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Apostilas de Financas Publicas 9 de Novembro 2009

Apostilas de Financas Publicas 9 de Novembro 2009

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FINANÇAS PÚBLICAS

INStrumeNtoS de PLANejAmeNto
e orÇAmeNtAÇão
GoverNAmeNtAL..................................03
PLANo PLurIANuAL - PPA
Conceito.................................................................... 04
Legislação................................................................. 04
Prazo.de.Encaminhamento........................................ 05
Elaboração.do.PPA.................................................... 05
Conteúdo.do.PPA...................................................... 07
Acompanhamento,.Avaliação.e.Revisão
do.Plano.Plunianual.................................................. 07
Material.Técnico.para.Consulta................................ 07
LeI de dIretrIzeS
orÇAmeNtárIAS
Conceito.................................................................... 08
Legislação................................................................. 08
Prazo.de.Encaminhamento........................................ 09
Conteúdo.da.LDO..................................................... 09
Anexo.de.Metas.Fiscais.e.Anexo.
de.Riscos.Fiscais....................................................... 09
LeI orÇAmeNtárIA
ANuAL - LoA
Conceito.................................................................... 10
Prazo.de.Encaminhamento........................................ 10
Legislação................................................................. 11
Elaboração.da.LOA................................................... 12
Conteúdo.da.LOA..................................................... 13
reCeItA PÚBLICA
Introdução................................................................. 14
Conceito.................................................................... 14
Regulamentação........................................................ 14
Classifcação Econômica da Receita Pública............ 14
Deduções.da.Receita.Pública.................................... 18
Codifcação da Natureza da Receita.......................... 18
Classifcação da Receita por Fonte de Recursos ...... 18
Regime.de.Execução.Orçamentária
da.Receita.Pública..................................................... 20
Renúncia.de.Receita.................................................. 20
Previsão.da.Receita................................................... 21
Receita.Corrente.Líquida.-.RCL............................... 21
deSPeSA PÚBLICA
Introdução................................................................. 21
Classisfcação da Despesa......................................... 22
Codifcação da Despesa por
Destinação.de.Recurso.............................................. 24
Execução.Orçamentária.da.Despesa......................... 26
Regime.de.Adiantamento.......................................... 28
Créditos.Adicionais................................................... 28
Restos.a.Pagar........................................................... 29
Despesa.com.Pessoal.-.Art..18.a.20.
da.LC.101/00............................................................. 29
Despesas.de.Exercícios.Anteriores........................... 30
trANSPArêNCIA, CoNtroLe
e FISCALIzAÇão..................................... 30
CICLo orÇAmeNtárIo................. 30
SIStemAS de CoNtAS....................... 31
LeGISLAÇão
Arts..165.a.169.da.CF/88............................................ 32
BIBLIoGrAFIA........................................... 34
exerCíCIoS................................................ 35
GABArIto.................................................... 47
Índice
Elaboração:.Prof..Rita.de.Cássia.Teixeira.Pires
Organização:.Prof..Leandro.Eustáquio.de.Matos.Monteiro
IMPRESSÃO:
É proibida a reprodução, salvo pequenos trechos, mencionando-se a fonte. A violação dos Direitos Autorais
(Lei nº 9.610/98) é crime (Artigo 184 do Código Penal).
2009, Estudo Real Edições
Belo.Horizonte./.Minas.Gerais
www.estudoreal.com.br
e-mail:.atendimento@estudoreal.com.br
Tel:.(31).3274-3898./.3274-3317
3
Instrumentos de
Planejamento e
orçamentação
Governamental
O planejamento, como metodologia de administração e
como instrumento orientador das decisões e ações, constitui-
se em pré-requisito para a condução dos negócios públicos.
Essa prática, em nível institucional público, visa a alte-
rar as situações consideradas indesejáveis pela coletividade
e a assegurar a viabilização de objetivos e metas desejáveis,
de forma efciente e efcaz.
Nesse aspecto, a Constituição Federal de 1988 (CF/88)
consagra esse princípio no artigo 165, estabelecendo como
leis de iniciativa do Poder Executivo o (PPA) plano pluria-
nual, a (LDO) Lei das diretrizes orçamentárias e a (LOA) Lei
do orçamento anual.
Plano Plurianual
lei de diretrizes
orçamentárias
orçamento anual
Com objetivo de melhorar a administração das Finanças
Públicas e ampliar os controles sobre as receitas e despesas,
a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) Lei Complementar
nº 101, de 04 de maio de 2000 introduziu mecanismos ca-
pazes de gerenciar adequadamente estes 3(três) dispositivos
legais, visto que estabelece normas de fnanças públicas vol-
tadas para a responsabilidade na Gestão Fiscal. O parágrafo
I do artigo 1º estabelece que:
“A responsabilidade na gestão fscal pressupõe a ação
planejada e transparente, em que se previnem riscos e cor-
rigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas pú-
blicas, mediante o cumprimento de metas de resultados en-
tre receitas e despesas e a obediência a limites e condições
no que tange a renúncia de receita, geração de despesas
com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas con-
solidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por
antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição
em Restos a Pagar”.
Devem obediência à Lei de Responsabilidade Fiscal -
LRF a União, Estados, Distrito Federal e Municípios estando
compreendidos:
 Executivo, Legislativo, inclusive Tribunais de Con-
tas, Judiciário e o Ministério Público;
Devem obediência à Lei de Responsabilidade Fiscal a União, Estados,
Distrito Federal e Municípios (Art. 1º § 2º) estando compreendidos:
ADMINISTRAÇÃO
INDIRETA
AUTARQUIAS (INSS)
FUNDAÇÕES PÚBLICAS
EMPRESAS PÚBLICAS (Caixa
Econômica Federal
SOCIEDADES DE ECONOMIA
MISTA (Banco do Brasil)
FUNDOS ESPECIAIS
PODER
EXECUTIVO
FEDERAL
ESTADUAL
MUNICIPAL
PRESIDÊNCIA DA
REPÚBLICA
MINISTÉRIOS
GOVERNADORIA
SECRETARIAS DE ESTADO
PREFEITURA
SECRETARIAS E ÓRGÃOS
AUXILIARES
PODER
JUDI-
CIÁRIO
FEDERAL
ESTADUAL
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
TRIBUNAIS REGIONAIS FEDERAIS
TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL
SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
PODER
LEGISLA-
TIVO
FEDERAL
ESTADUAL
MUNICIPAL
SENADO FEDERAL
CÂMARA DOS DEPUTADOS
TRIBUNAL DE CONTAS DA
UNIÃO
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA
TRIBUNAL DE CONTAS DO
ESTADO
CONSELHO DE CONTAS
CÂMARA DOS VEREADORES
TRIBUNAL DE CONTAS DO
ESTADO OU DO MUNICÍPIO
Finanças Públicas
4
 As respectivas administrações diretas, fundos, autar-
quias, fundações e empresas estatais dependentes.
Durante o processo de elaboração destes instrumentos
de planejamento, o Poder Executivo deverá incentivar a par-
ticipação popular e realizar audiências públicas, assegurando
a transparência da gestão fscal, conforme determina o artigo
48 da Lei Complementar nº 101/00 (Lei de Responsabilidade
Fiscal). Com a publicação, em julho de 2001, da Lei Federal nº
10.257/01 (Estatuto da Cidade), a realização de debates, audiên-
cias e consultas públicas passaram a ser condição obrigatória para
aprovação do PPA, LDO e LOA pelo Poder Legislativo.
Deverão ser obedecidos também, os princípios constitu-
cionais a seguir mencionados:
Art. 37. Administração pública direta e indireta de qual-
quer dos poderes da união, dos estados, do distrito federal
e dos municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e efciência e, ....
“Constituição Federal”
LIMPE
Legalidade
Impessoalidade
Moralidade
Efciência
Publicidade
Planejamento, Gestão Pública e
Responsabilidade Fiscal

O PLANO PLURIANUAL - PPA - constitui-se de
Programas, Metas e Indicadores para 4 anos.

A LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS -
LDO - defne diretrizes para elaboração e execução do
orçamento e estabelece as metas e prioridades das ações
governamentais.

A LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL - LOA - proverá
recursos para a execução das ações necessárias ao al-
cance das Metas.
Plano PlurIanual
- PPa
ConCeito
O Plano Plurianual de um ente qualquer da federação é o
instrumento de planejamento estratégico de suas ações, con-
templando um período de quatro anos. Por ser o documento
de planejamento de médio prazo, dele se derivam as Leis de
Diretrizes Orçamentárias e as Leis de Orçamento Anual.
O PPA tem como fnalidade estabelecer os programas e
metas governamentais. Tais programas e metas se apresentam
sob a forma de ações voltadas para a ampliação da capacidade
produtiva do setor público e para o desenvolvimento socioeco-
nômico, bem como para os programas de manutenção dos ser-
viços essencialmente criados. Sendo assim, o PPA constitui-se
de Programas com Metas e Indicadores para 4 anos.
LegisLação
A Constituição Federal, em seu artigo 165, §1º, dispõe que
a “lei que instituir o Plano Plurianual estabelecerá de forma re-
gionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração
pública para as despesas de capital e outras delas decorrentes e
para as relativas aos programas de duração continuada”.
A interpretação que se dá ao texto constitucional, no que
se refere à alocação de recursos é que o plano deve conter a
previsão de recursos de investimentos (despesas de capital),
como também para sua operacionalidade e manutenção (des-
pesas decorrentes). Exemplo: construção de escola (despesas
de capital). Será necessário, para colocá-la em funcionamen-
to, adquirir equipamentos, material de consumo, contratar
pessoal, etc. (despesas decorrentes).
Além disso, quando se refere às despesas relativas aos
programas de duração continuada, entende-se a inserção de
despesas de custeio. Exemplo: produção de leite de soja para
complementação alimentar de pessoas carentes.
A Constituição Federal em seu artigo 165, §9º estabele-
ce que a Lei Complementar disporá sobre o exercício fnan-
ceiro, vigência, prazos, elaboração e organização do PPA,
da LDO e da LOA. O art. 3º, da Lei Complementar 101/00,
dispunha sobre o plano plurianual, no entanto, ele foi vetado,
restando apenas a defnição trazida pelo §1º, do art. 165, da
CF/88. Vale ressaltar que, foi a LRF que estabeleceu os me-
canismos de integração entre os três instrumentos de plane-
jamento previstos constitucionalmente, embora o artigo 166
da CF/88 já mencionasse que as emendas ao Projeto de LOA
ou a projetos que modifquem o orçamento anual têm que ser
compatíveis com PPA e LDO. A CF/88 menciona ainda, que
o investimento cuja execução ultrapasse um exercício fnan-
ceiro só poderá ser iniciado se incluído no PPA (Art.167) sob
pena de cometer crime de responsabilidade.
O artigo 48 da LRF prevê o incentivo à participação po-
pular e a realização de audiências públicas durante a elabo-
ração e discussão dos planos.
W
W
5
É no Plano Plurianual que se defnem as grandes linhas
de atuação do governo que, por sua vez irão se decompor em
ações próprias dos outros dois instrumentos de planejamen-
to: Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO e Lei Orçamentá-
ria Anual - LOA.
Prazo de enCaminhamento
A Constituição Federal prevê no artigo 35, parágrafo 2º,
inciso I, das Disposições Constitucionais Transitórias que
o Governo Federal deverá encaminhar o projeto de lei do
Plano Plurianual para apreciação pelo Poder Legislativo até
4 (quatro) meses antes do encerramento do primeiro exercí-
cio fnanceiro ou seja, até 31 de agosto do primeiro ano do
mandato executivo e deverá ser devolvido para sanção até o
encerramento da sessão legislativa. Os Estados e Municípios
obedecerão aos prazos estabelecidos em suas constituições,
e caso não estejam previstos, deverão adotar o prazo deter-
minado para a União.
Prazo de Encaminhamento
O Projeto do Plano Plurianual - PPA será enviado
pela União ao Poder Legislativo até dia 31/08, ou
seja, quatro meses antes do encerramento do primei-
ro exercício fnanceiro (31/12), e devolvido para san-
ção até o encerramento da sessão legislativa (22/12).
(art. 35, § 2º, I do ADCT)
O Projeto do Plano Plurianual de Ação Governa-
mental - PPAG - será enviado pelo Governo de Mi-
nas Gerais ao Poder Legislativo até dia 30/09, ou
seja, três meses antes do encerramento do primeiro
exercício fnanceiro (31/12), e devolvido para sanção
até o encerramento da sessão legislativa (20/12). (art.
68, I do ADCT)
Planejamento, Gestão Pública e
Responsabilidade Fiscal
A Lei de Responsabilidade Fiscal integra os três ins-
trumentos de planejamento previstos pela Consti-
tuição de 1988:
eLaboração do PPa
O Plano Plurianual não deve ser visto apenas como o cum-
primento de um dispositivo constitucional, mas como um ins-
trumento que visa orientar as decisões e ações, através da for-
mulação de diretrizes, objetivos e metas setoriais compatíveis
com os recursos disponíveis e as reais necessidades do ente.
Nesse contexto, o Plano Plurianual será o vínculo de in-
tegração entre o planejamento orçamentário e o fnanceiro, o
que lhe confere o status de referência básica para a elabora-
ção dos demais instrumentos de planejamento.
W
W
Plano Plurianual
 ESTABELECE DIRETRIZES,
OBJETIVOS E METAS
 DOCUMENTO BÁSICO DE
PLANEJAMENTO
 PLANO DE MÉDIO PRAZO -
4 ANOS
O Plano deverá expressar as intenções concretas dos
compromissos assumidos pelo Governante com a população.
Este plano é a melhor referência para o cidadão e para o ad-
ministrador público, uma vez que, em eleições, o que está
em disputa são as propostas de governo e não o candidato.
Sendo assim, o plano deverá atingir os seguintes objetivos:
 defnir com clareza as metas e prioridades da admi-
nistração, bem como os resultados esperados;
 organizar, em programas, as ações que resultem em
bens ou serviços que atendam as demandas da sociedade;
 estabelecer a necessária relação entre as ações a se-
rem desenvolvidas e a orientação estratégica de governo;
 possibilitar que a alocação de recursos nos orçamen-
tos anuais seja coerente com as suas diretrizes e metas;
 facilitar o gerenciamento da administração, através
de defnição de responsabilidades pelos resultados, permitin-
do a avaliação do desempenho dos programas;
 estimular parcerias com entidades públicas e priva-
das, em busca de fontes alternativas de recursos para fnan-
ciamento dos programas;
 permitir o gerenciamento das ações, atribuindo res-
ponsabilidade por seu monitoramento e resultados;
 dar transparência à aplicação de recursos e aos resul-
tados obtidos.
O Plano Plurianual constitui-se em uma função do pla-
nejamento governamental, de caráter permanente, de médio
prazo. Portanto, deverá ser realizado em todas as instâncias
e níveis da organização e, elaborado, a partir de decisões e
prioridades formuladas na dimensão estratégica da organiza-
ção. A estruturação do plano será de acordo com as normas
estabelecidas por cada esfera governamental, de acordo com
o seu porte e com os diferentes focos e formas de atuação.
diagnóstiCos e diretrizes gerais
a) Diagnóstico
Para subsidiar a tomada de decisões, os dirigentes dos
Órgãos/Entidades que compõem a Administração Pública
deverão apresentar um diagnóstico da situação real de suas
pastas, as demandas da comunidade e a indicação das priori-
dades setoriais, através de:
 caracterização da situação atual apontando os princi-
pais problemas, as limitações e as carências;
 indicação das principais ações que o Órgão/Entidade
vem implementando para atenuar os problemas identifca-
dos;
 levantamento da atual situação fnanceira e econômi-
ca do ente, apresentando as disponibilidades de recursos para
implementar as ações de governo no período do Plano;

Plano Plurianual
- PPA
Lei Orçamentária
Anual - LOA
Lei de Diretrizes
Orçamentárias - LDO
t
 previsão da receita e da despesa consideradas obriga-
tórias (transferências constitucionais, dívida, manutenção da
máquina administrativa, etc).
b) Diretrizes
São as indicações necessárias para orientar as ações de
uma entidade de modo que os objetivos sejam alcançados e
as ações realizadas.
Caracteriza-se como o momento da tomada de decisões
pela Direção Superior, no qual se defne o estado de coisas
que se pretende atingir com a ação planejada. São orienta-
ções de caráter geral, que apontam os rumos e as intenções
da atuação política. São defnições que se devem basear nas
características econômicas, sociais e políticas de cada esfera
governamental.
As diretrizes constituem um conjunto de orientações se-
toriais que nortearão as ações de governo durante o período
de vigência do Plano. Serão defnidas com base na estimati-
va de disponibilidade de recursos e no ambiente macroeco-
nômico para o período do Plano.
Previsão de reCursos e eLaboração dos
Programas
a) Previsão de Recursos
Conforme dispõe o artigo 12 da LRF, as previsões de
receita observarão as normas técnicas e legais, considerarão
os efeitos das alterações na legislação, da variação do índi-
ce de preços, do crescimento econômico ou qualquer outro
fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de
sua evolução nos últimos três anos, da projeção para os dois
seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia de cál-
culo e premissas utilizadas.
Com base na receita prevista e, de acordo com as diretri-
zes do governante para execução das ações, serão defnidos
os recursos disponíveis de cada Órgão e/ ou Unidade da Ad-
ministração para a formulação dos programas de trabalho.
Programas
do PPA
IPI
ITBI
Oper.
Créditos
ICMS
IPTU
Convênios
IPVA
b) Elaboração dos Programas
De acordo com as modifcações introduzidas na classif-
cação funcional, pela Portaria nº 42, de 14 de abril de 1999,
os programas e ações nascem dos problemas e das demandas
da sociedade identifcados pelo planejamento e passam a ser
unidades de gestão, com estrutura idêntica no plano e nos
orçamentos.

Cada esfera governamental passa a ter liberdade para
solucionar seus problemas, organizando suas ações em ter-
mos de funções, subfunções e programas, de acordo com as
especifcidades decorrentes do Plano Plurianual. O que se
pretende com este novo modelo é transformar o Plano Plu-
rianual num instrumento de gestão.
Para efeitos de entendimento da Portaria mencionada,
consideram-se:
Função: Maior nível de agregação das diversas áreas de
despesa que competem ao setor público.
Subfunção: Representa uma partição da função, visando
agregar determinado subconjunto de despesa do setor público.
Programa: Instrumento de organização da ação go-
vernamental, visando a concretização dos objetivos preten-
didos, sendo mensurado por indicadores estabelecidos no
Plano Plurianual.
Aos Programas estarão vinculados os Projetos, as Ati-
vidades e as Operações Especiais, de codifcação local, que
constituem o menor nível de agregação das ações. O progra-
ma é o elo de ligação entre o planejamento e o orçamento.
Toda ação fnalística, ou seja, aquela que proporcione
bem ou serviço para atendimento direto às demandas da so-
ciedade, deverá estar estruturada em programa, conforme
disposto no Decreto Presidencial nº 2.829, de 29 de outubro
de 1998 e Portaria nº 42, de 14 de abril de 1999.
Segundo Ari Vainer e outros “os programas estão divi-
didos em dois grandes grupos, os Programas Finalísticos e
os Programas de Apoio Administrativo. Os fnalísticos são
compostos por ações que resultam em produtos (bens ou ser-
viços) ofertados à população e os de apoio administrativo
compreendem ações de natureza administrativa, dos quais
decorrem as despesas com pessoal e encargos sociais, manu-
tenção e conservação de bens imóveis, manutenção de servi-
ços de transporte, ações de informática dentre outros”.
Conceito e Objetivo do Programa
Portaria SOF 42 - 1999
PROGRAMA é o instrumento de organização da ação
governamental com vistas ao enfrentamento de um
PROBLEMA.
Objetivo ⇒ é o alvo a ser atingido ou o resultado que se
pretende alcançar através de políticas prioritárias.
PPA - Legislação: CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL
Portaria SOF 42 - 1999
• Os objetivos pretendidos pela ação serão medidos por
INDICADORES estabelecidos no PPA.
• A União, o DF, cada Estado e Município defnirão sua
estrutura de PROGRAMAS.
• O PROGRAMA se torna uma unidade básica do pla-
nejamento de cada ente da federação.
• Os PROGRAMAS são compostos de AÇÕES que,
conforme suas características, podem ser classifcadas
como projetos, atividades ou operações especiais.
¯
estruturação do Programa a Partir do Problema
Estrutura Programática
As estruturas do PPA e da LOA são integradas a partir do
PROGRAMA.
O PROGRAMA é o elo entre o PPA e a LOA.
O PPA termina no PROGRAMA e a LOA começa no
PROGRAMA.
Conteúdo do PPa
O projeto do PPA compreenderá:
 mensagem encaminhando o projeto de lei;
 projeto de lei contendo o que determina a legislação
vigente e deverá ser redigido de acordo com as técnicas pró-
prias de redação legislativa;
 anexos contendo as diretrizes, objetivos e metas da
administração pública a serem executadas por programa de
trabalho, o demonstrativo de projeção da receita, a memória
e a metodologia de cálculo e a receita corrente líquida.
aComPanhamento, avaLiação e revisão
do PLano PLurianuaL
Deverá ser adotado o acompanhamento de cada progra-
ma para avaliação, tanto física quanto fnanceira, dos resul-
tados em relação aos objetivos e às metas fxadas, visando à
correção de rumos do Plano, em tempo hábil.
O Plano Plurianual poderá ser revisto anualmente, me-
diante autorização legislativa, em decorrência da avaliação
dos resultados alcançados e para ajustar sua realização à con-
juntura econômico-social.
Esta revisão deverá ser efetuada durante o período de
elaboração do projeto de lei de diretrizes orçamentárias
com o objetivo de alterar as metas e prioridades da admi-
nistração.
W
W
O Ciclo de Gestão do Plano Plurianual
ELABORAÇÃO
O Poder Executivo
estabelece políticas,
prioridades, estra-
tégias e defne os
programas a serem
implantados e/ou im-
plementados.
⇐ REVISÃO
Adequação do Plano
às mudanças internas e
externas da conjuntura
política, social e eco-
nômica, pela alteração,
exclusão ou inclusão de
Programas.
 
APROVAÇÃO
O Projeto de Lei do
PPAG é enviado ao
Poder Legislativo para
a sua aprovação até 30
de setembro. (art.68, I
do ADCT)
AVALIAÇÃO
Avaliação levará em
conta o desempenho do
conjunto dos progra-
mas de cada área, em
relação às opções estra-
tégicas do Governo, os
objetivos prioritários
defnidos no PMDI e a
execução física e fnan-
ceira das ações.
 
EXECUÇÃO
Realização física e
fnanceira dos pro-
gramas e ações sob
responsabilidade dos
órgãos e entidades por
meio da alocação de
recursos previstos na
LOA.
 MONITORAMENTO
Os Programas e Ações
são monitorados trimes-
tralmente por meio do
Sistema de Informações
Gerenciais e de Planeja-
mento - SIGplan.
materiaL téCniCo Para ConsuLta
Compete à comissão coordenadora e aos demais técni-
cos dos órgãos e unidades responsáveis pela elaboração do
PPA, observar, além das normas e portarias editadas pela Se-
cretaria do Tesouro Nacional, o seguinte:
 Constituição Federal, Estadual e Lei Orgânica Mu-
nicipal;
 Lei Federal nº 4.320/64;
 Lei Complementar nº 101/00;
 Lei Federal nº 9.424/96 - FUNDEF;
 Lei Federal nº 9.394/96 - LDB;
 Lei Federal nº 10.028/00;
 Decreto Presidencial nº 2.829, de 29 de outubro de
1998.
RESUMINDO O PLANO PLURIANUAL
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS:
L EGALIDADE (CF/88)
I MPESSOALIDADE (CF/88)
M ORALIDADE (CF/88)
P UBLICIDADE (CF/88)
E FICIÊNCIA (CF/88)
W
Sociedade: Pessoas, Famílias,
Empresas
Plano Plurianual
- PPA
Lei Orçamentária
Anual - LOA
Programa
ProGrama
ProBlema
oBJetiVo +
indiCador

