PORTAL FACULDADES CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO “Lato Sensu” EM: EM PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INTERDISCIPLINARES COM ÊNFASE EM INGLÊS LÍNGUA E LITERATURA

O ENSINO DA LÍNGUA INGLESA COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA (LE) NA EDUCAÇÃO INTEGRAL.

CHAPECÓ – SC 2012 O ENSINO DA LÍNGUA INGLESA COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA (LE) NA EDUCAÇÃO INTEGRAL.

Esta monografia foi julgada, adequada para obtenção do título de ESPECIALISTA EM PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INTERDISCIPLINARES COM ÊNFASE EM INGLÊS LÍNGUA E LITERATURA, pelo Professor Orientador e acatada pela Coordenação de Pós-Graduação da Portal Faculdades, conforme Regimento dos Programas de PósGraduação da Portal Faculdades, em ____/____ de 2012.

Orientadora Professora: Anelsi Salette Bianchim

Coordenador de Pós-Graduação Professora Tereza Julita Sgarbossa

Nota _______

2

PORTAL FACULDADES ESPECIALIZAÇÃO EM PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INTERDISCIPLINARES COM ÊNFASE EM INGLÊS LÍNGUA E LITERATURA

O ENSINO DA LÍNGUA INGLESA COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA (LE) NA EDUCAÇÃO INTEGRAL.

Grazielli Alves Almeida Canalle

3

CHAPECÓ - SC 2012

PORTAL FACULDADES CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO “Lato Sensu” EM: EM PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INTERDISCIPLINARES COM ÊNFASE EM INGLÊS LÍNGUA E LITERATURA

O ENSINO DA LÍNGUA INGLESA COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA (LE) NA EDUCAÇÃO INTEGRAL.

Monografia apresentada ao Programa de Pós-Graduação da Portal Faculdades, como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Práticas Pedagógicas Interdisciplinares com ênfase em Inglês Língua e Literatura.

Orientadora Professora: Anelsi Salette Bianchim

Aluna: Grazielli Alves Almeida Canalle

4

Dedicatória: A Deus, Pela força espiritual para a realização desse trabalho e pelas cinco pessoas que colocou em minha vida, minha família, desde meu nascimento. Aos meus pais José Eloir Almeida e Rozeni Terezinha Alves, Pelo eterno orgulho de nossa caminhada, pelo apoio, compreensão e, em especial, por todo amor ao longo deste percurso. Ao meu irmão Gilson José Almeida, pela amizade, carinho e sábias palavras. Ao meu marido Natal Canalle Junior, pelo carinho, compreensão, cumplicidade, amizade e pela grande ajuda.

5

adquire. com tudo o que possuis adquire o entendimento” (Pv 4:7). Pensamento: “A sabedoria é a coisa principal.A professora Anelsi Salette Bianchim. sim. 6 . pois. a sabedoria. pela orientação deste trabalho.

Inglês como Língua Estrangeira. fazendo com que o ensino do Inglês como LE seja (re)pensado.RESUMO O presente estudo busca uma reflexão com o intuito de se pensar o ensino do Inglês como LE na Educação Integral. como uma ampliação de oportunidades de aprendizagem. fundamentando-se nos documentos que norteiam o ensino de Língua Inglesa. Sendo assim. Apresentando a sua importância social. A pesquisa apresenta a importância do ensino das quatro habilidades. Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e a Proposta Curricular do Estado de Santa Catarina (PC/SC). Palavras. essa pesquisa tratará sobre a problematização da importância e da inserção da “Língua Inglesa como Língua Estrangeira (LE)” na Educação Integral. 7 . Através do estudo o ensino da Língua Inglesa na Educação Integral foi apresentado como uma ampliação de oportunidades de aprendizagem e possibilidades de acesso ao conhecimento da língua e da cultura inglesa. de literatura e de avaliação.chaves: Ensino. Educação Integral. pois o ensino da Língua Inglesa na escola integral pode ser fundamental para educando ter a possibilidade de conhecer e refletir sobre os seus conhecimentos.

Keywords: Education – English as a Foreign Language -Integral Education. Therefore.ABSTRACT The present study attempts to reflect in order to think about the teaching of English as a FL in Integral Education. teaching of literature and evaluation. making the English teaching as LE be (re) designed as an extension of learning opportunities. Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) and Proposta Curricular do Estado de Santa Catarina (PC/SC). Introduction its social importance. because the English teaching in Integral school can be essential for learner be able to know and reflect about his knowledge. By studying the teaching of English in Integral Education was introduced as an extension of learning opportunities and possibilities of access to knowledge of the English Language and its culture. this research discusses the importance and inclusion of "English as a Foreign Language (FL)" in Integral Education. The research shows the importance the four skills teaching. basing on the documents that guide the teaching of English. 8 .

...... produção oral.........3 Propostas Curricular do Estado de Santa Catarina .............................................................................3 A Avaliação no Ensino de Inglês ........................ 37 3............ ............................. 16 1..........2 Literatura no Ensino de Inglês ........ 20 2.............................................................................. leitura e escrita...1 As quatro habilidades – Compreensão auditiva....2 Parâmetros Curriculares Nacionais............... EDUCAÇÃO INTEGRAL ..................................................................................................................................................51 9 ................................................... 21 2..................................................................................................................................................................................................................................................... O ENSINO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA – LE..................... 10 1.............. 29 2...........................SUMÁRIO INTRODUÇÃO....................................................................49 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... O ENSINO DE LÍNGUAS...................... 41 CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................34 2.........12 1................... 13 1..............................................................1 Linguagem e Pensamento..............................................

e a PC/SC – Proposta Curricular de Santa Catarina deve ser a instituição na qual os alunos possam aprender pelo menos o nível básico de uma língua estrangeira.Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e a Proposta Curricular do Estado de Santa Catarina (PC/SC). a ponto de terem a possibilidade de ler textos em Língua Inglesa. segundo os PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais . através da análise dos documentos que norteiam o ensino de língua estrangeira . 10 . Teve como principal objetivo justificar a importância da inclusão do Inglês na Educação Integral. a presente pesquisa problematiza a importância e a inserção da “Língua Inglesa como Língua Estrangeira (LE)” na Educação Integral.INTRODUÇÃO As discussões sobre a educação integral fazem com que essa monografia seja oportuna para se pensar o ensino do Inglês como LE na Educação Integral. verificou-se também os principais fatores pelos quais os alunos não aprendem uma determinada língua estrangeira nas escolas públicas. o que contribui para que não haja um ensino tão eficiente. uma vez que a educação integral é entendida como uma ampliação de oportunidades de aprendizagem e possibilidades de acesso ao conhecimento da língua e da cultura inglesa. além de apresentar teorias que atualmente abordam a inserção do Inglês na Educação Integral. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs e a Proposta Curricular do Estado de Santa Catarina – PC/SC – há muita restrição de recursos disponíveis nas escolas para o prático docente e um tempo mínimo para que se possa desenvolver o conteúdo desejado. apresentando pontos positivos e negativos no ensino. a pesquisa teve como ponto de partida os documentos norteadores da educação e estudiosos que pesquisaram e abordaram a inclusão do Inglês na Educação Integral. Sendo assim. sendo que esse é um direito assegurado por lei. Além disso. Partindo do pressuposto de que a escola pública.

por ser a língua mais usada no mundo por diferentes culturas. Nesse sentido. capaz de contribuir e sugerir mudanças e melhorias em nossa sociedade. no mundo moderno em que vivemos. teve como caráter científico. torna-se imprescindível conhecer/dominar uma língua estrangeira – LE. a fim de torná-lo um cidadão crítico. considerando as práticas propostas pelos PCNs e pela PC/SC. dando-nos acesso para aprender sobre sua cultura e refletir sobre a nossa própria. uma melhoria em termos quantitativos e qualitativos no ensino do idioma estrangeiro em questão. a presente monografia. tendo vista uma possível implementação futura de ações que promovam. principalmente o Inglês. Além do que atualmente. de fato. pois o ensino da Língua Inglesa na escola integral pode propiciar ao educando conhecer e refletir sobre os novos conhecimentos adquiridos. 11 . contribuir para a pesquisa acadêmica com o intuito de fazer-se refletir sobre o processo de ensino aprendizagem de Língua Inglesa como LE na educação integral.O papel principal da monografia foi de importância social.

que o homem se transforma de ser biológico em ser sócio-histórico.. entender melhor o outro e aprender com ele. que enfatizou a linguagem social e os estudos sobre o pensamento humano. ler e escrever). Estes parâmetros têm um propósito de criar situações para inserir o aluno onde ele seja capaz de viver. De acordo com este documento norteador. o pensar a partir de situações significativas.19). ou seja. o ensino de línguas precisa dar mais atenção para o que é ensinado (conteúdo) e como esse processo deveria ocorrer (método). juntamente com a materna é um direito de todo o cidadão [. como conhecer sobre outras culturas e. ouvir. mediada pela linguagem. Por esses fins. considerando o desenvolvimento cognitivo como um processo de cultura em que vivemos. “[. a habilidade de leitura é enfatisada por ser considerada "habilidade mais completa". ideal para ser ensinada. Conforme os PCNs (1998. 1989) a formação das funções superiores da mente acontece do exterior para o interior.1. pois através desta aprendizagem o aluno poderá entender melhor a sua própria língua materna. p.] a aprendizagem de uma língua estrangeira. do plano social (interpsíquico) para o individual (intrapsíquico). através da aprendizagem de novas experiências.. que o Ensino de Língua Estrangeira – LE – deve ser "repensado". Sendo assim.] Sendo assim a escola não pode mais se omitir em relação a essa aprendizagem”. é a partir e através da interação com o outro. principalmente.. porque acredita-se que é necessário estabelecer uma hierarquia entre as habilidades (falar. O ENSINO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA – LE A Proposta Curricular do Estado de Santa Catarina – PC/SC – segue a teoria interacionista proposta por Vygotsky (1989). Para Vygotsky (apud em PCNs. Assim. 12 . para valorizar a sua própria cultura.. A linguagem é a organização.

cabendo ao professor propiciar uma experiência comunicativa através da LE. sem caráter de promoção ou reprovação. 1. essa construção passa pelo envolvimento do aluno com os processos sociais de criar significados por intermédio da utilização da língua. ou seja. A Proposta Curricular de Santa Catarina foi cuidadosamente tecida com intuito de ampliar o campo de idéias e propostas. desenvolvendo capacidades em função das necessidades de limitações e condições de aprendizagem. não é visto como elemento importante na formação do aluno. a aprendizagem de uma língua estrangeira deve propiciar ao aluno a capacidade de se envolver e envolver outros no discurso. que vive em sociedade. os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998) – PCNs – têm como objetivo restaurar o papel da Língua Estrangeira na formação educacional através do sistema educacional e a função social da língua. em outras é encarado como um status de simples atividade. a própria existência pressupõe a existência do outro. o processo de internalização da fala e desenvolvimento dos conceitos científicos. Portanto. sendo um desafio aos professores para novas investidas – ressignificando. e ainda em outras é simplesmente retirado da grade curricular. Assim. entretanto para esse processo tornar-se significativo o aluno deve estar inserido na construção do conhecimento. a linguagem é um dos mais poderosos meios de influência sobre a conduta do outro. Segundo VYGOTSKY (1994) apud BAQUERO (1998). ele buscou explicar como o ser humano chega às funções complexas de pensamento. Em algumas regiões é ensinado em apenas uma ou duas séries do Ensino Fundamental. dessa forma. mesmo sendo assegurado por lei.O ensino da LE. que transforma e é transformado pelo mundo em que vive. O homem. A interiorização de uma operação psicológica consiste numa longa série de processos evolutivos. suas práticas. de um processo 13 . como um “direito” que lhe deve ser assegurado. Sendo assim. Segundo o autor. está sempre sujeito às influências de outras pessoas.1 Linguagem e Pensamento A causa da existência singular do homem é a existência de outros homens singulares que o produzem. há relações genéticas e funcionais entre o pensamento.

