosão de gases naquela região instável do Vale da Grande Fenda. O julgamento de Deus assumiu a forma de u m desastre "natural", mas para o bem de Ló Deus poupou a cidade de Zoar. "Está bem; concordo. E u não destruirei aquela cidade. Agora vá depressa, pois cu não poderei fazer nada enquanto você não chegar l á " (19.21-22). Mesmo assim, a mulher de Ló ficou para trás, parando para olhar, e morreu — v i r o u uma "estátua de sal", não num passe de mágica, mas ao ser sufocada pelo enxofre e pelos destroços que caíram sobre ela. • Moabe e Amom (37-38) Aparentadas com Israel, estas duas tribos que ocupavam as terras a leste do Jordão e do mar Morto adoravam outros deuses (veja Nm 25) e foram freqüentemente denunciadas pelos profetas. Apesar do caráter sórdido da origem dessas tribos, sua alienação em relação a Israel não era inevitável, como a história de Rute deixa muito claro. G n 20: H u m i l h a d o p o r u m r e i p a g ã o Muitos consideram esta história uma simples repetição de G n 12.10-20. Entretanto, Abraão, com certeza, não foi o primeiro nem o último a repetir o mesmo pecado q u a n d o se encontra sob pressão. Tampouco foi a única pessoa a ser humilhada duas vezes na presença daqueles que não têm o "temor de Deus" (v. 11) a orientar suas ações. Abimeleque (veja 26.1) saiu dessa situação com mais honra que Abraão, o homem de fé. Mais uma vez ficamos no suspense. Será que Deus permitirá que a insensatez de Abraão arruine seu plano no último momento? • Gerar Uma cidade antiga perto do litoral, ao sul de Gaza. G n 21.1-21: I s a q u e e I s m a e l Vinte e cinco anos se passaram desde que a promessa fora feita. Os pais idosos de Isaque ficaram naturalmente radiantes com seu nascimento. A exigência de Sara de expulsar

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onde há estranhas formações de sal.10. Betume também é encontrado naquela região.JO Pentateuco \\>i ficar l á o abaixo d o nível d o mar ( o u d o s Onde situavam-se Sodoma e Gomorra? Alan Millard m u r o s mares). as cidades poderiam ter existido em qualquer lugar no vale próximo ao mar Morto. Acredita-se que Sodoma e Gomorra foram submersas após o cataclismo que as destruiu e que as cidades agora se encontram submersas na parte sul do mar Morto. poderia ter causado um grande incêndio e a liquefação d o betume numa escala grande suficiente para engolir Sodoma e Gomorra. Ueálaróntc 1 • i | / Jerusalém • Mm Possível localizarão de Sodoma o Gomorra (ho|e coberta por águas rasas) fes Mono . Mas nenhuma ruína foi encontrada para Mor identificar essas cidades e. por isso. A á g u a e v a p o r a . o mar M o n o não lem v a / ã n OU saída. o que se encaixa com os "poços de betume" mencionados em Gn 14. Geólogos sugerem que um terremoto. a localização nunca foi confirmada. d e i x a n d o n i n a a l i a concentração d e sal q u e e l i m i n a i o d a s as formas de vida. comum nessa região volátil. Na verdade.

há conflitos por causa de água desde o t e m p o de A b r a ã o até o presente. Em outras passagens da Bíblia é Satanás quem testa o u . "protegido por Deus. Mas agora ele confia mesmo sem entender. para zero nos quatro meses do verão (junho a setembro. E Isaque? Será que esperneou o u discutiu? Na narrativa. 6.17-19).3.9 "Isaque" em hebraico significa riso (veja 17. Gl 4. não ativo: uma aceitação do sofrimento — como o servo do Senhor em Is 53. Mas as palavras do v. Na Palestina.17. Q u e tipo de Deus é este Deus que pensávamos conhecer? A instrução é ainda mais intrigante.13 137 A o fin.22-25 mostra porque o rompimento era inevitável. 2 2 .9. O índice pluviométrico mensal nesta área cai de 100 mm. as palavras devastadoras com que a história começa são chocantes: "Pegue agora Isaque. e os dois retornam juntos (v. a quem você tanto ama". Aqui. 5). seu papel é passivo. Deus provê. Gn 2 2 : U m a m a n e i r a c h o c a n t e de t e s t a r a f é 0 que Abraão sabia a respeito de Deus certamente jamais o levaria a imaginar que Deus poderia querer um sacrifício humano. Para cie. "Abimeleque" pode ser um título filisteu para "rei" (como o "Faraó" egípcio). não nos surpreende que tenha havido um rixa por causa de um poço em Berscba (veja os problemas de Isaque.12-15).Gênesis Agar c Ismael contrariava o costume da época e Abraão precisou de uma palavra de Deus antes de concordar. A questão é claramente apresentada como de confiança (veja Mb 11. o patriarca ofereceu como sacrifício um carneiro. Como Deus podia exigir sua morte? No final da história podemos respirar aliviados. Ksln representação d a cabeça d c um carneiro data d a época de A b r a ã o . Jesus ensinou seus discípulos a orar no Pai-Nosso. "Não nos deixes cair em tentação". em janeiro. então. • Filisteus Abimeleque e o povo de Gerar podem ter sido antigos colonizadores filisteus naquela região. o seu filho. embora este não fosse filho da promessa.10 e a alegoria de Paulo em G l 4). em vez de um nome pessoal. (Veja também 25. 28. o seu único filho. e a renovação do pacto. Deus não quer um sacrifício humano. e m lunar d e seu filho. 1 são claras: é assim que o autor interpretou a situação. como Jesus que foi s u b misso até a nu irte. num poço nas colinas . ele reflete a oferta muito mais preciosa de Deus em Jesus. 18. E ao oferecer seu próprio filho. são os seres humanos que (equivocadamente) colocam Deus à prova. o menino cresceu" (20). já que todas as promessas de Deus convergiam em Isaque. A palavra surge novamente no v. rebanhos bebem á^ua da J u d e i a . Q u a n d o os israelitas saíram do Egito. Assim sendo. toda a área litorânea do Sul era habitada por filisteus.12-18.17-33). assim como para leitores de todos os tempos. Será que Abraão está disposto a oferecer aquele que lhe é mais importante que tudo no mundo? Será que ele confiará em Deus no que diz respeito a Isaque? No passado. Pelo contrário.3 4 : U m a r i x a por c a u s a d e u m p o ç o A água sempre foi preciosa para os pastores no clima seco do sul da Palestina. 36. Mais uma vez aparece o cuidado de Deus por Ismael. • 0 menino ( 1 4 ) Ismael já devia ter 14 anos ou mais. ele não foi abandonado por Deus.il d a história e m q u e DeUS pós A b n l o I prova.9. Expulso por Sara e Abraão. foi assim que Abraão a interpretou. • Vs. E desde o período dos Juízes houve conflitos entre os dois povos. possivelmente. Gn 2 1 . 26. ele havia deixado de confiar em Deus para sua própria segurança: duas vezes o vimos de forma egofsia colocar em risco a vida de Sara. naquela parte do mundo). 9: "brincando com" / "provocando". • "Deus pôs Abraão à prova" ( 1 ) 0 termo antigo "tentou" tem o mesmo significado de provar o u testar. ( I C o 10.

ela se deu conta de que para Deus não havia impossíveis e começou a rir de alegria. Abraão chorou a morte de Sara e comprou a caverna de Macpela para sepultar a mulher. seguindo a orientação de Deus. e Sara pediu a Abraão que mandasse Agar e Ismael embora. por fim.Pentateuco Sara Frances Fuller Lá na Mesopotâmia ela era Sarai. sempre uma pessoa de fora em culturas estranhas. 1Pe 3. Assim. Escutando a conversa na entrada da tenda. morando em tendas. Tratou de maltratar a escrava Agar e. Depois disso. Quando tornou a falar com eles. Isso salvou a pele de Abrão. Por fim. Um documento encontrado entre os Pergaminhos do Mar Morto. a beleza física de Sara. por sua vez. num mundo em que as mulheres não eram senhoras do seu destino. E Deus prometeu que ela teria um filho e que ela seria a mãe de nações e de reis.3-6. enfatiza. Sarai entregou a escrava a Abrão. Segundo o costume. Alguém poderia matá-lo para ficar com ela. ele combinou com ela o seguinte: "É assim Sarai era estéril. Poderia uma mulher ter um filho estando já na menopausa? Será que um camelo conseguiria voar? Quando. escreveu que ela é modelo da beleza interior que caracteriza as mulheres dedicadas a Deus. A Bíblia não diz como Sarai se sentiu nessa situação. Sarai decidiu resolver a situação à sua maneira. meia-irmã e esposa de Abrão. disse ela. de Gerar. Deus havia prometido a Abrão uma descendência tão numerosa quanto as estrelas. "Deus me deu motivo para rir". caps. Duas vezes ele foi levada para fazer parte do harém de homens poderosos: primeiro. em detalhes. Ao que tudo indica. quando nasceu o menino Ismael. Sara tinha o filhinho em seus braços. diga sempre a respeito de mim que eu sou apenas um irmão". foi que a escrava. Isaque não se deixou consolar. Ela passaria a se chamar Sara. O S E N H O R mandou que Abrão saísse à procura de uma terra que Deus lhe daria. passou a desprezá-la. mandando pragas sobre o Faraó e levando Abimeleque a ter pesadelos — e assim Abrão foi solicitado a buscá-la de volta. também. do Faraó do Egito. mas deixou Sarai exposta. 12—23. Deus também não estava contente com a situação. imaginando que todos os que ouvissem essa história passariam a rir com ela. Ela era bonita. o filho de Abrão com a escrava de Sarai seria filho de Sarai e reconhecido como herdeiro. tendo em mente a fidelidade de Sara em relação a seu marido e relevando os seus defeitos. Assim. escrito séculos mais tarde. ficou braba com Abrão. Durante três anos.11. Sara acompanhou sen m a r i d o numa vida n ô m a d e . e ela própria. indo d e lugar e m l u g a r e v i v e n d o e m tendas c o m o estas mulheres. mostrando-se descren- A história de Sara é narrada em Gênesis. e assim ela passou a acompanhá-lo numa vida nômade. depois. Traída? Usada? Violada? Nas duas vezes Deus interferiu para resgatá-la. Deram ao menino o nome de "Riso". Sarai. mudando o nome do patriarca de Abrão para Abraão. ele também deu um novo nome a Sarai. que conhecia todos os motivos de riso que Sara tinha. que você pode mostrar que me ama: aonde quer que cheguemos. Sara riu também. do rei Abimeleque. O resultado te. Abraão encostou o rosto no chão e começou a rir diante da idéia de Sara ter um filho aos 90 anos de idade. triunfo e satisfação. que significa "princesa". O apóstolo Pedro. Sara viveu 127 anos e morreu em Hebrom. grávida. Sarai ficou tudo menos realizada e feliz. . e mês após mês era a mesma frustração e o mesmo recado a Abrão: "Ainda não foi desta vez". Hb 11. Veja. tão bonita que o marido se sentia inseguro. houve ciumeira entre Sara e Agar por causa dos filhos.

não tinha direito a propriedade. que foram atraídos ao Sul pelo comércio. Gn 2 3 : U m t ú m u l o p a r a S a r a Abraão.) O servo fiel e a própria RebeG n 25. Mas Isaque cumprimento d a promessa depende de uma c o n t i n u o u sendo o único h e r d e i r o de seu esposa e de filhos para Isaque: uma esposa pai. 139 Rebeca recebeu jóias d e o u r o e prata. O pequeno g r u p o d e pessoas levou três dias para fazer a viagem d e cerca de 80 km. 18). 53 selam o noivado. na região onde hoje fica a Turquia). Atualmente n o local tradicional d o túmulo em H e b r o m aparece uma mesquita. Oriente.vam o Sinai e a parte to em todas as suas etapas. G n 25. tradicional no de Agar (16. A história narrada Isaque. estrangeiro na terra. 24. 11 Beer-Laai-Roi. Este capítulo c o 21 registram os primeiros direitos legais da família de Abraão cm Canaã.1-11: O s ú l t i m o s d i a s de Abraão Os filhos d e Q u e t u r a são os ancestrais Gn 2 4 : R e b e c a de vários povos d o norte da Arábia. Os heteus que ocupavam a área de Hebrom devem ter sido imigrantes do reino hitita (fundado por volta de 1800 a.Gênesis oferece outro comentário sobre provação e a provisão de Deus. é uma das mais belas d o AT.13) e teve que negociar até para ter u m local para enterrar sua esposa. conforme detalhes da lei hitita ( a menção das árvores. (Isaque é novamente colocado n u m papel passivo. com a morte de Abraão. . pesagem da prata pelos padrões da época e a proclamação na presença de testemunhas à porta da cidade).C. c o poço tume do casamento arranjado. A negociação é descrita v i v i damente. Túmulos familiares.14).) > A t e r r a d e M o r i á (2) Abraão fez a sua oferta num dos montes sobre os quais Jerusalém se situa atualmente (possivelmente o próprio monte d o T e m p l o — veja 2 C r 3. Ele viveu sem receber "as coisas que Deus tinha p r o m e t i d o " ( H b 11. que guiou tão claramente esse casamen. Todos Abraão j á era idoso. coloca o seu selo noroeste da Arábia — sobre o casamento n o amor profundo de Isa"desde Havilá até Sur" que por esta jovem extraordinária.12-18: ca destacam-se na narrativa. Ela reflete o cos. Isaque era solteiro. e. Os presentes do O s d e s c e n d e n t e s servo no v. também eram comuns.• V . uma jovem promessas tornaram-se suas: Deus abençoou da família do povo de Deus. as posses e essencialmente escolhida por Deus. (v.. Nenhuma conde Ismael clusão podia ser mais adequada d o que esta: Essas tribos ocupaDeus. geralmente cavernas ou escavações n a rocha. pois os muçulmanos têm Abraão em alta conta. que será foco de atenção no cap. • Família d e Naor (20-24) Esta rápida atualização d o outro ramo da família de Abraão serve para apresentar Rebeca. Acordos importantes podiam s e r registrados p o r escrito desde os tempos amigos.1). O acordo entre A b r a ã o e os heteus d a região de H e b r o m poderia l e r sido registrado c m cuneiforme sobre u m a lalniiiiiia de argila semelhante a esta. no Neguebe. O foram sustentados p o r Abraão. Esla moça judia icmcniia que v i v e em Israel se a d o r n o u com um tradicional c o l a r de prata e uma tiara d e prata.

G n 28: O s o n h o A bênção de despedida que Isaque proferiu e q u e .1) Veja 21. Isaque vacila entre a fé e o medo.16-17 censura a G n 27: Jacó e Esaú N e n h u m personagem se saiu bem nesta história. Esaú e J a c ó nascem depois de vinte anos de espera.23).33): a bênção acompanhava o direito de filho mais velho. 2 Padã-Arã ("planície de Arã") é a mesma região que Arã-Naaraim ('Ara dos rios"). • O direito de primogenitura (25. A construção maior. Esaú fez outra escolha errada. G n 27—35 A história de Jacó H e b r o m . O plano dc Isaque foi contra aquilo que Deus revelara antes d e os meninos nascerem (25. J a c ó respondeu com sua própria promessa. não acreditou.22-34. A bênção foi de Jacó. G n 25. ao concordar com o plano. f o i d a d a d e forma genuína reconheceu Jacó como real herdeiro da promessa d e Deus. N u n c a houve gêmeos c o m personalidades tão diferentes. ( N o AI^ a bênção proferida pelo pai comunica prosperidade material a seu filho — as palavras têm poder. Esaú haveria de suceder Isaque como chefe da família e herdaria o dobro em relação a seu irmão Jacó. desta v e z . J a c ó partiu e em Betei ("casa d e D e u s " . A terra natal de Rebeca ficava entre os rios Eufrates e Habur. Quando vendeu seu direito de primogenitura. fica n o alto. Deus sc fez presente com ele. 100 km ao norte de B e r s e b a ) . embora estivessem do lado do direito. E Rebeca jamais tornou a ver seu filho predileto. mas ele vai para Gerar. foi para o exílio. Deus repetiu a este homem pouco promissor a promessa feita a Abraão e Isaque. O N T acrescenta uma dimensão espiritual ao conceito de bênção. c o m adições posteriores no período bizantino e n a época das Cruzadas. não honrou sua palavra (25. sobre tuna caverna usadn como túmulo.31) Como filho mais velho. n u m momento de profunda solidão. • Abimeleque/filisteus (26. "por uma refeição vendeu seus direitos dc herança como filho mais velho". E farei com que v o c ê volte para esta t e r r a . A fome faz com que Isaque se retire d o Neguebe. a o anoitecer. local d o tradicional túmulo dos patriarcas. A história n o cap. ao Norte. Jacó. mas trapacearam c mentiram para alcançar seus objetivos. na Síria. mas na casa d o patriarca há motivo para amargura. . a Mesopotâmia grega (atual leste da Síria — norte do Iraque)." Abimeleque propõe a paz com honra. " Mal acreditando. • V. Mais tarde encontramos os arameus estabelecidos mais ao sul. no Sul.Pentateuco IflHflHBi atitude de Esaú: ele era "profano". Ele adota com Rebeca o mesmo artifício que seu pai usara (mais verdadeiramente) com Sara: mas Rebeca não é tirada dele. data da época d e Herodes. não se referiram a Deus. Jacó e Rebeca. ele perdeu todo direito à herança e à bênção que a acompanhava.35 A história de Isaque Mais uma vez a linhagem continua pela ação direta d e D e u s . Quando seus ouvidos revelaram a verdade ("a v o z é de Jacó"). . A o casar-se com Judite. "assim Esaú desprezou o seu direito de filho mais velho". .19—26. e também na direção leste. Isaque confiou totalmente nos seus sentidos e todos eles falharam — até o paladar do qual tanto se orgulhava. Esaú estava disposto a matar seu irmão. 26 se assemelha a incidentes na vida dc Abraão. e não para o Egito. filha de um heteu. que gostava de ficar em casa. porém é distinta de relatos anteriores. precisando sempre ser tranqüilizado por Deus: "Não tema. Como a maioria de nós. porque estou com você. acrescentando u m a garantia pessoal: "Eu estarei c o m você e o p r o t e g e r e i . Esaú. O relacionamento entre Isaque e Rebeca foi prejudicado. como Deus sempre quis — mas por um alto preço. nos montes d a Judeia.) A trama calculista de Jacó é descrita sem comentários — mas H b 12.

(Posteriormente a lei impediria que o homem tomasse por mulher a cunhada.^ 1 ) e na Babilônia dava-se muita importância aos sonhos. A esposa mal-amada esperava a cada novo filho ganhar a afeição do marido. A escrava dada a sua filha (v. Mas não há necessidade de um interprete especial: Deus fala claramente. N a época d e Salomão. Gn 2 9 — 3 1 : J a c ó e n c o n t r a a l g u é m à sua a l t u r a Estes três capítulos abrangem os 20 anos do exílio de J a c ó : 14 anos de serviço para obter as duas esposas. com a condição de que deveria trabalhar mais sete anos por ela. o servo d e A b r a ã o levou unia tropa d e d e z camelos.3 Isto reflete o mesmo costume que Sara seguiu (16. O logro no casamento de Jacó com Lia causou uma vida familiar intolerável. os camelos haviam se t o r n a d o um dos principais meios d e transporre.51). Ela veio a ser a mãe de Levi (a linhagem dos sacerdotes) e de J u d á (a linhagem real). talvez. • 29. 24) pode ter sido parte do dote. Labão aproveitou a oportunidade para explorar a generosidade da oferta. N ã o foram anos muito alegres para Jacó.1-2).18). • 30. E na viagem d e v o l t a . tanto e m períodos d e p a z como c m tempos de guerra. Raquel foi dada a Jacó. Deus não a desprezou. com anjos subindo e descendo por ela (veja também J o 1. • 29. ( .28 Após a semana de festas. A "coluna" — não muito grande — consagrada com óleo foi posta de pé para celebrar a visão.31 Por mais que Jacó tenha. Pedras ou montes de pedras geralmente eram usados desta maneira (veja 31. Raquel. E Jacó acabou por ser negociado entre as duas. 0 significado vem com o sonho. desprezado Lia. bela e amada. • 29.14 Acreditava-se que mandrágoras induziam A o sair c o m a tarefa d c encontrar uma esposa para [saque. vivia amargurada por continuar estéril. Rebeca veio montada mim camelo. e seis para que pudesse ter seus próprios rebanhos.51-52). que encontrou no tio Labão alguém à sua altura em termos de trapaça nos negócios.18 Jacó ofereceu seus serviços em lugar do presente de casamento habitual. H á sonhos importantes no A T também —como é o caso deste. pois isso criaria inimizade entre as duas irmãs: Lv 18.> O sonho (12-15) No Egito mitigo (veja Gn 4 0 . A "escada" que aparece em algumas traduções era uma escadaria (será que as histórias do grande zigurate de U r foram transmitidas a Jacó?). • 30.

Mas desta vez ele planejou e orou. • 31. • 30.42 Pentateuco Padã-Arà A viagem dc Jacó: ida c v o l t a P o r u m a p e d r a d c pé c o m o se fosse u m pilar e r a u m a m a n e i r a de " m a r c a r " u m acontecimento importante. o Deus ele Israel" (El Elohe Israel. Por ironia. aterrorizou Jacó. foi Lia quem ficou grávida outra vez. 33. mas era u m novo homem. Ele não foi nem o primeiro nem o último que. Sozinho e sem sono. no extremo sul. A posse dos ídolos d o lar poderia ajudá-lo a reivindicar a herança. que havia marcado toda a sua v i d a . Jacó saiu mancando d o confronto. culminar nessa estranha luta. segundo pensava. A notícia de que Esaú se aproximava depressa. .20). o encontro entre os dois irmãos era inevitável. primeiro lutou com Deus para depois se apegar a ele com fé renovada. Gn 32:Jacó luta com Deus Embora Esaú tivesse se estabelecido em Seir. O presente de Jacó. Mas ele não conseguiu dizer isso com franqueza. A refeição sela a aliança. A pedra q u e aparece n a foto encontra-se nas ruínas d a antiga S i q u e m . • 31. mas a "Deus. Jacó v i u o conflito com Deus. a favor d e Jacó. como fica claro no estágio seguinte da viagem.19 Raquel agiu.44 O pacto de não agressão feito por Labão c Jacó tem muitos paralelos contemporâneos. p o r e x e m p l o .37-43 Jacó acreditava que a observação dos galhos durante a gestação afetaria os cordeiros n o ventre. e com u m pequeno exército.21 A história d o trágico estupro dc Diná é contada no cap.14 Lia e Raquel tinham direito a parte da riqueza que seus presentes de casamento haviam trazido a Labão. o t r a t o entre J a c ó e Labão (31. • 30.45). • V . Na realidade ele devia seus rebanhos ao poder de Deus e à prática de cruzamento seletivo que o sonho revelou. O próximo altar que edificou não foi ao Deus de seus pais. Sumte Penuel IMaanaim • 31. selam a reconciliação. 14 Jacó não tinha a intenção de ir a Seir. G n 33: O s reencontro dos irmãos As boas-vindas dc Esaú a o irmão que o enganara foram i n c r i v e l m e n t e efusivas e generosas. 34. c o m o . Esaú vindo dc Seit a fertilidade. numa crise. Belfl Mula (Belém) Ht'hrom. e sua aceitação por parte de Esaú. (Júntale Albo .

embora não houvesse circuncisão para as mulheres. acusadas de serem as únicas culpadas por isso. mesmo que o marido ou a mulher não possa. houve uma redescoberta das histórias das mulheres de fé e de sua centralidade no desenvolvimento da história da salvação. a interpretação de Gênesis esteve relacionada com a vida dos grandes homens de fé. a família de Jacó teria sido muito mais numerosa do que aquelas setenta pessoas.2). 30. Jacó levou consigo para o Egito os filhos e netos. um status mais eleva- do para as mulheres. sempre foi a base bíblica para alguém ser aceito por Deus. As experiências e oportunidades na vida das mulheres de hoje parecem bem diferentes daquelas que aparecem no Gênesis. mas no cômputo final de setenta pessoas (é provável que esta cifra não seja literal. um padrão que se repete nas histórias das matriarcas Sara. Em muitas culturas. recebeu um novo nome e sem a qual Abraão não poderia ter tido Isaque. as mulheres são. não há nenhum indício de que. dentro da aliança. Marginalização Segundo Gn 46.1-2. tanto para os descendentes de Abraão quanto. por exemplo." Entretanto. ou se está defendendo abertamente sua adoção em todos os tempos e em todos os lugares. elas deveriam ser consideradas. como membros de segunda categoria. mas. E o NT enfatiza que a fé. Se todas as mulheres tivessem sido contadas. literalmente. 25. Há mais histórias sobre homens.21. muitas vezes. se o AT está apresentando atitudes que pessoas daquele tempo tinham em relação ao papel das mulheres.27. mas. Nos casos de Sara e Raquel. O sinal dessa aliança era a circuncisão (dos homens). a exemplo de Abraão. indícios de que Deus tem um conceito mais elevado das mulheres do que transparece na maneira como elas eram tratadas pelos outros. insere os homens e as mulheres na igreja cristã. As experiências tanto de mulheres quanto de homens são vistas como modelos de fé para todo o povo de Deus. nas culturas do antigo Oriente Próximo. Mas essa aliança não foi feita unicamente com Abraão. ao passo que a situação de Rebeca e Isaque é um tanto ambígua. Diante disso. o filho da promessa (Is 51. Eles a tinham na conta de uma simples escrava. Ela foi feita também com Sara. É claro que a Bíblia nos vem eme por meio de uma cultura e uma história. 'As experiências tanto de mulheres quanto de homens são vistas como modelos de fé. para todas as nações. no entanto. mesmo quando suas histórias apareciam no texto bíblico. no passado. eram elas que não podiam conceber. o antigo preconceito cultural em relação às mulheres foi perpetuado. os pais ou patriarcas do povo de Israel.2). as filhas e netas. as mulheres não contavam. Desse modo. Em Gn 16.Gênesis 143 Mulheres de fé Claire Powell Durante séculos. injustamente. A aliança q u e Deus fez O relato da aliança que Deus estabeleceu (Gn 15—17) ocupa um lugar central na promessa de salvação. é preciso verificar constantemente se as histórias dos patriarcas estão descrevendo a cultura daquele tempo. mas não significa que é assim que elas deveriam ser tratadas. ou prescrevendo o que deveria ser um padrão cultural de nossos dias. Agar é maltratada por Abraão e Sara. . em termos de missão mundial. tecnicamente. Entretanto. o texto deixa claro que é Deus quem dá ou retém o dom de filhos. Isso nos diz algo sobre o silêncio a que foram reduzidas as mulheres e sua condição de marginalizadas na cultura dos tempos bíblicos. e não a circuncisão.1. mas uma forma de expressar a totalidade) são incluídos especificamente os homens. tê-los. Mulheres que não podiam ter filhos No AT. As três matriarcas devem ter sofrido com esse estigma. com a possível exceção de duas mulheres: Diná e Sera... Sempre de novo aparecem. no NT. De uns tempos para cá. marginalizadas ou ignoradas. uma grande família era considerada uma grande bênção de Deus. Rebeca e Raquel é a decepção da falta de filhos (Gn 16. ao passo que o anjo do S E N H O R a chama pelo nome. dentro dos próprios textos. A pesquisa bíblica mais recente tende a chamar a atenção para esses detalhes e procura descobrir.7. nas histórias dos patriarcas. O rito do batismo. que. devido a isso. Mas. as mulheres eram.5.

como prelúdio para a bênção que daria ao filho o direito à herança da família. Se Esaú era caçador e homem de ação. o astuto Labão entregou Lia. e. pouco importando os protestos de Esaú. vendo que a vida lhe chegava ao fim. Jacó teve de trabalhar sete anos para pode casar com ela. independentemente do preço a ser pago. e ele foi o segundo a nascer. Ao todo. na hora H. Isaque tinha predileção por Esaú. Aquele era um momento crucial. conseguiu fazer com que o faminto e exausto Esaú abrisse mão do direito de primogenitura em troca de um prato de comida. A história do nascimento já sinaliza o que ele viria a ser. tratou de fugir. portanto. o primogênito. assim. a hábil e manipuladora Rebeca. Rebeca teve gêmeos. Mas. prepararam o terreno para uma disputa familiar que. igualandose ao próprio Labão. acabaria trazendo problemas para José. a filha mais velha. para só então oferecer a Jacó a filha mais moça. muito perspicaz. a bênção não poderia ser revogada. desde o início. preferindo o ambiente caseiro do acampamento familiar. aliado a seu sucesso como pastor de ovelhas. aproveitando a ausência temporária de Labão. Labão estava furioso. que Labão passe a tratar o sobrinho e ex-dependente com frieza. c u i d a n d o b e m d o s rebanhos d e seu sogro. Jacó passou a fazer parte da linhagem de Abraão e Isaque. mais tarde. fez de Jacó alguém que merecia respeito. . Mas aqueles não foram anos perdidos. E Jacó se valeu desse conhecimento para tirar uma grande vantagem. se Abraão era o fiel servo de Deus. Jacó era calmo e introspectivo. Mas. o típico homem do contra. Jacó acumulou riquezas e conhecimento. Jacó trabalhou 14 anos para o tio Labão. sempre disposto a obedecer. que temia ser amaldiçoado pelo pai. Labão era bem diferente do sereno Isaque e do infeliz Esaú. E Jacó. Rebeca escutou 0 que Isaque disse a Esaú e elaborou o plano de cobrir as mãos e o pescoço de Jacó com pele de cabrito. juntamente com a preferência de Jacó por Raquel. Foi a prontidão e vigilância de Rebeca que permitiu a Jacó sair em vantagem. As constantes desavenças entre Raquel e Lia. para que ele se parecesse com Esaú e também para vencer a resistência de Jacó. Jacó não era farinha do mesmo saco.23). a linhagem que recebeu a promessa de vir a ser uma grande nação (sendo que tudo isso já estava implícito nas palavras que Deus havia dito a Rebeca em Gn 25. que se chamava Raquel. Não é de surpreender. Num primeiro momento. mas Jacó era o favorito de sua mãe.25-43) dá a entender que Jacó entendia o processo de procriação de animais de uma maneira que escapava a seu tio. Não obstante. Jacó ficou rico. Assim. Os dois devem ter "lutado" muito durante a gestação. Isaque pediu a Esaú que lhe preparasse sua comida predileta. Uma vez proferida. o irmão de Rebeca. Mas o fato de. O homem d o contra Esperto e sempre disposto a levar vantagem pessoal. Nessa mesma época a família de Jacó aumentou. e Jacó saiu da barriga da mãe segurando o calcanhar do primogênito Esaú. concluiu que era uma boa idéia ficar tão longe quanto possível de seu irmão furioso. neto de Abraão. que vivia em Harã. A história das ovelhas e das cabras (Gn 30.Jacó David Barton Jacó era filho de Isaque e Rebeca. Idoso e cego. Novas áreas a explorar Jacó. mudou-se para a casa de um tio. Apaixonado pela filha mais moça de Labão. de volta ã terra de Canaã. Jacó parece ser. o fato de ter tantos filhos. nele Jacó encontrou alguém à sua altura.

laboque. com razoável quantia de bens. 35. Aquela luta. Jo 1. onde havia tido aquele primeiro sonho. como seria de esperar. vendo-se em desvantagem diante de um opositor tão poderoso. e isto está implícito na história. Ele saía ferido daquele encontro. MOMENTOS MARCANTES A promessa — Gn 25. o Deus de Israel. Anteriormente. Jacó era maior do que havia sido até então. Jacó havia feito o possível para tentar impressionar Esaú com as riquezas que havia acumulado e. quando fugia do irado Esaú. Deus nos toma assim como somos. Israel. ao afastar-se do ribeiro na hora do amanhecer. disposto. Jacó teve seu caminho literalmente barrado pelo mistério de Deus. Dessa vez Jacó ficou admirado: "Eu vi Deus face a face. não o nome. que.12-22 O casamento — Gn 29—30 O encontro com Deus — Gn 32. onde possivelmente teria de encarar a fúria de seu irmão. para ele e as gerações subseqüentes. De volta ao lar O encontro com Esaú foi tranqüilo. que durou a noite toda. As promessas feitas anteriormente a Abraão e Isaque foram. pediu-lhe. Ao mesmo tempo. A virada É nesse momento que começa a aparecer o outro lado de Jacó. Jacó comprou terras em Siquém. A história de Jacó se inicia em Gn 25. não apenas por meio da extraordinária fidelidade de Abraão. pois agora ele tinha um novo nome. Vemo-lo enfraquecido.29-34 A bênção — Gn 27 O sonho . o motivo condutor de toda essa narrativa: Deus realiza os seus propósitos. onde construiu um altar para El. mas também através de coisas mais suspeitas como o inte- resse próprio e a ambição pessoal. fazerem um acordo no sentido de cada um respeitar o território do outro mostra claramente o novo status que Jacó havia alcançado: ele era. e ainda estou vivo". o velho e astuto Jacó. Jacó havia tido um sonho fantástico em que aparecia uma escada cujo topo atingia o céu (Gn 28.22. confirmadas para ele também. e sua tristeza diante da suposta morte de José foi profunda.no final. se necessário. mas a sua bênção. na história de seus filhos. nem sempre devidamente lembrado. partindo em direções opostas. parece que as implicações morais daquela visão tiveram pouco efeito sobre ele.Gn 28. com uma fraqueza nunca antes vista. e acabariam por se separar. com certeza. antes de tudo.) Ele marcou o lugar e lhe deu um nome. por mais que um senso de destino tenha influenciado seu modo de agir em Harã. inclusive. e que teria todo aquele sucesso no Egito. o seu relacionamento com Deus. Só então ele o deixaria ir. no final. assegurando-lhe que a promessa continuava de pé. No entanto. Mas quando o misterioso estranho o havia abençoado (sem revelar seu nome). Agora. e eleé o personagem principal da narrativa até o final do cap. Também este havia prosperado. retratado acima. Depois. Mas. Mas ao longo de sua vida ele procurou levar vantagem em tudo. deu início a uma nova etapa na vida de Jacó. (Mais tarde Jesus faria referência a essa visão. um homem independente. Gn 50 registra a sua morte. Aquele era. Até mesmo um ardiloso trapaceiro como Jacó tem seu lugar no estabelecimento da vontade de Deus e pode. acima de tudo na história de José. Nesse ponto a história de Jacó se dissolve. a pisar os outros para alcançar seus objetivos.22-32 . Os dois se abraçaram.10-22). nascido da amada Raquel. talvez. pois aquele era um ponto de encontro entre Deus e a humanidade. E ali a sua condição de patriarca foi definitivamente estabelecida através de nova manifestação de Deus.. agora. ao transpor o vau do Jaboque. a saber. ser transformado por um encontro com o mistério de Deus. ele se mudou para Betei. Jacó se deparou com um estranho. seu filho predileto. Deus agindo Este é.51. Jacó percebeu que mancava. porém.23 A primogenitura — Gn 25. Mas Deus lhe apareceu mais uma vez. em sua viagem de volta à terra natal. agota. ele havia "lutado com Deus e com os homens" e saído com a vitória. por assim dizer. quando estava de mudança para o Egito (Gn 46. porque HHHHHHH U m m o m e n t o decisivo na v i d a de J a c ó Foi o d a q u e l a noite e m que l u t o u c o m um estranho misterioso n o vau d o rio . negociar um acordo de paz. mais por respeito do que por afeição. Jacó tem o seu lado bom.3-4). Na noite que antecedia o encontro. Ele amava Raquel com amor sincero.

antes do início da história de José. caso seu pai decidisse fazer dc José o herdeiro — não está a favor da violência. • Siquém (12) Será que Jacó estava preocupado com o bem-estar dos seus filhos que se encontravam na região onde Diná havia sido estuprada c os irmãos dela haviam vingado a honra da irmã (cap. Este capítulo é uma conclusão. Alguns consideram o uso dos dois nomes um indício de fontes diferentes usadas pelo editor.24). Deuses estrangeiros foram eliminados. com o vale de Arabá estendendose ao golfo de Acaba e a região montanhosa de ambos os lados. • Caravana de ismaelitas/midianitas (25. no túmulo da família (veja cap. por que não fez nada (v. x G n 37—50 A história de José Gn36 A linhagem de Esaú Mais uma vez. Eram todos pecadores.21-22. cometido pelos irmãos de Diná. sem tentar encobrir as falhas dos antepassados da nação. ao dar à luz a Benjamim. 24 A "cisterna" era uma espécie de poço seco. importante G n 37: D e filho predileto a escravo Aqui começa a parte final de Gênesis. 30 Se Jacó queria conciliação. portanto. 28 e 36. 5)? Mais uma vez o autor conta os "podres".5-7 procura compensar a ausência de qualquer comentário de ordem moral a respeito de Simcão e Levi neste caso. Mas a questão que interessa ao autor/editor. neste caso. de assassinato. quando eles enterram seu pai idoso. • V . Mas o uso de nomes alternativos é uma característica da literatura do Oriente Próximo e os nomes aqui são permutáveis (compare os vs. As especiarias tinham muitas utilidades — na preparação de alimentos e na manufatura de incenso e cosméticos. Nos livros de Êxodo a Dcuteronômio vai aparecer a história de uma nação. A terrível vingança perpetrada pelos irmãos de Diná. 31 Esta passagem parece ter sido escrita na época dos reis de Israel.28) Esses dois grupos de habitantes do deserto descendiam de Abraão. O "bálsamo" de Gileade (área a leste do Jordão e norte do Jaboque) era famoso e o comércio de especiarias era importante desde a antiguidade. o Vermelho (por causa do caldo vermelho pelo qual trocou seu direito de p r i m o g e n i t u r a ) . centrada em José. não para trabalho) quer multicolorida (como as pinturas egípcias de vestes asiáticas). A história apresenta Diná em silêncio e sem poder algum.22-26). 34)? • V. Deus reafirmou sua aliança. o mais velho — que teria mais a perder. A rota comercial que ia de Damasco até a costa passava por Dotã. o último dos 12 filhos de Jacó.1. 21 Ruben. A estrada real. G n 35: R e t o r n o a Betei Quando Jacó retorna ao lugar da promessa de Deus. . é a sobrevivência tribal e nacional. mostra a necessidade da lei que limita a vingança ("olho por olho" — e nada mais). rota comercial. Sua conduta foi errada e isto não foi esquecido. • V . assumindo responsabilidade por seu irmão mais novo. Posteriormente houve inimizade entre Edom e Israel. enquanto um registro ocidental moderno teria enfatizado a vítima e seus sentimentos. o autor oferece urna atualização do outro ramo da família. 23). Raquel morreu perto de Belém (Errata). Será que o povo dc Hamor aceitou os termos propostos por ganância (v. levando a um crime ainda mais grave. Isaque. 49. A cortina se fecha sobre os dois irmãos. antes de começar u m novo capítulo da história. deu seu nome à terra de Seir que tomara dos horeus (20-30). passava pelo planalto oriental. em resposta ao insulto sofrido pela irmã. os irmãos de José a viram como sinal dc que Jacó pretendia tornar José seu herdeiro (veja 48. esta seção da narrativa chega ao seu final. • Elifaz e Temã (11) Compare J ó 4. 23)? O u não suspeitaram dc nada porque o rito de circuncisão estava ligado à preparação para o casamento? O relato em G n 49.Pentateuco G n 34: E s t u p r o e v i n g a n ç a Diná foi violentada por Siquém. Esaú/Edom. Esta é a última das histórias de família. • Edom (8) O território de Esaú fica a leste do mar Morto. • A túnica especial (3) Q u e r ela fosse de mangas longas ( c . para lazer. Seria Edom o contexto o u ambiente em que se passa a história de J ó ? • V . Jz 8. Esaú c Jacó.

27 c G n 45. • V . 43—44 apareceu de modo mais favorável.Gênesis 14- • V .4 é mais provável que as outras versões estejam corretas: José foi vendido por seus irmãos. 28 A Bíblia de Jerusalém e outras traduções entendem que "eles" (que aparece no texto hebraico) são os midianitas. Isaque. Mas conforme o v. Lc 3. Jacó e a s 12 t r i b o s d e I s r a e l Betuel Labão Isaque ( Q R e b e c a Esaú Jacó (D Lia Ruben Simeão Levi Judá Issacar Zebulom Diná Ismael Raquel :JÜ!jL. Tera I Agar KOfKlbülál Noar ( T ) Sara CD Abraão lea Abraão. ßctsi'lw.33. 39. e também a história de Rute). Ao colocá-la aqui. aparece c o m freqüência nas histórias d e Gênesis. Zilpa InmubiM' I Dã Naftali Gade Aser José (T)Asenate Benjamim Efraim Manasses . uni oásis na extremidade d o deserto do Negue be. E e m 49. Mas nos caps. o escritor estabelece um contraste mais acentuado com o comportamento de José no cap. da qual o próprio Messias descenderia ( M t 1.3. Gn 38: L i n h a g e m d e J u d á Esta história extraordinária provavelmente foi incluída porque ela forma parte da genealogia da futura casa real. d e cuja linhagem vieram os reis de Israel. 26 J u d á . legumes são vendidos n u m m e r c a d o b e d u i n o d e B c r s c b a .8-12 Judá recebe a bênção de seu pai. procedeu mal nesta situação e no capítulo seguinte. A q u i .

51-52 "Manasses" e "Efraim" são nomes hebraicos.. • V. Vinte anos não conseguiram apagar seu sentimento de culpa (42. • Perez (29) Foi de sua linhagem que veio Davi c. É Deus quem vai dar uma resposta. tendo sua capital (Avaris) na parte oriental do delta do Nilo. mais tarde.2). Eles reinaram de cerca de 1710 a 1570 a ." disse José. Deus se manteve leal a José.-148 Pentateuco Se um homem morresse sem filhos. Mas o copeiro de Faraó e seu padeiro não tinham a quem recorrer.Vwtfos dos üois Irmãos. era o centro da adoração egípcia ao sol. Gosém também se encontrava nessa mesma região. c uma profunda compreensão da forma como Deus guia a vida das pessoas (45. os irmãos mostraram uma genuína mudança de atitude com relação ao passado. 46 José tinha 17 anos quando a história começou (37. 39—50 encaixa-se perfeitamente no contexto do Egito sob os Faraós hiesos. José era certamente um homem bastante sensível. que agora era o filho predileto de Jacó. o próprio Cristo.5. e. casando-se com a viúva (a lei do levirato. ele não só mostrou que podia explicar a mensagem de Deus como ofereceu um plano definido de ação. c mais nove anos se passariam até a família ser reunida outra v e z . que eram semitas. Diante de cada novo desafio que aparece em seu caminho. da reunião de José com todos eles.37/43. • Vs. da prova à qual ele os submete. G n 41: D a p r i s ã o a o p a l á c i o Dois anos depois o próprio Faraó teve um sonho que seus mágicos e sábios não conseguiram decifrar. no Egito. E Earaó elogiou esle homem "em quem está o Espírito de Deus" (v. G n 40: O s s o n h o s dos prisioneiros Nesta época. de Levir= cunhado). Mas era raro que houvesse fome no Egito e na Palestina simultaneamente. recusa e difamação. • V. • 42. G n 39: J o s é : s u c e s s o e d e s g r a ç a O relato sobre a vida de José no Egito que aparece nos caps. Esta história de sedução. subordinado apenas ao Faraó. mas tem tudo a ver com suscitar o u não herdeiros segundo a lei do levirato. A ação (e o castigo) de O n ã não tem nada a ver com controle de natalidade ou masturbação. • V . • V. 54 Períodos de intensa fome eram comuns no F. E Deus revelou o significado. C . ao final.21-22).gilo. capaz de chorar de tristeza e de alegria. . 40-43 A investidura de José seguiu a tradição egípcia: o anel (símbolo de sua autoridade). roupas de linho fino (vestimenta da corte) e um colar de ouro em recompensa pelos seus serviços. " E Deus quem dá à gente a capacidade de explicar os sonhos". 14 O véu com que Tamar cobriu o rosto fez com que ela parecesse uma prostituta (casada) que servia num templo dos cananeus. José escondia uma disposição de perdoar de forma total c generosa o mal que tinham feito contra ele. Q u a n d o o copeiro finalmente se lembrou de José. Dt 25. 38). Após 13 anos na condição de escravo. • V . 14 A tradição egípcia exigia que José fizesse a barba e colocasse roupa de linho antes de se apresentar na corte.3 Judá tem sucesso onde Ruben fracassou. mais importante ainda. 17 A língua egípcia tinha nomes para 38 tipos de bolos e 57 tipos de pão. seu irmão linha a obrigação de gerar herdeiros para ele. que começa de forma semelhante. disse José. O importante aqui é que José manteve a fé em Deus c. • V. Por trás de sua aparente rispidez. dava-se muita importância aos sonhos. ficava 15 km a nordeste do Cairo. • Vs. foi comparada com uma obra egípcia intitulada (.. "Isso não depende de mim. Judá envolveu-se com tudo isso. Ele agora assume a liderança. G n 42—45: A fome propicia a reunião da família Estes capítulos apresentam um relato comovente do encontro de Jose com seus irmãos. Cavalos e carros haviam ajudado os Faraós hiesos a conquistar a supremacia no Egito. que equivale a lleliópolis. o mesmo que haviam feito com José. Mas a mágica e o milagre que aparecem nesse conto são nitidamente diferentes da história de José e não há motiv o real para ligar as duas obras. José tornou-se governador de todo Egito. através de seu casamento. As festas estavam ligadas a rituais de fertilidade na religião de povos que moravam em Canaã — e. Eles não fariam com Benjamim.45 O m . no sucesso e na desgraça. Intérpretes profissionais tinham manuais que descreviam sonhos c seus significados. apesar de todo seu treinamento e ioda uma biblioteca de livros de referência.5-8).

Segundo uma tradição rabinica. Canaã ficava na rota de comércio entre as nações ao Norte e a Oeste. vendido como escravo a uma caravana de lançado na prisão. A pedido de a ser no futuro e que. Potifar. Ele acabaria saindo da prisão da C o m o g o v e r n a d o r d o rei n o E g i t o . Jacó deu ao filho uma túnica longa. e José soube aproveitar a oportunidade que isso propiciava para chegar à realização de seus sonhos. mas ainda não seria (Gn 37. e ninguém conseguia interpretá-los. e. naquela tentativa de sedução por parte da mulher. um ato de ingenuidade ou da mais pura cegueira da parte de Jacó mandar que José fosse verificar como estavam seus irmãos. Naquelas circunstâncias. tendo acima dele apenas o próprio Potifar. que fica ao Sul. O prisioneiro Mas sua carreira foi interrompida bruscamente pela intervenção da mulher de Potifar. que havia em seu interior. O pai ficou pensando no caso. estatueta. o que dor seria morto. Isto criou um profundo vínculo entre José e Benjamim e fez com que ele fosse especialmente amado pelo pai.31-36). e No gozo de sua própria liberdade. dos sonhos. José aprendeu que José acabou ficando sem a túnica. o homem que encontrou José (37. O pedido foi atendido. Será que se tratava da mesma atitude esnobe que havia deiO escravo A idéia inicial era matá-lo. que era o primeiro amor de Jacó. por mais que exista uma ponta de arrogância na maneira como José se esquiva dela (Gn 39. A interpretação que ele deu aos sonhos foi precisa: um serviEntrementes.15) era um anjo que o guardava. Ele nasceu após longos anos de espera e depois do nascimento de dez meios-irmãos. nem mesmo o direito de resposta. e sava no íntimo desse jovem que tinha essa força interior impressionou o uma clara compreensão do que viria chefe dos carcereiros. era. A aflição de José só será Ele se volta outra vez aos recursos mencionada mais tarde (Gn 42. mas nos irmãos isso só conseguiu despertar ódio por alguém que era tão diferente deles.Gênesis José David Barton José era filho de Jacó e Raquel. reabilitado. jogado num poço escuro onde. E assim aconteceu. apaJosé foi. O relacionamento entre os dois. . O Faraó teve vários sonhos. diz o narrador. Raquel expressou o desejo de ter outro filho. lá longe. José ficou todo trouxe grande tristeza ao patriarca esperançoso. no final. qualquer modo.5-11. Ria data d o p e r í o d o e m q u e Israel estava n o E g i t o . levado ao mundo rentemente. é descrito de forma bem plástica. Com 17 anos de idade. desta vez que ele sairia da prisão. com certeza.7-20). Não demorou muito e ele passou a administrar tudo que Potifar tinha. o volúvel chefe dos copeiros esqueceu com o Egito. e foi jogado num poço. ele tem uma sensação interior do poderoso destino que lhe estava reservado. José teria se forma mais dramática que se poderia vestido c o m o o oficial e g í p c i o retratado nesta imaginar. são a chave para compreensão da vida dele. outra vez.21). os irmãos entenderam que aquela era a hora da vingança: o quanto valia um jovem escravo. ficaria até morrer. mas o nascimento de Benjamim acabaria lhe custando a vida. era um homem próspero. mercadores. de mangas compridas. mas xado tão furiosos os seus irmãos? De Ruben (o mais velho) não o permitiu. filho de obscuro pastor de ovelhas. que estavam apascentando os rebanhos nas colinas distantes dali. robusto e bem articulado. e os dois sonhos sobre a sua própria importância. de repente. o oficial egípcio a quem ele foi vendido. Os mercadores que compraram José sabiam completamente de José. registrados em Gn 37. ao verem o irmão sozinho. a Jacó foi noticiado que seu filho era morto. foi dois dos antigos servidores do Faraó. foi um escravo não tem direitos. " O S E N H O R mas podemos imaginar o que se pasestava com ele". o outro. Como sinal de apreço. chefe de uma grande casa. Seja como for. 0sonhador José era um sonhador. Quando José nasceu.

Ali. para buscar Benjamim. exigiu a presença do irmão mais moço como prova da inocência deles. no ministério de Cristo. José foi levado da prisão à sala do trono. e interpretaram aquela situação como castigo pela sua maldade. José se retirou para chorar. foram bater à porta do palácio de José.1-36). enquanto os outros voltaram a Canaã. Podia ser um truque O moral da história A história de José é diferente das histórias anteriores. finalmente. e esta compreensão passará a ter maior importância nos capítulos seguintes da história que a Bíblia conta. mas disse ao Faraó o que deveria ser feito à luz do mesmo (Gn 41. mas também as regiões vizinhas. havia alimentos para sobreviver. José nunca foi acrescentado à lista. quando já estavam a caminho de Canaã. mas estes viram nele apenas um homem poderoso a quem eles vieram pedir ajuda. e o impasse estava criado. quando chegaram os anos de escassez. acima de tudo. de tão emocionado que ficou. já avançado em dias. Mas José agrega à sua notável percepção da realidade medidas práticas de armazenamento de cereais durante os anos de fartura. Deus é sempre o Deus de Abraão. Nem sempre um sonhador é também uma pessoa de ação. Ele foi rejeitado. foi trazido de Canaã ao Egito. não apenas interpretou o sonho. Apesar de sua fama e importância. S o n h o s bons e r u i n s são listados e m colunas. Mas com José tem início uma nova compreensão da maneira como Deus lida com as pessoas. A fome foi severa e longa. mas os irmãos sabiam agora que estavam totalmente à mercê daquele senhor egípcio. Desta vez Simeáo ficou preso. quando Judá se ofereceu para ficar em lugar de Benjamim. Assim. trata-se de uma narra tiva contínua. Equilibrando a balança As ironias se multiplicam. A história de José é narrada em Gn 37—50. Jacó. por sua vez. Diferentemente das histórias de Abraão. no Gênesis. Depois de certificar-se de que Jacó e Benjamim estavam bem. José pediu que seu copo de prata fosse colocado na boca do saco de mantimentos de Benjamim. José era um homem vulnerável. A c i m a aparece u m a porte d e u m " m a n u a l d e s o n h o s " das egípcios. José foi ríspido com eles. Isaque e Jacó. o chefe dos copeiros lembrou. Porém foi através dele que Deus trouxe salvação. O administrador de José foi atrás deles. pôde reencontrar seu filho. Assim. Ao fazer a distribuição dos mantimentos. Deus se revela a cada um dos patriarcas. O ponto alto da história de José é a cena do perdão. acusando-os de espionagem. os irmãos do próprio. Mas ele tinha mais uma surpresa para eles. Ao ver o querido irmão Benjamim. E esses são temas que reaparecem no livro de Jó. p r o v a v e l m e n t e c o m p o s t o na é p o c a d e J o s é . não somente para o seu povo. vendo que a balança da justiça estava equilibrada.Foi então que. e o Faraó delegou a ele a responsabilidade de administrar a distribuição dos cereais armazenados. José só se deu por satisfeito. Uma atuação impressionante! Braço direito d o Faraó O resultado de tudo isso foi que José se tornou um homem livre e ficou encarregado de fazer frente à fome prenunciada pelo pesadelo do Faraó. Não demorou muito e mercadores famintos. Ali. José estava no auge do poder. Afetou não apenas o Egito. Seus sonhos se tornaram realidade. à medida que a história se desenrola. Entre eles. Casou com a filha de um sacerdote. José reconheceu seus irmãos. Isaque e Jacó. vindos de longe. Nas histórias anteriores. em terras que lhe foram entregues pelo Faraó e protegido por José contra as agruras dos restantes anos de fome. mas para outros povos também. e. mas José é simplesmente alguém que tem sonhos. MOMENTOS MARCANTES Nascimento — Gn 30. na segunda metade de Isaías. houve reconciliação na família. lembraram o que haviam feito com José. e acabou fixando residência. O s sonhos eram considerados altamente significativos n o E g i t o a n t i g o . bem óbvio. agora poderoso. Os irmãos. os sonhos e a traição dos irmãos — Gn 37 Escravo de Potifar — Gn 39 Na prisão — os sonhos do padeiro e do copeiro — Gn 40 O sonho do Faraó e o novo status de José — Gn 41 Os irmãos: provações e reencontro — Gn 42—45 . Agora ele podia dizer quem era e dar-lhes o seu perdão.22-24 A túnica. c o m suas a-spectívas interpretações.

a oeste de TeD M . » 44. partiu para o Egito com a promessa tranquilizadora de Deus de que os acompanharia e os traria de volta — como nação.j-ilo. Caso contrário. G n 46—47: Descendo ao Egito O povo de Israel.5 Jose pode ter usado seu copo de prata para fazer adivinhações (interpretando eventos conforme o movimento das gotas de óleo sobre a água). posteriormente os judeus passariam a não comer com não-judeus. mostra alguns oficiais pesando grãos para o pagamento d e impostos. a antipatia teve um efeito benéfico. • 47. .8 " N ã o foram vocês. na medida em que manteve a família como unidade isolada. lista pintura do T ú m u l o d e M e n n a . o Faraó se tornou dono da terra e o povo tornouse seu arrendatário. I 45. t 45. • 46.. Por esta mesma razão. mas foi Deus".• 43. a casa de Jacó.32 Os egípcios provavelmente acreditavam que a presença de estranhos à mesa contaminaria a comida.10 Em tempos de fome. G n 48—49: A bênção de Jacó Mais uma vez um ciclo se completa: desde a bênção que Jacó recebe de seu pai cego até Josó ordenou n pesagem e estoeugein de grãos n o r.16-19 Graças à política econômica de José.2. A escravidão que ele sofrera serviu para salvar vidas. que data de 1400 a. aproximadamente. Neste caso. Outra possibilidade é que o administrador estava dizendo que era impossível não ser descoberto por esse mestre sábio e poderoso que se chamava José.34 A aversão dos egípcios pelos pastores nômades provavelmente não difere muito do sentimento que muitas pessoas de residência fixa ou sedentária têm em relação aos ciganos errantes.5.. Apenas os sacerdotes mantiveram suas propriedades. os nômades da Palestina tinham permissão de levar seus rebanhos para as pastagens que ficavam na parte oriental do delta do Nilo.C. como algumas versões sugerem. a identidade do grupo poderia ser rapidamente perdida. Não havia ressentimento no coração de José: ludo que havia acontecido fora parte do plano providencial de Deus.

5-7 Fica claro que Jacó pronuncia juízo i sobre a conduta de Slmeão e Levi cm Siquém j (34.13 Embora próximo o suficiente do mar com a possibilidade de explorar o comércio marítimo.4 O ultraje registrado em 35. quando os descendentes des-1 tes doze ocupariam a terra prometida.21 como ato de fé).19 Tais ataques são registrados na Pedra Moabita do nono século a.152 Pentateuco o momento em que ele próprio abençoa os I filhos de José (acontecimento descrito em Hbl 11. sendo apresentado a corte egípcia. A benção proferida por Jacó se dirige a um l futuro distante. • 49.C. até o litoral. 27. I fazendo com que Jose desfrutasse de ume herança dupla.13-31). veja Josué caps. José e sua família vão ao Egito Jose p vendido aos midianitas em Dota e l e v a d o ao Egilo para ser vendido como Heliópolis (OmJ • i'Ménfis Jacó e seus filhos vão ter com José n o Egito para fugir da fome EGITO Q u a n d o a família de J o s e se m u d o u para o fcgiio. o território de Zebulom não chegava. Efraim c Manas-1 sés foram considerados filhos do próprio Jacó. • 49. 13—22 e mapa. Paraos i territórios.10 üe Judá veio a linhagem real dc Israel e também o Messias. U m nobre o r d e n o u que essa cena fosse pintada na parede de seu túmulo.22 custou a Ruben seu direito de filho mais velho. As duas tribos seriam espalhadas [ (mas a de Levi como sacerdotes da nação). em acentuado contraste com a história [ de Jacó e Esaú no cap. em Beni-Hasã. • 49. d u m período anterior a o de J o s e . a cena d e v e ter sido semelhante à que aparece na pintura a o lado e q u e mostra u m g r u p o d e visitantes d o sul d e C a n a ã . . I • 49. de fato. • 49. Sem maior dificuldade. I as mãos de Jacó se cruzaram para expressar I que a bênção de Deus recaía sobre o filho mais l novo.

cheio de confiança e esperança ate o final. mas talvez José quisesse evitar comprometimentos religiosos. que era o ideal egípcio de longevidade. termina com a morte de José no Egito. • V . 26 O caixão normalmente era feito de madeira. finalmente. continuando com a queda. mas apenas para enterrar seu pai no :úmulo da família em H e b r o m — ainda sua única propriedade na terra prometida.2-3 Era normal recorreraembalsamadores profissionais. "Deus virá ajudá-los e os levará deste país para a terra que ele jurou dar". A seqüência de quadros pintados no Gênesis. um sinal da bênção de Deus. começando com as vigorosas pinceladas que retratam a criação e a vida exuberante no Eden. 25). retornar a Canaã. um embalsamamento levaria. . N a religião egípcia. Dois séculos nais tarde. • V . 22 José viveu 110 anos. Seu último pedido resume a fé que ele teve ao longo de toda a vida (v. J o s é teve ( l i m i t o a um funeral reservado p a r a egípcios importantes o u famosos. Porém ainda há mais a contar. disse José. O luto guardado por Jacó (oi apenas dois dias mais breve do que o tempo de luto observado quando morria um Faraó. 70 dias.Gn 5 0 : O f i m d e u m a e r a José c o n s e g u i u . a promessa e o surgimento de uma nova nação em Canaã. O modelo de b a r c o funeral q u e aparece na foro acima foi e n c o n t r a d o n u m t ú m u l o egípcio. esse ritual incluía detalhados preparativos p a r a a v i d a depois d a morte. trazendo uma cabeça pintada. de modo geral. > Vs.

C. Antes da construção das barragens em tempos modernos. 0 rio Nilo propiciava uma economia agrícola. Para fora do país. Reino Médio. isto sim. seco. uns 500 km mais para o Sul. na condição de intermediário entre os deuses e os homens. muitas vezes. Premida pelo deserto.. e assim por diante). existe viçosa e exuberante vegetação. quando não de certos conceitos (como uma ordem justa. sem vida. representava carestia e. Kitchen Assim como a história da Suméria e da Babilônia. a verdadeira capital ficava na junção entre o vale e o delta. ao passo que o excesso de água deixava um ras tro de destruição generalizada. A longa série de reis ou "Faraós" compreende 30 famílias reais ou dinastias. e das regiões desertas e r a m trazidas pedras e outros metais. (Veja o diagrama) Em tempos mais recentes.154 Pentateuco Egito K. e o período final. em sete etapas ou eras: a inicial (era arcaica).. um "bom Nilo' significava prosperidade. A. mal haviam sido inventados. a cidade de Tebas. u m a das peças preferidas e r a m o s colares. o pivô da sociedade era o Faraó. EGITO . Mênfis f 4 m e SINAI f 1' catarata CUXE 2 catarata a '-. Internamente. a corporificação de forças da natureza ou de suas manifestações (o sol. a lua). pois trazia água e m abundância para as plantações e depositai» uma nova camada de solo aluvial. Os deuses eram. foram feitas tentativas de diminuir essas datas em até 300 anos (identificando o Faraó Ramsés II com o Sisaque do relato bíblico. 0 que mantém o Egito vivo é a enchente anual do Nilo. Mênfis teve que dividir a condição de capital com várias cidades localizadas no delta. passando pelos vales desertos da região oriental. levava à Palestina. havia uma raia que. onde orioNilo deságua no mar Mediterrâneo. de ideogramas. c o m o esre d e faiança azul. em santuários menores. Os hieróglifos. porém não isolados. o vale estreito que se estende ao longo de mais de 900 km. sendo que o pequeno "broto" é a província do lago de Faium. o que s e vê é um deserto. também a história do Egito é muito rica e se estende ao longo de 30 séculos. e outra que. As pessoas simples adoravam deuses domésticos. Um rii baixo. No período final. No Reino Novo. e Reino Novo). No mapa. . a população do se concentrava na estreita faixa de terra cultivável ao longo do vale e nas amplas planícies c < região do delta. que trouxe a derradeira decadência. iniciando em Assuã e terminando na região do delta. três eras de grandeza (Reino Antigo. levavam a o mar Vermelho. das populações vizinhas. separadas pelo primeiro e segundo períodos intermediários de dissensão. como a cidade do deus Amun. etc). cuja bênção sobre o Egito se implorava através dos ritos nos templos. a principal via de comunicação ' era o Nilo. . Durante toda essa história. quando o vale e o delta foram unidos sob o governo de um só rei. o sacerdote e altos dignitários. e em "oratórios" colocados na entra- N o caso d e j ó i a s d o E g i l o a m i g o . passando pelo norte da península do Sinai. 0 território do Egito 0 verdadeiro Egito não é aquele quadrado vazio que aparece nos mapas modernos. onde elas não chegam. Mas é mais fácil dividir o período que vai de 3000 a 300 a. de coloraçãt amarelada ou marrom. Os egípcios ficavam afastados. Tudo começou por volta de 3000 a. É. por sua vez. Onde as á g u a s do Nilo alcançam. mas a evidência mais ampla que nos vem do Egito e da Mesopotâmia confirma a datação tradicional. geralmente em Mênfis. um sistema de escrita feito. Nos grandes templos era realizado o culto oficial (o ritual diário das oferendas). Durante a maior parte da história egípcia. Somente por ocasião das espetaculares procissões festivas é que o povo em geral podia honrar os grandes deuses. ao qual tinham acesso unicamente o Faraó. em parte. Ela seria por muito tempo um importante centro religioso.C. veio a ser a capital meridional. o delta e o vale formam uma figura semelhante à flor de lótus na extremidade de um caule curvado.

então. As atribuições seculares do Faraó eram. a 12 e a 13 (ou 15 ) dinastias respectivamente (Reino Médio em diante). e inclusive chefes de cobradores de impostos! Esses departamentos eram apoiados por uma burocracia de escribas.Gênesis A história do Egito antigo Romanos I (Império Persa) I Greg os m raão OlOa. era um crime passível de punição. e das pessoas importantes de cada um daqueles períodos.10. Gn 42—47). tesoureiros. Os Faraós do tempo de Abraão e de José integravam.20. O trabalho dos camponeses era a base da pirâmide social.20). poesia lírica e religiosa. livros de sabedoria (semelhantes ao livro de Provérbios). e às vezes os visitantes eram escoltados para dentro (como Sinuhe. por outro lado. tribos edomitas receberam permissão para se dirigir aos lagos de Pitom. As grandes ordens sacerdotais tinham as suas propriedades e sistemas administrativos. o Faraó também mantinha e chefiava um exército permanente de carros de guerra e divisões de infantaria. A magia "negra". A partir do Reino Novo. compartilhadas e executadas por altos oficiais de estado: governadores para o sul e o norte. para fora (como aconteceu com Abraão. E não foram somente os patriarcas hebreus que se refugiaram no Egito durante períodos de carestia. dos templos. O Egito mantinha guardas e oficiais de fronteira ao longo da divisa oriental. Graças ao Nilo. A educação se baseava no treinamento de escribas na administração civil e nas escolas anexas a o s templos. que atuava na capital e nas províncias. (cerca de 1210 a. graças à grande provisão do Faraó". uns mil anos depois O o l h o sagrado d o deus egípcio H o r u s era pintado sobre barcos para afastar o mal. I a a a . e. "para se manterem vivos. na prática. "um braço que se podia usar para manter à distância os golpes da vida". ao que tudo indica. e manterem com vida os seus rebanhos. O Egito e a Bíblia De Abraão a José O Egito aparece pela primeira vez na Bíblia como o lugar onde os patriarcas se refugiaram durante períodos de fome (Gn 12.C : losc Moisés «Salomão ¡2700 JJ400 p 100 |l8(10 i h soo 1200 900 «I0 300 da dos grandes templos. Um dos aspectos mais salientes da religião era a magia. algumas cenas em esculturas retratam estrangeiros esfomeados. em G n 12. na História de Sinuhe) ou.C). Os magníficos monumentos — desde as gigantescas pirâmides e os templos até os delicados afrescos e minúsculos anéis sinetes — foram produzidos por um grande número de artistas e artesãos que estavam a serviço do Faraó. Vista de forma positiva. ela era. sendo que algumas dessas obras se tornaram clássicas e obrigatórias para alunos. nas palavras do mestre do rei Merikare. o Egito não dependia das chuvas mediterrâneas que eram de vital importância na Síria e na Palestina. superintendentes de silos. Durante o Reino Antigo. O Egito teve uma rica produção literária de histórias.

o cântico de vitória de Merneptah (cerca de 1210 a. Gn 39.2-3.7). sendo esta última a residência oficial e sede governamental de Ramsés II. No plano económico. foram encontrados "relatórios de trabalho" gravados sobre cacos de cerâmica. à semelhança do que foi feito com José.C). onde Moisés pede uma folga para os hebreus. algo que é evidenciado por uma inscrição datada de cerca de 1600 a. Mais interessantes são os registros sobre um homem "fazendo sacrifícios ao seu deus". ou "ajudando o chefe a fazer cerveja". que eram os "blocos de notas" daquele tempo.11). sucessor de Ramsés II. O ponto alto desse trabalho foi a construção das cidades de Pitom e Ramessés (Éx 1. em essência. a tal ponto de escribas elaborarem manuais para ajudar a interpretação deles. em véspera de colheita. Sabemos que crianças oriundas de Canaã eram criadas em haréns de outras partes do mundo. (um templo de) Ramsés II".48-49. E. Que Israel já havia saído do Egito e estava instalado na região ocidental da Palestina ao final do século 13 a. a região do delta era propícia para a criação de gado (Gn 46. Ali aparece um registro de dias trabalhados e dias de "folga". As roupas de linho fino que José vestia na sua condição de alto oficial (Gn 41. em que moravam os trabalhadores nas tumbas reais.1821). 47. e m Karnak. Havia estrangeiros em todos os segmentos da sociedade.42) são conhecidas de inúmeras pinturas egípcias.) O fato de uma princesa de ura harém que ficava na região oriental do delta acolher uma criança estrangeira. 1 1 . Moisés e o ê x o d o Quatro séculos mais tarde. Além disso. Num sistema desses não era difícil pôr em prática as medidas propostas por José (Gn 41. Papiros daquele tempo falam sobre os Apiru (povos que incluíam os hebreus). ou (que pena!) "picado por um escorpião". Os próprios egípcios contavam histórias divertidas sobre as façanhas desses homens. Em toda a parte e em todas as classes sociais. Seiscentos carros (Êx 14.7) era uma força considerável. bem como os sepulcros (Êx 14.18. que fala sobre a alimentação no além. Quando os israelitas deixaram o Egito. foram utilizadas técnicas conhecidas desde longa data no Egito para a construção de estruturas que precisassem ser montadas e desmontadas rapidamente. No período de peregrinação pelo deserto.C. sobre funcionários que não têm nem homens nem palha para fazer tijolos" (veja Êx 5. Tudo indi- .156 Pentateuco período em que muitos estrangeiros encontraram trabalho no Egito.. Períodos posteriores O Egito reaparece na história bíblica do tempo de Davi e Salomão. tanto para uso profano quanto para fins religiosos. é um dado confirmado pela única referência egípcia a Israel (num contexto em que se fala também sobre Gezer e Asquelom).11) eram sacerdotes e escribas eruditos. ilustram o p o d e r d o s Rwaós egípcios. muitos hebreus eram escravos nas olarias egípcias do Reino Novo. como em Éx 2. trabalhando para os grandes projetos de construção daquele tempo.16). Um Moisés não era nenhuma exceção naquele contexto. "que arrastam pedras para a construção do grande pórtico de pilonos de. uma estrutura pré-fabricada). 0 tema das sete vacas não aparece apenas no sonho do Faraó (Gn 41.11).. Os mágicos e sábios (Êx 7 . ou sobre todo o grupo tendo vários dia de folga para participar de uma festa religiosa local. sobre homens "que fabricam cada dia sua quota de tijolos".23-26).1-5. não é nada surpreendente na sociedade egípcia cosmopolita do Reino Novo.34). desde escravos até altos oficiais (como José que estava a serviço de Potifar. por vezes. Na parte ocidental de Tebas.34-35. mediam ou avaliavam as plantações para fins de taxação. mas o Faraó afirma desco- nhecer o Deus de Moisés e não está disposto a fazer mais um feriado. provavelmente Ramsés II.C. Já o processo de mumificação e os caixões do Egito (Gn 50. (Compare com Êx 5. muitos de seus contemporâneos que não eram egípcios receberam um segundo nome egípcio. Salomão casou com a filha de um Faraó que conquistou Gezer e fez dela o dote da princesa (1Rs 9. mas perfeitamente verossímil. são dadas razões específicas para a ausência de alguns: "a mulher dele está doente". 8. mas também na Fórmula mágica 148 do Livro dos Mortos. uma vez que se têm noticias de destacamentos bem maiores naquele tempo. as autoridades egípcias mantinham um detalhado registro das propriedades rurais e. 9. na aldeia A s imponentes colunas d o T e m p l o d e A m u n . As condições descritas em ÊX 5 são confirmadas por documentos egípcios daquela época. acreditava-se que os sonhos eram significativos. mandou seus carros de guerra atrás deles. eram e continuam proverbiais até hoje. e isto em vários níveis. e.1-4). o Faraó.26).7. quando da construção do tabernáculo (que era. desde o mais insignificante escravo até o copeiro à direita do Faraó. na parte oriental do delta.

o Faraó valeu-se de Jeroboáo para dividir aquele reino em duas facções inimigas. ) . A estrutura literária do livro de Provérbios — em grande parte um "livro sapiencial" de Salomão — revela afinidades com outras obras do gênero escritas na região do Oriente Próximo. Este considerava o Israel do tempo de Salomão um rival na política e no comércio. O c o r p o d e J o s é foi preservado desta •nua.40. perdendo sua independência durante os séculos seguintes. prateada e a z u l . C . na p a n e posterior d o trono d o rei. várias delas no Egito. Verso: U m dos maiores tesouros d o Kgito: o rei T u t a n c a m o n e sua esposa. fundador da 22 dinastia. o poderio egípcio entrou em rápido declínio. fez incursões na região dos filisteus e no sudoeste da Palestina. se tornou realmente um "reino humilde" (Ez 29. sujeitou a monarquia dividida dos hebreus a seus próprios interesses materiais.N e f e n a r i (cerca d e 1S0O a . a julgar pelo fragmento de um baixo-relevo encontrado em Tànis (a Zoã da Bíblia).C). a reiterada afirmação de que Provérbios deriva em parte diretamente de uma obra egípcia escrita por Amenemope carece de fundamentação mais sólida. . e também em inscrições encontradas em Karnak e em Megido (na própria Palestina). que. Essa campanha na Palestina foi registrada numa grande cena de triunfo que se encontra no templo de Amun. retratados e m faiança d o u r a d a . 14. Em pouco tempo. por um breve tempo. a em Karnak. Depois disso.25). d e Tebas. Entretanto. com o surgimento do Império persa. e. o Sisaque da Bíblia (IRs 11. O Egito não era adversário à altura para assírios e babilônios. Jr 46). e.15). « m ú m i a s d o E g i t o a n t i g o são m u n d i a l m e n t e famosas. Esta p i n t u r a mostra o processo d a RHimiíicacáo. capital dessa dinastia.por esperarem ajuda do Egito (veja Is 30—31. a dinastia de Siamun deu lugar a um novo rei e uma nova dinastia: Sheshonq I. Os profetas de Israel censuraram seus reis O Iraje d e u m a princesa egípcia ( c o m o a q u e aparece na história d e M o i s é s ) é ilustrado neste afresco d a rainha A h m é s . E quando Roboão sucedeu a Salomão. ca que esse Faraó era Siamun (cerca de 9 7 0 a.

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1 ele ocorreu 480 anos antes da construção do templo de Salomão (inaugurado por volta de 970 a. Ê x 7. 25 anos por "geração". Foi ele quem tirou o povo do Egito.C). (Ramsés I I teve cerca de 60 filhas!) Ela deve ter levado Moisés ao harém Êx 1. que deviam j u n tar barro e fazer tijolos para a construção de novas cidades. A presença desse grande número de estrangeiros em seu território (veja 12. Agora eles são uma nação escrava sob um novo Faraó. O povo foi organizado em equipes de trabalho.37) deixara o Faraó inquieto. feito recentemente com base nas listas de reis egípcios. É uma epopéia em que quase tudo gira em torno de Moisés. A.11-12). Mas a maioria ainda favorece uma data mais recente. 8) chegou ao poder. Ou seja. • A filha d e Faraó provavelmente era filha dele com uma concubina.159 ' ÊXODO O livro de Êxodo é a história do nascimento de Israel como nação. A q u i estava sua chance de assegurar que não causassem problemas. para a qual há boas evidências. somando tudo. mas de acordo com 1 Rs 6. chega-se à data do século 13. Teve início um grande programa de construção. o "êxodo" (a saída) que dá nome ao livro. chegamos ao ano de 1450 a. e a vida de Moisés foi salva pela ação criativa de sua mãe. 1—11 Israel no Egito Moisés Caps. Se calcularmos. apoia esse ano como data do êxodo. E havia Resumo Como Deus resgatou os israelitas da escravidão no Egito e fez deles o seu povo. de uma dinastia que há muito esqueceu o que José fez pelo Egito (veja G n 41). O povo de Jacó vivera no Egito cerca de 370 anos. a atenção " S e quisermos entender a mensagem central do NT. Faraó decidiu intervir diretamente ( Ê x 1. voltou-se n o v a m e n te à região fértil do delta. do século 13. 12—18 O êxodo A páscoa Do Egito ao Sinai Caps. O número arredondado de 480 (12 x 40) possivelmente significava 12 "gerações". C o l e . Deus deu a seu povo a norma de vida — a lei — dando-se a eles e fazendo deles o seu próprio povo num contrato duradouro (a aliança).C. O poder de Faraó não conseguiu vencer a fé e a coragem das parteiras. Mas apesar da opressão crescente a explosão demográfica c o n t i n u o u ." R. um Deus "santo" cuja bondade e justiça são impressionantes. Moisés tinha 40 anos quando fez a primeira tentativa de libertar o povo (2. incluindo as cidades-armazém do Faraó.36 Israel no Egito Êx 1: U m a n a ç ã o e s c r a v a Quase 300 anos haviam se passado desde a morte de José e o final de Gênesis. não uma princesa de sangue real. Mas quando Seri I (provavelmente o "novo rei" do v. O poder dos Faraós hiesos havia sido quebrado e os reinos do Alto e Baixo Egito estavam novamente unidos. que era de matar todos os meninos recém-nascidos.15-22).7). 19—40 O povo de Deus Os dez mandamentos Lei e aliança O tabernáculo de Deus e adoração uma mão-dc-obra disponível e barata residente na área: os israelitas. Caps. o livro que mais vale à pena estudar com atenção è este livro do Êxodo. Revela um Deus que pode ser conhecido. Ê x 2: M o i s é s . Seu status privilegiado era coisa do passado. Mas as parteiras hebréias não concordaram com o plano do rei.1—12. que resgata os oprimidos. Outros 40 anos se passaram até os acontecimentos narrados no cap. p r í n c i p e d o E g i t o Todos os meninos hebreus recém-nascidos deveriam ser lançados no Nilo. U m a levav a o nome do sucessor de Seti. Ramsés II (que foi o principal responsável por sua construção). subordinadas a capatazes. mas essa tentativa acabou em desastre. As coisas haviam mudado no Egito. O comentário histórico que se seque é baseado nesta teoria. A história egípcia não menciona o êxodo.23. com a sede do governo em Tebas e Mênfis. Por intermédio de Moisés. como se faz atualmente. 3 (At 7. Mas a água que afoga pode também ser usada para fazer flutuar um cesto impermeável (a palavra hebraica usada aqui é a mesma que designa a "arca" de N o é ) . o personagem central. Este era o decreto de Faraó. Êxodo mostra Deus no controle da história. sob a liderança de uma nova dinastia de Faraós. A nação estava no apogeu do seu poder militar. Um novo cálculo das datas da história de Israel.

me perguntarem : Qual é o nome dele? Q u e lhes d i r e i ? " Moises não podia v o l t a r apenas c o m uma experiência subjetiva que ele havia tido. Moisés teve um bom treinamento para a futura peregrinação com Israel através do deserto. estudando leis c adquirindo conhecimento em vários ofícios e esportes (veja At 7. no sacerdócio o u na administração civil.". (Veja "Os nomes de Deus". Enquanto andava pelo deserto.15) As letras maiúsculas usadas na maioria das Bíblias indicam o "nome pessoal" de Deus.1) Não se sabe com certeza onde ficava localizado. nesses anos de vida nômade. Ali. C . o mesmo lugar onde viria a receber a lei. . Isso era bem mais complicado do que d i z e r " N ã o me sinto qualificado para essa tarefa". Não foi 'Você é .13: " Q u a n d o . veja comentário sobre! J z 2.1. . que o Faraó endureceu . a presença dele: " E u estarei com você". Ele levantou uma objeção depois da outra e todas elas foram rebatidas por Deus: • 3.35-36. 7). mas permitiu que Moisés fizesse de Arão. • 4. • 4. E Deus se conecta com aquilo que o povo j á sabia: ele não é um estranho para seu p o v o . era a identidade de Deus. Era real? Era uma visão? Ele se aproximou.244 m de altura) na parte sul da península ] do Sinai. manda outra pessoa". Ê x 3—4: A s a r ç a a r d e n t e Moisés estava no Sinai (Horebe). Moisés enfrentava sua própria crise de identidade. do qual deriva tudo o que existe. Não era inédito na época criar meninos estrangeiros dessa maneira e treinálos para ocupar posições de destaque no exército. o que daria autoridade a Moisés.22). Deus se descreveu mais claramente: " E u Sou! é o Deus v i v o . Pentateuco "Deus d i s s e (t Moisés. na dramática experiência d a sarça ardente. • 3. E a resposta de Deus não foi: Página oposta: Tendo matado um cruel capataz egípcio. 'Eu S o u o que Sou'" ÉX3.23. criado como egípcio. " ou "você tem.10: " N u n c a tive facilidade para falar!" Mas o Deus que o criou lhe d a r i a condições de falar.2-3. " Deus d e u a Moisés três sinais — demonstrações d o poder de Deus — cora os quais poderia convencê-los de que ele realmente se encontrara com Deus. na casa real.21-22) Veja 11. • 4. parou ao perceber uma sarça em chamas. Isso Deus não faria. Nascido hebreu. • As riquezas dos egípcios (3. Este é o tipo de mágica que conheciam. • O A n j o d o S E N H O R (3. como príncipe. mas uma antiga tradição o identifica com Gebel Musa (2.21 A Bíblia diz que Deus endureceu o coração do Faraó.! um prodígio ou milagre não é uma inversão! da ordem natural. • Mídia (15) Os midianitas eram descendentes de Abraão por meio de sua segunda esposa. século 8 a . Ele é o Deus de A b r a ã o c dos outros. Quetura. 12.14 onde foi criado com outros. e Deus se dirigiu a ele com uma comissão assustadora: " E u o enviarei ao Faraó para que você tire do Egito o meu povo". Mas o emissário se mostrou muito relutante.20) No pensamento hebraico. O que nos dá identidade..) • Prodígios (3. mas " E u Sou". • M o n t e H o r e b e (3. Elas seriam usadas para mobiliar e enfeitar o tabernáculo de Deus (35. Moisés fugiu para o deserto. . Deus se encontrou com ele. cujas histórias eles conhecem. mostra a rainha Tawarisas segurando seu príncipe. U m a escultura e m relevo d e Carquemis. Eles moravam no deserto.1: " O s israelitas não vão acreditar era m i m . prova-1 velmente pronunciado " Y a h w e h " o u "Javé"j tradicionalmente lido como "Jeová".11: "Quem sou eu?" Este era o dilema de Moisés.19 A morte de Faraó foi registrada em 2. • O SENHOR (3. • 4.160 Moisés roí adorado p o r uma princesa egípcia e criado. 'Você reúne todas as qualificações". mas um uso extraordinário dela por parte do Deus que criou o mundo. quando Deus o chamou. • 4.2) Praticamente! identificado com Deus. seu irmão. o porta-voz. no hebraico " Y H W H " . agravada pela rejeição de seu povo. A distinção que hoje geralmente se faz entre modos "naturais" e "sobrenaturais" de agir é estranha ao pensamento do autor. pois estava associada à religião do Egito (cap. .13: "Por favor.20-29). aprendendo a ler e escrever os hieróglifos e as letras cursivas egípcias.. de modo que.

Éxodo .

7.22. As traduções em grande parte ainda seguem essa prática. o "Santo de Israel" não pode ficar restrito a esse povo. que se manifesta em santo resgate e ira santa por ocasião da Páscoa (ÊX 12). compare 1Sm 3. o Deus de Israel". Textos como Êx 34.25) e "Rei" (Jr 10. Ele é o "Criador" (Is 40. traduzindo Yahweh por " S E N H O R " ou colocando " S E N H O R Deus" ou " S E N H O R . Ao declarar o seu nome ao povo. Jr 32. oposta à anterior. essa riqueza de significado é adicionada à revelação do Redentor santo.5) está a santidade de Deus. o Deus que é "meu Deus" para as pessoas que fazem parte da nação escolhida. mas Aquele que possui de modo completo todos os atributos divinos. "quem é Yahweh?". Este verbo não significa simplesmente "existir". que ele é o santo Redentor e o Juiz santo.2-3 é confirmada pelo Gênesis. Sua ocorrência mostra que o nome era não só conhecido como usado (p. etc. S I 111. Em outras palavras. "Deus. no entanto. no tempo do AT. • Elohitn. quando. 14. o nome divino era conhecido desde o início. ou teria usado um dos outros títulos de Deus conhecidos dos patriarcas: "Deus Altíssimo". esse nome só foi revelado a Moisés. 6. ela não é nem irrefutável nem necessária. diziam Adonai. Deus no poder e na singularidade da sua natureza divina.27). meu Deus" onde o hebraico traz Adonai Yahweh (o Soberano Yahweh). não lhes fui conhecido" (isto é.13. Assim.12-13). Além destes. se diz que Yahweh é "o Deus de vossos pais". existe o nome pessoal Yahweh ou Javé. a noção de "presença ativa" nos diz que Deus está conosco. aquele que sempre se faz presente entre o povo. então. Revelação progressiva O nome Yahweh aparece na Bíblia desde o início (Gn 4. os judeus. "Senhor". segundo outra. Assim sendo. Segundo uma tradição.6-7.16). Esta interpretação de Êx 6. Na base de sua auto-revelação como Yahweh (Êx 3. em Êx 3 (vs. Deus dizer a Moisés (Êx 6. ex. Êx 33. Êx 6.18-20 mostram de forma bem clara a compreensão que. . Como pôde. Por mais influente que seja essa teoria. um epíteto para Deus ou uma forma de se dirigir a ele. Por reverência e para evitar que esse nome fosse pronunciado.2-3 nos diz aquilo que até aquele momento tinha apenas o significado de um "identificador". aos patriarcas)? Os especialistas no estudo do AT responderam essa questão. os filhos de Eli com certeza conheciam o nome como maneira de "identificar" Deus. O S E N H O R .26. Mas Deus decidiu revelar isso numa ocasião em que eles precisavam ser redimidos. SI 103.. "Deus Eterno". Se alguém tivesse perguntado a Abraão. Yahweh é o Deus ativamente presente entre o seu povo. Deus queria revelar-lhes o seu caráter mais íntimo.28). não significa "deuses". Em termos lingüísticos. Ao escolher a tempo do êxodo para revelar o significado do seu nome. "Juiz" (Gn 18. envolve desfrutar ativamente de comunhão com a pessoa conhecida.22). quando chegavam a esse nome. "conhecer" vai além do simples acesso a informações. mas "estar ativamente presente". mas "não se importavam (literalmente "nãoconheciam") o S E N H O R " (ISm 2. Gn 4. Por exemplo. No AT. em leitura pública. a saber. uma forma plural que.2-3) que "pelo meu nome.162 Pentateuco Os nomes de Deus Alec Motyer Dois termos hebraicos são traduzidos por "Deus": • El. o nome Yahweh se relaciona com o verbo "ser/existir". "A Divindade". Yahweh se identificou como o Deus que salva o seu povo e derrota os seus adversários. S I 146. se tinha sobre o caráter que esse nome revela. mas não nos diz que tipo de Deus ele é. pois se encontravam na situação de escravos condenados. Muito se tem a ganhar quando se percebe que por trás da forma S E N H O R está o nome pessoal de Deus. Deus de t o d a a humanidade Mas o Deus que se revela de modo especial a um povo. ele com certeza teria respondido: "o Deus Todo-Poderoso".1).7) — o Deus de toda a humanidade (Nm 16. dizendo que temos várias tradições da história primitiva do povo de Deus.12. Mq 7. havia assumido o significado de uma afirmação a respeito do caráter desse Deus que tinha esse nome.15.