Causas
C1
C2
C3

Ações
A1
A2
A3
3
 PLANO PLURIANUAL foi introduzido pela CONS-
TITUIÇÃO FEDERAL/88;
 PLANO PLURIANUAL tem vigência de 4 anos;
 PLANO PLURIANUAL estabelece diretrizes, objeti-
vos e metas para as despesas de capital, as delas decorrentes
e para as de duração continuada.
PLANO PLURIANUAL é elaborado no primeiro ano
do mandato do: Presidente da República, do Governador do
Estado e do Prefeito Muncipal.
O Projeto do Plano Plurianual - PPA será enviado pela
União ao Poder Legislativo até dia 31/08 ou seja, quatro me-
ses antes do encerramento do primeiro exercício fnanceiro
(31/12) e devolvido para sanção até o encerramento da ses-
são legislativa (22/12). (art.35, § 2º, I do ADCT)
ELABORAÇÃO DO PPA:
OBJETIVO: expressar as intenções concretas dos com-
promissos assumidos pelo Governante com a população.
DIAGNÓSTICO: promover o levantamento
 da situação fnanceira, econômica e social;
 das demandas da comunidade e defnir prioridades.
DIRETRIZES: defnir com base na disponibilidade de
recursos (previsão da receita) e no ambiente macroeconômi-
co as orientações para elaboração das ações.
PROGRAMA:
 defnir os programas tendo como referência os pro-
blemas levantados;
 mensurar os indicadores para avaliar as ações desen-
volvidas.
O PROGRAMA é o elo de ligação entre o Plano Pluria-
nual e a Lei Orçamentária Anual.
ACOMPANHAMENTO das metas físicas (quantidade
de ações realizadas) e das metas fscais (quantidade de re-
cursos aplicados).
AVALIAÇÃO dos indicadores estabelecidos.
REVISÃO através de lei, mediante autorização legis-
lativa.
leI de dIretrIzes
orçamentárIas
ConCeito
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é um instrumen-
to de planejamento inovador, introduzida no sistema orçamen-
tário brasileiro pela Constituição Federal de 1988 para dar mais
transparência ao processo de elaboração do orçamento e, segun-
do James Giacomoni “tornar possível a participação concreta
do Parlamento na condução das fnanças públicas”. Até 1988,
as prioridades do setor público eram defnidas unilateralmente
pelo Poder Executivo, sem trânsito pelo Parlamento.
A Lei de Responsabilidade Fiscal, ao acrescentar à es-
trutura da LDO o denominado Anexo de Metas Fiscais, con-
feriu-lhe maior importância e signifcado dentro do sistema
orçamentário, visto que o mesmo servirá de base para a ela-
boração da Lei Orçamentária Anual - LOA e para o acompa-
nhamento da execução orçamentária.
Conceitualmente “Meta Fiscal” é a meta fnanceira a ser
atingida pela Administração, ou seja, quanto o tesouro pú-
blico pretende arrecadar e gastar para alcançar o resultado.
Ou seja, fazer “sobrar”, visando ao pagamento dos juros e do
principal da dívida, seja ela futuante ou fundada.
Ao estabelecer as metas anuais da Administração, o Ane-
xo de Metas Fiscais se traduz numa demonstração de como
será alcançado e mantido o equilíbrio das fnanças públicas,
que aliás, constitui o principal fundamento da administração:
perseguir o equilíbrio entre a receita e a despesa.
De acordo com a lei nº 10.028, de 19/10/00, art. 5º, inciso
II, constitui infração administrativa contra as leis de fnanças
públicas, propor lei de diretrizes orçamentárias anual, que não
contenha as metas fscais na forma da lei. A infração prevista
para o descumprimento deste mandamento legal será de 30%
dos vencimentos anuais do agente que lhe der causa.
LegisLação
A Lei de Diretrizes Orçamentárias obedecerá aos artigos
165, § 2º e 169 da Constituição Federal, Constituição Esta-
dual ou Municipal, Lei Complementar nº 101/00 e Portarias
da Secretaria do Tesouro Nacional.
A Constituição Federal - CF no artigo 165 § 2º dispõe:
“A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as
metas e prioridades da administração pública federal, in-
cluindo as despesas de capital para o exercício fnanceiro
subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária
anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária
e estabelecerá a política de aplicação das agências fnan-
ceiras ofciais de fomento”.
 Metas e prioridades para o exercício seguinte: ações
do plano plurianual que se realizará no ano vindouro; esse
teor, o das metas e prioridades, faz da LDO uma “ponte”
entre o Plano Plurianual e a Lei de Orçamento.
 Orientação para a elaboração da Lei Orçamentária
Anual. Ex: estabelecer prazos para entrega das propostas
parciais, regras para repasse de subvenções sociais, etc.
 Alteração na legislação tributária; neste ponto, o Execu-
tivo sinalizará que pretende, por exemplo elevar a alíquota do
IRRF ou ICMS ou do IPTU ou corrigir seus valores venais.
W
W
u
A LDO por determinação constitucional (art. 169) de-
verá dispor ainda sobre as mudanças na política de pessoal;
neste caso, a Administração informará que pretende criar e
prover cargos, conceder aumento ao funcionalismo, reestru-
turar carreiras etc; é nula a despesa de pessoal que não dis-
puser de tal previsão (art. 21, I; LRF).
Parágrafo 1º do artigo 169 da Constituição:
“A concessão de qualquer vantagem ou aumento de
remuneração, a criação de cargos, empregos e funções ou
alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão
ou contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos
e entidades da administração direta ou indireta, inclusive
fundações instituídas e mantidas pelo poder público, só po-
derão ser feitas:
I - ...........
II - se houver autorização específca na lei de diretri-
zes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as
sociedades de economia mista.”
Além dos conteúdos determinados pela Constituição, a
LDO passará a prever várias outras situações. São elas:
 equilíbrio entre Receita e Despesa (art. 4º, I,a, LRF);
 critérios para contingenciamento (“congelamento”)
de dotações, quando a evolução da receita comprometer os
resultados orçamentários pretendidos (art. 4º, I,b, LRF);
 regras para avaliar a efciência das ações desenvolvi-
das (controle operacional, art. 4º, I, e, LRF);
 condições para ajudar fnanceiramente (subvencio-
nar) instituições privadas (ex: nome da instituição, valor a
ser repassado, destinação do repasse, metas de atendimento
etc; (art. 4º, I, f, LRF);
 condições para transferir recursos para entes da Ad-
ministração Indireta (ex: cumprimento de metas por parte de
autarquias, fundações, empresas: (art. 4º, I, f, LRF);
 autorização para o Município auxiliar o custeio de
despesas próprias do Estado e da União. Ex: gastos de ope-
ração do quartel da Polícia Militar, do Tiro de Guerra, do
Cartório Eleitoral, da Delegacia de Polícia, do Fórum, dentre
tantos outros (art. 62, I, LRF);
 critérios para início de novos projetos, após o adequa-
do atendimento dos que estão em andamento (art. 45, caput,
LRF);
 critérios para o Poder Executivo estabelecer a pro-
gramação fnanceira e o cronograma de execução mensal de
desembolso (art. 8º, caput, LRF);
 percentual da receita corrente líquida que será retido,
na Lei Orçamentária, para Reserva de Contingência destina-
da a cobrir despesas com passivos contingentes (art. 5º, III,
LRF);
 defnição de despesas consideradas irrelevantes, que
não precisam atender aos pressupostos para geração de des-
pesas (art. 16, § 3, LRF);
 defnição das condições para contratação de horas-
extras dos servidores públicos (art. 22, V, LRF).
Prazo de enCaminhamento
A LDO será elaborada por iniciativa do Poder Executi-
vo e seu encaminhamento ao Legislativo, antecede à remessa
da Lei de Orçamento Anual - LOA. O prazo de remessa do
Governo Federal é o estabelecido na Constituição Fede-
ral, no art. 35, § 2º, inciso II, do Ato e das Disposições
W
Constitucionais Transitórias que corresponde ao dia 15 de
abril, devendo ser devolvida para sanção até o encerramen-
to da primeira sessão legislativa. Os Estados e Municípios
obedecerão aos prazos estabelecidos em suas constituições,
e caso não estejam previstos, deverão adotar o prazo deter-
minado para a União.
Conteúdo da Ldo
O projeto de lei de diretrizes orçamentárias compreen-
derá:
 mensagem encaminhando o projeto de lei;
 projeto de lei contendo o que determina a legislação
vigente e deverá ser redigido de acordo com as técnicas pró-
prias de redação legislativa;
 anexos de metas e prioridades, anexo de Metas Fis-
cais e Anexo de Riscos Fiscais.
anexo de metas FisCais e anexo de risCos
FisCais
Integrarão o projeto de lei de diretrizes orçamentárias o
anexo de Metas Fiscais e o anexo de Riscos Fiscais.
anexo de metas FisCais
No anexo de Metas Fiscais serão estabelecidas metas
anuais, em valores correntes e constantes, relativas a recei-
tas, despesas, resultados nominal e primário e montante da
dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os
dois seguintes.
A Lei de Responsabilidade Fiscal dispõe no § 2º do
artigo 4º que o anexo de Metas Fiscais deverá conter:
a) avaliação do cumprimento das metas do ano anterior;
b) demonstrativo das metas anuais, instruído com me-
mória e metodologia de cálculo que justifquem os resul-
tados pretendidos, comparando-as com as fxadas nos três
exercícios anteriores, e evidenciando sua consistência com
as premissas e os objetivos da política econômica nacional;
c) evolução do patrimônio líquido, também nos últimos
três exercícios, destacando a origem e a aplicação dos recur-
sos obtidos com a alienação de ativos;
d) avaliação da situação fnanceira e atuarial dos fundos
de previdência dos servidores públicos e dos demais fundos
públicos e programas estatais de natureza atuarial;
e) demonstrativo da estimativa de compensação da re-
núncia de receitas (anistias, remissões, isenções, subsídios,
etc.) e da margem de expansão das despesas obrigatórias de
caráter continuado.
Em atendimento ao que dispõe a LRF, a Secretaria do
Tesouro Nacional, através da Portaria nº 575, de 30/08/2007,
regulamentou sua elaboração. Este anexo deverá conter os
seguintes demonstrativos:
 previsão das Metas Anuais;
 comparação das Metas Anuais Previstas com as Reali-
zadas;
 avaliação do Cumprimento das Metas Fiscais do
Exercício Anterior;
 avaliação Financeira do Regime Próprio de Previdên-
cia;
 renúncia de Receitas;
 origem e Aplicação dos Recursos Obtidos com a
Alienação de Ativos;
 evolução do Patrimônio Líquido.
W
W

1o
anexo de risCos FisCais
No anexo de Riscos Fiscais serão avaliados os passivos
contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas pú-
blicas, informando as providências a serem tomadas, caso se
concretizem (§ 3º do artigo 4º da Lei de Responsabilidade
Fiscal).
A Secretaria do Tesouro Nacional também regulamen-
tou a elaboração deste anexo através da Portaria nº 574, de
30/08/2007.
“Risco fscal” é uma ameaça às previsões fscais, ou
seja, um acontecimento que pode vir a prejudicar a previsão
da receita e fxação da despesa, tal como, a não arrecadação
de uma receita ou a realização de uma despesa em patamar
superior ao programado.
Trâmite Legal da LDO
Poder Executivo
Elabora o projeto de
lei.
Executivo - Sanciona
e publica a lei, poden-
do propor veto ao texto
aprovado pelo legislati-
vo.
Encaminha
Devolve
PODER LEGIS-
LATIVO - Discute,
altera e aprova o
projeto de Lei.
LEGI S LATI VO
- Aprova ou não os
vetos propostos pelo
Executivo.

leI orçamentárIa
anual - loa
ConCeito
Segundo Cláudio Nascimento o “Orçamento é o docu-
mento que apresenta os meios para se chegar aos fns, ou
melhor, os recursos fnanceiros a serem obtidos e a alocação
destes para atender aos objetivos e às metas pretendidas”.
É o Orçamento Público, que, como os demais componentes
do sistema orçamentário brasileiro, assume a forma de lei.
Possui caráter autorizado para os gestores públicos, pois es-
tabelece limites de despesa, em função da receita estimada,
para que a Administração atue.
Slomski (2005, p. 47) pontua que:
Alguns publicitas afrmam que na administração pú-
blica tudo é mais difícil, pois, diferentemente da iniciativa
privada, nela só pode ser feito o que está previsto em lei e
na iniciativa privada não. (...). O gestor público ao candi-
datar-se, profere discursos enunciando o seu programa de
governo, uma vez eleito, escreve o PPA, com base nele redige
a LDO e com base nela a Lei de Orçamento, podendo, ainda,
mesmo durante o exercício, ajustá-la por meio de créditos
adicionais, suplementares, especiais e /ou extraordinários.
O autor menciona ainda, que é preciso aprimorar, ain-
da mais, o processo de planejamento e execução dos entes
públicos brasileiros. Faz-se necessário que a LOA deixe de
ser autorizativa para ser executiva. No processo atual, só en-
tra na LOA o que está previsto no PPA, uma vez entendido
como prioritário na LDO.
Prazo de enCaminhamento
A LOA será elaborada por iniciativa do Poder Executivo.
O prazo de remessa pelo Governo Federal é o estabelecido
na Constituição Federal, inciso III, do parágrafo 2º do artigo
35 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias que
determina o envio ao Poder Legislativo até 31 de agosto. Os
Estados e Municípios obedecerão aos prazos estabelecidos
em suas constituições, e caso não estejam previstos, deverão
adotar o prazo determinado para a União.
W
W
A seguir resumo dos prazos para encaminhamento dos três instrumentos de planejamento:
Governo Federal
Projeto
Prazo de Envio pelo Poder
Executivo ao Legislativo
Prazo de Devolução pelo Poder
Legislativo ao Poder Executivo
Fund. Legal
PPA 4 meses do encerramento do
primeiro exercício fnanceiro
do mandato, ou seja, 31 de
agosto.
Até o encerramento do segundo pe-
ríodo da sessão Legislativa (22 de
dezembro), do exercício em que for
encaminhado.
Art. 35 § 2º, inciso I do
ADTC
LDO 8 meses e meio antes do en-
cerramento do primeiro exer-
cício fnanceiro do mandato,
ou seja, 15 de abril.
Até o encerramento do primeiro pe-
ríodo da sessão Legislativa (17 de
julho), do exercício em que for en-
caminhado.
Art. 35 § 2º, inciso II do
ADTC
LOA 4 meses antes do encerra-
mento do primeiro exercício
fnanceiro do mandato, ou
seja, 31 de agosto.
Até o encerramento do segundo pe-
ríodo da sessão Legislativa (22 de
dezembro), do exercício em que for
encaminhado.
Art. 35 § 2º, inciso III do
ADTC
Cuidado: os prazos das Constituições Estaduais e Leis Orgânicas Municipais são diferentes, portanto não tome
isso como base para concursos públicos estaduais e municipais.
11
Governo do Estado de Minas Gerais
Projeto
Prazo de Envio pelo Poder
Executivo ao Legislativo
Prazo de Devolução pelo Poder
Legislativo ao Poder Executivo
Fund. Legal
PPAG 3 meses antes do encerra-
mento do primeiro exercício
fnanceiro do mandato, ou
seja, 30 de setembro.
Até o encerramento do segundo pe-
ríodo da sessão Legislativa (20 de
dezembro), do exercício em que for
encaminhado.
Art. 68, inciso I do ADTC
LDO 7 meses e meio antes do en-
cerramento do primeiro exer-
cício fnanceiro do mandato,
ou seja, 15 de maio.
Até o encerramento do primeiro pe-
ríodo da sessão Legislativa (18 de
julho), do exercício em que for en-
caminhado.
Art. 68, inciso II do ADTC
LOA 3 meses antes do encerra-
mento do primeiro exercício
fnanceiro do mandato, ou
seja, 30 de setembro.
Até o encerramento do segundo pe-
ríodo da sessão Legislativa (20 de
dezembro), do exercício em que for
encaminhado.
Art. 68, inciso III do ADTC
LegisLação
A Lei Orçamentária Anual obedecerá aos artigos 165, §
5º da Constituição Federal, Constituição Estadual ou muni-
cipal, Lei Complementar nº 101/00, Portarias da Secretaria
do Tesouro Nacional, Lei Federal nº 4.320/64 e normas esta-
belecidas pela a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
O artigo 165 § 5º da Constituição Federal, dispõe que a
Lei Orçamentária Anual compreenderá:
“I - O orçamento fscal referente aos Poderes da União,
seus fundos, órgãos e entidades da administração direta, in-
direta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder
Público;
II - O orçamento de investimentos das empresas em
que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do
capital social com direito a voto;
III - O orçamento da seguridade social abrangendo
todos os órgãos e entidades a ela vinculados, da adminis-
tração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações
instituídas e mantidas pelo Poder Público”.
É a Lei Federal nº 4.320, de 17 de março de 1964 que
estatuiu as Normas Gerais de Direito Financeiro para elabo-
ração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos
Estados, dos Municípios e do Distrito Federal é o principal
instrumento legal a ser observado durante o processo de ela-
boração da LOA.
Cabe destacar a Portaria nº 42/99 e a Portaria Inter-
ministerial nº 163/01, que introduziram normas legais para
classifcação da receita e da despesa, visando uniformizar os
conceitos e códigos numéricos nas três esferas de governo.
São estabelecidos também pela legislação pertinente os
princípios orçamentários com intuito de dar mais consistên-
cia ao cumprimento das fnalidades do Orçamento, destacan-
do-se o § 8º do art. 165 da Constituição Federal referente ao
principio da exclusividade e o art. 2º da Lei nº 4.320/64:
W
Art. 2º A Lei do Orçamento conterá a discriminação da
receita e despesa de forma a evidenciar a política econômi-
ca fnanceira e o programa de trabalho do Governo, obe-
decidos os princípios de unidade, universalidade e anua-
lidade.
a) Princípio da Unidade: Cada esfera governamental
possui um único documento, consolidando todos os demais
orçamentos. Assim, a União engloba, em um único docu-
mento, todos os órgãos de sua esfera. O fato do Orçamento
Geral da União possuir três peças, como o Orçamento Fiscal,
o Orçamento da Seguridade Social e o Orçamento de Inves-
timento não representa afronta ao princípio da unidade, pois
o Orçamento é único, válido para os três Poderes. O que há
são apenas volumes diferentes segundo áreas de atuação do
Governo.
b) Princípio da Universalidade: O orçamento constará
de todas as receitas e despesas, vedadas quaisquer deduções,
ou seja, nenhuma instituição pública que receba recursos or-
çamentários ou gerencie recursos federais pode fcar de fora
do Orçamento.
c) Princípio da Anualidade/Periodicidade: O orça-
mento é elaborado e aprovado para vigorar pelo período
de um ano ou exercício fnanceiro. No Brasil, este período
corresponde ao ano civil ou exercício fnanceiro, de 01/01 a
31/12, conforme está defnido no art. 34 da Lei nº 4.320/64.
O dia 31 de dezembro assinala o encerramento do exercí-
cio e é data marcada para a elaboração de um balanço físico
e fnanceiro do que foi programado e realizado no ano que
terminou.
d) Princípio da Exclusividade: A lei orçamentária anu-
al não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à
fxação da despesa, não se incluindo na proibição a autoriza-
ção para abertura de créditos suplementares e contratação de
operações de crédito, ainda que por antecipação de receita,
nos termos da lei. (§ 8º do art. 165 da Constituição Federal)
12
Além dos princípios anteriormente citados, existem ou-
tros que merecem destaques, tais como:
a) Legalidade: O Orçamento é objeto de uma lei es-
pecífca (Lei ordinária no Brasil), e como tal, deve cumprir
o rito legislativo próprio, com o cumprimento de todos os
quesitos, inclusive seu sancionamento e publicação pelo Pre-
sidente da República ou Congresso Nacional. O art. 166 da
CF/88 estabelece que “ Os projetos de lei relativos ao plano
plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e
aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do
Congresso Nacional, na forma do regimento comum”.
b) Princípio da Publicidade: O Orçamento de um país
deve ser sempre divulgado quando aprovado e transforma-
do em lei. No Brasil, o Orçamento Federal é publicado no
Diário Ofcial da União. Através desse Princípio, exige-se
do poder público uma transparência absoluta e um acesso
irrestrito às informações mínimas necessárias à fscalização
dos dirigentes, por qualquer interessado. O art. 37 da CF/88
estabelece que “A administração pública direta e indireta de
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Fe-
deral e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalida-
de, impessoalidade, moralidade, publicidade e efciência e,
também, ao seguinte: ...............” . e o art. 165, § 3º da CF/88,
que “estipula a publicação bimestral de relatório resumido da
execução orçamentária”.
c) Não-Afetação ou Não-Vinculação: É vedada a vin-
culação dos impostos a órgão, fundo ou despesa, exceto as
próprias transferências constitucionais para manutenção e
desenvolvimento do ensino (FPE, FPM, etc.) e as garantias
às operações de crédito por antecipação da receita (CF art.
167 inciso IV).
Art. 167: São vedados: ....
I. ..........
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo
ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arreca-
dação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a
destinação de recursos para manutenção e desenvolvimen-
to do ensino, como determinado pelo art. 212, e a prestação
de garantias às operações de crédito por antecipação de
receita, previstas no art. 165, § 8º;
a) Princípio de Unidade de Tesouraria: O recolhi-
mento de todas as receitas far-se-á em estrita observância
ao princípio de unidade de tesouraria, vedada qualquer frag-
mentação para criação de caixas especiais (Art. 56 da Lei
4.320/64).
b) Princípio do Orçamento Bruto: A Lei nº 4.320/64
faz jus ao Princípio do Orçamento Bruto, que estabelece que
todas as parcelas da receita e da despesa devem aparecer no
orçamento em seus valores brutos, consagrando em seu ar-
tigo 6º que “todas as receitas e despesas constarão da lei de
Orçamento pelos seus totais, vedados quaisquer deduções”.
c) Princípio da Clareza: O orçamento público deve ser
expresso em linguagem compreensível a qualquer pessoa
que precisa manipulá-lo. Neste sentido, como relata Giaco-
moni (2002, p. 86), uma solução seria melhorar os anexos
sintéticos, cujos componentes deveria conter peças auto-ex-
plicativas com informações gerais acerca da programação
orçamentária.
d) Princípio da Programação: É considerado o mais
moderno princípio orçamentário. Os governos, cercados de
encargos cada vez maiores e com recursos sempre limitados,
conforme relata Giacomoni (2002, p. 87), passaram a utilizar
o orçamento - que era mecanismo de autorização e controle
parlamentar - como auxiliar efetivo da administração e como
ligação entre funções de planejamento e de gerência. Com o
intuito de representar os elementos do planejamento, o orça-
mento tem sofrido mudanças signifcativas em sua lingua-
gem, com o propósito de veicular a programação de trabalho
de governo: os objetivos e metas perseguidos.
e) Equilíbrio Orçamentário (Contábil): Receita =
Despesa “o governo não deve absorver da coletividade mais
do que o necessário para o fnanciamento de suas atividades,
sendo condicionada a realização de dispêndios à capacidade
efetiva de ingressos”.
f) Equilíbrio Fiscal (Econômico): “O Estado deverá
pautar sua gestão pelo equilíbrio orçamentário e toda vez
que ações ou fatos venham a desviar a gestão da equalização
entre receitas e despesas não fnanceiras, medidas devem ser
tomadas para que a trajetória do equilíbrio seja retomada”
pois vários são as limitações estabelecidas pela CF/ 88, a
saber:
Art. 167: São vedados: ....
II - a realização de despesas ou a assunção de obri-
gações diretas que excedam os créditos orçamentários ou
adicionais;
III - a realização de operações de créditos que exce-
dam o montante de despesa de capital (regra de ouro);
V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem
prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos
correspondentes;
VII - a concessão de créditos ilimitados.
Art. 166, § 3º, inciso II, aprovação de emendas ao pro-
jeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o mo-
difquem somente podem ser aprovadas caso indiquem os
recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de
anulação de despesa (exceto: pessoal, juros e dívida).
g) Especifcação ou Discriminação ou Especializa-
ção: São vedadas autorizações globais no Orçamento. As
despesas devem ser especifcadas no Orçamento, no mínimo,
por modalidade de aplicação.
eLaboração da Loa
A Lei Orçamentária Anual será elaborada em consonân-
cia com o Plano Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamen-
tárias. A interligação entre o Plano Plurianual e o Orçamen-
to será feita por intermédio dos programas criados para as
ações de governo.
Além dos demonstrativos determinados pela Lei Fede-
ral 4.320/64, a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece
ainda, que o Projeto de Lei Orçamentária deverá conter de-
monstrativo da compatibilização dos objetivos e das metas
estabelecidas no Plano Plurianual e na Lei de Diretrizes Or-
çamentárias (art. 5º, inciso I).
W
13
Os recursos orçamentários, necessários à realização das
ações contidas nos programas deverão ser detalhados por
Projetos, Atividades e Operações Especiais e discriminados
por natureza de despesa e fonte de recurso.
A maioria das regras exigidas no processo de elaboração
da LOA consta na Lei Federal nº 4.320/64, que continua em
vigor, devendo, adicionalmente serem obedecidas às exigên-
cias contidas na Lei de Responsabilidade Fiscal, tais como:
 apresentar documentos que demonstre como serão
compensadas a renúncia de receitas e a margem de expan-
são das despesas obrigatórias de caráter continuado (art. 5º,
inciso II da LRF);
 prever a Reserva de Contingência para garantir pa-
gamentos imprevistos, inesperados e contingências (art. 5º,
inciso III da LRF);
 todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliá-
ria ou contratual, e as receitas que as atenderão, constarão da
lei orçamentária anual (§ 1º do art 5º da LRF);
 o refnanciamento da dívida pública constará separa-
damente na lei orçamentária e nas de crédito adicional (§ 2º
do art 5º da LRF);
 a atualização monetária do principal da dívida mobi-
liária refnanciada não poderá superar a variação do índice
de preços previsto na lei de diretrizes orçamentárias, ou em
legislação específca (§ 3º do art 5º da LRF);
 é vedado consignar na lei orçamentária crédito com
fnalidade imprecisa ou com dotação ilimitada (§ 4º do art 5º
da LRF);
 a lei orçamentária não consignará dotação para inves-
timento com duração superior a um exercício fnanceiro que
não esteja previsto no plano plurianual ou em lei que autori-
ze a sua inclusão, conforme disposto no § 1º do art. 167 da
Constituição (§ 5º do art 5º da LRF);
 integrarão as despesas da União e serão incluídas na
lei orçamentária, as do Banco Central do Brasil relativas a
pessoal e encargos sociais, custeio administrativo, inclusive
os destinados a benefícios e assistência aos servidores, e a
investimentos (§ 6º do art 5º da LRF).
Conteúdo da Loa
Ao ser enviada para o Poder Legislativo, a Proposta Or-
çamentária deverá apresentar a mensagem, o projeto de lei,
tabelas explicativas, descrição das fnalidades de cada unida-
de administrativa, demonstrativo de compatibilidade LOA /
PPA e a reserva de contingência e estar organizada da forma
a seguir discriminada:
a) A MENSAGEM conterá:
 exposição circunstanciada da situação econômico-f-
nanceira;
 demonstrativo da dívida fundada e futuante, saldos
de créditos especiais, restos a pagar e outros compromissos
fnanceiros exigíveis;
 exposição e justifcativa da política econômico-fnan-
ceira do governo;
 justifcativa da receita e da despesa, particularmente
no tocante ao orçamento de capital, com breve descrição dos
principais projetos.
W
b) O PROJETO DE LEI do orçamento será composto
por:
 texto do projeto de lei;
 sumário geral da receita, por fontes, e da despesa, por
funções de governo;
 quadros demonstrativos da receita e da despesa, se-
gundo as categorias econômicas (Anexo 1 da Lei Federal nº
4.320/64);
 quadro discriminativo da receita, por fontes, e respec-
tiva legislação;
 quadro das dotações por órgãos do governo (Artigo
2º, Parágrafo 1º, Inciso IV);
 quadros demonstrativos da receita e planos de aplica-
ção dos fundos especiais;
 quadro demonstrativo do programa anual de trabalho
do governo, por função governamental (Anexo 7 da Lei nº
4.320/64);
 quadro demonstrativo do programa anual de trabalho
do governo com a distribuição das missões entre os órgãos
executores e as unidades orçamentárias (Anexo 6 da Lei nº
4.320/64);
 quadro geral, indicando as despesas de cada órgão
executor, segundo as funções governamentais (Anexo 9 da
Lei nº4.320/64);
 demonstrativo da despesa por funções, subfunções e
programas conforme o vínculo com os recursos (Anexo 8 da
Lei 4.320/64).
c) Tabelas explicativas, com o comportamento da recei-
ta e da despesa de diversos exercícios (Artigo 22, inciso III
da Lei nº 4.320/64).
d) Descrição sucinta das principais fnalidades de cada
unidade administrativa, com a respectiva legislação.
e) Demonstrativo do efeito, sobre as receitas e as despe-
sas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e
benefícios de natureza fnanceira, tributária e creditícia, bem
como das medidas de compensação à renúncia de receita e
ao aumento de despesas obrigatórias de caráter continuado
(art. 5º, inciso II da LRF).
f) Demonstrativo de compatibilidade da programação
dos orçamentos com os objetivos e as metas, constante no
Anexo de Metas Fiscais, que integra a LDO.
g) Reserva de contingência, calculada com base em per-
centual da receita corrente líquida, destinada ao atendimento
de passivos contingentes e outros riscos e eventos fscais im-
previstos, cuja forma de utilização e montante são regulados
na LDO.
h) Demonstrativo contendo todas as despesas relativas à
dívida pública, mobiliária ou contratual, e as receitas que as
atenderão (§ 2º do art. 5º).
Além desses demonstrativos legalmente exigidos, pode-
rão ser anexados os relativos aos gastos com Manutenção e
Desenvolvimento de Ensino, Ações e Serviços de Saúde e
Pessoal objetivando dar maior transparência às ações gover-
namentais.
14
Orçamento
Instrumento de
planejamento
e programação