Nos escritos de VYGOTSKY (1994) apud BAQUERO (1998). também. que. entende que o significado da palavra é um ato do pensamento. A internalização implica a reconstrução interior. a relação do sujeito com a realidade se faz. quando a palavra perde seu significado. O autor. está a fase de signos externos. como “unidade de análise”. Existe um alto grau de contingência no desenvolvimento das formas avançadas dos processos psicológicos. pertencendo. e por isso utiliza. da consciência. Enquanto do ponto de vista psicológico. reconstrução na qual participam instrumentos de internalização. Ela é um produto da atividade humana. que dura indefinidamente. O eu só existe a partir da relação 14 . como interação social. mas também psicológico. sempre. é um fenômeno do pensamento que ganha corpo na fala. o significado é parte inalienável da palavra como tal. tanto ao domínio da linguagem. mas. inicialmente. Esse processo de internalização consiste na produção interna da atividade realizada externamente. Do ponto de vista semântico. A consciência individual é um contato do homem consigo mesmo. que só pode ser constituída a partir da sociedade A palavra encontra sua essência em sua função de signo. nascido da necessidade de comunicação social. Dentro dos processos. não é somente um problema semântico. Tornamo-nos nós mesmos através das outras pessoas. a condição da verdade. A linguagem é constituidora do pensamento. como ao domínio do pensamento. da vontade. ao mesmo tempo. segundo BAQUERO (1998). mediada pelo outro. É no significado da palavra que encontramos as respostas às nossas questões sobre a relação entre o pensamento e a fala. torna-se vazia. especialmente semióticos. acima citado. para VYGOTSKY (1994) apud BAQUERO (1998.de desenvolvimento. deixando de pertencer à fala humana. das funções mentais superiores. A linguagem é adquirida a partir da sociedade humana. Só depois se torna intrapessoal. a partir dos outros. A internalização das formas culturais de conduta implica a reconstrução da atividade psicológica com base nas operações com signos. Essa é. é o material semiótico da consciência. enfim. o significado da palavra e o método usado para explorar a natureza do pensamento verbal é a análise semântica. através da linguagem. Sua internalização está vinculada as mudanças nas leis que dirigem sua atividade e se incorporam num novo sistema com suas próprias leis. na relação entre as pessoas através da linguagem.). Trabalhar com o significado da palavra torna possível alcançar a análise das relações entre pensamento e linguagem. O conhecimento é construído.

enquanto que a simbólica se refere à classificação de eventos e objetos em termos de categorias generalizadas. Ela funciona como mediadora da relação do homem com a realidade e constitui-se no material da consciência. e não simplesmente reproduzir o que já é aquisição dos pais ou da sociedade. ajudando-a na construção de formas mais complexas e sofisticadas de conceber a realidade. sendo capaz. num circuito de ordem simbólica. é minha ou é um conjunto de circunstâncias que escolhem por mim? Interagindo. E essa relação com o outro ocorre através de signos. A linguagem permite a regulação e a transformação do meio externo e também a regulação da própria conduta e da conduta dos outros. e o seu funcionamento interno resulta de uma apropriação das formas de ação. essa realidade. quanto do que dominará no contexto interativo. poderemos investigá-las com mais objetividade. onde a linguagem é a mais importante. em si. tornando esses processos mais científicos. Interagindo. mas uma norma de funcionamento que se cria com a internalização. a criança vai compreendendo a realidade. O caráter comunicativo da fala em sua função inicial senta as bases do próprio comportamento interpscicológico. A comunicação é uma espécie de função básica e de organização da própria linguagem. tanto do que o sujeito já dominou. nomeando os objetos. que o outro está passando-lhe. A função indicativa está orientada para os aspectos referenciais da linguagem. posteriormente. porém. a escolha. pois quem vai fazer a regulação é a própria criança. em seguida ela vai reconstruir. O plano intra-subjetivo não é cópia do plano externo. O funcionamento interno ou intra-subjetivo não é um plano da consciência préexistente que é sempre atualizada. ela organiza sua percepção. ou melhor. Todas as experiências do cotidiano oferecem elementos. de fazer suas escolhas por sua própria vontade. tal reconstituição será diferente. o que nos leva ao seguinte questionamento. sendo sujeito e objeto de ações significantes para os outros. a criança vai se orientando. por meio dos quais. 1998).com o outro. Depende. pois a forma como a criança recebe e trabalha o conhecimento não é a mesma dos adultos. analisando a linguagem em sua tarefa de mediação. Entretanto. tanto interna como externa. Poder-se-ia dizer que a consciência humana e a vontade tem uma estrutura semiótica e. Os adultos. 15 . estabelecem associações e relações para ela. até que ponto à vontade. (BAQUERO. A criança já nasce inserida num mundo em constante constituição.

quase sempre. fatores como reduzido número de horas reservado ao estudo das línguas estrangeiras e a carência de professores com formação. A linguagem externa tem função comunicativa.2 Parâmetros Curriculares Nacionais As discussões sobre a importância de se aprender uma ou mais Línguas Estrangeiras –LE– remontam há vários séculos. Assim. a linguagem passa a operar como uma espécie de organizadora e avaliadora da própria ação ou da resolução de situações problemáticas. chega a desmotivar professores e alunos. as aulas de LE nas escolas. mediada por signos. 1. apenas no estudo de formas gramaticais. de sinais artificiais. a LE nas escolas regulares passou a pautar-se. Com o desenvolvimento do vocabulário infantil a linguagem passa da função sinalizadora para a significativa. em lugar de capacitar o aluno a falar. acabaram por assumir uma feição monótona e repetitiva que. O pensamento de Vygotsky (1994) considera a origem social dos signos. a memorização 16 . ler. Portanto. Da função comunicativa para a intelectual. Considerando a história do processo de internalização da fala social como determinante na historia da socialização da inteligência. No Brasil. a linguagem egocêntrica. tanto por sua formação histórica na vida sócio-cultural como pelo fato de que um signo é um instrumento sempre utilizado para fins sociais. Portanto.A atividade que acima de tudo distingue os humanos dos animais é a significação. Trata-se de uma reconstrução interna de uma operação externa. privilegiou-se o estudo das línguas modernas. por exemplo. enquanto em outras ocasiões. foram fatores responsáveis pela não aplicação efetiva do ensino de línguas estrangeiras. ao mesmo tempo em que deixa de valorizar conteúdos relevantes à formação educacional dos estudantes. escrever em um novo idioma. muitas vezes. o organismo deve unir-se ao mundo exterior através do signo. dominando-a e interiorizando-a como nova função psicológica. Em determinados momentos da história do ensino de idiomas valorizou-se o conhecimento do latim e do grego. Ela é a criação e uso de signos. para a construção da consciência. A transição da linguagem social à linguagem interior é chamada de linguagem egocêntrica.

No que diz respeito à LE. as línguas estrangeiras modernas recuperam a importância que. Neste sentido. em todos os níveis de escolarização.). A citação acima resume os pressupostos dos PCNs com relação ao ensino e à aprendizagem de Língua Estrangeira. agora. e sentir de quem os produz). A dúvida que surge. lhes foi negada. “entender a comunicação como uma ferramenta imprescindível no mundo moderno. Só depois de um longo período. Os conteúdos propostos pelos PCNs (1998) fazem referências ao conhecimento de mundo – convivência entre meninos e meninas e as diferenças entre as pessoas. a configuração de disciplina tão importantes quanto qualquer outra do currículo. tudo isso de forma descontextualizada e desvinculada da realidade. visão da 17 . durante muito tempo. com vistas à formação profissional. as habilidades a serem desenvolvidas são: Representação e Comunicação (utilizar os mecanismos de coerência e coesão na produção oral e/ou escrita. relacionando textos/contextos. etc. a outras culturas e grupos sociais. Dessa forma. De acordo com os PCNs (1998). deve ser a grande meta do ensino de línguas estrangeiras modernas” (PCNs. 1998. no processo de formação do educando. contextualização sociocultural (saber distinguir as variantes lingüísticas. muitas vezes e de maneira injustificada. analisar os recursos da linguagem verbal. é se os professores conseguem desenvolver estes três tipos de habilidades. Consideradas. p. como disciplina pouco relevantes. as línguas estrangeiras assumem a condição de ser parte indissolúvel do conjunto de conhecimentos essenciais que permitem ao estudante aproximar-se de várias culturas e.de regras na prioridade da língua escrita e. desenvolver competências e habilidades é a meta de todas as áreas de conhecimento. pensar. 49). elas adquirem. conhecer e usar as línguas estrangeiras modernas como instrumento de acesso às informações. compreender em que medida os enunciados refletem a forma de ser. de acordo com as condições de produção/recepção). obviamente. escolher o vocábulo e idéia mais adequados à situação na qual se processa a comunicação. ou acabam restringindo o ensino-aprendizado para uma determinada habilidade. do ponto de vista da formação do indivíduo. compreendida como essencial ao desenvolvimento da cidadania. em geral. Investigação e compreensão (compreender de que forma determinada expressão pode ser interpretada em razão de aspectos sociais e/ou culturais. acadêmica ou pessoal. propiciam sua interação num mundo globalizado. A inserção desta área reforça a ênfase dada à comunicação. agir.

cultura da língua estrangeira. Nessa linha de pensamento. Esse tipo de ensino. que acaba por tornar-se uma simples repetição dos mesmos conteúdos. além de capacitar o aluno a compreender e a produzir enunciados corretos no novo idioma. é que [. de maneira clara. contudo. propicie ao aprendiz a possibilidade de atingir um nível de competência lingüística capaz de permiti-lhe acesso a informações de vários tipos. tanto na fala quanto na escrita. cede lugar a uma modalidade de curso que tem como princípio geral levar o aluno a comunicar-se de maneira adequada em diferentes situações da vida cotidiana. permitem estabelecer. é este desejo dos PCNs e da PS/SC. Torna-se fundamental.. conferir ao ensino escolar de Línguas Estrangeiras um caráter que. Na verdade. assim como as tradições e a cultura de um povo esclarecem muitos aspectos da sua forma de ver o mundo e de aproximar-se dele. a aproximação das situações de aprendizagem à realidade pessoal e cotidiana dos estudantes. ano após ano. a constatação de que os fatos sempre ocorrem dentro de um contexto determinado. compreensão do que está sendo dito – e conteúdos atitudinais – a preocupação em ser compreendido e compreender os outros. Assim. as similitudes e diferenças entre várias culturas. p. parece que este tipo de ensino ainda não é bem trabalhado nas escolas. ao mesmo tempo em que contribua para a sua formação geral enquanto cidadão. a valorização de outras culturas como forma de compreensão do mundo em que vive o reconhecimento de que as línguas estrangeiras aumentam as possibilidades de compreensão dos valores e interesses de outras culturas. Segundo os PCNs (1998. os gestos dizem muito sobre a forma de pensar das pessoas. o interesse por apreciar produções escritas e orais em outras línguas. etc. 48). pois o que tem ocorrido ao longo do tempo. retirado da escola regular e atribuído aos institutos especializados no 18 .] a responsabilidade sobre o papel formador das aulas de línguas estrangeiras tem sido. deixa de ter sentido o ensino de línguas que objetiva apenas o conhecimento metalinguístico e o domínio consciente de regras gramaticais. Não nos comunicamos apenas pelas palavras. etc -. entre outros fatores. vários tipos de relações entre as línguas estrangeiras e as demais disciplinas que integram a área. ao conhecimento sistêmico – identificação de grau da formalidade da escrita e na fala e de diferentes tipos de textos a partir de indicadores de organização textual..

propicie ao aprendiz a possibilidade de atingir o nível de competência linguística capaz de permitir-lhe acesso a informações de vários tipos. Neste sentido. elas adquirem tanta importância quanto qualquer outra disciplina do currículo. não mais adeqar o aluno às características da escola mas. culturais e históricas dq região e os interesses da clientela a quem se destina este ensino. [. o professor deve ser mediador no ensino de línguas. como disciplina pouco relevante. muitos são os fatores que devem ser levados em consideração no momento de escolher-se a(s) Língua(s) Estrangeira(s) que a escola ofertará aos estudantes. De acordo com os PCNs (1998).. além de capacitar o aluno a compreender e a produzir enunciados corretos no novo idioma. 1998. 60). conferir ao ensino escolar de línguas estrangeiras um caráter que. agora. oportunizando a criação de um ambiente ideal para desenvolver as 19 . conforme os PCNs. muitas vezes. p. ao mesmo tempo em que contribua para sua formação geral enquanto cidadão. quando alguém quer ou tem necessidade. 1998).62). inscrever-se em cursos extracurriculares. pois não se espera que a escola média cumpra esta função (PCNs. no sentido de que o Ensino Médio passe a organizar seus cursos de Línguas objetivando tornar-se algo útil e significativo. de aprender uma língua estrangeira..] torna-se fundamental. Para que tudo isso seja alcançado. torna-se necessário. É imprescindível restituir ao ensino médio o seu papel de formador. ao inserir um ou mais idiomas estrangeiros na grade curricular. é preciso reconsiderr a concepção de ensino e. Segundo os PCNs (1998. a escola às necessidades da comunidade (PCNs. se línguas são importantes num mundo globalizado. porém. em vez de representar apenas uma disciplina a mais na grade curricular (PCNs. assim o desenvolvimento das habilidades aconteceriam considerando a necessidade do aprendiz e a condição. 1998. 60). p. a concepção de ensino de Línguas Estrangeiras. Os PCNs (1998) têm a finalidade de reconstruir o papel da Língua Estrangeira (LE) através do sistema educacional e a função social da linguagem. Consideradas. é preciso. p. Logo. ou seja.ensino de línguas. de fato. sim. procurar aproveitar os pontos positivos dessas. em particular. A aprendizagem deve propiciar ao educando a capacidade de envolver-se e envolver os outros em seu discurso. como podddem ser as características sociais.

