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Apresentação - Farmacotécnica - Vias de Administração de Fármacos - Via Endovenosa

Apresentação - Farmacotécnica - Vias de Administração de Fármacos - Via Endovenosa

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Publicado porHenrique Páros
Apresentação do Trabalho - Tópicos de Farmacotécina - Vias de Administração de Fármacos - Via Endovenosa, para impressão em transparências.

Funciona como um resumo do tema tratado no trabalho, mas também acrescenta algumas ilustrações que facilitam o entendimento de certos aspectos envolvidos no tema abordado.
Apresentação do Trabalho - Tópicos de Farmacotécina - Vias de Administração de Fármacos - Via Endovenosa, para impressão em transparências.

Funciona como um resumo do tema tratado no trabalho, mas também acrescenta algumas ilustrações que facilitam o entendimento de certos aspectos envolvidos no tema abordado.

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Published by: Henrique Páros on Jun 15, 2009
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VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE FÁRMACOS VIA ENDOVENOSA

1. Conceito: A via de administração de fármacos conhecida como endovenosa é parte do grupo de vias de administração denominado de parenteral. O termo parenteral deriva do grego para, que significa “além” e enteron, que significa “intestino”, e juntos, indicam algo realizado fora do intestino e não através do sistema alimentar. Os fármacos administrados pela via parenteral são injetados com uma agulha fina no organismo, em vários locais e em várias profundidades.

2. Vantagens e Desvantagens: A via endovenosa possui vantagens e desvantagens em sua utilização, assim como as demais vias de administração. Como vantagens podem-se citar:

• Não existe absorção do medicamento pelo organismo;

• Possibilidade de liberação controlada do medicamento no organismo; • Permite a administração de fármacos irritantes; • A administração é possível mesmo sem a cooperação do paciente; • Evita a ação do suco gástrico e o efeito de primeira passagem; • Propicia meios para restaurar o equilíbrio ácido-base e o volume sanguíneo do organismo,
além de permitir a manutenção ou reposição das reservas orgânicas nutricionais e de água em pacientes incapazes de manter uma ingestão adequada. Entre as desvantagens da via intravenosa estão:

• Exige maior aptidão, conhecimento e prática para ser empregada; • É necessário que se mantenha assepsia; • Existe a possibilidade de a aplicação ser dolorosa; • Possui custo elevado; • Não existe recuperação depois que o fármaco é injetado; • Não aceita todos os tipos de medicamentos; • Possibilidade dos fármacos sofrerem efeito de primeira passagem nos pulmões; • Existe a probabilidade de ocorrência de reações desfavoráveis.
3. Formas Farmacêuticas Relacionadas: Por esta via empregam-se preparações aquosas, sendo a sua quase totalidade sob a forma de solução. Secundariamente, esta via serve para administrar suspensões aquosas ou emulsões de óleo em água. Em qualquer destes dois últimos casos, é fundamental que as partículas suspensas ou emulsionadas apresentem diâmetros inferiores a 7µ (via de regra, entre 1 e 2µ). Assim, cada partícula dispersa apresenta um volume inferior ao do glóbulo vermelho e não existe muita razão para temer o aparecimento de fenômenos de embolia ou de trombose. Apesar disto, só em casos extremos se utilizam tais preparações, com receio de que provoquem embolias pulmonares.

Normalmente são utilizadas quatro apresentações distintas para os medicamentos injetáveis: • • • • Soluções prontas; Pós ou liofilizados solúveis para reconstituir ou diluir com solventes; Suspensões prontas, pós ou liofilizados insolúveis para reconstituir ou diluir com um veículo; Emulsões e líquidos concentrados para serem diluídos antes da administração.

As embalagens (incluindo suas tampas) dos injetáveis não devem interagir física ou quimicamente com a preparação, para não alterar sua potência ou eficácia. As injeções são acondicionadas em recipientes de dose única, de doses múltiplas ou, mais raramente, em seringas pré-cheias, com ou sem instrumentos especiais para administração. Os recipientes de dose única podem ser ampolas ou frascos-ampola, enquanto que os de doses múltiplas são normalmente frascos-ampola. Os frascos-ampola são fechados com tampas de borracha para permitir a penetração de seringas sem remoção ou destruição da tampa. Após a retirada da agulha do recipiente, a tampa se lacra novamente e protege o conteúdo de contaminação. No entanto, é recomendável limitar o número de penetrações realizadas na tampa e, assim, proteger o fármaco contra a perda de esterilidade. As ampolas são lacradas sob condições assépticas e feitas de maneira a ter uma parte mais estreita que pode ser separada do corpo do recipiente sem fragmentação do vidro. Após a abertura, o conteúdo da ampola pode ser passado para uma seringa. No entanto, depois de aberta, a ampola não pode ser fechada novamente e qualquer porção não utilizada não poderá ser utilizada em momento posterior.