• Retrata plano de ação
• Defne objetivos
• Refete decisões políticas
Instrumento
de gerência e
administração

• Facilita coordenação
• Evidencia distorções
• Possibilita correções
tempestivas
• Indica duplicações e
superposições
Instrumento
de controle
e avaliação

• Base para contabilidade
• Especifca origem dos
recursos e a destinação dos
gastos
• Permite comparações
realizado x previsto
• Permite acompanhamento
gerencial
Orçamento Tradicional Orçamento Programa
O processo orçamentário é
dissociado dos processos de
planejamento e programa-
ção.
O Orçamento Programa é o
elo de ligação entre o plane-
jamento e as funções execu-
tivas da organização.
A alocação de recursos visa
à aquisição de meios.
A alocação de recursos visa
à consecução de objetivos e
metas.
As decisões orçamentárias
são tomadas tendo em vista
as necessidades das unida-
des organizacionais.
As decisões orçamentárias
são tomadas com base em
avaliações e análises técni-
cas das alternativas possí-
veis.
Na elaboração do Orça-
mento Tradicional são con-
sideradas as necessidades
fnanceiras das unidades
organizacionais.
Na elaboração do Orçamen-
to Programa são conside-
rados todos os custos dos
programas.
A estrutura do Orçamento
Tradicional dá ênfase aos
aspectos contábeis de ges-
tão.
A estrutura do Orçamento
Programa está voltada para
os aspectos administrativos
e de planejamento.
Principais critérios de clas-
sifcação: unidades admi-
nistrativas e elementos.
Principal critério de classi-
fcação: funcional - progra-
mática.
Inexistem sistemas de acom-
panhamento e medição de
trabalho, assim como, dos
resultados.
Utilização sistemática de
indicadores e padrões de
medição do trabalho e dos
resultados.
O controle visa avaliar a
honestidade dos agentes go-
vernamentais e a legalidade
no cumprimento do orça-
mento tradicional.
O controle visa avaliar a
efciência, a efcácia e a efe-
tividade das ações governa-
mentais.
Fonte: GIACOMANI, James. Orçamento público. 9ª ed. SP. Atlas, 2000.
receIta PúblIca
introdução
Na Administração Pública, de modo geral, a receita se
origina de seu poder impositivo de cobrar tributos, cujo to-
tal, nas leis de orçamento, denomina-se receita prevista ou
estimada.
A Portaria Conjunta nº 02, de 08 de agosto de 2007 da
Secretaria do Tesouro Nacional e Secretaria de Orçamento
Federal, aprovou a 4ª edição do Manual de Procedimentos da
Receita Pública (MPRP). A seguir, apresentamos a transcrição
dos itens pertinentes a esta matéria contidos neste manual:
ConCeito
“Receitas Públicas são todos os ingressos de caráter não
devolutivo auferidas pelo poder público, em qualquer esfera
governamental, para alocação e cobertura das despesas pú-
blicas. Dessa forma, todo o ingresso orçamentário constitui
uma receita pública, pois tem como fnalidade atender às
despesas públicas”.
reguLamentação
A Lei nº 4.320/64 regulamenta os ingressos de disponi-
bilidades de todos os entes da federação, classifcando-os em
dois grupos: orçamentários e extra-orçamentários. Os ingres-
sos orçamentários são aqueles pertencentes ao ente público,
arrecadados exclusivamente para aplicação em programas
e ações governamentais. Esses ingressos são denominados
Receita Pública.
Os ingressos extra-orçamentários são aqueles perten-
centes a terceiros, arrecadados pelo ente público exclusiva-
mente para fazer face às exigências contratuais pactuadas
para posterior devolução. Esses ingressos são denominados
recursos de terceiros.
CLassiFiCação eConômiCa da reCeita
PúbLiCa
A classifcação econômica da receita orçamentária é es-
tabelecida pela Lei nº 4.320/64 para sustentar o conceito com
base no ingresso de recursos fnanceiros e não pelo reconhe-
cimento do direito, conforme o princípio contábil da compe-
tência de registro. Portanto, deve-se proceder ao registro da
receita orçamentária, mas antes deve-se proceder ao registro
do direito no momento em que for reconhecido, para refetir
o real estado patrimonial da entidade.
A Lei nº 4.320/64, em seu artigo 11, classifca a receita
pública orçamentária em duas categorias econômicas: Re-
ceitas Correntes e Receitas de Capital. Com a Portaria Inter-
ministerial STN/SOF n° 338 de 26 de abril de 2006, essas
categorias econômicas foram detalhadas em Receitas Cor-
rentes Intra-Orçamentárias e Receitas de Capital Intra-Orça-
mentárias. Essa especifcação deveu-se à necessidade de se
evidenciar as receitas decorrentes de operações intra-orça-
mentárias, ou seja, operações que resultem, de um lado, de
despesa de órgãos, fundos ou entidades integrantes dos orça-
mentos fscal e da seguridade social, e, de outro lado, receita
de outros órgãos, fundos ou entidades também constantes
desses orçamentos no âmbito da mesma esfera de governo.
W
W
W
W
15
reCeitas Correntes
São os ingressos de recursos fnanceiros oriundos das
atividades operacionais, para aplicação em despesas corres-
pondentes, também em atividades operacionais, correntes ou
de capital, visando ao alcance dos objetivos constantes dos
programas e ações de governo. São denominadas de recei-
tas correntes porque não têm suas origens em operações de
crédito, amortização de empréstimos e fnanciamentos nem
alienação de componentes do ativo permanente. Elas são de-
rivadas do poder de tributar ou resultantes da venda de pro-
dutos ou serviços colocados à disposição dos usuários.
Receitas Correntes Intra-Orçamentárias
Receitas correntes de órgãos, fundos, autarquias, fun-
dações, empresas estatais dependentes e outras entidades
integrantes do orçamento fscal e da seguridade social decor-
rentes do fornecimento de materiais, bens e serviços, rece-
bimentos de impostos, taxas e contribuições, além de outras
operações, quando o fato que originar a receita decorrer de
despesa de órgão, fundo, autarquia, fundação, empresa esta-
tal dependente ou outra entidade constante desses orçamen-
tos, no âmbito da mesma esfera de governo.
As receitas correntes intra-orçamentárias serão classi-
fcadas nos mesmos níveis de subcategorias econômicas em
que são classifcadas as receitas correntes, os quais constam
do item “Classifcação”. No entanto, atendem à especifci-
dade de se referirem a operações entre órgãos, fundos, au-
tarquias, fundações, empresas estatais dependentes e outras
entidades integrantes do orçamento fscal e da seguridade
social da mesma esfera governamental.
As receitas correntes são classifcadas nas seguintes
subcategorias econômicas:
Receita Tributária: São os ingressos provenientes da
arrecadação de impostos, taxas e contribuições de melhoria.
Dessa forma, é uma receita privativa das entidades investi-
das do poder de tributar: União, Estados, Distrito Federal e
os Municípios.
Exemplo: IRRF, IPI, ICMS, IPVA, ISSQN, IPTU, Taxa
de fscalização, Taxa de registro de produto etc.
O Código Tributário Nacional, no art. 3º, defne tributo
como “toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou
cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção
de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade
administrativa plenamente vinculada”.
PRESTAÇÃO
PECUNIÁRIA
Quer dizer obrigação de pa-
gar pecúnia, isto é dinheiro.
COMPULSÓRIA
Signifca não ser espon-
tânea, é obrigatória. Tem
que ser feita quer queira,
quer não. Independe, pois
da vontade do devedor.
EM MOEDA OU CUJO
VALOR NELA SE POSSA
EXPRIMIR
É o mesmo que dizer em
moeda corrente, ou em título
que a represente (ex. cheque,
ordem de pagamento, etc.)

QUE NÃO CONSTITUA
SANÇÃO DE ATO
ILÍCITO
Signifca que o tributo não
pode representar uma san-
ção de qualquer ato ilegal.
Assim a multa jamais será
tributo, porque ela cons-
titui sanção de ato ilícito.
INSTITUÍDA EM LEI
A obrigação tributária
nasce da vontade da lei.
Lei no sentido formal e
material, quer dizer, norma
que tenha emanado do po-
der legislativo e cujo con-
teúdo seja uma regra geral
Um decreto regulamentar
não é lei: apesar de conter
uma regra geral e abstrata,
tem como objetivo regu-
lamentar uma lei anterior.
COBRADA MEDIANTE
ATIVIDADE ADMINIS-
TRATIVA
Signifca que só o poder pú-
blico tem competência para
cobrar. Às vezes pode ser
que um particular o faça,
mas será sempre por delega-
ção de algum órgão público.
PLENAMENTE
VINCULADA
É o mesmo que dizer que
o poder público não tem
livre arbítrio para cobrar
um tributo, mas o faz vin-
culado à lei, isto é, den-
tro dos limites da lei.
Receita de Contribuições: É o ingresso proveniente de
contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico
e de interesse das categorias profssionais ou econômicas,
como instrumento de intervenção nas respectivas áreas. São
subdivididas em: Contribuições Sociais, Contribuições de
Intervenção no Domínio Econômico e Contribuições de In-
teresse das Categorias Profssionais ou Econômicas.
Exemplo: Contribuição Social - Contribuições ao Fun-
do Previdenciário.
Receita Patrimonial: É o ingresso proveniente de ren-
dimentos sobre investimentos do ativo permanente, de apli-
cações de disponibilidades em operações de mercado e ou-
tros rendimentos oriundos de renda de ativos permanentes.
Exemplo: Aluguel de bens públicos, o produto da ven-
da de ingressos em parques forestais, museus, áreas de re-
creação e lazer, o produto de aplicação fnanceira etc.
Receita Agropecuária: É o ingresso proveniente da ativida-
de ou da exploração agropecuária de origem vegetal ou animal.
Exemplo: Venda de sementes, mudas, laticínios etc.
Receita Industrial: É o ingresso proveniente da ativi-
dade industrial de extração mineral, de transformação, de
construção e outras, provenientes das atividades industriais
defnidas como tal pela Fundação Instituto Brasileiro de Ge-
ografa e Estatística - IBGE.
Exemplo: Benefciamento ou venda de produtos de ma-
deira, manilhas, tijolos, extração mineral, receita da industria
editorial e gráfca etc.
1t
Receita de Serviços: É o ingresso proveniente da pres-
tação de serviços de transporte, saúde, comunicação, portuário,
armazenagem, de inspeção e fscalização, judiciário, proces-
samento de dados, vendas de mercadorias e produtos ineren-
tes à atividade da entidade e outros serviços.
Exemplo: Venda dos serviços prestados pelos portos, ter-
minais rodoviários, cinemas, funerárias, matadouros, mercados,
SAAE etc.
Transferência Corrente: Recursos recebidos de outras
pessoas de direito público ou privado, independente de con-
traprestação direta em bens e serviços.
Exemplo: Cota parte do FPE, cota parte do FPM cota
parte do ICMS, convênios etc.
Outras Receitas Correntes: São os ingressos prove-
nientes de outras origens não classifcáveis nas subcategorias
econômicas anteriores.
Exemplo: Receita da divida ativa, juros de mora, inde-
nizações etc.
A Receita de Dívida Ativa: É uma subcategoria das
Outras Receitas Correntes que merece destaque dentro da
Receita Pública.
Dívida ativa é a receita oriunda dos créditos do ente
público contra terceiros, inscritos por não terem sido liqui-
dados na época do seu vencimento. Constituem Dívida Ati-
va, a partir da data de sua inscrição e depois de apurada a
sua liquidez e certeza, as importâncias relativas a tributos,
multas e demais créditos da Fazenda Pública, de natureza
tributária e não tributária, exigíveis pelo transcurso do prazo
para pagamento.
O artigo 13 da LRF estabelece que:
“Art. 13. No prazo previsto no art. 8
o
, as receitas pre-
vistas serão desdobradas, pelo Poder Executivo, em metas
bimestrais de arrecadação, com a especifcação, em sepa-
rado, quando cabível, das medidas de combate à evasão e
à sonegação, da quantidade e valores de ações ajuizadas
para cobrança da dívida ativa, bem como da evolução do
montante dos créditos tributários passíveis de cobrança ad-
ministrativa.”
A não observância desta norma, tem como punição a
cassação do mandato, conforme determina o art. 4º, inciso
VII do Decreto-lei 201/67.
A Portaria nº 564, de 27 de outubro de 2004 da Secre-
taria do Tesouro Nacional, aprovou a 1ª edição do Manual
de Procedimentos da Divida Ativa. A seguir, apresentamos a
transcrição de alguns itens pertinentes a esta matéria conti-
dos neste manual:
Conceitos Básicos
a) A Contabilidade, como ciência que tem por objeto
o patrimônio, é responsável por evidenciar suas variações,
controlar e interpretar os fenômenos que nele ocorrem. É de
suma importância o registro contábil real e tempestivo de
todos os fenômenos econômicos, potenciais ou efetivos rela-
cionados ao patrimônio das entidades, públicas ou privadas.
b) Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações
de responsabilidade de um ente. Bens e direitos constituem
o Ativo; as obrigações constituem o Passivo, e a diferença
representa o Patrimônio Líquido. Dentre os elementos inte-
grantes do Patrimônio dos Entes Públicos, o presente Manual
trata das contas do Ativo que registram créditos inscritos em
Dívida Ativa, das contas de controle, e as relacionadas com
as respectivas variações.
c) Dentro do Ativo dos Entes Públicos são registrados
créditos a favor da Fazenda Pública com prazos estabeleci-
dos para recebimento. A Dívida Ativa constitui-se em um
conjunto de direitos ou créditos de várias naturezas, em fa-
vor da Fazenda Pública, com prazos estabelecidos na legis-
lação pertinente, vencidos e não pagos pelos devedores, por
meio de órgão ou unidade específca instituída para fns de
cobrança na forma da lei.
d) Portanto, a inscrição de créditos em Dívida Ativa
representa contabilmente um fato permutativo resultante da
transferência de um valor não recebido no prazo estabeleci-
do, dentro do próprio Ativo, contendo, inclusive, juros e atualiza-
ção monetária ou quaisquer outros encargos aplicados sobre
o valor inscrito em Dívida Ativa.
e) O eventual cancelamento, por qualquer motivo, do
devedor inscrito em Dívida Ativa representa extinção do cré-
dito e por isto provoca diminuição na situação líquida patri-
monial, relativamente à baixa do direito que é classifcado
como variação patrimonial passiva independente da execu-
ção orçamentária ou simplesmente variação passiva extra-
orçamentária. Da mesma forma são classifcados o registro
de abatimentos, anistia ou quaisquer outros valores que re-
presentem diminuição dos valores originalmente inscritos
em Dívida Ativa mas não decorram do efetivo recebimento.
f) A Dívida Ativa integra o grupamento de Contas a Re-
ceber e constitui uma parcela do Ativo de grande destaque
na estrutura patrimonial de qualquer órgão ou entidade pú-
blica.
g) Os montantes a serem registrados em Contas a Rece-
ber devem ser mensurados por seu valor líquido de realiza-
ção, ou seja, pelo produto fnal em dinheiro ou equivalente
que se espera obter, de forma a assegurar a fel demonstração
dos fatos contábeis. No entanto, nem sempre é possível as-
segurar que os valores registrados efetivamente serão rece-
bidos, existindo sempre um percentual de incerteza sobre a
realização dos créditos.
É prudente instituir mecanismos que previnam a incer-
teza dos recebimentos futuros registrados no Ativo, revestin-
do o demonstrativo contábil de um maior grau de precisão.
Com o objetivo de evidenciar essa margem de incerteza
emprega-se contas redutoras para os agrupamentos de contas
de registro desses Ativos, permitindo que o valor fnal dos
créditos a receber seja uma expressão correta dos recebimen-
tos futuros.

No caso da Dívida Ativa, constituir-se-á uma provisão
para os créditos de recebimento ou liquidação duvidosa. A
conta redutora dos créditos de Dívida Ativa é denominada
Provisão para Perdas de Dívida Ativa.
Essa provisão corresponde à estimativa da entidade da
parcela de créditos a receber cuja realização não ocorrerá.
Tal estimativa deve ser apurada de forma criteriosa, tendo
em vista o caráter de incerteza envolvido, tomando por base
o histórico de recuperação em exercícios anteriores.
Base Legal
A Dívida Ativa é uma espécie de crédito público, cuja
matéria é defnida desde a Lei 4.320/64, sendo sua gestão
econômica, orçamentária e fnanceira resultante de uma con-
jugação de critérios estabelecidos em diversos outros textos
legais. O texto legal referido, que versa sobre normas gerais
de direito fnanceiro e fnanças públicas, institui os funda-
mentos deste expediente jurídico-fnanceiro, conforme seu
artigo 39:
“Art. 39. Os créditos da Fazenda Pública, de natureza
tributária ou não tributária, serão escriturados como recei-
ta do exercício em que forem arrecadados, nas respectivas
rubricas orçamentárias. (Redação dada pelo Decreto Lei nº
1.735, de 20.12.1979).
§ 1º ...
......
§ 5º A Dívida Ativa da União será apurada e inscrita
na Procuradoria da Fazenda Nacional. (Parágrafo incluí-
do pelo Decreto Lei nº 1.735, de 20.12.1979).”
A Lei 4.320/64, ao mesmo tempo em que evidencia a
natureza do crédito a favor do Ente Público, caracterizando
a origem como tributária e não-tributária, atribui à Procura-
doria Geral da Fazenda Nacional - PGFN competência para
gestão administrativa e judicial da Dívida Ativa da União.
As demais esferas governamentais, Estados, Distrito Fe-
deral e Municípios, disporão sobre competências de órgãos
e entidades para gestão administrativa e judicial da Dívida
Ativa pertinente.
A Competência para Inscrição
A inscrição em Dívida Ativa é ato jurídico que visa legi-
timar a origem do crédito em favor da Fazenda Pública, re-
vestindo o procedimento dos necessários requisitos jurídicos
para as ações de cobrança.
A Lei 6.830, de 22 de setembro de 1980, em seu ar-
tigo 2º, parágrafo 3º, determina que cabe ao órgão compe-
tente apurar a liquidez e certeza dos créditos, qualifcando
a inscrição como ato de controle administrativo da legalida-
de. Depreende-se, portanto, que os Entes Públicos deverão
outorgar a um órgão a competência para este procedimento,
dissociando, obrigatoriamente, a inscrição do crédito em Dí-
vida Ativa e a origem desse crédito.
Para o caso da União, a Constituição Federal, em seu
artigo 131, § 3º, atribui expressamente a representação da
Dívida Ativa de natureza tributária da União à Procuradoria
Geral da Fazenda Nacional - PGFN. A Lei Complementar
nº 73 estabelece uma nova situação quando, além de atri-
buir competência à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional
- PGFN para apuração da liquidez e certeza da dívida ativa
tributária e representação da União em sua execução, delega
as mesmas atribuições às autarquias e fundações, em seus
artigos nº 12 e nº 17.
Assim, como regra geral, no caso da União, a Procu-
radoria Geral da Fazenda Nacional - PGFN é responsável
pela apuração da liquidez e certeza dos créditos da União,
tributários ou não, a serem inscritos em Dívida Ativa, e pela
representação legal da União. A Lei Complementar nº 73 dá
aos órgãos jurídicos das autarquias e fundações públicas a
mesma competência para o tratamento da Dívida Ativa res-
pectiva.
De forma análoga, para os Estados e Municípios, a
competência para inscrição em Dívida Ativa é atribuída, por
intermédio de normativos de mesma espécie, aos represen-
tantes legais de cada esfera de governo, conforme já men-
cionado.
reCeitas de CaPitaL
São denominadas receitas de capital as derivadas da ob-
tenção de recursos mediante a constituição de dívidas, amor-
tização de empréstimos e fnanciamentos ou alienação de
componentes do ativo permanente, constituindo-se em meios
para atingir a fnalidade fundamental do órgão ou entidade.
Receitas de Capital Intra-Orçamentárias
Receitas de capital de órgãos, fundos, autarquias, fun-
dações, empresas estatais dependentes e outras entidades
integrantes dos orçamentos fscal e da seguridade social
decorrentes do fornecimento de materiais, bens e serviços,
recebimentos de impostos, taxas e contribuições, além de ou-
tras operações, quando o fato que originar a receita decorrer
de despesa de órgão, fundo, autarquia, fundação, empresa
estatal dependente ou outra entidade constante desses orça-
mentos, no âmbito da mesma esfera de governo.
As receitas de capital intra-orçamentárias serão classi-
fcadas nos mesmos níveis de subcategorias econômicas em
que são classifcadas as receitas de capital, os quais constam
do item “Classifcação”. No entanto, atendem à especifci-
dade de se referirem a operações entre órgãos, fundos, au-
tarquias, fundações, empresas estatais dependentes e outras
entidades integrantes do orçamento fscal e da seguridade
social da mesma esfera governamental.
As receitas de capital são classifcadas nas seguintes
subcategorias econômicas:
Operações de Crédito: São os ingressos provenientes
da colocação de títulos públicos ou da contratação de em-
préstimos e fnanciamentos obtidos junto a entidades estatais
ou privadas.
Alienação de Bens: É o ingresso proveniente da aliena-
ção de componentes do ativo permanente.