2 6 ) . 2 ) . O s animais foram atingidos p o r uma peste. 1 9 ) . 1 5 . sabe-se que ele recebia também pessoas (confira 5 . A reação de Faraó revelou sua hostilidade implacável. Farei com que vocês seja o meu povo e eu serei o seu Deus". e lembrei da aliança que fiz com eles.V/ÍOK.5-7 3 . Depois. seus magos e todos os deuses do Egito foram incapazes de reverter o j u í z o de Deus. já prevista por Deus ( 3 . Moisés. E Deus renovou seu chamado.2 4 ) . 1 3 : P r i m e i r a v i t ó r i a de F a r a ó 0 primeiro pedido a Faraó apenas agravou a situação. e tumores apareceram nas pessoas e nos animais ( 9 . primeiro por mosquitos e depois por moscas que se criaram entre as carcaças dos peixes e das rãs (8. 1 4 .15). isto é. porque a natureza destes seria ofensiva aos egípcios ( 8 . 8. "Agora eu ouvi os gemidos dos israelitas. 2 4 . O vento trouxe uma nuvem de gafanhotos da Etiópia que destruiu toda a vegetação do país ( 1 0 . Durante três dias a luz do sol permaneceu . Israel deveria deixar o Egito para oferecer sacrifícios. sabia como chamar a atenção do Faraó. 8 . 1 0 . 7 ) . e não a Moisés. O povo se voltou contra seu "libertador". A lista é um trecho da lista mais longa de Nm 2 6 . C h u v a de pedra e tempestades destruíram as safras de linho e cevada. A palha m o í d a reforça o tijolo. 9. p r o c u r a r a m r e f ú g i o nas casas (7. Portanto. 5 . F r u s t r a d o .2 7 : G e n e a l o g i a Quem eram Moisés e Arão? A genealogia os identifica como descendentes de Jacó por meio da linhagem de seu filho Levi. 1 — 6 . 9.3 O nome Y H W H ( S E N H O R ) é usado em Génesis de 2 . "transformouse em sangue": os peixes não podiam viver na água vermelha e grossa ( 7 . Os magos podiam imitar. 2 . o pronome objetivo "-lo" (em "matá-lo") pode ser uma referência a Gérson. mas não eram capazes de impedir.. 1 . De qualquer modo. e Faraó. T i j o l o s q u e i m a d o s a o sol sao material d e construção b o m e b a r a t o amplamente usado na Á f r i c a e na Á s i a . Ê x 6. Sete dias mais tarde.. Assim.2 6 No v. 1 4 .14).14) Três anos mais velho que Moisés ( 7 . mas serve como u m teste. que estão sendo escravizados pelos egípcios. e não v o u d e i x a r que os israelitas saiam daqui" ( 5 . escreveram as histórias.13-35).seu coração e que o coração do Faraó se endureceu: três verbos diferentes sem diferença real no significado. sua força vital. 2 8 — 1 0 .1 2 ) . mas não as de trigo c cspclta. Demonstrou que tipo de pessoa ele era: "Quem é o S E N H O R . diga aos israelitas o seguinte: Eu sou o SJÍ.4 . > 4 . . 2 2 . 4 em diante. > Acesso ao Faraó Se esse Faraó era Ramsés II. o país foi infestado. a circuncisão. y 0 pedido (5. Miriã era a irmã mais velha de ambos. 1 7 .1 ) Isto parece ser menos que toda a verdade. 1 . Vou livrá-los da escravidão do Egito. Nove vezes Deus agiu. que ainda não haviam c r e s c i d o . Êx 6 . A família de Moisés agora estava ligada aos antepassados de Israel — o povo de Deus — p o r meio do sinal da aliança. mais tarde. Êx 5 . .25—8. Moisés recorreu a Deus novamente. ele supostamente nasceu antes do edito do Faraó. > Arão (4. centro da economia e do culto da nação. 7.2 0 ) . mas é claro que era conhecido p o r aqueles que. Deus dá início a uma série de castigos para ensinar a Faraó e seu povo quem era o S E N H O R e qual era o alcance do poder de Deus SENHOR sobre toda a criação ( 7 .16-32). 1. lembrando a Moisés quem Deus era e dizendo o que pretendia fazer. Para o escritor hebreu. criado no harém.1 8 ) . 2 4 . rãs. E os e g í p c i o s q u e d e r a m o u v i dos às advertências de Deus foram salvos (9. o fato de ser Deus é a primeira causa de tudo não conflita com a responsabilidade humana. "o S E N H O R se encontrou com Moisés c procurou matá-lo" pode ser outro exemplo de Deus como a primeira causa — talvez a ameaça fosse u m acidente o u uma doença. 5-6. Êx 6 . 2 9 : P r a g a s a t i n g e m o Egito Faraó o u v i u e rejeitou o pedido de M o i sés. > 6. f u g i n d o das margens d o r i o e dos peixes em d e c o m p o s i ç ã o . Palavra d e Deus a Moisés. ? E u não conheço o A foto mostra u m a mistura d e lama d o Nilo c o m palha s e n d o colocada e m moldes d e madeira para fazer tijolos. q u e é secada ao s o l . O Nilo.

o deus sol.25 Antes da construção da grande represa de Assuã. Os pães sem fermento evocam a rapidez da sua partida (não havia tempo para usar fermento c deixar o pão crescer). representa a proteção e provisão de Deus por seu povo: Israel é o primogênito de Deus. . • 8. Deus não interferiu. Ê x 11. Ele fez com que o "deus N i l o " trouxesse ruína em lugar de prosperidade. trazendo lama vermelha c espessa ou algas vermelhas que poluíram a água. "piolhos": a palavra ocorre apenas aqui. mais que ansiosos em vê-los partir.) U m a nova festa foi instituída c um novo ano (religioso) começou. As pragas ocorreram durante u m período de seis meses a u m ano. assado sobre o fogo. ( F o r a m literalmente "todos" os primogênitos.1—12. importante item de exportação. Mas para Israel era o início. Os anos de escravidão são. E o poder de Rá. Esta estátua colossal d o Faraó Ramsés 11 (provavelmente o Faraó de Ê x o d o ) é um dos vários monumentos e construções que díío conta d o seu poder no Egito antigo. deixando-o tomar suas próprias decisões. Foi do " p ó da terra" que eles saíram. pois Deus estava em ação. demonstrando seu controle absoluto. (A época é março/ abril. Veja "A Páscoa e a Última Ceia". • 7. Este era o fim da linha para Faraó e seu povo.164 Pentateuco encoberta por "trevas espessas" (provavelmente uma tempestade de areia provocada pelo vento conhecido como cansim) (10.22-23 estava prestes a se realizar. E m cada caso Deus d e c i d i u valer-se de desastres naturais para c o n f u n d i r o Faraó e os deuses do Egito (12. de modo que no final o poder de Deus ficou evidente para todos. O s acontecimentos seguem uma ordem lógica.12).) O cordeiro o u cabrito da páscoa. O trigo. As rãs (associadas aos deuses egípcios da fertilidade) trouxeram doença ao invés de fecundidade. a cheia anual ocorria entre junho e outubro. o fato é que não se tratava de m e r o " a c a s o " . Mas os egípcios foram devastados.24 O solo arenoso filtra a água. Este foi um dia que seria lembrado ao longo dos séculos. de certa forma. • A dureza de coração d o Faraó Veja em 4.21-29). ou apenas os jovens das famílias mais importantes. pagos pelas roupas e jóias entregues pelos egípcios. inclusive o filho do próprio Faraó? De que instrumento Deus se valeu: a peste bubônica ou a poliomielite? Não sabemos. Anunciou a vinda de cada uma c podia fazê-las cessara qualquer momento em resposta a oração. • 9. Ele controlou a extensão e as áreas afetadas por cada praga. realmente amadurece um mês ou dois após a cevada.31-32 Este é um detalhe que revela conhecimento da situação local. Não importa como aconteceu. que poderia ter começado com uma inundação acima do normal.16-17 "Mosquitos". o dia em que feriu mortalmente os primogênitos dos egípcios. As ervas amargas representam todo o sofrimento que suportaram no Egito. Mas o povo não partiu de mãos vazias.21. • 7.36: A m o r t e r o n d a a terra A preliminar havia terminado: a advertência de Deus em 4. foi eliminado. mas poupou e libertou seu p r ó p r i o p o v o . Ele fez distinção entre seu povo e os egípcios. O linho era vital para a importante indústria de tecelagem egípcia.

os israelitas enfrentaram seu primeiro grande teste de fé.13-14). onde Deus forneceu um carneiro para ser sacrificado no lugar de Isaque.14). Começa a viagem em direção à fronteira. A vitória foi ganha às custas de Faraó. O "mar Vermelho". • 13. embora o povo tivesse aprendido a sobreviver com pouca água e seus acampamentos tenham se espalhado para que se pudesse usar várias fontes de água a cada parada da viagem. Deus concedeu o maná. 3 7 — 1 9 .16 diz "quarta geração"). apesar da tradição que havia em Canaã. o total seria de 2 a 3 milhões de pessoas — um número bastante alto. com água pela frente e o exército do Faraó vindo ao encalço deles.16 Veja texto e ilustração de Dt 6. Ê x 14: P e r s e g u i ç ã o ^ e desastre Presos entre o mar e as montanhas. e o destacamento que perseguiu os escravos foragidos foi destruído — um golpe duro o bastante. A canção é um belo exemplo de poesia semítica antiga (veja "Poesia e Sabedoria". foram dadas instruções adicionais sobre a celebração da Páscoa: quem poderia participar e onde deveria ser comemorada. fazendo as paredes de água desabar sobre as tropas de Faraó. 2 5 O êxodo do Egito Êx 1 2 . os p r i m o g ê n i t o s da nação pertenceriam de forma especial a Deus e deveriam ser "resgatados". • 600.8. • 13. .24-25. destruiu seu inimigo. Assim. e nem todos os carros de guerra se perderam.18 O "deserto" era uma região de estepes na qual os animais podiam pastar. clamando a Deus e acusando Moisés de traição. Pode-se questionar o tempo exato que o povo ficou no Egito ( G n 15. Ê x 15. As vezes também faltava água.15 A partir de G n 22.21 A coluna de nuvem era um redemoinho A oitava praga foi uma nuvem de gafanhotos que devastou o Egito. 3 7 — 1 3 . 17-18 Não há menção do afogamento de Faraó.21 dá o mesmo número. Em capítulos subseqüentes fica claro que isso era gente demais para uma sobrevivência no deserto. E assim Israel entendeu que eram verdadeiras as palavras de Moisés: "Vocês não terão de fazer nada: o S K N H O R lutará por vocês" (14. Antes disso. Depois Miriã e todas as mulheres cantaram o refrão e dançaram de alegria. Mas Deus fez as águas retrocederem para que pudessem atravessar sãos e salvos.1-21: O c â n t i c o d e v i t ó r i a Sc houve uma vitória que merecia ser contada às gerações futuras.19) Veja G n 50. sem que se tivesse feito um censo exato. E em Nm 3. Primeiro Moisés conduziu o povo num grande hino de triunfo: Deus salvou Israel. Esses acontecimentos deveriam ser comemorados de duas maneiras: • Durante um p e r í o d o de sete dias após a Páscoa as pessoas d e v e r i a m comer pães sem fermento. Estes colares egípcios datam d a época d e Moisés. • 13. 165: Ex 1 2 . 166). • 13. após quatro séculos numa terra estranha Israel estava livre. é "mar de Juncos" (veja mapa na p. Contando mulheres e crianças. seus "despojos" incluíam jóias d e prata e o u r o .000 homens ( 1 2 . O povo estava indo para o leste. 3 7 ) N m 11.11-13 Deus escolheu os levitas para representar todos os primogênitos de Israel: "são meus". tanto a nuvem quanto o fogo são símbolos associados a Deus. afastando-se do delta do Nilo. É possível que se usasse um número alto simplesmente para indicar "muitos". E entraram em pânico. esta certamente era ela. introdução). em l e m b r a n ç a da f o r m a apressada como saíram do Egito. • Os ossos de José (13. numa tradução mais exata. • Vs. Quando os israelitas d e i x a r a m o Egito.Êxodo do deserto? A nuvem e o fogo eram fenômenos sobrenaturais? Na Bíblia. fica claro que Deus jamais exigiu o sacrifício de um filho. • Como a l i b e r d a d e de Israel h a v i a s i d o comprada com a morte dos primogênitos dos egípcios. mas o grande fato indiscutível é que Deus libertou o seu povo. porém. 2 2 : F u g a n o t u r n a Como Deus havia previsto ( G n 15.

novamente. Os amalequitas possivelmente tentavam expulsar os israelitas de um oásis fértil. • Codornizes (16. 1 2 ) . uma obra que não foi preservada. A travessia provavelmente aconteceu e m a l g u m l u g a r entre Q a n t a r a (46 km a o sul d c Porto S a i d ) e o norte d e Suez. mas é possível que tenha acontecido logo após o incidente registrado em Ê x 4. Mas foi Deus quem deu a vitória. não se acheguem a m u l h e r " — v e j a " p u r o e i m p u r o " . Oeos dii que deverão ficar no deserto.7-9.24-26.22 Os sacerdotes só passaram a existi! c o m o o r d e m após estes acontecimentos no Sinai. O " m a r V e r m e l h o " ( o u mar d e J u n c o s ) p o d e se referir à região d o s lagos A m a r g o s o u a o golfo d c S u e z . a o s u l .7: C o n d i ç õ e s adversas No deserto. • 18. f o g o e terremoto anunciaram a presença de Deus e demonst r a r a m seu p o d e r (20.4). os requerentes ficavam cm pé. o povo logo ficou sedento e faminto — c rebelde. 1 7 ) . v o l t a r a m para o norte antes d e atravessar e. O s israelitas n ã o p e g a r a m a rota costeira. N o Egito havia abundância de peixe. t r i b o n ô m a d e descendente de Esaú. T r o v õ e s . assustados tom os relatos de gigantes na terra. O S e n h o r D e u s .16 É possível que esse relato fizesse parte do Livro das Guerras do S E N H O R (Nm 21.por 40 anos. Mas eles marcham para Canaã — e são denotados. de frutas e legumes — e não havia falta de água.14. uma profetisa posterior (Jz 4. Moisés levou o p o v o de Deus ao monte Sinai. Jetro. era considerado um homem piedoso. • 16. santo. Fora do Egito: as peregrinações no deserto N ã o há certeza quanto aos locais mencionados nem q u a n t o à rota.8-16: A t a c a d o s ! Josué (o homem que seria sucessor de Moisés) liderou u m g r u p o seleto contra os amalequitas.20 e x p l i c a porquê. Depois da "guerra santa" de Saul ( I S m 15). p o r q u e não estavam p r o n t o s para e n c o n t r a r as forças d o s filisteus. para o s u l .15 " P r e p a r e m . Aqui Deus proveria uma maneira de ensinar ao p o v o obediência e dependência diária dele.31) Não podemos saber com certeza o que era esse "maná". Não demorou. em L v 15. • Á g u a da rocha (17. a exemplo de Débora. compare a experiência de Elias no mesmo local — l R s 19. Ê x 19: O a c a m p a m e n t o n o Sinai C o m o Deus p r o m e t e r a ( 3 .14). i I Miriá" pegou seu tamborim e liderou a dança após a travessia triunfal d o mar •Vermelho". BK Moisés envia homens para espionai a letra de Canaã — eles vão até Hebrom e voltafn. H f J s israelitas. se rebelam.16) U m j a r r o c o m capacidade de 2 litros.4. mesmo q u e mais p r ó x i m a ( 1 3 . O a v a n ç o d e v e ler sido lento: n o m á x i m o entre I S e 2S km p o r dia. • 17.2). Ele foi bem recebido e seu conselho foi seguido. ele aprendeu com Moisés (8-11). Este incidente. tornaram-se sinônimo de rebeldia (veja H b 3. e começaram as reclamações. ficava sentado. c cessou de repente quando entraram em Canaã. Ê x 17. Ê x 18: S á b i o c o n s e l h o O fardo da liderança era pesado e a sugestão prática de Jetro no sentido de reorganizar e delegar tarefas foi sábia. Ali Deus estabeleceria sua aliança com a nação. E m vez disso.13) Veja " C o d o r n i z e s " em Números. como j u i z . terrível.6) Deus mostrou a Moisés o local. inacessível. . (¡alto de Suez. embora vários fenômenos naturais tenham sido sugeridos. N ã o fica claro quando Zípora retornou para casa.7-11).33 Veja também H b 9.s e . e os nomes Massa e M e r i b á . os amalequitas são pouco mencionados. falou. • G ô m e r (16. embora não fosse israelita. Monte Sinai/Hcxebe . r e l â m p a g o s . Mas em questões religiosas.. • 19. descendo pelo oeste d a península • d o S i n a i . Sabe-se que a rocha calcária d o Sinai retém umidade.Pentateuco • A profetisa (20) Miriã certamente alegava ter sido a porta-voz de Deus ( N m 12.22—17. • 19. Outra descrição aparece em Nm 11.18-25). .8-12 — e o contraste feito em H b 12. foram para Sucote. Êx 15.13 Moisés. enquanto Moisés levantava seus braços em oração. • Maná (16. Esta substância foi o alimento básico dos israelitas durante 40 anos.

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delimitadas (para cada crime um castigo específico). estrangeiros). conhecida como "o livro da aliança". o sexo. Ê x 20. leis casuísticas. essas dez "palavras" constituíram a base da lei de Israel. Agora Deus pronuncia as palavras que orientam o viver. • O fato de haver penalidades fixas.22—23.. Êx 20. órfãos. P r ó l o g o h i s t ó r i c o : descreve as relações passadas entre as duas partes (2b). Como Jesus disse. As primeiras três "palavras" dizem respeito ao relacionamento d o povo com Deus. a c o m p a n h a d a s p o r " b ê n ç ã o s " ( p . morais e religiosas são inseparáveis. demonstrando a preocupação de Deus pela vida toda. é o registro mais antigo que temos da lei judaica. do Criador).7b). Não terás outros deuses diante de mim. isto c. o código judaico tem várias características distintas: • O código como um todo se baseia na autoridade de Deus. Deus estabelece os padrões para os relacionamentos familiares.33: O c ó d i g o d e leis Esta seção.1-21: O s D e z M a n d a m e n t o s No princípio. Na forma elas seguem o padrão dos tratados conhecidos n o Oriente Médio no século 13 a . Consiste em "julgamentos".37-40). A maioria dos códigos orientais lida apenas com questões legais: a religião e amoral são tratadas em outro lugar. viúvas.12b) e "maldições" (5. a propriedade. leis civis. ex. ao relacionamento das pessoas entre si. impõe respeito pela vida humana. Deus nos fez: quem mais pode determinar a melhor maneira de viver? Escritas em tábuas de pedra. O b r i g a ç õ e s impostas a o vassalo (3-17). • Não há divisão entre a lei civil e religiosa. Este resumo e ponto culminante d o pacto ou da aliança de Deus com seu povo estabelece uma norma ética básica que se aplica a todos os povos de todos os tempos (já que estas são as instruções d o "Fabricante". e "estatutos" o u ordens diretas. a palavra e o pensamento. pouco importando a posição social do indivíduo. principalmente os tratados entre suseranos e seus vassalos (veja 'Alianças e tratados no Oriente Próximo"): T í t u l o : identifica o autor da aliança (2a).1-3 Este é local d o acampamento israelita diante d o monte Sinai. os mandamentos se resumem a amar a Deus e ao nosso "próximo" (Mt 22. • H á uma só lei para todos."' Palavras iniciais d o s Dez M a n d a m e n t o s . C . 6. Ê x 20. e as sete restantes. Deus pronunciou as palavras que deram origem à v i d a . o u seja. não de um rei. Os mandamentos demonstram a preocupação de Deus com todos os aspectos da vida humana. Merecem destaque especial as leis que protegem os fracos c indefesos (escravos. da terra da escravidão. . revela um conceito elevado da vida humana.. Embora semelhante cm forma a outros códigos de lei da Ásia ocidental antiga.168 Pentateuco Êx 20—40 Leis e um tabernáculo para Deus • • • "Então. preservadas na arca da aliança. Deus falou Iodas estas palavras: 'Eli SOU O SliNHOR. teu Deus. que te tirei do Egito. Na Bíblia.

23-24 A vingança ou retaliação tem limites rígidos: uma vida por uma vida. da colheita dos primeiros frutos e do encerramento da colheita (23.31 Aqui.1-11).13 e nota em Lv 18. 1 5 ) . na tentação dc Jesus no deserto. desonrados ( L v 10. ofensa. Êx 24: S e l a n d o a a l i a n ç a 0 povo aceitou a aliança e esta aprovação foi formalmente selada por um sacrifício especial e por uma refeição tomada pelos representantes do povo na presença de Deus. Embora culturas orientais anteriores tivessem tido temporariamente a noção de que a justiça agradava aos deuses. o resumo de Èx 20. 1 3 ) : os direitos dos escravos (21. com detalhes.1-13). A passagem pode ser resumida da seguinte forma: • Instruções gerais sobre culto o u adoração (20. encimada por dois revestimentos impermeáveis (feitos de peles de carneiro tingidas de vermelho e de couro fino). Na área dos relacionamentos pessoais. • Quarenta dias e quarenta noites (18) Certos números têm significado especial na Bíblia. prefabricados. Muitos dos materiais usados foram trazidos '•Ilido que Israel precisava inicialmente para ser salvo tio Egito era aceitar a liberttição que Deus estava operando. na jornada de Elias ao Horebe. Jesus excluiu por inteiro a possibilidade de vingança ( M t 5. homicídio c ameaças à vida humana (21. • 23. 'Icmplos |x>rtáteis. mas a pena de morte era a sentença a ser aplicada naqueles tempos do AT. Estes regulamentos ampliam. a bestialidade (característica da religião cananéia) c a prática da aios homossexuais (veja Lv 20. • Ela não ficará livre (21. deu forma.19 No Israel antigo. • Hur (14) Obviamente trata-se dc uma pessoa importante cm Israel.19).20-33). Ele e Arão seguraram os braços de Moisés em oração durante a batalha com os amalequitas (17. não se trata de uma planta completa. • Viram o Deus de Israel (9-11) N o Oriente Médio. 1 — 2 3 . o "mar Vermelho (ou mar dos Juncos)" é claramente o golfo de Acaba." K. obrigações sociais c religiosas (22. Estabelecera os termos da sua aliança e estes foram aceitos. 177 mostra a estrutura básica c a posição da mobília. A . Aqui. como sinal visível de que este era seu p o v o . não uma carnificina sem fim. foi sobre a ruchu Saltclu IÍIIS Tábuas ida leij que a civilização <H illcilllll loi edificada. • 21. sobre as quais havia uma cobertura de pano feito de pêlos de cabra. A estrutura da tenda propriamente dita era revestida com cortinas de linho. Agora é introduzida a idéia tie que a obediência é necessária assim como a/é.12-32).1-17. que mais tarde acabariam morrendo. • 22. De fato. • 23.11 A terra também merece descanso: Deus preserva e alimenta os animais selvagens assim como cuida da humanidade. c no período entre sua ressurreição e ascensão. 3 3 — 2 2 . Êx 25—27: O t a b e r n á c u l o Deus havia tirado o povo do Egito. Por exemplo.14-19). • Leis relativas às três festas principais — festa dos pães sem fermento. Estas fronteiras "ideais" — do golfo dc Acaba ao mar Mediterrâneo. do Sinai ao rio Eufrates — foram atingidas por um breve período na época de Davi e Salomão." . • As intervenções de Deus em favor de seu povo obediente (23. O autor quase não tem palavras para descrever a comunhão indescritível que se seguiu ao sacrifício e completou a aliança. • 22.22-26) • Leis civis ( 2 1 .7) O senhor dela ainda é responsável por sua escrava-esposa.10. e eles saberiam que Deus não era uma divindade local cujo poder se limitava ao Sinai. no episódio dos espias em Canaã. Deus deu a Moisés instruções para construir uma tenda especial: Deus devia ter uma morada como as dc seu povo e viver entre eles.27). Deus os guiaria e acompanharia aonde quer que fossem.. O número 40 aparece em praticamente cada nova etapa da história de Israel: no relato do dilúvio. fazer uma refeição com alguém é uma forma toda especial dc se (cr comunhão com essa pessoa. Agora. roubo e dano à p r o p r i e d a d e ( 2 1 .. A ilustração à p. O sangue aspergido sobre o povo e sobre o altar uniu as duas partes no acordo.18 A feitiçaria é condenada também no NT (At 13. • Nadabe e A b i ú (1) Dois dos filhos de Arão. já eram construídos no Egito no período anterior ao êxodo.38-42). o teto dessa tenda podia ser horizontal ou erguido com uma estaca. C o l e " O decálogo. cada uma das partes estava jurando mantê-lo sob pena dc morte.Estas são as leis de um Deus que se importa.1-2). embora a descrição seja minuciosa. pois a rebeldia de Israel ainda não havia condenado o povo a passar 40 anos na península do Sinai. Esta é a famosa Lei do Talião: um regulamento que se destina aos juízes no tribunal. 19. faltam alguns pontos ou detalhes. semelhantes à tenda dc Deus (o tabernáculo).22) eram crimes para os quais estava prevista a pena dc morte. justiça e direitos humanos (23. a vida sedentária e agrícola que Israel teria na terra de Canaã.16-31). A legislação tem em vista o futuro.12). propósito e um plano para a vida. um Deus que é "misericordioso" (22. em outras palavras.

10. Mais tarde. Eles têm por objetivo apresentar um quadro abrangente da vida de obediência a Deus. São dez ao todo. não apenas u m a lista de regras. e o objetivo de conhecê-la é viver segundo ela". Deuteronômio faz distinção entre "o mandamento" e "os estatutos e juízos" (Dt 6. Ali. os israelitas chegaram ao monte Sinai.13.22). disse Jesus aos seus discípulos (Jo 15. O d o m d e Deus ao seu p o v o "Eu sou o SENHOR. Vários mandamentos aparecem em outros documentos de natureza ética ou em códigos de leis. "instrução" ou "ensino". que te tirei da terra do Egito" (Êx 20. Nas palavras d o salmista. em princípio."). lei é muitas vezes considerado algo universal e impessoal. os Dez Mandamentos são. No NT aparece o mesmo padrão: a nova vida em Cristo está disponível.6-21. os membros do povo de Deus. Existe outra passagem que traz os Dez Mandamentos na íntegra: Dt 5..1-17. dizendo quem é Deus e como o povo deveria viver. Maimónides ciai. dizendo-lhe como deve viver.28. para todos. Todas as outras leis vieram por meio de Moisés (Êx 20. então. Em termos de genérico e específico. A forma positiva do "mandamento" é o famoso Shemá (Dt 6. mas requer-se. mas este não era o propósito maior do mandamento. acolhem a lei e prometem cumpri-la. de bom grado. Diferentes t i p o s d e lei Algumas leis são mais amplas e universais do que outras. Agora. os Dez Mandamentos constituem um meio-termo. Israel.. que o povo de Deus viva de maneira que agrade a ele.1. e de graça. é lâmpada para os pés e l u z p a r a o caminho d e rodos que p r o c u r a m segui-la.19). Na comparação entre as versões de Êxodo e Deuteronômio. mas o Pentateuco insere os mandamentos num contexto histórico e teológico todo espe- . Entretanto. "A Torá é verdade. as "dez palavras". pois as histórias e também as leis nele contidas eram instrução para o povo. Primeiro Deus salva. o Decálogo (Êx 34. literalmente. Era possível incorrerem castigo. só então ele conclama o povo a mostrarse agradecido e ser o b e d i e n t e . teu Deus. aparecem pequenas variações. traduzida por "lei".5). onde fizeram uma aliança com Deus. mas isto é reflexo da flexibilidade com que a Bíblia em seu todo trata dessa questão da lei. Outras leis são bem específicas. e estas se encontram em Êx 21—23 e Dt 12—26. "Torá" é.5). Oqueéa"Torá"? A palavra hebraica "torá" é. com a finalidade de possibilitar ao povo cumprir a sua parte do acordo (ÊX 19. por causa de desobediência (Êx 20.7).10).1). permanecereis no meu amor". são válidos para sempre. "Se guardardes os meus mandamentos.4-9): "Ouve. que aparecem em Êx 20. É a palavra bem pessoal que Deus fala ao seu povo. para sermos mais exatos. Dt 4." A forma positiva do primeiro dos Dez Mandamentos é esta: "Não terás outros deuses diante de mim" (Dt 5. Deus entregou os Dez Mandamentos. o S E N H O R nosso Deus. por graça.4). Oito dos mandamentos têm formulação negativa ("não. Amarás o S E N H O R teu Deus de todo o teu coração. mas estes simplesmente definem o espaço ou os limites dentro dos quais os israelitas podiam viver com segurança. Foram gravados em pedra para mostrar que. Diante do que Deus havia feito por eles.170 Pentateuco Um estilo de vida: os Dez Mandamentos Philip Jenson Tendo saído do Egito. havia também a necessidade de ser sele- Sua importância se deve ao fato de terem sido as únicas "palavras" faladas diretamente por Deus. e dez é o número que simboliza aquilo que é completo. onde se enfatiza que esses são os mandamentos e que não haveria outros (Dt 5... geralmente. No AT. a palavra veio a ser usada como título do Pentateuco.2): esta é a base para tudo o que segue. o SENHOR é um. A lei que Deus d e u a seu p o v o era um eslilo d e v i d a .

ou um porco. Estes introduzem os mandamentos seguintes.36-40).Sábado 4 . Não malar 7. Não roubar 9. ou um barco. 0 nome do Senhor 3.Sábado 4. Jesus reafirmou esse vínculo em seu resumo da lei em dois mandamentos (Mt 22.12-14. 0 nome do Senhor 4 . que dizem respeito ao comportamento na comunidade. Por exemplo. Honrar os pais 6. Não roubar 8. Não matar 6. deverá ser morto". mas todos aceilavam a autoridade mais ampla e abrangente dos mandamentos.1). como se vê em Êx 21. Não matar 6. Não dar falso 9. em parte alguma se encontra a mesma concentração de mandamentos num mesmo texto. Não cobiçar a casa 10. se for propriedade do templo ou da coroa. Mão cobiçar 1. em grande parte. deverá restituir dez vezes mais. a necessidade de matar no contexto das guerras era tão evidente que nem era preciso discutir essa questão! É possível que. A lei do sábado se fundamenta tanto na criação (Êx 20.•ocio 171 tivo.10) como no êxodo (Dt 5. ou uma ovelha. Entretanto.15). ele deverá restituir trinta vezes mais. se o ladrão não tiver como restituir. Não cobiçar a mulher . 2 . devido. No contexto israelita. Não fazer imagens 3. Introdução 1. • Os primeiros quatro (na contagem reformada) tratam da questão fundamental da atitude do povo de Israel em relação a Deus. Honrar os pais 5. não havia diferenças de classe. Há diferentes sistemas denumeração dos mandamentos. Não adulterar 8. Ornais i m p o r t a n t e em p r i m e i r o l u g a r A ordem dos mandamentos é altamente significativa. As leis mais específicas examinam casos mais difíceis e estabelec e m diferentes níveis de desobediência e castigo. mas. se chegasse a conclusões diferentes. Não adulterar 7. Não adulterar 7. Abaixo aparecem algumas das opções de numeração: Judaica Católica/Luterana Reformada 1. Honrar os pais 5. Em muitos casos também há significativas diferenças no que diz respeito a detalhes. ou um jumento. e já podemos ver isso em andamento nos mandamentos mais longos. a proibição das imagens é um mandamento distinto. Por exemplo. Não ter outros deuses. se a propriedade é de um vassalo. Não cobiçar 10. Não dar falso testemunho 10. 0 nome do Senhor 3. à mudança das circunstâncias. ao passo que. • 0 mandamento do sábado já faz a conexão entre a atitude em relação a Deus e a atitude em relação ao próximo. Não ter outros deuses. Os mandamentos pedem para serem interpretados e aplicados. no código do rei babilônio Hamurábi {foto ao lado) aparece o seguinte: "Se um cidadão roubou um boi. Sábado 5. e o duplo "não cobiçarás" forma um único mandamento. A interpretação dos mandamentos 0 que significa "não matarás"? Nem sempre está claro o que um mandamento significa. Não roubar 8. (Lei 8) Em Israel. pois esse quadro só podia ser apresentado de forma esquemática. de tempos em tempos. e não havia previsão de pena de morte por causa de roubo (Èx 22. Não dar falso testemunho testemunho 9. Êx 20. há diferença entre crime culposo (involuntário) e crime doloso (intencional). Códigos de lei no mundo antigo Há vários paralelos entre os mandamentos da Bíblia e as leis que aparecem em códigos elaborados por vizinhos do povo de Israel. não fazer imagens não fazer imagens 2 . Não ter outros deuses 2. pois nem mesmo a um escravo se permitia que trabalhasse no dia que Deus santificou.2 é visto como o prólogo. •iò tradição reformada (seguida neste artigo).

2). fundamentado no amor a Deus e ao próximo. . Letra e espírito O contexto.172 Pentateuco "A Lei foi dada depois que Deus havia salvo o seu povo. Ser obediente a Deus é uma resposta à salvação. e os Dez Mandamentos.5). o conteúdo e o tom dos Dez Mandamentos refletem uma consciência de que o espírito da lei era tão importante quanto a sua letra. uma ênfase que Jesus aplicou também a outros mandamentos (Mt 5.. Deus já agiu. Marcus Maxwell Depois do mandamento do sábado. Israel não procurava cumprir a Lei para obter salvação. de forma especial. Em consonância com outros textos bíblicos.5-6). É o único mandamento que vem acompanhado de promessa (Ef 6. Já atravessamos o mar Vermelho. pois. sem honra. Este aponta para o valor fundamental no desdobramento da lei: estabilidade e harmonia na família. Cristo já morreu e ressuscitou. a lei. não antes. a sociedade entraria em colapso e os objetivos que Deus tem para a família de Abraão não seriam alcançados (Êx 19. o único outro mandamento positivo é o que manda honrar os pais.21 -48). de modo geral.23). procuram estabelecer um reino de justiça e paz. Também Jesus criticou seus contemporâneos por interpretarem os mandamentos de forma muita restrita (Mt 23. Os profetas fizeram severa crítica àqueles que tentavam subverter ou descartar os mandamentos (Am 8. trazendo salvação.. No final. e não um pré-requisito para a mesma". Os cristãos não tentam ser bonzinhos para chegarem ao céu. o décimo mandamento vai além da ação externa e trata da motivação interior.

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• 29. não por causa dele. do Egito (11. e a figura do sumo sacerdote e a legenda em " O Sacerdócio no A T " . Pedras preciosas e semipreciosas eram lapidadas. Deus mobilizou todas essas habilidades para a construção do seu tabernáculo. que podiam ser usadas e transportadas com facilidade. As habilidades destes artesãos são dons espirituais para o serviço de Deus e os nomes dos dois entraram para a história. a acácia é uma das poucas árvores que cresce ali. tecer e no uso de corantes naturais (o escarlate era obtido do inseto conhecido como cochonilha. O v. além disso u m pote de maná. mas não podia haver familiaridade. Também eram p r o d u z i d o s b o r d a dos finos. O Deus vivo não é um ídolo impotente. Deus estabeleceu os termos que possibilitariam sua morada entre seu povo. mas na aliança. Suas vestes tinham o propósito de lhe conferir "dignidade e beleza" (28. As peles provinham dos rebanhos dos próprios israelitas. Nela eram guardadas as duas pequenas tábuas de pedra em que estavam escritas as "dez palavras". o sacerdote também devia estar vestido adequadamente. a didraema (duas dracmas) tornou-se o imposto anual do templo ( M t 17. • A consagração Cada elemento dessa elaborada cerimônia indicava a "alteridade" o u "distância" de Deus.30) Dois objetos que representavam "sim" e "não". • 25. Q u a n d o não havia bancos." J o n a t h a n Sacks A arca da aliança era feita de acácia. Ao tempo do NT. que as pessoas podem adorar do jeito que bem entenderem. O s sacerdotes e todo o equipamento deviam ser separados especialmente para o serviço do Senhor. era prático converter as riquezas em jóias. O u r o e prata eram forjados e deles se faziam padrões bastante elaborados.22m x 76cm x 76cm.2)..2-3) e voluntariamente ofertados pelos israelitas.20 A orelha para ouvir e obedecer a Deus. a de representante do seu povo. a mão e o pé para trabalhar para ele. 3 é uma das primeiras referências ao "Espírito de Deus". • 28. • Arca da aliança (ou d o testemunho) Esta era uma caixa de madeira transportada com varas. revestida de ouro e medindo cerca de l. • Estola sacerdotal (25. • O Urim e o Tumim (28. Alianças tem a ver com deveres em vez de direitos.7) Veja 28.33-34) Provavelmente para garantir que ele não entrasse na presença de Deus sem se anunciar. era extraída do molusco m ú r e x ) .37 As lâmpadas do candelabro eram a única fonte de luz no tabernáculo: o santo dos santos ficava completamente escuro.J o y Davidman "O conceito bíblico de sociedade se baseia. mas como convém àquele a quem ele serve e representa. A arca era o símbolo visível da presença de Deus. A madeira é escassa no deserto do Sinai.42 A exigência de roupa de baixo para os sacerdotes contrastava com a nudez ritual de outras religiões. Ele estaria com seu povo.6-14. As pedras preciosas gravadas com os nomes das doze tribos indicam sua outra função. • 30. Os povos do O r i e n t e M é d i o antigo eram hábeis na arte de fiar. Não se sabe exatamente como eram usados para descobrir a vontade de Deus. e mais tarde a vara de Arão. para que o tabernáculo de Deus fosse o mais digno possível o u estivesse à altura de Deus. que é uma das poucas áivores que cresce no clima seco d o "deserto" d o Sinai. Arão e seus filhos deviam ser purificados e vestidos.1-11: H a b i l i d a d e s especiais Q u a n d o Deus escolhe as pessoas para um trabalho específico ele também as capacita para essa tarefa. a p ú r p u r a . . E x 28—30: O s sacerdotes e seus deveres Se o tabernáculo de Deus devia ser um lugar de beleza e esplendor. Ê x 31. polidas e gravadas (como as de A r ã o ) . usada pelos ricos. Os "querubins" provavelmente eram esfinges aladas com semblantes humanos que representavam os espíritos mensageiros de Deus. fazendo expiação pelo seu pecado. Assim. 0 homem só poderia aproximar-se de Deus nos termos que Deus havia estabelecido.13 O imposto era uma pequena quantidade de prata (6g).. e ter seus pecados expiados por sacrifício para poderem assumir seu cargo. • Os sininhos na barra da sobrepeliz de Arão (28. O pecado desqualifica todos de entrar na presença de Deus. Enfatizam o bem comum ao invés do benefício pessoal. não nos contratos.24).

mas Israel foi salvo pela oração altruísta de Moisés. a terra prometida não seria nada. mas agindo de maneira diferente. que ainda tinha a mentalidade de escravos.18) Moises queria ver Deus como ele é.simbolo d e fertilidade e foiça n o Egito.1 8 : U m d i a d e d e s c a n s o A maneira como o sábado.is. A obediência nisto c uma prova da sua obediência a üeus também em outras áre. mais provavelmente adoradores pegos ao acaso. Êx 3 2 : U m b e z e r r o d e o u r o para a d o r a r Apenas seis semanas após fazerem o voto solene da aliança com Deus. que lhes truriu a lei d e Deus. os israelitas persuadiram A r ã o a fazer-lhes um b e z e r r o de o u r o . E Arão. O que se seguiu foi uma "guerra santa": alguns foram castigados como exemplo.17: Cansadas de esperei por Moises. por mais que Deus os tivesse libenado" (R.8 acrescenta como explicação: "claramente. mas seres humanos só podem ver Deus em sua passagem. " I r m ã o " significa compatriota. Mas até laços de família eram menos importantes que lealdade a Deus (veja as palavras de Jesus: Mt 12. é observado é um indicador da saúde espiritual do povo. talvez alguns líderes. o povo pediu uma réplica dos antigos deuses do Egito. mas Israel perdeu a presença dele e. sem a presença de Deus. A morte era a penalidade para aqueles que violassem a aliança. • Face a face (33.26-29 " Q u e m é do SüNHOR?" A própria tribo de Moisés. Cole).11) N m 12. o sumo sacerdote de Deus. "Eles eram um povo escravo.46-50). • 32. 1 2 . • Peço-te que me mostres a tua glória (33. o dia do descanso. Ê x 33: A g l ó r i a d e D e u s Deus não voltaria atrás na sua promessa. Este pequeno bezerro (foto). com sua '"casa".A. As tábuas quebradas p r o c l a m a v a m dramaticamente que a aliança havia sido rompida. não só fez o bezerro. somente nas coisas que ele fez. Tal pecado não podia deixar de ser castigado. Êx 3 1 . e não p o r enigmas".14 Deus levou em consideração a reação humana. A resposta de Deus o incentivou a pedir que Deus se revelasse a ele em todo o seu esplendor. . foi recentemente rinonlrado em Israel. • 32. nem tanto "arrependendo-sc". se colocou do lado de Moisés. Mais uma vez Moisés intercedeu pelo povo num momento de crise. como também o identificou com Deus. os levitas.

O Senhor de fato tinha vindo para habitar entre o seu povo. ele traz afastamento da presença de Deus.43-46). Assim.. Todos os dias eles olhavam com temor para a nuvem que cobria a monte (Êx 19. Mas uma vez feita expiação do pecado. 29. e a glória do S E N H O R encheu o tabernáculo" (Êx 40. no sangue derramado. C .18 com 40. ex. A presença d e Deus E que dizer da outra metade da promessa de aliança? Deus havia dito também: "e eu serei o seu Deus" (ÊX 6.7). • Derramar a metade do sangue do sacrifício no altar (v. A verdade foi expressa numa pedra. No dia em que essa estrutura finalmente ficou pronta e foi erguida.34-38). m o n t a d a d e n t r o d e u m espaço f e c h a d o o n d e e r a m o f e r e c i d o s o s sacrifícios. c o m dou i c o m p a r t i m e n t o s . armando a sua Tenda entre as tendas deles. e Moisés bor- rifa o povo com a outra metade do sangue (v. de fato. Ele é.7). • O povo se compromete com uma vida de obediência. Ali Deus havia habitado no meio deles e eles viram a manifestação visível da presença dele. pois isto significava que Deus estava chegando para falar com eles.8. O s exemplos qur I \ f o r a m e n c o n t r a d o s possuem unia estrutura d e viga*! f . Deus queria que o seu povo sempre levasse consigo os valores aprendidos no monte Sinai. com suas 12 colunas (v.4). Ê X 25.7: "Farei com que vocês sejam o meu povo". ou seja.176 entateuco A importância do tabernáculo Alee Motyer O t a b e r n á c u l o o r a u m a t e n d a p a r a D e u s . eles providenciaram materiais que seriam usados na construção de uma complexa tenda que viria a ser chamada de "tabernáculo". A cerimônia A cerimônia descrita em Êx 24 coloca a entrega da lei em seu devido contexto. Moisés apresenta ao povo a lei de Deus. criando uma identidade entre eles e o sacrifício feito por eles tanto inicialmente como pelas fraquezas e pecados do dia a dia. Deus os trouxera para junto de si e. "a nuvem cobriu a tenda da congregação. • A seguir. 0 povo de Deus estava acampado junto ao monte Sinai. Ele decidiu habitar entre eles.16-22).34). instruídos por Moisés. o Deus deles. as pessoas podem ser trazidas a Deus e desfrutar da sua presença. Dela faziam parte os seguintes elementos: • O altar. Em toda a narrativa que trata do tabernáculo.22.35). • Mas Deus não estava apenas dando-lhes algo que pudessem lembrar. simboliza que todo o p o v o de Deus estava na presença dele (pois havia 12 tribos de Israel). O tabernáculo representa a plenitude e o ponto alto da redenção do povo de Deus.6) significa que é por meio do sangue derramado que o povo pode chegar ã presença de Deus. esse relacionamento deveria ser permanente. Ao fixar residência entre eles. deu-lhes um meio de viverem e andarem com ele. q u e m e s t a v a n o c o m a n d o e r a m o s s a c c r d o u l e levitas. Este é o significado maior do tabernáculo. 40. caminhar com eles. o monte Sinai representa o cumprimento de metade da promessa de aliança feita em Ê X 6. O tabernáculo representa algo ainda mais intenso ou profundo do que a experiência no Sinai (compare 24. O pecado inevitavelmente significa morte. Naqtxi tj espaço. a grande ênfase é a presença de Deus. o Senhor realiza esse segundo tipo de identificação com o seu povo. Eles não ficaram A idéia básica d e u m a estrutura portátil é atestada n o lígito desde antes d e 20üt) a . Esta ênfase é expressa de duas maneiras: • Há uma série de textos que tratam deste assunto (p. Tudo o que Deus havia feito tinha em vista este propósito final: "habitarei no meio dos filhos de Israel" (ÊX 29. É ela que é o padrão de obediência que Deus requer do povo comprado com sangue (v.8).42-46. Foi durante a permanência naquele lugar que.

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e o propiciatório (a tampa da arca).31-32. Ele decidiu fazer isto segundo o que ele mesmo havia planejado e nada poderia leválo a mudar de idéia. Seria de esperar que o "edifício" viesse em primeiro lugar. habitando entre eles. Antes desse ato de rebeldia aparece.13).1-8). quando este descia para estar com o seu povo. e a vontade de Deus determina todo o plano da grande Tenda e de sua construção. Por que temos de acompanhar o processo de construção do tabernáculo nos mínimos detalhes? Não bastaria o resumo que aparece em Ê X 40. o tabernáculo resume uma verdade bíblica fundamental sobre religião: ela precisa ser moldada pela natureza e vontade de Deus. Três entradas correspondentes (Êx 26. pensando bem. o altar do incenso (30. oração e a eficácia do sangue derramado. pois o propósito de se entrar no pátio do tabernáculo era ter acesso à presença de Deus. o altar e o pátio (27.19-25). Portanto.10-40). A partir de Êx 25. Tudo apontava para ela. se tornaria cada vez menos importante. e que somente através de sacrifício e sangue derramado é que os pecadores podem ter comunhão com o santo Deus (veja Ef 2. em todos os detalhes. o projeto do tabernáculo (Êx 25—31). Is 29. quando. a mesa e o candelabro (25. A narrativa do tabernáculo é interrompida e manchada pelo episódio do bezerro de ouro (Êx 32—34). em última análise. a declaração verbal suprema da santidade de Deus (ÊX 25. o próprio Deus garantia a realidade sempre atual e constante de sua presença. mas Deus é paciente e insiste em continuar. com o passar do tempo. Hb 10. seguido pelas coisas que estavam dentro dele. passo a passo. a arca. Ef 2. os detalhes da execução do projeto (Êx 35—40).1-19). Lv 16. Ao longo do caminho que levava à arca ficava o altar dos holocaustos (Êx 27. Nós até podemos ficar impacientes e nos rebelar.19-22). Desta forma.78 Pentateuco com o brilho desvanéceme de uma experiência que. Uma r e l i g i ã o c e n t r a d a e m Deus Portanto. Dentro da arca estavam as tábuas da Lei. no texto. A arca d a a l i a n ç a Bem no centro dessa religião teocêntrica ou dirigida pela vontade de Deus estava a arca. aparecem. a descrição deixa de lado o interior e se volta para o exterior: a mobília. depois a cobertura (26. mas. vã e sem sentido (veja. 27.14). ex. sobre o qual era derramado o sangue do sacrifício (Êx 25. o tabernáculo existia como o indispensável "invólucro" para o Deus invisível. na verdade. O tabernáculo é um resumo visível das afirmações centrais da Bíblia: que Deus habita em seu povo (ICo 3. que Deus quer que seu povo o adore segundo a vontade dele e não como o povo imagina que deveria ser (veja Mc 7.11-18.16-33? Por que dar destaque a cada nova fase do projeto? Certamente para enfatizar esta grande verdade: que nem mesmo os mais audaciosos e obstinados atos de rebeiião humana podem levar o Senhor a desistir de seu propósito de morar entre o seu povo.17-22. Mas isso seria o mesmo que começar pelo que é visível. toda a estrutura do tabernáculo expressa verdades claras e maravilhosas.10. Agora. a ordem é surpreendente e inesperada. para mostrar que o ser humano somente podia se aproximar de Deus por meio de sacrifício. .6-13). É uma narrativa bem ordenada. p. Esta santidade era a razão por que Deus habitava sozinho (pois ninguém está à altura da santidade dele) e também a razão por que por meio de sangue um pecador podia chegar à presença dele (pois o sangue mostra que uma vida foi entregue em pagamento pelo pecado).1-6). se a religião não corresponder com a vontade de Deus. ela será. O fator determinante é Deus e sua natureza.36-37.16. Depois dele..16-17) levavam até ela. o tabernáculo expressa a verdade de que o Senhor decidiu morar entre o seu povo. Ao contrário. não os homens e suas necessidades. Sempre de novo a Bíblia desmascara a tendência humana de adaptar a religião às suas próprias necessidades e expectativas.1-37).16).

Os primeiros frutos deviam ser trazidos a Deus. rumo à rerra prometida.18). Deus t i r o u seu p o v o d o Egito. simbolizando a renovação da aliança p o r parte de Deus. guiando-os pela região montanhosa e semi-árida da península d o Sinai. . Esta seleção específica de leis foi influenciada pela recente idolatria de Israel e também pelas futuras tentações representadas pela religião dos povos canancus. Êx 3 5 — 4 0 : M o n t a n d o o tabernáculo de Deus Estes capítulos registram como as instruções dadas nos caps. para que fosse consagrado. e o lugar ficou cheio da luz resplandecente da glória de Deus. o povo entregou suas ofertas e o tabernáculo. cobriu a tenda. Deus demonstrou sua satisfação. 25—31 foram cumpridas ao pé da letra.êxodo Ex 34: A r e n o v a ç ã o d a a l i a n ç a As tábuas foram gravadas novamente. já que era ele quem tornava a terra fértil. O s artesãos foram ao trabalho. A nuvem. o tabernáculo de Deus foi o centro da adoração do povo de Israel. O s primogênitos de Israel pertencem a Deus. Deus instruiu Moisés a que armasse e organizasse o tabernáculo. Q u a n d o a obra terminou. mas seriam "comprados de volta" o u resgatados — não deveria haver sacrifício de crianças como em Canaã. Arão e seus filhos foram ungidos para o serviço. A longa comunhão de Moisés com Deus foi demonstrada em sua face quando ele voltou para junto do povo: ele começou a refletir um pouco da glória de Deus (veja 2 C o 3. 179 suas decorações. Israel não deveria lançar mão da prática comum entre os cananeus de cozinhar o cabrito no leite de sua mãe com o propósito aumentar a fertilidade. Quando tudo ficou pronto. eles não deviam esquecer a lei do sábado. N o futuro. e as vestes dos sacerdotes ficaram exatamente como Deus havia prescrito. Durante 300 anos. símbolo visível da presença de Deus. ao estarem muito ocupados com o plantio e a colheita. até ser substituído pelo Templo na época de Salomão.

L v l — 7 saúde e higiene. inicialmennão exigia moralidade e santidade. mais importante ainda. Jesus ofereceu uma só O dia da expiação vez" é suficiente para Levítico é apresentado como as instruções perdoar "os pecados de Deus a Moisés. 7 ) . de comunhão. 1 — 6 . É mais se aplicam. vem deste livro. O Deus de to com Deus que se cumpriria em Cristo. A famosa afirmação de Jesus. pois eu.. Elas dizem respeito a Levítico não é muito lido pelos cristãos de cinco tipos de sacrifícios: hoje. As regras detalhadas princípios básicos. e isto explica a leis a respeito de pureza. que deverão instruir o povo.1—5. Sempre de novo aparece o refrão: " O S E N H O R disse a Moisés. A o f e r t a p e l o p e c a d o p o r ignorânc i a (4. muito pareciuma era e um estilo de vida do passado. Também não mais se aplicam na tradição judaica e cristã. O h o l o c a u s t o (cap. e preensão da morte de Cristo que aparece no NT. Caos. conceitos estabelecidos em Levítico. a comlecia a comunhão entre o ofertante e Deus. e a própria descrição de sacrifíoferta em que o animal inteiro era queimai cios de sangue é repulsiva para muitos.8—7. que nidade enquanto festejavam..13." (Lv 19. do com acordos que. 2.6). em grande parte.LEVÍTICO Resumo O livro das leis de Deus para o seu povo. 6. o livro foi escrito aos cristãos as antigas por Moisés. A o f e r t a d e c e r e a i s o u d e m a n j a r e s Porém Deus ainda é santo e exige que seu (cap. à medida que se encontra hoje. O povo de Deus deve ser distinOs sacrifícios to e diferente das nações à sua volta. baseia-se nos uma oferta de ação de graças. sacerdotes (6. estrangeiros c i o s p a c í f i c o s (cap. n u m segundo momento. 6. o caráter imutável de Deus. a de vida e adoração estabelecidas em Levítico são necessidade que os seres humanos têm do percentradas numa única afirmação: dão. Os muitos pensam que o material. e. não-judeus.14-18): geralmente uma oferta povo seja santo. a namento todo especial com Deus. o povo de Israel entrou num relacioe higiene também pertencem. essencialmente um texto destinado aos sacerdoo "único sacrifício que moralidade e santidade tes. 6. unia os ofertantes como família e / o u comuou seja. à pessoa que ia oferecer u m sacrifício namento íntimo com Deus significa uma vida de ( 1 . E. 3. aliança" substituiu a antiga. sou santo. 4. Muitas das detalhadas regras de saúde No Sinai. A "nova do. 2. ou poderia ser Cristo tomou o nosso lugar na cruz. vocês. Não está claro qual o relacionaAqui a Carta aos Hebreus ajuda (e serve de excemento entre esta oferta e a oferta pela culpa lente "comentário"). cuja religião Essas instruções se d i r i g e m . na forma em que apóstolos resolveram esta questão. não há um autor declarado e leis sobre alimentos. o S E N H O R ." Para muitos. A o f e r t a d e c o m u n h ã o o u o s sacrifío cuidado adequado pelos pobres. foi organizado por um escritor as boas novas começaram a ser pregadas entre os que viveu depois do tempo de Moisés. Um relaciote.24-30): feita para obter Mas que partes de Levítico ainda são válidas? o perdão.2) É por isso que os pecados devem ser levados a sério. que acompanhava o holocausto o u a oferta "ame o seu próximo como você ama a si mesmo".8-13): a única alguns curiosos. Porém. Um livro de regras para sacerdotes do Israel antigo parece despertar apenas o interesse de 1. um símbolo de dedicação. 7. Levítico tem muito a dizer sobre 3. naquele tempo. 1—15 Sacrifícios para removei o pecado e renovar a comunhão com Deus Os sacerdotes Puro e impuro Levítico é o livro das leis derivado diretamendo tabernáculo não Caps. 1. a expiação e a restauração do relacionamen"Sejam santos. É claro que as regras e os rituais . aos obediência e fé.11-36): restabee pela terra. do mundo". 16—27 te da aliança de Deus com seu povo no Sinai. que Cristo remove o nosso pecado. pois Questões de conduta. eram feitos entre um rei poderoso e uma nação de menor O que permanece e tem valor perene são os importância (Éx 20—23).

pois era Deus quem os alimentava com o maná. O povo sabia eme Deus não precisava ser alimentado por eles. (Mas mesmo os pecados contra os outros são considerados pecado contra Deus. feito d e pedra calcária. Colocava a mão sobre a oferta. N u m ritual complexo c impressionante. A o f e r t a p e l a c u l p a o u p e l o s a c r i l é g i o (5. Moisés implementou as instruções dadas em E x 29. Depois. • Aroma a g r a d á v e l a o S E N H O R ( 1 . O sal. Por detrás desta regra talvez estivesse o papel desempenhado pelo v i n h o (bebida fermentada) nos excessos cometidos na religião dos cananeus. ou. 9 ) Esta é a forma humana de expressar a satisfação de Deus com a oferta.(item 5). sacrifícios humanos. a crença num único Deus verdadeiro. (Em caso de oferta pública. • A completa a u s ê n c i a (e p r o i b i ç ã o ) de práticas associadas que eram comuns em outras religiões. O sangue na orelha. orgias. Foi encontrado em Megido e é provavelmente u m altar d e incenso.14—6.10-14 (veja nota). A prática de oferecer algum tipo de sacrifício era como que universal entre os povos antigos e os sacrifícios de Israel têm algumas semelhanças com os de seus vizinhos. quem fazia isso era o sacerdote. etc. o pecado como barreira que impede a c o m u n h ã o . o u pelos sacerdotes e suas famílias. Este altar.23) Esta parte "especial" o u "nobre" do animal era oferecida a Deus. No entanto. O restante era comido pelos sacerdotes. • Nem f e r m e n t o n e m m e l . rolinhas ou pombas) até o átrio do tabernáculo. 5. o u v i n d o e colocando em prática as instruções de Deus. prostituição ritual. Moisés e x e r ceu as funções sacerdotais em lugar deles. Queimava uma determinada parte do animal com certas porções de gordura (ou o animal inteiro no caso do holocausto).. a necessidade de arrependimento e expiação. A pessoa que oferecia o sacrifício trazia a sua oferta (um animal sem defeito físico tirado do próprio rebanho. A r ã o e seus filhos são consagrados sacerdotes. e a oferta pela culpa a ofensas contra o próximo. p r o i b i d o s de comer o sangue (7. nada de magia o u de feitiçaria (veja "Magia no A T " ) .. c o m um chifre e m cada canto. certas características são singulares: • 0 monoteísmo absoluto de Israel. 0 ritual seguia um padrão definido. ritos de fertilidade. 7. • Não comam g o r d u r a (7. . decorrente da p r ó p r i a s a n t i d a d e moral absoluta dc Deus. Em geral. . a oferta pelo pecado parece referir-se a ofensas contra Deus.) O sacerdote pegava a vasilha com o sangue do sacrifício e o respingava no altar. t e m p e r e com sal (2. • . data da época e m que o s israelitas conquistaram Canaã. . Lv8—10 A consagração dos sacerdotes L v 8: A c e r i m ô n i a Terminada a descrição dos deveres sacrificiais do sacerdote. por outro lado.2 afirma claramente). para indicar que esta era sua propriedade e se destinava a ser um substituto. • 0 alto padrão do sistema sacrificai: nada de delírios. ou seja. como 6.7.26) A razão disso é dada em 17. no caso dos pobres. o u ( n o caso da oferta de comunhão) pelos sacerdotes e adoradores juntos. na mão e no dedão d o pé direito de A r ã o indicava a consagração do homem todo ao serviço de Deus. é conservante e lembrava a aliança de Deus com o seu povo. • A ênfase d a d a à ética e à m o r a l i d a d e . a insistência na obediência à lei de Deus ( m o r a l e cerimonial). a vítima era imolada. N o tabernáculo havia um altar para os sacrifícios e um altar para o incenso. e o ritual como instrução vinda diretamente de Deus.11-13) Fermento o u mel causavam fermentação.1-10).

ao lado do altar — Nm 15. não por convicção ou decisão pessoal.3). a razão dos sacrifícios? P o r q u e o s sacrifícios? A primeira vez que. por assim dizer. por exemplo. as pessoas matavam um animal para comer carne quando queriam sinalizar que o momento exigia uma celebração especial. O que se oferecia em sacrifício era a comida que se daria a um convidado de honra.1-6). A maioria dos moradores da aldeia teria um rebanho de ovelhas ou de cabras. os pecados cia. Não admira que Deus sacrifícios. dilúvio. quando as pessoas discutem o que deveriam comer numa ocasião especial. por ocasião de um casamento. As pessoas comiam carne quando recebiam uma visita importante (p.ex. e as pessoas se consideravam felizes se conseguiam chegar ao final do ano com algum cereal de sobra para a semeadura do ano seguinte. Deus é o criador: ele não precisa ser alimentado pelas suas criaturas. precisamos fazer um esforço para entender a função dos sacrifícios na cultura dos adoradores do tempo do AT. ela também mostra que cada um desses sacrifícios era acompanhado por uma oferta de cereais (seja o grão em si.Pentateuco Sacrificios Nobuyoshi Kiuchi Oferecer sacrifícios era o aspecto central do culto no AT. Ao oferecer um sacrifício. primícias do seu rebanho e a gorduNas passagens que falam sobre ra (Gn 4. podemos entender mostram o que é o pecado e quais por que nenhum desses animais podia as suas conseqüências. Era uma agricultura de subsistência. por que a atitude de Deus 8. Fazer isso envolvia um custo considerável. Ao contrário. Esta mensagem é reforçada em Gn Agora.8-13). ao passo que Abel ofereceu as tornar a destruir a sua criação. no NT a morte de Cristo na cruz é vista como o ponto alto e cumprimento de todos os sacrifícios de animais no AT. oferecendo apenas alguns produtos da de atitude. Portanto. Adão e Eva ter algum defeito (p. muitas vezes se menciona tenha rejeitado o sacrifício de Caim. esse "cheiro suave". Ainda em sociedades mais ricas de nossos dias pode-se ver um reflexo dessa atitude. SI 50. ele é quem alimenta os seres humanos (Gn 1. outra vez em paz com Deus. a pessoa estava. No entanto.. além de fornecer carne e leite. isto é algo que intriga os leitores de hoje. Portanto. prometendo nunca mais terra.29-30.. como. Embora a humanidade continuasse em relação aos pecadores é mudada tâo pecadora quanto era antes do através dos sacrifícios? . das atitudos fiéis são perdoados e eles estão des certas e das ações adequadas.1-12). Foi o suave cheiro do sacrifício de Noé que levou Deus a mudar Foi o que Caim tentou fazer. Como podia essa prática tão rude e cruel aproximar uma pessoa de Deus.3-5). Restaurando a paz Disto passamos ao conceito de expiação. Os bens mais preciosos que se tinha eram os animais. 2Sm 12. enganar Deus com algo de qualidade a maioria dos homens pereceu no inferior (2Sm 24. mas porque não podia se dar ao luxo de carnear seus valiosos animais. que destrói a paz que deveria existir entre Deus e a humanidade. e todas as pessoas daquele tempo sabiam do que se tratava.21-22 com 6. mas esta idéia é enfaticamente rejeitada na Bíblia. ou nas grandes festas religiosas como a Páscoa. Nos dias de Noé. que era cultivado para conseguir o sustento da família.24). tanto o AT como o NT indicam que isso de fato era assim. Na verdade. animais de grande valor porque puxavam o arado e as carroças. ex. ou seja. Embora a Bíblia dê bastante atenção à forma como os diferentes sacrifícios de animais deviam ser oferecidos. Os mais ricos teriam alguns bois e algumas vacas. Também se diz A colocação desta história bem no que os sacrifícios são oferecidos para começo da Bíblia mostra a importân"fazer expiação". A maioria das pessoas era semivegetariana. na Bíblia. o sacrifício de Noé fez com que a atitude de Deus em relação à sua criação passasse de uma ira destruidora a uma promessa de preservação futura. dilúvio (compare 8. Seria morreram espiritualmente. na festa do Natal. Lv 1. ao serem uma grande falta de respeito querer afastados de Deus. e ainda por cima perdoar pecados? No entanto. Assim. A segunda vez que chega é logo após o dilúvio. acolhendo o convidado mais importante que se poderia imaginar: o próprio Deus. um sacrifício era uma refeição especial preparada em honra do Criador. Contexto Precisamos imaginar como era a vida numa pequena aldeia onde praticamente todos tinham um pedaço de terra. 0 sacrifício é uma forma de lidar com os problemas criados pelo pecado. Qual. no caso dos sacrifícios. Outros povos viam nos sacrifícios uma maneira de alimentar os deuses. então. seja a farinha ou o pão) e por uma libação de vinho (que era derramado no chão. se fala sobre sacrifícios é imediatamente após Adão e Eva serem expulsos Só o melhor era b o m do jardim do Éden.5-7). que ocupa um lugar central na visão bíblica dos sacrifícios. Estas histórias Nesse contexto.

Eram coisas essenciais à vida dessa pessoa.29). o livro de Hebreus (caps.7). E podia. 10) deixa claro que Cristo é tanto o sacerdote perfeito quanto o último sacrifício. se fazer presente entre o povo.45). merecia morrer e que o animal estava morrendo em seu lugar (p. a vida do animal substituindo a vida do pecador (p. A vida do animal era entregue em lugar da vida do ofertante. C . e a maioria deles tem alguns pontos em comum: • Todos os animais oferecidos em sacrifício. Por fim. . a pessoa devolvia a Deus os dons mais preciosos que havia recebido. em sacrifícios para tirar a culpa de pecados). • Isto nos traz à idéia de que o sangue faz expiação. na interpretação da morte de Cristo. Trazendo essas ofertas.ex. • Ele é o verdadeiro cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jol. pois a morte dele faz com que todos os sacrifícios de animais que alguém. • A morte d e Cristo Todas estas imagens são reunidas no NT. porventura.Vários "modelos" são usados para interpretar os sacrifícios. que é totalmente puro e santo. bem como o vinho e os cereais. representavam o que de mais precioso tinha a pessoa que trazia o sacrifício. "derramada" na morte.11). Quem oferecia o sacrifício estava. ainda queira fazer sejam desnecessários. Outras vezes era visto como pagamento de uma dívida (a oferta pela culpa). ainda. • Ele deu a sua vida em resgate por muitos (Mc 10. O s j u d e u s d e i x a r a m d e oferecer sacrifícios q u a n d o seu T e m p l o foi d e s i r u í d o pelos romanos e m 70 d . que restabelecia a paz entre Deus e as pessoas (Lv 17. Às vezes esse sangue era visto como o pagamento de um resgate.. mas os samaritanos a i n d a c o n t i n u a m c o m o sistema sacrificial d a antiga a l i a n ç a . Colocar a mão sobre a cabeça da vítima era uma forma que o ofertante tinha de dizer "este sou eu". ser visto (no caso de oferta pelo pecado) como uma forma de purificar tanto pessoas como lugares e objetos. 8. possibilitando a Deus. ex. ou se dedicando a Deus (provavelmente um aspecto central no caso dos holocaustos). nos holocaustos).. • A vítima sacrificial representava a pessoa que oferecia o sacrifício. por causa dos seus pecados. Seu sangue nos purifica de todo pecado ( U o 1. ou reconhecendo que. E era a vida do animal. O sangue representa a vida.

tas delas expressam. Crustáceos não 0 resultado da observância dessas leis alipodem ser consumidos. • Carne de porco (muito perigoso pelo mesmo motivo). Os vs. 6 O cabelo despenteado c as roupas rasgadas eram sinais de luto. de uma comunidade judaica total separação entre carne e leite. 3 . ao • Numa refeição e no seu preparo. • Aves que não aparecem na lista daquilo que é proibido. por outro lado. e Deus respondeu ao fogo com fogo. como peixe. 32-40 estabelecem normas para prevenir a contaminação de alimentos e água. decidiram fazer as coisas do seu jeito. Em Israel. deve haver longo dos tempos. legumes e frutas podem ser ingeque se escoe o máximo de sangue possível. Suas ordens deviam ser obedecidas. L v 10: F o g o ! A alegria durou pouco. é preciso esperar algumas têm unhasfendidaseque ruminam. • Insetos e aves de rapina (igualmente hospedeiros de doenças). qualquer coisa sexual ou sensual era estritamente banida da adoração a Deus. reduzindo o sacerdócio a três pessoas. L v 12: O p a r t o Em Canaã. e se você não pode comer uma série de alimentos ou não pode fazer a mistura K muitos deles. • Criaturas do mar que possuem barbatanas e escamas. você fica impedido de comer (ora de sua casa e de sua comunidade. precisam ser degolados e é necessário deixar cereais. É proibido horas antes de ingerir produtos lácteos. Possivelmente estavam sob a influência de bebida alcoólica (10. mentares foi a constituição e preservação. Porque "se a carne que você consome precisa vir de um animal abatido de um jeite especial. Princípios semelhantes regem normas governamentais modernas de saúde pública. • V . Os porcos também são hospedeiros de vários parasitas.9). . Deus age em e através dos processos que ele embutiu no mundo natural. Entre os alimentos proibidos estavam: • A n i m a i s c a r n í v o r o s (estes transmitem f a c i l m e n t e infecções n u m c l i m a quente onde a carne se d e c o m p õ e cm pouco tempo). U m holocausto de dedicação a Deus. portanto. o consumo de sangue. não manipuladas. A Lv 11—15 Puro e impuro Hoje. U m a oferta pacífica: a c o m u n h ã o c o m Deus é restaurada e desfrutada. se conseguirmos ir além dos detalhes de algumas dessas leis quanto à pureza. teto é. • Insetos pertencentes a quatro classes da família dos gafanhotos. Seja lá qual tenha sido a razão. Após uma refeição • Podem ser consumidos apenas animais que que inclua carne. têm barbatanas e escamas. 16 A oferta pelo pecado do povo devia ser comida pelos sacerdotes na área do santuário como sinal de que Deus aceitara a oferta. Logo Nadabe e Abiú. U m a oferta pelo pecado: obtendo purificação e perdão. filhos de Arão. Não se pode distinta. L v 11: L e i s s o b r e a l i m e n t o s As regras para a dieta do povo foram claramente estruturadas: casos duvidosos foram excluídos. A desculpa de Arão não é clara. mas Moisés ficou satisfeito com a resposta. • V. onde a bebedeira fazia parte dos ritos religiosos. Israel podia comer: • A n i m a i s q u e r u m i n a m e t ê m o casco fendido. uma arma que protege contra a ameaça da assimilação" (Stanley Price). assim que os animais • Alimentos neutros. 2. higiene e medicina que mui- Alimentos puros (ou kosher) Estas são as leis alimentares (kosimit) usar o mesmo vasilhame e os mesmos talheobservadas nos lares de judeus praticantes: res para carne e lacticínios. • V. poderemos compreender e apreciar os princípios sensatos de dieta. 9 Os sacerdotes de Deus deviam evitar os excessos de Canaã.L v 9: A r ã o e s e u s f i l h o s assumem o cargo É significativa a ordem dos primeiros sacrifícios que eles ofereceram: 1. como este capítulo e o 1 5 deixam claro. • Moluscos (estes ainda são causa comum de intoxicação alimentar e enterite). ovos. a prostituição c os ritos de fertilidade faziam parte do culto. a santidade de Deus exigia respeito absoluto daqueles que o servem. ridos tanto com carne quanto com produtos • Somente podem ser comidos peixes que à base de leite.

em d e t e r m i n a d o s momentos. N a m a o d o s u m o sacerdote está o bastão de A r ã o ( N m 17). instrumentistas e porteiros participando do culto noTemplo(1Cr15). Da qualidade e honestidade do trabalho dos sacerdotes depende a experiência.8-12).• • • • • • B B Sacerdócio no Antigo Testamento Philip Jenson Em todas as religiões existem líderes que exercem uma função especial no relacionamento com a divindade.x 28. encontrada e m Carquemis. onde eram oferecidos incenso e sacrifícios em favor do povo. Eles eram especialistas em religião. embora houvesse também algumas diferenças significativas. • Vários grupos de levitas cantores. responsáveis pelo bom relacionamento entre Deus e o povo. • Eles cuidavam. • Um levita peregrino de caráter duvidoso é apontado para ser especialista religioso (Jz 17—18). Datar e interpretar os textos de que dispomos nem sempre é tarefa fácil. levando a uma resposta de Deus em forma de "sim" ou "não". As funções d o s s a c e r d o t e s Deus chamava sacerdotes para o exercício de uma série de importantes tarefas. e o peitoral c o m as 12 pedras preciosas.8-10 aparece uma antiga descrição dessas tarefas. além de ser um líder religioso (2Rs 11). Mostra a sobrepeliz azu) c o m o s s i n i n h o s e m volta d a b o r d a . eram usadas pelo s u m o sacerdote. e eram usados por solicitação de pessoas ou do rei (1 Sm 23.26-29).. O Urim e o Tumim ficavam no peitoral do sacerdote.6). Israel não era diferente neste particular. • Um sacerdócio que cresce em número e prestígio juntamente com o crescimento da monarquia. m a i s ou menos positiva. Esta estampa d o s u m o sacerdote é baseada na descrição e m F. e os demais clãs levíticos são seus auxiliares (veja abaixo). também.54). dos lugares sagrados e santuários. em comparação com outros povos. Vários textos nos dão vislumbres do sacerdócio em vários momentos do AT: • Os próprios patriarcas exercem a função sacerdotal de oferecer sacrifícios (Gn 31. Nisto se incluíam. a estola sacerdotal a m a r r a d a c o m u m c i n t o . • Um grupo de levitas compondo salmos para o uso do povo (SI 50 e SI 73—83 são da autoria de Asafe. • Um grande conflito entre levitas que queriam o mesmo status dos sacerdotes (Nm 16—17). Deus pediu aos levitas que fossem um exemplo e se tornassem líderes religiosos: • Deveriam ensinara Lei de Deus aos demais israelitas.C. • A t r i b o de Levi r e c e b e um ministério sacerdotal específico (Êx 32. que havia revelado um zelo todo especial por Deus (confira Êx 32. Os lideres religiosos de Israel eram os sacerdotes e os levitas. • Eli e seus filhos: uma pequena "empresa" familiar tomando conta d o templo em Siló (1Sm 1—2). O sumo sacerdote era.1-6). não apenas instruções éticas mais amplas (Os 4. u m a para cada u m a das tribos. Esse texto se refere à tribo de Levi. • Arão e seus filhos são consagrados sacerdotes. Desenvolvimento histórico O desenvolvimento do sacerdócio ao longo da história de Israel é um tanto complexo. Em Dt 33. c o m o esta d o século 14 a. que o povo tem de Deus e até mesmo o nível de vida em sociedade. o meio oficial de se lançar sortes.9-12:28. Diante disso. mas também decisões sobre casos difíceis de natureza ritual e legal (Dt 17. • Outra responsabilidade era o Urim eTumim. Borlas d o u r a d a s .26-29). um levita). um importante líder político. Os sacerdotes e levitas eram responsáveis pelo relacionamento pessoal e cúltico do povo com Deus. .

possibilitando. desta maneira. a tendência era aplicar isto acima de tudo ao âmbito cúltico. Em nome de Deus. onde ficava o templo nacional. Diante disto. porque estes desviavam o povo do caminho e não ensinavam a Torá (Jr 18. que eram outro tipo de sacrifício. 1Sm 21). segundo muitos eruditos. ele oferecia sacrifícios por seus pecados e pela impureza de todo o povo (Lv 16. É claro que havia exceções. é possível que um texto mais recente inclua material mais antigo. O povo deveria fazer o que os sacerdotes faziam.26).186 Pentateuco ^ Uma visão fundamental para o culto A descrição mais detalhada do sacerdócio se encontra em Êxodo. Quando oficiavam. Ele censura os sacerdotes negligentes e apóstatas (Ez 8. de fato. O propósito dos fariseus era fazer com que um grupo maior de pessoas observasse níveis de santidade sacerdotal. ex.6). Seja como for. Este conceito de missão e testemunho corporativo foi retomado no NT (1Pe 2. Assim. Nem mesmo em Jerusalém os sacerdotes estavam imunes às tentações que acompanhavam os privilégios do ofício que Deus lhes havia dado. que. mas. esse material foi retrabalhado e interpretado por vários editores. No Dia da Expiação. No entanto. Uma solução para este problema foi centralizar tudo em Jerusalém. Arão e sua família foram consagrados por Deus para oficiarem no santuário. com o passar do tempo. atribuídos a uma fonte sacerdotal (P). também. os sacerdotes instruíam o povo em assuntos relacionados com o culto (Lv 10. Assim. Depois da destruição de Jerusalém. os textos sacerdotais nos propiciam uma visão fundamental de como devia ser organizado o culto a Deus na vida do povo. ensinando às outras nações o conhecimento de Deus. A função sacerdotal específica de oferecer sacrifícios pelos pecados se tornou obsoleta diante da morte de Cristo. eles ofereciam a Deus sacrifícios que tinham a finalidade de resolver o problema do pecado e da impureza. Esses textos são.. No AT. Os levitas estavam encarregados de ajudar os sacerdotes nas funções deles e zelar pelo tabernáculo (Nm 8). Uma dessas tentações era preocupar-se tanto com a manutenção da ordem vigente que tudo que lhes interessava era seu próprio conforto. Este foi um dos objetivos da reforma de Josias (2Rs 23). O autor da carta aos Hebreus examina a fundo o significado da pessoa e obra de Cristo em relação com a figura do sumo sacerdote que aparece no AT. Arão e seus filhos usavam vestes suntuosas que refletiam a santidade e função especial que desempenhavam. O sumo sacerdote tinha de observar normas rigorosas de santidade.18). levando-os a ignorar a situação espiritual desesperadora do povo. Levítico e Números. pois era quem chegava mais próximo de Deus. e não o SENHOR. U m sacerdócio fora d o padrão Nos primeiros tempos. veja também "As grandes festas religiosas"). assumiu uma forma escrita num período mais recente da história do povo de Deus do AT. era função dos sacerdotes possibilitar que o povo crescesse em conhecimento e santidade. veja "Sacrifícios").10). outros eruditos sustentam que o núcleo fundamental dessas instruções de natureza sacerdotal é. muitas vezes. como pessoas especializadas assumiram as outras funções sacerdotais de ensinar. se utiliza de linguagem e figuras do âmbito sacerdotal.9). e Jesus os censurou severamente por negligenciarem pontos mais importantes da Lei (Mt 23). antigo. As ofertas pacíficas. suas promessas de salvação e a visão do futuro que ele projeta estão relacionadas com a reconstrução do templo e o restabelecimento do sacerdócio (Ez 40—48). nesses lugares muitas vezes se adorava deuses estranhos. Em muitos momentos os profetas condenaram os sacerdotes. No entanto. que era ao mesmo tempo profeta e sacerdote. U m reino de sacerdotes É possível que o sacerdócio como grupo distinto tenha surgido no momento em que foi organizada a nação. Em nome do povo. que Deus habitasse entre o seu povo (Lv 15. _ . a igreja apostólica evitou descrever os seus líderes usando linguagem sacerdotal. Ez 22. liderar e orientar.31. mas todo o Israel foi chamado para ser um "reino de sacerdotes e nação santa" (Êx 19. Entretanto. este continuou sendo um ideal para a igreja e a sua | liderança no NT. Apesar da ruptura ou descontinuidade trazida pela morte e ressurreição de Cristo. por mais que admitam a possibilidade de que. os sacerdotes serviam a Deus em lugares altos e santuários locais (p. Mas o NT descreve. fortaleciam os laços de comunhão dentro da comunidade e com Deus. como podemos ver no caso de Ezequiel. tinham de seguir padrões elevadíssimos de pureza e santidade. ao fazê-lo.