é informar. O sujeito está em torno da leitura. ele será capaz de compreender melhor a sua também. devem contribuir durante o ensino fundamental para que o educando seja capaz de perceber que o LE é parte de um mundo plurilíngue. Efeitos apareceram a partir de uma reflexão sobre o papel da LE social no país e sobre a limitação das condições de aprendizagem. reflita e desenvolva uma opinião própria. quando se escreve uma carta ou envia um e-mail. restaurante. profissional e desejos do aluno e interesses. Conforme ainda os PCNs (1998). porém se le o tempo todo. A função de primeiro texto. conheça sobre a organização textual e saiba como e quando utilizar a linguagem em diferentes aspectos. bar. desenvolva consciência linguística e consciência crítica sobre o uso da LE. como mediador. por contribuir para o conhecimento sobre novas culturas e uma melhor compreensão sobre a sua. precisa informar com o intuito de desenvolver ainda mais o interesse por parte dos alunos. Devido ao tempo restrito para o desenvolvimento das aulas de LE no ensino regular. por exemplo. os professores. utilizando a leitura como o acesso ao mundo do trabalho e à estudos avançados e use diferentes habilidades comunicativas para que possa agir em diversas situações. banco. na escola primária. reconheça a possibilidade de novos conhecimentos tendo acesso a um conhecimento cultural de outra parte do mundo. porque só assim o aprendizado terá sentido.quatro habilidades. intelectual. embora deva-se ensinar as quatro habilidades juntas. O objetivo dos PCNs. isso não acontece apenas quando se le um conto ou um romance. o principal é instigar o educando a compreender e questionar sua sociedade. leia e valorize a leitura como fonte de informação e prazer. está exposto a ler o tempo todo. ao ar livre. através do uso da LE. no entanto. Quando o aluno aprende uma LE. precisamos ler no ônibus. 20 . acessando a internet. viva novas experiências de comunicação humana. ao mesmo tempo. enfim. para que através da leitura. estamos expostos a leitura. devido às informações culturais as quais serão expostas. mas sempre. na habilidade de leitura. os PCNs acabam enfatizando a habilidade de leitura por ter um papel importante na vida do aluno. que essas também são práticas de leitura. foram explícitos considerando o desenvolvimento de capacidades em função da necessidade social. sua finalidade. a leitura é mais presente na nossa vida do que podemos imaginar. dessa forma o professor. Na maior parte do tempo ouve-se dizer "eu não gosto de ler!".

Logo. Os eixos norteadores da PC/SC refletem uma melhor concepção do homem. A introdução da PC/SC (1998. uma relação do conhecimento considerado mais legítimo em cada tempo com o poder. as crianças e os jovens já trazem conceitos elaborados a partir das relações que estabelecem em seu meio extra-escolar. segundo Paulo Hentz (apud PC/SC. os seres humanos fazem a história ao mesmo tempo em que são determinados por ela. bem como de aprendizagem. p. de acordo com a PC/SC (1998). Isto. tem claro o homem que se quer formar para construir um determinado modelo de sociedade. em outras palavras. Não se socializa nada entre alguns. nem de considerar que o aluno chega à escola sem saber algum. e por isso deve ser socializado.93) deixa claro que “com o conhecimento das ciências e das artes. que não devem (ou não deveriam) ser ignorados pela escola. isto significa ser resultado de um processo histórico. as gerações mais jovens se apropriam de conhecimentos mais complexos e socialmente mais legítimos”. ou seja. Nas diferentes áreas do conhecimento. porém. mas será que isto acontece de fato? Discorrer sobre a socialização do conhecimento das ciências das artes. Verifica-se. 1998). implica também em encarar a relação desse conhecimento com outros saberes. Não se trata de negar a existência. Esta colocação implica em uma série de desdobramentos. zelar para que todos aprendam A garantir que o conhecimento do qual o professor é portador seja efetivamente oportunizo a todos os alunos. quanto mais 21 . conduzido pelo próprio homem. esta proposta curricular parte do pressuposto de que o mesmo é um patrimônio coletivo. tem implicações com políticas educacionais que devem zelar pela inclusão e não pela exclusão. garantindo a apropriação desse conhecimento e da maneira científica de pensar. a maneira de compreender e provocar a relação do conhecimento com o ser humano. Trata-se de lidar com estes saberes como ponto de partida e provocar o diálogo constante deles com o conhecimento das ciências e das artes. nem a importância desses saberes. 94). p. pois falar em socialização do conhecimento implica em garanti-lo a todos. Para a PC/SC (1998. Em termos de conhecimento produzido no decorrer do tempo.3 Proposta Curricular do Estado de Santa Catarina Qualquer proposta curricular fundamenta-se em alguns eixos fundamentais.1. “o ser humano é entendido como social e histórico”. ou seja. este é o papel que a escola deveria desempenhar.

[. capacitando-as para criarem alternativas sociais de maior distribuição da riqueza material” (PC/SC. a PC/SC (1998. o sujeito (aluno) e o objeto (conhecimento) se relacionam através da interação do social. (PC/SC. ou seja. No entanto. 1998. entre uma criança que vive num meio social intelectualmente rico e outra que vive num meio intelectualmente pobre”. Isto quer dizer que o conhecimento não existe sozinho. no entanto. quanto mais esse conhecimento for socializado. Portanto. maior é a possibilidade de esses poucos controlarem. fica clara a opção pela concepção histórico-cultural. Em termos de concepções de linguagem. A socialização do conhecimento na perspectiva do universal. mas ao mesmo tempo o mundo. Ser mediador. isto significa. pacificamente. língua inglesa. Estas não são consideradas biológicas.96). são resultados de um processo histórico e social. 97) “expõe que há diferença do que se chama normalmente de inteligência. é necessário saber lidar com a realidade proximal dos alunos.] oportunizar ao aluno o entendimento de que o conhecimento tem características universais. conforme a PC/SC (1998).. “a apropriação da riqueza intelectual abre caminhos para a ação política das camadas populares. nem à abordagem localizada do conhecimento. que se dá atualmente devido a globalização via língua estrangeira. p. 1998.96).este conhecimento estiver concentrado nas mãos de poucos. maior a possibilidade de conquista ou do controle do poder pela maioria. Em fim. a partir desta concepção. p. provocando o diálogo dessa realidade com conhecimentos que as expliquem. A PC/SC (1998) estabelece que utilizar o tempo que 22 . implica a não se prender a conhecimentos localizados. Logo. por outro lado. que tem como preocupação a compreensão de como as interações sociais agem na formação das funções psicológicas superiores.. A PC/SC (1998) ressalta que a socialização é sempre socialização de riqueza e que a socialização da riqueza material não compete à escola promover. a maioria. como instituto democrático que deve (deveria) zelar por uma maior socialização do conhecimento. ou seja. Ainda nesta perspectiva. Daí a importância da escola. a socialização da riqueza intelectual é um dos caminhos para a socialização da riqueza material. implica em ter se apropriado desse conhecimento. na educação escolar o professor passa a ter a função de mediador entre o conhecimento historicamente acumulado e o aluno. p.

quando se espera que os cursos de formação inicial também estejam conectados às atuais discussões sobre o ensino de língua. Oliveira (2006) analisou a grade curricular de 16 cursos de Letras. sem desafiar a algo novo. não apenas como comunicação. 19991. com o contexto em que é utilizada. 2006. muitas vezes. No entanto. (1998. Esse quadro irá perdurar até os primeiros anos de 1980 quando novas teorias que chegavam das áreas das ciências linguísticas provocaram mudanças significativas no ensino de língua portuguesa.. o que é. equivale a fazê-lo perder tempo. à medida em que considera todos capazes de aprender e compreender que as relações e as interações sociais estabelecidas pelos alunos são fatores de apropriação do conhecimento. 1989. 96).o aluno está na escola para exercitar com ele aquilo que ele já sabe (repetição). 104). sobretudo uma nova concepção de língua: uma concepção que vê a língua como enunciação. p. Tem-se agora [. p. inclui as relações da língua com aqueles que a utilizam. “é que o processo formativo inicial de professores de língua ainda é regido por uma concepção de linguagem e língua entendidas ora como mera representação do pensamento. apud BASTOS. portanto. o que acontece ainda. partindo da concepção de língua como um sistema estruturado em níveis. discurso. responsável pela orientação das práticas docentes. alguns professores dizem planejar suas aulas através de uma determinada teoria. ora como um sistema estruturado em níveis” (OLIVEIRA. oferecidos em universidades federais e observou que nos dias de hoje ainda vem se formando gerações de professores de língua. Baseado na PC/SC. p. uma vez que ela é interlocutora privilegiada nas interações sociais dos alunos. é possível observar que as práticas não evoluíram juntamente com as teorias.] uma gramática que ultrapassa o nível da palavra e da frase e que traz nova orientação para o ensino da leitura e da produção de textos. De todos os alunos . segundo a autora. Assim.. não é o que se encontra.59). com as condições sociais e históricas de sua utilização (SOARES. 23 . que. A concepção histórico-cultural. Dizem se pautar em uma concepção interacionista de língua. traz consigo a consciência da responsabilidade ética da escola com a aprendizagem de todos. mas ainda revelam práticas prescritivas e tradicionais. consolidado a norma culta. mas na prática ainda seguem um sistema estruturalista do ensino.

não podemos analisar somente a formação inicial do professor. No entanto. com uma versão amplamente difundida a partir de 1998 e com complementos em 2005. Pesquisas têm indicado que a forma como o professor aprende determina em muito a forma como ele ensina. Isso vai nos ajudar a entender em muito o que acontece na sala de aula.Pela análise dos documentos. que vem sendo discutida desde o início da década de 1990. tem-se a Proposta Curricular de Santa Catarina. seria imprescindível aos professores conhecerem e perceberem a importância desse documento. propondo-se a norteá-lo e estabelecer diretrizes para que possam ser alcançados bons resultados. A Proposta Curricular do Estado de Santa Catarina – PC/SC é um documento que norteia o ensino de língua nas escolas públicas. 24 . No caso da rede estadual de Santa Catarina. Partindo desse pressuposto. é preciso olhar também para os documentos oficiais que são os orientadores teóricos dos sistemas de ensino. percebe-se que essa diferença na formação dos professores reflete na forma com que o ensino de línguas vem sendo desenvolvido.

satisfazendo os desejos de refinamento da aristocracia rural. No decorrer da década de 1930. através da educação chegava-se ao poder e a LE continuou a exercer o mesmo papel que anteriormente. a influência francesa continuava com mais força. e de acordo com Ballalai (1989) apud PC/SC (1998.” Já no período imperial. o ensino de LE passa por sua primeira grande crise. a elite conseguia manter o conhecimento dentre eles. Sendo assim. com o surgimento de uma burguesia urbana no Brasil. e assim. devido a métodos motivacionais. no entanto. durante o período da República. 25 .2. devido a uma forte influência americana. A Abordagem Comunicativa não concordava com essas atividades e propunha que os alunos deveriam imitar a comunicação da vida real. o ensino continuava humanista e o ensino de línguas estrangeiras obrigatório. O ensino de línguas comunicativo aparece a partir do final dos anos 1960. quando o Ensino da Língua inglesa não foi adequado para refletir a metodologia adequada para os anos seguintes. o educador passou a preocupar-se com a motivação. simplesmente para o desacordo com o ensino tradicional e renovar essas ideias sobre o ensino. através da aprendizagem do francês. O interesse pela Língua Inglesa aumentou significativamente. “o ensino foi fortemente influenciado pela cultura humanística européia. No século XIX. 96). O ENSINO DE LÍNGUAS O ensino de Língua Estrangeira – LE no Brasil teve início no Brasil Colônia com a Língua Francesa. p. porque as metodologias que foram usadas antes tinham incluído muitos procedimentos que os alunos não fazem fora da sala de aula. sucedendo a independência do país o ensino de LE era diretamente ligado ao poder político e econômico. A partir dos ideais surgidos com a Escola Nova. especialmente a francesa.