13
Amortização de Empréstimos: É o ingresso prove-
niente da amortização, ou seja, parcela referente ao recebi-
mento de parcelas de empréstimos ou fnanciamentos conce-
didos em títulos ou contratos.
Transferências de Capital: É o ingresso proveniente
de outros entes ou entidades referente a recursos pertencen-
tes ao ente ou entidade recebedora ou ao ente ou entidade
transferidora, efetivado mediante condições preestabelecidas
ou mesmo sem qualquer exigência, desde que o objetivo seja
a aplicação em despesas de capital.
Outras Receitas de Capital: São os ingressos provenien-
tes de outras origens não classifcáveis nas subcategorias
econômicas anteriores.
deduções da reCeita PúbLiCa
O critério utilizado para registro da Receita Pública é o
do ingresso de disponibilidades. Se o ingresso recebido pres-
supor transferências para outros entes, tais como: restituições,
devoluções, descontos e outros abatimentos, esses fatos não
devem ser tratados como despesas, mas como dedução de
receita. São recursos arrecadados que não pertencem e não
são aplicáveis em programas e ações governamentais sob a
responsabilidade do ente arrecadador.
Nesse caso, a contabilidade utiliza-se do conceito de
conta redutora de receita, e não de despesa, para evidenciar o
fuxo de recursos da receita bruta até a líquida, em função de
suas operações econômicas e sociais.
A metodologia de dedução de receita também deve ser
utilizada para demonstrar contabilmente a renúncia de recei-
tas previstas na Lei Complementar nº 101/00 - Lei de Res-
ponsabilidade Fiscal.
No âmbito da administração pública, a dedução de re-
ceita é utilizada nas seguintes situações, entre outras:
 restituição de tributos recebidos a maior ou indevi-
damente;
 recursos que o ente tenha a competência de arreca-
dar, mas que pertencem a outro ente, de acordo com a lei
vigente;
 demonstrar contabilmente a renúncia de receita.
As rubricas de deduções das receitas devem ser identif-
cadas a partir do código 9000.00.00.
Exemplo:
9000.00.00 - Deduções da Receita
9100.00.00 - Renúncia
9200.00.00 - Restituições
9300.00.00 - Descontos Concedidos
9600.00.00 - Compensações
9900.00.00 - Outras Deduções
9200.00.00 - Restituições R$ 1.000,00
1111.01.01 - Imposto sobre Importação R$ 200,00
1112.01.00 - Imposto Territorial Rural R$ 100,00
1112.04.10 - IRPF R$ 700,00
W
CodiFiCação da natureza da reCeita
Na elaboração do orçamento público a codifcação eco-
nômica da receita orçamentária é composta dos níveis abai-
xo:
1º Nível - Categoria Econômica
2º Nível - Subcategoria Econômica
3º Nível - Fonte
4º Nível - Rubrica
5º Nível - Alínea
6º Nível - Subalínea
Detalhamento de Código da Natureza da Receita Or-
çamentária
Para atender às necessidades internas, a União, os Esta-
dos, o Distrito Federal e os Municípios poderão detalhar as
classifcações orçamentárias constantes do anexo I, a partir
do nível ainda não detalhado. A administração dos níveis já
detalhados cabe à União.
Exemplo 1:
1.1.1.2.04.10 - Pessoas Físicas:
1 = Receita Corrente (Categoria Econômica);
1 = Receita Tributária (Subcategoria Econômica);
1 = Receita de Impostos (Fonte);
2 = Impostos sobre o Patrimônio e a Renda (Rubrica);
04 = Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer
Natureza (Alínea);
10 = Pessoas Físicas (Subalínea) - NÍVEL EXCLUSI-
VO DA STN.
XX = NÍVEL DE DETALHAMENTO OPTATIVO.
Exemplo 2:
1.1.2.1.40.00 - Taxas de Serviço de Transporte Maríti-
mo de Passageiros:
1 = Receita Corrente (Categoria Econômica);
1 = Receita Tributária (Subcategoria Econômica);
2 = Taxas (Fonte);
1 = Taxa pelo Exercício do Poder de Polícia (Rubrica);
40 = Taxas Serv. de Transp. Marítimo de Passag. (Alí-
nea) - NÍVEL EXCLUSIVO DA STN;
00 = NÍVEL DE DETALHAMENTO OPTATIVO (Su-
balínea).
XX = NÍVEL DE DETALHAMENTO OPTATIVO.
De acordo com os exemplos, o detalhamento de nível
de código de natureza de receita somente poderá ser efetiva-
do nos níveis que estão com zeros, ou em um 7º nível a ser
criado, opcionalmente pelo ente. No exemplo 1 não poderá
detalhar em nível de subalínea (1.1.1.2.04.36), e no exemplo
2 não poderá detalhar em nível de alínea (1.1.2.1.41.00).
CLassiFiCação da reCeita Por Fonte de
reCursos
A classifcação por natureza da receita busca a melhor
identifcação da origem do recurso segundo seu fato gerador.
No entanto, existe a necessidade de classifcar a receita con-
forme a destinação legal dos recursos arrecadados. Assim,
foi instituído pelo Governo Federal um mecanismo denomi-
nado “fontes de recursos”.
W
W
1u
As fontes de recursos constituem-se de determinados
agrupamentos de naturezas de receitas, atendendo a uma de-
terminada regra de destinação legal, e servem para indicar
como são fnanciadas as despesas orçamentárias.
Entende-se por fonte de recursos a origem ou a proce-
dência dos recursos que devem ser gastos com uma determi-
nada fnalidade. É necessário, portanto, individualizar esses
recursos de modo a evidenciar sua aplicação segundo a de-
terminação legal.
Destinação da Receita Pública
A Destinação da Receita Pública foi conceituada pela
Portaria 340, de 26/04/06 como sendo “o processo pelo qual
os recursos públicos são vinculados a uma despesa especí-
fca ou a qualquer que seja a aplicação de recursos, desde
a previsão da receita até o efetivo pagamento das despesas
constantes dos programas e ações governamentais. A desti-
nação de Receita Pública, para fns de aplicação, é dividida
em ordinária e vinculada”.
a) Destinação Vinculada - É o processo de vinculação
de fonte na aplicação de recursos, em atendimento às fnali-
dades específcas estabelecidas pela legislação vigente.
b) Destinação Ordinária - É o processo de alocação li-
vre de fonte parcial ou totalmente não vinculada, à aplicação
de recursos para atender às fnalidades gerais do ente.
O argumento utilizado na criação de vinculações para as
receitas é o de garantir a despesa correspondente, seja para
funções essenciais, seja para entes, órgãos, entidades e fun-
dos. Outro tipo de vinculação é aquela derivada de convênios
e contratos de empréstimos e fnanciamentos, cujos recursos
são obtidos com fnalidade específca.
O mecanismo utilizado para controle dessas destinações
é a codifcação denominada: DESTINAÇÃO DE RECUR-
SOS (DR). Ela identifca se os recursos são vinculados ou
não e, no caso daqueles vinculados, indica a sua fnalidade.
Identifca também se o recurso é originário do Tesouro (Na-
cional, Estadual ou Municipal), se pertence ao exercício cor-
rente ou a exercícios anteriores e, ainda, se é correspondente
a contrapartidas de empréstimos ou fnanciamentos. Ade-
mais, as destinações estão divididas em Destinações Primá-
rias ou Não-Primárias, conceitos importantes na elaboração
do Demonstrativo do Resultado Primário, parte integrante do
Relatório Resumido da Execução Orçamentária, regulamen-
tado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Mecanismo de Utilização das Destinações de Recursos
Destinar é reservar para determinado fm ou emprego.
A metodologia de destinação da receita constitui instru-
mento que interliga todo o processo orçamentário-fnancei-
ro, desde a previsão da receita até a execução da despesa.
Esse mecanismo possibilita o atendimento da necessidade
de transparência no gasto público e de controle das fontes
de fnanciamento das despesas, por motivos estratégicos e
pela existência de dispositivos legais que estabelecem vincu-
lações para as receitas. Um desses dispositivos é o Parágrafo
único do art. 8º e o art. 50, da Lei Complementar nº 101/2000
- Lei de Responsabilidade Fiscal, transcritos a seguir:
......................
Art. 8º Parágrafo único. Os recursos legalmente vin-
culados a fnalidade específca serão utilizados exclusiva-
mente para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que
em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso.
Art. 50 . Além de obedecer às demais normas de conta-
bilidade pública, a escrituração das contas públicas obser-
vará as seguintes:
I - a disponibilidade de caixa constará de registro pró-
prio, de modo que os recursos vinculados a órgão, fundo
ou despesa obrigatória fquem identifcados e escriturados
de forma individualizada;
......................
Ao se fxar a despesa, é incluída, na sua classifcação, a
destinação de Fonte de Recursos que irá fnanciá-la, junta-
mente com a Natureza da Despesa, Programa de Trabalho e
outras classifcações.
Codifcação Utilizada para Controle das Destinações
de Recursos
Esta codifcação obedece a Portaria 340 do STN e ao
disposto na LDO.
O código é composto no mínimo por 4 dígitos, poden-
do-se utilizar a partir do 5º dígito para atender peculiaridades
internas:
1º dígito:
IDUSO - IDENTIFICADOR DE USO
2º dígito:
GRUPO DE DESTINAÇÃO DE RECURSOS
3º e 4º dígitos:
ESPECIFICAÇÃO DAS DESTINAÇÕES DE RE-
CURSOS
5º ao “nº” dígitos:
DETALHAMENTO DAS DESTINAÇÕES DE RE-
CURSOS
Identifcador de Uso (IDUSO): Código utilizado para
indicar se os recursos são livres ou se são destinados a con-
trapartida. Se for contrapartida indicar a que tipo de operação
- empréstimos, doações ou outras aplicações.
Grupo de Destinação de Recursos: Divide os recursos
em originários do Tesouro ou de Outras Fontes e fornece a
indicação sobre o exercício em que foram arrecadadas, se
corrente ou anterior.
Os chamados “Recursos do Tesouro” são aqueles geri-
dos de forma centralizada pelo Poder Executivo do ente, que
detém a responsabilidade e controle sobre as disponibilida-
des fnanceiras. Essa gestão centralizada se dá, normalmente,
por meio do Órgão Central de Programação Financeira, que
administra o fuxo de caixa, fazendo liberações aos órgãos e
entidades, de acordo com a programação fnanceira e com
base nas disponibilidades e nos objetivos estratégicos do go-
verno.
2o
Por sua vez, os “Recursos de Outras Fontes” são aqueles
arrecadados e controlados de forma descentralizada e cuja
disponibilidade está sob responsabilidade desses órgãos e
entidades, mesmo nos casos em que dependam de autoriza-
ção do Órgão Central de Programação Financeira para dispor
desses valores. De forma geral esses recursos têm origem
no esforço próprio das entidades, seja pelo fornecimento de
bens, prestação de serviços ou exploração econômica do pa-
trimônio próprio.
Nessa classifcação, também são segregados os recur-
sos arrecadados no exercício corrente daqueles de exercícios
anteriores, informação importante já que os recursos vincu-
lados deverão ser aplicados no objeto para o qual foram re-
servados, ainda que em exercício subseqüente ao ingresso,
conforme disposto no parágrafo único do artigo 8º da Lei de
Responsabilidade Fiscal.
Especifcação das Destinações de Recursos: É o código
que individualiza cada destinação. Traz em si a parte mais
substantiva da classifcação, sendo complementado pela in-
formação do IDUSO e Grupo Fonte.
Sua apresentação segrega as destinações em dois gru-
pos: Destinações Primárias e Não-primárias. As Destinações
Primárias são aquelas não-fnanceiras, também chamadas de
“destinações boas”, já que em grande parte são receitas efe-
tivas.
Detalhamento das Destinações de Recursos: É o maior
nível de particularização da Destinação de Recursos. Nele a
Destinação é detalhada por obrigação, convênio ou cadastro,
sendo este último um código genérico para diversas situa-
ções, e os dois anteriores oriundos de cadastro de obrigações
ou de convênios do ente, respectivamente.
Para padronização do detalhamento a ser utilizado em
cada Destinação de Recursos, são utilizados os seguintes in-
dicadores:
a) Destinação pode ser detalhada por convênio ou obri-
gação;
b) Destinação detalhada por convênio;
c) Destinação detalhada por obrigação;
d) Destinação detalhada por cadastro;
e) Destinação não pode ser detalhada; e
f) Destinação detalhada por convênio, obrigação ou ca-
dastro.

Tabelas
a) IDUSO:
O - Recursos não destinados à contrapartida;
1 - Contrapartida - Banco Internacional para a Recons-
trução e o Desenvolvimento - BIRD;
2 - Contrapartida - Banco Interamericano de Desenvol-
vimento - BID;
3 - Contrapartida de empréstimos com enfoque setorial
amplo;
4 - Contrapartida de outros empréstimos;
5 - Contrapartida de doações.
b) GRUPO DE DESTINAÇÃO DE RECURSOS:
1 - Recursos do Tesouro - Exercício Corrente;
2 - Recursos de Outras Fontes - Exercício Corrente;
3 - Recursos do Tesouro - Exercícios Anteriores;
6 - Recursos de Outras Fontes - Exercícios Anteriores;
9 - Recursos Condicionados.
regime de exeCução orçamentária da
reCeita PúbLiCa
Do ponto de vista orçamentário, o regime de caixa é legal-
mente instituído para a Receita Pública, ou seja, no momento do
ingresso de disponibilidade. Tal situação decorre da aplicação
da Lei nº 4.320/64, que em seu artigo 35 dispõe que pertencem
ao exercício fnanceiro as receitas nele arrecadadas.
estágios da reCeita PúbLiCa
Estágio da receita orçamentária é cada passo identif-
cado que evidencia o comportamento da receita e facilita o
conhecimento e a gestão dos ingressos de recursos.
Os estágios da receita orçamentária são os seguintes:
Previsão: estimativa de arrecadação da receita, constante da
Lei Orçamentária Anual - LOA, que consiste na organização e no
estabelecimento da metodologia de elaboração da estimativa.
Lançamento: é o ato da repartição competente que ve-
rifca a procedência do crédito fscal e a pessoa que lhe é
devedora e inscreve o débito desta. (Art. 53 da Lei Federal
nº 4.320/64).
Arrecadação: entrega, realizada pelos contribuintes ou
devedores aos agentes arrecadadores ou bancos autorizados
pelo ente, dos recursos devidos ao Tesouro. A arrecadação
ocorre somente uma vez, vindo em seguida o recolhimen-
to. Quando um ente arrecada para outro ente, cumpre-lhe
apenas entregar os recursos pela transferência, não sendo
considerada arrecadação quando do recebimento pelo ente
benefciário.
Recolhimento: transferência dos valores arrecadados à
conta específca do Tesouro, responsável pela administração e
controle da arrecadação e programação fnanceira, observando
o Princípio da Unidade de Caixa, representado pelo controle
centralizado dos recursos arrecadados em cada ente.
renúnCia de reCeita
Dica:
É POSSÍVEL A RENÚNCIA DE RECEITA, DESDE
QUE HAJA A DEVIDA COMPENSAÇÃO. PRESTE
ATENÇÃO NISSO.
É a não arrecadação de receita em função da concessão
de isenções, anistias ou subsídios. Ao se conceder ou ampliar
benefício de natureza tributária do qual decorra renúncia de
receita, deverá ser estimado o impacto orçamentário-fnan-
ceiro, acompanhado de demonstração de que a renúncia foi
considerada na estimativa de receita da Lei Orçamentária ou
de medidas de compensação, conforme disposto no art.14 da
Lei de Responsabilidade Fiscal, que assim dispõe:
Art. 14. A concessão ou ampliação de incentivo ou be-
nefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de
receita deverá estar acompanhada de estimativa do impac-
to orçamentário-fnanceiro no exercício em que deva ini-
ciar sua vigência e nos dois seguintes, atender ao disposto
na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo menos uma das
seguintes condições:
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21
I - demonstração pelo proponente de que a renúncia
foi considerada na estimativa de receita da lei orçamen-
tária, na forma do art. 12, e de que não afetará as metas
de resultados fscais previstas no anexo próprio da lei de
diretrizes orçamentárias;
II - estar acompanhada de medidas de compensação, no
período mencionado no caput, por meio do aumento de recei-
ta, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de
cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição.
§ 1º A renúncia compreende anistia, remissão, subsí-
dio, crédito presumido, concessão de isenção em caráter
não geral, alteração de alíquota ou modifcação de base
de cálculo que implique redução discriminada de tributos
ou contribuições, e outros benefícios que correspondam a
tratamento diferenciado.
§ 2º Se o ato de concessão ou ampliação do incentivo
ou benefício de que trata o caput deste artigo decorrer da
condição contida no inciso II, o benefício só entrará em
vigor quando implementadas as medidas referidas no men-
cionado inciso.
§ 3º O disposto neste artigo não se aplica:
I - às alterações das alíquotas dos impostos previstos
nos incisos I, II, IV e V do art. 153 da Constituição, na
forma do seu § 1º;
II - ao cancelamento de débito cujo montante seja in-
ferior ao dos respectivos custos de cobrança.
Renúncia de Receita - Art. 14
A renúncia compreende benefícios que correspondam
a tratamento diferenciado a contribuinte, que importem
em redução de valores de tributos, caracterizados como:
• Anistia
• Remissão
• Subsídio
• Crédito presumido
• Concessão de isenção em caráter não geral
• Alteração de alíquota ou modifcação de base de
cálculo que implique redução discriminada de tributos
• Outros benefícios que correspondam a tratamento
diferenciado
Condições para Renúncia de Receita - LRF
O artigo 14 da LC 101/00
Demonstrativo de estimativa do impacto orçamentário-
fnanceiro no exercício em que deva iniciar sua vigência
e nos dois seguintes.
Atender ao disposto na LDO e a pelo menos uma das
seguintes condições:
1 - A renúncia foi considerada na estimativa de receita
da lei orçamentária anual e não afetará as metas de
resultados fscais previstas; ou
2 - A renúncia será compensada por aumento de receita
oriundo da majoração de alíquotas, ampliação de
base de cálculo, aumento ou criação de tributo, ou
contribuição.
A renúncia só entrará em vigor quando implementadas
as medidas de compensação.
Previsão da reCeita
A previsão da receita será elaborada conforme determi-
na do artigo 12 da LRF, a seguir mencionado:
Art. 12. As previsões de receita observarão as normas
técnicas e legais, considerarão os efeitos das alterações na
legislação, da variação do índice de preços, do crescimen-
to econômico ou de qualquer outro fator relevante e serão
acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últi-
mos três anos, da projeção para os dois seguintes àquele a
que se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas
utilizadas.
§ 1º Reestimativa de receita por parte do Poder Legis-
lativo só será admitida se comprovado erro ou omissão de
ordem técnica ou legal.
§ 2º O montante previsto para as receitas de operações
de crédito não poderá ser superior ao das despesas de capi-
tal constantes do projeto de lei orçamentária.
§ 3º O Poder Executivo de cada ente colocará à dispo-
sição dos demais Poderes e do Ministério Público, no míni-
mo trinta dias antes do prazo fnal para encaminhamento
de suas propostas orçamentárias, os estudos e as estimati-
vas das receitas para o exercício subseqüente, inclusive da
corrente líqüida, e as respectivas memórias de cálculo.
reCeita Corrente Líquida - rCL
A receita corrente líquida defnida no artigo 2º da Lei
de Responsabilidade Fiscal é referência para a fxação dos
limites de algumas despesas.
A receita corrente líquida é o somatório das receitas tri-
butárias, de contribuições, patrimoniais, industriais, agrope-
cuárias, de serviços, transferências correntes e outras receitas
correntes, consideradas as deduções conforme o ente União,
Estado, Distrito Federal e Municípios.
A metodologia para o cálculo da Receita Corrente Lí-
quida é defnida no Manual de Elaboração do Relatório
Resumido da Execução Orçamentária, quando trata do De-
monstrativo da Receita Corrente Líquida.
A RCL é referência para a fxação dos limites de despe-
sas como, por exemplo, a despesa de pessoal que não poderá
superar a 60% da RCL, para o caso dos Estados e Municípios
e a 50% para o caso da União.
Quanto mais cresce a RCL mais se expande o valor das
despesas que estão a ela referenciadas. Assim o Governo que
consegue desenvolver sua receita própria, além do benefício
de poder contar com mais recursos, pode ter mais folga em
seus limites de despesas com pessoal, serviço de terceiros e
de endividamento.
desPesa PúblIca
introdução
Os gastos governamentais são executados com os recur-
sos fnanceiros existentes no caixa do tesouro público e a
realização das ações deve, obviamente, levar em considera-
ção as receitas previstas.
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22
Portanto, é de suma importância para a Administração
que, na elaboração da LOA, a estimativa da despesa seja
realizada da forma mais precisa possível. Esse trabalho re-
quer um levantamento minucioso de todos os componentes
da ação, com vistas a evitar erros e omissões que comprome-
tam a execução orçamentária futura.
CLassiFiCação da desPesa
A Lei Federal nº 4.320/64 determina que a despesa orça-
mentária obedeça a três classifcações: institucional, funcio-
nal e econômica. Após a CF/88 foi introduzida a classifcação
por Esfera Orçamentária, conforme disposto no § 5º do art.
165 da Constituição. Sendo assim, a União tem atualmente a
seguinte estrutura orçamentária:
a) Classifcação por Esfera Orçamentária
A esfera orçamentária tem por fnalidade identifcar se o
orçamento é fscal (F), da seguridade social (S) ou de inves-
timento das empresas estatais (I):
10 - Orçamento Fiscal;
20 - Orçamento da Seguridade Social; ou
30 - Orçamento de Investimento.
b) Classifcação Institucional
A classifcação institucional acompanha a organização ad-
ministrativa da esfera de governo para o qual o orçamento está
sendo elaborado, ou seja, obedece a Lei de Estrutura Organiza-
cional do ente e está estruturada em dois níveis hierárquicos:
órgão orçamentário e unidade orçamentária. As dotações orça-
mentárias, especifcadas por categoria de programação em seu
menor nível, são consignadas às unidades orçamentárias, que
são as estruturas administrativas responsáveis pelos recursos f-
nanceiros (dotações) e pela realização das ações.
Sua codifcação é local, devendo, no entanto, ser obser-
vado que, após a Constituição Federal de 1988, passaram a
compor o orçamento fscal os órgãos e entidades da admi-
nistração direta e indireta, os fundos especiais bem como as
fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público.
Na União, o código da classifcação institucional com-
põe-se de cinco dígitos, sendo os dois primeiros reservados
à identifcação do órgão e os demais à unidade orçamentária
na esfera federal.
c) Classifcação Funcional
A classifcação funcional, por funções e subfunções,
busca responder basicamente à indagação “em que” área
de ação governamental a despesa será realizada. Cada ati-
vidade, projeto e operação especial identifcará a função e a
subfunção às quais se vinculam. A atual classifcação funcio-
nal foi instituída pela Portaria nº 42, de 14 de abril de 1999,
do então Ministério do Orçamento e Gestão, que atualizou a
discriminação da despesa por funções de que tratam o inciso
I, do § 1º, do art. 2º, e § 2º, do art. 8º, ambos da Lei nº 4.320,
de 17 de março de 1964.
É composta de um rol de funções e subfunções pref-
xadas, que servem como agregador dos gastos públicos por
área de ação governamental nas três esferas de Governo. Tra-
ta-se de uma classifcação independente dos programas, e de
W
aplicação comum e obrigatória, no âmbito dos Municípios,
dos Estados, do Distrito Federal e da União, o que permite a
consolidação nacional dos gastos do setor público.
Além dos conceitos de função, subfunção e programa
já mencionados e para efeitos de entendimento da Portaria,
consideram-se:
 Projeto: Instrumento de programação para alcançar o
objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de ope-
rações, limitadas no tempo, das quais resulta um produto que
concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação de
governo.
 Atividade: Instrumento de programação para alcan-
çar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de
operações que se realizam de modo contínuo e permanente,
das quais resulta um produto necessário à manutenção da
ação de governo.
 Operações Especiais: Despesas que não contribuem
para a manutenção das ações de governo, das quais não re-
sulta um produto, e não geram contraprestação direta sob a
forma de bens ou serviços.
A Portaria 42/99, criou a função “Encargos Espe-
ciais” que engloba as despesas em relação às quais não se
possa associar um bem ou serviço a ser gerado no proces-
so produtivo corrente, tais como: dívidas, ressarcimentos,
indenizações e outras afns, representando, portando, uma
agregação neutra.
A Classifcação Funcional, por ser informativa das reali-
zações pretendidas pelo Governo, não cria rigidez quanto a
sua aplicação. As subfunções poderão ser combinadas com
funções diferentes daquelas a que estejam vinculadas. Isto
porque, um órgão pode eventualmente participar dos esfor-
ços de diferentes funções e subfunções típicas ou atípicas.
Os programas deixaram de ter o caráter de classifcador
e cada nível de governo passou a ter a sua estrutura própria,
adequada à solução de seus problemas, e originária do pro-
cesso de planejamento desenvolvido durante a formulação
do Plano Plurianual - PPA.
O elo de ligação entre as estruturas do Plano Plurianual
e do Orçamento Anual passa a ser o programa; ou seja, o pla-
no termina no programa e o orçamento começa no programa,
o que confere a esses documentos uma integração desde a
origem, sem a necessidade, de buscar uma compatibilização
entre módulos diversifcados. O programa age como único
módulo integrador, e os projetos e as atividades como instru-
mento de realização dos programas.
Cada esfera governamental estabelece, em atos próprios,
suas estruturas de programas, códigos e identifcação, respei-
tados os conceitos e as determinações da Portaria nº 42, de 14
de abril de 1999.
Esta Portaria conceituou a Reserva de Contingência que,
posteriormente, foi regulamentada pela Portaria Interminis-
terial nº 163, de 04 de maio de 2001, conforme determina no
artigo 8º a seguir transcrito:
23
“A dotação global denominada “Reserva de Contin-
gência”, permitida para a União no art. 91 do Decreto-Lei
nº 200, de 25 de fevereiro de 1967, ou em atos das demais
esferas de Governo, a ser utilizada como fonte de recursos
para abertura de créditos adicionais e para o atendimen-
to ao disposto no art. 5o, inciso III, da Lei Complemen-
tar nº 101, de 2000, sob coordenação do órgão responsá-
vel pela sua destinação, será identifcada nos orçamentos
de todas as esferas de Governo pelo código “99.999.9999.
xxxx.xxxx”, no que se refere às classifcações por função e
subfunção e estrutura programática, onde o “x” represen-
ta a codifcação da ação e o respectivo detalhamento.
Parágrafo único. A classifcação da Reserva referida
no caput, quanto à natureza da despesa, será identifcada
com o código “9.9.99.99.99”.
 Natureza de Despesa
Os arts. 12 e 13 da Lei nº 4.320, de 1964, tratam da
classifcação da despesa por categoria econômica e elemen-
tos. Assim como no caso da receita, o art. 8º estabelece que
os itens da discriminação da despesa mencionados no art.
13 serão identifcados por números de código decimal, na
forma do Anexo IV dessa Lei, atualmente consubstanciados
no Anexo II da Portaria Interministerial 163, de 2001 e suas
alterações.
O conjunto de informações que formam o código é co-
nhecido como classifcação por natureza de despesa e infor-
ma a categoria econômica, o grupo a que pertence, a modali-
dade de aplicação e o elemento.
De acordo com a Portaria Interministerial Nº 163, de 4
de maio de 2001, a classifcação da despesa, segundo a sua
natureza, compõe-se de:
I - categoria econômica;
II - grupo de natureza da despesa;
III - elemento de despesa.
A natureza da despesa será complementada pela infor-
mação gerencial denominada “modalidade de aplicação”, a
qual tem por fnalidade indicar se os recursos são aplicados
diretamente por órgãos ou entidades no âmbito da mesma
esfera de Governo ou por outro ente da Federação e suas
respectivas entidades, e tem como objetivo, precipuamente,
possibilitar a eliminação da dupla contagem dos recursos
transferidos ou descentralizados.
Entende-se por grupos de natureza de despesa a agre-
gação de elementos de despesa que apresentam as mesmas
características quanto ao objeto de gasto.
O elemento de despesa tem por fnalidade identifcar
os objetos de gasto, tais como vencimentos e vantagens f-
xas, juros, diárias, material de consumo, serviços de terceiros
prestados sob qualquer forma, subvenções sociais, obras e
instalações, equipamentos e material permanente, auxílios,
amortização e outros de que a administração pública se serve
para a consecução de seus fns.
O artigo 5º da Portaria 163/01 dispõe que a estrutura da
natureza da despesa a ser observada na execução orçamen-
tária de todas as esferas de Governo será “c.g.mm.ee.dd”,
onde:
a) “c” representa a categoria econômica;
b) “g” o grupo de natureza da despesa;
c) “mm” a modalidade de aplicação;
d) “ee” o elemento de despesa; e
e) “dd” o desdobramento, facultativo, do elemento de
despesa.
As classifcações da despesa por categoria econômica,
por grupo de natureza, por modalidade de aplicação e por
elemento de despesa, e respectivos conceitos e/ou especif-
cações, estão discriminados no Anexo II da mencionada Por-
taria Interministerial.
“c” - Categorias Econômicas
A despesa, assim como a receita, é classifcada em duas
categorias econômicas, com os seguintes códigos:
Despesas Correntes: classifcam-se nessa categoria
todas as despesas que não contribuem, diretamente, para a
formação ou aquisição de um bem de capital.
Despesas de Capital: classifcam-se nessa categoria
aquelas despesas que contribuem, diretamente, para a forma-
ção ou aquisição de um bem de capital.
“g”- Grupos de Natureza de Despesa
1 - PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS
2 - JUROS E ENCARGOS DA DÍVIDA
3 - OUTRAS DESPESAS CORRENTES
4 - INVESTIMENTOS
5 - INVERSÕES FINANCEIRAS
6 - AMORTIZAÇÃO DA DÍVIDA
“mm”- Modalidades de Aplicação
20 - Transferências à União
30 - Transferências a Estados e ao Distrito Federal
40 - Transferências a Municípios
50 - Transferências a Instituições Privadas sem Fins Lu-
crativos
60 - Transferências a Instituições Privadas com Fins Lu-
crativos
70 - Transferências a Instituições Multigovernamentais
71 - Transferências a Consórcios Públicos
80 - Transferências ao Exterior
90 - Aplicações Diretas
91 - Aplicação Direta Decorrente de Operações entre
Órgãos, Fundos e Entidades Integrantes dos Orçamentos
Fiscais e da Seguridade Social
99 - A Defnir
“ee” - Elementos de Despesa
01 - APOSENTADORIAS E REFORMAS
03 - PENSÕES
04 - CONTRATAÇÃO POR TEMPO DETERMINADO
...........
95 - INDENIZAÇÃO PELA EXECUÇÃO DE TRA-
BALHOS DE CAMPO
96 - RESSARCIMENTO DE DESPESAS DE PESSOAL
REQUISITADO
99 - A CLASSIFICAR
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01 - Aposentadorias e Reformas
03 - Pensões
04 - Contratação por Tempo Determinado
05 - Outros Benefícios Previdenciários
06 - Benefício Mensal ao Defciente e ao Idoso
07 - Contribuição a Entidades Fechadas de Previdência
08 - Outros Benefícios Assistenciais
09 - Salário-Família
10 - Outros Benefícios de Natureza Social
11 - Vencimentos e Vantagens Fixas - Pessoal Civil
12 - Vencimentos e Vantagens Fixas - Pessoal Militar
13 - Obrigações Patronais
14 - Diárias - Civil
15 - Diárias - Militar
16 - Outras Despesas Variáveis - Pessoal Civil
17 - Outras Despesas Variáveis - Pessoal Militar
18 - Auxílio Financeiro a Estudantes
19 - Auxílio-Fardamento
20 - Auxílio Financeiro a Pesquisadores
21 - Juros sobre a Dívida por Contrato
22 - Outros Encargos sobre a Dívida por Contrato
23 - Juros, Deságios e Descontos da Dívida Mobiliária
24 - Outros Encargos sobre a Dívida Mobiliária
25 - Encargos sobre Operações de Crédito por Anteci-
pação da Receita
26 - Obrigações decorrentes de Política Monetária
27 - Encargos pela Honra de Avais, Garantias, Seguros
e Similares
28 - Remuneração de Cotas de Fundos Autárquicos
30 - Material de Consumo
32 - Material de Distribuição Gratuita
33 - Passagens e Despesas com Locomoção
34- Outras Despesas de Pessoal decorrentes de Contra-
tos de Terceirização
35 - Serviços de Consultoria
36 - Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física
37 - Locação de Mão-de-Obra
38 - Arrendamento Mercantil
39 - Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica
41 - Contribuições
42 - Auxílios
43 - Subvenções Sociais
45 - Equalização de Preços e Taxas
46 - Auxílio-Alimentação
47 - Obrigações Tributárias e Contributivas
48 - Outros Auxílios Financeiros a Pessoas Físicas
49 - Auxílio-Transporte
51 - Obras e Instalações
52 - Equipamentos e Material Permanente
61 - Aquisição de Imóveis
62 - Aquisição de Produtos para Revenda
63 - Aquisição de Títulos de Crédito
64 - Aquisição de Títulos Representativos de Capi-
tal já Integralizado
65 - Constituição ou Aumento de Capital de Empresas
66 - Concessão de Empréstimos e Financiamentos
67 - Depósitos Compulsórios
71 - Principal da Dívida Contratual Resgatado
72 - Principal da Dívida Mobiliária Resgatado
73 - Correção Monetária ou Cambial da Dívida Contra-
tual Resgatada
74 - Correção Monetária ou Cambial da Dívida Mobi-
liária Resgatada
75 - Correção Monetária da Dívida de Operações de
Crédito por Antecipação da Receita
76 - Principal Corrigido da Dívida Mobiliária Refnanciado
77 - Principal Corrigido da Dívida Contratual Refnanciado
81 - Distribuição de Receitas
91 - Sentenças Judiciais
92 - Despesas de Exercícios Anteriores
93 - Indenizações e Restituições
94 - Indenizações e Restituições Trabalhistas
95 - Indenização pela Execução de Trabalhos de Campo
96 - Ressarcimento de Despesas de Pessoal Requisitado
99 - A Classifcar
Dívida Pública Consolidada ou Fundada
Art. 29 da LRF
I - dívida pública consolidada ou fundada: montante to-
tal, apurado sem duplicidade, das obrigações fnanceiras
do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, con-
tratos, convênios ou tratados e da realização de opera-
ções de crédito, para amortização em prazo superior a
doze meses;
“dd” - Desdobramento, Facultativo, do Elemento de
Despesa.
Reserva de Contingência
 Utilizada como fonte de recursos para abertura
de créditos adicionais e para o cobrir despesas com
passivos contingentes. (art. 5º, inciso III, da LRF).
 Identifcada nos orçamentos de todas as esferas
de Governo pelo código 99.999.9999.xxxx.xxxx
 Quanto à natureza da despesa, será identifcada com
o código “9.9.99.99.99”.
CodiFiCação da desPesa Por destinação
de reCurso
A União estabelece a codifcação da despesa por desti-
nação de recurso através da LDO.
O Manual Técnico de Orçamento da União no capitu-
lo referente aos conceitos orçamentários apresenta nos itens
II.4.2.2; II4.2.3 e II4.2.4 a seguinte conceituação:
a) Identifcador de Uso - IDUSO
Esse código vem completar a informação concernente à
aplicação dos recursos e destina-se a indicar se os recursos
compõem contrapartida nacional de empréstimos ou de
doações ou destinam-se a outras aplicações, constando da
lei orçamentária e de seus créditos adicionais.
W
25
b) Identifcador de Doação e de Operação de Crédito - IDOC
O IDOC identifca as doações de entidades internacionais ou operações de crédito contratuais alocadas nas ações orça-
mentárias, com ou sem contrapartida de recursos da União.
c) Classifcação da Despesa por Identifcador de Resultado Primário
O identifcador de resultado primário, de caráter indicativo, tem como fnalidade auxiliar a apuração do resultado pri-
mário previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias, devendo constar no Projeto de Lei Orçamentária Anual e na respectiva
Lei em todos os grupos de natureza da despesa, identifcando, de acordo com a metodologia de cálculo das necessidades de
fnanciamento, cujo demonstrativo constará em anexo à Lei Orçamentária.
Modelo da classifcação adotada pelo Governo Federal:
Esfera orçamentária
Órgão
Unidade Orçamentária
Função
Subfunção
Programa
Ação
Localização do Gasto
(Subtítulo)
IDOC
IDUSO
Fonte
Natureza (Categoria
econômica/grupo despesa/
modalidade de aplicação)
Identifcador de Resultado
Primário
99.99.999.99.999.xxxx.9999.9999.9999.9.999.9999.9
2t
exeCução orçamentária da desPesa
A execução orçamentária da despesa compreende o con-
junto de atividades desenvolvidas pela Administração Públi-
ca, visando a efetiva utilização dos recursos consignados no
Orçamento.
Esta utilização obedece a critérios rigorosos ditados
pelas Constituições Federal e Estadual, Lei Orgânica Mu-
nicipal, Lei Federal 4.320/64, Lei Complementar 101/00,
Portarias da Secretaria do Tesouro Nacional, Instruções Nor-
mativas dos Tribunais de Contas, PPA, LDO e LOA.
A execução orçamentária e fnanceira anual é, geral-
mente, regulamentada através decreto ou outros instrumen-
tos congêneres em cada esfera governamental.
Recursos Financeiros: Expressa a quantidade de
moeda que se acha disponível, em espécie ou sob a forma
de depósito bancário à vista, para emprego imediato.
Recursos Orçamentários: Expressão que designa
as autorizações de gasto contidas nas leis orçamentárias e
créditos adicionais, especifcadas através de dotações.
W Programação FinanCeira
O art. 9º da LRF determina que até trinta dias após a
publicação dos orçamentos, o Executivo estabelecerá o cro-
nograma de execução mensal de desembolso. Ao fnal de um
bimestre, se verifcado que a realização da receita não poderá
comportar o cumprimento das metas de resultados primário
ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os
Poderes e o Ministério Público promoverão, nos trinta dias
subseqüentes, limitação de empenho segundo critério fxa-
dos pela Lei de Diretrizes Orçamentárias. Não serão objetos
de limitação as despesas que constituam obrigações legais,
inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da
dívida, e as ressalvadas por essa lei. No caso de restabeleci-
mento da receita prevista, ainda que parcial, a recomposição
das dotações, cujos empenhos foram limitados, dar-se-á de
forma proporcional às reduções efetivadas. Antes da LRF, a
programação fnanceira era trimestral, conforme estabelecia
o artigo 47 da Lei Federal 4.320/64.
Para que se processe o controle orçamentário, a cada bi-
mestre é feita a avaliação de desempenho da receita, servin-
do de base, caso necessário, para a limitação de empenho.