) Em Cristo estas desqualificações não têm mais importância alguma. ex. Nenhum destes era em si pecaminoso e não havia necessidade de oferecer sacrifícios.34-53 Atualmente existem sistemas sacrifício de si mesmo. sem poluição. onde ficava a arca da aliança. entre docu. como alguns de pele. 13 foi escrito em linguagem técnica. p. possivelmente sugerem. Em outras palavras. mas não pode referirse a uma oferta a um demônio. nenhuma mulher deveria ter medo de ler a Bíblia e de participar dos cultos de adoração. Cristo. Israel era lembrado Ocap. > V. Somente nesse dia Arão podia entrar no Lugar Santíssimo do tabernáculo de Deus. > Hissopo (14. a carta aos Hebreus entende que das" e "crônicas" das várias doenças. que continha um anti-séptico suave. simbolicamente > Cedro (14. talvez. essas restrições não mais se aplicam.49) Essa madeira contém uma levando embora os pecados de Israel. pois isto era estritamente proibido manjerona. • Puro e impuro O fluxo de sêmen do homem c . Os bebês em si não eram impuros. mas o fluxo de sangue. (O cap. uma das doenças de pele mencionadas aqui. trata-se de um livro-icxio profissional que e da necessidade de expiação para trazer perajuda o sacerdote-medico a fazer diagnósticos. o sumo sacerdote da essas doenças. Com relação a roupas e construções. Em Cristo. construído por seres humanos". e. Esta é a o Levítico foi cumprido cm Cristo. o pecado" (26). semelhantes de inspeção e tratamento para • Azazel (8. não num "santuário mentos provindos do antigo Oliente Próximo. Foram dadas normas a respeito de fluxos normais (seminal e menstrual) e fluxos anormais. O período mais longo de impureza no caso do nascimento de uma filha (80 dias.i menstruação feminina (ou o contato com um destes) tornavam o homem ou a mulher ritualmente impuros. onde agora aparece na preseneste a tratar dessas questões. 12. mas "entrou não existe nenhum texto mais antigo do que no próprio céu. > Impureza após o parto Estas leis são 187 intrigantes. Lv 15: Fluxos Veja o cap. Só então poderia purifiEmbora a palavra "lepra" seja usada cm car o tabernáculo e oferecer sacrifício pelos várias versões. Assim. 15 tem regras semelhantes relacionadas ao fluxo masculino e ao fluido seminal. que tornava a mulher "impura" no tocante à adoração a Deus de maneira pura.24). a ele que. . O substância usada na medicina para doenças significado é incerto. "ao se cumprirem os tempos. capacitando-o a distinguir entre formas "aguNo NT. O propósito era assegurar que isso não fizesse parte da adoração a Deus. se mani"doença" é um mofo ou um fungo.49) Uma eiva.lhes da primeira aliança são "um símbolo para tena c medicina preventiva relacionadas com hoje" (Hb 9. em especial porque o parto é elemento necessário no ciclo da vida que o próprio Deus criou e ordenou. 6 Veja Lc 2. dão c restaurar relacionamentos. Lv 16 O dia da expiação O dia anual de expiação para toda a nação foi marcado para o décimo dia do sétimo mês (o mês de tisri — setembro/outubro). ça de Deus para pedir em nosso favor" (9."nova aliança". (veja..9). para aniquilar. festou uma vez por todas. ano após ano.7). ou do pecado que os tirava da presença de Deus seja. apenas as regras relativas à menstruação continuaram em vigor. em nossos dias.Levítico intenção não era tachar de "suja" este aspecto da vida humana. como no caso do nascimento de um filho) se explica. pela crença de que havia um fluxo de sangue mais longo após o nascimento de uma filha. a verdadeira lepra é apenas pecados do povo. naquela época. era enviado o bode expiatório.10) Um lugar no deserto para onde mofo. efetivamente barrando as mulheres da adoração ou do contato com homens. pelo > 14. Os detaformulação mais antiga de normas de quaren. Primeiro ele Lv 13—14: Suspeita de doença devia obter perdão e purificação dos seus de pele próprios pecados. E não era o pano.22-24. A regra de pureza absoluta em todas as questões sexuais era também uma forma de proteger a saúde das pessoas. pois o sacrifício perfeito que ele ofereceu faz com que homens e mulheres que nele crêem sejam perdoados e estejam habilitados a entrar na presença de Deus a qualquer momento. entrou. e não 40. 17. No judaísmo posterior. algo que é confirmado por outras passagens das Escrituras. Foram prescritos banhos tanto para prevenir infecções como para esterilizar. possivelmente fluxos malignos.

as relações homossexuais.14. Paulo lida com o problema que isto causava aos cristãos daquela cidade. em contraste com as leis alimentares. c a perversão da justiça (11. já que ninguém devia comer de sua própria oferta pelo pecado. Deus cuida dos pobres. Compare Rm 5.11-14. Esta lei não está relacionada com predisposição. 6-21 descrevem as penalidades pela desobediência a leis que aparecem nos .8-9. é evidente que muitas dessas leis foram dirigidas contra as práticas específicas dos vizinhos de Israel. e Arão identifica-se com o povo na oferta pelo pecado deles." L v 19.1 "Ame os outros como você ama a você mesmo. A santidade de Deus. entregue.10-16 E o "sangue". ( N o cap. se manifesta na atenção dada aos menos favorecidos (9-10. isto é. a maioria da carne vendida nos mercados havia sido "sacrificada aos ídolos". E f 1. queimar uma criança enquanto ainda estava viva. Deus dá valor ao nosso corpo e não é indiferente para cora J aquilo que fazemos com ele.15). isso interessa a Deus. Uma vida preciosa. Assim. 26b-31 Estas são todas práticas pagãs. e a bestialidade (possivelmente um remanescente da adoração a animais) — tudo isso fazia das religiões indescritivelmente depravadas que os habitantes da terra de Canaã praticavam. o que foi causa de muita infelicidade ( G n 29—31." Lv 19. Com base no que conhecemos sobre a religião dos cananeus e dos egípcios. Lv 17—26 Leis para a vida e para a adoração L v 17: O s a n g u e é s a g r a d o O c o n t e x t o sugere que matar animais domésticos era considerado um tipo de sacrifício. tanto p o r vínculos de sangue como por casamento. 18 Jacó havia feito justamente o que este texto proíbe. Israel devia evitar todo comportamento que trazia o j u í z o de Deus sobre a terra (compare G n 15.13. " U19. L v 19: S a n t i d a d e e j u s t i ç a Este capítulo ecoa os dez mandamentos. dos estrangeiros. pois eu. j a atividade sexual era quase que divinizada: j prostitutas cultuais eram chamadas de "sagradas" ou "santas" e a prática homossexual e a prostituição feminina faziam parte do culto. L v 20: P e n a l i d a d e s Os v s .33-34 • V . que devemos refletir. Deus não quer a desonestidade. paga o preço da liberdade de outros. sou santo.) • 17. no N T . (Em Corinto.15-16). É " n o corpo" que devemos glorificar a Deus e conhecer seu Espírito que em nós habita. Mas será que princípio envolvido não se aplica ainda hoje. o SENHOR. com a maneira como cuidamos de | sua criação..7). onde não existia uma legislação sobre o casamento. se o salário atrasa. todos os sacrifícios deviam ser oferecidos no lugar adequado. seja no âmbito da Í sexualidade. mas com a prática desses atos. no caso de tais ofensas. Ele quer que respeite a vida e a reputação dos outros (16-18). o sacrifício de crianças. Em Lv 20. 6-18: em Israel. isto é.24-27): ele entende que a prática homossexual de homens e mulheres é contrária j ao propósito de Deus na criação. a penalidade prevista é morte. 2 está no centro da lei moral de judeus e cristãos (veja IPe 1.16). tais uniões eram comuns. 19-30: o adultério. L v 18: T a b u s s e x u a i s Lv 18. em nossos dias.20). o casamento entre parentes próximos. era algo associado com o culto a fvloloque. a exploração dos outros. Para os cristãos. o animal entra como substituto da pessoa que cometeu a ofensa. 0 v. e à Pessoa adequada. 25 esse tema é ampliado em termos de cuidado pela terra.) • Vs. 21 Parece que o sacrifício de crianças.7. que consegue o perdão.. seja em qualquer outra atividade. a ligação com a morte expiatória de Cristo é inevitável. • V . E m I C o 8. a vida que foi entregue o u "derramada" na morte. que não mais se aplicam (como o N T deixa claro)? Paulo obviamente acredita que j sim (Rm 1. No Egito. Em outras palavras. Ambos os textos ocorrem no contexto de ser santo e como parte de toda uma lista de proibições.3 é a chave que abre o entendimento desses capítulos.) "Sejam santos. o deus adorado pelos amonitase j outros. ou seja.Pentateuco • Fora do acampamento (27) Nenhuma destas ofertas podia ser comida. era proibido. Ter paciência enquanto a árvore vai ficando mais velha significa aumento da produção a longo prazo (23-25). para impedir que fossem oferecidos sacrifícios a demônios do deserto (17. o Deus de vocês. • V . vocês devem amá-los como vocês amam a vocês mesmos. | Dificilmente alguém defenderia a aplicação da j pena de morte.18 "Os estrangeiros que vivem na terra de vocês.13. Deus também se preocupa com o mundo natural. das pessoas com necessidades especiais. 22 Entre os antigos egípcios e cananeus. Compare H b 13.

ex. refletido nas festas (cap. A P á s c o a .. essas leis tratavam de removê-los p o r meio da morte: um tipo de cirurgia moral/judicial. embora pudesse comer daquilo que era oferecido em sacrifício. p. 6 com 19. 23). L v 25: A n o d e D e s c a n s o e Ano do Jubileu Este capítulo prevê o tempo em que o povo ocuparia a "terra prometida". que era a primeira das três festas no sétimo mês ( s e t e m b r o / o u t u b r o ) . o plantio e a colheita eram marcados p o r festas especiais. isto é. Lv 21—22: L e i s p a r a o s s a c e r d o t e s Por causa da sua posição c de seus deveres. de ofensas contra pessoas. 2. um dia de descanso de sete em sete dias.) L v 24: O c a n d e l a b r o .22. (Mais tarde. Havia uma clara orientação no sentido de que Arão e os sacerdotes deveriam comer esses pães. A o exemplo do sábado semanal. Nenhuma delas diz respeito a questões de bens o u propriedades. é digno de Deus. sendo as outras 6.3. 13-14 com 7 ) . e a oferta semanal de doze pães. isto é. em lembrança perpetua dos dias vividos em tendas após a libertação do Egito.10-15) eram ainda mais rígidas (compare 11 com 1-2. ( N o s casos em que nós tiramos os delinqüentes d o convívio social. é estendido à terra. Se alguma coisas os tornasse "impuros". a Festa do Novo A n o . o u . pela 4. mandando-os para a prisão. então. que reverteria a seu d o n o original. não haveria plantio. aqueles que passaram por dificuldades poderiam readquirir a liberdade e recuperar as suas propriedades. a festa da colheita (junho). c 7. O fato de se permitir legalmente uma retaliação na forma de mutilação do corpo não significa necessariamente que essa era a prática. tinha um duplo propósito: lembrava ao povo que a terra pertence a Deus. Dá-se ênfase ao fato de que a mesma lei vale tanto para os israelitas corno para os estrangeiros residentes. o u A n o da Libertação.Levítico caps. Nessa ocasião.13 Veja 18. sete semanas depois. 10-23 registram a lei sobre a violação d o mandamento que trata do nome de Deus. seja no sacerdócio ou nas ofertas sacrificiais. O Ano do J u b i l e u . aplicar a pena de morte a uma grande gama de ofensas parece u m castigo demasiadamente severo.2» . após o sétimo período de sete anos. Não eram colocados ali para Deus comer (como nas religiões pagãs). na criação.) Em todos os casos — e é bom que se observe isto — trata-se de oposição deliberada à santa lei de Deus. 18—19 (compare. que proibia a vingança pessoal c a matança ilimitada. Para o leitor moderno. devia ser instruído e treinado na lei de Deus ( D t 31. esta festa foi associada à colheita da uva. seguida. s e g u i d a dos sete dias da Festa d o s P ã e s s e m F e r m e n t o ( e m março/abril). liberado de grande parte do seu trabalho normal. 5. Esses pães lembravam às tribos sua dependência completa da provisão de Deus. O sétimo ano seria u m ano de descanso para a terra. A Festa d a s S e m a n a s ( P e n t e c o s t e s ) . Nenhum homem que tivesse defeito físico poderia exercer o ofício de sacerdote. ter dado um destaque especial ao sétimo dia. A compensação por ferimento grave geralmente era feita na forma de multa (como implica a exceção feita no caso de assassinato — Nm 35. O D i a d a E x p i a ç ã o .31-34). elas refletem um padrão com o número sete e evocam o fato de Deus. seria outro ano de repouso para a terra. Seria um ano no qual o povo. As regras para o sumo sacerdote (21.20). 24 passa das festas especiais para dois deveres r e g u l a r e s : as lâmpadas que deviam ficar acesas na tenda de Deus.31. 3. os sacerdotes estavam sujeitos a rigorosas normas de p u r e z a r i t u a l . Festa d a s T r o m b e t a s . • 20. a vindima. Os vs. Apenas o melhor que podemos oferecer. • O l h o p o r olho (20) O princípio expresso por esta lei é o de uma justiça pública precisa e limitada. e impedia os ricos de se apossarem de todas as terras. o pecado de blasfêmia O cap. A F e s t a d a P r i m e i r a C o l h e i t a (em abril). ÍS9 "A terra é minha. ou seja. pois vocês são para mim estrangeiros e peregrinos. O s á b a d o . 1.10-13). Lv 23: F e s t a s e c e l e b r a ç õ e s As estações do ano. 10 c o m 18. O qüinquagésimo ano. o p ã o sagrado. 9 com 19. ou seja.' Lv 25. O padrão do número sete. isso significava que não podiam tocar em nada d e n t r o do santo templo de Deus. A F e s t a d o s T a b e r n á c u l o s ou d a s B a r r a c a s .

Assim.1-20. a p e n a s se podia comer "pães asmos". A o final da colheita dos cereais.l o q u a n d o os r o m a n o s destruíram o t e m p l o e m 70 d. na Parte 1). lembrando ao povo como Deus cuidava deles. momentos em que Deus os havia resgatado de forma memorável. e d u r a n t e todaj s e m a n a s e g u i n t e . Trazendo suas ofertas p Deus. cada família sacrificava u m cordeiro na v é s p e r a da Pásc o a . 50 diai (sete semanas) depois da Páscoa. Os j u d e u s deixaram de f a z ê . Hoje. Algumas dessas festas comemoravam os grandes acontecimentos da história do povo. 0 c a r d á p i o s i m b o l i z a diferentes aspectos da escravidão n o Egito e d o ê x o d o . na noite em q u e f o r a m m o r t o s os p r i m o g ê n i t o s d o Egito (veja "A Páscoa e a última ceia"). o p o v o era lembrado d e que a terras tudo o que ela produzia era dádiva de Deus. Para esta festa. p o r q u e as m u l h e r e s não tiveram: t e m p o de deixar o pão crescer por ocasião da saída d o Egito. Atualmente. Esta celebração c o m e mora a saída d o p o v o d o Egito. Na festa da Páscoa.15 A Páscoa era celebrada no primeiro mês d o ano (março/abril).C.o s c o m v i d a . Colheita e "Tabernáculos". combinavam celebração festiva com pensamentos mais sérios sobre a necessidade que tinham do perdão e da ajuda de Deus. Dançarinos celebram a c o l h e i t a n u m kibutz ( f a z e n d a c o l e t i v a ) . . sob a liderança d e Moisés.190 Pentateuco As grandes festas religiosas As principais festas religiosas de Israel estavam intimamente relacionadas com as diferentes estações e com o ano agrícola (Veja "O calendário de Israel". por ocasião da Páscoa. Mas a refeição da Páscoa era — e ainda é — uma c e l e b r a ç ã o em f a m í l i a . Páscoa e Pães Asmos Êx 12. da de Pentecostes. d e i x a n d o . Este era um tempo de profunda gratidão. a Páscoa é essencialmente uma celebração familiar nos lares j u d e u s . somente os' samaritanos ainda sacrificam cordeiros como nos v e l h o s tempos. isto é. Nos t e m p o s d o AT e d o NT. t o d o s os q u e p o d i a m se d e s l o c a v a m a J e r u s a l é m . v i n h a . 23. Festa das Semanas. posteriormente chama-. pães feitos sem feri m e n t o . havia três momentos marcantes ou festas nacionais das quais todos os "homens de Israel" deviam participar: Páscoa. e m Israel. E cada a n o se r e c o n t a a h i s tória d e c o m o o a n j o de Deus " p a s s o u p o r c i m a " das casas dos israelitas. Cada ano.

seguido pelo descanso n o sétimo. e a guarda do sábado se tornou u m a espécie de marca registrada d o judaísmo até os nossos dias. No décimo dia daquele mês. Um segundo g r u p o de festas importantes ocorria no sétimo mês d o calendário judaico (setembro/outubro). ocorrendo ao final da colheita das uvas e das olivas.C. u m m o m e n t o em que todos confessavam o seu pecado e pediam a Deus q u e lhes concedesse perdão e purificação. Ele sacrificava u m bode pelos pecados d o p o v o e um segundo bode era mandado para o deserto. L v 23. havia ainda outras. Acima. 0 povo morava e m abrigos feitos c o m ramos. Purim (Et 9) comemora a libertação dos judeus da sanha assassina de Hamã na época d o Império persa.16. No sétimo dia da semana. è a festa das l u z e s . No primeiro dia d o mês (depois d o exílio. Uma oferta de cereais era oferecida a Deus e n i n g u é m podia trabalhar naquele dia (Festa das Trombetas. Esta era a única oportunidade e m q u e o s u m o sacerdote podia entrar no Lugar Santíssimo d o tabernáculo ( o u .33-43 Purim e Festa da Dedicação Essas duas festas n ã o estão previstas na Lei. Indicando que os pecados d o p o v o haviam sido levados embora. As trombetas eram tocadas para anunciar essa festa. e m dezembro. u m toque de t r o m b e tas sinalizava o início d o mês mais importante do calendário d e Israel. à esquerda: Crianças e n c e n a m a história d e Ester na festa d e P u r i m . mais tarde. Hm 29. no deserto.22) celebrava a purificação e dedicação d o templo após sua profanação no tempo de Antíoco Epifanes. em 168 a. . Ele matava u m boi e m sacrifício pelos seus pecados e os pecados d e sua família. Havia jejum desde o pôr d o sol d o nono dia até o p ô r d o sol d o dia seguinte. 0 sumo sacerdote colocava suas vestes especiais. Era uma festa q u e durava sete dias e celebrava o final da colheita das frutas. A Festa da Dedicação (Jo 10. Correspondia a necessidade que todos os seres humanos têm de descanso regular para reporem energias. d o templo). borrifando parte do sangue diante da arca da aliança. As leis d o sábad o passaram e ser rigorosamente observadas depois d o exílio {Jesus e seus discípulos tiveram problemas e m relação a isso).1). Sábado e lua nova Além das "três grandes festas". havia refeições especiais e sacrifícios e m família q u e marcavam a festa da lua nova. era observado i Dia da Expiação (Lv 16).Levítico "Tabernáculos" Êx 23. lembrando o t e m p o e m q u e viveram em tendas. a Festa do Ano Novo). Esta era a lei. O modelo para isto era a criação d o m u n d o e m seis dias. (época do Império grego). todos paravam de trabalhar. A Festa dos Tabernáculos (Barracas) caia no dia 15. O a t o d e a c e n d e r as velas marca o início d o sábado. Â esquerda: C h a n u k a h (Dedicação). Desde os tempos antigos.

as primeiras crias dos rebanhos e os primeiros frutos d o campo seriam de Deus p o r direito (ele aceita parte pelo t o d o ) . É a restauração do jardim do Éden. como andara com os primeiros seres humanos no jardim. não estava mais ao dispor da pessoa. O melhor é que Deus andaria entre seu povo. A desobediência. U m décimo de todo gado e dos p r o d u t o s da terra também são devidos a Deus. feras devastando a terra e guerra levando ao exílio (como realmente aconteceu mais tarde na história de Israel). • V. p o r outro lado. L v 27: Votos e d í z i m o s Os primogênitos. As maldições são mais detalhadas que as bênçãos: com a natureza humana. Deus promete atender o pedido que brota de arrependimento sincero. dados por intermédio dc Moisés. no monte Sinai. Esses mandamentos são de Deus. traria calamidades à nação: doenças fatais. Normalmente estes seriam resgatados pelo v a l o r determinado mais um quinto. o medo p r o d u z uma reação mais rápida que o amor. Porém. mesmo depois de toda a desobediência. . fome. portanto.Pentateuco L v 26: B ê n ç ã o s e c a s t i g o s A recompensa pela obediência é retratada como um idílio de paz e abundância. o p o v o podia consagrar indivíduos o u bens a Deus em sinal de dedicação o u ação dc graças. 29 provavelmente se refere a uma pessoa "consagrada" na forma de uma sentença dc morte. 34 Remete-nos à fonte de autoridade destas e todas as leis em Levítico. O v. A l é m disso. • " C o n s a g r a d o " a o S E N H O R ( 2 8 ) Trata-se de algo deliberadamente dedicado e separado para Deus.

uma distância de cerca de 350 km tornou-se a viagem de uma vida. o Faraó do Egito contemporâneo de Moisés. a saber. Si meão e Gade c coatitas com a mobília e os objetos sagrados. Aser e Naftali formavam a retaguarda. N m 10. comandaram a contagem. • 603. lideradas p o r J u d á . Nem o próprio Moisés entrou para desfrutar dela. contendo as instruções de Deus (torá) para seu povo. o período da peregrinação no deserto da península d o Sinai.550 ( v . apenas Moisés. Mas Deus permanece constante. operada por Deus na terra do Egito. por virtude dos seus outros deveres. N m 2: O a c a m p a m e n t o A organização cm quatro grupos de três tribos era igual tanto na hora de acampar como na hora de marchar. As tribos d o norte. 21) Balaão e o anjo (cap. Uma população total de cerca de 2 a 3 milhões equivaleria a toda a população de Canaã. auxiliados por um representante de cada tribo. e as lições difíceis que foram aprendidas capacitaram Josué a conduzir a nova geração para seu novo lar. Números narra 38 anos da história de Israel. estavam isentos. somente três homens chegam até o final do livro e o ponto de entrada na terra prometida. O título vem da "numeração" (censo) de Israel nos primeiros capítulos e no cap.7. Por causa da desobediência do povo. após a morte de Arão.37. No segundo censo (cap. 27) Este é um número bastante alto: veja em Êx 12. Ramsés I I . 26. 46) Resumo O diário de viagem da jornada de Israel desde o monte Sinai ao rio Jordão Histórias mais conhecidas Os doze espias (cap. 0 livro poderia ser chamado "As murmurações de um povo". Nml—9 Preparando-se para partir Nm 1: O c e n s o 0 propósito do censo é alistar todos os homens de mais de 20 anos para o serviço militar. Os levitas. Josué e Calebe sobreviveram aos 40 anos de peregrinação. ra civil e religiosa. A confiança dos israelitas no Deus que os tirou do Egito evaporou-se quando começaram as dificuldades da vida no deserto. seguidos pelas tribos de Ruben.22). Ou seja. 26). seu filho Eleazar assume seu lugar. Assim. Os líderes tribais eram os mesmos que ajudaram com o censo. as três tribos d o leste. os líderes do povo na esfeManasses | Efraim | Benjamim Levitas carregando atenda de Deus Zebulom .NÚMEROS Este é o quarto dos "Cinco Livros de Moisés". Q u a n d o o p o v o se deslocava. mas outras passagens dão a entender que os cananeus eram mais numerosos que os israelitas ( D t 7. feito 38 anos mais tarde.17 dá uma ordem um pouco diferente para a seção d o meio: os filho de Gérson e os filho de Merari carregavam a 'lenda de Deus. iam à frente. Moisés e Arão. Ele começa dois anos após a fuga do Egito e termina na véspera da entrada em Canaã. 22) Um novo líder: Josué (cap. usou esta mesma formação retangular na sua campanha na Síria.17. De toda uma geração que havia presenciado as maravilhas da libertação do povo. Números é uma longa e triste história de insatisfação e murmurações. Dã. sempre presente com seu povo. 13) A serpente de bronze (cap. é possível que Moisés estava fazendo bom uso d o treinamento militar que anteriormente havia recebido no Egito.

Os levitas — a tribo de sacerdotes de Israel — eram separados. Zebulom. Ruben. Benjamim) e dos dois filhos de Jose (Efraim c Manasses). Uma pintura tumular egípcia mostra homens caçando aves nos banhados.7-8). Simeão. Julgamentos deste tipo eram comuns na antiguidade. N i n 5: J u l g a m e n t o p e l a p r o v a V s . V s . uma águia para Dã. N o inóspito deserto d o Sinai o s israelitas tiveram saudades d o E g i t o fértil. Nafiali. C . V s . Agora os levitas substituem os primogênitos de todo Israel na missão especial de auxiliar os sacerdotes no serviço d o Senhor. (Os limites de idade v a r i a r a m depois que os sacerdotes os desmontavam e cobriam. estacas e cordas — também sob a supervisão de Itamar. .47) Uma quantidade de prata equivalente a 12 g. 21) ficavam de quarentena. • S i d o para o santuário (3. um boi para Efraim. 15. 1-4: aqueles que eram "impuros" (veja Lv 13.194 Pentateuco • As 12 tribos Trata-se dos filhos de Jacó ( J u d á . Gade. no Egito. de uma moeda. não se tratava. Aser. N m 3: U m a m i s s ã o e s p e c i a l A reivindicação dos primogênitos por parte de Deus começou na noite da Páscoa (Êx 12). Na ausência de evidência devia haver um julgamento por prova. Dã. pois. Os dois peixes numa lança remontam ao segundo milênio a . Issacar. uma cabeça humana para Ruben. pois pertenciam a Deus. peixes e aves. • O s estandartes/bandeiras (2. com seus legumes frescos. 11-31 dizem respeito às mulheres suspeitas de infidelidade.2) A tradição judaica suplementa os símbolos: um leão para J u d á . N m 4: O p a p e l d o s levitas O s e g u n d o censo dos levitas alista i n d i v í duos entre 30 e 50 anos. Os vs. e são bem conhecidos ainda em partes da África e índia. Comparado com outros. 21-28: os f i l h o s d e G é r s o n estavam encarregados de transportar as cortinas e os revestimentos da Tenda e do pátio sob a supervisão de Iiamar. qualificados para cuidar da Tenda de Deus. 29-33: os f i l h o s d e M e r a r i deviam proteger e transportar a estrutura — colunas. Os vs. Os filhos de Gérson e de Merari dispunham de carroças puxadas por bois (7. Mas o censo mostrou que os primogênitos de Israel excediam os levitas cm número (273) c para redimir esse grupo excedente foi necessário fazer um pagamento. 5-10 estipulam a compensação quando alguém prejudicava outra pessoa.

2 1 : O n a z i r e u Um voto especial dava ao nazireu (que não deve ser confundido com nazareno. mas Sansão ( u m nazireu pouco ortodoxo) tinha um voto vitalício ( J z 13—16). A o se lavarem c raparem o corpo. na ordem descrita no cap. .12) Compare J o 19. Mas quem estivesse ausente o u a pessoa que fosse ritualmente impura na época p o d i a c e l e b r a r a festa um mês depois. c pede especificamente o dom da paz de Deus. N m 6.1-14: A s e g u n d a P á s c o a N i n g u é m podia deixar de celebrar a Páscoa (veja E x 12). o povo não se movia." N m 9. N m 9. c o m o p a r t e da adequação para se apresentarem diante de Deus.23-26 e o v o t o de Paulo em At 18. L v 24.7 descreve Cristo como "nosso cordeiro da Páscoa. durante 12 dias. 1-4 d i z e m respeito às lâmpadas para a sala externa da Tenda de Deus (veja Êx 27. Algumas foram enterradas com o Faraó Tutancâmon (por volta de 1350 a . Ela reconhece que é Deus quem dá todas as coisas boas.18). eles acampavam: se a n u v e m não se movesse.15-23: O s i n a l para partir A orientação de Deus no deserto era uma realidade clara e visível. A cada dia.36. eles garantiam a pureza externa. Não se sabe como ou quando estas práticas se originaram. 2. O restante do capítulo trata dos levitas. Q u a n d o a nuvem se levantava eles partiam.2 7 : A b ê n ç ã o d e A r ã o Esta bênção tem sido usada p o r judeus e cristãos na sua adoração. N m 10. • cuidado especial para evitar impureza pelo contato com cadáveres (veja cap. I C o 5. • cabelos sem corte. convocar o povo c para levantar acampamento. Não é claro se a água continha alguma erva que provocaria aborto caso a mulher fosse culpada e estava grávida.1-10: A o s o a r d a t r o m b e t a Duas trombetas especiais de prata davam o alarme. u m líder de cada uma das tribos trouxe uma bandeja e uma bacia de prata cheios de uma oferta de cereais. mas os nazireus continuaram a existir durante o exílio c até nos tempos do NT (veja At 21. E possível que Samuel também fosse nazireu. Nm 6 . Trombetas longas como essas eram comuns no Egito por volta de 1400-1300 a. eles levantaram acampamento e deixaram o monte Sinai. natural de Nazaré) seu status espiritual.1-4). o SENHOR sobre ti levante o rosto c tc dê a paz. ofertas pelo pecado e de comunhão (veja Lv 1—7).Números 195 Troniberas de praia eram rocadas para este chega a ser brando c está menos orientado para um veredicto de culpa. 0 voto geralmente era por um tempo limitado. convocavam a assembléia e anunciavam as festas e o início dos meses.C." Bênção d e A r ã o sobre Israel. Nm 7: A s t r i b o s t r a z e m as s u a s o f e r t a s A dedicação do altar havia acontecido um mês antes dos acontecimentos narrados em Nm 1. Onde ela parava. Aqueles que serviam a Deus deviam ser completamente puros. • Não quebrarão nenhum osso (9. Nm 6 . o SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti. Os sinais externos da consagração a Deus são: • abstinência do v i n h o o u qualquer outra bebida f o r t e ( o s s a c e r d o t e s t a m b é m deviam ser a b s t e m i o s . isto também pode r e f l e t i r u m compromisso c o m a simplicidade da vida nômade. ou se funcionava apenas por sugestão psicológica. 2 2 .11-36: A j o r n a d a c o m e ç a Cerca de três semanas após o censo. um prato dourado com incenso e animais para holocausto. 1 .20-21. C ) . 19). N m 8: A d e d i c a ç ã o d o s l e v i t a s Os vs. A nuvem durante o dia e o fogo à noite acima da Tenda no centro do acampamento sinalizavam a presença de Deus no meio do povo. " O SENHOR tc abençoe e te guarde. em contraste com as influências corruptoras da civilização).24-26 N m 10—21 Em movimento: do Sinai a Moabe N m 10. O sangue do sacrifício limpava a mancha interna do pecado.

Apenas a intervenção de Deus o salvara da morte p o r apedrejamento.6. a m e n o r das aves cinegéticas (isto é. Deus. 2 1 . mas a resposta de Deus foi um notável tributo prestado a esse líder ( 6 . C o m o Miriã foi a única pessoa castigada.. Saudades da abundância de peixes e legumes do delta do Nilo logo produziram um desejo irresistível. N m 11: R e c l a m a ç ã o p o r c a u s a da comida O gosto. O efeito disto foi dramático. e m N m 12. se reproduz em várias partes da Ásia o c i dental e da Europa. sua súplica As codornizes A c o d o r n i z . 7 . Mas ali estava ele. 1 4 . A direção e companhia do S E N H O R eram algo muito real ( 3 3 . • Ômer (32) " U m a carga de jumento". registrada desde o tempo d e Moisés. 2 5 ) . Sem dúvida Moisés se arrependeu de ter dado ouvidos a eles. do maná (veja E x 1 6 ) era parecido com biscoitos de mel." Resposta dc Deus a Arão e Miriã.7-8 O cunhado de Moisés foi com eles como guia. Sempre de n o v o Moisés se colocou entre Israel e sua d e s t r u i ç ã o total ( Ê x 3 2 . essa matança contínua havia reduzido o número d e aves d e tal maneira. 1 8 ) . N m 11. Com ele falo face a face.1 4 . Deus lhes deu o que queriam até não poderem mais! E com a fartura veio o j u í z o pela atitude p o r trás da reclamação.9-13). elas foram a resposta d e Deus a o clamor d o povo por carne. segundo a N T L H ) dão a medida da glutonaria do povo. usando as próprias palavras de Deus ( N m 1 4 . 4 1 . 1 9 . c o m suas histórias de gigantes e gafanhotos. claramente. aves que são caçadas). No inverno. Moisés ficou em silêncio.1 5 ) ? Sua resposta f o i d a r a u m g r u p o de 7 0 líderes. . fez c o m que recaísse t a m b é m sobre ele o j castigo que Deus trouxe sobre o povo. Segundo N m 11.8 ) . v. Ao invés de irem para o n o r t e . E assim. Deus o r d e n o u que fossem para o leste até j Acaba (o " m a r V e r m e l h o " .1-2. 3 ) . supostamente essa contestação partiu dela.39-45). a princípio delicioso. 3 1 ) d a d o a Moisés. q u a n d o as aves se dirigiam para o Norte. naquele momento. as codornizes migram para o Sul. Os números apresentados são altos e as cifras criam algumas dificuldades. N m 13—14: O s espias d ã o s e u relatório. onde as codornizes eram limpas e secadas ao sol para fins d e exportação. Mas foi necessária uma derrota terrível para fazer o p o v o se dar conta do que estava acontecendo (14. Será que Deus percebeu a exaustão p o r trás da queixa d o p r ó p r i o Moisés ( 1 1 .4 8 . foram esquecidos. as aves chegaram c o m o vento da tarde e pousaram para descansar. e ele vê a forma do SENHOR.3 6 ) . cessou por completo. D t 1 . Em 1924. Os dois homens de fé deram a interpretação correta dos fatos ( N m 1 3 . pedindo misericórdia para o povo teimoso que só lhe causava problemas! Ele se dirigiu a Deus para lembrarlhe quem ele (Deus) era. toda uma geração abriu mão de tudo que lhe fora prometido. T e n d o chegad o tão perto do objetivo. • V . Umas seis semanas depois que os israelitas haviam saído d o Egito. durante dois dias. escolhido para dar apoio a M o i sés. Saul v i v e n c i o u algo semelhante após sua unção (ISm 10. Agora a monotonia o tomava intragável.2 5 dá a e n t e n d e r que. para Canaã. que a migração anual. o fenômeno se repetiu um ano depois. 5 . n a s e g u n d a metade d e abril. O motivo real da discussão não era a esposa de Moisés ( 1 ) . • Cuxita ( 1 ) pode ser midianita o u etíope (NTLH). Neste caso. 3 0 ) . atravessando duas vezes por ano a região n a qual o s israelitas peregrinaram depois d o êxodo. é fiel em toda a minha casa. N m 12: D e s a f i o à l i d e r a n ç a de Moisés A murmuração seguinte veio de Miriã e Arão.. Mas n o Egito. e não por enigmas. A oração de Moisés naquele momento foi surpreendente.9 ) . o p o v o recolheu as codornizes. 29 Moisés demonstrou uma atitude notável num líder: poder sem qualquer sinal de corrupção (veja 1 2 . mas o p o v o preferiu o u v i r os dez "profetas da catástrofe". Dez ômeres ("mil quilos". Exaustas em razão do longo vôo. a revolta de Israel Os israelitas e s t a v a m acampados em Cades-Barnéia.196 Pentateuco "Meu servo Moisés. foi sugestão do povo enviar espias. 1 6 . Moisés pretendia ir diretamente à terra prometida. houve momentos em que se abateu de 2 a 3 milhões de aves por ano. um p o u c o d o " e s p í r i t o " ( p a l a v r a que t a m b é m s i g n i f i c a " v e n t o " . mas sua posição de liderança. irmãos de Moisés. e a terra boa.

mas também a sua arrogância. Não foi apenas a desobediência daquele homem.6-15).» Anaquins (13. • Onde manam leite e mel (13-14) Descrição vívida de uma terra fértil. ele escolheu o território dos descendentes de Enaque para conquistar para si (Js 14. o vale fértil encontrado pelos espiões.22). Na verdade esta acusação era contra Deus (11). Vs. 37-41: os pingentes nas pontas das capas serviriam para que os israelitas. . mas certamente aconteceria! Vs. "Será que não basta para vocês" s e r v i r como levitas? ( 9 ) . e foi Deus quem pôs fim à rebelião.. Nada se sabe sobre eles fora da Bíblia. • Calebe jamais perdeu sua confiança absoluta em Deus. sempre prontos a se esquecerem de Deus.. mas foram novamente salvos por Moisés e Arão.4. d e v e ler dado uma excelente idéia d o que encontrariam na terra prometida. Datã e Abirão teve em vista um ataque duplo: contra Moisés e também contra Arão. aos 85 anos. Datã e Abirão (da tribo de Ruben) acusaram Moisés de ser prepotente e de ter falhado da missão de levá-los à terra prometida (1314). Vs. 1-31: sacrifícios a serem oferecidos após a conquista de Canaã. As instruções que se seguem são para "quando entrarem na terra". Essa entrada podia ter sido adiada. Deus aceitou o argumento embutido na súplica de Moisés e Arão (22) e não destruiu o povo. A NT1. Porém no dia seguinte toda a comunidade se opôs à liderança e ficou sujeita ao juízo de Deus. mas são evidentemente uma raça de gigantes a exemplo de Golias.33) Veja G n 6. romãs e figos. A p ó s os lundus anos n o deserio. "Agora vocês querem também ser sacerdotes?" (10b). se lembrassem dele e de seus mandamentos. descendentes de Enaque (13. c o m suas uvas. A razão da queixa de Corá (e da sua companhia de 250 levitas) é o monopólio do sacerdócio por parte de Arão. 32-36: a seriedade da transgressão do sábado.H traduz por "uma terra boa e rica". mas mais provavelmente "enganar" (NTLH). Nm 15: L e i s d i v e r s a s 0 primeiro versículo deste capítulo é totalmente oposto ao anterior. Quarenta e cinco anos mais tarde. • Lançar pó aos olhos (14) Talvez torná-los escravos. N m 16: A r e b e l i ã o d e C o r á A aliança nada santa entre C o r á . n o lado norte d o deserto d o Kejiuebe. lista foto é de Kin A v d a i . que fez com que fosse expulso da comunidade do povo da aliança de Deus.

Assim. Durante o inverno (a estação das chuvas).10!.12. havia outros benefícios mútuos. 18. Muitas vezes a vida dos nómades comprou terras dos moradores de se relaciona de perto com a vida das Siquém (Gn 33. Estes fatos se populações que se estabeleceram de encaixam muito bem naquilo que forma definitiva num certo local.25.31). e os animais.20). Hoje sabemos (Gn 13. Jacó ria. mas nos longos meses do verão. sabemos sobre a vida dos nômades pastores daquele tempo. não nos surpreen- . 26. flexíveis e que mudanças econômicas. a disputa por causa de poços era uma cena freqüente (Gn 21. Tanto Abraão da Arábia até o estilo seminômade mis. muitas vezes.12). Houve seus rebanhos e que tinham contato um tempo em que se pensava que os regular com as populações sedentánômades e os agricultores sedentários rias. em busca de pas.27. os nômades entravam em contato com a população sedentária. Os direitos sobre as pastagens e os poços de água tinham de ser negociados. Há diferentes estilos de vida de Hebrom. E. deslocam com camelos pelo deserto 14. Os nômades m u d a m d e u m l u g a r para o o u t r o .18.17-18). Levavam os seus animais para pastarem nos campos ceifados.1. como a compra e venda recíproca de bens e produtos (Gn 34. os nômades criadores de gado encontravam boas pastagens nas regiões montanhosas da Palestina. onde era fácil de plantar e colher. Nos tempos do AT. 23. tinham de procurar água e pastagens nos vales. Além disso. geralmente seco. numa terra onde as chuvas são escassas. ao se deslocarem por ocasião do verão. desde os nômades que se terras da população local (Gn 13. Em várias ocasiões.tores seminômades que se deslocatagens para seus rebanhos. a maioria das cidades ficava nas planícies e nos vales. Normalvam de um lugar para outro com os mente eles vivem em tendas.quanto Isaque fizeram tratos com o turado com períodos de vida sedentárei de Gerar (Gn 21. 26. em busca d e novas pastagens para seus rebanhos. Ló deslocou os seus rebanhos e tinham estilos de vida conflitantes e foi acampando até chegar a Sodoma nunca se misturavam. Aqui duas meninas beduínas pastoreiam os rebanhos. que a situação é mais complexa do Abraão acampou nas proximidades que isso.13. Assim. 14.18-19). chegando a comprar nómade. ajudavam a fertilizar o solo. climáticas ou políticas em determinada região podem levar as pessoas a adotar um estilo de vida sedentário. às vezes seguindo o famílias são retratados como pasritmo das estações. Isaque e Jacó e suas lugar a outro.198 Pentateuco Vida nômade John Bimson Os nômades se deslocam de um Abraão. por sua vez. Estudos recentes revelaram que os estilos de vida nômade são.

1) e que Isaque tenha ficado em Gerar o tempo suficiente para plantar e colher o que havia plantado (Gn 26.27).1-13: A m o r t e de M i r i ã . O que eles davam deveria ser o melhor. o que significa que são igualmente adequadas para a estacão das chuvas. A r ã o (20. N m 17: D e u s e s c o l h e A r ã o Como todos os milagres bíblicos. O bastão foi g u a r d a d o no santuário de Deus como advertência permanente. Neste caso. 2-13 lembra algo semelhante que ocorreu no monte Sinai (Êx 17. Não havia mais possibilidade de contestação. que Acredita-se que as lendas que os beduínos usam ainda hoje foram desenvolvidas lia milhares d e anos. é p r o v á v e l q u e sejam semelhantes àquelas e m q u e o s patriarcas e suas famílias viveram. N m 20. 19. dos primeiros frutos e das primeiras crias. florescer e frutificar do bastão de Arão tinha uma lição prática. costuradas umas nas outras p a r a fazer longas faixas. A s tendas são íi prova d'água. calor. t r i b u t o s e ritual N e m os sacerdotes nem os levitas receberam herança na terra prometida: Deus era a porção deles. U m deles é a sala de visitas. Nada parecia c u r a r as murmurações do povo.38-39) e Moisés (Dt 34. Os levitas recebiam os dízimos do povo (dez por cento de todos os rebanhos e safra. Deus deu aos sacerdotes a sobra de todas as ofertas sacrificiais. O pecado de Moisés parece estar nas palavras "será que vamos ter de fazer sair água.?".12. 1122.25-29. 33. quando estavam prestes a entrar em Canaã. O u t r a s cortinas o u divisórias podem ser levantadas q u a n d o la/. O incidente nos vs. com as cortinas laterais abertas. na fronteira com E d o m . morreu Miriã. . descrita nos vs. o germinar. Num mesmo ano. como dádiva a Deus. dados a Deus)..12).1. a falha de Moisés A maior parte dos 38 anos j á se passara desde 13. Eles por sua vez davam dez p o r cento aos sacerdotes. Estavam reclamando quando saíram do Egito e ainda reclamavam após todos os anos de provisão de Deus.1-7). São feitas de tiras tecidas m a n u a l m e n t e c o m pêlos de bode. Todos podiam ver sobre quem recaiu a escolha de Deus. morreram M i r i ã . Para minimizar o risco de contaminação acidental. E m Cades. o fenômeno pode ter sido o rompimento (talvez provocado p o r uma tempestade) da superfície dura e irregular que se forma sobre profundos lagos de lama líquida no vale de Arabá. N o interior.1-10) era a solução para casos de profanação pelo contato com um cadáver. de que Ló tenha ido morar em Sodom a (Gn 14. O ritual com a novilha vermelha (19.Números 199 • A terra a b r i u a s u a boca e o s e n g o l i u (32) Deus fez uso de forças naturais para executar seu j u í z o (como nas pragas do Egito). A s s i m . os túmulos posteriormente passaram a ser pintados de branco (veja Mt 23.. onde este incidente ocorreu.5-8). cortinas d i v i d e m a tenda c m c ô m o d o s . N m 18—19: D e v e r e s . Em lugar de herança.

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. e n q u a n t o o de Moabe N m 22—24: B a l a q u e e B a l a ã o Os israelitas vitoriosos tornaram a acampar junto à fronteira do reino de Balaque. ao Jaboque. que foi negada.10. diretamente a Canaã. na fronteira noroeste de Edom. perto de Carquemis). Por causa disto. no Norte. para que todos que tivessem fé nele tivessem vida eterna ( J o 3. Até o maior dos servos de Deus. . fazendo pouco caso das promessas e da diplomacia de Moises. rapidamente enviou mensageiros a Pctor (provavelmente Pitru. 23. • Poço (21. Mas os edomitas não abriram passap o v o se deslocava para o Sul até o golfo de Acaba (o " m a r V e r m e l h o " aqui) para evitar o território de E d o m . • Atarim (21. Acontece com freqüência que palavras ditas de forma precipitada (veja SI 106. Era uma atividade rotineira para o profeta. ^--. Arão morreu n o monte Hor. tiraram a água da rocha.6).. para desespero e irri- . O que é surpreendente é a revelação de que a fonte do conhecimento de Balaão era o próprio Deus.. O local tradicional (veja foto). E nem suborno nem ameaça o impediam de dizer a verdade assim como Deus a revelava a ele.202 Pentateuco dão a entender que ele e Arão.17) Em algumas partes da península do Sinai e no sul da Jordânia a água fica perto da superfície.39-45).22-29 registra a morte de Arão.. de leste a oeste. rei de Moabe. um lugar difícil de transpor. N m 20. mais uma vez Israel pediu passagem. Scom. dizendo que ele também devia ser levantado. especialmente palavras solenes de "bênção" e "maldição". Mas desta vez eles partiram para o ataque e saíram vitoriosos. va ^ • . pois os edomitas eram descendentes de Esaú.27—24. e sofreram uma t e r r í v e l derrota (14. mas um antídoto foi providenciado. os israelitas derrotaram Õgue de Basã (nordeste do lago da Galileia) em Edrei. -V. contra as ordens de Deus. para contratarem Balaão.13 Correndo na direção do mar Morto.9).14-15). que. a fim de vir e amaldiçoar seus inimigos. para que o deslocamento para o Norte se desse d o lado oriental o u leste do mar Morto. O p o v o só precisava olhar para a serpente de bronze para ser curado.35: D e s v i a n d o de E d o m N m 20. A g o r a deveriam na direção leste. tendo sua capital em Hesbom. página anterior: Os israelitas foram obrigados a pegar um desvio por região inóspita. passando a leste do mar Morto.21-25.13-24. numa época em que todos acreditavam no poder que as palavras têm de influenciar os acontecimentos.41— 23. a nordeste de Cades. Seguindo para o Norte. N m 20. ' • . com apoio midianita. perto da fronteira de lídom. E m N m 21. após toda uma vida de confiança e obediência. junto ao rio Eufrates. • Estrada real/estrada principal (17) Ela ligava o norte do golfo de Acaba com a Síria. P'"! W Nm 2 2 — 3 6 Nas planícies gem.. Jesus lembrou esse incidente a Nicodemos. • Teu irmão Israel (14) Isto não era apenas um modo de falar. q u a n d o o s edomitas barraram seu cantinho para a terra prometida. o rio Arnom esculpiu um enorme desfiladeiro.v-. irmão de Jacó. • Água da rocha Sabe-se que a rocha calcária do Sinai retém água (veja Ex 17.14-21: E d o m n ã o d e i x a q u e os israelitas passem Os israelitas h a v i a m tentado i r para o Norte. á . fica perto de Pefra e bem distante de Cades. O s israelitas geralmente só precisavam cavar poços rasos para encontrá-la. há um monumento chamado t ú m u l o de A r ã o n o t o p o desse monte.1) Não se sabe onde ficava este lugar. Três vezes repetiram o mesmo ritual (22. A vitória sobre o rei de A r a d e foi rapidamente seguida de q u e i x a s . As serpentes venenosas são consideradas u m castigo. • 21. o adivinho. não Deus. no Sul. O monte H o r deve ser Jebel Madeira. havia tomado as terras de Moabe e ser reino se estendia do Arnom. Três vezes Balaão abençoou Israel. pode cair. A recusa edomita de permitir a passagem de Israel resultou num longo desvio para o Sul e ao redor de Edom.22—21.25.33) levam a pessoa a se arrepender mais tarde. 23. o rei dos amorreus. Moisés bateu na rocha no local onde Deus indicou. apoiado por Joscfo. Atualmente.. Moisés não entraria na terra com o povo como tanto desejava.

• A origem destes oráculos Não se sabe como estes oráculos foram incluídos em Números. 36). juramentos de qualquer natureza (2). foi para que a terra pudesse ser dividida proporcionalmente. V s .Números tacão de Balaque. 52-56).. foi escolhido por Deus para ser o sucessor de Moisés. Esta Nm 26: O s e g u n d o c e n s o Os números são ligeiramente menores que no primeiro censo (uma geração inteira foi substituída por outra. às portas da terra prometida. 30: votos. 29: as festas do sétimo mes. "moabita". entre outros. com a exceção de Moisés. Mas Zelofeacle só tivera filhas. Mas quem o l h a v a para a serpente d e b r o n z e que Moisés. • Vocês d o i s se revoltaram contra a m i n h a o r d e m (14) Veja 20. veja L v 23.11. 3"medanira". 1 .8). 26-31: a Festa Deus e adorar Baal. morreu o restante da geração que saíra d o N m 28—30: Regras p a r a o culto Egito. Em outros países do Oriente Próximo. a rota principal para o norte. Mas elas deviam O s israelitas pediram aos edomitas permissão para seguir viagem pela Estrada d o Rei ( f o t o a b a i x o ) . N m 11. 1 Relações sexuais com mulheres moabitas do sábado. • Baal-Peor (3) A divindade adorada naqueCap. Os edomitas não d e r a m permissão. 12-38: para a Festa dos próprio do grande deus da fertilidade dos Tabernáculos (Barracas). F. O motivo do censo. Moisés avistou a terra do alto do monte Nebo. Nm 25: I d o l a t r i a e m P e o r Foi por ordem de Balaão (31.1 1 : O d i r e i t o d e h e r a n ç a das f i l h a s A lei dizia que a terra era passada do pai ao filho mais velho. Os vs. 33.65).6-9). 203 casar-se com homens da própria tribo para assegurar a herança tribal (veja cap. Os acontecimentos descritos aqui C o m respeito a festas. Josué e Calepúblico. mas desde o final dos devem ser mantidas.13. Com a morte daqueles que adoraram Baal. levantou n o deserto era salvo. 28. Nesta ocasião ele recebeu autoridade para liderar a nação no lugar de Moisés. cananeus. de onde se via Jericó. 24.9-13. Josué. • Monte Abarim (12) Este era o nome de uma serra o u cadeia de montanhas. sempre dissesse a verdade. 15 estabelecem os termos sob os quais os juramentos feitos por mulheres são obrigatórios.2-13.1-8: ofertas de cada dia. Nm 24. de acordo com o tamanho dos vários grupos (vs. na falta de filhos. as mulheres normalmente não podiam receber herança. Os homens em Israel estatempos patriarcais havia muita superposição vam incondicionalmente comprometidos por no uso dos termos "midianita". mas em Israel foi decidido que. votos be (26. veja Lv 1—7 e "Sacrifícios". mantendo-a na tribo. "ismaelita". J o 3.C. Mas fatores lingüísticos. 11-15: ofertas para a Páscoa e e a levaram os homens de Israel a desobedecer a Festa dos Pães sem Fermento. 1-6: le local. das Semanas (primeiros frutos). C o m respeito a e religiosas. Nm 2 7 .14-15 relaciona isto com a o b r a d e salvação realizada p o r C r i s t o .12-23: J o s u é é o novo líder do povo A vida de Moisés estava chegando ao fim.15-19 prevê um futuro rei vitorioso que derrotará todos os inimigos de Israel. e "As já revelam uma mistura de práticas sexuais grandes festas religiosas". "Baal" (que significa "senhor" o u ofertas para a Festa das Trombetas: 7-11: para "mestre") gradativamente tornou-se o nome o Dia da Expiação. desta vez. 64-65). • Moabita. indicam que os oráculos foram escritos por volta do século 12 a. . p o r ordem d e Deus. A rigor. O quarto oráculo superou a todos. 9-10: ofertas • V. O s israelitas rebeldes foram picados p o r serpentes venenosas e muitos morreram. midianita A alternância entre os Cap. ofertas. Promessas feitas a Deus termos parece confusa. ele pagou por isto com sua vida (31. apesar dos esforços de Balaque. as filhas podiam receber a herança. braço direito de Moisés (Êx 17. U m a escultura moderna de b r o n z e n o monte N e b o representa uma serpente enrolada na c r u z .16) que as mulheres midianitas corromperam os israelitas em Peor.. de tal modo que. N m 27.28) e um dos dois espias fiéis (14. • 0 incidente da j u m e n t a O propósito de Deus parece ter sido impressionar Balaão. ali. na c r u z .

e foi vitoriosa. mas apenas sob condição de que ajudassem na conquista de Canaã primeiro. 48-54 registram a oferta especial do exército dada cm gratidão pelo retorno em segurança. N m 33: Estágios d a j o r n a d a Este capítulo é um resumo de toda a jornada. O exército deu a quingentésima parte (1/500) dos seus despojos de guerra aos sacerdotes. Seu pedido foi concedido. São listados quarenta lugares de acampamento. N m 36: A h e r a n ç a das m u l h e r e s Veja 27. N m 31: G u e r r a s a n t a c o n t r a os midianitas Os midianitas foram punidos pelo seu pecado de induzir Israel a adorar deuses falsos (veja cap. Esta geração se mostrou obediente a Deus. O exército e o povo dividiram os despojos entre si. .Pentateuco era uma sociedade patriarcal na qual os homens asseguravam seu controle sobre as mulheres. 52b A intenção era eliminar tudo que tivesse qualquer relação com as religiões idólatras: as imagens de escultura e os locais de adoração ("lugares altos" onde eram construídos santuários). Parte da tribo de Manasses conquistou Gileade e Moisés deulhes esta terra. N m 32: T r i b o s a leste d o J o r d ã o As tribos de Ruben e de Gade queriam assentar-se nas terras boas para a criação de gado que ficavam a leste do J o r d ã o . em Ê x o d o . 25 e notas). a maioria agora desconhecida. Veja o mapa "Fuga do Egito: as peregrinações no deserto". Mais adiante. Os vs. N m 35: P r o v i s ã o p a r a o s levitas. Assim. na retaguarda. porém. os midianitas surgirão novamente na história de Israel (veja J z 6—8). do Egito às planícies de Moabe. pela metade. foi traçado um plano para permitir que a força militar dessas tri- bos deixasse seus rebanhos e seus dependentes a salvo. o povo deu a qüinquagésima parte (1/50) do seu despojo aos levitas.1-11. N m 34: A s f r o n t e i r a s d o país Veja também Js 1 3 — 1 9 . • V. cidades de refúgio Veja também Js 20—21.

7 A terra que Deus prometeu a Abraão: Veja G n 15. Quem lhe deu o sábio conselho de delegar tarefas foi o seu sogro. mas na verdade o livro contém uma reafirmação da aliança do Sinai.22—23. Ao norte do Sinai a terra é estéril e desolada..1-14 6.14-21. Estipulações básicas 4—11 3. Jetro (veja Ê x 18. o propósito da aliança jamais foi apenas que o criador queria Israel como povo especitd. que levaram a uma visão bastante fragmentada do Pentateuco. Maldições 28. O foco passa a ser a vida fixa ou sedentária numa nova terra. Os Dez Mandamentos de Êx 20 são repetidos em Dt 5. Na ocasião. judeus e cristãos geralmente consideravam Deuteronômio as palavras exatas de Moisés.1-8: veja N m 20.18-21. que vem da tradução grega. "Lembrem-se do amor de Deus". Embora os edomitas tivessem negado passagem aos israelitas " A i a Bíblia hebraica. Cláusula de documento 27 5. Prólogo histórico 1. D t 2.. no final das peregrinações do deserto.1-5: I n t r o d u ç ã o O tempo e o lugar foram cuidadosamente especificados.. No entanto. • Amorreus (44) Nm 14. O título do livro.6-46: D o S i n a i a C a d e s Vs. Resumo Moisés se dirige ao povo de Israel que estava em vias de entrar na terra prometida. com quantidade surpreendente de vegetação após as chuvas do inverno. 29—30 Escolham a vida! A Tenda e adoração de Deus Caps.43 usa o termo mais amplo "cananeus". O chamado de Abraão foi feito para desfazer o pecado de Adão.29 2. D t 1.C)." Tom Wright .43: D e A c a b a às planícies d e M o a b e 2. Mas há oásis.13-26).14-25): Moisés relembra do alívio que sentiu quando. o livro continua firmemente arraigado neste grande personagem histórico que foi Moisés. Atualmente os estudiosos querem reconhecer a contribuição de editores posteriores e não há acordo quanto à data da composição final. os israelitas estavam acampados nas planícies de Moabe e prestes a entrar na terra prometida (cerca de 1260 a. Recapitulação 29—30 Muitas das leis registradas em Êx 20. Este seria o segredo para receberem as bênçãos de D e u s . Caos.1—4. Bênçãos 28. o criador se revelttsse ao mundo e o salvasse na sua íntegra. Pois era a Deus que deviam sua liberdade e todas as coisas boas prometidas a eles. o coração da antiga aliança.DEUTERONÔMIO 0 primeiro versículo de Deuteronômio diz: "São estas as palavras que Moisés falou a todo o Israel". ao delegar responsabilidade. Isto exigia uma resposta: "Lembrem-se de. Ele recapitula a jornada e lembra ao povo a aliança que eles têm com Deus. A terra e a aliança de Deus com seu povo são os grandes temas de Deuteronômio. • V . 9-18 (veja N m 11. Os vs. 31—34 As últimas palavras de Moisés Dtl— 4 Primeiro discurso: recapitulação da jornada D t 1. • V ." — permanecer fiéis. A estrutura de Deuteronômio (a forma de aliança do AT) é muito parecida com a de um tratado daquele tempo (veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo"): 1. Moisés disse ao povo: "Lembrem-se de que vocês foram escravos no Egito".6—3. Estipulações detalhadas 12—26 4. • V.15-68 7.43 205 Recapitulando a jornada pelo deserto Cops. Quarenta anos após o êxodo do Egito. Moisés anunciou a mensagem de Deus a Israel. Este livro é citado mais de 80 vezes no NT. obedecer.19 têm paralelos em Deuteronômio. 2 Horebe é outro nome do monte Sinai. É uma "exposição" da lei. com algumas pequenas variações. nas planícies de Moabe a leste do rio Jordão. 19 "Deserto" significa simplesmente região desabitada. por meio dela. os espias e seu relatório: Veja Nm 13—14.1—4. Até os estudos críticos dos séculos 18 e 19. 4. 1. com terreno acidentado e pedregoso. ficou livre do peso de ser o único líder do povo.. o que mostra a sua importância para os primeiros cristãos. independentemente do destino do resto do mundo. E s q u e c e r Deus nessa nova etapa da vida seria desastre na certa.68 Os dez mandamentos A lei de Deus Instruções para a vida na nova terra Caps. O propósito da aliança era que. implica uma segunda doação da lei.44—22. 19-46.

desse modo. foi aumentando. Mesmo relutante. Seu casamento com Zípora. no Egito. até que estivessem preparados para entrar na terra que Deus havia prometido a Abraão (Gn 15). fazendo deles uma nação.1-10. Em Nm 12. até ser vista como uma ameaça para os egípcios.206 Pentateuco Moisés Alan Millard A família de Jacó que se reuniu com José. O rei do Egito se recusou a deixar o povo de Israel ir embora e. na condição de pastor nômade. Moisés guiou o povo através do mar Vermelho para dentro da região do Sinai. não podendo mais escondê-lo em casa. casado com uma moça do local. quando. seu irmão. o rei do Egito decretou que todos os meninos hebreus recém-nascidos deviam ser mortos. Ele recebeu de Deus as leis morais e religiosas que seriam a constituição de Israel. e o fato de não ter circuncidado o seu filho (ÊX 4. Vivendo no deserto. No entanto. não sem antes ter visto de longe a terra prometida (Dt 32. mas não como um super-homem. as freqüentes queixas do povo fizeram com que sempre de novo ele se voltasse para o Deus que havia prometido estar com ele (Êx 15. em razão disso. Suas tentativas de livrar-se da missão que Deus estava lhe dando e o fato de necessitar de um porta-voz na pessoa de Arão. Moisés socorreu um patrício hebreu. essa questão tinha de ser resolvida. Moisés morreu no alto do monte Nebo. na beira do rio. libertando-o da escravidão e dos trabalhos forçados (Êx 3—4). Durante a caminhada pelo deserto. Ali.48-52. sugerem que se tratava de uma pessoa tímida (Êx 4). e educado no palácio real (ÊX 2. no monte Sinai. o povo de Israel. veja At 7. teve de fugir do Egito. depois da apostasia de Israel no episódio do bezerro de ouro. Isto condiz com o realismo bíblico. etc). Deus fez a proposta para que ele viesse a ser o fundador de uma nova nação. voltou ao Egito para conduzir o seu povo para fora do Egito. Conhecedor de suas origens. desencadeou as dez pragas. Moisés teve um encontro com Deus na "sarça ardente". Moisés guiou o povo pelo deserto durante quarenta anos. criado pela própria mãe. A última delas trouxe consigo a instituição da Páscoa e precipitou o êxodo do Egito (ÊX 5—14).24-26) parecem indicar que ele não tinha certeza quanto à sua identidade durante aquele período no exílio.3 ele é descrito como "um homem humilde". . onde foi resgatado por uma princesa. colocou-o numa cesta entre os juncos. na Transjordãnia. Homem o u super-homem? Moisés é apresentado como um grande homem. antes de ele se tornar o líder de Israel.22). e. U m resumo da vida d e Moisés Foi nesse período que nasceu Moisés. No entanto. Apesar das rebeliões e da desobediência. A mãe dele. ele foi o mediador da aliança que Deus lhes propôs. Dt 34). Diante disso. uma jovem midianita.23-25.

Êx 21. C o n t e x t o histórico A evidência histórica e arqueológica dá sólida sustentação ã tese de que Moisés atuou no século 13 a. Não existe evidência direta da época do próprio Moisés. se ofereceu para sofrer o castigo em lugar do povo (Êx 32. especialmente os vs.13-26).C) e dominava a região de Canaã. A possibilidade de que existiu um Moisés e um ensino como o que ele transmitiu pode ser defendida a partir dessa analogia com Akhenaten. a assumirem em conjunto a tarefa de proverem pelo santuário comunitário. permitindo que filisteus e outros povos ali se instalassem. e a lutarem para defender todo o povo. as leis fizeram de Israel uma nação. tornando ilegal o culto a qualquer outra divindade. 30-33. Merneptah (cerca de 1213-1203 a.35.C).C. o tabernáculo. Aos poucos.. O monoteísmo que Moisés proclamava (Êx 20. ensinando as tribos até então desorganizadas a viverem em união. Outras eram semelhantes às de outros povos. por volta de 1340 a. estava tomando posse da terra. chegando ao monte. Esta inclui os Dez Mandamentos.C. 0t 9. ao contrário. Sob a firme liderança de Moisés. com a descoberta da capital desse Faraó. Moisés era o porta-voz de Deus. os Faraós foram perdendo o controle sobre aquela região.4) é tão diferente de todas as outras idéias religiosas conhecidas no antigo Oriente Próximo que muitos eruditos acreditam que tal monoteísmo não poderia ter surgido antes do século 7 ou do século 6 a. Sem essa descoberta. impôs em todo o Egito o culto a um único deus (Aten. embora o ensino de Moisés seja muito superior ao de Akhenaten. que se tornaram a base da sociedade judaica e ocidental. Aquele foi um período de grandes mudanças.15-18). Este fato só veio a ser conhecido nos tempos modernos. Tudo indica que se tratava de alguma das tribos que. creditou a sl a vitória sobre um povo chamado Israel.1. mostrou que Deus se agradava dele e fez com que o povo o aceitasse e respeitasse. que apresentava a palavra de Deus ao povo e a interpretava.207 Moisés. a fundição do ferro estava começando a difundir a sua nova tecnologia. o disco solar). Seu envolvimento nos atos poderosos de Deus. e todas as referências a ele e ao seu deus foram eliminadas dos registros egípcios. pouco saberíamos a respeito de sua revolução.7-29). naquela ocasião. visto que elas pressupõem uma autoridade final única. e em lugar das cidades-estado (como em Js 9—12) estavam surgindo . o sucessor de Ramsés II. Acima de tudo estava a reverência ao mesmo Deus único. Dt 6. Entre as leis estão algumas que já eram observadas e endossadas pelos povos vizinhos que tinham um modo de vida semelhante ao de Israel (p. ele recebeu de Deus a Torá.ex. Vale lembrar que essa capital foi abandonada depois da morte de Akhenaten. mas adaptadas especialmente à realidade de Israel.C. seu profeta (Dt 18.36). E. a lei de Israel. na terra de Canaã. quando Ramsés II governava o Egito (cerca de 1279-1213 a. As exigências absolutas expressas nos Dez Mandamentos não tém paralelo em outras culturas daquele tempo e é difícil de imaginar que sociedades politeístas pudessem chegar a formular leis definitivas como essas. desde o Egito até o momento em que o povo se preparava para entrar na terra santa. mas sabese que o Faraó egípcio Akhenaten.2. Um só D e u s : a lei p a r a Israel Moisés julgava questões entre o povo ainda antes da chegada ao monte Sinai (Êx 18.

mas é perfeitamente possível que Moisés tenha feito algum registro sobre os mesmos e que as leis foram preservadas por escrito.Pentateuco estados ou nações como Edom. nada foi encontrado. . um pouco mais tarde. Os reis egípcios não costumavam registrar a ocorrência de desastres e derrotas em seus monumentos. Moisés m o r r e u n o m o n i c N e b o . a respeito da morte dos primogênitos ou da destruição de tropas egípcias no mar Vermelho. seja em egípcio. Israel. É possível que as narrativas bíblicas tenham sido concluídas algum tempo depois dos acontecimentos que registram. Por não haver nenhum registro egípcio a respeito da permanência de Israel naquele pais ou a respeito do êxodo. e praticamente nenhum documento administrativo daquele tempo sobreviveu. Apesar de várias afirmações neste sentido. Qualquer registro sobre a fabricação de tijolos. Esses textos são o testemunho da carreira notável de um grande homem. Os israelitas moravam na região do delta do Nilo. Moabe e. A o sopé desse m o n t e existe u m a fonte q u e leva o nome d e Moisés. d o n d e p o d i a v e r a terra p r o m e t i d a . o fundador da nação de Israel. em relatos fora da Bíblia. feito em folhas de papiro. babilônio ou cananeu (uma forma primitiva do hebraico). não podemos precisar as datas destes acontecimentos. que pudesse ter ficado nas ruínas de alguma cidade daquela região teria apodrecido há muito tempo.

15) ( E m Êx 20. Moabe e Amom (descendentes de Ló. nenhum outro há.21. Foi a provocação do povo que levou Moisés à ira. • Sua cama (3. naturalmente se mostraram atraentes para os criadores de gado das tribos de Ruben. o castigo de Moisés (veja 4. "Quinerete" é Galileia: a palavra vem do formato de harpa que o lago tem.21-29: um novo líder. Moisés queria conduzir seu povo para dentro da terra p r o m e t i d a ." 4. A terra de Ogue era parte do reino amorreu. e "lembrarás que foste escravo no E g i t o . Gade e Manasses. O preço da desobediência foi alto.Deuteronomio 209 pela estrada principal ou estrada real. " (5. 4 4 — 2 8 . Dt 4 . para que te vá bem.27) U m ponto elevado no monte Nebo.17.26-37: veja N m 21. logo. • Arabá (3. para lembrar-lhes a fidelidade de Deus bem como as responsabilidades deles para com a aliança. cerca de 15 km a leste da extremidade norte do mar Morto. Moisés relembrou a história dos feitos de Deus em favor de Israel nos 40 anos passados. Deus mantém a sua palavra através dos séculos. Moisés acrescenta " c para Israel a leste do Jordão: vitória sobre Seom e Ogue .. famosa por seu gado.41-43: três cidades de refúgio a leste do Jordão. A lei do sábado Moisés acrescentou "para que o teu servo e a tua serva descansem como t u " (5. e espera que seu povo faça o mesmo. veja Gn 19. O "côvado comum" media cerca de 45 km. pois. Agora lembra-lhes o caráter que Deus demonstrou em seus atos c adverte a respeito das inevitáveis conseqüências da desobediência: "Só o S E N H O R é Deus em cima no céu e embaixo na terra. a terra a leste do rio Jordão ocupada pelas tribos (veja Nm 21. após "para que se prolonguem os teus dias".) N o mandamento que trata da honra devida a pai e mãe. Guarda. 3. 4.3) Veja Nm 25.8) As montanhas de "Seir" ( E d o m ) encontram-se ao sul e leste do mar Morto. • Seir(2.14).11) provavelmente era um caixão.16—20. Veja Êx 4. o caixão tinha 4 m x 2 m. decretos e decisões judiciais. • Baal-Peor (4. " P o r causa de vocês'" não é apenas uma tentativa de transferir a culpa.6-29.17) é o vale que vai do mar da Galileia em direção ao sul até o golfo de Acaba. o sábado se baseia no descanso de Deus após a criação.30) O AT não vê conflito algum entre a soberania de Deus e a liberdade humana. 2. 3. • Fizera o b s t i n a d o o s e u c o r a ç ã o (2. Acima de qualquer outra coisa. H á algumas pequenas alterações interessantes aqui. os seus estatutos e os seus mandamentos.8 Regras permanentes de conduta.21.36-38) por causa do parentesco era característica do tempo dos patriarcas e do tempo de Moisés.. notas em Êx 20 e " U m estilo de vida: os Dez Mandamentos". Veja Nm 35.21-22.33-35. • 4. D t 5—11: O s D e z M a n d a m e n t o s Dt 5: veja também Ê x 19. O "mar Salgado" é o mar Morto. Jamais se diz que Deus "endureceu o coração" de uma pessoa boa. . e a região em torno. N m 20). A simpatia demonstrada a Edom (os descendentes de Esaú).21-35. e 32). Basã.1-40: Moisés pede ao povo que seja obediente e adverte contra a idolatria.44-49: I n t r o d u ç ã o Estes versículos introduzem a reafirmação da aliança que Moisés fez ao povo antes de atravessarem o J o r d ã o .1-20: guerra contra o rei Ogue. 6 8 Segundo discurso: a lei D t 4. • Pisga (3. . parece que estavam dispostos a vender-lhes alimento.

a aliança mais importante no AT do Sinai. "não esqueçam". A aliança feita no Sinai foi um passo decisivo na formação da nação de Israel. segundo eles. descrito como a ocasião em que Deus revelou a sua lei. Estudos mostraram que os pontos de contato entre tratados que eram feitos no antigo Oriente Próximo e as alianças que aparecem no AT não se limitam ao uso do mesmo termo. A forma da aliança A semelhança mais marcante entre as alianças do AT e os tratados . Se permitissem. capaz i mexer com as emoções do vassalo e I deixá-lo consciente da importância da i obediência. Lembrem-se do Egito (7. Todas as alianças firmadas posteriormente se reportavam àquela L i n g u a g e m d e aliança O objetivo de um tratado era I assegurar total lealdade da parte de | um rei ou Estado vassalo a outro rei I ou Império. Num certo sentido. com certeza.18 (veja M t 22. Logo. Haveria muito mais a desfrutar (cap. Esse novo relacionamento foi chamado de aliança.2). e sobre o AT em geral. com Abraão (Gn 15. Assim. forma. Moisés exorta: "Lembrem-se". A maior parte desses tratados antigos foi descoberta no século 20. Israel logo estaria entre as nações pagãs e provaria a gloria inebriante da vitória (cap. o risco de um falso orgulho (cap. dedicada exclusivamente ao S E N H O R . Além do mais. | aparecem certos termos que descrevem o comportamento de um vassalo j obediente.C. é provável que os escritores ao AT soubessem como se formulava um tratado ou uma aliança. a verdade é que essa revelação era simplesmente uma parte de um acontecimento muito mais amplo: o chamado de Israel para que fosse uma nação santa. Embora aquele acontecimento seja. 7).37-40). todas as alianças posteriores foram simples renovações da aliança do Sinal. Ele deveria "seguir".I 210 Pentateuco que te vá bem". E no último mandamento. nos I tratados. Um vassalo rebelde era culpado de "pecado".| ronômio. Alianças são semelhantes a tratados. Essa terminologia aparece repetidamente no AT. que era vista como o modelo. 8). através dessa comparação com os tratados que eram feitos naquele tempo. A aliança mais antiga que aparece na Bíblia é a que foi feita com Noé (Gn 9). 5 e L v 19. Desde muito se notou o estilo retórico que caracteriza o livro de Deute. "temer' "amar". Deus estava expulsando as nações por causa da perversidade delas e não por causa Alianças e tratados no Oriente Próximo Gordon Wenham A mesma palavra hebraica pode ser usada tanto para designar um tratado internacional como uma aliança entre Deus e o seu povo. Em tratados. o relacionamento entre as partes que faziam um acordo ou tratado era uma descrição adequada do relacionamento entre Deus e o seu povo. 9 ) . que é o período durante o qual a maior parte do AT foi escrita. também.21 coloca a mulher em primeiro lugar. Neste momento Moisés passou do passado para o presente e o futuro. 17). Dt 7—11: Moisés conclamou o povo à fé c à obediencia. é a aliança do Sinai (Êx 19 em diante). o fato de usarem termos e conceitos derivados desses tratados mostra que. Di 5. Muito se aprendeu sobre as características das alianças do AT. Mas.18). Jesus disse que toda a lei podia ser resumida nas palavras do v. separando-a dos bens listados a seguir. aproximadamente. Alianças foram feitas. todavia. ! I I j O c ó d i g o d e leis d o s hititas inscrito nesta tábua seguia o p a d r ã o cost umei ro dos tratados daquela é p o c a . "ouvir a voz de" seu senhor. . a lembrança do passado os manteria no trilho certo também em dias futuros. e conceito. em três aspectos principais: linguagem. D t 6: o grande mandamento e instruções para ensinar as futuras gerações. o risco de esquecer-se de Deus. uma obra que em outros j aspectos se parece muito com um tratado feito com um vassalo. se empregava linguagem j pomposa e cheia de retórica. É neste sentido que. o risco de\ pensar que tudo que se tem é fruto de esforço próprio. Os tratados em si datam do período que vai de 1500 a 600 a. em geral. Lembrem-se dos anos no deserto (8. A prosperidade traria uma melhora inédita no padrão de vida. E todas i estas coisas trazem consigo alguns riscos: o risco de perder a identidade como povo de Deus. O m e s m o p a d r ã o aparece n o registro d a aliança d e Deus c o m Israel.

• Poços (6.24). Um preâmbulo. por parte do vassalo.senti'. sua lei. fiéis. exílio. aparecem em Êx 19—24. pois Israel tinha que s e lembrar também das suas próprias falhas (9. a lei vem depois da graça. Os judeus ortodoxos literalmente atam no braço direito e na testa cópias miniaturizadas de versículos de Êxodo e Deuteronomio que são colocadas em pequenas caixas chamadas tefilim ("filactérios"). da justiça de Israel (9. O interior era coberto com c o único SESHOR. Jesus estava pressupondo que seus discípulos estavam familiarizados com essa noção de aliança.. citando o autor do tratado. Entretanto. Assim. Am 3.ex. teu Deus. bons conhecedores do coração humano. apesar da recente rebelião. usado pelos hititas. ela devia ser ensinada oralmente. 4.Deuteronômk 211 "/. Os judeus também afixam pequenos cilindros contendo versículos bíblicos nas ombreiras das portas de suas casas. mas maldição repousa sobre ele. Também está claro que. Bênçãos e maldições.4-S daquela época diz respeito à forma ou estrutura básica." Dt 6. tinha seis partes: 1. O conceito d e aliança Tratados e alianças começam com relatos históricos e enfatizam a graça e misericórdia do autor da aliança. m a s prometendo-lhe prosperidade e bênção. > Amarrem. . por gratidão. nestes casos a forma está um pouco alterada devido ao fato de estar inserida em narrativas.. embora mais breves. descrições dos terríveis sofrimentos que sobreviriam ao povo. Os formuladores de tratados e os escritores do AT. de toda a saa alma <• </i todas as suas forças. ao apontar para a sua morte como a inauguração da nova aliança (Mc 14. obedientes (caps. seu poder. Permitam que a lembrança disso os mantenha humildes. Bênçãos e prosperidade são prometidas. esse conceito de aliança ocupava um lugar importante na teologia judaica. 3.. 5. Um tratado típico do Oriente Próximo. ainda na época do NT. morte. explicando a s responsabilidades mútuas dos parceiros. As estipulações ou leis são apresentadas depois que o vassalo ouviu do suserano tudo que este havia feito por aquele. caso rompesse o tratado.1-10. caso se rebelar. As alianças do AT têm uma estrutura semelhante. Israel: o SESHOR. ser escrita em pedras caiadas que seriam colocadas e m lugares públicos (veja 27.11) Cisternas ou reservatórios para armazenar água coletada da chuva ou de uma nascente.. logo. também. e partes importantes anotadas onde estivessem bem visíveis. ameaçando o vassalo com doenças. Um rei hitita podia lembrar ao vassalo como ele estava sendo generoso. 1 0 — 1 1 ) . eram bem menores que os atuais. Toda a lei deveria. Os Pergaminhos do Mar Morto revelaram que.4). não apenas privilégios. ainda que não idêntica.32). Israel é encorajado a ser fiel a Deus. Tanto nos tratados como nas alianças. Quando os profetas anunciavam o juízo vindouro. o fato de se crer em Deus fazia com que fosse omitida a lista de deuses como testemunhas. A maioria dos elementos que fazem parte de um tratado aparece em Deuteronomio: Dt 1—3 Prólogo histórico Dt 4—26 Estipulações Dt 27 Cláusula documental Dt 28 Bênçãos e maldições Outros exemplos dessa forma de tratado no AT. caso o vassalo for fiel. descrevendo o relacionamento entre as duas partes antes da assinatura do tratado. São pin- tados quadros horríveis. muitas vezes estavam ecoando essas ameaças contidas na aliança. permitindo-lhe continuar no trono daquele reino anexado. descobertos pela arqueologia. em intervalos regulares. 2. Os profetas lembraram ao povo que o relacionamento de aliança trazia consigo. nosso Deus. Esperava-se que. Deus lembra ao povo de Israel a sua grande misericórdia: "Eu sou o S E N H O R . seus j u í z o s . Lembrado da maneira como Deus havia resgatado o povo. 11.7). 6. Js 8. sua providência. Um p r ó l o g o histórico.2). Lembrem-se do amor de Deus. mas também responsabilidades (p. Uma lista d e deuses testemunhas do tratado. que te tirei da terra do Egito" (ÊX 20. as estipulações estão baseadas no favor imerecido do suserano. Js 24. seu Deu». escrevam (6.9. De modo semelhante. ISm 12.. Por exemplo. repitam. de todo o seu coração.2). Uma c l á u s u l a d o c u m e n t a l . o vassalo cumprisse o que havia sido estipulado. têm a tendência de enfatizar mais as maldições do que as bênçãos. caso fosse fiel. etc.15-68). Filactérios datados do período do NT. também no AT. caso não levassem a sério as exigências da aliança (veja Dt 28. As e s t i p u l a ç õ e s . descrevendo o documento que contém o tratado e prevendo a leitura do mesmo.18-20) As pessoas comuns não possuíam uma cópia da lei. Ame o SENHOR.

. a fonte não é conhecida. • Setenta (10.7-8 argamassa ã prova d'água.18: a sedução das religiões pagãs era um perigo bem real. Ebal (11. Este número não incluía as esposas e filhas dos filhos de Jacó. • N ã o é c o m o a terra d o E g i t o (11. Sendo Senhor da história. .2) Veja Nm 13. • D a t ã e A b i r ã o (11.15-28: a carne não fazia parte da dieta básica do israelita c o m u m . Nesse caso.2-5 "Não façam acordo de paz com eles. a Lei é atada n o b r a ç o dele. veja L v 17. assim como." Dt 6. Adotar as práticas religiosas que trouxeram destruição sobre os povos de Canaã seria uma atitude fatal para o povo de Israel.26-32) Veja caps. • 10.. Dt 12. embora após a morte de Salomão as tribos dissidentes tenham estabelecido dois santuários rivais para o reino do Norte.19-20 e "Guerra Santa".22) Veja G n 46. com seu Templo. nem tenham pena deles". no tempo de Eli e Samuel.tO/t os amou.29—13.14) devia ser eliminado para servir de exemplo. • Bènçãoe maldiçào:Gerizim. N a c e r i m ô n i a d o Bar Mitzvah.6-9 Aqui.6-7 " T a m b é m as atarás t o m o sinal na tua m ã o . mais tarde. Quanto à questão do sangue. Repitam essas leis . Mas porque o M . Qualquer um que comprovadamente encorajasse a adoração de outros deuses (13.22. mas todos a comiam nas festas e nos sacrifícios. O " n l n c t é r l o " q u e uni j u d e u o r t o d o x o usa sobre a teslti contém trechos importantes d a L e i . D t 12—26: Leis d e t a l h a d a s D t 1 2 — 1 3 : ídolos.6-7. q u a n d o o j o v e m j u d e u passa a ser considerado " a d u l t o " . para salvar ou destruir. Deus escolheria um lugar específico para os sacrifícios. Nem todos devem ter sido mortos. usando água do Nilo.1-14: todos os lugares em que os cananeus praticavam seus ritos depravados deviam ser eliminados. Quando a nação estivesse estabelecida.10) Lá as colheitas dependiam da irrigação. • Massa (6.. Dt 12. • 7. Os poços eram mais estreitos na parte de cima para reduzir a evaporação. Como Deus era responsável pela vitória numa guerra santa. Dt 12. e tc serão p o r frontal entre o s o l h o s " . A partir da época de Davi e Salomão. Siló foi o primeiro centro religioso da nação. quando se deituivm equando se levantarem.16) Veja Êx 17. Israel não deveria usá-los. Jerusalém." Dt 7.711 c / u r u d e casa.V. j á que os israelitas foram advertidos a não se casarem com gente desses povos.10-16 e "Sacrifícios".26-27.212 Pentateuco "Guardem scnqire no coração as leis que eu lhes estou (Ituulo hoje c não tleixeni de ensiná-las aos seus filhos. sacrifícios. 27—28. B i a i n s t r u ç ã o é seguida ao pé da letra p o r judeus aitlda hoje. traria juízo sobre o seu próprio povo.. "O SFXHOR os atuou esto/fien. n ã o porque vocês são mais tfo que outros povos.6) Veja N m 16. Veja 8. tratamento de infratores. a mudança para a terceira pessoa parece indicar uma inserção posterior no texto. lauto o pensamento q u a n t o as ações estão sujeitos á v o n t a d e d e Deus. • A n a q u i m (9. passou a ser a cidade santa de Deus. os cativos c todos os despojos eram de Deus. Deus traria juízo sobre os cananeus.

"será que elas são seus inimigos?" ( N T L H ) . as árvores frutíferas não deviam ser derrubadas. D t 21: o homicídio não desvendado (1-9). os órfãos e as v i ú v a s que moram nas cidades onde vocês v i v e m " . "todos deverão festejar e se alegrar: vocês. filhos desobedientes (18-21). D t 2 0 : leis de guerra. testemunhas (15-21). Dt 15. Juízes locais deviam levar casos difíceis a autoridades superiores no local de adoração da nação: este julgamento seria final. Dt 1 6 . Uma sentença de morte só podia ser executada com o testemunho claro de duas ou mais testemunhas (o que lança dúvida sobre a legalidade do julgamento de Jesus). Dt 14. N m 18. Afinal. D t 1 8 : r e n d a para sacerdotes e levitas (1-8). Dt 18. C o m o d i z Dt 16.1-2: práticas pagãs de l u t o são proibidas. A lei de Deus seria o guia infalível do rei. pois ele "faz com que homens sábios e honestos fiquem cegos e dêem sentenças injustas" (v.19-23: veja Lv 27.9-14: compare Lv 18.1-17: as três festas principais. Dt 18.11.22-29: o d í z i m o — veja também Lv 27. Ele defende aqueles eme não têm voz nem vez. Dt 21. A lista aparece em Js 20: Quedes. Dt 14. Deus v a i com o exército e dá vitória.1-9 e 10-14: Toda vida humana tem um valor e uma dignidade fundamental diante de Deus.24-30. Dt 15: o sétimo ano. os seus filhos e as suas filhas. 10-18 fazem distinção entre o tratamento a ser dispensado aos povos cananeus e aos povos mais distantes. O texto contempla uma situação de guerra santa (veja artigo em J o s u é ) . Três vezes ao ano — Páscoa. Mas estas não eram festas só para homens. execução p o r enforcamento (22-23).3-21: Veja Lv 11.1-6. uma parte dos bens devia ser regularmente posta de lado. ritos pagãos (9-13). Siquém. Os autores j u d e u s geralmente consideram este dízimo ( d e z p o r cento) um " s e g u n d o dízimo".18—17. uma triste realidade na história de Israel. Tabernáculos (Barracas) — todos os homens israelitas deviam trazer uma oferta ao lugar nacional de adoração. o futuro profeta (14-22). O suborno não devia ser aceito. prisioneiras (10-14). Ele oferece ao p o v o a o p o r t u n i d a de de desfrutar dos resultados d o seu trabalho e de compartilhar generosamente com os outros. D t 19: cidades de refúgio (1-13). mas a culpa e a responsabilidade corporativas eram algo real. os estrangeiros. Dt 14. pois o p r i m e i r o era entregue aos levitas. 19). Q u i riate-Arba. em .14-22: o verdadeiro profeta seria como Moisés. Veja em Lv 25. animais. Semanas (Pentecostes). suas palavras seriam comprovadas pelo seu cumprimento. O significado do ritual em 1-8 é incerto. Dt 18.Deuteronômio Dt 14: luto. Os anciãos juravam que sua cidade era inocente.13).1-8: veja também N m 18. V 19: A o cercarem uma cidade. 1 8 — 1 7 . dízimos. Deus exige um p o d e r j u d i c i á r i o j u s t o c imparcial. Dt 17. mais tarde. Os v s . direitos do filho mais velho (15-17).3. Aqueles que acabaram de construir a sua casa o u plantar uma vinha. Bezer.14-20). O s sacrifícios não deviam ser uma forma de livrar-se de animais defeituosos. C o m o l e m b r a n ç a de que toda riqueza é dom de Deus. Os perigos previstos aqui — agressão militar e sensualidade que termina em idolatria — tornaram-se.10-14: o tratamento previsto para prisioneiras de guerra é bem diferente das práticas cruéis a que eram submetidas em nações vizinhas. 2 0 : justiça e julgamentos (Dt 16. ( E interessante observar. o futuro rei (Dt 17. Dt 16.14-20: Deus permitiu a monarquia. alimentos puros e i m p u r o s . mas não a estabeleceu.41-43). Ramote e Golã. 20. divisas (14). os recém-casados e os medrosos eram dispensados do serviço militar. De sete em sete anos as dívidas de compatriotas israelitas deviam ser canceladas e todos os escravos israelitas deviam ser libertos. Veja a lista completa em Lv 23 e "As grandes festas religiosas". Três cidades de refúgio em Canaã foram acrescentadas às três que ficav a m a leste do J o r d ã o (4. os seus escravos e as suas escravas e os levitas. O fato de serem procedentes de u m contexto pagão não impedia o casamento com essas mulheres. Dt 21.

