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CURSO

BOLSA de VALORES
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Bolsas de Valores
Associações civis sem fins lucrativos. Seus principais objetivos são manter local
adequado para a realização dos negócios, fazer ampla divulgação das operações
efetuadas em seu "pregão".
No Brasil existem 9 Bolsas, das quais apenas a Bovespa - www.bovespa.com.br, em
São Paulo, possui pregões regulares e com volumes significativos. A BVRJ -
www.bvrj.com.br, no Rio de Janeiro, negocia hoje, apenas com títulos públicos. Em
1997, a Sociedade Operadora do Mercado de Ativos (SOMA) -
www.somativos.com.br, começou a atuar no mercado, apenas com o pregão
eletrônico, negociando ações não listadas nas Bolsas de Valores. O pregão da Bolsa
é um sistema de negociação que pode ser desenvolvido de duas formas:
-viva voz - quando o operador apregoa sua intenção de negociar, especificando o
nome da empresa, o tipo de ação e a quantidade e preço de compra ou de venda.
No pregão de viva voz são negociadas apenas as ações de maior liquidez;
-meio eletrônico - o fechamento dos negócios é realizado automaticamente pelos
computadores da bolsa de valores, sendo as ofertas inseridas por meio de terminais
de computador das corretoras ou, através do HomeBroker, disponibilizado pela
BOVESPA desde março de 1999, meio pelo qual investidores podem registrar suas
ofertas através da Internet.
Os dois tipos de pregão interagem entre si.
Sociedades Corretoras - Instituições financeiras que têm como principal função
promover a unificação do mercado, aproximando compradores e vendedores por
meio das operações realizadas nas Bolsas de Valores e Mercado de Balcão
Organizado (SOMA).
Sociedades Distribuidoras - O funcionamento dessas instituições é autorizado e
regulamentado pelo Banco Central. As funções básicas que elas desenvolvem no
mercado de ações são: participar do mercado primário, encarregar-se da compra e
venda de títulos e valores mobiliários por conta de terceiros, administrar carteiras
de valores e custódia de títulos, operar no mercado aberto e administrar fundos e
clubes de investimento.
Bancos de Investimento - O funcionamento dessas instituições é autorizado e
regulamentado pelo Banco Central. As funções básicas que elas desenvolvem no
mercado de ações são:
I - praticar operações de compra e venda, por conta própria ou de terceiros, de
metais preciosos, no mercado físico, e de quaisquer títulos e valores mobiliários,
nos mercados financeiros e de capitais;
II - operar em bolsas de mercadorias e de futuros, bem como em mercados de
balcão organizados, por conta própria e de terceiros;
III - operar em todas as modalidades de concessão de credito para financiamento
de capital fixo e de giro;
IV - participar do processo de emissão, subscrição para revenda e distribuição de
títulos e valores mobiliários;
V - operar em câmbio, mediante autorização específica do Banco Central do Brasil;
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VI - coordenar processos de reorganização e reestruturação de sociedades e


conglomerados, financeiros ou não, mediante prestação de serviços de consultoria,
participação societária e/ou concessão de financiamentos ou empréstimos;
Ações
As ações são títulos de renda variável que representam a menor parcela do capital
social de uma empresa. Emitidas por Sociedades Anônimas, as ações dividem-se
em:
Ordinárias - Têm direito a voto.
Preferenciais - Têm preferência na distribuição de resultados.

Quanto à forma de emissão, as ações podem ser:


Escriturais - Dispensam a emissão de títulos de propriedade. Circulam e são
transferidas mediante extratos dos Bancos Depositários;
Cautelas - São títulos de propriedade unitários ou múltiplos. Na cautela tem-se a
identificação do nome da companhia, o nome do proprietário, o tipo de ação, a
forma de emissão e os direitos já exercidos. A cautela não caracteriza a
propriedade, esta só se define após a averbação no Livro de Registro de Ações
Nominativas.

Quanto à forma de negociação:


Ações "Com" (cheias) - são ações que conferem a seu titular o direito aos
proventos distribuídos pelas empresas.
Ações "Ex" (vazias) - são ações cujo direito já foi exercido pelo titular

Somente podem ser negociadas, em pregão da bolsa, as ações que não possuam
proventos anteriores a receber. Desta forma, quando a Assembléia de um empresa
aprova a distribuição de um provento, as ações passam a ser negociadas "ex".

Sobre as ações podem ocorrer os seguintes eventos:


Bonificação - Distribuição gratuita, aos acionistas, de novas ações decorrentes de
aumento de capital por incorporação de reservas, lucros em suspenso ou
reavaliação do ativo. É um direito que não prescreve.
Dividendo - Distribuição de parte do lucro, proporcionalmente à quantidade de
ações possuídas pelo acionista. O dividendo mínimo é de 25% do lucro líquido do
exercício. É um direito que prescreve após 3 anos do início de seu pagamento pela
empresa.
Juro sobre Capital Próprio - Remuneração sobre o capital investido na empresa,
paga ao acionista, substituindo total ou parcialmente o dividendo.
Subscrição - Direito que o acionista tem de adquirir novas ações por aumento de
capital com preço e prazo predeterminados.
Grupamento (inplit) - É a redução da quantidade de ações em circulação, sem
alterar o Capital Social da Empresa, elevando o valor unitário da ação.
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Desdobramento (split) - Ocorre quando a empresa aumenta a quantidade de


ações em circulação, sem alterar o Capital Social da Empresa, reduzindo o valor
unitário para aumentar a liquidez da ação no mercado.
Bônus de Subscrição - São títulos negociáveis emitidos pelas empresas, dentro
do limite de aumento do capital. Os bônus de subscrição conferirão aos seus
titulares direito de subscrever ações do capital social, nas condições constantes do
certificado, mediante apresentação do título.
Entenda o Mercado de Ações
Ações são títulos de renda variável que oferecem resultados (ganhos ou perdas) ao
investidor, de acordo com o comportamento de seus preços de mercado, as
condições do setor em que se insere a empresa e a conjuntura econômica nacional
e internacional.
O investidor que adquire ações obtém ganhos ao receber
dividendos/bonificações/direitos de subscrição e também pela valorização do preço
das ações na Bolsa. Estes fatores, por sua vez, dependerão do desempenho da
empresa e de suas perspectivas futuras.O investidor que vende ações deseja obter
liquidez, ou seja, convertê-las em dinheiro. Uma, em geral, é vendida quando o
investidor avalia que suas perspectivas a médio e longo prazo são desfavoráveis em
relação a outras ações ou outros tipos de investimentos.
Embora se destaquem casos de investidores que auferiram grandes ganhos de
curto prazo na Bolsa, não deve ser esta a expectativa de quem decide investir em
ações.
Recomendamos, em especial para os clientes que estão iniciando seus
investimentos em ações, a leitura do Guia de Orientação e Defesa do Investidor,
disponível no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em Sites Afins.
O investidor pode participar do mercado acionário individualmente comprando e
vendendo diretamente ações nas bolsas onde o próprio investidor administra sua
carteira de títulos ou coletivamente adquirindo cotas de clubes de investimentos ou
fundos mútuos de ações. No segundo caso é importante que se conheça e
acompanhe as estratégias de investimentos do administrador da carteira.
Todo investidor busca a otimização de três aspectos básicos: retorno, prazo e
proteção, ou seja, ao avaliar um investimento deve-se estimar sua rentabilidade,
liquidez e grau de risco. A rentabilidade está sempre relacionada ao risco. Ao
investidor cabe definir o nível de risco que está disposto a correr, em função de
obter uma maior ou menor lucratividade. O investimento em ações exige do
investidor a definição de seu Perfil do Investidor.
Existem dois grandes tipos de risco no investimento em ações: Risco da Empresa
Emitente e Risco do Mercado.
1 - O Risco da Empresa depende da sua capacidade financeira e da atratividade
econômica do seu negócio. Esse risco pode ser identificado por:
-Risco Econômico - está diretamente ligado à atividade da empresa e às
características do mercado no qual atua. Relaciona-se à possibilidade da empresa
não atingir os resultados esperados. Ex: concorrência, evolução tecnológica,
qualidade, etc.;
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-Risco Financeiro - refere-se ao endividamento da empresa, ou seja, à sua


capacidade de honrar compromissos financeiros. Empresas com reduzido nível de
endividamento apresentam baixo nível de risco financeiro e vice-versa.

2 - O Risco de Mercado - diz respeito às variações imprevistas no comportamento


do mercado, determinadas, principalmente, por mudanças ocorridas na economia.
Pode ser identificado por:
-Risco de liquidez - decorrente da falta de contraparte para negociar a quantidade
desejada de uma posição, ou falta de interesse do mercado em negociá-la,
afetando de forma anormal o valor das ações;
-Risco de preço da ação.
Na hora de investir em ações, você precisa conhecer as duas escolas que estudam
detalhadamente o mercado e orientam a tomada de decisão:

- Análise Fundamentalista
- Análise Técnica

Dependendo do seu objetivo de investimento, você poderá dar maior ou menor


enfoque aos indicadores de uma ou de outra escola.
No caso de investimentos a longo prazo, os princípios da Análise Fundamentalista
são privilegiados, pois o investimento está sendo feito na empresa, aposta-se em
seu crescimento e prosperidade. As flutuações diárias nos preços não são a tônica
desta escola. Quando se trata de investimentos de curto prazo, em geral valoriza-se
a Análise Gráfica. Os adeptos desta linha de análise têm interesse pelas altas e
baixas do mercado e as tendências de preços das ações, procurando ganhar nas
flutuações.
Se você seguir continuamente as recomendações das duas escolas, aliado a uma
boa dose de bom senso, suas chances de sucesso serão certamente maiores.
Embora nenhum método de escolha de ações seja infalível, historicamente o
retorno de aplicações em renda variável, a médio/longo prazo, supera o dos
investimentos em renda fixa.
Não se esqueça que tão importante quanto o momento da compra ou da venda é o
acompanhamento constante de sua carteira de ações. Para tanto, é recomendável
que você siga algumas orientações básicas:
• disciplina;
• atenção às conjunturas nacionais e internacionais;
• tomadas de decisão conscientes e não por impulso ou ao sabor de "dicas";
• investir com regularidade, se possível, todo mês;
• reinvestir lucros e rendimentos;
• comprar ações de empresas com perspectivas de crescimento;
• investir em empresas e setores diversificados
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Como atuar no mercado


O que é uma ordem? Ela pode ser dada verbalmente? Como se dá a liquidação de
uma operação? Veja aqui as respostas para estas e outras dúvidas e fique sabendo
como atuar no mercado de ações.

Para comprar ou vender ações, é preciso ser cadastrado em alguma


corretora, distribuidora ou banco de investimento?
Sim, quando se quer efetivar a negociação em Bolsa de Valores ou Mercado de
Balcão Organizado. Negociações fora das Bolsas também podem ser feitas, mas não
é a forma mais segura de se comprar ou vender ações.

O que é uma ordem?


É o ato pelo qual o investidor determina ao intermediário (corretora/distribuidora)
que compre ou venda ações em seu nome, nas condições que especificar.

A ordem pode ser dada verbalmente?


Sim. Isso fica a critério do cliente e do intermediário. O cliente, ao preencher a
ficha cadastral, declara se suas ordens podem ser aceitas verbalmente. O
intermediário se reserva o direito de, quando achar necessário, exigir que a ordem
seja dada por escrito.

Qualquer ordem pode ser cancelada?


Sim. Toda ordem, enquanto não for executada, poderá ser cancelada pela pessoa
que a tiver determinado.

Como uma ordem é processada?


O primeiro passo é o registro da ordem. No momento em que a recebe, o
intermediário registra automaticamente todos os dados importantes para sua
execução. Esses dados ficam arquivados com o intermediário, à disposição do
investidor e dos órgãos fiscalizadores, aos quais compete verificar a correta
execução e distribuição dos negócios.

E que dados são esses?


Os principais são:
• nome completo ou código do investidor;
• data e horário da recepção e número da ordem;
• características e quantidades das ações a serem negociadas;
• natureza da operação, especificando se é de compra ou venda;
• tipo de ordem;
• prazo de validade da ordem;
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O que acontece depois que o investidor dá uma ordem de compra ou de


venda?
De maneira resumida, ocorrem as seguintes etapas (que podem ser totalmente
automatizadas, por meio de sistemas especializados):
• as ordens dos diversos clientes são recebidas e registradas;
• as ordens são encaminhadas ao pregão de viva voz ou ao Sistema eletrônico de
negociação para serem executadas nas condições especificadas pelos clientes;
• os negócios são fechados no melhor preço possível, dentro das demais
condições determinadas pelos clientes e pelo mercado;
• os negócios efetuados são confirmados pelas Bolsas junto aos intermediários.

Como se procede a Distribuição dos Negócios?
Podem ser necessários diversos negócios para atender a uma única ordem. Ocorre,
também, a situação inversa, quando diversas ordens são atendidas em um único
negócio. Os negócios efetivamente fechados são distribuídos pelo intermediário aos
diversos clientes, conforme a seqüência cronológica de recepção das ordens.

Em que consiste a liquidação de uma operação?


Consiste em fazer os títulos chegarem às mãos do comprador (liquidação física) e o
dinheiro às mãos do vendedor (liquidação financeira). A liquidação das operações
realizadas na BOVESPA e na SOMA é efetuada pela CBLC (Companhia Brasileira de
Liquidação e Custódia). Todo o processo de transferência de propriedade dos títulos
e pagamento/recebimento do montante financeiro é intermediado pela CBLC, que
inclusive determina os prazos para a liquidação, bem como seu controle e
penalidades no caso de atrasos.

Posso negociar qualquer quantidade de ações?


Sim. No entanto, as negociações de quantidade inferiores ao lote padrão serão
executadas no Mercado Fracionário, que segue padrão de cotação e liquidez
próprio.

Posso colocar qualquer limite de preço para a ação a ser negociada?


Sim, mas se o preço estiver fora de mercado a ordem provavelmente não será
executada por falta de contraparte (comprador ou vendedor disposto a fazer
negócio ao preço estipulado).
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Introdução
Se você está interessado em investir em ações então você tem duas alternativas,
diretamente através da compra de ações, ou através compra de cotas em fundos de
investimento de ações. Qual a alternativa mais adequada a você? Isso depende que
tipo de investidor você é!
• Investimento direto em ações é mais popular entre investidores mais
experientes, que estão constantemente se informando sobre o mercado, e que
gostam de administrar seu próprio dinheiro.
• Fundos de Investimento é mais popular entre investidores que não tem tanto
tempo (ou vontade) de administrar a sua carteira, ou prefere minimizar risco
investindo pequenas quantidades em uma carteira diversificada do que em uma
única ação.
A proposta deste curso é colocar você em pé de igualdade com os profissionais de
mercado. Nós acreditamos que para se tornar um investidor bem informado basta
que você tenha acesso a um conteúdo completo.
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Como funciona o Mercado de Ações

O que é uma Ação?


Você já deve ter lido em algum lugar que uma ação é um título de renda variável
emitido por uma sociedade anônima que representa a menor fração do capital da
empresa emitente.
Vamos traduzir esta definição aos poucos: primeiro é importante entender o que é
uma sociedade anônima (S.A.) Sociedade anônima é uma empresa que tem ações
em bolsa (capital aberto), ao contrário, por exemplo, de uma limitada (Ltda), onde
o capital não é listado em bolsas (capital fechado). A maior parte das grandes
empresas são S.A´s, enquanto a maioria das pequenas empresas são Ltda.

Empresas de Capital Fechado


Se você resolver abrir uma nova empresa, possivelmente o fará como uma Ltda (ou
empresa de capital fechado).
Vamos supor que a nova empresa tenha cinco sócios, com a mesma participação
(20% do total de R$ 100.000,00). Neste caso, cada sócio subscreveu R$ 20.000 do
capital da empresa. A empresa então utiliza o capital subscrito para iniciar suas
atividades (comprar matéria prima, pagar instalações e funcionários, etc.).
Vamos supor agora que um sócio decida sair da empresa e os outros decidam
comprar sua parte. Neste caso, após decidir o quanto vale esta parcela do capital
da empresa (para facilitar vamos supor que valha R$ 20.000) cada um dos sócios
restantes pagará R$ 5.000,00, mantendo o capital total em R$ 100.000,00, agora
com 25% cada um.

Empresas de Capital Aberto


Uma empresa de capital aberto funciona basicamente da mesma forma. Usando o
exemplo acima (os valores serão mantidos somente para facilitar a análise, já que
para lançar ações em bolsa os valores devam ser muito mais altos) fica fácil
entender o que é uma ação.
Vamos supor agora que os quatro sócios não tenham recursos para comprar a fatia
do sócio que resolveu sair. Eles podem optar por abrir o capital da empresa, ou
seja, lançar ações. Neste caso eles decidem vender R$ 20.000 do capital da
empresa, lançando 20.000 ações a R$ 1,00 cada.
Ao comprar uma ação, você passa a ser sócio de uma empresa, comprando uma
participação no capital da mesma. Se a empresa for bem, o preço da ação
possivelmente subirá, se as coisas não forem tão bem assim, o preço
possivelmente cairá.
Desta forma, através do lançamento de ações, uma empresa aumenta
substancialmente o número de acionistas (sócios), obtendo recursos que talvez não
estivessem disponíveis de outra forma para investir na empresa. Do ponto de vista
do investidor, comprar ações dá a possibilidade dele se tornar um "sócio" da
empresa, investindo um valor de acordo com as suas disponibilidades.
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Como você não aceitaria ser sócio de qualquer pessoa (ou Empresa), é analisar o
desempenho da empresa .

Tipos de Ações
Existem dois tipos básicos de ações: preferenciais (PN) e ordinárias (ON).

Ações Preferenciais
São assim chamadas porque dão preferência aos acionistas no pagamento de
dividendos e também em caso de liquidação da empresa em relação às ações
ordinárias. Isto significa que, no caso de falência ou outro evento que leve a
empresa a ser liquidada, os possuidores de ações preferenciais tem maiores
chances de recuperar parte de seus investimentos do que os possuidores de ações
ordinárias.

Ações Ordinárias
São aquelas que dão direito de voto ao acionista, algo que não ocorre no caso das
ações preferenciais. É importante ressaltar que, apesar de ser um acionista e ter
direito a voto, o possuidor de ações ordinárias não é responsável pelas dívidas da
empresa (algo que normalmente ocorre em empresas de capital fechado). Além
destas duas categorias básicas, empresas podem emitir outras classes de ações. Se
você analisar com cuidado as ações listadas na Bovespa você encontrará não
somente as classes ON e PN, mas também PNA, PNB, PNC, etc. Isto ocorre porque
além da distinção básica entre ON e PN, as empresas podem diferenciar as classes
de ações de acordo com critérios de distribuição de dividendos, restrição quanto à
posse de ações, etc.

Rentabilidade do Investimento em Ações


Para ganhar dinheiro em ações você precisa "comprar ações antes que outros
investidores queiram comprá-la e vendê-la antes que outros investidores resolvam
vendê-la". Pode não parecer, mas é mais fácil do que parece! Para isso você precisa
entender os fatores determinantes da rentabilidade de uma ação e se antecipar ao
mercado.
Como foi visto na seção anterior, o principal determinante da rentabilidade das
ações é o comportamento do preço do papel. O preço das ações é influenciado por
uma série de variáveis, que podem ser agrupadas em quatro grupos básicos:
• Macroeconômicas
• Setoriais
• Mercado
• Desempenho da empresa.
Variáveis Macroeconômicas
Abaixo listamos alguns exemplos de variáveis macroeconômicas o impacto que elas
têm no mercado de ações:
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Taxa de crescimento da economia - Maior crescimento de forma geral leva a


maior lucro e alta no preço das ações.
Taxa de juros - Em geral juros maiores aumentam a rentabilidade da renda fixa,
que "concorre" com as ações como alternativa de investimento, além do efeito
sobre o balanço das empresas.

Mercado Externo - Além dos efeitos diretos sobre a economia brasileira, qualquer
alteração no mercado externo afeta diretamente o mercado de ações brasileiro já
que parte dos compradores de ações brasileiras são estrangeiros, quanto mais
compradores maior pressão de alta no preço dos ativos e vice-versa.

Variáveis setoriais
Definem eventos que afetam especificamente o setor de atividades em que a
empresa atua. Para facilita o entendimento usamos o setor de papel e celulose
como exemplo.
Um aumento no preço internacional da celulose do papel afeta positivamente as
ações do setor (aumento de receitas e lucro potencial). Outras variáveis são
possíveis inovações tecnológicas (por exemplo, um processo produtivo mais
eficiente), mudanças nos preços de matérias primas, mudança no perfil dos
concorrentes internacionais, mudanças na legislação, etc.

Variáveis de Mercado
Outros fatores que influenciam o preço das ações são alterações específicas nas
condições de compra e venda de ações.
Dentre os principais fatores podemos citar: a) Impostos (ex. maiores impostos
sobre aplicações em ações podem desencorajar esta forma de investimento,
consequentemente afetando os preços) e b) Mudanças nas regras de investimento
dos investidores institucionais (ex. fundos de investimento, fundos de pensão,
companhias de seguro).

Desempenho da Empresa
Além dos elementos que influenciam a situação financeira da empresa (mudanças
de preços dos produtos produzidos e de matérias primas, aumento ou redução no
endividamento, etc.), é importante observar mudanças na perspectiva de novo
negócios (tais como novos contratos, aquisições de outras empresas, busca de
parceiros, etc.) e alterações na estrutura acionária.
Outras Variáveis que Afetam Rentabilidade
Além do preço da ação, a rentabilidade de um investimento no mercado acionário
também depende de outras variáveis, sobretudo do nível de dividendos,
bonificações, tributação e corretagem.
Dividendos
Quando uma empresa paga dividendos, ela está distribuindo aos acionistas parte do
seu lucro no período. Se a empresa anuncia um dividendo de R$ 2 reais por ações e
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você tiver 1.000 ações, você receberá R$ 2.000 em dinheiro, que será enviado a
sua conta ou estará disponível para pagamento ao acionista no banco depositário
ou na empresa, caso as ações não se encontrem em custódia.
Em geral o valor do dividendo é variável, dependendo do resultado da empresa no
período e da política interna de dividendos de cada empresa. Algumas empresas
(em geral as maiores e mais estabelecidas no mercado) preferem pagar dividendos
mais altos; enquanto outras decidem reinvestir na empresa a maior parte dos
lucros gerados. A periodicidade de pagamento dos dividendos também não é
definida e pode ser trimestral, semestral ou anual.

Bonificação
Quando uma empresa faz um aumento de capital, mediante a incorporação de
reservas e lucros, algumas ações são distribuídas gratuitamente para os seus
acionistas, em número proporcional às já possuídas. Isso não implica em alteração
patrimonial, pois o preço em bolsa é reajustado proporcionalmente.

Subscrição
Em geral, quando uma empresa faz um aumento de capital, os acionistas têm
direito de preferência na aquisição de um novo lote de ações - em quantidade
proporcional às possuídas. Os acionistas podem transferir o direito de subscrição a
terceiros, através de venda desse direito na Bolsa.

Tributação:
O nível atual de tributação no mercado de ações é composto de:
• 20% sobre os ganhos de capital (diferença entre o que você pagou pela ação e
o que você recebeu pela venda),
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A Dinâmica do Mercado de Ações


O mercado de ações funciona exatamente igual a uma feira livre.
Você pergunta quanto custa à mercadoria, e o vendedor te responde quanto ele
quer. O preço que ele te dá é o que chamamos de Oferta de Venda. Se você já tiver
visitado todo o mercado e esse é na verdade o menor preço então se trata da
Melhor Oferta de Venda.
Agora é sua vez! Você faz uma oferta, ou uma Oferta de Compra, caso essa seja a
melhor oferta que ele recebeu no dia podemos chamá-la de Melhor Oferta de
Compra. A diferença entre o preço sugerido pelo vendedor e aquele que você
ofertou é chamado de spread. Caso vocês entrem em um acordo então isso
significa que houve um negócio. O mesmo acontece no mercado de ações.
• Tomando uma decisão de investimento
• Executando um negócio

Executando um Negócio
Para negociar ações, títulos de renda fixa e fundos de investimento você precisa
ter uma conta com uma corretora.

Corretoras
Corretoras são entidades financeiras credenciadas na Bolsa de Valores que
executam suas transações financeiras. As corretoras podem ser parte de
conglomerados financeiros (principalmente ligados aos grandes bancos comerciais)
ou independentes.

Como Escolher uma Corretora


Uma vez que você tenha decidido qual ação comprar (o que será visto em detalhes
na seção como analisar o mercado de ações) deverá contatar uma corretora para
dar uma ordem (que pode ser de compra ou de venda). O tipo de corretora que
você vai escolher depende inteiramente do tipo de serviços que você precisa.
A primeira coisa a fazer é definir quais são as suas necessidades. Que tipo de
investimentos você estará fazendo? Quantas vezes você deve investir em um mês,
ou se já você é um investidor ativo? Você precisa de ajuda na hora de tomar uma
decisão de investimento? Que tipo de serviços você gostaria que a corretora
disponibilizasse para você (ex. relatórios de pesquisa, dicas etc.)? Você executaria
suas transações pelo telefone ou pela Internet?
Uma vez que você tenha uma idéia mais precisa do que você precisa e espera de
uma Corretora, você deve pesquisar para tomar a sua decisão.
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Tipos de Corretora

Corretora On-Line
Nesse caso se você for cadastrado, as informações de oferta de compra e venda
estarão disponíveis em sua tela e você será capaz de negociar através da Internet.
Basta colocar sua ordem diretamente, especificar por quanto tempo a ordem é
válida e o sistema automaticamente envia a ordem para a Bolsa de Valores.

Corretora Tradicional
Nesse caso você deverá contatar a corretora para obter estas informações. O
processo de compra e venda é semelhante ao das corretoras on-line, porém inclui
uma série de passos adicionais para sua ordem chegar até a bolsa, já que a ordem
pode ser executada diretamente pelo operador de sua corretora em seu terminal ou
passada ao operador de pregão (que fica dentro da Bolsa de Valores).
Em ambos os casos a liquidação (ou seja, o pagamento no caso de compra ou
recebimento no caso de venda) é executada em três dias úteis. O jargão de
mercado para este prazo é "D+3", ou seja, dia da execução da ordem mais três
dias úteis.

Formas de Execução de Negócios


As corretoras executam a sua transação de duas formas: Viva Voz e Sistema
Eletrônico de Negociação. No entanto, agora os investidores também podem operar
no After-market, através do pregão eletrônico.
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A Importância do Mercado de Ações para o desenvolvimento da economia


Torna-se mais evidente a cada dia a contribuição positiva do mercado de capitais e,
especificamente, o destacado papel do mercado acionário para o desenvolvimento
econômico. A idéia de que o mercado acionário, notadamente nos países em
desenvolvimento, envolveria apenas negociações na esfera financeira desprovidas
de qualquer impacto sobre o setor real da economia, mostrou-se definitivamente
superada.
De acordo com estudos divulgados pelo Banco Mundial, foi encontrado um alto grau
de correlação entre os indicadores dos mercados acionários e o crescimento médio
verificado no período 1976-96.
A conclusão foi de que o mercado acionário não apenas seguiu o crescimento
econômico, mas proporcionou os meios para prognosticar as taxas futuras de
crescimento do capital, da produtividade e da renda per capita. São inúmeras as
contribuições a serem citadas:
- Ao carrear recursos dos poupadores e disponibilizá-los para o uso dos
investidores, o mercado de ações incentiva não apenas a formação da poupança
interna, mas, particularmente, a geração de poupança de longo prazo. É inegável a
relação intrínseca entre a formação de poupança com os processos de crescimento
auto-sustentado e manutenção do desenvolvimento econômico.
- O mercado de ações, ao premiar, via maximização dos retornos, o uso eficiente
dos recursos e o momento correto da tomada de decisão, torna o próprio mercado
cada vez mais eficiente e este efeito é transmitido aos demais setores da economia.
- Por sua vez, um mercado eficiente proporciona uma ampla gama de alternativas
de financiamento, isoladamente ou pela combinação entre as diversas opções,
reduzindo custos financeiros, o que contribui decisivamente para a saúde financeira
das empresas, com conseqüente valorização do capital investido pelos acionistas.
- Um mercado acionário desenvolvido, com bom volume, liquidez e adequada
regulamentação, facilita os negócios de mudança de controle/propriedade e
privatização, o que tem contribuído para o aumento da produtividade econômica
nos últimos anos, em nível global.
- A demanda por informações e demonstrações financeiras de qualidade, por parte
do mercado acionário, é um fator que estimula a cultura empresarial e do público
geral, com frutos para toda a atividade econômica.
- O mercado acionário reflete a opinião dos principais agentes acerca da conjuntura
econômica doméstica e internacional e suas perspectivas, constituindo-se também
em importante formador de opinião. Assim, os diagnósticos e recomendações
originadas deste mercado são elementos que os condutores da política econômica
costumam considerar na tomada de decisões.
- Finalmente, cabe destacar o papel fundamental de um mercado de ações eficiente
e desenvolvido para atrair, maximizar e consolidar a presença e permanência do
capital externo. A questão da volatilidade implícita nestes fluxos mostra-se tão mais
controlável quanto maior o grau de credibilidade e regulação adequada dos
mercados locais, além da estabilidade político-econômica dos mesmos.
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Quais são as opções de investimento disponíveis?


Existem muitas opções de investimentos disponíveis no mercado financeiro. Entre
os diversos tipos aplicações de aplicações, podemos destacar duas modalidades:
renda fixa e renda variável.

Renda Fixa
É o tipo de investimento onde os riscos são menores e o retorno é relativamente
certo, geralmente baseado no recebimento de juros. Esta modalidade de
investimento pode estar atrelada a taxas de juros pré-fixadas ou pós-fixadas. As
taxas pré-fixadas são previamente definidas (por exemplo, juros de 12% ao ano),
enquanto as pós-fixadas são determinadas pelas taxas de juro praticadas no
mercado (geralmente seguem as taxas praticadas nas operações interbancárias -
DI).

Renda Variável
É o tipo de investimento cuja rentabilidade não pode ser determinada na data da
realização do investimento. Uma aplicação é considerada renda variável quando o
rendimento desta aplicação é pouco previsível, pois está sujeito a grandes
variações de acordo com o mercado. Os investidores muitas vezes optam por
aplicações desta natureza buscando rentabilidades mais altas, o que so é possível
obter assumindo maiores riscos.

Investimentos em Renda Fixa:

- Caderneta de Poupança: Aplicação tradicional e conservadora de investimento,


cuja rentabilidade é definida pela variação da Taxa Referencial de Juros (TR) mais
juros de 6% ao ano. A Caderneta de Poupança tem proporcionado a menor
rentabilidade histórica entre todas as opções de investimento em renda fixa. O
dinheiro aplicado na poupança é utilizado no financiamento de imóveis, cujos
empréstimos rendem juros relativamente baixos. A Caderneta de Poupança é isenta
de imposto de renda.

- CDBs (Certificados de Depósito Bancário): São títulos de crédito emitidos


pelos bancos, que pagam ao investidor uma taxa de juros prefixada ou pós-fixada,
por um prazo determinado, que pode variar de 30 dias a 2 anos. Os bancos utilizam
estes recursos para conceder empréstimos. As taxas de juros pagas por estes
papéis variam de banco para banco, conforme a percepção de risco em relação ao
banco emissor. Bancos com problemas financeiros certamente são obrigados a paga
taxas mais elevadas para compensar o risco da aplicação.

- Títulos Públicos: São papéis geralmente emitidos pelo Governo Federal, de risco
extremamente baixo, e rendimentos diferenciados. A melhor forma de investir
nestes títulos é através de Fundos de Investimento em Renda Fixa, já que estes
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títulos são emitidos através de ofertas públicas das quais participam somente
instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central.

- Debêntures: São títulos privados, emitidos por empresas que buscam recursos
no mercado, ao invés de recorrer a empréstimos bancários. São papéis de longo
prazo e pagam juros aos investidores, embora não tenham nenhum tipo de
garantia. Os juros pagos por estes papéis dependem, basicamente, da percepção
de risco em relação empresas emissoras. Empresas em dificuldades financeiras
tendem a pagar taxas mais altas pela emissão de debêntures.
As debêntures podem ser simples ou conversíveis em ações.
As debêntures simples são papéis de renda fixa tradicionais, que os juros
estabelecidos e são resgatados na data do vencimento.
As debêntures conversíveis em ações podem funcionar como debêntures simples,
caso sejam resgatadas ao final do prazo estabelecido, ou ainda como um título de
renda fixa e variável. Neste caso, funcionaria como um título de renda fixa,
pagando juros até a data de vencimento, podendo ser convertidas em ações da
empresa, após o vencimento, quando se tornaria um título de renda variável.

- Fundos de Renda Fixa: Fundos são uma espécie de "consórcio" entre


investidores para alocação de recursos no mercado financeiro. Estes Fundos de
Investimento Financeiro (FIFs) são administrados por um gestor ligado a uma
instituição financeira, que por sua vez, é responsável pela alocação dos recursos
dos cotistas, ou melhor, dos investidores que adquiriram cotas do fundo. Os Fundos
de Renda Fixa, sejam eles pré ou pós fixados, alocam os recursos dos cotistas,
fundamentalmente, em aplicações de renda fixa variadas (CDBs, debêntures, títulos
públicos, etc.). Os Fundos de Renda Fixa pós-fixados são atualmente as aplicações
mais populares e seguras de investimento.
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Investimentos em Renda variável

- Ações: São títulos nominativos negociáveis, que representam uma fração do


capital social de uma empresa. As empresas emitem ações visando captar recursos
para seus investimentos. O investidor não tem nenhuma garantia ou retorno
garantido sobre seus investimentos em ações. O preço de uma ação sobe ou desce
em função da percepção do mercado em relação às perspectivas futuras da
empresa. Trata-se de uma aplicação de risco.

- Derivativos: São operações relativamente sofisticadas, que "derivam" dos ativos


negociados no mercado à vista. Contratos futuros e opções de ativos como ações,
dólar, juros e commodities agrícolas são exemplos de operações com opções. Este
tipo de investimento está acessível ao investidor individual através de Fundos de
Investimento.

- Opções: Opções são contratos negociados em Bolsa de Valores, que concedem a


seu titular o direito de negociar algo em certa data por determinado preço. Vale
salientar que o titular de uma opção tem o direito de comprar ou vender; esse
direito, porém, não precisa ser exercido. Uma Opção de Compra garante ao seu
titular o direito de comprar um ativo até determinada data por certo preço. Uma
Opção de Venda garante ao seu titular o direito de vender um ativo em
determinada data por certo preço.

- Fundos de Ações: São fundos cuja carteira seja composta por mais de 51% em
ações. Existem vários tipos de Fundos de Ações como os indexados ao Índice
Bovespa, ou ainda os setoriais.

- Fundos Multicarteira: carteiras administradas compostas por aplicações de


renda fixa e variável. Conforme a proporção dos ativos alocados em seu portifólio,
podem ser mais conservadores ou agressivos.

- Fundos de Derivativos: São fundos que operam em diversos mercados e têm


contratos futuros e opções em sua carteira. Geralmente, são fundos bastante
agressivos, e de alto risco. Também conhecidos como Hedge Funds.

- Dólar: Opção de investimento geralmente utilizada como proteção do capital


contra desvalorizações da moeda, embora possa apresentar rentabilidade negativa
em períodos onde haja queda nas cotações da moeda americana em relação ao
real. Os Fundo Cambiais são as opções mais acessíveis para investir em dólar.

- Ouro: Sinônimo de reserva de valor, o ativo tem despertado cada vez menos
interesse dos investidores, principalmente na última década.
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Como funcionam os fundos de Investimento

O que é um fundo de investimento


Os fundos de investimento funcionam como um condomínio de investidores, isso
porque como no caso do condomínio de um apartamento os condôminos (ou
investidores) centralizam a administração do prédio (ou carteira do fundo) na figura
do síndico (ou gestor do fundo). Em um fundo de investimento, o gestor
(administrador) do fundo aplica os recursos dos investidores (patrimônio do fundo)
de forma a maximizar o retorno e minimizar o risco da carteira do fundo.

Valor da Cota
Assim como no caso de ações, onde o capital da empresa está dividido em várias
parcelas (as ações), nos fundos o capital do fundo também está dividido em
parcelas: as cotas. Os investidores (ou cotistas) são proprietários de partes da
carteira (número de cotas) proporcionais ao dinheiro que investiram no fundo. O
valor das cotas é atualizado diariamente, de forma que para saber quanto está
valendo o dinheiro que você investiu em fundo específico, você só precisa
multiplicar o número de cotas que possui pelo valor da cota no dia.

Composição da Carteira
A composição da carteira de investimentos deve refletir o tipo de fundo (ações,
renda fixa, mistos, cambiais etc.) e a estratégia de investimento do gestor. No
regulamento do fundo você vai saber mais sobre os objetivos de investimento,
rentabilidade, risco, e regras de entrada e saída do fundo de investimento. Nunca
deixe de analisar com detalhe os regulamentos do fundo em que está pensando em
investir, para evitar surpresas no futuro.
Para escolher o fundo mais adequado é importante que você conheça o seu perfil
de investimento (veja nossa seção de Perfil de Investimento para entender qual é o
seu). Muitas vezes nos concentramos tanto na rentabilidade que nos esquecemos
que retorno e risco andam de mãos dadas, ou seja, em geral os fundos com maior
rentabilidade são aqueles de perfil de investimento mais agressivo. O segredo é
descobrir qual é o fundo com maior rentabilidade, dentre aqueles que possuem
uma estratégia de investimento em linha com o seu perfil como investidor.
O investimento em fundos é indicado para você que não tem certeza qual o melhor
ativo para o seu perfil de investidor. Isso porque todos os fundos de investimento
refletem uma estratégia específica. Por exemplo, fundos agressivos (indicados para
investidores com esse perfil) são fundos que contém na sua carteira investimentos
de maior risco, mas também com maior expectativa de retorno.
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Entendendo os vários tipos de Fundos de Investimento

Categorias de Fundos de Investimento


Os fundos de investimentos podem ser agrupados em duas categorias distintas:
renda fixa e renda variável. Os fundos de renda fixa e ações podem também ser
classificados como FIFs (Fundos de Investimento Financeiro) e FACs (Fundo de
Aplicação em Cotas), sendo que os FIFs investem os recursos do fundo diretamente
na compra de ativos financeiros, enquanto os FACs investem em cotas de outros
fundos de investimentos.
Renda Fixa: esses fundos devem aplicar no mínimo 51% de seu patrimônio em
títulos de renda fixa (CDBs, debêntures, títulos públicos ou federais) e portanto
podem ser pré ou pós-fixados. No máximo 10% do patrimônio do fundo pode estar
investido em um único título emitido por uma mesma instituição, ou sociedades a
ela coligadas. Além disso, no máximo 20% dos recursos podem ser aplicados em
papéis (vários títulos) de uma única instituição, ou sociedades coligadas a elas.
Títulos de renda fixa pré-fixados: são títulos cuja remuneração é fixada no
momento da aplicação.
Títulos de renda fica pós fixados: o rendimento desses títulos está ligado ao
desempenho de um determinado indicador, portanto você só sabe quanto irá
receber no final da aplicação.

Fundos de Renda Fixa


De acordo com a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (ANBID), os
fundos de renda fixa podem ser agrupados em três categorias: os referenciados, os
não referenciados e os mistos. Essa classificação surgiu para ajudar o investidor a
distinguir as diferenças entre o perfil de risco dos títulos de renda fixa.
Referenciados: nesse grupo estão incluídos os fundos cuja estratégia de
administração da carteira é passiva, isto é o gestor tenta replicar o retorno de um
índice de referência, ou benchmark (CDI, dólar, Ibovespa). No mínimo 95% do
patrimônio desses fundos deve estar aplicado em títulos de renda fixa que seguem
o desempenho do benchmark, pelo menos 80% do patrimônio deve estar aplicado
em títulos federais ou de empresas com baixo risco de crédito, assim como não
podem investir em futuros ou derivativos. Dentre os fundos referenciados podemos
citar:

Fundos DI: cujo retorno está atrelado à variação do CDI, sendo que a indexação é
feita por meio de derivativos financeiros como swaps. Esses fundos têm um perfil
bastante conservador e são recomendados em cenários de alta de taxa de juros.

Fundos Cambiais: esses fundos são recomendados para pessoas que querem
manter o valor do seu patrimônio constante em dólar, pois em geral aplicam seus
recursos em títulos de renda-fixa indexados ao dólar como por exemplo as export
notes. Esses fundos são recomendados para pessoas que têm dívidas em dólar, ou
que acreditam em um cenário de desvalorização do real.
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Não Referenciados: os fundos incluídos nesse grupo não precisam seguir o


desempenho de um benchmark específico, e por isso podem aplicar seus recursos
em títulos de renda fixa pré ou pós-fixados. Dentre os fundos não referenciados
estão incluídos os fundos de renda fixa tradicionais, cujo retorno deve variar em
função da estratégia adotada pelo gestor do fundo.

Genéricos: em geral são fundos com um perfil de investimento um pouco mais


agressivo do que o dos referenciados e não referenciados, pois têm liberdade para
decidir como investir seus recursos. Até 49% do patrimônio do fundo pode estar
investido em ações, e as aplicações em derivativos também são permitidas. Vale
lembrar, que os derivativos nem sempre tem como objetivo maximizar o retorno;
em alguns casos os derivativos são usados apenas para fazer um hedge na carteira
do fundo, nesses casos o risco da carteira acaba se reduzindo com o uso de
derivativos. Dado o perfil de risco desses fundos, recomenda-se uma análise ainda
mais detalhada do estatuto do fundo.

Fundos Derivativos: esses fundos aplicam em ativos de renda fixa pré ou pós-
fixados e tendem a investir de forma agressiva em mercados mais sofisticados
como futuros, opções e swaps de forma a maximizar o retorno.

Fundos multicarteira: esses fundos investem parte do seu patrimônio em renda


fixa e parte em ações, podendo incluir também derivativos.

Fundos FIEX: esses fundos investem seu patrimônio em ativos externos, no


mínimo 80% do patrimônio investido em títulos da dívida externa brasileira, e até
20% em qualquer título de crédito negociado no mercado internacional, com um
limite de concentração máximo de 10% em títulos de um mesmo emitente.

Fundos de Renda Variável


Esses fundos são mais conhecidos como fundos de ações, e precisam ter pelo
menos 51% do seu patrimônio aplicado em títulos de renda variável como ações e
não existem restrições quanto ao uso de derivativos. Em geral são recomendados
para investidores com um perfil mais agressivo, pois apesar da rentabilidade mais
alta, possuem alto risco, possibilidade de altos retornos e também de eventuais
perdas. Existem três categorias de fundos de ações: fundos passivos, fundos ativos
e setoriais.

Fundos passivos: nesse grupo estão incluídos os fundos cuja estratégia de


administração da carteira é passiva, isto é o gestor tenta replicar o retorno de um
dos índices de ações, como por exemplo: Ibovespa, IBA, IEE.

Fundos ativos: têm como objetivo atingir uma rentabilidade superior ao de um


indexador de referência, e por isso têm uma estratégia de investimento mais
agressiva.
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Fundos setoriais: esses fundos investem apenas em ações de um setor específico,


que pode ser energia, bancos, tecnologia etc.