Exemplo:
esfera: Orçamento da Seguridade Social
Órgão: Ministério da Saúde
unidade orçamentária:
Fundação Oswaldo Cruz
Função: Saúde
subfunção: Suporte Proflático
e Terapêutico
Programa: Prevenção e Controle
das Doenças Imunopreviníveis
ação: Produção de
Imunobiológicos
subtitulo: Nacional
idoC: Outros Recursos
iduso: Recursos não destinados
a contrapartida
Fonte: Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido das Pessoas Jurídicas
natureza: Despesas Correntes/Outras
Despesas Correntes/Apli. Diretas
Identifcador de Resultado Primário:
Primária Discricionária
20.36.201.10.303.0006.4364.0001.9999.0.151.3390.2

Os governantes deverão efetuar a limitação de empenho
de acordo com o que determina a Lei de Responsabilidade
Fiscal. Caso não o façam, a Lei nº 10.028 prevê, no seu ar-
tigo 5º, inciso III, multa de 30% dos vencimentos anuais do
agente que lhe der causa, sendo o pagamento da multa de sua
responsabilidade pessoal:
“Art. 5º Constitui infração administrativa contra as
leis de fnanças públicas:
III - deixar de expedir ato determinando limitação de
empenho e movimentação fnanceira, nos casos e condi-
ções estabelecidos em lei.”
Até o fnal dos meses de maio, setembro e fevereiro, o
Executivo avaliará o cumprimento das metas fscais de cada
quadrimestre, em audiência pública na Casa Legislativa.
(§ 4º do art. 9º da LRF).
Os critérios para limitação de empenho e das despesas que
não serão objeto de limitação, deverão ser estabelecidos na da
Lei de Diretrizes Orçamentárias, para permitir uma melhor ges-
tão fscal e garantir a execução das prioridades de governo.
LiCitação
Licitação é o procedimento administrativo pelo qual um
ente público, no exercício da função administrativa, abre a
todos os interessados, que se sujeitem às condições fxadas
no instrumento convocatório, a possibilidade de formularem
propostas dentre as quais selecionará e aceitará a mais vanta-
josa para a Administração.
estágios da desPesa
“ Para alguns doutrinadores os arts. 16 e 17 do LRF - Lei
de Responsabilidade Fiscal - teriam criado a fase prudencial
do Estágio da Elaboração da despesa.”
Em sua execução a despesa pública percorre, obrigato-
riamente, três estágios distintos, conforme determina da Lei
Federal nº 4.320/64:
ESTáGIOS
EMPENHO
LIQUIDAÇÃO
PAGAMENTO
I - Empenho
É o primeiro estágio da despesa publica e é um ato impor-
tante na Administração Pública. O artigo 58 da Lei nº 4.320/64
defne que empenho de despesa é o ato emanado de autoridade
competente que cria para o Estado obrigação de pagamento
pendente “ou não” de implemento de condição. Ao emitir o
empenho, a Administração Pública compromete parte de suas
disponibilidades orçamentárias e fnanceiras.
De acordo com os artigos 59 e 60 da Lei Federal nº 4.320/64,
todo empenho é prévio e não pode exceder o limite dos créditos
concedidos. Denomina-se “limite de crédito” a importância fxada
no orçamento a fm de atender as despesas a serem realizadas.
Lei Federal nº 4.320/64 - Artigo 61  “Para cada
empenho será extraído um documento denominado Nota de
Empenho, que indicará o nome do credor, a especifcação e a
importância da despesa, bem como a dedução desta do saldo
da dotação própria”.
Para Reis (2001. p. 135) “empenho de despesa é o ato
emanado de autoridade competente que vincula dotação de
creditos orçamentários para pagamento de obrigação de-
corrente de lei, contrato, acordo ou ajuste, obedecida das
condições estabelecidas”.


Nota de Anulação de Empenho - é o documento desti-
nado a cancelar ou retifcar Notas de Empenho, desde que se
notem falhas na sua preparação tais como: erros de cálculo, es-
pecifcação errada do material ou do serviço contratado, bem
como erro no nome do fornecedor ou do prestador do serviço.
A anulação pode ser total ou parcial. O valor do empenho can-
celado retorna à dotação de origem, podendo ser reempenhada
a despesa, depois de sanadas as falhas encontradas.
Os empenhos classifcam-se em:
Empenho Ordinário  É aquele que se destina a aten-
der despesas cujo pagamento se processa de uma só vez, ou
seja, para acudir despesa com montante previamente conhe-
cido e cujo fato gerador deva ocorrer de uma só vez.
Empenho Global  É aquele que se destina a atender
despesas contratuais e outras, sujeitas a parcelamento, cujo
montante exato possa ser determinado, ou seja, para atender
às despesas com montante previamente conhecido, cujo fato
gerador será parcelado.
Empenho por Estimativa É aquele que se destina a
atender despesas para as quais não se possa previamente de-
terminar o montante exato, ou seja, despesas com valor não
identifcável previamente, de base periódica não homogênea
como as despesas com telefonia, água, energia elétrica etc.
II - Liquidação
É o segundo estágio da despesa pública e é o momento
da verifcação do direito adquirido pelo credor.
Lei Federal nº 4.320/64 - Artigo 63
“A liquidação da despesa consiste na verifcação do
direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e
documentos comprobatórios do respectivo crédito”.
§ 1º Essa verifcação tem por fm apurar:
I. a origem e o objeto do que se deve pagar;
II. a importância exata a pagar;
III. a quem se deve pagar a importância para extin-
guir a obrigação.
§ 2º A liquidação da despesa por fornecimentos feitos
ou serviços prestados terá por base:
I - o contrato, ajuste ou convênio respectivo;
II - a nota de empenho;
III - os comprovantes da entrega do material ou da
prestação efetiva do serviço.
III - Pagamento
O pagamento é o terceiro e último estágio da despesa e
consiste na entrega da importância devida aos credores pela
repartição pagadora. O pagamento da despesa só será efetuado
quando ordenado após sua regular liquidação, em documen-
tos devidamente processados.
Lei Federal nº 4.320/64 - Artigo 64
A ordem de pagamento é o despacho exarado por auto-
ridade competente, determinando que a despesa seja paga.
As ordens de pagamento, para serem legais, devem sa-
tisfazer os seguintes requisitos:
a) serem expedidas por autoridade competente;
b) haver sido a despesa incluída na Lei Orçamentária,
ou, computada em crédito adicional e deduzida dos saldos
correspondentes, no ato do empenho;
c) haver sido a despesa liquidada à vista de documentos
que a comprovem, respeitando o processo estabelecido em lei;
d) guardarem, conformidade com as cláusulas dos con-
tratos de que dependerem.
23
O pagamento da despesa será efetuado mediante cheque
nominativo, ordem bancária, borderôs ou, em casos excepcio-
nais, por meio de adiantamentos ou suprimentos de fundos.
regime de adiantamento
O regime de adiantamento, suprimento de fundos, é
aplicável aos casos de despesas expressamente defnidos em
lei. Consiste na entrega de numerário a servidor, sempre pre-
cedida de empenho na dotação própria, para o fm de realizar
despesas que pela excepcionalidade, a critério do Ordenador
de Despesa e sob sua inteira responsabilidade, não possam
subordinar-se ao processo normal de aplicação, conforme
estabelece os artigos 65, 68 e 69 da Lei 4.320 / 64 e demais
legislações pertinentes.
Créditos adiCionais
Lei Federal nº 4.320/64 - Art. 40
Constituem créditos adicionais, as autorizações de
despesas não computadas ou insufcientemente dotadas na
Lei do Orçamento.
CLASSIFICAÇÃO
Suplementares
Especiais
Extraordinários
Créditos adiCionais suPLementares
Os créditos adicionais suplementares são autorizados
por lei e abertos por Decreto do Executivo.
O Executivo tem poderes legais para abrir os créditos
adicionais suplementares através de decreto, sem ouvir o
Poder Legislativo, desde que a competente autorização seja
conferida na própria Lei do Orçamento.
Convém esclarecer que tal autorização na Lei Orçamen-
tária é dada até determinada importância, o que usualmente
se faz em termos percentuais.
W
W

A abertura de créditos adicionais suplementares depende
da existência de recursos disponíveis para ocorrer à despesa
e sua solicitação será sempre precedida de justifcativa.
Créditos adiCionais esPeCiais
Os créditos adicionais especiais são aqueles que se des-
tinam a atender despesas para as quais não haja dotação orça-
mentária específca, criando-se, desta forma, novo programa
para atender objetivos não previstos no Orçamento.
Os créditos adicionais especiais, por se referirem a
despesas novas, serão sempre autorizados por lei e abertos
por decreto do Poder Executivo.
A abertura dos créditos adicionais especiais depende da
existência de recursos disponíveis para ocorrer à despesa, e
sua solicitação será sempre precedida de justifcativa.
Créditos adiCionais extraordinários
São os únicos que podem ser criados por Medida Provisória.
Art. 167 CF (...)
§ 3º A abertura de crédito extraordinário somente será
admitida para atender a despesas imprevisíveis e urgentes,
como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calami-
dade pública, observado o disposto no art. 62.
...........................
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente
da República poderá adotar medidas provisórias, com força de
lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
...........................
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, or-
çamentos e créditos adicionais e suplementares, ressalvo
o previsto no art. 167, § 3º; (Incluído pela Emenda Con-
stitucional nº 32, de 2001)
Os créditos adicionais extraordinários são aqueles que se
destinam a atender despesas urgentes e imprevisíveis, como as
decorrentes de guerra, subversão interna ou calamidade pública.


Lei Federal
Nº 4.320/64
Art. 43 § 1º
Valor apurado no balanço patrimonial do exercício
anterior, que representa a diferença positiva entre o
Ativo Financeiro e o Passivo Financeiro, conjugando-se,
ainda, os saldos dos créditos adicionais transferidos e as
operações de crédito a eles vinculados.
Saldo positivo das diferenças, acumuladas mês a mês,
entre a arrecadação prevista e a realizada, considerando-
se ainda a tendência do exercício.
Remanejamento de saldos disponíveis em determinadas
dotações com transferência para outras onde se iden-
tifca necessidade.
Recursos provenientes de empréstimos e fnancia-
mentos contraídos e autorizados por lei.
Superávit
Financeiro
Excesso de
Arrecadação
Anulação total ou
parcial das dotações
orçamentárias
Operações
de Crédito
reCursos ComPensatórios Para a abertura de Créditos adiCionais suPLementares e esPeCiais 
2u
vigênCia dos Créditos adiCionais
Os créditos adicionais não poderão ter vigência além do
exercício fnanceiro em que foram autorizados, exceto os es-
peciais e extraordinários, quando autorizados nos 4 (quatro)
últimos meses do exercício. Nesta hipótese, a lei faculta sua
reabertura no exercício subsequente, com os saldos existen-
tes, desde que a lei assim determine.
restos a Pagar
Pelo regime misto adotado pela Contabilidade Pública a
receita é contabilizada pelo regime de caixa e a despesa pelo
regime de competência, consistindo assim, em que toda a
receita arrecadada e toda a despesa empenhada pertencem ao
exercício fnanceiro a que se referirem.
A LRF não excluiu nenhum dispositivo da Lei nº
4.320/64, estando em pleno vigor o art. 36, que considera
como Restos a Pagar as despesas empenhadas, mas não pa-
gas até 31 de dezembro, distinguindo apenas as processadas
das não processadas. As despesas processadas são aquelas
cujos empenhos já foram emitidos e liquidados constituindo
o direito líquido e certo do credor, enquanto que as despesas
não processadas são aquelas ainda não liquidadas.
O intuito da LRF é limitar os gastos e permitir que o ges-
tor consiga administrar as fnanças públicas de forma equi-
librada, razão pela qual entende-se que em 31 de dezembro,
no encerramento do exercício, haja disponibilidade fnanceira
para arcar com os compromissos assumidos até aquela data,
ainda que de anos anteriores, não onerando, portanto o orça-
mento do exercício seguinte.(Texto do Manual do TCMG)
Assim dispõe o artigo 42 da Lei Complementar nº
101/00:
“É vedado ao titular de Poder ou órgão referido no
art. 20, nos últimos dois quadrimestres do seu mandato,
contrair obrigações de despesa que não possa ser cumprida
integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem
pagas no exercício seguinte sem que haja sufciente dispo-
nibilidade de caixa para este efeito”.
Parágrafo Único. Na determinação da disponibilidade
de caixa serão considerados os encargos e despesas com-
promissadas a pagar até o fnal do exercício”.
Regime Adotado pela Contabilidade Pública
Toda receita arrecadada e toda despesa empenhada
pertencem ao exercício fnanceiro a que se referirem.

W
desPesa Com PessoaL - artigo 18 a 20 da
LC 101/00
Em atendimento ao artigo 169 da Constituição, a LRF es-
tabelece que “a despesa total com pessoal, em cada período de
apuração e em cada ente da Federação, não poderá exceder os
percentuais da receita corrente líquida, a seguir discriminados:
I - União: 50% (cinqüenta por cento);
II - Estados: 60% (sessenta por cento);
III - Municípios: 60% (sessenta por cento).” (Art. 19 da
LC 101/00).
Despesas com Pessoal
Limites

União:
50%
Estados:
60%
Municí-
pios: 60%
Legislativo 2,5% 3% 6%
Judiciário 6% 6% -
Executivo 40,9% 49% 54%
Ministério
Público
0,6% 2% -
A única que tem fração é a União
Gastos com Pessoal - Arts. 18 a 23
Limite de alerta: Cabe ao Tribunal de Contas alertar
quando o gasto com despesa de pessoal chegar a 90%
Limite Prudencial
Se a despesa com pessoal exceder a 95% do limite total,
fca vedado ao poder ou órgão que houver incorrido no
excesso:
• Concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequa-
ção de remuneração a qualquer título, ressalvada a revi-
são geral anual.
• Criação de cargo , emprego ou função.
• Alteração de estrutura de carreira, com aumento de
despesa.
• Provimento de cargo em comissão, admissão ou con-
tratação, ressalvada a reposição decorrente de servidores
das áreas de educação, saúde e segurança.
• Contratação de hora extra, salvo no caso das situações
previstas na LDO (urgência ou interesse público re-
levante).
Despesas com Pessoal
Recondução das Despesas de Pessoal

• 20% das despesas com cargos em comissão e funções
comissionadas (extinção de cargos e funções ou redução
dos valores);
• exoneração de servidores não estáveis;
• exoneração de servidores estáveis;
• redução de jornada de trabalho (suspenso liminarmente
pelo STF).
W
MISTO
RECEITA
DESPESA
CONTABILIZA-
DA PELO REGI-
ME DE CAIXA
CONTABILIZA-
DA PELO REGI-
ME DE COMPE-
TÊNCIA
3o
desPesas de exerCíCios anteriores
As despesas de exercícios anteriores são caracterizadas
pelo fato do pagamento ocorrer em exercício posterior aos
compromissos assumidos, e não terem sido empenhadas pre-
viamente. O regime de competência determina que as despe-
sas sejam contabilizadas no exercício a que pertence, ou seja,
em que foram geradas.
O art. 37 da Lei nº 4.320, de 1964, assim dispõe:
“As despesas de exercícios encerrados, para as quais o
orçamento respectivo consignava crédito próprio, com sal-
do sufciente para atendê-las, que não se tenham proces-
sado na época própria, bem como os Restos a Pagar com
prescrição interrompida e os compromissos reconhecidos
após o encerramento do exercício correspondente, pode-
rão ser pagas à conta de dotação específca consignada no
orçamento, discriminada por elemento, obedecida, sempre
que possível, a ordem cronológica”.
Despesa Obrigatória de Caráter
Continuado (Artigo 17 da LC 101/00)
É a despesa corrente derivada de lei, medida provisória ou
ato administrativo normativo que fxe a obrigação legal de
sua execução por um período superior a dois exercícios.
transParêncIa,
controle e
FIscalIzação
Uma importante contribuição da LRF é a transparência da
gestão fscal, ao estabelecer que todos os principais relatórios
fscais devem ser amplamente divulgados, ao mesmo tempo em
que obriga a realização de audiências públicas para a discussão
dos planos (PPA, Plano Diretor etc), LDO e LOA.
Será dada ampla divulgação, inclusive na Internet,
para: os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamen-
tárias; as prestações de contas e o respectivo parecer pré-
vio; o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e
o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplifcadas
desses documentos.
cIclo orçamentárIo
O processo orçamentário ou ciclo orçamentário, de
acordo com Giacomoni (2002, p. 192) pode ser apresentado
por quatro etapas:
 elaboração da proposta orçamentária;
 discussão, da votação e da aprovação da lei orçamen-
tária;
 execução orçamentária;
 controle de avaliação da execução orçamentária.
W
A elaboração da proposta orçamentária conforme
mencionado, engloba as tarefas relacionadas à estimativa da
receita, compatibilização dos programas de trabalhos, metas
e custos previstos no PPA com os recursos disponíveis para
posterior montagem da proposta a ser submetida à aprecia-
ção do Legislativo.
A discussão, a votação e aprovação da lei orçamen-
tária conforme já mencionado no principio da legalidade,
compreende a tramitação da proposta de orçamento no Po-
der Legislativo, onde as estimativas de receita, os programas
de trabalho e as despesas fxadas são avaliados, podendo ser
modifcados através de emendas. Devidamente discutido, a
proposta orçamentária, uma vez aprovada pelo Poder Legis-
lativo será devolvida ao Executivo para sanção.
A etapa da execução orçamentária compreende a fase
do desdobramento da receita em metas bimestrais de arreca-
dação, bem como a elaboração da programação fnanceira e
do cronograma de execução mensal de desembolso da des-
pesa. Esta etapa tem como principal objetivo manter o equi-
líbrio entre a receita e despesa (art. 4º, I,a, LRF) e também,
dar transparência aos atos da gestão fscal (art. 48, LRF).
O controle de avaliação da execução orçamentária
obedece aos controles interno e externo, conforme artigo
70 da CF/88 e ao que determina o artigo 75 da Lei Federal
4.320/64. A transparência da execução deve ser demonstra-
da através das prestações de contas e o respectivo parecer
prévio; o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e
Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplifcadas desses
documentos, conforme determina o artigo 48 da LRF. Esta
lei estabelece, ainda, no § 3º do artigo 50 que “A Administra-
ção Pública manterá sistema de custos que permita a avalia-
ção e o acompanhamento da gestão orçamentária, fnanceira
e patrimonial.”
Art. 70 da CF/88
“A fscalização contábil, fnanceira, orçamentária,
operacional e patrimonial da União e das entidades da ad-
ministração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimi-
dade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia
de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, me-
diante controle externo, e pelo sistema de controle interno
de cada Poder.
Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa fí-
sica ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade,
guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores
públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em
nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.”
Art. 75 da Lei nº 4.320/64.
“O controle da execução orçamentária compreen-
derá:
I - a legalidade dos atos de que resultem a arrecadação
da receita ou a realização da despesa, o nascimento ou a
extinção de direitos e obrigações;
II - a fdelidade funcional dos agentes da administra-
ção, responsáveis por bens e valores públicos;
III - o cumprimento do programa de trabalho expresso
em termos monetários e em termos de realização de obras e
prestação de serviços.”
31
Diagrama do Processo Orçamentário:

sIstemas de contas
Os planos de contas voltados para a contabilidade governamental são estruturados sob a forma de sistemas, a saber:
 Sistema Orçamentário;
 Sistema Financeiro;
 Sistema Patrimonial;
 Sistema de Compensação.
Assim, Silva (1994, p. 230) conceitua os sistemas:
Sistema Orçamentário controla todas as receitas e despesas movimentadas pelo Estado em decorrência da Lei Orça-
mentária.
Sistema Financeiro controla o movimento fnanceiro da Fazenda Pública, registrando recebimentos e pagamentos, tanto
orçamentários como extra-orçamentários, demonstrando as disponibilidades existentes.
Sistema Patrimonial registra todo movimento que ocorra em virtude da própria execução orçamentária e fnanceira.
A. Rezende (2006, p. 10) menciona que o Sistema de compensação (contas de compensação) registra e movimenta as
contas representativas de direitos e obrigações, geralmente decorrentes de contratos, convênios ou ajustes.
Discussão, Vota-
ção e Aprovação
da Lei Orçamen-
tária
elaboração da
Proposta orça-
mentária
Execução
orçamentária
Controle, avalia-
ção da Execução
orçamentária
Receita

Prevista

A Realizar

Realizada
Despesa

Fixado
Suplement.
(Adicionada)

