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Manual de Redacao

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A impessoalidade decorre de princípio constitucional (CF,
art. 37), cujo significado remete a dois aspectos: o primeiro
prende-se à obrigatoriedade de que a administração proceda de
modo a não privilegiar ou prejudicar a ninguém, individualmente,
já que o seu norte é, sempre, o interesse público; o segundo
sentido é o da abstração da pessoalidade dos atos administrativos,
pois que a ação administrativa, em que pese ser exercida por
intermédio de seus servidores, é resultado tão-somente da
vontade estatal.

De acordo com o jurista Hely Lopes Meirelles,

o princípio da impessoalidade nada mais é que o clássico
princípio da finalidade, o qual impõe ao administrador
público que só pratique o ato para o seu fim legal. E o fim
legal é unicamente aquele que a norma de direito indica
expressa ou virtualmente como objetivo do ato, de forma
impessoal.1

Desde que o princípio da finalidade exige que o ato seja
praticado sempre com finalidade pública, o administrador fica
impedido de buscar outro objetivo ou de praticá-lo no interesse
próprio ou de terceiros.
Em outras palavras, a redação oficial é elaborada sempre em
nome do serviço público e sempre em atendimento ao interesse
geral dos cidadãos. Sendo assim, é inconcebível que os assuntos
objeto dos expedientes oficiais sejam tratados de outra forma que
não a estritamente impessoal.
Certos cuidados concorrem para que o redator alcance a

impessoalidade:
§ jamais usar de linguagem irônica, pomposa ou rebuscada;
§ não se incluir na comunicação;

1

Meirelles, 1990, p. 81.

MANUAL DE REDAÇÃO

33

§ evitar o emprego de verbo na primeira pessoa do singular e
mesmo do plural (essa recomendação não se aplica a certos
tipos de ofícios, em geral de caráter pessoal, assinados por
deputados);
§ dar ao texto um mínimo de elegância e de harmonia.
Uso do padrão culto da língua, clareza, concisão e,
especialmente, formalidade, objetividade e uniformidade são
outros importantes fatores que contribuem para a necessária
impessoalidade dos textos oficiais.

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