• A dádiva da terra é condicional. perderia o direito de morar ali e seria expulso da terra (Dt 4. Numa espécie de "aliança" especial. prometessem que também ele seria sepultado na terra de seus pais (Gn 50.29).2-3).15-17: o risco normal do favoritismo dentro da família era intensificado pela poligamia (veja a história de Jacó).214 Pentateuco termos da história da salvação. a maioria dos teólogos cristãos acredita que todas as promessas contidas na aliança original que Deus fez com Abraão — promessas quanto ao povo. Abraão não possuía um palmo de chão naquela terra. até comprar uma área perto de Hebrom. Acreditam que os judeus de nossos dias. Estas regras incentivam atitudes de auxílio e cuidado mútuo. consiste em tudo aquilo que lhes é oferecido por Cristo Jesus.27). relações sexuais (13-30). o livro de Gênesis mostra como. sua mulher (Gn 23.23). têm o direito de possuir aquela terra. e preocupação com a pureza sexual. vestimenta (8-12). No restante do AT. os cristãos se vêem como membros de uma família da fé espalhada por todo o mundo e entendem que a sua "herança". uma briga entre as famílias de Abraão e de seu sobrinho Ló quase levou à conclusão de que as duas famílias não podiam morar lado a lado na mesma região (Gn 13. voltasse para • Deus. Deus se comprometeu a fazer quatro coisas: • • • fazer dos descendentes de Abraão uma grande nação (Gn 12. onde foi sepultada Sara. um a um. sem indício de censura. um direito que lhes teria sido dado por Deus. não há registro de que essa sentença tenha sido executada alguma vez. e a bênção a todos os povos da terra — se cumprem na vinda do reino de Deus em Jesus. Uma fome naquela terra. A c o m u n i d a d e d o S e n h o r era inclusi- A terra prometida Colin Chapman Se Deus tivesse que consertar algo que deu errado com a raça humana. Depois. Por isso. pedindo a seus irmãos que. porque — diz Deus — "a terra é minha"(Lv 25. A comunidade era responsável por lidar com ele. o relacionamento de aliança entre Deus e seu povo.7).16).2). alguns interpretam a promessa da terra "em possessão perpétua" de forma bem literal. E.) D t 2 2 : animais e objetos perdidos (1-4). que o casamento de José com a filha de um sacerdote egípcio. sob juramento.1-5).1-20). construção. para ser o Deus deles (Gn 17. ( N o AT. em Israel (Gn 49. Deus apresenta a promessa de que um dia a terra seria transformada.1-18). o povo.29-33). estabelecer um relacionamento especial com eles.) Dt 21. 18-21 violava deliberada e repetidamente o mandamento que fala do dever de honrar pai e mãe (5. • • . mantendo a distinção entre os sexos (5). na última cena do livro de Gênesis. regras sociais (9-25). durante um tempo de exílio. obrigou Abraão a buscar abrigo temporário no Egito (Gn 12. Os direitos do primeiro filho deviam ser protegidos. outra fome obrigou Jacó e sua família a descer ao Egito. O filho desobediente dos vs. Assim sendo. e abençoar "todos os povos do mundo" (Gn 12.8). foram sendo vencidos os obstáculos que poderiam impedir o cumprimento da promessa. como descendentes de Abraão. Paulo afirma que todos os que crêem em Jesus — qualquer que seja a sua nacionalidade — são "descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa" (Gl 3. Durante muito tempo. a terra. Mais tarde. onde se encontraram com José. Hoje. Se o povo sempre de novo ficasse longe do padrão moral que Deus havia estabelecido.24-26). por exemplo. como membros dessa família. Se. poderia outra vez voltará pátria {Dt 30. como ele o faria? O livro de Gênesis explica que Deus deu início a seu plano. agricultura. Na continuação da história. chamando Abraão e pedindo que ele saísse de seu país (onde hoje fica o Iraque) e fosse morar numa nova terra (a região conhecida hoje como Israel/Palestina). e de Moisés com a filha de um sacerdote midianita são apresentados com a maior naturalidade. são desenvolvidos quatro temas principais relacionados com a terra: • A terra pertence a Deus. arrependido.17-25). prestes a morrer. vemos José. Mas Jacó estava decidido a manter os laços familiares com aquela terra. fez com que os filhos prometessem que o enterrariam na sepultura da família. para fazer parte de "novos céuse nova terra" (Is 65. D t 2 3 : participação no povo de Deus (1-8).10-20). dar-lhes a terra de Canaã "em possessão perpétua" (Gn 17. No entanto.

1-12. é o cenário no qual Deus foi. talvez. para a esperança de "novos céus e nova terra. Por e x e m p l o . interpretada ã luz do que acaba de ser dito. embora devesse haver justa causa e a esposa rejeitada devesse receber um 'documento de divórcio". o povo de Deus devia levar em consideração os outros.31-32. Dl 24. Compare com o ensinamento de Jesus sobre o divórcio em M t 5. fazendo a revelação de si mesmo.13). uma revelação que teria seu ponto alto na manifestação e vinda de Jesus. D t 24.19-20). a pessoa não poderia moer o trigo e morreria de fome. 19.17-18) e também por um senso humanitário prático (15-16. a proteção desse segundo casamento.5-22: Mesmo no exercício de seus direitos.Deuteronômio va (7-8) e exclusiva (1-6). A questão é o novo casamento e. Aponta. crianças avistam a terra que Deus p r o m e t e u a o leu povo. . nos quais habita justiça" (2Pe 3. Dt 24: d i v ó r c i o c n o v o casamento (1-4). leis humanitárias (5-22). Ninguém podia ser castigado pelos crimes de outra pessoa: nem pais n o lugar dos filhos nem filhos nos lugar de seus pais (16). o n d e Moises m o r r e u .1-4: Moises não estava instituindo o divórcio (que provavelmente era aceito como fato consumado). também. Era caracterizada por pureza e santidade (10-14. . A "terra prometida" do período do AT. aceitar como garantia de pagamento uma das pedras do moinho faria com que a outra se tornasse inútil. Rute e Noemi são exemplos 215 Do alto cio monte N e b o . aos poucos.

• Marco d e divisa (19. O N T vê nesta passagem uma referência ao profeta p o r excelência. castigo dos amalequitas (17-19). • Um p r o f e t a s e m e l h a n t e a m i m (18. G n 15.1-3: as chicotadas serviam para castigar o culpado.21) Veja Lv 24. para mudarem sua conduta.7). At 3.3 ) . as 40 chicotadas se tornaram 39. •saws di' viúvas e estrangeiros que se beneficiaram das regras de colheita estabelecidas nos vs. D t 2 5 : castigo corporal ( 1 . Há registros de freqüentes conflitos com os amalequitas (17-19). 19-22. alguém passar do limite estabelecido de 40 (veja 2Co 11. quando as belas promessas já se teriam tornado realidade. 1-11 e o espírito conservacionista que aparece nos vs. • O v i n g a d o r d o s a n g u e (19. • N ã o c o z i n h e m . pesos e medidas certos (13-16). mas nenhum deles chegou à altura das expectativas criadas p o r esta previsão. A preocupação é o perigo que representavam para Israel as práticas religiosas corruptas e perversas dos povos cananeus.46.5-10: O propósito da lei do lcvirato (do latim kvir. • Poste d a d e u s a A s e r á . p o r medo de. brigas (11-12).21-22) Imagens dc madeira e símbolos de divindades pagãs. . D t 2 6 : primeiros frutos (primícias) e dízimos (1-15). os israelitas acamparam c m lugares c o m o esie. todo o tempo em que Israel estava na Egito. Mais tarde. Dt 25. Essas instruções t i n h a m em vista uma época em que o povo j á se encontraria na terra prometida. • D e s t r u i ç ã o total (20. fama e glória a Deus. 19-20. para o costume da sandália.24). Jamais d e v e r i a m tirar a d i g n i d a d e humana ou o respeito p r ó p r i o . A vocação de Israel era sublime: trazer louvor. compaixão por animais que trabalham ( 4 ) .216 Pentateuco E m sua caminhada pelo deserto. . não para arrancar uma confissão. esta regra parece incrivelmente severa. "cunhado") era impedir a desgraça de um homem morrer sem deixar herdeiro. . sem se dar conta. de I S m 14 a 2Sm 8. o p r ó p r i o Jesus (Jo 5. A cerimónia dos primeiros frutos incluía a recitação de uma bela oração de gratidão e louvor que resume a história de Israel. • Retaliação (19.16-19: a bênção vem por meio de obediência.6) O parente mais próximo da vítima de assassinato. Não era conhecida apenas em Israel.14) Uma pedra sobre a qual estavam inscritos os limites da propriedade. a lei do levirato (5-10). Veja Rute ( c .17) E m contraste com a compaixão c bondade expressas nos vs. resumo (16-19).21) Isto devia estar relacionado a um rito de fertilidade conhecido dos povos cananeus.15) Deus levantou muitos profetas nos séculos seguintes. . (14. Dt 26. . Rt 4. cujo dever era vingar sua morte. coluna do deus Baal (16. Estas regras foram criadas para impedir a escalada da violência ou uma mortandade sem fim. D t 25.22-26).16 indica que Deus deu aos moradores de Canaã quatro séculos.

as maldições. • V.21. Lv 18. Êx 20. que tinha normas rígidas de "pureza" ritual.12). veio desse ramo da família que havia ficado em Harã e os laços familiares foram estreitados ainda mais quando Jacó ficou exilado naquela região c casou com duas filhas de Labão. e o povo acrescentaria seu "Amém" ou "assim seja". 20 Veja 22. • Juros (23.21 Veja Êx 22. • V. Quatro dessas infrações (cinco. 1 ) Esta expressão é mais adequada do que "povo do S ENHOR ". 16 O u t r o dos Dez Mandamentos (5. 22 Veja Lv 19.30.8) O termo inclui várias doenças de pele.9-11 As pessoas não deviam obliterar as distinções claras que Deus colocou na natureza.11-26: a cerimônia no monte Ebal. talvez relacionada com uma inversão de papéis sexuais cm alguns ritos religiosos dos cananeus. 20. • Não atar a boca ao boi q u e debulha (25. naquela época a taxa de juros podia chegar a 50 por cento. i Balaão (23. » 22.14. 19 Veja 24. entre outras coisas.5) Depois de sair da cidade de Ur.9. » Borlas (22. e não grávida. • V.12) Sinal dc purificação do paganismo. » As provas da v i r g i n d a d e (22. no NT. 1 com Is 56. • É maldito de Deus (21. uma prova de que estava menstruando.19. • 22. esse princípio é ampliado (veja I C o 9.37-41.2 O que se condena não é o indivíduo em questão. A carta de Paulo a Filemom. Por outro lado. na região montanhosa de Samaria. • V. Veja Lv 13—14.4). • A s s e m b l é i a d o S E N H O R ( 2 3 . a mulher de Isaque. ao passo que ele prosseguiu viagem até Canaã. mas a relação sexual ilícita em que ele foi concebido. ou seja. Lv 19. constitui um interessante comentário desse trecho de Deuteronômio.8.8. • V . Dt 27. participar da adoração pública.9. um espaço extra para trabalho e lazer. Moisés aponta para dois montes distantes. » 22. As maldições c as bênçãos são parte integrante disso (veja "Alianças c tratados no Oriente Próximo"). • 23. 20.15. • Miriã (24. • V .23) Paulo aplica isto á crucificação de Jesus (Gl 3.12) Veja N m 15. As bênçãos deviam ser pronunciadas do monte Gerizim.17-18 Eunucos e prostitutas eram excluídos como forma dc protesto e prevenção contra práticas religiosas comuns entre os cananeus.14) O pano manchado de sangue durante a noite de núpcias era a proteção da mulher inocente contra falsas acusações. 15 Este é um dos Dez Mandamentos (veja 5. • 23. o u sinal de luto. » 23.9) Veja N m 12. Ê x 20. A assembléia se reunia para.3-14). se a remoção dos marcos de divisa for considerada roubo dc terras) esravam relacionadas com um ou outro dos Dez Mandamentos: idolatria.13-14).4) . • Ela rapará a cabeça (21.14.17. Abraão ficou em Harã.3-5. 23. • Arameu errante (26.24 Os generosos princípios dc hospitalidade para com pessoas estranhas não deviam levar à prática de abusos.33-34. que é mais antigo eque previa pena de morte para quem desse abrigo e proteção a u m escravo fugitivo. Antes de qualquer coisa era necessário haver a renovação da aliança.30-35 traz um relato de como essa instrução foi colocada em prática.19.16. ou seja.1. p o r ocasião do casamento. Veja 6.19-20) Diante dos riscos envolvidos. como traduções recentes deixam claro. do monte Ebal. Isto explica o risco de alguém cair dali. 20. localizados um dc cada lado de Siquém.8 Estas eram casas com telhados planos que formavam um terraço. 17 Veja 19. Quatro tinham a ver com relações sexuais proibidas. 2 3 Lv 18. Êx 22.15-16 Esta regra humanitária contrasta com o Código de Hamurábi.17.1-10: a lei devia ser escrita em pedras. • Lepra (24.23. Contrastar o v. Js 8. onde parte de sua família se estabeleceu (vindo por isso a ser conhecidos por arameus).Deuteronômio N o N T .11. 18 Veja Lv 19. • V. • 23. • V.14. assassinato (à traição o u contratando um matador profissional). a evidência podia estar relacionada com a condição apropriada para o casamento.17-18. Rebeca.4) Veja N m 22—24. Duas eram de caráter humanitário e a última é bem geral. Dt 27. C o m seis tribos de cada lado. respeito pelos pais. Lv 18. Dt 2 7 : Depois da entrada em Canaã Estas eram as instruções para o povo quando entrasse na terra. os levitas deviam pronunciar a maldição dc Deus sobre 12 infrações da lei.5 Uma regra com a intenção cie impedir perversão c imoralidade. • V . 20.

o que os aguardava era a morte. tudo o que precisava saber. entre bênção e maldição (15-20).1 Na Bíblia Hebraica. E como Moisés havia entoado a canção de vitória na saída do Egito ( Ê x 15). • J e s u r u m (15) Nome poético de Israel. e o cântico do C o r d e i r o " de A p 15 é o câniico dos fiéis que resistiram às forças do mal.13). • V. argumentando que "pela lei. Em comparação com isso. para que vocês e os seus filhos. terra fértil. Deus instruiu Moisés a advertir o povo de Israel sobre a futura deslealdade deles era forma de um cântico (31. servo de Deus. Durante toda sua história subseqüente. A paz e o bem-estar de Israel. vitória na guerra. os vs. perda da terra natal continuarão a viver. Moisés confrontou o povo com a escolha entre a vida (amar a Deus e guardar seus mandamentos) e a morte (rejeitar a Deus). da qual o céu e a terra são testemunhas. m u i t o s anos.15-68: O restante do capítulo desAmem o StMiOR. Dt 32. Dt 29—30 Terceiro discurso: um convite a renovar o compromisso A vida de Moisés estava rapidamente chegando ao fim. o Verbo que se fez carne.218 Pentateuco • V s . Israel prosperou enquanto ouviu a palavra de Deus e a levou a sério. Dt 28. Ele fez seu apelo final de lodo coração. A lei foi entregue aos cuidados dos levitas. Ele pede (29. anima (30. "Eu lhes dou a oportunidade de escolherem entre a vida e a morte. rio das bênçãos: doença. falando diretamente ao povo.8. fome. dependia do relacionamento correto com Deus. 9 ) .5-6 A v o z de Deus entra na narrativa. adverte (29. Sem esse relacionamento.10.17. como Moisés em breve deixaria claro no seu discurso final.1 4 Moisés mostra que a palavra de Deus é acessível. e a leitura pública regular foi providenciada. 1 Israel em h o r r o r e s acabaria se t o r n a n d o r e a l i d a d e Dt 30. 3-6. entre a bênção e a maldição. Êx 20.7-8).7). Lm 2)..24-30.5-8. Deus descendentes vivam faria deles seu " p o v o santo" (v. uma parte desse catálogo de . • Menina d o s seus o l h o s (10) A pupila. • Coisas encobertas (29. 2 3 Q u a i r o cidades na extremidade sul do mar Morto ( G n 10. Será que já houve um povo mais dependente que o povo de Israel? • 2 9 . 1 1 . toda a vida enfim. nesse momento ele entoou uma última canção que é um relato da desobediência.2 5 O u t r o dos Dez Mandamentos (5. Veja G n 19. Moisés disse a Josué: "Seja forte e corajoso. exílio. creve as conseqüências da desobediência. Em Rm 10. mas com gerações finuras também. c provável que se refira a tudo que se enconira no livro de Deuteronômio.19) que deveria ser aprendido c memorizado.. • 2 9 . O S E N H O R Deus irá na sua frente" (31.1-14: Deus está pronto a perdoar c restaurar até aqueles que o negaram). Acima de tudo. Será que alguém cuida tão bem como Deus cuida dos seus? . ninguém é justificado diante de Deus" e que "Cristo nos resgatou da maldição da lei".2-15). 2 6 " L e i " (tora/t) significa ensinamento. Palavras de Moisés Mais tarde. • 29. da qual depende a visão. A q u i . No nosso Deus. 28.1-14: Foram pronunciadas seis bênçãos.19-20 na v i d a do p o v o .19) que tiveram um fim catastrófico.1 5 A aliança não era apenas com aquela geração. Paulo cita este versículo em G l 3.1-47: O c â n t i c o d e M o i s é s A f o r m a l i t e r á r i a q u e s u b j a z a esta canção é a de um processo j u d i c i a l relacionado com a aliança: trata-se de uma acusação (15-18). Paulo usa este pensamento e o aplica a Cristo. D t 28: B ê n ç ã o s e m a l d i ç õ e s da aliança Estas e r a m as " s a n ç õ e s p a c t u a i s " d o tratado. "se vocês obedecerem".12-23). " o cântico de Moisés. • 3 0 . 2 4 .1628). O importante aqui não é o que eles não sabiam. Eram bênçãos materiais de p a z .24-28 c Os 11. Dt 31—34 Últimas palavras e morte de Moisés D t 31: A s u c e s s ã o Josué foi formalmente designado e comissionado por Deus (14-23) como n o v o líder do povo (veja Nm 27. As maldições são o contrácom ele. mas o faio de que o povo de Deus tinha. inclusive os h o r r o r e s d o cerco de Jerusalém (52-57: veja 2Rs 6. derrota." e de todas as alegrias da vida. • 29. 1 4 . obedeçam hebraico. 15-19 têm o mesmo padrão ao que ele manda e fiquem ligados rítmico dos vs. Dt 28. prosperidade. na lei.29) Algumas coisas sobre Deus e seus planos só são conhecidas por ele (veja At 1. sujeiAssim vocês ção a outros povos. este é o último versículo do cap. Escolham a vida.

ano após ano.1-8: A m o r t e d e M o i s é s Nm 27. Ele não poderia entrar nela porque deixara de honrar a Deus na questão da água da rocha em Meribá (Nm 20. ele aparece novamente nas Escrituras. mas o livro termina com um tributo simples e comovente ao maior dos líderes de Israel. D t 34. » OTumim e o Urim (8) Dois objetos guardados no peitoral do sumo sacerdote pelos quais ele determinava a vontade de Deus (veja E x 28. ela parece enfatizar uma época em que as tribos já estavam estabelecidas.23-28. • V . 4 8 . Não houve outro profeta como ele.2-4). ou uma referência à casa de Deus em Jerusalém. • Azeite (24) O território de Aser era famoso por seus olivais. Simeão não é mencionado entre as tribos. Israel não o veria mais. 2-5 A entrega da lei no monte Sinai é descrita como um nascer do sol no Oriente. u m incidente que se tomou exemplo perpétuo da obstinação do povo de Deus (SI 95. Lembrem-se de Moisés. Finalmente ele viu a terra na qual durante 40 anos havia desejado poder entrar. Nm 20. Meribá (8) Veja Êx 17. para contemplar a terra prometida.8). que seria construída no território de Benjamim. Dt 3 3 : M o i s é s a b e n ç o a as t r i b o s Após todas as advertências. ao passo que Issacar foi bem sucedido na agricultura e no que dizia respeito à vida dentro de Israel.1-13).12-14 e Dt 3. talvez no século 11. • V . No entanto. nunca se esqueçam dele. 18 Zebulom obteve sucesso no comércio. falando com o Senhor ( M c 9. 32.Deuteronômio Deus como pastor. A bênção começa e termina com louvor a Deus.9-12: C o n c l u s ã o Q u e m agora entre em ação é Josué. no alto de um monte. carregando seus cordeiros.) » Vs.48-52 também falam dos últimos dias de Moisés. • José (13) Nenhuma tribo recebeu o nome de José. pois seu povo foi posteriormente absorvido por Judá. As tribos de Efraim e Manasses receberam os nomes dos filhos de José. esta última bênção (embora difícil de interpretar) prevê um futuro grandioso e glorioso para Israel. I Massa. > Nos seus braços (12) Pode ser um retrato de . D t 34. (Compare a bênção de Moisés com a bênção de Jacó em G n 49. 23 A terra fértil ao sul e a oeste do mar da Galileia.30). Dt 3 2 . • Frutas amadurecidas pelo sol (14) Os vales de Efraim e Manasses ficavam cheios de frutos. » Que Ruben viva (6) O número dos membros dessa tribo ficou reduzido após a revolta de Datã e Abirão ( N m 16). que é a fonte de toda segurança e prosperidade do seu povo. C o m base nas alusões históricas às diversas tribos.5 2 : U m a ú l t i m a o l h a d a Deus mandou Moisés subir o monte Nebo.

• Os Escritos. Juízes. muitas vezes. N o entanto. sendo incluídos entre "os cinco rolos".C. uma coleção de textos a serem lidos nas festas judaicas: Rute é lido n o Pentecostes. que incluíam 1 e 2Crônicas. Ester. o registro da história de Israel estava em duas seções distintas: • Os Profetas. Jeremias. porque o ponto de vista teológico expresso é seme-1 lhante ao de Deuteronômio. na festa de Purim. isto se aplicaria apenas à atividade redacional mais recente. Esse g r u p o de seis livros ( n ã o contando I Rute) é considerado p o r muitos estudiosos I uma única obra histórica completa. Compilando a "história profética" Se os livros são tratados como uma só uni. Esdras e Neemias. o título de " O s Profetas Anteriores". 1 e 2Reis. A maior parte do material é bem mais antiga e tirada. a data mais antiga que pode ser atribuí-1 da a toda a coleção deve ser pouco depois ( último acontecimento registrado em 2Reis. Isto servia para distinguir estes livros dos chamados Profetas Posteriores — Isaías. possivelmente um hinário antigo de Israel).j dade. É provável que aqueles livros foram classificados como profecia porque o objetivo principal dos livros era ensinar ao invés de simplesmente fazer u m registro: ou porque eram a história não de Jasar (ou Livro do Justo. 1 c 2Samuel. a narrativa histórica que vai de Josué a 2Reis recebeu.A J O S U É A E S T E R Sria de Israel tanto d o povo. o Megilot.) História Profética N o hebraico. Ezequiel — e dos doze profetas menores. a libertação d o Rei Joaquim da prisão em 561 a. Entre as fontes citadas no texto estão o Livro John Taylor Na Bíblia hebraica. (Rute e Ester também fazem parte dessa seção. de fontes contemporâneas dos acontecimentos que narram. que incluíam Josué. mas da maneira como a pala-1 vra de Deus se cumpriu na vida da nação. o Livro dos Atos de . de fato. Alguns o chamam de "história deuteronomista".

ao tempo de guerrilha. pois. tanto em Os l i v r o s e s e u c o n t e ú d o Esses livros tratam de um período que vai batalhas em campo aberto como em atividades desde a entrada na terra de Canaã. o danita. também foram livremente usadas. filisteus. ou histórias populares baseadas neles. ou "libertadores". • e que os escritores bíblicos tinham à dis.doze tribos (Js 13—21). tais como uma História da Corte de narrada no livro. juízes. o gileadita.praticamente todos os territórios que haviam posição um bom número das fontes escri. . J u í z e s começa lembrando ao leitor que a giu uma considerável quantidade de livros conquista sob Josué não foi completa e que em históricos.1) recebeu forte • Jefté. Recentemente a data antiga (eme os midianitas e amalequitas parece concordar com 1 Rs 6.C. unidas de Zebulom e Naftali contra os Eles acreditam que os acontecimentos narracananeus chefiados por Sísera. e que outras de. Deus. de Josué. Estes eram os arquivos as tribos num pacto de lealdade ao Senhor da corte. durante a monarquia. Na realidanão foram as únicas usadas.renovação da aliança em Siquém que uniu nicas na nossa Bíblia). dos em Josué e Juízes ocorreram entre 1240 • Gideão. E justo supor que as fontes citadas havia focos de resistência inimiga. que subjugou os apoio da cronologia revisada dos Faraós proamonitas duzida por David Rohl (veja comentário no • e Sansão. este é o contexto em que se passa a história obras. A Entre os juízes se destacam os seguintes: maioria dos estudiosos prefere datar a entrada • Débora e Baraque que lideraram as forças em Canaã no século 13 ao invés do século 15. O livro termina com dois episódios bizarJosué abrange toda a vida do sucessor de Moisés e descreve a conquista de Canaã desde ros: o estabelecimento de um novo santuário O s livros históricos relatam a história de Israel na terra que Deus havia p r o m e t i d o ao povo. que derrotou e 1050 a. foram destacados para liderar as tribos na luta contra eles. várias tribos israelitas foram atacadas por vizinhos (ou antigos residentes!) hostis e os Eliseu. que foi o flagelo dos artigo "Egito").Introdução 221 a travessia do rio Jordão até a cerimônia de Salomão e as Crônicas dos Reis de Judá e Israel (que não têm nada a ver com os livros de Crô. sur. O livro também apresenta uma descrição detalhada da divisão de Canaã entre as Eles ensinam duas coisas: • que em Israel.sido demarcados para as diferentes tribos ainda tas. até à metade do exílio babilónico. durante todo o período Davi e uma coleção das histórias de Elias e dos juízes. da tribo de Manasses.

6). sem falar dos vários 1 e 2 R e i s dão continuidade a essa nar. F. O ponto alto do reinado de Davi foi a e. até ser. por mais que sua moralidade pessoal deixasse muito a lempo. de Gibeá ( J z 19—20). derrota em Afeca e m 1050 a . Temas principais A d o r a ç ã o Havia. em que o narrador época foram atribuídas ao fato de que "não revela sua arte de contador de histórias. era benjamitas por um ultraje cometido pelo povo particular a dinastia do rei Davi. alguns Em J z 17—21. de estabelecer-se ce nessas narrativas c relativamente pequeno. quarenta anos mais tarde. j á que Israel era considerado uma aplica de modo especial à história de Davi. filho de Gideão. o padrão fixo M o n a r q u i a Como vimos. e isto se relutância. sucessi. Natã c Gade. Estes homens podiam designar c destituir mão como sucessor de Davi e continuando reis. pois há uma concentração em episódios. mente foi construído o Templo como casa permanente para a arca da aliança.C. ataque d o exército assírio durante o reinado T e m p l o U m terceiro interesse d o autor de Ezequias e desfrutando das amplas reforé o templo em Jerusalém. Eram os homens d o poder.A história de Israel para a tribo de Dã ( J z 17—18) e o castigo dos tica ou "deuteronomista" é a monarquia. Ela é levada forças babilónicas lideradas por Nabucodode Siló para a Filístia. Fica claro que isso se deu com cena mais cronológico dos acontecimentos.profetas e homens de Deus anônimos que são mencionados de passagem nessa narratirativa. Mas o interesse se concentra realmente na questão se Israel vai ter ou não um rei. d o pomo de vista do autor. porque do Norte (Israel) e do Sul ( J u d á ) . Esta era uma . Então veio o colapso diante das especial com a arca da aliança. Aíase Jerusalém). e a contínua rivalidade entre os reinos políticos. Desde o início de mas promovidas durante o reinado de Josias 1 Samuel podemos perceber uma preocupação (640-609). cada um fazia o que achava mais certo" ( J z 17.m 1 Samuel. de volta para Quiriatenosor. levada para Jerusano exílio na Babilônia. cinco capítulos (8—12) são nas ao fato de o conteúdo de ambos não caber dedicados ao estabelecimento de uma monarnum único rolo) começamos a ter um registro quia. como monarca hereditário em Siquém.Abimeleque. e a história de todos os reis de Judá que vieram depois dele pode ser vista como vamente. Agiam como conselheiros reais e fiscais com a divisão d o reino. C . quando a P r o f e c i a U m segundo tema de grande arca da aliança foi capturada pelos filisteus. desejar. Samuel fica em segundo plano n o promessa divina de uma sucessão duradoura momento em que entram em cena. no tempo do rei Salomão. assim. teocracia e o Senhor Deus era seu único rei legítimo. culminando na queda de Jerusalém e Jearim. e reinou até cerca de 1011 a.a palavra de Deus que controlava a história. as perversidades daquela deles de fundo moralista.C. Depois disto. começando com a coroação de Salova. finalmente. D a v i reinou A importância que o autor dá ao ofício prodesde aquela data ate 971 a.! até Israel ( o reino d o N o r t e ) ser absorvido pelo Império Assírio após a queda de Sama. sendo salvo milagrosamente d o da maldição sobre a casa de Acabe. houve uma tentativa fracassada de Até aqui o elemento histórico que apare.16). Saul provavelmente começou a reinar logo após a cumprimento dessa promessa. A tristeza da derrota lém. Micaías. pais pontos de interesse nesta história profétanto os bons como os maus. E. interesse é a profecia e a palavra d o Senhor.C. Mas quando D a v i subiu ao trono N o i n í c i o . Com 1 e 2 S a m u e l (a divisão entre os dois li\ ros é artificial e prova\ cimente se deve apeF. Elias e Eliseu. p o r fim. Isto durou por sua vez eram controlados pela palavra de Deus. C o n t i n u a v a v i v a a messa de um reino que duraria para sempre esperança de um sobrevivente que daria con(2Sm 7. J u d á ( o reino mente se cumpria. um dos princisegundo o qual eram avaliados todos os reis. finaltinuidade à linhagem d o rei Davi. que é j u i z c profeta a o mesmo todos esses temores desapareceram. Foi no contexto em que Davi manifestou só é aliviada pelas palavras finais d e 2Reis o desejo de construir uma morada mais definique narram a libertação d o rei J o a q u i m d o tiva para a arca que Natã lhe anunciou a procativeiro na Babilônia. as figuras de Saul e Davi. (em Hebrom fético pode ser vista n o tratamento dispensadurante os sete primeiros anos e depois em do a Débora e Samuel. como se pode ver no caso do Sul) sobreviveu precariamente p o r mais um século. Uma vez pronunciada.m J z 9. havia rei cm Israel. cr.(2Rs 7). o p e r s o n a g e m d e destaque é Samuel. a palavra invariavelria e m 722 a. E.

depois que o mesmo se havia separado do reino de J u d á . n o museu daquele lugar. • 2Cr 1—9: o reinado de Salomão. o u . • Os interesses d o Cronista O Cronista também admirava o rei Davi. embora não seja necessariamente obra de um único indivíduo. 223 Ed 7—10: chegada de Esdras a Jerusalém e reformas. A pergunta era esta: Durante o reinado daquele rei. e os primeiros cem anos após o exílio. e quase todo espaço é reservado a Davi e Salomão e questões relativas ao Templo de Jerusalém. na Bíblia hebraica. mais tarde também os livros de 1 e 2Crônicas foram admitidos. foi incluída nos "Escritos".Introdução questão basicamente de adoração o u culto. apenas Ezequias e Josias receberam recomendação irrestrita. Israel. as idéias haviam sido todas de Davi. Para destacar a continuidade que originalmente existia entre esses livros. j u n t o à entrada d a passagem pela cadeia de montanhas o n d e fica o monte Carmelo. ou foi permitido também o ingresso de influências idólatras vindas de fora? O s altos (antigos centros de culto pagão que tinham mais o u menos sido adaptados para a adoração de Yahweh) foram destruídos ou continuaram a existir? Pela natureza da avaliação. Acontece que seu interesse principal era registrar aqueles aspectos e acontecimentos que se relacionavam com o Templo e suas origens mais remotas. do seu culto e da sua organização. t s t e modelo. que eram resultado do cruzamento inter-racial de israelitas c assírios. Isto resultou naquilo que alguns consideram uma imagem idealizada de Davi. Os reis de J u d á também foram achados em falta quando p o r razões políticas incorporaram práticas religiosas de um soberano estrangeiro. É por isso que na Bíblia hebraica Esdras-Neemias precede Crônicas. mosna como aquela cidade era fortemente protegida. que. provavelmente porque Crônicas e Samuel-Reis tratam do mesmo p e r í o d o histórico. A princípio. se tentaram impedir a reconstrução. ele se dá ao trabalho de mostrar que os samaritanos. todos os reis de Israel (o reino do Norte) foram reprovados. os primeiros versículos de Esdras foram colocados no final de 2Crônicas. Semelhantemente. bem diferente do "chefe da guerrilha que-acabou sendo rei". Ele era um fervoroso defensor da dinastia de Davi e entendeu que o reino do Norte. e que tem lá os seus problemas. • Ne 8—13: A leitura da lei por Esdras e as reformas de Neemias. era considerada originalmente um único livro. como símbolo de submissão a ele. então. • 2Cr 10—36: a história de J u d á desde Roboão até o exílio. • Ed 1—6: a reconstrução d o Templo após o exílio. • Ne 1—7: Reconstrução das muralhas de Jerusalém por Neemias. Levando em conta esta ênfase. Com base nisto podemos ver que o reino do Norte. foram impedidos de participar das obras. que aparece na versão da história em Samuel-Reis. O autor ou compilador geralmente é chamado de Cronista. Nesse sentido o autor estava seguindo os passos do historiador deuteronomista. Esse lugar foi cenário de inúmeras batalhas na história d e Israel. N o entanto. não mais fazia parte do verdadeiro povo de Deus. . Embora Salomão tivesse construído o Templo. A obra d o C r o n i s t a A segunda parte do relato da história de Israel. em Esdras e Neemias. assim como dois artistas fazem com o mesmo assunto. • 10' 10—29: o reinado de Davi. 0 período a b r a n g i d o Um resumo do conteúdo mostra claramente os interesses específicos do Cronista e os assuntos tratados nestes quatro livros: • ICr 1—9: genealogias de Adão a Saul. quando da reconstrução do Templo e dos muros de Jerusalém. Não há dúvida de que o Cronista pinta um quadro u m pouco diferente. é ignorado. vendo nele o principal arquiteto e idealizaclor do Templo. o Cronista se mostra fascinado com a função exercida pelos sacerdotes e levitas na condução do M c g i d o ficava situada na extremidade d a planície de Jezreel. 0 período anterior ao exílio c apresentado em 1 e 2Crônicas. apenas a segunda parte (Esdras-Neemias) foi incorporada à Bíblia hebraica. porque perpetuaram a adoração nos santuários de Betei e Dã que Jeroboão estabelecera para competir com Jerusalém. o verdadeiro Deus (Yahweh) foi adorado de forma devida em Jerusalém. Embora vários tenham recebido crédito p o r "fazerem o que era correto".

ele também se valeu de coleções de citações de profetas como Samuel.27—9.6-31).A primeira grande vitória na conquista de Canaã foi obtida em J e r i c ó . se é que realmente existiu apenas um. O que podemos dizer com boa dose de segurança a respeito do Cronista. ele deixa claro que isso foi feito somente por sacerdotes c levitas. N o entanto. Sua avaliação individual dos reis de J u d á corresponde à avaliação dada em 1 e 2Reis.5. o compilador pôde usar as memórias de ambos (note o uso da primeira pessoa do singular em Ed 7. 13. na destituição de Atália (2Cr 23). A "cidade das palmeiras" 6 um oásis subtropical nas proximidades d e montes descampados. Na verdade. e isto não é de todo impossível. Natã. é que ele provavelmente fazia parte do pessoal que trabalhava no Templo. E. como. tratou de explicar alguns casos estranhos em que uma aplicação rígida do princípio da retribuição parecia não funcionar. Gade e Ido. que também ocorreu dentro do Templo. que era um homem de profunda devoção (veja as diversas e belas orações contidas era sua obra). . Pois além de fazer uso extensivo dos anais (por exemplo. causada pelo fato de ter ele entrado de forma ilícita no Templo para queimar incenso. a tradição judaica afirma que o Cronista era o próprio Esdras. Seu interesse p o r assuntos que diziam respeito aos sacerdotes não o levou a perder de vista os profetas c seu mundo. p o r exemplo. É importante lembrar que ele estava escrevendo como historiador religioso.1—7. e que ele escreveu no final do século 5 ou início do século 4 antes de Cristo. Para o período de Esdras-Neemias. a morte trágica do piedoso rei Josias e o longo reinado do perverso rei Manasses. " o livro dos reis de Israel e J u d á " e muitos outros registros que não chegaram até nós). Isto nos incentiva a respeitar a forma cuidadosa c o m que r e u n i u e selecionou seu material. culto no Templo. e não como historiador político. ele menciona especificamente a lepra do rei Uzias.15 e Ne 1.

É provável que este registro tenha sido escrito na época dos primeiros reis de Israel (1045 a. Ele tornou-se braço direito de Moisés durante o êxodo e as peregrinações no deserto. mas também do próprio Jesus ( M t 1. • V s . encontrando um lar permanente entre o povo de Deus e tornandose parte da grande história de salvação. 2 j á ocorreram.JOSUÉ 0 livro de Josué conta a história de Israel desde a morte de Moisés. e. Josué foi um dos 12 espias enviados por Moisés para fazer o reconhecimento da terra. Dl 3.31. Muitas dessas histórias foram contadas e recontadas antes de serem coletadas e organizadas na sua forma atual. Nunca o abandonare Seja forte e corajoso. não porque estivesse com medo. Raabe deu abrigo aos espias." Js l .23). tornou-se ancestral não só de Davi. c r i a n d o u m a espécie de brecha entre o Norte e o S u l .9. Caps. dando a entender que a luta continuava. Mesmo que a escolha para ser o sucessor de Moisés já houvesse sido feita há mais tempo. 1 —12 relatam o que se passou nos cinco ou seis primeiros anos após a morte de Moisés. Como Raabe salvou as vidas dos espias. Obedecer a Deus é a chave para o sucesso do povo sob a liderança de Josué. até a morte de Josué. 1—12 2 A conquista de Canaã Caps. Josué estava com Moisés quando a lei foi dada no Sinai.5).2426. A conquista de Canaã provavelmente começou por volta de 1240 a. " E n estarcí com vocc como estire com Moisés. mas o propósito de Deus para o seu povo continua de pé.C).18).6-9). passando pela conquista de Canaã. 13—21 Divisão da terra entre as tribos Caps. 2) A batalha de Jerico (caps.28-32. ou o sentido é apenas "em breve". Ele era um excelente comandante militar (Êx 17. 3 Veja Dt 11. J s 2: A p r o s t i t u t a R a a b e salva os espias J e r i c ó . O editor repetidamente acrescenta "até ao dia de hoje" referindo-se aos leitores do seu tempo (4. liderados por Josué. Josué havia nascido no Egito. de acordo com algumas evidências arqueológicas. ela e sua família passaram a ser protegidas por Deus. que louva sua fé). Raabe foi naturalizada. Juízes pinta um quadro um pouco diferente. Este é um notável exemplo da graça de Deus. O narrador não tenta "salvar" a reputação de Raabe. O livro de Josué dá a impressão de que a terra foi conquistada em pouco tempo e de forma total.9.14-15. e antes de Davi tomar a cidade de Jerusalém (veja Js 15. 23—24 Josué faz um apelo à nação Histórias mais conhecidas Raabe e os espias (cap. por intermédio de seu filho Boaz (veja Rt 2—4).63). a "cidade das palmeiras". J e r i c ó estava bem à sua frente. mas porque acreditava que o Deus de Israel é o verdadeiro Deus (veja H b 11. por exemplo).13). 5-6) • V . Moisés havia morrido.24-25 • Este Livro da Lei (8) Veja Dt 31. fica a oeste d o rio Jordão. casou-se com Salmom. Resumo Os Israelitas.S-6 J s 1—12 Israel entra na terra de Canaã Js 1: J o s u é é o n o v o l í d e r Este relato d o começo d o trabalho de Josué é um dos grandes capítulos da Bíblia. 12-15 Veja N m 32. Veja "Cidades da conquista". . Os acontecimentos narrados nos dois últimos capítulos provavelmente ocorreram cerca de 20 anos mais tarde. Na entrega da lei no Sinai ele acompanhou Moisés (Êx 24. um alvo natural a ser atingido. O tema principal que se repete neste prelúdio à conquista é o convite a ser forte e corajoso (6. A intenção de Josué era concentrar o primeiro ataque no centro d o território. a designação formal para liderar o povo só veio diretamente de Deus quando Moisés estava prestes a morrer (Dt 31.8-13). e. conquistam a terra que Deus lhes prometera.18-20. • Três dias (11) O u os eventos d o cap. foram os únicos a sobreviver aos40 anos de peregrinação.C. Ambos os livros enfatizam a importância de manter-se fiel a Deus. Os caps. em conseqüência. Apenas ele e Calebe tiveram a fé e a coragem de sugerir o avanço (Nm 14.7. durante a vida de Samuel. Js 22 descreve as duas tribos e meia voltando para casa. ele simplesmente conta a história.

• Santifiquem-se (5) Santificar-sc significava "preparar-se diante de Deus".19). forças naturais foram empregadas para abrir caminho com precisão milagrosa. do qual obtinha o linho para fiar). Ela era um símbolo visível da presença de Deus. mais tarde. e 12 para marcar o primeiro acampamento dos israelitas na nova terra. A casa de uma prostituta era um lugar onde dois homens podiam ir sem dar satisfação a ninguém.226 Cidades menores e vilarejos. • A arca da aliança (3) Nela se encontravam as tábuas da lei.10) Veja N m 21. • Mar Vermelho (2.21-35 e Js 12. pedras foram tiradas do leito do rio: 12 para marcar o lugar onde os sacerdotes haviam parado.10) Veja Êx 14. Estava próxima a colheita da cevada. c o m casas de lijolos. e o mês era o de Nisa. e sem dúvida um bom lugar para obter informações. o primeiro mês do calendário hebraico (4. Os israelitas cumpriram sua promessa que fizeram a ela (6. em Gilgal. devem ler oferecido pouca resistência a o exercito d e Josué. cerca de 29 km rio acima. tremores de terra causaram o desmoronamento das altas margens de argila no mesmo local. e o Jordão ficou represado por mais de 21 horas.1-6. . (Esta é a mesma área junto ao Jordão onde. que corresponde mais o u menos a março/abril em nosso calendário (veja " O calendário de Israel"). Js 3 : A travessia do Jordão Era primavera. • Seom e O g u e (2. deix a n d o o leito seco. • 2. ( E m 1927. pela purificação ritual e auto-avaliação à luz do que Deus exige. Porém. quando os sacerdotes pisaram na água. 40 anos antes. linho.1 "Sitim" significa "acácias". O rio estava cheio com a neve derretida do monte Hermom e não era a melhor época para uma travessia. represou o rio.) Como na travessia do mar Vermelho. uma obstrução em Adam. A história de Israel A casa de Raabc estava construída sobre as muralhas da cidade (provavelmente fazendo uma ponte entre os dois muros fortificados que cercavam a cidade de Jericó havia já alguns séculos) e tinha um teto horizontal o u terraço sobre o qual era possível secar plantas ou cereais depois de colhidos (neste caso. J s 4: A s p e d r a s c o m e m o r a t i v a s Para que a travessia ficasse marcada para sempre. sua liderança e orientação. ocorreriam o ministério de João Batista e o batismo de Jesus).22-26).

14 A ação de Josué.1-12: G i l g a l : Os i s r a e l i t a s s ã o c i r c u n c i d a d o s 0 ritual da circuncisão não fora praticado. utensílios de b r o n z e j á haviam substituído os de p e d r a . • V. porém. porque a aliança em si havia sido negligenciada durante 40 anos. . conduzindo o povo através do Jordão. (12) Veja em 1.13-15). Js 5.Josué 227 y Os homens das tribos d e R u b e n . convocava o p o v o para a batalha. Jamais haveria uma Páscoa como esta: pela primeira vez eles saborearam os frutos da sua própria terra. todos os que tinham mais de 20 anos na época do relatório dos espias a Moisés. com exceção de Josué c Calcbc. isto c. mas para esse r i t o religioso f o r a m usados os utensílios tradicionais. Durante os anos de peregrinação pelo deserto. porque a história da travessia do Jordão causara temor em todos eles. Não havia risco de serem atacados por inimigos. • F a c a s d e p e d r a (2) Nessa época. por causa da falta de fé e da desobediência do povo ( N m 14). A partir daquele momento. • O m a n á c e s s o u (12) Veja Êx 16. Isso era muito mais importante e necessário ainda antes de entrar num "lugar santo". assemelha-se à travessia do mar Vermelho ao tempo de Moisés. a data anual da Páscoa.5).27: A c o n q u i s t a de Jericó A conquista de Canaã foi uma guerra santa (veja "Guerra Santa"). . perante nós (23) Nenhum dos adultos que atravessaram o mar Vermelho. Ninguém sabia disto melhor que Josué. morreram no deserto por causa de sua desobediência. Kie representou d e r r o t a para Jerico. • Tire as sandálias (15) Esta instrução ecoa as palavras que Deus disse a Moisés ( Ê x 3. Deus estava liderando o exército. Deus jamais havia deixado que faltasse o maná. Este era o dia 14 do primeiro mês. d e G a d e . Agora o sinal da dreuncisão deixaria claro que essa nova geração era o povo de Deus.13—6. Sempre que alguém entrava numa casa tirava as sandálias dos pés. o maná não era mais necessário. Todos os outros. após seu encontro com " o comandante do exército de SENHOR" (5. . J s 5. o shafar o u chifre dc c a r n e i r o . sobreviveram para atravessar o Jordão.12. Naquele dia ficou claro quem era Josué. o mês de Nisa. > Diante de v o c ê s . Israel sabia A irontbcta d o Israel a m i g o . .13-36. e o povo lhe deu o respeito que lhe era devido. .

da costa d o Egito pelo mar. tais como Hazor. é um equívoco tentar associar à invasão israelita todos os sinais de destruição em cidades cananéias do final da Era do Bronze. a missão de Israel Invasões dos egípcios e dos povos do mar Israel era apenas u m dos Inimigos dos cananeus. Merneptah havia contido uma onda de invasores vindos d o noroeste. Após u m período de fraqueza egípcia. a l g u n s t o m a n d o a l g u m a s cidades. Em resumo. Se levarmos a sério o testemunho bíblico. Asquelom.C.) não houve mais invasão dos egípcios por mais d e meio século. o Faraó Seti I fez uma incursão e m Canaã e no leste d o Jordão por volta d e 1290 a. não podemos esperar que haja muita evidência material da conquista israelita. Gate e Gaza. Os problemas recomeçaram no reinado de Merneptah. cilado c o m o u m entre vários inimigos derrotados. Os arqueólogos geralmente fazem a ligação entre esta invasão e níveis d e destruição encontrados e m cidades arruinadas. A mudança de propriedade provavelmente deixou poucas marcas reconhecíveis exceto no âmbito religioso. as "primícias" da conquista. Seus g o v e r n a d o res e oficiais residiam nas cidades maiores (p. que acabavam de sair de 40 anos de vida seminòmade. Havia rebeliões periódicas que eram sufocadas por vizinhos leais ou por forças egípcias.C.C). filho d e Ramsés. Após a destruição.C). e das evidências indiretas d o controle egípcio contínuo na região. 0 Faraó d o Egito tinha o d o m í n i o sobre Canaã. embora. as cidades foram abandonadas. Ecrom. Hazor e outros revelaram sinais de destruição violenta durante o século 13 a. liwa!ia . Pouco se sabe além do fato da intervenção egípcia em Canaã. Os filisteus.228 A história de Israel Cidades da conquista Alan Millard Os relatos bíblicos sobre a entrada de Israel em Canaã registram a efetiva destruição de apenas algumas poucas cidades. Assim. restabelecendo seu coniro. e outros lugares serviam d e fortalezas. Bete-Semes. ele avançou até o território de M o a b e (por volta de 1275 a. e outro g r u p o t o m o u Dor. por e x e m p l o . não podemos esperar que nas ruínas de Canaã apareçam numerosos e inconfundíveis sinais de uma conquista especificamente israelita. 0 Egito estava seguro até que outra onda repetisse a ameaça. Nessa ocasião. também. Num desses registros aparece a referência extra-bíblica mais antiga a Israel. seu filho. O que devia ser destruído eram os templos pagãos dos cananeus com sua parafernália religiosa. e Damasco. trouxeram pilhagem e destruição às cidades de Canaã na época da conquistaPríncipes vizinhos podiam causar tanta devastação quanto uma força invasora. A história d o século 13 a. Mas muitos dos invasores permaneceram.« w » » le sobre Canaã por algum tempo. Uma terra desolada com suas cidades em ruínas seria de pouco benefício para os israelitas. Em geral. mas as datas são apenas aproximadas e é possível que as cidades não tenham sido destruídas ao mesmo tempo. Em todo o caso. o Líbano. teve que controlar uma revolta após uma derrota para os hititas na Síria. Pouco depois. registra campanhas militares de maior proporção. tenha sido o pior.C. Talvez c o m o resultado destas medidas rigorosas. mas os relatos bíblicos não exigem essa conclusão. Ramsés II. ou povoadas outra vez em escala menor. e outros que desconhecemos. que destruiu a frota? bloqueou o avanço antes que atingisse a fronteira. tomaram Asdode. depois que Ramsés fez u m acordo de paz c o m o rei hitita (por volta d e 1259 a. A cidade foi uma oferta a Deus. Ai e Hazor também foram saqueadas. Esta onda foi contida por Ramsés III (por] volta de 1184-1153 a. Escavações nos sítios de Betei. no final. Todos estes acontecimentos. Gaza e Megido). ex. talvez por serem focos de oposição. os assim chamados "povos do mar". Mas novamente estes foram casos excepcionais. " Jericó era um caso especial. enfatizam que Israel expulsou os antigos habitantes e assumiu (herdou) sua propriedade. invasões e u m declínio geral nos padrões culturais. marchando através da Síria e de Canaã e aproximando-».C. É possível que tenham sido saqueadas mais cidades do que aquelas mencionadas nos livros de Josué e Juízes.

A idéia de um processo gradual é apoiada pela analogia com invasões e deslocamentos de outros povos. da exposição aos elementos e da danificação pela aragem.) As histórias em Josué são atribuídas a fontes tribais ou religiosas. apresenta um problema. e não baseada em fatos. dá conta que as principais cidades cananéias que ficavam junto às estradas principais não foram conquistadas. E havia outras que a cidade ficou abandonada de cerca causas de destruição. As escavações mostram que a cidade já havia sido desiiuída e reconstruída varias vezes antes da época de Josué. evidencia do ataque de Josué. nada foi encontrado para mostrar a existência dê uma cidade ali na metade do século 13 a. Por outro lado.s 16.C. e isto certamente se aplica ao caso da "conquista". de 2500 a. Sempre é bom ser cauteloso quando se argumenta com base em analogias. ha evi(Kadi cs que a úlüma cidade cio final da Era óo Bronze foi violeniameme desiiiida durante o século 13 a. que um grupo de cananeustenha usado as velhas fortificações desta cidadela Eles não poderiam ter estratégica na luta contra os israelitas. As ruínas da última cidade cananéia náo (ciam bem preservadas. Rejeitar o relato bíblico só porque ele é diferente dos outros é atitude preconceituosa e pouco científica. por (amplo. A intensa erosão das ruínas de tijolos deixou poucos vestígios de períodos mais remotos da história da cidade. Em hazor. talvez em várias ocasiões e durante várias gerações. ainoa é possível e poderem ocupá-la. Na melhor das hipóteses. Os restos escassos em diversos sítios pós-cananeus (início da Era do Ferro) atestam esta situação. na Galileia. tais abordagens devem ser consideradas experimentais. como Megido. Mas restou c lüiiciente para mostrar uma cidade de imponancia. não pode ser descartada a possibilidade de que havia ali uma cidade fortificada no final daquele século. Todas eram temfortificadas. Suas ruínas teriam desapaiecido durante o longo período em que o lugar ficou desolado. e muitos consideram a história cue apato geral. desde o tempo de Josué a época de Acabe (cerca de 400 anos. As muialhas da cidade. o local onde se poderia terra. Ai não foi totalmente destrutiva. mesmo que após seu apojeu. Estas atribuem as histórias a várias fontes diferentes. na verdade datam de um período bastante anterior.229 I. Ai.34). até depois de 12CO a. esperar a evidencia mais clara do ataque de Israel. propondo assim origens separadas. que isso resultou de uma combinação de infiltração e um movimento de alguns grupos tribais vindos do Egito. consideradas. veja 1P. até imaginam uma rebelião geral 3. tativa oe explicai aquelas imponentes até os israelitas se ruínas. e apoiando teorias de histórias tribais não relacionadas entre si. tendiam a ser muito mais rcas. ou lendas populares sobre a origem das cidades arruinadas cuja verdadeira história fora esquecida. Outias cidades da mesma época sio bas:anle semelhantes. feito isto por completo lai ocupação temporária teria deixado enquanto eram ameapouco ou nenhum vestígio. A analogia da infiltração de nômades é usada para encaixar Israel num modelo conhecido. No entanto. (Jz 1. mesmo aceitando a estabelecerem na terra evidencia arqueológica. dos quais a arqueologia pfciina depende para sua cronologia r 2. Ou. resultado de um tumulC nome Ai significa "riifna". O u . Chama-se a atenção para o fato de que a ocupação foi limitada.Hazor Lemos que três (idades — Jerlcò.'assim como Hazor.C. ou apenas foram ocupadas em conjunto com os cidadãos nativos. As escavações revelaram período inicial por historiadores israelitas de uma época posterior.embora as muralhas geialmente incorporassem (ou eram «ovações de) defesas anteriores. As cidades situadas ao longo das Ktra:as principais. em âmbito local. çados pelos filisteus e por inimigos do outro lado do Jordão. f- Teorias divergentes Muitos estudiosos afirmam que Israel tomou posse da terra prometida através de uma gradual infiltração de grupos de pastores nômades. Mas todos os registros da nação afirmam que Israel era diferente. ou talvez parrece em Josué simplesmente uma tencialmente habitadas. em pane por MUS. São consideradas descrições de acontecimentos de menor importância. Jericó do povo que vivia na Em lericó.C. Cidades p o d e m ter embora fcsse um centro importante em ficado desertas como épocas mais remotas.C. no passado. Por isto. a relativa pobreza de sítios como Tell 8eit Mirsim fez COT que a atenção dos escavadores se concentrasse em detalhes de estilos ce cerâmica. Ai e Hazor — foram incendiadas por Israel. Associada a isto está a teoria de que o conceito de Israel como nação foi f o r m a d o muito depois da "conquista" e projetado sobre o . Estas opiniões completamente divergentes estão todas ligadas a teorias relativas ã análise documentária do Pentateuco. por exemplo.

Veja N m 1.A história de Israel indivíduo afeta toda a comunidade. havia entrado em certo declínio.000 (3) Isto pode referir-se ao número total de soldados. quando H i e l reconstruiu Jericó e foi atingido pela maldição (veja l R s 16. à medida que a arca da presença de Deus liderava o exército. os gibeonitas foram tão espertos (a ponto de fingirem não ter ouvido as notícias das recentes vitórias em Jericó e A i . • A maldição (26) Aquele local ficou em ruínas durante 400 anos. No entanto. Deus não foi consultado nisso tudo (14). então. J s 8: A d e s t r u i ç ã o d a c i d a d e d e A i É difícil de conciliar a evidência do outeiro em Et-Tell com o relato bíblico deste capítulo. tocavam trombetas. De A i . A estratégia de redradas e emboscadas utilizada por Josué foi uma lição aprendida da derrota anterior de Israel (7. a aliança foi renovada. e isso pode ter ocorrido durante esta campanha militar (Betei e Ai ficavam bem próximas) ou. Mas os números elevados que aparecem no AT representam um sério problema. seria sacrilégio alguém pegar alguma coisa para si. Js 7 : Acã desafia a proibição de D e u s Acã não deu ouvidos à proibição de Deus (veja 6. • Betei (9) Este é o lugar onde Jacó leve a visão. a família de Acã também sabia de tudo e. Era uma cidade bem fortificada e próspera no tempo em os israelitas estavam no Egito. em que foram usadas as duas pedras guardadas no peitoral do sumo sacerdote. • V . se um erro foi cometido. • 30.2-5). mas agora. • Ai (2) "A Ruína". após um período de purificação. a prestação de contas será geral. em data posterior.18) A cidade e tudo que havia nela foi dedicado totalmente a Deus. O rei de Betei foi derrotado (12. ficava a cidade de A i . Josué se deslocou 32 km ao Norte. o exército em silêncio.18) e por isso 36 homens morreram cm Ai e todo o povo foi humilhado diante de seus inimigos cananeus. Ver. • V . • Sorteio (14) O homem culpado foi descoberto por meio de u m sorteio sagrado. era culpada ( v e j a D t 24. preparando o grande clímax no sétimo dia. E disso.34). • Fora d o acampamento (23) Até ficarem "limpos". • Não peguem em nada daquilo q u e vai ser destruído (6. J s 9—10: J o s u é d e r r o t a os reis d o Sul Js 9: Gibeão era uma cidade importante que ficava cerca de 8 km ao norte de Jerusalém. 25 Aparentemente.32). E m nome de Deus ele tomou posse da terra. Era uma guerra de nervos para os moradores de Jericó: dia após dia as tropas marchavam em volta da cidade. de fato. no vale entre os montes Ebal e Gerizim. para estabelecer-se em Siquém. a menos que tenha havido duas emboscadas (12). seguindo a orientação de Moisés (Dt 27). 24 Acor significa "conturbação" ou "desgraça".x 23.16). o que sugere que este pode não ser o local onde.5. Não se sabe exatamente como isto era feito. E os inimigos de Israel sabiam disso. e tremiam (2. A cidade de J e r i c ó tem uma história extraordinariamente longa de construção c destruição (veja "Cidades da conquista" para a história arqueológica). Veja "Cidades da conquista". 9. Assim.10) que não só conseguiram um acordo de paz para si mesmos como também incluíram três outras cidades (17). "Cidades da conquista". e não só individual.1).9-11. A desobediência de um só . 5. Os israelitas haviam sido advertidos contra qualquer aliança com o povo local (F. no tempo de Josué. até o reinado de Acabe. no entanto. • Santificar (13) Veja 3.16). E. portanto.

à costa da região onde hoje ficam o Líbano e Israel. foram chamados de "feníEm Canaã.. vinho representando um c a n a n e u foi Assim nasceu o alfabeto. A desobediência acabaria lhes trazendo uma série de problemas. muitas vezes chamados coletivamente de cananeus. É por isso que os israelitas deveriam evitar todo tipo de contato com os cananeus (veja.C. depois de 2000 a. Creta e a Grécia. 7. assim que. representava sua letra inicial — "p". saindo de Tiro. em Jerusalém. ex. cada qual governada por seu próprio rei e nominalmente sujeitas ao Egito. Também o papiro era levado sinais que representavam sons que do Egito a Biblos. Assim. havia uma legião de outros deuses. em hebraico. Beirute e Biblos. Esses deuses. os chamaram de bíblia. exemplo. escribas invena.1-6). Com o passar do tempo. Os Grécia. E Hirão de Tiro projetou e decorou as colunas de bronze e outros objetos do Templo (1Rs 5. p. (linha d e c i m a ) . vra "Bíblia". aliado ao componente da fertilidade e das colheitas. O cedro do Líbano foi transportado ao longo da costa. Destes portos Saíam navios. e seus " p a i s " fenícios. Comerciantes O alfabeto Os cananeus que viviam Os sistemas de escrina costa eram grandes ta cuneiforme (na Babicomerciantes — tanto lónia) e hieroglífica (no assim que. o trabalho dos artesãos cananeus ou fenícios era famoso. No 17. e Astarote. o e outras mercadorias para o alfabeto começou a ser Egito. Cada cidade tinha seu deus padroeiro ou sua deusa padroeira. consoante no hebraico. sistema no qual o deseSidom. Artesãos h a b i l i d o s o s Na época do rei Salomão. jebuseus. por hoje fazem parte do Líbano. El era o deus principal. Seus começou a usar um principais portos eram Tiro. azeite.4). usadas atualmente. um escriba cios" pelos gregos. para ser usado na construção do Templo. \!ü e v o K O A l g u m a s letras d o alfabeto latino ( A K O ) . A sala d e estar mobiliada d e uma típica casa cananéia. a Egito) dominaram o palavra "cananeu" passou Oriente Próximo entre a significar "negociante" (Ez 3000 e 1000 a. quando os gregos viram rolos de papiro pela eles não necessitavam foram usados para as vogais. o deus do clima e da fertilidade. Os habitantes incluíam outros povos (heveus. d e cerca d e 1600 a .Josué 231 Cananeus e filisteus Alan Millard CANANEUS "Canaã" foi o nome dado.C. dando-nos a palavogal "a".13). se tornou a "coisas de Biblos". Dt 7. não estabeleciam leis (como os Dez Mandamentos). em traziam de volta (por exemplo) linho Israel e outras regiões. C . Eles amplamente usado na Fenícia. tornava a religião cananéia atraente e fácil de seguir. Além disso. uma primeira vez. o que permitia às pessoas viver como bem entendiam. etc). Este fato. encontrada e m Hazor. Por volta de 1000 a. o alef (boi). no grego. Esta p i a r a d e b r o n z e levando cedro. C Religião Os cananeus adoravam Baal. por mais que fizessem exigências cruéis. ¿3 <t A (linha d o meio).C. Canaã era um conjunto de pequenas cidades. como o sacrifício de crianças. c o m seus ancestrais cananeus. que nho de uma porta. sua esposa. Depois do ano 1000 entanto. os cananeus que contaram outros sistemas tinuavam independentes para outras línguas.C. Na época da invasão israelita sob a liderança de Josué.C. deusa do amor e da guerra. . Os gregos o do Egito e porcelana do Chipre e da adotaram por volta de 800 a. toda a área que fica entre a costa e o rio Jordão recebeu esse nome. d e cerca d e 1000 a .

. cada qual com seu próprio governante. que os "povos do mar" (como os egípcios os chamavam) invadiram ás regiões costeiras da parte oriental do Mediterrâneo. em 1175 a. foi por volta de 1200 a.232 A história de Israel F I L I S T E U S Embora alguns tenham vindo antes.: urro filisteu (à e s q u e r d a ) . A fundição do ferro estava começando a se difundir e os filisteus tinham certo controle sobre essa tecnologia.^(Jope) Asdôde quelom Ga. Cerâmica. F I L Í S T I A Neste e n i a l h e . I '• . Por fim. U m navio do guerra filisteu.zá / Gate Ecrom (Jcríísãlcm) Hfbrcw) . I. c . outros objetos indicam que os filisteus eram estrangeiros vindos do Norte.. permanecendo um grupo distinto até o período persa.19-22). Os israelitas precisavam levar ferramentas de ferro aos ferreiros filisteus para conserto e afiação e eram impedidos de obter armas de ferro.C. Além disso. os filisteus conseguiram assumir o controle de cinco cidades. Finalmente. c o m sua d e c o r a ç ã o ! característica. O nome Golias e a palavra para governador podem indicar que falavam uma língua indo-européia. origens e ferro A cerâmica encontrada na região da Filístia revela fortes ligações com a cerâmica micènica da Grécia..associa este p o v o a s u a '*pátria* na região ao norte d o M e d i t e r r â n e o . e enfrentaram os israelitas na disputa pelo território. A s c i n c o cidades d o s filisteus estão marcadas cm amarelo. de Creta e de Chipre. o nome deles foi dado àquela terra: Palestina. d o E g i t o . eles tentaram conquistar Canaã.C. que eram mais eficazes (1Sm 13. Quando o Egito finalmente os derrotou. aparece u m s o l d a d o c o m u m lípico enfeite filisteu n a cabeça. Os filisteus foram dominados pelo rei Davi e por alguns de seus sucessores. HHHHHHHBHHHnBS U m a casa filistéia c o m átrio central.

com o sol e a lua movendo-se ao redor dela. Gale Eglom tê <-> P- Canaã. Veja "Cidades da conquista". o rei Saul tentou destruir os gibeonitas e Deus castigou o povo de Israel por não manter a palavra empenhada. J á houve quem sugerisse. contando desde a entrada em Gaza Asdode. A cidade baixa que Josué destruiu jamais foi reconstruída.'osue Israel não podia revogar um tratado selado com amizade (a refeição que tomaram em conjunto). como explicação. • Vale de Aijalom (12) Nele havia uma importante rota comercial que ia de leste a oeste. Jerusalém. O ataque surpresa de Josué foi ao amanhecer (algo que é confirmado pela posição do sol c da lua. • Gósen (41) Cidade ao sul de Hcbrom. fique parado". • O longo d i a (10. • 9. nessa época. Embora Israel tivesse se apossado das cidades estratégicas em pouco tempo. no Norte. para indicar sujeição total. • 0 pé no p e s c o ç o (24) U m ato comum naquele tempo. e. no Sul. até Gibeão. Js 11: J o s u é d e r r o t a o s r e i s d o N o r t e 0 poderoso rei de Hazor.000 pessoas (tinha várias vezes o tamanho de Jerusalém na época de Davi). Israel agora controlava a terra de Cades-Barnéia. comandando seus vassalos. Ficava 16 km ao norte do mar da Galileia. mas o resultado foi o mesmo: fracasso. Esse livro não foi preservado. Todas as cidades estratégicas do Sul caíram diante do exército do Josué.12-14) Geralmente se interpreta isto como um prolongamento da luz do dia. 0 pior que podiam fazer era reduzir os gibeonitas à condição de escravos (21). Na época as pessoas acreditavam que a terra ficava parada. o que explica as palavras de Josué: " S o l . um eclipse solar. no Oeste. Tiro ainda não era uma cidade importante. mas pode ter sido um prolongamento da escuridão. a operação "limpeza" levou muito mais tempo (18). • D o S E N H O R vinha o endurecimento do seu coração (20) Os autores da Bíblia geralmente atribuem coisas diretamente a Deus como . Esse vale foi palco de muitas batalhas ao longo dos séculos. descrita no v. que não deve ser confundida com a Gósen que ficava no Egito. • Livro dos J u s t o s (13) U m livro de cânticos que celebrava heróis nacionais e que é mencionado novamente em 2Sm 1. 12).27 " N o local que Deus escolhesse". e a chuva de granizo contribuiu para aumentar a escuridão e a conseqüente confusão.18. reuniu um exército ainda mais numeroso do que a aliança dos reis do Sul. a Gaza. ou seja. O rei Davi permitiu que os gibeonitas executassem sete filhos de Saul para fazer o acerto de contas. Todos os cinco reis amorreus foram mortos em Maqueda e suas cidades-estado (exceto Jerusalém) foram destruídas na campanha que se seguiu à luta em Bete-Horom. • Hazor (1) Esta era uma grande metrópole onde moravam 40.) Js 10: O tratado com os gibeonitas logo envolveu Israel em guerra. • A grande Sidom (8) Tudo indica que. (Duzentos anos depois.

• A guerra não recebe aprovação irrestrita. ele podia voltar-se contra eles e derrotá-los da mesma forma que ele derrotara seus inimigos. • Quando os reinos de Israel e Judá foram derrotados e perderam a sua independência. e. ele transforma essas idéias. ao conceito de "guerra justa" ao invés de "guerra santa". os profetas começaram a repensar radicalmente certas idéias populares sobre o relacionamento entre Deus e a nação. • Os escritores do NT jamais consideram a conquista militar uma forma de estender a causa de Deus. porque também era Deus de toda raça humana. para demonstrar que o fruto da vitória pertencia a Deus e não a eles mesmos. é freqüentemente descrito como "o S E N H O R dos Exércitos". como pedirorientaçâo de Deus com relação à estratégia. corr freqüência.234 A história de Israel "Guerra Santa" Colin Chapman Qualquer grupo de pessoas que trava uma "guerra santa" acredita que a causa pela qual está lutando é justa e "santa". e a carne (isto é. os israelitas às vezes dedicavam uma cidade inteira com seus habitantes e propriedades à destruição total. há muitas indicações de que os israelitas tinham idéias semelhantes: • Yahweh.45). Quando Deus derrotasse todas as forças do mal numa grande batalha final. cristãos falam de sua luta contra "o diabo. No entanto. Pelo contrário. • A guerra era empreendida como ato religioso e acompanhada por rituais religiosos. • Após a vitória na batalha. para capacitar toda a humanidade a entender mais claramente a natureza do mundo em que vivemos. Ao fazer isto. as nações transformariam "as suas espadas em arados. • Os profetas f r e q ü e n t e m e n t e tinham de explicar que os israelitas não podiam supor que Deus automaticamente estaria do seu lado em todos os conflitos com seus inimigos. oferecer sacrifícios e levar símbolos religiosos ao campo de batalha. 1 4 ) . Tais idéias eram amplamente difundidas no antigo Oriente Próximo.4). o jovem Davi acusou o gigante Golias de afrontar "o Deus dos exércitos de Israel" (ISm 17. Alguns anos mais tarde. . parece que ao longo dos séculos noções populares sobre "guerra santa" passaram a ser questionadas e gradualmente transformadas: • Embora Yahweh fosse considerado Deus de Israel. Portanto. a natureza humana pecaminosa)". o que se pode ver nas páginas da Bíblia é o processo gradual pelo qual Deus age na história de um povo específico para o qual a guerra era parte essencial da religião e da cultura. • Estes mesmos profetas sonhavam com o dia em que toda guerra seria abolida. embora o termo em si não seja encontrado no AT. em sua reflexão sobre o tema recorrem. Ele julgaria as falhas deles com rigor maior do que no caso de seus inimigos. Josué encontrou-se com um homem que se apresentou como "comandante do exército do S E N H O R " ( J S 5 . Quando não levavam a sério os padrões morais estabelecidos por Deus. os israelitas começa- ram a perceber que ele não podia ser um Deus meramente tribal. Perceberam que o domínio de Deus sobre o universo não pode ser identificado com o sucesso de um povo ou Estado específico. o mundo. em foices" (Is 2. e atos desnecessários de violência eram condenados. Quando se defrontam com o problema de guerras e conflitos entre povos e nações. o Deus de Israel. e que seu Deus lutará com eles e por eles. Antes de iniciar a conquista da terra. pensam na difusão pacífica das boas novas de Jesus Cristo. • A derrota dos cananeus durante a conquista do território no tempo de Josué foi considerada juízo de Deus sobre pessoas cuja cultura e religião se haviam tornado absolutamente corruptas. Foram estabelecidas regras claras para travar batalhas. e as suas lanças. Tradicionalmente.

e Josué distribuiu os territórios às sete tribos restantes. Js 12: R e i s c a n a n e u s d e r r o t a d o s Os vs. não falhou em nada. a leste do J o r d ã o .Josué primeira causa sem.11-13).12-17. Js 18—19: Os israelitas se reuniram em Siló. 1-6 relembram as vitórias obtidas anteriormente. ainda havia anaquins para enfrentar (15.21). Js 19.8. Js 15: Na herança de J u d á estava incluído o território de Calebe e também Jerusalém.4).21-27. Ele cumpriu tudo. Js 19.13. Parece que uma parte de Jerusalém ficava no território de Judá e a outra parte no território de Benjamim (15. Em vários momentos." J s 23.8-33 diz respeito ao território a leste do Jordão que. Gade (2428) e (metade de) Manasses (29-33). centro e norte de Canaã que foram derrotados sob a liderança de Josué. no tempo de Moisés. J z 1. muito tempo depois.63. O gigante Golias era de Gate (ISm 17.32-39: o território de Naftali.1-5 fala do território a oeste do Jordão que foi dividido entre as nove tribos e meia restantes (exceto os levitas. 15.10-16: o território de Zebulom.10). Dt 3. foi feita uma descrição da terra.11-28: o território de Benjamim. mas Calebe reteve o território circunvizinho e as aldeias. No entanto.63.6-15: Calebe r e i v i n d i c a H e b r o m .21). 14.24-31: o território de Aser. mas nenhum território). Js 13. a exemplo do que fizera nos capítulos anteriores.28). nosso Deus. H e b r o m tornou-se propriedade dos levitas (21. Js 13.14.14. 7-24 dão uma lista de 31 reis do sul. lhes deu Iodas as coisas boas que havia prometido. na época em que o livro de Josué foi escrito.1-9:0 território de Simeão. e os sírios. no Norte. Js 18. a tribo de Simeão foi absorvida pela de Judá. Os v. Compare J z 3.33-42.10.1-7: O território ainda por conquistar incluía o litoral do mar Mediterrâneo (as cidades-estado dos filisteus) e as terras no Norte (Fenícia e Líbano). • Gaza.40-48: A tribo de Dã recebeu um território que a colocava em conflito com os filisteus "O SENHOR. Js 19. Quarenta e cinco anos após o episódio dos espias ( N m 1 3 — 1 4 ) . J z 1. mais tarde.1-6. na época de Moisés. indicarem que as pessoas envolvidas perdiam sua liberdade de escolha (veja Ê x 4. com isso. que ficava bem ao Sul. sobrepunha-se ao de Judá. Apesar de 10. Estas tribos deveriam ter expandido seu território por meio de conquista.20). • Os anaquins ( 2 1 ) A raça de gigantes que havia deixado amedrontados os espias mandados por Moises ( N m 13. Js 19. Gate e A s d o d e ( 2 2 ) Três fortalezas dos filisteus. os cavalos e as carruagens dos cananeus que viviam nas planícies as detiveram. pelo sumo sacerdote. 16. Js 19. Js 19. que receberam cidades para morar. e. Mas. a cidade ainda não havia sido conquistada (63).14 . ou parte dela (18. Js 16—17: o território de Efraim (16) e Manasses (do Oeste) (17). no Sudoeste. Veja Nm 32. Js 14. Essa lista conclui a seção sobre a conquista. j á havia sido destinado a Ruben (15-23).17-23: o território de Issacar. 235 ISSACAR MANASSES EFRAIM GADE \ BENJAMIMÇs^-i DA / JUDÁ -RUBEN ! SIMEAO \ A-J Js 13—21 A divisão do território A divisão da terra e n t r e as t r i b o s Nem todo o território designado fora completamente conquistado. e nem todas as tribos realizaram seu ideal de conquistar todo o território que lhes fora designado. o autor explica qual era a situação em sua própria época (13.33). Js 14. Calebe c o n t i n u a v a sendo um homem de fé inabalável. Mas Israel jamais controlou a região da Fenícia (Tiro e Sidom). A herança de cada tribo foi decidida por sorteio. Foi o rei Davi quem finalmente conseguiu subjugar os filisteus.

ao qual estavam ligados pela fé e adoração do único Deus. Era um símbolo de solidariedade com o resto de Israel. três a leste e três a Oeste do rio Jordão. Gade e Manasses cumpriram suas obrigações de ajudar na conquista. 18.45). Os danitas não conseguiram conquistar aquele território e acabaram por se estabelecer no extremo norte do país. todas pertencentes aos levitas. Josué estava chegando ao fim de uma longa vida. Js 22 As tribos do Leste vão para casa Ruben.236 A história de Israel des. 36 homens morreram (cap. o que não foi bem recebido pelas demais tribos. veja 21. com as pastagens circunvizinhas. "fiquem ligados a Deus. Foi Deus quem expulsara grandes e poderosas nações. 7).44) Esta deve ser uma generalização (uma visão panorâmica) à luz de comentários anteriores (e J z 1). Aquele não era um sinal de idolatria. mantendo a aliança que Deus havia estabelecido. • N e n h u m d o s i n i m i g o s (21. • O p e c a d o c o m e t i d o e m Peor (17) Quando Israel adorou Baal ( N m 25).1-13). Com isso. Portanto. uma vez d o outro lado do Jordão. Js 23—24 Os últimos O rei de 1 lazor.6-34. Elohim.34. e usando os três nomes de Deus: El. • U m altar para vocês (16) Deus havia dito que ele escolheria o lugar no qual deveriam adorá-lo (Dt 12. Mas recebem das outras tribos 48 cida- Js 23: U m a p e l o à nação Alguns anos haviam se passado desde a divisão da terra. Js 19. Js 21: Os levitas não receberam nenhum território p o r herança. cap. Foi Deus quem lhes dera aquela terra. • V. Js 20: Seis cidades.14.49-51: A divisão termina com a entrega de Timnate-Sera (chamada Timnaic-Heres em J z 2. Portanto.13-14). Dt 19. Agora essas tribos voltam para casa. 22 Um juramento solene. Veja também J z 1. com a bênção de Josué e parte dos despojos. foram designadas "cidades de refúgio" (veja Nm 35. pois sua herança era Deus.9) a Josué. Js 24: U m a p r o m e s s a de lealdade J o s u é r e u n i u o p o v o em S i q u é m . o S K N H O R " . e não apontara um único sucessor. liderou uma aliança que acabou dcrroiada pelo exérciio de Josué. cidade fortemcnic murada que ficava no norte de Israel. tampouco um segundo santuário. dias de Josué c outros inimigos poderosos no Sul. os líderes d a fé e adoração em Israel foram distribuídos o u espalhados p o r toda aquela terra. era vital assegurar que os líderes mantivessem a lei e permanecessem fiéis a Deus. Destinavam-se a proteger contra a vingança dos parentes aqueles que tivessem causado morte acidental. 13 (Sansão pertencia à tribo de Dã). O medo de que. para renovar a aliança feita ali após suas primei- . A foro mosira o "alto" da cidade no qual deuses cananeus eram adorados. o Deus que cumpria suas promessas (23. • A c ã (20) Por causa de pecado dele. repetido duas vezes. Israel viria a rejeitá-los no futuro fez com que construíssem um altar. Yahweh (veja "Os nomes de Deus").

19). seu pai (veja G n 33. 32. A promessa feita a José foi mantida. encontrou eco na resposta do povo: "Nós também serviremos ao SENHOR. A família que durante tantos anos só possuía sepulturas compradas de pessoas que moravam no local (veja G n 23 para a aquisição de Abraão) agora possuía todo o território de Canaã. 32. que relata o enterro dos ossos de José na terra prometida.. É marcante o contraste entre este episódio e o livro de Juízes.. Deus de Israel". pois ele é o nosso Deus". especialmente porque é igual à de José (veja G n 50. n o Egito.ras vitórias na terra (8. Ele foi enterrado na única propriedade que pertenceu a Jacó.15 . que se segue. por si só. com advertências a respeito do que aconteceria em caso de desobediência (19-20). "Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. Esta é uma boa conclusão para o livro. " e u e a minha casa serviremos ao S E N H O R " . A disposição de Josué em dedicar-se inteiramente a Deus permaneceu inalterada até o fim de sua longa vida." Js 24. dá por encerrada a história dos patriarcas.22). > Enviei v e s p õ e s à s u a f r e n t e (12) Versões recentes traduzem esta imagem vívida por "pânico" ou "medo". tabuinhas encontradas e m "reli el-Amarna. simbólica. As estipulações ou exigências são feitas em 14-15. e o v. O zelo do povo em acompanhá-lo na renovação da aliança é. Será que estes e r a m os hebreus? • C e n t o e d e z a n o s (29) Esta pode ser uma idade ideal. O v. Balaão (9) Veja N m 22—24. como em Deuteronômio. Sua promessa. aparece um relato dos favores que ele prestou no passado (2b-13). • Balaque.o s h a b i r u . Aqui. mencionam o problema d o ataque d e bandos nómades estrangeiros . 31 indica quão poderosa foi a influência de Josué para o bem. o padrão da aliança segue o padrão dos tratados daquela época (veja "Alianças e tratados no Oriente Próximo").30-35). Depois da apresentação do título do rei ( " S E N H O R . A ligação é reforçada pelo v. um tributo à liderança desse homem de Deus. enviadas p o r reis cananeus a o Faraó egípcio. 2a).

ganhando seus louros na frente de batalha. Eles são exemplos a seguir apenas em termos da sua fé.1—3. o escritor de Juízes não dá à cronologia e à ordem dos acontecimentos a mesma importância que lhe é atribuída por historiadores ocidentais do mundo de hoje. No seu todo.7—16. Na lista dos maiores exemplos de fé que aparece em Hb 11. Eles livraram uma tribo ou todo o povo da opressão do inimigo. A idolatria. A história da nação se caracteriza por um ciclo que se repete de forma monótona.JUÍZES Juízes abrange o período na história de Israel que vai da morte de Josué até o tempo de Samuel. Resumo Os problemas que sobrevieram a Israel depois da morte de Josué: um padrão cíclico de desobediência a Deus. Uma das razões para esta aparente discrepância é a sobreposição entre os períodos dos diversos juízes. Deus atendia . O cântico de Débora. era fonte de fraqueza e divisão. no g e r a l . arrependimento. Deus enviava um libertador. é considerado uma das primeiras partes do AT a serem colocadas por escrito. o envolvimento de Deus naquela ação. um Caps. Sansão e Jefté. Gideão. ou seja.31 Histórias dos líderes da nação que Deus levantou para libertar Israel de seus inimigos Caps. q u e quebrou todas as regras de hospitalidade: Eúde. aproximadamente de 1220 a 1050 a. E Deus decidiu agir por intermédio de pessoas das quais não se poderia esperar m u i t o : Jael. e.C. durante o qual as tribos dispersas ficaram sem liderança central. Representação d e u m baal cananeu. 6—8) Sansão (caps. como a data mais provável da conquista é 1240 a. Foi um tempo difícil e instável. Jefté. o velho padrão de infidelidade tornava a se instalar. Outro fator a ser considerado é o uso freqüente de "40 anos" como número redondo para O cenário humano que aparece em Juízes é deprimente. As questões morais que este livro levanta. o período dos Juízes compreende uns 390 anos.• da fertilidade. 4—5) Gideào (caps. especificamente. O que surpreende é o amor e cuidado constante de Deus. 1. e mesmo sabendo que tudo viria a se repetir no futuro. representam um sério problema para os leitores de hoje (veja "Entendendo Juízes" e a anotação sobre o juramento de Jefté). Baraque. que se manifesta até mesmo na vida daqueles que conhecem a Deus. 17—21 Um quadro dos tempos difíceis antes do surgimento de um rei Histórias mais bem conhecidas Débora e Baraque (caps. Débora/ Baraque. que recorreu ao assassinato. Cronologia A exemplo de outros autores antigos. Sansão. As histórias não maquiam nem recomendam o comportamento dessas pessoas. Ele escreveu após a destruição do santuário em Slló (18. Esta é a mensagem central que o autor quer transmitir nesse relato centrado em histórias de heróis locais que foram contadas e recontadas com o passar dos anos. com base em 10. Israel trocava Deus pelos deuses locais.6 Depois de Josué o p e d i d o de seu povo tão logo este clamava por socorro. Caps. celebrando a derrota de Sísera. unidas apenas pela sua fé comum. que a opressão amonita no Leste e a opressão filistéia no Oeste ocorreram ao mesmo tempo. um homem cuja vida sexual leva a marca da promiscuidade. e. por exemplo. Apesar do passado de infidelidade de Israel. Sabemos. Porém. da ¡¿nena . a história apresentada no livro deve ter acontecido em menos de 200 anos. Eúde. É possível que tal sobreposição tenha ocorrido também em outros casos.21). Tudo ficava bem por algum tempo. e libertação dos inimigos. Estes "juízes" de Israel não eram apenas conselheiros em assuntos jurídicos. Depois. Seis dos 12 juízes mencionados são descritos com maiores detalhes: Otoniel. 0 deus d o c l i m a . por outro lado. Este é o relato bíblico que ilustra com maior clareza a tendência humana de seguir seu próprio caminho (pecado).7). 3.7. são mencionados quatro deles: Gideão. mas antes de Davi ter conquistado Jerusalém (1. Sofria nas mãos dos cananeus e clamava a Deus por socorro. Sansão. A fidelidade a Deus trazia consigo um povo forte e unido.31).C. (Houve mudanças editoriais posteriores. como se observa claramente na sentença acrescentada a 1. 13—16) povo que se gabava dos atos de vingança cruel contra o inimigo. recordando a época em que Israel não tinha rei.