Créditos
Disponíveis

Empenhado

Realizada
Exercício
anual
Sistema
Orçamentário
Sistema
Financeiro
Momento/Situa-
ção/Atualidade
Controle de Fluxo
Movimento Financeiro
Disponibilidades
Obrigações
Saldo Atual (Financ.)
Liquidez/Fluxo
momento/atualidade
Controle de Gestão
Patrimonial
Bens
Direitos
Obrigações
Sistema
Patrimonial
Contas de
Compensação
Controlar informações
Administrativas(atos)
Bens Direitos de Terc.
Bens Direitos do
Estado
CP
Controle de Planejamento
32
leGIslação
arts. 165 a 169 da CF/88
..................................
Capítulo II
DAS FINANÇAS PÚBLICAS
Seção II
Dos Orçamentos
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabe-
lecerão:
I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.
§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá,
de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da
administração pública federal para as despesas de capital e
outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de
duração continuada.
§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá
as metas e prioridades da administração pública federal,
incluindo as despesas de capital para o exercício fnancei-
ro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária
anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e
estabelecerá a política de aplicação das agências fnanceiras
ofciais de fomento.
§ 3º O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o
encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execu-
ção orçamentária.
§ 4º Os planos e programas nacionais, regionais e seto-
riais previstos nesta Constituição serão elaborados em con-
sonância com o plano plurianual e apreciados pelo Congres-
so Nacional.
§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:
I - o orçamento fscal referente aos Poderes da União,
seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e in-
direta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder
Público;
II - o orçamento de investimento das empresas em que a
União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital
social com direito a voto;
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo to-
das as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração
direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituí-
dos e mantidos pelo Poder Público.
§ 6º O projeto de lei orçamentária será acompanhado
de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas
e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, sub-
sídios e benefícios de natureza fnanceira, tributária e credi-
tícia.
§ 7º Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo,
compatibilizados com o plano plurianual, terão entre suas
funções a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo
critério populacional.
§ 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo
estranho à previsão da receita e à fxação da despesa, não se
incluindo na proibição a autorização para abertura de cré-
ditos suplementares e contratação de operações de crédito,
ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.
W
§ 9º Cabe à lei complementar:
I - dispor sobre o exercício fnanceiro, a vigência, os
prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da
lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;
II - estabelecer normas de gestão fnanceira e patrimo-
nial da administração direta e indireta bem como condições
para a instituição e funcionamento de fundos.
Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano pluria-
nual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos
créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do
Congresso Nacional, na forma do regimento comum.
§ 1º Caberá a uma Comissão mista permanente de Sena-
dores e Deputados:
I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos
neste artigo e sobre as contas apresentadas anualmente pelo
Presidente da República;
II - examinar e emitir parecer sobre os planos e progra-
mas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Consti-
tuição e exercer o acompanhamento e a fscalização orça-
mentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões do
Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com
o art. 58.
§ 2º As emendas serão apresentadas na Comissão mista,
que sobre elas emitirá parecer, e apreciadas, na forma regi-
mental, pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional.
§ 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual
ou aos projetos que o modifquem somente podem ser apro-
vadas caso:
I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei
de diretrizes orçamentárias;
II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas
os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que in-
cidam sobre:
a) dotações para pessoal e seus encargos;
b) serviço da dívida;
c) transferências tributárias constitucionais para Esta-
dos, Municípios e Distrito Federal; ou
III - sejam relacionadas:
a) com a correção de erros ou omissões; ou
b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.
§ 4º As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamen-
tárias não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com
o plano plurianual.
§ 5º O Presidente da República poderá enviar mensagem
ao Congresso Nacional para propor modifcação nos projetos
a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação,
na Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.
§ 6º Os projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes
orçamentárias e do orçamento anual serão enviados pelo Pre-
sidente da República ao Congresso Nacional, nos termos da
lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º.
§ 7º Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo,
no que não contrariar o disposto nesta seção, as demais nor-
mas relativas ao processo legislativo.
§ 8º Os recursos que, em decorrência de veto, emenda
ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual, fcarem sem
despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme
o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com
prévia e específca autorização legislativa.
33
Art. 167. São vedados:
I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei
orçamentária anual;
II - a realização de despesas ou a assunção de obriga-
ções diretas que excedam os créditos orçamentários ou adi-
cionais;
III - a realização de operações de créditos que excedam
o montante das despesas de capital, ressalvadas as autoriza-
das mediante créditos suplementares ou especiais com fna-
lidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria
absoluta;
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo
ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arreca-
dação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a
destinação de recursos para as ações e serviços públicos de
saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para
realização de atividades da administração tributária, como
determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e
37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito
por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem
como o disposto no § 4º deste artigo; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem
prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos
correspondentes;
VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência
de recursos de uma categoria de programação para outra ou
de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;
VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;
VIII - a utilização, sem autorização legislativa específ-
ca, de recursos dos orçamentos fscal e da seguridade social
para suprir necessidade ou cobrir défcit de empresas, funda-
ções e fundos, inclusive dos mencionados no art. 165, § 5º;
IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem
prévia autorização legislativa.
X - a transferência voluntária de recursos e a conces-
são de empréstimos, inclusive por antecipação de receita,
pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições f-
nanceiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo,
inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de
1998)
XI - a utilização dos recursos provenientes das contri-
buições sociais de que trata o art. 195, I, a, e II, para a reali-
zação de despesas distintas do pagamento de benefícios do
regime geral de previdência social de que trata o art. 201.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)
§ 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um
exercício fnanceiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão
no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob
pena de crime de responsabilidade.
§ 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigên-
cia no exercício fnanceiro em que forem autorizados, salvo
se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro
meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites
de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercí-
cio fnanceiro subseqüente.
§ 3º A abertura de crédito extraordinário somente será
admitida para atender a despesas imprevisíveis e urgentes,
como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calami-
dade pública, observado o disposto no art. 62.
§ 4º É permitida a vinculação de receitas próprias gera-
das pelos impostos a que se referem os arts. 155 e 156, e dos
recursos de que tratam os arts. 157, 158 e 159, I, a e b, e II,
para a prestação de garantia ou contragarantia à União e para
pagamento de débitos para com esta. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 3, de 1993)
Art. 168. Os recursos correspondentes às dotações or-
çamentárias, compreendidos os créditos suplementares e
especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e
Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública,
ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, em duodé-
cimos, na forma da lei complementar a que se refere o art.
165, § 9º. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45,
de 2004)
Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
não poderá exceder os limites estabelecidos em lei comple-
mentar.
§ 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de
remuneração, a criação de cargos, empregos e funções ou
alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão
ou contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e
entidades da administração direta ou indireta, inclusive fun-
dações instituídas e mantidas pelo poder público, só poderão
ser feitas: (Renumerado do parágrafo único, pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)
I - se houver prévia dotação orçamentária sufciente para
atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos
dela decorrentes; (Incluído pela Emenda Constitucional nº
19, de 1998)
II - se houver autorização específca na lei de diretrizes
orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as socie-
dades de economia mista. (Incluído pela Emenda Constitu-
cional nº 19, de 1998)
§ 2º Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar
referida neste artigo para a adaptação aos parâmetros ali pre-
vistos, serão imediatamente suspensos todos os repasses de
verbas federais ou estaduais aos Estados, ao Distrito Federal
e aos Municípios que não observarem os referidos limites.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com
base neste artigo, durante o prazo fxado na lei complemen-
tar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal
e os Municípios adotarão as seguintes providências: (Incluí-
do pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas
com cargos em comissão e funções de confança; (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
II - exoneração dos servidores não estáveis. (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo an-
terior não forem sufcientes para assegurar o cumprimento
da determinação da lei complementar referida neste artigo,
o servidor estável poderá perder o cargo, desde que ato nor-
mativo motivado de cada um dos Poderes especifque a ati-
vidade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto
da redução de pessoal. (Incluído pela Emenda Constitucional
nº 19, de 1998)
34
§ 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágra-
fo anterior fará jus a indenização correspondente a um mês
de remuneração por ano de serviço. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)
§ 6º O cargo objeto da redução prevista nos parágra-
fos anteriores será considerado extinto, vedada a criação de
cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou asse-
melhadas pelo prazo de quatro anos. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)
§ 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem
obedecidas na efetivação do disposto no § 4º. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
.................................
bIblIoGraFIa
BRASIL. Constituição da República Federativa do Bra-
sil: promulgada em 5 de Outubro de 1988. 30. ed. São Paulo:
Saraiva, 2004.
BRASIL. Decreto-Lei nº 201, de 27 de fevereiro de
1967. Dispõe sobre a responsabilidade dos Prefeitos e Vere-
adores, e dá outras providências. Diário Ofcial da República
Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 27 de
fevereiro de 1967.

BRASIL. Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de
2000. Estabelece normas de fnanças públicas voltadas para
a responsabilidade na gestão fscal e dá outras providências.
Diário Ofcial da República Federativa do Brasil, Poder Exe-
cutivo, Brasília, DF, 05 de maio de 2000.

BRASIL. Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964. Esta-
tui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e
controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados,
dos Municípios e do Distrito Federal. Diário Ofcial da Re-
pública Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF,
23 de março de1964.

BRASIL. Lei nº 10.028, de 19 de outubro de 2000. Al-
tera o Decreto-lei nº 2.848, de 07 de setembro de 1940 – Có-
digo Penal, a Lei nº 1.079, de 10 de abril de 1950, e o Decre-
to-lei nº 201, de 27 de fevereiro de 1967. Diário Ofcial da
República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília,
DF, 20 de outubro de 2000.

BRASIL. Portaria nº 42, de 14 de abril de 1999. Atua-
liza a discriminação da despesa por funções de que tratam o
inciso I, do § 1º, do art. 2º, e § 2º, do art. 8º, ambos da Lei
nº 4.320, de 17 de março de 1964; estabelece os conceitos de
função, subfunção, programa, projeto, atividade, operações
especiais e dá outras providências. Diário Ofcial da Repú-
blica Federativa do Brasil, Ministério do Orçamento e Ges-
tão, Brasília, DF, de 14 de abril de 1999.

BRASIL. Portaria Interministerial nº 163, de 04 de maio
de 2001. Dispõe sobre normas gerais de consolidação das
contas Públicas no âmbito da União, Estados, Distrito Fe-
deral e Municípios, e dá outras providências. Diário Ofcial
da República Federativa do Brasil, Ministério da Fazenda e
Ministério do Orçamento e Gestão, Brasília, DF, de 05 de
maio de 2001.
BRASIL. Portaria nº 632, de 30 de agosto de 2006.
Aprova a 6ª edição do Manual de Elaboração do Anexo de
Riscos Fiscais e do Relatório de Gestão Fiscal. Diário Of-
cial da República Federativa do Brasil, Secretaria do Tesouro
Nacional, Brasília, DF, 09 de setembro de 2006.

BRASIL. Portaria Interministerial n° 338, Dispõe sobre
o detalhamento das Receitas Correntes Intra-Orçamentárias
e Receitas de Capital Intra-Orçamentárias. Diário Ofcial da
República Federativa do Brasil, Ministério da Fazenda e Mi-
nistério do Orçamento e Gestão, Brasília, DF, de 27 de abril
de 2006.

BRASIL. Portaria nº 340, de 26 de abril de 2006. Aprova
a 3ª edição do Manual de Procedimentos da Receita Pública.
Diário Ofcial da República Federativa do Brasil, Secretaria
do Tesouro Nacional, Brasília, DF, de 28 de abril de 2006.

BRASIL. Portaria nº 633, de 30 de agosto de 2006.
Aprova a 6ª edição do Manual de Elaboração do Anexo de
Metas Fiscais e do Relatório Resumido da Execução Orça-
mentária. Diário Ofcial da República Federativa do Brasil,
Secretaria do Tesouro Nacional, Brasília, DF, 09 de setembro
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35
exercícIos
questões diversas
01) (ESAF/Analista/MPOG/2008) O Plano Plurianual, a
Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei do Orçamento
Anual são componentes básicos do planejamento gover-
namental. Identifque a única opção incorreta no que diz
respeito ao planejamento governamental.
a) O planejamento governamental estratégico tem como
documento básico o Plano Plurianual.
b) A Lei Orçamentária Anual compreende o orçamento
fcal e, ainda, o orçamento das autoridades monetárias
e das empresas fnanceiras de economia mista.
c) O planejamento governamental operacional tem como
instrumentos a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei
do Orçamento.
d) A Lei de Diretrizes Orçamentárias compreende o
conjunto de metas e prioridades da Administração
Pública Federal, incluindo as despesas de capital para
o exercício fnanceiro subseqüente.
e) A Lei Orçamentária Anual (LOA) é o orçamento pro-
priamente dito e possui a denominação de LOA por
ser a consignada pela Constituição Federal.
02) (ESAF/Analista/MPOG/2008) Com base nas caracterís-
ticas e aspectos do orçamento tradicional e do orçamento-
programa, assinale a única opção incorreta.
a) No orçamento-programa, há previsão das receitas e
fxação das despesas com o objetivo de atender às
necessidades coletivas defnidas no Programa de Ação
do Governo.
b) No orçamento tradicional, as decisões orçamentárias
são tomadas tendo em vista as necessidades das uni-
dades organizacionais.
c) Na elaboração do orçamento-programa, os principais
critérios classifcatórios são as unidades administrati-
vas e elementos.
d) No orçamento tradicional, inexistem sistemas de
acompanhamento e medição do trabalho, assim como
dos resultados.
e) O orçamento-programa é um instrumento de ação
administrativa para execução dos planos de longo,
médio e curto prazo.
03) (ESAF/Analista/MPOG/2008) De acordo com os fun-
damentos teóricos das fnanças públicas, assinale a única
opção correta com relação aos objetivos da política
orçamentária.
a) A alocação dos recursos por parte do governo tem como
objetivo principal a oferta de determinados bens e servi-
ços, que são necessários e desejados pela sociedade.
b) Outro objetivo da função de alocação de recursos por
parte do governo refere-se à oferta de bens sociais.
c) A função de distribuição do governo tem como objetivo
principal utilizar mecanismos que visem ajustar a distri-
buição da renda e da riqueza da sociedade, principalmente
por meio da tributação e das transferências.
d) Por meio da utilização dos instrumentos fscais, o
governo intervém no nível de emprego, nos gastos
privados, no nível de renda, entre outros, tendo como
objetivo principal a manutenção de determinada esta-
bilidade no nível de emprego e dos preços.
e) Na tentativa de assegurar a distribuição efciente dos
recursos, o governo pode produzir diretamente os
produtos ou utilizar-se de mecanismos que façam com
que sejam oferecidos pelo setor privado.
W
04) (ESAF/Analista/MPOG/2008) Identifque o conceito
de receita orçamentária que não é pertinente à sua de-
fnição.
a) Receita patrimonial é uma receita derivada, oriunda
da exploração indireta, por parte do Estado das rendas
obtidas na aplicação de recursos.
b) Receita tributária é uma receita derivada que o Esta-
do arrecada, mediante o emprego de sua soberania,
sem contraprestação diretamente equivalente e cujo
produto se destina ao custeio das atividades gerais ou
específcas que lhe são próprias.
c) Receitas de capital são receitas provenientes da reali-
zação de recursos fnanceiros oriundos da constituição
de dívida; da conversão, em espécie, de bens e direitos;
os recursos de outras pessoas de direito público ou
privado destinados a atender despesas classifcáveis em
Despesas de Capital e, ainda, o superávit do orçamento
corrente.
d) Receita de serviço é uma receita originária, segundo
a qual os recursos ou meios fnanceiros são obtidos
mediante a cobrança pela venda de bens e serviços.
e) Outras receitas correntes são receitas originárias,
provenientes de multas, cobranças da dívida ativa,
restituições e indenizações.
05) (ESAF/Analista/MPOG/2008) Com base no Manual
Técnico do Orçamento - 2008, a despesa é classifcada
em duas categorias econômicas: despesas correntes e
despesas de capital. Aponte a única opção incorreta no
que diz respeito à Despesa.
a) Classifcam-se em despesas correntes todas as despesas
que não contribuem, diretamente, para a formação ou
aquisição de um bem de capital.
b) Investimentos são despesas com o planejamento e
a execução de obras, inclusive com a aquisição de
imóveis considerados necessários à realização destas
últimas, e com a aquisição de instalações, equipamen-
tos e material permanente.
c) Agrupam-se em amortização da dívida as despesas
com o pagamento e/ou refnanciamento do principal e
da atualização monetária ou cambial da dívida pública
interna ou externa.
d) São incluídas em inversões fnanceiras as despesas
com a aquisição de imóveis ou bens de capital já em
utilização.
e) Classifcam-se em despesas de capital aquelas despesas
que contribuem, diretamente, para a formação ou aqui-
sição de um bem de capital, incluindo-se as despesas
com o pagamento de juros e comissões de operações
de crédito internas.
06) (ESAF/Analista/MPOG/2008) Segundo o Manual
Técnico do Orçamento - 2008, a classifcação da receita
por natureza busca a melhor identifcação da origem
do recurso, segundo seu fato gerador. Indique a opção
incorreta quanto aos desdobramentos dessa receita.
a) Sub-rubrica.
b) Origem e espécie.
c) Rubrica.
d) Categoria econômica.
e) Alínea e subalínea.
3t
07) (ESAF/Analista/MPOG/2008) De acordo com o Manual
Técnico do Orçamento - 2008, assinale a única opção
incorreta quanto a elemento de despesa.
a) Tem por fnalidade identifcar os objetos de gastos que
a administração pública utiliza para a consecução de
seus fns.
b) Os códigos dos elementos de despesa estão defni-
dos no Anexo II da Portaria Interministerial 163, de
2001.
c) É vedada a utilização em projetos e atividades dos
elementos de despesa 41- Contribuições, 42-Auxílios
e 43-Subvenções Sociais, o que pode ocorrer apenas
em operações especiais.
d) Não é vedada a utilização de elementos de despesa que
representem gastos efetivos em operações especiais.
e) São elementos de despesa vencimentos e vantagens
fxas, juros, diárias, entre outros.
08) (ESAF/Analista/MPOG/2008) De acordo com a Portaria
nº 42, de 14 de abril de 1999, entende-se por Atividade:
a) o instrumento de organização da ação governamental
visando à concretização dos objetivos pretendidos.
b) o maior nível de agregação das diversas áreas da des-
pesa que competem ao setor público.
c) as despesas que não contribuem para a manutenção
das ações do governo.
d) um instrumento de programação para alcançar o
objetivo de um programa, envolvendo um conjunto
de operações que se realizam de modo contínuo e
permanente das quais resulta um produto necessário
à manutenção da ação do governo.
e) as despesas em relação às quais não se possa associar
um bem ou serviço a ser gerado no processo produtivo
corrente.
09) (ESAF/Analista/MPOG/2008) O Decreto nº 2829, de 29
de outubro de 1998, estabelece normas para a elaboração e
execução do Plano Plurianual e dos Orçamentos da União.
Entre as opções abaixo, assinale a que não está coerente
com o decreto.
a) A avaliação física e fnanceira dos programas e dos
projetos e atividades que os constituem é inerente às
responsabilidades da unidade responsável e não tem
por fnalidade subsidiar o processo de alocação de
recursos públicos.
b) Os programas constituídos de Ações continuadas de-
verão conter metas de qualidade e de produtividade,
a serem atingidas em prazo defnido.
c) A classifcação funcional-programática deverá ser
aperfeiçoada de modo a estimular a adoção, em todas
as esferas de governo, do uso do gerenciamento por
programas.
d) Entende-se por ação fnalística aquela que proporciona
bem ou serviço para o atendimento direto a demandas
da sociedade.
e) Os programas serão formulados de modo a promover,
sempre que possível, a descentralização, a integração
com Estados e Municípios e a formação de parcerias
com o setor privado.
10) (ESAF/Analista/MPOG/2008) A Lei de Responsabi-
lidade Fiscal, na seção que trata dos limites da Dívida
Pública e das Operações de Crédito determina que, para
fns de verifcação do atendimento do limite, a apuração
do montante da dívida consolidada será efetuada ao fnal
de cada:
a) mês.
b) semestre. d) quadrimestre.
c) trimestre. e) ano.
11) (ESAF/Analista/MPOG/2008) A Lei de Responsabilidade
Fiscal (LRF) atribuiu novas e importantes funções ao or-
çamento e à Lei de Diretrizes Orçamentárias. Nos termos
da LRF, a Lei de Diretrizes Orçamentárias recebeu novas
e importantes funções entre as quais não se inclui:
a) mostrar as despesas relativas à dívida pública, mo-
biliária ou contratual e respectivas receitas, sendo o
fnanciamento da dívida demonstrado de forma sepa-
rada nas leis de créditos adicionais.
b) estabelecer critérios e formas de limitação de empenho,
na ocorrência de arrecadação da receita inferior ao es-
perado, de modo a comprometer as metas de resultado
primário e nominal previstas para o exercício.
c) quantifcar o resultado primário obtido com vistas à re-
dução do montante da dívida e despesas com juros.
d) dispor sobre o controle de custos e avaliação dos re-
sultados dos programas fnanciados pelo orçamento.
e) disciplinar as transferências de recursos a entidades
públicas e privadas.
12) (ESAF/Analista/CGU/2008) No Brasil, para que o con-
trole orçamentário se tornasse mais efcaz, ao longo dos
anos, tornou-se necessário estabelecer alguns princípios
que orientassem a elaboração e a execução do orçamento.
Assim, foram estabelecidos os chamados “Princípios
Orçamentários”, que visam estabelecer regras para elabo-
ração e controle do Orçamento. No tocante aos Princípios
Orçamentários, indique a opção correta.
a) O orçamento deve ser uno, ou seja, no âmbito de cada
esfera de Poder deve existir apenas um só orçamento
para um exercício fnanceiro.
b) O princípio da exclusividade veda a inclusão, na lei
orçamentária anual, de autorização para aumento da
alíquota de contribuição social, mesmo respeitando-se
o prazo de vigência previsto na Constituição.
c) A vinculação de receitas de taxas a fundos legalmente
constituídos é incompatível com o princípio da não-
afetação, defnido na Constituição Federal.
d) O princípio da especifcação estabelece que a lei
orçamentária anual deverá especifcar a margem de
expansão das despesas obrigatórias de caráter conti-
nuado, conforme determina a Lei de Responsabilidade
Fiscal.
e) O princípio do equilíbrio é constitucionalmente fxado
e garante que o montante das receitas correntes será
igual ao total das despesas correntes.

