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Prepare-se: vestibular e ENEM (p.

142 e 143)

9) No primeiro poema, de João Roiz de Castelo Branco, o eu lírico tem a amada como
interlocutora e, metonimicamente, fala do sofrimento amorosos através de seus olhos.
No poema de Camões, o sofrimento dos amantes é traduzido pela natureza, mais
especificamente pela madrugada, que, testemunhando sua separação, reflete em suas
características o sofrimento de ambos.

10) Alternativa E
11) Alternativa B
12) a) “É um contentamento descontente.”
b) “E quando a sente alegre, fica triste/E se a vê descontente, dá risada.”
13) Alternativa A

Texto para análise (p. 155 a 157)

1) Gentios e portugueses convivem pacificamente: os índios trocam arcos e flechas por


presentes, comem e bebem o que lhes é dado.
• O comportamento dos índios leva os colonizadores a acreditar em uma índole
que pode se adaptar facilmente às novidades. A inocência desse povo e seu
caráter amável são vistos por Caminha como a possibilidade de moldá-los
segundo os valores europeus.

2) A intenção dos portugueses era converter os índios à fé católica. “... que nos
puséssemos todos de joelhos e a beijássemos para que eles vissem o acatamento que lhe
tínhamos.”
• Caminha retrata os índios como “bem dispostos”, “bem feitos”, “galantes”,
inocentes, bons e com uma simplicidade “bela”.
• Segundo Caminha, o fato de os índios demonstrarem grande inocência e não
terem ou não entenderem crença alguma faria com que se tornassem logo
cristãos, se a comunicação com eles fosse possível.

3) O trecho destacado deixa claro que, na visão do escrivão português, é muito natural
impor os valores da civilização européia aos povos nativos encontrados na terra nova.
• Caminha atribui a Deus a aparência dos índios. Portanto, se receberam de Deus
“bons corpos e bons rostos”, devem ser “homens bons”.

4) A referência à provável falta de crença dos índios, assim como à simplicidade, à


ingenuidade. Para ele, Deus levou os portugueses até lá por uma boa causa: salvar os
gentios.
• Sim. Como em todo processo de aculturação, o que determina a eliminação de
todos os traços da cultura colonizada é a visão de superioridade daquele que
coloniza.

5) O projeto de catequização dos indígena e a expansão da fé católica passam a ser


colocados em prática efetivamente com a chegada dos primeiros missionários. Mas o
conflito de interesses permanecerá durante todo o período: de um lado, os missionários
desejam “salvar” as “almas dos gentios”; de outro, os donatários e colonos necessitam
da submissão indígena e de sua mão-de-obra para colonizar a terra que se apresenta
plena de possibilidades econômicas.

6) Murilo Mendes faz uma paródia da Carta de Caminha, como diz o título. Portanto, o
eu lírico é o próprio Pero Vaz de Caminha.
• O eu lírico ressalta a beleza da terra e suas riquezas: a terra fértil, as frutas
exóticas, os muitos animais, outro e pedras preciosas.
• A intenção crítica do autor se revela no modo irônico como o eu lírico apresenta
algumas das riquezas do Brasil. Ele descreve de modo exagerado e irreal.

7) Os versos indicam riquezas que poderão ser extraídas do Brasil e enviadas a Portugal.
Como há muito para ser explorado, o eu lírico diz ao rei para reforçar a arca para que
possa guardar os cruzados que lucrará.
• Murilo Mendes está fazendo uma crítica aos interesses portugueses durante o
processo de colonização: extração e exploração das riquezas do Brasil.