11): vitória sobre os midianitas e amâlequitas. Débora (Efraim) e B a r a q u e (Naftalí) (4. Jefté. d e Manasses (6./ I Cusã-Risalaim. d e E f r a i m (12. d c Belém (12. Até a época de Davi. Cundall sugere a seguinte cronologia aproximada: 1200 Otoniel 1170 Eúde 1150 Sangar 1125 Débora e Baraque 1100 Gideão 1070 Jefté 1070 Sansão O s 12 j u í z e s e s u a s vitórias Jabim. . 1 Era o sumo sacerdote quem dirigia a Deus essas perguntas d o tipo "sim o u n ã o " . que só é atenuado por outro sucesso das tribos de José relatado n o v. Vs. 8.5 Após a morte de Josué Midianitas Jz 1: S u c e s s o s e f r a c a s s o s Judá.1-5: D e s o b e d i ê n c i a t r a z d e r r o t a Estes versículos são um comentário sobre os fracassos relatados n o cap.3). Elom. • V. tendo alcançado considerável sucesso. A localização d e Boquim é desconhecida.11).20): vitória sobre o s filisteus. 12. 10. usando o Urim e Tumim (sorteio sagrado). 13.13-19. G i l g a l foi onde o povo acampou pela primeira vez e construiu um altar após atravessar o J o r d ã o . I b s ã . 10-15: Veja Js 15. p o r exemplo. 4. • Polegares das mãos e dos pés (7) Para que esses reis não pudessem segurar uma espada ou ficar firmes sobre a planta dos pés.8). 11. A fortaleza de Sião só passou para o domínio dos israelitas quando o rei Davi a tomou algum tempo depois (2Sm 5 ) .15): vitória sobre l i g l o m . • V. 35. Às vezes revela-se como pessoa comum. Israel f i c o u e m desvantagem diante das armas e dos carros d e ferro usados p o r seus inimigos.11): vitória sobre os nmaletjuitns. 9 ) : vitória s o b r e Cusã-Risataim. d e G i l e a d e (10. • O Anjo d o S E N H O R (1) Mencionado várias vezes em Juízes (aqui e nas histórias de Amalequita: 1. Otoniel. Ele fala em nome de Deus. d e Z e b u l o m (12. e é praticamente identificado com Deus por aqueles a quem aparece (veja.22).19-22). 6. S a n s ã o . o anjo sempre aparece como representante de Deus. 5. 19 A q u e l e era o i n í c i o d a I d a d e d o Ferro. 7. Moisés e a sarça ardente em Ê x 3 ) . segue-se u m catálogo de fracassos. / i da Mesopotâmia le Jz 1—2. A b d o m .13).31): v i t ó r i a sobre o s filisteus. Jair. Mas todos que o vêem têm certeza da sua autoridade. e não tanto um número exato de anos. d e G i l e a d e (11. d e Benjamim (3.E. Eúde. d e issacar (10. O fracasso dos benjamitas em expulsar os jebuseus de Jerusalém qualifica a vitória descrita no v. Jz 2. geralmente na primeira pessoa como se fosse Deus. G i d e ã o . Tola. com uma mensagem especial de Deus. 3.6). às vezes como ser celestial de aparência tremenda (veja 13. 2. de Moabe. A. de D ã (15.1). d e J u d á ( 3 . 8. 1.'de Canaã 6 • | .4-6): vitória sobre J a b i m e Sísera. Os filisteus i n t r o d u z i r a m a indústria do ferro na Palestina e tinham o controle d a produção. • Cidade das palmeiras ( 1 6 ) Jericó. foi a primeira a continuar a conquista após a morte de Josué. 9. Gideão e Sansão) e e m outras passagens bíblicas (a história de Agar e o "sacrifício" de Isaque em Gênesis. Depois do relato da conquista de Betei (2225) pelo "povo das tribos de José" (Efraim e Manasses). g u a r d a n d o seus segredos a sete chaves (veja I S m 13.JUIZES 239 indicar "uma geração". a tribo da qual v i r i a m Davi e sua linhagem de reis. R E I . Sangar (3.

l C r 12. muitos dos benjamitas eram canhotos ou ambidestros. Débora foi uma j u í z a no sentido jurídico (4.6: I n t r o d u ç ã o J z 2. norte do Iraque). chefe de Temã" (em E d o m ) .1-54). esposa de Hébcr. Como resultado da desobediência.6-9 nos leva de volta ao ponto em que estávamos ao final do livro de Josué. • Oitenta a n o s (30) Duas vezes quarenta. Eles não só tomaram o território a leste do Jordão. J z 3. O domínio de Judá sobre as três cidades dos filisteus durou pouco tempo (1.18). • 3.! fertilidade d a teria. e os canhotos dessa tribo que atiravam com a funda tinham uma reputação formidável (veja 20.12-30: E ú d e a s s a s s i n a o rei Eglom O rei Eglom. uma mulher de autoridade. como também atravessaram o rio para estabelecer um posto avançado em Jericó. pois foi outra mulher. Sangar eliminou 600 filisteus.31: S a n g a r p r o m o v e u m massacre N u m feito isolado. um período ainda mais longo! J z 3. o que torna surpreendente sua . . o nômade queneu. • I r a . j J z 3. 8. Os vs. Baraque. e Jael. 13—16. • Veio sobre e l e o Espírito d o S E N H O R (10) A mesma frase é usada com relação a Gideão. Ecrom. . Este é o estilo de todo o livro. Gaza e Gate (veja "Cananeus e filisteus". a história de Sansão nos caps.5 m com um ferrão na ponta).3 As cinco cidades-cstado dos filisteus eram Asdode.7-11: A v i t ó r i a d e O t o n i e l Se Cuchã-Risataim realmente era rei da Mesopotâmia (v. como Deus comanda os assuntos humanos.6).16. do abandono de Deus cm troca dos deuses locais. o que geralmente não agrada os leitores modernos.6—3. acreditando que este deus local eslava DO controle ilo i l m u <• il. expressa isto em termos diretos ("os entregou"). Veja caps. I S m 17. Como Eúde. a profetisa. para testar o povo e manter os soldados de Israel bem treinados nas habilidades de guerra (2. derrota nas mãos de um herói ou líder militar do Sul. Asquclom. e vemos isto cm várias outras partes do AI'.6—16. de Moabe.240 A história de Israel Os israelitas e r a m consta manente tentados a acompanhar os canancus na adoração a Boal. Baraque não ficou com as honras da vitória. hoje seria a região leste da Síria. o fato de Eúde ser canhoto o colocava acima de qualquer suspeita.5). • Baal e Astarote (2. O poder desses heróis era um dom especial de Deus. com um ferrão de tocar bois (uma vara de uns 2. 11-23 apresentam o padrão de acontecimentos que passou a se repetir tão logo morreram as pessoas da geração que havia participado da conquista da terra prometida (10).13) Deus e deusa da fertilidade e da fecundidade do solo. Ela não só convocou o líder militar. Jefté e Sansão. Nessa ocasião.20—3. 13—16. a J z 2. J z 4—5: A p r o f e t i s a D é b o r a conduz Baraque à batalha Nessa história impressionante aparecem com destaque duas mulheres extraordinárias: Débora. as nações vizinheis não foram expulsas.2). Mas alguns corrigem o nome dele para "Cuchã. mas não conseguiu deter esses inimigos por muito tempo. • Quarenta anos (11) Este número é usado freqüentemente no AT como número inteiro e significa "uma geração" ou "um longo período". e lhe deu instruções da parte de Deus. o ataque deve ter vindo do Norte. comandava uma aliança oriental que incluía os amonitas c amalequitas. e n t r e g o u (8) O autor atribui sentimentos humanos a Deus c.31 Israel sob os juízes J z 2. como também se dispôs a fazer a jornada de 80 km ao Norte para ir com ele à batalha. Elas continuariam como espinho na carne de Israel.

21). firme! Então as unhas dos cavalos socavam pelo galopar. o galopar dos seus guerreiros. Avante. cenário de tantas batalhas que deu seu nome ao local da batalha final. ó minha alma. As águas ou o riacho de Megido é o rio Quisom. o 'ribeiro das batalhas. 0 cântico que celebra a batalha indica a chave da vitória. 'Desde o céu pelejaram as estrelas Haroscte\_Hagoirn \ Baraque cananeus derrota Sisera e os contra Sisera. no final. apesar de alguns problemas decorrentes da idade do texto.20-22 (ARA) 0 "hino de batalha" se caracteriza por u m frescor característico de testemunho ocular e grande exultação.corajosa Jacl. A parte baixa jamais foi reconstruída. que matou o poderoso Sisera com uma estaca e um martelo que tinha à mão. Quisom. Esse monte. • Hazor (4. • 5. num formato arredondado e com 400 m de altura. com grande efeito dramático. E.19 Taanaque ficava a apenas 8 km de Megido (onde rotas comerciais passavam pela serra do Carmelo).6) Uma boa escolha como local de reunião. Muitas das carruagens foram arrastadas e o restante ficou atolado na lama. desde a sua órbita o fizeram. o retorno de seu filho.' Jz 5. pode ser visto de longe. mas o monte (tell) foi outra vez fortificado pelos cananeus c mais tarde por Salomão. Uma tromba d'água transformou o Qttisom numa torrente impetuosa (5. ritmo e repetição para descrever cenas rápidas e vívidas como um filme. em vão. MoiileCarmelol 0 ribeiro Quisom os arrastou. passa diretamente do cenário em que Jael ainda está com o martelo na mão para o cenário em que a mãe de Sisera espera. 'Armagedom".2) Josué havia derrotado outro Jabim e destruíra a cidade. • Monte Tabor (4. . O poeta-compositor usa todos os recursos de som.

e o clã dos recabitas fez um juramento permanente contra o sedentarismo (Jr 35. Referên^ ^ ^ ^ cias a uma cidade T o d a casa tinha sua lamparina de cerâmica cheia d e ó l e o d e oliva. um ditado comum no início da monarquia (2Sm 20. "e todas as suas aldeias" (p. E r a c o m u m agrupar duas o u três c a s a s . de forma lenta e gradual. À s veies havia um segundo andar.25) refletem esta organização. A área e m que as pessoas passavam a maior p a n e d o tempo e r a um pátio aberto. ex. ' reunindo duas ou Ires gerações dn mesma família. A maioria dos assentamentos nas regiões montanhosas não passava de pequenas aldeias sem a proteção de muralhas. o que resultava n u m a estrutura conhecida c o m o "a casa d e quatro cómodos". Geralmente havia salas estreitas d e dois lados dessa área. L'm celeiro c o m u n i t á r i o e m M e g i d o . de formato retangular. com acesso por um túnel).16).1. Aparentemente. N m 21.ex.6-7). cercais c o u t r o s p r o d u t o s essenciais eram estocados. q u e data da época d o rei J e r o b o ã o II (793-753 a . uma fonte de água protegida (p. "Às vossas tendas. e depósitos para produtos básicos como grãos.C. As cidades israelitas geralmente tinham fortes muros e portões. d e n t r o d e casa. e u m terceiro c ô m o d o que tinha o comprimento d o prédio c m s i . um sótão onde as pessoas podiam dormir. e isto a partir de detalhes ocasionais e com o auxílio de estudos de sociedades semelhantes. várias aldeias agrícolas eram exploradas por uma cidade maior. Em troca do suprimento de grãos e outros produtos à cidade fortifica- Tanto nas cidades c o m o nas aldeias. ^ fortificada. vinho e azeite de oliva. provavelmente. I-: p r o v á v e l que um cómodos laterais fosse um abrigo pata animais. ainda. Ó l e o . após a saída do Egito e a conquista da terra prometida. . as casas típicas dos israelitas e r a m bem parecidas. e m potes de barro o u cerâmica. Nos séculos8e 7 a. um palácio. A Bíblia nunca descreve acordos políticos e econômicos feitos naquele tempo. A região montanhosa era mais difícil de cultivar e o assentamento ali exigia o nivelamento dos declives e a construção de cisternas para armazenar água. no caso dos israelitas. ó Israel!" era.. os primeiros a se fixarem na terra. C ) . o celeiro comunitário de Megido era um enorme silo subterrâneo.242 Vida sedentária John Bimson É possível que. Os israelitas que ficaram nas pla- nícies foram. IRs 12. a transição de uma vida nômade para uma vida sedentária tenha ocorrido. Tudo que podemos fazer é imaginar como teriam sido.

da.Oi povoados na região m o n t a n h o s a e r a m pequenos. as cidades muradas e r a m o r e f ú g i o das pessoas q u e v i v i a m nas aldeias próximas.11). •quando os exércitos dos babilônios invadiram a região (Jr 35. N ã o era n a d a fácil c o n s t r u i r terraços nas encostas d o s montes. Nômades que tinham algum contato com determinada cidade também buscavam proteção dentro dela em momentos de crise. para a prática a g r í c o l a . como os recabitas fizeram em Jerusalém. lím tempo d e p e r i g o . as aldeias vizinhas provavelmente recebiam proteção em tempos de guerra. .

de um jogo de palavras. a Oeste.1—8. o lugar passou a competir com o santuário oficial de Israel. o sotaque dos efraimi- J z 8. escondido dos midianitas. não manifestou os mesmos escrúpulos. os moabitas tinham mais direito àquela terra do que qualquer outro povo. não era um escolhido de Deus. nos lugares onde se podia atravessar o rio Jordão. diferentemente de seu pai.12-28.20 J z 6.11 A localização de Ofra é desconhecida (não se trata de Ofra no território de Benjamim).5-6 Aqueles que levaram a água à boca com suas mãos estavam mais alertas ao perigo que os que se ajoelharam. Nada de maior importância aconteceu durante aquele período. mas a v i t ó r i a resultante daquela fuga desordenada v e i o de Deus. Deus era lembrado em meio às crises. Jefté teve que lidar com a inveja dos membros da poderosa tribo de Efraim. símbolo da deusa-mãe canancia. a Leste. proibida pela lei (embora a N T L H traduza por "ídolo"). • V . . e dos amonitas. O novo herói que se levantou para combater os amonitas foi o "bandoleiro" Jefté. havia ali um templo a Baal. os israelitas voltaram a adorar os baalins. e o autor de Juízes percebe claramente os perigos da liderança hereditaria (em fornia de dinasria). 1 3 O pão de cevada representa Israel (os moradores permanentes) e a tenda. • 7. • Estola/Manto (8. Jair. que tinha alguma justificativa para> aceitar a autoridade real.27). • Aserá (6.25) Poste ( o u totem) sagrado. J z 9: A s c e n s ã o e q u e d a de Abimeleque Gideão. mesmo se apresentada na forma de pagamento na mesma moeda (56-57). Quctura ( G n 25. F. 4 E m hebraico. durante 22 anos. J z 10. N a verdade ela foi reconstruída 151) anos depois. • Pedra d e moinho (53) Os grãos de trigo eram moídos entre duas placas de pedra.1-4).244 A história de Israel "Uma espada pelo SBNllon e por Gideão!" J z 7. Tola "julg o u " ou foi líder de Israel durante 23 anos. Abimeleque.1-3). no tempo de Jeroboão I. é vista na sua p r o n t i d ã o para enfrentar as hordas midianitas com u m exército de apenas 300 homens. O terror espalhado por essa gente montada em camelos é descrito de forma bem vívida em 6. Veja comentário sobre 2. • 6. • 8.28: G i d e ã o Os midianitas. Enquanto Gideão usou palavras suaves para aplacar esses efraimitas indignados (8. • Espalhou sal (45) Simbolicamente condenando a cidade a ficar em desolação permanente. pois uma parte dela fora sua possessão até lhes ser tirada pelo rei Seom. isto é.6—12. brutal e ambicioso filho de í Gideão. Agora. • 7 . Deus (e a justiça) tem a última palavra. Assim.11. J z 10. avançaram pelo s u l de Israel e chegaram até a cidade filistéia de Gaza. Jefté recorreu à espada. infelizmente a prosperidade " v e i o a ser uma armadilha para Gideão" (8.18.7: Jefté O território ao Sul de Israel estava sob o domínio dos filisteus. os nômades midianitas. A história da cidade remonta à antiguidade. neste caso. com cerca de 45 cm de diâmetro.1 acima com relação ao "Anjo d o SliNHOR". Gideão foi obrigado a malhar a sua escassa colheita de trigo no tanque de pisar uvas. Trata-se. • Vs. apesar de toda sua cautela i n i c i a l . • S i q u é m (1) Este era o santuário central de Israel na época de Josué. Nos vaus do J o r d ã o .1-5: T o l á e J a i r Estes não foram líderes militares. G i d e ã o usou sua perspicácia para fazer u m ataque s u r p r e s a . beduínos vindos d o Leste e que eram descendentes de Abraão e sua segunda esposa. A Bíblia os menciona apenas aqui e em Is 3.32-33). redondas e pesadas. "jumentos" e "cidades" são palavras que têm som parecido. N m 20—21 descreve os acontecimentos mencionados na discussão de 11.27) Provavelmente uma imagem de Deus.1-4. porém. Na verdade. Compare a parábola de Nata em 2Sm 12.29-35: Ú l t i m o s a n o s de Gideão Quando da morte de Gideão.21 Ornamentos cm forma de meia-lua ainda são populares entre os povos árabes de nossos dias.mbora tenha se mostrado à altura da situação n u m momento de provação. não quis saber do assunto. A fé desse homem (veja também Hb 11. 7-21 Este é um exemplo antigo de uma parábola ou história com moral. ao tempo Jacó e mesmo antes dele. mas quando estas passavam a atração dos deuses que aproximavam Israel dos seus vizinhos (Baal da aliança / "Baal-berite") c davam boas colheitas era praticamente irresistível. Mas Abimeleque. Após a vitória e a tragédia que aconteceu logo depois (veja abaixo).

(Como Jefté era um filho ilegítimo que foi expulso de casa. mas jamais ao Deus de Israel (Abraão havia aprendido isto há muito tempo. Ufonlc de Harode: a bose de Gideãc- Hmoikc MonS HGideâo divide • o s homens de Gideflo execuiam • u.i surpresa Elos iiiidianiuis fogem .31). Seu sofrimento foi genuíno e a reação de sua filha é surpreendente: ela não permitiu que.245 tas. ele com certeza valorizava sua casa e sua família. e a lei de Deus o proibia: D t 12. denunciava quem eles eram. por causa dela. Descendo pelo monte ( a o invés d e subir pelo vale) e à noite. Porém. embora isto tenha lhe custado a vida de sua filha única. > 0 voto de Jefté Esse voto mostra quão pouco os israelitas conheciam a Deus naquele tempo. Sansão e outros? ("Entendendo Juízes" considera algumas possíveis respostas. Um sacrifício humano podia agradar aos deuses pagãos. o voto foi feito de boa fé: Jefté entregaria "quem" (pessoa ou animal) saísse primeiro da casa dele para rir ao seu encontro.) Mas como pode um Deus moral associar-se a ações como esta e com pessoas como Jefté. o pai quebrasse a promessa feita a Deus. apesar da ignorância e da forma equivocada. O s midianitas pensaram que estavam cercados e fugiram atordoados. no sinal as trôs divisões fizeram u m barulho ensurdecedor.) Certamente não podemos descartar o fato de que os "heróis" A vitória de Gidcão sobre os midianitas G i d e à o conquistou a vitória c o m apenas 300 homens. E ele cumpriu sua palavra. que não conseguiam pronunciar a palavra "chibolete".

conto este da foto. J z 13. mesmo numa época de decadência que aparentemente não tem volta. do livro de Juízes eram pessoas de seu tempo. A estátua e as colunas datam principalmente d o período romano. • Quarenta e dois mil (12.1—16. caracterizada por decadência religiosa. em que as pessoas viviam distantes do padrão estabelecido na lei de Deus. mas podiam ser. Deus age por meio de homens As façanhas de Sansão e mulheres.31: S a n s ã o O herói na luta contra o inimigo do Oeste (veja 10. A foto a direita mostra minas lie "Vsquclum. o Hebrom . não havendo nada alem disso que fosse digno de registro. Deus não se isola nem ignora um pedido de socorro. Essas pessoas não são apresentadas como modelos: suas falhas. horizontais.8-15: I b s ã . uma época. não glorificadas. Os teares eram verticais. Para Sansão.7) foi escolhido para a tarefa desde o momento da sua concepção. aprovadas ou maquiadas. também. imperfeitos por natureza.246 A história de Israel Dalila teceu num tear as trancas d o cabelo de Sansão. a cidade filistéia onde Sansão matou 30 homens. E l o m e A b d o m Dois destes juízes ficaram conhecidos por causa de suas famílias. fraquezas e imoralidade são apenas registradas. na esperança d e tirar-lhe a força. J z 12. como a Bíblia deixa bem claro. Eles servem como intcrlúdio antes da grande história seguinte. uma "idade de trevas" como a de Juízes pode ser seguida de um período de verdadeiro progresso espiritual. Ele age. mesmo quando não tem ao seu dispor as pessoas "adequadas". Tudo que se louva é a fé e a coragem desses homens.6) H á uma questão com relação ao significado de "mil" no hebraico que pode explicar os números surpreendentemente altos que encontramos em panes do AT. E por causa disto.

seria inevitável que houvesse luta por causa de terras. situando-os num "período difícil de adaptação" para Israel. A ameaça era que. O cap. porém. tratou esse voto com uma negligênda que quase poderia ser caracterizada como desprezo. e não leva em consideração a data de composição do livro (posterior aos acontecimentos descritos) e sua importância para um público posterior. para voto de nazireu (veja Nm 6) era vitalício. sendo que Sansão era um dos poucos que haviam permanecido no território que a tribo recebera originalmente. o que explica. algo que. o livro apresenta um desafio éticoe teológico para todo e qualquer aspirante a intérprete da Bíblia. Numa época turbulenta assim. 19)? Ou. em especial. os filisteus eram . Disto pode-se deduzir que o autor tinha interesse político em destacar a monarquia davídica e interesse teo- lógico em incentivar uma monarquia que reconhecia a ampla soberania de Deus. Como um livro repleto de ação. Ele. trazendo vários crimes de sangue e narrativas de traição e violência. são retratados negativamente. • 14. essa explicação dos elementos questionáveis do texto. 19. Líderes por conta própria. a história de várias pessoas queimadas vivas dentro de uma fortaleza (9. a inversão está completa. é esquartejada (cap. como Abimeleque. Assim o autor mostra à sua própria geração o que não fazer para viver bem naquela terra. como Jefté. ISm 11.42-49)? Talvez o que mais perturba as pessoas é o fato de Deus. social e religiosa.3 Dos vizinhos de Israel. infelizmente. Isto se vê no controle que Deus exerce sobre os juízes fracos e às vezes indignos. mas estas eram. Porém.7). a concubina cortada em pedaços (Saul fez o mesmo com bois. O que fazer com a história de uma mulher que.11). menciona lugares e fatos relacionados com Saul: Gibeá (sua terra natal). Até seu próprio povo ficou contra cie (15. e recaídas no paganismo. Chegados apenas recentemente à terra prometida. quando foram dominados). o povo perdesse a sua identidade. a luta de Sansão foi a batalha de um homem só.Juízes 247 Entendendo Juízes P. benjamitas (a tribo de Saul). mais adiante. a desunião tribal é identificada como a característica principal deste período de fracasso. O avanço dos filisteus se dava por infiltração ao invés de guerra declarada. os atos macabros que ocorreram. A fraqueza moral privou esse valente da estatura espiritual e da força física. Portanto. ou oportunistas. Pode-se lamentar. as condições vigentes naquela época. Ao contrário das campanhas dos outros juízes. tinham dificuldades para manter o controle israelita. É simplista demais. até certo ponto. surgem várias questões interessantes. Nesse tempo. Juízes serve de lição de história para um público posterior. já não convence alguns leitores. ele chama a atenção. • As narrativas advertem contraaassimilação. a liderança deveria estar baseada na iniciativa de Deus. após um estupro coletivo. Deryn Guest Juízes contém algumas das histórias mais bem conhecidas da Bíblia. Para ser bem sucedida. quando consideramos o texto sob este ponto de vista. Alguns também vêem no livro e seu desenvolvimento um forte preconceito contra a liderança do Norte. Sansão parece entrar no jogo dos inimigos. Uma resposta comum é dizer que esses fatos aconteceram numa época em que os israelitas estavam em crise política. advertindo contra tais erros. possibilitou a Dalila cortar-lhe a longa cabeleira que era o sinal de sua dedicação a Deus. estar envolvido em algum desses episódios. Certamente. mas deixa o leitor incomodado com o seu conteúdo. quando um local de culto pagão é estabelecido em Israel. O livro de Juízes mostra como essa ameaça se tornou realidade. conflitos tribais. Mas os filisteus avançavam sobre o território de Israel (eles continuariam a ser uma grande ameaça a Israel até o tempo de Davi. • O livro descreve a desintegração da unidade tribal. Mas suas façanhas subseqüentes trazem o perigo à tona e a inimizade ao ponto de confrontação. No entanto. já que sua força lhe havia sido dada por Deus para um propósito específico. A narrativa se passa numa época em que Israel vivia rodeado por estrangeiros. com imagens proibidas e um sacerdote mercenário. Começa com a repreensão que Débora faz a certas tribos por não ingressarem na coalizão e termina com uma guerra civil. Assim. então. muitas vezes. pelo contato com estes. Nos capítulos finais. muitos membros da dibo de Dã já haviam se mudado para o Norte (Jz 18). • O autor defende a liberdade soberana de Deus. a unidade tribal e a pureza religiosa. O autor conta as suas histórias de uma maneira desfavorável às tribos do Norte e principalmente à dinastia de Saul. • O texto tem um claro interesse em liderança. Ao casar-se com uma filistéia.

No entanto. Como observou Cheryl Exum. A persmas a preocupação principal em tudo isso é a questão de identidade. É um tanto incômodo ver Deus envolvido em tal ato. O autor mostra como Israel tentou usar Deus para seus próprios fins. seus sentimentos de triunfo quando Sansão é capturado. pectiva feminista resiste à tendência de "concordar com" o texto e levanta Através de cada uma das narrativas. literário.12). • O casamento d e S a n s ã o Esse casamento foi formalmente arranjado pelos pais de Sansão. ao enviar mais de 40. outras possibilidades de leitura. tão e ainda tem. e isto levanta questões morais significativas. Tentar fazer com que Deus "defenda a nossa causa" é um erro que o livro de Juízes desmascara. no cap. já que Deus é soberano. como normalmente se fazia. outras nada forma de identidade nacional. Porém. a personagem de Dalila faz parte do imaginário cultural como uma femmefatale ou mulher sedutora e traiçoeira. as práticas e os preconceiAs questões problemáticas levantos (contra os estrangeiros. novas e criativas. surgiram diferentes estratégias de leitura.000 homens à morte.4 O comentário do editor atribui a responsabilidade a Deus.248 A história de Israel um problema. que reconhecem pleInterpretar Juízes desta maneira pode namente que se trata de atos repugdiminuir o impacto de várias das hisnantes e levam a sério o desafio ético tórias chocantes.16) ou desrespeitar seus pais (Êx 20. abordagens. e muito bem. e que somente viram que a palavra de Deus éfiel quando reconheceram a escolha de Deus naquela situação. 20. os únicos que não praticavam a circuncisão (geralmente feita na puberdade). história é mantida e reforçada. a mensagem negativa da Há outras características. Assim. Na tentativa de lidar com tais questões. Isto também é expresso na sua capacidade de agir ambiguamente. o autor transmite aos leitores do seu outras questões. Mas isto não justifica o fato de Sansão desobedecer a lei de Deus e casar-se com tuna pagã (Êx 34. Rubens e Solomon basearam-se neste difundido preconceito contra a personagem sedutora ao acrescentarem à narrativa bíblica detalhes como a sedução carnal de Dalila. Outros de estupro e assassinato em nível articulam uma resposta masculina. e este é um avanço bem-vindo e estimulante à medidt que a interpretação desse texto desafiador está sendo reconsiderada e m nossos dias. este comportamento ambíguo demonstra que não se pode esperar que Deus aja automaticamente de acordo com as exigências e expectativas humanas. E. • 14. contra tadas pela leitura do livro de Juízes mulheres) no texto continuam sendo estão sendo expostas de maneiras atingir os seus próprios objetivos. mesmo que se trate presente no mundo antigo. A história transmite a mensagem de que a mulher estrangeira e sexualmente independente é uma armadilha para os homens bons. tempo os seus ideais de como Israel deveria valorizar e preservar determiEstão surgindo. que não concorda com a ideologia transmitida nem tenta justificar os fatos que descritos. No entanto. sua condição de prostituta. as pinturas de Moreau. ao invés da noiva mudar-se para a casa de Sansão. . não se pode ignorar Alguns estudos levam em conta a a influência cultural que a Bíblia teve dinâmica de honra e vergonha. Por exemplo. por exemplo. Uma é a abordagem feminista. Deus não lhe tirou liberdade de escolha. que o intérprete moderno enfrenta. é claro. também.

e não tanto d e raposas. levando-lhe presentes. e a seguinte. Justa ou injustamente. bém faziam o que bem queriam.4) É mais provável que se tratasse de chacais. E M i c a não tinha letras (no texto grego da Septuaginta. Tratase. que caçam em bandos e seriam mais fáceis de capturar em grande número. A bondade daquele velho e o que se passou e m seguida tem muitas semelhanças com a história de Ló e os homens de Sodoma ( G n 19). • Trezentas raposas (15. quanmo norte de Israel. que estabeleceu um novo templo no Norte.25). não houve nenhuma presença de anjos que pudesse salvar a concubina do terrível estupro coletivo. de uma inserção posterior feita por um editor d o texto. > Dalila (16.30 O "cativeiro" é supostamente uma referência à destruição do reino d o Norte.1). embora isto não seja dito com todas as do lar para adivinhação. a pressão dos filisteus. para competir com Siló. e grande luto nacional. num segundo caso de atrocidade. Eles tamaltos. • 20. Dalila provavelmente era uma mulher filisteia. Numa tentativa de diminuir a vergonha da noiva. o verdadeiro centro religioso de Israel nessa época. ao que parece.s e p a r a Mispa (21. que vivem isoladas umas das outras. Devido ao engano por causa do enigma. J z 19—21: E s t u p r o e m G i b e á . • 2 0 . neste caso. há um o direito de escolher o j o v e m levita para ser acréscimo que deixa isso bem claro). que foram usados para convocar as doze tribos para executar vingança (cap. 2 8 Supõe-se que a concubina estivesse la" (veja o comentário sobre 8. 20). haviam se tornado tão corruptos • 2 0 . depois roubou os objetos sagrados d o patrão e os repassou à tribo de D ã . os benjamitas são castigados A tradicional e calorosa hospitalidade d o pai da concubina contrasta c o m a falta de hospitalidade e m Gibeá. rem a Deus. O u t r a coisa rância e permissividade. O livro no seu todo mostra as conseqüênmigração cm massa dos danitas para o extrecias desastrosas da falta de autoridade. estritamente p r o i b i d a era usar uma "esto• 1 9 . mostram que os extremo Norte ao extremo Sul) passou a ser levitas. ao S u l . do um lugar para morar" (17. Então. A l i também. causou uma 25. o casamento não foi consumado ao final da festa de sete dias. O cap.4) A exemplo dos outros amores de Sansão. deles. foi arranjado às pressas um segundo casamento com o companheiro de honra ou padrinho de casamento de Sansão. • 18. 21 mostra até onde as tribos chegaJz 1 7 — 1 8 : O í d o l o d e M i c a . comparada com o respeito devido a um convidado de honra. explodiu uma guerra civil. 0 autor deixa de lado os heróis de Israel e focaliza dois incidentes que ilustram o baixo nível da religião e moralidade nos dias sem lei durante os quais Israel não tinha governo central e "cada u m fazia o que achava mais reto" (21. 1 7 Veja a nota anterior sobre números e egoístas quanto o resto d o p o v o . ram para reparar o voto precipitado feito em a tribo d e D ã m u d a . Tanto ele quanto ela eram igualmente inescrupulosos na sua maneira de usar as outras pessoas. Ele vendeu seus serviços a Mica. Mas. Jz 17—21 Um tempo em que cada um o que bem queria fazia Este seção final difere d o restante de Juízes. especialmente escolhidos para serviuma forma de referir-se a todo o território. o reino de Israel. mas aqui estava um levita "procuran- .4 0 Os detalhes da batalha lembram a Os levitas h a v i a m recebido cidades só estratégia usada na conquista de A i (Js 8).8). Q u a n d o os benjamitas se recusaram a entregar seus companheiros (os homens de Gibeá). 3 6 . no tempo dos assírios. o Norte O autor não tem necessidade de tirar uma Esta história ocorreu n u m período em que lição moral: basta a simples afirmação d o v. O resultado foi a quase extinção da tribo de Benjamim.27) e ídolos morta.4). "Dalila" veio a ser o nome dado àfemmefatale ou mulher irresistível ("Entendendo Juízes").Juízes ela ficou com sua própria família e seu marido ia visitá-la.1 A expressão "desde Dã até Berseba" (do Esta história. era estritamente proibida pela lei que os leviestabelecendo seus próprios padrões de toletas deveriam aplicar ( Ê x 20. uma mulher não valia nada. o marido cortou o corpo da concubina em doze pedaços. sacerdote. A imagem feita p o r Mica do as pessoas se tornam a lei para si mesmas. assim como "Sansão" representa um "homem forte".

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de novo. As noras de Noemi a acompanharam na saída. especialmente para Noemi. porém. 1-2 A distância de Belém a Moabe. na linhagem do rei Davi. As duas morreres. A colheita de cevada parecia promissora. cheia de quer que fores. Sem dúvida. em termos de sustento a mulher era completamente dependente do pai ou do seu marido. a hora de dizer adeus. irei cu tristeza.1-5: " F a m í l i a f o g e para e s c a p a r d a f o m e ! " Quando damos uma manchete moderna para esta história. R t 1. Chegou. estavam desamparadas e dependiam da caridade dos outros. Afinal. Rute é especial por nos dar o ponto de vista da mulher. mas elas não Rt 1. E embora a religião geralmente estivesse em baixa. Assim. i r atrás dos t r a b a l h a d o r e s e catar As viagens de Rclcm a Moabe e de volta a Belém. Na sociedade da época. Rute recolhia as espigas que ficavam caídas no chão. o teu Deus é o meu escolheu o povo de Noemi e. muitas pessoas daquele tempo levaram uma vida normal e pacífica como a que é descrita neste livro. MOABE Píígina oposta: Enquanto a cevada era cortada. Rt 1. era de aproximadamente 80 km. • Vs. Rute. e Rute e N o e m i eram pobres. acabou cedendo à pressão de Noemi e. de Rute descendeu o rei Davi. pois se passa num contexto em que religião era sinônimo de poder. não quis deixar que o teu povo é Noemi enfrentasse a velhice sozinha. o livro de Rute deixa claro que a fé pessoal de muitos em Israel permanecia vigorosa. De todos os livros da Bíblia.9-10) determinava que os pobres podiam rebuscar espigas. o chefe da família e seus dois filhos morreram. Aqui Deus está intimamente preocupado com questões menos importantes. É ele quem ordena todas as circunstâncias do cotidiano. R t 2: R u t e e n c o n t r a u m p r o t e t o r V i ú v a s não tinham muitas opções de g a n h a r a v i d a . Ela só podia herdar propriedade em circunstâncias excepcionais e sob regras bem rígidas (Nm 36).251 Resumo A história de uma jovem estrangeira cuja coragem e devoção lhe renderam um lugar na história de Israel. e para nossa surpresa. logo sentimos o impacto dos fatos terríveis descritos neste livro. Ela o meu povo. A possibilidade de morrer de fome levou esta família de refugiados a deixar sua terra natal. e da linhagem de Davi veio o próprio Messias. possivelmente casar-se pousíires. em termos humanos. mais imporDeus. "Onde então.6-22: A v o l t a para Belém Chegaram notícias de que a fome havia acabado. Onde quer que tante do que isso. deixando três viúvas desamparadas. em seguida. até para as pessoas mais insignificantes." chegaram a Belém em abril. o Deus de Noemi. . morrerei eu e ai serei sepultada. esta narrativa começa com três mulheres que. isto é. RUTE Este calmo relato da vida cotidiana difere em muito da guerra e dos conflitos que aparecem em Juízes. onde quer que e voltou para casa. d o outro lado do mar M o r t o (mais para o S u l ) . Longe de casa. E assim a fé recente de uma jovem moabita e o amor sacrificial que teve pela sua sogra são inseridos no grande quadro do plano divino de salvação. ali pousarei eu. O que essa história revela. é a forma especial como Deus cuida dos "necessitados". Orfa. que é o período em que se passa a história de Rute. Era uma situação desesperadora.16-17 tinham campos para ceifar. Mas a lei ( L v 19.

Então Rute. parente de Elimeleque. com o gesto mencionado no v. Em se tratando do compromisso que uma pessoa assume em relação a outra. Por fim. Rute colheu o cereal de que precisava para fazer pão. Essas mulheres deram nome ao menino. Noemi insistiu com as duas para que voltassem para casa. Por "acaso". uma moabita. A história de Rute tinha tudo para ser uma história triste. U m complicador era o fato de que Boaz. Ela teria que se adaptar a novos costumes. mudou-se para a terra de Moabe. na verdade. Ela amava profundamente e sabia que poderia ser leal ao que lhe era mais importante na vida. • Um efa d e c e v a d a (17) O efa era uma medida grande com capacidade para cerca de 22 litros. ficar perto de outras mulheres e jamais olhar para os jovens que trabalhavam por perto. Elogiaram Rute. Portanto. Rute e Orfa. Porém. Queria adorar o Deus dela. Não havia nada que forçasse Rute a enfrentar essas dificuldades. evocando os nomes das matriarcas Raquel ei Lia e conectando. onde poderiam encontrar um novo marido e uma nova vida. juntamente com o seu pai Elimeleque. A generosidade de Boaz foi além do que a lei prescrevia ( v s . 9. Rute prometeu morar onde Noemi fosse morar. as amigas de Noemi ficararr felizes com ela. que ela tanto prezava. Quando o casal teve um filho. era moabita de nascença. Rute como povo de Israel. Rt 3 : U m marido para Rute Pela lei do levirato (mencionada por Noemi em 1. Ao ouvir isto. e falou-lhes sobre sua nora formidável. as belas palavras que Rute disse a Noemi não têm paralelo na literatura judaica e cristã. casando com a viúva.j le casamento e os abençoou. Rute. como Rute se responsabilizou pela sua vida. Rute apanhava as espigas na parte que pertencia a Boaz. de Boaz. para Noemi. sua mãe Noemi. O plano deu certo. aos olhos dos hebreus. Este viria a ser o pai de Jessé e avô de Davi. E certamente teria saudades de casa. as noras. Para conseguir comida para si e Noemi. Noemi tinha amigos em Belém. Moabe. catava as espigas deixadas nos campos pelos ceifadores. a heroína de uma história amada por milhares de pessoas. quando um homem morria sem filhos. um hebreu que. ela e Noemi não teriam segurança nem status social. a história acabou tendo um dos finais mais felizes em todo o AT. em Moabe. estava reivindicando esse direito. Rute. porém.252 A história de Israel Um retrato de Rute Frances Fuller Rute. Sendo uma mulher estrangeira e sozinha. porquec nobre Boaz fez o que era certo come parente mais próximo do esposo ds uma viúva. embora arriscado. dizendo que. é bom lembrar. chamandoo de Obede. chorando. Deu um beijo na sogra e voltou. Por não terem marido. seu irmão devia gerar um herdeiro para ele. primeiro na colheita de cevada c depois na colheita do trigo. entrou na árvore genea-1 lógica de Jesus. Rute casou com Malom. Rute tornou-se respigadeira. Rute. com humildade e coragem. um parente. 7. a sua terra natal.11-13). Em razão disso. e ofereceu-se para ser espos. e pediu para ser enterrada ao lado da sogra. precisava ter cuidado. Rute colhera cerca de 25 kg d e cevada ( N T L H ) com seu próprio esforço e a generosidade de Boaz. num campo aberto e comum. as espigas que fossem caindo.14-16) e de abril até j u n h o . Noemi formulou u m plano. durante um período de fome em Judá. Quando já estavam a caminho. Esta lei estendia-se ao parente mais próximo. não arredou pé e jurou ficar ao lado de Noemi para sempre. Em Belém. deixando três viúvas. Noemi agora não tinha como sobreviver em Moabe e decidiu voltar para Belém. Acontece que os três homens morreram. a não ser o relacionamento com Noemi. A emoção contida nestas palavras revela que Rute entendia o risco que estava correndo. Orfa concordou. e seu irmão Quiliom. Rute era de uma linhagem que trazia a marca da vergonha. Ela seria uma estrangeira em Judá. assim. o Messias. nasceu de um relacionamento incestuoso que Ló teve com a filha dele. seguiu o plano de Noemi culturalmente correto. e daí veio o plano de Noemi. ela era melhor do que sete filhos. II . Ele decidiu protege: Rute e mandou que seus empregados deixassem cair espigas para ela. Esses elogios chegaram a Boaz. Toda a comunidade aprovou aque. amavam Noemi profundamente e decidiram ir com ela.

• Perez (12) Este antepassado de Boaz era o filho que Tamar teve com J u d á . Deus recompensou Rute com um marido e um filho. a questão da v i ú v a . oração. Os votos de felicidade das autoridades (4. Rt 4 .12) se tornaram realidade. a o l a d o d o monte d e c e v a d a . O próprio Boaz ajudou a cumprir aquilo que ele. 7) Este costume antigo não vigorava mais na época em que o livro foi escrito. 1 . da qual viria o Cristo. como o caso presente. • V. • Antigamente (v. estrangeira como Rute. Mas quando soube que elas passariam. Obede. veio a ser. 9 "Estender a capa" sobre alguém simbolizava compromisso de casamento (veja Ez 16. recorreu a isto porque J u d á negou-lhe n o v o casamento e recusou-se a obedecer ao costume mais tarde formalizado como a lei do levirato ( G n 38).8).1 2 : O a c o r d o A porta da cidade era o local onde se realizavam reuniões importantes. Quando Deus intervém. 2) formavam um " j ú r i " adequado que poderia decidir questões legais. em Rute e N o e m i c h e g a r a m a Belém n a época d a colheita d a c e v a d a . na verdade. para mantê-las na família. Tamar. a linhagem real Este é u m verdadeiro final feliz para uma história que teve um começo tão triste. para acrescentálas a sua própria herança. O parente mais próximo (que não era Boaz) estava disposto a comprar as terras. 1 3 . E Noemi encontrou consolo para sua tristeza naquele neto. Também era o lugar onde eram concluídas publicamente transações de natureza jurídica. o parente mais p r ó x i m o também devia comprar suas terras. . seu sogro. os acontecimentos comuns do dia a dia passam a ter um significado extraordinário. n o u t r o nascimento ocorrido em Belém. Rt 4 . D e z pessoas importantes da cidade (v. Ela se a p r o x i m o u d e lloaz e n q u a n t o ele d o r m i a na e i r a .2 2 : O f i l h o d e R u t e .12. mas ele prometeu interessar-se pelo caso. declarou-se incapaz de fazer a compra. para Rute e seu filho e que ele teria que cuidar de Rute. Boaz discutiu primeiro a questão das terras. o avô do fundador da linhagem real de Israel ( D a v i ) . Além desta obrigação de gerar um herdeiro para d a r continuidade ao nome do falecido. como ser h u m a n o . q u a n d o Rute podia recolher espigas tios c a m p o s . filho de Boaz e Rute.não era o parente mais próximo de Elimeleque. havia pedido para Rute em 2. depois.

Mas.24). Esta justaposição das duas perspectivas no mesmo incidente mostra quão diferentes são as perspectivas masculina e feminina. tende a fazer com que a própria socieda-1 de pareça ser mais dominada pelos homens do que realmente é. no Israel antigo.254 A história de Israel Uma história do ponto de vista feminino Richard llauckham Em tempos recentes. mas em termos práticos. assegurar a herança da terra através da descendência masculina. numa cena cheia de emoção e sentimento. é realizada numa reunião dos homens de Belém (4. dentro das opções limitadas disponíveis na sociedade em que viviam. O exemplo mais claro é o livro de Rute. uma perspectiva unilateral das coisas. e aquela transação reflete preocupações tipicamente masculinas: dar um herdeiro homem a Elimeleque.[ na que aparece nas outras histórias do AT. Israel. com responsabilidade e cuidado de uns para com os outros. A transação legal que possibilita a Boaz casar-se com Rute e dar um herdeiro ao falecido Elimeleque. e destaca o fato de que esta história como um todo foi contada do ponto de vista feminino. Temos. I podemos suprir a perspectiva feminina ao ler nas entrelinhas e preencher as lacunas. E o livro de Rute é a história da solidariedade entre duas mulheres e de sua inteligência para assegurar um futuro. com este ponto de par. Homens e mulheres exerciam papéis sociais diferentes no Israel antigo.31—30. Podemos identificar passagens em Gênesis nas quais a perspectiva das matriar. A história ilustra como a sociedade da aliança de Deus. não podemos supor que as preocupações e os interesses das mulheres eram idênticos aos deles. Começamos a perceber que uma: história contada do ponto de vista masculino. Percebe-se nitidamente a lealdade mútua. Ele aceitou a proposta de bom grado. por exemplo. Como acontecia com a maioria das viúvas. em grande parte. mas na qual as mulheres exercem poder considerável na esfera do lar — a principal unidade social e econômica da sociedade. se valeram dessas leis para benefício de Noemi e Rute. podemos ver o resto da história . I 21. Noemi e Rute. : . que poderia herdar a pequena propriedade da família. As leis formuladas para ajudar viúvas e estrangeiros (Rute era viúva e estrangeira) foram colocadas em prática como se esperava que fossem.I tida. Isto aconteceu porque os três personagens principais. quem acabou pedindo Boaz em casamento. Nas narrativas do AT. e dar filhos ao próprio Boaz. Somente numa ocasião a perspectiva predominantemente feminina em todo o livro é deixada de lado.13-17). Deste modo. interpretações feministas da Bíblia têm chamado a atenção para o fato de que a Bíblia é escrita do ponto de vista masculino. e a maior parte do espaço é ocupada por atividades que. O leitor vê os acontecimentos — e as mulheres que aparecem nas histórias — através dos olhos dos homens israelitas. A dedicação de Rute a Noemi ("tua nora que te ama e que te é melhor do que sete filhos") resultou no nascimento de um filho que seria o sustento de Noemi na sua velhice.1-12). retratando principalmente aspectos da sociedade em que aparecia a liderança dos homens. assim como já as vemos através dos olhos dos homens. Foi Rute. visão esta que complementa. e as estruturas de autoridade eram dominadas pelos homens. mas foi a iniciativa das mulheres que levou ao acontecimento que assegu- raria o futuro delas: o nascimento do filho de Rute. Mas há pontos em que esta perspectiva predominantemente masculina é interrompida por uma perspectiva autenticamente feminina. a perspectiva essencialmente masculi. envolviam primordialmente homens.. Ele conta história de duas viúvas.| cas substitui a dos patriarcas (Gn 16. apesar de tudo o que parecia conspirar contra elas. Mas essa cena em que predominam os homens é seguida por outra dominada pelas mulheres (4. Mesmo onde a perspectiva masculina é dominante. sendo esta a dedicada nora daquela. A história de Rute nos mostra urra» sociedade na qual as estruturas for-i mais de autoridade são masculinas. devia funcionar para beneficio dos desamparados. a maioria dos personagens é homens. do AT também através dos olhos das I mulheres. 29. O livro de Rute nos dá uma visãc diferente do Israel antigo. Somente j do ponto de vista feminino podemos I perceber até que ponto as mulheres eram as verdadeiras protagonistas de I acontecimentos significativos. a independência e a iniciativa que tiveram.6-21. elas não tinham nenhum suporte econômico. Rute pode ter para todos nós — homens e mulheres — a importante função de revelar novas maneiras de ler o resto da história bíblica. como é o caso da guerra e da política. na qual o nascimento do filho de Rute é visto não em termos legais. seguindo a sugestão de Noemi. Logo. e até corrige. Questões legais eram responsabilidade dos homens.

estes dois livros eram originalmente um volume só. a história de Deus e dos líderes do povo. 23. Ana não foi a única a sofrer por causa da infertilidade.25) e pelos profetas que vieram depois dele (1 Cr 29. é provável que os livros assim como os conhecemos tenham sido escritos por volta de 900 a. sendo a repetição usada como técnica literária. deu também a Israel . hão era simplesmente a Tenda d o período e m que peregrinaram pelo deserto. Q u a n d o Deus deu a Ana o filho que ela tanto queria. Jacó e João Batista. e os problemas começam quando se desobedece a Deus. o homem encarregado por Deus de ungir os primeiros reis de Israel. com a tradução grega da Septuaginta e não com o texto hebraico tradicional (massorético) pode indicar que. É possível que o autor (ou os editores) se baseou em material escrito pelo próprio Samuel (ÍSm 10.C). Cada um teve um papel especial no grande plano de Deus. o segundo e maior rei de Israel. íSm 1—7 Samuel. em alguns pontos. O fato de esse texto encontrado junto ao mar Morto concordar.. N o tempo de E l i . mas o povo ainda não estava no exílio: veja. Devem ter sido escritos e compilados algum tempo após a divisão do reino (há várias referências ao reino separado de Judá. o último dos juízes. e Isabel.2-7. ou.19-27. Os livros de Samuel são cheios de drama e mostram que o autor era um grande contador de histórias. Os dois livros se chamam pelo nome de Samuel. e esse manuscrito é mil anos mais antigo que o texto massorético que conhecemos. que não é necessariamente o autor. no Novo. Portanto. E m outras palavras. as duas ocasiões em que Samuel anunciou que Deus havia rejeitado Saul).29). abre o caminho para os reis. mas o personagem principal dos primeiros capítulos. para ser mais exato. a exemplo de Samuel. o texto grego está mais próximo do original hebraico do que o texto massorético. Entre os rolos do mar Morto foi encontrado um manuscrito hebraico de parte de 1 Samuel. Os poemas de Davi são citados em 2Sm 1.1 E2SAMUEL Na Bíblia hebraica. Esta é essencialmente uma história religiosa: a história de Deus e seu povo. ex. geralmente há algo especial relacionado ao nascimento dela. passaram pelo mesmo problema. 1 S m 1: A t r i s t e z a d e A n a Na Bíblia. 22. por exemplo. Foi ele quem ungiu primeiro Saul e depois Davi. e não antes disso. por vezes. o santuário de S i l ó era uma estrutura mais ampla .onde os israelitas se reuniam para o culto.C. relatados para enfatizar certos temas. mas u m p r é d i o que podia ser chamado d e "templo" (muito antes d o Templo de Jerusalém ser construído). A fidelidade a Deus é vista como a chave do sucesso. Sara e Rebeca. duas vezes a vida de Saul é poupada. ÍSm 27. quando Deus tem um propósito especial para uma pessoa. 1Sm8—31 O reinado de Saul Histórias mais bem conhecidas Ana e seu filho (ÍSm 1—2) O menino Samuel (ÍSm 3) A escolha de Davi (ÍSm 16) Davi e Golias (ÍSm 17) 2Samuel O reinado de Davi Passagens e histórias mais bem conhecidas A lamentação de Davi (2Sm 1) Deus promete uma dinastia eterna (2Sm 7) Bate-Seba QSm 11) O texto hebraico (massorético) e o texto grego (Septuaginta) nem sempre estão de acordo.6). T u d o que hoje se p o d e v e r n o lugar Í S m 1—7 0 profeta o n d e ficava Siló é u m montão d e Samuel pedras. Isto corresponde a um período aproximadamente 100 anos (cerca de 1075-975 a.2-51. Isaque. Resumo A transição de juízes para reis: os reinados de Saul e Davi. Também é possível que sejam acontecimentos diferentes. nasceram como resposta de Deus a muitos anos de oração. Eles relatam a história de Israel do final do período dos juízes ao final do reinado de Davi. vários relatos do mesmo acontecimento (p. embora semelhantes. no AT. Há momentos em que parece haver certa duplicação. ou seja.

2 4 Os filhos eram desmamados aos 2 ou 3 anos de idade. e todo o povo sabia Ana expressou seu anseio e sua angústia e m oração n o santuário de Deus.1). A Bíblia não vê conflito entre a soberania de Deus e nosso livre arbítrio. 9.46-55). I S m 2. 2 6 Compare I. • Sepultura ( 6 ) O sombrio mundo dos mortos (NTLH).40. dentro da Tenda Sagrada. o sacerdócio passou da família de Eli para a linhagem de Zadoque (2Sm 8. o último e o maior de todos os juízes. E o que Deus pode fazer por uma pessoa.256 A história de Israel xo de todo o esplendor do caráter de Deus. estavam introduzindo a prostituição no culto a Deus. a miséria e a vergonha se foram. ele pode fazer e fará por todo o seu povo. No tempo de D a v i . se os fiéis vinham ao tabernáculo embriagados.5). 28). e tudo que Eli conseguia fazer era refletir c reclamar com eles! I S m 2. • V . e o homem que introduziria a monarquia em Israel. • S e u u n g i d o / seu rei (10) Palavras proféticas inspiradas que foram ditas por Ana. honra. Daquele momento em diante.8-20. As provocações de Penina foram silenciadas (3.17). Compare com a conduta dos próprios filhos de Eli (2. alegria. Também é possível que os vs. • V . o lugar onde Josué erguera o tabernáculo de Deus (Js 18. como acontecia ao amanhecer). segundo a pior tradição da religião dos cananeus (22). ARA) só viria a ser construído na época de Salomão. 3 Siló. Veja Êx 4. • O voto d e A n a ( 1 1 ) 0 menino foi dedicado a Deus por toda a vida pelo voto de nazircu (veja N m 6. I S m 2. • V .11).c 2.27-36: a previsão do profeta se cumpriu com a morte dos filhos de Eli na batalha em Afeca (4. Os filhos de Eli tomavam para si os melhores cortes antes mesmo da oferta ser entregue a Deus (15). Samuel ouviu pela primeira vez a v o z de Deus. porque Deus é soberano em todas as circunstâncias. N a foto aparece u m a mulher solitária na área d o T e m p l o d e Jerusalém. que viu nele u m texto de modo especial adequado à situação de Ana. Samuel foi o mensageiro de Deus. Quando Eli morresse. e compare com a ordem dada aos pais de Sansão em J z 13). Eli imediatamente tirou a conclusão errada. A vida religiosa devia estalem franca decadência. No pequeno espelho de sua própria vida Ana viu o refle- .1-5). O "templo" como tal (v. • O S E N H O R queria matá-los ( 2 5 ) O autor se expressa desta forma.11-36: O e s c â n d a l o dos filhos de Eli Os sacerdotes tinham direito a uma parte das ofertas sacrificiais (veja Nm 18.12-17). esses dois seriam os "líderes religiosos" da nação. foi o centro de adoração no período de Juízes. Mas o que acontecia neste caso era uma perversão da lei. Era uma mensagem de j u í z o para Eli. Dt 18. o primeiro grande profeta após Moisés. no N T (Lc 1. Além disso. 0 vazio.21. • Estola sacerdotal d e linho (18) U m manto usado pelos sacerdotes (veja v. Deus havia mudado a sorte dela (1). • Seus lábios se m e x i a m (13) Era comum orar em voz alta. 2-10 sejam parte de um salmo acrescentado pelo autor do livro. quando estava de serviço perto da arca da aliança. para dar lugar a vida.1-10: O c â n t i c o d e A n a O cântico de A n a encontra eco no cântico de Maria. Também é verdade que a morte deles foi resultado direto da decisão de desobedecer a Deus. I S m 3: S a m u e l r e s p o n d e ao chamado de Deus De madrugada (antes do óleo da lamparina acabar.52.

o sacerdote. não por um período de tempo. de forma toda especial. trazendo a palavra de Deus a seu povo e ungindo reis. "Deus ouve". e ele também orou por ela. mas isto só era exigido a partir dos 25 anos de idade. Tendo dedicado. sabia disto e zombava dela. mas Ana chorava e não tinha vontade de comer. Quando Deus respondeu a oração de Ana. e explicou: "Do SENHOR o pedi". que tinha filhos. aquilo que de mais precioso tinha em sua vida. Elcana foi com ela e a criança a Siló. Silenciosamente. talvez auxiliado pelas mulheres que serviam no tabernáculo. com alegria. chorando e movendo seus lábios. Ana queria que ele vivesse no va devolvendo. E ela prometeu que devolveria este filho a Deus. em Siló. Ela explicou a Eli que este era o menino que pedira a Deus e que ela o esta- . e não de amargura. Seu comportamento foi tal que Eli. para que da semente de seu marido lhe nascesse um filho.I e 2Samuel 257 Ana Frances Fuller Ana desejava tanto ter um filho que isto a atrapalhava em suas oportunidades de cultuar a Deus. E disse a Elcana que quando desmamasse o menino ela o levaria a Siló e o deixaria ali para sempre. intensificando o ciúme.25-26). mas por toda a sua vida. Penina. Ana se afastou para um lugar onde pudesse expor a sua amargura diante de Deus. demonstrava seu amor por Ana na frente de Penina e isto só piorava as coisas. E o deixou ali aos cuidados do velho sacerdote. para oferecer um sacrifício a Deus e fazer uma refeição de celebração. Ele deixou que ela tomasse todas as decisões com relação a ele. dizendo que estava bêbada. ao observála. e todas as vezes levava para seu filho em fase de crescimento um novo manto de linho que fizera. mais cedo ou mais tarde seu filho serviria no sacerdócio. ele lhe deu mais três filhos e duas filhas. Levavam consigo um boi. Elcana. para estar ciente da presença de Deus e ser totalmente dedicado a ele. a repreendeu. rogou a Deus. quando Samuel tinha cerca de três anos. o filho de Ana. Certa vez. mas a penas para q ue a natureza agisse. que significa. que seria sacrificado no culto de dedicação de Samuel a Deus. Eles estavam no tabernáculo. Elcana era levita (ICr 6. depois desses acontecimentos. Ana defendeu-se e contou a Eli seu sofrimento. seu marido. Especialmente naqueles momentos ela sentia que Deus lhe negara uma necessidade básica. Ana conseguiu orar e prestar culto. Orou com grande emoção. Assim. local de culto desde a infância. E a criança que ela colocou no caminho espiritual tornou-se um grande profeta. naquele exato momento. Assim. Regularmente ela retornava à casa do Senhor. Então Ana encontrou paz e pôde comer. não por um milagre. E embora Ana não tivesse pedido mais nada a Deus. Agora ela transbordava de júbilo. Ela lhe deu o nome de Samuel. Elcana deve ter reconhecido que aquele menino era.

O texto não diz. no extremo sul. como num ato de adoração. I S m 6. Coube à mulher de Finéias. a ima. O resultado foi u m desastre total: o exército foi derrotado e a arca caiu nas mãos dos filisteus. • Filisteus (1) Veja "Cananeus e filisteus". os filisteus tenham destruído a cidade de Siló (veja J r 26. guardada no Lugar Santíssimo da Tenda S a g r a d a . deuses cananeus da fertilidade. Até Israel teve que aprender a respeitar os limites. Depois. houve u m avivamento nacional genuíno (v. mas é provável que. no extremo norte. j Mas os dois últimos. Depois de uma noite. j e lotam diretamente à divisa com Israel I S m 6. a Berseba. • V. Depois da segunda noite. desde Dã. a proteção suprema contra o inimigo. Mas Dagom não podia competir com o Deus de Israel. Sua tampa era o p r o piciatório. 2). transmitida pela pulga do rato. o poder de Deus saiu do templo e caiu sobre o povo na forma de peste (peste bubó. I S m 4. que morreu quando dava à luz u m filho. • B e t e .1-11: O s filisteus tomam a arca da aliança A arca da aliança (veja F. I S m 4. como se fossem uma junta de bois bem treinada.I tribuiu para espalhar a doença.6). foram líderes religiosos c administradores de justiça. • V.| gem de Dagom foi encontrada caída com o rosto [ no chão. 3. Mas é claro que Samuel não o viu literalmente.19 A morte de 70 homens que I "olharam para dentro da arca" dá um tom de tristeza àquela celebração. o deus deles. A maior parte dos juízes de Israel pode ser í descrita como chefes militares (veja Juízes). como se faria com um rei capturado. 12 A distância era de 32 km aproxi-1 madamcnte. a imagem apareceu sem a cabeça e os dois braços. que ele "ficou ali" ( N T L H ) . em termos humanos.1—7.2-17: S a m u e l e x e r c e autoridade de juiz Vinte anos depois.| ros.27-36.12-22: E l i m o r r e ao ouvir notícia r u i m A Arca nunca mais retornou a Siló. Não é seguro tratar Deus como objeto de vã curiosidade. Eli e Samuel. símbolo da presença de Deus. mas de uma forma que demonstrasse.[ to faria com que ficassem perto de seus bezer. j u n t o ao deserto.4). D e n t r o dela ficava uma cópia da lei.x 25—27) era o bem mais precioso de Israel.1: A v o l t a da arca da aliança Depois de sete meses de sofrimento. Assim. A nação ficou desolada.11-14). de uma vez por todas. Deus não é um ídolo. I S m 5: U m t r o f é u p e r i g o s o Para os filisteus. Estes versículos registram o cumprimento do j u í z o de Deus sobre a família de Eli (2. foi Dagom. Alem disso. um I objcio inanimado.S e m e s Esta era uma das cidades dos I levitas. • J o v e m (ARA) / M e n i n o ( N T L H ) ( 1 ) Samuel ainda não era adulto. 18 O portão da cidade era o local onde I o "tribunal" se reunia e pronunciava as suas sentenças. i-cvar a arca para outros lugares apenas con. Mas nesta ocasião o povo quis fazer dela um talismã.A história de Israel disso. os filis. I S m 7. veja o v: 6: 6. após sua vitória. • V . mas a palavra hebraica não indica qual era exatamente a idade dele. Mas elas se adaptaram muito bem à canga. colocaram a arca da aliança peno da imagem desse deus. As imagens de Baale Astarote. Era pouco provável que duas vacas que ainda não haviam I sido treinadas para puxar uma carroça fossem [ juntas na mesma direção. 10 Deus estava tão perto que se pode dizer.I teus estavam fartos de tudo aquilo. se o Deus de Israel era ou não responsável por aqueles desastres. como um I troféu de guerra. Os líderes I religiosos aconselharam que a arca fosse devolvida. o instin. foram . dar toda a dimensão da tragédia: "foise a glória de Israel".I nica. I quem lhes dera a vitória. com a perda da arca da aliança.

que não foram muito melhores que os de Eli (2. O nome do lugar onde anteriormente haviam sido denotados (4. Mas Deus aconselhou Samuel a ouvi-los. Samuel sentiu-se rejeitado e não acatou o pedido do povo. A ajuda de Deus tornou possível essa dramática reviravolta. a cerca de 16 km de Jerusalém. E Samuel. .9). trabalhos forçados.12) Essa forma de expressão ainda não assumira as conotações idólatras que viria a ter mais tarde. 1Sm 8—31 Saul: O primeiro rei de Israel ISm 8: " Q u e r e m o s u m r e i ! " A história se repetiu no caso dos filhos de Samuel. O fato de aceitarem suborno e não decidirem os casos com justiça deu ao povo uma boa desculpa para convencei' o idoso Samuel a lhes conseguir um rei. > Enquanto S a m u e l v i v e u (13) Isto inclui a maior parte do reinado de Saul. Q u a n d o isto aconteceu (cap. foi quando estava procurando algumas jumentas que se haviam perdido que o futuro rei de Israel teve seu pri- meiro encontro com Samuel. Todos os israelitas conheciam o profeta.12). 1 — 1 0 . 12 Ebenézer significa "Pedra de Ajuda". > V. disse Deus. Samuel não escondeu nada. • Para G i l g a l (10.25) O telhado em forma de terraço era um local fresco e agradável para se dormir nas noites quentes de verão. Israel só precisou terminar o serviço. Na verdade. liderou o povo num ato de arrependimento c purificação. "Dê a eles u m rei". A arai permaneceu durante vinte anos e m Q u i n a u . Os filisteus estavam avançando c Deus usou a ocasião para demonstrar a Israel o que ele faria por um povo que tivesse fé nele. Só precisavam olhar para os países vizinhos para se convencerem que ter um rei significava alistamento militar. Saul encontrou o profeta Samuel e acabou sendo escolhido o primeiro rei de Israel. > Betei. como as nações vizinhas. impostos e perda de liberdades pessoais. Mispa.1) foi escolhido para marcar a presente vitória (12). > Desde Ecrom até G a t e (14) As duas cidadeseslado dos filisteus que ficavam mais afastadas do litoral. ao que parece. 13). A o procurar as jumentas perdidas d e seu p a i . juiz e líder religioso no lugar de Eli (veja 15-17). Gilgal. Logo veio a provação.J e 2Samuel 259 destruídas. mas. 1 6 : S a u l é e s c o l h i d o Por incrível que pareça. E eles deviam ser advertidos das conseqüências. Israel recuperou suas cidades fronteiriças. ISm 9 . Saul v o l t o u para casa com o coração transformado (10.8) A instrução parece estar relacionada à convocação para a batalha. O cumprimento detalhado das previsões de Samuel convenceu Saul da autoridade do profeta. Saul desobedeceu. mas Saul c Davi mantiveram os filisteus sob controle ate a grande batalha de Gilboa quando Saul c Jonatas foram mortos (lSm31). não era o profeta que estava sendo rejeitado.J c a r i n i . A guerra continuou. aquele jovem provinciano nunca ouvira falar dele. Mas nem isto os dissuadiu. A unção com azeite (10.1) separou Saul para seu alto ofício. c|ue geralmente c identificada com a aldeia de A b u G h o s h . • A l t o / a l t a r d o m o n t e (9. • E i r a d o / t e r r a ç o (9. R a m á (16-17) Samuel fazia um circuito anual pelas quatro ridades-santuário. mas todo o conceito de teocracia.

sem d ú v i d a . 1 0 ) Saul teve aquele êxtase profético e m sua própria cidade natal. Samuel sempre este. Veja 31. ISm 14: Parece que Jonatas e seu escudeiro foram tomados por desertores. era a sittiação ideal para | o início d o governo de um novo rei. outros acreditam que "mil" seja na verdade uma unidade militar. e não d o p o v o . Jonatas é descrito como 1 Campanhas militares d c Saul . j 10. Alguns consideram isto u m exagero para impressionar.260 A história de Israel • C h e g a n d o eles a G i b e á ( 1 0 .12-30). i I S m 12: O d u r o d i s c u r s o d e Samuel Este discurso de despedida marca o fim I do regime dos j u í z e s . • V . e os desertores israelitas ajudaram Saul a conseguir a vitória. E quando chegou a hora. e. a responder (7).17-27: " V i v a o r e i ! " O sorteio d a t r i b o . ao final da lista de nomes.12)? I S m 1 1 : A p r i m e i r a v i t ó r i a d e Saul Deus levou Saul a fazer seu apelo (6) e o I povo. 2 5 As instruções de Samuel foram cuidadosamente registradas num livro.j lo d o ideal de que somente Deus era o rei de l Israel. tanto assim que conseguiram pegar os filisteus desprevenidos. um distanciamen. • J a b e s (1) A ajuda oportuna de Saul criou nos moradores dessa cidade um sentimento de inesquecível gratidão. O "rei de Moabe" era Eglom. que foi assassinado por Eúde ( J z 3. d e i x o u bem claro que a escolha d o rei de Israel era um ato d e Deus. este homem de Deus. Tremores de terra aumentaram o pânico e a confusão. 9 Sísera foi derrotado por Débora e Baraque ( J z 4—5). Quanto a Jefté. I S m 10. 11 Jerubaal ( A R A ) era outro nome de Gideão ( J z 6—8). tempo suficiente para v e r seu exército ficar cada vez mais reduzido. seria equivalente a I "300 unidades" (número exato desconhecido). neste caso. algumas versões colocam Sansão ( J z 13—16). apesar d e tudo. | agora j á idoso. D o ponto de vista religioso. I S m 13—14: G u e r r a c o m os filisteus Saul reuniu suas tropas e esperou sete dias. que o I povo estava unido.17-19). U m r e i que sobressaía de t o d o o p o v o d o ombro para cima teve aprovação instantânea de todos. fez o que sempre fazia: orou | pelo povo e ensinou-lhes o que era correto. • V. tanto a nação como a monarquia seriam destruídas (25). da família. etc. a esco-1 lha de um rei havia sido. desde os dias de Josué. Mas. Teria sido este livro que foi lido novamente na coroação de Joás (2Rs 11. veja J z 1112. foi f um passo na direção errada. Sua desobediência e arrogância ao assumir a função de sacerdote custaram-lhe a perda da dinastia. N ã o precisava ter ficado c o m m e d o . E Samuel falou francamente: se Deus deixasse de ser rei d o seu povo. Esta foi possivelmente I a primeira vez.i 3 Campanha contra os amonitas . • V .f ve consciente dos perigos da monarquia (8. E Saul não teve paciência para esperar o final do sétimo dia. D o ponto de vista político. uma decisão sábia. Saul ficou c o m medo ( c o m o Moises ficara) e teve que ser tirado de seu esconderijo n o meio d a bagagem. | tanto assim que.11-13. • Trezentos mil (8) O problema dos números extremamente altos j á foi mencionado e m ocasião anterior. No lugar da referência ao próprio Samuel.

temos dificuldade em aceitar a ordem paia que lodos fossem mortos. Veja "Guerra Santa".6) O ambiente era parecido com o da época de Gideão.39). S ) . uma cm frente à outra) significava controlar todo o vale que ficava no meio. parece texto inspirado cm Davi. • 14. (Deus não precisa dc muita gente para obter uma vitória.1 e homem de fé c coragem impressionantes.2). • Traga aqui a arca (14. " f a lavras q u e Davi dirigiu a Golias I S m 1 7 . Possivelmente uma dezena foi tirada nesta passagem (22 o u 32 anos).29-32). Aprender a cuidar de um rebanho desgarrado é uma ótima preparação para ser líder! E z 34.49) U m a forma abreviada de Isbosete. • Isvi (14.i 1. Nesta ocasião ele devia ter mais de 30 anos. lança e dardo. por mais que tenhamos conhecimento dc atrocidades sem precedentes 2Samuel 261 cometidas em nossos dias. Quando Saul morreu. » Amaleque (2) Os amalequitas eram inimigos de longa data cujo castigo fora profetizado anteriormente ( Ê x 17. algumas versões colocam "manto" no lugar dc "arca".iil.211. 22-23 Mais tarde. semelhante a o desta reconstrução d o M u s e u d a Música de ll.14-23: Davi n opalácio real Quando o Espírito de Deus deixou Saul.33 Comer carne com sangue foi proibido emLv 17. Mas a música podia "Você vem contra mim com espada. 3 Tudo fora interditado ao povo e não devia ser tocado porque fora dedicado a Deus para destruição. Samuel podia estar à procura de um homem alto e bonito para ser o futuro rei. • Abner (14.II) A harpa d c Davi era u m h u m o r . • Esconderam-se (13.21 informa que o reinado de Saul durou exatos 40 anos. Os queneus serviram de guias para Israel no deserto ( N m 10. foi para casa triste. como o autor deixa claro com esta história. mas era o menos importante membro de sua família. Saul estava à mercê do seu próprio temperamento incontrolável. no entanto. o rci-pastor.39-45 O povo interveio para salvar Jonatas das conseqüências do voto precipitado de seu pai (compare a J z 11). • Trinta mil (13.19 Os filisteus detinham o monopólio da tecnologia do ferro.10).50) Mais tarde Abner coroou Isbosete em oposição a Davi (2Sm 2. O profeta havia previsto esse problema. com base em 9. seu coração era reto. • V . a desobediência de Saul foi deliberada (9). um filho mais jovem. ISm 1 5 : A d e s o b e d i ê n c i a d e S a u l Desta vez.8 acima).17-19). • 13. essa declaração de Samuel se tornaria um dos temas preferidos dos profetas. a sorte que era lançada para descobrir a vontade de Deus.8-16. quando o povo vivia com medo dos midianitas ( J z 6.1-13: U m a e s c o l h a improvável Se a escolha do primeiro rei servisse dc critério. toda a comunidade era responsável pelos crimes de seus membros e sofria as conseqüências. mas. Davi podia ter brilho nos olhos e saúde de ferro. a narrativa começa a ressaltar os defeitos no caráter de Saul que mais tarde se transfoiTnariam em sério distúrbio mental. Como no caso de Saul. forças malignas se apoderaram dele. já que tinha um filho com idade para ir à guerra. A harpa d e Davi era feita d e madeira d e cipreste <2Sm 6 . Sabemos.41). I S m 16.2 Ocupar as cidades de Micmás e Gibcá (localizadas em dois declives. Trata-se da túnica com o peitoral que continha o Urim e Tumim (14. Ele foi rejeitado por Deus como rei e Samuel não lhe fez mais nenhuma visita oficial. com todas aquelas imagens tiradas do mundo do pastoreio. que Saul era jovem quando se tornou rei. o primeiro instrumento musical mencionado na Bíblia ( G n 4. • Queneus (6) Uma tribo midianita nômade à qual havia pertencido a mulher de Moisés. Isbosete. • Vs.1 O texto está incompleto. . Dt 25. • 14. • 13. Mas cu vou contra você em nome do s i •• IHIR TodoPoderoso.5) Provavelmente três mil (veja 11. A desobediência de Saul (pelos piores motivos) deixou seu povo à mercê d o contínuo assedio dos amalequitas. Ele até poderia ter se alegrado com a queda dc Saul. No mundo mais realista c menos individualista da época de Saul. • 13.8—3.) Em comparação.2. « (NT1. I S m 16. a unção confere poder espiritual (13).19. Novamente Deus escolheu a pessoa certa e a preparou para a tarefa muito antes de ela tornar-se uma figura conhecida nacionalmente.10-14. Mas desta vez Deus deixou claro que examinava o coração das pessoas.18) Talvez por causa da ordem de Saul ao sacerdote em 14. em vez disso. o novo metal que lhes dava tanta vantagem em comparação com o bronze. Sua mente desordenada o lançou em sombria depressão e fez com que ficasse violento. Mesmo assim. At 13. já tinha 40 anos (2Sm 2.

3. sem falar que lhe deu uma pontaria letal no manejo da funda. 50 Veja 2Sm 21.26). V.A história de Israel U m j o v e m pasioi de ovelhas gira . avtim c o m o relação à família da qual provinha Davi. que lutara valentemente contra os filisteus. Mas o tempo que Davi passara sozinho. Afinal o vencedor receberia como recompensa a filha do rei em casamento (17. difícil de harmonizar islo com 16. quando Saul tinha seus surtos ou suas crises.8-17).25). Jonatas tentou fazer com que Davi retornasse em segurança. A medida que o prestígio de Davi aumentava. A pobreza de Davi deu a Saul a oportunidade de sugerii um dote o u pagamento pela noiva que possivelmente faria com que Davi fosse morto. cuidando das ovelhas. a necessidade de Saul passou a ser a oportunidade que Davi precisava. Os acontecimentos do cap. A exemplo dos mensageiros que ha\ ia enviado. Saul. I S m 21: S a c e r d o t e a j u d a D a v i a fugir Aimeleque pagou caro por ter acreditado na mentira de Davi (22. • A m a n h ã é a Festa d a L u a Nova (20. 17 podem ter ocorrido quando Davi ainda freqüentava a corte ocasionalmente. e os dois amigos foram obrigados a se separarem (20.1 H M (unda para • • i: u m a p e d r a . lhe roubaria o trono. crescia a suspeita invejosa de Saul.241 Compare 10. armas. O poder do Espírito de Deus é tão irresistível que.35-42). de n milití ritual rigorc que I (2Sm • Vs. Mas Davi recebeu comida. Como Deus é soberano.18-23.11-19). mas logo em seguida Saul teve outro surto e Davi só foi salvo graças à astúcia de Mical (19. A exigência de Saul (cem prepúcios) só podia ser obtida j u n t o aos filisteus. também é possível que a indagação de Saul fosse algo puramente formal com . e conseguiu fugir para a cidade lilisteia de (iate. mas seu pai ficou irritado. Davi cumpriu a exigência em dobro e voltou para casa sãot salvo para exigir a princesa que lhe havia sido | prometida. 16. Por u m tempo D a v i ficou cora Samuel e sua escola de profetas em Ramá (19. estava armado e protegido com armadura da cabeça aos pés. estava com tanto medo quanto seus soldados face ao desafio do gigante. m a n d a d o por Deus (15) Para quem olhava de fora. o próprio rei foi "contagiado".21-22 se refere a um período posterior. trazer um pouco de luz e.18-24). para transmitir a D a v i a mensagem de que d e c o r r i a p c n R o de v i d a . Vs. os maiores inimigos de Israel. apare pensa kmatas se valeu da prática de tiro an alvo. • 20.5) 0 primeiro dia de cada mês era dia de festa. • Pã fresc doze sacer • V. I S m 19—20: D a v i foge da c o r t e A primeira tentativa de reconciliação pot pai te de Jonatas foi bem sucedida (19. tanto o bem quanto o mal são atribuídos diretamente a ele. e fez isso com tanta I Davi fez quando c n l i e n i o u G o I kis. além do plano maligno de Saul ser frustrado. • U m espírito m a u .10-13. havia permitido agregar fé à sua coragem. pelo menos por algum tempo. assim. O gigante não teve chance nenhum a Mais uma vez Deus aparece como protetor do seu povo: tudo que requer dele é confiança e coragem para obedecer. I S m 18: S a u l f i c a c o m i n v e j a de Davi A simpatia de Jonatas transforma-se em profunda amizade por Davi. e ele passou a tramar a morte de Davi.19. ele própt io. c o m o seu arco. nos montes. Nada poderia abalara forte ligação entre o filho do rei e o homem que humanamente falando. 55-58 I'. e o único povo vizinho que não praticava a circuncisão.8 Aqui há uma referência a I S m 18. Davi fingiu-se de louco. perfe ma a • No époc. Neste caso. Saul estava "possuído" por um espírito que Deus enviou para castigá-lo. I S m 17: D a v i e G o l i a s O campeão filisteu tinha 3 m ele altura. e este se lembraria dessa amizade como uma das melhores coisas de toda a sua vida (2Sm 1. Correndo o risco de sei reconhecido. O u . virou profeta.1-7). • Está t a m b é m Saul entre os profetas? (19.

• Vs. • Pão sagrado (4) A cada sábado. que são duas orações pedindo a ajuda de Deus. Nabal era rico e era tempo de tosquia. É notável que Jonatas reconheceu o direito de Davi ao trono. aceitando com humildade um papel secundário para si mesmo (16-18). Além disso. Pode-se notar a paranóia n o seu acesso de raiva (7-8). o incentivo de um amigo é sempre bem-vindo. Saul estava totalmente nas mãos de Davi. que eu estenda a mão contra ele. • Nobe (1) O santuário central de Israel na época. Só com Elias o povo de Israel teria outro líder religioso d o mesmo nível de Samuel. Davi deixou os pais com o rei de Moabc. Mas a palavra de Saul era tão instável quanto seu humor: não se podia levá-la a serio.11). depois. produzindo uma vegetação exuberante numa região que é . fugindo d o rei Saul. Ela evidentemente causou uma boa impressão em Davi (veja v. mas pedindo compensação por serviços prestados no passado (15-16). Mais tarde. " O SENHOR me guarde de.18. O velho profeta ungira o maior rei de Israel. A água fresca que sai da fonte corre na ditecão do mar Morto. O pedido que Davi fez a Nabal (8. no hebraico. n o hebraico. que foi vitimado por um duplo ataque (do coração). mas morreu antes de ver o início do seu reinado. • Doegue (9-10) O título d o SI 52. 5 Os soldados israelitas se abstinham de relações sexuais durante as campanhas militares.6 ( A R A ) N o s montes c nas cavernas p e n o d e En-Gedi havia vários lugares e m que um homem como D a v i . a perseguição implacável de Saul os forçava a se deslocarem continuamente. ISm 2 3 : " V o u c a p t u r á . sentiu o terrível peso da responsabilidade.5-12). ele ordenou o massacre dos sacerdotes de Deus e. • V. ISm 22: A v i n g a n ç a d o r e i S a u l Davi e toda sua família estavam foragidos ou exilados. como castigo de Deus.l o ! " Davi transformou seu bando de foragidos numa força militar eficaz. • V. Quando Davi ficou sabendo disso. 142. • A estola sacerdotal (6) Veja 14. 56 refletem os pensamentos de Davi nesta ocasião. inóspita c deserta. Foi o fim de uma era. Ele não eslava exigindo dinheiro em troca de proteção. 263 Os títulos dos SI 57. Por motivo de segurança. No entanto. o nome significa "tolo") não foi exagerado. • V. pois é o ungido do SENHOR. Ignorando a voz da verdade e da razão (14-15). uma época de festa. kste capacete assírio é u m a das peças da armadura usada naquele tempo.. 1 Os títulos dos SI 57. E m tais circunstâncias." D a v i . o fato de Urias ter sido tão rigoroso no cumprimento dessa norma fez com que Davi tivesse que recorrer ao assassinato (2Sm 11. Abigail era tão inteligente quanto era bela. O fato de Davi não tomar um atalho para chegar ao trono fez com que Saul reconhecesse seu erro. faz referência a este episódio. Sua rápida intervenção salvou a vida de seu marido e dos homens daquela casa (22).. podia se esconder. informam que eles foram escritos neste período.I e 2Samuel perfeição que o rei Aquis não teve dúvida nenhuma a respeito disso (veja também 27. mandou matar todos os moradores de Nobe. O autor considera a morte de Nabal. . em g l a n d e parte. I S m 25: A b i g a i l i n t e r v é m O capítulo começa com a morte de Samuel. doze pães frescos eram colocados sobre o altar e os doze pães velhos eram retirados. 4 Davi tinha sangue moabita em suas veias (veja Rute). pois uma guerra santa exigia pureza ritual. fazem a conexão entre os dois Salmos e este período da vida de Davi. Apenas os sacerdotes podiam comer esses pães. Mas Saul ainda não estava satisfeito. recusando-se a ferir o rei S a u l I S m 24. 12-13 De acordo com os títulos que aparecem no hebraico. 39). ISm 24: D a v i p o u p a a v i d a d e S a u l Na caverna perto de En-Gedi. os SI 34. 142.