Assim. os testes mediavam fluência e precisão. Nessa abordagem. O aluno estava livre. pelo menos uma língua estrangeira. E o audiolinguismo foi visto como um comportamento (imitação..07). mas não podiam falar. mudar a si mesmos "(LANTOLF & APPEL. em outras palavras. cria-se a Lei 9. a língua materna só seria usada quando houvesse a consciência da linguagem. com a crise. ao invés de ser controlado pelo professor. os erros eram normalmente corrigidos.394/96. dando novamente um impulso ao ensino de línguas estrangeiras. na década de 1980 não estavam ocorrendo algumas "discussões" sobre a forma "forte" da Abordagem Comunicativa. 1994 p. Vygotsky (1994) repudiou as concepções do indivíduo. p. a sua popularidade foi resultado de uma reação contra as metodologias anteriormente utilizadas de Gramática e Tradução de Áudio multilinguismo. Porque a linguagem usada é real. estabelecendo novas condições e. em vez de produzir apenas frases corretas" (UR. Neste método. mostras autênticas da língua.. na realidade. "os alunos deveriam ser capazes de se comunicar. com algum propósito comunicativo. transformando-se. e o principal objetivo seria a comunicação através da norma padrão da língua. era controlada. e a Abordagem Comunicativa Revisada apareceu. era livre. às vezes. que teorizou a consciência humana como sendo fundamentalmente mediada por uma atividade mental e que "Os seres humanos afetam a realidade e. também insistiu que as atividades mentais e socioculturais em seres humanos estavam 26 .A abordagem comunicativa tornou-se aceita entre as metodologias e os professores. De acordo a PC-SC (1998). Em ambas as teorias. Tudo foi mudado pela Abordagem Comunicativa. a obrigatoriedade de todas as escolas manterem. na qual. 1995. erros não eram corrigidos. desde que o sentido fosse claro. apud in Lantolf & Appel). o professor seria um novo professor (não um facilitador). consequentemente.). o professor também deveria considerar a teoria sóciointeracionista defendida é difundida por Vygotsky (1994.. determinando dessa forma. muitas vezes. as tarefas envolviam significados. aprenderam a ler e escrever bem. No entanto. os alunos. memorização de perfuração. a língua materna não era usada e o papel principal do professor era facilitar a comunicação entre todos. a saída dos alunos. por vezes. sendo possível a escola optar por trabalhar com mais de um idioma ao mesmo tempo. desde a quinta série do ensino fundamental. a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.16).

De acordo com Vygotsky (1994. Vygotsky(1994). 10). Na fase seguinte. que.. 1994 p. os adultos guiam o ato motor da criança. a criança é completamente dependente de outras pessoas. a atividade gradualmente muda.2 1 2 Tradução nossa. Tradução nossa. o adulto organiza o mundo da criança.. por um lado. apud in Lantolf & Appel. argumenta que a mudança do intermental para o plano intramental marca o início do controle da criança sobre seu comportamento próprio. Além disso. Outro ponto importante.09). sua estrutura como criança (ou iniciante) começa a adequar-se as funções necessárias mental do especialista. 27 .em relação a essas atividades que a sociedade tem construído e colocado em valor. p. as ferramentas simbólicas que ajudaram o aluno a organizar e controlar seus processos mentais como atenção voluntária.10) “o ambiente sociocultural apresenta a criança com uma variedade de tarefas e demandas e a envolve (. a aprendizagem bem sucedida envolve uma mudança da atividade inter-mental para uma atividade intra. apud in Lantolf & Appel. que deve ser considerado é a zona de desenvolvimento proximal. 1994 p. reconhece a criança como aprendiz da sociedade . aprendizagem e memória. [. e por outro lado. 2001)1 Vygotsky (1994). em sua teoria. (MIICHELL & MYLES. (LANTOLF & APPEL. até que finalmente eles assumam (ou apropriem-se) dos novos conhecimentos e habilidades em sua própria consciência individual.juntas em uma relação de dependência. determinado através da resolução de problemas sob a orientação de adultos ou em colaboração com pares mais capazes. em outras palavras.] é a distância entre o nível de desenvolvimento real conforme determinado pela resolução de problema independente e o nível de desenvolvimento potencial. Nos estágios iniciais. O psicólogo russo argumentou sobre a mediação.) principalmente através do uso da linguagem”.. em outras palavras. ele afirmou que em primeiro lugar (no processo de aprendizagem) a criança é regulada pelo outro e posteriormente auto-regulado. e a solicitação através de etapas sucessivas de um problema” "(LANTOLF & APPEL. o processo onde “o diálogo de apoio guia a atenção do aluno de que as características principais do ambiente. A criança ou o aluno é introduzido em uma consciência compartilhada através da fala colaborativa..mental. ou melhor.

p. Tradução nossa. Enfim. mas pode alcançar o resultado desejado se ajudado” (MITCHELL & MYLES. compartilhada entre o indivíduo. os conceitos básicos das metas de ensino. que se torna um fenômeno intramental. (RICHARDS & RODGERS. o que já foi afirmado por outros teóricos: Diga-me e eu esquecerei. envolva-me e eu aprenderei. 28 .. o que é necessário ficar claro é que. p. 2001.Vygotsky (1994) argumenta sobre a existência da Zona de Desenvolvimento Real (o que o aluno já sabe) e a Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) “o domínio de conhecimento ou habilidade. desta forma. Na teoria de Vygotsky (1994 apud in Lantolf & Appel). um ensino mais eficaz. mas aprender sobre todos os métodos que pudemos. onde o planejamento ocorre através de um emaranhado de teorias com bons resultados. 4 Possibilitando aos alunos.17).1 As quatro habilidades – Compreensão auditiva. 146). onde o aluno não é capaz de agir independente. mais tarde. de maneira rápida e precisa. proporcionar a eles. apreciar seu aprendizado e sentir-se satisfeito consigo mesmos. possibilitando um relacionamento de carinho e respeito mútuo entre os membros da classe. 82). desta forma. 2001. produção oral. Bem como. leitura e escrita 3 4 Tradução nossa. 3 Nós não precisamos aprender uma abordagem metodológica.] consciência e desenvolvimento conceitual são vistos primeiramente como um fenômeno intermental. p. por exemplo. para trabalhar perspectivas socioculturais e da interação na aprendizagem de línguas estrangeiras. Sobre essas teorias. os alunos estariam envolvidos com seu processo de aprendizagem. ensina-me e me lembrarei. o indivíduo se apropria de sua própria consciência. poderiam ser: proporcionar aos alunos o aprendizado da língua fluentemente e com precisão. examinando cada princípio pedagógico e o contexto do ensino. 1995. que trará os melhores resultados de aprendizagem para nossos alunos (Ur. [. depois individual. a fim de escolher a "combinação apropriada". a aprendizagem é vista primeiro como o social.. 2. porque.

coerência. por exemplo: o uso de gírias. 29 . exposta pela autora Celce.contrações. 2001. para convencer alguém sobre algo. para reclamar sobre o comportamento das pessoas. é crucial saber que o falar é utilizado para diferentes fins. Murcia. elisões. podemos usar a fala para dar instruções. 201. 5 6 Tradução nossa. p. redução de vogal. 2002.. os participantes envolvidos e suas funções específicas. o professor deve mostrar aos alunos quais as características que estão envolvidas no processo da fala. Só desta forma nos tornaremos conscientes de que: Cada uma dessas diferentes finalidades para falar implica o conhecimento das regras que explicar como a linguagem falada reflete o contexto ou situação em que ocorre o discurso. para descrever pessoas ou coisas. mas também é necessário desenvolver as outras três habilidades como forma de apoio a habilidade de falar. para fazer pedidos educados.. “os alunos que não forem expostos ou que não tiverem uma prática suficiente. talvez. a mais exigente das quatro habilidades. vocabulário).). 2001.)5 Um professor consciente deve saber que a fala em uma língua estrangeira é. a competência do discurso (regras de coesão.104)6. com um discurso reduzido manterão apenas a sonoridade formal” (CELCEMURCIA. em sua obra Teaching English as a Second or Foreign Language (2001): A capacidade de comunicar em uma segunda língua compreende quatro dimensões: competência gramatical (regras de fonologia. existem muitas características que interagem fazendo deste ato um desafio. Tradução nossa.Em primeiro lugar. pois. e os relacionamentos e o tipo de atividade que envolve os falantes . p. para entreter as pessoas com piadas e anedotas..( Richards & Renandaya. No ato de falar. p.103 De acordo com a idéia de Canale e Swain. (1980). ortografia. etc. e etc. formas reduzidas (em um discurso fluente) . Logo.. a competência lingüística social (regras para compreender os significados sociais). (CELCE. Nossos propósitos podem ser para fazer contato social com as pessoas. procurar ou expressar opiniões. competência (estratégica (estratégias que ajudam (o aluno) com uma variedade de dificuldades de comunicação).

Hoje em dia. 2001. quando possível.. e com o mundo fora da sala de aula.105)8. mas para que este uso seja adequado Os professores precisam para tornar. as aulas de habilidades orais são organizadas em torno de usos funcionais da linguagem.. Em uma sala de aula comunicativa.. o porquê e qual resultado é esperado em 7 8 Tradução nossa. a pedagogia da habilidade oral. Os alunos devem ser encorajados a iniciar a comunicação. No passado.uma consideração fundamental é o nível dos alunos e suas necessidades percebidas. Murcia.. colegas. . ouvir e pronunciar? Mais do que nunca. era focada apenas no desenvolvimento da competência gramatical. p.? Está focado na comunicação autêntica? Através do texto há a integração entre falar. que tipo de conteúdo / temas são usados . Tradução nossa. mas hoje o foco é tanto na precisão quanto na fluência. os professores decidirão e escolherão as atividades a partir de uma variedade de fontes e criarão bem alguns dos seus próprios materiais. para determinar o conteúdo de suas respostas ou contribuições.104). 7 Para ser um bom professor. Os alunos devem ser encorajados a assumir a responsabilidade pela sua própria aprendizagem. por que: Hoje entendemos que os alunos aprendem com professores. 2001.se consumidores críticos dos materiais publicados por meio de perguntas como as seguintes: esse é o texto apropriado para o nível.. mas os professores devem ter cuidado no planejamento e na criação de uma atividade de discussão. é necessário estar atento a algumas perguntas como: Quem são os alunos? Por que eles estão lá? O que eles esperam aprender? O que devo ensinar? E após estas questões.O trabalho sobre estas quatro competências é muito útil tanto para os professores como (muito mais) para os alunos. por exemplo. Os alunos precisam saber sobre o quê. e avaliar sua própria produção e processo de aprendizagem. (CELCE. p.. as discussões são as atividades mais utilizadas. (CELCE-MURCIA. para decidir como planejar o que ensinar em uma classe de habilidades orais. 30 .

a sensibilidade dos alunos adultos para cometer erros. O professor é o responsável pelas atividades de sala de aula. 2001.uma discussão. motivação. as atividades devem ser selecionadas com base na realidade do aluno. 2002. se eles contribuírem para elencar os temas de discussão e avaliar o desempenho dos seus pares” (apud CELCE-MURCIA. apreensão. a aprendizagem de uma segunda língua é uma atividade difícil e suscetível a ansiedade humana que está associada a sentimentos de frustração. etc. a fim de manter o controle na condução coerente das aulas. os adultos são muito cautelosos sobre cometer erros no que dizem (. p. expressão facial. ou o medo de "serem vistos como perdedores"... da entonação. afirmam que "adquirir/aprender uma segunda língua na infância através da exposição natural.) claramente.para os alunos . 2002.. insegurança. com vários aspectos da língua. 31 . e elementos não-linguísticos. (RICHARDS & RENANDAYA. é reconhecer a "idade" como o fator mais determinante do sucesso ou fracasso na aprendizagem de segunda língua.. tem sido a explicação para sua incapacidade de falar (em Inglês) sem hesitação. segundo. considerando que a variedade na interação envolve mais do que a comunicação verbal. os alunos adultos não parecem ter a mesma linguagem inata específica como as crianças para a aquisição de fluência e naturalidade na língua falada. Green. portanto. Long e Scarcella (2002. Neste processo de ensino (para falar) uma segunda língua. p. Devido a isso. Christopher e Lam (1997) acreditam que “os alunos serão mais envolvidos e motivados a participarem das discussões.106). auto-estima.como a segunda língua é 9 Tradução nossa. 205). O professor deve saber que existem diferenças entre crianças e adultos em relação aos fatores afetivos. p. Ao contrário das crianças. 10 apud RICHARDS & RENANDAYA). Krashen. envolve elementos paralinguísticos da fala. como gestos e linguagem corporal. p. saber que o comportamento interativo dos alunos é influenciado por uma série de elementos e. Além disso. e é por isso que o professor deve ter cuidado. Outros fatores a serem considerados são: primeiro. o professor deve mostrar . 206)9. alcança maior proficiência do que aqueles que estão começando como adultos" (RICHARDS & RENANDAYA.