Outros tipos de fundos


Fundos mútuos de privatização: são fundos que aplicam os recursos provenientes
do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Até o momento esses fundos
são compostos por ações de uma única empresa, a Petrobrás. Cerca de 90% do
patrimônio desses fundos está investido em ações da Petrobrás e o restante está
aplicado em títulos públicos federais de baixo risco. Esses fundos surgiram em
meados de 2000, quando o Governo promoveu a distribuição do excedente de
ações da Petrobrás que tinha em carteira. O governo tem planos de criar novos
FMPs para investimento em outras empresas.
Fundos de previdência privada: esse grupo inclui os famosos FAPIs e PGBLs, que
são fundos desenhados para aposentadoria. Esses fundos foram desenvolvidos para
substituir os antigos planos de retorno garantido que caíram em desuso com a
redução nas taxas de juros, pois ficou cada vez mais difícil garantir um retorno de
IGPM+6% ao ano.
Alocação de carteira: varia de acordo com a estratégia adotada pelo gestor, sendo
que existem três categorias de risco para fundos de previdência: fundos soberanos
(investem primordialmente em títulos federais), fundos de renda fixa (além dos
títulos federais também investem em DI e títulos pré-fixados) e fundos compostos
(permitem a inclusão de ações na composição da carteira).
Tributação: os FAPIs têm um tratamento fiscal menos favorável e por isso perderam
participação de mercado em relação aos PGBLs. Em ambos as aplicações são
dedutíveis da declaração de imposto de renda até um máximo de 12% da renda
bruta anual. A principal diferença refere-se ao pagamento de IOF, já que aplicações
em PGBLs são isentas enquanto aplicações em FAPIs só são isentas depois do prazo
de carência de um ano, antes disso o investidor paga 5% de IOF.
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COPOM
O COPOM - Comitê de Política Monetária do Banco Central é responsável pelo
estabelecimento da taxa de juros básica do mercado, que é a chamada taxa Selic,
que representa a taxa básica de juros na economia nacional. Este Comitê, que se
reúne mensalmente, é formado pelo Presidente do Banco Central, seus diretores e
os chefes de alguns departamentos específicos. Em suas reuniões, os membros do
COPOM analisam os fatores relacionados com nível de atividade, estabilidade de
preços, a conjuntura internacional e outras variáveis econômicas de relevância e
decidem o nível da taxa básica de juros da economia. Estabelece-se uma taxa meta
para a taxa Selic e a mesa de operações do Banco Central procura atuar no dia a
dia para que essa taxa meta seja atingida.
De modo a dar maior previsibilidade à evolução das taxas de juros no futuro
próximo, e com isso reduzir as incertezas e as volatilidades a elas associadas, que é
prejudicial para a economia como um todo, o COPOM também emite, a cada
reunião, uma indicação em relação ao comportamento dos juros no período que vai
até a sua próxima reunião, que é o chamado viés. Um viés de baixa permite que o
presidente do Banco Central determine uma redução na taxa de juros básica se ele
julgar necessário. Um viés de alta, ao contrário, indica uma provável elevação na
taxa de juros. Finalmente, um viés neutro indica que o Banco Central manterá as
taxas inalteradas até a próxima reunião do COPOM

SELIC
O Selic - Sistema Especial de Liquidação e Custódia foi criado em 1979 para reunir,
num único ambiente, o registro de custódia com a liquidação financeira das
operações com títulos públicos. Até então, os títulos, que já eram emitidos em
forma escritural desde 1978, ficavam custodiados no sistema de custódia on-line da
antiga Gedip - Gerência da Dívida Pública do Banco Central. A liquidação das
operações com títulos públicos era feita através de emissão de cheques,
ocasionando um grande risco para o sistema na hipótese de um cheque ser
devolvido. A partir da operacionalização do Selic, com a custódia e a liquidação
integradas, o risco passou a ser muito menor e o mercado aberto no Brasil passou
por um processo de grande desenvolvimento e rápida expansão.
O Selic é administrado pelo DEMAB - Departamento de Operações de Mercado
Aberto do Banco Central. Através dele, os títulos são registrados em contas de
custódia dos participantes autorizados, que são as instituições financeiras e
algumas categorias de investidores institucionais.
Quando os participantes negociam entre si, os detalhes da operação são lançados
no sistema mediante duplo comando, ou seja, tanto o comprador como o vendedor
informam os dados da operação que, se idênticos entre si, são considerados como a
confirmação da operação, dando início aos procedimentos de liquidação física e
financeira correspondentes. A liquidação física é feita mediante o lançamento de
débitos e créditos nas contas de custódia escritural mantidas pelos participantes no
sistema. A liquidação financeira é efetuada diretamente na conta de reservas
bancárias mantidas no Banco Central pelos bancos liquidantes dos respectivos
participantes. Além disso, o sistema processa as operações de resgate e pagamento
de juros.
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Perguntas Frequentes

1. O que são fundos de investimento?


São personalidades jurídicas independentes do administrador e dos investidores,
constituídos sob forma de condomínio, no qual os recursos ingressados pelos
investidores são destinados à aquisição de ativos financeiros; a valorização
ponderada destes ativos determina a evolução dos valores aplicados pelos
investidores. Os fundos de Investimento contam com um administrador para gerir
seus recursos, de acordo com diretrizes pré-determinadas em seu prospecto e
regulamento.

2. Como estão classificados os fundos?


Os Fundos de Investimento podem ser classificados de várias maneiras. De acordo
com a regulamentação da Anbid, destacamos as denominações mais utilizadas no
mercado financeiro:
- Fundo DI
- Fundo Cambial
- Fundos de Renda Fixa Conservadores
- Fundos de Renda Fixa Moderado
- Fundos de Investimento Exterior (FIEX)
- Fundos Multicarteira
- Fundos de Ações Indexados ao Ibovespa
- Fundos de Ações Ativos
- Fundos de Ações Diferenciados
- Fundos de Derivativos/Hedge Fund

3. O que é um fundo DI?


Pelo menos 95% dos recursos dos fundos DI são aplicados em títulos públicos
federais ou em títulos de renda fixa de emissores com baixo risco de crédito. Na
prática, 95% da carteira acompanha a variação dos Certificados de Depósito
Interbancário (CDI) e a taxa Selic, o que garante baixíssimo risco para o investidor.
Os fundos DI são boa opção para o investimento de perfil conservador.

4. O que é um fundo Cambial?


São fundos que se enquadram como "referenciados em câmbio", pois procuram
acompanhar a variação das taxas oficiais de câmbio entre o Real e o dólar norte-
americano. São boa opção para quem tem por objetivo manter o patrimônio em
dólar ou para quem tem dívidas nessa moeda. Esses fundos são compostos por
títulos da dívida pública ou privada atrelados ao dólar ou por derivativos cambiais.
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5. O que é fundo de Renda Fixa Conservador?


São compostos por título de dívida (pública ou privada), pré ou pós-fixados. Os
fundos de renda fixa conservadores aplicam principalmente em títulos públicos
federais e utilizam-se de instrumentos como derivativos apenas com o objetivo de
proteção da carteira de investimentos (hedge). São recomendados para
investimentos de perfil conservador.

6. O que é fundo de Renda Fixa Moderado?


São compostos por título de dívida (pública ou privada), pré ou pós-fixados, mas
que investem parte do patrimônio em títulos que oferecem risco de crédito maior e
rentabilidade maior. Alguns fundos de renda fixa moderados utilizam os derivativos
para aumentar a rentabilidade da carteira de investimentos. São recomendados
para investimentos que podem correr algum risco para obter rendimentos maiores.

7. O que é fundo de Investimento Exterior (FIEX)?


São fundos de investimento doméstico, que aplicam no mínimo 60% de seus
recursos em títulos da dívida externa brasileira.

8. O que é fundo Multicarteira?


São compostos por ativos de renda fixa (públicos ou privados) e de renda variável,
como ações, dentro dos limites legais. Os multicarteira são recomendados para
investimentos que podem correr risco para conseguir rendimentos maiores.

9. O que é fundo de Ações Indexado?


São os chamados fundos de ações passivos, porque têm suas carteiras atreladas as
ações mais liquidas da Bovespa, com o objetivo de acompanhar o comportamento
do Índice Bovespa. Como todos os fundos de ações, são recomendados para os
investimentos que podem correr riscos em busca de maior rentabilidade.

10. O que é fundo de Ações Ativo?


Procuram perseguir rentabilidade superior ao benchmark indicado, que, na maioria
dos casos, é o Ibovespa, mas pode ser também o IBA ou o IBX. Os administradores
normalmente mencionam no regulamento o mecanismo que será utilizado para
perseguir tal rentabilidade. Fundos ativos são indicados para investidores que
querem rendimentos superiores ao do mercado de ações. Dentre os fundos ativos,
podemos ter opções com maior ou menor grau de risco. Como todos os fundos de
ações, são recomendados para investidores dispostos a correr riscos em busca de
maior rentabilidade.
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11. O que é fundo de Ações Diferenciado?


Embora possuam estratégia de investimentos bem definida, não possuem
referência explícita a nenhum índice do mercado de ações, como o Ibovespa. Como
a composição das carteiras varia muito, é muito importante que o investidor leia
atentamente o regulamento e o portfólio do fundo. Só assim, poderá acompanhar e
compreender seu desempenho. Como todos os fundos de ações, são recomendados
para investimentos que podem correr riscos em busca de maior rentabilidade.

12. O que é fundo de Derivativos/Hedge Funds?


É um fundo que atua em vários mercados simultaneamente utilizando futuros e
opções para aumentar o seu patrimônio. Deste modo, os administradores podem
aplicar um volume superior ao seu patrimônio, operações conhecidas como
Alavancagem. Alguns destes fundos podem apresentar a possibilidade de perda
superior ao patrimônio líquido, obrigando o investidor a aportar mais dinheiro para
cobrir as perdas do fundo.

13. Quais os custos para investir em um Fundo?


- Taxa da Administração: Taxa cobrada pela administração do fundo, remuneração
pelos serviços prestados pela instituição financeira, variando de acordo com a
complexidade do fundo e esta sempre pré-estabelecida no regulamento do fundo.
- Taxa de Performance: Taxa cobrada por alguns fundos que varia de acordo com o
retorno. Ao administradores dos fundos estabelecem um índice de referência e
sempre que o retorno do fundo for maior será cobrado um percentual sobre a
diferença entre a performance do fundo e a do "benchmark".

14. Como funcionam as Carteiras de investimento dos fundos?


A Composição da Carteira é a confirmação da política e das estratégias de um
fundo. Elas podem trabalhar de duas formas: Alocadas ou Alavancadas. Na
Alocação os recursos do fundo são distribuídos entre diversos ativos com o objetivo
de diluir os riscos e diversificar o portifólio buscando uma melhor rentabilidade. Já a
Alavancagem permite que as aplicações sejam feitas em um montante superior do
que o capital, podendo inflar a rentabilidade caso aja valorização dos papeis,
considerada de alto risco pois a mesma tem o efeito inverso.

15. Qual a diferença entre Administração Ativa e Passiva?


A Administração Ativa trabalha com a constituição de uma carteira. O administrador
da carteira compra e vende ações buscando uma rentabilidade acima do índice
estabelecido. Na Administração Passiva a estratégia é copiar a carteira de um índice
definido, assim o retorno do fundo corresponde aproximadamente ao retorno do
índice. A diferença entre as duas é que na Ativa não existe a réplica da carteira ,
sendo apenas considerado como referencial o índice estabelecido.
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16. Como avaliar o desempenho dos fundos?


Existem alguns indicadores utilizados para avaliar o desempenho dos fundos quanto
à variação e o retorno/risco.
- Volatilidade: É o grau médio das variações das cotações do fundo de
investimento. Uma alta volatilidade representa uma forte variação no valor das
cotas.
- Índice de Sharpe: Relaciona o retorno/risco em um investimento, quanto maior o
retorno e menor o risco, melhor será o Índice de Sharpe. E quanto maior for este
índice em comparação melhor será o retorno/risco.

17. Que tipo de riscos se expõe os fundos?


- Risco de Mercado: Na tentativa de atingir seus objetivos de investimento, o Fundo
pode incorrer em riscos de mercado, entendidos como variações adversas dos
preços dos ativos (geralmente na direção contrária da posição assumida pelo Fundo
naquele ativo/mercado) e que, eventualmente, podem produzir perdas para o
Fundo.
- Risco do uso de Derivativos: Os mercados de derivativos podem deter um grau de
risco (volatilidade) comparável a de um valor mobiliário de renda variável, de modo
que as operações com instrumentos derivativos podem acarretar em perdas
expressivas para o Fundo.
- Risco de Crédito: Ainda que o gestor efetue uma análise de crédito rigorosa, os
ativos nos quais os fundo aloca os seus recursos podem oferecer risco de crédito,
definido como a probabilidade da ocorrência do não cumprimento do pagamento do
rendimento do ativo. Este risco pode estar associado tanto ao emissor doa ativo
bem como à contraparte da operação de compra/venda do ativo.
- Risco de Liquidez: Em função de alguma adversidade dos mercados organizados,
existe o risco de que não seja possível realizar qualquer tipo de operação de
determinado ativo durante um determinado período de tempo. A ausência e ou
diminuição da "liquidez" pode produzir perdas para o Fundo ou a incapacidade de
liquidar ou precificar adequadamente determinados ativos
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OPÇÕES

O que são Opções?


Opções são contratos negociados em Bolsa de Valores, que concedem a seu titular
o direito de negociar algo em certa data por determinado preço. Vale salientar que
o titular de uma opção tem o direito de fazer algo; esse direito, porém, não precisa
ser exercido.
A Opção de Compra garante ao seu titular o direito de comprar um ativo (ação-
base) em determinada data por certo preço.
A Opção de Venda garante ao seu titular o direito de vender um ativo em
determinada data por certo preço.
Ação-Base é o ativo da qual a opção é derivada.

Vencimento e Exercício de Opções


As opções, ao contrário das ações, têm um prazo para negociação.O prazo final
para negociação é conhecido como data de vencimento ou data de exercício. Essa
data corresponde ao prazo final para exercício da opção. Após esta data, as opções
não exercidas perdem o seu valor.
O exercício da opção é o momento em que o investidor opta por negociar a ação da
qual possui uma opção, pelo preço especificado. É importante frisar que.
Os exercícios acontecem mensalmente, na primeira segunda-feira após o dia 15.

Preço de Exercício e Prêmio


O preço especificado no contrato, que corresponde ao valor a ser pago pelo ativo
caso a opção seja exercida é conhecido como preço de exercício. Uma opção de
compra de TELEMAR PN a 34, tem preço de exercício de R$ 34,00. O valor pelo qual
a opção é negociada (a cotação da opção) é chamado de prêmio.

Operando com Opções de Compra


Há duas pontas em cada contrato de opção. Numa delas o investidor assume a
posição comprada, ou seja, compra a opção; na outra está o investidor que assume
a posição vendida (isto é, vende ou lança a opção).
O investidor que compra a opção garante o direito de comprar o ativo até
determinada data por certo preço, enquanto o lançador (vendedor) de uma opção
recebe o dinheiro do prêmio, mas se compromete a vender a quantidade específica
de um ativo até determinada data pelo preço estabelecido.
Na prática, o comprador toma o risco, já que se o valor da opção não superar o
preço do ativo-base na data do vencimento da opção, a opção perde o seu valor. O
lançador, por sua vez, toma uma posição defensiva, ou seja, garante a venda no
ativo a determinado preço, e lucro o valor do prêmio da opção caso o preço da
ação-base apresente queda.
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Exemplo de Opção de Compra


Um investidor compra 1milhão opções de Telemar (TNLP4E34), com preço de
exercício R$34,00 por ação e data de vencimento 19/05/2003. O prêmio é de
R$0,90 por ação e o preço atual da ação (TNLP4) é R$33,00 por ação.
Para facilitar o exemplo, estamos desconsiderando os custos operacionais, que
correspondem à taxa de corretagem, os emolumentos e ainda a taxa de registro,
que representa um custo de 0,10% sobre o valor financeiro da opção.
Conseqüentemente, o investidor esta pagando R$900,00 pela opção de comprar
1milhão de ações da empresa Telemar a R$34,00 por ação, o que significaria mais
R$34.000,00, caso fosse exercida a opção.
Se até a data de vencimento o preço da ação estiver acima de R$34,00, atingindo
por exemplo R$36,00, o investidor deverá exercer a opção, já que os valores do
prêmio e do exercício da opção de compra somam R$34.900,00, enquanto a venda
dos 1milhão de ações no mercado representaria R$36.000,00 ou melhor
R$1.100,00 de lucro.
Caso a ação estivesse cotada a valores inferiores a R$34,00 o investidor deveria
optar por não exercer a opção, perdendo o investimento correspondente ao prêmio.
Para a ação cotada entre R$34,00 e R$35,00 o investidor deverá analisar os custos
operacionais envolvidos. Entretanto, na prática ocorre que poucos investidores
acabam exercendo as opções, já que à medida que sobe a cotação da ação, o
prêmio da opção tende a subir consideravelmente, tornando a venda da opção
bastante atrativa. Voltando ao nosso exemplo, caso o preço da ação atingisse
R$37,00 e estivéssemos bastante próximos ao vencimento, o prêmio da opção
estaria cotado, no mínimo, a valores próximos de R$3,00, representando
aproximadamente 230% de lucro.

Lançando Opções de Compra Cobertas


Lançar (vender) opções de compra significa se comprometer a vender uma
quantidade específica de um ativo, até determinada data, pelo preço estabelecido.
PARA LANÇAR UMA OPÇÃO DE COMPRA É NECESSÁRIO POSSUIR QUANTIDADE
EQUIVALENTE DA AÇÃO-BASE EM CUSTÓDIA.
Trata-se de uma operação defensiva e de menor risco, já que na pior das hipóteses
o investidor tem que vender as ações abaixo de seu valor de mercado. De qualquer
forma o lançador recebe o crédito do valor do prêmio no momento do lançamento.
Em resumo, se a ação subir além do preço de exercício da opção o investidor
deverá vender as ações no preço de exercício, pois a opção deverá ser exercida
pelo comprador. O investidor estaria vendendo suas ações a um preço abaixo do
valor de mercado, embora tenha a compensação do prêmio. Caso a ação caia
abaixo do preço de exercício, o comprador não deverá exercer a opção, e portanto
lançador não venderá suas ações pelo preço de exercício, e ainda teria o crédito do
prêmio no momento do lançamento.
O lançador de uma opção pode encerrar sua posição através de uma ordem de
compra da mesma opção.
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Liquidez e Lotes de Negociação


A liquidez do ativo é um aspecto a ser considerado ao negociar opções. EVITE
COMPRAR OPÇÕES COM POUCA LIQUIDEZ, pois as opções são negociadas apenas
por um determinado período. A dificuldade em vender o papel pode representar a
perda do valor investido.
Não existe mercado fracionário para operações com opções. Sendo assim, é
necessário enviar ordens em quantidade igual ou múltipla do lote padrão.

Perguntas Frequentes
1. O que são opções?
Opções são contratos negociados em Bolsa de Valores, que concedem a seu titular
o direito de negociar algo, até certa data, por determinado preço. Vale salientar que
o titular de uma opção tem o direito de fazer algo; esse direito, porém, não precisa
ser exercido.
2. Qual o risco dos investimentos em opções?
O risco das operações com opções é bastante alto. Além de ser um mercado
bastante volátil, sujeito a grandes oscilações de preço, as opções pedem perder o
seu valor, após a data de vencimento.
3. Posso operar com opções de venda?
Não, devido a pouca liquidez destas opções.
4. Como funciona o exercício de opções?
Toda terceira segunda-feira, acontece o vencimento das opções. Neste dia somente
são permitidos encerramento de posições compradas ou vendidas e o exercício de
opções. Nesta data o investidor decide se exercerá ou não as opções.
5. As opções vencem?
Sim. As opções expiram (perdem o seu valor) após a data de vencimento, caso não
sejam exercidas.
6. O que é lançar uma opção?
Lançar uma opção significa assumir uma posição de proteção. A operação permite
garantir o preço de venda de uma ação (preço de exercício). Para efetuar o
lançamento basta vender uma opção sem que a tenha comprado antes.
34

Opções - riscos e recomendações

Risco do Titular (Comprador) da Opção de Compra


O risco do titular de uma opção está limitado ao valor pago pelas opções (o
prêmio). No entanto, é necessário que o investidor esteja consciente de que ele
poderá perder até a totalidade de seu investimento, se o comportamento do preço
a vista, após a aquisição das opções e até o seu vencimento, não for favorável à
sua posição (as opções são válidas apenas por deter-minado período, ao final do
qual expiram).
No caso das opções de compra, se o titular permanecer de posse da opção até o
vencimento e, nessa data, o preço a vista da ação estiver abaixo do preço de
exercício, ele não a exercerá (não seria vantajoso comprar as ações por um preço
maior do que o do mercado), nem tampouco conseguirá transferi-la para outro
investidor. No jargão do mercado, a opção terá "virado pó" e o investidor terá
perdido integralmente a quantia que gastou para adquiri-la.

Opções de Compra que "Viram Pó"


Se no vencimento das opções de compra o preço à vista do papel for inferior ao seu
preço de exercício, não será vantajoso para o investidor que a possui (o titular)
exercê-la. Como as opções expiram (perdem sua validade) na data de vencimento,
elas também não terão qualquer valor de negociação, pois não existirão
investidores interessados em comprá-las.
No jargão de mercado, terão "virado pó". Para o titular das opções de compra nessa
condição, isso significa que ele perdeu integralmente o investimento que fez para
adquiri-las (o prêmio pago).

Risco na Venda a Descoberto (Lançamento de Opções de Compra)


O lançamento de opções de compra a descoberto, ou seja, o recebimento de uma
quantia em dinheiro (o prêmio) para assumir o compromisso de vender ações, que
o investidor não possui, é uma estratégia que envolve um elevado grau de risco.
O titular dessa opção (o investidor que pagou o prêmio para o lançador assumir o
compromisso) somente vai exercê-la se isso for interessante para ele, ou seja, se o
preço a vista do papel for superior ao preço de exercício da opção. Para o lançador,
isso significa que ele será obrigado a adquirir as ações no mercado à vista para
entregá-las pelo preço de exercício.
A partir do momento em que a diferença entre o preço a vista e o de exercício for
maior que o prêmio recebido, o lançador estará incorrendo em prejuízo, que
aumentará de acordo com a valorização da cotação a vista.
Outro aspecto a ser considerado nessa estratégia é que, durante toda a vigência de
sua posição, o lançador descoberto estará obrigado a depositar garantias para
cobrir os prejuízos potenciais da operação, cujo valor é calculado diariamente.
Também não estão autorizadas operações com opções de venda em decorrência da
liquidez restrita destes ativos na BOVESPA.
35

A venda de ações a descoberto, ou seja, sem posição em custódia, também não


será permitida através do sistema HomeBroker desta corretora.
Prazo de Expiração das Opções
É importante que o investidor que adquiriu uma opção (o titular) esteja consciente
de que seu direito de exercê-la é valido apenas durante seu período de vigência.
Após a data de vencimento, a opção expira, perdendo totalmente sua validade.
Outro ponto importante a destacar é que na BOVESPA o exercício da opção não é
automático, ele deve ser solicitado pelo titular da opção. Isso significa que, mesmo
nos casos em que o exercício é claramente vantajoso para o titular, ele somente
ocorrerá se for solicitado pelo investidor. Na hipótese de um titular, nessas
condições, deixar de solicitar o exercício, a opção vai expirar e o investidor, além de
não ter se aproveitado de uma situação vantajosa, ainda perderá integralmente o
prêmio pago quando da aquisição das opções.
36

Identificando Códigos de Negociação de Opções


Ações e opções possuem códigos de negociação diferentes. Embora a negociação
com opções exija o preenchimento e envio de documentação específica, é
importante que o investidor conheça as diferenças de identificação entre ações e
opções, visando evitar confusões.
Conheça a estrutura de codificação de opções
a) Na relação de séries autorizadas (disponível no site da BOVESPA: selecionar
“Informações ao Mercado” e depois “Séries Autorizadas (CBLC)”).

AAAA A NN "_" ou E

Indicador do Tipo Indicador Indicador do estilo Campo em


Código alfa
(compra ou venda) e numérico da branco = opções americanas E
da empresa
do mês de vcto. opção = opções européias

b) No MEGA BOLSA e listagens de negociação - ver exemplos com a codificação de


negociação, abaixo:

Código do MEGA Identificação no MEGA Descrição

Opção de Compra sobre Telemar PN


TNLP J38 TNLP PN 38,00 com vcto. em outubro (letra J) e preço
de exercício igual a R$ 38,00

Tabela do código alfabético para e mês de vencimento:

A Janeiro

B Fevareiro

C Março

D Abril

E Maio

F Junho

G Julho

H Agosto

I Setembro

J Outubro

K Novembro

L Dezembro

O que é o HomeBroker?
De forma semelhante aos serviços de HomeBanking, oferecidos pela rede bancária,
os HomeBrokers das Corretoras estão interligados ao sistema de negociação da
37

BOVESPA e permitem que o investidor envie, automaticamente, através da


Internet, ordens de compra e venda de ações.
Isso significa que, da mesma forma que já acontece em outros mercados do
mundo, você também pode contar com todas as facilidades dessa nova tecnologia
que coloca o Mercado Acionário junto a você, não importando onde você esteja.
Além da praticidade e rapidez nas negociações, o Home Broker oferece outras
vantagens. Confira algumas delas:

• agilidade no cadastramento e no trâmite de documentos;


• consulta, pelo investidor, a posições financeiras e de custódia;
• acompanhamento de sua carteira de ações;
• acesso às cotações (algumas corretoras poderão oferecer também notícias e
análises sobre o mercado);
• envio de ordens imediatas, ou programadas, de compra e venda de ações, no
Mercado a Vista (Lote-padrão e fracionário) e no Mercado de Opções (compra e
venda de opções);
• recebimento da confirmação de ordens executadas e resumo financeiro (nota de
corretagem), etc.
38

HomeBroker democratiza investimento em ações

Por Felipe Frisch - repórter


Até pouco tempo atrás, o investimento em ações era tido como uma aplicação para
poucos. Apenas “os iniciados” poderiam ter acesso àquela maravilha que era o
dinheiro fácil, somente se beneficiando do lucro das empresas sem ter que fazer
nada. Só nessa última afirmação, pelo menos dois conceitos estão errados: investir
na bolsa não significa necessariamente ter rendimentos rápidos; o outro erro é
acreditar nesse glamour cinematográfico de que, para comprar e vender ações, é
necessário ser um apostador ou um especialista com muita sorte.
Os analistas e consultores de mercado financeiro são unânimes em dizer que o
investimento em ações não significa uma aposta, e que o ideal é utilizá-lo para
longo prazo. Tentar especular sem um grande conhecimento de causa, isso sim,
pode gerar os prejuízos homéricos dos quais se ouve falar.
Até 1999, com a necessidade de gastar tempo procurando uma corretora confiável
batendo de porta em porta, e depois tendo que procurar informações, relatórios
caros em instituições financeiras, muita gente tinha bons motivos para desistir de
diversificar suas economias. De lá para cá, tudo ficou mais fácil com uma nova
ferramenta: o Home Broker, a possibilidade de ter uma corretora online e em
tempo real, na qual você controla o seu investimento e dá as ordens de compra e
venda.
Além de comprar e vender ações, com o novo sistema eletrônico é possível
acompanhar o preço do papel em tempo real, sua evolução histórica, ler relatórios,
notícias sobre as empresas e o mercado, além de infinitas ferramentas, para você
aproveitar o seu tempo se preocupando em como usar o dinheiro e não como
ganhá-lo. Tudo isso online e de onde você estiver.

História dos investimentos se divide em antes e depois do HomeBroker


O advento das transações eletrônicas tem ajudado a popularizar o mercado
financeiro no país, aumentando a participação das pessoas físicas a cada ano na
Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A presença dos investidores individuais
nos volumes totais negociados quase dobrou desde 1998, ano anterior à
implantação do sistema eletrônico, quando as pessoas físicas responderam por
11,7% do volume transacionado, um recorde na época. Em 2002, a mesma
categoria de investidores foi responsável por 20,8% dos montantes negociados. Os
dados são da assessoria da Bovespa.
“O Home Broker permite a democratização da informação. A sua grande vantagem
é reunir um grande número de informações e ferramentas a um custo baixo, sem
depender dos sistemas de pesquisas dos bancos, que acabam sendo mais caros e
demorados”, avalia o consultor financeiro Mauro Halfeld, professor de Finanças da
Universidade Federal do Paraná. Segundo ele, o único risco que é maior no
investimento via internet é o de o investidor inexperiente se empolgar com a
infinidade de recursos e de conteúdo sem saber a melhor forma de utilizá-los.
Nesse ponto, segundo ele, os investidores devem entender que a aplicação em
ações é, na maioria dos casos, para longo prazo.
39

Corretagem

Além da tributação, existe também uma taxa de corretagem que é cobrada por sua
corretora. Esta taxa de forma geral varia de acordo com o valor da aplicação.
Corretagem

Exemplo:
Supondo uma operação de venda de 1.000.000 ações Telemar PN negociadas ao
preço de R$35,00.
O lote de cotação das ações Telemar PN é de 1.000 ações, isto significa dizer que
cada lote de 1.000 ações foi vendido por R$35,00.
Valor bruto da operação - R$35,00 X 1000 (lotes) = R$35.000,00
Corretagem - parte percentual de 0,5%: R$175,00 + parte fixa de R$25,00
Total de corretagem cobrada: R$200,00
Emolumentos: 0,035% de R$35.000,00 = R$12,25
Total de despesas: R$212,25
Valor líquido da operação: R$35.000,00 - R$212,46 = R$34.787,75

Outros custos
Apesar de tributação e corretagem serem os maiores custos associados à
negociação de ações é preciso mencionar alguns outros como, por exemplo:
• Custódia: taxa fixa que você te de pagar a instituição que guarda e administra
suas ações. Além disso, existe o custo de 0,008% de liquidação que deve ser
pago sobre o valor da operação no momento da compra ou venda das ações.
• Emolumentos: taxa paga à Bolsa de Valores por conta dos negócios de compra
e venda serem realizados em suas instalações. A Bovespa cobra emolumentos
da ordem de 0,027%, esse valor não inclui os 0,008% da liquidação das
operações.

Como funciona o pregão


Antes de começar a operar no mercado acionário é importante entender um pouco
sobre o seu funcionamento.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a BM&F possuem dois sistemas de
negociação:

Pregão viva-voz e o Pregão Eletrônico.


O pregão viva voz é a forma tradicional de negociação, onde os operadores de
pregão recebem as ordens das mesas de operação das corretoras e as ofertam em
uma sala de negociações dentro da Bolsa de Valores, denominada pregão. Fechado
o negócio, é preenchida uma boleta informando as especificações deste negócio.
Apenas as ações com maior liquidez são negociadas no pregão viva voz
40

O pregão eletrônico é o sistema onde as ordens são colocadas eletronicamente


pelos operadores de mesa nas corretoras através de terminais conectados com a
bolsa, ou ainda pelo sistema HomeBroker das corretoras, que canalizam as ordens
provenientes da Internet. Todas estas ordens são encaminhadas a um servidor
central que se encarrega de fechar os negócios e informá-los às corretoras. Todas
as ações são negociadas através do pregão eletrônico.

Horários de Negociação
Pregão Regular:
das 10:00h às 17:00h
After-Market:
das 17:30h às 19:00h

After-Market
O que é o After Market?
After Market é a sessão noturna de negociações do pregão eletrônico da Bovespa.
Neste período complementar de negociação, existem algumas restrições
operacionais em relação ao pregão regular.

Restrições - After Market


- Apenas operações no mercado à vista: somente ações, inclusive no mercado
fracionário, estarão autorizadas para negociação no período After-Market. Ordens
de opções ficam pendentes até a abertura do pregão seguinte.
- Somente ações negociadas no pregão regular: Também só estão autorizados
negócios com ativos negociados durante o pregão regular do dia. Para descobrir se
um papel foi negociado durante o pregão corrente, basta observar se, na Janela de
Cotações, o preço de Fechamento está preenchido. Pelo campo Data/Hora na
mesma Janela de Cotações também é possível observar quando foi realizado o
último negócio com a ação.
- Oscilação máxima de preço: Os preços das ordens enviadas no período After-
Market não poderão exceder a variação máxima positiva ou negativa de 2% em
relação ao preço de fechamento do pregão regular.
- Quantidade máxima: a quantidade máxima de ações negociadas no pregão
noturno ficará restrita a metade da média nacional de negociação (30 dias) de cada
papel. Alguns ativos apresentam quantidade máxima diferenciada. No item Notícias
Bovespa é possível encontrar estas quantidades, diariamente após o fechamento do
pregão regular.
Outras informações
Os negócios fechados no período After-Market serão registrados no próprio dia de
negociação (D+0), da mesma forma que as operações realizadas no pregão regular.
As ordens Válidas Até Cancelar ou enviadas durante o pregão regular continuam
válidas para o After Market.
41

Códigos de Negociação de Ações


Cada ação negociada em bolsa tem seu respectivo código de negociação. O código
de negociação é composto pelo código da empresa e código do tipo da ação (ON ou
PN, etc.) conforme exemplificado abaixo:
Ação: PETROBRAS PN - Código: PETR4
No caso acima, PETR corresponde ao código da empresa, enquanto o código 4
indica que a ação é do tipo PN.
Seguem alguns exemplos da lógica adotada na determinação dos códigos das
ações:
- as ações ordinárias são identificadas pelo nr 3 Ex: Sabesp-ON = SBSP3;
- as ações preferenciais são identificadas pelo nr 4 Ex: Telemar-PN = TNLP4;
- as ações preferenciais, ainda podem ser negociadas em classes, conforme
diferenciação no pagamento de dividendos previsto pelo Estatuto Social da
empresa. Ações PNA (preferenciais classe A) são identificadas pelo código 5,
enquanto as ações PNB e PNC são codificadas a partir dos algarismos 6 e 7,
respectivamente. Ex: Vale R. Doce PNA - VALE5, Eletrobrás PNB - ELET6, Sibra PNC
- SIBR7;

Mercado à Vista e Fracionário


As ações podem ser negociadas na bolsa de valores em dois segmentos de mercado
diferentes, em função da quantidade de ações a ser ofertada: o mercado à vista
ou o mercado fracionário.
No Mercado à Vista só é possível negociar as ações através de lotes padrões, ou
seja, só se compra ou vende uma quantidade de ações mínima especificada pela
Bovespa, ou múltiplos desta.
Por exemplo:
O lote padrão da ação PETROBRÁS PN (PETR4) é 100. Para negociá-la no mercado
à vista é preciso ofertar 100 ações, ou quantidades múltiplas deste número, como
200 ou 1.000 ações.
O lote padrão de negociação é informado na Janela de Cotações, logo abaixo do
nome da ação e da forma de divulgação de sua cotação.
Para negociar ações em quantidades inferiores, ou não múltiplas de seu lote padrão
é necessário operar no Mercado Fracionário, o segmento de mercado onde são
negociados os pequenos lotes. Para comprar de 1 a 99 ações de PETROBRAS PN é
necessário recorrer ao segmento de mercado fracionário.
Por exemplo:
Para comprar 1.678 ações da PETROBRAS PN (PETR4), é necessário enviar uma
ordem de compra de 1.000 ações no mercado à vista, e outra de 678 no mercado
fracionário. Para diferenciar as cotações e ordens no mercado fracionário, é preciso
acrescentar a letra F no final do código de negociação. Por exemplo, temos PETR4F,
para PETROBRAS PN e EMBR4F para EMBRAER PN no mercado fracionário.
42

É preciso estar atento, pois o mercado fracionário apresenta cotações diferentes do


mercado à vista, embora geralmente sigam uma mesma tendência. Eventualmente
é vantajoso comprar no mercado fracionário e vender no mercado à vista.

Entendendo as Cotações
Cotações são todas as informações referentes às ofertas de compra e venda e
negócios realizados com as ações negociadas em bolsa.
Através da Janela de cotações, podem ser visualizadas os seguintes dados:

(1) Nome da ação: nome da ação por extenso (Cadastro Bovespa).


(2) Fator de Cotação: Corresponde à forma de divulgação das ofertas e negócios.
Uma ação pode ter seu valor cotado para cada ação, ou pelo lote de mil ações,
conforme apontado neste campo da tela de cotações.
Seguindo o exemplo acima, a ação Petrobrás PN é cotada por lote de mil ações, ou
seja, o valor de mercado de mil ações, em 04/11/99, era R$ 348,98. No caso das
ações com cotações em lote unitário, o preço de uma ação corresponde ao valor
apresentado.
(3) Lote padrão de negociação: Conforme abordado anteriormente, corresponde
a quantidade mínima de ações que pode ser negociada no mercado à vista. Caso
43

exista necessidade de comprar quantidades abaixo do lote padrão, é preciso operar


no mercado fracionário, onde o lote padrão é 1 ação. (Ver Mercados à Vista e
Fracionário).
(4) Último Negócio: Apresenta o código de negociação da ação, o valor da ação
em sua última negociação, a variação deste valor em relação ao fechamento do dia
anterior e a data/hora de efetivação deste negócio.

(5) Melhores Ofertas: Quando uma ordem de compra ou venda é colocada no


pregão eletrônico, ela passa o fazer parte do Livro de Ofertas, que é a relação de
todas as ordens válidas no exato momento. Têm prioridade de fechamento as
ofertas de compra com o maior preço, assim como as ofertas de venda de menor
preço. Caso existam várias ordens de mesmo preço, prevalece a ordem cronológica.
Este quadro mostra justamente a quantidade de ações ofertadas no maior preço de
compra, a quantidade de ações ofertadas no menor preço de venda, assim como o
maior preço de compra e o menor preço de venda. Para executar negócios
imediatamente, é preciso comprar pelo melhor preço de venda, ou vender pelo
melhor preço de compra, conforme indica o quadro. Em ofertas, na parte inferior da
tela, há um link para uma tela com as cinco melhores ofertas de compra e venda.

(6) Preço Máximo do dia: É o preço do negócio de maior cotação efetivado no


decorrer do dia.
(7) Preço Médio do dia: É o preço médio dos negócios realizados no dia.
(8) Preço Mínimo do dia: É o preço do negócio de menor cotação efetivado no
decorrer do dia.
(9) Preço de Abertura: É o preço do primeiro negócio efetivado no decorrer do
dia.
44

(10) Fechamento: É o preço do último negócio efetivado no dia. Parâmetro de


variação para os negócios no After-Market.
(11) Fechamento Anterior: É o preço do último negócio efetivado no dia útil
anterior.
(12) Quantidade de Ações Negociadas: Quantidade total de ações negociadas
no decorrer do dia.
(13) Volume Financeiro: Total do valor financeiro negociado com a ação em R$.
(14) Fechar: Fecha a janela de cotações
(15) Ofertas: Link para a fila das cinco melhores ofertas de compra e venda por
ordem de valores. Instrumento importante para realização de negócios.
(16) Livro de Ofertas: Link para a fila de todas as ordens de compra e venda
válidas para o pregão corrente.
(17) Compra: Acesso rápido para a boleta de Operações.
(18) Venda: Acesso rápido para a boleta de Operações.
(19) Integral/Fracionário: Acesso às cotações nos mercados à vista e
fracionário.
(20) Estatísticas: Link para a página Estatísticas, onde são apresentados gráficos
e oscilações histó.
(21) Atualiza/Refresh: Botão utilizado para a atualização da janela. Disponível
apenas para o formato HTML.
45

BOLSAS INTERNACIONAIS
A performance das bolsas internacionais é medida através dos índices
representativos de cada centro de liquidez. O segmento de Bolsas Internacionais
traz os índices das principais bolsas mundiais
Um Índice de Bolsa é qualquer medida compreensiva da tendência do mercado,
pretendida pelos investidores que estão preocupados com os movimentos gerais
dos preços no mercado de ações. Geralmente estes índices são compostos por uma
carteira teórica representada pelas ações mais representativas dos mercados locais,
ponderadas por sua liquidez ou participação no volume negociado.

Dow Jones
É um dos índices mais antigos e mais utilizados pelo mercado. Ele é composto por
30 ações - as mais importantes e mais representativas de cada setor da economia.
Estas ações representam cerca de um quinto de todas as ações negociadas nos
EUA, e cerca de um quarto das negociadas na Bolsa de Valores de Nova York.
Alguns exemplos de empresas que fazem parte do índice: Coca-Cola, Walt Disney,
Alcoa, General Motors, Intel, McDonald's, AT&T, IBM e Microsoft.

S&P 500
O S&P 500 Index é formado pelas principais empresas norte-americanas, de acordo
com: valor de mercado, representatividade no setor em que atuam e liquidez das
ações. O peso de cada companhia no índice está relacionado ao seu valor total de
mercado. Atualmente, cerca de 75% das empresas que fazem parte do índice são
do setor industrial, 8% do setor de serviços, 15% do setor financeiro e 2% do setor
de transportes. É um índice muito importante, largamente utilizado no mercado
norte-americano e internacional.

Nasdaq
O índice representa todos os ativos, norte-americanos e estrangeiros, listados na
Nasdaq. O Nasdaq é ponderado pelo valor de mercado das empresas. Esse valor é
calculado multiplicando-se o preço de fechamento pelo número total de ações da
empresa. Desse modo, cada ativo afeta o índice apenas na proporção de seu valor
de marcado. O Nasdaq é composto atualmente por cerca de mais de 4.000
companhias. Devido à sua abrangência, este índice é muito acompanhado pelo
mercado financeiro.
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ADRs de Empresas Brasileiras


ADRs (American Depositary Receipts) são certificados de ações emitidos por bancos
norte-americanos lastreados em ações de empresas estrangeiras (não americanas),
com negociação no mercado de capitais dos EUA. Os ADRs não são negociáveis nos
países de origem das empresas emissoras, embora possam ser convertidos em
ações da empresa emissora, que por sua vez, são negociadas nas bolsas dos países
emissores.
A vantagem dos ADRs é servir como ferramenta de captação de recursos no
mercado americano, aproveitando sua grande liquidez. O ADR passa a ser uma
grande fonte de captação de recursos para as empresas emissoras, o que pode
valorizar as ações no mercado local, até mesmo por conta aumento da liquidez.
Por outro lado, a emissão de ADRs tem provocado a redução do volume das
operações nas bolsas locais (na Bovespa, especialmente), já que os investidores
preferem adquirir ADRs de empresas brasileiras nas bolsas norte-americanas ao
invés de operar nas bolsas brasileiras onde a liquidez é menor, e ainda incidem
custos adicionais como a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira).
De qualquer forma, a simples existência de negociação de ativos da empresa em
dois mercados diferentes possibilita a realização de operações de arbitragem.
Operações de arbitragem são aquelas em que os investidores aproveitam distorções
momentâneas de preços de um mesmo ativo em mercados diferentes para
auferirem lucros. Um investidor pode comprar ações da Telemar na Bovespa por um
preço levemente inferior ao valor dos ADRs e em seguida vendê-las na NYSE (Bolsa
de Nova York) por um preço superior.
Os ADRs sevem também como parâmetro de oscilação para as respectivas ações
negociadas na Bovespa. Oscilações nas cotações dos ADRs podem precipitar
flutuações nas ações dos papéis, e vice versa.
O lançamento de ADRs no exterior depende de autorização dos órgãos reguladores,
a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) no Brasil e a SEC (Securities Exchange
Commision), nos EUA. Além disso, pode ser feito em três níveis conforme
adequação da empresa às normas da SEC:
ADR Nível I: É um primeiro estágio para as empresas que desejam atingir o
mercado americano, já que a empresa não precisa atender às normas contábeis da
SEC. É negociado apenas no mercado de balcão.
ADR Nível II: A empresa é obrigada a atender as normas contábeis dos EUA,
publicando balanços em formato estabelecido pela legislação americana (US GAAP).
Não permite o lançamento de novos papéis para captação de recursos, embora seja
permitida sua negociação nas bolsas americanas. É um segundo passo rumo ao
Nível III.
ADR Nível III: Exige o cumprimento de todos os requisitos da SEC além de
atender às normas contábeis americanas. Permite o lançamento de novos papéis
visando a captação de recursos.
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Segue tabela com os ADRs brasileiros negociados na NYSE (Bolsa de Nova York)
disponíveis para consulta, lembrando que os ADRs são sempre cotados em dólar
(US$):

Relação de
Código para Ação
ADR Nível Conversão (Ações
Consulta Correspondente
por ADR)

Ambev ABV AMBV4 Nível II 100

Aracruz Celulose ARA ARCZ6 Nível III 10

Bradesco BBD BBDC4 Nível II 5.000

Brasil Telecom Part BRP TCSP4 Nível II 5.000

Brasil Telecom BTM TEPR4 Nível II 3.000

Cemig CIG CMIG4 Nível II 1.000

Copel ELP CPLE6 Nível III 1.000

Copene PNE CPNE5 Nível II 50

CSN SID CSNA3 Nível II 1.000

Embraer ERJ EBTP4 Nível III 4

Embratel Part EMT EBTP4 Nível II 1.000

Gerdau GGB GGBR4 Nível II 1.000

Globo Cabo GLCBY PLIM4 Nível III 10

Pão de Açúcar CBD CBD PCAR4 Nível III 1.000

Perdigão PDA PRGA4 Nível II 2

Petrobras PBR PETR3 Nível III 1

Recibo Telebrás RTB RCTB41 Nível II 1.000

Tele Celular Sul TSU TCSL4 Nível II 10.000

Tele Centro Oeste Celular TRO TCOC4 Nível II 3.000

Tele Leste Celular TBE TLCP4 Nível II 50.000

Tele Nordeste Celular TND TNEP4 Nível II 20.000

Tele Norte Celular TCN TNCP4 Nível II 50.000

Tele Sudeste Celular Part TSD TSEP4 Nível II 5.000

Telebrás TBH TELB4 Nível II 1.000

Telemar TNE TNLP4 Nível II 1.000

Telemig Celular TMB TMCP4 Nível II 2.000

Telesp TSP TLPP4 Nível II 1.000

Telesp Celular TCP TSPP4 Nível II 2.500


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Unibanco Unit UBB UBBR11 Nível III 500

Ultrapar UGP UGPA4 Nível III 1.000

Vale do Rio Doce RIO VALE5 Nível II 1

VCP VCP VCPA4 Nível III 500


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Rating - Classificação de Risco

O que é um "Rating"?
Trata-se de um mecanismo de classificação da qualidade de créditode uma
empresa, ou país. O "rating"; de uma empresa (ou país) tem como objetivo
classificar o risco da empresa (ou do país) não ser capaz de cumprir com suas
obrigações financeiras.
Essa classificação é feita pelas agências de classificação de risco, que
periodicamente, revisam suas opiniões sobre o "rating" ; de uma empresa(ou país).
Nada mais natural, já que a qualidade de crédito (ou risco de inadimplência) de
uma empresa (ou país) pode se altera drasticamente de um período ao outro.
Entre as principais agências internacionais de classificação de risco estão Standard
& Poor´s, Moody´s e a Fitch(surgida da fusão da Fitch IBCA com a DCR), entre as
brasileiras temos a SR Rating.