13) (ESAF/Analista/CGU/2008) De acordo com a Constitui-
ção Federal, foi reservada à Lei de Diretrizes Orçamen-
tárias a função de:
a) definir, de forma regionalizada, as diretrizes, os
objetivos, as metas e prioridades da administração
pública federal, incluindo as despesas de capital para
o exercício fnanceiro subseqüente.
b) estabelecer critérios e forma de limitação de empenho,
nos casos previstos na legislação.
c) disciplinar as transferências de recursos a entidades
públicas e privadas.
d) dispor sobre alterações na legislação tributária.
e) dispor sobre o equilíbrio entre receitas e despesas.
14) (ESAF/Analista/CGU/2008) A Lei de Responsabilidade
Fiscal - LRF instituiu mecanismos mais rigorosos para a
administração das fnanças nas três esferas de governo e
funciona como um código de conduta para os administra-
dores públicos, que devem obedecer às normas e limites
estabelecidos na lei. Com base na Lei de Responsabilidade
Fiscal, assinale a opção incorreta.
a) A LRF estabelece limites para gastos com pessoal,
sendo que na União esse limite chega a 50% do total
das Receitas Correntes.
b) São princípios gerais da LRF o Planejamento, a Trans-
parência e a Responsabilização.
c) Estão sujeitos às disposições da LRF todos os entes da
federação inclusive suas empresas estatais dependentes
na forma defnida na Lei.
d) São exemplos de instrumentos de transparência da
gestão fscal, segundo a LRF: os planos, orçamentos e
leis de diretrizes orçamentárias; as prestações de contas
e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido
da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão
Fiscal.
e) A LRF proíbe a realização de operação de crédito entre
entes da Federação, inclusive por intermédio de fundo,
ainda que sob a forma de novação de dívida contraída
anteriormente.
15) (ESAF/Analista/CGU/2008) A Constituição Federal
instituiu o Plano Plurianual - PPA e a Lei de Responsa-
bilidade Fiscal (Lei Complementar n. 101/2000) ratifcou
sua obrigatoriedade para todos os entes da federação. De
acordo com a Constituição e os últimos planos aprovados
para o governo federal, indique a opção incorreta.
a) Após a Constituição Federal, não há mais a possibili-
dade da existência de planos e programas nacionais,
regionais e setoriais, devendo ser consolidado em um
único instrumento de planejamento que é o PPA.
b) A regionalização prevista na Constituição Federal
considera, na formulação, apresentação, implantação
e avaliação do Plano Plurianual, as diferenças e desi-
gualdades existentes no território brasileiro.
c) Na estrutura dos últimos planos plurianuais da União,
as metas representam as parcelas de resultado que se
pretende alcançar no período de vigência do PPA.
d) A Constituição Federal remete à lei complementar a
disposição sobre a vigência, os prazos, a elaboração
e a organização do PPA e, enquanto não for editada a
referida lei, segue-se o disposto no Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias.
e) Toda ação fnalística do Governo Federal deverá ser
estruturada em Programas orientados para a consecu-
ção dos objetivos estratégicos defnidos para o período
do Plano Plurianual.
16) (ESAF/Analista/CGU/2008) Com a publicação da
Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº
101/2000), a Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO as-
sumiu novas prerrogativas, entre as quais a de apresentar
o Anexo de Metas Fiscais - AMF e o Anexo de Riscos
Fiscais - ARF. Em relação ao AMF e ARF não se pode
afrmar:
a) no ARF, serão avaliados os passivos contingentes e
outros riscos capazes de afetar as contas públicas,
informando as providências a serem tomadas, caso se
concretizem.
b) o AMF estabelece as metas de Receita, Despesa,
Resultado Primário e Nominal e montante da dívida
pública a serem observadas no exercício fnanceiro a
que se refere, além de indicar as metas fscais para os
dois exercícios seguintes.
c) de acordo com as últimas Leis de Diretrizes Orçamen-
tárias da União, os riscos fscais podem ser classifca-
dos em duas grandes categorias: Riscos orçamentários
e Riscos de dívida.
d) faz parte do AMF o demonstrativo da estimativa e com-
pensação da renúncia de receita e da margem de expansão
das despesas obrigatórias de caráter continuado.
e) considerando os riscos dos défcits atuariais dos sis-
temas de previdência, a LRF determina que integre o
ARF a avaliação da situação fnanceira e atuarial do
regime próprio dos servidores públicos.
17) (ESAF/Analista/CGU/2008) Das afrmações a seguir
relacionadas com a Lei Orçamentária Anual - LOA,
assinale a que não se enquadra nas regras estabelecidas
na legislação federal.
a) As empresas sob controle direto da União, que recebam
no exercício fnanceiro recursos do Tesouro a título de
aumento de participação acionária, deverão integrar os
orçamentos Fiscal e da Seguridade Social.
b) As emendas ao Projeto de Lei Orçamentária não podem
acarretar aumento na despesa total do orçamento, a
menos que sejam identifcados erros ou omissões nas
receitas, devidamente comprovados.
c) Os recursos para emendas parlamentares não podem
ter como fonte o cancelamento de despesas com pes-
soal, benefícios previdenciários, juros, transferências
constitucionais e amortização de dívida.
d) Todas as empresas em que a União, direta ou indi-
retamente, detenha a maioria do capital social com
direito a voto integram o orçamento de investimento
das estatais, exceto aquelas enquadradas no conceito
de empresa estatal dependente na forma da Lei de
Responsabilidade Fiscal.
e) A elaboração da Proposta de Lei Orçamentária Anual
é uma prerrogativa do Poder Executivo, podendo o
poder legislativo efetuar emendas.
33
18) (ESAF/Analista/CGU/2008) A LRF estabelece a obri-
gatoriedade do Poder Executivo elaborar a programação
fnanceira e o cronograma de execução mensal de de-
sembolso e, quando for o caso, poderá ser promovida
a limitação de empenho e de movimentação fnanceira.
No que se refere a esses procedimentos, assinale a opção
correta.
a) Em nenhuma hipótese serão objeto de limitação as
despesas que constituam obrigações constitucionais
e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao pa-
gamento do serviço da dívida.
b) Se verifcada a necessidade de contingenciamento,
cada um dos poderes, por ato próprio e nos montan-
tes necessários, terá até o fnal do bimestre seguinte
para efetuar a limitação de empenho e movimentação
fnanceira.
c) No governo federal, os saldos de caixa apurados ao
fnal do exercício e que integraram o superávit primá-
rio são utilizados para pagamento da dívida pública,
independentemente de sua vinculação.
d) Os critérios para realização da limitação de empenho
e de movimentação fnanceira serão estabelecidos na
Lei Orçamentária Anual.
e) A limitação de que trata a LRF somente acontecerá se
verifcado que ao fnal do quadrimestre a realização
da receita poderá não comportar o cumprimento das
metas de resultado primário e nominal estabelecidas
na LDO.
19) (ESAF/Analista/CGU/2008) Ao longo do exercício
fnanceiro, pode ocorrer a necessidade de abertura de
créditos adicionais para cobrir despesas não-computadas
ou insufcientemente dotadas. Com base na legislação
vigente, relativa a esse assunto, identifque a opção in-
correta.
a) A abertura dos créditos suplementares e especiais
depende da existência de recursos disponíveis para
atender à despesa e será precedida de exposição
justifcada.
b) Somente será admitida a abertura de crédito extraordi-
nário para atender a despesas imprevisíveis e urgentes,
como as decorrentes de guerra, comoção interna ou
calamidade pública, observado o disposto na Consti-
tuição Federal.
c) A vigência dos créditos especiais não pode ultrapassar
o exercício fnanceiro em que foram autorizados, em
respeito ao princípio orçamentário da anualidade.
d) Terão vigência até o fnal do exercício fnanceiro os
créditos extraordinários cujo ato de autorização tenha
sido promulgado nos primeiros 4 (quatro) meses do
exercício fnanceiro.
e) Para fns de abertura de créditos suplementares e
especiais, consideram-se recursos disponíveis os pro-
venientes do excesso de arrecadação, ou seja, do saldo
positivo das diferenças, acumuladas mês a mês, entre
a arrecadação prevista e a realizada, considerando-se,
ainda, a tendência do exercício.
20) (ESAF/Analista/CGU/2008) Considerando a premissa
constitucional de elaboração do Plano Plurianual - PPA,
o Governo Federal desde 1998 vem adotando ações no
sentido de organizar a forma de elaboração e gestão do
PPA e consolidou conceitos em relação ao Ciclo de Gestão
do PPA. Segundo o previsto na legislação federal, indique
a opção correta.
a) O Ciclo de Gestão do PPA é um conjunto de eventos
integrados que viabilizam o alcance dos objetivos de
governo e compreende os processos de elaboração
da programação orçamentária, a implementação, o
monitoramento, a avaliação e a revisão dos projetos.
b) A Revisão do PPA se traduz no contínuo acompa-
nhamento da implementação do Plano, referenciado
na estratégia de desenvolvimento e nos desafios,
com o objetivo de subsidiar a alocação dos recursos,
identifcar e superar restrições sistêmicas, corrigir
rumos, sistematizar elementos para subsidiar os pro-
cessos de avaliação e revisão, e, assim, contribuir para
a obtenção dos resultados globais desejados.
c) Na fase de Elaboração do PPA, acontece a defnição
de orientações estratégicas, diretrizes e objetivos
estruturados em programas com vistas ao alcance do
projeto de Governo.
d) O Monitoramento do PPA é o processo sistemático de
aferição periódica dos resultados e da aplicação dos
recursos, segundo os critérios de efciência, efcácia e
efetividade, permitindo o aperfeiçoamento do Plano
Plurianual e o alcance dos objetivos de governo.
e) Na fase da Avaliação do PPA, adequa-se o Plano às
mudanças internas e externas da conjuntura política,
social e econômica, por meio da alteração, exclusão
ou inclusão de programa, resultante do processo de
avaliação.
21) (ESAF/Analista/CGU/2008) Sobre os conceitos e classi-
fcações relacionados com Receita Pública, assinale a
opção correta.
a) Toda receita orçamentária efetiva é uma receita pri-
mária, mas nem toda receita primária é uma receita
orçamentária efetiva.
b) São exemplos de receitas correntes as receitas tribu-
tárias e as oriundas de alienação de bens.
c) São exemplos de receitas de capital aquelas derivadas
de alienações de bens imóveis e de recebimento de
taxas por prestação de serviços.
d) As receitas intra-orçamentárias constituem contra-
partida das despesas realizadas entre Órgãos, Fundos
e Entidades Integrantes dos Orçamentos Fiscal, da
Seguridade Social e de investimento das empresas.
e) O ingresso de recursos oriundo de impostos se carac-
teriza como uma receita derivada, compulsória, efetiva
e primária.
3u
22) (ESAF/Analista/CGU/2008) A execução da receita or-
çamentária segue algumas etapas consubstanciadas nas
ações desenvolvidas e percorridas pelos órgãos e pelas
repartições encarregados de executá-las respeitando-se o
princípio do caixa único ou da unidade de tesouraria. Em
relação a esse tema e tendo por base a legislação federal e
o disposto na 4ª edição do Manual de Receitas Públicas,
instituído pela Portaria STN/SOF nº 2, de 08 de agosto
de 2007, marque a opção correta.
a) A Previsão se caracteriza pela estimativa de arrecadação
da receita orçamentária e não pode ser superior ao valor
estabelecido na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
b) As receitas orçamentárias originárias para serem arre-
cadadas dependem de autorização na Lei Orçamentária
Anual.
c) Independentemente da natureza, a receita passa pelo
estágio do lançamento.
d) As receitas intra-orçamentárias decorrem da realização
de despesas intra-orçamentárias, mas não alteram o
saldo da Conta Única do Tesouro no Banco Central,
traduzindo-se em meros lançamentos contábeis.
e) No Governo Federal, o Recolhimento é a transferência
dos valores arrecadados, pelos agentes arrecadadores
autorizados, para a Conta Única do Tesouro mantida
no Banco do Brasil.
23) (ESAF/Analista/CGU/2008) A Despesa Pública segue
um ordenamento jurídico, com requisitos que precisam ser
atendidos em uma seqüência específca, predeterminada
e ordenada. No que diz respeito a esse assunto, julgue os
itens que se seguem e marque a opção que corresponde
à ordem correta.
I - É vedada a realização da despesa sem prévio empenho, mas
em casos especiais, previstos na legislação específca,
poderá ser dispensada a emissão da nota de empenho.
II - Ao fnal do exercício, não será anulado o empenho da
despesa cujo contrato estabelecer como data-limite,
para a entrega do serviço, dia 31 de março.
III- As despesas de exercícios encerrados, para as quais
o orçamento respectivo consignava créditos próprios,
com saldo sufciente para atendê-las, que não tenha
sido processadas, na época própria, e cuja obrigação
tenha sido cumprida pelo credor, deverão ser inscritas
em Restos a Pagar do exercício e pagas como tal.
IV- O empenho da despesa não poderá exceder o limite
dos créditos concedidos, exceto no caso de créditos
extraordinários.
V - Entre os estágios da despesa orçamentária, é somente
na liquidação que se reconhece a obrigação a pagar.
a) V, V, F, V, F
b) V, V, F, F, V d) V, F, V, F, F
c) F, V, F, F, V e) V, F, V, V, F
24) (ESAF/Analista/CGU/2008) Existem ocorrências espe-
ciais na execução da despesa pública, tais como os restos
a pagar. No que diz respeito a esse assunto, julgue os
itens que se seguem e marque a opção que corresponde
à seqüência correta.
I - Compreendem somente despesas empenhadas, liqui-
dadas ou não, e não-pagas até o fnal do exercício.
II - O pagamento da despesa inscrita em Restos a Pagar
independe de autorização orçamentária.
III- A despesa empenhada e liquidada é passível de inscrição
em Restos a Pagar - Processados, enquanto as despesas
empenhadas, mas não-liquidadas, somente são passíveis
de inscrição em Restos a Pagar - Não-Processados, se
forem atendidas determinadas condições.
IV- O superávit fnanceiro do exercício deve ser reservado
preferencialmente para pagamento de Restos a Pagar.
V - As dívidas de exercícios anteriores, reconhecidas na
forma da legislação pelo ordenador de despesa e que
não foram pagas no exercício deverão ser inscritas
como Restos a Pagar.
a) V, V, F, F, F
b) F, F, V, F, F d) V, F, F, V, V
c) V, V, V, F, F e) F, F, V, V, V
Finanças PúbLiCas na Constituição
FederaL de 1988
25) (Procurador/2008) Segundo o sistema constitucional
fnanceiro vigente, é certo afrmar que:
a) o princípio da unidade do orçamento não mais é ado-
tado pela Carta Magna.
b) a unicidade orçamentária veio a ser substituída pelos orça-
mentos plurianuais e pelo de diretrizes orçamentárias.
c) apesar de haver três orçamentos em nossa ordem jurídica,
consoante o disposto no art. 165, da Lei Fundamental, a
unidade de orçamento persiste, porquanto a unidade não
é documental, mas de programas a serem implementados
dentro de uma estrutura integrada do Sistema.
d) ao contrário de textos constitucionais anteriores, a
Constituição de 1988 não contempla o chamado prin-
cípio da exclusividade em matéria orçamentária.
26) (CESPE/Analista/TCE/AC/2008) De acordo com a
Constituição Federal, é vedada a apresentação de emendas
parlamentares ao projeto de lei do orçamento que tratem
de despesas sobre:
a) transferências voluntárias para estados e municípios.
b) previdência social.
c) Poder Legislativo.
d) serviço da dívida.
e) tribunal de contas.
Julgue o item a seguir:
27) ( ) (CESPE/Procurador/2007) Caso uma sociedade de
economia mista, verifcando existir prévia e sufcien-
te dotação orçamentária, que atenda às projeções de
despesas com pessoal, celebre acordo coletivo com
sindicato da categoria, concedendo aumento salarial
aos seus empregados, nessa situação, a celebração
do acordo coletivo ferirá dispositivo constitucional,
tendo em vista que a concessão de aumento salarial
depende de autorização específca na lei de diretrizes
orçamentárias.
orçamento - ConCeito e esPéCies
28) (CESPE/Procurador/PI/2008) Cabe à Lei de Diretrizes
Orçamentárias
a) disciplinar as transferências fnanceiras entre entidades
privadas.
b) estabelecer limitações à expansão de receitas gover-
namentais.
c) dispor sobre o controle de custos e a avaliação dos
resultados dos programas fnanciados pela iniciativa
privada.
d) quantifcar o resultado primário a ser obtido com vistas
à redução do montante da dívida e das despesas com
juros.
e) dispor sobre o equilíbrio entre custos e despesas.
W
W
4o
29) (CESPE/Procurador/CE/2008) A Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO)
a) é de iniciativa do Poder Legislativo.
b) tem o objetivo, entre outros, de orientar a elaboração
do plano plurianual e da LOA.
c) compreende as metas e prioridades da administração
pública, excluindo as despesas de capital para o exer-
cício fnanceiro subsequente.
d) dispõe sobre alteração na legislação fnanceira.
e) tem o objetivo, entre outros, de estabelecer a política
de aplicação das agências fnanceiras ofciais de fo-
mento.
Julgue os itens a seguir:
30) ( ) (CESPE/Procurador/2007) Entre as fnalidades
do orçamento fscal e do orçamento de inves-
timento, observa-se a de reduzir desigualdades
inter-regionais, segundo critério populacional.
31) ( ) (CESPE/Analista/MMA/2008) A concepção
do PPA 2008/2011 é compatível com os com-
promissos da Agenda 21, buscando combinar
crescimento econômico com redução das desi-
gualdades sociais e respeito ao meio ambiente,
com participação e controle social.
32) (CESPE/Analista/TCE/AC/2008) Julgue os itens sub-
sequentes, relativos ao plano plurianual (PPA).
I - O instrumento de organização da ação governamental,
que visa à concretização dos objetivos pretendidos, é
mensurado por indicadores estabelecidos no PPA.
II - O PPA, cujo envio ao Congresso Nacional é de
competência exclusiva do presidente da Repúbli-
ca, deverá estabelecer, de forma regionalizada, as
diretrizes, os objetivos e as metas da administração
pública federal para as despesas de capital e outras
delas decorrentes e para as relativas aos programas
de duração continuada. O presidente da República
poderá remeter mensagem ao Congresso Nacional
propondo modifcação no PPA, após a votação na
Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e
Fiscalização.
III- Os princípios que orientam o PPA são a identifcação
clara dos objetivos e das prioridades do governo, a
integração do planejamento e do orçamento, a pro-
moção da gestão empreendedora, a garantia da trans-
parência, o estímulo às parcerias, a gestão orientada
para resultados e a organização das ações de governo
em programas.
IV- As metas devem ser quantifcadas física e fnancei-
ramente para possibilitar o acompanhamento e a
avaliação do PPA, bem como a apuração do custo
unitário e total dos programas e ações do governo,
de forma a permitir a avaliação do resultado.
V - As operações especiais que englobam as despesas
em relação às quais não se pode associar um bem ou
serviço a ser gerado no processo produtivo corrente,
tais como dívidas, ressarcimentos, indenizações e ou-
tras afns, serão vinculadas a um programa específco
constante do PPA.
Estão certos apenas os itens:
a) I, II e V.
b) I, III e IV.
c) I, IV e V.
d) II, III e IV.
e) II, III e V.
orçamento - natureza jurídiCa
O ciclo orçamentário corresponde a um período de qua-
tro anos, que tem início com a elaboração do PPA e se encer-
ra com o julgamento da última prestação de contas do Poder
Executivo pelo Poder Legislativo.
Trata-se, portanto, de um processo dinâmico e contínuo,
com várias etapas articuladas entre si, por meio das quais su-
cessivos orçamentos são discutidos, elaborados, aprovados,
executados, avaliados e julgados.
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os
itens que se seguem.
33) ( ) (CESPE/Analista/STJ/2008) Na esfera federal, o
Poder Executivo é obrigado, anualmente, a enviar
ao Poder Legislativo um conjunto de informações
que permitam o acompanhamento e a avaliação
do cumprimento das metas estabelecidas para as
programações defnidas no PPA, contemplando:
a execução física e orçamentária das ações para
os exercícios já encerrados; demonstrativo, por
programa e por indicador, dos índices alcançados
ao término do exercício anterior e dos índices
fnais previstos; avaliação, por programa, da pos-
sibilidade de alcance do índice fnal previsto para
cada indicador e de cumprimento de metas, com
indicação das medidas corretivas necessárias; e as
estimativas das metas físicas e valores fnanceiros
não só para o exercício a que se refere a proposta
orçamentária, mas também para os três exercícios
subsequentes.
34) ( ) (CESPE/Analista/STJ/2008) Dependerá de
lei complementar a regulamentação do PPA, da
LDO e do orçamento anual, no tocante a exercício
fnanceiro, vigência, prazos, elaboração e organi-
zação. A referida lei deverá estabelecer normas de
gestão fnanceira e patrimonial da administração
direta e indireta e condições para instituição e
funcionamento dos fundos. Enquanto isso, na
esfera federal, os prazos para o ciclo orçamentário
estão estabelecidos no ADCT.
35) ( ) (CESPE/Analista/STJ/2008) O princípio do equi-
líbrio orçamentário é o parâmetro para a elaboração
da LOA, o qual prescreve que os valores fxados para
a realização das despesas deverão ser compatíveis
com os valores previstos para a arrecadação das
receitas. Contudo, durante a execução orçamentária,
poderá haver frustração da arrecadação, tornando-se
necessário limitar as despesas para adequá-las aos
recursos arrecadados.
W
41
orçamento - PrinCíPios orçamentários
36) (CESPE/Analista/TCE/AC/2008) Os princípios orça-
mentários são premissas e linhas norteadoras de ação a
serem observadas na elaboração do orçamento público.
A Lei n.º 4.320/1964, que estatui normas gerais de direito
fnanceiro para elaboração e controle dos orçamentos e
balanços da União, dos estados, dos municípios e do Dis-
trito Federal (DF), determina a obediência aos princípios
de unidade, universalidade e anualidade.
Tendo o texto acima como referência inicial, assinale a
opção correta acerca dos princípios orçamentários.
a) O princípio da unidade permite que o Poder Legisla-
tivo conheça, a priori, todas as receitas e despesas do
governo e, assim, possa dar prévia autorização para a
respectiva arrecadação e realização.
b) Em consonância com os princípios da unidade e da
universalidade, a Constituição Federal determina a
inclusão, na Lei Orçamentária Anual (LOA), de três
orçamentos: orçamento fscal; orçamento de investi-
mentos das empresas em que a União, direta ou indi-
retamente, detenha a maioria do capital com direito a
voto; e orçamento da seguridade social.
c) O princípio da anualidade foi reforçado pela Consti-
tuição Federal, que proíbe a incorporação dos créditos
especiais e extraordinários ao orçamento do exercício
fnanceiro subsequente.
d) Pelo princípio da anualidade, a LOA deve dispor das
alterações na legislação tributária, que infuenciarão
as estimativas de arrecadação.
e) De acordo com o princípio do equilíbrio, o orçamento
deve conter todas as receitas e despesas referentes aos
poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da
administração direta e indireta, sendo que esse princí-
pio está consagrado na legislação brasileira por meio
da Constituição Federal e da Lei n.º 4.320/1964.
37) (Procurador/2008) À vista do princípio da anualidade
orçamentária, é exato asseverar que, no Brasil:
a) o período relativo ao exercício fnanceiro nem sempre
coincide com o ano civil.
b) vigora o regime de competência (orçamento de exer-
cício).
c) prevalece o regime de caixa (orçamento de gestão).
d) não são admissíveis atenuações a esse princípio. posto
ele representa, no Estado Democrático de Direito,
expressiva manifestação do postulado da segurança
jurídica e do controle das contas públicas.
38) (CESPE/Auditor/CGE/PB/2008) A respeito dos prin-
cípios constitucionais orçamentários e seu respectivo
controle, assinale a opção correta de acordo com o en-
tendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).
a) A constituição estadual pode determinar aplicação de
percentual mínimo da receita de impostos, incluindo-
se a proveniente de transferências, na produção de
gêneros alimentícios integrantes da cesta básica.
b) Os recursos descritos em dispositivos vetados e que
estejam sem despesas correspondentes não podem ser
utilizados como créditos suplementares.
c) É inconstitucional a vinculação de receita decorrente
de arrecadação de imposto sobre serviços de qualquer
natureza para prestação de garantia à União.
d) As emendas propostas pelos parlamentares ao orça-
mento, em tramitação no Congresso Nacional, não
podem ter sua constitucionalidade analisada no con-
trole concentrado de constitucionalidade.
e) A receita decorrente da arrecadação de taxa judicial
não pode estar vinculada, em orçamento, a treinamento
de pessoal do Poder Judiciário.
W normas gerais de direito FinanCeiro (Lei
nº 4.320/64)
39) (CESPE/Procurador/2008) Com base nas normas gerais
de direito fnanceiro, assinale a opção correta.
a) Classifcam-se como receitas correntes as provenien-
tes da realização de recursos fnanceiros oriundos de
constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de
bens e direitos; os recursos recebidos de outras pessoas
de direito público ou privado, destinados a atender
despesas classifcáveis em despesas de capital e, ainda,
o superávit do orçamento corrente.
b) São denominadas receitas de capital as receitas tri-
butária, de contribuições, patrimonial, agropecuária,
industrial, de serviços e outras e, ainda, as provenientes
de recursos fnanceiros recebidos de outras pessoas de
direito público ou privado, quando destinadas a atender
despesas classifcáveis em despesas correntes.
c) Conceituam-se como despesas de custeio as dotações
para manutenção de serviços anteriormente criados,
inclusive as destinadas a atender a obras de conserva-
ção e adaptação de bens imóveis.
d) Denominam-se subvenções sociais as que se destinem
a empresas públicas ou privadas de caráter industrial,
comercial, agrícola ou pastoril.
40) (CESPE/Auditor/CGE/PB/2008) Em relação às leis
orçamentárias, assinale a opção correta.
a) O governador pode, por decreto, nos limites da lei or-
çamentária anual, instituir fundo destinado a fomentar
a pesquisa científca.
b) O Poder Legislativo está autorizado a elaborar e a
votar a proposta legislativa do plano plurianual, caso
haja mora do Poder Executivo em enviá-la até o fnal
do segundo quadrimestre do primeiro ano do exercício
do mandato do governador.
c) É defeso o início de programa não incluído na lei
orçamentária anual.
d) É vedado à Lei Orçamentária anual dispor sobre as
alterações na legislação tributária.
e) Medida provisória é instrumento adequado para abertu-
ra de crédito suplementar e para dispor sobre exercício
fnanceiro.
41) (CESPE/Assessor/RN/2008) Acerca da execução do
orçamento público, assinale a opção correta.
a) Nota de empenho é o ato que, emanado da autoridade
competente, cria para o Estado obrigação de pagamen-
to pendente ou não de implemento de condição.
b) Considera-se empenho ordinário aquele feito nos casos
em que não se pode determinar o valor da despesa antes
de sua realização.
c) No decorrer do exercício fnanceiro, a anulação parcial
do empenho ocorre nas hipóteses de esse empenho ter
sido emitido incorretamente ou de o serviço contratado
não ter sido prestado.
d) Há despesas que independem da emissão de nota de
empenho, como as decorrentes de mandamento cons-
titucional e as contratuais.
W
42
42) (CESPE/Analista/TCE/AC/2008) Em relação à execu-
ção orçamentária e fnanceira, assinale a opção correta.
a) O ano fnanceiro dura 12 meses, coincidindo ou não com
o ano civil, enquanto o exercício fnanceiro inicia-se com
o ano fnanceiro e encerra-se no ano seguinte.
b) As dotações consignadas aos créditos orçamentários
e adicionais representam autorizações de despesas
válidas para utilização no período de vigência da
LOA. Para tanto, os recursos fnanceiros devem estar
disponíveis para quitar as obrigações, devendo o Poder
Executivo, no prazo de 60 dias após a publicação da
lei orçamentária, estabelecer a programação fnanceira
e o cronograma de desembolsos.
c) Na programação das cotas trimestrais, o Poder Exe-
cutivo deve considerar no decreto orçamentário os
créditos adicionais e as operações extra-orçamentárias,
excetuando-se os restos a pagar.
d) A lei orçamentária é organizada na forma de créditos
orçamentários, aos quais estão consignadas dotações.
O crédito orçamentário é constituído pelo conjunto de
categorias classifcatórias e contas que especifcam as
ações e operações autorizadas pela lei orçamentária,
enquanto a dotação é o montante de recursos fnancei-
ros com que conta o crédito orçamentário.
e) A movimentação dos recursos entre as unidades do
sistema de programação fnanceira é executada por
meio de cota, repasse, sub-repasse, sendo a cota a
liberação de recursos do órgão setorial de programação
fnanceira para unidades gestoras de um mesmo órgão
ou entidade.
FisCaLização e ControLe interno e externo
de orçamentos
43) (Procurador/2008) Segundo a Lei de Responsabilidade
Fiscal (LC 101/2000) e o entendimento do Supremo
Tribunal Federal, impõe-se dizer que:
a) os Conselhos de Fiscalização Profssionais, consi-
derados entes autárquicos sui generis, estão também
sujeitos aos limites de gastos nela fxados.
b) o pagamento de agentes políticos (Prefeito, Vice-Pre-
feito, Vereadores) não deve ser levado em conta para
efeito de cálculo dos 60% a que se refere o art. 19.
c) a limitação imposta pelo art. 72, da Lei de Responsa-
bilidade Fiscal abrange as despesas com serviços de
terceiros, entendidos estes como os serviços apenas
permanentes.
d) na aplicação de multa, pelo Tribunal de Contas, por
infração à citada lei, ao agente público, incide o prin-
cípio da responsabilidade solidária.
Com base nos conceitos de contabilidade e nas dispo-
sições da Lei n.º 4.320/1964 e da Lei de Responsabilidade
Fiscal (LRF), julgue os itens a seguir.
44) ( ) (CESPE/Analista/MMA/2008) O balanço am-
biental é uma demonstração padronizada e obri-
gatória para as empresas que exploram recursos
naturais. O patrimônio deve conter os ativos e
passivos ambientais, inclusive potenciais.
45) ( ) (CESPE/Analista/MMA/2008) Na atividade
de exploração de reservas forestais, sujeitas a
processo de crescimento natural ou acréscimo
de valor vegetativo, a receita é reconhecida antes
mesmo da transferência dos respectivos produtos
para terceiros, os clientes.
W
46) ( ) (CESPE/Analista/MMA/2008) A dívida futuan-
te corresponde ao passivo fnanceiro do balanço
patrimonial e compreende os saldos das contas
que permaneceram abertas no sistema fnanceiro,
não necessitando de autorização orçamentária
para seu pagamento.
47) ( ) (CESPE/Analista/MMA/2008) De acordo com
a LRF, as despesas destinadas ao pagamento do
serviço da dívida não serão objeto de limitação,
ainda que se verifque, ao fnal de um bimestre,
que a realização da receita possa não comportar o
cumprimento das metas de resultado primário ou
nominal estabelecidas no anexo de metas fscais.
48) (CESPE/Auditor/CGE/PB/2008) Acerca das caracterís-
ticas e procedimentos a serem observados na elaboração
dos balanços públicos, regulamentados no art. 101 da Lei
n.º 4.320/1964, julgue os itens subsequentes.
I - Os resultados gerais do exercício fnanceiro serão
demonstrados no balanço orçamentário, no balanço
fnanceiro, no balanço patrimonial e na demonstração
das variações patrimoniais.
II - No balanço orçamentário serão demonstradas as
receitas e as despesas previstas em confronto com
as realizadas.
III- Para fns de elaboração do balanço fnanceiro, os res-
tos a pagar do exercício serão computados na despesa
extra-orçamentária para compensar sua inclusão na
despesa orçamentária.
IV- A demonstração das variações patrimoniais evi-
denciará as alterações verifcadas no patrimônio e
indicará o saldo patrimonial da entidade pública.
V - No balanço patrimonial estão contempladas, entre
outras, as contas de compensação, nas quais são
registrados os bens, valores, obrigações e situações
que possam vir a afetar o patrimônio da entidade
pública.
A quantidade de itens certos é igual a
a) 1. b) 2. c) 3. d) 4. e) 5.
49) (CESPE/Analista/TCE/AC/2008) A Constituição Federal
e, em simetria, as constituições estaduais estabelecem que
a fscalização será exercida pelo Congresso Nacional,
com o auxílio do TCU, mediante controle externo, e pelo
sistema de controle interno de cada Poder. Considerando
as normas constitucionais e legais relativas aos sistemas
de controle interno e externo, é correto afrmar que:
a) avaliar o cumprimento de metas previstas no PPA, bem
como a execução dos programas de governo, é função
do controle externo.
b) é função do controle interno fscalizar a aplicação de
subvenções e a renúncia de receitas.
c) compete ao controle interno apreciar representações
apresentadas pelas câmaras municipais acerca da não-
comunicação da liberação de recursos federais.
d) constituem objetos de exames realizados pelo controle
externo os processos de tomadas de contas especiais,
sindicância, inquéritos administrativos e outros atos
administrativos de caráter apuratório, nos órgãos da
administração direta ou indireta.
e) o procedimento ordinário de realização do controle
externo dá-se pelos processos de tomada e prestação
de contas, que são analisadas sob os aspectos de lega-
lidade, economicidade, efciência e efcácia e depois
são julgadas, e o sistema de controle interno presta
orientação aos administradores de bens e recursos
públicos.
43
50) (CESPE/Auditor/CGE/PB/2008) Com relação ao campo
de atuação da auditoria interna e à ocorrência de erros e
de fraudes, é correto afrmar que:
a) quando a falha puder ser reparada no âmbito do pró-
prio órgão auditado e com os seus responsáveis, não
será necessário comunicar às autoridades superiores
a respeito do fato.
b) sempre que houver repercussões que afetem as fnanças
públicas, o auditor deve comunicar o fatopreviamente
às autoridades externas.
c) a interpretação equivocada da legislação pelo respon-
sável, de que resultar prejuízo mensurável à entidade,
acarreta as mesmas conseqüências da fraude.
d) a adulteração de demonstrações contábeis, tanto em
termos físicos quanto monetários, constitui uma das
hipóteses de fraude.
e) diante de indícios de irregularidades, a auditoria interna
deve informar à administração da entidade verbalmen-
te, de maneira reservada; se elas forem confrmadas, a
informação deverá ser feita por escrito e não precisará
ser reservada.
Julgue os itens a seguir.
51) ( ) (CESPE/Analista/TCU/2008) As contas dos
dirigentes dos Poderes e órgãos da administração
pública federal deverão ser encaminhadas, anual-
mente, ao TCU, dentro de 60 dias após a abertura
da sessão legislativa.
52) ( ) (CESPE/Analista/TCU/2008) Na sua missão de
apreciação das contas anuais dos dirigentes da
República, o TCU emitirá parecer prévio especí-
fco para cada Poder, inclusive para o Ministério
Público Federal, impreterivelmente até a data do
recesso subsequente ao do recebimento dessas
contas.
53) ( ) (CESPE/Analista/TCU/2008) No âmbito federal,
o parecer sobre as contas do TCU é de respon-
sabilidade da Comissão Mista de Planos, Orça-
mentos Públicos e Fiscalização, do Congresso
Nacional.
54) ( ) O conceito de irregularidade, na acepção da Lei
Orgânica do TCU, é mais abrangente do que a
existência de dano provocado por desfalque ou
desvio de valores públicos, ou a prática de atos
ilegais ou a mera omissão no dever de prestar con-
tas. Atualmente, para julgar irregulares as contas,
é sufciente a comprovação de dano provocado por
ato antieconômico ou de prática de ato de gestão
qualifcado como antieconômico.
55) ( ) (CESPE/Analista/TCU/2008) A fiscalização
do TCU não se limita à realização da despesa;
compreende também a arrecadação da receita
e as próprias renúncias de receitas, inclusive a
verifcação do real benefício socioeconômico
dessas renúncias.
56) (CESPE/Analista/TCE/AC/2008) Julgue os itens a
seguir, relativos à prestação de contas e à transparência
na gestão fscal.
I - Os planos, os orçamentos e as leis de diretrizes
orçamentárias estão entre os instrumentos de trans-
parência da gestão fscal.
II - As contas prestadas pelos chefes do Poder Executivo
incluirão, além das suas próprias, as dos presidentes
dos órgãos dos poderes Legislativo e Judiciário e
do chefe do Ministério Público, as quais receberão
parecer prévio, separadamente, do respectivo tribunal
de contas.
III- Os tribunais de contas emitirão parecer prévio
conclusivo sobre as contas no prazo de 60 dias do
recebimento, se outro não estiver estabelecido nas
constituições estaduais ou nas leis orgânicas muni-
cipais.
IV- A prestação de contas evidenciará o desempenho
da arrecadação em relação à previsão, destacando
as providências adotadas no âmbito da fscalização
das receitas e do combate à sonegação, as ações de
recuperação de créditos nas instâncias administrativa
e judicial, bem como as demais medidas para incre-
mento das receitas tributárias e de contribuições.
V- O relatório resumido de execução orçamentária
abrange todos os poderes e o Ministério Público,
sendo obrigatória a divulgação até 30 dias após o
encerramento de cada bimestre.
A quantidade de itens certos é igual a:
a) 1.
b) 2.
c) 3.
d) 4.
e) 5.
O STJ faz questão de dar transparência às suas contas,
em atendimento ao princípio constitucional da publicidade.
Por isso, publica periodicamente na Internet os seus Rela-
tórios de Gestão Fiscal. A prática segue o disposto na LRF
- LC n.º 101/2000. Assim, na Internet, é possível acessar os
demonstrativos contábeis do STJ, bem como as resoluções
internas que aprovam os respectivos relatórios de gestão.
Internet: <www.stj.gov.br> (com adaptações).
Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial,
julgue os itens a seguir.
57) ( ) (CESPE/Analista/STJ/2008) Qualquer cidadão
pode ter acesso aos dados orçamentários da União,
do estado e do município, pois a LRF assegura
ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos
de acesso público, de planos, orçamentos e leis de
diretrizes orçamentárias; prestações de contas e
respectivo parecer prévio; do Relatório Resumi-
do da Execução Orçamentária e do Relatório de
Gestão Fiscal.
58) ( ) (CESPE/Analista/STJ/2008) Ao fnal de cada
quadrimestre, o presidente do STJ, em conjunto
com o responsável pela administração fnanceira,
tem de assinar o relatório de gestão fscal, que
deve conter, entre outras informações, o montante
gasto com a despesa com pessoal. No último
quadrimestre, o relatório de gestão fscal tem de
apresentar também o demonstrativo da inscrição
em restos a pagar, das despesas liquidadas e das
nãoinscritas por falta de disponibilidade de caixa
e cujos empenhos tenham sido cancelados.
44
Com relação ao controle da administração pública
realizado pelos tribunais de contas, julgue os itens sub-
sequentes.
59) ( ) (CESPE/JF/5ªR./2007) Compete ao tribunal de con-
tas realizar por iniciativa própria, e não, por requisição
de qualquer das casas do Congresso Nacional ou de
comissão parlamentar de inquérito, inspeções e audi-
torias de natureza contábil e fnanceira, orçamentária,
operacional e patrimonial em qualquer das atividades
administrativas dos três poderes.
60) ( ) (CESPE/JF/5ªR./2007) O controle externo da
administração pública - contábil, fnanceiro, or-
çamentário, operacional e patrimonial - é tarefa
atribuída ao Poder Legislativo e ao tribunal de
contas. O primeiro, quando atua nessa seara, o
faz com o auxílio do segundo, que, por sua vez,
detém competências que lhe são próprias e exclu-
sivas e que, para serem exercidas, independem
da interveniência do Poder Legislativo. Como os
prefeitos municipais assumem dupla função, polí-
tica e administrativa, ou seja, a tarefa de executar
orçamento e o encargo de captar receitas e orde-
nar despesas, submetem-se a duplo julgamento:
um político, perante o parlamento, precedido de
parecer prévio; o outro, técnico, a cargo da corte
de contas e que pode gerar um julgamento direto
com imputação de débito e multa.
61) ( ) (CESPE/JF/5ªR./2007) O tribunal de contas, ao
julgar a legalidade da concessão de aposentadoria,
exerce o controle externo que lhe foi atribuído
pela Constituição, estando, em tal momento,
condicionado pelo princípio do contraditório.
62) ( ) (CESPE/JF/5ªR./2007) Os órgãos de controle in-
terno da administração pública têm, praticamente,
as mesmas competências deferidas constitucional-
mente aos tribunais de contas, no que se refere ao
objeto do controle das matérias sindicadas, sendo
diversas somente a forma de exteriorização e as
conseqüências do exercício desse controle.
deFesa PúbLiCa - ConCeito e CLassiFiCação
63) (Procurador/2008) Os valores despendidos pelo Estado
na realização de obras públicas classifcam-se como:
a) despesas de capital.
b) transferências correntes sob a modalidade de “diversas
transferências correntes”.
c) extraordinárias sob a forma de encargos diversos.
d) diversas inversões fnanceiras.
64) (CESPE/Analista/TCE/AC/2008) O governador eleito
de determinado estado, com o objetivo de desconcentrar
as atividades do Poder Executivo, decidiu implementar,
no primeiro ano do seu mandato, secretarias regionais,
criando estruturas que transferiram da capital para o
interior parte do poder de decisão do Poder Executivo.
Para funcionar, as secretarias regionais precisariam de
uma estrutura mínima composta por secretário, secretá-
rio-adjunto, assessores, consultores e gerentes. A criação
de secretarias regionais não estava prevista na época
de elaboração do orçamento feito pelo seu antecessor
e aprovado pela assembléia legislativa, para vigorar no
primeiro ano do mandato do novo governador; portanto,
não existia dotação orçamentária.
Considerando a situação hipotética descrita, assinale a
opção correta.
a) Para cobrir as despesas das estruturas das secretarias
regionais, o governador pode ordenar o seu pagamento
pelas secretarias já existentes na estrutura do governo.
W
b) O governador pode usar o superávit fnanceiro apre-
sentado no balanço patrimonial do exercício anterior
por meio da abertura de crédito suplementar, desde que
autorizado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO),
para atender às despesas das novas secretarias.
c) As despesas das secretarias regionais podem ser co-
bertas com a criação de créditos especiais, autorizados
pelo Poder Legislativo por meio de lei, desde que
existam recursos disponíveis.
d) A lei orçamentária vigente pode ser alterada por meio
de crédito suplementar destinado a suprir as despesas
nas secretarias criadas pelo governador.
e) De acordo com a Lei n.º 4.320/1964, o governador
poderá abrir crédito extraordinário para atender às des-
pesas das secretarias regionais, desde que promulgado
nos oito primeiros meses do exercício.
65) (CESPE/Procurador/CE/2008) O governo de um es-
tado da Federação estuda a concessão de aumento de
remuneração a seus servidores públicos. Nessa situação
hipotética, a concessão do aumento só poderá ser efeti-
vada se houver
a) lei específca prevendo o aumento e devidamente
aprovada na Casa legislativa, independentemente de
previsão orçamentária.
b) prévia dotação orçamentária para atender à despesa
com pessoal, mesmo que esta não tenha sido prevista
na LDO.
c) dotação orçamentária sufciente para atender às pro-
jeções de despesa de pessoal e autorização específca
na LDO, ressalvadas as empresas públicas e as socie-
dades de economia mista que não necessitam dessa
autorização.
d) dotação orçamentária sufciente para atender à despesa
de pessoal e autorização específca na LDO, mesmo
quando se tratar de empresas públicas.
e) apenas previsão específca na LDO, uma vez que a
dotação orçamentária depende da previsão estipulada
na LOA.
66) (CESPE/Procurador/RN/2008) Relativamente à LRF,
assinale a opção correta.
a) Caso determinado município brasileiro, objetivando
criar um pólo industrial, constitua benefícios de natu-
reza fscal, que resultem na redução da arrecadação de
tributo específco, nesse caso, com base na LRF, para
a legalidade da concessão do benefício, o município
deverá elaborar estimativa de impacto orçamentário-
fnanceiro referente ao exercício em que deva iniciar
a vigência do benefício e ao exercício seguinte.
b) Se determinado estado da Federação implementar ação
governamental que acarrete aumento de despesa, em
desobediência às diretrizes da LRF, o referido estado
será impedido de realizar licitações para a aquisição
de bens e serviços.
c) Considera-se aumento de despesa a prorrogação da-
quela criada por prazo determinado.
d) Os municípios brasileiros não poderão ter despesa total
com pessoal, em cada período de apuração, superior a
40% da receita líquida corrente.
45
Julgue o item a seguir:
67) ( ) (CESPE/Analista/MMA/2008) A Lei de Dire-
trizes Orçamentárias (LDO) determina que as
autorizações de despesas, constantes do projeto
de lei orçamentária, devem considerar os efeitos
das alterações na legislação, da variação dos ín-
dices de preços, do crescimento econômico e de
qualquer outro fator relevante.
Considere, por mera hipótese, que o presidente do STJ resol-
va abrir, ao orçamento fscal do tribunal, crédito suplementar
no valor de R$ 100.000,00 para atender ao pagamento de
precatório de sentença judicial transitada em julgado. Em
face dessa consideração, julgue os itens subsequentes.
68) ( ) (CESPE/Analista/STJ/2008) Os recursos para
abertura do referido crédito suplementar podem
ser constituídos pelo excesso de arrecadação,
pelo superávit fnanceiro apurado em balanço
patrimonial do exercício anterior, do produto de
operações de crédito autorizadas e pela anulação
parcial ou total de dotações orçamentárias ou
de créditos adicionais. Contudo, as alterações
promovidas na programação orçamentária têm
de compatibilizar-se com a obtenção da meta
de resultado primário estabelecida no Anexo de
Metas Fiscais da LDO.
69) ( ) (CESPE/Analista/STJ/2008) Por se tratar de des-
pesa que não estava prevista, o presidente do STJ
poderia abrir um crédito especial ou um crédito
extraordinário respaldado na LOA, que assegura
o crédito orçamentário extraordinário para as
despesas não computadas ou insufcientemente
dotadas de recursos.
desPesa PúbLiCa - disCiPLina ConstituCio-
naL das PreCatórias
70) (CESPE/GO/2007) Antônio ajuizou ação previdenciária
pleiteando a revisão de seu benefício, bem como a con-
denação da União ao pagamento dos efeitos patrimoniais
acumulados mês a mês, a partir da data da consubstancia-
ção do direito ao reajuste. A ação foi julgada procedente
e a União foi condenada a conceder o referido reajuste
com efcácia retroativa, observada a prescrição quinque-
nal. Após a fase de liquidação, o montante do crédito de
Antônio foi defnido em R$ 45.000,00.
Considerando a situação hipotética acima e acerca do
direito fnanceiro, assinale a opção correta.
a) Caso a ação de Antônio tivesse natureza alimentícia, o
crédito não seria satisfeito por intermédio de precatório
judicial.
b) Os precatórios judiciários apresentados até 1.º de julho,
momento em que têm seus valores atualizados mone-
tariamente, devem ser pagos até o fnal do exercício
seguinte.
c) Não sendo obedecida a ordem cronológica dos paga-
mentos dos precatórios, o presidente do tribunal que
proferiu a decisão em execução pode determinar o se-
qüestro da quantia necessária à satisfação do débito.
d) Segundo as possibilidades do depósito consignado
diretamente ao tribunal, pode haver a expedição de
precatório complementar para satisfação plena do
débito exequendo.
W
71) (FGV/Auditor/2008) Com base na Constituição e na
Lei de Responsabilidade Fiscal, assinale a afrmativa
incorreta.
a) Se um dirigente de órgão público iniciar a execução
de um projeto que não foi incluído na lei orçamentá-
ria anual, estará ele contrariando dispositivo previsto
expressamente na Constituição de 88.
b) É vedado a um banco estatal conceder empréstimo ao
ente federado que o controla, bem como proíbe insti-
tuição fnanceira controlada de adquirir, no mercado,
títulos da dívida pública para atender a investimentos
de seus clientes.
c) É obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades
de direito público, de verba necessária ao pagamento
de seus débitos oriundos de sentenças transitadas em
julgado, constante de precatórios judiciários, apresen-
tados até 1º de julho, fazendo-se o pagamento até o
fnal do exercício seguinte, quando terão seus valores
atualizados monetariamente.
d) De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, os
Municípios podem contribuir para o custeio de des-
pesas de outros entes da Federação, desde que, por
exemplo, exista convênio, acordo, ajuste, conforme
dispuser a legislação.
e) O Banco Central poderá comprar e vender títulos
de emissão do Tesouro Nacional, com o objetivo de
regular a oferta de moeda ou a taxa de juros.
Julgue o item a seguir.
72) ( ) (CESPE/Procurador/2007) Os atos de determi-
nado presidente de tribunal de justiça que versem
sobre o processamento e pagamento de precató-
rios judiciais não têm caráter jurisdicional.
reCeita PúbLiCa - ConCeito, ingressos e
reCeitas
73) (CESPE/Analista/TCE/AC/2008) A Lei n.º 4.320/1964
representa o marco fundamental da receita orçamentária.
Acerca das receitas orçamentárias e extraorçamentárias,
assinale a opção correta.
a) São receitas correntes as receitas tributária, patrimo-
nial, industrial e diversa, excluindo-se as provenientes
de recursos fnanceiros recebidos de outras pessoas de
direito público ou privado, quando destinadas a atender
despesas classifcáveis em despesas de capital ou em
despesas correntes.
b) Os restos a pagar do exercício serão computados na
receita extra-orçamentária para compensar sua inclu-
são na despesa orçamentária.
c) As receitas extra-orçamentárias são valores provenien-
tes de toda e qualquer arrecadação que não fgure no
orçamento, mas que constitui renda do Estado.
d) São receitas de capital as provenientes da realização
de recursos fnanceiros oriundos de constituição de
dívidas; da conversão em espécie, de bens e direitos;
além dos recursos recebidos de outras pessoas de di-
reito público ou privado destinados a atender despesas
classifcáveis em despesas correntes.
e) O superávit do orçamento corrente que corresponde
à diferença entre receitas e despesas correntes é con-
siderado receita corrente.
W
4t
reCeita PúbLiCa - CLassiFiCação
74) (CESPE/Auditor/CGE/PB/2008) Em relação à Lei de
Responsabilidade Fiscal (LRF), assinale a opção correta.
a) A receita de capital derivada da alienação de bens e
direitos que integram o patrimônio público pode ter
a sua destinação, por lei, aos regimes de previdência
social, geral e próprio dos servidores públicos.
b) A obrigação de os estados e municípios enviarem suas
contas ao Poder Executivo da União para consolidação
das contas dos entes da Federação ofende a autonomia
dos entes federados.
c) A realização de operação de crédito entre uma funda-
ção pública e uma empresa pública, ambas do mesmo
estado, é permitida sob a forma de novação de dívida.
d) É vedada à lei estadual, para as dívidas consolidada e
mobiliária, a fxação de limites inferiores aos estabe-
lecidos na LRF.
e) Na verifcação do atendimento dos limites de gastos
com pessoal previstos na LRF, o administrador deve
computar as despesas decorrentes de decisão judicial.
75) (CESPE/Auditor/CGE/PB/2008) Em relação às receitas
e às despesas públicas, assinale a opção correta.
a) As dotações destinadas ao atendimento de obras de
conservação e adaptação de bens imóveis são consi-
deradas despesas de custeio.
b) Considera-se subvenção social a transferência des-
tinada a cobrir despesas de custeio de intervenção
no domínio econômico nos serviços essenciais de
empresas públicas.
c) A receita decorrente da arrecadação tributária é clas-
sifcada como originária.
d) O superávit do orçamento corrente resultante do balan-
ceamento dos totais das receitas e despesas correntes
constitui item de receita orçamentária.
e) As receitas agropecuárias são classificadas como
receitas de capital.
76) (CESPE/Procurador/CE/2008) Na elaboração da Lei
Orçamentária Anual (LOA), foi incluída a contratação de
operações de crédito por antecipação de receita. A partir
dessa informação, assinale a opção correta.
a) A Constituição Federal prevê que só podem constar
da LOA dispositivos acerca da previsão da receita e
da fxação da despesa, sem exceção.
b) A proibição de que a LOA contenha dispositivos
estranhos à previsão da receita e à fxação da despesa
recai, inclusive, sobre os créditos suplementares.
c) A contratação de operações de crédito, desde que não
seja por antecipação de receita, pode constar da LOA.
d) Os créditos suplementares e as operações de crédito, in-
clusive aquelas provenientes de antecipação de receita,
não estão incluídos na proibição de que a LOA cuide
apenas da previsão da receita e da fxação da despesa.
e) A LOA é peça de fcção jurídica e, como tal, aceita
qualquer dispositivo.
W
Julgue o item a seguir:
77) ( ) (CESPE/Procurador/2007) Considere a seguinte
situação hipotética. Determinado município da
Federação criou contribuição de melhoria, em vir-
tude da construção do Parque Central, cobrada dos
moradores das proximidades do referido parque,
em face da valorização imobiliária decorrente de
sua construção. Entretanto, apesar de legalmente
constituído, o aludido município não regulamentou
a cobrança do tributo em comento, prejudicando
a sua efetiva arrecadação. Nessa situação, fcará
vedada a realização de transferências voluntárias
ao município da Federação em epígrafe.
dívida ativa da união de natureza tribu-
tária e não tributária
78) (CESPE/Procurador/PI/2008) A respeito da dívida ativa,
assinale a opção correta.
a) Constitui dívida ativa tributária a proveniente de cré-
dito de natureza tributária regularmente inscrita, cujo
prazo para pagamento esteja esgotado.
b) A fazenda pública está impedida de cobrar juros de
mora de débito inscrito em dívida pública.
c) Crédito tributário regularmente constituído pelo lan-
çamento implica inscrição na dívida ativa.
d) Auto de infração lavrado pelo fsco contra contribuinte
justifca a sua inscrição na dívida pública.
e) Inscrição na dívida ativa é mero procedimento admi-
nistrativo e, por isso, não tem consequências jurídicas
sobre a liquidez e certeza do crédito.
Julgue o item a seguir:
79) ( ) (CESPE/Procurador/2007) Considera-se dívida
ativa não-tributária a que é proveniente de obri-
gação legal relativa a empréstimo compulsório.
Crédito PúbLiCo - ConCeito
Julgue os itens seguintes, acerca da Lei de Responsabi-
lidade Fiscal (LRF).
80) ( ) (CESPE/Procurador/ES/2008) As operações de
crédito por antecipação de receita realizada pelo
estado-membro serão efetuadas mediante abertura
de crédito junto à instituição fnanceira vencedora
em processo competitivo eletrônico promovido
pelo Banco Central do Brasil.
81) ( ) (CESPE/Procurador/ES/2008) A concessão
de isenção tributária individual não caracteriza
renúncia de receita e a sua instituição, portanto,
dispensa a adoção de medidas de compensação.
82) ( ) (CESPE/Procurador/ES/2008) Lei estadual
pode fxar limites inferiores aos previstos na
LRF para as dívidas consolidadas e mobiliária,
operações de crédito e concessão de garantias.
W
W