Por outro lado. Isto é o que as pessoas fazem quando negociam significado e de acordo com Nunan (1999. mas que um aluno desmotivado carece de um feedback (retorno) apropriado. Ouvir é muitas vezes utilizado em conjunto com as outras habilidades de leitura. como e em que grau um orador pode impor um determinado comportamento verbal e considerar que. a prestação de tempo de planejamento pode aumentar significativamente os níveis de ambos. mas é também um meio fundamental de adquirir uma segunda língua. como Nunan (1999. elas trabalham de forma interativa para reduzir a imprevisibilidade. sente falta ou não tem percepção de progresso do ensino. Se fosse totalmente imprevisível. permitir que os alunos tragam seus próprios conhecimentos e perspectivas no processo de aprendizagem. por causa de uma falta de familiaridade com o sistema de comunicação não-verbal da segunda língua. e falantes tem a necessidade de negociar significado e de gerenciar a interação. p. uma comunicação eficaz seria provavelmente impossível" O professor deve saber que a relutância pode ser devido a fatores culturais. Além de saber. porque cada língua tem suas próprias regras de uso sobre quando. o professor ainda precisa saber que o que pode ser feito é incentivar o aluno ao uso da linguagem. então a comunicação seria desnecessária. De 32 . 227) "no caso de aprendizes de uma segunda língua. escrita e fala. torna-se difícil para falantes não-nativos escolher as formas apropriadas a determinadas situações. porque de acordo com Nunan (1999. E mais. p. a fluência e a precisão" Para os alunos de uma segunda língua. fatores linguísticos e fatores psicológicos/afetivos e tomar um cuidado especial com o orador relutante. desenvolvendo formas em que os alunos possam gravar seu próprio progresso. “o esforço por si só não significa motivação”. 229) "se a linguagem fosse totalmente previsível. devido à influência das normas culturais da língua mãe.usada em um contexto social. p. ou seja. além de ajudá-lo a apreciar as dificuldades inerentes à tarefa. os alunos de segunda língua muitas vezes não sabem como comportar-se na comunicação não-verbal. porque quando as pessoas têm conversas. rotinas podem ser fundamentais no sentido de facilitar a compreensão. o professor deve considerar a compreensão auditiva como forma de facilitar a fala. Para o professor de segunda língua. porque experiências anteriores como ouvinte ajuda o falante a melhorar seu desempenho como palestrante.233) afirma. outro aspecto relevante no ato da fala é se o discurso é planejado ou espontâneo.

apud Carter e Nunan. 2001. como quando falar. CD-ROMs.especialmente quando o ouvinte sabe que deve compensar um input (entrada) incompleto ou compreensão parcial. 2001. É necessário saber que as normas culturais do falante influenciam o sucesso do ouvinte. p. variada. Mas. entonação. porque elas são os planos conscientes para lidar com discurso de entrada .11. p. porque. há uma idéia de Ur (1984).10.2 Literatura no Ensino de Inglês 33 .11). além de atividades com performances de fala e escuta retiradas de performances da vida real (que tornem os alunos ainda mais conscientes de todo o processo de escuta) ‘o ensino da escuta’ envolve uma cuidadosa seleção de recursos de entrada (interessante. 2. vídeo. 2001. processo criativo de tarefas (bem estruturadas. quando a linguística procurou elaborar uma teoria psicológica da aquisição da linguagem infantil e aplicá-la ao ensino de línguas estrangeiras. DVDs e downloads de internet de arquivos de som e vídeo que aumentou as possibilidades de input potencial na aprendizagem de línguas e ajudou os ouvintes de várias maneiras. as culturas diferem no uso dos recursos de conversa-chave. onde ela enfatiza "a importância de se ter em sala de aula instruções da habilidade de compreensão auditiva que se assemelhem a performances da vida real. com oportunidades para que os alunos ativem seu próprio conhecimento). a integração de ouvir com outras estratégias de aprendizagem (com ligações adequadas com as outras habilidades). desafiadora). Em um artigo de ROST (1991) apud Carter e Nunan. O professor deve atentar para o fato de que os alunos devem ser encorajados a usar estratégias de escuta (tais como estratégias fonológicas). ênfase. p. quanto a dizer e entre os palestrantes por sua vez. na qual o ouvinte tenha que construir um senso de propósito e expectativa para desenvolver a habilidade de ‘ouvir’" (ROST apud CARTER & NUNAN. Outra estratégia é o uso adequado de fita de áudio. A compreensão auditiva começou a assumir um papel importante no ensino de línguas durante o Movimento da Reforma no final do século XIX. em geral. “Ouvir é o canal no qual o processamento da linguagem ocorre em tempo real”.acordo com ROST (1991). o uso de expressões idiomáticas e assim por diante.

p. uma compreensão mais perto de Dickens do que esperaríamos de falantes nativos. a intenção principal é ensinar a língua (e não a literatura) assim. cada aluno terá necessidades diferentes. de literatura. "não há necessidade de demandar. os textos podem ser discutidos em itens linguísticos também. sem tentar impor um currículo rígido sobre a atividade" (BRUMFIT & CARTER. p. E mais.23). porque muitas vezes os textos foram apresentados com grande 34 . Por esta razão. de falantes não-nativos. o processo de leitura é um processo de criação de significado. 1999. ou porque a linguagem é muito difícil. 191). Embora os textos sejam literários e sejam discutidos em termos literários. e sintaxe complexa e exata". compreensão e expectativas. 42) “a literatura vai aumentar todas as habilidades de linguagem porque a literatura vai ampliar o conhecimento linguístico. Não há razão em deixar para o aluno a compreensão. Outra razão para ensinar literatura é ensinar 'cultura'. bem sucedida. p. De acordo com McKay (1999. dando evidências de uso de um vocabulário extenso e sutil. ou melhor. Além disso. O professor pode ajudar os alunos a fim de evitar o ‘não gostar’ de um livro. p. bem como "selecionar obras acessíveis aos seus alunos e explorar as implicações de cada trabalho.24).Bons professores devem considerar ensino de Inglês e Literatura. mas o ensino de literatura tem necessitado de uma metodologia consistente para a apresentação de falantes não-nativos. sem intervenção direta para clarificar a sua mente. integrando as próprias necessidades. ou porque as referências culturais são inacessíveis. se não for ajudado. por isso "cada aluno vai derivar mensagens ligeiramente diferentes ao ler um livro ou poema" (BRUMFIT & CARTER. porque talvez a interpretação permanecerá inacessível por muitas aulas levando o aluno a abandonar o estudo sobre a literatura por frustração. 1999. porque "a literatura muitas vezes reflete uma perspectiva cultural particular" (SANDRA MCKAY BRUMFIT & CARTER. p. 1999. um professor deve criar as condições para uma aprendizagem. Muitos professores usam a literatura para auxiliar o desenvolvimento de competência na língua. Literatura e ensino de línguas envolvem o desenvolvimento de um sentimento voltado à linguagem. 1999. porque através da literatura os alunos podem compreender a cultura estrangeira com mais clareza. compreensão e as expectativas com um texto escrito.23-24). simplesmente porque eles não compreendem as convenções que estão sendo usadas. pelo menos nas fases iniciais da aprendizagem" (BRUMFIT & CARTER.

muitas vezes contêm em si uma série de diferentes variedades de inglês. 10 Devemos prestar atenção às estratégias no ensino de literatura para alunos estrangeiros.42). no qual o foco está mais nas palavras individuais (ou sequências de palavras) do que em trechos do texto. p. levar os alunos a prestar mais atenção no processo de leitura. o que proporcionam um grande conhecimento cultural e acadêmico.128) Atenção explícita deve ser dada ao fato de se examinar a forma dos textos literários. visto que muitas vezes quebram as convenções e as regras de escrita de inglês à serviço do artifício literário. porque os escritores modernos (por exemplo) apresentam problemas de compreensão. 35 . pontuação. A literatura é um campo diverso. 1999.propicia uma leitura de vários textos e poucos textos. Em virtude disso. Os autores ainda afirmam que "o aluno deve se fazer sensível ao processo que envolve a leitura" (BRUMFIT & CARTER. por isso eles podem ser usados para identificar as dificuldades que os estudantes encontram na experiência da leitura.neste caso . Conforme os autores. os ajudando cada vez mais . como a coesão. essa técnica (em leitura) serve para o professor parar a leitura nos pontos-chave e para obter previsões de como a narrativa se desenvolverá. Outra técnica é um procedimento chamado cloze.92). sentimentos. tradição literária. e até respostas negativas pode criar uma situação de sala de aula interessante" (BRUMFIT & CARTER. porque isso envolve muitas coisas.entusiasmo. p. textos literários. Resumo é também uma estratégia destinada a prestar atenção no ponto geral ou no significado da história. Com o desenvolvimento deste tipo de competência de leitura.desta forma – possibilitando mais acesso a informação ou conhecimento. 1999. O texto literário propicia aos alunos uma grande variedade de estilos e temas. (criativo. p. as idéias 10 Tradução nossa. a fim de saber o que está em causa. A Previsão pode ser considerada como uma estratégia. coerência. comparar e contrastar trabalhos. fornecendo informação complementar às hipóteses e investigações" (BRUMFIT & CARTER. bem como. influência. muito sobre a experiência pessoal. mas como se para falantes nativos. familiarizando os alunos com diferentes estilos e épocas. "perigoso". O texto literário usado nas aulas de Inglês . os alunos podem explorar as questões amplas mais a fundo como: estudo do autor. no sentido de "levantar questões avaliativas. 1999. "o ensino da literatura é um negócio árido a menos que haja uma resposta. opiniões que o aumento da compreensão da vida. maravilhoso). Assim.

testes de língua eram desenvolvidos para avaliar o domínio do sistema linguístico que o aluno tinha.183). reconhecendo que a “proficiência na língua era composta de vários componentes" (CARTER & NUNAN. busca novos desafios e concorda ou discorda. mas uma tentativa de desenvolver ou ampliar a competência literária" (BRUMFIT & CARTER. além disso. é necessário ou fundamental ouvir um falante nativo. "É 36 . OLLER (1983) modificou isso. p. isso levou a um interesse em testes de integração (testes ‘fechados’. os temas. Embora a idéia principal seja facilitar a aprendizagem de línguas. para ler. como de múltipla escolha e incluíam um grande número de itens. 1999. 139). o estudo da literatura permite uma variedade de ênfases e perspectivas. tais como fonema. vocabulário crescente e. ditado. 1999. No entanto. Para aumentar a confiabilidade. é claro. p. 2001. as metáforas.3 A Avaliação no Ensino de Inglês Nas décadas de 1960 e 1970. um verdadeiro plano de estudos literários "não servirá simplesmente pelo uso de textos literários para fins avançados da língua. O uso da literatura nas aulas de inglês como língua estrangeira. o que significa um trabalho integrado com as quatro habilidades. os ‘testadores da língua’ começaram "a olhar para outras formas mais globais de avaliação que fossem capazes de explorar o uso das habilidades de linguagem em contextos de constrangimento normais" BRINDLEY (1987. emite pareceres e respostas. 2001. Se apenas soubéssemos o que a literatura tem para oferecer “poderíamos começar a discutir o seu papel e selecionar métodos e textos apropriados" (Apud BRUMFIT & CARTER. p. apud CARTER & NUNAN. Durante a discussão na sala de aula. 2.185. o estudante reage e interage com o professor.139) No início de 1980. bem como com os outros estudantes. conhecimento gramatical e vocabulário.principais. etc). será capaz de aumentar todas as habilidades de linguagem porque a literatura estenderá conhecimentos linguísticos. Para LITTLEWOOD (1986). os testes frequentemente usavam formatos de testes objetivos. p. discutir e escrever. discute ideias. a aquisição da linguagem.