Explicando a metodologia
Para estabelecer um "rating"; as agências de classificação de risco levam em
consideração todos os fatores que possam afetar a qualidade de crédito das
obrigações emitidas por uma empresa e/ou país. No caso de empresas as principais
variáveis analisadas são:nível de endividamento, flexibilidade de re-financiamento
(ou aumentar endividamento), liquidez, participação de mercado, desempenho
relativo a outras empresas do setor, capacidade administrativa, situação
macroeconômica, leis e regulamentação de mercado, etc. Além das variáveis
relacionadas acima, o "rating"; de países também é função da condução da política
fiscal e monetária, do endividamento interno e externo, da vulnerabilidade com
relação ao mercado internacional, assim como o ambiente legal e regulamentar no
país.

Rating Soberano
O "rating", soberano não foi criado para comparar países, mas sim para classificar a
capacidade relativa do país em pagar suas obrigações financeiras(qualidade de
crédito relativa). Em geral esse "rating"; estabelece um teto para "rating"; das
obrigações das empresas deste país.
Contudo há exceções, como é o caso de empresas que lançam títulos
securitizadosvinculados a um recebimento. Por exemplo, recentemente a Vale do
Rio Doce emitiu um título securitizado com base nos recebimentos de suas
exportações de minério de ferro, que recebeu uma classificação de risco melhor que
a do Brasil, ou seja, acima do rating soberano. Isso porque, em caso de
inadimplência da empresa esses recebimentos futuros vindos do exterior podem ser
repassados para os investidores.
Um outro exemplo são as empresas que tem operações internacionaisque suportem
por si só manter os fluxos de pagamentos de suas obrigações. Por exemplo, uma
empresa mexicana que tem um grande volume em operações nos EUA pode ter um
"rating"; melhor que o próprio México. Isso porque o volume gerado nos EUA é
50

suficiente para que ela honre suas obrigações financeiras mesmo em caso de
moratória do México.

Classificação de Investimento ("Investment Grade")


A classificação de risco (ou rating) aumenta a transparência do mercado como um
todo. De um modo geral ajuda aos investidores (principalmente os pequenos) na
sua tomada de decisão. Isso porque eles podem escolher entre retornos mais
baixos a um risco mínimo, ou vice-versa. Ou seja, são capazes de analisar o
retorno ajustado para risco do investimento.
As classificações de risco de AAA/Aaa até no mínimo BBB-/Baa3, são consideradas
como "investment grade", enquanto as abaixo são consideradas como "speculative
grade";. Essa divisão é particularmente importante para investidores institucionais,
já que por restrições legais e estatutárias eles só podem investir em obrigações de
emissores com rating acima de "investment grade";. Em geral esses emissores
(empresas ou países) possuem melhor qualidade de crédito, e menor risco de
inadimplência. Por sua vez, aqueles com classificação abaixo de "investment
grade"; têm maior risco de não serem capazes de cumprir (ou atrasar) com as suas
obrigações financeiras.
51

Federal Reserve Departament - FED


O que é o FED
O FED (Federal Reserve System), Banco Central dos EUA, é a entidade
governamental responsável pela formulação e execução de política monetária
norte-americana. Além disso, o FED age como regulador e supervisor do sistema
bancário, serve como "banco" do Governo e o assessora em operação financeiras.
Uma de suas características mais importantes é a independência em relação ao
Governo Federal dos EUA,garantindo assim a boa condução da política monetária.

Quem participa do FED


O FED foi criado pelo Congresso norte-americano em 1913. Ele é formado por uma
equipe de sete membros escolhidos pelo Governo (Board of Governors), com sede
em Washington DC, e por doze bancos regionais localizados nas principais cidades
dos EUA (Federal Reserve Banks).
Os sete membros do Board of Governors são nomeados pelo Presidente da
República e aprovados pelo Senado, para um mandato de 14 anos - maior do que o
do Presidente da República. Os membros devem, de acordo com a lei norte-
americana, representar os interesses dos setores agrícola, industrial e comercial, e
também as divisões geográficas do país. Dois destes membros são indicados pelo
Presidente e confirmados pelo Senado como Chairman e Vice Chairman do FED,
desta vez por um período de quatro anos. A principal responsabilidade do Board of
Governors é a formulação de política monetária, através do FOMC.
Para a execução das atividades diárias de Banco Central, o Governo dos EUA dividiu
o país em 12 distritos. Cada um destes distritos possui um Federal Reserve Bank,
uma espécie de Banco Central responsável pela sua região. Estes bancos trabalham
em conjunto com o Board of Governors na condução da política monetária,
fornecem informações sobre o desenvolvimento econômico de seus distritos e
supervisionam as instituições bancárias de sua região.
Cada um dos doze Federal Reserve Bank é dirigido por um presidente eleito por
uma equipe de nove membros, o Board of Directors. Três destes membros
representam os bancos comercias do distrito de atuação do Federal Reserve Bank.
Os outros seis membros representam os consumidores e os demais setores da
economia.

O FED e a Política Monetária


O FED possui três instrumentos de condução de política monetária: depósitos
compulsórios, taxas de redesconto e operações de mercado aberto (open market).
As operações de mercado aberto - compra e venda de títulos públicos- são o
instrumento mais importante de política monetária de que o Banco Central dispõe.

Mas afinal quem decide a taxa de juros ?


O Federal Open Market Committee (FOMC) é o membro mais importante do Federal
Reserve System (FED) no que se refere à política monetária. É o FOMC quem define
52

a meta da taxa de jurosNorte-americana, e conduz as operações de mercado aberto


de acordo com a meta de juros estipulada.
Além desta atividade, o FOMC dirige as operações do FED com moedas
estrangeiras. Ele é, portanto, responsável pela formulação de uma política capaz de
promover crescimento econômico, pleno emprego, estabilidade de preços e o
equilíbrio do Balanço de Pagamentos.

Quem toma as decisões?


O FOMC é formado pelos sete membros do Board of Governors do FED (escolhidos
pelo governo norte-americano), e por cinco presidentes de Federal Reserve Banks
(Bancos Centrais regionais). O presidente do Federal Reserve Bank de Nova York é
membro do FOMC de modo contínuo, os demais presidentes são membros de
maneira rotativa pelo período de um ano.
Todos os anos, durante sua primeira reunião, os membros do FOMC elegem um
Chairman e um Vice Chairman. Tradicionalmente, o Chairman do Board of
Governors é eleito Chairman do FOMC, e o presidente do Federal Reserve Bank de
Nova York é eleito Vice Chairman.
Desse modo, os cargos de Chairman do Board of Governors e Chairman do FOMC
se concentram na mesma pessoa. Estas posições são ocupadas atualmente por
Alan Greenspan.

As famosas "Reuniões do FED"


Pela lei, o FOMC deve se reunir no mínimo quatro vezes ao ano na capital Norte-
americana, Washington D.C.. No entanto, desde de 1980 o FOMC vem se
encontrando oito vezes ao ano,em intervalos de cinco a seis semanas. Caso haja
necessidade, os membros podem ser chamados para uma reunião especial, ou
podem votar em determinada proposta por telefone ou telegrama.
Em cada evento são escolhidas as políticas a serem adotadas até o próximo
encontro,incluindo a determinação da taxa de jurose seu viés. Ao menos duas
vezes ao ano, o Comitê também define os objetivos monetários de longo prazo. A
participação nestas reuniões é bastante restrita, pois as informações discutidas são
confidenciais.

Como são as Reuniões?


Os encontros do FOMC começam com apresentações orais sobre a atualidade
econômica, as condições do mercado e o desenvolvimento financeiro internacional.
As apresentações são feitas por uma equipe especializada do FED.
O próximo passo é o debate entre os membros do FOMC. Eles levam em
consideração fatores como: elevação de preços e tarifas, nível de emprego, níveis
de produção dos diversos setores, renda per capita e consumo, construção
residencial e comercial, investimentos em negócios e estoques, mercados
financeiros internacionais, taxas de juros, agregados monetários, crédito e política
fiscal.
53

Após a discussão, os membros do FOMC se voltam para a política monetária. Cada


membro dá sua opinião sobre a economia e sobre os rumos a serem seguidos. A
seguir, os integrantes dão suas recomendações sobre a forma de conduzir a política
monetária até o próximo encontro.
Finalmente, o FOMC chega a um consenso sobre a manutenção ou mudança da
meta de juros e seu viés. Estas políticas são repassadas ao Federal Reserve Bank
de Nova York - o banco responsável pela execução das operações de mercado
aberto.

O Chefão do FED
Alan Greenspan é o principal responsável pela condução da política monetária
Norte-americana. Em Junho deste ano ele foi reeleito Chairman do FED, por um
período de mais quatro É o quarto mandato consecutivo de Greenspan, que já
havia sido indicado pelos Presidentes Reagan e Bush, além de Clinton.
O poderoso economista de 76 anos é membro do Board of Governors do FED desde
1987. Ele foi renomeado por Bill Cinton, em 1992, por mais 14 anos. Alan
Greenspan é Ph.D. em economia pela Universidade de Nova York e possui vasta
experiência profissional em empresas públicas e privadas Norte-americanas. Além
disso, já recebeu inúmeros prêmios de universidades como Harvard, Yale,
Pennsylvania, Notre Dame e Leuven (Bélgica).
Ao longo destes anos, inúmeros analistas de mercado se especializaram em prever
os próximos passos de Greenspan. Cada discurso dele é estudado a fundo, e muito
se especula sobre o significado de suas palavras. Tornou-se comum uma análise
dos índices da economia dos EUA através da filosofia "No que Greenspan presta
mais atenção?".
54

Informação: O combustível do Mercado de Ações


O mercado de ações é movido a informação. Todos os agentes demandam
informações quantitativas e qualitativas, sobre as companhias, os agregados
setoriais e macroeconômicos, os negócios realizados e em andamento e os
respectivos investidores.
A informação sobre o passado e o presente é, de início, utilizada para a avaliação
de desempenho de uma ação ou do mercado como um todo. Mas, a utilização mais
nobre da informação é servir como base para projetar o comportamento futuro.
As mesmas informações podem gerar interpretações diferenciadas. Isto acontece
normalmente, resultando comportamentos diferenciados, como por exemplo,
alguns considerarem que é momento de vender determinada ação, enquanto outros
tantos decidem que é hora de comprar. Nesse caso, muitos negócios seriam
fechados, sem que fosse exercida qualquer pressão sobre o movimento dos preços.
As interpretações diferenciadas devem-se principalmente a três fatores: o primeiro,
é uma análise equivocada; o segundo, reflete diferenças no horizonte de
investimento, ou seja, curto, médio e longo prazos; por fim, o terceiro, resulta de
diferenças nos graus de risco tolerados.
Para evitar análises equivocadas, o investidor conta com um profissional
especializado, o analista de mercado. Atuando de forma independente ou como
funcionário de uma instituição intermediária, o analista deve sempre ser consultado
antes de se tomar decisões quanto à composição de carteiras de investimento e ao
momento mais adequado à compra e venda de ações. Esta prática é válida não só
para o investidor individual, como também para as corretoras, os administradores
de carteira e de fundos em geral.
Os analistas de mercado estão constantemente atentos às informações obrigatórias
e voluntárias divulgadas pelas empresas e aos diversos indicadores de conjuntura
setorial, macroeconômica e de mercado. Com este conjunto de informações, podem
projetar desempenhos e retornos e calcular o preço justo das ações, derivando daí
suas recomendações.
Obrigatórias ou espontâneas, as informações são alvo de cuidadosa
regulamentação por parte do órgão regulador do mercado, a Comissão de Valores
Mobiliários - CVM, e das bolsas de valores, objetivando evitar a chamada
"informação privilegiada". Esta significa a informação fornecida de forma restrita a
certos agentes, pelas empresas ou por intermediários, em menor tempo ou melhor
qualidade ou quantidade do que a distribuída ao público em geral, possibilitando
ganhos resultantes do diferencial de informações, aos favorecidos por tal prática. A
regra básica vigente é que toda a comunidade dos investidores receba as mesmas
informações, ao mesmo tempo, cabendo punições para os infratores.
55

Índices de Atividade Econômica – Brasil

Aqui você encontra a descrição e data de anúncio dos principais indicadores de


atividade econômica do mercado brasileiro. Com exceção do indicador de nível de
atividade que é divulgado pela FIESP, todos os outros são divulgados pela FIPE,
FGV ou IBGE. Abaixo agrupamos os indicadores por órgão divulgador.

Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – FIPE

IPC / FIPE
Divulgado na 1a ou 2a semana do mês
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) é divulgado pela Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas todos os meses. A pesquisa de preços é feita na cidade de
São Paulo, entre pessoas que ganham de 2 a 6 salários mínimos. A coleta dos
dados vai do primeiro ao último dia de cada mês.

Fundação Getúlio Vargas – FGV

IPC-RJ / FGV
Divulgado na 1a ou 2a semana do mês
O IPC-RJ (Índice de Preços ao Consumidor) é divulgado mensalmente pela
Fundação Getúlio Vargas. Ele avalia o movimento médio de preços de um conjunto
de bens e serviços no mercado varejista, ou seja, diretamente ao consumidor. A
pesquisa é restrita à região metropolitana do Rio de janeiro, e leva em consideração
a população com renda mensal de 1 a 33 salários mínimos.

IGP-M / FGV
Divulgado aproximadamente no último dia útil do mês
O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) é divulgado mensalmente pela
Fundação Getúlio Vargas. Esse índice, bastante utilizado pelo mercado, mede a
evolução geral de preços na economia, criando assim uma medida da inflação
nacional. O IGP-M é composto pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC - peso de
30%), Índice de Preços no Atacado (IPA - peso de 60%) e Índice Nacional de
Construção Civil (INCC - peso de 10%). O período de coleta de preços para o índice
se dá entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês de referência.

IGP-DI / FGV
Divulgado aproximadamente na 2a semana do mês
O IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) é divulgado
mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas. Esse índice mede a evolução geral de
preços na economia, criando assim uma medida da inflação nacional. O IGP-DI é
composto pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC - peso de 30%), Índice de
Preços no Atacado (IPA - peso de 60%) e Índice Nacional de Construção Civil (INCC
56

- peso de 10%). O período de coleta de preços para o índice é o mês cheio, ou seja,
do primeiro ao último dia do mês.
IGP-10 / FGV
Divulgado aproximadamente na 3a semana do mês
O IGP-10 (Índice Geral de Preços - 10) é divulgado mensalmente pela Fundação
Getúlio Vargas. Esse índice, bastante utilizado pelo mercado, mede a evolução geral
de preços na economia, criando assim uma medida da inflação nacional. O IGP-10 é
composto pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC - peso de 30%), Índice de
Preços no Atacado (IPA - peso de 60%) e Índice Nacional de Construção Civil (INCC
- peso de 10%). O período de coleta de preços para o índice se dá entre o dia 11 do
mês anterior e o dia 10 do mês de referência.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE

INPC / IBGE
Divulgado aproximadamente no 8o dia útil do mês
O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) é calculado pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística todos os meses. O objetivo desse índice é
acompanhar a variação de preços de um conjunto de produtos e serviços definidos.
O público-alvo do índice é formado por famílias, com rendimento mensal entre 1 e
8 salários mínimos, cujo chefe seja assalariado em sua ocupação principal. A
pesquisa de preços é feita nas principais regiões metropolitanas do país, entre o
primeiro e último dia de cada mês.

IPCA / IBGE
Divulgado aproximadamente no 8o dia útil do mês
O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é utilizado pelo Banco Central do
Brasil para o acompanhamento dos objetivos estabelecidos no sistema de metas de
inflação. É um índice mensal, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística. Ele acompanha a variação de preços de uma cesta de produtos e
serviços. O público alvo do índice é a população com faixa de renda entre 1 e 40
salários mínimos, qualquer que seja a fonte dessa renda, nas principais regiões
metropolitanas do país. A pesquisa de preços é feita entre o primeiro e último dia
de cada mês.

IPCA-15 / IBGE
Divulgado aproximadamente na última semana de cada mês
Esse índice é calculado segundo a mesma metodologia do IPCA, que tem coleta de
preços realizada ao longo do mês. É o período de coleta que se constitui na
diferença entre os dois índices: no caso do IPCA-15, a pesquisa é feita entre os dias
15 de cada mês.

IPCA-E / IBGE
Divulgado apenas trimestralmente ao redor do dia 15
57

O IPCA-E (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial) é calculado


trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e segue a
mesma metodologia e estrutura de ponderação que o IPCA e o IPCA-15, ou seja,
acompanha a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços das famílias
com renda entre 1 e 40 salários mínimos, nas principais regiões metropolitanas do
país.
Apesar de ser divulgado apenas a cada três meses, o IPCA-E é calculado
mensalmente entre o dia 16 do mês anterior e o dia 15 do mês corrente, como
acontece no IPCA-15. Com o início da divulgação do IPCA-15, que começou em
maio de 2000, a importância do IPCA-E diminuiu, mas como sua série é mais longa,
pois o índice é calculado desde 1991, ainda acaba sendo usado.

Pesquisa Industrial Mensal


Divulgado na 1a ou 2a semana do mês (dados referentes ao mês retrasado)
A Pesquisa Industrial Mensal, relatório divulgado pelo IBGE, acompanha a evolução
da produção e do mercado de trabalho na indústria. Os indicadores calculados a
partir dessa pesquisa apresentam resultados para todo o Brasil, e para vários
gêneros de indústria, focando-se na indústria geral, extrativa mineral e de
transformação.
Para a obtenção de índices reais, as variáveis monetárias da pesquisa são
deflacionadas através de índices do IBGE e da FGV.
Consideram-se algumas variáveis, tais como: Pessoal Ocupado na Produção (POP),
Admissões (ADM), Desligamentos (DESL), Número de Horas Pagas na Produção
(NHP), Valor dos Salários Contratuais (VSC), Valor das Horas Extras Pagas (VHE),
Valor da Folha de Pagamento (VFP), Valor da Produção (VP) e Taxa de Rotatividade.

PME
Divulgado na última semana do mês
A PME (Pesquisa Mensal de Emprego) é um relatório divulgado mensalmente pelo
IBGE, que trata de mão-de-obra e rendimento do trabalho. Os dados são obtidos de
uma amostra probabilística de aproximadamente 38.500 domicílios situados nas
Regiões Metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São
Paulo e Porto Alegre.
A Pesquisa segue as recomendações da Organização Internacional do Trabalho. Ela
objetiva produzir resultados que facilitem a análise de sua série em conjunto com
as contas nacionais, e que viabilizem a comparação a nível internacional. A PME
separa os indivíduos que trabalham daqueles que não trabalham (os que procuram
trabalho e os inativos).
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Fundação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP

INA
Divulgado na última semana do mês
O INA (Indicador de Nível da Atividade) é divulgado pela FIESP/CIESP
mensalmente. Seu propósito é o de estimar o índice de produção física da indústria
de transformação do estado de São Paulo. Como o índice real é divulgado pelo
IBGE, o valor do INA é substituído assim que se conhece o dado efetivo.
Para se aperfeiçoar o cálculo do INA da indústria agregada, foram incorporados dois
itens ao modelo: heterogeneidade dos gêneros industriais e as variáveis
macroeconômicas.
59

Índices de Atividade Econômica – EUA


O modo mais dinâmico de se analisar a economia dos Estados Unidos é através da
análise de índices. Esses índices podem medir tanto a variação nos preços quanto
atividade econômica, e são divulgados por várias organizações nos EUA. Há uma
infinidade de índices, alguns mais importantes e acompanhados pelo mercado do
que outros.

1 - Índices mais importantes!


2 - Índices de importância média.
3 - Índices pouco acompanhados pelo mercado

1 - The Employment Report


Divulgado na primeira Sexta-feira do mês
O Employment Report é um relatório completo sobre emprego, divulgado todo mês
pelo Departamento de Trabalho norte-americano. Ele é dividido em duas partes. A
primeira estima a taxa de desemprego (unemployment rate), através de uma
pesquisa feita em quase 60.000 residências. A segunda parte consiste numa
pesquisa realizada em cerca de 375.000 empresas. Ela produz vários índices
importantes: o número de empregos gerados na economia excetuando-se
agricultura e pecuária (nonfarm payrolls), a média de horas trabalhadas por
semana (average workweek), e a média de ganhos por hora (average hourly
earnings).
O Employment Report é um dos indicadores mais importantes da atividade
econômica nos EUA. Ele é muito utilizado pelo mercado financeiro - em especial o
índice nonfarm payrolls.

1 - Retail Sales
Divulgado aproximadamente na metade do mês
O Retail Sales é um relatório que mede as vendas totais do mercado varejista, ou
seja, vendas diretas ao consumidor. As variações na receita são muito
acompanhadas pelo mercado, pois estão intimamente ligadas ao consumo. Um
aumento da receita pode ser um indício de aquecimento na economia, assim como
uma diminuição pode indicar um desaquecimento. No entanto, esse índice não
engloba o setor de serviços. Muitos analistas desconsideram a receita de venda de
automóveis, pois ela tende a variar muito de mês para mês, utilizando o índice ex-
autos. O Retail Sales é divulgado todos os meses pelo Departamento de Comércio
dos EUA.

1 - CPI (Consumer Price Index)


Divulgado aproximadamente na metade do mês
CPI é um índice de preços ao consumidor, calculado pelo Departamento de Trabalho
norte-americano. Ele mede o custo de uma cesta pré-definida de bens e serviços. O
CPI é largamente utilizado pelo Governo dos EUA. O CPI pode ser muito
60

influenciado por variações nos preços de alimentação e energia. Como estes preços
são muito voláteis, criou-se uma variação do CPI, também largamente utilizado
como medida de inflação. É o Core CPI, que exclui os custos de alimentação e
energia. O Core CPI é o indicador de inflação mais acompanhado pelo mercado
financeiro.

1 - Employment Cost Index


Divulgado no final do mês posterior ao trimestre
Este índice trimestral é calculado pelo Departamento de Trabalho norte-americano.
Ele mede o custo da mão-de-obra, sendo muito utilizado pelo mercado como um
indicador de inflação. Caso o custo de mão-de-obra aumente em determinado
trimestre, por exemplo, isso pode ser um indício que os empregadores repassarão
estes custos a seus produtos e serviços, pressionando a inflação para cima.

1 - PPI (Producer Price Index)


Divulgado aproximadamente no 10o dia do mês
O PPI é um índice de preços no atacado, ou seja, preços cobrados pelos produtores.
calculado pelo Departamento de Trabalho norte-americano. Depois do CPI, este é o
índice de preços mais acompanhado pelo mercado.
Uma variação deste índice, também largamente utilizada por economistas, é o Core
PPI. O Core PPI não leva em consideração os preços de energia e alimentos, que
são considerados muito voláteis. Através deste índice, portanto, pode-se ter uma
idéia mais realista da inflação.

2 - NAPM (National Association of Purchasing Managers Index)


Divulgado no 1o dia útil do mês
O NAPM (National Association of Purchasing Managers) faz parte de um relatório
abrangente, que mede o nível de atividade industrial nos EUA. O índice é composto
por sub-índices, que levam em consideração os seguintes fatores da indústria
norte-americana: número de pedidos, produção, emprego, número de entregas e
estoques. Cada um desses itens tem um peso relativo no índice final. O NAPM é
muito importante devido à sua abrangência, e é divulgado todo começo de mês
pela Associação de Executivos de Compras dos EUA.

2 - Durable Good Orders


Divulgado no final do mês
Esse índice mede o volume de pedidos e entregas de bens duráveis. É uma medida,
portanto, do nível de atividade industrial na economia. Um número crescente de
pedidos indica que o setor industrial está aquecido. O Durable Good Orders é
calculado pelo Departamento de Comércio dos EUA.

2 - GDP (Gross Domestic Product)


61

Divulgado no fim do mês posterior ao trimestre


GDP é a sigla em inglês para Produto Interno Bruto. Ele é calculado pelo
Departamento de Comércio norte-americano. O PIB mede todos os bens e serviços
produzidos na economia em determinado período. Ele é formado por cinco
componentes: consumo, investimento, gastos governamentais, nível de estoque e
saldo de comércio exterior. O consumo representa quase 2/3 do PIB norte-
americano, e é um dos componentes menos voláteis.

2 - Consumer Confidence
Divulgado na última Terça-feira do mês
Esse índice mede a confiança dos consumidores em cerca de 5.000 lares norte-
americanos. Ele é dividido em duas categorias: situação econômica atual do país, e
expectativa para o futuro. A primeira categoria representa 40% do índice, enquanto
a segunda representa 60%. O relatório é produzido por uma organização sem fins
lucrativos chamada Conference Board.

2 - Initial Claims
Divulgado toda Quinta-feira (dados referentes à semana anterior)
O Initial Claims mede o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA. É um
índice muito importante, pois dá uma boa idéia do nível de atividade econômica.
Um número crescente de pedidos mostra que o desemprego está aumentando, o
que provavelmente indica desaquecimento da economia. Um número de pedidos
cada vez menor reflete baixo desemprego e um bom desempenho da economia, o
que por outro lado pode trazer pressões inflacionárias. O Initial Claims é divulgado
pelo Departamento de Trabalho norte-americano.

2 - Personal Income
Divulgado no 1o dia útil do mês (dados referentes ao mês retrasado)
Este índice mede a renda individual dos cidadãos norte-americanos. O Personal
Income é produzido pelo Departamento de Comércio dos EUA, e leva em
consideração os salários, rendas de aluguel, auxílios governamentais e renda
financeira. O nível de renda é um bom indicador do consumo e conseqüentemente
da atividade econômica no país.

2 - Business Inventories
Divulgado na metade do mês
O Departamento de Comércio mostra, todos os meses, o nível de vendas e
estoques das empresas norte-americanas. Esse índice leva em consideração tanto o
setor industrial como os setores de atacado e varejo.

2 - Consumer Credit
Divulgado no 5o dia útil do mês (dados referentes ao mês retrasado)
62

O FED divulga esse índice durante os primeiros dias de cada mês. O Consumer
Credit mede, nos EUA, o total de crédito ao consumidor. O índice é divulgado muito
tarde, por exemplo no começo de Setembro com dados referentes a Julho. Por esse
motivo, os analistas não costumam dar muita importância ao Consumer Credit.

2 - Treasury Budget
Divulgado na 3a semana do mês
Os resultados fiscais do Governo norte-americano são divulgados no final de cada
mês, pelo Departamento de Tesouro. É interessante analisar esses dados em base
anual, comparando determinado mês com o mesmo do ano anterior, pois os
resultados variam muito de mês para mês. Além disso, deve-se prestar muita
atenção em Abril, pois é nesse mês que o Tesouro recebe os pagamentos de
Imposto de Renda.

2 - Productivity and Costs


Divulgado no começo do segundo mês posterior ao trimestre
Esse índice mede a produtividade e os custos de mão-de-obra de toda a economia
norte-americana, excluindo-se a agricultura e a pecuária. O estudo é feito pelo
Setor de Estatísticas do Departamento de Trabalho norte-americano, e os dados são
referentes a um período de três meses. Produtividade e custos de mão-de-obra são
fatores determinantes na inflação.

2 - Leading Indicators
Divulgado nos primeiros dias do mês (dados referentes ao mês retrasado)
O Leading Indicators é um relatório que compreende vários índices já divulgados,
como pedidos de auxílio-desemprego, custo de mão-de-obra, permissões para
construção e etc. O relatório é produzido por uma organização sem fins lucrativos
chamada Conference Board.

2 – Beige
Divulgado oito vezes ao ano
O "Beige Book" (livro bege) é um relatório sobre a atualidade econômica norte-
americana, publicado pelo FED. Os doze Federal Reserve Banks, os bancos centrais
regionais, coletam informações sobre a situação econômica de suas áreas de
atuação. Essas informações provêm de relatórios elaborados por bancos e
entrevistas com economistas, analistas financeiros, acadêmicos e homens de
negócio. O Beige Book reúne esse material, sendo dividido por regiões e setores da
economia. Apesar de não expressar a opinião do FED, o Beige Book é importante,
pois fornece informações sobre a atividade econômica regional.

3 - Philadelphia FED Index


Divulgado na terceira Quinta-feira do mês
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Este índice é produzido pelo Federal Reserve Bank da Philadelphia. É uma pesquisa
que mede o nível de atividade industrial nos EUA. Um índice igual a zero indica que
a atividade industrial está estabilizada, enquanto um índice maior que zero significa
que ela está em expansão.

3 - University of Michigan Consumer Sentiment Index


Divulgado na quarta Sexta-feira do mês (dados do mês corrente)
Esse índice mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana,
sendo dividido em duas categorias: situação atual e expectativas para o futuro. A
pesquisa é conduzida pela Universidade de Michigan.

3 - Housing Starts
Divulgado na metade do mês
Housing Starts é nada mais do que o número de casas que começam a ser
construídas, nos EUA, em determinado período. Um número crescente de casas
pode indicar que a economia está aquecida. Quem calcula este índice é o
Departamento de Comércio norte-americano.

3 - Building Permits
Divulgado na metade do mês
Este índice mostra o número de autorizações para construção imobiliária, em
grande parte do território norte-americano. O calculo é feito pelo Departamento de
Comércio dos EUA.

3 - Industrial Production
Divulgado na metade do mês
Este índice, produzido pelo FED, retrata a produção industrial norte-americana.
A industria mineradora também é incluída no índice.
Além do Industrial Production, o FED faz uma estimativa da capacidade industrial
utilizada. Este índice é muito importante, pois pode ser uma estimativa de inflação
futura. Uma indústria que opera em plena capacidade, por exemplo, não pode
aumentar sua produção. Caso a demanda seja maior do que a oferta, o produtor
poderia aumentar seus custos sem prejudicar suas vendas, o que pressionaria os
índices de inflação para cima.

3 - International Trade
Divulgado aproximadamente no 20° dia do mês.
O Departamento de Comércio dos EUA divulga, todo mês, os resultados da Conta
Corrente, incluindo a Balança Comercial - Importações e Exportações. Estes dados
são importantes pois, aliados a outros indicadores, mostram o desempenho da
economia em determinado período. Além disso, os resultados da Balança Comercial
afetam a cotação do dólar frente a outras moedas.
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3 - New Home Sales


Divulgado no último dia útil do mês
Esse relatório mostra o número de casas novas, construídas pela iniciativa privada,
vendidas e postas à venda. É um indicador do nível de atividade do setor
imobiliário, um setor importante dentro da economia. O New Home Sales é
produzido pelo Departamento de Comércio dos EUA.
3 - PCE (Personal Consumption Expenditures)
Divulgado no 1o dia útil do mês
O Departamento de Comércio norte-americano calcula, todos os meses, o nível de
consumo individual nos EUA. O PCE é dividido em três categorias: bens duráveis,
bens não duráveis e serviços. O consumo individual influencia fortemente a
atividade econômica.

3 - Existing Home Sales


Divulgado aproximadamente no 25o dia do mês
Esse índice, divulgado pela associação norte-americana de corretores de imóveis,
mede as vendas de casas usadas nos EUA. Associando-se o Existing Home Sales
com o índice de vendas de casas novas (New Home Sales), pode-se ter uma boa
idéia de como anda o mercado imobiliário norte-americano.

3 - Wholesale Inventories
Divulgado aproximadamente no 5° dia útil do mês.
Esse relatório contém informações sobre as vendas e os estoques do setor
atacadista norte-americano. O estudo é preparado pelo Departamento de Comércio
dos EUA.

3 - Factory Order
Divulgado nos primeiros dias do mês
Esse índice mede o volume de pedidos, feitos à industria como um todo, de bens
duráveis e bens não duráveis. O relatório sobre bens duráveis (Durable Good
Orders) é divulgado anteriormente pelo Departamento de Comércio dos EUA, a
mesma instituição que divulga esse relatório.

3 - Construction Spending
Divulgado no 1° dia útil do mês
Esse índice mede os gastos públicos e privados em construção de imóveis. Os
dados são divulgados pelo Departamento de Comércio dos EUA.
65

Análise técnica
A Escola Técnica estuda o movimento dos preços das ações a partir de três
premissas básicas:
• tudo se reflete nos preços do mercado;
• os preços movem-se conforme tendências que se mantêm até que algum fato
as reverta; e os movimentos do mercado obedecem a padrões repetitivos e
identificáveis.
A partir dessas premissas foram desenvolvidos vários estudos gráficos que tentam
prever o comportamento dos preços a partir de uma observação sistemática.

Análise Fundamentalista
A Escola Fundamentalista enfatiza principalmente os indicadores de desempenho da
empresa, sua estratégia de negócios, mercado em que se insere, política de
dividendos, eficiência administrativa e solidez financeira. Enfim, é uma escola que
analisa muito mais a empresa do que o movimento dos preços de suas ações.

Como Analisar o Mercado de Ações


Um dos mais importantes determinantes do sucesso dos melhores investidores no
mercado de ações é a capacidade de analisar as ações de forma apropriada e de
entrar e sair do mercado no momento certo.
A partir do momento em que seu perfil de investidor está definido (após analisar
sua situação financeira e patrimonial, quanto risco você está disposto a correr, por
que prazo você pode investir e qual seu objetivo de rentabilidade) você já está
pronto para analisar os vários fatores que afetam o comportamento das ações.
• De forma genérica, podemos dizer que a análise deve ser baseada no
comportamento de uma série de variáveis, não se restringindo somente à
situação atual, mas também tirando lições do comportamento passado das
ações e tentando chegar a um consenso quanto ao desempenho futuro da
empresa.

Metodologias ou "Escolas" de Análise do Mercado de Ações


Existem duas correntes ou "escolas" básicas de análise do mercado de ações
• Análise financeira e fundamentalista;
• Análise técnica.

Análise Fundamentalista
A análise fundamentalista adiciona o componente preço aos indicadores financeiros
da Empresa. Isso porque os múltiplos de mercado em que se baseia são calculados
como a relação entre o valor de mercado da empresa e elementos dos
demonstrativos financeiros da Empresa. Os indicadores fundamentalistas mais
utilizados por analistas são: P/VPA, P/LPA, VE/EBITDA, Dividend yield%.
66

Valor de Mercado: é calculado multiplicando a quantidade total de ações pelo último


preço, ou seja, equivale valor de mercado do patrimônio líquido da empresa. O
valor de mercado não equivale ao preço de compra 100% das ações. Isso porque o
preço usado no cálculo reflete o último negócio concluído, que pode ser bem
diferente das expectativas de preço dos demais cionistas. No caso de uma empresa
com várias classes de ações (ON, PN, etc.), o valor de mercado é obtido pela soma
do valor de mercado de cada classe de ações.
• Preço/Valor Patrimonial por Ação (P/VPA): indica quanto o mercado paga para
cada R$1 que os acionistas investiram na Empresa. Por exemplo, se o P/VPA da
Empresa é 1,5 isso significa que o mercado está disposto a pagar R$1,5 por
cada R$1 que os acionistas investiram na empresa. O mesmo raciocínio vale
para P/VPA inferiores a 1, nesse caso o mercado aplica um desconto no capital
investido pelos acionistas.
• Preço/Lucro Líquido por ação (P/LPA): expressa o valor de mercado da empresa
em termos de seu lucro líquido. Assim como o P/VPA quanto maior o indicador
mais cara a ação está em relação a sua geração de lucro, e vice versa no caso
de um indicador menor. Novamente, é recomendável fazer uma análise
comparativa do P/LPA da Empresa com o de empresas do Setor.
• Dividend-Yield% (ou Dividendo/Preço): é calculado como a divisão entre o
dividendo pago por ação e a última cotação da ação. Empresas que possuem
um dividend-yield% alto tendem a ser as escolhidas por investidores que
preferem retorno garantido a ganhos de capital. Em gera, empresas com DY
alto registram ganhos de capital inferiores, e podem ser vistas como um
investimento em renda-fixa pós-fixado.
Valor da Empresa: é calculado como a soma entre o Valor de Mercado e a Dívida
Líquida da Empresa, e reflete o valor total da empresa. Ou seja, o capital próprio
(acionistas) e o de terceiros (dívida líquida). Em geral, o valor da empresa é usado
no cálculo de índices relativos a Vendas, EBIT e EBITDA (todos eles representam
fluxos disponíveis a acionistas e credores).
• VE/EBITDA: o EBITDA é uma medida aproximada do fluxo de caixa operacional
da Empresa, pois exclui depreciação e despesas financeiras. Esse múltiplo
relaciona valor da empresa com a sua capacidade de geração de caixa (fluxo de
caixa). Esse múltiplo não se aplica a empresas financeiras, pois para essas
empresas endividamento financeiro (e despesas financeiras) faz parte de suas
atividades normais.
Para saber se o indicador fundamentalista de uma Empresa está alto (Empresa está
Cara no Mercado) ou Baixo (Empresa está barata no mercado) você precisa analisar
o desempenho do indicador dessa empresa historicamente e, com relação ao de
Empresas do mesmo setor.
Mas atenção! Uma Empresa não está necessariamente barata (ou cara), porque
seus indicadores fundamentalistas estão abaixo (ou acima) da média das empresas
do mesmo setor! A liquidez da ação, estrutura de capital, capacidade de geração de
caixa, capacidade dos executivos podem explicar essa avaliação.
67

INTRODUÇÃO ANÁLISE TÉCNICA


A análise técnica não está preocupada em analisar os fundamentos da empresa, tal
como desempenho financeiro, endividamento ou expectativa de lucros, mas seu
foco está centrado no comportamento dos preços das ações. Seu princípio básico é
o de que a cotação de uma ação segue padrões e tendências que se repetem, ou
seja a cotação atual de uma ação é influenciada pela média histórica de cotações,
sempre observando de perto o indicador de volume.
A maioria dos indicadores técnicos utiliza uma combinação de médias para seu
cálculo, normalmente uma média de curto prazo e uma média de longo prazo.
A análise técnica é o estudo da dinâmica do mercado através dos sinais que o
próprio mercado emite.
O analista técnico acredita que todos os fatores que podem influir no preço de um
determinado produto são descontados pelo mercado no processo contínuo de
negociação que determina este preço.
O analista técnico diz que mesmo que alguém tenha conhecimento de todos os
fatores fundamentais que afetam o preço de uma mercadoria tais como clima,
greves, decisões políticas, fatores de demanda, etc..., ele ainda assim não terá
todos os dados necessários para compreender a formação dos preços, porque não
são estes dados em si que os afetam, mas sim a maneira pela qual os participantes
do mercado a ele reagem.
Segundo a análise técnica, o único local em que todos os fatores, tanto os de oferta
quanto os de demanda, somado à psicologia das massas com seus medos e
esperanças - assim como as suas estimativas e “palpites” - estão reunidos, é no
próprio mercado, e que este, portanto, é que deve ser estudado.
Análise técnica é o estudo de como os preços se movimentam, não se preocupando
do porque estes se movimentam.
Ela parte de três princípios:

1 - A ação do mercado reflete todos os fatores envolvidos neste;


2 - os preços se movimentam em tendências;
3 - o futuro repete o passado.
68

Exemplo 1.1 - Tendência de Alta e de Baixa

Exemplo 1.2: - Diversas formações em uma tendência.

PREMISSAS BÁSICAS E BASE CONCEITUAL DA ANÁLISE TÉCNICA


69

CONSTRUÇÕES DE GRÁFICOS
Existem diferentes tipos de gráfico utilizados na análise técnica. O mais utilizado
destes, pela sua praticidade e facilidade de elaboração é o gráfico de barras.
Construído por barras que ligam o preço máximo ao preço mínimo em que foi
negociado a mercadoria durante o pregão, tendo-se normalmente um pequeno
traço horizontal à direita assinalando o preço de fechamento. Pode-se utilizar
também um traço horizontal à esquerda para assinalar o preço de abertura. Neste
manual, salvo ressalva em contrário, utilizar-se-á o gráfico de barras diário com o
preço de fechamento à direita.
Existem também gráficos de barras de prazo mais longo, semanais ou mensais; nos
primeiros a barra horizontal assinala normalmente o preço de fechamento da sexta-
feira, enquanto nos mensais põem-se o fechamento do último dia útil de cada mês.
Gráficos de barras de prazo mais curto, de hora, ou mesmo de quarto de hora
também existem e também podem ser utilizados, dependo da estratégia e do tipo
de operação objetivada.
Além do gráfico de barras, existem também gráficos de médias móveis, gráficos de
ponto figura, gráficos contínuos nos quais se ligam apenas os preços de
fechamento, e outros.
Neste manual trabalharemos apenas com gráficos de barras, visto ser seu uso
difundido e a maior facilidade de obtenção de dados para a construção dos mesmos
o que já não ocorre com os gráficos de ponto e figura que necessitam um
acompanhamento contínuo do pregão.

A TEORIA DOW E O CONCEITO DE TENDÊNCIA


O conceito de tendência é o princípio básico da análise técnica. Todos os
instrumentos e análises, com suas formações, linhas, indicadores, etc... visam
determinar qual a direção do mercado, as suas correções de meio de percurso e as
reversões de tendência.
De um modo geral, tendência é exatamente isto, ou seja, a direção do mercado.
Existem três tendências: altista, baixista e neutra. Com relação ao tempo, existem
também três tipos de tendências: tendências de longo prazo, médio prazo e de
curto prazo.
De modo geral, no mercado futuro, trabalha-se essencialmente com as duas
últimas.
Charles H. Dow, que foi o primeiro a propor o conceito de tendência, preocupava-se
essencialmente com as duas primeiras, visto que estava voltado para o mercado
acionário no qual não existe o princípio de alavancagem.
Ele comparava os diferentes tipos de tendência aos movimentos do mar, com as
suas marés, ondas e cristas.
Quando a maré está subindo, cada onda que quebra, quebra um pouco mais alto
que a outra e depois recua. Assim, se pusermos um bastão assinalando o ponto
máximo atingido pela onda, em pouco tempo saberemos se a maré é montante ou
70

vazante, demorando-se um pouco mais a se perceber a tendência quando da


reversão de uma para a outra.
As tendências de curto prazo, ou seja, diárias ou de poucas semanas, para Dow, se
comparavam às cristas, não tendo, portanto, maior relevância. Nos mercados
futuros isto muda um pouco.