Tudo foi recuperado e Judá e Calebe. O povo de Jabes não havia esquecido o quanto deviam à primeira grande vitória de Saul (cap. pela segunda vez.. chegando perto d o acampamento inimigo em Suném. O título hebraico do SI 54 faz conexão entre o salmo e este episódio. Davi não tinha motivo especial para amar essa gente. que também haviam sido vítimas do ataque (14). veja I S m 24. sendo este forçado a reconhecer seu erro. A sorte de Saul estava selada. Este capítulo fala de acontecimentos anteriores aos do cap. no entanto. era meio-irmã de Davi. estes líderes militares causaram grande transtorno a Davi durante seu reinado (2Sm 3. profunda e genuína. meu irmãol" lamento de Davi em 2Sm 1.2: A salvo e m território inimigo Davi refugiou-se pela segunda vez entre os filisteus. I S m 28.3-25: S a u l c o n s u l t a uma médium Saul não recebia resposta de Deus (6). Os filisteus reuniram-se em Afeca. voltaram a dar informações a respeito do paradeiro de Davi. foram incluídos na repartição dos despojos. 2 S m 1: O l a m e n t o d e D a v i A narrativa da morte de Saul feita pelo amalequita difere d o registro em I S m 31. Em outras palavras. descobriu que a mensagem de Samuel não havia mudado. Macbeth teria considerado esta uma grande oportunidade para realizar seu intento! Davi. 6 Zeruia. • V. não conhecia Davi.23. E u choro por você. que.4-10). I S m 27. No entanto. I S m 30: A i n v a s ã o d o s amalequitas D a v i voltou n o momento oportuno e as informações dadas pelo escravo foram mais do que um lance de sorte. juntos na vida. I S m 31: A ú l t i m a b a t a l h a d e Saul Veja também l C r 10. . o que o levou a decretar a pena de morte não foi descriminação racial. mãe de Abisai. meu irmão Jónalas. p o u p a a vida d e Saul Os zifeus. mas sua firme convicção de que a vida do rei era sagrada (14. outra vez. recorrendo a uma médium. 28. F. Nada mais adequado do que ver o povo de Jabes resgatar os corpos de Saul e dos seus três filhos. 20. Embora valentes. Saiu à noite. sabia que Deus não precisava de sua ajuda para colocá-lo no trono. O lamento p o r Saul e Jonatas é um dos poemas mais belos e comoventes que Davi compôs. Sem dúvida..264 A história de Israel enquanto Samuel estava vivo. 26). rumo a Suném.'. c assim Davi foi poupado do apuro de enfrentar seus próprios compatriotas no campo de batalha. No seu desespero. O autor de Crônicas considerou este relato da morte de Saul mais confiável que a história d o amalequita (2Sm 1.. 18. 11)..39. Fingindo atacar Israel e seus aliados (10).. Sua tristeza pela perda d o rei parece ser completamente sincera e sua angústia com a perda de Jonatas. disfarçado. embora ele próprio tivesse expulsado essa gente de seu território. que eram pró-Saul.31). Mais uma vez o rei Aquis foi redondamente enganado por Davi (veja 21.14. Porém. I S m 2 9 : O s filisteus d e s c o n f i a m de Davi Os outros líderes filisteus eram menos ingénuos que Aquis. Ainda não haviam se deslocado para o Norte. sem deixar nenhum sobrevivente para denunciá-lo (11). a exemplo do que havia ocorrido 2Sm1—20 "Síttií e Jónaíos. para consultar a médium de En-Dor. Depois que os amalequitas haviam saqueado a cidade de Ziclague (ISm 30). Davi tinha Saul em suas mãos. Joabe e Asael.26 INTUI) O reinado de Davi O reinado de Davi também é registrado em l C r 11—29. Davi se esconde de Saul U Davi foge de Saul Q Davi leva seus pais Moabe por motivos <le seguAnça 1 1 esconderijo nu região montanhosa D Davi loee para a região dos filisteus AMALEQUITAS I S m 26: Davi.1—28. numa viagem perigosa.10-15). Se ele alterou os fatos esperando uma recompensa. não havia nada naquelas palavras que pudesse deixá-lo tranqüilo. fez o que sempre fora proibido em Israel (Lv 19. juntos na morte! Eram mais rápidos do que as águias c mais fortes do que os leões. Este pode ter adaptado o relato a seus próprios fins.10). Davi na verdade destruía cidades inimigas (8).

ou seja.3-25). embora a palavra "magia" não seja usada em Dt 18. nem adivinhador.17-20. E tudo indica. a magia é representada nestas narrativas não só como sendo contrária à vontade de Deus. ali. nem feiticeiro. as práticas aqui descritas eram rotineiras entre os inimigos de Israel. Fora d o AT e entre os antigos vizinhos dos israelitas.4-33). Embora a diferença exata entre as técnicas dos mágicos egípcios e dos servos de Deus não fosse óbvia. videntes costumavam analisar o fígado de animais. Além de estarem baseadas em desejos egocêntricos de controlar a realidade. e Dn 1. Esta forma de reagir às dificuldades é retratada em várias passagens do AT. estas preocupações às vezes se transformam em obsessões nocivas. A magia não só é proibida por mandamentos transmitidos aos israelitas.I e 2Samuel 265 Magia no Antigo Testamento Todd Klutz Preocupações com saúde. Em alguns casos. nem quem consulte os mortos" (10-11). finanças. por exemplo. como também é desaconselhada por exemplos encontrados em várias narrativas bíblicas. O que distingue as práticas mágicas da autêntica profecia é a sua falibilidade (14-22). ao menos numa leitura superficial. Acredilnva-se que espíriros o u demônios femininos amarrados (chamados "Liliths" nos textos araniuicos) atormentavam os homens e as mulheres. As mais instrutivas delas são: • o relato em que o rei Saul consulta uma médium. purificações mágicas eram realizadas para obter sucesso na guerra. nem mágico. A gravura acima vem d a antiga Mesopotâmia.913. nem encantador. • . que bom número das maldições e dos feitiços que aparecem em tabuinhas escritas em grego e encontradas em várias partes do Mediterrâneo antigo tinha a intenção de prejudicar os inimigos de determinada pessoa. Atitudes muitos semelhantes àquelas descritas em Ê X 7—9 podem ser encontradas em outras histórias do AT que envolvem magia. Logo. aquele que é dado por Deus aos que o servem e o adoram. nas quais essas tentativas são avaliadas de forma totalmente negativa. relacionamentos e proteção contra infortúnios têm sido comuns em toda a história e em todas as sociedades conhecidas do mundo. Com base nisto. Infelizmente. portanto. que podem levar a tentativas ansiosas de alterar a realidade através de fórmulas mágicas. rituais ou práticas ocultas. e por causa disto eram tabu. uma proibição total de qualquer prática que seja essencialmente mágica: "Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha. nem necromante. 1 -57. No miintln antigo. mas também inferior em força ao maior poder espiritual disponível. • nessa disputa. nem prognosticados nem agoureiro. na tentativa de prever acontecimentos fururos. os agentes humanos de Deus (Moisés e Arão) se opuseram aos "magos" do Egito. porém. a magia pode ser considerada uma forma ilegítima de suprir uma necessidade legitima — a necessidade humana quase universal de ter comunhão com um mundo que está além daquilo que limita a existência diária. boa parte do que podemos chamar de magia consistia em fórmulas e rituais para remover doenças e proteger contra influências malignas. 4. para obter informação dos mortos (1 Sm 28. e as narrativas que apresentam os heróis bíblicos José e Daniel como sendo superiores a seus oponentes pagãos na transmissão de conhecimento provindo do âmbito espiritual (Gn 41 . 2. Moisés e Arão serviam um Deus cujo objetivo último era livrar e salvar. o poder e os propósitos do Deus de Moisés e Arão saíram claramente vitoriosos. reputação.1 -49. No livro de Êxodo. numa competição entre o poder do Deus de Israel e a mágica dos feiticeiros egípcios (Êx 7— 9). dois aspectos que aparecem no contexto desta história são esclarecedores: • enquanto os mágicosegípciosestavam a serviço de um regime que oprimia o povo de Deus. que relata como o Deus de Israel libertou o seu povo escolhido da escravi- dão no Egito. Por exemplo. existe.

• V. provavelmente.6. • V.20-27. . Compare com a ação de Absalão em 2Sm 16. Durante dois anos a nação ficou dividida. a mancha do assassinato pennaneceu com ele por toda sua vida ( l R s 2. nunca lhe faltava. levaria a nação consigo. 13 O açude armazenava'a preciosa água da chuva. • Filhos d e Z e r u i a (18) Veja I S m 26. Rispa aparece novamente no cap.22-28. 2 S m 3: A b n e r f a z u m a c o r d o com Davi. 9 A razão pela qual Deus tirou o trono de Saul fica clara em I S m 13. e um desses pode ter sido aquele e m que ficou exposta a armadura d e Saul. ííuínas d e templos foram encontradas em escavações arqueológicas.. • A p o n t a d a lança (23) Abner não tinha a intenção de matar Asael. diga-se de passagem.5). Além do mais." • V. Davi tomou a frente no luto nacional pela morte de Abner. • C a b e ç a d e cão para J u d á (8. práticas homossexuais eram proibidas em Israel ( L v 18. j a m a i s será u n g i d o c o m óleo (21 ) Os escudos eram de couro.266 Saul e Jonatas foram monos pelos filisteus nos montes de Gilboa ( a o f u n d o . Apesar da declaração pública de inocência.13). a vingança de Joabe Isbosete não era em nada parecido com o seu pai. 15. Escavações revelaram uma cavidade de 11. • Minha esposa Mical. H e b r o m foi a capital d e D a v i antes de ele conquistar J e r u s a l é m . Mas a ponta de sua lança era tão afiada que podia ficar cravada | no chão.. o óleo impedia que secassem e rachassem. 2 6 Essa era uma amizade singular que Davi valorizava mais que o amor de mulheres. na foto ao l a d o ) . Sc transferisse seu apoio a Davi. na foto). o que. Seus corpos foram trazidos para Bete-Seã (em primeiro plano. Sabemos que Jonatas tinha um filho (cap. Diante disso. e na seqüência houve guerra civil generalizada. "um daqueles miseráveis partidários de Davi. sobrinho de Davi e comandante de seu exercito. . Saul havia entregue a esposa de Davi a outro homem. • O Livro d o J u s t o (18) Uma antologia que se perdeu (veja Js 10. 21. . ( 1 4 ) Veja I S m 18.3 m de largura por 10. As outras dez tribos seguiram a liderança de Abner. incluía a tribo de Simeão) aclamou Davi como rei. • D ã a Berseba (10) O país inteiro. e o golpe foi fatal. • O e s c u d o . 9) apesar de não haver menção de que tivesse esposa. A morte de Abner foi vantajosa para Davi.6 m de profundidade. Abner mata Asael Apenas a tribo de Judá (que nesta época. e perdurados nas muralhas. • A planície (29) O vale cio rio Jordão. Quem de fato mandava era Abner. a ação de Abner equivalia a uma reivindicação do trono. 4) seria a de Isbosete: ambas enfraqueceram o apoio à família de Saul. assim como mais tarde (cap. A s armas d e Saul foram colocadas num dos templos. As palavras não sugerem mais que amizade. e juraram fidelidade a Isbosete. comandante do exército de Saul.13-14. ARA) Isto é.22). Esta vista aérea mostra o "túmulo de Abraão". • Teve Saul u m a c o n c u b i n a (7) Normalmente o harém do rei passava para seu herdeiro. A história de Israel • No terceiro d i a (2) A distância entre Gilboa e Ziclague era de 160 km. A tentativa de resolver a questão com um combate entre dois grupos representativos em Gibeão (14) terminou sem resultado definido. filho de Saul. Mas ele não contava com o ódio implacável de Joabe. de Norte a Sul.20-23. 2 S m 2: G u e r r a c i v i l .

H).i cidade. por Abner (2Sm 3. Ela ficou O s soldados dc Davi chegaram à cidadela de lenisaléni através . Isbosete foi sepultado com honras e os dois assassinos foram executados e humilhados em público.2). 29 Um fluxo ("gonorréia") desqualificava o homem para o serviço religioso. fato este reconhecido por Saul (ISm 24. podia funcionar como pólo unificador das 12 tribos. tinha uma história notável desde a época de Abraão e.:rii<-.ilógica d e D a v i 267 Boaz CO Rute l! Jessé Eliabe Abinadabe Siméia Natanael Radai Ozém DaviOÄL Zeruia Abigail Abiqail Ainoà Maaca Hagite Adonias Fniá L Bate-Seba (viúva delirias! y l a Qui eabe <? Daniel) Itreão Sefatias Abisai Joabe Asael Amnom Absalão Tamar I Salomão (+ Î outros filhos) • V. 2Sm 4: I s b o s e t e é a s s a s s i n a d o Mais uma vez (veja 1.21). Sua localização era central. Mas eles subestimaram Davi. Os jebuseus tinham motivo para se vangloriarem de que sua fortaleza podia ser defendida por uma guarnição de cegos c aleijados (6). Jerusalém era uma escolha excelente para a capital. " Q u e se apoie em muleta" (ARA) representa um texto hebraico que pode ser traduzido tamlxím por "que é capaz de fazer somente trabalho de mulher" (NTI.18-20).8). Embora parte de Jerusalém tivesse sido destinada à tribo de Judá por ocasião da conquista ( J z 1. a fortaleza como tal jamais havia sido tomada ( J s 15.1-16) os partidários de Davi foram completamente incapazes de entender sua atitude com relação a Saul c a família real.63. não estava ligada a nenhuma tribo cm particular. J z 1. por toda a nação (5.1 e 2Samuel \ r v o r f . em função disso. 2Sm 5: D a v i r e i n a e m J e r u s a l é m Veja também 1 Cr 11.1-9. finalmente. 14. uni ninei que levava água di' unia fome externa para dentro d. Deus lhe dera direito ao trono. I.9-10) c. . O autor deixa claro que Davi não era usurpador.

construirá (12-13) Salomão construiu ( l R s 5—7). Mas a frustração de Davi foi seguida por uma promessa que foi muito alem de tudo que ele poderia pedir. que duraria "para sempre" (16). .6). .32-33). 2 S m 8: D i v e r s a s v i t ó r i a s d e D a v i Veja também l C r 18. o que torna difícil de entender o que aconteceu aqui. Depois que os filisteus devolveram a arca ( I S m 4—6). . . • U m dos seus f i l h o s . Jerusalem! denota Israel ¿ ¿ . ajuntou o material. . 18-29).4). segurou a arca (6) A arca era sagrada e nem os levitas podiam tocá-la. • Sião (7) Mais tarde. Davi estivera em paz com os moabitas ( I S m 22. inclusive música e adoração ( l C r 28. mas não condenada. H i r ã o reinou de 979 a 945 a. Apenas Mical ficou ornando de longe. . Jerusalém / .fc<laanaim Gibeão \ B '3s Raba . Na tentativa seguinte. Davi podia não ter autorização para construir uma casa para Deus. 400 anos depois. Mais tarde. 7 (veja 7. seu pai. ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó. a promessa se cumpriu. Este capítulo antedata os acontecimentos do cap.1). o Senhor. Deus não permitiu que Davi realizasse seu sonho de construir o Templo: isto seria tarefa de seu filho. levando-o a responder com uma notável oração de louv o r e agradecimento (vs. Ele nasceu na cidade natal de D a v i . • Milo (9) Parte das fortificações. fria e insensível à presença de Deus. Davi assumiu a culpa por não seguir as instruções de Moisés ( l C r 15. Esse acontecimento foi celebrado com toda a exuberância do culto dos hebreus.2-5). um homem de paz c não um guerreiro ( l C r 22.268 A história de Israel em poder do reino de Jndá até ser destruída. O anjo disse a Maria: "Deus. • Hirão. ~ . lhe dará o trono de Davi. rei de T i r o (11) Contemporâneo de Davi e Salomão ( l R s 5 ) .11-21. Isto explica o castigo severo. Até o rei dançou de alegria. • U z á . e era " d a casa e família de Davi" (Lc 2. no território de Judá. • V . mas Deus construiria uma casa para ele. embora não fique claro como Davi perguntava e como Deus respondia. Hela Confronto com Israel 1 ^ . 15—16. uma dinastia. mas Davi contribuiu em muito: fez os planos. sugeriu-se a possibilidade de que os moabitas mataram os pais de Davi. e o seu reinado não terá fim" (Lc 1. N T L H traduz p o r "o aterro que ficava no lado leste da cidade". As conseqüências para a vida familiar falam por si mesmas. E quando Cristo veio. Belém. 23 Este versículo parece indicar u m rompimento no relacionamento.. • V. 2 S m 6: A a r c a é l e v a d a p a r a Jerusalém Veja também l C r 13. 2Sm 7 : A aliança de Deus c o m Davi Veja também l C r 17. O reinado de H i r ã o foi um período áureo de expansão política e prosperidade comercial. 17-19 Consultar a Deus parece ter sido algo bem natural na vida de Davi (veja 2. com o florescimento das artes e dos ofícios. . Agora Davi a trouxe para sua nova capital. //" • / ^ MOABITAS Henrorri EDOMITAS AMAtEQUITAS Campanhas contra i osedomitas .1).2-15). organizou e delegou tarefas relacionadas com o Templo. 13 A poligamia de Davi e Salomão é registrada. 2 Antes disso. 22. As g u e r r a s de Davi veja l C r 13. Conseqüentemente.C.3-4).-. Sobre esta promessa se baseia a esperança que reaparece no restante do AT: a esperança de um Messias.¿ '-y -\ t . Sião tornou-se sinônimo de Jerusalém. aproximadamente. O porto de T i r o era a capital do reino fenício. por Nabucodonosor. • V . os levitas carregaram a arca pelos cabos.7-10). ou seja. Os artesãos de H i r ã o ajudaram a construir o Templo. ela ficou em Quiriate-Jearim (Baalá. não houve neto de Saul por intermédio de Mical que pudesse reivindicar o trono real. • Vs.

Muitas vezes somos atraídos a ele por suas lágrimas. alguém que sabia esperar o seu próprio futuro. 2 S m 9: A b o n d a d e d e D a v i p a r a c o m o filho aleijado de Jonatas Os acontecimentos narrados no cap. desconhecidas por sua família. foram reconhecidas por Deus e reveladas ao profeta Samuel. Mas. na Síria. no final. Mical. é possível detectar diversas correntes: • o surgimento da monarquia diante da pressão dos filisteus. Israel eJudá. Mas as intenções de Davi eram as melhores. • V. O rei D a v i Os anos de declínio do reinado de Saul trouxeram o caos a Israel. peletitas (18) Mercenários filisteus. 21 podem ter ocorrido antes d o que é relatado neste capítulo. porque era o rei ungido por Deus. • Filhos de Davi eram sacerdotes (18) Embora não fosse de família sacerdotal. ao norte de Damasco. e seu lamento por Saul e Jonatas é um dos grandes poemas do AT. Davi até se arriscou a viver entre os odiosos filisteus. As qualidades de Davi. a filha do rei. Juventude No início. Quando Saul e Jonatas morreram em Gilboa. Por baixo da superfície do relato bíblico. e casou com •vi era um jovem pastor de ovelhas que cuidava is rebanhos de seu pai nos arredores de Belém. mentindo sobre sua participação nos incidentes. • a rivalidade entre os dois reinos. Ele devolveu a Davi David Barton Davi foi o segundo rei de Israel. 17 Foi Zadoque quem ungiu Salomão (lRs 1). 26 mostra a lealdade de Davi a seu rei e sogro. Durante algum tempo. Não deixa de ser irônico que foi um amalequita quem trouxe a notícia a Davi. ganhando batalhas contra os filisteus e tocando a harpa para acalmar o humor cada vez mais azedo do rei. vivendo na caverna de Adulão. somos informados sobre a unção secreta do futuro rei. 6 ) . o próprio Davi era um tipo de rei-sacerdote (veja cap. embora Saul tentasse matá-lo. A vida pública de Davi começou quando ele enfrentou o herói filisteu. • o estabelecimento de Jerusalém e da dinastia de Davi. Isto dava duas razões para matar o mensageiro. "por causa de Jonatas" (veja I S m 20. Mas a tristeza de Davi foi instantânea e genuína.18). não há de que a convocação do rei amedrontou Meíibosete. • Vale do Sal ( 1 3 ) Provavelmente a região desabitada do grande vale que fica ao sul do mar Mono.1 e 2Samuel 269 • V. Um dia Davi também precisaria deste mesmo respeito. 9 Hamate é A m ã . Ele se tornou grande amigo de Jonatas. Quando . Mas fazia parte da grandeza do caráter de Davi que. A coragem impulsiva e a confiança em Deus que ele demonstrou neste episódio seriam uma constante em sua vida. Revela. Golias. Tudo isto é unido numa narrativa extensa e maravilhosamente trabalhada.42). Davi estava acertando as contas com os amalequitas em Ziclague. um rei de Jerusalém que viveu muito tempo antes de Davi ( G n 14. da qual Davi emerge como personagem vivo. Neste caso. O jogo de gato e rato que aparece em ISm 24. o filho de Saul. • Queretitas. T e m p o s Difíceis Seguiu-se um período de dificuldades. ele não reagiu com ódio. Ele não devia fazer nada contra Saul. Valente. a exemplo de Melquisedeque. atraente e talentoso. lando foi escolhido para ser rei. a inveja de Saul tornou impossível a sua permanência no palácio e ele passou a ser um fora-da-lei em sua própria terra. igualmente... o jovem Davi passou a ter livre acesso à corte de Saul.

• Rabá (8. Davi foi aclamado rei. se voltou a Deus em oração. e depois casou com Bate-Seba. 16-18 pode ser aquela mencionada em 8. diante da repreensão do profeta Nata. Davi começou a agir como um tirano.270 A história de Israel Quem provocou . ele admitiu seu duplo pecado. Em vez disso.3-8. A campanha descrita nos v s . NTLH) Atualmente Amã. mas estar na corte significava um aumento nos gastos. • V . 10 Isto parece contraditório. localizado entre as duas metades do seu reino. ele era o rei apenas da pequena tribo de Judá. maravilhado ante a extraordinária autoridade que havia adquirido. na região onde D a v i ficou f o r a g i d o . • Lo-Debar (4) No nono de Gileade. para expressar a sua profunda gratidão. 0 que redimiu Davi nesse episódio foi que. no Sul. 2 S m 10: D a v i v e n c e a a l i a n ç a s i r o amonita Veja também I C r 19. a sua dinastia. Mas de agora em diante a história passou a ser bem diferente do que havia sido antes. Após seu adultério. Somente mais tarde ele se tornaria rei de Israel. ele se assegurou de que Jerusalém se tornaria tanto um centro religioso quanto político.i guerra foi Ha num. perto de Jabes. Mas sem dúvida nações vizinhas olhavam com suspeita e tinham medo do poderoso rei de Israel. Não . Davi. Deus estabeleceria a "casa" de Davi. Ao levar a arca da aliança para Jerusalém.G e d i . Numa ação política astuta. Mefibosete as terras que eram da família de Saul (7) e tratou o jovem como se fosse seu próprio filho (11). Agora ele podia ser imparcial. Esta vitória representa outra significativa ampliação do reino e do poder de Davi sobre as nações vizinhas. importante para poder se tornar um poder independente. capital da Jordânia. Em meio à guerra. a i n d a é c h a m a d a ele "cáscala de Davi". Ele viu Bate-Seba de longe e teve o desejo de possuí-la. ai dar um tratamento vergonhoso aos mensageiros de Davi. que estava nas mãos dos jebuseus. mesmo recebendo as refeições. isto é. e fez dela a sua capital. Seu próprio palácio refletia seu novo poder. ele fez um plano para que o marido dela fosse morto na batalha. o profeta Nata não o permitiu. Davi tomou a cidade de Jerusalém. Mas quando quis construir um templo para abrigar a arca. A bela cachoeira e m F n .

Dali. ele nunca vacilou. mais importante do que o seu trono. que conseguiu trazer unidade política e religiosa a um grupo de tribos tão diferentes entre si. Herói c o m os seus defeitos Como seria de esperar. Davi estava chorando. Mas mesmo havendo perdão. De agora em diante ele começaria a colher frutos amargos. 2 ) . O hábil estadista. Pois. quando o clima j á era mais agradável. podia o l h a r para baixo e v e r o que se passava nas redondezas. Então. Aquilo que havia o que desculpar. À sua volta a corte conspira. " o S E N H O R não gostou do que Davi tinha leito. apesar de ser um herói com os seus defeitos. lembrando-nos do poeta Davi. entre elas a que tinha com Joabe. o assassino de Absalão. Parte do enredo destes capítulos tem a ver com o caráter ambíguo de Joabe. fugindo de seu filho. Talvez seja por isso que suas lágrimas nos tocam tão profundamente. Passando por situações de pecado. Veja também IO 11—29. quando Absalão foi morto. MOMENTOS MARCANTES A unção — 1Sm 16 Davi e Golias — Í S m 17 O Lamento por Saul — 2 S m 1 A promessa de Deus — 2Sm 7 Bate-Seba — 2 S m 11—12 A rebelião de Absalão — 2 S m 15—18 Salomão é o sucessor e a morte de Davi — 1 Rs 1—2 . seu sucessor. Na cena final. Percebemos sua ansiedade enquanto aguardava notícias do campo de batalha e se esforçava por descobrir a verdade na linguagem complicada daquele mensageiro. o rei morreu de velhice. Absalão!" — revelam que a família era. Parte do poder da história de Davi reside no fato de que elà é contada. Davi se impôs uma última vez. Colheita a m a r g a Davi se arrependeu. desta vez sozinho. Porém. Davi ficou outra vez arrasado em sua angústia. Depois da sesta. e lhe estendeu o perdão." ( É significativo que o C r o n i s t a não faz qualquer referência a esse episódio. Por isso Deus permaneceu ao lado dele. Depois disso. O ciclo estava completo.) • Joabe (1) Davi não havia feito nada contra Joabe pelo assassinato de Abner (cap. Ele convocou Salomão e fez com que fosse ungido rei em público. A disputa familiar se transformou em guerra civil. e Bate-Seba deu à luz Salomão. para ele. Agora elementos dissonantes. e que a sua vitória se havia tornado em terrível perda. o salmo do pastor. com todos os seus A história de Davi está em 1Sm 16— 1Rs 2. não há como evitar as conseqüências do seu erro. mas naquela primavera o rei decidiu não acompanhar as suas tropas. e nos tristes versículos seguintes vemos novamente a grandeza daquele homem. O fio condutor que dá unidade a essa narrativa é a confiança que Davi tinha em Deus. como um verdadeiro patriarca. filho mimado de Davi. meu filho. meu filho aconteceu depois — adultério e assassinato — foi um divisor de águas na vida de D a v i . No entanto. Nunca se sabe ao certo se o que ele faz deriva de uma lealdade cega ou de ambição pessoal. e do Davi que tinha o desejo de construir o templo. os últimos capítulos de 2Samuel são uma espécie de alívio. É uma história marcada por tramas e sub-tramas complexas. Dele vieram idéias que ainda estão conosco. Os títulos de muitos dos salmos fazem a conexão entre os mesmos e Davi: o mais famoso de todos é o SI 23. no pátio interno de uma casa próxima ao palácio a deslumbrante Bate-Seba fazia o ritual mensal de purificação após a menstruação. poucas palavras de profunda tristeza — "Meu filho Absalão. não conseguiu estabelecer a paz e a ordem em sua própria família. 2Sm 13—18 registra a conspiração e rebelião de Absalão. Enquanto subia o monte das Oliveiras. Davi vive no paradoxo de pecado perdoado e um mundo de sofrimentos. em seu relato da vida de Davi. em 1Rs 1. Daquele momento em diante ele só colheria os frutos amargos do seu pecado. por mais fraco que estivesse. acertou algumas contas. apesar do calor da bela Abisague. Mas a valentia irresistível e a confiança do jovem Davi se perderam para sempre. em sua própria cama. notando que o rei está às portas da morte. Davi está velho. Davi estava passeando no terraço do palácio. incapaz de se manter aquecido.S e b a 0 exército de D a v i guerreava os amonitas. Embora tudo parecesse correr de acordo com o planejado ( 2 7 ) . braço direito de Davi. Além disso. crime e arrependimento. sem juízos de valor. agora precisou ouvir que a sua tristeza era um insulto para os soldados que lhe haviam dado a vitória e o tinham salvado da morte certa. O grande comandante cuja principal preocupação sempre fora seus soldados.1 e 2Samuel 271 2Sm 11: D a v i c o m e t e a d u l t é r i o com B a t e . e Davi corria risco de vida. Pois. Davi aparece ao lado de Abraão e Moisés como um dos grandes arquitetos de Israel. do comandante Davi.

D a v i . 24). 24) nasceu um menino (Salomão). Isbaal tornou-se Isbosete. O relacionamento entre os dois havia sofrido danos consideráveis. • V s . o heteu (3) Urias integrava a guarda pessoal de Davi (23. mas Davi foi castigado. • Urias. • U m talento d e o u r o (30) Aquela coroa pesava mais de 30 kg (veja N T L H ) . pelo valor que isso tem em si e / o u para explicar o ódio. em G n 34. Joabe deixou tudo preparado para que Davi chegasse e.39). indo diretamente ao censo j do cap. 2 S m 12: A h i s t ó r i a a c u s a d o r a de Natã Urias foi morto na guerra. Neste caso.11. ate que Natã chegou. 2 5 Supostamente Deus encarregou o profeta de dar u m nome ao menino para que Davi tivesse a certeza de que este filho não morreria. Absalão apossou-se do harém de seu pai (2Sm 16. Mas é possível que eleja suspeitasse do ocorrido. vivendo em tendas. Durante todo esse tempo o exército de Davi estava em guerra contra os amonitas. • V s . Amnom não estava pensando em casamento. e ele não teria sido morto. durante a sua revolta. E. o autor nos permite ver a agonia de Tamar. ( O relato do Cronista omite o estupro e a revolta de Absalão. • V. Desta vez o apelo foi para que o rei anulasse o dever do parente mais próximo de vingar seu parente assassinado. Assim. • Gesur (37) Absalão foi para a terra natal de sua mãe (2Sm 3. conforme Lv 18. por meio de uma história bem simples com uma crítica final. Ela também não foi rejeitada. Davi casou com Bate-Seba. O que ela tem a dizer é ouvido claramente. 11 O exército estava em guerra. por que não fazê-lo il no caso do seu próprio herdeiro? Joabe conseguiu o que queria e Absalão voltou do exílio. não tomou nenhuma atitude. precisassem de autorização especial). pois da tristeza e do consolo (v. que significa 'Vergonha". A "impossibilidade" do v. O poderoso rei mostra ser um pai (veja l R s 1. Estava longe de casa. praticado por A m n o m .9). 26 Seria essa cabeleira que acabaria | provocando a morte de Absalão (2Sm 18. A história do estupro de D i n á . tomasse a cidade de Rabá/Amã (26-31). Então. 2 S m 13: E s t u p r o n a f a m í l i a do rei Davi A o ficar sabendo do estupro de sua filha Tamar. (Veja também I C r 20. à frente de suas tropas.272 A história de Israel Joabe teria que provocar a morte de Urias por ordem do rei. Mas este não foi o fim do relacionamento com Bate-Seba.20 Discernir entre o bem e o mal pode ser equivalente a conhecer todas as coisas (compare G n 3. porem. Meribaal. Mas dois longos e frustrantes anos se passaram até que fosse admitidoà presença de seu pai. embora furioso. E ainda não havia uma clara doutrina da ressurreição que pudesse confortálo naquele momento de dor. Jerubaal tornou-se Jerubesete.1. 12). . "Baal" era um nome pagão que os escribas mais tarde substituíram pela palavra "bosete" o u "besete". 10-11 A profecia se cumpriu.22). Ele estava disposto a passar por cima da lei no caso de um dos seus súditos.3). Três dos filhos de Davi foram assassinados. A historinha contada pelo profeta pegou Davi desprevenido e repentinamente Davi se viu como Deus o via. e. a vingança e futura revolta de Absalão contra o seu pai. participando da guerra promovida pelo rei. mas o fez com pleito judicial inventado. • V.6). logo. e assim por diante. a criança morreu. Se Davi tivesse agido. a quem "Deus amou" (24-25).) • P a g a r quatro vezes (6) Veja Êx 22.5). Se Urias tivesse sido um homem menos escrupuloso. Mcíibosete. • V. e a regra era que os homens se abstivessem de relações sexuais. Neste caso. que era meioirmão da moça. Tudo parecia ter acabado bem. • V. 17. aquele sórdido episódio foi trazido às claras. 13 Tamar pensava na possibilidade de um casamento (embora. e logo nasceu um filho. Deus o perdoou. o filho poderia ter sido considerado dele. teria ido para casa dormir com Bate-Seba. talvez tivesse impedido tanto o assassinato quanto a revolta posterior. 2 S m 14: D a v i a b r e as p o r t a s para Absalão J o a b e venceu a resistência d o rei assim como Natã fizera (cap. E esta foi uma experiência humilhante para aquele rei (veja SI 51). 0 peso de duzentos siclos ( A R A ) equivale a mais j de 2 kg ( N T L H ) .1-3. dois pelos seus próprios irmãos. A mensagem para Davi era óbvia. não revela como ela se sentiu em meio a tudo aquilo. 2 diz respeito à cuidadosa reclusão de Tamar. • Jerubesete (21) O mesmo que Jerubaal/ Gideão ( J z 9). queria apenas satisfazer seu I desejo. apesar da oração angustiada de Davi.

o agente de Davi. • Porta (2) Ali era feitos os negócios c resolvidas as questões legais (veja Rt 4. ou uma crise de consciência/ confiança por parte de Davi? • V. • Hebrom (7) A antiga capital de Davi. Nenhum rei perdoaria tamanho insul- A rebelião de Absalão 2 S m 18. Simei (5-8) via com sádico prazer a queda do homem que havia roubado o trono de sua família. e ganhar tempo.31). Mefibosete mais tarde negou as acusações feitas contra ele (2Sm 19.30 Jesus. cujo conselho perspicaz poderia dar a vitória a Absalão. 14b O autor indica a mensagem.1 e 2Samuel to público.39-46). assim. o filho de Abigail morreu. A caminho do Jordão. 0 rei foi pego de surpresa. Joabe era primo dele. quando Raabc salvou os dois espias. Durante quatro anos Absalão arquitetou seu plano (1-6). e. As ordens de Joabe eram no sentido de poupar o filho de Davi. então. o u . a morte do rei. • V . 20-23 dão um exemplo da estratégia política de Aitofel. Mas Husai ganhou tempo para Davi com um plano que apelava à vaidade de Absalão (11-13). 1 5 . 2Sm 1 6 .8: O r e i s a i v i t o r i o s o D a v i derrotou Absalão e aquela foi uma vitória que Deus lhe deu (18.1 4 : A u x í l i o p a r a o r e i —e uma maldição 0 obsequioso Ziba (1-4) claramente tinha em vista os seus próprios interesses. ele estava no seu pior momento. A advertência deu ao rei tempo suficiente para escapar e ser recebido.24-30). • Vs. • Amasa (25) Sua mãe Abigail era meia-irmã de Davi. finalmente. Os vs. Absalão era o próximo na linha de sucessão ao trono.1—19. ele deixou Jerusalém. Q u a n d o o plano se tornou público (7-12). conseguiu convencer Absalão de sua lealdade. poderia . Mas organizou uma rede de espionagem. Entrementes. E Husai foi enviado de volta para enganar Aitofel. o desafio que isso representou para Davi foi extremamente sério. no território de J u d á . fugindo do seu próprio filho como fugira de Saul. a leste do Jordão. • Aitofel (31) Avô de Bate-Seba. o que explica seu suicídio (23). 273 2Sm 15: O r e i f o g e d e J e r u s a l é m Amnom havia sido assassinado. Aitofel teve a perspicácia de perceber quais seriam as prováveis conseqüências. A o tomar posse do harém de Davi. com isso. 25-26 Isto era apenas submissão à vontade de Deus.1-12). 2 S m 17: O s u i c í d i o d e A i t o f e l O conselho de Aitofel era agir com rapidez e atacar somente o rei D a v i . Jonatas e Aimaás (que estavam levando informações para Davi) escaparam de serem descobertos pela ação protetora de uma mulher (17-20). Mas o herdeiro escolhido p o r Davi era Salomão. tudo aconteceu como Natã havia previsto (2Sm 12. A vontade de Deus se concretiza por meio de seres humanos até nos detalhes: Davi seria restaurado. uma guerra civil. passaria sua noite de angústia no monte das Oliveiras (Lc 22. num episódio que lembra Js 2.11-12). traído como Davi. 1 . o mais sábio dos conselheiros de Davi. H u s a i . Absalão convenceria seus seguidores de que a reconciliação com seu pai era impossível. O que aconteceria em seguida dependia de Deus.28. mas ele era inteligente o suficiente para saber que apenas a morte do pretendente ao trono. Davi jamais se sentira tão desprezível (9-14). evitando. com uma boa refeição que foi servida para ele e as pessoas que com ele estavam. 2Sm 1 6 . na região de Gileade. Para salvar a cidade. Assim. lentamente ganhando a simpatia do povo.2 3 : A b s a l ã o t e m relações c o m a s c o n c u b i n a s de D a v i De volta a Jerusalém (15-19). • Maanaim (27) Um cidade da tribo de Gadc.

274 A história de Israel resolver a questão. 4. 2. Davi não esqueceu nem perdoou (veja l R s 2. algumas pessoas estavam ansiosas em conquistar seu favor (Simei 16-22. 20 e dividiria o reino após a morte de Salomão. O rei naturalmente teria suposto (como fez em 27) que o filho d o sacerdote traria boas notícias. e seu próprio sobrinho) no lugai de Joabe causou mais problemas (41-43. Mefibosetc. 3 Estas eram as concubinas que Absalão havia tomado para si. tantas assim (14-22). 20).10) cegaram o rei para o efeito da sua conduta sobre o povo.5-6). As palavras duras de Joabe o trouxeram de volta à realidade e o salvaram do desastre político.9-43: O r e s c a l d o da revolta A tribo de Judá havia ficado do lado de Absalão.17) U m montão de pedras indicava o lúmulo de um criminoso.19-32) Joabe escolher o escravo sudanes/etíope para levar as más notícias. que foi pelo vale do Jordão.27. A tentativa de Davi de conquistá-lo de volta. com a mesma rapidez que havia demonstrado ao matar Abner.23 Embora Davi tenha usado de misericórdia com Simei nesta ocasião. estendendose paia baixo. Joabe também poderá estar pensando no destino dos mensageiros anteriores (1.26) se enroscasse no carvalho e o tornasse uma vítima indefesa. • Adonirão (24) Numa posição na qual se tem poucos amigos. acabou chegando antes do escravo etíope (23). veja 16.18) Isto parece contradizer 14. V s . • V. Joabe matou Amasa (membro dc sua própria família). Jerusalém: a cidade de Davi 0 povoamento originai fitava no (Imo do mente.-:á-eãíolempionr. ele foi apedrejado até a morte no reinado do filho de Salomão. 24-30. e a nomeação de Amasa (comandante do exército de Absalão. O beijo e o golpe de espada lembram a traição de Judas. guando Deus lhe pediu que sacrllicasse seu ptóprto fího Hoje. idade Velha í x t e n s » posterior Ja c dace e li.. no final das contas. o local é ocupado por uma mesquita. 2Sm 18. 2 S m 20: A r e v o l t a l i d e r a d a por Seba Apesar da afirmação no v. • Pilha d e p e d r a s (18. o templo W erguido naquele local Segundo a uidifâo. na «tire • (So da fome de Giom A ""pataúrma" no a::o do monte eia um lugar fácil de ser defendido e. cap. as pessoas que apoiaram Seba ativamente nesta rebelião não eram.33—19. 40-43: a disputa entre os homens de Judá e as dez tribos causou uma divisão que aumentaria no cap. que apatete na loto abaixo (que é uma vista dc sudoeste). pela perda do comando.13) Foi irônico que o belo cabelo do j o v e m (14.. Mas o caminho em linha reta que passava pelas colinas acabou sendo o caminho mais longo. Agora que o rei havia retomado o poder.1-4. • V.5-14. sobre Simei e Barzilai. mais tarde ele mandaria Salomão matá-lo ( l R s 2. Mutoatual da . Davi não perdoou Joabe pela morte de Absalão (veja 19.11-16. veja 16.8: grande tristeza e remorso (veja 12.dodeSabmác ausate A/C . Eles morreram ainda jovens? • Aimaás e o etíope (18. e Aimaás. • N e n h u m f i l h o (18. quando sua própria posição estava ameaçada.9-12). Em ambos os casos sua traição foi um infame. A conseqüência para elas foi terrível. Davi estava na verdade castigando a lealdade e recompensando a rebelião. mais tarde.8-9). Tn. ali Abraio foi testado em sua lé. 2 S m 19. veja também lRs 2).

l í d e r dos mercenários filisteus). K. líder d o g r u p o chamado " O s T r i n t a " . 23-26 Impressiona o reduzido número de oficiais o u ministros de Davi. Em outras palavras. O texto parece ter problemas.18—22.29-32). 0 relato dos vs. Belém e r a a cidade natal de D a v i ) . Saul aparentemente havia desrespeitado esse pacto (embora isso não seja mencionado em outro lugar). apesar d o que algumas traduções sugerem. Outra possibilidade é que um novo herói havia tomado o nome daquele que foi morto por Davi. deixando Davi livre para agir. • V . Isso contrasta com o grande número de oficiais de Salomão ( l R s 4 ) . • V. 21-25 contrastam com um conhecimento mais aprofundado de si mesmo que Davi passou a ter a partir d o episódio de Bate-Seba e Urias e que ele expressou no SI 51.17-25.3-27.10). Asael. 2Sm 2 2 : O h i n o d e v i t ó r i a de D a v i Este cântico é praticamente idêntico ao SI 18. matou o irmão de Golias". . e da maldição. G n 22. A história do pacto de Israel com os gibeonitas é contada em Js 9. texto hebraico não d i z se aqueles homens foram enforcados. T a l v e z porque indicaria confiança nos n ú m e r o s . foi "um homem segundo o coração de Deus".1. um final adequado para a vida d o rei que. Urias) foram substituídos por outros. apesar de todas as suas falhas. 2 S m 24: O c e n s o e a p r a g a Veja também l C r 21. Os vs. O g r u p o provavelmente foi formad o e m Ziclague. 9). Seus pensamentos estão centrados naquilo que constitui um bom rei. perto d o local onde Abraão esteve prestes a oferecer Isaque em sacrifício (2Cr 3. filho de Jaaré-Oregim.5.] e 2Samuel > Vs.2). o que concorda com l C r 20. Mais de 30 nomes são citados. explicitamente mencionada em l C r 21.. 2Sm 21—24 Acontecimentos durante o reinado de Davi 2Sm 2 1 : O s g i b e o n i t a s são v i n g a d o s 0 que é relato nos vs. e Benaia ou Benaías.. 2 S m 23. Harrison sugere que se deve ler: "Elanã. Depois aparecem as façanhas de dois líderes (Abisai. Vs. matou Golias (19) Isto parece conflitar com I S m 17. • Elanã. O Templo foi construído sobre aquela eira ou terreno de malhar cereais. O Cronista ( l C r 21. A chegada da chuva trouxe o fim da fome. > Merabe (8) A filha de Saul que havia sido prometida a Davi como esposa.1. de Belém.17-25 (13-17. e ajudou Davi a conquistar o trono ( l C r 12. • Para que abençoem (3) Removendo assim a maldição que trouxera a fome. R. e pode ser comparado com o cântico de Moisés em Dt 32. N ã o se sabe ao certo o que havia de errado com a realização d o censo. Aquela era uma monarquia sem burocracia. 15-22 pertence ao período dos acontecimentos narrados em 2Sm 5. menciona Satanás como instigador. 16 Em vários momentos os escritores do AT afirmam que Deus se arrependeu ou resolveu não mais fazer determinada coisa (geralmente para adotar um procedimento mais misericordioso). 6 O. 2 S m 23. na sua posição diante de Deus e na dinastia prometida. e os que h a v i a m sido mortos ( p o r exemplo.1). não era necessário explicar a tremenda importância da aquisição de Davi. > Pano de saco grosseiro para fazer um abrigo (10) Rispa deve ter ficado ali por cerca de seis meses. 8-25: Para os primeiros leitores.1-7: A s ú l t i m a s p a l a v r a s de Davi Estas podem ser as últimas palavras que o "cantor dos salmos de Israel" escreveu em forma de poesia (veja 1 Rs 2 para suas últimas ordens a Salomão).1. Ele pertence ao período das primeiras grandes vitórias de Davi. 11. seguidos de uma lista de soldados famosos. 1-14 provavelmente aconteceu antes de Mefibosete ser recebido na corte real (cap. talvez ciente d e que seus leitores n ã o e n t e n d e r i a m c o m o Deus p r i m e i r o incitou D a v i a fazer o censo e depois o castigou p o r fazê-lo.8-39: A g u a r d a e s p e c i a l de Davi Depois d o relato das façanhas d o g r u p o chamado " O s T r ê s " e m sua luta contra os filisteus (8-12) aparece u m i n c i d e n t e d a c a m p a n h a d e s c r i t a e m 5. e m lugar de confiança em Deus. apesar dos estreitos laços de parentesco com os moradores da cidade ( l C r 8.

dizem que o rei "não a conheceu". Adonias aparcnicmente era o herdeiro.31): registros oficiais da corte e coleções de histórias sobre os profetas. passando pela separação entre as tribos do Norte e do Sul que acabou dividindo o povo em dois reinos separados — Israel e Judá — até a queda de Samaria (722/1 a. Ele menciona várias das suas fontes (p. "não teve relações (sexuais) com ela" (Mim. um dos principais sacerdotes.C. IRs 1—2 Quem será o sucessor do rei Davi? G e z c r foi nua das cidades reconstruídas e tonificadas por Salomão. e o autor sabe muito bem qual o moral que ela transmite: Deus é o Senhor da história.C). e à ação mais rápida ainda do velho rei D a v i .41. O registro começa com um reino estável e unido sob a liderança firme de um rei e termina com o colapso total e a deportação em massa para a Babilônia. por volta de 550 a. após ter sido destruída pelos egípcios.1 E2REIS Reis (originalmente um livro. Ele escreveu seu registro como um único volume.9).C. 1 R s 1: A l u t a p e l o t r o n o O rei Davi já era idoso. O desastre político e econômico tomou conta de Israel e Judá como conseqüência direta do enfraquecimento da moral e da religiosidade da nação. Mas o trono fora prometido ao meio irmão dc Adonias Salomão (1. quando o Templo foi construído. O autor desta coleção de histórias é desconhecido. Um elemento importante nessa história é o surgimento dos profetas. mas não há fundamento real para isto. resultavam paz e prosperidade. 1RS3—1I O reinado de Salomão 1Rs 12—2RS 25 Reis de Israel e Judá Histórias mais conhecidas ou passagens principais OJempío (1 Rs 5—8) A rainha de Sabá (lRs 10) A divisão do reino (lRs 12—14) Elias (IRs 17—19) Eliseu (2Rs 2—8) Há alguns problemas envolvendo datas e cronologia. Os pilares de pedra faziam parte de um dos "ahos" da religião dos canancus. IRs 11.13. começando no ponto em que terminou 2Samuel e abrangendo os quatro séculos seguintes. Quando o povo e seus líderes o buscavam e obedeciam às suas leis. Assim. . 15. Ele tinha o apoio dc Joabe. comandante do exército. • V . ex. como Almeida Revista e Corrigida. 4 Versões mais antigas. Adonias foi posio de lado. Essas questões são discutidas em "Examinando a cronologia dos reis". Os pensamentos se voltavam para seu sucessor. para ser lido do começo ao fim. inicialmente como co-regente de Davi. ativamente envolvido nos assuntos humanos. que ficava perto de Nazaré. Salomão foi coroado rei. Ele provavelmente foi um profeta que viveu na Babilônia durante o exílio. e Abiatar. especialmente Elias e Eliseu. Diante da morte de seus três irmãos mais velhos.) e a destruição de Jerusalém (587 a. • A b i s a g u e (3) Ela era de Suném. não dois) dá continuidade à história de Israel. cuja tarefa era chamar o povo de volta para Deus. graças à astúcia do profeta Natã. É uma história sombria. As vezes é identificada com a heroína de Cântico dos Cânticos. e veja l C r 22. Isto significa que ele "não a possuiu" ( A R A ) . Grande parte do material tem paralelos em Crônicas. Essa história nos leva do final do reinado de Davi e do período áureo de Salomão. Resumo A história da nação desde o rei Salomão até o exílio.

ele recebeu mais do que pedira. Benaia. . Foi a escolha de um homem cujo coração era reto diante de Deus e. 1).28-34). o sonho de Jacó.1-12: M o r r e o r e i D a v i Vendo a morte chegar.8-10. mais tarde. • Anatote (26) Esta cidade ao noite de Jerusalém pertencia aos levitas. Depois de conselhos da mais alta importância (1-4) aparecem. outro desordeiro em potencial. a adoração de Deus nestes lugares foi contaminada por grosseiras práticas pagãs. Simei. localizados no alto dos montes) que passaram ao controle dos israelitas. Salomão ordenou que ele fosse morto. 19. Veja também o artigo "Egito".31-39. já que. • Pontas do altar (50) Saliências em forma de chifre que ficavam na parte superior.2429. 1 Rs 3—11 O reinado glorioso de Salomão l R s 3. o profeta Jeremias. lRs 2. veja 2Sm 15. 20. • A p a l a v r a . • O s o n h o (5) Na antiguidade acreditava-se que os sonhos tinham significado real e o A T registra vários sonhos nos quais Deus revela sua vontade (veja. G n 28. Salomão obedeceu às instruções de seu pai (veja 2. já havia reivindicado o trono anteriormente (cap. 1 A "Cidade de D a v i " era a fortaleza do monte Sião. Desta vez ele pagou caro pelo que poderia ter sido um pedido feito com leviandade.m e s a b e d o r i a " Veja também 2Cr 1. • A Tenda ( 3 9 ) O local onde era guardada a arca da aliança. sem qualquer transição.4) e Joabe sofreu a morte violenta que causara a outros. instruções derivadas da sabedoria mundana e de moralidade dúbia (5-9). 2 Os "altos" (ARA) eram os antigos santuários cananeus (geralmente.1-15: " D á . Abiatar foi despedido e expulso (embora pareça ter sido readmitido. quando Deus lhe apareceu num sonho oferecendo um presente que ele poderia escolher. • Queretitas e peletitas (38) Mercenários estrangeiros (filisteus). 4. Foi lá que nasceria. O incidente também mostra que o povo simples. os sonhos de José e o dom de interpretação dado por Deus). l R s 3. tinha acesso ao rei. • V. • V.27-36. Davi deu a Salomão as últimas instruções. Veja 2Sm 16. sobre a família d e Eli (27) Veja I S m 2. 2Sm 12.13-46: A o p o s i ç ã o é eliminada Adonias. a mensagem a Abraão em G n 20.27-29. . era necessário discernimento especial da natureza humana ("sabedoria de Deus". foi mantido em liberdade condicional em Jerusalém. Os valentes eram a guarda especial: 2Sm 23. 7-8 Zadoque e Abiatar. E seu reino desfrutaria de prosperidade econômica como nunca houvera antes. embora p o r razão justificável. Salomão não devia se sentir obrigado pela promessa que Davi havia feito. veja Lv 1—7. • Fonte de Rogel (9) Ficava na fronteira entre os territórios de Benjamim e Judá. 13 Essa promessa não está registrada em nenhum outro lugar.16-23. inclusive duas prostitutas. A desonra de Abiatar deixou uma sensação duradoura de vergonha. • Barzilai (7) Veja 2Sm 17. assim. • H o l o c a u s t o s (4) Para sacrifícios em geral. N u m a situação em que se tinha a palavra de uma mulher contra a palavra de outra. no Oriente. 2Sm 16). mas nem sempre. Salomão estava oferecendo sacrifícios em Gibeão. no vale do Cedrom. cidade que ficava 10 km a noroeste de Jerusalém. por exemplo. Em pouco tempo. Natã. Ele pediu sabedoria para governar seu povo com justiça.16-28: " C o r t e m a c r i a n ç a viva pelo meio" Este caso extremamente difícil ilustra o dom da sabedoria que Deus havia dado a Salomão.I e 2Reis • V.5-14. lRs 2. Q u a n d o Simei violou sua condicional. 5 Veja 2Sm 18. Salomão considerou isto uma segunda reivindicação do trono.26-30. nos quatro cantos do altar. • Giom (33) Uma fonte que ficava do lado de fora do muro oriental de Jerusalém.20-23.8-39. • Joabe (5) Veja 2Sm 3. 2Sm 23. Em outras palavras. apoiado pelo sacerdote Abiatar e pelo comandante Joabe. Salomão ficaria famoso por seu sábio discernimento. • V. para que ficasse longe dos seus companheiros benjamitas. • Simei (8) Davi entendeu que a promessa que ele havia feito a Simei não seria transferida a Salomão. 19. • Vs.6-7.3-12. . Sua fama se espalharia pelo mundo. a posse do harém do predecessor era um dos elementos que dava direito ao trono (compare o gesto de Absalão. v. que seriam condenadas por profetas posteriores. 28) para descobrir a verdade.12-15.

) O Templo media mais ou menos 27 m de comprimento. Em tamanho o Templo era mais uma capela que uma catedral. A amizade com o reino fenício de Tiro. • Coros (11.5 de altura. em provérbios e cânticost ditos baseados na vida natural e animal (veja por exemplo. • Vs. .16). e devia chegar a vários milhares de pessoas.3 dá a dimensão do seu harém). que ele cxpress. A corte incluía não só a família real (11.i grega biblos = livro (que resulta em "Bíblia") vem dc "Biblos".5 x 9 m. Onde naquele tempo havia uma grande floresta. l R s 6: C o n s t r u i n d o o t e m p l o Veja também 2Cr 3. . • Biblos (18. A N T L H diz "duas mil toneladas dc trigo e quatrocentos mil litros dc azeite de oliva puro".A história de Israel destacados em sabedoria. foi fortalecida através de um acordo comercial: H i r ã o suprirá a matéria prima para a construção do Templo em troca de alimentos. ARA) Um provérbio indicando condições! idílicas de paz e prosperidade. Salomão i n t r o d u z i u uma vasta burocracia para administrar seu reino. 5. No v. após contínuo desmatamento. U m coro de óleo equivalia a 48 galões.NTLH) l/>calizadajunto â costa. va. l R s 4: A s e r v i ç o d o s á b i o r e i Salomão E m c o i m a s t e com a s i m p l i c i d a d e da estrutura administrativa do rei D a v i . H ) . d a sua figueira (25. • Cedros d o Líbano (6) "Líbano" era a cadeia de montanhas e esses cedros eram a melhoi madeira disponível. (0 clima permitia que as pessoas se reunissem nos pátios ao redor do prédio nas épocas das festas. não um edifício para abrigar grandes agrupamentos de pessoas. tal como eles. Biblos era famosa po: seus artesãos. "amigo do rei" (ARA) signifcl "conselheiro particular do r e i " ( N T I . restam. A palavr. l R s 5: P r e p a r a t i v o s para a construção do Templo Veja também 2Cr 2. Dividia-se em duas seções. Não é de admirar que fosse necessária uma elaborada organização para manter isso em funcionamento (7-28). • D e b a i x o d a sua videira e . 127. Foi projetado para ser uma casa dc Deus. funcionários civis c servos domésticos. uns 32 km ao norte de Beirute. SI 72. e Pv 10. mas ministros. por nove de largura e 13. O rei excedia seus contemporâneos mais . poucas dessas árvore: imponentes.11). Na frente havia um pórtico que media 4. com parte da seção interior separada do santuário por uma cortina. hoje. U m coro de trigo equivalia a uma carga de jumento.1—22. 1-6 Azarias era chefe da receita intentsi encarregado dos coletores dc impostos (er_ espécie). a cidade onde se fazia papel com o papiro que vinha do Egito. e dos lados ficavam salas que serviam dc armazém. a o Norte (veja 2Sm 5. que são atribuídos: Salomão. ARA) O "coro" era uma medida de capacidade.

Antes de subir os degraus para entrar no santuário. e revestidas de ouro. Nas laterais da entrada havia duas colunas cuja função é desconhecida. É possível que houvesse portões que impediam Salomão. Uma série de depósitos em três andares cercava o Lugar Santíssimo e o Lugar Santo. e o tabernáculo existente proporcionava o padrão para um santuário centralizado. a exemplo das demais paredes de madeira. posrerior. sendo que os três cômodos resultantes formavam uma estrutura semelhante a alguns dos templos dos cananeus (p. e cinco pares de candelabros. palmeiras e querubins. o sacerdote em O T e m p l o foi c o n s t r u í d o c o m pedras e madeira de c e d r o t r a z i d a das florestas d o L í b a n o . Estas eram . entalhadas com flores.nios se orgulhavam de ornamentar seus templos com paredes. A comparação com o templo de Ezequiel sugere que o prédio inteiro ficava numa plataforma elevada em relação ao nível do pátio. Neste recinto ele podia ver o altar do incenso. 0 templo de Salomão As descrições detalhadas em IRs 6-7 e 2Cr 3—4 dão um retrato quase completo do templo. jri)m «inwiMiii ii Os pés do oficiante pisavam um chão A o d e c o r a r e m o T e m p l o . E os reis egípcios e babilôa passagem. A crosta rochosa bem no centro talvez fosse o local onde ficava o altar dos holocaustos. Mas o sacerdote se depa. Luz adicional entrava por uma série de janelas no alto da parede. 3 m de altura) e o enorme somente para a cerimônia anual da tanque de bronze apoiado sobre os expiação. mas isto só viria a ser realidade no tempo de seu filho Salomão. Os motivos decorativos são bem conhecidos a partir dos entalhes doze touros. entrada do Lugar Santo. A planta do tabernáculo foi ampliada pelo acréscimo de um pórtico. este lhe apareceria todo reluzente de exercício teria que ter atravessado o ouro.1 e 2Reis 279 O templo de Salomão e suas reconstruções Allan Millard 0 grande desejo de Davi era construir um templo para Deus. Mas esta era aberta apenas raramente. Era natural que um rei poderoso honrasse seu Deus desta forma. os artífices d e S a l o m ã o usaram padrões semelhantes a esta escultura d e revestido com ouro.. todo dourado. Isto pode ter sido obra dos construtores fenícios que foram contratados por Salomão. E se ele pudesse marfim q u e pertence a u m p e r í o d o u m p o u c o olhar para dentro no Lugar Santíssimo. com a luz que penetrava atrapátio. O terreno que Davi comprou para essa finalidade ficava onde hoje se encontra a mesquita de OmarfHaram es-Sherif"). em Hazor e Ras Shamra). passado ao lado do grande altar vés da porta de entrada. Isto é complementado pela evidência das descobertas arqueológicas. a mesa dos pães da proposição. ex. Este bosque d e cedros é u m d o s poucos q u e ainda restam hoje no Líbano. portas e rava com duas portas dobradiças na mobília revestidas de ouro. talvez de bronze para os sacrifícios (cerca de 10 m'. em Jerusalém. Aparentemente o pórtico de fenícios em marfim e bronze dos séculos anteriores e posteriores à época de entrada não tinha portas. feitas de madeira de cipreste.

280 A história de Israel O templo de Salomão foi destruído por Nabucodonosor em 587 a.C. Grande parte das suas riquezas já havia sido tirada anteriormente e entregue como tributo a conquistadores estrangeiros que ameaçavam Judá. .

Ezequiel faz uma descrição minuciosa desse templo. O altar d e incenso sobre rodas p o d e ter sido semelhante a este.C. e m barcos fenícios. na Babilônia. Foram e n c o n t r a d o s dois blocos de pedra contendo inscrições de advertência aos gentios: se passassem daquele ponto. W ficando o acesso ao pátio interior restripB to aos judeus. com m& certeza. que remonta a 1200-1100 a . . Nada sobreviveu do primeiro templo. mas os exilados que retornaram por volta de 537 a. e que o rei Herodes incorporou nos muros de sua construção. após alguma demora. no lado leste. feito d e bronze. no templo de Herodes. O templo reconstruído O povo desanimado que se encontrava no exílio. foi consolado e animado com a visão que Ezequiel teve de um novo templo (Ez 40—44). Essa B9 divisão existia. O caráter cosmopolita da Jerusalém do período após o exílio trouxe dificuldades a Neemias. Quanto ao esplendor. Isto provavelmen• te resultou na separação p de um pátio externo. C . Este santuário jamais foi construído. Mas um muro de pedra que se ergue no alto do vale do Cedrom. ossibilitandoanão-judeusfácil acesso ao recinto sagrado (Ne 13. seria p o r sua própria conta e risco (veja também At 21.1 e2Rás 281 A madeira a ser usada na construção d o T e m p l o foi transportada a o l o n g o d a costa. O pouco que sabemos sobre ele mostra que seguia de perto a planta do templo anterior. incluindo detalhes a respeito do pátio que não aparecem no relato da obra de Salomão. pode ser parte da plataforma sobre a qual foi erguido o segundo templo.17-36).4-9). era uma pálida imitação do templo de Salomão.C. completaram a reconstrução do antigo em 515 a.

As pedras eram preparadas perto do local da construção. o artesão que Salomão trouxe de Tiro.11—5. a arca da aliança foi trazida da Cidade de Davi e instalada no Lugar Santíssimo. lembra a linguagem usada por Moisés. o sacrifício (62-64). . pela casa real (23-26) e pelo povo (27-53).2-6). de um enorme ianque com capacidade para quase 40. as paredes douradas. l R s 8: A g l ó r i a d e D e u s e n c h e o Templo Veja também 2Cr 5. que m o r a v a m nas cidades-esiado d e T i r o (foto) e S i d o m . 1-12: Salomão construiu o Salão da Floresta do Líbano. E todo o prédio d o Templo brilhou com a luz da presença de Deus. forneceu • Salomão materiais c artesãos para a construção d o Templo. cobria a Tenda de Deus ( Ê x 40. Ele pediu que Deus ouvisse as orações e perdoasse o pecado do seu povo quando se voltasse para o Templo. um grande salão forrado de cedro onde eram guardadas armas c taças de ouro (veja 10. e tudo estava concluído conforme planejado. supcrvisou a fundição em bronze de duas colunas ornadas para a entrada do Templo (15-22. Os vs.34-38).282 A história de Israel O rei Hirào. • Não se ouvisse o barulho (7) Mesmo nesta fase o lugar era considerado santo. n o deserto. 13-51: Hurã. 2Cr 4.17. veja 2Cr 7 ) .1).21. festa e alegria para todo o povo (65.8). Is 22. Sete anos. o Salão das Colunas. l R s 7: C o n s t r u ç õ e s s u n t u o s a s p a r a Salomão. embora nenhum prédio na terra pudesse conter o Deus do céu. bronze para o Templo Vs. Terminada a obra.15-17). ao norte da terra de Israel. de dez carretas para apoiar outros recipientes (27-39) e de vários itens menores de equipamento (40-50. 11-13 destacam o motivo de tudo isso: Deus habitando no meio do seu povo. • Quatrocentos e oitenta anos ( 1 ) O êxodo provavelmente ocorreu cerca de 300 anos antes de Salomão construir o Templo.2—7. os painéis de cedro entalhados e decorados.1820). depois do sacrifício. depois da bênção. e r a m marinheiros e desempenhavam um papel importante no comércio internacional. veja também 2Cr 3. 15-36 nos descrevem as belas decorações. Depois da oração veio a bênção (54-61). a mesma nuvem brilhante que. Os vs. Vs. O número arredondado aqui (12 x 40) pode indicar 12 gerações em vez de um número preciso de anos. as criaturas cujas enormes asas douradas se estendiam de uma parede a outra do santuário (veja Êx 25. Provavelmente o palácio da filha do Faraó abrigava também o resto do harém. A oração de Salomão. O s fenícios. de T i r o .10. a Sala do Trono e palácios para si e para a filha do Faraó (sua rainha).000 litros de água (23-26. 2Cr 4. mas num subterrâneo tão profundo que todo som era abafado.

encontramos parede de casamata. Cavem aqui M e g i d o e G e z e r c o n f i r m a m a exatidão histórica ma cidade cananéia. muito tempo atrás.Por causa da passagem bíblica.. perto de Jerusalém. do Hebrew Union Collegefoi uma parede exterior e interior divi. ficações e portões idênticos.10). Aos pés da grande colina (ou tell). Os campos de hoje I l a z o r e as plantas baixas encontradas também e m apenas cobrem as ruínas da últi.o que Macalister classificou como planta de um castelo do período mos no chão e dissemos dos macabeus. Isto se deve. Assim. uma área construída de uns 6 8 hectares.Assim. de cerâmica do século 10 a. que parecia idêntia nossos operários: .1 e 2Reis 283 As cidades fortificadas do rei Salomão Ao escavar a cidade perdida ou esquecida de Hazor.publiquei um artigo sugerindo que gado a esta solução.. ao fato de Salomão ter reconstruí. lhante estruturalmente — mencionada naquela passagem no piso da área onde ficava ao portão descoberto muitos anos no livro de Reis.dizer da terceira cidade — Gezer E. Assim. da ficava. e por causa novamente a passagem para eles a colina (o tell) propriamente. sobre só metade do portão.. Perto dali encon-foram encontrados portões que testar minha teoria. mais importante ainda. o arqueólogo Yigael Yadin usou os textos bíblicos para ajudá-lo a recuperar sua história. os operários que Na verdade.que Salomão reconstruiu a É claro que. copiamos a planta Para minha surpresa e alegria. Mas. disto ele não era visível. a maior cidade da Terra Santa que remonta ao tempo dos cananeus. é claro. nos diz. provável evidência da destruição da cidade por Josué na segunda metade do século 13 a. o portão as fortificações de Salomão. Ele escavara conheciam a Bíblia — quando li arídadede Salomão. Ficamos surpresos tura e as mesmas dimensões.cautelosos..um muro." no primeiro volume descobri do portão de Megido antes de continuar a escavação. Foram muito tramos o portão da cidade tinham exatamente a mesma estru. Salomão. foram encontradas fortie Hazor. Megido feito ali.C. Yadin desenterrou a cidade baixa. E que a segunda metade do portão. Mas a Bíblia e vocês encontrarão uma sala. em Megido e Hazor.rio em três volumes sobre nas três cidades que. Marca. a Gezer.? pensaram que éramos adivinhos! co ao do nosso portão e da nossa No entanto. foram reconstruídas por Gezer. quando encontraádade. do a Salomão. mas encontraram de Salomão. então.C.. e um de seus objetivos era dida em cômodos. Mas eu Quando escavamos sob o estrato — perceberam como havíamos che. decidi tirar da prateleira o relatóque é a época de Salomão.' d o s relatos bíblicos. na realidade. descobrimos este era.. ChaNosso prestígio caiu muito. mamos isto de parede mas o da Bílolia aumentou Uma expedição americana de casamata: parede dupla com como nunca. e as fortificações de Salomão. segundo do três cidades: as escavações que Macalister havia a Bíblia. "A cidade baixa jamais foi 'Cavem aqui e vocês encontrarão A s ruínas da porta d a cidade d e Salomão e m reconstruída.? o portão encontraram peças atrás em Megido e também atribuí. Havia ali uma grossa camada de cinzas. mais antigo. onde ram exatamente o que dissemos. com o fato de que era muito seme. a cidade que a Bíblia descreve como "capital de todos esses reinos" (Js 11.

. ele deu a Hirão. ARA) O próprio Deus estava presente de fonna especial no Templo.A história de Israel navios fizeram comércio com a Arábia e outra j locais mais distantes. não tinha estátua para representar seu Deus. • Pavões (22.1-13: A r a i n h a d e S a b á visita Salomão Veja também 2Cr 9. 11 Os navios de Hirão: Veja 9. Vs.10-28: C o m é r c i o e t r a b a l h o forçado Veja também 2Cr 8.17 diz que todos os homens I judeus se reuniam para adorar na Páscoa/' Festa dos Pães Asmos. Foi enorme o lucro que Salomão obteve por meio do comércio e dos impostos (inclusive um lucrativo comércio ligado ao turismo.42). 11). 26-28: Salomão foi o primeiro rei de Israel a criar uma marinha mercante. . • V. Os cananous que moravam na região proporcionavam trabalho escravo permanente. ARA)/Entre nuvens escuras (NTLH) O Lugar Santíssimo (ou Santo dos Santos) não tinha janelas nem iluminação. Ao contrário do povo da época de Cristo (Mt 12. l R s 10.14-29: R i q u e z a impressionante Veja também 2 C r 9. Mesmo com toda a riqueza. Vs. • 6 0 0 sidos de o u r o (16. mas as esposas estrangeiras trouxeram consigo deuses estrangeiros (conforme advertência cm Ex 34..16).000 kg.27-28. Salomão teve problemas com a balança comercial. de Tiro. os israelitas foram recrutados para trabalho forçado temporário. vinte cidades como garantia de um empréstimo. 2 5 Êx 23. Seus l R s 10. • V. l R s 9. Relatos intrigantes a respeito da sabedoria I e do esplendor de Salomão fizeram com que I a rainha do lêmen fosse a Jerusalém. N ã o se sabe qual era o p o d e r cie compra do ouro naquele tempo. ARA) Quase 7 kg (NTLH). 14 A N T L H diz 23. Veja mapa comercial e m 2Crônicas. em Gibeão (2) Ocasião em que Salomão recebeu o dom da sabedoria (lRs 3. Mas o consumo também era alto. I esta mulher estava disposta a fazer uma longa viagem para descobrir por si mesma a verdade s o b r e o que tinha ouvido. F. 1 • Trevas espessas (12.. • V.1-12. 1-13: Os casamentos de Salomão por interesse político sem dúvida contribuíram para a paz c segurança do país. Estas eram as três festas de peregrinação. • Ofir (28) Sugestões quanto à localização incluem o sul da Arábia. embora Deus não tenha quebrado sua promessa de uma linhagem duradoura. ao contrário dos templos pagãos. l R s 11: A d e c a d ê n c i a d e S a l o m ã o Vs. • Três arráteis de ouro (17) Quase 2 kg (NTLH). • Meu nome (16. Salomão ignorou isto e sofreu as conseqüências (cap. • Lhe for exigido que jure (31) Isto é. o leste da África e até a índia.13-28.. • Como. ARA) O u "micos" ( N T L H ) . 24-25). assim como estivera na Tenda ou Tabernáculo. Veja "As cidades fortificadas do rei Salomão". A situação geográfica do país fazia dele um intermediário na compra e venda de carros do Egito e cavalos da Cilicia (Turquia. Primícias/Festa das Semanas (Pentecostes) e na Festa das Barracas (Tabernáculos). • Madeira de sândalo ( 1 1 .1-9: D e u s f a l a o u t r a v e z c o m Salomão Veja também 2Cr 7. e acrescentou uma advertência (6-9).1-14). Gezer (15) Salomão fortificot estas cidades. veja mapa comercial em 2Crônicas). 15-22: a mão-de-obra necessária para as obras de construção e defesa foi obtida de duas fontes. se você deixar de me seguir" — Deus repetiu a promessa feita a Davi (3-5). Nesta ocasião (10-14). Mas o Templo de Israel. • Hazor.1 2 ) Possivelmente o sândalo vermelho do Ceilão e da índia. l R s 9. que jure ser inocente (veja N T L H ) . Megido.11-22 "Se você me servir.

7) O culto a esses deuses era abominação ("nojento") porque envolvia sacrifício de crianças. M o l o q u e (Milcom). Supostamente se tratavam de registros oficiais da corte. Q u e m o s (5.1—11. com pequenas variações. a situação ficava cada vez pior. (Trata-se de J e r o b o ã o I I . As outras dez tribos se separaram para formar o Reino de Israel. E interessante que o Cronista omite de seu registro os aspectos negativos d o reinado d e Salomão (veja 2Cr 9. invejava o poder de Judá. E disto O "selo de Sema". • Uma t r i b o (13) O Reino de J u d á . o homem destinado por Deus a reinar sobre as dez tribos separatistas após a morte de Salomão. n o final. 4 1 .13. Já no tempo de Davi houve uma ameaça de divisão (2Sm 20). IRS 12—14 0 reino se divide em dois Nunca foi fácil manter as 12 tribos unidas. com a seguinte inscrição: "Pertencente a Sema. história semelhante à de José). embora o reino d o Norte jamais conquistasse (como J u d á ) a estabilidade d e uma dinastia única. Sem o vínculo religioso. ao Norte. A nação se tornou alvo de vizinhos mais poderosos. principalmente pela imposição de trabalhos forçados a seu próprio povo.21). e dentro de suas próprias fronteiras havia Jeroboão (26-40). A história da nação relatada em Reis confirma isto. A divisão d o rei no /. rei epovo naufragariam juntos. prostituição e práticas sexuais proibidas em Israel. d i zo filho de Salomão Veja 2 C r 10. ao final de cada reinado. As tribos rebeldes proclamaram a sua independência c fizeram de Jeroboão o rei de Israel.14-15). Apenas nos r e i n a d o s de A c a b e . ISRAEL Siquém ¡ "feiiuel ir HP S Jerusalém / / . 0 reinado de Salomão não era totalmente isento de problemas. No Sul houve dificuldades causadas pelo edomita Hadade (14-22. no Norte.4 3 Esta fórmula. . se obedecerem às suas ordens.'as / ^ \ * ra a má administração. também contribuiu para isto). t i r a d o d o original de jaspe. se não ouvirem o S E N H O R . Salomão havia morrido e o rei agora era Roboão. um pecado que custaria a seu filho a maior parte de seu reino e dividiria a nação em duas. como Samuel havia previsto claramente por ocasião da coroação de Said: 'Tudo correrá bem para vocês se temerem o S E N H O R . . com um 1 estado constante de guerra efetiva o u de guerra fria entre os reinos. ele ficará contra vocês e contra o seu rei" ( I S m 12. A monarquia em si não substituía isto. A divisão foi permanente. especialmente. rei d e Israel. As tribos d o Norte encontraram um líder e portav o z em Jeroboão.4. e se vocês e o seu rei o seguirem. t •••-¿¿••-.29-31). E à medida que Israel se afastava cada vez mais da lei c da adoração a Deus. Porém.1-24: " V o u s u r r á . O segredo da unidade e força nacional sempre esteve no vínculo da adoração comum ao único Deus. ao S u l . .J o r ã o em Israel c Josafá-Jeorão-Acazias e m J u d á a união foi temporariamente restabelecida por meio de uma aliança de casamento. Deus r e d u z i u o reino porque Salomão quebrara a aliança e desobedecera a seus mandamentos (embo- . E m l R s 11. • Vs. . l R s 12. também incluía a pequena tribo de Benjamim (12. é repetida nos livros de Reis. ritos de fertilidade. servo d e Jeroboão". ARA) As tribos de Manasses e Efraim ( N T L H ) . acabou sendo absorvida pelas grandes potências. Efraim. E o povo trouxe as suas queixas.A c a z i a s . • Casa de José (28.1 e 2Reis 2S5 E Salomão n a velhice substituiu Deus pelos ídolos.l o s c o m correias". Disputas internas enfraqueceram ambos os reinos. Mas as negociações falharam diante da tática opressora de Roboão. • História de S a l o m ã o (41 ) Obra desconhecida. e.) Modelo de b r o n z e . por Rezom de Damasco (23-25). • Astarote.

l R s 13: A v o z d o p r o f e t a Neste período crítico para Israel e Judá. l R s 12. U m a cena horripílame . • A d o r ã o (18. 9 a .los . criou dois novos santuários no reino do noite. 5. 15 U m comentário do autor. Mas até um profeta mentiroso (18) às vezes fala (21-22) e reconhece a verdade (32).25-33: J e r o b o ã o r o m p e c o m o Templo Jerusalém fora o centro religioso do reino unido. para impedir que o povo p e r e g r i n a j e a Jerusalem. por exemplo) eram chicotes com farpas usados para surrar os escravos. temendo que a visita a Jerusalém para as festas de peregrinação levasse seu povo a desertar. C ) . 20 Veja 11. Pertencia a Nemoreth. filho d o Faraó Sisaque. resultou a quase extinção da casa real de J u d á nas mãos da rainha Atália. • V. ficava cm D à . Suas ações incentivaram a idolatria e. n o extremo n o n e lio país. Para o autor de Reis. com o passar do tempo. • 180. aquele que fez Israd desviar-se pelo caminho do pecado contra Deus. Também criou um sacerdócio ilegal (não eram levitas) e fez bezerros. • V. rei de Israel. que derrotou Koboâo e l e v o u embora o o u r o que havia n o Templo. Mas não há pessoa mais cega que aquela que não quer ver (33).14 (veja N T L H ) . liste bracelete pode ter s i d o feito com o o u r o roubado d o Templo. ARA) O Adonirão de 4. A necessidade de discernir entre o que é verdade e o que é mentira é mais premente no caso daqueles que afirmam que falam em nome de Deus. Jeroboão.13. Jeroboão trouxe ruína e destruição a sua dinastia. para o povo adorar (como Arão fizera desastrosamente após o êxodo do Egito).286 A história de Israel U m dos sanmários 01 ix ¡dos por Jeroboão.i . 32 Isto era uma substimição da peregrinação da Festa dos Tabernáculos que começava no décimo quinto dia do sétimo mês. o papel dos profetas foi vital. O profeta de Judá errou ao aceitar a palavra do velho profeta que estava em contradição com o que o próprio Deus lhe havia dito.6. 0 velho profeta de Betel fot m o n o por um leão. • J o s i a s (2) O rei que iniciou a reforma mais completa cm Judá. Veja 2Rs 23. a adoração israelita tomou-se mais e mais depravada. 11 Os "escorpiões" que são mencionados em algumas versões ( A R A . A morte do profeta foi um sinal para Jeroboão e Israel da severidade com que Deus lida com a desobediência.N aparece nesta gravação assíria em marfim. ele é sempre "o mau rei Jeroboão". • S e c o u ( 4 ) Ficou paralisado. . os símbolos da fertilidade.000 (21) O número que parece exagerado. • V. O que o autor quer enfatizar é que é preciso ser obediente a Deus. proveniente d o palácio de N i i n r u d e (sec. • V. Assim.

No período que vai do golpe de Jeú até a queda de Samaria. quando o assassinato de Jorão e Acazias por Jeú tornou necessário mencionar Jeorão e Acazias de Judá (2Rs 8. o que se pode chamar de "pontos de controle". o número menor que se consegue alcançar é de 372 anos aproximadamente. • Deve-se levar em consideração o fato de que o calendário de Judá. Em outras palavras. historicamente o período foi de cerca de 24 anos. em Judá. no entanto. quando um acontecimento afetou simultaneamente os dois reinos. Levar em conta que existia esse costume permite que se reduza a duração de cada reinado e ajuda. Em certos casos. que abafaram a tentativa de golpe de Adonias (1Rs 1). o segundo. para se obter uma cronologia exata. a soma dos reinados em Judá resulta em 1 6 5 anos. Somando o tempo de reinado dos seis reis deste período chega-se à cifra de 41 anos e 7 meses. de Jeroboão à morte de Jorão. Outras co-regências geralmente aceitas são as de Asa e Josafá. algo bem plausível tendo-se em vista a doença grave de Ezequias. que normalmente só seriam mencionados após a morte de Jorão de Israel. A porção do ano passada antes do primeiro ano completo do rei era considerada seu ano de entronização. conforme o relato bíblico. e não ao rei em si (2Rs 18. um exame mais detalhado revela problemas aparentes. Pistas Quatro fatores. que governou como co-regente quando Uzias. enquanto em Israel começava no mês de nisã (março/abril).3). No período inicial da monarquia dividida. seu pai.9-10).1. e. A discrepância nos totais entre os dois reinos corresponde a um número maior de reis israelitas neste período.17. durante as últimas décadas de turbulência. como quando Jeú assassinou Jorão de Israel e Acazias de Judá (2Rs 9. • Parâmetros externos Através de uma aplicação cuidadosa destes fatores. a interpretar os números bíblicos.C. Porém. ajudam muito na solução definitiva destes problemas. • Foram usados dois métodos diferentes de calcular a duração dos reinados: o método do "ano antes da entronização" e o método do "ano da entronização". Problemas No entanto. O sistema do ano da entronização não incluía nenhuma porção de um ano no total de anos do reinado do rei. o começo do reinado de cada um é relacionado com o reinado do soberano do outro Estado. Manasses reinou de 687 a 642 a. o reino do Norte. é de 98 anos. ele reinou 55 anos. enquanto o mesmo período em Israel.21). após a divisão entre Israel e Judá. a morte de um rei significava que determinado ano era contado duas vezes. em partes diferentes do reino. No entanto. Acaz e Ezequias. Por exemplo. também. Outro exemplo diz respeito a Jotão. Uma exceção está em 2Rs 8—9. Assim. começava no mês de tisri • (setembro/outubro). ao passo que. ficou leproso (2Cr 26. o filho (por exemplo. 346 anos antes da queda de Jerusalém em 586 a.1 e 2Reis 287 Examinando a cronologia dos reis Arthur Cundall À primeira vista. que usurpou o trono. Josafá e Jeorão. Com a exceção de Saul. Há. o mesmo período não passa de 144 anos.C. as cronologias . Temos outra dificuldade com as datas aparentemente conflitantes da entronização de Jorão de Israel (2Rs 1. o período que vai de Roboão até a morte de Acazias é de95 anos. é preciso descontar um ano do reinado de cada rei. Ezequias) foi mais brilhante do que o pai (Acaz) e os acontecimentos foram datados por meio de referência ao co-regente. mas não foi incluída no esquem a normal da cronologia. Em Israel. O historiador integrou as cronologias de ambos os reinos. certamente no p e r í o d o inicial. O precedente para isto é encontrado no caso de Davi e Salomão. tratando do reinado completo de um rei. desde o início até a morte desse rei.C. o texto indica claramente a duração do reinado de cada um deles. A prática de co-regências significa que alguns reinados se "sobrepõem". De acordo com 2Rs 21. Por exemplo. também.1). após a morte de Jeroboão II. uma parte do ano era contada como um ano inteiro para o rei falecido e o restante do ano era contado como um ano inteiro para o seu sucessor. No sistema do ano antes da entronização. Amazias e Azarias/Uzias. em Israel. parece haver dados suficientes sobre os reis de Israel e Judá para montar uma cronologia precisa. para depois dedicarse aos soberanos do outro reino. Israel usou o primeiro método e Judá. Isto nos leva a supor uma coregência de 697 a 687. A rainha Atália.16-29). Está mais ou menos claro que Salomão morreu em 932 a.21-28). é possível que houvesse vários reis "governando" ao mesmo tempo. e Ezequias e Manasses. 3. somando o tempo dos diferentes reis. reinou durante seis anos (2Rs 11. cujos reinados começaram durante esse período.

descobertas arqueológicas permitiram que se fizessem progressos no processo de relacionar a cronologia resultante com os acontecimentos do mundo circunvizinho. provavelmente.C. Os achados mais significativos são os seguintes: • As listas dos "limmu" ou epôni- mos assírios. já que combina com outros dados cronológicos. • o tributo que Jeú pagou a Salmaneserlll. abrangendo o período de 892 a 648 a. podemos estabelecer uma cronologia bíblica absoluta com uma margem de erro de apenas um ano para a maior parte da monarquia. incluindo acontecimentos significativos durante o mandato de cada um. • A Crônica Babilónica.21 são.1. tais como: • a batalha de Qarqar. um número arredondado. travada entre a Assíria e uma coalizão de Estados menores. o período após 605 a.288 A história de Israel de Judá e Israel podem ser integradas. Os 40 anos que aparecem em At 13. Mas não se sabe ao certo se o ano civil hebraico segue uniformemente o padrão babilónico. Várias inscrições contemporâneas estão relacionadas com acontecimentos específicos. Na Assíria. um oficial que exercia um cargo anual dava seu nome àquele ano especifico. nosso conhecimento das relações entre os dois reinos foi bastante ampliado. Já que "2" é o único número restante no texto hebraico de 1Sm 13. a maioria dos estudiosos acredita que um número que indicava a dezena foi omitido. o último rei de Judá. Aplicando os princípios que norteiam as cronologias bíblicas e correlacionando-as com a cronologia fixa possibilitada pelo contato de Israel e Judá com as potências mundiais daquele tempo.em 841 a. Vinte e dois parece ser a alternativa mais aceitável. Como resultado.C. em 853 a. Foram preservadas listas notavelmente completas desses oficiais. No entanto.C. Tais registros fornecem pontos de contato confiáveis que nos per- mitem datar os acontecimentos bíblicos.C. o que resulta numa diferença de um ano nas datas durante o reinado de Zedequias. entre eles Israel. tais como o período dos Juízes. pode-se obter uma data precisa. em 723 a. isto é. O reinado de Saul permanece uma exceção. com vistas à obtenção de uma cronologia absoluta e não só relativa.C. Estas tabuinhas tratam da história babilónica durante o periodo que vai de Ezequias à queda de Jerusalém e são de grande interesse para quem estuda os anos em que Judá esteve sujeita à Babilônia. Como a história bíblica e a história dos assírios convergem em vários pontos. • . • ou a tomada de Samaria pelos assírios.

A esposa de Jeroboão nem teve chance de fazer sua pergunta. invade )udá vindo do sul.1—16. e o norte e o sul estavam constantemente em guerra. mas deixando o corpo do profeta e o jumento intocados. como Davi fora. Reinou durante 41 anos. e como mau um rei que se envolvia em práticas idólatras. ) Ao ser atacado por Baasa. a estranha cena do leão ao lado de sua caça.29). • Maaca (10. fundador líbio da 22-' dinastia egípcia. Asa contrata Ben-Hadade. O reinado dc A s a . > Só este d a r á e n t r a d a e m s e p u l t u r a (13) Todos os outros sofreriam morte violenta.15. o heteu (5) Veja 2Sm 11. O Livro da História dos Reis de Israel. principalmente no vale do Jordão. 0 estado enfraquecido perdeu os tesouros do Templo na invasão do Faraó egípcio. o reinado de três anos de Abias (913-911 aproximadamente) foi mau (veja 2Cr 13). em comparação. lRs 1 4 . Aqui. abrange os reinados de três reis — Roboão. > O espalhará p a r a a l é m d o Eufrates (15) Israel foi levado ao exílio pela Assíria após a queda de Samaria (2Rs 17). deixou claro que esse acontecimento tinha u m significado especial. o Senhor lançaria fora toda a dinastia de Jeroboão "como se lança fora o esterco" (veja 15. 0 reinado de Jeroboão. de 911 a 870 aproximadamente. de Damasco.13) Avó d c Asa.1-20: O v i d e n t e c e g o Até um profeta cego. lRs 14. Asa. Asa o derrota em Maressa e o persegue até Gerar (2Cr14). t Histórias dos Reis (19) Não equivalem aos livros do Reis que estão na Bíblia. u m rei e seu predecessor. Isto lhe custou toda a prata e o ouro de seu palácio e do Templo.28: Reis d e I s r a e l Segundo a definição d o autor de Reis (veja acima).25—16. foi um rei bom. o etíope.33).1-24: A b i a s e A s a . Ele deixou u m registro da sua campanha entalhado n u m templo em Karnak. O autor de Reis define como bom um rei que promovia a adoração de Deus. 2 1 . em Israel. Veja "Examinando a cronologia dos reis".1 e 2Reis 289 > U m leão (24) Leões podiam ser encontrados na Palestina. por não ter sido leal a Deus.5—12. reis d e Judá Veja 2Cr 13—16. pode enxergar o fingimento (5-6). Quase todas as dacas que são fornecidas devem ser aproximações. • R a m á (17) Ficava alguns quilômetros ao norte de Jerusalém.29-39). l R s 15. para atacar Israel a pattir do norte (1 Rs 15|. Abias e Asa — no reino de Judá. > Sisaque (25) Este é Sheshonq. quando é profeta verdadeiro. é mencionado 18 vezes em Reis. A guerra com Israel continuou até que ele conseguiu persuadir a Síria a ficar do seu lado. Também em Judá a religião pagã floresceu nos dias de Roboão (filho de uma das esposas estrangeiras de Salomão. 21).28 Reis de Israel e Judá As datas d o s reis d e J u d á nesta seção incluem vários períodos de co-regência entre . N o entanto. Aías previra a ascensão de Jeroboão (11. d e Judá M Zerá. l R s 15. rei de Israel. > Tirza (17) Capital de Israel na época de Baasa (15. ainda na Idade Média. r e i d e J u d á (930-913) Veja2Cr 11. ao sul.3 1 : R o b o ã o . todos os reis de Israel foram automaticamente maus. mas desviou a atenção de Baasa e deu a Asa algum tempo para melhorar as suas próprias defesas. Egito. Foi um "sinal" para Israel. • O c a s o d e Urias. O autor não estava interessado na história política ou social: lealdade ou não a Deus e à verdadeira religião era a única medida do sucesso ou fracasso de um rei. Segundo esta definição. que (assim como o " O Livro da História dos Reis de Judá") não foi preservado. embora alguns fossem 1Rs 15.