83) (CESPE/Auditor/CGE/PB/2008) O orçamento público
é o planejamento feito pela administração pública para
atender, durante determinado período, aos planos e pro-
gramas de trabalho por ela desenvolvidos. Com relação
às características e ao tratamento a ser dado aos créditos
adicionais, julgue os itens a seguir.
I - As autorizações de despesas não computadas ou
insufcientemente dotadas na lei de orçamento são
denominadas créditos adicionais.
II - Os créditos adicionais são classifcados em créditos
suplementares, créditos especiais e créditos extraor-
dinários.
III- O ato que abrir crédito adicional indicará a importân-
cia, a espécie do mesmo e a classifcação da despesa,
até onde for possível.
IV- A abertura de créditos extraordinários depende de
autorização prévia, que pode ser incluída na própria
lei de orçamento ou em lei especial.
V - Os créditos especiais são destinados a despesas
urgentes e imprevisíveis, como em caso de guerra,
comoção interna ou calamidade pública.
Estão certos apenas os itens
a) I, II e III.
b) I, II e V. d) II, IV e V.
c) I, III e IV. e) III, IV e V.
Com base no direito fnanceiro, julgue os itens subse-
quentes.
84) ( ) (CESPE/Procurador/2007) Caso determinado
estado da Federação celebre operação de crédito
para obtenção de ativos para construção e reforma
de rodovias estaduais, estabelecendo, no contrato,
que o prazo para amortização da referida opera-
ção será de 36 meses, nessa situação, os valores
relativos à operação de crédito enquadrar-se-ão
no conceito de dívida pública consolidada.
85) ( ) (CESPE/Procurador/2007) Caso determinado
estado da Federação apresente, como garantia
ao pagamento de dívida que possui com a
União, 5% da receita própria do IPVA, nessa
situação, a afetação da receita não representa
violação ao princípio da não-vinculação de
receitas tributárias.
86) (F.C.Chagas/TCE/RO/2008) Atualmente, a legislação
brasileira permite ao Banco Central do Brasil
a) emitir títulos da dívida pública.
b) comprar diretamente títulos emitidos pela União para
refnanciar a dívida mobiliária federal que estiver
vencendo na sua carteira.
c) comprar título da dívida pública, na data de sua colo-
cação no mercado.
d) conceder garantia.
e) conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao
Tesouro Nacional.
87) ( ) (UnB/Procurador/ES/2008) Lei estadual pode
fxar limites inferiores aos previstos na LRF para
as dívidas consolidadas e mobiliária, operações
de crédito e concessão de garantias.
GabarIto
01) B 02) C 03) E 04) A 05) E
06) A 07) D 08) D 09) A 10) D
11) A 12) B 13) D 14) A 15) A
16) E 17) A 18) A 19) C 20) C
21) E 22) D 23) B 24) C 25) C
26) D 27) E 28) D 29) E 30) C
31) C 32) B 33) C 34) C 35) C
36) B 37) B 38) D 39) C 40) C
41) D 42) D 43) C 44) E 45) C
46) C 47) C 48) C 49) E 50) D
51) C 52) E 53) C 54) C 55) C
56) E 57) C 58) C 59) E 60) C
61) E 62) C 63) A 64) C 65) C
66) C 67) E 68) C 69) E 70) C
71) B 72) C 73) B 74) A 75) A
76) D 77) E 78) A 79) C 80) C
81) E 82) C 83) A 84) C 85) C
86) B 87) C
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