CONCEITOS DE SUPORTE E RESISTÊNCIA


Suporte em análise técnica define uma área do mercado abaixo do nível em que o
mercado está negociando no presente momento na qual a pressão compradora
supera a pressão vendedora. Como resultado disto a queda é interrompida e os
preços voltam a subir.
Resistência é o oposto de suporte, ou seja, é uma região do gráfico acima do nível
em que o mercado está negociando no presente momento na qual a pressão
vendedora supera a pressão compradora, ou, em termos mais técnicos, a pressão
da oferta supera a pressão da demanda.
O modo de identificação de um suporte (resistência) passa em grande parte pela
identificação de antigos fundos (topos). Para se discutir isto deve-se voltar a um
ponto anterior.
Como já foi dito, o mercado não se move de uma forma linear e sim é composto de
“cristas” e “fundos” que, pela sua direção, compõem uma tendência maior. Estas
mesmas ondas se subdividem em oscilações de ainda menor prazo e amplitude.
Os fundos dos movimentos anteriores permitem identificar previamente regiões no
gráfico nas quais tende haver um aumento da demanda, o inverso ocorrendo nos
topos anteriores.
Numa tendência de alta os níveis de resistência representam pausas dentro desta
tendência e tendem a ser superados num momento seguinte. Numa tendência de
baixa, níveis de suporte também não são capazes geralmente de reverter a
tendência mas são capazes de interrompê-la por algum tempo.
Volta-se aqui a discussão sobre tendência. Para que uma tendência de alta
continue, cada fundo que se sucede deve estar em plano mais alto do que o fundo
anterior. Cada movimento de alta, ou rally como também é conhecido, supera o
topo formado anteriormente.
Se uma correção técnica da tendência de alta desce até o fundo formado no
movimento anterior, isto pode ser um sinal de que a tendência de alta está
revertendo-se ou se transformando de uma tendência de alta para uma tendência
neutra. Se o nível de suporte foi quebrado, uma reversão da tendência de alta para
a tendência de baixa torna-se provável.
Cada vez que o nível anterior de resistência é testado, a tendência de alta se
encontra em uma região crítica. A incapacidade dos preços quebrarem essa
resistência, ou, em uma tendência de baixa, quebrarem um suporte, é
normalmente um dos primeiros sinais de que a tendência está mudando para
neutra ou então revertendo.
Um dos aspectos interessantes dos suportes e resistências é a sua mudança de um
para o outro no caso de sua quebra. Um suporte, após ser quebrado pelo
71

fechamento transforma-se em resistência e vice-versa. Esta reversão, no entanto,


tem uma força menor e deve ser encarado mais para o curto prazo. Deve ser
enfatizado aliás o aspecto de psicologia de mercado que leva a sua feitura.
Suportes e resistências existem pela lembrança que o mercado tem destes pontos
significativos embora, é óbvio, exista também o aspecto de real aumento de
demanda e oferta em certos níveis de preços.
Por esta série de características, suportes e resistências nos mercados de
commodities são geralmente tanto mais fortes quanto mais recentes forem. Isto
deve ser contrabalançado porém pelo aspecto de relevância de um fundo ou topo, a
máxima de um dia atrás não pode ser comparada neste sentido com o topo de um
movimento de vários meses.
Outras características que devem ser consideradas:
1- Quanto mais tempo os preços negociam próximos deste nível, mais relevante se
torna a resistência ou o suporte. Se os preços negociam em uma faixa de
congestão durante algumas semanas por exemplo, a quebra do suporte ou da
resistência formada neste período assume uma importância significativa, em
contraste, a quebra do suporte de um movimento de três dias é bem menos
relevante.
2- Um grande volume de negócios num determinado nível de suporte ou resistência
é um bom indicador de sua relevância, já que assinala que neste nível surge um
interesse redobrado de negociação constituindo, por conseguinte, este nível uma
real “barreira” para os preços.

GAPS
Gaps são áreas no gráfico na qual não ocorreu negociação. Um gap numa tendência
de alta é formado quando os preços abrem acima da cotação do dia anterior e este
hiato (“gap”) não é fechado durante o pregão. Numa tendência de baixa ocorre o
inverso: os preços abrem num nível mais baixo do dia anterior e este hiato não é
fechado posteriormente.
“Gaps” para cima são mostras de vitalidade do mercado, enquanto “gaps” para
baixo são demonstrações da sua fraqueza. “Gaps” aparecem mais em gráficos de
barras diários mas podem também aparecer (embora raros) em gráficos semanais
e mensais.
Acreditou-se durante muito tempo na máxima de que “gaps devem ser sempre
fechados” ou seja, que após um gap ser criado o mercado deve sempre voltar para
fechá-lo, mas na verdade isto nem sempre ocorre.

AS ORDENS “STOP”
A ordem “stop” pode ser utilizada para se estabelecer uma nova posição, para
limitar riscos e para proteger lucros. As ordens podem ser tanto de compra quanto
de venda sendo que um preço deve ser estipulado, no qual a ordem deverá ser
executada. Este preço em uma ordem “stop” de compra, é colocado acima do preço
em que o mercado está negociando, enquanto a ordem “stop” de venda é colocada
abaixo do nível em que os preços se encontram.
72

Ao ser atingido o preço determinado pela ordem, esta se torna uma ordem à
mercado sendo ela executada no melhor preço possível. A principal utilidade da
ordem “stop” está na execução de estratégias operacionais pré-definidas de uma
forma rápida, sem que o investidor se deixe influenciar por novas situações,
posteriores à sua análise da dinâmica do mercado. Desta forma uma maior
disciplina pode ser alcançada.
O risco de uma posição, ao ser planejada, pode ser limitado através de uma ordem
“stop”, para que a relação risco / recompensa de uma determinada operação seja
respeitada. Ao se abrir uma posição comprada, por exemplo, uma ordem stop de
venda é colocada abaixo do nível que o mercado negocia, para limitar o risco da
operação. Quando os preços subirem, a ordem stop poderá ser colocada a um nível
mais elevado para proteger os lucros.
Apesar do uso deste tipo de ordem ser muito recomendado, o seu posicionamento é
uma arte. O investidor deve combinar uma análise precisa do gráfico de barras com
considerações sobre o gerenciamento do capital. Além disso, deverá ser
considerada a volatilidade do mercado, pois quanto mais volátil for o mercado,
maior será a distância que deverá ser posicionada a ordem stop. Temos aqui uma
faca de dois gumes. O investidor gostaria de ter a sua ordem stop limitando o risco
da operação, próximo o bastante para que suas posições perdedoras tenham um
prejuízo pequeno. Estas ordens próximas porém, podem resultar em liquidações
prematuras devido a movimentos de curto prazo do mercado. A colocação de
ordem stop a uma distância maior, evitaria tais liquidações, mas em contrapartida,
incorreria em prejuízos maiores. O truque está em encontrar-se o meio termo.
Níveis de suporte e de resistência costumam ser as melhores ferramentas para se
abrir e liquidar posições. A quebra de uma resistência pode ser um sinal para a
abertura de uma nova posição comprada e uma ordem stop pode ser então
colocada abaixo do suporte mais próximo. Um stop curto poderá ser colocado
justamente abaixo da resistência rompida que agora deverá funcionar como
suporte, sendo este colocado abaixo de cada nova resistência rompida durante o
processo de alta. Uma ordem stop, que era inicialmente utilizada para limitar
eventuais prejuízos, passa agora a proteger os lucros de uma operação.
“Gaps” no gráfico de barras são também utilizados para determinar pontos de
compra e de venda. Depois de um movimento de alta, os “gaps” deixados
funcionam como faixas de suporte. Pode-se comprar em um recuo no limite
superior do gap ou mesmo no interior deste, colocando-se uma ordem stop de
venda abaixo do limite inferior. Num movimento de baixa deve-se vender uma
eventual alta até o limite inferior ou no interior de um gap, desde que se coloque
uma ordem stop de compra acima do limite superior deste.
A ordem stop para iniciar posições consiste na colocação de uma ordem de compra
(venda), acima (abaixo) de determinado nível de resistência (suporte) que, se
rompido, acredita-se que dará início à movimento de alta (baixa) acentuado.
Cabe lembrar ao final deste segmento, que a discussão neste ponto é o “timing” da
operação. A decisão de compra ou venda já deve ter sido tomada anteriormente. O
que se está fazendo é apenas uma espécie de sintonia fina para o ponto de entrada
ou de saída, pois se uma sinalização de compra é dada, o investidor terá interesse
em conseguir o melhor preço.
73

CANDLES

Candlestick: A Teoria do Candelabro Japonês


A técnica de análise gráfica denominada Candelabro Japonês surgiu no início do
século XVIII, criada por Munehisa Homma, filho de uma próspera família de
comerciantes de arroz, na cidade portuária de Sakata. Ao falecer em 1803, deixou
dois livros sobre sua técnica operacional: Sakata Senho e Soba Sani No Dem, que
se converteram na base da teoria. O candelabro é uma forma válida de análise
técnica e deve ser tratado como tal. Muito parecida com a barra da análise gráfica
convencional, a barra do Candelabro, de agora em diante denominada vela,
contém as mesmas informações da barra clássica. Também incorpora um preço de
abertura, um preço de fechamento, a máxima e a mínima. Entretanto sua
construção é diferente. Aqui toda ênfase é dada aos preços de abertura e
fechamento, à batalha entre os leigos que fazem a abertura e aos profissionais que
fazem o fechamento. Comparando com o formato da barra tradicional, a vela
apresenta as seguintes diferenças:
Por volta do ano de 1700 dc, Homma vivia perto do centro de distribuição de arroz
em Osaka, Japão, onde ele começou a negociar no mercado de "Cestas Vazias",
que foi o precursor de nossos atuais mercados de futuros. Foi de longe um Trader
mais bem sucedido do que qualquer outro em sua época. Mas mantinha em
segredo suas idéias de como operar o mercado. Eventualmente foi promovido ao
"Bushi" vindo a se tornar um Samurai, e então mudou se para Tókio, e começou a
operar no "Edo Regional Exchange". Ele usou seu método secreto para amealhar
imensa fortuna.
Depois de longo tempo, as barras de Candles foram criadas para mostrar: A
Abertura, o Máximo, o Mínimo, e o Fechamento, com a cor da figura mostrando o
movimento, ou a direção.
A pessoa que quiser ser um vencedor em mercados bursáteis tem que aprender a
captar as mensagens desses sinais através dos gráficos. Os gráficos são as maiores
armas disponíveis para que possamos ler a linguagem dos preços.
Essa linguagem é feita por combinações de figuras de Candles, ao que chamamos
de Padrões.
74

O QUE É CANDLESTICK

Doji Corpo branco Corpo negro

A mais de duzentos anos os Japoneses estão usando suas próprias técnicas de


analise no mercado de arroz. Este estilo evoluiu e se tornou o que chamamos de
Técnica de Candlestick que está em uso por todo o mundo hoje.
Gráfico com Candlestick, por si só, é uma ótima ferramenta de leitura de preços.
Alem disso pode ser mesclada com outras técnicas ocidentais de analise gráfica,
criando-se assim uma sinergia entre vários métodos. Certos padrões formados
pelos preços quando vistos sobre a ótica dos Candles, podem nos dizer quando o
mercado está entrando em acumulação, ou nos dão as pistas para notarmos um
movimento que o mercado está por fazer. Ou seja, Candlesticks nos apresenta uma
profunda visão dos movimentos dos preços.
Para entendermos essa técnica, temos que compreender a formação dos corpos das
figuras de Candles. A diferença entre a abertura e o fechamento forma a caixa que
chamamos de Corpo do Candle. Um corpo negro significa que o fechamento deu-se
abaixo do preço de abertura, e um corpo branco, significa que o fechamento foi
acima da abertura. Muitas vezes vemos linhas estendidas acima e abaixo do corpo,
o que chamamos de sombras. Estas linhas representam o máximo e o mínimo que
os preços atingiram na formação daquela figura.
75

LONG DAYS

O Candle chamado de "Longo" indica que houve uma grande diferença, entre o
preço de abertura e o de fechamento, naquele dia. As sombras são mais curtas que
o corpo real.

SHORT DAYS

Os Candles short day indicam que houve uma diferença pequena entre o preço de
abertura e o de fechamento. A sombra e o corpo são muito pequenos.

SPINNING TOPS
76

Os Spinning Tops tem longas sombras acima e abaixo do corpo real. A cor do corpo
real não é tão importante. O padrão indica indecisão entre os comprados e
vendidos.
77

DOJI

Dojis são figuras que tem os mesmos preços de abertura e fechamento São quatro
tipos os principais tipos de Dojis que podemos encontrar.

O Long Legged Doji (Doji com longas pernas) tem longas sombras para cima e para
baixo, e os preços de abertura e fechamento se dão ao meio dos preços alcançados
como máximo e mínimo. Isto indica indecisão entre comprados e vendidos.

O Doji Dragonfly (Doji Dragão Voador ou Libélula) tem uma longa sombra formada
abaixo dos preços de abertura e fechamento e nenhuma sombra acima destes
preços. É um ótimo indicador de reversão em um trade de baixa, ou seja, indica
que iremos iniciar uma alta nos preços.

Gravestone Doji (Doji Lápide) tem uma longa sombra acima dos preços de abertura
e fechamento e nenhuma sombra abaixo destes preços. É um ótimo indicador de
reversão em um trade de alta, ou seja, indica que iremos iniciar uma queda nos
preços.
78

Four Prices Doji (Doji de Quatro Preços) tem todos os preços, abertura,
fechamento, máximo e mínimo em um só preço. Indica grande indecisão no
mercado ou um mercado muito quieto, a espera de noticias, e grande falta de
liquidez.

MARUBOZU

Marubozu significa que não há sombra no corpo.

Um Marubozu Negro é um longo


Um Marubozu Branco é um longo
corpo real sem nenhuma sombra
corpo real sem nenhuma sombra que
que indique que os preços tenham
indique que os preços tenham caído
subido em algum momento.
em algum momento. Usualmente, se
Usualmente, se vemos esse Candle
vemos esse Candle em um
em um movimento de alta,
movimento de baixa, podemos
podemos esperar que um inicio de
esperar que um inicio de reversão do
reversão do trade altista, esteja se
trade baixista esteja se formando. E
formando. E se estivermos em um
se estivermos em um trade de alta ,
trade de baixa,a continuação da
a continuação da subida. Porém
queda.Porem devemos ter em conta
devemos ter em conta que quando
que quando vemos esse sinal em
vemos esse sinal em trade de alta já
trade de baixa já iniciado há algum
iniciado há algum tempo, podemos
tempo, podemos esperar que haja
esperar que haja alguma correção a
alguma correção a se realizar no
se realizar no trade.
trade.
79

GUARDA CHUVA

O guarda chuva é um corpo pequeno com uma longa


sombra abaixo.

ESTRELAS E GOTAS

Stars

Uma Estrela (STAR) se forma quando há uma abertura em Gap e forma-


se um corpo pequeno, após vermos no dia anterior um corpo longo. As
Estrelas são parte dos padrões de Candlestick, e formam padrões de
reversão da alta.

Rain-drops

Uma Gota (RAIN DROP) se forma quando há uma abertura em Gap e


forma-se um corpo pequeno, após vermos no dia anterior um corpo
longo. As Gotas são parte dos padrões de Candlestick, e formam
padrões de reversão da baixa.
PADRÕES COMPOSTOS DE CANDLESTICKS
80

Padrões de Baixa
81
82
83
84
85
86

Padrões de Alta
87
88
89
90
91

FIBONACCI

Nascido entre 1170 e 1180, Leonardo Fibonacci era filho de um mercador


proeminente, também funcionário público, vivendo provavelmente numa das muitas
torres de Pisa. Uma torre servia como lugar de trabalho, fortaleza e residência da
família e eram assim construídas para permitir que as flechas pudessem ser
atiradas das pequenas janelas e atingissem estrangeiros ou quem quer que não
fosse bem vindo. Durante a vida de Leonardo, a torre inclinada de Pisa estava
sendo construída. Ela foi a última das três grandes edificações construídas em Pisa,
já que a catedral e o batistério ficaram prontos alguns anos antes. Recebendo
educação esmerada Leonardo falava Francês, Grego e Latim, no qual era fluente.
Quando seu pai foi transferido para o norte da África, foi instruído a completar sua
educação, período durante o qual Leonardo fez muitas viagens de negócios em
torno do Mediterrâneo. Então, voltando de uma das suas viagens do Egito, publicou
um livro de cálculos denominado “Líber Abaci” que introduziu na Europa uma das
maiores descobertas matemáticas de todos os tempos, o sistema decimal.
Fibonacci, após expressar o princípio básico do ábaco em “Líber Abaci” começou a
usar o novo sistema durante suas viagens e, através dos seus escritos transmitiu
para a Europa não só o novo sistema, bem como seu fácil método de cálculo.
Gradualmente o antigo uso dos Algarismos Romanos foi sendo substituído pelo
sistema dos Algarismos Arábicos. A introdução do novo sistema na Europa foi a
primeira façanha importante no campo da matemática após a queda de Roma, sete
séculos antes. Fibonacci não apenas manteve a matemática viva durante a Idade
Média, como assentou as bases para grandes desenvolvimentos no campo da alta
matemática e nos campos afins da física, astronomia e engenharia.
Embora a posteridade o tenha perdido de vista, inquestionavelmente, Fibonacci foi
um homem do seu tempo.
Sua fama era tanta que Frederico II, cientista e Imperador do Sacro Império
Romano, Rei da Sicília e Jerusalém, herdeiro de duas das mais nobres famílias na
Europa e Sicília, e o mais poderoso príncipe daqueles dias foi conhece-lo, pois
necessitava de solução para alguns problemas que envolviam a matemática. As
idéias de Frederico eram as de um monarca e se rodeava com toda a pompa de um
imperador Romano.
O encontro entre Fibonacci e Frederico II ocorreu em 1225 e foi um evento de
grande importância para a cidade de Pisa. O imperador a cavalo liderava uma longa
procissão de trombeteiros, cortesões, cavaleiros, oficiais e uma coleção de animais
selvagens. Alguns dos problemas apresentados pelo imperador a Fibonacci estão
detalhados no seu livro “Líber Abaci”. Aparentemente os problemas apresentados
pelo imperador foram solucionados e por este motivo Fibonacci tornou-se bem
vindo para sempre em sua corte. Quando revisou o “Líber Abaci” em 1228 dedicou
a edição revisada a Frederico II. Não seria exagerar dizer que Leonardo Fibonacci
foi um dos grandes matemáticos da Idade Média. Ao todo, escreveu três trabalhos
matemáticos importantes: o “Líber Abaci”, publicado em 1202 e revisto em 1228, o
“Pratica Geometriae”, publicado em 1220, e o “Líber Quadratorum”. Para aqueles
interessados em se aprofundar na obra de Fibonacci, o livro intitulado “Leonardo de
92

Pisa e a Nova Matemática da Idade Média” por Joseph e Francês Gies, é um


excelente trabalho sobre o período de Fibonacci e seus trabalhos.
Embora tenha sido um dos grandes matemáticos dos tempos medievais, os únicos
monumentos em sua homenagem são uma pequena estátua no cruzamento do rio
Arno com a Torre Inclinada e duas ruas, uma em Pisa e outra em Florença que
receberam seu nome. Parece estranho que tão poucos visitantes dos 179 degraus
de mármore da Torre de Pisa, tenham ouvido falar de Fibonacci ou viram sua
estátua. Fibonacci era contemporâneo de Bonanna, o arquiteto da Torre, cuja
construção iniciou-se em 1174. Os dois homens fizeram grandes contribuições para
o mundo, mas aquele cuja influência de longe excedeu a do outro é quase um
desconhecido.
Fibonacci chegou ao mercado financeiro, mais especificamente na análise técnica,
pelas mãos de Ralph Nelson Elliott. Quando este último, após ter sido apresentado
por seu amigo Charles J. Collins aos editores do “Financial Word Magazine” publicou
sua teoria através de uma série de 12 artigos em 1939. Em 1946, dois anos antes
de sua morte, Elliott escreveu sua obra definitiva sobre o Princípio das Ondas,
“Nature’s Law – The Secret of the Universe”.
A base de todo o seu trabalho foram as relações matemáticas definidas pela
seqüência de Fibonacci (os números de Fibonacci).

A Seqüência de Fibonacci:
A resposta a uma questão apresentada no livro “Líber Abaci” deu origem à
seqüência dos números 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144 ...
Hoje conhecida como a seqüência de Fibonacci. O problema foi:

Partindo-se de um casal de coelhos colocados dentro de uma área fechada,


pergunta-se: quantos pares de coelhos teremos em um ano, sabendo-se
que cada par gera um novo par a cada mês, a partir do segundo mês?

Para chegar à solução, sabemos que cada par, incluindo-se o primeiro casal,
necessita de um mês de maturação, mas uma vez em produção, gera um novo para
a cada mês. O número de pares é o mesmo no começo dos dois primeiros meses.
De modo que os dois primeiros números da seqüência são: 1, 1.
O primeiro par finalmente dobra seu número durante o segundo mês, de modo que
no início do terceiro mês temos dois pares. Desses, o par mais velho gera um
terceiro par no mês seguinte de modo que no início do quarto mês, a seqüência se
expande para 1, 1, 2, 3. Desses três, os dois pares mais velhos reproduzem, e o
mais jovem ainda não, de modo que o número de pares cresce para cinco. No
próximo mês, três pares reproduzem de modo que a seqüência se expande para 1,
1, 2, 3, 5, 8 e assim por diante. Se continuarmos a seqüência veremos que cresce
com rapidez logarítmica e em poucos anos o número se tornará astronômico. Em
100 meses, por exemplo, teríamos 354.224.848.179.261.915.075 pares de
coelhos.
93

A seqüência de Fibonacci resultante do problema dos coelhos tem propriedades


muito interessantes e reflete uma relação quase constante entre os seus
componentes.

Eis algumas delas:

Na seqüência a soma de dois números adjacentes forma o próximo número mais


alto: 1 mais 1 igual a dois, 1 mais 2 igual a 3, 2 mais 3 igual a 5, 3 mais 5 igual a 8
e assim por diante até infinito.
Após os quatro primeiros números, a razão entre dois números consecutivos na
seqüência aproxima-se de 1,618 ou o seu inverso, 0,618. Assim a razão de
qualquer número para o próximo número mais alto, chamado phi, é
aproximadamente 0,618 para 1 e para o próximo número mais baixo é
aproximadamente 1,618 para 1. Quanto mais alto os números, mais próximos de
0,618 e 1,618 serão as razões entre eles. Na seqüência a razão entre números
alternados é de 2,618 ou o seu inverso 0,382. Algumas afirmações da inter relação
das propriedades dessas quatro razões principais podem ser listadas a seguir:

1) 2,618 - 1,618 = 1
2) 1,618 - 0,618 = 1
3) 1 - 0,618 = 0,382
4) 2,618 x 0,382 = 1
5) 2,618 x 0,618 = 1,618
6) 1,618 x 0,618 = 1
7) 0,618 x 0,618 = 0,382
8) 1,618 x 1,618 = 2,618

À exceção de 1 e 2, qualquer número da seqüência de Fibonacci multiplicado por 4,


quando somado a um número selecionado da série de Fibonacci, dá outro número
de Fibonacci, de modo que:

3 x 4 = 12 + 1 = 13
5 x 4 = 20 + 1 = 21
8 x 4 = 32 + 2 = 34
13 x 4 = 52 + 3 = 55
21 x 4 = 84 + 5 = 89

e assim por diante

Assim que a nova seqüência avança, uma terceira seqüência começa naqueles
números que são adicionados à multiplicação por 4. Esta relação é possível porque
94

a razão entre o segundo número alternado de Fibonacci, é 4, 236, onde 0,236 é


tanto o seu inverso como sua diferença do número 4.
A soma de quaisquer dez números consecutivos da seqüência é sempre divisível por
11.
A lista de fenômenos relacionados com a seqüência de Fibonacci é enorme e
poderíamos continuar citando uma infinidade deles, mas não vem ao nosso
propósito.
As razões 1,618 para 1 e 0,618 para 1 são conhecidas como as razões douradas (a
razão perfeita), que dão origem à espiral dourada. Elas são encontradas em tal
extensão no universo que muitas vezes referem-se a elas como uma “Lei da
Natureza”. Elliott teorizava que o progresso da humanidade através da história
seguiu uma lei natural de crescimento e decadência baseada na seqüência de
Fibonacci. Acredita-se que este padrão de crescimento segue a espiral logarítmica
definida pela seqüência de fibonacci. Acredita-se que esta espiral não apenas
descreve os padrões de crescimento vistos através da expansão espiralada das
galáxias do universo, mas também mantém uma forma de diminuição constante na
direção dos menores elementos da natureza.

A Seção Dourada
Fonte: “Elliott Wave Principle” de Frost and Pretcher
Qualquer extensão pode ser dividida de uma forma tal que a razão entre a parte
menor e a parte maior é equivalente à razão entre a parte maior e o todo. Esta
razão é sempre 0,618.

O Retângulo Dourado
Os lados de um Retângulo Dourado estão numa proporção de 1,618 para 1. A
construção do Retângulo Dourado começa com um quadrado onde se traça uma
linha partindo do meio de um dos lados até o vértice do lado oposto, conforme
pode se ver na figura abaixo:

Desde que os lados dos retângulos estão na proporção da Razão Dourada, então, os
retângulos são, por definição, Retângulos Dourados.
95

Obras de arte têm sido muito realçadas com o conhecimento do Retângulo


Dourado. Leonardo da Vinci, que achava a razão agradável nas suas proporções,
disse. “Se uma coisa não tem o aspecto correto ela não funciona”. Muitas das suas
pinturas têm uma forma correta devido à utilização dos Retângulos Dourados.
Salvador Dali também usava nas suas obras muitos Retângulos dourados.
Enquanto possa ter sido usado conscientemente e deliberadamente por muitos
artistas por razões próprias, a proporção phi aparentemente tem um efeito sobre o
observador da arte. Experiências têm demonstrado que as pessoas acham a
proporção 0,618 esteticamente favorável.
Enquanto a Seção Dourada e o Retângulo dourado representam porções estáticas,
uma idéia de crescimento ordenado, pode ser feita apenas através de uma das
mais notáveis formas do universo, a Espiral Dourada.

A Espiral Dourada
Se começarmos com o Retângulo Dourado, poderemos dar o próximo passo, a
construção da espiral logarítmica.
Desenhando um grande retângulo, como o anterior, e então dividi-lo num quadrado
e num retângulo menor, como em A e B. Depois pegamos o retângulo B, traçamos
um quadrado e o retângulo C. Depois dividimos o retângulo C no quadrado C e no
retângulo D e assim sucessivamente. O cruzamento das bissetrizes pontilhadas,
que são proporções douradas em relação a cada uma delas, assinalam o centro
teórico dos quadrado à sua volta. Desse ponto central nós podemos desenhar a
espiral conectando os pontos de interseção para cada quadrado a sua volta.

A espiral logarítmica não tem limites e tem uma forma constante. O centro nunca é
alcançado e a expansão é ilimitada. O núcleo de uma espiral logarítmica visto
através de um microscópio tem o mesmo aspecto de uma galáxia espiralada vista
através de um Telescópio. Ela é a única espiral que nunca muda o seu formato.
96

Aplicando Fibonacci nos mercados

Saindo da matemática, vamos ao que interessa. Os números de Fibonacci são


usados pelos observadores do mercado de muitas maneiras para chegar às
decisões de timing.
Alguns usam os próprios números para projetar pontos de virada do mercado numa
base anual, mensal, semanal, diária, horária, ou outra periodicidade de dados.
Outros usam as razões dos números como uma referência para monitorar o
mercado e projetar áreas de suporte e resistência.
Outros, ainda, usam as razões como guias para determinar níveis de retração
durante as correções do mercado ou para projetar os pontos de virada do mercado.
97

Glossário

Abertura (Aber)
É a cotação do primeiro negócio do dia de uma determinada ação.
Abono Anual
O abono anual é uma espécie de 14º salário no valor de um salário mínimo, pago anualmente aos trabalhadores que:
- tenham recebido a remuneração de dois salários mínimos mensais, em média, durante o ano anterior;
- tenham trabalhado no ano anterior pelo menos 30 dias com carteira registrada;
- Ser cadastrado no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos.
Ação
Valor mobiliário emitido pelas sociedades anônimas, representando a menor fração do capital destas empresas. As
empresas emitem ações para aumentar o capital social, e os recursos levantados podem ser utilizados para vários fins,
sobretudo futuros investimentos.
Ação Cheia
Ação no qual o investidor terá direito de receber dividendos e bonificações ou exercer subscrições, o que a diferencia de
uma ação "ex" ou "vazia", onde estes direitos já foram exercidos.
Ação Escritural
É uma ação que circula nos mercados de capitais sem a emissão de certificados ou cautelas, sendo escrituradas por um
banco, que atua como depositário das ações da empresa e que processa os pagamentos e transferências por meio da
emissão de extratos bancários. Não existe, portanto, movimentação física de ações.
Ação Nominativa
É uma ação cujo certificado é nominal ao seu proprietário. O certificado, entretanto, não caracteriza a posse, que só é
definida depois do lançamento no Livro Registro das Ações Nominativas da empresa emitente.
Ação Ordinária
São ações que conferem ao acionista direito a voto na empresa, por ocasião da realização das assembléias de
acionistas. São ações normalmente menos negociadas e, portanto, de menor liquidez.
Ação Preferencial
São ações que garantem aos acionistas maior participação nos resultados da empresa, mas não dão direito a voto. A
preferência, no caso, diz respeito à distribuição dos resultados, ou seja, os acionistas preferencias têm prioridade no
recebimento de dividendos e no reembolso de capital em caso de dissolução da sociedade em relação aos demais
acionistas. São as ações mais negociadas e, portanto, de maior liquidez.
Ação Vazia (Ex)
Ação cujos direitos (dividendos, bonificação, subscrição) já foram exercidos.
ACC - Adiantamento sobre Contratos de Câmbio
Trata-se de uma forma de financiamento utilizada por empresas exportadoras, através da qual elas recebem recursos
antecipados que são utilizados no financiamento da produção. Nesse tipo de contrato, o banco concede ao exportador
uma antecipação, parcial ou total, dos reais equivalentes à quantia em moeda estrangeira comprada a termo desses
exportadores, pelo banco.
ACE - Adiantamento sobre Cambiais Entregues
Mesmo conceito que o ACC, a única diferença é que a antecipação de capital ocorre quando a mercadoria já está pronta
e embarcada, podendo ser solicitada em até 60 dias após o embarque.
Acionista
Possuidor de ações de uma sociedade anônima.
Acionista Majoritário
Acionista que possui uma quantidade de ações com direito a voto que lhe permite manter o controle acionário de uma
empresa.
Acionista Minoritário
Acionista que possui uma quantidade de ações com direito a voto que não é suficiente para manter o controle acionário
de uma empresa.
ADLIC
Operação financeira com duração de um dia, na qual aplica-se dinheiro a uma taxa previamente combinada entre as
partes.
Administração Ativa
Em geral essa expressão é usada para definir o tipo de estratégia de administração de um fundo de investimento.
Nesse tipo de estratégia o administrador compra e vende ações, sem replicar nenhum índice, tentando obter uma
rentabilidade acima do índice estabelecido como referência (benchmark).
Administração Passiva
Expressão usada para definir o tipo de estratégia de administração de fundo de investimento. Nesse caso, o
administrador busca replicar o retorno da carteira de um índice previamente definido (o benchmark). O objetivo é que o
retorno do fundo seja aproximadamente igual, ou um pouco superior, ao retorno do índice escolhido.
ADR (American Depositary Receipt)
ADRS são recibos emitidos por um banco depositário norte-americano, e representam ações de um emissor estrangeiro
que se encontram depositadas e sob custódia deste banco. Os ADR´s são cotados em dólares norte-americanos e
trazem grandes vantagens ao emissor estrangeiro, já que facilita o acesso ao mercado norte-americano. Existem
também GDR´s (Global Depositary Receipts), que funcionam como os ADR´s, porém em outros países que não os
Estados Unidos (o banco depositário é deste país e as cotações são na moeda deste país)
Ágio
Diferença entre o valor de mercado e o valor nominal de um título. Caso o valor de mercado ou valor pago seja maior
que o valor nominal, a diferença é chamada ágio. Caso seja menor que o valor nominal, a diferença é chamada deságio
Alavancagem
(1)Utilização de recursos de terceiros para aumentar as possibilidades de lucro, aumentando, consequentemente, o
risco de uma operação financeira. (2)É o efeito que resulta em uma empresa quando esta empresa toma recursos de
terceiros (empréstimos, emissão de títulos de renda fixa, etc.). Quanto maior a alavancagem, maiores as despesas de
juros.
Alocação da Carteira
Termo usado para definir a forma com que os recursos de um portfolio serão alocados entre as várias classes de ativos.

Amortização
Termo utilizado para financiamentos, consiste na parcela da prestação mensal referente à redução do valor do
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financiamento. Com a amortização o valor total da dívida cai, de forma que ao longo do financiamento as prestações
tendem a cair pois o valor da dívida está sendo amortizado, ou seja, caindo durante o período de financiamento.
Análise Financeira
Metodologia de análise que se baseia na análise dos demonstrativos financeiros (balanço patrimonial, demonstrativo de
resultado e demonstração de origens e recursos) de uma empresa para determinar a sua posição financeira atual assim
como desempenho futuro. Análise financeira é útil porque em geral o desempenho passado de uma empresa é um bom
indicador de seu desempenho futuro, assim como a situação financeira atual é o suporte para o crescimento futuro.
Análise Fundamentalista
Metodologia de análise que utiliza os dados financeiros disponíveis sobre uma empresa para projetar seu desempenho
futuro (ex. lucros, posição no mercado, oferta de produtos etc.) e assim determinar um preço justo para as ações da
empresa. Para isso, o valor de mercado da empresa é expresso em forma de múltiplos de seu valor patrimonial, lucro
estimado, fluxo de caixa e comparado com múltiplos implícitos de empresas no mesmo setor. A principal fonte de
informação do analista fundamentalista é o balanço da empresa, de onde ele extrai informações sobre dividendos,
lucros, atuação da diretoria, etc.
Análise Técnica
Também denominada "Análise Gráfica", é uma metodologia que se baseia no comportamento de ações em Bolsa no
passado e procura avaliar as possibilidades de flutuações futuras. O analista técnico, ou "grafista", baseia-se no
princípio que os preços se movem em tendências persistentes ao longo do tempo. Uma vez determinada a tendência, é
possível saber qual o melhor momento para comprar ou vender uma ação.
ANBID
Associação Nacional de Bancos de Investimento. Entidade sediada no RJ, que tem várias instituições financeiras como
associados. Andar de lado Meracado fraco sem tendência definida.
ANDIMA
Associação Nacional das Instituições de Mercado Aberto, que reúne bancos (comerciais, múltiplos e de investimento),
sociedades corretoras e distribuidoras.
Aporte Inicial
Termo usado para definir a primeira contribuição feita ao se aderir a um plano de previdência.
Arbitragem
Operação que busca tirar proveito de variações na diferença de preços entre dois ativos ou entre dois mercados, ou das
expectativas futuras de mudanças nessas diferenças. Como exemplos, podemos citar a compra de um ativo à vista e a
venda desse mesmo ativo a futuro.
Assembléia Geral Extraordinária (AGE)
Reunião de acionistas, de convocação não obrigatória, convocada na forma da lei e dos estatutos, a fim de deliberar
sobre qualquer matéria de interesse da sociedade.
Assembléia Geral Ordinária (AGO)
Reunião de acionistas convocada obrigatoriamente pela diretoria de uma sociedade anônima para verificação dos
resultados, leitura, discussão e votação dos relatórios de diretoria e eleição do conselho fiscal da diretoria. Deve ser
realizada até quatro meses após o encerramento do exercício social.
Asset allocation
Do inglês significa alocação de recursos. Muito usada com referência a escolha de ativos para compor uma carteira
administrada.
Ativo
(1) Propriedades ou itens de valor possuídos por uma empresa ou pessoa. No caso das empresas, representa todos os
itens (caixa, estoques, créditos, imóveis, equipamentos, investimentos, etc.) que a empresa possui e que estão
contabilizados. (2) É o nome fantasia pelo qual a empresa e suas ações são conhecidas na BOVESPA. Quando possui
um asterisco (*) após a sigla, significa que todas as informações referentes a esta ação estão em lote de 1000, que é o
lote padrão.
Ativo Circulante (AtCirc, UTD, R$)
Soma de todos os ativos de uma empresa que podem ser convertidos no curto prazo (geralmente menos que um ano)
em liquidez (aumento de caixa) para a empresa. Em geral inclui contas como disponibilidades, créditos, estoques etc.
Ativo Imobilizado (AtImob, UTD, R$)
Bens tangíveis utilizados nas atividades operacionais da empresa e que não devam ser convertidos em dinheiro ou
consumidos no curso das atividades da empresa (ex. imóveis, maquinário, equipamento, terrenos etc..). Em geral
esses ativos estão representados no balanço da empresa depois de descontar a depreciação acumulada.
Ativo Permanente (AtPerm, UTD, R$)
Soma dos ativos imobilizados (imóveis, maquinário etc..) e os investimentos de longo prazo (participações em
empresas coligadas etc.) de uma empresa.
Ativo Rentável (AtRent, UTD, R$)
Conceito utilizado somente para instituições financeiras e que engloba a soma de todos os ativos que geram um retorno
financeiro para a instituição. O retorno total desses ativos está incluído na receita bruta de intermediação financeira da
instituição.
Ativo Total (AtTot, UTD, R$)
Soma de todos os ativos de uma empresa, que em geral são subdivididos em três categorias de acordo com a sua
liquidez e duração (ativo circulante, realizável a longo prazo e permanente).
Aumento de Capital
Incorporação de novos recursos ou reservas ao capital existente da empresa. É realizado sobretudo através da elevação
do valor nominal de ações e/ou direitos de subscrição pelos acionistas ou pela incorporação do capital de outras
empresas.
B2B (business to bussiness)
Trata-se de portais da Internet voltados especialmente para negócios com outras empresas e não para o consumidor
final.
B2C (business to consumer)
Trata-se de portais da Internet voltados especialmente para negócios com o consumidor final.
BBC - Bônus do Banco Central
Título de curto prazo emitido pelo BACEN, que rende uma taxa definida pelo próprio BACEN.
Balancete
Balanço parcial da situação econômica e do patrimônio de uma empresa.
Balança Comercial
Registra o resultado das transações de bens (exportações e importações) entre um país e o resto do mundo. Caso o
valor das exportações supere o das importações, a balança comercial apresenta um superávit, caso o contrário ocorra,
temos um déficit da balança comercial. O saldo da balança comercila é utilizado no cálculo do Balanço de Pagamentos
Balanço (Balanço Patrimonial)
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Demonstração financeira que detalha e quantifica os ativos, passivos e patrimônio de uma empresa. Em termos de
unidades monetárias, o balanço mostra o que a empresa possui, o quanto deve e o quanto os acionistas tem em capital
da empresa. O balanço apresenta estas informações em uma determinada data (empresas listadas são obrigadas a
publicar balanços trimestrais e anuais), como último dia de um trimestre, semestre ou ano.
Balanço de Pagamentos
O Balanço de Pagamentos registra o resultado de todas as transações (bens, serviços, transferências e fluxos de
capital) entre um país e o resto do mundo. Todas as contas de bens, serviços e transferências unilaterais são agrupadas
para obter o Saldo de Transações Correntes. Este saldo é somado ao resultado das contas de capital e erros e omissões
para obter o saldo do Balanço de Pagamentos. A variação de reservas é sempre igual ao saldo do Balanço de
Pagamentos, pois caso o país receba mais do que envia, as reservas aumentarão; o contrário ocorrendo caso o país
envie mais do que receba.
Banco Central do Brasil (BACEN)
O principal órgão executivo do sistema financeiro nacional. Foi criado em 1964, incorporando uma série de atividades
até então exercidas pelo Banco do Brasil. Suas principais funções são:
- Compra e venda de títulos federais (sobretudo através de operações no open market), tanto com o objetivo de
financiamento do Tesouro Nacional quanto de execução da política monetária.
- Recebimento de depósitos compulsórios e voluntários do sistema bancário, assim como realiza operações de
redesconto e outros tipos de empréstimos às instituições financeiras.
- Autoriza o funcionamento, fiscaliza e aplica as penalidades previstas às instituições financeiras, de acordo com as
normas determinadas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).
- É o depositário das reservas internacionais do país e o co-responsável (juntamente com o Tesouro Nacional) pela
política de captações externas brasileiras.
- É responsável pela emissão de papel moeda e moeda metálica;
Banco Depositário
É um banco responsável pelos serviços de transferência e agenciamento de ações de um programa de ADR´s. Esta
função inclui a escolha de um custodiante para aceitar o depósito das ações, emitir os certificados negociáveis que
representam as ações, manter o registro de acionistas de forma a refletir todas as transações, além da distribuição dos
dividendos aos possuidores dos ADR´s
Benchmarking
Processo de para avaliar o desempenho de uma Empresa (ou ativo financeiro) em relação ao desempenho das
Empresas (ou ativos financeiros) identificados como sendo os de melhor desempenho no Setor (ou categoria de
investimento).
Beneficiário
Termo utilizado em planos de previdência privada que reflete a pessoa apontada na proposta de inscrição que irá
receber pagamentos relativos a resgates ou benefícios, em caso de falecimento do titular do plano.
Beta
Medida de risco diversificável de uma ação. O coeficiente beta pode ser visto como um índice do grau do retorno
relativo de uma ação em relação ao retorno do mercado. O beta do mercado é igual a 1 e todos os outros betas são
calculados em relação a esse valor. Um beta positivo sugere que a ação move na mesma direção do mercado, enquanto
um negativo sugere um movimento na direção oposta. Betas positivos são mais comuns que negativos. Um ação com
um beta igual a 2.0, reage duas vezes mais que o mercado, ou seja experimenta uma mudança de 2% em seu retorno
para cada mudança de 1% no retorno do mercado.
Bid
Preço de compra de um título de mercado.
Block-Trade
Negociação de um grande lote de ações nas bolsas de valores, normalmente sob a forma de leilão.
Blue Chip
Termo usado para fazer referência às ações de grande liquidez e procura no mercado. Em geral, são ações de empresas
tradicionais, com ótima reputação e de grande porte. Podemos citar como exemplos no Brasil: Telebrás, Petrobrás, Vale
do Rio Doce, Bradesco, Itaú, etc
Bandas de Bollinger (Bollinger Bands)
Num gráfico de ações as Bandas de Bollinger são definidas pela área de um desvio padrão abaixo e outro acima da
média do preço da ação nos últimos trinta dias. As bandas representam um envelope aos níveis de suporte e
resistência. Em geral, ocorrem fortes oscilações no preço da ação de uma empresa depois que as bandas se aproximam
da média. Movimentos fora das bandas sugerem a continuação da tendência. Altas e baixas fora das bandas, seguidas
de altas e baixas dentro das bandas indicam reversão de tendência.
BNDES
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico. Órgão governamental que é responsável pela implementação de
políticas de investimento empresarial de longo prazo.
BO - Boletim de Ocorrência
Se você foi assaltado ou perdeu algum documento, é necessário dar queixa em qualquer delegacia para que seja
registrada a ocorrência, e é exatamente através deste documento, mais conhecido como B.O., que você terá a
comprovação do que realmente aconteceu no momento do assalto ou perda do documento.
Board of Governors
É formado por sete membros, nomeados pelo Presidente da República dos EUA e aprovados pelo Senado, para um
mandato de 14 anos. Os membros, em conjunto com presidentes de bancos centrais regionais, formam o FOMC
(Federal Open Market Commitee), órgão responsável pela condução de política monetária e definição da taxa de juros.
Bolsa de Mercadorias
Lugar onde se negociam mercadorias (commodities), tais como café, açúcar, algodão, etc. As negociações são feitas
nos mercados a vista e de futuros. A maior bolsa de mercadorias do Brasil é a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F),
fundada em 1971.
Bolsa de Valores
Lugar onde se negociam títulos e valores mobiliários (sobretudo ações, opções, direitos e debêntures). A negociação
pode se dar por meio de pregão ao vivo ou eletrônico. Somente as ações mais negociadas participam do pregão ao
vivo. A maior bolsa de valores do Brasil é a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), enquanto a maior bolsa do mundo
é a New York Stock Exchange (NYSE) .
Bonificação
Distribuição gratuita de novas ações aos acionistas, na proporção da quantidade de ações já possuída por cada um, em
virtude da incorporação ao capital de reservas ou lucros acumulados ou da reavaliação do ativo da empresa.
Bônus (Bond)
Bônus são obrigações de renda fixa, similares às notas promissórias, que são emitidas por empresas, bancos ou
governos . Um bônus é um certificado de dívida no qual o emissor se compromete a pagar um montante específico de
100