2001. a prestação de contas (a prever que os resultados de aprendizagem destinados foram alcançados).. ou melhor. que deve ser considerado porque um teste "vai influenciar o ensino. que incluem: a seleção (para determinar se os estudantes têm proficiência suficiente). pois com ela. 141). mas sim a melhoria da qualidade de aprendizagem e instrução" (BRINDLEY. o que e como os professores ensinam. p. instrução de tomada de decisão (decidir o material para apresentar ao lado ou o que rever). 140). 1987. Assim. "A avaliação é parte do currículo e os professores são responsáveis pela construção e administração de avaliações de instrução" (Apud CARTER & NUNAN. A questão mais importante sobre a avaliação do ensino aprendizagem talvez seja o impacto. ouvir e ler trechos retirados de tipos diferentes de mídia e vários tipos de ‘escrita autêntica'.) não dá uma imagem precisa de proficiência de um indivíduo e que uma série de procedimentos de avaliação diferentes faz-se necessária (CARTER & NUNAN. um professor consciente irá melhorar a qualidade da informação que as avaliações de linguagem podem proporcionar. apud (CARTER & NUNAN. destina-se não tanto aos resultados formalmente medidos. Os tipos de tarefas utilizadas nas avaliações comunicativas incluem atividades como entrevistas orais.. 37 .. Na avaliação temos várias finalidades. 2001. 2001. a aprendizagem. os testes terão impactos positivos e/ou negativos em todos os alunos e professores 11 Tradução nossa. É essencial compreender que "uma boa dose de avaliação. p. Muitos testes de linguagem e de avaliação utilizados hoje em dia. a avaliação tornou-se direta. Com o uso generalizado do ensino de línguas comunicativo. porque o termo avaliação referese a uma variedade de maneiras de coletar informações sobre a capacidade linguística do aluno. Em conformidade com Brindley (1987). tendo lugar em salas de aula de aprendizagem de línguas.. os alunos são capazes de auto-avaliar sua capacidade de linguagem com precisão razoável. Houve também um crescimento considerável no interesse do uso de auto-avaliação com os alunos de línguas. muitas vezes contêm tarefas que se assemelham ao tipo de uso da linguagem na vida cotidiana. a certificação (para proporcionar às pessoas com uma declaração de sua capacidade de línguas para fins de emprego). o diagnóstico (para identificar pontos fortes dos alunos e fraquezas).atualmente aceito que um teste de uma única habilidade (. motivação (para incentivar o aluno a estudar mais) e assim por diante. p. o quê e como os alunos aprendem. 139) 11.

. 1999. 1999. nem tanto de conduzir uma conversa com o aluno. depois de um jogo falado. Em relação à avaliação da fala. A poesia é essencialmente um exercício oral. em primeiro lugar devemos considerar esses estudantes como um grupo especial. Além disso. a resposta mais ou menos controlada. Finalmente. mas de observar dois alunos conversando" (BOYLE. parece ser confiável. Para avaliar a leitura. ou filme" (BOYLE (1986) apud BRUMFIT & CARTER. ou uma história ser ouvida. apud BRUMFIT & CARTER. No que diz respeito à escrita. "o criador de qualquer teste deve ser capaz. 1993. conversas. p. um bom teste "irá conter tanto questões de caráter geral como questões sobre detalhes mais específicos" (BOYLE (1986) apud BRUMFIT & CARTER.204). "os testes mais globais da escrita. Logo. p. Testes de língua hoje em dia. diálogos. assim como as regras da gramática. palestras curtas podem ser avaliados. podem ser questionados.. não apenas para saber sobre suas características formais: as regras de uso são vistas como importantes. Perguntas não devem simplesmente avaliar a precisão. ler em voz alta. a precisão gramatical e. 115).199). A PC-SC (1998) entende a avaliação em um primeiro momento como algo problemático. 1993. ou livre de um texto. p. na história. para ler poesia adequadamente um aluno não deve apenas saber como usar um número de palavras. 117). os alunos devem encontrar – em um texto – sinônimos. 1986.envolvidos" (ALDERSON & WALL. p. 206). poderiam incluir a composição. Em termos de avaliação da habilidade de audição. enfatizam a capacidade de fazer algo com a língua. por um lado. o teste fechado. assim é possível e muito mais fácil para avaliar as quatro habilidades. Porque. Assim. outra forma é dar uma imagem para que os estudantes a descrevam. mas o poder de apreciar a importância de determinados fatos. Em relação à avaliação na literatura. a resposta requerida pelo professor poderia ser de caráter geral ou resposta específica. acima de tudo. o poder da imaginação do aluno. 1999. pois pensar uma proposta para o ensino-aprendizagem de LE numa 38 . por exemplo. mas é evidente que ela poderia ser um tipo de teste de compreensão de leitura também. p. passagens curtas podem ser citadas e o/s significado/s. por outro lado. é fundamental que o professor tenha conhecimento desse impacto. juntamente com o ditado. o professor deve avaliar. Por fim. porque "a hipótese de impacto parece supor que os professores e alunos fazem coisas que não necessariamente fazem de outra maneira por causa do teste" (ALDERSON & WALL. ele também deve saber um número de usos possíveis para qualquer palavra dada.

como ela é aqui entendida. o professor poderá ainda contribuir para uma melhoria na escola. levando em conta o desenvolvimento do aluno como um todo. Se isso é importante para o ensino é também particularmente importante para a avaliação de Língua Estrangeira. utilizando-se de um amplo repertório composto por técnicas sociais. considerado as interações sociais primordiais. o professor. isto é. vai aprendendo a apreciar e à qual. O professor ocupa um papel importantíssimo nesse processo. dirigir. (PCNs. liderar. pouco a pouco. evitando práticas que não fazem sentido ao educando ou que ainda só satisfazem as preferências pessoais do professor. conduzindo a uma aprendizagem eficaz.82-83).perspectiva social e histórico-cultural deve ser amplamente discutida. Deve colocar-se em seu lugar para que a outra língua não se lhe apresente como “estrangeira”. encorajar. Enfim. aceitar. p. sendo a observação o principal instrumento que envolve diretamente o aluno. com sensibilidade. afim de que as três partes envolvidas nesse processo (professor/aluno/conhecimento) tenham sucesso. pensar o ensino de LE através de uma nova perspectiva implica também em se pensar como se dá a relação professor/aluno na sala de aula. partilhar. pois é ele que media os conhecimentos científicos. 1998. com o intuito de proporcionar um propício ao desenvolvimento emocional. traçar objetivos e metas claras. ambiente percepção e solução de problemas. animar. Por isso. coordenar. A avaliação deve ocorrer de forma contínua. Sendo assim. para que o processo de ensino-aprendizagem possa levar a uma avaliação como consequência daquilo que foi exposto em aula. cada vez mais ele vai aprendendo a dar sentido. estimular. para perceber o tratamento equivocado e os mitos cristalizados que a envolve. que ele. corrigindo quando necessário. É dever do professor tornar-se um avaliador empenhado em mediar as interações em sala de aula. Ao conduzir o educando a uma aprendizagem eficaz. 39 . equívocos que possam aparecer no percurso. estranha a ele. dentro de seu planejamento. consciente da problemática que envolve a avaliação. isso significa que o professor deve aconselhar. considerando os PCNs (1998). para que seja mais uma ferramenta do processo e não a ferramenta principal que determinará o aproveitamento ou não do aluno. deve estar atento para essas ideias sugeridas acima para que esse processo de avaliação torne-se mais eficaz na busca de resultados positivos. mas sim como a língua de outras pessoas. respeitar e compreender o aluno. Este documento ainda entende que cabe ao professor. escutar.

proporcionando ao educando uma interação social com o novo conhecimento. privilegiando assim uma prática pedagógica discursiva de múltiplas formulações. contendo informações culturais sobre os países falantes da língua.E. na sua complexidade” (PC-SC.101). Faz-se necessário a interação efetiva entre o educando e os materiais selecionados.aspectos culturais e a forma com que ocorre essa apropriação. 1998. 40 . pois conforme a PC-SC: “o aprendizado só se realiza efetivamente quando essa nova língua é apresentada e explorada de forma viva. p. precisa estar consciente de seu papel enquanto educando de uma nova língua. Para concluir. proporcionando uma vivência com o mundo da escrita da língua. significativa – em suma. A prática social da linguagem também deve ser apresentada ao educando de maneira significativa. o professor de L.

um momento onde a individualização das crenças se faz presente. vem prorrogando esta questão. por isso. 2º parágrafo: O ensino fundamental será ministrado progressivamente em tempo integral. através de uma proposta pedagógica inovadora.02) comenta que LDB – Lei de Diretrizes e Bases para Educação. pessoal e melhorias futuras. Conforme segue: Art. devendo oferecer-lhe. neste sentido Carneiro (2011. até mesmo alternativas.02). proporcionando-lhes condições mínimas de sobrevivência e crescimento social. pois necessita mudar toda a estrutura da educação nos municípios. sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola”. por isso a implementação da Educação Integral além der ser vista como muito importante também é encarada como um desafio. onde prevê o aumento progressivo da jornada escolar para a jornada em tempo integral. por falta de investimentos e de criar condições. o que nos leva a refletir sobre a organização escolar. Uma das importâncias de se implementar a Educação Integral nas escolas públicas é possibilitar ao educando respostas às necessidades básicas. o que nos leva a repensar seu papel formador. é importantíssimo para o processo educacional a ampliação do tempo de permanência dos alunos na escola. no contra turno deve-se trabalhar com oficinas que complementem e ampliem os conhecimentos abordados. nos seus artigos 34 e 87. p. 34 – “A jornada escolar no ensino fundamental incluirá pelo menos quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula. p. O Brasil. A EDUCAÇÃO INTEGRAL Atualmente vive-se um momento inédito na história. a fim possibilitar-lhes competências e referências para origem no mundo enquanto cidadãos capazes de transformá-las e desenvolvê-las de forma profissional. oportunizando-lhes uma maior 41 .3. LDB. 2011. a critério dos sistemas de ensino (CARNEIRO. trabalhados em todas as áreas do conhecimento. A educação integral é assegurada pela. pois a educação é vista como um dos fatores fundamentais no desenvolvimento e construção de uma sociedade que orienta suas ações para a inclusão social e o bem estar da sociedade. além de uma educação de qualidade no período normal.

com caráter formador. Só faz sentido pensar na ampliação da jornada escolar. trabalhá-los de forma conjunta com o intuito de oferecer um ensino inovador. de acordo com GONÇALVES. mas se sente responsável por um futuro com equidade. é dar um sentido novo à função social da escola e do educador que não se considera mero cão de guarda de um sistema iníquo e imitável. Pensar numa escola autônoma é lutar por ela. educação baseada na articulação dos conhecimentos a partir de projetos temáticos e educação integral na perspectiva de tempo integral. e sim. pensando o sujeito como um todo.. total. 02) em seu artigo. apud GOMES. se considerarmos uma concepção de educação integra. Para Gonçalves (2006) o conceito de educação integral. segundo uma pesquisa realizada pelo CENPEC – Centro de Estudos em Educação Cultural e Ação Comunitária (2005) identificou quatro diferentes termos para explicar o ensino: educação integral uma formação integral. (2006. cabe aqui ressaltar a necessidade de não utilizar diferentes termos para a justificativa desse ensino. Oliveira (2006) em seu artigo “Todos na luta pela Educação do Campo Integral – Educação do Campo Integral na Perspectiva do SemiÁrido” argumenta que integral significa inteiro. Com a perspectiva de que o horário expandido represente uma ampliação de oportunidades e situações que promovam aprendizagens significativas e emancipadoras. [. de acordo com Gadotti. Para explicar o termo integral. 1992. p. onde pontos como discussão e reflexão apareçam como elementos necessários para a construção de novos conhecimentos. 02). As experiências oportunizadas na educação integral podem favorecer o desenvolvimento de conhecimentos e ampliar as potencialidades de cada aluno 42 . p. resgatando sua auto-estima e capacitando-o para ser sujeito e autor de uma aprendizagem efetiva.qualidade de ensino sobre os conteúdos da base curricular. na implantação de escolas de tempo integral. ou seja. completo..] lutar por uma escola autônoma é lutar por uma escola que projete uma outra sociedade.. inclusive no Brasil.. porque. De acordo com suas idéias então o significado do ensino integral seria um ensino completo. educação como articulação de conhecimentos e disciplinas. Apesar da idéia de educação integral estar associada à ampliação da jornada escolar também está sendo desenvolvida em diversos países. citado por Gomes (1992. Como essa discussão está em pauta já há bastante tempo. pois.. É preciso tomar cuidado em relação à ampliação dessa jornada.