Ele fundou uma nova dinastia e reinou durante 12 anos. um dos reis mais poderosos d e l R s 16. O cenário estava pronto para o surgimento de Elias eo início de um conflito clássico de "igreja versus estado". Depois de reinar p o r dois anos (910-909). 16. cerca de 909-886 a. em Israel (874-853) Do ponto de vista do autor. coberto de pedras. Vs. trouxe força política e benefícios comerciais. Elá. impondo ao povo a adoração d o deus fenício Melcartc (o "Baal" mencionado nestes capítulos). Psscs detalhes condizem com o local onde Klias enfrentou os profetas de Baal.25-32) foi assassinado por Baasa. 2 1 . a vida religiosa em Israel atingiu seu pior momento durante os 22 anos do reinado de Acabe. sem os quais nada cresceria. assim como mostrara seu poder sobre os "deuses" do Egito por meio das pragas.1) U m profeta. O n r i foi. Portanto. A história de Israel Israel. Deus provaria ao rei e ao povo que só ele tinha poder sobre o sol e a chuva. O casamento do rei com a princesa Jezabel. e Sarept. de forma repentina o profeta de Deus entra em cena. Deus também mostrou que cuida dos mais pobres dentre os pobres.25-26).2 8 Apesar da breve menção neste relato de Reis.6-16.26. 17-24: este é o primeiro registro na Bíblia a As viagens de Elias à ' Sarepta y f f w j ã ^ . 15. formando uma aliança entre Israel e a vizinha Fenícia a o norte. Mas Jezabel era extremamente ligada a sua própria religião e persuadiu Acabe a fazer "o que era mau perante o S K N I lOR". a Assíria referiu-se a Israel como " a terra de O n r i " .29—2Rs 1 O Rei Acabe e o profeta Elias piores que outros. Mais abaixo ainda existe uma torrente. Fortificou Samaria e fez dela a sua nova capital. l R s 17: Elias p r e v ê a seca Num período crítico. • J e ú (16.29) Veja 14. d o ponto de vista político. Elias ficaria conhecido como maior de todos os profetas (veja Mt 17. não o rei posterior.290 Pouco abaixo do topo do mome Carmelo íica um anfueari-o nnrural. reinou durante dois anos (886-885) antes de ser assassinado por Zinri. Ele cometeu suicídio ao ver que estava cercado pelas tropas de Onri.15-20: Zinri fundou uma nova dinastia de breve duração (885). Deus cuidou de Elias primeiramente por meio da natureza e depois por intermédio de uma pessoa da qual nada se poderia esperar. Durante os 150 anos seguintes.33—16.7: Baasa f u n d o u u m a n o v a dinastia e reinou sobre Israel durante 24 anos. cerca de 885 a 874. Baal era adorado como um deus do clima que podia dar ou impedir a produção da terra.29-34: O r e i A c a b e . 1Rs 16.C.8-14: seu sucessor. (Veja as palavras de Jesus em Lc 4. • V . Nadabe (15. A viúva era uma estrangeira que não tinha quem tomasse conta dela. • 1 6 . • S e g u n d o a palavra d o S E N H O R (15.10-13). 16. Ttsbe Modn òtQuerite * Berseba Pata Horebe (Sinai) .3.i iicava bem no m e i o tio território que t i : considerado de Baal! Ao alimentar Elias dessa forma. de Tiro. 34 Veja Js 6. que vivia n u m lugar que não tinha muito a oferecer.

que felizmente termina com uma impressionante confissão de fé vinda de uma pessoa que. Durante três anos ela fizera tudo em seu poder para eliminar a adoração a Deus em Israel ( 4 ) .1 e 2Reis de um morto que torna a viver. É uma história comovente também para o leitor. faz parte de uma cadeia de montanhas que atinge 530 m de altura. não deveria ter t i d o problemas para m a n d a r fogo! A q u i . um conira 450. Normalmente. 46 Elias correu 27 km até o palácio de verão em Jczrccl.17). do medo e da decepção.21 Elias pode ter usado a respiração boca a boca. d e u s d o t e m p o . Gileade fica a nordeste. tão incapaz de produzir fogo quanto de enviar a chuva necessária. • V. do outro lado do Jordão. O fogo queimou a oferta encharcada. 1 O nome de Elias significa "meu Deus é Yah(weh)". Jezabel ainda queria 0 desafio de Elias aos profetas d e Bani foi feito n o próprio terreno deles: Baal ( f o t o a c i m a ) . não houve uma reforma religiosa profunda nem duradoura. . • V. novamente. 19 O Monte Carmelo. e trazia um desafio: vamos tirar isso a limpo e ver quem é Deus de verdade. não conhecia nada sobre Deus. Agora Elias estava de volta. "Não cairá orvalho nem chuva": a razão para a seca era o pecado (veja Dt 11. espera-se que a chuva caia entre o final de outubro e o início de janeiro e. mas a reanimação veio em resposta à sua oração. perto da atual Haifa e junto ao mar Mediterrâneo. de abril ao início de maio. lRs 18: O d e s a f i o d e E l i a s : Deus o u B a a l ? Jezabel era fanática por sua religião. 291 S e g u n d o o relato b í b l i c o . Deus e n v i o u corvos para alimentar Elias j u n t o à torrente de Q u e n t e . O Deus de Israel era o Senhor vivo. Isto ate que a torrente secou. lRs 19: E l i a s f o g e para s a l v a r s u a v i d a 0 entusiasmo se acabou. O povo gritou: " O SENHOR é Deus!" Os profetas de Baal foram mortos e a seca terminou. Baal se mostrou impotente. de aparece tendo na m ã o u n i m a c h a d o e um raio. Mas apesar de tudo isto. O desgaste físico e espiritual deixou Elias à beira da depressão. • V. não apenas p o r u m método específico de ressuscitação. antes da chegada de Elias. • V .

esquecendo que numa "guerríj santa" tudo precisa ser entregue a Deus eu sacrifício. ate o deserto c o Sinai (Monte H o r e b e ) . • T o d o o p o v o . l R s 21: R o u b o e a s s a s s i n a t o — o rei Acabe é condenado Em Israel. foi "ungido". K% 2' ataque sírio a Israel ^ " % / Israel derrota ' " . 21 vecl depois do cap. Ele cometeu o mesmol erro de Saul.37. A interal ção diplomática (2-9) é difícil de seguir. tirando novo alento da comida e da água fornecidos por um anjo com um senso prático. teria usado um forno destes pata fazer pão. Veja I observação sobre Ex 12. o velho profeta do juízo. • Meu p a i . ele tornou a ver as coisas na sua devida proporção. em silêncio. Mas Elias falou a verdade (veja 22. . mas também os valesj estavam sob o domínio de Deus (28). o cap. ela. o confisco ou a venda forçada de terras era ilegal. Ela só precisou inventar uma acusação de blasfêmia.292 A história de Israel ditando que seu trabalho havia chegado ai fim. Enquanto seu marido tinha a reação típica de uma criança mimada.seguinte. 2Rs 9. l R s 20: I s r a e l e Síria e m g u e r r a Ben-Hadade da Síria e os reis aliados de 3 2 1 cidades-estados atacaram Samaria. ( N a tradução grega do AT.) • Unja H a z a e l . Vejaf 22. não de forma espetacular. Elias se sentira terrivelmente solitário. C . . 19. tramava a eliminação de Nabote. mas cm meio ao silêncio. . o único empecilho. r • V . c por isso Elias fugiu para o sul. c claro.30-37) e desta vez o rei pres- A viúva de Sarepla. confirmada. . . t o d o s o s f i l h o s d e Israel (151 O exército israelita. t e u p a i (34) Significa ancestral.37. . mas sáo derrotados pelos sírios (1 Rs 221 í JUDÁ \ (ß . mas isto viria a traz: problemas para Israel. Mas a unção de Hazael e Jeú foi feita por Eliseu (2Rs 8—9). Mas Jezabd | não estava nem um pouco preocupada comos direitos das outras pessoas. que alimentou Elias durante a longa seca. matá-lo. Acabe poupou ii vida dc Ben lladade. era a única mosca nessa sopa. A autocomiseração chegou ao fim. A obra de Deus teria continuidade. Masi Ben-Hadade leve que retirar o que disse diante da vitória dupla dc Israel. Eliseu (15-16) Elise.. • RamoteCileade Jerusalém / Acabe e Josafá partem para tomar RamoteGüeade. Deus lhe deu um companheiro e sucessotl Eliseu. vinte e sete mil (29-30) 0< números parecem exageradamente altos. . J e ú . acre- Guerras a Síria com SIRCA 1"ataque sirio» Israel. não o próprio pai. . 18 O número provavelmente é simbólico: 7 (da perfeição) x 1000. Veja a referencia dei Paulo a este episódio em Rm 11. Elias. e as terras do "criminoso" foram confiscadas.2-5. pelo número de testemunhas exigido por lei. mas depois se desentenderam. chamado para tornar-se proferi pelo ato simbólico de Elias de jogar sua capai sobre ele.1-2). No lugar em que se revelara a Moisés.o s sírios tf^y 7 . Esta guerra deveria demonstrar que! não somente os montes. A herança de uma pessoa tinha que ser passada à geração . e o caminho à frente foi mapeado com clareza. • C e m m i l . (Israel c Síria lutaram como aliados conül Salmanescr III da Assíria em Qarqar no ano dei 853 a . Deus falou com Elias.

cleduz-se que seja um acréscimo porque esse texto não aparece na Septuaginta. que foi cobiçada pelo rei Acabe e acabaria sendo tirada d e Nabote pela rainha J e z a b e l . Israel e J u d á se tornaram. A vida de um homem excepcional chegou ao fim de uma forma extraordinária. 9—10. rei d e J u d á ( 8 7 3 . vós. 2 Rs 2: Elias é l e v a d o a o c é u Parece que Elias tinha a intenção de enfrentar a sós esta última experiência. como Deus dissera. • V.18 Acazias. Estas palavras.2. foram inseridas no texto hebraico a partir de uma anotação marginal feita por algum escriba que confundiu Micaías com Miquéias. • 1. (Para profetas verdadeiros e falsos. filho de Josafá. Trata-se de um jogo de palavras depreciativo com o nome real do deus. todos os povos". • V. A mensagem era suficiente. > Baal-Zebube(1. A advertência foi ignorada. Baalzebul. (Neste caso.3) Significa "senhor das moscas". Ele reinou durante 25 anos. Os fortes ventos que sopravam do norte podem ter lançado a frota contra as rochas.5 0 : J o s a f á . casou-se com a filha de Acabe. . A pedido de Josafá. mas nada pôde alterar a sentença do profeta. 2Rs 2.4 0 : O p r o f e t a p r e v ê a morte d o r e i Veja também 2Cr 18. a leste d o J o r d ã o .15 Histórias de Eliseu Esta escultura d e marfim. Ruinas d o palácio d o rei Acabe no alto d a colina fortificada d c Samaria. Ele não precisava impressionar sua audiência com roupas finas. O IRs 22.) lRs 2 2 . A cena final — o redemoinho que leva o profeta para o céu e a visão que Eliseu teve de uma carruagem cie fogo e cavalos — se passou a leste do J o r d ã o . N ã o são muitas as "correções" desse tipo de texto hebraico. Esta v i n h a se parece c o m a pequena 293 propriedade d e Nahote. rei de Israel (853-852) Acazias reinou dois anos.8 João Batista viria a usar roupas semelhantes a estas (Mc 1. q u e é daquela época. A vestimenta d o profeta era rústica c simples. aliados contra a Síria. Micaías foi trazido ao rei e anunciou sua profecia fatal (uma única voz verdadeira contra 400).1 e 2Reis tou atenção. 4 1 . veja 2Cr 18). ganhando uma suspensão de juízo durante sua vida. Jeorão.51—2Rs 1. Acazias consultou o deus filisteu após uma queda do terraço d o seu palácio e Elias pronunciou ojuízo de Deus sobre a idolatria do rei. d á uma idéia d o estilo d a tainha Jezabel.6). temporariamente. durante os quais Moabe conquistou a sua independência. e os estudiosos conseguem identificar todas elas. Foram necessárias três escoltas militares para fazer com que Elias fosse ao r e i . Josafá foi um rei "bom". a vontade de Deus é vista como a causa imediata dos acontecimentos. Acabe não podia enganar a morte usando disfarces: morreu n o campo de batalha em Ramote-Gileade. • Ele (o Senhor) resolveu (23) Aqui como em todo o A i . 1 . tiradas de M q 1. Mas Eliseu ficou com ele até o fim d o caminho. lRs 2 2 . 48 Veja caps.1—8. Atália. perto d o lugar onde Moisés morr e u .8 4 8 ) Veja 2Cr 17—20. 28 " O u v i isto.

Portanto. o filho mais velho. • V. 2Rs 3 : J o r ã o . u m laxante poderoso. como Elias. 2 R s 4: E l i s e u f a z m i l a g r e s Os milagres de Eliseu. quando seria natural visitar um homem de Deus. 8). ARA) A palavra hebraica traduzida por "rapazinhos" pode designar meninos ou rapazes de várias idades. . possivelmente para ressaltar que Deus havia escolhido Eliseu como verdadeiro sucessor do grande profeta. 11 No AT. como no Sinai. e íoi curado. 1-7: a v i ú v a cujos filhos se tornariam escravos para pagar suas d í v i d a s . que herdava o duplo em relação aos outros. r e i d e Israel (852-841) Jorão reinou 12 anos.294 A história de Israel reaparecimcnio de Elias na transfiguração de Jesus ( M l 17) enfatiza a posição singular deste homem entre todos os profetas de Deus. • Pães das primícias (42) Esta era uma oferia Naaniã. • Deitava á g u a sobreas mãos d e Elias (11. • Profetas (3) Grupos que possuíam dons extáticos. 8-37: a mulher de Suném que não tinha filhos c que se mostrou muito hospitaleira em relação a Eliseu (sua história continua no cap. por orientação d e Eliseu. Rira a nação. ele se lavou nas águas do Jordão. se comparado com os rios que havia e m sua terra. 38-44: a alimentação dos famintos. • Uns rapazinhos (23. nem sempre pessoas de grande estatura espiritual. • Vs. mas a porção que o marcaria como sucessor do profeta. prometeu um fim à seca. Mas. • Porção dobrada (9) Isto é. muito.19 proibia o corte dc árvores frutíferas. N T L H ) Durante a fome u m homem colheu colocíntidas. • V. • Q u e d o r d e c a b e ç a ! (19) A criança teve insolação. Eliseu pediu não o dobro do poder espiritual de Elias. Estes eram rapazes ( N T L H ) . bem como a vitória no campo de batalha. • C a r r o s d e Israel (12. Eliseu. O registro não está necessariamente em ordem cronológica. 19-24 Estes milagres deixam claro para o leitor que Deus realmente deu poder a Eliseu. Eliseu. Judá e Edom contra Moabe foi posta em risco por causa da seca. o fogo muitas vezes indica a presença de Deus. soltando uma das pontas. Uma expedição punitiva das forças aliadas de Israel. . delinqüentes daquele lugar que Insultaram o profeta e seu Deus. J o r d ã o (4. • J e r i c ó . isso era feito através de sacerdotes. • S á b a d o / F e s t a d a L u a Nova (23) Estas era ocasiões especiais de caráter religioso. • A l g u m profeta (11) Assim como as outras nações consultavam a vontade de seus deuses por meio de adivinhos. mostram o cuidado de Deus pelas pessoas comuns e suas necessidades. V s . com seus sentidos estimulados pela música (um costume comum entre os profetas). • A t i r a d o r e s d e f u n d a (25) tinham a habilidade de lançar pedras com as suas fundas que eles seguravam com a mão. assumiu a sua tarefa imediatamente. por intermédio dc profetas. amargo e venenoso quando consumido em grandes quantidades. Davi matou Golias desta forma. 19 Dt 20. Os dois primeiros se assemelham aos de Elias ( I R s 17). • Frutas a m a r g a s (39. giravam sobre a cabeça e depois arremessavam. • V. . o general sírio. nessa época. Elias linha mais valor do que as suas forças armadas. 27 O sacrifício do filho do rei comovei os moabitas de tal forma ou chocou tanto o s israelitas que o ataque foi interrompido. a porção que cabia ao herdeiro. como os de Jesus. Israel também buscava a vontade de Deus antes da batalha. A R A ) O defensor de Israel.6) 0 rio fica 5 km a leste da cidade. ARA) Isto significa que ele era o assistente dc Elias. A mulher não contou a seu marido que a criança estava morta. E m tempos mais antigos. achava que o rio J o r d ã o ( f o r o tirada na Galileia) era insignificante. que ficou sozinho. dizendo a ele que "subisse".

2Rs 8. falou a sua patroa síria sobre o poder de Eliseu. Ben-Hadade. da Síria. Ao invés de estar perdido ou sem saída (15). 1-7: o machado flutuante. Sua confiança estava na proteção de Deus.\ O encontro tom Hazael de Damasco (2Rs8) - '. mostra que o cuidado de Deus não se limita a Israel. Vs. 1-6: a segunda parte da história contada em 4. • V. Profundamente impressionado com a cura e por Eliseu recusar o pagamento. o chefe do exército da Síria tornou-se seguidor do Deus de Israel. "esterco de pomba" pode ser o nome de algum tipo de planta ou vegetal. Uma j o v e m escrava israelita.10. Eliseu os tinha na palma da sua mão enquanto os guiava para casa. Uma visita foi preparada através dos canais diplomáticos. Dota Eliseu se envolve na marcha contra Mesa.le2Reis normalmente feita para os sacerdotes no início da colheita. que dependiam de esmolas para comer. retornou para 2951 SIRIA As v i a g e n s tte Eliseu /Eliseu (e a mulher de Stiném Monie Canudo'. ARA) Ainda não existiam moedas naquele tempo. j Dota (13) 16 km ao norte de Samaria. a que Jesus se refere em Lc 4.25 O jumento era um animal "impuro". e ele foi curado. 17 Ele pegou o solo da terra do Deus de Israel porque na época acreditava-se que um deus só podia ser adorado na sua própria terra (veja as palavras de Davi em I S m 26. . A Síria freqüentemente estava em guerra com Israel. • 6. como Macbeth. como muitas outras no A T e no N T . 5. O rei.19 'Janelas no céu" parece ser uma referência a chuva. algo real para aqueles que têm olhos para ver (17). Hazael.27. estes eram pesos. Vs. ' (2Rs4) ( !'X \ \ I \ \ \ \. Os leprosos. • 6. 2Rs 6 . Ela pertence ao período anterior à lepra de Geazi. Hoje a palavra se aplica apenas à hanseníase. Mas seus servos o persuadiram a tentar.) O rei culpou Eliseu por haver dado o conselho de resistir e por haver prometido libertação (33). e Naamã era comandante do exército inimigo. Os bosques densos do vale do Jordão eram uma boa fonte de madeira para a nova construção comunitária de que os profetas necessitavam. Isto explica a tradução da NTLH: "uma terrível doença de pele". • Talentos/sidos (5.2.1-15: U m p e d i d o a o r e i . • V.2 3 : O e x é r c i t o d e D e u s protege E l i s e u Vs. 7-15: Eliseu executou a tarefa que havia sido entregue a Elias ( l R s 19. E então os ataques. leve de ser misericordioso. 1 Várias doenças de pele são classificadas como "lepra" no AT. estavam em situação pior. 2Rs 6 . 2 0 : A c a p i t a l d e I s r a e l é sitiada A paz conseguida por Eliseu (23) não durou muito. ao invés de continuarem.19). Sua fome terrível fez deles os primeiros a descobrir a verdade sobre a previsão de Eliseu. 2Rs 5: A c u r a d o g e n e r a l s í r i o Esta história. capturada num ataque à fronteira. ( U m destino semelhante aguardava Jerusalém: Lm 4. ambos atingiram preços astronômicos. As instruções do profeta não foram nada do que Naamã esperava. 2 4 — 7 . também. previsão de Eliseu Vs. recorre ao assassinato para realizar uma previsão c assumir o trono. O exército sírio fugiu por pensar que reforços militares se aproximavam.15).25-27. O milagre de Eliseu foi apenas um ato de bondade. 1 . A ganância deGeazi poderia ter arruinado tudo e teve de ser castigada. chegaram ao fim. Durante a fome. rei de Moabe (2Rs3| sitiar Samaria e o povo passou fome e teve que recorrer ao canibalismo. Jorão) mostrou que Eliseu era um verdadeiro profeta de Deus. 8-23: seu conselho ao rei (provavelmente.30 Pano de saco ou roupa de pano grosseiro era usada para demonstrar tristeza e luto.8-37. • 7. alimento proibido.

uma lança". um cetro real. rei de Israel. filho de tlumri (Onri). m . filho de OnrL Prata. menciona Jeú. jarros de ouro. estanho. O segundo painel deste lado mostra o rei ou seu representante em atitude de reverência diante do soberano assírio. um cálice de ouro. um vaso de ouro. taças de ouro.A história de Israel O Obelisco Negro Este texto no "Obelisco Negro". ouro. que registra o triunfo do rei assírio Salmaneser III. Esta parte da inscrição diz: Yaua (Jeú). W nu O Obelisco Negro é o único monumento descoberto aié hoje que mostra israelitas (abaixo) pagando tributo a um rei assírio. " O tributo de Jeú.

e nesse tempo revoltas bem-sucedidas de Edom (a sudeste) e Libna (na fronteira com os filisteus a sudoeste) enfraqueceram Judá.16). influenciado por sua esposa Atália. e. Ele reinou durante um ano apenas.16—17.8 1 4 ) Eliseu desincumbiu-se da última missão que Elias lhe havia deixado ( l R s 19.1 e 2Reis 297 As defesas de Samaría. de [srad. Cc Judá. 2Rs 9: J e ú . 1 6 . 2Rs 8. Jeorão foi um rei "mau". 2Rs 8 . de Juiirt G a | e ' Bete-Semesl f / Ht» . Acazias. rei de Israel.25-29: A c a z i a s . ucupado por tropas sírias no tempo d o profeta Eliseu. Ele reinou oito anos mais uma co-regenda. ptfMgiH ftnfffmi e continua ali* Samaria Q Ilazad invade Iwarl e Judá fcj Alturas. Este não perdeu tempo e matou Jorão. a 65 km de distância. denota os edomias Q Joái. Mas Hazael não estava disposto a esperar. a rainha Jezabel. O rei estava se recuperando dos ferimentos em JezreeI. a invasão Síria. finalmente. num tempo em que os exércitos de Israel e Judá defendiam Ramote Gileade contra o ataque da Síria. r e i d e J u d á ( 8 4 1 ) Veja também 2Cr 22. O golpe de Jeú. denota Amarias. 10 O engano supostamente deveria dar ao rei uma falsa sensação de segurança e capacitar Hazael a tomar o trono com a morte dele. 2Rs 8. guerras de Judá com Fdom e Israel SÍRIA RamoteGleade Q Jet] mata Jorão. Acazias foi o u t r o rei que abandonou o Senhor c seguiu seu próprio caminho. 11). r e i d e J u d á (853-841) Veja também 2Cr 21. r e i d e I s r a e l p o r m e i o de u m g o l p e d e e s t a d o ( 8 4 1 . o rei de Judá que estava com ele. cumpriu-se a profecia de Elias ( l R s 21. filha de Acabe e Jezabel (veja cap. um pouco acima d o território circunvizinho. Assim.41 Reis de Israel e Judá até a queda de Samaria 0 autor volta à história dos reis que fora interrompida pelas histórias de Eliseu.2 4 : J e o r ã o . > V. e aquele era o momento perfeito para o golpe de J e ú .23).

e hena escarlate para pintar as unhas.19. • V. OreiI foi morto p o r seus oficiais (veja também 2Ct| 24. 1 Os últimos anos do reinado de Joás teste-1 munharam um declínio nos âmbitos político I (17-18). .9 : J e o a c a z . r e i d e Judá (796-767) Veja também 2Cr 25. 2 R s 10: O e x p u r g o f e i t o p o r J e ú O reinado de Jeú começou com um massacre no qual muita gente perdeu a vida: toda a família de Acabe (1-11. Joás fez um bom governo.17-19). Ex 30. reinou seis anos. sombra azul obtida do lápis-lazúli. e os profetas. l R s 16. O desafio desastroso lançado a Jeoás trouxe as forças de Israel para dentro d e Jerusalém. . 2 R s 13. Por pouco a linhagem real dc Davi não foi exterminada. da Assíria.. r e i d e Israel (798-782) Jeoás reinou 16 anos.. Sob a orientação de Joiada. • No Livro d a Lei d e Moisés (6) Dt 24.10—23. se cumpriu. p o r i n t e r m é d i o d e Elias (36) l R s 21. Houve guerra contra Judá. onde saquearam o Templo e outros tesouros.000 carros d e Acabe.23. mãe de Acazias e filha de Acabe e Jezabel. Outra conspiração contra Amazias resultou n a sua morte em Laquis. • C a m p o q u e havia s i d o d e N a b o t e (21) A vinha confiscada por Acabe ( l R s 21). 1 .10-25: J e o á s . O profeta morreu. que o desafiava para uma batalha. que recebeu' tributos de Damasco e de Jeoás de Israel. r a i n h a d e J u d á (841-835) Veja também 2Cr 22. Segundo o autor de Reis (por mais que o Cronista não esteja tão convencido disso). • V . Eliseu. mas mesmo na morte seu corpo reteve poder dado por Deus (21). r e i d e Israel (814-798) Jeoacaz reinou 17 anos. 2 R s 1 3 .A história de Israel • A q u e l e louco (11) Pelo estado extático do homem os oficiais perceberam que ele era profeta. • A palavra d o SENHOR. Também havia pós e uma variedade de perfumes e unguentos. mas os templos construídos em Betei e Dã por J e r o boão. . cochonilha moída servia de batom vermelho. • Vale d o Sal (7) A área ao sul do m a t Mono. O povo fez de Azarias o co-regente. Jeú reinou durante 28 anos. A rainha Atália. moral e religioso ( 2 C r 24.15-17). • Carros d e Israel (14) Veja 2. 2 R s 11: A t á l i a . 2 R s 1 4 . que falava de vitória sobre a Síria. 12 Será que neste Livro do Testemunho estavam contidas as "leis do reino" estabelecidas pelo profeta Samuel na época dos primeiros reis da nação ( I S m 10. • V. e nesse tempo Israel passou a ser dominado pelos sírios. Seu rein» do durou 40 anos. • O e s p i n h e i r o d o s m o n t e s Líbano (9) A resposta de Jeoás ao desafio irrefletido d e Amazias. A monarquia constitucional foi restaurada e a lealdade a Deus reafirmada no juramento de uma nova aliança. permaneceram intactos e a lei de Deus foi negligenciada. foi uma parábola sarcástica.25)? 2Rs 12: R e s t a u r a ç ã o d o t e m p l o no reinado de Joás. o primeiro rei de Israel.12. O s| fundos necessários vinham de impostos (2ftl 24.25-26 para maiores detalhes). A vitória sobre Edom subiulhe à cabeça. Jeroboão I I . apenas o pequeno Joás conseguiu escapar. que resgatou Joás) liderou um golpe bem planejado e praticamente pacífico que colocou Joás no trono. sacerdotes e adoradores de Baal (18-27). • U m s a l v a d o r (5) Várias sugestões foram| feitas: Adade-Nirari. o território a leste do Jordão caiu nas mãos da Síria. AI Síria invadiu Judá e ameaçou Jerusalém. Estes foram alguns dos anos mais sombrios da história da nação. A última previsão dc Eliseu. • J e z a b e l .2 2 : A m a z i a s . O sacerdote Joiada (marido da princesa Jcoscba. Mas durante alguns anos o dinheiro destinado à restauração d o Templo ficou todo nas mãos dos sacerdotes i U m novo método de coleta foi esquematizado e teve início o trabalho de restauração. a maquiagem feminina era sofisticada: lápis preto para delinear os olhos. 2 6 Veja l R s 21. muitos da casa real de Judá (12-14).6. de J u d á (835-796) Veja também 2Cr 24.8-10. 7 Compare isso com os 2. • Zinri (31) Assassino do rei Elá. Objetos ligados à adoração de Báal foram destruídos. A m a z i a s foi u m r e i " b o m " que reinou durante 29 anos. pintou os olhos (30) Mesmo nesta época. Durante seu reinado. 1 .16. começando uma nova dinastia.11-16) e de ofertas voluntárias.15. Jcé foi um dos melhores reis de Judá.

ao norte. r e i d e J u d á ( 7 3 5 . 1 . 2Rs 15. O s profetas Amós ( A m 2. Vs. de Nimrude. Tiglate-Pileser 111. incluindo um período como co-regente. Sua política de opoo conselho de Isaías (Is 7).6 em diante) e Oséias revelaram a corrupção que havia em Israel: extremos de riqueza e pobreza. r e i n o u 52 anos.32-38: J o t ã o . 2Rs 1 5 . c o m o mostra esre baixorelevo assírio que ilustra as conquistas d e Tiglate-Pileser 111. Teve muita força política. que ficava na extremidade norte do golfo de Acaba e servia de base naval da frota de Salomão no mar Vermelho. incluindo-se u m tempo em que foi co-regente.1.2 9 : J e r o b o ã o I I . na parede d o palácio . Derrotou a S í r i a . pela Assíria em troca de ajuda.1 e 2Reis > Elate (22) Trata-se de Eziom-Gcbcr. mas foi recuperado pela vitória de Amazias. filho de Menaém. atual Hama na Síria) até o mar M o r t o (mar deArabá). rei d e J u d á ( 7 9 1 . 27-31: Peca fundou uma nova dinastia profecias de Isaías datam deste período. r e i d e J u d á 2Rs 1 5 . d o m i n a n d o o território desde o norte do Líbano (Hamate. filho de Jeroboão. que j á estava enfraquecida. 17-22: Menaém fundou outra dinastia Acaz foi um dos piores reis de Judá. u m rei " b o m " . reireinado (e sua co-regência) de 16 anos ele nou seis meses (753-752) e foi assassinado enfrentou oposição da Síria e de Israel. foi registrado por escribas. 8 . > Jonas (25) Esta c a única menção ao profeta no AT fora do livro que leva seu nome. 2Cr 26.16-23). rei d e I s r a e l ( 7 9 3 . está representado de Nimrude. 1 . Durante seu Vs.te seu reinado e sua co-regência de 16 anos nou-se vassalo do poderoso Tiglate-Pileser III J u d á foi atacada de todos os lados: da Síria (Pui) da Assíria. o rei assírio que i n v a d i u Israel. Vs. em 740. e de Israel. Mas o o r g u l h o lhe trouxe um triste fim sição aos assírios resultou numa deportação (5.7 1 6 ) pois foi assassinado por Menaém. Uzias morreu" (Is 6). Algumas das Vs. porque. caso se • V . Peca foi assassinado p o r Oséias. Veja também 2Cr 28.3 1 : O u t r o s r e i s d e I s r a e l (750-732) (753-732) J o t ã o foi u m rei piedoso. 7 Ao pedir ajuda à Assíria.7 5 3 ) Jeroboão I I r e i n o u d u r a n t e 41 anos. ^ 299 / f 2Rs 1 4 . 13-16: Salum reinou apenas um mês. Azarias. Acaz ignorou Menaém subiu ao trono. reiao sul. O Templo foi despojado da prata e do nou durante dois anos e foi deposto num ouro para pagar os altos impostos exigidos golpe liderado por Peca. por Salum. de Edom e dos filisteus. .7 : A z a r i a s ( U z i a s ) . Durannova. datar seu reinado desde o momento cm que • V . Vs. O t r i b u t o pago por Menaém. Para Israel. 8-12: Zacarias. Azarias foi um rei forte que derrotou os filisteus e árabes e fez de A m o m um estado vassalo.7 4 0 ) Veja também 2 C r 26. 5 V e j a i s 7. rei d e Israel. a nação entrou em decadência. 23-26: Pecaías. Is 7. ereinou durante 20 anos (752-732). depois da morte dele. a opressão dos pobres e fracos. reinou durante 10 anos (752-742) c tor. O porto havia caído nas mãos dos edomitas. O profeta Isaías recebeu cm massa da população por parte de Tiglateo chamado de Deus " n o ano em que o rei Pileser. 2 3 . o reinado de Jeroboão foi a calmaria antes da tempestade. 2 R s 16: A c a z .

Uma tentativa de obter apoio egípcio foi fatal: Samaria caiu após um terrível sítio de três anos e toda a população restante foi deportada. • Serpente de bronze (4) Veja N m 21. O destino de Israel foi considerado conseqüência direta da idolatria persistente.10-16 provavelmente também se refere a ela. Goza. a Assíria r e p o v o o u a região com outros g r u pos étnicos que h a v i a m sido subjugados. Reinou durante 29 anos. entretanto. Mas sua ostentação de que nem Deus poderia salvar J u d á da Assíria j selou o destino deles. Meteram medo no povo. Média). além de um período de co-regência. para que todos entendessem. • V. Is 36 relata a invasão assíria e M q 1. uns 50 km a sudoeste de Jerusalém. Recusaram-se a ter uma conversa particular no gabinete de Ezequias e insistiram em fazer uma discussão cm público. Mas os problemas que tiveram que enfrentar foram atribuídos à sua incapacidade de aplacar o deus local. cada um com sua própria religião. que ficava na planície. traz. Laquis.4-9. No decorrer de alguns anos. que era a língua diplomática). no reinado de Ezequias os assírios voltaram sua atenção à rebelde J u d á . 2Rs 17: O s é i a s . das práticas pagãs. 6 O povo foi deportado para a o norte e o leste da Mesopotâmia (Hala. foi sitiada.300 A história de Israel Este "selo de calcedonia". os samaritanos (que. eram mestres em fazer guerra psicológica. com o scu estojo dourado. foram persona non grata para os judeus — veja J o 4 ) . que. até o período d o N T . o ú l t i m o r e i de Israel (732-723) Oséias reinou nove anos como vassalo da Assíria. Após lidar com Israel. A invasão assíria Veja também 2Cr 29—32. e um sacerdote israelita foi enviado de volta como missionário.C. falando em hebraico (e não em aramaico. Isto I demonstra a facilidade com que um objeto I em si inocente pode ser usado de formal inadequada. por incrível que pareça. o que corresponde ao nordeste de Síria/Turquia e ao Irã.V captura Samaria e kra os israelitas ao exílio junto a Habar e nas cidades dns medos (2Rs 17—18) R Senaqueribc ataca n cidades ton ficadas de Judá . o nome d o rei Oséias. Ezequias foi um dos melhores reis de Judá. 2Rs 18—25 Reis de Judá até a de Jerusalém queda 2Rs 18: E z e q u i a s (729-687). e mensageiros foram enviados a Ezequias (701 a . remonta ao séc. C ) . As invasões assírias Tiglate-Pilcscr 1 1 1 invade Israel e dejxma o povo nu reinado de Peca (2Rs 15) 0 Salmaiiesc. Desta estranha mistura de religiões emergiu uma forma mais pura de adoração entre seus descendentes ( 4 1 ) . depois que o mesmo j á serviij aos seus propósitos. 8 a. d a desobediência à lei de Deus e do desprezo pelos profetas (7-18). Os três mais altos oficiais assírios (17.

a infantaria. tudo de valioso. aríetes. homens e mulheres. sitiei e conquistei 46 de suas cidades fortificadas. cadeiras de marfim." . Esperava-se que futuros reis lessem esses relatos. eu o prendi em Jerusalém. • Goza (12) N o nordeste da Síria.150 pessoas. Fiz sair de lá 200. grandes blocos de cornalina. abrindo brechas na muralha e escavando. pedras preciosas. soterrados nas fundações dos seus palácios. inúmeros bóis e ovelhas. peles de elefante. Acaz e Ezequias. Padi. que havia trazido a Jerusalém. Aquele Ezequias — o medo do meu esplendor real surpreendeu e ele e à elite. tem 37. cavalos. O Prisma de Senaqueribe 0 rei Senaqueribe da Assíria fez seu próprio registro sobre o ataque a Ezequias em prismas de argila como este. mulas. e incontáveis vilarejos das redondezas. impus a eles outro pagamento como imposto pelo meu senhorio. antimonio. chamado de "Prisma de Taylor". jumentos. rei de Gaza. 800 talentos de prata.9-23. Enviou seu mensageiro para pagar tributo e mostrar sua submissão. As cidades dele que capturei eu separei de seu reino e as entreguei a Mitin- ti. mas ainda não tinha subido ao trono. Jotão. como reforços. sua cidade real. como um pássaro na gaiola. utilizando rampas de sítio. Cerquei-o com postos de vigia e não deixei que saísse da cidade pelo portão. Quanto a ele mesmo. que não se submeteu a meu jugo. camas de marfim. rei de Asdode. Era o comandante do exército. e os considerei despojos de guerra. ébano. e assim reduzi seu território. o que explica o fato de não mencionarem nenhuma derrota ou qualquer coisa ruim sobre o rei. A Nínive.J e 2Ms 2Rs 1 9 : O r e i e o p r o f e t a Veja também Is 36—39. » Libna (8) Dezesseis km ao nonc de Laquis.1. desertaram. A profecia de Isaías se cumpriu e Jerusalém foi salva. ele profetizou durante os reinados de Azarias ( U z i a s ) . De acordo com Is 1. ele havia trazido 30 talentos de ouro. Este exemplo. • Tiraca ( 9 ) O Faraó T i r a c a que era de descendência etíope o u sudanesa. cantores. Deus respondeu sua oração e v i n dicou sua confiança. minha cidade real. rei de Ecrom. junto ao Eufrates. > Isaías (2) U m dos grandes profetas de Judá. "Quanto a Ezequias de Judá. Veja também o livro de Isaías. homens e mulheres. sua cidade real. 2Cr 32.5 cm de altura. Eden: cidade-estado araméia de Bit-Adini. A crise revelou o que Ezequias tinha de melhor. suas concubinas. marfim. as fortalezas. e Sil-Bei. camelos. Era natural de Jerusalém. Além dos pagamentos de tributo anteriores. jovens e velhos. B i a escultura 301 e m baixo-relevo mostra arqueiros e ftindeíros assírios. suas filhas. e suas tropas.

na época do rei Eze­ quias de Judá. C . que ficavam uns 48 km a sudoeste de Jerusalém. foi atacada e captura­ da pelos assírios. . a cidade de Laquis.302 A história de Israel O sítio de Laquis Em 701 a . O rei Senaqueribe registrou sua vitória nas paredes de seu palácio em Nínive.

que h a v i a sido n e g l i g e n c i a d a .1-30: A s r e f o r m a s de Josias Josias não perdeu tempo e tratou de agir de acordo com a mensagem de Deus por intermédio da profetisa H u l d a . O j u l g a m e n t o de D e u s foi adiado. • V . em resposta ao pedido da pessoa. procurando aliados.1-10). 2Rs 2 1 . Veja 2Cr 32. > Uma p a s t a d e f i g o s (7) O tratamento rotineiro para úlceras e feridas naquela época. 2Rs 2 0 : A d o e n ç a d e E z e q u i a s . > 0 a n j o d o SENHOR f o i (35) Não fica claro o que aconteceu. A leitura pública da lei de Deus foi seguida pela renovação da aliança com Deus (1-3). 2Rs 2 1 .21-25. Is 37. (Samaria representa o reino do norte. > V . registrado cm Is 38. a esperança de vida após a morte era vaga. • V.7. U m livro da lei ( p r o v a v e l m e n t e uma cópia de D c u t e r o n ô mio) foi encontrado durante a restauração do Templo.9-20). E Deus levou em conta a aflição do rei. 1 . C o m as suas asas eles cobriam a arca da aliança que ficava no Lugar Santíssimo da Tenda o u do Templo de Deus.29-30). • V. havia sido tomada pela B a b i l ô n i a (a potência emergente daquela época). 1 6 . foi assassinado por seus próprios oficiais. mas não revertido: o coração do p o v o não mudou com as reformas d o r e i .1 8 Para o profeta que veio de J u d á e o profeta que veio de Betei. 12 Estes eram altares pagãos. parte do tempo como co-regente. 12-19: nesta época a Babilônia era um pequeno estado ao sul da Assíria. Tratava-se de uma escada usada como um tipo de relógio solar. • H u l d a (14) Outras profetisas mencionadas no A T são Miriã (Êx 15. Mas a fidelidade do rei foi levada em consideração. Manasses adorava as estrelas (21.6 4 0 ) Veja também 2 C r 33.22. Amom foi outro rei "mau". decidindo ser mais tolerante. O s assírios colocavam argolas no nariz dos reis que aprisionavam. . J o s i a s morreu num conflito fútil com o Faraó N e c o . Josias reinou 31 anos. Isaías prevê seu futuro poder e o destino de Judá. embaixada d a Babilônia Vs. O s profetas declaram o inevitável juízo de Deus. veja 2 C r 3 5 ) . incorrendo nas sanções previstas em lei para tal deslealdade. Débora ( J z 4. Depois de reinar durante dois anos. 1-11: para o p o v o do AT. A festa da Páscoa. e levou J u d á ao fundo do poço: uma degradação pior que a dos povos cananeus que os israelitas haviam destruído. Esta é uma das várias histórias no A T em que Deus "muda de idéia". um homem leal a Deus e suas leis que p r o m o v e u uma profunda reforma religiosa.8 : M a n a s s e s ( 6 9 6 . 2Rs 2 2 : J o s i a s .) Muitas estatuetas d e cerâmica c o m o esta foram encontradas e m J u d á . ( C o m o teria ele se perdido dentro d o próprio Templo?) A sua leitura revelou q u e a nação h a v i a quebrado a aliança com Deus.6 4 2 ) Manasses foi para J u d á o que o rei Acabe havia sido para Israel. o r e i b o m (640-609) Veja também 2Cr 34—35. com a remoção dos objetos associados à adoração pagã (414). capital da Assíria. Veja também 2Cr 33.3).10-14). A R A ) Deus o conduziria como um cativo humilhado. Reinou 55 anos.2 6 : A m o n i ( 6 4 2 . • V s . São exemplos das superstições que o rei Josias tentou erradicar com as suas reformas. 2 0 Embora Josias tenha morrido na batalha (23.10-17). voltou a ser celebrada (2123. A limpeza se estendeu além de J u d á até o antigo território israelita (1520). e outras práticas p r o i b i d a s foram eliminadas (24-25).20-21). > Meu a n z o l ( 2 8 . 2Rs 23. 13 Veja l R s 11. 1 9 . 11 : "Fez a sombra voltar dez degraus na escadaria feita pelo rei Acaz". A possibilidade da morte d e i x o u Ezequias em prantos (veja também seu poema. que passava pela r e g i ã o p a r a se j u n t a r às forças da Assíria depois que N í n i v e . O autor o descreve como o melhor dos reis de J u d á . Noadia ( N e 6. veja l R s 13. Então veio uma purificação dos lugares públicos.36.21. Jerusalém e a terra ainda estavam a salvo. Jerusalém teria o mesmo destino de Samaria. que registra uma mudança completa de atitude antes do final da vida de Manasses (33. Vs. possivelmente u m surto de peste bubônica. assim como uma pessoa conduz um touro ou um cavalo.1 e2Reis 303 > Querubins (15) Veja Ex 25.

e repetidas advertências do profeta Jeremias. O n o v o rei f a n t o c h e t a m b é m se rebelou. consta que eles estavam o b s e r v a n d o para vet se e n x e r g a v a m o sinal l u m i n o s o d a cidade. Veja J r 22. l e v a n d o c o n s i g o o profeta Jeremias ( J r 4 3 ) . o rei babilónico reuniu suas tropas. Eliaquim. 2Rs 24. Ele J o a q u i m . C . o rei deposto de J u d á .11-21. Depois foi deportado para o Egito por Neco. filho de Josias. mas foi capturado e l e v a d o para a B a b i l ô n i a . Zedequias tent o u f u g i r para o s u l . reinou só nomeou então um rei de sua escolha. o filho de Josias.304 A história de Israel Registro babilónico da queda de Jerusalém e m m a r ç o d e 597 a.5-8. filho de J e o a q u i m . foi um rei "mau". 2Rs 23. talvez o último a ser e n v i a d o .31-34: J e o a c a z (609) Veja também 2Cr 36.C. exceto os mais p o b r e s que f i c a r a m sob a autor i d a d e d o g o v e r n a d o r G e d a l i a s .1 A data é janeiro de 588 a.30: A q u e d a d e J e r u s a l é m . para escapar da i n e v i t á v e l ira dos babilônios. sitiou a cidade de Judá. e. e no segundo dia do mês de 2Rs 24." todos os líderes de J u d á . dos quais 18 foram encontrados n a torre j u n t o a o portão da cidade. A conquista de Jerusalém é descrita assim nesta tabuinha babilónica: "No sétimo ano. • 25. 34 A alteração do nome indicava sua sujeição ao rei egípcio. A cidade caiu nas mãos d o exército b a b i l ô n i o . • V. sendo pilhada e completamente d e s t r u í d a . Judá continuou sendo vassala de Nabucodonosor durante três anos. foi solto da prisão c tratado com bondade. e capturou o rei.24-27). no mês de quisleu. J e r u s a l é m foi submetida a um terrível sítio que d u r o u 18 meses. • Jeremias (31) Não o profeta. Isto resultou em mais ataques dos babilônios. foi colocado no trono por Faraó Neco. N u m desses. O profeta Jeremias pronunciou o j u í z o de Deus sobre Joaquim ( J r 22.C. J o a q u i m . e reinou só três meses. cujo nome foi mudado para Jeoaquim como sinal de sua sujeição.1-4. um j o v e m oficial d e J u d á enviava relatórios a seu c o m a n d a n t e . 35 anos depois.7: J e o a q u i m (609-597) Veja também 2 C r 36. Jeoaquim sujeitou-se à Babilônia depois do Egito ser derrotado cm Carquemis. ele foi levado à Babilônia juntamente com os tesouros de Jerusalém e enviou à Babilônia. 2Rs 23.13-19.9-10. .10-11 para a mensagem do profeta sobre Jeoacaz. foram l e v a d o s para o e x í l i o . em 605.27-30 traz u m vislumbre de esperança. J r 37—39. Pouco iinics d e N a b u c o d o n o s o r saquear a cidade d e Jerusalém. Esses relatórios. recebeu três meses antes de ser deposto por Nabucoseu pesado tributo e (os) donosor. foram escritos sobre fragmentos d e cerâmica. 2Rs 25. M a s G e d a l i a s foi assassinado e o p o v o f u g i u para o Egito. e m 587 a . Jeoacaz. A princípio sujeito ao Egito. Sob um n o v o rei na Babilônia.8-17: J o a q u i m (597) adar tomou a cidade Veja também 2Cr 36. Em 597. tendo marchado para a leira de Hatti. Reinou 11 anos. q u e estava e m l a q u i s . mas depois aliou-se de novo ao Egito. T o d o s .35—24. Veja J r 22.18—25. Z e d e q u i a s (597-587) Veja também 2Cr 36.

Mas estes e outros elementos judaicos em seus costumes são de origem mais recente. Foi Neemias quem restaurou as muralhas da cidade. a exemplo do que acontecia com os termos de um tratado feito entre líderes humanos. Segundo uma lenda etíope. ou que o rei Josias a escondeu numa caverna que fica no subsolo de Jerusalém. ou seja. feita para conter as duas tábuas da lei que Moisés havia trazido do alto do monte Sinai.C. A arca era. estaria escondida numa igreja em Aksum. É provável que soldados babilónios a destruíram quando saquearam o templo em 586 a. também folheada a ouro. aara simbolizar o arrependimento de Israel pelos pecados cometidos no ano anterior.4 Um dos que escaparam levou notícias da queda da cidade para Ezequiel. o castigo que o povo merecia por desobedecer i lei de Deus era transferido para o animal. também. Mas é assim que surgem as lendas! A tradição judaica diz que Jeremias a escondeu numa caverna no monte Nebo.A arca perdida Alan Millard A arca da aliança era uma caixa de madeira folheada a ouro. • 25.21). após o retorno dos exilados judeus. Assim. o lugar onde ele se encontrava com aqueles que o serviam.9-10 O Templo seria reconstruído em 520-515 a . No dia da expiação. Era mantida no santuário mais interior (Lugar Santíssimo) do tabernáculo e do templo. Era carregada diante do povo quando este se deslocava. considerada o "escabelo dos pés" de Deus. A tampa da arca. Não havia nenhuma arca nos templos posteriores (templos de Zorobabel e de Herodes). como sinal da presença de Deus. onde. em suas procissões. Os cristãos etíopes. que já estava no exílio na Babilônia ( F z 33. sangue do sacrifício era derramado sobre ela.16).C. o filho de Salomão com a rainha de Sabá a teria levado para a Etiópia. • 25. a arca desapareceu. supostamente. C . • 25.2 587 a. em Jerusalém. era conhecida como "propiciatório". Desta forma. os termos da aliança — a lei — eram conservados no lugar sagrado. Depois da época de Jeremias (veja Jr 3. . carregam caixas contendo tábuas com os Dez Mandamentos.

N a d a b e 910-909 J e r o b o ã o l 928-910 Disputade Bios com osproletai J o r ã o 852-841 Acazias 853-852 Acabe 874-853 Davi!010-970 Divisão do reino 5/iesíiono (¡¡¡aquel do Cgito aloca lemsalém e remore os tesouros do A t á l i a 841-835 Acazias 841 Ezequias 7 J e o r ã o 853-841 Manasse 696-642 templo S a l o m ã o 970-928 J o s a f á 873-848 (OnStlUÇÔO do templo deleiuíalém Asa 911-870 Abias 913-911 R o b o ã o 928-913 A rainha Maliamata todoi da linhagem real deluda exceto um J o t ã o 74 0-73! Acaz 735-716 Azarias (Uriïl 791-740 Amazias796-7Í! JUDÁ Joás 835-796 .A historia de Israel Reis de Israel e Judá S Ruinas do palacio do rei Acabe no alio da colina fortificada de Samaria P r i m e i r o s reis d e Israel ISRAEL tliseu manda utigitkú O n r i 885-874 Z i n n 885 Z a c a r i a s 753-752 Jeroboãolin: Jeoás 798-782 J e o a c a z 814-798 J e ú 841-814 M e n a é m 752-7« SalumNI Peca 752-73! Elá 886-885 Baasa 909-886 Saul 1050-1010 Um barco da frota mercantil do rei.

C. não a data de autoria.1 e2Rás 30 O período de cada livro da Bíblia indica seu contexto histórico. 414 100 Para o contexto geral veja: A história d o A n t i g o Testamento Para maiores detalhes veja: O s profetas e m seu contexto Wl Samaria é (tspstado pela Assíria -tmiomnodelsrael Este "selo de calcedonia". a. do séc. Datas sobrepostas indicam períodos de co-regência. caracterizado como um dragão Judá em exilio 0 retorno Descoberto do livio da lei —reforma religiosa de losias Ezequias 729-687 Zedequias 597-587 Joaquim 597 Jeoaquim 609-507 51S Quedada Babilônia nas mãos dos medos e persas: (iropeimite o retomodosjudeus 587Habacodtmosoi II destrói leiosaléme o íemplo—o maioria do povo deludá é levada ao exílio 597Itabucodoaosor II toma lerusolém — o rei loaqtilme o povo são exilados 605 Daniel e outros são le/odos ao catimro l m n S 7 1 6 Seaaqaeribe ataca kmsolém Josias 640-609 Amom 642-640 Jeoacaz609 . traz o nome do rei Oséias O deus babilonio Marduque.

Mas estes são. principalmente Gênesis. especialmente: a a d o r a ç ã o v e r d a d e i r a (centrada no Templo) • e a realeza verdadeira (a linhagem de Davi). se esta não for obra de um único indivíduo). A nova comunidade não tinha rei: os sacerdotes eram seus líderes. Como em outros livros do AT (veja. CrônicasICr 11—29 O reinado de Davi Esdras-Neemias. Josué. Êxodo. Precisava lembrar que seu bem-estar futuro dependia da sua fidelidade a Deus.37). Sua introdução (caps. e sua obra faz A morte de Saul parte da série mais longa. Os dois temas se unem em seu relato sobre Davi e Salomão. e m parte. a saber. números citados geralmente parecera muito altos. notas sobre Êx 12. A razão disto é desconhecida. Ele compartilha com os autores de Samuel e Reis a convicção de que a chave da paz e prosperidade da nação está na obediência a Deus. por exemplo. no qual se concentra muito mais no Templo do que em outros aspectos dos seus reinados. Números. O povo havia e x p e r i m e n t a d o o j u í z o d e Deus n a destruição de Jerusalém e d o Templo e nos longos anos de exílio. o Cronista se preocupa menos com o que aconteceu e mais com o significado dos acontecimentos.1 E2CRÔNICAS À primeira vista. a ortografia padronizada se deve aos dicionários. que são invenções relativamente recentes. descrever acontecimentos com palavras que o povo de sua própria época entenderia. Precisava conhecer a melhor maneira de restabelecer o culto de adoração. Os leitores de nossos dias têm suas dificuldades com os livros de Crônicas. ignorando o reino do norte completamente. • • • • Genealogias: Adão até após o exílio Essa gente precisava ser conectada come passado do povo. Ele é um intérprete da história. Rute e alguns dos Salmos.11-22). 1—9) focaliza as tribos do sul.C.) Estes eram as 2Cr 1—9 pessoas que O reinado de Salomão voltaram do exílio para reconstruir 2Cr 10—36 Jerusalém sob O Reino de Judá Esdras e Neemias. na nossa língua. e não fornecer estatísticas exatas. Descreve como suas fontes vários registros da corte mencionados em Samuel e Reis. Crônicas freqüentemente dá um número mais alto que seu correspondente em Samuel ou Reis. Desobedecer é brincar com fogo. expande e modifica. realizando seus propósitos. a história do povo de Israel desde a época dos juízes ao exílio. que se dedicava exclusivamente ao serviço de Deus. Ela faz incursões por outros livros do AT. Esquecemos que. Judá e Benjamim. parece que os livros de Crônicas repetem de forma mais monótona e moralista o que já foi registrado nos livros de Samuel e Reis. Os nomes também geralmente são grafados de forma diferente em Crônicas que nos livros anteriores e alguns sem dúvida são erros de cópia. Mas por que esta nova narrativa? O que o Cronista tem em mente? O que está por trás da escolha do material que ele fez (ou eles fizeram.3-14) e a mensagem de Deus a Salomão. Uma é a tendência do Cronista de "modernizar" ou seja. e a tribo sacerdotal de Levi. devemos tirar as conclusões com base em seu trabalho literário. No cerne de seu registro está a promessa divina feita a Davi de uma dinastia duradoura (1 Cr 17. O Cronista escolheu seus temas para transmitir uma mensagem específica a seus leitores originais. Essa história não devio se repetir nunca mais. por exemplo. lCr 1—9 (Ele deve ter escrito por volta de 400 (CrlO a. • Resumo História seletiva que se concentra na linhagem real de Judá. problemas que nós mesmos criamos para nós. após sua oração na dedicação do Templo (2Cr 7. Ele espera que seus leitores conheçam esta história que ele abrevia. No período . Provavelmente a intenção é enfatizar a grandeza de uma vitória dada por Deus. de acordo com seu propósito geral. O mundo antigo não se preocupava tanto com estatísticas exatas e ortografia padronizada. Mas ele também tem temas próprios. que é altamente seletiva? Como ele não nos conta isto. Embora obviamente interessado pelo passado. Precisava da garantia de q u e Deus ainda estava com eles. é pedir para ser castigado. Para a maior parte de Crônicas (1Cr 10—2Cr 36) o autor se baseia em Samuel e Reis. Por causa disto ele se concentra nos reis da linhagem de Davi.

1—2.) . ARA) Elisua ( N T L H ) . famílias de cantores (31-48). 793-753 a. Benjamim (6-12). que. Benjamim e Levi (veja introdução acima).2: D e A d ã o a t é I s r a e l (Jacó) e s e u s 12 f i l h o s l C r 1. • Acar (2 .3-4. 9 .5) No texto hebraico a grafia é Bate-Sua.26 Pui e Tiglate-Pileser são a mesma pessoa.C. pois dá maior atenção e reserva muito mais espaço a J u d á . Também preparam o caminho para a história específica que ele quer contar. Veja Esdras. embora muitos nomes sejam grafados de forma um pouco diferente aqui. 750-732 a. seria omitida completamente. de outra forma. • B a t e . Não necessariamente o contemporâneo dc Josué. ancestrais de Davi.3).17 Jotão. (veja 2Rs 14). começando com o cap.28-54: Abraão. descendentes de Noé através de Jafé.3—3. a grafia é Tiglate-Pilneser. algumas traduções acrescentam "que foi o pai de Samuel" após Elcana.1-10).15) Não foi rei de Judá.5) No texto hebraico. (Isto não se reflete em algumas versões modernas que miiformizam a grafia dos nomes.16) O s três filhos de Zaruia ganham destaque na história de Davi (veja 2Sm 2—3 e outras passagens). I C r 3.17-24: a linhagem real do exílio em diante.26: S i m e ã o e as tribos d o l a d o leste d o J o r d ã o I C r 4. • Quelubai ( 2 . e sugeriu-se que os vs.1) Veja G n 35. I C r 6: A t r i b o s a c e r d o t a l de Levi A linhagem dos sumo sacerdotes (1-15).11-22). do que ao restante.11) Veja Rt 2—4.1-16: a dinastia de Davi até o exílio.) I C r 1. C . I C r 4.23-24). as famílias de Gérson. o Cronista dá mais atenção à família de Davi.S e b a (3. 8.1-2: os doze filhos de Israel. a linhagem real (e. e que o v. • E z e q u i a s (4. Não têm a intenção de serem completas. 12 é o final de uma lista perdida dc Dã.] e 2Crônicas elisabetano. ICrl— 9 De Adão até à volta do exílio As listas nestes capítulos fornecem apenas um esqueleto da genealogia. • Judá (2. G a d e (5. I C r 5. • Filhos d e Z e r u i a (2. veja 2Rs 18—20. 5 7 Veja Js 20. • J o a n a (3.19) Líder no retorno do exílio. (veja 2Rs 15). • V. a linhagem sacerdotal). ARA) Calebe ( N T L H ) . descendentes de Ismael e Esaú.1-9 para cidade de refúgio.1-23: mais clãs da tribo de Judá. na qual o Cronista tem interesse especial (veja 2. A atenção se concentra no pai da nação.50) Isto é. • Boaz (2. 6. l C r 1. • R u b e n (5. que focalizará a linhagem real de Davi e o Templo como centro de culto da nação.24-43: Simeão.41) Reinou de 729 a 687 a . As genealogias são importantes para o Cronista e para os seus leitores originais porque conectam aquelas pessoas com tudo que se realizou anteriormente no plano de Deus. • Pai d e Q u i r i a t e . (Isto não confere com o cap. • E l i s a m a (3.6. 2 7 A partir da Septuaginta. • Tamar (2. oito filhos.3) A q u i começam a aparecer os interesses especiais do Cronista. De acordo com seu propósito. Cam e Sem. o nome "Shakespeare" podia ser grafado de várias maneiras e ninguém se importava com isto. I C r 4. como algumas versões modernas deixam claro (veja N T L H ) .12-30. A referência é ao profeta Samuel.4) Veja G n 38. lista de cidade levíticas (54-81). A lista é derivada de Gênesis. 49. I C r 2. • Sete filhos (2. I C r 3.7) Acã.22.13) Segundo I S m 16—17. 6-11 referem-se a Z e b u l o m . fundador daquela da cidade (veja N T L H ) . • V. por exemplo. Isaque.3-55: os descendentes de J u d á . • 5. que não era israelita embora tivesse sido adotado pela tribo de Judá. Jeroboão I I . Coate e M e r a r i (1630). I C r 2. 10. e às tribos de J u d á . e meia tribo de Manasses (5. Israel (Jacó). a Levi. • Levi (1) Note o espaço dado à tribo sacerdotal. I C r 7: A s t r i b o s d o l a d o o e s t e do Jordão Issacar (1-5).C. descendentes de A r ã o (49-53).J e a r i m (2.24: J u d á : a l i n h a g e m r e a l I C r 2. Veja Js 7.1-26: as duas tribos e meia que se estabeleceram a leste do rio J o r d ã o : Ruben (5. • Z o r o b a b e l (3. no cap.1-27: De Adão até Abrão. • 5.24—5. • Tiglate-Pileser (5.

a história da monarquia começa com Davi.2 7 Estas listas têm p a r a l e l o em Ne 11. que diz respeito ao século 6 a .10-47: a guarda especial de Davi (veja 2Sm 23. Benjamim tornou-se parte do reino do sul. cidade que os filisteus lhe concederam como base. o Santo Deus tem feito.35-40.. . de tão ansiosos para se juntarem a Davi. os levitas (14-16). É uma história seletiva. Deus o m a t o u " (14) Para os leitores modernos este é u m dos exemplos mais chocantes da maneira como os autores do A T atribuem a Deus uma participação direta nos aconiecimentos. eles pertencem à história e fazem parte dela. ligada ao registro da morte StNHORl. 0 Cronista enfatiza o apoio que toda a nação deu a Davi. l C r 11. sendo que as duas representam as demais). Quando as dez tribos do norte se separaram para formar o reino de Israel. 1 0 . l C r 11—12: D a v i é coroado rei Veja2Sm 5.35-44: A l i n h a g e m d e Saul Esta lista. • " P o r isso. os sacerdotes (10-13). Efraim (20-29). 8. Veja nota I O 16. l C r 12. primeiro rei de Israel (da tribo de Benjamim. A história da ascensão e queda de Saul é contada a partir de I S m 9. a cidade de Davi. Mas se o Cronista omite. omitindo o adultério de Davi com Bate-Seba. 2 9 . menciona Benjamim e J u d á (o reino do sul. se comparada com 2Samuel. 29-40). ao SENHOR porque ele é bom. 1Cr 1 1 — 29 O reinado de Davi A história do reinado de Davi ocupa o restante de lCrônicas. • V. também é verdade que ele acrescenta detalhes ao que sabemos de outros livros.3 8 A lista é repetida em o coração de todos os que adoram ao 9. sua preocupação era com toda a nação como povo de Deus (as 12 tribos. principalmente os planos e preparativos detalhados para a construção do Templo (caps. Tenham benjamita. e o seu amor dura • V s . A s e r (30-40). governado pela linhagem de Davi) juntamente com Efraim e Manasses (as duas mais importantes dentre as dez tribos do norte que se separaram. Para o Cronista. • V. os guardas ou porteiros (17-27). foi por causa da ação do Deus onipotente. para sempre". ' • C a n t e m a Deus. A R A ) Doze pães. Meribe-Baal = Mefibosete. Conta como os próprios parentes de Saul passaram para o lado dele. 2Sm 11. as pessoas encarregadas dos utensílios e do estoque (28-32) e os músicos (33). como causa primeira.21. C . l C r 9. O s vs. O Cronista quer enfatizar continuidade: esta é a história dos próprios exilados. que acabou de começar.1-10. Este capítulo não tem paralelo. l C r 8: B e n j a m i m e o rei Saul As famílias de Benjamim (1-28). • G i b e ã o (29) Importante cidade falem tios seus atos maravilhosos. Dêem graças de Saul que começa no cap. relacionando as pessoas por tribo e família (3-9). 2Sm 1. repetida do cap. 3 3 . unindo-se a Judá. l C r 10: O r e i S a u l m o r r e no campo de batalha Veja em 1 Sm 31. 3 Embora o Cronista não relate a história do reino do norte.9-10. Assim. 22—29). o estupro de Tamai e a dissensão familiar que culminou na rebelião de Absalão. um para cada tribo.34 ( M T 1 J I ) sobre Jerubesete.310 A história de Israel Nafrali (13). l C r 9. apresentados a Deus e colocados numa mesa especial no Templo.3 4 Esbaal = Isboscte. tornando-a capital do seu reino (11. e descreve os guerreiros de Gadc que. 13-14 são tudo que ele tem a dizer sobre o primeiro rei de Israel. A história começa no momento cm que Davi se tornou rei de toda a nação (11. cantem louvores a ele. introduz a história que se inicia no capítulo seguinte.1-22: Partidários de Davi em Ziclague. ficava 8 km a noroeste de orgulho daquilo que Jerusalém. Ele enfatiza a recolonização de Jerusalém (3). a genealogia de Saul. • Pães d a p r o p o s i ç ã o (32. Todas as tribos voltaram a ser um só povo.1-3) e conquistou Jerusalém. neste texto.1-34: E x i l a d o s que retornaram da Babilônia Esta seção. a meia tribo de Manasses (14-19). não apenas duas). Se algo aconteceu.. • V s . interrompe a narrativa sobre Saul e Davi (séculos 11 e 10). atravessaram o rio Jordão durante a cheia. 10.4-9).8-39). 11 O povo de Jabes sentia-se devedor em relação a Saul (veja I S m 11). Que fique alegre • V s .

8-36 foram reunidos trechos de diversos salmos. Davi tinha todas as condições de lidar com as nações à sua volta. n o passado. capital amonita. não um Deus irado. Cronologicamente.1 e l C r 12. a arca foi levada para Jerusalém. E m Jerusalém e em Gibeão eram apresentados sacrifícios diários e Deus era l o u vado com palavras e música.19. a música teve um papel especial na adoração (veja 16.1-24. como os outros registros deixam claro (2Sm 13 e capítulos seguintes. não tem paralelo em outro livro bíblico). primeiro para o oeste. D a v i e os levitas vestiam as roupas especiais exigidas (15. As fronteiras foram ampliadas. A intenção era mostrar.26-31 (Rabá.27). apesar da promessa. Fiel ao seu propósito de delinear a história religiosa da nação. depois para . a promessa foi cumprida em Jesus. Compare com 1 Sm 6. I C r 18—20: V i t ó r i a s de Davi levam à expansão do reino Veja 2Sm 8 (filisteus). sobre o papel dos sacerdotes e levitas. ICr 15. E sua atitude estava correta (compare com A g 1. l C r 13: O t r a n s p o r t e d a a r c a : uma a d v e r t ê n c i a t e r r í v e l Veja 2Sm 6. Estes relatos não estão em o r d e m cronológica.27. I C r 17: O p l a n o d e D a v i e a promessa de Deus Veja 2Sm 7. O culto adequado se caracteriza por ordem e alegria. Para os autores do N T .6: A a r c a é l e v a d a para J e r u s a l é m Veja também 2Sm 6 ( I C r 15. • Perez-Uzá (11 ) Isto significa "castigo de U z á " (10). Q u a n d o Jerusalém foi tomada e o povo foi exilado na Babilônia (587 a .7-43: U m h i n o d e l o u v o r a Deus Nos vs. o Cronista inicia a história do reinado de Davi com este acontecimento. Seu ponto fraco era a sua vida familiar. mas expressou seu amor e sua aprovação a Davi na promessa de u m a dinastia que jamais acabaria.16 Belém era a cidade natal de Davi.4). é a moderna A m ã ) . que o coral de Asafe cantava diante da arca. e não exatamente o que foi cantado naquele dia. O Cronista descreve o papel dos levitas na cerimônia. Ficava a cerca de 8 km ao sul de Jerusalém. • 11. O Cronista queria reavivar esta esperança e essa confiança em Deus. Desde os tempos mais remotos. '• Da promessa que Deus fez a Davi nasceu a esperança de um Messias (o futuro rei supremo: Is 9 ) . C ) . • H i r ã o d ) Veja 2Sm 5.6).11. a cidade d e Davi.1—16.7). l R s 1. pois. tudo parecia perdido.13-14). Após ficar durante três meses na casa de Obede-Edom (13. ele ocorreu um pouco depois. Pareceu errado a Davi o fato de ele ter um palácio para morar enquanto a arca de Deus ainda estava abrigada numa tenda.21 Veja I S m 30. ICr 16. e ao permitir que Salomão construísse o Templo. mas a santidade incrível de tudo associado a ele.23-40: as tropas que fizeram Davi rei em Hebrom. Beeliada é o mesmo que Eliada. onde Davi a instalou na tenda que fizera para Deus. 2Sm 10 (amonitas e sírios) e 2Sm 12.29 Sibecai é o Mebunai de 2Sm 23. que veio da família de Davi e reinará para sempre ( M t 1—2). I C r 14: R e l a ç õ e s i n t e r n a c i o n a i s Veja 2Sm 5. • Filhos de Davi (4-7) A lista em Samuel não menciona Elpelete nem Nogá. D a v i não d e i x o u que sua decepção ofuscasse a aceitação alegre da resposta que havia recebido de Deus. Deus recusou seu pedido. • 12. Nenhuma pessoa não-autorizada poderia sequer tocar a arca sagrada. Talvez seja um exemplo do 2Crônicas 31 N c s i a área d a J e r u s a l é m m o d e r n a ficava. A tenda original (o Tabernáculo) e o altar permaneciam em Gibeão. a linhagem de reis da família de Davi chegou ao fim. O escriba confundiu duas letras hebraicas. • 11.

isto não é necessariamente uma tentativa de encobrir o u maquiar essa história. o censo (avaliação do poderio militar de Israel sugere falta de confiança em Deus) e a peste eram significativos apenas como acontecimentos que levaram D a v i à decisão (22. • Sete mil c a r r o s ( 1 9 .A história de Israel o norte e para o leste. e a razão para Deus permitir que ele aja. Para o C r o n i s t a . • 21. continuam sendo um mistério. Sua existência no mundo de Deus.17) O autor de Samuel os chamou de "sacerdotes". um número mais p r o v á v e l . O u t r o s documentos contemporâneos também dão números altos de soldados e carros de guerra.1) de c o n s t r u i r o Templo no local onde ficava a eira de O r n a . fato sequer mencionado em Samuel. que nesta época no A n t i g o O r i e n t e Próximo a cavalaria desmontava para lutar.5 Este números diferem de 2Sm 24. ••••• . Portanto. o p o v o sofria.9. O episódio de Bate-Seba e Urias (relatado em 2Sm 11—12) se encaixa entre 20. A infantaria aqui são os "cavaleiros" mencionados em Samuel. principalmente porque ela j á era conhecida de registros anteriores. • 20.0 Cronista provavelmente obtev v estes número' de outra fonte. apropriado para a construção desse tipo.18 traz 700 carros.um lugar plano. aberto. Quando o rei como líder pecava. • Filhos d e Davi (18. O mesmo acontece c o m líderes e nações atualmente. u m local para o Templo Veja 2Sm 24.2. j á O lugar u u terreno que Davi c o m p r o u para a futura construção d o T e m p l o t-ia uma eira . • T o d a a n a ç ã o s e t o r n o u c u l p a d a (21 . l C r 21.4 O problema dos números muito altos não c e x c l u s i v o do AT.1—22.3) A solidariedade nacional é u m fato. • S a t a n á s (21. 1 8 ) 2Sm 10. É Deus quem estabelece os limites do podet de Satanás (veja J ó 1—2).1) 2Samuel traz "Deus". conforme seu propósito de enfatizar a verdadeira realeza e a correta adoração.1: C e n s o e castigo. Mas a palavra carro aqui pode significar apenas "homens montados". Veja mapa cias guerras de Davi (2Sm 8 ) .5 Veja 2Sm 21. O Cronista regularmente omite detalhes da vida privada.19.1 e 20. mas na época do Cronista a palavra sacerdote assumira u m significado técnico. • 18. As estatísticas dadas pelos lados opostos numa guerra raramente correspondem à verdade — mesmo atualmente! Veja Introdução.

algo que nos últimos tempos faziam nos muitos santuários espalhados pelo país. • Muito s a n g u e tens d e r r a m a d o (22.2-32: O s levitas e seus deveres Os cinco capítulos seguintes registram como Davi organizou a administração religiosa (23—26) e civil (27) da nação. 3. Desde os primeiros dias da peregrinação no deserto. e a adoração devia ser centralizada no Templo de Jerusalém. 1 4 Tomado literalmente. elaborar o projeto. Foram essas guerras que possibilitaram o governo de paz de Salomão num reino fortalecido. Assim. lCr 22. O m ã é o mesmo que Araúna no relato de Samuel. Ela segue naturalmente a menção do Templo no v.20) Talvez na caverna sob o chão de pedra. músicos e coristas. • Vs.6-24 (com 24. reunir o material.18 A eira era um espaço aberto e plano no qual os feixes podiam ser espalhados.20-31) dá uma lista daqueles que pertenciam à tribo de Levi e que. se concentrarem na grande tarefa de construir o Templo de Deus. • 2 2 . 9 O nome Salomão vem da palavra hebraica para paz: "shalom".8) Isto não significa que Salomão fosse moralmente melhor do que Davi. eram qualificados para ingressar no serviço de Deus. Davi deu novos deveres aos levitas: o cuidado e a manutenção do Templo. bem como muito bronze c ferro. l C r 23. Davi ordenou que.1: P r e p a r a t i v o s p a r a a construção d o Templo Esta seção não tem paralelo em Samuel.1 e 2Crônicas 313 • 21. 1. uma fortuna em ouro. as funções de magistrados. muitas vezes se afirma que Deus estava com ele em suas campanhas). uma vez terminada a construção do Templo. finalmente. O significado é evidente: Davi acumulou muitos suprimentos. • 2 2 . lRs 1). portanto.2—23. que deve ter durado alguns anos. Provavelmente pertence ao período da co-regência de Salomão com seu pai (23. Ele aceitou o revés da recusa de Deus e direcionou todas as suas energias c seu entusiasmo para o que podia fazer: escolher o local. • Estrangeiros (22. uma riqueza fantástica em prata. O foco em todos estes capítulos é o Templo e o culto de adoração a Deus.2) Os canancus que permaneceram na terra foram permanentemente obrigados a fazer trabalhos forçados como escravos.1. isto faria Davi muito mais rico que Salomão. o u que as guerras de Davi não tinham justificativa (ao contrário. erguida no local do Templo.25 2Samuel registra o preço pago pela eira. em seguida. • 21.1 O Cronista não menciona as lutas pela sucessão registradas em l R s 1. • Se e s c o n d e r a m (21. e propiciaram ao rei e à nação a liberdade de. A dificuldade deve ter surgido porque era um nome estrangeiro.27 Os levitas começavam o seu trabalho com a idade de 30 anos. eram separados ao serem lançados ao vento. entrassem no serviço aos 20 anos. • 23. Agora a arca devia ter uma sede permanente. . Bois puxando pranchas com cravos debulhavam os grãos que. l C r 23. Eles também ajudavam os sacerdotes. e a assistência geral aos sacerdotes. zeladores. Davi jamais abandonou o desejo de construir uma casa digna de Deus. que agora está sob a mesquita do Domo da Rocha. o dever dos levitas fora manter e transportar o Tabernáculo. e este versículo aparentemente dá o preço pago pelo terreno inteiro.

4 O fato de a família de RH ser descendente de Itamar explica em pane o número reduzido de sacerdotes. SENHOR. revezando-se na guarda do Templo e do depósito. l C r 24: O s s a c e r d o t e s e seus deveres Os v i n t e e q u a t r o g r u p o s de sacerdotes. I r Carquemla.1). "colunata". Também recebiam as ofertas e contribuições ( 2 C r 31. cada nos céus e na terra.14). todos d e s c e n d e n tes de A l ã o .1. é o reino. 20-31: outra lista de levitas (veja acima). M e s t r e s e discípulos o c u p a v a m as mesmas posições ( 8 ) . é o podei. e p r i m e i r o sumo sacerdote. iMr lelcvii . muitos de seus descendentes A música era uma parte impoilanlc cio tiveram morte violenta (veja I S m 2. • V. inclusive para esses "porteiros" (veja SI 84." grupo servindo duas semanas do ano. l C r 25: O s m ú s i c o s d o T e m p l o A música. mostra um grupo de músicos. era i m p o r t a n t e na a d o r a ç ã o j u d a i c a . a honra. que l a m b e m era músico h a b i l i d o s o (ISm 16.30-36). que supervisionava pessoalmente ( 2 . irmão de Moisés "Teu. 2Sm 23.15-18.314 A história de Israel do T e m p l o t i n h a m o m i n i s t é r i o de profetizar. "pátio". Davi. 8 a . Os músicos . A b i ú (1) Veja L v 10. teu. estavam e n c a r r e g a d o s dos porque teu é tudo quanto há sacrifícios no T e m p l o . Asafe. SENHOR. 6 ) . ser. a n u n c i a n d o as mensagens de Deus (25. ii grandeza.1-19: O s p o r t e i r o s de T e m p l o Vários levitas deviam atuar como porteiros.10). C . a vitória c a majestade. tocando vários insttiiineutos. A ordem era decidida Ultima oração de D a v i . T o d o serviço no Templo de Deus era uma grande h o n r a .11 por sorteio. certamente gostava desta parte da organização. Supostamente d e v i a m manter a ordem. • Nadabe. Hemã e J e d u t u m estavam entre os famosos: são n o m e a d o s nos Salmos. instrumental e v o c a l . • V . 18 O significado exata da palavra hebraica "parbar" é desconhecido. Vs. i C r 29. c traduzido por "átrio". Por causa dos pecados dos filhos de E l i .3). Mas o status não era importante no s e r v i ç o d o T e m p l o . "pavilhão". assim como na v i d a social em geral. culto no Templo. l C r 26.

por fim. • V.17. 2Crônicas 315 l C r 29: A l é m de tudo que havia juntado ao longo dos anos. deulhe importantes conselhos (9-10) e. anacrônica para a época de Davi. Uma assembleia formal pública marcou a coroação oficial de Salomão. l C r 27.2. Profundamente comovido. Salomão o condenou à morte.2-15: Todos os 12 comandantes aparentemente vieram da guarda especial de "homens valentes" de Davi (veja cap. • Todos os filhos d o rei Davi (29. Saul. bem como de lazer os registros. e as ofertas voluntárias afluíram (6-9). esses presentes haviam sido entregues na Tenda anterior.5. Davi agradeceu a Deus de coração p o r tal dádiva ser possível para pessoas que sem a bondade de Deus não teriam nada. • Daricos (29. mas uma pista para a data em que o Cronista escreveu. G n 22. • V. mais tarde. • 29. 33 Aitofel e Husai aparecem na história da rebelião de Absalão (2Sm 1. 23 Para o censo veja cap. e os despojos de guerra — eram vastos. Abner e Joabe morreram antes da construção do Templo. • V.24) Anteriormente. 28 Samuel. e seus conselheiros pessoais (32-34). é retomada. . não chegaram até nós. O projeto seguia as instruções dadas por Deus. Sua oração é uma das mais grandiosas em todo o AT. D a v i entregou as listas dos deveres do Templo (21. mais que qualquer outra passagem.3 2 : O u t r o s o f i c i a i s do T e m p l o Tesoureiros.31-32. do contrário.29) Estes podem ser os registros que aparecem em 1 e 2Samuel.16-34: os oficiais encarregados das tribos (16-22).14.5. 32 Jonatas e Jeiel estavam encarregados da educação dos filhos do rei. em U r . Ela demonstra. • Crônicas (29. • V. A promessa foi feita a Abraão ( G n 15. após a provação com Isaque) e foi repetida para Isaque ( G n 26. Davi apresentou seu filho ao povo (1-8). c era bem parecido com o padrão dado a Moisés para a construção do Tabernáculo. Adonias tentara tirar o trono de Salomão ( l R s 1). 21. produtos agrícolas e rebanhos. Os homens abaixo de 20 anos não eram qualificados para o serviço militar c então jamais eram contados. Seu exemplo e apelo (5) inspirou uma reação pronta e alegre do povo. veja caps. Davi fez uma última contribuição pessoal c generosa para o fundo de construção do Templo (1-5). lCr 2 7 : O e x é r c i t o e o s e r v i ç o c i v i l de D a v i l C r 27. 11). 23—26). após o breve incidente registrado em l R s 1 (veja 29. "Amigo do rei" (ARA) era um título oficial.4 Veja 22.22). A o mesmo tempo.4). os administradores das p r o priedades d o rei (depósitos. Mas neste momento havia paz. 2 0 . 25-31). ARA) Moeda persa de ouro. em 23. administradores e magistrados eram designados para cuidar das finanças do Templo e das questões legais.7. entregou-lhe a planta de todos os prédios do Templo (11-19).1 e lCr 2 6 . porque este homem podia ser considerado "um homem segundo o coração de Deus". O s tesouros do Templo — contribuições e impostos do povo. lCr 2 8 — 2 9 : S a l o m ã o f i c a no l u g a r d e D a v i l C r 28: A história que havia sido interrompida pelas listas. Logo.

316 A história de Israel 2Cr1— 9 2 C r 2: P r e p a r a t i v o s p a r a a construção d o Templo Veja 1R S 5. Veja também 2Sm 5. Deus lhe d e u a sabedoria que pedira. • V. uma região de pequenas elevações entre a Judeia e a planície litorânea filistéia. 3 N o texto hebraico aparece o nome "Hurão". Veja l R s 3. 2 C r 3: C o m e ç a a c o n s t r u ç ã o do Templo Veja l R s 6 — 7 . que é uma variante de Hirão. 16 Veja "Comércio de Salomão". • MonU deoferec dos mor • Parva velmení • Véu/c santuári prédio ( anterioi fala sob oliveira O reinado de Salomão 2 C r 1: S a l o m ã o r e i n a c o m a sabedoria de Deus O período é o século 10 a. mais poder. • V. 13 Hirão-Abi: A forma abreviada do nome era Hurã ou Hirão. Os vs. Salomão agora estava no comando d o reino de seu pai Davi. L m ' m J s ^ B i . 10.C. "Sefelá". • V. • Planícies (15) Literalmente. 4-6 complementam o relato de Reis. riqueza e fama.

2 Enquanto caminhava pelo deserto e vivia em tendas.000 b a t o s (4. • Véu/cortina (14) Esta cortina separava o santuário. • 3. em que ficava a arca. À direita. lRs 7.12) Veja l C r 25.1 e 2Crônicas 317 • Monte Moriá (1 ) Abraão havia recebido a ordem de oferecer sen filho Isaque em sacrifício sobre um dos montes da terra de Moriá ( G n 22. • 4. 2 C r 6. possivelmente na Arábia.12-42: A o r a ç ã o d e S a l o m ã o Veja l R s 8. 2 C r 5. A glória da presença de Deus encheu o Templo (2-14).11: A c e r i m ô n i a c o m e ç a Veja lRs 8.000 batos. existe um acentuado declive q u e leva a o vale d o Cedrom. Já havia sido assim na Tenda anterior.6 Veja Êx 30. O Cronista acrescenta o v. Salomão fala ao povo (6. A base desta oração.000 litros na medida usual de 22 litros por bato. da parte maior do prédio do Templo.2—6. diante do Templo. na área d o T e m p l o em J e r u s a l é m . o povo fez uma tenda paia Deus (o Tabernáculo).3-11). • Levitas que eram cantores (5. • Parvaim (6) U m lugar desconhecido. A arca foi levada ao Templo em meio a música alegre. e de todas as orações. o Templo foi construído como casa para Deus. o tabernáculo (Êx 26. é o fato de que Deus e suas promessas são confiáveis. onde ficavam o altar e o tanque. 1 — 5 . • 6. As assembléias aconteciam ao ar livre. 2Cr 4 . . 1 : E q u i p a n d o o T e m p l o Veja l R s 7.26 traz 2.5) O u seja.31). Não era uma catedral em que se reuniam para adorar.17-21.2). O local o n d e ficava a cidade d e D a v i aparece em primeiro plano. Agora que se instalaram em casas. 6. cânticos e ação de graças.31-32 fala sobre mna porta dupla feita de madeira de oliveira. Os pedidos se baseiam em outros O m u r o que dá para o S u l . l R s 6. cerca de 60.