juros em intervalos pré-determinados durante um período de tempo, além de pagar também o montante da emissão na
data de vencimento. Como o bônus é um instrumento de dívida (renda fixa), o comprador é um credor da empresa, e
não um acionista como no caso do comprador de ações.
Bônus de Subscrição
São obrigações negociáveis emitidas por uma empresa que dão direito à subscrição de novas ações desta empresa,
dentro do limite do aumento de capital autorizado em seu estatuto.
Brady Bonds
São títulos de renda fixa emitidos por vários países emergentes, dentre os quais o Brasil, para substituir dívidas com
pagamento em atraso ou não pagas. São denominados Brady Bonds em referência ao ex-secretário do Tesouro
Americano, Nicholas Brady, que liderou os esforços de redução da dívida externa de países emergentes, sobretudo
junto aos bancos privados. O mecanismo de substituição de títulos incluiu a recompra da dívida antiga com desconto
pelo país devedor ou a troca do endividamento anterior por novos bônus garantidos parcialmente por títulos do Tesouro
norte-americano. São contabilizados como parte da dívida externa.
CAC40 Paris
Índice que exprime a variação média diária das negociações da Bolsa de Valores de Paris. O CAC 40 é formado por uma
carteira teórica de 40 ações, escolhidas pela participação no mercado e pela liquidez de cada ação, de forma a
representar o comportamento do mercado francês.
Caderneta de Poupança
São depósitos de poupança isentos da cobrança do imposto de renda, tendo remuneração composta pela TR (correção
monetária) + 0,5% (juros) ao mês, com aniversário a cada 30 dias
Call
Termo que vem do inglês e é usado no mercado de opções e significa "opção de compra".
Câmbio (ou taxa de câmbio)
Define toda a operação em que existe troca de moeda nacional por moeda estrangeira, ou vice-versa. Ao viajar, um
turista troca moeda nacional, por moeda estrangeira num banco. Ao retornar, se ainda sobrou moeda estrangeira, é
possível trocá-la no banco por moeda nacional.
Câmbio Flutuante
Operação de conversão de Reais por dólar no mercado flutuante.
Câmbio Paralelo
Operação de conversão de Reais por dólar no mercado paralelo (ver dólar paralelo).
Canal de Tendência
Termo utilizado em análise técnica para definir , no gráfico de ações, quando se pode traçar uma reta aproximadamente
paralela à linha de tendência por dois máximos (no caso de alta), ou dois mínimos (no caso de baixa). Em geral o canal
de tendência sugere um movimento futuro provável da ação no caso de alta ou baixa.
Candlestick, Gráfico tipo
Termo usado para definir um tipo de gráfico utilizado em análise técnica, que mostra simultaneamente as cotações de
abertura e de fechamento, máximas e mínimas de uma ação. Através dos desenhos formados ao longo do tempo, os
analistas técnicos são capazes de identificar padrões que não apareceriam em outros gráficos, como os de linha ou de
barras.
Capital Aberto
Empresa que tem suas ações registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) distribuídas entre um determinado
número de acionistas. Essas ações podem ser negociadas tanto em Bolsa de Valores quanto no mercado de Balcão.
Capital Circulante (CapCirc, UTD, R$)
Definido como a diferença entre Ativo Circulante e Passivo Circulante de uma empresa. A maioria das empresas precisa
operar com um certo montante de capital circulante, mas a quantidade exata depende do setor de atuação. Por
exemplo, empresas com fluxos de caixa muito previsíveis como as de eletricidade podem operar com um capital
circulante negativo, contudo a maioria das empresas precisa manter níveis positivos de capital circulante.
Capital Garantido
Define uma modalidade de fundo de investimento, que tem como objetivo proteger o investimento inicial no caso de
uma variação negativa do Ibovespa. Se a rentabilidade do Ibovespa for positiva, então a rentabilidade do fundo
também será, mas se a rentabilidade do Ibovespa for negativa, o investidor tem assegurado que receberá a mesma
quantia inicialmente investida no vencimento da aplicação.
Capital Fechado
Empresa (Sociedade Anônima) que tem suas ações nas mãos de poucos acionistas e esses títulos não são negociados
em Bolsa de Valores.
Capital de Giro
Capital utilizado para o financiamento da produção de uma Empresa (ex. Dinheiro para pagar fornecedores etc..).
Capital a Integralizar
Parcela da subscrição de capital que o acionista ainda deverá pagar.
Capital de Risco
Capital da Empresa investido em atividades ou instrumentos nos quais existe possibilidades de perda.
Capital de Terceiros
É a parte do capital investido na Empresa que não pertence aos acionistas, em geral equivale à Dívida da Empresa.
Carência
Termo usado para definir o período em que o participante/investidor não pode resgatar o seu plano ou fundo de
investimento.
Carnê-Leão
O carnê-leão é um recolhimento mensal obrigatório de imposto de renda sobre rendimentos que você recebe de outra
pessoa física (por exemplo gratificações) ou rendimentos que você tenha no exterior com o quais não mantenha
nenhum tipo de vínculo empregatício. Como não existe vínculo empregatício você é o responsável pelo recolhimento
que deve ser feito mensalmente através de ficha DARF. Vale lembrar que assim como o imposto de renda, o carnê leão
só é devido caso esses rendimentos ultrapassarem o piso de R$ 900,00. Para rendimentos acima do piso são aplicadas
as mesmas alíquotas que no IRRF, isto é 15% (R$ 900- R$ 1.800) e 27,5% (Acima de R$1.800). No caso de vínculo
empregatício, o seu empregador é o responsável por esse recolhimento e você está isento do carnê-leão pois seus
rendimentos já são tributados na fonte.
Carteira
Termo utilizado para descrever um grupo de investimentos que o investidor possui, ou que compõe o fundo de
investimento. A carteira pode ser composta de vários instrumentos financeiros (ex. ações, títulos de renda fixa etc.)
CBO - Classificação Brasileira de Ocupação
O CBO é um sistema de classificação responsável pela codificação dos títulos e conteúdos dos cargos e ocupações do
mercado de trabalho brasileiro.
C-Bond (Brazil Capitalization Bond)
101

Atualmente é o mais líquido instrumento de dívida externa dentre todos os mercados emergentes. Foi emitido como
parte da renegociação da dívida brasileira em 1994 (Plano Brady) e tem vencimento em 2014. Tem prazo de carência
(não pagamento de parcelas de principal) até 2004, quando passa a pagar amortizações semestrais, e uma escala
crescente de taxa de juros até 2001, quando são fixados em 8%. O nome "Capitalization Bond" - Bônus de
Capitalizacão, vem do fato de que parte dos juros nos primeiros seis anos são capitalizados. O C-Bond não tem garantia
de principal ou juros.
CCF - Cadastro de Emitentes de Cheque sem Fundo
O CCF é um cadastro mantido pelo Banco Central com dados dos emitentes de cheques sem fundos. Esse cadastro é
operacionalizado pelo Banco do Brasil a fim de prestar informações às pessoas que tenham sido lesadas por golpes de
cheques sem fundos ou roubados.
CDB - Certificado de Depósito Bancário
São títulos representativos de depósitos a prazos fixos e emitidos por bancos comerciais, bancos de investimento e
bancos de desenvolvimento. São emitidos na modalidade nominativos transferível endossável, ou seja podem ser
vendidos a qualquer hora dentro do prazo contratado, com pequeno deságio. A medida provisória 542 do Plano Real
estabelece que, para os títulos pré-fixados, o prazo mínimo é de 30, 60 ou 90 dias. Para os títulos indexados em TR, o
prazo mínimo é de 120 dias.
CDI - Certificado de Depósito Interbancário
Aplicação de prazo de um dia útil. O deposito interbancário é uma modalidade de investimento que os bancos usam
para aplicar os seus recursos excedentes ou para captar dinheiro de outros bancos com o objetivo de melhorar sua
posição de liquidez.
CEI - Cadastro Específico do INSS
É o cadastro administrado pelo INSS que contempla empregadores isentos de inscrição no CNPJ e que realizam diversas
atividades de contribuintes da Previdência Social, como obras de construção, condomínios, empregadores domésticos e
outras.
Cetip - Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos
Empresa prestadora de serviços de custódia e controle financeiro dos títulos privados negociados no open market. Os
títulos privados, como Debêntures, CDB, Letras de Câmbio e CDI são mantidos escrituralmente no Cetip e são
financiados com recursos disponíveis.
Chamada de Bônus
Resgate de bônus pelo emitente, mediante pagamento antes do vencimento.
Chamada de Capital
Subscrição de ações novas, com ou sem ágio, para aumentar o capital de uma Empresa.
Circuit Breaker
Uma condição de negociação que é adotada pelas Bolsas de Valores. Através do Circuit Breaker, o pregão é
imediatamente interrompido toda vez que o índice representativo dos preços de um conjunto de ações tenha queda
substancial. No caso da Bolsa de Valores de São Paulo, o circuit breaker é adotado quando o IBOVESPA tem uma queda
de dez por cento.
CLT - Consolidação das Leis do Trabalho
Como o próprio nome já diz, a CLT nada mais é do que a combinação de todas as leis referentes ao mercado de
trabalho, em uma só lei.
Clube de Investimento
Os Clubes de Investimento funcionam de maneira semelhante aos fundos de investimento, com a diferença que os
participantes do clube não podem exceder 150 pessoas, e, em geral, são pessoas conhecidas ou membros de um grupo
de afinidade. A administração dos recursos, que são aplicados em uma carteira diversificada de ações, fica a cargo de
uma instituição financeira autorizada. Muitas vezes, os clubes oferecem taxas mais atrativas de administração que os
fundos de investimento tradicionais.
CNBV
Comissão Nacional de Bolsas de Valores, representa interesse das Bolsas do país junto a autoridades monetárias e
reguladoras.
CND - Certidão Negativa de Débitos
Documento que comprova a situação da empresa junto ao INSS, se regular ou não. Pode ser adquirido nos guichês de
atendimento da Previdência ou no site www.previdenciasocial.gov.br. Para obter o CND, basta apenas ter em mãos o
número do CNPJ ou CEI.
CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica
O CNPJ é um cadastro realizado e administrado pela Receita Federal com o intuito de registrar as informações
cadastrais de pessoas jurídicas.
Cobertura de Juros Bruta
Esse indicador mede a capacidade de uma empresa pagar os juros contratuais sem comprometer o seu fluxo de caixa.
Quanto maior for esse índice maior a capacidade da empresa liquidar os seus juros.
CobJurB
CobJurB = Lucro antes dos Juros e Impostos (EBIT)
Despesa financeira bruta

Cobertura de Juros Líquida


Esse indicador mede a capacidade de uma empresa pagar os juros contratuais, no entanto desconta das despesas
financeiras totais qualquer receita de juros que a empresa venha a ter. Quanto maior for esse índice maior a capacidade
da empresa liquidar os seus juros.
CobJurL = Lucro antes dos Juros e Impostos (EBIT)
Despesa financeira líquida
Código
É a identificação criada pelas Bolsas de Valores para identificar as ações listadas. Na BOVESPA os códigos são
compostos de quatro letras, identificando a empresa e um ou dois números identificando o tipo de ação (ex: Petrobrás
ON - PETR3, Banco do Brasil PN - BBAS4).
COFINS - Contribuição para Financiamento da Seguridade Social
Esta contribuição é devida pela empresas de direito privado e tem uma alíquota de 3% que incide sobre a receita bruta
do mês.
Colateral
Ativos financeiros ou outro tipo de ativos dados como garantia por um devedor para um determinado empréstimo.
Commercial Paper
Título de dívida emitido por empresas, normalmente com o objetivo de suprir necessidades financeiras de curto prazo.
Commodities
Commodities são os produtos primários como café, soja, milho, trigo, petróleo, além de alguns produtos industriais
102

semi-elaborados como celulose e açúcar. Uma commodity costuma ter características muito parecidas com a de outros
produtores, permitindo que sejam cotadas nas Bolsas de Valores.
Os produtores de commodities são considerados “price takers”, ou seja, são tomadores de preços, não podendo
individualmente afetar as cotações dos produtos produzidos. Desta forma, um produtor de soja no Brasil, por maior que
seja e por mais que varie sua produção, muito dificilmente conseguirá determinar os preços mundiais da soja.
Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
Autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda, criada para fiscalizar e disciplinar todas as operações ou valores
mobiliários e demais assuntos inerentes ao mercado de títulos.
Compra em Margem
Aquisição de ações à vista utilizando recursos obtidos através de um financiamento com uma sociedade corretora que
opere na Bolsa.
Conta Margem
Forma de negociação em que o investidor obtém a) um financiamento no caso de COMPRA e b) empréstimo de papel no
caso de VENDA. Os custos envolvidos na operação são determinados pelas partes envolvidas.
Contrato de gaveta
São chamados contratos de gaveta os contratos de mutuários que vendem o seu imóvel, mas não transferem o
contrato de financiamento para o nome do novo proprietário. Ou seja, embora o imóvel tenha sido vendido o contrato
continua vinculado ao antigo dono.
Contrato de Opção
Contrato através do qual o investidor recebe o direito de COMPRAR (opção de compra) ou VENDER (opção de venda)
uma quantidade de um ativo a um preço pré-estabelecido.
Contribuição
Termo utilizado em planos de previdência privada, que define o valor aplicado no plano. As contribuições podem ser
única, mensal ou esporádica.
Cotas
São parcelas iguais que dividem o valor do patrimônio líquido do Fundo de Investimento, tem uma conotação similar ao
das ações para o patrimônio líquido de uma empresa.
CPF - Cadastro de Pessoa Física
O CPF, antigo CIC (Cartão de Identificação do Contribuinte), é um documento de identificação necessário para as
pessoas físicas que estão sujeitas a várias situações do cotidiano, como abrir conta em banco, operar na bolsa de
valores, obter registro em carteira profissional. Desta forma, o CPF é o seu principal documento de identificação depois
do RG.
COPOM - Comitê de Política Monetária do Banco Central
O COPOM foi instituído em 20 de junho de 1996 com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e
definir a taxa básica de juros. O COPOM decide a meta da taxa SELIC que deve vigorar no período entre suas reuniões
e, em alguns casos o seu viés ou tendência. A taxa SELIC é a média ajustada dos financiamentos diários apurados no
Sistema Especial de Liquidação de Custódia (SELIC) para títulos federais.
Cota
Fração de um fundo. O valor aplicado em um fundo de investimento é dividido em uma quantidade de cotas. As cotas
do fundo de investimento equivalem à cotação da ação de uma Empresa em particular. O Valor de Mercado de um
Fundo é calculado como o Valor de Mercado de uma Empresa, ou seja, multiplicando-se o número total de cotas por
valor da cota na data em questão.
Cotação (ou Preço)
Preço dos títulos, ações, moedas estrangeiras ou mercadorias. O termo é usado principalmente nas bolsas valores ou
de mercadorias.
Coupon
Taxa determinada no momento da emissão de um título de renda fixa, pela qual um emissor se compromete a pagar
juros em intervalos periódicos. As taxas podem ser fixas (10% ao ano, por exemplo) ou variáveis flutuantes (TR + 5%,
por exemplo). O intervalo de pagamento também é determinado quando da emissão, sendo pagamento trimestral,
semestral ou anual os mais usados. É importante notar a distinção entre coupon e rendimento, já que o coupon
independe do preço de negociação do ativo, enquanto que o yield varia (de forma inversa) às alterações no preço do
ativo.
CPMF - Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira
A CPMF é uma contribuição paga pelas pessoas físicas e jurídicas sobre movimentações financeiras (exceto as empresas
que estão isentas de acordo a legislação), com uma alíquota de 0,38% sobre a base de cálculo. Simplificando, se você
emitir um cheque no valor de R$ 1.000,00 (mil reais), terá a CPMF debitada da sua conta no valor de R$ 3,80 (três
reais e oitenta centavos), e assim por diante.
CRF - Certificado de Regularidade do FGTS
Documento que comprova a situação da empresa junto ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, se regular ou não.
Pode ser obtido na CEF ou no site www.caixa.gov.br. É necessário apenas ter em mãos o número do CNPJ ou CEI para
obter o certificado.
Crédito Duvidoso (CredDuv, UTD, R$)
Soma das operações de crédito que não estão sendo pagas no prazo.
CSLL - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
É uma contribuição paga pelas empresas a cada trimestre, com uma alíquota variável que incide sobre uma base de
cálculo, no caso, a receita bruta alcançada durante o trimestre.
CSP Contribuição Sindical Patronal (CSP)
Imposto pago pelas empresas e calculado sobre o capital social da empresa de acordo com o tamanho do
estabelecimento e número de funcionários. Pago anualmente no mês de janeiro.
Custódia
Serviço de guarda de títulos e valores prestado aos investidores.
- FungívelValores retirados podem ser diferentes dos valores depositados.
- InfungívelValores depositados são mantidos
Custo de Capital (CustoCap)
Definido como a taxa de retorno que uma empresa deve obter em seus investimentos para manter seu valor de
mercado inalterado. O valor da empresa pode ser definido como o valor atual dos lucros esperados da empresa.
Mantendo o risco constante, projetos com retornos acima do custo de capital devem aumentar o valor da empresa e
vice versa. Caso uma empresa tenha uma taxa de retorno superior ao seu custo de capital é de se esperar que o seu
valor de mercado seja superior ao seu valor patrimonial. Ou seja, o seu P/VPA deve ser superior a um, caso não seja,
isso pode indicar que a empresa está desvalorizada e representa uma boa oportunidade de compra.
CustoCap = Rl+Beta*(Rm-Rf)
Onde:
103

Rl = Taxa de retorno exigida de ativo de risco livre, geralmente medida como retorno de um título de governo de longo
prazo
Beta = Coeficiente beta da empresa
Rm = taxa de retorno exigida do mercado
(Rm-Rf) = Pode ser visto como prêmio pelo risco de mercado
D+ 0,+ 1, etc
Terminologia usada no mercado para definir data em que se realizou a operação e data em que se realiza a liquidação
(ou conclusão) da mesma operação. Por exemplo uma operação D+2 significa que a instituição financeira precisa de 2
dias para efetivar a operação.
DARF- Documento de Arrecadação da Receita Federal
O DARF é um documento que tem por finalidade recolher todos os impostos e contribuições ministrados pela Secretaria
da Receita Federal. Pode ser adquirido em qualquer papelaria ou através do site da Receita Federal
(www.receita.fazenda.gov.br).
DAX30 Frankfurt
Índice que exprime a variação média diária das negociações da Bolsa de Valores de Frankfurt. O DAX é formado por
uma carteira teórica de 30 ações, escolhidas pela participação das ações no mercado e pela liquidez.
Data
É a data do dia da negociação (dias úteis para a BOVESPA).
Data de Cotização
É a data em que os recursos são convertidos em cotas, no caso de uma aplicação, e cotas são convertidas em reais, no
caso de um resgate.
Data de Vencimento de Opções
O dia em que vence o direito de uma opção. Neste dia o preço da opção deve igualar a diferença entre o preço de
exercício e o preço da ação no mercado a vista.
Data Ex
Dia em que a ação começa a ser negociada sem direito a dividendos (ou outras bonificações) na Bolsa de Valores.
Day-Trade
Combinação de operações de compra e de venda realizadas por um investidor com o mesmo título em um mesmo dia.
No Brasil as transações de compra e venda devem ser realizadas por uma sociedade corretora.
Debêntures
Títulos de renda fixa de longo prazo emitidos por empresas, geralmente sociedades anônimas, tendo ou não como o
garantia algum tipo de ativo. Sua finalidade principal é financiar os projetos de investimento ou alongar dívidas,
correspondendo a um empréstimo que o comprador do título faz à empresa emissora. As debêntures podem ser
emitidas com uma cláusula de conversibilidade, ou seja, se o título não for pago no final do período, poderá ser
convertido em uma quantidade correspondente de ações da empresa. Além disso, podem ser emitidas com ou sem
garantia subsidiária da instituição financeira que as lança no mercado
Debêntures Conversíveis em Ações
Debêntures que podem, por opção do investidor, ser convertidas em ações, em condições (preço, quantidade, data)
pré-determinadas.
Depreciação
Lançamento contábil que tem como objetivo reduzir no demonstrativo financeiro o valor contábil de um ativo. Este
lançamento busca representar contabilmente a perda de valor de algum ativo em decorrência do uso, da ação do
tempo, da obsolescência tecnológica ou redução no preço de mercado. Por ser um lançamento contábil, não tem
nenhum efeito direto em termos de fluxo de caixa. A depreciação de ativos fixos é a mais comum.
Default
Declaração de insolvência do devedor, decretada pelos credores quando as dívidas não são pagas nos prazos
estabelecidos.
Demonstrações Financeiras
Série de relatórios que categorizam e quantificam as principais contas de uma empresa. Dentre as demonstrações
financeiras mais utilizadas estão o balanço patrimonial, a demonstração de resultado, a demonstração das origens e
aplicações de recursos, e as alterações do patrimônio líquido, além das notas explicativas que acompanham as
demonstrações acima.
Demonstrativo de Resultados
Demonstração financeira que detalha e quantifica as receitas e despesas de uma empresa. Em termos de unidades
monetárias, o balanço mostra o que a empresa recebe, o quanto gasta e o resultado das operações. O demonstrativo
de resultados apresenta estas informações em um determinado período de tempo (empresas listadas são obrigadas a
publicar demonstrativos trimestrais e anuais), como uma trimestre ou um ano.
Depósitos (UTD,R$)
Dinheiro, cheques ou "drafts" depositados em uma instituição financeira para crédito na conta de um determinado
cliente. Em geral as instituições diferenciam entre depósitos a vista (que o cliente pode sacar quando quiser) e
depósitos à prazo (que em geral requerem aviso prévio para serem sacados). As instituições brasileiras classificam
depósitos em quatro categorias: à vista, de poupança, interfinanceiro e à prazo.
Derivativos
São valores mobiliários cujas características estão vinculadas a outros títulos ativos que lhe servem de referência.
Deságio
Diferença entre o valor de mercado e o valor nominal de um título. Caso o valor de mercado ou valor pago seja menor
que o valor nominal, a diferença é chamada deságio. Caso seja maior que o valor nominal, a diferença é chamada ágio.

Desempenho Relativo
Esse indicador calcula o retorno das ações de uma empresa em relação ao retorno do Bovespa ou o de outra empresa
em um mesmo período.
Despesa Financeira Bruta (U12m, R$)
Soma da despesa de juros referentes a todas as obrigações financeiras de uma empresa sejam elas de curto ou longo
prazo. Entre as obrigações financeiras de uma empresa podemos citar debêntures, empréstimos, commercial paper,
etc..
Despesa Financeira Líquida (U12m, R$)
Soma da despesa de juros referentes a todas as obrigações financeiras de uma empresa sejam elas de curto ou longo
prazo, descontando-se qualquer receita de juros que a empresa venha a ter com suas aplicações financeiras.
Despesas Operacionais (U12m, R$)
Soma de todas os custos e despesas incorridos pela empresa no curso de suas atividades. Entre as despesas
operacionais mais comuns estão despesa com pessoal, despesa com vendas, e despesa administrativa. No Brasil as
despesas financeiras estão incluídas entre as despesas operacionais o que não ocorre na maioria dos países onde ela
104

está abaixo da linha de resultado operacional.


Desvalorização
Perda de valor por parte de uma moeda frente a outra.
Direito de Subscrição
É o direito preferencial oferecido pela empresa aos atuais acionistas para a aquisição de um novo lote de ações, em
quantidade proporcional às possuídas. O acionista poderá exercer este direito ou transferi-lo a terceiros através de
venda desse direito em pregão.
DIRF - Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte
A DIRF é o documento necessário para gerar a declaração de pessoas jurídicas e físicas que pagaram ou creditaram
rendimentos em que tenha havido retenção do imposto de renda na fonte durante o ano.
Discount Bond (1)
O Discount Bond (Bônus com Desconto) foi emitido como parte da renegociação da dívida brasileira em 1994 (Plano
Brady) e tem vencimento em 2024. O bônus foi emitido em troca de dívida antiga, com desconto de 35% sobre o valor
de face (daí seu nome), tem amortização única ao final do trigésimo ano e paga coupons de Libor (London Interbank
Offered Rate) de seis meses, mais 0,8125% ao ano. O Discount Bond tem garantia total de principal (com títulos do
Tesouro norte americano servindo como colateral)e garantia parcial de juros.
(2)
São títulos de renda fixa (bonds) cujo preço está abaixo do valor de resgate. ?Deep discount bonds? são aqueles títulos
que estão sendo cotados com um desconto de mais de 20% do seu valor de face. Em geral o preço destes títulos sobe
mais rápido quando as taxas de juros caem e cai mais rápido quando as taxas de juros sobem.
Discount Rate
É a taxa de redesconto norte-americana. Bancos com dificuldades financeiras podem tomar emprestado recursos de
curto prazo com o FED, utilizando a Discount Rate. Esta taxa é geralmente mais baixa do que o Federal Funds Rate,
mas os recursos não são disponíveis para bancos "saudáveis".
Disponibilidades
Conta de ativo no balanço de uma empresa que engloba a soma de todos os instrumentos e investimentos de liquidez
quase imediata e risco mínimo que podem ser considerados como papel moeda.
Diversificação de Risco
Terminologia utilizada quando o investidor (ou administrador do Fundo) diversifica a sua carteira de investimentos com
o objetivo de reduzir o risco da carteira como um todo.
Dívida Líquida
Soma de todas as obrigações financeiras (empréstimos, debêntures, títulos de renda fixa etc.) de uma empresa sejam
elas de curto ou longo prazo deduzindo deste montante as disponibilidades da empresa.
% Dívida de Longo Prazo
Um dos indicadores de estrutura de capital utilizados na análise financeira de uma empresa. Esse índice expressa a
porcentagem da dívida total da empresa que é de longo prazo (acima de um ano). A soma desse índice com o índice de
dívida de curto prazo deve ser sempre 100%.
%DLP = Dívida de Longo Prazo*100
Dívida Total
% Dívida Curto Prazo (%DCP, UTD)
Um dos indicadores de estrutura de capital utilizados na análise financeira de uma empresa. Esse índice expressa a
porcentagem da dívida total da empresa que é de curto prazo (abaixo de um ano).
%DCP = Dívida de Curto Prazo*100
Dívida Total
Dívida Total
Soma de todas as obrigações financeiras (empréstimos, debêntures, bonds, etc.) de uma empresa sejam elas de curto
ou longo prazo.
Dividendos
Distribuição de parte do lucro líquido da empresa para os seus acionistas subdividido de acordo com as diferentes
classes de ação. O montante, a ser pago em dinheiro, deve ser decidido pelo Conselho Administrativo da empresa e em
geral é pago anualmente, semestralmente ou trimestralmente.
Dividendo Cumulativo
Dividendo que caso não seja pago em exercício é automaticamente transferido para o período seguinte.
Dividend Payout %
Porcentagem do lucro líquido da empresa paga aos acionistas na forma de dividendos. Em geral empresas em
crescimento tendem a reinvestir grande parte do seu lucro líquido e portanto apresentam um índice mais baixo que
empresas já estabelecidas.
DP%= DPA
Cotação
Dividendo pro-rata
Dividendo pago proporcionalmente ao período após a emissão das ações até o encerramento do exercício.
Dividend Yield% (DY%)
Esse índice expressa a relação entre os dividendos pagos em dinheiro por uma empresa e sua cotação de mercado.
Como no caso do dividend pay-out empresas em crescimento tendem a apresentar um índice mais baixo do que as
demais empresas.
DY%= DPA
Cotação
O retorno total da ação de um empresa para os seus acionistas pode ser dividido em duas partes ganhos de capital e
proventos recebidos. Em geral analistas utilizam o dividend-yield como uma estimativa dos proventos recebidos.
Dividendo por Ação
Total dos dividendos pagos pela empresa aos acionistas em dinheiro dividido pelo número total de ações emitidas pela
empresa.
Dólar Comercial
Taxa de câmbio publicada pelo Banco Central e utilizada nas operações de balança comercial e de serviços do país
(exportações, importações), no pagamento do serviço da dívida externa e nas remessas de dividendos das empresas
com sede no exterior.
Dólar Cabo
É a cotação de compra ou venda da moeda norte-americana fora dos canais de conversão autorizados pelo Banco
Central. A transação é realizada eletronicamente, através da transferência entre contas bancárias no Brasil e no
exterior.
Dólar Paralelo
Também conhecido como câmbio negro ou dólar black, é a cotação de compra ou venda da moeda norte-americana fora
105

dos canais de conversão autorizados pelo Banco Central. Em diversas ocasiões é executado através da troca física de
moedas, contrastando com o dólar cabo, onde a transação é eletrônica.
Dólar Ptax800
A cotação Ptax da moeda norte-americana, apurada pelo Banco Central, é a taxa de câmbio média ponderada entre as
cotações do dólar e o volume de operações envolvendo cada uma destas taxa a que foi negociado ao longo do dia.
Dow Jones Industrial Average (DJIA)
Índice criado por Charles Dow em 1896 e utilizado para acompanhar o desempenho das ações da Bolsa de Valores de
Nova Iorque (NYSE). Seu cálculo é uma média simples das cotações das ações das trinta empresas industriais mais
importantes dos E.U.A, todas listadas na NYSE (com exceção da Microsoft e da Intel). Atualmente as ações incluídas no
índice são: AlliedSignal Inc. (ALD), ALCOA Inc.(AA), American Express Co.(AXP), AT&T Corp.(T), Boeing Co. (BA),
Caterpillar Inc.(CAT), Citigroup Inc.(C), Coca-Cola Co.(KO), Dupont Co.(DD), Eastman Kodak Co.(EK), Exxon
Corp.(XON), General Electric Co.(GE), General Motors Corp.(GM), Hewlett Packard Co.(HWP), Home Depot (HD), Intel
(INTC), International Business Machines Corp.(IBM), International Paper Co.(IP), JP Morgan & Co.(JPM), Johnson &
Johnson(JNJ), McDonalds Corp. (MCD), Merck & Co.(MRK), Microsoft (MSFT), Minnesota Mining & Manufacturing Co.
(MMM), Phillip Morris Co.(MO), Procter & Gamble Co.(PG), SBC Communications, Inc. (SBC), United Technologies
Corp.(UTX), WalMart (WMT) e Walt Disney Co. (DIS)
D0, D1 etc
Terminologia usada para definir o dia em que é feita a conversão das cotas em reais, ou vice-versa. Por exemplo, uma
aplicação em D0 significa que a conversão ocorre no próprio dia da solicitação. Um resgate em D1 significa que a
conversão das cotas em reais ocorre no dia útil seguinte ao da solicitação do resgate.
EBIT
Do inglês Earnings Before Interest and Taxes. Em português significa lucro antes de juros e impostos e pode ser
substituído pela sigla LAJIR. O EBIT também reflete o resultado das atividades operacionais da empresa.
EBITDA
Do inglês Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization. Em português significa lucro antes de juros,
impostos, depreciação e amortização e pode ser substituído pela sigla LAJIDA. O EBITDA leva em conta apenas o
desempenho operacional da empresa, e não reflete o impacto no resultado da empresa de itens extraordinários, da
adoção de uma política de planejamento fiscal ou de financiamento (estrutura de capital) diferente. O EBITDA é visto
como uma boa estimativa do fluxo de caixa operacional de uma empresa e por essa razão muitos analistas financeiros
tendem a utilizá-lo como um dos principais indicadores de desempenho da empresa.
EI Bond (Eligible Interest Bond)
Foi emitido como parte da renegociação da dívida brasileira em 1994 (Plano Brady) e tem vencimento em 2006. Teve
um prazo de carência até 1997, quando passou a pagar amortizações semestrais crescentes, e paga juros de Libor de 6
meses mais 0,8125%, também semestralmente. O EI Bond não tem garantia de principal ou juros.
Empregado doméstico
É considerado empregado doméstico a pessoa física que presta serviço para outra pessoa física, como por exemplo,
motoristas, jardineiros, enfermeiras, faxineiras, etc. Mas não podemos esquecer de que a classificação é valida somente
aos trabalhadores que prestam o serviço dentro do âmbito residencial.
Endividamento de longo prazo
Indicador financeiro de estrutura de capital que expressa a porcentagem do capital investido da empresa que é
proveniente de fundos de terceiros de longo prazo, onde o capital investido na empresa é definido como a soma das
obrigações com terceiros de longo prazo (dívida de longo prazo) e o capital investido pelos acionistas (patrimônio
líquido).
ELP = Dívida de Longo Prazo
Capital Investido
Endividamento sobre patrimônio
Indicador financeiro de estrutura de capital que expressa a relação entre o capital da empresa contribuído por terceiros
e o contribuído por acionistas. Um índice baixo significa que a empresa tem mais flexibilidade para levantar
empréstimos com terceiros.
EP = Dívida Total
Patrimônio Líquido
Endividamento total
Indicador financeiro de estrutura de capital que expressa a relação entre o grau de endividamento total da empresa
(dívida de curto e longo prazo) em relação ao capital investido na empresa. Onde capital investido é definido como a
soma da dívida de longo prazo e o patrimônio líquido da empresa.
ET = Dívida Total
Capital Investido
Envelope
Termo usado em análise técnica quando se desenha um gráfico de ações. O envelope é formado por duas médias
móveis, uma deslocada para cima e a outra para baixo, de modo a se definir uma banda dentro da qual o ativo é
normalmente negociado. Usualmente se usam médias móveis exponenciais de 25 dias, deslocadas de 6% para cima e
para baixo, respectivamente.
EUA Bonds 30a (30 year Treasury Bond)
Obrigações de dívida de longo prazo (30 anos), emitidas pelo governo norte-americano. Também conhecido no mercado
internacional como "Long Bond".
EURO
Nome da nova moeda do Mercado Comum Europeu, que passou a existir em 01/01/1999.
Euromercado
Mercado "offshore", surgido na Europa na década de 60 como resposta à crescente regulamentação imposta pelos
vários governos europeus aos mercados locais de capitais, sobretudo nos mercados de renda fixa. O Euromercado
oferece às empresas uma oportunidade de emitir títulos de dívida ou obter empréstimos fora de seus mercados
nacionais, com custos inferiores, dada a menor regulamentação governamental.
Eurobônus (Eurobonds)
Títulos de renda fixa (bonds) emitidos no Euromercado, cujo prazo varia de um a trinta anos, podendo também ser
denominados em diversas moedas, como Dólar, Euro, etc. Instrumento inicialmente utilizado por emissores de perfil de
crédito privilegiado (governos, entidades supranacionais, grandes empresas e bancos) com o objetivo de obter custos
de captação inferiores a seus respectivos mercados domésticos. Atualmente os Eurobônus surgem como alternativa aos
mercados domésticos de capital para praticamente todas as classes de emissores, incluindo governos e empresas de
mercados emergentes.
Ex-Dividendo
Dividendos são pagos numa data determinada (por exemplo, em duas semanas) a todos os acionistas de posse de
ações da empresa em um determinado momento (por exemplo, na próxima quinta-feira). Até esta data as ações
106

continuam sendo negociadas "com dividendo", ou seja, acionistas tem direito a receber dividendos. A partir de sexta-
feira, no entanto, os acionistas não terão mais direito receber dividendos - a ação passa a ser negociada ex-dividendo.
Desta forma, uma ação ex-dividendo significa que o acionista não terá o direito de receber o próximo dividendo,
possivelmente resultando em uma queda na cotação da ação . Ao ser pago este dividendo, a ação deixa de ser ex-
dividendo e todos os acionistas a partir deste momento passam novamente a ter direito de receber o dividendo
subsequente.
Execução de Ordem
Realização, por parte de uma corretora ou outro intermediário, de uma ordem de compra ou venda de títulos ou ações.
Exercício de Opções
Ao comprar (vender) uma opção, o investidor compra (vende) o direito de comprar ou vender um ativo a um
determinado preço (preço de exercício) em uma determinada data. O exercício da opção é quando este direito é
exercido pelo investidor ao preço de exercício.
Expurgo
Significa a aplicação de índices de Atualização Monetária menores que os devidos. Este percentual se baseia na
diferença entre os índices aplicados pelo governo e o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) do IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística).
FAC - Fundo de Aplicação em Cotas
Termo que define um tipo básico de fundo de investimentos, onde o fundo não compra e vende papéis e títulos no
mercado mas cotas de outros fundos de investimento. O termo FAC não determina a composição da carteira do fundo,
mas apenas a forma de investimento: direta ou através de cotas. Ou seja, um fundo de renda fixa pode ser tanto FAC
quanto FIF, sendo que se for FAC ele deverá aplicar seus recursos em cotas de fundos FIF.
FAPI - Fundo de Aposentadoria Programada Individual
Assim como os PGBLs os FAPIs também representam uma forma alternativa de previdência complementar. A principal
diferença entre eles está no tratamento fiscal, pois no FAPI existe cobrança de 20% de imposto de renda na hora do
resgate, e 5% de IOF em caso de resgate no primeiro ano. Nos PGBLs não há incidência de IOF independente de
quando ocorre o resgate. Assim como nos PGBLs as aplicações também são dedutíveis da base de cálculo do IR até o
limite de 12% da renda bruta. Todo o valor acumulado é tributado pelo IR. Não cobra taxa de carregamento, mas tem
taxas de administração que podem chegar a 5% sobre o saldo aplicado.
Fechamento (Fec)
É o valor de fechamento da ação em um determinado dia.
Fechamento Anterior (FecAnt)
É o valor de fechamento da ação no dia anterior.
Fechamento Médio (Fec Médio(X))
É a média do valor de fechamento da ação durante um período (X).
Fechamento, Média de 89 dias (MedFec)
É a média do valor de fechamento da ação no dia durante os últimos três meses (ou 89 dias úteis). Quando o
fechamento estiver abaixo desta média, pode indicar uma boa oportunidade de compra; e quando estiver muito acima
desta média, poderá indicar um bom momento para se vender a ação e realizar lucros.
Fechamento, Variação da média de 89 dias (FecVar)
É a variação percentual entre o valor de fechamento da ação no dia e a média do valor de fechamento da ação dos
últimos três meses (ou 89 dias úteis). Quando positivo mostra o quanto o fechamento está abaixo da média dos últimos
3 meses (ou 89 dias) e quando negativo o quanto o fechamento está acima da média.
Fechamento de Posição
Quando da compra ou venda de uma opção, o investidor pode fechar a operação de duas formas: na data de
vencimento ou através da venda (no caso de compra no primeiro momento) ou compra (no caso de venda no primeiro
momento) da mesma quantidade da mesma série de opções.
Federal Funds Rate (Fed Funds)
A principal taxa de juros norte-americana. É a taxa pela qual os bancos norte-americanos emprestam ou tomam
emprestado recursos no mercado interbancário; sendo portanto definida pelo mercado. O FED (Federal Reserve
System) define uma meta para o Fed Funds, e conduz a política monetária norte-americana procurando fazer com que
a taxa fique dentro desta meta.
Federal Reserve Departament (FED)
É o banco central norte-americano, responsável pela formulação e execução de política monetária. Além disso, o FED
age como regulador e supervisor do sistema bancário, serve como "banco" do Governo e o assessora em operações
financeiras. A taxa de juros do EUA é definida pelo FOMC (Federal Open Market Commitee) o principal órgão do FED.
Federal Reserve Bank
Bancos centrais regionais norte-americanos. Há 12 Federal Reserve Banks nos EUA, cada um responsável por
determinada região. Estes bancos trabalham em conjunto com o FED na condução da política monetária, fornecem
informações sobre o desenvolvimento econômico de seus distritos e supervisionam as instituições bancárias de sua
região.
FGV100
Índice desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas que acompanha o desempenho das 100 maiores empresas privadas
brasileiras.
Fibonacci
Os números de Fibonacci são uma sequência de números onde cada elemento é a soma dos dois anteriores:1, 1, 2, 3,
5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 610 ... Estima-se que, à medida que os preços das ações evoluem, os suportes e
resistências se comportam de maneira aproximada aos números de Fibonacci.
FIEX - Fundo de Investimentos no Exterior
É um fundo de investimento doméstico, que aplica no mínimo 60% de seus recursos em títulos da dívida externa
brasileira.
FIF - Fundo de Investimento Financeiro.
Assim como os FACs, o termo FIF define um tipo básico de fundo, que independe da composição da sua carteira. Os FIF
surgiram com a última alteração nas regras dos fundos, e englobam vários tipos de fundos de investimento, como por
exemplo: renda fixa, DI, derivativos, etc. A forma com que os recursos são aplicados depende do regulamento do fundo
e regras de enquadramento do Banco Central.
FITVM
Fundo de Investimento em Títulos e Valores Mobiliários. Essa categoria vem substituir os antigos fundos de renda
variável (ex. FMIA, FMIA-CL).
FLIRB (Front Loaded Interest Reduction Bond)
Emitido como parte da renegociação da dívida brasileira em 1994 (Plano Brady), com vencimento em 2009. Tem prazo
de carência até 2003, quando passará a pagar amortizações semestrais fixas, e paga juros fixos de Libor de 6 meses
mais 0,8125%, também semestralmente. O FLIRB não tem garantia de principal ou juros.
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Fluxo de Caixa
O fluxo de caixa da empresa é definido como o lucro líquido da empresa mais depreciação e amortização no mesmo
período.
Fluxo de Caixa Disponível
O fluxo de caixa disponível da empresa é definido como o lucro líquido da empresa mais depreciação e amortização
menos despesas de capital com ativos imobilizados e a variação do capital circulante da empresa.
Fluxo de Caixa por Ação
É o valor do fluxo de caixa da empresa dividido pelo número total de ações da empresa. O fluxo de caixa da empresa é
definido como o lucro líquido da empresa pagos mais depreciação e amortização no mesmo período.
Fluxo de Caixa Disponível por Ação
É o valor do fluxo de caixa disponível da empresa dividido pelo número total de ações da empresa. O fluxo de caixa
disponível da empresa é definido como o lucro líquido da empresa mais depreciação e amortização menos despesas de
capital com ativos imobilizados e a variação do capital circulante da empresa.
FOMC (Federal Open Market Commitee)
É o membro mais importante do FED (Federal Reserve System) no que se refere à política monetária. É o FOMC quem
define a meta da taxa de juros norte-americana, e conduz as operações de mercado aberto de acordo com a meta de
juros estipulada. O FOMC é formado pelo Board of Governors do FED e por cinco presidentes de bancos centrais
regionais, os Federal Reserve Banks. O chairman do FED é também Chairman do FOMC.
Free-float
È a porcentagem do capital uma empresa que não se encontra em mãos de acionistas estratégicos. Acionistas
estratégicos são definidos como todos aqueles com um participação superior a 5% do capital total da empresa.
FTSE-100 Londres
Índice que exprime a variação média diária das negociações da Bolsa de Valores de Londres. O FTSE-100 é formado por
uma carteira teórica de 100 ações, escolhidas pela participação das ações no mercado e pela liquidez.
Fundos Agressivos
Em geral trata-se de fundos que também incluem derivativos na composição da sua carteira, e por isso apresentam
maior volatilidade que as demais categorias de fundos.
Fundos de Ações
Os fundos de ações aplicam seus recursos em uma carteira diversificada de ações, distribuindo os resultados aos
cotistas, proporcionalmente ao número de quotas possuídas. Existem restrições na composição da carteira desses
fundos, como por exemplo: devem manter no mínimo 51% de seu patrimônio aplicado em ações de empresas de
capital aberto, não podem concentrar mais de um terço de sua carteira em ações de uma mesma companhia, nem
utilizar operações de derivativos, exceto para proteção (hedge).
Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)
Consiste em uma contribuição paga pela empresa aos funcionários, recolhida através da Caixa Econômica Federal, onde
é depositada mensalmente uma parcela referente a 8% do salário bruto do empregado, lembrando-se de que não pode
haver descontos no salário referentes aos depósitos efetuados.
Fundos de Índices
Fazem parte desta categoria os Fundos de Ações Ibovespa, IBX, etc. Esses fundos procuram montar uma carteira com
as ações que compõem os índices das bolsas de valores, em geral um reflexo da média do mercado. O índice mais
usado como parâmetro é o Ibovespa.
Fundos de Investimentos
Os fundos de investimentos são a forma mais conhecida de aplicação financeira, e funcionam como uma espécie de
condomínio de recursos individuais de pessoas físicas ou jurídicas. Na maioria dos casos esses fundos funcionam como
um condomínio aberto, sem limite máximo de participantes, administrado com a finalidade de aplicar estes recursos no
mercado e maximizar o retorno para o investidor (cotista). A soma das aplicações individuais de cada um dos cotistas
constitui o patrimônio do fundo.
Fundos de Derivativos
Esses fundos utilizam derivativos e podem ser de dois tipos: fundos que utilizam derivativos como forma de
diversificação do risco, e portanto tem o objetivo de proteger o investidor (também chamados de fundos de hedge); ou
utilizam derivativos para aumentar a rentabilidade do fundo. O segundo tipo só é recomendado para investidores com
um perfil agressivo de investimento.
Fundos de Pensão
Instituições criadas para administrar os recursos dos planos fechados de previdência complementar.
Fundos de Renda Fixa
Englobam fundos cuja carteira é composta basicamente por ativos de renda fixa, ou ativos que se comportam como tal
como por exemplo derivativos. Existem dois tipos principais de fundos de renda fixa: Fundos DI e fundos de renda fixa
tradicionais.
Fundos DI
Normalmente conhecidos por fundos DI, são fundos que buscam uma rentabilidade em linha com o rendimento do CDI.
Os fundos DI investem em ativos pós-fixados, acompanhando a tendência das taxas de juros, tendendo a registrar
maior rentabilidade em cenários de alta de taxas de juros.
Fundos de Renda Fixa Tradicionais
Englobam os fundos de renda fixa que buscam uma rentabilidade acima da CDI, e para isso trabalham com um perfil
mais agressivo de risco. A composição entre títulos pré e pós-fixados depende da visão que o gestor têm sobre a
evolução nas taxas de juros, mas em geral, esses fundos investem em ativos pré-fixados.
Fundo de Renda Variável
Englobam fundos em que grande parte da carteira está investida em ações, ou ativos de maior volatilidade. Além dos
fundos de ações e fundos de carteira livre essa categoria também inclui os fundos cambiais, fundos de derivativos e
fundos de dívida externa.
Fundos Exclusivos
Nos fundos exclusivos o número de cotistas é limitado, em geral grandes investidores como fundos de pensões.
Fundos Genéricos
Esse fundos tem maior flexibilidade na alocação de sua carteira, em geral são fundos mais agressivos que utilizam
derivativos para alavancar a rentabilidade.
Fundos de Hedge
Esses fundos utilizam derivativos como forma de diversificação do risco, e portanto tem o objetivo de proteger o
investidor; ao contrário dos demais fundos de derivativos são adequados a investidores com um perfil mais
conservador.
Fundos Imobiliários
São fundos cujos recursos captados são direcionados a empreendimentos imobiliários específicos, como por exemplo
flats, hotéis e shoppings. Em alguns casos são fechados e dirigidos a grandes investidores, e em outros possuem cotas
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nas quais pequenos investidores também podem participar.