havendo a necessidade de uma política pública que defendesse essa ideia com o intuito de unir forças entre educadores. seria necessária uma estrutura mínima para que as horas a mais na escola garantissem um aprendizado eficaz. A partir daí. alguns filósofos acreditavam que o sujeito nascia sem conhecimento nenhum. aprendia no cotidiano. os professores não tiveram uma preparação adequada para lidar com essa nova realidade. Todo o conhecimento vem da experiência (empirismo). 80 e 90. houve um esvaziamento das responsabilidades escolares. com ambiente físico precário. O coroamento do ciclo de urbanização desordenada associado às políticas públicas erráticas e inadequadas (Cunha. Na antiguidade a escola possuía status. 1995) juntamente com a evasão da classe média da escola pública. a desvalorização. ocorreu o processo de escolarização das grandes massas da população brasileira. propiciando resultados positivos. por isso. Durante a Idade Média a educação era pouco sistematizada. Tal situação atingiu o ápice nas décadas de 70. levando a uma grande demanda de exclusão precoce de grande parte das crianças que a elas chegam. condizente com a realidade. tentou-se implantar uma nova realidade no contexto escolar. faz-se necessário retornar as indagações da década de 50. pois. essa escola de tempo integral não é uma idéia nova. Na metade do século XX. porém a discussão dirigia-se a um importante fato que poderia por em risco o ensino. sendo relacionada à formação dada no interior das famílias.participante. no entanto. O que leva aos questionamentos da possível origem dessa crise. educadores como Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro passaram a difundir sobre esse assunto. pois. também. A fim de justificar a importância da inserção desse ensino. estabeleceu-se uma tradição onde as instituições tornavam-se omissas. comunidade e um projeto ideal. o cargo de professor além de ser muito bem remunerado também era muito valorizado pela sociedade como um todo. porém a escola atual passa por uma crise onde a escola e os profissionais da educação vivem o oposto. aumento de conhecimento. que preparavam seus jovens para assumir papéis 43 . já na década de 50. desde que esse aumento na carga horária signifique. que aos poucos iria sendo preenchida com conhecimentos. pela redução da jornada e multiplicação dos turnos. Devido a esse dado. que a mente humana era igual a uma tábula rasa. pela falta de orientação didático-pedagógica e pela baixa qualidade da formação dos professores. contribuiu para a consolidação da baixa qualidade do conhecimento desenvolvido pelos sistemas de educação básica no Brasil. não bastando à simples permanência dos alunos na escola.

em geral o ofício dos seus pais ou familiares.sociais de natureza. na qual as pessoas estavam aptas assumir seus direitos civis e políticos. A ideia de formação do povo tornava-se cada vez mais uma intenção real. representando o abraçamento da crença numa nova e melhor condição social e de vida. aliou-se ao povo para pressionar as mudanças necessárias. político e epistemológico. por meio da ética. que favoreceriam as camadas populares. o Estado viabilizaria o mercado e a consequente geração de riquezas no meio social Como a sociedade estava caminhando para políticas públicas consideradas fundamentais para a dignidade e civilidade do povo. baseado nos valores determinante para o modelo de escola que se originaria desde então. social. por que por mais que a escola fosse um importante aparelho para civilizar e controlar o povo para o estado moderno exigia-se um financiamento que o mesmo não intencionava bancar. agora abandonara o povo. o que possibilitou o desejo de mudança. e o Estado burguês não assumia a educação como política social que estava na base do projeto 44 . anteriormente que havia se aliado as classes populares para um novo modelo de estado. por volta do século XVII. a seu favor. desta forma. destinado apenas a poucos. que interessada. Porém. para a cidadania como exercício de direitos e deveres por meio de uma instrução igualitária. Nessa época as crianças pertencentes à classe popular não tinham acesso a escola. através principalmente dos movimentos de emancipação. a escola poderia contribuir para que tal mudança ocorre-se. como racionalismo. Sendo de caráter privado. o que representou uma ruptura com o modelo histórico. porque também não tinha a intenção de investir recursos nos projetos sociais. igualdade e fraternidade. a escola pública não se concretizou naquele momento. À medida que as relações sociais se estabilizassem e a propriedade fosse garantida. pertencentes a famílias abastadas. cosmopolitismo e liberdade plena. a ideia da escola pública. foram às muitas mudanças que ocorriam nesse período. E a burguesia. da arte e da ciência. preparando para a participação e inserção social. gratuita e universal. ansiando pela liberdade. gratuita e universalizada era acenada como a de instituição fundamental na consolidação da nova sociedade que se opunha à anterior. A escolarização tinha como intuito promover o desenvolvimento cognitivo e social. As transformações deram-se devido a influência das idéias iluministas. A transição que ocorria na época impulsionou a burguesia. A partir desse contratempo passou-se a discutir a necessidade da escola e o sistema de educação pública. propiciando pleno desenvolvimento das capacidades pessoais. consolidando-se um novo modelo econômico. como a educação e a saúde.

condições e direitos trabalhistas. as classes populares lentamente chegaram à escola. O papel principal da educação deveria ter sido retirar o povo da ignorância em que se encontrava. acolhendo as dimensões afetivas. com o aumento populacional. ensinar regras de comportamento e desenvolver habilidades de comunicação aos interesses dos indivíduos. sua forma de organização foi criada. esta exerceu duas funções bastante específicas: Preparar os trabalhadores para a aceitação das novas funções nas indústrias e ocupar-se das crianças cujos pais saiam de casa para ingressar neste sistema de produção. desse modo para os novos papéis sociais que se lhe colocavam numa sociedade sob intensas transformações. universal e único. trabalhando fora de casa e da comunidade (LAGO. Através dos fundamentos humanísticos e científicos que embasaram a escola tradicional. uma pessoa. as revoluções e rupturas travadas em torno da democracia social e dos direitos de massas é que a formação dada através da escola passa a ser elaborada de forma dualizada (formação profissional X formação geral) por meio da consolidação progressiva de um sistema educacional público. gerando o barateamento do custo do processo de escolarização. de manutenção do sistema de produção capitalista. que anteriormente era paga e atendia parcelas específicas da população. pois os filhos das famílias com poder aquisitivo estavam estudando com professores particulares ou em escolas religiosas. a proposta passou a ser previamente elaborada. destinada também às crianças das camadas populares. gratuito. pouco capaz de participar na construção de uma sociedade pautada em valores sociais igualitários e democráticos. passou a condição de pública. subjetivas. uma identidade em formação. Portanto. Apenas nos séculos XVIII e XIX e por meio da Revolução Industrial. 2002). gratuita e única. A escola passou a reproduzir as relações de produção ao incluir uma cultura científica. e o estado passou a regular os marcos legais do trabalho docente. A apropriação crítica do conhecimento requer que se considere o aluno. a escola existente contribui para a reprodução e acentuação da divisão social. o manual escolar e a utilização de métodos de ensino coletivos. meritocráticos e apolíticos.moderno idealizado. Assim. A educação passou a ser tratada como assunto de interesse público. A partir daí. 45 . as lutas. a educação não converteu a sociedade à construção de uma cidadania crítica e sim ao acesso de uma escola com matizes pragmáticos. através de conhecimentos produzidos pela ciência moderna. tendo acesso à formação geral e ampliada. sendo assim. educando-o pela difusão de conhecimentos e preparando-o.

o problema do conhecimento configurou-se como tal a partir de Parmênides (540 – 450 a. dos quais os objetos sensíveis são sombras. Assimilação crítica de saberes compondo uma formação ética voltada para a participação na construção do bem comum é o que se pode sintetizar ao estabelecer-se uma releitura. culturais a ele inerentes. diferente do que se acreditava anteriormente. Além de a escola assumir sua função básica social de garantir uma formação básica.) que defendia a unidade e a imobilidade do ser – o ser é e não pode não ser -. que o professor era o único detentor do saber. do quadro de funções sociais da escola na contemporaneidade. Platão. a educação surge como a arte da conversão da alma. no entanto. Lago (2002) aborda a história da educação para explicar a relação entre a teoria do conhecimento e a sua proposta educacional a partir do filósofo empirista John Locke. teria contemplado as ideias puras em uma vida pré-empírica. de fazer o espírito olhar para o verdadeiro ser que se encontra no mundo ideal. Aponta que conhecer é relembrar. conhecido como o líder intelectual da tão odiada aristocracia. a outra baseada na ciência como busca constante do conhecimento. ao conhecimento. A educação assume duas orientações básicas: uma baseada na crença. mas como meio de comunicação de acesso ao poder político. Porém. dada e acabada. 2002). Supõe a formação de homens capazes de correção. o importante é o conhecimento racional. pois a alma.estéticas. Após a morte de Sócrates. O professor é o transmissor da verdade e o aluno receptor. por consequência. aperfeiçoamento e transformação cultural. O conhecimento não é relativo e não pode ser usado como meio de acesso ao poder político. através da negação do mundo 46 . C. Sócrates apud in Lago (2002). com ampliações. da compreensão do sentido e da ressignificação dos processos em questão) para enfrentarem de modo mais consciente e seguro o novo disciplinamento. que tem por base a experiência individual e a coletiva. na reprodução da verdade revelada. a escola deve formar. pois os sentidos nos enganam (LAGO. preparar os alunos (por meio de crítica. apresentou novas ideais. que partindo do “sei que nada sei” e do “conhece-te a ti mesmo”. Assim. como meio de alcançar a verdade que liberta os homens. situação em que o professor aparece como orientador e o aluno também como sujeito do processo. deu continuidade ao projeto do mestre. uma vez que a educação está para perfeição do todo. como base de todo o processo de conhecimento. seu pupilo. antes de cair no mundo material. dando aos alunos a luz às idéias. assume também o papel de viabilizar a criticidade no mundo social e do trabalho. e se encontram a priori no mundo das idéias.

p. à sociedade ideal sob responsabilidade do Estado. alimentação. que tinha o poder nas mãos. mas em função de esboços de objetivos que serão desenvolvidos. Sabe-se que tais atividades acabam sobrecarregando a instituição escolar. democraticamente estruturada. Durante a Idade Media o conhecimento esteve pautado pelo conflito entre a verdade como revelação divina e a verdade considerada como produto apenas da razão. A luta pela instituição da tolerância em que a educação está voltada para a afirmação do homem como indivíduo. palco intenso de idéias. como atividades relacionadas à higiene. um clima tolerante onde a educação está para a aceitação da verdade revelada. cabendo ao homem aceitar. porém. clima de intolerância. p. da unidade sobre a multiplicidade. Enfim durante a Idade Média assistimos a afirmação do social sobre o individual. a construção de alguma identidade coletiva”. os amplos conflitos. referente ao conhecimento. CAVALIERE 2002. a verdade dada à educação constituída dentro de um clima de intolerância cumprindo a função de adequar o homem às ordens estabelecidas. não tipicamente escolares. pois para se construir uma nova sociedade é necessária à reflexão sobre a sociedade atual. Identidade esta 12 DEWEY. para transformar a natureza em função dos interesses do homem. A verdade que está dada como pronta e acabada no mundo ideal.sensível. saúde. com responsabilidades que deveriam pertencê-las. permanecendo como o grande referencial referente às ações humanas até o século XIII. no entanto se pensar e uma nova identidade sócio-cultural iriam de encontro com um projeto mais amplo de sociedade. 251. por meio da comunicação da experiência. na qual se possibilitará. tendo por base a supremacia da fé sobre a razão. No Renascimento a dúvida. deduzir e ajustar-se a esta verdade dada. sob pena de sofrer a intervenção da igreja. Para DEWEY. Atualmente a escola passa a incorporar um conjunto de responsabilidades educacionais. 251. Nessa perspectiva idealizou-se a educação. Seu projeto de escola é um projeto de “comunidade intersubjetiva. cuidados e hábitos primários que deveriam ser realizados e orientados pela família. sujeito do processo do conhecimento e orientado à busca do mesmo. definiram o perfil cultural do mundo medieval. o ambiente escolar não deve estar constituído em função de objetivos fechados ou de projetos predeterminados. filósofo pragmatista da década de XX o qual a pesquisadora. citado por CAVALIERE12 2002. utilizou a sua concepção de educação como apoio para escrever seu artigo Educação Integral: Uma Nova Identidade Para A Escola Brasileira? 47 . Na Patrística. Na Escolástica. e não mais aceitá-lo como acabado. assume caráter positivo. de busca de conhecimento. maleáveis a ponto de adequá-los quando necessário.