4. Métodos de Aplicação: - Apresentação dos Materiais:

Seringas: as seringas disponíveis no comércio são estéreis, atóxicas, livres de pirogênios e contém impresso na embalagem a data de validade, o volume e as medidas da agulha. São produtos descartáveis e de uso único.

- Seringa padrão: este tipo de seringa está disponível no comércio em diversas marcas e nos tamanhos de 1, 3, 5, 10, 20, 25, 30, 35 e 50mL, e podem vir ou não com as respectivas agulhas. Apresentam algumas diversificações de modelo quanto ao êmbolo, que pode apresentar-se com a extremidade reta ou côncava, e a extremidade de conexão (manúbio) da agulha que pode ser em forma pontiaguda ou de rosca (luer-lok = marca registrada).

Agulhas Hipodérmicas: o tipo e tamanho de agulha variam de acordo com o tipo de administração. Existem diversos tamanhos de agulhas quanto ao comprimento, diâmetro ou calibre e estilos de bisel.

Bisel da agulha é esta extremidade “tipo fatiada” em angulo de 30° para facilitar a penetração, confeccionada em aço cirúrgico inoxidável temperado. • Garrote e Luvas: o garrote é um acessório auxiliar de látex que permite reter um volume maior de
sangue no vaso sangüíneo, ao laçar o braço, o pulso, ou perna, conforme a necessidade. O vaso fica mais firme, não deslizando lateralmente no momento da introdução da agulha. As luvas cirúrgicas são indispensáveis para qualquer tipo de procedimento ambulatorial, prevenindo possíveis contaminações quer para o profissional da área de saúde ou para o paciente.

• Álcool, Algodão e Micropore: para assepsia prévia ao procedimento de administração e curativo
do local lesionado.

• Coletor de Material (Descarpack): caixa coletora para lixo contaminado, material descartável e
objetos cortantes e perfurantes, com capacidade variada (3, 7, 13L). É confeccionada em papelão incinerável e resistente à perfuração, revestida internamente com produto impermeabilizante que evita umidade e vazamento, ou saco plástico interno. Apresenta alças externas para transporte, fixas ao coletor, e tampa também fixa ao coletor, bocal com abertura que facilita o descarte de material, uma linha que marca o limite máximo de enchimento, e tampa de segurança com trava dupla. O descarpack possui um sistema de abertura e fechamento prático e segurança ao manuseio. As instruções de uso e montagem estão impressas externamente. Fabricado de acordo com a norma IPT NEA 55 e as normas ABNT NBR 7500.

Descrição Técnica

- Áreas de Aplicação Mais Comuns:

• • • • •

Dorso da Mão: através da veia basílica ou cefálica; Antebraço: aplicação na veia basílica, cefálica ou mediana; Face Interna do Cotovelo; Coxa ou Tornozelo: pelas veias safena ou grande safena; Pé: através das veias marginal e mediana.

- Procedimentos para Aplicação: • Procedimento para Punção Venosa (Injeção Única):

- Orientar o paciente sobre o que será feito; - Colocar ou solicitar para que ele coloque o braço confortavelmente sobre um suporte, e colocar o garrote observando a distância de aproximadamente 10 cm ou 4 dedos do local onde será introduzida a agulha; - Solicitar ao paciente para fechar a mão, facilitando a fixação da veia; - Fazer a assepsia de baixo para cima, na mesma direção de retorno do sangue, virando o algodão a cada movimento; - Segurar o algodão e retirar o protetor da agulha, colocando o seu bisel para cima, na mesma direção da escala; - Segurar a seringa posicionando os dedos da mão direita sobre a mesma e o indicador próximo ao início do cilindro; - Com o polegar da mão esquerda puxar a pele próxima ao local da punção no sentido contrário à introdução da agulha; - Puncionar a veia introduzindo aproximadamente 1 cm da agulha, com o bisel para cima, em ângulo aproximado de 15º; - Ao presenciar sangue no interior da parte transparente da agulha (canhão), levar o dedo polegar esquerdo sobre o cilindro da seringa e o indicador de baixo do braço, em forma de pinça, afim de manter fixa a seringa durante toda a aplicação; - Com os dedos da mão direita, puxar o êmbolo; - Soltar o garrote usando preferencialmente a mão direita e orientar o paciente para abrir a mão; - Com os dedos da mão direita, injetar lentamente o medicamento, observando qualquer elevação próxima à agulha ou queixas do paciente (como dor local, ardência, mal estar, etc.); - Terminada a aplicação, voltar a mão direita sobre o cilindro da seringa da mesma forma usada para puncionar; - Colocar o algodão que se encontra na mão esquerda no local da punção e retirar a seringa em movimento firme; - Orientar o paciente para manter o braço distendido, sem dobrar, pressionando o local com o algodão por cerca de 2 minutos; - Caso o paciente não ajude, pressionar para ele; - Por fim, realizar um pequeno curativo no local da punção.

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