Fundos Livres
Esses fundos têm um perfil mais agressivo de investimento, e não tem compromisso de acompanhar qualquer ativo
financeiro (dólar, taxas de juros, ações). Em geral os fundos livres também operam com derivativos, e não podem
investir mais do que 49% da carteira em ações.
Fundos Multiporfolio
Esses fundos são FACs de FIFs de diversos mercados, que dependendo do gestor podem ter um perfil mais de renda
fixa ou mista, sendo que a participação de ações na carteira do fundo não pode exceder 49% do total.
Fundos Mútuo de Ações
Conjunto de recursos investidos em uma carteira diversificada de ações, com o resultado sendo distribuído aos cotistas,
de forma proporcional ao número de quotas possuídas, após a dedução de impostos e taxas cobradas pelo
administrador da carteira. Fundos mútuos de ações são administrados por corretora ou distribuidoras de valores,
bancos de investimento, banco múltiplo com carteira de investimento ou gestores independentes.
Fundos Não Referenciados
Esses fundos não precisam ter 95% da carteira aplicada em títulos que acompanham a variação de um determinado
indicador de mercado.
Fundos Referenciados
Esses fundos precisam ter no mínimo 95% de sua carteira composta por ativos que seguem a variação de um
determinado indicador de mercado.
Fundos Referenciados em DI
Nesses fundos no mínimo 95% da carteira é composta por títulos que acompanham a variação do CDI, com pelo menos
80% da carteira devendo ser aplicada em títulos públicos federais ou privados com baixo risco de crédito. Além disso,
esse fundos não podem se utilizar derivativos para aumentar a rentabilidade, podendo usá-los somente para efeito de
hedge.
Fundos Referenciados em Câmbio
Pelo menos 95% da carteira está em ativos cujo desempenho acompanha a variação do dólar.
Fundos Setoriais
Investem em ações de empresas de setores específicos da economia, como telecomunicações e energia, ou de
empresas que tenham alguma outra característica em comum, como o fato de serem privatizadas
Ganho de Capital
Lucro obtido por meio da especulação com capital, incluindo compra e venda de ações, juros de investimentos
financeiros, aluguéis, venda de imóveis e outras modalidades. Ganho de capital bruto é definido como o ganho antes da
incidência de impostos (sobretudo imposto de renda), enquanto ganho líquido é definido como o ganho após a
incidência de impostos.
Giro de Ativos (GirAt, UTD,R$)
Indica a eficiência com que a empresa é capaz usar seus ativos para gerar vendas, e é calculado como:
GirAt = Receita Líquida de Vendas
Ativos Total Médio
Giro de Caixa (GirCax, UTD,R$)
Um dos indicadores de atividade da empresa, em geral quando o índice de liquidez corrente de uma empresa é baixa
isso significa que o giro de caixa é alto.

GirCaixa = Receita Líquida de Vendas


Capital Circulante Médio

CobMed = Média Créditos *365


Receita Líquida de Vendas
Giro de Estoque (GirEst, UTD, R$)
Um dos indicadores de atividade da empresa, expressa com que velocidade a empresa é capaz de girar os seus
estoques durante um ano. Esse indicador só é significativo quando comparado ao de outras empresas ou ao histórico da
empresa em questão. O giro de estoques pode facilmente ser convertido no período médio (idade média) dos estoques
dividindo se 365 pelo giro de estoques.
GirEst = Custo de Mercadoria Vendida
Estoque Médio
Governança Corporativa
É o sistema que garante o tratamento igualitário entre os acionistas, além de transparência e responsabilidade na
divulgação dos resultados da empresa. Através da prática da governança corporativa, é permitido aos acionistas a
efetiva monitoração da direção executiva. Dentre as medidas estabelecidas por empresas que seguem a prática da boa
governança devem constar quatro princípios básicos: tratamento igual a acionistas minoritários e majoritários,
transparência na relação com o investidor, adoção de normas internacionais nos registros contábeis e cumprimento das
leis. Vários países adotam códigos das melhores práticas de governança corporativa. No Brasil, este documento foi
preparado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), em maio de 1999. O projeto teve apoio da Bolsa
de Valores de São Paulo, que patrocinou o lançamento do código
Hang Seng Hong Kong
Índice que exprime a variação média diária das cotações da Bolsa de Valores de Hong Kong. O Hang Seng é formado
por uma carteira teórica de 33 ações, escolhidas pela participação das ações no mercado e pela liquidez.
Hedge
Hedge (do inglês salvaguarda) é a administração do risco, como por exemplo o ato de tomar uma posição em outro
mercado (futuros por exemplo) oposta à posição no mercado à vista, para minimizar o risco de perdas financeiras em
uma alteração de preços adversa.
High Yield
Do inglês significa alta taxa de retorno. Em geral se refere a empréstimos de empresas que pagam juros
excessivamente altos.
Holding
Empresa que possui, como atividade principal, participação acionária em uma ou mais empresas. A maior fonte de
receita destas empresas são dividendos provenientes das empresas nas quais a holding tem participações. É bastante
comum a criação de holdings por motivos fiscais.
Home broker
É um moderno canal de relacionamento entre os investidores e as sociedades corretoras, que torna mais ágil e simples
as negociações no mercado acionário. O Home Broker permite o envio de ordens de compra e venda de ações pela
Internet, possibilita acesso às cotações e acompanhamento de carteiras de ações, entre vários outros recursos.
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Hot Money
São investimentos em ativos financeiros atraídos pela possibilidade de ganhos rápidos devido a elevadas taxas de juros
ou por grandes diferenças cambiais. São operações de curtíssimo prazo, no qual os recursos podem deslocar-se de um
mercado para outro com grande rapidez, fator este apontado como causador de grande turbulências nos mercado
financeiros em determinadas situações
Ibovespa
Índice que exprime a variação média diária das negociações da Bolsa de Valores de São Paulo. O Ibovespa é formado
por uma carteira teórica de 56 ações, escolhidas pela participação das ações no mercado e pela liquidez.
IBV
Índice que exprime a variação média diária das negociações da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. O IBV é formado por
uma carteira teórica de 30 ações, escolhidas pela participação das ações no mercado e pela liquidez.
IDU (Interest Due and Unpaid)
Foi emitido em 1991 como parte da renegociação da moratória decretada no governo Sarney. Tecnicamente não é um
Brady Bond, já que foi emitido antes das negociações que resultaram no Plano Brady em 1994. Com vencimento em
2001, teve prazo de carência de três anos e paga juros semestrais de Libor de 6 meses mais 0,8125%. O IDU não tem
garantia de principal ou juros
IBX - Índice Brasil
Índice que mede o retorno de uma carteira hipotética composta pelas 100 ações mais negociadas (em termos de
número de negócios e volume financeiro) do Bovespa.
IEE - Índice de Energia elétrica
Índice de preço que representa uma medida do comportamento agregado do segmento das companhias de energia
elétrica listadas na BOVESPA. Sua composição é definida de forma a torná-lo um indicador representativo da tendência
dos preços das ações deste setor.
Imposto sobre Circulação de Mercadoria (ICMS)
Com a exceção dos serviços de luz e de telefonia, está incluso no preço dos demais bens e serviços. Alíquota variável
em cada Estado.
Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)
É um imposto incidente sobre as seguintes operações financeiras:
- operações de crédito realizadas por instituições financeiras (1,5%);
- operações de câmbio;
- operações de seguro realizadas por seguradoras (2 a 7%);
- operações relativas a títulos e valores mobiliários (tabela regressiva de 95 a 5%);
- operações com ouro ativo financeiro ou instrumento cambial.
Indexador
Índice utilizado para atualização monetária de um valor.
Índice de Força Relativa (IFR)
O Índice de Força Relativa (IFR) é um dos indicadores técnicos mais utilizados, varia de 0 a 100 e usualmente calculado
com os dados dos últimos 14 dias úteis. Poderá ser um bom ponto de compra de uma ação, quando o IFR estiver
aumentando em relação ao dia anterior, principalmente se seu valor for menor do que 30. Da mesma forma, poderá ser
um bom ponto de venda de uma ação, quando o IFR estiver diminuindo em relação ao dia anterior, principalmente se
seu valor for maior do que 70.

Indicadores de Atividade
Os índices de atividade são usados para medir a rapidez com que várias contas são convertidas em vendas ou caixa. As
medidas de liquidez global geralmente são inadequadas, porque a liquidez verdadeira pode ser significativamente
afetada por diferenças na composição dos ativos e passivos circulantes. Entre os indicadores mais utilizados estão giro
de estoques, giro de caixa e período médio de cobrança.
Indicadores de Estrutura de Capital
Esses indicadores permitem analisar a posição de endividamento e capacidade de uma empresa em gerar caixa
suficiente para o pagamento de juros e principal de suas dívidas. Outro indicador muito utilizado por analistas é a
capacidade de geração interna de capital (ou taxa de retenção de lucros), pois garante o crescimento sustentado das
atividades da empresa sem que essa tenha de recorrer a um endividamento adicional. A posição de endividamento
indica o montante de dinheiro de terceiros que está sendo utilizado para sustentar as atividades da empresa e gerar
lucros.
Indicadores de Liquidez
A liquidez de uma empresa é medida pela sua capacidade de satisfazer suas obrigações de curto prazo na data de
vencimento e refere-se à solvência da situação financeira global da empresa. Os indicadores de liquidez calculam a
capacidade da empresa em gerar um fluxo de caixa suficiente para cobrir as despesas de curto e longo prazo. Os
principais indicadores de liquidez são capital circulante, índice de liquidez corrente, liquidez seca e liquidez geral.
Indicadores de Rentabilidade
Esses indicadores permitem avaliar os lucros da empresa em relação a um dado nível de vendas, ativos e capital
investido. Uma forma comum de avaliar a lucratividade em relação as vendas é através da análise vertical do
demonstrativo de resultado (exibindo cada item do demonstrativo de resultado como porcentagem de vendas). A
análise vertical é particularmente útil na comparação do desempenho de uma empresa entre períodos diversos. Os
indicadores mais utilizados são retorno sobre patrimônio liquido, retorno sobre ativos e retorno sobre vendas.
Índice de Eficiência
Utilizado somente para instituições financeiras, expressa a relação entre as despesas operacionais da instituição e sua
receita bancária. A receita bancária é definida como a soma da receita de intermediação financeira, receita de serviços
e outras receitas operacionais. Apesar do índice variar bastante entre os diversos tipos de instituições financeiras (ex.
bancos de investimento, bancos comerciais e bancos de varejo) em geral ele se situa entre 50-60%.
Índice de Modigliani
Assim como o Índice de Sharpe trata-se de uma medida de retorno ajustado pelo risco. Ele ajusta o retorno do fundo
para sua volatilidade, sendo que ao contrário do índice de Sharpe, ele utiliza o retorno absoluto do fundo e não o
retorno relativo à taxa livre de risco.
Índice Modigliani = (Retorno do Fundo/Desvio padrão do Retorno do Fundo)
Índice de Sharpe
Índice utilizado na análise de fundos de investimento, que tem como objetivo ajustar o retorno do fundo pelo seu risco,
ou seja quanto maior o retorno e menor o risco do investimento, melhor será o Índice de Sharpe.
Índice de Sharpe = Retorno do Fundo - Retorno da Taxa livre de Risco
Desvio padrão do Retorno do Fundo
Índice de Treynor - Jensen
Índice utilizado na análise de fundos de investimento, que tem como objetivo medir o retorno relativo por unidade de
110

risco assumida. Ao contrário do Índice de Sharpe, que usa o desvio padrão para calcular o retorno do fundo ajustado
pelo seu risco; o Índice de Treynor-Jensen usa o beta para calcular o retorno ajustado do fundo, pois assume que a
carteira de investimento do fundo já é bem diversificada.
Índice de Treynor-Jensen = Retorno do Fundo - Retorno da Taxa livre de Risco
Beta do Fundo
Instituto Nacional de Seguro Social (INSS)
O INSS é uma instituição filiada a Previdência Social, com a finalidade de promover a arrecadação, a fiscalização e a
cobrança das contribuições sociais, gerir os recursos do Fundo de Previdência e Assistência Social - FPAS e, conceder e
manter os benefícios previdenciários.
IGP-DI
Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna. Mede a variação de preços no mercado de atacado, consumo e
construção civil. È calculado como a média ponderada entre 3 outros índices: Índice Preços ao Atacado (60%), Índice
Preço ao Consumidor (30%) e Índice Nacional de Construção Civil (10%). EXCLUI produtos importados.
IGP-M
Índice Geral de Preços do Mercado. Mede a variação de preços no mercado de atacado, consumo e construção civil. È
calculado como a média ponderada entre 3 outros índices:
Índice Preços ao Atacado (60%), Índice Preço ao Consumidor (30%) e Índice Nacional de Construção Civil (10%). Ao
contrário do IGP-DI esse índice também inclui produtos importados.
IOF
Imposto sobre Operações Financeiras
IPC México
Índice que exprime a variação média diária das negociações da Bolsa Mexicana de Valores. O IPC é formado por uma
carteira teórica de 35 ações, escolhidas pela participação das ações no mercado e pela liquidez.
IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados
O IPI é devido pelas empresas que industrializam seu próprio produto e tem alíquota variável de acordo com cada tipo
de produto
IPO - Initial Public Offering
Termo em inglês que significa oferta inicial de ações, que define o mecanismo através do qual uma empresa abre o seu
capital e passa a ser listada na Bolsa de Valores. A cotação da ação da empresa na sua oferta inicial é conhecida como
"IPO Price" e é definida com base na avaliação do patrimônio da empresa por especialistas de mercado, em geral se
aplica um desconto (IPO discount) sobre a avaliação do patrimônio da empresa para aumentar o interesse pela oferta
inicial.
IPTU - Imposto Predial e Territorial Urbano
O IPTU é devido por todos os proprietários de imóveis ou terrenos dentro do território urbano. A alíquota do imposto
varia de acordo com o valor venal do imóvel em questão.
IPVA - Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores
É um imposto calculado com base no valor venal do seu veículo. A alíquota é estipulada de acordo com cada estado.
IR - Imposto de Renda
Sigla para Imposto de Renda. É um imposto cobrado diretamente sobre a renda de pessoas físicas ou jurídicas. No caso
das pessoas físicas, quanto maior a renda maior a taxa do imposto incidente. Para as empresas, ou pessoas jurídicas, o
percentual do imposto de renda depende do tipo da empresa e do regime de tributação que ela está enquadrada.
IRPF - Imposto de Renda Pessoa Física
Imposto devido pelas pessoas que tiveram durante o ano, uma renda superior a R$ 10.800. A declaração deve ser feita
anualmente à Secretaria da Receita Federal através de formulário, telefone, disquete ou internet.
IRPJ - Imposto de Renda Pessoa Jurídica
Imposto devido por todas as empresas, de acordo com a receita bruta adquirida, respeitando o regime de tributação do
imposto a que ela se enquadra.
ISS- Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza
Este imposto é pago por todas as empresas e trabalhadores autônomos que trabalham com prestação de serviços. A
alíquota varia de acordo com cada estado e incide sobre o faturamento do mês
Juro
Remuneração que o tomador de um empréstimo deve pagar ao proprietário do capital emprestado. Pode ser definida,
portanto, como a remuneração do capital. Uma taxa de juros, quando eficiente, deve remunerar:
(1) O risco envolvido no investimento. De investimentos mais arriscados deve-se exigir taxas de juros
proporcionalmente maiores;
(2) As expectativas inflacionárias, que representam a perda do poder aquisitivo;
(3) O lucro exigido pelo emprestador, que representa uma compensação pela não aplicação do dinheiro em outro
investimento;
(4) Os diversos custos administrativos envolvidos na operação.
Juros de mora
Também conhecido como juros de atraso, o termo define as taxas de juros cobradas pelas administradoras de cartão de
crédito no caso de atraso de pagamento.
Juro nominal
Juro correspondente a um empréstimo ou financiamento incluindo a correção monetária do montante emprestado.
Juro real
Juro correspondente a um empréstimo ou financiamento sem incluir a correção monetária do montante emprestado.
Para obter a taxa de juros real deve-se descontar a correção monetária da taxa de juros nominal. Em condições de
inflação zero os juros real e nominal são iguais.
Juros rotativos
Juros rotativos, são os juros cobrados pelo atraso no pagamento da sua fatura de cartão de crédito ou sobre a diferença
financiada, no caso de você ter optado pelo pagamento mínimo da fatura
Lançamento de Opções
Operação financeira que dá origem às opções. No lançamento de opções os vendedores lançam opções individuais (que
podem ser de compra ou venda) ou séries de opções (várias opções, com preço de exercício diferentes).
Lastro
Garantia implícita de um ativo.
Letra de Câmbio
Título negociável no mercado, consistindo de uma ordem de pagamento em que uma pessoa (sacador ou emitente)
ordena que uma segunda pessoa (sacado) pague um determinada quantia a uma terceira pessoa (tomador ou
beneficiário).
Letra do Tesouro
Qualquer título emitido pelo governo, com prazo fixo e que paga juros de mercado, também são conhecidos como
111

títulos da dívida pública.


LFT e LFTE
Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Letras Financeira do Tesouro Estadual (LFTE). Mecanismo de captação de recursos
por parte do Governo brasileiro, na qual ele lança LFTs no mercado para captar recursos.
Libor - London Interbank Offered Rate
É a taxa interbancária do mercado de Londres, isto é, a taxa preferencial de juros oferecida para grandes empréstimos
entre os bancos internacionais que operam com eurodólares. A Libor é geralmente utilizada como base de remuneração
para outros empréstimos em dólares a empresas e instituições governamentais. Por exemplo, boa parte dos Brady
Bonds brasileiros paga juro com referencial baseado na Libor (Libor mais uma certa margem pré determinada).
Liquidez
Capacidade que um título tem de ser convertido em moeda. A liquidez absoluta só é conferida ao papel-moeda, todos
os outros títulos tendo liquidez inferior, que varia conforme o tipo de investimento, prazo e a conjuntura econômica.
Liquidez Corrente
Indica o quanto a empresa tem a receber no curto prazo em relação a cada unidade monetária que deve no mesmo
período. Considera-se que um índice ao redor de 2 seja aceitável, pois para a maioria das empresas o Ativo Circulante
representa 50% dos ativos totais enquanto o Passivo Circulante representa cerca de 30% do financiamento total. No
entanto a determinação exata de um índice aceitável depende do setor onde a empresa atua. Quanto mais previsíveis
forem os fluxos de caixa de uma empresa, menor será o índice de liquidez corrente exigido.
LiqCor = Ativo Circulante
Passivo Circulante
Liquidez Geral
Como a liquidez corrente indica o quanto a empresa tem a receber em relação ao que deve no mesmo período, mas
engloba também os ativos e passivos a longo prazo (a serem realizados em um prazo superior a um ano).
LiqGer = Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo
Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo
Liquidez Seca
Como a liquidez corrente a liquidez seca indica a capacidade de uma empresa em cumprir com suas obrigações de curto
prazo. A única diferença é que os estoques são excluídos dos Ativos Circulantes da empresa. A suposição básica é de
que são ativos menos líquidos e portanto devem ser ignorados.
LiqSec = Ativo Circulante - Estoques
Passivo Circulante
Lote
Quantidade de títulos com as mesmas características.
Lote fracionário
Quantidade de ações inferior ao lote padrão, ou seja uma parcela fracionária ou fração do lote de ações.
Lote Padrão
Lote de títulos com as mesmas características e em quantidade fixada pelas bolsas de valores.
LPA, Variação 12 meses
Definida como a variação do lucro líquido por ação (LPA) da empresa nos últimos doze meses em confronto com o LPA
da ação nos doze meses anteriores.
LPA, Variação anual
Definida como a variação do lucro líquido por ação (LPA) da empresa do último ano em confronto com o LPA da ação no
ano anterior. Por LPA do último ano entende-se o LPA como expresso pelo último balanço anual da empresa.
LPA, Variação trimestral
Definida como a variação do lucro líquido por ação (LPA) da empresa do último trimestre em confronto com o LPA da
ação no trimestre anterior.
LTN
Letras do Tesouro Nacional. Forma de captação pré-fixada do Tesouro.
Lucro Líquido
Lucro anual disponível aos acionistas ajustado para eventuais despesas ou receitas extraordinárias. O lucro líquido é
calculado como o lucro trimestral acumulado para os últimos quatro trimestres disponíveis.
Lucro Líquido por Ação
Lucro líquido disponível aos acionistas depois de ajustes para despesas ou receitas extraordinárias dividido pelo número
total de ações.
MACD - Moving Average Convergence/Divergence
Indicador usado em análise técnica ou grafista de ações, que busca determinar o desempenho de curto prazo de ações.
O MACD indica a diferença entre as expectativas de curto e de longo prazo e é calculado pela subtração do valor de
duas médias móveis dos valores de fechamento de uma ação (de 26 dias e de 12 dias são as mais usadas). Uma média
móvel exponencial de 9 dias é mostrada juntamente com a linha do MACD. A regra básica do MACD é vender se o
MACD (linha vermelha no gráfico) cai abaixo da média de 9 dias (linha azul no gráfico) e comprar, quando o MACD
passa acima da mesma linha.
Malha Fina
Termo usado para denominar as declarações de Imposto de Renda que foram entregues com erros nas informações
prestadas, ou que não foram checadas devido ao aumento no volume de declarações. Também pode ser vista como a
fila de espera para o recebimento das restituições.
Margem
Quantia depositada pelo comprador, em uma operação a termo em bolsa de valores, como garantia de liquidação do
negócio no prazo estipulado. A margem também existe nas bolsas de mercadorias e serve como garantia contra uma
possível oscilação dos preços.
Margem Bancária
Indicador usado em análise financeira do balanço de bancos. A margem bancária expressa a relação entre a receita
bancária da instituição e a média dos seus ativos rentáveis. Este indicador pode ser utilizado como uma estimativa do
retorno dos ativos bancários da instituição e é calculado da seguinte forma:
Margem Bancária = Receita Bancária/Ativo rentável
Margem Bruta
Indicador usado na análise financeira de balanços de empresas, que expressa a relação entre o resultado bruto da
empresa e receita líquida de vendas.
A margem bruta indica a percentagem de cada $1 de venda que restou após o pagamento do custo das mercadorias e
pode ser calculada da seguinte forma:
MgBruta = Resultado Bruto/Receita líquida de vendas
Margem de Intermediação Financeira
Indicador usado na análise financeira de balanços de bancos, que expressa a relação entre a receita bruta de
112

intermediação financeira da instituição e a média dos ativos rentáveis. O indicador é calculado da seguinte forma:
MgIF = Receita Intermediação Financeira/Ativo Rentável Médio
Margem de Serviços
Indicador usado na análise financeira de bancos que expressa a relação entre a receita de prestação de serviços da
instituição e a média dos ativos rentáveis, como expresso abaixo:
MgServ = Receita de Prestação de Serviços/Ativo Rentável Médio
Margem EBIT
Para empresas brasileiras a margem EBIT é equivalente à margem operacional em outros países, já que mede os lucros
(operacionais ou não) da empresa em cada $ de vendas antes de descontar as despesas financeiras e os impostos. A
fórmula de cálculo é a seguinte:
MgEBIT = EBIT/Receita Líquida de Venda
Margem EBITDA
Indicador usado na análise financeira de empresas. Por não incluir as despesas com depreciação e amortização, a
margem EBITDA pode ser vista como uma aproximação do fluxo de caixa (e não do lucro) da empresa em cada $ de
vendas antes de descontar despesas financeiras ou imposto. A fórmula de cálculo é a seguinte:
MgEBITDA = EBITDA/Receita Líquida de Vendas
Margem Líquida
Indicador usado na análise financeira de empresas que expressa a relação entre o lucro líquido da empresa e a receita
líquida de vendas.
A margem líquida determina a porcentagem de cada R$ de venda que restou após a dedução de todas as despesas,
inclusive o imposto de renda, e é calculada da seguinte forma:
MgLiq = Lucro Líquido/Receita Líquida Vendas
Margem Operacional
Indicador usado na análise financeira de empresas. Em outros países seria o equivalente à margem EBIT, ou seja o
lucro da empresa antes de pagamento de juros e imposto com relação as suas receitas de venda.
No entanto, no Brasil o resultado operacional já desconta a despesa líquida com juros, de forma que a margem
operacional determina a porcentagem de cada $ de venda que restou após a dedução de todas as despesas menos o
imposto de renda. Pode ser calculado como:
MgOp = Resultado Operacional/Receita Líquida de vendas
Máximo
É a cotação máxima atingida por uma ação em um dia de negociação.
Média
É a cotação média, ponderada pelas quantidades de ações negociadas, de uma ação em um dia de negociação.
Média Móvel Exponencial
A média móvel exponencial dá pesos maiores aos últimos dados utilizados no cálculo da média, ou seja, o preço de
ontem tem um peso superior ao preço de anteontem. Sendo P(a) o preço de fechamento no dia a, a média móvel
exponencial será:
ME(a) = ME(a-1) + [2/(N+1)*P(a) - ME(a-1)],
onde N é o número de dias para os quais se quer o cálculo.
Média Móvel Simples
A média móvel simples dá o mesmo peso para cada dado utilizado no cálculo da média. Definindo P(a) como o preço de
fechamento no dia a, a média móvel simples para, por exemplo, 3 dias, será: MS = [P(a) + P(a-1) + P(a-2)]/5.
Os seguintes prazos podem ser levados em consideração na construção de médias móveis, tanto simples quanto
exponenciais:
Curtíssimo prazo: 5 a 13 dias
Curto prazo: 14 a 25 dias
Médio prazo: 26 a 74 dias
Longo prazo: 75 a 200 dias
Os investidores tendem a comprar um ativo quando o preço deste sobe acima de sua média móvel, e vendem-no
quando o preço cai abaixo desta mesma média.
Mega Bolsa
Sistema de negociação da BOVESPA, que engloba o pregão viva voz com os terminais remotos, com o objetivo de
aumentar a capacidade de realização de negócios.
Melhor Oferta de Compra
É a cotação da melhor oferta de compra, ou seja, o maior preço que um investidor está disposto a pagar por uma
determinada ação em um certo momento.
A própria Bolsa de Valores ordena as diversas ofertas de compra por ordem decrescente de preço, e a ordem de compra
com a cotação mais alta passa a ser referida como a melhor oferta de compra.
Melhor Oferta de Venda
É a cotação da melhor oferta de venda, ou seja, o menor preço que um investidor está disposto a receber por uma
determinada ação em um certo momento.
A própria Bolsa de Valores ordena as diversas ofertas de venda por ordem crescente de preço, e a ordem de venda com
a cotação mais baixa passa a ser referida como a melhor oferta de venda.
Mercado a Termo
Negociação realizada em uma bolsa de valores ou de mercadorias com vencimento acertado entre as partes para um
mínimo de cinco dias depois. Em geral os vencimentos são de 30, 60, 90 ou 180 dias.
Mercado a Vista (Spot)
O termo spot é usado nas bolsas de mercadorias para se referir a negócios realizados com pagamento à vista e pronta
entrega da mercadoria, em oposição aos mercado a futuro ou a termo. A entrega, aqui, não significa entrega física,
mas sim a entrega de determinado montante de dinheiro correspondente à quantidade de mercadoria negociada.
Mercado Aberto (Open Market)
Mercado no qual as autoridades monetárias (sobretudo o Banco Central) de cada país opera com títulos públicos de
modo a regular e controlar os meios de pagamento e ao mesmo tempo financiar a dívida federal interna. O open é
assim chamado pois não tem um recinto de negociações limitado e por proporcionar operações grande flexibilidade e
sem limitações.
Mercado de Balcão
Mercado de títulos onde as transações são realizadas por telefone ou outros meios eletrônicos entre instituições
financeiras. Não existe um local específico para negociação, como uma bolsa de valores ou de mercadorias por
exemplo. A maioria dos instrumentos de renda fixa e ações de empresas não registradas em bolsas de valores são
negociadas no mercado de balcão.
Mercado de Câmbio
É o ambiente onde se realizam as operações de câmbio entre os agentes autorizados pelo Banco Central do Brasil
113

(bancos, corretoras, distribuidoras, agências de turismo e meios de hospedagem) e entre estes e seus clientes.
No Brasil, o mercado de câmbio é dividido em dois segmentos, livre e flutuante, ambos regulamentados e fiscalizados
pelo Banco Central. O mercado livre é também conhecido como "comercial" e o mercado flutuante, como "turismo".
À margem da lei, funciona um segmento denominado mercado paralelo, mercado negro, ou câmbio negro. Todos os
negócios realizados no mercado paralelo, bem como a posse de moeda estrangeira, sem origem justificada, são ilegais
e sujeitam o cidadão ou a empresa às penas da lei.
Mercado de Capitais
É o conjunto de instituições, tais como bolsas de valores e instituições financeiras (bancos, corretoras, bancos de
investimento, seguradoras), ligadas à intermediação de ativos financeiros (ações, títulos de dívida em geral).
A principal função do mercado de capitais é canalizar a poupança (recursos financeiros) da sociedade para o comércio,
a indústria, outras atividades econômicas e para o próprio governo. Distingue-se do mercado monetário que movimenta
recursos a curto prazo, embora tenham muitas instituições em comum.
Mercado de Opçães
Mercado no qual são transacionadas opções, que podem ser definidas como direitos de compra ou venda de uma
quantidade pré determinada de ações ou títulos, com preços e prazos de exercício também pré determinados. O
comprador da opção paga um prêmio para obter esses direitos, podendo exercê-los até a data de vencimento ou
revendê-los ao mercado.
Mercado Eficiente
A Teoria do Mercado Eficiente afirma que todos os agentes financeiros tem o mesmo conjunto de informações disponível
ao mesmo tempo, ou seja, as informações e expectativas se refletem corretamente e imediatamente nos preços dos
ativos.
De acordo com esta teoria, não existiriam distorções nos preços de ativos, já que os preços refletem todas as variáveis
disponíveis, e nenhum investidor seria capaz de obter rendimentos acima da média de mercado. Observações
empíricas, no entanto, tendem a confirmar que o mercado não age de forma eficiente.
Mercado Fracionário
No mercado fracionário são negociadas partes fracionárias ou frações de um lote de ações. Difere do mercado integral,
onde são negociados lotes inteiros ou integrais de ações.
Embora as cotações no mercado fracionário sigam de forma geral as cotações do mercado integral, a diferença em
termos de liquidez entre os dois mercados podem levar a cotações diferentes para uma mesma ação.
Mercado Futuro
O mercado futuro é normalmente centrado em uma bolsa de valores ou de mercadorias, tendo como objetivo principal
prover instrumentos financeiros que permitam a compradores e vendedores proteger-se de oscilações de preços.
O mecanismo básico é a negociação de títulos ou mercadorias, a preços determinados, para uma data futura, exigindo-
se garantias dos vendedores e compradores.
Mercado Primário
A colocação de ações ou outros títulos, ou seja, novas emissões, ocorre dentro de um determinado intervalo de tempo,
no qual os agentes de colocação (bancos, corretoras, etc.) vendem os títulos comprados junto ao emissor (empresas,
bancos, governos) para investidores.
Este mecanismo é denominado mercado primário e tem como principal objetivo levantar novos recursos para o emissor,
recursos estes que podem ser utilizados para o financiamento de projetos de expansão, para abater dívidas existentes
ou para reforçar a posição de caixa do emissor.
Mercado Secundário
Após uma nova emissão é colocada (ou vendida) para uma série de investidores, inicia-se o mercado secundário, no
qual estes e outros investidores e instituições financeiras tem o direito de negociar os títulos emitidos.
O mercado secundário continua sendo o canal de negociação até o vencimento do título (no caso de títulos de renda
fixa, futuros e opções) ou durante todo o período no qual uma ação continua sendo negociada.
Merval Argentina
Índice que exprime a variação média diária de uma carteira teórica de ações negociadas na Bolsa de Comercio de
Buenos Aires. Atualmente, o Merval é formado por uma carteira de 32 ações, escolhidas pela participação das ações no
mercado e pela liquidez.
A Bolsa de Buenos Aires divulga também o índice Merval Argentina, que refleta a rentabilidade apenas de empresas
argentinas, permitindo que cada ação tenha no máximo uma participação de 20% do índice.
Mínimo
É o valor mínimo negociado no dia da ação.
Moeda de Privatização
Denominação dada aos títulos aceitos pelo governo brasileiro no processo de privatização, que são negociados com
deságio.
Moeda Podre
Títulos de dívida negociados no mercado com deságio devido as incertezas quanto a capacidade do emissor em efetuar
o pagamento do vencimento.
Momento (MOM)
Indicador de análise técnica usado na análise de tendência de ações no curto prazo. O momento é um indicador que
mede a aceleração e a desaceleração dos preços de uma ação. O indicador é calculado como a diferença entre o
fechamento da ação entre dois períodos determinados.
Supõe-se que o momento antecipa o comportamento dos preços em fases de mudança de mercado. Quando o mercado
atinge um pico, o momento sobe repentinamente e então cai. Similarmente, quando o mercado atinge um fundo, o
momento cai repentinamente e então sobe.
Montépio
Denominação dada anteriormente às entidades abertas de previdência privada, que comercializavam planos
previdenciários complementares de pecúlio ou renda anteriormente à regulamentação do setor através da Lei n° 6.435,
de 1977
Moratória
Termo usado para determinar a prorrogação de prazo solicitado pelo devedor, também podendo ser concedida pelo
credor para pagamento de uma dívida.
Mutualismo
Princípio que constitui a base de toda operação de seguro e previdência, relativa à formação de uma massa econômica
a partir de pequenas contribuições de um grupo de pessoas com interesses comuns, com o objetivo de atender às
eventuais necessidades de alguns componentes desse mesmo grupo.
NASDAQ (National Association of Security Dealers Automated Quotation System)
Principal instituição norte-americana operando no mercado de balcão. Neste tipo de mercado os títulos são negociados
por meio de pregão eletrônico e não por meio do pregão ao vivo.
Recentemente, a NASDAQ uniu-se à American Stock Exchange (AMEX), formando o Nasdaq-Amex Market Group.
114

Muitas das principais empresas negociadas na NASDAQ são ligadas aos setores de alta tecnologia, tais como Microsoft,
Intel, Dell Computer, Amazon.com e Yahoo!.
NASDAQ 100 Index
Um dos índices utilizados nas negociações da NASDAQ. Lançado em 1985, este índice inclui 100 das maiores empresas
não financeiras (baseado em valor de mercado), norte-americanas e estrangeiras listadas na NASDAQ. Assim como o
índice NASDAQ Composite, este índice também utiliza uma média ponderada.
NASDAQ Composite Index
Principal índice utilizado nas negociações da NASDAQ, esse índice exprime a variação média diária das cotações de
todas as empresas, incluindo empresas não norte-americanas, listadas no NASDAQ. O índice é construído usando a
média ponderada (de acordo com a valor de mercado) das cotações de cerca de 5.000 ações.
NBC - Notas do Banco Central
Título de curto prazo emitido pelo Banco Central, emitido para fins de política monetária exclusivamente sob forma
escritural no Selic e cuja rentabilidade é pós-fixada e possui várias séries com índice de atualização próprio (Selic,
Dólar, etc).
Negócios
Termo que determina a quantidade de negócios realizados com uma determinada ação em um dia de negociação.
Nikkei 225
Índice que exprime a variação média diária de uma carteira de ações negociadas na Bolsa de Tóquio. O índice Nikkei
225 é o índice mais usado pelo mercado para avaliar o desempenho das ações japonesas.
Nível 1 (N1) de Governança Corporativa
Visando melhorar as práticas governança corporativa do mercado e permitir uma maior diferenciação das empresas que
seguem estas práticas, a Bovespa criou níveis diferenciados de governança corporativa.
O nível mais básico desta classificação é o Nível 1, no qual as companhias se comprometem com melhorias na
prestação de informações ao mercado e com a dispersão acionária. As práticas agrupadas no Nível 1 são:
• Manutenção em circulação de uma parcela mínima de ações, representando 25% do capital;
• Realização de ofertas públicas de colocação de ações por meio de mecanismos que favoreçam a dispersão do
capital;
• Melhoria nas informações prestadas trimestralmente, entre as quais a exigência de consolidação e de revisão
especial;
• Cumprimento de regras de disclosure em operações envolvendo ativos de emissão da companhia por parte de
acionistas controladores ou administradores da empresa;
• Divulgação de acordos de acionistas e programas de stock options;
• Disponibilização de um calendário anual de eventos corporativos.
Nível 2 (N2) de Governança Corporativa
Visando melhorar as práticas governança corporativa do mercado e permitir uma maior diferenciação das empresas
que seguem estas práticas, a Bovespa criou níveis diferenciados de governança corporativa.
O nível intermediário desta classificação é o Nível 2, no qual as companhias se comprometem a aceitar as obrigações
contidas no Nível 1, mais um conjunto maior de práticas de governança e de direitos adicionais para os minoritários.
Os critérios de listagem são:
• Mandato unificado de 1 ano para todo o Conselho de Administração;
• Disponibilização de balanço anual seguindo as normas do US GAAP ou IAS;
• Extensão para todos os acionistas detentores de ações ordinárias das mesmas condições obtidas pelos
controladores quando da venda do controle da companhia e de, no mínimo, 70% deste valor para os detentores de
ações preferenciais;
• Direito de voto às ações preferenciais em algumas matérias, como transformação, incorporação, cisão e fusão da
companhia e aprovação de contratos entre a companhia e empresas do mesmo grupo;
• Obrigatoriedade de realização de uma oferta de compra de todas as ações em circulação, pelo valor econômico,
nas hipóteses de fechamento do capital ou cancelamento do registro de negociação neste Nível;
• Adesão à Câmara de Arbitragem para resolução de conflitos societários.
Nota promissória
Termo que denomina um título assinado por uma pessoa ou empresa declarando ter emprestado de outra pessoa ou
empresa uma certa quantia. Bastante comum entre empresas, que muitas vezes antecipam este recebimento através
da troca das promissórias por um empréstimo ao banco.
Em troca pagam juros mais baixos, pois as promissórias funcionam como garantias e podem ser executadas pelo banco
em caso de atraso no pagamento do empréstimo.
Nota Técnica Atuarial
Nome dado ao documento que descreve as atividades assim como todos os aspectos técnicos referentes a um
determinado plano de previdência e que estão previstos no regulamento do plano. Trata-se de um demonstrativo do
cálculo atuarial feito para controle da Susep.
Notas Explicativas
Comentários incluídos nas demonstrações financeiras da Empresa que visam explicar mais detalhadamente as
atividades operacionais e a situação contábil da Empresa.
Novo Mercado
O Novo Mercado é um segmento de listagem criado pela Bovespa que diferencia a negociação de ações emitidas por
empresas que se comprometem com a adoção de práticas de governança corporativa e abertura de informações
adicionais em relação ao que é exigido pela legislação.
Para uma empresa entrar no Novo Mercado, ela precisa aderir a um conjunto de regras societárias, conhecidas como
boas práticas de governança corporativa, que são muito mais rígidas do que as determinadas pela legislação brasileira.
Este conjunto de regras amplia os direitos dos acionistas, melhora a qualidade das informações usualmente prestadas
pelas companhias e, ao determinar a resolução dos conflitos por meio de uma Câmara de Arbitragem, oferece aos
investidores a segurança de uma alternativa mais ágil e especializada.
Para medir a performance das ações que participam deste segmento de listagem, a Bovespa criou o IGC - Índice de
Ações com Governança Corporativa Diferenciada, que inclui tanto as empresas que aderiram às regras do Novo
Mercado, como também aqulelas que fazem parte dos Níveis 1 e 2 de Governança Corporativa, que são intermediários
entre os padrões que constam da legislação brasileira e aqueles do Novo Mercado. Atualmente, apenas duas empresas
115

fazem parte do Novo Mercado da Bovespa: Sabesp e CCR Rodovias.