que dê conta das diferenças culturais.vista como algo comum. multicultural. 48 . por ser uma nação rica etnicamente falando. ideológicas. Para que a partir dessas discussões seja possível construir essa nova identidade que se faz necessária. existentes em nosso país. leva-nos a criar condições para o estabelecimento e desenvolvimento do respeito mútuo entre os envolvidos.

a educação escolar precisa ser repensada. o trabalho pedagógico pode-se dar de duas formas: mecânica. no ensino regular muitas vezes não é eficaz. reflete sobre os pressupostos de sua prática. ou seja. Ela ocorre por meio de diferentes contextos. quando aprendemos de modo prazeroso.seguindo. Enfim. planeja. esses aprendizados tornam-se muito mais significativos. divertidas. busca caminhos adequados. cabendo aqui. poucas horas/aula na grade curricular e pouco tempo para planejamento. é o conhecimento em movimento.CONSIDERAÇÕES FINAIS A aprendizagem acontece desde o nascimento e permanece por toda a vida. ou seja. compostas de atividades extras.na Educação Integral. Nesse sentido. se quiserem aprende-se a aprender. tem um método de trabalho. Oportunizando através do ensino integral oficinas ricas. Para que a construção do conhecimento ocorra em sala de aula. Essa monografia foi oportuna para levantar reflexões sobre o ensino do Inglês como LE – Língua Estrangeira . meio que na base do piloto automático. tensionado pelas questões da existência. fazendo aquilo que sempre fez. Uma coisa é o conhecimento estar pronto. crítica . pois. por grande parte dos educadores da Língua Inglesa. Aprende-se a pensar. significativa e duradoura. para que não se torne um reflexo do que ocorre com a língua estrangeira no ensino regular. É através de um clima propício que a relação das idéias ocorre entre si. professor como transmissor de conhecimento ou consciente. o professor tem como missão criar um local propício que favoreça a elaboração do conhecimento de forma crítica. A inserção dessa disciplina no ensino integral merece uma atenção especial. criativa. nessa relação em que o sujeito está aprendendo a relacionar as ideias e a realidade. no entanto. sistematizado e outra. esses fatores não deveriam ser determinantes para a não eficácia do ensino. intuitiva . verificou-se que o ensino integral poderia ser uma possibilidade de mudança nessa trajetória do ensino do Inglês na escola. a área do conhecimento e resgata o significado do estudo. número de alunos em sala de aula. o ensino do Inglês como língua estrangeira. considerando todas as suas vivências e aprendizagens. ao professor ser o mediador desse novo processo. Devido a estas dificuldades enfrentadas ao longo do tempo. E o professor tem papel 49 . Porém. devido à falta de recursos. conhece a realidade local.o professor procura tomar consciência daquilo que está fazendo. reflete sobre as consequências de sua ação.

Sendo que o papel principal deste projeto foi de importância social. não esquecendo que a mesma. a fim de torná-lo um cidadão crítico. pois a partir dele poderemos pensar o ensino do Inglês como LE. pode propiciar uma aprendizagem comunicativa ao educando. cabendo a nós educadores. a partir do ensino integral. A importância acadêmica da pesquisa foi apresentar o ensino da Língua Inglesa na Educação Integral. Pôde-se verificar através dessa pesquisa. capaz de contribuir e sugerir mudanças e melhorias em nossa sociedade. os objetivos foram alcançados através deste estudo. pois é através da relação criada por ele que ocorre a maior interação entre sujeito/conhecimento e sujeito/sujeito. como uma ampliação de oportunidades de aprendizagem e possibilidades de acesso ao conhecimento da língua e da cultura inglesa. pesquisadores trabalharmos para que de fato as oportunidades sejam enriquecidas. 50 . pois o ensino da Língua Inglesa na escola integral pode propiciar ao educando a possibilidade de conhecer e refletir sobre os novos conhecimentos adquiridos. para que os mesmos sejam capazes de vivenciar experiências significativas e que estas. é entendida como uma ampliação de oportunidades de aprendizagem e possibilidades de acesso ao conhecimento da língua e da cultura inglesa. através do ensino/aprendizagem dessa língua. Por isso. contribuam para a ampliação do horizonte do aluno.fundamental nessa mediação. que o ensino de Inglês como língua estrangeira (LE) no ensino integral.

BRUMFIT. Oxford University Press.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALDERSON. C. P. Médicas. 1999.scielo. A. In: _____ CARTER. NUNAN. 51 . Educação integral: uma nova identidade para a escola brasileira? Disponível em: http://www. Cambridge: Cambridge University Press. In:________ BRUMFIT. Language and Literariness: Study strategies in the teaching of Literature to Foreign Students In:________ BRUMFIT. J. BRASIL. 2nd edition. J. C. 2nd edition. J. & CARTER. CARTER. & CARTER. Vygotsky e a aprendizagem Escolar. CAVALIERE. Oxford. Oxford University Press. C. Acesso em 20/05/2011. D. BRINDLEY. In:________ BRUMFIT. Ana Maria Villela. R. J. Oxford. Todos na luta pela Educação do Campo Integral – EDUCAÇÃO DO CAMPO INTEGRAL NA PERSPECTIVA DO SEMI-ÁRIDO Disponível em: http://www. Literature and Language Teaching. Literature and Language Teaching. Ronald. 2001. 1999.. 1998. BOYLE. Geof. CARTER. 1999. 2001. Literature and Language Teaching. BAQUERO.org. CARNEIRO. Testing language with students of literature in ESL situation. Vol. Nº 2. Vera Maria Oliveira. The Cambridge Guide to Teaching English to Speaks of Other Languages.pdf. Oxford University Press. Literature and Language Teaching. The Cambridge Guide to Teaching English to Speaks of Other Languages.moc. C. C.amazon. Ricardo. R. Assessment.pdf. Oxford. 2nd edition. 2nd edition. Oxford. A. & CARTER. A. Oxford University Press. & WALL. Porto Alegre: Artes.. Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Estrangeira. J. D. R. Reading skills and the study of Literature in a Foreign Language. Oxford University Press 1993.com/Cambridge-TeachingEnglish-Speakers-Languages/dp/0521805163 BRUMFIT.br/pdf/es/v23n81/13940. J. Cambridge: Cambridge University Press. J. C. Oxford.br/artigos/11-09-2007_10_51_20. Does Washback Exist? Applied Linguistics. & CARTER. NUNAN.14. R. A. Ministério da Educação e do Desporto. R. 1999. 1999. Linguistic Models. Brasília (DF): MEC/SEF. R. D. Acesso em 20/05/ 2011. Disponível em: http://www.

1995.unisul. CHRISTOPHER. 1998.administradores. Acesso em: 20/05/2011 LAKATOS..pdf. M. Atlas:2000.pdf. In: www. Paulo.br/informe-se/artigos/escola-de-tempo-integral-espaco-eoutros-tempos-de-ensino-fundamental/26768/. LONG.br/informe-se/artigos/escola-de-tempo-integral-espaco-eoutros-tempos-de-ensino-fundamental/26768/. R. 3 ed. 1995. 1994. M.br/gpforma/2senafe/PDF/010e2. In: _____ SANTA CATARINA. Escola de Tempo Integral: Espaço e outros tempos de Ensino Fundamental. GADOTTI. CUNHA. Maria do Carmo Rodrigues. Clenio. A. Clenio. 2001.º 2 – Educação Integral – 2º semestre 2006. Disponível em: http://www. Disponível em: http://www. 52 ..: RENANDAYA. in: CELCE-MURCIA. In: _____ CAVALIERE. GREEN.M.CELCE-MURCIA. GOMES. Ablex Publishing Company. LAGO. C. Linguagem como mediação entre a vontade do eu e do outro in http://www. Acesso em 20/05/ 2011. A. LANTOLF. Methodology in language teaching – An anthology of current practice. 1997.ufsm. Jack C. 2001. Reflexões sobre educação integral e escola de tempo integral. Educação integral: uma nova identidade para a escola brasileira? Disponível em: http://www. Metodologia Científica. W. Secretaria de Estado da Educação. Artigo publicado em “Cadernos Cenpec” n. Proposta Curricular. M. E. D. Boston: Heinle & Heinle..scielo. G. In: _____ GOMES. S.106. Os fundamentos não tão fundamentados da relação conhecimento e educação. Cambridge: Cambridge University Press. & APPEL. C. p. 2002. HENTZ . P. LAGO. Ana Maria Villela. São Paulo. P. L.10. J.php/Linguagem_Discurso/article/viewArticl e/174. LAM J. Teaching English as a Second or Foreign Language. DRANKA.br/pdf/es/v23n81/13940. In: _____ RICHARDS. Renata Aparecida Paupitz. Maria do Carmo Rodrigues. 2002. 1 –32. KRASHEN. Acesso em 20/05/2011.com.portaldeperiodicos. Boston: Heinle & Heinle. In:_____(eds. E.. Moacir. Theoretical Framework: an introduction to Vygotskian Perspectives on Second Language Research.administradores.com. Editora Argos. Antonio Sérgio. Teaching English as a Second or Foreign Language. GONÇALVES. Acesso em 20/05/2011. p.) Vygotskian Approaches to Second Language Research. Locke e a Educação.br/index.A. SCARCELLA. F. Londres. R. Escola de Tempo Integral: Espaço e outros tempos de Ensino Fundamental.

Literature and Language Teaching. MYLES Florence. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. Theoretical Framework: an introduction to Vygotskian Perspectives on Second Language Research. Secretaria de Estado da Educação. Rosamond. 1998 (11-26). Vol 1. Ablex Publishing Company. P. William T. Sandra. Oxford. In:_____(eds. Neusa (org. NUNAN. Literature and Language Teaching.LITTLEWOOD. Magda B. Lev S. 2001. J. J. N º 2. Literature in the school Foreign-Language course. In: _____ BASTOS. ensino. Second Language teaching & learning. MCKAY. Oxford University Press.). 1994. Oxford. C. Oxford University Press. RICHARDS. UR. 1998. 2001.unisul. The Cambridge Guide to Teaching English to Speaks of Other Languages. A Course in Language Teaching. In: _____ MITCHELL. In: _____ LANTOLF. In: CARTER. 53 . Second Language Learning Theories. Lev S. J. Secretaria de Estado da Educação. 2nd edition. A. A.: RENANDAYA. Oxford University Press. C. Maria Bernardete Fernandes de. Oxford University Press. 1999. Língua portuguesa: história. Michael. Jack C. Approaches and Methods in Language Teaching. RODGERS. VYGOTSKY. In:________ BRUMFIT. Londres. 1989. J. R. 2001. 1999. 1994. Jack C. W. Proposta Curricular. David. A. & CARTER. Boston: Heinle & Heinle Publishers. Theodore S. NUNAN. As vozes e os efeitos de sentido da “prática” no discurso de professoras sobre sua formação. 1998. VYGOTSKY. R. A.. Oxford. perspectivas. 1999. SANTA CATARINA. Disponível em: http://www3. RICHARDS. Cambridge University Press. C. 1995. Penny. 1989.pdf. Proposta Curricular. Pelotas. 2002.. 1983. & APPEL. & CARTER. ROST. 1 –32. J.Acesso em 20/05/2011. & CARTER. OLLER. Oxford. Cambridge: Cambridge University Press. OLIVEIRA. 1999. R. in:________ BRUMFIT. P. D. 1991. New York. W. VYGOTSKY. Cambridge University Press. Methodology in language teaching – An anthology of current practice. 2nd edition. São Paulo:Educ. R. In:________ BRUMFIT. Cambridge: Cambridge University Press. In: _____ SANTA CATARINA. Linguagem & ensino.br/paginas/ensino/pos/linguagem/0601/8%20art%206. Literature in the ESL Classroom. 1994. Literature and Language Teaching. G. Lev S.) Vygotskian Approaches to Second Language Research. 2nd edition. SOARES.