> Vs.10-14. hoje ocupada p o r uma mesquita.18) são o mesmo total que os 550 mais 3. 2. 21 N ã o é muito provável que esses "navios que iam a Társis" (Tartessos) fossem até a Espanha. fatos importantes sobre Deus: seu amor pelo seu povo.14-29.13-31: A s r i q u e z a s e a glória de Salomão Veja l R s 10. | L v 1—7. V s . Duas U m pórtico que dá acesso à a m i g a área d o Templo. Deus c o n c o r d o u com todos os pedidos de Salomão. em Jerusalém. 29 Todas estas fontes se perderam. • V . sua prontidão em o u v i r e perdoar aqueles que genuinamente abandonam o pecado. O fogo queimou os sacrifícios em sinal da presença e aprovação de Deus. 11-22: numa segunda aparição. A R A e NTLH traduzem por "sândalo". veriam nestes versículos de advertência a razão daqueles acontecimentos trágicos. sendo o último u m dia de reunião solene antes de todos se dispersarem (isto esclarece l R s 8.10-28. além do que pode ser deduzido aqui. A extensão do reino de Salomão (26) era o cumprimento da promessa que Deus havia feito a Abraão ( G n 15. 14 As orientações de Davi estão em lCr 23—26. O Cronista inclui essa visita como ilustração da ampla fama e reputação de Salomão.318 A história de Israel festa se estenderam até a semana da Festa das Barracas (Tabernáculos). Mas em troca ele esperava obediênda leal. • V .11. • V. o "almugue" de l R s 10. • V . 2Cr 7 : A festa de consagração Veja l R s 8—9. 2 C r 8: A s c o n s t r u ç õ e s e o comércio de Salomão Veja l R s 9. seus padrões morais absolutos. para os sacrifícios.300 de l R s 9.23. NTLH) Isso tinha que ser assim. O s leitores d o Cronista. 5.0 Cronista não fala das várias mulheres estrangeiras e sua influência. • O preceito d e Moisés (13) Para as festas I fixas anuais veja L v 23.8-10 que o Cronista acrescentou.1-13. • V . 2 As cidades de l R s 9. Este relato difere de Reis nos vs. 2 C r 9. • V . Talvez a expressão se refira a navios de grande calado.12-15. a exemplo do que ocorre nos livros de Reis. ao se lembrarem da queda de Jerusalém e dos anos de exílio seguintes.600 capatazes (2.18).1-12: A v i s i t a d a r a i n h a de Sabá Veja l R s 10. porque apenas os sacerdotes podiam entrar no Templo. Os sete dias de . 11 Compare l R s 11. que Salomão resgatou de Hirão.16. • A l g u m i n s (10.65-66).41-42 Citação livre de SI 132. 10 O s 250 oficiais mais 3. 2 C r 9.11. • Em frente d o Templo (12. ARC) Palavra estrangeira.

e freqüentemente refere-se a J u d á como "Israel". i No Egito (2) Veja l R s 11. prata. apenas uma fração dessa terra e daquela riqueza foram passadas para seu sucessor. semelhantes a bodes. lomão pertotíeEziom d e S a A frota do mar Vermelho (operação conjunta com Hirão) trocava cobre porouro de Ofir. ARA) Demônios do deserto.14. o silonita": Veja l R s 11. n o g o l f o d e A c a b a . em muitos casos. A i n d a hoje se p o d e m v e r . por sua v e z .26-40.-.•. Mesmo assim. Roboão. marfim e jóias . 2Cr 1 0 : C o m R o b o ã o o r e i n o se d i v i d e e m d o i s Veja também l R s 12. madeira. e o gráfico "Reis de Israel e J u d á " . forneceu cedro paraas jj.G e b e r . e continham elementos que continuavam leais a Deus e ao tei legítimo.30-39. rei de Tito. t Semaías (2) Veja 12.29. o que significa que. principalmente Israel e o Egito. carruagens foram exportados para os hitítas e sírios A posição estratégica do reino de Salomão possibilitou o controle das principais rotas de caravanas no eixo norte-sul N /' V Minas de cobre . Cue forneceu cavalos a Salomão Hirão. t V.•-. construções de Salomão O Egito forneceu \ cavalos e carruagens Cavalose . 319 0 comércio de Salomão A posição estratégica do reino de Salomão possibilitou o controle das principais rotas de comércio n o sentido nortesul utilizadas pelos mercadores.7. \feja "Examinando a cronologia dos reis". Além de adquirir riquezas com o comércio terrestre. . se concentrou em fortificar seu pequeno reino contra ataques de seus v i z i n h o s maiores e mais fortes. o s túneis dos mineiros e os depósitos d e cobre. 0 Cronista não reconhece os reis de Israel. as dez tribos ainda eram consideradas parte da nação israelita. Muitas delas incluem u m período de co-regência com um predecessor.le2Crônkas das profecias de Aías foram registradas em lRs 11. 14. "Por intermédio de Aías. desde o t e m p o d o rei Salomão até o p e r í o d o r o m a n o (e a l é m ) . O c o b r e e r a e x t r a í d o d e minas e m T i m n a . 2Cr 10—36 Os reis de Judá As datas e a duração do reinado de cada rei são dadas nas seções paralelas de 1 e 2Reis. seu acordo com o rei Hirão de Tiro trouxe o comércio marítimo. Apenas os descendentes de Davi são os verdadeiros reis da nação. etc. 18 Adorão é o mesmo que Adonirão no relato de Reis. ele praticamente ignora o reino do Norte. Veja l C r 10. n o local. a partir da divisão em reino do Sul e reino do Norte.5. t Isto vinha d e Deus (15) Esta é uma das várias ocasiões no A T em que um fato é atribuído diretamente a Deus sem referência à liberdade de escolha do ser humano. Ao morrer. existe uma sobreposição. • Sátiros (15. Um n a v i o d a froia mércame d o rei Salomão. a o norte d e E z i o m . 2Cr 1 1 : R o b o ã o f o r t i f i c a J u d á Uma palavra oportuna de Semaías evitou a guerra civil (1-4). A s s i m . Sacerdotes refugiados de Israel afluíram para Judá após as medidas de Jeroboão no sentido de romper qualquer ligação religiosa com Jerusalém (veja l R s 12.26-33).15. Roboão recebeu das mãos de Salomão um reino rico que começava a dar sinais de fraqueza. Veja l C r 29.

Asa recebeu honras do seu Abias devia ser considerada sinal da povo. O arrependimento nacional (não mencionado n o relato de Reis) limitou seus efeitos. Ao seu lado aparecem os nomes das cidades e aldeias conquistadas em Israel.liópia/Cuxe corresponde ao atual Sudão.9 I N T L H T ) "pactos" feitos c o m Deus). traduziu por "aliança eterna".320 A história de Israel rado apenas como indicação de "um grande número". A q u i . "filha d e " n o sentido mais amplo de "descendente".20. • G e b a . • Z e r á (9) F. 15. as pedras foram entalhadas com um enorme retrato do Faraó em triunfo. Já o Cronista viu coisas boas (caps. Retornando v i t o rioso para casa. • T o d o o Israel (1) O Cronista se refere ao verdadeiro Israel. às vezes destruindo." cerimonial na ratificação de tratados. l R s 15. 2Cr 12: O Egito invade J u d á Veja também l R s 14. Ali. que era uma das tribos do norte. • Sisaque (2) O líbio Shcshonq I. ARA) O saltinhauso ficava apenas a 8 km ao norte de Jerusalém. não a Deus. e em Tebas (Karnak). 16) n o reinado dele.j á que esta é a única v e z na Bíblia em que rado adoração "adequada". e durabilidade (principalmente nos a Ramá para o transporte d e material de em 2 C r 16. A invasão de Sisaque "Os homens de Sisaque marcharam pela terra. 6) era o dom de Deus ao rei e povo obedientes. também.. E ao ficar doente. A grande vitória. NTLH) Mas veja 14. no mundo a fim de dar Efraim.2). Só resta o de Tebas. isto é. 500. multas vezes se usa "filho d e " . trazendo o nome de Sisaque. Veja também l R s 15. Sisaque começou a construir templos em Mênfis." Alan Millard • Filha d e A b s a l ã o (20) N o AT. A grande família de entanto. Na to mais crítico ao rei. 2 0 Veja 10. deviam ser médiuns o u curandeiros. Mispa (6) Duas cidades da fronteira Representava fidelidade.20. o registro mais verdade. • A c a b o u c o m t o d o s os ídolos (8. lealdade norte d o reino de J u d á . no território d e tudo o que acontece • Micaía (2) Maaca (11.000 (17) Melhor se for conside mas da queima de especiarias (veja J r 34. e a guerra contra Israel pediu o auxílio da Síria. Maaca era neta de Absalão (veja 13. Mas o território de Simeão ficava no sul. Zerá provavelmente era um chefe egípcio o u árabe (a antiga associação com o Faraó Osorkon j á foi abandonada). A paz (v. Para que os conquistados não se esquecessem de sua vitória. no norte. mas aos "médicos". Sisaque mandou colocar uma placa de pedra em Megido.. e dá a razão consultar médicos é considerado pecado. mas Judá continuou sob domínio egípcio durante alguns anos. amplo complementa aquilo que era conside. a 2 C r 16: A c o n f i a n ç a do rei vacila Sob pressão. • Q u e i m a (14) Não se tratava de cremação. • V.15 acima. 2 C r 13: O r e i A b i a s Asa enfraqueceu na fé. Ameaçado por Israel. • Maaca (16) Avó de Asa. O autor de Reis aprovou o reinado de Asa. com seu nome e títulos gravados nela.17.2). N T L H construção. ao morrer. Um fragmento dessa pedra foi encontrado nas ruínas de Megido. nos seus últimos anos de vida. • 2 C r 15 As reformas religiosas d e Asa • Azarias (1 ) c mencionado apenas aqui no AT Sua profecia foi o estímulo que impulsionou as reformas de Asa. . Nas proximidades de um pórtico. No da vitória de Judá. o reino de Judá. castigando. "Deus está sempre vigiando bênção d e Deus. • Efraim. 2 C r 14: Paz e v i t ó r i a durante o reinado deAsa Veja também l R s 15. próximas o suficiente ( 0 profeta H a n a t i i i n c e n t i v a n d o o rei A s a .5).9-24. um total de 150 cidades e aldeias. Veja 11.1-18. • U m m i l h ã o (9) M e l h o r se for considerado apenas como indicação de " u m número enorme". os que são fiéis a ele com todo o coração. era obra de Deus. que é um relarecorreu. forças a t o d o s • Aliança desal (5.. no sul. ainda há uma parede ao redor de um grande pátio. As invasões como esta e tantas outras eram vistas como conseqüência direta da desobediência a Deus. e a tribo fora assimilada por Judá havia muito tempo.. Manasses e S i m e ã o (9) Homens fiéis das duas tribos d o norte migraram para Judá.3. • R a m á (1) Esta cidade. Asa provavelmente destruiu os templos em que deuses de outros povos eram adorados e deixou os outros. 14—15) e coisas ruins (cap. fundador da 22 dinastia d o Egito.

. por laços de casamento (1.imote-Gilcadc d. O r d e n o u que a lei fosse ensinada a o p o v o ( 7 ) . 22.32. • Meunitas (1) Habitantes de um disiriio de Edom perto do monte Sen. . Josafá. mas contradiz 17. • Vossos irmãos (10) Concidadãos e compatrioias. A única mancha no histórico do reinado de Josafá foi aquela aliança com Israel (35).10). os números dos diferentes grupos de soldados são muito altos. Josafá o r g a n i z o u u m f o r t e e x é r c i t o e reforçou as defesas.1. ARA) O mar M o n o ( N T L H ) . Era comum os nomes sc alternarem assim nas famílias. s Iffusalém 1 16. sem liderança. casou-se com Atália. Veja também 20. > Árabes (11) Antigos nômades que se estabeleceram em Edom c Moabc. somente algo como a Nomeou j u í z e s civis. nlha de Acabe.. objetos de culto. Compare com Dt 16. • V. não irmãos no sentido literal.. recebe grande destaque da parte tio Cronista. era desta cidade que ficava 16 km ao sul de Jerusalém. 33 Isto confere com l R s 22. • Jeú (2) Provavelmente neto do J c ú cm I Rs • Társis (36. .] e 2Crônicas null' 2Cr 1 7 : J o s a f á : um r e i f o r t e Veja também l R s 15. filho de Josafá. • V. • Aliado. esta ligação quase destruiu Judá posteriormente (22. Os invasores lutaram entre si c deixaram os despojos para J u d á . 4-27 Nunca foi fácil distinguir entre falsos profetas e profetas verdadeiros.1-50.21. Como os lugares cm si eram considerados sagrados. pastor de ovelhas e profeta. salém. 2 C r 20: Ataque d o leste Não há registro desta guerra em Reis. o u desviou o povo de Deus e de sua l e i . 17 Sempre de novo o Cronista enfatiza que a vitória vem por meio da confiança em Deus.italha em K. Veja notas em Kx 12. um rei reformador como Asa havia sido.37. ARA) Vfeja 9. E foi muito rcspei tado pelas nações vizinhas.bjcl • J u U t u c a n D Jouft ! . E m v e z d e reunificar o reino.18-20. „ .. M B Sámana. j á que Josafá destruiu seus santuários ( 6 ) . pelo otimismo superficial de sua mensagem. 17. não por métodos o u modos (veja l)t 18. Os altos (que 2Cr 19: A s r e f o r m a s l e g i s l a t i v a s nem sempre ficavam nos montes) eram de J o s a f á simples plataformas nas quais ficavam os Após a batalha de Ramote-Gileade. 14-19 C o m o estão.8-13. etc. O verdadeiro c o falso só podem ser distinguidos pela sua vida e mensagem. > Vs. 2Cr 18: U m a a l i a n ç a quase f a t a l Veja lRs 22. > 0 Livro da Lei (9) O Pentateuco ("cinco livros") o u uma parte dele.17). NTLH) Jeorão. que narra a mesma história. • O mar (2. • Como ovelhas sem pastor (16) Isto é. É possível que o termo "mil" sc refira a u m grupo e não a um número. Josafá percebeu que esses profetas estavam apenas dizendo a Acabe o que ele queria ouvir. estabeleceu tribunais profanação feita mais tarde por Josias poderia locais e uma cone mista de apelação em Jcrti impedir o povo de usá-los.43. A q u i . A adoração de deuses estrangeiros claramente continuava no reino. Nenhum profeta verdadeiro jamais fez uma previsão que não tenha se cumprido.6 (Veja 15. H. > Vs.17-22). • Tecoa (20) Amós. A confiança de J u d á em Deus foi amplamente recompensada. praticou ou incentivou a imoralidade. Josafá concentrou-se nas questões domésticas.24. como seu pai fizera.

ou Jo.A história de Israel / ' . A R A ) O u t r a maneira de se escrever Acazias (22. A má i n f l u ê n c i a da esposa de J e o r ã o (Atália era filha de Acabe e Jezabel) p r o v o u ser mais forte do que o bom exemplo de seu pai.21: M a s s a c r e e revolta no reinado da rainha Atália Veja também 2Rs 11. d e i x o u uma mensagem escrita que foi entregue por um sucessor.1-9: O r e i A c a z i a s Veja também 2Rs 8. 2 Em v e z de quarenta e dois (algumas versões. d e Israel. Acazias não aprendeu nada com o terrível T—r—r— fim de seu pai. e levou a nação à idolatria.17. Acaz.10—23. • Jeoacaz (17. Talvez o profeta. Talvez. • V . • Não nos sepulcros d o s reis (20) Supostamente porque desagradou a Deus. • Carta d o profeta Elias (12) C o m base em 2Rs 3. Elias já não estava mais v i v o . 1 O rc¡ Josafá. n o g o l f o de Acaba. d e J u d á . que significa "ele detém" o u "ele possui". ao prever o que viria a acontecer. 2Cr 22. segundo o qual Acazias morreu em Megido. . como sufixo). o nome completo significa "Deus possui". Outros reis não sepultados nos túmulos reais foram Acazias. O pequeno Joás.A foto mostra o ancoradouro na ilha de Farun. Ambos são compostos de "acaz". • V .25-29. Após seis anos. Azarias ( U z i a s ) .8).16-24. A amizade com Israel resultou diretamente em sua morte no expurgo realizado por Jeú. neste caso. Mas como tantos membros da família real haviam sido mortos (21. a usurpadora foi deposta. q u e fica ali perto. era o herdeiro legítimo.como prefixo. como 2Rs 8. J e o r ã o perdeu o controle sobre E d o m e Libna (na fronteira com os filisteus). 2Cr 22. "Se foi sem deixar de si saudades" ( 2 0 ) : u m terrível epitáfio. "Samaria" designe o reino e não a cidade cm si.25). 22. Joás. embora não possamos ter certeza.26. e o nome de Deus (escrito Jeo. filho de Acazias. Assim. como A R C ) a idade de Acazias deve ser vinte e dois. • 23. 2 C r 21: O r e i J e o r ã o Veja também 2Rs 8. A maioria dos reis de J u d á tem nomes compostos dessa forma.11 ( n o reinado de Josafá). O Cronista enfatiza o papel dos sacerdotes e levitas na recondução do monarca legítimo ao trono. Morte violenta ou doenças de pele ("lepra") impediram que isso fosse feito. a rainha-mãe pôde assumir o trono sem resistência. e -iaú o u ias.11 Talvez esse " L i v r o do Testemunho" fosse o texto escrito por Samuel (veja ISm 10. se aliaram n u m mal-sucedido projeto d e construção de navios mercantes e m Eziom-Geber (lílate).1). e antes das mortes de seus sobrinhos. 9 Isto parece ser diferente do relato de 2Rs 9—10. e o rei Acazias.1 ' -I • » 1 .

2 C r 27: O r e i J o t ã o Veja também 2Rs 15. [ v . A derrota fez o povo se voltar contra ele. o rei sofreu uma vergonhosa derrota e acabou sendo assassinado. Sendo u m rei poderoso. o poder e o sucesso o levaram à ruína. 16-20 complementam o registro de Reis.32-38. E m seu orgulho.21—12. de J u d á .1 e 2Crônicas 323 2Cr 2 4 : O r e i J o á s r e s t a u r a 0 Templo Veja também 2Rs 11.16. Segundo o Cronista.25. o rei ficou sob influencias menos saudáveis. Mas como acontece com muitas pessoas boas antes e depois dele. Era amigo da agricultura e protegia os rebanhos dos invasores do deserto (10). > 0 imposto ( 6 ) Veja Ê x 30.5) teve um bom começo. 21 E m M t 23. no entanto. 4 D t 24. A cmel vitória de Amazias sobre Edom (5-16. chegando até o mar Vermelho. * V. chegando ao ponto de mandar matar o filho de Joiada que o havia criticado em público. fiel a Deus (2). Joás começou bem. Após reinar por 29 anos.1-7. d e m o d o que todos toram esmigalhados. Parece que Uzias. (Os vs..) Deus o atingiu com lepra. Buscou a Deus e estendeu os limites do seu reino para o sul. Sob a influência de Joiada. assumiu o papel de sacerdote. Ele manteve e aumentou o reino que havia recebido de seu pai. Jotão provou ser um " b o m " rei. precipitando d e z mil homens d o alto d o penhasco e m Seir (mais tarde Petra). O Cronista descreveu o lado bom (26. sinal visível do pecado invisível que o impedia de ficar na presença de Deus. v. > Cem mil ( 6 ) Melhor se considerado um número arredondado para indicar u m grande grupo. . seu conselheiro religioso. O povo foi conclamado a ser fiel aos termos da aliança e o Templo danificado (7) foi restaurado. • V . Como conseqüência. Amazias foi morto numa conspiração. acrescentando Amom à lista dos estados que lhe pagavam tributo. 2Cr 2 5 : O r e i A m a z i a s Veja também 2Rs 14.12-16. Jesus faz referência à morte de Zacarias.1-15) e o lado ruim (26. Certificava-se que seu exército estivesse bem equipado e armado com máquinas de última geração (14-15). A O rei Amazias. 23 Isaías recebeu seu chamado de Deus (Is 6) no ano da morte do rei Uzias. o "Azarias" de 2Reis. complementando o relato em Reis) foi o início de sua mina. Ele trouxe para casa os deuses estrangeiros c em seu orgulho desafiou o poderoso reino de Israel (17). Efraim (7) O Cronista deixa claro que está se referindo ao reino do norte (veja NTLIT)..16-23) do reinado de Uzias (como fizera com Asa e Joás). o rei foi derrotado e morto como castigo por ter adorado os deuses de Edom. 2 C r 26: O r e i U z i a s ( A z a r i a s ) Veja também 2Rs 15. 1 Israel. trucidou os edomitas.21. Uzias (auxiliad o p o r Zacarias. Após a morte d o sacerdote. tomou-se co-regente.

Mas na sua campanha de 701 a . A principal preocupação de Ezequias foi restaurar o T e m p l o a seu uso a d e q u a d o . O povo não teria entendido aramaico. Após varrerem do mapa o reino do norte. 2Cr 32: O s assírios invadem Judá Veja também 2Rs 18—19. (Acaz. Gade e Nata haviam sido profetas na época de Davi. rei-vassalo da Babilônia. Ezequias convidou os poucos israelitas restantes para se unirem a Judá na celebração da Páscoa (9). 3 A data normal da Páscoa era o dia 14 do primeiro mês. ARA) Muitos dos salmos foram escritos para uso no Templo em várias ocasiões. 2 C r 30: A c e l e b r a ç ã o da Páscoa (Para a origem e o significado da Páscoa veja Ex 11—13). • V. • V . continuava contaminada pela idolatria. A terrível apostasia de Acaz quase levou Judá à destruição. Manasses foi um dos reis menos piedosos de Judá. • O cântico ao S E N H O R ( 2 7 . 20 Esta não foi uma invasão. o pai dele. Ezequias exibiu seus tesouros com orgulho tolo. 2 C r 33. C . Samaria caiu nas mãos da Assíria durante o reinado de Acaz (quando Ezequias era co-regente) — veja 2Rs 17. 2 C r 31: R e f o r m a s r e l i g i o s a s promovidas por Ezequias Todo este capítulo é um acréscimo ao registro de Reis. todavia. embora N m 9 também permita a outra data. 2 C r 29: O r e i E z e q u i a s Veja também 2Rs 18—20.34). mas este não foi o caso de Acaz (22-27). • V.12-19. Hinorn (Geena) passou a ter uma reputação sinistra. j u n h o . Deus até usou o reino idólatra do norte para castigar seu povo e revelarlhes uma clemência quase inédita para com os prisioneiros de guerra. e foi convocado para dar explica- . Ainda havia resquícios de bondade em Israel. • V . Is 7. o rei. • V . O tema é familiar. os sacerdotes e o povo também foram purificados do pecado pela oferta de sacrifícios.1-18. • V. 18 Eles falaram em hebraico. A maioria dos israelitas do norte foi para o exílio e a terra deles foi repovoada. 31 Veja 2Rs 20. 2 C r 28: O r e i A c a z Veja também 2Rs 16. Mas o Cronista comenta uma mudança de atitude não mencionada em Reis. a língua diplomática. mas a imposição de impostos altíssimos. O ataque assírio a Laquis é retratado nas paredes do palácio de Senaqueribe em Nínive. Is 36—37. • V. A razão. é que | na crise o rei de Judá confiou totalmente e m Deus. Quando o prédio estava pronto. segundo o Cronista. deixou claro que o mais importante era a atitude do coração. mais tarde passou a ser local onde o lixo da cidade era queimado. 19 O Cronista. não houvera Páscoa como esta desde a época de Salomão. era setembro/outubro.1-20: O d e s a s t r o s o reinado de Manasses Veja também 2Rs 21. Todos ficaram suipresos com o volume das ofertas para os sacerdotes e dos dízimos para os levitas (10).24). • V . os assírios invadiram Judá. 12 O emissário assírio não entendeu as reformas de Ezequias. cujo povo demonstrava sinais de independência. 7 O povo começou a contribuir em maio. que dava muito valor às formas adequadas de adoração. Apesar da péssima reação. • O rei sírio (5) Rezim (veja 2Rs 16). • V . Possivelmente Manasses se envolveu na revolta do irmão de Assurbanípal. • Altares ( 2 4 ) Para deuses pagãos. com a colheita de grãos. 25 Veja l C r 25. As reformas se estenderam até ao reino do norte ( 1 ) . • Vale de Ben-Hinom (3) Um pouco ao sul de Jerusalém. Q u a n d o "Deus o desamparou". O relato detalhado da purificação e da reconsagração do Templo profanado é característico do Cronista. 15 Muitos sacerdotes e levitas demorarait em aderir à forma reformada do culto (29. e continuou até o final das safras de frutos e vinho. Cuidados especiais foram tomados para garantir que tudo seria distribuído apropriadamente. havia destruído os objetos e fechado o Templo: 28. Durante quase todo o seu longo reinado. Ele profanou o Templo c praticou sacrifício humano (6-7). As leis que regiam o culto e a manutenção dos sacerdotes foram reintroduzidas (2-10).324 A história de Israel religião do povo. Senaqueribe não conseguiu tomar Jerusalém. A alegria foi tanta que a festa foi prolongada por mais uma semana. A crise levou algumas pessoas a uma fé mais profunda.

(ouviu-se) a voz de um homem chamando seus companheiros. cada um na direção de seu companheiro. E no dia da perfuração. q u e passava p o r b a i x o d a m u r a l h a d a cidade. u m túnel que leva água da f o m e até o tanque. até o tanque d e Siloé... e quando ainda havia três cavados a serem perfurados. Então a água escorreu da fonte ao tanque por 1200 cavados. picareta contra picareta. os operários atravessaram. pois havia uma fenda (?) à direita. O túnel tem mais de 620 m de comprimento e é tortuoso." Á g u a e r a canalizada desta fonte .. Isto g a r a n t i a o abastecimento d e água d e J e r u s a l é m d u r a n t e u m cerco. E l a mostra c o m o e r a a escrita hebraica a o t e m p o d e Isaias.a fonte d e G i o m . um menino que se banhava no tanque de Siloé encontrou uma inscrição que conta a seguinte história: ". acompanhando o formato da rocha. através d o canal d e Ezequias. E esta é a história da perfuração. e a altura da rocha acima da cabeça dos operários era de 100 cavados. Ezequias canalizou a água da fonte de Giom ao tanque de Siloé.. cada um encontrando seu companheiro.para d e n t r o d a cidade. Em 1880. JERUSALEM NA ÉPOCA DE EZEQUIAS U m detalhe d a inscrição q u e registra a conclusão d o canal d e E z e q u i a s .] e 2Crônicas 325 O canal de Ezequias Para garantir o abastecimento de água em caso de invasão. O canal d e Ezequias. Enquanto (os operários manejavam suas) picaretas. .

O rei Josias. O verdadeiro significado dos fatos está no que eles ensinam. 18 Há u ma "Oração de Manasses" entre as obras deuterocanônicas. Há algumas diferenças entre os registros em Reis c Crônicas. embora isso não tenha afetado o povo.9-10: J o a q u i m Veja também 2Rs 24. principalmente na ordem dos acontecimentos. traz o regfftro «la dei ima dos egípcios na batalha de Girquemis. em 605. rei da Babilônia. » marcho ui drqmnrii pan ajuitar os assírios :ia sua b. • Hulda (22) Veja 2Rs 22. .. • V. 2 C r 36. Josias estava cada vez mais livre para tomar medidas politicamente perigosas. Neste momento a sua celebrai. embora Ezequias a tivesse reavivado (cap. Neco estava marchando para o norte com o objetivo de ajudar a Assíria a se defender d o ataque dos babilônios.5-8: J e o a q u i m Veja também 2Rs 23. • G a n c h o s (11 ) Os assírios colocavam ganchos ou argolas no nariz de um rei derrotado por eles.7. ao norte. C . e reformou o Templo. do séc. 6 a. 2Cr 36. 2 C r 33. L J JOMJS INTUCCPU o cutt un rgipcio em M'. Mas em 605 a.14. • Vale d e B e n .19-26.C. e isso se deu poucos anos antes de uma segunda escravidão.1 D Ao moinai.'IHI . A m o m reinou durante dois anos. de 642 a 640 a. Ele seguiu o mau exemplo de Manasses e foi assassinado por seus oficiais. sua morte trágica Veja 2Rs 23. • Vs. e sua libertação e seu retorno fizeram com que mudasse de vida.20 acima. a reação d o povo foi muito pequena e tardia demais para evitar o castigo. na Babilônia. hahili'ni i:. ele depôs e deportou Joacaz. Jeoaquim começou como vassalo do Egito e acalxni como cativo na Babilônia.21-30. Durante seu reinado foi descoberto o livro da Lei (provavelmente Deuteronômio. 30). 4 Estes eram altares construídos pelo avô de Josias. Veja 35. talvez numa forma mais antiga).it.C mucre N A tsilalh.3.21-25: A m o m Veja também 2Rs 21.35—24. ele foi derrotado por Nabucodonosor. o rei Manasses. 2 C r 36.'!" representava o clímax das reformas (Ir Josias. Deus atendeu a oração desesperada d o rei.32b A história de Israel ções na Assíria após a vitória de Assurbanípal. 2 0 Em 609 a ... acima). Ao retornar para casa. Essa lamentação de Jeremias não nos foi preservada.1. ape- sar da iniciativa d o rei. o sucessor de Josias. • Jeremias c o m p ô s u m a lamentação (25) Não se trata do livro de Lamentações.C (que 6 pane da Crónica Babilónica).ilh. Assim.1-4: J o a c a z ( J e o a c a z ) Veja também 2Rs 23.8-17. A Páscoa fora negligenciada no período da monarquia.7 O poder assírio estava em declínio. O povo lembrou-se de seu livramento da escravidão no Egito. 2Cr 35: A Páscoa d e Josias.i innn. 2Cr 34: Josias: u mr e i q u e promoveu reformas Veja também 2Rs 22—23. mas nenhum dos dois autores tinha como preocupação maior a cronologia. Mas. • V. Após apenas três meses no poder. ao tentar impedir que o Faraó continuasse MIA mau lia IIIMII ao none. • Vs. c m Carquemis. de Judá.i i>.31-34. 3 . Ultima batalha de Josias U Faixi N i .C.. Ncco cli-pOr JNAOU • o leva 1. foi mono. Joaquim foi deposto e levado ao cativeiro na Babilô- Esta tabuinha de argila.H i n o m (6) O vale da Geena (veja 28. resultando em atos de arrependimento sincero. como realizar reformas religiosas também no território d o antigo reino de Israel. que está na Bíblia. Josias profanou e d e m o l i u os lugares e objetos de adoração pagã.

Deus não havia abandonado completamente o seu povo.4-7).18—25.) . nia. o traria de volta à sua terra ( J r 24. até os persas conquistarem o império babilónico. 2Cr 36. não oito. O exílio durou cerca de 70 anos. 21. • Sábados (21) O Cronista dá a entender que esses descansos sabáticos não foram respeitados no tempo dos reis. Nesie relevo da Babilônia aparece Assurbanípal. E z 17.11-21: Z e d e q u i a s . Jeremias havia falado palavras duras de juízo e condenação da parte de Deus. A destruição da cidade e do Templo foi considerada j u í z o de Deus.J e 2Crônicas 3271 2 C r 36.22-23: U m a n o v a e s p e r a n ç a Quando o livro de Esdras foi separado do livro de Crônicas. 26. Crônicas não poderia terminar com o v.1-7. num aio ritual em que ele faz o irabalhu de um escravo.1. J r 37. servindo aos deuses. Mas também falara sobre como Deus continuava a amar o seu povo em exílio e que. Deus deu a Zedequias e à nação muitas advertências por intermédio de Jeremias e dos outros profetas. e Zedequias era tio dele. a destruição de Jerusalém Veja também 2Rs 24. rei da Assim.3.30. por fim. (Tinha 18 anos quando se tornou rei.34-35. estes versículos foram retidos no final de Crônicas c repetidos no início de Esdras. mas elas foram todas ignoradas. Veja Lv 25. um castigo que representava morte o u exílio para todo o povo.

Entre os que se beneficiaram da mudança de política estavam os judeus. algumas pessoas questionam o retomo de Esdras e Neemias a Jerusalém durante o reinado d o mesmo monarca (Artaxerxes I. Esdras e Neemias abrangem os reinados de cinco reis persas. 7—10 seu próprio culto. preferindo colocar Esdras com Artaxerxes II.C. sua ''cidade santa".1-13.C. a lei mosaica. a saber. Página oposta: O decreto d o rei C i r o . que não só permitiu o retorno dos povos exilados a seu local de origem como também os incentivou à prática de sua própria religião. que foi conquistado por Ciro. embora totalmente sujeitos à Pérsia. rei da Pérsia. esses acontecimentos da história dos judeus se inserem no período após a queda do império babilónico. o r d e n a a repatriação dos exilados A política dos reis babilónicos era deportar os povos conquistados. em 539 a. Aqui termina a história da nação judaica narrada no AT. mas que recebe novo vigor da 'fonte de nutrientes' que havia negligenciado. "O que vemos em Esdras e Neemias é um Israel cortado quase até a raiz. quer gostemos dele ou não.C. que tem forte apoio arqueológico). Não se sabe quem escreveu os livros. Naquele momento houve uma mudança na política governamental vigente até então. que terminou com a destruição de Jerusalém por Nabucodonosor.. chamado Esdras) abrange um período de aproximadamente 100 anos. No plano mais amplo. encontraremos no NT" (Derek Kidner). Quase 50. se comparado com o que o povo havia sido antes do exílio. Esdras e Neemias descrevem um retorno em três etapas: o grupo principal. Dario II (423-404). da Pérsia. 80 anos mais tarde. e um sexto. Resumo Os judeus retornam do exílio. e o povo sendo levado ao exílio na Babilônia.1-3 são idênticos). O compilador pode ter sido o Cronista ou alguém relacionado com ele. é mencionado em Ne 12.C. pela sua nova preocupação com a pureza.26-28.) a Babilônia caíra nas mãos dos persas (como os profetas haviam predito). Mas agora (539 a. reconstroem o Templo em Jerusalém e restabelecem a lei de Deus. Seja quem for. Uma das primeiras ações de Ciro foi repatriar os povos exilados e permitir que reinstituíssem o culto aos seus próprios deuses. A data mais antiga seria por volta de 400 a. (Veja a profecia surpreendente de Isaías em Is 44. num período posterior (403-357). Por causa da dificuldade com a cronologia dos dois livros. e o grupo de Neemias que voltou em 445. já dá sinais de transformação no judaísmo que. d a P é r s i a . e que. ELÃO PÉRSIA m m E d 1: O r e i C i r o . Porém a sobrevivência deste "remanescente" era sinal de que Deus continuava a amar o seu povo. O retorno de Esdras Este é o foco d o livro de Esdras.) . Puderam reconstruir seu Templo em Jerusalém (a obra começou em 538 e foi retomada em 520. em 587 a.ESDRAS Esdras e Neemias (um só livro na Bíblia hebraica. 464-423). ele parece ter se baseado em memórias pessoais de Esdras e Neemias na edição dos livros que levam seus nomes. em 458 (esta é a data tradicional.22. O r e t o r n o dosexilados sob Zorobabel e Esdras Ed 1—2 Os exilados judeus a Jerusalém retornam MÉDIA 1 Ecbatana BABItONIA\ - : í S u â .22-23 e Ed 1. os exilados que retornaram com Esdras.000 judeus voltaram do exílio. Caps.C. 45. o que é um grupo pequeno.C. Esdras é continuação de Crônicas (2Cr 36. 3—6 A g e u e Zacarias A reconstrução do Templo começaram a pregar) e restabelecer Caps. 1—2 A volta dos primeiros exilados quando os profetas Caps. de 538 a 433 a. ou quando foram escritos. Os judeus puderam voltar a ser judeus. que retornou com Zorobabel em 538 ou 537 a. permitiu que os exilados voltassem á sua terra e a J e r u s a l é m .

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1 e Z c 3. . Tudo devia ser feito de modo correto: não se tratava de criar algo novo. os sacerdotes c levitas. a exemplo dos israelitas que saíram do Egito ( Ê x 12. 6 3 O sacerdote faria o sorteio sagrado (com o Urim c Tu mim) para saber de Deus se estes sacerdotes eram aceitáveis. os clãs de I s r a e l . os lugares onde suas famílias haviam v i v i d o . o cedro selecionado que seria usado na construção deste Templo foi trazido do Líbano. Ed 3—6 A reconstrução do Templo Ed 3 : Lançados os alicerces do Templo A primeira coisa a ser reconstruída foi o altar. • V. por volta de setembro/outubro. • V.15). 1 Veja 2Cr 36. Registros c o m o estes eram p r o v a i m p o r t a n t e de a s c e n d ê n c i a . • N e e m i a s (2) Não o mesmo indivíduo que mais tarde seria governador. Zorobabel era neto do rei exilado Joaquim (2Rs 24. questão de vital importância para os sacerdotes (61-62).A história de Israel • V. para que a adoração e os sacrifícios recomeçassem. 1 Este era o início do novo ano religioso. Este é o Josué que aparece em A g 1. • Barzilai (61) 2Sm 17. A exemplo do que havia ocorrido na época de Salomão (veja 2Cr 2). E d 2: U m a lista d e e x i l a d o s repatriados Veja também N e 7. A ação de C i r o é estimulada por Deus. 6 Deus garantiu que os exilados.31-40. conforme o padrão estabelecido por Moisés ( L v 1—7). Até reis estrangeiros agem conforme a vontade do "Rei dos reis". o sumo sacerdote. toda a nação). J o s u é / J e s u a . representando as 12 tribos (isto é. 6 4 Os números dados não resultam neste total.15). mas de restaurar a antiga e autêntica tradição. A frase "como está escrito na Lei de Moisés" é quase um refrão no livro de Esdras. também deportado de Jerusalém pelo rei Nabucodonosor ( I C r 6. Pode ter havido erros na cópia ou na interpretação dos números.27.22-23.3536). 2 N e 7 alista 12 líderes. não voltassem de mãos vazias. Alista as cidades às quais o povo retornou. • V. inclusive o Dia da Expiação. quando eram celebradas as festas principais. • V. Mas o trabalho não foi muito i além da colocação dos alicerces. 19. os servidores do Templo e os servos de Salomão. Este capítulo alista os líderes. filho de J c o z a d a q u e . • V.

e não em hebraico como o restante do AT. Este era o "remanescente" de Israel. da qual faziam parte toda a Palestina c a Síria.12-26 foram escritos em aramaico. quase 100 anos mais tarde. na prática. Desta vez a tentativa de levar o novo rei. Havia dois coros (ou coro e solista) cantando alternadamente. Ed 4: O s i n i m i g o s p a r a l i s a m a obra Vs. 7 O aramaico era a língua diplomática internacional do império persa.Esdras bém "todos aqueles que haviam abandonado os costumes pagãos dos povos da terra de Canaã e tinham passado a adorar o SENHOR. da Assíria. Em contraste com 4. crucificação. Em quatro anos o T e m p l o foi completado c o povo pôde celebrar a Páscoa.3. 331 • Vs. 12 Os mais velhos choraram ao se lembrarem das glórias do Templo que fora destruído. o povo reinicia a construção. o Deus de Israel" ( N T L H ) . • V. 7.18. Conseguiram paralisar a obra por 15 longos anos. que l i d e r o u o primeiro g r u p o d e exilados Ed 7 —10 Esdras O restante d o l i v r o focaliza Esdras.8—6. até Dario subir ao trono (24). mas junto com outros "deuses" (2Rs 17. isto teve um significado muito especial. mas tam- Escavações j u n i o a o ângulo sudeste d a esplanada d o T e m p l o revelaram pedras que provas'elmente remontam ao tempo de Z o r o b a b e l . fiel à sua identidade. Aqui o pomo da discórdia era a reconstrução dos muros (12). Seus "inimigos" eram o povo miscigenado que o Rei EsarHadom. Eles também ofereciam sacrifícios ao Deus daquela terra. e descobriu o rolo em que o decreto do rei Ciro fora escrito. Mas os judeus não aceitaram a ajuda. U m povo separado. até para as dimensões e materiais usados.21 registra que comeram da carne dos sacrifícios não só os judeus repatriados. • Judá e Benjamim (1) A maioria dos exilados repatriados era do reino do sul. • Osnapar (10. . • Rei da Assíria (22) Isto é. 10-11 Veja l C r 25. o rei do que fora o território assírio. u m sacerdote que podia traçar sua genealogia na volta a Jerusalém. trazendo outros para dentro do relacionamento de aliança com Deus. E d 6. o que levou os colonos a causar problemas. a embargar as obras teve o efeito contrário.19 A Páscoa é celebrada em março/abril. Dario conferiu os registros da corte. mas não fechado sobre si mesmo. 23 Esta é a situação descrita em Ne 1. A R A ) Versão aramaica de Assurbanípal ( N T L H ) . • V. "Aquém do Eufrates"/ "Eufrates-Oeste": este era o nome da quinta "satrapía" ou província persa. liberto p o r Deus do seu cativeiro na Babilónia. • 6. Os judeus tiveram autorização oficial para seu Templo. Eles adoravam a Deus. E d 5—6: A c o n c l u s ã o d a o b r a Incentivado pelos profetas Ageu e Zacarias.24-41). • V. Dario. O s trechos de Ed 4. 1-5: os colonos ofereceram ajuda. Para uma nação que passara recentemente p o r um segundo êxodo. • 6. colocara na terra e que mais tarde viria a ser conhecido pelo nome de samaritanos. 6-23 interrompem a seqüência cronológica para completar o relato da oposição até a época de Esdras e Neemias.11 Uma forma comum de execução na Pérsia.3. Os vs.

ser feitos em placas de madeira cobertas com cera.22.1-5). e Esdras recebeu sanção oficial para ensinar a lei e designar magis- trados na sua terra natal.) • V . Esdras era um estudioso da lei de Deus. Provavelmente um número maior de pessoas sabia ler. (As próprias memórias de Esdras parecem ser citadas a partir do v. . 9 A jornada de 1. Este "escriba". a A r ã o .1 de 6. o que dificultava a compreensão da lei. o novo rei da Pérsia. O hebraico e o aramaico geralmente eram escritos com pena e tinta sobre folhas ou rolos de papiro ou pergaminho. Para fazer um contrato ou escrever uma carta. 27.500 km levava quatro meses. se encaixa neste intervalo de quase 60 anos que separa 7. Anotações e registros podiam. simpatizava com os judeus. era o escriba quem geralmente lia — e interpretava. Artaxerxes. O número de pessoas que falavam hebraico havia diminuído em relação ao período anterior ao exílio. • Sétimo ano (7) O u possivelmente o trigésimo sétimo ano. e nas cavernas do mar Morto é que puderam sobreviver algumas amostras. embora muitos conhecessem a escrita. Mas alguns dizem ser Artaxerxes I I . Mesmo assim. oferecer sacrifícios e embelezar o Templo. Veja Introdução. pois coletores de impostos faziam cobranças ou o rei alistava seus soldados. também. os escribas j u d e u s passaram a desempenhar uma tarefa mais especializada. se necessário. por exemplo. Somente em locais muito secos do Egito. Artaxerxes I. A p a r t i r d a época de Esdras. o primeiro sumo sacerdote (7. No período do NT. 1 Segundo a tradição. Ele a ensinaria à nova comunidade do povo de Deus. sentado d o lado dc fora d e u m banco d o O r i e n t e Médio. • V. Todos estes materiais de escrita se decompõem no solo úmido da maioria das regiões do mundo bíblico. os escribas haviam se tornado especialistas nesta tarefa. São em grande parte anotações curtas e listas que não tinham muito valor ou foram descartadas após sua informação ser incluída em registros maiores. Esta era a posição de Esdras: posição que aumentara de importância na sua época. que remontam ao Israel e Judá dos tempos antigos. e lhe pagavam para formular o documento. a rainha que salvou o povo judeu do extermínio. E d 7: M a i s e x i l a d o s r e t o r n a m com Esdras A história de Ester. realiza basicamente a mesma tarefa dos escribas d o passado. mas não sabia escrever. onde o texto muda do aramaico cm que foi escrita a carta do rei persa para o hebraico. as pessoas iam ao escriba que ficava sentado na rua ou junto ao portão da cidade. para que não repetisse os erros passados. Pedaços de cerâmica quebrada eram usados para fazer anotações e foram recuperados dezenas destes.332 A história de Israel O escriba Alan Millard A maioria das pessoas no mundo bíblico não precisava aprender a ler ou escrever.

2.18-44. sacerdotes e levitas. gente do povo e alguns relutantes levitas. os homens que se casaram em desobediência à lei de Deus. Alguns deles (como M l 2. Deus havia proibido isso ( D t 7. Esdras enfrentou uma longa e perigosa jornada num momento de grande instabilidade. para ouvir a lei de Deus. 333 . lEsdras 9. se preocupa com os não-judeus j á foi vista em 6. Veja também Ne 13.Esdras Ed 8: A l i s t a d o s q u e v o l t a r a m c o m Esdras 0 grupo que acompanhou Esdras — mais de 1.700 pessoas — incluía sacerdotes. ao contrário da lista do cap. aqueles que deviam ter dado exemplo moral. mas porque isso levava à idolatria. num papel mais positivo. toda a assembléia se reuniu para ouvir a sentença de Esdras. Assim. Trouxeram consigo contribuições de 22 toneladas de prata e 3. tremendo. onde está a conclusão da história. com vários subordinados. não podia pedir uma escolta ao rei! Sua oração foi sincera e sua fé recompensada pelo salvo-conduto do próprio Deus.36 (um livro apócrifo o u pseudepígrafe) supre os detalhes do (provável) divórcio e da expulsão de mulher e filhos.18 Esta lista. > Sátrapas (36) Governadores. em Neemias cap. tendo afirmado sua confiança em Deus.10-15).44. Podemos vê-los. levando-nos às palavras iniciais d o livro de Ncemias. • 10. ( A maneira como Deus. Esdras reaparece. mas continua.44 O texto da segunda parte da sentença foi danificado.10-16 deixa claro) haviam até desfeito o casamento anterior com uma mulher do povo j u d e u para se casarem com uma estrangeira. quando o povo se reúne outra v e z . Assim. mas sobre as pessoas alistadas em 10. não p o r preconceito racial.21 e é característica marcante dos livros de Rute e Jonas. sob a chuva de dezembro e quase podemos o u v i r a discussão que se seguiu (10. por mais doloroso que fosse. Ed 9 — 1 0 : A q u e s t ã o dos c a s a m e n t o s m i s t o s Desde seu retorno.1-5). Geralmente havia apenas um em cada "satrapia" o u província. e aqueles que são fiéis a ele. o relato não termina com Ed 10. líderes e pessoas do povo haviam se casado com pagãos daquele lugar. mas nem os horrores da derrota e do exílio haviam levado o povo a aprender a lição. • 10.) Esses casamentos mistos e a idolatria resultante haviam sido um fator importante na ruína da nação no tempo dos reis. O fato de Esdras se identificar de perto com os transgressores e a grande tristeza expressa em sua oração ferem a consciência do povo. Na Bíblia Hebraica. não é de surpreender que Esdras tenha ficado muito angustiado ao saber da situação. A culpa por toda a tristeza dos casamentos desfeitos não caiu sobre Esdras. E. começa com os nomes dos sacerdotes culpados. Pediram que ele tomasse uma atitude. 8.400 kg de ouro. sem intervalo. por vontade própria.

Neemias ocupava uma posição de confiança: era copeiro na corte persa e. a capital de inverno. " U m documento de 407 a.2 abaix o ) . segundo as informações repassadas ao rei. quando surgiu a oportunidade. 8—10 que seu bem-estar A lei e aliança de Deus pessoal. num total de aproximadamente 1. 3—7 a preocupação de A reconstrução dos Neemias p o r seu muros de Jerusalém p o v o era m a i o r Caps. e Artaxerxes A dedicação dos muros atendeu seu pedida cidade do. A história d o governador Neemias. a oração de Neemias Em dezembro de 446.27 a o final. Neemias arriscou sua própria vida para defender uma cidade que. boa parte fora saqueada para uso cm outras construções nos 150 anos desde a destruição babilónica.1-9. da . D t 30. ele tinha um plano prático para apresentar ao rei. Isto sem falar que. d i z Neemias ( N e 1. 11—13 ção. trouxe más notícias dos israelitas que moravam em Jerusalém (veja E d 4. (38 anos após os acontecimentos deste capítulo) refere-se a Sambalate como 'governador de Samaria'.Assíria.4-9. 6 Neemias voltaria após 12 anos como governador (5. " G c s é m " (6. u m o r g a n i z a d o r e líder. . teve ao seu dispor uma escolta militar. durante um banquete. Neemias é a t i v o d e s d e o início — u m h o m e m prático. Ao contrário dc Esdras ( E d 8. • V. 1—7. Portanto. Quanto ao restante. com certeza. A o chegar em J e r u s a l é m . Neemias c o n t a sua p r ó p r i a história na primeira pessoa n o s caps. Mesmo ao deixar sua tristeza transparecer na presença do rei. uma inspeção pessoal da cidade. o irmão de Neemias (veja 7. e o nome judaico Tobias seria usado por uma família poderosa em Amora durante os séculos seguintes" (Kidncr). um homem de coragem e determinação com vastos recursos espirituais ao seu dispor. ele estava tão preocupado com seu povo que durante quatro meses lamentou e o r o u pela situação.7-23). • V . que reconstruiu a cidade d e Jerusalém. ele estava Ne 3—6 "Nesse l e m p o e u era copeiro d o r e i " . Embora distante de sua terra natal. • Este h o m e m (11. Corria o ano d e 445 a.75 m de espessura). 13. q u e c o m e ç o u em Esdras. embora a maior parte das pedras antigas fosse inútil (veja 4. Deus resp o n d e u sua oraCaps.2). estava na cidade de Susã. em segredo.760 km). Hanani. • Sambalate. quando Deus resgatou Israel do Egito. para verificar se estava ou não envenenado. Caps.1-5. Estes dois eram homens importantes.11). para construir aproximadamente 2. e d e 12. ARA) O rei persa. Então.23). Mas Caps. A g r a v u r a mostra um copeiro que serve o rei Assurbanípal II.Resumo NEEMIAS A história d o retomo dos exilados. foi reconstruído no mesmo local dos muros anteriores.t e d a p a l a v r a (8) Por exemplo. • L e m b r a . N e 2: A m i s s ã o d e N e e m i a s . 6.C q u a n d o o Rei Artaxerxes I d e u a Neemias p e r m i s s ã o para r e t o r n a r a J e r u s a l é m . Sua responsabilidade era provar o vinho do rei.1-18.6) era um chefe tribal de Quedar no norte da Arábia. referindo-se a o rei da Pérsia. Neemias não mencionou seus planos a ninguém antes de fazer. mas o período combinado nesta ocasião provavelmente era menor.22).19) Veja lambem 4. 1—2 Neemias retorna da Pérsia Ne 1—2 Neemias retorna a Jerusalém se arriscando. apesar de toda oposição. N e 1: M á s n o t í c i a s d e c a s a . naquela ocasião. ele. ao começar a sua viagem (cerca de 320 km mais longa que a de Esdras.4 km de muro. continua em Neemias. A o c o n t r á r i o d o q u i e t o e retraído Esdras. O muro leste era novo (com 2. A reconstrução de Jerusalém dos muros Sob a liderança dinâmica e inspiradora de Neemias foram necessários apenas 52 dias.C. 10 Refere-se ao êxodo. era um ninho de rebeldes. Tobias (10. como lhe era característico. e a ação foi intensa nos meses seguintes.14). o rei consente O estado lamentável em que se encontrava Jerusalém era conseqüência direta do decreto de Artaxerxes de que a construção devia cessar (Ed 4.

A Porta das Ovelhas ( 1 ) .Ne 3: O r g a n i z a n d o o t r a b a l h o Este capítulo descreve a obra como tendo começado do lado noite e indo no sentido antihorário. c possuía u m líder dinâmico. Alguns se encar- regaram de duas seções. nem Esdras nem os homens de seu grupo são mencionados. Pessoas de todo tipo se u n i r a m para a reconstrução. a Torre dos Fornos (11). pelas quais naturalmente se preocupavam mais. ourives e comerciantes. Os líderes mencionados eram cidadãos estabelecidos há mais tempo. Veja o mapa. ficava no muro norte. astuto como sempre. pôs as pessoas para trabalharem perto de suas próprias casas. governantes. A resposta de Neemias . Neemias. A maioria dos lugares mencionados não pode ser identificada atualmente. No entanto. depois o terrorismo de oponentes poderosos. no canto noroeste da cidade de Davi. N e 4: N e e m i a s v e n c e a o p o s i ç ã o O povo tinira vontade de trabalhar. tiveram que enfrentar primeiro o ridículo. A lista menciona sacerdotes c perfumistas. c também mulheres. a Porta do Peixe (3). extremidade leste. no entanto. no canto noroeste.

cobrando juros de seus compatriotas e vendendo-os como escravos para estrangeiros.8. Ele não deixou que nada o desviasse da realização da tarefa que havia recebido de Deus. Ele agia desta forma p o r respeito a Deus e suas leis (15). as suas plantações de uvas • Vs. 17-19 O cap. Tentando fazer medo. grande e temível e pelejai" (14). e os meus Sua confiança inabalável vinha da certeza de companheiros. bem como tributos de outra natureza. Até os inimigos de Israel foram forçados a reconhecer que num feito extraordinário desses só podia estar presente a mão de Deus. mas zelo pela honra de Deus que Neemias. Os vs. Eu. dívida. os judeus ricos desobedeciam à lei (Èx 22.. e pusemos guardas" (9). vamos perdoar essa que " o nosso Deus lutará por nós!" (20). • V . As respostas de Neemias (3... Mas e as suas casas!" a razão que subjaz a elas não era vingança (Reformas sociais d e pessoal. Neemias tomou medidas enérgicas para corrigir isto. aliadas com ação prática: "oramos. a seu favor. 10 Apenas sacerdotes podiam entrar no Templo como tal. e neles Neemias descreve. Os inimigos de Neemias Jerusalém 1 ¿>C3^> t AMOM f ÁRABES Fu} foi oração e fé. 14-19 nos transportam 12 anos para o futuro. e o fogo fez com que as pedras d o local E devolvam agora mesmo se desintegrassem. 2 Os muros haviam sido queimados. tentaram fazer chantagem (5-7) e apelar para a intimidação (10).. a obra foi t e r m i n a d a A oposição percebeu que sua única chance de fazer parar a obra era livrar-se de Neemias. • T r i b u t o d o rei (4) Os persas impunham aos povos conquistados pesados impostos sobre o uso da terra. fazendo é errado!. • Vale d e O n o (2) Ficava cerca de 40 km a noroeste de Jerusalém. estava em jogo quando seu povo era atacado.11) foram fora de série. 4-5 Orações d o A T como esta não e de oliveiras condizem com os padrões de Cristo. E em menos de dois meses (por volta de agosto/setembro. "O que NTLH) N e 5: O e s c â n d a l o d e j u d e u s reduzidos à condição d e escravos E n q u a n t o Neemias resgatava escravos hebreus e emprestava d i n h e i r o e oferecia comida aos pobres (inclusive entregando o dinheiro a que tinha direito como governador). N e 7: O s e x i l a d o s q u e r e t o r n a r a m Concluída a obra...25). perdoem iodas as dividas deles.. A CIDADE DE JERUSALEM NA ÉPOCA DE NEEMIAS KA A/f (büHan ftrucsäft*JÄ ci. queriam levar Neemias a violar a lei.9-11. os seus campos. 5 revelou uma "ameaça interna". dadas as ordens e distribuídas as tarefas (1-3). Quando isto falhou.. s e g u n d o Ne 5. N e 6: C o m o a s c o n s p i r a ç õ e s não deram e m nada. o trabalho foi realizado no calor do verão) os muros ficaram prontos. u m fato que colocava em risco todo o empreendimento. • Vs. Estes versículos revelam deslealdade por parte dos líderes judeus. descobrindo que j á existia uma listagem anterior. vocês também. • V . Portanto. do Lixo Porta da Fonte Templo ICidädecflBv E/C to . o seu estilo pessoal de governador..336 A história de Israel. Sua primeira tentativa foi tentar persuadi-lo a deixar Jerusalém para i r conversar com eles (2). "lembrai-vos v o c ê s estão do Senhor. Neemias decidiu criar um registro de todas as famílias presentes.

o sacerdote e mestre da Lei dos caps. em primeiro lugar. após o decreto de Ciro. reaparece para assumir a liderança nas questões religiosas.Os vs. consciente d a extensão das suas falhas (assim como havia sucedido ao rei Josias. 7—10 d o livro de Esdras. o p o v o se entristeceu. o início do ano novo com suas importantes festas religiosas. 2Rs 22). em lembrança da peregrinação de seus ancestrais pelo deserto. 6-73a (quase idênticos à lista dc Ed 2. C . Na oração. que foi o prelúdio para a renovação da aliança. passa a recordar suas demonstrações de amor e fidelidade para com U m a poria tia antiga cidade de Jerusalém. d u r a n te sete dias eles moraram em cabanas feitas de ramos. muito tempo atrás.3 7 : O p o v o s e a r r e p e n d e Aqui. por tristeza. escritos n a terceira pessoa. Esdras leu e os levitas explicaram para uma audiência paciente e atenta. Erros foram corrigidos e o povo se voltou a Deus com confissão e adoração. a obra da criação de Deus. o povo mencionou. como indica o v.27. redescobriram as instruções originais para a Festa dos Tabernáculos ou das Barracas. invertendo a ordem normal. após o êxodo d o Egito. 1 . O arrependimento da nação foi genuíno. e a alegria. Ne 8—10 A lei de Deus: a é renovada aliança O que é descrito nesses capítulos ocorreu poucos dias após o término da restauração dos muros. veja notas) referem-se ao primeiro e principal grupo de judeus que voltou em 538 a . Estes capítulos. . Ne 8: E s d r a s l ê o L i v r o d a L e i O povo pediu para Esdras trazer o Livro da Lei ( 1 ) . (Talvez também tenham traduzido para alguns que falavam aramaico c não entendiam hebraico. A o ser notificado de tudo aquilo que Deus espera. 8). interrompem as memórias d e Neemias que serão retomadas a partir de Ne 12. Depois. Esdras. E pela primeira v e z desde Josué ( o líder que sucedeu Moisés). Aquele era o "sétimo mês". Ne 9 . a festa foi seguida por um jejum. Durante a leitura.

O acordo foi ratificado no estilo tu conservas a lodos com vida. desde a época de Abraão até aquele momento. avançaram em sentidos opostos ao longo do topo largo do muro.44—13. NeeTu fizeste o s c é i r s e as estrelas. povo. Duas procissões. especificamente.1—12. .3-19 provavelmente c uma lista daqueles que |. de lamemação pelo pecado (veja J n 3. moravam em . quando se achegam de Deus na condição de escravos em sua própria terra. os sacerdotes e os levitas. e registros das famílias de sacerdotes c levitas.38—10. as exigências da Lei em relação ao casamento.2-17). Neemias retomou à cone do rei Artaxerxcs. • 11. 10). mias. uma nação rebelde. O p o v o j u r o u manter. . o sábado.Jerusalém lc substancialmente a mesma lista de l C r 9. No v.1-26 relaciona primeiro os sacerdotes e levitas que retornaram com Zorobabel. encerrando com os deveres em relação ao Templo. • 12. depois os descendentes do sumo sacerdote Josué. onde ficou por algum tempo. N e 13: A b u s o s e r e f o r m a s O trecho de Ne 12. 1 Vestir roupas feitas de pano grosseiro e pôr terra na cabeça eram sinais de tristeza. tas e líderes assinaram em nome do o mar e tudo o que há neles. depois os chefes dos grupos de famílias de sacerdotes. Ne 12. nosso Deus. Em 433.9 Havia dois coros que cantavam ou recitavam em resposta um ao outro. N e 11. O sumo sacerdote. tantas vezes quebrada. Nós não abandonaremos a casa do nosso Deus" (39). cada uma liderada por um coro. desejo de assinar novamente a aliança só tu és o SENHOR! com Deus.6). havia permitido que Tobias (provavelmen- N e 9. instalando-se num lugar qualquer" (Kidncr).' tradicional com uma maldição (sobre aqueles que o quebrassem) e um jura(O início d a oração d o p o v o e m N e 9. . "Obedeceremos a tudo o que o SENHOR. a identidade da nação (23-27) e o sacerdócio (28-29). O propósito é que estas pessoas e seu cronista estavam cientes de suas raízes e sua estrutura como povo de Deus. o governador. por causa do seu pecado.25-36 relaciona as vilas ocupadas.6-37) p r o d u z i u u m "O « e u s . 12. após ocupar o posto de governador por 12 anos. os impostos. Isto não é uma turba de refugiados. 11. encontrando-se na área do Templo para o ato final de ação de graças e os sacrifícios. os dízimos e as ofertas para manter os serviços do Templo.23 Veja l C r 25. leviTu fizeste a terra. os sacerdotes. deparou-se com abusos que ameaçavam a Lei de Deus (15-22).39: A r a t i f i c a ç ã o da aliança A recapitulação da história do p o v o na grande confissão (9. Foi um momento de ruidosa alegria e efusiva celebração. 0 número aumentou através cie uma convocação compulsória de 10 por cento da população das vilas circunvizinhas.338 A história de Israel Ne11—13 A obra de Neemias continua Hsravaçõcs arqi lógicas revelaram parle dos muros d e Jerusalém d a época de Neemias.27-47: A d e d i c a ç ã o dos muros da cidade Agora retornamos às memórias de Neemias narradas c m primeira pessoa.3 é como as anotações de um editor.6) mento (de lealdade a D e u s ) .26: R e g i s t r o s do povo Ne 11. O povo já havia quebrado muitas das promessas que recentemente fizera a Deus (cap. 4 Neemias recomeça o seu relato. nos manda ( 2 9 ) . • V . p o r incrível que pareça. "Não foi o pedantismo burocrático que conservou estes nomes. Ao voltar a Jerusalém.

E mais uma vez (veja E d 9 —10. A i n d a hoje se podem v e r muros eomo estes. e segurança para o p o v o de Jerusalém. O que aconteceria com a identidade da nação — recentemente recuperada — se isto continuasse? . com sua permissividade e seu apelo a tudo Jerusalém era u m a cidade f o n i lirada 339 desde tempos remólos. A oposição às mulheres estrangeiras não era baseada na raça. usasse uma sala grande do Templo. poderia levar a fé judaica rapidamente à beira da extinção. um inimigo de Neemias de longa data. que há de mais baixo na natureza humana. significava pa?. • V . Neemias reagiu com palavras duras e rapidamente entrou em ação para corrigir estas situações. quando ambos os cônjuges adoram o Deus de Israel: o casamento da moabita Rute com Boaz é um dos vários exemplos de "estrangeiros" aceitos na família de Deus. para o sustento deles.) A história lhes ensinara que a mistura do paganismo. Para este fim sua rigidez com relação a casamentos mistos foi essencial. sem a fé inabalável e a ação destemida desses dois líderes. cerca de 30 anos antes disto) os israelitas casaram-se com mulheres estrangeiras. São notáveis os feitos de Esdras e Neemias nos anos cruciais eme se seguiram ao retorno de um p o v o dizimado do exílio. A manutenção dos levitas não estava em dia. 24 Neemias preocupava-se com a nova geração. talvez não teríamos tido a sobrevivência de uma religião e de uma comunidade judaica bem distintas — com tudo que isso significa para o mundo (especialmente à luz da obra de Cristo). mas era conseqüência de suas religiões depravadas. construídos n o tempo das cruzadas. Sem o ensinamento da lei.Neemías te um amonita. O projeio cie reconstrução dos muros. (0 AT não condena casamentos inter-raciais. porque o povo não estava dando o suficiente. As leis do sábado eram violadas de forma descarada. n o tempo d e Neemias. apesar de seu nome j u d e u ) .

o uso de mensageiros. Ester é um livro de instrução (lei) e história (narrativa). de inscrições persas e tabletes de Persépolis — nos dá boas razões para considerarmos o livro de Ester como obra essencialmente histórica. o rei depôs a rainha Vasti.-i lamina. estejam eles onde estiverem. cerca de 320 km a leste da Babilônia. Assuero é mencionado cm Ed 4. Há seis adições principais. Assuero (Xerxes I). e nos Apócrifos da Bíblia protestante). • Rainha Vasti (9) Heródoto diz que Amestris era a rainha de Assuero.C. uma das paredes do palácio de inverno. É possível que Vasti ("melhor" ou "amada") seja seu nome persa. . Certamente muitos detalhes contextuais — costumes da corte. Mas sua rainha (não sabemos por que razão) recusou-se a atender seu desejo de torná-la parte da exposição. Na época eni que o rei Assuero se divorciou da sua rainha e Kstcr foi levada para a cone real. com a ajuda de seu primo Mordecai. (Elas podem ser encontradas nas edições católicas da Bíblia. Et 2 : Ester se t o r n a E n t r e os caps. frustra um plano de exterminar o povo judeu. a proibição do luto. A Vulgata latina de Jerônimo {século 4) tornou estas passagens parte dos livros deuterocanônicos. num total de 107 versículos. Mas seu nacionalismo e conhecimento preciso das tradições persas indicam que ele provavelmente era um judeu que viveu na Pérsia antes do império cair nas mãos dos gregos. Outros. Recentemente a palavra puru foi encontrada inscrita num dado. Quem é o autor? Não sabemos. Era filho de Dario I. em grande parte por causa da aparente improbabilidade dos acontecimentos. • Enviou cartas (22) Dario estabeleceu um serviço |X)StaI excelente que operava em todo o império. O u talvez houvesse outras rainhas que desconhecemos.ESTER O livro de Ester conta a história de uma tentativa de extermínio do povo judeu que se passa nos dias do rei persa. E t 1: A s s u e r o d e s t r o n a s u a r a i n h a 0 imperador persa Assuero ( n o grego. — tirado das obras do historiador grego Heródoto. E seguindo o conselho de seus astrólogos. que lhe deixou vasta riqueza e u m n o v o complexo de palácios luxuosos em Susã. Qtiaii• persa. Alguns cristãos o consideram pura ficção. porém. Em 483 ele deu um grande banquete.6. As opiniões sobre o livro variam. o harém c um "paraíso" (jardim). o livro pressupõe a convicção de que Deus tem como interferir nos planos dos homens. Outros o consideram um romance histórico ou conto baseado em fatos reais. a execução por enforcamento — expressam de forma precisa o mundo persa da época. o clímax de uma demonstração de seu poder e riqueza que se estendeu p o r seis meses. C . as . cidade no Elão. excêntrico e sensual — o que corresponde a seu caráter neste livro. trazia esta decoração na qual aparece um gualda Deus (e às vezes omite material do texto hebraico). X e r x e s ) g o v e r n o u de 486 a 465 a . em Susíi. inclusive referências a Resumo A história de uma jovem judia que se torna rainha da Pérsia e. confirmando o que o autor diz sobre a origem do Purím. Embora não mencione o nome de Deus. um império que se estendia do Indo ao norte do Sudão. Também explica a origem da festa judaica de Purim. e de que ele nunca se esquece de seu povo em suas necessidades. acreditam que o conhecimento que temos sobre a vida no Império Persa no século 5 a. Para os judeus. e mostra como ela foi frustrada. Escavações revelaram a sala do trono. usando tipos itálicos para distinguir essas seções do restante do texto.• S . Adições g r e g a s a Ester 0 texto grego da Septuaginta acrescenta parágrafos inteiros ao livro. A Bíblia de Jerusalém insere essas adições no texto. O historiador grego I leródoto o descreve como um homem cruel. Sua capital de inverno (insuportavelmente quente no verão) era Susã. 1—2 do da desastrosa guerra batalhas de Termópilas rainha se encaixa o períocontra os gregos.

5-6 Mordecai teria quase 120 anos se ele próprio tivesse sido exilado em 597 a.C. Seu nome judaico era Hadassa. substituindo a rainha Vasti que. que manteve em segredo sua identidade estrangeira. Ele até persuadiu Xerxes a transformar seu plano em decreto real. Mais tarde perdeu a paciência e construiu uma forca para matar Mordecai. estava um jovem j u d i a .1-2). q u e faz parle d o T e s o u r o d e O x u s . Tudo indica que Mordecai era um oficial subalterno que trabalhava no palácio. Quando Xerxes nomeou um homem mau chamado Hamã para o posto mais elevado entre os seus nobres. "Se eu tiver que morrer. que se tornou um evento anual por decreto de Ester e Mordecai. ela agradou o rei e ele a tornou sua rainha. c o m o esta tigela d e o u r o batido. Isto lhe permitia ficar perto dos portões. Dentre as mais belas virgens do reino. a única esperança dos judeus. Os judeus fizeram uma grande celebração. Mordecai se recusou a honrá-lo dessa forma. • V s . planejou acertar as conlas ordenando a morte de todos os judeus. Mas Ester era uma rainha sem poder nem privilégios. Quando chegou sua vez. e dividia as atenções do rei com centenas de outras mulheres. Outro elemento importante é a descoberta de um plano para assassinar o rei. os judeus foram salvos. Entre as belas jovens selecionadas para irem à capital para 12 meses de tratamento de beleza. pedindo ao rei o que ela queria. após a morte de seus pais. feita por Mordecai. N o seu b a n q u e t e . e Mordecai foi elevado à posição de segundo homem mais importante do reino. prima de Mordecai. Ester. o rei estendeu seu cetro para recebê-la. serem examinadas pelo rei. Ela pediu que jejuassem durante três dias. • H a d a s s a / E s t e r (7) Algumas pessoas se incomodam com o fato de os nomes "Ester" e " M o r d e c a i " serem semelhantes aos dos deuses babilónicos "lstar" e "Marduque". e os judeus atribuem a origem da Festa de Purim (veja "As grandes festas religiosas") aos acontecimentos registrados nesse livro. Seu comportamento é um impressionante exemplo do uso do charme feminino e até da fraqueza para conseguir apoio e autoridade para uma causa. veja 6. Embora a história de Ester pareça um conto de fadas. ao ser convocada. pois foram nomes dados no cativeiro. e depois em grande parte esquecidas. capital da Pérsia durante o reinado do rei Xerxes (Assuero). se recusara a comparecer diante do rei. c isto é importante para o enredo à medida que a história vai se desenrolando. há fortes indícios de precisão histórica. Mas isto não deveria causar espanto. Ester. mesmo sabendo que eram ordens do rei. como este versículo informa a respeito do nome de Ester. o rei da Pérsia razia uso de louça l u x u o s a . a não ser que fosse convocada por ele. prometendo abordar o rei no final deste periodo.Ester 341 Retrato de Ester Frances Fuller Ester era uma bela jovem judia que fora criada por seu primo Mordecai. Hamã foi morto na forca que construíra para Mordecai. e ao mesmo tempo demonstrando respeito. era. Isto provavelmente significa que sua família estava entre os cativos. morrerei. Eles viviam em Susâ. Como resultado." Quando o momento potencialmente perigoso chegou. agora. Ele não podia sequer aproximar-se do rei sem correr risco de vida. entre os exilados que haviam sido levados de Jerusalém por Nabucodonosor. Hamã ficou furioso e quando descobriu que Mordecai era judeu. e os outros começaram a se prostrar diante dele. anos se passaram até o rei conseguir escolher uma nova rainha. verificar se Ester estava bem e lhe enviar mensagens. A identidade judaica de Ester é mantida em segredo (10). embora nâo tivesse acesso direto ao rei. o rei Xerxes escolheu Ester para ser sua rainha. Um relatório desse fato foi inserido nos registros da corte (23. Hadassa . e em vários encontros Ester agiu com astúcia e coragem. seus bens foram repassados a Ester.

Hamã — sem desconfiar de nada. foi a pergunta que o rei dirigiu a Hamã. mas sua fé lhe dava a certeza de que a ajuda viria. aparece sentado no seu trono. • Vs. Hamã resolveu transplantada para solo fazer uma "limpeza étnica". E t 6: O r e i r e c o m p e n s a M o r d e c a i Neste momento se dá a guinada na história. aceitou correr o risco. Hamã ficou chocado. tamente com as orações que acompanham o jejum). E continuou: "Você vai perder na ceita". C o m o fora emitido no nome do rei e com seu selo. quando. Mordei . descobriu sua dívida para com Mordecai. além da reverência normal da corte e exiuma história gia certa adoração que violava sua própria pode "decolar" c. A comunidade judaica deveria apoiá-la em jejum (e supos- . começar uma vida própria todos os judeus que havia na Pérsia. Ester revelou seu segredo. Ela convidou o rei e seu favorito para um jantar. foi a presença d o rei. acabaria dando a seu inimigo as honras que acreditava seriam suas. a grande ironia é que Hamã acabou morrendo na forca que ele mesmo havia construído. O consentimento do rei foi facilmen"Talvez você te obtido: bastou acusar os judeus de rebelião tenha sido e prometer um aporte extra de 342. supersticiosos.C. mas não há meio de saber se era Mordccai. Envergonhado e humilhado. ele não podia ser revogado significa "murta". Aqui. baseado num equívoco. • C o b r i r a m o rosto d e H a m ã (8) Isto era um sinal da sentença de morte. disse a esposa de Hamã. A única alternativa era arriscar-se e ir sem ser convidada." vivia numa sociedade que se orientava pelo Joyce Baldwin destino e em que o diário da corte para os eventos do ano era determinado por sorteio. Hamã planepara ajudar java conseguir esses recursos tomando os bens mima situaçtio como estai" dos judeus e confiscando suas terras.. sem ser convidada.14) E t 4: E s t e r r e c e b e a n o t í c i a O destino dos judeus agora dependia de Ester. Só ela tinha acesso ao rei. não encontrou conforto cm casa. No ambiente tranqüilo após a refeição ela fez um segundo convite. na qual pretendia enforcar seu inimigo. F. da Pérsia. "Que se fará ao homem a quem o rei deseja honrar?". destruindo receptivo. Sua esposa e seus amigos. ele precisava escolher um "dia dc sorte".342 A história de Israel Ester arriscou a sua v i d a .000 kg de feita rainha justamente prata para o orçamento do Estado. e Ester agiu com astúcia. "Mordecai é j u d e u " . 14-16 Mordecai não mencionou Deus. ainda assim ela poderia ser morta. E t 8: M o r d e c a i é p r o m o v i d o .i ao convencer Ester e m Et 4. Sua ação de lançar-se aos pés da rainha estendida no divã foi interpretada como tentativa de estupro. O rei não conseguia dormir. o rei Dario. Hamã na mente do leitor. o que agravou ainda mais as acusações feitas contra ele. viram nisto o início de sua derrota. Assim. sem saber do parentesco entre Ester e Mordecai — ficou muito honrado. • Meu p o v o (4) Quase casualmente. Felizmente para os judeus. um novo decreto Ainda restava o problema d o decreto de Hamã. como uma semente fé. E t 5: U m c o n v i t e p a r a j a n t a r O rei concedeu a audiência. I Iamã. E t 7: A m a l d a d e d e H a m ã é revelada Após o jantar na segunda noite. ele viria dentro de 11 meses. F. assim.m i n i s t r o H a m ã trama a destruição dos judeus Não sabemos por que Mordecai se recusou a se prostrar diante de Hamã. • Tebete (16) Dezembro/janeiro de 479 a. Na sua furia irracional. Mordecai fez pressão sobre pressão. Foi para casa e construiu uma forca mais alta que os muros da cidade. Mesmo preocupada. mesmo se Ester se recusasse a interceder E se ela se recusasse. U m oficial chamado Marduca aparece num texto deste período. Et 3 : O p r i m e i r o . Possivelmente ele achou que a exigência de Hamã ia "Tendo prendido nossa jrnasimiçcio. Ester fez seu pedido. e. D o palácio e m Persépolis. pediu que lhe fossem lidos os anais da corte. Mas ela não era convocada por ele havia um mês.

Efe continua a ser o livro favorito nas comunidades judaicas. • V . mas não houve saques.bster 343 Este bracelete de o u r o d e c o r a d o com grifos ( d o Tesouro d e O x u s o procedente d a Pérsia) d á idéia da riqueza e d o l u x o que lister e n c o n t r o u . o rei havia dado seu anclsinete a Hamã. Ela mostrou ser filha de seu tempo." Joyce Baldwin (8). que mostram como Mordecai fez bom uso do seu poder. Agora entregou-o a Mordecai. 2 No passado. Algumas pessoas consideram o número dos mortos um exagero proposital para entreter os leitores. -im de rei do . é possível que um número dez vezes maior de judeus teria morrido. "A dramática inversão de um destino funesto que parecia determinado a eliminar toda a raça judaica impressionoit o autor de tal forma que ele se dedicou com todo seu potencial artístico a transmitir os acontecimentos por meio da escrita. ao chegar à c o r t e do rei persa. lendo em v o z alta o livro de Ester e recordando muitos outros milagres recentes de livramento. e seu retato fascinou de tal forma os leitores judeus que o livro de tornou um best-seller. Mas. parecem ser adições posteriores. permitindo que os judeus reagissem. Et 9 : V i n g a n ç a j u d a i c a . o rei autorizou um segundo decreto. • V . 9 Maio/junho. tornando-o o segundo homem mais poderoso do império. os judeus livraram-se de seus inimigos. Para celebrar o livramento do povo. 11 Os judeus tiveram permissão de tratar seus inimigos exatamente como teriam sido tratados (veja 3. mas se o plano de H a m ã tivesse dado certo. e é tido cm família todo ano na festa de Purim. a feste d e P u r i m Q u a n d o o dia d e t e r m i n a d o c h e g o u . Não há desculpa para o pedido vingativo de Ester (a não ser que esta seja apenas uma explicação para a festa celebrada em dias diferentes em Susã c no interior).. Até hoje os judeus celebram o Purim. precedidos de jejum no dia 13. Certamente é alto. Os corpos dos filhos de Hamã foram enforcados (ou empalados) para tornar público o fim que tiveram. • V .13).. E t 10: P ó s . em resposta ao pedido de Ester.e s c r i t o As últimas observações históricas. inclusive os dez filhos de Hamã. os dias 14 e 15 de adar se tornaram dias festivos que seriam observados todos os anos.

Um OU dois estofos bordados. e que a distingue da nossa. Outra possibilidade é que o ritmo predominante seja um dístico ou uma parelha em que um verso de três batidas ou acentos é seguido por um verso com apenas duas batidas: Como os guerreiros caíram no meio da batalha! Este último ritmo. é uma questão flexível de <J«centos o u sílabas tônicas. tendo ele prometido. e é também uma característica de algumas das primeiras poesias bíblicas: Para Sísera. com sua nota de descaimento o u diminuição. U m equivalente moderno mais próximo seria a oratória rítmica de Winston Churchill. por exemplo: Lutaremos nas praias.Poesia e Literatura de Sabedoria DE J Ó A C Â N T I C O DOS CÂNTICOS Derek Kidner Poesia A palavra "poesia" poderia sugerir um ramo altamente especializado da arte literária. a repetição (ou outros recursos) e o ritmo se unem para tornar uma mensagem duplamente memorável e comovente. com o qual forma um conjunto: Porventura. Geralmente fmverá três acentos numa linha ou verso. é usado muitas vezes nos s a r c a s m o s o u l a m e n t o s (como no livro de Lamentações). embora mais marcado do que isso (no original hebraico. Mas este seria um termo inadequado para qualquer parte d o AT. embora seu uso não esteja restrito a esses temas. é o paral e l i s m o : a repetição do pensamento de uma linha ou verso numa segunda linha ou verso. Mas este padrão pode ser variado ocasionalmente por uma parelha mais longa ou mais curta. combinados com outros três no verso seguinte. Lutaremos nas pistas de aterrissagem. ^estofos de várias cores de bordados. Por isso essa forma poética recebeu o nome de Qinah (lamento). A q u i . para o pescoço da esposa? J z 5. estofos de várias cores.30 fixo de sílabas. ou por um conjunto de três versos na mesma passagem. Lutaremos nos campos e nas ruas. cullivado p o r uma minoria para o benefício de poucos. O que é quase marca registrada da poesia bíblica. A r e p e t i ç ã o era uma técnica muito usada pelos cananeus. sendo que os dois versos se juntam para formar um dístico ou uma parelha de versos.ie não de rjjjmero m ff vi /l T «t* •i 1 B m . não o fará? I T O r i t m o .

mas surge em vários cona transmitir dita à amplificação (desenvolvide maneira enérgica textos em momentos de grande mento) e à antítese (apresentação a pessoas de todos importância. Portanto. Na realidade quase todos os pronunciamentos proféticos estão nesta forma. em suas preleções sobre poesia hebraica em 1741. Sobre J ó . Estes são J ó .8. o Cântico dos Cânticos seria um candidato melhor que Provérbios. S a l m o s e P r o v é r b i o s . refrões.Introdução 345 "A essência e notadamente livre dos artifícios de desta poesia linguagem. mostrou que esta estrutura. sem dúvida. jogos de palavras e acrósticos que são difíceis de traduzir. fornecendo palavras inspiradas O texto hebraico d e alguns salmos traz o nome da melodia e indica o instrumento a ser usado. questões de estilo na poesia do AT. também a oportunidade de apresentar mais de uma faceta de uma questão: Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos. ao contrário da poesia que depende de métrica complexa o u vocabulário especial. não o cumprirá? (Mm 23J 9. para destacá-los como sendo distintamente poéticos. esse livro já foi considerado uma das obras primas da literatura mundial. no entanto. Há. acima foram tirados de livros que Ou. . tendo falado. a poesia é colocada em prática para ser " o caminho que conduz às portas do céu" no culto e no ensino. e. ARA) O bispo L o w t h . o que indica claramente que os salmos e r a m poemas compostos para serem cantados. O s exemplos citados do oposto). no entanto. mas trata-se de casos secundários. Nos S a l m o s . Três livros do AT. (Is 55. A essência desta poesia é que ela tem questões importantes a transmitir de maneira enérgica a pessoas de todos os tipos. a poesia não Há vários tipos de paralelismo. foi o primeiro a dar o nome de "paralelismo" a esse estilo poético. ocasionalmente. rima. do ponto de vista puramente poético. baseada no significado. pois sua brica pura é um terceiro exemplo de poesia hebraica a ser colocado ao lado da rica eloqüência de J ó e dos versos dos Salmos que se destinam ao canto. e foram corretamente estruturados como poesia em traduções recentes da Bíblia. e. diz o SENHOR. ARA) uma dignidade e uma amplitude que dão ao pensamento o tempo necessário para fazer efeito no leitor. nem os vossos caminhos. Essa forma poética tem os tipos. é que ela tem Por esta r a z ã o . pela riqueza e energia da sua linguagem e pelo poder das idéias que expressa. Nos tempos d o AT. muitas vezes. é mais espontânea podemos classificar como históricos (mas os j u d e u s os chamavam de " P r o fetas Anteriores" e " a Lei") e proféticos. mais adiante. um dos instrumentos favoritos para acompanhar o canto era a harpa. recursos como assonância. A nosso ver. pode ser traduzida para prosa em qualquer língua com muito pouca perda. os meus caminhos. q u e . questões importantes aparece separada em alguns livros desde a repetição propriamente poéticos. receberam um sistema de acentuação mais elaborado que os demais livros. mais será dito quando se falar sobre a Sabedoria.

que são. pode ser indiferente à beleza. a Sabedoria é a voz da reflexão e da experiência. o enigma de Sansão. um sábio experimentado ensina aos jovens u m a sabedoria que se baseia n o temor de Deus. O s 14. Num nível mais profundo haverá reflexão penetrante sobre a maneira como Deus governa o mundo e sobre o propósito da vida humana. O que confirma a identificação da sabedoria como ingrediente distinto nas Escrituras é que o próprio Israel a ouvia como uma terceira voz ao lado da Lei c dos Profetas. c diversos provérbios. Havia até um provérbio neste sentido: " N ã o há de faltar a lei ao sacerdote.23-29. obra de convertidos propriamente dividido em secular Antigo Testamento." Eclesiástico 38. a sabedoria no falar. U m dos recursos favoritos é a comparação vivaz. argumentando . Eclesiast e s ) . e o absurdo de ir contra os princípios que ele embutiu em sua criação. 31. que também pode ser traduzida por provérbio o u sarcasmo. Aqui aparece uma boa dose de mera sabedoria secular. por breve tempo. Somos persuadidos. Sua estrangeiros é refletida em parte na autopresença na Bíblia é o sinal mais sutil de ria de Pv 30. tal em Jerusalém. e sagrado. Os nomes e lugares dc lRs quase não menciona o nome de Deus. às vezes expandida em parábola o u alegoria. A riqueza das culturas vizinhas está sendo revelada com as descobertas relacionadas à sabedoria do Egito e da Mesopotâmia. Essa reputação não se baseia somenpara as festas públicas e ocasiões na vida dos te em suas qualidades pessoais. J r 17. pois provérbios e ditos marcantes sào parte de qualquer cultura. Essa abertura para eruditos o dom d o amor entre homem e mulher. a fábula de Jotão (sobre as três árvores). V a r i e d a d e d e f o r m a s A sabedoria assume várias formas. mas boa parte lambem é ensino sadio e baseado em princípios elevados. a sobriedade. O u t r o tipo de literatura destes países lida com os problemas do sofrimento e do sentido da existência. para se tornar um sábio o indivíduo precisa ser poupado de outrus tarefas. SI 1. para pessoas confessarem seus pecados no fato de ter pat