NTN - Notas do Tesouro Nacional
Tratam-se de títulos de financiamento da dívida do Tesouro que são pós-fixados e possuem várias séries, cada qual com
um índice de atualização próprio (IGP-M, dólar, TR, etc).
NTN-D - Notas do Tesouro Nacional Série D
Títulos de renda fixa emitidos pelo Tesouro Nacional, com fator de remuneração pós-fixada resultante da variação da
cotação de venda do dólar no mercado de câmbio de taxas livres. A taxa de juro é definida quando da emissão, em
porcentagem ao ano, calculada sobre o valor nominal atualizado.
Já o pagamento de juros é feito semestralmente, com ajuste do prazo no primeiro período de fluência, quando couber.
O primeiro cupom de juros a ser pago contemplará a taxa integral definida para 6 meses, independentemente da data
de emissão do título.
NTN-H - Notas do Tesouro Nacional Série H
Títulos de renda fixa emitidos pelo Tesouro Nacional com remuneração determinada pela variação da TR desde a
emissão até o resgate.
Oferta de Direitos
Oferta feita por uma empresa a seus acionistas, dando-lhes a oportunidade de comprar novas ações a um preço
determinado, em geral abaixo do preço corrente do mercado, e dentro de um prazo relativamente curto.
Oferta pública
Termo que denomina emissões de títulos públicos realizadas pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central através de
leilão eletrônico e que podem ser realizadas com títulos registrados na Selic e na Cetip.
Oferta Pública de Compra
Proposta de compra, por um determinado preço, de um lote específico de ações. Grande parte destas operações são
lançadas pela próprias empresas ou por seus acionistas, visando recomprar ações que estão no mercado para colocá-
las em tesouraria ou cancelá-las posteriormente.
Oferta Pública de Venda
Proposta de colocação de um determinado lote de ações de uma empresa. A empresa pode colocar um lote já existente
(oferta secundária) ou um novo lote (oferta primária).
Opção
Direito de comprar ou vender um montante de um determinado ativo a um preço pré-estabelecido dentro de um
determinando período de tempo. No lançamento da opção este direito é vendido por um prêmio, que é recebido pelo
vendedor.
Opção de Compra
Uma opção de compra dá o direito ao titular da opção de comprar um montante de um determinado ativo a um preço
pré-estabelecido (o preço de exercício) dentro de um determinando período de tempo (o prazo de vigência da opção).
Também denominado como call, termo que vem do inglês.
Opção de Swap
O investidor que compra essa opção adquire o direito de fazer um swap numa data específica.
Opção de Venda
Uma opção de venda dá o direito ao titular da opção de vender um montante de um determinado ativo a um preço pré-
estabelecido (o preço de exercício) dentro de um determinando período de tempo (o prazo de vigência da opção).
Opção sobre o Índice Bovespa - OIB
Os investidores que compram uma opção de Índice Bovespa têm o direito de comprar, ou vender o índice Bovespa até
uma data especificada.
Operações de Crédito
Conta de ativo do balanço patrimonial de uma instituição financeira, que representa a soma de todas as operações de
empréstimo realizadas pela instituição deduzidas da reserva para empréstimos duvidosos.
As operações de arrendamento mercantil e outros créditos são classificadas separadamente.
Operação de Câmbio
Especifica a negociação de moeda estrangeira através da troca da moeda de um país pela do outro. O termo operação
de Câmbio Flutuante significa que a conversão das moedas é feita com base nos valores estabelecidos no mercado
flutuante. Por sua vez, o termo operação de Câmbio Paralelo significa que a conversão das moedas é feita com base
nos valores estabelecidos no mercado paralelo.
Operação de Financiamento
Termo usado no mercado acionário que caracteriza uma operação envolvendo a compra de ação no mercado no
mercado a vista, e venda imediata desses mesmos ativos em um dos mercados a prazo.
Operadoras de administração de planos
Empresas que trabalham preferencialmente com planos auto-segurados, que são planos coletivos onde o risco não é
transferido para terceiros, sendo que o custo total da assistência médica assumindo pela entidade patrocinadora do
plano, que em geral é o empregador dos participantes do plano.
Estas empresas na verdade não assumem o risco do plano, mas sim administram todas as formas de prestação de
serviço médico cobrando por isto uma taxa de administração.
Operadoras de Auto-Gestão
Termo que denomina as empresas que se "auto-seguram". Nestas empresas a própria empresa patrocinadora do
benefício é quem define a sua estrutura operacional e gerencial, inclusive no que se refere à estruturação de recursos
próprios (que inclui ambulatórios, clínicas e hospitais), montagem de rede credenciada e sistemas informatizados. Além
disto, a empresa é responsável pela administração do plano.
Operadoras de medicina de grupo
Termo que denomina as empresas operadoras de seguros de saúde, que possuem rede própria de prestação de
serviços.
Ordem
Instrução dada por um cliente a uma corretora de valores, para a execução de compra ou venda de valores mobiliários
(ações, títulos de renda fixa, opções, etc.).
Ordem a Mercado
Ordem na qual o cliente especifica somente qual a quantidade a ser negociada de um valor mobiliário. Dado que a
ordem deve ser efetuada no momento de seu recebimento, o preço será determinado de acordo com o preço de
mercado no momento da execução.
Ordem Casada
Duas ou mais ordens que somente podem ser efetivadas quando ambas (ou todas) as ordens puderem ser executadas.
Usando duas ordens como exemplo, a ordem de compra de uma ativo somente poderá ser executada a partir do
memento em que a ordem de venda de um outro ativo seja completada.
Ordem de Financiamento
Caracteriza uma ordem de compra de um valor mobiliário em um mercado seguida da venda simultânea do mesmo
116

valor mobiliário com prazo de vencimento distinto. Através do casamento das duas operações o investidor consegue
financiar a compra de um título com a venda de outro.
Ordem Discricionária
Ordem no qual o administrador de recursos (a pessoa física ou jurídica que administra a carteira de ativos) estabelece
as condições de execução da ordem, sem a necessidade de consultar o investidor.
Ordem Limitada
Termo usado no mercado financeiro que determina uma ordem de venda que somente pode ser executada a um preço
igual ou melhor do que o especificado pelo investidor.
Ordem On-Stop
Termo usado no mercado acionário que se refere a um tipo de ordem em que o investidor determina o preço mínimo
pelo qual a ordem de compra ou venda deve ser executada.
Oscilação
Termo usado para analisar o desempenho (variação positiva ou negativa) observada na cotação de um ativo em um
determinado período de tempo.
Otimização de carteira (ou Portfolio)
Descreve o processo pelo qual um investidor (ou administrador de recursos) altera sua carteira de investimento com o
objetivo de reduzir os riscos para uma rentabilidade esperada. Por exemplo, para uma dada rentabilidade (ex. 30%) o
administrador aloca os ativos na carteira de forma que a rentabilidade esperada seja atingida com o mínimo de risco.
Overnight
Indica as aplicações financeiras feitas no open market em um dia para serem resgatadas no dia seguinte.
Par Bond
Emitido como parte da renegociação da dívida brasileira em 1994 (Plano Brady) e tem vencimento em 2024. O Par
Bond tem amortização única ao final do trigésimo ano, diferindo-se do Discount em dois aspectos:
• conversão dos créditos antigos em novos foi feita ao par (sem desconto);
• taxa de juros é fixa em 6% do sétimo ao trigésimo ano.
O Par Bond tem garantia (títulos do Tesouro norte-americano como colateral) total de principal e garantia parcial de
juro.
Parâmetros técnicos
Determina a taxa de juros, índice de atualização de valores e, dependendo do caso, a tábua biométrica.
Participante
Termo usado para se referir aos associados, segurados ou beneficiários de um plano de previdência.
Passivo Circulante
Soma de todos os passivos de uma empresa cujo vencimento é inferior a um ano. Em geral inclui contas como
fornecedores, dívida de curto prazo, imposto a pagar etc.
Passivo Oneroso
Conceito utilizado somente para instituições financeiras e que engloba a soma de todos os passivos que acarretam uma
despesa financeira para a instituição. O custo financeiro total desses passivos reflete a despesa de intermediação
financeira, e está incluido na receita bruta de intermediação financeira.
PAT - Programa de Alimentação do Trabalhador
O PAT tem por finalidade auxiliar na alimentação dos trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos,
beneficiando trabalhador e empregador com melhores condições de trabalho. O empregador tem o direito de descontar
até 20% do salário do empregado a título de alimentação.
Patrimônio de Fundo de Investimentos
Equivale à soma das aplicações de todos os investidores no fundo, descontadas as despesas inerentes à administração
do fundo e as taxas de administração e performance.
Patrimônio Líquido
É o valor do patrimônio líquido apresentado pela empresa em seu último balanço. O total de ativos de uma empresa é
igual à soma de todos os seus passivos mais seu patrimônio líquido.
O patrimônio líquido ou valor patrimonial da empresa reflete a soma do capital social realizado, reservas de capital,
reservas de reavaliação, reservas de lucro e lucro ou prejuízo acumulados período.
PEA
Sigla usada para determinar a população economicamente ativa do país, ou seja, a parcale da população que tem
condições de trabalhar. No caso do Brasil estima-se que a PEA seja de mais de 60 milhões de pessoas.
Pecúlio
Na linguagem dos planos de previdência, designa um benefício pago de uma só vez. Contrapõe-se aos benefícios de
renda mensal.
Perfil de risco
Termo usado para determinar qual a disposição que um investidor tem em correr riscos na hora de investir seu
dinheiro. Em geral são usados três perfis de risco para determinar um investidor: conservador, moderado e agressivo.
Performance, Taxa de
Do inglês significa desempenho. Alguns fundos de investimento cobram uma taxa adicional no caso de a rentabilidade
do fundo ser superior a algum objetivo pré-especificado.
Período de Acumulação
Termo usado nos planos de previdência que se refere ao período no qual o investidor está contribuindo, ou seja,
investindo no plano. Durante o período de acumulação o investidor está isento do pagamento de imposto de renda, que
só é cobrado no momento do resgate destes benefícios.
Período de Diferimento
Nos planos de previdência privada o investidor não paga imposto de renda na fonte, como acontece na maioria das
aplicações financeiras. Ao invés o pagamento de imposto, que é calculado com base na tabela progressiva de IR, é
diferido, ou seja, postergado até o momento de resgate dos benefícios.
Portanto, o período de diferimento se refere ao tempo entre o início das contribuições ao plano e a data de resgate dos
benefícios.
Período indenitário
Período no qual a seguradora deverá reembolsar as despesas incorridas pelo segurado. Em geral este termo é usado
nos contratos de seguro de locação, pagamento de aluguel, ou perda de emprego.
Nos planos de previdência refere-se ao período em que o assitido tem direito ao recebimento de indenização sob a
forma de renda vitalícia ou temporária.
Período Médio de Cobrança
Indicador também conhecido como idade média de créditos. Indica o período médio que a empresa leva para receber as
suas vendas a prazo. O período médio de cobrança somente é significativo em comparação com as condições de crédito
da empresa.
117

Por exemplo, se a empresa concede crédito de 30 dias a seus clientes, um período médio de 60 dias indica um
departamento de cobrança mal gerido. Em geral empresas do mesmo setor devem apresentar uma política similar.
PGBL - Plano Gerador de Benefício Livre
Trata-se de um dos planos de previdência complementar existentes no país. O PGBL ao invés de garantir uma
rentabilidade mínima como acontece nos planos tradicionais, oferece a você 100% dos ganhos que o fundo onde os
recursos são alocados obtiver no período.
Existem basicamente três tipos de PGBL de acordo com o risco e volume aplicado em ações. Todos os investimentos são
dedutíveis da base de cálculo do IR até o limite de 12% da renda bruta e o tributo incide sobre total do valor
acumulado. As taxas de carregamento variam entre 0% e 3,5%.
Ao aplicar em um PGBL o participante estará adquirindo cotas do fundo atrelado ao plano, da mesma forma que ocorre
quando aplica num fundo de investimento comum. Os valores das cotas são divulgados diariamente nos jornais de
grande circulação
PIS/PASEP - Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público
O PIS/PASEP é uma contribuição devida pelas empresas com base no seu faturamento mensal ou folha de pagamento.
Tem como objetivo sustentar um fundo responsável pelo pagamento do seguro-desemprego e do abono anual.
Plano Aberto
Termo usado para denominar os planos de previdência vendidos no mercado, que podem ser acessíveis por qualquer
pessoa interessada em participar. Em geral são vendidos por seguradoras, bancos e entidades de previdência aberta.
Exemplos são os planos PGBL, FAPI, etc...
Plano de Atualização Monetária (PAM)
O PAM é uma das formas de pagamento de financiamento imobiliários no âmbito do SFH, que não tem limite de
comprometimento de renda e a prestação sobe todo o mês de acordo com a variação da TR.
Plano de Capitalização
Os planos de capitalização combinam a possibilidade de se concorrer a sorteios e prêmios, com uma forma de poupança
programada. Nestes títulos a conta de investimento é ajustada pela TR +0,5%, o equivalente ao rendimento da
poupança, mas ao contrário da poupança você não está isento do pagamento de imposto de renda.
Em caso de sorteio e resgate do prêmio o investidor deverá pagar uma alíquota de 25% de imposto de renda, enquanto
se decidir continuar participando do plano a alíquota sobe para 30%. O saque antes do prazo pode implicar na
restituição apenas parcial do valor aplicado.
Plano de Comprometimento de Renda (PCR)
O PCR é uma das formas de pagamento de financiamento imobiliários no âmbito do SFH, através da qual as prestações
do seu financiamento são limitadas a um percentual (em geral 30%) da sua renda (sua e do seu cônjuge). As
prestações são ajustadas mensalmente com base na variação da TR.
Plano de Equivalãncia Salarial (PES)
O PES é uma das formas de pagamento de financiamento imobiliários no âmbito do SFH. Assim como o PCR, as
prestações do seu financiamento são limitadas a 30% da renda, sendo que no PES elas são ajustadas em linha com o
reajuste salarial uma vez por ano.
Plano Fechado
Plano de previdência complementar criado pelas empresas em benefício de seus funcionários. Para cada R$ 1 em
contribuições do funcionário ao fundo, a empresa deve fazer uma contribuição de no mínimo R$ 1.
Plano Fechado com Benefício Definido
Plano de previdência complementar criado pelas empresas em benefício de seus funcionários, onde o que está definido
é o benefício a ser recebido na aposentadoria. Como o saldo das contribuições não está dividido em contas individuais,
pode haver déficit.
Plano Fechado com Contribuição Definida
Plano de previdência complementar criado pelas empresas em benefício de seus funcionários, onde o valor do benefício
a ser pago durante a aposentadoria equivale ao total acumulado.
Ao contrário dos planos de benefício definido, nestes planos o que se determina é o valor da contribuição mensal. Além
disso, há uma conta separada para cada empregado, minimizando o risco de déficit.
Point of Sale (POS)
Termo usado para determinar um aparelho usado pelas lojas para leitura de cartão, sendo que é através do POS que a
transação entre o cliente e a administradora de cartão é intermediada.
Política de Investimento
Descreve um grupo de regras e metas sobre a forma como recursos (ou ativos de uma carteira) devem ser
administrados. Em geral nos prospectos dos fundos de investimento é possível encontrar qual a política de investimento
que o gestor do fundo adota ao administrar os recursos do fundo. Também pode ser chamado de estratégia de
investimento.
Política Fiscal
Política de arrecadação e despesas do governo, que engloba a carga tributária tanto sobre pessoas físicas como
empresas, assim como a definição dos gastos do governo com base no montante arrecadado com tributos.
Em geral, a política fiscal adotada por um governo acaba repercutindo em sua política monetária, visto que se as
despesas do governo superarem as receitas de arrecadação, então o governo se encontra em uma situação de déficit.
Em geral este tipo de desequilíbrio leva os investidores a exigirem mais para comprar títulos públicos, o que acaba
forçando o Banco Central a elevar a taxa básica de juros usada como referência para o retorno dos títulos públicos.
Política Monetária
Termo que denomina um conjunto de medidas adotadas para controlar a oferta de moeda e crédito, e,
consequentemente, a taxa básica de juro de uma determinada economia. O Banco Central é o responsável pela
execução da política monetária do país, e exatamente por isto sua independência política é importante, pois garante
que a política monetária do país não será afetada por interesses políticos.
Dentre os instrumentos mais utilizados para a execução da política monetária do país se refere aos depósitos
compulsórios sobre depósitos bancários. Assim sendo, quando o Banco Central quer diminuir o volume de moeda em
circulação, em geral aumenta o depósito compulsório dos bancos.
Pontos Base (Basis Points)
Convenção utilizada sobretudo no mercado de renda fixa, é uma escala no qual 100 pontos-base representa um ponto
percentual. Dadas as relativamente pequenas variações que normalmente ocorrem no rendimento dos títulos de renda
fixa, estas variações são normalmente expressas em termos de pontos base ao invés de pontos percentuais. Uma
queda de rendimento de 5,55% para 5,52% pode ser mais facilmente visualizada como uma queda de 3 pontos base
do que como uma redução de 0,03 ponto percentual.
Portabilidade
A portabilidade foi regulamentada pelo Conselho Gestão da Previdência Complementar (CGPC) em junho de 2002, e
sofreu algumas alterações em outubro daquele ano. O termo se refere aos direitos que um trabalhador tem de
transferir, total ou parcialmente, os recursos que compõe a reserva matemática de benefícios a conceder.
118

A legislação atual limita a portabilidade aos casos onde o vínculo empregatício cessa, sendo que os recursos poderão
ser transferidos para o fundo de outra empresa ou ainda para o segmento aberto.
Portfólio
Do inglês significa Carteira. Trata-se de um termo utilizado para descrever um grupo de investimentos que o investidor
possui, ou que compõe o fundo de investimento. A carteira pode ser composta de vários instrumentos financeiros (ex.
ações, títulos de renda fixa etc.)
Pós-fixados
Ver títulos pré-fixados
Poupança
(1) Parcela da renda nacional ou individual que não é consumida.
(2) Termo também é usado para denominar as aplicações em caderneta de poupança, favor ver definição em
"caderneta de poupança".
Prazo de Subscrição
Prazo fixado por uma empresa para que o acionista exerça seu direito de preferência na subscrição de ações de uma
emissão.
Pré-fixado
Ver títulos pré-fixados.
Preço (Cotação)
Preço dos títulos, ações, moedas estrangeiras ou mercadorias. O termo é usado principalmente nas bolsas de valores
ou de mercadorias.
Preço de Exercício
Preço no qual uma opção pode ser exercida, ou seja, que o titular poderá comprar ou vender os títulos que são objeto
da opção. O preço de exercício é determinado quando a opção (ou uma série de opções) é lançada.
Preço/FCDPA
Sigla que denomina o Preço/Fluxo de Caixa Disponível por Ação. Trata-se de um indicador fundamentalista que
expressa o valor de mercado da empresa em termos de seu fluxo de caixa disponível. É calculado como valor de
mercado dividido pelo fluxo de caixa disponível por ação da empresa.
O Fluxo de Caixa Disponível é calculado como sendo lucro líquido mais depreciação e amortização menos despesas de
capital e variação do capital circulante.
Preço/FCPA
Sigla que denomina Preço/Fluxo de Caixa por Ação. Trata-se de um indicador fundamentalista que expressa o valor de
mercado da empresa em termos de seu fluxo de caixa. É calculado como valor de mercado dividido pelo fluxo de caixa
por ação da empresa. O Fluxo de Caixa, por sua vez, é calculado como sendo lucro líquido mais depreciação e
amortização.
Preço/LPA
Sigla que denomina Preço/Lucro por Ação. Indicador fundamentalista que expressa o valor de mercado da empresa em
termos de seu lucro líquido, que é calculado como valor de mercado dividido pelo lucro líquido por ação da empresa,
onde lucro líquido é ajustado para quaisquer despesas ou receitas extraordinárias.
O P/LPA também pode ser visto como o número de anos que se levaria para reaver (através da distribuição de lucros) o
capital aplicado na compra de uma ação.
Preço/RBIF
Sigla que denomina Preço/Receita Bruta de Intermediação Financeira. Indicador fundamentalista que expressa o valor
de mercado de instituições financeiras em termos de sua receita de intermediação financeira. É calculado como valor de
mercado dividido pelo receita de intermediação financeira por ação.
A receita de intermediação financeira da instituição é definida como o total da receita obtida por uma instituição
financeira com suas operações de crédito, arrendamento mercantil, títulos e valores mobiliários, câmbio e aplicações
compulsórias.
Preço/Receita Bancária
Indicador fundamentalista que expressa o valor de mercado de uma instituição financeiras em termos de sua receita
bancária. É calculado como valor de mercado dividido pelo receita bancária por ação da empresa.
A receita bancária equivale a soma de todas as receitas oriundas da atividade bancária da instituição, sendo calculada
como a soma da receita bruta de intermediação financeira, receita de prestação de serviços, resultado da equivalência
patrimonial e outras receitas operacionais.
Preço/ROPA
Sigla que denomina Preço/Resultado Operacional por Ação. Indicador fundamentalista que expressa o valor de mercado
da empresa em termos de seu resultado operacional. É calculado como valor de mercado dividido pelo resultado
operacional por ação da empresa.
Preço/VPA
Sigla que denomina Preço/Valor patrimonial por Ação. Indicador fundamentalista que expressa o valor de mercado da
empresa em termos de seu patrimônio líquido. È calculado como valor de mercado dividido pelo valor patrimonial por
ação da empresa.
Pregão
Intervalo de tempo durante o qual papéis listados em uma bolsa de valores são negociados, diretamente na sala de
negociações e/ou pelo sistema de negociação eletrônica.
Pregão Eletrônico
Sistema eletrônico de negociação que permite a realização de negócios através de terminais sem a necessidade de
presença física de operadores no pregão.
Prejuízo operacional (seguros)
Quando a taxa combinada da seguradora supera os 100%, o que implica que suas despesas operacionais superam as
receitas com prêmios. Nestes casos, as seguradoras precisam obter bons retornos na aplicação de sua carteira de
investimentos para conseguir reverter parte destas perdas e obter lucro líquido.
Prãmio
Ao contrário do que a maioria das pessoas imagina, o termo não se refere ao valor que você recebe, mas sim ao valor
que você paga para a seguradora para que esta lhe garanta o pagamento da indenização especificada no contrato.
O prêmio é estipulado com base em um percentual do risco que você pretende cobrir, isto é, da importância segurada.
Existem alguns tipos distintos de prêmios a saber:
• Prêmio adicional: trata-se de um prêmio suplementar, cobrado em certos casos determinados;
• Prêmio fracionado: trata-se do prêmio anual, que é dividido em parcelas para fins de pagamento;
• Prêmio não ganho: montante do dinheiro que a seguradora terá que devolver em cada apólice caso a mesma
seja cancelada;
119

• Prêmio puro: prêmio calculado pelo segurador para um determinada cobertura ou conjunto de coberturas para
fazer face ao pagamento de indenização ao segurado.
Previdência Complementar
A Previdência Complementar (ou Privada) já existe no Brasil desde o final da década de 70, mas só foi realmente
impulsionada no final dos anos 90, quando ficou clara a falência do sistema de Previdência Social.
Além disso, a reforma da previdência no final da década de noventa tornou a previdência privada mais atrativa, pois
passou a permitir a dedução das contribuições previdenciárias para fins de imposto de renda e introduziu novos
produtos. A Previdência Complementar pode ser de dois tipos: Fechada e Aberta.
Previdência privada
Ver Previdência Complementar.
Previdência Privada Aberta
Uma das opções de previdência complementar existente no mercado, a outra sendo a de planos fechados. Inclui planos
individuais, facultativos, que funcionam como fundos de investimento voltado para a aposentadoria (isto é com uma
ótica de longo prazo).
Esses fundos são administrados por instituições financeiras como, por exemplo, seguradoras, empresas de previdência
privada e bancos, que em troca da administração dos recursos cobram uma comissão (taxa de administração).
Previdência Privada Fechada
Uma das opções de previdência complementar existentes no mercado, a outra sendo a previdência aberta. Ao contrário
do que ocorre na previdência aberta, no caso da previdência fechada somente os funcionários da empresa
patrocinadora podem participar do fundo, não sendo acessível à outras pessoas.
A previdência fechada é oferecida pelas empresas aos seus funcionários através da constituição de um fundo de pensão
para o qual contribuem tanto a empresa, quanto os funcionários. Os benefícios são acessíveis aso empregados ou
dirigentes da empresa patrocinadora.
Primeira Linha
Termo usado no mercado financeiro que é usado para descrever as ações mais negociadas da Bolsa de Valores, também
conhecidas como blue-chips.
Principal
Termo usado para determinar a parcela de um empréstimo ou título de renda fixa, que não se refere aos juros a serem
pagos. Portanto, em um empréstimo ou de R$ 10 mil, o principal seria os R$ 10 mil, enquanto o saldo devedor, tende a
ser maior, pois deve ser ajustado pela parcela de juros cobrada.
Privatização
Termo que determina o processo através do qual o controle acionário de uma empresa ou instituição financeira
pertencente ao Governo é transferido para o setor privado, seja para indivíduos ou empresas.
Na oferta pública de ações da Petrobras e Vale do Rio Doce, as ações destas empresas que estavam sob controle do
governo foram vendidas para pessoas físicas, que podiam usar recursos próprios ou recursos do FGTS.
Em outros casos, a privatização, como foi o caso do Banespa, pode ser feita através de um leilão em que os
interessados apresentam ofertas pela compra do controle acionário que está com o governo.
Processadoras (cartão de crédito)
As processadoras são as empresas responsáveis pelo gerenciamento da parte operacional dos cartões, como por
exemplo o processamento de faturas, atendimento ao cliente, etc. As processadoras podem ser próprias (Orbitall e
Cardsystem) ou terceirizadas (Equifax e Unnisa).
Produto Interno Bruto (PIB)
Sigla que se refere ao Produto Interno Bruto de um determinado país, e que reflete o total de bens e serviços
produzidos em um determinado período de tempo em uma determinada região. Em geral, o PIB é calculado
trimestralmente, apresentando também cálculos anuais, que são os mais utilizados.
Assim sendo, é possível calcular o PIB de um país, Estado ou cidade. A taxa de variação do PIB de um país indica o
crescimento da economia em um determinado período.
Proponente
Termo usado na indústria de cartão de crédito, que se refere ao cliente que possui uma proposta para adquirir um
cartão que está sob processo de aprovação.
Nos planos de previdência refere-se ao interessado em contratar um plano de seguro ou aderir a um plano coletivo.
Proposta de inscrição
Documento através do qual uma pessoa interessada em adquirir um plano de previdência manifesta ter conhecimento
das condições previstas no Regulamento e Contrato do referido plano.
Propriedade Fiduciária
É a transferência de titularidade dos valores mobiliários para a instituição custodiante, a fim de que a mesma possa
exercer todos os direitos inerentes àqueles títulos para os fins de guarda, conservação, exercício de direitos, não
podendo deles dispor livremente, pois está obrigada a devolver ao depositante, quando solicitado, a quantidade que lhe
foi entregue com as alterações decorrentes das modificações do capital social ou do número de ações da emissora.
Proventos
Termo que denomina os benefícios (dividendos, bonificações, direitos de subscrição, juros sobre capital e outros)
distribuídos por uma empresa a seus acionistas.
Provisão (ou Reserva) para Perdas
Conta de ativo no balanço de instituições financeiras que expressa todos as provisões feitas pela instituição para
potenciais perdas com as suas operações de crédito.
A relação entre a provisão para perdas e o total de créditos duvidosos da instituição indica o grau de conservadorismo
na sua política de cessão de créditos.
Provisão de benefícios concedidos
Ver reserva de benefícios concedidos
Provisão matemática de benefícios a conceder
Ver reserva de benefícios a conceder
Provisão para Crédito Duvidoso
Conta do demonstrativo de resultado de uma instituição financeira que expressa a provisão anual feita para cobrir o
risco de crédito classificados como duvidosos pela instituição.
Em geral analistas verificam a relação entre a provisão para crédito duvidoso e o total de operações de crédito no
balanço para estimar o grau de risco da carteira de empréstimos.
Ptax800 Dólar
Ver dólar PTAX 800
Pulverização de risco (seguros)
Distribuição do seguro por um grande número de seguradoras de forma que, assim disseminado, por maior que seja
sua importância não venha a constituir perigo à estabilidade da carteira da seguradora.
120

Put
Termo do inglês usado no mercado de ações que significa opção de venda. Quando um investidor compra uma opção de
venda, ele paga um prêmio para adquirir o direito de vender um determinado ativo financeiro por um preço
previamente determinado durante o prazo de vigência ou na data de vencimento da opção.
RDB - Recibo de Depósito Bancário
Título de renda fixa que não permite a retirada antecipada dos fundos por parte do investidor, nem é negociado no
mercado secundário. A taxa de remuneração reflete uma taxa previamente acordada entre a instituição e o investidor.
Recall
Trata-se de uma medida tomada por uma empresa quando é constatado que um produto ou equipamento, já lançado
no mercado, pode causar danos ao consumidor.
Algumas montadoras de automóvies foram obrigadas a fazer recall de alguns de seus modelos, pois foram detectadas
falhas em alguns equipamentos. Nestes casos, a empresa convoca todos os consumidores que adquiriram um destes
veículos e efetua a manutenção necessária para maior segurança do consumidor e, é claro, sem nenhum custo
adicional.
Receita Bancária
Indicador calculado para instituições financeiras, que representa a soma de todas as receitas oriundas da atividade
bancária da instituição, sendo calculada como a soma da receita bruta de intermediação financeira e a receita de
serviços.
Receita de Intermediação Financeira
Indicador utilizado para instituições financeiras, que é calculado como sendo o total da receita obtida pela instituição
com suas operações de crédito, arrendamento mercantil, títulos e valores mobiliário, câmbio e aplicações compulsórias.
Receita de Serviços
Total da receita obtida por uma instituição financeira com a prestação de serviços para clientes, como abertura de conta
corrente, venda de cartão de crédito, etc. Em geral os analistas esperam que a receita de serviços cubra a maior parte
dos custos operacionais do banco, como despesas administrativas e com pessoal.
Com base nisto surgiu o índice de cobertura que compara as receitas de serviço com o total da soma das despesas de
pessoal e administrativas do banco, quanto maior este indicador maior é a estabilidade das receitas do banco, que
precisa depender menos das receitas de intermediação.
Recibo de Subscrição
Termo que pelo qual é conhecida a documentação, que confirma o direito de subscrição por parte de um investidor. Os
recibos podem, inclusive, ser negociados nas Bolsas de Valores.
Recurso de Terceiros
Termo bastante usado pelos administradores de recursos para denominar os valores de propriedade de outros
indivíduos ou outras instituições. As receitas de Administração de recursos de terceiros são uma parte importante das
receitas de serviços dos bancos.
No que refere ao balancó patrimonial de uma empresa o termo pode ser empregado para denominar as dívidas da
empresa, ou seja, os recursos que foram levantados sem a ajuda dos acionistas.
Recursos Administrados
Termo que denomina o montante de recursos cujoa estratégia de investimento está centralizada na figura de um
Administrador ou Instituição Financeira. Os recursos administrados podem ser próprios ou de terceiros.
Regime Financeiro de Capitalização
Sistema que prevê a acumulação de recursos durante um período específico para fazer face ao pagamento de benefícios
futuros.
Regime Financeiro de Divisão de Capitais de Cobertura
Sistema em que as contribuições se destinam a fazer face ao pagamento de benefícios que ocorrerem neste período.
Regime Financeiro de Repartição Simples
Sistema em que as contribuições se destinam a arcar com o pagamento à vista dos benefícios cujos fatos geradores
ocorrerem neste mesmo período.
Registro em Bolsa
Para que uma empresa de capital aberto possa ter suas ações negociadas em Bolsa é preciso que a mesma satisfaça as
normas estabelecidas pela Bolsa de Valores em questão.
A CVM está estudando a possibilidade de criar três tipos distintos de registro em bolsa, de forma que o grau de
informação a ser divulgado deve variar de acordo com o nível do registro.
Registro Geral (RG)
O famoso RG, ou registro geral, é o principal documento de identificação do cidadão e muito útil em todas as situações
onde você precisar comprovar a sua identidade.
Regulamento
O regulamento de um plano de previdência, ou fundo de investimento, estabelece os direitos e as obrigações da
empresa patrocinadora, dos participantes e dos beneficiários em relação ao plano de benefícios. As eventuais dúvidas
serão resolvidas de acordo com o que estiver estipulado no regulamento.
Renda Fixa
Termo usado de forma genérica opara denominar todos os títulos de renda fixa, que, como o nome sugere, são títulos
que pagam, em períodos definidos, uma certa remuneração, que pode ser determinada no momento da aplicação ou no
momento do resgate (no final da aplicação).
Quando você compra um título de renda fixa está emprestando dinheiro ao emissor do título (que pode ser o seu banco,
uma empresa ou o governo), portanto os juros do título são a remuneração que você recebe por emprestar seu
dinheiro.
Dentre os exemplos de títulos de renda fixa podemos citar: a caderneta de poupança, os certificados de depósito
bancário (CDB), títulos do tesouro, letras do tesouro, e títulos de crédito.
Renda Variável
Termo usado de forma genérica para denominar todas os títulos cuja remuneração não é discriminada anteriormente,
como acontece com os títulos de renda fixa. Assim sendo a rentabilidade destas aplicações depende das condições de
mercado.
Dentre os exemplos de títulos desta natureza temos as ações, commodities e os fundos de investimento que aplicam
recursos neste tipo de títulos, como os fundos de ações, fundos multimercados com renda variável, fundos setoriais,
etc.
Rentabilidade
Termo usado para expressar a valorização (ou desvalorização) de um determinado investimento em termos
percentuais, alguns analistas usam o termo retorno ao invés de rentabilidade.
Desta forma, um indivíduo tenha feito um investimento de R$10 que após um mês vale R$11 registrou uma
rentabilidade de 10%. A fórmula de cálculo da rentabilidade é a seguinte:
Rentabilidade = ((Preço fim/Preço início)-1)*100, onde
121

• Preço fim: é o preço do ativo financeiro no final do período de cálculo da rentabilidade;


• Preço início: é o preço do ativo financeiro no momento da aplicação.
Repasse integral de rentabilidade
Adotado apenas nos planos de previdência do tipo PGBL e VGBL onde a empresa repassa 100% da rentabilidade real
líquida obtida através da aplicação dos seus ativos.
Reserva de benefícios concedidos
Montante de recursos destinado ao pagamento dos benefícios para os participantes de um determinado plano de
previdência. Estes recursos são obtidos através da transferência dos recursos investidos na reserva de benefícios a
conceder na data de início da concessão do benefício ao parrticipante.
Reserva de Excedentes Financeiros
Provisão feita para pagamento dos excedentes financeiros que deve ser constrruída de acordo com as regras de
reparrição estabelecidas no Regulamento do plano.
Reserva de riscos não expirados
Trata-se do nome dado a uma reserva legal constituída pelas seguradoras que reflete o montante que as seguradoras
teriam que devolver se todos os segurados cancelassem imediatamente todos os seus seguros.
Reserva de Sinistros
Trata-se do nome dado à reserva legal constituída pelas seguradoras, que reflete a melhor estimativa feita pela
companhia do montante que será pago no futuro de um sinistro que já tenha ocorrido.
Reserva de sinistros incorridos mas não avisados
Trata-se do montante retirado dos prêmios pagos que se capitaliza para a cobertura de sinistros incorridos, mas não
avisados às seguradoras.
Reserva matemática de benefícios a conceder
Reservas obrigatoriamente constituídas pelas seguradoras que administram planos de previdência, obtida através da
contribuição dos participantes do plano, e no caso dos planos fechados, da empresa patrocinadora. Através dos
recursos desta reserva que os benefícios dos participantes do plano serão pagos quando este se aposentar.
Reservas (saldo de)
Montante formado pela soma da reserva de benefícios a conceder (formada com base nas contribuições líquidas pagas
pelo participante para o recebimento de benefício de aposentadoria por sobrevivência) com as contas de excedentes
financeiros, deduzidos os valores de resgates parciais já pagos ao participante pela empresa de previdência.
Reservas Internacionais
As reservas internacionais refletem o montante de moeda estrangeira e metais preciosos acumulado por um país. A
variação de reservas é igual ao saldo do Balanço de Pagamentos (o resultado de todas as transações de bens, serviços
e do fluxo de capitais entre um país e o resto do mundo), pois caso o país receba mais do que envia as reservas
aumentarão; o contrário ocorrendo caso o país envie mais do que receba.
Reservas Técnicas
São as reservas obrigatoriamente constituídas pelos seguradores, em função dos seguros contratados e como parte
integrante e indispensável do mecanismo do seguro, para garantia das suas operações.
Da mesma forma, nos planos de previdência administrados por seguradoras usa-se o termo reservas técnicas para
determinar a reserva de benefícios a conceder.
Resgate
Ato de retirar ou sacar integral ou parcialmente os recursos investidos em uma determinada aplicação. Em alguns casos
as aplicações possuem o chamado prazo de carência, antes do qual não é possível resgatar os recursos investidos.
Quando este resgate é previamente programado pela instituição financeira que administra a aplicação, sem que seja
necessário o investidor pedir que os recursos sejam resgatados, ele é conhecido como resgate automático.
Resgate (plano de previdência)
Nos planos de previdência o resgate é feito quando o beneficiário começa a receber parcial ou integralmente os
benefícios a que tem direito, que são pagos com base nos recursos acumulados na reserva de benefícios a conceder.
Em algumas aplicações como os planos de previdência, e os investimentos em ações e fundos de ações, somente na
fase de resgate é que se paga imposto de renda sobre ganhos de capital.
Resgate mínimo
Em algumas aplicações, como por exemplo, os fundos de investimento, o investidor é obrigado a sacar pelo menos uma
quantia pré-estabelecida, denominada resgate mínimo. Desta forma, caso queira sacar menos do que esta quantia não
conseguirá, este valor varia de um fundo para outro, mas em geral é determinado em função do valor da aplicação
mínima.
Resistência
Dado que as expectativas dos investidores mudam com o tempo, uma resistência pode ser rompida, estabelecendo-se,
eventualmente, uma resistência mais acima.
Desta forma, quando se diz que o Ibovespa está operando com resistência de 12 mil pontos, isto significa que o
mercado não aposta que a cotação do Ibovespa ultrapassará este nível.
Resolução
Norma legal ou reguladora do mercado financeiro que é emitida por agências federais como, por exemplo, o Banco
Central ou a CVM.
Resseguro
Operação através da qual a seguradora, com o objetivo de diminuir sua responsabilidade na aceitação de um
determinado risco considerado excessivo, ou perigoso, opta por ceder parte da responsabilidade do risco segurado para
outra seguradora. Abaixo citamos algumas situações onde as seguradoras optam pelo resseguro:
Resseguro de catástrofe;
Resseguro de excesso de danos;
Resseguro facultativo;
Resseguro proporcional.
Resultado Bruto
Indicador que faz parte do demonstrativo de resultado de uma empresa, e que é determinado como sendo o lucro
obtido pela empresa depois de se deduzir da receita líquida de vendas o custo de mercadorias vendidas.
No caso dos bancos, este termo pode ser usado para determinar o resultado de intermediação financeira, ou seja, a
diferença entre as receitas e despesas de intermediação.
Resultado Operacional
Indicador que faz parte do demonstrativo de resultado de uma empresa, e que é determinado como sendo o lucro
obtido pela empresa depois de se deduzir da receita líquida de vendas o custo de mercadoria vendida, as despesas de
vendas, administrativas e financeiras.
Trata-se de um conceito mais utilizado para instituições não financeiras. Em alguns países o resultado operacional é
calculado antes das despesas financeiras, mas no Brasil como herança da época hiperinflacionária, em que a maioria
122

dos itens do demonstrativo de resultado era corrigida monetariamente, estas despesas são incluídas no resultado
operacional.
Retenção
Termo usado na indústria de seguros que determina o valor básico da retenção que a seguradora deve adotar em cada
ramo ou modalidade de seguro em que opera. O percentual de retenção é determinado através de cálculos atuariais.
Retorno sobre Ativo
Indicador de análise financeira que mede o lucro gerado pelo uso dos ativos da empresa e que varia muito dependendo
da indústria que a empresa atua. O indicador pode ser facilmente distorcido por ativos imobilizados altamente
depreciados, presença de ativos arrendados ou "não tangíveis".
Esse indicador só pode ser utilizado de forma eficaz para comparar empresas do mesmo setor e de tamanho similar.
Sua fórmula de cálculo é a seguinte:
RoA = Lucro Líquido/Ativo médio total
Retorno sobre Capital Investido
Indicador de análise financeira que mede o retorno sobre o capital total investido na empresa (pelos acionistas e por
terceiros).
O capital investido é definido como a soma do patrimônio líquido (acionistas) e da dívida de longo prazo (de terceiros)
da empresa, de forma que o indicador é calculado como sendo:
RoCI = Lucro Líquido/Capital Investido Médio
Retorno sobre Patrimônio
Indicador de análise financeira que mede o retorno do capital investido pelos acionistas (patrimônio líquido).
Para empresas em um mesmo setor e de tamanho similar existe uma relação direta entre o ROP e o risco da empresa,
uma vez que quanto menor o patrimônio líquido da empresa maior será o seu ROP. A fórmula de cálculo do indicador é
a seguinte:
RoP = Lucro Líquido/Patrimônio Líquido Médio
Retrocessão
Operação realizada pelas empresas re-seguradoras e que consiste na cessão de parte das responsabilidades que
aceitou para outras empresas re-seguradoras.
Retrocessão
Operação que permite que uma empresa resseguradora consiga repassar ao mercado segurador nacional possíveis
excessos e responsabilidades que superam sua capacidade de indenizar.
Risco (de investimento)
Termo usado para denominar a variabilidade de retornos relativos a um investimento. Alguns autores diferenciam risco
de incerteza, afirmando que ao primeiro pode-se atribuir uma distribuição de probabilidades, o que não ocorreria com o
segundo, mas geralmente os dois termos são usados como sinônimos.
Assim quando se fala que um investimento é de alto risco isto significa que é muito difícil prever com precisão a
rentabilidade que será alcançada. No mercado financeiro o termo "risco" é usado para determinar a probabilidade de
ganhos ou perdas acima ou abaixo da média do mercado.
Risco (de seguros)
No mercado segurador o termo risco denomina o evento incerto que é independente da vontade tanto do segurado
quanto da seguradora. A presença de risco é que motiva o segurado a contratar uma apólice de seguro.
Risco de Crédito
Um dos vários tipos de risco, que é usado para determinar a probabilidade de um determinado título emitido por uma
empresa, instituição financeira ou governo, não ser honrado. Por exemplo, no caso da falência de uma empresa é
possível que a mesma atrase ou simplesmente não efetue os pagamentos referentes a debêntures que tenha emitido.
Este risco é denominado risco de crédito do título.
Risco Diversificável
Parcela de risco de um investimento que é inerente ao próprio investimento. No caso de uma ação ou debênture de
uma empresa, são os riscos inerentes a esta empresa, que não afetam o desempenho de outras empresas.
Os investidores procuram eliminar ou reduzir tais riscos por meio da diversificação dos investimentos, daí a
denominação risco diversificável.
Risco Não Diversificável
Parcela de risco de um investimento que afeta todas as empresas, não sendo específico de uma empresa. Fatores como
guerras, inflação e incidentes internacionais compõem o risco não diversificável, que não pode ser reduzido ou
eliminado por meio da diversificação.
Risco País
Medida criada pelo banco norte-americano JP Morgan, com o intuito de medir a percepção de risco dos investidores em
relação a diversos países, tomando como base a cotação dos ativos da dívida externa destes países negociados no
mercado internacional.
A partir do spread, ou diferencial de juros que estes títulos pagam em relação aos títulos do tesouro norte-americano
de prazo semelhante, o banco calcula a medida de risco ponderada. Assim, se o diferencial médio é de 10%, o risco
país é de 1.000 pontos base, medida esta criada para capturar pequenas mudanças no spread.
O risco é calculado também para uma cesta de papéis de vários países, através do índice Embi+ (Emerging Markets
Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes. Atualmente 21 países fazem parte, incluindo Brasil,
Argentina, México, Colômbia e Venezuela, Rússia, Bulgária, Polônia, Nigéria e outros.
Royalties
Reflete o valor pago a uma empresa pelo direito de exploração comercial de uma marca, patente, produto ou obra
original pertencente exclusivamente a ela.
S&P500
Índice que exprime a variação média diária das negociações das 500 principais ações negociadas nas bolsas de valores
norte-americanas (NYSE, NASDAQ e AMEX). O S&P500 é formado por uma carteira teórica de 500 ações, escolhidas
pela participação das ações no mercado e pela liquidez.
Ao contrário do Índice Dow Jones, que é calculado utilizando médias simples, o S&P 500 utiliza médias ponderadas pelo
valor de mercado das empresas.
Securitização
Termo derivado do inglês (securities), que define uma operação de financiamento onde o empréstimo (ou dívida) é
convertido em títulos negociáveis (securities).
Assim sendo, quando uma empresa levanta um empréstimo e o divide em partes tornando cada uma delas títulos que
podem ser negociados no mercado, esta operação é chamada de securitização.
Securitização de Recebíveis
Operação de securitização de um ativo recebível (como promissórias, por exemplo) que serve de lastro para um título
negociável, podendo ser vendido a investidores.
Este tipo de operação é feita para se reduzir o risco de uma carteira de recebíveis, pois os créditos acabam sendo
123

divididos entre vários investidores.


Segunda Linha
Jargão do mercado financeiro que define as ações que possuem uma liquidez inferior ao das blue chips nas Bolsas de
Valores.
Segurado
Na indústria de seguros significa a pessoa física ou empresa que contrata um seguro e se compromete a pagar um
prêmio para a seguradora. Também pode ser usado em previdência e neste refere-se ao associado, segurado ou
beneficiário incluído nos planos de previdência privada.
Seguro a primeiro risco absoluto
Neste tipo de seguro a companhia seguradora responde por qualquer prejuízo real coberto até o limite da importância
segurada e não invoca a regra proporcional. Neste tipo de seguro a regra de rateio nunca é aplicada.
Seguro a primeiro risco relativo
Neste tipo de seguro a companhia seguradora responde somente pelos prejuízos até o limite da importância segurada.
Caso o valor supere o montante fixado na apólice o segurado terá que dividir as perdas como se fosse um seguro
proporcional.
Seguro a segundo risco
Trata-se dos casos em que o segurado faz um seguro com outra seguradora para complementar a cobertura de primeiro
risco absoluto. Este tipo de seguro é recomendado nos casos em que o segurado quer se proteger contra a
possibilidade de que o sinistro venha a superar a importância segurada na cobertura de primeiro risco absoluto.
Seguro Acidente de Trabalho (SAT)
Contribuição de 1% a 3%, dependendo do risco, pago por empresas que apresentam riscos de vida aos seus
funcionários.
Seguro de acidentes pessoais
Trata-se da modalidade de seguro que garante o pagamento de uma quantia determinada usada para reembolso dos
gastos com médicos, hospitais e, no caso de morte ou incapacidade total ou parcial do segurado devido a um acidente.
Estes seguros podem ser contratados de forma individual ou coletiva.
Seguro de fidelidade
Modalidade de seguro que garante o empregador por eventuais prejuízos que venha a sofrer decorrentes de furto,
roubo ou apropriação indébita, ou outros delitos contra o patrimônio da empresa, que tenham sido cometidos por seus
empregados, ou pessoas com vínculo empregatício.
Seguro de lucros cessantes
Modalidade de seguro contratada por empresas, como indústrias, comércio e prestadoras de serviço, cujo objetivo é
preservar os negócios do segurado de forma a garantir sua operacionalidade e rentabilidade nos mesmos níveis em que
se encontravam antes da ocorrência do sinistro.
Seguro de responsabilidade civil
Modalidade de seguro que pretende garantir o desembolso de despesas pagas a terceiros por danos materiais ou
pessoais, que foram involuntariamente causados. Bastante usado por executivos de grandes empresas, advogados,
médicos, etc.
Seguro de saúde
Trata-se dos seguros que garantem o pagamento das despesas com assistência médica e hospitalar que garante o
pagamento de todos os procedimentos efetuados em nome do segurado diretamente a quem prestou o serviço. Em
outros casos, o re-embolso é feito com base na quantia estipulada na apólice.
Seguro em grupo
Termo usado para indicar os seguros de vida e acidentes pessoais feitos de forma coletiva, ou seja, envolvendo mais de
um segurado.
Os termos destes seguros são determinados pelo estipulante, no caso o empregador destas pessoas, sendo que a
apólice favorece várias pessoas. Assim sendo nos seguros de grupo, os contratos se repartem em contratos distintos
para quantos forem as pessoas seguradas.
Seguro fiança
Modalidade de seguro que protege o segurado caso este não consiga arcar com uma obrigação específica para com o
devedor principal ou o afiançado. Usado com freqüência nos contratos de locação de imóveis.
Seguro social
Termo usado para determinar os seguros que buscam proteger as pessoas que pertencem a classes de menor poder
aquisitivo contra certos riscos específicos, como por exemplo, doença, velhice, invalidez e acidentes de trabalho.
Seguros de riscos diversos
Trata-se de um tipo de seguro que é constituído por várias modalidades com cobertura multi-risco, sendo que sua
principal característica é a de cobrir perdas e danos materiais ou pessoais involuntariamente causados ocorridos
durante a vigência do contrato de seguros.
SELIC - Sistema Especial de Liquidação e Custódia
Criado pelo Banco Central em 1979, o Sistema Especial de Liquidação e Custódia é responsável pela custódia e pelo
processamento da transferência e liquidação financeira de títulos e depósitos interfinanceiros através do uso de
equipamento eletrônico ou teleprocessamento em contas abertas em nome dos participantes do Sistema.
Selic, taxa
Taxa referencial de juros, determinada pelo COPOM (Comitê de Política Monetária), considerada pelo mercado como o
principal indicador de política monetária do governo.
Serasa
A Serasa é uma empresa de análises e informações econômico-financeiras e cadastrais, com o objetivo de apoiar
decisões de crédito. A empresa foi criada pelos bancos para centralizar informações, de forma a racionalizar custos
administrativos e aumentar o grau de especialização na área de cessão de crédito.
A Serasa participa ativamente no apoio à maioria das decisões de crédito e de negócios tomadas em todo o Brasil,
fornecendo, on-line/real-time, milhões de consultas por dia para mais seus clientes diretos ou indiretos.
Uma vez que você tenha sido cadastrado no CCF, a Serasa irá divulgar estes dados aos seus associados, como bancos e
estabelecimentos comerciais. Ou seja, a Serasa apenas divulga estes novos cadastros, mas não interfere na retirada do
nome e/ou quitação de dívidas. A exclusão do seu nome do CCF deverá ser feita pelo banco que fez a inclusão do seu
nome.
Série de Opçães
Termo que denomina um grupo de opções do mesmo tipo (compra ou venda) sobre um mesmo ativo, com o mesmo
vencimento e diferentes preços de exercício.
Setor
Considerando que várias empresas operam em áreas de atuação semelhantes, podemos agrupá-las no que chamamos
de setores.
124

SFH - Sistema Financeiro da Habitação


O SFH é gerido pelo governo e fiscalizado pelo Banco Central, e se caracteriza por emprestar recursos da poupança
para o financiamento imobiliário. Criado em 1964 para viabilizar de maneira permanente a captação e aplicação de
recursos na área habitacional.
No entanto, o financiamento deve obedecer a certas condições, definidas por legislação. Pode financiar, entre outros, a
aquisição e construção de imóveis habitacionais.
SIMPLES - Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuiçães das Microempresas e das
Empresas de Pequeno Porte
O SIMPLES é um sistema tributário simplificado que favorece as pessoas jurídicas enquadradas como Microempresas e
Empresas de Pequeno Porte. Este sistema abrange uma série de impostos e contribuições, resumidos a uma alíquota
que incide sobre a receita bruta mensal.
Sinistro
Um dos termos mais importantes no setor de seguros é o sinistro. O termo reflete a ocorrência do risco previsto no
contrato de seguro, isto é, no caso de seguro de carro, implica no roubo do carro, ou acidente envolvendo o veículo.
Assim sendo, o sinistro denomina a ocorrência de um risco cujas perdas econômicas estejam cobertas por uma apólice
de seguro.
SISBACEN
Sigla que denomina o Sistema de Operações Registro e Controle do Banco Central. Define mecanismo de comunicação
através de computadores entre o Banco Central e as várias instituições financeiras atuantes no país, que usam o
sistema para enviar dados referentes as suas operações financeiras, assim como para receber dados do BC.
Sistema de Amortização Constante (SAC)
O SAC é um dos tipos de sistema de amortização utilizados em financiamentos imobiliários. A principal característica do
SAC é a de que ele amortizar um percentual fixo do saldo devedor desde o início do financiamento.
Esse percentual de amortização é sempre o mesmo, o que faz com que a parcela de amortização da dívida seja maior
no início do financiamento, fazendo com que o saldo devedor caia mais rapidamente do que em outros mecanismos de
amortização.
Smart Card
Nome dado aos cartões de crédito que possuem chip e, por isto, conseguem oferecer mais facilidades, como, por
exemplo, agenda eletrônica onde você pode armazenar dados pessoais sobre o usuário do cartão.
A inclusão do mecanismo dá maior segurança aos cartões, visto que qualquer compra que fuja dos hábitos de consumo
do usuário podem levantar suspeitas de roubo ou fraude do cartão rapidamente.
SMI Zurich
Índice que exprime a variação média diária de uma carteira teórica de ações negociadas na bolsa da Suíça (SWX -
Swiss Exchange). Atualmente o SMI é formado por uma carteira de 27 ações, embora papéis de tradição como
Novartis, Nestle, UBS Group e Roche possuam, juntas, mais que 80% de particpação no índice.
SND - Sistema Nacional de Debãntures
Responsável pela manutenção de registros e cadastros de todas as debêntures emitidas e negociadas no mercado, o
sistema faz parte do Cetip.
Sociedade Anônima
Empresa que tem o capital dividido em ações, diferenciando-se de uma sociedade limitada (onde não existe emissão de
ações). Nas sociedades anônimas a responsabilidade dos acionistas fica limitada proporcionalmente ao valor de emissão
das ações em seu poder.
Sociedade Corretora
Instituição financeira que faz a intermediação entre investidores e as Bolsas de Valores. Em geral são administradores
de recursos de terceiros na forma de carteira de ações, fundos mútuos e clubes de investimentos.
Sociedade Distribuidora
Instituições financeiras que possuem maiores limitações que as corretoras para operar no mercado de capitais. Em
geral suas atividades se concentram em intermediação da colocação de emissões de capital no mercado, e em alguns
casos em operações de mercado aberto. Alguns investidores institucionais possuem restrições para negociar
diretamente com essas instituições.
SOMA
Sigla para Sociedade Operadora para Mercado de Acesso, é o mercado que engloba empresas de menor liquidez. Deste
modo, a SOMA, que é atualmente controlada pela Bovespa, administra o mercado de balcão organizado no Brasil,
através de um sistema eletrônico de negociação dirigido por ofertas registradas por formadores de mercado e
instituições financeiras associadas.
A CVM está estudando usar o SOMA para negociar cotas de fundos imobiliários, como forma de aumentar a liquidez dos
fundos e torná-los mais populares entre os investidores de menor porte.
Split
Termo usado para denominar os casos em que ocorre desdobramento de uma ação, resultando em uma elevação do
número de ações emitidas, com a correspondente redução de seu valor nominal. O split não envolve emissão de novas
ações, mantendo o capital social da empresa inalterado.
Spread
O termo spread pode ser traduzido como margem adicional. Também pode ser usado para determinar a diferença entre
o preço de compra e vende de um título. Muito utilizado no mercado de renda fixa, o conceito de spread especifica qual
margem adicional deve ser paga por um devedor em relação a uma taxa de referência.
No caso de Eurobônus, por exemplo, as condições de mercado determinam que o emissor deve pagar um spread acima
da taxa referencial de prazo equivalente (Títulos do Tesouro norte americano, por exemplo). O spread, ou margem,
varia de acordo com uma série de variáveis, sobretudo qualidade de crédito do emissor, condições de mercado, volume
e liquidez da emissão ou empréstimo, prazo, etc.
Stop and Reverse (SAR)
O SAR (Stop and Reverse) é um indicador de análise técnica que deve ser interpretado como sendo o ponto de parada
e possível reversão de tendência.
Quando o valor de fechamento da ação no dia está abaixo do SAR, a ação está em tendência de queda; o inverso, ou
seja, quando o fechamento está acima do SAR, a ação está em tendência de alta.
Straddle
Termo que descreve uma operação na qual o investidor negocia um mesmo número de opções de compra (call) e de
venda (put) de um mesmo ativo com preço de exercício e data de vencimento idênticos.
Subscrição
Termo usado no mercado financeiro para determinar o lançamento de ações por uma sociedade anônima, sendo que os
recursos captados devem ser usados para investimento de acordo com as necessidades da empresa.
O termo Direito de Subscrição denomina o direito que é concedido aos acionistas de uma empresa para comprar mais
ações da empresa durante uma oferta de ações desta mesma empresa. Vale lembrar que este direito vale apenas
125

durante um prazo e para um preço pré-determinado.


Subscritor
Pessoa física ou jurídica que subscreve a compra do título comprometendo-se a pagar as mensalidades na forma
prevista nas condições gerais.
Sucess Fee
Do inglês significa taxa de performance (ou desempenho). Descreve a taxa cobrada por administradores de fundos de
investimentos sobre a parcela da rentabilidade de um fundo que tenha excedido a variação de um índice pré
selecionado.
Por exemplo, se a taxa de performance é de 20% sobre o IGP-M, isto significa que se o fundo rendeu 20% e o IGP-M
registrou alta de 15%, será cobrada taxa de performance sobre os 5% de rendimento adicional. No caso de um
investimento de R$ 10mil, isto implica em pagar 25% sobre 5% de R$ 10mil.
Superávit Primário
Termo usado para determinar o quanto o Governo arrecada a mais do que gasta, sendo que neste cálculo são excluídas
as despesas com juros no custeio da dívida pública. Em geral, nos acordos com o FMI o superávit primário é uma das
metas exigidas pelo organismo como exigência para a concessão de recursos.
Suporte
Termo usado em análise técnica de ativos financeiros, que determina o nível de cotações de um ativo onde existe uma
parcela substancial de investidores que estão dispostos a comprar estes mesmos ativos a este preço, de forma a evitar
que os preços caiam ainda mais.
Contudo, como as expectativas dos investidores mudam com o tempo, um suporte pode ser rompido, estabelecendo-
se, eventualmente, um suporte mais abaixo. Por exemplo, dizer que o suporte do Ibovespa está em 7.000 pontos,
equivale a dizer que quando o Ibovespa se aproxima deste nível está próximo do seu limite de queda.
SUSEP
Sigla que denomina a Superintendência de Seguros Privados é o órgão do Ministério da Fazenda responsável pelo
controle e fiscalização do mercado de seguro, previdência privada aberta e capitalização.
Swap
Do inglês, significa troca. No mercado financeiro trata-se de um jargão que se refere a um contrato de troca
envolvendo commodities, moedas ou ativos financeiros. A troca é feita para mudar datas de vencimento, indexador ou
os títulos que estão na carteira do investidor.
Há operações dessas na Bolsa, que tem regras e, em alguns casos, até garantias, e no mercado de balcão, ou seja, fora
de bolsa. Os contratos de swap foram lançados pela BM&F em abril de 1993.
Tábua de mortalidade
Tabela usada no cálculo atuarial de planos de previdência e seguros de vida, que apresenta para um determinado
número de indivíduos a sua probabilidade de morte ou sobrevida em várias idades.
Quanto mais recente for a tábua de mortalidade, maior é a expectativa de vida da população. Portanto, para um
mesmo indivíduo, a mudança para uma tábua mais nova implicaria na necessidade de se aumentar o valor das
contribuições para se manter o valor dos benefícios a serem resgatados.
Tábua de Sobrevivência
Funciona de maneira semelhante a tábua de mortalidade básica, mas com as margens de segurança (carregamento de
segurança) empregadas em sentido oposto ao da tábua de seguros para os casos de morte.
Assim sendo, a tábua de sobrevivência superestima a duração da vida dos expostos ao risco. Um exemplo de Tábua de
Sobrevivência utilizada no Brasil (também para casos de morte) é a AT-49 (Annuity Table for 1949).
Tarifa por extrato
Termo usado na indústria de carrtão de crédito e se refere à uma taxa cobrada pelas operadoras de cartão pelo envio
do extrato, alegando como justificativa que incorre em gastos de envio, confeccção e compensação do extrato.
Taxa de Administração
Uma das formas de remuneração do gestor pela administração dos recursos do fundo de investimento, que também
incide sobre os rendimentos dos planos de previdência do tipo PGBL, VGBL, etc.
A taxa é cobrada sobre o valor aplicado, sendo apropriada diariamente e cobrada mensalmente. O valor da cota do
fundo já vem descontado da taxa de administração e o percentual informado no regulamento é anual. Assim se o
regulamento disser que a taxa é de 2%, esta é a taxa anual. O valor da taxa varia com o perfil do fundo de
investimento.
Termo também usado na indústria de cartões que é cobrada pelas administradoras por cada operação com o cartão.
Taxa de carregamento
Ver carregamento.
Taxa de Custódia
Nome dado à taxa cobrada por um custodiante, em geral um banco ou corretora de valores mobiliários, pela
manutenção das ações ou outros valores mobiliários de seus clientes. Quando o investidor compra uma ação ou outro
ativo no mercado ele acaba não recebendo o título representativo, que fica sob a custódia do custodiante, que, por este
serviço, cobra a taxa de custódia.
Taxa de Performance
Além da taxa de administração, alguns gestores também cobram um taxa pelo seu desempenho, ou performance, que
é determinada como sendo a taxa é anual cobrada sobre a parcela da rentabilidade do fundo que excede a variação de
um índice pré-determinado (benchmark). Os períodos de cálculo da taxa de perfomance variam de acordo com o tipo
do fundo.
Taxa de Retenção
Indicador de análise financeira, que expressa a porcentagem do lucro líquido da empresa que não é paga aos acionistas
na forma de proventos. Em geral, empresas em fase de crescimento ou com baixo grau de capitalização tendem a ter
uma taxa alta de retenção.
Contudo, um número cada vez maior de empresas está aumentando a sua taxa de retenção de forma a manter uma
estrutura de capital suficientemente flexível para aproveitar possíveis oportunidades de crescimento (aquisição, fusão
etc) que venham a surgir. A fórmula de cálculo do indicador é a seguinte:
TaxRet = 1 - Dividend Payout %
Taxa Efetiva
Termo usado em geral para se referir à alíquota final de imposto cobrada sobre um determinado resultado, depois de
ajustado o imposto a pagar dos possíveis abatimentos permitidos por lei.
Assim sendo, uma empresa pode ter uma alíquota de imposto de renda de 30%, mas depois de ajustar seu resultado
antes de imposto para todas as deduções ou reversões, é possível que acabe pagando um percentual menor do que
30% sobre seu resultado antes de imposto, este percentual é conhecido como taxa efetiva.
Taxa líquida
Termo que se refere à rentabilidade final de uma determinada aplicação, depois de cobradas as taxas e impostos
necessários. Assim se uma aplicação rende, antes do pagamento de IR de 20%, algo como 2% ao mês, sua taxa líquida
126

será de 1,6%.
Taxa livre de risco
Essa taxa é utilizada como referência para análise de risco relativo, ou seja é a taxa que utilizamos para calcular o
retorno relativo do ativo financeiro. No Brasil a taxa livre de risco adotada é em geral o CDI.
Taxa Over
Remanescente da época hiper-inflacionária, trata-se de uma metodologia de cálculo de taxa de juros usada somente no
Brasil, que é usada como referência para empréstimos entre bancos.
Taxa Referencial (TR)
Ver em TR.
Taxas de Remuneração
O gestor do fundo de investimento é remunerado através da cobrança de duas taxas (administração e performance)
que são descontadas diretamente do valor da cota do fundo. Estas duas taxas são denominadas taxas de remuneração
que são pagas pelos investidores aos gestores de recursos em troca da sua capacidade enquanto gestor.
TBC/TBAN
Siglas que denominam a Taxa Básica do Banco Central (taxa mínima) e a Taxa de Assistência do Banco Central (taxa
máxima).
Trata-se de taxas utilizadas para financiamento de instituições financeiras junto ao BACEN. Essas taxas são definidas no
mês anterior durante as reuniões do COPON (Comitê de Política Monetária).
TBF
Sigla usada para denominar a Taxa Básica Financeira, que foi criada com o intuito de alongar o perfil de aplicações em
títulos, através da oferta de uma taxa superior à TR. É calculada da mesma forma que a TR, mas não se aplica o
redutor.
TDA - Título de Dívida Agrária
Título de responsabilidade do Tesouro Nacional emitido para a promoção da reforma agrária, que é emitido de forma
escritural na Cetip e cuja rentabilidade é pós-fixada e indexada à variação da TR.
Tendãncia
Termo usado no mercado financeiro para se referir a um movimento consistente e ordenado do preço de um ativo,
representando uma mudança nas expectativas dos investidores. Um dos princípios da análise técnica afirma que os
preços movem-se em tendências, e as tendências persistem.
Bastante usado também para identificar qual será o movimento de alguns indicadores econômicos, como por exemplo,
os de inflação, ou simplesmente as taxas de juros, entre outros.
Timing
Termo usado com freqüência no mercado financeiro para se referir ao momento mais indicado para realizar uma
determinada transação financeira, que pode ser comprar ou resgatar um título.
Titular
Termo usado na indústria de seguros que denomina a pessoa física ou jurídica proprietária do título, a quem devem ser
pagos os benefícios garantidos nas condições gerais do plano. O titular também pode ser o próprio subscritor ou outra
pessoa por ele indicada.
Títulos de Capitalização
Também conhecidos como planos de capitalização, esses títulos não devem ser vistos como uma forma de investimento
propriamente dita, mas como uma poupança programada, seu grande atrativo está nos sorteios mensais.
Entretanto, para quem pretende deixar o dinheiro aplicado por pouco tempo, o melhor é optar pela poupança, visto que
saques antes do final do prazo de investimento implicam em desconto do valor a ser resgatado.
O dinheiro que você investe no título de capitalização é dividido em duas partes, uma vai para a conta de investimento
que é corrigida com base na poupança e outra paga a taxa de carregamento, que é utilizada para financiar as quantias
sorteadas. A taxa de carregamento varia muito entre instituições, mas sempre deve estar explícita no contrato.
Títulos de Dívida Externa
Títulos de dívida pública colocados no mercado internacional, em geral denominados em moeda estrangeira. Existem
vários títulos de dívida externa, dentre os quais os Bradies e os bônus globais são os mais conhecidos.
Títulos de dívida pública
Termo que denomina os títulos financeiros com variadas taxas de juros, métodos de atualização monetária e prazo de
vencimento, utilizados como instrumentos de endividamento interno e externo.
Títulos e Valores
Conta de ativo do balanço patrimonial de uma empresa que engloba a soma de todos os seus investimentos em títulos
e valores mobiliários sejam eles para retorno próprio (carteira própria), vinculados ao Banco Central ou a compromissos
de recompra depois de deduzir as provisões para possíveis desvalorizações.
Títulos pós-fixados
Os títulos pós-fixados funcionam de forma diferente. Quando você investe em um pós-fixado você saberá o quanto irá
receber somente no final da aplicação . Isso ocorre porque o rendimento é determinado pela variação de um certo
índice mais uma taxa de juros determinada no início.
Alguns títulos do governo federal que rendem a variação da inflação pelo IGP-M mais uma taxa de juros pré-
determinada (digamos 6%) são um bom exemplo. Se a inflação for 7%, a taxa bruta (excluindo impostos) será de
13%, se for 9%, a taxa bruta será 15%. Portanto, um investimento pós-fixado é o mais adequado para quem espera
um aumento da inflaç
Títulos pré-fixados
São aqueles cuja remuneração é determinada no momento da aplicação. Assim quando o gerente do seu banco lhe
oferece um CDB pré-fixado de 30 dias rendendo 18%, isto significa que você já sabe o quanto receberá dentro de um
ano - o valor investido mais juros pelo período (30 dias) em que o dinheiro foi investido. A mais conhecida forma de
investimento pré-fixada no Brasil é a caderneta de poupança
Títulos privados
As aplicações em renda fixa podem ser organizadas de acordo com seus emissores. Existem basicamente três
emissores de títulos de renda fixa, que são:
• o Governo (LTNs, NTNs, etc.);
• os bancos (CDBs, RDBs, letras hipotecárias, letras cambiais);
• as empresas (debêntures, commercial papers)
Todos os títulos emitidos por bancos e empresas são conhecidos como títulos de dívida privada.
Títulos públicos
Assim como as empresas e os bancos, os Governos federal, estadual e municipal também precisam de dinheiro para
financiar suas obras e cobrir suas despesas. Os títulos emitidos por estas entidades são chamados de títulos de dívida
pública e podem ser pré ou pós-fixados.
127

No caso do Governo federal, os títulos também podem ser emitidos com intuito de sinalizar política monetária, como
aconteceu nos últimos meses com o Governo, emitindo títulos cambiais para controlar a alta do dólar
TJLP - Taxa de Juros de Longo Prazo
A TJLP foi criada em dezembro de 1994 com a finalidade de estimular os investimentos nos setores de infra-estrutura e
consumo. Ela remunera três fundos compulsórios, o PIS/PSEP, o FAT e o Funda de Marinha Mercante. Em 1995 a TJLP
passou a incidir sobre os financiamentos concedidos pelo BNDES, como Finame, Finem e Bndes automático. Ela é válida
para empréstimos de longo prazo, apesar de seu custo ser variável, ela permanece fixa a cada trimestre civil.
A metodologia de cálculo da TJLP foi alterada várias vezes, mas desde setembro/99, passou a ser calculada com base
na inflação média pró-rata prevista para os próximos 12 meses, dentro do conceito de metas de inflação, acrescido de
um prêmio de risco.
TMS - Taxa Média SELIC
Sigla usada para determinar a taxa média ajustada dos financiamentos diários apurados no SELIC, praticada nas
operações compromissadas por um dia, tendo como lastro títulos públicos federais, estaduais e municipais negociados
no mercado secundário.
TP - Tabela Price
Assim como o sistema de amortização constante (SAC) a tabela price é um dos tipos de amortização utilizados em
financiamentos imobiliários. Nesse sistema é a parcela (amortização + juros) que é constante, de forma que ao
contrário do SAC, o saldo devedor não se reduz desde o início do financiamento, mas apenas do meio para o final do
contrato.
TR - Taxa Referencial de Juros
A taxa referencial foi criada em fevereiro de 1991 para servir como uma referência dos juros praticados no mercado
financeiro.
Sua fórmula já foi modificada diversas vezes, mas nos últimos anos sempre esteve focada na apuração da taxa média
oferecida pelos bancos aos investidores de pequenas quantias em CDBs prefixados de 30 instituições, excluindo-se a
taxa mais baixa e a mais alta.
A TR é usada para definir o rendimento do SFH (Sistema Financeiro de Habitação) e das Cadernetas de Poupança, este
último determinado como sendo igual a variação da TR+0,5% ao mês.
Transações Correntes
Termo usado em economia e que determina a soma do resultado da balança comercial (que inclui exportações e
importações de bens) e a balança de serviços (que inclui as chamadas mercadorias invisíveis, como turismo, seguro,
etc).
O saldo em transações correntes é, desta forma, um importante indicador das relações comerciais de um país com o
resto do mundo.
Transferência
Direito do segurado de pedir, durante o período de diferimento, para que a seguradora transfira, parcial ou totalmente,
dos recursos da Provisão Matemática de Benefícios a Conceder.
Transferências Unilaterais
O termo transferências unilateriais é usado para determinar um dos componentes da balança de pagamentos de um
país, que inclui os valores ingressados no país através de doações, heranças, etc.
Treasuries (Títulos do Tesouro norte-americano)
Obrigações de dívida negociáveis do governo norte-americano emitidas com vários prazos. Podemos dividir os Tresuries
em três grupos, de acordo com o prazo: Treasury Bills (até um ano), Treasury Notes (de um a dez anos) e Treasury
Bonds (dez anos ou de prazo mais longo).
Os Treasuries são considerados dentre os investimentos mais seguros do mundo, e são constantemente usados como
referência para outros investimentos.
Treasury Bill
Obrigações de dívida do governo americano de curto prazo, com prazo de um ano ou menos e emitidas com desconto
sobre o seu valor de face.
A compra e venda de Treasury Bills é o principal instrumento que o Fed, banco central norte-americano, usa para
regular a oferta de moeda da economia. Muitos empréstimos de juros variáveis e hipotécas têm as suas taxas de juros
em linha com essas obrigações.
Treasury Bond
Obrigações de dívida do governo norte-americano de longo prazo com prazo a partir de 10 anos, sendo que são
emitidos através do sistema de leilão em datas determinadas, normalmente com pagamento de cupom semestral e
preço de emissão próximo ao par (100). O prazo mais comum é o de 10 anos.
Treasury Bond de 30 anos
Obrigações de dívida de longo prazo (30 anos), emitidas pelo governo norte-americano. Também conhecido no mercado
internacional como "Long Bond".
Treasury Note
Obrigações de dívida do governo norte-americano com prazo entre um e dez anos, que são emitidas através do sistema
de leilão em datas determinadas, normalmente com pagamento de coupon semestral e preço de emissão próximo ao
par (100). Os prazos mais comuns são 2 e 5 anos.
Tributo
Termo que se refere a uma receita instituída pela União, pelos Estados, Distrito Federal e Municípios, que inclui
impostos, taxas e contribuições de melhoria, nos termos da Constituição e das leis vigentes em matéria financeira.
A Constituição de 1988 colocou as contribuições sob o mesmo regime constitucional dos tributos em geral, às quais são
aplicadas as normas gerais de legislação tributária e os princípios da legalidade, irretroatividade e anterioridade.
Turnover
Indicador fundamentalista que mede o grau de liquidez das ações de uma empresa no mercado. Expressa a relação
entre a média de volume diário negociado no último mês e o free float da empresa, ambos medidos em números de
ações.
Free float é definido como a porcentagem do capital numa empresa que não se encontra em mãos de acionistas
estratégicos (com participação superior a 5% do capital total da empresa). Assim a fórmula de cálculo do indicador é:
Turnover = Volume Médio Diário (30 dias)/ Free float (em número de ações)
Último
Código para indicar a última cotação disponível de um determinado ativo (ações, CDB, etc.).
Underwritting
Do inglês significa subscrição. No mercado financeiro descreve as operações financeiras nas quais os bancos
intermediam o lançamento e distribuição de ações ou títulos de renda fixa para negociação no mercado de capitais.
União Européia (UE)
A União Europeia (UE) foi criada após a 2ª Guerra Mundial. O processo de integração européia foi lançado a 9 de maio
de 1950, quando França propôs oficialmente a criação da "primeira fundação concreta de uma federação européia".
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Foram seis os países fundadores (Bélgica, Alemanha, França, Itália, Luxemburgo e Holanda).
Após quatro rodadas de adesão (1973: Dinamarca, Irlanda e Reino Unido; 1981: Grécia; 1986: Espanha e Portugal;
1995: Áustria, Finlândia e Suécia), a UE reúne atualmente quinze Estados Membros e prepara-se para a adesão de
treze países da Europa de Leste e do Sul.
Parte dos países que compõe a UE adotou o Euro como moeda comum a partir de 1999, com as exceções ficando com a
Dinamarca, Suécia e Reino Unido, que portanto, mantiveram suas moedas nacionais e não fazem parte da Zona do
Euro.
Vício intrínseco (seguros)
Termo usado na indústria de seguros, que determina a condição natural de certas coisas que as torna mais suscetíveis
a se destruir ou avariar, sem que seja necessária a intervenção de qualquer causa externa.
VAGP (Vida com Atualização Garantida)
Um dos três novos seguros de vida com opção de previdência lançados no mercado. Recomendado para quem não se
beneficia do incentivo fiscal oferecido pelos PGBLs e planos tradicionais, que permite a dedução dos valores aplicados
nestes produtos do imposto a pagar desde que não supere 12% da renda bruta anual do investidor.
Os VAGPs buscam uma aplicação que garante rentabilidade mínima e correção da inflação, mas os ganhos financeiros
acima disso são divididos com o gestor do plano. Assim como nos VGBLs os impostos incidem sobre os rendimentos
financeiros acumulados. O VAGPs deverão ter taxas de carregamento iguais ou pouco maiores do que as do PGBL.
Valor de Empresa
O valor da empresa é utilizado no cálculo de indicadores fundamentalistas e é calculado como a soma do valor do
mercado da empresa mais a sua dívida líquida. Esse indicador expressa o valor da empresa pertencente não somente
aos acionistas (valor de mercado) mas também o pertencente aos credores (dívida líquida).
Valor de Face
Valor de uma obrigação, nota ou outro título como expresso no certificado ou instrumento. Apesar do preço das
obrigações flutuar a partir do momento de emissão até o seu resgate, eles são resgatados no prazo de vencimento pelo
seu valor de face, a menos que tenha ocorrido default. O valor de face é o montante sobre o qual o pagamento de juros
é calculado. Por exemplo uma obrigação com valor de face de $1.000 e juros de 10% paga $100 ao ano.
Valor de Mercado
Indicador usado em análise fundamentalistas para determinar os múltiplos de mercado, usado na análise de médio
prazo dos papéis de uma determinada ação. Expressa o valor de mercado do total das ações de uma empresa e é
calculado como:
ValMerc = Cotação*Quantidade total de Ações
Valor de Mercado Empresa
Expressa o valor de mercado da empresa tendo como base suas diversas classes de ações, é calculado como:
ValMercEmpresa = Cotação (Ação ON)* Qtde(AçõesON) + Cotação (Ação PN)*Qtde (Ações PN)
Valor Financeiro
Termo usado em análise fundamentalista que determina o valor financeiro de uma empresa é calculado pela seguinte
fórmula: ValFin = (PL + AC + ARLP - PC - PELP).
Onde:
• PL = Patrimônio - Líquido
• AC = Ativo Circulante
• ARLP = Ativo Realizável a Longo Prazo
• PC = Passivo Circulante
• PELP = Passivo Exigível a Longo Prazo.
Valor Intrínseco da Opção
Diferença entre o preço à vista de um ativo e o preço de exercício da opção deste mesmo ativo. Caso este valor seja
positivo, este será o valor intrínseco de uma opção de compra, caso seja negativo, será o valor intrínseco de uma opção
de venda.
Valor Mobiliário
Termo genérico usado para denominar papéis e títulos com valores que oscilam, como por exemplo, títulos públicos,
CDBs, ações, etc.
Valor Nominal
O valor nominal de uma ação é o valor que é mencionado no estatuto social da empresa e que determina o valor de
uma ação representativa de seu capital. É importante lembrar que o valor nominal é uma medida puramente contábil e,
portanto, nada tem a ver com o valor de mercado de uma ação, ou seja, o preço que os investidores pagam para
comprá-la na bolsa de valores.
Valor Patrimonial por Ação (VPA)
O VPA é o valor patrimonial de uma ação (ou lote de 1000 ações), calculado dividindo-se o patrimônio líquido pela
quantidade total de ações (ou lote de 1.000 ações) da empresa. Também é chamado de valor nominal da ação.
Valor Presente Líquido
Termo que vem do inglês Net Present Value e denomina uma forma de avaliar investimentos onde o valor do
investimento é equivalente ao valor presente dos fluxos de caixa futuros descontados por uma determinada taxa de
juros, que é denominada taxa de retorno do investimento. Um investimento somente deve ser considerado quando o
seu NPV é positivo.
Valor Residual
Termo utilizado no financiamento através de leasing, que se refere ao valor do bem ao final do contrato de leasing.
As operações de leasing ou arrendamento mercantil funcionam como uma espécie de aluguel, onde você tem a opção
de compra do bem no final do contrato. O valor pelo qual você pode comprar o bem é o chamado valor residual.
Valores Mobiliários
A definição de valores mobiliários é bastante genérica, incluindo a maioria dos títulos emitidos por sociedades
anônimas, desde que registrados junto a um órgão de regulamentação do mercado, como, por exemplo, a CVM no
Brasil.
Desta forma, podem ser considerados como valores mobiliários, entre outros, as ações, debêntures, além dos coupons
destes títulos, os bônus de subscrição e os certificados de depósitos de valores mobiliários.
Variação
Indica a oscilação, para cima ou para baixo, na cotação de um determinado título durante um período específico.
Variação 12 meses
Indica a variação acumulada do preço de um ativo em um período de 12 meses. Calculado como a variação entre o
último preço do ativo no dia em questão e o fechamento do mesmo dia no ano imediatamente anterior.
Variação Ano
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Indica a variação acumulada do preço de um ativo durante o ano em questão. Calculado como a variação entre o
fechamento do último pregão do ano anterior e o último preço do ativo no dia em questão. No caso de fundos
utilizamos o valor da cota.
Variação Dia
Indica a variação do preço de um ativo, como uma ação, cota de fundo, ou valor de qualquer título, durante o dia. Caso
o pregão ainda não tenha encerrado, reflete a variação acumulada no dia até aquele momento e é calculada com
relação ao fechamento no dia anterior.
Variação Mês
Indica a variação acumulada da cotação de um determinado título ou valor mobiliário (ação, fundos, câmbio, etc)
durante o mês em questão. Calculado como a variação entre o último preço da ação no dia em questão e o fechamento
do último pregão do mês anterior.
Variação Semana
Indica a variação acumulada do preço de um determinado título ou valor mobiliário (que pode ser uma ação, fundo.
câmbio, commodity, etc) durante a semana em questão. Calculado como a variação entre o último preço do título no
dia em questão e o fechamento do último pregão da semana anterior.
VE/EBITDA
Indicador fundamentalista para avaliar o preço da ação de uma empresa, para comparação posterior com outras
empresas no mesmo setor.
Expressa a relação do valor da empresa como um múltiplo de seu EBITDA (geração operacional de caixa ou lucro antes
de juros, imposto, depreciação e amortização) no ano anterior. O VE é definido como valor de mercado mais dívida
líquida.
VE/Vendas
Indicador fundamentalista para avaliar o preço da ação de uma empresa para posterior comparação com outras
empresas no mesmo setor.
Expressa a relação do valor da empresa como um múltiplo da sua receita líquida de vendas, onde valor da empresa é
definido como valor de mercado mais dívida líquida.
Venda em margem
Descreve operação de venda à vista de ações obtidas pelo investidor através de empréstimo junto à sociedade
corretora com que opera
Vesting
O termo vesting ou benefício proporcional diferido é usado para determinar um direito dos trabalhadores, que
contribuíram a um determinado fundo de pensão, de continuar filiado ao antigo fundo fechado até sua aposentadoria.
Regulamentado pelo Conselho de Gestão da Secretaria da Previdência Complementar, somente em setembro de 2002, o
vesting permite que o trabalhador possa, mesmo que haja quebra do vínculo empregatício, ter acesso aos recursos
depositados em seu nome no fundo de pensão, inclusive a parcela paga pela empresa. Ao se aposentar o trabalhador
recebe um benefício proporcional ao valor contribuído ao fundo.
Entretanto, para ter direito ao benefício é preciso ter havido quebra do vínculo empregatício e o cumprimento de uma
carência mínima no fundo de pensão, que não deve ultrapassar os cinco anos.
VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre)
Um dos novos seguros de vida com opção de previdência, desenvolvido com base nos PGBLs. A grande diferença é que
ao contrário dos planos de previdência do tipo PGBL ou tradicionais, não é possível abater o valor das contribuições ao
VGBL do imposto de renda a pagar durante a fase de acumulação.
Em contrapartida, ao contrário dos PGBLs, o imposto no resgate é calculado apenas sobre os rendimentos e não inclui o
valor das contribuições, sendo que o imposto é calculado com base na tabela progressiva de imposto de renda. Os
VGBLs devem ter taxas de carregamento iguais ou pouco maiores do que as do PGBL.
Viés
O viés é um instrumento que permite ao presidente do Banco Central alterar o valor da taxa Selic no período
compreendido entre as reuniões mensais do Copom (Comitê de Política Monetária). Assim, por exemplo, um viés de
baixa significa que o Copom poderia reduzir a taxa Selic antes da próxima reunião do Comitê, que em geral é marcada
para terceira semana de cada mês.
Analogamente, o viés de alta permite ao presidente do BC elevar a Selic antes da reunião, enquanto a adoção do viés
neutro garante que a decisão do Copom não será modificada até a próxima reunião do Comitê.
Volatilidade
Indica o grau médio de variação da cotação de um título, commodity, ou determinado mercadode subir ou cair
intensamente em um curto período de tempo. A relação da volatilidade de uma ação em relação à volatilidade do
mercado acionário como um todo pode ser medida através do seu coeficiente beta.
Quando se afirma que uma aplicação é extremamente volátil, entende-se que esta aplicação está sujeita à fortes
oscilações, o que pode ser decorrência das perspectivas para a companhia, falta de liquidez (bastante comum entre
algumas ações no Brasil), ou outras razões.
Volume
Medida, em moeda corrente, dos negócios de um determinado título, também conhecido como giro financeiro. É uma
importante medida de liquidez de um papel, já que mede qual o montante financeiro que um papel girou em um
determinado período de tempo.
Volumes crescentes podem indicar a permanência da tendência. Volumes decrescentes podem indicar uma possível
reversão de tendência.
Volume Médio Diário
Expressa a média durante os últimos 30 dias (ou 22 pregões) do volume diário negociado das ações de uma empresa.
VRGP (Vida com Remuneração Garantida)
Um dos três novos seguros de vida com opção de previdência lançados no mercado. Recomendado para quem não se
beneficia da possibilidade de deduzir as contribuições do plano do imposto de renda a pagar permitida pelos PGBLs e
planos tradicionais. Assim destina-se aos contribuintes que estão isentos do IR, ou declaram através do formulário
simples, ou já excederam o limite de dedução previsto nos PGBLs que é de 12% da renda bruta anual do contribuinte.
Os VRGPs garantem a correção dos valores aplicados pela inflação, sendo que ganhos superiores a este rendimento
garantido são divididos com o gestor do plano. Assim como nos VGBLs os impostos incidem sobre os rendimentos
financeiros acumulados. O VAGPs deverão ter taxas de carregamento iguais ou pouco maiores do que as do PGBL.
Yield to Maturity
Taxa de retorno até o vencimento de um título de renda fixa, que leva em consideração o total dos pagamentos
periódicos de juros, o preço de compra, o valor de resgate e o tempo que falta até o prazo de vencimento da obrigação.
É o indicador de rendimento mais utilizado para títulos de renda fixa.
Zero Coupon
Bônus que não paga cupom. A rentabilidade é determinada somente pela diferença entre o preço de aquisição e o preço
de vencimento.
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Zona do Euro
Composta pelos doze países que adotaram o Euro como moeda comum: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha,
Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo e Portugal.